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ALMANÁUTICA Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano II – nº 10 – janeiro/fevereiro 2014 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Sufoco: sem vela e sem motor Confira também:

Radiocontrolado RC65

Classe 49er expõe situação da poluição no RJ Jacques Vabre mostra como se faz uma festa Extreme Sailing em Floripa: Team Brazil Festival dos Ventos em Canoa Quebrada Mulheres na final do Match Race

Caballitos de Totora Como se faz um Ceviche Scheidt: 10 vezes o melhor Novo Guia Náutico Marcando seu filame


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

Os bons também erram!

O final de ano foi generoso com a adrenalina dos velejadores. Os veleiros da Clipper colidiram na largada. Um dos experientes velejadores da Jacques Vabre, nada menos que acertou o pontão e teve que ser ajudado pela multidão que ali se aglomerava. O velejador Juca (ver matéria na página central) ficou em apuros sem motor e sem vela durante um vendaval. E nosso colunista Murillo Novaes capotou com um Velamar 32 na entrada da Baía da Guanabara durante uma ressaca, com seu filho de 13 anos a bordo. No final, todos bem. Mas isso nos dá um bom mote para reflexão: humildade e atenção aos pequenos detalhes podem ser fundamentais. Encostar um veleiro num pontão ou mesmo na vaga da marina pode ser um problema com um vento mais forte, e planejar com atenção após observar o que ocorre naquele momento (movimento, vento, corrente, maré) pode ser a diferença entre arranhar seu costado ou não. Pedir ajuda – há quem não admita – é muito bom para evitar encrencas. A carta náutica de papel que deve(ria?) ficar no cockpit serve pra que?, perguntam os adeptos do GPS Plotter. Pois bem, você fica olhando e se familiarizando com os perigos à sua frente enquanto o piloto automático e o plotter fazem seu trabalho escravo. Checar o funcionamento do rádio e ter os equipamentos de segurança à mão (atrás do que ficam seus coletes mesmo?), investir nos equipamentos que podem salvá-lo ao invés de perfumarias, pode fazer a diferença. Não quero ser a pitoniza do dia seguinte, mas se uma bobeada alheia não servir de aviso pra você, então me desculpe caro leitor, mas você merecerá passar por isso também. Medo também faz parte da boa navegação. Na medida certa, ele pode trazer a prudência mais perto da sua consciência. Se apesar de todos os cuidados e experiência do velejador, um acaso, uma previsão errada, uma quebra inesperada podem entornar o caldo, o que dirá se não formos convencionais e protocolares em nossa navegação? Com a palavra, quem está livre de cometer um erro... Ricardo Amatucci - Editor

Dos Leitores

O jornal Almanáutica muito me surpreendeu com suas matérias objetivas e de interesse direto de todos nós velejadores de cruzeiro, tais como Cobrança de IPVA, fiscalização da receita federal nas marinas para barcos acima de 29 pés, Regata Santos Rio, Aventura no Alasca, XXV Refeno, instalação de placa solar, primeiros socorros e muitas outras informações, muitas mesmo. Abraços e bons ventos. Bernardino Ramalho

Foto da capa

A foto de Matias Capizzano retrata uma das regatas realizadas na Bahia durante a Club Med Sailing Week Almanáutica: Jornalista Responsável: Paulo Gorab Jornal bimestral, com distribuição nacional nos principais polos náuticos do Brasil. Ano 02, número 10 jan./fev. de 2014 Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier Contato: falecom@almanautica.com.br Almanáutica é uma marca registrada. Proibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site e fique por dentro das novidades diariamente: www.almanautica.com.br

Murillo NOVAES Olá amigos de alma náutica, eis que nos encontramos aqui no epílogo deste 2013 que se vai, com a certeza de que os deuses do mar, das águas e dos ventos foram mais que generosos conosco neste dezembro de nosso senhor. Para aqueles que não sabem, este colunista, misto de navegador (péssimo) e escriba (nem tão melhor assim), está renascido. Aos que porventura não tenham lido o relato que fiz do terrível acidente que sofri no dia oito do corrente mês (http://bit. ly/acidentevela) fica um resumo aqui. Eu, meu melhor amigo em Cabo Frio, Fábio Collichio, e meu filho de 13 anos, Pedro, vínhamos velejando de Cabo Frio para o Rio no Velamar 32 “Fratelli” de Fábio quando, por volta de meia noite e cinco, do domingo dia 8/12, por um erro crasso deste navegador, capotamos na laja da ilha da Mãe, em Niterói. O fato de quase ter morrido e matado meu filho e amigo só aumenta minha culpa e não fosse o imenso carinho que recebi da comunidade vélica brasileira em centenas de mensagens, nem sei se aguentaria tanta angústia. Deixo aqui, mais uma vez registrado, o meu imenso agradecimento a todos que se manifestaram e dividiram comigo suas próprias histórias, pensamentos e sentimentos. Jamais recebi tantas energias positivas em toda minha vida. Obrigado! O fato é que, passadas quase duas semanas do ocorrido, só agora começo a refletir melhor sobre tudo. No texto que publiquei em meu site fiz menção a um erro terrível – a desatenção por estar falando ao celular em uma aproximação complicada com a laje

a sotavento –, e outro que julguei então menor e não decisivo – o fato de não estar completamente informado das condições de mar na barra do Rio de Janeiro. Hoje vejo que ambos tiveram papel preponderante no acidente. Como relatei, ao sair de Cabo Frio fizemos um contato com a atalaia local e perguntamos à operadora do rádio sobre um suposto aviso de mar grosso (de fato havia um!) ao que ela disse que havia expirado, pois era de 24 horas. Calculei que ainda demoraríamos mais 14 horas, no mínimo, para chegar ao Rio e fiz-me ao mar. Jamais consultei, eu mesmo, o site da marinha ou qualquer outra fonte. E isso foi quase fatal. Quando amigos me enviaram as fotos de Carlos Burle surfando naquela mesma laje em uma ressaca parecida (maior, mas similar) vi que jamais poderia ter entrado naquele canal estreito, entre a Mãe e o Filhote, em tais condições. Mais. Sendo uma noite nublada e escura deveria ter ficado duplamente atento ao estado de mar e não o oposto, completamente distraído pelo telefonema de parabéns ao meu filho mais velho, Gabriel, que aniversariava na data. A combinação da minha desatenção com o mar grande, com as ondas rebentando muito mais fundo, alto e longe da laje, foi talvez a maior causa do nosso infortúnio. Passado o período de buscas, onde mergulhadores, barcos com garateias e até amigos varrendo as areias das praias próximas não localizaram um vestígio sequer, outra questão começa a nos consternar. Terá o “Fratelli” sido roubado? Como homem do mar me incomoda muito a hipótese. Já que o camarada para se aproveitar de um terrível acidente e sorrateiramente rebocar um barco avariado, com o mastros partido, se-

Crônicas Flutuantes Peço vênia ao leitor – e ao chefe – por abordar assunto não combinado e ligeiramente subversivo para essas “Crônicas Flutuantes”. Ô... ô... cadê o cara do IPVA? Me diga! Cadê ele? Queria perguntar uma coisinhas. Será que ele tem barco? Será que, tirando a jacuzzi do funcional , já se aventurou pelos caminhos das águas? Ouvi direito?, o fulano quer tascar um IPVA para veleiros? Será que ele sabe quanto custa uma abraçadeira de inox, uma porcaria de uma defensa de plástico, uma âncora? Será que ele sabe que um motorzinho auxiliar para veleiros custa, aqui em Pindorama, o triplo ou mais do que nos Esteites? Será que ele sabe que se agente for abastecer diesel nos postos flutuantes, a gente paga 20, 30, e até 40% a mais do que em terra, com a desculpa de ser um tal de diesel marítimo, mas que não passa da mesma gororoba química que vive a entupir pescadores, filtros e bicos. Será que ele sabe que se a gente pedir pinico no meio do mar não pode contar com a existência de uma Guarda Costeira e, tirando a boa vontade de alguns, estaremos provavelmente “nas mãos de Deus”? Será que ele sabe que Capitanias de portos são habitadas por seres superiores e que, via de regra, mortais comuns costumam levar uma canseira dos diabos lá dentro, onde para tudo se tem que recolher uma taxinha , vez que outra não tão inha assim? Será que ele sabe o precinho camarada que se paga por um diária numa das parcas marinas do litoral? Será que ele sabe da não existência de uma única marina pública em toda a costa? Quais as obras de infra estruturas feitas no mar ou em rios que beneficiam o navegante de esporte e recreio e justificariam um imposto? Cesta básica para os mafiosos os portos, talvez! Será que ele sabe que se a gente chegar num desses porto, bem limpinhos e organizados que existem por aí, temos boas chances de trombar com esses

mi-alagado, etc. tem que ser muito “espírito de porco”. Entretanto, até as autoridades navais me alertaram que seria prática comum. Algo muito triste no já imenso rol de tristezas anti e a-éticas dos nossos tempos. De todo modo, hoje me mobilizo para conseguir ressarcir o Fábio de suas perdas materiais (as emocionais são impossíveis) já que o barco não tinha qualquer tipo de seguro. E agradeço também a sugestão dos amigos de fazer uma vaquinha ou rifa para me auxiliar. Vamos ver... O espírito de solidariedade do mar e as inúmeras manifestações dele que recebi, no entanto, são o que de mais positivo posso tirar disso tudo. Foi lindo! De verdade! E claro, o estudo minucioso de todos os erros cometidos para evitar repeti-los é importantíssimo também. Obviamente o fato de termos todos saído ilesos daquela laje é algo que sempre agradecerei aos céus e que jamais esquecerei enquanto estiver vivo. Uma semana depois da capotagem, a convite do nosso medalhista de ouro, Edu Penido e do comandante Sergio Andrade, fui o navegador da máquina “Zing3” na regata Preben Schmidt, que homenageia o patriarca da família Schmidt Grael, e pude montar novamente a ilha da Mãe e sua laje. Em regata e, graças ao intrépido Edu, que quase me mata do coração, tirando fina da onda que quebra ali. Foi um sentimento dúbio. A alegria de ter superado este episódio terrível, as lembranças inquietantes dos momentos de angústia e o enorme respeito que hoje tenho por aquela e por todas as outras pedras submersas dos mares deste mundo. Nasci de novo para isso. Amém! Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula

Cadê o cara do IPVA? mafiosos e, dependendo da cara do freguês, é capaz de sermos escorraçados a tiros. Será que ele sabe que ainda se ensina pras criancinhas dessa pátria amada-idolatrada-salve-salve, sobre as glórias e feitos de grandes almirantes e generais que nos livraram do jugo Paraguaio em 1864/70 – uma das pouquíssimas refregas em que a gloriosa-armada-salve-salve se meteu – e que se eternizam em nomes de ruas e de avenidas pelo país afora, mas, a bem da verdade, não passam de heróis de araque que estavam a serviço dos poderosos de plantão – Inglaterra no caso – e protagonizaram, juntos aos irmãos uruguaios – ufa!!!, até que enfim alguém liberalizou a danada – e argentinos, um genocídio sem precedentes na América Latina? Será que ele sabe que, apesar desses nossos protetores ordinários, já não há um lugar sequer no litoral onde se possa ancorar sem que se fique com a pulga atrás da orelha com assaltos, estupros ou até encontros com mensaleiros, funqueiros e outros eiros mais recentes? Será que ele sabe que nossas águas costeiras já estão infestadas de piratas, desde quadrilhas organizadas e especializadas no roubo de motores de popa , reversores e etc., até uma cambada de ratos de porto que rouba aquilo que estiver mais à mão para trocar pela pedra do dia no traficante mais próximo. Será que ele sabe que as praias e costeiras deste pendão-da-esperança-salve-salve, não poucas vezes, estão atulhadas de lixo, cocos, xixis, metais pesados e outras tantas sujidades humanas em concentrações ligeiramente acima do pior índice estabelecido seja lá por quem? Será que eles sabem que tartarugas, peixes, mamíferos e outros habitantes aquáticos morrem às miríades por engolirem sacolas plásticas, camisinhas, pets e etc. Será que ele sabe que durante feriados e temporadas, nossas águas transparentes e límpidas sofrem a in-

vasão de uma chusma de jet-skis e lanchas destrambelhados, via de regra, comandados por entidades com ligeiras tendências airtonsênicas e fitipaldianas muuuuuito educadinhas,responsáveis e habilitadas, que transformam a beirinha da praia – onde nadam criancinhas, idosos, deficientes, pessoas normais, papagaios, pingüins, cachorros, caxinguelês e cururuás, belas damas e, às vezes, até peixes – numa espécie de salve-se-quem-puder, sendo que só não ocorrem mais acidentes, não porque Deus seja brasileiro, mas porque o diabo, ao que tudo indica, parece tirar folga justo nessas ocasiões? Senão, onde estariam os descendentes dos Tamandarés e dos Barrosos para dar um basta definitivo nisso? Será que ele sabe que parte significativa de velejadores são pessoas que amam os barcos; não os compram por meros caprichos ou para lavarem o dinheiro de suas falcatruas e que muitas vezes fazem das tripas coração para mantê-los? De maneira geral são pessoas que militam pela causa da sustentabilidade e têm como patrocinadores os ventos, as ondas, os peixes as aves e o respeito pela natureza e, que se tenha notícia, nunca deram um tiro sequer em santuários ecológicos. Ô... ô... cadê o moço do IPVA!!!? Queria tanto fazer umas perguntinhas... Afinal, seremos mais uma vez esfolados por um imposto sem pé nem cabeça para termos exatamente O QUÊ em troca? – Ô imbecil (é o Grilo Falante – alguém aí se lembra do Grilo Falante? – assoprando em meu ouvido)... larga mão de fazer perguntas idiotas uai* * meu grilo falante é mineiro José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana


Rio Grande do Sul 5º POA Match Cup Equipes gaúchas disputam a final do Brasileiro de Match Race e quem leva é Nelson Ilha, com Barbachan e Geórgia O 5º Porto Alegre Match Cup – Campeonato Brasileiro de Match Race – teve uma final entre equipes gaúchas. O título ficou com Nelson Ilha após vencer Philipp Grochtmann por 2 a 1. Na terceira colocação ficou a tripulação argentina de Pablo Volker que ganhou por 2 a 0 da equipe da Marinha Brasileira, comandada por Fernanda Demétrio Decnop (RJ). Nelson Ilha contou na sua tripulação com as velejadoras Ana Barbachan e Geórgia da Silva. O 5º Porto Alegre Match Cup – Brasileiro de Match Race – teve a participação de oito equipes do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Argentina.

Bahia Oceano

O Campeonato Baiano de Vela de Oceano 2013, promovido pela Federação de Esportes Náuticos do Estado da Bahia – FENEB e Flotilha de Veleiros de Oceano da Bahia – FVOBA, aconteceu em Itaparica. Foram duas semanas, quatro regatas e uma programação com confraternizações, palestras, relatos de navegadores, mesa redonda por formadores de opinião e atividades para as crianças. Marcado pelo equilíbrio das disputas, o campeonato só revelou seus campeões na última regata. Na classe ORC, o Spirogyro (Arnaldo Pimenta YCB) conquistou pela primeira vez o título. Em segundo ficou o Marujo’s (Gerald Wicks - Aratu Iate Clube) e terceiro o Yacht 2 (Felipe Pedreira – YCB). Na RGS, o veleiro Alpha 2 (Jorge Vita - Saveiro Clube da Bahia), e os veleiros Táta, (José Luiz Couto) e Piabinha (Carlos Nolasco) ambos do Aratu Iate Clube em segundo e terceiro lugares respectivamente. Na classe Multicasco Geral, Maracatu, do Comandante Wilder Gouveia, do Aratu Iate Clube, foi o campeão, seguido por Stradivarius de Silo Vidal, do Angra dos Veleiros, em segundo e Sea Walker 2, de Ramon Segundo, da Marina Aratu, em terceiro.

Club Med Sailing Week A Ilha de Itaparica sediou em novembro o Club Med Sailing Week. Mais de 30 barcos velejaram nos bons ventos da Baia de Todos os Santos. O primeiro dia de competição foi reservado ao Campeonato Norte e Nordeste da Classe Snipe e competições de Optimist. Nos dias subseqüentes foi a vez do Windsurf (válido como Campeonato Brasileiro) o Norte e Nordeste da Classe Dingue; a 2ª Etapa do Circuito Nordeste de Hobie Cat, além de regatas para a classe Laser. Também foram realizadas regatas de Stand Up Paddle. A ideia de reunir diversas competições em um só evento certamente é uma maneira de otimizar os esforços, atrair mais patrocínio, participação e público. Valeu Bahia! Foto: Mathias Capizzano

Agito Bahia: Club Med Sailing Week

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UM GIRO PELA COSTA As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.

Jangadeiros: Iatista do ano

Clube inova ao eleger pela web o iatista destaque do ano de 2013 Desde 1981, o Clube dos Jangadeiros homenageia entre seus velejadores, o que mais se destacou ao longo do ano. O escolhido recebe o Troféu Edmundo Soares, prêmio já entregue a campeões mundiais, pan-americanos, sul-americanos, brasileiros e até mesmo à medalhistas olímpicas. Iatistas como Nelson Piccolo, José Luiz Ribeiro/Paulo Ribeiro, George Nehm/Henrique Bergallo, Marco Aurélio Paradeda/Peter Nehm, André Fonseca/Rodrigo Duarte e Fábio Pillar já receberam a homenagem e tem seus nomes eternizados na taça. Este ano, a novidade é que a escolha foi feita através de votação no site do Janga. Concorreram as duplas Fernanda Oliveira e Ana Barbachan, Alexandre Paradeda e Gabriel “Bolinha” Kieling, Tiago Brito e Andrei Kneipp além de Lucas “Sorriso” Mazim. E quem levou o troféu 2013 foi a dupla Tiago Brito e Andrei Kneipp, que disputaram oito importantes competições da classe 420, e entre elas conquistando o Mundial da Juventude, em Limassol, no Chipre.

Santa Catarina

Por volta das 15:30h de 3/12 o veleiro Firulete, (Fast345), do Comandante Norberto Zaniboni chegou ao Veleiros da Ilha Mesmo local de onde zarpou em 01 de agosto de 2012, completando seu Giro pelo Atlântico. Contando com vários tripulantes diferentes Norberto subiu a costa brasileira, fez a Refeno, a Fenat (regata Fernando de Noronha Natal) a travessia até Trinidad e Tobago no Caribe, subiu pelas ilhas de barlavento até Sint Maarten. De lá atravessou o Atlântico, no hemisfério Norte, para os Açores. Passou pelo Marrocos, Canárias e Cabo Verde, atravessou o Atlântico novamente e desceu a nossa costa para retornar ao porto de origem, em Florianópolis.

Almanáutica registra o momento em que a dupla retorna da volta ao mundo

Rio de Janeiro Poluição que de lixo. Marco Grael, que está competindo por uma vaga nas equipes brasileiras , diz envergonha que as coisas estão piorando: “Apenas 10 O site oficial da Classe 49er mostrou em dezembro, a vergonhosa situação da poluição na Baía da Guanabara. O texto a seguir é apenas um resumo da matéria publicada no site da Classe (http://49er.org). Leia e envergonhe-se também: “Mais da metade dos velejadores de 49er top 10 do mundo estão velejando nas águas olímpicas da Guanabara para se acostumar com as condições. Durante a noite, uma tempestade envolveu Rio ao longo de três horas. Inundações pelas ruas afunilaram o lixo de toda a cidade na Baía de Guanabara. Para a cidade como o Rio, o efeito é desastroso. A maré que vazou contribuiu para que toda a área da competição ficasse cheia

mudar a raia para fora, no oceano e longe da cidade “, disse Alan. Além do lixo, o esgoto é um problema bem conhecido de todos os esportistas dos Jogos Olímpicos Rio . Os níveis de qualidade da água são 186 vezes piores do que o permitido”. O texto continua num tom irônico e comico, inumerando as piadas que ocorreram de acordo com o objeto encotrado por cada atleta no lixão olímpico flutuante. Lamentável!

anos atrás, o lixo seria levado para o mar. Agora não está acontecendo. O lixo está se concentrando e as condições de navegação se tornando pior ano a ano”. Alan Norregaard, bronze em Londres 2012, foi um dos mais prejudicados. Durante o segundo dia de competição ele ficou lado a lado com o líder do campeonato, Nico Delle Karth, da Áustria. Com uma ligeira vantagem, Alan e seu proeiro “atropelaram” um saco plástico que ficou preso na bolina. Tiveram que ir pra trás para que o plástico se desprendesse e, claro, perderam a chance de qualquer vantagem sobre os austríacos. “Isso é inaceitável como um local olímpico. Eles precisam limpar ou Poluição junto à Vila Olímpica no RJ


ALMANÁUTICA

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Itajaí Florianópolis Curtidas valeram Extreme Sailing Series no Brasil A regata do Team Brazil decepciona, mas brasileiros curtem o evento: adrenalina pura cirurgias agradecimento Em sua passagem por Itajaí, a regata Tanguy de Lamotte é o comandante do O Extreme Sailing Series aportou em Floripa com seus oito velozes catamarãs de 40 pés Jacques Vabre mostra que sabe fazer veleiro Iniciative-Coeur, o penúltimo co- (12 metros) para a etapa final da temporada, emocionando os fãs da vela que costumam locado na Jacques Vabre etapa Itajaí. Che- lotar as arenas montadas junto à raia, como torcedores em um estádio de futebol. Com uma festa de agradecimento A vigésima edição da Regata Jacques Vabre, passou brilhantemente por Itajaí. Entre os eventos da competição, destacou-se uma regata in-port da qual participaram 12 barcos das classes Imoca (monocascos de 60 pés), MOD 70 (trimarãs de 70 pés) e Multi 50 (trimarãs de 50 pés). Apesar do frio e da chuva, muita gente foi ver a montagem da boia colocada junto à entrada do canal de acesso ao porto. Após um desfile em frente à vila, para deleite dos espectadores, iniciou-se a regata que foi assistida também na água: botes de borracha, lanchas, veleiros pequenos, médios e grandes levavam os mais afeitos ao esporte. Nas tripulações, não apenas os comandantes profissionais, mas alguns dos 480 alunos que se formaram nos cursos de vela, remo, arte e construção naval organizados pela ANI – Associação Náutica de Itajaí este ano, os monitores da associação, jornalistas, patrocinadores, o pessoal da organização de terra, e quando possível, até quem pediu para ir. Mais um exemplo de como se faz para deixar o esporte mais popular, numa época que até nos Jogos Olímpicos algumas Classes são cortadas em nome da falta de retorno e demora na realização das competições...

Itajaí em Festa: exemplo de como faz

gou quase uma semana depois do primeiro colocado e nove segundos na frente do último, o barco Tean Plastique. Os dois também fecharam a raia da última Vendee Globe. Tanguy fez a volta ao mundo em solitário, sem escalas e sem assistência em 98 dias, 20 a mais do que o primeiro colocado e 6 na frente e Alessandro de Benedetto, do Tean Plastique.

paradas na Europa, Ásia e América do Sul, o Extreme reuniu oito equipes dos países envolvidos, representadas por cinco tripulantes cada, além de um convidado. Os catamarãs chegam a atingir a velocidade de 70 km/h. Em cada uma das etapas anteriores, o país-sede formou uma tripulação local. O desempenho do Team Brazil não foi dos melhores, terminando a etapa em último lugar, e com uma quebra nas últimas regatas. A equipe foi formada por André Mirsky (RJ), André Chang (SC), Marcel D`Almeida (SC-reserva) e José Dauth (SC-reserva). Lars Grael foi o coordenador do Team Brazil. Chang destacou para o Almanáutica um ponto negativo: o fato de o público esperar um desempenho do barco brasileiro, semelhante ao dos demais participantes. “Mas o lado positivo foi a experiência e o contato com uma categoria top”, completou. A temporada teve a equipe do The Wave Muscat como vencedora. O comandante Leigh Mcmillan tornou-se o primeiro bicampeão e a equipe, tri. Apesar de a equipe somar os

Iniciativa do coração para o coração O Iniciative-Coeur é um dos barcos mais velhos ainda em regata, tem 15 anos e pesa quase duas toneladas a mais do que o Macif, barco que François Gabart usou para bater todos os recordes da Vendee Globe, mas que quebrou na costa baiana quando liderava a Jacques Vabre. Mas não tem problema. Só nesta regata Tanguy de Lamotte, que correu em dupla com François Damiens, garantiu a cirurgia cardíaca, na França, de 5 crianças provenientes de países pobres. Cada curtida na página da equipe publicada no Facebook valia 1 Euro, cada 12 mil Euros equivaleu a uma cirurgia. Ao cruzar a linha em Itajaí, 62.690 Euros haviam sido transferidos de contas de um pool de empresas francesas para custear as operações. Durante a Vendee Globe ele angariou 180 mil Euros e salvou a vida de 15 crianças.

Guarapiranga - SP Opt: os melhores O Clube de Campo São Paulo foi palco da entrega dos prêmios do Ranking da Classe Optmist de 2013, além do Campeonato Paulista 2013. No ranking os premiados foram: Em primeiro lugar, André Fiúza. Em segundo Olivia Belda e em terceiroThomas Roth. Os 21 classificados no ranking vão disputar o Campeonato Brasileiro em Ranking definiu quem vai ao Brasileiro janeiro, em Maria Farinha, no Recife.

Extreme: Catamarãs a mais de 70 km por hora, com capotada e muito público mesmo pontos que a Alinghi (74) prevaleceu o critério de desempate – maior número de vitórias na competição. Segundo a organização o público chegou a 50 mil pessoas no final de semana da etapa decisiva em Floripa. E o Almanáutica estava lá! Clínio de Freitas avaliou como positiva a participação brasileira: “Foi um imenso prazer competir com toda essa torcida a favor. Florianópolis é uma cidade linda e um ótimo lugar para velejar”, comentou. O SAP Team não deixou de dar seu show: uma bela capotada que pode ser vista no site oficial da Extreme. Na regata 7 o Extreme40 do SAP Extreme Racing Team pegou uma forte rajada de popa, com o Gennaker armado, enterrou a proa de sotavento na água e não conseguiu evitar a capotagem. A equipe de apoio e a de resgate chegou rápido e na tentativa de desvirar o catamarã mas ele virou novamente e quebrou o mas-

tro. Os tripulantes nada sofreram. Monotipos e Windsurf A Copa Mais Brasil de Monotipos, competição paralela ao Extreme Sailing Series, acabou com vitória de Alex Veeren, da classe Laser. O velejador do Iate Clube de Santa Catarina (ICSC) superou outros 26 barcos das classes Snipe, Dingue e Opitimist. As duplas segunda e terceira colocadas, ambas também do ICSC, velejaram na classe Snipe: Paola Boabaid/Carlos Berenhauser e Michel Durieux/Dionísio Durieux. Entre os Optimist, Rafael Servaes, do mesmo clube, foi o mais bem colocado. A prancha a vela teve seu espaço nas preliminares do Extreme 40. Adrien Caradec, da escola Openwinds, da Lagoa da Conceição, venceu o NeilPryde Windsurf.

Preben Schmidt

Bons tempos de Lars, Preben e Torben A XVIII Regata Preben Schmidt foi realizada em dezembro. A regata homenageia o avô de Torben, Lars e Axel Grael, e o percurso da regata é o mesmo de quando o avô levava os hoje ilustres netos para passear na Baía da Guanabara. Este ano a regata também, homenageou Benjamim Sodré Jr. ilustre velejador e o mais experiente na raia, além dos 40 anos da conquista da Fastnet Race pelo veleiro Saga. Também foi entregue o Troféu Ingrid Grael para o barco mais elegante. Foto: Blog Axel Grael


Angra dos Reis - RJ 10ª Festvela Bracuhy Quase dois anos após a venda, e o início das mudanças na Porto Marina Bracuhy, a primeira fase da reestruturação da área sob administração da BR Marinas foi inaugurada em dezembro. Das 196 vagas secas (até 60 pés) previstas inicialmente, foram inauguradas 168 vagas secas (para barcos de até 41 pés) e 28 para barcos de 42 à 60 pés. Nessa fase são 15 vagas molhadas para até 90 pés. É conferir. Foto: BR Marinas

A tradicional festa no ICAR em Angra A tradicional regata Paraty-Angra teve sua décima edição. Este evento, que encerra as atividades de vela de oceano na Baia de Angra dos Reis e Paraty, vem se realizando desde 1983. Por iniciativa da Soamar – Sociedade dos Amigos da Marinha, de Angra dos Reis e de Paraty, em 1983, foi realizado um evento homenageando a Marinha do Brasil: Uma regata no final de semana mais próximo ao dia 13 de dezembro (Dia do Marinheiro). No início a regata era realizada em duas etapas. A primeira tinha a largada em Angra dos Reis, e chegada em Paraty. Após a chegada havia um grande churrasco em Paraty para todos os participantes e no dia seguinte acontecia a segunda etapa com largada em Paraty, chegada em Angra e premiação também em Angra. No final da década de 90, a Soamar anunciou que não faria mais o evento e o ICAR – Iate Clube de Angra dos Reis assumiu a organização. Mais ou menos nessa época (1997/98), a etapa de domingo foi eliminada, e a premiação foi em Paraty, durante o churrasco no sábado. O ICAR realizou a Angra–Paraty até sua 21ª edição em 2003, por dificuldades com as parcerias em Paraty, principalmente local onde oferecer o churrasco. Em 2004, substituiu o evento pela 1ª Festvela, com uma etapa no sábado, largada em Paraty e chegada em Angra, com almoço e premiação na sede do clube. Essa é a fórmula que acontece até hoje. A décima edição da Festvela tem organização do ICAR – Iate Clube de Angra dos Reis, com apoio do Jornal ALMANÁUTICA (que distribuiu sacolas com DVD’s, chaveiros, protetores solar da Anasol e exemplares do jornal), da Farvo – Flotilha de Angra dos Reis de Veleiros de Oceano, do INP – Instituto Náutico Paraty, do Quiosque do Ceará (Paraty), do Margarida Café (Paraty), entre outros.

Ilhabela - SP YCI renova Comodato

Guarapiranga - SP Fechando 2013

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O Clube de Campo Castelo organizou a regata de encerramento de 2013 na Guarapiranga, terminando o ano com chave de ouro. A regata de percurso para todas as classes teve uma especial na Optmist, tripulada por dois atletas: um iniciante e outro mais experiente. Após a regata houve uma cerimonia de premiação com um lanche (e vista para a represa), oferecido pelo Clube de Campo. Os velejadores puderam deixar seus barcos amarrados no píer do clube, ou numa boia que foi disponibilizada pelo clube. A regaSub-sede YCI com comodato renovado ta utilizou o sistema de ranking usado nas regatas do SPYC e do YCSA (Wednesday O Yacht Club de Ilhabela e a Marinha do Night Racing). Brasil renovaram o comodato de uso da área da Sub-sede do Saco do Sombrio. O documento foi assinado no último dia 16 de novembro pelo representante da Mari- O Campeonato Brasileiro Classe MT19’ nha, o Delegado da Capitania dos Portos (Microtonner 19) foi realizado em novemem São Sebastião, Alexandre M. de Sou- bro. Sagraram-se campeões brasileiros na za, pelo comodoro do YCI, Marco Anto- classe os velejadores paulistas Juan De La nio Fanucchi e pelo vice-comodoro, José Fuente e Celestino Bourroul Neto. Em seYunes. Foto: YCI gundo lugar a tripulação de Santa Catarina, composta por Roberto Assis, Eduardo CasCaballitos de Totora tan e Lucas Ferreira. A novidade na competição foi que pela primeira vez houve uma Na onda do Stand Up Paddle, o DPNY Bea- equipe exclusivamente feminina, composch Hotel de Ilhabela resgatou os Caballitos ta por Renata Bellotti, Tatiana Ribeiro e de Totora, o primeiro SUP conhecido pela Fernanda Mazzotti, que não deixaram por humanidade. O hotel resolveu importar 10 menos: fiaram com o terceiro lugar. Se cuiunidades depois da demanda dos hóspedes da rapaziada! Outro destaque foi a partie realizar uma pesquisa sobra a origem do cipação expressiva de Minas Gerais, com esporte. “O SUP surgiu há dois mil anos diversas tripulações. Organização do Yacht no Peru. E é de lá que esses equipamen- Club Paulista, com apoio da Federação de tos, produzidos artesanalmente, foram Vela do Estado de São Paulo – Fevesp e da importados”, explicou Heiko Obermüller, Confederação Brasileira de Vela – CBVela. diretor geral do hotel. Existem teorias que sustentam que o artefato teria nascido no

Brasileiro MT19’

Mudanças no Bracuhy após dois anos

Rio de Janeiro Match Race Brasil A tripulação comandada por Henrique Haddad, o “Gigante”, do Iate Clube do Rio de Janeiro venceu a equipe feminina, comandada por Juliana Senfft (Iate Clube Basileiro) na final do Match Race Brasil 2013. Pela primeira vez em 11 anos, um time feminino chegou à decisão. O terceiro lugar ficou com Philipp Grotchmann do Veleiros do Sul. O Match Race Brasil é a disputa barco a barco mais importante da América do Sul e distribuiu R$ 96 mil reais de prêmios, sendo R$ 35 mil à equipe campeã, que também recebeu a posse transitória do troféu Roger Wright.

Santos - SP Vela Oceânica

Classificação final e premiação: 1- Iate Clube do Rio de Janeiro (ICRJ) – Henrique Haddad, Pedro Caldas, Victor Demaison e Mário Trindade – R$ 35 mil 2- Iate Clube Braisleiro (ICB), Juliana Senfft, Gabriela Nicolini, Luciana Kopschitz e Mareana Gouveia – R$ 20 mil 3- Veleiros do Sul (VDS), Philipp Grotchmann, Frederico Sidou, Vilnei Goldmeier e Rodolfo Streibel – R$ 15 mil

Sup de 2.000 anos agora em Ilhabela Egito, há 4 mil anos. A embarcação é feita com caules e folhas de taboa e são produzidos artesanalmente e usados na pesca, na Bolívia e no Peru. Elas medem de 4,5 a 5 metros de comprimento e a largura varia de 60 cm a 1 metro, pesando de 50 a 200 kg. Foto: Divulgação DPNY

Mesmo a previsão de chuva não tirou a motivação dos participantes do Circuito Santista de Vela Oceânica, disputado no último final de semana de novembro na baia de Santos (veja resultado abaixo). Não faltou vento e foi uma grande tarde de regata, a última do circuito de 2013. Com sua experiência, o juiz Jonas Libório, do Clube Internacional de Regatas de Santos dimensionou o tamanho das pernas e posicionamento das boias de largada e de contra vento. A premiação e confraternização ocorreu na Sede Náutica do CIR. Mal terminou o ano e o calendário da vela de oceano de Santos para 2014 já foi divulgado. Ô turma animada!


ALMANÁUTICA

O meu longo dia Velejador experiente, Juca Andrade dá aulas em seu Classe Brasil, batizado de Malagô. Em recente saída com alunos já experientes, o que era para ser um passeio em flotilha acabou virando um sufoco... Em novembro, saí de Santos em direção “As Ilhas”, litoral norte de São Paulo. Minha tripulação acabou sendo de três: André, Ivan, Rodrigo e Cássio. A rigor, nenhum desses tripulantes é velejador experiente e nenhum tem seu próprio barco. Mas todos já tinham algumas milhas embaixo da quilha. O vento entrou de leste logo pela manhã e percebemos que o caminho seria por uma estrada esburacada. Decidimos parar no canto do Indaiá, para dar um mergulho, curar o enjoo e comer bem. No dia seguinte suspendemos cedo, quase sem vento. Seguimos motorando, e ao chegarmos no través da Riviera de São Lourenço. Lá o motor começou a esquentar de forma completamente anormal. O alarme disparou e não houve outra opção senão desligá-lo. O que fazer? Vamos no pano mesmo! Velejamos aproveitando o terral de través que ora vinha com 18 nós, ora acalmava de vez. Não mexi no motor e ao meio dia nos encontramos com nossos amigos. Ao chegarmos n’As Ilhas fui ver motor do Malagô. Mergulhei e limpei a admissão da água salgada. Estava um pouco suja, mas não obstruída. Depois desmontei a bomba d´água e troquei o rotor. O antigo estava perfeito. Verifiquei o óleo e estava tudo perfeito. Mas a água do radiador estava

Ele estava frio, mas gradativamente foi esquentando, até que duas milhas depois ferveu. Desliguei e olhei em volta. Estrelas no céu, lua cheia, o Montão de Trigo no través, silencioso. Mas o vento morreu. As luzes de navegação dos outros barcos sumiam uma a uma no horizonte. Em pouco tempo estávamos por nossa própria conta. O motor esfriava e nós completávamos

a frente e derivava a meio nó para a praia. Marquei a faixa de areia mais próxima como alvo e o GPS nos indicava que bateríamos na areia em torno de 14h. Amarrei a roda de leme, travando-a. Joguei alguns cabos na água e uma das bóias circulares. Verifiquei se tudo estava fechado e entrei na cabine. Eram 4 e meia. Quando amanheceu voltei para o convés. Estávamos um pouquinho mais perto da costeira, mas ainda seguros. O mar trazia ondas de três metros, algumas maiores. Ao abrir a genoa o capear foi para o espaço. O barco andava em círculos, procurando sempre ir para a praia! Mais grave, a velocidade subiu de meio para quatro nós. Foi então que tomei uma decisão difícil: voltar para o Montão de Trigo. Algo como dirigir a noite toda entre São Paulo e Florianópolis e, depois de Joinville, resolver voltar para Santos. Algumas horas depois chamei Delta 24 o radio e expliquei a situação. Pedi um acompanhamento de hora em hora para reportar a situação e a posição. Conseguimos avistar o Montão de Trigo apenas a menos de uma milha e meia de distância. Ao meio dia lançamos ferro. Fizemos contato com o Iate Clube de Barra do Una e conseguimos um transporte com um pescador do Montão de Trigo, para desembarcar Rodrigo e Ivan. O André e o Cassio ficaram comigo. A previsão para a segunda-feira era de ventos favoráveis de até oito nós. Consertei a

O bom e velho Malagô, Classe Brasil utilizado nas aulas por Juca: aprendizado

o radiador. Avançávamos duas ou três milhas na calmaria e desligávamos o motor fervente. Uma brisinha entrava aqui e ali e as aproveitávamos ao máximo. Uma hora da madrugada a retranca começou a reclamar. O vento entrou, mas não veio tão forte quanto eu esperava. Coisa de vinte nós. O Malagô colocou suas artroses para trabalhar. Zumbia, rangia, gritava. Três da para o espaço. Estávamos a oito milhas do Superman e Supergirl: alívio no final manhã o vento entrou de verdade. Eu es- canto do Indaiá, bem afastados de terra. timo em mais de quarenta nós. O mar fi- Percebi que o leme estava travado para baixa. Procurei vazamentos, mas só encou branco. As ondas quebravam no con- bombordo. Um pedacinho de genoa estacontrei algum pela tampa. Improvisei uma vés. Um uivo estridente não saia do ar e va armado para boreste. O barco “travou” vedação, mas não resolvia. Ainda assim a falar uns com os outros era praticamente alinhado a 45º com as ondas. Não ia para água que pingava era muito inferior a água perdida e nenhum grande vazamento era encontrado... Estávamos no pano mesmo. Uma ameaça de chuva surgiu no horizonte. O plano era ficarmos ali até a manhã seguinte. Haveria a entrada de uma frente fria com ventos de SW na casa dos 20 nós na rajada. Considerando que o windguru sempre erra para menos, podia-se esperar problemas por vir. Apesar da beleza do lugar alguns fatores o tornam inseguro para enfrentar uma tempestade. O primeiro é que fica muito próximo o continente. Segundo, o local é muito raso e terceiro, a geografia dos morros intensifica o vento que entra. Deveríamos antecipar a partida para o mesmo dia e tentar chegar a Santos antes da entrada da frente. Sem motor, muito provavelmente pegaríamos a entrada da frente fria bem de cara. Rizei a mestra na primeira forra, liguei o motor e seguimos. As Ilhas: no início ninguém suspeitava da frente fria que causaria transtorno

O Malagô colocou as artroses para trabalhar... Zumbia, rangia, gritava...

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impossível. A velocidade do barco foi para as alturas e os choques com as ondas extremamente violentos. Atado à linha de vida, fui até o mastro. Pedi para o Cassio jogar a proa um pouco mais para o vento. A vela desinflou e comecei a descê-la. Ela desceu bem, mas o lazy jack voou pelos ares. Com isso a mestra caiu dentro da água e formou uma barriga. Fui até a popa e cortei com uma faca o cabo do rizo. Não ajudou em nada a não ser tornar as coisas piores: a barriga submersa da vela aumentou e o pino que segurava a valuma na retranca estourou. Com a vela fora da retranca foi mais fácil embarcá-la novamente, com a ajuda do Ivan, mas sem ela o controle do leme foi

O ventão começou a entrar devagar... mestra no fim da tarde. Estávamos sem talas, mas voltamos a ser um veleiro! No dia seguinte, às 6 da manhã acordei e perguntei para meus tripulantes: “- Quem quer ir para casa?” O motor foi ligado para ajudar, já que o vento era ainda fraco e voltou ao normal, trabalhando abaixo de sessenta graus. Vai entender... No meio da tarde atracamos em nosso porto final. Para minha surpresa minha pequenininha filha Alice estava vestindo a camiseta dela de Super Man. Caí no choro. Era o final. Chegáramos. Obrigado a todos que nos ajudaram e que pensaram positivamente. Bons ventos a todos e estrelas à barla. Sempre! Juca Andrade


Radiocontrolado Classe 65 Ricardo Maia, incentivador dos radiocontrolados no Iate Clube do Natal dá dicas preciosas de como fazer um Classe 65, um dos mais usados nesse hobby. Com um método simples e barato, qualquer um pode começar!

Eletrônicos

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em http://frediom.wordpress.com/leitores/rico-natal-rn onde também mostro como fazer o leme. Compre fio de aço inox de 1 mm para os moitões, os quais serão trabalhados com um alicate de ponta fina e redonda. Para os cabos de escotas, estais e extensões dos servos, use linha de costura encerada 100 % poliéster (pode ser a fabricada pela Setta, modelo Settanyl). Para as travas de regulagem dos cabos, use cartões grossos de plástico: faça 3 furos e boleie as quinas. Para o mastro e retrancas, canos de antenas de tv, ou canos de alumínio comprados (custa menos de R$ 10,00 o varão de 6 metros). Também será preciso pedaços de alumínio para a extensão do braço do servo de vela e prolongamento top do mastro. Para o leme, 2 raios de bici-

Em primeiro lugar é preciso equipar-se com eletrônicos. Comprar transmissor, receptor e os servos. Há várias possibilidades pela internet (inclusive fora do país) e nas grandes cidades lojas especializadas. Você precisará de dois servos (um para o leme e outro para vela) e um rádio/receptor. Para um veleiro, procure um modelo mais simples, cujo controle manual (stick) tenha uma fixação na posição desejada, que será usado nas velas. As baterias recarregáveis também podem ser compradas em lojas físicas ou na web e o preço varia bastante, sendo encontradas por volta de R$20 numa embalagem com quatro unidades mais o carregador.

Veleiro No site www.velarc.net você achará diversos modelos de RC 65. Procure em download – plantas e escolha uma. Se é iniciante, veja a planta do Jif 65, bastante didática. Copie e imprima os planos. Você poderá optar por construir o casco de duas maneiras: com madeira balsa ou fazendo um molde e construindo de fibra. Para a construção em madeira balsa, você vai moldar o casco com elas, colar e lixar, pintando depois. Com o tempo você adquirirá prática. É bem fácil. Já para fazer o molde para fibra (depois você pode reproduzir vários veleiros a partir desse molde), você deverá passar os desenhos das cavernas para madeira (não muito grossa) e depois colar de cabeça para baixo sobre uma outra madeira que servirá de apoio. Depois ela será cortada. Não se preocupe com o peso porque esse é somente o molde e não será usado para navegar. A partir daí vamos preencher os espaços entre as cavernas com gesso, moldando, pintando, emassando, lixando e pintando novamente até fazer o formato do veleiro, usando as cavernas como parâmetro. Esse é o chamado “plug”, ou seja, o modelo de onde será feito o molde. Depois ele é encerado e encaminhar ao próximo passo. Depois de pronto o casco, passamos a desenhar o deck a nosso gosto ou seguindo a planta, repetindo todo o processo. A partir daqui começamos a mexer com resina e fibra de vidro. Adquira manta, resina, catalizador, máscara, pincel, solvente, estopa, pequenas vasilhas e uma boa tesoura. (No Almanáutica num. 08 que pode ser baixado no site do jornal há uma matéria sobre como mexer com fibra). O casco deve estar bem liso, sem imperfeições e encerado com cera desmoldante (ou outro tipo de desmoldante que é um material (cera ou líquido) que seca e cria uma película, impedindo que a fibra grude no molde). Laminamos e retiramos a forma. Depois de verificarmos se ela saiu bem lisa, iniciaremos o modelo propriamente dito, a partir desse molde. Caso tenha saído com pequenas imperfeições, estas podem ser corrigidas com lixa e massa rápida. Para a quilha adquira uma peça de alumínio de aproximadamente 30 cm x 4,5 cm x 2 mm para o feitio da bolina, ½ k de chumbo, 2 pregos de caibros. O passo-a-passo está

Rádio Marinha A Marinha do Brasil já contava com sua rádio desde 2011 em FM, nas cidades de São Pedro da Aldeia - RJ (99,1 MHz), Corumbá-MS (105,9 MHz), Manaus-AM (99,9 MHz) e Natal-RN (101,1 MHz). A partir de uma busca no Google você pode também ouvi-las pela web. A novidade agora são os aplicativos para sistema Android e para

Sup de Pet Aconteceu em novembro, na Praia Central de Garopaba (SC), o segundo Surf Pet Festival, evento de surf conhecido por ser surfado em pranchas feitas de garrafas pet. A iniciativa da construção desse tipo de prancha – também utilizada no Stand Up Padlle – foi de Jairo Lumertz, também idealizador do evento e do projeto que leva às escolas da região a técnica de construção. E o mais importante é exatamente esse tipo de mentalidade. No evento, todas as pranchas utilizadas foram confeccionadas pelos alunos das escolas do município de Garopaba. Show a ser seguido!

Jairo Lumetz: O Sup que sai do lixo

O radiocontrolado Classe 65 em ação: muita ação e adrenalina sem força cleta de inox e um canudo de todynho. Para as velas, depois de testar vários materiais, adotamos o papel polyester (3 folhas de A3) comprado em casa de serigrafia. Para a junção dos painéis das velas, uso fita durex colorida, comprada em qualquer livraria. Como não usaremos gel coat, compre uma latinha de esmalte sintético automotivo da cor preferida (casco, leme e bulbo), ou use pigmento na resina que dá um tom interessante no acabamento final. Adquira ainda de pedaços de madeira balsa, buriti ou mesmo pinho para reforços do mastro, retrancas, fixação dos moitões e mesa de servos. Madeira com aproximadamente 30 x 60 cm para o berço (compensado 10 mm). Use EVA para fazer uma proteção do bico de proa, bem como carpete para colar no berço. A você que se dispõe a construir um veleiro RC 65, seja bem-vindo ao nosso hobby. Estou à disposição para qualquer dúvida pelo email ricot6@bol.com.br Bons ventos, Ricardo Maia Referências: www.nauticurso.com.br www.velarc.net www.frediom.wordpress.com iOS (iPhone e iPad), lançados em novembro. Ao contrario do que pode parecer não se trata de uma rádio chata e de notícias oficiais. Músicas de boa qualidade (inclusive rock) estão presentes na maior parte do tempo. Claro, os spots de informação, jornalismo, cultura, esporte e utilidade pública, além das notícias da Marinha fazem parte da programação. Cada uma das rádios tem sua própria programação. Escute, escolha e coloque em seus favoritos!

Estúdio da Rádio Marinha: ouça!


ALMANÁUTICA

8 Ponta Recife de Pedras

Santa Catarina Volta à Ilha

Rio Grande do Sul Ranking da 470 Mérito Esportivo

Mais de sessenta anos enobrecem a regata mais tradicional do Recife

Veleiros da Ilha encerra o ano com competição de 45 anos, a Volta à Ilha

Velejadoras do Jangadeiros ficam em 2º lugar no ranking da classe 470

A 61ª edição da Regata Benedito CésarPonta de Pedras - Recife, organizada pelo Cabanga Iate Clube, foi realizada em dezembro. Além de ser a competição náutica mais tradicional do Estado, a prova é a segunda regata mais antiga do País. A regata teve início em 1952, quando um grupo de velejadores aventureiros foi recepcionado por Benedito César, na localidade de Ponta de Pedras, de onde depois, partiram rumo ao Recife. Hoje, mais de seis décadas depois, a regata em organizada pelo Cabanga Iate Clube de Recife e reúne anualmente nada menos que 150 velejadores em todas as categorias. Esse ano, o destaque (novamente) foi o velejador Eliseu Vieira, de 53 anos, cearense radicado em Recife. Ele corre de windsurf e, mesmo depois de ter largado sete minutos atrasado, foi o Fita Azul conquistando o oitavo título em 16 participações. O primeiro na Classe Oceano foi o Patoruzú, seguido do Suva 4 e Ave Rara. Na Optimist o primeiro geral foi Tiago Monteiro. No Snipe, a dupla Pedro Fázio e Ana Luíza Leite. No Dingue a dupla campeã foi Clovis Holanda e Jorge Fabrício. Vitor Soares levou a Laser.

Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha – encerrou o ano com a tradicional Volta à Ilha. Foi a quadragésima quinta edição com veleiros de todo o Brasil. Participaram as Classes ORC Geral, C30, RGS A, RGS B, RGS C, RGS Cruzeiro, Proa Rasa e Visitante. Nos últimos anos, duas equipes venceram nove das últimas dez edições: Catuana Kim (5 vezes) e Mano’s Champs (4). Em 2012, entretanto, a vitória foi do Zing II. Este ano a vitória foi

Decacampeão mundial Com a recente conquista em Omã, Robert Scheidt se torna o maior campeão que o Brasil já teve. E ele quer mais... Com a recente conquista em Omã, Scheidt chega ao 10º título mundial de Laser. É o maior nome da história da classe. “ Talvez seja o título mais especial da minha carreira, pela volta à Laser após oito anos de ausência e por estar num momento diferente da minha vida. “, comentou Scheidt. Ele liderou de ponta a ponta e foi o mais regular entre os 126 competidores. Apesar do sucesso na Laser, ele ainda manda muito bem na Star: nos últimos anos conquistou três títulos mundiais e duas medalhas olímpicas (prata e bronze), ao lado de Bruno Prada. Embora fora dos Jogos Olímpicos, os próprios atletas criaram a Star Sailors League – SSL (Liga dos velejadores de Star) este ano. O objetivo da Liga é oferecer aos atletas da Classe uma continuidade, além da oportunidade aos novos expoentes, o que provavelmente não encontrariam no rumo dos Jogos Olímpicos. O exemplo do modelo ficou nítido com a inédita Star Sailors League Finals, disputada recentemente nas Bahamas, no Nassau Yacht Club. Foram 13 países representados por 18 duplas, competindo durante quatro dias. Robert Scheidt e Bruno Prada, o americano Paul Cayard, o francês Xavier Rohart, líder do ranking da SSL, o também americano Mark Mendelblatt e o italiano Diego Negri estiveram entre os finalistas convidados, com base no ranking da nova organização. Claro, quem levou o compeonato em Nassau no fim das contas foi a dupla Sheidt/ Prada. Não é mole não...

Vitória da ANI na Argentina Equipe da ANI viaja para a Argentina e traz vitória no Optmist A Equipe de vela da Associação Náutica de Itajaí participou do 1 º Encontro Internacional de Optmist, organizado pelo Clube De Pesca e Náutica Las Barrancas, em San Isidro, na grande Buenos Aires, Argentina, que aconteceu de 5 à 9/12 e trouxe para Itajaí o troféu de primeiro lugar. Na raia do Rio da Prata havia em torno de 50 crianças velejando todos os dias, e o nosso atleta, Alexandre de Souza Filho, de 13 anos foi o grande Campeão, ocupando o primeiro lugar no pódio, após realizar várias regatas de Optimist (Barco escola- Categoria inicial do esporte da vela). Além de velejar em águas portenhas os jovens atletas da ANI tiveram a oportunidade de fazer um intercâmbio cultural, visitando diversos pontos turísticos em Buenos Aires e seus arredores, conhecendo um pouco da história do povo argentino, entrando em contato com outro idioma. Este intercâmbio foi intensificado quando a equipe de atletas foi recebida nas residências dos amigos velejadores do país vizinho. “Estamos orgulhosos de apresentar tantos resultados com uma equipe tão jovem, pois começamos a treinar estas crianças há apenas 1 ano e meio” comentou Claudio Copello, Diretor Presidente da ANI.

Fernanda Oliveira e Ana Barbachan – atletas do Clube dos Jangadeiros - fecharam 2013 na segunda colocação do ranking mundial da classe 470. A dupla está apenas seis pontos atrás das primeiras colocadas, as austríacas Lara Vadlau e Jolanta Ogar, que disputaram uma competição a mais na temporada. Fernanda e Geison Mendes e Gustavo Thiesen Ana ainda conquistaram os títulos brasileiro, sul-americano e da Semana Brasi- Em dezembro aconteceu o Prêmio Mérito leira de Vela, competição que definiu a Esportivo Estrelas do Esporte, promovido Equipe Brasileira de Vela. (foto: Martinez Studio) pela Secr. Est. do Esporte e Lazer; Fundação de Esp. e Lazer do RS e a Assoc. das Federações Esportivas do RS. O secretário estadual de Esporte Kalil Sehbe, a presidente da Fundação, Renita Dametto, o presidente da Afers, Nelson Ilha, e a ginasta Daiane dos Santos, embaixadora do esporte gaúcho, foram os anfitriões. Durante a cerimônia foi feita a entrega das bolsas atleta para Geison Mendes e Gustavo Thiesen (470) que estão em campanha olímpica Fernanda Oliveira e Ana Barbachan para 2016.

Novo Roteiro Náutico Santos Rio

Depois do sucesso dos guias náuticos da Bahia, Hélio Magalhães lança Roteiro Náutico que abrange mais de 130 ancoragens entre Santos e Rio

Após quatro anos de pesquisas, mais de 400 lugares visitados, banhos de cachoeira, sol, chuva, velejadas inesquecíveis, calmarias e muitos biquínis surge o Roteiro Náutico Santos Rio, de Hélio Magalhães. São mais de 130 ancoragens, as melhores delas. Mais de 300 fotografias primorosamente feitas em dias de sol, e inúmeras dicas, alertas, facilidades e uma narração que já é marca dos Roteiros Anteriores sobre a Bahia. “Eu chego em cada lugar como chegaria qualquer navegador. De forma simples, roupas simples, havaianas, uma prancheta na mão uma câmera a tira colo, muita curiosidade e respeito pelo morador do lugar. Transformo as conversas com eles em informações preciosas para o navegador”, explicou ao Almanáutica, Hélio. A ABVC – Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro é um dos patrocinadores. “Certamente esse é o papel da ABVC como entidade dos cruzeiristas. E os associados serão beneficiados mais uma vez”, explica Maurício Napoleão, Presidente da entidade. O Roteiro Santos Rio está pronto, em fase de finalização e início de impressão e seu lançamento está previsto para 2014.

Mais de 300 fotografias no livro novo


Jet ski

Bruno Jacob e seu Jet sustentável

Ski King´s Cup 2013 foi realizado na Tailândia, válido como etapa da Copa do Mundo de Jet Ski. Pilotos de diversos países participaram, entre eles, o piloto baiano Bruno Jacob, que ficou na nona colocação da categoria Freestyle. “O evento é gigante e o país respira muito Jet Ski, pois a Ásia é muito forte no esporte. Terminei em nono, aprendi muito e vou buscar um resultado ainda melhor na próxima etapa, na Austrália, no final de Janeiro”, contou Bruno. Ele desenvolveu o projeto de Jet Ski sustentável – o GiroX, feito com 95% de materiais recicláveis e de custo 40% inferior dos concorrentes. “Estamos nos organizando pra levar o GiroX para a Ásia, já que temos um novo atleta que irá usar e começar a representar o produto naquela região. Nosso modelo está sendo cada vez mais atraente para muitos pilotos do mundo todo. Fico muito satisfeito, pois isso ajuda a popularizar o esporte”, explicou. (Foto: Facebook)

Projeto sustentável: 40% mais barato

WIND

Canoa Quebrada: II Festival dos Ventos Festival reúne wind, kite e jangadas Canoa Quebrada, em Aracati, a 175 km de Fortaleza (CE), sediou o II Festival Internacional dos Ventos em novembro. As disputas de windsurf, kitesurf e parapente, além da regata de jangadas, coloriram o céu e mar da região. O Festival foi válido como a etapa final do Campeonato Cearense de Kitesurf Freestyle Open, nas categorias Masculino e Feminino. Nessa categoria, Eudazio da Silva levou a melhor no masculino. Já no feminino, natural de Canoa Quebrada (CE), Luana Saunier levou a melhor. No Parapente Ayrton Silveira que estreou na categoria, desbancou competidores de alto nível. Na regata de jangadas, que aconteceu em duas categorias, mestre Enézio levou na A, e mestre Zazinha na B.

Windsurf show em Canoa Quebrada O Festival Internacional dos Ventos é uma realização da Associação Brasileira de Windsurf (ABWS), com patrocínio do Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria do Esporte, e apoio técnico da Associação de Kitesurf do Ceará (AKC), da Federação de Parapente e Asa Delta do Ceará (Fepace) e da Associação de Esportes Radicais de Canoa Quebrada. (Foto: Fernando Braga)

kite

Nayara Licarião nos conta as novidades sobre o Mundial de Formula Kite realizado na China e incluído pela Isaf como Classe Olímpica

Mundial de Formula Kite na China De 17 a 24 de Novembro tivemos as disputas do campeonato mundial da provável classe olímpica nos jogos de 2020 em Tokyo. O evento foi realizado na Ilha de Hainan/China e contou com a presença dos 120 melhores homens e das 40 mulheres do ranking da ISAF. Foram 5 dias de disputas em condições variadas. Nos primeiros dias tivemos ventos fortes, de 22 a 18 nós, que foram progressivamente baixando e nos últimos dias de campeonato os velejadores tiveram que enfrentar condições mínimas de velejo, com apenas 6 nós! Resultado, os velejadores que mais se adaptam a condições mistas se sobressaíram e levaram a melhor. Entre os homens, vitoria do Alemão Florian Gruber, que des-

bancou o bicampeão mundial, o americano Jonny Haineken, que ficou com a 2ª posição seguido do francês Maxime Nocher. Entre as mulheres, a americana Erika Haineken levou a melhor e ficou com o Bicampeonato vencendo quase todas as regatas à frente da inglesa Steph Bridge. E em terceiro ficou a jovem revelação Russa de apenas 15 anos, Elena Kalinina. Entre os brasileiros, Wilson Bodete apesar de ter tido um bom começo de campeonato, teve alguns problemas com protestos e com ventos fracos e conseguiu ser o melhor Brasileiro na 20ª colocação. Também estiveram presentes outros três brasileiros, Ricardo Dutra, Victor Adamo (Pimpolho) e Roberto Veiga. Eu que vos falo, infelizmente - ou felizmente - não pude estar presente, pois estou esperando meu primeiro filho e optei por não arriscar nessa longa jornada pra China, além do que a comida chinesa também não

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seria uma boa opção para quem estava passando por uma fase ruim de enjôo... Ano que vem pretendo estar de volta na luta por esse sonhado título.

Kite na ISAF Sailing World Cup Uma excelente notícia para os race kitemaniacos é que após o ultimo meeting da ISAF, agora em novembro, foi decidido pela inclusão do Formula Kite nas próximas etapas do circuito mundial de classes olímpicas. Essa inclusão será para adaptar o formato do esporte para uma possível inclusão nos jogos de Tokyo 2020. Estamos todos na torcida para que tudo corra bem!!!

Foto: Fernando Braga

Nayara Licarião é hexaampeã brasileira de kite, mora e veleja em João Pessoa


ALMANÁUTICA

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CURTAS

MERGULHO

Especialidades

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Papo de Cozinha

O Jangadeiros comemorou em dezembro, o aniversário de 72 anos do clube, e o Veleiros do Sul comemorou o aniversário O curso de manutenção de equipamentos é de 79 anos! Parabéns aos clubes gaúchos! uma especialização que todas as credenciaUma tradição peruana espalhada por O Clube Naval Charitas completou doras sempre indicam aos mergulhadores e pode ser feita sem nenhuma exigência este ano 30 anos de existência com direito toda a América Latina, renovada com a adição de lima ou de gengibre! maior de conhecimento da atividade; isto a festa e bolo de aniversário. Parabéns! é, você pode fazer desde sua formação do O clube Cota Mil (DF) e a empresa Cebiche, ceviche, cerviche ou seviche é curso básico. Quando você faz o curso Griffo Serviços de Segurança e Vigilância um prato de origem peruana baseado em Open Water Diver – o curso básico, você já foram condenadas a pagar R$ 13 mil a um peixe cru marinado em suco de limão ou é apresentado aos principais equipamentos, homem que fez xixi no Paranoá. A confu- outro suco citrico. A primeira versão do cee seus sistemas de funcionamento, cuidasão aconteceu em junho de 2009 durante viche foi registrada como cerca de 2.000 dos de uso, particularidades de montagem. uma festa no clube. Segundo a vítima ele a.C. entre o povo Mochica do litoral norAí você vai usufruir deles em seus mergufoi agredido com socos, tapas no rosto e te do Peru. O peixe era marinado em suco lhos em águas abrigadas e abertas (normallevado à força até o portão de saída. A em- de tumbo (similar ao maracujá). Os Incas mente piscina e mar). Nessa especialidade presa alegou que o homem teria se ferido faziam algo similar usando “chicha”, uma você os conhece “por dentro”, como são porque caiu em uma escada. O clube, que bebida fermentada de milho. Ainda em feitos, a funcionalidade e como deve cuiapenas alugou a área para a festa acabou tempos pré-colombianos foi acrescentadar para evitar problemas durante o uso; tendo que pagar (parte d)o pato... da a pimenta “aji”, muito picante, hoje também vai aprender a corrigir eventuais falhas. Vai aprender por exemplo, princiA I Semana Náutica da Paraíba foi uma obrigatória nesse prato. O limão só veio a pais cuidados que você deve ter com... verdadeira festa com regatas de Hobie Cat, ser usado a partir do século XVI quando Cilindro de ar: inspeção visual a cada 6 Laser, Wind e Kite. Que venha a segunda! chegaram os espanhóis.Para o preparo de meses a um ano (depende do uso que faz, se diário, semanal, mensal). A cada 5 anos é feita obrigatoriamente a inspeção do Teste Hidrostático, para você ter certeza que poderá continuar colocando carga de pressão conforme normas do fabricante. O Do estaleiro catarinense Arataca da ENNH vieram alguns veleiros Classe Brasil, pelas cilindro deve ser carregado onde há certeza mãos de Mario Nocetti. Auxiliado pelos artesãos “Claudinho” e “Dedinho” (que a hisque seu enchimento está dentro das condi- tória não registrou), em 1951 nascia o BL 15 Procelária de Fernando Pimentel Duarte, ções exigidas pelo fabricante: compressor tetracampeão da Santos-Rio em 53, 57, 61 e 64. O Procelária afundou em 1981 em limpo, filtros limpos, ar de boa qualidade. Fernando de Noronha sob o nome de Nagual, e pertencendo a Paulo Tupinambá. A desColete Equilibrador: seja ele tipo Jacket, crição desse naufrágio está no livro do escritor (nosso colunista) José Paulo de Paula “É Babador, Asa, é preciso manter suas par- proibido morar em barco”. A rara foto mostra os momentos finais do Procelária. tes de metal e plástico sempre protegidas, lavando bem após o uso, sempre atentando para sinais de vazamento. Isso serve também para a Roupa Seca. Reguladores de 1º e 2º estágios e mangueiras: normalmente você tem que fazer a manutenção anual, troca de reparos do fornecedor, limpeza e manutenção das partes metálicas e plásticas. Lanternas, Caixas estanques de Fotosub e Computadores: lavar sempre em água doce e guardar em lugar arejado. Trocar as peças que apareçam com problema de imediato, pois assim não compromete sua diversão e principalmente sua segurança. Manter as principais peças de reposição guardadas e em mãos (pilhas, baterias, lâmpadas, o’rings).

Un buen Cebiche

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Fácil de fazer, saboroso e charmoso um bom ceviche, o essencial é que o peixe seja fresco (nunca congelado), branco (sem muita gordura, nem músculo) e de carne firme. O camarão, lagosta e o polvo podem (devem!) ser usados. Para marinar, a laranja também pode ser usada. E o que pode realmente dar um gosto especial é a lima. A mistura desses cítricos também pode ser usada e você pode tentar obter o melhor dessa mistura. Um toque de gengibre ralado também deixa a receita mágica! No Peru onde o ceviche é considerado o prato nacional, usa-se a cebola e a pimenta. E você ainda pode incluir ingredientes acessórios como alho, pimentão, milho, abacate, salsinha, coentro...

Túnel do Tempo

Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI

Registro: O BL 15 Procelária momentos antes de acabar-se em Noronha

Pode ser servido em taças ou no prato O Ceviche é servido como entrada com torradinhas, bolachas, ou simplesmente em taças com uma colher de café para ser comido. Ou pode também ser o prato principal da refeição, acompanhado com batatas, batatas doces cozidas, ou ainda espiga de milho cozido. Bem peruano. Para acompanhar, drinques como o pisco sauer, mas cerveja também harmoniza bem com o prato. A seguir uma receita básica.

Ingredientes 180 g de peixe em cubos ou desfiado 140 ml suco de limão (até cobrir todo o peixe) Uma pitada de pimenta dedo-de-moça picada 60g de cebola em fatias finas Uma pitada de salsinha picada Sal

Modo de Preparo Tempere o peixe com sal. Cubra com o suco de limão espremido e coado na hora. Coloque na geladeira por cerca de uma hora. Retire e agregue a pimenta e a cebola. Misture bem para que o peixe absorva os sabores. Adicione a salsinha e sirva na hora. Bom apetite!

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Oficina do Capitão

Marcando sua ancoragem Saber exatamente quantos metros de filame é jogado numa ancoragem pode ajudar na sua segurança. E fazer a marcação, é bem simples! “Quanto de corrente eu já joguei, mesmo?”, pensa o Comandante ao iniciar a ancoragem... Ou pior, o triupulante (a esposa operando o guincho)... “Ahn... 20 metros, não, 15... acho que 20... isso, foram uns 20...”. Não existe nada pior do que ancorar mal sua embarcação. Mesmo sabendo a teoria básica (jogar de 3 a 6 vezes o filame, em relação à profundidade local), na hora “H” a menos que se tenha um contador de elos, a solução é marcar a corrente (ou o cabo). No segundo caso, fitas coloridas ou linhas, podem ser trançadas entre o cabo, de 10 em 10 metros, ou mais precisamente, as primeiras marcas de 10 em 10 metros e as demais de 20 em 20. Mas se seu caso é corrente, a coisa fica um pouco mais complicada. Em alguns países – como os EUA – existem marcadores plásticos que se encaixam nos elos e, com sorte, não quebram. Por isso se for esse seu caso, a dica é colocar uns 3 próximos uns dos outros de maneira a que pelo menos um esteja por lá na próxima ancoragem. Se você não tiver esse marcador, pode também fazê-lo com as famosas fitas Hellerman (engasga gato em algumas localidades). Elas são vendidas em diversos tamanhos e cores, facilitando a marcação.

O problema pe que também são vendidas em diversas qualidades, e claro, as piores duram pouco. Ressecam e quebram com facilidade. Depois de instalá-las, corte a sobra com um alicate, rente à trava. E aqui vale o mesmo que para os marcadores: faça várias marcas em elos próximos porque com o tempo – mesmo que boas - uma ou outra sempre vão cair ao passar pelo guincho, ou por ressecarem com sol e água salgada. Uma dica é: Quanto menor a fita, maior é a possibilidade de ficar presa e não ser cortada a passar pelo guincho. Você pode optar também por fazer as marcações de acordo

Fitas Helermann ajudam a marcar com a profundidade que deseja: uma marca, 10 metros, duas marcas para 20, 3 para 30, e assim por diante. E finalmente, se você é chegado numa arte, pode pintar alguns elos. Basta pegar um saco de lixo e após medir o trecho a ser marcado, coloque um pouco da corrente dentro do saco, onde ela será pintada sem a desagradável surpresa de pintar também o cockpit. Aqui vale uma boa tinta que pode ser em lata ou spray. Claro uma tinta epoxi é melhor (e mais cara), mas qualquer uma para metal vai durar um bom tempo. Mas qualquer que seja sua opção, lembre-se: na dúvida, jogue mais um pouco de corrente!

Santa Catarina

Volta à Ilha número 45 A tradicional regata que encerra o ano de competições aconteceu pela quadragésima quinta vez, com disputa entre tradicionais ganhadores como Catuana, Mano’s Champ e Zing II. O Catuana foi Fita Azul. Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha – encerrou o ano com a tradicional Volta à Ilha. Foi a quadragésima quinta edição com veleiros de todo o Brasil. Participaram as Classes ORC Geral, C30, RGS A, RGS B, RGS C, RGS Cruzeiro, Proa Rasa e Visitante. Nos últimos anos, duas equipes venceram nove das últimas dez edições: Catuana (5 vezes) e Mano’s Champs (4). Em 2012, entretanto, a vitória foi do Zing II. Este ano a vitória (Fita Azul) foi do Catuana (Paulo Cocchi), com pouco mais de 9h40min de prova. Em seguida cruzaram a linha de chegada o Zeus e o Katana. No total, 31 embarcações largaram, e a última cruzou a linha de chegada próximo das 6h30min do dia seguinte, completando a prova em aproximadamente 20h30min. (Foto: Gabriel Heusi)

Catuana: Pela sexta vez, vence a competição que encerra o ano em Floripa

Biblioteca de Bordo SDRUVS! Luciano Zinn resolveu morar a bordo e passear alguns meses no RS em seu minúsculo Atol, de 23 pés Quem conhece Luciano Zinn afirma: é uma figura exótica. Uma daquelas pessoas que deixou a vida “normal” para viver a bordo. “Em 2003 me preparei para o meu maior desafio até então: Navegar por todo o chamado Mar de Dentro que compreende o Lago Guaíba, Lagoa dos Patos, Canal de São Gonçalo, Lagoa Mirim e alguns dos seus rios”, conta Zinn. E isso com um Atol 23, um veleiro de sete metros chamado Sdruvs. “Depois de um tempo de preparação, no natal de 2003 eu soltei as amarras de Porto Alegre para passar todas as minhas férias de professor do estado nesta aventura”, conta. Como resultado dessa experiência, Luciano Zinn escreveu sobre um divertido e econômico cruzeiro a bordo de seu minúsculo veleiro. Navegando pelas águas da Lagoa dos Patos, com seu clima instável e suas águas rasas; de fundeadouro em fundeadouro, de arroio em arroio, chegando inclusive “às águas internacionais” do Uruguai. Ventos instáveis e fortes, águas rasas e traiçoeiras, e as cartas de navegação que não ajudam muito nesse lugar são os ingredientes do livro – ele ainda teve de enfrentar as dificuldades de convivência com sua companheira de viagem. Do roteiro descrito no livro, ele destacou para o Almanáutica as principais dificuldades: “navegar os lagos, lagoas, rios e canais do sul do Brasil/Uruguai é possível com um veleiro de não mais de 1,50 de calado. O período

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ideal seria o verão, mas também tem seus prós e contras. Por exemplo, para descer os ventos E-NE facilitam muito mas podem baixar ainda mais o nível das lagoas. Pra voltar você tem que esperar as frentes frias com ventos de S-SW. A sinalização náutica é bastante deficiente principalmente na lagoa mirim. Pontos de apoio existem muitos, seja clubes ou ancoradouros naturais”, explicou. Qual o significado dessa viagem para o Luciano de hoje? Ele mesmo responde: “Este livro foi o grande estopim da minha ida definitiva para o mar. Depois desta travessia tive a certeza do que gostaria de fazer da minha vida. E foi também a minha primeira grande experiência em travessias”, comentou Luciano. E para quem ficar curioso com o fim do Sdruvs, ele foi

Mil milhas a bordo de um 23 pés!

vendido lá em Porto Alegre mesmo, logo após Luciano voltar da travessia. “Imagino que deve estar singrando as águas doces do Guaíba”, completou Zinn. Você pode adquirir esse e outros livros na mais confiável livraria da web: Moana Livros: www.moanalivros.com.br


ABVC

INFORMATIVO

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Caros Associados, Nossa participação no São Paulo Boat Show continua rendendo frutos. Mais de 20 novos associados e aumento de nossa representatividade no meio náutico estamos colhendo nestes quase dois meses após a realização do evento. O abaixo assinado contra o IPVA das embarcações iniciado no SPBS, continua online em nosso site. E agora com o apoio da ABVO e ACOBAR (você já assinou?). No feriado de 15 de novembro realizamos duas atividades: o Cruzeiro Costa dos Tamoios que largou de Ubatuba em direção a Paraty e o Encontro das Ilhas, que largou de Santos. Muitos associados envolvidos, semana de muito sol e mar tranquilo ajudaram muito na integração dos participantes. Cabe salientar a surpresa que tivemos ao desembarcar na Ilha Anchieta: fomos recebidos pelo gestor da Ilha, Sr. Luis e por monitores treinados que nos mostraram as instalações reformadas, nos acompanharam nas trilhas bem sinalizadas e limpas explicando em todas as paradas as histórias que ocorreram nesta ilha que já foi um presídio. Vale a pena conhecer. Continua nosso trabalho na conclusão da nova pagina da ABVC na internet, com muitas novidades (veja abaixo) como acesso a meteorologia e tabuas de marés, nossa loja, melhoria de pagamentos. Estamos concluindo também a programação do Cruzeiro Costa Leste 2014. Não fique de fora deste que é o maior Cruzeiro organizado pela ABVC. Iniciamos a organização do Encontro Nacional 2014, que este ano deverá ocorrer no feriado de Primeiro de Maio, antes da Copa do Mundo. Concluímos nossa matriz SWOT que norteará nossas ações para os próximos anos. Agrademos o apoio de nosso Vice-Presidente na Bahia, Eduardo Moura pelas orientações e expertise nestas nossas necessidades. Iniciamos uma campanha de esclarecimento sobre a permanência de estrangeiros que chegam com seus veleiros em nosso pais. Esperamos sensibilizar nossas autoridades para que viabilizem um aumento deste tempo a estes que querem conhecer e gastar por aqui, gerando riqueza e empregos. Insistimos que fique atento também a divulgação de novos convênios com Iates Clubes e fornecedores de equipamentos náuticos. Nossa parceria com ABVO para baratear o seguro de nossa embarcação esta a todo pano. Fale com Fábio Avelar na Brancante Seguros e tire suas duvidas. Mar de Almirante, bons ventos e ótimas velejadas neste 2014 que se inicia.

Encontro do Interior

Costa Leste 2014

Ás margens do Rio Tietê, na Marina Sunset Náutico BTC em Pederneiras/SP rolou a 9ª edição do Encontro de Vela do Interior Paulista, organizado pela Vice-Presidencia da ABVC – Interior Sudeste (Paulo Fax), com a participação de navegadores de cinco estados, que se reuniram para curtir as atividades para toda a família. Palestras sobre navegação, meteorologia, travessias oceânicas, qualidade de vida a bordo rechearam o evento, para as mulheres, workshop, aula de culinária com moqueca capixaba e uma super concorrida aula de maquiagem. Para os pequenos, muita brincadeira com cama elástica e piscina de bolinha, além é claro de uma piscina de verdade, caiaques e passeios. A Marinha do Brasil, representada pela Capitânia da Barra Bonita, esteve presente no evento apresentando palestras e vídeos, além de orientar os presentes sobre documentação, habilitação e as atividades da Marinha na Amazônia Azul e nas represas.

Costa dos Tamoios

Aconteceu em novembro a 3ª edição do Cruzeiro Costa dos Tamoios, organizado pela Vice-Presidencia de Ubatuba, Brasílio de Mello e Cláudio Renaud. O roteiro envolveu a passagem por diversas praias e ilhas, saindo de Ubatuba (SP) com destino a Paraty (RJ), contornando a Ponta da Joatinga, adentrando em Paraty Mirim, Saco do Mamanguá, Ilha da Cotia e encerrando Flotilha em Búzios: churrasco e festa na cidade de Paraty. E claro com muita fesCriado em 1987 pelo já falecido velejador ta, chorinho e uma turma muito animada! Newson Campos, o cruzeiro em flotilha só teve a sua segunda edição em 2004. Realizado de dois em dois anos, essa será a sua sétima edição. Partirão Rio de Janeiro 40 Com organização da Marina da Glória e veleiros e mais de 150 tripulantes com des- apoio da ABVC-RJ (Matheus Eichler), tino à Salvador e posteriormente Fernando aconteceu a palestra de Mike Horn sobre de Noronha. O evento prevê ainda escalas a expedição Pangea, uma viagem de volta em Búzios, Vitória, Abrolhos, Camamu, ao mundo em um veleiro cuja tripulação Santo André, Ilhéus, Salvador, Aratu e Re- conta com mais de 20 jovens entre 13 e 20 cife. Organizado por subflotilhas de acor- anos de idade, nativos de cada continente. do com o deslocamento, os grupos partem A viagem será realizada a bordo de um Vejuntos para os portos de parada onde acon- leiro Ketch de 115 pés, de alumínio com o tecem festas, cervejadas e churrascos, além nome da expedição: Pangea. Um dos obde passeios pelos locais turísticos de cada jetivos dessa viagem é a realização de um estudo sobre o impacto das mudanças cliregião e brindes para os participantes. O ponto alto é a possibilidade do avista- máticas no mundo para o meio ambiente. mento de baleias e mergulho autônomo (mesmo para quem não é certificado!) em Abrolhos, através de um fun dive em águas rasas. O início das inscrições deve acontePôr-do-sol com fogo de chão no Tietê cer em fevereiro, no site da ABVC. Agende-se. Esta edição do Costa Leste promete Foram arrecadados 30l de leite e 20kg de lotar cedo! Quem dormir no ponto... alimentos para a Instituição da Rede de Mike e o Pangea: como vai o clima? Combate ao Câncer de Pederneiras. O objetivo do evento além de reunir os navegadores de vários pontos, foi incentivar e orientar as pessoas a navegarem pela costa e pelas represas e hidrovias, tornando A ABVC mantém convênios para os sóa náutica uma atividade saudável e segucios. Veja alguns abaixo e outros no site: ra para toda a família. O evento culminou IATE CLUBES num churrasco de Cordeiro e Costela de Fun Dive em Abrolhos: inesquecível fogo de chão, música caipira e muita festa! - Aratú Iate Clube

ABVC-RJ

CONVÊNIOS

Encontro das Ilhas

- Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube DESCONTOS

As Ilhas: Apesar do nome trata-se de uma ilha só, linda e com águas claras

A flotilha partiu de Santos às 10h do Clube Internacional de Regatas, após o café da manhã e a reunião dos Comandantes. A chegada na “As Ilhas” foi por volta das 20h30, após uma navegação em orça. A noite estava iluminada por uma linda lua cheia. O dia seguinte brindou a todos com muito sol e calor. As tripulações se reuniram em um churrasco na praia, em uma grande confraternização entre os velejadores. As crianças, 5 ao todo, aproveitaram para brincar na água. O retorno para Santos teve que ser antecipado Maurício Napoleão para as 19h30, devido ao surgimento e rápido avanço de uma frente fria, que pegou a flotilha no meio do caminho. das novidades será a disponibilização de links para sites de previsão, de maneira a centralizar e facilitar a navegação. Outra Após oito anos, o site da ABVC está se pelo site desde a sua implantação. Essa área nova será a de notícias, que reunirá dimodernizando. Não só em termos de de- empresa está no mercado desde o início versas agências e sites que trazem as notas sign mas na facilitação das informações do desenvolvimento da web, e trabalhou com ninguém menos que Alexander Mandic, ainda nos tempos das BBS, quando a internet ainda era um sonho distante. Uma

Novo site a caminho

que são disponibilizadas, além de novas seções. Tudo isso está sendo preparado pela empresa Art Online, a responsável

ABVC - Ubatuba

7Mares Equipamentos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Murolo Seguros: Preços especiais Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual E muitos outros. Consulte nosso site para saber dos detalhes de cada parceiro. Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

Produtos ABVC

Os produtos da grife ABVC estão à sua disposição para compras via internet. São camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas estanques, entre diversos outros produdo mundo náutico. E tem muito mais. Mas tos que podem ser adquiridos na loja virtuclaro, não vamos contar tudo se não estra- al da ABVC. Acesse e conheça: ga a surpresa. Aguarde! www.atracadouro.com.br/abvc

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

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