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ALMANÁUTICA Informativo Brasileiro de Náutica e Esportes do Mar – Ano II – nº 08 – setembro/outubro 2013 - DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

PRA QUEM TEM O MAR NA ALMA E QUER MAIS CONTEÚDO!

Kite - Wind - Jet Regatas e Campeonatos

Família Yoshima: “Largamos tudo e fomos viver em um veleiro”

Confira também: Habilitação de Capitão para Refeno é flexibilizada Semana de Monotipos 44ª Aratu-Maragojipe: é o agito nas águas baianas Velejando num Fórmula1 Casório no mar: uma surpresa cheia de surpresas Faça: Santos: águas e barcos ameaçados pelo progresso? Reparos em fibra FLAI: Decola a literatura de aventura em Ilhabela Caipirinha de cacau


ALMANÁUTICA

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EDITORIAL

Flexibilização na Refeno

Pela Normam (Norma da Autoridade Marítima - regulamento vigente que institui as condições de navegação no Brasil) somente os habilitados como Capitão-Amador é que podem navegar em águas abertas oceânicas (não costeiras), caso da navegação Recife – Fernando de Noronha. Até aí nenhuma novidade. Ocorre que por anos, os únicos a realizarem tal proeza eram os comandantes forjados nas tabelas, almanaques e sextantes, com anos de estudo e prática. Com o passar do tempo e a popularização da navegação, aliada ao desenvolvimento tecnológico, mais e mais pessoas passaram a navegar além dos limites iniciais das represas, baías e costas. Para a Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha, a Marinha do Brasil (MB) através dos sucessivos Comandos do Terceiro Distrito Naval (Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Território de Fernando de Noronha, Ilhas Rocas e os Penedos de São Pedro e São Paulo, com sede em Recife), tratou de maneira diferenciada a questão. Criou a chamada “flexibilização”, ou seja, autorizou apenas no período da competição, e sob certas regras de segurança – que um Mestre Amador (habilitado para navegação em águas costeiras) pudesse comandar o veleiro. E veio o problema: legalmente a “flexibilização” não existe. Em caso de um acidente, a Marinha do Brasil pode responder legalmente pelo ato já que a lei vigente é sua própria normatização. Essa decisão vem na esteira de outras, oriundas de Brasília, já em 2012, numa série de procedimentos visando a melhoria da segurança, como a exigência de aulas práticas para habilitações de Jets, regulamentação de reboque, possibilidade de vistoria para transferências, entre outras. E uma Normam só pode ser alterada por Portaria, ou seja, um ato de Ministro de Estado. Do outro lado, é fato que uma regata internacional impulsiona a economia. Estado, municípios, clubes, a náutica como um todo e o turismo náutico, são beneficiados. Muitas localidades pela costa recebem os mais de 100 veleiros e centenas de tripulantes que transitam desde os portos de origem e depois retornam. Isso inclui Fernando de Noronha e Recife. Também é fato que a regulamentação prévia, a fiscalização que é feita antes da largada e o acompanhamento pela MB durante a regata (ida e volta) praticamente eliminam qualquer possibilidade de acidente mais grave entre participantes. A solução nos parece ser a mudança nas normas legais, prevendo a exceção durante a regata, protegendo as instituições envolvidas. Em tempos de GPS, plotters, radares, AIS, Spots, Epirbs, balsas e dessalinizadores, é preciso rever as normas vigentes. Normas que pararam no tempo dos cabos de cisal e do sextante. Nada contra o conhecimento e a tradição. Mas aliados ao desenvolvimento humano. Afinal, estamos no século XXI... Ricardo Amatucci - Editor

Murillo NOVAES

De volta a América Pois é, querido amigo e dileto leitor deste periódico de muita alma. Alma náutica, a melhor de todas! Eis que voltou à terra ianque a copa da escuna América, a nau do norte-americanos que cruzou o Atlântico para derrotar os ingleses em plena ilha de Wight em 1851, sob o testemunho ocular da própria rainha Vitória e fundou assim a mais longeva disputa esportiva da nossa modernidade. A America’s Cup, em inglês, ficou no Iate Clube de Nova York por 132 anos, quando, em 1983, por questões de uma inovadora quilha alada, foi surrupiada por Alan Bond e sua turma de cangurus de Fremantle, oeste da Austrália. E para Nova York mesmo jamais voltou. Embora seja em um tribunal de Manhattan onde acontece, até hoje, infelizmente, boa parte das disputas mais sangrentas deste esporte dito de homens nobres. Enfim… Voltemos à copa. Em duas ocasiões a famosa Taça dos Cem Guinéus, doada pela própria rainha e apelidada carinhosamente de Auld Mug, fez rumo novamente à América do Norte. Em 1988, em São Diego, na Califórnia, com o herói Dennis Conner, se tornando o Homem do Ano da Revista Time, após reconquistar dos australianos a taça que ele mesmo havia perdido, sob a flâmula do NYYC, anos antes. E o que se viu foi uma disputa esquisita entre um super catamarã de vela rígida (lembra algo?)

Crônicas Flutuantes

a copa de Ellison só não será um fiasco completo, mesmo com a morte de Andrew Simpson em um acidente bizarro, porque os gigantescos AC72, com suas velas-asa e principalmente com seus fólios de última geração, literalmente voam sobre as águas e produzem imagens de cair o queixo. E não há velejador no planeta que não se espante alegremente quando vê os cats de 72 pés navegando a mais de 40 nós em ventos reais de pouco mais de 20 nós. Uma Copa Louis Vuitton, a serie dos desafiantes, com apenas três times na disputa, mas só um de verdade: o campeão New Zealand. As já famosas, pelo motivo errado, regatas de um barco só com transmissão ao vivo e tudo mais. Os intermináveis protestos junto ao júri internacional e à corte de Nova York. A especulação imobiliária e o uso do dinheiro do contribuinte da cidade de São Francisco para fins nada nobres. Enfim, o enredo de sempre da velha copa acrescido das mazelas contemporâneas de nosso capitalismo em crise, só deixam esta 34ª Copa América com um sabor muito estranho. Tomara que os kiwis vençam e levem para Auckland outro tipo de filosofia e de disputa. A vela mundial, o desporto internacional e a boa energia do planeta merecem! No mais, vamos curtir os bólidos de dois cascos voando céleres sob a Golden Gate, porque realmente são os veleiros mais rápidos e modernos da face da Terra. Um pontinho para Larry... Mas é pouco. Muito pouco!

Murillo Novaes

Murillo Novaes é jornalista especializado em náutica. Mantém o blog www.murillonovaes.com

Coluna do escritor José Paulo de Paula

Algumas poucas conclusões e teorias

Não posso topar com velhos veleiros abandonados; tenho uma leve tendência em não sossegar enquanto não comprá-los, resultado de uma certa, digamos, paixão incontrolável. Como já escrevi em crônica passada, minha iniciação à vela de oceano foi a bordo de um antigo Classe Brasil – o leitor teve oportunidade de conhecê-los nas excelentes matérias veiculadas nesse jornal –, num atribulado cruzeiro entre Belém do Pará e Fernando de Noronha nos idos de 1980. Tempos aqueles! Apesar de a viagem ter sido, apenas para ser benevolente, desconfortável e termos naufragado em Fernão de Noronha passando um perrenge dos diabos, nunca mais deixei de lado os velhos veleiros, clássicos como costumam ser também chamados. Mais adiante enfrentei a reforma de um incrível Sparkman&Stephens de 43 pés projetado em 1958, sobre o qual vivi com minha companheira e minhas duas filhas, à época com seis e nove anos, durante um ano e pouco. Terminada a aventura tive que vendê-lo – ah!, se arrependimento matasse! – por falta de verbas para a manutenção; vê-lo mal cuidado me doía o coração. Detalhes dessas peripécias estão em – olha o marqueting aí gente! – meu livrinho “É proibido morar em barco”. Depois disso Li alguns exemplares online, disponiveis passei a me digladiar com um ketch, tamno site .... simplesmente PARABÉNS !!! ... bém antigo, de 37 pés feito na antiga Forexcelente conteúdo. Quero assinar! mosa (hoje Taiwan) que ficou um tempo Douglas Calazans (Serra – ES) abandonado cá por essas bandas até que Almanáutica: eu o comprasse baratinho... baratinho. Jornalista Responsável: Tão barato que em pouquíssimo tempo Paulo Gorab descobri que tinha uma porrada de sócios; Jornal bimestral, com distribuição nacional cupins!, que chegaram, confesso, a abalar nos principais polos náuticos do Brasil. meus neurônios, até que, a muito custo, eu Ano 02, número 08 set./out. de 2013 conseguisse desfazer a sociedade. Então Depto. Jurídico: Dra. Diana Melchheier as filhas cresceram e, adolescentemente Contato: falecom@almanautica.com.br (sic), se desinteressaram da lida marítima... Almanáutica é uma marca registrada. namorados, festinha e coisa e tal, e o barProibida a reprodução total ou parcial. Visite nosso site e fique por dentro das novidades co ficou grande demais para um navegante diariamente: solitário, de maneira que passei-o também www.almanautica.com.br nos cobres. Todavia, seguimos velejando

Dos Leitores

e um monstrengo neozelandês de 90 pés, depois de árdua e ridícula batalha judicial. Bem, o velho filósofo alemão Carlos Marx (hoje devidamente confinado aos acadêmicos e detonado pelos ignorantes de plantão), já dizia no seu genial “18 Brumário de Luís Bonaparte”: a história sempre se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa. Curiosamente um axioma perfeito para traduzir esta 34ª Copa América, a se realizar nas águas verdes e frias da baía de São Francisco, neste 2013 de nosso senhor. Depois de uma batalha judicial ridiculamente longa e encarniçada entre os meninos mimados Larry Ellison (Oracle) e Ernesto Bertarelli (Alinghi), aconteceu nas águas de Valência, sob ordens da corte de Nova York, um “Deed of Gift Match”. Ou seja o desafio segundo as regras gerais impostas em 1888, pelo último tripulante vivo da escuna America na escritura de doação da copa que fez ao New York Yacht Club e que impõe as normas para casos em que defensor e desafiante não cheguem a um acordo. Deu Oracle com seu trimarã que trazia como grande inovação tecnológica a vela-asa rígida, que se provou mais eficiente que o catamarã não menos “aeroespacial” dos suíços da equipe Alinghi. Elisson, o quinto homem mais rico deste mundo, declarou que faria nas águas de casa, no Golden Gate Yacht Club, a melhor de todas as copas. Deu ruim! Com a ambição sempre acima da medida, os custos foram crescendo, os times interessados minguando, o defensor (como sempre) legislando despudoradamente em causa própria e tudo ficou tão estranho que

por aí em barcos de amigos ou a trabalho. Nos últimos quatro anos me defrontei com a restauração de um 30 pés – veja o leitor que, ao contrário da maioria, fui diminuindo o tamanho dos meus barcos –, um projeto holandês de 1946 com uma história no mínimo interessante. Ao final da segunda grande guerra, pelo que pude levantar em minhas rigorosas averiguações científicas em colaboração com o doutor Google, os países aliados da Europa teriam promovido uma regata comemorativa ali pelos mares do Canal da Mancha. A Holanda teria feito um concurso entre projetistas para escolher o barco que representaria o país na tal regata, e o projeto desse meu veleiro atual teria ganho o tal concurso. Com o dinheiro do prêmio – 400 Gulden, à época a grana holandesa – foram construídos, em 1947, três barcos, dos quais dois estão vivos até hoje; um atende pelo nome de Albatros (www.zeiljacht-albatros.nl) e o outro por Aurora. Lamentavelmente não tenho dados sobre se a regata teria acontecido e qual teria sido o resultado. Esse barco que restaurei foi construído, não sei se na Holanda ou no Brasil, por um senhor holandês que em algum momento e de alguma forma teve acesso ao desenho, feito por um sujeito chamado J. Kraaier. Achei-o abandonado em Ilhabela e, devido à minha compulsão, comprei-o por um precinho bastante razoável. Tão razoável que a obra que se seguiu quase me levou a nocaute. Boa parte do casco abaixo da linha d’água estava podre, tive que praticamente refazer o interior todo e não cansarei o leitor com detalhes que me acrescentaram vários – muitos – fios de cabelos branco, competindo de igual para igual com os cupins. No final venci por pontos e hoje o barquinho flutua elegantíssimo por aí, já fazendo suas primeiras regatas clássicas e nos levando para deliciosas velejadas sem compromissos. Ainda faltam muitos detalhes, mas aos pouquinhos a gente vai se arranjando. E o

melhor de tudo é que as filhonas retomaram o interesse, agora de uma forma mais madura e, acredito, definitiva. De todo esse embate com esses barcos antigos e maravilhosos, aprendi algumas coisas a respeito de restaurações e seus segredos, chegando mesmo a tirar algumas conclusões e formular algumas teorias que obviamente poderão ser contestadas pelos muitos experts existentes por aí, excetuando-se duas delas. A primeira é que, infelizmente, aqui por essas bandas Tupiniquins, quase tudo que é feito para embarcações parece destinado às pessoas, se não milionárias, bastante, por assim dizer, confortáveis no quesito “obtenção do vil metal”. Qualquer coisinha que se precise, uma abraçadeira que seja, parece ser feita de ouro e o melhor, quando possível, é não contar pra ninguém que aquilo que você está comprando é para um barco. A segunda, mais light, mas não menos significativa é que, num país de clima quente como o nosso, trabalhando ao relento como fiz na maioria das vezes, é humanamente impossível fazer o que fiz sem cerveja gelada... cujo precinho não anda lá dos mais favoráveis, mas haverá de melhorar quando baixarem os impostos. Saravá! José Paulo é biólogo, artista plástico, capitão amador e conta, em crônicas com muito humor, situações vividas a bordo com sua família no livro “É proibido morar em barco”, à venda na Livraria Moana

Foto da capa

Título: “Descortinando Maria Guarda” Foto de Ricardo Amatucci


Rio Grande do Sul A hora e a vez das mulheres

A jovem tripulação vencedora do Match Race na ISAF Nations Cup, realizada em Middelfart, Dinamarca foi composta por Juliana Senfft, (capitã); Marina Jardim, (vela grande/tática); Luciana Kopschitz, (pit), Gabriela Nicolino, (trimmer/tática) e Larissa Juk (bow), ganharam a primeira Copa das Nações para o Brasil na Aberta e na Classe para Mulheres. “É incrível, estamos muito animadas, a equipe trabalhou tão bem... foi simplesmente fantástico”, disse Senfft. “Esta é a minha terceira Copa das Nações. Fiquei em sexto nas últimas duas vezes, então eu realmente queria ganhar. Além disso, os meninos já terminaram no pódio na última, mas infelizmente não consegui chegar lá. Por isso eu queria ganhar para o Brasil”, explicou. Senfft virou o jogo na terceira corrida, liderada com folga de cinco barcos no final da primeira etapa, realizada - em uma final de roer as unhas - a favor do vento para vencer por meio barco. As meninas se prepararam por anos e passaram pelo Centro de Treinamento de Match Race no Veleiros do Sul. É mole, chê?

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UM GIRO PELA COSTA As principais notícias de Sul a Norte. O que acontece nos polos náuticos.

Santa Catarina Angra - RJ Casório no Mar Monotipos na 5ª Salvamar Sueste Etapa em SC Realizada no inicio de agosto a 5ª etapa da Copa Veleiros de Monotipos 2013 reuniu velejadores das classes Optimist (Estreante e Veterano), Laser (Standard, Radial e 4.7), Snipe, 420, 470, Dingue, Byte, Prancha a Vela, Hobie Cat 16 e Tornado em Jurerê, subsede do Iate Clube de Santa Catarina – Veleiros da Ilha (ICSC-VI), promotor do evento. Após essa etapa, o destaque continua sendo da velejadora Ana Caroline da Silva, em primeiro na Optimist estreante, e a única atleta que não pertence aos quadros do ICSC. As irmãs Maria Cristina e Maria Carolina Bobaid respectivamente líder e vice aparecem na Radial.

Veleiros do ICSC em peso na RISW

Veleiros do Iate Clube de Santa Catarina conquistam boas colocações em Ilhabela durante a RISW. Kiron 3 - Leonardo Guilhermo Cal - Campeão na classe ORC Geral e ORC 650; Absoluto - Renato Gama Campeão na classe ORC 600; Catuana Kim - Paulo Cocchi - Vice campeão na classe ORC 500; Katana/Energia - Fábio Filippon, vice na C30; Revanche - Celso L. M. de Faria - Vice campeão na classe RGS B. Mulherada deita e rola na Dinamarca Além deles, participaram os veleiros Bruxo (Luiz Schaefer), San Chico 3 (FrancisJangadeiros no co Freitas), Melody 5 (Osvaldo Ceccon), Mundial da Juventude Garrotilho (Paulo Cesar Linhares), Kaikias (Rogério Capella), Zeus Team (Inácio VanTreinando no Janga, a dupla Tiago e dresen) e Corta Vento (Carlos Augusto de Andrei conquista título no Chipre Matos). Turma animada essa! Os velejadores gaúchos Tiago Brito e Andrei Kneipp conquistaram o título do Campeonato Mundial da Juventude de Vela, realizado em Limassol, no Chipre. Os gaúchos levaram a taça da classe 420, após 11 regatas e um descarte. Eles começaram a velejar juntos em março de 2012 com o objetivo de disputar a Copa da Juventude esse ano. Treinando no Clube dos Jangadeiros, a dupla também foi vice-campeã brasileira, conquistou a Búzios Sailing Week e terminou em terceiro lugar no Campeonato San Isidro Labrador, em Buenos Aires. O Mundial da Juventude foi realizado em julho e reuniu cerca de 350 competidores, de mais de 60 países, nas classes 420 (masculino e feminino), Laser Radial (masculino e feminino), 29er, SL 16 e RS:X (masculino e feminino). Além de Tiago e Andrei, representaram o Brasil os velejadores Kim Vidal e Antonio Carlos Lopes Neto (SL 16 - ver matéria da Bahia...), Antonio Aranha e Philipp Essle (29er), Cláudia Mazzaferro e Luiza Peiter (420), Martin Lowy (Laser Radial), Maria Cristina Boabaid (Laser Radial), Yago Carvalho (RS:X) e Juliana Aguiar (RS:X).

Jaibando o Balão O jaibe ou jaibing como também é chamado, é uma manobra executada com vento de popa. Diferente do velejo de contra vento, no popa existe uma pressão muito grande, pois a vela grande fica toda aberta e o balão, a maior área velica em muitos casos pode desequilibrar o barco. Mas seguindo passo a passo a manobra, o risco de um erro grave sempre é minimizado. Vamos considerar um vento de popa rasa onde o jaibe será realizado com uma boa distribuição de pressão, reduzindo o risco de erros na manobra. A manobra consiste em, rapidamente desconectar a extremidade do pau conectada ao mastro e conectada no barla. Uma dica muito importante no uso do balão assimétrico, o balão é uma vela que move a embarcação para frente, a vante e qualquer outro ângulo poderá desequilibra-la uma vez que essa manobra poderá ser executava em ventos de grande intensidade, por isso a condução do jaibe deve ser precisa e integrada. Aprendi a executar essa manobra em um barco de classe onde o pau não chegava

Tripulação acionou os sinalizadores

Casamento: a surpresa era só pra ela

Em julho o Navio-Patrulha Macaé (NPa Macaé) realizou dois salvamentos na área da Restinga da Marambaia através do Salvamar Sueste. No primeiro, a lancha “Carolina Sea Eagle”, com quatro tripulantes, estava à deriva por problemas nos motores 3 milhas náuticas da Restinga da Marambaia. A embarcação foi rebocada até uma área abrigada. Ainda na mesma noite o veleiro “Parru”, com cinco tripulantes, estava com pane elétrica e água entrando pela proa. No momento do aviso, os tripulantes haviam abandonado o veleiro e embarcado na balsa salva-vidas (Na foto do Salvamar). Após algumas horas de busca, sem sucesso, a tripulação do NPa Macaé conseguiu contatar os náufragos por telefone e os instruiu a acionar os sinalizadores do kit de sobrevivência da balsa. O sinalizador foi avistado pelo NPa Macaé, a cerca de 2 milhas náuticas da Restinga da Marambaia, e o resgate efetuado com sucesso. O Salvamar Sueste coordena as atividades de busca e salvamento nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo. Os integrantes do Salvamar atendem aos pedidos de socorro vindos do mar 24 horas por dia, por meio dos sistemas de comunicações e do serviço 0-800-285-6158. É bom anotar...

Rogério e Mirella já viviam juntos há vários anos e inclusive eram os pais da pequena Manuela. Mas o sonho de Mirella de casar, ainda não estava realizado. Adiado por vários anos, foi numa madrugada insone que Rogério teve a ideia: casar durante um cruzeiro em flotilha, numa praia, com amigos e parentes. Após longos preparativos e muitas aventuras, ele conseguiu armar tudo sem que ela desconfiasse. E claro, casaram-se numa linda festa na Praia na Tapera, na Ilha Grande: “Perguntei se ela queria casar comigo. Ela disse que não: “você nunca aceitou casar comigo...”. Ela pediu para eu perguntar novamente e eu perguntei. “Eu caso!”, ela respondeu. Então eu falei que estava tudo pronto e que todos estavam lá... Ela riu. Não acreditou. Demorou muito para acreditar e só quando viu todos fotografando e uma placa com o nosso nome preso ao coqueiro do lado do altar caiu a ficha. Deu tudo certo. Sob um sol maravilhoso que, só quem esteve lá pode sentir a emoção, nos casamos”, contou Rogério. Você pode ler o relato completo e saber de todos os detalhes no site do Almanáutica (almanautica.com.br).

a ter 2 metros e pesava alguns pouco quilos. Você leitor pode pensar: “ah, mas num monotipo é mais fácil”. Segundo a lógica sim, mas como esse barco, um Soling, que tem uma grande área vélica, muitas vezes é também uma manobra difícil em condições de muito vento. No barco de oceano ainda temos que considerar que normalmente teremos as escotas da genoa, já passadas e dependendo da situação, o jaibe deverá, além das conexões das extremidades, também manobrar o pau para que o mesmo não traga consigo a escota enrolada, causando um transtorno na próxima manobra. Para iniciar a manobra o proeiro deve estar à frente do mastro com o pau de spi conectado a barla, ou seja, se olhando para a proa o barla for a boreste, o proeiro deve estar a bombordo. Isso por que ele desconectará o pau de costas para o mastro com uma das mãos e com a outra alcançará a escota de sota. Como o pau estará leve e flutuando por estar conectado ao amantilho, o maior fator de risco dessa manobra é a pressão do vento que tornará mais difícil a conexão da extremidade que será conectada no mastro caso o responsável pelas escotas não fol-

gue sota e cace o barla. Essa manobra exige também uma grande sincronia, pois o marinheiro responsável pelas escotas ajudará o proeiro caçando rapidamente o barla evitando que o proeiro tenha de fazer isso com o pau, o que exige uma grande carga de força em ventos de maior intensidade e assim concluindo a manobra. Lembre-se, sempre o barla do balão estará bem próximo ao foil ou da própria genoa, no caso de quem utiliza o enrolador. Bons ventos.

Foto de Erika Laís.

Técnica

Ricardo Machion é iatista da Classe Soling, ORC Internacional e RGS. Possui títulos nos circuitos Sul Brasileiros oceânicos, e participou do mundial de Soling. Mestre Amador, navegou no Rio Grande do Sul em embarcações de 30 a 80 pés.


ALMANÁUTICA

Itajaí Construção amadora

O Projeto de Construção Naval Amadora da Associação Náutica de Itajaí – ANI - possibilita qualquer cidadão que tenha o sonho de ter seu próprio barco, realizá-lo. Atualmente estão sendo construídos 8 barcos: seis Shellback, um Navigator, e um Protótipo. As aulas acontecem com o Instrutor Wilson da Silva, as terças e quintas , às 18;00 h, no paiol da ANI.

ANI: Ensinando a construir veleiros Fundada em janeiro de 2002, a Associação Náutica de Itajaí - ANI - é uma ONG que nasceu do sonho do casal Vilmar e Higina Brás - velejadores de Itajaí que realizaram a volta ao mundo a bordo do veleiro Jornal (http://www.veleiro.net/jornal) em 55 meses de viagem e 32.000 milhas náuticas navegadas. Além da experiencia da viagem, Vilmar e Higina trouxeram também a experiência internacional da valorização do potencial do ambiente náutico para a formação dos jovens. O site da ANI fica em www.culturanautica.org.br

Santos - SP São Paulo - Interior Santos ameaçada? Vela Caipira: A companhia italiana Saipem – a maior Invadindo o MS

e encontra-se a uma distância de 350 quilômetros dos principais campos do pré-sal da bacia de Santos. O dono de um veleiro que fica no CIR e preferiu não se identificar, reclama que desde que a Saipem começou operar a sua unidade junto ao clube, seu veleiro vive sujo de uma fuligem metálica oriunda do processo industrial ali operado. “Estão destruindo meu patrimônio. A poeira metálica depositada sobre a minha embarcação esta exigindo lavagem diária, caso contrário essa limalha oxida sobre a fibra. Já entrei em contato com a empresa mas sequer responderam”, lamenta. Segundo denuncias do Jornal local, Diário

empresa de serviços do setor de petróleo da Europa - adquiriu 100% do Terminal Portuário do Guarujá (TPG) e com ela a licença para desenvolver uma área de 35 hectares (em frente ao Clube Internacional de Regatas de Santos - CIR). Lá planeja construir uma fábrica (ilustração), com investimento estimado de US$ 300 milhões (incluindo a compra do TPG). A previsão é que o complexo seja concluído em dois Velejadores foram bem recebidos no MS anos e meio. A área tem posição estratégica O vice-prefeito de Três Lagoas (MS) Luiz Akira e o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Luciano Dutra e o vereador Adão da Apae, receberam os 14 velejadores que finalizaram o 4º Cruzeiro – Hidrovia Tietê Paraná, realizado pela Associação Brasileira de Velejadores e Cruzeiros (ABVC) subsede do interior, com a parada na Marina de Três Lagoas, ao lado da ponte Thiago Luiz de Castro, sobre o Rio Sucuriú. O grupo partiu de Barra Bonita/SP demorou 17 dias velejando até chegar ao final da viagem. “Receber vocês aqui para nós é uma honra, uma vez que Três Lagoas tem oportunidade no turismo náutico”, Saipem, que ocupará uma grande área do complexo CING está sob denúncias disse Luiz Akira. Luciano Dutra por sua vez, falou sobre turismo na cidade e região. do Litoral, a Saipem é acusada de crime “Sabemos que Três Lagoas pode crescer ambiental: “O arqueólogo Manoel Gonzamuito e um dos setores é o turismo, entre lez garante que a Saipem estaria operando eles justamente o turismo náutico, que es- de forma irregular e cometendo crime amtamos atentos e viabilizando projetos para biental, destruindo parte da fauna e flora fomentá-lo”, disse o secretário. A Marina do entorno do empreendimento, além de Três Lagoas é a primeira marina regulari- sambaquis”. Em julho houve uma reunião zada pela Marinha do Brasil a se instalar com objetivo de discutir o projeto. Segunno Rio Sucuriú, que faz parte do lago da do Valter de Souza, especialista em Gestão Pública que participou da reunião, nenhum represa Jupiá, em 2001. representante do Poder Público Municipal, nem da Prefeitura, muito menos da Câmara Municipal estavam presentes. A surpre- Príncipe Albert e Berardino: convênio sa maior foi a presença de quatro gestores O Iate Clube de Santos e o Yacht Club de da empresa”, comentou. A Saipem promete Mônaco assinaram em junho um convênio em seu projeto uma contribuição da ordem de reciprocidade em cerimônia com a prePatescaria significa o ato do patesco, ou o de R$ 390 milhões em ICMS (imposto sença da família real. A bebida? CaipiriFederal) e o município ficaria com R$ 80 ato de um marinheiro inexperiente. nha, e não o tradicional drink monegasco. Na prática é uma desculpa para a realiza- milhões em ISS... ção de uma grande festa para todos acabarem na Ilha de Paquetá. Na verdade o nome do evento é “Regata Luar de Paquetá”, cuja origem remonta a festa em homenagem a São Roque, padroeiro da ilha. Com realização do Iate Clube de Paquetá e apoio do Iate Clube Guanabara, da ABVC e de outras entidades, a 32º edição da festa foi animada e reuniu mais de 50 embarcações. A confraternização foi animada no Iate Clube de Paquetá, após a largada, que aconteceu entre a Escola Naval e a Marina da Glória. Ao final, um coquetel na Marina da Glória Festa no Itaupu abre 2º semestre em SP O Mundial foi realizado na Hungria encerrou a Patescaria deste ano. Sábado dia 3 de agosto o Yacht Club Itau- Nicolas Garcia, sócio e atleta do YCSA, pu sediou a Regata de Abertura do Segun- comemora o ótimo resultado obtido no do Semestre da Represa de Guarapiranga. Campeonato Mundial de Laser 4.7 (BRA Evento oficial do calendário da FEVESP, 186048) que aconteceu entre os dias 06 e contou com a inscrição de cem embar- 13 de Julho, em Balatonfured em um lago cações num dia maravilhoso e de pouco da Hungria. vento. Ao final, a premiação e recepção na O resultado foi conquistado após muito essede social do clube com a tradicional ma- forço: “Depois de muitos treinos em Flocarronada e vinho, além do bolo de aniver- rianópolis e muitos outros treinos físicos, sário celebrando o 79° ano de fundação do acabei na 13ª colocação do Mundial de LaPastescaria: mais de 50 participantes Yacht Club Itaupu. (Foto: Pedro Quezada) ser 4.7. Estou muito feliz”, contou.

Chique no úrtimo

Rio de Janeiro Torben Grael, o XXXII Patescaria novo treinador Luar de Paquetá

Abertura do 2º Semestre

Torben será o treinador dos brazucas

Torben Grael é o novo treinador-chefe da seleção nacional de vela. Cinco vezes medalhista em Jogos Olímpicos, Torben assume o cargo sendo apresentado pelo Comitê Olímpico Internacional (COB). “Não é todo dia que temos os Jogos Olímpicos na nossa casa. Esse foi principal motivo que me fez aceitar esse desafio”, comentou. Ele terá a oportunidade de trabalhar com os filhos, Martine Grael (na nova classe olímpica 49er FX) e Kahena Kunze. Marco Grael é o segundo melhor brasileiro do ranking na 49er. Torben inicia seus trabalhos ao lado de Robert Scheidt na Escola Naval, no Rio de Janeiro. Torben Grael trabalhará auxiliado por Eduardo Penido (ouro em Moscou/1980) e coordenará o trabalho dos treinadores pessoais dos atletas da seleção.

Clipper Round The World A mais longa regata de volta ao mundo bate recorde com a participação dos brasileiros: serão seis nessa edição A Clipper Round The World Race, regata oceânica mais longa do mundo terá a Marina da Glória (RJ) como sede brasileira 2013-14. O evento marca o final da primeira etapa da regata que sai de Londres em 1º de setembro (deve levar 33 dias para chegar) e pode ter a participação de qualquer

pessoa, independente da experiência na vela. A participação se dá na regata toda ou apenas numa etapa. Esta edição teve um recorde de brasileiros: seis no total. São eles: Emanuel Almeida, consultor de São Paulo, João Gustavo Togneri, Engenheiro Mecânico de Jaraguá do Sul, Elaina Elaina Lourenço, Engenheira de Software que mora em Londres e é casada com João Guilherme Sauer, Engenheiro de Software que também vive em Londres. Cassius Pazutti, analista de riscos é de Porto Alegre e finalmente Paula Santos, Diretora Executi- A Clipper faz treinamento para leigos

Guarapiranga - SP

Atleta do YCSA comemora mundial

va e que mora no Havaí. A Clipper oferece treinamento especifico aos participantes. Mais de 4 mil pessoas de todo o mundo já participaram desse treinamento. A Clipper foi criada por “Sir” Robin Knox Johnston - vencedor da primeira regata de volta ao mundo em solítário em 1968-69, a Sunday Times Golden Globe (em 2006 ele foi o velejador mais velho a completar uma volta ao mundo em solitário com 67 anos). É disputada na terceira geração dos veleiros Clipper 70, projeto do renomado arquiteto naval Tony Castro. É conferir!


Ilhabela - SP Literatura e 40ª Semana de Aventura: É a Flai Monotipos Mais de 150 embarcações participam da 40ª Semana Internacional de Vela de Monotipos de Ilhabela. A classe oceânica Bico de Proa foi uma das atrações do evento e a tendência é que para a próxima edição a classe seja integrada definitivamente na programação do evento. Embora a participação tenha sido fraca, a Secretaria de Esportes já deixou claro o interesse em dar continuidade e trabalhar para que os eventos se integrem mais a cada ano. Com regatas acirradas, sol e ventos fortes as competições contaram com participantes ilustres como o medalhista olímpico Bruno Prada e o campeão mundial Jorge Zarif, que competiram pela classe Finn. Outro destaque foi a classe Snipe, que contou com a participação de 14 embarcações. O título da competição ficou para a dupla do Yacht Club da Bahia, Mario Urban e Rafael Sapucaia. A cerimônia de premiação do evento contou com a participação do prefeito de Ilhabela, Toninho Colucci, do secretário de Esportes, Lazer e Recreação, Flávio César, do diretor Náutico, Sérgio do Valle, do secretário de Turismo, Harry Finger, do vereador Luiz Paladino, do experiente velejador Edmar Alves, e do comodoro do Pindá Iate Clube, José Godinho. A 40ª Semana Internacional de Vela de Monotipos de Ilhabela “Mario de Sousa Oliveira” é promovida pela Prefeitura de Ilhabela por meio da Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação e Diretoria Náutica e Secretaria de Turismo com apoio do Yacht Club de Ilhabela, Iate Clube de Santos, Pindá Iate Clube entre outros.

Guarapiranga - SP Última etapa do Brasileiro de Jet Com a presença de brasileiros e estrangeiros a 4ª e última etapa do Brasileiro de Jet Ski acontece na Guarapiranga O 26º Campeonato Brasileiro de Moto Aquática (jet ski) será realizada nos dias 14 e 15 de setembro, na Represa do Guarapiranga (av. Atlântica, 4.000, antiga Robert Kennedy), em São Paulo. Participarão competidores da Bolívia, Paraguai, Argentina, Uruguai e de vários Estados brasileiros. A movimentação da quarta e última etapa do campeonato começa no dia 13, com a recepção aos pilotos, inscrições e treinos livres. Nos dias 14 e 15 serão realizadas as baterias, que apontarão os vencedores da etapa e os campeões da temporada 2013. A etapa é uma realização da BJSA - Associação Brasileira de Jet Ski, com homologação da IJSBA - International Jet Sports Boating Association.

Por José Paulo de Paula

5 Vitória - ES Vela Capixaba: no dia 3 agosto, encerrando com chave de ouro o maior e melhor match de todos os a todo pano tempos no clube capixaba. Nada menos

Por Renato Avelar que 15 tripulações se alinharam na praia de Camburi, para a disputa A classe Optimist reuniu 14 barcos no es- Na RGS A, o Skipper 30 Kirionsete do cotadual, o que há mais de 15 anos não acon- mandante Simão Bassul, (que teve a bordo tecia. Os Snipes - que quase se extinguiu ninguém menos que Felipe Linhares, o fera - conta com 10 barcos. No windsurf gran- do Iate Clube de Santa Catarina) levou a des nomes com seus campeões mundiais melhor e derrotou o Scheaffer 31 Phantom Ricardo Conde, Leozinho e Gabrielzinho. of The Opera de Renato Avelar, que correu A Dingue trouxe da semana de Búzios boas com uma tripulação de convidados, dentre colocações: os capixabas André Rocha, e eles o boa praça Ricardo Montenegro (Maseu filho Gabriel Firme (em barcos dife- canudo ICRJ), e também o Aventureiro de rentes) derrotaram na raia do ICAB feras Rodrigo Stpehan, que contou com a predo nível de Maurício Santa Cruz. Fruto do sença de William Brown, primogênito do trabalho do Comodoro Evandro Daher. E legendário Morris Brown, campeão brasitambém do gerente voluntário da escolinha leiro de Snipes 1949 no ICRJ, com apenas de “optis” Mr. Lucky Secchin, Rominho 14 anos. Finammore – nas aulas de wind - além do NA RGS B, o pequeno veleiro Kuem Kuem do Comandante Wender de Paula lediretor de vela Francisco Kulnig. Classe Oceano: O campeonato estadual de vou a melhor sobre o Brasília 32 de Ronalvela de oceano do Iate Clube do Espírito do Damázio (que merecia uma placa preta Santo realizou sua terceira e última etapa de tão original e conservado!!).

Por conta de um medinho distante do fim do papel escrito em favor de botões e telas, e aproveitando a onda de feiras literárias que toma conta do país, durante a Semana de Vela, realizou-se em Ilhabela a 1ª FLAI – Feira Literária da Aventura de Ilhabela. A idéia surgiu de um papo descontraído que tive ao conhecer meu patrão (Ricardo Amatucci - foi ele quem sugeriu o nome) nesse Almanáutica sob as suaves carícias de uma loura gelada durante uma regata de veleiros clássicos em Paraty ano passado. Voltando a Ilhabela, onde moro desde 86, comecei um processo de sedução ao possível futuro secretário da cultura, parceiro de um futiba que rola aos sábados – ele joga quase tão bem quanto eu! Sacramentado o dono da pasta cultural, comecei entrar em contato com os possíveis participantes e o retorno foi animador. A idéia inicial era que a feira tivesse um formato semelhante ao da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty – formando mesas com os autores, intermediadas por gente entendida do A Diretoria de Hidrografia e Navegação (DHN) comunicou no último dia 30 de julho a inauguração da sua nova loja virtual. O objetivo segundo a DHN é “disponibilizar aos navegantes de forma rápida, prática e segura, cartas náuticas e publicações de segurança da navegação”. Após alguns meses de estudos e preparação, a EMGEPRON, em coordenação com a DHN, o Centro de Hidrografia da Marinha (CHM) e a Base de Hidrografia da Marinha em Niterói (BHMN), iniciaram Maurício Rosa e a aula show de culinária a operação do sistema de comercializa(continua na pág. 7) ção de cartas em papel e publicações pela INTERNET, em 30 de julho. A comercia-

Marinha inaugura Loja Virtual

lização ocorre por meio de acesso ao site www.cartasnauticasbrasil.com.br. Entre as principais características do novo sistema estão a possibilidade de pagamento por cartão de crédito, boleto bancário ou depósito em conta corrente, além da entrega pelos Correios. “Com isso, busca-se permitir aos usuários maior planejamento, interatividade e agilidade em seus pedidos, inaugurando-se um novo horizonte no que tange ao fornecimento de produtos náuticos em prol da segurança da navegação”, esclarece a DHN. São 410 cartas Náuticas e 122 publicações à disposição do navegador, incluindo as cartas da hidrovia Tietê-Paraná, cartas piloto e tábua de maré. Agora só não tem material a bordo quem não quiser...

Ubatuba - SP Ubatuba Iate Clube faz Ele-Ela

O Ubatuba Iate Clube (UIC - www.ubatubaiateclube.com.br) realizou a Regata Ele-Ela no último dia 24 de agosto. Como nas outras edições, a estadia um dia antes e um dia depois foi franqueada pelo clube aos veleiros visitantes. O percurso foi desde as proximidades da praia do Flamengo até a volta da Ilha das Cabras por boreste. Todas as classes (ORC, BRA-RGS/SP e Bico de Proa) correram numa única classe com rating o RGS estipulado pela comissão técnica para barcos sem os certificados. A festa foi bonita – tanto na raia (o tempo ajudou!) quanto na tradicional confraternização (com canoa se cerveja e costela na brasa), com participação dos velejadores, sócios e convidados, após a regata. Esse é o tipo de evento que os clubes devem fazer para promover a vela quando não há tanto movimento quanto o que se deseja. Ponto para o UIC!


ALMANÁUTICA

6 Uma velejada histórica O cruzeirista Jean Baptiste Laborde conta como foi encarar um verdadeiro “Fórmula 1” dos mares, numa oportunidade rara, sonho de todo velejador... Velejador é movido a sonho. Sempre temos uns guardadinhos num canto do coração ou quando mais racional (coisa rara em velejadores), do cérebro. Uma travessia do Atlântico, um cruzeiro na Antártica, uma perna num W70 da Volvo Ocean Race (isso é para quem tem muita garra mesmo), uma regata num 12M Classe JI da Copa América... Ideias nunca faltam, conseguir realizá-las já é outra história! Depois de meu cruzeiro na Antártica, faltam alguns outros. Mas sem queixas... Estão todos a caminho de se realizar. Nem sempre como e quando desejado mas, vá lá... Um Cruzeiro Costa Leste para lá, um retorno para Ilhabela “vagabundeando” ao longo da costa brasileira para cá, um sonho de Caribes em andamento... Ao viajar para França para visitar a família, tive o privilegio e a honra de ser convidado a velejar no France Classe 12M JI. O France é uma lenda náutica por ter sido seu antigo dono, o Sr. Marcel Bich, um quebrador de paradigmas tanto em termos industriais como para a vela mundial. Foi por graça de seus esforços que a partir do final dos anos sessenta a Copa América pode ser disputada por outras nações além da Inglaterra ou Estados Unidos. Foram vários anos de luta e no final, o inicio da saga das regatas como as conhecemos hoje. Os France (em realidade foram duas unidades), 23 metros de LOA, 28 ton de peso, foram construídos totalmente em mogno (casco de madeira laminada e cavernas em madeira mássica reforçado com tirantes e cavernas de inox). Eram o que podia se fazer de melhor tecnologicamente naquela época. Em 1972 depois de participar das regatas em New York e ser eliminado pelos “Kiwi” (New Zeeland), o Sr. Bich doou o barco para a Marinha Nacional para ser barco escola. Como ninguém na França retomou o desafio naquela época, ele ficou

abandonado até uns três anos atrás quando um grupo de antigos tripulantes e uns velejadores “saudosistas” decidiram reforma o barco para dar-lhe uma segunda vida. Com a ajuda de vários patrocinadores e de um subsidio do “departamento de proteção do patrimônio nacional do governo Francês”, dois anos de trabalho pesado, mais de EUR 600.000,00 investidos, o barco pode navegar de novo em 2013 participando de vários eventos durante a temporada. Como disse, fui convidado de surpresa por um grande amigo meu para navegar no France nas regatas do “Rendez-vous de la Belle Plaisance” no porto de Bénodet na França. Essa regata que reúne anualmente durante 3 dias, algumas das mais belas unidades do passado. Já existe faz 13 anos e é muito

concorrida. Eram mais de 47 barcos, muitos deles catalogados como barcos museus e/ou “patrimônio nacional”, como o Pen Duick I ou mesmo o famoso France. Participei de três das quatro regatas como tático por conhecer bem a região onde fui professor de vela durante muitos anos. Navegar num “Formula 1” da vela (Classe 12M JI) carregado de história e reformado como esse é certamente o sonho de qualquer velejador e não pode se comparar a nada que conhecemos. Tudo é gigantesco: a velocidade é impressionante, dentro de padrões que podemos entender (não como com a os barcos atuais tipo W70 ou aqueles catamarãns que andam feito lancha e não feito veleiro...). Erros são simplesmente sem perdão. Vai tudo tão rápido que se você falhar num bordo ou num jaibe, você terá andado meia milha sem ter percebido e perdido 15 ou 20 minutos sobre os demais competidores. A proa? Nem pensar se você tem mais de 30 anos... A secretaria é para um cérebro que conhece o barco como nin-

guém. As catracas são para jogadores de Rugbi. No mínimo. Os Back-stays, o leme e a tática, dá para os cinquentões, mas é só. A experiência foi fantástica, um tempo de sonho com 10 a 15 nós de vento, nada de ondas, ou seja tempo ideal para esse barco. O único ponto negativo foi não haver competidores para aguentar o tranco: Na penúltima regata, o segundo chegou mais de uma hora e meia depois da gente! Deu dó... Valeu cada segundo desses dias maravilhosos. Chegamos segundo no tempo corrigido apesar da vantagem que tínhamos (rating pesadíssimo!!!) e... Obviamente fita azul sem alarde... Jean Baptiste Laborde Veja mais em: http://www.lesamisdufrance.com/en

Jean (na foto de Jakez), velejando o histórico France: “Cinquentões devem ficar restritos à tática. Catraca, nem pensar!”

Brasília Angra - RJ Guarujá - SP Brasília nos Guarujá fatura na XXXIV Regata Classe Holder Colégio Naval Ainda sobre o Atlantis campeonatos

O navegador Edson Quaglio proprietário do cat Atlantis assaltado por duas quadrilhas simultaneamente em Fortaleza está lançando seu livro (pág. 11). A seu pedido publicamos a íntegra da sua entrevista. “As polícias não querem trabalhar. Talvez tenham lá suas razões, pois nesse país as coisas públicas deixam a desejar quanto a aparelhamento e até em efetivo humano, sem considerar qualificação. Um notebook Apple, caro, com rastreador, foi ativado. Identificamos endereço e o nome do caboclo. Isso foi na sexta-feira a noite e até agora nada temos de notícias de prisões, etc. Nada dos nossos pertences. O proprietário, que é o Comandante Geral, não me ouviu, por duas vezes, que na Marina Park Hotel teríamos mais segurança; se tivesse me ouvido, não teríamos passado por esse sufoco. Amanhã deveremos partir para Granada. Depois Santo Domingo e finalmente Bahamas, Nassau”, explicou Quaglio.

Lucas Faria, do Iate Clube de Brasília (ICB) ficou com o 34º lugar no Mundial de Optimist disputado na Itália, no lago Riva del Garda. O campeonato contou com 259 velejadores, representando 58 países, e Lucas, uma das revelações da vela brasiliense conseguiu ficar entre os 10 primeiros em cinco, das dez regatas disputadas. Seu melhor resultado foi um quinto lugar na sexta regata. Pedro Zonta (do Jangadeiros/RS) foi o brasileiro melhor colocado, ficando em 32º. No torneio de equipes, disputado por 16 países, a equipe do Brasil ficou entre as cinco melhores equipes do mundo. Os outros brasileiros foram Gustavo Abdulklech (ICRJ) com o 37º, Pedro Corrêa (Yacht Clube Santo Amaro/SP, que foi o 79º e Gabriel Lopes do Veleiros do Sul/RS na 109ª posição. Vitor Costa Abreu, também do ICB/DF participou da equipe brasileira no norte americano, nas Ilhas Bermudas, e conquistou o 4º lugar no Campeonato por Equipes.

A 34ª edição da Regata Colégio Naval (Regata Esperança Armada) aconteceu em agosto (17), na baía da Ilha Grande, comemorando os 62 anos da instituição. Foram oito classes: ORC, BRA-RGS, APS, Skipper 21, Cruzeiro, Laser, Dingue e Escaler. A programação de aniversário contou ainda com a Regata de Canoagem e competição Rústica Natatória. A regata de Canoagem Oceânica, foi válida como segunda e última etapa da Copa Brasil 2013 de canoagem, fechando o circuito brasileiro que teve a 1ª etapa realizada em 09 de Junho, também em Angra dos Reis, na praia de Mambucaba. Na vela os vencedores foram: Marlin (1º) e Marlim Fiote do Colégio Naval (2º) na categoria Laser Standard Individual; Mahalo do Colégio Naval (1º), Sarrey do Colégio Naval (2º) e Mineirinho (3º), na categoria Laser Standard Dupla; Juno II (1º) e Mel (2º), categoria Radical; Peaçabuçu (1º), Zambari (2º) e Tijupá (3º), categoria Dingue; e por fim, a Ciaga 16 do Ciaga (1º) e 28 (2º), categoria Escaler.

O velejador do Guarujá, José Eugênio Pereira, foi o campeão na Classe Holder, com seu veleiro batizado de “Kiventão”. A vitória aconteceu na 40ª Semana Internacional de Monotipos de Ilhabela 2013 realizada em julho na ilha. Velejador experiente, o guarujaense de 49 anos pratica o esporte desde os 17. Pelo segundo ano consecutivo recebe auxílio da Prefeitura Municipal do Guarujá, por meio do Bolsa Atleta. Ele também veleja nas classes Oceânica, Laser, Holder, Day Sailer e Microtoner 19.

Kiventão leva Semana de Monotipos


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Mudando o rumo...

FLAI em Ilhabela

Ricardo Yoshima, sua esposa Helena M. Yoshima e os filhos João Filipe e Maria Clara, além da Jolie – a cadelinha mascote - contam como largaram tudo - ou quase tudo - e vivem no veleiro AmarSemFim (antigo Mar Sem Fim). Não faz um ano. Fiz uma busca no meu computador e vi que abri uma pasta intitulada “projeto Viver a Bordo” no dia 21 de Agosto de 2012. A ideia (e a vontade...) nasceram um pouco antes. Mas importa dizer que faz pouquíssimo tempo que eu e minha esposa começamos a pensar em mudar de vida... Naquela época eu ocupava o cargo de Secretário de Assuntos Jurídicos em Guarulhos-SP, e vivia correndo atrás do vento. Além do cargo, era sócio de empresas e advogado. Tinha três celulares, viajava 240 quilômetros todos os dias e esperava ansiosamente todos os finais de semana, quando podia desligar tudo e curtir um pouco minha família. Tinha férias 15 dias por ano emendando feriados e tentando prolongar aquela sensação de que a vida deveria ser inversa, isto é, 30 dias de trabalho e o resto em férias. Lancei o assunto para minha esposa, Helena, de forma bem planejada e dissimulada: - Se eu fosse muito rico, milionário mesmo, o que você gostaria de fazer ou comprar? Confesso que esperava outra resposta, mais material, mais definida, menos abstrata: - Viajar... Como eu adoro esta mulher. De todas as respostas possíveis, ela respondeu na “lata” tudo o que eu precisava para continuar o projeto. - Então vamos comprar um veleiro-casa e sair viajando em 2014... Minha experiência com veleiros se resumia em algumas velejadas com um Laser na represa Billings. Sempre fui mais “lancheiro”. A Helena sorriu, sorriso tipo Monalisa, mas ela conhecia muito bem aquela situação: a casa caiu!!! Ele vai fazer de uma forma ou de outra... Então percebi que a mudança não seria apenas de fora para dentro. De alguma forma Deus me fez ver que correr atrás do vento é inútil, destrutivo e desanimador.

A caminho da Argentina... e da vida

Rio Grande do Sul VDS: Na mira da Nacra

VDS organiza sul-americano de Nacra

O Veleiros do Sul realiza em novembro o Sul-americano de Nacra 17. Este será o primeiro evento intercontinental da classe, que foi eleita pela Federação Internacional de Vela (ISAF) para a próxima Olimpíada. Representantes da Argentina, Uruguai e Venezuela já manifestaram interesse em participar. A Nacra 17 é um catamarã, com mastros e cascos em fibra de carbono para alta velocidade e a tripulação é composta por uma dupla mista (homem e mulher). O primeiro Brasileiro de Nacra 17 aconteceu em junho, no Rio de Janeiro. Clinio de Freitas e Cláudia Swan são os primeiros campeões do evento.

Compramos um veleiro especial, que é bastante famoso por uma expedição anterior (o veleiro Mar Sem Fim, do João Lara Mesquita). Vendemos quase tudo: carros, casa, mobília, terreno. Doamos brinquedos, roupas, coisas que não podíamos manter em nossa vida nova, coisas que nos mantinham conectados com um modo de vida massacrante e insano.

me matrícula, posicion, rumbo, velocidad, eslora, manga, y puerto final por favor. Estávamos sozinhos, atravessando a fronteira e chegando a outro país, poucos meses depois de ter a ideia e resolver mudar de vida. Chegamos a Buenos Aires em 27 de abril, depois de uma rápida parada em Punta de Leste, no Uruguay. Conviver com a família todo o tempo é

A família Yoshima (com a mascote): mudança de atitude, de vida e de casa... Até perdi o emprego em janeiro deste ano. Explico: em um emprego político, ninguém ia querer uma pessoa que estivesse com a cabeça em uma viagem de veleiro. Mas como se maneja um veleiro de quase 20 toneladas sem experiência prévia? A resposta veio rápido: Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro, a ABVC. Soubemos que em março zarparia o Cruzeiro Costa Sul, e seria uma ótima oportunidade para viajar com gente experiente e que poderia nos ensinar a velejar de forma segura e divertida. O cruzeiro passava por vários portos e paradas, e acabamos nos juntando com o Crucero de La Amistad, organizado por nuestros hermanos argentinos. E em Florianópolis fomos convidados a seguir com eles para Buenos Aires. Sair do Brasil? Encarar latitudes tão baixas logo na primeira viagem? Ventos contrários, mar violento? Resposta da Helena: Claro que sim... Foi grande a emoção quando em Chuy, chamamos o controle uruguaio: - Control Chuy, control Chuy...Llama velero AmarSemFim, de bandera de Brasil... - Si, velero AmarSemFim, por favor infor-

uma experiência nova para nós. Brigas e desentendimentos ocorrem com frequência, mas estamos aprendendo rápido. Aprendendo que cada um necessita do outro, e que todos tem responsabilidades. Aprendendo que Deus é Senhor do tempo e que hoje é um dia único, especial, que podemos viver plenamente, gozando a vida e descansando. Meu trabalho é divulgar essa mudança, que só ocorreu porque foi de dentro pra fora, mudança de coração, mudança de mente, e mudança de alma. Para viver no mar como nós, existem certos requisitos que julgo necessários, embora não indispensáveis. Ter noções de física, mecânica, bom preparo físico, além de uma mulher disposta a encarar a educação doméstica dos filhos, são algumas delas, além de uma fonte de renda. Mas mudar seu coração, passar a encarar as coisas sob a visão de Deus, e ser livre da sensação de vazio e desesperança estão ao alcance de todos. Basta querer! (Ricardo Yoshima é advogado e empresário, Helena M. Yoshima é professora. Com os filhos vivem no veleiro AmarSemFim, e no amar sem fim de Deus)

(Continuação da pág. 5) proporcionando uma interação informal com o público – no fim, por uma série de circunstâncias, isso não ocorreu a contento – que teria a seu dispor uma livraria com os títulos veiculados. Começou-se então uma espécie de corrida atrás de dinheiros, patrocínios, marcas e todo o etecetera-e-tal necessário hoje em dia para esses eventos. Desnecessário dizer que não se conseguiu um mísero tostão e a organização acabou ficando com a turma da Secretaria de Cultura que se desdobrou para que o evento acontecesse. Lamentavelmente meu parceiro na idéia me deixou na mão e se mandou pra Disneylândia, retornando só depois de tudo acabado. Creio, todavia, que, mesmo tendo sido a primeira vez, a coisa acabou sendo um sucesso. Ficamos meio espremidos entre outros eventos da semana de vela mas, o público, apesar de pequeno, esteve muito interessado e participativo. Agora é ir lapidando para colocar a feira no calendário anual, torná-la cada vez melhor e... torcer para que não se transforme, pelo menos ainda não, num evento apenas de telas e botões. A programação contou entre outros - com escritores aventureiros como Torben Grael e Murillo Novaes (livro “Lobos do Mar”), Maristela Colucci e Beto Pandiani, Wladimir Juliano (“Gosto de sal”), Bernardo Fonseca (organizador do X-Terra), Sergio Amaro Gomes, Carol e Jonas (livro “Travessuras no Atlântico – histórias ao som do Reggae”). Harry Finger palestrou sobre sua travessia a nado do Canal da Mancha e Mike Buser e Fernando Tavares sobre a viagem de ultraleve pelas Américas, Europa e África. Falaram ainda Yuri Sanada - travessia num barco Fenício e André Homem de Mello sobre sua volta ao mundo sem escalas e em solitário. E o

FLAI: Literatura e aventura em Ilhabela velejador Maurício Rosa deu uma “aula show” intitulada “Gastronomia em Veleiros”, nome de seu livro. Fotos: Hélio “Maracatu” Viana


ALMANÁUTICA

8 Estadual em

Recife

Pernambuco

Refeno: Mestre pode, só esse ano

Bahia Mundial da Aratu-Maragojipe inova com Jets Juventude

Foi liberada a habilitação Mestre na Refeno 2013. Faltando apenas 51 dias para a partida a organização da regata fora informada que seria obrigatória a participação de um Capitão nas embarcações. Após solicitação da organização o Comando do Terceiro Distrito Naval concedeu por mais este ano a permissão aos Mestres (com mais de 2 anos) a possibilidade de comandar. A Marinha já havia se posicionado assim em 2012, notícia veiculada pelo Almanáutica. Vidal e Lopes: baianos no Mediterrâneo Daniel Dantas assume a liderança A organização conseguiu então a flexibiliA dupla do Yacht Clube da Bahia, Kim ViAs classes Laser Radial e a Dingue realiza- zação. Em comunicado a Marinha esclare- dal e Antonio Carlos Lopes Neto, conquisram no inicio de agosto, na subsede do Ca- ceu que “decidiu que para 2013 somente, tou um feito histórico na vela do clube ao banga em Maria Farinha, a primeira etapa garantir a 4ª colocação no Mundial da Judo Campeonato Pernambucano. Na Laser, ventude, classe SL16, em Chipre no Media disputa foi acirrada entre Daniel Dantas, terrâneo, próximo à Grécia e Turquia, entre Yuri Reithler e Mateus Pinheiro. No final os dias 11 e 20 de julho. “Foi um ótimo reDantas assumiu a liderança no campeonasultado. Os competidores velejavam muito to. Em segundo Yuri Reithler e em terceiro bem e foram muito bem treinados. Todos lugar Mateus Pinheiro. Na Dingue Evelyn tinham chances de subir ao pódio, incluLuza e Pedro Pontual Dubeaux venceram sive nós”, relatou Vidal. Ambos foram inias três regatas. Em segundo lugar a dupla ciados na escolinha de Optimist, passando Clóvis Holanda e Jorge Fabrizio, e em ter- Refeno: mestres na mira da Marinha depois a velejar no Laser 4.7 e desde 2012 ceiro na tabela do Campeonato, vem a du- flexibilizará o condutor ser da categoria também navegando em dupla no Hobie Cat pla José Maria e Jairo Vale. Para as duas mestre”, enfatizando que em 2014 isso não 16. Kim e Kaká treinaram com o técnico classes, a próxima etapa do Pernambucano ocorrerá mais. É preciso lembrar que por Bernardo Arndt, mais conhecido como está prevista para o mês de setembro. força da legislação, não existe a chamada Baby, paulista que disputou as olimpíadas “flexibilização”. A solução seria mudar as de Seul e Atenas e atual Campeão Brasiregras principalmente em função das mu- leiro da Classe Hobie Cat 16. Kim Vidal danças ocorridas na utilização dos barcos fazia dupla com Martin Lowy, do Yacht de recreio quanto às tecnologias e apoio da Clube Santo Amaro (YCSA), que este ano própria Marinha do Brasil. Enquanto isso, disputou o mundial na classe Laser. Com esta mudança, Vidal assumiu o comando Em preparação para a XXV Refeno o Ca- a promessa é de, no ano de 2014 um Capido barco, tendo Kaká como seu proeiro. banga após alguns meses de idas e vindas tão ter que comandar os veleiros.

Dragagem no Cabanga

obteve o licenciamento para o desassoreamento da dársena. Para os que são veteranos da regata, sabem que nos últimos 15 anos a área de atração vem sendo “aterrada” estando hoje com o calado bem abaixo do necessário. A operação de dragagem vem sendo realizada e tudo indica que ainda não será este ano que toda a dársena estará com o calado de 2 metros, na maré baixa. A draga e todo o material, que atualmente esta na bacia será removido no dia 5 de setembro, para melhor abrigar os participantes.

Medo de atrasar O clima da XXV Regata Internacional Recife-Fernando de Noronha já contagiou todo o Cabanga. O trabalho da comissão organizadora só faz crescer a cada dia para que tudo saia da melhor forma possível. Faltando muito tempo para a partida (marcada para o dia 05 de outubro), o píer do clube já a recebia em julho as primeiras embarcações de outros estados. O primeirão, o Trinidad 37 Cambirela, veio de Parati/RJ, com três tripulantes: Fábio Orsini (dono do barco), Benno Grapentin e Pedro Leonardo. “Participar de um evento como a Refeno é espetacular, além de encontrar inúmeros amigos velejadores, o destino final da prova é em um lugar lindo, maravilhoso. Também não posso deixar de falar da ótima recepção do Cabanga”, comentou Fábio.

A 44ª edição da Aratu-Maragojipe foi sucesso. Realizada pelo Aratu Iate Clube em agosto, as embarcações inscritas receberam sacolas, camisetas, adesivos de identificação numerado, cupons do jantar em Maragojipe, além de brindes. A grande novidade para esse ano foi a organização conjunta entre a Via Náutica (realizadora da regata) e a Federação Baiana de Jet Ski.

Regata 2013: Jets e veleiros numa boa Sendo inevitável a presença dos jets na regata e reconhecendo que quando mal utilizados podem atrapalhar a performance dos veleiros ou ser protagonistas de acidentes, organizaram uma campanha educativa. Cem (100) jets partiram em linha e em baixa velocidade, formando um “abre-alas” da regata, rumo a Barra do Paraguaçu. Todos os pilotos trajaram camisas e adesivos com o slogan “Sou um piloto consciente, seja também!” Entre eles o campeão mundial de Jet Ski na categoria Free Ride, Bruno Jacob e o seu Pai, Miguel Jacob, Presidente da Federação de Jet Ski! Muito boa essa!!!

Espanha, em crise, privatiza o sol...

Decreto real proíbe a instalação de placas fotovoltaicas e aparelhos de geração eólica pelos cidadãos comuns, impõe taxas e ameaça com pesadas multas quem desobedecer. Na contramão da história, a tentativa de proteger parte da economia soa como ridícula na imprensa internacional que diz: “eles estão privatizando o sol”... Segundo o jornal El País, o sol foi privatizado na Espanha. Se as autoridades espanholas surpreenderem algum cidadão espanhol instalando placas de luz solar para consumo próprio poderão aplicar-lhe uma multa de até 30 milhões de euros. Só isso. Por lá, as companhias de eletricidade temem uma desestabilização do consumo de energia elétrica. Cometer o sacrilégio de se tornar independente, energeticamente falando, pode custar muito caro. O sol agora é só para poucos privilegiados como ex-presidentes e ex-ministros, conselheiros oficiais destas empresas captadoras de luz solar... O Governo espanhol propôs implantar o autoconsumo energético pouco a pouco sem que se altere o sistema elétrico vigente reservando-se o direito de elevar e baixar as taxas, ou “pedágios” que denominam “respaldo”, conforme o setor evoluir. Com essas taxas o tempo de retorno da energia fotovoltaica cresce consideravelmente. Se antes da reforma governamental eram necessários 12 anos para recuperar o investimento em uma instalação residencial de 2,4 quilowatts de potência agora vai exigir 23 anos segundo a União Fotovoltaica Espanhola (UNEF), que representa 85% da atividade do setor. Além disso o decreto também proibe a venda de excesso de produção e também a utlização do chamado “mix energético”, quando uma instalação de consumo não pode ser combinada entre vento (eólica) e painéis de energia solar.

Proteção Solar: Saiba como isso afeta você

(parte 3)

No artigo de hoje, entenda porque e como o tipo de material usado na confecção das proteções das embarcações podem auxiliar a protegê-lo da irradiação solar, que tantos malefícios causa ao ser humano. As lonas utilizadas nas coberturas hoje em dia garantem proteção efetiva para cada situação. Até bem pouco tempo, não existia a preocupação com a proteção efetiva e o conforto ambiental, assim, a mesma lona utilizada para cobrir carga de caminhão era utilizada para fazer uma capota de barco. Hoje o tecido acrílico é o mais usado. Tem características exemplares para proteção solar. Sua principal característica é não ser impermeável, isso mesmo! Por ser tecido, a lona acrílica permite a passagem do vapor por entre as tramas, evitando o efeito estufa. Varias opções de cores que não desbotam permitem uma combinação perfeita com a decoração do barco. A lona plástica, por ser impermeável, em alguns casos específicos ainda é usada, porém, nos dias quentes, poucas opções oferecem o conforto desejável. Todos bloqueiam os raios ultravioleta. Efeito estufa é o que acontece, por exemplo, no interior do carro com os vidros fechados: O sol emite radiações em todos os comprimentos de onda que passa, transmitida, para dentro do carro. Parte dessa energia é absorvida pelos materiais no interior do carro e parte é refletida de volta. Essa energia refletida é na maior parte radiação infravermelha, ou seja, calor, que por ter um grande comprimento de onda não passa de volta pelo vidro, ficando aprisionada. Fica fácil deduzir que haverá um armazenamento de energia dentro do carro provocando um aumento na temperatura, pois nem toda a energia que entrou sairá. Esta mesma analogia pode ser usada com o que acontece no nosso planeta. Lembre, a capota oferece proteção mecânica ao sol, o creme “protetor solar” oferece proteção química.


Natal - RN Nautimodelismo em alta O Nautimodelismo está se desenvolvendo em Natal. O animado grupo de aficionados realizou a sua primeira regata no início de agosto, com duas regatas da classe Footy e uma de 65. A regata de RC foi disputada como abertura da Regata da Amizade do Iate Clube do Natal, para veleiros das classes Oceano e Monotipo. Os veleirinhos atraíram a atenção de uma torcida acostumada apenas com os veleiros “de verdade”. O grupo - sediado no Iate Clube do Natal - agora tem um blog que fica em http://nautimodelismonatal.blogspot.com. br (e de onde “roubamos” a foto de Lucilio Barbosa abaixo...) e é filiado à Associação Brasileira de Veleiros Rádio Controlados.

Veleirinhos RC disputam regatas no RN

Jet ski

Você tem seguro?

Apesar da pouca divulgação, algumas seguradoras oferecem cobertura para jet skis, protegendo o bem segurado contra furto ou roubo e outras coberturas. O seguro pode proteger o jet por perímetro, milhas ou em toda a costa brasileira. Os serviços variam de uma seguradora para outra. Algumas coberturas incluem perda total, assistência e avarias parciais e outros serviços adicionais, como em casos de riscos por práticas esportivas e o traslado do jet ski.

Abu Dhabi cria regras mais rígidas para jets Abu Dhabi estipula regras mais rígidas para a utilização dos jet skis. Agora, pelas novas regras os jets passam a ser registrados, coisa que não acontecia. Os proprietários devem ter seus jets inspecionados e autorizados pela Marinha. A ação foi feita para proteger os usuários das praias, mais vulneráveis, como os nadadores e praticantyes de stand-up. A lei surgiu na sequência de uma decisão recente do Departamento de Transporte que proibiu jet skis em diversas partes da costa da cidade. Como no Brasil, em Abu Dhabi há muitas empresas alugam jets por hora. Mas lá a maioria exige das pessoas deixarem seus contatos e uma identificação.

WIND

Brazuca vira xodó entre os campeões

Hugo de Souza, de apenas 16 anos estreou numa etapa do PWA Grand Slam, o circuito mundial de windsurf, em Fuerteventura, na Espanha, modalidade Freestyle. Nascido numa aldeia de pescadores ele virou o xodó de todos, entre eles o campeão do mundo em sua categoria, o venezuelano Gollito Estredo. “Nas primeiras competições o pessoal me emprestava o material”, conta. Para participar do torneio na Espanha, o brasileiro contou com a iniciativa de alguns amigos, que gravaram um vídeo em que o número de uma conta bancária aparecia, um apelo para ajudar o windsurfista.

kite

Mundial de Kiterace

Nayara Licarião traz as notícias do kite Campeonato Paraibano Nos dias 9, 10 e 11 de agosto aconteceu a segunda etapa do Circuito Paraibano, na Praia de Intermares-Cabedelo com diversas disputas nas modalidades Regata e Kitewave. Vários atletas de diferentes estados estiveram presentes deixando o céu da cidade de Cabedelo ainda mais colorido. Na categoria Kitewave Pro o Catarinense Sebatian Ribeiro levou a melhor seguido do Paraibano Anderson Santos. Na Regata Masculina, destaque para o Paraibano Wilson Bodete que venceu quase todas as regatas tornando-se Campeão. No feminino consegui vencer, e agora falta pouco para conquista do meu penta campeonato Paraibano. Paraíba mais uma vez dando o pontapé inicial nas competições pelo Brasil!

Nayara Licarião na PB: Quase penta

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Foi confirmada a data e local do principal evento da categoria do ano. Será em Hainan/China entre os dias 18 a 24 de Novembro. Serão 40 mulheres e 120 homens disputando quem será o melhor da temporada. Os treinos já começaram agora é torcer pra equipe brasileira que promete estar presente e fazer bonito. (Fotos Rommel Rivas e Nayara/Divulgação).

Temporada Cearense De 15 a 21 de Agosto a North Kites Brasil realizou o lançamento dos seus modelos 2014 na belíssima praia do Cumbuco/ CE. Cidade abençoada por ventos fortes que recebe milhares de turistas brasileiros e Europeus que encontram o cenário perfeito para praticar e aprender o esporte. Vários garotos da região hoje em dia são destaques no circuito mundial da categoria Freestyle, e inspiram outras pessoas a praTreinos e testes são parte da rotina ticarem o esporte, o que contribui bastante para tirar outras crianças de situação de ris- Nayara Licarião é tetracampeã brasileira de kite, mora e veleja em João Pessoa co. Que belo exemplo!


ALMANÁUTICA

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CURTAS

MERGULHO

Segurança, sempre! O mercado de mergulho amador teve um crescimento vertiginoso nas três últimas décadas. Durante e após o término da segunda guerra vieram ao Brasil muitas pessoas de várias regiões do mundo. Dessas nações, grandes conhecedoras das coisas do mar, vieram os que por aqui queriam continuar praticando o mergulho (na época era mais a caça em apnéia), e traziam ou conseguiam equipamentos ainda não muito sofisticados. Tivemos até os inovadores, como a fundação (RJ) da Cobrasub por Américo Santarelli. A revolução de materiais e tecnologia nos trouxe aos dias de hoje usando produtos feitos com o mesmo teor dos que vão a lua. Não nos falta qualidade. MAS... nos falta o bom senso. Os últimos três anos para o mergulho amador do Brasil, foram fatídicos. Diversas mortes por pura falta de bom senso. Praticamente todos os laudos dos acidentes e das mortes periciadas concluíram que o agente - mergulhador - pecou por imperícia, imprudência, ou falta de conhecimento. Os equipamentos a cada dia trazem mais confiança e segurança. E a sociedade, instituída de seus mecanismos legais vem tomando corpo, e se juntando com as certificadoras para dar mais fiscalização às novas regras. Atualmente temos várias normas do Inmetro para serem cumpridas pela empresas e seus responsáveis de mergulho. A própria Marinha do Brasil em sua ultima atualização da NORMAN 15, inseriu o mergulho amador como ítem de sua responsabilidade. A lei que se refere ao mergulho recreacional no Brasil, é a Lei Geral do Turismo, art. 34, que diz que “o empreendimento de turismo de aventura deve seguir as normas técnicas relacionadas a atividade oferecida pela empresa”. Para o mergulho temos diversas normas como ABNT_NBR_ISO_24801-1 a 24801-3 e 24802-1 a 24803. No encontro 2013 das duas maiores certificadoras do no Brasil (PADI e NAUI) foram realizadas palestras sobre segurança para que os profissionais se empenhem em passar aos seus alunos em todos os níveis - o que fazer, ir até onde sabe, e se está apto ou não. Se quer mais, terá que estudar e praticar...

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Dia 17/08 o Veleiros do Sul realizou evento para inaugurar a nova sede da Escola de Vela Minuano. Em funcionamento desde 1975, a escola de vela ganhou nova sede, com estrutura e mais espaço além de novos barcos. Também realiza cursos de preparação para as provas da Marinha do Brasil nas habilitações de arrais e mestre amador.

Papo de Cozinha

Caiprinha de CACAU

Como em todos os números anteriores nossa receita vem com uma estorinha. A escolha deste mês foi a caipirinha de cacau... Cacau significa alimento dos deuses. Só isso bastaria para seguir com a receita. A polpa tenra envolve as sementes Mas, vamos lá, mais um pouquinho de culO cacaueiro possui duas fases de produO livro de David Werner, farto em ilus- tura etílica pode justificar desculpa de hoje ção: temporão (março a agosto) e a safra trações e explicações “Onde não há médi- para abrir o bar um pouquinho mais cedo. (setembro a fevereiro), esta última portanto co” trata - em mais de trinta capítulos - dos a melhor época para degustar. Famoso por mais diversos assuntos ligados à medicina. ser a matéria prima do chocolate, poucas Muito útil para quem viaja embarcado, o pessoas longe da região produtora – Bahia livro agora pode ser baixado em capítulos – conhecem o sabor do fruto. O cacau é ou na íntegra. O link está disponibilizado originário das regiões tropicais da Améno site da Livraria Moana. rica Central. Considerado sagrado pelos Maias e Astecas era consumida somente O projeto social do velejador Torben pelos Sacerdotes. Os Astecas acreditavam Grael comemora em agosto seu 15º aniverque o próprio profeta Quetzacoatl ensisário com regata (Optimist, Dingue, Bico de Proa e Canoa Havaiana). Parabéns!!! O Cacau no pé: de setembro a fevereiro nara ao povo como cultivá-lo. Seu cultivo era acompanhado de solenes cerimônias religiosas. Esse significado religioso provavelmente influenciou o botânico sueco Carolus Linneu (1707 – 1778), que denominou a planta de Theobroma cacao, No dia 16 de dezembro de 1955, o jornal carioca “Correio da Manhã”, registrava a de- chamando-a assim de “manjar dos deuses”. sistência de Jorge Geyer, proprietário do veleiro Cayru em participar da Regata Buenos No Brasil, ele foi cultivado primeiramente Aires - Rio. A desistência foi causada por causa da necessidade da troca dos estais, àque- na Amazônia chegando depois até a Bahia, la época encomendados nos EUA e que não chegariam a tempo para a troca. Na matéria, que hoje produz mais de 90% da nossa Geyer explica - frustrado - os motivos da não participação do Classe Brasil naquele ano. fruta. Na década de 30 foi responsável pelas grandes fortunas e mesmo pelo desenvolvimento de cidades da Bahia. Tudo descrito por Jorge Amado em seus vários romances. Aliás, essa é a primeira dica: Se não puder tomar sua caipirinha na Bahia, faça-o lendo Jorge Amado... Mas chega de conversa. Vamos à receita.

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Túnel do Tempo

Ingredientes (1 copo): Polpa (com sementes) de 1/2 cacau Uma boa cachaça branca Gelo e açúcar a gosto Coqueteleira

Flávio Júlio Gomes é 2º Ten IM RM2 Marinha do Brasil e Instrutor NAUI / PADI

Astecas: cacau era a bebida dos deuses Modo de preparo: O principal segredo é abrir a fruta sem cortar as sementes, cortando circularmente devagar. Retire com uma colher delicadamente as sementes e coloque numa coqueteleira. Adicione metade da cachaça a ser utilizada (a gosto), gelo picado e o açúcar. Bata suavemente até que perceba a cachaça leitosa. Você vai perceber que o líquido engrossa à medida que você vai batendo. Coloque tudo em um copo (sem coar) e acrescente a outra metade da cachaça. Mexa com uma colher e complete com gelo em cubos. “Voilá”! Sua bebida dos Deuses está pronta. Se você tiver um daqueles canudos com uma das pontas em forma de bico de pato, apropriados para que a fruta não o entupa, use. Caso contrário basta fazer um rasgo na parte inferior deixando dois lados separados. Saúde!

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Oficina do Capitão

Reparos em Fibra Embora algumas tarefas em fibra de vidro e resina devam ser deixadas para especialistas - principalmente aquelas que exijam beleza ou precisão - os pequenos reparos e mesmo algumas fixações podem ser tarefas relativamente fáceis de se fazer

pincel. Impregne a fibra com a resina batendo o pincel até ficar totalmente molhada. Procure não deixar bolhas de ar no meio da laminação. 5º) Coloque camadas de fibra e resina até a espessura desejada. Não convém aplicar mais que 3 camadas em seguida para evitar o aquecimento da resina. A coisa esquenta mesmo! 6º) Após a secagem pode-se dar um lixamento leve para eliminar pontas que possam ter ficado salientes. 7º) Após o lixar, limpe bem o local do pó e aplique uma demão de resina. O reparo agora aceita acabamento com massa plástica, pintura etc.

Fixar uma bomba de água ou outro equipamento, pode requerer uma base sólida em alguma parte do barco. Um remendo que se faça necessário. Mexer com fibra e resina é um tabu para muitos. Mas a partir de agora você verá que é bastante simples. Requer apenas o material correto, paciência e um pouquinho de prática, nada que quem saiba trocar um peneu não possa executar... Como todas as práticas, existem “segredos”, e o que não vai faltar também serão os palpites. Calma. A receita básica é uma só e basicamente trata-se de misturar alguns componentes - base e catalizador (endurcedor) e lambuzar um pouco de fibra, em geral na forma de tecido ou manta. Algumas lojas especializadas na venda de materiais dão cursos gratuitos. Fazer um Fazer os reparos em fibra é simples deles em um sábado pode ser um excelente passatempo, além de um aprendizado e Dicas: tanto. Mas você pode aprender na prática com nossa receita a seguir. Ela e básica, Cada vez que se prepara resina com canão envolve acabamento ou uso de moldes talisador, é necessário lavar o pincel com e contramoldes. Você vai precisar de: o solvente (Thinner). Caso contrário tudo endurece e você perde o pincel. O recipienMaterial: te que recebe a resina catalisada idem. Se preferir e o reparo for pequeno, ao invés de - Resina poliéster pré acelerada (basta pecomprar Thinner compre vários pincéis e dir assim...) vários recipientes. - Fibra de vidro (preferencialmente tecido) Corte as peças de fibra em outro lugar an- Catalisador para endurecer a resina tes, e organize num saco de lixo as peças - Thinner (limpeza). cortadas, de maneira a não ficar manusean- Estopa do sem necessidade a fibra de vidro, o que - Recipiente graduado espalhará resíduos pelo barco. - Fita crepe para isolar alguma área. Outra dica é usar um aspirador de pó ao - Bastão para misturar a resina (palito de término do trabalho do dia, eliminando sorvete, por exemplo) qualquer resíduo de fibra - Luva (Látex ou borracha), Máscara e óculos protetor Simples assim. Você poderá usar essa téc- Seringa (1ml para dosar o catalisador) nica para consertos, fixações, arrumação - Tesoura para cortar o tecido/manta de fide paióis, enfim, inúmeras atividades em bra de vidro sua embarcação. Mas se mesmo assim não - Pincel trincha para aplicar a resina se animar, pelo menos agora sabe como é o trabalho, e pode pelo menos avaliar melhor Modo de trabalhar: um orçamento de algum prestador de serviços... Bons Ventos! A primeira coisa a saber é que trata-se de usar materiais que podem ser prejudiciais à saúde, portanto comprar luvas, óculos protetores e uma máscara (filtro) se for trabalhar em um ambiente fechado e pequeno, serão imprescindíveis. A fibra de vidro solta pequenos fiapos que funcionam como micro agulhas. Com o tempo e falta de cuidado, você vai ficar penicando alguns dias. A primeira dica é, ao sentir o desconforto, coloque uma fita adesiva (durex, crepe, isolante...) no local de maneira a retirar as partículas de fibra da pele.

Novo Livro Náutico

1º ) Lixar o local que receberá a fibragem como forma de melhorar a adesão em toda a região circundante (use uma largura mínima de 5 cm). 2º ) Preparar a resina pré acelerada com o catalisador. A proporção básica é de 2%. Em geral na embalagem haverá instruções. Mas lembre-se que, quanto mais catalisador, mais rápido é o endurecimento. Às vezes um pouquinho menos pode dar mais tempo para trabalhar, principalmente se for sua primeira tentativa. 3º) Aplicar uma camada desta resina catalisada sobre a região a ser preparada. Use a trincha. 4º) Coloque uma camada de fibra de vidro previamente cortada no tamanho desejado sobre a superfície e com o auxílio de um

Edson Antonio Quaglio atua na náutica esportiva desde 1975, de tripulante a comandante de veleiros, lanchas, trawlers, escunas e multicascos. Contabiliza mais de 53.000 milhas navegadas, incluindo algumas travessias, traslados nacionais e internacionais. Agora publica o livro Coletânea Náutica Esportiva. A obra é dirigida a todos que estejam a bordo: contém informações que contribuirão para a formação de muitos navegantes como Glossário, abreviaturas, palavras em outros idiomas, siglas, além de orientações de uso e manutenção e peculiaridades. Você pode achar o livro nas lojas da Regatta e claro, na Livraria Moana, a mais confiável na internet!

Biblioteca de Bordo

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barcos de metal pode ser uma opção viável para a construção amadora, além da já tradicional madeira compensada... Um dos capítulos é dedicado à proteção contra a corrosão e um outro discorre sobre a instalação do motor. Outro ainda sobre a ergonomia. O livro também contém uma planilha com todas as fases de construção de um barco metálico, e chaga ao detalhamento do número de horas estimado que um amador gastaria na construção de um Uma dúvida que sempre bate à nossa por- veleiro de 40 pés, por exemplo. Outro ponta na busca da embarcação ideal é: qual o material ideal? Fibra? Aço? Alumínio? Madeira? Quais as vantagens e desvantagens de cada uma dessas opções? O livro Cascos de Aço & Alumínio, do engenheiro Michel Froment, é um desses livros que esclarecem muitas dessas dúvidas. Tanto para os que querem se aventurar pelo mundo da construção amadora, quanto para aqueles que querem se informar melhor das características construtivas para escolher o que comprar. Ou ainda para quem quer simplesmente passar a ter uma opinião avalizada sobre o assunto (Quem já não se envolveu numa discussão dessas e não sabia bem o que falar?). Em suas páginas (são 318!), o Michel Froment dá dicas sobre todos os aspectos que envolvem a construção de embarcações (veleiros, lanchas e trawlers) usando aço e alumínio. Ele inclusive compara prós e contras da Froment: cascos de metal ao alcance construção em metal versus a construção to interessante é a explicação - em detalhes com outros materiais como madeira (sólida - das ferramentas necessárias. O mesmo se ou laminada), a fibra de vidro, e mesmo o dá em relação às técnicas e cuidados com concreto (alguém ainda pensa em construir a soldagem. Além disso Froment analisa com concreto) e fibras de kevlar ou carbo- plantas e outros elementos da construção no. Ou seja, é uma análise completa. metálica. Não deixe de ter esse livro em Com a ajuda de uma profusão de quadros, sua biblioteca náutica! tabelas, fotografias, plantas e desenhos, as fases complexas como manutenção e a Você pode encontrar esse e muitos outros soldagem ganham uma simplicidade notá- livros na maior e mais confiável livraria vel. Para isso contribuem igualmente um online: A Livraria Moana. Acesse agora: glossário e os inúmeros conselhos práticos, essenciais para realizar uma planificação www.moanalivros.com.br bem sucedida e “não sair do rumo”. A publicação mostra que a construção de

Metal ou Madeira?


INFORMATIVO

ABVC

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE VELEJADORES DE CRUZEIRO

Palavra de

PRESIDENTE Associados e amigos, Novamente sucessos! A realização do Cruzeiro Hidrovia TietêParaná com passagem por eclusas, mergulhos em águas límpidas e churrascos a cada parada, em fazendas ou cidades ribeirinhas contou com 14 veleiros. Aparecemos até na televisão! A realização do Cruzeiro Costa Verde pela baía de Sepetiba com mais de quarenta veleiros no mês de julho, superou todas as expectativas, desde o ótimo tempo que se apresentou até a realização de um casamento no dia do encerramento do Cruzeiro. Também iniciamos a modernização de nosso site, para navegarmos melhor na internet. Nossas metas são aprimorar o sistema de pagamento das mensalidades, a busca direta nos diversos sites de meteorologia, previsões de tempo, aviso aos navegantes e NORMAN e acesso rápido aos produtos de nossa loja . Estamos programando a doação do veleiro Bracuhizinho, construido por crianças durante o Encontro Nacional de 2011,

Tarcísio coordenou a construção

Costa Verde

Quitiguara, onde o boteco local já estava preparado receber a turma toda. A noite foi a vez de uma fogueira, e ao redor da mesma, cada comandante explicou a origem do nome de seu veleiro. A próxima parada foi na Enseada do Abraão e no dia seguinte a Praia da Tapera (Enseada do Sítio Forte) onde ocorreu uma divertidíssima gincana. A noite, uma festa julina, no restaurante

da Telma/Naude, seguida de uma gostosa cantoria. Na manhã seguinte, um sábado, almoço de confraternização e a grande surpresa da viagem: o casamento dos colegas Rogério e Mirella (que não sabia de nada), do veleiro Gameio, com a presença de parentes e amigos do casal, e que vieram do Abraão numa escuna alugada (ver matéria sobre o casamento na pág. 03).

Sob o comando do Comodoro Eduardo Schwery, Vice-Presidente da ABVC em Paraty, encerrou-se em julho, na praia da Tapera (Ilha Grande, região de Angra dos Reis), a quarta edição do Costa Verde, organizado pela Associação Brasileira de Velejadores de Cruzeiro. Participaram 40 veleiros e mais de 100 pessoas. O início foi na reunião de comandantes com distribuição dos kits (sacolas, camisetas, flâmula) aos participantes, no Saco do Céu, no restaurante Coqueiro Verde. Na manhã seguinte, a flotilha rumou para a praia da Estopa, na ilha de Jaguanum (Baía de Sepetiba). No dia seguinte a flotilha rumou para a Praia Grande, na ilha de Itacuruçá e posteriormente para a praia da Quitiguara. Depois o grupo seguiu para Itacuruçá, onde a maioria dos veleiros fundeou, aproveitando para ir até a cidade, ou fazer abastecimento de diesel/água. Seguiram então para a praia da Cruzeiro Costa Verde 2013 teve recorde de inscrições e até casamento surpresa

Vem aí o Encontro das Ilhas Organizado pelo Vice-Presidente da ABVC para Santos Volnys Borges Bernal, por Rogério Kurtiss (Ilhabela) e Brasílio de Mello (Ubatuba), a primeira edição do Cruzeiro Encontro das Ilhas, que está programada para acontecer entre os dias 15 a 17 de novembro. A novidade é a participação de veleiros menores de 20 pés, o que não aocontece em outros cruzeiros. O principal objetivo é propiciar a reunião de velejadores de Santos, Ilhabela e Ubatuba em um dos poucos locais de ancoragem entre Ilhabela e Santos: As Ilhas. Se-

Novo site

para a Escola de Vela de Paraty com a finalidade de tornar real sua utilização e in- Visando a modernização e a adaptação às centivar outras crianças na arte da madeira. novas necessidades da nossa comunidade, o “velho” e bom site da ABVC estará de cara nova em breve. Inaugurado em meados de 2007 e já “idoso” para os padrões da velocidade de desenvolvimento da internet, Maurício Napoleão (Presidente da ABVC) e Philippe Gouffon (Diretor de Informática) reuniram-se com José Carlos Prandini, proprietário da empresa Art On Line, que é responsável pelo site desde sua criação. Prandini tem larga experiência no mercado Dia em que Bracuhyzinho foi ao mar e trabalhou com Mandic, ainda no tempo Patrocinamos mais uma Patescaria, com das BBS, a bisavó da atual web. doação de brindes aos participantes. Fruto As novas mudanças farão com que algumas da organização de, dentre outros, da nossa áreas do site sejam mudadas, e ainda outras diretoria do Rio de Janeiro, resgata a ida de implantadas. Entre as principais mudanças veleiros à Ilha de Paquetá. estão a implantação e automação de sisteEstamos apoiando a realização de XII ma de pagamentos facilitando a vida não Simpósio de Navegação do Navegador só dos associados, mas dos que desejarem Amador junto a Marinha do Brasil e Bran- se associar. Haverá também a inclusão de cante Seguros que será realizado neste acessos rápidos aos sites de meteorologia, inicio de outubro no Rio de Janeiro (Veja loja da ABVC, noticias atualizadas, além matéria ao lado). Fruto de nossa parceria de acesso rápido à tábua de marés, Aviso junto a ABVO, estamos lutando contra a aos Navegantes e à NORMAN. Finalmente criação da lei de cobrança de IPVA as em- uma área de acompanhamento do sistema barcações. de rastreamento (SPOT) da ABVC para Continua o trabalho da comissão do Cru- quem quiser acompanhar nossos cruzeiros zeiro Costa Leste de 2014, com muitas online. Lembre se visitar sempre nosso site novidades (vamos mergulhar em Abro- e manter seu cadastro atualizado! lhos??). Também em fase final de organização o Cruzeiro Costa dos Tamoios, de Ubatuba a Paraty, passando pela temida Ponta da Joatinga e o Cruzeiro das Ilhas, saindo de Santos e indo até As Ilhas. Fique atento pra não ficar de fora. Fique atento também para a divulgação de novos convênios com Iates Clubes e fornecedores de equipamentos náuticos. Nossa parceria com ABVO para baratear o seguro de nossa embarcação esta a todo pano. Fale com Fábio Avelar na Brancante Seguros e tire suas dúvidas. Bons Ventos,

rão duas flotilhas, uma partindo de Santos e outra partindo de Ilhabela. A programação inclui dois pernoites no veleiro e claro, muita festa! As Ilhas Apesar do nome no plural, é uma única ilha, localizada entre Ilhabela e Bertioga. Possui duas belas praias, geralmente com águas muito transparentes. Tão claras que em noite de lua cheia é possível ver o fundo de areia somente com a claridade da lua. Vai ficar fora dessa? Veja o regulamento no site da ABVC.

DPEM grátis

Ampliando os benefícios aos nossos associados, comunicamos que como parte do acordo com a Brancante Seguros, os associados da ABVC que contratarem o seguro de casco por intermédio da seguradora terão gratuidade no Seguro Obrigatório – DPEM. Basta - ao autorizar a contratação - encaminhar por e-mail o seguro DPEM vigente, e o mesmo será renovado antecipadamente com o mesmo vencimento da apólice de casco, de forma a uniformizar as renovações. Gostou? Então espalhe mais essa boa notícia aos amigos!

Simpósio

Será realizado de 3 a 6 de outubro no Rio de Janeiro, nas dependências da Escola Naval, a 12ª edição do Simpósio de Segurança do Navegador Amador. Realizado pela Brancante Seguros, o evento reúne uma série de atividades relacionadas à segurança do navegador, além de exames para habilitação náutica. Segundo Maurício Napoleão, “é uma excelente oportunidade para quem quer estar sempre se aprimorando na questão da segurança”, explica. Napoleão ressalta que “a ABVC é apoiadora do evento exatemente porque acreditamos na importância dele”. Entre as atividades realizadas no Simpósio, estão a capacitação motoaquática, exame para todas as categorias de amador, e atividades como navegação com visibilidade restrita, resgate de homem ao mar, bandono de embarcação e outras ligadas à prática da segurança. Nas palestras os destaques são Sobrevivência e Primeiro Atendimento, Navegação Eletrônica, a Normam 03, Prevenção e Combate a Incêndio, Metereologia, Anatomia do Acidente e a Manutenção de Motores. É um programão para quem se preocupa com segurança no mar! Confira em O velho site da ABVC será modificado Maurício Napoleão www.simposio.com.br

Patescaria

A 32º edição da festa chamada “Patescaria” - o nome do evento é “Regata Luar de Paquetá”, aconteceu com apoio da ABVC. A origem da festa remonta a homenagem a São Roque, padroeiro da ilha. Com realização do Iate Clube de Paquetá e apoio do Iate Clube Guanabara, da ABVC e de outras entidades, a festa foi animada e reuniu mais de 50 embarcações. A confraternização foi animada no Iate Clube de Paquetá, conhecido dos participantes do Cruzeiro Costa Fluminense organizado pela ABVC todo fim de ano.

CONVÊNIOS A ABVC mantém convênios para os sócios. Veja alguns abaixo e outros no site: IATE CLUBES - Aratú Iate Clube - Cabanga Iate Clube - Iate Clube Guaíba - Iate Clube de Rio das Ostras - Iate Clube do Espírito Santo - Marina Porto Bracuhy - Iate Clube Brasileiro - Jurujuba Iate Clube DESCONTOS 7mares Equipamentos Náuticos Botes Remar Coninco - Tintas e Revestimentos Ship’s Chandler: Loja Náutica em Paraty Murolo Seguros: Preços especiais Enautic : Loja Náutica Virtual Divevision Loja Virtual E muitos outros. Consulte nosso site para saber dos detalhes de cada parceiro. Seja sócio da ABVC: você só terá vantagens. Se já é associado, traga um amigo!

Midias Sociais

Nosso fórum ou lista de discussão, funciona no Yahoo Grupos. Se você é associado e ainda não participa, basta enviar um e-mail para abvc@yahoogrupos.com.br e solicitar a participação. Estamos também no FACEBOOK. Lá não é preciso ser associado para participar. Conheça e participe!

Produtos ABVC

Os produtos da grife ABVC estão à sua disposição para compras via internet. São camisetas, flâmulas para embarcações, bolsas estanques, entre diversos outros produtos que podem ser adquiridos na loja virtual da ABVC. Acesse e conheça: www.atracadouro.com.br/abvc

O Boletim Oficial da ABVC é uma publicação independente. As opiniões e notícias do jornal Almanáutica não representam necessariamente a opinião da entidade, e vice-versa.

Almanautica 8  
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Pra quem tem o mar na alma e quer mais conteúdo!

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