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ELEIÇÕES 2012

SISTEMA CFA/CRAs - 25 de OUTUBRO

25 DE OUTUBRO DE 2012 - VOTE! 25 de outubro de 2012 vote pelo site www.votaadministrador.org.br. Exerça sua cidadania profissional. Contribua com a sua profissão.

Administração no caminho certo

www.votaadministrador.org.br

Dia 25 de outubro, Vote das 00h às 20h

As eleições do Sistema CFA/CRAs este ano serão novamente online, em todo o Brasil.

Verifique se o seu nome está no colégio eleitoral. www.cfa.org.br facebook.com/cfaadm

Simule seu voto. Acesse: www.votaadministrador.org.br

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SISTEMA

CFA/CRAs

CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO CONSELHOS REGIONAIS DE ADMINISTRAÇÃO


mensagens rba@cfa.org.br

Custo em saúde Parabenizo a revista pelas ótimas máterias, em especial a Edição 89 que traz o artigo do Adm. Saulo Rocha pelo vanguardismo do tema em mostrar que é tão fundamental e valoroso analisar o sistema de custo em saúde, diante de tanta especificidade que um ambiente hospitalar suscita, de forma que a ferramenta de custeio possibilita informações úteis à gestão na tomada de decisão econômica, adotando medidas que visem a otimizar os recursos existentes sem comprometer a operacionalização dos serviços prestados. Espero que a RBA traga mais informações, no que tange ao campo da saúde, seja público ou privado, pois o cenário merece uma linha de cuidado gerencial.

Parabéns pela revista RBA edição nº 89. Está ótima! Adm. Werner Ingo Zander São Paulo/SP

Adm. Solange Queiroz

Pacto global

Olá, recebi minha RBA 89 e gostaria de parabenizar a equipe por mais essa edição pra lá de interessante e muito atual. Os temas aqui abordados são de suma importância para nós da área de Administração.

Gostaria de agradecer a pronta entrega das edições 87 e 88 da RBA que faltava receber. Parabéns pelo ótimo atendimento e educação de toda a equipe. E também dizer que a revista está melhor a cada edição.

Jonhceland Ferreira Romão

Fabio Queiroz Rio de Janeiro/RJ

Qualidade excelente

Agradecimentos

Hoje recebi em meu endereço as duas edições da RBA nos 87 e 88. Aproveito a oportunidade para elogiar o conteúdo da revista, pela excelente qualidade dos artigos.

Venho agradecer o recebimento de diversas edições da Revista Brasileira de Administração que chegaram às minhas mãos: muito obrigado! A leitura dessa publicação é muito interessante e importante para nós administradores. Claudio Gerlach

Presidente do TCU do Rio de Janeiro

Com meus cumprimentos, tenho a satisfação de agradecer o recebimento da minha RBA de julho/agosto de 2012, que aborda temas de interesse para este Tribunal de Contas, notadamente a excelente entrevista concedida pelo Ministro João Augusto Nardes, Vice-Presidente do Tribunal de Contas da União. Transmito a todos os membros desse conceituado Conselho Federal de Administração minhas congratulações pela excelência da publicação, reiterando minhas manifestações de elevada estima e justificada consideração. Thiers Montebello Presidente do Tribunal de Contas do Município do Rio de Janeiro

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Tive acesso a um exemplar da RBA de agosto/setembro deste ano. A revista ficou bárbara, parabéns pelas publicações. Tiago Olivetti São Paulo/SP

Parabéns pela excelente entrevista com o Ministro do TCU Adm. João Augusto Nardes.

Melhor a cada edição

Adm. Jose Carlos de Souza Rio de Janeiro/RJ

Edição 89

Entrevista

Adm. Ana Samira M. Lordelo Barreto

Temas atuais

Parabéns

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Parabéns a RBA pela reportagem sobre o Pacto Global. É fundamental que os princípios, nele contido, façam parte do dia a dia do Administrador. O Brasil precisa de exemplos que vão ao encontro de uma sociedade mais justa, igualitária, em que as oportunidades sejam cada vez mais acessíveis à população. Júlio César Amorim Castro Cláudio/MG

Lí com orgulho e paixão a última edição da RBA. Quero congratular toda a equipe da RBA e o presidente do CFA, pela oportunidade de nos brindar com uma publicação com excelente diagramação e conteúdo. Tenho ainda a capacidade de, após 40 anos de profissão, discernir o certo e o errado, o que é bom ou não para o administrador. Acredito que nós, profissionais de Administração, em qualquer área de atuação, desempenhamos nossas funções com empenho, competência e conhecimento, suplantando inúmeras outras profissões por esse Brasil afora. Jair Roberto da Silva

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Adm. Indira Carvalho - Lendo a RBA, edição nº 89, fico muito orgulhosa pela matéria: Sucesso: Grupo Cacique, que traz a diretora Adm. Patrícia Carvalho à frente de um modelo de Gestão que desmistificou o curto prazo dado à empresas familiares, e hoje está, já por duas vezes, entre as 150 melhores empresas para trabalhar pelo Guia Você S/A. Parabéns à gestora, exemplo entre os Administradores. Gracy Mandú - A minha RBA nº 89 chegou hoje. É sempre um prazer ler essa revista. Fiquei muito feliz quando vi o artigo “O prontuário do paciente como ferramenta de controle de custos por leito no hospital público”, poque foi escrito pelo meu colega do IFPE, Saulo Medeiros. Parabéns RBA por mais uma excelente edição.

@cfa_adm

Orgulho e paixão

Opinião do leitor

facebook.com/cfaadm

Eu já li esta matéria... é ótima mesmo! o Adm. Leandro é show! Recomendo o livro dele! RBA 89 @William Resende de Faria

Erramos O leitor, Arnaldo Britto, faz a seguinte correção: No comentário de Maria Auxiliadora a respeito de Finanças pessoais (edição nº 89 - julho/agosto de 2012 - seção “Cartas” - pag. 6), a cidade de Três Lagoas fica no estado Mato Grosso do Sul e não em Minas Gerais. Nossos agradecimentos ao leitor.

Cartas à Revista podem ser enviadas para SAUS, Quadra 1, Bloco L, Edifício Conselho Federal de Administração, Brasília, DF, CEP 70070–932, para o e-mail: rba@cfa.org.br ou pelo twiter @cfa_adm.

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editorial

AVALIAÇÃO E GESTÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO: REALIDADES E PERSPECTIVAS 29 de outubro a 01 de novembro de 2012

Orgulho de ser Administrador

BENTO GONÇALVES - RS 29 DE OUTUBRO A 01 DE NOVEMBRO DE 2012

Adm. Sebastião Luiz de Mello – Presidente do CFA Foto: CFA

PARTICIPE DO MAIOR EVENTO DA GRADUAÇÃO EM ADMINISTRAÇÃO DA AMÉRICA LATINA A AVALIAÇÃO E A GESTÃO DOS CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO ESTARÁ SENDO INTENSAMENTE DEBATIDA DURANTE O XXIII ENANGRAD, NÃO DEIXE DE PARTICIPAR! CONHECIMENTO

REFLEXÕES E TENDÊNCIAS COMPARTILHADAS POR QUEM MAIS ENTENDE DO ASSUNTO

ATUALIZAÇÃO

CONTATO DIRETO COM NOVAS TENDÊNCIAS E IDÉIAS TRANSFORMADORAS NA GESTÃO DOS CURSOS DE ADMINISTRAÇÃO

RELACIONAMENTO

A OPORTUNIDADE DE ESTAR JUNTO DOS PROFISSIONAIS QUE LIDERAM AS TRANSFORMAÇÕES DO ENSINO NESTE PAÍS

SEMINÁRIO ANGRAD | MEC | INEP | CFA PAINÉIS / PALESTRAS / CASES DE RELEVÂNCIA PALESTRA MAGNA DE ABERTURA

“AVALIAÇÃO E GESTÃO DO CURSO DE ADMINISTRAÇÃO:REALIDADES E PERSPECTIVAS”

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o mês de setembro, quando o Sistema CFA/CRAs comemora o 47º aniversário da regulamentação da profissão, a nossa RBA, em sua matéria de capa, aborda uma questão muito importante para a categoria: os inúmeros desafios enfrentados pelo profissional de Administração na árdua disputa por vagas no mercado de trabalho, chamando a atenção para a forte concorrência de outras áreas de formação, dentre elas, economistas, contadores, engenheiros, psicólogos. A matéria destaca, ainda, que o mercado de trabalho brasileiro para Administradores bem preparados e com alta performance é bastante promissor, principalmente, nos segmentos empresariais das micro, pequenas e médias empresas, onde grande parte desses profissionais ainda não encontraram espaço. Vale a pena conferir a matéria e se interar sobre os desafios e perspectivas atuais no mercado de trabalho do Administrador. Esta edição comemorativa traz outro assunto que versa sobre a valorização dos executivos brasileiros em todo o mundo. São profissionais que, reconhecidamente, desenvolvem algumas competências de forma mais ampla que seus pares em outros ambientes de negócios. Há, também, uma grande ênfase à questão da “Educação Continuada”, nome comum para cursos de capacitação de curta duração; e “Ciclo de Vida do Produto (CVP)”, que compreende todas as etapas da existência de um produto. A matéria “Home Office”, por sua vez, destaca uma modalidade de trabalho cada vez mais utilizada por profissionais independentes; e “Tecnologia de Informação (TI)”, que vem recebendo fortes investimentos das organizações para garantir-lhes maior lucratividade são outros assuntos tratados na sua RBA. E para estimular ainda mais nossos leitores, o case de sucesso conta a trajetória da Reis Advogados que implantou um modelo de gestão baseado na departamentalização e utilização sistemática de procedimentos operacionais padrão. Walter Faria, atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Martins, é o nosso entrevistado. À frente da empresa, esse Administrador conseguiu imprimir ao negócio uma eficiente estratégia de marketing, combinada a uma sofisticada cadeia logística, o que possibilitou galgar a posição de uma das maiores atacadistas do país. Outro tema que recebe especial destaque nesta edição é o cooperativismo. Não à toa, pois esse segmento reúne um bilhão de pessoas em mais de 100 países, emprega mais de 100 milhões de profissionais. Pela sua importância, a ONU decretou 2012, o Ano Internacional das Cooperativas. E na sessão “artigos” temos dois temas muito interessantes: o primeiro, do Adm. William Resende de Faria “Gestão de pessoas x Apagão de talentos” e o segundo, “Uma aula de Administração com Gina Indelicada”, do Adm. Leandro Vieira. E ainda, reunimos informações úteis nas seções: Mensagens, Quiz!, Notas, Sistema CFA/CRAs e Conexão. Finalmente, quero dizer que a Administração, ao longo desses 47 anos, realizou expressivas conquistas, mas que temos muito ainda a evoluir. A história prova que empresas mal administradas têm vida curta neste mercado cada vez mais competitivo. Ao contrário, as que têm um bom sistema de gestão conseguem superar as dificuldades e seguir em frente. Portanto, é neste período de estabilidade econômica que se dá em um cenário de extrema complexidade, inúmeras disputas e incontáveis demandas, enfatizamos a comemoração do aniversário da categoria e o importante papel do Administrador brasileiro no contexto social do País. Administrador, tenha orgulho de sua profissão!

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Boa Leitura! 7


sumário

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ANO XXI – EDIÇÃO Nº 90

SETEMBRO/OUTUBRO DE 2012 Expediente Editor: Conselho Federal de Administração Presidente: Adm. Sebastião Luiz de Mello Vice-Presidente: Adm. Marcos Lael de Oliveira Alexandre

Conselheiros Federais do CFA 2011/2012 Adm. João Coelho da Silva Neto (AC), Adm. Maria do Rosário Feitosa Souza (AL), Adm. Sheila Trícia Guedes Pastana (AP), Adm Nelson Aniceto Fonseca Rodrigues (AM), Adm. Ramiro Lubián Carbalhal (BA), Adm. Francisco Rogério Cristino (CE), Adm. Rui Ribeiro de Araújo (DF), Adm. Hercules da Silva Falcão (ES), Adm. Ana Mônica Beltrão da Silva (GO), Adm. José Samuel de Miranda Melo Júnior (MA), Adm. Hélio Tito Simões de Arruda (MT),Adm. Sebastião Luiz de Mello (MS), Adm. Gilmar Camargo de Almeida (MG), Adm. Aldemira Assis Drago (PA), Adm. Lúcio Flavio Costa (PB), Adm. Sergio Pereira Lobo (PR), Adm. Joel Cavalcanti Costa (PE), Adm. José Manuel Monteiro Rosa Simões Moedas (PI), Adm. Rui Otávio Bernardes de Andrade (RJ), Adm. Marcos Lael de Oliveira Alexandre (RN), Adm. Valter Luiz de Lemos (RS), Adm. Paulo César de Pereira Durand (RO), Adm. Carlos Augusto Matos de Carvalho (RR), Adm. Saul Alcides Sgrott (SC), Adm. Adelmo Santos Porto (SE), Adm. Idalberto Chiavenato (SP), Adm. Renato Jayme da Silva (TO)

Composição das Câmaras Administração e Finanças Adm. Ramiro Lubián Carbalhal ����������������������������������������������������������������������������������� Diretor Adm. Lúcio Flávio Costa �������������������������������������������������������������������������������������Vice-Diretor Adm. André Luiz Alves de Lima Adm. Paulo César de Pereira Durand Fiscalização e Registro Adm. Hércules da Silva Falcão ����������������������������������������������������������������������������������� Diretor Adm. Joel Cavalcanti Costa�������������������������������������������������������������������������������� Vice-Diretor Adm. Rui Ribeiro de Araújo Adm. Maria do Rosário Feitosa Souza Formação Profissional Adm. José Samuel de Miranda Melo Júnior������������������������������������������������������������������ Diretor Adm. Ana Mônica Beltrão da Silva��������������������������������������������������������������������� Vice-Diretora Adm. João Coelho da Silva Neto Adm. Aldemira Assis Drago Adm. Carlos Augusto Matos de Carvalho Desenvolvimento Institucional Adm. Saul Alcides Sgrott��������������������������������������������������������������������������������������������� Diretor Adm. Adelmo Santos Porto�����������������������������������������������������������������������������������Vice-Diretor Adm. Renato Jayme da Silva Relações Internacionais e Eventos Adm. Sérgio Pereira Lobo�������������������������������������������������������������������������������������������� Diretor Adm. Carlos Henrique Mendes da Rocha��������������������������������������������������������������Vice-Diretor Adm. Nelson Aniceto Fonseca Rodrigues Adm. Francisco Rogério Cristino Adm. Rui Otávio Bernardes de Andrade Comissão Permanente de Tomada de Contas Adm. Joel Cavalcanti Costa ����������������������������������������������������������������������������� Coordenador Adm. Ana Mônica Beltrão da Silva ���������������������������������������������������������� Vice-Coordenadora Adm. Carlos Henrique Mendes da Rocha

Na opinião dos especialistas em mercado de trabalho, ainda existe um déficit de administradores no Brasil e são unânimes em afirmar que o mercado para profissionais em Administração é o mais promissor que existe. As evidências da inserção profissional no mercado de trabalho demonstram, de forma inequívoca, que a sociedade e as organizações não suportam mais amadores e estão demandando fortemente profissionais bem preparados e com alta performance. Mas, alertam: os desafios enfrentados pelo Administrador na disputa por vagas no mercado de trabalho são quase os mesmos encontrados para ingressar na universidade.

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ENTREVISTA

Walter Faria, atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Martins, é o entrevistado desta edição

Conselho Editorial

Prof. Adm. Idalberto Chiavenato Prof. Carlos Osmar Bertero Prof. Milton Mira de Assumpção Filho

Oportunidades

Conselho de Publicações

Adm. Adelmo Santos Porto Adm. Ana Mônica Beltrão da Silva Adm. Joel Cavalcanti Costa

Coordenação dos Conselhos Editorial e de Publicações

Adm. Saul Alcides Sgrott Coordenação Editorial. Editor–Executivo Jornalista Responsável. Revisão Projeto Gráfico Arte/Diagramação Fotolito/Impressão Tiragem

Produção

Via Brasília Adm. João Humberto de Azevedo Tânia Mendes – MT/3625/90 Rogério Márcio da Costa Alex Amorim e João Humberto de Azevedo (Via Brasília) Karen Rukat (Via Brasília) Plural Indústria Gráfica 118.000 exemplares

A RBA é uma publicação bimestral do Conselho Federal de Administração, sob a responsabilidade do diretor da Câmara de Desenvolvimento Institucional, Adm. Saul Alcides Sgrott e da Coordenadora Técnica, RP Renata Costa Ferreira. As matérias não refletem necessariamente a opinião do CFA

Representação Comercial: Conecta Marketing Direto – Wladimir Reis Tel: (11) 4208-2883 E-mail: publicidade@cfa.org.br

Assinaturas

Setor de Autarquias Sul, Qd. 1, Bl. L, Ed. Conselho Federal de Administração Brasília–DF – CEP: 70070–932 Fone: (61) 3218–1818 – Fax: (61) 3218–1833 e-mail: rba@cfa.org.br Homepage: www.rbaonline.org.br

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CAPA

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Nesta edição abordamos um negócio que vem ganhando apreciadores em todo o país e fama internacional: churrascaria, ramo que apresenta resultados animadores e, por isso, é considerado um dos mais lucrativos do setor de alimentação.

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Marketing

Como nos seres vivos, o Ciclo de Vida do Produto (CVP) passa por todas as etapas de sua existência, desde o seu planejamento até a sua descontinuidade, onde cada estágio exige diferentes estratégias para buscar as melhores oportunidades de negócio e lucros.

Educação

Esta matéria procura esclarecer por que a graduação não garante o ingresso em um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo, que busca pessoas altamente qualificadas. A salvação está, com certeza, no que se convencionou chamar Educação Continuada.

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Tecnologia

Empresas que investem maciçamente em tecnologia da informação (TI) garantem eficiência, competitividade e maior lucratividade, além de uma eficiente gestão de relacionamento com clientes em todos os seus pontos de contato: marketing, comercialização e pós-vendas.

Sucesso

TRABALHO

O home Office – termo americano, também conhecido como Small Office and Home Office (SOHO) – é usado por trabalhadores independentes ou profissionais ligados a determinadas empresas que prestam serviços em sua própria residência. RBA • Setembro/Outubro de 2012

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Sediada em Uberlâdia (MG), um dos principais polos de desenvolvimento do estado, a Reis Advogados é um exemplo de empresa que utiliza os princípios de Administração para torná-la um modelo eficiente de gestão empresarial. RBA • Setembro/Outubro de 2012

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Cooperação

A ONU instituiu 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. São muitas as razões para tal decisão: o cooperativismo reúne um bilhão de pessoas em mais de 100 países; responde pela geração de mais de 100 milhões de empregos; e está presente nos cinco continentes.

Executivos

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Há um número crescente de executivos brasileiros assumindo cargos estratégicos em multinacionais no exterior e parte da explicação para essa tendência decorre dos resultados alcançados nos negócios brasileiros nos últimos anos, que passaram a representar uma fatia maior da receita das multinacionais.

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ARTIGO I

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CFA/CRAs

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ARTIGO II

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CONEXÃO

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NOTAS

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QUIZ! “Você seria um bom gestor?”, descubra fazendo o teste desta edição.

O Adm. William Resende de Faria procura explicar a relação entre Gestão de Pessoas x Apagão de Talentos. O XXII Encontro Brasileiro de Administração; o VIII Congresso Mundial de Administração e o guia “Fundo Nacional do Idoso”, são os destaques desta seção. O Adm. Leandro Vieira explica por que a fan page “Gina Indelicada” interessa e muito para os administradores. O filme “Decisões extremas”, o documentário “Eu Maior” e o livro “Por conta própria”, além de dicas de sites e eventos, são os destaques da seção. Acompanhe as atualidades do Brasil e do mundo que selecionamos para você.

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entrevista

Por Tânia Mendes

Referência no mercado Como um pequeno armazém tornou-se uma das maiores empresas nacionais.

G Foto: Arquivo pessoal

raduado em Administração de Empresas, especializado em Economia, e em Marketing, Walter Faria possui, ainda, curso de Liderança no Center of Creative Leadership (San Diego - EUA). Por quase duas décadas, atuou na multinacional Colgate e, atualmente, é presidente do Conselho de administração do Grupo Martins, atacadista, que teve seu embrião em um pequeno armazém inaugurado em 1953, em Uberlândia (MG). Transformar uma pequena loja no maior grupo atacadista do Brasil exigiu empenho, determinação, muito trabalho e o cumprimento da promessa feita a seu pai, Jerônimo Martins, de jamais abandonar os valores que lhe haviam sido ensinados em casa.

Quais foram os principais desafios que enfrentou ao assumir no cargo atual? Alinhar com todos os líderes da organização a necessidade de atuarmos cada vez mais de forma interdependente, ou seja, matricial. Desenvolvendo uma nova abordagem de trabalho em equipe junto às regiões, canais, categorias, logística, vendas e todo time comercial. Desenvolvermos um plano de gestão organizacional visando à evolução da empresa e das pessoas. Identificando um plano de desenvolvimento para os profissionais na organização, buscando atrair, capacitar e reter nossos talentos. Maior desafio cada vez mais será termos as pessoas certas, nas posições certas. Quais os aspectos positivos inerentes a uma sociedade familiar como a que dirige? A maior preocupação está com o longo prazo, principalmente em uma empresa familiar bem estruturada e focada em perenizar a organização. Sendo assim, existe um melhor equilíbrio entre o curto e longo prazo. Dentro da empresa existe uma abordagem mais informal, dinâmica, flexível, visando atuarmos mais em direção ao mercado. Menos burocrática, com processo decisório para resultados. Pontos para desenvolvimento: visão estratégica de longo prazo, com maior integração matricial e de processos organizacionais. Processos já vivenciados pelas multinacionais há décadas. Na lista de preocupações do setor, persiste ainda a crise econômica atual? Sim, estamos vivendo uma crise internacional muito séria. Parecida com a crise de 2008/2009, de difícil recuperação e lenta nos países desenvolvidos. No caso do Brasil, desta vez não temos um impacto tão profundo como em crises anteriores. O Brasil está melhor preparado, desta vez, com reservas cambiais, inflação sob controle, taxa juros em queda, dólar estável. A Classe C está em crescimento e temos bônus demográfico nos próximos anos. Grandes eventos no Brasil como a Copa Mundo e as Olimpíadas. Além do Pré-sal que irá gerar bilhões de dólares de investimento na economia. O grupo Martins utiliza tecnologias de ponta em suas operações? Um dos valores do Martins é a Inovação, que inspirou a empresa a ser a primeira organização do

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RBA • Setembro/Outubro de 2012

RBA • Setembro/Outubro de 2012

segmento atacadista do Brasil a operar seu negócio totalmente computadorizado já em meados da década de 1970. Além de desenvolver sistemas para sua operação logística, a organização também adquire softwares destinados a facilitar sua gestão, visando cada vez mais evoluir os processos de administração dos negócios. Nesse sentido, implementamos e automatizamos a força de vendas, armazenagem, reposição, inventário, roteirização, cockpit de informações, etc. Assim, consegue atingir todo o país e fazer entregas em todos os estados brasileiros, de forma eficiente e integrada.

Um dos valores do Martins é a Inovação, que inspirou a empresa a ser a primeira organização do segmento atacadista do Brasil

Como funciona o modelo de gestão da empresa Martins? Temos focado a empresa no Cliente (varejista), por meio de soluções do Sistema Integrado Martins (SIM). Alavancando nossos negócios nos três pilares: Processos, Pessoas e Sistemas, todos na direção de atuarmos junto ao varejista de forma sinérgica seja em uma loja de supermercados, eletrodomésticos, informática, farmácia, material de construção, o Martins terá uma solução para estes clientes. 11


entrevista Quanto à estratégia de vendas, como funciona? A empresa oferece a cada canal soluções específicas, ou seja, segmentadas por tipo de negócio, como supermercados, eletrodomésticos, informática, materiais de construção, agroveterinários, farmácias, mercearias e lojas de conveniência. Atuamos de forma a apoiar o desenvolvimento das vendas e dos negócios do cliente e estabelecendo uma relação “ganha-ganha”. De que modo a empresa utiliza as redes sociais para promover seus produtos? As atividades comerciais relacionadas com a Internet compreendem quiosque eletrônico, site para negociar diretamente com os clientes (B2B), e um site B2C chamado E-Fácil que é um dos maiores do país. Ainda está sendo estudado um modelo específico de estratégia para as redes sociais. Nossos clientes do atacado são exclusivamente pessoas jurídicas. Como o grupo acompanha a evolução do mercado? Monitorando as atividades e participando ativamente das ações desenvolvidas pela Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores(ABAD). Temos também parcerias com a Nielsen (instituto pesquisa canal alimentar) e GFK (instituto pesquisa eletro e informática). Quais são os principais planos do grupo para os próximos cinco anos? Desenvolvemos o plano estratégico para os próximos cinco anos, onde definimos os principais pilares de desenvolvimento 12

identificando as oportunidades por região, canal e categorias. O senhor está otimista em relação ao Brasil? Sim, nosso país está na “crista da onda”, surfando muito melhor que os países europeus. Temos tudo para, nos próximos anos, ainda consolidarmos o desenvolvimento demográfico, evoluindo as classes sociais, com melhoria do poder aquisitivo, e consequentemente maior consumo per capita em várias categorias. Os desafios estão na infraestrutura e na carga tributária brasileira, que elevam o custo de serviços e os preços dos produtos ao consumidor brasileiro. Quais são os números atuais do grupo? Atualmente contamos com 4.600 colaboradores; 3.951 representantes comerciais; e uma frota própria de 1.100 veículos. Em uma Infraestrutura física de uma central, cinco unidades regionais de negócios e 39 centros de distribuição avançados, comercializamos cerca de 13.500 itens. No ano passado a Martins (atacado) faturou R$3,5 bilhões, o Tribanco R$1,04 bilhão em operações de crédito e R$1,51 bilhão em ativos totais. Quais as razões do sucesso do grupo Martins? O Grupo Martins, desde a sua fundação, vem desenvolvendo filosofia de trabalho baseada na ética, no respeito e na responsabilidade para com seu públicos. Para a indústria, desenvolve estratégias que atendam à sua necessidade básica de colocar os produtos em cada prateleira varejista do país. Para o varejista, oferece

facilidades, diferenciais estratégicos e política de relacionamento diferenciada. E para seus colaboradores, políticas de oportunidades, incentivos e planos para seu desenvolvimento profissional. Tudo isto embasado no desenvolvimento do trabalho em equipe, traduzido no nosso lema: Juntos, cada um vale mais!

Valores do Grupo Martins Integridade – estar bem com a sua consciência; amor pelo que faz; “brigar” por atingir seus objetivos. Justiça – ser ético e equilibrado nas suas decisões; conhecer e considerar o “outro lado” das histórias.

FIQUE

PERTO DA SUA PROFISSÃO

Lealdade – construir relacionamentos positivos e de confiança; seguir os seus princípios de vida e, ao mesmo tempo, abraçar os princípios da empresa. Inovação – aprender com o erro, repensando e reformulando suas práticas e atitudes; cultivar a imaginação, a curiosidade, a busca de novas ideias. Humildade – ninguém é dono da verdade; saber ouvir e lidar com opiniões divergentes é um traço de sabedoria; reconhecer que é necessário aprender sempre. Disciplina – ter foco e objetividade; saber priorizar, escolher e agir com bom senso.

RBA • Setembro/Outubro de 2012

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oportunidades

Por João Humberto de Azevedo

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Churrascaria

as delícias da boa Foto: Shutterstock

CARNE Continuamos a apresentar, aqui, as oportunidades de negócio para quem pretende investir e aproveitar a Copa do Mundo de 2014. Nesta edição, abordamos um negócio que vem ganhando apreciadores em todo o país e fama internacional: churrascaria, ramo que apresenta resultados animadores.

o Brasil as churrascarias adotam, em sua maioria, o sistema gaúcho de preparo do churrasco, com influência da cultura de países vizinhos, principalmente Uruguai e Argentina. O prato principal, a carne é claro, é assada em churrasqueira ou no estilo fogo de chão. Um empreendimento neste ramo de negócios tem como principal característica servir no sistema corrido ou rodízio – as carnes são levadas à mesa – e trabalha com pelo menos dez tipos de carnes diferentes, servidas constantemente até que o cliente peça para encerrar. Mas nada é tão simples. Os cortes de carne mudam de região para região do Brasil, assim como a raça do gado abatido. A carne preferida é a bovina, mas são igualmente muito apreciadas as carnes de origem suína, ovina e de aves, inclusive os embutidos. No entanto, caso o empreendedor pretenda ter um diferencial para sua churrascaria, poderá oferecer iguarias exóticas como carnes de búfalo, javali ou avestruz. O corte da carne bovina mais valorizado é a picanha, mas costela, maminha, fraldinha, filé, alcatra e contrafilé são também bastante apreciados.

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Mercado e estrutura

O Brasil é o maior produtor mundial de carne. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o rebanho brasileiro de bovinos e bubalinos superou, em 2011, os 214

As churrascarias brasileiras ganham o mundo Já ultrapassa uma centena o número de churrascarias brasileiras no exterior. Confira algumas das carnes mais apreciadas pelos chineses: costela bovina temperada com sal grosso, picanha ao alho no espeto, pernil de cachorro, cupim de camelo, pardal no espeto, sopa de cobra. Fonte: www.veja.abril.com.br

Os cortes das carnes de suínos e ovinos mais utilizados são pernil, paleta e costeleta. São oferecidos os tradicionais acompanhamentos como arroz, saladas de verduras e legumes, pão, linguiça. Sobremesas e bebidas não entram no preço do rodízio, o que gera mais uma fonte de renda. Há estabelecimentos que oferecem também frutos do mar, comida oriental, peixes, paella, e até mesmo camarão e siri. A definição do cardápio ideal geralmente deve ser feita com o assessoramento de um gourmet e/ou um nutricionista. Para o fogo, o sistema mais comum é o uso de carvão – os mais tradicionalistas defendem o uso 14

da lenha. O tempero varia conforme o gosto e os costumes locais, podendo ser simplesmente sal grosso ou refinado, até as mais elaboradas fórmulas. Churrasqueiros mais tradicionais, entretanto, garantem que não há molho algum para as carnes, apenas sal, sempre. Para esses profissionais, qualquer tipo de churrasco, seja doméstico, campeiro ou em restaurante, se tem mais do que o sal no tempero, não é o verdadeiro churrasco. Isso porque, realmente, o sabor da carne vem da qualidade de vida do animal, de sua alimentação e até mesmo do tipo de madeira utilizada para assar o churrasco. Além disso, afirmam que o corte da carne também é definidor do sabor, pois depende de onde se localiza a gordura. Finalmente decretam: o sabor do churrasco, além da qualidade e corte da carne, vem também muito do talento do assador.

RBA • Setembro/Outubro de 2012

milhões de cabeças. O consumo per capita de carne é também um dos maiores do mundo: 33 quilos, segundo o Anuário da Pecuária Brasileira de 2012. O documento revela que, no caso da carne de frango, o consumo per capita é de 49,2 quilos. Montar uma churrascaria nos grandes centros pode ser um empreendimento difícil, principalmente porque a grande quantidade de restaurantes e lanchonetes existentes no país – em 2011 existiam 222.358 empresas do ramo de alimentação, de acordo com pesquisa realizada pela Central Mailing List – dificulta encontrar o ponto comercial adequado para instalação de uma churrascaria. 15


oportunidades

A importância da área física

A estrutura básica de uma churrascaria – com uma área de aproximadamente 200 metros quadrados – pode ser dividida em três ambientes: atendimento, produção e armazenagem. A área de atendimento geralmente é dividida em: salão de refeições, produção e armazenagem. O salão de refeições, principal setor da churrascaria, deve ficar em primeiro plano, onde serão dispostas as mesas e cadeiras; o balcão com pratos frios e saladas, preferencialmente no centro do salão; bar, nos fundos do salão, onde são distribuídas as bebidas e estará o caixa. Um pequeno espaço deve ser reservado para as sobremesas e, por último, uma mesa arrumada para servir café e chá. A área de produção deve ficar situada ao fundo, com uma porta que facilite o reabastecimento do salão. A área de armazenagem é o local onde são estocados os alimentos. A sua estocagem requer local seco, fresco e limpo. Um escritório, para atividades administrativas; vestiários com instalações sanitárias para os funcionários; e sanitários para os clientes são obrigatórios neste empreendimento.

Mão de obra e investimentos

A mão de obra para este negócio varia de acordo com a estrutura do estabelecimento. Mas, independente do seu porte, a churrascaria deve contar com profissionais especializados, entre os quais churrasqueiros, cozinheiros, garçons, ajudantes de cozinha, faxineiros e atendentes de balcão e caixa. Cordialidade e atenção são qualidades exigidas de todos os funcionários, principalmente aqueles responsáveis pelo contato direto com os consumidores.

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Senhores de seu

Cuidados especiais com a higienização dos alimentos e do ambiente, limpeza, acondicionamento correto dos alimentos, apresentação e higiene pessoal de todos os funcionários são imprescindíveis em um estabelecimento desta natureza. O número de funcionários varia entre 10 e 30 empregados, dependo do volume de serviços do estabelecimento. O investimento inicial depende diretamente do porte, da localização, da clientela e do nível de sofisticação que se pretende imprimir ao negócio. É sempre bom lembrar que um planejamento financeiro minucioso deve ser feito, no qual serão relacionadas todas as despesas com imóvel, instalações, equipamentos, contratações de serviços e de empregados, treinamento, documentação, legalização da empresa, entre outros. É preciso também projetar o capital de giro, ou seja, os recursos necessários para pagar as despesas dos primeiros meses de operação, como também uma reserva de capital para suportar o período inicial, com baixo número de clientes.

tempo Aumenta o contingente de profissionais atraídos pelos modernos modelos que substituem a relação trabalhista tradicional.

Ficha Técnica Ramo de atividade: Churrascaria Tipo de negócio: Produção e comercialização de alimentos prontos Investimento inicial: R$200 mil a R$500 mil Área física: 200 m2 a 1.000 m2 No. de empregados: 10 a 30 funcionários Faturamento anual R$140.000,00 a R$180.000,00 Lucratividade: 12% a 25% Taxa de retorno: 12 a 24 meses

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Ilustração: Shutterstock

Além dos móveis (prateleiras, mesas, cadeiras, balcões, etc.) e utensílios para montar o bar, outros equipamentos são imprescindíveis em uma churrascaria: fogão industrial, freezer, geladeira, estufas, processador de alimentos, refresqueira, liquidificadores industriais, espremedores, máquinas de café, forno de microondas, sistema de refrigeração, estufas, cortador de frios, fritadeira elétrica, forno elétrico, balcões térmicos, sistema de exaustor, balanças eletrônicas, caixas registradoras, material de escritório em geral (computadores, impressoras, telefone), utensílios de cozinha (panelas, talheres, pratos, botijões de gás, toalhas, bandejas, galeteiros, porta-guardanapos, copos, taças, tulipas, etc.).

trabalho

Ilustrações: Shutterstock

Equipamentos

Por Tânia Mendes

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trabalho

Benefícios

Campos observa que os benefícios do home office são muitos, mas esclarece que em contrapartida o profissional passa a estar fisicamente separado do seu chefe e da equipe e isso, eventualmente, pode ter a inconveniência de receber parceiros, clientes e fornecedores na sua casa. “A necessidade de gerenciar as interrupções características do escritório é substituída pelas interrupções típicas do ambiente doméstico e familiar, do encanador ao cachorro que precisa ser levado para passear”, considera Augusto Campos.

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5. Abusar da tecnologia – Com as novas linhas digitais dá para navegar na Internet e falar ao telefone simultaneamente. Outra saída para quem quer se manter conectado em seu escritório em casa é utilizar os novos serviços das TVs a cabo para plugar o micro na rede. Nesse caso, proteja o computador. Ele vai ficar mais vulnerável ao ataque de piratas.

Ilustração: Shutterstock

T

rabalhar em casa, sem horários rígidos, livre do trânsito e longe de grandes congestionamento: este é um dos sonhos de muitos brasileiros. No Brasil, de acordo com a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividade (Sobratt), o número destes trabalhadores já atinge 4,5 milhões, com crescimento médio de 20% ao ano. Com a evolução da comunicação e a queda nos preços dos serviços online, além do bom momento em que se encontra a economia nacional, muitas empresas começam a recorrer ao home Office. O termo americano, também conhecido como Small Office and Home Office (SOHO), normalmente é usado por trabalhadores independentes ou profissionais ligados a determinadas empresas que prestam serviços em sua própria residência. Esta se tornou, aliás, uma atividade cada vez mais comum em todo o planeta, como revela a pesquisa da Ipsos Global Public Affairs. Foram ouvidos 11.383 profissionais em 24 países. A conclusão é de que um em cada cinco trabalhadores mundiais, especialmente na América Latina, Oriente Médio e Ásia, um trabalha em casa frequentemente. Na Índia, mais da metade dos trabalhadores já prestam serviços em sua própria residência e nos Estados Unidos o número de teletrabalhadores já chega a18% da força de trabalho. Mas quais serão os requisitos essenciais para se obter uma boa produtividade neste modelo de prestação de serviços? O Adm. Augusto Campos, que atua na área de planejamento estratégico em organização pública federal, explica que o home office, “pode ser um negócio cuja sede é o próprio ambiente doméstico, mas também é frequente que seja usado para teletrabalho ou mesmo nos modernos modelos que substituem a relação trabalhista tradicional. Essencialmente é um ambiente separado dos demais cômodos da casa, equipado para permitir o desempenho de atividade profissional – e esta precisa passar a ser acompanhada da disciplina necessária para ser autogerenciável”. Pós-graduado em implantação de software livre e autor e mantenedor do site efetividade.net, para ele o home office é um conceito de modelo empresarial muito adotado devido à globalização da economia e ao aumento da terceirização de serviços, o que acaba mudando o perfil do emprego e do local de trabalho.

10 Regras Básicas 1. Respeitar o horário – É preciso estabelecer um horário definido para começar e parar suas atividades, como se você estivesse mesmo no escritório. Da mesma forma que a casa não pode invadir o trabalho, a profissão não pode roubar sua saúde, física e mental. 2. Manter a disciplina – Atenção para não se dispersar. Não dá para ir à cozinha fazer um café no meio do dia ou visitar a geladeira a cada meia hora. E se você decidir trabalhar no sábado de manhã para fazer compras na sexta à tarde, cumpra sua promessa. Lembre-se que ter um escritório em casa é um desafio à disciplina. 3. Definir o espaço de trabalho – Um cômodo da casa ou do apartamento pode virar seu escritório. 4. Otimizar o telefone – Utilizar o telefone com parcimônia e, se possível, instalar uma secretária eletrônica para atender as chamadas no final de semana ou depois do expediente.

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6. Investir em um bom computador – O computador deve ser compatível com o trabalho em seu home office. Se você já tem um no escritório, é ele que vai ser seu companheiro em casa também. No momento de comprar evite modismos e converse com um técnico sobre a máquina e os programas que atendem melhor as suas necessidades. 7. Montar uma infraestrutura eficiente – Ao adquirir acessórios, equipe bem seu escritório com mesas, cadeiras, arquivos, estantes funcionais e equipamentos modernos. 8. Abandonar a informalidade – Trabalhar de pijama, sen­tar-se em qualquer lugar e improvisar mobílias? Nem pensar! 9. Anotar recados – Preparar uma pessoa para atender ao telefone quando estiver fora, explicando como seus clientes devem ser tratados e nunca se esquecer de anotar os recados. 10. Explicar a sua rotina – Explique qual é o seu tempo de trabalho, deixando claro que o seu home office é o seu ambiente de trabalho e deve ser respeitado como tal.

Fonte: www.empreendedoronline.net.br

RBA • Setembro/Outubro de 2012

O home office organizado segue os mesmos princípios de organização e métodos de qualquer escritório: é preciso instalar recursos de comunicação, mesa e cadeira ergonômicas, atenção à iluminação, climatização etc. “Por ser um ambiente doméstico, alguns cuidados especiais se fazem necessários, como manter uma linha telefônica separada e bem servida por uma secretária eletrônica nos horários em que o trabalhador não estiver disponível para o trabalho”, alerta Campos. E diz ser importante não deixar no espaço de trabalho recursos que conduzam à distração. “Se a melhor TV da casa, ou o melhor acesso à internet, estiverem no home office, é natural que os demais familiares sintam-se tentados a visitá-lo durante o expediente, gerando um conflito. Recursos espartanos e um ambiente fisicamente separado são boas alternativas enquanto se forma o conceito de que agora há um espaço e um horário de trabalho ocorrendo dentro da casa”.

Eficiência

Bom senso e equilíbrio são fatores para se produzir com eficiência em um home office, de acordo com Campos. “Se clientes e fornecedores esperam ter acesso a você em determinados horários e condições, é necessário que você defina um horário de trabalho que contemple suas necessidades e segui-lo rigorosamente”. Ele enfatiza que não deve haver exageros: “Não é porque você trabalha em casa que deve considerar um expediente de 24 horas por dia. O essencial é perceber rapidamente que ser seu próprio gestor tem vantagens, mas também tem ônus: não vai ter alguém para ficar no seu pé cobrando produção, e assim caberá a você garantir as entregas e ficar de olho nos custos, prazos e qualidade, e em todas as áreas de apoio.” Ser o senhor do seu tempo acaba sendo o principal desafio, e o segredo é a disciplina que garanta o acompanhamento de todas as tarefas (inclusive as indiretas, como manter o ambiente limpo e organizado), a manutenção das comunicações, dos requisitos formais e todos os outros detalhes. Para Campos, as atividades de produção intelectual desenvolvidas individualmente, sem necessidade de contato pessoal frequente com uma equipe são os tipos de trabalhos mais adequados para serem produzidos em um home office. Mas trabalhar em casa não significa ter liberdade para ser menos profissional ou menos atento à qualidade dos processos produtivos, e aconselha a quem optou por este modelo de trabalho que não seja um chefe tirano de si mesmo, mas também não relaxe demais. “Um ambiente de trabalho confortável precisa de atenção à ergonomia dos móveis e equipamentos, iluminação e temperatura adequados e nada de aperto: tudo que você usa para trabalhar, inclusive os arquivos com documentos e informações de referência, precisa estar à mão e em segurança”, recomenda e ressalta: o recurso essencial do home office é o profissional. “Cuide da sua saúde física e mental e aproveite para ter mais qualidade de vida com a liberdade de horários e movimentos que a rotina de seu escritório permite”. 19


artigo

Por Adm. William Resende

Gestão de Pessoas X Apagão de talentos

Ilustração: Shutterstock

É

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Foto: Arquivo pessoal

Adm. William Resende de Faria CRA-DF nº 023760

inexorável e factível a inexistência de pessoas totalmente qualificadas às vagas abertas no Brasil do século XXI. Assim sendo, torna-se diferencial organizacional proporcionando maior vantagem competitiva recrutar, selecionar e reter talentos. A falta de mão de obra devidamente qualificada assusta a área de contratação de grande parte das organizações brasileiras. Mas será que, verdadeiramente, falta apenas mão de obra ou precisamos de talentos? Estamos procurando no lugar certo? É nesse cenário mercadológico que surgiu o termo “apagão de talentos”. Aliado ao crescimento exponencial do país, é notória a evolução em diversos aspectos relevantes, tais como: aumento recorde na taxa de desocupação; surgimento de novos postos de trabalho; maior inserção das mulheres no mercado de trabalho; aumentos do salário mínimo; conquistas de melhores benefícios; melhor absorção dos processos judiciais trabalhistas; mais anos de estudos, na média da população; e em outros diversos aspectos apontados nas pesquisas mensais do emprego, realizadas pelo IBGE. Todos os incentivos e estímulos organizacionais, ainda, não impedem que as empresas permaneçam a enfrentar dificuldades no recrutamento e seleção de novos colaboradores com as devidas qualificações para o cargo, já que buscam os melhores profissionais: qualificados e com experiência na área – na maioria dos casos, já encontrados e retidos por outras organizações. Além desses incentivos, o que fazer? Ao se deparar com um problema, não se deve focar ainda mais nele, mas sim nas melhores alternativas de soluções. O mercado está aquecido e as melhores técnicas de recrutamento e seleção tornam-se relevantes fatores de vantagem competitiva, uma vez que, independente do setor de atuação, todas as organizações enfrentam alguma dificuldade com recrutamento e seleção em algum momento. A escassez de bons profissionais preocupa até mais do que a adoção de novas tecnologias para aumentar a produtividade da empresa. Com os investimentos (principalmente recursos externos privados) no

Se a empresa conseguiu encontrar bons profissionais, surge a maior e mais cara dificuldade: retenção individualizada de talento, investindo em desenvolvimento para que este não se sinta tentado a mudar de emprego, prejudicando sua produtividade. RBA • Setembro/Outubro de 2012

Brasil para Copa do Mundo e Olimpíadas, o mercado está aquecido, causando a busca de profissionais até fora do país. As mudanças já começaram! Novas tecnologias e estratégias surgem todos os dias, a exemplo do desenvolvimento nas esferas digitais, social e móvel – conectando clientes, funcionários e parceiros em novas formas de organizações. Mais do que nunca, é necessária a busca por inovação, sob o risco de empresas e/ou pessoas ficarem fora do mercado. Mais que conhecer o concorrente é indispensável ter total domínio sobre si mesmo, sua empresa e seus colaboradores, mapeando necessidades, metas e objetivos. Contudo, se está difícil encontrar pessoas devidamente qualificadas, verifique quais os canais utilizados para esta busca. Por fim, invista em bons profissionais qualificando-os para o cargo e terá retorno seguro em produtividade e lucratividade, além de agregar valor no profissional com relação à empresa, forçando-o a vestir e suar a camisa da empresa que lhe proporcionou a verdadeira “Oportunidade Profissional”, através de estímulos e incentivos muito além do esperado. A falta de políticas públicas e privadas em educação, treinamento e aperfeiçoamento é o principal fator responsável por esse problema. Aí surgem exemplos tais como o de acadêmicos talentosos atuando profissionalmente em outra área totalmente diferente da sua formação para conseguir manter os custos do ensino superior. RBA • Setembro/Outubro de 2012

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marketing

Por Tânia Mendes

As fases de vida de um produto

A difícil arte de aferir e administrar vida longa a um produto possui ferramentas importantes.

O

Ciclo de Vida do Produto (CVP) é baseado exatamente no ciclo de vida biológico e compreende todas as etapas de sua existência, desde o seu planejamento até a sua descontinuidade. “Kotler* afirma que os produtos passam por distintos estágios ao longo de sua vida, onde cada estágio exige diferentes estratégias para buscar as melhores oportunidades de negócios e lucros”, observa Hermano Mota, especialista em marketing e gestão financeira. Cada produto é planejado, lançado no mercado, passa por uma fase de crescimento, até atingir sua maturidade, quando suas vendas diminuem até ser retirado do mercado ou adaptado para, então, reiniciar o ciclo. Há uma década atuando na área de marketing e projetos de inteligência de mercado, o especialista enumera as quatro principais fases do CVP:

Foto: Shutterstock

1. Introdução – engloba todo o projeto, que vai desde a criação do produto, comercialização e disponibilização inicial do produto ao consumidor final. Nesse momento, a empresa dá início a tudo o que foi planejado, criando e aumentando a base de clientesfoco que comercializam o produto, comunicando-o ao consumidor final e desenvolvendo outras ações para que ele se torne conhecido no mercado. Nesse estágio o lucro pode ser mínimo ou inexistente, em função dos altos custos de lançamento. Uma estratégia de preço de entrada é fundamental para que o produto mude de patamar e atinja a fase de crescimento. Esse 22

RBA • Setembro/Outubro de 2012

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período se caracteriza por vendas com lento crescimento e poucos (ou mesmo nenhum) concorrentes, de acordo com o grau de inovação do produto lançado.

Existem produtos tecnológicos que passam por todas as fases e são descontinuados em um período de apenas um ano.

2. Crescimento – O produto se torna mais conhecido e aceito pelos consumidores, com vendas aceleradas. A partir desse ponto, a empresa já tem feedbacks do produto lançado e tem todas as condições para adaptar estratégias e características do produto, se necessário, de olho no aumento de sua participação no mercado. Nesse período é conveniente que a empresa reinvista parte de seus lucros no negócio, visando elevar sua presença de mercado antes da resposta dos concorrentes. Se o produto for bem-sucedido no mercado, a tendência é um aumento na demanda e, consequentemente, crescimento das vendas. Isso pode atrair concorrentes que,

por meio de cópias ou melhorias, buscam conquistar os mesmos clientes. Assim, cabe à empresa trabalhar para que os consumidores deem preferência a seu produto. Uma coisa é certa: quanto maior o sucesso, mais competidores serão atraídos, mais opções o consumidor terá à disposição. 3. Maturidade – Esta é uma fase de grandes desafios, pois é comum as empresas se acomodarem com o sucesso do produto. Período em que ocorre a saturação do mercado, com aumento de vendas marginal, ocasionado naturalmente pelo aumento populacional ou pela captura de participação de mercado de empresas concorrentes. É uma fase propícia para adotar estratégias que, além de garantir a posição conquistada, promovam novas conquistas que permitam margem de crescimento. Nesse período os lucros tendem a cair, pois os gastos com marketing crescem para defender o produto contra o avanço do competidor. A guerra de preços e a publicidade tendem a se intensificar nessa fase e serviços complementares são agregados, visando a diferenciar a oferta e conquistar ou manter domínio nos segmentos de mercado prioritários. 4. Declínio – Nessa etapa, cai o nível de preferência do consumidor pelo produto, seja pelo surgimento de tecnologia mais avançada, pela ação dos concorrentes, pelo ambiente, ou mesmo pela mudança de necessidade do consumidor. O nível de vendas do produto reduz e, em casos extremos, leva à sua descontinuidade. O declínio se dá por fatores ligados 23


marketing ao ambiente, segmento, comportamento de mercado e da consequente falta de visão da empresa quanto às mudanças necessárias para sua adaptação às novas necessidades do consumidor.

O momento em que o crescimento de vendas alcança patamares inferiores a 5% caracteriza a fase de declínio.

Potencial de ganho

Para Mota é de primordial importância a empresa identificar em qual etapa do CVP o produto se encontra, o que permite

Por Ana Graciele

estimar o potencial de ganho do produto comercializado. “Os produtecos, em geral, se tornaram descartáveis e a tecnologia encurtou o CVP. Hoje existem produtos tecnológicos que passam por todas as fases e são descontinuados em um periodo de apenas um ano”, destaca Mota. Ele explica ser possível identificar com certa precisão cada estágio do CVP que o produto atinge, mas alerta que isso exige análises apuradas, definição de indicadores rígidos de verificação, como margem de lucro, crescimento de vendas e frequência de compra: “Crescimento anual de vendas de dois dígitos, por exemplo, podem indicar que o produto está na fase de crescimento, crescimentos anuais entre 5% e 10% podem indicar maturidade. O momento em que o crescimento de vendas fica inferior a 5% caracteriza a fase de declínio”, indica o especialista. Um bom exemplo quanto a isso é o iPod – com suas inovações e curto ciclo de vida – para ilustrar cada etapa do CVP. Mota explica que, em sua percepção, na etapa de lançamento, foi feito um desnatamento rápido, possibilitando um maior lucro unitário inicial. Na

continuidade, a empresa passou a reforçar a penetração rápida no mercado. Em seguida, na fase de crescimento do iPod, houve redução de preço para atrair novos consumidores e agregar novas funcionalidades e considera que este produto encontra-se no momento de maturidade, onde percebe-se melhoria do design e aumento da capacidade de armazenamento, para manter as vendas elevadas e aproveitar este período de vaca leiteira da matriz BCG. “Criada por consultores do Boston Consulting Group (BCG), esta matriz permite analisar portfólios de produtos ou de unidades de negócio tomando por base também o ciclo de vida do produto”, considera Mota. Ele explica ainda que, a matriz é ideal para avaliar categorias inteiras de produtos de uma empresa e finaliza: “Por meio do ciclo de vida, posso avaliar 50 produtos diferentes de uma mesma categoria. Ao ponderar a avaliação de todos os produtos, é possível estabelecer o quadrante da matriz BCG em que se encontra a categoria dos produtos, facilitando o estabelecimento de estratégias que envolvam toda a organização”.

Matriz BCG Estrela – alto crescimento e alta participação. Situação ideal, mas requer um investimento maior devido ao crescimento contínuo. Vaca Leiteira – baixo crescimento e alta participação. Este cenário requer um baixo investimento, mas o crescimento é muito lento. Abacaxi ou Cachorro – baixo crescimento e baixa participação. Esta é uma das piores situações que uma empresa ou produto pode enfrentar. Oportunidades ou Interrogação – alto crescimento e baixa participação. Nesta situação há uma demanda alta, mas baixo retorno.

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CFA/CRAs

Guia ensina a investir no Fundo Nacional do Idoso

N Como doar

Publicação criada pelo CFA vai orientar aqueles que desejam destinar parte do Imposto de Renda para ajudar projetos sociais voltados para a terceira idade

esta edição o Conselho Federal de Administração (CFA) disponibiliza, encartado na RBA, pra você leitor um exemplar da Cartilha “Fundo Nacional do Idoso. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), até 2025 o Brasil terá uma população com cerca de 33 milhões de idosos. O crescimento acelerado desse público trará diversas mudanças socioeconômicas para o País, já que as pessoas da terceira idade necessitam de atendimento diferenciado, em razão de suas limitações físicas. Pensando nisso, o Governo Federal instituiu, em 2010, o Fundo Nacional do Idoso. De acordo com a Lei nº 12.213, de 20/1/2010, a iniciativa é “destinada a financiar os programas e as ações relativas ao idoso com vistas em assegurar os seus direitos sociais e criar condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade”. Contudo, poucas pessoas conhecem o Fundo. Com o intuito de disseminar a prática para cidadãos e empresas e, assim, angariar mais doadores para o Fundo, o Conselho Federal de Administração lançou o guia “Fundo Nacional do Idoso – Como investir seu imposto de renda em benefícios dos nossos idosos”.

As doações podem ser feitas em qualquer mês do ano, mas somente poderá ser deduzida do Imposto de Renda Devido, referente ao ano-calendário em que a doação ocorrer, por ocasião da Declaração de Ajustes Anual, realizada no ano seguinte. Para as pessoas físicas, o limite para dedução no Imposto de Renda Devido das doações é de 6%. No caso das pessoas jurídicas, a dedução é limitada a 1%. Após definir o valor a ser doado, o contribuinte deverá estabelecer para qual Fundo deseja fazer sua doação, que pode ser realizada a mais de um, nas instâncias municipal, estadual, distrital e da União. “O guia é uma iniciativa que visa a contribuir com o Pacto Global, no qual o CFA é signatário. Com ela, esperamos divulgar o benefício para todo o País e ajudar a aumentar o número de doadores”, diz o presidente do CFA, Adm. Sebastião Mello, lembrando que o guia está disponível no site do CFA. Os Fundos são, por lei, vinculados aos Conselhos dos Direitos do Idoso dos seus respectivos entes federativos. Assim, é essencial que o contribuinte verifique junto ao Conselho se o Fundo para o qual se deseja fazer a doação está devidamente regulamentado e efetivamente ativo. Em todos os estados já estão constituídos os Conselhos dos Direitos do Idoso e por meio deles é possível obter informações sobre os respectivos Conselhos Municipais e seus Fundos. Para saber mais: www.direitoshumanos.gov.br/conselho/idoso. RBA • Setembro/Outubro de 2012

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CFA/CRAs

Rio de Janeiro: sede do XXII ENBRA

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ois grandes eventos de Administração acontecerão este ano no Rio de Janeiro, de 5 a 7 de novembro de 2012, no Vivo Rio e no Museu de Arte Moderna. O XXII Encontro Brasileiro de Administração (ENBRA) e o VIII Congresso Mundial de Administração estão incorporados aos calendários dos profissionais de Administração e de diversos outros segmentos econômicos. Os eventos são promovidos pelo CRA-RJ, pelo CFA e pelo CRA-RS e têm o apoio da Rede Brasileira do Pacto Global e da OIT – Organização Internacional do Trabalho/Brasil. Cerca de dois mil participantes, dentre profissionais e estudantes de graduação de ciências sociais de toda América Latina, estarão presentes nos três dias de eventos. Tema central: “Pacto Global: a contribuição da administração para uma sociedade mais justa e sustentável”. A partir dessa proposta temática, serão realizadas diversas atividades: conferências, painéis, apresentações de artigos científicos, estudos de casos e atrações culturais e artísticas. Os conferencistas apresentarão no espaço do Vivo Rio os seus pontos de vista a respeito de como as organizações devem tratar temas como direitos humanos, ações para a eliminação da fome e da miséria, educação básica de qualidade, sustentabilidade, igualdade de gêneros e valorização das diferenças, empregabilidade, combate à corrupção, modelo de gestão para a aplicação do Pacto Global nas empresas e meio ambiente. No Museu de Arte Moderna (MAM) acontecerão palestras sobre casos de sucesso e apresentações dos artigos científicos selecionados. Uma das atrações do segundo dia será a apresentação do Grupo de Teatro do Instituto Chiquinha Gonzaga com a leitura dramatizada de Rei Lear, um texto clássico de William Shakespeare. A dramatização conta a história de um rei que enlouquece após ser traído por duas de suas três filhas, às quais havia legado seu reino de maneira inadequada. Com a leitura dramatizada do texto, o público perceberá o paralelo existente com as dimensões gerenciais de liderança, processo sucessório, empresa familiar e outros aspectos presentes no mundo das organizações e na sociedade. Já no encerramento do terceiro dia haverá a apresentação do Bloco Mulheres de Chico, grupo feminino que traz uma nova leitura às interpretações das músicas de Chico Buarque de Holanda. Com as cores vermelho e rosa no seu estandarte e formação de 25 batuqueiras, movimenta mais de 20 mil foliões no Carnaval do Rio de Janeiro.

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RBA • Setembro/Outubro de 2012

Ao final do evento será proclamada a “Carta do Rio” que pretende ser um documento que reúne a síntese do pensamento dos Administradores e públicos adjacentes, em torno da preocupação desse conjunto de interessados em fazer com que o Pacto Global seja efetivado em todos os segmentos da sociedade, nos ambientes organizacionais em que atuam os profissionais de administração. As inscrições para XXII Encontro Brasileiro de Administração e o VIII Congresso Mundial de Administração podem ser parceladas em até 12 vezes pelos cartões e crédito e devem ser feitas pelo site www.enbra-rio.com. Condições especiais para grupos acima de dez pessoas. Neste site você encontra outras informações e vantagens, como: estudantes de Administração ganham até 50 horas de Atividades Acadêmicas Complementares (AAC); tradução simultânea (português/espanhol/ português) das palestras no Vivo Rio; material dos eventos e certificados de participação para todos os inscritos; pacotes de hospedagem e convênios negociados para os congressistas.

A importância do Pacto Global

O Pacto Global é uma iniciativa proposta pela ONU – Organização das Nações Unidas – visando mobilizar a comunidade empresarial internacional para a adoção de políticas de responsabilidade social sustentabilidade. É um instrumento de livre adesão e promove um diálogo entre empresas, órgãos nas Nações Unidas, sindicatos, organizações não governamentais e demais parceiros. Com isso, busca-se a mobilização da comunidade empresarial internacional por meio da adoção de dez princípios relacionados a direitos humanos, trabalho, meio ambiente e corrupção. O Pacto Global conta com mais de 5.200 organizações signatárias, articuladas por 150 redes ao redor do mundo e possui dez princípios que derivam da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção.

Conferencistas confirmados Adm. André Marini (Secretaria de Controle Interno da Presidência da República), Adm. Cláudia Stadtlober (Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul), Adm. Daniel Roedel (CRA-RJ), Adm. Douglas Linares Flinto (Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios), Adm. Leandro Vieira (Criador e Editor do Portal Administradores.com.br), Adm. Luiz Mauricio da Silva (Petrobrás), Adm. Maria da Graça Ribeiro das Neves (IBAM), Adm. Paulo Timm (IBAM), Adm. Raymundo Magliano Filho (Instituto Norberto Bobbio e Instituto Ethos), Adm. Sebastião Mello (Conselho Federal de Administração), Ana Maria Rodrigues (Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra - Portugal), Antonio Cláudio Lima Castanheiro (VALE), Francisco Antonio Feijó (Presidente da Confederação Nacional de Profissões Liberais), Francisco Gil Castello Branco Neto (ONG Associação Contas Abertas e Jornal O Globo), Francisco Praciano (Deputado Federal. Presidente da Frente Parlamentar de Combate à Corrupção), Heloisa Cruz (Ministério do Trabalho e Emprego), Jerri Coelho (Secretário de Controle Interno da Presidência da República), João Paulo Capobianco (Instituto Democracia e Sustentabilidade), Juliana Gomes Ramalho Monteiro (Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. e Quiroga Advogados), Ladislau Dowbor (PUC-SP. Consultor para agências das Nações Unidas), Malvina Tuttman (UNI-RIO e Conselho Nacional de Educação), Nelson Furtado (COPPE), Nelson Mello e Souza (Academia Brasileira de Filosofia), Padre Jesus Hortal Sánchez (UCP e PUC), Ricardo Contreras Soto (Universidade de Guanajuato Campus Celaya-Salvatierra, México), Ricardo Voltolini (Consultor do programa Ação, da Rede Globo. Presidente do Ideia Sustentável. Publisher da revista Ideia Sustentável), Roberto Boclin (Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado do RJ e Fundação Cesgranrio), Sérgio Besserman Vianna (Membro da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e de Governança Metropolitana do Município do Rio de Janeiro. Professor na PUC-Rio, comentarista de sustentabilidade na Globonews e rádio CBN), Sérgio Bortolani (Università Degli Studi di Torino), Sr. Ataliba Vianna Crespo (ABCA), Terezinha Saraiva (Fundação CESGRANRIO), Virginia Feix (Cátedra de Direitos Humanos Centro Universitário Metodista do Sul – IPA). RBA • Setembro/Outubro de 2012

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Por Tânia Mendes

A era das

especializações

Ilustração: Shutterstock

Um curso de graduação há muito deixou de ser suficiente para garantir emprego. As especializações e doutorados comandam o mercado.

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E

ducação Continuada é o nome comum para cursos de curta duração e contínuos, onde os profissionais fazem reciclagem de conhecimentos ou conhecem uma nova área ou atividade profissional. Nesse contexto, estão incluídos cursos de pós-graduação, que passaram a integrar o grupo dos principais componentes para um currículo bem construído. Em um mercado de trabalho cada vez mais exigente e competitivo, que busca pessoas altamente qualificadas, a graduação não garante o ingresso, tampouco pode levar ao topo da carreira. A salvação está, com certeza, no que se convencionou chamar Educação Continuada. Embora não seja uma grande novidade – já existe há um bom tempo – este é cada vez mais um processo indispensável, não só para atender às expectativas dos contratadores, mas como forma de habilitar-se profissionalmente, ampliar as oportunidades de crescimento profissional ou, até mesmo, como forma de desenvolvimento pessoal. O professor Adm. Diamantino Augusto Sardinha Neto, bacharel e mestre em Administração de Empresas e doutor em Ciências Sociais, assegura que a educação continuada é de vital importância no momento de alçar voos mais ambiciosos na vida profissional. Trata-se de um poderoso instrumento para se conseguir boas colocações no mercado e para ali permanecer. “Este é o caminho para a manutenção de um profissional no topo, além de preservar sua empregabilidade e um bom desempenho durante toda a carreira”. Com ele concorda o diretor do FGV Management de São Paulo, Paulo Mattos de Lemos, que explica: ”As empresas estão demandando, cada vez mais, maior produtividade de seus funcionários, em função do aumento da concorrência. A RBA • Setembro/Outubro de 2012

educação continuada acelera os ganhos obtidos com a experiência profissional”, destaca Mattos, Ph.D. e M.Sc. pela Universidade de Stanford (EUA). No artigo A Educação Continuada e as políticas públicas no Brasil, publicado na Revista de Educação de Jovens e Adultos, o doutor em educação Sérgio Haddad explica que este não é um conceito novo, mas apenas nestes últimos anos vem ganhando relevância. A educação continuada se realiza ao longo da vida, é inerente ao desenvolvimento da pessoa humana e relaciona-se com a ideia de construção. Abarca, de um lado, a aquisição de conhecimentos e, de outro, atitudes e valores, implicando em uma maior capacidade de discernir e agir. E sintetiza: “A ideia de uma Educação Continuada associa-se à própria característica distintiva dos seres humanos: a capacidade de conhecer e querer saber mais, ultrapassando o plano puramente instintivo de sua relação com o mundo e com a natureza”. Em algumas carreiras – Medicina e Engenharia, por exemplo – a educação continuada é quase obrigatória, visto a necessidade que esses profissionais têm de se manter atualizados com as novas descobertas e tecnologias. Isso se aplica também em outras profissões, como a Administração. “Sem dúvida, a educação continuada é importante em quase a totalidade das profissões em nossos dias, pois, mesmo nas áreas que não são consideradas técnicas, a influência das novas tecnologias é muito presente nas organizações. Na administração e nos negócios, a presença das novas tecnologias da informação, além da RBA • Setembro/Outubro de 2012

concorrência internacional, praticamente exige que o profissional busque a atualização constante”, enfatiza Diamantino Neto. Para Paulo Mattos, a carreira executiva está permanentemente em evolução, da mesma forma que a medicina. “As habilidades e competências necessárias para os diferentes níveis são também diferentes. Isto é, a atuação de um assistente é diferente da de um gerente, que é diferente da de um diretor e de um presidente”, explica Mattos, e complementa: “Na medida em que o profissional evolui na hierarquia da empresa, ele necessita de mais treinamento que o capacite para desafios mais altos”.

Reciclar conhecimentos

A atuação de um assistente é diferente da de um gerente, que é diferente da de um diretor e de um presidente. Paulo Mattos

No Brasil, os cursos de pósgraduação dividem-se em duas vertentes: lato sensu e stricto sensu. Os cursos de pós-graduação lato sensu são eventuais ou de vigência transitória, oferecidos aos portadores de diploma de curso superior. Têm como objetivo geral o aprofundamento dos conhecimentos técnico-profissionais e a capacitação técnica, científica ou cultural em novas áreas do conhecimento, não abrangendo o campo total do saber em que se insere a especialidade. Nessa categoria estão os cursos de Especialização, os cursos de Aperfeiçoamento e os cursos designados Master in Business Administration (MBA) – em português Mestre em Administração de Empresas. Na outra vertente, os cursos stricto sensu são voltados à formação científica e acadêmica e também ligados à pesquisa. Existem nos níveis do mestrado e doutorado.

Foto: Arquivo pessoal

educação

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educação

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Diamantino Neto

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Novas competências

Mattos e Diamantino estão também de acordo neste quesito do MBA: “Se o aluno estiver preparado para fazer o curso (tiver experiência, conhecimentos básicos, etc.) e se o curso estiver alinhado com a carreira do profissional, a contribuição pode ser muito significativa”, ressalta Motta. O professor Diamantino Neto acrescenta que um bom curso de especialização realizado com empenho por parte do aluno é fundamental para o desenvolvimento de novas competências e o aprimoramento das habilidades, o que certamente contribui de maneira significativa para a carreira do profissional. “O simples fato de obter um certificado de especialização não é a garantia de promoções ou de melhores empregos, mas é fundamental para que ele esteja mais bem preparado. As empresas valorizam os profissionais que investem em educação continuada, pois mostra que eles possuem iniciativa e empenho, o que certamente pode significar melhores resultados no trabalho ao somar atitude com conhecimento”, enfatiza Mattos. O MBA, além de especialização em área definida da Administração, permite uma visão gerencial ampla, que inclui o desenvolvimento de técnicas de liderança, tomada de decisões em ambientes complexos e de alta competitividade e cenário de constantes mudanças e transformações. Ao escolher o curso, o profissional deve levar em consideração alguns critérios. Segundo Diamantino, os cursos de especialização oferecidos por diversas instituições de ensino devem ser credenciados pelo MEC. “Esse credenciamento é fundamental e deve ser verificado. O profissional tem que procurar conhecer a instituição e sua reputação, a capacitação dos docentes, as instalações, a biblioteca, o plano de ensino e a grade das disciplinas”, destaca o professor. Além disso, os especialistas em educação afirmam que instituições de primeira linha são predominantemente ativas, centradas na interatividade e na participação; utilizam metodologia de ensino-aprendizagem que enfatiza a transferência de conceitos e técnicas aplicáveis, por meio de aulas expositivas, dinâmicas de grupo, estudos de caso, atividades vivenciais, relatos de experiências, exercícios individuais e em grupos. RBA • Setembro/Outubro de 2012

Além disso, as instituições devem: oferecer um curso abrangente e que aborde diferentes temas; ter boa reputação no mercado; dispor de professores com sólido currículo; utilizar critérios adequados de seleção; oferecer disciplinas e conceitos dinâmicos; proporcionar visitas técnicas às empresas. Deve-se também considerar o nome e a história da instituição, pois a tradição é muito importante. Conferir se a escola tem sua situação regularizada nos órgãos fiscalizadores também é imprescindível para que o interessado não corra o risco de fazer um MBA sem reconhecimento.

O que é bom é caro

Talvez por essas razões MBAs são, em geral, muito caros. Na opinião de Paulo Mattos, “o que é bom é caro, mas nem tudo que é caro é bom”. Diz ele: “Uma boa aula demanda um tempo grande para sua preparação e atualização por um bom professor, que precisa ser bem pago. Um curso em que o professor não é muito bom e a aula não é muito bem preparada nem atualizada pode custar pouco, mas sairá caro para o aluno”. Diamantino concorda que um curso de especialização de bom nível tenha custos elevados para as instituições, pois um corpo docente formado por mestres e doutores e os melhores especialistas do mercado é realmente mais oneroso e será ofertado por um preço maior. “O importante é que encontramos cursos de especialização e MBA com grande diversidade de preços, que possibilitam ao aluno escolher o que mais se adequar ao seu padrão”, complementa.

Tanto Mattos quanto Diamantino não se sentem à vontade para indicar instituições que ofereçam bons MBAs. Mas dão sugestão: “Se a instituição tem bons cursos de graduação, com uma boa estrutura, é muito provável que ela possua todas as condições para oferecer uma ótima especialização e um ótimo MBA”. O principal requisito para quem deseja cursar um MBA é a experiência profissional do interessado. Um segundo idioma, preferencialmente o inglês, é outro requisito importante a ser considerado. Para Paulo Mattos, ter a experiência necessária e estar precisando, nesse momento, do conhecimento do curso certo para sua carreira profissional é o momento adequado para MBA. Diamantino considera que o candidato deve estar preparado e disposto a atender aos padrões de exigência que esses cursos possuem, sem esquecer de reservar uma quantia suficiente para o investimento em livros, custeio de trabalhos e outras despesas. “Mas o maior investimento deve ser no tempo de dedicação aos estudos. Esse tempo é a garantia de um bom resultado”, enfatiza Paulo. Ele considera que existem dois momentos para que o profissional busque a educação continuada e a especialização. “O primeiro é logo após o término da graduação e o segundo momento é hoje. Sim, pois se você atua no mercado e é apenas graduado, corre um grande risco de perder uma promoção ou um melhor emprego para quem já fez uma especialização ou um MBA. Então hoje é o melhor dia para começar. Escolha bem e boa sorte!”

Os dez melhores O jornal britânico Financial Times divulgou os 100 melhores MBAs do mundo. Confira, abaixo os 10 primeiros colocados: 1º London Business School (Reino Unido) 2º University of Pennsylvania ( Wharton - EUA) 3º Harvard Business School (EUA) 4º Insead (França/Cingapura) 5º Stanford University GSB (EUA) 6º Hong Kong UST Business School (China) 7º Columbia Business School (EUA) 8º IE Business School (Espanha) 9º Iese Business School (Espanha) 10º MIT Sloan School of Management (EUA)

Ilustração: Shutterstock

Na medida em que o profissional evolui na hierarquia da empresa, ele necessita de mais treinamento.

Para o Ministério da Educação (MEC) não existem diferenças entre o MBA e pós-graduação, mas o professor Mattos afirma que há algumas diferenças e explica: “Pós-Graduação são todos os cursos, longos, médios e curtos, voltados para os já graduados. Os cursos chamados de MBA, no Brasil, deveriam ser assemelhados aos Executive MBA norte-americanos. O MEC os denomina de pós-graduação lato sensu, nível especialização, e sua regulamentação exige, no mínimo 360 horas/aula, avaliações nas disciplinas, frequência mínima de 75% e elaboração de um trabalho de conclusão”. Diamantino concorda que a principal diferença entre uma especialização e o MBA é a carga horária e complementa: “Se o objetivo do profissional é o mercado de trabalho na área de gestão de negócios, o MBA é uma opção muito interessante”. Bastante valorizados, além de abrir oportunidades para impulsionar a carreira, os cursos MBA são quase uma obrigatoriedade para quem quer seguir carreira executiva, pois o mercado exige cada vez mais conhecimento, especialização e aprofundamento em todas as áreas de atuação. Por isso, quem tem um curso desse nível acaba fazendo a diferença no momento de ocupar um cargo, ou na oportunidade de progredir na carreira que escolheu.

Fonte:www.noticias.universia.com.br RBA • Setembro/Outubro de 2012

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Por Adm. Leandro Vieira

Uma aula de

Administração com

Gina Indelicada

Fenômeno na internet nos ensina a enxergar a administração além do óbvio "Gina, me disseram que você tá falida porque ninguém mais compra palitos, pois todos preferem fio dental...", comenta um usuário do Facebook. "É? Você come petiscos com fio dental? Deve ser legal brincar de laçar as fritas, né?", responde a personagem que atende pela alcunha de Gina Indelicada, identificada com o rosto da modelo Zofia Burk, aquela que virou sinônimo da marca de palitos Gina.

C

om tiradas sarcásticas como essa, a fan page Gina Indelicada tornou-se um fenômeno no Facebook: em uma semana, ultrapassou um milhão de fãs, tirou do limbo a adormecida marca Gina e tornou-se o centro das atenções no meio digital – e fora dele. Ok, você aí do outro lado deve estar resmungando que se trata de mais um desses virais da internet que aparecem da noite para o dia e somem com a mesma velocidade – do dia para a noite. Certo? Pode até ser, mas o que está por trás do sucesso da Gina Indelicada interessa e muito para os administradores. Keep calm que eu explico. Boa parte dos virais são não intencionais. Uma família com sua webcam grava um vídeo cantando uma música e, bum!, explode na rede a febre “para nossa alegria”. O colunista social se gaba, em um comercial, que sua filha está fazendo intercâmbio, e todo mundo passa a comentar a gafe, “menos Luiza, que está no Canadá”. Um adolescente judeu grava um vídeo para comemorar o seu Bar Mitzvah e, quase automaticamente, passamos a cantarolar “eu sou Nissim Ourfali”. Gina Indelicada é um viral diferente: ela foi criada intencionalmente para fazer sucesso. O detalhe: por um garoto de 19 anos, recémsaído da puberdade. Ricck Lopes, o jovem estudante de publicidade, já havia criado outra página popular no Facebook, dedicada a compartilhar imagens cômicas e outras bobagens que alimentam os botões de Curtir e Compartilhar da rede de Mark Zuckerberg. Essa fan page foi o seu laboratório para entender a dinâmica da rede social, como as pessoas se

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comportam, o que gera mais “curtidas” e compartilhamentos, o que gera comentários e, o mais importante, como engajar os internautas. Com base no seu exercício de antropologia digital, Ricck observou que, tradicionalmente, as pessoas no Facebook reagem a um determinado conteúdo, seja curtindo, compartilhando ou comentando alguma postagem, e decidiu fazer algo diferente: colocá-las do mesmo lado do editor da página, ou seja, ajudando a criar esse conteúdo. A dinâmica é bastante simples: os usuários enviam uma pergunta e Gina Indelicada responde – à sua maneira, claro. E a diversão dos fãs faz o resto, espalhando os diálogos de Gina pela rede milhares e milhares de vezes. E o que isso tem a ver com Administração? Tudo. Há algum tempo, as empresas se deram conta da importância de marcar presença nas redes sociais – e têm feito isso da maneira que aprenderam desde sempre, ou seja, investindo pesado. Agências e consultores especializados são contratados, e dê-lhe anúncios nos mais diferentes meios (dentre eles, a própria internet)

e promoções exclusivamente voltadas para aumentar o número de fãs e seguidores virtuais. O Burger King Brasil, por exemplo, criou sua página no Facebook há mais de um ano e apenas recentemente atingiu a marca de 1 milhão de fãs, feito que Gina Indelicada (ou Ricck Lopes, como preferir) realizou em apenas uma semana, sem gastar um mísero real e sem dar um hambúrguer a ninguém. Nem Philip Kotler conseguiria algo parecido. Ricck Lopes nos ensinou que, antes de fazer qualquer investimento, devemos conhecer o nosso público-alvo a fundo e conhecer, também, o ambiente onde atuamos. Somente a partir daí podemos criar e desenvolver o nosso produto (de preferência com a participação direta dos consumidores!). Gina Indelicada pode seguir a curva do ciclo de vida de qualquer viral, esfriando com o tempo, mas Ricck Lopes, seu criador, escreveu um importante capítulo no complexo livro que busca entender o que são as redes sociais, como ela nos afetam – e como podemos tirar proveito dela em nossos negócios.

Se fizéssemos à Gina Indelicada a seguinte pergunta: "Gina, o que devo fazer para ter mais sucesso em meu negócio?", com certeza ela responderia:

- Comece a enxergar a Administração além do óbvio.

Reviravolta no Caso Gina Indelicada E o case virou um sucesso. Escrevi esse artigo na manhã do dia 29/08/2012, empolgado após assistir a entrevista do Ricck Lopes no programa do Danilo Gentili. De um dia pro outro, uma confusão se instaurou nas redes sociais e, às 19:32 do mesmo dia, uma nova fan page nasceu e começou a bombar no Facebook: a Gina Kibadora Indelicada, uma resposta a diversas piadas copiadas ("kibadas", na linguagem da web) de outros internautas, como a Joyce Falete (criadora do genial Pedreiro_Online), e utilizadas pelo autor da página Gina Indelicada como se fossem próprias. Confesso que fiquei bastante decepcionado. O jovem Ricck Lopes, de apenas 19 anos, não precisava fazer uso de um expediente tão rasteiro para fazer o sucesso que está fazendo. De fato, como alguém comentou em nossa página do Facebook, isso não pode ser exemplo para nenhum administrador. Entretanto, como diz o ditado, assim como a flecha lançada, a palavra pronunciada não volta atrás. Decidi manter o artigo no ar, porque as lições extraídas são válidas. Não retiro os méritos de Ricck Lopes de ser um grande observador, de ter tido uma boa sacada ao "criar" seu personagem, resgatando uma marca iconográfica e dando-lhe vida e personalidade. A estratégia digital delineada foi perfeita, servirá como referência para muitos profissionais de marketing digital. Mas, infelizmente, faltou-lhe o ingrediente mais importante e que faz tanta falta em nossa sociedade: ética. Meu conselho ao garoto? Reconheça o seu erro. Peça desculpas a cada uma das pessoas que deram vida ao seu personagem sem receber nenhum crédito por isso. Elas não estão com inveja de você. Estão ofendidas. Reconheça o seu erro e siga em frente. Tenho certeza que você tem muito a acrescentar, mas, se não tiver humildade, nunca poderá ser grande.

Adm. Leandro Vieira, criador do Administradores.com e autor do livro Seu Futuro em Administração (Campus/Elsevier) Foto: Arquivo pessoal

artigo

Atualizado em 30/08/2012 às 21h15

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capa

Por João Humberto de Azevedo e Tânia Mendes

O grande desafio

em Administração suportaria em até dez vezes mais o atual quantitativo de egressos. De qualquer forma, os desafios enfrentados pelo profissional de Administração na disputa por vagas no mercado de trabalho são quase os mesmos encontrados para ingressar na faculdade. No governo – atualmente um dos grandes empregadores – a disputa por vagas nos concursos públicos tem sido bastante acirrada. A Petrobrás, por exemplo, de acordo com a Fundação Cesgranrio, no concurso público realizado no início deste ano, contabilizou 159.480 candidatos para 674 cargos de nível superior, sendo 85 para Administradores registrados no registrados nos Conselhos Regionais de Administração.

Foto: Shutterstock

O mercado de trabalho para profissionais em Administração é o mais promissor que existe, mas o caminho que ele percorre é, muitas vezes, árduo e repleto de obstáculos.

E

ste ano, cerca de 120 mil jovens irão formar-se em Administração nas universidades e faculdades brasileiras. Com tantos novos graduados que irão procurar emprego, seria correto afirmar que o mercado de trabalho para eles esteja saturado. Mas esta não é a opinião do Adm. Leandro Vieira, autor do livro Seu futuro em Administração: “Na verdade, ainda temos um déficit de administradores no Brasil. Se compararmos o número de empresas registradas nas juntas comerciais com o número de profissionais formados em Administração veremos que ainda temos poucos administradores, apesar de sermos o curso superior com o maior número de faculdades e estudantes”.

Foto: Shutterstock

Para ele, quantidade não é sinônimo de qualidade, e apenas uma parcela desse contingente de administradores está apta a brilhar no mercado. Por sua vez, o professor e Adm. Mauro Kreuz, presidente da Associação Nacional dos Graduados em Administração (Angrad), tem a mesma opinião: “O mercado para profissionais em Administração é o mais promissor que existe. As evidências da inserção profissional no mercado de trabalho demonstram, de forma inequívoca, que a sociedade e as organizações não suportam mais amadores e estão demandando fortemente profissionais em Administração bem preparados e com alta performance”. Kreuz considera ainda que a demanda brasileira por profissionais qualificados

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A boa remuneração – salário básico de R$4.097,43 com garantia de remuneração mínima de R$6.388,31 – e a estabilidade do emprego são os fatores que mais contribuem. Isso acontece também com as disputas por emprego em empresas privadas de primeira linha. Para se ter uma ideia da batalha enfrentada por um recém-formado, em 2011, a Companhia de Bebidas das Américas (Ambev) recebeu 74 mil inscrições para 20 vagas de trainee – o que significa que nada menos do que 3,7 mil candidatos disputavam uma vaga. Resta ainda um enorme contingente de formandos que são lançados anualmente no mercado de trabalho. “Pequenas e médias empresas são os estratos empresariais que mais geram emprego no 35


capa

Quantidade não é sinônimo de qualidade, e apenas uma parcela do contingente de administradores vai brilhar no mercado.

Foto: Arquivo pessoal

Leandro Vieira

país. Além disso, são responsáveis por cerca de 38% da massa salarial paga e por 20% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro”, afirma o Adm. Sebastião Luiz de Mello, presidente do Conselho Federal de Administração. Ele considera ainda que as MPEs oferecem boas oportunidades para os administradores, mas esses profissionais – pelo menos grande parte deles – ainda não encontraram espaço nestes segmentos. Por várias razões. Uma delas está na preparação do administrador ainda na faculdade. Sebastião Mello acredita que os conteúdos programáticos das faculdades dão prioridade à formação de profissionais para trabalhar em grandes empresas, geralmente multinacionais. “Ignora-se, ou coloca-se em segundo plano, a preparação para atuar no importante mercado das MPEs”, destaca o presidente do CFA e complementa: “Nesse sentido, o administrador, principalmente o mais jovem, não visualiza o potencial profissional das MPEs. Na outra vertente, os donos dessas empresas precisam criar a consciência de que, para o seu negócio seguir em frente com sucesso e rentabilidade precisa contar com o respaldo de profissionais habilitados e qualificados, com conhecimento em gestão, como é o caso dos Administradores”.

Valorização

Mas o presidente do CFA avalia que essa realidade está mudando e explica o porquê: “O Sistema CFA/CRAs vem atuando junto às Instituições de Ensino Superior (IES), por meio do Ministério da Educação (MEC), no sentido de ajudá-las a melhorar os conteúdos curriculares. O Sis-

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tema está promovendo campanhas de valorização profissional para mostrar à sociedade a importância do Administrador na gestão das empresas, inclusive as MPEs. Iniciativas nesse sentido também têm o intuito de maior aproximação junto aos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para propor ações que abrirão o merecido espaço para este profissional. A Administração já se expandiu muito nesses 47 anos e temos muito ainda a evoluir. A história prova que empresas mal administradas têm vida curta neste mercado cada vez mais competitivo. Ao contrário, as que têm um bom sistema de gestão, conseguem superar as dificuldades e seguir em frente”, sustenta. O Adm. José Guilherme, diretor do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Mato Grosso (Sebrae-MT), as MPEs formam um grande mercado para os Administradores e isso porque, em uma economia complexa e globalizada como a que estamos vivendo atualmente, somente bons gestores – e esses profissionais apresentam este perfil – podem analisar cenários, definir estratégias, estabelecer objetivos, fixar metas e avaliar resultados”. Usando seu próprio exemplo, o diretor do Sebrae/MT afirma que o curso de Administração deu-lhe excelente visão de negócios e por permear diversas áreas do conhecimento – finanças, marketing, gestão de pessoas, produção, logística, entre outras – proporcionou-lhe conhecimentos teóricos que aplicou em sua vida profissional. A formação foi fundamental para tomar decisões difíceis e um dos seus sucessos se deu quando decidiu RBA • Setembro/Outubro de 2012

criar o Espaço do Conhecimento, uma construção ecologicamente correta – por utilizar tecnologias de baixo impacto ambiental – idealizado para ser uma espécie de laboratório vivo, que permitisse à classe empresarial pensar, sentir e fazer a conexão com o desenvolvimento sustentável. “Falava-se muito em desenvolvimento sustentável, mas pouca coisa de concreto se fazia. Quando decidimos desenvolver um projeto em favor desta ideia, fomos criticados, mas não arredamos o pé de nosso propósito. Hoje, este espaço, que resgatou e valorizou a arquitetura dos ancestrais indígenas da região, é uma realidade inspiradora de ideias”, comemora.

capaz de enxergar além da árvore, visualizando a floresta inteira”, sentencia.

Como o Administrador encontra grande diversidade de ocupações, podendo atuar em empresas de qualquer setor da economia, de diferentes portes e ainda como empresário ou consultor, o curso é considerado como generalista, fato positivo para a profissão. “Definitivamente, esse é um ponto positivo em nossa formação. Mas, devemos, inclusive, mudar o termo generalista, que tem certo peso pejorativo, por holístico, pois uma formação holística tem, digamos assim, mais charme”, diz o Adm. Leandro Vieira e adverte que antes de ser muito bom em uma área específica, como marketing ou finanças, por exemplo, o administrador deve ser capaz de enxergar a organização em sua totalidade. “É a velha metáfora de ser

que acaba prejudicando o nosso crescimento, o mercado tem oferecido boas oportunidades, especialmente para o Administrador. “Para se ter uma ideia, a pesquisa realizada pelo CFA, em 2006, apenas 23% dos empregadores declararam que preferiam administradores em cargos gerenciais. Em 2011, esse percentual saltou para mais de 63%, o que revela um grande amadurecimento quanto à importância de se ter um administrador de fato nas funções que lhe competem”, explica. Para ele as áreas de recursos humanos, logística, marketing e finanças são áreas-chaves e sempre apresentam boas oportunidades, especialmente com a realização de grandes eventos previstos no país, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, que certamente

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Boas oportunidades

Um fator que está deixando os números desse mercado de trabalho mais otimista é a queda da taxa de desemprego/desocupação, que em maio deste ano ficou em 5,8%, a menor taxa para maio na série histórica da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para efeito de comparação, nos Estados Unidos esta taxa ficou em 8,3% em junho deste ano, e na região do Euro atingiu o recorde de 11,2% nesse mesmo mês. Vieira ressalta que apesar da turbulência econômica que ainda assola boa parte do mundo, o

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capa irão aquecer mais o mercado. Mas os novos profissionais que estão ingressando agora no mercado de trabalho devem ter ciência de que

A história prova que empresas mal administradas têm vida curta neste mercado cada vez mais competitivo.

Foto: CFA

Adm. Sebastião de Mello

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a sua formação não se completa após o término da faculdade. “O administrador está sempre em formação e é uma profissão que exige isso exaustivamente de seus profissionais. Terminou a graduação? Embarque imediatamente em uma pós e tente conciliar estudos e trabalho. Apesar de cansativo, essa é a melhor forma de consolidar o aprendizado. Nosso desafio será sempre o de estabelecer pontes entre teoria e prática, colocar o conhecimento em ação, como diria Peter Drucker”, aconselha. Como observa Vieira, a inserção profissional competitiva exige pleno domínio conceitual, metodológico, técnico e atitudinal das competências e habilidades essenciais para o exercício da profissão de Administrador, que deve estar dotado de autonomia intelectual para aprender e desaprender continuamente. Além disso, precisa estar comprometido com a geração de resultados, em conformidade com as expectativas e as necessidades qualitativas e quantitativas das organizações onde irá atuar, seja na perspectiva de executivo ou de empreendedor. Em relação às competências que Administradores precisam desenvolver para conseguir um bom emprego, Vieira tem uma opinião bem particular. Ele não recomenda a ninguém que procure desenvolver determinada competência para conseguir um bom emprego. Isso limita demais o aprendizado e o próprio crescimento do Administrador. O desenvolvimento profissional deve ser o objetivo principal, tornando a questão de encontrar um emprego uma consequência natural desse processo de formação

profissional, que deve ser uma jornada de autoconhecimento. “Somente dessa forma o jovem conseguirá identificar dentre as diversas competências valorizadas (como liderança, comunicação, criatividade, capacidade de decisão, espírito empreendedor, etc.), aquelas que se encaixam mais em seu próprio perfil”, defende.

Competências

O Adm. Sebastião Mello utiliza dados da Pesquisa Nacional para relacionar as competências que os Administradores precisam desenvolver para conseguir ou se consolidar em um bom emprego: “visão ampla da organização, comportamento ético, saber administrar pessoas e equipes, ter relacionamento interpessoal são as competências e habilidades apontadas como essenciais pelo público pesquisado”. O presidente do CFA considera ainda que qualquer um pode achar que é fácil aprender a gerenciar uma empresa, mas se fará isso da maneira correta é outra história: “É possível conceber uma organização sem o conhecimento mínimo de administração, mas é impossível mantê-la aberta sem administrá-la”, argumenta e esclarece que o motivo que leva organizações a fecharem suas portas é a falta de uma boa gestão. “Por isso, os Administradores são imprescindíveis para o bom andamento da empresa. Mais do que eficiente e capaz, este profissional é acostumado às mudanças e sabe o que é necessário para adaptar-se a elas”. O Adm. Leandro Vieira concorda plenamente e acrescenta: “Enganam-se aqueles que acham que administrar é algo simples, que basta ter RBA • Setembro/Outubro de 2012

bom senso. Qualquer um pode aprender? Claro, desde que se prepare muito, estude, pratique, dedique-se ao máximo e nunca caia no erro de pensar que já sabe o bastante”. O gestor de uma empresa moderna tem que lidar, ao mesmo tempo, com bens materiais, financeiros, humanos, além de responsabilidade social. Assim, os cursos de Administração estão preparados para qualificar seus alunos com essas competências e habilidades. Apesar de acreditar nisso, o presidente do CFA afirma que as faculdades deveriam oferecer mais oportunidades para o aluno colocar em prática os ensinamentos que aprendeu em sala de aula: “As incubadoras e empresas juniores são excelentes

lises, estudos de campo, pesquisas, administração, planejamento, projetos, etc. Sobre o assunto o presidente da Angrad é enfático ao rechaçar o equívoco de que os egressos serão gerentes no momento da conclusão do curso. Ele cita recente divulgação feita pela revista Valor Econômico ao apresentar a performance de 24 presidentes de empresas vinculadas aos principais setores da economia brasileira. “Ao analisar minuciosamente a informação constatei, entre outras pontos relevantes, que a idade média com a qual chegaram a assumir a presidência foi de 42 anos e que 80% deles estudaram Administração”, esclarece Kreuz. Para ele a ascensão deste profissional é uma caminhada que requer foco, paciência e

laboratórios para os alunos e deveriam fazer parte, obrigatoriamente, do conteúdo programático da faculdade. Entretanto, poucas escolas oferecem esses laboratórios aos seus alunos. “Por meio das incubadoras e das empresas juniores, o aluno tem a chance de adquirir algo que não se aprende em sala de aula: a prática. Ele tem a grande oportunidade de realizar aquilo que aprendeu em sala de tal forma que irá absorver experiência suficiente para se tornar um bom profissional na sua área”, sustenta. Quem acredita que os cursos de Administração são destinados apenas à formação de gerentes está enganado. A legislação que regulamenta o setor indica que suas áreas de atuação englobam aná-

perseverança, além de muita determinação, disciplina, renúncias e humildade perante a grandeza e a complexidade do conhecimento em Administração e da sua aplicação aos cada vez mais complexos ambientes organizacionais. “A amplitude e a dimensão eclética e sistêmica do estudo da Administração aufere a este profissional uma atuação extraordinariamente diferenciada em relação às demais profissões nos ambientes organizacionais. Certamente por isso este curso é o mais demandado pelos brasileiros”.

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Visão ampla

O Administrador é um profissional de múltiplas competências e com visão ampla da organização. 39


capa A maioria dos cursos possui em sua grade curricular disciplina com conteúdos transversais como empreendedorismo, mercado de trabalho, entre outras disciplinas, que permitem que o profissional não atue apenas como gerente. E o presidente da Angrad considera que o mercado de trabalho regido por um ambiente de negócios altamente

A sociedade e as organizações não suportam mais amadores.

Foto: Arquivo pessoal

Adm. Mauro Kreuz

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complexo, que expõe habitualmente o Administrador no seu exercício profissional aos mais diversos dilemas éticos. Isso torna ainda mais desafiadora a sua atuação profissional, pois lhe imputa uma conduta perfeitamente alinhada ao Código de Ética do Administrador: “Na prática isso requer que ele seja capaz de renunciar àquilo que requeira a geração de resultados organizacionais eticamente condenáveis. Apesar da paradoxalidade envolvida, é necessário que o Administrador paute sua conduta sempre na perspectiva da sua sustentabilidade profissional”. O caminho percorrido pelo o Administrador para se colocar no mercado de trabalho é árduo e repleto de obstáculos. A forte concorrência de outros profissonais, por exemplo – psicólogos, economistas, contadores e engenheiros – é uma das barreiras. O presidente do CFA assegura que isso acontece porque Administração é uma profissão sem cartório e explica: “Existe uma lei, mas ainda não temos algo que obrigue as organizações a contratar administradores registrados para os cargos a ele restritos. Outro problema é o fato de que profissionais de outras áreas que fazem especializações relacionadas à Administração acreditam que, com isso, estão aptos a executar funções restritas à nossa profissão”. E dá um conselho aos seus pares: “Procurem se especializar sempre, mas atuando com visão holística, pois é essa especialização que possibilitará que o profissional de Administração conquiste seu espaço no mercado”. Outro aspecto no mercado de trabalho que

considera lamentável é a falta de ética entre as profissões, inclusive entre os próprios gerentes de algumas instituições que acabam contratando outros profissionais para exercer funções restritas ao Administrador. Cabe atentar para uma fiscalização efetiva, não apenas punitiva, mas principalmente orientadora, que sensibilize empregadores para a importância de contratar Administradores registrados nos respectivos CRAs”.

criatividade vendas

CEO pesquisa

9 de setembro Dia do Administrador O Dia do Administrador é comemorado em 9 de setembro, data em que se regulamentou a profissão de Administrador no Brasil. Em 47 anos, a carreira evoluiu e, hoje é a profissão mais frequente no país. Em julho de 2012, haviam 314.083 Administradores registrados nos Conselhos Regionais de Administração (CRAs). Para apoiar estes profissionais, foi criado o Sistema CFA/CRAs, formado pelo Conselho Federal de Administração (CFA) e os 27 Conselhos Regionais de Administração (CRAs). Além disso, o Sistema CFA/CRAs se empenha em desenvolver ações voltadas para a melhoria da qualidade do ensino nas instituições de nível superior; fiscalização da profissão; promoção de eventos em todas as regiões do país; e produção das mais diversas publicações.

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estratégia

logística ONG’s finanças engajamento gestão pública desafio

inclusão

estratégia

CRA visão coaching

varejo

competência e-commerce

crowdsourcing talento conhecimento ROI conectividade cenários META governo

liderança podertecnologia qualidade holding sucesso

manufatura método relevância risco

mitos

oportunidade ambiente

network

colaboração

mercado consumo saúde

stakeholders mobilidade

gestão pública

geração y política

acessibilidade usuário inteligência

IPO

CRA

metas MBA inovação

tecnologia sustentabilidade empregosucesso

população

finanças

benchmarking

risco crise registro profissional

lucratividade

registro

e-commerce

valor

inspiração

ROI

saúde concurso doutorado inovação população digital política lucro

visão

estabilidade poder indústria

crise valor

meta visão

lucratividade

execução fundos de pensãoCEO

PMEs

APPs

consumo

estabilidade inspiração

população

liderança

conexões

responsabilidade social

estatização acessibilidade

atitude

mobilidade

governança corporativa

método projeto

cidadania cenários


conex o

Dicas de eventos, filmes, sites e livros

Filmes

Decisões extremas Baseado no livro The Cure, da jornalista Geeta Anand, vencedora do prêmio Pullitzer, o filme “Decisões extremas” – dirigido por Tom Vaughan – conta a história do administrador John Crowley (Brendan Fraser) e sua luta para encontar cura de uma doença degenerativa que afeta os músculos e o sistema nervoso, acometida por dois dos seus três filhos. John vai atrás do cientista, o dr. Robert Stonehill (Harrison Ford), que tem o projeto dessa cura, contudo, não possui verba para o desenvolvimento do produto. Com uma história de superação de adversidades, “Decisões Extremas” ganha pontos por apresentar ao espectador uma trama que consegue, ao mesmo tempo, abordar os problemas de uma doença terrível e mostrar que é possível arregaçar as mangas e trabalhar para se encontrar uma solução.

EU MAIOR Este documentário, dirigido por Fernando Schultz e Paulo Schultz, pretende fazer uma reflexão contemporânea sobre autoconhecimento e busca da felicidade, por meio de entrevistas com expoentes das mais diversas áreas do conhecimento: Leonardo Boff (teologo), Letícia Sabatella (atriz), Marina Silva (ambientalista), Marcelo Gleiser (professor de física e astronomia), Kaká Werá (índio de origem tapuia), Sri Prem Baba (mestre da linhagem Sachcha, da Índia), Ricardo Lindermann (Bispo da Igreja Católica Liberal) e muitos outros. O filme apresenta questões essenciais e universais, numa época de grandes transformações e desafios, que pedem níveis mais altos de discernimento e consciência individual. Com perfis bem distintos, os entrevistados têm em comum a disposição de compartilhar perguntas, respostas, e experiências de vida que ampliaram suas percepções de si e do mundo. No site www.eumaior.com.br você poderá saber mais sobre o documentário, assistir a trechos das entrevistas que já foram gravadas, e juntar-se às pessoas e instituições que estão apoiando este projeto inovador. O documentário é uma iniciativa da Associação Dobem, organização sem fins lucrativos, cuja missão é disseminar conhecimento voltado para um desenvolvimento integral do ser humano. 42

www. votaadministrador.org.br O CFA montou um site específico para a eleição 2012. Nesta página você vai tirar dúvidas, conhecer o regulamento e chapas, além de se inteirar sobre as notícias do processo eleitoral. guiadoestudante.abril.com.br Este site apresenta uma série de informações sobre guias, testes, relação de cursos patrocinados e das melhores faculdades, além de página especial sobre a profissão do Administrador. abrasnet.com.br O portal oficial da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) traz artigos sobre economia e pesquisa, eventos, além de informações importantes relacionadas ao setor varejista. techtudo.com.br Para quem gosta de novas tecnologias, este site traz artigos, jogos, curiosidades, entrevistas e muitas informações sobre o setor. comexbrasil.gov.br Recentemente remodelado e com conteúdo ampliado, o novo Portal Brasileiro do Comércio Exterior aborda temas relacionados à exportação, trânsito aduaneiro, acordos comerciais, entre outros. inovacaotecnologica.com.br Este portal pretende apresentar tudo o que acontece na fronteira do conhecimento, nas áreas de energia, espaço, informática, etc.

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Eventos

XXIII Enangrad

Onde: Dall´Onder Hotéis Bento Gonçalves/RS Quando: 28 a 31/10/2012 Informações: www.enangrad.org.br Fone: (21) 2233.4971/2223.1411

O XXIII Encontro Nacional dos Cursos de Graduação em Administração pretende debater o efetivo papel do ensino de administração no atual contexto brasileiro. O evento tem como tema central “Avaliação e gestão do curso de Administração: Realidades e Perspectivas”.

18º Congresso Nacional de Jovens Empreendedores e 3º Encontro Nordestino de Empresas Juniores Onde: Salvador/BA Quando: 21 a 23/11/2012 Informações: www.conajeeneej.com.br

Nesta 18ª edição, o Conaje vai receber o Encontro Nordestino de Empresas Juniores. O tema do evento – “Educação para Empreender um novo Brasil” – trará a discussão da educação e do empreendedorismo como solução para os principais problemas do país, para preparar o Brasil do futuro, moderno, empreendedor, sustentável e competitivo.

4º Encontro Magno dos Estudantes de Administração – EMEAD 2012 Onde: Florianópolis/SC Quando: 15 a 17/11/2012 Informações: www.soumaisemead.com.br

Este evento que veio substituir o Encontro Mercosul, pretende brindar seus participantes com palestras, festas e grandes atrações. O Adm. José Sebastião Nunes, Presidente CRA-SC, participa da abertura do encontro. Palestrantes de gabarito, como o Adm. Edemilton Pozza, que discorrerá sobre “A magia do atendimento”; Adm. Diego Feldhaus, com o tema “Liderança transformacional: criando organizações de alto desempenho”; e Adm. João Kepler, que vai falar sobre “Empreendedorismo Digital”; já confirmaram sua participação no 4º Encontro Magno dos Estudantes de Administração, deste ano. RBA • Setembro/Outubro de 2012

XVII Congreso Internacional del CLAD Onde: Cartagena de las Índias/Colômbia Quando: 30/10 a 2/11/2012 Informações: clad.org/info/index.php/Congreso/Actual Fone: (61) 3340.0195/3274.3132

Promovido pelo Centro Latino-Americano de Desenvolvimento da Administração (CLAD) e Governo da Colômbia, por intermédio da Escola Superior de ADM Pública (ESAP), este evento tem como tema básico a Reforma do Estado e da Administração Pública.

Curso de Oratória

Onde: Auditório do Centro de Desenvolvimento Profissional do CRA-BA, Salvador /BA Quando: 28 a 31/10/2012 Informações: www.cursos@cra-ba.org.br Fone: (71) 3311.2583

Curso indicado para quem pretende desenvolver habilidades para falar em público, debater ideias, dar entrevistas na TV e rádio, defender teses orais e participar de reuniões empresariais.

Curso de Cargos e Salários Onde: Auditório do Centro de Desenvolvimento Profissional do CRA-BA, Salvador/BA Quando: 14 e 15/11/2012 Informações: www.cursos@cra-ba.org.br Fone: (71) 3311.2583

Curso para formar Analistas de Cargos e Salários e Especialistas em Remuneração Estratégica. 43


conex o Marketing Empreendedor

Livros

Por conta

própria

Natural de Pirassununga (SP), Maurício Cardoso Júnior, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras e pós-graduado em Análise de Sistemas e empresário no ramo de logística, utilizou sua experiência profissional, além do trabalho diário de administrar seu próprio negócio e do seu interesse por temas ligados à gestão, para brindar o leitor com esta obra. “Por conta própria”, como o próprio nome indica, mostra um retrato bastante realista do que o candidato a empreendedor irá encontrar pela frente ao se lançar no mundo dos negócios. O livro também é indicado às pessoas que já possuem uma empresa e vasculham todos os cantos em busca de informações. Para o autor, gerir uma pequena empresa não é tarefa fácil. “São necessários, em larga escala, atributos como persistência, inteligência, flexibilidade, senso de oportunidade e sangue frio”, afirma Maurício no prefácio da obra. O livro é dividido em três partes distintas: As coisas, As pessoas e Fatos que acontecem. Na primeira parte do livro questiona: Devo montar um negócio próprio? E responde em seguida: “Deve, pois creio que criar e gerir uma empresa, vê-la nascer, dar os primeiros passos e crescer com saúde e vigor é uma das melhores sensações”. Em seguida, apresenta os fatores fundamentais que devem ser levados em conta na decisão de montar um negócio próprio; depois, mostra os prós e contras de se ter um sócio; passa pelos diversos aspectos de planejamento e gestão de uma pequena empresa; e finaliza, apresentando alguns fatores que influenciam o encerramento prematuro dos pequenos negócios. A segunda parte da obra é dedicada às pessoas, ou seja, aos profissionais com os quais o empreendedor irá trabalhar. “O mais importante para o sucesso de qualquer negócio é a formação de uma equipe motivada, o que não é tão simples nem fácil, mas deve ser objetivo permanente do empreendedor”, afirma o 44

Sérgio Moretti, Fernando César Lenzi e Fabrícia Durieux Zucco (Organizadores) Atlas IBPEX Os organizadores desta obra mostram de maneira prática e clara quais os fatores primordiais para o alcance de sucesso empresarial. Destinada aos empreendedores de micro, pequenas e médias empresas, a obra traz uma visão direta e objetiva para desenvolver os negócios dos profissionais de marketing e contém o que há de mais avançado nos campos acadêmico e gerencial que servirão de subsídios para futuras tomadas de decisão.

autor. Ele relaciona, ainda, os fatores primordiais para ter pessoas entusiasmadas na empresa. Na terceira parte, Maurício utiliza-se de casos que vivenciou para mostrar as dificuldades e a grande carga de trabalho que uma empresa – mesmo as mais simples – enfrenta no seu dia a dia. Assim, de maneira simples, prática e direta Maurício fala de questões básicas de planejamento e gestão, mostra a melhor forma de lidar com pessoas e narra situações comuns que têm forte impacto nos pequenos negócios. Por conta própria Maurício Cardoso Jr. Nobel, São Paulo (SP), 2012

O Executivo que viu a luz... Roberto Ruban Editora M.Books Neste livro, o autor dá continuidade à transmissão de seus conhecimentos, iniciada na obra anterior “Fui promovido e agora?”, representando um salto qualitativo, mostrando caminhos e recomendando ações a gerentes e executivos em seu dia a dia de trabalho. Um livro simples e objetivo, onde o autor transmite conhecimentos, experiências e recomendações práticas.

Livre-se das dívidas Reinaldo Domingos D´sop Editora Este livro traz os instrumentos necessários para quem precisa colocar sua vida financeira em ordem. A obra propõe, de maneira simples e compreensível, mecanismos para lidar com endividamento e traça estratégias para controlar definitivamente a sua vida financeira.

Estratégia Competitiva Michael E. Porter Editora Campus O autor deste livro, Michel Porter, é considerado uma das maiores autoridades em estratégia competitiva e competitividade internacional. Nessa obra ele levanta importantes questões de interesse de administradores e apresenta um conjunto de técnicas analíticas para o entendimento de um empreendimento e do comportamento de seus concorrentes.

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tecnologia

TI: Arma poderosa de gestão Por Tânia Mendes

Empresas que investem maciçamente em tecnologia da informação (TI) garantem eficiência, competitividade e maior lucratividade e uma eficiente gestão de relacionamento com clientes em todos os seus pontos de contato: marketing, comercialização e pós-vendas.

U Foto: Shutterstock

m mercado globalizado e cada vez mais competitivo exige das empresas algumas características de eficiência: aumento da produtividade, agilização dos processos de produção e comercialização, controle efetivo de custos do negócio, equipe de profissionais altamente especializada. E, evidentemente, investimentos pesados em Tecnologia da Informação (TI). “Empresas com poucos investimentos em tecnologia tendem a ser menos competitivas e menos eficientes em relação aos concorrentes que investem maciçamente nesta área”, esclarece Denis Augusto Valente, gerente executivo da Atile. branding, empresa que desenvolve projetos de gestão otimizada baseados na TI. Há mais de quinze anos atuando no mercado de tecnologia e em gestão de negócios – foi o precursor no Brasil na implantação de tecnologia VoIPm (que transforma sinais de voz em pacotes digitais para transmissão via Internet), além da TI e da Customer Relationship Management (CRM) – Valente explica que esses pacotes tecnológicos são compactados para transmissão a um segundo dispositivo no qual os sinais serão descompactados e transformados em som analógico, e então audíveis pelo usuário. Trata-se de uma estratégia de gestão de negócios com foco no cliente, utilizada para aumentar vantagens competitivas e obter maior lucratividade: “Para isso, utiliza-se a tecnologia como forma de automatizar os diversos processos do negócio: vendas, marketing, serviços ao consumidor e suporte a campo. O CRM integra pessoas, processos e tecnologia para otimizar o gerenciamento de todos os relacionamentos, incluindo consumidores, parceiros de negócios e canais de distribuição”. Em termos de TI, o CRM é um software que captura, processa, analisa e distribui dados, como nos outros sistemas, porém o cliente é o centro do modelo. Atualmente, as aplicações mais populares presentes nas organizações são os clientes de e-mail, placas e editores de textos. Em seguida estão os Enterprise Resource Planning (ERPs) – utilizados na gestão das informações, cuja finalidade principal é administração dos recursos internos da empresa, como estoques, faturamento, contas a pagar e a receber. Este tipo de aplicação já é bastante popular entre empresas de todos os portes e trouxe muita produtividade para seus usuários, reduzindo trabalhos operacionais internos, agilizando processos, minimizando riscos de perdas e erros no negócio.

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tecnologia Foco no cliente

Segundo Valente, neste começo de século a gestão empresarial tem como estratégia o foco no cliente: “Esta estratégia visa a uma eficiente gestão de relacionamento com os clientes em todos os seus pontos de contato: marketing, comercialização e pós-vendas. É neste momento que aparecem os CRMs, aplicações que já estão começando a se tornar populares por aqui, e trazem ganhos consideráveis às empresas”. Para corroborar sua afirmativa ele cita a pesquisa realizada com 4.500 empresas que passaram a utilizar o Salesforce CRM para gestão de vendas. Os dados mostram que logo depois de iniciar a utilização da ferramenta, foram registrados ganhos expressivos em diversas áreas de negócios da empresa. É um exemplo irrefutável de como a tecnologia pode contribuir com os executivos para melhoria da gestão dos seus negócios. Com a tendência de prestação de serviços de outsourcing – terceirização – na área de TI, as empresas podem passar a se dedicar mais às suas atividades fins. Do ponto de vista da gestão, de acordo com Valente, “a terceirização da TI traz inúmeras vantagens como redução de custos globais do setor, melhor abordagem de negócio e melhoria da qualidade dos serviços prestados. Com esta tendência de terceirização, também o papel dos diretores e gerentes de TI está passando por transformações nos últimos anos. Valente explica que há pouco mais de

uma década esperava-se que um executivo na área de TI tivesse profundos conhecimentos técnicos das áreas de hardware, software, comunicações: “O foco dava-se exclusivamente nos recursos que existiam para atender aos fins, ou seja, não se entendia claramente como aquelas tecnologias poderiam otimizar os negócios da empresa”. Diversos fatores incentivaram a mudança do perfil do executivo desta área: as tecnologias passaram a ser mais fáceis de ser implantadas, a terceirização na área de TI gerou empresas altamente especializadas nas diversas áreas da tecnologia. Recentemente o Cloud Computing (computação nas nuvens), com o conceito multi-tenant, ou seja, um condomínio onde os recursos e principalmente as despesas são compartilhadas com os diversos usuários, também contribui para que o foco do executivo da área de TI esteja voltado aos negócios e à estratégia da empresa. “Por tudo isso, o papel do gestor de TI na atualidade é analisar os processos de negócios da empresa; identificar formas de otimizá-los, ganhando produtividade, aumentando a rentabilidade e melhorando a performance global do negócio; além de oferecer maior qualidade no atendimento aos seus clientes”, esclarece Valente, e completa: “Os gestores de tecnologia só serão bem-sucedidos se conseguirem desenvolver boas parcerias com empresas que tenham visão estratégica e excelentes recursos tecnológicos”.

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Consumerização Historicamente, os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de TI tinham como foco, primeiramente, o atendimento das necessidades corporativas. Em seguida as tecnologias evoluíam, tornavam-se populares e passavam então a atender às demandas pessoais. Porém, este processo vem mudando na indústria de TI e hoje existe pesquisa e desenvolvimento para atender às expectativas das pessoas físicas, criando valor e necessidade às pessoas. Uma vez que estas pessoas criam a cultura de uso destas tecnologias, elas estão sendo adaptadas para o uso corporativo. Este é o fenômeno da consumerização. Esse processo deu seus primeiros sinais na década de 1970, quando a Apple lançou o primeiro computador pessoal o Apple II, com objetivo de atender às necessidades pessoais e estar presente nas residências. A consumerização é uma tendência bastante clara e demonstra que as empresas estão desenvolvendo cada vez mais tecnologias para atender aos anseios dos indivíduos e essas tecnologias serão facilmente absorvidas pelo mercado corporativo. Os produtos desenvolvidos para os consumidores domésticos precisam ser simples, autoexplicativos, onde a pessoa olhe e possa utilizá-lo de forma intuitiva. Fonte: www.atile.com.br 48

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Contato comercial: Conecta Marketing Direto: Wladimir Reis (11) 4208-2883

A Revista Brasileira da Administração - RBA conta com uma tiragem de mais de 100 mil exemplares. Ao todo são cerca de 170 mil leitores, todos envolvidos em alguma área da Administração, entre empresários, executivos e estudantes. Anunciar na RBA é falar direto com esse público seleto e qualificado, sua empresa só tem a ganhar. Entre em contato e surpreenda-se com nosso custo-benefício.

RBA

REVISTA BRASILEIRA DE ADMINISTRAÇÃO


notas

Atualidades do Brasil e do mundo

Foto: Shutterstock

Frases

Informalidade do trabalho em queda

O estudo “Evolução Recente da Informalidade no Brasil”, realizado por Fernando Holanda Barbosa Filho e Rodrigo Leandro de Moura, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV), revelou que a informalidade do trabalho no país vem caindo nos últimos anos. A pesquisa indicou que em 2002, a taxa de informalidade chegou a 43,6%, contra 37,4% em 2009. Essa queda, de acordo com os pesquisadores, deve-se à melhora da escolaridade dos brasileiros, aliada ao bom momento econômico da década passada e a políticas públicas de geração de emprego e renda. Fonte: www.agenciabrasil.ebc.com.br

O que faz um bom líder O empresário Abílio Diniz voltou para a sala de aula, na Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), onde se formou, para ensinar conceitos de liderança aos jovens líderes e aspirantes a gestor. Confira o que Abílio Diniz diz sobre como age e o que faz um bom líder. 1. Seja humilde 2. Pergunte sempre o que move você, o que o motiva e o que quer 3. Não improvise 4. Não reinventa a roda 5. Não tenha prioridades imutáveis 6. Lidere com sentimento, carinho e atenção 7. Exija o melhor 8. Ajude as pessoas a ser felizes 9. Estude sempre 10. Antecipe cenários 11. Contrate bem 12. Ouça Fonte: vocesa.abril.com.br 50

“A democracia é uma constituição agradável, anárquica e variada, distribuidora de igualdade indiferentemente a iguais e a desiguais” Platão (428 a.C.-347 a.C.) Filósofo grego

“Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um” Fernando Sabino (1923 - 2004) Escritor e jornalista brasileiro

Números

807.735.000 Foi o número de latas de aço produzidas no Brasil em 2011. Destas, cerca de 85,4% foram recicladas pela Metalic do Nordeste, empresa do grupo CSN, única indústria da America Latina a trabalhar com este tipo de produto. A cadeia produtiva de reciclagem atinge cerca de 15 mil famílias. Fonte: www.diariodonordeste.globo.com

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Brasil terá a maior malha rodoviária com pedágio no mundo Quando conceder os 7,5 mil km de estradas para a iniciativa privada – que estão sendo licitados pelo governo federal –, o Brasil terá 22.973 km e se tornará o detentor da maior malha de rodovias com pedágios do mundo, quase o dobro da segunda colocada, a Alemanha, com 12.788 km. Nos Estados Unidos, considerados a maior malha rodoviária do mundo, a quantidade de rodovias pedagiadas é de 8.430 km. Apesar desta liderança, as rodovias brasileiras deixam muito a desejar no quesito qualidade. Do total de rodovias existentes no País, apenas 12% são pavimentadas. Fonte: www.economia.estadao.com.br

Celulares inteligentes O mercado mundial de celulares inteligentes deve ser liderado, este ano, pelos equipamentos chineses. Para isso, a Xiaomi Technology – empresa fundada há apenas dois anos na China – lançou o MI2, sucessor de seu popular modelo MiOne, que tem especificações superiores ao iPhone 4S e está à venda por menos da metade de seu preço. O presidente executivo da Xiaomi, Lei Jun, anunciou que sua receita no primeiro semestre deste ano havia chegado perto de US$1 bilhão, com a venda de mais de três milhões de celulares. www.noticias.ambientebrasil.com.br

APCA empossa membros vitalícios A Academia Paraibana de Ciências da Administração (APCA) empossou seus membros vitalícios. Fundada em 19 de julho de 2011, a APCA é a primeira academia de Administração em âmbito estadual. O patrono da Administração no Brasil, Adm. Belmiro Siqueira, também é o patrono da Academia. Os membros vitalícios foram escolhidos por seus méritos profissionais, acadêmicos e organizacionais na área da Administração. Fonte: Assessoria de Imprensa do CFA

Brasil lidera lista dos 50 melhores CEOs da América Latina Pesquisa realizada pela Harvard Business Review Latin America (2011) revela que o Brasil lidera a lista dos 50 melhores CEOs da América Latina. Entre os nove primeiros, aponta o levantamento, as cinco melhores colocações pertencem ao Brasil. Vale lembrar, que nem todos os listados continuam no cargo atualmente. 1. Maurício Novis Botelho – Embraer (Brasil) 2. Roger Agnelli – Vale (Brasil) 3. Benjamin Steinbruch – CSN (Brasil) 4. Arildo Zaroni Torres – Tractebel Energia (Brasil) 5. Miguel Gutierrez – Lojas Americanas (Brasil) 6. Paolo Rocca – Tenaris (Argentina) 7. Renato Alves Vale – CCR (Brasil) 8. José Antonio Fernández Carbajal – Femsa (México) 9. Daniel Hajj Aboumrad – América Movil (México) Fonte: www.brasiladmin.com RBA • Setembro/Outubro de 2012

Servidores Federais O “Boletim Estatístico de Pessoal” do Ministério do Planejamento informou que as despesas com a folha de pagamento dos servidores federais no ano passado apresentaram um acréscimo de 133% em relação a 2003, ou seja, passou de R$64,7 bilhões (2003) para R$151 bilhões em 2011. As despesas incluem salários de militares e civis que estão na ativa, aposentados e pensionistas. Fonte: correiodobrasil.com.br

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sucesso

Por Antonio Marcello

Gestão de excelência

Foto: CFA

Várias diretrizes contribuem para a eficiência operacional da empresa, como gestão departamentalizada e utilização sistemática do manual de Procedimentos Operacionais Padrão.

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A

cidade de Uberlândia, localizada no Triângulo Mineiro, um dos principais polos de desenvolvimento do estado, tem atraído, nos últimos dez anos, algumas das maiores empresas nacionais e multinacionais, além de empreendimentos de médio porte como a Reis Advogados. Criada em 1967 na cidade de São Paulo pelo seu fundador, o advogado Morival Reis, a firma foi idealizada para atender empresas e instituições financeiras. Ao substituir o pai na presidência, seu filho Marcus Vinícius de Carvalho Rezende Reis decidiu transferir a sede para Uberlândia por diversas razões, e explica: “Primeiro, por sua localização estratégica e economia diversificada. Depois, porque as grandes corporações, foco de nosso negócio, estão localizadas aqui e existe um pungente setor de agronegócios”. Hoje, a empresa prevê um crescimento global de 10% ao ano no tocante de prospect e 20% em faturamento. Reis arremata: “Pretendemos continuar expandindo nossas unidades Brasil afora”. Experiente em seus mais de vinte anos como advogado, Marcus Reis relembra o início da atuação na cidade mineira. Foram inúmeras as dificuldades para conseguir contas de grandes empresas, que geralmente não viam com bons olhos os escritórios do interior. “A estratégia utilizada para conquistar essas contas foi fortalecer nosso network, aumentando o contato pessoal com esses clientes, demonstrando resultados satisfatórios ao menor custo”. Outro obstáculo a ser vencido era o de formar uma equipe e RBA • Setembro/Outubro de 2012

torná-la comprometida com a cultura organizacional idealizada pelos sócios fundadores. A dificuldade foi superada com a contratação de profissionais competentes, utilizando-se de empresas especializadas em recrutamento de pessoal. “Também realizamos treinamentos específicos motivacionais e de fixação da cultura da empresa aos nossos colaboradores. Com o crescimento do escritório, outra dificuldade surgiu: nossa organização administrativa era inadequada, pela ausência de métodos apropriados”. Marcus explica que recorreu a empresas de consultoria empresarial para desenvolver metodologias de gestão capazes de proporcionar seu alinhamento à cultura da empresa, com o objetivo de oferecer à clientela, cada vez mais, serviços de excelência.

O grande diferencial em relação aos concorrentes está no fato de ter se implantado no interior do país.

Com a missão de oferecer soluções em negócios, fundamentadas no conhecimento sobre mercados e leis, na habilidade de comunicação e em decisões eficazes que garantam excelência ao atendimento jurídico, a Reis Advogados empenha-se em cultivar valores empresariais, como: confiança na equipe e nos serviços prestados; persistência para encontrar as melhores soluções jurídicas; simplicidade no trato com as pessoas e processos cotidianos; agilidade e dedicação para solucionar as necessidades dos clientes.

Norte

Tendo como segmentos principais o Direito do Agronegócio, Bancário e Empresarial, além de cobrança extrajudicial, a empresa desenvolveu metodologia única e avançada nestes setores. Graças à aplicação de modernas ferramentas de gestão, é hoje referência nacional no segmento. “Várias diretrizes contribuem para a eficiência operacional da empresa, entre elas a gestão departamentalizada, a utilização sistemática do manual de Procedimentos Operacionais Padrão, do plano de cargos e salários, com avaliação 360 graus, dando ênfase à competência e mérito. As diretrizes estratégicas direcionam o comportamento da empresa e estão presentes em todos os seus atos por meio de seus valores e de suas Normas de Orientações da Reis Advogados para Trabalhar com Excelência (Norte). Hoje a empresa tem uma relação B2B (business to business) com seus clientes e devido a isso o escritório está sempre atento às oportunidades de mercado para criar novos 53


sucesso serviços, aumentando o mix de produtos que atendam às suas necessidades e que estejam alinhadas ao core business da empresa. Segundo Marcus, “este é um dos fatores relevantes para o sucesso de uma organização: trabalhar o marketing mix, definido a partir do modelo de competição da empresa”.

A estratégia utilizada para conquistar essas contas foi fortalecer nosso network. Marcus Reis

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Para ele o escritório possui estratégias e desenvolve ações voltadas para cada um de seus sete PES: praça, preço, promoção, produto, pessoas, processos e percepção”. Na área de Recursos Humanos são desenvolvidas ações voltadas para a qualidade de vida no ambiente de trabalho e para a retenção de seus talentos, com estratégias que agreguem valor à empresa e aos colaboradores – cerca de 44, entre os quais oito Administradores”, assinala Marcus.

Marca inovadora

Inovação é a palavra chave da Reis Advogados. A começar pelo nome e logomarca. Ao ser instalada em Uberlândia, havia necessidade de modernização, a começar pela marca. Contratou-se uma agência especializada para desenvolver o estudo. Além de conceber a marca, a agência desenvolveu todas as peças de marketing da empresa. Marcus afirma que, quando precisa de trabalho que foge ao tema jurídico, procura profissionais especializados em cada área de competência. Para ele, o foco de atuação sempre foi ligado ao Direito Empresarial, ou seja, diretamente relacionado ao dia a dia de empresas de médio e grande porte. “Esse contato nos fez refletir sobre a necessidade de utilizar métodos de gestão em nosso escritório. Eu observava que as palavras ‘gestão e administração em escritórios jurídicos’, quando não desconhecidas, apareciam como algo distante e impossível para o setor”. Assim, no final da década 1990, ele e

seus sócios começaram a enxergar que o futuro da advocacia no Brasil seria semelhante ao modelo norte-americano, ou seja, a organização dos escritórios sob a forma de firmas de advocacia. “Essa previsão, ligada à minha paixão por processos administrativos, fez com que buscássemos consultores de gestão administrativa, financeira e de marketing, que transformaram nosso escritório em uma empresa de serviços jurídicos informatizada e alinhada aos mais modernos modelos de gestão”, constata com orgulho. Marcus acredita que uma empresa não deve ater-se somente à gestão para obtenção de lucro. “É importante ter uma consciência ambiental e social, desenvolvendo ações sustentáveis para a conservação do meio ambiente e qualidade de vida da comunidade. E nisso estamos fazendo nossa parte”. Dentre essas ações, o empresário cita uma delas: Coleta seletiva – a empresa possui lixeiras que classificam o lixo em orgânico, reciclável e não reciclável. Marcus ressalta que a Reis Advogados especializou-se em Agronegócio, setor que hoje representa mais de 25% da balança comercial brasileira. “Nossa expertise nessa área vem proporcionando ao nosso escritório prestar serviços a grandes conglomerados”. E o diferencial em relação aos concorrentes, está no fato de que, além de possuir qualidade teórica, está localizado no interior do país, conhecendo em profundidade a prática do agronegócio brasileiro. “Conseguimos unir as duas pontas, o que traz benefícios a todos os nossos clientes. O Brasil é a bola da vez no mundo, a força do Brasil está no interior. Estamos RBA • Setembro/Outubro de 2012

O que você faria com R$ 0,15? Compraria um cafezinho? ou conhecimento? Por menos de R$ 0,15 por dia você faz uma assinatura anual da RBA e se mantém atualizado com o que há de melhor no mundo da Administração.

ASSINATURAS Fone: (61) 3218-1818 – Fax: (61) 3218-1833 e-mail: rba@cfa.org.br – site: www.rbaonline.org.br Setor de Autarquias Sul, Qd. 1, Bl. L, Ed. Conselho Federal de Administração – Brasília - DF - CEP: 70070-932


não houve grande movimento de saques, ao contrário, os depósitos cresceram”. Na opinião do especialista, os norte-americanos, durante o período de crise, confiaram mais no sistema cooperativista, porque esse tipo de instituição tem responsabilidade com a economia local, os recursos circulam dentro da própria comunidade e isso mantém o desenvolvimento local, o giro dos tributos. Freitas destaca que, a exemplo dos correntistas dos bancos norte-americanos, isso aconteceu no Brasil inteiro: “Para se ter uma ideia, os bancos comerciais brasileiros, que não foram tão intensamente afetados pela crise, recuaram 6%, de 2008 para 2009, e as cooperativas de crédito brasileira cresceram 22%, no mesmo período”. Esses efeitos, na avaliação de Freitas, causaram impacto nos governos do mundo inteiro e intensificaram o reconhecimento de que as cooperativas são instituições capazes de fazer um mundo melhor, porque minimizam os efeitos de crises. Como afirma Freitas, “Cooperativa cai bem tanto no socialismo, quanto no capitalismo”.

2012

Ano Internacional das Cooperativas A crise financeira internacional não acarretou grandes preocupações a um setor que hoje gera quase 300 mil empregos.

O

s números do cooperativismo são impressionantes: reúne um bilhão de pessoas em mais de 100 países; responde pela geração de mais de 100 milhões de empregos; e está presente nos cinco continentes. Em 2010, as 300 maiores cooperativas do mundo tiveram uma movimentação econômico-financeira de US$1,6 trilhão. A Cooperativa de Produtores de Cana-de-açúcar, Açúcar e Álcool do Estado de São Paulo (Copersucar) está entre elas. Esses dados apresentados pelo Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop), por ocasião da Convenção do Sistema CFA/CRAs, realizada nos dias 9 e 10 de agosto deste ano, ajudaram a Organização das Nações Unidas (ONU) a decretar 2012 como o Ano Internacional das Cooperativas. Não foram, entretanto, apenas esses fatores que motivaram a medida da ONU. De acordo com Márcio Freitas, outras razões foram importantes para essa decisão. “Foi tomada três anos antes, em plena crise econômica mundial. Onde havia a presença de cooperativas, os efeitos da crise foram mitigados”. E acrescenta que um dos fatores da crise foi os saques dos correntistas aos bancos norte-americanos, com consequente evasão de recursos, na ordem de 40%. “Entretanto, na Credtunion – sistema de cooperativo de crédito americano –

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Foto: CFA

cooperação

Por João Humberto de Azevedo

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Desenvolvimento e bem-estar

Definido como uma forma de organização que tem como diferencial promover simultaneamente o desenvolvimento econômico e o bem-estar social, o cooperativismo é baseado na união de pessoas. “Por essa sua natureza e particularidades, alia o economicamente viável ao ecologicamente correto e ao socialmente justo”, como enfatiza o presidente da OCB. A prática do cooperativismo no Brasil teve início no final do século XIX, mas já poderia ser observada desde a época colonial. Ela se desenvolveu tanto no meio urbano quanto no rural, sob forte influência das culturas alemã e italiana, principalmente na área agrícola. Os imigrantes trouxeram de seus países de origem a bagagem cultural, o trabalho associativo e a experiência de atividades familiares comunitárias que os motivaram a se organizarem em cooperativas. Com a propagação da doutrina cooperativista, as cooperativas tiveram sua expansão num modelo autônomo, voltado para suprir as necessidades dos próprios membros, evitando, assim,

a dependência de outros atores do mercado. “Nesse cenário, as cooperativas hoje podem mostrar à sociedade que são ferramentas importantes em todas as áreas, e aí entra o efeito da nossa comemoração, que é poder divulgar isso para todos”, enfatiza o presidente da OCB. E assinala que, para cumprir bem o seu papel, as cooperativas precisam se profissionalizar mais: “Hoje as cooperativas são empresas, apesar de apresentarem uma forma societária diferente. Isso as obriga a serem competitivas no mercado, precisam atingir resultado para seus cooperados”. Um exemplo é o das cooperativas de crédito: se não apresentarem uma boa gestão com essa mercadoria chamada dinheiro, elas quebram como qualquer outro tipo de empreendimento da área financeira.

Aliança estratégica

A OCB e o Sescoop recomendam a todas as cooperativas que estejam focadas em uma gestão profissional, com um conselho de cooperados eleitos e que representem não só o interesse dos coopera-

Adm. Márcio de Freitas, Presidente da OCB; Adm. Sebastião Mello, Presidente do CFA; e Adm. Nelson Aniceto, Conselheiro Federal do Estado do Amazonas, por ocasião da Convenção do Sistema CFA/CRAs

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cooperação 6.586 Cooperativas registradas no Sistema OCB (2011)

dos. Para isso, as duas entidades propuseram ao Sistema CFA/CRAs uma parceria, uma aliança estratégica. “Essa parceria vai surgir com o tempo e de uma forma prática, quando as cooperativas estiverem contratando. Vamos publicar um edital de contratação e informar em primeira mão ao CFA. Se houver alguém interessado, daremos prioridade ao profissional indicado pelo Conselho”, ressalta Freitas. Calcula-se que nos próximos anos as OCBs – nacional e estaduais – tenham necessidade de pelo menos uma centena de novos profissionais qualificados, uma vez que a previsão de crescimento para o setor é de 23% ao ano. Para comemorar o Ano Internacional do Cooperativismo e fechar 2012 com chave de ouro, algumas ações estão sendo deflagradas pela OCB e Sescoop: lançamento de um selo comemorativo dos Correios; realização de sessões solenes no Congresso Nacional; impressão de moeda comemorativa oficial cunhada pela Casa da Moeda, com valor monetário e que irá circular normalmente, 58

com lançamento previsto para 29 de outubro. “Vamos fechar o ano com uma comemoração em Manchester (Inglaterra), em convenção da atual liderança mundial de cooperativismo”, festeja o Adm. Márcio Freitas, e conclui: “A ONU reconheceu o cooperativismo e quer difundi-lo principalmente nos países em desenvolvimento, em toda a América Latina e África”.

operativistas são representados mundialmente pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), instituição independente e não governamental. Atualmente com sede em Genebra, a ACI foi fundada em Londres, em 1895, e seus integrantes são organizações de cooperativas atuantes em diversos setores econômicos.

O Movimento cooperativista

A ideia de trabalhar com o modelo cooperativo surgiu no século XVIII, após a Revolução Industrial, na Inglaterra. Um grupo de 28 operários da cidade de Rochdale, na região de Manchester, em sua maioria tecelões, se uniu para superar as dificuldades e buscar uma forma de organização mais justa e democrática. Em 1844, nascia a primeira cooperativa moderna, a Sociedade dos Probos de Rochdale, pertencente ao Ramo Consumo e, com ela, o movimento cooperativista começava a ganhar espaço no mundo. Em 1848, já eram 140 membros e 12 anos depois chegou a 3.450 associados, com um capital de 152 mil libras. Os co-

O cooperativismo está fundamentado em sete princípios: 1. Adesão voluntária 2. Gestão democrática 3. Participação econômica dos membros 4. Autonomia e independência 5. Educação, formação e informação 6. Intercooperação 7. Interesse pela comunidade

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qu!z

Teste do bimestre

Você seria um bom

gestor? Vários estudos identificaram qualidades específicas a executivos bem-sucedidos e apontaram atributos especiais a todos os entrevistados. Com base nessas características, construiu-se este teste simples, que pode ser útil à autoavaliação de candidatos a cargos de gestão. Claro que o teste em questão não deve “reprovar ninguém”. A vontade de enfrentar desafios inerentes a cargos executivos é, sem dúvida, a força principal que impulsiona profissionais de sucesso. Nas questões a seguir, assinale apenas uma alternativa. 1. Se em seu trabalho surge uma atividade para seu grupo, qual é sua atitude mais provável? a. ( ) Espera o grupo se organizar para ver a atividade que lhe caberia. b. ( ) Procura tomar a frente do grupo, propor e dividir as tarefas e iniciar a sessão. c. ( ) Participa das discussões, mas sem tomar a frente do grupo. 2. Como reage à necessidade de obedecer aos horários para chegar ao trabalho, al- moçar e retornar para casa? a. ( ) Sente necessidade de não seguir horários, para ter tempo de fazer as coisas realmente importantes. b. ( ) Acha que manter horários é im- portante, assim como a disciplina. c. ( ) Resigna-se ao fato de que horá- rios marcados fazem parte do tra- balho e não há como evitar isso. 60

3. Quando surge uma tarefa importante e al- guém lembra de você para assumir a res- ponsabilidade, como você geralmente reage? a. ( ) “Puxa, sobrou de novo para mim!” b. ( ) “Já sei como resolver isso.” c. ( ) “Vou fazer uma força para que tudo dê certo.”

4. Como reage quando alguém pede que o aju- de a encontrar solução para um problema? a. ( ) Aceita o desafio, pensa um pouco e logo imagina algumas saídas. b. ( ) Pensa bastante, mas não consegue encontrar uma boa solução. c. ( ) Prefere não ajudar, pois tem horror a problemas. 5. Se você fosse despedido do emprego e tives- se dificuldade em conseguir outro, o que faria? a. ( )Aceita isso como uma fatalidade e espera momento mais proprício para procurar outra colocação. b. ( ) Procuraria outras alternativas fora de sua área profissional. c. ( ) Continuaria procurando emprego em sua área.

6. Quando relembra sua vida profissional, o que vem mais rapidamente à sua memória? a. ( ) Quase sempre teve boas ideias e ajudou a resolver muitos problemas das empresas onde trabalhou. b. ( ) Que algumas vezes, não muitas, teve boas ideias para melhorar o trabalho. c. ( ) Que nunca pensou em melhorar a organização em que trabalhou, mas sim em cumprir suas obrigações.

7. Se alguém faz uma proposta inovadora em relação ao trabalho, qual seria reação? a. ( ) Avalia a ideia com calma e tenta aplicá-la aos poucos em seu trabalho. b. ( ) Analisa com cuidado e, se a ideia lhe parece boa, dedica-se à sua im- plantação com vontade e confiança. c. ( ) Que nunca pensou em melhorar a organização em que trabalhou, mas sim em cumprir suas obrigações. RBA • Setembro/Outubro de 2012

8. Qual é a opinião que seus amigos, colegas de trabalho e familiares têm a seu respeito? a. ( ) Quando entra em uma luta tem certeza de que pode vencê-la. b. ( ) Quando você começa um projeto vai até o fim, pois é capaz de sacri- ficar tudo por um objetivo. c. ( ) Você prefere contornar as dificul- dades, já que nem sempre a linha reta é o caminho mais curto. 9. Quando você comete um erro, como reage? a. ( ) Avalia cuidadosamente o que fez e por isso não costuma repitir um erro. b. ( ) Segue em frente, já que errar é hu- mano. c. ( ) Lamenta profundamente, pois de- testa cometer erros. 10. O que você mais admira nos amigos e co- nhecidos? a. ( ) A coragem de viver se arriscando, mudando de casa, de emprego, de cidade e até de país. b. ( ) A capacidade de conseguir progre- dir, muitas vezes enfrentando situa- ções difí ceis. c. ( ) A decisão de escolher o caminho mais seguro. 11. Como você costuma enfrentar uma situa- ção difícil? a. ( ) Com coragem, sangue frio e força de vontade. b. ( ) Com certo receio, mas com fé na sorte. c. ( ) Com muito cuidado e, se necessá- rio, voltando atrás para se prepa- rar melhor. 12. Qual é a sua reação mais provável diante de uma notícia sobre um executivo de sucesso? a. ( ) Exclama: “Puxa, que sorte que ele teve!” b. ( ) Pensa nas dificuldades que ele enfrentou e fica satisfeito com sua vida modesta, porém tranquila. c. ( ) Enche-se de vontade e acredita que, com esforço e confiança, será capaz de também alcançar o sucesso. RBA • Setembro/Outubro de 2012

Contagem dos pontos Questões 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12

A 1 5 1 5 1 5 3 3 5 3 5 3

B 5 1 5 3 5 3 5 5 3 5 1 1

C 3 3 3 1 3 1 1 1 1 1 3 5

Resultado Análise dos resultados Acima de 50 pontos – Você deve ser uma pessoa independente, criativa, confiante, capaz de assumir riscos, com talento para identificar boas oportunidades e capacidade para liderar uma equipe de trabalho. Portanto, você tem todas as características de um gestor de sucesso. Entre 39 a 50 pontos – Tudo indica que você pode vir a ser um executivo de sucesso. Contudo, é preciso adquirir mais autoconfiança, independência e capacidade para assumir riscos e desenvolver melhor suas qualidades para liderar pessoas. Entre 20 a 39 pontos – Você tem algum potencial para se tornar um executivo, mas ainda precisa desenvolver certos atributos. Prepare-se lendo mais sobre administração de negócios, participando de programas de treinamento e analisando as estratégias de gestores bem-sucedidos, para saber como eles chegaram lá. Abaixo de 20 pontos – Provavelmente você leva uma vida profissional rotineira, sem grandes perspectivas, e prefere as coisas como estão. Teste elaborado por Adm. João Humberto de Azevedo, adaptado de artigos e testes desenvolvidos pelo autor em outras publicações.

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executivos

Por João Humberto de Azevedo

E

Foto: Via Brasília

Espaço para brasileiros no exterior

Executivos brasileiros são valorizados por desenvolverem algumas competências de forma mais ampla que seus pares. 62

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m março deste ano, a paulistana, Isela Costantini, 40 anos, tornou-se presidente da General Motors da Argentina. É a terceira mulher a assumir o comando de uma subsidiária na história da montadora e a primeira brasileira a fazê-lo. Terá o desafio de promover a expansão da marca Chevrolet, que hoje ocupa o segundo lugar em vendas naquele país. Esta informação abre o artigo Brasileiros estão na mira das multinacionais – publicado pela Exame.com, em agosto. Segundo o artigo, há um número crescente de executivos brasileiros assumindo cargos estratégicos em multinacionais no exterior e parte da explicação para essa tendência decorre dos resultados alcançados nos negócios brasileiros nos últimos anos, que passaram a representar uma fatia maior da receita das multinacionais. Apesar da dificuldade de acesso a estatísticas que comprovem que o Brasil está realmente exportando profissionais, em quais áreas e em que proporções, o diretor de Contas Globais da Divisão Seara do grupo Marfrig (autor dos livros Fui Promovido! E agora? e O Executivo que viu a Luz..., ambos publicados pela editora Mbooks), Roberto Ruban, avalia que os executivos brasileiros são valorizados por desenvolverem algumas competências de forma mais ampla que seus pares em outros ambientes de negócios: “Vivemos num país em desenvolvimento, com muitas mudanças, instabilidades e incertezas. Isso poderia parecer negativo, mas nos permite desenvolver competências como adaptabilidade, criatividade, perseverança, resiliência, etc.”. RBA • Setembro/Outubro de 2012

Ele esclarece ainda que a exposição a um ambiente supercompetitivo pode ajudar, mas a experiência internacional talvez seja o fator mais importante para ocupar um cargo de alto nível, e recomenda: “Se alguém pretende concorrer a um posto desses deveria, já no inicio da carreira, buscar experiência fora do país”.

Flexíveis, tolerantes e criativos, os profissionais brasileiros começam a ser bem vistos nos cenários das multinacionais.

Para Ruban, um profissional que pretende se preparar para uma carreira global deve dar prioridade em construir um plano de carreira. “Eu não focaria, inicialmente, em carreira local ou global. Aprendi, depois de muitos anos gerindo pessoas muito diferentes, em ambientes também diversos, que um plano de carreira eficaz deve definir apenas as grandes metas, ao longo do

tempo, com o máximo de flexibilidade possível, pois grande parte do plano será determinado pelas escolhas que o individuo fará”. E adverte que essas escolhas/oportunidades não são previsíveis e não estão, em geral, sob controle. É preciso ter clareza de objetivos para poder escolher melhor. “Costumo sugerir aos meus liderados que, após terem estabelecido suas grandes metas pessoais, façam uma análise SWOT, de modo similar ao que fazemos para nossas empresas. Essa análise mostrará mais claramente suas vantagens competitivas em relação a potenciais concorrentes e também seus pontos fracos, que serão na verdade as oportunidades de crescimento pessoal e profissional”, ensina. Para Mauro Perin Trevisani, MBA pela University of Pittsburgh (PA), antes de mais nada, o profissional que deseja se lançar no mercado internacional deve estar aberto para mudanças, se adaptar rapidamente a novas culturas, falar fluentemente, no mínimo dois idiomas – o português deve ser um plus – e ter habilidade em gerenciar pessoas com perfís diferentes. Ele considera ainda que este profissional deve entender as tendências globais, os impactos sociais, políticos e econômicos, os acordos de livre comércio, as culturas de cada povo. “Porém, é fundamental atuar de forma local ou regional. Pense global e atue local”, indica Trevisani, profissional com profunda experiência gerencial em companhias globais no Brasil, Estados Unidos, México, América Central e Caribe. Quando fala em idiomas, Mauro acredita que o espanhol é fundamental e esclarece: “Infelizmente, nós brasileiros pensamos 63


executivos que falamos o espanhol, porém é um portunhol que em muitos casos pode depreciar o executivo. Eu sou partidário que idioma tem que ser falado e escrito de forma fluente”. Por falar em liderados – e liderança é dos principais atributos do bom executivo – em seu livro O Executivo que via a Luz..., Ruban relata: “Os treinadores de cães de corrida de trenó, no Alasca, utilizam um método singular para escolher o líder da matilha. Os trenós de corrida são puxados por 16 cães, agrupados em oito pares. Os treinadores alternam cães jovens, de forma que todos possam ocupar uma posição na primeira fila até descobrirem qual deles é o melhor líder”. Mas qual será o critério para a escolha? Muito simples: líderes lideram! Não adianta nada possuir habilidades e competências de liderança se o grupo não acreditar no indivíduo com tais competências para segui-lo. O especialista concluiu que os líderes são invariavelmente seguidos por seus liderados, e explica: “A prioridade de um líder não pode ser agradar aos seus liderados. O líder deve tomar as decisões com o máximo de respeito às pessoas e com a máxima integridade, em benefício dos resultados e da estratégia da empresa”. O especialista avalia que “talvez por serem flexíveis, tolerantes, resilientes e criativos – qualidades dos executivos brasileiros, de acordo com o especialista – nossos profissionais começam a ser bem vistos no cenário internacional. Agora que o Brasil está começando a mostrar suas multinacionais ao mundo, como a Valle, Petrobrás, Embraer, Marfrig, JBS, etc. os executivos brasileiros tendem a ser mais bem avaliados”, pondera.

Principais defeitos

Mas nem todos avaliam os executivos brasileiros com otimismo. Em entrevista recente ao portal O Globo, João Marcelo Furlan, diretor de Learning da Enora Leaders – empresa de formação de executivos e desenvolvimento de lideranças – afirma que pesquisa realizada pela empresa que dirige revelou as principais falhas dos executivos brasileiros. A partir dos resultados do trabalho Furlan enumera as principais falhas (vide box). Furlan sublinha a história do Brasil para explicar porque existem as falhas. “A criação das primeiras organizações remetem à metrópole portuguesa. Este movimento, desde a colonização, deixou vícios en-

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raizados até hoje em nossa cultura, como a falta de planejamento”. Ele assinala a teoria do sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, que apontava a falta de planejamento como uma característica lusitana, tendo inclusive definido aquele povo como semeadores – que jogavam as sementes para que crescessem à própria sorte – em detrimento dos espanhóis, a quem ele chamou de ladrilhadores, com maior planejamento e organização para realizar seu ofício.

FALHAS Em síntese, as principais falhas dos executivos brasileiros estão relacionadas a: Profissionalismo nas relações: “É muito voltado para o relacionamento cordial e paternalista, deixando o profissionalismo de lado”. Negociação: “O executivo brasileiro se considera confiável, porém tem dificuldades em confiar em quem está do outro lado e busca ganho imediato”.

O fato é que, independente da visão dos especialistas sobre o executivo brasileiro, Roberto Ruban considera que a primeira coisa que um profissional deve fazer para conquistar o mercado internacional é nunca parar de aprender. Em seguida, considera importante que ele esteja sempre se preparando para a próxima etapa e nunca poderá baixar a guarda pelas conquistas do passado ou do presente: “Temos que manter os olhos no parabrisa muito mais tempo do que no retrovisor. E lembrar que sempre existirão muitos empregos, mas apenas uma carreira para cada um. Então, aprender a escolher e a dizer não também faz parte do planejamento estratégico de carreira”. O site www.istoedinheiro.com.br complementa as informações de Mauro Trevisani com dicas para quem tem ambição de construir uma carreira internacional: 1. Ao buscar uma colocação, dê preferência por empresas que tenham atuação inernacional.

2. Procure passar por diversas áreas dentro da empresa e não ficar restrito a um setor especifico. 3. Deixe claro que você está aberto a mudaça de país. E avise que aceita trabalhar em qualquer lugar do mundo. 4. Seja o que os especialistas chamam de profissional “empreendedor”. Dê ideias, assuma problemas, apresente soluções. 5. Envolva-se com a área de sustentabilidade da empresa. Esta é a fronteira mais valorizada no mundo corporativo global. 6. Tenha afinidade com números. Eles serão cada vez mais importantes em sua escalada profissional. 7. Tenha coragem para contestar e apresenar seu ponto de vista. Você pode estar errado, mas a empresa vai valorizar a sua postura assertiva. 8. Não pare de estudar nunca. Faça cursos de especialização, de preferência no exterior. 9. Seja um profissional antenado. Leia as principais publicações do planeta, use novas tecnologias, escreva um blog.

ONDE ESTÃO OS EXECUTIVOS BRASILEIROS

Habilidade analítica: “Há pouco uso de metodologias para solucionar problemas. O brasileiro se utiliza de intuição – o que é bom em algumas situações, mas pode ser muito ruim ao lidar com empresas e executivos extremamente analíticos, como os coreanos e os japoneses, grandes investidores no Brasil”.

A maioria dos profissionais dá expediente na Europa • 30% Alemanha, Espanha e Portugal • 20% América Latina • 20% Estados Unidos • 12% França • 10% Inglaterra • 8% África e Oriente Médio

Inovação: “A criatividade não é transformada em inovação, como mostra o baixo número de patentes registradas no Brasil”. Planejamento e execução: “Falta respeito ao cronograma e antecipação. O ato de deixar para a última hora impede que se realizem o planejamento e, se este for realizado, a execução. Além disso, sobrecarrega os executivos”.

As funções exercidas pelos executivos brasileiros que trabalham no exterior

Métricas: “Falta de planejamento e de análise crítica fazem com que não exista uma base qualitativa para mensuração. Os resultados são definidos por percepções subjetivas, incluindo empatia, e os líderes se baseiam nelas para avaliar projetos e promover pessoas”.

• 40% Presidente e vice-presidente • 20% Diretores financeiros • 20% Diretores de marketing e vendas • 20% Diretores de RH e engenharia Fonte: www.istoedinheiro.combr

RBA • Setembro/Outubro de 2012

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CONSELHO FEDERAL DE ADMINISTRAÇÃO – CFA

Presidente: Adm. Sebastião Luiz de Mello Setor de Autarquias Sul, Qd. l, Bloco L, Ed. Conselho Federal de Administração Brasília/DF • CEP: 70070–932

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CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE SERGIPE (CRA-SE) Presidente:Adm. CARLOS MENEZES CALASANS ELOY DOS SANTOS Rua Senador Rollemberg, 513 - São José - 49015-120 - ARACAJU/SE Fone: (79) 3214-2229/3214-3983 - Fax: (79) 3214-3983/3214-2229 E-mail: cra-se@infonet.com.br;presidencia.crase@infonet.com.br - Home Page: www.crase. org.br. Horário de funcionamento: das 8 horas às 12 horas e 13 horas às 17 horas

CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE MINAS GERAIS (CRA-MG) Presidente: Adm. PEDRO ROCHA FIÚZA Avenida Afonso Pena nº 981 - 1o Andar - Centro - Ed. Sulacap - 30130-907 - BELO HORIZONTE/MG Fone: (31) 3274-0677 - 3213-5396 - Fax: (31) 3273-5699/3213-6547 E-mail: presidencia@cramg.org.br - Home Page: www.cramg.org.br Horário de funcionamento: das 8 horas às 18 horas

CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DE TOCANTINS (CRA-TO) Presidente: Adm. ELION SARMENTO SILVA (Vice-Presidente no exercício da Presidência) Quadra 104 Sul, Rua SE 01, Conjunto 01, Lote 25, Sala 02 - Centro Empresarial Norte Centro - 77020-014 - PALMAS/TO Fone: (63) 3215-1240/3215-8414 E-mail: atendimento@crato.org.br - Home Page: www.crato.org.br Horário de funcionamento: das 8 horas às 18 horas

CONSELHO REGIONAL DE ADMINISTRAÇÃO DO PARÁ (CRA-PA) Presidente: Adm. JOSÉ CÉLIO SANTOS LIMA Rua Osvaldo Cruz nº 307 - Comércio - 66017-090 - BELÉM/PA Fone: (91) 3202-7889 - Fax: (91) 3202-7851 E-mail: gabinete@crapa.org.br / presidencia@crapa.org.br - Home Page: www.crapa.org.br Horário de funcionamento: das 9 horas às 15 horas

Relação atualizada até o dia 27 de julho de 2012

RBA • Setembro/Outubro de 2012

Apoiadores

Realização


XXii eNBra

encontro Brasileiro de administração

Pacto Global: a contribuição da Administração para uma sociedade mais justa e sustentável 5 A 7 dE nOvEMbRO dE 2012

vIvO RIO

InscrIções

submIssão de ArtIgos valores

Categorias Profissionais Registrados e quites com o CRA Estudantes de Administração Membros das Instituições Apoiadoras/ Patrocinadoras Outros profissionais/ interessados Autores ou co-autores de artigos selecionados

av. infante Dom Henrique, 85 - Flamengo - rio de Janeiro

Os artigos encaminhados ao XXII ENBRA – Encontro

até 06/09/12

a partir de 07/09/12

Brasileiro de Administração / VIII Congresso Mundial

R$ 480,00

R$ 580,00

nadas ao temário dos eventos e poderão ser aprovados

R$ 290,00

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pelo Comitê Científico em duas modalidades: apresen-

R$ 550,00

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tação oral ou exposição de pôster. Cada artigo será sub-

R$ 710,00

R$ 840,00

review" a fim de assegurar o anonimato e preservar o re-

R$ 240,00

Pagamento em até 12 vezes pelos cartões de acordo com as políticas de parcelamento do PagSeguro e do PayPal. A inscrição nos eventos inclui ainda a participação no coquetel de abertura, na apresentação dos artigos, na dramatização e debate “O Rei Lear”, obra imortal de William Shakespeare e no show do Bloco Mulheres de Chico. Estudantes de Administração ganham até 50 horas de Atividades Acadêmicas Complementares (AAC)*.

de Administração devem versar sobre questões relacio-

metido a três avaliadores utilizando o sistema "blind sultado do processo. Os artigos estarão vinculados ao número de inscrição e os nomes dos autores dos artigos aprovados somente serão divulgados após o término do processo de avaliação. Prazos Submissão de artigos

09/04/2012 a 31/08/2012

Aprovação dos trabalhos

28/09/2012

Pagamento inscrição do autor/co-autor

08/10/2012

A p ro g r amação comple ta, o reg u lamen to d e s u b mis s ão d e ar t ig os e m a i s infor maçõe s e stão dis p o n íveis n o s ite w w w. enbra -rio . co m *a critério do regulamento de cada IES.

reAlIzAção:

signatários do pacto global da onu

pAtrocínIo:

ApoIo:

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29/06/2012 13:01:04

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