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Ano 12 - Edição 138 J u l h o d e 2 0 1 7

Setor de serviços em alta Pesquisa exclusiva revela que empresas de engenharia, consultoria, manutenção e instalação encerraram 2016 com crescimento e projetam alta de 8% para 2017

Qualidade de energia A eficácia de compensadores de desequilíbrios a componentes passivos

Energia eólica: preenchimento de falhas para velocidade do vento


Sumário atitude@atitudeeditorial.com.br Diretores Adolfo Vaiser Simone Vaiser Coordenação de circulação, pesquisa e eventos Marina Marques – marina@atitudeeditorial.com.br Assistente de circulação, pesquisa e eventos Bruna Leite – bruna@atitudeeditorial.com.br Administração Paulo Martins Oliveira Sobrinho administrativo@atitudeeditorial.com.br Editora Flávia Lima - MTB 40.703 - flavia@atitudeeditorial.com.br Publicidade Diretor comercial Adolfo Vaiser - adolfo@atitudeeditorial.com.br Contatos publicitários Ana Maria Rancoleta - anamaria@atitudeeditorial.com.br Simone Pukar – simonepukar@atitudeeditorial.com.br Representantes Paraná / Santa Catarina Spala Marketing e Representações Gilberto Paulin - gilberto@spalamkt.com.br João Batista Silva - joao@spalamkt.com.br (41) 3027-5565 Direção de arte e produção Leonardo Piva - atitude@leonardopiva.com.br Denise Ferreira

Suplemento Renováveis 61 Energia eólica: pesquisadores analisam o desempenho de métodos de preenchimento de falhas para velocidade do vento sobre o Estado do Rio Grande do Norte.

10

Estado do Rio registra média de 25h sem energia elétrica em 2016; Proposta de marco legal para o setor elétrico

Consultor técnico José Starosta Colaborador técnico de normas Jobson Modena Colaboradores técnicos da publicação Daniel Bento, João Barrico, Jobson Modena, José Starosta, Juliana Iwashita, Marcelo Paulino, Roberval Bulgarelli e Sérgio Roberto Santos. Colaboradores desta edição: Alan Rômulo Queiroz, Alexandre dos Santos, Bruno A. T. Iamamura, Carlos Alberto Sotille, Dênis W. Naressi, Eduardo César Senger, Hélio Sueta, João A. V. Junior, José Barbosa de Oliveira, José Carlos de Oliveira, José Roberto de Moraes, Juliana L. M. Iamamura, Juliano J. Bazzo, Lucas Tiago Oliveira, Luciene Queiroz, Luis Alberto Petorutti, Mateus D. Teixeira, Moniki Melo Ferreira, Paulo Sérgio Lúcio, Raquel Filiagi, Sidnei Ueda e Vinícius G. de Oliveira. Revista O Setor Elétrico é uma publicação mensal da Atitude Editorial Ltda. A Revista O Setor Elétrico é uma publicação do mercado de Instalações Elétricas, Energia, Telecomunicações e Iluminação com tiragem de 13.000 exemplares. Distribuída entre as empresas de engenharia, projetos e instalação, manutenção, industrias de diversos segmentos, concessionárias, prefeituras e revendas de material elétrico, é enviada aos executivos e especificadores destes segmentos. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não necessariamente refletem as opiniões da revista. Não é permitida a reprodução total ou parcial das matérias sem expressa autorização da Editora. Capa: Shutterstock.com Impressão - Ipsis Gráfica e Editora Distribuição - Correio

Atitude Editorial Publicações Técnicas Ltda. Rua Piracuama, 280, Sala 41 Cep: 05017-040 – Perdizes – São Paulo (SP) Fone/Fax - (11) 3872-4404 www.osetoreletrico.com.br atitude@atitudeeditorial.com.br

Painel de notícias em consulta pública; Projeto de iluminação a Led em posto de combustível; Cemig desenvolve rede que transmite energia e dados. Estas e outras notícias do setor elétrico brasileiro.

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Fascículos

52

Aula prática – Qualidade da energia Avaliação da eficácia de compensadores de desequilíbrios a componentes passivos.

74

Pesquisa – Mercado de engenharia, consultoria, instalação e manutenção Setor de serviços parece reagir melhor à crise econômica. Empresas admitem crescimento médio de 10% no ano passado e preveem alta também para este ano de 2017.

100

Espaço 5419 Sobre o risco zero em proteção contra descargas atmosféricas. Colunistas

102 104 105 106 108

Jobson Modena – Proteção contra raios

110

Dicas de instalação

Daniel Bento – Redes subterrâneas Marcelo Paulino – Proteção, automação e controle José Starosta – Energia com qualidade Roberval Bulgarelli – Instalações Ex

Uma avaliação técnica a respeito do uso do TR-XLPE em cabos de média tensão.

112

Ponto de vista Certificação de energia renovável.

Filiada à

3


Editorial

4

O Setor Elétrico / Julho de 2017

A engenharia e a crise A chamada de capa desta edição pode parecer apelativa para muitos dos nossos

julho (falaremos sobre ele na próxima edição), percebeu

leitores. Alguns projetistas poderiam questionar, com razão, a afirmação de que o setor de

a grande agitação dos profissionais – principalmente de

serviços na área de energia elétrica está em alta, especialmente, se o leitor em questão

projetos e instalação – que já estão trabalhando a pleno

atuar fortemente em projetos ligados diretamente à construção civil. Pois bem, antes que me

vapor e muitos participando da feira justamente para

crucifiquem, quero aproveitar este espaço não apenas para me defender, como também para

entender melhor o setor para iniciar suas atividades na

tentar analisar o outro lado da crise – o da criatividade.

área o quanto antes. Com os planos do governo para o

aumento da participação das fontes renováveis na matriz

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7/18/17

8:21 PM

Ano 12 - Edição 138 J u l h o d e 2 0 1 7

Setor de serviços em alta Pesquisa exclusiva revela que empresas de engenharia, consultoria, manutenção e instalação encerraram 2016

com diferentes nichos de mercados do setor elétrico brasileiro vêm registrando, há meses,

elétrica nacional e a realização dos leilões que todos os

com crescimento e projetam alta de 8% para 2017

O Setor Elétrico - Ano 12 - Edição 138 – Julho de 2017

Em primeiro lugar, devo explicar que as pesquisas setoriais que realizamos mensalmente

Qualidade de energia A eficácia de compensadores de desequilíbrios a componentes passivos

Energia eólica: preenchimento de falhas para velocidade do vento

Edição 138

previsões pessimistas das empresas e crescimentos (quando existem) muito aquém do

agentes estão esperando, a engenharia tem ainda muito

planejado por elas mesmas. O levantamento desta edição surpreendeu ao revelar que as

trabalho pela frente. Vale acrescentar que, na opinião

companhias de engenharia, consultoria, manutenção e instalação apresentaram crescimento

da Abinee, a área de distribuição também deve crescer em função dos investimentos em

médio de 10% em 2016 e esperam alta de 8% para este ano de 2017 – o que justifica

qualidade do serviço de fornecimento de energia elétrica.

a notícia da capa. No entanto, a mesma pesquisa nos diz que, segundo as empresas

participantes, a desaceleração da economia e a construção civil desaquecida são alguns dos

consumo voltar a aumentar para que haja mais demanda por energia elétrica e sustente a

principais freios ao desenvolvimento deste setor de serviços.

concretização dos projetos do setor que todos os agentes torcem para que saiam do papel.

Essas informações me fazem crer que o que vem sustentando a atividade da

Só estão faltando mesmo a indústria brasileira retomar a trilha do crescimento e o

Boa leitura!

engenharia – no que concerne aos serviços de projeto, instalação, manutenção e consultoria – é a necessidade/oportunidade que o país como um todo tem de encontrar maneiras de driblar a crise, fazendo mais com menos, seja por meio da manutenção preditiva e preventiva, seja tornando suas instalações mais eficientes com retrofit,

flavia@atitudeeditorial.com.br

automação, substituição de equipamentos ineficientes, entre outras medidas, que

P.S.: Nos encontramos em algum evento do setor dos próximos dias – Fiee, Simpase,

impactam diretamente a conta de energia no curto prazo. Em momentos de crise, não dá

CBQEE ou Brazil Windpower. Estaremos em todos!

para se dar ao luxo de ter surpresas no orçamento.

Redes sociais

Soma-se a estes argumentos o fato de que o mercado de fontes renováveis está muito

aquecido, especialmente o de geração distribuída com energia solar fotovoltaica. Quem participou do Brasil Solar Power, evento que aconteceu no Rio de Janeiro no início do mês de

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Revista O Setor Elétrico


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Coluna do consultor

O Setor Elétrico / Julho de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp. jstarosta@acaoenge.com.br

Traição e desenvolvimento. Isso pode, Arnaldo?

Na última coluna, rendíamos nossas homenagens às meninas da

famosa Rua General Câmara na nossa querida cidade de Santos (SP), isentando-as de responabilidades e, muito menos, de ser “seus filhos” a turma que se esconde em Brasília e que agora atrasa a nossa vida. Temos pela frente a FIEE, o CINASE, o CBQEE, o COBEE e tantas outras atividades deste nosso setor elétrico e ainda somos obrigados a ler e ouvir notícias sobre os ladrões de gravata.

A novidade do momento é a traição. Indignados, estes senhores

sentem-se traídos pelos seus antigos comparsas e, na medida em que, um a um, estes sujeitos são enjaulados pela Polícia Federal, observamos com boa surpresa a economia tentar manter o rumo; apesar deles.

Temas importantes para a nação estão na agenda aguardando

definição, mas a turma que compõe o congresso não tem credibilidade e nem isenção para fazer o trabalho de forma digna como mereceria. O que era pra ser uma reforma trabalhista e previdenciária deverá ser, pelo que tudo indica, mais uma troca de gentilezas, mantendo-se as benesses para todos os lados. Enquanto a sociedade organizada e produtiva carece de um campo livre para fazer negócios, tocando a bola e desenvolvendo o país, estes senhores buscam pelos seus objetivos lançando a bola aos seus pares em clara posição de impedimento, como o moleque da mala dos 500 mil correndo pela Rua Pamplona como o fazem os touros loucos na cidade de mesmo nome. Levanta a bandeira professor! Apita aí seu juiz! Impedido! Não! Foi penalty! O duro foi o presidente do time dizer que “a caravana passa”, esquecendo-se, contudo, de dizer o mais importante da história: “que os cães ladram”.

E assim segue o jogo e, a cada lance, uma nova cena. É fundamental e

parece claro que o time da sociedade organizada se mantenha em campo avaliando cada movimentação e novas estratégias dos adversários, até que o cartão vermelho seja finalmente mostrado pra estes caras e que possamos jogar o nosso jogo: aquele que merecemos e para o qual fomos treinados!


Painel de mercado

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O Setor Elétrico / Julho de 2017

Rio de Janeiro registra média de 25 horas sem energia em 2016 Firjan aponta que tempo sem fornecimento no Estado aumentou 10,2% desde 2011. A média nacional é de 16 horas de interrupção

Os municípios fluminenses ficaram

Goytacazes,

e

e industrial. Para melhorar o serviço

25 horas sem energia elétrica em 2016,

Petrópolis, na região Serrana, registraram

oferecido no Estado, a Federação das

o pior resultado dos últimos cinco anos.

mais de 30 horas de interrupção. O estudo,

Indústrias

É o que revela o estudo “Retrato da

elaborado com base em indicadores da

parte das distribuidoras, além de uma

Qualidade da Energia no Estado do

Agência Nacional de Energia Elétrica

modernização da regulação a partir de

Rio de Janeiro”, divulgado pelo Sistema

(Aneel), aponta ainda que, em média,

uma visão integrada de todo o setor. As

Firjan

comparação

os consumidores do Estado tiveram o

propostas

interrupção

fornecimento interrompido 13 vezes, um

Firjan

aumentou 10,2%. A média nacional é de

aumento de 11,1% em relação a 2011.

regulatório são a criação de indicadores

16 horas sem fornecimento. “Um cenário

Na análise geral, que considera tanto o

que mensurem as interrupções abaixo

assim afasta novos investidores e inibe

tempo sem energia como a quantidade de

de três minutos, a identificação das

qualquer iniciativa de expansão”, disse o

interrupções, a região do estado com o

classes

vice-presidente do Sistema Firjan, Carlos

pior nível de qualidade é a Serrana.

elétricos, o desenvolvimento de pacotes

Mariani Bittencourt.

De acordo com o Sistema Firjan, o

de fornecimento de energia elétrica com

com

recentemente. 2011,

o

tempo

Na de

no

Norte

Fluminense,

defende

investimentos

apresentadas

para

de

a

melhoria

consumo

por

pelo

Sistema

do

ambiente

nos

conjuntos

acesso à energia elétrica com qualidade,

qualidade e preço diferenciado para a

mais

segurança e a preços baixos é fundamental

indústria e o estímulo à expansão das

de 48 horas sem energia. Campos dos

para o desenvolvimento socioeconômico

redes inteligentes de energia.

A cidade de Angra dos Reis, no Sul

Fluminense,

por

exemplo,

ficou


Painel de mercado

12

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Leilões e aumento de encomendas deverão estimular segmento de GTD Para a Abinee, o setor de geração, transmissão e distribuição deverá crescer em torno de 4% em 2017 a

ganhem flexibilidade para oferecer novos

transmissão de energia elétrica, motivado

aplicação de recursos de automação e

serviços através da rede elétrica e o

principalmente pela realização de leilões

digitalização para o aprimoramento da

consumidor liberdade de escolher”, sustenta.

para novas linhas, deve impulsionar o

qualidade de rede com tecnologias smart

Ele alerta, entretanto, para a necessidade de

segmento de Geração, Transmissão e

grid”, pondera.

a revisão ser feita com cuidado e de forma

Distribuição (GTD) nos próximos anos. A

estruturada, a fim de evitar rupturas e riscos

previsão para 2017 é de um crescimento em

investimentos estão retraídos, em função da

ao sistema elétrico.

torno de 4%, avalia o novo diretor de GTD

ausência de leilões de energia. “Em geração,

da Abinee, Guilherme Mendonça.

os investimentos dependem mais fortemente

rigor no processo de leilões de concessões

“A demanda por transmissão ainda está

do crescimento da economia e do consumo

para evitar que ocorram episódios como

reprimida e precisará ser expandida por

de energia elétrica”, observa. O grande tema

o da Abengoa, em que os fornecedores

meio dos leilões. Além disso, devem ser

nesse segmento é o desenvolvimento da

de equipamentos sofreram sérias perdas

feitos grandes investimentos em reforços e

geração distribuída, que deverá ter cada vez

financeiras em razão da recuperação judicial

modernizações de instalações, que estão

mais espaço no sistema.

do grupo espanhol.

Novo modelo regulatório

brasileira acumula prejuízos de mais de

O aumento das encomendas na área de

regulatórias

também

vão

demandar

No segmento de geração, entretanto, os

Vale observar que a indústria elétrica

defasadas ou inadequadas tecnicamente”, afirma. Para

o

especialista,

a

área

de

crescer

em

Para Mendonça, é fundamental um maior

R$ 1 bilhão, sem perspectiva de solução, a

com perda de milhares de empregos. “É

função dos investimentos em qualidade do

importância da revisão do modelo do setor

fundamental que haja sensibilidade com a

serviço de fornecimento de energia elétrica,

elétrico, em andamento pelo governo federal.

questão e que se encaminhe uma solução

bem como redução de custos operacionais

“A revisão é importante porque possibilitará

definitiva e célere para mitigar os enormes

das distribuidoras através do aumento

novos negócios dentro do setor elétrico,

prejuízos da sociedade e da indústria”,

da

uma vez se espera que as concessionarias

defende.

distribuição

também

produtividade.

deve

“Novas

exigências

O

diretor

da

Abinee

defende


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O Setor Elétrico / Julho de 2017

Novo marco legal para o setor elétrico Proposta de aprimoramento regulatório do setor fica em consulta pública até o dia 4 de agosto

O Ministério de Minas e Energia (MME)

disponibilizou, no último dia 5 de julho, para consulta pública uma proposta de aprimoramento do marco legal do setor elétrico. Segundo o MME, a consulta visa receber contribuições para estruturação de medidas legais que viabilizem o futuro do setor elétrico com sustentabilidade a longo prazo. De acordo com a nota técnica, os aprimoramentos propostos podem ser divididos em quatro grupos: (i) Decisões que orientam a reforma e elementos de coesão, incluindo reforços explícitos

a

mecanismos

existentes

destinados a atuar como contrapartidas às alterações fundamentais do modelo – aqui a maioria dos dispositivos apresenta baixo grau de flexibilidade, normalmente com prazos de implementação pré-definidos, refletindo um pacote de intenções políticas perenes; (ii) Aumento da flexibilidade de aspectos do modelo do setor elétrico, permitindo gerenciamento dinâmico dos riscos sistêmicos e

comerciais,

sem

precipitar

escolhas

definitivas – ao contrário do item anterior, aqui são descritas medidas de destravamento do modelo, para as quais a flexibilidade infralegal é o atributo essencial, não obstante alguns elementos possuírem rigidez para garantir a coesão; (iii) Alocação adequada de custos entre os agentes – o que se reflete em medidas explícitas de correção de incentivos e racionalização de subsídios ou incentivos, com observância dos requisitos formais e legais, mitigando riscos judiciais por meio do instrumento legal e esclarecendo regras de enquadramento; e (iv) Medidas de sustentabilidade, que incluem propostas de desjudicialização e distribuição da renda dos ativos do setor.

A nota técnica está disponível para consulta

no site do MME – www.mme.gov.br.


Painel de produtos

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O Setor Elétrico / Julho de 2017

Novidades em produtos e serviços voltados para o setor de instalações de baixa, média e alta tensões.

Quadro de tomadas para canteiros de obras https://loja.engerey.com.br/

Especializada em montagem de painéis elétricos, a curitibana Engerey acaba de lançar o Quadro

de Tomadas para Canteiros de Obras (QTCO), equipamento móvel e compacto para uso em instalações provisórias.

Em conformidade com as normas regulamentadoras NR 10, NR 12 e NR 18, o QTDC promete

qualidade e segurança às instalações, eliminando ligações provisórias mal feitas de equipamentos à rede elétrica. “Chega de Gambiarras” é o slogan criado pela fabricante para chamar a atenção dos profissionais com relação à importância da utilização deste tipo de produto.

Um dos diferenciais do produto é a mobilidade oferecida, tendo em vista que, por apresentar

tamanho compacto com peso médio de sete quilos, pode ser facilmente transportado e utilizado em diversos locais das obras. O quadro conta com três tomadas industriais e quatro tomadas padrão ABNT NBR 14136, sendo duas de 110 V e duas de 220 V.

O diretor da Engerey, o engenheiro Fábio Amaral, conta que o emprego de quadros de tomadas

Os equipamentos podem ser facilmente transportados e possuem alça de apoio.

diminui o risco de choques elétricos, de curtos-circuitos e de incêndios nos canteiros de obras. “Estes produtos evitam que fios fiquem dispersos nas construções gerando menos riscos de choques, queima de equipamentos e até acidentes mais graves. A proteção dos painéis acontece por disjuntores e, de modo opcional, por dispositivos de proteção contra fuga à terra (DRs), que, além de proteger a ligação de máquinas, protegem a vida”, explica.

Iluminação de emergência www.dni.com.br

Produzido pela Key West, empresa do Grupo DNI, o bloco de iluminação de emergência a Led DNI-6927 é

especialmente indicado para grandes áreas, condomínios, empresas, áreas agrícolas ou litorâneas.

Segundo a fabricante, por ser produzido em ABS, o equipamento não sofre oxidação e os Leds de

tecnologia SMD garantem boa luminosidade e durabilidade. O equipamento é bivolt e demanda duas lâmpadas de 5 W cada, oferecendo até 1.000 lúmens de fluxo luminoso na temperatura de cor de 6.000 K.

Cabos para energia solar

O novo DNI-6927é indicado para aplicações em grandes áreas, como condomínios, indústrias, áreas agrícolas e litorâneas.

www.generalcablebrasil.com

A General Cable entrou de vez no mercado de energias renováveis e oferece soluções completas (turn-key) para projetos de

geração solar fotovoltaica. A empresa fabrica todos os cabos utilizados nessas instalações, desde os que fazem a ligação entre os painéis solares até os que conectam a energia gerada à rede elétrica.

Os cabos Exzhellent Solar 1,8 kV CC são utilizados na interligação entre os painéis fotovoltaicos, entre os painéis e a caixa

de conexão, podendo também ser empregados entre as caixas de conexão e o inversor.

Os cabos Forex Solar 1,8 kV CC interligam as caixas de conexão aos inversores de corrente e os cabos Flexonax 0,6/ 1 kV

conectam os inversores em baixa tensão aos transformadores. Já os cabos de média tensão em alumínio ou cobre – Flexonax Wind 105-35 kV – são utilizados entre os transformadores e a subestação e, finalmente, os cabos de alumínio nu conectam a energia gerada ao Sistema Integrado Nacional (SIN) por meio das linhas aéreas de transmissão de energia elétrica.

Segundo a fabricante, os cabos possuem alto grau de confiabilidade devido à sua estabilidade térmica, resistência à

umidade e aos raios UV, suportando temperaturas elevadas. Cabos Exzhellent Solar interligam os painéis fotovoltaicos e são livres de halogênios.


Painel de empresas

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O Setor Elétrico / Julho de 2017

Um giro pelas empresas que compõem o setor elétrico brasileiro.

Iluminação a Led em posto de gasolina Tecnologia tem como objetivo reduzir o cabeamento acumulado (energia, telecom, internet, TV a cabo) nos postes, especialmente, nos grandes centros urbanos

Um posto de gasolina, em São Paulo (SP),

reduziu em 74% seu consumo de energia com retrofit de iluminação. O projeto consistiu na substituição de 20 luminárias com lâmpadas convencionais a vapor metálico, de 400 W de potência, por luminárias com Leds, de 120 W, o que permitiu que o consumo mensal passasse de 9.200 kW para 2.400 kW, uma redução na conta de luz de R$ 1.365,10 por mês. Ricardo Longarço, gerente comercial da

Celena,

empresa

responsável

pelo Projeto de retrofit de iluminação tem payback estimado de nove meses.

projeto luminotécnico, conta que foram instalados modelos de 5.700 K nas áreas de abastecimento, onde estão as bombas de

Ademais, o tempo de vida de 50 mil horas do

Como já vem com driver integrado, seu

combustíveis. “A necessidade de iluminação

Led contra 10 mil horas da metálica contribui

módulo é de fácil instalação e manutenção.

com temperatura de cor próxima à luz do

para reduzir o custo com manutenção.

sol transmite sensação de segurança aos

“Depois de 2.000 horas de uso, a lâmpada a

de nove meses, o estabelecimento que fica no

usuários do posto”, justifica.

vapor metálico perde cerca de 30% do fluxo

Jardim Prudência (SP), próximo ao aeroporto

Além da eficiência, outra vantagem

luminoso”, acrescenta Longarço.

de Congonhas, é o primeiro a ter experiência

da tecnologia utilizada é o acendimento

As lâmpadas a Led utilizadas são da marca

aprovada pelos proprietários que também

automático no caso de falta de energia,

Golden e contam com lentes prismáticas em

têm outros três postos e pretendem expandir

enquanto as lâmpadas a vapor metálico levam

policarbonato, que oferecem uniformidade

o investimento na tecnologia Led nas outras

até 15 minutos para reacendimento completo.

superior comparada à tecnologia tradicional.

unidades.

Com um retorno de investimento estimado

Cemig desenvolve rede experimental que transmite energia e dados Tecnologia tem como objetivo reduzir o cabeamento acumulado nos postes de energia, telefonia, internet e TV a cabo, especialmente, nos grandes centros urbanos A Cemig acaba de desenvolver uma rede

construção de redes da Cemig”, afirma Carlos

redução drástica na poluição visual dos postes

sinérgica experimental inédita com capacidade

Alexandre Meireles Nascimento, engenheiro de

atuais. Outra vantagem das redes sinérgicas

de transmissão simultânea de energia elétrica

tecnologia e normalização da Cemig e um dos

será o aumento da segurança operacional junto

e comunicação de dados em banda larga, que

desenvolvedores da tecnologia.

aos nossos clientes, pois qualquer defeito na

utiliza cabos condutores especiais integrados

rede será detectado e localizado à distância, na

que trazem fibras óticas em seu núcleo. A rede

Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações

velocidade da luz”, afirma.

sinérgica, por meio de um projeto-piloto, já está

(CPqD) e conta com apoio da CemigTelecom

funcionando em escala real na UniverCemig, em

e da indústria nacional especializada (Furukawa,

pelo caráter inovador e, também, por ter envolvido

Sete Lagoas, na região metropolitana de Belo

Balestro e Workeletro). O projeto foi financiado

os vários interessados no desenvolvimento

Horizonte.

pelo programa de P&D Aneel e Fapemig e teve

dessa nova tecnologia. “O conceito de redes

investimentos de R$ 2 milhões.

sinérgicas é uma inovação que, no Brasil, se

UniverCemig já tem uma configuração muito

De acordo com o engenheiro Nascimento,

transformou em realidade graças a uma iniciativa

próxima

desejada

esse projeto vai trazer inúmeros benefícios para a

destinada a atender uma necessidade de

porque as nossas parceiras conseguiram

sociedade, como diminuição da poluição visual e

mercado e que contou com a união de esforços

desenvolver protótipos bem próximos de

maior segurança para os consumidores. “Teremos

de pesquisadores da Cemig e do CPqD e,

uma aplicação comercial. A etapa final será

mais uma nova forma de continuar a ofertar

também, da indústria nacional”, enfatiza Claudio

padronizar essa solução tecnológica nas

energia elétrica com canais em fibras óticas

Antonio Hortencio, pesquisador do CPqD que

áreas de engenharia, planejamento, projeto e

para as empresas de telecomunicações, com

participou do projeto.

“A

rede da

sinérgica solução

em

operação

industrial

na

A iniciativa é uma parceria com o Centro de

Para o CPqD, esse é um projeto importante


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O Setor Elétrico / Julho de 2017

Gerdau cria projeto para tornar unidades comerciais autossustentáveis em energia Empresa passa a gerar energia solar para consumo próprio e, com iniciativa piloto, garante créditos para utilização em suas plantas A Comercial Gerdau Montes Claros, em Minas Gerais, foi a unidade da Gerdau escolhida como piloto para um projeto de geração de energia limpa,

seguindo

uma

tendência

mundial em prol da sustentabilidade. O projeto Inova Solar foi criado a partir da realização de um Hackathon com fornecedores e de pesquisas de especialistas, que avaliaram o cenário brasileiro, o consumo energético das unidades comerciais da empresa e as oportunidades do mercado de energia. O modelo adotado foi o de instalação de placas de captação de energia solar para consumo próprio. Como a geração realizada

na

unidade

de

Montes

Claros é 8% superior à necessária na unidade, a energia excedente passa a ser redistribuída para a concessionária local e a Gerdau recebe o retorno em crédito para utilizar em outras plantas. O

modelo

deve

ser

replicado

nas unidades de Minas Gerais e, posteriormente, nas demais áreas de atuação da Gerdau no país, priorizando as localidades com alta radiação solar. “Essa iniciativa permite uma redução de custo por meio de uma fonte de energia limpa, segura e renovável. Além disso, traz aprendizado sobre um novo negócio”, comenta o diretor de Matérias-primas, Suprimentos e Energia da companhia, Fernando Pessanha.


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O Setor Elétrico / Julho de 2017

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional

Painel de empresas

A produção de Itaipu no primeiro semestre ficou na quarta melhor posição entre os 33 anos de operação da usina.

Itaipu fecha semestre com geração de 48,2 milhões de MWh Maior usina em produção de energia do mundo tem como meta colocar 2017 entre os melhores anos do seu ranking de geração A usina de Itaipu vem batendo recordes

confirmam que a usina operou em condições

Recorde mundial

atrás de recordes. Para este ano, o desafio

excepcionais no primeiro semestre. O

da binacional é colocar 2017 no ranking

“fator

por

os 100 milhões de MWh e estabeleceu

dos melhores anos de produção de energia

exemplo, que mede o percentual de água

um novo recorde mundial de produção

elétrica de sua história.

turbinável efetivamente transformado em

anual, com um total de 103.098.366

Nesses primeiros seis meses, Itaipu

energia elétrica, foi de 96,4%. Assim como

MWh. Foi a primeira usina do mundo a

gerou 48,2 milhões de MWh, energia

a produção do semestre, este indicador

quebrar essa barreira. A maior marca

suficiente, por exemplo, para suprir por

ficou também em quarto lugar no histórico

anterior

dez anos o consumo de energia elétrica de

da usina.

estabelecida em 2013, com 98.630.035

Curitiba (PR); por dois anos e oito meses

As

(são

MWh. O terceiro melhor ano operacional

a cidade do Rio de Janeiro; e por um ano e

20, no total, que garantem à Itaipu

da usina foi 2012, com a geração de

sete meses a cidade de São Paulo.

a

98.287.128 MWh.

de

capacidade

unidades

capacidade

operativa”,

geradoras

instalada

de

14

mil

No ano passado, a Itaipu ultrapassou

da

hidrelétrica

havia

sido

A produção desse primeiro semestre

megawatts) estiveram disponíveis, em

A Itaipu Binacional é líder mundial

ficou na quarta melhor posição entre os

média, 96,76% do tempo em todo o

em

33 anos de operação da usina. Foi inferior

semestre. A “indisponibilidade forçada”,

renovável, com mais de 2,4 bilhões de

apenas à geração de 2012, 2013 e 2016,

indicador

uma

MWh acumulados desde o início de sua

anos em que a usina quebrou recordes

unidade geradora, de forma imprevista,

operação, a partir de maio de 1984. Com

mundiais de produção de energia.

não pode ser utilizada por falha técnica

20 unidades geradoras e 14.000 MW

que

reflete

quando

produção

de

energia

limpa

e

ou humana, foi de apenas 0,15%, três

de potência instalada, fornece 17% da

Indicadores de desempenho

vezes menor que a meta estabelecida

energia consumida no Brasil e 76% no

pela própria empresa.

Paraguai.

Indicadores técnicos de desempenho


Painel de empresas

20

O Setor Elétrico / Julho de 2017

SIL inaugura showroom em sua fábrica Espaço é dedicado à apresentação dos produtos instalados em conformidade com as normas para visitação de clientes e parceiros

No início de julho, a SIL Fios e Cabos

Elétricos abriu as portas de seu mais novo espaço, situado nas instalações da empresa em Guarulhos (SP): o Showroom SIL. A partir de agora, clientes e parceiros têm à disposição uma área técnica exclusiva e totalmente interativa com o objetivo de reforçar aos visitantes a importância de se ter uma instalação elétrica segura, bem-feita e de sempre se preocupar em utilizar materiais em conformidade com as normas técnicas vigentes.

O showroom é dividido em dois ambientes

voltados aos públicos de interesse. No espaço técnico é possível conhecer uma instalação elétrica completa de uma residência e

O showroom apresenta dicas de exposição dos produtos voltadas para os profissionais de pontos de vendas.

também assistir à apresentação de um teste

Packs, passando pelos rolos, carretéis,

de sobrecarga, que mostra a importância

encartelados até as bobinas – de modo a

temos investido muitos esforços nos últimos

de se utilizar fios e cabos elétricos de alta

aliar esta apresentação à maneira como

meses, aproximar ainda mais de nosso

qualidade e em concordância com as normas

podem e devem ser exibidos no chão de loja

convívio nossos clientes e parceiros. Hoje,

técnicas.

e no ponto de venda. A estratégia também

vamos até eles, mas, agora, queremos

leva em conta dicas de exposição dos

também que eles venham muito mais até nós”,

materiais de merchandising com o intuito de

declarou o gerente comercial e de marketing

aumentar o apelo para as vendas.

da Sil, Pedro Morelli.

na

encontra-se

área exposta

denominada toda

a

“PDV”, linha

de

produtos da marca – desde os Pocket

“Queremos com esta novidade, a qual


ATERRAMENTO ELÉTRICO

22

Carlos Alberto Sotille e Luis Alberto Petorutti

Fascículos

Apoio

Capítulo VII – Medição da resistência de aterramento e dos potenciais de superfície – Parte 1 • Método da queda de potencial • Erros de medição • Limitações na aplicação do método

Ensaios em instalações elétricas industriais

28

Juliana Iamamura, Bruno Iamamura, João Junior e Mateus Teixeira Capítulo VII – Diagnósticos e ensaios elétricos em motores industriais • Manutenção preditiva • Medição da tensão de alimentação • Descargas parciais • Vibração

INTERNET DAS COISAS

38

Vinicius de Oliveira, Juliano Bazzo e Dênis Naressi Capítulo VII – Iluminação pública como habilitador das cidades inteligentes • Infraestrutura de iluminação pública como conectividade • Telegestão • Limitações das soluções atuais • Inovação tecnológica a serviço das cidades inteligentes

MANUTENÇÃO DE EQUIPAMENTOS ELÉTRICOS

44

Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz Capítulo VII – Operações integradas – Parte 2 • Práticas existentes e futuras • Práticas tradicionais • Geração 1 • Geração 2 • Ganhos econômicos estimados


Apoio

Por Carlos Alberto Sotille e Luis Alberto Petorutti*

Aterramento elétrico

22

Capítulo VII Medição da resistência de aterramento e dos potenciais de superfície Parte 1

Quando da ocorrência de uma falta

potenciais perigos que possam ocorrer nas

medição e o seu escopo, seja ele voltado

para terra em uma instalação, as correntes

proximidades de sistemas de aterramento

ao estudo de fenômenos em frequência

dispersas pelo sistema de aterramento

ou em estruturas condutoras aterradas.

industrial ou de transitórios.

provocam o surgimento de diferenças de

São especificados também os requisitos

potencial entre pontos da superfície do

aplicáveis aos aparelhos destinados a

solo (tensão de passo), partes metálicas

medir a resistência de aterramento.

Método da queda de potencial

aterradas da instalação e o solo (tensão

A norma aborda os procedimentos para

de toque), circuitos que, de alguma forma

se avaliar sistemas interligados, onde haja

estejam ligados ao sistema de aterramento

interesse em se verificar o comportamento

O método da queda de potencial é

e pontos distantes da superfície do solo ou

do sistema de aterramento como um

recomendado para medição de resistência

outros sistemas de aterramento afastados

todo, envolvendo não só a malha, como

de aterramento através de equipamento

(por potencial transferido).

também os cabos para-raios de linha de

específico (terrômetro).

A medição no campo é o procedimento

transmissão, neutros de alimentadores,

O método consiste basicamente em

mais eficaz para a verificação dos valores

blindagem de cabos de potência isolados

fazer circular uma corrente através da

da resistência ôhmica do eletrodo de

e outros que, por ventura, a ela estejam

malha de aterramento sob ensaio por

aterramento e dos valores dos potenciais

ligados em condições operativas normais.

intermédio de um eletrodo auxiliar de

de passo e toque calculados em projeto,

Fascículo

Neste primeiro artigo trataremos da medição da resistência de aterramento.

De modo a manter a continuidade do

corrente e medir a tensão entre a malha

com

serviço, cada vez mais é necessário realizar

de aterramento e o terra de referência

finalidade de pesquisa, verificação de

medições com instalações energizadas.

(terra remoto) por meio de uma sonda ou

níveis de segurança em instalações antigas,

Esta situação tem mais importância quanto

eletrodo auxiliar de potencial, conforme

ou ainda, em ensaios de comissionamento

maior for o impacto da descontinuidade do

indicado na Figura 1, em que (l) é a

de instalações novas.

para

determinação

de

valores

serviço. A norma aborda as providências

corrente de ensaio, (S) o borne para a

A norma ABNT NBR 15749 - Medição

que devem ser adotadas para que seja

sonda ou eletrodo auxiliar de potencial,

de resistência de aterramento e dos

possível realizar as medições sob diversos

(H) o borne para o eletrodo auxiliar de

potenciais na superfície do solo apresenta

condicionantes, incluindo a escolha do

corrente e (E) o borne para a malha de

dois métodos de medição: método da

método de medição, os ruídos e tensões

aterramento sob medição.

queda de potencial e método da queda de

espúrias ou de desequilíbrio a que estão

Os eletrodos de corrente e de potencial

potencial com injeção de alta corrente.

sujeitas, os aspectos de segurança dos

são constituídos, cada um, de uma ou mais

profissionais,

operativos

hastes metálicas interligadas e cravadas

segurança que devem ser tomadas para

durante a medição, a possibilidade de

firmemente no solo, a fim de garantir a menor

diminuir o risco de acidentes relativos a

energização remota, a praticidade de

resistência de aterramento do conjunto.

São apresentadas as medidas de

os

cuidados


23

Apoio

Figura 1 – Método da queda de potencial.

No processo de medição, o eletrodo de potencial deve ser deslocado ao longo de uma direção pré-definida, a partir da periferia do sistema de aterramento sob ensaio, em intervalos regulares de medição igual a 5% da distância "d " (periferia do aterramento até o eletrodo de corrente), fazendo-se a leitura do valor da resistência em cada posição. Obtém-se, assim, a curva de resistência em função da distância conforme indicado na Figura 2.

Figura 2 – Curva característica da resistência de aterramento.

Observações: a) se o deslocamento do eletrodo de potencial (S) for coincidente com a direção e sentido do eletrodo de corrente (H), e este último estiver a uma distância satisfatória (maior que a zona de influência do sistema ensaiado (E)), é obtida uma curva semelhante à curva "a" da Figura 3;


Apoio

Aterramento elétrico

24

b) se o deslocamento do eletrodo de

afastamento (d) adequado entre (H)

localização adequada de (Sn). A Figura 4

potencial (S) for coincidente com a

e (E), teoricamente, o deslocamento

apresenta, para sistemas de aterramento

direção e sentido do eletrodo de corrente

do eletrodo potencial (S) no mesmo

pequenos, um gráfico relacionando p/d

(H) e este último estiver a uma distância

sentido do eletrodo de corrente (H)

(em valores percentuais) com h/d (sendo

insuficiente (menor que a zona de

apresenta, para um determinado ponto

h a profundidade da primeira camada

influência do sistema ensaiado (E)), é

(Sn), distante de (E) 61,8% da distância

do solo não homogêneo) para diversos

obtida uma curva semelhante à curva "b"

(d), o valor verdadeiro da resistência do

valores do coeficiente de reflexão (K),

da Figura 3;

sistema de aterramento sob ensaio.

dado pela relação entre a diferença e a

c)

para

minimizar

efeitos

de

Para solos não homogêneos e/ou

soma das resistividades da segunda (ρ2)

circuitos

de

sistemas de aterramento complexos,

e da primeira (ρ1) camadas do solo [ k =

corrente e potencial, ou ainda, se for a

toma-se muito difícil determinar a

(ρ2 - ρ1) / (ρ2 + ρ1)] .

acoplamento

entre

os os

única alternativa prática viável, caso o eletrodo de potencial (S) se deslocar na mesma direção e em sentido contrário ao eletrodo (H), para o outro lado do sistema sob ensaio (E), partindo do princípio de que o espaçamento entre (H) e (E) seja satisfatório, é obtida uma curva semelhante à curva "c" da Figura 3. O trecho horizontal (patamar) das curvas "a" e "c" da Figura 3 representa o valor da resistência de aterramento do sistema sob ensaio. Teoricamente, o valor da resistência de aterramento obtido com o eletrodo de potencial (S) deslocando-se em sentido contrário ao eletrodo (H) é ligeiramente menor que o real, conforme indica a

Figura 3 – Curvas típicas de resistência de aterramento em função das posições relativas dos eletrodos auxiliares de potencial e de corrente.

Figura 3. No método da queda de potencial, o eletrodo de corrente (H) deve estar a uma distância "d" da periferia do sistema de aterramento sob ensaio (E) de pelo menos três vezes a maior diagonal (d) deste sistema. No entanto, devem ser feitas verificações, mudando a posição

Fascículo

do eletrodo de potencial (S), 5% de “d” para a direita (S1) e para esquerda (S2) da posição inicial (S), para garantir que as medições estão sendo executadas sem sobreposição das áreas de influência do sistema de aterramento sob ensaio e o eletrodo de corrente. Não há sobreposição entre as áreas de influência se a porcentagem entre a diferença dos valores medidos com o eletrodo de potencial em (S1) e (S2) e o valor medido em (S) não ultrapassar 10%. Para um solo homogêneo, com sistemas de aterramento pequenos e

Figura 4 - Posição do eletrodo auxiliar de potencial para um solo de duas camadas


Apoio

25


Apoio

Aterramento elétrico

26

Erros de medição A fim de se evitar / minimizar

(não necessariamente senoidal);

medição deveria ser feita injetando-se

- Realizar os ensaios com uma frequência

correntes com frequências próximas de

diferente

60 Hz.

das

correntes

alternadas

alguns

parasitas presentes, circulando no solo,

Nos casos de subestações onde são

procedimentos devem ser adotados, tais

no sistema de aterramento sob ensaio

evidentes as limitações apresentadas

como:

ou nos circuitos de ensaio. Instrumentos

acima, existe a alternativa de se utilizar

que permitem variar a frequência da

como circuito de corrente uma linha de

de

tensão aplicada são particularmente

transmissão desenergizada que chegue à

corrente (H) deve ser tal que, ao

adequados para o caso; a utilização

instalação e, como circuito de potencial,

longo do caminhamento até o sistema

de filtros e/ou instrumentos de banda

um

de

estreita são também alternativas viáveis.

exemplo, telefônico), ou mesmo uma

erros

-

nos

A

valores

localização

aterramento

medidos

do

(E),

eletrodo

não

existam

condutores “elétricos” enterrados como, por exemplo, tubulações, contrapesos contínuos de linhas de transmissão, etc.;

de

comunicação

(por

outra linha de transmissão cuja rota seja

Limitações na aplicação do método

afastada do circuito de corrente. A segunda parte deste artigo a ser publicada na próxima edição tratará

- As medições devem ser executadas com os eletrodos de corrente e potencial

Em determinadas situações torna-se

do método de injeção de alta corrente,

alinhados e na mesma direção e sentido;

muito difícil ou mesmo impossível

o qual, em função dos níveis bem

- Devem-se afastar fisicamente os cabos

a

mais elevados de corrente injetada no

de interligação dos circuitos de corrente

de potencial. Entre estas situações,

sistema

e potencial, reduzindo o efeito de seu

destacam-se as seguintes:

a procedimentos para correção dos

aplicação

do

método

da

queda

de

aterramento,

associados

resultados, pode propiciar medições

acoplamento, notadamente quando se

Fascículo

circuito

tratar de medições de resistência de

- Nas instalações urbanas em regiões

bastante

aterramento com valores muito baixos,

densamente povoadas, frequentemente,

limitações inerentes ao método da queda

e particularmente envolvendo sistemas

é impossível lançar os circuitos de

de potencial.

de aterramento de grande porte, os quais

corrente e de potencial nas distâncias

Será tratada também da medição

exigem grandes comprimentos de cabos

necessárias para se fazer uma medição

dos potenciais de superfície (toque e

para a realização das medições;

confiável;

passo) importantíssima na avaliação e

- A corrente de ensaio é função da

-

resistência de aterramento do eletrodo

aterramento de sistemas de grande

de corrente. Eletrodos com poucas hastes

porte existe a necessidade de se estender

em paralelo ou em solos de resistividades

os circuitos de corrente e potencial

altas

correntes

a distâncias muito grandes, às vezes

baixas de ensaio incompatíveis com as

de vários quilômetros, o que dificulta

correntes indicadas pelos fabricantes

enormemente

dos instrumentos de medição, quando

aspecto importante é que estes sistemas

definem as precisões dos mesmos.

apresentam, usualmente, resistências de

Como regra prática, a resistência de

aterramento muito baixas (inferiores a

aterramento do eletrodo de corrente

1,0 Ω). Nestes casos, a incerteza quanto

usualmente deve ser inferior a 500 Ω,

aos resultados obtidos em decorrência de

devendo a relação entre a resistência de

vários fatores abordados (acoplamento,

aterramento do eletrodo de corrente e

impedâncias de circuito de ensaio,

a resistência do sistema de aterramento

sensibilidade do instrumento e outros)

sob ensaio não exceder 1000: 1, sendo

pode ser apreciável;

podem

propiciar

Na

medição

a

da

resistência

medição.

de

Outro

preferíveis relações abaixo de 100: 1; -

Potenciais galvânicos, polarização e

Além

disso,

em

sistemas

de

correntes contínuas parasitas podem

aterramento de grandes dimensões, a

interferir seriamente nas medições feitas

reatância pode ser significativa quando

com instrumentos de corrente contínua.

comparada com a resistência e, neste caso,

De modo geral, os instrumentos usados

é mais adequado analisar a impedância

devem operam em corrente alternada

(que é função da frequência), cuja

confiáveis,

superando

as

comprovação dos valores permissíveis de segurança.

*Carlos Alberto Sotille é engenheiro eletricista, mestre em Ciências pela Coppe/ UFRJ e pesquisador. Atualmente, é diretor técnico da Sota Consultoria e Projetos Ltda. e membro da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em aterramento elétrico de subestações C.A.”, do Cobei. Luis Alberto Pettoruti é engenheiro eletricista e eletrônico e pesquisador. Atualmente, é sócio fundador e diretor técnico da Megabras. É ainda membro da CE-03:102 – Comissão de estudos “Segurança em Aterramento elétrico de Subestações C.A.” do Comitê Brasileiro de Eletricidade, Eletrônica, Iluminação e Telecomunicações (Cobei). Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


Apoio

27


Apoio

Fascículo

Ensaios em instalações elétricas industriais

28

Por Juliana L. M. Iamamura, Bruno A. T. Iamamura, João A. V. Junior e Mateus D. Teixeira*

Capítulo VII Diagnósticos e ensaios elétricos em motores industriais Motores elétricos representam até 70%

elétricos busca reconhecer o aparecimento

máquina. Se estiverem desequilibradas

do consumo de energia de algumas indústrias

de falhas em estágio inicial e identificar

ou abaixo dos valores nominais do motor,

no Brasil. Tal aspecto mostra a relevância

as máquinas que estão submetidas a

existe a possibilidade dessa rede elétrica

desse equipamento para o setor industrial

condições de operação estressante e que

levá-lo a um sobreaquecimento e redução

brasileiro, demandando preocupação com

possivelmente irão apresentar problemas,

da sua vida útil.

o correto dimensionamento, operação e

caso permaneçam operando sob tais

A redução da tensão de alimentação

manutenção de motores elétricos.

condições. Assim, essas inspeções regulares

nas três fases implica em uma redução da

visam a reduzir perdas com reparos e

corrente magnetizante e, por consequência,

paradas não programadas.

no fluxo magnético nas bobinas, o qual

Entretanto, não é isso que se observa quando adentramos uma instalação elétrica industrial típica brasileira. Problemas como

O aquecimento excessivo dos motores

tende a reduzir o torque. Todavia, a

sobrecarga, vibração, qualidade de energia e

de indução trifásicos está entre as principais

máquina deve fornecer o torque solicitado

má conservação são regras em diversos casos.

causas de falhas desse equipamento. O

pela carga e, para tanto, o motor de indução

Da mesma forma, os setores de operação e

fio esmaltado utilizado nas bobinas do

perde um pouco de velocidade e aumenta

produção de uma grande empresa imperam

estator degrada sua isolação elétrica

a corrente induzida no rotor, recompondo

sobre a área de manutenção, impedindo a

de forma acelerada quando submetido

o torque pelo aumento da corrente. Esse

realização de troca e manutenção coerente

a

aumento da corrente provoca o aumento

dos motores. Os resultados são altos custos

especificados

que

das perdas no estator e no rotor da máquina

de

manutenção,

queima

de

temperaturas pelo

acima

dos

fabricante,

limites o

motores,

favorece a formação de curto-circuito entre

e, por consequência, aquecimento e perda

problemas de aquecimento na instalação e

as espiras da máquina ou com o estator. Se

de eficiência.

elevada conta de energia elétrica.

as bobinas do motor ficarem regularmente

A sobretensão nas três fases de forma

de

submetidas a uma temperatura de dez graus

equilibrada não é tão preocupante no

motores, o presente artigo apresenta alguns

acima da especificada, sua vida útil reduz

aspecto de aquecimento como a redução

relevantes testes a serem executados no dia

pela metade. Dessa forma, na manutenção

da tensão. A corrente nas bobinas reduz,

a dia da manutenção industrial que podem

preditiva é de suma importância monitorar

mas as perdas no material ferromagnético

colaborar para a redução de queimas e

os aspectos elétricos que podem levar a

aumentam. Nessa condição de operação, a

consequente aumento de vida útil desses

máquina ao sobreaquecimento.

máquina não apresenta um aquecimento

Com

respeito

à

manutenção

equipamentos.

Manutenção preditiva

Medição da tensão de alimentação

excessivo, mas a elevação da tensão de forma expressiva pode comprometer a rigidez dielétrica do esmalte isolante do fio condutor.

Procedimentos para manutenção preditiva dos motores de indução trifásicos A manutenção preditiva dos motores

Um dos procedimentos em uma

A

tensão

desequilibrada

produz

manutenção preditiva é verificar os níveis

um desequilíbrio de corrente que pode

de tensão nas três fases de alimentação da

comprometer o motor de indução no


Apoio

aspecto de aquecimento e vibração. Um

A medição de corrente de linha nos

corrente e produzindo um sobreaque­

desequilíbrio de tensão de 1% pode provar

três fios de alimentação do motor trifásico

cimento da máquina será necessário

um desequilíbrio de corrente superior a

é fundamental para avaliar a condição

atuar na instalação elétrica (alterar o tap

5%. Uma corrente desequilibrada produz

térmica que o motor está sendo submetido.

dos transformadores, redimensionar os

um fluxo girante com módulo variável

Se a corrente estiver muito alta, mas

condutores para reduzir a queda de tensão,

que, por sua vez, provoca oscilações na

equilibrada, o motor pode estar submetido

instalar um banco de capacitores no ponto

força produzida no rotor, aumentando da

a uma sobrecarga ou operando com um

de conexão do motor).

vibração. Essas vibrações podem danificar

afundamento de tensão.

os mancais e enrolamentos. O desequilíbrio

Caso a subtensão esteja elevando a

Estando os níveis de tensão de alimentação adequados, se a corrente

da corrente também pode sobreaquecer um dos enrolamentos do motor. Medição das correntes de alimentação do motor A operação do motor com subtensão ou tensão desequilibrada não significa que o motor está em uma condição de sobreaquecimento, pois se o carregamento do motor não estiver próximo do nominal, a corrente da máquina também não estará próxima da nominal e, mesmo sendo elevada por alguma característica da alimentação, ainda não alcança patamares comprometedores.

Figura 1 – Fator típico de redução da potência útil devido a um sistema de tensões desequilibrado.

29


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

30

estiver muito alta, o motor está submetido a uma sobrecarga. Se essa sobrecarga estiver excedendo o fator de serviço da máquina, ela vai sobreaquecer e sua vida útil será comprometida. Na situação de sobrecarga, a solução é especificar outro motor de maior potência. Caso as correntes apresentem um desequilíbrio, a norma ABNT NBR 17094 recomenda reduzir a potência útil do motor para evitar sobreaquecimento, conforme mostra a Figura 1. Regime de operação O transitório de partida do motor de indução é uma condição estressante para a máquina, visto que a corrente chega a ser várias vezes superior à nominal. Assim, é

Figura 2 – Regime intermitente com partidas.

importante verificar se esse transitório não está sendo muito longo ou se a periodicidade das partidas não está condizente com o tipo de regime da máquina. A Figura 2 mostra um regime de partida da máquina no qual a temperatura ultrapassa o limite permitido devido a sucessivas partidas, cujo tempo de funcionamento com carga constante (∆t_P) e o tempo de repouso (∆t_R) não são suficientes para o esfriamento do motor. Isso pode ocorrer quando o motor é especificado para um regime de operação e passa a operar em condição mais estressante. Nesse caso, é necessário especificar um motor que

com baixo escorregamento. do

do motor deve ser realizada. Quando o

rendimento é necessário medir a potência

motor está operando em uma condição

muito longo devido à carga com inércia

ativa na entrada do motor (PIN) e a

de baixo carregamento, o rendimento

elevada, o motor também pode sofrer um

velocidade no eixo (n). Dados de placa

é

sobreaquecimento. A especificação de um

como velocidade nominal (nN), velocidade

especificação da máquina.

motor de maior potência é necessária para

síncrona (nS) e potência útil nominal (PN)

reduzir o transitório de partida.

também são necessários. De posse desses

Medição da resistência do enrolamento

dados pode-se utilizar a equação a seguir

do estator

Rendimento

Para

o

cálculo

aproximado

baixo, uma avaliação mais detalhada

Se o tempo de aceleração (∆t_D) estiver

suporte esse novo regime de operação.

Fascículo

Figura 3 – Curva de torque do motor de indução em função da velocidade.

para calcular o rendimento aproximado.

comprometido

pela

inade­ quada

A resistência das fases individuais

A redução do rendimento do motor

pode ser medida usando uma ponte

é um importante indicador de que a

convencional. Desequilíbrios pequenos,

máquina está com problemas. Assim, será

como 1%, podem representar problemas, como fixação de solda, o que pode

apresentada uma metodologia para estimar o rendimento da máquina. Na Figura 3

Caso o motor esteja operando próximo

percebe-se que o torque varia de forma

da condição nominal, o rendimento

Desequilíbrios

praticamente linear com a velocidade

deve estar próximo do especificado

representar que o enrolamento de estator

angular no eixo do motor, quando operando

pelo fabricante; se o rendimento estiver

pode estar desconectado do sistema. A

levar a uma falha rápida e catastrófica. maiores

podem


Apoio

31


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

32

resistência do enrolamento, que varia

temperatura é diferente para cada tipo

estator, ou o enrolamento se deteriorou

com o projeto da máquina, também

material de isolamento e contaminação.

devido

pode

representar

um

enrolamento

impropriamente conectado.

desenvolvida a medição do índice de

ao

superaquecimento,

ao

movimento da bobina ou à contaminação, então a PD ocorrerá.

polarização (PI), criado para tornar

Um teste PD mede os pulsos de

Medição da resistência de isolamento

a

(RI)

temperatura. PI é uma proporção do IR

de um enrolamento. Há uma grande

interpretação

menos

sensível

à

corrente

resultantes

da

PD

dentro

Os testes de medição da resistência

em duas épocas diferentes. O PI é a razão

quantidade de métodos offline e online

de isolamento são provavelmente os

do IR medido após a tensão ter sido

para quantificar a atividade PD, como

testes de diagnóstico mais utilizados

aplicada durante 10 minutos (R10) ao IR

testes de sonda TVA (corona), sonda

para verificação das condições dos

medido após um minuto (R1).

ultrassônica e ultravioleta. A correta

enrolamentos do estator de motores elétricos. Este teste consegue identificar

interpretação dos sinais de descargas PI = R 10/R1

com sucesso problemas de poluição

parcias pode auxiliar na localização de defeitos bem como sua causa, porém,

dos

Se assumirmos que R10 e R1 foram

a mesma demanda ser realizada por

enrolamentos do estator. Em motores

medidos com o enrolamento na mesma

profissional com grande conhecimento

mais antigos, o teste também pode

temperatura, o que geralmente é bastante

no assunto.

detectar

e

contaminação

na

isolação

termicamente

razoável, então o "fator de correção de

deteriorados. Os testes de resistência de

temperatura" será o mesmo para R1

isolamento são utilizados há mais de 70

e R10 e será distribuído. Assim, PI é

anos e são realizados com megômetros.

relativamente insensível à temperatura.

isolamentos

O teste mede a resistência do isolamento elétrico entre os condutores

Descargas parciais

Vibração Todos

os

motores

elétricos

produzem vibrações que são a imagem dos

esforços

mecânicos

entre

suas

peças. Dessa forma, uma boa concepção

de cobre e o núcleo do estator (Figura 4). Idealmente, essa resistência é infinita,

As descargas parciais (PD) são

de um motor em excelente estado de

pois o objetivo do isolamento é bloquear

pequenas descargas elétricas que ocorrem

funcionamento produzirá muito poucas

o fluxo de corrente entre o cobre e o

em enrolamentos do estator de máquinas

vibrações. Entretanto, a deterioração do

núcleo. Na prática, a resistência não é

elétricas convencionais alimentadas em

funcionamento de um motor elétrico

infinitamente alta. Geralmente, quanto

60 Hz, geralmente, em tensão superior

conduz normalmente a um aumento

menor a resistência de isolamento, mais

a 1 kV, porém máquinas com tensões

dos níveis de vibração e o seu estudo

provável é que haja um problema com o

menores alimentadas por inversores de

permite obter informações muito úteis

isolamento.

frequência tipo PWM também podem

sobre a saúde do motor. A modificação

experimentar o fenômeno.

da vibração de um motor constitui uma

A grande desvantagem da medição

Fascículo

Para resolver este problema foi

da resistência de isolamento é que ela

As descargas parciais são inexistentes

das primeiras manifestações físicas de

é muito dependente da temperatura.

ou desprezíveis em enrolamentos de

uma anomalia, o que pode resultar em

Um aumento de temperatura de 10 °C

estator bem fabricados e que estão em

degradações e, talvez, em uma pane.

pode reduzir a resistência de isolamento

boas condições. No entanto, se existe

Logo, a análise da vibração do motor

de 5 a 10 vezes. Pior ainda, o efeito da

algum problema com o isolamento do

é um dos parâmetros a ser privilegiados em uma manutenção preventiva destes equipamentos. Além de detectar um possível defeito, o emprego de técnicas de manutenção através da análise vibratória permite o acompanhamento da evolução de certas falhas. Assim, é possível reparar um motor somente no bom momento, quando estão programadas as paradas de produção, ou ainda quando uma peça de reposição está disponível. Outra

Figura 4 - Conexão de fonte DC de alta tensão e amperímetro (nA) para medir a resistência de isolamento entre o revestimento de bobina do e o núcleo do estator [6].

vantagem que podemos destacar é que o método utilizado para medir a vibração


33

Apoio

é não invasivo, podendo até utilizar sensores sem contato. Isto permite que as medidas possam ser realizadas sem que o motor seja retirado do seu funcionamento normal. Um sistema mecânico é considerado em vibração quando ele possui um movimento de vai e vem em torno de uma posição de equilíbrio. Para medir uma vibração, pode-se pensar em um primeiro momento em utilizar o tato ou ainda o ouvido. Contudo, estas técnicas são limitadas pela precisão dos sentidos humanos. Este é o motivo pelo qual é preferível utilizar uma sonda de vibração. O objetivo desta sonda é transformar a vibração em um sinal elétrico utilizável. Uma análise vibratória detalhada de um sistema mecânico pode ser obtida através de uma análise de forma de deflexão operacional (ODS – Operating Deflaction Shape). Nesta análise é possível saber quais são as deformações que ocorrem relacionadas a cada frequência. Além disso, é possível identificar as frequências com maior vibração e, ainda, localizar os pontos na estrutura onde ela é mais prejudicial. Contudo, para efetuar uma análise de forma de deflexão operacional, é necessário dispor de ao menos dois sensores de vibração, um bom material eletrônico para a aquisição dos dados e de um software para a compilação destes dados. Além de estes equipamentos serem onerosos, é necessária uma pessoa especializada para realizar a análise corretamente. Dessa forma, será apresentada nesta seção uma compilação de técnicas mais simples de análise vibratória aplicada a motores de indução trifásicos, utilizando apenas um sensor de vibração. É evidente que este tipo de análise resulta em um estudo menos detalhado do que uma ODS, porém, é mais abordável como uma primeira abordagem. Para esta técnica de análise vibratória mais simples, normalmente utilizam-se acelerômetros piezoelétricos dispostos


Apoio

Ensaios em instalações elétricas industriais

34

o mais próximo possível dos mancais da máquina. Logo, deve-se evitar a região do meio da carcaça que não fica próxima aos mancais. A fixação dos acelerômetros deve ser feita sempre em partes rígidas da máquina, por exemplo, nunca na tampa do ventilador. Além disso, é importante efetuar ao menos duas medidas, uma para vibrações radiais e outra para vibrações axiais. É interessante conhecer a frequência de ressonância destes sensores para saber qual é a máxima frequência que se pode

Figura 5 – Espectro típico de um defeito de excentricidade ou desequilíbrio.

analisar. Outra característica importante é a forma como o acelerômetro será fixado no motor, já que isto altera a frequência de ressonância do sistema. Uma forma muito simples e eficaz de se fixar os acelerômetros é utilizar colas instantâneas de cianoacrilato. As

três

grandezas

que

podem

ser medidas em uma vibração são: o deslocamento, a velocidade e a aceleração. A

aceleração

é

mais

comumente

utilizada nestes tipos de análise. Porém, a representação deste sinal em função do

Figura 6 – Espectro típico de um desalinhamento entre eixos.

tempo é difícil de ser estudada, logo, uma ferramenta matemática (Transformada de Fourier) permite transformar este sinal em um espectro das amplitudes do sinal em função da frequência. Como os sinais de vibrações dos motores elétricos são somas de várias senoides, o sinal que será analisado é uma sucessão de picos em diferentes frequências. Os picos

Fascículo

observados não representam somente defeitos: como foi dito anteriormente, uma máquina sadia vibra. Os defeitos elétricos traduzem-se

Figura 7 – Espectro típico de um jogo entre o eixo e os rolamentos.

normalmente por uma elevação do pico na frequência de duas vezes a frequência de alimentação. Logo, em uma alimentação a 60 Hz deve-se olhar o pico a 120 Hz. Para diagnosticar qual é o tipo de defeito elétrico, os outros

tipos

de

ensaios

propostos

anteriormente são mais recomendados. É importante ressaltar que este pico existe normalmente. Os defeitos de excentricidade ou de

Figura 8 – Espectro típico de um problema nas engrenagens.


Apoio

35


Apoio

Fascículo

Ensaios em instalações elétricas industriais

36

desequilíbrio do rotor vão induzir picos

Outro defeito bem comum em

d'aide au suivi vibratoire des machines

na frequência de rotação. Por exemplo,

um motor de indução é o defeito nos

et installations industrielles”, Guides des

um motor girando a 1780 rpm terá picos

rolamentos. Os defeitos mais comuns

biens d'equipement, GE29-003G, 1992.

na frequência de 1780 dividido por 60

são na pista externa, na pista interna, nas

[4] Jacques Morel e Roger Chevalier,

segundos, ou seja, 29,67 Hz. Além disso,

esferas de aço ou ainda nos retentores

“Guide

surgirão picos menores em frequências

das esferas. Se o defeito ocorrer em uma

vibrations des machines tournantes”,

de duas e/ou três vezes a frequência de

destas quatro partes citadas, podem-se

Tome 1, EDF - Electricité de France

rotação. A figura a seguir ilustra um

calcular os picos das frequências de

- Direction des Etudes et Recherches,

espectro de um defeito de excentricidade,

vibração, que serão mais importantes.

Version 1, 1989.

em que Fr é a frequência de rotação.

Para estes cálculos é necessário conhecer

[5]

É evidente que nenhuma máquina é

alguns dados dos rolamentos utilizados,

maintenance

perfeitamente equilibrada, logo, sempre

como: o número de esferas, o diâmetro

préventive”, Notes de cours, 2014.

irão existir pequenos picos na frequência

interno, o diâmetro externo e o ângulo

[6] G.C. Stone e l. Culbert. “Electrical

de rotação da máquina.

de contato das esferas.

Testing of Low and Medium Voltage

No caso de um motor acoplado pelo eixo, se houver um desalinhamento entre

Considerações finais

de duas vezes a frequência de rotação

Conforme pode ser visto neste artigo

será maior que o pico da frequência de

a realização de alguns testes simples

rotação. Às vezes, pode ocorrer de o

pode colaborar para a melhoria da vida

maior pico acontecer em três ou quatro

útil e consequente redução de custos de

vezes a frequência de rotação, o que

manutenção e troca de motores elétricos

caracteriza também um desalinhamento

na indústria. Como visto, a maioria dos problemas

No caso em que o motor não está

que podem levar à falha de motores

bem preso à fundação, ou ainda que haja

industriais pode ser encontrada por

um jogo entre o eixo e os rolamentos,

meio de uma variedade de testes

surgirão, além de picos múltiplos da

elétricos. Nenhum teste irá encontrar

frequência de rotação, outros picos

todos os problemas que podem levar à

menores múltiplos de 1/2 ou 1/3 da

falha do enrolamento. Para os estatores,

frequência de rotação.

os testes de sobretensão, de resistência

Em motores em que a transmissão

de isolamento e de descarga parcial

se faz por correias, no caso de uma

são as ferramentas mais importantes

deterioração de uma parte da correia,

disponíveis, permitindo que muitos

haverá picos na frequência de rotação

problemas sejam detectados durante

da correia. Uma análise da correia

o serviço normal do motor e, assim,

pode ser feita utilizando uma lâmpada

facilitando a manutenção preditiva.

estroboscópica. Quando a transmissão da força nos

Hubert

Motors”.

l'interpiretation

Faigner,

Pulp

La

and

des

“Stratégies

de

maintenance

Paper

Industry

Technical Conference 2007. 24-28 June, 2007, Williamsburg, VA, USA

eixos, geralmente, o pico na frequência

entre eixos.

pour

Referências

motores é feita através de engrenagens,

[1] Tahar Belkhir e Med Mohcen Ben

no caso de um defeito, os picos de

Saci, “La maintenance des équipements

vibração ocorrerão na frequência dos

par l’analyse vibratoire”, Mémoire de fin

dentes das engrenagens e em seus

d’etude, Université Kasdi Marbah Ourgla

múltiplos. Para se encontrar qual é esta

Faculté des Sciences Appliquées, 2016.

frequência, basta multiplicar o número

[2] Jean le Besnerais, Vincent Lanfranchi,

de dentes pela frequência de rotação

Michel Hecquet e Pascal Brochet, “Bruit

do motor. A figura a seguir ilustra um

audible d’origine magnétique dans les

espectro de um defeito de engrenagens,

machines asynchrones”, Techniques de

em que Fr é a frequência de rotação e Fe

l’ingénieur, d3580, 2013.

é a frequência das engrenagens.

[3] PSA Peugeot – Citroën, “Guide

Juliana Luísa Müller Iamamura possui graduação, mestrado e doutorado em engenharia elétrica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente, é professora adjunta na Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua principalmente com modelagem tridimensional, eletromagnetismo, diagnóstico de faltas e cálculo de perdas no ferro. Bruno Akihiro Tanno Iamamura possui graduação e mestrado em engenharia elétrica pela UFSC. Realizou doutorado em Engenharia Elétrica em cotutela pela UFSC e Université des Sciences et Technologies de Lille (França). Atualmente, é professor adjunto na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). João Américo Vilela Júnior possui graduação e mestrado em engenharia elétrica pela UFU e doutorado em engenharia elétrica pela UFSC. Atualmente, é professor adjunto da UFPR. Tem experiência na área de engenharia elétrica, com ênfase em eletrônica de potência e máquinas elétricas. Mateus Duarte Teixeira é graduado em engenharia industrial elétrica pela UFSJ, com mestrado em engenharia elétrica pela UFU e doutorado em engenharia dos materiais pela UFPR. É pesquisador dos Institutos Lactec e professor da UFPR. Também ocupa a vice-presidência da SBQEE. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


Apoio

37


Apoio

Por Vinícius G. de Oliveira, Juliano J. Bazzo e Dênis W. Naressi*

Internet das Coisas

38

Capítulo VII Iluminação pública como habilitador das cidades inteligentes A Resolução n°414/2010 da Agência

solução inovadora de telegestão de IP, já

Já com relação à mobilidade urbana,

Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que

disponível ao mercado, que possibilita

a média nacional de horas gastas no

determinou que a responsabilidade do

a criação de uma infraestrutura de

deslocamento casa/trabalho/casa, todos os

parque de iluminação pública (IP) passa

comunicação IoT para cidades inteligentes.

anos, é de 265 por pessoa. Esse tempo pode

das concessionárias de distribuição de energia elétrica para as prefeituras – que a princípio pode parecer um desafio para

O momento das cidades inteligentes

grandes centros urbanos. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas, publicado pela revista Exame , indica que só na cidade de

a administração pública –, é de fato uma oportunidade única para a criação da

Atualmente, 54% da população mundial

São Paulo o desperdício de combustível de

infraestrutura que suportará a evolução da

vive nas cidades, e, segundo dados da

veículos parados em congestionamentos,

cidade para o patamar de cidade inteligente,

Organização das Nações Unidas, a previsão

somado aos prejuízos de saúde pública

tornando-se a base para a implantação

é que essa porcentagem suba para 61% nos

devido à poluição atmosférica e às horas

de uma rede que habilite a Internet das

próximos dez anos.

perdidas em salário de trabalhadores presos

Coisas (IoT – Internet of Things) para as

Também é nas cidades que a grande

no trânsito, acarreta um custo de 40 bilhões

mais diversas aplicações que irão tratar os

parte dos recursos naturais do planeta é

de reais, valor referente a 1% de todo o PIB

grandes desafios das cidades no século XXI.

consumida. Como resultado, 75% de toda a

nacional. Essas e muitas outras estatísticas

emissão de CO2 ocorre nesse meio.

mostram que a evolução das cidades não é

Contudo, este cenário positivo deve estar

Fascículo

ser multiplicado em mais de duas vezes nos

ineficiências

meramente desejável, mas imprescindível

infraestrutura

encontradas nas cidades de todo o

para o futuro da sociedade. A esta evolução

convergente para cidades inteligentes, em

mundo. No Brasil, segundo o Ministério

atribui-se o termo “cidade inteligente”.

especial para a implantação do sistema de

das Cidades, 37% da água tratada para o

Uma cidade inteligente é definida como

telegestão, que, além de tratar das questões

consumo é perdida na distribuição, antes

a cidade que utiliza as TICs (Tecnologias da

relativas à IP, também sirva de base para

mesmo de chegar aos medidores dos

Informação e Comunicação) para aumentar

diversos sistemas relacionados a questões

usuários finais. No que tange ao consumo

o desempenho e o bem-estar, reduzir custos

críticas para a cidade, como: mobilidade

energético, apenas 2% dos quase 20 milhões

e consumo de recursos, e engajar de forma

urbana, geolocalização, segurança e saúde

de pontos de iluminação pública utilizam

mais eficiente e ativa os seus cidadãos.

pública, entre muitas outras.

a tecnologia LED (Light-Emitting Diode),

De fato, as TICs apresentam-se como a

ancorado em tecnologias que corroborem na

criação

de

uma

Inúmeras

são

as

Assim, este artigo visa trazer luz a essa

que é a mais moderna e eficiente - quase

solução para o gerenciamento eficiente de

questão e indicar caminhos que podem ser

a totalidade é composta de lâmpadas a

recursos, por meio da interligação em rede

seguidos assim como desafios que devem

vapor de sódio ou mesmo mercúrio, que é

de dispositivos inteligentes com sistemas

ser superados. Ao final, é apresentada uma

bastante defasada.

computacionais avançados.


Apoio

A infraestrutura de iluminação pública como solução de conectividade Como visto, a criação de uma rede

operacionais e responsivos por todo o tempo para prestar o serviço de rede para as mais diversas aplicações. Desta forma, não são possíveis operações como em sleep mode;

de comunicação de dados é fundamental

• Ter os elementos de rede protegidos de

para o desenvolvimento dos serviços de

intempéries climáticas e vandalismo.

A importância de telegestão para o parque IP e o seu potencial para a construção das cidades inteligentes Independentemente

das

questões

referentes à Internet das Coisas (IoT) e cidades inteligentes abordadas nas

cidades inteligentes. Tal rede necessita estar distribuída por todo o tecido urbano,

Os requisitos acima podem parecer

seções anteriores, a gestão do parque de

chegando aos dispositivos que são a base

difíceis de serem alcançados, uma vez que

iluminação pública em uma cidade, por si

para as diversas aplicações. Para isso, os

demandam uma infraestrutura complexa.

só, é um grande desafio.

elementos de roteamento dessa rede devem

Entretanto, essa infraestrutura já está

Nas operações tradicionais, que ainda

atender aos seguintes requisitos:

instalada e disponível nas cidades - ela é

não possuem um sistema de telegestão,

constituída pelos inúmeros pontos de IP

existem

• Estar presente em toda a cidade e em

distribuídos pelo município. Aproveitando

fortemente o custo operacional:

grande volume para, assim, alcançar

essa infraestrutura e, também, os atuais

resiliência através da configuração de

esforços de revitalização do parque IP,

• Para o recebimento de chamados de

inúmeros caminhos redundantes;

financiados com o recurso da Contribuição

manutenções por meio da identificação da

• Ser de fácil instalação e manutenção dado

para Custeio da Iluminação Pública (Cosip)

própria população, torna-se necessária a

o grande número de roteadores necessários,

– já adotada em muitos municípios –, toda

criação de call center para atender a centenas

que vai de milhares a centenas de milhares,

a rede pode ser criada com facilidade, em

ou mesmo milhares de notificações todos os

dependendo das características da cidade;

especial nas cidades onde já está prevista

meses;

• Possuir energia elétrica abundante,

a implantação da telegestão dos pontos de

• Para identificar problemas nas luminárias,

uma vez que os roteadores deverão estar

iluminação pública.

como lâmpadas queimadas ou acesas

dois

pontos

que

impactam

39


Apoio

Internet das Coisas

40

durante o dia, é necessária a realização de

primeiro são as soluções que se limitam

A solução para este problema é a criação de

rondas por toda a cidade para a observação

puramente à gestão da iluminação pública.

uma rede de telegestão que utilize comunicação

do parque.

São classicamente sistemas de comunicação

aberta, com protocolos definidos por órgãos

máquina a máquina (M2M), que não

de padronização reconhecidos. Além disso,

possibilitam a agregação de nenhuma outra

se esses protocolos forem compatíveis com

aplicação.

o conceito da IoT, a rede de dispositivos

Por meio da telegestão, esses custos são mitigados. O elemento da telegestão instalado em cada ponto IP identifica

A segunda é constituída de sistemas

permitirá a agregação dos mais diversos

os eventuais problemas nas luminárias

de comunicação fechada que possibilitam

produtos fornecidos por qualquer empresa

remotamente. Mais do que isso, é possível

a agregação de outras aplicações. Frente

que decida tornar a sua solução aderente a essa

identificar evidências que uma falha

às oportunidades em cidades inteligentes,

comunicação padronizada.

está próxima de acontecer, permitindo a

algumas

realização da manutenção preditiva.

telegestão

empresas

fornecedoras

também

de

Nesse aspecto, uma iniciativa global para

desenvolveram

a definição de protocolos de comunicação que

Outro ponto fundamental da telegestão

outros equipamentos, como medidores

atendam às necessidades de um sistema de

é a capacidade de realizar a medição

inteligentes, que trafegam os seus dados

telegestão de IP e de várias outras aplicações

do consumo real de energia elétrica.

através da rede de telegestão da iluminação.

para cidades inteligentes é a WI-SUN Alliance

Atualmente, através da definição do artigo

Apesar de ser uma abordagem mais ampla

(www.wi-sun.org). Ela se vale de protocolos e

24 da Resolução Aneel nº 414/2010, é

em comparação à primeira, a comunicação

mecanismos de segurança definidos por órgãos

considerado o tempo de 11 horas e 52

proprietária e fechada impede que outros

reconhecidos – como IEEE, IETF e ETSI – e

minutos diários para o cálculo da cobrança,

fornecedores de equipamentos se valham

desenvolvidos para atender aos requisitos de

tendo por base o inventário dos ativos, que

da infraestrutura da telegestão, tornando

conectividade para Internet das Coisas.

especifica a potência das luminárias. Além

a cidade dependente dos produtos de uma

de eventuais erros no inventário, é notório

mesma empresa.

Contudo,

possibilitar

a

interoperabilidade entre diversos fabricantes,

que, na maioria das municipalidades

Em ambos os casos, a cidade decidirá

não basta a adoção dos mesmos padrões de

brasileiras, o tempo de escuridão é

por adotar apenas um fornecedor ou

comunicação e mecanismos de segurança. Tal

consideravelmente

a

deverá criar ilhas de telegestão em regiões

como ocorre com as interfaces de rede Wi-Fi,

maior parte do ano. Assim, a telegestão

definidas (como mostrado na Figura 1),

em que a especificação IEEE 802.11 deixa

permite medir o custo da energia elétrica

uma vez que as soluções não interoperam.

aberta uma série de opções que podem ser

efetivamente gasto e não estimado. Soma-se

Essa

inflexível,

implementadas de forma diferente por cada

a isso a capacidade da telegestão em realizar

demanda que a equipe de operação possua

fabricante, apesar de a Wi-Fi Alliance ter sido

a dimerização das luminárias. Vale observar

especialistas em cada solução - o que

criada para definir testes que efetivamente

que, além de reduzir o consumo energético,

aumenta o OPEX.

asseguram a interoperabilidade.

menor

durante

abordagem,

além

de

a dimerização aumenta a vida útil do ponto de iluminação, reduzindo custos de Capex. Por fim, a telegestão também permite analisar a qualidade técnica da luminária, medindo seu fator de potência, geração de calor, eficiência energética e até a geração

Fascículo

para

de harmônicos que poluem a rede elétrica. Desta forma a criação de uma rede de sensores que atenda às demandas de telegestão de IP é algo que se justifica por si só. Contudo, se corretamente projetada, esta mesma rede agrega os requisitos necessários para atender uma infinidade de outros serviços IoT para cidades inteligentes.

Limitações das soluções atuais Analisando as soluções convencionais de telegestão, dois tipos se destacam. O

Figura 1 – Ilhas de soluções proprietárias.


Apoio

Da mesma forma, a Wi-SUN Alliance

garantir a interoperabilidade - e impede o

para gestão de IP, uniram seus esforços, e,

define testes, chamados de profiles, que

WI-SUN de ser considerado um padrão “de

com apoio de recursos da Empresa Brasileira

garantem a interoperabilidade. Por se tratar

facto” hoje. Dessa forma, é incerto se haverá

de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii)

de uma tecnologia baseada em redes mesh,

adoção de mercado significativa nos próximos

desenvolveram uma solução que apresenta

os testes precisam ser mais extensivos em

anos.

diversas inovações. Entre elas, destacam-se:

Inovação tecnológica a serviço da construção das cidades inteligentes

iluminação – como visto, os principais

comparação à conectividade ponto a ponto do Wi-Fi - assim, existem testes para as camadas de acesso física (PHY), acesso lógico (MAC) e de rede. As Figuras 2 e 3 apresentam, respectivamente, a pilha de protocolo definida pelo WI-SUN e os tipos de testes para a

Independência

benefícios

da

da

telegestão

independentemente

da

tecnologia se

de

aplicam

tecnologia

de

iluminação utilizada – seja Led, vapor de sódio Frente aos desafios da gestão do parque

de alta pressão, ou outra -, em especial quando

IP e às latentes oportunidades em cidades

a telegestão é um habilitador de serviços de

Entretanto, apesar de a Aliança contar

inteligentes, o CPqD, instituição de ciência

cidade inteligente. Assim, em vez de estar

com dezenas de empresas, a grande maioria

e tecnologia com a missão de promover a

acoplado à luminária, o módulo de telegestão

delas realizou a certificação apenas no nível

inovação com base nas TICs no país, e a Exati,

se interconecta por meio da tomada padrão

da camada PHY, o que não é suficiente para

empresa de tecnologia atuante em soluções

ANSI C136.41, que é amplamente adotada

interoperabilidade.

em todos os tipos de luminárias. Desta forma, o planejamento de implantação da telegestão caminha independente da migração para a tecnologia Led. A Figura 4 apresenta o módulo de telegestão. • Interface de rede compatível com WI-SUN - apesar de o padrão WI-SUN ainda não ter sido adotado de forma significativa, é o que atualmente possui maior potencial para se tornar o padrão de redes mesh em cidades inteligentes. Assim, a solução adotou a camada PHY e MAC IEEE 802.15.4e/g, bastando apenas ajustes em nível de firmware para a plena interoperabilidade por intermédio deste padrão. • Interface de backhaul celular embarcado – outras soluções contam com um elemento concentrador, em geral, instalado em postes para fazer a conexão dos módulos de telegestão Figura 2 – Pilha de protocolos WI-SUN. Fonte: Wi-SUN Alliance – Interoperable Communications Solutions – Fev/2016.

à internet. O concentrador é um elemento de custo mais alto e que dificulta a implantação. Na solução desenvolvida, o próprio módulo de telegestão possui interface celular embutida (ex. GPRS e 3G/4G) para realização da conexão com a rede ampla. • Gateway BLE - dada a complexidade das redes mesh e a dificuldade de padronização, possivelmente, a maior inovação que a solução traz é a adição de uma interface Bluetooth Low Energy (BLE) em todos os módulos de telegestão. Com ela, cada ponto de IP torna-se

Figura 3 – Profiles de teste de interoperabilidade. Fonte: Wi-SUN Alliance – Interoperable Communications Solutions – Fev/2016.

um gateway para sensores que se comunicam através deste protocolo - que é um padrão

41


Apoio

Internet das Coisas

42

consolidado -, além de também ser suportado por todos os smartphones, permitindo interação com a população. A Figura 5 ilustra o conceito. • Integração com Plataforma IoT – por fim, a solução – que, como mostrado, provê infraestrutura de comunicação para dispositivos diversos – integra-se com uma plataforma IoT de código aberto baseada no projeto europeu Fiware (www.fiware.org) Figura 4 – Elemento de telegestão se acopla a luminária através de tomada padrão ANSI C136.41.

para, assim, acelerar o desenvolvimento das aplicações de outras soluções para cidades inteligentes. Esta plataforma (Figura 6) está em desenvolvimento pelo CPqD, em um projeto que conta com recursos do Funttel – o lançamento oficial do código-fonte ocorrerá no evento IoT Latin America 2017, na cidade de São Paulo.

Conclusões Este artigo apresentou o atual momento da iluminação pública no Brasil e como esta pode ser a base para o desenvolvimento de serviços IoT para cidades inteligentes. Também foi apresentada uma solução inovadora que habilita esse desenvolvimento. No próximo artigo será apresentada em detalhes a plataforma IoT utilizada na solução de telegestão descrita.

Fascículo

Figura 5 – Padrões de comunicação adotados pela solução.

Figura 6 – Backend da solução conta com Plataforma IoT de código aberto para o desenvolvimento de aplicações de cidades inteligentes.

*Vinícius Garcia de Oliveira é engenheiro eletricista com especialização em telecomunicações, mestrado em engenharia elétrica e MBA em marketing. Desde 2015 tem se dedicado a participar e palestrar em eventos que discutem a temática Internet das Coisas no Brasil. Atualmente, é o líder de tecnologia do Estudo Nacional em IoT, coordenado pelo BNDES e MCTIC. Juliano João Bazzo é graduado e mestre em engenharia elétrica pela UFPR e doutorando pela Unicamp. Coordena projetos em diversas áreas de TIC, com destaque para os mais recentes de Iluminação Pública e da Plataforma IoT. É autor de 12 patentes e diversos artigos na área. Denis Weis Naressi é cientista da computação e CEO da Exati, empresa que se destaca por atender a mais de 200 cidades com sistemas de gestão de iluminação pública, incluindo grandes metrópoles como Belo Horizonte, Curitiba, Fortaleza, Belém, Maceió, Porto Velho, Londrina e Santos. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@ atitudeeditorial.com.br


Apoio

43


Apoio

Fascículo

Manutenção de equipamentos elétricos

44

Por Alan Rômulo Queiroz, Eduardo César Senger e Luciene Queiroz*

Capítulo VII Operações integradas – Parte 2 Este capítulo apresenta as práticas esperadas em cada geração das Operações

Práticas tradicionais

Integradas e os ganhos previstos.

Práticas existentes e futuras

a visão do processo onde estão inseridos. Os sistemas de controle são especializados, sendo

Em uma operação tradicional, muitas

difícil e demorada a coleta de dados para

decisões são tomadas no ambiente offshore,

análise e otimização dos processos produtivos. Especificamente em relação à manutenção,

isoladamente ou com a participação limitada de especialistas onshore. O planejamento é

as

práticas

tradicionais

basicamente

A implantação das Operações Integradas

relativamente rígido e fixado basicamente

consideram como estratégias de manutenção

na indústria de óleo e gás norueguesa

em intervalos. A estrutura organizacional

a aplicação de intervenções preventivas e

foi dividida em duas gerações diferentes,

é tradicional, o que significa que as equipes

corretivas, acrescidas de limitados métodos

denominadas G1 e G2, sendo que ambas as

offshore e onshore pertencem a diferentes

de manutenção baseada na condição. Isto

gerações possuem como ponto em comum

unidades com diferentes metas e indicadores

significa que as manutenções são realizadas

a reestruturação dos processos de trabalho.

de

são

periodicamente e com tarefas previamente

A Figura 1 ilustra as principais características

desenvolvidos para serem especialistas em

determinadas, ou sempre que ocorre uma falha.

dessas gerações.

disciplinas específicas, mas geralmente sem

O processo de manutenção é suportado por

Figura 1 – Processos G1 e G2.

performance.

Os

profissionais


Apoio

um sistema ERP (geralmente os recursos são

principalmente no uso de tecnologias de

utilizados de forma limitada) e documentação

informação e comunicação para integrar os

de petróleo offshore e os centros de operação

técnica. As perdas de produção nesse tipo de

processos e trabalhadores onshore e offshore.

onshore, como ilustrado na Figura 3. Os dados

prática comumente estão relacionadas à falha em equipamentos do processo produtivo.

Processos da Geração G1 Os processos da Geração G1 são focados

de dados em tempo real entre plataformas

Para atingir este objetivo, a tecnologia

transmitidos podem ser compartilhados

implementada tem de garantir que a

e analisados por trabalhadores em tempo

capacidade dos sistemas instalados em terra

real,

é suficientemente confiável para suportar as

geográfica, tornando possível o suporte técnico

operações offshore. Uma característica dessa

especializado a partir de instalações onshore.

geração é a introdução de extensas transmissões

independentemente

da

localização

Algumas companhias norueguesas já implantaram os processos de trabalho da geração G1 durante a primeira década do século XXI, enquanto outras estão conduzindo pilotos para avaliação da prática ou estão em processo de implantação. A Figura 4 demonstra a aplicação da geração G1 em uma plataforma localizada no Mar do Norte. Em relação à manutenção, a geração G1 preconiza que todos os trabalhos de planejamento da manutenção devem ser realizados no ambiente onshore, coordenando adequadamente as intervenções preventivas com

o

planejamento

de

produção,

monitoramento remoto e as técnicas de manutenção baseada na condição. Isto tem Figura 2 – Relação entre as unidades offshore e onshore em uma prática tradicional.

45


Apoio

Manutenção de equipamentos elétricos

46

como objetivo reduzir a necessidade de intervenções preventivas e aumentar o período de disponibilidade dos equipamentos. Nessa geração, a aplicação da manutenção baseada na condição não deve se limitar apenas às máquinas rotativas, mas também deve ser empregada em outros equipamentos críticos, como válvulas, implementando ferramentas online para monitoramento de performance. Como consequência desse monitoramento, tendências

de

degradação

devem

ser

identificadas brevemente, permitindo que as decisões sobre qualquer tipo de intervenção sejam tomadas antes da ocorrência de uma falha, garantindo que equipamentos caros e críticos para o processo, como turbinas e Figura 3 – Relação entre as unidades offshore e onshore na geração G1.

grandes motores, sejam preservados.

Processos da Geração G2 A geração G2 tem como objetivo aumentar a eficiência das operadoras por meio do uso intensivo do conhecimento e serviços dos fornecedores, implantando funcionalidades que permitam a operação de um campo de forma remota. A Figura 5 ilustra a relação entre as unidades offshore e onshore. Algumas empresas operadoras de campos de petróleo na Noruega já implantaram processos dessa geração em caráter de piloto. Em termos de manutenção, a geração G2 tem como objetivo realizar as preparações para manutenções, modificações e reparos Figura 4 – Ambientes colaborativos em tempo real.

em ambientes onshore, sendo que a execução dessas intervenções em ambiente offshore deve ocorrer por equipes multidisciplinares e

Fascículo

itinerantes, diferentemente do modelo atual, em que a maior parte das manutenções é realizada por equipes residentes da plataforma. O planejamento onshore será apoiado por sistemas de videoconferência e modelos 3D da plataforma. Nesta geração, a técnica de manutenção que deverá ser aplicada de forma mais ampla é a baseada na condição, apoiada por instrumentos inteligentes. A quantidade de dados gerados deverá ser gerenciada por pacotes de softwares programados para filtrar as informações mais relevantes para a manutenção, de modo a otimizar os trabalhos Figura 5 – Relação entre as unidades offshore e onshore na geração G2.

da equipe de suporte onshore.


Apoio

47


Apoio

Fascículo

Manutenção de equipamentos elétricos

48

Ganhos econômicos estimados No relatório denominado “eDrift på norsk sokkel”, a Norwegian Oil Industry Association estima que, com a implantação das Operações Integradas, a recuperação de petróleo na Noruega poderá crescer entre 3% e 4% e os custos operacionais podem ser reduzidos entre 20% e 30%. Neste relatório, após pesquisas realizadas nos 11 maiores campos produtores da

Operations”. Dissertação (Mestrado em Segurança,

equipamentos elétricos em unidades offshore de

Saúde e Meio Ambiente). Norwegian University of

produção de petróleo e gás baseada na filosofia de

Science and Technology, Noruega, 2006.

operações integradas. Tese (Doutorado em Ciências –

• Bekkeheien, T. “Introducing Event-Driven Business

Engenharia Elétrica). Universidade de São Paulo, 2016.

Process Management to Integrated Operations: A Case

• Rusa, R. IO valuation cases from the Petoro Assets

Study”. Dissertação (Mestrado). Universidade de Oslo,

on the NCS. In: “The IO Conference”. Trondheim,

Noruega, 2010.

Noruega, 2007.

• Johnsen, S.; Ask, R.; Roisli, R. 2007, Reducing risk in oil and gas production operations. In: “IFIP International Federation for Information Processing”. Vol. 253, p. 83-95, 2007.

plataforma continental norueguesa, concluiu-se

• Norwegian Oil Industry Association. “eDrift på norsk

que um investimento de 4,2 bilhões de dólares na

sokkel- det tredje effektiviseringsspranget”. Disponível

implantação das Operações Integradas, no período

em www.norskoljeoggass.no. Acesso em 25/08/2013.

de 2005 a 2015, proporcionaria um ganho de até 42

• Mori, H.; Hayashi, S. “Integrated Operation with

bilhões de dólares no mesmo período de tempo. Os ganhos foram calculados considerando um preço médio de 40 - 45 USD/barril. Além dos ganhos econômicos, a aplicação das Operações Integradas em nível mundial pode contribuir para um aumento substancial das reservas de petróleo.

Referências bibliográficas • Andersen, S. “Improving Safety through Integrated

maintenance alarm on an asset management system”. Yokogawa Technical Report. V. 44, 2007. • Mu, L.; Prinz, A.; Reichert, F. Towards Integrated Operations for Ships. In: “9th IEEE International Wireless Communications and Mobile Computing Conference (IWCMC)”. Itália, 2013. • Norwegian Oil Industry Association. “Integrated Work Processes: Future work processes on the Norwegian Continental Shelf”. Disponível em www. norskoljeoggass.no. • Queiroz, A. R. S. Estratégia de manutenção de

*Alan Rômulo Silva Queiroz é engenheiro eletricista graduado pela Universidade Santa Cecília (Santos – SP), mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Eduardo César Senger é engenheiro eletricista e doutor pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. É professor livre-docente na área de Proteção de Sistemas Elétricos pela Universidade de São Paulo e coordenador do Laboratório de Pesquisa em Proteção de Sistemas Elétricos (Lprot). Luciene Coelho Lopez Queiroz é bacharel em Ciências da Computação graduada pela Universidade Católica de Santos e mestre em Engenharia da Computação pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Continua na próxima edição Acompanhe todos os artigos deste fascículo em www.osetoreletrico.com.br Dúvidas, sugestões e outros comentários podem ser encaminhados para redacao@atitudeeditorial.com.br


Apoio

49


52

Aula Prática

Por José Carlos de Oliveira, Lucas Tiago Oliveira e Raquel Filiagi*

Qualidade da energia elétrica A eficácia de compensadores

de desequilíbrios a componentes passivos

O Setor Elétrico / Julho de 2017


53

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Os sistemas elétricos trifásicos devem

não devem ultrapassar 3% em complexos

No

ser providos de tensões senoidais de

inferiores a 1 kV e 2% em sistemas entre

transmissão de energia elétrica, não obstante

mesma magnitude em todas as fases e

1 kV e 230 kV. No que concerne à rede

as soluções baseadas na transposição de

defasadas de 120º entre si. Todavia, para

básica, o Operador Nacional do Sistema

condutores tenham sido alvo de aplicações

as instalações reais, as tensões e correntes

Elétrico (ONS) determina, por meio dos

no passado, com o aumento da demanda

podem

Procedimentos de Rede – Submódulo

enérgica global, o número de subestações

dissemelhante em cada fase devido à uma

2.8,

das

tem incrementado consideravelmente, o que

série de razões, dentre as quais destacam-se

tensões devem ser restritos a 2% e 1,5%

torna impraticável a realização de múltiplas

aquelas atreladas à distribuição assimétrica

considerando os limites globais e individuais,

transposições entre as estações, ratificando

das cargas monofásicas nas redes elétricas,

respectivamente.

a necessidade de solução alternativas.

podendo provocar incomensuráveis efeitos

Somadas as tradicionais fontes de

danosos,

desequilíbrios associadas com o suprimento

concernente

rotativas, dentre outros equipamentos.

de cargas distribuídas e operadas de forma

do fenômeno ora referido, contemplando

De fato, quando as tensões apresentam

assimétrica, atualmente, com o avanço

diferentes metodologias que vão desde

comportamento desequilibrado, além de

da tecnologia e a disponibilização de

o emprego de compensadores estáticos

causarem a depreciação da vida útil dos

incentivos fiscais e de crédito, pode-se

controlados a tiristores [6], ao uso de

dispositivos, elas são capazes de intensificar

notar uma grande popularização da geração

eletrônica de potência [7]-[9]. Ademais,

as

distribuída,

outras soluções meritórias de destaque

apresentar

comportamento

principalmente

perdas,

os

em

máquinas

sobreaquecimentos

e

que

os

desbalanceamentos

sobretudo

no

Brasil,

cuja

que

tange

aos

sistemas

de

É cógnito que há uma vasta literatura às

estratégias

proporcionar mais solicitações de isolamento

potência instalada totalizou 100.971,08 kW

são

e comprometer a operação do sistema.

em fevereiro de 2017. Entre as mais diversas

embora as estratégias supramencionadas

Assim sendo, é indispensável a incorporação

formas de geração distribuída, destaca-se a

sejam tecnicamente eficazes, salienta-se

de normas que limitem os níveis de

fotovoltaica, a qual pode ser composta por

que o uso de compensadores controlados

assimetria entre as tensões dos barramentos

complexos monofásicos ou bifásicos que

pode

que integram o sistema elétrico como um

são capazes de provocar um crescimento

harmônicas,

todo.

substancial dos problemas associados aos

dos custos operacionais em virtude da

às

desequilíbrios, especialmente em sistemas

necessidade de filtros adicionais para a

destaca-se

de distribuição em baixa tensão. Desse

mitigação harmônica [2]. Por outro lado,

Neste

particular,

regulamentações

no

nacionais,

tocante

apresentadas

provocar

em

mitigadoras

[10]-[12].

significativas

acarretando

na

Muito

distorções elevação

de

modo, o desenvolvimento de metodologias

a aplicação das estratégias que utilizam

Distribuição (Prodist), da Agência Nacional

para abrandar tais fenômenos tem se

componentes eletrônicos pode representar

de Energia Elétrica (Aneel), que define que

apresentado como objeto de fundamental

uma solução dispendiosa e complexa,

os percentuais de desequilíbrio das tensões

interesse por parte da comunidade científica.

uma vez que exige o desenvolvimento de

o

Módulo

8

dos

Procedimentos


54

Aula Prática

O Setor Elétrico / Julho de 2017

algoritmos para a efetivação do controle,

e, por fim, a implementação computacional

maiores requisitos quanto a instalação física,

da estratégia. Com base nesses recursos, são

metodologias

equipes mais especializadas, etc.

realizadas investigações de desempenho

fenômenos e é fato que algumas estratégias

Alternativamente,

Na literatura, são apresentadas diversas para

quantificar

estes

a

utilização

sob

operativas

utilizam as informações relativas ao ângulo e à

que

diferentes

condições

integram

atreladas aos desequilíbrios de carga e

fase dos valores de tensão. Entretanto, uma vez

elementos passivos a parâmetros fixos,

geração, ambicionando avaliar a eficácia

que nem todos os medidores de energia são

apresenta-se como uma solução técnica

sobre o processo da compensação.

capazes de informar o defasamento angular

de

equipamentos

entre as grandezas, alguns métodos fazem uso

e economicamente atrativa, uma vez que são compostos por elementos robustos

Metodologias para o cálculo dos

apenas dos módulos das tensões [1].

que viabilizam a sua aplicação prática

indicadores de desequilíbrios

Tendo em vista o atendimento às

de forma simples. Esta técnica, todavia,

Os

regulamentações

nacionais,

é

com

caracterizados pela disparidade entre as

são

na

parâmetros invariáveis, fato este que aponta

tensões ou correntes de um determinado

Componentes Simétricas e no método

para o seu uso em instalações com níveis

sistema trifásico, o qual pode ser manifestado

Cigré para a quantificação dos percentuais

de desequilíbrios com relativa constância

em módulo, quando as amplitudes são

de desbalanceamento das tensões, são

no tempo. Naturalmente, a concepção

dissemelhantes entre as fases, ou ângulo,

apresentados, na sequência, os fundamentos

ora tratada, desde que adequada a meios

caso a defasagem elétrica entre as mesmas

que norteiam as referidas estratégias.

eficazes para a variação paramétrica de

seja diferente de 120º.

seus elementos pode, de fato, ser também

aplicada para condições dinâmicas de

tais distúrbios está tipicamente relacionada

A

cargas.

à assimetria dos complexos elétricos a

em

níveis de transmissão e distribuição, ou

desequilibrado em três sistemas de fasores

em

constituída

por

componentes

Diante dessa conjuntura, embasando-se desenvolvimentos

previamente

desequilíbrios

são

fenômenos

Reconhece-se que a manifestação de

embasadas

as

quais

metodologia

das

Método das componentes simétricas metodologia decompor

um

em

foco

consiste

sistema

trifásico

à natureza das cargas, as quais podem

equilibrados, os quais são fragmentados

estabelecidos em [14], o presente trabalho

apresentar

em:

tem por foco avaliar o desempenho de

as fases do sistema. É fato que tais

uma estratégia para a mitigação dos

anomalias podem causar diversos efeitos

1) Componentes de sequência positiva:

desequilíbrios, cujo princípio operativo se

nocivos, visto que pequenos percentuais

compostas por três fasores de mesmo

baseia na utilização de elementos passivos

de desbalanceamento nas tensões de

módulo, defasados de 120º entre si e com

a parâmetros constantes. Para tanto, são

alimentação

a mesma sequência de fase dos fasores

apresentados os fundamentos físicos do

substancialmente elevados nas correntes,

originais;

fenômeno ora posto, o princípio operativo

resultando em sobreaquecimentos e na

2) Componentes de sequência negativa:

do dispositivo compensador supra referido

redução da vida útil de equipamentos.

constituídas por três fasores de mesmo

distribuição

provocam

irregular

entre

desequilíbrios


55

O Setor Elétrico / Julho de 2017

módulo, defasados de 120º entre si e com

Em que: (3)

a sequência de fase contrária aos fasores originais; 3)

de linha.

Componentes

de

sequência

zero: (4)

formadas por três fasores de mesmo módulo e paralelos entre si.

Vab,Vbc e Vca – magnitude da tensões eficazes

Matematicamente, é possível definir as

componentes simétricas por meio da Matriz de Fortescue [16], de acordo com (1).

(4) são válidas apenas quando empregas às

Em que: V- e V+ – magnitude da tensões eficazes de

sequência

negativa

e

positiva,

respectivamente;

(1)

fundamentadas

na de

relação sequência

entre

as

negativa

Em que:

e positiva são as mais recomendadas

Va ,Vb e Vc – fasores das tensões de fase;

pelas legislações vigentes, uma vez que

zero, positiva e negativa, respectivamente;

questão sem utilizar aproximações [17].

a – operador, cuja rotação é equivalente a 1∠120º.

representam diretamente o fenômeno em

O método Cigré é aplicado utilizando

Muito embora os equacionamentos

apenas

anteriormente

eficazes de linha, cujo fator responsável

referidos

tenham

sido

os

módulos

quantificação

do

das

tensões

aplicados considerando as tensões de

pela

fase, salienta-se que tais desenvolvimentos

desequilíbrio de tensão pode ser obtido

podem ser prontamente estendidos para

a partir das expressões (5) e (6), em

as tensões de linha. Isto posto, define-se a

conformidade com [3].

percentual

de

cujo fator é definido por (2), em consonância

nula [17]. Salienta-se que o método das retornam o mesmo valor percentual para o fator de desequilíbrio, uma vez respeitadas as restrições de aplicação das mencionadas metodologias. Adicionalmente, destaca-se que as expressões supra postas podem ser aplicadas, analogamente, para o cálculo dos percentuais de desequilíbrios das

Compensadores de desequilíbrios a componentes passivos

Os compensadores de desequilíbrios

são empregados com a finalidade de balancear as correntes de uma dada carga desequilibrada

e,

consequentemente,

as tensões do barramento no qual o

expressão responsável pela quantificação do percentual de desequilíbrio de tensão [3],

quais a componente de sequência zero é

correntes [17].

Método Cigré

tensões fase-fase e para as condições nas

Componentes Simétricas e o método Cigré

Pode-se inferir que as estratégias componentes

V0,V+ e V_ – fasores das tensões de sequência

Vale, aqui, ressaltar que as equações (3) e

dispositivo é conectado. Para as cargas (5)

puramente compostas por impedância constante, basta que sejam inseridas três

com (3) e (4).

cargas assimétricas que se contraponham (2)

(6)

ao desequilíbrio prévio gerado pela carga desequilibrada.


56

Aula Prática

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Tendo em vista o balanceamento efetivo

arranjo formado pela carga e compensador,

de uma carga díspar, o compensador deve

a Figura 1 esboça o diagrama unifilar,

gerar correntes de sequência negativa com

simplificado, de um complexo elétrico

módulo e ângulo análogos ao da carga em

composto por uma carga trifásica, a qual

questão, todavia, com sentido contrário,

é paralelamente conectada ao dispositivo

ambicionando impedir a circulação das

compensador.

referidas correntes pela rede. É importante

contribuições

salientar que o modelo implementado

sequência positiva geradas pelo sistema

no presente trabalho é embasado na

elétrico, e sequência negativa oriunda da

aplicação

carga e do equipamento em questão, que

de

indutores

e

capacitores

Verifica-se, das

ainda,

as

componentes

de

(7)

(8)

(9)

para a compensação dos fenômenos ora

se anulam no barramento de conexão.

postos, cujo equipamento é dimensionado

A Figura 2 apresenta uma síntese

para operar de forma propositalmente

do arranjo trifilar composto pela carga e

desequilibrada, uma vez que o conjunto

compensador, comtemplando as grandezas

formado pela carga e compensador deve

fundamentais responsáveis pelo critério de

ser visto pela fonte como uma resultante

mitigação do dispositivo em foco.

fase, dos componentes que perfazem o

fasorial

compensador;

equilibrada.

Adicionalmente,

A

especificação

dos

parâmetros

Em que: Q'ab, Q'bc e Q'ca – potências reativas, por

Qab, Qbc e Qca – potências reativas, por fase,

destaca-se que o dispositivo aqui reportado

atrelados aos valores das potências reativas

é capaz de realizar a compensação de

absorvidas ou fornecidas pelo compensador

reativos na barra de conexão, possibilitando

pode ser obtida por meio das equações (7),

a correção do seu fator de potência, caso

(8) e (9), respectivamente, cujos detalhes

carga;

necessário.

de dimensionamento encontram-se clara­

∅ – ângulo do fator de potência do conjunto

mente expostos em [14].

formado pela carga e compensador.

Isto posto, com a intenção de ilustrar o

da carga; Pab,Pbc e Pca – potências ativas, por fase, da

Avaliação de desempenho Visando avaliar o desempenho da estratégia

para

desequilíbrio, Figura 1 – Diagrama unifilar representativo de um sistema elétrico composto por uma carga desequilibrada e pelo compensador de desequilíbrios.

a

compensação

foi

implementado

do um

complexo elétrico genérico no programa MATLAB, o qual é composto por cargas dinâmicas e estáticas. A Figura 3 ilustra o diagrama unifilar do sistema elétrico modelado, as

cujos

condições

parâmetros,

normais

de

para

operação,

encontram-se subsequentemente listados em consonância com a Tabela 1.

Vale

salientar

que,

para

fins

de

simulação, considerou-se que as fontes responsáveis

pelos

desequilíbrios

são

atribuídas ao sistema supridor, à carga estática e, por fim, a uma composição destas. Dessa maneira, foram realizados estudos de caso, com e sem a presença do compensador, considerando as seguintes condições operativas: 1) Fonte de suprimento balanceada e carga estática desequilibrada; Figura 2 – Diagrama trifilar representativo de um sistema elétrico composto por uma carga desequilibrada e pelo compensador de desequilíbrios.

2) Fonte de suprimento desbalanceada e carga estática equilibrada;


58

Aula Prática

O Setor Elétrico / Julho de 2017

De

posse

das

simulações,

foram

extraídos os valores das tensões e correntes de sequência positiva e negativa nos pontos a, b e c (Figura 3), ambicionando estimar o fator de desequilíbrio em conformidade com as orientações definidas em [3]. Isto posto, têm-se os percentuais do desequilíbrio de tensão na barra

Figura 3 – Diagrama unifilar do sistema elétrico implementado.

de 13,8 kV, considerando as condições

TABELA I - PARÂMETROS DO SISTEMA ELÉTRICO

operativas supramencionadas, em con­ for­midade com a Figura 4.

Componentes

Parâmetros correspondentes

Sistema supridor

Potência de curto-circuito: 1000 MVA

Observando a Figura 4, nota-se que,

Tensão nominal: 138 kV

para o caso 1, houve total eliminação do

Relação de tensão: 138/13,8 kV

percentual de desequilíbrio após a inserção

Potência nominal: 10 MVA

do compensador, ratificando a eficácia

Resistência: 1%

do dispositivo no tocante a mitigação

Reatância: 6%

dos

Relação de tensão: 13800/440 V

quando o mesmo atua na presença de

Potência nominal: 7 MVA

desbalanceamentos oriundos da rede de

Resistência: 1,4%

suprimento (caso 2), há de se reconhecer um

Reatância: 8%

aumento substancial no fator de desequilíbrio.

Relação de tensão: 13800/440 V

Isto se justifica pelo fato de que, para esta

Potência nominal: 3 MVA

situação, as componentes de sequência

Resistência: 1,5%

negativa pré-existentes na rede compostas

Reatância: 9%

com aquelas provenientes do compensador

Capacitor

Potência nominal: 1 MVAr

são somadas fasorialmente, favorecendo,

Carga

Potência nominal: 6 MVA

assim, o acréscimo da referida grandeza.

Fator de Potência: 0,85 indutivo

Adicionalmente, vale salientar que a

Potência mecânica: 750 HP

atuação do compensador na presença

Tensão nominal: 440 V

de desequilíbrios provenientes da rede e

Potência reativa monofásica: -3,67 MVAr (AB); 2,44 MVAr (BC);

da carga resulta na mitigação apenas da

2,22 MVAr (CA)

parcela referente à contribuição da carga,

Transformador 1

Transformador 2

Transformador 3

Motor de indução Compensador

fenômenos

ora

postos.

Todavia,

tal como ilustrado no caso 3. No tocante aos TABELA 2 – PARÂMETROS DO SISTEMA SUPRIDOR DESEQUILIBRADO

Fase

Tensão (kV)

A

138∠0º

B

131∠-120º

C

140∠120º

percentuais de desequilíbrios de corrente (FDi%), a Figura 5 reproduz os resultados manifestados no secundário do transformador 1, ou seja, no ponto de acoplamento entre o supridor e o consumidor (ponto a) para todos os casos analisados.

TABELA 3 – PARÂMETROS DA CARGA DESEQUILIBRADA

Fase

Potência ativa (MW)

Potência reativa (MVAr)

AB

0,00

0,00

BC

5,10

3,16

CA

0,00

0,00

Com base na Figura 5, é possível inferir que os desequilíbrios de corrente, no

barramento

satisfatoriamente

de

conexão,

atenuados

após

são a

atuação do compensador (caso 1), evitando a injeção de componentes de sequência

3) Fonte de suprimento e carga estática

informações disponibilizadas na Tabela 2.

negativa nos consumidores circunvizinhos.

desequilibradas.

Por outro lado, para os casos envolvendo os

No que tange ao segundo caso, mais

Para as condições nas quais comtem­

desbalanceamentos de carga, adotaram-se

uma vez, percebe-se um acréscimo do

plaram-se os desequilíbrios de tensão do

as especificações do equipamento em

desbalanceamento, tal como reportado

sistema de suprimento, foi incorporado um

conformidade com a Tabela 3, ambicionando

previamente, inviabilizando a aplicação

percentual (FDv%) de 2%, baseando-se nas

gerar um FDv% próximo a 4%.

do dispositivo para a mitigação dos


59

O Setor Elétrico / Julho de 2017

fenômenos provenientes do sistema de

face ao baixo valor de sua impedância de

suprimento. De fato, é notório que, tanto

sequência negativa, oferece um mecanismo

para os percentuais de tensão quanto para

amplificador para as correntes de mesma

os de corrente, o compensador é capaz de

sequência.

abrandar os desequilíbrios oriundos apenas

da carga, o que pode ser constado a partir

comprometimento da associação formada

dos resultados auferidos para o caso 3.

pela carga e compensador, a Figura 6

Um ponto meritório de destaque

ilustra os percentuais dos desequilíbrios

refere-se ao funcionamento do motor

de corrente do conjunto, cujos valores

de indução sob condições assimétricas

foram obtidos a partir das informações

de alimentação. Este, como conhecido,

disponibilizadas no ponto b.

Com o propósito de avaliar o grau de

Figura 4 – Percentual do desequilíbrio de tensão no secundário do transformador 1 - ponto a.

Figura 5 – Percentual do desequilíbrio de corrente no secundário do transformador 1 - ponto a.

Figura 6 – Percentual do desequilíbrio de corrente do conjunto carga-compensador – primário do transformador 2 - ponto b.


60

Aula Prática

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Figura 7 – Percentual do desequilíbrio de corrente no motor - primário do transformador 3 - ponto c.

De posse dos resultados supramencio­

compensação de cargas caracterizadas como

nados, é notável que houve um acréscimo do

impedância constante. Diante dessa realidade,

nível de desequilíbrio de corrente no ponto

foi realizada a implementação computacional

b (caso 2), quando comparadas as Figuras 5

do modelo, ambicionando avaliar os critérios

e 6, o qual é justificado pela fragmentação

de compensação e desempenho do mesmo

da corrente de sequência negativa, oriunda

frente às anomalias operativas atreladas aos

do conjunto carga-compensador no ponto

desequilíbrios de carga e alimentação.

de acoplamento, resultando em uma parcela

Isto posto, foram elaborados estudos

que circula pelo sistema supridor e outra

de caso contemplando diferentes agentes

atrelada com o motor de indução. Isto posto

causadores dos desequilíbrios, na presença

fica evidenciado que, caso a carga seja

ou ausência do dispositivo compensador.

equilibrada, a desconexão do compensador

Nesse contexto, os resultados auferidos

torna-se imperativa”.

ratificaram a eficiência do equipamento no

Por fim, a Figura 7 exprime o fator de

que concerne à mitigação dos fenômenos

desequilíbrio das correntes manifestadas

oriundos de cargas, não apresentando,

no ponto c, as quais são relativas ao trecho

portanto, resposta satisfatória na manifestação

no qual o motor de indução trifásico está

de desbalanceamentos provocados pela rede

conectado.

de suprimento, o que pode incrementar,

Em consonância com os resultados

substancialmente,

explanados

desequilíbrios de corrente no ponto de

na

Figura

7,

constata-se

os

percentuais

de

uma concordância com as informações

acoplamento.

disponibilizadas nos gráficos precedentes,

Muito embora os resultados tenham

ratificando a eficácia e os critérios de

sido satisfatórios para atender às metas

compensação

foco.

pretendidas, entende-se que a estratégia

Salienta-se que o motor de indução trifásico

do

dispositivo

em

fulcro deste trabalho carece de melhorias

é particularmente sensível aos desequilíbrios

e maiores investigações, uma vez que

[1], cujo fenômeno pode ser efetivamente

o

amainado por meio do compensador de

desequilibrada demanda ajustes rápidos dos

desequilíbrios de carga (caso 1).

parâmetros do compensador, assunto este

comportamento

dinâmico

da

carga

que será tratado em trabalhos futuros.

Observações finais Referências

O presente trabalho teve como cerne

a apresentação dos fundamentos físicos e matemáticos de uma metodologia destinada à mitigação dos desequilíbrios presentes no sistema elétrico, cuja estratégia é embasada na utilização de elementos passivos para a

[1] L. F. L. Arão, "Avaliação Comparativa entre Métodos para Atribuição de Responsabilidades Devido ao Desequilíbrio de Tensão," Dissertação (Mestrado), Universidade de Brasília, Brasília, 2014. [2] A. von Jouanne and B. B. Banerjee, "Assessment of Voltage Unbalance," IEEE Transactions on Power Delivery, vol. 16, no. 4, pp. 782-790, Oct. 2001. [3] ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, "Procedimentos de distribuição de energia elétrica

no sistema elétrico nacional – PRODIST: Módulo 8 – Qualidade da Energia Elétrica," Brasília, 2017. [4] ONS – Operador Nacional do Sistema, "Procedimentos de Rede - Submódulo 2.8 Gerenciamento dos indicadores de qualidade da energia elétrica da Rede Básica," Dez. 2016. [5] ANEEL - Agência Nacional de Energia Elétrica, "Relatórios sobre as Unidades Consumidoras com Geração Distribuída," Fev. 2017. [Online]. Available: http://www2.aneel.gov.br/scg/gd/GD_Classe.asp. [6] J.-H. Chen, W.-J. Lee and M.-S. Chen, "Using a Static Var Compensator to Balance a Distribution System," IEEE Transactions on Industry Applications, vol. 35, no. 2, pp. 298-304, Mar. 1999. [7] V. B. Bhavaraju and P. N. Enjeti, "An Active Line Conditioner to Balance Voltages in a Three-phase System," IEEE Transactions on Industry Applications, vol. 32, no. 2, pp. 287-292, Mar./Apr. 1996. [8] A. Campos, G. Joos, P. D. Ziogas and J. F. Lindsay, "Analysis and Design of a Series Voltage Unbalance Compensator Based on a Three-phase VSI Operating With Unbalanced Switching Functions," IEEE Transactions on Power Electronics, vol. 9, no. 3, pp. 269-274, May 1994. [9] S. P. Oe, E. Christopher, M. Sumner, S. Pholboon, M. Johnson and S. A. Norman, "Microgrid Unbalance Compensator – Mitigating the negative effects of unbalanced microgrid operation," in 4th IEEE PES Innovative Smart Grid Technologies Europe (ISGT Europe), Copenhagen, 2013. [10] E. Muljadi, R. Schiferl and T. A. Lipo, "Induction Machine Phase Balancing. by Unsymmetrical Thyristor Voltage Control," IEEE Transactions on Industry Applications, vol. IA-21, no. 3, pp. 669-678, May 1985. [11] L. Czarnecki, "Reactive and Unbalanced Currents Compensation in Three-Phase Asymmetrical Circuits Under Nonsinusoidal Conditions," IEEE Transactions on Instrumentation and Measurement , vol. 38, no. 3, pp. 754-759, Jun. 1989. [12] L. S. Czarnecki and S. M. Hsu, "Thyristor controlled susceptances for balancing compensators operated under nonsinusoidal conditions," IEE Proceedings Electric Power Applications, vol. 141, no. 4, Jul. 1994. [13] V. L. Martínez, J. M. Romeu and J. M. P. García, "Unbalance Compensator for Three-Phase Industrial Installations," IEEE Latin America Transaction, vol. 9, no. 5, pp. 808-814, Sep. 2011. [14] M. I. Samesima, "Compensadores Estáticos de Reativos e de Desequilíbrios em Sistemas Elétricos de Potência," Dissertação (Mestrado) - Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, São Paulo, 1984. [15] A. L. Ferreira Filho, "Análise do Comportamento do Fator de Desequilíbrio Frente a Variação da Amplitude e do Ângulo da Tensão," Tese (Doutorado) Universidade de Brasília, Brasília, 2008. [16] C. L. Fortescue, "Method of Symmetrical Co-ordinates Applied to the Solution of Polyphase Networks," Transactions of the American Institute of Electrical Engineers, vol. 37, no. 2, pp. 1027-1140, Jul. 1918. [17] IEEE Std 1159-2009, "IEEE Recommended Practice for Monitoring Electric Power Quality," IEEE Power & Energy Society, New York, USA, 2009. *Raquel Cristina Filiagi Gregory é engenheira eletricista (2014) e mestre em Engenharia Elétrica. Atualmente, é aluna de doutorado da Universidade Federal de Uberlândia e sua principal área de interesse é em sistemas elétricos de potência com ênfase em qualidade da energia elétrica. Lucas Tiago de Oliveira é engenheiro eletricista e mestrando pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Sua principal área de interesse é em sistemas elétricos de potência com ênfase em qualidade da energia elétrica. José Carlos de Oliveira é engenheiro eletricista, mestre e doutor em Engenharia Elétrica. Atualmente, é professor da Faculdade Engenharia Elétrica da Universidade Federal de Uberlândia. Sua principal área de interesse é em sistemas elétricos de potência com ênfase em qualidade da energia elétrica.


Renováveis ENERGIAS COMPLEMENTARES

Velocidade do vento Desempenho de métodos de preenchimento de falhas para velocidade do vento sobre o Estado do Rio Grande do Norte APOIO

Ano 2 - Edição 13 / Julho de 2017


Eólica

Por Moniki Melo Ferreira, Alexandre dos Santos e Paulo Sérgio Lúcio*

Artigo

62

Velocidade

do vento Desempenho de métodos de preenchimento de falhas para velocidade do vento sobre o Estado do Rio Grande do Norte


Artigo

Eólica

A aquisição completa de séries temporais

Tabela 1 – Estações meteorológicas convencionais da rede do Inmet

com dados meteorológicos confiáveis é

Código OMM

Município

Latitude

Longitude

Período

82590

Apodi

05º 39’ 51” S

37º 47' 56" W

1998 a 2015

82690

Caicó

06º 27' 30" S

37º 05' 52" W

1995 a 2015

outras. No entanto, tem sido um desafio às

82596

Ceará Mirim

05º 38' 04" S

35º 25' 32" W

1994 a 2015

empresas privadas, órgãos governamentais

82693

Cruzeta

06º 24' 42" S

36º 47' 23" W

1994 a 2015

ou instituições acadêmicas, uma vez que é

82691

Florânia

06º 07' 38" S

36º 49' 05" W

1994 a 2015

provável que alguns dados coletados sejam

82594

Macau

05º 06' 54" S

36º 38' 04" W

1995 a 2015

inválidos (dados com valores incorretos ou

82598

Natal

05º 47' 42” S

35º 12' 34” W

1990 a 2015

relevante para dar subsídios a estudos ambientais, previsão do tempo e clima, energias renováveis (eólica e solar) e entre

ausentes) ocorridos no processo de leitura e/ou armazenamento. Esses problemas

Tabela 2 – Porcentagem de falhas mensais referentes às estações utilizadas neste estudo

surgem por diversas causas, a principal é o sensor instalado ou observador que verifica a informação na estação meteorológica. Isso gera dificuldades para avaliar e simular atmosfera por meio da modelagem numérica desses

Mês/Cidade

Apodi

Caicó

Ceará Mirim

Cruzeta

Florânia

Macau

Natal

Janeiro

1,1%

14,9%

10,7%

0,0%

9,1%

47,4%

0,0%

Fevereiro

7,1%

9,6%

1,3%

0,0%

4,7%

37,8%

0,0%

Março

7,2%

6,5%

0,4%

0,0%

4,7%

43,1%

0,0%

dados, comprometendo assim, os resultados

Abril

8,1%

5,1%

0,5%

0,0%

4,7%

54,7%

0,0%

prognósticos da velocidade do vento.

Maio

7,2%

5,2%

1,5%

0,7%

9,1%

52,9%

0,0%

Junho

13,3%

9,7%

0,6%

0,0%

13,6%

54,5%

0,0%

Nesse contexto, o estudo com métodos

para o preenchimento de falhas utilizando

Julho

17,7%

9,5%

0,3%

0,0%

35,6%

60,0%

3,8%

Agosto

17,6%

9,7%

0,4%

0,0%

13,8%

56,6%

0,0%

Setembro

21,1%

8,7%

0,8%

0,0%

15,8%

59,5%

0,0%

Outubro

9,0%

4,9%

0,3%

0,0%

9,4%

54,5%

3,8%

estudos meteorológicos de longo prazo. Existem

Novembro

22,8%

5,2%

0,8%

0,0%

9,1%

54,7%

4,0%

outras técnicas diferentes das quais foram

Dezembro

19,0%

5,5%

4,8%

0,0%

10,4%

45,9%

12,5%

séries temporais tem sido desenvolvido nas últimas décadas para tratar do problema de dados faltantes de forma rápida, a fim de reduzir a propagação de erros sobre o resultado em

utilizadas neste estudo para o preenchimento de falha, como por exemplo, interpolação,

Meteorologia (Inmet) no horário 00:00 UTC,

como matriz, onde a primeira coluna foi

geoestatística, redes neurais, regressão linear,

das estações meteorológicas convencionais

representada com o dado medido (com falha)

algoritmos genéticos, ponderação regional, entre

instaladas nos municípios de Apodi, Caicó,

e as próximas quatro colunas foram colocadas

outras. Entretanto, diversos estudos têm focado

Ceará Mirim, Cruzeta, Florânia, Macau e Natal,

lado a lado representando os quatro pontos de

no aspecto da estatística multivariada em

localizadas no Estado do Rio Grande do Norte,

grade mais próximos da localização da estação

diversas áreas de pesquisas. Os estudos [1,2,3]

como mostrado em detalhes na Tabela 1.

meteorológica com falha.

concluíram que os procedimentos multivariados

apresentaram melhor desempenho e acurácia do

porcentagens das falhas por mês, registradas

anterior, a Tabela 3 apresenta como foi

que os de univariados.

em cada estação meteorológica para o período

formatada cada matriz, mês a mês, para todo

de estudo (Tabela 1).

período (anos) em cada estação meteorológica

três métodos estatísticos multivariados sobre

com falha. Os dados de reanálises Era-Interim

a série de velocidade do vento (m.s-1) para o

importantes para estudos de padrões

[6] das componentes dos ventos u (zonal) e

Estado do Rio Grande do Norte, usando como

atmosféricos em várias escalas. Esses dados

v (meridional) foram obtidos para o mesmo

variáveis preditoras as reanálises ECMFW/

são utilizados como condição inicial e de

horário e altura da série medida de velocidade

ERA-INTERIM e medidas das estações

contorno para os modelos de circulação

do vento. Após sua obtenção, foi calculado a

meteorológicas com falhas.

geral da atmosfera nas escalas global até

magnitude do vento com uso da ferramenta

mesoescala [4]. Também podem ser utilizados

GrADs. Os dados de reanálises podem ser

para corrigir problemas comuns quando se

encontrados no site do ECMWF (http://www.

tentam imputar dados faltantes [5].

ecmwf.int/en/forecasts/datasets), com

uma resolução temporal de seis horas e com

O objetivo desse estudo é testar e validar

Estrutura de dados

Os dados meteorológicos de velocidade

A Tabela 2 apresentam-se os valores em

Os dados de reanálises são ferramentas

O procedimento adotado com os dados de

Para melhor entendimento do parágrafo

do vento (m.s-1) a 10 metros foram extraídos

reanálises com a série original de medidas para

espaçamento de grade de 0,125º de latitude

do banco de dados do Instituto Nacional de

velocidade do vento com falhas foi formatado

e longitude.

63


Eólica

64

Artigo

Tabela 3 – Ilustração dos dados de velocidade do vento a serem preenchidos, representados por NA, para a estação de Apodi. Os dados de reanálises em ponto de grade como conjunto de preditores são representados pelos códigos G1, G2, G3 e G4. O lado esquerdo para dados faltantes e o lado direito após o preenchimento dos dados, como pode ser visualizado em vermelho.

Ano

Mês

Dia

Orig.

G1

G2

G3

G4

Ano

Mês

Dia

Orig.

G1

G2

G3

G4

1998

1

1

3,6

4,9

4,9

4,4

4,4

1998

1

1

3,6

4,9

4,9

4,4

4,4

1998

1

2

NA

3,3

3,4

3,3

3,3

1998

1

2

3,2

3,3

3,4

3,3

3,3

1998

1

3

2,9

2,2

2,4

2,2

2,4

1998

1

3

2,9

2,2

2,4

2,2

2,4

1998

1

4

3,0

3,9

4,0

3,8

3,9

1998

1

4

3,0

3,9

4,0

3,8

3,9

1998

1

5

NA

4,3

4,4

4,3

4,4

1998

1

5

3,7

4,3

4,4

4,3

4,4

1998

1

6

2,9

5,5

5,6

5,6

5,6

1998

1

6

2,9

5,5

5,6

5,6

5,6

1998

1

7

2,3

5,5

5,5

5,7

5,6

1998

1

7

2,3

5,5

5,5

5,7

5,6

Técnicas de imputação de dados faltantes

foi realizada por meio da remoção de dados falha, para um mês específico, e a subsequente

imputação para cada técnica foi validada com

três técnicas de preenchimento nos sete cenários

técnicas estatísticas multivariadas para o

os índices dos erros desses mesmos dados

pré-determinados (10, 20, 30, 40, 50, 60 e

preenchimento de dados com falhas. Um

removidos. A proporção de dados removidos

70%) para todas as estações meteorológicas.

algoritmo foi desenvolvido em linguagem R

para validação das sete estações meteorológicas

Por meio dos resultados das Figuras 1 (a) e (b),

para os preenchimentos de falhas por meio dos

variou entre 10% e 70%. A partir do conjunto de

pode-se destacar melhor desempenho para

seguintes pacotes disponíveis para download:

dados, foram gerados sete cenários de imputação

a técnica MTSDI, com valores de MAE e RMSE

(i) MICE (Multivariate Imputation by Chained

para cada estação meteorológica utilizada.

iguais e/ou menor do que 0.5 m.s-1 do valor

Equations) [7]; (ii) Amelia II [8] e (iii) MTSDI

Em todos os casos, o preenchimento de falhas

medido. Para a técnica do MICE, o MAE e o RMSE

(Multivariate Time Series Data Imputation) [9].

foi feito para todos os dados faltantes e não

variaram entre 1,0 m.s-1 a 1,5 m.s-1, exibindo

O algoritmo de imputação gera estruturas de

apenas para aqueles removidos artificialmente.

erros decrescentes à medida que as falhas

correlações entre as observações levadas em

As medidas de erros utilizadas para comparar

aumentaram. Da mesma forma, observa-se, no

consideração na matriz de covariâncias dos

os resultados obtidos foram RMSE e MAE,

geral, que os erros foram menores para a técnica

dados. Além disso, o método é especialmente

calculados a partir das Equações (1) e (2).

MTSDI quando se comparou com Amelia e MICE. A

Foram utilizadas três diferentes

adaptado para os dados climáticos com falhas das medidas de logo prazo.

rmse =

Avaliação dos métodos

mae =

A avaliação do desempenho destes métodos

de preenchimento de dados faltantes diários

Resultados

observados no banco de dados originais, sem

1 N 1 N

Σ

Σ Ni= 1 (Si – Oi)

2

N |Si – Oi| i=1

A Figura 1 apresenta os desempenhos das

técnica Amelia II apresentou o menor RMSE para (1)

10% de dados faltantes, no entanto, à medida que as falhas aumentam, esta técnica torna-se

(2)

menos precisa. Dentre os métodos, a técnica MICE exibiu erros substancialmente maiores,

Em que é o dado preenchido e é o dado

indicando desvantagem no preenchimento de

observado para o mesmo período.

falhas.

Figura 1 – MAE (a) e RMSE (b) para as três abordagens de imputação MICE, Amelia II e MTSDI, aplicadas à variável velocidade do vento.


Eólica

66

Artigo

Figura 2 – Séries de dados de velocidade do vento (m/s) observados (em preto) e imputados (em vermelho) para a abordagem de imputação com o melhor desempenho para os sete cenários (MTSDI).

através da Figura 3. Aqui, como exemplos,

MTSDI (menores erros MAE e RMSE). Nota-se,

as séries de dados medidos da estação

plotaram-se as séries temporais preenchidas

por meio da Figura 3, a importância do

meteorológica de Natal (removidos) e imputados

para os meses de janeiro (estação de Apodi)

preenchimento através do método MTSDI,

com o método que apresentou menor erro por

e julho (estação de Florânia), todo o período

com seus critérios de comportamento da

meio dos índices MAE e RMSE, que foi o MTSDI,

dos anos, para as respectivas estações

sazonalidade, resíduos e tendência das séries

para a variável velocidade do vento.

meteorológicas. As séries temporais das sete

temporais para, assim, obter um melhor

estações meteorológicas que apresentaram

planejamento nas áreas que possam vir a

temporais de Apodi e Florânia com falhas e

falhas durante os meses e anos utilizados

utilizar essa variável, como por exemplo, na

preenchidas como ilustrações deste trabalho

(Tabela 1) foram preenchidas com o método

energia eólica.

A Figura 2 apresenta os cenários com

Dessa forma, apresentam-se as séries


Artigo

Eólica

Figura 3 – Séries de dados de velocidade do vento (m.s-1) medidos (em preto) e preenchimento (em vermelho) para abordagem (MTSDI) empregada na estação de Apodi e Florânia nos meses de janeiro e julho para o período dos anos, respectivamente.

Conclusão

falhas nos dados diários de velocidade do

estações meteorológicas convencionais

Os métodos de preenchimento

vento a 10 metros provenientes de sete

apresentados mostraram-se adequados

localizadas no Estado do Rio Grande do

por conta dos erros baixos nos dados

Norte com imputações de dados que levam

imputados para velocidade do vento a 10

em consideração erros sem comprometer

metros. O objetivo foi tentar preencher as

as séries temporais.


Eólica

68

As variáveis de reanálises do Era-

Artigo

Esta técnica, junto aos dados de

EMB – Expectation-Maximization

Interim como preditores (variáveis

reanálises, são ferramentas bastante úteis

Bootstrapping

explicativas) para velocidade do

para estudos climáticos e eólicos, uma

EM – Expectation-Maximization

vento na mesma altura da estação

vez que se necessita de séries temporais

ECMWF – European Center for Medium

meteorológica apresentaram adequadas

de longo prazo, as quais usualmente

range Weather Forecasting

para serem utilizadas com as técnicas

apresentam falhas.

OMM – Organização Meteorológica Mundial

de preenchimento de falhas dos dados

INMET – Instituto Nacional de Meteorologia

medidos. Evitam-se, assim, problemas

bem acurado para preenchimento de

comuns quando se tenta imputar dados: (a)

falhas pode aumentar consideravelmente

preditores também com dados ausentes;

a confiabilidade dos resultados obtidos,

(b) variáveis de origem ou natureza

tornando-se as análises mais relevantes.

diferentes; e (c) relações não lineares entre os dados usados para o preenchimento de

É importante afirmar que um estudo

Nomenclatura

falhas.

Os resultados mostraram que a

Referências [1] Junger, W. L., 2008. Análise, imputação de dados e interfaces computacionais em estudos de séries temporais epidemiológicas. Tese

MAE – Erro absoluto médio

(Doutorado). Rio de Janeiro, UFRJ.

utilização do MTSDI preencheu os

PMM – Predictive Mean Matching

[2] Nunes, L.N., Klück, M.M, Fachel, J.M.G;

dados ausentes com uma qualidade

RMSE – Raiz do Erro Médio Quadrático

2009; Uso da imputação múltipla de dados

adequada, visto que os erros calculados

MICE – Multivariate Imputation by Chained

faltantes: uma simulação utilizando dados

não ultrapassaram de 0,5 m.s-1 do

Equations

epidemiológicos; Caderno de Saúde Pública;

valor medido para todos os cenários que

MTSDI – Multivariate Time Series Data

Vol 25; 268-278.

apresentaram falhas nos dados.

Imputation

[3] Silva, F. D. S; Cenários climáticos atuais


Artigo

Eólica

e futuros da produtividade do algodão

[8] Honaker, J., King, G; 2010; What to Do

Paulo Sérgio Lucio possui graduação em

herbáceo no nordeste do Brasil; DCA\CCT\

about Missing Values in Time-Series Cross-

Matemática pela Universidade Federal do

UFPB; Campina Grande-PB; 105p.; 2014.

Section Data. American Journal of Political

Espírito Santo, Mestrado em Estatística

[4] Kalnay, E., et al.; 1996; The NCEP/

Science; vol. 54; p. 561-581.

pela Universidade Estadual de Campinas

NCAR 40-year reanalysis project; Bull.

[9] Junger, W.L., Ponce de Leon, A., Santos,

(1991), doutorado em Geofísica pelo "Institut

Amer. Meteor. Soc.; Vol. 77; 437–471.

N.; 2003; Missing data imputation in

de Physique du Globe de Paris" e pós-

[5] Costa, R. L; Silva; F. D. S; Sarmanho,

multivariate time series via EM algorithm;

doutorado no Instituto Superior Técnico

G. F; Lucio, P. S; 2012; Imputação

Cadernos do IME; vol. 15; p. 8-21.

de Lisboa (2001), no Centro de Geofísica da Universidade de Évora (2002-2005)

Multivariada de Dados Diários de Precipitação e Análise de Índices de

*Moniki Dara de Melo Ferreira é graduanda

e no "Laboratoire d'Océanographie et du

Extremos Climáticos; Revista Brasileira de

em Ciências Atmosféricas e Climáticas

Climat, Expérimentation et Approches

Geografia Física; Vol. 03; 661-675.

pela Universidade Federal do Rio Grande

Numériques" (2011/2012). Atualmente,

[6] Dee et al.; 2011; The ERA-Interim

do Norte (UFRN) e atua no Laboratório de

é professor associado do Departamento

reanalysis: configuration and performance

Mapas e Dados de Recursos Energéticos do

de Ciências Atmosféricas e Climáticas da

of the data assimilation system; Q.J.R.

CTGAS-ER.

Universidade Federal do Rio Grande do

Meteorol. Soc.; Vol.; 137; 553-597.

Alexandre Torres Silva dos Santos

Norte (UFRN), investigador científico do

[7] Van Buuren, S.; Groothuis-Oudshoorn,

possui graduação e mestrado no curso de

Centro de Geofísica da Universidade de

K.; 2011; MICE: Multivariate Imputation

Meteorologia pela Universidade Federal

Évora e coordenador do Grupo de Pesquisas

by Chained Equations in R; Journal of

de Alagoas e doutorado pela UFRN. É

do CNPq sobre "Clima, Ambiente, Saúde e

Statistical Software; Vol. 45(3); 1-67.

pesquisador do LMD-CTGÁS-ER.

Educação”.

69


70

Notícias

renováveis

Fontes renováveis podem entrar na grade de Etecs e Fatecs Governo do Estado de São Paulo estuda a criação de cursos sobre energias renováveis e eficiência energética em escolas de nível técnico e superior tecnológico

A Secretaria de Energia

emprego e o aumento de renda da

e Mineração de São Paulo e o

população”, explica o secretário de

Centro Paula Souza assinaram

Energia e Mineração, João Carlos

um termo de cooperação para

Meirelles.

implantação de dois cursos para

formação de profissionais na área

meses e prevê a colaboração entre

de energias renováveis e eficiência

as instituições para desenvolver

energética nas Escolas Técnicas

a matriz curricular de três cursos

Estaduais (Etecs) e Faculdades de

regulares, que irão capacitar

Tecnologia de São Paulo (Fatecs).

profissionais de nível técnico e

superior tecnológico para o mercado.

“O Governo de São Paulo está

O acordo tem duração de 12

incentivando as empresas e a

população a realizar a geração

de Energias Renováveis será

O curso técnico de Sistemas

distribuída e a eficientização de

oferecido na modalidade

sistemas, por meio da instalação

semipresencial, com aulas

de placas fotovoltaicas, troca de

presenciais nas Etecs e em um

iluminação antiga por Led, entre

ambiente virtual com o suporte

outras ações. Isso fará com que

de um professor orientador.

a necessidade de profissionais

Também será oferecido curso de

Energética.

Laganá.

capacitados aumente cada

especialização técnica de nível

vez mais, principalmente, em

médio de Gestão de Energia,

terão um papel estratégico

modalidades sejam oferecidas

sistemas para a geração de

voltado a quem busca obter

na produção de pesquisas

no processo seletivo de 2018.

energia em indústrias, comércios

conhecimentos mais específicos

para atender às demandas

O grupo que está montando a

e residências, o que abrirá

na área. O curso superior

tecnológicas do setor”, destaca

grade curricular definirá também

espaço para esse novo mercado,

tecnológico das Fatecs será o

a diretora-superintendente

em quais unidades serão

estimulando a geração de

de Gestão de Energia/Eficiência

do Centro Paula Souza, Laura

disponibilizados esses cursos.

“Os novos cursos também

A previsão é que as futuras

BNDES aprimora credenciamento de equipamentos para energia solar

Nova metodologia simplifica as regras e aumenta a participação do banco em financiamentos para micro e pequenas empresas permitir o credenciamento

para as micro, pequenas e

estão alinhados às demandas

Nacional de Desenvolvimento

dos equipamentos no sistema

médias empresas), aumenta a

apresentadas pelas entidades

Econômico e Social (BNDES)

informatizado do Banco,

flexibilidade, com redução do

representativas do setor,

aprovou ajustes da metodologia

estabelecendo critérios

escopo de obrigatoriedades, e

o banco busca tornar a

utilizada no credenciamento

específicos para o módulo e

amplia os prazos de mudança

metodologia, criada em agosto

de módulos e sistemas

o sistema de geração solar

dos patamares de incentivo. O

de 2014, mais aderente à

fotovoltaicos nacionais. A

fotovoltaica.

objetivo é fortalecer o apoio do

realidade atual, considerando os

metodologia viabiliza o apoio

banco para ajudar a consolidar o

investimentos realizados e em

a projetos de geração de

simplifica as regras, eleva a

mercado e a indústria de energia

curso, assim como os projetos

energia elétrica a partir da

participação do BNDES nos

solar fotovoltaica no Brasil.

em desenvolvimento e em

fonte solar fotovoltaica ao

financiamentos (principalmente

perspectiva.

A Diretoria do Banco

A adequação aprovada

Com os ajustes, que


74

Pesquisa - Empresas de engenharia, consultoria, manutenção e instalação

Setor de serviços em energia em alta Empresas de engenharia, consultoria, manutenção e instalação fecharam 2016 com crescimento médio de 10% na comparação com o ano anterior e projetam alta de 8% para 2017

Tendo em vista o cenário econômico atual de incertezas, é o

passado, em que as companhias estimavam crescer em torno de

setor de serviços – engenharia, instalação, consultoria e manutenção

10% em 2016. Para este ano de 2017, as empresas mostram-se

– que parece melhor lidar com este momento tão delicado pelo

ainda otimistas e esperam crescimento médio de 8% tanto para

qual passa o país. Isso porque a pesquisa realizada pela revista

as companhias, quanto para o mercado brasileiro de engenharia e

O Setor Elétrico neste mês, com total de, aproximadamente,

consultoria. Para este mercado, a desaceleração da economia, a

200 companhias, revela que as empresas destes segmentos

falta de confiança dos investidores e a má fase da construção civil

apresentaram crescimento médio de 10% em 2016 na comparação

são os principais fatores inibidores de crescimento.

com o ano anterior e projetam uma média de crescimento de

mais 8% para este ano de 2017. Considerando as mais recentes

instalação e manutenção, as quais mostraram-se menos animadas,

pesquisas realizadas com diferentes mercados do setor elétrico,

mas ainda assim, otimistas frente ao ano de 2017. Em pesquisa

este nicho é o que mostra resultados mais positivos.

realizada no ano passado, as companhias deste segmento

A pesquisa foi organizada em dois segmentos para facilitar

imaginavam crescer em torno de 9% em 2016, quando, na

o entendimento. No primeiro deles, as empresas de engenharia

realidade, as empresas apresentaram crescimento médio de 7%,

e consultoria admitiram crescimento médio de 12% em 2016 na

conforme foi averiguado no levantamento deste ano. Para este ano,

comparação com 2015. O resultado foi mais favorável do que a

as empresas projetam acréscimo médio de 8% para seus resultados

previsão divulgada por essa mesma pesquisa realizada no ano

e crescimento médio de apenas 2% para o mercado de instalação

A segunda parte da pesquisa foi realizada com empresas de


75

O Setor Elétrico / Julho de 2017

e manutenção como um todo. A desaceleração da economia é, para

Áreas de atuação

estas companhias, o principal entrave ao desenvolvimento do setor.

Ainda que a retomada do crescimento do país aconteça a

15%

passos lentos, o setor de serviços costuma transitar bem em

Atmosferas explosivas

29% Telecomunicações 32% Cabeamento estruturado 34% Instrumentação e controle 36% Alta tensão 44% Automação 57% 83% 83%

tempos de crise, especialmente no setor elétrico. Gestores de indústrias, comércios e, inclusive, residências apostam em projetos de eficiência energética como mecanismo de redução de gastos com consumo e na manutenção a fim de se evitar custos surpresas e eventuais gastos com aquisição de novos equipamentos.

Outros

No que se refere aos projetos de infraestrutura, este setor

ainda tem muito trabalho pela frente. De acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), para suprir a expansão necessária do

Média tensão Baixa tensão

setor de infraestrutura energética, serão necessários investimentos da ordem de R$ 1,4 trilhão até o ano de 2026. A área de petróleo e gás deverá absorver cerca de 70% desse total estimado e o setor elétrico o restante. As projeções constam do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE), com horizonte de 2026, elaborado pela EPE e que se encontra atualmente em consulta pública.

Confira, a seguir, a pesquisa com as empresas de engenharia,

As indústrias encabeçam o ranking dos principais clientes.

85% dos pesquisados mencionaram a indústria entre os principais clientes atendidos. Em seguida, estão as construtoras, referenciadas por 69% das empresas. Principais clientes

consultoria, instalação e manutenção na íntegra. O levantamento traz informações importantes sobre cada uma das empresas participantes, como áreas de atuação, serviços oferecidos, principais clientes, etc., e projeções de mercado a partir das respostas compiladas das empresas. Confira.

Números do mercado brasileiro de empresas de engenharia e consultoria Instalações de baixa e média tensão são, disparadas, as duas principais áreas de atuação das empresas de engenharia e consultoria que participaram deste levantamento. Nesta primeira parte da pesquisa, cerca de 160 companhias (considerando filiais e escritórios) responderam aos questionamentos. Apenas 29% delas

11%

Outros Fabricantes de produtos e equipamentos elétricos

29% Concessionárias de energia elétrica 35% Empresas de manutenção 39% Instaladoras 44% Outras empresas de engenharia 60% Construtoras 69% Indústrias 85% em geral


76

Pesquisa - Empresas de engenharia, consultoria, manutenção e instalação

Para 27% das companhias o mercado total de engenharia e

a estimativa é de que a elevação seja de 8%, tanto para as empresas

consultoria fatura até R$ 10 milhões por ano, enquanto que, para

quanto para o mercado de engenharia e consultoria como um todo.

15% delas, a realidade é bem diferente: este mercado ultrapassa

Outra boa notícia é de que, na média, as empresas planejam acrescentar

a marca de R$ 1 bilhão por ano.

5% de recursos humanos aos seus quadros de colaboradores.

Percepção sobre o tamanho anual total do mercado de engenharia e consultoria

Previsão de crescimento das empresas para 2017

15%

Contratação média de colaboradores em 2017

Acima de R$ 1 bilhão

5%

27%

Até R$ 10 milhões

15%

De R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão

8%

4%

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

8%

4%

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

Crescimento médio das empresas em 2017

12%

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões

14%

Crescimento médio para o mercado em 2017

Crescimento médio das empresas em 2016 comparado ao ano anterior

12%

9%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

Como vimos constatando em todas as pesquisas realizadas, são

três os principais fatores sempre apontados pelas pesquisadas como grandes entraves ao desenvolvimento do setor elétrico brasileiro:

De modo geral, participaram desta pesquisa empresas de

pequeno porte, que faturam até R$ 3 milhões por ano. Apenas 1% das entrevistadas afirmou apresentar resultados superiores a R$ 200 milhões.

desaceleração da economia, falta de confiança dos investidores e construção civil desaquecida. Fatores que devem influenciar o mercado de engenharia e consultoria em 2017

Faturamento bruto anual das empresas (em 2016) 3%

2%

1% 3%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

3%

Falta de normalização e/ou legislação

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões 3%

Setor da construção civil aquecido

1%

Acima de R$ 200 milhões

De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões

5%

Incentivos por força de legislação ou normalização 6%

Crise internacional

5%

7%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões

Programas de incentivo do governo

9%

De R$ 3 milhões a R$ 5 milhões

10% 76%

Até R$ 3 milhões

Projetos de infraestrutura 20%

20%

26%

Desaceleração da economia brasileira

Nesta mesma pesquisa realizada no ano passado, as empresas de

engenharia e consultoria projetavam crescimento médio de 10% para o ano de 2016. Constatou-se, neste levantamento, que os resultados superaram as estimativas e, na média, as companhias cresceram 12% no ano passado na comparação com 2015. Para este ano de 2017,

Setor da construção civil desaquecido

Falta de confiança de investidores


77

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Números do mercado brasileiro de empresas de instalação e manutenção Também entre as empresas de instalação e manutenção, as instalações de baixa e média tensão são as principais áreas de atuação. Apenas 26% dos entrevistados realizam serviços para a área de telecom e 33% atuam em instalações de alta tensão. Áreas de atuação

5%

Outras

26%

Telecomunicações

33% 34% 34% 37%

Alta tensão Atmosferas explosivas Instrumentação e controle Cabeamento estruturado

51%

Automação

74%

Média tensão

81%

Baixa tensão

As indústrias, em primeiro lugar, e as construtoras são os

clientes mais atendidos pelas companhias pesquisadas. Principais clientes

13%

Outros

30%

Concessionárias de energia elétrica

49%

Empresas de manutenção

69% 71%

Empresas de engenharia Construtoras

93%

Indústrias em geral

Aqui também as opiniões se dividem: boa parte (27%) das

empresas pesquisadas acredita que o mercado de instalação e manutenção fature em torno de R$ 10 milhões por ano, ao passo que outra fatia importante (26%) da pesquisa considera que este mercado esteja acima de R$ 1 bilhão por ano.


78

Pesquisa - Empresas de engenharia, consultoria, manutenção e instalação Percepção sobre o tamanho anual total do mercado de instalação e manutenção elétrica

Previsão de crescimento das empresas para 2017

27%

Até R$ 10 milhões

26%

Acima de R$ 1 bilhão

Crescimento médio para o mercado em 2017

2%

2%

De R$ 10 milhões a R$ 30 milhões

5%

2%

De R$ 30 milhões a R$ 50 milhões De R$ 500 milhões a R$ 1 bilhão 12%

De R$ 200 milhões a R$ 500 milhões

7%

6%

16%

Contratação média de colaboradores em 2017

8%

De R$ 50 milhões a R$ 100 milhões

Crescimento médio das empresas em 2016 comparado ao ano anterior Crescimento médio das empresas em 2017

9%

De R$ 100 milhões a R$ 200 milhões

Para se ter uma ideia do tamanho das empresas que participaram

do levantamento, pode-se dizer que a maioria absoluta (64%) das entrevistadas fatura anualmente até R$ 3 milhões. Apenas 2% delas

Para as instaladoras e empresas de manutenção, a desaceleração

da economia brasileira é o grande impeditivo dos negócios neste setor. Fatores que justificam as previsões de crescimento para o mercado de instalação e manutenão em 2017

ultrapassam os R$ 200 milhões por ano. 13%

faturamento bruto anual das empresas (em 2016)

4%

Falta de confiança de investidores

1%

7%

De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões

Falta de normalização e/ou legislação

De R$ 20 milhões a R$ 50 milhões

2%

Acima de R$ 200 milhões

4%

Crise internacional

10%

14%

Programas de incentivo do governo

De R$ 10 milhões a R$ 20 milhões 7%

6%

De R$ 5 milhões a R$ 10 milhões

Projetos de infraestrutura

12%

De R$ 3 milhões a R$ 5 milhões

64%

Até R$ 3 milhões

No que tange às previsões de crescimento, constatou-se que as

companhias esperam crescer em torno de 8% neste ano de 2017 e desejam aumentar seu time de funcionários em 2%, na média.

44% 9%

Setor da construção civil desaquecido 3%

Setor da construção civil aquecido

Desaceleração da economia brasileira


Empresas de engenharia e consultoria

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Áreas de atuação

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Engecrim

(92) 3642-3938 www.engecrim.com.br

Manaus

AM

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Gfeng Engenharia

(92) 3082-9495 www.gfeng-engenharia.com

Manaus

AM

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Manaus

AM

X

X

X

Abelardo Brandão Eng.

(71) 3353-8322 abelardo@abelardobrandao.eng.br Salvador

BA

X

X

X

Constec

(77) 3483-1934 constec.smv@bol.com.br

Santa Maria da Vitória

BA

X

X

X

Quality Engenharia

(71) 3341-1414 www.qualityltda.com.br

Salvador

BA

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Salvador

BA

X

X

X

X

Teknergia

(71) 3358-4512 www.teknergia.com.br

Salvador

BA

X

X

X

GPS Engenharia

(85) 3217-3275 www.gpsengenharia.com

Fortaleza

CE

X

X

X

Ing brasil

(85) 3044-4901 www.ingltda.com.br

Fortaleza

CE

X

X

X

LAP Engenharia

(85) 3494-5097 www.lap.com.br

Fortaleza

CE

X

X

X

X

Pulso Engenharia

(85) 3032-4200 www.pulsoengenharia.com.br

Fortaleza

CE

X

X

X

X

X

X

Fox Eng. e ConS. Ltda

(61) 2103-9555 www.foxengenharia.com.br

Brasília

DF

X

X

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Brasília

DF

X

X

X

X

Tractebel

(61) 2106-6800 www.tractebel-engie.com.br

Brasília

DF

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Vitória

ES

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (27) 3325-6332 www.masalupri.com.br

X

X

X

X X

X X X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X

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Outros

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X X

X

X

X

X

X X

X

(62) 3945-5047 www.alset.com.br

Goiânia

GO

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

(62) 3945-5047 www.alset.com.br

Catalão

GO

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

AAlset Eng. e Com.

(62) 3945-5047 www.alset.com.br

Anápolis

GO

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Eletrotech

(98) 2108-8052 www.eletrotech.eng.br

São Luís

MA

X

X

X

X

X

X

X

X

X

CITELUM

(98) 2106-7880 www.citelum.com.br

São Luis

MA

X

X

X

X

X

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

Albernaz

(38) 3561-4522 www.albernazelectric.com.br

João Pinheiro

MG

X

X

BARBOSA & ANDRADE

(31) 3551-6351 www.barbosandrade.com.br

Ouro Preto

MG

X

X

BCM Eletricidade

(37) 3232-6788 www.bcmeletricidade.com.br

Para de Minas

MG

X

X

Belut

(34) 3210-0342 www.belut.com.br

Uberlândia

MG

X

X

X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Congonhas

MG

X

X

X

X

X

X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Igarapé

MG

X

X

X

X

X

Engeparc

(31) 3295-5211 www.engeparc.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

X

L&G Engenharia Ltda

(31) 98817-5153 www.legengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

X

X

X

Leopoldina

MG

X

X

X

X

X

X

X

X

Belo Horizonte

MG

Pouso Alegre

MG

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (32) 3441-2892 www.masalupri.com.br Montal Para-raios

(31) 3476-7675 www.montal.com.br

Projetec-Proj. e Inst. Técnicas (35) 3421-5444 www.projetec.eng.br

X

X

X

X X

(31) 3567-0001 www.setromec.com.br

Belo Horizonte

MG

X

Tese Proj. Soc. de Eng.

(31) 3254-8000 www.teseprojetos.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

Tractebel

(31) 3249-7600 www.tractebel-engie.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X X

X

X

X

X

X

X

(35) 3332-2018 w2brison@ig.com.br

São Lourenço

MG

X

X

X

X

X

X

SENIOR ENGENHARIA

(31) 2105-9800 www.seniorengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

X

PROERG ENGENHARIA

(31) 3372-4555 www.proerg.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

COBRAPI

(31) 3349-1400 www.cobrapi.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

Hertz Tecnologia

(67) 99817-6633 www.hertztecnologia.com.br

Dourados

MS

X

X

X

Ricardo Nogueira Magalhães (67) 99972-0629 www.solarengenharia.com.br

Dourados

MS

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PA

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X

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X

X

Tractebel

(93) 3515-5342 www.tractebel-engie.com.br

Altamira

PA

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Fox Eng. e Cons. Ltda

(83) 3044-5519 www.foxengenharia.com.br

Paraíba

PB

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Recife

PE

X

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X

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X

X

X

Recife

PE

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X

PA

X

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X

Belém

X

X

X

X X

X

(91) 3085-6005 www.tractebel-engie.com.br

X

X

X

X

X

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Belém

X

X

X

Tractebel

(81) 3052-4417 www.foco-ecs.com.br

X

X

Abaco

Foco Engenharia

X

X X

X

W2brison projetos

ESC Eng. de Sis. de Controle (81) 3974-7474 www.esc.com.br

X X X

X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X

X

Setromec

Viabile Solução em Projetos (31) 3324-2702 www.viabile.com.br

X

X X X

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X

AAlset Eng. e Com.

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Alset Eng. e Com.

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Es

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X

Serra

X

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X

(27) 3218-3270 www.tristaoengenharia.com.br

X

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X

Tristão Engenharia

X

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X X

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X

X

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X X

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X

X

Atmosferas explosivas

X

X

Telecomunicações

Execução de obras

X

X

Cabeamento estruturado

Direção de obras

X

X

Automação

Fiscalização de obras

X

AL

Alta tensão

Pareceres

X

Maceió

Média tensão

Perícias

X

(82) 3338-8016 www.foxengenharia.com.br

Estado

Baixa tensão

Vistorias

AL

Fox Eng. e ConS. Ltda

Cidade

Ensino

Avaliações

Maceió

Site

Divulgação técnica

Consultoria

(82) 3336-2727 www.eloengenharia.com

Análises

Telefone

Elo Engenharia

Estudos

EMPRESA

Projetos

Pesquisa, Experimentação e ensaios

Tipos de serviços

Outras

Pesquisa -

Instrumentação e controle

80

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X X

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X

X

X X


81

O Setor Elétrico / Julho de 2017

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Recife

PE

X

X

X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Caracol

PI

X

X

X

Conserwatt Engenharia

(41) 3262-3332 www.conserwatt.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

X

INSTITUTOS LACTEC

(41) 3361-6200 www.institutoslactec.org.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

EA - Engenheiros Associados (41) 3017 0023 www.engenheirosassociados.com.br Curitiba

PR

X

X

X

X

X

Londrina

PR

X

X

X

X

Curitiba

PR

X

X

X

Engebrazil

(43) 3323-1228 www.engebrazil.com.br

Ensiste Eng. de Sis. Elét. Ltda (41) 3322-1418 www.ensiste.com.br

X

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X

(44) 3222-1250 www.felixengenharia.com.br

Maringá

PR

X

X

X

X

X

(41) 3532-9653 www.leftengenharia.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

X

X

MSE Engenharia

(43) 3031-0500 www.mse.com.br

Londrina

PR

X

Curitiba

PR

X

X

X

X

X

X X

X

X X X

X

Reativa Engenharia

(42) 3222-3500 www.reativa.com

Ponta Grossa

PR

X

X

X

X

X

X

RHBC Engenharia

(21) 999-892479 www.rhbcengenharia.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

X

X

X

X

SE Engenharia Elétrica

(44) 3263-3286 www.seengenhariaeletrica.com.br

Maringá

PR

X

X

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

Solfus Engenharia

(41) 3362-6201 www.solfus.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

X

EA - Engenheiros Associados (21) 3232 2631 www.engenheirosassociados.com.br Rio de Janeiro

RJ

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Etelbra Engenharia

(21) 3392-8106 www.etelbra.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Excenge Ltda

(21) 2610-0826 www.excenge.com.br

Niterói

RJ

X

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X

X

X

Rio de Janeiro

RJ

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X

X

Pethras Engenharia

(21) 2508-6711 www.pethras.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Ponto Engenharia

(22) 99203-3225 www.pontoengenharia.com.br

Rio das Ostras

RJ

X

X

X

X

X

X

X

X

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475 www.rhbcengenharia.com.br

Niterói

RJ

X

X

X

X

X

X

X

X

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475 www.rhbcengenharia.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

X

X

X

X

X

X

Tractebel

(21) 2199-8800 www.tractebel-engie.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

X

X

X

X

X

X

Transforluz

(22) 2664-2174 www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Natal

RN

X

X

X

X

X

X

X

X

Fox Eng. e Cons. Ltda

(84) 3234-4811 www.foxengenharia.com.br

Natal

RN

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X

Outras

X

X

Atmosferas explosivas

X

X

Telecomunicações

X

X X

LEFT Engenharia

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (21) 3496-0644 www.masalupri.com.br

X X

Felix Engenharia Elétrica

Odnumyar Engenharia Elétrica (41) 3257-3823 www.odnumyar.com.br

X

Cabeamento estruturado

X

Siemens

X

Instrumentação e controle

X

Automação

X

X

Alta tensão

X

X

Média tensão

Ensino

X

X

Baixa tensão

Divulgação técnica

X

X

Outros

Pareceres

X

X

Execução de obras

Perícias

X

X

Direção de obras

Vistorias

X

X

Fiscalização de obras

Avaliações

X

Pesquisa, Experimentação e ensaios

Análises

Noberto Barros Engenharia (81) 3454-0649 n2aengenharia@n2aengenharia.com.br Recife

Estado PE X PE X

Consultoria

Cidade Recife

Áreas de atuação

Projetos

EMPRESA Telefone Site Masalupri Eng. e ConSULTORIA (81) 3498-2429 www.masalupri.com.br

Estudos

Tipos de serviços

X

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X


Empresas de engenharia e consultoria

O Setor Elétrico / Julho de 2017

(51) 3337-7677 www.siclo.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

Electric Consultoria

(51) 3095-8200 www.electricservice.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

X

Energymax

(51) 3723-6569 www.energymax.com.br

Cachoeira do Sul

RS

Fockink

(55) 3375-9500 www.fockink.ind.br

Panambi

RS

X

X

SADENCO ENGENHARIA

(51) 3342-1860 www.sadenco.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

X

Transiente Engenharia

(51) 3587-2587 www.transiente.com.br

Novo Hamburgo

RS

X

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X

X

X

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Porto Alegre

SC

X

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X

X

Florianópolis

SC

X

X

(47) 3145-4600 www.luzville.com.br

Joinville

SC

X

X

QUANTUM ENGENHARIA

(48) 3271-0200 www.quantumengenharia.net.br

Florianópolis

SC

AGPR5

(48) 3462-3900 www.agpr5.com

Criciúma

SC

NORD ELECTRIC

(49) 3361-3900 www.nord.eng.br

Chapecó

Perondi Engenharia

(47) 3026-2222 www.perondiengenharia.com.br

Joinville

Provolt

(47) 3036-9666 www.provolt.com.br

Blumenau

SC

Ramos Ex

(47) 3437-6092 www.exengenharia.com

Joinville

SC

SDS Automação

(47) 2106-3300 www.sdsautomacao.com.br

Jaraguá do Sul

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Tractebel

(48) 2108-8000 www.tractebel-engie.com.br

Vieira Santos Eng. Integrada (47) 3366-0279 www.vieirasantos.com

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Joinville

SC

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Florianópolis

SC

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Balneario Camboriu

SC

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Aracajú

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X

(79) 3211-6219 www.foxengenharia.com.br

Projecto

(79) 3211-9952 JAPEIXOTO@PROJECTOENG.COM.BR Aracajú

SE

X

X

X

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X

X

Ação engenharia

(11) 3883-6050 www.acaoenge.com.br

São Paulo

SP

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X

X

X

X

Activaeng

(11) 2742-8402 sergiocintra@bol.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Afap

(19) 3464-5650 www.afap.com.br

Santa Barbara d'Oeste

SP

X

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X

Aranatech

(16) 3411-3129 www.aranatech.com.br

São Carlos

SP

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X

X

Areté Engenharia

(11) 3833-0164 www.areteengenharia.com.br

São Paulo

SP

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X

SP

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X

X

X

(19) 3837-5067 www.baseenergia.com.br

Jaguariuna

SP

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X

X

Coli

(11) 2063-2323 www.coli.com.br

São Paulo

SP

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X

CPFL

(19) 99368-3155 www.cpfl.com.br/cpfleficiencia

Piracicaba

SP

X

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X

X

IDEAL ENGENHARIA

(14) 2106-7474 www.idealengenharia.com.br

Bauru

SP

X

X

Deletros

(11) 3287-0452 www.deletros.com.br

São Paulo

SP

X

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X

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X

Diagnerg Eng. e Cons.

(16) 3945-1223 www.diagnerg.com.br

Sertãozinho

SP

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EA - Engenheiros Associados (11) 2808 1886 www.engenheirosassociados.com.br Mauá

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Electraked

(11) 5082-4927 www.electraked.com.br

São Paulo

SP

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X

Eletricauranio

(11) 99910-8747 www.eletricauranio.com.br

Jundiaí

SP

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X

Eletricauranio

(11) 99910-8747 www.eletricauranio.com.br

Campinhas

SP

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Eletricauranio

(11) 98225-2644 www.eletricauranio.com.br

São Paulo

SP

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X

X

Enerenge

(11) 3744-7853 www.enerenge.com.br

São Paulo

SP

X

Engcad Eng. e Serviços

(19) 3469-2025 www.engcadprojetos.com.br

Americana

SP

X

Engenerg Engenharia

(11) 3688-1999 www.engenerg.com.br

Osasco

SP

EngePower

(11) 3579-8777 www.engepower.com

Barueri

EngePower

(11) 3579-8777 www.engepower.com

Osasco

ENGEMET

(11) 5073-5222 www.engemeteletrica.com.br

São Lourenço da Serra

SP

Engest Engenharia

(14) 3301-0596 stroppa@terra.com.br

Marília

SP

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X

Enprel Engenharia

(11) 3729-7099 www.enprel.com.br

São Paulo

SP

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X

Expertise Engenharia

(19) 3289-3435 www.expertise-eng.com.br

Campinas

SP

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ExSuper

(15) 4062-9447 www.exsuper.com.br

Tietê

SP

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são Paulo

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EA - Engenheiros Associados (11) 2808-1886 www.engenheirosassociados.com.br São Paulo

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BASE Energia

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Fox Eng. e Cons. Ltda

Dutra Lacroix Engenharia (11) 5573-2327 www.dutralacroix.com.br

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X

ASR Serviços e Engenharia (17) 99634-6103 www.asrservicoseengenharia.com.br Guarani D`oeste

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X

LUZVILLE

ACR Tecnologia em Energia (48) 3269 5559 www.acrtecnologia.srv.br

X

Outras

SICLO

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Atmosferas explosivas

X

Telecomunicações

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X

Automação

Divulgação técnica

X

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Alta tensão

Pareceres

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Média tensão

Perícias

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Baixa tensão

Vistorias

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Outros

Avaliações

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RS

Execução de obras

Análises

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Porto Alegre

Direção de obras

Consultoria

X

(51) 3342-4555 www.tecnovarenovaveis.com.br

Fiscalização de obras

Projetos

RO

TECNOVA RENOVÁVEIS

Pesquisa, Experimentação e ensaios

Estado

Porto Velho

EMPRESA

Áreas de atuação

Ensino

Cidade

Tractebel

Telefone Site (69) 3223-8992 www.tractebel-engie.com.br

Estudos

Tipos de serviços

Cabeamento estruturado

Pesquisa -

Instrumentação e controle

82

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83

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Avaliações

Vistorias

Perícias

Pareceres

Fiscalização de obras

Direção de obras

Baixa tensão

Média tensão

Alta tensão

Automação

Instrumentação e controle

Cabeamento estruturado

Telecomunicações

SP

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Sâo José dos Campos

SP

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X

Fox Eng. e Cons. Ltda

(16) 3617-9798 www.foxengenharia.com.br

Ribeirão Preto

SP

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X

Galeno Gomes Eng. Cons.

(11) 99973-2022 www.galenogomesengenharia.com.br São Paulo

SP

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X

X

X

X

GUISMO ENGENHARIA

(11) 2443-0353 www.guismo.com.br

Guarulhos

SP

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X

X

X

X

Grupo LPEng

(11) 2901-7033 www.lpeng.com.br

São Paulo

SP

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X

X

Grupo Rumo Engenharia

(15) 3331-2300 www.rumoengenharia.com.br

Sorocaba

SP

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X

X

X

GSI Eng. e Cons. Ltda

(12) 3621-8457 www.gsiconsultoria.com.br

Taubaté

SP

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X

X

HPF Engenharia

(19) 3233-6233 www.hpfengenharia.com

Campinas

SP

X

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X

X

Inel Com. Ele. Eletrô. Ltda

(19) 3875-4269 www.ineleletrica.com.br

Indaiatuba

SP

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X

X

X

Intelli Storm

(16) 3826-1411 www.intellistorm.com.br

Ortolândia

SP

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X

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702 www.jmatecnoproj.com.br

São Bernardo do Campo

SP

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X

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702 www.jmatecnoproj.com.br

São Paulo

SP

X

X

JTR Engenharia

(11) 5054-1040 www.jtrengenharia.com.br

São Paulo

SP

Lambda Consultoria

(11) 4456-3609 www.lambdaconsultoria,com.br

Salto

SP

Latc

(18) 3271-4556 challouts@uol.com.br

Presidente Venceslau

SP

MAEX Engenharia

(19) 3455-5266 www.maex.com.br

Santa Barbara d'Oeste

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (11) 4195-8778 www.masalupri.com.br MATRIX Energética LTDA Megatech Consultoria

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SP

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São Paulo

SP

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(11) 98382-0000 www.matrixenergetica.com.br

São José dos Campos

SP

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X

(19) 97106-9115 www.megtc.com.br

Americana

SP

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X

Outras

Análises

São Paulo

(12) 3302-2997 www.foxengenharia.com.br

Outros

Consultoria

(11) 3256-6999 www.figener.com.br

Fox Eng. e Cons. Ltda

Execução de obras

Projetos

Figener

Estado SP

Ensino

Cidade São Paulo

Divulgação técnica

Telefone Site (11) 4267-0049 www.calhasfacilit.com.br

Estudos

Facilit

EMPRESA

Atmosferas explosivas

Áreas de atuação Pesquisa, Experimentação e ensaios

Tipos de serviços

X X

X

X


Empresas de engenharia e consultoria

O Setor Elétrico / Julho de 2017

X

Telefone Site (19) 3713-3239 www.mpaeletricidade.com.br

Cidade Limeira

NV Engenharia

(11) 3331-2001 www.nvengenharia.com.br

São Paulo

SP

Omicron Service

(11) 5061-8566 www.omicronservice.com.br

São Paulo

SP

Polux

(11) 97619-2235 www.poluxtec.com.br

Bom Jesus dos Perdões

SP

Polux

(11) 97619-2235 www.poluxtec.com.br

São Paulo

SP

Power Solutions Brasil

(11) 3181-5157 www.psolutionsbrasil.com.br

São Paulo

SP

PROLUX

(11) 5549-6533 www.proluxeng.com.br

São Paulo

SP

Proservincom

(11) 2975-3106 www.proservincom

São Paulo

SP

PXM Engenharia

(12) 3622-1122 www.pxm.com.br

Taubaté

SP

X

X

X

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X

X

REWALD

(11) 5070-3799 www.rewald.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

RHBC Engenharia

(21) 999-892479 www.rhbcengenharia.com.br

Sâo Paulo

SP

X

X

X

X

X

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X

X

Ribeiro & Fagundes Eng.

(11) 4533-2029 www.ribeirofagundes.com.br

Junduaí

SP

X

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X

X

X

X

X

SANARDI

(17) 3228-2555 www.sanardi.com.br

São José do Rio Preto

SP

X

X

SecPower

(11) 5541-5120 www.secpower.com.br

São Paulo

SP

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Campinas

SP

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X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Jundiaí

SP

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X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Sâo Paulo

SP

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X

X

STDE Engenharia

(11) 3757-5757 www.stde.com.br

Guarulhos

SP

X

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X

X

Target

(11) 5525-5656 www.target.com.br

São Paulo

SP

X

X

Walmonof

(11) 2421-0230 www.walmonof.com

Guarulhos

SP

Zettatecck

(19) 3321-8400 www.zettatecck.com.br

Araras

X

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X

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Mato Grosso

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Outras

X

MPA Engenharia

Atmosferas explosivas

X

Telecomunicações

X

X

Cabeamento estruturado

X

Alta tensão

X

Média tensão

X

Baixa tensão

X

Outros

X

Execução de obras

Pareceres

X

Direção de obras

Perícias

X

Fiscalização de obras

Vistorias

X

Pesquisa, Experimentação e ensaios

Avaliações

X

Áreas de atuação

Ensino

Análises

X

Divulgação técnica

Consultoria

Estado SP X

Projetos

EMPRESA

Estudos

Tipos de serviços

Instrumentação e controle

Pesquisa -

Automação

84

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Empresas de engenharia e consultoria

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Engecrim

(92) 3642-3938 www.engecrim.com.br

Manaus

AM

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X

Gfeng Engenharia

(92) 3082-9495 www.gfeng-engenharia.com

Manaus

AM

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X

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X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Manaus

AM

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X

X

Abelardo Brandão Eng.

(71) 3353-8322 abelardo@abelardobrandao.eng.br Salvador

BA

X

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X

X

Constec

(77) 3483-1934 constec.smv@bol.com.br

Santa Maria da Vitória

BA

X

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X

Quality Engenharia

(71) 3341-1414 www.qualityltda.com.br

Salvador

BA

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X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Salvador

BA

X

X

X

Teknergia

(71) 3358-4512 www.teknergia.com.br

Salvador

BA

GPS Engenharia

(85) 3217-3275 www.gpsengenharia.com

Fortaleza

CE

Ing brasil

(85) 3044-4901 www.ingltda.com.br

Fortaleza

CE

LAP Engenharia

(85) 3494-5097 www.lap.com.br

Fortaleza

CE

Pulso Engenharia

(85) 3032-4200 www.pulsoengenharia.com.br

Fortaleza

CE

Fox Eng. e ConS. Ltda

(61) 2103-9555 www.foxengenharia.com.br

Brasília

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Tractebel

(61) 2106-6800 www.tractebel-engie.com.br

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (27) 3325-6332 www.masalupri.com.br

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DF

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Brasília

DF

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Brasília

DF

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Vitória

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1997 2001

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2012

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1905

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2003 X

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2003

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2006 1990

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1905

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2011

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2014

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1991

1991

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2001

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1990

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X

Ano de início de atividades da empresa

X

Programas na área de responsabilidade social Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores Compra produtos, equipamentos, componentes, etc.

X

X

ISO 14001

X

AL

ISO 9001

X

Maceió

Outros

X

(82) 3338-8016 www.foxengenharia.com.br

Acima de 30

Empresas de manutenção

AL

Fox Eng. e ConS. Ltda

Cidade

Outros

Maceió

Site

De 20 a 30

Outras Empresas de engenharia

X

(82) 3336-2727 www.eloengenharia.com

De 10 a 20

Instaladoras

X

Elo Engenharia

De 5 a 10

Construtoras

X

Estado

Serviços

X

Telefone

Industrial

X

EMPRESA

Comercial

X

Número de funcionários

Residencial

Indústria em geral

Principais clientes Concessionárias de energia elétrica

Segmentos de atuação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Até 5

Pesquisa -

Fabricantes de produtos e equipamentos elétricos

86

X

2005 1997

X

1905 1965

Tristão Engenharia

(27) 3218-3270 www.tristaoengenharia.com.br

Serra

Es

Alset Eng. e Com.

(62) 3945-5047 www.alset.com.br

Goiânia

GO

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X

2010

AAlset Eng. e Com.

(62) 3945-5047 www.alset.com.br

Catalão

GO

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X

X

2010

AAlset Eng. e Com.

(62) 3945-5047 www.alset.com.br

Anápolis

GO

X

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X

X

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X

X

X

X

X

X

X

2010

Eletrotech

(98) 2108-8052 www.eletrotech.eng.br

São Luís

MA

X

X

X

X

X

2004

CITELUM

(98) 2106-7880 www.citelum.com.br

São Luis

MA

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Belo Horizonte

MG

Albernaz

(38) 3561-4522 www.albernazelectric.com.br

João Pinheiro

BARBOSA & ANDRADE

(31) 3551-6351 www.barbosandrade.com.br

BCM Eletricidade

X

X

X

X

X

MG

X

X

Ouro Preto

MG

X

(37) 3232-6788 www.bcmeletricidade.com.br

Para de Minas

MG

X

Belut

(34) 3210-0342 www.belut.com.br

Uberlândia

MG

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Congonhas

MG

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Belo Horizonte

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

Engeparc L&G Engenharia Ltda

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1999

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1986

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2010

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1995

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2002

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2013

MG

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X

2013

Igarapé

MG

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X

2013

(31) 3295-5211 www.engeparc.com.br

Belo Horizonte

MG

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X

1990

(31) 98817-5153 www.legengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

X

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X

2013

Leopoldina

MG

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2001

Belo Horizonte

MG

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X

1980

Pouso Alegre

MG

X

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X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (32) 3441-2892 www.masalupri.com.br Montal Para-raios

X

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X X

X

(31) 3476-7675 www.montal.com.br

Projetec-Proj. e Inst. Técnicas (35) 3421-5444 www.projetec.eng.br

X

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X

(31) 3567-0001 www.setromec.com.br

Belo Horizonte

MG

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X

X

X

Tese Proj. Soc. de Eng.

(31) 3254-8000 www.teseprojetos.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

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X

X

Tractebel

(31) 3249-7600 www.tractebel-engie.com.br

Belo Horizonte

MG

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Belo Horizonte

MG

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X

W2brison projetos

(35) 3332-2018 w2brison@ig.com.br

São Lourenço

MG

SENIOR ENGENHARIA

(31) 2105-9800 www.seniorengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

PROERG ENGENHARIA

(31) 3372-4555 www.proerg.com.br

Belo Horizonte

MG

COBRAPI

(31) 3349-1400 www.cobrapi.com.br

Belo Horizonte

MG

Hertz Tecnologia

(67) 99817-6633 www.hertztecnologia.com.br

Dourados

MS

Ricardo Nogueira Magalhães (67) 99972-0629 www.solarengenharia.com.br

Dourados

MS

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2000

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1988

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1975

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1965

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2004

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1989

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1990

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X

X

Setromec

Viabile Solução em Projetos (31) 3324-2702 www.viabile.com.br

X

2006

X

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X

1992

X

1963

X

1999

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Belém

PA

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X

Tractebel

(91) 3085-6005 www.tractebel-engie.com.br

Belém

PA

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1965

Tractebel

(93) 3515-5342 www.tractebel-engie.com.br

Altamira

PA

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X

X

1965

Fox Eng. e Cons. Ltda

(83) 3044-5519 www.foxengenharia.com.br

Paraíba

PB

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X

Recife

PE

X

X

Recife

PE

X

X

ESC Eng. de Sis. de Controle (81) 3974-7474 www.esc.com.br Foco Engenharia

(81) 3052-4417 www.foco-ecs.com.br

X

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1986

1997

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1999

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2009


87

O Setor Elétrico / Julho de 2017

PR

INSTITUTOS LACTEC

(41) 3361-6200 www.institutoslactec.org.br

Curitiba

PR

EA - Engenheiros Associados (41) 3017 0023 www.engenheirosassociados.com.br Curitiba

PR

X

X

X

X

Engebrazil

(43) 3323-1228 www.engebrazil.com.br

Londrina

PR

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X

X

Ensiste Eng. de Sis. Elét. Ltda

(41) 3322-1418 www.ensiste.com.br

Curitiba

PR

X

X

Felix Engenharia Elétrica

(44) 3222-1250 www.felixengenharia.com.br

Maringá

PR

X

X

X

X

LEFT Engenharia

(41) 3532-9653 www.leftengenharia.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

X

MSE Engenharia

(43) 3031-0500 www.mse.com.br

Londrina

PR

Odnumyar Engenharia Elétrica (41) 3257-3823 www.odnumyar.com.br

Curitiba

PR

Reativa Engenharia

(42) 3222-3500 www.reativa.com

Ponta Grossa

PR

RHBC Engenharia

(21) 999-892479 www.rhbcengenharia.com.br

Curitiba

PR

SE Engenharia Elétrica

(44) 3263-3286 www.seengenhariaeletrica.com.br

Maringá

PR

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Curitiba

PR

Solfus Engenharia

(41) 3362-6201 www.solfus.com.br

Curitiba

PR

EA - Engenheiros Associados (21) 3232 2631 www.engenheirosassociados.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Etelbra Engenharia

(21) 3392-8106 www.etelbra.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Excenge Ltda

(21) 2610-0826 www.excenge.com.br

Niterói

RJ

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (21) 3496-0644 www.masalupri.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Pethras Engenharia

(21) 2508-6711 www.pethras.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Ponto Engenharia

(22) 99203-3225 www.pontoengenharia.com.br

Rio das Ostras

RJ

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475 www.rhbcengenharia.com.br

Niterói

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475 www.rhbcengenharia.com.br

Tractebel

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2001

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2007

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1905

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2013

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1989

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1959

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2009

ISO 14001

X

Ano de início de atividades da empresa

Curitiba

X

Programas na área de responsabilidade social Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores Compra produtos, equipamentos, componentes, etc.:

(41) 3262-3332 www.conserwatt.com.br

X

X

ISO 9001

X

Conserwatt Engenharia

X

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Acima de 30

X

PI

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X

De 20 a 30

X

Caracol

X

X

X

De 10 a 20

X

(31) 99775-6140 www.eletrogenengenharia.com.br

X

X

X

De 5 a 10

X

Eletrogen Engenharia

X

X

Até 5

X

PE

X

Outros

X

Recife

X

X

Fabricantes de produtos e equipamentos elétricos

X

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

X

Empresas de manutenção

X

Siemens

X

Número de funcionários

Outras Empresas de engenharia

X

Instaladoras

X

X

Construtoras

X

PE

Indústria em geral

X

PE

Noberto Barros Engenharia (81) 3454-0649 n2aengenharia@n2aengenharia.com.br Recife

Concessionárias de energia elétrica

Estado

Recife

Principais clientes

Outros

Cidade

Serviços

Site

Industrial

Telefone

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (81) 3498-2429 www.masalupri.com.br

Comercial

EMPRESA

Residencial

Segmentos de atuação

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2008

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1995 X

2007

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1979

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1995

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1996

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2007

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1905

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2009

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1987

2013

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RJ

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1989

Rio de Janeiro

RJ

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X

1989

(21) 2199-8800 www.tractebel-engie.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Transforluz

(22) 2664-2174 www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

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1998

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Natal

RN

X

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X

1986

Fox Eng. e Cons. Ltda

(84) 3234-4811 www.foxengenharia.com.br

RN

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Natal

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2001

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1989

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2005

X

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1957

X X

X X

2011

1965

1997


Empresas de engenharia e consultoria

X

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X

Electric Consultoria

(51) 3095-8200 www.electricservice.com.br

Porto Alegre

RS

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X

Energymax

(51) 3723-6569 www.energymax.com.br

Cachoeira do Sul

RS

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X

Fockink

(55) 3375-9500 www.fockink.ind.br

Panambi

RS

X

X

SADENCO ENGENHARIA

(51) 3342-1860 www.sadenco.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Porto Alegre

RS

X

X

X

Transiente Engenharia

(51) 3587-2587 www.transiente.com.br

Novo Hamburgo

RS

X

X

X

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Porto Alegre

SC

X

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Florianópolis

SC

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X X

ACR Tecnologia em Energia (48) 3269 5559 www.acrtecnologia.srv.br

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X X

SC

QUANTUM ENGENHARIA

(48) 3271-0200 www.quantumengenharia.net.br

Florianópolis

SC

AGPR5

(48) 3462-3900 www.agpr5.com

Criciúma

SC

X

X

NORD ELECTRIC

(49) 3361-3900 www.nord.eng.br

Chapecó

SC

X

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X

Perondi Engenharia

(47) 3026-2222 www.perondiengenharia.com.br

Joinville

SC

X

X

X

X

X

X

Provolt

(47) 3036-9666 www.provolt.com.br

Blumenau

SC

X

X

X

Ramos Ex

(47) 3437-6092 www.exengenharia.com

Joinville

SC

X

X

X

SDS Automação

(47) 2106-3300 www.sdsautomacao.com.br

Jaraguá do Sul

SC

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Joinville

SC

X

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X

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X

Tractebel

(48) 2108-8000 www.tractebel-engie.com.br

Florianópolis

SC

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X

Balneario Camboriu

SC

Vieira Santos Eng. Integrada (47) 3366-0279 www.vieirasantos.com

X

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X

SP

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São Paulo

SP

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X

(19) 3464-5650 www.afap.com.br

Santa Barbara d'Oeste

SP

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X

Aranatech

(16) 3411-3129 www.aranatech.com.br

São Carlos

SP

X

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X

Areté Engenharia

(11) 3833-0164 www.areteengenharia.com.br

São Paulo

SP

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SP

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X

SE

Ação engenharia

(11) 3883-6050 www.acaoenge.com.br

São Paulo

Activaeng

(11) 2742-8402 sergiocintra@bol.com.br

Afap

ASR Serviços e Engenharia (17) 99634-6103 www.asrservicoseengenharia.com.br Guarani D`oeste

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1994

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1905

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2008

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1986

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2000

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1998

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1990

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2000

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1992

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X

Coli

(11) 2063-2323 www.coli.com.br

São Paulo

SP

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X

CPFL

(19) 99368-3155 www.cpfl.com.br/cpfleficiencia

Piracicaba

SP

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X

IDEAL ENGENHARIA

(14) 2106-7474 www.idealengenharia.com.br

Bauru

SP

X

X

Deletros

(11) 3287-0452 www.deletros.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Diagnerg Eng. e Cons.

(16) 3945-1223 www.diagnerg.com.br

Sertãozinho

SP

X

X

X

X

são Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

EA - Engenheiros Associados (11) 2808-1886 www.engenheirosassociados.com.br São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

EA - Engenheiros Associados (11) 2808 1886 www.engenheirosassociados.com.br Mauá

SP

X

X

X

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X

X

X

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X

X

X

X

X

X

1988

X

X

1999

X

X

1996

X

1905

X

X

X

X

X

X

X

X

X

1965

X

2014

X

1997

X

X

X

X X

X

X

X X X

X

X X

X

X X X

X

X

1994 X

1980

X

X

2007

X

X

2006

X

X

2014

X

X

2010

X

X

1983

X

2014

X

1983

X

X

X

X

1963

X X

1993

X

X X

1979 X

X

X

X

X

2009

X

X

X

X

Dutra Lacroix Engenharia (11) 5573-2327 www.dutralacroix.com.br

X

X

X

X

X

1947

X

X

X

SP

X

X

X

2000

X

X

Jaguariuna

X

X

1985

X

X

(19) 3837-5067 www.baseenergia.com.br

X

X X

X

X

X

X

X

X

BASE Energia

X

X

X

X

X X

X

X

X

X

X

2015

X

X

X

(79) 3211-9952 JAPEIXOTO@PROJECTOENG.COM.BR Aracajú

X

X

X

X

Projecto

X

X

X

X

SE

X

X

X

X

X

X

X

X

Aracajú

X

X

X

(79) 3211-6219 www.foxengenharia.com.br

X

X

X

Fox Eng. e Cons. Ltda

X

X

X

X

1984

X

X

1965

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Joinville

X

X

X

(47) 3145-4600 www.luzville.com.br

X

X

X

LUZVILLE

X

X

X

Ano de início de atividades da empresa

RS

X

Programas na área de responsabilidade social Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores Compra produtos, equipamentos, componentes, etc.

Porto Alegre

ISO 14001

(51) 3337-7677 www.siclo.com.br

X

ISO 9001

SICLO

X

X X

De 10 a 20

X

De 5 a 10

X

Até 5

X

X

Outros

X

X

Fabricantes de produtos e equipamentos elétricos

X

X

Empresas de manutenção

Construtoras

X

RS

Outras Empresas de engenharia

Indústria em geral

X

Porto Alegre

Instaladoras

Concessionárias de energia elétrica

X

(51) 3342-4555 www.tecnovarenovaveis.com.br

Outros

RO

TECNOVA RENOVÁVEIS

EMPRESA

Residencial

Cidade Porto Velho

Estado

Tractebel

Telefone Site (69) 3223-8992 www.tractebel-engie.com.br

Serviços

Número de funcionários

Industrial

Principais clientes

Comercial

Segmentos de atuação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Acima de 30

Pesquisa -

De 20 a 30

88

2003 X

X

1989

X

X

X

2009

X

X

X

2009

X

Electraked

(11) 5082-4927 www.electraked.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Eletricauranio

(11) 99910-8747 www.eletricauranio.com.br

Jundiaí

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

1990

Eletricauranio

(11) 99910-8747 www.eletricauranio.com.br

Campinhas

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

1990

Eletricauranio

(11) 98225-2644 www.eletricauranio.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

1990

Enerenge

(11) 3744-7853 www.enerenge.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

Engcad Eng. e Serviços

(19) 3469-2025 www.engcadprojetos.com.br

Americana

SP

X

X

X

X

X

X

X

2009

Engenerg Engenharia

(11) 3688-1999 www.engenerg.com.br

Osasco

SP

X

X

X

X

X

X

X

1999

EngePower

(11) 3579-8777 www.engepower.com

Barueri

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

1995

EngePower

(11) 3579-8777 www.engepower.com

Osasco

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

1995

ENGEMET

(11) 5073-5222 www.engemeteletrica.com.br

São Lourenço da Serra

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

2005

Engest Engenharia

(14) 3301-0596 stroppa@terra.com.br

Marília

SP

X

X

X

X

X

Enprel Engenharia

(11) 3729-7099 www.enprel.com.br

São Paulo

SP

X

Expertise Engenharia

(19) 3289-3435 www.expertise-eng.com.br

Campinas

SP

ExSuper

(15) 4062-9447 www.exsuper.com.br

Tietê

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

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X

X

X

X

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X X

X X

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X X

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X

X

1995

X

X X

1994

X

X X

1991

X

X

1987 X

2000


89

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Programas na área de responsabilidade social Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores Compra produtos, equipamentos, componentes, etc.:

Ano de início de atividades da empresa

X

X

X

X

X

1997

Fox Eng. e Cons. Ltda

(16) 3617-9798 www.foxengenharia.com.br

Ribeirão Preto

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Galeno Gomes Eng. Cons.

(11) 99973-2022 www.galenogomesengenharia.com.br São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

GUISMO ENGENHARIA

(11) 2443-0353 www.guismo.com.br

Guarulhos

SP

X

X

X

X

X

X

X

Grupo LPEng

(11) 2901-7033 www.lpeng.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Grupo Rumo Engenharia

(15) 3331-2300 www.rumoengenharia.com.br

Sorocaba

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

GSI Eng. e Cons. Ltda

(12) 3621-8457 www.gsiconsultoria.com.br

Taubaté

SP

X

X

X

X

X

HPF Engenharia

(19) 3233-6233 www.hpfengenharia.com

Campinas

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Inel Com. Ele. Eletrô. Ltda (19) 3875-4269 www.ineleletrica.com.br

Indaiatuba

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Intelli Storm

(16) 3826-1411 www.intellistorm.com.br

Ortolândia

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702 www.jmatecnoproj.com.br

São Bernardo do Campo

SP

X

X

X

X

X

X

X

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702 www.jmatecnoproj.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

JTR Engenharia

(11) 5054-1040 www.jtrengenharia.com.br

São Paulo

SP

X

X

Lambda Consultoria

(11) 4456-3609 www.lambdaconsultoria,com.br

Salto

SP

X

X

X

Latc

(18) 3271-4556 challouts@uol.com.br

Presidente Venceslau

SP

X

X

X

X

MAEX Engenharia

(19) 3455-5266 www.maex.com.br

Santa Barbara d'Oeste

SP

X

X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (11) 4195-8778 www.masalupri.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

MATRIX Energética LTDA

(11) 98382-0000 www.matrixenergetica.com.br

São José dos Campos

SP

X

X

X

Megatech Consultoria

(19) 97106-9115 www.megtc.com.br

Americana

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

X

X

1987

X

X

1999

X X

X

X

X

X

X

1987

X

1979

X

X

1989

X

X

X

2004

X

X

X

X

2007

X

X

X

X

2007

X

X

X

2001

X

X

X

2001

X X

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X X X

X X

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X

X

X

X

X X

X X X

2000 2005

X

X

1997

X

X

X X

X

X

X

X

X

ISO 14001

ISO 9001

X

X

De 20 a 30

X

X

De 10 a 20

X

De 5 a 10

X

Até 5

1990

X

Outros

X

SP

Fabricantes de produtos e equipamentos elétricos

X

Sâo José dos Campos

Empresas de manutenção

X

(12) 3302-2997 www.foxengenharia.com.br

Outras Empresas de engenharia

SP

Fox Eng. e Cons. Ltda

Instaladoras

São Paulo

Construtoras

(11) 3256-6999 www.figener.com.br

Estado

Indústria em geral

SP

Figener

Cidade

Concessionárias de energia elétrica

São Paulo

Site

Outros

(11) 4267-0049 www.calhasfacilit.com.br

Comercial

Telefone

Facilit

Residencial

EMPRESA

Acima de 30

Número de funcionários

Serviços

Principais clientes

Industrial

Segmentos de atuação

1988

X

X

X

1995

X

X

X

2001

X

X

2001

X

2001


Empresas de engenharia e consultoria

(11) 3181-5157 www.psolutionsbrasil.com.br

PROLUX

X

X

X

X

X

X

X

São Paulo

SP

X

(11) 5549-6533 www.proluxeng.com.br

São Paulo

SP

Proservincom

(11) 2975-3106 www.proservincom

São Paulo

SP

PXM Engenharia

(12) 3622-1122 www.pxm.com.br

Taubaté

REWALD

(11) 5070-3799 www.rewald.com.br

RHBC Engenharia

X

2008

X

X

X

1992

X

X

X

1992

X

X

X

2015

X

X

X

X

X

X

X

1993

X

X

1998

X

X

X

X

SP

X

X

São Paulo

SP

X

X

(21) 999-892479 www.rhbcengenharia.com.br

Sâo Paulo

SP

X

Ribeiro & Fagundes Eng.

(11) 4533-2029 www.ribeirofagundes.com.br

Junduaí

SP

SANARDI

(17) 3228-2555 www.sanardi.com.br

São José do Rio Preto

SP

SecPower

(11) 5541-5120 www.secpower.com.br

São Paulo

SP

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Campinas

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Jundiaí

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84 www.siemens.com.br

Sâo Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

STDE Engenharia

(11) 3757-5757 www.stde.com.br

Guarulhos

SP

X

X

X

Target

(11) 5525-5656 www.target.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

Walmonof

(11) 2421-0230 www.walmonof.com

Guarulhos

SP

X

X

Zettatecck

(19) 3321-8400 www.zettatecck.com.br

Araras

SP

Abaco

(31) 3481-1890 william.berbari@grupoabaco.com.br Mato Grosso

TO

X

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X X

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1989

X

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1999

X

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1997

X

X

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1905

X

X

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1905

X

X

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X

1905

X

X

2015

X

1994

X

X

1986

X

X

2006

X

X

1986

X

X

X

X

X

X

X

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X X

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X

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X

X

1962

X X

X

X X

X

X

X

X

X

X X

1994 X

X

X

X

2006

X

X

X

X

X

Ano de início de atividades da empresa

Power Solutions Brasil

X

SP

Programas na área de responsabilidade social Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores Compra produtos, equipamentos, componentes, etc.

São Paulo

ISO 14001

(11) 97619-2235 www.poluxtec.com.br

X

X

ISO 9001

Polux

X

X

X X

X

X

Acima de 30

SP

X X

X

De 20 a 30

Bom Jesus dos Perdões

X X

X

X

X

De 10 a 20

(11) 97619-2235 www.poluxtec.com.br

X

X

De 5 a 10

Polux

X

X

X

Até 5

SP

X

Outros

São Paulo

X

X

Número de funcionários

Fabricantes de produtos e equipamentos elétricos

(11) 5061-8566 www.omicronservice.com.br

X

Instaladoras

Omicron Service

X

Construtoras

SP

Indústria em geral

São Paulo

Concessionárias de energia elétrica

(11) 3331-2001 www.nvengenharia.com.br

Principais clientes

Outros

Estado SP

Serviços

NV Engenharia

Limeira

Industrial

Telefone Site (19) 3713-3239 www.mpaeletricidade.com.br

Cidade

MPA Engenharia

Comercial

EMPRESA

Residencial

Segmentos de atuação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Empresas de manutenção

Pesquisa -

Outras Empresas de engenharia

90

X

X

X


Pesquisa - Empresas de manutenção e instalação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

www.foxengenharia.com.br

Maceió

AL

X

ENGECRIM

(92) 3642-3938

www.engecrim.com.br

Manaus

AM

X

ENGIE

(92) 3236 3110

www.engieservicos.com.br

Manaus

AM

GFENG ENGENHARIA

(92) 3082-9495

www.gfeng-engenharia.com

Manaus

AM

X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Manaus

AM

X

X

Elektro bahia mat. eletricos

(71) 3051-2804

www.elektroba.com.br

Lauro de Freitas

BA

X

X

X

X

Elektro bahia mat. eletricos

(71) 99982-3050

www.elektroba.com.br

Salvador

BA

X

X

X

X

ENGIE

(71) 3033 3089

www.engieservicos.com.br

Salvador

BA

X

ESO ENGENHARIA

(73) 3525-3407

eso.ee@ig.com.br

Jequié

BA

X

X

JBM

(71) 3304-4186

jbmeletro@ig.com.br

Salvador

BA

X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Salvador

BA

X

X

X

TEKNERGIA

(71) 3358-4512

www.teknergia.com.br

Salvador

BA

X

X

X

ENGIE

(85) 3032 3778

www.engieservicos.com.br

Fortaleza

CE

GPS Engenharia

(85) 3217-3275

www.gpsengenharia.com

Fortaleza

CE

X

X

ing brasil

(85) 3044-4901

www.ingltda.com.br

Fortaleza

CE

X

Pulso Engenharia

(85) 3032-4200

www.pulsoengenharia.com.br

Fortaleza

CE

X

Fox Eng. e Consultoria Ltda

(61) 2103-9555

www.foxengenharia.com.br

Brasília

DF

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Brasília

DF

X

ENGIE

(27) 3225 9074

www.engieservicos.com.br

Vitória

ES

Masalupri Eng. e ConSULTORIA

(27) 3325-6332

www.masalupri.com.br

Vitória

ES

TEREME ENGENHARIA

(27) 3328-2412

www.tereme.com.br

Serra

ES

Tristão engenharia

(27) 3218-3270

www.tristaoengenharia.com.br

Serra

ES

X

X

Alset Engenharia e Comércio

(62) 3945-5047

www.alset.com.br

Goiânia

GO

X

X

X

X

X

Alset Engenharia e Comércio

(62) 3945-5047

www.alset.com.br

Catalão

GO

X

X

X

X

X

Alset Engenharia e Comércio

(62) 3945-5047

www.alset.com.br

Anápolis

GO

X

X

X

X

Eletrotech

(98) 2108-8052

www.eletrotech.eng.br

São Luis

MA

X

X

ENGIE

(91) 3249-0203

www.engieservicos.com.br

São Luis

MA

X

X

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

X

X

X

Albernaz

(38) 3561-4522

www.albernazelectric.com.br

João Pinheiro

MG

X

X

X

X

X

X

BCM Eletricidade

(37) 3232-6788

www.bcmeletricidade.com.br

Pará de Minas

MG

X

X

www.dimensional.com.br

Belo Horizonte

MG

X X

X

X X

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X

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X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Congonhas

MG

X

X

X

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Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

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X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Igarapé

MG

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ENGEPARC

(31) 3295-5211

www.engeparc.com.br

Belo Horizonte

MG

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ENGIE

(31) 2125 8500

www.engieservicos.com.br

Belo Horizonte

MG

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X

www.grupoitce.eng.br

Juiz de Fora

MG

L&G Engenharia Ltda

(31) 98817-5153

www.legengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA

(32) 3441-2892

www.masalupri.com.br

Leopoldina

MG

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X

SETROMEC

(31) 3567-0001

www.setromec.com.br

Belo Horizonte

MG

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X

w2brison projetos ltda

(35) 3332-2018

w2brison@ig.com.br

São lourenço

MG

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Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Belém

PA

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ENGIE

(91) 3249 0203

www.engieservicos.com.br

Belém

PA

Fox Eng. e Consultoria Ltda

(83) 3044-5519

www.foxengenharia.com.br

Paraíba

PB

ENGIE

(81) 3093 0886

www.engieservicos.com.br

Jabotão

PE

Itce Projetos e Montagens elétricas (32) 3313-3500

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X

ESC Eng. de Sis. de Controle

(81) 3974-7474

www.esc.com.br

Recife

PE

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Foco Engenharia

(81) 3052-4417

www.foco-ecs.com.br

Recife

PE

X

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X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA

(81) 3498-2429

www.masalupri.com.br

Recife

PE

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X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Recife

PE

X

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X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Caracol

PI

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X

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉT. LTDA

(41) 2104-8200

www.dimensional.com.br

Curitiba

PR

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Eletrogen Engenharia

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Outras

X

(82) 3338-8016

Atmosferas explosivas

X

Fox Eng. e Consultoria Ltda

Telecomunicações

X

Cidade Maceió

Cabeamento estruturado

X

X

Site www.eloengenharia.com

Automação

X

Telefone (82) 3336-2727

Alta tensão

X

Média tensão

X

Baixa tensão

X

Outros

X

Direção de obra

Manutenção

X

Fiscalização de obra

Operação

X

Vistorias

Consultoria

X

Áreas de atuação

Elo Engenharia

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (31) 3036-0660

Estado AL

Instalação

EMPRESA

Projeto

Tipos de serviços

Instrumentação e controle

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93

O Setor Elétrico / Julho de 2017

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X

OMS Engenharia

(41) 3364-7000

www.omsengenharia.com.br

Curitiba

PR

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X

Reativa Engenharia

(42) 3222-3500

www.reativa.com

Ponta Grossa

PR

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X

X

X

RHBC Engenharia

(21) 999-892479

www.rhbcengenharia.com.br

Curitiba

PR

X

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X

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X

X

X

SE ENGENHARIA ELÉTRICA

(44) 3263-3286

www.seengenhariaeletrica.com.br

Maringá

PR

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Curitiba

PR

X

X

X

ENGIE

(21)3593 9233

www.engieservicos.com.br

Rio de Janeiro

RJ

Etelbra Engenharia

(21) 3392-8106

www.etelbra.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA

(21) 3496-0644

www.masalupri.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

power light engenharia

(24) 2453-7883

plengenharia@plengenharia.com.br

Valença

RJ

X

X

X

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475

www.rhbcengenharia.com.br

Niterói

RJ

X

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X

X

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475

www.rhbcengenharia.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X

X

X

X

Transforluz

(22) 2664-2174

www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

X

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X

TRANSFORLUZ

(22) 2664-2174

www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Natal

RN

X

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X

CCW Engenharia

(84) 3223-1111

www.ccwengenharia.com.br

Natal

RN

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X

X

CCW Engenharia

(84) 3312-6913

www.ccwengenharia.com.br

Mossoró

RN

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Outras

PR

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Atmosferas explosivas

Curitiba

X

Telecomunicações

www.odnumyar.com.br

Odnumyar Engenharia Elétrica (41) 3257-3823

X

Cabeamento estruturado

X

Instrumentação e controle

X

Automação

X

Alta tensão

X

PR

Média tensão

X

Londrina

Baixa tensão

Manutenção

X

www.mse.com.br

Outros

Operação

X

(43) 3031-0500

Direção de obra

Consultoria

X

MSE Engenharia

Estado PR

Áreas de atuação

Fiscalização de obra

Cidade Maringá

EMPRESA

Vistorias

Site www.felixengenharia.com.br

Instalação

Felix Engenharia Elétrica

Telefone (44) 3222-1250

Projeto

Tipos de serviços


Pesquisa - Empresas de manutenção e instalação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (51) 3271-1400

X

(55) 3375-9500

www.fockink.ind.br

Panambi

RS

X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Porto Alegre

RS

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X

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Porto Alegre

SC

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X

ACR Tecnologia em Energia

(48) 3269-5559

www.acrtecnologia.srv.br

Florianópolis

SC

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X

PROVOLT

(47) 3036-9666

www.provolt.com.br

Blumenau

SC

X

X

X

Ramos Ex

(47) 3437-6092

www.exengenharia.com

Joinville

SC

X

X

X

SDS Automação

(47) 2106-3300

www.sdsautomacao.com.br

Jaraguá do Sul

SC

X

X

X

X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Joinville

SC

X

X

X

X

X

Vieira Santos Engenharia

(47) 3366-0279

www.vieirasantos.com

Balneario Camboriu

SC

X

X

X

Fox Eng. e Consultoria Ltda

(79) 3211-6219

www.foxengenharia.com.br

Aracajú

SE

X

PROJECTO

(79) 3211-9952

JAPEIXOTO@PROJECTOENG.COM.BR

Aracajú

SE

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X

A Elétrica Engenharia

(11) 2533-1190

www.aeletrica.com.br

São Paulo

SP

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X

A.cabine Materiais Eletricos LTDA (11) 2842-5252

www.acabine.com.br

Guarulhos

SP

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X

www.acaoenge.com.br

São Paulo

SP

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X

(11) 2742-8402

sergiocintra@bol.com.br

São Paulo

SP

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X

Afap

(19) 3464-5650

www.afap.com.br

Santa Barbara d'Oeste

SP

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X

Areté Engenharia

(11) 3833-0164

www.areteengenharia.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

ASR Serviços e Engenharia

(17) 99634-6103

www.asrservicoseengenharia.com.br

Guarani D`oeste

SP

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X

X

X

X

X

Base Energia

(19) 3837-5067

www.baseenergia.com.br

Jaguariuna

SP

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X

X

X

C & P Eng. de Instalações

(11) 2696-0313

www.cepinstalacoes.com.br

São Paulo

SP

Dimensional Equip. ELÉTRICOS LTDA (19) 3446-7400

www.dimensional.com.br

Limeira

SP

X

X

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (14) 2106-9400

www.dimensional.com.br

Bauru

SP

X

X

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (19) 3456-0830

www.dimensional.com.br

Iracema

SP

X

X

DIMENSIONAL EQUIp. ELÉTRICOS LTDA (19) 3322-0000

www.dimensional.com.br

Campinas

SP

X

X

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (11) 3643-6950

www.dimensional.com.br

São Paulo

SP

X

DUTRA LACROIX ENGENHARIA

(11) 5573-2327

www.dutralacroix.com.br

São Paulo

SP

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X

Eletricauranio

(11) 99910-8747

www.eletricauranio.com.br

Jundiaí

SP

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X

Eletricauranio

(11) 99910-8747

www.eletricauranio.com.br

Campinhas

SP

X

Eletricauranio

(11) 98225-2644

www.eletricauranio.com.br

São Paulo

SP

X

Elfon Service

(15) 2102-4777

www.elfon.com.br

Sorocaba

SP

ENGCAD ENGENHARIA E SERVIÇOS (19) 3469-2025

www.engcadprojetos.com.br

Americana

SP

ENGEMET ELÉTRICA

(11) 5073-5222

www.engemeteletrica.com.br

São Lourenço da Serra

SP

ENGEMET ELÉTRICA

(11) 5073-5222

www.engemeteletrica.com.br

São Paulo

SP

EngePower

(11) 3579-8777

www.engepower.com

Barueri

SP

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X

EngePower

(11) 3579-8777

www.engepower.com

Osasco

SP

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X

ENGIE

(11) 3644 5789

www.engieservicos.com.br

São Paulo

SP

X

X

EXPERTISE ENGENHARIA

(19) 3289-3435

www.expertise-eng.com.br

Campinas

SP

X

Fox Eng. e Consultoria Ltda

(12) 3302-2997

www.foxengenharia.com.br

Sâo José dos Campos

SP

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X

X

Fox Eng. e Consultoria Ltda

(16) 3617-9798

www.foxengenharia.com.br

Ribeirão Preto

SP

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X

Grupo LPEng

(11) 2901-7033

www.lpeng.com.br

São Paulo

SP

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X

X

Grupo Rumo Engenharia

(15) 3331-2300

www.rumoengenharia.com.br

Sorocaba

SP

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X

X

HBI SERVICE

(11) 4432-3670

www.hbiservice.com.br

Santo André

SP

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X

WWW.INELELETRICA.COM.BR

Indaiatuba

SP

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X

INEL COM. ELETRO ELETRÔNICA LTDA (19) 3875-4269

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X

(11) 3312-0200

WWW.INFRAENGENHARIA.COM.BR

São Paulo

SP

X

X

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702

www.jmatecnoproj.com.br

São Bernardo do Campo

SP

X

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X

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702

www.jmatecnoproj.com.br

São Paulo

SP

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X

X

X

X

JTR ENGENHARIA

(11) 5054-1040

www.jtrengenharia.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

MAEX ENGENHARIA

(19) 3455-5266

www.maex.com.br

Santa Bárbara D'Oeste

SP

Masalupri Eng. e ConSULTORIA

(11) 4195-8778

www.masalupri.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

MATRIX Energética LTDA

(11) 98382-0000

www.matrixenergetica.com.br

São José dos Campos

SP

X

X

X

MCR Engenharia

(19) 99764-9868

mcrengenharia1@gmail.com

Indaiatuba

SP

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INFRA ENGENHARIA

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Outras

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(11) 3883-6050

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Activaeng

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Ação engenharia

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Fockink

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Atmosferas explosivas

X

Telecomunicações

X

Cabeamento estruturado

x

Automação

X

Alta tensão

X

Média tensão

X

X

Baixa tensão

RS

Outros

Porto Alegre

Direção de obra

www.dimensional.com.br

Fiscalização de obra

Estado RN

Manutenção

Cidade Natal

Operação

Site www.foxengenharia.com.br

Consultoria

Telefone (84) 3234-4811

Áreas de atuação

Vistorias

Fox Eng. e Consultoria Ltda

Instalação

EMPRESA

Projeto

Tipos de serviços

Instrumentação e controle

94

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95

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Alta tensão

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X

PERFITEC LTDA

(11) 4356-2729

www.perfitec-eletrica.com.br

São Bernardo do Campo

SP

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X

X

X

X

X

X

X

PROSERVINCOM

(11) 2975 3106

www.proservincom

São Paulo

SP

X

X

PXM Engenharia

(12) 3622-1122

www.pxm.com.br

Taubaté

SP

X

X

REVIMAQ

(11) 4531-8181

www.revimaq.com

Jundiaí

SP

X

RHBC Engenharia

(21) 999-892479

www.rhbcengenharia.com.br

Sâo Paulo

SP

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X

www.ribeirofagundes.com.br

Jundiaí

SP

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X

X

www.rovimatic.com.br

Sao Paulo

SP

X

X

X

X

SECPOWER

(11) 5541-5120

www.secpower.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

SELGI ENGENHARIA

(11) 2958-6641

selgiltd@yahoo.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

SELGI ENGENHARIA

(18) 98150-0903

selgiltd@yahoo.com.br

Presidente Prudente

SP

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X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Campinas

SP

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X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Jundiaí

SP

X

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X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Sâo Paulo

SP

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X

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X

SINPOWER ENGENHARIA

(11) 4376-0214

www.sinpower.com.br

Osasco

SP

X

X

X

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X

X

STDE ENGENHARIA

(11) 3757-5757

www.stde.com.br

Guarulhos

SP

X

X

X

X

X

URKRAFT

(11) 3662-0115

www.urkraft.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Mato Grosso

TO

X

X

X

X

X

X

X

Dalo Eletrotécnica

(11) 2081-8130

dalo@dalo.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

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X

X

X

X

X

X X X X X

X

X

(11) 98199-0066

X

X

X

ROVIMATIC LED

RIBEIRO & FAGUNDES ENGENHARIA (11) 4533-2029

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

X

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X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

X

X

X

X

X

X

X

Outras

Média tensão

X

X

Atmosferas explosivas

Baixa tensão

X

SP

Telecomunicações

Direção de obra

X

São Paulo

Cabeamento estruturado

Fiscalização de obra

X

www.omicronservice.com.br

Instrumentação e controle

Vistorias

X

(11) 5061-8566

Automação

Manutenção

X

OMICRON SERVICE

Estado SP

Outros

Cidade Limeira

EMPRESA

Operação

Site www.mpaeletricidade.com.br

Consultoria

MPA Engenharia

Telefone (19) 3713-3239

Instalação

Áreas de atuação

Projeto

Tipos de serviços


Pesquisa - Empresas de manutenção e instalação

ENGECRIM

(92) 3642-3938

www.engecrim.com.br

Manaus

AM

ENGIE

(92) 3236 3110

www.engieservicos.com.br

Manaus

AM

GFENG ENGENHARIA

(92) 3082-9495

www.gfeng-engenharia.com

Manaus

AM

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Manaus

AM

Elektro bahia mat. eletricos (71) 3051-2804

www.elektroba.com.br

Lauro de Freitas

BA

Elektro bahia mat. eletricos (71) 99982-3050

www.elektroba.com.br

Salvador

BA

X X X X X X X X X X X

www.engieservicos.com.br

Salvador

BA

ESO ENGENHARIA

(73) 3525-3407

eso.ee@ig.com.br

Jequié

BA

JBM

(71) 3304-4186

jbmeletro@ig.com.br

Salvador

BA

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Salvador

BA

TEKNERGIA

(71) 3358-4512

www.teknergia.com.br

Salvador

BA

ENGIE

(85) 3032 3778

www.engieservicos.com.br

Fortaleza

CE

GPS Engenharia

(85) 3217-3275

www.gpsengenharia.com

Fortaleza

CE

X X X X X X X

ing brasil

(85) 3044-4901

www.ingltda.com.br

Fortaleza

CE

X X

Pulso Engenharia

(85) 3032-4200

www.pulsoengenharia.com.br

Fortaleza

CE

www.foxengenharia.com.br

Brasília

DF

X X X X X X X

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Brasília

DF

ENGIE

(27) 3225 9074

www.engieservicos.com.br

Vitória

ES

www.masalupri.com.br

Vitória

ES

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (27) 3325-6332 TEREME ENGENHARIA

(27) 3328-2412

www.tereme.com.br

Serra

ES

Tristão engenharia

(27) 3218-3270

www.tristaoengenharia.com.br

Serra

ES

Alset Engenharia e Comércio (62) 3945-5047

www.alset.com.br

Goiânia

GO

Alset Engenharia e Comércio (62) 3945-5047

www.alset.com.br

Catalão

GO

Alset Engenharia e Comércio (62) 3945-5047

www.alset.com.br

Anápolis

GO

Programas na area de responsabilidade social

Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores

Compra produtos, equipamentos, componentes, etc

Ano de inicio de atividades da empresa

De 20 a 30

De 10 a 20

De 5 a 10

1905

X

www.albernazelectric.com.br

João Pinheiro

MG

BCM Eletricidade

(37) 3232-6788

www.bcmeletricidade.com.br

Pará de Minas

MG

X

X

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉT. LTDA

(31) 3036-0660

www.dimensional.com.br

Belo Horizonte

MG

X

X

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Congonhas

MG

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

Eletrogen Engenharia

(31) 99775-6140

www.eletrogenengenharia.com.br

Igarapé

MG

ENGEPARC

(31) 3295-5211

www.engeparc.com.br

Belo Horizonte

MG

ENGIE

(31) 2125 8500

www.engieservicos.com.br

Belo Horizonte

MG

Itce Proj. e Mont. elétricas

(32) 3313-3500

www.grupoitce.eng.br

Juiz de Fora

MG

L&G Engenharia Ltda

(31) 98817-5153

www.legengenharia.com.br

Belo Horizonte

MG

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (32) 3441-2892

www.masalupri.com.br

Leopoldina

MG

SETROMEC

(31) 3567-0001

www.setromec.com.br

Belo Horizonte

MG

w2brison projetos ltda

(35) 3332-2018

w2brison@ig.com.br

São lourenço

MG

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Belém

PA

ENGIE

(91) 3249 0203

www.engieservicos.com.br

Belém

PA

Fox Eng. e Consultoria Ltda (83) 3044-5519

www.foxengenharia.com.br

Paraíba

PB

(81) 3093 0886

www.engieservicos.com.br

Jabotão

PE

www.esc.com.br

Recife

PE

www.foco-ecs.com.br

Recife

PE

www.masalupri.com.br

Recife

PE

X

X X

X

1991

X X

X

X

X

X

X

1976

X

X

2011

X

2014

X X

X

X

X

X

X

X

X

X X

X

X

X

1905

X

X

X

X

X

1976

X

X

X

2001

X

X

1984

X

X

1990

X

X

X

2010

X

X

X

2010

X

X

X

2010

X

X

2004

X

X

X

1976

X

X

X

1989

X

X

2010

X

X

2002

X

X

1967

X X

X

X

X

2005

X

X

X X X X X

X

X

X X X X X X X X X X X

(38) 3561-4522

PR

Até 5

X

Albernaz

Curitiba

Outros

1993

X

X X X X X

www.dimensional.com.br

Empresas de manutenção.

X

MG

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉT. LTDA (41) 2104-8200

Empresas de engenharia

X

Belo Horizonte

PI

Construtoras

Indústrias em geral

1998

X

william.berbari@grupoabaco.com.br

Caracol

1905

1976

(31) 3481-1890

www.eletrogenengenharia.com.br

X

X

Abaco

(31) 99775-6140

X

X

X X X

Eletrogen Engenharia

2012

X

X X

X

X X

MA

PE

X

2016

São Luis

Recife

X

X

www.engieservicos.com.br

www.siemens.com.br

1976

X

X

(91) 3249-0203

0800 11 94 84

X

2016

ENGIE

Siemens

X

X

MA

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (81) 3498-2429

2001

X

X

São Luis

(81) 3052-4417

X

x X

www.eletrotech.eng.br

Foco Engenharia

X X

1997

X

X X

X

X

2003

X

X X x X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X X

X

X

X

X

X X X X X X

X

X

x X

(98) 2108-8052

ESC Eng. de Sis. de Controle (81) 3974-7474

X

X X X X X X X X X X X X

X X X X X X

X

X

X X X

X

X

X X

Eletrotech

ENGIE

X

X X X X X X X X X X X X X X X X X

X

X

X

X X X x

X

X

X X X

X X X X X X X X X X X X X X X X

(71) 3033 3089

Siemens

X X X X X X X x X X X X X

X X X X X X

ENGIE

Fox Eng. e Consultoria Ltda (61) 2103-9555

Concessionárias de energia elétrica

Maceió

Estado AL X X X X AL X X X

Outros

www.foxengenharia.com.br

Serviços

Cidade Maceió

Número de funcionários

ISO 9001

Fox Eng. e Consultoria Ltda (82) 3338-8016

Site www.eloengenharia.com

Industrial

Telefone (82) 3336-2727

Principais clientes

Acima de 30

Elo Engenharia

Comercial

EMPRESA

Residencial

Segmentos de atuação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

ISO 14001

96

X

X X X

X

X X X X X X X X

X

X X

X X X

X

X

1997

X X X X X X X X

X X X X

X

X

X

2013

X X X X

X

X

X

2013

X X X X X X X X

X X X X

X

X

X

2013

X

X

1990

X

X

X

1976

X

X

X

2011

X

X

X

2001

X

X

1988

X

X

X

1989

X

X

X

1989

X

1976

X X X

X X X X X X X X X X

X

X X X

X

X X X X X X X X X

X X X X X X

X X

X X X X X X X X

X

X

2013

X X

X X

X X X X X

X

X X X X

X

X X X X X

X

X X X X X X

X X X

X

X

X

X

X

X

X

X

X X X X X X

X X X

X

X

X

X

X

1976

X X X X X

X

X

X

1999

X

X

2009

X

X

X

2001

X

X

X

1905

X

X

2013

X

X

1967

X X X X X X

X x

X X x

X X X X X

X

X

X X

X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X

X X

X X

X

X

1997


97

Londrina

PR

Odnumyar Eng. Elétrica

(41) 3257-3823

www.odnumyar.com.br

Curitiba

PR

X X X X

OMS Engenharia

(41) 3364-7000

www.omsengenharia.com.br

Curitiba

PR

X X X

X X X X

Reativa Engenharia

(42) 3222-3500

www.reativa.com

Ponta Grossa

PR

X

X X X X

RHBC Engenharia

(21) 999-892479

www.rhbcengenharia.com.br

Curitiba

PR

X X X

X X X

X

SE ENGENHARIA ELÉTRICA

(44) 3263-3286

www.seengenhariaeletrica.com.br

Maringá

PR

X X

X X X

X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Curitiba

PR

X X X X X X X X

ENGIE

(21)3593 9233

www.engieservicos.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X X X

X X X

Etelbra Engenharia

(21) 3392-8106

www.etelbra.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X X X

X X X X X

www.masalupri.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X X X

X X

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (21) 3496-0644

X X X X

X

X

X X

X

2007

X

X

1979

X

X

1995

X

X

X

1991

X

X

X

1996

X

X

X

1989

X

X

2007

X

X X

X

Ano de inicio de atividades da empresa

www.mse.com.br

X X X X

Compra produtos, equipamentos, componentes, etc

(43) 3031-0500

Programas na area de responsabilidade social

PR

MSE Engenharia

ISO 14001

Maringá

ISO 9001

Cidade

www.felixengenharia.com.br

Acima de 30

Site

(44) 3222-1250

De 20 a 30

Telefone

Felix Engenharia Elétrica

De 10 a 20

De 5 a 10

Até 5

EMPRESA

Estado

X

Número de funcionários

Outros

Empresas de manutenção.

Empresas de engenharia

Construtoras

Indústrias em geral

Principais clientes Concessionárias de energia elétrica

Outros

Serviços

Industrial

Comercial

Residencial

Segmentos de atuação

Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores

O Setor Elétrico / Julho de 2017

X

X X X

X

X X

X

X

X

1905

X

X

X

X

X

1976

X

X

X

X

1987

X

X

X

2001

X

X

2000

X

X X

X X

power light engenharia

(24) 2453-7883

plengenharia@plengenharia.com.br

Valença

RJ

X X X

X X X X

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475

www.rhbcengenharia.com.br

Niterói

RJ

X X X

X X X

X

X

X

X

1989

RHBC Engenharia

(21) 2622-5475

www.rhbcengenharia.com.br

Rio de Janeiro

RJ

X X X

X X X

X

X

X

X

1989

Transforluz

(22) 2664-2174

www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

X X X

X X X X X

X

X

X

X

1998

TRANSFORLUZ

(22) 2664-2174

www.transforluz.com.br

Araruama

RJ

X X

X

X

X

X

2003

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Natal

RN

X X X X

X

X

1989

CCW Engenharia

(84) 3223-1111

www.ccwengenharia.com.br

Natal

RN

X X X

X

X

1998

X X

X X X X X X X

X X

X

X


Pesquisa - Empresas de manutenção e instalação

X X

X

X

X

1905

X

X

X

X

X

1989

X

X

X

2000

X

X

X

1988

X

X

1999

X

X

1996

X

X

1905

X

(55) 3375-9500

www.fockink.ind.br

Panambi

RS

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Porto Alegre

RS

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Porto Alegre

SC

ACR Tecnologia em Energia

(48) 3269-5559

www.acrtecnologia.srv.br

Florianópolis

SC

PROVOLT

(47) 3036-9666

www.provolt.com.br

Blumenau

SC

X X X

X X

Ramos Ex

(47) 3437-6092

www.exengenharia.com

Joinville

SC

X X

X

SDS Automação

(47) 2106-3300

www.sdsautomacao.com.br

Jaraguá do Sul

SC

X

X X X X

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Joinville

SC

Vieira Santos Engenharia

(47) 3366-0279

www.vieirasantos.com

Balneario Camboriu

SC

www.foxengenharia.com.br

Aracajú

SE

A Elétrica Engenharia

(11) 2533-1190

www.aeletrica.com.br

São Paulo

SP

A.cabine Mat. Eletricos LTDA

(11) 2842-5252

www.acabine.com.br

Guarulhos

SP

Ação engenharia

(11) 3883-6050

www.acaoenge.com.br

São Paulo

SP

Activaeng

(11) 2742-8402

sergiocintra@bol.com.br

São Paulo

SP

Afap

(19) 3464-5650

www.afap.com.br

Santa Barbara d'Oeste

SP

Areté Engenharia

(11) 3833-0164

www.areteengenharia.com.br

São Paulo

SP

ASR Serviços e Engenharia

(17) 99634-6103

www.asrservicoseengenharia.com.br

Guarani D`oeste

SP

Base Energia

(19) 3837-5067

www.baseenergia.com.br

Jaguariuna

C & P Eng. de Instalações

(11) 2696-0313

www.cepinstalacoes.com.br

Dimensional Equip. ELÉTRICOS LTDA (19) 3446-7400

Ano de inicio de atividades da empresa

X

X X

X X x

Fockink

SE

Compra produtos, equipamentos, componentes, etc

1974

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

X

Aracajú

Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores

X

RS

JAPEIXOTO@PROJECTOENG.COM.BR

Programas na area de responsabilidade social

ISO 9001

X

Porto Alegre

X

X X X

De 20 a 30

X

www.dimensional.com.br

De 10 a 20

X

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (51) 3271-1400

De 5 a 10

X

X X X X X X

Até 5

1967

X X X X X

RN

Outros

X

Natal

Construtoras

Acima de 30

Empresas de manutenção.

Empresas de engenharia

Concessionárias de energia elétrica

X

www.foxengenharia.com.br

Outros

X

Serviços

X

Industrial

X

Fox Eng. e Consultoria Ltda (84) 3234-4811

(79) 3211-9952

1998

X

Mossoró

PROJECTO

X

X

Site www.ccwengenharia.com.br

Fox Eng. e Consultoria Ltda (79) 3211-6219

X X

Comercial

Estado RN

Residencial

Cidade

Número de funcionários

X

Telefone (84) 3312-6913

CCW Engenharia

Indústrias em geral

Principais clientes

Segmentos de atuação

EMPRESA

O Setor Elétrico / Julho de 2017

X

X

X

X

X

X

X X X X X X

X X

X X x

X X X X X

X

x

X

2003

X

1997 1979

X

X

1996

X

X

X

1990

X

X

X

1993

X

X

X

X X X X X X

X

1997

X X

X

x

X

X

X

X X X X X

X X

X

X X X X

X X X X X X X X X

X

X

X X

X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X X

ISO 14001

98

X

X

1994

X

X

1980

x X

X

X

2006

X

X

X

2011

X

X

2010

X

1996

X X X X

SP

X X X X X X

São Paulo

SP

X X X

X X

X

www.dimensional.com.br

Limeira

SP

X

X

X

X

X

X

X

1967

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (14) 2106-9400

www.dimensional.com.br

Bauru

SP

X

X

X

X

X

X

X

1967

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (19) 3456-0830

www.dimensional.com.br

Iracema

SP

X

X

X

X

X

X

X

1967

DIMENSIONAL EQUIp. ELÉTRICOS LTDA (19) 3322-0000

www.dimensional.com.br

Campinas

SP

X

X

X

X

X

X

X

1967

DIMENSIONAL EQUIP. ELÉTRICOS LTDA (11) 3643-6950

www.dimensional.com.br

São Paulo

SP

X

X

X

X

X

X

X

1967

DUTRA LACROIX ENGENHARIA

(11) 5573-2327

www.dutralacroix.com.br

São Paulo

SP

X

1989

Eletricauranio

(11) 99910-8747

www.eletricauranio.com.br

Jundiaí

SP

Eletricauranio

(11) 99910-8747

www.eletricauranio.com.br

Campinhas

SP

Eletricauranio

(11) 98225-2644

www.eletricauranio.com.br

São Paulo

Elfon Service

(15) 2102-4777

www.elfon.com.br

ENGCAD ENGENHARIA E SERVIÇOS (19) 3469-2025 ENGEMET ELÉTRICA

X

X

X

X X X X X X

X X X X X X X

X

X X

X

X

X

1990

X X X X

X

X X

X

X

X

1990

SP

X X X X X X

X X X X

X

X X

X

X

X

1990

Sorocaba

SP

X X X X

X X X

X

X

X

2011

www.engcadprojetos.com.br

Americana

SP

X X

X X X X X

X

X

X

2009

(11) 5073-5222

www.engemeteletrica.com.br

São Lourenço da Serra

SP

X X

X X

X X

X

X

X

2005

ENGEMET ELÉTRICA

(11) 5073-5222

www.engemeteletrica.com.br

São Paulo

SP

X X

X X

X X

X

X

X

2005

EngePower

(11) 3579-8777

www.engepower.com

Barueri

SP

EngePower

(11) 3579-8777

www.engepower.com

Osasco

SP

X X X X X X

ENGIE

(11) 3644 5789

www.engieservicos.com.br

São Paulo

SP

EXPERTISE ENGENHARIA

(19) 3289-3435

www.expertise-eng.com.br

Campinas

SP

Fox Eng. e Consultoria Ltda (12) 3302-2997

www.foxengenharia.com.br

Sâo José dos Campos

SP

Fox Eng. e Consultoria Ltda (16) 3617-9798

www.foxengenharia.com.br

Ribeirão Preto

SP

Grupo LPEng

(11) 2901-7033

www.lpeng.com.br

São Paulo

SP

Grupo Rumo Engenharia

(15) 3331-2300

www.rumoengenharia.com.br

Sorocaba

SP

HBI SERVICE

(11) 4432-3670

www.hbiservice.com.br

Santo André

SP

WWW.INELELETRICA.COM.BR

Indaiatuba

SP

INEL COM. ELETRO ELETRÔNICA LTDA (19) 3875-4269

X X X X X

X

X

X

X

1995

x

X X X X X

X

X

X

X

1995

X X X X X X

X X X

X

X

X

X

1976

X

X

X

X

X

2000

X X X X X X

X

X X x

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X X x

X

X

X

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X X X X X X

X X X

X

X X X X X

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X X X X X X X

X

X X X

X

1997

X

X

1987

X

X

1999

X

X

1999

X

X

1989

X

X

X

1995

X

X

X X X X X

1997

X

X X X X X X X X X

X

X

X

X

2007

X X X X X X X

X X X X X X

X

X

X

X

2007

X

X

X

2001

X

X

X

X

X

1995

X

X

X

2001

X

X

2001

WWW.INFRAENGENHARIA.COM.BR

São Paulo

SP

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702

www.jmatecnoproj.com.br

São Bernardo do Campo

SP

JMA Tecnoproj

(11) 4367-1702

www.jmatecnoproj.com.br

São Paulo

SP

JTR ENGENHARIA

(11) 5054-1040

www.jtrengenharia.com.br

São Paulo

SP

MAEX ENGENHARIA

(19) 3455-5266

www.maex.com.br

Santa Bárbara D'Oeste

SP

X

www.masalupri.com.br

São Paulo

SP

www.matrixenergetica.com.br

São José dos Campos

SP

X X X X X X

(11) 98382-0000

X

X X X X X X X

(11) 3312-0200

MATRIX Energética LTDA

X

x

INFRA ENGENHARIA

Masalupri Eng. e ConSULTORIA (11) 4195-8778

X

X X

X X

X

X X

X

X X X


99

SP

X X

OMICRON SERVICE

(11) 5061-8566

www.omicronservice.com.br

São Paulo

SP

X X X

PERFITEC LTDA

(11) 4356-2729

www.perfitec-eletrica.com.br

São Bernardo do Campo

SP

X X

X

PROSERVINCOM

(11) 2975 3106

www.proservincom

São Paulo

SP

X

X X X

PXM Engenharia

(12) 3622-1122

www.pxm.com.br

Taubaté

SP

X X X X

REVIMAQ

(11) 4531-8181

www.revimaq.com

Jundiaí

SP

X X X

X

RHBC Engenharia

(21) 999-892479

www.rhbcengenharia.com.br

Sâo Paulo

SP

X X X

X X X

X

www.ribeirofagundes.com.br

Jundiaí

SP

X X X

X X X X

X

X X

X

X

X

X

X

X X

X X

X

X

2006

X

X

X

2008

X

X

X

2003

X

X

X

1993

X

X

1998

X

X

X

1979

X

X

X

1989

X

X

1999

X

X

X

1977

X

X

X

1997

X

X

X

X X

X

1995

X

X

X X X X

Ano de inicio de atividades da empresa

Limeira

Especifica produtos, equipamentos, componentes, fornecedores

www.mpaeletricidade.com.br

Programas na area de responsabilidade social

(19) 3713-3239

ISO 14001

MPA Engenharia

ISO 9001

Indaiatuba

Acima de 30

Site mcrengenharia1@gmail.com

De 20 a 30

Telefone (19) 99764-9868

De 10 a 20

De 5 a 10

Até 5

Número de funcionários

Outros

Empresas de manutenção.

Empresas de engenharia

Construtoras

Indústrias em geral

Concessionárias de energia elétrica

Outros

Serviços

Industrial

Estado SP X X X X

Principais clientes

MCR Engenharia

RIBEIRO & FAGUNDES ENGENHARIA (11) 4533-2029

Cidade

Comercial

EMPRESA

Residencial

Segmentos de atuação

Compra produtos, equipamentos, componentes, etc

O Setor Elétrico / Julho de 2017

ROVIMATIC LED

(11) 98199-0066

www.rovimatic.com.br

Sao Paulo

SP

X X X

SECPOWER

(11) 5541-5120

www.secpower.com.br

São Paulo

SP

X

SELGI ENGENHARIA

(11) 2958-6641

selgiltd@yahoo.com.br

São Paulo

SP

X X X

X

X

X

X

X

1972

SELGI ENGENHARIA

(18) 98150-0903

selgiltd@yahoo.com.br

Presidente Prudente

SP

X X X

X

X

X

X

X

1972

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Campinas

SP

X X X X X X X X

X

X X

X

X

X

1905

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Jundiaí

SP

X X X X X X X X

X

X X

X

X

X

1905

Siemens

0800 11 94 84

www.siemens.com.br

Sâo Paulo

SP

X X X X X X X X

X

X X

X

X

X

1905

SINPOWER ENGENHARIA

(11) 4376-0214

www.sinpower.com.br

Osasco

SP

X X X

X X X X

X

X

X

2011

STDE ENGENHARIA

(11) 3757-5757

www.stde.com.br

Guarulhos

SP

X X X

X

X

X

X

2015

URKRAFT

(11) 3662-0115

www.urkraft.com.br

São Paulo

SP

X X X X

X X X X X

X

X

2004

Abaco

(31) 3481-1890

william.berbari@grupoabaco.com.br

Mato Grosso

TO

X X X X

X X X X X

X

X

X

1989

Dalo Eletrotécnica

(11) 2081-8130

dalo@dalo.com.br

São Paulo

SP

X X

X

X

X

1973

X

X X

X

X

X

X X x

X

X


Espaço 5419

Espaço 5419

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Por José Barbosa de Oliveira*

Quando poderemos ter o risco zero em proteção contra descargas atmosféricas?

A ABNT NBR 5419:2015 começa

ter a perda de vida humana. Se em uma

pela análise da necessidade de medidas

edificação ou estrutura, não há pessoas

de

presentes, esse risco é necessariamente

proteção

contra

as

descargas há

zero – não se pode perder aquilo que não

uma estrutura de cálculo em que é

existe. O mesmo tem-se com R2, cujo

possível definir os riscos de se haver

objeto é o equipamento eletroeletrônico

perda de vida humana (R1), perda

que presta um serviço essencial, e com

de serviço essencial ao público (R2),

R3, cujo objeto é o patrimônio cultural. A

perda de patrimônio cultural (R3) e

única exceção fica por conta de R4, cujo

perda

atmosféricas.

Em

sua

parte

2,

(R4).

objeto são os valores econômicos. Em

Caso esses limites sejam superiores aos

todos os casos, tem-se o risco de haver

estabelecidos,

perda de valor econômico.

de

valores

econômicos

medidas

de

proteção

podem ser aplicadas a fim de se obter a

Vejamos

o

caso

de

um

prédio

redução necessária. Apesar do peso da

residencial típico: nele não há a presença

estrutura do dimensionamento, alguns

de um equipamento eletroeletrônico

pontos podem servir de suporte para

que presta serviço essencial ao público e

aliviar a carga.

nem patrimônio cultural. Logo, os riscos

Todos os quatro riscos (R1, R2,

R2 e R3 são necessariamente iguais à

R3, e R4) devem ser calculados para

zero e teremos somente os riscos R1 e

cada edificação e estrutura, porém,

R4.

dependendo do caso, alguns desses

riscos são notoriamente iguais a zero.

é estabelecido através da soma de riscos

Todos os riscos são referentes a uma

associados às fontes de danos ou pontos

perda e, como não é possível perder

de impacto da descarga atmosférica. Para

aquilo que não se tem, onde os objetos

a descarga que pode atingir diretamente

dos riscos são ausentes, os seus valores

a edificação ou a estrutura, temos o

são iguais a zero. Ora, R1 é o risco de se

risco de uma pessoa sofrer choque por

O cálculo dos riscos R1, R2, R3 e R4


101

O Setor Elétrico / Julho de 2017

tensão de passo ou toque (RA), o risco

em dutos para cabos protegido contra

falha de equipamentos eletroeletrônicos

de incêndio por centelhamento perigoso

descargas

eletrodutos

por descarga direta na edificação ou

(RB) e o risco de falha de equipamentos

metálicos ou tubos metálicos e se essa

estrutura (RC) e por descarga próxima a

eletroeletrônicos (RC).

blindagem for interligada, na entrada

linha de serviço (RZ).

atmosféricas,

O risco RA poderá ser zero em certa

da linha, ao mesmo barramento de

situação. Caso seja possível fazer uma

equipotencialização que o equipamento.

*José Barbosa de Oliveira é engenheiro

restrição física, ao redor dos condutores

Essas condições também resultam em

eletricista e membro da comissão de estudos

de descida, a um afastamento mínimo de

um valor igual a zero para o risco de

CE 03:64.10, do CB-3 da ABNT.

três metros, o risco de choque por tensão de passo e toque será praticamente zero. O risco RA também será tolerado em uma das três condições a seguir:  a )

a probabilidade de a aproximação

de pessoas, ou a duração da presença delas fora da estrutura e próximas aos condutores de descida for muito baixa;  b )

o subsistema de descida consistir

em pelo menos dez caminhos naturais de descida (elementos de aço das armaduras,

pilares

de

aço

etc.)

interconectados conforme item 5.3.5 da parte 3 da ABNT NBR 5419:2015;  c) a resistividade da camada superficial do solo, até 3 m de distância dos condutores de descida, for maior ou igual a 100 kΩ.m.

O risco RB poderá assumir o valor

zero no caso da zona definida para a área externa da edificação, onde não há carga de incêndio e nem área classificada, explosiva. Nesta condição, o fator redutor de perda dependente do risco de incêndio será zero.

Para a descarga que pode atingir

diretamente a linha de serviço que alimenta a edificação ou estrutura a ser analisada, temos também o risco de uma pessoa sofrer choque (RU), o risco de incêndio por centelhamento perigoso (RV) e o risco de falha de equipamentos eletroeletrônicos (RW). Todos esses três riscos podem ser zero se o tipo de linha externa for um cabo protegido contra descargas atmosféricas ou cabeamento


102

Proteção contra raios

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Jobson Modena é engenheiro eletricista, membro do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei), CB-3 da ABNT, onde participa atualmente como coordenador da comissão revisora da norma de proteção contra descargas atmosféricas (ABNT NBR 5419). É diretor da Guismo Engenharia | www.guismo.com.br

Participação no APL 2017* O APL 2017 – The 10th Asia-Pacific

as salas não eram muito próximas (prédios

apresentado pelo japonês Shinsuke Tananaka,

International Conference on Lightning é um

diferentes) e, como na Tailândia esta é uma

cujo título “Base of mega photovoltaic

congresso internacional na área de proteção

estação chuvosa, ficou difícil o trânsito entre

generation plant substituted as a Earth

contra descargas atmosféricas que ocorre na

uma ou outra.

electrode” mostra um cálculo muito parecido

região asiática a cada dois anos.

As principais sessões foram: Lightning

com um já desenvolvido no IEE-USP, em que

A conferência ocorreu entre os dias 15 e

detection and warning system II; Lightning

se utilizam os pilares de sustentação dos

19 de maio de 2017 na cidade de Krabi, no

discharge II; Practical and specific lightning

módulos como subsistema de aterramento.

Krabi Resort, em Ao Nang ao sul da Tailândia.

protection problems (nesta sessão, o autor

As conclusões foram muito parecidas com

Após os tradicionais discursos de abertura,

deste artigo foi “chair” e apresentou um

as obtidas no IEE-USP, mostrando um bom

aconteceram duas palestras ministradas por

trabalho técnico); Special session I; Lightning

alinhamento das pesquisas realizadas na

conferencistas convidados. A primeira, do

discharge I; Lightning down-conductors and

Universidade de São Paulo com outros países.

prof. Jinliang He, com o título “Advanced ZnO

earthing I e II; Lightning protection of railway

varistors for lightning protection of power

and vehicles, Lightning protection of electronic

o professor Shindo do Japão contou com quatro

systems”, tratou de um tipo de varistor com

systems e Lightning testing standards or

trabalhos, sendo um brasileiro (desenvolvido

dopagem múltipla diferenciada (alumínio, gálio

guideline

Cada

no IEE-USP) e três chineses. O trabalho que

e ítrio), o que o faz ter melhores propriedades

sessão consistiu de quatro a sete palestras

foi apresentado refere-se aos estudos sobre a

elétricas. Esta tecnologia deve ser utilizada

de aproximadamente 12 minutos e mais três

proteção de tanques de combustíveis contra

na nova geração de varistores cerâmicos de

minutos de discussão.

as descargas atmosféricas. Este trabalho é

óxido de zinco com grande não-linearidade

Como destaque, gostaria de citar o

uma complementação do trabalho enviado

melhorando ainda mais a proteção dos

trabalho do Alain Rousseau e do Mitchell

ao APL de 2015 (Nagoya), em que novos

sistemas de potência contra os surtos

Guthrie, participantes de vários eventos, como

testes em laboratório investigaram os pontos

transitórios. A segunda palestra, ministrada

SIPDA, ICLP e reuniões da IEC (TC 81),

quentes

por Chinnawat Surussavadee, “The mobile

em que o Alain é o representante da França

atingem diretamente os tanques sem perfurá-

application WMApp provide high-detailed

e o Mitchell dos USA, além de ter sido até o

los. Neste estudo, a influência da polaridade

weather forecasts for Asia and Europe, satellite

ano passado o presidente do TC 81 da IEC.

das descargas é investigada, assim como

retrievals of global precipitation, tropical

O trabalho apresentado por Alain Rousseau,

uma solução com o uso de terminais aéreos

cyclone forecasts and earthquake reports”

intitulado “Direct lightning protection risk

instalados nos tanques para evitar estes

apresentou um aplicativo para Android e iOS,

assessment on PV system”, mostra uma versão

pontos quentes. Os outros trabalhos da

que prevê com boa precisão e detalhes a

simplificada da análise de risco descrita na

sessão foram também bastante interessantes,

previsão do tempo na Ásia e Europa utilizando

parte 2 da IEC 62305 para descargas diretas

sendo um sobre a proteção de luminárias

novos algoritmos (AMP e JPP).

em sistemas fotovoltaicos. Uma vez que estes

públicas a Led contra descargas atmosféricas,

of

lightning

protection.

A sessão em que fui “chair” juntamente com

gerados

pelas

descargas

que

a

sistemas geralmente são cercados ou com

um estudo de caso de proteção de um palácio

conferência seguiu sempre com duas sessões

poucas pessoas nas redondezas é possível

(Potala) na China e um sobre a proteção de

paralelas, sendo que, em alguns períodos, com

simplificar a análise levando em conta somente

estruturas na agricultura e criação de animais.

uma terceira sessão (pôster), o que dificultou

a área de exposição equivalente e a densidade

Outros

a participação em muitas apresentações,

de descargas atmosféricas para a terra.

destaque foram: “Recent trends of lightning

sendo algumas com temas muito correlatos,

Um

é

risk management and lightning protection

simultâneas. Um outro problema foi que

relacionado a sistemas fotovoltaicos foi

techniques for power systems, renewable

Após

as

palestras

convidadas,

outro

trabalho

que

também

trabalhos

que

merecem


O Setor Elétrico / Julho de 2017

103

energy sources, ITC systems, etc.” de Toshihisa Funabashi; “Lightning risk management and IEC standard 62305” do professor Shindo; e “Trends in lightning- related standards at the IEC”, apresentado por Yuta Naito. Estes três trabalhos japoneses mostram a atuação do comitê japonês na IEC com propostas específicas em itens da norma, incluindo uma modificação nos parâmetros no cálculo para a análise de risco da parte 2 do documento normativo.

Os trabalhos “Joint of Earth termination and

a down conductor in Japan”, de Ozawa Akira, também mostrou um assunto já pesquisado no IEE e o trabalho “Dielectric testing of insulation down conductors”, de Ottmar Beierl, trata de um assunto discutido recentemente no comitê brasileiro. Outros trabalhos interessantes, em particular, o da chinesa Mingqiu Dai, “Damage characteristic comparison of aluminium alloy under 10/350 and 30/80 micro seconds impulse currents”, têm tudo a ver com as pesquisas que estão sendo feitas no IEE atualmente.

Em uma reunião informal com pessoal

do TC 81 da IEC (Lightning Protection) presente no APL 2017 – Alexandre Kern (atual presidente do TC 81), Mitchell Guthrie (ex-presidente do TC81), Alain Rousseau (Comitê francês) e Fernanda Cruz (Comitê português) – foram obtidas informações sobre a futura edição da IEC 62305 (3ª edição). Esta, provavelmente, somente será publicada no fim de 2018 com mudanças principalmente na parte 2 com novo parâmetro (frequência de risco), mudanças na parte de aterramento (detalhamento melhor) e redução do Anexo E da parte 3 para uma futura retirada da norma para se tornar um guia, o que na ABNT NBR 5419:2015 já foi feito. *Artigo assinado pelo professor Hélio Sueta, doutor em engenharia elétrica e secretário da CE 003.064-10. Sueta participou da décima edição da Conferência Internacional sobre Descargas Atmosféricas da Ásia-Pacífico (APL - AsiaPacific International Conference on Lightning) e, gentilmente, aceitou contar um pouco do que aconteceu por lá neste espaço.


104

Redes subterrâneas em foco

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Daniel Bento, PMP®, é engenheiro eletricista, membro do Cigré Brasil (cabos isolados) e atua há mais de 25 anos em redes isoladas, tendo sido responsável técnico por toda a rede de distribuição subterrânea da cidade de São Paulo. Atualmente, é diretor executivo da empresa RDS Brasil | daniel.bento@rdsbrasil.com

Quem paga a conta? Em uma tarde de verão, no início dos anos

subterrâneas devem ser instaladas somente

Alemanha de 20 min, ou ainda, FEC² da França

2000, estava na Vila Madalena em São Paulo

em lugares especiais, ensino isso para meus

de 0,7 contra o FEC médio do Brasil de 11.

(SP), em um dos muitos bonitos bares daquele

alunos na universidade". Confesso que fiquei

bairro, conversando com um colega que havia

chateado com o referido professor, porém,

incomodar alguns que defendem a modicidade

conhecido há pouco tempo na Áustria, cuja

lembrei-me do quanto também contribui para

tarifária a qualquer custo para não prejudicar

empresa em que trabalhava era especializada

montar a falácia de que o custo para o país é

os menos favorecidos. O que vocês acham

em diagnósticos em cabos isolados e acabava

muito alto para se ter redes subterrâneas.

do fato de que, no Brasil, morrem quase 300

de abrir uma filial no Brasil. De repente, faltou

Em junho de 2017, no mais tradicional

pessoas por ano por causa das redes aéreas?

energia na rua. Neste momento, ouço dele:

evento de redes subterrâneas do Brasil,

Quem vocês acreditam que estão morrendo

"Eu nasci e cresci nos arredores de Munique,

fiz uma palestra em que inverti a pergunta

por causa desta rede? Eu aposto que são os

na Alemanha, e com mais de 30 anos NUNCA

que me acompanhava há muitos anos: de

menos favorecidos. E vocês?

em minha casa faltou energia".

“Quem vai pagar a conta para o Brasil ter

Muito prazer, eu sou Daniel Bento,

Agora vamos analisar outro ponto que vai

Fiquei estarrecido com aquela afirmação.

redes subterrâneas?” para “Quem está

brasileiro que vive no Brasil juntamente com

Em minha realidade faltar energia era algo

pagando a conta pelo o Brasil não ter redes

a família e amigos. Acredito que podemos

normal – Renato Russo concordava comigo:

subterrâneas?”

melhorar nosso país e as redes subterrâneas

“Ontem faltou água, anteontem faltou luz, teve

O

torcida gritando quando a luz voltou...”. Entendia

questionando

que era isso mesmo, somente poucos lugares

pagando a conta?". Para responder a esta

sobre

eram elegíveis de ter as confiáveis redes de

pergunta, vamos falar sobre algo muito

disponibilidade de energia nas indústrias,

distribuição subterrâneas de energia.

doloroso para nós brasileiros: Alemanha X

cidades, parques eólicos, solares e em

prezado

leitor

"como

pode assim,

estar quem

se está

de energia contribuem para esta melhoria.

Neste espaço vamos falar, bimestralmente, confiabilidade,

segurança

e

Brasil. O resultado: Alemanha 5 x 1 Brasil.

grandes consumidores de energia.

sociedades mostraram que esse conceito

estava errado. Ter energia confiável e segura

diversos estudos a respeito de produtividade.

faz parte de uma nação desenvolvida ou que

Um

busca ser desenvolvida.

vezes mais que um trabalhador brasileiro.

¹DEC - Duração Equivalente de Interrupção por

Em 2013, já pensando diferente daquela

É para chorar! E 80% da rede na Alemanha

Unidade Consumidora

tarde de sol, eu estava na audiência pública

é subterrânea, no Brasil, não chega aos

²FEC - Frequência Equivalente de Interrupção por

em Brasília participando do evento sobre

inacreditáveis 2%.

Unidade Consumidora

redes subterrâneas da Agência Nacional de

Energia Elétrica (Aneel). Com a palavra livre,

produtividade!

defendia que não era somente importantes

mazelas para cuidar que impactam diretamente

1 - 6TH CEER Benchmarking Report on the

avenidas que mereciam confiabilidade e

na

Quality of Electricity and Gas Supply

melhor segurança na distribuição de energia,

estradas, portos, aeroportos, etc. Porém, não

2 - http://www2.aneel.gov.br/aplicacoes/

quando fui interrompido por um professor

é possível retirar desta conta o DEC médio

IndicadoresSegurancaTrabalho/

de uma universidade federal: “Senhor, redes

do Brasil de 18h, contra o DEC¹ médio da

pesquisaGeral.cfm

O tempo e o conhecimento de outras

O resultado está correto. É o que aponta trabalhador

alemão

produz

Convido a todos para comentarem estas

ideias.

cinco

Então quem está pagando a conta? Nossa Obviamente

produtividade,

tais

temos

como:

outras

educação,

Referências


Proteção, automação e controle

O Setor Elétrico / Julho de 2017

105

Marcelo Eduardo de Carvalho Paulino é engenheiro eletricista e especialista em manutenção de sistemas elétricos pela Escola Federal de Engenharia de Itajubá (EFEI), atual Unifei. É gerente de aplicações da Omicron electronics. marcelo.paulino@omicronenergy.com

Testando a fiação dos transformadores de medição e proteção – como garantir a qualidade da instalação? Ao longo dos anos realizando testes e

com três transformadores de corrente

servirá para executar a maioria dos testes de

comissionamentos em diversas instalações,

e três transformadores de tensão. Digo

fiação. Entretanto, uma análise mais atenta

junto a um grande número de empresas,

convencional porque podemos também

mostra que muitos dos equipamentos de

posso afirmar que, aparentemente, não

tratar de uma subestação totalmente

teste disponíveis no mercado têm grandes

existe

digitalizada, mas isso é assunto para outro

desvantagens,

o teste de cabeamento e fiação em

dia.

perda de desempenho para os testes,

instalações

Com

um

padrão de

Basicamente,

estabelecido

proteção

as

e

empresas

para

controle. empregam

procedimentos baseados na experiência

apresentando

erros

e

podemos

como, por exemplo, se o equipamento de

apontar alguns erros comuns na instalação

teste não detecta interrupções curtas das

que os testes tendem a encontrar, como:

chaves de teste. Algumas vezes tenta-se

essa

configuração

a verificação desta função por meio de

de um aprendizado contínuo, criando um conjunto de processos baseados em sua

• Interrupções na fiação secundária de

uma injeção primária. Entretanto, isto

rotina, na experiência dos profissionais

trans­formadores de corrente ou de tensão;

não é aconselhável (de fato, pode ser

envolvidos e nos equipamentos de teste

• Conexões de aterramento adicionais não

extremamente perigosa), pois, se a chave

disponíveis.

intencionais;

de teste falhar durante o ensaio, ele vai

Geralmente, todo esse processo é

• Erro de polaridade da fiação secundária;

gerar tensões excessivamente elevadas.

balizado pela percepção de quais erros

• Secundário do transformador de corrente

serão encontrados ou, no caso ideal, de

aberto.

com fontes tradicionais e as entradas

Além disso, a verificação da polaridade

de medição são, obviamente, possíveis,

quais problemas não serão encontrados na instalação.

Já no painel dos relés e medidores:

mas um cabo deve ser passado a partir

Em particular, devemos ter especial

• Mau funcionamento de um pente de teste

do ponto de medição na instalação até

cuidado com as instalações da fiação dos

de relé ou de um conector de teste de relé;

a fonte, algo que é muito demorado. Se

transformadores de proteção e medição.

• Inversão de fase na fiação secundária;

isso não for feito, muitos erros não serão

Serão eles que enviarão as informações

• Sentido de instalação do transformador

detectados.

para que nosso sistema de proteção e

configurado incorretamente no relé ou

medição funcionem com o desempenho

medidor.

caro”, mas também que “o ótimo é inimigo

Nós já escutávamos que “o barato sai

do bom”. Então, o que fazer?

esperado. Este último item não pode ser dito

A boa técnica e a segurança dos

instrumentos,

como um erro de fiação, mas pode ser

profissionais e das instalações estarão

de corrente e tensão, é essencial que

um item difícil de testar e identificar o

asseguradas se usarmos:

utilizemos

ferramentas

problema. Assim, é adequado eliminar o

confiáveis, garantindo que a instalação

erro durante o teste da fiação e deixar o

1. Ferramentas de teste adequadas;

cumpra sua função. Outro ponto importante

sistema pronto para operar.

2. Os

a ser observado é a segurança dos

Então

profissionais envolvidos nesse trabalho.

procedimento ou ferramenta?

Em princípio, qualquer equipamento

Quando de

envolvemos

transformadores métodos

as

de e

conexões

Uma configuração de instalação muito

comum

em

convencional

uma é

subestação

um

sistema

qual

a

melhor

prática,

melhores

procedimentos

disponíveis; 3. Profissionais devidamente qualificados.

elétrica

que produza uma corrente e uma tensão

trifásico,

e tenha medidores de corrente e tensão

um defeito, encontre uma solução."

Como já citou Henry Ford: "Não encontre


106

Energia com qualidade

O Setor Elétrico / Julho de 2017

José Starosta é diretor da Ação Engenharia e Instalações e membro da diretoria do Deinfra-Fiesp. jstarosta@acaoenge.com.br

Limites das distorções harmônicas nas instalações elétricas – Revisão 8 do Módulo 8 do Prodist

Na última edição foram apresentados

este assunto que voltamos a tratar, ou

conceitos e comportamentos esperados

como ficaram os limites de distorções

das distorções de tensão nas instalações

harmônicas de tensão com a revisão

elétricas

cargas

8 do Módulo 8 dos Procedimentos

necessários

de Distribuição (Prodist), da Agência

não

que

lineares,

alimentam além

comentários

sobre

dos

alguns

limites

praticados por algumas normas. É sobre

Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Há de se entender que:

Tabela 1 – Expressões relativas às definições das distorções harmônicas totais de tensão pares, ímpares e múltiplas de 3

Σ

h max

DTT % =

Vh2

h-2

V1

hp

DTTp % =

Σ h-2

Vh2

V1

x 100

x 100

Distorção harmônica

h = todas as ordens harmônicas de

total de tensão

2 até hmáx. hmáx = conforme a classe A ou S.

Distorção harmônica

h = todas as ordens harmônicas

total de tensão

pares, não múltiplas de 3 (h = 2, 4,

para as componentes

8, 10, 14, 16, 20, 22, 26,

pares não

28, 32, 34, 38, ...).hp =

múltiplas de 3

máxima ordem harmônica par,

Distorção harmônica

h = todas as ordens harmônicas

total de tensão

ímpares, não múltiplas de 3 (h = 5, 7,

para as componentes

11, 13, 17, 19, 23, 25,

não múltipla de 3.

hi

DTTI % =

Σ h-5

Vh2

V1

x 100

ímpares não

29, 31, 35, 37,...).

múltiplas de 3

hi = máxima ordem harmônica ímpar,

Distorção harmônica

h = todas as ordens harmônicas

total de tensão para

múltiplas de 3 (h = 3, 6, 9, 12, 15,

as componentes

18, 21, 24, 27, 30, 33, 36,

não múltipla de 3.

h3

DTT3 % =

Σ h-3

V1

Vh2

x 100

múltiplas de 3

39,...) h3 = máxima ordem harmônica múltipla de 3.

Fonte: Capítulo 4 – Módulo 8 do Prodist – Revisão 8.


107

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Tabela 2 – Limites das distorções harmônicas totais (em % da tensão fundamental)

Tensão nominal

Indicador

deste e de outros assuntos pertinentes, entre os quais pontuamos: •

Nos casos em que a medição é feita em

Vn ≤ 1,0 kV

1,0 kV < Vn < 69 kV

69 kV < Vn < 230 kV

baixa tensão em fornecimento em média

DTT 95%

10,0%

8,0%

5,0%

tensão, sem acesso aos instrumentos

DTTp 95%

2,5%

2,0%

1,0%

(TCs/TPs), a instalação do equipamento

DTTI 95%

7,5%

6,0%

4,0%

de medição poderá ser realizada no lado

DTT3 95%

6,5%

5,0%

3,0%

Nota da Tabela 2: no caso de medições realizadas utilizando-se TPs com conexão do tipo V ou delta aberto, os limites permitidos para o indicador DTT395% deverão corresponder a 50% dos respectivos valores indicados na Tabela 2.

secundário do transformador de potência. Os valores obtidos serão comparados com os limites referentes ao mesmo nível de tensão do ponto de instalação física do instrumento de medição, portanto em

• Este documento trata unicamente dos

se então no item 4 do documento estes

valores de distorção de tensão no ponto

novos conceitos e apresentados aqui

de acoplamento comum “PAC”;

na Tabela 1.

• A distorção de corrente tem como

Os valores limites de distorção total

atender os métodos de medição da IEC

principal função limitar a distorção de

de tensão também foram modificados

61000-4-30, classe A ou S, sendo que,

tensão, uma vez que esta depende da

e são aqui apresentados na Tabela 2. A

para as questões judiciais, deverão ser

primeira,

não

indicação relativa às distorções totais de

utilizados os instrumentos de classe A;

apresenta limitação para distorção de

tensão (índice de 95%) está relacionada

corrente.

ao expurgo de 5% das piores leituras de

um universo de 1008 leituras.

para fins do cálculo das expressões

portanto,

o

documento

Os instrumentos de medição devem

O espectro harmônico a ser considerado

relacionadas com a distorção harmônica

Além dos novos valores de limites

estabelecidos para as distorções de

baixa tensão;

Alguns comentários

total de tensão deve compreender uma faixa de frequência que considere desde a

tensão e que se encontram na Tabela 2, os limites das harmônicas individuais

Nem sempre (em função do tipo

componente fundamental até pelo menos a

de

anteriores

de entrada nunca) é possível se medir

40ª ordem harmônica.

também foram modificados e agora

a distorção de tensão em entradas de

as harmônicas de ordem par, impar e

energia em alta tensão por falta ou

Referências

múltiplas de três (sequencia zero) são

inexistência de acesso à instrumentação

• Aneel – Prodist Módulo 8 – Revisão 8

agregadas em três grupos, definindo–

(TPs). Providencialmente, o capítulo 9 trata

• IEC 61000-4-30 – Sistemas de medição

tensão

das

revisões


108

Instalações Ex

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Roberval Bulgarelli é consultor técnico e engenheiro sênior da Petrobras. É representante do Brasil no TC-31 da IEC e no IECEx e coordenador do Subcomitê SC-31 do Comitê Brasileiro de Eletricidade (Cobei).

Guia para a certificação de empresas de serviços em áreas classificadas de

IEC 60079 – Parte 14 (Serviços de projeto,

operacionais IECEx OD 314-P em relação à

Certificação da IEC em relação às normas

seleção de equipamentos, montagem e

norma ABNT NBR ISO 9001;

sobre atmosferas explosivas (IECEx), para

inspeção inicial “Ex”), Parte 17 (Serviços

• Competências das pessoas envolvidas na

acesso público, o Guia de Inscrição para

de inspeção e manutenção “Ex”) e Parte 19

execução e na aprovação dos serviços “Ex”;

Empresas de Prestação de Serviços “Ex”

(Serviços de reparo, revisão e recuperação

• Execução de ensaios de rotina nos serviços

que buscam certificação.

de equipamentos “Ex”).

“Ex”;

Foi

publicado

pelo

Sistema

Este guia foi elaborado para auxiliar as

Este guia é aplicável a diversos tipos de

Avaliação

da

documentação

e

das

empresas que atuam na área de prestação

empresas de prestação de serviços “Ex”, tais

instalações das empresas de prestação de

de serviços em áreas classificadas contendo

como empresas projetistas, montadoras, de

serviços “Ex”;

atmosferas explosivas de gases inflamáveis

inspeção, de manutenção e de reparos ou

• Auditoria de inspeção nas empresas de

ou de poeiras combustíveis no entendimento

recuperação de equipamentos e instalações

prestação de serviços “Ex”;

de que o processo de obtenção de uma

“Ex”. Nestes sistemas de certificação de

• Avaliação preliminar antes da auditoria;

certificação IECEx para uma empresa de

empresas de prestação “Ex” do IECEx são

• Processo de inscrição para a certificação

prestação de serviços “Ex” é bastante

também avaliados os requisitos de Sistema

em um organismo de certificação (fluxograma

simples e direto.

de Gestão da Qualidade (SGQ) da empresa

e lista de verificação);

Este Guia de Orientação do IECEx

de prestação de serviços “Ex”, tais como os

• Bibliografia dos documentos operacionais

referencia as normas técnicas brasileiras

seus procedimentos técnicos de trabalhos,

sobre certificação de serviços “Ex” (Projeto,

sobre atmosferas explosivas publicadas

suas instalações físicas, bem como as

montagem,

pela ABNT da série NBR IEC 60079. O

competências pessoais dos executantes e

reparos);

documento apresenta a seguinte nota: “Ao

dos supervisores envolvidos na execução e

• Exemplo de certificado para uma empresa

longo deste Documento IECEx, escrito

aprovação das atividades e serviços “Ex”.

de prestação de serviços “Ex” certificada.

em português, as normas IEC ou ISO

referenciadas são indicadas como normas

para empresas de prestação de serviços

NBR IEC ou NBR ISSO”. Isto se deve ao

“Ex” são detalhados os seguintes tópicos:

vista de segurança industrial, levando em

inspeção,

manutenção

e

Neste guia de inscrição e de certificação Deve ser ressaltado, sob o ponto de

consideração a grande quantidade de não

fato de que tais normas são também escritas em português e são idênticas, em conteúdo

• Panorama geral da certificação de serviços

conformidades que são verificadas nas

técnico, forma e apresentação, sem desvios

“Ex”;

inspeções das instalações “Ex” existentes e

nacionais em relação às respectivas normas

• Para quem se inscrever?;

os graves acidentes e explosões que ocorrem

internacionais IEC ou ISO.

• Preparação da inscrição para a certificação;

neste tipo de instalações, que somente a

• Fazendo a inscrição;

certificação dos equipamentos “Ex” não é

empresas de prestação de serviços “Ex”

• Escopo de certificação da empresa de

suficiente para garantir a segurança das

do IECEx são caracterizados por terem

prestação de serviços “Ex”;

instalações em atmosferas explosivas, nem

como

Os

sistemas

de

certificação

de

• Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ)

das pessoas que nelas trabalham.

internacionais da IEC ou da ISO, como,

da empresa de prestação de serviços “Ex”;

Para

por exemplo, as normas aplicáveis da série

• Requisitos adicionais dos documentos

conformidade normativa e de segurança

base

somente

normas

técnicas

a

elevação

dos

níveis

de


109

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Figura 1 – Sistemas de certificação de empresas de prestação de serviços “Ex” e as correspondentes normas técnicas e unidades de competências pessoais.

industrial das instalações “Ex”, ao longo

em caráter voluntário desde 2009 até o

do ciclo total de vida das instalações “Ex”,

presente momento mais de 67 empresas

existe também a necessidade da certificação

de reparos “Ex”, em dez Estados do Brasil.

prioritária das empresas de prestação

Estas certificações foram realizadas por

de serviços “Ex” (incluindo classificação

organismos de certificação “locais” que

de áreas, projeto, montagem, inspeção,

atuam na área “Ex”, com base na ABNT

manutenção e reparos de equipamentos e

NBR IEC 60079-19 e nos documentos

instalações “Ex”), bem como da certificação

operacionais aplicáveis do IECEx.

prioritária

pessoais

Podem ser citadas como exemplos

“Ex” dos profissionais que executam tais

destas empresas de prestação de serviços

atividades.

“Ex” certificadas no Brasil as oficinas

das

competências

Os sistemas de certificação de empresas

de serviços de reparo e recuperação de

de prestação de serviços “Ex” do IECEx,

motores síncronos, geradores elétricos,

com as correspondentes normas técnicas de

motores de indução, invólucros de painéis

referência da série ABNT NBR IEC 60079 e

elétricos, sistemas de CFTV, sistemas

as respectivas unidades de competências

de Intercomunicação industrial e rádios

pessoais do Documento Operacional IECEx

transceptores. Fazem parte do escopo

OD 504 (Ex 000 a Ex 010) para avaliação

destes serviços certificados diversos tipos

dos empregados da empresa “Ex” certificada

de proteção “Ex”, tais como segurança

são indicados na Figura 1.

intrínseca (Ex “i”), segurança aumentada (Ex

A Organização das Nações Unidas

“e”), invólucros pressurizados (Ex “p”), não

(ONU) reconhece que os sistemas de

acendível (Ex “n”) e proteção por invólucro

certificação “Ex” do IECEx representam as

contra ignição de poeiras combustíveis (Ex

melhores práticas internacionais sobre este

“t”).

tema, incentivando e recomendando que

os requisitos legais “nacionais” de cada

Prestação de Serviços “Ex” que buscam

país sejam alinhados e harmonizados com

certificação, publicada em português do

estas melhores práticas mundiais do IECEx,

Brasil, foi elaborado pelo Subcomitê SC

com a abordagem do ciclo total de vida das

IECEx BR do Cobei e está disponível para

instalações “Ex”.

acesso público no website do IECEx: http://

www.iecex.com/docs/iecex03A_Ed2.0_

No Brasil, no segmento de empresas de

prestação de serviços “Ex”, foram certificadas

O Guia de Inscrição para Empresas de

pt.pdf


110

Dicas de instalação

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Por Sidnei Ueda*

Avaliação técnica e vida útil do TR-XLPE em cabos de média tensão

(XLPE)

a 15 anos apenas. As consequências foram

TR-XLPE

tornou-se o isolante globalmente aceito para

fortes e drásticas devido à necessidade da

instalações tanto em redes de transmissão

substituição dos cabos.

Conforme

como

isolante

Hoje, sabe-se que os vazios (voids),

fenômeno da arborescência (water trees)

proporciona atratividade devido ao favorável

a contaminação na isolação combinada

reduz o tempo de vida útil dos cabos isolados

custo-benefício na sua aquisição, como em

com a da iônica na camada semicondutora,

em XLPE. Veja Figura 1.

sua operação, além dos aspectos positivos

bem como algumas outras deficiências

na sua manutenção e aspectos ambientais. O

na fabricação elevam a concentração do

no início, mas, uma vez estabelecido o

objetivo deste artigo é delinear e abordar os

campo elétrico no interior do cabo, as quais

fenômeno, rapidamente podem levar à não

desenvolvimentos e as avaliações realizadas

contribuem diretamente para a degradação

suportabilidade da isolação na tensão de

que levaram o XLPE a esta condição,

do material isolante.

operação projetada, levando-a à falha. Muitas

incluindo a classe de cabos de média tensão

Durante

feitos

ações de pesquisa e desenvolvimento foram

(MT), até 35 kV.

desenvolvimentos e pesquisas que hoje

tomadas para evitar a ocorrência deste

Com entendimento destes aspectos

viabilizam

são

fenômeno para consolidar o TR-XLPE (Water

técnicos, podemos afirmar que a sua

formulados

arborescência

Treeing Retardand XLPE). Paralelamente,

utilização é totalmente segura e confiável para

com alta confiabilidade. Da mesma forma,

com a utilização de uma semicondutora

instalações em redes isoladas subterrâneas

camadas semicondutoras livres da excessiva

mais limpa e uma melhora no processo de

e áreas, como vem sendo feito já em muitos

contaminação

estão

fabricação, eliminou-se a preocupação que

países. Para os projetos no Brasil, o isolante

disponíveis. Paralelamente, os fabricantes

havia quanto à aplicação do XLPE em cabos

pode, igualmente, ser utilizado e aplicado

melhoraram também os processos produtivos

isolados de média e alta tensão. Basicamente,

com alta confiabilidade, segurança e com

para evitar os voids e assegurar interfaces

o desenvolvimento focou na alteração da

vantagens técnico-econômicas.

lisas entre as camadas semicondutoras e a

estrutura do polímero, bem como nos seus

Quando os cabos de MT isolados

isolação.

aditivos.

O

Polietileno

em

Reticulado

distribuição.

Este

anos isolamentos para

inibir

iônica

foram XLPE a

que

também

observado

anteriormente,

As arborescências crescem lentamente

com XLPE foram instalados nos anos de 1960, os fabricantes e as concessionárias esperavam uma vida útil de 20 a 30 anos. Entretanto, na prática, esta expectativa não se confirmou. Naquela época, os engenheiros e os especialistas em materiais não tinham conhecimento suficiente de que a umidade e a concentração do campo elétrico superficial devido às impurezas na estrutura do material pudessem acelerar o processo de degradação e acarretar o fenômeno da arborescência (water treeing), reduzindo a vida útil operativa substancialmente para 10

o

Figura 1 – Crescimento da arborescência a partir das semicondutoras interna e externa.


111

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Performance do TR-XLPE na prática

Tabela 1 - Teste de tensão disruptiva aplicada em cabo isolado de 35 kV, após dez anos de operação

Material

Tensão (kV/mm)

XLPE

10

por exemplo, de expectativa de vida útil de 30

EPR

16

anos ou mais, a avaliação prática e real em

TR-XLPE

27

Enquanto

os

testes

acelerados

de

laboratório nos cabos fornecem um resultado,

campo é a melhor ótica que podemos ter de um cabo.

Nesta condição, podemos citar os testes

Tabela 2 - Fator de dissipação na isolação

comparativos em campo que foram realizados na concessionária de energia, a Center Point Energy (ex-Houston Lightining & Power System) envolvendo cabos de 35 kV com isolação em XLPE, TR-XLPE e EPR. Os resultados do teste de tensão elétrica disruptiva mostraram uma melhor

Temperatura no condutor

25 C

Material

45oC

o

90oC

ε

tan δ

ε

tan δ

ε

tan δ

TR-XLPE

2,3

0,04

2,3

0,05

2,3

0,09

EPR 1 (*)

3,0

0,15

3,0

0,20

3,0

0,30

(*) EPR com melhor resultado entre três tipos analisados

performance do TR-XLPE após dez anos de

NPV-Net Present Value ou Valor Líquido

Este aumento resultante na vida útil do

operação. Veja Tabela 1.

Atualizado é menor com o TR-XLPE em

cabo reduz efetivamente os custos totais

Em uma outra concessionária de energia

pelo menos 20%. Esta diferença acentua-se

do ciclo de vida dos cabos, minimizando a

elétrica, Alabama Power, analogamente foi

quanto maior for a tensão elétrica de

frequência na substituição de cabos. Este

também feita uma comparação entre os

operação do cabo. Em outros termos,

é o componente de maior valor econômico

cabos isolados em TR-XLPE e EPR, ambos

quanto maior a tensão elétrica maiores

nos sistemas com cabos subterrâneos. Para

com 17 anos de operação. As conclusões

são as perdas dielétricas. Este cálculo foi

as concessionárias, a promessa de perdas

relacionadas ao TR-XLPE estão a seguir.

baseado no Fator de Dissipação na Isolação.

dielétricas menores e, consequentemente,

Veja Tabela 2.

valor líquido atualizado mais baixo é um

• Nenhuma falha do cabo após este período de operação (17 anos); • Os cabos TR-XLPE demonstraram valores

atrativo para a real otimização global das

Conclusão

redes T&D. Hoje, o XLPE para cabos de média

de tensão disruptiva aplicada e de impulso

Com a crescente obrigatoriedade e

tensão até 35 kV é utilizado por diversos

mais altos;

demanda para melhorar a qualidade de

países, entre eles, Austrália, Bélgica, França,

• Os cabos TR-XLPE e EPR apresentaram

fornecimento e a necessidade de otimizar os

Alemanha, China, Japão, Suécia, Coréia do

uma boa estabilidade relativa quanto ao

custos dos sistemas de T&D por parte das

Sul e Estados Unidos.

desempenho elétrico;

concessionárias, o uso de cabos isolados

• O aditivo chave "TR" no TR-XLPE é não

com TR-XLPE, mesmo em média tensão,

migratória, apresentando, essencialmente,

até 35 kV, tem se tornado importante, com

a mesma concentração dos níveis originais,

relevante aceitação em todo o mundo.

- Long life XLPE insulated power cable (Nigel

uniformes ao longo de toda a camada da

Comparando-se os cabos TR-XLPE e EPR,

Hampton, Rick Hartlein – Neetrac, Georgia

isolação.

os resultados reais da operação em campo

Tech, USA; Hakan Lennartsson – Borouge

demonstraram que o primeiro teve melhor

Pty, Hong Kong; Harry Orton – Ocei,

performance elétrica, com menores perdas

Vancouver, Canada; Ram Ramachandran, The

ao longo do tempo, e permite projetos

Dow Chemical Company, NJ, USA)

de cabos mais simples. Porém, o mais

- TR-XLPE cables for utility power distribution:

Perdas dielétricas e valor líquido atualizado

Assumindo uma vida útil similar de 30 a

Referências Bibliográficas:

significante foi o indicativo de maior vida útil

20 years of field proven, value added

40 anos para cabos isolados de 35 kV em

com os cabos em TR-XLPE.

performance (S. Ramachandran, R.A. Reed –

TR-XLPE e EPR, os estudos apresentados

Este

desempenho

na Conferência T&D, em New Orleans em

também

por

1999, mostraram que, com o TR-XLPE, o

envelhecimento acelerado em laboratórios.

foi

inúmeros

confirmado testes

Dow Chemical Company, USA)

de *Sidnei Ueda é engenheiro eletricista da Alubar.


112

Ponto de vista

O Setor Elétrico / Julho de 2017

Certificação de energia renovável: ciclo virtuoso para empresas, sociedade e meio ambiente

O mundo passa por um período de

empresas que não investem em energias

parte para projetos que beneficiam as

preocupação e constantes discussões

provenientes de fontes renováveis. Como

comunidades das regiões onde estão os

a respeito do futuro do meio ambiente e

não bastava ir além da legislação e

empreendimentos da Atlantic. A sociedade

das próximas gerações. Sustentabilidade é

oferecer os benefícios da certificação,

e o meio ambiente só têm a ganhar com o

tema central do debate. Nesse cenário, é

desenvolvemos o Ciclo AmbientAR, um

investimento.

de suma importância fomentar o mercado

programa inédito para gerar ainda mais

de energia renovável, com fontes ilimitadas

melhorias à sociedade.

experiência interna, há ainda a satisfação

e baixo impacto ambiental.

O

Certificados

Uma empresa que investe em energia

Ciclo

AmbientAR de

oferece

Energia

os

Renovável,

dos

Para completar o ciclo virtuoso, por colaboradores

observarem

e

da

empresa

participarem

de

ao

ações

renovável tem em seu DNA a preocupação

chamados de REC Brazil. Cada REC

socioambientais. Na Atlantic, todos os

com o planeta. Além de colaborar com a

gerado

corresponde

redução de emissão de gases de efeito

energia

renovável

estufa, ajuda a reduzir a necessidade

energia

gerada

de

combustíveis

fósseis. Mas é necessário ficar atento às

de sustentabilidade. O consumidor que

trabalho, mesmo que indiretamente, resulta

possibilidades e ir além do que é exigido

adquirir o REC pode confiar no sistema

em algo benéfico para a sociedade?

pela legislação.

energia

gerada

por

de

colaboradores são envolvidos de alguma

rede,

forma em ações em prol da comunidade, e

impacto

esse envolvimento é muito positivo. Quem

socioambiental e práticas recomendadas

não acha gratificante saber que o seu

a

1

injetada com

baixo

MWh na

de forma a usá-lo em suas declarações

passado,

socioambientais, assim como atestar o uso

Renovável, a Atlantic compartilha também

detectamos a oportunidade de ratificar

de energia renovável em suas instalações

esse benefício com quem se interessar.

a condição da Atlantic como empresa

e processos.

socioambientalmente

Em

meados

do

ano

responsável

e

Ou seja, o primeiro benefício ao realizar

inovadora no mercado com o processo

a compra de Certificados de Energia

de conquista da Certificação de Energia

Renovável é o incentivo ao mercado de

Renovável nos Parques Eólicos Eurus

energias

II, Renascença V e no Complexo Eólico

adquirir créditos agrega à sua marca todos

Morrinhos. Para a empresa, que já seguia

os valores sustentáveis deste tipo de

as normas que viriam a ser auditadas pela

projeto e pode divulgar para a sociedade

ABS Quality Evaluations, era simples obter

o investimento em REC. Lembrando que o

a certificação concedida pelo Instituto

crescimento do setor vai ampliar o impacto

Totum e bastou comprovar procedimentos,

desse tipo de geração na matriz energética

trabalhos e programas já realizados.

nacional.

Além disso, há ainda o incremento

Entretanto, a conquista consolidada em

Agora, com a Certificação de Energia

renováveis.

exclusivo

garantia de que o valor investido na

Por José Roberto de Moraes, CEO da Atlantic

físicas

compra de créditos será revertido em

Energias Renováveis.

empresas,

inclusive

AmbientAR:

que

compartilhar a certificação com pessoas outras

Ciclo

empresa

dezembro possibilitaria o mais importante: e

do

A

a


114

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69

Brametal (27) 2103-9400 comercial@brametal.com.br www.brametal.com.br Brazil Windpower 71 www.brazilwindpower.com.br 43

Brval (21) 3812-3100 vendas@brval.com.br www.brval.com.br Cablena 33 (11) 3587-9590 vendas@cablena.com.br www.cablena.com.br Chardon Group 77 (11) 4033-2210 wvalentim@chardongroup.com.br www.chardongroup.com.br Cinase 65 (11) 3872-4404 cinase@cinase.com.br www.cinase.com.br Clamper Fascículos e 45 (31) 3689-9500 / 0800 7030 55 comunicacao@clamper.com.br www.clamper.com.br Cobrecom 72 e 73 (11) 2118-3200 cobrecom@cobrecom.com.br www.cobrecom.com.br Condumax 83 0800 701 3701 www.condumax.com.br Conexled 4ª capa (11) 2334-9393 www.conexled.com.br 55

Crossfox (11) 2902-1070 www.crossfox.com.br

(11) 2937-4650 vendas@dlight.com.br www.dlight.com.br

Embramat 27 (11) 2098-0371 embramat@embramataltatensao.com.br www.embramataltatensao.com.br Embrastec 106 (16) 3103-2021 embrastec@embrastec.com.br www.embrastec.com.br Engerey 29 (41) 3022-3050 www.engerey.com.br

O Setor Elétrico / Julho de 2017

IFG 83 (51) 3488-2565 www.ifg.com.br 25

Intelli (16) 3820-1614 ricardo@intelli.com.br www.grupointelli.com.br Itaim Iluminação 2ª capa (11) 4785-1010 vendas@itaimiluminacao.com.br www.itaimiluminacao.com.br Itaipu Transformadores 103 (16) 3263-9400 comercial@itaiputransformadores.com.br www.itaiputransformadores.com.br 20

JEA (11) 4420-3112 vendas@jea.com.br www.jea.com.br Kian 84 (21) 2702-4575 sac@kian.com.br www.kianbrasil.com.br KRC 109 (11) 4543-6034 comercial@krcequipamentos.com.br www.krcequipamentos.com.br LPeng 6 (11) 2901-7033 lpeng@lpeng.com.br www.lpeng.com.br

Enmac 48 (11) 2489-5200 enmac@enmac.com.br www.enmac.com.br

Lukma Electric 5 (17) 2138-5050 lukma@lukma.com www.lukma.com

ExSuper 90 (15) 4062-9447 exsuper@exsuper.com.br www.exsuper.com.br

Maccomevap 109 (21) 2687-0070 comercial@maccomevap.com.br www.maccomevap.com.br

Fastweld 23 (11) 2425-7180 fastweld@fastweld.com.br www.fastweld.com.br

Media Tensão 93 (11) 2384-0155 vendas@mediatensao.com.br www.mediatensao.com.br

Novemp 8, 9 e Fascículos (11) 4093-5300 vendas@novemp.com.br www.novemp.com.br Novus 13 (11) 3097-8466 www.novus.com.br Omicron 7 info.latam@omicronenergy.com www.omicronenergy.com/newTESTRANO600 Paratec 91 (11) 3641-9063 vendas@paratec.com.br www.paratec.com.br Patola 68 (11) 2193-7500 vendas@patola.com.br www.patola.com.br Phoenix Contact 35 (11) 3871-6400 www.phoenixcontact.com.br Plastibrás 99 (65) 3667-6201 / (11) 95071-7141 www.plastibras.ind.br Poleoduto 97 (11) 2413-1200 poleoduto@ poleoduto.com.br www.poleoduto.com.br 47

Rittal (11) 3622-2377 info@rittal.com.br www.rittal.com.br Siemens 15 0800 11 94 84 atendimento.br@siemens.com www.siemens.com.br/mediatensao 89

Sil (11) 3377-3333 vendas@sil.com.br www.sil.com.br SNPTEE 113 contato@xxivsnptee.com.br www.xxivsnptee.com.br

Megabrás 59 (11) 3254-8111 vendas@megabras.com.br www.megabras.com

Technomaster 85 (21) 2580-4001 vendas@technomaster.net www.technomaster.net

Gimi Pogliano 37 (11) 4752-9900 www.gimipogliano.com.br

Melfex 67 (11) 4072-1933 contato@melfex.com.br www.melfex.com.br

THS 79 (11) 5666-5550 vendas@fuses.com.br www.fuses.com.br

Grupo Prillux 49 (19) 3116-1300 comercial@grupoprilux.com.br www.grupoprilux.com.br

Mersen 39 (11) 2348-2360 vendas.ep.brasil@mersen.com www.ep.mersen.com

Trael 11 (65) 3611-6500 comercial@trael.com.br www.trael.com.br

Hellermann Tyton 95 (11) 4815-9090 / (11) 2136-9090 vendas@hellermanntyton.com.br www.hellermanntyton.com.br

Monter Elétrica 4 (11) 4487-6760 montereletrica@montereletrica.com.br www.montereletrica.com.br

Unitron 77 (11) 3931-4744 vendas@unitron.com.br www.unitron.com.br

Flir 101 (15) 3238-8075 flir@flir.com.br www.flir.com.br/drone


O Setor Elétrico (Edição 138 - Junho/2017)  
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