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Natal - RN | Ano VIII | Edição 54| Julho de 2014 | R$ 6,00

@RevNegocios

R$ 3.900,00

é o preço médio do metro quadrado em Natal, uma das melhores cidades para investir em imóveis do Brasil

mapa da mina

Onde estão os lançamentos imobiliários mais desejados em Natal

Imóveis

Entenda porque Natal é a capital com melhor custo benefício do país

MAIS RN

Lançado o programa que projeta cenários e setores da economia

raio x aponta oportunidades Confira os bairros mais cobiçados, o melhor custo benefício E empreendimentos destaque JULHo de 2014 <

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Editorial

Natal: o melhor custo

benefício do Brasil

A nossa edição especial sobre o mercado imobiliário do Rio Grande do Norte traz uma notícia alvissareira em meio ao cenário de desânimo que tomou conta da economia de consumo brasileira e local: Natal é a capital que possui o metro quadrado mais barato da região Nordeste. A Negócios.Net analisou dados de uma recente pesquisa divulgada pela Revista Exame. A sondagem aponta que o custo médio do metro quadrado de imóveis novos está em R$ 3.900 na capital, abaixo dos valores praticados na Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e demais estados da região. Apesar da alta de 10,2% nos últimos 12 meses, a capital potiguar oferece o melhor custo-benefício para quem quer investir em imóveis. Para reforçar os números, nossa equipe foi a campo, conversou com empresários e dirigentes do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon). Todos demonstram otimismo e ressaltam que o mercado está repleto de oportunidades. A Negócios.net aponta os empreendimentos que se destacam e as grandes apostas das principais construtoras para o segundo semestre deste ano, o chamado período pós copa. Nas páginas que seguem, o leitor poderá conferir ainda uma avaliação de preços de imóveis por bairros, desde os mais periféricos como Bom Pastor, Dix-Sept Rosado, Guarapes, Pajuçara, Parque das Nações e Ponte Velha (metro quadrado variando de R$ 1,7 mil a R$ 3,2 mil). Até Areia Preta e Cotovelo, que lideram o ranking, com

preços que vão de R$ 5.550 a 6.850 o metro quadrado. A reportagem também traz o valor médio do metro quadrado para imóveis usados. Na capital, o valor do metro quadrado desse tipo de imóvel está, em média, em R$ 3.208, alta de 8,8% no último ano, porém bem abaixo do preço praticado em outros locais do Nordeste. Também nesta edição, confira uma reportagem completa sobre o programa Mais RN, lançado pela Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte – Fiern, em parceria com empresas e indústrias que querem pensar o desenvolvimento econômico do Estado pelos próximos 20 anos. O programa é uma bússola que aponta potencialidades, gargalos e caminhos que podem ser seguidos pelos empreendedores que têm a vocação de fazer o “elefante andar”. Além do Mais RN, confira entrevista exclusiva com o empresário Caio Fernandes, analisando o cenário do mercado imobiliário. E a coluna Negócios em Pauta, que traz uma série de novidades de bastidores da economia norte-rio-grandense. Uma boa leitura

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expediente Direção Executiva Jean Valério jeanny damas

Fotografia

demis roussos

Canindé Soares Alberto Leandro Diagramação - Terceirize www.terceirize.com E-mail jeanvalerio@gmail.com jeanny.damasceno@gmail.com Reportagens

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Jean Valério, Louise Aguiar, Eryka M., Luana Angélica Comercial (84) 8856-1662 (84) 9451-4577 Email: jeanvalerio@gmail.com Tiragem 6 mil exemplares

As matérias assinadas não expressam necessariamente a opinião da Revista Negócios.Net

Endereço Av. Romualdo Galvão, 773, Sala 806 8º andar Edifício Sfax - Tirol - Natal-RN Fone: 84-3302-7212 - 88561662 Site: www.revistanegocios.net.br


Índice

12 Mercado Imobiliário

A Negócios.Net apresenta radiografia do mercado e melhores oportunidades

26 Futuro

Programa Mais RN apresenta norte para o desenvolvimento da economia do Estado

6 Entrevista

Empresário imobiliário Caio Fernandes crê em segundo semestre promissor no setor JULHo de 2014 <

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CAIO FERNANDES – Empresário

"o MERCADO VAI REAGIR" O segundo semestre de 2014 promete ser alvissareiro para o mercado imobiliário potiguar. É assim que pensa o empresário e diretor do Sindicato dos Corretores Imobiliários do RN

(Secovi), Caio Fernandes. Não só o mercado irá vender mais nos próximos seis meses, como as construtoras voltarão a lançar. É o que diz nesta entrevista exclusiva à NEGÓCIOS.net

NEGÓCIOS.NET - COMO VOCÊ VÊ O NOSSO MERCADO IMOBILIÁRIO HOJE? Caio Fernandes: Nosso mercado hoje permanece com uma carência muito grande de imóveis, umas áreas mais, outras áreas menos. O “Minha casa, minha vida” ainda tem uma demanda muito grande, por exemplo. Imóveis de padrão médio, dependendo da localização, também tem uma boa demanda. Já imóveis de mais alto padrão e alto luxo, é um nicho que pode se aproveitar melhor. Tudo isso varia muito em razão da localização. Natal tem muitas áreas para crescer e o mercado continua promissor.

tos. O que foi boom na época chega a ser problema hoje, principalmente em Nova Parnamirim e naquela região. Isso fez parecer na época que era um boom muito grande, mas era uma tendência do mercado. E em 2008 a gente já não tinha os estrangeiros. O boom mesmo de mercado tivemos entre 2004 e 2008, que foi com a entrada dos estrangeiros, as novas medidas que facilitaram o financiamento imobiliários através da Caixa Econômica Federal e outros bancos, a reformulação dos tipos de condomínio, a arquitetura diferenciada, entrada dos condomínios clube e muitas novidades que apareceram arquitetonicamente na época. Até esse período Natal não era acostumada com condomínios com 300, 500, 800 apartamentos, e desse período pra cá foi que isso apareceu no mercado. Deu a impressão de ser um boom maior do que na realidade foi. Mas na verdade, eu acho que Natal em relação a outros locais vive um

AINDA TEREMOS UM BOOM COMO O DE 2008? Na realidade, 2008 foi uma época que começaram a fazer lançamentos de grandes condomínios com muitos apartamen6>

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Entrevista boom imobiliário há 20 anos. TEMOS O METRO QUADRADO MAIS BARATO DO NORDESTE. A QUE SE DEVE A ISSO? De cinco anos pra cá começamos a estacionar os preços. Esse preço vem estacionado até agora, enquanto o resto do Nordeste atualizou, incrementou a valorização dos preços. Natal teve essa concorrência muito grande com a chegada dessas empresas de fora e lançamentos de grandes condomínios, que com planejamentos mal feitos acabaram não vendendo e essas falhas fizeram com que segurasse os preços. Hoje tem guerra de construtoras com descontos, mas as construtoras locais que trabalharam com pés no chão e continuam assim, o preço de lançamento delas hoje na maioria das vezes está mais barato do que esses descontos que estão sendo dados. O cliente vai atraído pela palavra desconto e acaba comprando mais caro do que se estivesse comprando numa empresa local.

benefícios para ele. O MERCADO ESTÁ COMPRADOR? QUAL O PERFIL DE PÚBLICO QUE BUSCA APARTAMENTO? O mercado está comprador sim, até porque existe uma carência em todas as camadas sociais de moradia. E também nós temos grandes investidores em imóveis em Natal. Temos gente que tem mais de 100 imóveis alugados na cidade. Então além da necessidade residencial, nós temos também a certeza do investidor, que gosta de investir no imóvel pela segurança. Os apartamentos de médio e alto padrão que giram em torno de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, esse público está comprando bem. Temos ainda bastante público para apartamentos de classe média de dois quartos, mas é onde temos o problema com relação ao estoque.

QUAIS AS PERSPECTIVAS PARA O MERCADO PARA ESTE SEGUNDO SEMESTRE? MUITAS CONSTRUTORAS E INCORPORADONa realidade o mercado sofreu um pouquinho nos últiRAS VIERAM PARA NATAL HÁ ALGUNS ANOS, mos três meses com a chegada da Copa do Mundo, apesar MAS ESTÃO SAINDO OU PARANde ter sido um evento maravilhoso para DO DE LANÇAR. ? "Natal tem áreas a cidade, uma das que mais teve retorno Isso é muito parecido com o descocom o evento no país. Nossa atividade brimento do Brasil. Os portugueses em especial tivemos infelizmente a invieram aqui, tiraram o que puderam, f luência de alguns economistas que para crescer e deixaram todas as mazelas possíveis e deram algumas declarações infelizes, foram embora. Natal é uma cidade que onde pegaram os gatos e botaram todos ainda não tem 1 milhão de habitantes. no mesmo saco, e disseram que depois mercado E essas construtoras chegaram aqui da Copa os preços de imóveis cairiam, talvez mal assessoradas ou mal oriencolocando assim imóvel no mesmo tadas, ou até mesmo com uma política nicho de táxis, aluguéis de carro, hotéis, continua diferente. Cada cidade é diferente da restaurantes e bares. Os clientes escutaoutra, não pode jamais implantar aqui ram isso e acreditaram. Algumas pessoa mesma cultura de SP, RJ, MG. Eles as não se deixaram levar e por isso compromissor" chegaram e tentaram incutir isso. Esses praram. Quem está precisando ou queerros fizeram com que essas empresas rendo comprar imóvel, eu aconselho que ficassem um tempo, mas pouquíssimas empresas daqui compre rápido. Porque com o legado da Copa, principalentraram nesse samba do crioulo doido. As que entraram, mente nas obras de infraestrutura e mobilidade urbana, isso tenho certeza que se arrependeram. É muito ruim quando vai fazer com que os preços subam. E não é nem que eles vão você lança um empreendimento e na hora de repassar a aumentar, é que vão subir porque nosso preço está estagnavalorização para o cliente, na realidade você tem que dar do há algum tempo. Natal já foi a capital de maior valorizaum desconto para o cliente para poder vender. A pessoa que ção imobiliária do Nordeste, hoje nós temos o metro quacomprou lá atrás, acabou tendo que pagar muito mais do drado mais barato até do que João Pessoa, que era a mais que quem está comprando hoje. Isso acabou gerando uma barata. Isso vai se reajustar e vai ser agora no segundo semesinsatisfação muito grande no mercado, e isso está se con- tre. O mercado vai continuar comprador e agora vai comprar sertando. O que está acontecendo agora é a seleção natural com mais força. Já agora em julho a tendência é vender o das coisas. Quem veio que errou, ganhou dinheiro ou teve dobro do que vendemos em junho. prejuízo, está indo embora. Algumas já foram, outras ainda irão. Sei que a concorrência é saudável, mas para ser saudáE PARA OS PRÓXIMOS TRÊS ANOS? vel a concorrência tem que mirar o consumidor final, trazer Nós temos uma perspectiva de lançamento. Como disse

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CAIO FERNANDES – Empresário

Chapéu

anteriormente, temos carência de moradia e imóvel pra investimento. Faz algum tempo que não se lança no nosso mercado, os construtores estão esperando um pouco e todo mundo já viu que está ficando melhor do que estava antes. Esses lançamentos devem entrar no mercado. Vamos ter os próximos três anos de pujança. Quem errou estrategicamente, quem lançou demais, nesses próximos três anos vai terminar de vender esses empreendimentos.

prar e as taxas estão muito baixas. A parte que você paga a construtora, quando compra na planta, tem todo aquele prazo pra pagar com tranquilidade e vai amortizando sue financiamento com o banco. Está vendendo muito bem hoje. Apartamentos de 50 a 70 metros quadrados cabem mais no bolso de quem está precisando de imóvel para residência.

FECHAREMOS O ANO COM CRESCIMENTO EM VENDAS? E EM LANÇAMENTOS? VIMOS UM CRESCIMENTO GRANDE EM NOVA Esse segundo semestre é alvissareiro para o mercado PARNAMIRIM NOS ÚLTIMOS ANOS. PARA ONDE imobiliário. As dúvidas foram dissipadas, inclusive a dúviNATAL VAI CRESCER AGORA? VOCÊ ACREDITA da se a Copa acontecia e se teria muito vandalismo, se seria NA ZONA NORTE COMO UM VETOR DE DESEN- sucesso ou não. O legado da Copa já começa a se ver. O VOLVIMENTO IMOBILIÁRIO? legado que ficou da cidade mais bonita, com ruas mais Eu acredito na Zona Norte a médio prazo. Primeiro preci- largas, das soluções de cruzamento, túneis, viadutos que sa se adequar ao aeroporto, entender o que vai acontecer, se a estão ficando, isso já é um grande legado. Traz uma valoriPrefeitura junto com os órgãos competentes vão separar uma zação muito grande para a cidade e o mercado imobiliário. área para galpões e imóveis comerciais, ou Nesse segundo semestre se vislumbra se esse crescimento vai se dar aleatoriaque o melhor investimento é, mais do mente com a própria população. As vias que nunca, no mercado imobiliário. "o melhor de acesso da Zona Norte ainda precisam Devemos ter um segundo semestre que ser melhoradas para que você tenha convão soltar lançamentos, o mercado já dições de morar lá e não ser prejudicado está começando a dar sinais de pujança. investimento nos seus horários ou sua forma de ir e vir. Teremos um final de ano muito bom. É um vetor de crescimento à médio prazo, mas eu ainda acho que Nova Parnamirim OUVIMOS DIZER QUE NINagora é imóvel, GUÉM ESTÁ LANÇANDO COM vai passar por um período de estagnação, vai ter que parar um pouco. Parnamirim RECEIO DA REAÇÃO DO PÚBLIdeve ter um crescimento, porque hoje é CO. QUE ESTÃO ESPERANDO ALmais do que mais fácil sair de Natal e ir pra ParnamiGUÉM TER A CORAGEM DE LANrim pela Prudente nova do que ir pra ÇAR PRIMEIRO PARA LANÇAR Nova Parnamirim. Deve crescer princiEM SEGUIDA. POR QUE ISSO? O nunca" palmente para classe média e a população CENÁRIO MUDA AGORA DEPOIS necessitada de moradia. Essa região de DA COPA? Lagoa Nova e Cidade da Esperança ainda Esses erros estratégicos de número de tem bastante coisa para crescer. Alecrim unidades das empresas de fora, fez com começa a ser descoberto e tem áreas ainda. Bom Pastor já traz que os construtores locais, mesmo com projeto aprovado, esexcelentes empreendimentos para o futuro imediato. Acho que perassem um pouco. Na realidade cada empresa tem sua vida Petrópolis e Tirol estão merecendo lançamentos, embora vá própria, então eles querem sentir a temperatura, o pulso do ter um excelente ali no América, tem outro pré- lançamento mercado. Agora vão começar a lançar e lançar com força. da construtora Hema, o Palazzo Cristal, com metro quadrado super atrativo. O Noilde na esquina do Atheneu, um prédio VOCÊ ACHA QUE OUTRAS EMPRESAS VIRÃO espetacular numa localização que não vai ter outro igual. Mas PARA O NOSSO MERCADO? ainda assim acho que aparecerão áreas. Petrópolis ainda tem O que a gente tem tido agora é que essas empresas do Sul algumas casas que tinham terreno muito grande. Tirol ainda e Sudeste estão querendo acabar com o que tem aqui para ir tem espaço para crescer. embora, isso é o meu pensamento. E é o que a gente também está observando, que já estão levantando acampamento, então QUE TIPO DE IMÓVEL MAIS SE ESTÁ VENDEN- com certeza não voltam. Agora o que tem aparecido em Natal DO HOJE E POR QUÊ? e isso é saudável, isso é bom para o mercado e as empresas Hoje está vendendo muito bem o “Minha casa, minha locais, é a figura do incorporador, seja ele brasileiro ou estranvida” pelas facilidades e taxas, e o que mais está se vendendo geiro. O que ele faz é trazer divisas: ele investe dinheiro na são imóveis na planta. Todos têm financiamento, é fácil com- cidade para ter um ganho futuro. 8>

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Negócios em Pauta< jeanvalerio@gmail.com

Marcelo Alecrim resiste ao assédio De tempos em tempos, o empresário potiguar Marcelo Alecrim, um dos mais bem sucedidos do país no ramo de distribuição de combustível, vem a público desmentir notícias de que estaria vendendo sua parte na ALE (32%). Os rumores retornaram e Alecrim volta a negar o interesse em sair da companhia. O mercado de distribuição de combustíveis no País é dominado praticamente por três grandes empresas: BR Distribuidora (Petrobras), Ipiranga

(grupo Ultra) e Raízen (joint venture entre Shell e Cosan). O grupo ALE, com 4,6% de participação, é a quarta maior companhia desse setor. No ano passado, a ALE quase foi comprada pela holding francesa Total. Visionário e persistente, a resistência está toda em Alecrim, pois os sócios dele - o fundo americano Darby (18%) e a holding mineira Asamar (50%) – já teriam topado a parada. Por enquanto, Marcelo Alecrim resiste forte às tentações milionárias.

Novo Shopping I

O empresário Nevaldo Rocha, dono do Grupo Guararapes que engloba as Lojas Riachuelo e o Shopping Midway, anunciou que irá construir mais uma loja Riachuelo em Natal. Será no Praça das Dunas Shopping Center, empreendimento que será erguido na entrada da cidade, pela BR 101, em Parnamirim, através de uma sociedade entre os grupos Rossi (5R) e Capuche. O Praça das Dunas deverá ter suas obras iniciadas em 2015 e ao final contará com mais de 200 lojas.

Promo Shopping

Chega a notícia de demissão do idealizador da promoção realizada pelo Natal Shopping no último Dia dos Namorados. É que enquanto o Midway sorteou três carrões para quem consumisse a partir de 50 reais, o Natal Shopping exigia um cupom fiscal de mais de 300 reais para que o seu cliente tivesse o direito de participar do sorteio de 5 bikes elétricas. Além de errar na exigência, o que afastou o interesse dos clientes, errou no produto. Natal não dispõe de ciclovias.

Canindé Soares

Novo Shopping II

Quem também vai construir um novo shopping em Natal é a construtora Hazbun. Denominado Viva Shopping, o empreendimento ficará localizado em Nova Parnamirim, na Avenida Maria Lacerda Montenegro. Os empreendedores já estavam até comercializando espaços para lojistas, mas foram surpreendidos com solicitações da Prefeitura para refazer o projeto. A quantidade de estacionamentos não contemplaria as exigências legais. O resultado é que o cronograma do projeto deverá sofrer um atraso de 2 anos.

Caju

A produção orgânica de castanha de caju está permitindo um aumento de 30% no valor final da amêndoa processada para os 46 agricultores familiares da comunidade de Córrego, região rural de Apodi (RN), a 335 km de Natal. De acordo com o presidente da Cooperativa Potiguar de Apicultura e Desenvolvimento Rural Sustentável (Coopapi), Francisco Marto e Souza, a amêndoa orgânica é mais valorizada no mercado.

construção civil

O nível de emprego na construção cresceu 0,94% no primeiro semestre do ano, com o saldo entre demissões e contratações ficando positivo em 32,7 mil vagas, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira (21) e elaborada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Gado made in RN

O Rio Grande do Norte vai exportar 140 cabeças de gado Guzerá para o Senegal, na África Ocidental. O negócio foi intermediado por empresas de exportação e logística de São Paulo, que fizeram contato com dois criadores potiguares para a venda. O governo senegalês vai comprar o gado e distribuí-lo entre criadores do país para viabilizar o melhoramento genético do rebanho. A exportação é por meio de um avião cargueiro pelo Aeroporto Governador Aluízio Alves, em São Gonçalo do Amarante. Esta é a primeira exportação potiguar de gado após o Estado ser reconhecido internacionalmente como área livre de febre aftosa com vacinação. As empresas que intermedeiam a operação são a exportadora de gado GBC Internacional e AID Internacional, de logística. Os 140 animais foram comprados dos criadores Camillo Collier e Geraldo Alves.


Turismo em alta

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis no RN (ABIH-RN), Habib Chalita, entregou ao presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN), Amaro Sales, a pesquisa que traçou o perfil do turista em Natal durante a Copa do Mundo. Chalita apresentou os dados do documento que confirma, segundo ele, a aprovação de Natal como um produto turístico. Cerca de 90% do público ouvido declarou Natal como bom ou ótimo destino turístico. E cerca de 70%, disse que voltaria a cidade.

Transforme ideias

O SEBRAE/RN desenvolveu duas capacitações específicas para atender necessidades das startups. E este ano já realizou duas turmas bem sucedidas da metodologia de validação (Como Validar seu Modelo de Negócio). Agora abriu duas turmas para a metodologia: TRANSFORME SUA IDEIA EM UM MODELO DE NEGÓCIO, que é o primeiro passo para aqueles que estão cheios de ideias na cabeça e não sabem por onde começar. As vagas são limitadas. O investimento é de R$ 90,00. Vale a pena! Para inscrições e maiores informações: 0800-570-0800 e 3616-7908.

Indústria em baixa

A Sondagem das indústrias Extrativas e de Transformação do Rio Grande do Norte, elaborada pela FIERN, revela queda generalizada no nível de atividade da indústria potiguar no mês de junho, reproduzindo a mesma trajetória da indústria nacional. Tanto as pequenas como as médias e grandes empresas apresentaram recuo na produção, emprego e nível de utilização da capacidade instalada. Os estoques de produtos finais continuaram em queda, arrastados pelas pequenas empresas, embora as grandes tenham reportado algum acúmulo e estoques dentro do planejado.

Cosern premiada

A Cosern conquistou pela quarta vez o Prêmio ABRADEE (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) na categoria Gestão Econômico-Financeira, entre as 31 concessionárias do país com mais de 500 mil consumidores. A solenidade de entrega aos vencedores do Prêmio ocorreu na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. A categoria Gestão Econômico-Financeira do Prêmio avalia, entre outros critérios, rentabilidade operacional, eficiência nos investimentos e capacidade de pagamento de dívidas das empresas.

Copa Mpes

A realização da Copa do Mundo FIFA 2014 no Brasil fomentou novos negócios para as micro e pequenas empresas do Rio Grande do Norte. Pelo menos foi o que ocorreu com as empresas e Microempreendedores Individuais (MEI) atendidos pelo programa Sebrae 2014, que obtiveram até agora um faturamento de R$ 10,5 milhões devido ao evento. O programa envolveu 3.803 negócios de pequeno porte no Rio Grande do Norte, que foram beneficiados com capacitações, diagnósticos e abertura de oportunidades de negócios. Os números fazem parte do balanço divulgado pelo Sebrae Nacional acerca do programa. Em todo o país, a iniciativa atendeu 43,9 mil empresas brasileiras, que movimentaram meio bilhão de reais.

Cursos

A Universidade Potiguar (UnP) oferece 3 mil vagas para 13 cursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). As vagas são para ingresso neste semestre, sendo distribuídas entre dez cursos no Campus Natal e seis cursos no Campus Mossoró. As inscrições para a primeira chamada poderão ser feitas de 21 a 25 de julho, exclusivamente no site www.sisutec.mec.gov.br.

Porto graneleiro

A região do Mato Grande, mais precisamente o município litorâneo de Caiçara do Norte, é a mais adequada para receber a construção de um terminal marítimo graneleiro, o novo porto do Rio Grande do Norte, que será voltado principalmente para receber navios graneleiros de grande porte, dando vazão ao extenso volume de produção de minério no Estado. A tese foi defendida por Abraão Lincoln, presidente da Confederação Nacional de Pescadores e Aquicultores (CNPA), baseada em estudos recentes da Marinha, que apontam falha geológica no mar daquela cidade como condição técnica adequada para receber navios de grande calado. JULHo de 2014 <

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Imóveis

Natal: o imóvel mais barato do brasil está aqui

A Negócios.net faz um levantamento das melhores oportunidades do mercado imobiliário natalense, que POSSUI o metro quadrado mais barato do PAÍS 12 >

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Imóveis

Louise Aguiar

Natal ainda possui o metro quadrado mais barato da região Nordeste. De acordo com pesquisa divulgada em maio recente pela revista Exame, o custo médio do metro quadrado de imóveis novos está em R$ 3.900 na capital, abaixo dos valores praticados na Bahia, Ceará, Pernambuco, Paraíba e demais estados da região. Apesar da alta de 10,2% nos últimos 12 meses, a capital potiguar ainda oferece o melhor custo-benefício para quem quer investir em imóveis. O diretor de mercado imobiliário do Sindicato da Indústria da Construção Civil do RN (Sinduscon), Francisco

Ramos, confirma a informação retratada em levantamento da Exame. “O mercado está cheio de oportunidades e o preço do metro quadrado médio de Natal é um dos menores do Nordeste”, enfatiza. Por isso mesmo o também empresário não acredita que o pós-Copa do Mundo fará os preços baixarem em Natal. “Economistas falaram muito que depois da Copa os preços no mercado imobiliário vão cair. Isso é uma inverdade completa, principalmente em Natal, que os preços já estão bem baixos comparados com vizinhas como Fortaleza”, cita. Ramos vai além ao exemplificar com

números: enquanto que o metro quadrado no Tirol está entre R$ 6 mil e R$ 6,2 mil, em um bairro semelhante em Fortaleza o valor sobe para R$ 7,5 mil, em torno de 20% mais caro. A pesquisa mostra ainda que o metro quadrado mais barato da capital está em bairros periféricos como Bom Pastor, Dix-Sept Rosado, Guarapes, Pajuçara, Parque das Nações e Ponte Velha (variando de R$ 1,7 mil a R$ 3,2 mil). Com um preço intermediário aparecem Candelária, Cidade Nova, Neópolis, Nova Parnamirim e Pitimbu (de R$ 3,6 mil a R$ 3.950). JULHo de 2014 < Julho

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Imóveis

Os preços começam a subir quando a pesquisa cita os bairros de Lagoa Nova, Petrópolis, Ponta Negra e Ribeira, que em maio possuíam preço médio de R$ 4.350 a 4.450 o metro quadrado. Capim Macio, Lagoa Seca e Tirol são ainda mais caros, com valores oscilando entre R$ 4.550 e 4.750. Areia Preta e Cotovelo lideram o ranking, com preços que vão de R$ 5.550 a 6.850 pelo metro quadrado. O diretor do Sinduscon confirma os números apresentados pela Exame. “Bairros como Tirol, Petrópolis, Areia Preta, Lagoa Nova, são bairros que têm um valor de metro quadrado maior porque têm uma densidade maior também, têm mais infraestrutura e mais desenvolvimento”, pontua Ramos. Ao passo que os mais periféricos, Neópolis, Nova Parnamirim e Cidade da Esperança, que ainda estão se desenvolvendo, trazem preços mais atrativos. “Acreditamos que com o crescimento da cidade e o investimento na infraestrutura que está se fazendo em obras de mobilidade urbana, esses bairros vão 14 >

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tender a uma valorização maior. De modo geral, o mercado está cheio de oportunidades”, aposta o também empresário. E há, segundo Ramos, para todos os tipos de público: desde aqueles que buscam uma cobertura de mais de R$ 1 milhão, até os que ainda estão à procura da primeira casa própria. “Acho que tem demanda para todos os perfis de público. Teve um período que as pessoas se resguardaram de fazer aquisição de imóvel, mas isso já passou”, acredita. A pesquisa da Exame também mostra os preços para os imóveis usados. Na capital potiguar, o valor do metro quadrado desse tipo de imóvel está, em média, em R$ 3.208, alta de 8,8% no último ano, mais uma vez bem abaixo do preço praticado em outros locais do Nordeste. Natal sai na frente no quesito custo-benefício quando se compara com os valores dos demais estados da região Nordeste. Na vizinha Fortaleza, por exemplo, o metro quadrado dos imóveis novos está custando em torno de R$

5.370, uma alta de 6,5% nos últimos 12 meses. Os usados cearenses estão ainda mais caros, com o metro quadrado ao redor de R$ 5.421 – crescimento de 14,1% nos últimos 12 meses. Lá, os bairros mais caros são Meireles e Mucuripe (até R$ 7.400 o metro quadrado). Em João Pessoa, comprar um imóvel novo significa pagar, em média, R$ 4.289 pelo metro quadrado. O bairro com valor mais caro é Cabo Branco, com um índice médio de R$ 6.400 o m². Na capital paraibana os usados estão mais em conta, com preço médio de R$ 2.512, mas uma alta de 13,1% no último ano. Já em Recife, o preço médio do metro quadrado registrou queda de 1,4%, mas ainda assim supera Natal: lá custa em torno de R$ 5.479 o m² de um imóvel novo. Os usados são ainda mais caros: R$ 5.804, uma alta de 13,4% nos últimos 12 meses. A capital baiana aparece com o metro quadrado do imóvel novo custando R$ 5.667, enquanto que os usados valem em torno de R$ 4.408 – uma alta de 10,7% nos últimos 12 meses.


Imóveis Sinduscon/rn aponta crescimento no índice de velocidade de vendas Embora retrate apenas o primeiro trimestre do ano de 2014, a pesquisa encomendada pelo Sinduscon à Consult traz bons resultados para o setor da construção civil potiguar. Quase 88% da oferta de imóveis se concentra em Natal e Parnamirim. Na capital, 67% dos imóveis disponíveis estão na Zona Sul. Ainda de acordo com a pesquisa, a oferta de imóveis disponíveis no mercado caiu de 5.597 para 5.528 em março, uma evidência de que os estoques estão diminuindo. O bairro de Lagoa Nova concentra o maior número de ofertas, com 625 unidades disponíveis. Neópolis aparece em segundo lugar, com 576, seguido por Capim Macio, com 458. Ponta Negra tem 457 unidades, enquanto Pitimbu oferece 334. Embora as vendas de imóveis residenciais venham aumentando desde janeiro, no primeiro trimestre de 2014 o volume de vendas foi de 980 unidades, 8,1% menor que as 1066 unidades vendidas no último trimestre de 2013. Ao analisarmos os números de março de 2014, mais de 94% das vendas ocorreram em Natal e em Parnamirim. A grande maioria das vendas em Natal foi em bairros da Zona Sul: Pitimbu (120), Neópolis (43), Ponta Negra (38), Capim Macio (34) e Lagoa Nova (29). Fora desse eixo, o bairro com maior venda foi Tirol com apenas 2,4% do total das vendas. No que diz respeito ao Índice de Velocidade de Vendas (IVV), embora tenha sofrido uma pequena queda em janeiro, o IVV do primeiro trimestre de 2014 fechou 2,25% maior que o do último mês do trimestre anterior – saiu de 5,17% em dezembro de 2013 para 7,42% em março deste ano. No terceiro mês de 2014 os lotes de terreno foram os líderes no ranking de vendas, alcançando mais de 21% da

Empresário Francisco Ramos, diretor imobiliário do Sinduscon/RN

quantidade ofertada. Em seguida aparecem os apartamentos com 8,43% do total. Proporcionalmente foram os imóveis prontos (19,59%) e os imóveis em fase de acabamento (10,23%) os que mais foram vendidos em março. O IVV para imóveis prontos indica que praticamente um em cada cinco imóveis ofer-

tados nesse estágio foram vendidos. Com relação aos lançamentos, fevereiro foi o mês com o maior número de unidades lançadas do trimestre, com 270 novas unidades mercado. O número total de unidades colocadas no mercado no primeiro trimestre de 2014 foi 38,5% maior que no trimestre anterior. JULHo de 2014 <

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Preços por Bairro Bairros de Lagoa Nova, Petrópolis, Ponta Negra e Ribeira Preço médio de R$ 4.350 a 4.450 o m². Capim Macio, Lagoa Seca e Tirol R$ 4.550 e 4.750 o m² Areia Preta e Cotovelo R$ 5.550 a 6.850 o m² Imóveis novos Natal Custo médio do m² novo - R$ 3.900,00 Imóveis usados em Natal Custo médio do m² usado - R$ 3.208 16 >

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Imóveis novos

capitais vizinhas

João Pessoa - R$ 4.289 Fortaleza - m² dos imóveis novos é R$ 5.370 Recife - R$ 5.479 o m² de um imóvel novo. Salvador - R$ 5.667


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Imóveis

Bairro de Lagoa Nova é um dos campeões em estoque A pesquisa do Sinduscon/RN aponta que o bairro de Lagoa Nova foi, no primeiro trimestre de 2014, aquele com o maior estoque de imóveis à venda. Parece que, para algumas construtoras, os números ainda são os mesmos. Só a Moura Dubeux possui quatro empreendimentos disponíveis no bairro. Os quatro irão entrar ainda este mês em uma campanha promocional de condições especiais de pagamento para tentar diminuir o estoque. O Alice Grilo, localizado na Avenida Nascimento de Castro, possui unidades com quatro quartos sendo três suítes e 160 metros quadrados de área privativa. Com entrega prevista para 18 >

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maio de 2015, o empreendimento está custando, em média, R$ 790 mil. Já o Mirante Lagoa Nova, próximo à Avenida Prudente de Morais, oferece apartamentos de dois e três quartos com 58 e 75 metros quadrados. Há ainda o Firenze, com quatro quartos e área privativa de 164 e 166 metros quadrados na Avenida Senador Salgado Filho. E o praticamente pronto Jerônimo Costa, próximo ao complexo judiciário na Avenida Capitão Mor Gouveia. Este tem apartamentos de três quartos e 87 m² de área. Segundo o diretor regional da Moura Dubeux em Natal, Fernando Amorim, a idéia agora é focar no estoque. “Temos um bom estoque de imóveis

e temos visto que a velocidade de vendas está maior do que em 2013. Teve a Copa do Mundo, que freou um pouco as vendas, mas a partir de agora volta a aquecer. Pelo ritmo que foi o primeiro semestre acreditamos que este segundo será ainda melhor”, projeta, estimando que a MD cresça em Natal 15% em vendas ao fim de 2014. A Moura Dubeux tem ainda três empreendimentos em Capim Macio, todos muito próximos uns dos outros. Este é um dos bairros apontados na pesquisa do Sinduscon com uma das maiores ofertas de imóveis da cidade. São eles o Parque Cidade Jardim, o Maria Bernadete e o Rodolfo Helinski. Neste último, a oferta


Imóveis

Fernando Amorim, diretor regional da Moura Dubeux em Natal

é de apartamentos de 58 e 108 metros quadrados, com dois e três quartos, e um preço que varia de R$ 293 mil a R$ 526 mil. O Maria Bernadete, por sua vez, traz apartamentos de 79 e 110 m² com três quartos e preços oscilando entre R$ 376 mil e R$ 536 mil. O Parque Cidade Jardim possui quatro torres com apartamentos que vão de 58 m² a 92 m², com dois e três quartos, e valores entre R$ 287 mil e R$ 458 mil. Mesmo com um alto estoque de imóveis na casa, a Moura Dubeux planeja mais lançamentos para o mercado natalense. Em outubro deverão ser colocados no mercado dois empreendimentos, um na Avenida Amintas Barros, em Morro Branco, com 95 m² de área privativa e três quartos, e outro na Avenida Miguel Castro, com apartamentos de 68 m². Em ambos os casos o preço do metro quadrado será comercializado a R$ 5.200. “Acredito que temos muito público para os imóveis que temos hoje em estoque e muita gente buscando as oportunidades que vamos lançar. O mercado de Natal vive um bom momento”, avalia Fernando Amorim. JULHo de 2014 <

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Central Park oferece suas últimas unidades no bairro de Neópolis

Solar João e Marilda: 503 m2

Ecocil aposta em Neópolis e Petrópolis “Apesar de muita gente falar que o mercado está estagnado, a gente continua vendendo. Todas as metas dos meses de janeiro até agosto foram batidas”, diz o diretor comercial e marketing da Ecocil, Isaías Montenegro. E é assim que a Ecocil pretende continuar para concluir as vendas dos empreendimentos Central Park, Solar João e Marilda e Porto Arena. Localizado em Neópolis, as margens da BR-101, o Central Park está custando entre R$ 250 mil e R$ 400 mil, com apartamentos de dois e três quartos, de 67 e 64 metros quadrados. “É o nosso carro-chefe, é o que mais vende”, antecipa. A comercialização está seguindo uma média de R$ 4,6 mil o metro quadrado. De acordo com Montenegro, foi o Central Park que puxou os números da Ecocil na recente pesquisa divulgada pelo Sinduscon. O Porto Arena, em Candelária (ao 20 >

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lado do Carrefour), também já está pronto para morar. Com unidades de 96 m², é o próximo produto que a construtora vai “atacar” em campanhas de marketing para zerar o estoque. Um dos diferenciais do Porto é que alguns apartamentos podem virar loft, ambientes sem paredes. Em Petrópolis, o Solar João e Marilda é a aposta da Ecocil para conquistar os clientes de alto padrão. Intitulado o maior apartamento da cidade – com 503 metros quadrados –, o empreendimento tem uma velocidade de venda menor que a maioria dos investimentos da construtora, mas já está 50% comercializado. Tem como principal característica a planta que pode ser totalmente customizada de acordo com o desejo do proprietário. “No Solar você consegue fazer um quarto ou uma sala do tamanho da sua necessidade. O apartamento pode ser

totalmente customizado”, diz Isaías. A segurança é outro item fundamental: foi projetada por uma empresa israelense. Os preços variam de R$ 2 milhões a R$ 7 milhões, valor da cobertura de 700 metros quadrados. O diretor comercial também está otimista com o mercado e acredita que existe demanda para todos os tipos de imóvel. “Estamos em um momento bem diferente daquele de 2008 e 2009, que existia uma euforia e ansiedade grandes para comprar imóvel. Mas o impacto em vendas continuou constante, até porque existe um déficit grande de moradias aqui e no Brasil”, defende. Tanto que a Ecocil planeja quatro lançamentos já a partir do próximo mês. Será um no Tirol, outro em Lagoa Nova, e dois em Pium, sendo um condomínio com mais de 300 casas populares e outro um loteamento.


Green Life Mor Gouveia é aposta da Constel em Cidade da Esperança, numa região central próximo de tudo

Constel investe em Cidade da Esperança e Lagoa Nova O empresário Francisco Ramos diz que a Constel tem hoje o empreendimento com melhor custo-benefício da capital. É o Green Life Mor Gouveia, na avenida de mesmo nome, depois da rodoviária. A aposta se deu numa região periférica, mas que está recebendo muitos investimentos em mobilidade urbana que prometem alavancar o desenvolvimento da área. “É uma região que além de hoje estar com um preço bem mais em conta do que os concorrentes do entorno, a tendência é se desenvolver numa velocidade bem maior”, aposta Ramos. Já foram comercializados mais de 50% da primeira fase do empreendimento, que envolve 520 apartamentos. Serão 780 no total em um terreno de 46 mil m², e apartamentos com 54,5 e 71 metros quadrados e dois e três quartos. Está sendo vendido a um preço médio de R$ 3,9 mil o m². A previsão de entrega do Green Life é julho de 2015, mas o empreendimento já conta com três torres levantadas. Acreditando que existe demanda para todos os tipos de público, Francisco Ramos também aposta no residencial Manoel Varela, em Lagoa Nova, voltado para o público de alto padrão. Com apartamentos de 136 metros quadrados, com três suítes e uma localização com vista privilegiada para a Arena das Dunas. Bem próximo à Avenida Mor Gouveia, o empreendimento tem preço diferente do Green Life. Mais luxuoso e em uma área considerada mais nobre da cidade, está sendo comercializado a R$ 5.600 o metro quadrado. São 51 unidades em uma única torre. “Acho que tem demanda para todos os perfis de público. Teve um período que as pessoas se resguardaram de fazer aquisição de imóveis, mas existe a possibilidade real de aumento da demanda a partir de agora”, planeja.

Residencial Manoel Varela: Lagoa Nova JULHo de 2014 <

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Sun River tem vista para Rio Potengi

Capuche acredita na Ribeira e Cidade Satélite A Capuche tem investido em apartamentos que vão de 51 a 75 metros quadrados, em bairros como Ribeira e Cidade Satélite. Na Ribeira, o Sun River foi erguido com vista para o Rio Potengi e as três torres já foram entregues. Apartamentos de 75 m² com três quartos, sendo uma suíte e duas vagas de garagem. O diferencial deste empreendimento é o financiamento direto com o Banco do Brasil, com taxas competitivas de mercado. A coordenadora comercial Júnia de Paula diz que o Sun River é um sucesso de vendas para os clientes que procuram requinte e conforto. “O empreendimento ainda está na promoção 'Desconto Campeão Capuche', que oferece desconto de R$ 20 mil para as novas unidades comercializadas”, anuncia. Já em Cidade Satélite, a construtora investiu no Viver Bem Reserva do Parque, a poucos metros da BR-101, tido como o melhor metro quadrado da região. São seis torres, sendo três já entregues, com apartamentos de 51m², dois quartos, uma vaga de garagem e área de lazer completa. Um empreendimento enquadrado no “Minha Casa, Minha Vida”. “O Viver Bem conta com até 90% de financiamento pelo banco e subsídio do Governo Federal. Além de todas essas vantagens, o empreendimento ainda está na promoção 'Desconto Campeão Capuche', oferecendo R$ 10 mil de desconto na compra de uma unidade”, acrescenta. Ao longo deste ano a construtora entregou 524 unidades e planeja entregar outras 180 neste segundo semestre. 22 >

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Viver Bem é Minha Casa, Minha Vida em Cidade Satélite


Imóveis

Cyrela investe em imóveis populares e de luxo dentro e fora de Natal Na opinião da gerente geral de operações da Cyrela Plano & Plano, Renée Silveira, a procura maior dos clientes hoje ainda é por apartamentos de dois e três dormitórios com suíte e valores entre R$ 150 mil e R$ 350 mil. Por isso a incorporadora decidiu apostar tanto no nicho mais popular, com o Certto em Nova Parnamirim, que se enquadra no “Minha Casa, Minha Vida”, quanto no Vita Residencial Club, em Cidade Satélite, um pouco mais caro. Para aqueles que buscam a segunda residência, há o In Mare Bali, em Cotovelo, primeiro residencial resort do estado. “O crescimento da cidade fez com que as pessoas migrassem de casas para apartamentos, principalmente pela questão da segurança. Os condomínios clube passaram então a ocupar muito bem essa demanda”, detalha Renée. Na visão da gerente, essa é a melhor hora para se comprar um imóvel, seja para morar ou investir. “Estamos com boas ofertas no mercado, pois a cidade passou por muitos lançamentos e agora estas unidades estão prontas morar. Isso faz com que o consumidor tenha um leque maior de opções de prontos para morar, o que o permite conhecer melhor o produto, já que pode entrar no apartamento e ver de perto”, Entre as melhores regiões para se investir na compra de imóveis, Renée aponta a região metropolitana de Natal, notadamente o eixo da BR-101 e Nova Parnamirim, além do bairro de Lagoa Nova, onde a incorporadora começou a erguer um edifício de alto padrão, o Quartier Lagoa Nova, em plena Avenida Salgado Filho. São apartamentos de 81 e 119 metros quadrados em um terreno de 10 mil metros quadrados. Embora não fale em lançamentos agora, Renée Silveira diz que a Cyrela Plano&Plano pretende investir em breve devemos investir em breve no mercado de condomínios horizontais. JULHo de 2014 <

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Imóveis BSPAR está em Lagoa Nova e Capim Macio Os residenciais Montoril e Bacara são a aposta da BSPAR em Lagoa Nova, próximos à Avenida Amintas Barros. Enquanto o Montoril oferece apartamentos de 86 m², sendo quatro por andar, o Bacara traz dois por pavimento, com opção de 101 e 103 metros quadrados, sendo três suítes. Segundo a gerente comercial Alessandra Lisboa, o preço médio do m² está em torno de R$ 4,9 mil. “Lançamos ano passado e agora estamos fazendo esse trabalho para chamar o cliente porque estamos numa nova fase da obra. Vamos entregar os dois em setembro de 2016”, acrescenta. Em Capim Macio a incorporadora investe no Royal Palms, cuja obra já está em fase de acabamento. São apartamentos de 141 m² e três suítes e área de lazer completa. O preço: em torno de R$ 5 mil o metro quadrado. “Temos mais alguns empreendimentos para lançar, mas estamos esperando o melhor momento”, frisa Alessandra. Uma coisa é certa: a BSPAR não vai mais apostar suas fichas em empreendimentos na faixa dos 55 metros quadrados. Segundo a gerente comercial, o natalense já não busca mais imóveis tão pequenos, mas sim um tamanho intermediário, por volta dos 80 ou 90 m². Por isso mesmo o próximo empreendimento a ser lançado pela BSPAR é o Delano, dentro das Torres de Lagoa Nova, na Avenida Miguel Castro. O projeto, ainda da época da Delphi, era de apartamentos com 54 m². De olho nas novas tendências de mercado, a incorporadora reformulou os planos e vai colocar no mercado três apartamentos por andar de 95 m² de área privativa. “Vamos atender um público que está mais exigente hoje, que já tem a primeira residência e quer migrar para uma maior. Reaprovamos o projeto e readequamos para a realidade do mercado. Estamos esperando o melhor momento para lançar”, acrescenta. 24 >

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Bacara tem até 103 m2

Royal Palms em Capim Macio

Alessandra Lisboa, gerente comercial

Montoril tem apartamentos de 86 m2


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Economia

Mais RN projeta o crescimento Planejamento estratégico desenvolvido pela Macroplan demanda investimentos governamentais em infraestrutura, educação e empreendedorismo Um crescimento econômico de 5% ao ano até 2035. É o que pode acontecer com o Rio Grande do Norte se os investimentos necessários forem realizados, de acordo com o programa Mais RN, lançado pela Federação das Indústrias do RN no último dia 18. Para alcançar tal projeção, o Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico para o RN dos próximos 20 anos demanda investimentos governamentais em infraestrutura; em melhoria da qualidade da educação para a formação de recursos humanos; e no desenvolvimento do empreendedorismo e na consolidação do Estado e instituições. 26 >

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O trabalho encomendado à empresa de consultoria Macroplan pela Fiern, realizado em cooperação institucional com o governo do estado, foi pensado para planejar o futuro econômico do Rio Grande do Norte. O mapeamento de oportunidades de negócios em segmentos de alto potencial de crescimento e demais informações necessárias para investimentos e negócios constarão de um banco de dados, que relaciona atividades econômicas, dados estatísticos, meio físico, social, infraestrutura e redes de serviços necessárias para análise dos investidores e também gestores públicos. Para fomentar a competitividade sis-

têmica do Estado - superando o atual padrão da Bahia e aproximando o ambiente de negócios potiguar da liderança do ranking nordestino, o presidente da Fiern, Amaro Sales, lembra que é necessário “combinar o fortalecimento dos fatores de competitividade com a promoção ativa de empreendimentos produtivos”. O Programa estabelece metas e mostra como poderão ser executadas em cada atividade econômica. A ampliação da capacidade de geração de energia eólica de 1164 para 4712 MW é uma das metas apontadas e que poderá ser viabilizada por meio da construção de novas usinas e também da formação de


Economia recurso humano especializado. No tocante à energia solar, a proposta é a ampliação da capacidade de geração para 1000 MW, com base na instalação de usinas fotovoltaicas e termosolares alavancadas pela redução de custos tecnológicos esperados para os próximos anos. Já para a indústria de transformação, o MaisRN propõe um aumento da participação no Valor Adicionado Bruto (VAB - resultado final da atividade produtiva durante um período determinado) e no emprego da indústria de 7% e 13% (2010), respectivamente, para 18% em 2035, por meio do desenvolvimento da indústria local, da verticalização das cadeias produtivas e do maior beneficiamento da produção potiguar. O maior crescimento do VAB em relação ao emprego representa um aumento na produtividade, que praticamente dobra no espaço de vinte anos. Outro destaque do Mais RN são as metas para a indústria extrativa, como o aumento da produção de minério de ferro de 500 toneladas (2013) para 5,5 milhões de toneladas/ano, alavancada por investimentos em infraestrutura portuária e ferroviária, que favorecem também a ampliação da produção de minerais não metálicos, como calcário, granito e feldspato. Para dar sustentação ao aumento de produtividade e estimular o desenvolvimento tecnológico, o Mais RN propõe o aumento da cobertura do ensino superior e técnico de 22% (2010) para 90% dos jovens com idade entre 20 e 24 anos em 2035, assegurando a formação dos profissionais essenciais ao salto de qualidade da economia potiguar. “A perseguição e o alcance dessas metas posicionarão o Rio Grande do Norte em outro patamar de desenvolvimento econômico. Isso passa pela mudança de atitude de todos os setores da economia, desde os gestores, políticos, empresários, sociedade, no sentido de consolidar um pacto pelo desenvolvimento”, frisa Amaro Sales.

Amaro Sales, presidente da Fiern, liderou processo para construir projeto

Educação No que se refere à construção do capital humano, as metas apontadas pelo programa vão desde a formação de nível superior de 50% dos jovens com idade entre 25 e 29 anos em 2035, alcançada pelo aumento da oferta de matrículas e de crédito, além de avançar em educação de base e ensino profissional. No ensino técnico, altamente demandado pelas atividades produtivas, o incremento proposto é de 45% para 80% na integração entre as modalidades de ensino médio e

profissional, por meio da criação de novos cursos modelados de acordo com as exigências de mercado. “O objetivo é estimular que os jovens ingressem cedo na formação profissional e saiam de lá com as competências necessárias para uma rápida colocação profissional”, analisa Sales. “Isso passa também por investimentos na qualidade do ensino, integração com o mercado de trabalho e foco nas potencialidades econômicas do Estado”, acrescentou. JULHo de 2014 <

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Economia

Infraestrutura é um dos pilares do programa Apontada como alavanca para o desenvolvimento econômico e também um dos principais gargalos hoje, no Rio Grande do Norte, na atração de investimentos e indústrias, a infraestrutura é um dos quatro eixos do MaisRN. “O desafio é ampliar a rede de transporte e logística, com a construção de equipamentos de alta capacidade, e investir nas redes de transmissão de energia, telefonia móvel e internet, atendendo às demandas dos produtores e atraindo novos investimentos produtivos e estruturantes”, observa o presidente da Fiern, Amaro Sales. O programa apresenta potencialidades e metas indicativas ambiciosas, mas realizáveis mediante forte ação estratégica da sociedade. Entre elas, a ampliação da malha ferroviária dos atuais 56km para mais de 800km, implantando um sistema de transporte de alta capacidade para os produtores do Estado, e a construção de um porto multicarga com retroárea na 28 >

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região de Porto do Mangue que, somada a ampliação dos portos de Natal e Areia Branca, elevará a capacidade de processamento portuário de 2,6 para 10,6 milhões de toneladas/ano até 2035. Para a infraestrutura aeroportuária, a ideia é dar condições para que a capacidade de processamento de cargas passe de 10 mil para 32 mil toneladas/ano, e o aumento do fluxo de passageiros de 5,8 milhões para 11 milhões de passageiros/ano em 2035, aproveitando todo o potencial do novo aeroporto em São Gonçalo do Amarante. A duplicação da área pavimentada no Estado e a melhoria das rodovias em condições precárias são algumas sugestões para o transporte rodoviário. Para garantir melhor desempenho na geração e distribuição energética do Estado, o investimento de contemplar redes de transmissão, estimulando a produção de energia renovável e reduzindo os índices de descontinuidade, além de novos

gasodutos com a expansão dos 396 atuais para quase 1000km em 2035. A ampliação da infraestrutura é um elemento essencial para o desenvolvimento da competitividade sistêmica no Estado, pondera Sales, depende do sucesso da implementação de um amplo pacto político e social. “É preciso uma composição mista, que inclui a atração de investimentos privados, a implementação de projetos federais e a recuperação da capacidade de investimento pelo equacionamento fiscal”, avalia. Entre as propostas que serão entregues ao poder público por meio da iniciativa privada estão a necessidade de estender a atual área irrigada no Estado de 55 para mais de 130 mil hectares, além de assegurar mecanismos de estímulo ao fortalecimento da rede de cidades, promovendo a integração territorial com base na prestação de serviços avançados e no desenvolvimento do comércio.


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Inovação

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Revista Negócios 54  

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