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JANSSEN PORTUGAL

setembro 2019

Empack & Logistics Porto 2019 • PME Excelência • Municípios em Destaque

TE Connectivity

CONSTRUINDO O FUTURO AO LONGO DE 50 ANOS Jorge Garcia, diretor geral

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Empack & Logistics Porto 2019 • PME Excelência • Municípios em Destaque

GRUPO NDT

INOVAÇÃO E MOBILIDADE SUSTENTÁVEL

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ÍNDICE

EDITORIAL

Setembro 2019

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kIDS HOUSE FURNITURE

MOBILIÁRIO PARA OS MAIS NOVOS

14 PME

EXCELÊNCIA 18 RISE RISE, produção criativa ao serviço das empresas 23 CANDEIAS & SILVA LDA. Um grupo, cinco empresas e um objetivo comum: satisfazer o cliente!

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REGIÃO DE AVEIRO

74

ESPECIAL BEIRAS 78 CENTRO CIRÚRGICO VETERINÁRIO ASSAFARGE Um centro cirúrgico veterinário focado na ciência e inovação 80 TABERNA FIO DE AZEITE Menus para todos os gostos

84

SETÚBAL

Caro leitor, Setembro, mês de regresso das férias e à vida agitada do quotidiano, por isso, proponho que leia a Revista Business Portugal e que não se deixe levar pela rotina e redundâncias do dia a dia. Nesta edição, pode ficar saber como se estão a mover os negócios do nosso país e para onde se pode dirigir para se divertir com a família ou, simplesmente, relaxar e apreciar a beleza e gastronomia do nosso país. Abrimos esta revista com 50º aniversário de uma das maiores empresas da região de Évora. Marcámos presença no quinto aniversário da Empack & Logistics, no Porto, onde tivemos a oportunidade de ouvir os CEO`s das grandes empresas deste setor. A rúbrica PME Excelência é presença assídua e continuaremos a apresentar-vos as empresas reconhecidas com este prémio. A inovação e criatividade atraem empresas que investem no nosso país e nos quadros qualificados que levam o nome de Portugal cada vez mais longe. As nossas equipas de reportagem fazem questão que as conheça, por isso, folheie a revista que preparámos para si. Boa leitura! Ana Miguel Lopes Editora

88 OSGASUL Fazer melhor é fazer com qualidade, experiência e paixão

38 NBIZ BUSINESS & CONSULTING 94 Tem uma ideia e precisa SCAMPIA ENGENHARIA de aconselhamento? Apresentamos uma A Engenharia do exterior solução ajustada ao seu negócio

ERRATA: Na edição passada na página 75, foi referido, por lapso, o número de telefone incorreto da empresa Cunha, Moreira & Mendes. Deveria ler-se Telefone: 255 688 110 / 938 328 476.

FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: Guidetarget, Lda | Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4, 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 NIPC: 509 457 045 Conselho de Administração: Fernando Silva Participações sociais Fernando Silva (+5%) Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Ana Miguel Lopes (ana.lopes@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Laura Azevedo, Sara Oliveira, Diana Correia, Raquel Caldas, Rita Garcia, Constança Moreira, Francisca Rodrigues Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Dep. Comercial: Fernando Lopes, José Luís Basto, José Machado, Luís Pinto, Luís Silva, Vera Pinho (geral@ revistabusinessportugal.pt) Sede da redação: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4, 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal setembro 2019

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TE Connectivity

CONSTRUINDO O FUTURO AO LONGO DE 50 ANOS

No ano em que a TE Connectivity comemora 50 anos, a Revista Business Portugal esteve à conversa com Jorge Garcia, gerente da empresa, Vanessa Pereira, responsável pelo departamento de recursos humanos e António Nabo, responsável pelo departamento financeiro, para ficar a conhecer melhor o percurso e as áreas de atividade desta empresa sediada em Évora que pertence a um grupo empresarial com fábricas espalhadas por todo o mundo.

C

omo foi o arranque da TE Connectivity? O ano de 1969 marca o início da atividade industrial desta fábrica da TE Connectivity, com uma empresa produtora de aplicações eletrónicas múltiplas, com aplicações no setor automóvel e no setor industrial. Nos últimos 50 anos a empresa cresceu, tendo acompanhado os avanços tecnológicos, através do aumento de volume de negócios, expansão das infraestruturas e diversificação de produtos. Em 1999 a empresa foi integrada no universo do que veria a ser a TE Connectivity, e este grupo decidiu que Évora deveria ser a única fábrica na Europa de produção de relés automóveis, servindo também outros setores dos componentes eletrónicos.

para os nossos clientes, colaboradores e acionistas. Enquanto líder global em tecnologia industrial, com soluções de conectividade e sensores que capacitam milhões de dispositivos em todo o mundo, a nossa atividade abrange essencialmente três segmentos: comunicações (eletrónica de consumo e sistemas de comunicação de dados), soluções industriais (aeroespacial, defesa e marinha, assim como área médica, energia e indústria), e soluções de transporte (aplicações, automóvel, transporte industrial e comercial, sensores). Os nossos produtos incluem diferentes tipos de relés, terminais, conectores e outros componentes que ajudam a transmitir energia, sinais e dados em variadas aplicações. Os produtos da TE são desenvolvidos para trabalhar em todos os tipos de ambientes, desde os aviões até aos space shuttles e aos veículos elétricos. Estes produtos permitem a nossa presença diária na vida dos cidadãos de todo o mundo através dos automóveis, das viagens, das casas, entre outros.

Os produtos da TE são desenvolvidos para trabalhar em todos os tipos de ambientes, desde os aviões até aos space shuttles e aos veículos elétricos

Quais os sectores de atividade da TE Connectivity? O propósito e estratégia da TE visam criar um futuro mais seguro, sustentável, produtivo e conectado

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TE Connectivity

Visita guiada às instalações da TE Connectivity, liderada pelos funcionários, acompanhados pelas suas famílias, entidades e convidados.

Assumem-se como uma das maiores empresas portuguesas? Temos em Évora dois polos industriais, um direcionado para o segmento automóvel e outro para o industrial, e um centro de apoio ao cliente (business center). No total destas três unidades somamos mais de dois mil colaboradores, pelo que somos a maior entidade empregadora do setor privado desta região. A nível mundial, a TE é uma empresa global com presença na América, na Europa e no Médio Oriente e na Ásia, com cerca de oito mil engenheiros e mais de 80 mil colaboradores em todo o mundo, nas nossas mais de 100 fábricas e centros de engenharia. O que distingue a vossa empresa? Sendo uma empresa global de tecnologia, a TE Connectivity fornece a mais sofisticada tecnologia nas soluções de conectividade. Todos os dias, milhares de engenheiros trabalham em conjunto com os nossos clientes para os ajudar a resolver as mais diversas e difíceis soluções de desenho, desenvolvendo ligações fiáveis que possam trabalhar em todos os ambientes. O que torna únicas as fábricas que temos em Évora é o facto de, atualmente, existir uma integração total da produção, desde o desenvolvimento dos produtos, a conceção das máquinas que vão ser utilizadas na montagem, a produção das peças, a montagem dos relés, o teste aos produtos e as soluções para responder aos clientes finais. A empresa compra as matérias, transforma-as em componentes e peças através de processos de galvânica, tratamentos, estampagem, injeção de

plásticos, e efetua a montagem dos produtos finais. A possibilidade de termos todas estas valências em Évora permite oferecer uma excelente carreira profissional e oportunidades de desenvolvimento das nossas equipas que estão no terreno. Cronograma: 1696: Início da produção em Évora 1971: Mudança para as novas instalações 1972: Início da atividade de Cunhagem e Galvânica 1973: Produção dos primeiros relés para a indústria automóvel 1978: Início da atividade de Injeção de Plásticos 1984: Criação do Gabinete de Engenharia de Produto 1989: Arranque do Centro de Tratamento Logístico 1993: Arranque da primeira linha de Produção completamente automática 1999: Integração da empresa no Grupo Tyco Electronics 2006: Aquisição da divisão de relés do Grupo Robert Bosch 2008: Transferência das linhas de produção do México 2009: Integração na Unidade de Negócios RP 2013: Criação da unidade de negócios Industrial com a transferência de linhas da Suíça 2018: Abertura do Centro de Apoio ao Cliente (Business Center)

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TE Connectivity

Matthias Lechner, vice presidente para o setor automóvel na Europa

O crescimento continua a ser contínuo, mesmo após todos estes passos de sucesso? Nós não podemos prever o futuro, mas a TE em Évora continuará a servir os seus clientes nas mais diversas industrias, sendo um parceiro relevante para as questões de engenharia em toda a Europa. Abrimos recentemente o nosso centro de negócios para servir os clientes europeus em Évora, o que é um investimento significativo nas relações futuras com os nossos parceiros. A vossa indústria está a adaptada para este boom de carros elétricos? Essa é uma tendência do setor automóvel e nós trabalhamos já para esse futuro através da produção de produtos específicos que são importantes nos veículos elétricos e híbridos. Por um lado, os produtos para os carros elétricos são distintos, porque são uma mistura de relés com contactors. Por outro lado, os sensores, que estão cada vez mais presentes em todos os veículos, são também um setor em crescimento que irá permitir um futuro cada vez mais sustentável e ligado entre si. Quais são os projetos mais recentes? Abrimos em abril deste ano um novo escritório onde centralizamos toda a parte de suporte ao cliente. Nesse escritório temos já vários colaboradores e equipas que conseguem responder de forma eficaz às dúvidas dos nossos clientes. Este escritório está sediado em Évora e permite que Portugal deixe de ser apenas um centro de produção, para passar a ser também um centro de competência especializada em várias áreas-chave de negócio. Quais as principais parcerias que têm? Como empresa somos impulsionados pela inovação — e nada inspira soluções criati-

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vas, como diversas equipas de pessoas que combinam um amplo espetro de experiência e perspetivas. Encorajamos orgulhosamente uma cultura onde todos possam trazer todo o seu contributo. Desde empresas a outras instituições, a noção de parceiro de negócio e trabalho em equipa está muito presente e faz parte do nosso ADN e um dos nossos valores-chave. Um dos últimos projetos, no qual fomos convidados a participar, tem que ver com a capacitação de micro e pequenas empresas para elevar o seu nível de atuação para os standards que as multinacionais exigem. Implica suporte técnico e formativo a vários níveis e equipas, partilhando as nossas experiências e lições aprendidas durante um período de tempo bastante alargado. Temos também o nosso programa de embaixadores, em que apoiamos anualmente 15 a 20 instituições locais de solidariedade social, todas com necessidades diferentes. Através de candidatura onde cada instituição apresenta o projeto a que se propõe, percebemos como podemos ajudar cada uma delas e sabemos que fizemos e continuamos a fazer a diferença seja ela de que forma for pois o apoio pode surgir nas mais variadas formas. Como utilizam as parcerias para capacitar empresas de menor dimensão numa região como o Alentejo? Este último projeto no qual estamos envolvidos tem por base planos de visitas, sessões de formação e workshops em que a abertura e disponibilidade para aprender (de ambos os lados) estão bastante presentes. Estas atividades de passagem de conhecimento vão contribuir para um melhor desempenho por parte dos nossos parceiros não só connosco como também com outras entidades com as quais colaborem. Percebemos desde cedo que, ao apoiarmos o tecido empresarial estamos ao mesmo tempo a trabalhar na nossa própria imagem enquanto fornecedor de componentes de qualidade superior que nos permite continuar a elevar a fasquia para a TE Évora. É um caminho que tem que ser trilhado em conjunto pois sabemos das dificuldades que tivemos aquando a implantação em Évora, e estes projetos conjuntos asseguram sem sombra de dúvida a viabilidade de muitas entidades.


TE Connectivity

Tem uma relação estreita com o ensino, especialmente com a Universidade de Évora? Temos uma relação forte com as Universidades, em especial com a Universidade de Évora, que tem um curso de engenharia mecatrónica construído e promovido pela TE Connectivity. Esta valência permite um contacto direto dos alunos com o mercado de trabalho, inicialmente através de visitas, projetos de investigação, estágios ou Buddy Programs e, posteriormente, a permanência na empresa com contrato de trabalho. Mas não trabalhamos só com universidades, também temos uma relação com os Agrupamentos Escolares. Terminamos recentemente um projeto-piloto com o Agrupamento Escolas Gabriel Pereira que procurou mostrar aos alunos do 8.º ano que existem várias opções e percursos de carreira e que empresas como a TE permitem proporcionar diferentes experiências de desenvolvimento pessoal e profissional. Através de atividades didáticas, como construir um carro telecomandado com uma aplicação de telefone (como foi o projeto desta primeira edição), levamos a realidade das nossas empresas (através de visitas aos diferentes departamentos e oficinas) ao dia-a-dia destes jovens para que os estimule, acima de tudo, a fazer perguntas e a querer saber mais, ou seja, a despertar curiosidades e começar a abrir caminhos. Estes projetos, em união com a nossa oferta de formação técnica, podem servir também para desmistificar a ideia de que só os universitários têm futuro e capacidade para serem bem-sucedidos. Hoje, os cargos técnicos são tão bem ou melhor remunerados do que muitas profissões que necessitam de formação superior.

Walter Fruhholz, Markus Dangelmaier, Matthias Lechner e Jorge Garcia

Os colaboradores são parte fulcral de todas as empresas. De que forma olham para a vossa equipa? Estamos a criar uma visão de futuro em que a inovação permite avanços nos transportes, nas aplicações industriais, na tecnologia médica, na energia, nas comunicações de dados e nos nossos lares. Entregamos energia, dados e sinal de forma mais eficiente, e permitimos que a tecnologia reaja com mais precisão para o ambiente ao seu redor. Desde carros elétricos, a aparelhos inteligentes para edifícios ainda mais inteligentes, as nossas soluções de conectividade e sensores estão a ajudar a moldar o futuro. E sem as nossas pessoas e equipas, esse percurso não teria sido nunca possível. Incentivamos, inspiramos e desafiamos todas as pessoas a libertar o seu potencial para ajudar a promover o propósito e estratégia da TE. Em toda a organização, apoiamos o crescimento pessoal e profissional e contribuímos para uma cultura que abraça a diversidade, espera a inclusão e valoriza o envolvimento. Na TE, quando as equipas trabalham juntas, estamos a tornar a empresa mais forte e é um orgulho para nós ver que continuamos a ter colaboradores com mais de 30 anos de casa. Os nossos primeiros colaboradores formaram e acompanharam a expansão da empresa para todos os cantos do mundo. A presença das mulheres num setor como este é cada vez frequente? Cada vez mais, fruto também dos vários projetos e iniciativas que levamos a cabo. Encorajamos orgulhosamente uma cultura onde todos possam trazer o seu contributo para o trabalho. Uma

Almoço/ Convívio dos 50 anos da

TE Connectivity

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TE Connectivity

50 anos rumo ao futuro

dessas iniciativas tem a ver com o que a TE chama de grupos de recursos de colaboradores – vulgo ERG (employee resource groups). Lançados em 2015, estes grupos procuram apoiar qualquer colaborador a trocar ideias e a sentir-se conectado à empresa e aos seus colegas em diversos temas, um destes alusivo ao papel e desenvolvimento profissional da mulher (o grupo WIN – Women in Networking), onde mantemos várias iniciativas com foco no aumento da diversidade em todos os níveis da empresa; e Évora continua a dar o exemplo no que respeita ao número de mulheres, não só nas áreas de engenharia como também ao nível de cargos de gestão superiores ocupados por mulheres. Numa outra rubrica respeitante às necessidades da mulher-mãe, e como apoiante de políticas de promoção do aleitamento materno, somos também pioneiros na introdução de salas de lactação e pausas complementares às que existem determinadas por legislação. Como se celebram estes 50 anos de atividade? Decidimos festejar, no passado dia 13 de julho, o aniversário e reunimos todos os nossos colaboradores (e ex-colaboradores), parceiros, fornecedores e convidados especiais para comemorar o nosso sucesso, premiando todos pelo seu esforço e dedicação. Em jeito de despedida, reforçamos a mensagem sobre o que consideramos ser um dia histórico para a TE Connectivity e para a cidade de Évora.

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“A nossa fábrica de relés celebra cinco décadas de existência, o que é um marco notável e uma conquista fantástica que beneficiou toda esta região. O momento que hoje celebramos é algo de que a TE Connectivity se pode orgulhar, já que poucas empresas conseguiram atingir este patamar. Ao estarmos a comemorar este marco importante, não devemos esquecer que esta é uma jornada que foi construída dia após dia, ultrapassando todos os desafios que encontramos, e essa situação só foi possível graças ao trabalho incansável de todos os nossos colaboradores. Por isso, deixo aqui também um tributo a todos os nossos colaboradores pelo seu trabalho árduo e pela sua dedicação contínua a esta empresa. Mesmo em tempos de turbulência, pudemos ver oportunidades onde outros apenas viam problemas, o que foi decisivo para a TE Connectivity e para a comunidade para a qual a empresa trabalha. A chegada da TE trouxe mais investimento e aumento da produção, o que obrigou a um alto nível de determinação, apoio e vontade de todos os funcionários. Ao longo destas cinco décadas, a fábrica da TE Connectivity em Évora cresceu quase constantemente e há mais de 30 anos que superamos os mil colaboradores. Hoje, é com orgulho que vemos o logótipo da TE Connectivity presente em duas unidades de produção e num centro de atendimento ao cliente nesta cidade de Évora. A nossa presença na região é significativa e a nossa responsabilidade também está presente na comunidade que servimos. Para esse fim, a TE Connectivity implementou um robusto programa de responsabilidade social para ajudar a fazer a diferença na comunidade onde operamos. Este programa é conduzido voluntariamente pelos nossos funcionários localmente. Isso faz parte dos valores da TE que nos norteiam diariamente: responsabilidade, inovação, trabalho em equipa e integridade. Quero agradecer a todos os colaboradores que fazem deste programa uma realidade na nossa casa e na comunidade aqui em Évora. Estamos comprometidos com isso. Na TE Connectivity, a inovação faz parte do nosso ADN, pelo que temos de ser criativos todos os dias. O trabalho em equipa é outro dos pilares essenciais na forma como fazemos negócios e também faz parte dos valores da TE Connectivity. Com os nossos colaboradores vamos tornar isto uma realidade para suportar o nosso desenvolvimento. A TE Connectivity em Évora possui uma herança grande e forte que esperamos continuar a construir, com espírito de equipa, dinamismo e com o apoio de todos os nossos funcionários. Quero agradecer-lhes novamente, obrigado a todos”.

Jorge Garcia, diretor geral


SLI AUDIOVISUAIS

O BACKSTAGE DE UM ESPETÁCULO

por esta empresa, já lhe reconhece o mérito que merece”.

Jair Sagradas é a cara da empresa SLI Audiovisuais. Com 21 anos de experiência no ramo, o responsável e técnico de som partilha com a Revista Business Portugal um pouco do seu negócio, os desafios que enfrenta, a relação com a sua equipa e os planos para o futuro.

O mundo dos audiovisuais não é fácil, dá muito trabalho e tem de se gostar realmente do que se faz”, é desta forma que Jair Sagradas, dono da SLI Audiovisuais, apresenta aquele que é o seu mundo, todos os dias, nos últimos 21 anos. Começou com outra empresa, mas há 15 anos criou aquela que hoje é a empresa dos seus olhos e pela qual trabalha arduamente diariamente – a SLI Audiovisuais. O nome – SLI- é escolhido precisamente pelas três vertentes que trabalha: o som, a luz e a imagem. “Nunca quis colocar o meu nome como nome da empresa. Acho que isso acaba por ser um erro, porque é aliar um trabalho a uma cara, quando o que fazemos não resulta se não for feito em equipa. Felizmente, eu sou conhecido pelo trabalho que faço com os que trabalham comigo e não por causa de ter o meu nome na empresa”, afirma Jair Sagradas. Responsável por uma equipa de técnicos especializados em som, luz e imagem, Jair Sagradas não esconde o amor que tem pelo negócio que tem vindo a desenvolver nos últimos tempos. “Gosto mesmo muito do que faço e tento fazê-lo com toda a seriedade e profissionalismo possível”. Com o trabalho que tem apresentado em todos os sítios em que marca presença, o dono da SLI afirma que a sua empresa tem vindo a crescer e a tornar-se numa das referências da área. “Eu sinto que Portugal já tem mais respeito

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Jair Sagradas, administrador

Os serviços A SLI Audiovisuais disponibiliza uma grande diversidade de serviços para os seus clientes. “Nós fazemos os mais variados trabalhos diariamente, que acabam por se completar”, diz Jair Sagradas. Pode, então, dispor de aluguer de equipamentos, montagem de equipamento, pré programação de iluminação e desenho técnico, serviços técnicos tanto para live como para corporate, equipamento personalizado, gravação de clips ou auditoria visual.


SLI AUDIOVISUAIS

O técnico e responsável pela SLI explica-nos que todos os trabalhos são estudados ao pormenor e que nada é realmente feito sem antes os seus clientes aprovarem o desenho e o projeto efetuado pela equipa de especialistas de planeamento 3D. “Nós quando vamos para a rua, temos sempre o cuidado de fazer um projeto em 3D, para apresentar ao artista, à banda, ao promotor. Assim, quando chegamos ao local, todas as pessoas envolvidas sabem de que forma vai ser tudo montado”, explica. Para além dos live, o dono da SLI refere que os trabalhos desenvolvidos para os corporate são, também, muito importantes para a sua empresa. Embora não exijam tanto a nível de equipamentos como os espetáculos que realiza, são uma peça fundamental para dar a conhecer os seus técnicos, os seus serviços e o seu trabalho. “A minha equipa anda sempre muito bem identificada e estes trabalhos acabam por nos dar a conhecer. São eventos mais simples, que tem uma necessidade diferente de material, mas que acabam por nos preencher a agenda na chamada época baixa”, confidencia.

A equipa Para Jair Sagradas, a sua equipa é família. Não existem hierarquias impostas, estão todos de igual para igual, porque “só assim se consegue trabalhar bem”. Dispõe de pessoas que são especializadas em som e imagem das quais se orgulha todos os dias. “Eu

tenho uma equipa muito boa, são pessoas muito profissionais, apaixonadas pelo que fazem e, acima de tudo, leais”, comenta. Cultivar boas relações é o lema de trabalho na SLI Audiovisuais. Tanto dentro da empresa como fora, o importante é conseguir chegar ao outro de forma honesta e sincera. “Só assim conseguimos andar para a frente. Ter um bom ambiente de trabalho e criar boas e honestas impressões é, sem dúvida, o mais importante”.

Futuro Jair Sagradas tem 21 anos de trabalho na área do audiovisual e, por essa razão, já conta com as mais variadas experiências no currículo, como ser técnico de som do Tito Paris, do Badoxa, da Yasmine e do DJ Télio, ou ter sido responsável por vários eventos musicais, um pouco por toda a África. Com essa bagagem, o gerente da SLI Audiovisuais, sabe que todos os passos que dá têm de ser estudados e planeados, pois a área em que trabalha muda rapidamente e, por essa razão, gosta de ter todos os seus planos bem estruturados. Para o futuro, Jair Sagradas quer continuar a fazer parte de projetos que o desafiem e o façam crescer a nível pessoal e profissional. Quer, também, continuar a ter uma equipa coesa e forte para enfrentar qualquer adversidade. Para o dono da SLI, o futuro passa, essencialmente, por trabalhar ao máximo e não olhar para trás.

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PME EXCELÊNCIA PME Excelência caracteriza-se pela distinção das pequenas, micro e médias empresas perante o seu desempenho. É uma marca de excelência registada pelo IAPMEI e pelo turismo de Portugal em parceria com 10 bancos portugueses como o Bakinter, EuroBic, Novo Banco, Novo Bancos dos Açores,BPI, Caixa Geral de Depósitos, Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo, Millenium BCP, Montepio, Santander Totta e as Sociedades de Garantia Mútua. Para obter este título tem que se corresponder alguns critérios definidos pela legislação europeia, como o número de efetivos, volume de negócios e o balanço anual das empresas. As candidaturas são submetidas pelo banco, correspondendo a novas adesões ou renovações. Trata-se de um selo de reputação que permite às empresas envolventes obterem outro estatuto, tornando-se mais fácil o relacionamento e a confiança. “As pequenas, micro e médias empresas são o motor da economia europeia”, quem o diz é o membro da Comissão Europeia Responsável pelas Empresas e a Indústria, Gunter Verheugen. No ano passado foram distinguidas mais de 22% de empresas que em 2017. Destacam-se na área metropolitana do Porto e de Lisboa um maior número de empresas nomeadas PME Excelência, segue-se Braga, Aveiro, Leiria e Faro.

Quinta das Pratas Cartaxo Portugal

O Hotel Quinta das Pratas situa-se numa zona calma, perto do centro da cidade. Está inserido no complexo turístico/desportivo municipal “Quinta das Pratas”, pondo ao seu dispor campos de ténis e piscinas (ingressão não incluida), incluindo uma coberta com água aquecida e, ainda uma sala de congressos em anfiteatro.

www.hotelquintadaspratas.com Hotel Quinta das Pratas Tel. +351 243 759 154 - Tlm. 919 145 835 info@hotelquintadaspratas.com reservas@hotelquintadaspratas.com

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GLOBAL FIRE EQUIPMENT

DE PORTUGAL PARA MAIS 90 PAÍSES A Global Fire Equipment (GFE) surgiu, em 1994, na Dinamarca. Com 25 anos de existência, adquiriu a Createch e foi considerada PME Excelência em 2018. Nesse âmbito, em conversa com a Revista Business Portugal, João Paulo Ajami (CEO da GFE) e Fernando Oliveira (responsável pela Createch) falaram sobre o negócio e como têm sido os últimos anos.

É

em São Brás de Alportel que encontramos João Paulo Ajami e Fernando Oliveira, responsáveis pela Global Fire Equipment S.A., uma empresa que desenvolve, produz e exporta produtos de deteção de incêndio. Criada em 1994, na Dinamarca, João Paulo Ajami explica que, no início, tinham uma colaboração com uma empresa inglesa para o mercado de topo da deteção de incêndio: “Nós fabricávamos na Dinamarca equipamento para essa empresa, como subcontratados, ou seja, nós desenvolvíamos esses equipamentos e eles comprometiam-se a comprar-nos toda a produção. Em 1998, essa empresa foi comprada por uma multinacional na Inglaterra. Acabou por ser destruída e criou-se um vácuo”, explicou. Foi para preencher esse vazio que João Paulo Ajami, já em Portugal, no ano de 2000, viu a empresa modificar-se, acabando por chegar a outros mercados: “Nos anos iniciais da empresa, já com a mudança para Portugal, nós tínhamos 46 por cento da nossa faturação no Reino Unido, claro que, ao longo dos anos, começámos a vender mais para outros países e, hoje em dia, o Reino Unido tem um peso muito menos significativo. Também chegámos a ter 23 por cento das nossas vendas em Portugal que, agora, apenas representa cerca de oito por cento. Há também uma diluição de risco, embora nos últimos tempos tenhamos apostado muito em mercados emergentes. Por exemplo, a Turquia era, em 2017, o nosso melhor cliente. Hoje em dia não o é, porque tiveram uma crise muito severa. Neste momento, o nosso maior mercado é a Noruega, com um crescimento muito mais sustentável e certo”.

A presença por todo o mundo Ao longo dos anos, esta empresa, tem conseguido atingir mercados muito diferentes e muito longínquos uns dos outros, o que os faz trabalhar de forma diferenciadora para todos, porque o nível de exigência é, também, muito elevado. Os dois empresários explicam que a estratégia passou pela presença em feiras, embora seja cada vez mais difícil conseguirem marcar presença devido às condicionantes dos países onde são feitas. A exigência que lhes é imposta, por todos os seus clientes, é um desafio a ser superado todos os dias: “A Noruega tem níveis de exigência

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muito elevados. A Holanda também! Temos mercados tão díspares como a Mongólia e Islândia. A Islândia já é nossa cliente praticamente desde o início, com uma penetração de mercado na ordem dos 80 por cento. Há muitas variações, mas a vantagem é que, quantas mais geografias nós abarcarmos e quanto mais disseminarmos a nossa presença, menos expostos estamos a riscos potenciais”, explicam João Paulo Ajami e Fernando Oliveira. “Estamos sempre à procura de novos mercados porque ainda temos muito mundo para conquistar. Temos uma presença global, a nível de todos os continentes, inclusive na Antártida”.

Em 2018, o Grupo Global Fire Equipment sofreu uma reestruturação de capital, com uma parceria feita com a Crest Capital Partners, empresa líder na gestão de fundos privados: “Em 2018, senti que estava a puxar a carroça sozinho. Nessa altura, houve uma química imediata com a Crest Capital Partners e foram eles que encontraram a Createch. Neste momento, o crescimento da empresa é muito mais sustentável”, aclarou João Paulo Ajami.


GLOBAL FIRE EQUIPMENT

A consolidação do Grupo Global Fire A Global Fire Equipment adquiriu, recentemente, a Createch, empresa especializada no mercado da iluminação de emergência. Fernando Oliveira explica-nos o porquê da junção e como tem corrido a experiência: “Foi uma agradável surpresa. A Createch nasceu há seis anos. Passou aquela etapa inicial do investimento, de começar a aparecer e estava numa fase em que já me estava a consolidar no mercado nacional, mas tínhamos imensas dificuldades e um longo caminho para percorrer até chegar aos mercados internacionais. Entretanto, surgiu a oportunidade de nos juntarmos com a Global Fire e, quando isso se colocou, foi só chegarmos a acordo. Para mim foi claramente o melhor caminho para a empresa. Ainda só cá estou há um ano, mas continuo com a ideia de que esta mudança foi a melhor coisa que aconteceu à marca. Com esta mudança, vieram algumas pessoas com a empresa, da unidade produtiva propriamente dita não, mas a equipa comercial interna e externa transitou de Vila Nova de Gaia para o Algarve”. Esta junção trouxe ideias e produtos novos que, para João Paulo Ajami e Fernando Oliveira, foram uma mais-valia. À produção de todos os equipamentos de deteção de incêndio aliaram a sinalização: “Quando pensamos no ponto de vista da segurança das pessoas ou edifícios, a deteção de incêndio é crítica para despoletar o alarme, mas é igualmente crítica a iluminação de emergência na evacuação do edifício e todo este processo sempre foi, ao longo dos anos, feito de forma separada. Com o evoluir das tecnologias e a integração dos sistemas nas obras, à medida que o tempo vai passando, vão existindo cada vez mais oportunidades e a necessidade de criar sistemas que comuniquem entre si e é isso que nós estamos a desenvolver: produtos que comuniquem entre si, porque, efetivamente, os clientes, os mercados e as obras são as mesmas. Se, por acaso, nós já lá estamos com a deteção de incêndio é mais fácil penetrar com a iluminação de emergência e depois temos uma grande vantagem: a Global Fire está presente em mais de 90 países”, reiterou Fernando Oliveira.

Fernando Oliveira e João Paulo Ajami, responsável pela Createch e ceo da GFE

Equipa competente e especializada As necessidades da empresa a nível de funcionários, com a mudança descrita foram, também, aumentando o que leva a que as instalações estejam, igualmente, na iminência de serem alteradas para o dobro do espaço já existente. A Global Fire emprega, de momento, 92 pessoas, que acolhem e tratam como se da família dos próprios se tratasse e a formação é essencial para que o trabalho seja efetuado como pretendido.

PME Excelência – o reconhecimento do sucesso Em 2018, receberam o prémio de PME Excelência. João Paulo Ajami fez um apanhado da aventura que tem sido este negócio que o faz feliz há tantos anos: “Há um padrão de evolução e um fator que tem que ver com a PME Excelência que é a total ausência de apoios por parte do estado em relação à nossa atividade. É investimento próprio, estivemos até 2005 com zero de crédito bancário. Tem sido uma política da empresa não depender de subsídios e se o negócio não está sustentável não deve existir, é tão simples quanto isso. Resultado prático: a empresa consegue estar numa situação de autonomia financeira e numa situação de independência total e é isso que se transmite na PME Excelência”, afirmou, orgulhoso, o fundador da empresa.

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RISE

RISE, PRODUÇÃO CRIATIVA AO SERVIÇO DAS EMPRESAS A RISE surgiu em 2012 pela mão de três sócios com uma vasta experiência na área da produção audiovisual para eventos. Em conversa com a revista Business Portugal, um dos fundadores e administrador, Filinto Francisco, falou sobre a evolução e a dinâmica da empresa ao longo dos sete anos de existência.

C

om sede no sul do país, em Loulé, Francisco explica que a RISE cria uma “relação muito direta com aquilo a que o Algarve está permanentemente exposto, que é o mercado internacional”. Com a crescente vontade de criar soluções audiovisuais diferenciadoras, a área de negócio centra-se, especificamente, no que é o corporativo: “Sempre estivemos muito expostos cá em baixo. Existe uma grande rotação de reuniões e eventos para empresas internacionais. Já trazíamos esse know-how do passado”, revela. Capaz de superar as expetativas dos clientes, numa área tão desafiante e exigente como a produção de eventos audiovisuais, a RISE tem como objetivo “exponenciar o negócio das reuniões corporativas mais para a parte cénica e de transformação de salas e de reuniões. As três matrizes base deste tipo de negócio são: a iluminação, o vídeo e o som”. A criatividade dos eventos é desenvolvida a partir das visitas técnicas, com planeamento das salas e outros espaços de reunião em ilustração 3D. Com uma diversificada carteira de clientes nacionais e internacionais, a RISE tem a competência de criar ambientes diferentes e dinâmicos. Lisboa, Algarve e Sul de Espanha são os principais núcleos de negócio. A equipa, permanentemente com 12 elementos, recorre a temas que exprimem a área de negócio dos clientes, a filosofia e a identidade da empresa. “Posso dar um exemplo, tivemos uma reunião com um dos responsáveis da marca “Vans”. Conseguimos através de uma comunicação assertiva e de proximidade passar-lhes as nossas ideias. Apresentámos soluções com elementos muito característicos do que é a marca e daquilo que eles representam no mercado. Através da inclusão de um half-pipe como parte integrante da estrutura do palco e utilizando a característica matriz gráfica “xadrez” da Vans como fundo de cenário, transformámos elementos que por norma são despersonalizados em algo muito mais próximo deles, criando ali uma diferenciação do que eles por norma encontram nas suas reuniões”, explica Filinto Francisco.

A evolução e a diversidade de serviços No mercado desde 2012, esta empresa tem vindo a acompanhar a evolução 18 | Revista Business Portugal setembro 2019

equipa

do segmento empresarial, bem como as suas necessidades. Por isso, aposta fortemente no investimento em equipamento tecnológico. A RISE “queria solidificar a palavra que apresentava com o equipamento que tinha, por isso foi, paulatinamente, adquirindo equipamento de som e vídeo”. Atualmente, com escritórios no Algarve e em Lisboa, o projeto cresceu, incluindo no portefólio com alguns eventos internacionais, em Espanha e Itália. Trata-se de uma nova solução no aluguer de equipamento audiovisual para eventos corporativos, lançamento de produtos/marcas, jantares temáticos, criação de cenários, desenvolvimento e implementação de branding em salas de reunião, entre muitas outras ofertas à medida de cada empresa. Como tal, Filinto Francisco anuncia: “Estamos novamente numa fase de transição, porque vamos ter de duplicar o espaço. Não somos só uma empresa local, apesar de ter assumido o Algarve como a nossa sede, ultrapassamos até as fronteiras.Os nossos clientes, muitas das vezes, são agências de eventos internacionais”, reitera o nosso entrevistado. A sua intervenção abrange desde a área de logística e produção audiovisual até à da transformação


RISE cénica e sinalética, apresentando propostas e soluções inovadoras que vão ao encontro do que o cliente corporativo pretende.

Turismo empresarial como futuro Inserido num destino turístico por excelência, o Algarve, o administrador da RISE, Filinto Francisco, atenta que o futuro passa pela aposta no turismo de negócios. Considera que as principais entidades, quer a nível político quer a nível empresarial, têm que arranjar formas inteligentes de viabilidade e projeção: “Quem é bem recebido e se sente abraçado quer voltar, mais do que uma vez, e depois até ficar cá. Hoje em dia, vivemos numa

era rápida e espontânea, mas é preciso consolidar esta vertente do negócio a longo prazo”, acrescenta.

PME Excelência – O ADN do sucesso A RISE, marca registada da empresa Symmetric Wave, recebeu a distinção de PME Excelência 2018. Um prémio que reconhece as empresas com elevada performance de gestão: “É um reconhecimento daquilo que é o nosso trabalho. Para ser sincero, nós temos isto no nosso ADN, ou seja, trabalhar com qualidade, apresentar um serviço distinto, cada vez mais assertivo e que leve o nosso nome lá fora”, finaliza, com entusiasmo, Filinto Francisco.

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RESTAURANTE OS SALGADOS

A EXCELÊNCIA DE UM RESTAURANTE “QUE POR ACASO ESTÁ NA PRAIA”

Localizado na praia com o mesmo nome, o restaurante Os Salgados assume-se como um espaço de excelência onde a boa comida se alia à magnífica paisagem. Miguel Catuna é um dos gerentes e foi com ele que estivemos à conversa para esta edição da Revista Business Portugal.

O

restaurante Os Salgados, que hoje se assume como um ex-líbris numa das zonas mais procuradas do Algarve, teve a sua origem em 1977 (pela mão do pai do nosso entrevistado): “Era uma barraquinha de praia, do outro lado da lagoa. No entanto, o meu pai decidiu vir para o lado de Albufeira e instalamo-nos aqui em 1980”, começou por nos contar. Neste espaço bem decorado, onde o conforto se funde com a decoração cuidada e fresca, reinam o peixe fresco da costa algarvia e o marisco. A carta de vinhos também se apresenta bastante completa e as sobremesas não desiludem. Mesmo ao lado existe um bar que serve de apoio à praia, também ele com um ar sofisticado e moderno, como manda o bom gosto das exigências atuais. equipa

O restaurante encontra-se aberto 10 meses por ano, das 10h às 23h. Encerra nos meses de dezembro e janeiro e conta com cerca de 90 lugares. Recomenda-se marcação em época alta.

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No que diz respeito aos clientes que frequentam Os Salgados, estes “variam mediante a época do ano. No verão, somos procurados pelos visitantes nacionais, fora de época, pelos turistas ligados ao Golf, nomeadamente, muitos nórdicos, britânicos e irlandeses”, contou-nos Miguel Catuna, ao mesmo tempo que nos confirmava a afluência positiva proporcionada pelo resort existente ali ao lado: “Não podemos negar que aquele empreendimento aumentou a rotação do espaço. Trabalham bem e são procurados por muita gente”, confidenciou.


RESTAURANTE OS SALGADOS

A paixão pela restauração Trabalhar numa área que implica um horário como o da restauração não é fácil: “É uma vida dura e acredito que é necessário haver paixão pelo que fazemos para o fazermos bem. Há uma linha muito ténue que é preciso respeitar. Felizmente, o nosso restaurante é muito bem frequentado e nós temos uma relação muito boa com todos os nossos clientes. Fazemos questão de praticar um atendimento próximo, porque achamos que faz a diferença”, reiterou o gerente. Figuras públicas da televisão portuguesa, jogadores de futebol e até o Primeiro Ministro e o Presidente da República já tiveram oportunidade de degustar uma refeição à mesa deste restaurante. “Tanto no contexto pessoal, como profissional, as maiores decisões são tomadas à mesa, então nós tentamos que esse seja sempre um momento agradável e o melhor possível para todos quantos nos visitam”, acrescentou Miguel Catuna, que conta com uma equipa fixa de 20 elementos, que pode ultrapassar os 30 nos picos da época alta.

De PME Excelência para o futuro Ser PME Excelência “é o reconhecimento do nosso trabalho e a certeza de que vamos continuar a dar o nosso melhor”. Quanto ao futuro, esse será “o que os nossos filhos quiserem, porque serão eles a assumir a gestão deste espaço com certeza”, finalizou.

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CANDEIAS & SILVA LDA.

UM GRUPO, CINCO EMPRESAS E UM OBJETIVO COMUM: SATISFAZER O CLIENTE!

Adelino Candeias da Silva, proprietário e fundador

Está no mercado desde 1990 e desde então tem vindo a conquistar a região algarvia e do Baixo Alentejo. Com uma gestão sustentada em estratégias de competitividade, inovação e qualidade a Candeias & Silva Lda., é hoje uma referência nacional. Estivemos à conversa com Adelino Candeias da Silva, proprietário e fundador da Candeias & Silva, que em entrevista recordou a história do negócio e revelou o segredo por detrás do sucesso alcançado nos últimos 30 anos.

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delino Candeias é o mentor e o rosto da Candeias & Silva. Com uma história que vem sendo escrita ao longo dos últimos 30 anos, a empresa algarvia, sedeada em Vilamoura, é um exemplo de empreendedorismo, inovação e sucesso. Os primeiros passos remontam ao ano de 1981, ano em que Adelino Candeias iniciou atividade em nome individual na área de aluguer de máquinas e equipamentos: “Comecei a trabalhar em nome individual, sozinho, com apenas uma máquina. Depois, comprei uma nova máquina e arranjei um colaborador e assim fui crescendo”, recorda o entrevistado os primórdios do negócio, inicialmente direcionado para as áreas de terraplanagem, escavações e de prestação de serviços à construção civil, Anos mais tarde, e fruto da necessidade verificada, Adelino Candeias dá um novo passo rumo ao sucesso e em 1998 a Candeias & Silva adquire uma nova vertente, que hoje se assume como a principal atividade da empresa. A construção civil, obras públicas e particulares, assumem um papel de destaque na empresa algarvia, que desde então vem centrando a sua atividade nesta vertente de negócio: “Neste momento, a Candeias & Silva passou a ter como atividade principal a construção de vias de comunicação, de

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urbanizações e obras públicas”. Os anos que se seguiram foram sinónimo de empreendedorismo para Adelino Candeias que, no âmbito da estratégia de crescimento e independência da Candeias & Silva e em resposta às exigências do mercado, incorporou na empresa “mãe”, quatro novos negócios.

5 empresas, um só grupo A Algarbetume – Materiais para Construção, Lda., foi, no ano de 2001 a primeira empresa a surgir, fruto de uma estratégia de crescimento e independência da empresa “mãe” Candeias & Silva. Dedicada à produção de massas betuminosas, tais como Macadame, Binder e Desgaste, tem uma capacidade de produção que excede as 100 toneladas por hora, obtendo um produto de excelência, devidamente certificado. O ano de 2010 trouxe uma nova vertente ao grupo algarvio – a sinalização rodoviária. Foi com o objetivo de atingir a excelência e de complementar a atividade de construção de vias de comunicação que o entrevistado incorpora no grupo a Sinalvias – Sinalização Rodoviária. Seis anos mais tarde, no final de 2016, é constituída a Algarbritas – Agregados do Algarve, com comparticipação da Candeias & Silva. Com uma atividade dedicada à produção e fornecimento de inertes, incluindo areias, tais como pó de pedra, gravilha, britas, pedra taqueda e tout-venant,etc, a Algarbritas “veio, à semelhança das empresas anteriormente incorporadas no grupo, aumentar a capacidade de resposta da Candeias & Silva às exigências do mercado e dos clientes”. A Agarcima – Pré-Fabricados em Betão incorpora o grupo algarvio desde 2017. Com uma central de betão, totalmente informatizada, uma máquina automática de produção de manilhas e duas máquinas automáticas polivalentes para a fabricação de inúmeros artefactos de betão, a Agarcima- Pré-Fabricados em Betão destina-se ao fabrico e fornecimento de pré-fabricados, tais como, caixas para saneamento, marcos multiusos, acessórios de ferro fundido, manilhas de betão reforçada para juntas de borracha ou ainda marcos para redes de águas e eletricidade. Adelino Candeias admite o sucesso do grupo Candeias & Silva e encontra nas diversas atividades que hoje incorporam a empresa “mãe”, um dos segredos para o êxito alcançado: “Todas as atividades do grupo se complementam. Na nossa atividade conseguimos


CANDEIAS & SILVA LDA.

ter tudo dentro do mesmo grupo. Não recorremos a empresas de fora, temos tudo o que é necessário, dentro do grupo, para realizar um trabalho de excelência e satisfazer os nossos clientes”. O grupo Candeias & Silva distingue-se também pela aposta em maquinaria própria e de qualidade. Uma linha de pensamento que se estende a todas as empresas do grupo e que Adelino Candeias acredita ser uma mais-valia e um diferencial para o grupo que gere: “Optamos por ter a nossa própria maquinaria, que nos permite realizar o trabalho de forma competente, eficaz e sem depender de terceiros”.

Algarve é o nicho de mercado Com obras realizadas um pouco por todo o Algarve, o grupo Candeias & Silva centra a sua atividade na

região mais a sul do país: “Trabalhamos sobretudo no Algarve. Por vezes, trabalhamos também no Alentejo, mas ainda não sentimos a necessidade de ir mais longe, porque considero que não devemos crescer muito, geograficamente”. Ciente das implicações que uma expansão geográfica traria para o negócio, Adelino Candeias confessa ter “receio de perder o controlo e de deixar de estar presente”, por isso, não está, para já, nos planos do entrevistado alargar a área geográfica de influência do seu negócio: “Para já pretendemos continuar por aqui. Sei que se crescermos muito vai ser mais difícil acompanhar de perto as obras em execução e até os nossos colaboradores”.

Família Candeias & Silva Atualmente com cerca de 75 colaboradores, Adelino Candeias mostra-se um patrão próximo dos seus colaboradores. Com uma equipa composta por técnicos, colaboradores e familiares dedicados, Adelino Candeias assume-se satisfeito com o trabalho desenvolvido e acredita que o sucesso alcançado ao longo dos anos se deve à entrega e esforço de todos: “São os nossos colaboradores que contribuem para que isto funcione. Sem eles, sozinho, eu não consigo. Um problema para um colaborador é um problema meu. Para mim é fundamental que os meus colaboradores estejam felizes e satisfeitos nesta casa. Eu considero a minha equipa de trabalho, a minha família. No fundo a Candeias & Silva é uma grande família”. Com obras em execução em Vilamoura e Albufeira, Adelino Candeias reconhece o bom momento que o mercado está a atravessar e apesar de não estar nos planos do grupo crescer em grande escala, o entrevistado reconhece não faltar trabalho: “Estamos numa boa fase. Não posso dizer que estamos com excesso de trabalho, mas temos trabalho suficiente. Felizmente, posso dizer que, mesmo na altura da crise, nunca nos faltou trabalho. Acredito que isso é resultado da nossa política de ‘bem servir’. O cliente tem que ficar sempre satisfeito e a obra tem que ficar sempre ao seu gosto. É isto que eu penso e acredito que é isto que nos tem levado ao sucesso”.

“Optamos por ter a nossa própria maquinaria, que nos permite realizar o trabalho de forma competente, eficaz e sem depender de terceiros” PME Excelência’18 Sucesso reconhecido, à semelhança de anos anteriores, através da atribuição do estatuto de PME Excelência. É com agrado e orgulho que Adelino Candeias vê o grupo Candeias & Silva ser novamente agraciado com este estatuto: “Este reconhecimento significa muito. Significa que temos tido uma grande dedicação, que agora é reconhecida. Chegamos a PME Excelência, porque nos dedicamos muito e porque os nossos clientes têm ficado satisfeitos com o trabalho que realizamos”. Para o futuro, Adelino Candeias não tem dúvidas: o objetivo é continuar a traçar o caminho iniciado em 1990, sempre de mãos dadas com a inovação, empreendedorismo e qualidade de serviço.

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EMPIGEST

O FUTURO CHEGOU À EMPIGEST

Sérgio Mateus, André Gomes, Rui Franco

Foi na Empack & Logistics 2019, que decorreu nos dias 18 e 19 do presente mês, na Exponor (Porto), que a Revista Business Portugal teve a oportunidade de conhecer Sérgio Mateus, diretor de serviços da Empigest e com ele descobrir todas as novidades que esta empresa tem implementado no mercado.

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Empigest é uma empresa que surgiu em 2007 vocacionada para a prestação de serviços: “Representamos algumas marcas na área da movimentação de cargas, mas também temos outras soluções que complementam a área da logística”, começou por explicar Sérgio Mateus. Profissionais na área de movimentação de cargas, são vários os produtos comercializados por esta empresa: porta-paletes, stackers elétricos, preparadores de pedidos, empilhadores elétricos e empilhadores a gás/diesel, são alguns dos produtos que figuram no catálogo de oferta da Empigest.

Indústria 4.0 – o AGV Fornecedores de produtos e serviços, maioritariamente para o setor logístico, a Empigest assume uma constante necessidade de evolução e modernidade, por forma a conseguir corresponder às exigências dos seus clientes. Nesse seguimento, surge a aposta no AGV

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(automated guided vehicle) – um veículo auto-guiado, que não precisa de operador e que pode ser comandado por um WMS ou até por um telemóvel ou tablet. “Hoje em dia, existe uma enorme oferta de produtos e serviços neste setor, por isso é necessário existirem fatores diferenciadores que nos posicionem melhor no mercado. Os projetos e soluções automatizadas são a nossa maior aposta atual”, confidenciou-nos o porta-voz da Empigest. Para além da modernidade dos equipamentos que comercializa, a Empigest distingue-se, também, pela rapidez na capacidade de resposta técnica e pelo conhecimento multimarca: “Temos capacidade técnica para responder a todas as necessidades do cliente, independentemente da marca do equipamento”, reiterou o nosso entrevistado.

A Empigest em números: 4500 metros quadrados de instalações, localizadas em Lisboa 120 colaboradores 75 por cento da estrutura relacionada com a área técnica 80 por cento da atividade advém do aluguer de equipamentos 50 viaturas de assistência técnica 25 pessoas dedicadas aos equipamentos recondicionados (máquinas com 4 ou 5 anos que terminam os alugueres de longa duração e que são reaproveitadas e reparadas pela Empigest por forma a servirem uma nova utilização).

Sobre a participação, pela quarta vez, na Empack & Logistics, Sérgio Mateus teceu o seu comentário: “Sinto que o número de participantes tem vindo a diminuir, creio por isso que seria bom tornar o evento bianual, aumentando assim a expectativa dos participantes e dos visitantes também”, finalizou.


MARQUE TDI Henrique e Ricardo Gonçalves, managing directors

“25 ANOS A CELEBRAR EXCELÊNCIA” A marcar presença na quinta edição da Empack & Logistics, a Marque TDI (subsidiária da Domino Printing Sciences) mostrou aos visitantes algumas novidades sobre tecnologias para a codificação industrial. Em conversa com a Revista Business Portugal, Henrique Gonçalves e Ricardo Gonçalves – Managing Directors - revelaram o sucesso de 25 anos no mercado.

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presentem-nos a Marque TDI/Domino e os respetivos serviços que disponibilizam… A Marque TDI surgiu em 1994, mas é em 2009 que nos tornamos a subsidiária da Domino Printing Sciences, em Portugal. Somos 65 pessoas e fazemos mais de 700 instalações de equipamentos de marcação por ano. O nosso leque de clientes é alargado e cobre os mais diversos setores, do alimentar, ao farmacêutico, bebidas, industrial, tabaco, etc. Esta diversidade só é possível porque a nossa gama de soluções vai desde a codificação de produto à palete, passando pelo software de integração com os ERP’s dos clientes, algo que faz cada vez mais sentido com a Indústria 4.0. E o que representa a indústria 4.0 para a vossa empresa? No fundo, a indústria 4.0 consiste em ter todos os equipamentos das fábricas 30 | Revista Business Portugal setembro 2019

conectados online. Nós próprios nas nossas casas temos os equipamentos ligados ao nosso telemóvel. Na indústria passa-se o mesmo. A Industria 4.0 espelha esta ideia nas linhas de produção, com todos os equipamentos ligados, em que a informação flui de uma forma mais célere, tornando mais fácil ao cliente tomar decisões com base em factos reais e não em previsões. Quais as grandes novidades que levaram até à Empack? Para esta feira apresentamos uma pequena amostra da nossa alargada gama de equipamentos. Trazemos máquinas novas como o jato de Tinta Ax-Series, que é, neste momento, o equipamento mais avançado do mercado, pois não requer manutenção e apresenta um conjunto de funcionalidades já conectadas à indústria 4.0. Com ligação direta à Domino Cloud, permite-nos ter os equipamentos dos clientes todos conectados, dando assistência remota e, ao mesmo tempo, fazer uma antecipação de possíveis avarias. Temos também os nossos lasers D-Series, que são equipamentos já com provas dadas no mercado. Uma máquina muito eficaz, mas agora com uma série de apli-


MARQUE TDI cações novas. Quisemos igualmente mostrar equipamentos para a codificação de caixas e de paletes e o nosso software que faz a ligação entre eles. Os nossos equipamentos estão conectados por rede, sendo por isso fácil mostrar todas as suas potencialidades. Estes equipamentos são dirigidos a vários setores de atividade? Nós somos transversais a todas as indústrias. Todos os clientes estão, maioritariamente, no setor alimentar, mas também no setor automóvel, na indústria da construção e por aí em diante. Estamos em praticamente todos os setores de atividade. Hoje em dia, todos os produtos precisam de ser codificados de cumprir com as normas da rastreabilidade e é o que as nossas máquinas fazem. Qual a mais valia dos vossos equipamentos? A nossa grande mais-valia está na assistência técnica. Somos 65 pessoas, sendo que 25 delas estão no departamento técnico. O nosso maior concorrente terá três ou quatro pessoas no departamento técnico. É uma situação que nos distingue. Damos um bom serviço ao cliente e isso mantém-nos há 25 anos no mercado. Temos clientes que nos compram equipamentos desde o primeiro dia e que continuam connosco porque estão satisfeitos. Por outro lado, somos uma empresa que tem uma solução global, que vai do hardware ao software. Atualmente estão presentes em que mercados? A Domino está presente em todo o mundo, mais precisamente em 122 países. Somos um grupo internacional

e temos fábricas de equipamentos em Inglaterra, Alemanha, Suécia e Japão. A Domino é uma das 700 maiores empresas do mundo. Que balanço fazem destes 25 anos de atividade? O nosso mercado é relativamente pequeno, por isso, estamos constantemente a tentar alargar as nossas soluções para podermos continuar a crescer. Já estamos em grande parte do mercado, por isso consideramos que o nosso crescimento é bastante sustentado. Não nos podemos esquecer que a Domino é uma empresa que fabrica equipamentos com várias tecnologias e é uma marca de excelência. Após a sua aquisição pela Brother Industries, temos ainda maior alcance. Qual o próximo passo a dar pela Marque TDI/Domino? O nosso próximo passo é continuar a investir na empresa como temos feito até aqui. Temos feito muitas alterações para manter as pessoas satisfeitas. Já fomos nomeados várias vezes como uma das 100 melhores empresas para trabalhar, porque também fazemos muito por isso. Tentamos criar melhores condições para os nossos colaboradores e exemplo disso é o facto de estarmos a alargar as nossas instalações e a remodelar os escritórios em Lisboa. Tudo para que os nossos funcionários tenham um melhor ambiente de trabalho. No fundo, temos que estar ativos e procurar melhorar, sempre. A verdade é que na indústria 4.0 já estamos na vanguarda, somos a empresa com mais referências nesta área e já trabalhamos nela há 15 anos. Temos referências muito importantes e estamos a apostar muito nesta área. Queremos continuar a crescer.

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REGIÃO DE AVEIRO Um território com diversidade Marcada pelas serras e montanhas, pelo turismo e pela religião, a região centro é fortemente gastronómica em todo o seu território. Difícil será a escolha de qual a cidade a visitar e o que consequentemente provar. A Aveiro é a “Veneza Portuguesa” que ilustra os seus canais repletos de barcos moliceiros. É, não só, um importante centro urbano e universitário, como também rico destino gastronómico. São exemplos os ovos moles, a tripa de Aveiro e o pão de ló de Ovar. A gastronomia é também um dos pontos de Castelo de Paiva. Realça-se o arroz de lampreia e o cabrito com arroz de forno. Também não podem faltar, numa mesa Paivense as típicas rabanadas à moda de Paiva, sopa seca e o pão de ló, e para acompanhar estas iguarias o vinho verde de Paiva. Um território constituído por paisagens únicas, onde o som da corrente calma do rio acompanha esta viagem, bem como os cheiros e os sabores inigualáveis. Vale de Cambra celebra as suas tradições com a Festa da Castanha, nos dias 2, 3 e 4 de novembro, na Praça São Pedro de Castelões. Tendo a gastronomia como ponto central, a Castanha de Castelões assume-se como a rainha desta festa, como ingrediente principal de pratos e sobremesas e no tradicional magusto.

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GRUPO NDT

INOVAÇÃO E PREOCUPAÇÃO AMBIENTAL: UMA EMPRESA VIRADA PARA O FUTURO A Revista Business Portugal esteve à conversa com José Carlos Oliveira, diretor técnico do Grupo NDT e que, desde cedo, se preocupa com o meio ambiente demonstrando uma forte aspiração em inovar. É assim por natureza e, por isso, transportou genuinamente esses princípios para a empresa que está, neste momento, a alargar as suas instalações tendo também em vista um novo projeto que promete ser aliciante.

O

grupo empresarial O Grupo NDT teve início em 1994 com a manutenção industrial, primeira e principal atividade do grupo, a par da construção metálica. Em 2014, na sequência da compra de uma empresa com vasta experiência no sector imobiliário e da construção, a operar desde 2004 “NDTINVEST, S.A., forma-se o Grupo NDT, tendo José Carlos Oliveira agarrado o negócio, complementando-o com o seu know-how nos setores da manutenção industrial e da construção metálica. Durante o seu percurso e evolução, a empresa tem encaixado novas vertentes de negócio como a importação de veículos elétricos através de mais uma empresa do grupo, a Championconquest detentora da marca e-Quad: “Foi uma das preocupações, logo de início, não vender veículos a combustão para a área do turismo porque entendo que não faz sentido”.

José Carlos Oliveira, diretor técnico

Mobilidade elétrica Uma das grandes apostas do momento, sem descurar as outras atividades, é a mobilidade elétrica: “Reconhecemos a sua

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GRUPO NDT

“Reconhecemos a sua crescente importância na sociedade e estamos a trabalhar num projeto para tentar resolver alguns problemas de mobilidade dentro das cidades. Penso que é um projeto que tem pernas para andar e que vai criar muitas mais-valias” crescente importância na sociedade e estamos a trabalhar num projeto para tentar resolver alguns problemas de mobilidade dentro das cidades. Penso que é um projeto que tem pernas para andar e que vai criar muitas mais-valias”, afirma. Um dos principais motivos para a criação deste projeto, foi a preocupação com o meio ambiente: “Nós sabemos o quão horrível é deslocar-nos dentro da maioria das cidades. A poluição é tremenda e entendemos que se houver uma alternativa aos transportes públicos a combustão podemos não só reduzir o número de outros veículos, mas também substituir esses veí-

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culos de transporte público por veículos elétricos ”. O objetivo também passa por criar mobilidade autónoma, proporcionando uma melhor gestão dos transportes: “Este serviço vai dar uma resposta muito mais eficaz aos utilizadores dos transportes públicos atuais, reduzindo o tempo de espera e tornando as viagens mais rápidas e confortáveis”. Está nos planos da NDT a criação, a médio prazo, de um veículo para transporte público autónomo, pois já têm o know-how e experiência, por via da sua atividade, com este tipo de tecnologia e de orientação de veículos autónomos. Segundo o


GRUPO NDT é de todos, sem exceção, e é tão sério que as previsões de rutura ambiental apontadas pelos cientistas estão constantemente a ser contrariadas por novos desenvolvimentos, ou seja, o que se esperava que acontecesse daqui a 200 anos está a acontecer atualmente”. Sendo uma temática que o preocupa desde pequeno, também faz com que sejam objetivos da empresa a redução de custos energéticos, tendo em conta o aproveitamento de energias renováveis. “As empresas e indivíduos devem ter mais consciência e preocu-

entrevistado, o futuro também passará por desenvolver soluções de forma a aumentar a autonomia dos veículos elétricos e a diminuir o tempo de carregamento destes. O grupo, que está de momento a realizar um processo de seleção, pretende, no futuro, expor o projeto numa cidade portuguesa. Numa fase inicial, a cidade escolhida deverá corresponder a determinados critérios: “Para nós, o ideal seria selecionar uma cidade que não fosse muito grande, uma vez que é um projeto piloto. Vamos começar com os pés bem assentes na terra para nos apercebermos das dificuldades que poderemos encontrar numa cidade maior. Temos de mostrar às cidades maiores que esta é uma solução viável e que funciona, demonstrando de uma forma inequívoca as mais-valias deste tipo de mobilidade”. José Carlos Oliveira explicou-nos que, apesar destes veículos serem autónomos, são bastante fiáveis: “Todas as infraestruturas que permitem o veículo ser autónomo são seguras e penso que o projeto vai criar um impacto diferente na sociedade, uma vez que o principal objetivo da empresa é ir ao encontro das necessidades dos utilizadores, garantindo a sua segurança. As pessoas vão olhar para um veículo com condução autónoma e vão achar graça por não estar a ser conduzido por ninguém e vão querer experimentar”. José está confiante de que os portugueses irão receber bem o projeto: “Isto funciona de uma forma tão simples que as pessoas não vão ter qualquer dificuldade em se adaptar ao novo conceito. Facilmente perceberão como funciona o veículo e que este poderá ser uma mais-valia no seu dia-a-dia”. O princípio básico será a utilização de um passe que as indentifica ao entrar no veículo “O carro identifica a pessoa quando entra, portanto, o serviço vai ser extremamente fácil e seguro para os utilizadores. Para garantir a total segurança do utilizador o veículo estará em constante monitorização”. Como em qualquer projeto inovador, existem grandes investimentos associados, mas, pelo facto de se tratar de mobilidade elétrica, a amortização total desse investimento terá um período mais curto”. A formação dos trabalhadores, para poderem ser enquadrados nos novos projetos, tem sido uma das prioridades de investimento do grupo. Preocupação com o meio-ambiente “Dificilmente alguém muda os seus hábitos se não conhecer as mais-valias que terá com a mudança. A maioria das pessoas acha que as alterações climáticas não afetarão a sua vida, mas a verdade é que temos de pensar nas gerações futuras, nos nossos filhos, antes que seja tarde demais”. Nas palavras do nosso entrevistado “as alterações climáticas já se fazem sentir há muitos anos só que os governantes de todo o mundo fizeram disso tábua rasa, porque sabem que fazer mudanças destas não é bom para a economia. Nós temos que entender que vivemos num planeta, o problema

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GRUPO NDT

pação com o ambiente. Hoje, quem pode comprar um carro elétrico e compra um carro a combustão é uma pessoa que, para mim, já se encontra desenquadrada da realidade atual. O que se está a passar a nível global é mais sério que aquilo que as pessoas pensam e muitos estão a encarar estes problemas de uma forma muito superficial”. Liderar pelo exemplo “A melhor maneira que temos para sensibilizar as pessoas não é andar com bandeiras no ar nem com cartazes, mas sim dar o exemplo”. O grupo tem, neste momento, 50 por cento da frota composta por veículos elétricos e só não atinge os 100 por cento porque ainda não existem soluções para pesados e carrinhas de caixa aberta: “Se tivesse soluções, nunca compraria um carro a combustão. Seria um contrassenso tremendo”. Nas suas instalações estão disponíveis alguns carregadores para veículos elétricos, para incentivar os colaboradores da NDT a adquirirem um veículo elétrico e assim poderem deslocar-se de forma gratuita. NDT Brasil O grupo empresarial também está presente no mercado brasileiro, na área da construção. Os nossos investimentos, estão direcionados para projetos de urbanização e construção do tipo unifamiliar e multifamiliar, num enquadramento populacional de rendas controladas, um mercado que assegura total garantia comercial no Brasil. A construção civil é um dos segmentos mais representativos da economia brasileira, atingindo cerca de 10 por cento do PIB nacional. Este investimento deve-se ao facto do setor imobiliário ser um mercado em forte expansão, causado pelo deficit habitacional existente em todos os estados brasileiros. Parceiros A NDT Brasil conta com a participação de vários parceiros privados nacionais e internacionais ligados a diversos setores

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económicos como construção civil e obras públicas, comerciantes, importadores de materiais de construção, gabinetes técnicos de arquitetura e de engenharia e imobiliárias locais e internacionais.

O projecto: UVI - Urbanização Villas Itapaí Este novo projeto urbanístico da NDT, em propriedade própria, totalmente licenciado e em curso, é uma urbanização privilegiada pela sua localização, frente à estrada estadual CE - 060 e próximo da cidade de Redenção que se encontra em pleno desenvolvimento universitário e industrial. A urbanização VILLAS ITAPAÌ está a ser infraestruturada com ruas em calçada de pedra, rede de águas e de eletricidade e o saneamento será assegurado por miniestações de tratamento individuais (de acordo com a lei vigente). Nas zonas institucionais doadas pela NDT, a entidade governamental local está comprometida em construir uma pré-escola, uma escola de ensino básico e um polidesportivo coberto. No âmbito privado está prevista a construção de um shopping, com cerca de 3.000 metros quadrados, junto à estrada estadual que serve a urbanização: “A URBANIZAÇÃO VILLAS ITAPAÍ é mais um projeto NDT, de média dimensão, que merece a confiança dos nossos habituais parceiros e a de novos investidores interessados em participar no mercado imobiliário brasileiro”.

QUADRO NUMÉRICO Área do terreno: 200.000.00 m² (664 lotes) Investimento Turístico: R$ 6.600.000.00 Parcelamento de solo (áreas) - Verdes/Livres: 19.254.36 m² Sistema Viário: 31.275.50 m² Áreas Institucionais / Equi. Urbanos: 17.198.20 m² Área / Útil de Lotes: 119.698.58 m²


ANTUÃ

“LIBERTAMOS A SUA EMPRESA DE TAREFAS QUE NÃO SÃO A SUA ESPECIALIDADE” Presente no mercado nacional e a prestar serviços na área dos Projetos de Investimento aos Fundos Comunitários e Consultadoria Económica e Financeira há 22 anos, a Antuã prima por manter as empresas libertas das tarefas das quais não são especialistas e abrindo caminho para que possam usufruir dos incentivos e projetos a que têm direito. Ao leme desta prestigiada empresa encontra-se Amândio Pereira que, em entrevista à Revista Business Portugal, apresenta a Antuã e o rumo que traça para a empresa que criou.

A

Antuã prevalece no mercado desde 1997. Como descreve a empresa e o que marca o seu percurso até ao momento? A Antuã possui uma equipa de trabalho experiente e com capacidades técnicas reconhecidas. As diversas candidaturas apresentadas ao longo destes 22 anos aos Incentivos Comunitários e que mereceram a aprovação das Entidades Oficiais são um dos nossos maiores orgulhos. Quais as vossas áreas de intervenção? As nossas principais áreas de intervenção são as candidaturas aos Incentivos Comunitários Portugal 2020, SIFIDE (Sistemas Incentivos Fiscais em Investigação e Desenvolvimento Empresarial) e RFAI (Regime Fiscal de Apoio ao Investimento).

Em que setores de atividade se afirmam? Em termos de setores a principal área que estamos mais vocacionados é o setor industrial. Estamos localizados na região norte do distrito de Aveiro com uma grande implantação nos diversos concelhos de empresas industriais de diversos setores de atividade. No entanto, estamos a trabalhar também com projetos na região de Leiria, Viseu, Maia e Alto Minho. Hoje somos uma empresa nacional nesta área de atividade. Após vários anos de mercado, a Antuã já conquistou um estatuto respeitável. Tendo isso em conta, qual o perfil de cliente que procuram neste momento? O trabalho realizado nas diferentes áreas é orientado pelo interesse específico de cada empresa, de acordo com as solicitações que carecem de atuação. Verificamos empresas clientes muitas delas PME’S EXCELÊNCIA, fidelizadas pela nossa prestação de serviços especializados. Não é à toa que no vosso logótipo está presente uma paleta. O que faz da Antuã a artista perfeita para pintar a tela à medida dos seus clientes? Ao longo destes 22 anos de existência, registamos a nossa capacidade de crescimento, baseada nas necessidades dos empresários e à justa medida do que um desenvolvimento equilibrado e sustentado recomenda. Trabalhamos para empresas de vários setores de atividade e com dimensão variável (pequenas, médias e grandes empresas). Após 22 anos de crescimento e sucesso, há algo que ainda vos falte alcançar e ambicionem no futuro? Relativamente ao futuro, que é já amanhã, estamos a prestar grande dedicação ao Novo Programa Portugal 2020/2030 e aos diversos programas de Incentivos Fiscais de Apoio às empresas.

Apesar de todas essas vertentes, o vosso foco está nos projetos de investimento, correto? Os nossos objetivos são primados pelas necessidades dos clientes na qual, a qualidade dos contactos estreitos e constantes marcam a diferença, pois somos uma empresa integradora de serviços. A apresentação e aprovação dos vários projetos é fundamental, mas o acompanhamento sistemático destes projetos é imperioso. Convivemos com as empresas de uma forma regular para que cumpram com os objectivos apresentados e recebam importâncias consideráveis de prémio de realização nos projetos apresentados e aprovados.

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NBIZ BUSINESS & CONSULTING

TEM UMA IDEIA E PRECISA DE ACONSELHAMENTO? APRESENTAMOS UMA SOLUÇÃO AJUSTADA AO SEU NEGÓCIO Mário Vieira e Sónia Leite, sócios

A Revista Business Portugal esteve à conversa com Mário Vieira e Sónia Leite, sócios da NBIZ Business & Consulting, empresa de consultoria presente no mercado há 12 anos. Afirmando-se, hoje, como parceiros que prestam um aconselhamento de excelência, à imagem de cada cliente.

F

oi em 2007 que Mário Vieira fundou a NBIZ: “[a empresa] começou por mim, só na ótica da contabilidade” e, em 2012, Sónia Leite, sua colega de faculdade, reforçou a equipa. Em 2014, decidiram mudar-se de malas e bagagens para o centro da cidade de Aveiro, tendo isso revigorado o serviço que prestavam: “quando viemos para o Mirador Business Center alargámos os horizontes e começámos a oferecer serviços de consultoria especializada. Para nos diferenciarmos das outras empresas, obrigamo-nos a criar alternativas”, explica Sónia, que acrescenta que o “objetivo é ser diferente e fugir do conceito do tradicional gabinete de contabilidade”. Neste momento, para além da contabilidade, a NBIZ presta serviços de consultoria fiscal e de gestão, domiciliação e representação fiscal de empresas e sucursais nacionais e estrangeiras, apresentando como vantagem o facto de possuírem um departamento jurídico interno, facilitando e tornando mais rápida a constituição e alterações de empresas. Para os dois sócios, é um agradável desafio pegarem nas empresas 38 | Revista Business Portugal setembro 2019

no momento da ideia e frisam a importância de os empresários procurarem aconselhamento prévio. Defendem que “primeiro se devem vir aconselhar, para depois se verificar o que se irá fazer”, uma vez que já possuem o know-how de várias áreas e têm uma visão alargada que, muitas vezes, os clientes não têm por nunca terem trabalhado em determinadas atividades e/ou por não terem conhecimento das exigências legais para se abrir e conduzir um negócio.

“Esmiuçamos muito os casos que nos apresentam” Para a NBIZ é importante manter uma relação de proximidade com o cliente, haver partilha de informação e conhecimento: “damos formação aos clientes sobre o que devem ou não fazer relativamente à gestão da empresa. E, se querem fazer de determinada maneira, alertar para as consequências dessa ação. Quanto mais informado estiver o nosso cliente, mais fácil é trabalhar com ele: primeiro, começa a falar a nossa linguagem; segundo, se já aprendeu não nos vai consumir tantos recursos; e terceiro, já não comete tantos erros”, defende Mário Vieira.


NBIZ BUSINESS & CONSULTING

É fulcral manter o diálogo com o cliente, para perceber ao pormenor o que o compõe e estar sempre a par de todos os passos que querem dar, a fim de se conseguir o melhor aconselhamento possível. A empresa prima pela qualidade e Sónia Leite chega mesmo a afirmar que fazem análises “à lupa”, o que, por vezes, os leva a investir muito tempo para conseguirem dar esse tipo de apoio porque, segundo a mesma, também gostam de ser parte ativa dos processos. No fundo, a NBIZ faz parte da equipa de trabalho dos seus clientes.

Indústria, novas tecnologias e aquicultura: são nichos de mercado onde pretendem afirmar-se. O balanço feito até ao momento é positivo, sendo que nos últimos cinco anos, com a mudança para o centro da cidade, foi dado um salto que diferenciou a NBIZ da concorrência, pelo tipo de oferta e por terem fugido ao serviço básico de apoio às empresas. As perspetivas de futuro não podiam deixar de ser aliciantes, pois estamos a falar de uma equipa de trabalho bastante ambiciosa e com vontade de estar sempre a par das novidades, com a ambição de acompanhar sempre as tendências do mercado. Enquanto profissionais disponíveis, tentam responder a todas as necessidades dos clientes, mesmo quando procuram aconselhamento em áreas que não lhes são familiares. Sempre que não estejam por dentro do assunto, tentam adquirir o conhecimento para poderem dar resposta ou encaminhar para parceiros estratégicos. “Se eu não tiver conhecimento para determinada área, vou estudar”, afirma Sónia Leite. A formação contínua é uma aposta dos sócios: “não gostamos de dizer que não, mas também não aceitamos um serviço para o qual não temos conhecimento. Já fiz recentemente uma formação na Ordem sobre o tema criptomoeda, porque já fui consultado várias vezes por empresários com interesse neste assunto, que pode ser um nicho de mercado”, remata Mário. Após 12 anos de investimento no estudo e conhecimento do mercado, a NBIZ afirma-se hoje como uma empresa de renome, associada a qualidade e brio profissional, sendo objetivo para o futuro afirmarem-se como consultores de referência nas empresas industriais e de aquicultura. Por coincidência, ambos os sócios desenvolveram já trabalho na contabilização de ativos biológicos e, estando inseridos numa zona onde a atividade está a crescer, há uma forte motivação para crescer nessa área de negócio.

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JUNTA DE FREGUESIA DE SÃO PEDRO DE CASTELÕES

UMA FREGUESIA DO INTERIOR ATIVA E QUE SE RECOMENDA A Revista Business Portugal esteve reunida com o Presidente da Junta de Freguesia de São Pedro de Castelões, Sérgio Soares, filho da terra que nutre um amor incondicional pela mesma. Com um gosto pela política e por ajudar as pessoas, é também funcionário da Câmara Municipal e, depois de ser tesoureiro na Junta de Castelões, aceitou o desafio de se candidatar a Presidente, na freguesia que nos dá aqui a conhecer.

S

érgio Soares diz liderar uma junta que se afirma como sendo preocupada e próxima da sua gente e, como tal, tenta providenciar as melhores condições para o povo. Desde 2013, disponibilizam gratuita e quinzenalmente uma enfermeira e um médico voluntários, que colaboram no auxílio à população. Apesar de terem, na freguesia, o apoio do Centro Social de São Pedro de Castelões e da Santa Casa da Misericórdia, o nosso entrevistado reconhece que ainda há algum trabalho a fazer, pois para além da população idosa, a população jovem também enfrenta alguns problemas: “tenho conhecimento que estão crianças à espera de vaga para as creches de São Pedro de Castelões. Em relação à população sénior, há a intenção de adquirir uma carrinha de nove lugares, para dar apoio e levar os mais velhos aos locais mais distantes”. Com o objetivo de se aproximarem ainda mais das pessoas e de movimentar a freguesia, melhorando as condições para os seus habitantes, “a junta pretende alargar algumas ruas, melhorar a água e saneamento, e ainda avançar com uma zona industrial, estando o projeto em fase de apresentação de propostas”.

O que fazer por Castelões… Dona de uma praia fluvial invejável, banhada pelo rio Caima e próxima de uma zona habitacional de fácil acesso, “tem ainda ciclovias que estão, neste momento, em fase de expansão, estando já aprovado um projeto que vai ligar a 40 | Revista Business Portugal setembro 2019

praia fluvial de Burgães, ao parque da cidade de Vale de Cambra, junto às margens do rio”. O Santuário da Nossa Senhora da Saúde (da Serra, como é mais conhecido), em Gestoso, “é um dos pontos turísticos religiosos mais importantes da região, atraindo milhares de pessoas na peregrinação anual, no dia 15 de agosto, e ao longo de todo o ano”. As Levadas de Burgães que atualmente podem ser percorridas a pé, pelo PR7, “são alvo de visita dos amantes da natureza que se deliciam com as paisagens que os acompanham nesse percurso”. A gastronomia também atrai visitantes à freguesia e “faz crescer água na boca: o nosso caldo verde, papas de serrabulho, rojões e vitela assada, pratos que devem ser acompanhados pelo vinho verde de Vale de Cambra”. As atividades culturais e desportivas são dinamizadas pelas diversas associações e entidades da freguesia, “que vão desde as danças ao teatro, dos desportos de pavilhão ao atletismo e ciclismo e quando vão para fora do concelho, ajudam na promoção do que temos de melhor: as nossas gentes”!

Castanha: O ex-líbris da região Sendo a castanha de Castelões um dos principais produtos da região, pela facilidade de descascar, pelo paladar e pela procura, há a ambição de levar o seu nome mais além: “queremos que a castanha seja um ex-líbris não só da freguesia, como do concelho. Criar a Confraria da Castanha é também objetivo”, afirma Sérgio Soares. No ano passado, com o apoio da Câmara Municipal de Vale de Cambra, foi lançado o projeto “1000 castanheiros”, com o objetivo de incentivar a população a cultivar a castanha de Castelões, substituindo outras culturas florestais e promovendo um produto autóctone. Como não poderia deixar de ser, “a Feira da Castanha é um dos maiores eventos de Vale de Cambra, que atrai milhares de visitantes e continua a crescer, de ano para ano. Este ano, irá decorrer de 8 a 10 de novembro, na Praça de São Pedro de Castelões. Não deixe de visitar”!

Sérgio Soares, presidente


JUNTA DE FREGUESIA DE JUNQUEIRA

JUNQUEIRA: UM ENCONTRO ENTRE A NATUREZA E A GASTRONOMIA Estivemos à conversa com o Presidente da Junta de Freguesia de Junqueira, Henrique Pereira, trabalhador e amigo do próximo a tempo inteiro, que nos transmitiu o que de melhor a sua região tem e terá para dar. Não deixe de conhecer este pequeno refúgio!

S

ituada num local calmo e sereno, a Freguesia de Junqueira reúne as condições perfeitas para uma estadia, porque locais para ficar e visitar não faltam. As obras de reconstrução de casas antigas têm evoluído e, consequentemente, o turismo rural também. Além de alojamento local, a região é detentora de uma gastronomia riquíssima. São presenças assíduas, nos variados restaurantes da Freguesia, deputados nacionais, que optam por saborear umas das melhores e certificadas carnes do país, como a vitela, o cabrito e a típica posta. Juntando o alojamento local de excelência e a gastronomia incomparável, só falta mesmo o clima ser favorável para tornar a passagem pela região numa

Praia Fluvial de Pontemieiro

estadia perfeita! No ponto mais alto de Junqueira poderá reunir-se com a tranquilidade ao visitar o Parque do Arestal, onde conseguirá ter uma visão panorâmica sob a região. Aproveite para fazer um piquenique em família. Se quiser refrescar-se basta descer um pouco até ao Lugar de Pontemieiro. Lá encontrará um rio com água totalmente transparente, rodeado de um espaço convidativo a passar um dia em pleno.

Uma zona industrial com tudo para dar certo Constituída por empresas cujo 90 por cento do trabalho é realizado para ser enviado para o estrangeiro, a Zona Industrial de Junqueira apresenta as condições necessárias para a sua evolução e expansão. O Presidente afirma que “quase todas as empresas estão a pedir colaboradores. É preciso mão-de-obra nesta região”, porém os acessos não permitem que haja um desenvolvimento a passos largos. Aponta assim para a importância da “melhoria de infraestruturas, tais como a existência de

executivo

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JUNTA DE FREGUESIA DE JUNQUEIRA estradas mais largas, com condições favoráveis para a realização de manobras dos camiões”. Adiantou à Revista Business Portugal que já estão alguns terrenos comprados e que o próximo passo será alargar a quantidade de empresas, bem como os acessos: “Precisamos de acessos muito melhores, porque o desenvolvimento faz-se quando as empresas são de grande dimensão e estamos a tentar resolver isso”, remata.

Junqueira em plena evolução Uma das grandes novidades, já com data marcada para janeiro do próximo ano, será a construção de um parque ao lado da Junta. Irá ser composto por uma área verde abundante onde passará um pequeno riacho no meio. O principal objetivo do Presidente com esta obra será “juntar as pessoas, promovendo o convívio e o desenvolvimento de atividades”. Consciente das necessidades da população, Henrique Pereira está a trabalhar na evolução de Junqueira a todos os níveis. Já começaram os trabalhos no que toca ao alargamento de estradas, as vias estreitas estão a passar a largas e ficarão com o piso mais regular. Esta obra teria de ser feita pois “os acessos são fundamentais para as pessoas se fixarem”. Outro dos planos será colocar água e saneamento na freguesia. A preocupação em fazê-lo é elevada, não só para dar assistência aos habitantes da região, como também para o turismo rural que se encontra em plena evolução. A ampliação do cemitério é também uma das novidades a revelar em primeira mão, com início de obras em outubro deste ano. Como todos os projetos, estes também são um verdadeiro desafio, mas ainda assim há coisas que para o Presidente de Junqueira fazem todo o esforço valer a pena: “Quando chegamos junto da

população e estas reconhecem os benefícios do trabalho realizado isso proporciona alegria e satisfação”.

A importância da entreajuda Sendo uma freguesia composta sobretudo por população envelhecida, Henrique Pereira tenta combater a solidão destas pessoas ao fazer todos os possíveis para lhes dar assistência. Começam desde os 60 anos a usufruir do que a terra, onde nasceram e à qual tanto ofereceram, lhes pode proporcionar. Aulas de ginástica e formações de Tecnologias de Informação e Comunicação são as atividades com mais afluência, mas não só recebem formação, como também a dão. Dotados na arte da renda e dos bordados, estes formandos passam a formadores, ao juntarem-se um ou dois dias por semana para trocarem conhecimentos. A alegria da região também é feita de crianças, que segundo o Presidente, estão muito bem entregues no Centro Escolar de Arões -Junqueira, onde são proporcionadas todas as condições necessárias ao crescimento dos mais pequenos.

As festas estão aí à porta! No Concurso de Gado de Raça Bovina, muito conhecido na região, pode-se observar e participar em concursos de arrastamento de pesos, este ano expandido a nível nacional. Embora uma das festas mais importantes da freguesia já tenha decorrido, outra está mesmo aí: Festa em Honra de São Miguel Arcanjo. Decorrerá entre 27 e 29 de setembro, que contará com a participação, já habitual, da Banda Musical Flor da Mocidade Junqueirense, um dos principais motivos de orgulho que a região detém. Para Henrique Pereira: “Não há dúvida nenhuma que é das melhores bandas do país”, elevando o bom nome da Freguesia de Junqueira e a sua cultura. Terá mais um motivo para visitar Junqueira!

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CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE SÃO PEDRO DE CASTELÕES

CONSTRUIR E REMODELAR EM PROL DA COMUNIDADE É no concelho de Vale de Cambra que está localizado o Centro Social Paroquial de São Pedro de Castelões, impulsionado pelo Padre Martingo. A Revista Business Portugal conversou com Deolinda Pinho - diretora técnica – e foi conhecer as instalações e perceber os objetivos inerentes à Instituição.

O

Centro Social Paroquial de São Pedro de Castelões surge da vontade da Fábrica da Igreja, há cerca de 30 anos, embora o edifício tenha sido inaugurado em 1998. Eis que manifesta-se, a certa altura, a grande vontade de uma figura eterna para os habitantes da região, assumir as rédeas deste projeto – Padre Joaquim Valente Martingo - que ainda hoje continua a pautar por prestar o melhor auxílio que pode a toda a população de São Pedro de Castelões e arredores. Nesse sentido, as valências foram aumentado e o número de utentes também. Começaram com o Centro comunitário, resposta atípica de apoio às famílias carenciadas e aos jovens. Em 1999 iniciaram o apoio à terceira idade com o Centro de Dia e o Serviço de Apoio Domiciliário. Mais tarde ofereceram apoio aos mais jovens, bem como as suas famílias, com o ATL e a creche.

Eventos/atividades abertos à comunidade Um dos principais eventos da freguesia, que conta com a participação do Centro Social Paroquial, é a Feira da Castanha, que está aberta a toda a comunidade. Para além da angariação de fundos, através da confeção de 700 refeições, o objetivo principal passa por contribuir para a dinâmica do evento, apoiando a comunidade

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Padre Joaquim Valente Martingo

Centro Social Paroquial S. Pedro de Castelões

onde está inserido. Pontualmente, são organizados workshops sobre questões educativas, alimentação saudável e outros temas. Posteriormente à Feira da Castanha, aproveitam para realizar outros grandes eventos que têm como principal foco a angariação de fundos. Em edições anteriores contaram com a presença do cantor Quim Barreiros e proporcionaram a todos os visitantes uma boa noite de fados. A diretora técnica, Deolinda Pinho, acrescenta ainda: “temos, sobretudo, muitos eventos dedicados às famílias e aos utentes. Fazemos o Dia da Família, a festa de Natal e o sarau cultural. Participamos no carnaval e nas marchas que contam com a organização da Câmara Municipal de Vale de Cambra. É desta forma que o centro social mostra ser uma instituição proativa, que atua a pensar no bem-estar de toda a comunidade e em colaboração com outras entidades da região.

Apoios e objetivos do centro Questionada sobre os próximos objetivos, a nossa entrevistada, admite que o lar - atualmente designado de Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI) - é uma das prioridades. Apesar de ainda não terem uma resposta definitiva, já existe um projeto. “É um serviço muito pretendido pelos nossos utentes, quer do Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), quer do Centro de Dia”. No caso da creche, a capacidade e o número de crianças (até aos três anos) é de 45 utentes. Já no prolongamento de horário - que corresponde a seguir à creche (dos quatro aos seis anos) - têm 45 crianças. Dispõe ainda de um acordo de cooperação para o ATL para 26 crianças, sendo que este ano o número ultrapassou e chegou às 45. Por outro lado, no centro comunitário, “temos respostas atípicas e um pouco diferentes do habitual. Mantemos o atelier de sons e o espaço e-estudo. Neste serviço temos cerca de 50 utentes. De seguida, temos o apoio a 110 famílias carenciadas e 200 pessoas. Depois temos acordo com o Centro de Dia para 32 utentes, no SAD para 50, mas a frequência é de 65 utentes. Estes números, perfazem o número de 400 utentes”, explica Deolinda Pinho.

Melhoria contínua dos serviços Atualmente, o Centro Social Paroquial de São


CENTRO SOCIAL PAROQUIAL DE SÃO PEDRO DE CASTELÕES

Marchas C. S. P. São Pedro de Castelões

Pedro de Castelões apresenta um leque alargado de desafios que gostava de ver concretizados brevemente. A diretora técnica não esconde o desejo de ter um autocarro para proporcionar aos utentes algumas saídas, passeios e visitas. A remodelação do parque exterior é também umas das ambições da instituição: “Este espaço está degradado e a precisar de uma intervenção estrutural grande, mas o trabalho implica um financiamento e, neste momento, não temos essa capacidade”, refere. No que diz respeito ao concelho, Deolinda Pinho, afirma que há muito a fazer nesse sentido, sendo que a principal questão passa pela habitação: “Aqui a habitação é muito cara e de pouca qualidade. Em termos de aluguer, o preço é elevado, o que dificulta muito a vida das famílias”. Em relação às famílias carenciadas, o centro social paroquial oferece um apoio nas rendas, pela dificuldade que existe na

hora do pagamento. Por outro lado, há um aumento muito severo a nível das demências. Isso reflete-se nos utentes com idade inferior aos 65 anos que estão nos lares e nos centros de dia, mas que precisam deste apoio por sofrerem de doenças como Alzheimer e demência cardiovascular. “Considero que falta um apoio mais especializado. Existem grandes falhas não só no concelho, mas também a nível nacional, nomeadamente a questão do apoio à saúde mental. Temos casos, no nosso centro de dia, de pessoas com esquizofrenia e problemas de saúde mental”, acrescenta. Desta forma, a diretora técnica finaliza a entrevista com questões de caráter social, admitindo que “os serviços de saúde deveriam assumir os problemas sociais que somos nós que acabamos por fazer, mesmo sem os devidos recursos”.

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DOUROPÃO

PERDER-SE, TAMBÉM É O CAMINHO… O pão é um dos alimentos mais antigos que acompanha a humanidade, conta-se que o homem começou a cozer o pão há pelo menos seis mil anos antes de Cristo. Sendo um alimento crucial na vida do Homem, várias fábricas panificadoras o produzem e este também é a base de alguns doces. A Douropão, localizada em Castelo de Paiva, distingue-se na sua produção.

A

história Tudo começou há quarenta anos. As entregas ao domicílio são o que melhor os caracteriza, tanto na região como arredores. As pessoas já se habituaram ao luxo de, a uma determinada hora, o pão lhes bater à porta, pronto a consumir. É esta proximidade e o amor ao pão que os distingue. “Comecei a trabalhar nesta empresa aos 14 anos, e depois de uma curta saída, como a vimos em decadência, eu e o meu sócio, resolvemos pegar nela”, quem nos diz é Rui Silva, um dos sócios. O objetivo é manter a tradição fazendo sintonia com a evolução e inovação. É uma empresa com trinta e cinco funcionários que, apesar de não serem família, caracterizam-se como tal. O amor é a alma deste negócio e a sua partilha é visível não só no transporte como nos dois pontos de venda, A Art’doce e O Rabelo. O nome fica na ponta da língua e todos o chamam. Cerca de vinte mil são os pães produzidos diariamente. A chegada do tempo mais frio traz consigo a produção do famoso Bolo-Rei, tão característico e único da Douropão, nesta altura do ano, não esquecendo o não menos popular Pão-de-Ló e todo o tipo de bolos festivos. Os croissants e o pastel de nata a nível de pastelaria são também uma das suas maiores especialidades. A produção destas especialidades aumenta substancialmente na altura de férias dos nossos emigrantes e no regresso dos mesmos, ao levarem consigo estas especialidades para matar as saudades. O transporte Antigamente as pessoas iam vender o pão porta-a-porta com a canastra à cabeça, hoje é de carrinha que o pão se desloca. “É um trabalho difícil porque é um trabalho noturno, não dá para parar porque as pessoas precisam do pão bem cedo para saírem para os seus empregos. Paramos muitas vezes só para entregar dois pães.”, explica-nos. A preservação deste serviço deve-se, maioritariamente, à população envelhecida e ao hábito adquirido pelos cidadãos de Castelo de Paiva e arredores. O objetivo é a preservação dos clientes mais antigos e manter a tradição da Douropão: “Somos diferentes, pela forma que fazemos a entrega ao domicílio, com amor e dedicação”. Nunca se falou tanto em questões ambientais como agora, e a Douropão com essa preocupação, já deu início à mudança da sua frota para carros elétricos. Futuro Tudo circula à volta da tradição aliada à inovação e o novo ponto de venda reflete isso mesmo. Um pão-drive vai fazer parte da Douropão, onde vai ser possível comprar todas estas especialidades sem precisar sair do carro: “Foi algo com

NTE

EME BREV

que sempre sonhamos e estamos a conseguir concretizar”. Por fim ficou a mensagem: “As pessoas compram o pão porque este faz parte dos seus hábitos alimentares, a pastelaria compram pelo prazer. E como diz o nosso Slogan: Perder-se, também é o caminho…”, por isso caro leitor, perca-se na Douropão.

Rua Ferreira de Castro, 29 | 4550-128 Castelo de Paiva | Tlf.: 255 689 363 | 46 | Revista Business Portugal setembro 2019

douropao


ADEGA RAMADINHA

LEMBRA-SE DO SABOR DOS MARAVILHOSOS COZINHADOS DA SUA AVÓ? Sabe aquele sabor maravilhoso que deixa saudade e que é tão difícil de replicar? Pois, esse mesmo sabor que nos faz viajar pela nossa infância pode ser encontrado na Adega Ramadinha, em Castelo de Paiva. Fernando Leitão, o atual gerente, fala sobre a história familiar que celebra, no próximo ano, o 20.º aniversário.

Fernando Leitão e mulher, proprietários

O

negócio surge, em primeiro lugar, pela mão dos sogros do nosso entrevistado. Dedicado à arte de produzir rolhas, mas não estando contente com a sua profissão, ofereceu-se para assumir o negócio depois de o seu sogro descobrir uma complicação de saúde que o impedia de continuar. A sua mulher já trabalhava na tasca de família e o próprio Fernando Leitão, já ajudava a família nos tempos livres por gostar realmente de estar naquele ambiente. “Eu adorava isto e pareceu-me o passo mais acertado. A minha mulher não achou muita piada no início, mas lutamos todos os dias para fazer o negócio funcionar”, explica.

Dedicação, empenho e vontade de fazer mais e melhor A tasca, que funcionava apenas da parte da tarde e que servia as típicas punhetas de bacalhau e peixe de rio, teve de sofrer algumas alterações para chegar ao que é hoje. Fernando Leitão explica que “quando assumi a gerência tive de contornar as nossas maiores dificul-

dades. Havia alturas em que não tínhamos clientes e era devastador recebermos clientes que queriam almoçar e jantar e nós não tínhamos esse tipo de serviço. Assim, começamos a ponderar aumentar o nosso leque de serviços”. O gosto pela cozinha já existia, mas foi potencializado e o feedback que foram recebendo durante os primeiros tempos, foi o incentivo ideal para continuar a crescer. O bacalhau, cozinhado de todas formas e feitios, era e continua a ser o ponto forte da casa, mas existem alternativas, apoiadas na tradição portuguesa, e sempre confecionadas no forno de lenha, elemento fundamental para apurar o sabor típico da comida da nossa infância. “É muito importante, para nós, analisarmos de onde viemos e onde chegámos. No início, não servíamos refeições e tínhamos uma sala para 30 pessoas. Hoje, quase 20 anos depois, apostamos na nossa expansão e temos já 300 lugares”. Os fins de semana são de casa cheia. Os clientes visitam e voltam para continuar a deliciarem-se com os maravilhosos manjares. Uma casa de família e para as famílias, onde os mais novos e os mais velhos se encontram à mesa para partilhar os melhores momentos da vida. Um lugar onde os produtos são apreciados na sua plenitude e onde o profissionalismo e o respeito estão no topo de todas as mesas. Garante que o bom funcionamento é devido à confiança e ao companheirismo que prima nas relações familiares dos quatro colaboradores que fazem parte da equipa.

A remodelação tão esperada 19 anos depois de ter abraçado o projeto, decide que é a altura de dar um novo passo. Com apenas 10 dias de pausa, o gerente e a sua mulher decidem remodelar todo o espaço. A tradição e o ambiente de tasca tinham de continuar a existir, mas estava na altura de tornar o espaço mais à sua imagem e deixar o passado um pouco de lado. “Quisemos tornar esta casa mais nossa. Nós vivemos aqui e queríamos recarregar

as baterias e ter um espaço melhor”. A mudança foi feita também a pensar nos clientes para que possam sentir-se mais confortáveis e bem acolhidos no espaço tendo a preocupação de que fosse tão bom quanto a comida que servem. Assim, garantem que não há margem para deceção.

Futuro “Gostava que um dos meus filhos gostasse tanto disto quanto eu para pegar neste negócio quando eu já não conseguir”, remata.

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A NOSSA CASA É O NOSSO MUNDO O conceito ‘casa’ apresenta significados distintos para cada um de nós. Para uns, trata-se de um bem material, um conjunto de objetos dentro de quatro paredes. Para outros, ‘casa’ é um conjunto determinado de coisas e objetos, no local que nos transmite mais paz e harmonia. Foi a pensar em tudo o que compõe a ‘nossa casa’ que a Revista Business Portugal preparou, para esta edição, um conjunto de páginas que nos remetem para a enorme e diversificada oferta existente no mercado, que pensa, cada vez mais, no bem-estar dos consumidores. Entre dezenas de conversas e visitas a empresas do ramo imobiliário, arquitetura e decoração, podemos chegar a uma conclusão: existe um mundo de novidades para construirmos a nossa casa! Aproveite e inspire-se no que lhe apresentamos nas páginas seguintes…

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SEGMENTO URBANO ARQUITECTOS

A ARTE DA ARQUITETURA PARA TODOS É no coração de Matosinhos que uma empresa de arquitetos-construtores, agora parte do grupo Melom, pode ser descoberta. Candidatos novamente a um prémio internacional de arquitetura, apresentam um conceito diferente do habitualmente encontrado no mercado – a concepção/construção. Maria João Correia, uma das mentoras deste projeto, fala-nos sobre os quase 15 anos de existência.

Acreditamos que podemos fazer arquitetura em tudo e para todos”, é assim que Maria João Correia começa por explicar aquela que é uma das suas maiores paixões. De sorriso no rosto, a Humanista de formação e por vocação, acredita que a arte da arquitetura deve ser para todos e não só para um segmento específico de clientes. Com a sua experiência enquanto arquiteta, Maria João Correia, apresenta-se como uma pessoa que não segue modas, ideias preconcebidas ou padrões. A autenticidade e a personalização daquilo que faz são características de que se orgulha, todos os dias, no seu trabalho. “Um arquiteto tem de ser uma espécie de psicólogo. Nós temos de saber ler a pessoa que está à nossa frente e nos está a dar para as mãos

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SEGMENTO URBANO ARQUITECTOS

o projeto da sua casa”. Fazer as perguntas certas é a chave para que “o arquiteto saiba exatamente aquilo que a pessoa é”, explica. Para a nossa entrevistada, a criatividade mora na complexidade do processo da conceção de algo que o próprio ainda não sabe que gosta. Esse é um dos desafios diários da Segmento Urbano. “Muitas das pessoas só gostam daquilo que já viram. Nós criamos algo que a pessoa gosta, sem ainda saber que gosta, e que coincida com o que pode gastar”, conta-nos. “A aliança entre a ciência, a técnica, a estética e a funcionalidade” é essencial

“Trabalhamos de dia e de noite para conseguirmos atingir esse objetivo. Estivemos todos lá, é um dos trabalhos de que nós nos orgulhamos mais por tudo o que envolveu” para que, os projetos desenvolvidos pela equipa que Maria João Correia e David Trindade gerem, resultem na satisfação do cliente. Para além destes pontos, o cumprimento de prazos e dos orçamentos são condições sine qua non para todos aqueles que fazem parte da empresa.

Prémio Internacional de Arquitetura Esta equipa foi escolhida pela Melom Portugal para dar uma cara nova à Companhia das Conservas, no conceito de Bistro&Store. Com o desafio de a obra ficar concluída em apenas 29 dias, a equipa de Maria João Correia agarrou esta oportunidade para se superar. Sempre com o foco no cumprimento de prazos, a equipa concluiu o projeto em menos três dias do que lhes tinha sido imposto. Em 26 dias, o Bistro&Store, da Companhia das Conservas, foi concluído e inaugurado. “Trabalhamos de dia e de noite para conseguirmos atingir esse objetivo. Estivemos todos lá, é um dos trabalhos de que nós nos orgulhamos mais por todo o esforço que envolveu”, conta Maria João Correia, orgulhosa. Além do sucesso que o espaço faz, todos os dias, a equipa concorre a um prémio internacional, com este projeto. Em dezembro deste ano, vai rumar 50 | Revista Business Portugal setembro 2019

a Amesterdão para o World Festival of Interiors, onde concorrem para um prémio na categoria de “Creative Re-Use”. “Este projeto foi feito por todos, não foi só pelos arquitetos. Estivemos todos lá e, por isso, vamos todos para Amesterdão apresentar o nosso trabalho”, refere a nossa entrevistada. A empresa, gerida por Maria João Correia e David Trindade, já esteve várias vezes presente em eventos mundiais de arquitectura, com os mais variados projetos em que está inserida, nomeadamente em Angola, onde também tem um atelier. Em 2018, já haviam sido nomeados para o mundial de arquitetura com um projeto chamado “Metamorfoses”.

Uma forma diferente de estar e de trabalhar “Arquitetos – empreiteiros” é a palavra que melhor descreve quem trabalha nesta equipa, onde se alia a arquitetura à construção. A forma completa como se


SEGMENTO URBANO ARQUITECTOS

nível laboral, mas ao nível pessoal. A mentalidade da sociedade ainda está estigmatizada em relação à construção civil e aos trabalhadores da área, mas eu acredito que pode mudar. Enquanto eu sonhar, vou acreditar que tudo pode alterar-se”. Enquanto a academia não abre, continua a

apresentam, com os valores muito marcados e à vista, faz com que esta empresa se apresente, aos outros, de uma forma muito própria. Maria João Correia explica que não existem hierarquias impostas. “Nós estamos todos no mesmo patamar, não gostamos das palavras patrões e empregados. Cada um tem responsabilidades diferentes, mas estamos todos ao mesmo nível”, refere. “A minha vida ou a minha posição não vale mais do que a vida ou a posição de um carpinteiro ou de um ladrilhador. É esta a nossa visão”. “Na empresa entra qualquer pessoa que demonstre ter soft skills e responsabilidade suficiente para entrar na equipa, depois nós formamos. Acreditamos na meritocracia e não na ascensão de carreira devido às qualificações. Temos vários exemplos connosco”, esclarece a nossa entrevistada. Admite que, no início, esta forma de estar não é aceite de imediato por todos os colegas de trabalho, mas que, com tempo, todos acabam por adotar a mesma postura. É por acreditar tanto na formação e neste projeto que Maria João Correia tem o objetivo de criar uma academia de formação de construção civil. “Acho imprescindível a formação. Não só ao

“Nós estamos todos no mesmo patamar, não há patrões e empregados. Cada um tem responsabilidades diferentes, mas estamos todos ao mesmo nível” trabalhar diariamente para a melhoria e para o crescimento. A nomeação para o Prémio Internacional de Arquitetura é uma das provas de que, em equipa, tudo se consegue!

Início da parceria com a Melom e Querido mudei a casa obras

Equipa melom com Tatiana Faustino das conservas portugal norte

David Trindade e Maria João Correia com o arquiteto João Carvalho, director da Melom

Rua Roberto Ivens, 386 , 4450-218 Matosinhos • Tel: 222 087 024 • Email: geral@segmentourbano.com www.segmentourbano.com setembro 2019 Revista Business Portugal | 51


KIDS HOUSE FURNITURE

MOBILIÁRIO PARA OS MAIS NOVOS Com mais de 20 anos de experiência, a Kids House Furniture é uma empresa dedicada ao design, produção e comercialização de mobiliário infantil e juvenil. Mireia Paya é a responsável pela marca e foi com ela que estivemos à conversa para esta edição da Revista Business Portugal.

N

atural de Barcelona, foi com sotaque espanhol que a nossa entrevistada nos deu a conhecer a sua empresa: “Venho de uma família de designers e a Kids House nasceu em Barcelona, de onde somos naturais. No entanto, em 2012, quando se deu a crise em Espanha, fomos obrigados a pensar em novas soluções. Foi aí que decidimos vir para Portugal”, começou por nos contar. Viana do Castelo, que era antes o destino eleito por Mireia Paya para as suas férias em família, tornou-se na cidade anfitriã para a sua nova casa e negócio: “Abrimos uma loja em Viana e outra no Porto. Quando decidimos vir para Portugal queríamos um local que tivesse tudo, menos a confusão de uma cidade grande. Viana é o conjunto perfeito de tudo o que procurávamos”, revelou a empresária.

Mobiliário para miúdos e graúdos Habituada a desenvolver mobiliário infantil, a Kids

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Mireia Paya, proprietária

House pretende ser uma marca capaz de desenvolver produtos bonitos, modernos e, sobretudo, versáteis: “Queríamos desenvolver uma linha que fosse a síntese de tudo o que os clientes nos pediam sem esquecer a relação, importante, de qualidade/preço”, afirmou. Nesta empresa, todo o mobiliário é pensado ao pormenor para dar resposta a várias necessidades e se poder adaptar às diferentes fases de desenvolvimento da criança. Além da vertente técnica, a Kids House está dotada com uma equipa de designers e colaboradores disponíveis para prestar ajuda personalizada e apresentar diferentes propostas para o projeto real do cliente. Assim, para além do mobiliário standard, já fabricado e vendido nas duas lojas da marca, também é possível o desenvolvimento de um projeto por medida e o desenvolvimento de projetos, para o resto da casa, com a marca KH Living: “Fazemos o serviço completo desde o projeto à mon-

“Fazemos o serviço completo desde o projeto à montagem, passando pelo fabrico das peças. Confesso que nada me dá mais prazer do que ver o resultado final do projeto que idealizamos”


KIDS HOUSE FURNITURE

tagem, passando pelo fabrico das peças. Confesso que nada me dá mais prazer do que ver o resultado final do projeto que idealizamos”, confidenciou-nos orgulhosa. Após cinco anos de presença física em Portugal, o feedback não podia ser melhor, uma vez que muitos são os contactos estabelecidos por quem passa na rua e se interessa pela decoração das montras e dos espaços Kids House. Por outro lado, o orgulho recai, também, pelo número de clientes de Lisboa (muitos deles figuras públicas) que confiam na qualidade e bom gosto da equipa da nossa entrevistada. Desengane-se quem julga que desenvolver produtos para crianças deve apenas pensar nos mais pequenos. Mireia Paya deu-nos conta da realidade com que se debate: “Mais do que os filhos, nós temos de agradar os pais. A verdade é que os pais vivem muito a construção do quarto dos filhos e nós procuramos ir ao encontro das expetativas que eles criam”. Nesse seguimento, a designer de mobiliário esclareceu-nos sobre as tendências atuais: “O papel de parede voltou a ser uma grande tendência. A par disso, os tons naturais e a harmonia rústica/moderna que transfere um ar acolhedor à casa, é o mais procurado”, garantiu. O futuro prevê-se risonho para a Kids House. Depois da abertura de uma loja em Viana do Castelo e outra no Porto, chegou a vez de apostar numa loja em Lisboa. A ideia já se encontra em marcha e pode ser que a expansão esteja para breve: “Acontecerá quando for mais oportuno”, finalizou Mireia Paya. PORTO Rua do Campo Alegre 1216 Tlf.: 224 020 740 Email: kidshouse.porto@gmail.com VIANA DO CASTELO Alameda João Alves Cerqueira 484 Tlf.: 258 400 702 Email: kidshouse.viana@gmail.com @kidshousefurniture @kids_house_furniture www.kidshousefurniture.com

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BRICK ENGENHARIA

BRICK EM CONSTANTE CRESCIMENTO Nuno Barroso, ceo

É possível descrevê-lo com poucas palavras, mas fortes. Exigente, direto e competente, Nuno Barroso, CEO da Brick, falou-nos do seu mais recente projeto e da expansão da empresa. O que ninguém sabe, é que guarda consigo um especial gosto por abraçar outros mercados, nomeadamente o difícil e exigente mercado britânico.

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oi no ano de 2006 que fundou a empresa que atualmente lidera: uma das mais inovadoras e promissoras do setor dos serviços de engenharia na área da avaliação imobiliária e de equipamento, assim como da peritagem. Expandida a nível nacional, a Brick decidiu novamente surpreender o mercado e apostar num projeto, que embora já exista em Portugal, será marcado pela diferença e inovação.

Consultoria de Peritagem O projeto é inovador, diferenciador e promete poupar dinheiro aos clientes. A empresa desenvolveu novas ferramentas de trabalho e metodologias diferentes, comparativamente a quem já está a aplicar este método de peritagem no mercado tradicional. Trata-se de um serviço onde será executada a peritagem multirriscos e consultoria de peritagem para as seguradoras, como por exemplo, de habitação, furto ou roubo e danos por água, etc., bem como peritagem de grandes

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riscos. Neste âmbito, o serviço será acompanhado por software georreferenciado desenvolvido na Brick, que permitirá a qualquer perito trabalhar a partir do local onde se encontra e, no decorrer da peritagem, será possível acompanhar todo o processo no escritório. A vantagem para as seguradoras será evidente no que concerne à questão monetária: “Pretendemos prestar um serviço às seguradoras que permita, por exemplo, reduzir em cerca de 30 por cento o valor atual de indemnizações pagas, por ano”. Admite terem know-how sobre o setor muito específico e consideram validar o trabalho feito por terceiros, o que permitirá aos clientes ter a perceção concreta de até que ponto é que estão a ser ludibriadas: “Só depois dos clientes verem e perceberem como é que estamos a trabalhar é que se vai realmente desenrolar todo o processo”.

“Desenvolvimento e investimento” Relativamente ao cumprimentos de prazos SLA - Service Level Agreement, a Brick irá ter prazos mais curtos, mas que asseguram uma qualidade técnica muito superior, devido ao desenvolvimento de tabelas já certificadas de custo de mão-de-obra e materiais que variam consoante as diferentes zonas do país (e que são atualizadas em curtos períodos de tempo, não só consoante a inflação, mas também consoante o conhecimento da empresa no mercado e da experiência que estão atualmente a ter). Juntamente com entidades credenciadas de cariz nacional, procederam à certificação destas tabelas, tendo posteriormente avançado para o desenvolvimento do ‘web based’ software. O serviço foi preparado para ser vendido a seguradoras, clientes particulares e a empresas que dele necessitem, como por exemplo, empresas de NPL – Non-Performing Loans, que fazem a gestão de crédito malparado. Este tipo de cliente solicita à Brick, com bastante frequência, avaliações que acabam por necessitar de verificação de patologias, ou seja, aferição do estado de conservação do bem e das necessidades específicas de intervenção de forma ao investidor perceber qual o risco associado ao investimento. Isto irá permitir compreender na hora, após a chegada do perito ao imóvel, quais os custos associados à resolução dos problemas construtivos evidenciados, sem o cliente ter de recorrer a prestadores diferenciados e especializados em diferentes artes, reduzindo também aí os custos. É um serviço que pode ser automaticamente validado e que é enviado para as seguradoras ou para o cliente de forma muito célere. Labora com peritos e investigadores altamente qualificados e com nome no mercado, que tem vindo a acompanhar a evolução do mesmo, tanto a nível


BRICK ENGENHARIA

de inflação como a nível de evolução de preços, mão-de-obra e materiais: “Conseguem reconhecer facilmente determinadas situações de fraude e que, sobretudo, ajudam as seguradoras a assegurar os seus valores. Trabalhamos com os melhores peritos que existem no mercado”, reiterou. O serviço está em fase de arranque e a começar a ser vendido!

Rigor e Competência Trabalha com o setor da banca há alguns anos e, atualmente, o alvo de crescimento continua a ser este setor. Nuno Barroso começou a redirecionar a empresa para a área dos fundos de investimento onde fez, juntamente com a equipa, uma forte aposta nesse sentido. Começaram a ganhar novos clientes na área de ‘fundos’ e o departamento de avaliação continua a crescer de forma sustentada, mas admite que neste momento

“Os desafios fazem-nos sempre crescer. Sair da zona de conforto é a única forma de evoluirmos”. Com um gosto próprio em abraçar o mercado inglês, Nuno Barroso identifica-se com o país devido à sua exigência e transparência. Já foi desafiado para internacionalizar a Brick, mas entendeu que ainda não era o momento. Tal como em Portugal, em Inglaterra existe uma grande luta pelos honorários: “Continuamos a estar num patamar muito inferior ao que deveríamos estar como técnicos”. Por outro lado, a maior preocupação, atualmente, para o nosso entrevistado é ter cada vez mais qualidade técnica, melhores prazos, melhores e mais motivados profissionais e sustentar o crescimento.

Era de mudanças e seleção A procura intensiva, de mais de um ano, levou a equipa Brick, do Porto, ao rumo certo! Mudou de instalações no início deste ano devido à necessidade de espaço, encontrando-se atualmente localizados no Edifício Olympus II, na Avenida D. Afonso Henriques, em Matosinhos. Porém, com a elevada necessidade de se expandirem, decidiram abrir um espaço em Lisboa, também no início deste ano, na Avenida da República: “Foi o sítio certo à hora certa e concretizou-se”. Com dez colaboradores internos no escritório do Porto e em fase de contratação de mais dois internos em Lisboa, contam sensivelmente 80 colaboradores externos na área da avaliação imobiliária. Na área da peritagem e consultoria de peritagem, têm cerca de 65 peritos. Vão querer complementar ainda mais os serviços com mais colaboradores para poderem “crescer de forma calma e segura”, mas admite a dificuldade em empregar trabalhadores competentes. O processo

o investimento passa mais pelos fundos do que propriamente pela banca: “É uma questão de perceber qual é o caminho que temos de percorrer. Todos nós sabemos que com o aumento de custos que decorreu da implementação lei 153/15, do RGPD e outros, temos cada vez mais dificuldades”. Admite ainda, que “os peritos externos têm vindo a queixar-se de forma resoluta e veemente quanto aos honorários, sendo necessário e urgente que os clientes tenham a perceção de que os honorários têm forçosamente que subir, acompanhando a normal e transversal subida de preços verificada em Portugal. Os honorários afetos ao setor não podem depender de SLA’s, mas sim da qualidade evidenciada no trabalho”.

Passado, Presente e Futuro Entre fases boas e menos boas, Nuno Barroso admitiu que quando criou a Brick, percecionava uma evolução natural ao nível da que atingiu ou até um pouco mais além. Já vivenciou de perto uma crise e pensa que poderá vir a viver outra em breve, referindo: “Trazem novas oportunidades, novidades e desafios. Só tenho de me queixar de mim se não evoluí ou vier a evoluir mais”.

de recrutamento, de engenheiros e arquitetos, é realizado através de empresas de Recursos Humanos, “feito com tempo e com calma”. São contratados profissionais com cursos de peritagem, registados na CMVM, como também recém-licenciados com disponibilidade para aprender: “Tento que as pessoas que trabalham comigo se sintam motivadas e envolvidas no projeto. Se não houver exigência, competência e qualidade técnica, não estamos aqui a fazer nada”, finalizou.

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LA MAISON IMOBILIÁRIA

UMA EMPRESA DIFERENTE, ASSENTE NA QUALIDADE E EXCELÊNCIA Com nove anos de atividade, a La Maison é uma das mais reconhecidas agências imobiliárias no concelho de Loures, que se compromete em prestar um serviço altamente qualificado e personalizado. A Revista Business Portugal esteve à conversa com o Dr. Nuno Santos, CEO da empresa que é uma referência na região.

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mpresário carismático, apaixonado pelo que faz e movido pelo rigor, assim é o Dr. Nuno Santos, que já conta com 15 anos de experiência no ramo imobiliário e um sólido know-how na área financeira e comercial. Ao longo da sua carreira profissional foi acumulando vários triunfos e isso, aliado à sua visão estratégica e sentido de responsabilidade, levou-o a criar, em 2010, a La Maison, assumindo o compromisso de ser uma empresa diferente, assente na qualidade e excelência. A La Maison é uma referência na área da mediação imobiliária e da mediação financeira, que presta um serviço personalizado, com aconselhamento próximo e informado, com grande foco no cliente. Desde o primeiro contacto até ao momento da escritura, há sempre um acompanhamento cuidado do cliente, por parte da equipa liderada pelo Dr. Nuno Santos, que faz questão de acompanhar todos os processos desde o primeiro minuto. A oferta de serviços é variada: mediação imobiliária, tratamento de documentação, consultoria financeira, acompanhamento de avaliação e de escrituras, processos que permitem ao cliente um serviço chave na mão (uma metodologia e um modus operandi que têm garantido a sua fidelização), tratamento da transação comercial de imóveis, processos de financiamento de crédito à habitação, leasing imobiliário, quer a nível de aquisição, quer de equipamentos, e até fundos de investimento imobiliário, mantendo “parcerias e acordos com todos os bancos”, refere o Dr. Nuno Santos, sublinhando que consegue disponibilizar aos seus clientes condições diferenciadas. A inovação, modernidade e competitividade fazem parte do ADN da La Maison, que trabalha com segmentos que poucas empresas têm, tendo sido, inclusivamente, a primeira empresa de mediação imobiliária no concelho de Loures a trabalhar com o segmento 56 | Revista Business Portugal setembro 2019

Dr. Nuno Santos, ceo

de imóveis bancários, bem como com os fundos de investimento imobiliário.

Um exemplo único no mundo Para o Dr. Nuno Santos os clientes são a sua melhor publicidade, daí a importância do atendimento único e diferenciador. Um cliente La Maison é um cliente para toda a vida, a nível financeiro, “o cliente faz um crédito habitação hoje, daqui a dois anos vem ter comigo e pede-me para rever as condições, eu faço um apanhado com as melhores propostas dos bancos e ele escolhe, a transferência de crédito é gratuita, ou seja, serviço de aconselhamento e tratamento processual gratuito até ao fim da vida dos clientes da carteira da La Maison. Este aconselhamento vitalício gratuito é inédito no mundo. Nenhuma agência que eu tenha conhecido presta um serviço pós-venda igual ao da La Maison”, refere. O profissionalismo, credibilidade e confiança que os caracteriza levou a imobiliária a conquistar um lugar no pódio: “dentro do concelho todas as entidades municipais, instituições bancárias e jurídicas conhecem-nos e trabalham connosco, esta é uma relação de proximidade conquistada com respeito, trabalho e qualidade. Não dizemos que somos melhores, apenas somos diferentes. O nosso trabalho fala por nós”, afirma orgulhoso, acrescentando que irá manter o empenho para continuar um percurso de contínua inovação. La Maison - Agenda Mediática, Mediação Imobiliária, Unip. Lda Rua Pedro Álvares Cabral, 24 B 4, Quinta do Infantado 2670-391 Loures Tlf.: 219 844 130 | Tlm.: 961 039 629 Email: geral@la-maison.com.pt


PORTUGAL CRIATIVO Portugal foi nomeado pelo Global Creativity Index 2015 como o vigésimo terceiro país mais criativo do mundo, num ranking que envolve 139 nações. O estudo relaciona a criatividade ao desenvolvimento económico que se baseia em três pilares, os três T’s : Talento, Tecnologia e Tolerância. O primeiro relaciona-se com a quota parte de adultos de uma nação que trabalhe com industrias criativas. A “Tecnologia” corresponde ao valor de investigação e desenvolvimento, por fim a “Tolerância” define-se pela forma como os nacionais tratam as minorias. De acordo com um estudo feito, em 2017, pela Fileira das Indústrias Criativas, da AICEP – Agência para o investimento e comércio externo de Portugal - a área criativa, em Portugal, conta com cerca de 66 mil empresas e 88 mil colaboradores. O volume de negócios de 4.6 milhões de euros e um volume de exportações na ordem dos 402 milhões de euros. Dos setores que empregam o maior número de individuos da área criativa destacam-se os livreiros, os editores, património cultural, audiovisual e multimédia. Já segundo o world creative 2017, os setores que geram mais receitas são a indústria da televisão, das artes visuais e da impresa. “Portugal criativo” é um conceito coordenado pela ADDICT – Agência para o Desenvolvimento das Indústrias Criativas - em parceria com a Fundação da Juventude e tem como objetivo celebrar a criatividade das Indústrias. O desafio passa pelo desenvolvimento das regiões através da ligação entre a economia e a cultura e o social e tecnológico.

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WEAS

O SEU PARCEIRO TECNOLÓGICO A WEAS surge no mercado em 2016, com o objetivo de ser um parceiro tecnológico das empresas. Tendo como bandeira o investimento e um produto de chave na mão, afirma-se em três grandes áreas de negócio: produção de cablagem, eletrónica e montagem de equipamentos. Em entrevista à Revista Business Portugal, o engenheiro Alípio Teixeira, deu-nos a conhecer a empresa onde é CEO.

banca, bilhética, geolocalização, automóvel, impressoras 3D, telemetria, carregamento de veículos elétricos e, recentemente, na área da iluminação pública, onde estamos equipados com uma linha de produção com capacidade para produzir 12 mil luminárias/mês. Temos três áreas de trabalho que servem para uma grande variedade de produtos, o que faz com que também tenhamos uma grande variedade de clientes. Não estamos restritos apenas a pequenas ou a grandes séries, tanto trabalhamos para um cliente que queira fazer 100 placas, cabos ou máquinas, como também fazemos 12 mil por mês. Neste momento, temos todas as condições reunidas na produção para poder satisfazer qualquer tipo de cliente, independentemente de ele querer grandes ou pequenas séries. Isso é algo que vos distingue? Sim, sem sombra de dúvida. O facto de estarmos preparados para produzir tanto pequenas como grandes séries, permite-nos uma grande flexibilidade que é outra das nossas “bandeiras”. Na WEAS primamos pela flexibilidade, rigor, qualidade, honestidade e queremos ser sempre

Alípio Teixeira, ceo

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omo surgiu e como se caracteriza a WEAS? Nós já temos um know-how desta área desde 2006, mas a empresa foi criada em 2016, sempre focada nas três valências: produção de cablagem, produção de eletrónica e montagem do produto completo, ou seja, tudo o que seja equipamento nós estamos habilitados a produzir. Temos casos em que fazemos os produtos para os clientes e, depois, eles é que comercializam e outros em que somos nós a comercializar diretamente. Isto quer dizer o quê? O dono do produto divulga-o, os clientes deles fazem-nos a encomenda e nós satisfazemos os clientes. Arrancámos com cerca de 20 colaboradores e, neste momento, já duplicámos este número. Temos, desde o início, uma forma de trabalhar muito particular. Pretendemos, essencialmente, relações a longo prazo, não queremos clientes para um dia, queremos clientes contínuos e para a vida e o nosso objetivo é satisfazê-los a todos os níveis, para que permaneçam connosco e sejam nossos parceiros. Nós não encaramos os clientes como tal, encaramos sim, como parceiros. Em que países estão presentes? Cerca de 60 por cento da nossa produção é direcionada para fora de Portugal, nomeadamente Espanha, França, Holanda, Alemanha, Malta, Venezuela e Itália. Os restantes 40 por cento permanecem em território nacional e as áreas que se destacam são a bilhética e iluminação pública. Em que áreas de negócios é que a WEAS está presente? São várias as áreas em que WEAS está presente. Podemos destacar as áreas da 58 | Revista Business Portugal setembro 2019


WEAS

competitivos. A transparência também é uma característica que valorizamos e consideramos muito importante para uma boa relação de parceria.

necessidade de mobilizar grande parte da equipa para esse projeto e é nesses momentos que a polivalência se torna um fator fundamental e de grande importância.

Para as áreas de negócio referidas são necessárias certificações? Sim, a certificação ISO 9001 2015 é obrigatória e é o mínimo que qualquer empresa que queira trabalhar para estas áreas de negócio deverá ter. A WEAS obteve esta certificação meio ano após o início da sua atividade. Atualmente, estamos em curso de implementação de mais duas novas certificações: a ISO 14001 e a certificação UL, esta última é necessária para fabricar produtos que sejam comercializados nos Estados Unidos.

O que é, para a WEAS, inovação? Criatividade está ligada com inovação. Como prestamos serviços, inovamos no âmbito do processo, no sentido de melhorar e atualizar os processos produtivos. Na nossa área, associamos a criatividade ao querermos estar sempre atualizados, modernizados e a par das novas tecnologias.

Na WEAS primamos pela flexibilidade, rigor, qualidade, honestidade e queremos ser sempre competitivos

Sentem dificuldades em contratar recursos humanos para esta área de negócio? Dificuldade em encontrar possíveis colaboradores não temos. A principal dificuldade prende-se, essencialmente, pelo facto de um colaborador que inicie na WEAS ter sempre duas ou três semanas de formação, para depois estar apto a exercer as respetivas funções. A polivalência é uma característica essencial para a nossa área, o que faz com que esta curva de aprendizagem seja muito importante aquando da admissão de um novo colaborador. Quando temos de responder com rapidez a solicitações de clientes, por vezes, há

Apresente-nos as suas perspetivas do futuro. Até este momento, fizemos um percurso muito difícil, mas positivo no meu ponto de vista. Temos crescido bastante, quer a nível de estrutura, de recursos humanos e volume de negócios. Tivemos sempre associado um investimento contínuo, nas várias áreas, quer nas condições dos trabalhadores, quer nas instalações. Para o futuro, nós vamos continuar com a nossa estratégia comercial, que é a base para conseguir mais projetos e mais clientes. Temos como objetivo manter os níveis de investimento e, quem sabe, incluir a tecnologia SMD. Este último é um investimento considerável que obriga a alguma sustentação, nomeadamente projetos de eletrónica que o justifique.

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MULHERES LÍDERES Todos conhecemos o velho e obsoleto ditado “Por trás de um grande homem está uma grande mulher”. A verdade é que máximas como esta caem, cada vez mais, por terra. Hoje, são cada vez mais as mulheres que deixaram o lugar de retaguarda e assumem posições de liderança no mundo empresarial. Hoje, milhões de mulheres por todo o mundo abraçam desafios e projetos profissionais que, durante décadas, lhes estiveram vedados, deixando para trás o estigma de que nunca conseguiriam alcançar profissionalmente os meus objetivos que o sexo masculino. Prova disso é o extraordinário número de mulheres que se assumem líderes de destaque nos vários setores da sociedade. Mulheres, profissionais, empreendedoras e líderes empoderadas que têm alcançado o devido reconhecimento na sociedade e têm inspirado milhões de outras mulheres. Nesta edição da Revista Business Portugal mostramos-lhe exemplos de líderes empresariais, exemplos de determinação profissional, de empreendedorismo e criatividade que têm quebrado barreiras e inspirado a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

UMA DAS MAIS BELAS QUINTAS DE TRÁS-OS-MONTES FICA EM VALPAÇOS

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PINE HILLS VILAMOURA

UMA EXCELENTE OPÇÃO PARA INVESTIR OU PASSAR FÉRIAS O Pine Hills Vilamoura é um espaço tranquilo e familiar, onde se pode desfrutar de ginásio e piscina ao ar livre, com a garantia de comodidade e sossego. Constituído por 11 blocos, cada um com cinco apartamentos, que variam entre a tipologia T1 e T3, este empreendimento foi resgatado à banca em 2017, por um grupo de investidores irlandeses que, desde essa altura, revitalizaram e rentabilizaram o espaço. Carlos Henrique, diretor geral do Pine Hills Vilamoura, esteve à conversa com a Revista Business Portugal e dá-lhe a conhecer este local, no qual também pode investir.

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omo nasceu o empreendimento Pine Hills? Caracterize-nos este espaço. O empreendimento Pine Hills Vilamoura foi um projeto que, durante a sua construção, passou por vários promotores, atravessando o período da grave crise financeira e acabando por cair nas mãos do Banco Espírito Santo, atual Novo Banco, que o colocou no mercado imobiliário. Em junho de 2017, foi adquirido à banca por um grupo de investidores Irlandês que, desde então, tem revitalizado todo o empreendimento. O espaço é composto por 11 blocos de cinco apartamentos cada, generosa piscina comum e piscina para crianças, serviço de receção e segurança 24 horas, ginásio, parque de estacionamento privativo e está integrado num vasto lote de 19 mil metros quadrados, onde cerca de metade são destinados a áreas de jardins, cuidadosamente construídos e tratados por empresas reconhecidas pela sua qualidade de serviços. Como se posicionaram os investidores para garantir a rentabilização máxima dos apartamentos? Os investidores apostaram na criação de um produto de alta qualidade, renovando todas as unidades com mobiliário e equipamentos de requinte e reabilitando toda a zona exterior do empreendimento, jardim e piscinas, de forma a atrair o cliente e futuro proprietário que busca um lugar tranquilo para residir ou passar férias, e onde o grau de exigência é uma constante na satisfação dos nossos clientes. Por quantos apartamentos é constituído o empreendimento? Quais as suas características principais?

São 55 apartamentos de três tipologias: oito T1, 38 apartamentos T2 e nove T3. São apartamentos espaçosos, decorados num estilo moderno, cozinhas totalmente equipadas, chão radiante, ar condicionado em todas as divisões, complementados pelas vistas magníficas da sala e dos terraços. Existe a possibilidade de compra e respetiva rentabilização e também a possibilidade de investimento pura? Sim, temos várias opções para o investidor. Aquisição do imóvel para habitação permanente, para segunda habitação e também para fins de investimento puro; a exploração das unidades para férias é efetuada em regime de alojamento local. Quem são os principais investidores? Existe uma grande variedade de nacionalidades, não existindo um grupo predominante: inglês, alemão, sueco, francês, belga, holandês, suíço. O investidor português também está representado. Ainda têm apartamentos disponíveis para investidores? Num espaço temporal de pouco mais de um ano comercializámos 75 por cento das unidades disponíveis, tendo sido um sucesso de vendas, dada a exclusividade do produto na variante preço-qualidade. Quem quiser investir, como deve proceder? De momento estão a ser comercializadas as 12 últimas unidades do empreendimento, bastando contactar através do endereço de e-mail: Info@mespil.ie ou através do telefone: +351 289 245 500, prevendo-se que, antes do final do corrente ano, estejam fechadas todas as vendas. Brevemente serão tornados públicos os novos projetos por parte da Mespil em Portugal, nas regiões do Algarve e Lisboa. setembro 2019 Revista Business Portugal | 61


BONHAMS

“TRABALHEM O MELHOR QUE AS SUAS CAPACIDADES E AS CIRCUNSTÂNCIAS O PERMITIREM” Fundada em 1793 a Bonhams é uma das mais famosas leiloeiras do mundo. Filipa Andrade é a representante da Bonhams em Portugal, desde 2010, e foi com ela que estivemos à conversa para esta edição da Revista Business Portugal. Com um percurso profissional iniciado em Londres, Filipa Andrade confessa que o sucesso alcançado não resulta apenas de “mérito próprio”, mas também “fruto de colaboração com outras pessoas” sem as quais não seria possível alcançá-lo.

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Bonhams realiza leilões desde 1793, contando com uma história que vem sendo escrita há mais de dois séculos. Qual a fórmula por detrás do sucesso alcançado? A Bonhams realiza leilões continuamente desde 1793, mas a empresa moderna data da viragem do século XXI, quando a Bonhams se fundiu com outra casa de leilões do Reino Unido, a Phillips. Desde então, a Bonhams tornou-se na empresa internacional que conhecemos hoje, abrindo salas de leilão em Nova Iorque, Los Angeles e Hong Kong – para além das suas duas salas de leilões em Londres e uma outra em Edimburgo - e estabelecendo escritórios em todo o mundo, incluindo em Lisboa. Conseguimos esta expansão por sermos muito flexíveis e agirmos rapidamente quando as oportunidades surgem, mas dependemos mais do que tudo do nosso capital humano – os nossos especialistas de departamento, as nossas equipas de apoio e os nossos representantes em todo o mundo, conhecidos por serem amigáveis e acessíveis. Temos 60 departamentos especializados, por isso podemos oferecer uma ampla variedade de vendas e a nossa presença internacional significa que podemos colocar itens à venda no local onde eles irão atrair mais interesse. É a leiloeira mais antiga do mundo e conta no seu portefólio com uma ampla variedade de peças que são referência na joalharia, arte e cultura. De que forma é garantida a excelência das peças em leilão? A maioria das peças que vendemos na Bonhams são provenientes de particulares. Em primeiro lugar, certificamo-nos de que o item não foi reportado como perdido ou roubado, assim sendo, realizamos verificações com o Art Loss Register no Reino Unido e bases de dados similares no exterior. A proveniência de uma peça - ou seja, o seu histórico de propriedade é importante e elementos, como os recibos de vendas, podem ser muito úteis para determinar quando e onde algo foi comprado. Também realizamos a nossa pesquisa, consultando - no caso de pinturas, por exemplo - o catálogo raisonné da obra do artista e apelando ao conhecimento de outros especialistas na área, nomeadamente os organismos de certificação internacional. Em 2015, Portugal foi presenteado com a abertura de um escritório da Bonhams, mais concretamente em Lisboa. Quais as motivações inerentes a esta aposta? A abertura do nosso escritório em Lisboa, em 2015, foi uma parte importante da nossa estratégia para estabelecer a marca Bonhams em toda a Europa. Portugal é, historicamente, uma força cultural importante e vibrante, e era natural que desejássemos abrir um escritório aqui. 62 | Revista Business Portugal setembro 2019

Lucio Fontana Concetto spaziale, Attese 1960 £250.000-350.000 3 de Outubro de 2019, New Bond Street, Londres

De que forma é estabelecido o contacto entre o cliente e a Bonhams? Um cliente interessado em avaliar uma peça de arte connosco desloca-se até ao nosso escritório em Belém. Há casos em que as pessoas vivem longe e, por isso, contactam-nos por telefone ou correio eletrónico. Agendamos uma avaliação com os nossos especialistas e depois o cliente decide se quer colocar a peça em leilão. Temos tido pessoas que nos aparecem para avaliar um relógio de pulso e dizem: “já agora tenho lá um quadro” e ainda “já agora podia avaliar a minha coleção inteira?”. Os leilões on-line têm cada vez mais adeptos. Em 2016, a Bonhams realizou o primeiro leilão on-line de forma a expandir e melhorar Filipa de Andrade, representante da Bonhams em Portugal


BONHAMS

Anel de safira e diamantes c. 1900 £80.000-120.000 24 de Setembro de 2019, New Bond Street,Londres

a gama de serviços disponíveis aos seus clientes. Foi uma aposta ganha? Estamos sempre à procura de formas de expandir e melhorar a gama de serviços que oferecemos aos nossos clientes e os leilões on-line são definitivamente uma parte cada vez mais importante do mix. A Filipa de Andrade é atualmente a representante da Bonhams em Portugal. De que forma foi sendo traçado o seu percurso e em que momento assume este cargo? Fui convidada para representar a Bonhams em 2010. O meu percurso começou na Universidade Nova de Lisboa e passou por Londres, onde estudei e trabalhei numa outra leiloeira. Regressando a Portugal, dei aulas na Universidade e passei pelo Centro Cultural de Belém e Fundação Oriente, onde estive 10 anos ligada à curadoria e constituição da coleção de arte. É hoje um caso de sucesso e empreendedorismo feminino. Uma mulher líder, dentro e fora da Bonhams. Como consegue conciliar a exigente vida profissional com a pessoal? Deixe-me começar por dizer que não me considero uma líder, mas sim alguém que presta um serviço. Ou, antes, alguém - que por acaso é mulher - que presta serviço em vários setores da sua vida, como de resto todos nós! É muito importante esta noção de serviço pois, infelizmente constato que no nosso País, uma cultura de serviço está muito aquém do que noutros. A palavra serviço é como que pejorativa, quando deveria ser o

Conjunto Van Cleef & Arpels de Rubis e Diamantes c. 1990 | £100.000-150.000 24 de Setembro de 2019, New Bond Street, Londres

Victor Vassarely FARBWELT 1963-1973 | £55.000-75.000 3 de Outubro de 2019, New Bond Street, Londres

as coisas em perspetiva. E claro, espero que os meus filhos aprendam que a vida é assim, que virá a vez deles de terem de fazer esforços pelo trabalho e pela família. 1935 Bugatti Type 57 Atalante | Chassi n. 57252 Coleção Barry Burnett 14 de Setembro de 2019, Goodwood Revival, Chichester, Goodwood Vendido por £1,553,800

contrário. Veja, eu presto um serviço ao meu empregador. E não tem qualquer segredo – sou paga para isso e tenho de agradecer, por terem confiado em mim. Eu presto serviço aos nossos clientes, e mais uma vez, tenho de agradecer terem-no feito. Não faço mais do que a minha obrigação. Podiam ter escolhido outra empresa. Eu presto serviço à minha família. Este serviço é em várias frentes, evidentemente. Como mãe servimos sempre, mas mesmo quando estou a trabalhar, estou também a prestar serviço à minha família, pois através do meu trabalho eles podem ter melhores condições. É sempre um desafio a conciliação da vida familiar com a profissional, mas considero que sou privilegiada e dou graças a Deus por isso. Consigo acompanhar os meus filhos, embora haja ocasiões em que gostaria de estar e não estou. Dou-lhe um exemplo: tenho uma filha com 9 anos e até hoje só me lembro de ir a uma reunião de início de ano escolar, e de faltar a cerimónias escolares. Fico triste, preferia estar lá do que em qualquer outro lado. São os sacrifícios da vida diária. Penso em tantas mulheres (e homens) que trabalham por turnos em serviços duríssimos para levar tão pouco para a família e coloco

Todos os dias, assistimos a histórias de sucesso de mulheres empreendedoras. Que conselhos gostaria de deixar a todas as mulheres que desejem entrar e fazer a diferença no mercado de trabalho? Gostaria de dizer que o móbil não pode ser o ter sucesso ou ser líder. Se tal vier como consequência do seu desempenho, então ótimo. Mas o conselho é que trabalhem o melhor que as suas capacidades e as circunstâncias o permitirem, sem adotar uma postura de superioridade. Liga-se com a questão anterior do serviço. O nosso sucesso numa ou outra tarefa não é só mérito próprio. Não podemos cair no abismo do próprio ego. É fruto de trabalho, sacrifício e capacidades próprias, com certeza, mas também de circunstâncias, favoráveis, ou não, que encontramos. É fruto de colaboração com outras pessoas que trabalham connosco e que, apesar de não aparecerem, sem as quais não seria possível fazer o trabalho e o projeto com sucesso. Seria injusto não reconhecer isto. Infelizmente assisto por vezes a situações em que sabemos que houve um esforço coletivo muito grande para concretizar um projeto numa ou outra área, mas depois aparece alguém a monopolizar o sucesso do mesmo. É importante aí também esta noção de serviço e de humildade. Ninguém consegue nada sozinho. setembro 2019 Revista Business Portugal | 63


ESPECIAL SAÚDE ASSOCIAÇÃO DE FARMÁCIAS DE PORTUGAL MONITORIZAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL DOENÇA VENOSA DIA DO FARMACÊUTICO O dia 26 de setembro tem um significado especial para todos os farmacêuticos portugueses. Em Portugal, desde 1989, a data foi adotada como o Dia Nacional do Farmacêutico, que no calendário litúrgico romano corresponde ao dia de São Cosme e São Damião, os santos padroeiros da profissão farmacêutica. Desde então, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) assinala a efeméride com a realização de várias atividades e iniciativas marcadas pelo convívio e confraternização entre colegas e pela valorização do papel destes profissionais de saúde na sociedade. As comemorações do Dia do Farmacêutico são organizadas todos os anos, de forma rotativa, pelas três Secções Regionais da OF e envolvem várias outras ações em diversos pontos do país, muitas das quais de farmacêuticos a título individual ou de outras organizações e associações setoriais. Sessão Solene – 26 de setembro A Sessão Solene é o evento mais expressivo das Comemorações do Dia Nacional do Farmacêutico, na qual é prestada uma homenagem a farmacêuticos que se destacaram por um percurso profissional com impacto social, técnico ou científico, assim como aos farmacêuticos que completam 50 anos de dedicação à profissão farmacêutica. Nesta sessão é ainda atribuído o Prémio Sociedade Farmacêutica Lusitana aos melhores alunos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas das Instituições de Ensino Superior de todo o país.

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SEGURO CA SAÚDE

DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO Por iniciativa da “World Heart Federation”, no próximo dia 29 de setembro, domingo, é assinalado o Dia Mundial do Coração. “SEJA UM HERÓI DO CORAÇÃO” é o mote da campanha deste ano, que faz uma chamada de atenção para a importância do controlo dos fatores de risco cardiovasculares associados à adoção de um estilo de vida saudável, assente numa alimentação equilibrada e prática de atividade física. A Fundação Portuguesa de Cardiologia, como membro da Federação Mundial do Coração, tem a incumbência de dinamizar as atividades do Dia Mundial do Coração em Portugal.


ASSOCIAÇÃO DE FARMÁCIAS DE PORTUGAL

“AS FARMÁCIAS E OS FARMACÊUTICOS TÊM UM PAPEL CRUCIAL NA SAÚDE DOS PORTUGUESES. O ESTADO DEVERIA VALORIZAR MAIS O SEU PAPEL”

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unca como agora se falou tanto sobre o estado da Saúde em Portugal e sobre a necessidade imperiosa do país adotar um modelo sustentável que garanta o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde prestados à população. Na semana em que se comemora o Dia do Farmacêutico e pouco depois das comemorações oficiais do 40º aniversário do Serviço Nacional de Saúde (SNS), Manuela Pacheco, Presidente da Associação de farmácias de Portugal (AFP), explica em entrevista, como as farmácias são um parceiro fundamental do SNS. Na visão da dirigente o “Estado deveria valorizar mais o papel das farmácias”. Na sua opinião, Portugal tem um bom sistema de saúde? Analisando os rankings internacionais – como o Euro Health Consumer Index- não há dúvidas de que a avaliação é positiva. O Serviço Nacional de Saúde é, indiscutivelmente um legado precioso para todos os portugueses. No entanto, os problemas relacionados com a sustentabilidade financeira do SNS, por um lado, e a pressão de fatores sócio-demográficos (Ex: progressivo envelhecimento da população portuguesa), por outro, têm exposto algumas fragilidades do SNS. O que pode ser feito para melhorar a prestação de cuidados de saúde da população portuguesa? Parece-nos claro que nas atuais condições, o Estado, sozinho, não tem os recursos financeiros, humanos e técnicos necessários para atender a todas as necessidades de saúde de toda a população. A solução, no nosso entender, deverá passar pelo reforço de parcerias entre o Estado e outros agentes do setor da saúde, como é o caso das farmácias. Recordo que as farmácias disponibilizam, à sociedade civil um conjunto alargado e vital de serviços, tanto na área da prevenção da doença, como na área terapêutica, mas também na promoção da saúde. Além de serem as naturais fornecedoras de medicamentos aos cidadãos, as farmácias são muitas vezes o primeiro e último 66 | Revista Business Portugal setembro 2019

Dra. Manuela Pacheco, presidente da AFP

contacto dos cidadãos com o sistema de saúde. Esta proximidade junto dos cidadãos faz com que as farmácias sejam um parceiro fundamental do Sistema Nacional de Saúde. Aliás, muito antes do Serviço Nacional de Saúde ter sido criado, já as farmácias e os farmacêuticos cuidavam da saúde dos portugueses. Que medidas gostaria de ver implementadas no futuro que pudessem contribuir para a valorização das farmácias? O papel fundamental que as farmácias desempenham é, felizmente, reconhecido por diversos agentes do setor. Desde logo começando pelos próprios cidadãos até à classe médica. Falta, no entanto, o devido reconhecimento por parte do Estado, por parte do Serviço Nacional de Saúde. As farmácias e os farmacêuticos têm um papel crucial na saúde dos portugueses. O Estado deveria valorizar mais o seu papel. É preciso lembrar que todos os dias as farmácias e os farmacêuticos acompanham os cidadãos, evitando muitas deslocações desnecessárias aos hospitais e prevenindo o aparecimento ou o desenvolvimento de patologias que comportariam custos elevados para o Estado (em internamentos, tratamentos ou em baixas médicas). Se os serviços farmacêuticos prestados pelas farmácias permitem ao Serviço Nacional de Saúde obter ganhos, porque não apostar num maior reconhecimento dos Farmacêuticos e numa colaboração mais estreita com o SNS?

Na sua opinião, como pode ser feita essa maior colaboração entre as farmácias e o Serviço Nacional de Saúde? Na AFP defendemos, há muito, uma solução que passa pela possibilidade de as farmácias prestarem serviços que, até ao momento, são prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, prevendo, para esse efeito, a atribuição de uma remuneração. Este passo permitiria não só o descongestionamento dos serviços do Sistema Nacional de Saúde, como garantiria um acompanhamento mais próximo da saúde da população portuguesa. Temos já um exemplo de sucesso – o Programa Troca de Seringas – mas este é um caso isolado. O projeto TARV – que consiste na dispensa de terapêutica anti-retrovírica aos portadores de VIH/Sida em farmácias Comunitárias – tem também potencial para ser um bom exemplo de parceria entre o SNS e as farmácias, mas infelizmente e até ao momento trata-se apenas de um projeto-piloto. Esperamos que este serviço seja estendido a todo o país e que a experiência possa ser aplicada a outros grupos terapêuticos, nomeadamente, aos medicamentos oncológicos. Gostaria ainda de lembrar que a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) foi uma das entidades subscritoras do “Compromisso para a Sustentabilidade e o Desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde 2016-2018”. Este documento, assinado em 2016, já previa a valorização e o desenvolvimento do papel das Farmácias Comunitárias enquanto agentes de prestação de cuidados e serviços de saúde. Da mesma forma, o compromisso também previa a adoção sistemática de uma avaliação independente da efetividade, do valor económico e da satisfação dos doentes decorrentes das intervenções das farmácias na geração de ganhos para o sistema de saúde e para os cidadãos. Infelizmente, olhando para a implementação das medidas inscritas neste compromisso, constatamos que muito pouco se avançou nestes últimos três anos. Para o bem da saúde dos portugueses, defendemos que estas medidas deixem de estar apenas traçadas no papel e sejam efetivamente implementadas no terreno.


ASSOCIAÇÃO DE FARMÁCIAS DE PORTUGAL

O Bilhete de Identidade da Associação de Farmácias de Portugal

AGULHÃO

A Associação de Farmácias de Portugal (AFP) foi criada em 1991, contando no início com um pequeno grupo de farmácias. Atualmente, a AFP representa cerca de 160 Farmácias em todo o País. A associação, presidida por Manuela Pacheco, tem como principal missão trabalhar de perto com as farmácias para melhor servir a comunidade. Além de divulgar junto das suas associadas informações relevantes sobre o setor da saúde, a associação presta também apoio logístico no sistema complementar de comparticipações e dá apoio jurídico-legal. As farmácias associadas beneficiam ainda de protolocos relevantes e de cursos e formações gratuitas promovidas pela AFP.

COLOQUE AS SUAS SERINGAS USADAS NO

AGULHÃO

PROJETO INOVADOR

DA SUA FARMÁCIA

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AFP LANÇA PROJETO PIONEIRO “SERINGAS SÓ NO AGULHÃO” PARA A RECOLHA DE SERINGAS DOS DIABÉTICOS

AMBIENTE

a sequência da sua missão de “trabalhar de perto com as farmácias para melhor servir a comunidade”, a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) lançou em junho passado um projeto-piloto inovador, que se destina à recolha das seringas usadas dos diabéticos, bem como de todos os cidadãos que necessitam de medicamentos injetáveis. Intitulada “Seringas Só No Agulhão”, a campanha contou com a parceria da empresa especializada na gestão de resíduos hospitalares, Stericycle, e consiste na instalação de um contentor - o Agulhão - nas far-

mácias onde todos os cidadãos poderão colocar as suas seringas usadas. O objetivo desta campanha é encontrar uma resposta para a falta de soluções seguras e ecológicas de recolha das seringas usadas pelos doentes diabéticos, bem como de todos os doentes que necessitam de medicamentos injetáveis. “Tivemos conhecimento das preocupações de alguns doentes diabéticos que se deparavam com a inexistência de um sistema de recolha de seringas usadas. Sabíamos que estes doentes tinham muitas vezes de colocar as seringas dentro de garrafas de plástico que depois depositavam no lixo comum. E como este não é, de todo, o destino mais adequado para este tipo de resíduos, a AFP tomou a iniciativa de criar esta solução inovadora e ecológica para dar resposta a um problema de saúde pública”, explica a Presidente da AFP, Manuela Pacheco.

TRABALHAMOS COM AS FARMÁCIAS PARA MELHOR SERVIR A COMUNIDADE WWW.AFP.COM.PT

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Associação de Farmácias de Portugal | Avenida Sidónio Pais, n.º 331, 4100-468 Porto | T. 222 089 160 | F. 222 085 269 | geral@afp.com.pt

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setembro 2019 Revista Business Portugal | 67


DIA MUNDIAL DO CORAÇÃO

MONITORIZAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL

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medição no domicílio é importante? A medição da Pressão Arterial (PA) em casa é um complemento importante à medição da PA no consultório, sendo útil na avaliação do controlo da Hipertensão Arterial (HTA). A medição em ambiente de consulta, pelo seu Médico, mostra como está a PA naquele momento. Contudo, a PA sofre várias oscilações ao longo do dia, sendo influenciada por diversos fatores tais como a alimentação, o stress, o esforço físico e a medicação. Assim, a auto-medição da PA em ambulatório (conhecida como AMPA), ao fornecer um maior número de medições da PA, em condições ideais, fora do contexto de consulta, permite ter uma perceção mais fidedigna do seu perfil tensional. Podemos assim comparar a PA no consultório a uma fotografia do momento e a medição da PA em ambulatório a um vídeo, tendo em conta as medições sequenciais ao longo do tempo que são feitas. Assim, o seu Médico poderá recomendar a auto-medição da PA, de forma a obter informações sobre a eficácia da medicação anti-hipertensora e em algumas situações, tais como: • Avaliar a “Hipertensão de Bata Branca”, definida como uma elevação persistente da PA no consultório e valores normais fora deste. Tal acontece porque, por vezes, em ambiente de consulta, algumas pessoas ficam mais ansiosas, o que contribui para um aumento transitório da PA;

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• Avaliar a “Hipertensão Mascarada”. Ao contrário do que se verifica na “Hipertensão de Bata Branca”, nesta condição verificam-se valores normais de PA no consultório, mas valores elevados fora deste; • Hipertensão Gestacional A Monitorização da PA em casa obedece a alguns princípios e reúne características específicas, nomeadamente no que respeita ao tipo de aparelhos e forma de medição. Como escolher o aparelho para medição da PA? Há uma enorme variedade de aparelhos existentes no mercado, mas nem todos são recomendados. É importante que se aconselhe com o seu Médico na seleção do dispositivo mais apropriado. Na escolha do aparelho para medição da PA, tenha em consideração as seguintes características: • Devem ser aparelhos automáticos de medição da PA no braço. Os dispositivos que pressupõem a medição no punho ou nos dedos, ainda que colocados junto ao coração, fornecem valores tensionais pouco credíveis; • Escolha um aparelho validado. As especificações relativas à validação deverão constar das informações fornecidas pelo fabricante. Para verificar a lista de aparelhos validados, pode consultar www.dableducational.org; • Devem ser usadas braçadeiras de di-

mensões adequadas (pequenas, standard ou largas) de acordo com o diâmetro do braço; • Idealmente devem possuir uma memória sólida para um número relevante de medições. Como e quando medir? Tal como foi mencionado anteriormente, para ter significado clínico, é importante ter alguns aspetos em conta na medição da PA no domicílio: • A PA deve ser avaliada num ambiente calmo, após 5 minutos de descanso. Não deve ter fumado, ingerido estimulantes ou feito exercício nos 30 minutos prévios à medição da PA; • Deve estar na posição sentada, com as costas e braços apoiados; • A PA deve ser medida no braço que evidenciou de forma consistente valores tensionais mais elevados; • A avaliação da PA deve ser feita pelo menos durante 3-4 dias, preferencialmente durante 7 dias consecutivos, em 2 períodos do dia: de manhã e à tarde; • Em cada avaliação da PA, devem ser feitas 2 medições, com 1-2 minutos de intervalo; • Registe as medições efetuadas, bem como o dia e a hora. Partilhe este registo com a sua equipa de saúde.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH)


DOENÇA VENOSA

SENTE AS PERNAS CANSADAS E PESADAS? CONSULTE O SEU MÉDICO Impacto socio-económico É este o conselho que a médica especialista em cirurgia vascular, Joana Ferreira, deixa na entrevista à Revista Business Portugal. Esclarece sobre a importância da prevenção e quais os sintomas da doença venosa que afeta gravemente a população mundial, mas que é desvalorizada até deixar marcas irreversíveis na pele e saúde dos doentes.

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dentifique a patologia e a prevalência da Doença Venosa na população portuguesa. Quando falamos de doença venosa crónica, como o nome indica, referimo-nos a uma patologia que é progressiva, evolutiva e em que fica comprometido o normal funcionamento do sistema venoso. Em Portugal, à semelhança dos países ocidentais, a doença afeta cerca de um terço da população adulta. Os principais sintomas desta doença são as pernas cansadas, pesadas e inchadas. Joana Ferreira, médica

A Doença Venosa afeta algum grupo da população, em particular? Esta doença é mais frequente nas mulheres, ou seja, 60 por cento das mulheres para 40 por cento dos homens e carateriza-se pela forte componente hereditária. Por outro lado, existem profissões que potenciam esta doença como as que exigem que os indivíduos se mantenham de pé durante longas horas. Descreva, sucintamente, o seu impacto socioeconómico. Esta doença tem um elevado impacto na população. É responsável por um milhão de dias de trabalho perdidos por ano. Cerca de 21 por cento dos doentes pedem para mudar de posto de trabalho pela sintomatologia da 70 | Revista Business Portugal setembro 2019

sua doença venosa crónica. Esta doença chega a ser responsável por oito por cento das reformas antecipadas, porque tem elevado impacto na qualidade vida dos indivíduos. Quais os primeiros sintomas e quando deve, o doente, procurar ajuda? Os primeiros sintomas são a perna cansada, pesada e inchada. Aconselho que, mal surjam os primeiros sintomas, procure o médico. Muitos doentes desvalorizam as queixas, achando que é normal chegar ao final do dia com as pernas cansadas. Na verdade, é uma doença que deve ser tratada e vigiada. Na sua fase inicial, surgem derrames e raios que não devem ser desvalorizados. Perante estes primeiros sintomas os doentes deviam procurar ajuda médica especializada. Numa fase mais avançada os doentes acabam por ter alterações da pele, muitas vezes irreversíveis. Num estádio último da doença, pode surgir úlcera venosa que se carateriza por uma ferida (nas pernas) de difícil cicatrização e que tem um elevado custo económico, comprometendo a qualidade de vida dos doentes. O que se deve fazer para melhorar/aliviar os sintomas? Um estilo de vida saudável é o melhor hábito a ter, passando por evitar a obesidade e os hábitos tabágicos. Os fármacos venoativos e o uso diário de meio elástica contribuem para melhorar o funcionamento do sistema venoso. Os duches de água fria e a aplicação de géis refrescantes podem dar alívio da sintomatologia. Nos casos em que haja

2Venous Disease Alert Movement 2015

Impacto na qualidade de vida

Adaptado de: 1) Albuquerque de Matos A., Mansilha A., et al. Recomendações no diagnóstico e tratamento da doença venosa crónica; SPACV; Junho 2011/

doença das veias maiores, pode existir necessidade de cirurgia. Será esta patologia sazonal ou os cuidados e terapêuticas devem ser adotados ao longo de todo ano? A patologia é crónica e, ao contrário do que os doentes normalmente pensam, não é sazonal. As queixas são mais exacerbadas no verão, por causa do calor, mas, na verdade, a doença está sempre presente, pelo que, os doentes, devem adotar estas medidas de tratamento durante todo o ano. A doença venosa é de fácil diagnóstico? É uma doença de fácil diagnóstico, o qual é obtido com a história clínica (queixas do doentes), o exame objetivo (observação das pernas dos doentes) e exames complementares. Dos exames complementares diagnósticos, destaca-se o eco-Doppler, uma ecografia que permite avaliar o funcionamento das veias.


CA SAÚDE

CA SAÚDE MAIS SAÚDE PARA A SUA FAMÍLIA Sara Cabral, Gestora do produto CA Saúde, respondeu às questões da Revista Business Portugal a propósito das novidades que têm sido desenvolvidas pelo grupo Crédito Agrícola.

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Crédito Agrícola possui uma área muito alargada no que diz respeito aos seguros Não Vida. Fale-me um pouco do Seguro de Saúde. Como se caracteriza? Em parceria com a Médis, o seguro CA Saúde garante às Pessoas Seguras coberturas no domínio dos cuidados de saúde, integrando, isolada ou conjuntamente, prestações convencionadas, prestações indemnizatórias e serviços de assistência. A Rede Médis coloca ao dispor os mais conceituados Médicos, Hospitais e Centros de Meios Complementares de Diagnóstico, onde o Cliente usufrui de condições únicas, para além de um conjunto abrangente de serviços e benefícios sem paralelo no mercado nacional. Que especialidades médicas contempla? As coberturas do seguro CA Saúde apresentam diversas soluções: Desde a Assistência Clínica em regime de Hospitalização, Assistência Clínica em Regime Ambulatório, Estomatologia e Medicina Dentária, Parto, Próteses e Ortóteses, Doenças Graves, 2ª Opinião e Cobertura Internacional (acesso a instituições médicas reconhecidas internacionalmente). E mais recentemente, o CA Saúde passou a disponibilizar uma nova oferta de Proteção Oncológica Reforçada para o segmento Particulares. Que tipo de planos existem? Um plano básico e outro mais completo, ou são baseados na idade do segurado? O CA Saúde disponibiliza várias Opções para Particulares e vários Planos para o segmento Empresas que são diferenciadas ao nível das coberturas e montantes de capital pelos quais os Clientes podem optar.

72 | Revista Business Portugal setembro 2019

Sara Cabral, gestora do produto CA Saúde

A idade das pessoas seguras é um dos fatores que determina o valor do prémio existindo um limite de idade para a subscrição do seguro que, desde que não ultrapassado, não condiciona o acesso a qualquer das opções ou planos comercializados. Recentemente, o seguro foi alvo de um reforço na especialidade de Oncologia. Foi uma necessidade detetada? Em 2018 registaram-se cerca de 60 mil novos casos de cancro em Portugal e ascendendo já a mais de 18 milhões os novos casos de cancro que por ano se registam mundialmente, o cancro é cada vez mais uma preocupação dos Portugueses. Nesse sentido, o nosso parceiro Médis efetuou todo um trabalho de investigação permitindo o desenvolvimento de uma proposta de valor ainda mais robusta e adequada a esta realidade.

A pensar no conforto dos nossos Clientes, a Linha CA Saúde foi dotada de um núcleo/equipa específica de enfermeiros especializados em oncologia disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana Quem são os clientes que têm acesso a esta cobertura reforçada? Todos os novos Clientes Particulares que optem pela subscrição de uma das Opções do CA Saúde que disponha da cobertura (Opções 2 ou 3), e todos os Clientes que sejam já nossos Clientes CA Saúde com Opção 2 ou 3 e cuja apólice tenha renovado a partir de 15 de agosto. Em qualquer das situações


CA SAÚDE

tem que existir diagnóstico oncológico e ausência de preexistência oncológica.

do Grupo Crédito Agrícola, privilegia a comercialização dos seus produtos junto dos mesmos.

Em que se baseia esse reforço? Quais são os serviços disponibilizados nessa área? Para além de um aumento significativo do valor disponível nas coberturas utilizadas nos tratamentos oncológicos, o seguro foi igualmente incrementado com a cobertura de Próteses e Ortóteses Oncológicas que são agora também comparticipadas. Adicionalmente estão associados à proteção Serviços de Assistência específicos, como Transporte, Apoio Psicológico, Serviços de Enfermagem ao Domicílio; Plano de Prevenção para Oncologia; Página especializada em Oncologia no site do nosso Parceiro Médis disponibilizando entre outros conteúdos, Guias de Saúde Oncológicos. A pensar no conforto dos nossos Clientes, a Linha CA Saúde foi dotada de um núcleo/equipa específica de enfermeiros especializados em oncologia disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Os seguros de saúde são uma área em crescendo? Que posição tem a CA em relação a esse mercado? Os números apontam uma evolução e consolidação do mercado de seguros de saúde em Portugal nos últimos anos. O crescimento dos Seguros de Saúde no mercado é inequívoco, dado que os consumidores procuram cada vez mais um complemento ao Serviço Nacional de Saúde, investindo na sua proteção. O CA Saúde mantém-se, assim, como uma forte aposta da CA Seguros, sendo um dos seus produtos estratégicos, pois tem como objetivo disponibilizar um Serviço Pessoal de Saúde a todos os Clientes do Grupo Crédito Agrícola.

Que outras alterações ou reforços estão planeados para acontecer neste seguro de saúde? A CA Seguros em conjunto com a Médis têm em estudo, também para o segmento Empresas, uma solução de reforço desta natureza, com condições à medida de cada empresa. Quem são as pessoas que podem aceder ao seguro CA Saúde? Só clientes CA? A CA Seguros, enquanto Seguradora Não Vida dos Clientes

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O CA Saúde mantém-se, assim, como uma forte aposta da CA Seguros, sendo um dos seus produtos estratégicos, pois tem como objetivo disponibilizar um Serviço Pessoal de Saúde a todos os Clientes do Grupo Crédito Agrícola

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ESPECIAL BEIRAS EPAAD PROMOVE A 2ª EDIÇÃO DA FEIRA DAS CULTURAS A EPAAD, em parceria com outras entidades da região, tornou possível a realização da Feira das Culturas que decorre de dois em dois anos. A Revista Business Portugal esteve presente no evento para conhecer a atualidade do setor agrícola. No passado dia 6 de setembro realizou-se a 2.ª edição do Mondego Agrícola - Feira das Culturas promovida pela EPAAD juntamente com a Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, a Direção Regional de Agricultura e Pescas do Centro, bem como a Cooperativa Agrícola do Concelho de Montemor-o-Velho. Durante a Feira das Culturas decorreram duas palestras que colocaram, em cima da mesa, dois temas fundamentais para a agricultura na região do Mondego. O “painel 1” teve como tema o “Impacto da PAC pós 2020 no Baixo Mondego”. Já o “painel 2” abordou a “Agricultura de Precisão no Baixo Mondego. Segundo Francisco Dias, diretor técnico da EPAAD, o objetivo desta feira é o de “criar um encontro de técnicos e de agricultores onde possam mostrar as tecnologias que estão mais atualizadas. Para isso, juntamos os principais fornecedores de fatores de produção, desde as sementes, aos fertilizantes, produtos fitofarmacêuticos, passando pelas máquinas e pelo escoamento dos produtos agrícolas. Com isto, queremos criar um centro de troca de conhecimentos”. Na Feira das Culturas estão representadas as três principais culturas da região: milho, arroz e batata que corresponderam a três campos de experimentação “para podermos mostrar aos agricultores algumas práticas, nomeadamente variedades de milho e ensaios de fertilização, quer no arroz, quer no milho. O diretor técnico salienta a importância da modernização dos equipamentos e respetivas tecnologias. “Hoje em dia, um agricultor tem de estar muito bem preparado. Sabemos que, com estes equipamentos, as margens de erro serão menores”, conclui.

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RESTAURANTE DOM VICENTE

AQUI PODE REUNIR A FAMÍLIA À MESA E AGRADAR A MIÚDOS E GRAÚDOS Nuno Vicente tem 43 anos e 31 de experiência em hotelaria. Residente no Fundão, abriu aí o seu restaurante, depois de perceber uma necessidade existente no mercado. Em entrevista à Revista Business Portugal, explicou a essência do Restaurante Dom Vicente e indicou o que de melhor se come por lá.

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oi no dia 10 de novembro de 2017 que o Restaurante Dom Vicente abriu as portas, e começou, desde logo, a apostar num serviço de qualidade. A ideia de Nuno Vicente foi a de criar um espaço que se situasse entre o médio-alto, colmatando a falha entre os restaurantes baratos, que não conseguem garantir muita qualidade, e os restaurantes caros, que garantem mais qualidade, mas onde as pessoas não podem ir todos os dias. Visto como um restaurante ao nível do que se encontra por Lisboa e Porto, caracteriza-se por ter uma imagem diferente. Dentro do mesmo espaço, há vários conceitos, fazendo do Dom Vicente um restaurante diferente, que atrai miúdos e graúdos, tornando-se perfeito para vários cenários: “temos a zona tradicional com a mesa de madeira; temos um privado para sete pessoas, ideal para quem quer tratar de negócios; temos o lado americano, com sofás; e temos uma esplanada muito agradável para serões”, refere Nuno, acrescentando “que venha toda a família e que se consiga sentar numa mesa, onde o mais novo possa comer um bife ou uma hambúrguer e o mais velho possa comer uma chanfana, saindo todos satisfeitos”. Tendo em mente que os portugueses gostam de ter comida no prato, alia a apresentação à quantidade, disponibilizando uma panóplia de pratos apetecíveis e abrangentes: “espetadas de lulas com camarão, lulas

com molho de mostarda, bife à Dom Vicente, bitoque, dourada acompanhada com ananás ou papaia, chanfana, ensopado de borrego e ainda comidas modernas, como francesinha (ao nível das do Porto, segundo muitos clientes nortenhos), hambúrgueres ou pratos vegetarianos”. E ainda há espaço para um prato muito especial: “ossos à moda da avó, que são servidos com feijão e couve, feito à moda antiga em panela de ferro. Era um prato que os nossos pais comiam muito e caiu em desuso. Todas as sextas-feiras temos esse prato e atrai muita gente”. A ideia é apresentar ao público uma comida à moda antiga, como refere Nuno Vicente, “uma comida com paladares da avó, sem aqueles molhos instantâneos feitos agora”, mas apresentada de forma moderna. O Restaurante Dom Vicente apenas encerra domingo à noite e de segunda a sexta-feira, à hora do almoço, trabalha com pratos do dia (um prato de carne e um prato de peixe), sendo o resto do serviço à carta. Está à espera de quê para visitar? São Marcos, Vale de Canas 6230-481 Fundão Tlf.: 275 035 027 | Tlm.: 969678907 @domvicentefundao setembro 2019 Revista Business Portugal | 75


ERA OLIVEIRA DO HOSPITAL/ TÁBUA

O PRIMEIRO ANO DO QUE PROMETE SER UMA “ERA” DE ÊXITO No passado dia 13 de agosto, a ERA de Oliveira do Hospital/ Tábua celebrou o seu primeiro aniversário e a Revista Business Portugal esteve reunida com Rui Dias, gerente e diretor comercial, que fez o balanço do arranque do franchising e desvendou novas metas e desafios que se avizinham.

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primeiro ano no mercado excedeu todas as expectativas, confessa o entrevistado, que não esconde o orgulho que sente no trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por parte de toda a equipa. “Durante este ano, angariámos 235 imóveis, vendemos 27 e temos 11 reservados. Estes números são a prova de que fomos muito bem recebidos e que a aposta da marca neste território, de menores dimensões populacionais face ao usual, está a ser recompensada e muito bem aceite. O sucesso da ERA Oliveira do Hospital/Tábua é o resultado do trabalho de equipa. O espírito de equipa que ‘se respira’ na ERA combina uma vontade indomável de vencer e a consciência que o caminho para o sucesso é um trabalho de todos”. A trabalhar principalmente o concelho de Oliveira do Hospital, mas com um forte interesse em expandir e afirmar-se no vizinho concelho de Tábua, aponta como principal objetivo a abertura de uma segunda loja nesse mesmo território: “Esta expansão já devia ter acontecido, mas aqui, nestas regiões do interior, lutamos muito para conseguirmos mão de obra. Temos, neste momento, quatro promotores comerciais, mas para conseguirmos trabalhar bem e em pleno nos dois territórios precisamos de aumentar para 10. Cada promotor comercial tem o seu território, a sua zona, tendo como objetivo principal a angariação de imóveis. Na ERA, o trabalho

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APARTAMENTO BELA VISTA

Apartamentos elegantes e exclusivos, a 2 minutos do centro de Oliveira do Hospital, junto à Fundação Maria Emília Vasconcelos e da Casa Museu Cabral Metelo. Garagem / Elevador / Vista para a Serra da Estrela na maioria dos apartamentos.

de equipa e a divisão de tarefas está muito presente pelo que, para complementar os nossos serviços, contamos com uma coordenadora de agência e uma diretora processual que estão encarregues da parte burocrática e processual que são inerentes aos nossos serviços”, explica Rui Dias, que garante ainda que “a aposta na formação é um pilar importante na construção de excelentes profissionais, profissionais esses que são o segredo para tornar a imobiliária ‘uma máquina a vender casas’”. Porque ninguém nasce ensinado, a formação é o primeiro passo para uma carreira de sucesso. “Oferecemos aos nossos promotores comerciais formação avançada em mediação imobiliária. Além da formação em sala, cada agente é acompanhado por um «mentor» que aconselha na definição de prioridades e dá treino sobre os aspetos profissionais a melhorar. A ERA é reconhecida (até pelos nossos concorrentes) como a melhor escola de mediação imobiliária em Portugal. É também fundamental conseguir condições de trabalho e manter as equipas unidas e motivadas, pois só assim conseguiremos ter colaboradores produtivos que, por sua vez, poderão dar o seu máximo para servir os clientes. A tecnologia ajuda-nos a ir mais longe e usamos a tecnologia mais avançada de mediação imobiliária para servir os nossos clientes e garantir que não perdem nenhuma oportunidade de negócio. O website ERA disponibiliza o mais avançado motor de busca de imóveis do mercado. Os nossos promotores comerciais são treinados na utilização de ferramentas digitais e redes sociais para melhor compreenderem o mercado e os nossos clientes. A inovação tecnológica, na ERA, é uma área de


ERA OLIVEIRA DO HOSPITAL/ TÁBUA

forte investimento e que nos permite estar sempre “um passo à frente”. Para Rui Dias, o que diferencia a sua ERA são os seguintes fatores: “A qualidade dos nossos serviços, o profissionalismo com que trabalhamos todos os dias e a nossa vontade de querer servir os nossos clientes da melhor forma possível”. Na ERA de Oliveira de Hospital/ Tábua existe uma grande proximidade com o cliente, de forma a entender melhor as suas necessidades e encontrar o imóvel perfeito para cada família ou investidor. “A marca ERA é sinónimo de confiança, profissionalismo e tem o mais alto nível de notoriedade do mercado de mediação imobiliária em Portugal. A cooperação entre todas as equipas é um dos segredos do nosso sucesso, por isso, defendemos o trabalho individual de cada promotor comercial e partilhamos as oportunidades de negócio entre todos. As nossas ferramentas de marketing e campanhas são desenhadas para potenciar os imóveis dos nossos clientes em todo o mercado nacional e nos mercados internacionais. A fim de achar a solução mais próxima do pretendido, é feito um estudo do cliente e dos imóveis disponíveis para, posteriormente, serem feitas as visitas”. Vender uma casa com Garantia ERA, é mais rápido e tem agora mais uma vantagem: a de garantir o certificado energético obrigatório para anunciar a casa, e só pagar depois na sua venda. “Uma parceria ERA | EDP, que permite a todos os clientes com Garantia ERA usufruírem de um período de carência para o pagamento da certifi-

cação energética até ao Contrato de Promessa de Compra e Venda, por um período máximo de 12 meses. É simples”!, explica o gestor.

Avizinha-se uma “ERA” de muitas conquistas Alcançar o sucesso é mais fácil quando se tem uma grande máquina por detrás a ajudar. “A ERA é essa máquina e está totalmente organizada para garantir o acesso às melhores oportunidades de negócio, implementar as melhores estratégias empresariais e aproveitar todas as economias de escala que só uma grande empresa permite”. Os mercados onde se insere estão em expansão com a chegada de novos projetos e empresas, que trazem novos habitantes. Na região de Oliveira do Hospital abraçaram o desafio de serem os promotores imobiliários dos apartamentos Bela Vista: “Serão 21 apartamentos, divididos em dois blocos, existindo cinco apartamentos T3 e 16 apartamentos T2, de uma nova geração de construção, desde logo com classe energética B+, com elevadores até à cave, excelente exposição solar, vistas maravilhosas para a Serra da Estrela e no centro da cidade, com preços a partir de 90.000 euros, e dos quais cerca de 50 por cento já estão vendidos, o que só vem demonstrar a qualidade do empreendimento”. É já no próximo mês de outubro que começam as primeiras escrituras, que abrem as portas para a chegada de novos empreendimentos que potenciem a região e que possam vir a ser a resposta para as principais dificuldades. “Oliveira do Hospital possui um Polo do Instituto Politécnico de Coimbra, o que potencia a vinda de inúmeros alunos e professores para a cidade, mas é preciso haver quartos destinados ao arrendamento. Os novos empreendimentos que surgem na cidade vão dar resposta a essas necessidades e permitir a maior fixação das pessoas no concelho”, elucida o entrevistado. Para além dos estudantes, tanto Oliveira do Hospital como Tábua são pontos de interesse para clientes estrangeiros que procuram a natureza e a calma como

um refúgio, apesar de se ter sentido uma quebra na procura depois dos incêndios de 2017. Contudo, esse interesse vem sendo retomado, face às qualidades que toda esta região apresenta. Os negócios não têm limites quando se tem bons clientes, bons produtos e bons parceiros. As expectativas para o futuro são animadoras, e o segredo está em manter o profissionalismo que os caracteriza: “Nós somos pessoas a trabalhar com pessoas e, apesar de sermos parte de uma marca de renome, aqui nós somos a pessoa. O nosso profissionalismo e dedicação são altamente valorizados. Temos um enorme conhecimento do mercado onde atuamos e sabemos olhar para os nossos clientes e perceber quais as suas necessidades. Sabemos que estamos em tempos de mudanças e que as grandes casas estão a ser substituídas pelas moradias e apartamentos de tipologias mais reduzidas. Atualmente existe uma ideia de família bem distinta de outrora. Acompanhar estes novos tempos é a nossa missão e, por tudo o que anteriormente referi, se mantivermos os nossos padrões de qualidade e o nosso profissionalismo, conseguimos perceber que iremos ter um futuro risonho”, remata.

Vitriol - Mediação Imobiliária, Unip. LDA | AMI: 14995 Avenida Dr. Francisco Sá Carneiro, 3A 3400-059 Oliveira do Hospital Telefone: 238 094 070 Email: oliveiradohospital@era.pt

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CENTRO CIRÚRGICO VETERINÁRIO ASSAFARGE

UM CENTRO CIRÚRGICO VETERINÁRIO FOCADO NA CIÊNCIA E INOVAÇÃO A Revista Business Portugal esteve com o Professor Doutor José Miguel Campos, que nos deu a conhecer o Centro Cirúrgico Veterinário Assafarge, em Coimbra. O projeto teve início pelas suas mãos, em março deste ano, e presta serviços inovadores aos patudos que por lá passam.

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oi recentemente que o nosso entrevistado concluiu o seu doutoramento, na área da medicina regenerativa, na Universidade do Porto, o que lhe permitiu começar a investigar, sobretudo, a forma como o osso regenera nos cães e fazer a translação para a medicina humana: “trabalho com biomateriais que são utilizados no osso e com células estaminais que nós recolhemos da polpa dentária dos humanos e dos cães, dependendo da sua aplicação, para depois colocar juntamente com os biomateriais e fazer crescer de forma mais rápida o osso”, explica. Durante o seu percurso académico e profissional, teve várias passagens pelo estrangeiro, especialmente por Inglaterra, fazendo mesmo parte da Ordem de Médicos Veterinários Ingleses - Royal College of Veterinary Surgeons - o que lhe permite, ainda hoje, fazer serviços pontuais por terras de sua majestade, particularidade que não dispensa, por lhe proporcionar uma visão mais ampla e possibilitar a introdução de coisas novas em Portugal. Defensor da medicina baseada na ciência, o Prof. Doutor José Miguel Campos, leciona

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Anatomia na Escola Universitária Vasco da Gama, em Coimbra, e espera fazer um centro de formação para veterinários, onde é também objetivo replicar o que de bom se faz noutros países: “é um centro de formação que permite que pessoas, ainda estudantes ou já mesmo licenciadas tenham workshops práticos, apurando assim algumas técnicas. Vai chamar-se Centro de Estudos Veterinário e vai proporcionar a troca de informação, ou seja, não só posso convidar um colega experiente que venha de fora a fazer um curso prático de cirurgia, como qualquer colega que queira partilhar os seus conhecimentos pode vir cá fazê-lo. Estou muito focado para que o sucesso deste centro de estudos seja a partilha saudável de conhecimentos de fora para dentro e de dentro para fora”.

Serviço completo e diferenciado Desde o início que o Centro Cirúrgico se dedica 90 por cento a cirurgia, havendo sempre uma avaliação pré-anestésica, pré-cirúrgica, onde é feito o check-up ao animal – desde as analíticas sanguíneas devidas, radiografias, ecografias – para o animal ser depois intervencionado e ir para o recobro. Os outros 10 por cento são dedicados à clínica geral, para se dar respostas às necessidades do mercado. A grande parte das cirurgias que são realizadas neste centro, são cirurgias de tecidos moles, como por exemplo mastectomias, enterectomias, nefrectomias etc, mas também ortopedia e alguma neurocirurgia, sobretudo hérnias discais. Para conseguirem assegurar um leque ainda mais alargado de serviços, mantêm o máximo de parcerias possíveis: “isto permite-me trabalhar com alguns colegas que vêm fazer outras especialidades que não a minha, como a cirurgia oftálmica, cirurgia cardiovascular, cirurgia miníma invasiva, entre outras, e tenho ainda uma colega residente que faz a anestesia e medicina interna, o que me permite ter a avaliação pré-cirúrgica do animal e o pós-operatório”. Para o entrevistado, um dos chavões para o setor da cirurgia veterinária é também a originalidade dos serviços: “aqui tenho a maternidade, que permite ao animal ter a privacidade que merece e que as crias possam rebolar e proteger-se; tenho uma piscina de hidroterapia para recuperação dos animais, permitindo o tratamento de cães que têm artroses, que saem de cirurgias ortopédicas ou neurocirurgias. A piscina é ainda usada em animais que tenham dificuldades respiratórias, que tenham de treinar a forma como respiram. Eu próprio costumo vestir o fato de surf e vou para dentro da piscina com eles; e tenho ainda um local de criopreservação de células estaminais, que permite serem colocadas em tecidos vivos, para ajudar a regeneração”. Outro projeto diferenciador ao qual estão ligados, juntamente com o fotógrafo João Azevedo, é o “Be my friend”: quando visitar o Centro Cirúrgico Veterinário Assafarge, em Coimbra, pode ver nas suas paredes fotografias de patudos que estão a precisar de um novo lar e, quem sabe, ser o seu futuro tutor. Para mais info www.ccva.pt


TABERNA FIO DE AZEITE

MENUS PARA TODOS OS GOSTOS

A vida do homem gira em torno da comida. Comer não é só uma necessidade, para muitos, é um prazer. Há quem goste de um bom frango e há quem prefira uma grande salada. A Taberna Fio de Azeite, em Belmonte, é a prova viva de que existe muitas opções para todos os paladares, desde o mais doce ao mais salgado. Tudo o que comer nesta taberna leva azeite, desde a refeição principal à sobremesa.

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omo tudo começou… “Trabalho há 33 anos nesta área. Aos 21 abri o meu primeiro restaurante na Covilhã”, começa por nos contar, Maria João Pinto, a proprietária. Teve muito sucesso que era demarcado pelos pratos com sabores únicos, mas nem tudo foi um mar de rosas. Maria João Pinto fechou a sua primeira casa e dirigiu-se rumo a Lisboa onde conheceu o amor da sua vida, Manuel Matos. Juntos foram para Angola, mas devido a questões pessoais tiveram que regressar. Sem saber o que fazer profissionalmente, surge um convite do presidente da Câmara de Belmonte para abrir um restaurante neste território. Abriram a casa em dez dias. O compromisso com o Presidente era abrir na altura da Feira Medieval, em agosto: “Eram só quatro paredes. Nós não tínhamos nada”. Então, com os recursos que tinham na zona, entre equipamento comprado e emprestado por familiares conseguiram, em tempo recorde, abrir o restaurante. Cozinhavam com uma chapa e uma fritadeira. No entanto, os habitantes desta região não foram tão recetivos como esperado. Eram duas pessoas de fora que não conheciam ninguém da região: “Como é uma vila e as pessoas não conhecem não aderem”. A partir daí o objetivo era chegar ao verão seguinte e depois progredir. Chegaram e depois veio o trabalho mais difícil: o de atrair o público. Conseguiram cativar a população da região, no entanto, o mais recorrente são estrangeiros, como os brasileiros, espanhóis, americanos, holandeses e franceses. A esperada evolução Para atraírem a população mais próxima apostam nos eventos como a noite de fados, música ao vivo e patrocinam alguns carros de forma a fazer publicidade ao estabelecimento. Com isto atraíram públicos de diferentes idades. No início não tinham nada, mas agora conseguem ter aquecedores na esplanada para o inverno, têm mais material de cozinha, um fogão que era o que mais fazia

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Maria João Pinto, proprietáriaa

falta: “Tudo o que ganhamos é para investir na casa até termos o que vê agora. Construímos uma esplanada e temos uma cozinha maior. Os nossos clientes é que nos fizeram a casa. Estamos muito felizes e agradecidos”. Um conceito diferente “As pessoas não vêm aqui comer o típico Hambúrguer, porque o conceito da casa não é esse”. O que a taberna mais serve são os menus. O menu Taberna tem um custo de vinte e dois euros e engloba: tiras de porco com manteiga de ervas, queijos da região, misto de Chouriço e morcela, alheira de caça e batata frita. O menu Fio de Azeite tem um custo de vinte e sete euros e envolve: grelhada mista com vitela, porco, frango e camarão, batata frita, salada e três molhos. No entanto, de seis em seis meses, os menus vão mudando também de acordo com a estação do ano vigente: “Foram estes dois menus que deram aqui o salto na casa. Tentei fazer um menu com produtos da região e posteriormente um com o que toda a gente gosta com as carnes grelhadas e também os molhos”. É um conceito diferente, os clientes afirmam-no, não é um local para efetuar uma refeição diária, mas sim para visitas ocasionais. A tradição regional é um dos pontos que mais foca esta taberna. Tendo em conta esta questão, não existindo nenhum doce típico na área, Maria João Pinto decidiu fazer


TABERNA FIO DE AZEITE

Praça da República, n.º 8 6250-034 Belmonte Tlf.: 275 912 170 Tlm.: 965 351 881 Email:geral@fiodeazeite.pt

www.fiodeazeite.pt fio de azeite taberna

a sua própria sobremesa e, com a devida autorização, denominá-la a típica sobremesa daquela zona. Falamos da requeijada de Belmonte. É feita à base de requeijão e leva um fiozinho de mel, mas não se preocupe se não gosta de mel, porque pode sempre optar por colocar doce de abóbora. É um doce típico, único e apenas é possível encontrá-lo com o verdadeiro sabor no Fio de Azeite. Para além desta deliciosa sobremesa não podíamos deixar de falar da mousse de chocolate que, curiosamente,

leva um fiozinho de azeite e é de salientar a cremosidade que se sente em cada colherada. Futuramente As condições de trabalho têm vindo a melhorar gradualmente. Já não têm só a chapa e a fritadeira, a cozinha já não é tão pequena como era quando abriram. Quando há eventos a casa fica repleta, por isso, a proprietária Maria João Pinto, juntamente com o seu braço direito Manuel Matos, em novembro deste ano, vai abrir uma sala com

maiores dimensões que pode receber cerca de cinquenta pessoas, numa instalação mais moderna e sofisticada. Muitos são os motivos para visitar o Fio de Azeite. A atração musical de acordo com o público-alvo, no momento, o atendimento sorridente e exemplar, as especialidades únicas que em mais nenhum local consegue encontrar, desde as refeições à sobremesa. Por fim, visitar as novas instalações e ver tudo o que têm para oferecer. O Fio de Azeite é uma taberna feita a pensar em si.

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CASA ARMÉNIO

A HISTÓRIA E A TRADIÇÃO ALIADAS AO SONHO José Craveiro e Maria Luísa Correia são o corpo e alma de um dos restaurantes mais conhecidos de Tentúgal. Um local de história, que leva os clientes numa viagem de sabor pela tradição e pelo melhor que a localidade tem para oferecer em produtos.

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alar na Casa Arménio é recuar no tempo até 1965, ano em que José Craveiro decidiu tomar conta de um negócio que era dos seus pais e transformá-lo naquele que era o maior sonho do seu pai. A Casa Arménio, antes de ser um restaurante, já havia sido uma mercearia e uma taberna: “Os meus pais, quando conseguiram este espaço, começaram com uma mercearia que também era taberna, que servia alguns petiscos para os feirantes ou quem passava por Tentúgal ao vir da Figueira da Foz”, conta José Craveiro. “A minha mãe só fazia uns petiscos, mas, um dia, vieram cá uns médicos dos Hospital de Coimbra pedir para realizarem aqui um jantar. A minha mãe, na altura, não queria, mas eu desafiei-a e disse-lhe, como grande amante da tradição que sou, para ela fazer o jantar e cozinhar os patos que tínhamos. Ela assim o fez e a nossa casa foi ganhando nome através do passa a palavra”, relata Maria Luísa e José Craveiro, proprietários o dono da Casa Arménio. Após a mãe de José Craveiro adoecer, o gerente do restaurante e a sua esposa, Maria Luísa, tomaram conta do negócio transformando-o naquilo que é hoje. Um espaço acolhedor, familiar, que traz à memória um pouco da história de Tentúgal e dá, também a conhecer a história da sua própria família. Conta com três salas com capacidades para 30 a 50 pessoas e, ainda, um pátio que faz as delícias de todos aqueles visitam o espaço. Maria Luísa Correia conta que não sabia cozinhar quando assumiu a cozinha, mas que aprendeu tudo de forma rápida e com toda a técnica necessária para conseguir confecionar todos os pratos que são servidos no seu restaurante. “Eu

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não sabia cozinhar. Aprendi tudo a olho. Acho que me adapto bem a todas as situações. Trabalhei muito para conseguir fazer tudo tal e qual a minha sogra fazia”, conta Maria Luísa Correia. A Casa Arménio conta com uma ementa muito particular, com um alimento em destaque: o pato. São várias as receitas que podem ser experimentadas no restaurante de José e Maria Luísa como, por exemplo, pato assado em forno a lenha, arroz de pato, arroz de cabidela e também os doces da região como os pastéis de Tentúgal, as queijadas e o pudim conventual. “Não existem queijadas e pudim como o nosso. É mesmo único, porque nós também o fazemos de forma conventual, sem nunca termos alterado as receitas que nos foram passadas”, afirma, orgulhosamente, Maria Luísa Correia. Para o futuro, José e Maria Luísa Correia querem continuar a trabalhar, tal e qual, como fizeram até aos dias de hoje, tendo, também, em atenção a família que os ajuda diariamente no restaurante. Quando questionados sobre o aumento do negócio, José Craveiro afirma que gostaria de abrir outro estabelecimento, mas que também gosta de “manter os pés bem assentes na terra” e, por isso, mantém-se no local onde nasceu e onde o seu pai, Arménio, tinha o sonho de construir um restaurante. “Deixamos um convite a todos a virem visitar Tentúgal, que tanta história tem, e a experimentar a nossa cozinha tradicional e os nossos doces conventuais”, terminam José Craveiro e Maria Luísa Craveiro.


FESTA LITERÁRIA FOLHA CURIA’19 NA SALA DE CINEMA, - CURIA. NO ANTIGO BALNEÁRIO DAS TERMAS - PARQUE DAS ARTES

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SETÚBAL Quando falamos em Setúbal vem-nos à memória as paisagens de cortar a respiração. O peixe fresco desenvolvido de acordo com o clima da região, que o torna tão suculento. O vinho licoroso, de origem demarcada, conhecido como Moscatel de Setúbal. Mas esta cidade tem muitas mais razões que a tornam característica e única no país. A capital do distrito de Setúbal encontra-se situada na margem norte da foz do Rio Sado, com vista panorâmica e privilegiada sobre a Serra da Arrábida. Harmonia é o elo de ligação das cinco freguesias da cidade, que combinam características urbanas e rurais, entre o mar e a terra, sem nunca esquecer as suas origens. Conta com património militar, religioso e arqueológico que haviam sido desenvolvidos ao longo dos anos e que hoje suscitam curiosidade e convidam à passagem de cada vez mais população a esta cidade, também envaidecida pelos habitantes da região. Setúbal divide as atenções entre a gastronomia e as paisagens, capazes de tirar o fôlego e regalar os olhos de contentamento a quem a visita. O Estuário do Sado e os Portos de Setúbal e Sesimbra guardam a relíquia da cidade, mas não só de peixe é feita esta Terra. As açordas, massadas, queijos e doçarias tradicionais são outras das opções a serem provadas. Para além da paisagem soberba que a Serra da Arrábida apresenta, a produção de vinhos, tinto e branco, provenientes de uvas maturadas nas encostas, e reconhecida internacionalmente. Dão também nome a esta cidade personalidades que fizeram e fazem parte da história do nosso país. Bocage é um exemplo, que ficará eternizado através de exposições de documentos e peças de arte referentes à vida do poeta, que poderá visualizar na Casa do Bocage.

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Em pleno coração da cidade de Castelo Branco ergue-se a Casa 92, um marcante edifício ao estilo Estado Novo, símbolo na arquitectura local do século XX. Desta reabilitação resultam lugares criteriosamente bordados para o receber com o conforto exigido de uma verdadeira Casa.

www.casa92.pt | geral@casa92.pt | +351 272 322 398 avenida general humberto delgado, 92 - 6000-081 castelo branco


PRATES JOSÉ ARQUITETURA

ARQUITETURA EM NOME PRÓPRIO Situado numa das principais avenidas da cidade de Lisboa, o gabinete de João Prates José surgiu em 2014. O arquiteto é o rosto por detrás do projeto e foi com ele que a Revista Business Portugal esteve à conversa para compreender a génese deste projeto e o mercado em que atualmente atua.

João Prates José, arquiteto

O sonho de ser arquiteto vem um pouco do tempo de criança. Sempre houve uma tendência e convicção para seguir esta área”, começou por nos confidenciar o entrevistado. Com especial gosto também pela área de Matemática, João Prates José decidiu seguir o caminho da arquitetura e perseguir o sonho de ser arquiteto. Hoje, com um gabinete em nome próprio e com um vasto portefólio de projetos realizados, o entrevistado assume que a ousadia de perseguir o seu desejo “valeu a pena”. Licenciado pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, agora Universidade de Lisboa, João Prates José deu os primeiros passos na área através da colaboração com ateliers sediados na área metropolitana de Lisboa. Experiências que se mostraram enriquecedoras e que deram ao entrevistado bagagem, versatilidade e autonomia necessárias para entrar, em nome próprio, no mercado de trabalho: “Adquiri mais experiência, uma vez que tive contacto não só com o projeto e com a área do atelier, mas também com a realidade da obra e com os clientes. Sempre senti e reconheci que isso foi o que me permitiu ganhar autonomia e seguir os meus passos sozinho”. O grande passo foi dado em 2014, com a abertura do seu próprio atelier. Uma aposta ganha e que permitiu ao nosso entrevistado colocar em prática todo o know-how adquirido em projetos anteriores: “Senti que tinha mesmo

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de ser. Estava a ser bastante requisitado fora do atelier e desejava pôr em prática todo o conhecimento que já tinha adquirido. Senti que era uma altura em que se impunha, realmente, esse salto”. Com uma equipa composta por engenheiros e arquitetos, o gabinete Prates José é, hoje, um espaço de referência na capital portuguesa que se dedica à arquitetura, construção, gestão de projeto e apoio técnico.

Área específica de atuação Se, inicialmente, o gabinete fundado por João Prates José se dedicava sobretudo à área de projeto, hoje a realidade é diferente. O arquiteto confessa que o passar dos anos trouxe um novo rumo ao projeto, cujo trabalho se centra, “numa área muito específica de atuação: os escritórios”, que, segundo o próprio, “tem registado um grande investimento e expansão”, facto confirmado pelo aumento de marcas internacionais presentes em Portugal. “Trabalhamos com empresas. O nosso trabalho incide especialmente em escritórios, para os quais desenvolvemos soluções personalizadas, com projetos de fit-out e design de interiores. Temos um cliente muito forte, um centro de escritórios, que se tem imposto no mercado e com celebrámos uma parceria. Temos acompanhado toda a sua evolução, o crescimento e todos os projetos. Para além disso, temos também trabalhado com várias outras empresas e instituições, segundo o método design & build”, começa por nos elucidar o arquiteto.

Uma forma diferenciada de ver o espaço “Temos linhas orientadoras que são um bocadinho diferentes”. É desta forma que João Prates José caracteriza o trabalho desenvolvido pelo gabinete que gere.


PRATES JOSÉ ARQUITETURA

O privilégio pelo espaço amplo, comum e pelo espaço de lazer são algumas diretrizes seguidas pelo gabinete lisboeta no momento de realizar o projeto: “Privilegiamos o bem-estar e o conforto para o utilizador, porque nesta área de escritórios impõe-se um equilíbrio entre a área ocupada pelos postos de trabalhos, uma área tradicionalmente muito rígida, mas com tendência para mudar radicalmente, com espaços mais descontraídos, sociais e até criativos”. João Prates José reconhece que a preocupação com o bem-estar no local de trabalho é cada vez mais tida em consideração pelas empresas. Conscientes do impacto que a envolvente pode ter na produtividade dos seus funcionários, são cada vez mais as empresas que recorrem a este tipo de serviço com o objetivo de melhorar a estética e conforto do local de trabalho: “Sentimos que, cada vez mais, este é um fator diferenciador. Nós, enquanto parte determi-

“Privilegiamos o bem-estar e o conforto para o utilizador, porque nesta área de escritórios impõe-se um equilíbrio entre a área ocupada pelos postos de trabalhos, uma área tradicionalmente muito rígida, mas com tendência para mudar radicalmente, com espaços mais descontraídos, sociais e até criativos” nante neste processo, tentamos dar asas à imaginação e à criatividade para que os espaços que propomos estabeleçam o melhor diálogo com os seus utilizadores. Nesta linha, a tendência são espaços abertos e cooperativos, com uma redução drástica de barreiras físicas e sociais, e uma introdução clara de elementos naturais”, esclarece.

“O futuro é uma incógnita” A trabalhar sobretudo na Área Metropolitana de Lisboa, embora existam já planos para expandir o projeto até ao norte do país, onde o negócio está, nas palavras do nosso entrevistado, “a ganhar lugar”, é com uma folha em branco

que João Prates José descreve o futuro do gabinete: “O futuro é uma incógnita. Todo o nosso percurso tem sido em resposta ao que o mercado tem exigido ou nos têm solicitado. Temos tido uma equipa muito unida e que tem crescido de acordo com as nossas necessidades e com o crescimento dos nossos clientes. O futuro será ditado pela realidade, pelo mercado. A verdade é que se o mercado continuar a crescer, teremos obrigatoriamente que crescer também, por outro, se cair, poderá obrigar-nos a acompanhar”. Seja qual for o caminho a seguir, João Prates José, tem uma certeza: “Estou à vontade para dizer que estou orgulhoso, estou feliz com o trabalho desenvolvido e espero continuar a dar a melhor resposta às solicitações que nos chegam, juntamente com os meus colegas, porque é o feedback positivo do utilizador final que nos faz sentir realizados”.

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OSGASUL

FAZER MELHOR É FAZER COM QUALIDADE, EXPERIÊNCIA E PAIXÃO Fundada em 2018, a Osgasul, sedeada no Seixal, tem conseguido um crescimento sustentado, com base em rigorosos critérios de gestão. Certificada pelo IMPIC, com Alvará de Empreiteiro, esta é uma das empresas em destaque nesta edição da Revista Business Portugal.

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runo Filipe, natural de Angola, é o responsável por esta recente, mas já importante empresa, localizada na margem sul. Sempre trabalhou na área da construção civil e pinturas e foi em 2008, ano em que se iniciou o período de crise na construção, que fundou uma empresa com capital próprio. Começou por realizar pequenos trabalhos de acabamentos e deslocava-se para todo o lado de bicicleta. Meses mais tarde, juntou-se a ele um amigo e os dois, juntos, foram conquistando o mercado até serem criadas as condições para o aparecimento da Osgasul – facto que acabou por se concretizar há um ano.

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Bruno Filipe conta com cerca de 12 funcionários e já algumas obras de referência no seu portfólio: os escritórios José de Melo e o prédio do Gomes e Carmona, no Pinhal Novo são alguns dos exemplos dos trabalhos realizados por esta empresa, que tem Lisboa e a margem sul como a sua principal área de atuação.

“Fazemos desde os ladrilhos à pintura, passando pelos estuques, pladurs, impermeabilizações, isolamentos técnicos e acústicos” Especialistas em acabamentos A Osgasul orgulha-se de ser uma ótima aliada no que diz respeito aos acabamentos de uma obra: “Fazemos desde os ladrilhos à pintura, passando pelos estuques, pladurs, impermeabilizações, isolamentos técnicos e acústicos”, esclareceu o administrador da empresa que, apesar das várias remodelações totais já efetuadas, é na pintura que assume a sua maior mais-valia: “Nós damos garantia do nosso serviço porque sabemos como e com o que fazemos. Trabalhamos com as três melhores marcas de tintas no mercado: Barbot, Dyrup e CIN”, acrescentou.


OSGASUL

As potencialidades da margem sul Depois do ‘boom’ de construção e reabilitação verificado em Lisboa, é agora a vez da margem sul verificar um crescimento neste setor de atividade: “Ao contrário de Lisboa, a margem sul tem muito por onde crescer no setor habitacional”, reiterou o empresário. A juntar a este facto vem o aeroporto, previsto para esta zona do país, incrementando o otimismo: “A construção do aeroporto seria uma dádiva para a margem sul”, afirmou Bruno Filipe, que pretende terminar o ano com 15 funcionários e um armazém para guardar material e stock de tintas.

o empreendedor proprietário da Osgasul. Em final de conversa, ficou o desejo de que o governo português ajude mais as jovens empresas do nosso país: “Lamento que o governo só pense na parte fiscal e burocrática das empresas. Não há incentivos nem ajuda no início de atividade, não há acesso a formação e acho que isso é ruim. Temos que nos virar sozinhos se queremos alguma coisa e não era preciso ser assim”, finalizou Bruno Filipe.

Ponto de partida para a criação do Grupo Osgasul

“A Osgasul tem o intuito de ser uma holding, ou seja, pretende ser uma forma de conseguir capital para investir noutras áreas”

Ao longo da conversa, o nosso entrevistado revelou que o facto da Osgasul estar ligada à construção é só o ponto de partida para um projeto maior: “A Osgasul tem o intuito de ser uma holding, ou seja, pretende ser uma forma de conseguir capital para investir noutras áreas. Limpezas de interior e exterior de automóveis é uma das opções, a criação de uma marca de hambúrgueres é outra hipótese e a abertura de um restaurante onde possa comercializar o marisco vindo de Angola, a cereja no topo do bolo”, desvendou

Contactos +351 961 471 885 geral@osgasul.pt

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Bruno Filipe, gerente

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LINHA RECTA IMOBILIÁRIA

Fotografias: Alex Gaspar

“OS NOSSOS PASSOS SÃO A PENSAR EM SI” O ramo imobiliário já fazia parte da realidade da nossa entrevistada aquando da abertura da Linha Recta Imobiliária. Fundadora de uma das mais antigas imobiliárias da cidade de Setúbal, Mónica Monteiro, não esconde as suas ambições e fala sobre as suas aventuras.

M

ónica Monteiro trabalhava por conta de outrem e, com a dedicação de uma líder, era a primeira pessoa a chegar ao escritório e a última a sair. Sabia todos os processos e desenvolveu capacidades nos setores comercial e de gestão. Tendo todas estas valências e dedicação, chegou à conclusão que faria todo o sentido começar o seu próprio negócio. É o dia 10 de julho de 2001 que marca o início de atividade da Linha Recta Imobiliária, uma empresa que começou de forma modesta, na cidade que viu a sua fundadora nascer e onde é conhecida desde pequena. Hoje, com 18 anos de existência, relembra os pequenos passos que a empresa deu até se tornar no exemplo de sucesso que é hoje. Mudanças de instalações e crises fizeram parte, mas o percurso é preenchido, essencialmente, com os momentos mais felizes.

Atendimento próximo e personalizado A primeira motivação era ter algo seu que fosse mais proveitoso a nível financeiro, mas também queria aplicar na sua agência fatores de diferenciação: “O que eu desejava era montar uma empresa e uma equipa à minha imagem. Queria transmitir as minhas ideias e queria mostrar que o meu projeto tinha futuro. Apostar na qualidade foi logo um requisito, assim como valorizar as nossas relações com os clientes. Não queremos o cliente que entra e não volta. Queremos o cliente que nos liga anos mais tarde porque os filhos ou os netos querem comprar uma casa”, explica. O espaço e os serviços são complementos do profissionalismo que se tornam essenciais. Flats&Houses by Cláudia Borges, a empresa responsável pela decoração do espaço, fez um excelente trabalho que não deixa ninguém indiferente. A fundadora explica que “queria que este espaço fosse confortável e fosse para o cliente como uma casa. Quando recebemos um cliente sabemos que esta visita marca uma etapa importante da sua vida. A nossa função é procurar o espaço ideal para cada pessoa de acordo com 90 | Revista Business Portugal setembro 2019

Mónica Monteiro, proprietária

as suas necessidades e possibilidades”. Os serviços de venda, compra, arrendamento, trespasse, pós-venda, entre outros estão disponíveis na agência. O cliente é o foco e a maior preocupação é cumprir sempre as expectativas, mantendo-nos disponíveis para os ajudar em todas as etapas. Portugueses e estrangeiros (americanos, franceses e belgas), todos procuram a imobiliária na esperança de encontrar o lugar ideal para a sua família, para as suas férias ou para os seus negócios. “A experiência profissional leva a um aperfeiçoamento da forma como lidamos com os clientes e com os projetos. O cliente que entra aqui não sai só com uma casa. Sai com um acompanhamento completo de serviços: banco, escritura, limpezas, chaveiro, entre outros. Estes serviços marcam a diferença e são proporcionados pelos nossos parceiros de longa data”, explica. Também a pensar no cliente e na conclusão mais célere de todos os processos, Mónica Monteiro decide implantar um método em que todos os seus colaboradores e a agência recebem as comissões no final do negócio. O cliente é também quem escolhe se quer um produto exclusivo ou não. A gerente explica que “se o cliente escolher o formato de produto exclusivo a comissão é menor, porque valorizamos os que confiam em nós”. Apresenta ainda como vantagem a liberdade que sente por não ter amarras a uma marca e poder decidir, caso a caso, a melhor solução.

Continuar a fazer com que os clientes se sintam em casa Mónica Monteiro faz um balanço positivo dos 18 anos de atividade, mas garante que há muito trabalho pela frente, há espaço para crescer e evoluir e que o objetivo é fazer mais e melhor. O desejo é “continuar a ser diferente e continuar a fazer com que os meus clientes se sintam em casa”, remata.


RISCOS E RASCUNHOS

DA CRISE NASCEU UMA OPORTUNIDADE Em entrevista à Revista Business Portugal, o Engenheiro Alberto Carvalho contou que, em plena época de crise, decidiu avançar com a sua própria empresa. Depois de receber vários pedidos de uns Riscos e Rascunhos por parte dos clientes, o nome do empreendimento ficou definido, contando hoje 13 anos de história.

F

oi em 2006 que o nosso entrevistado, em conjunto com um sócio, fez nascer o projeto assente na engenharia. Com o agravamento da crise, os dois sócios decidiram seguir caminhos diferentes, tendo ficado Alberto Carvalho “com a criança” e, desde então, não parou de crescer, tanto a nível profissional como pessoal. Ao dia de hoje, a equipa da Riscos e Rascunhos é composta por quatro engenheiros: para além do nosso entrevistado, fazem parte Rui Oliveira, Nuno Pereira e Ágata Mascarenhas, que se dedicam a tempo inteiro ao projeto. Em part-time, contam ainda com outros colaboradores que vêm complementar o serviço já prestado, possibilitando trabalharem com os mais variados trabalhos, desde projetos de estabilidade, de estruturas, de gás, de segurança de incêndio, projetos de AVAC, entre outros. A equipa no seu todo tem uma vasta experiência e assegura uma panóplia de serviços de qualidade.

“Já passamos a fase dos três B’s: Bom, Bonito e Barato” Pautado por ser competente e racional, Alberto Carvalho defende que “um verdadeiro engenheiro é aquele que faz com um euro, o que um curioso faz com mil, ou seja, um bom engenheiro é aquele que procura soluções racionais, económicas e consistentes”. Após vários anos de investimento numa imagem de competência e qualidade, hoje a Riscos e Rascunhos trabalha para que as

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estruturas que desenvolvam sejam bem enquadradas, bem executadas e a um preço justo. Já são uma referência na região e para vários clientes espalhados pelo país, tendo também presença no mercado internacional: “fazemos projetos de construção mais simples (como moradias), unidades industriais e projetos de reabilitação e edifícios, seja o material utilizado betão, madeira, ferro ou aço. Já fizemos projetos no Chile de estruturas industriais para a construção de casas pré-fabricadas, em Moçambique projetos de condomínios de luxo, em Angola projetos de bibliotecas, edifícios, instalações industriais, edifícios de restauração (com um conceito não muito comum em Portugal – estruturas de contentores marítimos) e também em São Tomé, Rússia e Inglaterra”. Em Portugal, também se envolvem em alguns projetos de obras públicas de relevo: “fizemos o projeto da esquadra da PSP do Barreiro, vai começar agora o edifício dos bivalves do Barreiro, também para o Estado. Temos ainda alguns projetos para as Pousadas de Portugal, a remodelação e ampliação do Convento dos Lóios, em Évora e um hostel para a Costa da Caparica. Projetos de alguma dimensão, ligados à reabilitação”.

Evolução do setor O setor da engenharia está em constante evolução, até porque estão sempre a ser introduzidos novos materiais: “para continuarmos a ter desafios, com estruturas mais esbeltas, mais complicadas, no sentido daquilo que é o tradicional de executar, tem de se introduzir novos materiais”, explica o Engenheiro Alberto Carvalho, acrescentando que “o que sabia ontem, dá para hoje, mas tem de ser complementado com as novas técnicas. O que fazia há 10 ou há 15 anos, hoje posso fazer de maneira diferente, mais barata e com outros materiais. Os próprios materiais estão a evoluir, há materiais mais resistentes, completamente diferentes. Hoje já se fazem estruturas com fibra de carbono, temos os limites de resistência muito superiores do que tínhamos há 30 ou 40 anos, com outros tipos de betão”. Outra novidade do setor, são as construções em LSF, o chamado aço leve, que tem vindo a aumentar nas


RISCOS E RASCUNHOS

reabilitações de edifícios em Portugal e que também não passa ao lado dos projetos da Riscos e Rascunhos. Segundo o nosso entrevistado, as construções “são rápidas de fazer, leves e a nível de custos não são muito diferentes”. Apesar de, no início, os portugueses se terem mostrado um tanto reticentes a esta inovação na construção, já há uma maior aceitação por parte dos clientes: “já fizemos desde moradias completas, a reabilitações de edifícios e funciona bem. É um material leve, com um nível de resistência muito satisfatório”, revela.

Onde querem apostar: obras de reabilitação O nosso entrevistado confessa que tudo o que está ligado à construção lhe dá prazer, sendo que pensar e criar as estruturas é das coisas mais desafiantes. Após vários anos de experiência e com o acumular de obras, tem hoje muito mais interesse em fazer conceção de estruturas, de estudá-las e reabitá-las: “é diferente. É nascer a partir de um ponto que já existe e perceber a solução que se pode fazer. Neste momento, a reabilitação de estruturas é o que me dá mais interesse e gozo profissional”. Segundo o Engenheiro Alberto Carvalho, dos principais desafios nas obras de reabilitação, é conseguir-se chegar a uma solução quando não se consegue ver o estado completo de um edifício: “até chegar a esse ponto, é sempre uma situação difícil para perceber qual a solução a aplicar. Quando se tratam de edifícios a reabilitar, muitas vezes não conseguimos ter uma solução inicial, ou podemos ter, mas essa não ser a definitiva, porque à medida que se vai destruindo para construir temos surpresas. Surpresas, essas, que muitas vezes obrigam a mudar a solução pensada inicialmente,

ou por questões estruturais, ou por questões de arquitetura”. Claro que, o facto de serem projetos mais exigentes, obrigam a um acompanhamento muito maior e, como remata o nosso entrevistado, “despoletam desafios mais interessantes”.

Rua Doutor Manuel da Cruz Júnior, 28A - Montijo 21 084 0824 geral@riscoserascunhos.pt

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SCAMPIA ENGENHARIA

A ENGENHARIA DO EXTERIOR

Carla Pereira e Luís Santos são as caras da Scampia Engenharia, uma empresa que realiza trabalhos de requalificação e conservação do meio ambiente. Criado em 2013, este projeto nasceu da vontade de fazer e estar de forma diferente numa área tão conhecida por todos. Em conversa com a Revista Business Portugal, os dois engenheiros contam como tem sido os últimos anos.

Nós queríamos um nome que ficasse no ouvido. Quando alguém o ouvisse, pela primeira vez, o guardasse na memória. Quando o ouvisse pela segunda vez já conseguisse identificar as pessoas, o projeto, a marca”, é desta forma que Luís Santos, engenheiro agrónomo, começa por explicar o nome daquela que é a empresa dos seus olhos: a Scampia Engenharia. “Quando escolhemos o nome sabíamos que nos queríamos dissociar de todos aqueles que já são muito conhecidos como, por exemplo, os nossos apelidos ou algo do género, por isso, com a ajuda de um amigo nosso criativo, decidimos por este nome que fica no ouvido e na memória”, completa Carla Pereira, engenheira civil e sócia de Luís Santos. Para além do nome fora do comum, a Scampia, é também uma empresa que agrega uma série de engenharias nos trabalhos que realiza, tal como se pode ver pelas especialidades em que Carla Pereira e Luís Santos são formados. Este projeto realiza “obras de engenharia civil, florestal, agrónoma e de arquitetura paisagística, bem como trabalhos de consultoria, estudos e projetos”. Essa grande abrangência de valências nos seus trabalhos dá “muito gozo” a Carla Pereira, que confessa ser uma apaixonada por todo o processo de transformação de um espaço, seja essa mudança a nível de infraestruturas ou de jardins. “É muito agradável começarmos

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Luís Santos e Carla Pereira, engenheiros

um projeto com um descampado e acabarmos com um jardim ou fazermos uma ciclovia no meio do nada”, explica a engenheira civil.

Os maiores desafios Os dois engenheiros revelam que encontrar mão de obra especializada e certificada está a tornar-se cada vez mais difícil. “Temos tido muita dificuldade em encontrar pessoas especializadas e certificadas para trabalhar nesta área porque o nosso trabalho é muito exigente e não o podemos descurar”, diz Carla Pereira. A Scampia Engenharia trabalha, sobretudo, para entidades públicas, “candidatamo-nos a concursos e é através destes que adquirimos os mais variados projetos em que temos vindo a trabalhar. Trabalhar com e para entidades públicas é também um grande desafio, pois há sempre mais alguma coisa a fazer ou alguma questão a ser tratada”, confessam. Embora na altura da criação do projeto tenham apostado mais nas obras das proteções costeiras, hoje em dia já realizam trabalhos em qualquer área dos arranjos exteriores. Luís Santos explica que,


SCAMPIA ENGENHARIA

quantidade de trabalho que têm não lhes permite continuar a concorrer com frequência desejada.

O que diferencia a Scampia Carla Pereira e Luís Santos, em conjunto com a equipa que gerem, trabalham, todos os dias, para serem sempre melhores e para prestarem o melhor serviço. É com esse objetivo diário que chegam aos outros e, por isso, veem o seu trabalho reconhecido e diferenciado. “A proximidade do cliente é um dos pontos que nos distingue, sem sombra de dúvida. Nós estamos sempre disponíveis. E quando dizemos sempre, é mesmo sempre”, afirma Carla Pereira. “Nós só tiramos 10/15 dias máximo, por ano, de férias. Estamos sempre em contacto com os nossos clientes e ajudamos no que for necessário”, remata Luís Santos. É a dedicação, a qualidade, o profissionalismo e proximidade com o outro que fazem com que a Scampia Engenharia seja, hoje, passados apenas cinco anos da sua criação, uma grande referência na sua área de trabalho. Por estas razões já realizaram trabalhos um pouco por todo o país, estando sempre presentes nas obras mais importantes.

O futuro

quando embarcaram nesta aventura, candidatavam-se a todos os concursos em que se identificassem, mas que, de momento, já não conseguem realizar muitas vezes esse processo, pois a

Para o futuro, Carla Pereira e Luís Santos querem continuar a desafiar-se, em conjunto com a equipa, a fazer diferente, a estar presente nos trabalhos mais difíceis, mas também com mais desafio. Após cinco anos de trabalho e 134 obras realizadas, a Scampia Engenharia está no mercado para ficar. “Nós gostamos muito do que fazemos e queremos continuar a realizar todas as obras que nós achemos que se identificam com o nosso projeto. Somos muito felizes aqui”, finalizam.

Av. da Republica nº 9 • 2840-468 Seixal Telefone: (+351) 212 122 718 • E-mail: geral@scampia.pt • www.scampia.pt setembro 2019 Revista Business Portugal | 95


FEIRA DA MAÇÃ ARMAMAR 18 a 20 de outubro 2019 A Feira da Maçã realiza-se, anualmente, em Armamar, vila conhecida como a Capital da Maçã de Montanha, entre os dias 18 e 20 de outubro. A festa comemora a colheita de uma das frutas mais consumidas a nível mundial e que, neste concelho, é rainha. São produzidas mais de 75 mil toneladas por ano deste fruto, um valor que tende a aumentar com a plantação e requalificação dos pomares. No decorrer da feira poderá encontrar as mais variadas propostas relacionadas com as tradições e artesanato armamarense e, por entre a festa e animação, certamente não resistirá a provar as diversas propostas de compotas, bolos e doces confecionados a partir da maçã. A denominação da Maçã de Montanha surge devido ao facto dos pomares serem cultivados entre os 500 e os 800 metros de altitude, facto que se traduz num fruto mais aromático, crocante e mais saboroso, quando comparado com as mesmas variedades produzidas na região. A nível económico, esta atividade, está aliada à riqueza do concelho, desempenha um papel sustentável para a região e faz parte do património histórico e cultural.

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QUINTA DA BARROCA

AQUI, VIVE-SE A AUTENTICIDADE! Situada na margem sul do Vale do Douro, no concelho de Armamar, a Quinta da Barroca é um lugar encantado no coração do Alto Douro Vinhateiro. Um cenário perfeito, moldado por uma paisagem rústica, onde se evoca a amizade e a família, numa atmosfera cheia momentos verdadeiros.

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uem visitar a Quinta da Barroca, irá ficar igualmente deslumbrado com a junção da paisagem, do conforto e da oportunidade de experienciar tradições, nesta que foi a primeira propriedade de Agroturismo de Armamar? Tanto a localização da Quinta da Barroca como a sua natureza rústica e agrícola permitem aos nossos hóspedes interagir com a natureza de uma forma muito intensa, seja através da realização de percursos pedestres, apanha de fruta, vindimas, visualização das tarefas agrícolas, passeios de Tuk Tuk, etc, o que permite ao hóspede a vivência de experiências únicas e marcantes. Em todos os ciclos agrícolas, e em particular na apanha da fruta e vindimas, tentamos partilhar o mais possível esses momentos com os nossos hóspedes, seja no convite à participação ou na partilha da fruta colhida nos mais diversos locais, desde o pequeno-almoço ao momento de relaxe da piscina. São esses momentos de partilha e interação com a natureza e a vida agrícola que permitem experiências marcantes aos nossos hóspedes, em particular aos mais urbanos. O espaço circundante, as duas piscinas, uma exterior e outra coberta, campo de ténis, dois bares, restaurante, criam as naturais condições para a estadia de famílias com filhos, pequenos grupos de amigos, grupos empresariais ou a tradicional escapadinha romântica a dois. O facto de possuirmos Villas com diversas tipologias do T0 ao T2, ideal para família com filhos permite uma oferta diversa e alargada a todos os segmentos. A localização dispersa dessas Villas pelo espaço da Quinta, desde as Villas Piscina às Villas com vista para as

vinhas complementam essa oferta diversificada. Ainda este ano iremos abrir mais duas Villas Piscina e, a grande novidade duas Villas Bolha. Serão duas unidades de alojamento com teto de vidro, onde se pode apreciar a natureza em toda a sua plenitude, sem filtros, no conforto de um quarto. Esta experiência de ver as estrelas no “quentinho” é naturalmente uma oferta a pensar nas escapadinhas românticas.

Quinta da Barroca Rua da Carreirinha, Queimada 5114-001 Armamar Tlf.: 254 850 850 /254 850 855 Tlm.: 927 939 970 Email: reservas@quintadabarroca.com.pt www.quintadabarroca.com.pt

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JUNTA DE FREGUESIA DE FOLGOSA

FOLGOSA, UMA FREGUESIA COM O DOURO AOS PÉS Folgosa é a freguesia mais a norte do município de Armamar e está situada na margem esquerda do rio Douro. Para conhecermos um pouco mais sobre este território, a Revista Business Portugal esteve à conversa com José Costa, atual presidente da Junta de Freguesia.

T

rata-se de uma freguesia “pequena, bonita e muito hospitaleira”, começou por nos dizer o autarca. De facto, a paisagem envolvente é dominada pelo rio, que corre a seus pés, e pelas quintas onde se produz o famoso vinho do porto. A par da maior parte das freguesias do interior do país, também a Folgosa se caracteriza pela sua população envelhecida (cerca de 70 por cento): “Os nossos jovens estudam, formam-se e saem daqui à procura de oportunidades melhores. Infelizmente não temos condições para os cativar a ficar por cá. Mas eu gostava que isso mudasse”, confidenciou-nos José Costa. A economia da Folgosa desenvolve-se em torno da agricultura com o cultivo das vinhas e dos olivais. Encostada ao Douro, é na Folgosa que se produzem uvas de excelente qualidade para os vinhos do porto e douro. Para além disso, é também aqui que se encontra localizado um cais para acostagem de embarcações de pequeno, médio e grande porte, bem como um passeadouro, com cerca de 400 metros, construído pela Câmara Municipal. Não esqueçamos que a freguesia de Folgosa é também morada do galardoado restaurante DOC, do chef Rui Paula, no entanto, há ainda muito por fazer: “Nós temos potencialidades turísticas enormes, mas, infelizmente, não as conseguimos desenvolver por falta de apoio financeiro. Falta investimento turístico na região”, lamentou o nosso entrevistado, ao mesmo tempo que frisou: “Esta aldeia está num lugar privilegiado, mas quanto ao turismo dos barcos de grande porte, que passam e atracam em frente à Folgosa, é muito bonito, mas só deixam lixo. Quanto à fluvina, onde estão atracados os barcos de recreio, a junta de freguesia não tem poder algum, porque todo o espaço junto à marginal do rio Douro é do domínio da APDL, mas quem faz a manutenção do espaço, para os turistas serem bem recebidos, é a Junta de Freguesia de Folgosa. É lamentável isto acontecer. Não sei qual é a razão, mas a concessão da fluvina poderia passar para a junta, porque esta aldeia não tem rigorosamente lucros nenhuns sobre a marginal do Rio Douro”. Questionado sobre o que o motivou a candidatar-se à presidência, José Costa foi perentório nas suas afirmações: “Queria e quero fazer mais por esta terra e dar o meu contributo para a criação de melhores condições para os nossos idosos”. É nesse seguimento que surge a ideia de criar um centro de convívio na freguesia “onde as pessoas se possam juntar e aí desenvolver algumas atividades”, bem

José Costa, presidente

como a construção de uma praia fluvial, ao largo do rio Douro. Seja pela paisagem bucólica e apaixonante sobre o rio Douro, pelas gentes, pelo borrego assado ou pela sua festa maior (Dia da Freguesia que se celebra, todos os anos, no primeiro domingo de agosto), a verdade é que a freguesia de Folgosa apresenta mil e uma razões que justificam uma visita.

Rua da Esturgada Folgosa, 5110-204 Armamar | T.: 254 858 063 | E-mail: jffolgosa@gmail.com 98 | Revista Business Portugal setembro 2019


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