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maio 2019

JANSSEN PORTUGAL

Saúde • Portugal Criativo • PME Excelência'18 • Lisboa a norte

MUNICÍPIO DE ÁGUEDA

ÁGUEDA: TERRITÓRIO INOVADOR E DINÂMICO

Especial

Jorge Almeida, presidente

Nesta Edição maio 2019 Revista Business Portugal | 1


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ÍNDICE

EDITORIAL

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ALGARVE TURISMO E DESENVOLVIMENTO 28 HOMESERIES Habitações em LSF – o futuro da construção nacional 36 GASTROBAR REPOLHO “Somos uma garrafeira que também serve comida”

44 PME

EXCELÊNCIA’18 50 SIRIUS TRAVEL Uma agência que cria a sua viagem de sonho

85

LISBOA A NORTE 88 CRÉDITO AGRÍCOLA DE MAFRA Da terra, pela terra 94 COLÉGIO ART & MANHA Educar com Art & Manha

150

INOVAÇÃO 159 TABERNA BELGA Uma referência na confeção de francesinhas 164 VALDITARO A arte de iluminar com criatividade

Esta é a primeira edição que junta as equipas da Revista Business Portugal e da Portugal em Destaque. Recebemos este projeto no seio da nossa equipa pois acreditamos que juntos podemos ser mais fortes e continuar a mudar o panorama nacional no que concerne às publicações empresariais. Convido-o, desde já, a descobrir este número que tanto nos orgulha. Nesta edição, trazemos-lhe a cobertura da entrega dos prémios PME Excelência, como já vem sendo habitual. Conheça as empresas que contribuiram substancialmente para o crescimento da economia nacional, assim como das exportações e criação de emprego. Trazemos-lhe também os melhores locais para saborear os melhores pratos da região de Lisboa. Um passeio por Mafra, Sintra e Ericeira faz crescer água água na boca. Outros dos destaques merentórios desta edição é um especial de Águeda, com uma incidência especial à bicicleta, ou não fosse Águeda a sua capital! A mobilidade elétrica é, cada vez mais, uma realidade a nível mundial e o tecido empresarial desta região começa já a adaptar-se a esta realidade. A Secretária de Estado da Habitação é nossa convidada através de um artigo de opinião sobre a reabilitação urbana, um crescente nacional numa época em que os centros históricos das cidades portuguesas ganham uma nova vida e dinâmica com esta realidade. Estas são apenas algumas das razões para ler a sua Revista Business Portugal agora ainda mais completa e com uma equipa maior para melhor o servir ... Continuamos juntos na certeza de que seremos ainda mais fortes. Fernando R. Silva diretor

FICHA TÉCNICA Propriedade: Guidetarget, Lda Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Ana Miguel Lopes, Diana Correia, Jorge Teixeira, Laura Azevedo, Maria Garcia, Sara Freixo, Sara Oliveira Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Dep. Comercial: Carlos Pinto, Eduardo Nunes, Filipe Amorim, Fernando Lopes, Jaime Pereira, José Luís Basto, Luís Pinto, José Machado, Luís Silva, Manuela Nogueira, Marília Freire, Rui Moreira, Vera Pinho (geral@revistabusinessportugal.pt) Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Periodicidade: Mensal maio 2019

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DESTAQUES 8 MUNICÍPIO DE ÁGUEDA Cluster de empreendedorismo e inovação 14 ABIMOTA Na vanguarda da qualidade 16 ESMALTINA 50 anos a reinventar-se 18 IN CYCLES Uma marca portuguesa de bicicletas, emerge no mercado europeu 22 RODI - SINKS & IDEIAS Líderes no Mercado europeu 24 PRIO ENERGY “O futuro da mobilidade é FLEX FUEL, a energia certa para cada utilização”

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ÁGUEDA CAPITAL DA BICICLETA


INOVAÇÃO E DINAMISMO NA MOBILIDADE As bicicletas são um meio de transporte cada vez mais utilizado, sobretudo pelo lado sustentável e ecológico que lhes está associado. Águeda é reconhecida como a capital das bicicletas, uma vez que tem uma grande concentração de empresas que desenvolvem, precisamente, este meio de transporte. De entre as empresas que se instalaram neste concelho, ressaltam algumas multinacionais, alguns verdadeiros “gigantes” do setor, que escolheram Águeda pelo seu know-how e vasta tradição nesta área. A mais conceituada marca de bicicletas portuguesas também tem o seu centro de produção instalado na região. Neste contexto, a Abimota (Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas, Ferragens, Mobiliário e Afins) encontra-se a promover o Portugal Bike Value. Trata-se de um projeto que visa apresentar o potencial do território nacional para a localização de indústrias, pela integração com centros tecnológicos, universidades e autoridades locais. Pretende também demonstrar a capacidade das empresas que produzem em Portugal de fornecer os mercados externos, contando para isso com as elevadas capacidades e competências da indústria portuguesa, a excelente evolução do setor nos últimos anos e o crescimento significativo que se prevê num futuro próximo. A PRIO, enquanto agente representativo dos postos de combustível tradicional que já aderiram à mobilidade elétrica, está presente nesta edição, para demonstrar que é possível ultrapassar a barreira do combustível fóssil e manter a mobilidade, de forma ecológica e sustentável, sem agressões ao meio ambiente.

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MUNICÍPIO DE ÁGUEDA

CLUSTER DE EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO

Jorge Almeida, presidente

Há quem diga que é o engenho e a arte que fazem mover as gerações. Em Águeda, a capacidade produtiva faz parte, mas em muita gente se reparte. Motor económico do distrito de Aveiro, o concelho de Águeda é conhecido e reconhecido pela sua eficácia industrial e pela forma com que abraça os projetos inovadores. Uma das mais industrializadas cidades do país, com muitos desígnios para o futuro próximo, apresenta-se ao panorama nacional e internacional como uma máquina de criação. Fique a conhecer Águeda nesta entrevista ao edil, Jorge Almeida. maio 2019 Revista Business Portugal | 9


MUNICÍPIO DE ÁGUEDA

Á

gueda, a cidade industrial Património cultural e paisagístico que se dissipa por quilómetros de território. O município de Águeda tem procurado, ao longo dos últimos anos, potencializar o seu território e ir de encontro aos novos desígnios do turismo, desenvolvendo e dinamizando novas dinâmicas sociais. A revista Business Portugal foi ao encontro da comunidade para descobrir os cantos, recantos e encantos daquele que é um dos mais diversificados municípios ao nível nacional. Jorge Almeida acredita que o concelho é um importante “cluster económico da região”. O presidente da Câmara Municipal explica que o município é uma “matriz empreendedora, uma zona industrial e urbana que se mescla e que se carateriza por uma forte componente competitiva”. De entre as freguesias mais litorais ou urbanas, rompe um concelho que procura acrescentar valor ao mercado e tornar-se sustentavelmente eficaz e capaz. Quebrando barreiras sociais que, até então, não se acreditavam ser possíveis no território, Águeda assume-se como um polo de cultura, turismo e diversidade. São 11 freguesias – Aguada de Cima; Águeda e Borralha; Barrô e Aguada de Baixo; Belazaima do Chão, Castanheira do Vouga e Agadão; Fermentelos; Macinhata do Vouga; Préstimo e Macieira de Alcôba; Recardães e Espinhel; Travassô e Oís da Ribeira; Trofa, Segadães e Lamas do Vouga; e Valongo do Vouga - que se mesclam numa só identidade. Inovação e criatividade são as palavras de ordem para um concelho que “prima pela ousadia para com a economia e com a comunidade, sendo apelativos para empresas e individuais”. Águeda é o maior concelho em área do distrito de Aveiro. Reconhecida pela apurada gastronomia e os saborosos néctares da região demarcada da Bairrada, Águeda é também conhecida como a “capital da bicicleta”. Tradicionalmente falado como o maior polo de concentração de bicicletas, o concelho assume que este é uma das suas estratégias territoriais “sobretudo pelo impacto que o setor das duas rodas tem na economia local e nacional”. Este cluster das duas rodas tem vindo a crescer cada vez mais, com a instalação de novas unidades industriais e novas apostas inovadores neste setor.

Território que se faz de história Sede de concelho desde 1834 e cidade desde 1985, é um concelho marcado pela antiguidade de ocupação e pelos monumentos megalíticos. A cidade é, ainda nos dias de hoje, um dos pontos de apoio dos caminhos de Santiago por, no ano de 1325, a Rainha Santa Isabel ter-se refugiado na cidade quando se dirigia em pe-

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Águeda é também conhecida como a “capital da bicicleta”. Tradicionalmente falado como o maior polo de concentração de bicicletas, o concelho assume que este é uma das suas estratégias territoriais “sobretudo pelo impacto que o setor das duas rodas tem na economia local e nacional”


MUNICÍPIO DE ÁGUEDA

regrinação para Santiago de Compostela. Concelho com perto de 50 000 habitantes, Águeda celebra-se como cidade há 34 anos. Na sua história, guardam-se anos dourados enquanto “terra das ferragens” pela sua forte componente industrial que, ainda hoje se sente, mas “com fatores inovadores e tecnológicos que posicionam o concelho em novos patamares”, explica Jorge Almeida. As fortes vertentes agrícolas do território tornam-no bastante fértil na produção de milho, fruta, vinho e madeira. O concelho tem uma forte tradição artesanal, com a olaria, a tecelagem, a cestaria, a latoaria, a tanoaria, os bordados e os rendados a terem um grande destaque. Águeda atua como fronteira entre o mar e a serra devido à sua privilegiada localização geográfica.

Dinâmica empresarial em destaque no concelho

A Câmara Municipal de Águeda, reuniu com largas dezenas proprietários de terrenos e convergiu sinergias para o desenvolvimento de uma solução sustentável e benéfica para toda a comunidade

Águeda é também um importante polo económico-financeira da região. Ciente da importância do desenvolvimento de uma sociedade económica e socialmente sustentável, o concelho aposta na sua base produtiva, aliando-se à capacidade inovadora e de autorregeneração. O desafio passa pela constante projeção do futuro com os empreendedores regionais que apresentam a Águeda uma nova visão do concelho com novos paradigmas e novas dinâmicas emergentes. Desde 2006 que a Câmara Municipal de Águeda tem apostado no fortalecimento da economia local, implementando um significativo conjunto de iniciativas, projetos e ações que promovem a criação de empresas e postos de trabalho. Em consequência, o munícipe tem também sentido uma maior aposta socioeconómica na região. Em destaque está o Parque Empresarial do Casarão, um projeto que responde a uma das mais antigas lacunas do concelho. A falta de oferta de solo industrial a um preço acessível era uma grande condicionante para o investimento das empresas no território. Assim, a Câmara Municipal de Águeda, reuniu com largas dezenas proprietários de terrenos e convergiu sinergias para o desenvolvimento de uma solução sustentável e benéfica para toda a comunidade. Já na segunda fase da sua expansão, o Parque Empresarial do Casarão prima pelas boas acessibilidades, respondendo com flexibilidade às necessidades das empresas locais. O espaço que olha de perto para o futuro, pretende estar na vanguarda da captação de investimento e da inovação. “O parque empresarial está já com a disponibilidade de espaços praticamente lotada”, esclarece o entrevistado. O concelho é marcado pela presença das mais importantes empresas e players do mercado. Em 2019, trinta e cinco empresas de Águeda foram distinguidas com o estatuto de PME Excelência, numa gala promovida, em Braga, pelo IAPMEI - Agência para a

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“O munícipe conta com vários monumentos, atrações e atividades numa preenchida agenda ao longo de ano que pretendem evidenciar o melhor da cidade e aproximar as suas pessoas dos visitantes exteriores” Competitividade e Inovação e pelo Turismo de Portugal, presidida pelo primeiro-ministro António Costa. A iniciativa pretende reconhecer as pequenas e médias empresas ao nível nacional que se evidenciem pela qualidade dos seus desempenhos económico-financeiros e se mostrem capazes de atingir altos padrões competitivos. Para Jorge Almeida, o tecido empresarial do concelho é representado por “empresários dinâmicos e que procuram a inovação e a sustentabilidade”, dignificando o nome de Águeda. Nota-se uma clara aposta da presidência nas suas pessoas e nos seus empresários e, por isso, é com grande orgulho que vêem reconhecido todo este investimento e trabalho conjunto.

Comunidade que também se faz do turismo Com uma variada agenda de eventos culturais, Águeda estende o convite para as suas agradáveis paisagens. Desde a Pateira de Fermentos, que guarda a maior lagoa natural da Península Ibérica, até aos percursos pedestres que unem os principais pontos de interesse do concelho – museus, igrejas e outros monumentos nacionais – aos bosques marcados pelos espigueiros e azenhas. O elevado valor patrimonial dos edifícios do concelho permitem-lhe apresentar uma grande vertente cultural aos visitantes. Destaque ainda para a zona ribeirinha que convida pessoas de todas as idades, para um passeio a pé ou de bicicleta conhecendo o comércio tradicional aguedense.

Cultura da cidade em expansão Potenciando a criação de uma sociedade mais criativa, a cultura é, inevitavelmente, uma das grandes áreas que a Câmara Municipal de Águeda promove. Nos dias de hoje, o polo da cultura desempenha um papel basilar na atratividade do concelho, tornando-se um fundamental e importante fator de competitividade e de diferenciação. A cultura representa o bem-estar da comunidade e ajuda na reflexão e preservação da sua identidade permitindo, ao mesmo tempo, o desenvolvimento de um intercâmbio cultural que se manifesta nas mais diversas formas de expressão. O grande destaque vai para o AgitÁgueda, um festival de artes que já acolheu, ao longo de 13 anos, mais de 500 grupos e artistas. “A missão do evento assenta em trazer para o concelho reconhecidos artistas que aqui encontram uma oportunidade de expor e apresentar o seu trabalho, mas também em promover novos projetos musicais nacionais”. Durante todo o festival, toda a cidade vivencia o lado artístico de Águeda com as intervenções urbanas a dissiparem-se pelo território. Instalações de milhares de chapéus de chuva nas ruas da cidade, pintura de dezenas de pontos com variações cromáticas em bancos de jardins e escadarias, foram alguns dos projetos que mais despertam a consciência cultural da comunidade. É impossível falar de Águeda sem mencionar a grande aposta na época natalícia. Ao maior e mais iluminado Pai Natal do Guinness juntou-se o mais pequeno. Esculpido pelo artista britânico Willard Wigan, o mais pequeno Pai Natal do mundo mora no buraco de uma agulha. A micro-obra conta 12 | Revista Business Portugal maio 2019

com uma agenda de atividades paralelas, que recriam o espírito natalício em todos os aguedenses, e atraem turistas de todo o país. Há ainda outras áreas que merecem especial atenção por parte da Câmara Municipal de Águeda, acrescenta, em entrevista à Revista Business Portugal, o Presidente Jorge Almeida. “O munícipe conta com vários monumentos, atrações e atividades numa preenchida agenda ao longo de ano que pretendem evidenciar o melhor da cidade e


MUNICÍPIO DE ÁGUEDA

aproximar as suas pessoas dos visitantes exteriores”.

Sustentabilidade é um dos motores do município Jorge Almeida acredita que o caminho do futuro passa por uma melhor gestão ambiental, garantindo a sua sustentabilidade. Promovendo o aumento da consciência ambiental e ecológica da sua comunidade, o concelho tem “feito uma série de iniciativas para promoverem esta consacrescenta que, “ao longo dos últimos anos, temos procurado consciencializar a comunidade e visitantes dos valores e princípios basilares de um desenvolvimento sustentável, optando sempre por uma via interativa, participativa e dinâmica”.

Apoios financeiros aos serviços locais

ciência” Com uma elevada qualidade de vida, Águeda é o reflexo de um país que se encontra em mudança. As tarefas da responsabilidade da Câmara Municipal na sustentabilidade ambiental compreendem um conjunto de ações e esforços que vão desde a educação ambiental à inovação tecnológica. “O município tem também uma grande preocupação com a recolha e tratamento de resíduos, instalação e manutenção de contentores, limpeza das ruas e sarjetas”. Há ainda um grande cuidado, explica o presidente, na criação e manutenção de espaços verdes. “A cidade mais colorida de Portugal também procura esse reflexo na variedade cromática dos seus jardins e espaços verdes ao longo do ano.” Mas os desafios vão para lá da gestão ambiental do concelho. Jorge Almeida

Águeda acredita que este é o momento. A falta de acessibilidade rápida e eficaz, mais vulgarmente denominada de autoestrada, é uma das principais lacunas que o atual Executivo quer colmatar. Outra aposta, essencial no serviço em prol da comunidade, é o apoio do Município à revalorização e recuperação do seu Hospital Público, suportando um forte investimento nas obras que estão para se iniciar. Também o Centro de Saúde da cidade e várias unidades nas freguesias vão ser alvo de grandes beneficiações, demonstrando uma inequívoca preocupação municipal com a qualidade dos cuidados de saúde prestados à sua população e à sua qualidade de vida. A segurança também é preocupação, e exemplo disso é o, recentemente criado e inaugurado, posto territorial da GNR em Arrancada do Vouga. Esta infraestrutura, financiada pela Câmara Municipal de Águeda, teve como propósito criar melhores condições de trabalho e de segurança para o desenvolvimento das ações da GNR no concelho. Encontra-se ainda previsto o apoio financeiro para a criação de residências universitárias para o polo da Universidade de Aveiro, sediado em Águeda. Todas estas obras são “melhorias significativas de acessos aos serviços da cidade e

ao cidadão, facilitando o acesso às zonas envolventes”, conclui Jorge Almeida.

Águeda, a cidade que abraça o futuro Ao concluir a conversa com o Presidente da Câmara Municipal de Águeda, foi clara a mensagem: “Águeda assume-se como o rosto de uma indústria em constante mudança, adaptação e crescimento, Águeda reflete em si as vozes de uma comunidade que procura evoluir e ser tecnológica e socialmente mais eficaz, e as forças de um tecido empresarial que se mescla com o território”. Para o futuro, e conscientes do que representa assumir um compromisso a curto prazo, Jorge Almeida pretende continuar a desenvolver iniciativas culturais e turísticas, atraindo cada vez mais visitantes ao concelho, não só para dinamizar a economia da cidade, mas também para potenciar a convergência de sinergias entre os seus vários polos e constituintes.

Praça Município Águeda, 3754-500 Águeda Telefone 234 610 070 Email: geral@cm-agueda.pt www.cm-agueda.pt

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ABIMOTA

NA VANGUARDA DA QUALIDADE Os 44 anos de atividade da Abimota demonstram muito bem a dinâmica e a vitalidade que esta associação tem vindo a incrementar na indústria das bicicletas e dos seus componentes. A entidade responsável pelo projeto Portugal Bike Value, que já vai na segunda edição, esclarece, em entrevista a Gil Nadais – Secretário Geral da Abimota - o rumo que tem traçado para o desenvolvimento de tão promissora indústria.

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presente-nos o balanço do programa Portugal Bike Value I. O projeto Portugal Bike Value I foi um êxito, a medir pelo volume de captação de investimento estrangeiro para Portugal, mas também pelo aumento do volume de exportações e de produção das empresas nossas associadas. É este caminho que estamos a trilhar com o Portugal Bike Value II, que teve início há seis meses e termina em setembro de 2020. Fomentámos o crescimento quanto ao número de bicicletas produzidas, mas também quanto ao valor destas perante os mercados nacional e europeu, com especial destaque para as bicicletas elétricas que estão a ser um enorme sucesso. Este projeto, que se centra na captação de investimento estrangeiro e na internacionalização das empresas nacionais, está com algumas limitações nomeadamente pela exigência, por parte da Autoridade Tributária e Aduaneira, do pagamento de taxas alfandegárias muito elevadas para que esses componentes possam entrar em solo nacional. Como ainda há muitos componentes que têm de ser importados da China, essas taxas alfandegárias tornam-se proibitivas, que ascendem a cerca de 48 por cento do valor da carga, enquanto que, se os componentes entrassem por Roterdão, por exemplo, não era aplicada nenhuma taxa. Este é um fator que pesa negativamente no sucesso deste programa e em toda a economia do setor das bicicletas e dos seus componentes.

e europeu através de equipamentos de elevada qualidade e durabilidade, cimentando a sua presença no segmento médio/alto. A região de Águeda foi muito afetada quando a oferta de material chinês inundou a Europa, mas o setor está em plena recuperação e com objetivos traçados para continuar a crescer. O programa Portugal Bike Value II foi desenhado para ajudar neste crescimento e internacionalização. Quais as medidas que estão a ser implementadas? Pretendemos, com este programa, fortalecer as empresas quanto à sua capacidade de produção e de exportação. Existe uma empresa que monta cerca de um milhão e trezentas mil bicicletas e pretende aumentar a sua capacidade de exportação e há muitas, mais pequenas, que têm capacidade e vontade de crescer, sobretudo no mercado das e-bikes.

Pretendemos, com este programa, fortalecer as empresas quanto à sua capacidade de produção e de exportação

O setor enfrentou uma época menos positiva. Qual é a realidade atual? A China inundou a Europa com uma oferta de bicicletas baratas e sem qualidade, tendo levado à retração do mercado europeu. As empresas que resistiram, afirmaram-se no mercado nacional

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ABIMOTA

Nesse sentido vamos avançar para os mercados do norte da Europa, Austrália, norte de África, entre outros, de forma a trazer mais investidores para Portugal, fomentando o crescimento das empresas nacionais ligadas ao setor das bicicletas e dos seus componentes.

A bicicleta tradicional é fabricada em aço, mas quando subimos na cadeia de valor temos o alumínio, que já é bastante mais difícil de trabalhar e obriga a técnicas que não estão ao dispor de todos os fabricantes

A Abimota, para além das atividades que referiu, desempenha um papel importante no controlo de qualidade das bicicletas e seus componentes, nomeadamente através do Laboratório de Ensaios da Abimota (LEA). De facto, a Abimota é a única entidade nacional e Ibérica credenciada para fazer testes às bicicletas e aos seus componentes. As bicicletas são sujeitas a mais de cem testes de resistência diferentes que garantem a segurança e conforto de quem as utiliza e também somos solicitados por entidades estrangeiras, sendo estes até, individualmente, os nossos maiores clientes. É um enorme reconhecimento do trabalho que temos vindo a desenvolver dentro do LEA ao longo destes anos, mas ambicionamos crescer e ser, cada vez mais, uma referência internacional.

Gil Nadais, secretário geral

Refere que as bicicletas estão mais sofisticadas. A que se refere, mais especificamente? A bicicleta tradicional é fabricada em aço, mas quando subimos na cadeia de valor temos o alumínio, que já é bastante mais difícil de trabalhar e obriga a técnicas que não estão ao dispor de todos os fabricantes. No entanto temos em Portugal a primeira fábrica no mundo a construir quadros em alumínio, inteiramente soldados por robot’s. Depois, na escala dos materiais, temos o carbono e já há empresas em Portugal que fazem rodas em carbono, mas perspetiva-se um novo investimento para começar a fabricar quadros em carbono em escala, em Portugal. Como se vê as empresas do setor das duas rodas estão a acompanhar a inovação mundial e algumas são mesmo das que maior número de patentes registam.

E.N.1 – Brejo Apartado 299 3754-909 Águeda Tel: 234 612 640 Email: abimota@abimota.pt www.abimota.org

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ESMALTINA

50 ANOS A REINVENTAR-SE Nascida em 1970 em Sangalhos, região outrora conhecida como a ‘capital da bicicleta’, a Esmaltina é uma empresa familiar que se dedica ao fabrico de velocípedes. Paulo Lemos é o atual administrador e foi com ele que estivemos à conversa por forma a conhecer as novidades implementadas após quase 50 anos de atividade. Paulo Lemos, administrador

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á quase 50 anos na vanguarda das bicicletas, a Esmaltina foi fundada em 1970 por Manuel João Monteiro, e continua a dedicar-se à construção de bicicletas de alta qualidade que revivem a tradição portuguesa na excelência no fabrico, usando tecnologias de ponta na produção desta arte sobre rodas. Muitos anos passados sobre os saudosos modelos BMX e Fúria, esta empresa continua a produzir os modelos clássicos abraçando uma versão mais contemporânea além dos modelos que desenvolvem para diversas marcas. São assim fabricados modelos para crianças e adultos, homens e mulheres. Existem bikes para utilização desportiva e radical, bicicletas citadinas, dobráveis, ‘fat bikes’ e ‘beach cruiser’, bem como bicicletas elétricas e demais componentes para os veículos de duas rodas.

Inovação: o segredo do sucesso

A marca fabricante de bicicletas orgulha-se de ser requisitada por grandes distribuidores europeus que a consideram “capaz e bastante eficiente” 16 | Revista Business Portugal maio 2019

A origem dos componentes na indústria do ciclismo já não é segredo, mas a diferenciação está na inovação, quem o diz é o nosso entrevistado, Paulo Lemos. “Por isso, há cinco anos fizemos uma remodelação total na fábrica. Quer em termos de layout, quer em termos de capacidade do que estávamos dotados. Aumentamos a nossa capacidade de produção, reinventamos o nosso armazém de stockagem (que conta agora com capacidade para 7.500 paletes), por forma a mantermos um ritmo de produção elevado. Assim, fazemos a stockagem dos nossos clientes e distinguindo-nos pelo know-how tecnológico”. O mercado mudou e as exigências impostas pelos clientes são cada vez maiores. “Hoje em dia, o mundo das bicicletas tem um sem fim de peças distintas para a sua produção, o que antes era verdade, hoje já não existe. No início da nossa atividade, os clientes compravam o que nós produzíamos, hoje nós produzimos o que os nossos clientes precisam”, deu-nos conta o porta-voz da Esmaltina.


ESMALTINA

Após um grande investimento em todo este desenvolvimento tecnológico e na formação dos quadros da empresa, a marca fabricante de bicicletas orgulha-se de ser requisitada por grandes distribuidores europeus que a consideram “capaz e bastante eficiente”. Nesse seguimento, a Esmaltina “exporta cerca de 70 por cento da sua produção”, refere o entrevistado.

Mobilidade elétrica – o futuro A Esmaltina, em parceria com alguns dos seus clientes, deu os primeiros passos na produção de veículos de duas rodas movidos a eletricidade. Esta evolução tornou-se necessária devido à cada vez maior consciência ambiental existente e, assim, maior recurso à utilização de bicicletas na rotina diária das pessoas, conclui Paulo Lemos, administrador da Esmaltina.

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IN CYCLES

UMA MARCA PORTUGUESA DE BICICLETAS, EMERGE NO MERCADO EUROPEU A In Cycles soube pedalar contra a crise, a concorrência e o tempo. Da competição ao lifestyle, passando pelas elétricas e todo-oterreno, a empresa produz bicicletas para todos os gostos, tamanhos e fins.

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Rui Conceição e João Maia

s bicicletas são uma tendência na mobilidade urbana, com uma representação significativa nas grandes cidades europeias. Portugal é o segundo maior exportador de bicicletas da Europa. Mas afinal o que torna as bicicletas portuguesas tão apetecíveis? A resposta é simples: qualidade. “A nossa preocupação é trazer para a produção de bicicletas tecnologia, inovação e qualidade na montagem”, aponta João Maia, administrador da In Cycles. O calendário marcava o ano de 2009 quando a empresa nasceu em Águeda - considerada a ‘capital das duas rodas’-, onde chegaram a existir perto de 70 empresas de bicicletas. Poucas conseguiram pedalar contra a crise e a concorrência asiática, que colocava no mercado produtos a preços muito difíceis de bater. João Maia está ligado ao ciclismo praticamente desde que iniciou a sua vida profissional: “desde 1960 que a minha família esteve sempre e diretamente ligada ao negócio das duas rodas, portanto tinha o conhecimento e experiência profissional suficiente para criar o meu próprio negócio”, referiu. A In Cycle é hoje especializada na montagem e comercialização de bicicletas e trabalha com algumas marcas de referência mundial. Desde cedo que a estratégia da empresa foi a internacionalização. De toda a produção, 90 porcento é destinada para exportação, com enfoque no mercado europeu. “Temos de ter a capacidade de nos adaptar às necessidades do mercado”, sublinhou João Maia. O sucesso da In Cycles parte dessa visão, tornando-se numa empresa com foco no cliente,

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nas suas necessidades e analisando regularmente aquilo que o mercado vai ditando. Essencial ao crescimento tem sido a eficiência com que conseguem responder a uma encomenda: “hoje ninguém quer ter muito stock, com risco de ter prejuízo. É por essa razão que temos de ter a capacidade para dar resposta a grandes encomendas, com prazos apertados e exigentes. Temos orgulho em dizer que conseguimos dar essa resposta em poucos dias, enquanto na China o mesmo processo demora no mínimo dois meses”, explicou.

Cycles-Eleven, uma marca de qualidade Lançada no mercado, a In Cycles foi, desde a sua génese, recolhendo experiência para que, em 2011, criasse a sua própria marca - a Cycles-Eleven. “Decidimos a determinada altura criar a nossa marca. Tínhamos muita procura pela relação de preço/ qualidade e decidimos juntar a isso o valor acrescentado que podemos dar à bicicleta no design e na qualidade da montagem e materiais utilizados”, elucidou João Maia. Assim se tornaram uma das primeiras marcas portuguesas com uma gama alargada. São bicicletas para todo o tipo de utilizador, com diversas características e um design irreverente. “Temos uma equipa de desenvolvimento muito atenta e profissional. Fazemos o desenho das nossas bicicletas e atentamos muito no design, na funcionalidade e na inovação”. Entre o grande


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IN CYCLES

leque de escolha entre os velocípedes da Eleven, destaca-se a gama alta, com bicicletas de carbono equipadas com componentes de altíssima qualidade. O facto de a In Cycles trabalhar com marcas de referência no mercado do ciclismo deu estrutura e conhecimento suficiente para criar modelos tão bons como os das grandes marcas mundiais, embora a um preço mais baixo. Hoje o mercado é presenteado com as bicicletas da marca Cycle-Eleven e, Portugal, ganha, assim, um prestigiado estandarte de qualidade. “Com a nossa marca estamos a trabalhar na nossa autonomia. Desta forma não estamos dependentes de terceiros para o sucesso do negócio. Hoje os grandes grupos e as grandes marcas mudam de fornecedor de um momento para o outro e temos de ter uma posição de precaução”, frisou João Maia.

Serviço personalizado A personalização é um dos fatores diferenciadores da In Cycles. “Garantimos todo o processo de produção, feito à medida de cada cliente. Reunimos condições únicas em Portugal que acabam por agradar ao cliente, e temos alguns trabalhos que mais ninguém faz, como por exemplo a pintura e personalização dos quadros”. O processo de desenvolvimento é feito em grande parte pelo cliente, no entanto, a In Cycles tem uma equipa de desenvolvimento

capaz de criar qualquer tipo de bicicleta, personalizável no mais pequeno detalhe: “montamos uma grande variedade de modelos, desde as bicicletas de turismo até às de competição”.

Aposta nas E-bikes O mundo é uma constante metamorfose, num tempo acelerado, em que as novas tendências correm e se propagam sobre rodas. Já não é necessário, contudo, ter pedalada para seguir os caminhos dos novos tempos. A questão da mobilidade é uma das grandes preocupações contemporâneas, aliada a uma crescente consciencialização coletiva relativamente à pegada ambiental. Tenta-se pôr um travão nos engarrafamentos rodoviários e dar luz verde a soluções inovadoras, onde a energia elétrica é propulsora de rumos mais sustentáveis. As bicicletas elétricas, ou E-Bikes, “são uma tendência em grande crescimento nos centros urbanos”. Conscientes desta realidade, a In Cycles adaptou-se: “temos já uma nova unidade fabril que desenvolvemos em apenas dois meses. Está focada nesta área e este ano

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vai produzir 70.000 bicicletas. Tem três linhas de montagem e uma produção diária de até 600 bicicletas elétricas”, referiu João Maia. Com a presença das E-Bikes todos ganham uma nova vida, uma existência elétrica. São mais do que um passatempo. São sinais claros, sem fumos ou gases poluentes, do tempo a passar, numa viagem com luz verde para os avanços tecnológicos. E mais verde para o planeta.

Em parceria com a Abimota para dar voz ao setor A Associação Nacional das Indústrias de Duas Rodas (Abimota) representa um parceiro fundamental para as empresas que atuam no mercado dos velocípedes. João Maia destaca: “Devemos muito à Abimota, que tem feito um grande trabalho no setor. É também devido às intervenções de algumas empresas e instituições que este sector tem, atualmente, um futuro muito risonho. Felizmente vive-se um momento bom no mercado internacional e a nossa bandeira já é um símbolo de qualidade, este é um trabalho que não pode ser feito apenas por uma empresa. Hoje as grandes marcas olham o mercado português como potenciais parceiros”. O mercado das bicicletas tem crescido em Portugal e têm sido várias as intervenções legislativas para que os centros urbanos sejam cada vez mais verdes, com a utilização de velocípedes. Ainda assim, para o João Maia estas medidas são ainda “muito pouco”, mas as iniciativas poderão significar um novo olhar de Portugal em relação à bicicleta — já que, lá fora, os mercados têm os olhos postos nas bicicletas portuguesas. Na In Cycles a produção em massa continua, agora atentos a novos clientes.


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RODI - SINKS & IDEAS

LÍDERES NO MERCADO EUROPEU

A maior fabricante europeia de rodas e aros de bicicleta é portuguesa. Falamos da empresa aveirense, Rodi – Sinks & Ideas. Demarcada pela inovação tecnológica e constante investimento, a empresa é hoje uma referência no mercado pelo rigor e pela excelência que apresentam nos seus produtos e serviços.

N

os últimos anos, milhares de portugueses aderiram a uma tendência que já tinha décadas de vida em cidades como Amesterdão, Copenhaga e Budapeste: passaram a usar bicicletas como meio de deslocação principal. Em muitos locais, onde antes havia estradas, há agora ciclovias; as ofertas são cada vez mais e melhores; e, para muitas pessoas, as suas bicicletas tornaram-se quase como uma extensão, algo indispensável em todas as ocasiões. A mobilidade feita com bicicleta é cada vez mais frequente; as vantagens são imensas, essencialmente para moradores em grandes centros urbanos. As e-bikes (bicicletas elétricas) vieram completar a oferta neste mercado e reinventar o gosto de andar de bicicleta. No segmento da indústria de velocípedes surge a Rodi, uma empresa portuguesa de aros e rodas de bicicleta que já conquistou a europa. A empresa surge na década de 50, na altura focava-se na produção de acessórios para veículos de duas rodas. Mas é em 1976 - aquando adquirida pelo pai do atual

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presidente do Conselho de administração, Armando Levi -, que a empresa alcançou uma dimensão industrial. Posteriormente dedicou-se, essencialmente, ao ciclismo, na produção e comercialização de aros e rodas em alumínio. Mais tarde, na década de 80, surge a unidade de lava-louças em aço inox. Hoje, com duas unidades fabris, a Rodi produz cerca de 5 milhões de aros e 400 mil pares de rodas. Na área dos lava-louças produz cerca de 700 mil unidades por ano.

Internacionalização Aguentar os primeiros embates do mercado, ganhar capacidade de resistência às adversidades e não viver dos sucessos já alcançados. Do passado ao futuro, passando pelas incertezas do presente, estes são os maiores desafios que se colocam às empresas portuguesas que suportam os negócios na exportação e internacionalização. A Rodi, surge neste contexto, como um caso de sucesso. Desde a década de 80 que a Rodi se aventura no mercado externo. Está presente em mais de 90 países, entre os quais, China, Austrália, Nova Zelândia, Dubai, França, Alemanha e Holanda. Uma obrigação que levou a empresa a crescer de forma sustentada ano após ano. Quando começou a exportar nos anos

1980, o ‘made in’ Portugal era um obstáculo para a empresa e foi precisa muita insistência para mostrar aos clientes que conseguia fazer tão bem ou melhor que os restantes concorrentes europeus. Hoje a Rodi é a maior fabricante europeia de rodas de bicicleta, exportando 90 por cento da produção anual, sobretudo para a Alemanha e Holanda. O rigor faz transparecer a qualidade do produto, mas o sucesso veio por um conjunto de fatores, como a eficiente gestão de encomendas: “somos muito competentes na entrega. Desde que é feita a encomenda até ao produto chegar ao cliente, é um processo muito rápido. Conseguimos concluir uma encomenda na sexta e na segunda estarmos a fazer a entrega na Alemanha ou na Holanda. Essa flexibilidade é sempre muito importante para os nossos fornecedores, depois temos também o cuidado de fazer o acompanhamento direto sempre que existe alguma questão a ser resolvida com o cliente. É importante fomentar o elo de ligação e de confiança com o cliente”, explicou o diretor financeiro, Rémy Silva.

Equipa De mãos dadas com uma equi-


RODI - SINKS & IDEAS pa inteiramente especializada, a administração reconhece a capacidade humana como sendo o ponto fulcral para atingir os objetivos. São mais de 250 colaboradores, sendo que nenhum recebe um salário abaixo dos 700 euros brutos, aliado do subsídio alimentação e de uma gratificação anual atribuída com base nos resultados da empresa entre outras medidas. Tão fundamental como a roda e o aro para a bicicleta andar, Rémy Silva destaca, de igual forma, as pessoas como o ativo mais importante da empresa: “sem as pessoas não somos nada. A rentabilidade da empresa depende delas e é por isso que fazemos os possíveis para lhes dar o reconhecimento devido e para que tenham alguma alegria em vir trabalhar connosco”.

Investir e antecipar o mercado Ao fim de quatro décadas a Rodi continuar a crescer na produtividade e na faturação, a isso deve-se uma gestão exímia. É certo que o segredo é, em grande parte, a alma do negócio, no entanto, o diretor financeiro, revelou duas características empresariais por detrás do sucesso da administração: “investimento e a capacidade de ler o mercado”. As antecipações às movimentações do mercado levaram a empresa a adaptar-se a novas exigências e a desenvolver novos produtos, mediante as necessidades dos clientes. O exemplo mais recente é a aposta na produção de aros de carbono: “desenvolvemos esta área do zero. Criamos um departamento para desenvolvimento, com investimento novo e uma formação de uma equipa totalmente nova”, referiu Rémy Silva. “Esta época o Campeão Europeu de Downhill – Francisco Pardal e a equipa W52 - FC Porto – equipa profissional continental, irão correr com as nossas rodas de carbono Blackjack, significa que o nosso trabalho está a ser bem feito e que é

reconhecido”, acrescentou. Para além da aposta no carbono como matéria, a Rodi prepara-se para reforçar a produção de aros e pneus para e-bikes, “um mercado que se perspetiva ter um grande crescimento nos próximos anos”. Desafiados pelos próprios cliente a apresentar novos projetos, o investimento dentro da Rodi é permanente. Sempre à procura de novas soluções, realizam anualmente investimentos em novos equipamentos, um sinal de dinamismo tecnológico e de uma resposta contínua com valor acrescentado para que exista retorno. A inovação é uma obrigatoriedade no que diz respeito aos objetivos da administração. Rémy Silva sublinhou o investimento constante realizado: “é essencial esta dinâmica de nos recriarmos e de procurarmos regularmente, respostas tecnológicas mais eficientes. O investimento anual mais baixo que fizemos durante a última década foi de dois milhões de euros, sendo que este ano iremos investir cerca de 6 milhões de euros nas duas unidades fabris. Somos líderes de mercado e temos por isso uma exigência acrescida em fazer bem”.

Rodi, uma PME Excelência 2018 Não é algo de novo este reconhecimento como PME Excelência. A Rodi é já sinónimo de tecnologia, inovação, qualidade e design. Mas também é um exemplo de gestão e de visão empreendedora. Estas são razões que levam a que a Rodi seja uma presença assídua na lista que reconhece as melhores PME do país. São já vários os prémio e reconhecimentos que a empresa vai acumulando e que reforçam, segundo Rémy Silva, uma posição sólida no mercado e um estatuto de confiança: “acima de tudo é um reconhecimento importante para a empresa e para as pessoas que trabalham. No mercado nacional é um prémio que reforça a nossa posição distinta e demonstra que somos uma empresa de confiança”.

A Triangle’s é um projeto tripartido entre a Rodi e as empresas Miranda e Irmão e o grupo Ciclo Fapril. Fundada em 2015, demarca-se por ser a primeira fábrica do mundo a produzir quadros de bicicleta em alumínio de forma robotizada. No entanto o objetivo ambicioso da Triangle´s é especializar-se na produção de e-bikes.

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PRIO ENERGY

“O FUTURO DA MOBILIDADE É FLEX FUEL, A ENERGIA CERTA PARA CADA UTILIZAÇÃO”

Quem o afirma é Luís Miguel Martins, chief operation oficer da Prio Energy, a empresa 100 por cento portuguesa que, desde o primeiro minuto, teve na mira a mobilidade eficiente e sustentável. É por essa razão (e por outras que conhecerá ao longo desta entrevista) que esta conversa é obrigatória numa edição dedicada à mobilidade elétrica.

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oi em Aveiro que Luís Miguel Martins, COO da PRIO e Carlos Leitão Ferraz, gestor do negócio de mobilidade elétrica da PRIO, receberam a Revista Business Portugal, num espaço pensado de modo a homenagear a cidade que os acolhe e a valorizar a equipa que lá trabalha, “pois a Prio são as pessoas que a fazem e que aqui estão diariamente”. A Prio nasce em 2006, com a construção de uma fábrica de

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Biodiesel em Aveiro, “atualmente o maior exportador de biodiesel Nacional”, refere o nosso interlocutor. “Somos uma empresa de retalho, que integra a cadeia de valor do OIL & GAS desde a produção de biocombustíveis, logística e venda ao cliente final, sempre da forma mais independente e ambientalmente sustentável possível”. De referir que acima de Leiria, esta é a única fábrica Nacional, com logística independente e integrada com uma forte operação de


JANSSEN PORTUGAL

Bom é estar ao lado de quem tem a mesma energia.

REDE NACIONAL ELÉTRICA PRIO

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PRIO ENERGY

retalho que tem como objetivo principal ser número um em serviço ao cliente final. Contam com um total de 250 postos com a marca e produtos Prio, geridos diretamente ou através de parcerias de excelência, cerca de 50 por cento dos postos da rede PRIO são geridos por terceiros. A Prio tem cerca de 10 por cento de quota de mercado e é já o quinto maior operador nacional. Aposta no desenvolvimento de serviço ao cliente como forma de aumentar os níveis de confiança e reconhecimento da marca. Para garantir maior foco e velocidade no desenvolvimento deste negócio, aposta na exploração direta dos principais postos da sua rede. Este posicionamento tem merecido o reconhecimento do cliente e a sua adesão à marca e reconhecimento institucional pela atribuição de vários prémios na área do TOP SERVICE, o seu principal foco. Luís Miguel Martins refere ainda, “orgulhamo-nos de tudo o que conseguimos conquistar desde 2006 e de sustentarmos a nossa operação em processos e procedimentos que nos garantem ser o único operador Ibérico com a tripla certificação QSA (Qualidade, Segurança e Ambiente) simultaneamente para a fábrica de biodiesel, PRIO BIO, para o terminal de armazenagem de última tecnologia, PRIO SUPPLY, e para a distribuição e comercialização de combustíveis, PRIO ENERGY”.

em desenvolver estas soluções”. Questionado sobre a tendência do uso de carros elétricos no mercado português o nosso interlocutor acredita que as metas de redução de CO2 para máximos de 95 gramas da indústria automóvel já em 2020, levam a uma inevitável promoção de venda de veículos elétricos e redução de vendas de veículos com maiores emissões. “Com o nível de produção elétrica de origem eólica e o excesso de produção de eletricidade pontual em vazio dessa forma de geração, faz com que a promoção da mobilidade elétrica seja não só necessária, como também conveniente e útil a um bom equilíbrio do sistema elétrico. Acredito que o futuro é flex fuel, cada

Equipa Prio Energy

A mobilidade elétrica O projeto de mobilidade elétrica, PRIO.E, arrancou em 2011. Nos últimos oito anos construiram a maior rede de postos de carga nacional em espaço privado e com essa experiência estão a lançar uma rede Ibérica que será tão relevante quanto os clientes PRIO quiserem. “Não queremos ficar para trás, pelo que pretendemos desenvolver uma atividade que acreditamos ser complementar. Os clientes Prio são os mesmos, mas querem mais e novos produtos. Por isso mesmo, esta conversão e progressão estão no nosso histórico há já oito anos, nessa perspetiva somos uma prateleira de energia”. Questionado sobre o balanço que faz deste investimento na mobilidade elétrica, Luís Miguel Martins considera pertinente apontar alguns factos. “Logo após a EDP, tivemos a primeira licença DGEG de carga para a mobilidade elétrica nacional em 2011, contamos com 182 pontos de carga, 1900MW de eletricidade vendida e mais de 6000 clientes ativos”. O COO da Prio revela à Revista Business Portugal que nesta área, a marca está, atualmente, a projetar uma rede ibérica de 200 pontos de carga rápida, fast charge, que pretendem gerir em parceria Ibérica. Em relação a outras formas de mobilidade, “tudo o que seja sustentável e projete formas de vida mais saudáveis, é de desenvolver. Estamos em Aveiro e aqui nunca deixaram de existir as bicicletas como forma de apoio à mobilidade local. Acreditamos que estas são soluções importantes, se a aposta for intermodal. Acreditamos que todos temos um bocadinho de vontade e responsabilidade

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forma de energia deve ser usada dentro da sua área de eficiência e como tal acredito também que o veículo elétrico será preponderante nas próximas décadas na mobilidade dentro das nossas cidades”.

Combustível a valor TOP Top Low Cost é um dos marcos da Prio. Combustíveis de qualidade a preços apetecíveis. Luís Miguel Martins afirma que há duas formas possíveis de estar no mercado, a aposta da PRIO foi pela qualidade inquestionável, mas sempre económico. Seguindo essa lógica, e porque o timming era oportuno (a Prio surge em plena época de crise económica em Portugal em que o ‘duplo saving’, mais km a baixo preço, que garante, foi essencial), a aposta nos produtos low cost fez sentido desde o primeiro momento. “Sempre tivemos uma pretensão da qualidade ao melhor preço, pelo que apostamos no Top Low Cost desde o primeiro minuto”. Mas a marca vai muito para além ‘da gasolina’. “A nossa atividade, a seguir ao diesel e gasolinas é toda a área alimentar nas lojas que gerimos. Em 2018 faturamos mais de 37 milhões de euros em loja alimentar, o que tem sido também uma forma eficaz de fidelização.

Futuro assente no trabalho já concretizado “Olhamos para o futuro com otimismo, ‘as árvores conhecem-se pelo fruto’. A referência do que já construímos, o crescimento e os resultados atingidos são a nossa garantia do futuro”. Aquilo que, efetivamente, a Prio fez nos últimos 11 anos explana-se num crescimento de 20 por cento ao ano e mais de 1.000 milhões de euros de receitas, exponencial para o setor, mas sempre com uma base sustentável, tanto ambiental como socialmente. O futuro depende muito da estratégia definida. “Para lá disso, acreditamos que a marca PRIO conquistou o seu próprio espaço e vive por si”, conclui.


ALGARVE

DESTAQUES

TURISMO E DESENVOLVIMENTO A Revista Business Portugal traz mais uma vez até si um espaço dedicado ao Algarve, essa região do país que apenas é conhecida pelo turismo e pelas praias fantásticas e de beleza já galardoada que alberga. Na sua revista, propomos-lhe ir mais longe e ficar a conhecer, como de resto tempo sido apanágio, bons exemplos do “outro lado” algarvio – uma terra de gente empreendedora, com ideias inovadoras, impactantes e que podem, efetivamente, fazer a diferença na economia da região e do país. Nesta edição, destacam-se os setores da mediação de seguros, com a presença da Socialgar, da contabilidade, com a SPN Conta e dos eventos, com uma empresa de âmbito nacional, a ProEvento. Há ainda a destacar o setor da construção, nomeadamente a que é feita de forma tradicional, em betão, e a que é feita em Light Steel Framing (LSF) e que agrega algumas vantagens a quem opta por este sistema importado dos Estados Unidos da América. A Homeseries é quem comercializa este tipo de construções que lhe damos de seguida a conhecer. Falta ainda a restauração, que também está representada, por ser uma área com uma oferta única e típica da região.

28 HOMESERIES Habitações em LSF – o futuro da construção nacional 31 SOCIALGAR “Comprar um seguro é comprar uma expectativa” 34 SPN CONTA “Desmistificamos a contabilidade. Tornámo-la dinâmica” 36 REPOLHO GASTROBAR “Somos uma garrafeira que também serve comida” 39 PROEVENTO Um sucesso baseado no detalhe e na equipa 42 RESTAURANTE FLOR DE SAL Sabores algarvios de excelência

Quinta das Pratas Cartaxo Portugal

O Hotel Quinta das Pratas situa-se numa zona calma, perto do centro da cidade. Está inserido no complexo turístico/desportivo municipal “Quinta das Pratas”, pondo ao seu dispor campos de ténis e piscinas (ingressão não incluida), incluindo uma coberta com água aquecida e, ainda uma sala de congressos em anfiteatro.

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HOMESERIES

HABITAÇÕES EM LSF – O FUTURO DA CONSTRUÇÃO NACIONAL

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A Homeseries nasceu em 2017, na região algarvia da Guia e veio apresentar ao Sul do país uma solução de construção de casas em aço leve, comummente conhecido por Light Steel Framing (LSF), que podem ser a alternativa para o preço elevado das casas tradicionais, bem como para muitos dos problemas associados à construção em betão. Svyatoslav Hrynchak, responsável do projeto, esteve à conversa com a Revista Business Portugal para nos dar a conhecer um pouco mais sobre as vantagens deste tipo de construção modular.

uando Svyatoslav Hrynchak entrou para a empresa, esta já estava criada: “foi o André, que ainda está na empresa, juntamente com outro amigo e um construtor civil que iniciaram esta ideia. Inicialmente, importaram o conceito norte-americano de construção de casas modulares com aço leve, conhecido pelo nome original Light Steel Framing (LSF), e aplicaram-no na região do Algarve, onde este era ainda pouco conhecido”.

Solomiya Mykhaylyshyn, Svyatoslav Hrynchak, secretária e sócio-gerente

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HOMESERIES

Svyatoslav Hrynchak entrou para a Homeseries precisamente para dar a conhecer a alternativa aos consumidores. “Eu vim para a empresa como vendedor e comecei a dar a conhecer o conceito, mas deparámo-nos com algumas questões que tivemos de estudar”. O conceito norte-americano de construção em LSF implica que as casas sejam construídas por módulos, que podem ter as dimensões que o cliente desejar, que serão depois unidos entre si por meio de soldadura, mas no Algarve a equipa rapidamente percebeu que não poderia fazê-lo da mesma forma: “a soldadura não permite à casa ficar com capacidade para oscilar, o que representava um problema durante a fase de transporte da casa para o terreno do cliente. Nos Estados Unidos da América, os módulos são construídos diretamente no local onde a casa vai ficar, por isso esse problema não se verifica. No nosso caso, trabalhamos com as duas opções – o cliente pode optar por construir a casa no terreno, ou construímos a casa na nossa fábrica e depois transportamo-la, já montada, para o tereno do cliente, onde são feitos pequenos ajustes necessários e as ligações respetivas. A al-

“Com cerca de 600 euros m2 consegue fazer uma casa para um casal. Os materiais para a sua construção – LSF, que serve para criar toda a estrutura do edifício, desde o chão ao telhado, a lã de vidro, o capoto, para garantir a eficiência energética da habitação – são mais baratos que o betão, por isso o preço final é sempre mais baixo”

ternativa que encontrámos foi substituir a soldadura dos módulos pelo aparafusar dos mesmos”.

Resistentes a sismos, sem humidade e mais baratas Um dos grandes problemas do país, mas particularmente do Algarve, é o preço da habitação. Um casal jovem não tem capacidade financeira para comprar uma casa de construção tradicional. “Com cerca de 600 euros m2 consegue fazer uma casa para um casal. Os materiais para a sua construção – LSF, que serve para criar toda a estrutura do edifício, desde o chão ao telhado, a lã de vidro, o capoto, para garantir a eficiência energética da habitação – são mais baratos que o betão, por isso o preço final é sempre mais baixo”. Além disso, estas casas são rápidas de construir – cerca de três meses, sendo que a sua implementação no terreno do cliente leva apenas um dia: “o facto de a casa ser montada na fábrica ou no terreno depende das condições de acesso ao terreno – se a passagem for estreita, a casa não pode ser transportada já montada - e também do próprio tamanho dos módulos da habitação. O comprimento

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HOMESERIES

Por ser de construção rápida e barata, este tipo de habitação representa uma solução para realojamento em situações de desastres naturais. “Após os incêndios dos anos anteriores, seria fácil e rápido realojar todas as famílias se se adotasse uma solução de construção em LSF. Infelizmente, ainda não está conhecida e valorizada o suficiente para representar uma alternativa válida ao betão, mas com certeza este é o tipo de construção de futuro e, em breve, esperemos que

máximo de um módulo é de nove metros, por 3,5 metros de largura. Caso os módulos da habitação tenham essa dimensão, a casa terá de ser montada no terreno, porque nenhum veículo conseguirá transportá-la montada”. Por ter uma estrutura em LSF, este tipo de construção não tem qualquer tipo de manutenção, o que significa que não terá problemas futuros com salitre, fissuras nas paredes ou humidade. Além disso, uma vez que é um edifício que fica assente em estacas de madeira ou pedra, pode ser colocado em qualquer terreno: “os terrenos podem ser urbanos, rústicos ou agrícolas, sendo que nestes dois últimos tipos não é possível construir, mas como por lei este tipo de casa é um edifício amovível, ela não pode ser considerada construção. Na prática, nem paga imposto enquanto habitação”. Quem quiser, no entanto, pode legalizar a habitação, junto das autarquias e, nesse caso, esta será considerada moradia.

“Os terrenos podem ser urbanos, rústicos ou agrícolas, sendo que nestes dois últimos tipos não é possível construir, mas como por lei este tipo de casa é um edifício amovível, ela não pode ser considerada construção. Na prática, nem paga imposto enquanto habitação”

Uma casa que cresce com a família Dado que é construída através de uma estrutura modular, o cliente só tem de escolher a área que quer que cada módulo possua, e dizer quantas divisões quer. Depois, a equipa Homeseries constrói a casa. “Basta dizer que quer dois quartos, uma cozinha… e nós construímos. Escolhe o tamanho do módulo e depois é só montar. É como um Lego. Podemos começar com uma casa para duas pessoas que, com o nascimento dos filhos, pode aumentar. É feita à medida de cada um e é segura, porque resiste intacta a sismos de intensidade 9”.

a população comece a reconhecer-lhe a qualidade que, verdadeiramente, possui. Pela nossa parte, estamos disponíveis para instalar estas habitações em qualquer ponto do país”.

Estrada Nacional 125, km 69 - 8200-430 Guia - Faro | Tlm.: +351 289 071 888 Email: geral.jfservicios.logistica@gmail.com | www.homeseries.eu | homeserieseu | homeserieseu

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AGÊNCIA DE SEGUROS SOCIALGAR

Francisco Vitorino, Ivone Vitorino, Patrícia e António Vitorino, equipa

“COMPRAR UM SEGURO É COMPRAR UMA EXPECTATIVA” A Socialgar é uma agência de mediação de seguros, criada em 2003, com o propósito de servir com transparência e honestidade os clientes. Gerida atualmente por António Vitorino, com quem a Revista Business Portugal esteve à conversa, a Socialgar tem nos seus quadros seu pai, cuja vida sempre esteve ligada à venda de seguros, desde Moçambique.

a colocação de mais um elemento”. Com uma carteira de clientes que os acompanha desde 1978 – o cliente mais antigo desta agência é um grupo hoteleiro

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alar de seguros com António Vitorino, atualmente com 47 anos, é falar, intrinsecamente, na sua vida pessoal e da sua família. O pai, Francisco Vitorino, trabalha na área dos seguros desde os anos 70, altura em que a família ainda estava em Moçambique. “O meu pai começou a trabalhar em seguros na Mundial e depois, quando regressámos a Portugal, em 1975, foi trabalhar para a A Social, outra companhia de seguros que viria a ser, mais tarde, adquirida pela Allianz”. António Vitorino acabaria por seguir os passos do progenitor e, em 1990 também, integrou a equipa da A Social, em Lisboa: “saí em 2003, porque o meu pai lançou-me o desafio de abrir a Socialgar, conjuntamente com a mulher dele Ivone Vitorino. Entretanto, crescemos e aumentámos a equipa, com

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AGÊNCIA DE SEGUROS SOCIALGAR

algarvio – a Socialgar preza valores como a transparência e a honestidade. “Nós estamos sempre próximos dos nossos clientes, o que explica a sua preferência e fidelidade. Na verdade, gostamos de ser absolutamente transparentes com eles, garantindo que explicamos tudo que o le precisa de saber sobre o que está a comprar: “quando um cliente adquire um seguro somente leva consigo ‘papel’. Uma apólice é isso mesmo, mas contém uma expectativa que o cliente espera ver concretizada, caso tenha de acionar o seguro. O meu papel passa por lhe explicar, com maior detalhe, exatamente o tipo de coberturas que está a comprar, que risco está a proteger e quanto pagará por isso”. António Vitorino garante que, se o seu cliente tiver razão, a Socialgar fica ao seu lado até que a seguradora assuma

as responsabilidades. Caso contrário, assegura que o melhor é explicar ao cliente que, de facto, não estava protegido ou as razões para recusa da Seguradora: “atualmente, as seguradoras já não pagam riscos pelos quais não tenham efetivamente responsabilidade. Se um cliente passou por uma situação que não estava coberta pelo seguro que tinha, o melhor a fazer é explicar ao cliente que, de facto, não vai ser ressarcido pelo seguro”. Enquanto agência de mediação multimarcas, a Socialgar procura oferecer aos seus clientes sempre as melhores soluções, aos melhores preços. “Estamos aqui para servir os clientes, essa tem sido sempre a posição da Socialgar. Assim, não podemos nem queremos ser agentes exclusivos de uma seguradora, porque gostamos de poder procurar e oferecer aos clientes a melhor solução para o seu caso e isso só é possível se estivermos inscritos em várias companhias de seguros. Para nós, o que importa é o cliente e o objetivo é garantir que o cliente sai daqui satisfeito com a solução que lhe encontrámos. Se pudermos fazer isso por um preço que não seja demasiado alto para o cliente,

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tanto melhor”. O aconselhamento que a Socialgar presta a todos os seus clientes é um fator diferenciador nas escolhas dos produtos adquiridos. António Vitorino assegura que a grande maioria dos clientes aceita a proposta dos mediadores e segue o seu conselho, no que concerne à proteção dos seus bens ou no que respeita a seguros de vida e acidentes de trabalho. “O cliente está mais informado e é muito mais digital. Hoje em dia, quem vem comprar um seguro já sabe, muitas vezes, exatamente o que vem adquirir, mas ainda assim existe respeito pelo conselho que lhe é dado aqui. No que respeita a clientes privados, estes são mais propensos a, futuramente, adquirirem os seguros online, mas a presença de um mediador físico continuará a existir,


AGÊNCIA DE SEGUROS SOCIALGAR

Enquanto agência de mediação multimarcas, a Socialgar procura oferecer aos seus clientes sempre as melhores soluções, aos melhores preços para assegurar o esclarecimento de dúvidas, caso existam e regularização de sinistros. Muitas vezes, são as próprias companhias de seguro a atribuir um mediador físico a quem adquire um seguro online”. No que respeita a clientes empresariais, o panorama é diferente. Estes continuam a preferir fazer o seu seguro diretamente com o mediador, sobretudo porque o valor dos riscos é mais elevado e as coberturas são, normalmente, mais complexas, pelo que a ajuda de um profissional dos seguros é fundamental: “no caso da Socialgar, a grande maioria da nossa carteira de clientes é empresarial, mas também temos clientes particulares, que vêm essencialmente por recomendação direta de outras pessoas que já têm seguros connosco”. É caso dos estrangeiros residentes no Algarve. Apesar de, atualmente, os mediadores, entidades bancárias, concessionários automóveis e contabilistas como exemplos que trabalham

com seguros estarem habilitados para o fazer, António Vitorino ainda não considera que a profissionalização desta atividade tenha acontecido na totalidade. “Ainda há muita gente que tem outra atividade remunerada, para além dos seguros, o que faz com que estes sejam vendidos em massa, sem grande atenção ao cliente, pois o foco principal de quem vende os seguros não está na mediação. No caso de mediadores, como a Socialgar, quem aqui trabalha só tem esta atividade. Toda a concentração está voltada para o cliente, a sua necessidade e como podemos garantir a sua satisfação”. Apesar da evolução da sociedade e dos mercados dos seguros, o cliente português ainda vê os seguros como um custo necessário, pelo que opta, quase sempre, por fazer apenas os seguros que são obrigatórios por lei, mesmo no caso das empresas: “a cultura sobre os seguros e a sua utilidade está a mudar, mas muito devagar. As próprias seguradoras foram mal vistas socialmente, durante muitos anos, mas felizmente isso está a mudar”. Enquanto mediador, António Vitorino reconhece que a Socialgar tem um papel importante junto dos clientes: “um mediador tem de estar presente para o cliente quando o problema acontece. Se existe a necessidade de acionar um seguro, o cliente não pode passar por essa situação sozinho. É nossa obrigação apoiá-lo, para garantir que cumprimos as expectativas que ele criou quando adquiriu aquele seguro connosco, em primeira instância. Felizmente, até hoje creio que sempre conseguimos estar presentes quando um cliente precisou de nós e é assim que queremos continuar”.

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JANSSEN PORTUGAL

“DESMISTIFICAMOS A CONTABILIDADE. TORNÁMO-LA DINÂMICA”

Sónia Silva, sócia-gerente

Sediada em Portimão, a SPN Conta presta um serviço de exceção, que foge ao standard, adequado e direcionado a cada cliente. Pedro e Sónia Silva são os mentores deste projeto e foi com eles que a Revista Business Portugal esteve à conversa para compreender a sua génese, o mercado em que se inserem e os principais desafios para o futuro.

A estrutura estava montada”, começa por explicar Pedro Silva. Ligados à área da contabilidade desde a década de 90, Pedro e Sónia Silva “fundiram sinergias” em 2010 e deram vida ao projeto que hoje lideram, a SPN Conta. Com uma equipa de profissionais dinâmica e multidisciplinar, a SPN Conta orgulha-se de prestar um serviço de excelência e adequado a cada cliente, “desmistificando a contabilidade e tornando-a dinâmica”.

“Não temos soluções estandardizadas” A SPN Conta encontra nas áreas de Contabilidade, Gestão Financeira, Gestão de Recursos Humanos e Consultoria Fiscal o seu leque de serviços. Pedro Silva reconhece no serviço de Consultoria um dos diferenciais da empresa que gere. “O nosso sucesso deve-se, em parte, ao serviço de Consultoria. Contabilidade ‘toda a gente faz’. Indicar ao cliente como pode melhorar o seu negócio é a grande diferença. Temos clientes que não fazem investimentos sem se aconselharem connosco. Mediante a nossa postura perante o negócio, eles tomam a decisão”, afirmam os entrevistados. Na SPN Conta, cada cliente é singular. Com consultores de excelência, direcionados 34 | Revista Business Portugal maio 2019


SPN CONTA

para os clientes e para as suas necessidades, a empresa portimonense diferencia-se pelo acompanhamento próximo ao cliente e pelo desenvolvimento de soluções à medida de cada um. “Não temos soluções estandardizadas. Todos os negócios são diferentes e, por isso, todos os clientes também”, reconhece Pedro Silva, que considera ainda: “uma das nossas mais-valias é a proximidade com o cliente. É saber ouvir o que tem para nos dizer, o que procura”.

CONTABILIDADE EM MOVIMENTO

“Para os empresários, os contabilistas são tudo” Nove anos passados, desde a fundação da empresa, Pedro e Sónia mostram-se satisfeitos com o trabalho desenvolvido ao longo dos anos, embora reconheçam que, “a profissão de contabilista era mais fácil há uns anos”. Vistos como parceiros de confiança pelos clientes, os entrevistados assumem: “para os empresários, os contabilistas são tudo. Socorrem-se de nós e do nosso trabalho para tudo. Noto que, são cada vez menos os momentos em que estou a fazer contabilidade. A maior parte do tempo estou a prestar informação para terceiros”, assume Pedro. Apesar de tudo, Sónia admite que “deixa-me contente saber que ajudei um cliente, que chegou aqui com dúvidas e que eu, com o meu trabalho, o consegui ajudar”.

Diferentes clientes, o mesmo empenho Os clientes também acompanham a evolução e o crescimento da SPN Conta. As quase três décadas de ligação à área de contabilidade, permitem a Pedro Silva afirmar: “temos clientes há 20 anos e outros que são já de diferentes gerações”. Com uma esfera de influência geográfica que se estende até Lisboa e Alentejo, a SPN Conta encontra na região Sul o seu principal nicho de mercado. A trabalhar na grande maioria com clientes nacionais, a SPN Conta regista já uma percentagem significativa de clientes estrageiros, que Pedro Silva avalia como “diferentes, mas mais exigentes”. Corresponder às exigências dos clientes, quer nacionais, quer estrangeiros, de grande ou pequena dimensão, é basilar para a empresa que se dedica com igual empenho a cada um deles. “Tratamos os pequenos e os grandes clientes com o mesmo cuidado e atenção. Não fazemos distinções. Para além disso, o pequeno cliente de hoje, pode ser o grande de amanhã”.

“Ainda há um longo caminho a percorrer” “É preciso ter coragem para abrir um negócio, em Portugal. Às vezes, para abrir um pequeno espaço há tanta burocracia que as pessoas perdem-se no que devem ou não fazer”, afirma Sónia. O excesso de burocracia e a falta, ou pouca clareza, de informação, constituem, na opinião dos entrevistados, um dos principais entraves às empresas nacionais. O SIMPLEX, criado

em 2006, que previa combater a burocracia, modernizar a administração pública, facilitar a vida das pessoas e dar às empresas a rapidez que necessitam, ainda está, na visão dos entrevistados, longe de atingir o seu apogeu. “Ainda existem muitas melhorias que o Estado poderia aplicar, que iriam simplificar o nosso trabalho. Por exemplo, nós contabilistas, deveríamos poder entrar com a nossa senha de acesso e obter as informações que necessitamos dos nossos clientes. Nós demoramos, por vezes, segundos a resolver ou a obter determinada informação, enquanto um cidadão comum demora mais tempo”, ressalva Sónia. “Nós já temos os nossos programas ligados ao E-Fatura o que, de certa forma, acaba por nos facilitar o trabalho em alguns aspetos, mas ainda há um longo caminho a percorrer”, afirma Pedro.

Inovação e qualidade O caminho ainda está longe de terminar, mas o balanço dos anos de atividade não podia ser mais satisfatório. “Estou satisfeita com o que criei até agora. Passo a passo e um de cada vez”, afirma Sónia, que assume que o futuro da SPN Conta passará pela continuidade, sempre tendo em vista a inovação e a qualidade do serviço prestado. “Estamos bem vistos no mercado e é assim que pretendemos continuar”, termina Pedro Silva. Urb. do Alto Alfarrobal, Lote F, Fracção A | 8500-791 Portimão Tel.: 282 482 328 Email: info@spnconta.pt www.spnconta.pt

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REPOLHO GASTROBAR

“SOMOS UMA GARRAFEIRA QUE TAMBÉM SERVE COMIDA” O Repolho Gastrobar nasceu em Lagos e abriu portas dia 9 de janeiro deste ano, com a promessa de ser o espaço ideal para criar experiências que ligam as tapas ao vinho de excelência. Fábio Correia é o proprietário, que arriscou e quis tornar realidade um sonho antigo. para formador”. O Repolho Gastrobar nasceu de uma paixão pelos vinhos e da vontade de abrir em Lagos um espaço que permitisse desfrutar de bons exemplos vinícolas que não encontram nas grandes superfícies comerciais: “Repolho é o meu apelido. Não há nada mais tradicional e português do que este vegetal e, como queria criar um espaço tradicional, onde os produtos e a confeção seriam típicos, assumi que ‘Repolho’ era perfeito”. O espaço onde está situado já tinha sido um restaurante, pelo que Fábio Correia sabia que o espaço era conhecido. Ainda assim, as obras feitas no espaço deram-lhe um nvo aspeto: “todo o trabalho que aqui está, de paredes forradas com madeiras, vinda de embalagens de vinho, foi feito por nós. O negócio foi concretizado em setembro e só em janeiro é que conseguimos abrir a casa”. Com capacidade para 40 lugares, o Repolho caracteriza-se por ser um espaço agradável onde pode desfrutar apenas de um bom copo vinho e não tem obrigatoriamente de fazer uma refeição. Com isto, o objetivo passa por “implementar na sociedade o ritual de saírem do trabalho e virem divertir-se e descontrair antes de ir para casa”. Fábio Correia, proprietário

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paixonado por hotelaria desde sempre, Fábio Correia é formador nas áreas de restauração e bar: “a minha mãe já trabalhava nesta áre e eu acabei por ingressar na Escola de Hotelaria e passar depois

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Centenas de vinhos acompanham a garrafeira Se o vinho é o ex-libris da casa, não podemos deixar de falar sobre as várias referências que constituem a garrafeira da casa e que têm uma boa relação qualidade/preço. São elas cerca de 300, 100 por cento portuguesas e de diversas regiões do país. Somente o champagne não é nacional.


REPOLHO GASTROBAR

Ainda no que aos vinhos diz respeito, Fábio Correia confessa que o grande desafio foi conquistar a zona algarvia. “Os vinhos desta região estão muito presentes nas prateleiras dos supermercados e nós não queríamos apostar nesses vinhos que se encontram facilmente. Queríamos marcar pela diferença. Devido à sazonalidade, os produtores têm de colocar os vinhos nas superfícies e isso foi uma dificuldade”. Para aumentar as opções e fazer crescer a garrafeira, o nosso entrevistado afirma que “os portos, o madeira e os vinhos de colheita tardia” são apostas que estarão na lista do Repolho Gastrobar. Os apreciadores natos de vinho podem usufruir, no próprio espaço, do vinho a copo ou à garrafa; podem consumir no estabelecimento ou levar para casa e podem, todos os meses, contar com experiências diferentes: “temos uma prova de vinho branco e uma prova de vinho tinto. Estamos disponíveis para fazer provas para os clientes em qualquer dia, a qualquer hora. As provas são acompanhadas com as tapas e fazemos preços mais acessíveis”, prossegue. Sendo o vinho o centro das atenções, não poderiam faltar os jantares vínicos realizados mensalmente. “Temos um enólogo convidado de uma quinta ou adega”. O feedback foi muito positivo e “conseguimos assim cativar mais clientes. Queremos fazer provas diferentes umas das outras”. Para além da wine experience, o proprietário procurou implementar a beer experience com cervejas artesanais. Não é o foco principal, mas é mais um nicho de mercado que irá atrair vários clientes.

“Os vinhos desta região estão muito presentes nas prateleiras dos supermercados e nós não queríamos apostar nesses vinhos que se encontram facilmente. Queríamos marcar pela diferença. Devido à sazonalidade, os produtores têm de colocar os vinhos nas superfícies e isso foi uma dificuldade” Em todos os pratos estão presentes produtos regionais e frescos, sem nunca esquecer a qualidade, que deve permanecer acima da quantidade. Para os mais gulosos, as sobremesas não são fixas. O Repolho tem um pasteleiro na equipa que trabalha com a mesma filosofia da restante carta: produtos feitos de forma tradicional. Porém, o pudim de azeite e mel, o leite-creme e a mousse de vários sabores

Tapas Apesar de serem tradicionais, as tapas têm perdido lugar nos restaurantes. Fábio Correia pensou num conceito de partilha de comida, numa mesa repleta de pessoas que aproveitam o momento para comer, mas também comunicarem entre si. “Começamos a ver que havia clientes que vinham para almoçar e ficavam até ao jantar. Vêm mais amigos e juntam-se. É um espaço de convívio”. Na carta, o país está representado de norte a sul, incluindo ilhas. Embora o menu seja adaptado aos produtos da época e às escolhas dos clientes, fazem parte dele os queijos e enchidos, as compotas e os patés, a farinheira e a alheira, os ovos mexidos com espargos e tomate à algarvia, o pica-pau, a sardinha, cavala, carapau, peixinhos da horta, punhetas e pataniscas de bacalhau, as tibórnias (clássica, alheira, sardinha, bacalhau) e pratos vegetarianos, como legumes à brás.

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REPOLHO GASTROBAR

são algumas das sobremesas que fazem crescer água na boca.

Amigos do ambiente Numa época em que se fala cada vez mais da relação prejudicial entre os plásticos e o planeta, o Repolho decidiu atuar no sentido de se tornar um Gastrobar amigo do ambiente: não utilizam plástico e reutilizam produtos. Exemplo disso são as cascas de laranja (utilizadas para fazer sumo de laranja) desidratadas e utilizadas nos cocktails.

Equipa – a segunda família Uma casa não se forma sem as pessoas. Prova disso é este estabelecimento que foi criado “para o bem da equipa e foi um desejo de todos. Passo com eles muito tempo e são a minha segunda família”. Para o novo espaço, Fábio confessa que contratar nunca foi uma dificuldade, na medida em que se tem “cruzado com pessoas que querem realmente aprender”. A formação e as provas semanais realizadas são passos cruciais para a evolução do espaço e das pessoas que o coordenam. “Fazemos reuniões semanais para conhecer produtos novos que entram no estabelecimento. Os meus colaboradores são, na sua maioria, novos e com mentalidade aberta. Sabem que têm aqui um espaço onde podem evoluir”.

Um futuro abraçado por perspetivas risonhas As noites temáticas (intimistas) com música ao vivo, nomeadamente fado e jazz são alguns dos projetos que estão a decorrer para perceberem qual aquele que melhor se adequa ao conceito do espaço. Já a pensar no futuro, Fábio Correia quer continuar a trabalhar sem carta e através de recomendação. O crescimento e a aprendizagem estarão sempre de mãos dadas para vincar o conceito que tem vindo a criar. “Não queremos alterar o nosso conceito por nada”, porque “não há nada mais português do que o Repolho”, conclui.

Largo Salazar Moscoso Lote 3 Loja B 8600 - 522 Lagos | Tlf.: 282 076 630 Email: repolhogastrobar@gmail.com | Gastrobarlagos

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PROEVENTO

UM SUCESSO BASEADO NO DETALHE E NA EQUIPA

A ProEvento nasceu no ano 2000 e fará 19 anos no dia 10 de maio. Começou como uma empresa dedicada exclusivamente ao som e animação de casamentos, mas rapidamente evoluiu e hoje é polivalente e capaz de realizar eventos corporativos e casamentos por todo o país. A Revista Business Portugal falou com o fundador deste projeto, Paulo Dias, sobre as características que fazem da ProEvento uma empresa única no seu setor.

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ProEvento nasceu em Coimbra, em resultado de uma situação caricata que surgiu na vida de Paulo Dias. “Eu era DJ e um casal amigo dos meus pais tinha uma filha que ia casar e os noivos procuravam um DJ, para animar o casamento. Essa situação não era muito

Sílvia Soares e Paulo Dias, responsáveis

normal em Portugal, mas acabei por aceder e a noite foi um sucesso. Quando terminei, tinha já mais dois casamentos agendados – um naquele ano e outro no ano seguinte”. Sete anos mais tarde, Paulo Dias mudou-se para a região do Algarve e o trabalho começou do zero. “Na época, eu era gestor hoteleiro de uma empresa multinacional, por isso tinha um trabalho fixo, mas quis implantar a ProEvento nesta região. Não foi fácil porque não conhecia ninguém e toda a minha carteira de clientes estava em Coimbra”. Isso não o impediu de realizar, logo em 2007, um casamento numa unidade hoteleira algarvia, que havia de lhe abrir a porta: “foi um casamento que exigiu

uma grande produção e nós fomos capazes de realizá-lo sem sobressaltos. A responsável de eventos do hotel gostou do nosso trabalho e passou a recomendar-nos”. A ProEvento tinha de ampliar o seu leque de serviços. Havia falta de alguns materiais no Algarve, rigor e qualidade no serviço prestado e disponibilidade para o cliente e foi por esse caminho que Paulo Dias optou: “atualmente disponibilizamos todo um leque de serviços que permite a quem quer organizar um casamento ter tudo à sua disposição.

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JANSSEN PORTUGAL

Dispomos de material para a montagem e produção do casamento, no que respeita a mobiliário, decoração, luz, som e mesmo produção gráfica de todo o casamento”. A atenção ao detalhe é o grande segredo para a produção de um casamento. Paulo Dias dispõe de uma equipa de design, que dá resposta às solicitações dos noivos no que concerne aos convites, aos menus, ao sitting plan da boda, marcadores de mesa e outros pormenores necessários. Além disso, conta ainda com a equipa de decoração e florista e a equipa de montagem. “Na área dos casamentos, trabalhamos quase sempre com um ano de antecedência. Isso deve-se ao facto de a maioria dos nossos clientes ser estrangeira. Contratam uma wedding planner que, posteriormente, nos contacta para que possamos fornecer o material e a logística para o dia especial. Também temos casos, porém, de casais que nos contactam diretamente e, nesse caso, somos nós que filtramos as emoções prévias ao grande dia”. Os portugueses já começam a recorrer ao serviço de organização de casamentos, mas são ainda a minoria.

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“Temos um armazém em Coimbra, com uma equipa que apoia a região Norte e Centro de Portugal e temos outro armazém no Algarve, cuja equipa trabalha as regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve. Se não soubesse que eles fazem um bom trabalho, não podia confiar desta forma, mas felizmente somos como família”


PROEVENTO

Os eventos corporate Devido à sazonalidade da região, os eventos corporativos, organizados para empresas, são uma forma de trabalhar durante todo o ano. Paulo Dias reconhece que estes já representam 30 por cento do trabalho que tem no Algarve. “Muitas empresas vêm para o Algarve fazer eventos de uma semana, ou mesmo um mês, e temos também muitos congressos médicos, com mais de dois mil participantes”. Neste momento, a região já dispõe de boas salas para a realização destes eventos, onde o detalhe e a atenção às tendências tecnológicas fazem a diferença: “a marca da ProEvento é a realização de casamentos, onde o que importa é o detalhe e nós transferimos isso para os eventos corporativos. Aliado a esse cuidado, está o facto de estarmos sempre atentos às últimas tendências tecnológicas, até porque isso é cada vez mais importante neste tipo de organização. Se uma empresa nacional é pouco específica no microfone ou no projetor que precisa, uma empresa internacional envia-nos toda a especificação do material que quer, incluindo a marca”.

A equipa – o segredo do sucesso da ProEvento Só com uma equipa de confiança e que acredita nos valores da empresa é possível fazer um bom trabalho e Paulo Dias reconhece isso. “Temos um armazém em Coimbra, com uma equipa que apoia a região Norte e Centro de Portugal e temos outro armazém no Algarve, cuja equipa trabalha as regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve. Se não soubesse que eles fazem um bom trabalho, não podia confiar desta forma, mas felizmente somos como família”. Com capacidade para realizar até oito casamentos por dia, a ProEvento conta com um grande investimento em material, quer mobiliário, quer de som e luz: “tudo o que temos é nosso. Fomos crescendo, sempre sustentadamente, mas o investimento é necessário quando se quer estar sempre a par das tendências e ter materiais que mais nenhum concorrente tem”. A pensar nisso, foram criadas duas novas áreas na ProEvento. “Temos uma equipa que consegue reproduzir, a partir de uma ideia ou de um objeto real, uma peça, que pode depois ser usada num evento corporativo ou num casamento, em diversos tipos de materiais. A mais nova área é o aluguer de atoalhados, pratos e talheres para quem queira realizar festas e precise de material. Vamos lá colocar as peças, prontas a ser usadas e podemos também retirá-las, se o cliente entender. Caso contrário, é o próprio cliente que coloca o material, dentro de caixas próprias e a nossa equipa vai depois recolher o material. Acima de tudo queremos que o cliente não tenha peocupações com estes detalhes , e que usufrua da festa”. Ambiciosa e dinâmica a ProEvento é uma empresa que quer continuar a crescer, mas sempre sendo reconhecida como a marca de referência dos eventos algarvios, pelo detalhe, qualidade e proximidade com que organiza cada evento.

Sitio da Cascalheira nº556 A, Quarteira - Faro Tlf.:289 398 316 Email: geral@pro-evento.com www.pro-evento.com proeventoeventos Proeventoeventos

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RESTAURANTE FLOR DE SAL

SABORES ALGARVIOS DE EXCELÊNCIA Localizado em Loulé, o Restaurante Flor de Sal abriu portas em 2007 pelas mãos do Chef Pedro Arranca. Criou um espaço acolhedor que prima pela qualidade, pela frescura dos produtos e pela arte de bem servir os clientes.

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paixão de Pedro Arranca pela cozinha começou desde cedo. Trabalhou em hotéis como o Ritz e o Meridien em Lisboa, que por sinal considera que “são as duas melhores casas do país”. Posteriormente e após ter sido convidado por um Chef e amigo seguiu viagem até à região algarvia e, mais tarde, abriu o seu próprio espaço: o Flor de Sal. Pedro decidiu convidar os pais a viverem consigo no Algarve e, aí, decidiu convidar a mãe a trabalhar consigo neste novo projeto. Assim, não esconde que a presença da família é fulcral para que a casa funcione na perfeição e para que o serviço seja sinónimo de rigor e qualidade. Inicialmente, o restaurante era uma casa de habitação e a transformação do mesmo tem sido gradual. “O cliente que vem hoje aqui, não vai encontrar o espaço da mesma forma que estava há um ano atrás. No verão, quando o cliente volta, tem sempre uma novidade. Há sempre remodelações”, acrescentando ainda que “o cliente merece e qualquer alteração que haja é sempre para eles e a pensar neles”. Frescura, sabor e qualidade são três características inerentes ao restaurante Flor de Sal. Na carta poderá encontrar o camarão crocan42 | Revista Business Portugal maio 2019

e as ostras da Ria Formosa. A nível internacional, trabalham apenas com peças de carne maturada do Norte de Espanha e da Polónia. Independentemente dos ingredientes, não pode faltar simpatia, atendimento personalizado e a proximidade constante com os clientes. Isto é uma das principais peças do Flor de Sal. Pedro salienta que tem “uma relação única com os clientes e tenho uma grande proximidade com eles. Eu sei o que eles gostam e muitos repetem o mesmo prato há 13 anos”. O saber receber todos por igual é uma das regras de ouro da casa, ou seja, “independentemente do mediatismo que cada um tenha, não existem diferenças, porque conhecemos o coração das pessoas a trabalhar com comida para eles”. Se visitar o Restaurante Flor de Sal rapidamente irá perceber que cada prato é feito com te, como entrada e pratos com dimensões amor, dedicação e rigor, uma vez que nada sai bastante generosas; nos peixes não pode da cozinha sem a supervisão do Chef. deixar de experimentar o caril de camarão ou o empadão de peixe e marisco (um prato inspirado numa recita típica inglesa); nas carnes destacam-se os tournedos do lombo, o tomahawk, borrego com cogumelos e puré de batata com trufa e, ainda, o pato com laranja. Já para os vegetarianos, os legumes com molho de caril (exótico e feito com uma base de ananás) fazem as delícias da casa. Para acompanhar não pode faltar a presença de um bom vinho na mesa. Pedro Arranca, chef “Temos os vinhos mais reputados do país, desde Barca Velha, Pêra Manca, Quinta do Noval, Quinta do Crasto, sendo todos de casas antigas de renome internacional”. Ainda há espaço para experimentar as sobremesas como a tarte de maçã e canela, a mousse de amendoim com flor de sal ou as tartes de figo e alfarroba. Mas se acha que a refeição termina por aqui, deixe-se surpreender pelo medronho e as amêndoas locais que são imprescindíveis e funcionam como um cartão de visita. Rua de Vale Formoso - Loulé Para os mais curiosos, os produtos são Tlm.: 918 516 399 maioritariamente algarvios, nomeadamente Flor de Sal Restaurante/ Pedro Arranca o peixe e o camarão selvagem da Quarteira


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DESTAQUES 46 V LASER ON Quando a qualidade aguça o engenho 50 SIRIUS TRAVEL Uma agência que cria a sua viagem de sonho 52 ORLACOR Qualidade técnica garante premiação PME Excelência 2018 54 PREDIPALMA Construção de Excelência distinguida como PME Mais Crescimento

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PME EXCELÊNCIA’18 No ano que passou, 2378 empresas nacionais distinguiram-se entre as demais, recebendo por isso o estatuto de PME Excelência. Em conjunto, estas empresas empregam 86 606 pessoas. Mais uma vez, a Revista Business Portugal não podia deixar de estar presente num evento desta importância, para lhe mostrar a cerimónia de entrega dos prémios e lhe dar a conhecer algumas destas empresas, que são exemplo de gestão controlada e sustentada e constante crescimento e inovação. Na gala, estiveram presentes, e discursaram, algumas das mais ilustres figuras políticas da atualidade nacional como Pedro Siza Vieira e António Costa. Também Nuno Mangas (presidente do IAPMEI) e Nadim Habib (professor de economia) foram oradores neste evento. A maioria das PME Excelência encontra-se nas regiões Norte e Sul do país, sendo em Lisboa, Porto, Aveiro e Braga, respetivamente, os distritos onde estas se concentram. 1652 das 2378 empresas distinguidas com este estatuto são de pequena dimensão, o que torna ainda mais importante este feito. No que respeita aos setores de atividade, o comércio e a indústria são os dois grandes polos vencedores. Em conjunto, representam mais de metade das empresas distinguidas com este galardão, que é atribuído apenas a quem cumpra os critérios de autonomia financeira, rendibilidade líquida do capital próprio, dívida financeira líquida /EBITDA, EBITDA / Ativo, EBITDA / Volume de Negócios, crescimento do volume de negócios e notação de risco atribuída pelas Sociedades de Garantia Mútua. Nesta edição, poderá ler os exemplos de empresas PME Excelência como a V Laser On, a Orlacor e a Rodi, ou ainda a Sirius – distinguida com o prémio de mérito por mais dinamismo na exportação – e a Predipalma – distinguida com o prémio de mérito por maior crescimento.


Nuno Mangas (presidente do IAPMEI)

Pedro Siza Vieira (Ministro Adjunto e da Economia)

António Costa (Primeiro Ministro) Os prémios PME Ex-

A PME Excelência é uma iniciativa que o IAPMEI promove com grande entusiasmo e convicção há uma década, em pareceria com o Turismo de Portugal. É com grande satisfação que verificamos, de ano para ano, uma adesão cada vez maior.

De quase 400 mil pequenas e médias empresas em Portugal, estas representam menos de um por cento do total. São verdadeiramente excelentes e distinguem-se pela sua autonomia financeira, pela sua rentabilidade e apresentam critérios objetivos que as distinguem do universo das empresas portuguesas.

celência são da maior importância, porque valorizam as empresas que fazem mexer a nossa economia. A estabilidade financeira do país e da república é essencial. Temos que garantir que num quadro de incertezas futuras estamos bem preparados para resistir e responder a qualquer cenário que se apresente. Por isso é fundamental crescermos, criarmos emprego e sermos capazes de continuar sustentadamente, reduzindo os défices orçamentais e reduzindo a dívida pública.

EMPRESAS QUE INSPIRAM PORTUGAL

Nadim Habib (Professor de economia e orador) Podemos ver hoje que os economistas estão a começar a estudar o que é uma boa gestão. O que é que os gestores estão a fazer de diferente para melhorar a sua organização. Qual o papel de um gestor? Ele existe para garantir a sobrevivência da sua organização. Por um lado, eles têm os fornecedores que querem receber mais cedo e receber mais, os clientes que querem pagar mais tarde e pagar menos, os funcionários que querem uma carreira mais dinâmica e melhores condições de trabalho, os acionistas que querem garantias de retorno hoje, amanhã e no futuro e, por isso, o gestor precisa de equilibrar estas pressões todas e garantir a sobrevivência da organização. No fundo, aplicam práticas de gestão que pretendem melhorar a produtividade da sua estrutura. Nesse seguimento, hoje premiamos os gestores de mais de duas mil empresas que pela sua gestão equilibrada e sucesso, estão hoje de parabéns.

V Laser On

Sirius

Orlacor

Predipalma maio 2019 Revista Business Portugal | 45


V LASER ON

QUANDO A QUALIDADE AGUÇA O ENGENHO

Associada ao setor da metalomecânica, a V Laser On foi distinguida pela segunda vez consecutiva com o prémio de PME Excelência. Em conversa com a Revista Business Portugal, os administradores José Pacheco, Pedro Simões e Marco Fonseca contaram alguns dos segredos que têm levado a empresa ao sucesso. rede. Numa obra há peças que são produzidas por nós, mas há outras peças que nós não conseguimos fazer e que com-

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ocalizada em Fajozes, no concelho de Vila do Conde, a V Laser On tem vindo a tornar-se uma referência no mercado nacional da metalomecânica. Prova disso é a distinção obtida, pelo segundo ano consecutivo, como PME Excelência. Todavia, para se entender o sucesso de uma empresa é necessário também compreender a sua história. A V Laser On nasce em 2010, fruto da necessidade de automatização do setor da metalomecânica. “Somos uma empresa que nasce no mercado da subcontratação. Não vendemos produtos, mas sim serviços. Não temos, por isso, um catálogo de produtos, mas sim uma oferta de vários serviços no ramo da metalomecânica, ou seja, trabalhos com metais diversos, tais como, aço carbono, aço inox, alumínio, latão e cobre, corte a laser, quinagem, soldadura e pintura”, começaram por contar os administradores. Desde a sua génese que a V Laser On se tem demarcado no mercado pela especialização no corte a laser. Todavia, com a constante evolução do setor, os administradores sentiram a necessidade de se adaptarem e de abranger outras valências e especializações. Atualmente, o panorama da V Laser On mudou, a oferta passou a ser, essencialmente, a de soluções

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criadas à medida do cliente e chave na mão: “hoje, o cliente quer um serviço completo, próximo daquele que será o produto final, no menor tempo possível. Temos a capacidade de oferecer soluções mediante as exigências dos clientes e é isso que nos dá um valor acrescentado”, afirmou José Pacheco, acrescentando que “é importante o trabalho que fazemos em

“Hoje, o cliente quer um serviço completo, próximo daquele que será o produto final, no menor tempo possível. Temos a capacidade de oferecer soluções mediante as exigências dos clientes e é isso que nos dá um valor acrescentado”

José Pacheco e Pedro Simões, administradores


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V LASER ON

pramos aos nossos parceiros. Esta flexibilidade e este conjunto de valências oferecem uma versatilidade diferente”, aclarou.

O sucesso aliado a uma boa equipa Com cerca de 55 funcionários a laborar, diariamente, na V Laser On, os nossos entrevistados assumiram que o prémio que acabaram de receber se deve, em muito, a eles: “é a segunda vez que somos distinguidos e nós agradecemos aos nossos colaboradores este reconhecimento. Temos uma equipa muito boa e capaz. O prémio de PME Excelência é o reconhecimento do trabalho e empenho de toda a equipa. Só somos rentáveis porque os clientes valorizam os nossos serviços, os nossos colaboradores fazem um bom trabalho e a nossa equipa de gestão sabe gerir os recursos existentes. Não nos deslumbramos facilmente e temos os pés bem assentes na terra”, reiteraram, ao mesmo tempo que nos davam conta da principal fragilidade que atravessam: a falta de mão de obra. “Falta formação nas áreas fundamentais de atividade no nosso país. Atualmente estamos a concorrer com países com melhores equipamentos, custos energéticos mais baixos, mão-de-obra mais qualificada e uma localização mais central do que nós. Não é fácil”, lamentaram.

Certificação – o primeiro passo para a internacionalização Segundo os nossos entrevistados, a certificação foi muito importante para a V Laser On alcançar uma posição sólida no mercado e é um dos pilares do sucesso e da confiança que querem passar ao cliente: “começamos por ser uma empresa certificada e fomos avançando para PME Líder e PME Excelência. Este reconhecimento é importante porque são entidades externas que reconhecem o nosso trabalho. Os prémios estão relacionados com a gestão administrativa e operacional da empresa e são uma garantia para o mercado sobre a nossa honestidade”, assumem os empresários. 48 | Revista Business Portugal maio 2019

V Laser On internacional De acordo com a Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal (AIMMAP), as exportações portuguesas deste setor têm um valor global de 18,4 mil milhões de euros (assumindo-se ser o melhor registo de sempre). Nesse seguimento, a internacionalização acabou por ser um passo natural a ser dado pelas dificuldades do mercado nacional e por o mesmo ser demasiado pequeno. José Pacheco e Pedro Simões admitiram, assim, exportar cerca de 20 por cento da produção da V Laser On para países como França e Alemanha. No que diz respeito ao futuro, fica a vontade de “ser melhor a cada dia, tornando a V Laser On cada vez mais competitiva quer a nível nacional como internacional”, finalizaram os gestores da empresa.

INVESTIMENTOS DE MAIS DE UM MILHÃO DE EUROS

- Pavilhão industrial que representa quase 3.500m2 de área coberta - Robot de soldadura; - Nova quinadora - Equipamentos que permitem melhorar a mobilidade de materiais internamente para além de melhorar a ergonomia no trabalho e redução do esforço físico dos colaboradores (porta paletes eléctricos e elevatórios, stackers); - Terreno de 25.000m2 destinado à futura construção de novas instalações fabris - Projeto ao ‘Programa Inovação Produtiva do PT2020’ que totaliza um investimento de cerca de 850.000€ em equipamentos produtivos, de racionalização energética e da economia digital


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SIRIUS TRAVEL

UMA AGÊNCIA QUE CRIA A SUA VIAGEM DE SONHO Há 25 anos que a Sirius Travel realiza viagens de sonho personalizadas e continua sem conhecer fronteiras quanto à imaginação dos seus clientes. A consultoria e a parceria com a Lufthansa City Center tornaram a Sirius Travel apetecível aos clientes nacionais e estrangeiros mais exigentes. Conversamos com Carlos Laranjeira, CEO Sirius Travel.

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Sirius Travel surge em 1994, num contexto turístico muito diferente do que encontramos atualmente em Portugal. Descreva-nos o seu percurso até criar a Sirius Travel. Completo 40 anos de atividade no setor do turismo. Iniciei o meu percurso profissional na agência Abreu, uma das marcas de referência a nível nacional e era, na altura, a maior do país. Foi nesta passagem onde aprendi todos os processos inerentes a esta atividade. No final dos anos 80 deixei a Abreu para me associar um dos sócios fundadores da agência de viagens Cosmos. Em 1991 deixei esse projeto para integrar a Intervisa que se dedicava, quase exclusivamente, a responder às solicitações do setor corporate e, entretanto, fui convidado para dar aulas na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. Em 1994 dá-se uma viragem, com o surgimento de novos bancos, com condições de viagem mais acessíveis para o público e o turismo beneficia com estas mudanças respondendo com os pacotes de viagens personalizadas.

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Carlos Laranjeira, ceo

Na altura achei interessante explorar esse conceito porque a realidade ensinada e aplicada neste setor era exatamente a oposta. Respondi com a minha interpretação desse conceito ao dar vida à Sirius Travel. Os 25 anos de atividade fizeram-no acompanhar várias fases, com necessidades de se adaptar constantemente ao mercado. O que diferencia a Sirius Travel das suas congéneres? Durante estes 25 anos de atividade primei, e primo, por expor as melhores opções aos meus clientes para que eles se sintam especiais, mas não podemos pensar só nos nossos clientes... A equipa Sirius Travel também merece ter acesso às melhores condições de trabalho, de formação, o acesso a serviços internacionais, à tecnologia mais recente e tem de estar up to date das tendências de mercado de forma a poder corresponder às expectativas dos nossos clientes. A fechar este triângulo estão os nossos fornecedores, com os quais mantemos uma postura assertiva, muito próxima e, naturalmente, previsível. Quero com isto dizer que negociamos bem, mas cumprimos com as nossas obrigações e marcamos o nosso rumo com estas premissas. Fugimos do standard e focamos na proximidade, originalidade, na parceria e na qualidade o que nos trouxe ao que somos hoje. Nunca criámos muita estrutura residente,


SIRIUS TRAVEL

mantemos os quadros necessários para responder, com qualidade e celeridade, aos nossos clientes. Ombreamos com as grandes empresas, mas sempre numa lógica de outsoursing, por isso, quando temos um grande evento contratamos os melhores profissionais para trabalharem connosco. A lógica de contratar mediante as necessidades prendem-se com várias vantagens, nomeadamente com o facto de sabermos onde está o melhor material circulante e audiovisual ou as melhores esquipas. A parceria com a Lufthansa City Center foi um passo lógico no crescimento e na consolidação das raízes da Sirius Travel? Atualmente contamos com uma larga experiência no lazer e os clientes, quando necessitam de tal, solicitam-nos uma consultoria nessa área. O nosso foco é, no entanto, o negócio com as empresas. Somos parceiros da marca Lufthansa City Center desde 2006. Essa parceria firmou-se porque queremos manter a nossa marca small and beautiful, mas precisávamos de mais projeção internacional. É uma organização que escolhe os seus parceiros, audita constantemente a qualidade e os procedimentos, é forte e constante na formação. Foi e continua a ser um desafio muito interessante abraçar esta parceria. Ao fim destes 12 anos de trabalho em parceria, a satisfação de ambas as partes mantêm-se, o ano passado fomos premiados com o ‘Top Performance International’ e temos consolidado esta lógica dentro do mercado corporate nacional e europeu.

Apesar de disponibilizar uma plataforma online, os clientes ainda privilegiam o canal tradicional? Qual a maior diferença que aponta entre os dois? A diferença entre comprar pelo canal digital ou pelo tradicional prende-se com diferenças muito importantes ao nível do acompanhamento pessoal, de personalização e de disponibilidade técnica. Os nossos clientes contratam-nos porque, para além das nossas capacidades humanas e técnicas, eles sabem que somos profissionais no desempenho das nossas funções. Saber gerir imprevistos, faz parte das nossas funções e encontrar as soluções viáveis para o cliente poder

decidir também. A qualidade de serviço e diferenciação levou-nos a apresentar uma solução de atendimento permanente (24 horas por dia) e realizado por profissionais séniores que têm capacidades técnicas acima da média, que compreendem as questões dos clientes e apresentam soluções. O produto ‘Portugal’, vende? Todas as localizações da rede Lufthansa City Center estão disponíveis numa plataforma, onde figura a Sirius Travel, e essa rede atrai imensos turistas para Portugal, nomeadamente para as cidades de Lisboa e Porto. O Porto está na moda e tem estruturas montadas para se manter neste patamar, contudo, não podemos deixar de inovar e de apresentar propostas diferenciadoras aos turistas que nos visitam várias vezes por ano. Poderá crescer em capacidade com boas parcerias de toda a zona envolvente, nomeadamente dentro do distrito e, claro, Douro acima. Há necessidade de criar infraestruturas de forma a poder receber eventos de grande dimensão e de criar camas suficientes para albergar a afluência de pessoas que esse tipo de eventos atrai. A Sirius Travel inverte a tendência normal das agências de viagens ao exportar turismo. Prova disso é a distinção PME Excelência 2018, com notoriedade na categoria de mais exportação. A que se deve esta aposta, na internacionalização? A forma de operar é, na realidade, a mesma. Tem as suas nuances, mas quem sabe fazer bem a exportação também sabe fazer bem a importação e a única diferença são os timmings. Na exportação estamos a trabalhar o mercado nacional, cliente tipificado quanto à sua dimensão, hábitos, etc., enquanto na importação referimo-nos a uma multiplicidade de mercados muito vasta, o que nos obriga a um investimento que não é de retorno imediato. O turismo é a sustentabilidade da nossa herança, da nossa cultura e temos de olhar para o turismo não só como um negócio, sem desprimor da capacidade que tem de fazer movimentar a economia, mas também como um veículo de transmissão e de sustentabilidade da nossa herança cultural, da nossa história e da manutenção do nosso património. Se tivermos turistas interessados em visitar os nossos monumentos e disponíveis para pagar o preço justo para os visitar porque sabem que estão a pagar a manutenção e vigilância daquele monumento conseguiremos tornar o turismo sustentável. Não há que ter medo da diferenciação e a Sirius Travel nunca se deixou intimidar e prima por ser diferente. A consultoria que prestamos poupa tempo aos nossos clientes porque tempo é dinheiro e se os fizermos poupar tempo em filas de espera ou em serviços, estamos a desempenhar bem o nosso papel e o cliente fica satisfeito.

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ORLACOR

QUALIDADE TÉCNICA GARANTE PREMIAÇÃO PME EXCELÊNCIA 2018

O

rlando Correia, fundador e proprietário da Orlacor, conta já com vários anos de experiência na área. Especializado no tratamento químico do ar em instituições canadienses, rapidamente percebeu que a Orlacor “era capaz de não só prestar o serviço de consultadoria, mas também de fazer os projetos para fábricas, e construção chave na mão, bem como o posterior acompanhamento”. A assistência técnica e a manutenção dos sistemas são um dos serviços incluídos pela empresa que se encontra quase a completar duas décadas de existência.

Especialista em consultadoria de engenharia, o grande volume de trabalho da Orlacor direciona-se para o condicionamento do ar mas com tratamento químico. Em parceria com empresas de qualidade Fundada em 2000 pelas mãos de Orlando Correia a empresa internacional conta com um know how de experiência que a posiciona “Os proprietários querem é que as fábricas não para as PME Excelência. A revista Business Portugal visitou parem, nem uma hora. Ter uma linha de produção as instalações da Orlacor para conhecer de perto os valores parada uma hora, é uma grande perda para uma grande empresa e por isso trabalhamos na base do que a movem.

tratamento do ar e da manutenção preventiva”: instalação, preparação dos equipamentos e garantia da sua sustentabilidade. É com esta premissa que a Orlacor trabalha em vários mercados. O trabalho é realizado apenas com parcerias que garantem os melhores materiais, o que torna a Orlacor, representante exclusiva de algumas marcas mundiais, de qualidade garantida. Virados essencialmente para o mercado nacional, recebem, porém, “pedidos por parte de grandes empresas internacionais, muitas delas finlandesas. Recrutam-nos porque somos os maiores especialistas do país nesta vertente de condicionamento do ar com tratamento químico, de modo a evitar a corrosão interna nos componentes elétricos e eletrónicos mais sensíveis e que fazem parte dos equipamentos de comando das fábricas”. O tratamento químico do ar está presente em “todas as áreas que visitamos” é por isso que o serviço prestado pela Orlacor é fundamental para a garantia da qualidade do ar no interior das salas técnicas e administrativas das fábricas que desenvolvem gases e ambientes corrosivos no seu processo de produção. Orlando Correia realça que “infelizmente ainda há grandes empresas que não se preocupam nesta questão e as pessoas estão, na sua actividade de trabalho, com um mau acondicionamento do ar, prejudicando-se”. O caso dos aeroportos é um exemplo, pois se “há pessoas que estão lá de passagem, entre viagens… Há hospedeiros permanentes”, e que estão diariamente a realizar viagens com maus tratamentos de ar. Nestas salas de espera, as pessoas “sentem que o ambiente está agradável a nível de temperatura, mas em relação ao acondicionamento do ar, sente-se um ar um pouco pesado. Toda a zona das pistas de aviação tem gases libertados pelos aviões e isso passa para o interior pelas condutas de ar e portas”, adianta. Com uma equipa formada e especializada de 10

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ORLACOR

tor e, por isso, neste tipo de serviçoo, dão primazia ao produto nacional que se revela também de qualidade. A indústria é o grande grupo com quem a empresa trabalha, com destaque para as fábricas de pasta e papel. “São grupos que trabalham connosco há muitos anos mesmo e não têm problemas connosco, nem técnicos nem económicos”, acrescenta. Apesar de terem a oportunidade de ampliar as áreas de negócio que abrangem, o proprietário explica que “preferimos trabalhar de forma sólida estes mercados, fazendo trabalhos com qualidade e com parceiros que são garantidos”. A Orlacor presta serviços também para a área da petroquímica, atividade industrial responsável pela produção de derivados de petróleo (em grandes casos resultantes da separação dos componentes do petróleo por destilação).

Orlando Correia, proprietário

pessoas, a Orlacor trabalha em colaboração externa com mais de 50 técnicos. Nos projetos chave na mão, principalmente, “acabamos por trabalhar com outras empresas e que são parceiros de refe-

“Acabamos por trabalhar com outras empresas e que são parceiros de referência, ajudando-nos em determinados trabalhos” rência, ajudando-nos em determinados trabalhos”. Projetos chave na mão que incluem, na sua grande maioria, matéria-prima portuguesa. A empresa é representante exclusiva de algumas das mais reconhecidas marcas do se-

Rigor e qualidade garantem reconhecimento PME Excelência 2018 “Rigor nos pagamentos é um dos principais fatores que nos leva a ter parceiros com tanta longevidade e confiança”, explica Orlando Correia. São também estes valores de confiança, transparência e qualidade que elegem a Orlacor como empresa PME Excelência no ano de 2018. Criada pelo IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação), esta distinção pretende reconhecer as pequenas e médias empresas nacionais que se evidenciam pela qualidade dos seus desempenhos económicos e financeiros, garantindo altos padrões de competitividade. A Orlacor pertence ao grupo de 604 empresas que, no ano 2018, obtiveram esta premiação. O proprietário realça a “relação direta e franca que temos com as empresas com quem nós trabalhamos em todos estes 19 anos de trabalho”. Travessa das Antas, 65 3.ºesq. 4350-048 Porto Tlf.: 225 390 747 Tlm.: 963 967 130 Email: orlacor@orlacor.com.pt

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PREDIPALMA

CONSTRUÇÃO DE EXCELÊNCIA DISTINGUIDA COMO PME MAIS CRESCIMENTO Já lá vão mais que duas décadas desde que Luís Gandra e Serafim Gandra fundaram a Predipalma, uma empresa vocacionada para a construção e comercialização de imóveis na região do Grande Porto. Atualmente é reconhecida como PME Excelência, com notoriedade para o crescimento registado no último ano.

Este é um negócio “que exige um constante acompanhamento do mercado”, sublinha Luís Gandra. Com esta necessidade, o sucesso da empresa prende-se entre outros fatores, à visão empreendedora dos administradores, tendo como segredo a realização de investimentos com sucesso. “Fazemos o estudo de mercado baseado no nosso trabalho e, essencialmente, dos nossos agentes de mercado. Com isso temos a perceção daquilo que o mercado procura. É com base no serviço de imobiliária da empresa que projetamos os investimentos e que reforçamos as bases necessárias para aquilo que é o nosso principal núcleo, a construção”, reforçou Luís Gandra. Atualmente com uma equipa de mais de 30 colaboradores, a Predipalma recorre à subcontratação de serviços para completar com rigor as suas obras. Esta pareceria garante à empresa a realização das suas obras com a garantia de qualidade e de confiança.

O

início do milénio marcava a consolidação da Predipalma, uma empresa familiar com valores de proximidade com os clientes e fornecedores. Luís Gandra e o pai, Serafim Gandra, desde sempre estiveram ligados à área da construção civil. Os vários anos de experiência profissional deram-lhes o know-how necessário para, no ano de 1995, criarem a uma empresa que se tornaria uma referência na região do Porto. “Na altura houve a oportunidade de desenvolver um projeto empresarial pessoal com bases inovadoras e distintas das demais do mercado. O foco foi desde início os clientes, até porque na altura não havia essa preocupação”, contou Luís Gandra. A Predipalma é uma empresa com duas bases diferenciadas, embora diretamente relacionadas: a construção e a mediação de imóveis. Com uma visão ampla sobre as oportunidades de investimento na região do Grande Porto, o objetivo da empresa é

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Luís e Serafim Gandra, proprietários

construir e vender os próprios imóveis, criando uma relação direta com o cliente, controlando assim todo o processo e garantindo a qualidade profissional que os distingue.

Este é um negócio “que exige um constante acompanhamento do mercado”


JANSSEN PORTUGAL

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PREDIPALMA

O mercado A construção civil abre inúmeras oportunidades de investimento. A região do Grande Porto tem acompanhado a valorização do setor imobiliário que Portugal tem sentido. A seguir esta tendência desde a sua génese Luís Gandra frisou o crescimento da procura pela compra de casa nos últimos anos: “é notório que o mercado imobiliário tem crescido, há confiança e abertura por parte da banca, o que tem tornado favorável a compra de imóveis”. A Predipalma tem atualmente mais de 350 frações construídas, espalhadas por toda a cidade Invicta: “estamos concentrados apenas na região do Grande Porto, mais objetivamente em Água Santas e em Ermesinde onde temos uma maior presença. Atuamos no mercado que conhecemos e isso torna mais fácil os processos burocráticos, a aprovação, a criação do projeto e também a própria proximidade com o cliente”, destacou. Do extenso portefólio de obras assinalam-se vários condomínios de obras exemplares, comodidades irrepreensíveis e espaços verdes com piscina. O mais recente empreendimento será um condomínio fechado em Paranhos “com corte de ténis, piscina, campo de padel e condições muito favoráveis para ser um elemento diferenciador. Vai ter 100 apartamentos com e vai atingir um valor global de 26 milhões de euros”. A crise que nos últimos anos atingiu Portugal, abalou o setor da construção civil. Todavia o trabalho constante desenvolvido ano após ano pela Prediaplma, reforçou a sua estabilidade: “nunca paramos, mesmo mediante as dificuldades, e isso permitiu-nos estar no plutão da frente assim que o mercado melhorou. Este negócio depende de oportunidades e temos de estar muito atentos a elas. Tivemos uma crise que também nos deu ensinamentos importantes, porque qualquer negócio tem as suas adversidades”.

Com quase duas décadas de presença no mercado, a empresa é hoje reconhecida pela excelência dos imóveis que constrói e, posteriormente, comercializa. A proximidade com a banca tem sido também um elemento que oferece vantagens importantes aos clientes da Predipalma. “Temos o banco Santander como parceiro, o que nos dá vantagens únicas de crédito. Ter uma

Prova de excelência desenvolvida nos últimos anos pela Predipalma é a distinção como PME Excelência no ano de 2018

Garantias de qualidade O gosto pela arquitetura e design levam a equipa da Predipalma a uma constante descoberta de novos materiais e técnicas construtivas, que proporcionem ao cliente uma maior e melhor qualidade e conforto, optando sempre pela utilização de técnicas e materiais inovadores. Sempre focados no cliente e nas suas pretensões, Luís Gandra admite que uma das mais valias é o serviço de pós-venda: “depois de terminar os nossos 5 anos de garantia, independentemente de nos contactarem ou não, fazemos questão de colocar uma equipa de profissionais a fazer uma revisão geral de toda a obra”.

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relação próxima com a área financeira permite-nos ter uma oferta importante para o nosso cliente, com vantagens únicas”, realçou.

Distinção PME Excelência Mais Crescimento

Prova de excelência desenvolvida nos últimos anos pela Predipalma é a distinção como PME Excelência no ano de 2018. Mais do que um selo de qualidade Luís Gandra destaca a relevância deste prémio como um reconhecimento importante pelo trabalho desenvolvido nos últimos anos. Acima de tudo é um prémio também para os nossos colaboradores e para os nossos fornecedores, afinal, são eles o motor da empresa”. Este prémio foi ainda elevado pela notoriedade como empresa com maior crescimento registado, um resultado que advém de vários anos de trabalho: “esta distinção vem de um conjunto de fatores. Um deles é a gestão e a aposta pessoal que fizemos no último ano. Os últimos anos são também marcados pelo arranque de alguns projetos que tínhamos desde 2009 e que apenas agora reuniram condições para serem executados. Esta condição deu-nos condições para termos um crescimento exponencial, mas é um ano que resume vários anos de trabalho e investimento. É um prémio que nos dá um especial orgulho e uma responsabilidade acrescida em continuarmos o nosso bom trabalho”, concluiu.


ESPECIAL

SAÚDE


HEARTGENETICS

UTILIZAR A GENÉTICA PARA O SEU BEM-ESTAR

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uando o primeiro genoma humano foi sequenciado em 2001, foi anunciado ao mundo o início de uma nova era: a informação genética estaria acessível a todos. A promessa incluía o diagnóstico de numerosas doenças e uma grande aposta na prevenção. A revolução, no entanto, foi mais lenta do que o previsto. Partindo de uma realidade restrita a cientistas, os testes genéticos foram entrando aos poucos na prática clínica, para apoio ao diagnóstico. No entanto, o valor que reside nos dados genéticos é muito mais vasto, uma vez ultrapassada a complexidade da sua interpretação e o custo da sua obtenção. Os avanços tecnológicos da última década vieram permitir que o custo de aquisição de dados sobre o genoma tenha diminuído significativamente, ao ponto de ser possível a realização de estudos com centenas de milhar de indivíduos para perceber a associação entre os dados genéticos e características individuais. Esta imensidão de dados acelerou o desenvolvimento de ferramentas computacionais com a capacidade de obter novos conhecimentos, com um enorme impacto na área da saúde e em muitas outras áreas, como é o caso da área do bem-estar. Na área do bem-estar, os objetivos não são os mesmos que na clínica. Nesta área pretende-se conhecer a predisposição genética de cada indivíduo para um conjunto de características físicas e comportamentos, com o propósito de ajudá-lo a conhecer-se melhor e a interagir com o ambiente de forma a aumentar o seu estado geral de bem-estar. Descobrir o nosso caminho, o nosso verdadeiro potencial, foi sempre um grande desejo da humanidade. Ter acesso a mais conhecimento sobre nós próprios é determinante para a realização desse desejo. A HeartGenetics é uma empresa portuguesa que tem como objetivo utilizar a informação genética para melhorar a saúde e o bem-estar de todos. Detentora de uma rara combinação de competências, com reconhecimento internacional, em biologia molecular,

genética, informática e inteligência artificial, a HeartGenetics consegue extrair dados genéticos de uma simples amostra de saliva e gerar um relatório com informações muito úteis e de fácil interpretação. Na HeartGenetics, adiciona-se inteligência aos dados da genética por forma a que estes possam ser usados na promoção da saúde e bem-estar. Desta forma, a genética deixa de ser um destino, passando a ser uma ferramenta de apoio ao desenho do nosso destino. Após vários anos a desenvolver atividade na área da genética cardiovascular, a empresa decidiu inovar na área do bem-estar, como é exemplo a área da genética do desporto e da genética da nutrição. Utilizando uma estratégia de análise de dados sofisticada e alinhada com as conclusões de vários projetos internacionais de renome, a HeartGenetics desenvolveu soluções baseadas em evidência científica por forma a garantir a maior transparência e a entrega de recomendações cientificamente sólidas aos seus clientes. Em parceria com profissionais de saúde altamente qualificados, a HeartGenetics desenvolveu o programa DNACoach, um programa inovador, único e personalizado, que revela como as características genéticas de cada indivíduo podem ser usadas para melhorar as suas rotinas de exercícios físicos e planos nutricionais. Não há melhor treinador do que o nosso corpo, e não há melhor plano alimentar do que aquele que responde às necessidades específicas das nossas células. A HeartGenetics já ajudou milhares de pessoas a escutar os seus genes e assim encontrar uma renovada motivação para viver de forma saudável.

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Novartis Portugal Oncologia

Alterar a prática da medicina Na Novartis aproveitamos o poder inovativo da ciência para resolver alguns dos mais desafiadores problemas de saúde na nossa sociedade. Os nossos investigadores trabalham para ultrapassar as fronteiras da ciência, ampliar a nossa compreensão das doenças e desenvolver novas terapêuticas em áreas cujas necessidades médicas ainda não foram resolvidas. Temos paixão em descobrir continuamente novas formas de prolongar e melhorar a vida dos doentes. NOV186/11/2017

www.novartis.pt


SAÚDE OCULAR

PROBLEMAS E DOENÇAS OCULARES

E

sta página pretende dar informação em linguagem simples sobre diversas doenças oculares. Conhecer as doenças e saber preveni-las é importante para a sua saúde. Em caso de doença, estas informações nunca deverão substituir a consulta médica. Defeitos Refrativos (miopia, hipermetropia, astigmatismo, presbiopia, retinopatia diabética). Os problemas visuais mais frequentes são os defeitos refrativos. Estes dizem respeito a um conjunto de alterações nos quais há uma focagem inadequada das imagens na retina. São, na grande maioria, facilmente corrigidos com óculos ou lentes de contacto. Em casos mais raros a cirurgia poderá ser uma opção. É importante saber-se que muitas alterações da visão não são defeitos refrativos (várias doenças oculares e não oculares levam a perturbações visuais); alguns defeitos refrativos podem ter como causa certas doenças que só um médico oftalmologista poderá avaliar corretamente. A miopia – É uma situação em que a imagem é focada à frente da retina e traduz-se por uma dificuldade de visão ao longe. Um olho míope é normalmente maior que o normal e é mais propenso a algumas doenças (ex. glaucoma, descolamento de retina, etc.) pelo que carece de uma atenção especial por parte do médico oftalmologista. A hipermetropia – É um defeito refrativo caracterizado por dificuldade de visão ao perto. Provoca habitualmente fadiga ocular e até dores de cabeça com o trabalho mais minucioso ou com a leitura, pela exigência aumentada de focagem a que os olhos são solicitados. Um olho hipermétrope é habitualmente mais pequeno que o normal e a “resistência” à hipermetropia diminui com a idade. Pode ser a causa do mau aproveitamento escolar de uma criança O astigmatismo – Corresponde a uma qualidade visual desigual consoante o eixo visual em causa. Resulta na maioria dos casos a uma curvatura desigual da córnea provocando uma visão distorcionada. Pode ocorrer isoladamente ou associado aos outros defeitos refrativos. A presbiopia (ou vista cansada) – Corresponde à dificuldade de visão ao perto que é normalmente sentida a partir de certa idade (por volta dos 45 anos). É devida à perda de elasticidade progressiva do cristalino fruto da idade.

A Catarata

O que é uma catarata? A toda e qualquer alteração da transparência do cristalino (ver em Olho Normal) chama-se catarata. Quais as causas da catarata? São mais frequentemente resultado do normal envelhecimento mas podem também ser congénitas ou devidas a uma variedade de outros fatores como por exemplo: traumatismos, doenças crónicas dos olhos ou doenças sistémicas (de todo o organismo) como a diabetes. Quais os sintomas de catarata? Habitualmente a ca60 | Revista Business Portugal maio 2019

O estrabismo pode ser constante ou surgir apenas em certos momentos. Os olhos podem estar desviados para dentro, para fora, para cima ou para baixo. Estes desvios podem também estar associados. A persistência de um desvio ocular numa criança com 4 meses de idade torna necessário um exame oftalmológico. É também recomendável que todas as crianças tenham um exame oftalmológico pelos 6 meses de idade. O estrabismo pode também surgir no adulto por doença ou traumatismo.

tarata resulta numa turvação da imagem mas várias outras queixas poderão resultar da sua presença. O diagnóstico deverá ser sempre feito através da observação por um médico oftalmologista. Como se tratam as cataratas? O principal tratamento das cataratas é cirúrgico. A operação às cataratas consiste na remoção da parte do cristalino opacificado e na colocação de um “cristalino artificial” dentro do globo ocular (lente intra-ocular) levando à recuperação visual. Existem várias Retinopatia diabética formas de se realizar a cirurgia da catarata A diabetes é uma doença na qual, mas a mais atual e evoluída denomina-se entre outras alterações, existe um aufacoemulsificação. mento de ‘açúcar’ no sangue. Esse desGlaucoma controlo pode prejudicar várias zonas O que é o glaucoma? É uma doença do corpo. Os olhos são um dos órgãos dos olhos na qual vai havendo uma progres- que pode ser gravemente atingido siva subida da tensão ocular levando a dimi- embora inicialmente não haja grandes nuição da visão (podendo mesmo chegar à sintomas. A retinopatia diabética é uma cegueira). Há vários tipos de glaucoma mas manifestação ocular da doença e é uma o mais frequente (e aquele a que se dedica das principais causas de cegueira. Para este texto) é o glaucoma de ângulo aberto. evitar a cegueira é necessário controlar Porque sobe a tensão ocular? Há um o melhor possível os níveis de açúcar no líquido transparente que circula de dentro sangue (glicemia) desde as fases iniciais para fora do globo ocular (humor aquoso). da doença. Nas pessoas com glaucoma, e por razões A retinopatia diabética surge em ainda pouco conhecidas, este líquido come- consequência de alterações nos peça a ter dificuldade de sair do globo ocular quenos vasos sanguíneos da retina no levando a um aumento da tensão ocular. interior do olho. Os vasos alterados deiQuais os sintomas e os perigos do xam sair líquido e sangue para a retina glaucoma? O aumento da tensão ocular, levando à diminuição da visão. Nalguns se não detetado e devidamente tratado, casos desenvolvem-se vasos anormais na leva à ‘morte’ lenta e progressiva do nervo retina. Estes vasos são muito frágeis e responsável pela visão (nervo óptico). Estas sangram facilmente levando também à alterações provocam uma perda da visão formação de tecido fibroso que repuxa (em especial do nosso campo de visão). O a retina. Este estádio da doença é muito glaucoma só dá sintomas numa fase avan- grave e chama-se retinopatia diabética çada da doença e as alterações na visão só proliferativa. Um diabético deve fazer regularsão sentidas pelo doente quando o nervo óptico já tem lesões graves e irreversíveis. mente um exame médico ocular para detetar as alterações iniciais da retinoEstrabismo O termo estrabismo é usado sempre patia diabética. Por vezes é necessário que há um desalinhamento ocular. Este o tratamento com raios LASER. Lemproblema ocular surge habitualmente nas bre-se, no entanto, que melhor do que crianças podendo em muitas delas estar tratar as alterações, é tentar preveni-las presente já à nascença. É muito importante através de um maior cuidado com a sua diagnosticar e tratar esta doença quando a saúde e, no caso de ser diabético, com criança ainda é pequena pois, caso contrá- a instituição de um regime de vida que rio, a visão de um dos olhos poderá ficar permita o controle da doença. irremediavelmente diminuída. A criança Conteúdo da responsabilidade da com estrabismo tem tendência a usar menos o olho desviado que vai ficando ‘pre- Sociedade Portuguesa de Oftalmologuiçoso’. A esta baixa da visão resultante do gia (SPO) estrabismo chama-se ambliopia.


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ENTREVISTA A MARIA JOSÉ PASSOS

MELANOMA MALIGNO CUTÂNEO MARIA JOSÉ SARAMAGO GALVÃO PASSOS

A

ntes de mais, importa contextualizar a doença que aqui nos traz. O que é um Melanoma? O Melanoma cutâneo é o tumor maligno dos melanócitos que são as células responsáveis pela pigmentação da pele. Este tumor representa 5 a 10% das neoplasias malignas cutâneas, mas apesar da sua baixa frequência relativa é o tumor que mais contribui para a mortalidade por cancro cutâneo (75-90% das mortes). Atualmente, em Portugal diagnosticam-se cerca de 1.000 novos casos de melanoma por ano e a sua incidência situa-se entre os 10 casos/100.000 habitantes, semelhante à verificada nos países do sul da Europa, como Espanha e Itália. Pode atingir qualquer grupo etário e é relativamente frequente em adultos jovens (<30 anos) e raro na infância. O risco de desenvolver melanoma é sobreponível nos dois sexos, com diferenças consoante os países. Aparece com mais frequência nos indivíduos de raça caucasiana, mas pode surgir nos negros. Podemos associar o aparecimento do Melanoma a algum grupo de risco? Os principais fatores de risco estão bem estabelecidos. As pessoas de pele clara, sardentas, ruivas ou louras ( fototipos I e II), de olhos claros, nevos atí-

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Maria José Passos, médica oncologista

picos, com história de exposição solar intensa e intermitente (escaldões), sobretudo na infância, têm maior risco de desenvolver melanoma. Salienta-se ainda a importância dos antecedentes pessoais e familiares de melanoma e a imunossupressão que representa também um fator de risco para o desenvolvimento de melanoma. Ao nível da prevenção, como poderemos agir para evitar Melanoma? Tendo em conta que o número de casos de Melanoma continua a aumentar, o que se pode fazer no sentido de sensibilizar a sociedade para a importância da prevenção e das consequências de um Melanoma? Apesar dos avanços terapêuticos, da última década, a prevenção e o diagnóstico precoce continuam a ser as melhores armas para combater o melanoma. Como é evidente o melhor é evitar o aparecimento da doença e se isso não for possível diagnosticá-la nos estádios iniciais. Para se compreender melhor a influência do diagnóstico precoce no prognóstico sabemos que a taxa de sobrevivência ao fim de 5 anos é de 95%

• Licenciada em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Lisboa em 1978 • Especialista de Medicina Interna (1988) • Especialista de Oncologia Médica (1997) Posição Atual: • Assistente Graduada de Oncologia • Médica desde 2003-IPO de Lisboa, com diferenciação em c, mama e cancro cutâneo, com destaque para o melanoma. • Fu n d a d o r a d o I n t e r g r u p o Português de Melanoma (IPM) desde 2012 e atual Presidente desta sociedade (reeleita em outubro/2018). • Autora e Coordenadora do 1º livro técnico por tuguês sobre melanoma intitulado “Melanoma 2013” publicado em 2014 • Investigadora Principal em > de 20 ensaios clínicos internacionais multicêntricos em melanoma e cancro da mama – IPO de Lisboa • Membro Ativo da Sociedade Portuguesa de Oncologia • Membro Ativo do Grupo Europeu de Melanoma da EORTC • Membro Ativo da ASCO (Sociedade Americana de Oncologia)

para o estádio I, com espessura inferior ou igual a 1mm, mas cai para 62% quando há envolvimento ganglionar regional, e para 20% nos tumores em estádio IV, o que é elucidativo. O melanoma é o cancro com maior aumento de incidência entre os caucasianos, com um aumento de incidência anual de 3 a 7% nos EUA e com uma duplicação das taxas de incidência e mortalidade a cada 10-20 anos. A incidência de Melanoma continua a aumentar em todo o mundo, sobretudo nos EUA, Austrália e Norte da Europa. As


ENTREVISTA A MARIA JOSÉ PASSOS

causas deste aumento devem-se a vários fatores: genéticos, ambientais e estão sobretudo relacionadas com comportamentos de risco que devem ser evitados. Destaco a exposição solar excessiva, crónica ou intermitente (“escaldões”) entre as 12-16h, altura em que a radiação ultravioleta é mais perigosa; desaconselho ida aos solários e exposição solar intensa durante a infância. Desde há muitos anos que os nossos dermatologistas desenvolvem um excelente trabalho na área da prevenção e diagnóstico precoce, mas infelizmente ainda nos aparecem muitos casos de melanoma diagnosticados em fase avançada e negligenciados durante anos. É preciso continuar a trabalhar no sentido de desenvolver novas estratégias de prevenção e, acima de tudo, investir na educação/ formação em melanoma, da sociedade civil e dos profissionais de saúde, com destaque para os clínicos gerais. O Melanoma é uma patologia com cura? Quais as terapêuticas disponíveis e como tem sido o avanço da medicina e da tecnologia no combate a esta doença? O melanoma maligno cutâneo, quando diagnosticado nos estádios iniciais cura-se em 95% dos casos, apenas com cirurgia, removendo o tumor primário com margem adequada. Ultrapassada a fase cirúrgica (estádios III e IV) o prognóstico não é tão favorável, embora se registem avanços significativos no tratamento médico do melanoma avançado, com a utilização das terapêuticas dirigidas nos melanomas com mutação BRAF e com a imunoterapia nos não mutados e casos selecionados de melanoma BRAF+. Atualmente decorrem ensaios clínicos promissores, com os mesmos agentes que se usam para tratar o melanoma avançado, mas agora no tratamento dos melanomas de alto risco (Estádios III). Estou confiante de que num futuro próximo estes tratamentos possam chegar à prática clínica, impedindo ou atrasando o aparecimento de metastização a distância e aumentando a sobrevivência destes doentes. No que diz respeito à investigação, Portugal tem vindo a apostar no desenvolvimento de soluções inovadoras e menos invasivas para o tratamento de patologias de cancro, nomeadamente da pele. No que diz respeito ao Melanoma, como tem sido esta evolução e a aplicação? Quais os tratamentos disponíveis para estes doentes? A partir de 2011 começaram a surgir novos fármacos, com diferentes mecanismos de ação, que demonstraram pela 1ª vez um aumento da sobrevivência global, em doentes com melanoma avançado. Foi o caso das terapêuticas dirigidas para os doentes com mutação BRAF e da imunoterapia (inibidores de checkpoint CTLA-4 e PD1.) Ao contrário da quimioterapia antineoplásica, a imunoterapia atua sobre o hospedeiro e não diretamente sobre o tumor, modulando as respostas imunológicas do organismo, de modo a que este consiga lutar de forma eficaz e duradoura contra o melanoma. O mecanismo de ação dos diferentes agentes imunológicos condiciona as respostas clínicas e os efeitos secundários que são de causa auto-imune. Estes são geralmente controláveis, quando reconhecidos e tratados precocemente com corticoides. Outra modalidade terapêutica importante no tratamento do melanoma avançado inclui os inibidores BRAF e MEK nos doentes que têm

mutações nesta via reguladora do ciclo celular. A Imunoterapia e as terapêuticas alvo no tratamento do melanoma avançado levaram a um aumento de sobrevivência global e a respostas duradouras, transformando muitas vezes uma doença agressiva em doença crónica com poucos sintomas. Atualmente em Portugal tratamos os nossos doentes com estes novos agentes (inibidores BRAF+ inibidores MEK e imunoterapia) e participamos em vários ensaios clínicos multicêntricos internacionais em melanoma avançado. O tratamento do melanoma continua a ser um desafio, mas o futuro deve ser encarado com otimismo, pois entrámos numa nova era no tratamento desta doença. Todos os doentes com melanoma avançado devem ser encorajados a participar em ensaios clínicos com novos fármacos! Temos pela frente enormes desafios, mas a revolução continua e veio para ficar... Estamos às portas de mais uma época balnear. Que conselhos gostaria de deixar aos nossos leitores? Todas as pessoas devem conhecer os primeiros “sinais de alarme” que podem levar ao diagnóstico de melanoma e que consistem na alteração das dimensões, forma, cor, de um nevo ou “sinal” já existente. O Melanoma pode aparecer em qualquer localização do corpo, mesmo em áreas não expostas ao sol, como as palmas das mãos e plantas dos pés. Em geral existem diferenças morfológicas que nos podem ajudar a distinguir as lesões suspeitas de melanoma (Ver critérios abaixo ABCDE) ASSIMETRIA Bordo irregular Coloração castanha escura ou negra sobre um nevo atípico sugere a sua transformação em melanoma Diâmetro > 6mm pode corresponder a malignidade, pelo que estas lesões devem ser excisadas e analisadas. Evolução – o “sinal “suspeito aumenta de tamanho, altera a sua forma e muda de cor, ou aspeto, ou cresce numa área de pele, antes normal.

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ENTREVISTA A MARIA JOSÉ PASSOS

O aparecimento de prurido (comichão), hemorragia, ulceração sobre uma lesão pré-existente pode ser suspeito de lesão maligna. As pessoas de pele e olhos claros, louras ou ruivas, com múltiplos nevos atípicos devem ser regularmente observadas em consulta de Dermatologia, devendo ser fotografadas todas as lesões. Em certos casos, alguns destes nevos alteram a sua morfologia e devem ser retirados.

É fundamental que os doentes estejam alertados para a importância de vigiar as alterações morfológicas dos nevos e o aparecimento de novas lesões cutâneas, consultando periodicamente o seu médico. Devem evitar todos os comportamentos de risco que falámos e seguir os CONSELHOS DA LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO (imagem abaixo)

CONSELHOS DA LIGA PORTUGUESA CONTRA O CANCRO • Evite a exposição solar excessiva e as queimaduras solares, sobretudo nas crianças: os escaldões sofridos na infância aumentam o risco de cancro na idade adulta. • Evite o sol entre o meio-dia e as quatro horas da tarde. • Proteja sempre a pele com filtros de índice alto e largo espectro (anti UVA e UVB) e defenda-se usando t-shirt, chapéu e óculos escuros. • Consulte imediatamente um médico se notar algum sinal suspeito ou uma ferida que não cicatriza. • Sinais de alerta: se tiver dúvidas em relação a um sinal, lembre-se do ABCD: Assimetria, Bordo irregular, Cor não uniforme e Diâmetro (superior a 5 mm).

É importante usar óculos escuros, protetor solar >30, uma camisa de preferência não branca, chapéu de pala com proteção das orelhas. Estes cuidados devem ser redobrados com as crianças, pois são mais sensíveis à exposição solar. Não esquecer que o melanoma pode curar-se sem sequelas na maioria dos casos, se diagnosticado precocemente; pelo contrário quando o diagnóstico é tardio, torna-se agressivo e pode ser fatal, podendo atingir qualquer órgão. Em Portugal continuam a morrer cerca 20 doentes por mês com melanoma cutâneo maligno!

Dia do Euromelanoma 2019 - 15 de maio No próximo dia 15 de maio assinala-se o Dia do Euromelanoma / Dia dos Cancros da Pele. Para lembrar a importância desta problemática, serão realizados rastreios gratuitos em diversas unidades de saúde um pouco por todo o país.

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Não esquecer que o melanoma pode curar-se sem sequelas na maioria dos casos, se diagnosticado precocemente; pelo contrário quando o diagnóstico é tardio, torna-se agressivo e pode ser fatal, podendo atingir qualquer órgão. Em Portugal continuam a morrer cerca 20 doentes por mês com melanoma cutâneo maligno!


ARTIGO DE OPINIÃO

PARA UM ENVELHECIMENTO SAUDÁVEL

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Horácio Firmino Psiquiatra Hospital da Luz em Coimbra

Constança Casas Psicóloga Hospital da Luz em Coimbra

s avanços das condições sanitárias e a melhoria das condições assistenciais traduziram-se no último século num aumento da esperança média de vida, estimando-se que dentro de pouco tempo, as pessoas com mais de 65 anos possa corresponder a 1/3 do total da população portuguesa. Esta alteração demográfica terá consequências políticas, sociais e financeiras desafiadoras para o suporte social e para as famílias, dado o incremento das doenças e fragilidades e consequentemente o nível de dependências. Já não é mais possível adiar um conjunto de reformas que possam responder às necessidades dos idosos e, incrementar políticas preventivas para uma boa saúde física e mental, e melhorar a capacidade de adaptação, ultrapassando os desafios que o processo de envelhecimento traz, mantendo a autonomia e a independência. Ao longo dos últimos anos temos sido confrontados com uma sociedade onde o capital financeiro escasseia, servindo aos políticos para justificar a impossibilidade de responderem às necessidades emergentes de grupos sociais vulneráveis e destes, os mais velhos são os mais negligenciados. Politicas que privilegiem a prevenção na saúde, a educação, a cultura e o bem-estar ao longo da vida poderão ser tradutoras de um melhor Capital Mental. O Capital Mental engloba o desenvolvimento de uma boa capacidade de adaptação perante situações stressantes que vão ocorrendo ao longo da nossa vida (capacidade de resiliência) e uma contínua aprendizagem ao longo da vida, desenvolvendo uma boa reserva cognitiva. Desde as idades mais precoces devem existir programas educacionais de promoção de saúde, que integrem o exercício físico, a alimentação saudável, a educação e a interação social. Os mais biológicos falaram que estamos a esquecer a genética e as doenças. Certa-

mente estas constituem uma peça do puzzle que é necessário valorizar, mas também sabemos que se tivermos uma vida sã (bom exercício físico, aliado a uma alimentação saudável e abstinência de substâncias tóxicas/ drogas), iremos reduzir esse impacto da genética e diminuir a incidência da doença. Neste caso estamos a falar da educação para a saúde e com isso melhoramos a resiliência. Os mais académicos dirão mas onde entra a cultura? Sabemos hoje que a educação continuada, a música (quer ouvida, mas sobretudo tocada ou cantada), a dança, a leitura, o teatro, o cinema, a pintura, os jogos tradicionais…, constituem um bom exercício cognitivo, que quando desenvolvido ao longo da vida, incrementa uma boa reserva cognitiva que poderá atrasar o início demencial, atrasando o prenúncio genético e contrariando os fatores ambienciais negativo. Não podemos deixar de referir que o exercício físico faz com que o nosso organismo se ative, libertando endorfinas que melhoram o nosso estado de humor/alegria, tonificando os músculos e, entre estes o coração e, por fim, estimulando o cérebro. Se desenvolvermos este Capital Mental e, tivermos a sabedoria de valorizar os acontecimentos da vida positivos, desvalorizando os negativos, se tivermos a disponibilidade para partilhar a vida com a família, amigos e vizinhos, se estivermos disponíveis para sentirmos as mudanças que ocorrem à nossa volta e na natureza e formos mais altruístas e generosos, se soubermos esperar para receber as recompensas- hoje em dia temos a geração da internet onde se pode adquirir tudo num ápice- teremos certamente um melhor envelhecimento. Por fim, não podemos descurar o sentido da espiritualidade, que dá conforto e tranquilidade à mudança operada pela idade e abre janelas para o futuro. O futuro é já aí, pelo que temos de mudar a atitude de esperar que os outros nos tragam a felicidade desejada e devemos ser nós a prepará-la.

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DESTAQUES 67 GFS - SERVIÇOS MÉDICOS DO CORAÇÃO Excelência na medicina cardiovascular 68 MÊS DO CORAÇÃO Diabetes

Fatores de Risco O que são? As doenças cardiovasculares estão associadas a um conjunto de fatores que se designam fatores de risco. Alguns não podem ser modificados, como a hereditariedade, o sexo e a idade. Outros, pelo contrário, podem ser modificados com medidas de estilo de vida e medicamentos. Os principais fatores de risco cardiovascular, sobre os quais pode agir a prevenção, são os seguintes: Sedentarismo; Hipertensão; Tabagismo; Stress; Obesidade; Diabetes; Dislipidemia O rastreio e o diagnóstico médico são fundamentais para avaliar o risco que se corre de vir a ter uma doença cardiovascular. Quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as possibilidades de impedir o aparecimento ou o agravamento de doença cardiovascular. Uma particularidade dos fatores de risco é que, pior do que se adicionarem, eles potenciam-se, ou seja, agravam-se mutuamente. Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) Hipertensão Tensão e Hipertensão Arterial A circulação do sangue, que tem por destino chegar a todos os tecidos e células do organismo, implica que haja alguma pressão sobre as paredes das artérias. Esta pressão, que é normal e até essencial para que o sangue atinja o seu destino, é a chamada “tensão arterial”. Existem, no entanto, uma série de fatores — de ordem genética ou ambiental — que podem fazer com que esta pressão sobre as paredes das artérias aumente em excesso. Estamos, então, perante um cenário de hipertensão. Em Portugal, existem cerca de dois milhões de hipertensos. Todavia, deste número, apenas: - 50% sabe que sofre desta patologia; - 25% está medicado; 66 | Revista Business Portugal maio 2019

MÊS DO CORAÇÃO - 11% tem a tensão efetivamente controlada. Exatamente por existir uma percentagem tão elevada de doentes cuja hipertensão não é controlada ou corrigida, é que a HTA é um dos principais fatores de risco no aparecimento de doenças cardiovasculares. Como surge a hipertensão Imagine que as suas artérias são como mangueiras: em estado saudável, o sangue flui com facilidade pelo seu interior, não encontrando qualquer obstáculo ao longo do trajeto que percorre até às células. No entanto, se nestas “mangueiras” o sangue se encontra sobre pressão, o coração tem de esforçar-se mais para fazer circular o sangue. Nestes casos, o esforço pode levar a que a massa muscular do coração aumente, fazendo com que o volume do coração se torne maior - a chamada hipertrofia. Numa primeira fase, o aumento muscular cardíaco não representa qualquer problema. Contudo, com o passar do tempo, esta hipertrofia pode levar a insuficiência cardíaca, angina de peito ou arritmia. O que fazer? Meça a pressão arterial regularmente Uma vez que a hipertensão arterial geralmente não tem sintomas, controle os níveis da pressão arterial com regularidade. - No caso de adultos saudáveis, recomenda-se a medição da pressão arterial, pelo menos uma vez por ano. - Já a população obesa, diabética, fumadora ou com antecedentes familiares de doença cardiovascular, deve proceder a um controlo mais frequente e de acordo com as indicações médicas. Pratique atividade física, mas evite esforços excessivos A prática de uma atividade física regular consegue, em muitos casos, uma descida significativa dos níveis da tensão. Escolha exercícios que compreendam movimentos cíclicos (como a natação, a marcha, a corrida ou a dança) e

evite esforços físicos bruscos (por exemplo, levantar pesos ou empurrar objetos pesados) que aumentam a pressão arterial durante o esforço. Coma de forma saudável e evite o sal Deixe de utilizar sal de mesa (se ainda o faz) e substitua-o por condimentos alternativos, como ervas aromáticas ou sumo de limão. Evite também todos os alimentos naturalmente salgados ou aos quais tenha sido adicionado sal durante a sua preparação: caso dos enchidos, enlatados, comidas pré-preparadas, aperitivos ou águas minerais com gás. Evite as bebidas alcoólicas e, se tem excesso de peso, procure reduzi-lo através de uma dieta moderada. Fonte: Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) Como medir a pressão arterial Podem as pessoas medir a sua pressão arterial em casa de forma fiável? A resposta é sim, tendo em atenção os seguintes cuidados: 1. Bons equipamentos, prefira medidores de braço, os de pulso não são fiáveis. 2. Use uma braçadeira de tamanho adequado. Se o contorno do braço, acima do cotovelo, tiver mais de 32 cm use uma braçadeira grande (tamanho 3 ou Large) 3. Posição sentado, com o medidor à altura do peito. 4. Descanse cinco minutos antes de medir. 5. Meça no braço que costuma ter a pressão mais elevada; para a maioria das pessoas é o braço direito. 6. Não fale, nem se mexa, durante a medição. 7. Confirme, repetindo a medição. 8. Meça a pressão arterial a diferentes horas, dias de trabalho e de descanso. A pressão varia muito ao longo do dia e convém que esteja sempre controlada 9. Não confie na sua memória; registe sempre a data, hora e o valor da pressão arterial. São informações muito valiosas para a decisão clínica. 10. Em caso de valores alterados, ou de dúvidas, consulte o médico, enfermeiro, farmacêutico ou linha de saúde. Teresa Gomes Mota – Cardiologista e Membro do Conselho de Administração da FPC


GFS - SERVIÇOS MÉDICOS DO CORAÇÃO

EXCELÊNCIA NA MEDICINA CARDIOVASCULAR Graça Ferreira Da Silva, fundadora e Diretora Clínica da GFS – Serviços Médicos do Coração conta com um percurso notável na prática clínica pública e privada, desempenhando ainda funções de médica cardiologista, foi representante portuguesa no Conselho Europeu para a Prática de Cardiologia e fundadora e coordenadora do Conselho Português para a Prática de Cardiologia. Em entrevista à Revista Business Portugal, a Diretora Clínica falou-nos sobre a abordagem da GFS – Serviços Médicos do Coração no apoio aos utentes, da forma como a sua equipa de especialistas desempenha um papel ativo na melhoria do sistema de saúde e dos projetos desenvolvidos para a prevenção das doenças cardiorrespiratórias.

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ertamente existem vários fatores diferenciadores que distinguem a GFS das suas congéneres. Quais são as diferenças que aponta? O utente é a nossa principal preocupação, estamos empenhados em prestar-lhe um serviço de excelência satisfazendo as suas necessidades e expectativas. Gostaria de enaltecer dois pontos fulcrais: tempo de espera/ disponibilização dos resultados e a complementaridade de serviços oferecidos. Sobre o primeiro, damos particular ênfase à comodidade do utente, pelo que o tempo de espera para exames de diagnóstico não excede 72 horas e os relatórios são entregues no dia da sua realização. Existe sempre um atendimento para casos de urgência e, aos utentes de consulta, caso seja necessário, é disponibilizada a realização imediata de exames. Relativamente ao segundo ponto, primeiramente a GFS esteve focada na Cardiologia do Adulto e Pediátrica, posteriormente, acrescentámos aos nossos serviços a Pneumologia, a Angiologia e Cirurgia Vascular, a Medicina Interna e outras especialidades relevantes, sendo possível a realização de Análises Clínicas nas instalações da GFS. Queremos oferecer ao utente uma

abordagem integrada e multidisciplinar na prevenção, diagnóstico e tratamento. A qualidade e a humanização dos serviços prestados, são valores que consideramos inquestionáveis na relação com o doente. Mantemos, há vários anos, a certificação da qualidade pela norma ISO 9001. Considera a rede de prestadores privados de saúde importante para os cidadãos? Considero absolutamente essencial, desde que aliada a um Serviço Nacional de Saúde sólido. Os prestadores privados de saúde, como a GFS, têm um papel fundamental para complementar o que é oferecido no serviço público. Trabalhei décadas no SNS, sempre com o mesmo sentimento de missão e compromisso com que trabalho na GFS. A GFS, como prestador privado, tem formas pelas quais coopera para a melhoria do sistema de saúde podendo referir dois dos grandes contributos: as sessões clínicas dirigidas aos médicos de Medicina Geral e Familiar e os projetos desenvolvidos para a interação com a população em geral, incentivando à prevenção e ao conhecimento e prática de hábitos de vida saudável.

Graça Ferreira da Silva, fundadora e diretora clínica

E que consistem essas sessões clínicas? Para apoiar os Médicos de Medicina Geral e Familiar, que são essenciais na nossa rede de centros da saúde, criámos um esquema de sessões clínicas para discussão de temas científicos com os especialistas que integram o corpo clínico da GFS, no âmbito das suas especialidades, sendo que já vamos para a 12ª edição. A última sessão foi focada em Pneumologia e o tema abordado foi o Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS). Na sessão de junho abordaremos a “Insuficiência cardíaca: da fase vulnerável após internamento até à reabilitação.“ Existe uma iniciativa diretamente para a população em geral. Fale-nos um pouco deste projeto. A nossa colaboradora Joana Rodrigues desenvolveu um Projeto de Rastreios Cardiovasculares, sendo a prevenção o que nos move para a implementação deste projeto. A nossa ideia é conseguir chegar ao maior número de utentes da região de Santarém e restante Lezíria do Tejo. Assim sendo, pretendemos e iremos desafiar as Câmaras Municipais, com vista a enquadrar o rastreio cardiovascular numa das suas atividades anuais que faça sentido e que tenha impacto para a sociedade. Sendo maio o mês do Coração, pretendemos comemorar esta data com o lançamento deste projeto.

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MÊS DO CORAÇÃO

DIABETES

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Diabetes é uma doença em que existe excesso de açúcar no sangue. Segundo o Relatório Diabetes Factos e Números (edição 2016) 13,3% da população portuguesa tem diabetes. E aproximadamente 3,1 milhões de indivíduos está em situação de pré‐diabetes. A diabetes ocorre quando o pâncreas não é capaz de produzir insulina em quantidade suficiente, e/ou quando a insulina não atua de modo eficaz. Quando a insulina não atua o organismo entra em hiperglicemia, ou seja, a glucose acumula-se no sangue, deteriorando progressivamente os vasos sanguíneos. A diabetes é uma doença complexa que exige um controlo constante por parte do paciente e que impacta a qualidade de vida. Em média, três quartos dos adultos com diabetes não tem um controlo suficiente da doença e não atinge o valor recomendado de HbA1c. Por isso, é imprescindível que as pessoas compreendam a informação que os medidores de glicémia proporcionam, como os seus hábitos afetam a sua glicemia e que saibam tomar ações.

Existem dois tipos de Diabetes: Diabetes Tipo 1: É a menos vulgar e surge, geralmente, na infância e na adolescência. As células do pâncreas deixam de produzir insulina. Implica o tratamento com insulina, durante toda a vida. Diabetes Tipo 2: É a forma de diabetes mais comum (9 em cada 10 diabéticos têm este tipo de doença). Associa‐se ao excesso de peso e obesidade. O pâncreas é capaz de produzir insulina. No entanto, hábitos alimentares e estilos de vida pouco saudáveis tornam o organismo resistente ao desempenho da insulina. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos, mas devido à obesidade, é cada vez mais frequente entre os jovens. A maioria dos casos trata‐se com uma dieta adequada e exercício e alguns tipos de comprimidos; mais tarde pode vir a ser necessária a administração de insulina. O objetivo do tratamento é o controlo da glicemia (quantidade de açúcar no sangue), do colesterol e da tensão arterial.

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As segundas patologías associadas à diabetes 67,51% das pessoas com diabetes convive com uma segunda ou mais patologias, como por exemplo colesterol elevado (14,77%), o aumento de peso (11,6%) ou hipertensão arterial (10,13%), entre outras. Estas outras patologias podem influenciar muito no controlo da diabetes. Os especialistas consideram importante identificar precocemente a presença de patologias concomitantes e iniciar o tratamento adequado de forma precoce. Manter uma alimentação saudável, praticar exercício físico de forma regular, o abandono dos hábitos tabágicos e administrar de forma adequada os tratamentos farmacológicos ajudam a prevenir algumas destas patologias.

Carga emocional As consequências emocionais da diabetes são muitas vezes imprevisiveis e preocupantes. A carga que devem suportar os pacientes e os cuidadores (casais, pais, filhos, etc.) demonstra que a diabetes pode ter consequências negativas em todo o ambiente familiar. A um elevado número de pacientes assusta‐lhes as complicações a curto e a longo prazo relacionadas com as flutuações dos valores de glicémia que não controlam de forma adequada. Quanto mais tempo se mantiverem no intervalo objetivo do controlo glicémico melhor será a saúde mental e emocional das pessoas com diabetes.

Impacto económico Segundo o Relatório da Diabetes em 2015, os custos da diabetes correspondiam aprox. a 1% do PIB de Portugal ou 12% da despesa em saúde. 65% destes custos estão relacionados com complicações. Um controlo da glicemia mais eficaz leva a uma diminuição da incidência e dos custos relacionados com hospitalizações e complicações cardiovasculares. A principal ferramenta para o controlo da glicemia capilar, considerada a tecnologia de referência e que representa o menor dos custos associadas à diabetes. Atualmente, existem no mercado outras tecnologias que não demonstraram ter um custo‐efetivo segundo os relatórios elaborados pelas agências de avaliação de tecnologias.


JANSSEN PORTUGAL

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SAÚDE FEMININA

DESTAQUES 71 SAÚDE FEMININA Insuficiência Venosa 72 SAÚDE FEMININA Higiene Íntima e Infeções Vaginais

Alimentação e qualidade de vida A prevenção da obesidade consegue-se através de mudanças de estilo, que assentam, fundamentalmente, na reestruturação dos hábitos alimentares, no aumento da atividade física e desportiva e também na implementação de programas educativos, escolares e institucionais, de carácter multissectorial. A alimentação deve ser equilibrada, completa e variada, evitando carências vitamínicas, ou outras, que conduzam à desnutrição. Deve dar-se preferência ao peixe, às carnes brancas e magras, em detrimento das carnes gordas e vermelhas; aumentar a ingestão de cereais completos, frutos e vegetais; aumentar a ingestão de cálcio através do consumo de lacticínios magros; evitar bebidas alcoólicas e refrigerantes e sumos açucarados, optando pela ingestão abundante de água, chás ou infusões (sem adicionar açúcar) ao longo do dia; reduzir o consumo de sal, recorrendo às especiarias e às ervas aromáticas para tempero. Aconselha-se ainda, no mínimo, cinco refeições diárias. As mulheres têm filhos cada vez mais tarde A idade em que a mulher tem o primeiro filho tem aumentado significativamente entre nós. Em 1980 situava-se em média nos 23,6 anos, em 2000 aumentou para 26,5 e em 2009 para 28,6 anos. A taxa bruta da natalidade passou também, nos mesmos períodos, de 16,2‰ para 11,7‰ e para 9,4‰. A rede de cuidados obstétricos que foi criada e a participação ativa dos Clínicos Gerais, nos Centros de Saúde, permitiu que Portugal atingisse uma das taxas de mortalidade neo-natal mais baixas a nível mundial. Em 1980 a taxa era de 15,4‰, passando para 3,4‰ em 2000 e para 2,5‰ em 2009. Por sua vez a mortalidade perinatal foi de 4,6‰ em 2009. Higiene íntima A higiene íntima consiste na utilização de um produto que não agrida os genitais externos, com características diferentes da restante super¬fície corporal, contribuindo para o bem-estar, conforto, segurança e saúde da mulher. AF Banner RCM daflon1000 - 264x45mm.pdf

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Incontinência Urinária Feminina A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina, sendo mais frequente na população feminina. Apesar das perdas involuntárias de urina interferirem significativamente na qualidade de vida, a incontinência urinária feminina continua a ser subdiagnosticada. Trata-se de uma situação muitas vezes ocultada, por vergonha ou por ser associada ao processo normal de envelhecimento. Alguns cuidados a ter Os cuidados obstétricos e neo-natais, o tratamento da infertilidade, a disponibilidade de métodos contracetivos e a prevenção dos cancros do colo do útero e da mama são áreas de intervenção prioritária para o bem-estar da Mulher. Avanços científicos No âmbito da saúde da mulher, os avanços mais significativos verificaram-se no domínio da reprodução, com o desenvolvimento da contraceção hormonal e das técnicas de procriação medicamente assistida, e na área da prevenção do colo do útero, com a introdução do teste de Papanicolau e das vacinas contra a infeção pelo HPV. Doenças cardiovasculares na mulher As doenças cardiovasculares (DCV) só na mulher são responsáveis por mais de 22.000 óbitos por ano, devidos essencialmente ao acidente vascular cerebral e à cardiopatia isquémica. Surpreendentemente morrem mais 4000 mulheres que homens por ano, em Portugal, por doenças cardiovasculares, constituindo estas, ao contrário do que se pensa, a principal causa de morte das mulheres portuguesas. A título de exemplo, saliente-se que morrem, todos os anos, nove vezes mais mulheres por DCV que por cancro da mama. Dia Internacional da Saúde Feminina Assinala-se a 28 de maio. Este dia, criado em 1987, visa alertar a população para a desigualdade entre mulheres e homens no acesso aos cuidados de saúde e promover ações de sensibilização para a importância da saúde feminina e do devido acompanhamento médico a todas as mulheres. Algumas patologias são exclusivas da mulher, chamando este dia também a atenção para sintomas e doenças especiais do sexo feminino e para a necessidade de uma higiene diária cuidada.


SAÚDE FEMININA

INSUFICIÊNCIA VENOSA

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insuficiência venosa é consequência de uma alteração estrutural do sistema venoso dos membros inferiores, em que as veias perdem a função de transportar o sangue venoso, já usado, para o coração. Esta situação resulta no aparecimento de derrames, no aparecimento de varizes, e repercute-se na microcirculação, responsável pelas formas mais avançadas da doença (eczemas venosos, várias alterações da pele, flebites, hiperpigmentação e úlcera de perna). A doença pode ter origem genética ou dever-se a um fator circunstancial. Os fatores genéticos são responsáveis pela doença venosa primária, de início insidioso e com evolução relativamente lenta. Os fatores circunstanciais podem ser a trombose venosa profunda, traumatismos, terapêuticas hormonais femininas, a gravidez, e ainda um número considerável de fatores causais como a obesidade, o ortostatismo prolongado, a exposição excessiva ao calor, a obesidade, a obstipação, entre outros. É desaconselhado o uso de calçado e vestuário apertados e o uso de sapatos rasos ou de saltos superiores a cinco centímetros. Desportos como ténis, voleibol, futebol, aeróbica e equitação também não são recomendáveis. Em qualquer estádio da doença venosa é fundamental o exercício físico adequado, a contenção elástica eficaz, as medidas higieno-dietéticas e a medicação com venoativos. A doença deve ser tratada desde o início, tentando, sempre que possível, eliminar os fatores de risco. O diagnóstico faz-se, normalmente, através do exame clínico e da técnica ecográfica vascular. Atualmente, os tratamentos curativos são cada vez menos agressivos, os tratamentos paliativos são mais eficazes e os tratamentos preventivos mais frequentes. Os medicamentos venoativos são de grande importância, uma vez que permitem uma maior elasticidade das veias, melhorando as condições circulatórias. Alguns atuam também na circulação capilar e, com ação AF Banner imprensa Daflon1000 - 285x35mm.pdf

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anti-inflamatória específica das veias, aliviam a dor e evitam o aparecimento de flebites. Em relação à contenção elástica, esta deve ser prescrita caso a caso (meia, meia até à raiz da coxa ou collant) e com tensão suficiente para reduzir os efeitos da pressão venosa nos membros inferiores. A escleroterapia (secagem) e o laser transcutâneo estão indicados no tratamento das telangiectasias e varizes reticulares (varizes de pequeno calibre). Quando a indicação é correta e a execução efetuada com rigor tem excelentes resultados, não só no que respeita aos sintomas mas também no que se refere à estética. Nas varizes mais volumosas, ou nas dependentes dos sistemas das safenas interna ou externa, a cirurgia é a única solução. Nos estados iniciais, a cirurgia pode ser efetuada em regime ambulatório, sob anestesia local ou loco regional, por procedimento endovascular com laser através de fibra óptica ou por resseção das varizes com mini incisões cutâneas. Nas situações mais avançadas e mais graves, a cirurgia é mais complicada, requerendo anestesia geral ou intradural. Cerca de um terço dos portugueses sofre de doença venosa crónica dos membros inferiores e cerca de dois milhões de mulheres portuguesas em idade ativa sofre de doença venosa.

DICAS RECOMENDADAS • Praticar exercício físico, como seja caminhar, nadar, subir as escadas a pé • Moderar o consumo de álcool, café e chá • Não fumar • Ter uma dieta equilibrada - parca em calorias e rica em fibra • Evitar usar sapatos de salto alto • Evitar altas temperaturas • Elevar ligeiramente os pés na cama • Concluir o duche com água fria nas pernas • Evitar cruzar as pernas quando sentada • Em viagens longas, não deixe de movimentar as pernas e os pés

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SAÚDE FEMININA

HIGIENE ÍNTIMA E INFEÇÕES VAGINAIS

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igiene Íntima Com anatomias distintas, homens e mulheres carecem de cuidados de higiene específicos. É nas mulheres que esta preocupação assume maior importância, devido às características dos seus genitais externos. Com características diferentes da restante superfície corporal, os genitais externos exigem cuidados especiais que contribuam para o bem-estar da saúde íntima feminina. O ecossistema vaginal é mutável ao longo da vida. Desde o nascimento e até à puberdade e depois da menopausa, a flora vaginal é desprovida de bacilos de Doderlein, o que faz com que o pH vaginal seja praticamente neutro. O pH vaginal da mulher em idade fértil é ácido, variando de 3.8 a 4.2, devido à presença de ácido láctico. É este o elemento que mantém o pH ácido da vagina e que impede o crescimento de bactérias causadoras de doenças. Para além da variabilidade resultante das mudanças fisiológicas da mulher ao longo dos anos, a microbiota vaginal está sensível a alterações provocadas por outros fatores, capazes de alterar a sua constituição e normal funcionamento. Primeiro, os fatores hormonais provocados por gravidez, uso de contracetivos hormonais e pela menopausa. Depois, a fase da menstruação, durante a qual o pH vaginal fica alcalino, tornando-se um meio propício à proliferação de micro-organismos. As alterações de estado geral, como a diabetes e estados de doenças que levem a deficiências imunitárias, bem como o uso prolongado de antibióticos, irrigações vaginais prolongadas e a utilização de vestuário justo e de fibra, também podem desregular o pH da zona íntima. Infeções Vaginais Entre as infeções vaginais mais comuns encontramos a candidíase, a tricomoníase e a vaginose que, apesar de não corresponder exatamente a uma infeção, é também um problema comum entre as mulheres. Causada pela Candida Albicans, um fungo que, habitualmente, faz parte da flora vaginal, a candidíase é uma infeção fúngica vaginal, cuja probabilidade de desenvolvimento se torna maior quando o pH do meio vaginal sofre alterações ou em períodos em que o sistema imunológico está mais debilitado. Desconforto vulvar, ardor, eritema, dispareunia e corrimento esbranquiçado, grumoso e sem odor são os sintomas mais frequentes, embora possam variar de indivíduo para indivíduo ou a cada nova infeção. Por sua vez, a tricomoníase é uma das infeções sexualmente transmissíveis mais comuns. Causada pelo parasita Trichomonas Vaginallis, transmite-se pelo contacto sexual. Os seus sintomas traduzem-se também no eritema e por vezes edema da região vulvar, prurido, ardor, dispareunia e aparecimento de um corrimento amarelado com cheiro forte e desagradável.

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A vaginose é outro tipo de infeção bacteriana, que pode, muitas vezes, ser confundida com candidíase. É causada por determinadas bactérias que provocam um desequilíbrio do pH vaginal, sendo uma das infeções vaginais mais comuns em mulheres em idade fértil. Caracteriza-se pelo aparecimento de um corrimento muito abundante, por vezes branco acinzentado, com odor desagradável. Tratamento O tratamento destas infeções pode ser muito simples e de curta duração. Feito localmente, com a utilização de comprimidos vaginais ou creme, ou por via oral, na grande maioria, os casos podem, simplesmente, ser tratados com medicamentos antifúngicos. No entanto, se as infeções se repetirem e subsistirem a alguns destes medicamentos, torna-se importante avaliar os padrões de resistência, de modo a selecionar os fármacos mais indicados ou a realização de tratamentos mais prolongados. A significativa percentagem de recaídas reforça a necessidade de medidas de prevenção, através do uso de produtos de higiene adequados. A utilização de bons produtos para higiene íntima, que protejam o meio vaginal, tendo em conta as suas características, é perentório no tratamento de infeções. É importante relembrar que não é objetivo destes produtos anular qualquer tipo de “corrimento”, mas sim ajudar no combate da proliferação bacteriana indesejada e assim contribuir na prevenção de infeções vaginais.

Infeções Fúngicas Vaginais e as Altas Temperaturas As altas temperaturas registadas na primavera e no verão favorecem o aparecimento das infeções fúngicas vaginais, nomeadamente a candidíase, uma infeção ginecológica que causa corrimento e comichão vaginal, entre outros sintomas. Causada por um fungo, habitualmente encontrado no intestino das mulheres, que acaba por contaminar a vagina caracteriza-se por um corrimento esbranquiçado com grumos, acompanhado de ardor ou comichão na vagina. Este tipo de infeções atinge ambas as faixas etárias. O tratamento é feito com antifúngicos por via oral, associado a um antifúngico na forma de creme vaginal, mediante orientação médica.


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TORRES NOVAS O INTERIOR POR DESCOBRIR

Localizada na margem direita do Tejo e atravessada por um seu afluente, o rio Almonda, Torres Novas é o típico exemplo de cidade do interior, que conjuga na perfeição a vida e animação citadina com a tranquilidade rural. O Centro Histórico de Torres Novas é marcado pela memória do seu passado medieval, com o traçado das ruas e o Castelo, mas esta região guarda também registos arqueológicos da presença humana desde a época pré-histórica, assim como importantes vestígios romanos (a Villa Cardilium, e presume-se o traçado do primeiro castelo). Por todas essas e mais razões, Torres Novas é um Interior por descobrir:

Património histórico

Das ruínas romanas da Villa Cardillio, ao Castelo medieval, passado por inúmeras igrejas na cidade e no concelho, o Museu Carlos Reis a Casa-Memorial Humberto Delgado, ou ainda as Grutas das Lapas.

Património natural

Dois importantes espaços naturais: a Reserva do Paúl do Boquilobo (UNESCO) e o Parque Natural das Serras d’Aire e Candeeiros. Há também o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros e as Grutas do Almonda

Praça 5 de Outubro (praça principal) Hotel com 60 quartos

Reservas:

Restaurante

Tel. 249.819.370

Auditório para 150 pessoas

hotelcavaleiros@gmail.com

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Gastronomia

Com tradições situadas entre a serra e o rio, Torres Novas tem especialidades tão distintas como o cabrito assado, a fataça e a petinga fritas, as enguias, a morcela de arroz, as couves com feijão, a doçaria tradicional ou o figo .


PORTO Uma aliança entre a educação, a história, a tradição e o turismo “Por ruelas e calçadas da Ribeira até à Foz, por pedras sujas e gastas e lampiões tristes e sós”.Era assim que, outrora, Rui Veloso descrevia uma das cidades que, hoje, é uma das mais belas e mais visitadas do mundo. A cidade é o reflexo da aliança entre a educação, a história, a tradição e o turismo crescente dos últimos anos. Os vinhos são uma imagem de marca da região e quem percorrer a calçada da zona ribeirinha pode encontrar as famosas caves. Na zona histórica pode visitar a Sé Catedral, o Palácio da Bolsa e a Torre dos Clérigos. Ligada com a cultura musical, a Casa da Música não deve ser esquecida. Conciliando a educação, a natureza e as artes, o Museu de Serralves é um dos emblemas da cidade. Para além destes, são muitos os estandartes da Invicta que tem vindo a apaixonar o mundo com a sua beleza. O crescimento da cidade é evidente. Quem visita pela primeira vez consegue percorrer as ruelas de forma nua e crua convivendo com as gentes da terra. Já as gentes da terra aprenderam a abrir o coração ao mundo, dando a conhecer um dos povos mais bem acolhedores. O turismo foi uma porta que se abriu para a cidade, proporcionando novas oportunidade, novas abordagens, uma nova cidade.

DESTAQUES 78 ALMA DO CACHORRO “Venha descobrir a nossa alma” 81 AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CAROLINA MICHAËLIS Por um ensino “onde todos contam”

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ALMA DO CACHORRO

“VENHA DESCOBRIR A NOSSA ALMA” É no número 178 da Rua de Oliveira Monteiro que podemos encontrar a alma do cachorro portuense. Inaugurado a 1 de fevereiro de 2019, o restaurante Alma do Cachorro tem vindo a conquistar a Invicta. Estivemos à conversa com Júlio Bacalhau, o proprietário, que vive o sonho de ter um negócio onde o importante é a qualidade e o bem-estar das pessoas.

A

colhedor, familiar e intimista. Assim, poderíamos começar por descrever o Alma do Cachorro. Localizado junto à estação de metro Carolina Michaelis e em plena Boavista, o Alma do Cachorro é nas palavras do seu proprietário, a materialização

Pão

RIBEIRA

Sande de Presunto

Sande de Presunto Ovo estrelado

S. BENTO

Prego em Pão simples Alcatra | Lombo

PALÁCIO CRISTAL Prego com Queijo ou Fiambre Alcatra | Lombo

D.LUÍS

Prego Misto Alcatra | Lombo

ALIADOS

Prego com Queijo Chevre e Rebentos de Feijão Mungo Alcatra | Lombo

CLÉRIGOS

Queijo, Fiambre, Ovo e Linguiça Alcatra | Lombo

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de “uma paixão antiga”. Apostando numa relação de confiança, segurança e proximidade, o Alma do Cachorro vem cumprindo o que o seu proprietário sempre ambicionou. “Sempre sonhei ter um negócio em que as pessoas se sentissem bem”. Foi com base nestes princípios que Júlio Bacalhau escolheu o nome “Alma do Cachorro. O nome é o reflexo do meu sonho e queria que fosse um projeto acarinhado por todos, por isso, envolver a alma era fundamental para este espaço”, explica o entrevistado.

Qualidade e excelência Neste espaço, o rei é o cachorro – ou melhor- o “genuíno” cachorrinho. É com orgulho que Júlio Bacalhau assume que o Alma do Cachorro tem um dos melhores cachorros da cidade do Porto, confecionado por, também ele, um dos melhores profissionais, que o torna tão apreciado e autêntico. O cachorrinho (com alma) é o mais afamado, mas o proprietário eleva o negócio introduzindo outras opções, como os conhecidos, e apreciados, pregos e sandes variadas. Aqui, os pregos têm nomes do património da cidade Invicta, por isso, pode deliciar-se com a ‘Ribeira’, a ‘Sé’, o ‘São Bento’, o ‘Palácio de Cristal’, o ‘D. Luís’, o ‘Aliados’ e o ‘Clérigos’. Divertido, original e criativo, o conceito promete envolver os portugueses.

O segredo está no know-how Alberto Lourenço, profissional na confeção de cachorros, é um dos segredos da casa. O proprietário conta que obter o “cachorro de qualidade e que se destaque só se consegue com bons dotes de preparação. Aqui contamos com o Alberto, que é uma peça fundamental que já tem um traquejo na preparação do cachorro genuíno e do molho”. O chef acrescenta ainda que “o segredo é a experiência e, acima de tudo, ter aprendido com grandes profissionais que cozinhavam com paixão. Trabalhamos em equipa e isso é essencial para a aprendizagem”, assume Alberto Lourenço.

Objetivo: Clientes felizes e satisfeitos Os clientes são a alma do negócio e é nesta ligação que está o principal objetivo. “O que mais me satisfaz é ver os clientes felizes e satisfeitos. Ver que saem daqui com um sorriso. Isso


ALMA DO CACHORRO

“Venham visitar-nos e experimentar o nosso cachorrinho. Não se preocupem, porque nós sabemos tratar bem os clientes e servi-los com qualidade e excelência”

No caminho do sucesso São quatro os colaboradores que em equipa, com o proprietário, acrescentam valor e fazem crescer o negócio. Ambiciosos e empreendedores vêm no projeto todas as valências para poder crescer com sucesso conquistando, todos os dias, novos clientes e amantes dos cachorros. O Júlio Bacalhau e Alberto Lourenço

feedback é positivo e, com dois meses e meio de vida, já avistam um futuro sorridente. “Sentimos que as pessoas estão a gostar do espaço e do atendimento. É motivante ver esta evolução e queremos ver a casa a crescer e a tornar-se uma referência. Estamos muito satisfeitos e convictos de que vai ser uma casa de sucesso”. Júlio Bacalhau não quis terminar a conversa sem deixar um convite a todos os leitores: “venham visitar-nos e experimentar o nosso cachorrinho. Não se preocupem, porque nós sabemos tratar bem os clientes e servi-los com qualidade e excelência”.

Cachorrinho

O Genuíno

faz o meu dia”, explica Alberto Lourenço. A dinâmica do espaço permite ao cliente um ambiente descontraído em que pode usufruir não só do cachorro, mas também de toda uma experiência social. O proprietário conta que “a interação aqui é essencial. A disposição do nosso espaço está preparada para a interação com os clientes que conseguem ver

o que está a ser confecionado e podem desfrutar da comida com a família ou com amigos. Queremos que as pessoas entrem e tenham com quem falar e que tenham um momento acolhedor num espaço diferenciador”.

Rua Oliveira Monteiro, 178 | PORTO 22 013 19 02

carolina michaelis

Pão

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CAROLINA MICHAËLIS

POR UM ENSINO “ONDE TODOS CONTAM” Escritora, crítica literária e professora universitária, tendo sido a primeira mulher a lecionar numa universidade portuguesa, Carolina Michaëlis de Vasconcelos foi pioneira em Portugal. Uma mulher de cultura e uma figura de proa, retrato de alguém à frente do seu tempo. Hoje, dá nome a uma das mais antigas escolas do Porto que, à sua semelhança, se notabiliza pela dedicação, esforço e empenho na construção de uma sociedade mais inclusiva e justa, por meio de uma educação “onde todos contam”.

N

ão foi o acaso que nos levou a atravessar os seus portões, ou a percorrer os seus corredores, onde o passado e o presente se fundem numa simbiose perfeita. Não foi o acaso que nos levou a reviver anos de história e estórias, daquele que foi outrora o Liceu Feminino do Porto. Acreditamos que, de certa forma, estávamos destinados a conhecer esta instituição emblemática, a sua história e o seu presente, que hoje lhe contamos.

Do Liceu à Escola Secundária Carolina Michaëlis Construída de raiz no topo de uma das mais altas escadarias da cidade Invicta, em Cedofeita, e projetada para as necessidades educativas que a cidade registava, a atual Escola Secundária Carolina Michaëlis, inaugurada em 1951, foi até o ano letivo de 1978/1979 um liceu exclusivamente feminino. A

revolução de abril de 1974 principiou a passagem, desta instituição para escola mista e o ensino unificado trouxe a alteração da designação de “liceu” para “escola secundária” - ou melhor- Escola Secundária Carolina Michaëlis. Mais recentemente, no ano letivo de 2013/2014, esta instituição passou a sede de agrupamento com o mesmo nome, agrupando a Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância da Constituição, a Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância do Bom Pastor, a, já desativada, Escola Básica do 1.º Ciclo e Jardim de Infância Ribeiro de Sousa e a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos Irene Lisboa, de onde fazem parte cerca de 1900 alunos. Ao longo das décadas a Escola Secundária Carolina Michaëlis foi-se adaptando e dando resposta às novas necessidades do ensino. As reconversões efetuadas às suas instalações, são disso exemplo. Mas desengane-se quem pensa que a história

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CAROLINA MICHAËLIS

desta instituição ficou no passado. Os renovados e modernizados laboratórios de ciências experimentais ainda conservam muitos dos antigos instrumentos e utensílios laboratoriais de utilização pedagógica. Nos seus corredores, as vitrines com objetos e amostras, espólio do estabelecimento de ensino portuense, relembram tempos de outrora, vividos por jovens mulheres. O passar dos anos não retirou a este estabelecimento de ensino histórico da cidade do Porto a notabilidade, continuando a ser uma instituição incontornável e de referência. O antigo Liceu Feminino do Porto, caracterizado pela rigidez e disciplina imposta a alunas,

docentes e até funcionárias, deu lugar a uma escola moderna, aberta às novas metodologias, às novas estratégias e às novas correntes de ensino.

Um Projeto Educativo de todos Com um Projeto Educativo de excelência, o Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis procura estimular e obter, de cada aluno, o melhor de si. Apostando numa educação escolar em que os alunos são convidados e incentivados a mobilizar valores e competências que lhes permitem intervir de forma positiva na vida e história da sociedade, a tomar decisões livres e fundamentadas sobre questões sociais, naturais e éticas, bem como a usufruir de uma capacidade de participação ativa, cívica, responsável e consciente. Através de uma oferta formativa diversificada, flexível e, acima de tudo, adequada, o Agrupamento de Escolas Ca-

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rolina Michaëlis assume como missão primordial preparar jovens alunos para serem cidadãos informados, conscientes e pró-ativos. Aqui, o aluno é ajudado a superar os limites das suas circunstâncias e a obter o melhor de si, o melhor do que é capaz. Sempre tendo por base o valor fundamental: Respeito. Com cursos científico-humanísticos, vocacionados para o prosseguimento de

estudos de nível superior, a oferta formativa compreende os cursos de Ciências e Tecnologias, Ciências Socioeconómicas, Línguas e Humanidades, bem como os cursos profissionais de Técnico Auxiliar


AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CAROLINA MICHAËLIS

de Saúde e o de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos.

Plano de Atividades Num claro exemplo de como o ensino pode e deve ser, o Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis aposta num Plano Anual de Atividades, repleto de práticas educativas que contribuem de forma positiva para o sucesso de cada aluno e para a aproximação da escola à comunidade envolvente. Disso exemplo, são as atuações da BIG BAND, constituída por alunos do Agrupamento, a Noite da Ciência, atividade educativa acolhida pela Escola Secundária Carolina Michaëlis e que conta, sempre, com

a presença de cerca de 800 pessoas, ou ainda as diversas apresentações culturais do grupo de teatro, prática que faz parte da identidade da Escola Secundária Carolina Michaëlis e que atravessou os anos desta instituição. Aos alunos são ainda proporcionados diferentes meios de apoio à aprendizagem, bem como serviços integradores no ambiente escolar, promotores do sucesso educativo. De destacar são o Gabinete de Apoio ao Aluno, o Projeto de Educação para a Saúde/Educação Sexual, que através de uma articulação eficaz com estruturas públicas e privadas, procura desmistificar os pressupostos em que assenta a Educação para a saúde, ou ainda a

Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva, que aqui, em particular, assume especial importância.

Uma escola inclusiva e solidária Valorizar as diferenças. Sim. Valorizar as diferenças de cada aluno e promover a diversidade no ambiente escolar é a chave desta instituição de ensino. Com uma educação voltada para a cidadania, plena, sem preconceitos, que reconhece e valoriza as diferenças, no Carolina Michaëlis docentes e corpo não docente reúnem esforços no sentido de ultrapassar, juntamente com os alunos, os obstáculos que limitam a aprendizagem e a participação ativa no processo educativo.

Porque aqui, todos contam! À oferta complementar de atividades juntam-se ainda os diversos ligados à internacionalização, desde os Projetos Erasmus+ a Intercâmbios com escolas parceiras de vários países europeus. Promovem a partilha de culturas e saberes, desenvolvendo um trabalho enriquecedor e potenciador do aluno. Espanha, Alemanha, Itália e Holanda são alguns dos destinos para onde já rumaram centenas de estudantes da Carolina Michaëlis que, por sua vez, recebe nas suas instalações alunos de diversas nacionalidades ao

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AGRUPAMENTO DE ESCOLAS CAROLINA MICHAËLIS

abrigo do mesmo projeto. Uma forma de estimular o processo aceitativo da sociedade, das diferenças e da diversidade em ambiente escolar. Com uma forte vertente solidária, o Agrupamento de Escolas Carolina Michaëlis tem desenvolvido um trabalho meritório no apoio a instituições e pessoas em situação económica menos favorecida. Foram já inúmeras as iniciativas realizadas em parceria com o

Banco Alimentar Contra a Fome, que têm contribuído de forma voluntária e significativa na luta contra a carência alimentar. Para além disso, é frequente a entrega de cabazes com produtos alimentares e de primeira necessidade a famílias de alunos socialmente desfavorecidas.

Os alunos em primeiro lugar

Vista como um meio transformacional e catalisador do progresso da sociedade, a escola assume um papel essencial na vida de cada um. O seu compromisso vai

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muito para além de ensinar conteúdos. É nela que, muitas vezes, são transmitidos os primeiros princípios morais e valores, que orientaram o aluno ao longo da sua vida. É nela que são criados os primeiros laços de amizade, o primeiro círculo de amigos. Por isso, é compromisso desta escola e de todos os que nela trabalham contribuir para um ensino diferenciado. Um ensino onde as diferenças não são colocadas de lado, mas aceites. Um

ensino em que os cerca de 1900 alunos são valorizados e estimulados a ser mais e melhor. Um ensino onde os alunos estão em primeiro lugar.

A magia da Carolina Michaëlis Aquando da nossa visita à Escola Secundária Carolina Michaëlis, tivemos a oportunidade de atravessar os seus corredores, observar as dezenas trabalhos que decoram as suas paredes. Tivemos a oportunidade de visitar a biblioteca

e as salas de aula, extraordinariamente equipadas e organizadas, bem como os espaços de convívio e de exterior, onde sobressaem as cores dos jardins cuidadosamente tratados. O cheiro, característico e que todos bem reconhecemos, despertou a vontade de recuar no tempo, a vontade de voltar a percorrer os corredores repletos de crianças e jovens durante os intervalos. De voltar a sentir o entusiasmo no início de um novo ano letivo, ou até mesmo o nervosismo que antecede uma prova de avaliação. Seria saudade de um passado distante? A vontade de voltar a ser criança? Talvez. Porque acreditamos que na Carolina Michaëlis o ensino é vivido de forma diferente e especial, vivido com toda a sua magia.


LISBOA A NORTE ERICEIRA, MAFRA E SINTRA

DESTAQUES

Destinos imperdíveis para conhecer. Nesta edição, a equipa da Revista Business Portugal percorreu a zona norte de Lisboa começando pelas belas e conhecidas internacionalmente praias da Ericeira, passando pela belíssima vila de Mafra, com o seu afamado pão e a cidade de Sintra, com o imperdível Palácio Nacional da Pena. O tecido empresarial destas localidades é vasto e diversificado, havendo serviços para a população residente e muitos direcionados para os inúmeros turistas que visitam Ericeira, Mafra e Sintra. Com o verão à porta, a vontade de sair de casa aumenta e, neste separador, apresentamos várias propostas para os seus momentos em família e ao ar livre. As praias da Ericeira, repletas de surfistas que apreciam as ondas eventos caraterísticos desta zona à beira mar plantada. As ofertas gastronómicas são ricas e variadas... o difícil vai ser escolher. O festival do pão, em Mafra, é uma das excelentes oportunidades para visitar a região. Mafra celebra a tradição e costumes mafrenses com a 9ª edição do Festival do Pão, de 5 a 14 de julho, no Jardim do Cerco. Durante 10 dias será possível celebrar esta tradição com música, dança, gastronomia e artesanato, com um cartaz a condizer com a dimensão da festividade. Sintra recebe, de braços abertos, turistas nacionais e estrangeiros com ofertas a nível cultural, paisagens naturais e as suas belas praias. A variedade do património edificado é complementada com a beleza das paisagens facultadas pelo Parque Natural Sintra-Cascais, pelo parque de Monserrate e pela beleza das praias da linha de Sintra.

92 F. MARQUES E FILHOS Uma visão vanguardista e ambientalista

88 CAIXA CRÉDITO AGRÍCOLA DE MAFRA Da terra, pela terra 90 MARL O que é bom vai daqui!

94 COLÉGIO ART & MANHA Educar com Art & Manha 95 TUTTICASA IMOBILIÁRIA Malveira: Cidade, Campo e Praia 96 CONSULTING 2020 As melhores soluções para a sua empresa

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IV Festival de Música de Mafra “Filipe de Sousa” “Esplendor do piano”

Intérpretes: Lígia Moreno e João Elias Soares, piano, Orquestra Sinfónica do Festival de Música de Mafra “Filipe de Sousa”, sob direção dos maestros José Ferreira Lobo e Armando Mota Dia 30 de maio | 21h30 | Mafra | Largo Coronel Brito Gorjão*

Concerto de piano com Simone Leitão Dia 01 de junho | 21h30 | Mafra | Casa da Música Francisco Alves Gato**

“Virtuosismo a 2 pianos” Intérpretes: Duo Vivace, 2 pianos

Dia 08 de junho | 21h30 | Mafra | Auditório Municipal Beatriz Costa*

“Mafra e o Brasil”

Intérprete: João Elias Soares, piano Dia 15 de junho | 21h30 | Ericeira | Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva*

“Da água para o vinho” Intérprete: Vasco Dantas, piano

Dia 22 de junho | 21h30 | Ericeira | Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva*

“Mozart e Schubert para Saramago”

Intérpretes: Adriano Jordão, piano, Solistas de Lisboa, cordas Dia 29 de junho | 21h30 | Mafra | Biblioteca do Palácio Nacional** *Bilhetes à venda nos Postos de Turismo de Mafra e Ericeira e em www.ticketline.pt Preço dos bilhetes: munícipes e menores de 23 anos: 3€ | público em geral: 5€ | M/6 **Entrada gratuita. Levantamento de ingressos nos Postos de Turismo de Mafra e da Ericeira | M/6

Informações: 261 817 170

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CAIXA AGRÍCOLA DE MAFRA

DA TERRA, PELA TERRA A Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Mafra fundada em 1957, exercendo a sua ação no concelho de Mafra, em seis Agências, apresenta uma situação financeira sólida e que lhe permite garantir a segurança aos seus cerca de 4.400 associados e 30.000 clientes.

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CAIXA AGRÍCOLA DE MAFRA

A Caixa Agrícola de Mafra, interagindo com as várias Cooperativas Agrícolas, Sociedades de Agricultura de Grupo e Associações Representativas da Região, considera-se como “Motor de Desenvolvimento do Concelho”, mantendo as raízes mutualistas, com proximidade aos sócios e clientes através do atendimento personalizado, somos “Da Terra, pela Terra”. Atenta à realidade do Concelho, a CCAM Mafra apoia de forma significativa a comunidade onde está inserida. A instituição tenta permanentemente dar resposta às solicitações de que é alvo, sendo diversa a natureza das entidades e os objetivos dos pedidos de apoio. No entanto, podemos afirmar que o apoio à comunidade se centra em quatro grandes áreas de ação: Idosos, Juventude, Cultura/Ambiente/ Património e Coletividades. Exercendo a sua atividade preferencialmente na área geográfica do Concelho de Mafra, a Caixa de Crédito Agrícola Mútuo tem actualmente 36 funcionários que exercem a sua atividade em seis agências (Mafra, Azueira, Encarnação, Póvoa da Galega, Malveira e Ericeira), abrangendo todo o território do Concelho. Desde cedo foi sentida e assumida a responsabilidade de ir para junto das populações, proporcionando-lhes uma prestação local e directa dos nossos serviços bancários, quer a nível profissional permitindo-lhes uma modernização, quer a nível de bem-estar social. Tem instaladas nas 17 freguesias do Concelho, 28 máquinas A.T.M. (Multibanco) e em estabelecimentos comerciais um número superior a duas centenas de P.O.S. (Terminais de Pagamento Automático).

A Caixa Agrícola de Mafra apresenta-se como a Instituição financeira cooperativa de âmbito regional, criando valor aos associados, aos clientes e à região. Sendo o motor de desenvolvimento do concelho, através de relações de proximidade com os associados e clientes, respondendo aos seus projetos financeiros, de acordo com os princípios que nos norteiam, nomeadamente:

• SOLIDEZ • CONFIANÇA • HONESTIDADE • RESPONSABILIDADE • RIGOR • TRANSPARÊNCIA E PROFISSIONALISMO Em suma, a Caixa Agrícola de Mafra é estratégica para os associados e clientes, não ficando dependentes de decisões transaccionais e o seu valor acrescentado promove directamente o crescimento do Concelho, tendo vindo a garantir a sua solidez ao longo do tempo.

www.ccammafra.pt

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MARL

O QUE É BOM VAI DAQUI! Sediado em São Julião do Tojal (Loures), o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa tem um papel fundamental junto das empresas locais, nacionais e internacionais. A Revista Business Portugal entrevistou Rui Paulo Figueiredo - Presidente do Conselho de Administração do MARL e CEO do Grupo SIMAB - para ficar a par das modernizações e inovações que estão a decorrer.

Rui Paulo Figueiredo, presidente do conselho de administração

A

história do MARL remota a 2000, ano em que Portugal se viu motivado a instalar plataformas logísticas de base agroalimentar que colmatassem lacunas existentes. “Os mercados abastecedores antigos não tinham condições de logística, de acessibilidade, de plataformas, nem condições higieno-sanitárias e estavam nos centros das cidades”, lembra Rui Paulo Figueiredo, acrescentando que o objetivo passava por “acompanhar uma tendência europeia e mundial em ter este tipo de plataformas e melhorar a segurança alimentar, a qualidade dos produtos, as acessibilidades e libertar de tanto trânsito os centros das cidades”.

Um mercado de todos e para todos Com 101 hectares, o MARL acolhe cerca de 900 empresas nas suas instalações. Com diferentes setores de atividade (peixe, flores, fruta, legumes, serviços, logística, transportes), assume uma base agroalimentar. Rui Paulo Figueiredo chama a atenção para 90 | Revista Business Portugal maio 2019

o facto de estarmos perante uma grande plataforma logística, com boas acessibilidades, que ligam Lisboa ao norte e ao sul do país, e onde as empresas têm em conta a qualidade dos serviços que lhe são disponibilizados”. Dentro das empresas aqui presentes, existem realidades diferentes, nomeadamente “pequenos produtores, pequenos e médios grossistas, multinacionais que importam, exportam, produzem e faturam milhões em termos de volume de negócios; empresas que se posicionam no segmento dos cruzeiros; produtos de quarta gama, e a presença de filiais portuguesas de grandes empresas do agroalimentar”. Mas se existem realidades distintas, também existem espaços muito diversificados. Se por um lado há contratos que têm a duração apenas de um dia, por outro existem contratos que podem permanecer durante 50 anos. Se nos pequenos produtores os espaços são mais reduzidos, há empresas que têm pavilhões entre os 9.000 e os 10.000 m2. Atualmente, trabalham no MARL cerca de 6.000 pessoas


MARL

e, em média, 9.000 pessoas realizam ali compras. De segunda a sexta-feira, o número de visitantes no mercado aumenta para os 15.000. Ao contrário do que muitos pensam, o Mercado Abastecedor da Região de Lisboa está aberto também aos consumidores finais. Segundo os estudos realizados pelo MARL, “cerca de 23 por cento são consumidores finais. Todos podem visitar, têm de comprar em quantidades maiores (seja para família ou grupos), mas a esmagadora maioria, 72 por cento, são empresas (canal Horeca, dos mercados retalhistas e outras empresas)”. No que diz respeito ao apoio às empresas, esta plataforma logística tem desenvolvido várias parcerias, por exemplo com a Câmara de Loures e com a Universidade Nova, para a criação da ‘Loures Inova’, um centro de negócios e de incubação. “Já temos muitas empresas encubadas, fisicamente e virtualmente, e algumas delas já evoluíram para negócios fixos e já têm espaços”, afirma Rui Paulo Figueiredo. Assim, é possível perceber que existe uma troca de sinergias enriquecedora, tanto para as empresas, como para o próprio Mercado.

pequenos produtores, de médios ou grande operadores, o que caracteriza os produtos comercializados no MARL é a qualidade e a frescura. Nos estudos quantitativos e qualitativos que temos, quem compra aqui reconhece estes fatores de qualidade, seja

disponibilizando espaços para a deposição diária de produtos, sendo mesmo a entidade do país onde são recolhidos para este fim mais alimentos durante o ano. Quanto ao imperativo controlo de custos, merece destaque o significativo investimento que tem sido feito. “Existem muitas coisas que são invisíveis, mas que têm uma diminuição da nossa despesa operacional, portanto tem rentabilidade financeira e incrementam muito a sustentabilidade ambiental e uma melhor gestão do espaço”, sublinha. Exemplo disso são os sistemas de controlo da água, da eletricidade, e do frio por telemetria, ou seja, todos os passos são controlados instantaneamente. Por exemplo de investimento nesta área foi a mudança de toda a iluminação para o sistema ‘led’.

“Já temos muitas empresas encubadas, fisicamente e virtualmente, e algumas delas já evoluíram para negócios fixos e já têm espaços”

Os pequenos produtores Em relação à instalação dos pequenos produtores e dos produtores locais, o presidente do MARL reconhece como fundamental a sua existência no Mercado. Até porque há um interesse em fomentar circuitos de cadeia curta e a produção local. “Todos os mercados abastecedores geridos pela SIMAB têm espaços para os pequenos produtores”, diz

produtos importados, produzidos em território nacional, de pequenos ou grandes produtores”. Os produtos biológicos são também

uma tendência que o MARL está a trabalhar. Ainda assim, existem condicionantes inerentes, nomeadamente a produção diminuta em Portugal. Para combater esta dificuldade, é necessário que o país aumente a produção de produtos biológicos para corresponder ao crescimento da procura. O MARL pondera mesmo “criar uma área específica de produtos biológicos, para valorizar essa oferta e para que os nossos parceiros possam ganhar enquanto negócio e nós enquanto oferta”, refere.

Produtos frescos e biológicos

Reduzir os desperdícios e controlar os custos

Quanto aos designados produtos frescos, o CEO do Grupo SIMAB salienta que, “independentemente de serem de

Também para combater os desperdícios, o MARL mantém uma parceria com a rede de Bancos Alimentares Contra a Fome,

O futuro do MARL Uma forte dinâmica aliada à inovação está nos genes do MARL. Prova disso é também o concurso internacional em preparação para as designadas ‘utilities’, que representa uma inovação neste tipo de plataformas e que tem como foco melhorar a qualidade do serviço. “Hoje, os vários tipos de serviços que prestamos dispersa-se por vários prestadores; ora, lançamos um concurso em que criámos um caderno de encargos no conceito ‘facility management’, em que queremos ter apenas uma entidade a agregar toda uma panóplia de serviços, para criar sinergias”, explica. O MARL estabeleceu também parcerias para disponibilizar aos seus clientes serviços de comércio eletrónico; canais de importação e de exportação com parceiros internacionais; e de serviços de certificação de qualidade dos produtos. Além do mais, “tudo isto contribui para um posicionamento mais próximo das empresas”. De olhos postos no futuro, o grande Mercado Abastecedor de Lisboa quer, acima de tudo, continuar a destacar-se pela qualidade dos produtos que ali são comercializados, que justifica a marca ‘O que é bom vai daqui’. maio 2019 Revista Business Portugal | 91


JANSSEN PORTUGAL

UMA VISÃO VANGUARDISTA E AMBIENTALISTA A F. Marques e Filhos é a empresa representante da marca Citroën no concelho de Sintra há 38 anos. Mercês Ferreira Marques, sócia gerente, garante que é a pensar nas pessoas e no meio ambiente que a empresa que gere, tal como a marca, se destaca.

A

ligação à região e à marca vem de um passado que, em 1981, fez consolidar o início da empresa. “O meu pai trabalhou durante muitos anos na Citroën, e foi no âmbito da sua reforma que a marca lhe propôs a representação no concelho de Sintra. Aceitámos esse desafio, pois tínhamos também uma grande ligação com o concelho, desde que, em 1930, se escolheu Mem Martins para lazer o que se consubstanciou, mais tarde, no facto de o meu avô ter sido presidente da Câmara Municipal de Sintra”, começou por referir a gerente. É nas pessoas que vê a porta de entrada da sua empresa. “O que nos diferencia é o serviço que se concretiza nos recursos humanos que temos. Só nos podemos diferenciar pela qualidade de serviço que prestamos. Quando nos procuram é para o fazer num especialista da marca que lhe ofereça confiança, bem-estar e proximidade”, afirma. É através deste método de sucesso que continuam a fidelizar e a conquistar novos clientes. A equipa rema toda para o mesmo lado e só com o contributo de todos e a presença constante da direção conseguem conquistar os objetivos.

Os produtos disponibilizados É na venda de viaturas novas e seminovas, no pós-venda e no aluguer de viaturas, que concentram a parceria com a marca que se tem vindo a revelar amiga do ambiente, preocupada com o futuro e com as novas gerações de consumidores sem descurar aqueles que já o são. “A marca posicionou-se de acordo com os novos regulamentos comunitários e 92 | Revista Business Portugal maio 2019

temos todos os nossos modelos bem posicionados. Lançamos o filtro de partículas há já vários anos em todas as viaturas diesel. A marca sempre teve a preocupação com o ambiente, antes mesmo da existência de normas regulamentares para a sua

“O que nos diferencia é o serviço que se concretiza nos recursos humanos que temos. Só nos podemos diferenciar pela qualidade de serviço que prestamos. Quando nos procuram é para o fazer num especialista da marca que lhe ofereça confiança, bem-estar e proximidade”


F. MARQUES E FILHOS

proteção”, explica. Os últimos anos têm sido de aposta na renovação da imagem dos modelos da marca, de forma a permitir a conquista de outros consumidores, bem como o retomar de características identitárias da marca, como por exemplo o conforto e a diferenciação. Mercês Ferreira Marques explica que “esta evolução dos produtos começou com o novo C3, evoluiu para o C4 CATUS e chega agora ao novo C5. O SUV C5 Aircross é, atualmente, o nosso topo de gama tendo estado nos sete finalistas do carro do ano. Houve uma excelente receção em termos de aceitação das

Mercês Ferreira Marques, sócia gerente

características do novo modelo e quem o experimenta fica agradado pelas múltiplas tecnologias úteis que disponibiliza e por uma das nossas mais-valias, o conforto”.

Um olhar otimista para o futuro Face aos previsíveis novos desafios que o setor automóvel irá atravessar e a alteração da posição dos novos consumidores

perante o automóvel “estamos agora a desenvolver a atividade de rent a car, através da marca Rent & Smile. Esta atividade insere-se na visão da mobilidade no futuro, F.MARQUES & FILHOS LDA para particulares e empresas, por parte do grupo PSA, que sob a marca ‘Free to move’, vem fornecer diversificados serviços de mobilidade, que vão desde o tradicional aluguer de longa duração, ao car sharing e, num futuro breve, ao aluguer por horas, dias e semanas. Com a digitalização, a responsabilidade ambiental, e as limitações de circulação intensiva nas cidades para o consumidor, no futuro, o carro deixa de ser um bem pessoal para ser um bem partilhado diminuindo assim os encargos para o cliente”. A assinatura da marca Citroen que é ‘Inspired By You’ está bem presente na empresa. É exatamente nas pessoas que a equipa F. Marques & Filhos se concentra para atingir, a cada dia, novos objetivos focando-se na continuidade da empresa para as novas gerações. “Portugal é um país que se divide entre os conservadores e os vanguardistas. Os jovens são muito ajustáveis a tudo o que é novidade. A barreira, para nós, em Portugal, não são as mentalidades, mas sim os constrangimentos económicos e financeiros. Temos de trabalhar para posicionar as novas ofertas de acordo com as capacidades económicas e necessidades dos potenciais clientes até porque já se começa a sentir uma travagem no crescimento económico”. Manter a empresa saudável para incluir os projetos da marca é o grande objetivo da empresa que se prepara para receber as novas novidades e dar mais um passo em direção ao futuro.

RUA DAS CAMÉLIAS, Nº 1 2725-222 MEM MARTINS Tel: 219 229 320

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COLÉGIO ART & MANHA

EDUCAR COM ART & MANHA Educar. É esta a missão do Colégio Art & Manha que, desde 2007, promove a educação de uma forma responsável, credível e dinâmica. Maria Alves é a grande mentora deste projeto e foi com ela que estivemos à conversa, para conhecer um pouco melhor a génese e filosofia deste estabelecimento de ensino com sede em Mafra.

L

icenciada em Biologia de Investigação, Maria Alves estava longe de imaginar que o seu destino passaria pela educação. O gosto pela pintura (frequentou o curso de Pintura na escola Arco, em Lisboa) apontava para um futuro ligado à arte e, na verdade, foi assim que tudo começou. “A abertura do Colégio está relacionada com a minha paixão pela arte. Era algo que me entusiasmava tanto, que achei que devia abrir aqui um A.T.L. para dar apoio às crianças das escolas públicas.”, recorda a entrevistada, o início do seu projeto, em 2007. “A procura dos pais por um ensino mais particularizado, individualizado e cuidado” incitou Maria Alves a ir mais além, e o A.T.L. que geria deu lugar ao Colégio Art & Manha, em 2010.

Ensino de proximidade É sob o lema: ‘Projetar na criança de hoje o adulto de amanhã’, que o Colégio Art & Manha labora diariamente. Distribuídos por três turmas de pré-escolar e quatro de 1º ciclo do Ensino Básico, e ainda alguns alunos em O.T.L., o Colégio aposta num ensino de proximidade, onde cada um dos dezanove colaboradores ensina, relaciona e orienta de forma singular, tendo sempre em conta cada criança e as suas especificidades, bem como o grupo em que se insere. “Aqui, temos turmas reduzidas, porque acreditamos que, desta forma, conseguimos chegar mais facilmente às suas necessidades e estar mais próximos de cada um deles”, assume. O ambiente familiar é uma das particularidades que mais caracteriza a Instituição. A equipa de excelência que alicerça o Colégio promove um desenvolvimento emocional, intelectual e social dos educandos, reforçado pela relação Escola-Família, que o Colégio Art & Manha procura promover. “Convidamos frequentemente os pais e familiares dos nossos alunos a participarem nas diversas atividades que desenvolvemos. Tentamos criar esse paralelismo

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entre a vida familiar e a vida escolar”.

Uma metodologia de ensino dedicada a cada aluno “Aqui, ‘evitamos’ os trabalhos em casa. As aulas terminam e as mochilas dos alunos ficam no Colégio durante a semana”. De facto, o Colégio particulariza-se pela metodologia de ensino centrada no aluno, onde há lugar para a diversidade, autonomia, criatividade e liberdade. “A única coisa que pedimos aos nossos professores é que sejam diversificados e criativos. Surpreender as crianças e estimular o seu desenvolvimento é o nosso grande objetivo”. Maria Alves valoriza o facto de cada docente levar em consideração a individualidade de cada aluno, procurando não dar o mesmo a todos, mas oferecendo o que cada um necessita. Aliado à criatividade, surgiu o atelier de expressão plástica, que decorre no final do dia, como um dos exemplos das inúmeras atividades desenvolvidas pelo Colégio. Este ano tivemos o privilégio de ver os trabalhos elabora-

Maria Alves, diretora

dos pelos alunos, expostos na Galeria Jaime Silva Lobo, na Ericeira.

“Isto é a minha vida, o meu projeto e o meu sonho” Quando questionada, em entrevista, sobre o que o seu projeto representa, foi com um sorriso nos lábios que Maria Alves assumiu: “Isto é a minha vida, o meu projeto e o meu sonho”. Uma vez, uma professora amiga mencionou uma frase que nunca esqueci: ‘As escolas, em Portugal, encontram-se no século XIX, os professores no século XX e os alunos no século XXI. É preciso inovar a abordagem dos conteúdos programáticos, em Portugal’”. Crescer é o intento para o futuro do Colégio Art & Manha que promete continuar a promover um ensino responsável, criativo, credível e familiar, em Mafra. “Não tem sido fácil, mas quero mais! As nossas crianças merecem mais e melhor”, assume a entrevistada, que não terminou a conversa sem reconhecer: “somos um pequeno/grande Colégio com qualidade atestada e profissionais empenhados”.


TUTTICASA IMOBILIÁRIA

João Andrade e Cleide Palácio, proprietários

A paixão pela Malveira e o vasto conhecimento sobre o mercado imobiliário são os ingredientes que fazem da TuttiCasa Imobiliária e do seu proprietário, João Andrade, referências no ramo Imobiliário da Região.

A

experiência profissional anterior foi realizada no setor da indústria alimentar e na hotelaria, porém, quando decidiu deixar esse setor, viu na compra e venda de imóveis o seu futuro. O nome foi escolhido em família e as exigências eram: ser fácil, sonante e que fosse o reflexo da diversidade. “Apostamos em criar uma empresa fora de um grupo, porque queremos ter a nossa própria identidade e forma de trabalhar, vamos adaptando a nossa atuação perante a necessidade de cada cliente”, conta. Desde 2000 que se dedica à construção e venda de imóveis, que correspondem às exigências do mercado e culminam na realização dos sonhos dos seus clientes. Desde 2017, para além de trabalhar com produtos próprios, começa a aposta na representação de produtos de outrem. “As atividades complementam-se. Aqui, quando não temos o produto ideal para o cliente, conseguimos construir o que ele procura. “Não somos apenas uma imobiliária, trabalhamos também por encomenda, com parcerias na área da construção”, explica.

O Potencial da Malveira A localização é a maior riqueza da região que se encontra perto da capital, perto de zonas rurais e a poucos quilómetros da praia. É nesta diversidade que vê a potencialidade para crescer perante os diversos mercados. Atualmente a preocupação prende-se em ter um produto capaz de responder à procura existente e aumentar a oferta, com produto adaptado ao sonho de cada um. “Esta avalanche alterou por completo a Malveira, que era uma aldeia pitoresca e que, hoje, é uma vila com muitas ofertas de serviços e com

MALVEIRA: CIDADE,CAMPO E PRAIA uma boa qualidade de vida. Atualmente a região recebe muitos investidores nacionais e internacionais, não sendo apenas um dormitório de Lisboa. “Todas as semanas há procura de espaços para novos negócios e investimentos”, explica João Andrade. O trabalho não pára e os projetos são diversos. “Temos quatro vivendas e oito apartamentos em construção. As vivendas já estão vendidas e os apartamentos já têm uma carteira de clientes bem composta”.

Um serviço de excelência com parceiros de relevo “Formamos os nossos colaboradores, mas o essencial foi sempre encarar os clientes como amigos e transformar a nossa equipa numa família. Não trabalhamos uns contra os outros, partilhamos oportunidades e aprendemos em equipa”, afirma. É assim que os cinco colaboradores da TuttiCasa se dedicam à prestação do melhor serviço possível, para satisfação dos seus clientes. Para além da compra e venda de imóveis, a TuttiCasa conta com uma panóplia de serviços assegurados pelos parceiros com quem trabalha, nas áreas da arquitetura, engenharia, construção, advocacia e solicitadoria. A TuttiCasa aposta em parcerias locais que garantem a eficiência e a rapidez na prestação de serviços. Uma destas parceiras é a Melon Estilo, vizinha de porta desta imobiliária da Malveira.

Poupar nas Comissões Imobiliárias com a TuttiCasa A diferenciação da TuttiCasa, reside no vasto conhecimento que os seus colaboradores têm sobre o mercado atual. Os profissionais desta casa estão prontos para corresponder às exigências do mercado, ao mesmo tempo que oferecem um serviço mais em conta que a média da concorrência. Com uma percentagem competitiva, o cliente da TuttiCasa, pode poupar na comissão. Desta forma, se está a pensar vender ou comprar a sua casa, na região pertencente e circundante do concelho de Mafra, deverá recorrer à agência imobiliária da Malveira – TuttiCasa. O SEU SONHO, É A NOSSA REALIZAÇÃO!

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2020 CONSULTING

AS MELHORES SOLUÇÕES PARA A SUA EMPRESA Desde 2014, empresas e projetos têm ao seu dispor a equipa experiente da 2020 Consulting. Especializada em fundos comunitários, estudos de viabilidade, estudos financeiros e análise de projetos, a 2020 Consulting assume como principal missão concretizar e apoiar os projetos dos seus clientes em diversas vertentes.

A

presente a 2020 Consulting e os serviços que disponibiliza

às empresas. A 2020 Consulting opera no mercado desde 2014, tendo como missão concretizar os projetos dos seus clientes. O nosso trabalho é bastante abrangente,

apoiando projetos e empresas em diversas vertentes. Trabalhamos com fundos comunitários, para criação de novas empresas, bem como para modernização e expansão de negócios existentes. Através do nosso apoio, os nossos clientes podem beneficiar de apoios reembolsáveis ou a fundo perdido, até 85 por cento do total do projeto. Realizamos também atividades de consultoria e auditoria a empresas de todos os ramos de atividade, onde se incluem projetos de expansão internacional, bem como realização e implementação de planos de Marketing. Tendo em conta a necessidade e consciência crescente no ramo da certificação de qualidade, apoiamos também todo o processo de certificação dos nossos clientes, capacitando os seus negócios para as exigências dos vários mercados e setores onde se inserem. Estamos presentes em Lisboa e Mafra, operando com empresas e projetos de todo o país e até projetos internacionais. Os interessados sabem, por norma, como/quando se devem candidatar e que incentivos existem ou é a 2020 Consulting que analisa e apresenta as melhores soluções às empresas? Ocorrem ambas situações. Recebemos contactos de potenciais clientes, de todos os setores de atividade, numa base diária. Este facto indica-nos que existe cada vez mais conhecimento dos programas de apoio e das linhas existentes. Por outro lado, muitas vezes somos nós que aconselhamos aos clientes as melhores linhas de apoio para a sua realidade, realizando um enquadramento aprofundado e garantindo a melhor solução para cada empresa/projeto. Principais vantagens de solicitar o apoio da 2020 Consulting? Uma das principais valias do nosso serviço passa pela nossa experiência, com consultores com elevado conhecimento das linhas de apoio e na implementação de projetos, em toda a sua abrangência. Destaca-se também a grande variedade de serviços que oferecemos, apoiando o cliente em todos os níveis necessários. Como costumamos dizer: o nosso trabalho só acaba quando o projeto está aprovado e implementado. Que conselhos pode dar a quem quiser candidatar a sua empresa ou ideia de negócio a um projeto de apoio? Que não o faça sem apoio de uma empresa especializada, que o possa aconselhar em todos os aspetos do negócio, desde a conceção à implementação. Muitas vezes perdem-se excelentes oportunidades de apoio e mesmo de viabilidade de negócio por desconhecimento por parte dos promotores dos projetos, as quais poderiam ser maximizadas com o acompanhamento correto e com uma procura ativa de soluções adequadas à realidade de cada projeto.

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FARMÁCIA COSTA MAXIMIANO

SERVIÇO DE EXCELÊNCIA A Farmácia Costa Maximiano existe desde 1984 sempre para servir as pessoas que a procuram em todas as vertentes, para isso aposta no bom relacionamento humano, na entreajuda, na formação contínua e na qualidade do atendimento. Estivemos à conversa com Fernanda Maximiano, Diretora técnica.

C

omo nasce a Farmácia Costa Maximiano? A Farmácia Costa Maximiano abriu ao público a 6 de setembro de 1984, no Sobreiro, freguesia e concelho de Mafra, aparecendo de uma necessidade da população .Foi uma das primeiras farmácias a ter dupla certificação . Que balanço faz destes anos de atividade? O balanço é positivo, uma forma de aproximação à população, com um atendimento que procura ser de muita qualidade, com reciprocidade na bionívoca relação entre farmácia e população. E do seu papel enquanto Diretora Técnica e farmacêutica? Como Diretora Técnica e Farmacêutica, tenho como objetivo, pautar-me por uma relação de grande proximidade e direi mesmo, cumplicidade com a população que servimos, apesar desta hoje ser mais heterogénea, do que nos primeiros tempos, em que se trabalhava principalmente com a população local e limitrófes. Nota-se hoje um panorama diferente, com um maior desenraizamento das pessoas, e um grupo mais jovem, que vem substituindo os habitantes mais antigos à medida que estes vão falecendo.

equipa

As farmácias continuam a desempenhar um papel de proximidade com os utentes? De que forma? As farmácias são um parceiro fundamental na proximidade com os utentes, sendo muitas vezes a primeira porta a que se bate quando surge qualquer problema de saúde, um local onde se aconselha, onde se vacina, onde se fazem testes de diagnóstico, onde em suma se dá às pessoas uma palavra de carinho, de conforto , se explica a polimedicação, e além disso é uma porta aberta na esmagadora maioria dos dias do ano e onde se recorre sabendo que o conselho é dado por um profissional competente e sem pagar nada. Quais os principais entraves que o setor atravessa? O setor farmacêutico é um setor em crise, pela baixa de preços generalizados, pela redução das margens de lucro, porque os profissionais qualificados têm de ser pagos de acordo com essa qualificação, porque os doentes querem sempre o mais barato e apesar de acreditar que os genéricos têm o mesmo efeito que os medicamentos de marca, ao virem em catadupas para o mercado trazem sempre baixa de preços e os custos fixos são muito elevados, bem como, a falta de ética profissional, que se nota , com a liberalização da propriedade no setor, que só se preocupam com lucro fácil. Por onde passa o futuro da Farmácia Costa Maximiano? O futuro da farmácia Costa Maximiano, passará seguramente pela manutenção do atendimento qualificado feito por profissionais competentes, pela introdução de novas tecnologias (como o robot que temos a funcionar desde 2011,um pharmashop, etc.), pela dedicação aos nossos clientes e por uma prestação de cuidados de saúde que o Ministério nos deixe.

Estrada Nacional 116, 90B - Sobreiro 2640-578 Mafra Tlf.: 261 811 198 / 261 811 304 Email: geral@costamaximiano.pt

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AOF

NA SALVAGUARDA DO NOSSO PATRIMÓNIO Filipe Ferreira, atual administrador da AOF, respondeu às questões da Revista Business Portugal, no âmbito das obras de restauro que estão a ser efetuadas no Palácio Nacional de Mafra.

E

m forma de introdução, pedia que elaborasse uma pequena apresentação sobre a já quinquagenária AOF – Augusto de Oliveira Ferreira & C.ª Lda. A AOF é uma empresa familiar com mais de 60 anos de atividade, que foi fundada pelo meu pai, Augusto de Oliveira Ferreira. Desde a sua fundação é especializada na reabilitação, conservação e restauro do património material construído, móvel e imóvel, estando ligada a intervenções de grande valor patrimonial no país. A AOF dispõe de equipas especializadas nas várias áreas da construção e conservação e restauro, recorrendo aos métodos e materiais tradicionais, aliados aos novos materiais e tecnologias. Quais os serviços que prestam e como se distinguem no mercado da construção civil nos dias de hoje? A AOF faz trabalhos de reabilitação, conservação e restauro em património material imóvel, como monumentos, conjuntos e sítios, e em património móvel. Trabalha frequentemente em edifícios re-

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Filipe Ferreira, administrador

ligiosos, como igrejas e mosteiros, e em outros edifícios patrimoniais, como castelos e fortalezas, palácios, entre outros. Paralelamente intervém no património corrente, o mais diversificado numa comunidade. Trabalha ao nível das várias especialidades e sistemas construtivos, podendo-se enumerar a intervenção de restauro e reabilitação de cantarias, estruturas de madeira e ferro, serralharia artística, caixilharias, entre outras. É especializada em intervenções em revestimentos decorativos, como estuques e pinturas decorativas sobre vários suportes como madeira, ferro, tela ou estuque. Faz também trabalhos de conservação e restauro em património móvel e integrado. A AOF procura distinguir-se pela fidelização dos seus clientes, ao longo dos seus mais de 60 anos, procurando sempre defender e respeitar o património e a nossa memória,


AOF

enquanto povo. Quantos funcionários compõem a equipa da AOF? É fácil arranjar mão-de-obra atualmente? Perto de 70. Estão encarregues das obras de reabilitação dos carrilhões e das torres sineiras do Palácio Nacional de Mafra. O que significa esta obra para a empresa? Um orgulho ou uma responsabilidade acrescida? Trabalhar no restauro dos carrilhões do Palácio Real de Mafra é um orgulho e uma enorme responsabilidade. Nada pode falhar. Estamos em presença de dois carrilhões, que são instrumentos musicais e exemplares únicos no mundo, pelas suas dimensões e pela qualidade e riqueza dos equipamentos e ornamentos. Existem também sinos de grande porte nas torres sineiras para indicação das horas e toques. Estamos a falar em 119 sinos, com pesos variados, em que os maiores pesam cerca de 12 toneladas. Existem também dois relógios de grandes dimensões, um em cada torre, e quatro enormes cilindros musicais, para o sistema automático de toque. Faz parte da empreitada a reabilitação e reformulação de todas as estruturas de suporte dos sinos, em madeira de sucupira, o tratamento dos paramentos de pedra, o tratamento dos dois para-raios das duas torres, o tratamento dos sinos e de todas as peças dos dois relógios, incluindo montagem e desmontagem, entre outros trabalhos. A operação de restauro, está a ser feita, respeitando ao máximo a pré-existência. Como estão a correr as obras e quando se prevê o seu término? As obras estão a correr bem, a um ritmo muito grande, pois surgem com frequência situações imponderáveis, que colocam alguns entraves, mas que estamos a ultrapassar. Prevemos o término dos trabalhos no final do corrente ano. Contam já com várias obras de renome no portfolio e também com vários prémios recebidos. Qual o segredo do sucesso da empresa? Não sei se existe algum segredo, pois os

princípios para o sucesso de uma empresa são sempre a honestidade, o sentimento do dever de cumprir com as obrigações acordadas e fazer sempre o nosso melhor na nossa profissão. Tem sido assim ao longo de gerações e conseguimos merecer o respeito da comunidade.

PRÉMIOS AOF • Prémio Europa Nostra 2009 Via Latina, Universidade de Coimbra Promotor: Universidade de Coimbra

Como prevê o futuro da AOF? A AOF já vai na terceira geração, que corresponde aos meus filhos, uma arquiteta e um engenheiro civil, que trabalham na empresa. Prevemos e esperamos con-

• Prémio António Cruz 2009, Reabilitação Urbana atri-

tinuar com a tradição, tendo sempre presente as grandes dificuldades que estão sempre a surgir e as grandes mudanças que se estão a verificar no país e a nível global, concretamente na intervenção no património, que nos obrigam permanentemente a atualizar o conhecimento. Contudo, o grande entusiasmo existente na empresa e vontade de ultrapassar todos os obstáculos dá-nos a confiança no futuro.

• Prémio IHRU 2012, Reabilitação de Edifício de Equi-

buído pelo Município de Ponte da Barca Habitação em Quintão - Sampriz - Ponte da Barca Promotor: Dr.ª Alberto José da Costa Martins D’Alte Projeto: Arq.to Rui Barros Silva • Prémio IHRU 2010, Reabilitação Convento de Corpus Christi, Vila Nova de Gaia Promotor: Município de Vila Nova de Gaia Projeto: Arq.ta Cristina Costa

pamento, Menção Honrosa Galeria Solar de São Roque – Vila do Conde Promotor: Município de Vila do Conde Projeto: Arq.to Manuel Maia Gomes • Prémio João de Almada 2014 Edifício da Rua Alexandre Braga, n.º 94 – Porto, Fundação Marques da Silva Promotor: Fundação Instituto Arquiteto José Marques da Silva Projeto: Arq.to Nuno Valentim • Prémio Vasco Vilalva 2015 da Fundação Calouste Gulbenkian Museu Diocesano de Santarém Promotor: Diocese de Santarém Projeto: Arq.to Pedro Leão • Prémio Europa Nostra 2016, na categoria de Con servação Reabilitação da Catedral e Museu Diocesano de Santarém Promotor: Diocese de Santarém Projeto: Arq.to Pedro Leão • Prémio Nacional da Reabilitação Urbana 2016 – Ser-

Avenida do Cávado, n.º 160 | 4700-690 Palmeira – Braga T +351 253 263 614 www.AOF.pt

viços & Comercial Casa Salabert | E-Learning Café no Jardim Botânico do Porto Promotor: Universidade do Porto Projeto: Arq.to Nuno Valentim

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PALÁCIO NACIONAL DE MAFRA

O GRANDE MONUMENTO DE MAFRA O Palácio Nacional de Mafra assume-se como sendo um dos principais monumentos nacionais. No contexto da nossa passagem por esta vila portuguesa, estivemos à conversa com Mário Pereira, diretor do Palácio, por forma a conhecermos um pouco mais sobre a atualidade do mesmo.

É

diretor do Palácio Nacional de Mafra há 10 anos. Quais são as principais responsabilidades inerentes à sua função? A maior responsabilidade prende-se com a valorização do património. Ninguém quer que os seus bens sejam depauperados e, nesse contexto, a minha função é zelar pela conservação dos bens materiais e do património que se encontra nestes mais de 40 mil metros quadrados. Infelizmente, em Portugal, não temos muito o espírito da conservação preventiva. Veja o que aconteceu com os carrilhões. Esse é um caso paradigmático de como não deve ser tratado o património e eu convivi durante muitos anos com essa situação angustiante. O segundo aspeto inerente à minha função prende-se com o conhecimento. Por muito que conheçamos o monumento, há sempre uma imensidão de informação que podemos e devemos recolher. Interessa-nos, por isso, promover essas linhas de estudo e projeto científico.

O Palácio Nacional de Mafra conta com o maior conjunto de órgãos históricos do mundo. É o único local onde há seis órgãos que foram pensados para tocar em conjunto. 100 | Revista Business Portugal maio 2019

Depois de muitos anos de chamadas de atenção, os carrilhões encontram-se finalmente a ser intervencionados. Qual é, afinal, a importância que estes carrilhões assumem neste monumento? Tratam-se de dois carrilhões que estão finalmente a ser intervencionados e que configuram um património importante sob o ponto de vista sineiro, musical, técnico e cultural. Só mesmo o nosso D. João V poderia juntar estes 119 sinos (em que o mais pesado pesa 12 toneladas) nas duas torres. Desde 2004 que não se ouvem os sinos tocar, voltaremos a ouvi-los este ano. Quais as principais singularidades que distinguem este monumento? As nossas singularidades são reconhecidas mundialmente. O impacto que os concertos a seis órgãos têm é enorme e coloca Portugal no mundo. Os elementos que compõem a nossa biblioteca são também importante alvo de interesse internacional. Além disso, temos a arquitetura que é absolutamente notável. Este monumento é, também, caracterizado por vários pioneirismos: o primeiro para-raios em Portugal foi aqui instalado; temos aqui a maior meridiana portuguesa; a Escola de Escultura de Mafra, aqui fundada pelo italiano Giusti, foi uma escola de escultura muito importante e de onde saíram ilustres escultores nacionais. Em 1910, com a revolta republicana, este foi o sítio de onde partiu a família real. Foi aqui onde o rei passou a sua última noite enquanto rei.

O ano em que o Palácio Nacional de Mafra teve mais visitas foi em 2017 (data do seu terceiro centenário), com 380 mil visitantes. Em 2018, esse número caiu para 340 mil visitantes. Mário Pereira acredita que este valor se prende com a quebra verificada nas visitas escolares, impulsionadas pelo facto e a obra O Memorial do Convento ter deixado de fazer parte das leituras obrigatórias dos estudantes.

Mário Pereira, diretor

Qual o balanço que faz desta década de trabalho? O que fica por fazer? Foi uma década muito gratificante. Gosto mesmo muito deste monumento. Gostava de culminar a minha passagem com a conclusão da intervenção e restauração dos nossos carrilhões. O repto que deixo prende-se com uma lacuna que o palácio apresenta: problema das acessibilidades, nomeadamente a falta de elevador. Espero que seja um dos objetivos de quem vier a seguir.

Palácio Nacional de Mafra - Terreiro D. João V - 2640-492 Mafra Tel: (+351) 261 817 550 | E-mail: geral@pnmafra.dgpc.pt


JANSSEN PORTUGAL

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A2S

MAÇÃS DE LISBOA

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abia que na Área Metropolitana de Lisboa são produzidas variedades de maçã com características únicas? Sabia que segundo a lenda, a Praia das Maçãs assim se chama devido às grandes maçãs que caíam dos pomares e que eram transportadas pela Ribeira de Colares até à praia? Sabia que a Maçã Riscadinha de Palmela é de Denominação de Origem Protegida? Sabia que a Maçã Camoesa da Azóia (Sesimbra) também se chama maçã férrea e é recomendada a doentes anémicos pois produz-se em terrenos argilosos, ricos em ferro, na zona do Cabo Espichel? Estas são algumas das características singulares que levaram à criação do projeto Maçãs de Lisboa, que pretende valorizar as variedades tradicionais deste fruto produzidas na Área Metropolitana de Lisboa. O projeto surgiu na sequência do primeiro Orçamento Participativo Portugal (OPP),

um processo em que as pessoas apresentam propostas e votam em projetos a implementar nas diferentes áreas de governação. Em 2017, foram selecionados 38 projetos e foram investidos três milhões de euros do Orçamento de Estado, para a implementação dos mesmos e o projeto 689 – Transformação de variedades de maçãs tradicionais de abrangência regional, foi vencedor, visando promover e potenciar as variedades tradicionais de maçã - a Camoesa de Sesimbra, a Reineta de Sintra e a Riscadinha de Palmela. Neste âmbito, a Direção Regional de Agricultura de Lisboa e Vale do Tejo protocolou com os Grupos de Ação Local, A2S – Associação para o Desenvolvimento Sustentável da Região Saloia e ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Regional da Península de Setúbal a implementação deste projeto nos respetivos territórios de intervenção. Estas duas associações de desenvolvimento local são entidades reconhecidas pelo Portugal 2020 para apoiar o desenvolvimento local de base comunitária, e selecionam e financiam projetos de investimento nas áreas da agricultura, da agroindústria, dos produtos locais e do Projeto financiado por:

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empreendedorismo, implementando ainda outras atividades de animação para os agentes dos territórios rurais. Na sequência do protocolo, deu-se início à implementação do projeto e, em março de 2018, o projeto OPP ganhou uma imagem e marca próprias - “Maçãs de Lisboa”. A partir desta marca comum, serão realizadas campanhas de divulgação e de sensibilização sobre a existência destas variedades regionais, procurar-se-á incentivar a sua produção, e em particular e a sua transformação em produtos tradicionais e ou inovadores, potenciar a comercialização em circuito curto (do produtor ao consumidor) e sensibilizar os consumidores para a importância do consumo dos produtos locais de qualidade. A criação da marca Maçãs de Lisboa, permitirá promover e valorizar as variedades regionais de maçã, que têm uma produção muito limitada e de baixa rentabilidade e, ao mesmo tempo, associar produtores e transformadores de maçã de modo a aumentar a produção, a transformação e a comercialização destes produtos. Pretende-se ainda criar um repositório de informação útil sobre estas maçãs e até utilizar a marca enquanto elemento agregador e valorizador dos produtos.


JANSSEN PORTUGAL

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ONDAMAR BY FURNAS

Situado na Ericeira, entre o parque de campismo e a rotunda do surfista, nasceu o restaurante OndaMar by Furnas em novembro de 2018. Luísa Lourenço é o rosto por detrás deste novo espaço e a Revista Business Portugal foi desvendar todos os ingredientes necessários para o sucesso.

D

eterminada e empreendedora por natureza, Luísa Lourenço enveredou caminho para abrir mais um restaurante em Ericeira. Para além do Esplanada Furnas (1996), Marisqueira Furnas (2007) e Luminosa by Furnas (2016), chegou a hora de abrir o OndaMar by Furnas em 2018. Para que tudo correspondesse na perfeição ao pretendido, a proprietária fez algumas mudanças no local e acrescentou uma nova sala no restaurante onde “queríamos dar um novo conceito e uma nova vida a este espaço”. As especialidades da casa assentam numa oferta diversificada dentro daquilo que o cliente Ericeira vai à

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A ONDA PERFEITA PARA SABOREAR OS AROMAS DO MAR procura. Desde o peixe até ao marisco - os reis da casa - ainda há espaço reservado para os amantes de carne. No que ao vinho diz respeito, a proprietária salienta que têm disponível todo o tipo de vinhos e para todos os gostos desde o branco até ao tinto. “Temos uma excelente variedade de vinhos de brancos e tintos. Temos toda a qualidade que o cliente exigir”, acrescentado ainda que “adaptamo-nos ao gosto dos clientes face aos pedidos que eles nos fazem. Temos muitos clientes que bebem o que sugerimos”.

“Comer com vista” Comer com vista é um dos motes que nos levou até ao novo espaço de Luísa. Nada melhor do que o OndaMar by Furnas para fazer jus ao tema. É certo que a vista fantástica para o mar (que a nova sala proporciona) vai atrair o cliente para desfrutar de um momento diferente. Para além da vista para o mar e da ótima comida que é confecionada, o parque de estacionamento e a música ao vivo foram duas das apostas para cativar os clientes. “Temos um bom parque de estacionamento, o que faz uma grande diferença, principalmente ao domingo em que Ericeira fica lotada. Temos música ao vivo ao sábado à noite com uma banda residente. A partir de maio vamos alternar, semanalmente, com


ONDAMAR BY FURNAS

outra banda”. Apesar disso e para os que não apreciam restaurante com música, dentro do próprio restaurante, existem salas com diferentes ambientes. Com uma capacidade para cerca de 300 lugares, o restaurante dispõe de uma grande área para a realização de eventos, nomeadamente o festival de verão Sumol Summer Fest em que recebem, nos respetivos dias, mais de 100 pessoas.

Feedback positivo A aceitação e o feedback em relação ao novo restaurante tem sido excelente. Luísa Lourenço chega mesmo a afirmar que “a sala com esta vista” tem sido uma das particularidades que mais marca a visita dos clientes. “Quem conhecia diz que a sala foi bem aproveitada e uma mais-valia para o espaço”.

Comer com vista é um dos motes que nos levou até ao novo espaço de Luísa. Nada melhor do que o OndaMar by Furnas para fazer jus ao tema

servir bem o cliente está presente. É mais um restaurante com vontade de trabalhar e fazer bem feito”. Porém, é importante referir o acompanhamento permanente que é dado. “Quando o cliente entra acompanhámo-lo sempre para que ele passe à frente da montra de peixe e marisco”. Mas há clientes portugueses e estrangeiros que quando entram começam por escolher na montra. “Percebemos logo quando é um cliente novo ou não. Quando conhecem escolhem na montra. Percebo logo que já cá estiveram ou então conhecem por recomendação”. Aberto todos os dias, o OndaMar promete ser diferente não só pelos sabores do mar, mas também pela qualidade do serviço que têm para oferecer. Esta é, certamente, a chave para o sucesso onde as pessoas podem visitar, aproveitar e recomendar o restaurante.

A Equipa: uma das peças chave para o bom funcionamento Num setor em que sabemos que a mão de obra qualificada é uma das dificuldades, o Restaurante OndaMar realça que a formação e o acompanhamento de cada um dos funcionários é essencial para o bom funcionamento do restaurante. Para isso, contam com uma equipa de 14 pessoas, em que cada uma é moldada à imagem da casa. Questionada sobre aquilo que os diferencia, a proprietária assegura que não estar parada faz parte do segredo. “O hábito de

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CONSTANTINOS

QUANDO O BACALHAU E O VINHO SE JUNTAM À MESA A família Constantino tem um longo passado ligado à terra, à natureza e às tradições, o que faz com que procure, constantemente, fazer chegar aos seus consumidores produtos de maior qualidade. Foi por esta razão que José Constantino, em conjunto com os seus filhos, fundaram a Constantinos.

A

empresa comemora em dezembro de 2019, 30 anos de história. José Constantino trouxe para o negócio o seu vasto conhecimento e a sua experiência, adquirida na direção de uma cooperativa militar e em várias empresas do setor agrícola. Para além da experiência imprime no negócio a preocupação com o meio ambiente. “Quando começámos o negócio havia muito a preocupação com a terra e com o mar e era uma época onde realmente se sentia com alma e coração aquilo que o nosso planeta nos dava”, explica a filha, Elisabete Constantino. São mais de 70 os colaboradores que diariamente se esforçam para servir os clientes da melhor forma possível. Para além de ser uma referência de qualidade, a Constantinos é também um forte motor económico da região proporcionando postos de trabalhos a diversas famílias e acolhendo a comunidade com necessidades especiais, apostando na inclusão.

As mil caras do bacalhau O bacalhau é conhecido pela sua versatilidade e diversidade. A empresa Constantinos trabalha com o bacalhau Gadus morhua, “pescado nas águas frias e limpas dos mares do Atlântico Nordeste” e garante que o produto e o processo são os mais tradicionais para chegar ao produto final: bacalhau salgado seco e bacalhau demolhado ultracongelado. “Apostamos neste produto por ser versátil e por representar o nosso país como nenhum outro produto. Tem pratos diversos para todos os gostos e continua, mesmo assim, a ser um dos peixes mais económicos para as famílias portuguesas”, contam. Elisabete Constantino explica ainda que “o bacalhau é um peixe cem por cento selvagem, ou seja, não tem produção em cativeiro, sendo assim um

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produto mais saudável para os consumidores”. Para além da segurança e versatilidade a empresa preocupa-se em ter um produto de qualidade que seja de fácil e rápida confeção. “O demolhado ultracongelado ajuda os clientes que não têm tempo para fazer uma boa demolha com água fria. O nosso objetivo é


CONSTANTINOS

adaptarmo-nos aos novos estilos de vida da população e, sendo assim, dar a conhecer um produto que ajuda na boa gestão das tarefas domésticas e torná-lo um produto obrigatório à mesa das famílias portuguesas. Os mais jovens procuram pratos mais rápidos, contrariamente à restante população, que ainda quer encontrar no bacalhau o sabor que os faça lembrar a infância e os antepassados. É um produto de conforto. É ainda de louvar o aparecimento de uma nova comunidade de chefes e cozinheiros jovens que começam a ver na cozinha a arte de confecionar produtos de maior qualidade”, explica. Elisabete Constantino, administradora

O bacalhau não está sozinho à mesa Ainda antes da criação da Constantinos, a família tinha uma relação muito ampla com a agricultura, inclusive com a produção vinícola. A aposta nessa área não foi imediata e o projeto ainda está a crescer, mas através de outra empresa da família, a Quinta da Almiara, a tradição continua. “Produzimos vinho puro proveniente das melhores castas. Inicialmente a produção era só para consumo próprio, mas com o tempo, fomos apresentando os nossos vinhos aos clientes da Constantinos e assim fomos angariando uma carteira de clientes. Temos vinhos que já foram premiados, um tinto e um branco, e estamos a começar a expandir o negócio com exportação e presença em feiras internacionais”. É na busca pelo melhor mercado que vem o próximo passo para o projeto.

A visão para o futuro Os objetivos para o futuro são salvaguardar os colaboradores e as suas famílias, continuar a ser íntegros, crescer passo a passo e conquistar mais mercado respeitando sempre o que a natureza proporciona. “Queremos cultivar a preservação nas novas gerações para continuarmos a ter qualidade nos nossos produtos, com o compromisso e responsabilidade merecidos. Se lutarmos, podemos ter melhores produtos e sermos mais respeitosos para com eles”, remata.

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RESTAURANTE BRISA

MARISCO FRESCO E DE QUALIDADE MARCA PRESENÇA NA ERICEIRA

“Cada pessoa é ímpar. Todos nós somos diferentes, mas únicos. É isso que torna esta experiência tão

Situado na vila turística de Ericeira, bem junto ao mar, o restaurante Brisa abriu portas há quase cinco anos. Miguel Braz é o proprietário que se dedica, de alma e coração, à preparação e confeção de marisco vivo, que marca presença logo à entrada.

fantástica”

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percurso profissional de Miguel Braz é marcado pelos 25 anos dedicados ao setor da restauração. Em 2014 decidiu avançar e criar o seu próprio negócio - o Restaurante Brisa. “O que me fez avançar para este negócio foi o saber que também ia conseguir. Foi preciso ter coragem e ter confiança naquilo que fazia”, salienta.

O marisco é o rei da casa Se o nome ‘Brisa’ nos remete para o mar, o mar remete-nos para o marisco. O restaurante tem para oferecer uma grande diversidade de mariscos, tais como percebes, santolas, bruxas, amêijoas, lagostas e lavagantes. Nos pratos, o arroz de marisco, a massada de marisco e a açorda de marisco fazem parte daquilo que é o ex-libris da casa. “Nós vendemos muito mais marisco fresco - grelhado ou cozido - do que propriamente os pratos

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confecionados”, acrescenta. A vista soberba sobre o mar faz as delícias da casa e pode fazer-se acompanhar por um bom copo de vinho. Na carta estão disponíveis vinhos (verde, tinto, branco) de várias regiões. A acrescentar à lista e de modo a apoiar a produção

local, têm na carta um vinho da Ericeira.

Mas como fazer a gestão de um produto tão delicado? Pelas palavras de Miguel, é fácil fazer a gestão do marisco. Como é um produto fresco


RESTAURANTE BRISA

e comprado vivo não há nada a temer. Adquirido em Peniche, duas a três vezes por semana, o marisco vivo é escolhido da melhor forma possível e sempre na garantia que a qualidade está em primeiro lugar. Este fator é algo que o nosso en-

trevistado não prescinde na hora de preparar cada prato.

Os clientes fazem parte da família Maioritariamente de nacionalidade portuguesa, seguida pela nacionalidade espanhola, os clientes Brisa são tratados como se fizessem parte da família. Este é um fator que cativa os clientes, não esquecendo o atendimento e o serviço de excelência, bem como a proximidade que o proprietário tem com cada um deles. “Este é um negócio feito de pessoas, em todos os sentidos, e só queremos que as pessoas desfrutem cada refeição enquanto cá estão”, conclui Miguel Braz. Sendo a alma da casa, o proprietário faz questão de se dirigir a todos os que entram no espaço, aconselhar cada prato e perceber os gostos de cada um. São os pequenos detalhes que fazem a diferença e no

restaurante Brisa a proximidade é tudo: “cada pessoa é ímpar. Todos nós somos diferentes, mas únicos. É isso que torna esta experiência tão fantástica”. Há quase cinco anos à frente deste projeto, Miguel Braz garante que a aposta foi certeira e que se revê no que construiu. “Comecei devagar, fui construindo a casa e hoje tenho clientes regulares. É ótimo saber que as pessoas vêm comer e se sentem em casa”. O restaurante Brisa é uma excelente prova da excelência e qualidade da restauração a Ericeira – os produtos são frescos, o mar faz-se presente pelo olhar e pelo olfato e a simpatia de Miguel Braz e dos colaboradores convida a ficar mais um pouco. Experimente.

Rua Capitão João Lopes 14 - Ericeira Tlf.: 261 866 447 Brisa

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RESTAURANTE/ CERVEJARIA BÚZIO

COZINHA COM SABOR A MAR

Dina Mateus Cruz, Vítor Cruz e Luís Mateus são os gerentes do Búzio – Restaurante e Cervejaria, fundado por Alberto Mateus, há 60 anos. Restaurante familiar, enraizado na pacata vila da Praia das Maçãs, Sintra, avista o alto da vigia e o mar, nos dias mais revoltos, através das suas enormes janelas.

A

lberto Mateus, fundador do restaurante, e pai de Dina e Luís Mateus aventurou-se ao abrir uma pequena cervejaria na praia, em 1959. Passados 60 anos é a terceira geração que assume o comando do atual Búzio – Restaurante e Cervejaria. “O negócio começou com os meus pais. Abriram uma pequena cervejaria, passados uns anos ampliaram para este espaço de forma a poder albergar os 130 lugares da sala de refeições e a cervejaria é onde, atualmente, está instalada a nossa garrafeira”. Os irmãos cresceram nesta casa, acompanhando o evoluir da mesma. “A nossa realidade sempre esteve ligada ao restaurante que, atualmente, gerimos com a ajuda do meu marido, Vítor Cruz e já temos a terceira geração a trabalhar connosco, o que é um ótimo presságio de continuidade deste negócio familiar”. O balanço de 60 anos de atividade é descrito com um sorriso. “Tem sido muito gratificante, trabalhoso e, por vezes, difícil, mas é um negócio familiar e fazemos questão de que se mantenha dessa forma, porque temos privilégios a que

Alberto e Fernanda Mateus , fundadores

Luís Mateus e Dina, sócios-gerentes

poucas pessoas têm acesso. O meu pai almoçava e jantava sempre com os filhos e o mesmo aconteceu com os netos, porque quando as atividades terminavam todos rumavam ao restaurante e estávamos diariamente juntos, em família”. O mesmo lema se aplica aos funcionários “Fazem parte da família! O Espinha (como é conhecido), que é o meu padrinho de batismo, trabalhou nesta casa até aos 70 anos e continua a visitar-nos com frequência. Mantemos os mesmos funcionários, o que é muito vantajoso para nós, porque eles sabem as regras da casa, os usos e costumes e é uma segurança para os clientes, uma vez que garantimos que o serviço e a qualidade a que estão habituados se mantém”. Os clientes, como não podia deixar de ser, também são os mesmos “e os funcionários já conhecem as suas preferências e apesar do restaurante estar localizado num ponto turístico muito procurado. Primamos por manter um ambiente familiar, com clien-

tes portugueses assíduos (alguns já na quarta geração), mas também recebemos muitos estrangeiros que se tornam conhecidos”. O que futuro reserva, os nossos entrevistados não sabem, mas afirmam que a carta se vai manter tal como está e apenas alteram os pratos do dia com opções que não serão encontradas na carta. “Cozinhamos de forma tradicionalmente portuguesa, não descaraterizamos a matéria-prima e primamos por garantir a qualidade de todos os produtos com que cozinhamos, por isso é que a maioria dos nossos clientes simplesmente não olha para a carta, opta por pedir o que mais gosta de comer porque (re)conhece a nossa qualidade”. A continuidade de um negócio familiar que completa 60 anos em 2019, é mote para nos revelarem que a terceira geração começa a dar os primeiros passos na gestão do restaurante, enquanto isso, a segunda geração do Búzio mostra-se orgulhosa do negócio que gerem ao recordarem os anos de dedicação ao projeto criado por Alberto e Fernanda Mateus.

Avenida Eugene Levy n.º 56 | Praia das Maças - 2705-304 Colares - Sintra | Telefone: 219 292 172 - Email: geral@buzio.pt | www.buzio.pt 110 | Revista Business Portugal maio 2019


MIYABI SUSHI

“O SABOR DA CRIATIVIDADE” BY RODRIGO MATTOS Miyabi Sushi, inaugurado a cinco de maio de 2018, em Mafra, é o restaurante de Rodrigo Mattos – o Sushiman e, mais recentemente, Empresário - que aliou conhecimento técnico e experiência à vontade de evoluir e reinventar a antiga iguaria japonesa.

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ituado na Rua Doutor Miguel Bombarda, na turística vila da Ericeira, o restaurante Miyabi Sushi conta com a assinatura de Rodrigo Mattos. Incrivelmente fresco e delicioso, o sushi servido nesta casa é de comer e chorar por mais! Familiarizado com todas as etapas relacionadas com a restauração, Rodrigo Mattos deu início a um novo projeto, idealizado à medida: o Miyabi Sushi. A palavra ‘Miyabi’ é geralmente traduzida para português como “elegância” ou “refinamento” – exatamente as características que Rodrigo intende associar ao sushi que prepara. Combinar sabores e experimentar temperos são práticas regulares do Sushiman da Ericeira.

qualidade. “Bom arroz, boas algas e peixe muito fresco é o segredo. Estamos perto do mar e, por isso, temos acesso a produtos frescos e de derivados da pesca local como ouriços-do-mar – produtos de elevada qualidade. Nós sabemos aproveitar estes recursos e temos uma boa relação qualidade/preço”. Mais do que apreciar uma gastronomia distinta, comer no Miyagi Sushi é viver uma nova experiência. O vinho, o espaço, a música e a apresentação são tão importantes como a degustação. Os clientes que visitam este espaço pagam para ser mimados. Vivem uma experiência única com cuidado e atenção reforçada. O restaurante dispõe de uma vasta carta de vinhos nacionais, uma decoração moderna e arrojada, funcionários simpáticos e atenciosos e, não menos importante, música ambiente agradável e relaxante. Rodrigo Mattos, sushiman

O Sabor da Criatividade está no Sushi Miyagi Os objetivos são claros: divulgar mais o espaço e trazer clientes de fora da região e do país. Rodrigo Mattos deixa ainda a mensagem: “venham conhecer uma casa que serve Sushi com o sabor da criatividade. Aqui tentamos ser sempre diferentes e ir mais longe do que imaginamos”, remata.

“À carta, Menu de Combinados ou À Descrição” É na simpatia, na qualidade, na forma de confeção, nos temperos e nas receitas que se sente a identidade do Miyabi Sushi. O gerente fala um pouco sobre a cozinha e explica que “este é um tipo de cozinha que permite o uso da criatividade e da imaginação. Todos os sabores são específicos e saber combiná-los é uma arte. Trata-se de um mundo que não tem fim. A carta está feita, mas não paro de incitar novas criações. Sempre que um cliente volta cá irá, certamente, experimentar uma nova criação da minha autoria”. Quem visita pode degustar o sushi de três formas distintas: à carta, menu de combinados ou à descrição – uma excelente forma de garantir opções para todas as carteiras e para todos os gostos. Neste espaço, tudo gira em torno do sushi e, por isso, é possível degustar a sobremesa ‘versão doce de sushi’ – uma doce e inovadora criação de Rodrigo Mattos. Rodrigo Mattos desvenda um dos grandes segredos do Sushi: os produtos de maio 2019 Revista Business Portugal | 111


RESTAURANTE GABRIEL

RESTAURANTE GABRIEL, ERICEIRA Prático e leve, o grelhado na brasa é uma ótima opção para qualquer época do ano. Seja peixe ou carne na brasa: um assador experiente e a frescura dos produtos - fazem toda a diferença! Por isso, nesta edição, a Revista Business Portugal apresentalhe o “Gabriel” – o local ideal para saborear um grelhado de excelência!

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omónimo do criador, o “Gabriel” é um restaurante com mais de 35 anos de história, no número 9 do Largo dos Navegantes, na vila turística da Ericeira. Seja peixe ou carne, o “Gabriel” é conhecido por servir bons e saborosos grelhados, razão pela qual a Revista Business Portugal foi conhecer o espaço e esteve à conversa com Isabel Silva e Sebastião Campos - os proprietários do restaurante. O nome do restaurante é uma homenagem a Gabriel Campos – o fundador de um pequeno snack-bar, repleto de carisma que, atualmente, dá lugar a um amplo restaurante com capacidade para mais de 100 pessoas sentadas.

A “Cultura do Assador” Uma figura icónica da Ericeira, Gabriel Campos foi um afaIsabel Silva e Sebastião Campos, proprietários

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mado assador de sardinhas que passou ao filho toda a “cultura do assar” que perdura, ainda hoje, no restaurante. Com produtos frescos, o restaurante “Gabriel” conta com a sabedoria de um assador experiente – Sebastião Campos e seu colaborador Jefferson, desde a reabertura da casa. O homem responsável pelas brasas conta com mais de 40 anos de experiência na preparação e confeção de grelhados excepcionalmente saborosos. Trata-se de uma habilidade que herdou e desenvolveu com o acompanhamento do pai. Hoje em dia, ampliado e remodelado, o snack-bar transformou-se num restaurante acolhedor e ideal para quem aprecia comer um bom grelhado. Sediado numa zona privilegiada da vila turística da Ericeira, o restaurante encontra-se em frente ao hotel Vila Galé e muito próximo da Praia do Sul. Com uma decoração peculiar, o restaurante conta com duas salas de jantar e com uma ampla esplanada para os dias quentes de Verão. Quem pela primeira vez entra no restaurante da Ericeira vê, imediatamente, uma montra de vidro repleta de peixe fresco (como carapaus, linguados, sardinhas, espetadas de lulas, douradas, robalos, salmonetes, entre muitos outros). A este respeito, Isabel Silva afirma: “O cliente entra e escolhe o peixe que quer comer. O nosso cliente é uma testemunha da frescura e qualidade dos nossos produtos. Esta montra era uma ambição que o meu marido sempre teve e que, com a remodelação, foi possível concretizar. Estamos muito satisfeitos e os clientes adoraram a iniciativa.” São muitos os detalhes que preenchem a decoração dita “peculiar” que caracteriza o “Gabriel”. Entre azuis e beges, quem visita o restaurante encontra um cenário que se adequa ao


RESTAURANTE GABRIEL

dia-a-dia de quem está de férias. Tanto os acabamentos, como o próprio ambiente remetem o visitante para a praia, com tons neutros que transmitem serenidade e calma.

Ideal para Confraternizar em Família

inclusive, que “temos clientes que nos visitam desde sempre e temos, ainda, aqueles que nos aparecem aqui por referência. São muito aqueles que cá aparecem por indicação de outros e, depois, temos os estrangeiros. A Ericeira é um ótimo local para visitar e para comer também.” A dinâmica familiar que orienta o restaurante

desde a génese é a âncora que garante a firmeza do estabelecimento há mais de 35 anos. Diz respeito a uma forma de estar que persevera gerações e que inspira as 14 pessoas (em época alta) que trabalham no “Gabriel”. Jovens com dinâmica e simpatia, prontos a servir sorrisos e amabilidade a todos os visitantes da casa.

Ideal para confraternizar em família, o restaurante “Gabriel” tem, ainda, uma casa de banho destinada aos mais pequenos. “Foi uma ideia que tive e pareceu-me ser uma boa aposta”, confessa Isabel Silva, “criar uma casa de banho para o uso, exclusivo, das crianças. Foi tudo feito à

Com uma decoração peculiar, o restaurante conta com duas salas de jantar e com uma ampla esplanada para os dias quentes de Verão medida dos mais pequeninos e tanto os pais, como os filhos ficam fãs do pequeno espaço”. Apesar da restruturação, o espaço não perdeu a identidade que sempre o definiu. “A arte de bem servir” continua a ser aquilo que mais fortemente caracteriza o restaurante “Gabriel”. Em entrevista à Revista Business Portugal, Sebastião Campos confessa que o segredo da longevidade do espaço é “a qualidade que conseguimos manter desde a abertura deste espaço”. O proprietário sublinha,

restaurantegabrielericeira

261 863 349 maio 2019 Revista Business Portugal | 113


PASTELARIA SEMPRE QUENTE

PÃO DE MAFRA “SEMPRE QUENTE” São gerentes, atendem ao balcão, confecionam, idealizam doces de excelência e compõe a equipa criativa do espaço que foi criado pelos pais, em Mafra. As irmãs Lucília e Sara Póvoa são as responsáveis pelo espaço icónico que serve pão de Mafra “Sempre Quente” e foi com elas que, nesta edição, a Revista Business Portugal teve o prazer de privar.

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anos de história e tradições vividas na pastelaria Sempre Quente são o reflexo de uma herança familiar que tem vindo a passar de geração em geração. As gerentes garantem que seguir com este desafio “foi uma boa aliança entre o gosto pela comunicação, a paixão pela pastelaria e a vontade de exprimir a nossa criatividade”.

Doces com personalidade O pão de Mafra marca a história familiar, tendo sido a primeira especialidade da casa. O cheiro a pão quente pela rua faz com que não se resiste a uma bolinha com manteiga. No entanto, com o passar dos anos, surgem novos produtos. Lucília e Sara Póvoa, como mulheres empreendedoras que são, e seguindo as pisadas dos pais – Lurdes Firmino e Pedro Póvoa - optam por uma visão mais

Lucília e Sara Póvoa, sócio-gerentes

ampla. Assim, nascem as ‘Amélias’, um doce que envolve farinha de milho, mel e canela, (já marca registada) que se propõem a homenagear as Amélias que um dia foram grandes ícones da sociedade. A Rainha Dona Amélia e a Amélia Rey Colaço são dois dos exemplos das diversas personalidades expostas na ideia. Ao entrarmos, despertamos todos os nossos sentidos com uma montra difícil de resistir. Desde as Amélias aos bolos caseiros de fatia. Porém, a aposta na diferenciação continua. Por isso, as gerentes começaram a produzir, também, pastelaria mais inclusiva tendo opções sem açúcar, sem farinha de trigo e adaptadas ao veganismo. As novas gerações já têm um lugar de destaque no negócio. Miguel Reis, filho de Lucília Póvoa, é o chefe de cozinha e uma mais-valia para o negócio. Paixão pela cozinha e, acima de tudo, pela qualidade dos produtos regionais e nacionais fazem do Miguel Reis uma figura distintiva do talento que corre no sangue da família Firmino.

Adoçar a alma e a vista Para além de adoçar a boca dos clientes, gostam de adoçar a alma e a vista dos que visitam o estabelecimento. Para adoçar a

vista contam com uma decoração reconfortante e criativa que é “muito elogiada pelos clientes. Este espaço é o reflexo das nossas personalidades. Cada uma de nós acrescenta ao negócio algo de muito importante”, explicam. Para adoçar a alma contam com a qualidade de serviço e simpatia dos sete colaboradores que recebem clientes locais, regionais, nacionais e até mesmo internacionais. “A nossa dinâmica familiar permite que exista uma relação com os clientes mais próxima e podemos assim fidelizar clientes. Nestes 20 anos acompanhamos a evolução dos nossos clientes que vinham cá com os filhos. Hoje, já são os filhos que vêm cá”, contam. Continuar a ser uma Referência no Concelho de Mafra “Temos as duas a mesma visão do futuro e estamos a remar para o mesmo lado. Os nossos objetivos são não estagnar, continuar a marcar pela diferença, manter a nossa identidade, continuar a apostar em produtos de qualidade, diversificar a nossa montra de forma mais saudável e inclusiva e continuar a ser uma referência no concelho de Mafra”.

Rua José Maria da Costa, nº 34 - Mafra, Lisboa • Telefone:261 814 527 Email: padariasemprequente@gmail.com • padariasemprequente 114 | Revista Business Portugal maio 2019


JANSSEN PORTUGAL

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“TEMOS QUE PORTUGAL PERCEBER O QUE CRIATIVO CHAMAMOS DE ESPECIAL REABILITAÇÃO” REABILITAÇÃO URBANA

Quem o afirma é Ana Pinho, Secretária de Estado da Habitação, em entrevista à Revista Business Portugal.

A

DESTAQUES 118 PAYLINK Building your Solution 121 PRISMA LATERAL “Agir com sensibilidade crítica” 122 CONFIRMINO Sempre ao seu lado 124 BUILDING TRUST “Não queríamos ser mais um, queremos ser a BuildingTrust”! 125 VF.OF ENGENHARIA E SERVIÇOS Competência e qualidade técnica ao serviço da engenharia 126 F.CIÊNCIAS ID O fomentar da investigação 128 EGGCELLENT Um conceito “ Eggcellent”

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reabilitação urbana tem crescido a olhos vistos em Portugal. Inicialmente, devido à crise que atravessou a construção civil e, atualmente, numa perspetiva de preservação do património e de fazer manter viva a história nacional. A reabilitação urbana tem, de facto, crescido a nível nacional, mas não de forma simétrica. Esse crescimento tem sido muito mais substancial em algumas zonas do país, e menos em territórios do interior ou com dinâmica de mercado mais baixa. Com a crise da construção os valores da reabilitação subiram proporcionalmente face aos da construção nova, mas por comparação. No total, a reabilitação na altura da crise não estava a subir muito, mas como a construção nova baixou significativamente, a reabilitação apresentava uma subida em proporção. Não se verificou um significativo aumento do volume de obras nessa fase. Nos últimos anos, esse aumento no volume de obras existe. Não é simétrico, como já disse, e também temos que perceber o que chamamos de reabilitação. Porque em muitos casos mais não é do que substituição de edifícios antigos por edifícios novos com manutenção de fachada ou mesmo sem isso. Em parte desta reabilitação o principal motor não está na preservação do património, mas sim na rentabilização do solo e do património construído, o que não é mau por si, desde que sejam acautelados os necessários valores de segurança, salubridade das pessoas, preservação do património cultural. Em relação a janeiro de 2018, verificou-se um aumento da atividade de 27.2 por cento, até porque as licenças para construção e reabilitação de habitações aumenttaram 40.2 por cento em 2018, face a 2017, atingindo o máximo dese 2010. Como se justificam estes valores? Exatamente pelo maior dinamismo do mercado. Pelo aumento da procura, não só para habitação, mas para outros usos, que tem levado a que haja uma atração para investimento em imobiliário. A baixa taxa de juro é outro elemento que reforça o interesse de investir no imobiliário. Por isso: aumento da procura para habitação, aumento da procura para outros fins e o investimento no imobiliário sendo visto como um investimento que traz retorno superior a outras alternativas tem feito crescer a atividade em reabilitação urbana. O turismo tem, sem sombra de dúvida, uma forte influência nesta aposta da reabilitação, concorda? Exatamente por isso é que a dinâmica da reabilitação é assimétrica. O turismo representa um aumento da procura, que compete em algumas situações pelos espaços até da própria habitação. Por exemplo, nos casos em que alojamento local pode ser desenvolvido em habitação, o turismo é um dos fatores que está por trás deste aumento da atividade.


Neste seguimento, torna-se inevitável esta questão: os interesses do imobiliário ao não baixar as rendas das habitações são uma consequência? Como avalia esta questão? Sempre que há um aumento da procura, não existindo um aumento da oferta paralelo, isto leva a aumento de preços. É indubitável que todo o efeito que haja de aumento da procura vai ter uma consequência na subida de preços. Por essa razão achamos tão importante empreender fortes medidas no sentido de aumentar a oferta habitacional a custos acessíveis, em particular no sector do arrendamento. Isto não só por via dos programas de apoio a promoção pública para habitação para arrendamento a custo acessível, como no incentivo à atividade privada. E aqui temos duas áreas que estamos a incentivar. Por um lado, o incentivo à colocação no mercado do que exista para este fim: arrendamento habitacional acessível mediante o programa de arrendamento acessível, que isenta de tributação de rendimentos todos os que decorram da inclusão neste programa. Mas também o apoio ao aumento do investimento para habitação a custos acessíveis, com a reformulação da portaria 500/97 e que veio permitir atualizar essa mesma portaria e permitir que se pudesse classificar tanto as obras de construção, como de reabilitação para venda e arredamento a custos acessíveis, como habitação a custos controlados, dando-lhe acesso a uma taxa de IVA de seis por cento. Como perspetiva o futuro da reabilitação urbana em Portugal? É um dos pilares da missão da Nova Geração de Políticas de Habitação criar as condições para que a reabilitação, tanto de edifícios, como urbana, seja a forma de intervenção preponderante em Portugal. Ou seja, nós queremos continuar a apoiar a reabilitação, porque como disse, apesar de ela estar muito desenvolvida em muitas zonas do país, não está de forma igual em todo o território. E por outro lado, o que se faz noutras zonas do país, não está de acordo com o que consideraríamos ser a reabilitação mais adequada. E então estamos a trabalhar para que todas as condições fiquem criadas. Já temos incentivos financeiros à reabilitação. Temos o IFFRU 2020 que é um instrumento financeiro com um potencial de financiamento até 1.400 milhões de euros, e que financia obras de reabilitação que estejam de acordo com as estratégias municipais de reabilitação nas ARU (Áreas de Reabilitação Urbana). E temos o Reabilitar para Arrendar, que financia reabilitação para arrendamento acessível em qualquer parte do território nacional. Paralelamente criámos também outros incentivos fiscais: os benefícios fiscais em sede de Orçamento de Estado desde 2018 já são alargados a qualquer imóvel habitacional que tenha mais de 30 anos, esteja ou não localizado em ARU. Temos também taxa de IVA a seis por cento para habitação a custos controlados, que vem já cobrir a reabilitação com esta alteração da portaria. Neste momento, cobre a habitação nova e a reabilitação com os custos acessíveis para venda e para arrendamento. Para além de todos estes incentivos e depois de eles estarem no tereno, quisemos ainda atuar em outras áreas. Nas zonas de pressão urbanística já não se justifica que existam imóveis devolutos com os instrumentos que temos de incentivo à sua reabilitação e disponibilização no mercado. Por isso promovemos não só o agravamento significativo do IMI para

João Bica/ Portal do Governo

ENTREVISTA A ANA PINHO

Ana Pinho, secretária de Estado da habitação

imóveis devolutos em zonas de pressão urbanística, como reforçamos os meios de intervenção nos municípios nas obras coercivas. E por outro lado, achamos que se queremos que a reabilitação passe de exceção a regra, temos de começar a tratar a reabilitação dessa mesma forma: como regra. Hoje em dia a reabilitação é regida pelo regime excecional de reabilitação do edificado, que é um regime excecional e temporário. A forma de resolver muitas vezes o problema é na maioria dos casos de prescindir da aplicação das normas técnicas da construção, o que não do nosso ponto de vista não é a melhor abordagem. Queremos que a reabilitação seja regra e por isso temos que ter as normas técnicas adequadas à especificidade da reabilitação e torná-la, de facto exequível. Temos, por outro lado, de garantir que a reabilitação que fazemos é uma reabilitação que, tendo em conta as legítimas expetativas económicas e sociais sobre o património construído, não põe em causa a segurança e as condições mínimas de habitabilidade. E os valores tão importantes hoje em dia, não só da preservação do património como da sustentabilidade ambiental. Achamos que a reabilitação é um instrumento fulcral para um conjunto de objetivos de política muito alargados, que vão desde a política de habitação à regeneração urbana, revitalização das nossas cidades e do nosso território de forma alargada, sustentabilidade ambiental e preservação do património, entre outras.

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JANSSEN PORTUGAL

BUILDING YOUR SOLUTION A Paylink Solutions é uma empresa de soluções de software para serviços financeiros que atua Portugal e Espanha há cerca de dois anos. Nasce da gigante Totemic Tecnologies e veio revolucionar a interação dos mercados Business to Business (B2B) e Business to Consumer (B2C), apresentando soluções e desenvolvimento de software com perspetivas inovadoras e out of the box. Entrevistamos Luís Filipe Moreira, Country Manager Portugal & Spain da Paylink Solutions.

A

Paylink Solutions surge no seguimento da evolução da Totemic Tecnologies. Qual foi a linha condutora que levou à sua criação? A Paylink Solutions surge há dois anos, anteriormente conhecida como Totemic Tecnologies - que existe há quase 30 anos – e a equipa que compõe a Paylink é a mesma que desenvolvia os sistemas tecnológicos para todas as empresas do grupo, ou seja, tem um núcleo profissional imensamente experiente. Essa experiência e know how acumulados permitiu-nos olhar para o mercado e analisar o seguinte: somos conhecidos no renting automóvel através da Red Potato, no financiamento ao crédito hipotecário através da Clever, na proteção ao crédito através da Building Block e no aconselhamento ao crédito através da Payplan – que atualmente é a segunda maior empresa do Reino Unido - e todas estas empresas trabalham com soluções desenvolvidas pela Totemic Tecnologies. Dentro do grupo ainda existe uma parte que se dedica aos pagamentos instantâneos, assente numa plataforma digital, que permite aos utilizadores a inserção do número do cartão de crédito e de débito afim de realizar o pagamento pretendido. Todas estas empresas trabalham com tecnologia desenvolvida pela Totemic Tecnologies e levantou-se a questão se seria plausível criar uma empresa que desenvolvesse soluções de

software para serviços financeiros. Analisámos a capacidade de criação, desenvolvimento em tecnologia, know how acumulado das equipas e chegámos à conclusão de que não só era possível, como necessário, afim de complementar a nossa oferta de serviços. A Paylink surge em Portugal no seguimento da capacidade das nossas equipas de criarem soluções tecnológicas à medida de cada empresa, independentemente do setor da atividade. Esta solução de software não foi implementada logo de início em Portugal, mas levou ao levantamento da necessidade de criação de outro. Como surgiu esta nova solução? Tivemos um crescimento elevado, a par com o Reino Unido, e implementámos a mesma dinâmica ao mercado espanhol. Através da plataforma é feita uma análise de risco do cliente com o intuito de saber o limite de crédito que as instituições financeiras aderentes lhe poderão conceder. Este conceito foi aplicado, numa primeira fase, em Espanha porque entendemos que a legislação estava mais desenvolvida e vigorava há mais tempo. Não podíamos estar mais corretos! Encontrámos um mercado mais aberto e disponível para o tema de open banking e o resultados assim o demonstraram: atualmente trabalhamos com um dos maiores promotores imobiliários do país e uma das maiores empresas que se

Através da plataforma é feita uma análise de risco do cliente com o intuito de saber o limite de crédito que as instituições financeiras aderentes lhe poderão conceder

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PAYLINK SOLUTIONS

dedica ao arrendamento de imóveis também trabalha connosco. Estes fatores abriram igualmente a oportunidade para a Building Block, uma companhia de seguros, que entre outras soluções, que disponibiliza seguros de proteção ao crédito, utilizando a nossa plataforma na análise de risco de crédito. Em que consiste a Building Block e como complementa as outras empresas do grupo? A Building Block é uma companhia de seguros de nicho B2B, especialista em desenvolver novas soluções neste ramo, mas também desenvolve seguros tradicionais adaptados ao cliente Corporate. Entre as várias soluções existentes, a Building Block tem no seu portofólio seguros de proteção ao crédito assente na análise de risco dos clientes e seguros de protecção de rendas, dirigido ao mercado de arrenda-

Desenvolve o seu trabalho numa lógica B2B, junto de potenciais distribuidores, tais como utilities, grupos imobiliários, retailers, Telcos e entidades financeiras enquanto eu desenvolvo a atividade da Paylink Solutions junto do mercado bancáriofinanceiro

Luís Filipe Moreira, country manager Portugal & Spain

mento. No arrendamento, por exemplo, fazemos a análise da capacidade financeira do cliente, baseada nos dados disponibilizados, e calculamos o risco (com taxa de esforço entre 30 a 45%) de não pagamento das rendas e apresentamos os resultados aos proprietários. Aconselhamos, mediante os dados apurados, a contratualização de um seguro de pagamento das rendas e, se o arrendatário não cumprir a sua obrigação, nós assumimos o pagamento das rendas, até ao prazo contratado, através da ativação do seguro. Entrámos no mercado com uma oferta muito competitiva, a todos os níveis, e está a ser um sucesso. O João Figueiredo é o responsável, em Portugal e Espanha pela Building Block. Desenvolve o seu trabalho numa lógica B2B, junto de potenciais distribuidores, tais como utilities, grupos imobiliários, retailers, Telcos e entidades financeiras enquanto eu desenvolvo a atividade da Paylink Solutions junto do mercado bancário-financeiro, ou seja, acabamos por trabalhar em parceria abrindo oportunidades de negócio para ambas as empresas, tal como aconteceu recentemente. Temos um cliente no Reino Unido que trabalha connosco na Playplan (debt advice) e queria uma solução que permitisse, de maneira muito rápida, a análise de novos clientes que pretendem aderir aos seus cartões de crédito. Ao apresentar a solução encontrada para essa finalidade, apercebemo-nos que eles tinham um produto complementar, a venda de telemóveis. Ora, como temos um seguro de proteção ao crédito, da Building Block, também apresentámos esse produto. Esta complementaridade de produtos e serviços é muito apreciada pelos nossos clientes que podem contratar várias soluções dentro do mesmo grupo empresarial. Ainda esta semana, vamos apresentar novas soluções para o mercado imobiliário nacional de aquisição e de arrendamento a um grande broker nacional e, nessa reunião, vou estar acompanhado por duas pessoas que se vão deslocar do Reino Unido porque pode ser uma oportunidade para eles compreenderem a dinâmica do mercado nacional e perceber até que ponto já dispomos de soluções para as necessidades dos operadores e dos consumidores do setor imobiliário.

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PAYLINK SOLUTIONS

A dinâmica das empresas do grupo permite abranger todos os mercados? Globalmente confinamos todos numa lógica de Board. Atualmente faço parte do Board do Grupo Totemic, empresa detentora (entre outras) da Paylink, Payplan e Building Block, o que facilita a comunicação e celeridade de implementação de processos entre todos. Como trabalhamos nos mais diversos setores de atividade, as empresas do grupo acabam por se complementar, acopulando produtos e serviços e identificando novas oportunidades de negócio. Enquanto grupo, abrangemos B2B (business to business) e B2C (business to Consumer). Enquanto Paylink Solutions trabalhamos o mercado B2B, mas quem consume os produtos dessas empresas é o consumidor final e aí pode entrar a Payplan que presta apoio à recuperação de crédito ou apoio na análise e gestão do incumprimento dos clientes. A Building Block pode funcionar numa lógica B2B, mas que, no final, pode funcionar numa lógica B2C porque vai trabalhar com as instituições financeiras porque tem o seguro de proteção ao crédito. Para além destas empresas temos a Red Potato, que trabalha na área de leasing para aquisição de viaturas, tanto no mercado B2B como no B2C. O desenvolvimento tecnológico é realizado em Portugal? Essa foi uma das questões que coloquei quando me contrataram como Managing Director de Portugal e Espanha e avancei, de imediato, que as equipas só teriam sucesso se trabalhassem a partir do local onde iria ser implementada a solução. A sugestão foi aceite, criei a minha equipa em Portugal que, por sua vez, desenvolve soluções para o mercado nacional e espanhol. Apesar disso, não deixamos de

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estar representados em Espanha, através de uma sucursal, com uma equipa nativa que comunica diretamente com os clientes de lá. A ideia do Presidente do grupo, Philip Rann, é a de expandir a área de atuação do grupo para outros países da Europa. Num futuro próximo irei a Itália e à Alemanha para me inteirar de como está a ser tratado e aceite o tema do open banking. Temos um Board muito aberto, muito recetivo a novas ideias e perspetivas. Agradeço-lhes a oportunidade que me deram e o quanto eles me têm deixado crescer ao aceitar as minhas sugestões e, mais recentemente, ao convidarem-me para ser Board Member desta empresa. Obviamente que as alterações que implementámos tiveram os seus frutos, beneficiaram as equipas do Reino Unido, de Portugal e Espanha. Para além disso, abrimos novas oportunidades de negócio nos países onde trabalhamos e, como referi, pretendemos expandir. Ingressou na Payling Solutions como Managing Director de Portugal e Espanha e, atualmente, já faz parte também do Board. Apresente-nos o seu percurso. Vim para este grupo por uma feliz coincidência. Trabalhava na Credirisk como International Business Solutions Diretor que atuava nos países africanos e da Amérca Latina, mas também participava em muitos eventos fora desses países, abrindo oportunidades para conhecer várias empresas, como o Grupo Totemic e similares. A certa altura, recebo o telefonema de uma empresa de Executive Search a indicar que receberam uma recomendação sobre a minha pessoa e que gostavam muito de falar comigo. Tinha trabalhado na Equifax, que atuava nos mercados de Portugal e Espanha, mudei para a Credirisk para poder experienciar trabalhar nos merca-

dos africanos e desempenhar funções de maior responsabilidade... Então, porque não ouvir uma nova proposta? Respondi afirmativamente, mas reforcei que gostava muito de trabalhar na empresa onde estava e nos países africanos onde tenho as minhas raízes. O processo demorou 4 meses, com várias entrevistas, propostas e desafios a serem desenvolvidos mediante as diretrizes que nos eram apresentadas. Posteriormente fui contactado novamente pela empresa de Executive Search para marcar uma reunião com o presidente do grupo. O encontro foi breve e objetivo, contratou-me em minutos para ser Country Manager Portugal & Spain da Paylink Solutions. Mais tarde foram definidos os objetivos e o que esperavam que eu trouxesse para a empresa. Chego ao grupo com imensas ideias e processos novos que podem rentabilizar ainda mais o grupo, aproveitando o know how acumulado das empresas por onde passei e pelas funções que desempenhei. Tenho a felicidade do Board aceitar implementar algumas mudanças, apostar em novas vertentes do negócio e otimizar as equipas, promovendo a interação entre elas, independentemente do facto de trabalharem em países distintos. É com orgulho que reconheço na minha equipa aptidões que não se observam nas restantes, sinto que a equipa portuguesa da Paylink Solutions é muito versátil, mais inovadora e não tem medo de arriscar ao propor soluções “out of the box”, ultrapassando o conceito “by the book” e era esse um dos meus objetivos quando abracei este cargo. Felizmente, o meu trabalho tem sido reconhecido pela direção e vi-o refletido no convite que me foi endereçado, e que aceitei imediatamente, para ser Board Member do Grupo Totemic.


PRISMA LATERAL

“AGIR COM SENSIBILIDADE CRÍTICA” Victor Henriques, CEO da Prisma Lateral – Consultoria de Engenharia e Representações, revelou à Revista Business Portugal porque é que é considerado um dos melhores exemplos de criatividade e inovação no setor da construção e reabilitação.

F

oram os 15 anos de experiência no mercado nacional e internacional da construção civil que fundamentaram e o dotaram das perspetivas necessárias para fundar a Prisma Lateral? Desenvolver um agudo senso de perceção do ambiente e da conjuntura, conhecer e compreender os mecanismos de mudança são os fatores fundamentais que procuramos para continuar a seguir o nosso caminho. Observando o passado, fazendo uma autoanálise há 15 anos e ao longo desses tempos, tive a nítida visibilidade do quanto apenas um ano de nossa vida é fundamental para nos mudar como pessoa, para mudar nossas vidas e tudo que está a nossa volta. Abordar um assunto como Mudança Organizacional não é tarefa fácil. A profundidade e a complexidade do tema, assim como a variedade de enfoques existentes, tornam o trabalho tão árduo quanto desafiador. Mas desde sempre, o tópico revelou-se apaixonante à medida que nele caminhamos e evoluímos. A maior dificuldade foi construir um corpo coerente de ideias diante de um universo teórico e prático multifacetado, que evoluiu de forma turbulenta. O nosso foco principal foi de manter sempre, uma janela aberta para o mundo, agir com sensibilidade crítica e manter a mente aberta. Incidindo o vosso trabalho na Consultoria de Engenharia e Representações, na área de estudos e projetos de engenharia civil, acompanhamento, fiscalização, construção e representação de marcas de renome internacional, quem são os vossos clientes e como se desenvolve a atividade da Prisma Lateral? Temos clientes no setor do Turismo e Lazer, Hotelaria e Restauração, Habitação, Retalho, Comércio e Serviços, assim como Distribuidores Autorizados das marcas que representamos no mercado nacional, ilhas e PALOP. A nossa atividade tem como objetivo fornecer mão de obra qualificada e capacitar os profissionais para a área de inspeção por dar suporte na gestão do departamento da qualidade. Além das atividades mencionadas, também atuamos na qualificação e desenvolvimento de parcerias contratadas pela organização, capacitando-os tecnicamente para atender aos requisitos da organização e do cliente final. A busca da competitividade relaciona-se cada vez mais com a busca do ótimo sistêmico, dentro e fora das fronteiras da empresa. Entretanto, para as empresas, o desafio hoje não se resume à gestão de suas próprias

Rua de São Lourençon.º 12 - 6º Esq. Fte.4445-596 - Ermesinde Tlf.: 220 926 194 • Email: prismalateral@outlook.com

Victor Henriques, ceo

operações. É necessário ampliar a gestão para toda a rede de valores na qual a empresa está incluída, compreendendo fornecedores e canais de distribuição. A competição hoje ocorre entre redes de valores, e não mais exclusivamente entre empresas ou cadeia de valores. Apresente um balanço da atividade da Prisma Lateral – Consultoria de Engenharia e Representações e indique quais os países onde atuam. Acreditando que a organização do futuro estaria mais voltada para os clientes, direcionamos o sentido, colocando no plano central a questão da qualidade dos nossos produtos e serviços; que a mesma teria uma relação mais próxima com a comunidade, assumindo uma postura de maior responsabilidade para com o meio ambiente; internamente, possuindo um menor número de níveis hierárquicos, e a própria hierarquia, no sentido atual, desapareceria, dando espaço à figura do líder como treinador e motivador. Iriamos depender muito mais do nível de motivação de nossa força de trabalho, que dependeria de um nível de especialização maior. Neste momento atuamos no mercado nacional e ilhas, Angola, Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Dubai, França e Moçambique. Colaboramos com processos de mudança profunda no cenário nacional da habitação, hotelaria e projetos PIN. Tivemos a oportunidade de participar em várias obras representativas a nível nacional e PALOP, estando em curso algumas em construção, projeto e anteprojeto. A nível nacional e internacional, quão premente foi a necessidade de criação da Prisma Lateral? Sendo que ao longo destes anos, vivemos uma era fáustica. Assistimos continuamente a mudanças estruturais e conjunturais impressionantes. Verificamos que os mercados, viviam por períodos de estagnação econômica e deterioração social, certamente a turbulência das mudanças foi uma necessidade e sentida. Decididamente, no nosso mercado, percebamos os contrastes na convivência entre o antigo e o moderno. Num período muito inicial, percebemos, que o paradigma mecanicista das mudanças puramente estruturais devia ser abandonado e que os administradores deviam incorporar novos valores ético-humanistas e dominar conceitos filosóficos, sociais e políticos para a condução das Mudanças Organizacionais. Dado tal analise, decidimos criar uma visão adequada para o futuro e transformar essa visão em realidade, desenvolvendo e gerenciando os recursos estratégicos necessários. maio 2019 Revista Business Portugal | 121


CONFIRMINO

SEMPRE AO SEU LADO Presente no mercado nacional há quatro anos, a ConFirmino tem vindo a impor novas formas de trabalhar, no setor da construção civil, inovando, elevando a qualidade e prestação perante o cliente. Estabelecendo parcerias com o intuito de prestar serviços de elevada qualidade e profissionalismo, Diogo Firmino assume, perante os seus clientes, que vai estar sempre ao seu lado. Conheça a ConFirmino através da entrevista ao seu CEO, Diogo Firmino. onstituída em 2015, a ConFirmino trilhou um caminho de sucesso sustentado em pilares de inovação e criatividade. Refira as motivações e objetivos que o levaram a criar a sua empresa. A Confirmino teve, essencialmente, por base os princípios vividos na era da sua criação, uma época de crise na construção e dos setores adjacentes. Na altura em que terminei a licenciatura em Engenharia Civil, a procura de profissionais com estas qualificações era diminuta ao nível nacional e, ao nível internacional, as propostas apresentadas não eram satisfatórias. Através dos estágios voluntários e curriculares

que fui realizando, cheguei à conclusão que praticamente não existiam empresas na região que prestassem um serviço completo de licenciamento ou execução com acompanhamento personalizado do cliente e da obra, ou seja, que respondesse ao seu cliente em tudo o que ele necessitava na fase de projeto e, posteriormente, em fase de obra, a um preço justo e acessível. Foram estas as motivações que me levaram a fundar a ConFirmino, bem como os objetivos de prestar ao cliente particular um serviço completo de proximidade e de inovação, de dar resposta e apresentar soluções à medida (de forma quase imediata) e de promover uma relação de proximidade entre a empresa e o cliente. Importa referir que trabalhamos com clientes particulares, pequenas e médias empresas que querem realizar o seu projeto, mas também para empresas do ramo da engenharia e/ ou arquitetura que necessitem dos nossos serviços quer de projetos, quer de acompanhamento de obras ou consultadoria.

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Especializados em prestar serviços de engenharia civil/ construção, em que aspetos se diferenciam das congéneres nacionais? O que queremos que efetivamente nos diferencie é, sem dúvida, o acompanhamento de proximidade e imediato dos nossos clientes sejam eles particulares ou empresariais. Outro aspeto importante é o facto de darmos todas as respostas que o cliente necessita para a realização do seu projeto ou da sua obra, diminuindo custos e encurtando prazos. O modelo da ConFirmino é muito diferente do da maioria das empresas, uma vez que primamos por trabalhar com uma rede de parceiros. Sendo uma empresa relativamente recente a nossa rede ainda não cobre a totalidade do território nacional, mas é, sem dúvida, nosso objetivo expandi-la. Por isso, aceitamos o envio de currículos e cartas de motivação de empresas/ particulares de engenharia, de arquitetura, de projeto e de estudos.


CONFIRMINO

Considera que a formação contínua da equipa é uma das bases para a longevidade e crescimento da ConFirmino? A pergunta é muito interessante e tem duas palavras que, quanto a mim, definem o sucesso de qualquer empresa: formação e base. A formação é essencial para as empresas e a ConFirmino não é exceção. É, inclusivamente, um objetivo para 2020, a especialização da empresa em matéria de segurança contra incêndios e medidas de autoproteção para edifícios e espaços de 3ª e 4ª categorias de risco. Além da formação contínua nas vertentes diretas de engenharia, também vamos investir neste setor, uma vez que é uma

Diogo Firmino, CEO

área em que trabalhamos há algum tempo e pretendemos continuar a ser exímios no trabalho que desenvolvemos. Quanto à base, não me refiro à base formativa, que é obviamente importante, mas sim à base pessoal de princípios e valores e se esta base for a correta dificilmente terá insucesso, pelo menos enquanto trabalhador ou parceiro da ConFirmino. Geograficamente até onde se estende a área de atuação da ConFirmino e quais os mercados abrangidos? A atividade da ConFirmino desenvolve-se principalmente nos distritos de Portalegre e Évora com a totalidade dos nossos serviços, mas também trabalhamos de Lisboa até ao Algarve. O objetivo é abranger a totalidade do território português com todos os nossos serviços através das parcerias que celebramos. Gosto de todos os projetos em que a Confirmino

esteve ou está envolvida, mas, e perdoem-me os restantes, tenho principal gosto em contribuir para o desenvolvimento das pessoas e das empresas do concelho de Sousel, local onde cresci e vivi a maior parte da minha vida. Por isso, contribuir para o seu crescimento e desenvolvimento tem, para mim, especial importância. Portugal é o destino de eleição para muitos estrangeiros se instalarem. A ConFirmino também abraça essa fatia de mercado? Obviamente que sim, o objetivo da ConFirmino é o de ajudar a realizar projetos, seja para clientes estrangeiros ou nacionais, como para os portugueses que residem fora de Portugal. É, sem dúvida, um serviço que muito atrai este tipo de clientes, principalmente para quem não está em Portugal e precisa de uma empresa confiável que trate de tudo, desde o projeto à finalização da obra.

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BUILDING TRUST

“NÃO QUERÍAMOS SER MAIS UM, QUEREMOS SER A BUILDINGTRUST”! Francisco Rei, licenciado em Engenharia Eletrotécnica, descontente com as oportunidades de emprego e com a instabilidade sentida, decidiu, em 2013, abrir a sua própria empresa: a BuldingTrust.

O

cliente foi, desde o início, um dos pilares da empresa que numa primeira experiência se focava na reabilitação. Porém, não se revendo nessa atividade, o CEO alterou o foco e “começámos a fazer instalações elétricas, de telecomunicações e de sistemas de segurança nos diversos edifícios públicos e privados”. Situados na margem sul, por mera oportunidade, é em Lisboa e no Algarve que tem o maior volume de negócios. “Desenvolvemos projetos desde a sua conceção até à instalação, executamos projetos nossos e de outras empresas de acordo com os gostos e necessidades dos clientes, bem como do espaço existente, dando largas à criatividade e inovação. Podemos ser mais interventivos e decorativos ou mais técnicos consoante os espaços e clientes com que nos deparamos”, afirma.

A luz e o seu estatuto A iluminação tem vindo a conquistar um lugar de destaque no seio dos espaços e os clientes são, cada vez mais exigentes. A mesma tendência tem vindo a na estética que assume um papel preponderante e, muitas das vezes, se sobrepõe ao conforto. “O acesso à informação de forma muito fácil leva a que o cliente idealize um espaço, mas depois corre o risco de ficar desiludido por causa dos custos que acarretam e, até mesmo, da não existência de determinadas peças de decoração ou à escassa funcionalidade dos mesmos”, explica. A evolução deste setor é notória e a preocupação com o ambiente e com o futuro começam a ser também aspetos fulcrais. “Os meios tradicionais de iluminação começam a ser extintos dando espaço a novas soluções mais amigas do ambiente como os LED´s”, esclarece o Francisco Rei.

Formas de se diferenciarem “Não se cria sem inovar, mas não se inova sem criar. Quando criei a BuildingTrust não queríamos ser mais uma a atuar neste setor, queríamos ser a BuildingTrust. Somos uma empresa jovem, mas com uma equipa muito experiente. Ao longo dos anos fomos executando diversos projetos que nos trouxeram conhecimento e acumulação de experiência e eu, enquanto rosto do projeto, sei valorizar a equipa de colaboradores que torna este reconhecimento possível”, conta. São 11 os colaboradores fixos, mas foram muitos os profissionais que se cruzaram com Francisco Rei. “O crescimento da BuildingTrust é notório e tem-se medido positivamente ano após ano. Em 2019 queremos superar as expectativas, uma vez que temos em mãos três grandes projetos, sendo estes os mais ambiciosos e desafiantes até à data. Um destes desafios é o alargamento da ala de obstetrícia do hospital dos Lusíadas, estamos a acabar o espaço comercial Leroy Merlin, no Montijo, e vamos a remodelar e a ampliar o AquaShow, no Algarve”, enumera o gestor.

Futuro Fazem parte dos projetos para o futuro da BuildingTrust “a aposta na mobilidade elétrica e entrar em novos mercados com grandes potencialidades, estabelecer novas parcerias que acrescentem valor à empresa, procurar projetos de maior dimensão ao nível nacional e avançar para uma possível internacionalização, de forma sustentada e com os parceiros certos”, remata Francisco Rei, CEO da BuildingTrust.

A segurança As mentalidades em Portugal ainda analisam a preocupação com a segurança como sendo um gasto e não como um investimento. “Sendo os sistemas de segurança facultativos, estes são, muitas vezes, esquecidos como ponto essencial do dia a dia e salvaguarda pessoal”. O administrador conta que “até mesmo em espaços em que é obrigatória e essencial é analisada como uma despesa”.

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VF.OF ENGENHARIA E SERVIÇOS

COMPETÊNCIA E QUALIDADE TÉCNICA AO SERVIÇO DA ENGENHARIA Valter Oliveira, sócio-gerente da VF.OF – Engenharia e Serviços, acredita que a formação e a qualidade técnica são um dos fatores primordiais para o sucesso de uma empresa. Ciente da importância de que é preciso motivar os seus colaboradores para estar numa constante aprendizagem, partilhou com a revista Business Portugal os valores que transporta consigo, há mais de 14 anos. Uma empresa que se mescla com experiência e juventude, procurando sempre inovar em todos trabalhos que realizam.

Valter Oliveira, ceo

A

tuando em maior volume de trabalho no mercado português, a VF.OF – Engenharia e Serviços conta com a experiência do sócio-gerente para a catapultar para um patamar competitivo face a grandes empresas do setor. Recém-chegada ao mercado, aposta na qualidade do seu trabalho e na formação da sua equipa para garantir bons resultados. Abraçar novos projetos e, em cada um deles, acrescentar valor: é esta a premissa de trabalho que Valter pretende transmitir, ao fomentar uma relação próxima, de confiança e transparência entre os seus clientes e os seus colaboradores. “A interação com o cliente é muito gratificante”, esclarece.

Equipa especializada garante qualidade dos serviços “Não é preciso saber de muitas coisas, mas do que se sabe, é preciso saber fazê-lo muito bem”, explica Valter Oliveira. É nesta visão que assenta todas as contratações que faz, apostando sempre numa equipa multidisciplinar e com várias especializações e valências. A empresa procura ter um crescimento

sustentado e sustentável, tendo sempre em conta que cada projeto passa por várias fases e mudanças e é, por isso, importante ter uma equipa sólida e especializada que, rapidamente, possa dar resposta às necessidades identificadas. Gestão de projetos na área de engenharia e de arquitetura, quer seja “na parte do projeto em si como no apoio de back office com medições, criação do caderno de encargos, desenho técnico”. O gerente acrescenta ainda que este “é um trabalho por vezes desvalorizado e que por vezes fica para último e nós prestamos este apoio imediato”. Tanto Valter como toda a sua equipa são multidisciplinares e encontram-se por isso aptos a responder a estas situações.

Internacionalização já deu o primeiro passo A braços com um projeto de Telecomunicações Móveis de grandes dimensões internacionais, a VF.OF – Engenharia e Serviços encontra-se a trabalhar na modernização da rede 2G, 3G e 4G numa das principais operadoras francesas. O projeto chegou através do “reconhecimento do nosso trabalho, muito assente no meu passado recente e na minha experiência de trabalho, que se une a uma equipa de 7 pessoas qualificadas, com idades compreendidas entre os 20 e os 48 anos”. “Reconhecimento que vem para uma empresa que, a nível nacional, ainda é considerada de pequena dimensão”, acrescenta. Este projeto é por isso muito importante para o prestígio da VF.OF pois coloca-a num posicionamento elevado face a grandes players do mercado. Assim, “o passa a palavra da nossa qualidade é a melhor publicidade e por isso temos, sempre, que prestar serviço de qualidade e excelência com todos os nossos clientes”, conclui.

Rua Professor Duarte Leite, n.º269, 5º Esq, Frente 4200-270 Porto Email: valter.f.oliveira@gmail.com Tlm.: +351 916 088 587

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FCIÊNCIAS.ID

O FOMENTAR DA INVESTIGAÇÃO Nesta edição conversamos com José Manuel Rebordão, presidente do Conselho de Administração da FCiências.ID, Luís Carriço, diretor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e com os investigadores Henrique Leitão, Joaquim Alves Gaspar e Sara Magalhães sobre a investigação desenvolvida no âmbito das Unidades de Investigação geridas pela associação FCiências.ID, em parceria com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA FCIÊNCIAS. ID, JOSÉ MANUEL REBORDÃO. Te n d o a FCiências.ID sido constituída em 2017, a sua atividade ressalta perante a comunidade científica nacional e internacional. Descreva a importância desta instituição como veículo de ligação entre os diversos polos de investigação académica e os investigadores nacionais, explicando como os pode ajudar a concretizar os seus projetos de investigação e apoiá-los na obtenção de financiamento. A Associação tem como principal função promover e facilitar as atividades de I&D dos investigadores dos seus associados, viabilizando a concentração destes nas atividades científicas e assumindo para si todas as atividades de natureza contratual, administrativa e financeira. Parece pouco, mas não é, dada a extraordinária proliferação de programas de financiamento, nacionais e internacionais, públicos ou privados, a profusão de leis, regulamentos e idiossincrasias próprias, e a flutuação de procedimentos das entidades nacionais. É da natureza da investigação a sua natureza colaborativa. Não é portanto anómalo termos consórcios (muitos dos quais lideramos) com 10 ou mais entidades, todas elas envolvidas na tramitação contratual e na execução financeira. Como lideramos a maior parte dos projetos, significa responsabilidades e tarefas acrescidas na ligação com os nossos parceiros. A experiência dos últimos 25 anos – pois antes da FCiências.ID já assumíamos a mesma cultura noutra instituição, a FFCUL – prova que este esforço rende, pois traduz-se numa extraordinária qualidade e diversidade da atividade científica. Constatamos ainda que rende a seriedade e rigor que temos posto 126 | Revista Business Portugal maio 2019

nesta gestão das atividades de I&D, pois temos uma aceitação nas entidades financiadoras que apenas pode advir da nossa credibilidade. O processo de apoio às atividades de I&D começa cedo – na compreensão e divulgação dos programas de financiamento, logo que eles são anunciados. Prolonga-se pelo apoio aos investigadores, que precisam de saber como lhes pode interessar concorrer, pela ajuda à submissão de propostas (às vezes com apoio a consultores externos, sobretudo no caso dos programas internacionais) e, mais tarde, pelas discussões com os financiadores, elaboração dos contratos, execução financeira e reporte ao financiador e documentos finais. No meio, temos contratações, aquisições, atividades de organização de eventos científicos – enfim, tudo o que for necessário para dar segurança e ambição aos investigadores e, paulatinamente, contribuir para o reforço da capacidade financeira das equipas de I&D, pois só com financiamento livre as unidades de I&D e os investigadores são capazes de determinar livremente a sua estratégia científica. Devo realçar o peso que os recursos humanos têm neste exercício. Atualmente, assumimos as responsabilidades de contratação de cerca de 300 bolseiros de investigação, de 100 investigadores e de cerca de 40 funcionários administrativos. A responsabilidade que a FCiências.ID assume em nome dos seus associados e, sobretudo, em nome dos seus investigadores, é difícil de imaginar – mas é real, impondo uma gestão financeira e de tesouraria que nunca deixa de pôr os interesses das pessoas em primeiro lugar. DIRETOR DA FACULDADE DE CIÊNCIAS DA UNIVERSIDADE DE LISBOA, LUÍS CARRIÇO. O ERC – European Research Council reconheceu o mérito e impor-

tância científica do trabalho desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, através da atribuição do financiamento a três investigadores. Refira a importância científica dos projetos de investigação e até que ponto este financiamento beneficia a reputação e credibilidade da FCUL na comunidade científica nacional e internacional. Este tipo de financiamento atribuído pelo ERC é extraordinariamente competitivo. Baseia-se na avaliação do currículo do investigador que concorre, segundo parâmetros extremamente exigentes em todas as categorias e em particular na Advanced, e que incluem o reconhecimento da excelência do investigador pela comunidade científica internacional da área da proposta. Além disso, apoia apenas projetos com um potencial impacto científico elevado, portanto investigação de ponta, incentivando projetos com também elevado risco, para os quais é sempre mais difícil obter financiamento. Trata-se ainda de quantias substanciais que permitem ao investigador contratar uma pequena equipa focada numa investigação reconhecidamente de charneira. Tem, portanto, todos os ingredientes para elevar, ao cabo do seu termo, ainda mais a excelência do investigador que encabeça o projeto e a da sua equipa na sua área de investigação. Ciências, como qualquer instituição a cujos investigadores seja atribuída uma ERC, fica a ganhar triplamente, pelo menos. Primeiro porque conquista duma instituição como a ERC, e por via da avaliação, da própria comunidade científica internacional, o reconhecimento da qualidade dos seus investigadores. Em segundo, porque assegura financiamento para fazer o que melhor sabe, investigação de elevada qualidade. Em terceiro, porque mostra a todos em Ciências que é possível e encoraja todos os nossos excelentes investigadores a concorrer no futuro. Pelo menos, porque todos sabemos, perdão, todo o mundo civilizado sabe, que o investimento em investigação e no ensino superior é condição fundamental para assegurar a


FCIÊNCIAS.ID competitividade de um país nos dias de hoje. O reconhecimento gera reconhecimento, o investimento gera investimento, e os seus resultados, materiais ou humanos, quando aproveitados, melhoram a competitividade das empresas e as próprias instituições de investigação e ensino superior, como uma bola de neve. Nesse aspeto, infelizmente, o país parte bem de trás e é extraordinário como Ciências e as instituições Portuguesas de investigação e ensino superior e os seus docentes e investigadores conseguem ter um reconhecimento internacional de excelência apesar de tudo: do fraco investimento do próprio país, e também das suas empresas, na investigação; do fraco aproveitamento de ideias e recursos humanos por pessoas, empresas e governos do país, e da incapacidade deste (ou de todos) de serem seletivos pela qualidade, e não pelo compadrio. Ciências e outras instituições de investigação e Ensino Superior em Portugal esforçam-se por mostrar que é possível. É possível sermos reconhecidos internacionalmente pela excelência científica e de investigação. As três ERCs mostram-no claramente. Como o mostram também todos os outros indicadores de excelência científica porque nos pautamos em Ciências. Aos nossos três investigadores a Faculdade de Ciências agradece profundamente, encorajando-os a eles e a outros a continuar o excelente trabalho. INVESTIGADOR HENRIQUE LEITÃO. Vencedor do ‘Advanced Grant’ descreva o quão pertinente é o facto de ter recebido este financiamento, explanando a sua reação. Projeto RUTTER – Making the Earth Global: Early Modern Nautical Rutters and the Construction of a Global Concept of the Earth (dois milhões de euros) As Bolsas do European Research Council (ERC), nos seus três níveis (Starting, Consolidator, Advanced), são sempre muito difíceis de ganhar. Exigem sempre um projeto que seja muito inovador e de grande impacto, e que o investigador responsável tenha uma sólida reputação internacional, adequada ao nível a que concorre. Gostaria, no entanto, de sublinhar que, na vida académica, mesmo as conquistas que parecem muito

individuais são sempre, em grande medida, feitos coletivos. Todos os investigadores beneficiam muitíssimo, até de maneiras que são difíceis de identificar, das comunidades académicas onde estão inseridos. No meu caso, este resultado não teria sido possível sem a Faculdade de Ciências e a FCiências. ID, sem o meu Departamento e o meu Centro de Investigação, e, acima de tudo, sem o grupo de investigadores (colegas e alunos de doutoramento) com quem trabalho mais diretamente todos os dias. Este enquadramento permite-me olhar com serenidade para o Projeto, sem dúvida ambicioso, que agora tenho pela frente. Trata-se de fazer uma reconstrução do processo histórico que levou à criação de conceitos científicos (meteorológicos, oceanográficos, geofísicos, etc) que permitem o estudo da Terra a uma escala global, a partir de documentação portuguesa e espanhola dos séculos XVI e XVII. Ou seja, mostrar como alguns aspetos concetuais do modo como entendemos a Terra foram resultado da deslocação física de pessoas, em viagens de escala planetária. INVESTIGADORA SARA MAGALHÃES Vencedora do ‘Consolidator Grant’ descreva o quão pertinente é o facto de ter recebido este financiamento, explanando a sua reação. Projeto COMPCON: Competition under (niche) construction (dois milhões de euros) Eu trabalho há 20 anos com ácaros herbívoros, pragas de culturas. A ERC prende-se com o estudo da interação entre o tomate e a competição entre várias espécies de ácaros. Nesta lógica produtivista de retorno rápido pela qual o mundo atual se rege, os financiamentos para a ciência fundamental são cada vez mais escassos. A ERC vem dar um novo fôlego aos investigadores que pretendem fazer ciência motivada estritamente pela curiosidade de compreendermos o mundo em que vivemos. Para além disso, permite assumir uma dose de risco e fazer essa ciência a uma escala impensável noutros tipos de financiamentos. Ironicamente, no meu caso, isso passa também por uma maior aproximação da minha investigação aos problemas reais da agricultura. Ter a ERC permitiu-me ainda assegurar o salário e condições de trabalho maravilho-

sas para os estudantes, cientistas e pessoas espetaculares com quem tenho tido a sorte de partilhar o meu percurso profissional. INVESTIGADOR JOAQUIM ALVES GASPAR Vencedor do ‘Starting Grant’ descreva o quão pertinente é o facto de ter recebido este financiamento, explanando a sua reação. Projecto Medea-Chart – Medieval and Early Modern Nautical Charts: Birth, Evolution and Use (1.2 milhões de euros) O projeto Medea-Chart começou em junho de 2017 e tem por objetivo resolver uma série de questões historiográficas que têm iludido os historiadores da cartografia, relativas à génese, evolução e uso das cartas náuticas durante a Idade Média e período pré-moderno (ver figura). Propomos atingir este objetivo através do uso de técnicas interdisciplinares inovadoras, em complemento dos métodos tradicionais de investigação histórica, que incluem a análise cartométrica, a modelação numérica e o exame físico dos manuscritos através de métodos multi-espectrais e de datação por carbono-14. Com uma duração de cinco anos, o projeto conta com uma equipa residente de oito membros e com um grupo de consultores externos, que inclui alguns dos melhores especialistas internacionais em história da cartografia. Passados cerca de dois anos desde o seu início, alguns resultados importantes foram já alcançados sobre a origem da cartografia náutica medieval e a estreita relação entre as cartas náuticas antigas e as técnicas de navegação.

Carta náutica portuguesa de c.1471, a mais antiga que se conhece. As linhas representam a malha de meridianos e paralelos que lhe está implícita, estimada a partir de métodos de interpolação especial. maio 2019 Revista Business Portugal | 127


EGGCELLENT

UM CONCEITO “ ” A Eggcellent foi criada com um conceito de fast healthy food em que, como o próprio nome indica, os ovos são o produto rei. A Revista Business Portugal entrevistou Manuel Arrobas, CEO da Eggcellent e ficou a conhecer um projeto onde a criatividade e as combinações improváveis imperam. projeto

O

começou de forma inesperada e deu-se pelo facto de Manuel Arrobas gostar de cozinhar e adorar ovos. Estes dois ingredientes juntaram-se para dar início à Eggcellent, que visa ter os ovos como produto base e depois acrescentar ingredientes que combinem na perfeição. O CEO explica que “a base é um dos ingredientes mais saudáveis que temos e é um dos melhores produtos para consumirmos”, acrescentando que o objetivo “é o de apresentar várias opções de ovos num cenário de fast

Manuel Arrobas, ceo

food. O ovo é um ingrediente que faz parte da nossa culinária e da nossa história, tanto nos doces como nos salgados, na Eggcellent trabalhamos mais com a parte salgada”, explana o entrevistado.

Ovo: um superalimento com potencial. Considerado por muitos um superalimento, o ovo apresenta proteína, vitaminas, minerais e antioxidantes. Com estas qualidades, Manuel Arrobas considerou fundamen128 | Revista Business Portugal maio 2019

tal encontrar grandes players no que diz respeito à distribuição de ovos. Para isso, teria de cumprir os requisitos que, ainda hoje, continua a não prescindir, nomeadamente ter ovos de ‘galinhas felizes’. “Uma vez que utilizamos cerca de 15 mil ovos por mês, achamos que a ideia principal era que fossem de ‘galinhas felizes’ e criadas ao ar livre”. Rapidamente encontraram os parceiros ideais que seguissem o mesmo modelo: a CAC - Companhia Avícola do Centro - “uma das principais produtoras de ovos a nível nacional. A CAC é altamente responsável e tem uma produção muito grande”, salienta. O ovo tem vindo a deixar de ser visto apenas como um mero lanche. Atualmente é utilizado para fazer uma refeição - almoço ou jantar - e apresenta a vantagem de ser comfort food. Na Eggcellent faz parte da lista uma panóplia de ingredientes para acompanhar as omeletes. Entre eles estão o camarão, salmão fumado, espargos, alheira, entre muitas outras sugestões que são dadas todos os meses. A apresentação de diferentes sugestões (como é o caso da combinação de pesto, ricotta, tomate cherry) também faz parte da criatividade do Chef Pedro Sommer. “Gostamos de fazer coisas que quebrem

o convencional e sejam combinações improváveis, tal como já fizemos com banana, caril e queijo da ilha. Queremos pegar em ingredientes típicos de cada país e criar um menu à volta disso e adaptado aos ovos”, afirma. Num conceito altamente abrangente e para todos os gostos, ainda há espaço para apresentar opções como os ovos benedict e os ovos rotos. Os restantes menus podem ser adaptados a cada cliente para que se sintam em casa na hora de escolher o melhor ingrediente para cada refeição.

Cinco anos de atividade A Eggcellent é marcada por cinco anos de atividade que vão ser celebrados em maio. O primeiro espaço foi inaugurado no antigo Amoreiras Plaza que deu lugar a uma loja, em novembro de 2015, no Cascais Shopping. A nova abertura foi sinónimo de mudança e de inovação, quer pela remodelação da imagem quer pela instalação de equipamentos mais sofisticados. Os próximos objetivos do CEO passarão pelo franchising e pela possibilidade de abrir novas lojas, tanto em centros comerciais como em lojas de rua. “Temos um padrão definido para todos os espaços. Sabemos os equipamentos que temos, a configuração da loja e a disposição dos nossos colaboradores, bem como a forma como trabalham”. Um dos projetos em estudo atualmente “é a abertura de um franchising no Évora Plaza onde a dinamização do centro comercial se alia a um conceito novo e diferente como o Eggcellent”. conclui Manuel Arrobas, CEO da Eggcellent. Mais informações em: www.eggcellent.pt Eggcellent.Original


EGGCELLENT

912 795 994

maio 2019 Revista Business Portugal | 129


DESTAQUES 131 PETISCOS FORA DE PORTAS Um espaço para petiscar e degustar 132 LAGAR DO AZEITE A história transforma-se, mas a tradição permanece 134 VALDEMAR COSTA Especialistas na colocação de tetos falsos há mais de sete anos 136 EFAPEL Qualidade e competitividade elevam empresa portuguesa para o mundo 138 SOMISIS 26 anos de dedicação, qualidade e credibilidade 140 RESTAURANTE A CASA ‘A Casa’ mistura cultura com aromas e sabores

130 | Revista Business Portugal maio 2019

LEIRIA E COIMBRA Leiria é cidade e capital de distrito e é, também, em toda a sua dinâmica, um centro de negócios, indústria e serviços imbatível. Aqui está concentrada a indústria dos moldes, do plástico, ambas cada vez mais viradas para a tecnologia 4.0 e inteligência artificial. Os empresários leirienses gostam de estar na vanguarda e não têm problemas em inovar, desde que essas novas técnicas e tecnologias lhes garantam maior rapidez, máxima rentabilidade e uma produtividade melhorada. Grandes empresas, exportadoras e fornecedoras de todo o país, garantem que, naquela região, exista uma das taxas mais baixas de desemprego a nível nacional, incluindo para mão-de-obra qualificada. Cada vez mais, o setor da automação e das tecnologias obriga a recrutar pessoas qualificadas e são esses quadros empresariais que garantem o sucesso e a evolução de uma empresa, muitas vezes familiar, mas que sempre se soube adaptar à realidade do mercado e à sua evolução. É também na região centro que se situa Coimbra, uma cidade que está a rejuvenescer no que ao tecido empresarial diz respeito. Estima-se que nos últimos cinco anos surgiram, no distrito de Coimbra, 2380 empresas. Assim, podemos perceber que existe uma grande potencialidade na região face ao desenvolvimento regional e à presença da inovação. Em termos de investimento estrangeiro, o distrito tem as condições necessárias para receber todo o tipo de investidores.Nesta edição da sua Revista Business Portugal poderá conhecer exemplos de empresas de sucesso, nas mais variadas áreas industriais, e também na restauração. Venha conhecer um pouco mais sobre estas regiões do centro do país, que aliam tradição histórica, modernidade e tecnologia, para criarem dois distritos dinâmicos e muito virados para o futuro.


RESTAURANTE & PETISCOS PORTAS DE FORA

UM ESPAÇO PARA PETISCAR E DEGUSTAR

L

uís Espadana assume a gerência do Portas de Fora há cerca de dois anos. Quis o destino que, após vários anos a laborar no ramo bancário, embarcasse na aventura de abrir um negócio em nome próprio. “Na altura, para aquilo que eu sabia fazer, o mercado estava saturado. Surgiu esta oportunidade, ao fim de cerca de três anos de procura, e decidi arriscar”, conta. A ousadia não se limitou à abertura do espaço que, apesar de ter já dez anos, (re)abriu portas “com um conceito diferente. Quisemos trazer o conceito dos petiscos, que não há muito em Alcobaça”. A decoração rústica com “cores escuras e pesadas” deu lugar a uma decoração “mais clean”, um reflexo da lufada de ar fresco que o Portas de Fora acabava de receber. Mas nem tudo se alterou. A cozinha continua a ser liderada pela mesma cozinheira que, há vários anos, garante “a qualidade dos produtos confecionados”.

Petiscos, mas não só! “Os petiscos são a nossa especialidade”, assume o entrevistado. As tábuas são rainhas numa mesa que se quer cheia de variedade e

Desde 2017 existem mais, e deliciosos, motivos para visitar Alcobaça. Quem visita este concelho, quer pela sua paisagem natural, quer pelo seu património histórico, pode agora deixar-se surpreender pelos sabores da cozinha tradicional portuguesa, possíveis de apreciar no Restaurante & Petiscos Portas de Fora.

mesa portuguesa. “Temos as amêijoas à bulhão pato, as gambas ao alho, as pataniscas de bacalhau, ou ainda as moelas ‘à Portas’”. Mas não só de petiscos se faz esta casa alcobacense. Os pratos, quer de carne, quer de peixe também fazem as delícias dos clientes. “Não temos muitos pratos, mas todos os que temos são de excelente qualidade”. As plumas de porco ibérico, o bife com molho de pimenta, o caril de gambas e o polvo à lagareiro são alguns dos exemplos do que de melhor se pode degustar no Portas de Fora, sempre - claro está - acompanhados pela excelência dos vinhos portugueses.

Diferencial? A qualidade

sabor. Com presunto e queijos, farinheira, mel e canela, ou com um combinado de enchidos, há opções para todos os gostos. Às tábuas de sabores juntam-se os tradicionais petiscos que ficam sempre bem em qualquer

Luís Espadana não tem dúvidas ao afirmar: “O nosso diferencial é a simpatia do nosso atendimento e a qualidade da nossa comida”. Com uma equipa de profissionais orientada para o cliente, o restaurante evidencia-se pela excelência do seu atendimento, sobejamente, elogiada por quem se senta à sua mesa. “As pessoas ficam muito satisfeitas e agradadas com o nosso atendimento. Para além disso, a qualidade da nossa comida também nos diferencia”. Com comida confecionada na hora, o Portas de Fora tem vindo a conquistar a preferência dos alcobacences e transeuntes. “Os clientes fazem muita publicidade do nosso restauran-

te. Há pessoas que vêm aqui, de propósito, porque alguém lhes indicou o restaurante. Atualmente, temos um misto de clientes. Temos muitos clientes de Alcobaça, muito por causa dos petiscos tradicionais, mas também temos muitas pessoas, portugueses e estrangeiros, que chegam até nós através do TripAdvisor”.

Consolidar o negócio Quando colocou mãos à obra – ou melhor, à comida - Luís Espadana pouco conhecia o mercado que abraçou. Agora, é diferente. Apesar de reconhecer que tem sido “uma experiência desafiante”, o balanço não podia ser mais satisfatório. Para o futuro, o entrevistado, espera a consolidação do negócio, sem nunca deixar de inovar. “Acima de tudo, espero consolidar o negócio. Torná-lo uma referência na região. Também iremos continuar a apostar na inovação, através da introdução de novos produtos e novos pratos na carta, bem como a participação na I semana gastronómica do Porco Malhado de Alcobaça, a realizar de 24 a 31 de maio”, conclui.

Rua Frei António Brandão 105-107 Alcobaça Tlf.: 262 598 072

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LAGAR DO AZEITE

A HISTÓRIA TRANSFORMA-SE, MAS A TRADIÇÃO PERMANECE

Nesta edição da Revista Business Portugal apresentamos-lhe um dos mais antigos lagares de azeite do concelho de Porto de Mós. Em funcionamento desde o final do século XIX, e explorado pela família Morgado, o Lagar de Azeite Morgado vai já na terceira geração. Um exemplo de perseverança que ainda hoje permanece a dignificar a tradição e memória das gerações de uma família.

P

aulo Ribeiro – ou melhor – Paulo Morgado, como é corriqueiramente conhecido, assume a gerência do Lagar de Azeite Morgado há cerca de 20 anos, sendo a terceira geração Morgado a assumir as rédeas do negócio. Um projeto que começou em 1820 pelas mãos do bisavô dos atual administrador. “É um lagar muito antigo, já tem mais de 200 anos e vem passando de geração em geração”, começa por confidenciar Paulo Morgado. É em plena Serra de Aire e Candeeiros, na localidade de Telhados Grandes, que podemos encontrar o famoso Lagar de Azeite Morgado. Preso a um passado de origem rudimentar, onde o esforço humano imperava, o Lagar de Azeite Morgado veio evoluindo ao longo das décadas, apostando na introdução de equipamentos modernos, garantindo desta forma um melhor desempenho em 132 | Revista Business Portugal maio 2019

toda a cadeia de produção, sem nunca perder o sabor tradicional e genuíno da região.

Azeito Morgado O Azeite Morgado caracteriza-se pela baixa acidez, que ronda os 0,4%, classificando-se na categoria Virgem Extra. Para Paulo Morgado não restam dúvidas: “Um azeite de excelência é garantido por uma azeitona de excelência”. Para isso, o Lagar de Azeite Morgado aposta numa produção proveniente das melhores azeitonas, predominantemente, vindas de oliveiras de variedade Galega. Cultivadas nos terrenos calcários da Serra de Aire e Candeeiros, as oliveiras de variedade Galega evidenciam-se pela ausência da necessidade de regadio. “A oliveira Galega é uma oliveira típica da serra, que costumamos chamar de ‘escrava’, porque não precisa ser regada. Esta variedade tem a particularidade de ir buscar ao solo os ingredientes de que necessita. Por isso, é uma variedade que se adapta muito bem aqui e produz um dos melhores azeites”. Esta variedade representa quatro quintos das azeitonas cultivadas em Portugal. O Lagar de Azeite Morgado também entra na contagem, possuindo cerca de 60 hectares de olival desta variedade, que lhe permitem produzir anualmente aproximadamente 100 toneladas de azeite, para além das cerca de 200 toneladas produzidas, por campanha, a partir de azeitonas entregues por produtores locais. O azeite é obtido, exclusivamente, através de processos mecânicos e físicos e, se outrora imperava a força humana, hoje com equipamentos modernos o processo torna-se mais simples e rápido. Desde


Lotes de Memória e Tradição

que chega às instalações do Lagar de Azeite Morgado, a azeitona entra num processo contínuo, composto por diferentes fases, que vão desde a lavagem, moagem e centrifugação. Depois, de terminado o processo o azeite está pronto a consumir, embora Paulo reconheça que “logo após a sua confeção o azeite tem um sabor mais intenso e amargo. A maioria das pessoas prefere esperar, cerca de seis meses, e só depois começam a consumir”.

Com o objetivo de desenvolver, inovar e, sobretudo, dar a conhecer a marca, quer a nível nacional, quer a nível internacional, o Lagar de Azeite Morgado dedica-se também ao processo de engarrafamento do Azeite Morgado, selecionado em lotes de Tradição e Memória. Paulo Morgado confessa que o azeite do lote Memória é o “mais apreciado pelos consumidores”. Resultado de uma rigorosa seleção de azeitonas, caracteriza-se por ser um azeite mais suave e de sabor mais frutado.

Como garantir a qualidade Para se produzir azeite de qualidade deve-se partir de azeitonas de qualidade, inteiras, sãs e maduras. Paulo Morgado confessa que as características do Azeite Morgado resultam de vários fatores, que dependem, não apenas da variedade das oliveiras, mas também, das condições climatéricas, maturação da azeitona e do processo de extração. “Existem muitos fatores que determinam as características do nosso azeite e lhe conferem um sabor suave e frutado ou ligeiramente picante” São todas estas características naturais, que associadas ao saber da extração, conferem ao Azeite Morgado qualidade singular.

De oliveiras mais novas sai o azeite do lote Tradição, característico pelo sabor frutado e ligeiramente picante. “O azeite do lote Tradição é mais apreciados pelos mais velhos, porque, de certa forma, relembra o azeite de antigamente”. Se estiver em dúvida, em relação ao azeite a escolher, fique a saber que é possível degus-

ta-lo aquando da visita às instalações do Lagar de Azeite Morgado. Uma iniciativa que Paulo reconhece satisfazer a curiosidade dos clientes. “Gostamos de dar a provar o azeite. É diferente provar antes de comprar e sei que 90% das pessoas prefere experimentar antes da compra”.

Aposta na qualidade O Azeite Morgado poderá também ser saboreado em diversos restaurantes, que já têm disponível a marca de azeite, ou ainda encontrado em diversos estabelecimentos comercias da região. “Trabalhamos sobretudo em Leiria, Caldas da Rainha, Pombal e Lisboa, embora no futuro gostasse de entrar, em força, no mercado internacional. Já vendemos alguns litros para França e Canadá, mas o grande objetivo é aumentar a quantidade, até porque temos capacidade de produzir e vender mais”. Paulo Morgado é perentório ao afirmar: “O futuro passa por continuar a produzir azeite de qualidade, acompanhando os clientes e dando-lhes uma resposta rápida e sempre que necessária”. Dando continuidade à existência de um produto de excelência e que dignifica as mesas de Portugal.

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VALDEMAR COSTA

ESPECIALISTAS NA COLOCAÇÃO DE TETOS FALSOS HÁ MAIS DE SETE ANOS Especialista na decoração de interiores e remodelação de espaços, Valdemar Costa tem mais de 10 anos de experiência. O proprietário da Valdemar Pereira Costa Unipessoal orgulha-se da qualidade com que atende os seus clientes e do atendimento personalizado que presta em todos os serviços. A Revista Business Portugal conversou com Valdemar Costa para conhecer mais sobre um dos principais especialistas na colocação de tetos falsos do país.

A

tuando em todo o mercado nacional, mas com principal enfoque na zona de Leiria e Grande Lisboa, a empresa de decoração e remodelação de espaços é uma referência na colocação de tetos falsos, divisórias e pisos flutuantes. Quer em projetos de raiz ou na reabilitação de espaços degradados, a empresa presta um acompanhamento personalizado de todo o projeto – o serviço chave na mão garante uma melhor satisfação por parte do cliente. Galerias, espaços comerciais e escritórios são alguns

dos espaços alvo das intervenções da empresa. A finalização e decoração são, contudo, a grande aposta de trabalho da Valdemar Costa. O particular é quem mais o procura. Fruto do ‘passa a palavra’, o mais antigo e mais forte meio de comunicação e difusão de ideias, a Valdemar Pereira Costa Unipessoal recebe “muitas recomendações por boca a boca e esta, para nós, é a melhor forma de nos publicitarmos”. Os tetos falsos representam o core business da Valdemar Pereira Costa Unipessoal, e são fundamentais para a conclusão de uma obra. “Se o teto falso ainda estiver em falta, não é possível acabar a obra”, explica o empresário. No portefólio, a Valdemar Pereira Costa Unipessoal conta com vários projetos que vão desde grandes empresas, como a construção do espaço de sushi do Centro Comercial de Leiria, até projetos de casas particulares. Relativamente a materiais, adequam-se às necessidades e gostos dos clientes, privilegiando sempre, no entanto, a matéria prima nacional.

Equipa que garante a qualidade de cada intervenção O proprietário conta já com 15 anos de experiência na profissão. A empresa fundada em 2012, surgiu pela forte ligação de Valdemar ao setor da decoração e remodelação. O crescimento foi evidente e exponencial, ainda que tenha surgido na altura em que o país enfrentou uma crise financeira e económica. N a s folhas de presença da Valdemar Pereira Costa Unipessoal já se contaram 30 funcionários – hoje, e face ao novo perfil procurado pelo mercado, a equipa está mais reduzida e conta com 18

Os tetos falsos representam o core business da Valdemar Pereira Costa Unipessoal, e são fundamentais para a conclusão de uma obra

Valdemar Costa, proprietário

134 | Revista Business Portugal maio 2019


VALDEMAR COSTA

colaboradores, distribuídos por todo o país. Face às necessidades sentidas, e à necessidade de dar uma resposta rápida e eficaz aos serviços, a empresa conta com a colaboração de 20 funcionários externos que garantem a manutenção de todos os trabalhos. O ano de 2019 arrancou em força, contando com trabalhos já distribuídos por todo o ano. A formação constante da sua equipa permite que os funcionários estejam sempre atualizados e informados das novas soluções de decoração e remodelação de interiores, dando especial atenção à especialização em diferentes áreas.

transformação que ela proporciona” – Valdemar Costa encontra prazer no processo de remodelação, restauro e modificação de uma obra. O principal objetivo, garante, é “superar as expectativas e no final do trabalho o cliente estar mais satisfeito do que esperava”. Ao olhar para um trabalho, “conseguimos ver quando foi a nossa empresa que fez este trabalho porque para além de trabalharmos com materiais de muita qualidade, temos um perfil próprio”, conclui o proprietário.

O antes e o depois Casas, lojas e galerias: fazem-se de memórias, histórias e vidas que se viveram. Por isso, conhecer uma obra no seu processo pré-intervenção é fundamental para delinear um bom trabalho, com qualidade e requinte. Mas para Valdemar, “o depois é sempre melhor de ser visto porque reflete uma nova história e a nova visão daquela obra”. “Sempre fiquei apaixonado pela profissão e pela

Contactos 244 802 896 911 503 328 912 161 706 Email valdemarpereira3@hotmail.com

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EFAPEL

QUALIDADE E COMPETITIVIDADE ELEVAM EMPRESA PORTUGUESA PARA O MUNDO Fundada em 1978, pelo cofundador Américo Duarte, a EFAPEL é especialista no desenvolvimento e fabrico de produtos para instalações elétricas. Reconhecida no mercado pelos elevados padrões de qualidade. Em conversa com a Revista Business Portugal, Américo Duarte recordou o passado e projetou o futuro da empresa, que passa pelo crescimento.

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oa relação qualidade-preço, rapidez e segurança na instalação e comodidade para o utilizador: são estes os pilares basilares do trabalho da empresa. Estas caraterísticas competitivas respondem às necessidades do mercado que, cada vez mais, se mostra exigente nos valores que defende. “Temos que cuidar da qualidade não só para o instalador, mas também para o utilizador que não tem conhecimentos da área. Fácil de montar e de usar é o nosso lema principal”, explica o proprietário. A qualidade não se determina apenas pela parte técnica, mas, também, pela aparência e, por isso, Américo Duarte refere que “o design é fundamental na apresentação dos nossos produtos”. Com sede numa das mais centrais regiões portuguesas, Coimbra, a EFAPEL tem uma equipa jovem que conta com cerca de 400 profissionais, distribuídos por quatro unidades industriais dotadas da mais recente tecnologia. A empresa certificada segundo as normas de Gestão da Qualidade, Gestão Ambiental e Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho, desenvolve e fabrica produtos de qualidade para instalações elétricas de baixa tensão. Com mais de 40 anos de experiência no mercado elétrico, a EFAPEL disponibiliza ao mercado gamas de equipamentos que permitem projetar e executar instalações elétricas. A especialização da equipa e a garantia de processos sustentáveis e eco-friendly são fatores determinantes para a garantia da qualidade nos seus produtos. Por isso, a EFAPEL aposta na constante formação dos seus colaboradores. O desafio é sempre delinear novas estratégias e ferramentas para vender qualidade ao melhor preço – os

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processos de fabrico cada vez mais evoluídos e automatizados são uma grande ajuda. Mas a produção é ainda, em algumas referências, feita em processos semiautomáticos, e por isso a equipa é um elemento basilar para o sucesso da EFAPEL.

Experiência que se faz de história A história da empresa remete aos anos após a mudança de regime em abril de 1974 e à “falta de oferta de produto que se sentia na confusão do pós-25 de abril. Era normal, na época, que esta mudança de regime provocasse uma convulsão e, naturalmente, o mercado ressentiu-se”. Américo Duarte percebeu que “poderíamos gerar oferta para o mercado e acrescentar valor”, pôs ‘mãos à obra’ e

deu vida à EFAPEL. Porém, durante o processo de criação da EFAPEL, deu-se uma “recuperação do mercado e, no início dos anos 80, já não havia falta de produto”, explica o proprietário. “Começámos, por isso, com dificuldades e a um ritmo lento, mas não desistimos. Começámos a registar cres-


EFAPEL

cimento, ainda que não fosse algo exponencial, até porque a nossa região não tem tradição industrial deste tipo”.

Novas visões, novos mercados O avanço da indústria fez com que a empresa procurasse evoluir e “crescer não só na cota de mercado, mas também na melhoria de condições para produzir melhores produtos”. O entrevistado realça a “redução do custo de produção como um dos principais elementos para o nosso crescimento. Conseguimos ter um produto com qualidade, preço atra-

tivo e serviço que nos permitiram competir fora do território português”. Assim, nasceu o processo de internacionalização da EFAPEL. Espanha, rapidamente, revelou uma abordagem infrutífera, apesar da proximidade de localização. O nacionalismo do povo espanhol fez com que o produto português não vingasse de imediato no mercado. A fase de apresentação da empresa aos mercados internacionais fez-se de forma gradual, com várias mutações à estratégia de comunicação, inicialmente definida. Se, num primeiro momento, o empresário optou por apostar na participação em feiras e eventos do setor na região da Alemanha, rapidamente percebeu que o contacto direto com o distribuidor seria o melhor caminho. Numa segunda fase de aproximação ao mercado espanhol, a EFAPEL optou pela “criação de uma subsidiária, promovendo a contratação de colaboradores locais”. Foi esta decisão da empresa que moldou a perceção do mercado – produção com a

qualidade portuguesa, em território espanhol. Uma aposta ganha, uma vez que, no último ano, a empresa registou uma faturação média de 9 milhões de euros nesta região. Em exclusivo à Revista Business Portugal, o empresário revelou que a EFAPEL “criou também no final do ano de 2018 uma subsidiária em França, entrando oficialmente neste mercado”. Esta aposta no mercado francês faz parte da estratégia de promoção internacional da empresa, respondendo a novas necessidades. Nas várias feiras e eventos do setor que realizam ao longo dos anos, têm “conseguido estabelecer acordos, negócios e parcerias com importadores e exportadores de todo o mundo”. Em muitos dos casos, destaca Américo Duarte, “parcerias determinantes para o nosso crescimento no mercado da exportação, tendo neste momento 1/3 das vendas no mercado externo”.

Conseguimos ter um produto com qualidade, preço atrativo e serviço que nos permitiram competir fora do território português”. Assim, nasceu o processo de internacionalização da EFAPEL Américo Duarte, administrador

SERPINS- 3200-355 Serpins • Tel.: (+351) 239 970 130 • Email: efapel@efapel.com • www.efapel.pt maio 2019 Revista Business Portugal | 137


SOMISIS

26 ANOS DE DEDICAÇÃO, QUALIDADE E CREDIBILIDADE de produtos e serviços de qualidade, a preços competitivos excedendo as suas expectativas e promovendo a sua fidelização.

Sorte? Não, qualidade!

Pedro Gaspar e António Pedro, administradores

Qualidade, especialidade, confiança e credibilidade. Assim, poderíamos começar por descrever a empresa que hoje lhe apresentamos. Com sede na Figueira da Foz, a Somisis disponibiliza ao mercado serviços de manutenção industrial. Em entrevista à Revista Business Portugal, António Pedro, fundador da Somisis, descreveu o nascer do negócio, a sua evolução e projetou o futuro da empresa, que completa 26 anos.

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ntónio Pedro é o mentor de um projeto que carrega consigo a experiência, o know-how e a credibilidade de mais de duas décadas. Para melhor compreender as origens da Somisis é necessário recuar ao ano de 1993, quando António Pedro decidiu envergar pela sua criação. O negócio floresceu na Figueira da Foz, numa altura em que a economia atravessa um período difícil. A adversidade não fez o empresário baixar os braços e o negócio, que inicialmente “começou com um empregado”, foi “crescendo lentamente”. Hoje, a Somisis conta com noventa “excelentes profissionais de todas as áreas”, que diariamente cumprem a principal missão da empresa: Proporcionar aos seus clientes elevados níveis de satisfação, através

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A Somisis dedica-se, desde a sua fundação, à prestação de serviços de manutenção industrial. Nomes como Nestlé, DOW Portugal, EDP, Fapricel, Santos Barosa, Celbi, Celtejo, ou ainda Navigator, fazem parte do vasto leque de clientes da empresa figueirense. “Trabalhamos com o Grupo Navigator há 25 anos. Foi o nosso primeiro cliente”, confessa o empresário. António Pedro reconhece que o caminho não foi fácil e só com um serviço de qualidade foi possível chegar aos grandes grupos nacionais e internacionais. “A sorte não vem por acaso. Dá muito trabalho e eu trabalhei muito para ter essa sorte”. Na verdade, acreditamos que não é sorte. A qualidade dos serviços prestados pela Somisis tem um segredo especial, que António Pedro nos revelou em entrevista. “Conseguimos manter a confiança dos nossos clientes, através da formação de bons profissionais, capazes de dar resposta eficaz e de qualidade. Temos uma característica que nos diferencia: apostamos na formação. Esta é uma área de trabalho muito rigorosa e exigente, porque exige conhecimentos e formação técnica em diversas áreas, como a eletrónica, a hidráulica, a pneumática e a informática. Para além disso, na nossa área, não há muitas pessoas formadas. Somos nós, que através dos nossos encarregados, damos essa formação”. António Pedro reconhece que a Somisis tem “uma equipa forte e que vive a empresa”. Dessa equipa, faz parte o filho, Pedro Gaspar, que há 23 anos vem acompanhando o trabalho desenvolvido pelo pai.

Qualidade reconhecida Qualidade, especialidade, confiança e credibilidade são palavras chave numa empresa que assume como principal compromisso manter a integridade, o profissionalismo e trabalho em equipa, bem como os elevados padrões de qualidade de todos os produtos e serviços, promovendo a satis-


SOMISIS

Objetivo: Evoluir e crescer Ao longo dos 26 anos de história, e de muito trabalho, a empresa foi crescendo, adaptando e alargando a área de influência, conquistando mercado e credibilidade. António Pedro mostra-se satisfeito com o trabalho desenvolvido até ao momento e confessa ainda sentir a mesma motivação do início do projeto. “Ainda há mais para conquistar. Conquistamos um nome a nível nacional, as empresas acreditam no nosso trabalho e isso é meio caminho para continuar a evoluir”.

“Conseguimos manter a confiança dos nossos clientes, através da formação de bons profissionais, capazes de dar resposta eficaz e de qualidade fação constante de todos os seus clientes. “Todos os serviços que fazemos, assumimos com uma grande responsabilidade. Procuramos, sempre, faze-los da melhor forma possível e assim satisfazer os nossos clientes”. Um empenho unanimemente reconhecido ao longo dos anos. “Na nossa área estamos muito bem vistos. Todas as empresas com que trabalhamos, gostam do nosso trabalho, o que é muito gratificante para a Somisis. Para além disso, desde 2012, somos distinguidos com o estatuto de PME Líder e PME Excelência”.

Ester Gaspar assume a gestão financeira da Somisis e, em confidencia, garante que a empresa está “bem de saúde. O balanço do último ano foi muito positivo. No primeiro trimestre de 2019 tivemos melhores resultados do que os obtidos em igual período do ano passado. Por isso, acho que 2019 vai superar as nossas expectativas”. Perspetiva-se um futuro longo e de crescente sucesso para a Somisis e o objetivo a atingir está bem definido: “O objetivo é que a empresa cresça. Estagnar não é a melhor opção. É como no futebol, quando jogamos para o empate, perdemos a vitória”. Centro Comercial Solmar Rogério Reynaud, 22 Loja 14 Buarcos 3080-251 – Figueira da Foz T. 233 438 537 M. 966 490 153 E. geral@somisis.pt www.somisis.pt

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RESTAURANTE A CASA

‘A CASA’ MISTURA CULTURA COM AROMAS E SABORES Lugar requintado num espaço privilegiado da cidade, mesmo em frente ao Mosteiro de Santa Maria de Alcobaça. As vigas e pilares de pedra a descoberto desde as obras que foram feitas pelos atuais proprietários em 1998 põem a nu uma parte da história do lugar que outrora foi moagem, depois deu lugar à Tipografia Alcobacense, até chegar à família Machado, nos dias de hoje. Os proprietários Bernardino, Teresa Machado e as filhas, estiveram à conversa com a Revista Business Portugal para dar a conhecer as melhores especialidades, sempre acompanhadas pela excelência e qualidade na execução dos pratos.

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rimor pela arte de bem servir Bernardino Machado sempre esteve ligado à restauração. Após regressar de Inglaterra procurou um espaço em São Martinho do Porto, onde em 1984 abriu o seu primeiro restaurante ‘A Casa’ em Portugal, num local onde a preferência dos clientes correspondia à forma de Bernardino trabalhar: peixe fresco selvagem e produtos de qualidade. Recentemente, acabou por arrendar esse espaço para se dedicar em exclusivo ao restaurante e garrafeira em Alcobaça, que começou por ser em 1997 apenas uma loja de artesanato e garrafeira. O restaurante surge em 2007 com o mesmo nome ‘A Casa’, com o objetivo de servir aos clientes da região e turistas pratos simples como o Frango na Púcara, um prato regional. No rés do chão do edifício existe uma sala com capacidade de 46 lugares e uma esplanada com vista para o mosteiro de Alcobaça. A decoração do restaurante está ligada à história: Eça de Queirós e Ramalho Ortigão são dois artistas com quadros expostos n’ A Casa que foram oferecidos por familiares dos mesmos aos proprietários. As especialidades centram-se no peixe fresco e nas carnes exclusivamente nacionais. Arroz de robalo com grelos, filetes de peixe com molho tártaro, salmão marinado, espetada de gambas com bacon, bife do lombo com pimenta ou com natas e cogumelos, sem esquecer o frango na púcara são alguns dos pratos que lhe vão fazer crescer água na boca. Não podemos esquecer as sobremesas, onde se destacamos os doces conventuais. Uma das receitas únicas d’ A Casa é o Bolo Real, que vem duma receita muito antiga que foi oferecida à família, feito com amêndoa, chocolate, chila, açúcar e ovos. Teresa refere que as únicas pessoas, além dela, que sabem esta receita são as suas filhas Teresa e Sílvia. A tarte de amêndoa com caramelo ou o toucinho do céu são também algumas das tentações gastronómicas imperdíveis a quem visita o espaço. No mesmo edifício podemos encontrar uma loja de artesanato com peças únicas e diferenciadoras. A poucos metros da entrada principal encontra-se a garrafeira ‘A Casa’, uma referência

Sílvia, Teresa, Bernardino e Teresa Machado

na região Oeste para quem procura um bom vinho, usufruindo de um atendimento personalizado e profissional. Estes são fatores diferenciadores na hora de escolher um bom vinho. Aqui podem encontrar-se as melhores referências nacionais não esquecendo o vinho do Porto, onde a coletânea de Vintages é extensa e ainda licores, whiskies e champanhes. Adjacente ao espaço da garrafeira, existe uma pequena sala de restaurante com pratos e petiscos. Bernardino e Teresa terminam a entrevista com um convite aos nossos leitores. “Embora seja um negócio, é também a nossa casa, onde passamos muitas horas. Queremos que os nossos clientes se sintam sempre bem-vindos, entrem num ambiente familiar e tenham uma agradável experiência gastronómica “. Motivos não faltam para visitar o restaurante ‘A Casa’ e deixar-se deslumbrar pela variedade de pratos aliada a qualidade dos produtos e serviço, sendo ainda o único restaurante em Alcobaça com aquário de marisco. E não se esqueçam ... Quem passa por Alcobaça ,não passa sem lá voltar !

Restaurante Praça 25 de Abril nº 51 /54 • 2460-018 Alcobaça Tel. 262 590 120 geral@acasarestaurante.com www.acasarestaurante.com 140 | Revista Business Portugal maio 2019

Garrafeira Rua Dom Maur Cocheril nº25 2460-018 Alcobaça Tel. 262 590 125


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DESTAQUES 144 CENTRO CLÍNICO DE ÉVORA Um aliado clínico de excelência 146 ERA ÉVORA A máquina imobiliária de Évora 149 H.M HAIR & BODY CONCEPTS “A minha profissão, é transformar e oferecer confiança”

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ÉVORA A região de Évora, tem mais de cinco milénios de história e durante os anos foram diversas as evoluções que permitiram o crescimento da região. Sobreviveu aos romanos e enfrentou o poder de Roma, que vieram permitir o seu primeiro nome: “Ebora Liberalitas Júlia”. Foi integrada na Província Lusitana na época de Augusto (r. 27 a.C.-14 d.C.). Viveu uma época obscura no período visigótico. Voltou aos tempos áureos com a dominação muçulmana que permitiu o esplendor económico e político, devido à sua localização privilegiada. Nasceram as suas famosas muralhas, um Alcácer e uma mesquita. Foi tomada pelos Mouros em 1165 e foi condenada a segunda mais importante do reino. Recebeu o primeiro foral pelas mãos de D. Afonso Henriques. Construiu-se a Sé Catedral de Évora, uma das mais importantes catedrais medievais portuguesas. Viram erguer-se mosteiros de ordens religiosas. Os marcos foram importantes e permitiram a expansão da cidade que via os seus limites a serem quebrados dando espaço para novos crescimentos, novas vitórias. É um dos mais importantes centros culturais e artísticos e conquistou direito a ter uma Universidade que dinamiza a região permitindo o impulso profissional. Évora é rica em património, em cultura, em arte e em tecido empresarial. Porém, o crescimento não estagna e dia após dia, a cidade mostra que o futuro é risonho.


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CENTRO CLÍNICO DE ÉVORA

jovem, motivo pelo qual estamos muito agradecidos, e deram-nos a oportunidade de iniciarmos o nosso trajeto profissional”, contaram Pedro Frazão e Inês Cavas. Os primeiros passos no mundo profissional foram suficientes para cativarem Pedro e Inês a darem o passo seguinte – criarem a sua própria clínica. Apesar de serem ambos médicos dentistas, o plano de negócios foi delineado para uma policlínica. “Decidimos apostar numa clínica com grande oferta diversificada de valências médicas, temos mais movimento, abrangemos um maior número de pessoas. Como plano de negócio seria o ideal e uma forma de fidelizarmos os nossos clientes. Mas acima de tudo, oferecemos conforto aos nossos clientes porque temos num só espaço uma oferta generalizada”. Assim, em 2014, surgiu o Centro Clínico de Évora - Médico e Dentário, tendo vindo ao longo dos anos a tornar-se uma referência na área da saúde da região.

Uma clínica de proximidade

UM ALIADO CLÍNICO DE EXCELÊNCIA Situada no coração da cidade, o Centro Clínico de Évora assume-se como um espaço de saúde com elevados padrões de competência, qualidade e excelência, prestando um serviço diferenciado. Sob a direção de Pedro Frazão e Inês Cavas, a clínica tem vindo a merecer o reconhecimento dos eborenses e é cada vez mais conceituada pelo seu caráter de proximidade e pelos resultados alcançados.

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edro e Inês são referências a duas figuras incontornáveis da história e da alma portuguesa, neste caso, são exemplo de empreendorismo e de sucesso empresarial. Falamos de Inês Cavas e de Pedro Frazão, diretores e médicos dentistas do Centro Clínico de Évora - Médico e Dentário. Em paralelo vivem uma história trovadora que cimenta a entrega constante ao negócio que iniciaram. Conheceram-se na universidade de Lisboa onde concluíram o curso de medicina dentária. Em 2007 começaram o percurso profissional, numa clínica em Évora: “fomos convidados para abrir a valência de medicina dentária na clínica que agora pertence ao grupo Affidea. Tinham o hábito de apostar em gente 144 | Revista Business Portugal maio 2019

Numa área como a saúde, a nobreza de servir requer em todas as componentes um serviço de excelência, oferecendo ao cliente um conforto singular e personalizado. O Centro Clínico de Évora- Médico e Dentário, reúne uma cobertura na maioria das valências médicas com um serviço exercido de forma incontornável, onde o humanismo e a próximidade com o paciente são primordiais. Se nos dias de hoje o atendimento é cada vez mais importante, torna-se igualmente relevante e fundamental espaços onde nos façam sentir únicos e onde a atenção aos nossos problemas seja colocada num prisma com particular atenção - e se há áreas onde a sensibilidade é imprescindível, a saúde é certamente uma delas. A proximidade e familiaridade são aspetos diferenciadores do Centro Clínico de Évora - Médico e Dentário: “somos essencialmente uma clínica familiar e a proximidade ao paciente é muito grande. Também por essa razão decidimos construir a nossa equipa com médicos aqui de Évora. Procurámos algumas referências, pelo profissionalismo e também pelo lado humano, isso permite-nos a dar uma resposta diária, porque os médicos são de cá, e acima de tudo, são conhecidos e conhecem a praça”, referiu Inês Cavas. A carteira de clientes que o centro clínico tem vindo a alcançar sustenta os valores de proximidade. Pedro


CENTRO CLÍNICO DE ÉVORA

Frazão destacou a importância dos valores humanos nos primeiros passos da clínica: “é sempre um grande risco abrir uma nova clínica, há sempre uma incógnita sobre o futuro e a adesão das pessoas. Tivemos a sorte de termos o nosso trabalho reconhecido e de ter pessoas a procurarem-nos. Abrimos a nossa clínica e surpreendentemente tivemos pacientes nossos, da clínica em que trabalhávamos, a procurarem-nos. Não podemos negar que isso é um orgulho para nós. Esta é uma área em que um paciente constrói uma relação de confiança, e a pessoa vai atrás do médico independentemente do espaço, depois funciona à base da referência. Foi por esses motivos que fomos crescendo e a clínica começou a ter a necessidade de expandir para outras valências. A confiança expande-se a cada uma das especialidades”.

Conforto e confiança O Centro Clínico de Évora - Médico e Dentário representa um espaço onde a satisfação do cliente estará sempre em primeiro lugar. Ao entrar na clínica o ambiente transmite uma comodidade de um hotel, com uma sala de espera inspiradora que transporta para um ambiente multicultural e transmite uma sensação de conforto único que nos afasta do incómodo muitas vezes provocado pelos ambientes clínicos. Com a filosofia de bem acolher, todos os colaboradores abordam o utente com simpatia e um sorriso

CENTRO CLÍNICO DE ÉVORA

MÉDICO E DENTÁRIO

reconfortante. A espera, embora curta, é afagada pela simpatia de uma equipa quase única na forma confortante como interage e valoriza cada cliente. Possuindo equipamentos da mais recente tecnologia, o objetivo é efetivamente servir as pessoas e a região com a máxima qualidade e rigor, sempre ciente de que a área da saúde se reveste de particular sensibilidade e exige assim uma permanente atenção, dedicação e envolvimento de todos os profissionais. Sempre atenta à evolução tecnológica no setor da saúde, o Centro Clínico de Évora - Médico e Dentário tem mostrado ao longo dos anos uma adaptação natural e um esforço de investimento na introdução de novos equipamentos e meios de diagnóstico. Com o objetivo de disponibilizar cada vez mais e melhores serviços aos seus utentes. É assim que Pedro Frazão e Inês Cavas continuam a horizontar o futuro da clínica. A curto prazo o objetivo é expandir o serviço da medicina dentária com mais uma sala, mantendo, no entanto, um investimento constante e consciente. “Há quatro anos não tínhamos noção de termos um crescimento assim, o que nos aufere uma responsabilidade acrescida, não apenas na área de gestão e da clínica como negócio, mas também na nossa oferta e na resposta aos nossos clientes. Queremos continuar a surpreender e a melhorar a qualidade do nosso serviço, afinal, estamos aqui pelas pessoas e para as pessoas, são elas que fazem a nossa clínica e é a elas que estamos agradecidos”, concluíram os diretores.

Inês Cavas e Pedro Frazão, administradores

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ERA ÉVORA

A MÁQUINA IMOBILIÁRIA está no mercado há 16 anos, no entanto, o ano de DE ÉVORA A2017ERAficouÉvoramarcado pela entrada da nova gerência da agência. Tiago

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onfiança, profissionalismo e eficácia são apenas algumas das características que fazem da ERA de Évora uma máquina de vender casas. A marca, já conhecida internacionalmente, tem vindo a dar passos importantes na capital alentejana e tem-se revelado uma peça essencial tanto mediação imobiliária, como na procura de investimento para a cidade. Tiago Seixas em conjunto com o seu pai, António Seixas são os responsáveis pela gerência da ERA em Évora e de traçarem um caminho de rigor com um destino indissociável do sucesso. A escolha pela marca foi evidente segundo conta Tiago Seixas, gerente de loja e diretor comercial: “a marca conquistou-me desde o primeiro momento pela organização, empenho e, acima de tudo, pelos valores implícitos: espírito de equipa, inovação e qualidade”. Na ERA de Évora, a aposta é claramente na qualidade do serviço presta-

João Sousa e Tiago Seixas, brokers

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Seixas e António Seixas abraçaram o desafio de dinamizar e fortalecer a marca ERA na capital alentejana.

Na ERA de Évora, a aposta é claramente na qualidade do serviço prestado ao cliente, e para isso tem como pilares imprescindíveis a formação, a inovação e a tecnologia, que têm permitido o crescimento exponencial da marca na região

do ao cliente, e para isso tem como pilares imprescindíveis a formação, a inovação e a tecnologia, que têm permitido o crescimento exponencial da marca na região. João Sousa, diretor comercial, foi uma aposta segura para tornar a empresa mais forte e coesa. Apesar de virem de ramos diferentes, foi na mediação imobiliária que viram a oportunidade de implementar o espírito empreendedor. Munidos de simpatia, rigor e profissionalismo, têm vindo a traçar um caminho de sucesso em Évora.

O mercado que enfrentam Vindos de todas as direções chegam clientes que outrora preferiam investir no Algarve ou em Lisboa. É pela tranquilidade, pela gastronomia e pelo crescimento notório do concelho que este fenómeno se


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ERA ÉVORA

tem sentido: “Évora é um destino muito aliciante para investidores. É um mercado emergente e dinâmico que tem crescido imenso nos últimos anos. A cidade tem uma localização de excelência, não só pela proximidade com Lisboa e Algarve, mas também pelo seu posicionamento estratégico entre a capital e a Europa. A indústria tem registado um grande desenvolvimento, o que também é importante na fixação das pessoas. Temos ainda o turismo, que tem vindo a oferecer novas oportunidades de negócio, como o alojamento local, bem como a escolha frequente da cidade para segunda habitação. Temos procura de todo o país e do mundo”, afirmou Tiago Seixas. Porém, admitem que o concelho é um território com falta de construção e com carência de terrenos urbanos, o que eleva os preços para o cliente.

Vantagens ERA A escolha de um imóvel é, em grande parte das vendas, a concretização de sonhos e de etapas pessoais. Perante essa responsabilidade a ERA Évora oferece, cuidadosamente, garantias de que cada cliente tem um acompanhamento cauteloso de forma a assegurar a sua satisfação. Os serviços são variados e diferenciam a ERA Évora das demais imobiliárias do mercado. A ‘Obra Nova’ é um dos projetos a ser desenvolvido em parceria com investidores e construtores para potencializar o sucesso com mais segurança: “ajudamos desde a procura das melhores oportunidades até ao processo estar concluído. Tem tido sucesso e temos um balanço positivo até agora”, sublinhou Tiago Seixas. A proximidade com a banca e os serviços ERA dispõem ao cliente opções de crédito valiosas na hora de comprar casa. A compra e venda está implícita em todas as imobiliárias, mas é na angariação que se focam, em especial, na angariação com garantia ERA. O segredo da venda é, muitas vezes, a alma do negócio. No caso da ERA Évora, o segredo vai para além de uma fórmula mágica que justifica qualquer empreendimento ou venda. Muito para além de adjetivos obrigatórios como confiança, honestidade e profissionalismo, os diretores destacaram a necessidade de ter sempre um serviço o mais humanizado possível “afinal, este é um negócio de pessoas e nunca se pode dissociar disso”.

Garantia ERA Este é um serviço que simboliza a confiança criada por esta imobiliária. A Garantia ERA é um seguro oferecido pela ERA que garante ao comprador reparações no imóvel em caso de necessidade. “Não tenho dúvidas que nos diferenciamos em muitos aspetos especialmente em inovação e qualidade de serviço. A garantia ERA para os imóveis usados, é um excelente exemplo disso. Este serviço é algo que dá aos nossos clientes mais segurança, tanto na hora da compra como na venda

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dos seus imóveis, explica. Esta garantia abrange problemas diversos como: canalização, eletricidade, fissuração, entre outros. A aposta já tem um ano e o gerente garante que tem sido um sucesso em toda a rede. É um projeto que faz da marca a escolha número um: “é uma vantagem para o cliente fazer negócio connosco. Hoje as pessoas têm mais informação, são mais exigentes e sabem comparar facilmente os produtos e serviços”.

Equipa unida, negócio de sucesso O recrutamento tem tido um papel essencial no dia-a-dia da loja. É na aposta sólida nas pessoas, na formação e na transmissão dos valores que constroem o futuro: “nós somos responsáveis pelo investimento da formação e nas ferramentas de trabalho. O nosso objetivo é dar instrumentos para o sucesso e formas de cada um atingir os seus objetivos”, referiu João Sousa. Cada colaborador trabalha um território específico, especializando-se numa zona geográfica apenas. Todos os processos têm intervenção dos vários departamentos de forma a prestar o melhor serviço possível. O objetivo é distinguir tarefas administrativas e comerciais. Um comercial não precisa de ter preocupações com a parte burocrática e isso permite que ele se concentre apenas na venda e na angariação”, explica João Sousa. “No fundo, o nosso método ajuda a concretizar sonhos, porque nos permite ter um modelo de proximidade e facilmente identificamos as melhores oportunidades para os clientes”, completa. É na proximidade com as pessoas e na transmissão de confiança que encontram a fórmula secreta e confessam que, apesar da forte aposta na componente digital, não será possível substituir o contacto cara a cara: “este negócio é feito de pessoas e isso não vai acabar, mas a tecnologia vem ajudar a melhorar o acompanhamento constante de todos os nossos clientes e os seus objetivos”.

Futuro risonho e dinâmico O setor do imobiliário tem vindo a revelar-se uma forte fonte de crescimento e desenvolvimento das regiões: “nós atraímos para a região investidores e novas famílias que acabam por fazer crescer Évora com novos negócios e novos polos de desenvolvimento de comércio e serviços”, sublinham João e Tiago. O balanço é positivo e o futuro espera-se “risonho. Estamos cá para continuar o projeto com novas instalações já para breve. O objetivo é continuar a crescer de forma sustentada e liderar o mercado imobiliário em Évora, seguindo sempre os valores que nos caracterizam”, rematam.


H.M HAIR & BODY CONCEPTS

“A MINHA PROFISSÃO, É TRANSFORMAR E OFERECER CONFIANÇA” As iniciais de Hélio Marques dão nome a um dos cabeleireiros de referência na capital alentejana. Falamos do H. M. Hair & Body Concepts, um espaço onde se pode entregar aos cuidados de quem percebe do assunto. A inovação e a criatividade são o mote para corresponder às necessidades mais exigentes da beleza e do bem-estar.

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s luzes discretas do interior denunciam o espaço, despertam a curiosidade e atraem olhares para uns exíguos metros quadrados, na rua Rua Serpa Pinto, de Évora. É o H. M. Hair & Body Concepts, um dos mais recentes salões de cabeleireiro da cidade, onde vale a pena parar. Hélio Marques é o responsável por esta obra, depois de sete anos a trabalhar em salões de referência, em Lisboa, decidiu apostar naquilo que mais ama fazer. Natural da cidade de Setúbal, foi em Évora que, em 2014, abriu as portas do seu salão. “Minha família mudou-se para cá e por consequência decidi escolher esta cidade para o meu negócio. Depois de um rigoroso estudo de mercado entendi que podia ter uma oferta diferente”, explicou. O gosto pela arte de cabeleireiro vem desde pequeno, no entanto Hélio Marques sublinha a sua passagem pela Cepab (Centro de Ensino dos Profissionais de Arte e Beleza), onde se formou. “Foi lá que reforcei e afinei o gosto que tinha, até porque os formadores nos vão cativando ao longo de todo o curso”. É precisamente na formação que o jovem cabeleireiro procura se diferenciar. “Todos os anos vou a formações, sejam em Portugal ou fora. No fundo, o conhecimento é o que nos vai diferenciar. É necessário estar sempre a par das novas tendências da moda, sendo que são muito efémeras e variáveis entre as várias faixas etárias” realçou Hélio. O salão representa marcas importantes como a Montibello, a L’Oreal e a Redken (com representação exclusiva na região). Num estilo que varia entre o urbano e o mais clássico, as marcas são essencialmente

uma primeira mostra de confiança com o cliente. “A Redken é uma marca de Nova Iorque que representamos com exclusividade. A própria marca é muito exigente e escolhe os salões apenas depois de avaliar o trabalho que estes fazem. Hélio Marques, gerente Por isso mesmo, esta representação é, por si só, uma montra daquilo que fazemos”.

Atendimento personalizado Há cabeleireiros onde nem só os pentes e as tesouras protagonizam a história. Hélio Marques pega na tesoura como um pintor pega no pincel - a relação, entre outras, está no gosto e na criatividade que ambas as artes exigem. Para além da parte técnica e do corte em si, existem outras atenções a ter. “É preciso respeitar a sensibilidade dos clientes e ter um sentido estético”, sublinhou Hélio. A forma de trabalhar é bastante distinta, seja pela classe e bom gosto, mas também pelo quase serviço de consultoria estética que desenvolve com os seus clientes. “Primeiro é preciso entender aquilo que o cliente quer. Temos o cuidado de saber o porquê do corte de cabelo e da mudança, depois dou a minha sugestão informando, por exemplo, o que o próprio corte vai realçar. Dentro do contexto podemos sugerir algo que mostre exclusividade para o nosso cliente”, reforçou. O salão de cabeleireiro funciona essencialmente por marcação, uma metodologia implementada para criar conforto e disponibilidade a quem confia nos seus serviços. Consciente da importância da estética para o bem-estar pessoal, Hélio Marques concluiu assegurando a sensibilidade necessária para dar confiança aos seus clientes: “um bom corte pode transformar por completo uma pessoa, seja no sentido estético ou psicológico. Por essa razão assumimos a responsabilidade de dar confiança aos nossos clientes”. Rua Serpa Pinto - Évora • Tlf.: 266 094 354 Email: h.m.hairbodyconcepts@gmail.com

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DESTAQUES 152 MUNICÍPIO DE BARRANCOS Barrancos, vila para conhecer e ficar 154 ATELIER KÁTIA KOELHO A Materialização Estética do Bem-Estar 156 ITC Um olhar atento e empreendedor em prol da saúde pública e ambiental 157 HVR Objetivo: crescer na área da consultadoria 158 TABERNA BELGA Uma referência na confeção de francesinhas 160 FUNPARK FÁTIMA Um Mundo de emoções para todos 162 CASAS COM ISTÓRIA A arte de vender ‘Casas com Istória’ 164 VALDITARO A arte de iluminar com criatividade

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INOVAÇÃO A inovação é uma das principais características de quem é empreendedor e quer avançar, na vida profissional e empresarial. É frequente encontrar bons exemplos, em território português, de ideias que surgiram para solucionar um determinado problema ou para dar resposta a um âmbito muito próprio e que acabaram por revolucionar setores inteiros de atividade. Os empresários portugueses são muito criativos e, mesmo as pequenas e médias empresas, que constituem, na sua maioria, o tecido empresarial português, são fábricas de ideias diferentes e inovadoras. Nas páginas seguintes, ficará a conhecer alguns exemplos de empresários empreendedores, gente capaz de implementar uma ideia e levá-la adiante, bem como de se assegurar que a mesma consegue sobreviver e dar frutos, criando empresas de valor, nomeadamente Kátia Koelho, Casas com Istória, Valditaro, entre outras que irá conhecer ao avançar nas nossas páginas. Neste sentido vamos desenvolver um trabalho, cujo tema será «Iluminação – Inovação, Design, Competitividade e Internacionalização». A crescente competitividade do setor da iluminação obriga as empresas portuguesas a valorizarem cada vez mais os fatores criativos e a apostarem na incorporação de inovação e design nos seus produtos, para que consigam diferenciar-se a nível nacional e internacional. Com este trabalho pretendemos, mostrar a excelência das empresas com soluções criativas e inovadoras e o elevado conhecimento do mercado nacional e internacional, aliado a vasta experiência.


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MUNICÍPIO DE BARRANCOS

BARRANCOS, VILA PARA CONHECER E FICAR Sobejamente conhecida pelas suas touradas e pelos afamados enchidos e presunto, a Vila de Barrancos tem muito para visitar e ficar a conhecer. Em entrevista à Revista Business Portugal, João Serranito Nunes, Presidente da Câmara Municipal de Barrancos, apresenta o concelho e as suas atividades.

E

m forma de introdução, pedia que elaborasse uma pequena apresentação sobre o município de Barrancos (principais características da localização, das gentes e da sua cultura). Barrancos é uma pequena vila com cerca de 1700 pessoas, que se localiza na raia com a Espanha, penetrando no seu território, no extremo Este do Baixo Alentejo. Desta localização geográfica resultam um conjunto de características culturais, que se consubstanciam numa forte identidade e se expressam de forma sui generis, como o são a língua própria, o Barranquenho, a familiaridade e contacto permanente com Portugal e Espanha, dando origem às manifestações culturais tão características e peculiares, como os Quintos, as celebrações do Natal, entre outras. Também a localização favorece o microclima que se reflete na cura dos afamados enchidos tradicionais e presuntos de Barrancos. As touradas colocaram o nome de Barrancos no mapa nacional, mas temos muito para conhecer e visitar. No próximo mês de junho irá realizar-se a II Corrida dos Campeões. Em que consiste este evento? E quem pode participar? A iniciativa teve na sua 1.ª edição o objetivo de homenagear os dois atletas portugueses de renome, Paulo Guerra e Manuel Damião, ambos naturais do concelho de Barrancos e contou com um número significativo de participantes. Com esta 2.ª edição pretendemos dar continuidade ao evento, com a finalidade de que o mesmo se constitua como um projeto de futuro e de incentivo à prática do desporto nos territórios envolventes, podendo a longo prazo ser uma prova de referência a nível local, regional, nacional e além-fronteiras.

João Serranito Nunes, presidente 152 | Revista Business Portugal maio 2019

Procuramos também que seja um contributo para o desenvolvimento cultural e turístico da região. Trata-se de uma corrida aberta a quem queira participar e que tenha as devidas capacidades físicas. Como avalia a importância da realização deste tipo de eventos para a promoção de Barrancos quer a nível nacional como internacional? Numa primeira avaliação e dado o número de atletas participantes, bem como a cobertura mediática que lhe foi proporcionada e tendo em conta que se faz a ligação entre duas terras vizinhas, Barrancos e Encinasola, o eco da corrida é um bom veículo de promoção do nosso território. Qual o balanço que faz da primeira edição desta Corrida dos Campeões? O balanço que fazemos da primeira edição é extremamente positivo. Pois quer o número de participantes, quer a qualidade patenteada pela sua maioria, que queremos anualmente melhorar, asseguram um futuro risonho a este evento local. Elabore um convite aos nossos leitores para que visitem o Município de Barrancos. Barrancos é uma vila pitoresca, situada no Alentejo profundo, com um conjunto de valores patrimoniais, culturais e gastronómicos, que vale a pena conhecer. Desde as mais belas paisagens, que abundam por todo o concelho, às muitas iguarias, como o Presunto, os enchidos, o Pinhonate, passando pela hospitalidade e pelas tradições únicas, todos os detalhes são argumentos para convencer qualquer visitante.


MUNICĂ?PIO DE BARRANCOS

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A MATERIALIZAÇÃO ESTÉTICA DO BEM-ESTAR

Cátia Coelho, CEO

Decorar um espaço é materializar bem-estar e tranquilidade. Por isso, nesta edição, a Portugal em Destaque apresenta-lhe o Atelier Kátia Koelho, o intermediário perfeito entre os desígnios do cliente e a sua materialização estética!

A

rquitetar e criar o design de um espaço interior está também instigado como uma arte, afinal, a criação e a criatividade estão-lhe inerentes. Esta arte tornou-se reconhecida por muitos e é hoje um elemento diferenciador e apelativo nos interiores de uma casa contemporânea, de um espaço corporativo, ou de um hotel. A energia que a arte espalha na espacialidade de um espaço incute alma e torna os ambientes carismáticos, com identidade. É uma área especializada, multidisciplinar e, por isso, nem todos temos o dom de saber criar espaços de sonho. Por outro lado, Cátia Coelho Ambiente hall de entrada

Ambiente sala

Design de produto, fabrico próprio do mobiliário e apresentação de projetos 3D são serviços que surpreendem os clientes 154 | Revista Business Portugal abril 2019

é mestre nesta arte. “Desde pequenina que a minha brincadeira com as Barbies era decorar a casa delas e mudar constantemente as coisas”, contou-nos Cátia Coelho. Talvez desde pequena, a arte de criar, recriar e arquitetar um espaço lhe estivesse incutida no sangue. Licenciada em Design, Cátia Coelho sempre ambicionou materializar os desejos das pessoas, através da decoração e do design. Assim, de forma natural, acabou por materializar o sonho de ter um espaço próprio. Designado com assinatura própria, o Atelier Kátia Koelho, localizado em Barcelos, nasce na realização de uma paixão. “Eu já tinha a ideia de ter um espaço meu, era um sonho que eu tinha, e quando ponho uma coisa na cabeça,


ATELIER KÁTIA KOELHO eu tenho de conseguir. Sempre tive uma paixão pelas artes, e cada vez se torna mais intenso. Fui dando passos até perceber que era este o caminho que queria seguir e na área que realmente me fascina”, explicou a administradora. Desde de 2016 que o projeto tem vindo a crescer e apenas três anos após a sua fundação é já uma referência a nível nacional. O segredo por trás deste crescimento foi-nos simplificado pela administradora: “é fazer o que se ama”.

Materialização de estilos e personalidade Os projetos de decoração desenvolvidos pelo Atelier Kátia Koelho adaptam-se aos estilos que refletem o gosto e a personalidade dos clientes. À maneira mais clássica, ou de forma moderna e arrojada, os projetos de decoração do atelier de Barcelos não estão circunscritos a um só estilo. Desde o casual chic ao minimalista, passando pelo contemporâneo, o romântico, o industrial, o vintage ou o rústico, o Atelier Kátia Koelho é capaz de criar todo o tipo de projetos de design e decoração de interiores. Neste sentido, em entrevista, Cátia Coelho sublinha que “o nosso objetivo é a personalização. Não temos projetos standard, nem um estilo definido. Cada caso é um caso. A finalidade é sempre satisfazer os desejos de quem procura os nossos serviços”. A criatividade é inerente a cada projeto e, depois de uma reunião com o cliente, Cátia Coelho atenta aos detalhes e à sua imaginação para criar um projeto em 3D. Com o objetivo de surpreender positivamente cada cliente, a administradora garante que “praticamente todos os projetos são aprovados pelos clientes”. Apesar do atelier ter “um estilo camaleão”, Cátia Coelho sublinhou: “queremos fazer sempre de forma diferente. Todas as pessoas são diferentes, com gostos diferentes, mas queremo-nos distinguir por fazermos coisas fora da caixa, que mais ninguém faz, mas claro, sem nunca esquecer aquilo que o cliente deseja”.

Profissionais experientes e atentos Contando com uma equipa ativa de profissionais e atentos aos desejos dos clientes, em constante atualização relativamente a software e às últimas tendências da decoração, o Atelier Kátia Koelho cria todo o tipo de projetos de design e decoração de interiores. Os gostos e as necessidades dos clientes são, segundo afirma Cátia Coelho, “a nossa prioridade”.

Equipa atelier Kátia Koelho

Presente nas melhores feiras nacionais e internacionais de design e decoração, acompanhando o que se faz em Paris e Madrid, o Atelier orgulha-se de “marcar pela diferença”. A designer responsável pelo atelier explica: “representamos grandes marcas e procuramos ter fornecedores de qualidade e produtos exclusivos.”

O grupo Forsize e o Atelier Kátia Koelho Parte da sociedade que compõe o grupo Forsize (com sede em Braga), o Atelier Kátia Koelho apresenta um vasto leque de serviços. A correlação do atelier com a empresa jovem e dinâmica, perita em projetos de arquitetura, construção, carpintaria e serralharia - o Grupo Forsize – permite-lhe apresentar projetos ‘chave na mão’ e variados serviços complementares. Entre eles, o design de produtos e o fabrico próprio de mobiliário, o planeamento de eventos e comunicação, remodelações ou acompanhamento de obra. A par disto, ainda comercializam candeeiros, alcatifas, quadros, espelhos, papel de parede, cortinados, peças decorativas, entre outros.

O processo de internacionalização

A equipa prima por superar as expectativas dos clientes com propostas “fora da caixa” usufruindo da criatividade, que lhes é inata, alidada a grandes marcas Lisboa. Mas não se fica por aqui! O processo de internacionalização do Atelier já começou. Os projetos com a assinatura de Kátia Koelho estão presentes em cidades como Paris ou locais como o Principado do Mónaco. De forma natural, e por meio da recomendação, a expansão da carteira de clientes do Atelier Kátia Koelho é uma realidade sem demarcações fronteiriças. Ambiente suite

Com intervenção por todo o Portugal Continental, o Atelier Kátia Koelho conta com projetos desenvolvidos nas cidades de Barcelos, Braga, Porto, Viana, Esposende, Famalicão, Guimarães, Apúlia, Monção, Valença, Maia, Gondomar, Ermesinde, Coimbra e

Rua Tomé de Sousa Edifício Diamante 76 C - Arcozelo 4750-217 Barcelos | Tlf.: 253 030 401

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ITC

UM OLHAR ATENTO E EMPREENDEDOR EM PROL DA SAÚDE PÚBLICA E AMBIENTAL A ITC (Investigação Técnica e Química) fundada em 2011 vem trazer para o mercado, produtos químicos mais eficazes e mais amigos do ambiente. A revista Business Portugal esteve à conversa com Mónica Marques, CEO, no sentido de entender os produtos desenvolvidos e as suas valências.

H

avia uma falha no mercado que tinha de ser colmatada com produtos químicos mais adequados e capazes de solucionar alguns problemas do foro industrial como a segurança e a saúde. “Os nossos produtos são uma solução para substituir muitos outros já existentes no mercado, mas com a garantia de serem mais benéficos para a vida das pessoas e dos equipamentos utilizados nos ambientes industriais”. “Os produtos são vendidos em formato de concentrados e, com eles, é disponibilizada a dosagem correta para que ao diluir consigam ter diferentes produtos dependendo da percentagem de concentrado”, explica. É na substituição de produtos como os diluentes, o cloro e produtos para esgotos que querem continuar a investir convencendo, a cada dia, novos clientes a aderir a fórmulas mais nocivas. Os principais clientes são as indústrias ligadas ao mercado automóvel, da madeira, da cortiça e da metalúrgica. Porém, é no setor das limpezas fabris, empresariais e domésticas que vem, mais recentemente, uma nova oportunidade de negócio.

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Mónica Marques, CEO

O setor em Portugal “Estamos num país em que ainda conta mais o preço do que a qualidade e tivemos de dar muitas provas das valências dos nossos produtos”. A introdução do produto foi complicada e lenta, no entanto, começam a construir a sua própria carteira de clientes. “O setor químico em Portugal é muito bom e devia ser mais reconhecido e valorizado”, afirma. Existem algumas dificuldades que se impõem nesta valorização. Se, por um

de serem as principais impulsionadoras da economia local e nacional, são severamente prejudicadas pelas normas impostas. Para além destas, a população portuguesa ainda escolhe os produtos pelo preço e não pela qualidade. “É preciso um preço justo para a qualidade do produto que temos”, conta. Por fim, mas não menos importante, é um entrave a mentalidade do colaborador português que procura num administrador a atitude de um chefe que controla cada passo, ao invés de procurar um líder que valoriza o trabalho de equipa e o esforço para o bem comum. A ITV conta com cinco colaboradores técnicos e com uma equipa exterior de vendedores e técnicos de controlo de qualidade. Todos os colaboradores têm ao seu dispor, formações (através da empresa parceira LTMed) e todas as condições de segurança. “A indústria química tem de ter muitos procedimentos como: plano de segurança, vestuário próprio obrigatório, zonas distintas para cada produto, mantas, extintores, rigor máximo, kit especial de primeiros socorros, seguros de responsabilidade civil e outros seguros.

Futuro

lado, existe uma legislação ambiental quer eliminar o diluente a curto/médio prazo substituindo pelos produtos mais ambientalistas, como os da ITC. Por outro lado, há um estrangulamento das empresas, em especial das pequenas empresas que, apesar

A administradora não esconde que está previsto, no futuro, a venda de produto já diluído para a população, em geral com marca registada e adaptado às funcionalidades do dia-a-dia. Ainda longe de se concretizar, mas já com ideias de introduzir alguns detalhes como cheiro a lavanda ou jasmim o projeto está ser planeado. Para além deste projeto, o objetivo é “crescer, ser PME e criar novas dinâmicas. Eu acredito na empresa e nos valores da empresa”, remata.


HVR BUSINESS CONSULTING

OBJETIVO: CRESCER NA ÁREA DA CONSULTADORIA

Hugo Velez Ribeiro, CEO

O

Com três anos de atividade, a HVR, criada por Hugo Velez Ribeiro, concentra a sua atividade em serviços de contabilidade. Com uma vasta experiência, o CEO, inserido no mercado da capital, tem como objetivo evoluir de forma sustentada.

crescimento foi gradual e natural. Ano após ano tem visto a sua empresa crescer em serviços e clientes. 80 por cento do volume de negócios deve-se aos serviços de contabilidade, dos quais fazem parte “consultadoria financeira, consultadoria fiscal e apoio ao investimento privado, especialmente no mercado imobiliário”, fruto também do boom que o setor tem sentido em Portugal e, particularmente em Lisboa, onde estão sediados. “Hoje os clientes são mais exigentes e têm mais conhecimento sobre os nossos serviços, sendo assim, estão atualizados, podendo comparar facilmente os nossos serviços com a concorrência. Para combater esse aspeto, destacamo-nos pela proximidade ao nosso cliente e por sabermos ouvir e adaptar os nossos serviços às suas necessidades”, explica. É no setor do imobiliário que detém 60 por cento dos clientes. Porém, existem outros negócios, como serviços de mobilidade e formação profissional, que ajudam a atingir os objetivos propostos. A legislação é um dos desafios que encontram. Hugo Velez Ribeiro caracteriza a legislação como sendo “um entrave e, simultaneamente, uma oportunidade”. Entrave na medida em que há diariamente mudanças

e oportunidade pela possibilidade de surgirem novos nichos de mercado aos quais se tem de adaptar e se reinventar. A inovação e a tecnologia são dois pilares fundamentais

do setor, porém, são processos morosos devido à instabilidade e mudança constante do paradigma. É na aposta na inteligência artificial e substituição parcial

da mão de obra por tecnologia capaz de responder às situações que considera estar o futuro da profissão. “Tenho cada vez mais ferramentas que permitem já fazer mais em menos tempo, mas as exigências também vão sendo superiores e quando se consegue fazer mais há espaço para aparecer novos negócios”, explica. São quatro os colaboradores que vão fazendo a empresa crescer sendo a contratação de pessoas especializadas um dos maiores entraves ao crescimento da HVR, muito devido às formações insuficientes e pouca preparação universitária para o mercado profissional.

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TABERNA BELGA

UMA REFERÊNCIA NA CONFEÇÃO DE FRANCESINHAS Situada na cidade de Braga, a Taberna Belga ganhou fama pelas suas francesinhas que se fazem acompanhar pela ampla carta de cervejas. A Revista Business Portugal conversou com Sérgio Mota, o fundador de uma casa que conta já com 13 anos de histórias.

N

um ato de empreendedorismo, o proprietário da Taberna Belga não teve mãos a medir. Em 2008, apercebeu-se de algumas lacunas em Braga e decidiu apostar num conceito diferenciador. “Este projeto surgiu com uma ideia de mercado que naquela altura não havia, ou seja, em Braga não tínhamos cervejarias com horários noturnos. Lembrei-me de abrir um espaço para que as pessoas quisessem não só comer uma francesinha, mas também comerem um cachorro ou um prego em pão fazendo-se acompanhar por uma cerveja belga às 22h00 ou às 23h00”.

No conceito tinha de estar implícito um espaço com muita luz, em que as pessoas passassem na rua e vissem uma cervejaria que, numa hora mais tardia, pudessem desfrutar de uma experiência gastronómica. Se ao longos dos anos a Taberna Belga tornou-se numa referência na restauração, em 2013 sentiram necessidade de abrir um segundo espaço. “Cada vez a empresa estava a crescer mais e a lista de espera era muito grande”, acrescenta. A estratégia passou por colocar os dois espaços perto um do outro por ser mais fácil de gerir. É

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de salientar ainda que cada casa conta com cerca de 200 lugares.

A francesinha faz as delícias dos clientes Não seria possível falar da cervejaria sem falar naquela que é a especialidade da casa: a francesinha. Mas, afinal, o que tem de diferente das francesinhas portuenses? Segundo Sérgio, a primeira diferenciação centrou-se na qualidade dos produtos. “A carne utilizada na francesinha é uma carne maturada importada da América do Sul. Trabalhamos ainda com linguiça de porco preto e com um bacon de extrema qualidade”, afirma. Mas o molho é a grande diferença, nomeadamente por ser um molho suave, cremoso, aveludado e feito com produtos selecionados. “Para conseguir a receita ideal , tive de pensar bem e demorei cerca de seis meses a atingi-la ”. Para além da francesinha, existem outras especialidades como o cachorro, o famoso prego em pão e ainda um bife à portuguesa, confecionado com azeite e alho acompanhado com legumes salteados. “Quisemos poucos pratos com o objetivo de dar o melhor atendimento e simplificar ao máximo nas horas em que temos muitos clientes”. Na carta, não podem faltar as cervejas e a casa já conta com mais de 50 marcas de cervejas internacionais. A primeira aposta passou pela cerveja belga que é uma das referências mundiais. Se a implementação foi difícil, hoje

em dia já contam com uma forte aceitação por parte dos clientes. Pelas palavras de Sérgio Mota, “a cerveja belga e a francesinha são a combinação perfeita”.

Sinónimo de diferença e de qualidade A Taberna Belga distingue-se pela diferença, pela preocupação com a satisfação e o bem-estar do cliente, bem como pela arte de bem receber. Para isso, o proprietário conta com o trabalho dos 70 colaboradores que fazem parte da equipa. “Podemos ser os melhores empresários do mundo, mas sem a equipa não conseguimos nada”, afirma. No futuro, quer continuar com uma forma de trabalhar bastante familiar, com uma gestão muito bem definida e ainda com o desejo de que o filho continue o projeto que considera ser uma mais-valia.


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FUNPARK FÁTIMA

UM MUNDO DE EMOÇÕES PARA TODOS Com quase duas décadas de atividade, o Funpark Fátima oferece a todos a emoção da velocidade, a descontração da natureza e a adrenalina das atividades radicais. Localizado junto ao “Altar do Mundo”, na freguesia de Fátima, esta infraestrutura única apresenta uma pista de 1180 metros, dois restaurantes panorâmicos, bem como um vasto conjunto de atividades ao ar livre, que irão proporcionar um dia diferente para miúdos e graúdos, tornando-se um ponto de paragem obrigatória para quem gosta das quatro rodas.

A

cabado de completar o seu 19º. aniversário, estivemos no Funpark Fátima à conversa com o responsável, Alcides Reis, que nos mostrou um espaço dedicado a proporcionar um mundo de emoções numa dinâmica de divertimento completa e abrangente a todos os que passam pela região Centro do país. “A qualidade do serviço, o facto de ser um veículo que promove a realidade da condução e a adrenalina são apenas algumas das mais-valias do Kartódromo de Fátima”, afirma Alcides Reis. Com uma localização privilegiada, o Kartódromo de

Fátima está aberto de quarta-feira a domingo das 10h00 às 19h00. A pista é considerada uma das melhores da região e a confirmar isso mesmo, foi a recente receção de mais uma prova do Campeonato de Portugal de Karting. Por outro lado, o Funpark não descura o Cliente empresarial visto que tem ao dispor infraestruturas e serviços de apoio (como o auditório, salas de formação, parques de estacionamento privado, serviços programados de snacks e/ou refeições) a qualquer tipologia de eventos corporativos, convenções, apresentação de produto entre outras. Quanto ao futuro, o responsável pretende continuar a dinamizar a pista, promovendo a diversão e a competição saudável para quem experimenta as emoções do kartódromo. “Gostaríamos de captar mais público feminino e tornar ainda este um espaço mais familiar, em que todos se divirtam”, termina. Razão esta que levou recentemente o Funpark a adquirir uma nova frota de karts da marca Birel, constituída por 20 karts com 270 cm3, três karts de iniciação com 120cm3 e ainda dois karts de dois lugares.

QUARTA A DOMINGO 10H00-19H00 | Contactos: 919587016/ 249521030 www.funpark.pt | www.facebook.com/FunParkFatima | Email: geral@funpark.pt 160 | Revista Business Portugal maio 2019


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CASAS COM ISTÓRIA

A ARTE DE VENDER ‘CASAS COM ISTÓRIA’ Localizada em Torres Vedras, a Casas com Istória assume-se como sendo uma imobiliária que se diferencia pelo atendimento personalizado que presta a todos os seus clientes. Por forma a conhecermos um pouco mais sobre esta postura no mercado, a Revista Business Portugal esteve à conversa com os administradores Sandra Afonso e Nuno Mateus.

O

primeiro contacto com o ramo imobiliário deu-se quando há cerca de quatro anos integraram a equipa de uma rede imobiliária nacional. “Fomos convidados para integrar uma loja que representava uma marca nacional. Aceitamos, mas não nos identificávamos com as normas e políticas que ali eram instituídas, o foco era o recrutamento e angariações e a mediação é essencialmente um negócio de pessoas em busca de um lar para a sua família, onde proprietários e investidores buscam um negócio equilibrado, por isso, acabamos por sair e abrir a nossa própria loja e especializarmo-nos em soluções de investimento e divulgação no mercado imobiliário atual”, começaram por nos contar. O nome Casas com Istória tem origem na mensagem que este casal pretende transmitir a cada um dos seus clientes: “cada casa conta uma história e cabe-nos a nós contá-la e representá-la da melhor maneira possível”, aclararam.

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Nuno Mateus e Sandra Afonso, brokers

Estrategicamente o ‘h’ caiu para dar lugar ao ‘i’ de imobiliária, bem como cada casa deve possuir um marketing de venda. Como em todas as imobiliárias, aqui promove-se a venda de imóveis, sejam eles apartamentos, moradias, herdades, terrenos, “possuímos uma carteira de imoveis em regime de confidencialidade e vários imoveis de investimento com Yield atrativo, resultado de uma postura transparente e honesta ao longo destes anos com várias parcerias. Percebemos muito cedo que Portugal estava na mira do investimento estrangeiro e apostámos no mercado do investimento, trabalhando com mandatos de hotéis, prédios devolutos e palacetes nas zonas mais requisitadas de Portugal”. No entanto, o que distingue esta imobiliária das demais existentes, além de uma equipa coesa e com formação diversificada é “o atendimento personalizado, a informação completa sobre compra e venda de imóveis, todo o apoio necessário à aquisição, a análise de mercado de cada imóvel, assim como vários tipos de comissões, pois cada casa e cliente é singular”, garantiram. O ponto de equilíbrio necessário para a realização de um bom negócio exige uma postura profissional bastante assertiva e sensata: “fazemos questão de informar todos os nossos clientes, compradores e vendedores de todos os trâmites legais e o valor adequado para cada imóvel. O nosso ramo é apelativo e tem aumentado pelo profissionalismo e confiança que geramos nos nossos clientes”.

Mercado imobiliário em crescimento Nas palavras dos nossos entrevistados, Torres Vedras assume-se como “uma cidade sui generis porque há mais de 20 anos que a construção nova não tem expressão. Por isso, chegamos a um ponto em que existe mais procura do que oferta”, lamentaram. A juntar a este facto, está a necessidade urgente de uma reabilitação do centro histórico da cidade: “esperemos que as pessoas entendam que investir no centro é sempre uma boa opção, porque é uma zona valorizada. Zonas históricas serão sempre zonas históricas e locais únicos”, afiançaram. Nas palavras dos nossos entrevistados, “Torres Vedras continua a ser alvo de procura e valorizou por estar perto da capital, da Ericeira e das praias da costa oeste, estamos numa zona ainda com potencial para crescer a longo prazo, como tem acontecido em Santa Cruz e tem surgido projetos embrionários de turismo e habitação que esperamos se concretizem a longo prazo. A curto prazo ainda é o mercado médio que domina na nossa zona”. Por fim, ficaram os conselhos profissionais dos nossos entrevistados: “por um lado, esta é uma época muito boa para os proprietários e não tão boa para os investidores. Por outro lado, está provado que uma casa à venda pelo preço justo se vende mais fácil e rapidamente e resultam melhores valores, por isso aconselhamos sempre bom-senso”.


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VALDITARO

A ARTE DE ILUMINAR COM CRIATIVIDADE A Valditaro, situada em Miranda do Corvo, foi fundada por Mário e Teresa Guimarães, em 1988 e passou para a geração seguinte (Susana e Mário Miguel Guimarães) que trazem para a empresa uma nova forma de encarar o mercado da iluminação. A lâmpada, o formato, as texturas, os materiais e o design da luminária, bem como a localização são fatores chave e importantes”, afirma. Portugal está longe de ser um exemplo, mas no estrangeiro há mais consciência da importância dada ao setor. Os clientes mudam mais frequentemente as decorações dos espaços e, com essas mudanças, apostam em luminárias mais adequadas a cada estação do ano refletindo também as suas personalidades.

30 anos a reinventar o setor Susana Guimarães, ceo

O

nome surgiu devido à cidade italiana (Val di Taro), conhecida pelos seus cogumelos, elemento esse que deu forma ao primeiro logótipo da empresa criando uma analogia com os candeeiros. Porém, contam em entrevista que dessa época inicial pouco se manteve devido ao crescimento do mercado e aos passos dados em direção ao futuro.

Jovem, mulher e empreendedora O ano de 2000 ficou marcado pela saída do fundador que decidiu dedicar-se a outros negócios deixando a filha mais velha como líder. Jovem e mulher, trouxe para a empresa um novo rumo que outrora se dedicava exclusivamente à venda a retalho. “A minha chegada à empresa veio acrescentar uma nova forma de olhar para o negócio. A reformulação da visão, missão e estrutura da empresa foram alterações profundas e árduas, mas necessárias para assegurar o futuro da Valditaro. Conduzir a empresa para novos mercados objetivando um crescimento sustentado e contínuo, foi conseguido através do conceito personalização e a crescente procura de luminárias mais premium, luxuosas e contemporâneas”, explica. Nos últimos 19 anos, Susana Guimarães, viu muitas coisas mudarem no país, no mundo e na sociedade. “Longe vão os tempos do candeeiro como mero ponto de luz, hoje já não é assim. Na evolução da arquitetura e design, o ponto de luz é decoração, moda e envolvência para os espaços familiares e profissionais”, conta. “A decoração faz parte do dia a dia das pessoas, a luminária deixa de ser um elemento decorativo e passa a elemento principal que reflete a harmonia e conforto. A luz ajuda a atingir o ambiente que cada um quer no seu espaço. 164 | Revista Business Portugal maio 2019

A oferta base da Valditaro manteve-se durante todos estes anos de atividade. As luminárias em cerâmica e a confeção de abajures continuam a ser os pontos mais fortes da empresa que faz uma aliança forte entre a produção industrial e a arte artesanal. Susana Guimarães explica que “o mercado está em constante evolução e tivemos de acompanhar o setor”. Em 2009 começaram a fazer projetos, segmentando


VALDITARO definitivamente o mercado do Contract – do Boutique Hotel às cadeias 5 estrelas, navios, áreas públicas (restaurantes, bares, etc..), e o Homedecor – onde em conjunto com a equipa de design começaram a desenvolver coleções contemporâneas e intemporais, sempre com a premissa máxima da lógica do bespoke – a personalização da luminária ao mais ínfimo detalhe. “O nosso foco, neste momento, é trabalhar com projetos. O cliente envia as suas ideias e nossa equipa estuda e analisa cada pormenor, fornecendo desenhos técnicos e renders 3D disponibilizando total confiança dos seus conceitos antes de produzir protótipos e o produto final. Nós fazemos todo o acompanhamento do pré ao pós-produção. É uma forma de testarmos os nossos limites e de nos reinventarmos”. A produção é industrial, mas a decoração é artesanal e torna cada peça única. “É uma arte muito desafiadora. Ver o processo da construção, fazer os ajustes necessários, e, no fim ver uma peça que supera todas as nossas expectativas é um sentimento que não se explica, é gratificante, é paixão”, conta. Ter “uma marca registada” era um dos objetivos que foi concretizado no corrente ano, apostando assim no futuro das suas coleções Homedecor. No entanto, no meio dos maiores contractors e cadeias de lojas Europeias, a Valditaro é uma das empresas mais conceituadas onde os seus clientes procuram produzir as suas próprias marcas.

Os mercados onde se inserem É no mercado do Contract que encontraram grande parte dos seus clientes. “Porém, e com o aprimorar das nossas coleções, aliado à personalização das mesmas e em conjunto com a evolução crescente do mercado de interior design, novas alianças com importadores em escala e lojas de decoração nacionais e internacionais, tem vindo a ganhar peso”, cita. Responsabilidade, qualidade, versatilidade, criatividade, valor justo, excelência, eficiência e fidelização são os principais pilares da empresa que todos os dias trabalha em equipa para responder da melhor forma possível aos clientes. “Uma das características que nos distingue é a nossa forma de lidar com o cliente, não só pela nossa forma de atendimento e pelo serviço de qualidade, mas também pela forma respeitosa com que tratamos todos os nossos clientes. Temos clientes de grandes encomendas e os clientes de peça única. Todos são importantes e merecedores do melhor tratamento possível”, explica.

A Valditaro são os colaboradores “A Valditaro são os 50 colaboradores, pois a equipa não é só a administração, mas sim todos os envolvidos no produto final. O verdadeiro ativo da Valditaro são as pessoas, no dia a dia, as emoções, inquietações e formas de ser de cada um, na demanda do produto perfeito, é o mais delicado, mas gratificante”. Aumentar a família Valditaro tem sido uma dificuldade. A falta de formação e de paixão pela arte são uma barreira para o futuro. A formação de novos elementos ou a polivalência dos colaboradores existentes para qualquer um dos cinco diferentes setores da empresa é, deveras moroso pois toda ela é doutrinada pelos mais velhos – com 30 anos de casa - transmitindo assim os valores da Valditaro. Não só os colaboradores e clientes, também os fornecedores são parceiros da Valditaro. A empresa valoriza e fomenta o próximo relacionamento com os seus parceiros das mais diversas especialidades, desde matérias primas à logística. Estes são os seus grandes aliados para um futuro promissor.

Presença em feiras nacionais e internacionais O processo de participar em feiras é muito importante porque, tal como explica a administradora, “quem não aparece

é esquecido”. No entanto, retirar o proveito da presença em feiras é algo moroso e complicado. A inexistência de clientes imediatos é uma das barreiras, assim como a incapacidade de demonstrar o processo de fabricação. “É importante participar em feiras, mas só após vários contactos e visitas à fábrica é que, ao verem o processo de fabrico, conseguimos novos clientes. Ao verem as nossas instalações e a arte que fabricamos, ficam deslumbrados”.

A arte de iluminar o futuro Os primeiros passos para o futuro passam pela deslocação para novas e modernizadas instalações assim como a aquisição de novos equipamentos. Mário Guimarães cita: “os ingredientes são simples, mas a luta é diária para os alcançar - escalar o negócio focado no aumento de receitas, adaptando o modelo de negócio para maximizar lucro. Assim se assegura o sucesso com sustentabilidade e com lucros potenciados, aumentando a produtividade, sistematizando processos produtivos, primando pela qualidade e o desenvolver de novos produtos com recurso a novos materiais e técnicas de produção. Este é o caminho a seguir para conquistar novos clientes e novas parcerias”. maio 2019 Revista Business Portugal | 165


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Especial

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DEDICAÇÃO, DISTINÇÃO E INOVAÇÃO: OS MELHORES VINHOS E AZEITES Localizada em redor de vila de Almendra, na mais nobre zona do Douro Superior e englobada na Reserva Arqueológica do Vale do Côa, a CARM apresenta-se como uma empresa reconhecida na atividade agrícola. Celso Madeira, fundador da empresa, deu-nos a conhecer o seu trabalho e percurso ao longo dos tempos.

Q

uem chega a Vila Nova de Foz Côa é presenteado com paisagens únicas sobre o Douro e quem as aprecia nem imagina o que a agricultura daquelas terras pode dar ao mundo em termos de qualidade. As culturas das vinhas e das oliveiras tornam a região rica em termos não só ambientais e paisagísticos como também económicos. Ali produzem-se excelentes azeites e ótimos vinhos, que o diga o Celso Madeira que, em 1999, criou a CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira, S.A. Se voltarmos atrás no tempo, a família começou o seu trajeto na produção agrícola tradicional na região, no século XVII. O objetivo sempre foi o mesmo: produzir azeites e vinhos de alta qualidade a partir de azeitonas e uvas das suas quintas. Com um ambiente único que abrange a região, a exploração abrange mais de 600 hectares em que a lavoura das quintas é, quase na totalidade, feita sob modo de produção biológico, com cerca de 220 hectares de olival, 170 de vinha e 60 de amendoal. Com características muito próprias dos solos, que são pobres e de origem xistosa com elevados declives, aliadas às condições climatéricas do local que são rudes, as culturas tradicionais da região são condicionadas logo à partida. As culturas da vinha, do olival e do amendoal são as únicas adaptadas às ca168 | Revista Business Portugal maio 2019


CARM racterísticas desta região. Celso Madeira, engenheiro civil, afirma que “a terra tem a capacidade de criar ligações muito fortes com as pessoas” e revela que o gosto pela agricultura surgiu naturalmente relembrando que muitas vezes acompanhava o seu pai ao Douro, onde ele mantinha uma agricultura “de amor” e nada rentável. No entanto, a agricultura a tempo inteiro só apareceu na vida do engenheiro civil após a sua reforma: “quando acabei a minha formação andei um pouco por todo o mundo, mas, aquando da reforma, pensei que alguma coisa tinha que fazer com os terrenos que tínhamos e, no fim, acabei por arriscar”, conta Celso Madeira. Com um intuito inicial de potenciar as propriedades da família, aumentar a agricultura e fazer novas plantações de vinhas, numa perspetiva de vender a produção a terceiros, nem tudo foi fácil. Após o aparecimento de algumas dificuldades em termos de vendas, a única solução viável no entender do fundador da empresa foi “apostar na transformação e comercialização das matérias-primas próprias”, o que deu origem à CARM, em 1999.

A evolução A CARM permitiu ser uma ferramenta não só de rentabilização da produção, como colocar no mercado, a preços acessíveis, produtos com grande qualidade, diferenciados. Grande parte deve-se ao modo de produção biológico e à constante inovação, como é o caso dos vinhos sem sulfitos adicionados, os ‘CARM SO2 Free’. Assim, em 2004, a CARM deu um passo importante na perseguição dos objetivos impostos e construiu uma nova Adega equipada com a mais recente tecnologia. Esta, é uma ferramenta indispensável para os processos de produção, estágio e engarrafamento dos vinhos. Localizada na Quinta das Marvalhas – Almendra, fonteira com o Parque Natural do Douro Internacional, oferece vistas ímpares e impressionantes sobre o Douro Superior. Esta localização deve-se a dois factores: “o facto de esta quinta estar numa posição relativamente central em relação às vinhas da CARM, permitindo assim um transporte rápido e eficaz das uvas na altura da vindima, mas também o facto de estar situada a 400 metros de altitude, com exposição nascente norte, minimizando deste modo a demasiada, e, por isso, nefasta, insolação”. O laboratório analítico, a linha de enchimento e rotulagem, conferem a esta Adega a autonomia necessária ao controlo eficaz de todo o processo produtivo. Com o equipamento tecnológico mais avançado, a proeminência e importância dos recursos humanos não são esquecidos. O principal capital da empresa, são os seus colaboradores, em que cerca de 60 pr cento são licenciados, todos se destacando pelo profissionalismo, capacidade e dedicação.  

‘Nobel’ do Azeite

O azeite, após ter sido fustigado durante muitos anos por diferentes óleos e pelo corte cultural com o passado, em que servia para quase tudo em casa, retomou, há poucos anos, a confiança dos portugueses e o prazer do seu consumo. O reaparecimento da mancha de olival nos últimos anos em Portugal permite pensar que um dos maiores símbolos de identidade mediterrânica está de volta. Nos últimos anos, têm sido produzido mais e melhores azeites e os consumidores estão a tornar-se ‘especialistas’, tornando-se mais requintados na escolha. A produção de azeite, pela família de Celso Madeira, começou em 1998, a partir dos seus olivais à volta de Almendra, numa uni-

Celso Madeira, proprietário

dade contemporânea em que os métodos tradicionais coexistem numa harmonia perfeita com a tecnologia de ponta do restante equipamento. Celso Madeira refere que “a decisão de produzir azeite resultou do conhecimento das necessidades e gostos do mercado internacional e a decisão resultou plenamente pois, logo no primeiro ano em que concorreu ao VI Concurso de Azeites DOP, obteve a mais alta pontuação de todos os concorrentes às várias vertentes do concurso”. Os resultados, a partir daí, apareceram cada vez mais satisfatórios com incontáveis prémios em concursos nacionais e internacionais. Destacando-se os prémios ‘Mário Solinas’, considerados ‘o Nobel do Azeite’, do Internacional Olive Council, a CARM era, em 2014, a empresa do mundo com mais prémios (segundo a classificação internacionalmente aceite da ‘Best Olive Oils of the World’). A apanha da azeitona é, ou feita à mão com recurso a pequenos vibradores ou com vibradores grandes acoplados a tratores. Inicia-se em meados de outubro e prolonga-se até ao Natal, altura em que a azeitona, na região, está já praticamente toda preta, com o consequente princípio da perda de qualidade do azeite. As variedades utilizadas para a obtenção dos azeites CARM são: Verdeal, Cobrançosa, Negrinha e Madural, sendo esta última predominante. No entanto, pensa-se que, nos novos olivais a plantar, serão talvez usadas outras castas de molde a potenciar uma maior diversidade dos lotes. A CARM transforma, além da sua, a azeitona de distintas sociedades do Douro, tendo uma produção de cerca de 250.000 a 300.000 garrafas/ano, e sendo o processo produtivo rigorosamente controlado. A maior parte do azeite é obtida a partir do modo de maio 2019 Revista Business Portugal | 169


CARM

produção biológico. Os ‘nichos’ de mercado cobiçados pela CARM sempre foram os países com forte poder económico, exportando, entre outros, para Brasil, Canadá, Japão, Macau, Suíça, Angola e EUA. Já o mercado nacional, só a partir do inicio de 2010 é que foi mais trabalhado, estando os azeites disponíveis no Continente, El Corte Inglês, Jumbo, Makro e lojas gourmet.

Ser português exige grande responsabilidade. É esperado que saibamos apreciar um bom vinho e a maior parte de nós até o consegue fazer com alguma facilidade, mas com a quantidade de exemplares disponíveis não é tarefa fácil. A CARM é uma das marcas mais reconhecidas do Douro Superior. Com uma posição inovadora e dinâmica, com um trabalho árduo desenvolvido pela família Roboredo Madeira desde a vinha até ao momento de servir, a CARM é uma marca diferenciadora. O primeiro vinho com a marca CARM saiu em 2000, a partir de uma adega em São João da Pesqueira, e desde então, a empresa

e vinificado a 100 por cento na CARM. Mas já vem de longe a prática vinícola. A vinha existente mais antiga tem cerca de 100 anos e, desde a sua criação, em 1999, a CARM não tem parado de plantar e melhorar a seleção de clones de castas portuguesas tradicionais. O modo de produção biológico está introduzido em quase todas as suas quintas, que abrangem os mais de 170 hectares de vinha. A produção do vinho chegou mais tarde que a do azeite e Celso Madeira esclarece que tal só aconteceu por razões económicas uma vez que “o custo dos investimentos era muito maior”. No entanto, o sucesso é enorme para as duas valências. A produção do vinho, que, em 2009 rondava as 400 mil garrafas, passou no ano seguinte para cerca de 600.000, depois para 800.000, e sendo o atual objetivo, atingir o milhão e 400 mil, aproximadamente, num horizonte máximo de cinco anos. As castas utilizadas são, unicamente, autóctones, e entre outras, a Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Roriz nos tintos e Rabigato, Viosinho e Códega do Larinho nos brancos, algumas provenientes de vinhas com mais de 50 anos.

não mais parou. E o próximo passo foi curto, a construção da Adega em 2004, ano em que saiu também o primeiro vinho produzido

Atualmente, as linhas de vinhos são os Vinha da Urze e Vinha do Bispado (colheitas e Reservas e Grandes Reservas) e a gama CARM, “porta-estandarte” que abrange os ‘Colheita’ (tinto, branco e rosé), ‘Reservas’, ‘Grandes Reservas’, ‘Maria de Lourdes’, ‘CM’s’ e, os já referidos ‘SO2 Free’. Em 2008, iniciou a produção de Vinho do Porto de categorias especiais: Vintage e LBV. A CARM, aos olhos de Celso Madeira, tem dois fatores importantes de diferenciação: um “a nível comercial, uma boa relação qualidade/preço” e outro, “a nível de produção, uma tecnologia que permite obter vinhos com a tipicidade do Douro, mas que tentam ser mais elegantes ou mesmo criar vinhos de todo surpreendentes, como o ‘SO2 Free’. Direcionadas preferencialmente para o mercado externo, as vendas da CARM estão ativas em mais de vinte países. E, só em 2010, se passou a dar maior enfoque ao mercado nacional, com decorrentes bons resultados que anualmente se têm consolidado. Na CARM acredita-se que “o produto nacional deve procurar afirmar-se nos mercados externos mediante uma política de alta

Vinhos para o Mundo

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CARM

qualidade a preços competitivos de modo a ganhar, passo a passo, o reconhecimento dos clientes”. Em termos de qualidade, Celso Madeira está convencido de que “aos poucos e poucos os vinhos DOC do Douro vão impor-se cada vez mais no mercado internacional (e tal seria muito facilitado com uma estratégia bem definida para a região acompanhada de políticas agressivas de marketing), e que, em termos de notoriedade

viradas a norte. Escolhemos variedades e clones que melhor se adaptem e, tentamos, a todo o custo, encontrar água para rega (e, neste caso, tentamos igualmente o mais possível fugir aos furos, preferenciando pequenas barragens ou charcas)”.

Para o futuro… “Temos pela frente um caminho longo e difícil de percorrer

www.carm.pt

e prestígio irão, possivelmente a médio/longo prazo, ocupar o lugar que é agora de um ‘grande senhor’ – o vinho do Porto.  

Responsabilidade ambiental

A família Roboredo Madeira é um caso de sucesso, cujos vinhos, azeites e produtos gourmet são alguns dos prazeres que de melhor lhe podem proporcionar sempre tendo em conta, como afirma Celso Madeira, “a responsabilidade ambiental”. As atuais alterações climáticas, que põem em risco a própria sobrevivência do planeta, têm de toda a evidência, impacto nas culturas tradicionais e obrigam a uma resposta responsável e coletiva: “cada vez mais a agricultura, ou outra qualquer atividade, deve-se pautar por um estrito respeito pela natureza. Tentamos na CARM proceder em conformidade, mas sem fanatismos, continuando sempre que possível a trabalhar em modo de produção biológica. Tentamos igualmente adaptarmo-nos a esta nova realidade adversa e assim, entre outros, procuramos implementar as nossas vinhas à quota mais alta possível e, preferencialmente,

(não nos esquecemos da afirmação de uma grande senhora dos vinhos – o difícil, no mundo dos vinhos, são os primeiros 200 anos) e, a vocação da CARM é fazê-lo, por muitos anos que demore”. Com todo o sucesso e reconhecimento obtido ao longo dos anos, os planos para o futuro empreendem-se em dois grandes objetivos: num horizonte de três anos quase duplicar a produção, tanto de vinho como de azeite, sem perder a qualidade e, até, melhorá-la. E, por fim, atingir uma percentagem de exportação à volta de 75 por cento de produção preferencialmente para fora da Europa. “Para isso, seremos obrigados a fazer fortes investimentos tanto na estrutura produtiva como na agro-transformação e, isso, vai-nos obrigar a seguir atentamente a tesouraria e a um possível ‘apertar de cinto’. No entanto, julgamos que ultrapassaremos as dificuldades e atendendo tanto à nossa capacidade de esforço como à evolução bastante positiva da empresa nos últimos anos; na realidade, nos últimos seis anos, crescemos uma média superior a 15 por cento e, este ano, pensamos conseguir crescer perto de 20 por cento”.

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ADEGA COOPERATIVA DE LAMEGO

“O FUTURO É COOPERATIVO” Quem o diz é José Manuel dos Santos, presidente da Adega Cooperativa de Lamego, que em entrevista à Revista Business Portugal explicou todo o processo de reestruturação do qual a entidade que representa tem sido alvo.

D

epois de ter assumido a presidência da Adega Cooperativa de Lamego entre os anos de 1989 e 1995, José Manuel dos Santos voltou, agora, a presidir a entidade que representa os vitivinicultores da região. “Assumimo-la praticamente falida, por isso, fomos obrigados a fazer uma reprogramação do endividamento e a recorrer a parcerias com entidades privadas, por forma a conseguir fazer frente ao iminente processo de insolvência”, começou por explicar. Atualmente, esta Adega conta com cerca de 1.100 associados e uma gestão diferente das demais Adegas do nosso país. “Funcionamos em termos cooperativos até à vindima. Na vindima, a Best of Douro e caves D.Caio – nossos parceiros comerciais – assumem a compra e a comercialização do produto dos nossos associados, pagando a preços de mercado”. O facto é que depois de implementada esta estratégia de gestão, a Adega Cooperativa de Lamego voltou a atingir a estabilidade conseguindo, nos dias de hoje, cumprir com todos os seus compromissos de dívida e pagar aos seus associados.

Importância assumida na região Sendo a região demarcada do Douro uma zona onde predomina a existência de minifúndio, é natural que os vitivinicultores não apresentem capacidade (individual) comercial nem financeira para estar no mercado. Nesse seguimento, “a Adega Cooperativa assume esse papel, agregando todos os pequenos e médios produtores e colocando o seu produto no mercado”, desmistificou José Manuel dos Santos. Para além disso o denominado Balcão Verde – gabinete de apoio ao agricultor, disponibilizado na sede da Adega Cooperativa de Lamego –, conta com dois técnicos especializados para acompanhar os associados e outros produtores da região na elaboração dos mais diferentes projetos, tendo sido responsável pela reestruturação de largos hectares de vinhas novas.

Vinho fino é p’ros antigos, tratado p’ros lavradores, generoso p’ros amigos, do Porto é pros doutores.

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José Manuel dos Santos, presidente

Vinho do Porto vs Turismo do Douro “O pior que pode acontecer ao Douro é a Região não ser mãe, mas ser madrasta”, referenciou o representante máximo da Adega Cooperativa de Lamego, referindo-se ao injusto conjunto de regras que regem o comércio do vinho do Porto e Douro que “em nada beneficia os pequenos produtores. Se uma pipa de vinho do Porto e Douro custa 600 euros a produzir, dados de um estudo elaborado pela UTAD, como é que se pode pagar pouco mais de 200 euros ao lavrador por essa pipa? Não faz sentido nenhum”, lamentou, ao mesmo tempo que deixou no ar uma possível solução para esta situação: “é preciso que a produção e o comércio se reúnam e sejam capazes de discutir uma política justa de preços”, concluiu. Por outro lado, o crescente turismo verificado na região do Douro poderá assumir-se como uma solução para diversas famílias e potenciar, assim, a economia da região “com o aparecimento de inúmeras soluções de alojamento, animação, espaços de venda de produtos endógenos, restauração, entre outras”.

“Vinho de Lamego, queijos do Alentejo” É a expressão que melhor define a qualidade superior que distingue os vinhos desta região de Lamego parte integrante da grande Região Duriense. “Sobretudo os brancos que são muito apreciados e são uma excelente base para vinhos espumante, existindo hoje, para além da Raposeira, outros operadores a apresentarem outras marcas também elas de excelente qualidade nomeadamente o nosso Lamecus e Ardinia. Por outro lado interessa também dizer que foi em Lamego que o denominado vinho do Porto teve a sua origem, na época conhecido por vinho cheirante de Lamego, mais tarde vinho de embarque, por ser transportado nos barcos Rabelos através do rio Douro, só depois, por ser exportado a partir de Gaia ganhou o nome de vinho do Porto”. Com uma produção que ronda cerca de duas mil pipas de vinho generoso e duas mil pipas de vinho DOC e de mesa, a Adega Cooperativa de Lamego orgulha-se de ser a responsável pela produção de referências como Lamecus, Dom Caio e Ardínia. Defensor do movimento cooperativo, José Manuel dos Santos deixou um conselho para todos os nossos leitores: “na dúvida, bebam vinho das Adegas Cooperativas, porque para além de estarem a apoiar os pequenos e médios produtores, terão a certeza de estar a beber um vinho, de qualidade”, finalizou.


ADEGA DE FAVAIOS

UMA REVIRAVOLTA NA HISTÓRIA DO MOSCATEL DE FAVAIOS A Revista Business Portugal esteve na Adega Cooperativa de Favaios, à conversa com Mário Monteiro, Presidente da Adega de Favaios e Gina Francisco, Diretora Comercial e Marketing, no sentido de conhecer a história, os produtos e as ambições da adega. cooperativa do Douro”. Para tal é necessário crescer de forma sólida e fazer alterações de dimensão na adega. A falta de espaço é um dos entraves principais para o aumento de produção.

Vinho, Qualidade e Ambiente

Gina Francisco, diretora comercial e marketing

S

ituada na Vila de Favaios, uma zona de plantação da casta moscatel galego branco, o produto ficou conhecido pelo nome da terra onde é produzido, Moscatel de Favaios. “A casta principal o moscatel galego branco tem características e sabores muito diferentes dos restantes”, como explica Mario Monteiro. Com as alterações legislativas na classificação da vinha, o moscatel esteve quase a ser descontinuado porém, com o movimento cooperativo, Favaios viu a ‘luz ao fundo do túnel’. “Os produtores de Favaios juntaram-se numa cooperativa e na década de 60 e 70 foram conseguindo, aos poucos, a permissão para a produção de vinho moscatel. Nos anos 80 já havia produção livre do moscatel”, contam. A cooperativa começou com cerca de 100 associados, hoje, conta com mais de 500. A ambição é clara: “ser a maior e melhor

O ano 2019 ficará marcado pelo lançamento de um novo vinho, apenas com a casta Moscatel Galego Branco ‘Casa Velha Moscatel Galego Branco’, valorizando a casta branca famosa do Planalto de Favaios. Está previsto também o lançamento de um vinho do Porto 20 anos e a comemoração dos 35 anos do ‘Favaíto’. “O Favaíto faz 35 anos é a estrela da Adega e, por isso, merece ser reconhecido e celebrado. A Adega Cooperativa de Favaios foi a pioneira no Douro ao ter colocado um moscatel “no navio Escola Sagres” que realizou a viagem de 2018 aos EUA”. A experiência foi enriquecedora ao nível de enologia, para estudar o comportamento do moscatel , e ao nível de marketing, pela parte emblemática do Navio Sagres, um embaixador de Portugal pelo mundo. O Navio é visitado por milhares de pessoas ao longo dos diversos portos e a iniciativa permitiu internacionalizar cada vez mais a marca Favaios. A qualidade é vista na Adega como uma grande valência. Em 2017 foram distinguidos como melhor cooperativa do país. Em 2018 ficaram na lista dos “oito melhores locais do Douro para provar vinhos”. O ano 2019 começou já com vários vinhos premiados.

Mais planeta, mais futuro As iniciativas em torno do ambiente têm sido muitas. “Não nos preocupamos apenas em produzir, preocupamo-nos em como vamos produzir daqui a uns anos. Os vinhos brancos de 2018 são certificados como vinhos vegan, as embalegens do moscatel Favaito, deixaram de ter plastico e passaram a ser em cartão proveniente de florestas sustentáveis. Apoiar aconselhar e formar os agricultores em práticas menos poluentes e agressivas para o meio ambiente no ciclo da vinha até ao produto final reduzindo o uso de plásticos, e abolindo a aplicação aditivos de origem animal é uma das conquistas da Adega de Favaios. Presentes em mercados como, França, Suíça, Luxemburgo, Alemanha e USA reconhecem que detêm um produto bastante querido e apreciado por todos. “O moscatel não é uma casta estranha para o mercado internacional, os eventos internacionais tem vindo a permitir uma maior proximidade do moscatel de Favaios com o mundo”, a aposta no enoturismo com a abertura das portas da Adega aos visitantes tem também contribuido muitissmo para o sucesso Mário Monteiro, presidente

e o reconhecimento da marca Favaios, explicam.

O futuro “Temos sempre de ter novos objetivos e sonhos para não estagnarmos”, afirmam. Deixam o apelo a todos que visitem a adega e a região e que se deixem encantar pelas maravilhas a ser degustadas e apreciadas”. maio 2019 Revista Business Portugal | 173


QUINTA DAS LAMELAS

VISITAR E PROVAR O DOURO

José Guedes, atual administrador da Quinta das Lamelas, foi nosso anfitrião numa visita que nos deu a conhecer os segredos e sabores que estão por detrás deste terreno à beira Douro plantado, que já vai na sua quarta geração.

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José Guedes, administrador

A

Quinta das Lamelas nasceu em 1836, sendo uma empresa familiar, fruto do trabalho de várias

gerações ligadas à viticultura e vitivinicultura. Situa-se numa região privilegiada do Douro e tem uma área de vinha plantada, de cerca de 22 hectares, com as castas tintas de touriga nacional, touriga franca, tinta roriz, tinta barroca e sousão, castas brancas malvasia fina, gouveio, cercial, entre outras. Os brancos aqui produzidos são vinificados com controlo de temperatura de 15°, já os vinhos tintos são elaborados em pequenos volumes na Adega da Casa da Quinta das Laranjeiras, em lagares e métodos tradicionais com pisa a pé de homem e trabalho manual das massas vínicas de forma a extrair o máximo das uvas e obter assim excelentes vinhos. Assim, após o estágio em barricas de carvalho francês e português entre 12 e 18 meses, resultam vinhos com uma tipicidade própria e um carácter distintivo. “Procuramos constantemente diferenciar-nos pela qualidade respeitando sempre a tradição. Exemplo disso é a nossa produção, toda vindimada à mão”. A Quinta das Lamelas produz cerca de 100 mil litros de vinho por ano e engarrafa cerca de 70 mil garrafas que podem ser encontradas na Ribeira (Porto), El Corte Inglês (Vila Nova de Gaia) e em várias casas típi-


QUINTA DAS LAMELAS

Douro”, lamentou o nosso entrevistado. Em contrapartida, a Quinta das Lamelas continuará a assumir-se no mercado dos vinhos, com o lançamento de um novo vinho ’50 anos’.

cas lisboetas. As restantes são exportadas para países como a Dinamarca, França, Inglaterra e Alemanha. O negócio que vai já na quarta geração da família Guedes já usufrui do crescente turismo que se tem evidenciando no Douro, através de visitas às vinhas e provas de vinho que são organizadas pelas agências de viagens da região. Neste contexto, o único constrangimento apontado é a falta de mão de obra existente: “temos uma propriedade em Sabrosa que não conseguimos rentabilizar como turismo rural porque não temos mão-de-obra para lá trabalhar. É esse o grande problema do

Lamelas Wines - Port & Douro Wines - Casa da Quinta das Laranjeiras Portelo de Cambres - Rio Bom 5100-421 Lamego | Email: ​geral@lamelaswines.pt +351 964 620 620 | www.lamelaswines.pt maio 2019 Revista Business Portugal | 175


ARTIGO DE OPINIÃO

OS REQUISITOS DE UM JOVEM EMPREENDEDOR…

O

Carla Pereira Formadora

O jovem tem de ser ativo, tem de estar atento, ser autónomo, dinâmico, tem de inovar, tem de ser criativo

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empresário Naveen Jain afirmou que “um empreendedor não é uma pessoa que lança uma empresa, mas uma pessoa que consegue de facto resolver um problema. Tem tudo a ver com execução e com atitude mental”. Provavelmente lembramo-nos dele da Web Summit de 2016 onde apresenta a “Moon Express” em Lisboa. Há uns vinte anos atrás ninguém falava de “empreendedorismo”, em Portugal seria um conceito ainda desconhecido. Os jovens universitários não eram “trabalhados” nesse sentido. Nos dias de hoje, urge fala-se do perfil do jovem empreendedor pois reunindo uma série de requisitos terá maior sucesso no mercado de trabalho. Bill Gates é o primeiro a afirmar que o jovem empreendedor deve ter objetivos bem definidos, claros e concisos. O trabalho deve ser desenvolvido por fases de forma a ser sujeito a monitorização. Deve trabalhar-se de forma incansável. O talento não faz por si só milagres. O jovem tem de estar pronto para enfrentar muitos obstáculos, ouvir o “não é possível” e mesmo assim não desistir. A resiliência deve ser uma das caraterísticas do jovem empreendedor. O “nunca estar satisfeito” mostra que a procura constante de estratégias e soluções será o caminho para a inovação e para o sucesso. A flexibilidade e a capacidade de adaptação também são muito relevantes pois há alturas em que é necessário reajustar o trabalho e responder a obstáculos que não foram inicialmente considerados. É importante saber resolver problemas, criar um plano, um método e encontrar soluções inovadoras. É fundamental, nos dias de hoje, saber comunicar. Usar o pensamento crítico, não ser apático perante o que nos rodeia. Comunicar com eficácia e segurança. Comunicar de forma clara e inequívoca. Trabalhar em equipa implica ouvir ativamente, argumen-

tar, fundamentar, ter espírito crítico, fazer cedências, obter consensos: será que o jovem é treinado para estas valências? É necessário criar empatia nas relações laborais. Ser positivo perante os desafios do quotidiano. A cooperação é fundamental nos dias de hoje. Precisamos dos outros, sempre e em qualquer circunstância. É urgente trabalhar a inteligência emocional e as relações interpessoais dos nossos jovens! O jovem tem de dominar a tecnologia. Tem de conhecer o mercado pois só assim se pode mostrar seguro e confiante. Esta forma de estar acabará por ser contagiante face ao espaço e grupo onde interage. Quando não se sabe, procura-se a informação. Necessitamos de jovens que não fiquem satisfeitos com o desconhecimento. O jovem tem de ser ativo, tem de estar atento, ser autónomo, dinâmico, tem de inovar, tem de ser criativo. Não pode “fazer mais do mesmo” pois de outra forma não se irá evidenciar face aos demais. O jovem tem de saber rodear-se das pessoas certas. Quem são? São as pessoas que complementam as suas capacidades, que o apoiam na busca de soluções, que conhecem instrumentos eficazes e coerentes. Há uns anos atrás o conhecimento científico era suficiente, hoje não. É importante dominarmos o saber (pesquisar, ler, conhecer outras formas de trabalhar) mas a forma como atuamos no nosso local de trabalho, é muito relevante. Um informático até pode dominar o software ou hardware mas como resolver o caso de uma colega que vive frustada no seu local de trabalho? Isso não se ensina na universidade nem no politécnico. Perante tudo o que foi exposto, constata-se de imediato que um empreendedor tem de estar sujeito a um crescimento contínuo, dominar o conhecimento, tem de se ajustar, não ter receio dos obstáculos, encontrar diversas soluções e ser muito dinâmico e criativo.


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