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FREGUESIA DA COSTA DA CAPARICA

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ÍNDICE

EDITORIAL

Julho 2018

33

ESPECIAL MELHORES AZEITES DO MUNDO

20

56

16 ÁGUAS DE MONCHIQUE “Somos uma marca feita de paixão”

62 ACTIVOS REAIS Na vanguarda da reabilitação urbana

20 MARSOLVE Uma empresa algarvia à conquista do mercado nacional

117

ALGARVE O SEGREDO MAIS FAMOSO DA EUROPA

24 TRANSBESOURO Uma empresa com visão de futuro

PORTUGAL CRIATIVO INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO

GUIMARÃES DO BERÇO PARA O MUNDO 126 SPE77RO “Trabalhamos única e exclusivamente para o bem-estar da pessoa”

Uma vez mais, encontramos de norte a sul um país de excelência, disposto a contrariar crises económicas e outras dificuldades com que se vai deparando diariamente. É uma luta afincada e, não raras vezes, desigual, é certo. Mas também é certo que os empresários portugueses têm a capacidade de vencer, de ‘dar a volta por cima’ e continuarem a primar pela sua competitividade, inovação e excelência. Alguns chegam mesmo a ‘carregar’ esse galardão, com o orgulho que lhes é devido, e merecido. Somos conhecidos e reconhecidos em todo o mundo pelo nosso brio profissional, pela nossa capacidade de adaptação e, sobretudo, por sermos bons naquilo que fazemos. E é por isso que a cada edição que passa, temos ainda mais orgulho por trazer às nossas páginas estes exempos nacionais, das mais diversas áreas. Trazemos um especial sobre os azeites nacionais, que serviram de mota à Feira Nacional da Agricultura, dando visibilidade a um setor com “uma importância económica crescente”. O ‘World Olive Oil Summit’ (WOOS) reuniu especialistas nacionais e internacionais da fileira e decorreu também na feira o Congresso Nacional de Azeite e o Simpósio de Olivicultura, onde ficou patente uma mostra de azeites premiados e exposições de pintura e fotografia. É óbvio que a sua Revista Business Portugal tinha que lhe dar a conhecer esta realidade nacional, onde o olival tem ganho espaço, credibilidade e força.

FICHA TÉCNICA Propriedade: Guidetarget, Lda Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Ana Miguel Lopes, Joana Gonçalves, Laura Azevedo, Sara Oliveira, Tânia Pacheco, Teresa Mata Outros Colaboradores: Daniela Nascimento, Diana Barros, Martina Cunha, Telma Moreira Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Direção Comercial: José Moreira Dep. Comercial: António Matos, Fernando Lopes, Filipe Amorim, Isabel Brandão, José Varela, Luís Pinto, Manuel Fernando, Paulo Padilha, Rui Moreira (geral@revistabusinessportugal.pt) Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Periodicidade: Mensal julho 2018

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DESTAQUES 6 JUNTA DE FREGUESIA DA COSTA DA CAPARICA “Ajudar as pessoas é o que me move”

COSTA DA CAPARICA ENTRA PARA O GUINNESS A Maior Aula de Surf do mundo realizou-se no dia 23 de junho, na Praia da Fonte da Telha, na Costa da Caparica. A iniciativa deu entrada no Guinness World Records, o livro de todos os recordes mundiais, com 344 participantes, batendo o recorde já existente na Austrália, de 320 pessoas a participar numa aula de surf. Bater um record do Guinness, por uma boa causa – este era o propósito de Tiago Pires, o primeiro surfista português a participar no Championship Tour da World Surf League (WSL), e a adesão foi impressionante, o que prova a força que este desporto tem em Portugal. A Maior Aula de Surf do Mundo é também um eco evento, cujo objetivo é promover boas práticas de reutilização e reciclagem de resíduos,

e paralelamente, este evento visou também ajudar a Operação Nariz Vermelho. Este é mais um dos muitos factores que demonstram a importância desta zona balnear não só na região onde se insere, mas também para os muitos visitantes que aqui vêm usufruir desta conhecida zona de praias. Numa visita encontrará grandes explanadas, bares, discotecas e um pontão que convida a um agradável passeio junto ao mar. Muito próximo podemos desfrutar de uma área de paisagem espectacular, uma verdadeira obra magistral da natureza esculpida pelas ondas do mar e desenhada pelos ventos, é a Paisagem Protegida de Arriba Fóssil de Costa da Caparica. Mergulhe nas próximas páginas e venha conhecer a Costa da Caparica!

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JUNTA DE FREGUESIA DA COSTA DA CAPARICA

“AJUDAR AS PESSOAS É O QUE ME MOVE” Costa da Caparica, cidade portuguesa do concelho de Almada, é conhecida por ser um destino de férias por excelência. Porém, a freguesia oferece muito mais do que isso, tanto aos seus habitantes, como àqueles que estão de passagem. Quem nos assegura isso mesmo é José Ricardo Martins, presidente da Junta de Freguesia. José Ricardo Martins, presidente

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JUNTA DE FREGUESIA DA COSTA DA CAPARICA

Os próximos meses preveem-se ser de muito movimento” na Costa da Caparica, considera José Ricardo Martins, presidente da Junta de Freguesia. Este ano, o verão entra timidamente, mas já se antevê um elevado número de visitantes nesta cidade banhada pelo Atlântico, da mesma forma que tem acontecido nos anos anteriores. O mês de junho inicia uma série de eventos, desde feiras de artesanato, às marchas populares no dia de São João, santo padroeiro, as quais são destinadas a miúdos e graúdos. O festival de música ‘Sol da Caparica’ (16 a 19 agosto) já é sobejamente conhecido e atrai milhares de fãs todos os anos. “Tentamos alargar a oferta de atividades de forma a incluir toda a gente e criar ocupação para as férias. Afinal, a Costa da Caparica não é só o sol e o mar”. A Costa da Caparica é “uma terra com muita atividade física ligada ao areal”, predisposição que se pretende estimular. Os eventos de verão culminam na ‘Maior Aula de Surf do Mundo’, a 23 de junho, na praia da Fonte da Telha e, antes disso, entre os dias 15 e 17, no Mundialito de Futebol de Praia, para o qual foi erguido um estádio multiusos, o qual irá servir para outras ocorrências desportivas que decorrem até setembro, como por exemplo, para voleibol de praia. Para quem as competições desportivas não são um atrativo, com certeza que o são uma das 17 praias galardoadas com “Qualidade de Ouro” pela Quercus (Associação Nacional de Conservação da Natureza), as quais apresentam qualidade da água excelente nas últimas cinco épocas balneares.

Preservação do areal Em finais de 2013 e princípios de 2014, a Costa da Caparica teve de enfrentar uma tempestade que causou avanços do mar e levou à falta de parte do areal em algumas praias. Com o auxílio do Ministério do Ambiente, tencionam colmatar essa falta ainda este ano. Este tópico serviu de introdução ao tema da preservação do areal e do papel do litoral português: “O turismo de sol e mar é o principal desígnio e forma de arrecadação de riqueza em Portugal. Por isso, temos de

começar a ponderar qual será o objetivo do litoral a médio e longo prazo”, admite o edil, acrescentando: “Estamos em crer que a areia é fundamental e há que passar esta mensagem. O preenchimento do areal é necessário para a segurança da população, de bens e da dinâmica de turismo. Não pode ser encarado como desperdício de dinheiro, mas sim como defesa e proteção da linha litoral”. Esta é a política nacional e ambiental que José Ricardo Martins defende. “As alterações climatéricas são permanentes e

“Viver em sociedade é pensar em como podemos interagir com o outro e com o planeta, que é de todos. Devemos contribuir para o bem-estar geral” temos de implementar práticas amigas do ambiente”. A Junta de Freguesia e a Câmara Municipal de Almada tomam iniciativas com esse foco, a começar pelo incutir de práticas ‘eco-friendly’ nas escolas, onde os mais novos podem gerar desde cedo hábitos benéficos ao ambiente e influenciar os pais. “Viver em sociedade é pensar em como podemos interagir com o outro e com o

planeta, que é de todos. Devemos contribuir para o bem-estar geral”. As políticas ambientais não são um tema fácil de discutir, mas é necessário: “É preciso mudar mentalidades e esperamos que as pessoas estejam abertas a isso”. Afinal, o futuro constrói-se no presente.

O papel do desporto Tão próxima da capital, a Costa da Caparica é naturalmente influenciada por alguma da dinâmica que emana de Lisboa. Talvez esse facto tenha contribuído para a dinamização da cidade costeira, na qual a autarquia se tem esforçado e já vislumbra os resultados dos seus esforços. O crescimento do turismo gerou riqueza e permitiu intervir na qualidade de vida dos habitantes. Foram vários os motivos que contribuíram para esse crescimento: o surf, que já existia, foi potencializado através de eventos como o ‘Caparica Primavera Surf Fest’, um festival que alia a música à competição, desporto e cultura reunidos em 10 dias primaveris que fazem as delícias de quem vem para disfrutar deste evento. Conhecendo a importância deste desporto, foram feitos protocolos sociais para colaborar com as famílias mais carenciadas e permitir aos mais novos experimentarem o surf, algo que de outra forma não teriam condições de o fazer. Este auxílio financeiro também já foi aplicado ao futebol, apesar de o presidente pretender alargar esses protocolos a mais modalidades. “Considero que consegui transmitir a potencialidade da nossa frente de mar para a aprendizagem e prática do surf ”, folga o nosso interlocutor, “estamos a 10 quilómetros de Lisboa, o que permite a quem lá trabalha deslocar-se até aqui na hora de almoço para surfar, por exemplo”. Talvez a prática de desporto associado à praia sirva como mais um reforço de sensibilidade em relação à importância da frente Atlântica, “o mais importante património que temos”, refere José Ricardo Martins. Outro benefício do desporto é a aprendizagem que advém do convívio em equipa: “No desporto, eu sei por experiência própria, aprendemos os valores da sociedade

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e a trabalhar em equipa. É também uma aprendizagem de nós próprios e da nossa capacidade de atingir objetivos”. Sempre em prol dos habitantes e dos visitantes, assim se criaram outras ofertas para quem “não quer estar só a relaxar na praia”. Entre elas é também de referir o cinema ao ar livre.

Arte Xávega: Património Cultural Imaterial Património Cultural Imaterial desde fevereiro de 2017, a Arte Xávega é um tipo de pesca tradicional da Costa da Caparica, que consiste na utilização de uma rede de cerco que é lançada ao mar. A obtenção desta distinção foi árdua, tanto por parte do edil, como dos pescadores da cidade. “Estamos a tentar valorizar todos os produtos do mar como parte integrante do setor económico”. O encontro ‘Arte Xávega: Lançar Redes para a Economia’, que se realizou no passado dia 9 de maio, contou com a presença do Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins. José Ricardo Martins considerou o encontro “muito produtivo”: “Estamos a criar raízes para depois colher os frutos. Não nos podemos esquecer de que a costa não vive só 8 | Revista Business Portugal julho 2018

Não nos podemos esquecer de que a costa não vive só do turismo, temos o setor primário da agricultura e da pesca, que tem impacto na economia local e que envolve cerca de 300 pessoas

do turismo, temos o setor primário da agricultura e da pesca, que tem impacto na economia local e que envolve cerca de 300 pessoas. Não podemos perder a nossa génese da cultura da Costa da Caparica”.

Mais qualidade de vida “O trabalho nunca se esgota numa autarquia. Durante muitos anos a costa esteve parada, é preciso progredir e atualizar pequenos procedimentos do quotidiano que mexem com a qualidade de vida da população”, deu-nos conta o presidente da Junta de Freguesia da Costa da Caparica. Entre as prioridades encontra-se a mobilidade: “Temos problemas transversais a todo o concelho no que se refere à mobilidade, tanto em termos pedonais, como nos transportes. O ideal é num futuro mais ou menos próximo o uso do transporte público seja escolhido em detrimento do veículo próprio, todavia isso é uma questão de mentalidade que está muito enraizada na sociedade. Esse é um dos principais ‘calcanhares de Aquiles’ da Costa da Caparica”, admite. São mais de 20 mil habitantes efeti-


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vos da cidade, número que no verão extrapola para perto do milhão, o que interfere com a limpeza dos locais públicos, causa desgaste do património e, acima de tudo, impede a mobilização rápida e eficaz dentro da cidade. “A falta de visão estratégica ao longo do crescimento da Costa levou-nos a esta realidade que, apesar de não permitir alterações de fundo, é passível de aperfeiçoamentos” para uma deslocação mais confortável. José Ricardo Martins fez questão de sublinhar o progresso que tem sido feito num projeto de rentabilização da freguesia, denominado ‘Costa todo o ano’, ou seja, redução da sazonalidade turística e amenização da grande diferença entre as dinâmicas de inverno e de verão. Outra prioridade, um tópico já referido, são as alterações climáticas: “O ideal seria criar na Costa da Caparica uma ‘eco-cidade’, tal como foi referido pela Inês de Medeiros, presidente da Câmara Municipal de Almada. Isso implica mudança de mentalidades e todo um percurso que tem de ser feito, iniciado por mim e, provavelmente, concluído por outra pessoa. Criar mais debate na sociedade poderá só ser benéfico para as gerações futuras, mas a estratégia deve ser definida desde cedo: delinear um objetivo e um percurso eficaz para lá chegar. É um desafio”.

E por falar em desafios… “O turismo massificado, do qual vivemos muito, também nos traz problemas, já se começa a sentir a nível de habitação arrendada”, admite o edil. Questionado acerca do quão difícil é gerir o capital humano, uma vez que está numa cidade com uma densidade populacional tão elevada e tão próxima da capital, o nosso entrevistado confessa existirem situações difíceis de gerir, como o aumento da população que afeta as estruturas viárias e as vagas de estacionamento: “Não temos para onde crescer porque estamos entre o mar e a arriba”. Quando uma nova vereação assume o poder de um município, tem de lidar com a dinâmica deixada pela equipa anterior, que é o que está a acontecer na Câmara Municipal de Almada. Para facilitar a transição que tem apenas pouco mais de meio ano, a Junta de Freguesia de Costa da Caparica “encontra-se disposta a ajudar sempre que possível”. “Temos boas relações e objetivos em comum, só faz sentido colaborar uns com os outros. Já trabalhamos conjuntamente em alguns projetos”. José Ricardo Martins esclarece que este ano e o próximo há grande probabilidade de os esforços autárquicos se concentrarem nas pequenas obras, algumas das quais são urgentes, como a estrada florestal, que liga toda a zona sul da Costa da Caparica e, de momento, não tem qualquer tipo de segurança nem para peões, nem para automóveis. Outra das obras iminentes será a requalificação da Rua dos Pescadores, “que é a nossa rua mais emblemática”, reitera.

Comissões sociais de freguesia Antes de terminar a nossa entrevista, José Ricardo Martins quis referir que este ano se lançou as comissões sociais de freguesia,

para que haja uma maior valorização dos esforços que têm sido feitos até então. “Na comissão social de freguesia traçamos quatro eixos, um dos quais é a empregabilidade e que vai nascer, se tudo correr bem, para o ano. Permitam-me que não revele já tudo, mas serão criadas novas dinâmicas a nível de oferta de emprego, muito baseadas no nosso mar”.

“Ainda há muito a fazer” Essa foi das frases mais vezes pronunciadas pelo presidente no decorrer da entrevista. Se olharmos para a costa que era há quatro anos atrás, vamos reparar que está completamente diferente. Muito trabalho se fez nos últimos quatro anos, mas ainda há muito a fazer, nunca está tudo feito. Assim, quisemos saber se isso seria o presságio de um terceiro mandato para José Ricardo Martins, o qual referiu ser demasiado cedo para pensar nisso. O foco é outro: “Aqui no executivo estamos focados no que é preciso fazer e no que é preciso mudar, futuramente se verá”. Apesar de serem mais de 13 mil eleitores, a proximidade com a população é um dos desígnios da Junta de Freguesia, uma tarefa que acarreta alguns desafios, “mas vale a pena”, diz-nos. “Ajudar as pessoas é o que me move, foi por isso que me candidatei. Por esse motivo, pelo amor que sinto pela terra onde nasci e pela vontade de poder mudar algo para melhor”, conclui.

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DESTAQUES 12 STARSUL Uma empresa cujo valor está nas pessoas 16 ÁGUAS DE MONCHIQUE “Somos uma marca feita de paixão” 18 MESSINAGRO “20 anos a crescer devagarinho e a passo certo” 20 MARSOLVE Uma empresa algarvia à conquista do mercado nacional 24 TRANSBESOURO Uma empresa com visão de futuro 26 CACIAL Símbolo algarvio de empreendedorismo e resiliência

10 | Revista Business Portugal julho 2018

ALGARVE O SEGREDO MAIS FAMOSO DA EUROPA Venha conhecer tudo aquilo que pode ver e fazer num dos destinos turísticos mais procurados de Portugal. O Algarve constitui-se pela região mais a sul do país e é reconhecido como uma região com ótimas condições atmosféricas, com boas praias, espaços de lazer muito diversificados e também como contendo excelentes zonas verdes, serras e um fundo marítimo encantador. No entanto, neste que é o melhor destino de praia da Europa pode fazer muito mais do que estender a sua toalha ao sol. O mar, a singularidade da paisagem, a natureza em estado puro, a cultura e a tradição, as gentes acolhedoras aliam-se para lhe proporcionar experiências únicas e diversificadas. Assim é o Algarve, um destino turístico composto por 16 concelhos, cada um com identidade

própria, paisagens de encantar e histórias especiais para contar. Saiba mais sobre os municípios desta região, explore o que têm para lhe oferecer, decida que locais não vai deixar de visitar, defina a sua rota de férias. Mas há mais Algarve do que aquele que imagina! Internacionalmente elogiado pelos seus argumentos turísticos, o Algarve tem muito mais para oferecer e num périplo por este território são cada vez mais os casos de autêntico sucesso, inovação e boa gestão empresarial. A região algarvia tem vindo a surpreender o resto do país pela força e ousadia do seu tecido empresarial e nas próximas páginas vamos dar a conhecer aos nossos leitores muitos dos bons exemplos que o Algarve tem para mostrar.


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UMA EMPRESA CUJO VALOR ESTÁ NAS PESSOAS Quem compra um Mercedes, fá-lo, normalmente, por paixão. Henrique Champalimaud, Administrador da StarSul, empresa representante da Mercedes-Benz na região do Algarve e Alentejo, é quem o afirma. Numa conversa intimista com a Revista Business Portugal, falou da importância dos colaboradores para a boa gestão da empresa e da marca.

res e Henrique Champalimaud tem uma visão muito própria sobre este assunto: “as pessoas são o nosso maior valor. Quando me perguntam se sou fascinado por carros, e digo que não, há quem fique surpreendido mas o que me fascina, na verdade, são as pessoas. Infelizmente, em Portugal é comum confundirem recursos humanos com pessoas. Pessoas têm valor próprio, intrínseco. Recursos humanos são aquilo que essas mesmas pessoas têm a oferecer à empresa, no que diz respeito às suas capacidades técnicas, conhecimentos profissionais e valores humanos”. Para o administrador da StarSul, é importante conhecer quem trabalha para si: “não reconheço valor a alguém apenas pelo seu currículo, nem recuso trabalho a ninguém por não ser formado em áreas ligadas ao setor automóvel. Todos merecem uma oportunidade e, por isso, faço questão de conhecer, previamente, todos os que querem trabalhar na StarSul”. Na empresa, cada pessoa tem as suas funções bem definidas e Henrique Champalimaud exige eficiência e rigor. “Eu acredito que faz sentido ter uma pessoa formada em Letras numa área ligada ao atendimento ao público, onde tenha de lidar com interpretação de texto, redacção de emails e outras questões semelhantes. É claro que tem de possuir algumas noções básicas sobre automóveis,

A

o entrar na StarSul, em plena Estrada Nacional 125, em Faro, é recebido com simpatia. Os sorrisos dos gestores de clientes fazem-no sentir bem-vindo e acolhido, e o espaço amplo permite apreciar, sem pressas e com total detalhe os novos modelos da marca alemã, conhecida e reconhecida pela sua qualidade e eficiência. Há mais de cinco décadas presente no Algarve, a Mercedes-Benz começou por ser representada pela C. Santos Algarve, que depois foi adquirida pelo grupo Hipogest. “Isso aconteceu em 1995, e dois anos depois remodelámos as instalações, para que o nosso espaço ficasse mais adaptado para responder às exigências e mudanças do mercado automóvel”, conta Henrique Champalimaud. O crescimento da empresa continuou e, em 2006, o grupo Hipogest adquire uma unidade em Évora, criando um ponto de assistência, em Beja: “Um ano depois, mudámos oficialmente o nome para StarSul”.

“As pessoas são o nosso maior valor” O crescimento de uma empresa assenta muito nas pessoas que tem como colaborado12 | Revista Business Portugal julho 2018

Henrique Champalimaud

porque é o produto com que trabalha, mas não tem, forçosamente, de ter formação em Engenharia Mecânica. Porém, se precisar de colocar alguém na oficina, enquanto responsável, ou se quiser contratar alguém para reparar os automóveis, terei obrigatoriamente que contratar um profissional formado


STARSUL

em Mecânica ou Engenharia. O que não preciso é de pessoas que não sabem pensar. Esse, para mim, é o grande mal do nosso tempo, a grande maioria tem dificuldade em estruturar um pensamento e analisa as situações de uma forma muito superficial.” Reconhecendo a importância dos estudos para a realização pessoal dos colaboradores, Henrique recusa-se a ver alguém desistir de si próprio: “não admito que se contentem com o que têm. Há que procurar sempre mais. Para que a pessoa possa estar bem, e desempenhar as suas funções com qualidade, é fundamental que se sinta parte da estrutura e que saiba que pode contar com a chefia para resolver problemas. Enquanto administrador, tenho o dever de garantir aos meus colaboradores estabilidade. Se algo correr mal a responsabilidade é minha, mas se o trabalho fica bem feito é mérito da equipa. Faço questão que venham falar comigo, discutir todos os problemas e, se for caso disso, provar-me que estou errado. Todavia, quero que estejam preparados para enfrentar situações difíceis, caso elas surjam. Só se pode pedir responsabilidades a quem está envolvido no negócio e sabe para onde vai a empresa, e o grau de envolvimento varia na razão direta do conhecimento, e este depende, cada vez mais, da formação contínua.” Henrique Champalimaud transmite a sua filosofia de trabalho a quem está consigo e certifica-se que esta é cumprida. O administrador da StarSul explica que, no momento atual, em que a informação e a velocidade de negócio são contadas ao minuto, ninguém pode deixar de responder a um email ou atender um telefone: “se eu recebo um email, tenho de responder no prazo mais curto possível. É impensável demorar mais de um dia, se isso acontecer o cliente procura outro concessionário. As redes sociais são excelentes veículos de comunicação, tanto para elogiar, como para criticar, por isso se algo não corre bem, o nome da StarSul facilmente é falado, pelas más razões, e não podemos correr esse risco.” Quem trabalha na StarSul sabe que faz parte de uma equipa de sucesso, que representa uma das marcas de automóveis mais apreciadas em Portugal. O comportamento dos colaboradores deve adequar-se ao posicionamento no mercado da Mercedes-Benz e Henrique Champalimaud deixa isso bem claro aos seus colaboradores. “Explico-lhes que a nossa função é servir bem o cliente.

A maioria das pessoas não entende muito bem o conceito de ‘servir’. Acredita que é sinónimo de servidão, mas o nosso trabalho consiste em dar atenção ao cliente, recebê-lo bem, com simpatia e dedicarmo-nos a ele com disponibilidade e atenção, para que se se sinta acolhido e apoiado. Quando as pessoas percebem que estamos interessados

“...O grau de envolvimento varia na razão direta do conhecimento, e esse depende, cada vez mais, da formação contínua.” no que dizem, que queremos resolver um problema que têm, é mais fácil comunicar e fazê-las confiar em nós. O mercado automóvel é um setor cada vez mais difícil e que exige cada vez mais especialização. Se não tivermos colaboradores disponíveis e atentos, não vamos conseguir responder aos novos desafios deste setor”.

Um setor com dinâmica própria O mercado automóvel foi dos que mais evoluiu nos últimos anos. A revolução tecnológica da última década revelou-se fundamental para a mudança operada neste setor. “As marcas equiparam os carros com a última tecnologia e, em diversos casos, foram mesmo pioneiras na sua utilização. É do setor automóvel que saem algumas descobertas que podem depois ser utilizadas noutras áreas da sociedade. Este setor é impulsionador da modernidade e criador de tendências tecnológicas”. A necessidade de responder a novas exigências da população, nomeadamente carros adaptados a uma realidade citadina, e o surgimento de novos conceitos de família, obrigaram as marcas a criar automóveis que respondessem a estas questões e que não se destinassem apenas a um nicho de mercado. “Neste momento, a marca Mercedes-Benz é uma marca para todos. Obviamente, quem compra um carro desta marca fá-lo por paixão, mas os nossos veículos têm preços muito variados e estão muito bem desenhados e adaptados para as necessidades reais dos consumidores”. A marca alemã possui uma gama muito alargada de veículos, entre ligeiros de passageiros, ligeiros de mercadorias e pesados, de passageiros e mercadorias, que respondem ao desafio qualidade-preço-conforto de uma forma perfeita. “Os nossos veículos estão preparados para vários desafios. O exemplo dos pesados Mercedez-Benz, que são muitas vezes escolhidos pelas corporações de bombeiros para serem adaptados a carros de combate a incêndio, são a melhor prova. São veículos muito fiáveis, com elevada durabilidade e seguros”. julho 2018 Revista Business Portugal | 13


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A StarSul ofereceu, inclusivamente, a uma corporação de bombeiros da região algarvia um veículo de Comando e é a responsável por fazer a manutenção da maioria das viaturas que operam na região. Os desafios do mercado automóvel não se ficam pela adaptabilidade do mercado às necessidades dos consumidores. O próprio setor é volátil e é necessário uma boa gestão para que os concessionários sobrevivam: “quando estamos perante um pico de desenvolvimento turístico, o que é excelente para o país, as rent-a-car contribuem, em muito, para o aumento das vendas de automóveis novos, mas também para maior oferta de viaturas usadas. Este fenómeno vai criar, o que já se nota, um excesso de oferta para o qual temos de ter uma resposta. Essa resposta tem de ser profissional e assente numa estratégia concertada com a marca, não podendo ser precipitada. Enquanto representantes de uma marca, a StarSul tem de garantir a manutenção Após venda, e essa é a área que mais cresce: “desde novembro, do ano passado, que digo que o mercado automóvel vai estagnar e isso é uma inevitabilidade. Somos apenas 10 milhões de habitantes. Entre 2011 e 2014, atravessámos a maior crise de sempre. As empresas tinham muita dívida e de repente a concessão de crédito foi simplesmente cortada. Em 2015, o ciclo económico começou a melhorar e, impulsionado pelas afirmações de alguns, de que tínhamos resolvido todos os nossos problemas, houve uma retoma significativa do consumo, o que se refletiu na compra de carros novos e usados. No final do ano passado, já notámos um decréscimo nas vendas de viaturas usadas. Pelo contrário, os números de entrada de viaturas em oficina continuam a crescer. A Mercedes-Benz vendeu, em Portugal, em 2017, perto de 17.000 unidades, que compara com cerca de 5.000 no início da década. As oficinas estão com um crescimento assinalável e já nos debatemos com a falta de técnicos qualificados para a procura que temos. Não aprendemos nada com o passado! Entrevisto, regularmente, alunos universitários e o que oiço não me deixa tranquilo. Temos uma Faculdade de Engenharia em Faro e não sou solicitado para abrir vagas de estágio. Não sei que tipo de engenharia mecânica/eletrónica/sistemas, pode dispensar a prática. Ao contrário de outras regiões do país, e com enorme sucesso, a Universidade do Algarve precisa de 14 | Revista Business Portugal julho 2018

“ Mais do que conhecer o automóvel o que o gestor de clientes tem de conhecer é o cliente, daí o título gestor de clientes.”

se aproximar das empresas da região. Nós, na Starsul, estamos disponíveis para ajudar a mudar essa realidade. Para nós é essencial a formação contínua dos nossos colaboradores”. Os desafios de um mercado em constante mudança fazem Henrique Champalimaud antever como será o setor nos anos que se seguem: “o futuro já está a acontecer. Em breve, não precisaremos, por exemplo, de tantos gestores de clientes porque grande parte das vendas serão realizadas online. Todavia, abrir-se-á uma nova necessidade – a de ter alguém que controle as vendas online e que seja próximo do consumidor, da mesma forma que somos hoje. Atualmente, os nossos gestores de clientes acompanham o cliente a partir do momento que compra um dos nossos veículos. Estão sempre em contacto para saber se o cliente está satisfeito e há um acompanhamento personalizado a partir do momento da compra. O futuro vai exigir um mercado automóvel cada vez mais profissional. Já não é qualquer pessoa que vende um carro. O entendimento de que, quando não se sabia fazer mais nada, podia abrir-se um stand de automóveis, ou ser vendedor de carros, acabou. A nova geração exige profissionais, gestores atentos às necessidades dos clientes e com um conhecimento profundo do produto que vendem. Quem não acompanhar as mudanças do setor, e do mundo onde vivemos, que são constantes, não vai conseguir sobreviver. Mais do que conhecer o automóvel o que o gestor de cliente tem de conhecer é o cliente, daí o título – gestor de clientes. Será que todos nós temos consciência disso?” Henrique Champalimaud reconhece as dificuldades inerentes ao mercado em que está inserido, mas sendo um homem frontal e decidido, aceita o desafio: “do que se trata? é a pergunta que mais faço, e peço a todos que comigo trabalham que a façam quando confrontados com um problema. O nome do jogo é esse e só esse: equacionar, correctamente, os desafios do dia a dia.


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ÁGUAS DE MONCHIQUE

“SOMOS UM MARCA FEITA DE PAIXÃO” Há quatros anos, a água de Monchique não tinha quase expressão no mercado nacional. Atualmente, é um produto muito bem posicionado a nível nacional e internacional, que só não chega a mais mercados porque a capacidade produtiva ainda não o permite. Vítor Hugo Gonçalves, o CEO da Sociedade Águas de Monchique, conversou com a Revista Business Portugal sobre a mudança profunda de que a empresa foi alvo, os desafios que o futuro reserva e a qualidade do produto com que trabalha.

A

empresa teve início em 1992 e permaneceu, sob a gestão da fundação Oriente até 2010. Em 2010, um outro grupo económico comprou a participação das Águas de Monchique e, desde essa altura, este negócio tem sido sempre gerido por uma empresa de cariz familiar: “A gestão tem algum cariz familiar, mas sempre altamente e muito profissional. A prova disso está na mudança total de paradigma que foi operada na empresa, desde há quatro anos”, explica Vítor Gonçalves. “Até 2014, esta empresa engarrafava água para as marcas de distribuição, sendo que a água era das nossas captações, mas o produto não era valorizado como tal e por isso vendido a muito baixo preço como um qualquer produto indiferenciado. Desde 2014 que operámos uma viragem absoluta na abordagem ao mercado e na própria gestão interna e externa da empresa e começámos a engarrafar apenas para as nossas duas marcas – Monchique e Chic”. Associada a essa alteração de gestão e de posicionamento do produto, surgiu uma estratégia de Marketing muito bem pensada e específica para um determinado público: “Não tínhamos budget de marketing para 16 | Revista Business Portugal julho 2018

chegar às massas e nem nunca foi contemplado no nosso plano estratégico de uma estratégia massiva de comunicação. Decidimos aposta e direcionar o nosso produto para um segmento de mercado específico, apostando na valorização do produto, baseado na qualidade que sabemos que a água tem”. Assim, a Águas de Monchique apostou numa valorização das qualidades físico-químicas deste produto, salientando as características especiais e bem definidas da água desta captação: “Foi a primeira vez que alguém usou de forma objetiva e clara as características físico-químicas da água para promover o produto e obtivemos um resultado além do esperado”. Os consumidores finais estão agora muito mais atentos às diferenças e muito mais sensíveis à qualidade dos produtos: “As águas são todas únicas e específicas. Todas têm sabores e características físico-químicas diferentes. No caso das Águas de Monchique, tanto a Monchique como a Chic são reconhecidamente únicas, sobretudo devido à sua alcalinidade natural (pH 9,5), que contribui e muito para um bem-estar físico superior”. O PH alcalino destas águas, a juntar à sua capacidade de anti-oxidação (ORP

negativo) e aos minerais que a constituem garantem aos consumidores um maior nível de hidratação, pois a sua estrutura molecular mais pequena é mais facilmente absorvida pelo organismo: “Se tomar um banho com água alcalina verá que não precisa de colocar creme hidratante no corpo no final, porque esta água hidrata em profundidade”. Estas características que formam o ADN das Águas de Monchique são agora a forma que o público tem de escolher a água que consome: “Antes, água era água. As pessoas escolhiam em função das marcas. Neste momento, já existe uma noção de que as águas têm composições físico-químicas específicas


ÁGUAS DE MONCHIQUE

que as tornam diferentes entre si e, hoje os consumidores sabem-no claramente e olham para o rótulo, na hora da decisão de compra”. Vítor Gonçalves reconhece, todavia, que este produto é mais do que apenas água: “Somos uma marca de paixão. Nesta empresa temos responsabilidade para com o consumidor e para com o meio ambiente, por isso o nosso maior objetivo é garantir sempre a alta qualidade do produto, porque não vendeVítor Hugo Gonçalves, ceo mos apenas água. Vendemos bem-estar. Vendemos saúde e confiança. O corpo humano é constituído em cerca de 70 por cento por água, o que torna muito importante tudo aquilo que bebemos. Aliar o consumo de água alcalina a uma alimentação equilibrada e tendencialmente alcalina associado ao exercício físico garante uma vida saudável e essa é uma das principais mensagens das Águas de Monchique”. Esta qualidade é assegurada pelo controlo rigoroso da captação e do processo de produção da água. Diariamente, são realizadas análises à água, bem como à própria captação, para assegurar que as características físico-químicas do produto se mantêm inalteradas e com qualidade ’: “Somos certificados pelas normas 9001 e 22000, o que nos obriga a um controlo apertado e exigente de todas as fases de produção, desde a captação, passando pelo processo de engarrafamento e aprovisionamento. Vamos inclusivamente para além daquilo que nos é exigido pela norma em termos de controlo, a qualidade do nosso produto é para nós o centro da nossa operação”. A qualidade também se vê através da seleção das matérias subsidiárias associadas ao produto, nomeadamente a garrafa PET e a cápsula,. A qualidade e o posicionamento do produto no mercado num segmento mais elevado, permitiu às Águas de Monchique desenvolver um processo de internacionalização eficaz: “Já estamos presentes em mercados como Espanha e a China, sobretudo com a nossa marca Premium Chic. Em Espanha temos aliás um pré-acordo com uma grande cadeia de distribuição para podermos entrar fortemente no mercado, assim que tivermos capacidade produtiva para responder a esse desafio, e na China temos dois distribuidores que garantem um ótimo posicionamento das nossas duas marcas em toda a China, haja capacidade

de produção. Temos, todavia, inúmeros pedidos espontâneos para colocar a nossa água em mais de 40 países, mas a produção ainda não o permite”. Atualmente, a Águas de Monchique tem capacidade para produzir 75 milhões de litros por ano, mas o plano passa por duplicar esta produção: “Temos duas captações distintas, uma de onde vem a água Monchique e outra associada à marca Chic. Elas são semelhantes, nas suas características, mas a marca Chic é direcionada para um segmento de mercado superior, desenhada para ocasiões especiais, como o próprio design da garrafa demonstra. Já realizámos análises e estudos para perceber até onde podemos aumentar a nossa produção e o aquífero garante-nos mais do dobro daquilo que produzimos atualmente, sem entrarmos em sobre-exploração deste recurso que temos a obrigação de sempre proteger”. A redução da pegada carbónica do produto faz parte das preocupações que a empresa tem com o meio ambiente: “Exploramos um recurso natural, caprichosamente dado pela Natureza e não podemos ser responsáveis pela sua destruição. Existe já um plano, que será colocado em marcha a curto prazo, para começar a reduzir a pegada ambiental da nossa operação. Temos imenso respeito pelo Ambiente até porque exploramos um recurso natural sensível pelo que temos uma obrigação acrescida de o defender e preservar. Além disso, cada vez mais os consumidores estão mais conscientes dos problemas ambientais e identificam-se com as marcas ecofriendly, por isso é para lá que vamos caminhar impreterivelmente”.

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MESSINAGRO

“20 ANOS A CRESCER DEVAGARINHO E A PASSO CERTO” Entrar numa das lojas da Messinagro é entrar no mundo da agricultura, na sua vertente mais moderna e inovadora. A empresa, que celebra em julho 20 anos, prima pela vasta gama de produtos que disponibiliza e, sobretudo, pela qualidade do atendimento.

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Ana e Carlos Inácio, sócios-gerentes

conversa com a Revista Business Portugal, os irmãos Carlos e Ana Inácio, responsáveis pela empresa, começam por recordar o início do negócio. “Comprámos uma pequena empresa em S. Bartolomeu de Messines e, por isso mesmo, rebatizámo-la de Messinagro. Na época, eu já tinha terminado os estudos mas a minha irmã ainda estava a terminar a faculdade. O meu pai desafiou-nos a abrir um novo negócio, já que ele já tinha uma empresa, também de produtos agrícolas, há mais de 20 anos, e nós gostámos da ideia”. Durante os seis anos seguintes, a sede da empresa foi em Messines. O negócio foi crescendo e melhorando as condições, acabando por abrir uma nova dependência em Faro e, um pouco mais tarde, em Tavira, foi também aberta uma pequena loja: “começámos com sete funcionários e alguns veículos velhos, mas em menos de 10 anos conseguimos abrir uma nova dependência. A partir daí, passamos a nos centrar mais tempo, na loja de Faro. Passados quatro anos, construímos um armazém nosso e mudámo-nos para lá”. Entretanto, a Messinagro construiu também

Para além da introdução de novos produtos, queremos também crescer em novos mercados

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um armazém em nome próprio em Messines e está a terminar a construção de um outro, em Tavira, onde está já presente O sucesso desta empresa é também muito atribuído aos colaboradores. Carlos e Ana Inácio reconhecem que não gostam de ter pessoas com contrato a termo, a trabalhar na Messinagro. “Um colaborador que trabalhe aqui é alguém que tem de ser formado por nós. Existe um tempo que é dedicado a essa aquisição de conhecimentos e, por isso, não faz sentido desperdiçar esse trabalho. Só sai alguém da empresa, se não se adaptar de forma nenhuma ao trabalho, ou se o próprio quiser sair. Podemos dizer que, até agora, dos sete trabalhadores que começaram nesta empresa, alguns ainda cá estão”. No setor agrícola, essa formação é muito importante. Atualmente, quer a legislação nacional, quer a europeia obrigam ao cumprimento de regras estritas, que alteraram também a realidade do mercado de vendas de produtos agropecuários. “Antigamente, qualquer pessoa podia abrir uma loja com estes produtos agrícolas, nomeadamente a secção de produtos fitofarmacêuticos, e vendê-los a quem quisesse comprar. Hoje em dia, não é assim. Os agricultores têm de ser sujeitos a uma formação, através da qual adquirem o cartão de aplicador, e só mostrando esse cartão é que podem ter acesso aos produtos. Os nossos colaboradores também passaram por esse processo de formação, pois é necessário ter alguém na venda ao público e enquanto comercial técnico que saiba explicar para que serve um


MESSINAGRO

determinado produto e como é aplicado”. Os próprios espaços comerciais tiveram de ser certificados, de forma a poderem comercializar este tipo de produtos: “a agricultura está mais desenvolvida e profissionalizada. Já não existe aquele produto que mata todas as pragas. Os produtos têm, presentemente, princípios ativos únicos, que só atuam para problemas específicos. As substâncias ativas têm de ser, também elas, controladas a nível europeu, para justificar, através de análises, a presença das mesmas nos produtos e podendo desse modo, ser autorizadas para aplicar em determinadas culturas”. Para além da vasta gama de produtos fitofarmacêuticos disponíveis na loja, a Messinagro dispõe também de vários tipos de fertilizantes, para a agricultura e para a jardinagem, bem como rações e pet food: “os fertilizantes representam 40 por cento da nossa faturação, logo seguidos pelos produtos fitofarmacêuticos, que rondam os 35 por cento. Os restantes 25 por cento são divididos entre as comidas para animais de estimação, produtos para pargas domésticas, rações para o gado, bem como muitos utensílios para a agricultura”. Este ano, a Messinagro pretende conseguir uma faturação de 13 milhões de euros: “o ano passado crescemos até aos 12.6 milhões de euros. Não queremos aumentar muito. Queremos crescer, de acordo com o nosso lema – devagar e a passo certo”. Este crescimento passa pela construção do novo armazém de Tavira e da diversificação da oferta: “para além da introdução de novos produtos, queremos também crescer em novos mercados, como o da pós-colheita. Existem ceras que se aplicam na fruta,

por exemplo, para esta ficar brilhante, e fungicidas, que se utilizam para proteger a fruta depois da apanha, cujo mercado ainda está inexplorado e é por aí que podemos inovar e continuar a crescer, centrando-nos na região do Algarve e no Baixo Alentejo”. A Messinagro representa o protótipo de lojas agrícolas profissionais e que acompanham um setor em franco crescimento: “a agricultura algarvia está a mudar. Há muitos agricultores a comprar ou arrendar terrenos, para aumentar a área cultivada, e também aqueles que apostam em monoculturas, como as ervas aromáticas, os frutos vermelhos ou o abacate, embora os citrinos ainda sejam os principais produtos da região. Esta região tem um excelente potencial turístico e agrícola e a aposta privada nestes dois setores é forte. Faltam apenas desenvolver algumas infraestruturas, da responsabilidade do setor público, como, por exemplo uma linha de comboio a sair do aeroporto de Faro em direção a estações algarvias, para que o desenvolvimento seja ainda melhor”.

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MARSOLVE

UMA EMPRESA ALGARVIA À CONQUISTA DO MERCADO NACIONAL

Mudança no setor da construção civil

A construção civil era vista como uma área onde só trabalhavam pessoas sem formação académica: “as profissões como as de ladrilhador, eletricista e estucador estão em falta no mercado. Todavia, assistimos a uma A construção civil está a atravessar uma fase muito inversão social e acredito que, atualmente, muitos licenciados já estarão dispostos a vir positiva e na região do Algarve isso não é exceção. As especificidades desta região portuguesa, porém, obrigam a trabalhar para a construção civil, sobretudo porque são profissões atualmente muito descobrir novas soluções e mercados onde atuar e foi isso bem pagas”. que fez José Martins, quando criou a Marsolve, em 2012. O setor sofreu uma remodelação intensa e a Marsolve fez questão de acompanhar essa mudança. “Quando entrámos na área das remodelações, percebemos que os nossos colaboradores iam precisar de alguma formação, pois a maioria deles estava habituada empresa nasceu em plena época de crise e, por isso mesmo, a trabalhos de construção de raiz, ou seja, até muito adaptada à realidade do decréscimo da construção civil: “a ideia de criar à data não existia da parte destes a preocua Marsolve surgiu numa época em que o mercado de novas construções estava pação de manter constantemente os espaços estagnado e eu resolvi tentar a sorte no mercado das remodelações, porque limpos. Situação que teria de ser alterada percebi que seria a próxima tendência no mercado”, recorda José Martins, em tendo em conta que muitas vezes existem conversa com a Revista Business Portugal, na sede da empresa, em Armação pessoas a residir nesse mesmo espaço. Nesde Pera. A Marsolve nasceu com dois serviços disponíveis – a construção, que te nicho de mercado, é importante que os era sobretudo no mercado das reabilitações e remodelações, e a topografia, área funcionários tenham regras mais rígidas, de formação de José Martins. Atualmente, a Marsolve engloba quatro áreas porque se trata de fazer obras numa casa que se complementam entre si, nomeadamente a construção, a topografia, a que já é a habitação de uma família. Por gestão de propriedades e as limpezas isso, foi fundamental ensiná-los a terem um cuidado especial com a limpeza dos espaços, e alertá-los para importância de serem o mais discretos possível no local de trabalho”. José Martins e Marta Rafael, A Higiene e Segurança no responsável pelas áreas da Trabalho é uma área de muita Construção e Topografia importância atualmente, no e responsável pelas áreas setor da construção civil e a de Gestão de Propriedades e Limpezas Marsolve tem uma equipa externa, a trabalhar consigo, de forma a fazer cumprir todos os requisitos de separação e reciclagem de resíduos e materiais, bem como a obrigatoriedade do uso de equipamentos de

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JANSSEN PORTUGAL

Rentabilizamos o seu projeto 01.

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MARSOLVE

proteção individual, por parte dos funcionários: “estamos muito bem posicionados neste campo, resultado de uma formação intensa dos nossos colaboradores”.

A importância de um trabalho entregue a tempo As unidades hoteleiras são os principais clientes da Marsolve, no que respeita às remodelações, dada a sua própria necessidade de mudança, para atrair mais clientes. Uma das principais preocupações que existe neste setor é o cumprimento dos prazos de entrega das obras e a empresa de José Martins nunca se atrasou: “no dia da inauguração, o hotel tem de abrir. Para que isso seja cumprido, muitas vezes é necessário trabalhar mais horas, e de forma mais rápida, para garantir que tudo fica pronto”. O segredo da eficiência é a comunicação que existe entre José Martins, o seu coordenador e os respetivos diretores de obra: “intervenho o mínimo possível. Os diretores de obra são quem estabelece uma relação com o cliente e é através deles que as informações da obra chegam até mim. Sempre que o cliente precisa de alguma coisa, dirige-se ao diretor de obra, porque considero que cada cliente precisa de uma atenção e dedicação especial ao seu projeto, e isso só se consegue com a atribuição de cada projeto a uma pessoa”.

Um serviço de excelência No final de cada obra, José Martins deparava-se com o problema de ter de contratar uma empresa para fazer a limpeza do local, o que acabou por criar a oportunidade para alargar o leque de serviços prestados pela Marsolve. “Quando contratávamos uma empresa de limpeza, raramente ficávamos satisfeitos com o resultado. Criámos o nosso próprio serviço de limpeza, para garantir que tudo ficava

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com o aspeto que queríamos para entregar ao cliente. Marta Rafael, ficou responsável pela área das limpezas e também pela área de gestão de propriedades, um serviço que também surgiu para dar resposta a pedidos de clientes que, depois de terem a remodelação da sua casa, queriam rentabilizar o seu investimento ou ter apenas alguém de confiança para cuidar da casa durante a sua ausência. Os serviços incluem gestão de arrendamento para férias, preparar a casa para a chegada do proprietário, serviços de limpeza, lavandaria, entrega de chaves, verificação de correio, visitas regulares à propriedade ou serviços de manutenção e reparações da casa”.

O futuro passa pela expansão A Marsolve já tem trabalho em várias regiões do Algarve, por isso a necessidade de crescimento passa por outras regiões do país: “queremos crescer para Norte. Em Lisboa há muita gente a precisar de fazer remodelações e é um mercado que ainda não está explorado por nós. É perfeitamente possível que os proprietários venham de férias para o Algarve e nós usemos esse período para lhes remodelar a casa. Outra área que José Martins ainda pretende desenvolver é a de construção própria. “Imóveis particulares, exclusivos e cuja construção seja possível, e é isso que está a fazer o mercado crescer desta forma, mas seria muito bom podermos construir algo pensado e executado por nós, para vendermos a um mercado de consumidores que pertence a um nicho de mercado que queremos conquistar”.


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transbesouro.com

NA ESTRADA POR UMA EUROPA MAIS VERDE Sediada em Faro e com um entreposto logístico em Amesterdão, na Holanda, exerce a sua actividade por toda a Europa. A Transbesouro pretende ser uma referência no transporte dos produtos frescos por toda a Europa, nomeadamente de plantas e flor fresca, sendo actualmente reconhecida no sector como uma empresa orientada para criar soluções de transporte e logística para os seus clientes.

Sítio de Bela Salema, Cx. Postal 1000 A, 8005-419 Faro, Portugal Telefone +351 289 832 884 Telemóvel +351 91 617 39 39 Fax +351 289 832 266 Email info@transbesouro.com julho 2018 Revista Business Portugal | 23


TRANSBESOURO

UMA EMPRESA COM VISÃO DE FUTURO Desde os 14 anos que Fernando Cavaco está ligado à área dos transportes. A paixão pela profissão de motorista fez com que, logo após obter a carta de condução, se iniciasse na profissão de motorista de pesados. Especializou-se na área de transporte de mercadorias com temperatura controlada e criou a Transbesouro, que celebrou este ano o vigésimo aniversário. Numa conversa com a Revista Business Portugal, o fundador da empresa fala sobre os desafios do mercado, a evolução do negócio e as dificuldades da classe profissional a que pertence.

“Fazemos transportes de tudo o que necessite de frio, sendo que o nosso principal mercado, durante muitos anos, foram as plantas e flores”

Tenho 49 anos e sempre fui apaixonado pela área dos transportes de mercadorias e pela profissão de motorista”, começa Fernando Cavaco. “Logo após tirar a carta de condução, fui trabalhar para uma empresa de cujo proprietário sou amigo desde então. Numa viagem ao Sul de Espanha, em serviço, surgiu-me a ideia de comprar um camião para mim e o meu patrão ofereceu-se para ser meu sócio numa nova empresa. Eu aceitei e constituímos a empresa em 1998. Cada um detinha 50 por cento da empresa”. Assim nasceu a Transbesouro, uma empresa sediada em Faro, especializada em transporte de temperatura controlada: “fazemos transportes de tudo o que necessite de frio, sendo que o nosso principal mercado, durante muitos anos, foram as plantas e flores”. Em 1999, um ano depois da criação da empresa, a Transbesouro estabeleceu-se como uma empresa de mercado único – o único país para o qual fazia transportes era a Holanda: “chegámos a ter 13 camiões exclusivamente dedicados ao transporte de plantas entre Portugal e Holanda”. A sociedade da Transbesouro sempre foi saudável, mas Fernando e o sócio acabaram por se separar, ao fim de nove anos. “O meu sócio decidiu abdicar da sua

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parte da quota na empresa sendo esta adquirida, posteriormente, pela minha esposa, Maria Fontainhas. No entanto, ainda funcionámos durante cerca de dois anos nas instalações da qual ele era proprietário e, mais tarde, comprámos o terreno onde estamos atualmente”. O principal teste à durabilidade e solidez da empresa surgiu aquando da crise que assolou Portugal nos últimos anos: “percebi que o facto de estar dedicado em exclusivo a um único mercado era prejudicial. Para mais, o produto que eu transportava não era um bem de primeira necessidade, logo as vendas desceram drasticamente. Tinha que readaptar a empresa à nova realidade rapidamente, sob pena de não conseguir sobreviver”. Fernando assim fez. Descobriu no setor da fruta um nicho de mercado ainda por explorar e, atualmente, dá resposta total à região Sul de Espanha, nomeadamente Málaga, Almería e Murcia. “Foi uma aposta ganha. No início, admito que houve


alguma resistência em diversificar o ramo de negócio, mas reconheço que, neste momento, a fruta é o setor que mais sobe dentro da empresa, ao contrário das flores, cujo decréscimo é constante. Nunca mais se comprou tanta flor como antes da crise”. A fruta, por seu lado, por ser um bem de consumo alimentar, e perecível, exigiu alguma logística, nomeadamente a aquisição de uma base de armazém, no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (M.A.R.L): “é para lá que transportamos grande parte da fruta que trazemos de Espanha e do Algarve, região de onde saem cinco a seis camiões todos os dias. Trabalhamos com todas as variedades de fruta e, de há cinco meses a esta parte, iniciámos também o transporte de bananas de África, que chegadas ao Porto de Algeciras são por nós transportadas, em camiões frigoríficos, até ao cliente. Depois, temos viaturas, também frigoríficas, com cerca de oito metros de comprimento, que fazem as distribuições específicas para os nossos clientes-recetores”. Dado que a abertura a novos mercados foi um êxito,

Fernando Cavaco resolveu arriscar novamente e já está presente em mais dois nichos de mercado: “comecei por adquirir dois reboques de barcos a uma empresa que queria vender o material e fui aprender, online, como se fazia um transporte de barcos. Atualmente, somos a única empresa no Algarve a fazer transporte de barcos, entre 15 a 20 metros, e prestamos serviço por toda a costa portuguesa e espanhola, bem como França, Holanda e Dinamarca”. Mais recentemente, a última aposta prende-se com as ‘mobile home’, casas pré-fabricadas e prontas a usar, que são muito procuradas por quem faz campismo, em Portugal: “descobri esse negócio em França, e percebi que o interesse por este tipo de casas era cada vez mais frequente. Neste momento, tenho um reboque específico para a realização do transporte dessas casas, que pode levar até duas moradias, num total de 20 metros de comprimento”. Quer os barcos, quer as casas exigem licenças de transporte especiais, porque se trata de uma carga excecional, com dimensões de comprimento e largura fora do comum e que exige mão-de-obra especializada

para a realização do trabalho. “Fazemos este tipo de trabalho um pouco por toda a Europa, sendo que nos centramos mais em Espanha e França, pois em Itália, por exemplo, é muito difícil conseguir-se uma autorização para circular com um transporte excecional”. O serviço também não pode ser realizado por qualquer pessoa: “é fundamental que sejam pessoas que tenham cuidado. Os barcos, por exemplo, são mercadorias melindrosas, que é preciso tratar com muito cuidado. Tem de ficar tudo muito bem encaixado no reboque e muito bem atado, para não se correr riscos de danificar a mercadoria”. Nesse caso, Fernando Cavaco admite que tem apenas quatro motoristas que conseguem realizar bem um serviço com estas características, incluindo ele próprio. Fazendo um balanço dos 20 anos de atividade, Fernando Cavaco reconhece que a empresa cresceu, mas é perentório em afirmar que isso se deveu ao trabalho de todos os colaboradores. Todavia, a sua maior preocupação são as condições de vida e de trabalho de que a classe goza: “a nossa classe é bastante desunida. Temos uma força imensa mas não a aplicamos. Felizmente, neste momento, parece-me que se está a tornar mais unida, porque a classe precisa de ser mais dignificada e isso tem de partir dos próprios profissionais. Existem problemas com que nos deparamos no dia a dia e que ninguém considera, nomeadamente a falta de condições para tomar banho e proceder à higiene pessoal, nas áreas de serviço, bem como a ínfima quantidade de parques de estacionamento e descanso que existem. É preciso dignificar mais esta profissão e dar aos motoristas condições para trabalhar”. A juntar a estas questões, existem ainda as infraestruturas em mau estado: “a estrada nacional 125 está em muito mau estado de conservação. A nossa alternativa é a A22, na qual foram colocadas taxas que representam um peso enorme nas despesas de uma empresa. Se queremos entrar ou sair do Algarve, temos de pagar e as condições das estradas não o justificam”. Há ainda a ter em conta o preço do gasóleo: “está muito caro. A Transbesouro abastece maioritariamente em Espanha, pois faz uma diferença muito grande nas nossas contas”. Ainda assim, o fascínio pelo setor dos transportes é maior que tudo e Fernando só pensa no futuro: “não queremos crescer muito mais, porém surgiu uma oportunidade de começar a transportar alguns produtos para empresas marroquinas e estamos a estudar este assunto. No fundo, o importante é nunca crescer a um ritmo mais acelerado do que aquilo que verdadeiramente se consegue e estar sempre atento a novas oportunidades, porque a necessidade de adaptação está sempre presente”.

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SÍMBOLO ALGARVIO DE EMPREENDEDORISMO E RESILIÊNCIA A Revista Business Portugal esteve à conversa com o presidente do Conselho de Administração da Cacial – Cooperativa Agrícola dos Citricultores do Algarve – José de Oliveira e com Horácio Ferreira, diretor executivo desta cooperativa algarvia. Uma conversa que teve como temas centrais o estado da agricultura, a sua estratégia de crescimento e as especificidades do Algarve, enquanto região e que lhe damos agora a conhecer.

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Cacial tem 54 anos de existência tendo sido fundada com o objetivo de criar oportunidades aos citricultores da região algarvia. No início, os associados não chegavam à centena, mas com o passar dos anos a cooperativa chegou a ter mais de 400 produtores em regime de associação. “O grande desenvolvimento surgiu nos últimos 15 anos. Até essa altura, éramos uma cooperativa igual a outras que, entretanto, tinham surgido na região. Depois a aposta em

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investimento sustentado em máquinas e em tecnologia transformou um armazém de fruta numa verdadeira linha de produção industrial. Mesmo nos anos mais difíceis em época de crise, quando todos estavam com receio de avançar com novos projetos, nós investimos, ainda que com muita dificuldade. Porém, foi essa atitude de nunca desistir e de não baixar os braços que nos fez chegar até aqui”, conta José Oliveira.

Uma produção integrada, sustentada e certificada O volume de negócios da Cacial ronda os 14 milhões de euros anuais, o que se traduz em 25 mil toneladas de fruta processadas por ano, na cooperativa. Este crescimento deveu-se ao forte investimento feito na fábrica e à reestruturação a que a cooperativa foi sujeita. “O investimento em máquinas e tecnologias foi estimulado pelos nossos clientes da grande distribuição, porque só assim nos foi possível responder às exigências colocadas pelas diversas certificações e assim responder com produto de qualidade”. A própria produção é controlada em todas as suas fases, de forma total. “Quer os nossos associados, quer os pomares que são explorados pela Cacial, quer a produção daqueles agricultores que não são nossos associados mas que nos vendem o produto é totalmente supervisionada pelo nosso corpo técnico. Este é constituído por quatro técnicas, que fazem análises foliares às plantas e ao terreno e estabelecem planos de fertilização para todo o ano. Cada produtor preenche um caderno de campo, onde anota tudo o que vai acontecendo ao longo do processo de desenvolvimento daqueles citrinos, nomeadamente as quantidades de fertilizantes e todos os produtos fitossanitários aplicados. Hoje é possível rastrear uma única laranja e saber em que parcela de terreno ela foi produzida”, explica Horácio Ferreira. A trabalhar com mais de 11 variedades de laranjas diferentes, a Cacial dá resposta às solicitações das grandes cadeias de distribuição e é certificada pelos seus próprios programas. “Temos todas as certificações que os nossos clientes nos solicitam. Além disso, temos a garantia da Indicação Geográfica Protegida e ainda a certificação em GRASP que complementa na área social a certificação GLOBAL G.A.P.”. Hoje os nossos produtores estão certificados no modo de produção integrada, continua Horácio Ferreira.


CACIAL

José Oliveira explica que essas certificações, juntamente com as características únicas da laranja algarvia já permitiram à Cacial entrar no mercado da exportação de citrinos: “exportamos para França, Espanha, Suíça, Holanda, Bélgica Angola, Canadá e Costa Rica, entre outros. Em cada um destes países, estamos a falar de nichos de mercado que, todos juntos, já representam um valor significativo da nossa faturação”.

Um setor pouco unido, mas em evolução A agricultura é, cada vez mais, vista como uma atividade económica, cujo objetivo principal é gerar lucro. Por esse motivo, as preocupações com os gastos excecionais passaram a ser consideradas pelos agricultores. “Antigamente, a agricultura era de subsistência. O produtor apenas cultivava para seu próprio consumo, mas atualmente não é assim e, por isso mesmo, muitos terrenos foram reconvertidos, para produções que dão lucro, bem como as novas tecnologias começaram a ser utilizadas, de forma a rentabilizar os recursos, nomeadamente a água”. O problema do consumo de água pelo setor agrícola pode vir a tornar-se grave, no futuro, e José Oliveira acredita que seja inevitável estabelecer um limite para os terrenos de regadio. “Porém, não admito que digam que a culpa é só da agricultura. 60 por cento do que se gasta de água no

Est. Nacional 125, Vale da Venda, Cx Postal 300A 8135-032 Almancil, Portugal

DESDE

1964

José de Oliveira e Horácio Ferreira, presidente e diretor executivo

Algarve é na agricultura, por isso devemos continuar a apostar em todas as medidas que visem um consumo de água cada vez mais eficiente. Hoje os sistemas de rega já contemplam as melhores tecnologias conhecidas. O problema da água na região algarvia deverá ser tratado de uma forma integrada. Temos que pensar a água na forma como se armazena, como se consome, como se desperdiça e fundamentalmente como cria riqueza e bem estar social”. Outro problema do setor é a desunião dos produtores. Cada agricultor ainda vive muito para si e a ideia de fazer parcerias para poder, por exemplo, exportar, ainda está longe de acontecer. “As novas gerações já têm uma mentalidade diferente, mas por enquanto o setor é muito desunido. Acredito que este seja um setor de futuro, onde a tecnologia e a nova mentalidade possam fazer a diferença, mas também admito que ainda há muita coisa por fazer. Todavia, já estamos no caminho certo”.

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OS NOSSOS PRODUTOS

LARANJA

CLEMENTINA

LIMÃO

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TECNICONTROL

UMA EMPRESA ALGARVIA COM AMBIÇÕES NACIONAIS… E INTERNACIONAIS A Tecnicontrol iniciou atividade em 1987, enquanto centro de assistência técnica para o sul do país de um fabricante de UPS’s. Pouco tempo depois, já era responsável pela sua comercialização em toda a região do Alentejo e Algarve e, com a evolução tecnológica e do mercado, foi diversificando a oferta de serviços e produtos. Estivemos à conversa com o diretor-geral da empresa, Orlando Santos, para a conhecer um pouco melhor.

A Tecnicontrol surgiu associada a uma empresa portuguesa, fabricante de UPS’s (fontes de alimentação ininterruptas), que asseguram o fornecimento de energia eléctrica em caso de falha na rede de abastecimento, permitindo que os equipamentos e dispositivos eléctricos a elas ligados continuem em funcionamento”, começa por explicar o engenheiro Orlando Santos. “São usadas nas redes informáticas e nos equipamentos eletrónicos em geral. Acima de tudo, a ideia é proteger os equipamentos, mais do que mantê-los apenas em funcionamento”. A UPS funciona como um tampão, já que a sua função é receber a energia alterna da rede de abastecimento, transformá-la em energia contínua, de forma a carregar as

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Orlando Santos, diretor-geral

baterias que possui e, simultaneamente, alimentar o ondulador, que é o que vai voltar a transformar a energia contínua em alterna. Através deste processo, descrito de forma simplista, a entrada acaba isolada da saída do equipamento. “À época, era utilizada a mais moderna tecnologia, e era portuguesa. Pouco depois de iniciarmos a atividade, para além de darmos assistência, começámos a vender o equipamento – o que ainda hoje fazemos”. Com a evolução tecnológica a acontecer todos os dias, a Tecnicontrol teve de acompanhar os tempos e diversificou as suas áreas de atuação. Inicialmente, começou por trabalhar em redes de telecomunicações, nomeadamente através da instalação e ma-

nutenção de centrais telefónicas, a que se seguiram depois as áreas da segurança, do som e da televisão e, mais tarde, a domótica. “Há que conseguir dar uma oferta completa às necessidades do cliente. Por exemplo, no que diz respeito à hotelaria, um responsável desse setor prefere trabalhar connosco, que oferecemos soluções integradas de comunicações, segurança, videovigilância, televisão, som e energia do que com uma empresa que apenas trabalhe com videovigilância, ou outra que apenas trabalhe redes de comunicação ou outra que trabalhe só na área do som… a ideia é simplificar o serviço pós-venda ao cliente, dando resposta a várias áreas de especialidade, que é o nosso caso. Uma das estratégias em que apostamos é a da diversificação da oferta. Não basta apresentar um produto ou uma marca, é preciso apresentar soluções, e é nisso que apostamos”. No que diz respeito à área da segurança, a Tecnicontrol é certificada para a instalação e venda de sistemas de videovigilância, alarmes, segurança contra incêndios, intrusão, inundações, fuga de gás, monóxido, controlo de acessos e tudo aquilo que está relacionado com esta área. “Para além da PSP, estamos também registados pela ANPC, implementámos um Sistema de Qualidade pela norma ISO 9001, temos técnicos certificados pela ANACOM e possuímos Alvará de Construção para todas as nossas áreas de trabalho”. A domótica é a área mais recente. Consiste na automatização de tarefas e funções que fazem parte do dia a dia, numa habitação, de forma a facilitar a gestão do tempo e melhorar a qualidade de vida. “Infelizmente,


TECNICONTROL

venderam a ideia de domótica como uma tecnologia difícil de perceber, cara e que não era útil o suficiente para justificar a sua existência, mas não é verdade. Domótica é algo tão simples quanto, em vez de ter interruptores e uma rede de condutores eléctricos para comandar os dispositivos elétricos em casa, ou ter de fazer algumas tarefas manualmente, torná-las automáticas. Basta ter um botão de pressão, como o de campainha, e ele é programável para as funções que quiser que desempenhe. Um toque faz acender a luz, dois toques apagam-na e um toque prolongado faz qualquer outra coisa… e tudo é também controlado via tablet ou telemóvel”. O desafio está em encontrar técnicos que respondam às necessidades do mercado de trabalho. “Já somos uma escola de formação há algum tempo, pois é aqui que a maioria dos técnicos que temos aprendeu a trabalhar. Não é fácil, atualmente, encontrar pessoas com experiência disponíveis para trabalhar nestas áreas. Um bom eletricista, por exemplo, é quase impossível de encontrar. Se antigamente, quando haviam as Escolas Técnicas, alguém chegava a uma empresa e precisava apenas de uma semana para se ambientar, agora ninguém está apto a ir para o terreno antes de um ou dois anos de formação”. Ainda assim, a Tecnicontrol tem planos promissores para o futuro: “abrimos empresas em Lisboa e no Porto para dar um serviço de proximidade aos clientes do Centro e Norte e temos há três anos uma sucursal na Madeira. O

nosso objetivo é chegar a todo o mercado nacional e dar resposta às necessidades integradas das empresas que nos procuram. Internacionalmente, também já fizemos alguns trabalhos, nomeadamente em Espanha, Itália e Cabo Verde. As nossas áreas fortes são as UPS’s e estabilizadores (ainda), as comunicações e a segurança, mas como a vida será cada vez mais tecnológica e queremos continuar no mercado, estamos sempre em constante atualização de competências e em busca de novas áreas e soluções tecnológicas”.

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CHAVECA & JANEIRA

“TEMOS DE SER PRÓ-ATIVOS PARA CHEGAR MAIS LONGE”

A empresa Chaveca e Janeira é distribuidor nacional exclusivo de quatro marcas de pneus asiáticas e já conta com mais de 60 anos de experiência no setor dos pneus. Fundada pelo pai de Rui Chaveca, que está atualmente a gerir o negócio, conta com postos em S. Brás de Alportel, Faro e Portimão e tem sabido adaptar-se ao mercado e ver nas dificuldades oportunidades de crescimento.

R

ui Chaveca recebe-nos no seu escritório, na sede da empresa, em S. Brás de Alportel. É a partir daqui que, desde há quase 30 anos, gere um negócio cujo foco é a distribuição de pneus novos. “A empresa foi fundada pelo meu pai, em 1957, mas nessa altura era uma recauchutagem, que surgiu da necessidade que ele tinha de encontrar pneus. Ele tinha uma empresa de transportes e os pneus eram essenciais para esse serviço, mas a sua escassez fez com que ele decidisse abrir um outro negócio, para responder à necessidade do primeiro. Quando eu comecei a trabalhar na empresa, no início da década de 90, acabei com a recauchutagem e redirecionei o negócio para a comercialização de pneus novos”. A Chaveca e Janeira trabalha com as marcas premium do mercado, e abrange todo o território nacional. “Além de fazer a distribuição de pneus pelos retalhistas, resolvi também abrir dois posto, um em Faro e outro em Portimão, que congregam as duas atividades que a empresa desempenha – a venda de pneus e os serviços de oficina, no que diz respeito à Mecânica Rápida, nomeadamente trocas de óleo, de amortecedores, de pastilhas e outros serviços dentro da mesma gama”. Com a chegada da crise, a Chaveca e Janeira ressentiu-se grave-

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Rui Chaveca, gerente

mente: “a faturação era de cerca de seis milhões de euros anuais e, em 2012, caímos para quatro milhões. Senti necessidade de fazer alguma coisa que mudasse o rumo, sob pena de ter de fechar a empresa e aventurei-me na China”. Rui Chaveca conseguiu, através de traders, os contactos de alguns fabricantes de pneus, na China e, depois de avaliar algumas das propostas, dirigiu-se a esse país asiático, para ver os locais onde os pneus eram produzidos. “A minha ideia era ver como o pneu era produzido e, caso me agradasse, eu entraria em negociações diretamente com a fábrica produtora. Foi isso que aconteceu em quatro fábricas, das quais me tornei importador e distribuidor exclusivo para Portugal”. Os pneus das marcas asiáticas conseguem chegar ao mercado de forma muito mais barata, porque os custos são mais baixos mas, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não são menos seguros: “a qualidade do pneu mantém-se. Aliás, eles são todos homologados com as normas europeias para que possam entrar no espaço da União Europeia. Eu próprio uso esses pneus no meu carro e nunca tive problemas. A percentagem de reclamações que existem, sobre estes pneus, também é muito reduzida”. A poupança, numa compra de pneus de uma marca asiática, pode chegar aos 60


CHAVECA & JANEIRA

por cento, o que faz com que muitas empresas de rent-a-car e de transfers optem pelas marcas vindas de fora da Europa: “uma das marcas com quem eu trabalho, e da qual já importo dois contentores por mês de material, vende pneus premium para o Dubai. Não se ouve falar em acidentes”. Foi este sucesso nas vendas destes pneus que garantiu a Rui Chaveca o equilíbrio financeiro da empresa, em tempos de crise e que, atualmente, ainda continua a ser um sucesso. “Sou distribuidor para todo o país e, para isso, conto com uma empresa de entregas expresso, que faz chegar os pneus pedidos por qualquer um dos meus clientes retalhistas ao seu estabelecimento em 24 horas. Isso ajuda-os, na medida em que os meus clientes não têm de ter stock de pneus”. Rui Chaveca conta também com uma equipa de comerciais na rua, mas apenas para início de contacto com os clientes. “O primeiro contacto, a apresentação da empresa e o modo de trabalhar é feito pelos comerciais. Depois, se o retalhista ficar a trabalhar connosco, tudo pode ser feito online. Pois fomos a primeira empresa de pneus em Portugal a adotar a política do Business-to-Business, através

Rua do Colégio Nº 16 8150-132 S. Brás de Alportel

de um site. Estávamos em 2008 e alguns dos nossos clientes nem tinha ainda computador”. Com o setor da distribuição d epneus a valer 70 por cento da faturação e a oficina os restantes 30 por cento, Rui Chaveca quer crescer nas duas direções: “as oficinas são para manter, mas a distribuição é onde estou a fazer um investimento, com a construção de um armazém de três mil metros quadrados, de forma a poder guardar o stock de pneus para carros ligeiros, pesados e agrícolas, de todas as marcas com que trabalho. Depois, gostava de abrir mais postos, noutras localizações, como Tavira e Albufeira, mas a sazonalidade da região algarvia obriga a pensar muito bem antes de dar esse passo. A distribuição é fundamental por esse lado, para garantir o equilibro orçamental quando as oficinas estão com menos trabalho, já que muitos dos nossos clientes são rent-a-car e empresas de transfers”. Apesar de reconhecer mudanças no Algarve, Rui Chaveca afirma que ainda falta muito investimento público em infraestruturas para que, efetivamente, a região se desenvolva a par com o dinamismo empresarial privado.

Tel. +351 289 840840 Fax +351 289 840849 www.chaveca-janeira.pt

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JANSSEN PORTUGAL

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JANSSEN PORTUGAL

julho, 2018

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Especial "OS MELHORES AZEITES DO MUNDO"

100 95 75

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MEDALHA DE OURO DE MELHOR AZEITE DO MERCADO CASA AGRÍCOLA HMR julho 2018Carmona Revista Business Portugal | 33 João e Mariana e Costa


DESTAQUES 36 FEIRA NACIONAL DA AGRICULTURA 38 CASA AGRÍCOLA HMR O melhor azeite do mercado está no alentejo 42 QUINTA DA PACHECA Aposta desafiante na produção de azeite 44 CEPAAL Cepaal promove azeite do alentejo (e não só) 46 OLIVAIS DO SUL S.A. “Focados na produção de azeite virgem extra de qualidade” 48 COOPERATIVA DE OVICULTORES DE VALPAÇOS Rosaminho: um azeite autêntico 50 QUINTA VALLE MADRUGA Qualidade superior no azeite e no vinho 54 AZEITE TERRAS DE AZIBO Valorizar o azeite de Trás-os-Montes

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AZEITES OS MELHORES DO MUNDO A Revista Business Portugal dedicou a edição de julho ao destaque daquilo que de melhor se produz em Portugal, o azeite. A produção de azeite, parte fundamental da cultura portuguesa desde 506 d.C, tem um considerável peso na economia e gastronomia portuguesas. É inevitável afirmar que a cultura da oliveira faz parte da história nacional e que o papel do azeite é estrutural na vida económica do país. O aperfeiçoamento das técnicas de produção e de extração de azeite colocaram a oliveira acima das outras árvores. A olivicultura é um motor da economia portuguesa, sendo que, o consumo de azeite português é realizado dentro e fora dos limites territoriais da nação. Assim, e como consequência da enorme vocação lusitana para a produção de azeite, o ouro liquido nacional volta a ganhar destaque internacional. Eleito o melhor do mundo na categoria de Mild Green Fruitness,

pelos prémios Mario Solinas, do International Olive Council, o azeite produzido em Portugal torna-se, assim, num importante elemento da consagração das qualidades dos produtores nacionais a nível mundial. O setor olivícola em Portugal tem sido vítima de uma inovação tecnológica que nos permite produzir mais e melhor, mantendo sempre a tradição. A campanha de 2017/2018 ultrapassou as 130.000 toneladas, sendo quase todo o azeite classificado como virgem-extra, o que representa um recorde de produção em termos absolutos e qualitativos, conseguindo assim atingir-se o objetivo perseguido em 2000, de recuperar o atraso em que o setor tinha mergulhado. Estivemos à conversas com produtores e distribuidores de azeite, espalhados pelo território nacional, que nos esclareceram sobre os avanços e valências do produto tradicional português.


JANSSEN PORTUGAL

A ZEITE V IRGEM E X TR A A LE N T E J O - V I D I GU E I R A

P O R Q U E É PU R O. P O R Q U E É S A B O R OSO. P O R Q U E É S AU DÁV E L .

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PRÉMIOS MELHORES AZEITES

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CASA AGRÍCOLA HMR

O MELHOR AZEITE DO MERCADO ESTÁ NO ALENTEJO Visitar esta Herdade é sentir o que de melhor o Alentejo profundo tem para lhe oferecer. O calor e a serenidade características desta região aliam-se para proporcionar um ambiente harmonioso ao desenvolvimento de vinha e olival. Para ficarmos a conhecer a Casa Agrícola HMR, estivemos à conversa com Mariana Carmona e Costa, diretora agrícola.

V

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

enha connosco conhecer a Herdade do Monte da Ribeira… Próxima da albufeira do Alqueva, a Herdade do Monte da Ribeira ergue-se na freguesia de Pedrogão, concelho da Vidigueira. Tem uma área de cerca de 1.100 hectares, a maior parte da qual se encontra na encosta sul da Serra do Mendro (marcada por uma vista lindíssima) e é constituída por diversas espécies de árvores autóctones, nomeadamente o sobreiro, o zambujeiro, a azinheira e o medronheiro. É atravessada pela Ribeira de Marmelar que, junto à adega da Herdade, tem uma barragem que cria uma das três grandes reservas de água para utilização agrícola da Herdade. Atualmente, a propriedade desenvolve explorações agrícolas, principalmente vinha (43 hectares) e olival (210 hectares) – tradicional, semi-intensivo e intensivo. O terroir que pavimenta o chão da Herdade é propício a uma produção

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de qualidade superior sem grande esforço. Uma herdade com história A história da Herdade do Monte da Ribeira remonta a 1986, quando a propriedade foi adquirida por Victor Carmona e Costa. O industrial reformou completamente a Herdade e implantou toda a atual estrutura agrícola produtiva e construiu a adega. A Herdade é propriedade da Casa Agrícola HMR SA que é inteiramente detida por uma fundação que ostenta o nome dos seus dois Fundadores, a Fundação Victor e Graça

Carmona e Costa. A Fundação, dedica-se ao apoio à arte contemporânea em Portugal. Um dos melhores vinhos do Alentejo Corria o ano de 1989 quando foi plantada a primeira vinha da Herdade. Ao mesmo tempo, seria edificada a adega para produção do vinho, o qual teria a sua primeira colheita em 1992 e comercializado com a marca ‘Vidigueira’. Mais tarde, seriam produzidas as marcas ‘Pousio’, ‘Quatro Caminhos’ e, recentemente, a ‘Marmelar’. A Herdade do Monte da Ribeira acompanha o evoluir dos tempos e, nos últimos anos, têm-se registado evoluções na produção de vinho, modernizando a adega e expandindo e restruturando a vinha. Hoje, já são 43 hectares, dos quais um terço pertence às castas brancas – Alvarinho, Antão Vaz, Arinto, Roupeiro e Verdelho – e os restantes dois terços às castas tintas – Alicante Bouschet, Aragonez, Baga, Cabernet Sauvignon, Petit Syrah, Petit Verdot, Syrah, Touriga Nacional e Trincadeira.


CASA AGRÍCOLA HMR

com qualidade crescente. Ambiciosos, a administração não pretende ser líder de mercado. Aspiram, isso sim, produzir os melhores vinhos do Alentejo.

Azeite premiado

O ‘Pousio Premium Azeite Extra Virgem’ foi medalha de ouro na Feira Nacional de Agricultura de Santarém, na categoria ‘Azeite Melhor do Mercado’ julho 2018 Revista Business Portugal | 39

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

A maior parte da colheita é feita de modo tradicional. Porém, a administração também assegurou alguma maquinação numa visão estratégica clara de preparação para as necessidades futuras. A produção varia consoante os anos e é por isso que a Herdade tem conseguido produzir quase 400 mil garrafas de vinho (branco, tinto e rosé). Em 2018, os seus vinhos serão comercializados com as marcas ‘Quatro Caminhos’, ‘Pousio Selection’, ‘Pousio Escolha’, ‘Pousio Reserva’ e tinto premium ‘Marmelar’, os quais têm recebido diversos prémios e distinções nacionais e internacionais desde 1992, ano em que se realizaria a primeira colheita comercializada. O principal mercado dos vinhos da Herdade é o mercado doméstico. Todavia, as exportações têm registado um aumento contínuo e, no ano passado, já representavam 26 por cento das vendas totais. A estratégia do negócio de vinho da Herdade do Monte da Ribeira centra-se em comercializar e produzir, na sua própria adega, vinhos a partir de uvas oriundas das próprias vinhas da Herdade,

A propriedade sempre teve olival de sequeiro, presente em toda a região. A construção da barragem e de dois grandes depósitos de água na Herdade, permitiu a Victor Carmona e Costa, entre 1989 e 2008, plantar olivais intensivos e superintensivos que, juntamente com o olival tradicional, ocupam atualmente 210 hectares da propriedade. O olival tradicional é constituído pelas seguintes espécies: Galega, Bico de Corvo e Verdeal. Nos olivais intensivos, a maior parte é Cobrançosa e alguma Picual e Cordovil. Já os olivais superintensivos são todos de Alberquina. Na campanha de 2015/16, um ano muito bom, a produção de azeitona da Herdade do Monte da Ribeira quase atingiu as mil toneladas. Muitas destas árvores são centenárias. Em 2016 iniciou-se a comercialização de azeite produzido com as azeitonas dos olivais da Herdade, através das marcas ‘Pousio’ e ‘Pousio Premium’. O ‘Pousio Azeite Extra Virgem’ tem 0,18 por cento de acidez. É frutado maduro, de intensidade média e equilibrado, feito com


CASA AGRÍCOLA HMR

Arbequina, Cobrançosa e Galega. É comercializado em garrafas de tamanho habitual e na inovadora quantidade de dois litros, uma embalagem denominada ‘bag in box’. O ‘Pousio Premium Azeite Extra Virgem’ foi medalha de ouro na Feira Nacional de Agricultura de Santarém (que decorreu entre 2 e 10 de junho), na categoria ‘Azeite Melhor do Mercado’. Tem 0,16 por cento de acidez, mais harmonioso e complexo, é feito com Arbequina, Cobrançosa e Picual. Pode encontrar estes azeites gourmet na loja online da Casa Agrícola HMR S.A., em grandes superfícies e em várias lojas da especialidade.

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

Os responsáveis

O ‘Pousio Azeite Extra Virgem’ tem 0,18 por cento de acidez. É frutado maduro, de intensidade média e equilibrado

O Conselho de Administração da Casa Agrícola HMR S.A. coincide com o da Fundação Victor e Graça Carmona e Costa: ambos são compostos por Maria da Graça Carmona e Costa, José Carmona e Costa e Álvaro Portela. A comercialização do azeite e a Direção Agrícola da Herdade do Monte da Ribeira é da responsabilidade de Mariana Carmona e Costa. Já a comercialização dos vinhos é dirigida por António Nora, com Nuno Elias como Enólogo-Residente e Luís Duarte como Enólogo-Consultor. As responsabilidades comerciais do vinho são do já referido António Nora, na grande distribuição e Algarve, de João Carmona e Costa, na exportação (exceto Ásia), de Pedro Portela, no Norte, Centro e Ilhas e exportação na Ásia, e de Frederico Monteiro no Sul.

Biografia de Mariana Carmona e Costa “Quando um agricultor planta

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Mariana Carmona e Costa, diretora agrícola

uma árvore, planta a geração seguinte”. Quem o diz é Mariana Carmona e Costa ou Marianita – como ainda hoje é tratada na Herdade –, Diretora Agrícola da Herdade do Monte da Ribeira (HMR) desde junho de 2011. Entra para a história da empresa como a responsável pela reconversão e reestruturação dos olivais em termos produtivos e pela venda engarrafada do azeite Pousio. Os tios-avós, Vítor e Maria da Graça Carmona e Costa, compram a HMR no Verão de 1986, tem Mariana oito anos. Em 2011, depois da morte do seu tio-avô regressa à Herdade como Diretora Agrícola e começa a investir no olival em termos produtivos, estado nutricional e fitossanitário. Então a HMR começa a produzir o próprio azeite e a vender a granel para Itália e Espanha. Quando o potencial do produto já era um aspeto claro, Mariana sugere passar a engarrafar o azeite. À imagem dos vinhos da Herdade, nasce o Azeite Pousio.


CASA AGRÍCOLA HMR

O primeiro lote de 1000 litros sai em 2013. Três anos depois de Mariana assumir o cargo, em 2014, a empresa começa a bater recordes de produção nunca antes conseguidos e o olival adulto atinge o seu auge de produção. Em 2016, a empresa aposta em aumentar a produção, melhorar a imagem e colocar o azeite à venda em hipermercados, o que leva à criação de dois lotes: o Pousio e o Pousio Premium. O objetivo é claro e conseguido: possuir uma boa imagem, um bom packaging, um preço competitivo e, acima de tudo, uma ótima qualidade. Hoje, na Herdade, continua tudo igual, incluindo as árvores e as pessoas que lá trabalham, ambas com 20 a 25 anos de casa.

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO” julho 2018 Revista Business Portugal | 41


QUINTA DA PACHECA

APOSTA DESAFIANTE NA PRODUÇÃO DE AZEITE Se já eram uma referência no vinho, agora passaram a ser no azeite. A Quinta da Pacheca está na linha da frente na inovação e dedicação nos vários projetos do grupo. Álvaro Lopes, diretor geral, e Hugo Fonseca, diretor de produção, mostraram o desejo de continuarem a crescer.

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

L

ocalizada em Lamego, a Quinta da Pacheca é uma das mais antigas propriedades do Douro a engarrafar vinhos. Registada em 1738, passou pela família Pacheco Pereira e o nome da Quinta vai de encontro à proprietária D. Maria Pacheco Pereira. “Como era do sexo feminino, as pessoas diziam “vai à Pacheca que ela ajuda-te”, porque qualquer problema que havia no Douro iam ter com com ela à quinta. Era uma senhora que praticava o bem”, explica Álvaro Lopes. Nessa altura, a Quinta possuía uma parte da produção agrícola do Mosteiro de Salzedas. Com cerca de 37 hectares de vinha rodeados por diversas oliveiras que delimitam a propriedade, a Quinta tem vindo a sofrer alterações, “sempre nas mãos de pessoas que querem fazer o melhor”. A família Serpa Pimenta foi uma das primeiras famílias a lançar-se no setor vitivinícola. Isto permitiu o crescimento e o engarrafamento do vinho, o que fez 42 | Revista Business Portugal julho 2018

com que fosse uma das primeiras quintas a engarrafar vinho DOC Douro com marca própria. Em 2012, dois sócios com negócios em França, Maria do Céu Gonçalves e Paulo Pereira, dos maiores importadores de produtos portugueses na área alimentar, viram na marca Quinta da Pacheca uma grande potencialidade, “de forma a puxar pela Quinta e fazê-la conhecer além fronteiras”. Foi nesse momento que reforçaram a equipa que se tornou ainda mais profissional

e trabalhadora, no sentido de dinamizar a produção de qualidade. Para além do vinho e do azeite, a Quinta da Pacheca dispõe de um alojamento rural The Wine House Hostel - com 16 quartos. “Temos grupos e eventos como as cadeias de barcos e hotéis. Fazemos jantares de gala. A localização da Quinta é espetacular e temos muitos trunfos à custa deste nosso posicionamento. O cliente não fica muito exausto para se deslocar até aqui. Acaba por se tornar num passeio de lazer do barco até à Quinta”, acrescenta o diretor geral. Para saborear o melhor da gastronomia portuguesa, pode contar com o restaurante aberto 364 dias por ano, excepto no Natal. Para complementar, têm uma pequena loja onde vendem os produtos da propriedade.

Crescimento sustentado pela dedicação Álvaro Lopes e Heloísa, diretor geral e designer

Há seis anos e após várias mudanças, deu-se um crescimento notório no que


QUINTA DA PACHECA

diz respeito aos colaboradores que aumentaram para 52. “Temos crescido com sustentabilidade, temos evoluído bastante no nosso posicionamento de qualidade e de faturação”. Existe um reconhecimento dos produtos, não só pela qualidade, mas também por ser uma quinta emblemática em todos os serviços, o que se salienta na satisfação do cliente. Apesar do azeite ser um projeto recente, que antes era utilizado para consumo próprio, foram continuamente desafiados a expandi-lo. Hugo Fonseca, diretor de produção, chegou à Quinta da Pacheca em 2013 com experiência profissional no vinho, azeite e enoturismo. O objetivo era dinamizar e recuperar a parte da viticultura, apoiando assim a enologia, o enoturismo e a versatilidade das equipas. Em 2013 iniciou-se a primeira colheita e efetuaram a limpeza do olival. No ano seguinte fizeram algumas mudanças e estiveram três anos a recuperar o olival com mais de mil árvores. Entre 2015 e 2016 conseguiram manter uma produção regular e em 2017 deram o grande salto: olival limpo, podas e colheitas direcionadas para a qualidade e nada melhor do que apostar verdadeiramente no azeite. Este está associado à região, à naturalidade do produto e aos benefícios para a saúde. Como perspetivas futuras, ambicionam para a produção

A localização da Quinta é espetacular e temos muitos trunfos à custa deste nosso posicionamento.

de 2018/2019 tentar passar o azeite a nível internacional, uma vez que foi distinguido, pelo segundo ano consecutivo, no Concurso Nacional de Azeites de Portugal, agora com medalha de ouro na categoria frutado maduro com aromas mais doces da banana, do cacau e das amêndoas. Para finalizar, Hugo Fonseca salienta que este azeite é distinguido pelas “características únicas do Douro” e o desafio será continuar a dar a provar este produto único e emblemático da região “criando sinergias também com outras quintas”.

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO” julho 2018 Revista Business Portugal | 43


CEPAAL

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

CEPAAL PROMOVE AZEITE DO ALENTEJO (E NÃO SÓ) O Centro de Estudos e Promoção do Azeite do Alentejo (CEPAAL) é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1999, que visa dinamizar e potenciar o setor do azeite na região, no país e, mais recentemente, também no estrangeiro. Para esta edição da Revista Business Portugal, estivemos à conversa com o presidente desta entidade, Gonçalo Tristão, que nos falou sobre a atualidade da fileira do azeite bem como os desafios que se apresentam ao setor.

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CEPAAL é uma associação de produtores que conta, também, com a parceria de algumas instituições e autarquias. Encontra-se sediada em Moura, mas tem abrangência nacional, uma vez que o seu principal objetivo é “mais do que promover o azeite alentejano, queremos promover o azeite enquanto referência nacional”, afirmou o nosso entrevistado. Gonçalo Tristão garantiu que esse objetivo é comum a todas as regiões produtoras de azeite em Portugal (Alentejo, Trás-os-Montes, Beiras e Ribatejo) e que estas têm trabalhado no sentido de “ganhar um posicionamento forte no país e no estrangeiro”. A cada vez maior produção de azeite efetuada no nosso país (principalmente no Alentejo, que é responsável por cerca de 78 por cento da produção de azeite nacional), faz com que

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CEPAAL

Portugal seja, cada vez mais, ‘um player’ importante no mercado internacional (norte-americano, maioritariamente).

A evolução do azeite alentejano A construção da barragem do Alqueva, as características dos solos e do clima, a modernização das técnicas de cultivo, regadio e produção, bem como dos lagares e maquinaria inerentes à extração de azeite, resultou em fortes investimentos estrangeiros em Portugal. Essa realidade “foi muito benéfica para todos nós”, assumiu o presidente do CEPAAL. No que diz respeito às características do azeite da região que representa, o gestor identificou peculiaridades interessantes: “hoje em dia, os produtores de azeite tendem a preferir colheitas mais cedo, ou seja, em vez de colherem a azeitona em dezembro, janeiro ou fevereiro, colhem-nas a partir do início de Outubro, resultando em azeites mais verdes e mais frutados que são os paladares mais apreciados pelos novos consumidores de azeite”. Ainda sobre os benefícios deste produto, Gonçalo Tristão reiterou as conclusões de vários estudos efetuados que comprovam influências positivas ao

Coube ao CEPAAL a participação na organização de alguns eventos do World Olive Oil Summit na Feira Nacional de Agricultura (que ocorreu em Santarém, no passado mês de junho), bem como a organização do Concurso Nacional de Azeites de Portugal, que premeia o melhor que se faz em Portugal. Assim, e já em final de conversa, Gonçalo Tristão partilhou algumas das suas inquietações: “temos em gestação uma Associação Interprofissional da Fileira Olivícola (AIFO) que tem como associadas as confederações. Aquilo está há 10 anos sem qualquer actividade e essa é uma lacuna que temos no setor. Precisamos que essa entidade volte a renascer, tornando mais forte a fileira do azeite nacional. Falta, também e a meu ver, uma estratégia nacional para o azeite, construída pela reflexão conjunta de todo o setor com as entidades governamentais competentes, que dê corpo à definição de objetivos de produção e de promoção do azeite nacional, por forma a posicionarmo-nos cada vez melhor no mercado internacional”, finalizou.

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ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

nível do sistema cardiovascular. Nesse sentido, e com o objetivo de incentivar ao consumo deste produto, várias têm sido as iniciativas promovidas por esta instituição. “Outro passo que demos, na implementação de um projecto de promoção do azeite do Alentejo, foi a organização de eventos de show cooking,

para mostrarmos os efeitos do azeite na cozinha. A gastronomia está na moda e a harmonização de sabores para nós é muito importante. Aconselhamos também, a quem nos lê, um fio de azeite na fruta, num gelado, nas sobremesas, porque efetivamente fica bem com tudo”, frisou. Por outro lado, no sentido da valorização do azeite, esforços têm sido feitos no sentido da colocação do azeite alentejano no mesmo patamar do vinho da mesma região: “o vinho do Alentejo está num patamar onde o azeite quer chegar, por isso, efetivamos uma parceria com a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (que promove os vinhos do Alentejo) e já nos candidatamos a um programa para realizarmos ações em conjunto”, confidenciou o representante da CEPAAL.


OLIVAIS DO SUL S.A.

“FOCADOS NA PRODUÇÃO DE AZEITE VIRGEM EXTRA DE QUALIDADE” A Olivais do Sul S.A. nasceu em 2005 quando Alberto González, engenheiro agrónomo e gerente, veio para Portugal e apercebeu-se das potencialidades do setor da olivicultura. A Revista Business Portugal esteve à conversa com a gerência e verificou a alta modernização das instalações e os projetos futuros que estão por detrás da empresa.

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udo começou quando Alberto González trabalhava na empresa de construção civil em Espanha. Os sócios dessa empresa queriam investir na agricultura e chegaram mesmo a ver alguns terrenos em Espanha. Citrinos e vinha eram duas das opções. Em 2004, quando o gerente veio para Portugal para trabalhar nas obras de Alqueva verificou que haviam locais no Alentejo com muitos hectares acompanhados da máxima potencialidade de serem melhorados. Após regressar a Espanha, os sócios decidiram que a aposta na agricultura passaria “em trabalharmos em olival no Alentejo”, acrescenta. Em 2005 surge a Olivais do Sul S.A. na primeira propriedade adquirida pela sociedade. Chama-se Herdade de Azambuja, está localizada em Monte do Trigo, Portel e tem 283 hectares de olival. Em 2006, o olival foi plantado e em 2007 adquiriram outra herdade, em Campo Maior com 351 hectares. Após terem os hectares todos plantados, iniciaram a construção do lagar em 2008, “porque vimos que estava muita gente a fazer plantações”.

Alberto González explica que nessa época havia apenas um lagar “grande e importante”. O restante eram cooperativas mais pequenas e mais antigas. Como estávamos a plantar, precisávamos de um lagar para fazer a transformação da azeitona em azeite”. Desde essa data, o lagar sofreu novas alterações e foi ampliado em 2013 para aumentar a capacidade de produção.

Azeite virgem extra por excelência Na Olivais do Sul S.A. existem três variedades de azeite: virgem extra, virgem e lampante. Mas aqui o rei é mesmo o azeite virgem extra em que conseguem mais de 95 por cento da produção. Não tem defeito e tem menos de 0,3 graus de acidez. A razão está ligada à capacidade de apanhar a azeitona muito cedo e em boas condições. “Fazemos o azeite muito rapidamente desde que é apanhada a azeitona. Por esse motivo não há problemas de oxidação, nem de fermentação”, explica o nosso entrevistado. Já o azeite virgem pode apresentar um pequeno defeito, mesmo que exista uma menor percentagem de acidez.

Equipamento modernizado

No campo ou no lagar, equipamento moderno não falta na Olivais do Sul S.A.. Na cultura dos olivais utilizam um sistema de produção integrada. Isto significa que os trabalhos no campo são feitos de forma sustentável, entre o modo convencional e o modo biológico. No que diz respeito aos tratamentos, conseguem fazê-los no momento e em menor quantidade. “Controlamos as pragas com armadilhas e quando vemos que caem nelas damos apenas o tratamento nas zonas onde é necessário. Com isto, fazem uma verificação rigorosa no terreno para verem se é realmente necessário dar ou não o tratamento. “Controlamos muito a altura certa para o fazer. Conseguimos com isto uma azeitona e umas árvores muito sãs, o que irá representar-se na qualidade da azeitona e do próprio azeite”, Alberto González Sanz e Gabriel Varela, sócio-gerente e diretor industrial

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OLIVAIS DO SUL S.A.

na mão em que fazemos todo o projeto que o cliente queira”. Galardoado com a medalha de bronze na categoria frutado maduro (na FNA em Santarém com o azeite GOURMET), Alberto González acredita que o futuro passa pelo engarrafamento do azeite, visto que há uma maior demanda no mercado de azeites virgens extra de alta qualidade. A ambição em produzir mais é outro dos desafios, nunca esquecendo a ampla certificação de controlo, higiene e segurança alimentar que se revela na confiança dos consumidores pelo produto. refere o gerente. Com uma capacidade no lagar para produzir 3,5 milhões de azeite, a Olivais do Sul S.A.presta vários serviços a quem está a iniciar um projeto em olivicultura. “Fazemos um acompanhamento de assessoria e de consultadoria, bem como plantações para clientes. Fazemos o azeite do cliente. Engarrafamos azeite com as marcas próprias do cliente e ainda temos o conceito chave

“Fazemos o azeite do cliente. Engarrafamos azeite com as marcas próprias do cliente e ainda temos o conceito chave na mão em que fazemos todo o projeto que o cliente queira” Herdade da Azambuja 220-212 Monte do Trigo PORTEL

tlf. +351 266 647 030 tlm. +351 961 368 000 tlm. +34 630 959 095

alberto.gonzalez@olivaisdosul.pt www.facebook.com/olivaisdosul www.olivaisdosul.pt

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Categoria de Azeites “Frutado Verde Ligeiro” Menção Honrosa

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COOPERATIVA DE OLIVICULTORES DE VALPAÇOS

UM AZEITE AUTÊNTICO Fundada há mais de 65 anos, a Cooperativa de Olivicultores de Valpaços destacase por ser a segunda maior cooperativa de Portugal. O reconhecimento do azeite Rosmaninho tem sido notório e isso verifica-se pelos galardões adquiridos na Feira Nacional da Agricultura. Estivemos à conversa com Paulo Ribeiro, presidente do conselho de administração e José Ventura, diretor operacional e provador oficial.

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omeçaram com pouco mais de 20 associados, mas nos dias de hoje contam com 2.200, não só de Valpaços como de Mirandela. Este crescimento tem sido fruto do trabalho, dedicação e ambição de todos os intervenientes da Cooperativa em fornecer os melhores serviços aos associados. “Queremos o melhor para eles e aconselhamos nas escolhas que fazem. Fomos a primeira cooperativa de azeite do país a pagar aos nossos associados o preço da azeitona em função da qualidade da mesma”, assinala Paulo Ribeiro. No que diz respeito aos mercados em que se inserem, o presidente refere que para além da aposta nas grandes superfícies do país, também estão patentes no mercado internacional com 15% de exportação.

Azeite Virgem Extra DOP Desde a data da fundação que a Cooperativa tem como objetivo produzir Azeite Virgem Extra DOP de extrema qualidade. Nos dias de hoje, a vontade ainda se mantém. Para isso, combinam a utilização de variedades como Cobrançosa, Madural e Verdeal com as azeitonas sãs e bem cuidadas. O próprio processo de cultivo, seleção e transformação é feito da forma mais detalhada possível, acompanhado pela 48 | Revista Business Portugal julho 2018

exigência de uma equipa altamente especializada. O azeite Rosmaninho, conhecido não só em Portugal mas também pelos quatro cantos do mundo, apresenta aspetos diferenciadores das outras regiões, tais como o travo picante no final da boca, o verde intenso, o baixo teor de acidez e o aroma frutado.

Características únicas de Trás-os-Montes As alterações climatéricas podem influenciar a azeitona. É por isso que os invernos frios e os verões quentes de Valpaços, o terroir e os solos transformam a azeitona num azeite tão rico e peculiar. Pelas palavras de Paulo Ribeiro “a matéria prima é muito importante. Se tivermos uma boa azeitona, automaticamente teremos um bom azeite com qualidade”. Estas características só são possíveis pelas práticas agrícolas sustentáveis e pelo equipamento altamente mecanizado e modernizado utilizado em campo e no lagar. Todo este rigor explica o porquê da Cooperativa de Olivicultores de Valpaços ser pioneira na apanha cada vez mais cedo da azeitona e transmitir isso aos seus associados.


COOPERATIVA DE OLIVICULTORES DE VALPAÇOS

Concurso Nacional de Azeites de Portugal No passado mês de maio decorreu em Santarém a Feira Nacional da Agricultura que contou com o Concurso Nacional de Azeites de Portugal. Este visa distinguir os azeites de norte a sul do país com diferentes medalhas e em diversas categorias. Assim, o Azeite Rosmaninho Gourmet Cobrançosa foi premiado com a medalha de prata na categoria frutado verde intenso. Já o Rosmaninho Grand Selection, a última novidade, recebeu a medalha de ouro para grandes lotes. Para além de terem recebido recentemente estes prémios, a COV, ano após ano, não deixa que o seu azeite fique esquecido. Têm sido várias as medalhas com que

são distinguidos tanto a nível nacional, como a nível internacional.

Qual a importância destes dois prémios atribuídos ao azeite rosmaninho? (José Ventura) Questionado acerca de novos desafios, o presidente Paulo Ribeiro salienta a vontade de estar presente em mais mercados, tendo a possibilidade de atingir os 30 por cento de exportação e “estar na linha da frente da inovação, atualizando sempre os equipamentos”, conclui.

AZEITE EXTRA VIRGEM DOP COM AUTENTICIDADE DESDE 1951 MedalhaPRÉMIOS de Ouro “Grandes2017 Lotes” na FNA

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TOP TEN dos melhores lagares do mundo 34 prémios internacionais #1 Azeite português mais premiado internacionalmente – evooworldranking.org #13 azeite mais premiado no mundo – evooworldranking.org


QUINTA VALLE MADRUGA

QUALIDADE SUPERIOR NO AZEITE E NO VINHO Localizada em plena região de Valpaços, a Quinta Valle Madruga centra o seu negócio no setor vitivinícola e na olivicultura. Elói Ribeiro é o grande apaixonado e impulsionador deste projeto, acompanhado pelos filhos Tiago e André Ribeiro. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Tiago, responsável pela gestão do negócio em Portugal, para compreender a dinâmica de uma empresa jovem com uma enorme ambição de crescer.

ESPECIAL “OS MELHORES AZEITES DO MUNDO”

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Quinta Valle Madruga foi fundada em 2012 Premium é feita uma seleção das oliveiras por Elói Ribeiro, “que sempre teve uma paixão pela terra”, começa centenárias e apenas são utilizadas as que por nos contar Tiago. Sendo um empresário nato, esteve grande têm mais de 100 anos. parte da sua carreira ligado às obras públicas e empresas privadas. O responsável reforça que os azeites Posteriormente, “decidiu apostar nas suas origens e andou a estudar transmontanos têm particularidades que as terras que seriam interessantes”. Um estudo que durou cerca de o próprio mercado começa a reconhecer, dez anos e decorreu antes de 2012 para compreender quais seriam nomeadamente na variedade cobrançosa as melhores parcelas. que tem um toque picante e intenso. Com quase 300 hectares, dedicam-se a três eixos: vinho, onde Ainda que a presença no mercado iniciaram o projeto com mais de 30 hectares, azeite, com cerca internacional seja recente (2015/2016), fichas técnicas technical sheets de 200 hectares e, num futuro próximo, exportam para Espanha, Alemanha, Suíça amêndoa, com cinco hectares. e África. “Apesar de serem negócios pontuais, estamos a tentar criar uma estrutura 2016 Três, um número especial sólida”. Tiago Ribeiro salienta a importância Em Portugal, trabalham com uma disdo número três no projeto de família. tribuidora nacional - Vinalda, Companhia Explica-nos que são três as pessoas que Comercial de Bebidas, SA. “É a nossa disestão ligadas ao negócio, nomeadamente tribuidora exclusiva tanto em vinhos como Elói Ribeiro, o grande pioneiro, Tiago em azeites. O trabalho deles tem sido bom, Ribeiro, responsável da gestão no nosso porque conseguem pôr azeite em superfípaís, e André Ribeiro, responsável pela cies que não são fáceis”, acrescenta. gestão internacional; são três as explorações que fizeram: vinho, azeite e amêndoa; Concurso Nacional de Azeites de e, apesar de chamaram sempre Quinta Portugal Valle Madruga ou Global, existem três Apostar fortemente na qualidade do propriedades que correspondem a este azeite é o grande objetivo da família. Por projeto: Valle Madruga, Santa D’orada isso, a Quinta Valle Madruga foi galare Caravela. doada na Feira Nacional da Agricultura, mais precisamente no Concurso Nacional O azeite Quinta Valle Madruga de Azeites de Portugal, em Santarém. O Com origem nas três propriedades que azeite Quinta Valle Madruga Premium mese interligam, o azeite tem as variedades receu destaque com medalha de prata, um típicas de Trás-os-Montes: Cobrançosa, reconhecimento daquilo que melhor se faz Madural e Verdeal Transmontana. na região. Tiago Ribeiro vê estes prémios Prestige e Premium são as duas gamas como “fatores diferenciadores e de recodo azeite com uma grande especificidade nhecimento”. Assinala ainda que as características de Valpaços local. No Prestige é feito um blend das “ajudam a que o azeite tenha aspetos distintos, tais como o variedades que têm dos 10 aos 99 anos, terroir, tipo de terra, altitude e exposição solar”. ou seja, aproveitam o que o olival dá. Já no

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QUINTA VALLE MADRUGA

Uma boa relação preço/qualidade Num momento em que as sociedades mais desenvolvidas têm tido uma maior aceitação e valorização por este tipo de produtos, a Quinta Valle Madruga revela-se segura na relação preço/qualidade. Para que isto seja possível, construíram uma adega própria, no centro de Valpaços, para que haja um controlo rigoroso de toda a produção. Tiago reconhece as potencialidades e a versatilidade que a adega poderá trazer. “Podemos ter lotes biológicos, fazer vinhos novos, ou seja, agora temos essa facilidade. Isto é uma forma de melhorar em termos de qualidade e apostar na diversifiA grande diferenciação da Quinta cação de produtos. Vamos fazer novas experiências e isso terá resultados daqui Sabemos que o setor do azeite é forte, mas o vinho a dois/três anos”. também é de salientar nestas terras. A Quinta Valle Para futuro, Elói, Tiago e André querem continuar a crescer de forma bem Madruga conta com uma produção de vinho branco, sustentada e encarar novos desafios neste projeto. Consideram importante a tinto e rosé. O habitual seria ouvirmos que o vinho presença e conciliação em vários setores, uma vez que é uma mais valia para tinto impera, mas aqui está a grande diferenciação, pois o negócio. “Percebemos o que podemos aplicar aqui e ser mais rápidos para “o nosso projeto está em apostarmos mais nos vinhos tentar aprimorar a qualidade e entrarmos mais rápido no mercado. Queremos brancos”, refere. Desde 2014, existem quatro vinhos também •tentar realçar a região que precisa de uma dinamização”, finaliza o valpaços portugal brancos, um tinto e, pontualmente, rosé. responsável da gestão em Portugal.

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AZEITE TERRAS DAZIBO

VALORIZAR O AZEITE DE TRÁS-OS-MONTES Lançada em novembro de 2015, em Macedo de Cavaleiros, a marca Terras Dazibo promete acrescentar valor no mercado nacional e internacional através dos prestigiados azeites produzidos. António Soares, Bernardino Ribeiro e Mónica Freitas são os sócios que arriscaram numa nova experiência no setor do azeite, tendo já sido galardoados com diversos prémios nacionais e internacionais.

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specializados há 25 anos na área de tecnologias de informação, os três sócios decidiram realizar um novo projeto muito ligado às raízes de Trás-os-Montes de um dos sócios, António Soares. Este foi o principal influenciador para que a restante equipa se aventurasse no azeite. A partir daí e muito rapidamente, “perceberam que havia uma oportunidade grande, onde avaliamos e avançamos”. Para os mais curiosos, o nome do azeite foi pensado na albufeira de Macedo de Cavaleiros, cujo nome é Albufeira do Azibo, assim os sócios enquadraram o nome para Azeite Terras Dazibo. Construindo o seu próprio caminho, a marca ganhou destaque no mercado e está desde o início aliada ao parceiro Olimontes (lagar), liderado por Casimiro Cabeça, engenheiro, “um empresário local fantástico e que está connosco desde a primeira hora, sempre com uma visão extraordinária na parte industrial”, assinala António Soares, bem como parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, Escola Agrária com José Alberto Pereira, professor, e Nuno Ro54 | Revista Business Portugal julho 2018

drigues, engenheiro, na assessoria técnica a todo o trabalho envolvente à produção dos azeites. Terras Dazibo, Olimontes e Instituto Politécnico de Bragança partilham a função de educar internamente e melhorar os processos de produção. Para isso, “tivemos de reeducar os hábitos da nossa equipa. Estamos num bom caminho se olharmos para os resultados daquilo que estamos a produzir”, refere. Tendo como azeitólogo Nuno Rodrigues, a empresa centra-se na valorização do azeite Nuno Rodrigues e José Alberto Pereira, IPB

e na produção de forma correta e consciente. “Se o fruto nos chegar em condições temos o dever de o fazer bem”, acrescenta. O lagar onde é feita a produção sofreu algumas alterações face ao acompanhamento atento da modernização dos equipamentos tendo como objetivo primordial a laboração e transformação da azeitona da região.

Distinção de uma vasta gama de azeites


AZEITE TERRAS DAZIBO

Com uma alargada gama de azeites, apresentam duas marcas: Azeite Terras Dazibo e Azeite Olimontes. Um azeite tipicamente transmontano que se diferencia pela alta qualidade. É essencialmente feito das variedades Cobrançosa, Madural e Verdeal. O Ânfora Terras Dazibo, descrito como “o cartão de visita”, foi um dos premiados na Feira Nacional da Agricultura, em Santarém, mais precisamente no Concurso Nacional de Azeites de Portugal com Medalha de Prata na categoria Verde Médio. Este prémio, no meio de tantos outros nacionais e internacionais recebidos pela empresa, é um reconhecimento do árduo trabalho e dedicação colocada diariamente em tudo o que fazem, nunca esquecendo o acréscimo de valor e da qualidade de um bom azeite português. A pensar nos turistas que muitas vezes só trazem consigo uma mala de cabine, desenvolveram um pack de degustação com três azeites, nomeadamente um suave, um médio e um intenso.

com a finalização da segunda nave do lagar onde serão instalados a adega, o embalamento e o setor de logística, não descurando o incremento do projeto de medição de pragas nos campos com o IPB.

António Soares, Mónica Freitas e Bernardino Ribeiro, sócios-gerentes

Biológico Numa altura em que a sociedade fala cada vez mais em produtos naturais, não poderiam deixar de se empenharem também na criação de um azeite bio que, tal como a própria palavra indica, é feito de forma totalmente biológica “com variedades que não podemos alterar”, explica António Soares. Só em azeites biológicos, este ano produziram cerca de 25.000 litros.

Pontos de venda

Projetar 2018 Com a ambição de continuar a sonhar, a concretizar e a crescer, os sócios e parceiros vão aumentar a gama de produtos e melhorar ainda mais as condições fabris,

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Para quem estiver interessado em adquirir os azeites da Terras Dazibo, poderá encontrá-los em Lisboa, Porto e outras localidades do país. Os três sócios salientam ainda que “gostamos de privilegiar quem trabalha connosco e ver o cliente como nosso parceiro. Fazemos esse trabalho de informar e educar os lojistas, para que possam explicar ao consumidor o produto que têm à venda”. Para além do mercado nacional, a presença no mercado internacional tem merecido um grande destaque. Bélgica, França, Suíça, Espanha, Luxemburgo, Kuwait são alguns dos países onde estão presentes.

Para os mais curiosos, o nome do azeite foi pensado na albufeira de Macedo de Cavaleiros, cujo nome é Albufeira do Azibo, assim os sócios enquadraram o nome para Azeite Terras Dazibo. julho 2018 Revista Business Portugal | 55


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PORTUGAL CRIATIVO INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO Portugal está na moda! De facto, o nosso país tem corrido as bocas do mundo pelas melhores razões: segurança, empreendedorismo, inovação, beleza, património, qualidade de vida, criatividade, entre muitas outras. Portugal tem um potencial criativo passível de ser explorado, até porque tem investido em centros de saber ligados às indústrias criativas, entre outras, nos ramos da arquitetura, design e novas tecnologias, com recursos humanos jovens e qualificados. O eixo de empresas que damos a conhecer neste segmento representa uma mais-valia significativa para Portugal, porque vêm revolucionar o mercado interno e projectar

o nosso país e as nossas potencialidades no cenário internacional. A conjuntura social e económica tem sido uma oportunidade para estimular a inovação e o desenvolvimento de uma cultura de iniciativa e de empreendedorismo, que os nossos empresários cada vez mais valorizam tem sido uma aposta como elemento diferenciador. São estas algumas das várias temáticas que aqui abordamos, mas todas elas são exemplos de empreendedorismo e inovação, verdadeiros exemplos de um Portugal Criativo, de um país no seu melhor! Nesta edição, a Revista Business Portugal vem uma vez mais valorizar o que Portugal tem de melhor!

DESTAQUES 58 UTRUST O futuro dos pagamentos online 60 DUAL Formação e qualificação profissional 62 ACTIVOS REAIS Na vanguarda da reabilitação urbana 64 CERCIMA Mais de 40 anos de solidariedade e inclusão 66 ACCOUNT RESULT Um conceito contabilístico pioneiro em Portugal 68 OSDO A qualidade dos produtos é o espelho do bem-estar dos colaboradores

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Lisboa | Porto | London | São Paulo | Genève www.abaco-consultores.com julho 2018 Revista Business Portugal | 57


UTRUST

O FUTURO DOS PAGAMENTOS ONLINE

A UTRUST surge da paixão de quatro portugueses dedicados a construir uma plataforma de pagamentos com criptomoedas. Nuno, Roberto, Artur e Filipe prometem revolucionar os pagamentos online através de uma plataforma que possibilita ao comprador efetuar pagamentos com criptomoedas, ao mesmo tempo que o vendedor recebe o valor da venda em euros, tal como está habituado. Esta inovação permite assim a qualquer vendedor alcançar todo um novo mercado de compradores de forma simples e sem necessidade de adaptação dos seus sistemas a pagamentos na blockchain. Saiba mais sobre o sistema UTRUST na entrevista com Artur Goulão, CTO — especialista em segurança cibernética e pagamentos digitais e Miguel Amador, chefe de operações da UTRUST.

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TRUST, a história Todos os fundadores estão ligados às criptomoedas e tecnologia, sendo que tudo começou quando dois deles se encontraram numa conferência sobre a temática de Blockchain, descobrindo que tinham uma visão semelhante sobre como estas poderiam revolucionar a forma de efetuar pagamentos. Sentindo que as criptomoedas faziam parte indissociável deste futuro, mas que ainda era complicado e arriscado usar como método de pagamento e não existia nada ainda no mercado que representasse esta visão, decidiram criá-la. E daí, surgiu a UTRUST! Uma plataforma de pagamentos em criptomoeda com modelo de negócio semelhante ao PayPal. “A UTRUST combina o melhor dos dois mundos - a rapidez

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A UTRUST permite aos consumidores comprar com a criptomoeda que desejarem e aos vendedores receberem em euros

e segurança da tecnologia blockchain com a proteção ao consumidor que os mecanismos de pagamento tradicionais oferecem” refere Miguel Amador. Desta forma, a UTRUST permite aos consumidores comprar com a criptomoeda que desejarem (Bitcoin, Ethereum, Litcoin, entre outros) , enquanto o vendedor recebe como é habitual, em euros. Uma vez que a UTRUST trata da conversão automática da criptomoeda para euros, o vendedor não se tem de preocupar com a volatilidade das mesmas. Ou seja, os negócios continuam iguais, mas melhores, pois desta forma, consegue atingir um novo mercado de clientes que até então não era possível e a um custo de transação substancialmente reduzido em comparação às opções existentes.


UTRUST

cada país. Em Portugal, o Novo Banco já trabalha com fundos associados a Bitcoins mas acredito que novos avanços surgirão em breve. Na nossa visão achamos que é um mercado muito bem definido e em crescimento contínuo a médio-longo prazo. Não conheço nenhum mercado que tenha chegado, tal como aconteceu em 2017, aos 800 mil milhões de capitalizacao de forma tão rápida e segura. Este é um mercado que veio para ficar e a plataforma UTRUST ajudará, com toda a certeza, a cimentar as criptomoedas como forma usual de pagamentos” rematam Artur Goulão e Miguel Amador, CTO e chefe de operações da UTRUST.

Desafios & Vantagens Os desafios de trabalhar com as criptomoedas prendem-se com o facto de “os reguladores não estarem ainda habituados a trabalhar com moeda virtual e sua tecnologia inerente. As vantagens prendem-se “com a permissão de acesso às vantagens de tudo o que envolve a criptomoeda, nomeadamente à simplicidade na altura de fazer transações e de rastreamento de pagamentos”. As transações efetuadas com a criptomoeda “podem ser monitorizadas de forma a que, em apenas segundos, uma pessoa que está do outro lado do mundo saiba que recebeu um pagamento. O facto de não ser necessário abrir uma conta bancária é outra das vantagens, qualquer pessoa, em qualquer lugar pode efetuar transações” explica Artur Goulão

UTRUST, a sua plataforma de pagamento Criada e desenhada para possibilitar “uma experiência segura para todos os utilizadores, a UTRUST será uma referência para crypto-pagamentos online, tal como é hoje a plataforma PayPal para pagamentos online. Para o vendedor estamos a criar uma experiência ‘Business as Usual’, efetuando a conversão direta do valor da criptomoeda paga em Euros”. Nuno Correia, CEO da UTRUST, sublinha o trabalho de enquadramento desta tecnologia no contexto do segmento da banca. “Muitas instituições bancárias começaram já a explorar este mercado, mas ainda de forma muito tímida, muito por causa da indefinição das leis de mercado de

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DUAL

FORMAÇÃO E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL

formativa em função das necessidades do mercado. Hoje a DUAL possui um plano de formação que vai desde a área automóvel até à área da manutenção industrial, passando por áreas tão diferentes como a da gestão administrativa, dos Transportes, da Hotelaria e Turismo, entre outras. Possui três Centros de Formação DUAL, em Lisboa, Porto e Portimão. Em 2017, 1.104 jovens frequentaram os seus cursos de qualificação inicial.

Elísio Silva, diretor

A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã (CCILA), fundada em 1954, é uma associação de empresas sem fins lucrativos e de utilidade pública com mais de 1000 associados. A procura de profissionais qualificados ao nível de quadros médios e a inexistência naquela data de ensino profissionalizante, levaram a que em 1983 fosse fundado o serviço de qualificação profissional da Câmara por iniciativa de 12 empresas alemãs, como a AEG, Robert Bosch, Hoechst, Mercedes-Benz, Miele, Siemens entre outras. Em 2007 este serviço passou a designar-se DUAL. O core business da DUAL é a qualificação inicial de jovens, mas a qualificação contínua de ativos e a consultoria, fazem igualmente parte do seu portefólio. A Revista Business Portugal conversou com o seu diretor, Elísio Silva.

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resente no mercado nacional há 35 anos, como surge e evoluiu a Dual? A DUAL surgiu com o objetivo de formar jovens e, desta forma, apoiar as empresas alemãs em Portugal, mas também a economia e as empresas nacionais. Iniciou a sua atividade com o curso de Técnico de Gestão Administrativa, simultaneamente em Lisboa e no Porto, seguindo rigorosamente o programa alemão. Um ano depois iniciou o curso de Técnico de Eletricidade e Eletrónica Automóvel, com o apoio da Bosch. Depois disso foi alargando a sua oferta 60 | Revista Business Portugal julho 2018

Aponte as principais diferenças entre o programa educativo alemão e o português. O sistema de formação profissional dual tem uma longa tradição na Alemanha. Alguns dos seus elementos já existem há vários séculos. A orientação prática e o intercâmbio de experiências e bestpractice, são características deste sistema, bem como a garantia de qualidade da qualificação e dos exames de avaliação final. O sistema dual permite que os conhecimentos adquiridos em sala sejam cimentados e testados na prática que decorre longo de todo o percurso formativo, já que existe uma alternância entre as aulas teóricas ministradas num Centro de Formação e a qualificação prática em empresas. Este sistema tem como principal característica o facto de providenciar conhecimento, know-how e atitudes, em articulação com a aquisição de experiência profissional efetiva e real. Desta forma, o treino/formação que o formando recebe, evolui dentro das mesmas condições que o formando irá encontrar aquando do exercício efetivo de uma profissão. No final, o formando estará apto a ocupar uma função produtiva. Durante a formação, são estimuladas as competências e motivações em alcançar algo, em ser responsável, em ser criativo e independente, com uma elevada consciência de qualidade. Em complemento a este core training na empresa, o formando tem as aulas teóricas e algumas práticas simuladas em sala, laboratório ou oficina, monitoradas por formadores que visitam e estudam regularmente empresas mais representativas da área, onde analisam os principais indicadores sócio comportamentais, laborais, produtivos, tecnológicos, da gestão e outros, de forma a adaptarem e refletirem os mesmos nos métodos e nos conteúdos da sua atividade. Os formadores desenvolvem assim atividades de ‘coaching’, potenciando e majorando


DUAL

a formação que ministram. A grande diferença entre os sistemas alemães e portugueses, prende-se, efetivamente, com a importância e a participação das empresas em todo o processo formativo. No modelo alemão, a formação prática em contexto de empresa varia entre 70 e 80 por cento da formação total, sendo que os restantes 20 a 30 por cento correspondem a formação realizado num Centro de Formação. No modelo português, nomeadamente no Sistema de Aprendizagem, promovido pelo IEFP – Instituto do Emprego e Formação Profissional, estas componentes correspondem a 40 e 60 por cento respetivamente. Nos últimos anos a DUAL tem integrado um projeto designado VETnet, apoiado pelo Governo alemão e no qual participam 11 Câmaras de Comércio e Indústria Alemãs no estrageiro e que tem permitido a troca de experiências entre países e a adaptação dos respetivos modelos de formação.

isso, reforço que qualquer empresa pode ser nossa associada e, se desejar e tiver condições para tal, pode receber os nossos formandos. Quem e como é decidida a oferta formativa da DUAL? Regularmente fazemos um levantamento de necessidades junto das empresas. Além disso, vamos aferindo a taxa de empregabilidade de cada curso. Em 2017, por exemplo, a taxa média de empregabilidade foi de 95%, ou seja, seis meses após terminarem os cursos quase todos os nossos formandos estavam inseridos no mercado laboral. Este é um indicador fundamental para decidirmos sobre os cursos/áreas que devemos continuar a oferecer.

O sistema dual permite que os conhecimentos adquiridos em sala sejam cimentados e testados na prática que decorre longo de todo o percurso formativo

As empresas que acolhem os estagiários são todas associadas da CCILA? As empresas que recebem os nossos formandos não necessitam de ser nossas associadas. Contudo, tentamos que sejam e, quando não são, convidamo-las a associarem-se. Das 1.030 empresas associadas apenas cerca de 1/3 é alemã, por

Quais as áreas de formação mais procuradas pelos jovens? Há áreas profissionais que são mais atrativas para os jovens do que ouras, como é o caso da mecatrónica automóvel, onde normalmente temos quatro candidatos para cada vaga. Por outro lado, há áreas para as quais é bastante mais difícil recrutar jovens, ou por falta de interesse, ou por falta de conhecimento. Para o curso de Técnico de Transportes, por exemplo, é difícil recrutar formandos, apesar deste ter uma grande aceitação por parte das empresas do setor. Há um trabalho de orientação vocacional que deveria ser desenvolvido junto dos jovens, para suprir estas carências.

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julho 2018 Revista Business Portugal | 61


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NA VANGUARDA DA REABILITAÇÃO URBANA Em Lisboa, quer procure alojamento local de qualidade, quer procure um especialista em reabilitação, a Activos Reais tem a solução para si. A Revista Business Portugal apresenta-lhe esta empresa que celebra 20 anos de experiência em gestão imobiliária.

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asceu em 1998 com o objetivo, na altura pioneiro, de reabilitar o centro histórico da capital portuguesa e depressa viu os seus serviços a serem expandidos. Esta verdadeira “empresa multidisciplinar”, como caracteriza António Coutinho Rebelo, CEO da Activos Reais, é exemplo de que o profissionalismo e a qualidade compensam, trazendo riqueza à cidade e ao país. “Entendemos, logo no início, que era importante dedicarmo-nos ao centro histórico da cidade. Havia muitos edifícios que careciam de renovação e esta era uma área que não era muito explorada. Por isso, a Activos Reais posicionou-se nesse segmento da reabilitação e adquiriu, logo de imediato, três edifícios no Bairro Alto. Foi aí que começou a dar os primeiros passos”, explica o empresário. Estes edifícios foram intervencionados, as frações foram vendidas e o processo repetiu-se ao longo dos primeiros anos, sempre com foco centrado na reabilitação urbana da zona da baixa de Lisboa. Depois de alguns anos neste segmento, com bons re-

sultados e uma experiência cada vez mais dilatada, a empresa de gestão imobiliária decidiu ampliar a sua atuação. Para esta situação contribuiu, também, a conjuntura económica que se verificava no país, uma conjuntura de crise que dificultava a aquisição das frações intervencionadas pela Activos Reais: “num período em que o mercado ficou muito ressentido devido aos efeitos da crise mundial, aconteceu que tínhamos algumas frações que percebemos que não iam ser facilmente absorvidas. As pessoas não tinham capacidade de se financiarem, a banca estava num estado lastimável e tivemos necessidade de repensar e rever a estratégia da empresa. E foi a partir dessa circunstância que decidimos apostar no turismo e no alojamento local. Fizemos obras muito cuidadas e pensadas para a referida finalidade, nesses apartamentos, e lançámos um projeto-piloto que se revelou um sucesso. Isso deu-nos estímulo para avançar com uma atividade mais ambiciosa nesse domínio”, refere António Coutinho Rebelo.

A excelência das ‘Residentas’ Assim nasceu, em 2012, mais uma área de atuação da Activos Reais, sob a marca ‘Residentas’. Tratam-se de apartamentos destinados ao turismo local, nos quais o turista pode aliar a máxima qualidade hoteleira, à autenticidade dos bairros típicos de Lisboa: “fala-se muito na questão da perda da autenticidade dos bair-

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Tratam-se de apartamentos destinados ao turismo local, nos quais o turista pode aliar a máxima qualidade hoteleira, à autenticidade dos bairros típicos de Lisboa


ACTIVOS REAIS

ros históricos que o turismo pode implicar, mas eu não partilho dessa opinião. Acho que o alojamento local, ao invés, permite manter de forma reabilitada muitas características dos imóveis. Nós procuramos dotar todos os imóveis das melhores condições de conforto, de acessibilidade e de qualidade contemporânea, não desvirtuando os edifícios. É um binómio que fazemos questão de conjugar”, salienta o CEO. A empresa, porém, vai mais longe. Nas ‘Residentas’, a autenticidade verifica-se também no acolhimento que os turistas recebem. Todos os check-ins e check-outs são personalizados, ou seja, qualquer pessoa que reserve um apartamento é recebida pessoalmente. “Queremos que a autenticidade se revele em várias vertentes e uma delas é esse contacto personalizado. Queremos que as pessoas se apaixonem por Lisboa. Depois fazemos questão de utilizar, sempre que possível, produtos portugueses. Queremos ser embaixadores de Portugal à nossa escala”, considera. “Temos tido muitos pedidos de pessoas que se instalam e que querem conhecer bem estes bairros para depois adquirir imóveis em Portugal. Lisboa reúne condições únicas e é cada vez mais apetecível”, acrescenta.

Aposta nas parcerias Com uma taxa de ocupação cada vez mais alta, a procura dos apartamentos tem sido maior do que a oferta. Para solucionar esta questão, a Activos Reais encontra-se, de momento, a realizar parcerias com proprietários de outros imóveis. “Há proprietários que tomaram conhecimento do nosso profissionalismo e nos convidaram para rentabilizar os seus imóveis. Estamos a avançar com esse processo e aí sim, já teremos mais apartamentos, com selo de qualidade Activos Reais. Sentimo-nos orgulhosos por confiarem em nós”, afirma António Rebelo. O futuro avizinha-se, portanto de crescimento: “temos em curso três situações novas em Lisboa. O desafio passa por crescer mantendo e, se possível, aumentando ainda mais a qualidade. A expansão da nossa atividade a outros destinos, não só em Portugal, mas também no exterior, é uma hipótese futura”, conclui o CEO.

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julho 2018 Revista Business Portugal | 63


CERCIMA

MAIS DE 40 ANOS DE SOLIDARIEDADE E INCLUSÃO Mais de 50 é o número de CERCI’s existentes desde os anos 70. Um processo que surgiu de uma iniciativa entre pais e professores e que, desde a criação, envolveu familiares e profissionais na busca por uma resposta local às crianças com necessidades especiais.

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Cristina Dias e Cristina Pereira, Presidente do Conselho de Administração e Coordenadora do serviço da Formação profissional

CERCIMA, que surgiu em 1976, desenvolve um conjunto de atividades para promover e facilitar a inclusão na comunidade de pessoas com deficiência e/ou incapacidade, desde a Intervenção Precoce, Serviço Sócio - Educativo, Formação Profissional, Centro de Recursos para a Inclusão, Centro de Atividades Ocupacionais, Centro Comunitário Cais do Sal e Residência Autónoma. Todas atuam em diversas áreas com a finalidade de “capacitar pessoas com diversidade funcional na defesa do direito da igualdade de oportunidades”. A CERCIMA acredita que quanto mais cedo se intervir maior o sucesso de inclusão. Trabalhamos a prevenção que passa por

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ações de natureza preventiva e reabilitativa nas áreas da educação, saúde e ação social. Cristina Dias afirma que incentivar as pessoas à autonomia os torna mais felizes e seguros quanto às suas próprias capacidades. Contudo, refere que é também papel do sistema educativo modificar o ensino especial nas escolas: “Chegam aqui com o 11º ou 12º ano e não sabem ler”, afirma, sublinhando que é preciso sensibilidade para lidar com estas questões. Embora a inclusão seja fundamental, é necessário perceber que cada caso exige uma atuação diferente. A responsável refere, ainda, que os jovens que chegam à CERCIMA (Formação Profissional) trazem como “bagagem” experiências sociais/pessoais negativas: “Estes jovens quando chegam até nós vêm com insucesso na escola, rótulos e, muitas vezes, são vítimas de bullying” e ressalva a necessidade de um trabalho que os estimule à autonomia e progresso: “O que sabemos aqui é o que são capazes de fazer e não o que não sabem”.

“Eu acho que esta resposta não se devia chamar formação profissional, porque é muito mais, é o apoio na construção de um projeto de vida”. Mais do que um serviço à comunidade, está em causa a responsabilidade social. É desenvolvido um trabalho, que estimula o desenvolvimento de competências, pessoais e sociais. Ao longo de todo o processo de intervenção o apoio e aceitação da família é fundamental. A CERCIMA está há mais de 40 anos ao serviço da comunidade com necessidades especiais e une os seus esforços para a construção de uma sociedade mais solidária e inclusiva.


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ACCOUNT RESULT

UM CONCEITO CONTABILÍSTICO PIONEIRO EM PORTUGAL Experiente contabilista, José Meinedo criou uma marca que ambiciona ser uma referência da contabilidade e consultoria financeira a nível nacional. A Account Result assume-se como um parceiro credível dos seus clientes.

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o Centro Empresarial Brito Capelo, em Matosinhos, estivemos à conversa com José Meinedo e Armando Sousa que nos deram a conhecer este conceito inovador de pensar e fazer contabilidade e consultoria financeira. Após 15 anos de experiência, José Meinedo decidiu avançar com o seu projeto a solo criando a Account Result. “No início de 2016, sem muito capital para abrir um gabinete, decidi avançar com a marca e trabalhar através de home office e outsourcing. Os colaboradores estão por todo o território nacional (15) e trabalhamos em rede através de uma plataforma online agregada ao site, onde todos os contabilistas estão ligados, trocam impressões e documentos”, explica José Meinedo, pioneiro neste sistema de trabalho. A um ritmo acelerado, o crescimento da Account Result é o reflexo da confiança e credibilidade que a empresa transparece para os seus clientes. Acima de tudo, José Meinedo pretende ser um parceiro de negócio, prestando apoio e aconselhamento contabilístico e fiscal. Deste modo, todos os colaboradores são criteriosamente selecionados de acordo com esta filosofia. “Quando

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Armando Sousa e José Meinedo, administradores

O crescimento da Account Result é o reflexo da confiança e credibilidade que a empresa transparece para os seus clientes

escolho um contabilista, sou criterioso: deve ter uma grande experiência de mercado e, acima de tudo, ter um grande sentido de responsabilidade”. O caráter diferenciador é outro fator para a excelência dos serviços prestados para além da Contabilidade e Fiscalidade – análises financeiras, recursos humanos, projetos de investimento e criação de empresas.

Mudança de paradigma Atualmente, para ter sucesso e assumir uma postura de referência, o papel do contabilista é muito mais abrangente e complexo. O objetivo é ser um


ACCOUNT RESULT

consultor financeiro, dando apoio e tentando criar, através de processos contabilísticos, mais-valias para as empresas. “Através de minuciosas e regulares análises financeiras que são colocadas por nós na plataforma online a que os clientes têm acesso, é possível alcançar o tão desejado equilíbrio financeiro”, revela o contabilista José Meinedo. Além deste apoio à gestão e reestruturação da política financeira das empresas, a Account Result é também o parceiro ideal para os jovens empreendedores que queiram iniciar o seu próprio negócio. “Basta que o cliente chegue com uma ideia e depois tratamos de o aconselhar e orientar para captação de fundos e investimentos– plano de negócios. E damos continuidade ao processo e fazemos um acompanhamento total. É importante que seja uma ideia inovadora e não mais do mesmo para que o negócio em si chame investimento”, explica. Armando Sousa, amigo e conselheiro de José Meinedo, aclara dando-nos o exemplo

da própria marca – “a empresa Account Result é isso mesmo, apostar na inovação e na diferenciação. Se quisesse criar uma situação banal seria mais um gabinete de contabilidade que passaria despercebido. Estamos a falar de um conceito inovador constituído por pessoas credíveis com know-how especializado e todos fazem a diferença, todos têm o seu papel a desempenhar cada um na sua função. Somos uma equipa que trabalha em uníssono”. Estamos perante um projeto pioneiro e inovador que, continuamente, procura melhorar e consolidar os seus serviços, dando sempre primazia à qualidade e diferenciação. José Meinedo considera que a marca que criou tem um longo e sustentado caminho para percorrer, mas vê o futuro de forma sorridente pensando já em perspetivas futuras como o franchising. Até lá, o experiente contabilista pretende fazer da Account Result sinónimo de confiança e referência em Portugal.

Fazer da Account Result sinónimo de confiança e referência em Portugal

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OSDO

A QUALIDADE DOS PRODUTOS É O ESPELHO DO BEM-ESTAR DOS COLABORADORES A OSDO é uma empresa de tecnologias da informação com um espírito aberto e comunitário, ainda atípico nesta área. A inovação na forma de trabalhar e a aposta na qualidade do serviço prestado aos clientes são as marcas distintivas deste projeto.O CEO, Nuno Simões, esteve à conversa com a Revista Business Portugal.

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OSDO - Open Source Organization é uma empresa que se quer destacar pela qualidade do trabalho que apresenta aos clientes. Segundo o CEO, Nuno Simões, este projeto, ainda em fase de maturação, tem como princípios fundamentais a fiabilidade e a credibilidade e a disponibilidade. “Os colaboradores da empresa são pessoas que desenvolvem um trabalho de qualidade, cumprem prazos e estão sempre disponíveis para o cliente, quer seja para dar resposta a qualquer questão necessária, quer seja por uma questão de acompanhamento do projeto ao qual estão dedicados. A proximidade com os clientes é absolutamente fundamental neste negócio”. O cumprimento de prazos é um desafio constante no mundo tecnológico e um dos problemas com que a maioria das empresas se confronta: “queremos ser diferentes. Garantimos um trabalho de qualidade, correspondendo ao pretendido pelo cliente, sendo que há depois a necessidade de acompanhamento, para garantir o aperfeiçoamento do produto. O segredo é a disponibilidade dos nossos colaboradores”.

O bem-estar pessoal deve ser uma prioridade Para Nuno Simões, as empresas de TI ainda têm um ambiente de trabalho pouco flexível. “Não faz sentido um colaborador ser obrigado a respeitar um horário fixo, normalmente de oito horas diárias, porque aquilo que ele faz é produzir um deliverable, isto é, um produto tecnológico que não está nunca acabado em definitivo, pois está sujeito a constantes alterações. O que um developer faz é um produto ‘pronto a usar’, porém não acabado”. A obrigação de respeitar este horário, e o ’abandono’ a que muitas vezes quem trabalha em outsourcing está sujeito são dois pontos-chave que Nuno Simões não quer implementar na sua empresa: “quando trabalhava noutras empresas, via colegas insatisfeitos, porque eram contratados para fazer consultoria em outsourcing e a empresa para a qual trabalhavam deixava-os sujeitos às regras do cliente que contratava os seus serviços. Muitos sentiam-se desajustados e não se realizavam nas funções que tinham”. O trabalho em TI exige concentração e disponibilidade mental, o que leva Nuno Simões a acreditar que a qualidade do trabalho e o bem-estar dos colaboradores estão intimamente ligados. “O objetivo da OSDO é estabelecer contratos por objetivos. Não me interessa quanto tempo por dia dedicam ao desenvolvimento de um produto nem onde o fazem, desde que o trabalho seja entregue dentro dos prazos estabelecidos e com a qualidade pretendida. Essa eficiência provém da satisfação do funcionário. Se ele está

bem, está realizado com o que faz, então está disponível para fazer um bom trabalho e para acompanhar de forma próxima e dedicada o cliente”.

Uma filosofia única e aberta ao mercado A OSDO prima pelo espírito comunitário, presente no próprio nome. “Open Source resulta do facto de este tipo de tecnologia se adequar perfeitamente ao espírito comunitário da organização, para além de eu ter sido developer e sempre ter trabalhado com software Java, uma das tecnologias Open Source. Além disso, também caracteriza o espírito inovador da empresa, no sentido da abertura e flexibilidade que são dadas aos colaboradores, para que possam trabalhar focados na qualidade do serviço e se sintam realizados durante a sua execução. Chama-se ‘Organization’ porque uma organização é sempre mais ampla e mais aberta ao mercado. Apesar de recente, a empresa já tem dois serviços disponíveis – a consultoria, em regime de outsourcing nesta fase, em que conta com dois parceiros, a Linkare e a Shore, e a formação. Nesta última vertente a OSDO estabeleceu parceria com a empresa Source of Knowledge, ao nível da formação em Java: “estou a estabelecer contactos com mais duas empresas, também para a área da formação, que pretendo alargar a outro tipo de tecnologia além do Java. No curto prazo, a empresa terá ainda a área de desenvolvimento de produtos para o cliente e/ou parceiros e também o desenvolvimento interno da OSDO. Acredito que dentro de dois anos a empresa esteja a funcionar de forma estável e com todos os serviços disponíveis, sempre dentro da filosofia de abertura, flexibilidade, credibilidade e qualidade que queremos com que nos queremos distinguir. ”.

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The best of ICT with a human touch Vivemos numa sociedade constantemente ligada, onde as soluções de Informação e Comunicação são essenciais para o dia-a-dia das pessoas e das empresas. Através de metodologias human-centered, conseguimos trazer para hoje o mundo de amanhã. Consigo, no coração da transformação digital.

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QUINTA DA PALMIRINHA

A ARTE E O EMPREENDEDORISMO AO SERVIÇO DA AGRICULTURA A Quinta da Palmirinha é uma vinha situada no vale do Sousa, concelho de Felgueiras, e conta com três hectares de superfície. Nesta propriedade são produzidos vinhos de forma natural, sustentável e 100 por cento biológica e biodinâmica. Fernando Paiva é o proprietário e impulsionador deste projeto e foi com ele que estivemos à conversa por forma a conhecermos um pouco mais sobre este conceito.

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nosso entrevistado foi professor e, aquando da reforma, decidiu concretizar um sonho antigo: levar avante um projeto, na área da agricultura, que fosse “diferente e economicamente viável”. Assim, na quinta que detinha e onde já fazia culturas diversas, decidiu investir em produtos biológicos e em novos processos de cultivo e produção. Para começar, fez-se sócio da Agrobio (a mais antiga associação de agricultura biológica existente em Portugal) e inscreveu-se num curso de agricultura biodinâmica – um conceito inovador e uma alternativa à agricultura convencional, que mistura conhecimentos químicos, geológicos e astronómicos, em prol de uma produção natural e biológica, amiga do Ambiente e da Saúde do consumidor. “A ideia base da agricultura

Quinta da Palmirinha Travessa de Bouça-Chã nº86 Borba De Godim, Porto 962 785 717 sumbi@sapo.pt Facebook: Quinta da Palmirinha

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biodinâmica é a de que a quinta deve ser uma unidade autónoma. Teoricamente, não deve ser necessário ir fora da quinta buscar fatores de produção, porque dentro dela devemos encontrar respostas para tudo o que precisamos. O objetivo é o equilíbrio e harmonia entre os três reinos da Natureza: mineral, vegetal e animal. O homem aqui é uma espécie de maestro que assegura a tal harmonia”, explicou-nos. Em 2007 a Quinta da Palmirinha já era certificada em agricultura biodinâmica (foi a primeira e única certificação em Portugal durante alguns anos) e Fernando Paiva explicou-nos alguns dos processos que levaram a essa certificação: os tratamentos efetuados às vinhas são feitos, de preferência, com recurso a plantas (indutoras de defesas naturais da videira, ou mesmo de combate a doenças e pragas), a preparados biodinâmicos (em doses homeopáticas: por exemplo, quatro gramas de sílica são suficientes para tratar um hectare de vinha). Também o recurso a um calendário lunar ajuda, em muito, a desempenhar determinadas tarefas, se realizadas em dias apropriados. Relativamente ao vinho, a fermentação faz-se com as leveduras das próprias uvas e sem recurso a químicos. Interessa, sobretudo, que a Natureza faça o seu trabalho. Desde 2015 está a testar um novo método de vinificação, utilizando Flores de Castanheiro, em vez de sulfitos. Trata-se de uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, com resultados excelentes. De tudo isto resulta um vinho biológico e biodinâmico, com certificação Demeter, comercializado com a marca Quinta da Palmirinha - um produto “diferente e muito específico, natural e sem qualquer comparação com os vinhos tradicionais presentes no mercado”, garantiu o nosso entrevistado. Com uma produção média de sete toneladas de uvas por hectare, a Quinta da Palmirinha exporta grande parte do vinho (cerca de 80 por cento). As uvas que não transforma na sua adega, junta-as com as de outros três viticultores biológicos da Região e, em conjunto, fazem um vinho biológico, comercializado com a marca Mica.


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LUÍS SANCHEZ & FILHOS, LDA.

“ESFORÇAMONOS POR SUPERAR AS EXPECTATIVAS”

Luís Sanchez, diretor

Da cave para o escritório. Luís Sanchez, fundador da empresa sua homónima, começou o projeto da ‘Luís Sanchez & Filhos, Lda’ em 1993, de forma discreta e modesta. Renovada a maquinaria e as instalações, a ‘Luís Sanchez & Filhos, Lda’ foi criando estruturas comerciais e organizacionais que impulsionaram o crescimento da empresa.

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oje em dia, o gestor e desenhador técnico, Fernando Sanchez, tomou as rédeas do negócio familiar que é hoje constituído por cinco elementos: “Uma equipa pequena, com rendimento alto”. Luis Sanchez & Filhos, Lda., tem como finalidade AFC_luissanchez_anuncio_V1.pdf 1 26/06/2018 16:21:13

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Parceiro tecnológico

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a importação e exportação de tripas naturais (porco, carneiro, vaca) preparadas e artificiais (com grande saída comercial) para a indústria de carnes, matérias-primas para a indústria alimentar de carnes e dedica-se a comércio por grosso de outros produtos alimentares como especiarias, preparados, aditivos, entre outros. A empresa é capaz de fornecer informação adicional ao cliente, bem como um serviço excecional que consiste no acompanhamento personalizado ao cliente no que respeita à escolha e qualidade dos produtos que pretendem produzir. Paralelamente, apresenta informação relativa à sua composição e às validades e especificações técnicas, através da análise de cada produto e, sobretudo, as formas de confeção. Com efeito, este aconselhamento técnico assume-se como um factor diferenciador aliado à aposta na qualidade. “Queremos vender algo bom, que seja o que o cliente procura, esforçamo-nos por superar as expectativas. O cliente aprecia a personalização e, praticamente, tudo o que trabalhamos são produtos naturais”, garante Fernando Sanchez. A mudança de paradigma na cultura alimentar atual assenta, principalmente, na procura por alimentos mais saudáveis e, em contrapartida, na recusa de alimentos com baixa densidade nutricional, ricos em açúcar, gordura ou sal, impele a empresa na direcção da inovação. Neste sentido, o administrador da empresa, Fernando Sanchez promete presentear o mercado com produtos que correspondam às expectativas, ou seja, cuja palavra-chave é a qualidade.


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ADVOCACIA COM ECO INTERNACIONAL Sem fronteiras territoriais, o Direito é hoje uma ciência que se baseia num novo paradigma, o qual assenta na especialização do conhecimento jurídico aliado ao contexto da atividade em que se insere o cliente. Com um forte vetor internacional, Paulo Moura Marques, da sociedade AAMM, elucida-nos sobre os desafios da prática da advocacia nos dias de hoje.

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omando como ponto de partida o mote «De portas abertas para a Europa», fomos conhecer a vocação internacional que está presente na sociedade de advogados AAMM desde a sua génese. “Nós compreendemos a importância do espaço nacional, que é o nosso espaço de raiz, mas compreendemos que nos inserimos num sistema de economia aberta. A prática da advocacia e a prestação de serviços jurídicos tem de acompanhar exatamente aquilo que é a economia. Sendo uma economia aberta, significa duas coisas: investimento estrangeiro em Portugal e investimento português no estrangeiro. Como advogados, consultores de confiança de uma série de clientes, temos de os acompanhar para outros mercados onde queiram apostar”, afirma Paulo Moura Marques. Os novos desafios têm provocado uma dinâmica recente, mas que se torna cada vez mais uma tendência: empresas estrangeiras, designadamente a operar em Portugal mas não necessariamente, vêm pedir serviços jurídicos para atuar em países terceiros aos advogados portugueses. Isto significa que são utilizados advogados portugueses em jurisdições com as quais a conexão com Portugal deve ser garantida: assessorando equipas locais ou fazendo intervenção direta, tendo em atenção as limitações deontológicas que tal obriga. “É isto que nos dá dimensão internacional, na Europa e no mundo. O nosso espaço natural, enquanto portugueses, claramente é a Europa onde temos uma fortíssima aposta baseada no projeto europeu de futuro. Mas também há um crescente contacto fora da Europa, nomeadamente em África, na América do Sul, na América do Norte e na Ásia. Vetores que constituem uma internacionalização abrangente do nosso escritório”, revela. Assim percebemos a abrangente dimensão internacional que esta sociedade incorpora no seu ADN de trabalho. A crescente troca de conhecimentos e experiências é, desta forma, relevante para que a Europa tenha acesso a Portugal e para que os portugueses tenham acesso a mercados europeus, ainda que estes possam ser uma plataforma de interação e expansão para uma terceira jurisdição. Para o advogado Paulo Moura Marques, são muitos os desafios que impulsionam novos métodos e processos de trabalho. “A nossa advocacia hoje é uma advocacia de tipo internacional. Há uma questão que tem de ser colocada em cima da mesa sempre que é a nossa adaptação. Quando trabalhamos em ou para mercados externos temos que nos adaptar

Paulo Moura Marques, advogado

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a certos procedimentos e regras a que não estamos habituados”, considera, esclarecendo que as sociedades portuguesas souberam acompanhar esta necessidade e são hoje detentoras de um conjunto de conhecimentos que lhes permitem trabalhar com congéneres e clientes


AAMM

internacionais: “Deste ponto de vista, há uma adaptação constante e crescente, mas também há já um background de conhecimento que permite estar ao melhor nível”.

A distinção da AAMM e o reconhecimento a nível internacional O papel que a AAMM desempenha a nível internacional tem um claro pendor sobre os números da sua faturação. Porém, mais do que isso, a multiplicidade de pedidos de entidades públicas e privadas são um reflexo do reconhecimento da capacidade e do trabalho. Hoje, fruto da alteração de paradigma, Portugal é um país exportador, o que desde logo muda as regras de jogo, com influência no mundo. “É necessário levar os conselheiros deste país que têm, de alguma forma, conhecimento sobre outros sistemas e outras jurisdições e colocá-lo a bordo de uma solução quando entidades estrangeiras pretendem investir ou mesmo quando há um governo que pretenda seguir modelos que já foram implementados em Portugal”, afirma o reconhecido advogado. A este nível, Portugal acaba por ser um privilegiado por se inserir numa Europa comunitária, gozando de uma série de liberdades e direitos que estão bastante presentes e enraizados. A liberdade de circulação de pessoas, capitais e bens atinge um patamar de tal maneira efetivo que é natural a ausência de barreiras – mínimo de formalidades. No entanto, esta não é a realidade que se encontra fora da Europa. “Quando temos de trabalhar numa jurisdição não-europeia voltamos a ter uma série de barreiras que temos de passar: barreiras burocráticas, limitações à circulação de capitais e adaptação às normas locais. Isto significa também que não podemos tirar da equação a parceria com os consultores locais. No fundo, há um outro sistema de normas e de formas de atuar com

Tem havido uma “desmobilização da advocacia convencional que se manifestava através de um movimento reativo para uma advocacia contemporânea baseada num meio proativo”

as quais temos de nos adaptar”, revela Paulo Moura Marques, evidenciando a Angola como uma das principais realidades extra-Europa, onde a sociedade tem mais domínio de atuação e sendo um mercado com o qual muitas empresas portuguesas têm negócios estabelecidos.

Um advogado, um conselheiro

Há um novo paradigma no que concerne ao papel que o advogado desempenha junto de um particular, uma empresa ou uma entidade. Segundo Paulo Moura Marques tem havido uma “desmobilização da advocacia convencional que se manifestava através de um movimento reativo para uma advocacia contemporânea baseada num meio proativo”. Os serviços jurídicos começam a ser vistos menos numa lógica curativa (reagir a algo que sucedeu), mas mais numa ótica de preparar um caminho que se percorre ao lado do cliente. O advogado deve, assim, proporcionar oportunidades para o cliente e estruturar uma relação de aliança, assumindo-se como um conselheiro. “Temos de estar nessa posição e ter esse grau de interseção e confiança com o cliente. Isto também significa que temos de conhecer bem a atividade do cliente. A advocacia já não é possível ser feita por alguém que pensa que sabe de tudo. Um bom advogado tem de, pelo menos, conhecer a indústria em que se insere o seu cliente, o que implica a alteração de paradigma”, esclarece Paulo Moura Marques.

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AAMM

com base no direito público que, complementados com os do domínio privado, são muito importantes. Como exemplos temos o caso da indústria farmacêutica, a aviação, os recursos humanos, a navegação marítima, as concessões de água e saneamento e as concessões rodoviárias. Ou seja, são as nossas principais áreas de atuação, em que nós temos de acabar por conhecer a própria indústria e isto é relevante: são áreas que começam no Direito Público, mas que abrangem muitas outras realidades de futuro. Além disso, estamos a assessorar entidades, nomeadamente públicas, fora de Portugal e isso significa que estamos a levar o nosso conhecimento nacional a outra jurisdição quando é necessário”, assevera Paulo Moura Marques. Urge-se que esta nova forma de praticar a advocacia seja adotada por todos os profissionais, pois é um acrescento de valor ao trabalho que os mesmos desempenham. Para o sócio da AAMM, “a advocacia para sobreviver como uma atividade digna e profícua tem de autodisciplinar-se com rigor”.

“A advocacia para sobreviver como uma atividade digna e profícua tem de autodisciplinar-se com rigor” Especialização por setor de atividade Para o nosso interlocutor, um dos sócios e “Managing Partner” da AAMM, “é necessária a especialização numa determinada área jurídica, mas também um conhecimento geral da atividade do cliente que vá ao encontro dos precisos interesses do cliente”. Por exemplo, para fazer um contrato com um fornecedor é preciso saber quais são as regras que disciplinam a sua atividade em relação ao regulador dessa mesma atividade. No que diz respeito a áreas de especialização, a matriz desta sociedade, sediada em Lisboa, sempre foi e continua a ser o Direito Público. “É uma das áreas clássicas, mas que se tem vindo a intensificar e a micro-especializar. Entrelaçando essa ideia com a ideia de especialização por indústria significa que acabamos por estar inseridos numa série de indústrias onde este tipo de conhecimentos

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JANSSEN PORTUGAL

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VILA MAR RESTAURANTE PIZZARIA

“A DIFERENÇA ESTÁ NO DETALHE” O Vila Mar Restaurante Pizzaria abriu portas há três meses e já é um sucesso. Com uma equipa dinâmica e experiente, apresenta um conceito refinado, que mistura os ingredientes tipicamente portugueses, numa extensa diversidade de pratos. Este restaurante oferece soluções vegetarianas, sem glúten e uma vasta gama de vinhos, podendo disfrutar de uma vista fantástica para o mar, a partir da Marginal de Gaia.

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orge e Cristiana Carvalho são um casal jovem e empreendedor, que apostou na restauração enquanto esteve emigrado. “Estivemos 10 anos no Luxemburgo e, durante esse tempo, decidimos abrir um restaurante, com um conceito muito semelhante a este que agora temos. Esse projeto durou seis anos e foi um sucesso. Foi complicado, no início, sobretudo na questão linguística e adaptação ao país. Ao longo do tempo fomo-nos envolvendo na cultura luxemburguesa”. O primeiro restaurante foi um sucesso, mas o casal não fazia planos para ficar no Luxemburgo permanentemente. “Decidimos voltar a Portugal e, quando o fizemos, no ano passado, percebemos que queríamos apostar novamente na restauração. Se tínhamos conseguido construir um negócio de renome no estrangeiro, aqui também devia ser possível”. A procura pelo espaço ideal obrigou Jorge a conhecer mais de 50 lugares diferentes. A Marginal de Gaia surgiu, então, de uma forma quase natural: “Fui conhecer

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a Marginal do Porto, mas deparei-me com preços de renda demasiado elevados, tendo em consideração o espaço que teria disponível para montar o Restaurante. Em Vila Nova de Gaia, percebi que não existia nenhum restaurante com um conceito semelhante ao que pretendia criar e, além disso, aqui é possível ter mais espaço físico”. Com espaço para 40 pessoas e uma magnífica esplanada, o Vila Mar Restaurante e Pizzaria brinda quem o visita com uma carta muito variada e alternativa: “Quisemos inovar. Apostámos em trazer à mesa sabores portugueses e mediterrânicos, com uma carta elaborada à base de produtos frescos, com a máxima qualidade e requinte. Assim, temos pizza de alheira, de bacalhau e também vegetariana, para quem segue outra filosofia alimentar”. Além disso, este Restaurante tem também disponível a pizza sem glúten, uma solução única: “nenhum outro restaurante disponibiliza esta pizza, mas nós fazemos questão de ter uma resposta para esta intolerância alimentar, que afeta cada vez mais gente”. Com um forno a lenha, proporciona a todos os clientes a possibilidade de optar por deliciosas pizzas e massas gratinadas. Quem não gostar de pizzas, pode sempre pedir uma massa, cuja carta é também bastante diversificada e onde também existe a opção sem glúten, ou um delicioso Risotto. Pode ainda optar por uma refeição mais leve, como uma salada. Para terminar esta experiência gastronómica, existem as sobremesas tradicionais – pudim Abade de Priscos, tarte de requeijão ou sericaia – também elas feitas no restaurante. Os vinhos são outro ponto diferenciador deste estabelecimento: “Temos uma carta de vinhos que vai do Norte ao Sul do país. Todas as regiões vitivinícolas do nosso país estão aqui representadas”. Os clientes pedem cada


VILA MAR RESTAURANTE PIZZARIA

vez mais vinho a copo e Jorge Carvalho faz questão de dar a conhecer vinhos de todo o país: “O cliente está cada vez mais exigente e é importante para nós conseguirmos acompanhar essa exigência. Por isso, organizo aqui no restaurante degustações de vinho, onde toda a gente pode participar, e pode ficar a conhecer um pouco mais sobre o vinho e as suas características. Tem havido uma grande abertura, por parte dos produtores, para estas iniciativas e a resposta do público tem sido excelente. A próxima degustação

Cada detalhe é importante, não pode falhar nada, para que o cliente desfrute de uma experiência diferente

já está agendada e será com um vinho da região do Dão e Douro”. Com um ambiente acolhedor, familiar e requintado, ainda que descontraído, o Vila Mar Restaurante Pizzaria procura proporcionar aos clientes uma experiência diferente a cada refeição: “Não precisa de ir a um restaurante de luxo para ter alguém que lhe abra a porta, lhe segure o casaco ou lhe providencie um suporte para que a sua bolsa não fique no chão, perto da mesa. Nós garantimos esse acompanhamento personalizado ao cliente. Cada detalhe é importante, não pode falhar nada, para que o cliente desfrute de uma experiência diferente, quando resolve comer fora de casa. Venha visitar-nos e descubra por si”.

Jorge e Cristiana Carvalho, sócios-gerentes

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SUI GENERIS

‘SER DIFERENTE PARA SER INSUBSTITUÍVEL’ Este é o propósito da Sui Generis, uma nova empresa na área de meios e comunicação que promete e se compromete a responder a todas e quaisquer necessidades que os seus parceiros lhe apresentem. Na verdade, prometem ir mais longe e descobrir o que a sua empresa necessita para alcançar o sucesso. A Revista Business Portugal esteve presente no cocktail de apresentação, que teve lugar na Quinta Espírito Santo, em Vila Nova de Gaia.

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S

abia que, tal como uma impressão digital, não existem duas penas de pavão iguais? É nesta singularidade e diferenciação que a Sui Generis se revê e se quer dar a conhecer. Daí que a escolha do seu logotipo seja, precisamente, uma impressão digital pintada como se de uma pena de pavão se tratasse. E porque ser diferente não significa ser excêntrico, Carla Marques e Luís Ferraz, diretores e porta-voz deste projeto ao qual se juntam Belmira Santos e Fernando Silva, afirmam que o seu objetivo passa por fazer sobressair as mais-valias dos seus parceiros na sua forma de comunicar e estar no mercado. A apresentação da mesma teve lugar no passado mês de junho, na Quinta Espírito Santo, um espaço também ele singular, em Vila Nova de Gaia, cidade que acolhe igualmente a Sui Generis. Após uma breve apresentação do Grupo de Danças Andinas Intichaski, que deliciou todos os presentes, os diretores da empresa gaiense tomaram as ‘rédeas do espetáculo’ e revelaram a todos os presentes (perto de uma centena) as suas propostas. “Hoje, nasce oficialmente a empresa Sui Generis. Temos no nosso ADN experiência, criatividade e gosto pela comunicação. Estas são as nossas mais-valias que poderão transformar-se, também, em mais-valias para as empresas e instituições que acreditam que saber comunicar, saber estar e saber sobressair são ferramentas fundamentais num mercado cada vez mais global e concorrencial”, começaram por referir. No que concerne aos serviços disponibilizados, poderá contar com assessoria de comunicação, comunicação institucional, comunicação gráfica, marketing digital e organização de eventos. “No fundo, seremos capazes de


SUI GENERIS

responder a todas as necessidades que nos apresentem, passem elas pelo lado mais institucional das empresas ou por trazer as mesmas para fora de portas com a realização de eventos, ações de team building, festas empresariais, o que for”, acrescentam. Aqui, todos os clientes poderão contar com uma estratégia de comunicação única e personalizada, que lhe permitirá dar-se a conhecer da melhor forma, assim como abrirá portas a novos mercados. Apresentações feitas, a festa continuou a cargo dos Pimenta Rosa, que presentearam os convidados com algumas músicas nacionais e internacionais do momento, assim como com êxitos de outros tempos. As lembranças foram da autoria da Palavras e Rimas. A Quinta Espírito Santo foi também responsável pelo catering do evento que marcou o nascimento de uma empresa diferenciadora, capaz e que, com certeza, se distinguirá nas suas áreas de atuação, pois promete ‘ser diferente para ser insubstituível”.

“Temos no nosso ADN experiência, criatividade e gosto pela arte de comunicar”

Morada Travessa de São Paulo, nº 57 - Sala 7 4430-535 Vila Nova de Gaia Contactos suigeneris@suigeneris.com.pt 91 279 59 94 22 784 95 89 www.suigeneris.com.pt Belmira Santos, Luís Ferraz, Carla Marques e Fernando Silva

Parceiro Oficial

Morada Rua do Espírito Santo, nº 757 4410-420 Vila Nova de Gaia qes@quintaespiritosanto.co.pt 935 956 315 / 935 956 316 www.quintaespiritosanto.co.pt

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AGEAS

UM MUNDO PARA PROTEGER O SEU A missão da Ageas é ser uma seguradora reconhecida pela sua capacidade de acrescentar valor sustentado, conseguindo antecipar e superar as necessidades dos clientes, parceiros, colaboradores e comunidades onde se insere, proporcionando uma experiência de seguros emocional e significativa na vida das pessoas. Esta experiência deve ser pautada pela confiança, transparência e uma conduta adequada, elementos chave também para a boa reputação da empresa. Conversámos com Mariana Coruche, Human Capital Director.

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oje, as organizações passam por mudanças constantes, principalmente no que se diz respeito ao capital humano. A retenção de talentos deverá fazer parte da estratégia competitiva de uma empresa? Sem dúvida. Nem todos os talentos estão na pipeline de sucessão. O desafio é arranjarmos formas de os reter de um modo constante e consistente, e não apenas quando os identificamos como sucessores. É preciso criar programas segmentados de forma a responder a três grandes preocupações: a capacidade de dar visibilidade a este target (network), a capacidade de desenvolver o seu potencial (How to do) e

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por último a consolidação do seu expertise (Know-how). Se os programas que estão em vigor na empresa abrangerem estes três vetores já é um passo em frente. Fale-nos da nova academia BA (Business Academy) em parceria com a Nova SBE. Como nasceu a ideia? A ideia nasceu com a parceria que criámos com a Nova SBE. Nos meses seguintes à celebração da mesma deparei-me com a questão de estar a enviar colaboradores para programas de topo com custos altos e sem conseguir escalar este retorno. Começou com um pedido à Nova para nos customizar um programa executivo in-house no formato de Universidade dentro da empresa, escalando rapidamente para a ideia: e se tivéssemos aulas gravadas numa plataforma digital para todos os colaboradores? E foi isso que aconteceu. A partir daqui construímos uma equipa de projeto conjunta e a ideia solidificou-se recentemente no lançamento da academia num formato original “5 para a academia”

Os formatos cocriados com a Nova SBE são certificados e poderão ser apresentados no nosso currículo

E o que a diferencia das outras? Primeiramente, diria que o maior fator diferenciador é o facto de sermos a única instituição em Portugal que


AGEAS

nossa rede a formação necessária para a distribuição dos nossos produtos e por outro lado, é uma boa forma de acrescentarmos valor às nossas parcerias Falou do evento de abertura como sendo um evento original, fale-nos um pouco sobre isso. O evento teve a participação da Filomena Cautela e simulámos o 5 para a noite na Ageas. Chamámos “5 para a academia” e teve a participação da Nova SBE, do nosso CEO neste formato de talk-show. Foi muito original e teve um enorme sucesso, quer para colaboradores, quer para a nossa rede exclusiva.

certifica cursos em nome da Nova. Ou seja, os formatos cocriados com a Nova SBE são certificados e poderão ser apresentados no nosso currículo. Em segundo lugar é uma academia completamente customizada ao perfil de cada um. É uma academia aonde escolhemos os interesses de antemão (no acesso à mesma) mapeando automaticamente a formação recomendada por níveis de exigência. Por último, tem formatos muito diferentes para que cada colaborador possa ter o seu plano ao seu ritmo e preferência, são formatos curtos e de tempo ilimitado para completar – temos webinars, aulas gravadas, vídeos, e-books, entre outros. Esta academia destina-se exclusivamente a colaboradores? A academia não se destina exclusivamente a colaboradores na medida que vamos abrir a distribuidores e parceiros. É uma forma de darmos à


PAULOWINA D.F. PORTUGAL

A ÁRVORE DO FUTURO A Paulownia Tomentosa, espécie permitida em Portugal, é uma árvore de crescimento rápido e as suas utilizações são múltiplas, desde a madeira à biomassa, passando pelo mel e forragem para o gado. Manuel Duarte considera-a uma mais-valia para Portugal, como contou em entrevista à Revista Business Portugal, sublinhando a aposta da Paulownia D. F. Portugal no interior, por forma a criar novas expectativas económicas com os terrenos abandonados.

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Paulownia D. F. Portugal nasceu pelas mãos de Manuel Duarte, um empresário dinâmico e carismático que durante o seu percurso de vida desenhado na Holanda, acalentava o sonho de regressar ao seu país para criar um projeto diferenciador que contribuísse para o seu desenvolvimento económico e social. Os seus amigos e sócios holandeses conheciam o mundo da Paulownia há mais de 30 anos e conseguiram cativar a sua atenção e interesse em abraçar esta área de negócio. Atualmente estão em 12 países diferentes, refere aludindo que existem plantações de Paulownia em vários países europeus, como Espanha e França, “onde a sua implantação tem vindo a crescer”. A empresa de Manuel Duarte tem viveiros em Mangualde, “principalmente para armazenarmos as plantas quando vêm dos laboratórios, porque os clones selecionados das melhores plantas são propagados em dois laboratórios – um em Lisboa e outro na Holanda”, revela garantindo que “já temos cerca de 500 mil árvores de Paulownia plantadas em Portugal, de Monção a Faro e da fronteira espanhola até ao mar” e se a procura continuar admite criar um outro laboratório em Mangualde, onde poderá criar mais postos de trabalho. Para além do mercado nacional que abarca de norte a sul do país, a empresa marca também presença internacional. “Na Austrália, esta é uma das árvores mais plantadas. Roménia, Bulgária, Brasil, Marrocos, Namíbia, Canadá, Hungria, Alemanha, Itália, Angola, Moçambique e Estados Unidos da América são os restantes países com quem a Paulownia D. F. Portugal trabalha”, clarifica Manuel

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Duarte. A produção da árvore é realizada em Portugal, nas instalações da empresa. As mesmas são criadas por uma equipa multidisciplinar, em laboratórios considerados dos mais bem-dotados a nível mundial. Na fase seguinte, a árvore é vendida e exportada, sendo também a etapa de plantação da responsabilidade da Paulownia D.F Portugal. Manuel Duarte lembra que não é apenas o consumidor final que procura este produto, isto porque cada vez mais organizações empresariais e instituições relacionadas com a indústria da madei-

Manuel Duarte e Sara Almeida, sócios-gerentes


PAULOWINA D.F. PORTUGAL

ra e com a agricultura procuram a inovação e, assim, apostam na Paulownia.

Vantagens da Paulownia A Paulownia é uma espécie de crescimento rápido, exótica, originária da Ásia e sem qualquer problema fitossanitário conhecido. “Esta é uma árvore totalmente diferente das outras”, refere Manuel Duarte, sublinhando que a Paulownia possui características que a tornam ideal para um conjunto de espaços ambientais. Esta árvore produz uma madeira nobre e ao fim de oito anos cada árvore dá cerca de um metro cúbico de madeira, regenerando-se cerca de oito vezes. Com um crescimento muito rápido que não estraga o solo, mas sim fertiliza-o, este tipo de árvore tem a vantagem de reduzir, dez vezes mais, a emissão de CO2, Para além disso, a libertação de oxigénio, ocorre dez vezes mais do que numa árvore comum, por outro lado, o facto de a Paulownia não arder, tornam-na numa excelente opção para um país que ano após ano tem vindo a ser fustigado pelos incêndios. “Estas árvores têm a capacidade de ajudar o meio ambiente, a biodiversidade e reduzir o perigo dos incêndios e da falta de água”, avança. De acordo com o empresário, está considerado cientificamente que o cultivo da Paulownia é um dos cultivos mais rentáveis, sendo considerado na Europa como cultivo agrícola e não florestal.

Inovação e desenvolvimento Manuel Duarte desvendou que a Paulownia D. F. Portugal vai introduzir uma gama de produtos no mercado nacional que são substitutos dos produtos químicos, são criados com a folha da Paulownia, tendo obtido resultados notáveis. “Estamos na fase final para o lançamento deste produto inovador que é conhecido e reconhecido em 33 países. Falamos de um produto que tem todos os certificados da comunidade europeia, apresenta um preço acessível e resultados francamente superiores face aos produtos químicos”, evidencia o empresário, exemplificando que na produção de tomate, a produção pode aumentar até 30 por cento, para além da evidente mais-valia em termos ambientais. Neste momento, “estamos a produzir este produto na Alemanha e na Holanda, mas queremos abrir em Portugal uma fábrica que garanta a produção, no sentido de diminuir os custos de distribuição e de criar postos de trabalho”, salienta Manuel Duarte, lembrando que tem escolhido o interior para concretizar os seus projetos e apostas. A finalizar a entrevista, Manuel Duarte deixa um apelo: “Pensem no futuro, plantem uma árvore!”.

Estrada Nacional nº 234, Porta 145 3530-310 Mangualde m.duarte.ctm@hotmail.com geral@paulowniadfportugal.pt +351 967 737 441 paulowniadfportugal.pt

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HAIR EXPERT

ESPECIALISTAS EM TRANSPLANTE E RESTAURAÇÃO CAPILAR A Revista Business Portugal conversou com Alissa Orhan, consultora de Relações Internacionais da Hair Expert, com sede na Turquia. Conheça melhor esta clínica que recebe clientes de todo o mundo.

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omo apresenta a Hair Expert aos nossos leitores? A Hair Expert é uma empresa de cuidados com a saúde, especializada na área de transplante capilar. Foi estabelecida com a liderança de especialistas que atuam na área de transplante de cabelo há mais de 12 anos. Há 2 anos, a Hair Expert expandiu o seu mercado e começou a oferecer seus serviços para a Europa. Dentro desse mercado, oferece o seu serviço para mais de 10 países europeus, em 11 idiomas diferentes, trabalhando sempre com as últimas tecnologias disponíveis na área capilar e com especialistas altamente qualificados. A Hair Expert é a empresa com mais demanda na Europa que oferece serviços de transplante capilar.Todos os meses, recebe centenas de europeus que buscam serviços qualificados e com padrões internacionais. A medicina estética tem evoluído a passos largos nos últimos anos. A vossa clínica apresenta um serviço inovador, com uma técnica altamente fiável. Como descreve o serviço que prestam? E qual a importância que este serviço tem na realidade atual da sociedade? Nós dividimos o nosso procedimento em três fases: pré-operatório, o período da visita do paciente e o pós-operatório. Para cada fase, nós 86 | Revista Business Portugal julho 2018

temos responsáveis que estão à disposição do paciente. Assim que entramos o paciente, anaPANTONE 295 Cem contacto com PANTONE 199 C R:0 G:40 B:85 R:213 G:0 B:50 lisamos cuidadosamente o caso para definirmos qual o C:100 M:69 Y:8 K:54 C:0 M:100 Y:72 K:0 método que será mais eficaz e também fornecemos toda HEX / HTML : 002855 HEX / HTML : D50032 informação detalhada sobre o procedimento. Nós sabemos e compreendemos a dificuldade que nossos pacientes têm de tomar uma decisão e virem à Turquia para realizar um procedimento cirúrgico. Por isso, sentimo-nos responsáveis pelos nossos pacientes, desde o momento que eles desembarcam do avião até eles retornarem ao seu país. Assim que o paciente desembarca em Istambul, o nosso motorista vai buscá-lo no aeroporto para levá-lo a um hotel luxuoso onde o paciente ficará hospedado. Todo o transporte é feito por nós: aeroporto, hotel e hospital. Além do serviço de motorista, o consultor responsável pelo paciente está disponível para esclarecer qualquer dúvida. Como não aceitamos e também não permitimos inconvenientes, contamos com serviço de emergência 7 dias por semana, durante 24 horas nos nossos hospitais. E então, a fase pós-operatória também é muito importante para nós! Nós estamos sempre em contacto com os nossos pacientes para analisarmos a evolução de cada caso. Os pacientes podem esclarecer suas dúvidas com os nossos consultores a qualquer dia da semana, em qualquer horário. Também fornecemos uma garantia vitalícia. É de muita importância para nós, fornecemos os métodos mais avançados do mercado para nossos pacientes. Utilizamos o método FUE (Follicular Unit Extraction) e também o método mais avançado atualmente, o DHI (Direct Hair Implantation). Após muitas pesquisas e tentativas, passamos a utilizar as técnicas Percutânea, Safira e CHOI, pois, combinadas com os métodos utilizados, conseguimos resultados com uma aparência muito mais natural e eficácia total. De acordo com pesquisas internacionais, o sucesso do transplante capilar é de 95 por cento. Essa percentagem de sucesso das


HAIR EXPERT

operações aumenta quase para 100 por cento se o paciente tomar os devidos cuidados pós-operatórios. Este serviço de transplante capilar tem sido cada vez mais procurado? Existe uma maior preocupação com a saúde estética atualmente? Sim, definitivamente. Atualmente, as pessoas estão muito mais interessadas em ter uma aparência natural e ser mais saudável. E por isso, o número de homens procurando por este tipo de tratamento tem crescido significativamente. O alto nível de sucesso nas operações, a satisfação dos nossos pacientes com o serviço como um todo, o sucesso e a eficácia de nossos procedimentos resultam nessa alta procura. A cada dia, o reconhecimento desse procedimento tem aumentado e as recomendações de nossos antigos pacientes nos ajudam muito com os novos interessados. Assim, eles também se interessam em realizar o procedimento para resolver os seus problemas. Há atualmente algumas terapias e alguns tipos de medicamentos que ajudam a manter o cabelo saudável e a evitar a queda capilar. Por exemplo, o tratamento PRP (Plasma Rico em Plaquetas) e a Mesoterapia (que contém minerais e vitaminas que o cabelo precisa). Mesmo que estes tratamentos não reproduzam os fios de cabelo, ajudam a manter o mesmo com vida e saudável. Ainda não há nenhuma terapia reconhecida que possa solucionar a alopecia avançada, por isso, o único método eficaz que pode ser utilizado para esse tipo de alopecia é o transplante capilar. De onde são provenientes os vossos clientes? Os portugueses como podem fazer para contactar a Hair Expert? Graças à evolução da tecnologia, utilizamos as ferramentas de marketing online para alcançar os nossos clientes. Isto significa que nos podem facilmente encontrar na internet a qualquer hora e em qualquer lugar. Os nossos clientes, na maioria das vezes, encontram-nos pelo nosso website, no seu próprio idioma nativo, ou então diretamente pelo WhatsApp. Nós também fornecemos números portugueses ou turcos para contacto, caso queiram nos contactar por chamada de voz. Ou seja, o atendimento desde o princípio até o fim é feito pelo idioma nativo do cliente. As redes sociais são o nosso segundo meio de comunicação, por isso, mantemos os nossos perfis sempre ativos com propagandas para fornecer uma comunicação fácil e direta. Por outro lado, as recomendações de nossos antigos pacientes também têm uma grande importância nesse procedimento.

ao fim. Nós não estamos a falar apenas sobre a aparência, e sim, primeiramente, da saúde e da vida do cabelo. Por esse motivo, selecionamos atentamente pessoas com conhecimento, educação e habilidades para que façam parte da nossa equipa e, assim, realizar um trabalho eficaz e de sucesso. As nossas equipas incluem médicos qualificados, especialistas e enfermeiros que trabalham em um ambiente limpo e funcional. E por isso, realizamos as nossas cirurgias em hospitais. Quais os conselhos que pode dar, aos nossos leitores, por forma a protegerem a sua saúde capilar? Como todos sabemos, não podemos mudar a nossa genética, mas podemos manter o nosso cabelo saudável. O primeiro e principal conselho é ficar longe de situações de stress o máximo que puder. Stresse é o motivo mais importante que causa alopecia. Outro conselho é que as pessoas mantenham uma alimentação saudável, que parem de fumar e que mantenha o cabelo natural o máximo possível. Se começar a sofrer de alopecia, por favor contacte-nos diretamente para obter mais informações e assim, podemos recomendar soluções. Por onde passa o futuro da Hair Expert? Hoje, a Hair Expert recebe pacientes do mundo todo, dos sete continentes. Enquanto estamos a fazer o nosso negócio crescer, a nossa principal meta é alcançar os clientes em diferentes lugares, não apenas num lugar do mundo. Tentaremos fazer isso através de centros da Hair Expert localizados em diferentes localidades para fornecemos os nossos serviços. Os nossos departamentos de desenvolvimento de negócio e marketing estão trabalhando incansavelmente para alcançarmos essa meta. Ou seja, estamos a planear abrir agências da Hair Expert nas cidades mais populosas de diferentes países para oferecer serviços pré e pós-operatórios. Por exemplo, em breve verão o nosso novo escritório em Lisboa. Enquanto isso, estamos a estender nossa marca e manter o nosso alto nível de reputação. A nossa equipa está sempre à procura de novas tecnologias para os nossos pacientes. A excelência dos nossos procedimentos é o que nos deixa felizes e motivados.

Como avalia a importância da formação e de uma mão de obra qualificada neste tipo de serviços? É extremamente importante ter uma equipa especializada e qualificada para esse serviço. Estamos conscientes sobre o processo de transplante capilar como um todo, do começo julho 2018 Revista Business Portugal | 87


MAIS NEGÓCIO PORTUGAL

MAIS NEGÓCIOS, MELHORES PROFISSIONAIS A Mais Negócio Portugal surgiu em 2014, com o objetivo de ajudar os empresários a ganhar mais dinheiro. Aqui juntam-se os melhores profissionais para se possam satisfazer as diferentes necessidades do mesmo cliente. Pedro Ribeiro, Presidente, deu a conhecer este negócio.

É

um modelo estruturado de networking em constante expansão pelo país. Presente em várias cidades, a Mais Negócio Portugal apoia os empresários locais a aumentar a visibilidade das suas empresas assim como a encontrar novos clientes e parceiros. Aqui, são selecionados os melhores profissionais do mercado de forma a fazerem parte de grupos de trabalho. Há vários grupos e, em cada um deles, há apenas um profissional de cada setor de atividade. Assim, dentro do mesmo grupo consegue-se satisfazer as diferentes necessidades dos clientes, face à diversidade de áreas de negócio representadas e garantindo sempre a exclusividade da área de negócio no grupo de trabalho. “Criamos e potencializamos as relações de confiança entre os parceiros para que, quando tiverem necessidades pessoais/empresariais, contratem internamente dentro do grupo. Mas, melhor do que isso, é sempre que identificarem que alguém tem uma necessidade, poderem referenciar o parceiro do grupo para chegar a clientes, que caso não fossem referenciados, dificilmente conseguiriam alcançar. Na prática é esse o objetivo principal: potenciar os negócios”, refere o presidente. Para reconhecer os melhores profissionais, o mais importante é o elevado nível de ética, a personalidade, o compromisso, a responsabilidade e a vontade de trabalhar em prol do cliente ao invés dos objetivos pessoais. “O que conta para nós são as pessoas que estão a representar as empresas. Muitas vezes é o que diferencia, é quem realmente quer estar no mercado e perdurar, são as pessoas que realmente vivam dos negócios, respiram o negócio. Procuramos sempre que sejam

pessoas referenciadas por alguém, no entanto, nós também temos uma elevada capacidade de análise que facilmente identifica quem quer trabalhar dentro dos parâmetros”. Apesar de ser uma empresa recente, com quatro anos e meio, o balanço é positivo e os membros estão muito satisfeitos. “Todos os membros que entrem e percebam o conceito, têm resultados. Toda a gente tem resultados desde que sejam profissionais de referência, com ética e que realmente vão atrás das oportunidades. Elas surgem e não podemos esperar que venham ter connosco. Quem segue as nossas premissas tem resultados”. Com um crescimento cada vez mais notável a nível nacional, o objetivo é ir de norte a sul até 2020. A cobertura nacional, em todos os distritos, vai ser uma realidade onde no mínimo, vai haver um grupo Mais Negócio a fazer os profissionais crescer e desenvolver os negócios. Além disso, Pedro Ribeiro desvenda que neste momento está a ser feita uma “reestruturação da marca” e que “a internacionalização já é, também, um passo praticamente firmado” e essa será “a novidade até ao final do ano”. No entanto, espera-se a abertura de novos grupos, chegar a novos mercados e ajudar mais empresários. “Estamos cá para ajudar que isso aconteça”, termina. Cumprimentos empresariais, Pedro Ribeiro (Presidente Mais Negócio Portugal)

Centro Empresarial do Porto Rua Eng. Ferreira Dias, N161 - E-408 4100-247 Porto Tlm: (+351) 935 266 350 Site: www.mnegocio.pt/ https://www.youtube.com/watch?v=gKuD5asrP1k


MAIS NEGÓCIOS Trabalhamos com vistos, nacionalidades e imigrantes. Oferecemos todo o apoio jurídico para quem pretende migrar para Portugal de forma legal. Cuidamos de todo o processo do início ao fim, até que se obtenha a Autorização de Residência. Filhos, netos e bisnetos de portugueses também podem adquirir a nacionalidade. Para quem já está em Portugal e precisa de apoio jurídico para legalização, oferecemos auxílio na documentação e cuidamos do seu processo. 966 083 379 | drajucianaadv-57172p@adv.oa.pt

Sou José Silva, treinador de bem estar e procuro dar a conhecer os benefícios de um pequeno-almoço equilibrado, em que as pessoas tenham pela manhã mais energia e vitalidade. Com o meu resultado de produto, em que eliminei 17kg e vários centímetros de volume, inspiro outras pessoas para que possam fazer o mesmo. As áreas de ação vão desde a pessoa comum ao atleta de alta competição, assim como aquela que necessite de um rendimento extra. O meu objetivo é impactar 1000 famílias pelo mundo a serem mais saudáveis e felizes. Arrisque e seja a próxima!

Era uma vez… uma menina que numa noite vestida de luar, sonhou um dia decorar com estrelas a vida das pessoas. A menina cresceu, acreditando que a arte prende os sonhos à realidade… e o sonho aconteceu! E porque acreditamos que as histórias têm sempre um final feliz, convidamo-lo(a) a conhecer a Bela7 e a deixar-nos contar a sua história, à sua imagem.Conheça a arte já em movimento nos artigos de ART FASHION E ART DECOR. São histórias contadas com padrões únicos e exclusivos. Rua Engenheiro Ferreira Dias, 161 E 405 | 4100-247 Porto 917 643 134 | geral@bela7.com

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CASA DOS BIFES CAETANO

EXCELÊNCIA NA CONFEÇÃO DA CARNE DE RAÇA AROUQUESA (DOP) A Revista Business Portugal viajou até Alvarenga para conhecer melhor a Casa dos Bifes Caetano – Restaurante Típico. Passanda a vila de Arouca, o concelhio, somos abraçados pela beleza natural que a Serra da Freita ostenta e pelos sons da água produzidos pelo rio Paiva, um dos mais limpos da Europa. É fácil encontrar, pelo caminho, pedestres que se dirigem aos afamados Passadiços do Paiva usufruindo da praia fluvial do Areinho, da beleza e do sossego que o campo proporciona.

É

neste ambiente rodearainhas a temperar e cozinhar os do de beleza natural, calmo e familiar pratos que atualmente compõem que somos recebidos na Casa dos Bifes as nossas ementas: a vitela assada Caetano – Restaurante Típico, em Alno forno a lenha, o afamado bife varenga, por Maria José Dias, carinhode Alvarenga e o bacalhau com samente apelidada de Dona Zé, gestora migas”. No Carne Arouquesa – e proprietária desta casa e do Carne Restaurante, no Porto, é possíArouquesa - Restaurante, na Rua da vel apreciar os mesmos pratos, Constituição, no Porto. bem como a posta Arouquesa na Dona Zé, assim faz questão de ser brasa confecionados “por uma Maria José Dias, gestora e proprietária tratada, apresenta a Casa dos Bifes Caecozinheira que me acompanhou tano – Restaurante Típico como uma e aprendeu durante três anos”. A casa familiar, salientando que é a própria que elabora as emen- legislação que rege os novos estabelecimentos de restauração não tas e prepara todas as refeições. Cozinhada num forno a lenha, permite a sua confeção em fornos tradicionais, “o fumo do forno conforme dita a tradição, “a carne absorve melhor o sabor das confere sabor e cheiro à carne da Raça Arouquesa, mas o tempero especiarias. Começo por temperar a carne com os alimentos que é exatamente igual ao da Casa Caetano – Restaurante Típico”. a natureza aliada ao trabalho do homem nos proporciona: o sal, o O facto de ostentarem o selo de qualidade e certificação da carne louro, a salsa, o alho e a cebola são alguns deles”. O facto dos seus de Raça Arouquesa atrai muitos curiosos e apreciadores deste tipo restaurantes trabalharem apenas com a carne de Raça Arouquesa de cozinha, mas Dona Zé afirma: “Não é só a qualidade da carne, DOP – obteve a consagração de Denominação de Origem Prote- o tempero e o forno a lenha são únicos, é como uma impressão gida (DOP) em 1994 – faz com que sejam o único restaurante de digital. O mesmo se passa com os animais, não há duas peças Alvarenga devidamente certificado. “A carne da Raça Arouquesa iguais”. A carne de Raça Arouquesa provém de animais que pastam faz parte do nosso património, da nossa cultura e saber. Comecei livremente entre as Serras de Montemuro e da Freita, têm acesso a trabalhar na cozinha há 32 anos, aprendi com pessoas que eram a vegetação variada e passeiam livremente pela natureza no seu 90 | Revista Business Portugal julho 2018


CASA DOS BIFES CAETANO

estado mais puro. “A alimentação que o animal tem influencia a qualidade da carne, daí o importante trabalho de certificação que a Associação Nacional Dos Criadores Da Raça Arouquesa (ANCRA) tem desenvolvido na região”. A abertura dos Passadiços do Paiva trouxeram ainda mais visibilidade e turismo para a freguesia de Alvarenga e a Casa Caetano – Restaurante Típico soube “manter a qualidade e variedade dos pratos satisfazendo as escolhas dos clientes mais exigentes”. Porém, na opinião da Dona Zé, “Alvarenga tem muito mais para ver e reconhecer” e é disso exemplo o fundador dos cafés ‘A Brasileira’ e da Sociedade Filarmónica Santa Cruz de Alvarenga, Adriano Teles, natural desta freguesia. Alvarenga foi couto, concelho e julgado. As praias fluviais com as suas águas cristalinas, os trilhos pedestres, o rafting, as aventuras de todo-o-terreno e a beleza natural da região

são atrativos para todo o tipo de turistas. No Porto, o Carne Arouquesa – Restaurante está vocacionado para um público que quer degustar carne da Raça Arouquesa, com garantia de qualidade, sem ter de se deslocar à denominada região. Realizamos eventos, recebemos grupos empresariais como o ‘Mais Negócio Portugal. Abrimos portas há cerca de dois anos e temos perspetivas de continuar a inovar e a crescer, mantendo a nossa génese”. Questionada quanto ao segredo do sucesso dos seus restaurantes, Dona Zé revela: “Na realidade não há segredo. A simbiose entre a paixão pela cozinha, a mão da cozinheira e o conhecimento sobre o produto são fatores determinantes para apresentar pratos de excelência aos nossos clientes”, conclui a gestora e proprietária da Casa dos Bifes Caetano – Restaurante Típico e Carne Arouquesa.

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FÁBIO CARDOSO

“O FUTURO ESTÁ NA CRIPTOMOEDA” Fábio Cardoso é especializado em gestão, área na qual trabalhou durante dez anos, dedicando-se ao setor empresarial. Atualmente trabalha como consultor de moedas virtuais (criptomoedas) e explicou todo o procedimento à Revista Business Portugal.

O

consultor de moedas virtuais entrou no mercado da criptomoeda através da participação em convenções por vários países, nomeadamente Brasil, Dubai, Espanha, entre outros. Durante essas convenções, Fábio considera que teve momentos de aprendizagem. “Aprendi valores como ajudar-me a ser uma pessoa melhor e mais estudada na área da criptomoeda”. Acrescenta ainda que para trabalhar neste setor, “as pessoas têm de se aconselhar muito bem, porque um bom aconselhamento revela-se num bom investimento”. Seriedade, honestidade e transparência são três características que devem ser encontradas num consultor”, algo que diz ser “muito importante no mundo de negócio”. Nesta área de negócio, Fábio Cardoso tem também a preocupação de satisfazer as necessidades dos clientes, que acabam por se tornar seus amigos. “Queremos o melhor serviço e já temos predefinida essa ideologia”, afirma. Fábio Cardoso trabalha com três formas de investimento em criptomoedas: compra e venda; consultoria e serviço de compra e trading. Quanto ao risco, “há o baixo, o médio e o alto mediante o que o cliente estiver disposto a correr”. E esclarece: “o risco é muito subjetivo e cada pessoa é devidamente esclarecida em relação a esse assunto. Considero que o investimento em criptomoeda é

Fábio Cardoso, consultor

volátil, tanto pode dar muito dinheiro como baixar e perder valor. O segundo ponto, que se centra na diversificação de uma boa carteira de moedas, já é considerado um risco menor, visto que podemos equilibrar as contas e manter um saldo positivo. A terceira opção já é um serviço mais particular, pois a pessoa não se preocupa com o dinheiro. Ao aplicá-lo, este fica ao cargo de outra entidade e a mesma vai trabalhar para gerar o lucro a que se propôs no início”, explica. As criptomoedas apareceram em 2009 e foram criadas com um objetivo: “descentralizar a economia criando uma novo sistema económico. Este sistema visa, principalmente, todos os usuários poderem fazer transações entre pessoas de diferentes países, com elevada rapidez e com taxas muito reduzidas, quando comparadas com o nosso mercado atual”. A questão que se impõe é a legalidade do investimento em criptomoedas, que, tal como Fábio Cardoso explica, “é totalmente legal fazer este tipo de investimentos. O mercado tende a ser regulamentado em todo mundo, o que vai trazer benefícios a nível de segurança dos investimentos, como transparência e, sobretudo, um maior investimento num setor onde apenas 0,5 por cento da população mundial aposta. Estes pilares assentam num organismo designado como blockchain”. Fábio Cardoso acredita que “o futuro passa pela utilização de blockchain nas empresas, trabalhos e no dia a dia, o futuro está na criptomoeda”. Mas afinal como podemos trocar uma moeda virtual por euros? Segundo Fábio Cardoso, hoje em dia existem muitos mecanismos para fazer a troca de euros por qualquer criptomoeda. Apesar de ainda haver um certo receio na utilização de dinheiro digital, a facilidade de o trocar tem vindo a aumentar. “Existem caixas eletrónicas e carteiras digitais, que nos dão a possibilidade de converter a moeda virtual, dentro da sua carteira, para euros e depois enviar para o banco ou para cartões físicos que podem ser utilizados em compras do quotidiano”, assinala. Fábio Cardoso, consultor de moeda virtual, não termina sem salientar que a criptomoeda está no mercado para o tornar “mais descentralizado, ou seja, criar opções de transações rápidas entre pessoas de outros países e criar uma alternativa de ganho diferente do mercado que temos atualmente. Ficou curioso e quer saber mais sobre a criptomoeda e a sua versatilidade? Entre em contacto comigo: Fábio Cardoso, o seu consultor de criptomoedas”.

E-mail: fabio_hempel@hotmail.com Telefone: 912754418 Morada do escritório: Rua D. Afonso Henriques n117, Loja AF, Vilar do Paraíso - Vila Nova de Gaia 92 | Revista Business Portugal julho 2018


JANSSEN PORTUGAL

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SIBEC

CONSULTORIA CHAVE-NA-MÃO

Arsénio Leite, administrador

Existem momentos na vida empresarial em que a decisão certa pode mudar o futuro. A SIBEC é o parceiro ideal para o ajudar a decidir nesses momentos. Conversámos com Arsénio Leite, administrador da SIBEC.

R

esumidamente, comece por contar aos leitores da Revista Business Portugal um pouco sobre a sua experiência relativamente à área de especialidade em Fundos Comunitários, bem como o que levou ao início da empresa SIBEC. Como consultor económico de empresas sempre me dediquei à elaboração de estudos de viabilidade técnica, económica e financeira que tinham como finalidade a instrução de processos de financiamento das empresas junto da banca. O 1º QCA - Quadro Comunitário de Apoio, iniciado em 1989 tinha como objetivo apoiar o investimento de modernização e expansão das empresas portuguesas, sendo que o processo de candidatura a esses fundos englobava a realização de estudos de viabilidade. Consequentemente, a nossa especialização em Fundos Comunitários surge na continuidade do meu trabalho como consultor. A SIBEC é uma marca registada e detida pela firma Blue Consulting. Existe desde 1989 e dedica-se fundamentalmente à elaboração de candidaturas a fundos comunitários estudos económicos, financiamentos, contabilidade e fiscalidade e gestão da qualidade. Localiza-se em Vila Nova de Gaia, desde agosto de 2008 e tem um capital social de 67.500 euros. Tem uma equipa experimentada constituída por sete colaboradores permanentes e uma bolsa alargada de consultores externos. A SIBEC considera que os recursos humanos são o seu capital mais valioso, daí a prática da formação contínua há muito tempo implementada, a rigorosa seleção dos seus quadros e a abertura, desde sempre praticada, à entrada de jovens que queiram, realmente, aprender e trabalhar.

possuímos vantagens competitivas. Paralelamente, foi reajustada a estrutura societária e procedeu-se à mudança de instalações, que se situam atualmente em Gaia, ao lado do EI Corte Inglés. Estamos no mercado de consultoria há cerca de três décadas, pelo que a nossa preocupação tem sido aprofundar as nossas competências na elaboração de candidaturas e no desenvolvimento de novos serviços relacionados com a execução dos projetos, nomeadamente ao nível do acompanhamento na execução. Ao longo do tempo foram sendo desenvolvidos novos serviços, como a implementação de certificações nas áreas de: Qualidade, Ambiente, Saúde e Segurança, Eco-hotel, Produtos e Serviços, a prestação de serviços de gestão, contabilidade e fiscalidade e ainda serviços relacionados com a internacionalização como sejam os estudos de mercado, planos de marketing, etc. O nosso core business ainda continua a ser os Fundos Comunitários tendo a SIBEC elaborado, aprovado e acompanhado mais de mil candidaturas aos vários programas de fundos comunitários nos cinco Quadros Comunitários de Apoio e obtido muitos milhões de incentivos para os seus clientes. A nossa taxa de sucesso é elevada e situa-se atualmente nos 96 por cento.

A SIBEC considera que os recursos humanos são o seu capital mais valioso

Ao longo dos anos, a empresa foi-se adaptando ao mercado ou todos estes serviços de que atualmente dispõem sempre fizeram parte do vosso leque de serviços? Há alguns anos atrás, após longa reflexão estratégica, procedeu-se a uma recentragem das atividades desenvolvidas, com o abandono de algumas, dados os elevados custos de funcionamento e a grande dificuldade de controlo, por parte do núcleo duro, tais como: seguros, ensino e formação profissional, ambiente (Tecnonet-Air), alguns mercados internacionais e outsourcing da função comercial. Isto é, passamos a fazer aquilo em que somos bons, em que possuímos grande know - how, onde temos grande experiência e onde 94 | Revista Business Portugal julho 2018

O que poderia melhorar no sistema de apoios europeu? O Portugal 2020 foi anunciado como o


SIBEC

QCA que dispunha de mais fundos destinados às empresas. Volvidos mais de quatro anos de aplicação dos fundos, estamos há cerca de 1 ano sem candidaturas para as empresas, não existindo atualmente qualquer previsão para novos concursos. No último concurso do SI Inovação existiram bons projetos, com 4 pontos (pontuação máxima 5 pontos) que não tiveram dotação orçamental. No que se refere aos principais sistemas de incentivos às empresas, SI Inovação, SI Qualificação e SI internacionalização, ainda é possível melhorar o seu funcionamento através das seguintes medidas: • Apresentação de planos anuais de concursos, para que as empresas possam programar os seus investimentos e preparar as candidaturas; • Cumprimento dos prazos de análise das candidaturas, das alegações contrárias e dos pedidos de pagamento; • O prazo de execução dos projetos apenas deveria começar a ser contado a partir da data contratação do apoio, independentemente do calendário proposto em sede de candidatura; • No caso do SI Inovação o prazo de carência do subsídio reembolsável devia ser alargado para 3 anos, pois na maior parte dos

O que distingue a forma de trabalhar da SIBEC das restantes empresas do mesmo setor? A SIBEC norteia-se por um conjunto de princípios testados na prática ao longo destes anos, que se podem traduzir nos seguintes pontos fortes: • Ética e seriedade na condução dos negócios; • Vestir sempre a camisola do cliente, pequeno ou grande, para o bem e para o mal, isto é, até ao fim; • Atendimento personalizado, à medida (não é pronto a vestir); • Arranjar soluções para os problemas dos clientes e não arranjar novos problemas; • Serviço profissional e focado no cliente; • ”Chave na mão” - Quando contratamos, por exemplo a elaboração de um projeto, não é só o projeto que estamos a contratar, mas tudo o que está inerente, desde a ideia inicial até ao encerramento do mesmo, no sentido de evitar futuros problemas aos clientes com projetos aprovados e que, pelos mais variados motivos, não são implementados, ou são mal executados, originando consequências drásticas para os mesmos, tais como devolução de verbas já recebidas,

casos as empresas são obrigadas a devolver os apoios quando ainda não executaram os projetos (quando é solicitado um prazo adicional para a realização), exercendo pressão na sua tesouraria, visto que ainda não são visíveis os resultados do projeto; • Flexibilizar as regras de apresentação dos pedidos de pagamento, nomeadamente com a possibilidade de proceder à apresentação de um PTA - Faturas logo após a certificação do adiantamento de 10 por cento do incentivo e permitir a possibilidade de apresentação de um PTA – Faturas superior a 500 mil euros ou a 25 por cento da despesa elegível, sem necessidade de garantia bancária; • Flexibilizar as regras de alteração às despesas elegíveis contratadas, pois a realidade empresarial é muito dinâmica sendo frequentemente necessário alterar os investimentos candidatos; • Realização de visitas de acompanhamento às empresas apoiadas pelos gestores das candidaturas dos organismos intermédios (IAPMEI, AICEP, etc).

execução de garantias bancárias etc. • Rigor e independência: trabalhamos com o mercado puro e duro, onde temos que ser bons e não protegidos por alguém ou alguma instituição. Como costumamos dizer, temos sido independentes de partidos, igrejas e grupos económicos; • Continuidade das equipas, o que nos permite fazer a comparação das realidades legislativas e de gestão dos fundos ao longo dos 5 QCA, e resolver problemas de candidaturas, mesmo passados vários anos; • Conjunto alargado e diversificado de indicadores/angariadores, onde predominam antigos clientes (“passa a palavra”). Em suma, na SIBEC o dia a dia é norteado pela máxima “inteligência em ação”, ou como afirmava Arquimedes, há mais de 2.000 anos “como não posso mudar o vento, posso ajustar as velas para ele me levar ao meu destino”.

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DESTAQUES 98 TRANJET Rigor e excelência na construção e transportes 100 HOST HOTEL SYSTEMS Liderar o mercado nacional com um software hoteleiro 100% português 102 SAN PORTUGAL “Queremos ser uma porta de entrada para a Europa” 104 IMPROVISOBRA “Quero afirmar-nos em Portugal”

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PME EXCELÊNCIA E EMPRESAS GAZELA CRIAÇÃO DE VALOR Mais uma vez, a Revista Business Portugal evidencia um conjunto de empresas que foram agraciadas com o Estatuto PME Excelência e as Empresas Gazela, um reconhecimento pelo excelente trabalho desenvolvido pelas empresas, empresários e empreendedores. O Estatuto PME Excelência insere-se no programa de segmentação de empresas do IAPMEI, que visa conferir notoriedade e otimizar condições de financiamento e de reforço competitivo ao segmento das PME com perfis de risco superiores, que pelas suas estratégias de crescimento constituem alavancas importantes do desenvolvimento económico do País. O conceito de Empresa Gazela assumido internacionalmente corresponde a empresas jovens e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. Correspondem a organizações inovadoras, capazes de se posicionarem de forma diferenciadora

nos mercados, onde afirmam a sua competitividade e constroem sucesso a um ritmo acelerado. Elas correspondem a uma pequena percentagem do universo empresarial, mas cada uma delas “vale ouro”, pois apresentam ritmos elevados de crescimento e de geração de postos de trabalho. Uma das vantagens destas distinções? As empresas obtêm um selo de reputação e de notoriedade que as ajuda a melhorarem as suas relações com os clientes e fornecedores. Seja no mercado interno ou externo. Ao nível empresarial, assistimos a um panorama transversal que se baseia sobretudo em investimentos, inovações, novos projetos e a uma mentalidade e postura confiantes de quem sabe o que quer. É por este prisma que nesta edição damos a conhecer empresários, que com a sua natureza empreendedora e visionária, têm acrescentado valor às suas regiões e ao próprio país, bem como granjeado um sucesso assinalável.


JANSSEN PORTUGAL

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TRANSJET

RIGOR E EXCELÊNCIA NA CONSTRUÇÃO E TRANSPORTES Assente num crescimento sustentado e de valorização do cliente, a Transjet assume, em todas as suas obras, grandes ou pequenas, que a qualidade de construção e profissionalismo da equipa são as suas imagens de marca. Recentemente galardoados na PME Excelência, a arquiteta Margarida Matos refere que “ (...) a nossa experiência foi, sem dúvida, um dos fatores que contribuiu” para este reconhecimento.

Q

e claro a nossa constante preocupação com a satisfação do cliente.

ual é o conceito e de que maneira a Transjet se distingue no mercado da construção civil

Relativamente aos objetivos e às perspetivas futuras para a empresa, o que o público pode esperar? Um crescimento sustentável e equilibrado da nossa empresa, de forma a responder às necessidades do mercado, mas sempre sem comprometer a nossa estabilidade financeira e autonomia.

e transportes? Acreditamos que nos distinguimos no nosso mercado pela forma como contribuímos para responder a todas as premissas e objetivos do cliente, tanto numa obra pequena como grande, para nós não há distinção, e todas são tratadas com a mesma atenção e primor. Sabemos que o segredo está na confiança que o cliente tem em nós, que não só iremos concluir a empreitada no prazo acordado, como será executada com qualidade e brio.

na recuperação e reabilitação de imóveis e espaços públicos e isso é bom para o crescimento sustentável da economia e das PME’s.

Do ponto de vista do mercado, na área, em Portugal, consegue dizer qual é o ponto da situação? Portugal está na moda e isso reflete-se não só no turismo como na construção. Esta popularidade está a fomentar o investimento

Quais considera terem sido os fatores que contribuíram para a distinção da Transjet na PME Excelência? A nossa experiência foi, sem dúvida, um dos fatores que contribuiu. Apesar de sermos uma empresa relativamente nova (10 anos), dispomos de técnicos e mão-de-obra altamente qualificada com mais de 25 anos de experiência na área da construção e isso reflete-se no nosso trabalho. A nossa qualidade sempre aliada à eficiência e boa execução do trabalho é também outro fator

Quinta da Francesa, 61 Terra - Chã | 9700-708 Angra do Heroísmo Fax: 295 333 592 | Telefone: 295 333 621 | Telemóvel: 912 310 012 Facebook: https://www.facebook.com/TRANSJET | www.transjet.pt

98 | Revista Business Portugal julho 2018


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Os nossos produtos Os softwares Host adaptam-se às suas necessidades, é 100% cloud e está pronto para os novos desafios da hotelaria moderna

Serviços Desde o desenvolvimento ao pós-venda, a Host disponibiliza diferentes serviços para todo o tipo de unidades de alojamento

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HOST HOTEL SYSTEMS

LIDERAR O MERCADO NACIONAL COM UM SOFTWARE HOTELEIRO 100% PORTUGUÊS A Host Hotel Systems (HHS), fundada em 1994 sobe a denominação Bilógica, com sede em Torres Vedras, surge no mercado para marcar a diferença. Pelas palavras de João Paulo Rodrigues, diretor de marketing, a empresa está direcionada para o desenvolvimento de software dedicado à hotelaria e restauração e conta com um crescimento exponencial no mercado. João Paulo Rodrigues, diretor de marketing

H

á 23 anos, dois amigos recém-licenciados, um na área de gestão e outro na área da engenharia eletrotécnica, decidiram arriscar abrir uma empresa ligada às novas tecnologias, com foco nos sistemas de apoio à gestão. Na altura, juntou-se a eles Delfina Lourenço, que albergava uma vasta experiência internacional ligada à hotelaria e os desafiou a especializarem-se exclusivamente no mercado hoteleiro, visto não haverem muitas soluções disponíveis. Depois de fazerem um exaustivo estudo do parque hoteleiro nacional, decidiram então percorrer este caminho especializado nesse segmento de mercado exclusivo. A empresa teve um arranque atribulado porque, apesar de estar preparada para o desenvolvimento de software, atraiçoaram os seus ideais e, em vez de desenvolverem o seu próprio sistema, resolveram encurtar o tempo de entrada no mercado optando por representações internacionais de sistemas. Foi um erro, porque tinham todos os dados do seu lado, só não tiveram paciência para perseguir a ideia original, como refere João Rodrigues. Tudo começou então com representações de marcas, uma vez que sentiram uma boa abertura de outros países, acabando por as trazer para Portugal. Assim, em 1995, adquiriram a representação de uma empresa americana, especializada no mercado hoteleiro, a Hotel Information Systems (HIS). A HIS era uma multinacional líder na altura e que oferecia acesso a todo um know-how único em termos de contactos com grandes cadeias internacionais. Este foi o lado positivo, no entanto, mesmo tendo feito um levantamento exaustivo do mercado nacional, não relacionaram que o mesmo era incompatível com a representação destes sistemas devido à ‘pesada’, cara e inflexível tecnologia envolvida. Esta inflexibilidade, latente na adaptação aos requisitos específicos do mercado, rapidamente fez com que a própria HIS ficasse ultrapassada por novos concorrentes que iam surgindo. A Host, nessa altura, aprendeu a lição com custos humanos e financeiros, refere João Rodrigues. Entretanto, a sucursal europeia da HIS foi alvo de um MBO que deu origem à Host Internacional, sediada em Innsbruck na Áustria. “Estávamos, salvo erro, em 1996/1997 e a nova companhia propunha-se trabalhar exatamente em cima das falhas da HIS com nova tecnologia, novas ideias (já muito próximas das ideias originais dos 100 | Revista Business Portugal julho 2018

sócios da Host) e com isso iniciou-se um novo processo de abordagem ao mercado português com perspetivas renovadas”. Não deixando de parte a ideia original de desenvolverem o seu próprio software, a HHS começa a ganhar os primeiros clientes e a seguir um rumo certo. Nesse ano junta-se à empresa Pedro Vieira, atualmente diretor de desenvolvimento, e iniciam um processo de programação de interfaces (ligações) com outros sistemas. Mais tarde, aproveitando uma crise interna da Host Internacional, fizeram uma viagem relâmpago a Innsbruck e decidiram apresentar serviços de desenvolvimento de software para a própria Host, concretizando com isto a tal ideia original. “Anos depois, a Host Internacional abre falência, mas, nessa altura já mais 75 por cento do desenvolvimento era feito em Portugal e, como o nosso mercado não dependia da Host Internacional, essa falência não nos afetou e assumimos assim o controlo total da marca onde até herdamos alguns dos clientes da própria Host Internacional”. A partir de 2007, já com o desenvolvimento 100 por cento nacional, a HHS apostou forte no desenvolvimento, aproveitando também para reforçar a equipa através da contratação de programadores internos.

Equipa especializada, cliente satisfeito Com um crescimento bem sustentado, a Host Hotel Systems atualmente conta com uma vasta equipa de programadores altamente especializados e relacionados com a hotelaria. “Alguns deles vêm de cursos de gestão hoteleira ou cursos ligados à área e que juntam todo o conhecimento tecnológico. Outros são ex-diretores de hotéis, chefes de receção ou pessoas com muita experiência em hotelaria.


HOST HOTEL SYSTEMS

Equipa

Todos os colaboradores têm de vir, de alguma forma, da hotelaria e isso é um fator diferenciador”, revela João Rodrigues. Grupos como Altis, Turim, SANA, DHM, Heritage, Olissippo, Lágrimas, Alexandre Almeida, Hotéis Fénix, Hotéis Dom Pedro são alguns dos grandes clientes da empresa que mostram confiança em adquirir os serviços e soluções da Host. No que diz respeito a locais distantes como as ilhas (Madeira e Açores), Espanha, Alemanha e Brasil, a HHS tem parceiros fortes que trabalham a marca. “Temos de garantir que nestes países/locais existem parceiros fortes. Aí é que está o core business. Eles têm de ser fortes implementadores, porque são eles os conhecedores da realidade local. Temos de os formar e investir lá”, sublinha o diretor de marketing.

Software português

na media em que adquiriram o produto na versão 4 e depois passou para a versão 6, já com algum código feito em Portugal. Assim, começaram a trabalhar no código fonte e “houve um mix entre o desenvolvimento austríaco (original) e depois o nosso desenvolvimento”. Com isto, passaram para a versão 9 já com praticamente todo o código feito pela Host, em que ainda têm clientes a utilizá-la, pese embora descontinuada. Todo este processo é caracterizado pelo conhecimento, pelo know-how e pela experiência no ramo da hotelaria. A excelência do serviço está em permanência na linha da frente em que os recursos humanos são o ativo mais valioso da empresa e onde a Host tem investido bastante, sendo neste momento a empresa que mais técnicos tem a trabalhar só para o setor da hotelaria. Para tal existem também alguns pilares que não podem faltar de destacar, são eles a integração, a inovação, a flexibilidade (de manuseamento do software) e, acima de tudo, a proximidade com o cliente. Estas características fazem com que a Host seja capaz de detetar “pequenos pormenores que fazem a diferença. Ajustamos o software à medida de cada cliente, ou seja, conseguimos oferecer aquilo que a maior parte das marcas por vezes tem dificuldade em oferecer e a hotelaria quer-se facilitada e integrada”, assinala João Rodrigues. Para concluir e não esquecendo as perspetivas futuras, a Host Hotel Systems tem como principal objetivo consolidar o mercado nacional, apostando na qualidade de serviço e assistência técnica e também focar-se ainda mais na internacionalização, sempre com uma seleção rigorosa dos mercados em busca de parceiros fortes e com um contínuo crescimento muito bem sustentado.

Todo este processo é caracterizado pelo conhecimento, pelo know-how e pela experiência no ramo da hotelaria

Ao longo dos tempos, e sempre atentos às inovações que o próprio mercado pede, a Host Hotel Systems desenvolveu a atual versão do software denominada 10i. “i de internet, mais num conceito cloud, moderno e 100 por cento nacional”. Um fator que o diretor de marketing revela ser uma prova de que aquilo que é nacional também é bom. João Rodrigues considera que o facto de terem um produto que é 100 por cento nacional, com rápido ajuste às inúmeras exigências da Autoridade Tributária e dos próprios clientes, fez com que isso se tornasse num fator diferenciador para adquirirem o estatuto de PME Excelência. Prémio este que visa salientar as empresas mais dinâmicas e com maior solidez financeira em Portugal.

Uma evolução simples mas progressiva Considerada simples, a evolução da empresa tem sido evidente

julho 2018 Revista Business Portugal | 101


SAN PORTUGAL

“QUEREMOS SER UMA PORTA DE ENTRADA PARA A EUROPA” Prémio Gazela 2017, a SAN Portugal, conta com a experiência e o know how dos seus fundadores aliada à sabedoria de Alexandre Marques, administrador da SAN Portugal e filho dos fundadores. Alexandre Marques assume que “não estava a contar com este reconhecimento” mas indica que o caminho a seguir é o que tem sido trilhado pelos seus pais, com inovações e prestando atenção ao que o mercado solicita. Entrevista a Alexandre Marques, administrador da SAN Portugal.

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SAN Portugal foi reconhecida com o prémio Gazela 2017. Estavam a contar com este reconhecimento? Sinceramente não estava a contar porque já tínhamos ultrapassado os 20 por cento de crescimento nos últimos três anos. Quando fui contactado pela CCDRC – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro senti que era um prémio merecido, principalmente para os meus pais, pelo trabalho e dedicação que investiram nesta empresa. O nosso crescimento consecutivo foi, de facto, elevado mas mantivemos sempre os custos controlados, sem fechar as portas ao investimento nas pessoas e nas instalações. O prémio PME Líder é o objetivo seguinte? 102 | Revista Business Portugal julho 2018

Olhamos para o prémio PME Líder como uma porta aberta para recorrermos à banca, com condições de financiamento mais vantajosas, mas não o consideramos como um objetivo primordial. Preferimos concretizar negócios, continuar a crescer e a investir sem ser PME Líder devido aos rácios do que o oposto. Neste momento não é a nossa prioridade. Qual é a vossa prioridade? A nossa prioridade é duplicar a faturação nos próximos três anos e para sustentar esse passo estamos a ampliar as nossas instalações – obra que deverá ficar concluída até março de 2019 –. Queremos apostar na busca de outras origens de produtos porque o carvão é um produto que oscila muito a nível mundial e está a passar uma crise, devido à

É tentar transformar o carvão, um produto considerado como “feio” e “sujo” num produto apelativo a todos os mercados falta de disponibilidade nos mercados. O carvão é uma fonte de energia, não é simplesmente algo que se coloca no grelhador para cozinhar e os mercados nórdicos já o olham dessa forma, enquanto que os da europa do Sul ainda está a caminhar nesse sentido. O objetivo da SAN, para além de


SAN PORTUGAL

se focar na qualidade do seu produto e na resposta às necessidades dos seus clientes oferecendo um serviço personalizado, é tentar transformar o carvão, um produto considerado como “feio” e “sujo” num produto apelativo a todos os mercados, começando pelo design minimalista e utilitário das embalagens. O carvão comercializado pela SAN Portugal tem origem cubana? Sim. O nosso principal fornecedor é Cuba. O carvão cubano é de longa duração, não solta faúlhas, nem larga fumo quando a gordura cai, ou seja, é muito mais seguro de utilizar. Apesar do preço por saco ser mais elevado do que o carvão de outra origem, como África ou mesmo carvão Nacional, a sua rentabilidade é muito maior. Devido ao aumento da nossa capacidade de comercialização duplicámos a taxa de exportação do ano passado em comparação com este ano. Prevemos que até 2020 ultrapasse os 25 por cento. Queremos ser uma porta de entrada para a Europa. Tendo em vista o crescimento da SAN Portugal por onde passarão as suas apostas? Já ampliámos as nossas instalações em quatro mil m² e queremos aumentar em mais dois mil até final de 2019. Essa ampliação, em conjunto com o investimento em maquinaria automatizada, sustentará o aumento da comercialização de carvão cubano e a aposta na comercialização proveniente de outros países, diversificando a nossa oferta. O pó de carvão que, até agora era um desperdício dentro do nosso processo, passará a ser aproveitado para produzir briquetes e até ao final de 2019 pretendemos afirmar a marca SAN Portugal nos mercados europeus, com produtos sustentáveis e de elevada qualidade. É nosso objetivo automatizar um setor que ainda requer muita mão de obra e redu-

Alexandre Marques, administrador

zir a pegada ambiental através do aproveitamento do pó de carvão, e da escolha dos mercados certos para importar a matéria-prima.

Zona Industrial de Campelos Rua Vale Mourelas Nº17 2565-061 Campelos, Torres Vedras +351 261 094 665 geral@sanincorporated.com www.sanincorporated.com


IMPROVISOBRA

“QUERO AFIRMAR-NOS EM PORTUGAL” Com 10 anos de existência, a Improvisobra, localizada em Torres Vedras, é uma empresa que trabalha com revestimentos interiores e exteriores. Com um percurso marcado por anos difíceis, Victor e Sandra Firmino constataram que só o empenho e o trabalho árduo os fariam acreditar no futuro. A ambição levou à conquista do prémio empresa gazela, “um prestígio e uma realização”.

O

conceito de empresa gazela assumido internacionalmente corresponde a empresas jovens e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. A Improvisobra mostrou uma capacidade de se diferenciar no mercado, afirmando-se com a sua competitividade e crescimento aliado à criação de emprego. Victor Firmino, administrador, afirma que o objetivo nunca foi ganhar prémios, mas sim trabalhar de forma a satisfazer os clientes. “É gratificante saber que o nosso trabalho é reconhecido pelo que temos vindo a desenvolver e, principalmente, saber que estamos a satisfazer os clientes. Comecei a trabalhar em 2007 e cedo me apercebi que havia muito trabalho e que era melhor alargar a minha área de atuação, que era mais local, para me lançar noutros mercados mais alargados como a região de Lisboa”. A variedade de serviços é uma das marcas desta empresa. Aqui,

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trabalha-se com tetos falsos, estuques, pavimentos, fachadas e divisórias. “Estamos muito virados para a área de revestimentos, isto é, para a parte dos tetos falsos, seja em gesso cartonado, tetos metálicos, teto em PVC e, para a área de estuques também. O nosso alvará permite-nos fazer a parte da carpintaria, pinturas, mas neste momento não é a grande aposta. Está a haver um fluxo muito grande principalmente na área da construção e não estamos a conseguir satisfazer todos os pedidos”. Estas rejeições advêm do crescimento do mercado que está a reavivar e a pedir novas construções. “Nos últimos três anos nota-se que a reabilitação tem sido uma aposta forte, até porque há muitos estrangeiros a apostar em Portugal”. Esta expansão leva as pessoas a cometer algumas “loucuras”. Victor Firmino conta que, em conversas, conclui que “mal haja uma habitação disponível as pessoas compram mesmo com que o preço seja demasiado elevado para o imóvel”. Assim, o que não falta é trabalho e, como tal, trabalhar para o estrangeiro (apesar de já contarem com três obras fora do país) não é uma opção. “Já tive muitas ofertas para ir trabalhar para fora e recusei, o trabalho de fluxo que tenho é grande e ao ir para fora também fechamos portas cá dentro. Queremo-nos afirmar em Portugal”. Apesar da empresa estar sediada em Torres Vedras, o foco de trabalho é mais para Lisboa e Cascais. No entanto, estão preparados para reunir e avançar em qualquer lugar. Com uma equipa de trabalho que conta com um total de 22 funcionários, Victor Firmino deposita segurança nos seus funcionários. “Sei que as equipas que tenho espalhadas dão conta do serviço e são de confiança. Atualmente, como há poucos trabalhadores especializados e de confiança. Criou-se uma disputa para ver quem oferece o ordenado maior para os tirar da concorrência, mas quando o mercado acalmar eles não vão poder manter esse nível e irão criar algumas situações complicadas”. Além de uma grande equipa de bons trabalhadores, a qualidade/ preço é, também, um elemento diferenciador desta empresa. “Aliamos a qualidade ao preço que praticamos. Sou suspeito se disser que o nosso trabalho é o melhor, mas para conseguir ter mais qualidade teria de aumentar os preços e o mercado não o suportaria. Em suma, fazemos orçamentos dentro do que os clientes podem pagar”.


IMPROVISOBRA

O balanço destes dez anos de atividade não poderia ser mais positivo, apesar das dificuldades que foram ultrapassadas: “Na minha perspetiva, se no futuro, mantivermos esta linha de crescimento e estabilização será excelente. Vínhamos de anos complicados, em que muito trabalho que fizemos ficou por receber, isso arruinou a empresa e foi difícil, mas com muito trabalho e sacrifício conseguimos dar a volta. Agora temos de ter sempre os pés no chão, pensar naquilo que aconteceu e olhar para a frente”, termina.

“Nos últimos três anos nota-se que a reabilitação tem sido uma aposta forte, até porque há muitos estrangeiros a apostar em Portugal” Rua da Indústria, nº19 - Casais da Arruda 2565-292 Freiria (TORRES VEDRAS) Tlm escritório 918 472 210 Tlm 918 472 210 improvisobrarevestimentos@hotmail.com www.improvisobra-revestimentos.com

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DESTAQUES 108 INSTITUTO DO VINHO, DO BORDADO E DO ARTESANATO DA MADEIRA Bordado Madeira: peças que marcam 110 VON POLL REAL ESTATE Nova aposta na Madeira 112 ARPCONSULT O seu projeto em boas mãos 114 H.M. BORGES, SUCRS, LDA. Um vinho com história

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MADEIRA UM DESTINO DE EXPERIÊNCIAS ÚNICAS No meio do Atlântico, as Ilhas da Madeira e de Porto Santo são um refúgio de beleza natural. Entre o azul do mar e o verde-esmeralda da vegetação sobressai o colorido exótico das flores, num arquipélago em que dois terços são área protegida e onde se encontra a maior floresta laurissilva do mundo. A temperatura primaveril que se sente o ano inteiro convida à prática de atividades ao ar livre. Podem fazer-se passeios a pé aproveitando a rede de percursos pelas levadas, visitar a cidade do Funchal e ficar a conhecer o património ligado à época dos Descobrimentos ou percorrer livremente a ilha. Mas a Madeira tem muito mais para

conhecer… Nesta edição da Revista Business Portugal convidamo-lo a descobrir o Bordado Madeira que nasceu há cerca de 150 anos, sendo caracterizado por motivos naturalistas inspirados na ilha, que são desenhados e bordados cuidadosamente por habilidosas bordadeiras. O seu processo produtivo passa por várias fases até ser certificado com um selo que garante a sua autenticidade e qualidade. Inspire-se e conheça o vinho com nome de Ilha! A história da Ilha e do Vinho Madeira fundem-se num passado rico com mais de 500 anos de história!


JANSSEN PORTUGAL

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IVBAM, IP-RAM

BORDADO MADEIRA: PEÇAS QUE MARCAM

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Paula Jardim Duarte, presidente

O Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, IP-RAM (IVBAM) dedica-se à divulgação destes três setores. São genuínos, únicos e levam a Região Autónoma da Madeira (e Portugal inteiro) além-fronteiras.

fusão do Instituto do Vinho da Madeira e do Instituto do Bordado, Tapeçarias e Artesanato da Madeira deu origem ao IVBAM: Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira, IP-RAM. A junção dos dois institutos baseou-se na vontade de economizar os recursos financeiros existentes, garantindo viabilidade económica. No sentido prático, são produtos que se complementam: um bom vinho Madeira é servido, com frequência, numa mesa onde está presente uma requintada toalha de Bordado Madeira. Também têm em comum uma forte componente de exportação. O IVBAM, IP-RAM assume-se como entidade preponderante na divulgação e rentabilização destes produtos, que são dos mais antigos e genuínos da Região, com uma forte ligação cultural e que partilham o facto de a produção de ambos se concentrar em meios rurais. A exportação de Bordado Madeira tem vindo a registar um ligeiro crescimento de ano para ano. Este é um produto de valor acrescido, produzido inteiramente à mão e cada vez mais apreciado e valorizado. Enfrenta, a semelhança de outros artigos de especialidade, a dificuldade de não ser um têxtil fácil de manter uma vez que, para exemplificar, não pode ser lavado na máquina de lavar roupa. “Por outro lado”, contrapôs Paula Jardim Duarte, presidente do IVBAM, IP-RAM, “temos de considerar que é um produto de luxo e é importante posicioná-lo nesse segmento de mercado. Como tal, tem de ser tratado de forma diferenciada. O seu nicho de mercado é muito específico, dirigido para um público-alvo apreciador e que valorize estas peças. Tem um valor comercial elevado, é certo, mas também é justo, considerando que é um produto reconhecido internacionalmente desde 1850 e certificado desde 1938”. A presidente do Instituto compreende que a “capacidade financeira” dos madeirenses é restritiva, mas seria muito relevante para o

desenvolvimento do setor “se cada um dos habitantes consumisse uma garrafa de vinho madeira por ano”. O mesmo se verifica com o bordado: “É importante que se tenha, pelo menos, uma peça”, explicou-nos, acrescentando que esta valorização deve “começar de dentro para fora”: primeiro os madeirenses, depois todos os portugueses e, finalmente, os consumidores internacionais. No futuro serão poucos os lares madeirenses onde não se encontre pelo menos uma peça de bordado, assim o acredita a nossa interlocutora. Porém, o mesmo não pode ser dito dos restantes portugueses, realidade que precisa de ser alterada para a melhoria do setor: “Neste momento há três mil bordadeiras registadas, já foram 30 mil. Se não lhe dermos a devida importância, nem o adquirirmos, o bordado é um setor em risco de desaparecimento, da forma como o conhecemos atualmente”. O Instituto tem sido preponderante na área de promoção. Com esse fim em vista, o IVBAM, IP-RAM lançou eventos como o desfile de modelos na ‘Lisboa Fashion Week’ em março deste ano, de autoria de Filipe Faísca. Já o bordado madeira tinha sido protagonista num desfile de Jeff Garner, no ano passado, designer americano que marca pela exuberância. Este ano, a aposta no designer português teve o objetivo de incidir no mercado nacional com peças mais atuais, simples e práticas, que se podem utilizar no quotidiano. O Bordado Madeira tem diversas utilizações, entre elas enxovais para bebés e para noivas (incluindo o próprio vestido de casamento), decoração de interior, entre outras. “É parte da nossa cultura que se integra no dia-a-dia”. A prova disso mesmo será o segundo desfile de Filipe Faísca em outubro, completando a já apresentada coleção primavera/verão com a de outono/inverno, esta última focada em vestuário infantil. De referir, ainda, que o IVBAM, IP-RAM foi convidado para

O Instituto pretende levar o Bordado Madeira a mais eventos têxteis a nível europeu e sedimentar a sua posição em mercados internacionais de luxo

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IVBAM, IP-RAM

uma exposição em Veneza, em conjunto com outras marcas de luxo a nível europeu, que irá decorrer na segunda quinzena de setembro. Para o futuro, o Instituto pretende levar o Bordado Madeira a mais eventos têxteis a nível europeu e sedimentar a sua posição em mercados internacionais de luxo.

Artesanato “O artesanato é uma aposta de cariz nacional, marcando presença nalgumas feiras, por exemplo, em Vila do Conde”, referiu a presidente do Instituto. “Nos eventos que se desenrolam aqui na Madeira, facultamos aos artesãos um espaço para que possam expor as suas peças e vender os produtos, tais como a Festa da Flor, Festa do Vinho, entre outras celebrações, as quais são uma oportunidade para dar a conhecer o seu trabalho, seja de expressão mais tradicional ou contemporânea. Os nossos artesãos estão certificados e inscritos no IVBAM, IP-RAM”, remata.

Vinho Madeira O ‘Vinho da Madeira’ é dos mais importantes cartões de visita da Região. Com quase seis séculos de História, é um vinho com forte cariz de internacionalização, que desde sempre fez parte das mais variadas rotas comerciais, tendo conquistado admiradores e notoriedade um pouco pelos “quatro cantos do mundo”. Este vinho único no

mundo só pode ser produzido na Região Demarcada da Madeira e é o resultado de uma perfeita combinação de fatores, entre as quais: as castas, os solos onde são produzidas, o clima, a proximidade/influencia do mar, numa só palavra um “terroir” especial e um método de produção singular onde o calor e o oxigénio são a palavra chave. A Madeira conta com cerca de 500 hectares de vinha para produção do Vinho Madeira com Denominação de Origem. Na madeira a paisagem é indissociável da viticultura, que é caraterizada pelas pequenas parcelas, cultivadas em pequenos terraços (que vão do mar à serra) onde a mecanização é praticamente impossível. Na maioria dos casos todo o ciclo de produção, desde à poda à vindima, requer mão de obra - o que não invalida por outro lado que as empresas que produzem o Vinho Madeira trabalhem com a mais moderna tecnologia do setor vínico. A sua exportação é de extrema importância, pelo que o Instituto do Vinho, do Bordado e do Artesanato da Madeira tem feito bastante promoção a nível internacional: “Temos vindo a participar em feiras vínicas internacionais, bem como temos realizado masterclasses, especialmente dirigidos para profissionais, com provas degustativas. Este ano já marcamos presença na Alemanha, no Reino Unido, nos Estados Unidos, em França e estivemos presentes no Japão em meados de junho, um mercado muito importante. O mercado asiático está muito recetivo ao nosso vinho”, conclui Paula Jardim Duarte.

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VON POLL REAL ESTATE

Equipa

NOVA APOSTA NA MADEIRA A Região Autónoma da Madeira acolhe desde o mês de junho um novo nome de peso no mercado imobiliário: a Von Poll Real Estate. A agência no Funchal e em Machico será gerida por João Andrade, que conta com uma vasta experiência profissional que transcende as fronteiras de Portugal.

H

á 17 anos a exercer este setor na Região Autónoma da Madeira, João Andrade tem experiência a nível internacional nos negócios de angariação imobiliária. Há cerca de 13 anos fundou a Pink, empresa de mediação imobiliária da qual é sócio-gerente. O desenvolvimento significativo que se tem vivido recentemente no mercado imobiliário em Portugal, bem como o facto de já ter um percurso profissional nesse enquadramento, levou o empresário a

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entrar em negociações com a Von Poll Real Estate, no sentido de se tornar um franchisado. “Esta decisão não foi fácil, mas acredito que, no futuro, as multinacionais serão líderes de mercado”, justifica João Andrade. A Von Poll é uma das maiores empresas alemãs de mediação imobiliária: possui 300 escritórios em diversos países e emprega milhares de pessoas. Este nome já marca a sua presença no Porto e em Lisboa e, desde 22 de junho, que também o faz no Funchal. “A Pink terá continuação com um novo nome e um novo suporte, que nos garante maior alcance. A Alemanha é um país com grande potencial e a forma de trabalhar da Von Poll enquadra-se com a nossa: têm rigor, exigência e profissionalismo”, expõe o nosso interlocutor, acrescentando que já recebeu anteriormente outras propostas de franchising e nunca as aceitou por não se identificar com as mesmas. “Queremos incidir nos novos mercados que estão a surgir na Madeira, ao mesmo tempo que mantemos a nossa identidade, credibilidade, transparência, profissionalismo e proximidade”.


VON POLL REAL ESTATE

Nos últimos dias, a Von Poll proporcionou formação a estes seus novos colaboradores madeirenses. João Andrade considera-a “exigente” e que “vai ao encontro” do pretendido: “difere da concorrência, não é só vender. O acompanhamento pós-venda é mais importante do que a venda em si. A relação que criamos e nutrimos com o cliente é fundamental e pode, mais tarde, dar origem a novos negócios e parcerias, são oportunidades à espera de surgir. É assim que pretendemos diferenciar-nos. Já tínhamos todos estes métodos de trabalho, pretendemos reforçá-los e continuá-los no futuro”, garante.

Este novo projeto já conta com 17 colaboradores e pretende-se que este número aumente para os 30. Este é um setor muito exigente, onde se procura quem domine línguas estrangeiras e tenha disponibilidade de horário, entre outras competências. João Andrade revela que sentiu

dificuldade em novas contratações que correspondam à exigência que a marca Von Poll pretende, em parte devido ao aumento de emigrações que se sentiu na Madeira. Se tudo correr como planeado, a Von Poll Real Estate Madeira irá contribuir para dinamizar a economia local e atrair e reter novos habitantes. “A Madeira tem tido um elevado crescimento turístico e o nosso mercado está voltado para esse setor, bem como para os emigrantes. Há benefícios fiscais na Região Autónoma da Madeira, bem como segurança, clima agradável, apetitosa gastronomia e um custo de vida mais baixo em relação a outros países”. Todos os fatores estão reunidos para o sucesso do mercado imobiliário madeirense. De facto, a realidade que se vive nesta Região Autónoma é de procura superior à oferta: “temos mais clientes do que imóveis no mercado”, denota o nosso interlocutor. “Os imóveis disponíveis já têm alguns anos e quem pretende investir no mercado imobiliário procura imóveis novos e de alta qualidade, o que é raro encontrar”. “Se este cenário prevalecer no futuro”, João Andrade atreve-se a pressagiar, “potenciais clientes poderão deslocar a sua procura para outros países, de forma a encontrar lá fora o que não encontram aqui. É urgente que os empresários recomecem a construir”. Garante-nos que quem tem vendido os seus imóveis nos últimos dois anos tem feito negócios muito rentáveis. O mesmo acontece em quem aposta em construção nova, porém, ressalva de que é necessário “construir para dar resposta à procura existente, neste caso de alta qualidade e de luxo”. A Von Poll Real Estate Madeira irá ‘entrar em jogo’ nessas situações, mediando clientes e empresas de construção. “Temos tido sucesso nesse sentido”, revela o sócio-gerente. Sexta-feira, dia 22 de junho, marcou a inauguração da nova agência Von Poll Real Estate no Funchal. Não tarda irá ser inaugurado o novo estabelecimento em Machico. “Espero alcançar novos mercados durante o verão. Há concorrência, mas o serviço que prestamos vai diferenciar-nos”, assegura. “Com esta nova marca vamos reforçar o nosso alcance e trazer mais clientes para a Região Autónoma da Madeira”, finaliza.

“Queremos incidir nos novos mercados que estão a surgir na Madeira, ao mesmo tempo que mantemos a nossa identidade, credibilidade, transparência, profissionalismo e proximidade”

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ARPCONSULT

O SEU PROJETO EM BOAS MÃOS

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A ARPconsult – Engenharia e Consultoria nasce pelas mãos de Ricardo Antão e Pedro Rodrigues. A empresa especializa-se em Elaboração de Projetos, Fiscalização de Obra, Gestão de Empreendimentos e Consultoria na área da Engenharia Civil.

omo, quando e por iniciativa de quem surge a ARPconsult? A ARPconsult – Engenharia e Consultoria, Lda., surgiu há cerca de 13 anos (2005), da necessidade da união de sinergias dos seus sócios para dar resposta, nesta atividade, na Ilha da Madeira e Porto Santo. Os sócios são Ricardo Antão e Pedro Rodrigues, ambos engenheiros civis. Dentro de uma área de prestação de serviços técnicos, científicos e especializados, como é a vossa, quais são as vossas maiores valências? A ARPconsult - Engenharia e Consultoria Lda. é uma empresa que desenvolve a sua atividade nas áreas de Elaboração de Projetos,

A nossa oferta de serviços aos clientes baseia-se no acompanhamento da construção dos empreendimentos desde a fase inicial até à sua conclusão. É a nossa maior valência. No fundo, ajudamos a concretizar o investimento do cliente controlando todos os fatores inerentes a esse processo. O controle de prazos, controle de custos e, acima de tudo, a garantia de qualidade do produto final estar consoante as pretensões do cliente são regra de ouro. O nosso espírito de equipa, composto por engenheiros, técnicos da área da segurança e higiene no trabalho, arquitetos e pessoal administrativo, permite-nos poder dar resposta ao mercado de trabalho de forma rigorosa e responsável. Somos multifacetados. É fácil manter os parâmetros orçamentais estabelecidos pelo cliente e, ainda assim, ir de encontro à melhor resposta de projeto possível? Como o conseguem fazer? Cada vez mais o cliente vem com o intuito de baixar preços. Tentamos sempre explicar ao cliente que “o barato sai caro”. Não é fácil. Já chegámos a perder trabalho com isso, mas faz parte da nossa responsabilidade esclarecer. Hoje em dia a legislação é muito rígida. Os técnicos têm de assumir responsabilidades, que não se coadunam com os projetos contratados. Cada vez mais a responsabilidade cai em cima dos técnicos. Cabe-nos alertar para os benefícios de um serviço de qualidade, ainda que (ligeiramente) mais dispendioso. Procuramos manter um elevado nível de atuação. Só assim é possível valorizar o nosso trabalho. O retorno disso é quando os clientes reconhecem que fomos parte integrante do sucesso alcançado.

Ricardo Antão, engenheiro

Fiscalização de Obra, Gestão de Empreendimentos e Consultoria na área da Engenharia Civil. Embora a área de Projetos de Engenharia seja a razão da existência da ARPconsult (foi por aí que tudo começou), a nossa maior valência é a Consultoria e Fiscalização de Obras. São já muitos os empreendimentos coordenados e fiscalizados pela ARPconsult. 112 | Revista Business Portugal julho 2018

Que características deve primar por ter um colaborador da ARP? Temos uma máxima na empresa. O critério dos 3 “R”: Rigor, Responsabilidade e Respeito. Rigor nas tarefas a desempenhar, Responsabilidade na atividade diária e Respeito por todos os que se envolvem connosco, desde clientes, colaboradores e parceiros. O objetivo final é a defesa dos interesses do nosso cliente.


ARPCONSULT

A nossa equipa é jovem e isso permite-nos ter uma atitude colaborante e pró-ativa. Sempre incutimos o espírito de interajuda nos nossos colaboradores. Só assim se consegue exercer esta atividade com dinâmica e capaz de responder ao mercado de trabalhos, cada vez mais exigente. A satisfação de todos produz rentabilidade e isso é notório na ARPconsult. Qual é, fundamentalmente, o vosso mercado de atuação? O nosso mercado é o privado, embora recentemente tenhamos enveredado por alguns trabalhos na parte pública. O nosso nicho de mercado são os clientes que pretendam um acompanhamento próximo. São normalmente clientes que não estão familiarizados com a construção civil e todo o seu processo. Estes privados precisam de apoio nas diferentes fases do processo e nós tentamos-lhes dar a resposta adequada nas diversas fases. Também temos clientes institucionais, como bancos, associações, grupos hoteleiros, congregações e outros ramos de atividade. Estes normalmente já trabalham de uma forma mais coordenada já que,

em muitos casos, têm alguma experiência acumulada. É um outro tipo de desafio. Têm pretensões de expandir para o mercado internacional? Sempre tivemos os pés assentes na terra e ir para o mercado internacional sem estar consolidado no seu meio natural pode trazer alguns dissabores. No entanto com a experiência adquirida e ultrapassados os obstáculos do pós-crise, achamos que poderá ser um passo seguro a dar. Temos alguns contatos e propostas de parcerias fora. Talvez se concretize em breve. Onde vêm a ARPconsult daqui a 5/10 anos? A ARPconsult tem tudo para afirmar-se e lançar-se noutros projetos. Temos analisado o fator “risco” de outras áreas de atuação. Com a nossa experiência em desenvolver projetos, desde a sua fase embrionária até à sua concretização para os nossos clientes, temos refletido se poderemos avançar para um conceito de “conceção-concretização”, sendo a ARPconsult promotora desse investimento. Mas, como disse antes, só com certeza do passo a dar.

ENGENHARIA E CONSULTORIA A nossa empresa, criada em 2005, tem uma experiência consolidada nas áreas da consultoria, projeto, fiscalização, gestão de empreendimentos, avaliação imobiliária e consultoria energética.

Contactos Rua da Fábrica, 18-AV 9050-019 Funchal Tel. +351 962 810 214

Email. geral@arpconsult.pt facebook.com/arpconsult/ arpconsult.pt julho 2018 Revista Business Portugal | 113


H.M. BORGES, SUCRS. LDA.

UM VINHO COM HISTÓRIA A H. M. Borges, Sucrs. Lda. foi fundada em 1877 por Henrique Menezes Borges, que dedicou toda a sua vida a adquirir uma seleção de vinhos, produzidos na Ilha da Madeira, para o seu envelhecimento. Helena e Isabel Borges, produtoras

A

s instalações da empresa, localizadas num emblemático edifício, no centro do Funchal, são onde se concentra toda a sua atividade, desde a produção, ao envelhecimento, ao engarrafamento e até à loja e sala de provas. Estes espaços podem ser visitados para degustação num ambiente tranquilo, acolhedor e passível de conciliar a prova com a história e a arte, através de fotografias, peças antigas e pinturas do artista alemão Max Römer e que fazem parte do espólio da H.M. Borges. A empresa é gerida por Helena e Isabel Borges, que pertencem e representam a quarta geração da família, e cuja missão é fazer crescer e dignificar o legado do seu bisavô, contando para isso com 14 colaboradores e vários parceiros de confiança, desde a viticultura à comercialização.

O principal objetivo da H.M.Borges é afirmar-se, sempre, pela qualidade dos seus vinhos, aliando a tradição e a experiência à inovação necessária para satisfazer as expetativas dos clientes nos mais diversificados mercados. Todo o empenho e dedicação traduzem-se em produto de excelência, vinhos extremamente equilibrados, desde os blends Tinta Negra mais jovens, aos vinhos mais velhos de castas nobres, nomeadamente o Sercial, o Verdelho, o Malvasia e o Boal, envelhecidos em cascos de carvalho. Será, pois, inevitável referir que todos estes vinhos estão muito bem cotados no mercado e caraterizados, sobretudo, por uma relação de qualidade/preço incomparável. H.M.Borges é, sem dúvida, uma Madeira com identidade própria.

Rua 31 de Janeiro nº83 9050-401 Funchal +351 291 223 247 info@hmborges.com

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JANSSEN PORTUGAL

A CASA DA COMIDA TRADICIONAL PORTUGUESA E LOCAL Um avito Chalet, localizado na zona urbana do Funchal, foi convertido num elegante restaurante que, hoje, propicia uma singular e deleitosa experiência enó-gastronómica.

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ma habitação centenária com um telhado inclinado e beirados elegantes, com uma esplanada rodeada de jardins, é o lugar onde se servem os mais distintos e saborosos pratos da gastronomia regional madeirense. Brito Figueira, Alexandre Costa, sócios gerentes do Restaurante “Abrigo do Pastor” na Camacha, juntamente com um novo sócio Nélio Ferreira, decidiram explorar este espaço que outrora chegou a ser a casa de veraneio da família Vicente. O Chalet Vicente é um edificado apelativo e convidativo onde impera o verde e a atenção pelo detalhe. A decoração, minuciosamente pensada, possibilita o visitante a sentir como se estivesse em casa. O atendimento, prestável e atencioso, é realizado por profissionais atentos às necessidades e exigências dos clientes. Fieis à tradição e aos sabores nacionais, no Chalet Vicente os pratos são convencionalmente preparados ocasionando, assim,

uma experiência autêntica a quem o visita. Trata-se de uma ementa onde predominam grelhados no carvão, no forno ou no fogão e que, por isso, enche o Chalet com aromas característicos da cozinha tradicional portuguesa. Pratos típicos com um toque de inovação acompanhados por uma vasta e completa carta de vinhos nacionais. Nesta casa, o visitante vai certamente encontrar deleitações típicas da região autónoma da madeira como é o caso do bolo do caco com

manteiga d’alho, o queijo fresco do Santo, os peixinhos da horta, a famosa “Espetada” Regional, o filete de “Espada preta” ou sopas como o caldo da romaria ou a sopa de peixe no pão. No Chalet Vicente, para além de poder desfrutar de um bom almoço ou jantar, pode também comemorar uma festa ou ocasião especial, na companhia da família ou dos amigos, em salas privadas especialmente pensadas para esse efeito. ESTRADA MONUMENTAL, NR. 238 FUNCHAL – MADEIRA TEL: (+351) 291 765 818 CHALETVICENTE@SAPO.PT ABERTO TODOS OS DIAS DAS 12:00 ÀS 23:00 WWW.CHALETVICENTE.COM

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DESTAQUES 118 QUINTA VILA MARITA Digno de conto de fadas 120 RESTAURANTE ALBINO Comida à moda do Albino 121 QUINTA DO ERMÍZIO “Aqui os vinhos são feitos na vinha e não na adega” 122 VIMAPONTO Experiência e inovação nas tecnologias de informação 123 SINCRONIDEIA A segurança da inovação 124 F.CORSE Todas as soluções em alumínio estão aqui

GUIMARÃES DO BERÇO PARA O MUNDO Entre muralhas medievais e contemporaneidade, está Guimarães, pátria de Afonso Henriques, o primeiro rei de Portugal. Considerada uma das mais importantes cidades do país tem o seu centro histórico como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO. Entre a tradição que abarca a cidade e o moderno que aos poucos aproxima-se, Guimarães foi eleita pelo New York Times ponto cultural emergente da Península Ibérica. Rica em história, agrada a miúdos e graúdos, os também conhecidos vimaranenses ou conquistadores (nome dado a população local). Explorar o centro histórico da cidade é uma experiência singular, a Igreja e Colegiada de

Nossa Senhora da Oliveira, a Praça de Santiago, o Convento de Santa Clara, o Largo do Toural que na Idade Média era via de acesso ao Porto, bem como a Plataforma das Artes e o Centro de Artes Internacional José de Guimarães. O artesanato local é também um ponto forte e prestigiado “A Cantarinha dos Namorados” é um símbolo da cultura regional e hoje parte da Indústria da cidade. Cozinhar e comer bem é uma arte e em Guimarães não é diferente. Aqui, a história, tradição e modernidade influenciam na culinária local. A gastronomia distingue-se pelos pratos a base de bacalhau assim como o bucho recheado e os rojões; para acompanhar há também o vinho verde típico da região.

A EXCELÊNCIA DA GASTRONOMIA TRADICIONAL MINHOTA Em Celorico de Basto, o Restaurante Quinta do Forno é a escolha acertada para se deliciar com a rica gastronomia típica da região. Do cabrito à vitela, não esquecendo o bacalhau, muitas são as iguarias que o irão conquistar neste espaço de eleição. São já mais de duas décadas de bem servir. Falar de gastronomia típica em Celorico de Basto é, obrigatoriamente, falar do Restaurante Quinta do Forno. “Este projeto nasceu como um negócio familiar, no qual se privilegia a qualidade. Queremos proporcionar um ambiente informal aos nossos clientes, não descurando a excelência do serviço”, começa por nos contar José Lousada, proprietário do Restaurante Quinta do Forno. Na Quinta do Forno, a decoração rústica – com o granito e a madeira a assumirem um papel preponderan116 | Revista Business Portugal julho 2018

te – combinam com as iguarias tipicamente regionais. Nas carnes, evidenciam-se “os assados de cabrito e vitela e o cozido à portuguesa; nos peixes aponto o bacalhau à casa acompanhado com batata frita e molho de cebola, como a escolha predileta dos nossos clientes”. Da variada garrafeira, destacam-se os “vinhos verdes da região e, para rematar a refeição, há que escolher entre o pudim de ovos, o leite creme queimado ou o bolo de bolacha”, remata o proprietário. Mas nem só de tradição vive o Restaurante Quinta do Forno. Aqui também poderá provar um belo leitão assado em forno a lenha, pioneiro no concelho de Celorico de

Basto, “que funciona apenas por encomenda”. E com vista a dotar o espaço de ainda mais requinte, tornando-o personalizável para qualquer tipo de evento, estão previstas novidades para breve, “que estão a ser idealizadas por mim com a ajuda da minha filha, Inês Lousada”, refere com orgulho. Não faltam, portanto, razões para visitar o Restaurante Quinta do Forno.


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QUINTA VILA MARITA

DIGNO DE CONTO DE FADAS

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á 15 anos atrás, quando Isabel Marques adquiriu esta quinta, o espaço estava completamente abandonado. Depois dos trabalhos de reconstrução, Vila Marita tornou-se num nome de referência e um dos espaços excelência para a realização de todo o tipo de eventos. É no coração do Minho, entre Braga e Guimarães, que podemos encontrar este cenário de sonho, perfeito para um casamento digno de um conto de fadas. A equipa de profissionais de Vila Marita não olha a meios para proporcionar uma experiência única e inesquecível aos noivos que a procuram. Nenhum pormenor é esquecido e o acompanhamento feito aos noivos é total, desde a escolha do vestido, decoração, catering, fotógrafo, sem descurar as lembranças e a lua de mel, serviços que podem ser disponibilizados por Isabel Marques, através da Clickviaja e Era uma Vez Atelier. Todos os anos há alterações na Quinta para garantir que não existam dois casamentos iguais. E em fevereiro abrem as suas portas para um open day onde apresentam num showroom as inúmeras propostas de sonho que têm para oferecer aos noivos de todo o país.

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RESTAURANTE ALBINO

COMIDA À MODA DO ALBINO Albino Freitas e José António são os proprietários de dois restaurantes, ambos localizados em Guimarães (um em Sande e outro em S. João de Ponte). Foi numa conversa com Albino Freitas que pudemos conhecer um pouco mais sobre os pratos que são servidos nos seus espaços bem como a forma como são administradas as duas casas.

O

nosso entrevistado conta com mais de 40 anos de experiência na restauração e há seis decidiu abrir o já afamado Restaurante Albino, em Sande: “aproveitei o espaço de uma fábrica de talheres que se encontrava inativa para criar este restaurante. Fi-lo a pensar no meu filho, queria deixar-lhe um legado e um património a que ele desse continuidade”, começou por contar. Localizado em plena Estrada Nacional, o Restaurante Albino atrai clientes oriundos quer de Guimarães quer dos concelhos vizinhos como Braga, Vizela, Paredes, Paços de Ferreira, Fafe e Lousada. Muitos são os que se deslocam propositadamente para provar, com amigos ou familiares, as iguarias confecionadas nesta casa.

Menu à Albino De entre os vários pratos que compõem a lista deste restaurante, há alguns que sobressaem: a posta à casa, o naco de boi, o bacalhau à Albino e a espetada de lulas são os mais solicitados. A enorme garrafeira, composta por cerca de 170 marcas de vinho, completa a refeição: “sou um amante de vinhos e todos os que aqui vê foram provados e escolhidos por mim. O vinho mais vendido é o vinho da casa, o verde branco Albino”, confidenciou o cozinheiro. Nesta casa contam-se duas enormes salas. Uma com capacidade para 400 pessoas (utilizada também para a realização de todo o tipo de eventos) e outra com capacidade para 220 pessoas. Nos fins-de-semana ambas as salas ficam repletas de amantes da boa comida portuguesa: “As pessoas começam a ser mais exigentes e a saber comer. Para além disso, reconhecem o amor que ponho em todos os pratos que confeciono”.

2018 com novidades Em ambos os restaurantes de Albino Frei-

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As pessoas começam a ser mais exigentes e a saber comer. Para além disso, reconhecem o amor que ponho em todos os pratos que confeciono”

tas, para além dos pratos que figuram no menu, também são confecionados “pratos do dia” durante a semana e, em breve, haverá uma novidade: “estou consciente de que temos de estar em constante atualização e modernização. Temos de adaptar a nossa cozinha ao que os nossos jovens gostam e, por isso, neste verão vamos criar um conceito diferente: vamos fazer pratos modernos e comida mais rápida (hambúrgueres e pizzas), abrindo à noite com uma espécie de bar, aproveitando os jogos do mundial”, revelou. Também os turistas estrangeiros (principalmente brasileiros) têm em Guimarães o seu destino de eleição, por isso, deixe-se guiar pela tradição histórica do concelho até à qualidade gastronómica do Restaurante Albino.


QUINTA DO ERMÍZIO

“AQUI OS VINHOS SÃO FEITOS NA VINHA E NÃO NA ADEGA” Situada em Ronfe, Guimarães, a Quinta do Ermízio é produtora de vinhos de alta qualidade e uma referência nesta vila vimaranense. O “Vinha da Bouça”, alvarinho produzido na quinta, obteve já a terceira medalha de ouro no concurso internacional “Albariños Al Mundo”.

A

Revista Business Portugal esteve à conversa com o atual proprietário da Quinta do Ermízio, António Monteiro, professor catedrático do Instituto Superior de Agronomia, em Lisboa, e ficou a saber que em Guimarães não só há vinho Alvarinho, como o há premiado internacionalmente. “Possuímos 15 hectares de vinha dispersos por várias parcelas, cujas diferenças de tipo de solo e de exposição dão origem a um mosaico de nichos ecológicos. Os solos, derivados de granito, são de textura média a grosseira e bem drenados”, explica-nos António Monteiro. Estas características, aliadas a condições climatéricas favoráveis, fazem com que da quinta saiam pelos menos três vinhos distintos: o Campo do Porral, vinho verde clássico; o Vinha do Cuco, Alvarinho-Loureiro e o Vinha da Bouça, 100 por cento Alvarinho. “O vinho Alvarinho é maioritariamente produzido nas margens do Rio Minho e ainda há quem se espante por existir produção em Guimarães. Claro que existem diferenças entre os Alvarinhos produzidos nestas duas regiões,

António Santos, proprietário

porque também são diferentes o solo e o clima, , mas isso não significa que os do Ermízio não tenham tanta ou melhor qualidade”, refere o proprietário. E qualidade é o que parece não faltar por aqui, não fossem estes vinhos premiados com a medalha de ouro e prata no Concurso Internacional “Albariños Al Mundo” por mais do que uma vez. Este prestigiado concurso é organizado pela União Espanhola de Provadores de Vinhos e é sempre realizado num país neutro diferente, sendo o júri composto por especialistas europeus de fora da Península Ibérica, alguns dos quais com o cobiçado título de Master of Wine. São cerca de 100 vinhos que vão a concurso e os vinhos da Quinta do Ermízio já foram premiados várias vezes: “Ganhámos as medalhas de ouro nas colheitas de 2011, 2013 e 2016 com o vinho Vinha da Bouça. Conquistamos a Grande Medalha de Ouro na colheita de 2015 e medalha de prata na colheita de 2013 com o vinho Vinha do Cuco.” Os concursos realizaram-se em Londres, Bruxelas e na Irlanda. As principais variedades de uva existentes na quinta – Alvarinho, Loureiro e Trajadura – são colhidas à mão no momento certo da estação, com seleção cuidadosa de cachos na vinha, para alcançar o melhor equilíbrio entre açúcares e ácidos. As uvas são rapidamente transportadas para a adega em pequenos recipientes e imediatamente processadas. Por ano, a Quinta do Ermízio consegue produzir cerca de 100 mil litros de vinho e exporta para o Japão, Estados Unidos, Alemanha, República Checa, Dinamarca, Inglaterra e, em espera-se que em breve, também para o Canadá. Em Portugal, por agora, só distribui para o sul do país, mas António Monteiro deixa o convite para que venha à Quinta do Ermízio provar estes néctares da natureza.

www.ermizio.pt

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VIMAPONTO

EXPERIÊNCIA E INOVAÇÃO NAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO A mais de 30 anos que a Vimaponto fornece soluções tecnológicas para o mercado empresarial. Desde do início da atividade que têm uma forte cultura de inovação e mudança, ao longo do seu percurso foi-se reinventando e acompanhado as ultimas tendências, sempre com um foco, o cliente. Atualmente apresenta-se como um parceiro tecnológico “completo”, capaz de implementar soluções chave na mão, desde da infraestrutura até ao nível aplicacional de gestão de produção.

F

omos até Guimarães, falar com Alberto Batista e Arminda Pinto administradores da sociedade Vimaponto, uma das empresas de tecnologias de informação mais antigas do distrito. Quem é a Vimaponto? Estamos sediados em Guimarães desde 1986, em 1993 assumimos a designação atual de Vimaponto e atuamos principalmente no mercado empresarial. Temos mantido um ritmo de crescimento sólido e sustentável, que nos permitiu mudar para estas novas instalações há aproximadamente dois anos, que por sua vez nos permitirão continuar a crescer, neste momento temos um crescimento homologo de 40 por cento e mais de 35 colaboradores sendo alguns sócios da empresa. Este crescimento constante deve-se ao desenvolvimento e á investigação constante de soluções inovadoras e indicadas a necessidade de cada cliente, que só possível com o know-how das nossas equipas de especialistas e com as certificações de grandes parceiros tecnológicos como a Microsoft, HP, Primavera, OKI, VMware, Sophos entre outros. Que tipo de serviços prestam atualmente? A Vimaponto fornece aos seus clientes soluções de tecnologias de informação,

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do processo de negócio e não a encontra disponível no mercado.

Arminda Pinto e Alberto Batista, administradores

software aplicacional de gestão (ERP), soluções de controlo e gestão de produção (PRP) composto por software e autómatos, e desenvolvimento de software à medida das necessidades do negócio. Dispomos de serviços de análise, desenho, projeto, implementação, suporte aplicacional e de sistemas, reparação de equipamentos e serviços de impressão á copia. Temos profissionais certificados pelos mais importantes fabricantes da industria que nos permite oferecer ao cliente serviços nos seguintes domínios: Servidores, Storage, Virtualização, Email, Redes e VPNs, Backup e Disaster Recovery, segurança de perímetro e endpoint. Somos especialistas na implementação de ERP onde oferecemos serviços de desenvolvimento e extensibilidade que completam e optimizam as aplicações base. A nossa equipa de programadores desenvolve os nossos produtos para as áreas produtivas (VMPPlan e VMPTecinfo) e soluções à medida quando a organização necessita de uma aplicação específica para automatizar um determina-

Quais são as vossas vantagens competitivas? Penso que a nossa maior vantagem competitiva é viver as dificuldades e necessidades dos clientes como se fossem as nossas. A nossa flexibilidade, informalidade, elevada especialização, facilidade de comunicação e rápida escalabilidade dos problemas ao mais alto nível da empresa são as grandes vantagens competitivas. Como consequência, temos um apoio, cumplicidade e confiança dos grandes fabricantes nacionais e mundiais que nos permite encarar qualquer projeto com naturalidade e confiança de o conseguir levar a bom porto. Quais os desafios e perspetivas para o futuro? No nosso setor de atividade o principal desafio é acompanhar a velocidade da evolução tecnológica, neste momento estamos perante um novo paradigma, a convergência para a Cloud, similar a alguns que já tivemos no passado, nomeadamente, a arquitetura Windows, a proliferação da Internet e a desmaterialização de processos, como o temos feito sempre, iremos estudar tecnicamente quais as soluções mais vantajosas e que vão ao encontro das necessidades dos nossos clientes.


SINCRONIDEIA

A SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A Sincronideia – Data Privacy & Security, renasce em 2017 no seio de um grupo com mais de 30 anos de atividade no setor das tecnologias, precisamente numa altura de grandes desafios de compliance e de segurança para as nossas organizações. O cibercrime atinge valores históricos colocando todas as organizações sob a sua mira, independentemente do tamanho ou área de atividade e as exigências regulamentares são cada vez mais exigentes com a Europa a tomar a dianteira mundial.

A

Sincronideia consciente das necessidades efetivas do contexto nacional tem vindo a adequar a sua oferta de serviços à medida de cada organização. Como prova de que a mensagem tem tido alta recetividade está o facto de ainda a meio do ano, a Sincronideia já apresentar um crescimento homólogo de 30 por cento em relação ao primeiro semestre do ano passado, estando neste momento com projetos concluídos e em curso por todo o país. Principais serviços oferecidos: • Consultoria em Cybersegurança e Análise de Risco: • Consultoria RGPD • Serviço de Encarregado de Proteção de Dados • Consultoria em Privacidade e Gestão da Informação • Serviço de Formação à medida Bruno Batista, já nascido no mundo das tecnologias, agora segunda geração do grupo Vimaponto que integra a Sincronideia e mentor do projeto, explica que sentiu a necessidade de criar um grupo de trabalho dedicado e multidisciplinar com vida própria e não integrado na tradicional estrutura do integrador em TI. Apesar de estar numa zona do país historicamente virada para o setor produtivo suportado por uma gestão familiar onde a cibersegurança era vista com estranheza, Bruno Batista entendeu ser este o momento para apostar numa necessidade identificada, mas ainda não devidamente valorizada. No entanto, este paradigma está em rápida mudança e são muitas vezes os clientes internacionais das nossas empresas a exigir não só um baixo valor de custo, mas também níveis de compliance legal e garantias de segurança que lhes permitam sentir a suficiente confiança para efetivar as parcerias criadas na sua supply chain. As novas exigências em termos de proteção de dados, encaixaram na perfeição no seio das competências na área de cibersegurança, gestão organizacional por processos e jurídicas existentes na Sincronideia permitindo a oferta de um conjunto de serviços jurídicos e técnicos integrados, desenhados à exata medida do exigido, quebrando com os modelos de competências

tradicionais tipicamente agrupadas em silos não comunicantes. Estes serviços, permitem a cada organização, executar o conjunto de passos necessários Bruno Batista e César Ribeiro, Sócios-gerentes para avaliar o seu estado atual, definir e desenhar e documentar as mudanças necessárias, incluindo medidas técnicas e organizativas. De forma complementar, a Sincronideia, proporciona ações de formação e sensibilização em cibersegurança e privacidade desenhadas à medida de cada contexto. César Ribeiro, sócio da empresa, assume as funções de consultor de privacidade e segurança e gestor da equipa multidisciplinar de suporte aos serviços de consultoria de adequação ao novo Regulamento Geral de Proteção de Dados (RGPD), refere o quão desafiante foi colocar os dois mundos, legal e técnico, a falar a mesma linguagem e fazer com esta fosse ainda entendida de forma clara por cada cliente. A acrescer às exigências já inerentes a uma das mais avançadas peças legislativas do mundo, no que respeita à proteção de dados pessoais, a equipa deparou-se com um desafio ainda maior, uma vez que todo o processo obrigou a clarificar um grande conjunto de mitos infundados sobre o RGPD, que foram criados ao longo do tempo. Para conseguir ultrapassar os desafios, foi essencial a experiência da equipa para gerir uma mudança organizacional sempre difícil e exigente num curtíssimo espaço de tempo. Num futuro próximo, a Sincronideia pretende continuar a fortalecer a nossas organizações continuado a disponibilizar serviços e soluções adequados aos riscos medidos de cada organização, passando pela oferta das mais avançadas soluções de segurança do mercado, oferecendo as garantias de confidencialidade, disponibilidade e integridade necessárias para acompanhar o crescimento de cada organização permitindo que estas mantenham todo o foco no seu negócio.

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F. CORSE

TODAS AS SOLUÇÕES EM ALUMÍNIO ESTÃO AQUI “Somos uma empresa jovem, dinâmica e com uma vasta gama de produtos que se distinguem pela excelência”: é assim que Fernando Silva começa por apresentar a sua empresa e a sua equipa. Especializada na produção e colocação de caixilhos de alumínio para a construção civil, a F. Corse nasceu em janeiro de 2010 e o seu caminho tem sido pautado pela qualidade e pelo profissionalismo. Fernando Silva, administrador

A

empresa, na pessoa do seu sócio-gerente, Fernando Silva, altamente especializado no desenvolvimento e na versatilidade do alumínio, cedo descobriu que o mercado da ilha da Córsega, em França, era para explorar. Munindo-se das melhores máquinas, ferramentas e, principalmente, da melhor matéria prima, a F. Corse passa de um volume de negócios de 167.000 euros, em 2010, para os 550.000 euros, em 2013. Nos anos seguintes, foi sempre a subir a uma média anual de 25 por cento, atingindo, no ano de 2017, o valor de 1.580.000 euros. No ano corrente atingiu já os 710.000 euros, tendo ainda como objetivo chegar aos 1.750.000 euros. A empresa tem recursos económicos robustos e mais do que suficientes para encarar o futuro e a sustentabilidade da mesma nunca esteve em causa. A confiança dos clientes é hoje uma garantia de qualidade das suas produções. 124 | Revista Business Portugal julho 2018

O alumínio é um material leve, versátil, resistente e durável, que cada vez mais está a conquistar uma posição de destaque

Benefícios do uso do alumínio O alumínio é um material leve, versátil, resistente e durável, que cada vez mais está a conquistar uma posição de destaque nas mais variadas aplicações na construção civil. É um material robusto, não deforma e mantém o seu aspeto e qualidade de acabamento superficial, não necessitando praticamente de manutenção. O alumínio tornou-se numa opção na arquitetura dada a sua enorme versatilidade. As aplicações na construção civil são muito variadas devido à capacidade de transformação, tanto nas formas físicas (espessuras variáveis, ângulos perfeitos, texturas diversificadas) como nas características mecânicas (plasticidade, resistência, condutividade, recetividade a tratamento de superfície). Em média, todas as aplicações do alumínio na construção civil têm uma vida útil de 40 anos, o que torna a sua opção uma prioridade. Convém realçar que o alumínio pode ser reciclado vezes infinitas.

Recente retaliação dos EUA A tomada de posição dos EUA na importação deste material é uma ameaça ao comércio global, de acordo com o nosso interlocutor. “Ainda é cedo para falar das suas implicações uma vez que a tomada de posição foi recente. Neste momento, ainda


F. CORSE

não houve repercussão no volume de negócios, mais propriamente no aumento da matéria prima, uma vez que a empresa tem uma política projetista e investiu nos stocks da mesma”.

Reconhecimento enquanto PME Excelência “O estatuto de PME Excelência veio apenas classificar a empresa no lugar a que tem direito. A esmagadora maioria dos critérios foram cumpridos pelo que a janela de oportunidades que este estatuto confere às empresas ainda não se fez sentir, sendo, todavia, uma mais-valia”, termina.

A confiança dos clientes é hoje uma garantia de qualidade das suas produções

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SPE77RO

“TRABALHAMOS ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE PARA O BEM-ESTAR DA PESSOA” É em Guimarães, junto ao complexo desportivo do Vitória, que encontramos o Spe77ro, centro de massagens terapêuticas e bem-estar pessoal. Cristina Teixeira, terapeuta e proprietária do espaço, revela à Revista Business Portugal que não poderia estar mais feliz e realizada com esta aposta.

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Comecei a fazer massagens aos 19 anos de idade a amigos e familiares. Em 2017, resolvi certificar-me e dedicar-me a 100 por cento nesta área e, em janeiro deste ano, depois de muita ponderação e insistência por parte de quem me conhecia, resolvi abrir este espaço. Seis meses depois, as expetativas já foram ultrapassadas”. É com orgulho que Cristina Teixeira fala, numa das raras pausas entre as muitas consultas que acontecem todos os dias no Spe77ro: “até hoje não temos parado. Temos muita procura, as pessoas estão contentes com o nosso trabalho e isso deixa-nos muito felizes”, acrescenta. Neste espaço que respira tranquilidade muitas são as valências que poderá

encontrar. Desde a massagem desportiva, terapêutica, anti-celulítica modeladora, craniana ou sacro craniana (específica para depressões), ao shiatsu, reiki e massagem pré-natal e de pós-parto. No Spe77ro, todos os tratamentos são personalizados e adequados às especificidades de cada pessoa: “não há casos globais, cada pessoa e cada metabolismo são diferentes”, explica Cristina Teixeira, que conta com a colaboração de Márcia desde o início do projeto. As duas formam uma equipa jovem e dinâmica, que trabalha todos os dias para dar qualidade de vida a quem as procura, da forma mais natural possível. A terapeuta dá o exemplo da massagem anti-celulítica modeladora, em que todo o trabalho é feito de forma manual, sem as convencionais máquinas. “As máquinas não são seres humanos e não conseguem ter a perceção das especificidades de cada pessoa. Por vezes, ao realizar esta massagem, noto outras patologias, como derrames, e o meu trabalho já será feito de forma diferente tendo em conta este novo contexto”, revela. A personalização dos tratamentos será mesmo uma das grandes mais-valias que encontrará no Spe77ro. Quem aqui chega pela primeira vez terá que preencher um pequeno questionário, do qual Cristina Teixeira procura tirar a máxima informação clínica do utente. “Queremos que as pessoas sejam o mais sinceras connos-


SPE77RO

Todos os tratamentos são personalizados e adequados às especificidades de cada pessoa: “não há casos globais, cada pessoa e cada metabolismo são diferentes” co, pois só assim conseguimos adequar o tratamento a cada um. Perguntamos pelas suas patologias, pela última vez que foram ao médico, pela medicação que estão a tomar, se estão menstruadas (no caso das mulheres). Só assim conseguiremos alcançar os resultados pretendidos”, sublinha a responsável. E os resultados estão à vista. Em pouco mais de seis meses de atividade, Cristina Teixeira tem já 140 clientes e as perspetivas são de crescimento. “Prevemos atingir o dobro até ao final do ano. As pessoas estão contentes, notamos que estão cada vez mais sensibilizadas para as práticas naturais e que saem daqui mais leves e a ver a vida de uma forma mais positiva. É isso que nos move diariamente”. No Spe77ro é também possível encontrar um conjunto de produtos naturais como cremes, loções ou chás,

feitos por Cristina Teixeira e específicos para várias patologias como tendinites, hérnias ou mesmo gripe: “são produtos naturais e, como tal, não têm qualquer contraindicação. Estamos a falar de produtos feitos à base de alecrim, gengibre, manteiga de karité, aloé vera, entre outros, feitos aqui por mim, na hora que a pessoa pede, de modo a preservar todas as suas propriedades”, adianta. Para Cristina Teixeira, falar de futuro significa continuar o trabalho desenvolvido até então, apostando constantemente em conhecimento. A terapeuta encontra-se já a frequentar uma formação a nível de tratamento específico de dores localizadas, com médicos estrangeiros, à qual se seguirá outra na área da osteopatia e fitoterapia. Por enquanto, poderá usufruir de todas as valências do Spe77ro, em Guimarães, e dar mais qualidade à sua vida.

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DESTAQUES MUNICÍPIOS TAURINOS 130 Município de Vila Franca de Xira 132 Município de Coruche 134 Ganadaria Conde de Murça ALTO MINHO 136 Instituto Britânico de Ponte de Lima 138 Watec Company 140 Misericórdia de Ponte de Lima 141 Farmácia da Vila 142 Acco Brands Corporation 143 Gabinete de osteopatia Equilibrius TERRAS DE BASTO 144 Restaurante Esplanada Casa do Lago 146 Quinta de Miramontes

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MUNICÍPIOS TAURINOS MUNICÍPIO DE CORUCHE

VIVER A LEZÍRIA EM TODO O SEU ESPLENDOR Em plena lezíria ribatejana encontrámos o Município de Coruche, onde a natureza, a história, o património e a cultura se cruzam tanto na imensidão dos campos banhados pelo Vale do Sorraia, como na enorme mancha florestal que preenche este território. Aqui a tranquilidade e a harmonia respiram-se numa paisagem única que não deixa ninguém indiferente. Capital Mundial da Cortiça e sede do décimo maior município do país, Coruche inspira em todas as vertentes: económica, social, cultural e turística, para o desenvolvimento de um território, que de facto “brinda ao que é nosso”.

C

om 1115 km2 e cerca de 20 mil habitantes, Coruche é um município que está subdividido em seis freguesias, sendo que mais de metade do território é composto por montado de sobro, uma fileira deveras importante para o desenvolvimento da economia local e indústria. “Realizamos recentemente a X edição da FICOR Feira Internacional da Cortiça, um evento de referência, que tem vindo a ser consolidado ao longo dos últimos anos. Este ano inauguramos também uma escultura na rotunda que dá acesso aos principais eixos rodoviários que cruzam o concelho, um ícone que homenageia este setor de atividade”, descreve o edil Francisco Oliveira. Afirmando-se como um concelho onde a economia assenta na ruralidade, Coruche depende essencialmente do setor primário (floresta e regadio), embora a agroindústria, a indústria corticeira, a atividade comercial e os serviços sejam outro dos vetores importantes para o seu desenvolvimento. Aqui as principais culturas continuam a ser o tomate, o arroz e o milho, embora comecem a surgir novas produções de hortícolas e frutos vermelhos. Um território onde o regadio é rico, devido à abundância dos recursos naturais provenientes dos canais de rega do Vale do Sorraia.

Um concelho com identidade própria

Francisco Oliveira, presidente

132 | Revista Business Portugal julho 2018

Dos prazeres da mesa às fantásticas paisagens ribatejanas, passando por inúmeras atividades ao ar livre e uma vida intensa de eventos e espaços a visitar, o Município de Coruche oferece uma qualidade de vida ímpar. Coruche respira cultura tauromáquica, ou não estivéssemos em pleno Ribatejo, onde se vive uma identidade muito própria associada a esta tradição tão portuguesa. “O nosso concelho tem uma atividade económica e social deveras evidente neste âmbito. Aqui estão sediadas seis ganadarias, assim como as casas agrícolas dos cavaleiros tauromáquicos. Temos os forcados, as tertúlias, os campinos, e até os alfaiates que fazem as casacas dos toureiros ou as meias para campinos e forcados. Todas estas atividades empregam muitas pessoas e contribuem para a fixação da população”, salienta o autarca. Recentemente, no âmbito da FICOR realizou-se a primeira corrida de touros, a qual esteve repleta, refletindo o gosto, a admiração e a vontade dos coruchenses em preservar a cultura tauromáquica. Ainda neste âmbito, o Museu Municipal de Coruche contempla três núcleos museológicos temáticos (nas áreas da tauromaquia, ruralidade e património). O núcleo tauromáquico acolhe exposições referentes aos toureiros e bandarilheiros coruchenses. Quanto ao Núcleo Rural de Coruche é um espaço dedicado ao património agrícola, artes, ofícios e saberes tradicionais, tendo como função a investigação, o estudo, a conservação e a valorização dos ofícios, saberes e práticas associadas ao vasto património


MUNICÍPIO DE CORUCHE MUNICÍPIOS TAURINOS

agrícola existente no concelho. Atualmente Coruche preside à Secção de Municípios com Atividade Taurina, da Associação Nacional de Municípios Portugueses. Francisco Oliveira reitera que “o principal objetivo passa por preservar a identidade e a cultura tauromáquica. Com a transferência de competências da administração central para as autarquias, está previsto que sejam os municípios as entidades licenciadoras das atividades culturais, onde se incluem as touradas, algo com que não concordamos, pois, essa atividade deverá manter-se sob a alçada do IGAC”.

Promover Coruche, porque Coruche inspira O ano é pautado por muitos eventos, que visam a valorização da gastronomia, da cultura, do desporto e dos costumes e tradições desta vila ribatejana. A gastronomia associada aos Sabores do Toiro Bravo é um dos certames com maior visibilidade. A carne do toiro bravo é o mote principal deste evento gastronómico único, que reúne seis restaurantes da vila de Coruche em finais

às tertúlias diz respeito, o concelho conta com 13 grupos, um número em crescendo”, revela o edil e acrescenta: “Para os amantes da etnografia, o festival de folclore ‘António Neves’ é também um momento de referência”. De 14 a 18 de agosto, este é um evento a não perder.

Compromisso para o futuro de abril. O facto deste evento ser realizado na praça de toiros é outro dos fatores diferenciadores. Por outro lado, promove-se o artesanato onde a cortiça tem um peso crucial. No próximo mês irão realizar-se as Festas em Honra de Nossa Senhora do Castelo, onde a vertente religiosa, profana e desportiva se conjuga. A componente religiosa é muito importante nos coruchenses, com a realização das novenas e da procissão que percorre as ruas da vila desde o castelo, a qual já comemorou 500 anos de existência. “Na vertente ligada à tauromaquia temos as largadas de toiros nas ruas do centro da vila, as picarias, os toiros à corda, tradição que importamos da Ilha Terceira, sendo que trazemos os pastores açorianos, assim como a tradicional Corrida a 17 de agosto”. Este é o dia em que tem lugar outro dos momentos altos da responsabilidade da autarquia. A realização do cortejo histórico e etnográfico, um desfile que percorre as ruas da vila com cerca de 650 figurantes e vários carros alegóricos representativos do tema e época previamente designado. “No que

“A visão e a ambição fazem nascer muitos projetos para este concelho, em diversas áreas como a educação, a cultura, o desporto, o ambiente ou a economia. Entre as diferentes obras em curso ou em fase de iniciação, posso destacar o campo de ténis e padel, o Núcleo Escolar da Branca, as obras de requalificação do centro histórico da vila de Coruche e da margem esquerda do Sorraia, assim como do edifício dos paços do concelho”, descreve o edil. O futuro Parque Empresarial do Sorraia é outra das obras que deverá arrancar durante o presente ano, de forma a criar melhores condições para a fixação de empresas, com o intuito de alavancar a economia local e criar postos de trabalho efetivos. “Penso que temos todas as condições para ser o motor e o vetor de crescimento da região”, termina Francisco Oliveira.

Praça da Liberdade 2100-121 Coruche Tel: 243 610 200 (Geral)

www.cm-coruche.pt www.corucheinspiraturismo.pt

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MUNICÍPIOS TAURINOS GANADARIA CONDE DE MURÇA

RENASCER APÓS MEIO SÉCULO PELO AMOR AO TOIRO BRAVO

Realizou-se no mês passado, na Herdade da Agolada de Cima, em Coruche, a primeira tenta da Ganadaria Conde de Murça na presente época. A sinergia entre ganadeiro e toureiros era notória, numa tarde de festa, afición e entrega, onde o que se procura é a bravura das futuras mães da ganadaria, um barómetro que marca o sentido da casa, numa busca constante pela melhoria de resultados.

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onstituída em 1968 pelo pai de Jorge Holstein de Melo, a Ganadaria Conde de Murça deu os primeiros passos com a compra do efetivo e ferro de Clemente Tassara, o qual modificou. Nessa mesma altura, adquiriu vacas e sementais de Túlio e Isaías Vasquez que acabou por eliminar, assim como grande parte do de Tassara, substituindo por reses Atanasio Fernandez. Mais tarde, adquiriu algumas vacas a Ribeiro Telles e introduziu sementais de Pinto Barreiros, Cabral Ascensão e Oliveira Irmãos. O encaste Atanasio Fernandez manteve-se sempre na ganadaria com refrescamentos pontuais, até que há cerca de dois anos, devido a uma questão sanitária foi necessário terminar com o efetivo. “Esta alteração

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Simão Neves (picador), Maria do Carmo Godinho de Melo com o ganadeiro Jorge Holstein de Melo

levou a que introduzíssemos puro encaste Domecq, comprando novilhas e três toiros a Ortigão Costa via El Torréon, e novilhas Manuel Assunção Coimbra. Durante este processo ainda comprámos novilhas e um toiro El Cotillo, de encaste Jandilla puro”, explicou o ganadeiro. Após meio século de existência a ganadaria renasceu, apostando em reses de uma linha de alta qualidade, com o propósito de aumentar o efetivo no futuro, atingindo o número de uma centena de vacas de ventre, o que se irá traduzir em cinco a seis corridas por ano. Para o ganadeiro este é o encaste que reúne maior garantia, pois a toureabilidade, a investida e a humilhação são os pontos fortes, que promovem maior emoção junto


GANADARIA CONDE DE MURÇA

MUNICÍPIOS TAURINOS

do público na praça. Contudo, trata-se de um processo de trabalho árduo, em que os resultados não surgem de imediato, sendo necessário quatro a cinco anos para se perceber o sentido da ganadaria e se as apostas estão a ser as mais corretas. “O nosso foco é o toureio apeado, mas na minha opinião o toiro de lide a pé, serve igualmente para o toureio a cavalo”, refere Jorge Holstein de Melo e acrescenta: “Este recomeço custa muito mais trabalho e maior dedicação da nossa parte. Não é fácil retomar a ganadaria, mas a nossa afición e o amor à arte e à raça brava é, sem dúvida, mais forte”.

O tentadeiro Ao chegar à herdade onde pasta a ganadaria brava Conde de Murça deparámo-nos com os preparativos para a realização da primeira tenta do presente ano. As vacas que iriam ser tentadas eram colocadas nos curros, o cavalo do reconhecido picador Simão Neves era preparado, os novilheiros Largatijo e Emilio Silvera, vindos de Córdoba e Huelva, preparavam-se para um final de tarde de treino e o ganadeiro pegava no bloco de notas para pontuar cada uma das novilhas ao lado da filha Maria do Carmo Godinho de Melo, que representa a próxima geração. Esta prova rigorosa de bravura é um dos momentos mais importantes no processo de construção da ganadaria, pois escolhem-se as futuras reprodutoras da mesma. Aqui verifica-se a genealogia, a morfologia e o comportamento na sorte de varas e na muleta. Para o ganadeiro a fixidez, o interesse, a investida, a humilhação, a que se une o fator de durabilidade na muleta e a arrancada para o cavalo são os principais fatores considerados para o apuramento das vacas. Com o nervosismo e a ansiedade inicial por parte dos principais responsáveis, deu-se início à tenta. A mesma começou com a sorte de varas, seguindo-se a muleta, onde o toureiro procurou explorar todo o potencial da novilha. Após seis lides as opiniões foram unânimes, ou seja, foi uma tarde extraordinária para ambas as partes. “Fiquei satisfeito com o tentadeiro, as vacas deixaram-se lidar muito bem e para os toureiros

foi um espetáculo. Esta sinergia com os toureiros é muito importante, pois são o complemento da tenta. Logo, os conhecimentos e a sensibilidade deles são imprescindíveis. No geral, as novilhas cumpriram no cavalo do picador, com boas médias, o que de facto me deixou deveras satisfeito”, completa Jorge Holstein de Melo.

O Futuro À pergunta - “o que simboliza o toiro bravo”, a resposta foi perentória - “tudo”. Volvidos 50 anos, a Ganadaria Conde de Murça começou de novo a dar os primeiros passos, reestruturando-se e repensando o seu caminho. “Fomos buscar os melhores encastes e traçamos novos objetivos. Penso que é uma ganadaria que faz falta ao panorama taurino. Durante a nossa história já tivemos muitos triunfos e esperamos que isso volte a acontecer no futuro. Claro que agora é um processo de trabalho árduo, com os nascimentos, depois a ferra e de seguida as tentas. Este primeiro teste serve para irmos apurando critérios e melhorando as bases que nos levem ao principal objetivo, daqui a quatro anos termos bons curros para as praças nacionais e internacionais. Queremos lidar em Espanha e França, porque estamos focados no toureio apeado e é essa a nossa meta. Claro que não excluímos Portugal, mas falámos de uma seleção direcionada para esse tipo de toureio”, termina Simão Neves.

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ALTO MINHO INSTITUTO BRITÂNICO DE PONTE DE LIMA

39 ANOS: “A QUALIDADE DA ESCOLA MEDE-SE PELOS RESULTADOS” O Instituto Britânico de Ponte de Lima iniciou suas atividades em 1979 através da necessidade de preparação para o exame de âmbito nacional pós 25 de abril. Com o decorrer dos anos ganhou espaço e hoje é referência em idiomas e certificação .

Maria Helena Távora, diretora pedagógica

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história iniciou com um exame, mas, depois do sucesso, veio o reconhecimento. O grupo que na altura não tinha pretensões, sentiu a necessidade de realizar um estudo de mercado para perceber o interesse por parte do público noutras línguas, nomeadamente, o francês. Ao longo dos anos, a demanda aumentou e foi preciso um investimento superior, neste caso, em novas instalações. Maria Helena Távora, Diretora Pedagógica do Instituto Britânico de Ponte de Lima afirma que “o curso de Inglês começou a ter muita demanda porque na escola já existia o francês. Foram necessárias instalações próprias, surgiram então uns espaços que não estavam a ser utilizados. Compramos, assim, à Comissão Liquidatária do Fundo de Fomento da Habitação, naquela altura e fundamos a escola”. Mais tarde, um antigo Centro de Saúde viria tornar-se o atual Instituto britânico. A responsável afir-

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ma que foi um trabalho árduo por questões financeiras, mas também por, na altura, o inglês ser considerado um “artigo de luxo”. A palavra de ordem é qualidade e esta, segundo a responsável, “é dada pelos resultados que os alunos têm”, mas afirma também que é importante exigir qualidade dos professores:” todos estão sempre em formação continua, têm de estar atentos ao formato de Cambridge”. De acordo com a Diretora, o centro, ao longo do ano, promove “workshops, conferências e tem sistemas de valorização das escolas e de resultados obtidos, bem como encontros anuais, buscando sempre por outros tipos de metodologias”, sublinha a entrevistada. Relativamente à metodologia de ensino, utilizam recursos multimédia, audiovisual, aulas de conversação, materiais de Cambridge e muita prática que, segundo a fundadora é imprescindível.

Espírito de equipa “É importante que uma escola trabalhe em equipa. A qualidade da escola mede-se pelos resultados e os resultados são medidos pela qualidade dos professores. A escola sobrevive com alunos e, felizmente, mesmo diante as dificuldades financeiras, a maior parte dos alunos e dos pais vêem - se aflitos para continuar a investir”. Posto isto, de modo a facilitar e contribuir o aprendizado destes alunos, são feitos protocolos reduzindo as propinas, ressalta a fundadora. De acordo com a Diretora, o interesse dos portugueses em aprender novos idiomas tem aumentado e o número de procura por parte dos estudantes mantém-se: “não tenho reparado falta de estudantes. Temos recebido desde crianças com cerca de quatro anos de idade até adultos que estão a fazer a tese, temos estabelecido várias parcerias


INSTITUTO BRITÂNICO DE PONTE DE LIMA ALTO MINHO

ção, trabalhos voluntários e cultura de um modo geral. Por esta razão, o Instituo sempre realizou atividades externas convívios, viagens internacionais, cursos de verão no estrangeiro etc. Para quem pretende aprender novos idiomas, para além da dedicação, é preciso ter por perto um profissional qualificado. O com Instituições locais e preparamos alunos nos vários níveis do Cambridge English Exams ligados CEFR. Muitos ex-alunos, hoje, encontram-se no o estrangeiro e é neste mundo global que há uma exigência para que as pessoas procurem o inglês não por ser bonito falar”, mas por uma necessidade orgulhando-nos de ter contribuído para a sua formação linguística. Embora tenham-se mantido o número de estudantes, Maria Helena Távora revela que ao longo dos 39 anos de história o maior desafio foi driblar custos financeiros. Isto porque afirma que de um modo geral, os pais dão prioridade a matérias como matemática, português e físico-química por serem decisivas no que toca ao ingresso na universidade. Por outro lado, sublinha que muitos alunos bons em inglês não valorizam o certificado e só na busca por trabalho é que “dão por falta” de um comprovativo de aptidões. Ainda no que diz respeito às competências, a Diretora ressalva que estas vão muito além do que aprende-se em sala de aula. Aqui fala-se em experiências externas que contribuem no processo de acultura-

segundo a fundadora, deve ser lecionada num contexto e não apenas através de regras. Com as crianças deve-se começar de uma forma mais prÁtica, envolvendo estruturas: “Aqui fazem trabalhos, apresentam projetos, discutem-no”. No caso dos adultos, Maria Helena Távora conclui que “é um grupo difícil porque vêm do trabalho e entrar numa sala de aula , é mais complicado” por isso, “tem de haver formas mais práticas e dinâmicas de ensinar para que estejam atentos e motivados. Por fim, a Diretora sublinha que tudo o que fez até hoje “foi por paixão”, concluindo: “Uma certeza é que alunos não vão faltar, isto dentro da qualidade. É nos dado todos os anos o diploma do Cambridge English através do Cambridge Platinium Centre- Knightsbridge Examination and Training Centre – Porto, isto porque é importante ser reconhecido pela qualidade de boas práticas e metodologias adequadas , mas há que trabalhar. Estando preparados a escola mantém se em pé, os alunos vêm e a qualidade continua, quer em Ponte de Lima, quer em Arcos de Valdevez.(filial na INCUBO)

Instituto Britânico de Ponte Lima- CAMBRIDGE EXAM PREPARATION CENTRE tem como mote a qualificação e uma visão abrangente do conhecimento e, por este motivo, dedica-se a todas faixas etárias: “Para as crianças os jogos, vídeos e aplicações facilitam o aprendizado”. A gramática,

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ALTO MINHO WATEC COMPANY

A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA: PRODUTO E PROCESSOS PRODUTIVOS Francisco Pessoa, responsável executivo, e Cláudia Oliveira, responsável pela área de projetos, foram os porta-vozes da conversa que deu a conhecer a Watec Company e a Kompositek Industry.

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stão em questão duas empresas que prezam pela inovação, qualificação e internacionalização, aliando a responsabilidade ambiental, um dos pontos fortes das empresas: “sempre tive como prioridade e preocupação, diversificar atividades. A questão dos dois projetos, as duas empresas, tem a ver com a identificação de uma oportunidade Internacional. Seremos inovadores em toda a Europa e o primeiro fabricante de reservatórios sobre pressão em materiais compósitos”, ressalva Francisco Pessoa. O responsável refere ainda que “a Watec será responsável pela produção de reservatórios em materiais compósitos de matriz polimérica (termoendurecível e/ou termoplástica) com aplicabilidade para o armazenamento e produção de água e água quente sanitária. A Kompositek surge da necessidade em complementar as necessidades dos mercados, nomeadamente, na gama industrial dos reservatórios de água de grande capacidade bem como dar entrada no segmento dos gases pressurizados”. “São dois projetos ambiciosos com impacto significativo em termos de investimento” Identificou-se a necessidade de diversificação, “de olhar para matérias eco-friendly, com menor impacto ambiental”, ao mes138 | Revista Business Portugal julho 2018

mo tempo que se verificou “a oportunidade de evoluir desenvolvendo estes reservatórios em materiais compósitos como alternativa aos reservatórios convencionais (ferro, aço ou inox)”. Assim, os projetos foram viabilizados “no âmbito do atual quadro comunitário Portugal 2020” e são, hoje, duas empresas que representam fortes indicadores de inovação e sustentabilidade. Ainda no que toca a estes objetivos, foi relevante considerar a necessidade de operacionalizar e implementar de modo a usufruir dos benéficos acessos logísticos aos mercados externos e na mesma linha contribuir para o desenvolvimento da região, em franco crescimento económico, como é Ponte de Lima. Cláudia Oliveira acrescenta que as empresas apresentam projetos inovadores e diferenciadores e que o intuito foi criar unidades Industriais completamente autónomas: “para estas unidades Industriais é necessário adquirir e desenvolver meios técnicos e tecnológicos para todas as linhas de produção que nos vão levar a obter novos produtos. As empresas começam os seus investimentos nesta lógica, portanto, vamos criar duas infraestruturas, dotá-las de todos os meios tecnológicos e humanos” contribuindo, assim, para a “qualificação da empresa”. Simultaneamente, ao “desenvolvermos estes produtos, alavancamos a entrada nos mercados globais pela via dos projetos destinados às PME’s – Qualificação e Internaciona-


WATEC COMPANY ALTO MINHO

lização”, sublinha. Ressalva, ainda, a importância da internacionalização, visível na participação em “feiras internacionais do setor e viagens a clientes ou potenciais clientes, para apresentação dos produtos”.

Consciência Ambiental Um dos valores das empresas passa pela redução dos impactos do processo produtivo no ambiente. Para Francisco Pessoa, a sustentabilidade assenta “não só no produto, nem na matéria, mas em todos os princípios de produção e gestão. A nossa preocupação foca-se na inovação e na sustentabilidade”. A identificação de oportunidades e de desafios talvez representem os maiores obstáculos: “a nossa maior responsabilidade é sermos equilibrados e termos a competência de mercado para conseguir migrar de um material para outro com evidentes van-

Equipa

tagens funcionais. No fundo, não temos concorrência, seremos o primeiro fabricante europeu nesta gama de produtos e pretendemos afirmarmo-nos também num segmento mais industrial”. Por fim, Francisco Pessoa conclui relativamente ao futuro: “fiabilidade, resistência, garantia vitalícia, longevidade, materiais eco friendly e leveza são características que estarão presentes em todos os nossos produtos”.

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ALTO MINHO SANTA CASA DA MISERICÓRDIA DE PONTE DE LIMA

EM PROL DE TODA A POPULAÇÃO

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Alípio de Matos, provedor

Abrangendo a população limiana e utentes de outros concelhos, a Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima pauta por acompanhar de perto as várias faixas etárias e por responder, dentro do que lhe é possível, às suas necessidades. Foi assente nesta perspetiva, de acompanhamento e de desenvolvimento, que Alípio de Matos, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima, nos revelou os planos que pretende ver concretizados a breve prazo.

sta Instituição presta serviços à comunidade há 488 anos. Sofreu várias mutações que levaram ao seu crescimento e, atualmente, recebe utentes de todas as idades e de outros concelhos. Quais as principais valências da SCM de Ponte de Lima? A Santa Casa da Misericórdia de Ponte de Lima tem base fundacional em 02 de agosto de 1530, por alvará de El-Rei D. João III, escrito pela pena de André Pires, como comprova a cópia do documento existente no arquivo da Instituição. Atualmente o apoio prestado por esta Instituição estende-se à população sénior, infância e juventude e à área da saúde. A população idosa usufrui de três valências: a ERPI (Estrutura Residencial para Idosos) Cónego Correia, a ERPI do Centro Comunitário de Arcozelo e o Centro de Dia. A área da infância e juventude é apoiada através do Lar de Jovens D. Maria Pia/S. José, duas Creches e um Jardim de Infância. Há cerca de dois anos inaugurámos a Unidade de Cuidados Continuados de Longa Duração e Manutenção – ULDM – valência com capacidade para servir 28 utentes encaminhados pelo Serviço Nacional de Saúde e dois a título particular.

do corpo técnico que efetua as consultas de terapia ocupacional, fisioterapia, psicologia, medicina, fisiatria e enfermagem.

É correto afirmar que o balanço da atuação da Santa Casa é positivo? O balanço é extremamente positivo. Considero que temos cumprido a nossa missão de apoio à população quanto às suas necessidades mais prementes. As ERPI`s disponibilizam serviços de enfermagem, fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e animação sociocultural. A oferta destas cinco vertentes faz com que os nossos utentes se mantenham ocupados e em convívio com outras pessoas, tendo sempre em consideração o seu bem estar e saúde. A Unidade de Cuidados Continuados é uma estrutura que trabalha com os utentes promovendo e elevando a sua qualidade de vida. É muito gratificante observar a evolução positiva da saúde dos utentes, fruto do seu trabalho e da equipa que compõe esta unidade, bem como

Apresente-nos os planos que traça para o futuro da Santa Casa. Estamos a passar por uma fase de recuperação de património. A ERPI Cónego Correia tem cerca de 28 anos e pretendemos renovar as instalações e os equipamentos proporcionando mais conforto aos nossos utentes. O investimento que ronda os 700 mil euros mais a renovação de equipamentos que está orçamentada em 300 mil euros. Vamos recuperar as nossas Igrejas, bem como o edifício onde funcionava a repartição de finanças convertendo-o em sete apartamentos e duas lojas. Apostar na área da saúde abrindo uma valência para acompanhamento das demências e um lar residencial, para pessoas com deficiência, são projetos que pretendemos concretizar em breve.

O apoio à população estende-se para além das portas da Instituição? Vai muito para além disso. Celebrámos dois protocolos com a Administração Central de forma a podermos intervir mais ativamente junto da comunidade limiana, que manifesta uma enorme carência quanto às questões sociais. Um desses protocolos refere-se ao acompanhamento das famílias que recebem o RSI (Rendimento Social de Inserção) e o outro é relativo à RLIS (Rede Local de Intervenção Social), contratos esses que prevemos serem renovados. Mas o apoio também se manifesta a nível emocional. Infelizmente não conseguimos substituir a família dos nossos utentes internos mas promovemos eventos, celebrações e convívios para que se sintam integrados e acarinhados. No dia de aniversário, por exemplo, promovemos a vinda das crianças para cantarem os parabéns ao aniversariante e cortar o bolo. São momentos de convívio saudável e de alegria para todos.

Contactos Tlf + (351) 258 909100 Fax + (351) 258 909108 Email geral@scmplima.pt scmplima.pt

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FARMÁCIA DA VILA ALTO MINHO

AO SERVIÇO DOS LIMIANOS É em Ponte de Lima que encontramos a Farmácia da Vila, liderada por Marília Gonçalves. Um exemplo de simpatia e atendimento personalizado que faz diferença na vida de quem lá passa.

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ara que possamos contextualizar os nossos leitores, pergunto-lhe como surgiu a Farmácia da Vila? Este projeto teve início em 2007.

Que balaço faz desta década de atividade? Tem sido um percurso positivo apesar de todos os obstáculos e dificuldades que penso serem transversais a todas as farmácias portugueses. Começo por lhe perguntar se notam uma preocupação dos portugueses com a sua saúde? Sim, os portugueses estão mais preocupados com a saúde e bem estar. Nos últimos anos observou-se um aumento significativo na procura e escolha de produtos que proporcionam uma melhoria da condição física em geral. O que vos distingue e que serviços disponibilizam aos vossos utentes? Estamos atentos às necessidades dos nossos utentes e por isso, temos uma diversidade grande de produtos e marcas para satisfazer desde os bebés aos idosos. Temos consultas de nutrição, fazemos rastreios gratuitos de colesterol, Marília Gonçalves, proprietária glicémia e tensão arterial, rastreios capilares e aconselhamento personalizado de dermo-cosmética. Dispomos ainda de um serviço de entregas ao domicílio que pensamos ser uma mais-valia para quem não tem possibilidade de se deslocar às nossas instalações ou para quem tão somente privilegia a comodidade. Como descreve esta equipa? Somos uma equipa jovem, dinâmica e profissional. Nada nos entusiasma mais do que prestar um serviço de excelência. Estamos atentos às necessidades e fragilidades dos nossos utentes/clientes e assumimos um compromisso diário com a satisfação e felicidade dos mesmos. E na falta de algum produto, como procedem? E como garantem a qualidade dos mesmos? A farmácia encomenda os produtos e medicamentos aos armazenistas ou diretamente aos laboratórios que os comercializam. Estes são responsáveis pelo transporte até às nossas instalações assegurando a qualidade e integridade dos produtos solicitados. Que dificuldades tem enfrentado o setor? O setor das farmácias enfrentou tempos de profundas alterações e desafios nos último anos, desde a desregulamentação do mercado às medidas de austeridade implementadas para fazer face à crise económica que atravessamos. Neste momento, conseguimos estar mais ajustados e em equilíbrio relativamente a

essas mesmas mudanças. Um desafio importante é fazer frente aos preços praticados pelas grandes superfícies em alguns segmentos de produtos tal como puericultura e dermo-cosmética e nos medicamentos não sujeitos a receita médica. Os portugueses recorrem mais aos medicamentos? O acesso aos medicamentos tem vindo a aumentar. A percentagem de portugueses que deixaram de adquirir medicamentos por falta de dinheiro diminuiu no último ano, no entanto ainda estamos longe do objetivo que é não haver desigualdade. De onde vem essa desigualdade? A desigualdade provém essencialmente da diferença de rendimentos entre a população portuguesa. As pessoas com menos rendimentos têm sempre mais dificuldade na hora de comprar medicamentos ou aceder a uma consulta ou cirurgia. Este é um problema no acesso a cuidados de saúde no geral. E a investigação em Portugal, nesta área? Como vê a mesma? A investigação farmacológica em Portugal tem evoluído imenso nos últimos anos. Obviamente que ainda há muito por descobrir mas penso que estamos no bom caminho e os nossos investigadores tem mostrado grandes competências nesta área.

A sua referência em Ponte de Lima Contactos Morada Av. António Feijó, Ponte de Lima Telefone 258 948 251 Email farmaciadavila@gmail.com Facebook farmaciadavilapontedelima

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ALTO MINHO ACCO BRANDS CORPORATION

FROM PORTUGAL TO THE WORLD A ACCO Brands Corporation é um dos maiores fornecedores mundiais de produtos empresariais, de consumo e académicos há mais de um século. A empresa orgulha-se da sua história de liderança, inovação e foco no fornecimento de valor excecional para acionistas, clientes e consumidores, oferecendo produtos de escritório exclusivos e inovadores.

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Equipa

otada na bolsa de Nova Iorque (NYSE) e sede em Chicago nos Estados Unidos, esta empresa conta com aproximadamente 6.600 colaboradores a nível mundial, estando presente em mais de 100 países, comercializando mais de 20 grandes marcas nas diferentes categorias de produto, atingindo um valor de vendas anual a rondar os 2 mil milhões de dólares (USD). A unidade de produção da ACCO Brands foi a primeira empresa a instalar-se em 1990 no Parque Empresarial de Paçô, quando ainda era uma multinacional Suíça, denominada Ibico. Durante este período a empresa foi ajustando o seu portfólio de produtos e processos produtivos, de acordo com as necessidades dos clientes e segundo orientações do grupo, sendo a componente de desenvolvimento de produto, inovação & tecnologia e redução de custos um dos fatores que mais contribui para o seu crescimento e diversificação na gama de artigos produzidos em Portugal. A unidade de Desenvolvimento de Produto e Engenharia & Sustentabilidade é liderada por Carlos Ventura, que começa por apresentar o seu percurso profissional. “Ingressei na Ibico há cerca de 25 anos, quando regressei do Canadá, depois de me formar em Engenharia Técnica em Eletrónica e Computação. Nessa altura a empresa tinha apenas três anos de laboração em Arcos de Valdevez e produzia únicamente lombadas de encadernação em arame e plástico. Posteriormente, iniciamos um processo de transferência tecnológica com projetos de investimento cofinanciados pela União Europeia e pelo IAPMEI e o crescimento começou a evidenciar-se, nomeadamente através da montagem de máquinas de encadernação e laminação e, ao nível do quadro de pessoal, que chegou a atingir aproximadamente 350 funcionários”. As mutações foram-se sucedendo ao longo dos anos, a Ibico Portuguesa foi adquirida pela americana GBC que, em 2005, se fundiu com a ACCO Brands e começou a ser cotada na bolsa de Nova Iorque. O grupo tem promovido algumas aquisições a nível mundial, estrategicamente colocadas em mercados de interesse comercial da ACCO Brands. “Há cerca de um ano adquirimos a 142 | Revista Business Portugal julho 2018

Esselte, um grupo com grande domínio na Europa Continental e com um enorme volume de vendas - acima dos 400 milhões de Euros”- informa o interlocutor. O core business da ACCO Brands Portuguesa centra-se na produção em material de apoio para o escritório, doméstico e profissional, nomeadamente máquinas de encadernação por lombadas, termo colagem e laminação, lombadas de arame, quadros e vitrines de comunicação visual. O Grupo ACCO Brands, desenvolve e comercializa produtos desde do simples clip, passando pelos agrafadores e agrafos, lápis de cor, a produtos complexos de furação e encadernação, quadros de comunicação visual, produtos para uso informático, material escolar, mochilas, entre outros. Na fábrica “tinha uma equipa ligada à engenharia que prestava apoio técnico à unidade industrial e fazia a transferência de outros produtos para a unidade em Portugal, adicionando inovação e desenvolvimento produtivo ao produto existente”. Em 2013 surgiu um novo projeto “que nos desafiou a reduzir o preço de produção de um determinado artigo, que era produzido em Arcos de Valdevez, objetivo que foi plenamente concretizado e superado, liderado na sua totalidade pela equipa Portuguesa”. Dada essa conquista “foi-nos dada a possibilidade de nos instalarmos em infraestruturas mais convenientes e adaptadas à atividade que desenvolvemos que se centra no design & desenvolvimento de produto, prototipagem rápida, análise do processo produtivo, testes e avaliações do produto, custeio, etc, abrindo-nos nossos horizontes e crescimento da equipa. Recebemos regularmente a visita dos nossos diretores, que reforçaram a confiança na equipa, atribuindo-nos novas funções com reflexo no universo do grupo ACCO Brands”. A equipa foi deslocalizada do Parque Empresarial de Paçô para novas instalações na In.Cubo – Incubadora de Iniciativas Empresariais Inovadoras e foi aumentada ao nível de recursos multidisciplinares nas áreas de engenharia de materiais, processo produtivo, eletrónica e mecânica, passando de três para oito elementos, permitindo a contratação de novos recém licenciados residentes no Concelho e Distrito de Viana do Castelo - afirma com orgulho.Alguns desenvolvimentos são aplicados na unidade de Portugal, sendo que o recente objetivo passa pela reengenharia e sustentabilidade de produtos e processos ao nível mundial, nas unidades de produção e fornecedores do Grupo ACCO Brands, estando esta equipa a reportar diretamente à casa mãe nos Estados Unidos. “Temos em curso projetos de apoio industrial e desenvolvimento de produto a nível mundial, utilizando as nossas competências e valências desta equipa. Com a agregação da Esselte e restruturação do Grupo Europeu, estamos a realizar projetos na área de comunicação visual para o mercado Europeu”, remata Carlos Ventura.


GABINETE DE OSTEOPATIA EQUILIBRIUS ALTO MINHO

OSTEOPATIA, UM TRATAMENTO NATURAL Licenciado em Osteopatia pelo Instituto Técnico de Saúde, Fernando Laranjo sentiu rapidamente a necessidade de abrir um espaço próprio em Ponte de Lima. Assim, surgiu a Equilibrius, uma clínica especializada em Osteopatia. O diretor clínico falou-nos sobre os desafios desta área e das lutas que enfrenta diariamente.

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oi após finalizar a formação em osteopatia que Fernando Laranjo embarcou na aventura de oferecer algo novo que ainda não existia em Ponte de Lima. “Comecei nesta área muito cedo e era muito difícil trabalhar noutro local que não fosse o meu”, afirma. O osteopata explica-nos que estes tratamentos têm apenas uma preocupação: saber qual é a causa. “A osteopatia tem uma filosofia e um conceito holístico, ou seja, nós pretendemos não só tratar a dor como incidir sobre a causa da dor”. Para além dos vários tipos de tratamento, estes são realizados em várias sessões. Isto deve-se ao perfil do paciente que nem sempre se sente confortável com o toque ou então aos diagnósticos, a parte mais complexa, porque nem sempre é fácil perceber o que se passa num primeiro contacto. Todos os tratamento têm a duração, no mínimo, de uma hora. O mesmo engloba uma pequena conversa com o paciente, a visualização de alguns exames médicos, caso seja necessário, e por fim o tratamento em si. O tratamento é feito com as mãos, é 100 por cento natural, não são utilizados produtos químicos e é muito específico. “Pode abarcar idosos, crianças (osteopatia pediátrica está a atingir um nível enorme), ou seja, abrange uma alargada faixa etária dos 0 aos 80 e oferece bons resultados”, assinala. Apesar de ainda haver alguma resistência a este tipo de tratamento, uma vez que ainda existem algumas pessoas que não sabem o que significa, Fernando verifica que os portugueses têm aderido, cada vez mais, à osteopatia. “Daqui a 10 anos sinto que vamos ser uma área com muita procura. Vai continuar a haver evolução. Hoje em dia, as pessoas estão mais bem informadas para algo que lhes traz benefícios”. Com mais de 25 clientes por mês, o osteopata salienta que este tratamento “apresenta bons resultados, ajuda muitas pessoas, traz

Fernando Laranjo, osteopata

benefícios a longo prazo e é útil e indispensável para o corpo”. O importante será mesmo prevenir para ser mais fácil resolver o próprio problema. Fernando Laranjo não esconde as diversas propostas que já lhe fizeram, mesmo sabendo que o tempo se revela curto. Para o osteopata, o mais importante é a satisfação contínua dos pacientes para que possam usufruir da vida com mais qualidade. O diretor da Equilibrius mostra que este desafio colocado a si próprio tem vindo a ser totalmente cumprido, sendo que o maior objetivo passa pela conquista de um estatuto, ou seja, “queremos ser reconhecidos fazendo parte da ACSS e ser parte integrante no sistema de saúde português”, finaliza.

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TERRAS DE BASTO RESTAURANTE ESPLANADA CASA DO LAGO

UMA REFERÊNCIA GASTRONÓMICA EM MONDIM DE BASTO Localizado junto às piscinas municipais, o Restaurante Esplanada Casa do Lago é já reconhecido alémconcelho pelo seu atendimento cuidado e comida excecional. Cristina Barros é a responsável por este espaço e divide essa tarefa com o marido, António Seca, com quem estivemos à conversa para esta edição da Revista Business Portugal.

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á lá vão quase nove anos desde que o casal assumiu a gerência deste espaço pertencente à Câmara Municipal de Mondim de Basto. “Na altura nós já estávamos ligados à hotelaria e, por isso, decidimos agarrar a oportunidade, dar a este espaço e a esta terra o que realmente merecem”, explicaram. Com uma localização privilegiada, mesmo no centro da vila, este restaurante funciona em pleno durante todo o ano. São 65 os lugares da sala interior, 25 na esplanada e 100 na esplanada de cafetaria, onde podemos disfrutar de um bom copo de vinho ou de um Gin muito bem preparado pelo Manel, divididos entre o azul da piscina ou o verde da paisagem que nem parece estarmos no centro da vila.

Menu mondinense Num concelho do interior, a carne é o ingrediente mais privilegiado em qualquer restaurante. A Casa do Lago não é exceção e ali é confecionada uma posta de vitela sem igual, de “ gado bovino que faz o seu pasto selvagem nos lameiros das serras do Alvão”, assim como vitela assada no forno ‘de comer e chorar por mais’. O javali também é muito procurado assim como, no tempo mais frio, os famosos Milhos Ricos. O cabrito de pasto das aldeias serranas do concelho tem um lugar de honra na mesa deste restaurante, sempre assado no forno. No peixe temos o bacalhau com broa e polvo que pode ser á Lagareiro ou em filetes com arroz do mesmo. E para aconchegar o estomago temos sempre uma variada seleção

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de sobremesas todas confecionadas na casa onde a rainha é a “ Rabanada de vinho verde Vinhão” sem nunca deixar de provar a Tarte de amêndoa ou a verdadeira mousse de chocolate caseira de comer e chorar por mais. O carrinho vem á mesa e a Cristina diz sempre “ não quer mais um bocadinho desta…”. Durante a semana servem também o prato do dia, para dar resposta às necessidades dos trabalhadores da região, por um preço mais acessível. O segredo que está por detrás do sucesso desta casa é o ‘amor e dedicação’ colocado em cada prato confecionado: “Quando se confeciona um prato com gosto e empenho, para além da sabedoria, acho que só pode correr bem. Para além disso, procuramos preservar o sabor original dos alimentos e apostamos sempre na qualidade e origem dos mesmos.”, confidenciaram os nossos entrevistados. Por aqui passam turistas, viajantes, comerciais, trabalhadores, clientes fixos e de passagem. Todos levados pelo aconselhamento de quem ali já degustou uma boa refeição, com uma vista privilegiada para o Monte Farinha onde a “nossa Mãe – Nossa Senhora da Graça nos vigia e guarda” sempre acompanhada, também, de um bom vinho: “Temos vinhos de todas as regiões vitivinícolas do país, mais de 200 referências na sua totalidade. Nos vinhos verdes, privilegiamos os vinhos da sub-região de Basto, temos vinhos e produtores excecionais que merecem ser promovidos e apoiados. “Vender o que é nosso e o que a nossa terra nos dá é nosso d e ve r” . Implementa-


RESTAURANTE ESPLANADA CASA DO LAGO TERRAS DE BASTO

mos também o conceito do vinho a copo, temos sempre cerca de uma dezena de vinhos a copo. Permitindo o cliente harmonizar a sua comida com um vinho sem ter de comprar uma garrafa. A cultura do vinho está na moda mesmo entre os mais jovens o que é muito bom e, posso dizer, que nós fomos pioneiros na região a fazer jantares vínicos, no Inverno, em parceria com alguns produtores. Nesses eventos procuramos mostrar sensações de combinar um determinado prato com o respetivo vinho”, contaram.

A equipa da Casa do Lago O número de funcionários que compõe a equipa deste restaurante varia durante o ano, entre época alta e época baixa, e é composta por elementos jovens, formados pelos gerentes. No entanto, aquando da entrevista concedida à nossa revista, o casal lamentou a falta de mão-de-obra existente: “É muito difícil arranjar mão-de-obra atualmente. Enquanto houver subsídios e cursos despropositados que para nada servem que não abonam a favor da empregabilidade e da cultura do trabalho, estamos condenados a ter desempregados e falta de profissionais nas mais variadas áreas de atividade, levam-lhe o dinheiro a casa, há aqui pessoas a fazerem formações há anos seguidos nunca trabalharam” evidenciaram. Para além do cons-

trangimento da falta de mão de obra, Cristina Barros e António Seca salientaram uma outra necessidade: o atraso na construção de uma variante que ligue o concelho à A4 e à A7. “Sofremos com a falta da estrada que o Estado nos deve há mais de 30 anos. Ao longo destes anos foram-nos “ amputando pernas e braços”. Uma estrada que nos tirasse deste isolamento e nos ligasse, mais facilmente, aos restantes concelhos e zonas do país. É muito chato quando nos chegam aqui visitantes enjoados devido à sinuosidade das estradas que temos. Isso prejudica-nos imenso a todos os níveis”, reiteraram.

João, António Seca, Cristina Barros e Manuel

Por fim, ficou o mote para os nossos leitores: “acompanhem-nos nesta viagem de degustação, permitam que incluamos nela os nossos dois filhos, Manuel e João, onde o vosso paladar será seduzido pela excelência dos sabores. Sentir-se-ão atraídos por um ambiente envolvente, onde prometemos recebê-los nesta que é a nossa casa e, por isso, queremos que neste espaço se sintam visitas em nossa casa”.

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TERRAS DE BASTO QUINTA DE MIRAMONTES

NEM TODOS OS VERDES SÃO IGUAIS A Quinta de Miramontes divide a exploração vitícola pelas freguesias de Fervença e Agilde, no concelho de Celorico de Basto. Fervença, onde se centra e apenas se entra a descer, é uma espécie de “Vale Encantado” dos melhores verdes brancos. Nos seus quentes estios, as vinhas de encosta, bem abrigadas da nortada, convivem com o sol desde manhã cedo ao cair da tarde e refrescamse das ribeiras da Cardia e de Santa Natália, que ficam a seus pés. Agilde, a cota superior, menos abafada, confere-lhes caráter e mineralidade. A Quinta produz uvas de grande qualidade, que transforma em vinhos genuínos, para corresponder a consumidores exigentes. Venham conhecer.

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ara contextualizarmos os nossos leitores, conte-nos como surge a Quinta de Miramontes. De onde veio esta paixão pelas vinhas e pelo vinho? A Quinta pertence à família há mais de um século. Fervença, onde se situa na sua maior parte, foi sempre local de excelentes vinhos. Quer o nosso bisavô paterno, Serafim Clemente da Mota, quer o nosso avô paterno, António Pimenta Marinho, forneceram vinhos de reconhecida qualidade, a granel, para restaurantes e casas de pasto, sobretudo de Fafe e Guimarães. O bisavô, Serafim Clemente da Mota, conhecido pelo ‘Marinheiro de Paredes’, era um perfeccionista autêntico; eram famosos os dias, em que muitos carros de bois rumavam à sua casa, no lugar de Paredes, carregados de pipas, num cantar das rodas que se perdeu, mas não abandona as memórias. O avô António Pimenta Marinho, foi exemplo de trabalho e empreendedorismo. Iniciou o negócio propriamente dito. Era visionário. O nosso pai fez a revolução necessária: plantou vinhas com novos sistemas de condução, e construiu a primeira adega; registou as marcas, apostou no design e idealizou um modelo de distribuição ousado. Alargou a plantação à Quinta da Ana, em Agilde, propriedade da nossa mãe, com maior altitude, o que permitiu equilibrar os vinhos em graduação e acidez, conferindo-lhes um perfil ainda mais distinto.

geral@quintademiramontes.pt www.quintademiramontes.com

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Família Marinho

Que vinhos podemos encontrar na Quinta e como os descreve? Verdes brancos mono-varietais alvarinho e arinto, um blend campeão de vendas e um rosé, elaborados a partir de castas oriundas da nossa sub-região (Basto). Procuramos respeitar a matéria-prima no seu máximo, garantindo a melhor sanidade da uva. Temos conseguido obter estes vinhos com grande expressão aromática, que identificam a frescura da nossa sub-região alicerçada numa acidez bastante equilibrada e muito típica. Sabemos que o clima é um fator importante neste setor. Uma vez que estão inseridos em Celorico de Basto, como caracteriza o clima de uma região onde predomina o vinho verde? É um clima de estios mesmo quentes e invernos difíceis. Estes influenciam a produção dificultada em volume e facilitada em aromas, pelos vinhedos difíceis e ímpares, em solos de meia encosta, do tipo franco-argilo-arenoso, com exposição solar sul e humidades relativas fabulosas, a assegurar a superior qualidade dos vinhos. Em que mercados podemos encontrar os vossos vinhos? Existe já uma forte expansão a nível internacional? Nos últimos anos, temos vindo a consolidar o mercado nacional. Portugal é um país onde o consumo por habitante é alto, e cada vez mais os consumidores preferem vinho de qualidade. Temos importantes presenças na exportação, mas será uma aposta mais significativa para futuro. O que perspetivam para a Quinta de Miramontes nos próximos anos? Para corresponder ao crescimento esperado, encontra-se em preparação o arranque de uma ampliação da adega, onde pontifica excelente tecnologia. Simultaneamente, o nosso objetivo é continuar a garantir o respeito máximo pelas uvas, levando à produção de vinhos cada vez mais preciosos, potenciando e garantindo a identidade da sub-região de Basto. O vinho verde é um produto de excelência. Nós temos feito o nosso caminho. Bom seria que a CVRVV fosse capaz de combater os vinhos de duvidosa qualidade e identidade e garantir uma relação adequada de preço qualidade para assegurar a certificação.


JANSSEN PORTUGAL

A Messinagro é uma empresa jovem e inovadora que presta uma série de produtos e serviços que abrangem a Agricultura, Espaços Verdes, Nutrição Animal e Higiene Animal e Doméstica.

FARO

MESSINES

TAVIRA

Zona Multiusos, Lote 6, Areal Gordo

Urb. Industrial dos Cordeiros, Lote 10 - Ribeir o Meirinho 8375-075 S. Bartolomeu de Messines

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