Page 1

GRUPO CLARA SAÚDE “A pensar em si” Carlos Clara, CEO

ESPECIAL SAÚDE | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | ENSINO E INVESTIGAÇÃO MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 1


2 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


“A Vida, o bem mais essencial que possuímos, deve ser potenciada e transformada, projetando-nos para além da sua própria dimensão” Catarina Barreto, Presidente JF Aradas

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 3


ÍNDICE

Nota de boas-vindas...

Julho 2021

9

35

24

50

ESPECIAL SAÚDE

LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

ENSINO E INVESTIGAÇÃO

LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Resistir, adaptar-se e seguir em frente. Esse tem sido o lema de muitas empresas, trazendo ao de cima a sua capacidade de resiliência. Uma empresa resiliente não é aquela que nunca passou por qualquer dificuldade. É aquela que soube suportar a pressão, desenvolveu mecanismos para reagir sem perder a sua essência e encontrou a força e estratégia necessárias para prosseguir um caminho de crescimento e afirmação. Uma empresa sem um único problema na sua história nada mais é que um negócio nunca testado. São os desafios que revelam a verdadeira dimensão da sua força. Os líderes das nossas empresas têm demonstrado a capacidade de fazer uma retrospectiva ao que tem vindo a ser feito e de desenhar estratégias inovadoras que permitam transformar os seus negócios, colocando-os num trilho de sucesso. Nesta edição, a Revista Business Portugal evidencia empresas e organizações, das mais diversas áreas, que assumem a capacidade de se adaptar diante de novos cenários ou transformações e um novo perfil de liderança centrado nas pessoas. Levamos, mais uma vez, até si exemplos inspiradores de empresários e empreendedores que continuam a investir numa cultura orientada para a qualidade, inovação e competitividade, porque somos e queremos continuar a ser o parceiro de excelência das empresas.

Fernando R. Silva

FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: AFARS | Redação e Publicidade: Rua Raimundo de Carvalho, 64, 1º andar - Sala C, 4430 -184 V N Gaia | Diretor: Fernando R. Silva | E-mail: geral@ revistabusinessportugal.pt/Comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt/Redação: redacao@revistabusinessportugal.pt | Telf: 223 751 652 | Distribuição: Gratuita com o jornal Diário de Notícias | Dec.regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal Julho 2021 4 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


O PARCEIRO IDEAL PARA BANCOS FUNDOS E SERVICERS

GESTÃO DE CUSTOS I MITIGAÇÃO DE RISCO I RECURSOS DEDICADOS EFICIENTIZAÇÃO DE PROCESSOS I GARANTIA DE QUALIDADE www.grupobc.com

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 5


CLARA SAÚDE

“A PENSAR EM SI” Com uma equipa especializada em diferentes áreas, um suporte tecnológico de ponta e objetivos de melhoria contínua, o Grupo Clara Saúde oferece um conjunto de serviços disponíveis na esfera de conforto do utente. Em entrevista à Revista Business Portugal, Carlos Clara, CEO do Grupo Clara Saúde, destaca que pretende a diferenciação pelo humanismo, proximidade e honestidade, a par do reconhecimento efetivado do rigor médico e científico, preocupação com o ambiente, investimento na inovação e na investigação científica. Carlos Clara, CEO do Grupo Clara Saúde

Como nasceu o Grupo Clara Saúde, qual o seu primeiro grande objectivo e a razão, ou razões, que o fizeram entrar numa área altamente competitiva? Na realidade, o Grupo só se formalizou em 2018, como tal. No início (2010) apenas existiam três pequenas unidades; um laboratório de análises clínicas (a Labocentro) uma clínica de radiologia (a Ceraque) e uma clínica médica (Clínica da Encarnação). A intenção inicial não se prendia com a constituição de qualquer grupo empresarial, mas sim de ter uma unidade para cada um dos meus filhos, continuando eu na minha atividade hospitalar. Com o aprofundar da crise, e para ajudar alguns colegas, fui ficando com as suas unidades. No final de 2016, ultrapassámos as 20 unidades. Impôs-se então a profissionalização da equipa, o meu abandono da Direção de Serviço e do estatuto de funcionário público e a estruturação das unidades em Grupo Empresarial. Está satisfeito com a estrutura que conseguiu erguer neste espaço de tempo que está no sector da saúde ou pensa que muito mais poderia ter sido feito? Claro que nunca estamos satisfeitos, pois poderíamos ter sempre feito mais. Mas com as condições que tínhamos e o enquadramento do nosso crescimento, muito conseguimos fazer. Não pudemos ir mais além, essencialmente por dois motivos: pelo peso da burocracia e favorecimento de alguns players no mercado, por um lado, e porque a banca normalmente está ao lado de quem não precisa.

6 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

O Grupo tem um percurso ainda relativamente curto num sector tão competitivo. O que trouxe de novo ao mercado que o diferenciam da concorrência? Qualidade, equipamentos, tecnologia, preço, serviços inovadores? São três os fatores que nos distinguem: um tratamento mais humano e próximo dos nossos clientes, com uma entrega pessoal dos nossos recursos humanos a esta forma de estar; aposta forte na componente científica, não só na atividade que desenvolvemos, mas também com a participação em estruturas dedicadas à investigação científica (Laboratório Colaborativo Almascience – www.almascience.pt); intervenção na sociedade e no ambiente, através da criação de formas que facilitam o acesso aos cuidados de saúde, doações de produtos essenciais a Hospitais, como EPI’s nesta altura de pandemia, utilização de uma frota de carros elétricos. No cenário em que se encontra hoje a saúde em Portugal, como se posiciona o Grupo Clara Saúde? Ser uma das grandes referências no sector, à semelhança de outros grandes grupos, é o vosso grande objectivo? É exatamente o contrário. Claro que queremos ser referência, mas não da mesma forma dos outros grupos. Queremos ser diferenciados pelo humanismo, proximidade e honestidade. Porque pelas outras características já somos reconhecidos: rigor médico e científico, preocupação com o ambiente, investimento na inovação e investigação científica.


CLARA SAÚDE

Uma das marcas que se destaca claramente tem sido a lógica de expansão, na Grande Lisboa e uma unidade no Alentejo (Castro Verde). Para estas áreas existem novos projetos, nomeadamente para o Alentejo, ou o número de unidades já em funcionamento nas duas regiões demográficas foi o definido estrategicamente pela administração? O crescimento na área da saúde é inevitável. Se não crescermos estamos condenados a desaparecer. Felizmente, têm surgido muitas oportunidades de crescimento. Apenas temos de verificar se esse crescimento se enquadra na nossa filosofia. O Alentejo, por vários motivos, sempre será uma zona onde o nosso esforço se concentrará. Mas muitas outras áreas geográficas poderão contar com a nossa presença, e estamos agora a estudar algumas oportunidades de internacionalização. O que nunca poderá mudar no Grupo Clara Saúde…que garantia pode deixar às populações na forma e no conteúdo de atendimento às suas necessidades? O procurarmos atender às necessidades de quem nos procura; a simpatia, humanismo e proximidade no atendimento; a preocupação com o bem-estar dos nossos colaboradores; o rigor dos cuidados que prestamos. Quais os grandes desafios que antevê no horizonte para o Grupo que lidera? A solidez do Grupo e a proteção dos seus colaboradores vai depender de uma série de fatores. Uma gestão e um planeamento rigorosos vão ser essenciais. Uma política de crescimento segura e uma organização operacional eficaz vão ser o seu suporte. Mas muitos desafios não vão depender de nós: o favorecimento, a burocracia, a concorrência nem sempre leal. A problemática da Covid-19 é um assunto incontornável. Passado mais de um ano, desde o início da pandemia, como é que o Grupo tem enfrentado (com ajuste internos certamente), e ajudado as populações, a fazer face a este vírus? Julgo que a nossa contribuição ultrapassa em muito a nossa dimensão: temos implementados no terreno imensos postos de

colheitas dedicados ao diagnóstico da Covid-19, referenciados pela DGS; temos contribuído com ofertas para várias instituições, nomeadamente hospitais públicos e instituições privadas e de solidariedade; mantivemos, em tempo de pandemia e, quando os nossos doentes não tinham onde recorrer, as nossas unidades de diagnóstico e consultas, abertas. Mas, porque não estamos inseridos em nenhuma estrutura organizada (partidária, associativa ou outros grupos de influência) temos sido sistematicamente preteridos para os players do “sistema”. Em Março de 2020, propusemos a instalação de centros de rastreio nos nossos aeroportos: ninguém nos deu ouvidos. Há alguns meses, tivemos a ideia da criação de um free-pass Covid-19 baseado nas vacinas, nos testes e na imunidade: ninguém quis saber e agora aparece a ideia de um “certificado digital covid” europeu. Apesar disso, é inquestionável a importância que temos tido, ao longo do tempo, no combate a esta pandemia. Acha que ainda pode acrescentar algo mais nesse vosso esforço para este difícil combate? Estamos sempre a pensar em formas de poder ajudar. É com esse intuito que estamos presentes nos Açores e temos protocolos com ambos os nossos arquipélagos para efetuar testes a quem para lá se desloca. Vamos abrir ainda dez centros de diagnóstico Covid-19 em toda a costa Algarvia (desde Vila Real de Santo António a Sagres) com o objetivo de apoiar o nosso turismo nesta região. Estamos a ultimar protocolos com o turismo de alguns países de língua portuguesa, por forma a facilitar o intercâmbio de turistas entre eles e o nosso país. Na sua visão privilegiada como médico está pessimista ou pelo contrário, de alguma forma esperançado do que a breve prazo esta grave situação poderá estar sob controlo? A única certeza que tenho é que estamos todos a aprender com esta pandemia. O conhecimento está a consolidar-se à medida que o tempo passa e penso que, em breve, todas as medidas, que se vão tomando, serão mais eficientes. Embora a vacinação tenha vindo ajudar na diminuição de casos graves, acho que esta pandemia permanecerá durante mais algum tempo. Mas o nosso país pode sempre contar com o nosso empenho, dedicação e espírito de missão.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 7


8 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


Especial Saúde

Julho

DIA MUNDIAL DO CANCRO DO PULMÃO | DERMATITE ATÓPICA E URTICÁRIA BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE PARA A SAÚDE | DIA MUNDIAL DO CÉREBRO REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 9


DIA MUNDIAL DO CANCRO DO PULMÃO

DIA MUNDIAL DO CANCRO DO PULMÃO

Prof. Doutor António Morais Presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia

Assinala-se hoje, a 1 de agosto, o Dia Mundial do Cancro do Pulmão, uma doença que, todos os anos, é diagnosticada a quatro mil portugueses. A nível mundial, afeta dois milhões de pessoas e representa um dos tipos de cancro com maior índice de mortalidade. Na grande maioria dos casos, o diagnóstico é tardio, o que, em parte, justifica o mau prognóstico e as elevadas taxas de mortalidade associadas ao cancro do pulmão.

O cancro do pulmão encontra-se entre as dez maiores causas de mortalidade, sendo igualmente a neoplasia associada a maior mortalidade. Esta situação tem vindo a persistir ao longo dos anos e prende-se principalmente com duas causas: - A maior causa de cancro do pulmão é o tabagismo, responsável por cerca de 90% de todos os casos diagnosticados. Apesar de todas as campanhas de sensibilização acerca dos malefícios do tabaco, esta dependência mantém-se elevada, com cerca de 15% de indivíduos fumadores no nosso país, abrangendo um valor de cerca de 20% a nível da União Europeia. Continua a verificar-se uma taxa elevada de experimentação do tabaco em idades precoces nos jovens portugueses e se contabilizarmos os novos produtos com nicotina, como o cigarro eletrónico e o tabaco aquecido, a taxa de consumidores tem aumentado, verificando-se inclusive em jovens de camadas mais diferenciadas a adesão a estas novas formas em detrimento do tabaco tradicional. A sensibilização e a luta anti-tabágica são claramente medidas cruciais de intervenção de saúde publica, que devem envolver a desconstrução dos mitos associados a estas novas formas de consumo, apresentados de forma errada com sendo menos prejudiciais para a saúde, nomeadamente respiratória. - Os doentes na altura do diagnóstico apresentam já fases avançadas da doença, devido ao facto de uma lesão neoplásica se poder desenvolver de forma silenciosa, dado que não ocorre dor exceto em lesões periféricas com envolvimento pleural e/ou de estruturas da parede torácica e ser necessária a afetação de um território significativo do pulmão para que ocorra dispneia. Quando ocorrem sintomas como tosse, expetoração hemoptoica (expetoração com sangue) ou dispneia (falta de ar), tal representa habitualmente que a lesão é central e muitas vezes tem uma localização que torna impossível a recessão cirúrgica, por prévia invasão das estruturas mediastínicas. Por outro lado, quando se verificam sintomas constitucionais, como astenia, anorexia ou emagrecimento, habitualmente o doente já se encontra com deterioração do estado geral o que muitas vezes condiciona a possibilidade de um tratamento adequado dada a exigência dos tratamentos locais como a radioterapia ou sistémicos como a quimioterapia, imunoterapia ou as chamadas terapêuticas-alvo. Adicionalmente, o processo de diagnóstico e estadiamento é hoje muito extenso e demorado. O diagnóstico, efetuado habitualmente através da colheita de uma amostra histológica pela broncofibroscopia ou biopsia transtorácica guiada por TAC

10 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

torácica, exige hoje não só o tipo histológico do tumor, mas igualmente a avaliação de uma série de marcadores relacionados com o tratamento, nomeadamente relacionados com a imunoterapia, ou com a pesquisa de mutações para os quais existem terapêuticas alvo. Esta informação, incontornável para o tratamento, exige do ponto de vista laboratorial algum tempo para uma correta aferição desta investigação. Por outro lado, o estadiamento necessário para a ponderação terapêutica exige a avaliação por tomografia emissora de positrões que é um exame efetuado em poucos locais, não sendo acessível na maior parte dos Hospitais, levando a tempos de espera demasiado prolongados para a realização do mesmo. Esta demora pode conduzir, em casos em que a dinâmica da doença é mais agressiva no sentido da sua progressão, a situações em que aquando do estudo completo, o doente encontra-se já com um estado geral mais comprometido, não sendo possível equacionar todo o potencial terapêutico disponível, pela potencial toxicidade do mesmo. Em conclusão, o cancro do pulmão é um enorme e multifacetado desafio, desde a sua prevenção que envolve principalmente a luta contra o tabagismo, a sua deteção precoce que passará em grande parte com programas de rastreio que estão neste momento a ser equacionados e desenhados para posterior execução e o seu diagnóstico em tempo adequado que exige a implementação de vias verdes de cancro do pulmão que leva a que nenhum doente deixe de ter acesso às terapêuticas mais eficazes relacionados com o seu estadiamento e caracterização tumoral.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 11


DERMATITE ATÓPICA E URTICÁRIA

O QUE DEVE SABER SOBRE DERMATITE ATÓPICA E URTICÁRIA

Professora Doutora Cristina Lopes

Coordenadora do Grupo de Interesse da Alergia Cutânea da SPAIC e Coordenadora da Unidade de Imunoalergologia, Unidade Local de Saúde Matosinhos Professora de Imunologia da Faculdade de Medicina Universidade do Porto e Imunoalergologista Hospital da Luz Arrábida

A alergia cutânea constitui uma das áreas mais interessantes no âmbito da especialidade de Imunoalergologia. Inclui essencialmente três patologias: urticária/angioedema, dermatite atópica e dermatite de contacto. A urticária atinge cerca de 20-30% da população pelo menos uma vez na vida. A maioria dos casos é de urticária aguda, com resolução em menos de 6 semanas, mas cerca de 1% da população geral tem urticária crónica (mais de 6 semanas). A sua causa não é evidente em muitos casos, mas raramente está relacionada com doenças graves. Dentro das causas mais frequentes de urticária aguda temos infeções víricas, alergia a alimentos, medicamentos ou picada de insetos (surge habitualmente até 2h após ingestão/exposição e desaparece em média após 8-12h;) se ocorrerem sintomas de outros órgãos em simultâneo, como por exemplo dificuldade respiratória, dor abdominal e vómito, tonturas e prostração, deve suspeitar-se de anafilaxia, que é uma emergência médica e exige tratamento no Serviço de Urgência. O tratamento da Urticária é numa primeira fase, feito com medicamentos anti-histamínicos. Os corticoides injetáveis ou orais são utilizados em situações excecionais e por períodos curtos, apenas em caso de crise aguda de difícil controlo e perante prescrição médica. Outros medicamentos que atuam no sistema imunológico (omalizumab), estão reservados para quadros graves e podem ser utilizados caso a caso. A dermatite atópica é uma doença inflamatória crónica cutânea que afeta cerca de 10-20% das crianças e 2–10% dos adultos em países desenvolvidos. Clinicamente, a doença manifesta-se por secura e prurido (comichão), com aparecimento de lesões em locais

diferentes dependentes da idade. A sua origem resulta da interação entre muitos fatores, alterações da barreira cutânea, predisposição genética e desequilíbrio imunológico. É essencial a hidratação da pele através de cremes específicos, por vezes é necessário aplicar cremes com medicamentos capazes de diminuir a inflamação e a comichão. Nas formas moderadas a graves é necessário utilizar comprimidos imunossupressores para controlar a doença, mas que acarretam mais efeitos secundários; em casos selecionados pode ser necessário recorrer a imunomoduladores biológicos como o dupilumab por via subcutânea e de uso exclusivo hospitalar. A Dermatite de contacto resulta de uma reação de hipersensibilidade a compostos químicos que podem estar presentes em tintas, corantes, vernizes, borrachas, couro ou cabedal, cosméticos ou produtos de higiene diária como desodorizantes ou champôs. No diagnóstico é útil realizar testes de contacto (que permitem identificar a substância que causa a dermatite). Estes testes consistem em colocar um adesivo no dorso com várias substâncias em pequena quantidade que poderão potencialmente causar alergia. Ao fim de 48 a 72h deve ser feita a leitura dos resultados. No caso de serem positivos, deve ser evitado o agente causador.

8 de julho - Dia Mundial da Alergia Um terço dos portugueses sofrem de alergias

Assinalou-se no passado dia 8 de julho o Dia Mundial da Alergia, uma iniciativa conjunta da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização Mundial da Alergia (OMA), com o objetivo de alertar as populações para a importância do diagnóstico e tratamento devido das doenças alérgicas. Estima-se que um terço dos portugueses sofra de alergias, contudo, há dados que sugerem que metade dos europeus tem algum tipo de doença alérgica. Desde a rinite, à sinusite, à urticária, passando pela dermatite atópica e pela asma, as doenças alérgicas podem assumir formas mais ligeiras ou mais graves, podendo, algumas delas, ser causa de grande morbilidade e até de mortalidade, como é o caso do angioedema hereditário, das imunodeficiências ou da anafilaxia. Em contexto de pandemia, o acesso às consultas de especialidade e aos exames complementares de diagnóstico comprometeu o seguimento adequado de muitos doentes, deixando-os desprotegidos, nomeadamente nas fases mais críticas do ano, em que é típico o agravamento das reações alérgicas. 12 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 13


OS BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE

OS BENEFÍCIOS DO CHOCOLATE PARA A SAÚDE Poucos alimentos têm uma tão forte associação ao bem-estar como o chocolate! O prazer inconfundível proporcionado pelo seu consumo deve-se essencialmente à presença de feniletilamina, uma substância a partir da qual o nosso organismo produz serotonina, também chamada “hormona do bem-estar”. Mas será que o chocolate, além de proporcionar prazer, apresenta também algum benefício para a saúde? Chocolate, alimento para o cérebro… A partir do chocolate, o nosso organismo obtém facilmente glicose, o tipo específico de açúcar que o cérebro utiliza e, por isso mesmo, muito importante para o trabalho intelectual. Daí que seja frequente sentirmos vontade de comer chocolate enquanto estudamos ou em períodos de maior trabalho intelectual. Além disso, o chocolate também contém teobromina, uma substância da família da cafeína, que exerce um efeito ligeiramente estimulante no organismo, ajudando a despertar e concentrar.

A energia do chocolate O chocolate contém cerca de 60% de hidratos de carbono e 30% de gordura o que se traduz num valor calórico que ronda as 500kcal/100g. Isto significa que o seu consumo deve ser devidamente integrado num estilo de vida ativo e saudável e ajustado aos gastos energéticos de cada indivíduo.

…e também para o coração! Os grãos de cacau, principal ingrediente do chocolate, são ricos em flavonóides, que têm atividade antioxidante e podem ajudar a promover a saúde, nomeadamente cardiovascular. Embora estes compostos estejam presentes em vários alimentos de origem vegetal como o chá, o café ou mesmo o vinho tinto, poucos alimentos são tão ricos neste componente como o chocolate preto: 40mg de chocolate preto contêm entre 400 e 800mg. Esta é também a razão pela qual o cacau e os seus derivados são muitas vezes referidos como “super-alimentos” apresentando maior poder antioxidante do que alguns frutos como o açaí, as amoras e romã. Quanto mais elevada a percentagem de cacau num chocolate maior o seu teor de flavonóides e maior o seu poder antioxidante.

Origem do chocolate É curioso que o chocolate teria sido utilizado pelos Maias como moeda de troca. Para eles, o cacau era uma dádiva dos deuses, daí o seu valor. Enquanto isso, os maias serviam cacau aos guerreiros para dar-lhes força. Quem o trouxe para a Europa foi Cristóvão Colombo, em 1502. E foi na Espanha onde começou-se a adicionar açúcar ao cacau, até ganhar popularidade na França, estendendo-se por tantos outros países. O consumo de chocolate dá uma sensação de prazer e bem-estar. Hoje, a indústria do chocolate movimenta milhares de euros e, em Portugal, os portugueses comem um quilo e meio de chocolate em média por ano.

Outros benefícios do chocolate De uma forma geral, o chocolate fornece ainda vitaminas do complexo B como as B2 e B12 e minerais como o fósforo e o magnésio, importantes por exemplo para a formação e saúde de ossos e dentes. O chocolate de leite fornece também cálcio em quantidade relevante.

14 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

Dia Mundial do Chocolate Assinala-se a 7 de julho.

Benefícios do chocolate para o cérebro Um novo estudo realizado por cientistas da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, sugere que o cacau é rico em flavonóides, o que, por um lado, melhora as nossas capacidades cognitivas e, por outro, possui propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que contribuem com diversos benefícios para a saúde, designadamente para o bom desempenho do sistema cardiovascular.

K


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 15


DIA MUNDIAL DO CÉREBRO

DIA MUNDIAL DO CÉREBRO Assinala-se anualmente no dia 22 de julho. O Dia Mundial do Cérebro tem como objetivo alertar para as grandes questões do cérebro, procurar promover a saúde neurológica e mental e a prevenção de doenças relacionadas. O cérebro é um órgão de vital importância para o funcionamento de todo o nosso organismo. Saber como ele funciona ajuda-nos a entender melhor algumas doenças que afetam o cérebro. É tão curioso quanto fascinante verificar como o cérebro trabalha com as informações. Ele processa junto das estruturas do encéfalo tudo o que recebe através dos cinco sentidos (visão, audição, paladar, olfato e tato), coordenando os nossos movimentos, comportamentos, emoções e, ainda, funções ligadas à inteligência, linguagem, consciência e memória. É por isso que qualquer disfunção no cérebro pode desencadear consequências em todo o corpo humano e nos seus sentidos. Principais doenças do sistema nervoso - Acidente Vascular Cerebral (AVC) O Acidente Vascular Cerebral (AVC), também conhecido como derrame cerebral, pode acontecer devido a um entupimento ou rompimento dos vasos que transportam sangue ao cérebro. Os principais sintomas da doença, que deve ser tratada imediatamente, normalmente são: dormência ou paralisia da face, do braço ou da perna em apenas um lado do corpo, dor de cabeça intensa e dificuldades motoras, cognitivas, na visão e na fala. - Epilepsia A epilepsia é um distúrbio que ocorre no cérebro e, geralmente, é decorrente de pequenas lesões que acometem a região. Essas lesões podem ter várias causas como: herança genética, uso excessivo de álcool e drogas, traumas e até mesmo outras doenças do sistema nervoso.

- Enxaqueca A enxaqueca corresponde a um tipo de cefaleia, termo médico utilizado quando se fala de um desconforto ou dor de cabeça. As cefaleias podem ser ocasionais e ligeiras, não interferindo com as atividades do dia a dia, contudo, em certos casos, podem ser frequentes e dolorosas, podendo afetar negativamente a qualidade de vida da pessoa. Existem inúmeros tipos de cefaleias, mas a enxaqueca é o mais conhecido e incapacitante, sendo três vezes mais comum em mulheres do que em homens. - Doenças psiquiátricas As doenças psiquiátricas, também chamadas de transtornos mentais, são caracterizadas como o comprometimento das funções cognitivas e assumem uma condição de anormalidade na ordem psíquica, mental ou cognitiva, e podem ter causas determinadas ou não. Principais doenças psiquiátricas - Doença bipolar Essa é das doenças mentais mais comuns na sociedade moderna. Esse desequilíbrio provoca oscilações imprevisíveis no estado emocional, afeta o humor e tem relação muito próxima com a depressão. As suas principais características são a instabilidade psicológica, que se revela pela alternância de um estado de angústia e desânimo com um estado de impulsividade e extroversão.

- Esclerose Múltipla A esclerose múltipla é mais uma das doenças do sistema nervoso que faz com que o corpo não responda corretamente aos comandos do cérebro. Isso ocorre devido a determinadas lesões nos nervos e medula espinal causadas pelo sistema imunológico.

- Ansiedade A Ansiedade é caracterizada por um sentimento de tensão, preocupação e medo. A ansiedade pode provocar vários sintomas físicos como arritmia/taquicardia (alteração no ritmo cardíaco ou do coração), vertigens ou tonturas, boca seca, dificuldade respiratória (falta de ar), entre outros. Para além destes sintomas físicos, a ansiedade pode provocar várias alterações psíquicas, como reações cognitivas (preocupação excessiva, dificuldades de concentração…), comportamentais (tremores, paralisação...) e sociais (dificuldades em falar em público, evitamento de eventos sociais...) que podem afetar a qualidade de vida dos indivíduos. 

- Alzheimer A doença de Alzheimer representa cerca de 60 a 70% de todos os casos de demência no mundo e ronda os 200 mil casos em Portugal. Os sintomas mais comuns da doença são: perda de memória, confusão mental, falta de noção do tempo, mudanças de comportamento e falta de discernimento.

- Esquizofrenia A Saúde Pública classifica a Esquizofrenia como um dos principais transtornos psicóticos. Os sinais mais evidentes da esquizofrenia são os distúrbios da linguagem e a desorganização do pensamento. No grau mais avançado, ela também afeta a perceção da realidade e altera a expressão do pensamento.

- Parkinson A doença de Parkinson também é uma das doenças do sistema nervoso que afetam principalmente a população idosa, sendo que em Portugal registam-se cerca de 20 mil casos. Trata-se de uma doença degenerativa e progressiva, que é causada pela diminuição da produção de um neurotransmissor chamado dopamina, muito importante para o funcionamento do cérebro.

- Depressão A depressão é uma doença que vai além de apenas se sentir triste. Ela causa exaustão mental, perda do interesse em realizar atividades e um imenso sentimento de vazio. É o distúrbio psiquiátrico mais comum no mundo. Estima-se que cerca de 350 milhões de pessoas apresentam um quadro de depressão clínica, contudo, menos de um terço procura tratamento.

16 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL Telefone 228 330 770 | Email consanas@hospitaldaprelada.pt | Site https://portaldasaude.scmp.pt/pt-pt/servicos/consanas


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 17


DIA MUNDIAL DO CÉREBRO | ESCLEROSE MÚLTIPLA

ESCLEROSE MÚLTIPLA: DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

Professora Doutora Maria José Sá Presidente do Grupo de Estudos de Esclerose Múltipla (GEEM) Assistente Graduada Sénior de Neurologia Responsável pelo Grupo de Doenças Desmielinizantes / Neuroimunologia Serviço de Neurologia, Centro Hospitalar e Universitário São João, Porto

A esclerose múltipla é uma doença crónica e autoimune do sistema nervoso central, que se caracteriza pela ocorrência de inflamação e neurodegenerescência no cérebro e medula espinhal. Embora não se tenha ainda identificado a causa, há evidência de uma interação entre genes que predispõem para doenças autoimunes, e fatores ambientais, como certas infeções víricas, tabagismo, défice de vitamina D. Esta interação leva a uma desregulação do sistema imunitário, da qual resulta lesão da mielina, substância que recobre as fibras nervosas, as quais sofrem também danos, com perda axonal e neuronal. A esclerose múltipla é mais frequente na mulher, surge habitualmente entre os 20 e os 40 anos, sendo a causa mais frequente de incapacidade por doença neurológica não-traumática no adulto jovem. Numa percentagem pequena de casos pode manifestar-se em idade pediátrica, representando um desafio de diagnóstico e de terapêutica, e mais raramente iniciar-se após os 50 anos. Estudos epidemiológicos recentes estimam uma prevalência de 64.4/100 mil em Portugal, o que aponta para cerca de 7 mil doentes. Pela possibilidade de ocorrerem lesões em locais variados do sistema nervoso, os doentes podem apresentar uma multiplicidade de sintomas – motores (ex. perda de força e do equilíbrio), défices visuais, visão dupla, perda da sensibilidade, formigueiros, alterações urinárias – todavia nenhum deles específico da doença. Sintomas emocionais (ansiedade, depressão), fadiga, e alterações cognitivas, como lentificação do processamento da informação, défice de atenção e de memória, são também frequentes e contribuem para o impacto negativo na qualidade de vida. Perante a suspeita de esclerose múltipla, é necessário fazer exames complementares e conjugar com os dados clínicos, tendo por base critérios de diagnóstico internacionais, já que não há nenhum marcador específico, sendo de realçar a importância do diagnóstico precoce. A ressonância magnética é o exame complementar mais importante, permite identificar, localizar e caracterizar as lesões desmielinizantes. O estudo de líquido cefalorraquidiano para identificação de biomarcadores, e os potenciais evocados, contribuem também para o diagnóstico. 18 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Quanto à evolução, a maioria dos doentes apresenta surtos (novos sintomas; agravamento dos já existentes) que alternam com fases de recuperação/remissão total ou parcial, podendo nalguns casos haver progressão clínica. A forma surto-remissão é a mais frequente, seguindo-se a secundária progressiva. Mais raramente a progressão dá-se desde o início – formas primárias progressivas. Em todas as formas de evolução pode haver sinais de que a doença está ativa (agudizada), sobretudo se ocorrem surtos e/ou se a ressonância magnética mostra lesões novas/aumentadas/a captar contraste. Embora não curável, a esclerose múltipla é uma doença tratável com uma panóplia alargada e crescente de medicamentos – imunomoduladores/imunossupressores – fruto dos avanços notáveis da investigação científica. O tratamento específico da doença deve ser iniciado precocemente e inclui medicamentos autoinjetáveis, orais e anticorpos monoclonais, com mecanismos de ação inovadores, atuando em distintos alvos do sistema imunitário, e diferentes perfis de eficácia, segurança e monitorização. Os resultados são muito esperançosos no sentido de parar a doença (ausência de surtos, de progressão da incapacidade, estabilidade das lesões e do volume cerebral). Compete ao neurologista avaliar o doente no seu todo para identificar o(s) medicamento(s) mais indicado(s) e tomar uma decisão partilhada com o doente. Forma da doença, grau de incapacidade, imagem, idade, estilo de vida, planeamento familiar, comorbilidades, etc., são fatores importantes nessa decisão. O tratamento inclui ainda o controlo dos surtos, geralmente com corticoides, e dos sintomas, por exemplo para reduzir a espasticidade, melhorar a função da bexiga, controlar a ansiedade. As intervenções de reabilitação e o exercício físico são também determinantes para controlo dos défices, prevenção de complicações e melhoria da qualidade de vida. Os doentes com esclerose múltipla beneficiam de orientação por equipas multidisciplinares com outros especialistas além dos neurologistas, enfermeiros, neuropsicólogos, assistentes sociais. No nosso País a maioria dos hospitais, sobretudo os de maior dimensão, possui consultas específicas com perfil de cuidados diferenciado e com participação em projetos de investigação e em ensaios clínicos internacionais. Acredita-se que seja possível, num futuro próximo, curar a doença, identificando-a o mais cedo possível e atuando precocemente com fármacos de alta eficácia. Atrasos no diagnóstico e no tratamento têm custos para o doente, para a sociedade e para os sistemas de saúde.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 19


DIA MUNDIAL DO CÉREBRO | ENXAQUECA DA MULHER

AFINAL, QUAL É O PROBLEMA DE DOER A CABEÇA...?

Professora Doutora Raquel Gil-Gouveia Diretora do Serviço de Neurologia do Hospital da Luz de Lisboa Coordenadora do Centro de Cefaleias do Hospital da Luz de Lisboa Presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias

A frustração e impotência apoderam-se da Rita (personagem fictícia) ao ouvir, mais uma vez, este tipo de comentários... não fora estar enjoada e com vontade de se enfiar num buraco escuro e silencioso (onde ninguém saiba da sua existência) à espera que o martelo pneumático, que lhe expande o crânio, resolva desaparecer, até conseguiria pensar numa resposta adequada. Ou, talvez, não. Até a Rita tem dificuldade em perceber como nuns dias só deseja eclipsar-se e noutros nada de errado se passa e ela consegue, como qualquer vulgar cidadão, viver o seu dia plenamente. Pois, a Rita tem uma doença. Invisível. Intermitente. Imprevisível. Incurável. Incapacitante. Uma doença que lhe rouba tempo, que a impede de conseguir planear, de conseguir gerir a sua vida e que lhe dá dor, angústia e a empurra para a incompreensão e solidão. Esse é o problema da Rita, que está completamente sozinha, no meio da multidão – 1 em cada 7 pessoas, 1 em cada 5 mulheres – sofre de Enxaqueca, que é 2ª mais importante causa, a nível mundial, entre todas as doenças, de anos vividos com incapacidade. E torna-se a primeira, se considerarmos apenas os indivíduos com menos de 50 anos de idade. E a enxaqueca nem sequer é o tipo de dor de cabeça mais intenso – título que pertence a uma cefaleia rara, a cefaleia em salvas, cuja prevalência é de 0.1% da população - nem tão pouco o mais frequente, a cefaleia de tensão episódica, que afeta 20 a 30% da população, que é ligeira, transitória e não induz incapacidade – aquela a que as pessoas chamam a “dor de cabeça normal”, que relacionam com o cansaço, falta de sono ou ansiedade. Mas a enxaqueca é o tipo de dor de cabeça mais impactante, em termos sociais e económicos, tendo sido estimado em 2012 que, só na Europa, a enxaqueca teria um custo anual de 111 mil milhões de euros, 70% dos quais exclusivamente atribuíveis à perda de produtividade no trabalho e/ou escola, associados às crises. Numa amostra de cerca de 3500 trabalhadores de 11 empresas portuguesas, o custo anual das dores de cabeça e enxaqueca foi estimado em dois milhões de euros.

20 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

E o sofrimento da Rita, de repente, passa a ser um problema de todos. Agora, que a Rita já captou a sua atenção, saiba que a Rita tem, durante 2 a 3 dias, 2 a 3 vezes por mês, um mal-estar indiscritível que se caracteriza por uma dor intensa, incompreensível e uma prostração que a torna lenta, infeliz, inquieta, torna-se para ela difícil pensar, decidir, agir.... mexer-se piora tudo, tudo à sua volta a agride – a luz parece que se espeta nos olhos, qualquer ruído ecoa estrondosamente na sua cabeça, os cheiros agravam o enjoo permanente e ela só quer desaparecer, até que tudo passe. Às vezes, antes da dor, começa a ver um brilho ofuscante de um lado da visão, que cresce, e cintila, e desfoca as imagens, até que mais de metade do mundo desaparece da sua visão. Aí começa a contagem decrescente de 20 minutos até que se abata a desgraça, que dura dias. Às vezes, estas crises aparecem associadas a noites mal dormidas, dias cansativos, mudanças no tempo, na menstruação... E a Rita sofre. Com dor. Com a angústia de saber que deveria estar a trabalhar, a namorar, a dançar, a fazer exercício, a ajudar o filho nos TPC's – e a nada disto tem direito. E que os colegas, namorado, amigos, treinador, filho - não percebem a Rita. E a Rita vai ter que desmarcar o cinema, na sexta, para trabalhar até mais tarde e amanhã, em vez de ir ao treino, tem que tratar da roupa, que não conseguiu nem ontem, nem hoje. E os amigos vão deixando de contar com ela nos jantares.... ela não combina saídas ou férias porque sabe que pode estragar tudo a todos, sem querer. No trabalho, sente que tem que dar mais noutros dias, porque há dias “temporariamente fora de serviço”... e a Rita não se pode dar ao luxo de se deitar tarde, de ficar sem comer, de apanhar calor... e a vida da Rita encurta-se, com o tempo que lhe é roubado pela doença, e pelo medo da doença. Rita, esta doença tem tratamento. Por favor, fale com o seu médico.

A Sociedade Portuguesa de Cefaleias e a MiGRA Portugal, com a ajuda da Rita Redshoes e do Paulo Diehl e Pedro Patrício, da Unlimited Content, produziram um videoclipe com o objetivo de sensibilizar para o impacto da Enxaqueca na vida dos doentes. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=GY7fJj6lgpE


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 21


22 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 23


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO A área do empreendedorismo é, por si só, um grande desafio! Com a rapidez com que a tecnologia avança e se interioriza nos negócios, exigindo a sua reformulação, a gestão de liderança altera-se por consequência. Se aliarmos todos estes aspetos, à baixa representatividade de mulheres nos negócios, o desafio assume (para elas) uma dimensão exponencial, mas desafiadora! As Líderes e Empresárias com carreiras de sucesso que vamos dando a conhecer são rostos de persistência e resiliência, muitos deles cada vez mais jovens, criativas e com uma visão mais próxima e real do futuro, um dado interessante para além de aliciante e inspirador para todas as outras mulheres. O mais importante é começar e pôr em prática todos os sonhos e ideias, “porque apenas plantando a semente será capaz de ver a árvore a dar frutos”. Como a inspiração é uma poderosa rampa de lançamento, deixamos-lhe algumas histórias e exemplos de negócios de mulheres empreendedoras de sucesso.

24 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


DINIS LUCAS & ALMEIDA SANTOS, BOUTIQUE LAW FIRM ®

WE [TAKE] CARE

dlas.com.pt geral@dlas.pt Telefone (+351) 21 781 60 10 Fax (+351) 21 781 60 11 AV. DA REPÚBLICA, Nº50, 7ºA | 1050-196 LISBOA | PORTUGAL

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 25


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | DINIS LUCAS & ALMEIDA SANTOS BOUTIQUE LAW FIRM®

O AMOR PELO TRABALHO SUPERA AS DESIGUALDADES Dedicada, focada e disciplinada, assim se descreve Margarida Almeida dos Santos, Senior Partner da Dinis Lucas & Almeida Santos Boutique Law Firm®. Com 26 anos de carreira e uma liderança que considera familiar, reconhece que existem cada vez mais mulheres na advocacia, um número que não se reflete na representatividade nos cargos mais altos de cada organização. Os grandes desafios atuais são a gestão da vida profissional e pessoal, em simultâneo. Como se caracteriza enquanto mulher e profissional? Sou dedicada, focada e disciplinada. Sei que tenho responsabilidades enquanto mulher e Senior Partner de uma sociedade de advogados, mas também as tenho enquanto mãe, esposa, filha e irmã. Priorizo o que tem prioridade: quando estou no escritório, foco-me o mais possível, sendo, por isso, produtiva, e isso permite-me estar inteira quando estou em casa, e usufruir da companhia da minha família, empenhando a mesma garra e determinação na resolução dos seus problemas e desafios diários, tal e qual faço no escritório. Creio que, enquanto uma mulher líder, entrego aos meus colegas e colaboradores uma liderança familiar, assente em valores que também partilhei com os meus filhos, e que fazem com que seja exigente, mas também compreensiva e empática, daí o nosso leitmotiv WE “take” Care.

Margarida Almeida dos Santos, Senior Partner

Se há 23 anos quando, juntamente com o seu sócio José Dinis Lucas, criou a Sociedade Dinis Lucas & Almeida Santos - Sociedade de Advogados, R.L., não era normal ver uma mulher a liderar um projeto na área do direito, hoje a presença da mulher na advocacia é um dado incontornável? Sem dúvida, mas ainda subsiste um caminho longo a percorrer. A verdade é que embora existam cada vez mais mulheres na advocacia, as posições de liderança continuam a ser ocupadas, maioritariamente, por homens, isto é, existem, efetivamente, cada vez mais mulheres nesta área, mas isso não representa um acréscimo da representatividade feminina nos cargos mais altos de cada organização. Se a questão está ou não relacionada com o género, dependerá a cada sociedade de advogados e à sociedade em geral, aferir; no entanto, urge perceber o que impede que mulheres altamente qualificadas, competentes e com espírito de liderança atinjam aquilo que os seus pares no masculino já alcançaram.

26 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Olhando para a sua vasta experiência e carreira, o que a motiva e inspira diariamente? Os meus filhos são a minha maior inspiração: aprendo sempre alguma coisa com eles, que transporto para o meu universo profissional. Para além disso, muitos dos meus clientes tornaram-se por essa via, meus amigos pessoais; e se por um lado, isso implica uma responsabilidade acrescida; por outro, leva à conclusão inevitável de que o objetivo foi conseguido, não só porque profissionalmente obtivemos êxito, mas também porque pessoalmente houve sintonia nos valores que partilhámos. Ao atingir meio século de vida e 26 anos de carreira, (sim comecei talvez demasiado cedo) o que me motiva é poder de alguma forma ajudar alguém que precisa, e conseguir atingir esse objetivo com outro que se prende com uma teia que se cria ao longo de vários anos com colegas, com empregados, com clientes. O que me motiva é poder dizer que a média temporal das pessoas que trabalham comigo é de mais de 12 anos e a maioria delas é Mulher, talvez porque não nasceram mulheres, mas nelas se tornaram. A Dinis Lucas & Almeida Santos - Boutique Law Firm estabeleceu com a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra um protocolo que salienta a sua aposta no apoio à formação das próximas gerações de juristas e advogados e a elevação dos níveis de qualidade nas áreas do direito? Sim, mas não só, dado que atualmente também temos parceria com Universidade Católica Portuguesa. Acredito que enquanto sociedade de advogados presente no mercado há mais de 22 anos


DINIS LUCAS & ALMEIDA SANTOS BOUTIQUE LAW FIRM® | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

“Creio que o facto de gostar muito do que faço me permite dar sempre o meu melhor, mas talvez mais importante do que o prazer que retiro do meu trabalho, se prenda com o facto de viver sob a máxima «põe tudo quanto és, no mínimo que faças»” temos responsabilidades que extravasam os casos que nos são confiados: cabe-nos, também, auxiliar os mais jovens que pretendem ingressar nesta carreira, dando-lhes oportunidade de contactar com a realidade durante um percurso que, inevitavelmente, se afigura mais teórico. É uma situação win-win, dado que também permite à Dinis Lucas & Almeida Santos - Boutique Law Firm a captação de talento: estamos sempre à procura de ter os melhores connosco, mesmo que isso implique uma formação que não seria tão necessária num advogado mais experiente. Fui professora durante alguns anos e tenho muito gosto em ensinar e gosto que os mais jovens desde cedo ponham a mão na massa, porque eu tive também essa oportunidade aos 22 anos e talvez tenha sido também essa a ferramenta que me catapultou para onde estou hoje. A DLAS tem vindo a desenvolver uma estratégia internacional para permitir acompanhar os clientes e atrair o investimento estrangeiro em Portugal. Como tem decorrido este processo? O balanço é bastante positivo. Um dos nossos objetivos é desmitificar o estigma associado aos investidores estrangeiros que pretendem vir para Portugal e também ao comummente

designado golden visa e permitir que quem pretende viver e estabelecer negócios em Portugal possa ver o seu processo a decorrer sem percalços, através de um atendimento especializado, atento e experiente. O objetivo era criar uma sociedade de advogados que permitisse responder a todas as áreas incluídas no direito privado. Que mensagem de esperança quer deixar como forma de inspiração para outras mulheres? Nada se faz sem muito trabalho, esforço e dedicação, quando comecei tínhamos de provar competência e conhecimento, algo que era inato aos advogados do sexo masculino e isento de prova, hoje em dia é mais fácil, mas ainda creio que quando se nasce mulher automaticamente perdemos a isenção de esforço para alcançar o sucesso. Creio que o facto de gostar muito do que faço me permite dar sempre o meu melhor, mas talvez mais importante do que o prazer que retiro do meu trabalho, se prenda com o facto de viver sob a máxima “põe tudo quanto és, no mínimo que faças”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 27


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | GRUPO BC PORTUGAL

POLIVALÊNCIA E EFICIÊNCIA SÃO PALAVRAS-CHAVE Sandra de Carvalho Dias avalia o seu percurso profissional como evolutivo, resultado de muito trabalho, estudo e partilha. A Diretora-Geral do Grupo BC Portugal garante que não permite qualquer tipo de discriminação, mas reconhece que, no mercado de trabalho em geral, ainda há muito a fazer. mim desde muito cedo; a resiliência, o positivismo, a empatia, o humor e a descontração são parte da minha essência. O caminho nem sempre é fácil, e obviamente, a excelente equipa que tenho, destacando, desde logo, o meu núcleo duro que, todos os dias, há mais de dez anos, faz o caminho comigo. Sou, portanto, uma mulher de sorte.

Sandra de Carvalho Dias, Diretora-Geral do Grupo BC em Portugal

A formação base académica em Solicitadoria e uma carreira de mais de 20 anos, em áreas diferentes e experiências em que assumiu cargos de liderança e gestão, formaram a mulher confiante e reconhecida que é hoje? Bom, não sei se reconhecida na dimensão que lhe está a dar, mas confiante e segura do caminho que quero seguir, isso sim, sendo que, ao longo do tempo, existiram muitos fatores, para além da formação e estudo, esses são contínuos; desde logo, o primeiro e mais importante a família, onde, desde pequena, me ensinaram que eu podia ser o que quisesse, desde que trabalhasse com afinco e que, para coordenar e liderar, tinha de saber fazer; depois, outro fator muito importante, foram as pessoas com quem me cruzei profissionalmente, ao longo do tempo, que partilharam comigo o seu conhecimento, abrindo-me as portas para que pudesse evoluir e que, acima de tudo, confiaram em 28 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Atualmente Diretora-Geral do Grupo BC, como descreve o seu percurso profissional, enquanto mulher em cargos de liderança e que pode ser um exemplo para muitas outras mulheres? O meu percurso profissional tem sido um percurso sempre evolutivo, de muito trabalho, muita aprendizagem, estudo e partilha. Fui-me colocando metas ao longo dos anos e, hoje, tenho a sorte de fazer aquilo que gosto, de trabalhar com Clientes Parceiros, o que facilita muito a evolução e o desenvolvimento de bons projetos e tenho de reforçar que poder liderar uma empresa onde não é permitido qualquer tipo de discriminação, seja ela de que tipo for, está no nosso Código de Conduta, raça, credo, género e claro, no que concerne à igualdade de salários. Está na nossa prática do dia-a-dia. No Grupo BC, a trabalho igual, corresponde um salário igual. Tenho noção que o mercado de trabalho em geral já evoluiu bastante, mas ainda há muito por fazer, no que à paridade diz respeito e acho que teríamos melhores resultados se a distribuição de lugares de topo fosse mais equilibrada. Há um grande trabalho a fazer também ao nível das próprias mulheres que, por vezes, competem de forma errada e acabam por se auto-boicotar. Neste sentido, temos de aprender a ser mais cúmplices, abrir caminho para as outras mulheres, incentivar e promover sempre que surge a oportunidade para o fazer. Temos poder para isso. Elogiar o trabalho de outra mulher não é uma ameaça, é sim, motivo de orgulho e de inspiração. Como é trabalhar no Grupo BC Portugal, uma empresa que faz parte da sua vida há 12 anos e na qual as pessoas são o pilar de crescimento e solidificação? As empresas são as pessoas, como tal, são o capital mais precioso que temos. Por isso, tentamos manter equipas estáveis, pouca rotatividade (in/out). Eu costumo dizer que na nossa empresa, estamos em constante “Erasmus” pois as pessoas, sendo o capital mais precioso que temos, têm de estar formadas e preparadas, só assim podem evoluir, aprendendo. A polivalência e a eficiência são palavras-chave e a estabilidade acaba por chegar quando, depois do período de aprendizagem, a pessoa encaixa-se quase que, de forma natural, em determinado projeto ou serviço.


GRUPO BC PORTUGAL | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

“Do Grupo BC, só se pode

esperar que continuemos a acompanhar os nossos Clientes, sempre com o foco num serviço de excelência e preparados para a jornada exigente que se avizinha. Fazer parte da solução está no nosso ADN”

Para além do salário pecuniário, é muito importante que a pessoa se sinta bem e confiante naquilo que faz no seu dia-a-dia e também onde e como o faz. A isso chamamos salário emocional que é outro fator de retenção de talento na nossa empresa. Trabalhar no Grupo BC em Portugal, em Espanha, no México ou no Brasil, é saber que temos um futuro sustentável e que criámos riqueza em cada país onde nos encontramos. Curiosamente, no Grupo BC as mulheres sempre estiveram em maioria, sendo que em Portugal, a equipa é composta em 95% por mulheres e os projetos são liderados por 99%. Foi um processo natural de evolução? Desde setembro de 2008, quando cheguei ao Grupo BC, as mulheres sempre estiveram em maioria, ainda que, neste momento, sejamos uma equipa com uns 85% de mulheres aproximadamente. Com o desenvolvimento de projetos de outsourcing mais puro, houve um acréscimo de postos de trabalho que vieram a ser ocupados por homens, mas continuamos com os 99% de liderança de projetos no feminino. Não é propositado, mas tem vindo a acontecer desta forma. Com o crescimento que temos tido em Portugal, é possível que, daqui por um ou dois anos, tenhamos mais homens na liderança de projetos, mas até lá, seguimos assim. O Grupo BC é líder na externalização de processos BPO (Business Process Outsourcing), com presença no Sul da Europa e na América Latina. O Grupo BC completa 47 anos de vida em Dezembro deste ano o que é sinónimo de um know-how inigualável. É líder na externalização de processos de BPO, pois continua a ser ousado na diversificação de serviços. Tem sabido, ao longo dos anos, modernizar-se, reinventar-se e, sobretudo, acompanhar a evolução e as necessidades dos Clientes, quer sejam Bancos, Fundos ou Servicers. Neste momento, o Grupo tem a capacidade de dar aos seus Clientes um serviço “all-in-one”, um serviço de “life-time-cycle” e a prova da nossa contínua evolução e ousadia foi, em pleno ano de 2021, havermos adquirido em Espanha, a empresa Lexer.

Apesar das adversidades, os valores mantêm-se inalteráveis? No que concerne aos números, ao contrário do esperado, o Grupo cresceu globalmente e temos uma expectativa de faturação em 2021 que ronda os 230 mil milhões de euros, o que corresponde a um crescimento, na ordem dos 36% comparativamente a 2019 (último ano de exercício normal). Concretamente em Portugal, crescemos cerca de 30% e perspetiva-se que continuemos nessa rota ascendente. O sector bancário em Portugal está a conseguir adaptar-se às exigências da economia, bem como da regulação e aos clientes cada vez mais esclarecidos e exigentes? O sector bancário em Portugal está de parabéns. Não esteve só à altura das exigências da economia por via do imperativo legal, foi muito além, acompanhando as famílias e as empresas na fase mais crítica da Pandemia e continua a fazê-lo. Por outro lado, está a responder muito bem às exigências regulamentares, no que concerne a transposição das diretivas da EBA e os Avisos do Banco de Portugal, o branqueamento de capitais, os beneficiários efetivos e nós, enquanto fornecedor parceiro, acompanhamos. Estamos completamente direcionados para o “fit & proper” com equipas muito bem preparadas. Quanto ao Cliente final, é verdade que está cada vez mais esclarecido e exigente e é por isso que vimos a trabalhar projetos “tailor made” de “know your costumer” e aí, também fazemos a diferença. O digital ajuda muito. Cada Cliente é um Cliente e trabalhamos juntos na solução. O que podemos esperar do Grupo BC em Portugal? Do Grupo BC, só se pode esperar que continuemos a acompanhar os nossos Clientes, sempre com o foco num serviço de excelência e preparados para a jornada exigente que se avizinha. Fazer parte da solução está no nosso ADN. Crescemos e evoluímos juntos. De outra forma, não faria sentido.

www.grupobc.com Rua Alfredo Da Silva, 8 A, Edificio Stern - 2.º E 2610 Alfragide Tel: 214 714 119 | 913 501 417

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 29


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | FISIOSOLUTIONS

“FAZER MAIS, MELHOR E COM PROPÓSITO” Começou em 2014 como gabinete de fisioterapia e, desde então, tem vindo sempre a crescer em motivação, vontade, saber, e desde julho 2018, em espaço. A Fisiosolutions é resultado do sonho de Joana Leão Saygi, para quem a criatividade na liderança é fundamental, numa área em que se lida com pessoas que precisam de estímulo positivo. Joana Leão Saygi, CEO

Em 2014, começou como um gabinete de fisioterapia, mas, felizmente, tem vindo a crescer, quer em espaço quer em valências, fruto de grande motivação, vontade, saber e resiliência. Que outras características foram importantes e diferenciadoras pelo facto de ser mulher? Ser mulher e ser mãe traz muitas mais-valias ao mundo empresarial. À partida, (não é assim tão linear) trazemos mais flexibilidade na medida em que as mulheres estão habituadas a gerir e conciliar vários ambientes - trabalho, filhos, a casa, a vida com conjugal, mas também mais competência emocional. Se aplicarmos a nossa capacidade de “gestão do caos” (bem útil nestes tempos de pandemia), conseguimos levar o barco ao destino. Além disso, creio que a subtileza e capacidade empática são também características, mais comuns nas mulheres, que contribuem para esta evolução.

A FisioSolutions é o resultado da vontade de criar um espaço onde o ser humano é visto como um todo e onde se procura o bem-estar e saúde, mas também fruto de um sonho de uma mulher que ser quer afirmar como líder de sucesso na área da fisioterapia? Onde me afirmo é na procura constante e incansável em ir mais além, compreender e saber mais para conseguir ajudar mais e melhor, vendo a pessoa no seu todo, com a integração e correlação dos vários sistemas do ser humano, é essa a marca e desafio que pretendo deixar no mundo da fisioterapia através da FisioSolutions. Considero que o sucesso da minha liderança só me pode ser atribuído pelos meus pares, clientes e concorrência. No entanto, creio que o facto de ser mulher ajuda na diferenciação da mesma.

30 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A missão da FisioSolutions, e de todos os seus colaboradores, será sempre a prestação de cuidados de saúde diferenciados e reconhecidos pelos clientes. No seu percurso profissional, muito rico e diversificado, o que contribuiu para gerir o espaço de forma mais assertiva e rigorosa, e que pode servir de exemplo e ser mais reconhecida? Cada profissional traz consigo a sua “bagagem”. O mais importante é pôr essa bagagem ao serviço em tempo e modo útil e manter a mente aberta e espírito crítico para aprendermos com os bons e maus exemplos pelos quais passamos. Procuramos que a FisioSolutions não se deixe estagnar no espírito e cair no hábito e na rotina. Buscando ativamente a melhoria contínua e o crescimento sustentável e gradual. Motiva-nos quando recebo estagiários curriculares das diversas escolas superiores especialmente quando referem que “... afinal existem sítios onde se aplicam as boas-práticas que tanto nos falam na faculdade”.


FISIOSOLUTIONS | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

Além disso, procuro, juntamente com a minha equipa, manter-me atenta às necessidades do nosso público e comunidade. Exemplo disto é a especialização que alguns fisioterapeutas da equipa obtiveram em Reabilitação Cardiorrespiratória Pós-Covid, Osteopatia Pediátrica o Pilates Clínico. Acrescentámos ainda à nossa oferta o serviço de Psiquiatria, que, na época de extrema exigência que vivemos, faz cada vez mais sentido para todos. No vosso quadro de valores podemos observar alguns não tão comuns, neste mercado em particular, como a criatividade, a ecologia, positivismo e educação. De que forma se incorporam estes últimos nos vossos métodos de trabalho? Este é um ponto diferenciador da liderança feminina? Se há ponto diferenciador em termos de liderança feminina ou masculina, creio ser este um deles, os valores. A criatividade é fundamental! Lidamos com seres humanos que precisam e beneficiam de estímulo positivo. Em cada sessão, em cada exercício podemos inovar, criar, desafiar o corpo e mente do cliente, potenciar resultados – nada de rotinas e protocolos rígidos. Positivismo, pois, a atitude positiva (não ilusória) é fundamental para o alcance de objetivos, mantendo o espírito livre para acreditar, pois só assim conseguimos erguer-nos de cada vez que caímos (e acontece muito!). Educação no sentido de formação académica, mas também no sentido da educação e crescimento do “EU” como pessoa/colega/chefe/profissional. Ecologia, pois, compete-nos, individualmente e coletivamente, reduzir o impacto ambiental, o mais possível e, isso, recai nas nossas escolhas diárias de equipamentos e consumíveis.

O lema sempre foi e continuará a ser “Fazer mais, melhor e com propósito”, apresentando soluções diferenciadoras? O tempo é cada vez mais um bem precioso para cada um de nós, por isso mesmo, nós profissionais de saúde, temos de ser e saber fazer mais para, no menor curto espaço de tempo, conseguir resultados. Este frame de tempo é dependente de cada situação e não significa consultas rápidas de cinco minutos, pelo contrário, mantemos a nossa qualidade de uma hora por cliente. Porém, a nossa busca pela formação constante permite que situações que se tratavam em 20 sessões passem para 6/9 sessões (por exemplo).

Rua Tristão Vaz, n.20D, 1400-353 Lisboa Tel: 21 199 33 39 | 91 364 95 04 www.fisiosolutions.com fisiosolutionsgeral@gmail.com Facebook: FisioSolutions Instagram: @clinica_fisiosolutions

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 31


Maria do Céu Ayiku, Empresária

32 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


MARIA DO CÉU AYIKU | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

“CONSIGO, A REALIZAR SONHOS” Em 2015, Maria do Céu Ayiku decidiu abandonar a carreira no ensino, a sua profissão de longos anos, e abraçar o mercado imobiliário. Hoje, Consultora Imobiliária na Keller Williams Realty, é uma referência e assume que o segredo do sucesso é gostar genuinamente das pessoas e do que se faz. A divergência com alguns aspetos do sistema de ensino e a paixão, já antiga, pelo sector imobiliário foram o mote para que Maria do Céu Ayiku abandonasse a carreira de professora, que já contava com 27 anos. Ainda no ensino, começou a fazer cada vez mais sentido seguir a sua paixão e colocou em prática a possibilidade de abandonar a área e direcionar-se para o mercado imobiliário. Uma paixão que chegou com a venda da sua primeira casa e, por isso, “uma escolha consciente”. Como nos diz Maria do Céu Ayiku, entendeu o home staging “antes do conceito chegar a Portugal e hoje é algo que faz o maior sentido”. O início de uma carreira de sucesso A mudança acontece em finais de 2015, quando inicia a carreira de Consultora numa outra agência. Considera o primeiro ano, um ano de adaptação “ao qual se sucederam anos de sucesso, com o alcance sucessivo de vários patamares de prémios”. Maria do Céu Ayiku confessa-se uma comunicadora nata, que gosta de apresentar soluções e que, acima de tudo, ama o que faz. É uma ”pessoa de pessoas”. A sua formação base em Línguas e Literaturas Modernas proporciona-lhe grande facilidade no contacto com o cliente estrangeiro e estabelece “facilmente uma relação de confiança”. Inicialmente, a consultora acreditava que se tratava de um negócio de casas, mas rapidamente percebeu que o principal são as pessoas. Uma casa é, normalmente, o bem material mais caro que uma pessoa tem, portanto, o essencial “é não trair a confiança de quem confia”. A principal motivação neste mundo “dominado pelos homens”, é ter a capacidade de seguir os sonhos. No entanto, Maria do Céu Ayiku nunca se sentiu discriminada, pessoal e profissionalmente, porque como nos explica, não se permite colocar nessa posição. “Sou uma mulher muito independente. Fui educada por uma tia, uma mulher extraordinária e muito à frente do seu tempo, e sempre tive esse exemplo de uma mulher forte.”

Maria do Céu Ayiku Consultora Imobiliária 960 056 669 mayiku@kwportugal.pt

Consultora imobiliária na Keller Williams Realty desde junho de 2021 A partir do momento em que começou a ter sucesso e ser um nome conhecido na área, a Consultora recebeu inúmeros contactos de imobiliárias, mas nenhuma lhe despertou tanta curiosidade como a KW Portugal. Aceitou o desafio da mudança e de crescimento da sua carreira e é, desde junho, Consultora Imobiliária da agência KW Pro, uma empresa em que, como a própria nos garante, as pessoas são extremamente gentis e educadas, e existe um enorme profissionalismo. “Win win ou não há negócio” é o lema da empresa onde todos têm de sair a ganhar e uma dinâmica de trabalho que agrada a Maria do Céu Ayiku. “Não existe nenhuma outra empresa neste momento, em Portugal, que privilegie tanto o consultor como a KW. O consultor é a peça chave”, salienta. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 33


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | MARIA DO CÉU AYIKU

Com uma área de atuação abrangente, que se estende a vários concelhos de Lisboa e outras zonas do país, é na Ericeira, terra onde vive desde 2013, que concentra a maior parte do seu trabalho e dos imóveis que transaciona. A sua proposta de valor centra-se no acompanhamento personalizado, uma vez que na venda de um imóvel oferece desde fotografias profissionais a visitas virtuais 3D, e no tratamento rigoroso e profissional de todos os clientes. “Trabalho um segmento médio alto, mas qualquer tipo de imóvel é bem-vindo. Trato de igual forma, e com o maior respeito, todos os clientes e isso traz resultados”.

“Colocar o cliente em primeiro lugar” O sucesso e os resultados obtidos, até então, são resultado de muito entusiasmo e honestidade, porque “por mais tentador que seja concretizar um negócio na hora, a mentira não pode existir”. Pequenos e grandes detalhes que proporcionam uma relação de confiança e, hoje, Maria do Céu Ayiku vê o seu trabalho referenciado pela satisfação e recomendação dos seus clientes. Qual o segredo? “Uma mistura de entusiasmo, honestidade e transparência; gostar genuinamente das pessoas e do que se está a fazer; colocar o cliente em primeiro lugar; e fazer um trabalho de consistência”. Para além disso, acresce a responsabilidade de acompanhar a economia nacional e internacional, os indicadores de crescimento ou retração e conhecer as zonas com valorização ou com potencial de desvalorização. 2020, foi um bom ano para Maria do Céu Ayiku, que com a pandemia viu a sua dinâmica de trabalho um pouco alterada - chegou a vender imóveis por skype - mas que não representou uma retração de valor, pelo contrário, houve um crescimento; é apenas “uma questão de adaptação aos tempos”. Profissionalização do sector No futuro, a Consultora tem como grande objetivo profissional, o maior investimento no home staging, área que em que já havia iniciado uma formação profissional que será brevemente retomada. Ao nível do sector imobiliário, Maria do Céu Ayiku, espera, num futuro próximo, assistir a uma maior profissionalização do sector que, na sua opinião, conduzirá a uma maior transparência e honestidade. Nos dias de hoje, começa a haver uma uniformidade de critérios, “felizmente, porque só assim se consegue prestar um bom serviço ao cliente”. O lema “Consigo, a realizar sonhos!”, a constante dedicação ao cliente e o compromisso de transparência e honestidade, bem como a qualidade do marketing, fazem com que Maria do Céu Ayiku seja procurada por clientes proprietários e compradores para a venda e compra de imóveis dos mais variados tipos.

34 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


"UBI: uma universidade do mundo para o mundo" Universidade da Beira Interior Mário Raposo Reitor

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 35


ENSINO E INVESTIGAÇÃO | UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

UBI: UMA UNIVERSIDADE DO MUNDO PARA O MUNDO

Professor Catedrático do Departamento de Gestão e Economia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas e, desde o dia 8 de junho, Reitor da Universidade da Beira Interior (UBI), Mário Raposo apresenta-nos uma universidade moderna, empreendedora, dinâmica e atrativa nas mais diversas dimensões e que representa a escolha certa para futuros estudantes. Mário Raposo, Reitor

Quais são os seus principais objetivos nesta nova função? Os objetivos de um reitor de uma universidade são sempre muito vastos. Obviamente que os principais são cumprir com a missão da universidade: ensino, investigação, transferência de conhecimento, promoção da cultura e a ligação à região. Neste momento, também há uma preocupação imediata relacionada com o financiamento das universidades. A UBI é uma das instituições que, em termos de financiamento, tem sido mais prejudicada face à evolução do número de alunos que tem tido nos últimos anos. Daí, que todo o trabalho que temos feito, desde o início, é conseguir os necessários recursos para que a universidade continue a proporcionar aos estudantes um ensino de qualidade e excelência, que acompanha o state of the art na generalidade das áreas científicas. Tem sido nossa preocupação a manutenção das acreditações dos cursos, junto das agências de acreditação, nomeadamente a A3ES. Temos apostado no desenvolvimento de investigação de excelência, fundamental e aplicada, refletindo essa criação de conhecimento num ensino de qualidade, e com impactos evidentes no desenvolvimento económico e social da região e do país, através da transferência do conhecimento da universidade para as empresas, território, autarquias, associações culturais e organizações do terceiro setor. 36 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Entre os cargos desempenhados, destacam-se a participação em diversas equipas reitorais, como vice-reitor e pró-reitor. A sua diversificada experiência será fundamental para a função atual? Sim. Eu estou na universidade, como docente, desde 1983, e, desde 1994, que estive ligado a várias equipas reitorais, em várias funções, como pró-reitor, vice-reitor, trabalhando dentro da universidade nas áreas de ensino, investigação e interface com a comunidade. Participei ativamente na criação do Parque de Ciências e Tecnologia da Covilhã, e na nossa incubadora interna; na realização de estudos de caráter de desenvolvimento regional; e vários estudos internacionais. Por outro lado, desde há muitos anos, que a minha função na universidade tem sido bastante ligada também à gestão da universidade. No entanto, nunca descurei uma grande ligação ao ensino. Fui membro fundador da nossa unidade de investigação na área das Ciências Empresariais – NECE, avaliado com Muito Bom pela FCT. Tenho uma vasta atividade de investigação, com dezenas de artigos publicados em journals internacionais indexados, fui autor ou co-autor de vários livros científicos e consegui a aprovação de vários projetos de investigação financiados por fundos comunitários.


UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR | ENSINO E INVESTIGAÇÃO

Ao nível do ensino, estive ativamente envolvido na introdução da pós-graduação na área da Gestão – Mestrado em Gestão, Mestrado em Gestão de Unidade de Saúde, Doutoramento em Gestão, e também ainda, na constituição do consórcio com as universidades de Aveiro e Minho, que levou à criação do Doutoramento em Marketing e Estratégia, o primeiro a funcionar na área, em Portugal. Trata-se de um Doutoramento totalmente lecionado em inglês, que funciona desde 2008/09, no qual os alunos se matriculam numa destas três universidades e circulam entre elas, finalizando com um diploma das três universidades. Ao longo da minha permanência na UBI estive envolvido em vários projetos e estudos com impacto na região onde nos inserimos. Portanto, tenho estado sempre ligado, ao longo da minha vida académica, a todas essas áreas, quer do ensino, quer da investigação, quer da transferência de conhecimento. Ser reitor de uma instituição é um processo de aprendizagem contínuo, porque estamos sempre a procurar melhorar. A ciência, o ensino e a investigação estão sempre a evoluir e, por isso, a universidade tem de acompanhar permanentemente todo este processo. A universidade cresceu, temos cinco faculdades e um vasto património edificado, que vai sofrendo uma degradação e temos de o preservar, reconstruir e modernizar, propondo novas áreas de ensino, de investigação e de interface com a comunidade. Tudo isto é uma grande tarefa, a equipa que me acompanha na reitoria está ativamente envolvida em todos estes aspetos e todas as pessoas da comunidade universitária, os nossos funcionários docentes, os não docentes, os investigadores, os nossos estudantes e os alumni, que constituem o nosso património mais valioso. Desenvolveu toda a sua carreira académica e profissional na UBI. Quais têm sido, na sua opinião, os motores principais da evolução da UBI? A UBI tem vindo a afirmar-se no panorama nacional e internacional. Tal deve-se à qualidade dos nossos recursos humanos, que têm conseguido fazer um trabalho de grande qualidade, transmitem aos alunos esse conhecimento de forma superior, que depois se reflete na sociedade. Tem sido a inovação e a adaptação permanente dos nossos docentes e não docentes à evolução da ciência e da tecnologia, o acompanhar da introdução do digital nas salas de aula para apoio ao ensino, a evolução da investigação em novas áreas do saber e a integração da UBI em redes internacionais de ensino e investigação que têm permitido passar esta imagem,

muito positiva, da universidade para a sociedade. Hoje, quando os alunos escolhem o ensino superior, a UBI é uma opção, porque é uma das melhores universidades portuguesas, numa região com qualidade ambiental, onde o custo de vida é mais baixo do que nas grandes cidades. No seu conjunto, estudar na Covilhã é uma excelente opção porque os alunos obtêm um ensino de excelência, numa região com qualidade de vida, num ambiente em estado puro e virado para a sustentabilidade futura. Esteve também sempre ligado à investigação na qualidade de investigador do NECE - Research Center in Business Sciences. A investigação é uma das vertentes que a UBI tem apostado cada vez mais? A UBI sempre procurou que a investigação acompanhasse a evolução das várias áreas científicas. No início da constituição da universidade, tivemos de contratar investigadores internacionais com qualidade em várias áreas, que nos ajudaram a cimentar a abordagem científica, principalmente nas áreas da ciência, tecnologia e engenharias. À medida que evoluímos, a UBI começou a criar, internamente, a sua própria capacidade de investigação e começou a ter os seus centros de investigação acreditados e reconhecidos a nível nacional e internacional. Progressivamente, começamos a aparecer hoje nos rankings internacionais e, hoje, estamos entre as 200 melhores universidades mais jovens do mundo. Ao nível do ranking de Shangai, algumas das nossas áreas de investigação aparecem já num patamar muito interessante, acompanhando outras universidades portuguesas mais antigas e de maior dimensão. Tudo fruto do trabalho de investigação desenvolvido pelos nossos professores e investigadores, que conseguem desenvolver investigação de grande qualidade e disseminar os resultados obtidos através das publicações nos jornais internacionais indexados, em livros científicos, pedagógicos, culturais e tecnológicos, mas também ao nível do serviço que prestam às empresas, autarquias e território. A UBI é uma instituição que sabe responder aos desafios e às rápidas mudanças do mundo atual. Ao nível do ensino, como faz a UBI para promover e garantir aos alunos uma formação de excelência, com boa formação profissional e que os prepare para o futuro? Todo o ensino, hoje, tem de ser vocacionado, por um lado, para a parte científica, mas por outro lado, para o saber fazer.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 37


ENSINO E INVESTIGAÇÃO | UNIVERSIDADE DA BEIRA INTERIOR

Portanto, desde o início que a universidade procurou, em todas as áreas científicas, apresentar e proporcionar aos alunos dos vários cursos uma aplicação prática do que é aprendido nas aulas. Não descurando a parte científica, mas o learning by doing sempre foi um dos objetivos do desiderato da diferenciação do nosso ensino face a outras universidades. Na saúde, criámos um ensino inovador, baseado nos modelos desenvolvidos em universidades internacionais de topo, onde os nossos alunos de medicina, além da aprendizagem teórica, importante para a formação de um médico, têm desde o início do curso uma formação prática nos hospitais, clínicas e centros de saúde. A inovação no ensino é transversal também a outras áreas científicas. Houve, desde sempre, um grande esforço feito na universidade, nas mais diversas áreas, na criação de laboratórios e na ligação às empresas, para que os alunos possam pôr em prática o conhecimento obtido nas aulas. A qualidade dos nossos licenciados é reconhecida ao nível nacional e internacional. Refira-se, a título de exemplo, o caso da área da aeronáutica, onde os nossos alunos são recrutados ao nível internacional por organizações de prestígio. Recentemente, a Agência Europeia enviou um satélite ao planeta Marte, tendo o helicóptero criado para voar naquele planeta sido concebido por uma equipa chefiada por uma engenheira aeronáutica que se formou na UBI, em 2012. Podemos afirmar que a UBI tem a grande capacidade de interligar o conhecimento teórico com o conhecimento prático. A UBI tem tido um grande crescimento e reconhecimento nos últimos anos, demonstrando que no interior também existe qualidade e se podem fazer carreiras de sucesso? A UBI tem sido um projeto de desenvolvimento regional do governo da nação, porque a única maneira de combater a desertificação do interior é fixar a população jovem. E tem-se verificado que os concelhos do interior, que têm ensino superior, são aqueles onde há menos perda de população. A atração de alunos, que vêm frequentar o ensino superior, resulta, muitas vezes, na criação do seu próprio emprego na região. Hoje em dia, uma das áreas de formação transversal na universidade é o estímulo ao empreendedorismo. Têm sido criadas várias start-ups tecnológicas, a partir da UBI, hoje com impacto significativo a nível nacional. Juntando tudo o que foi dito, posso dizer que a UBI é hoje uma universidade com qualidade e de mérito reconhecido o interior do país. Podemos ainda salientar que, hoje, vir estudar para a UBI

38 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

é uma opção de sucesso e é fácil chegar cá. A Covilhã tem uma centralidade que outras cidades não têm. Estamos no centro de um triângulo que liga Lisboa, Porto e Madrid, com proximidade a Salamanca, Cáceres e Valladolid. A nossa localização, aliada à qualidade do nosso ensino e à visibilidade da nossa investigação, atrai alunos nacionais e internacionais, sendo que estes últimos representam cerca de 20% do total de alunos. A UBI conseguiu, sem dúvida, impor-se pela sua qualidade de ensino, excelência da investigação e é um farol que ilumina e irradia conhecimento neste território interior de Portugal. A UBI, neste momento, é uma universidade que concorre a nível nacional com as melhores universidades do país e da Europa. É uma universidade do mundo para o mundo, com uma forte base na região onde está inserida e com formação para todos. Por que razão a UBI deve ser a escolha para o próximo ano letivo? A UBI oferece uma ampla variedade de cursos, em todas as áreas científicas; o ensino que se faz na universidade está ao nível das melhores universidades portuguesas e do mundo; existe uma qualidade de vida excelente na região da Beira Interior e uma comunidade envolvente que criou um ecossistema favorável ao ensino e à vida estudantil. Os alunos têm uma cidade onde convivem com a população, com um grande património arquitetónico, arqueológico na região envolvente. Neste momento, a UBI tem uma oferta razoável de camas para os alunos mais carenciados, mas há também uma grande oferta de residências privadas de qualidade na Covilhã. A cidade tem um ecossistema estudantil universitário, que propicia um ambiente de estudo agradável e motivador, com oportunidades de convívio e gerando uma formação inclusiva. Por outo lado, a UBI é hoje uma Universidade Europeia, fazendo parte do consórcio UNITA que envolve as Universidades de Saragoça, em Espanha, Pau e Savoie Mont Blanc em França, Turim, em Itália, e Timisoara, na Roménia. No total, fazem parte da rede 160 mil estudantes e 13 mil professores. Esta rede proporciona a oportunidade de os estudantes circularem entre as várias universidades da rede, sendo as formações obtidas creditadas na universidade de origem. Pode, também, existir intercâmbio de professores, investigadores e funcionários não docentes. A UBI cumpre, assim, o seu papel de contribuir para a formação de uma cidadania verdadeiramente europeia.


Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa Pelo conhecimento, pela inovação

MESTRADO INTEGRADO (1.º + 2.º ciclo) Ciências Farmacêuticas

MESTRADOS (2.º ciclo)

Análises Clínicas Ciências Biofarmacêuticas Engenharia Farmacêutica* Qualidade Alimentar e Saúde Química Medicinal e Biofarmacêutica Regulação e Avaliação do Medicamento e Produtos de Saúde

DOUTORAMENTO (3.º ciclo) Farmácia

CURSOS NÃO CONFERENTES DE GRAU

Oferta variável atualizada ao longo do ano letivo Exemplos: Ciências em Animais de Laboratório, Cosmetologia, Hematologia, Models of the blood-brain barrier, Pathogen Multiomics & Bioinformatics, Virologia (HIV, COVID-19)

Avenida Professor Gama Pinto, 1649-003 Lisboa

www.ff.ulisboa.pt Siga-nos nas redes sociais

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 39

* ciclo de estudos em associação com outra Escola da Universidade de Lisboa

OFERTA FORMATIVA 2021/2022


PELO CONHECIMENTO, PELA INOVAÇÃO A Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa comemora o seu centenário, num ano em que, na opinião da Diretora e Professora Beatriz Lima, as universidades se revelam fundamentais ao nível da investigação.

Professora Beatriz Lima, Diretora

40 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

2021 é um ano especial para a Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL), porque comemora o seu centenário. De que forma está a ser assinalado? A celebração do centenário começou no dia 18 de janeiro, dia em que se passou a designar Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Numa sessão comemorativa, presencial e virtual, fez-se a resenha histórica do ensino e profissões farmacêuticas e da evolução do currículo do curso de Ciências Farmacêuticas nas últimas décadas. Foram já realizadas outras ações neste ano comemorativo, como a reunião anual da Sociedade Portuguesa de Farmacologia, que virtualmente reuniu mais de três centenas de farmacologistas e oradores nacionais e internacionais. Os CTT emitiram um selo comemorativo do centenário da FFUL que pode ser adquirido pelo público. Ainda, será lançado um livro da autoria do Professor José Cabrita, pioneiro na área da Saúde Pública na FFUL e temos em preparação um livro comemorativo do centenário com histórias e testemunhos, e algum histórico da evolução do currículo da farmácia. Esperamos ainda poder inaugurar o novo edifício da FFUL em 2021, ano do nosso centenário.


FACULDADE DE FARMÁCIA DA UNIVERSIDADE DE LISBOA | ENSINO E INVESTIGAÇÃO

Em ano de comemoração, a FFUL é agraciada com a Medalha de Honra da Ordem dos Farmacêuticos. Os projetos desenvolvidos adquirem outra dimensão com este reconhecimento? A Ordem dos Farmacêuticos agraciou um dos nossos docentes na área da Farmácia Hospitalar, pela sua competência e atividade Académica e Profissional em Farmácia Hospitalar integrando ações de ensino e profissão de extrema relevância para o crescimento daquelas atividades na FFUL e no ambiente Hospitalar. Quando através de um seu par, a FFUL é agraciada pela ordem profissional, o seu posicionamento colhe maior visibilidade perante a profissão farmacêutica e a sociedade em geral. A FFUL investe no enriquecimento em permanência das ligações às áreas profissionais e na colaboração com a profissão farmacêutica. A FFUL procura incentivar os docentes e investigadores da escola, há um apoio constante à inovação e investigação? No Instituto de Investigação do Medicamento (iMed.ULisboa) da FFUL, os cerca de 200 investigadores são apoiados e incentivados nas suas atividades ligadas à inovação em áreas como o cancro, as doenças infeciosas, metabólicas ou genéticas, integrando a sua atividade investigacional com o ensino. A vivência dos estudantes junto do iMed.ULisboa é incentivada desde muito cedo na sua formação. A FFUL faculta os meios logísticos facilitadores e incrementadores da atividade de investigação que é considerada uma componente fundamental do seu progresso. Fomos pioneiros a estabelecer relações com associações de doentes, como é o exemplo da Eupati Portugal (European Patient Academy), uma iniciativa financiada com fundos europeus (IMI) com o objetivo de formar doentes informados na investigação clínica e do medicamento. Somos pioneiros em colaborações com agências reguladoras do Medicamento, o Infarmed e a Agência Europeia do Medicamento (EMA), onde representámos Portugal durante vários anos e mantemos relação estreita, sendo o Vice-Presidente do Comité de Medicamentos para Uso Humano um professor da FFUL. A investigação encontra-se sempre presente na execução de interações como as descritas. As parcerias são importantes para projetos mais enriquecedores? A filosofia do passado de que as universidades tinham de investigar sozinhas, para que os académicos e investigadores não fossem confrontados com interesses contraditórios, é uma ideia completamente ultrapassada. Atualmente, são reconhecidos os claros benefícios da partilha de know-how oriundo dos meios académicos e profissionais, Universidades e indústrias, para que a ciência traga benefícios práticos contribuindo ativamente para o progresso e resolução de problemas e necessidades concretas da sociedade. A incorporação da academia em projetos conjuntos com a indústria (farmacêutica, digital, eletrónica, alimentar) tem levado a uma explosão na produção de ciência utilizável em benefício daqueles que a pagam – os consumidores. Através das parcerias que vem estabelecendo, a nível nacional e internacional, a FFUL tem evoluído enormemente na produção de ciência com elevado relevo para a sociedade. Podemos destacar áreas como o cancro, a SIDA e, mais recentemente, a Covid-19.

“As universidades disponibilizam, num espaço único, um conjunto de saberes que podem ser integrados e utilizados rapidamente para abordar problemas múltiplos, e criar soluções exequíveis, de utilidade social” Qual a importância da investigação das universidades em contextos adversos como o que vivemos? Como tem sido a atuação da FFUL nesta vertente? As universidades são fundamentais em múltiplos aspetos no combate à adversidade em que, globalmente, mergulhámos. Foram rapidamente capazes de gerar conhecimentos em ciência básica e encontrar soluções para os problemas emergentes ligados à doença, ao seu controlo e à sua deteção. As universidades disponibilizam, num espaço único, um conjunto de saberes que podem ser integrados e utilizados rapidamente para abordar problemas múltiplos, e criar soluções exequíveis, de utilidade social. Para além de conceber e produzir testes, medicamentos e tratamentos, é necessário pensar como os implementar, interagir com a população nas componentes económicas e financeiras ligadas à sua produção e utilização, tendo em atenção o seu impacto social. Em março de 2020, a FFUL, através de muitos dos seus docentes e investigadores, começou a contribuir ativamente na despistagem da Covid-19, particularmente através do seu laboratório de Microbiologia e Virologia, que detém um elevado know-how. Docentes, investigadores e estudantes foram mobilizados para construir estratégias de implementação de novos testes e sua execução em colaboração com hospitais. A dificuldade em capacidade logística foi ultrapassada graças à grande motivação e força dos envolvidos. Temos vindo a desenvolver vários projetos, em colaboração com a indústria farmacêutica e hospitais, que contribuirão para aumentar o conhecimento da doença e das vacinas e monitorizar a imunogenicidade na população. Na FFUL como está a ser preparado o próximo ano letivo? O ano letivo começará no início de setembro, esperando que nessa altura o número de estudantes vacinados seja significativo. Desejamos voltar à FFUL em condições de normalidade sanitária, mas também acautelamos o pior, ou seja, a persistência da condição pandémica. Se as condições assim o exigirem, funcionaremos de uma forma semi-presencial, limitando o número de alunos nas salas de aula e laboratórios, mantendo as aulas teóricas virtuais, e conciliando as medidas de precaução com um ensino que queremos o mais possível, presencial. Desejamos iniciar o ano letivo presencial na sua globalidade, mas se tal não for possível prosseguiremos no ensino misto ou à distância, viabilizando o funcionamento da Escola e a preparação dos estudantes. O funcionamento do novo edifício ajudará a implementação de medidas facilitadoras neste sentido.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 41


ENSINO E INVESTIGAÇÃO | LIV STUDENT

UMA RESIDÊNCIA PARA VIVER, CRESCER E CRIAR MEMÓRIAS INESQUECÍVEIS A LIV Student é uma marca de residências de estudantes da Valeo Manangement que oferece aos estudantes alojamento privado, projetado para proporcionar uma experiência completa. Ignacio Bilbao, Managing Director Iberia na LIV Student - Valeo Groupe Europe Executive, em entrevista à Revista Business Portugal, realça a harmonia entre o bem-estar, desenvolvimento pessoal e intelectual desenvolvidos na residência que proporcionam aos estudantes uma melhor aprendizagem. É já em setembro que a LIV Student abrirá as suas portas no Polo Universitário do Porto, aos estudantes vindos das mais variadas regiões. Os trabalhos para a sua abertura estão numa fase “muito adiantada e dentro dos prazos previstos”, revela com satisfação Ignacio Bilbao. A pandemia trouxe a complexidade na preparação, mas as expectativas para o próximo ano letivo são boas. De acordo com o Managing Director, já era esperado um decréscimo de estudantes estrangeiros, principalmente do Brasil e outros países de língua portuguesa, mas a capacidade operacional do Valeo Group contornou os constrangimentos decorrentes da pandemia. A LIV Student é uma residência com qualidade e uma excelente opção ao nível de preço/qualidade, com preços adaptados ao mercado local e internacional, localizada num destino cada vez mais procurado pelos estudantes estrangeiros, que são “atraídos pela cultura, segurança e amabilidade das pessoas”.

42 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

LIV Student: a casa longe de casa A LIV Student é composta por 470 quartos e oferece também as melhores áreas comuns para estudar e relaxar com os amigos. Dispõe de quartos duplos, estúdios totalmente equipados, mas também em conceito Cluster - quartos individuais com casa de banho privada num apartamento partilhado - “todos com uma qualidade adequada e pensada para a experiência universitária”. As cores e os materiais proporcionam um ambiente tranquilo para que os estudantes se sintam confortáveis. Para além dos quartos, a LIV Student oferece as melhores áreas comuns para estudar e conviver com toda a comunidade residente: sala multimédia – a única residência na europa com a nova playstation 5 -, jardins e zonas verdes, sala de estudo, piscina, terraço no telhado, ginásio, área exterior para fazer atividades desportivas, “tudo para proporcionar a melhor experiência de vida”. É, portanto, “um produto muito interessante, com preços competitivos”, que pretende, sobretudo, ser a casa longe de casa. Nas instalações, tudo é projetado para se manter o foco nos estudos, enquanto a equipa da LIV é responsável por apoiar em tudo o que o estudante precisa, desde atividades, eventos, sessões de trabalho, a conferências. O objetivo é promover uma interação entre a equipa e os estudantes, para que não se sintam sozinhos.


LIV STUDENT | ENSINO E INVESTIGAÇÃO

Outro aspeto chave é a segurança da residência, fundamental quando o estudante escolhe o local onde vai viver. A LIV Student proporciona uma experiência segura com 24horas de videovigilância inteligente, com uma capacidade para dar toda a garantia aos estudantes. “A cidade do Porto é muito segura, mas a segurança nunca é de mais”, realça. A residência está localizada a poucos minutos das principais faculdades do Porto e da estação de metro Polo Universitário, uma localização privilegiada que permite aos estudantes descobrir e conhecer os lugares mais emblemáticos e atrações culturais da cidade. Aliás, os apartamentos são denominados como nome de distintas personalidades portuguesas, introduzindo a cultura da cidade na residência. O bem-estar é base da experiência LIV O mais importante é a experiência que o estudante irá viver dentro da comunidade da LIV e na cidade do Porto, “um lugar único para o seu bem-estar”, uma das bases do conceito da residência. Trata-se de uma etapa muito importante na vida de um estudante, que encontra na LIV Student instalações “muito cuidadas, pensadas para a estadia dos estudantes, estudo, relaxamento, atividades de lazer, tudo no mesmo contexto”. É uma residência aberta a todos os estudantes estrangeiros, mas também locais, que têm ao seu dispor uma equipa multidisciplinar, para perceber quais são os gostos dos estudantes e as suas necessidades. Uma ajuda que os alunos poderão também encontrar na LIV Ofice, onde encontram um apartamento piloto e podem ver todos os quartos já preparados para serem entregues. A inscrições podem ser realizadas on-line, através do site, ou através do contacto da residência. Para Ignacio Bilbao é uma honra o Valeo Group ter a primeira residência no Porto, acompanhada por um tratamento acolhedor por parte dos fornecedores, trabalhadores e Câmara Municipal. Uma satisfação que se estende a toda a equipa da LIV Student, que “atrai os estudantes e os atende da melhor forma possível para criar uma boa comunidade e que a sua experiência seja inesquecível”.

Rua Manuel Pacheco de Miranda s/n, 4200-804 Porto www.livstudent.pt/residencia-estudantes-porto/ porto@livstudent.com Tel: +351 912 266 851 Vitual Tour: www.livstudent.pt/oporto-tour/ REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 43


Breves... Portugueses rendidos ao e-Commerce Em Portugal Continental, 56,8% da população, com mais de 15 anos, assume fazer compras on-line, assumindo que o preço é o fator mais preponderante aquando da escolha das lojas. Os dados do Barómetro e-Commerce da Marktest revelam que os hábitos de compra on-line estão a aumentar em Portugal e mais do que duplicaram, ao longo da última década.

Portugal é atrativo para investimento O sector de construção e imobiliário é apontado pela Hays como um dos que revelou melhor desempenho em contexto de pandemia. O Guia do Mercado Laboral 2021 da consultora destaca que Portugal continua a ser um dos países mais atrativos para este tipo de investimento, o que possibilitou o fortalecimento do sector. A transição digital e a aposta nas energias renováveis foram apontadas como a grande tendência neste mercado, ao longo do último ano. Destacaram-se também as obras públicas de grande dimensão e as obras privadas no segmento residencial, que propiciaram um impacto positivo no desempenho do mercado de construção e imobiliário.

Mota-Engil é a única portuguesa no top 100 das maiores construtoras A Mota-Engil foi a única empresa portuguesa a entrar no ranking anual do estudo “Global Powers of Construction” da Deloitte, referente a 2020, ocupando a 76.ª posição, na tabela das 100 maiores construtoras do mundo. Este ranking tem em consideração vários indicadores como a receita e a capitalização bolsista, a solvência e a rentabilidade, mas também a presença internacional e a diversidade empresarial e de mercado.

44 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Microsoft, Nestlé e Google são os empregadores com melhor reputação A Microsoft, a Nestlé e a Google ocupam o pódio das organizações com a melhor reputação de marca, conseguindo uma maior atração no que toca à empregabilidade e proporcionando um melhor bem-estar e ambiente de trabalho aos seus colaboradores. Há 10 empresas nacionais no top 25 das organizações com melhor reputação e maior atratividade para o talento. A Delta lidera, ocupando o quinto lugar no ranking Employer Brand Reputação, da OnStrategy.

Pfizer e BioNTech vão produzir vacina na África do Sul em 2022 As empresas farmacêuticas Pfizer e BioNTech anunciaram que o grupo Biovac vai iniciar a produção da sua vacina contra a Covid-19 na África do Sul, no início de 2022. A transferência de tecnologia e a instalação das máquinas necessárias para engarrafar o produto, a fase final de fabrico, começará "imediatamente", de acordo com uma declaração das empresas, que declara igualmente que este é um passo crucial no reforço do acesso sustentável às vacinas.

Universidade de Coimbra estuda efeitos do stress no cérebro Um projecto dedicado ao estudo dos efeitos do stress crónico no cérebro, coordenado pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra, ganhou 492 mil euros de financiamento, no âmbito de Concurso CaixaResearch de Investigação na Saúde, iniciativa da Fundação la Caixa, que conta com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia. Dos 644 projectos apresentados a concurso, 195 foram submetidos por instituições portuguesas, tendo sido financiados 12 com uma verba global de 7,9 milhões de euros.


MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR, INVESTIR O objetivo primordial, e transversal, de todos os municípios é atingir uma gestão de excelência que salvaguarde, sobretudo, a qualidade de vida dos seus munícipes e que consiga atrair novos residentes, turistas e investidores. A concretização destes objetivos, que estimulam o crescimento e geram riqueza, de uma forma sustentável, acontece com a adaptação a novos modelos de gestão, mais atuais e inovadores. É precisamente essa adaptação a que assistimos cada vez mais nos municípios, que adotam soluções em prol do bem-estar da comunidade, ao mesmo tempo que estimulam o seu crescimento, sem colocar em causa a poupança e uma melhor gestão de recursos. Os municípios portugueses foram e são o principal ator durante a pandemia, com a criação de programas de apoio domiciliário e apoio ao tecido empresarial. Uma fase difícil que pode ser também um transformar das economias locais, com o investimento na inovação e promoção da coesão social e territorial.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 45


MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | J. F. ARADAS

“ARADAS, SEMENTE DE VIDA” Aradas é uma das atuais freguesias urbanas do Município de Aveiro. Uma terra feita de história, mas também de futuro, como nos revelou, em entrevista, Catarina Barreto, presidente da Junta de Freguesia de Aradas. Fique a conhecer nesta edição este território e o trabalho desenvolvido pelo executivo junto da comunidade, em prol da construção de uma “Aradas - Semente de vida”. A freguesia de Aradas distingue-se pela sua história e passado. No entanto, Aradas é também hoje uma freguesia de futuro, que aposta no desenvolvimento económico, social e associativo. Tendo presente este compromisso, quais as áreas alvo de especial atenção com vista à criação de uma “Aradas de futuro”? Aradas é de facto uma terra com passado e com história, tendo sido sede do concelho até o ano de 1836. Da nossa história fazem parte grandes personalidades e figuras marcantes do panorama regional e nacional. Orgulhosos deste nosso passado, procuramos honrá-lo, quer através da preservação dos nossos edifícios históricos, quer através do reconhecimento do mérito de todos aqueles que contribuíram para o desenvolvimento da Freguesia e a sua afirmação como terra de futuro. No início deste mandato, deparamo-nos com o pouco reconhecimento que, por vezes, existia sobre a potencialidade de Aradas, bem como da sua capacidade de atrair investimento público e privado. No presente, orgulhamo-nos de ter conseguido colocar Aradas no mapa regional, com voz nos Órgãos Nacionais da Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e, sobretudo, de termos conseguido fixar investimento, que possibilita a melhoria das condições da nossa população e um reforço da qualidade de vida dos Aradenses. Nos últimos meses, foi conhecido o investimento de multinacionais estrangeiras em Aradas, que ascendem a mais de 40 milhões de euros e que irão gerar cerca de 500 postos de trabalho diretos. Realço ainda, o investimento em habitação de custos controlados (HCC), com a oferta de 288 fogos reforçando a oferta habitacional de qualidade e a preços acessíveis, possibilitando fixar mais população. Durante este mandato, empenhamo-nos em promover o desenvolvimento económico, social e associativo da Freguesia, criando mecanismos para tal suceder, a título de exemplo refiro o Festival Aradas+, certame que possibilitou a revitalização do tecido associativo Aradense e a criação de uma verdadeira Comunidade, empenhamo-nos no reforço dos laços institucionais com a malha empresarial da Freguesia e com as Instituições que servem a população, realçando o reforço com a Corporação dos Bombeiros Voluntários de Aveiro Velhos e o estreitamento de laços com a Universidade de Aveiro e com as Instituições de Solidariedade Social da Freguesia. A pandemia trouxe consigo grandes desafios. Perante a situação de emergência provocada pela Covid-19, as juntas de freguesia mantiveram-se na linha da frente no combate ao vírus. Quais as ações desenvolvidas pela Junta de Freguesia de Aradas nesse sentido? As Juntas de Freguesia assumem a primeira linha de defesa das populações e dos seus interesses. Naturalmente, numa situação como a que vivemos de pandemia, reveste-se de particular importância o trabalho desenvolvido pelos autarcas locais de sensibilização e cuidado com as populações. A nossa principal preocupação foi

46 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

sempre a nossa população, em especial a mais vulnerável, o que determinou que, desde a primeira hora, conseguíssemos tomar medidas e adotar procedimentos que se vieram a revelar muito eficazes no combate à pandemia. Assumimos numa postura de proteção e pedagógica, conseguindo através da mesma que a freguesia de Aradas não fosse especialmente fustigada. Disponibilizámos todo o apoio às nossas Instituições e fomos um parceiro incansável no combate aos efeitos nefastos, através da criação de respostas sociais, visando minimizar quer o isolamento, quer o agravamento das condições socioeconómicas, reforçando ainda a oferta de disponibilidade de material de proteção individual à nossa Unidade de Saúde Familiar e às nossas Instituições, substituindo-nos, não raras vezes, ao Estado Central, cuja resposta por vezes foi ineficaz. A freguesia de Aradas destaca-se pela realização de iniciativas e eventos de cariz social e associativo, que pretendem não apenas unir a comunidade, mas também dar a conhecer a identidade deste território. Um desses eventos é o Festival ARADAS+ que, apesar de contar apenas com duas edições, é já uma iniciativa identitária da freguesia... Quando tomamos posse, rapidamente diagnosticamos a falta de laços entre as diversas associações da freguesia, assim como a falta de respostas de cariz social para a nossa população sénior. Assim, e porque “A política é em primeiro lugar querer”, quisemos ir mais longe, imprimimos uma forte dinâmica cultural, associativa e social à Freguesia (Projetos Aradas +), apoiamos as nossas associações, criamos respostas de cariz social de apoio à nossa população mais vulnerável, de que é exemplo a ginástica sénior, a fisioterapia, o transporte solidário e um vasto leque de respostas todas gratuitas, que estamos convictos que melhoraram a qualidade de vida da nossa população. Destaco ainda, como reforço da nova marca identitária criada a posição da Freguesia a nível nacional, na área da sustentabilidade ambiental, com a recente aposta na formação das nossas crianças no projeto PREPOP, que visa estimular o uso da bicicleta como forma de mobilidade sustentável e promoção de um estilo de vida saudável possibilitando que conseguíssemos um dos melhores rankings a nível nacionais de bicicletas por crianças em idade pré-escolar, a frequentar o ensino público. Prestes a terminar este mandato, que balanço faz deste quadriénio e quais os projetos e/ou iniciativas que ainda estão em vista para a freguesia de Aradas? Apesar das vicissitudes próprias dos novos tempos que vivemos, o balanço que faço não poderia ser mais positivo. Foi um mandato de forte projeção de Aradas, conseguimos afirmar a Freguesia no panorama regional, revindicando como nosso um espaço e um tempo próprio na Cidade.


J. F. ARADAS | MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

Aradas afirmou-se como parte integrante da malha urbana, galgando a antiga E.N.109, atual Avenida Europa, projetando-se como Freguesia de futuro. E é este futuro que é de todos, que queremos e vamos conquistar. Atualmente, a Freguesia tem condições para se tornar um dos lugares mais apelativos da Cidade para viver e/ou trabalhar, possuindo vida empresarial, associativa e social, afirmando-se como uma verdadeira “Semente de Vida”. Por tudo isto, consideramos que Aradas com passado, Freguesia com futuro deu lugar a “Aradas Semente de Vida”, capaz de ser suficientemente apelativa para projetar a vida nas suas diversas dimensões. A Vida, o bem mais essencial que possuímos, deve ser potenciada e transformada, projetando-nos para além da sua própria dimensão. Acreditamos mesmo que Aradas Semente de Vida, trará no próximo quadriénio uma nova vida, com novas dimensões à Aradas do presente. Mantendo o fito e a vontade de continuar a servir a terra que me viu crescer, gostaria de no próximo quadriénio deixar uma Aradas, cuja identidade fosse além da sua própria Vida, que conseguisse através das diferentes dimensões da Vida projetar-se nos diversos sectores como semente de crescimento para algo melhor, continuando a fazer mais e melhor por Aradas, com coração e a alma de quem ama as suas origens e quer aliar o seu dinamismo e a sua competência para construir uma melhor Aradas. Catarina Barreto, Presidente REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 47


MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | J. F. PENAMACOR

PRESERVAÇÃO DOS VALORES E PATRIMÓNIO

António Gil, Presidente

Com uma área de 373,33 km2 e cerca1600 habitantes, Penamacor é uma freguesia com características rurais. Recentemente, a Junta de Freguesia foi distinguida com a Medalha de Mérito Municipal de Grau Prata, que reconhece o mérito e resposta decisivos no combate à Covid-19. Um enaltecer de toda a prevenção e promoção, da saúde e segurança, feita até ao momento. No entanto, os projetos vão para além da saúde pública. 2021 e os anos que se seguem serão determinantes para a promoção territorial das regiões e, nesse sentido, a Junta de freguesia está empenhada em contribuir para a promoção do território, material e imaterial. No final do seu segundo mantado, o Presidente António Gil apresenta-nos os vários projetos que o executivo já implementou na freguesia e os que estão a ser projetados para o futuro. A freguesia tem sido, cada vez mais, visitada por quem procura um interior mais calmo. António Gil destaca o trabalho que,

48 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Localizada na província da Beira Baixa, Penamacor é sede do concelho e dirigida por um executivo, que procura constantemente explorar as suas potencialidades. Em entrevista à Revista Business Portugal, o Presidente António Gil revela os projetos que têm estado a ser implementados para que se preservem os valores materiais e imateriais da região. em colaboração com a Câmara Municipal, tem sido desenvolvido, nomeadamente ao nível da requalificação. As obras estão em curso e, apesar dos atrasos impostos pela Covid-19, estarão finalizadas até ao final do ano. Com o acentuar do turismo rural e resultado desta procura, a oferta de alojamento tem aumentado na freguesia. São cerca de oito alojamentos que, segundo os proprietários, estão quase sempre lotados, fruto também da massificação das novas tecnologias. Um território por explorar Para proporcionar um local mais agradável aos turistas, os projetos estendem-se ao tratamento dos caminhos rurais e dos fontanários. A freguesia de Penamacor compõe 67% de todo o território do concelho, portanto, “uma rede de caminhos rurais muito grande e que exige um trabalho difícil”, tendo em conta todos os recursos humanos e materiais existentes.


J. F. PENAMACOR | MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

Relativamente aos fontanários, alguns abandonados há muitos anos, estão em curso obras de recuperação, com uma imagem mais atual, “um modelo bonito e exclusivo de Penamacor”, que preservam a identidade original. Para além dos turistas, a comunidade estrangeira, que se tem vindo a instalar na região, tem merecido também a atenção dos trabalhos do executivo, porque são cerca de 500 pessoas, “um número significativo”. Esta comunidade vive, geralmente, nos arredores das localidades e deparam-se com a falta de códigos postal para que tenham acesso a bens e serviços. A junta de freguesia recebeu vários pedidos de ajuda e para solucionar este problema irá proceder à colocação de placas identificativas dos caminhos com um novo código postal. A partir daí, já podem fazer os pedidos via on-line. Trata-se de “um grande projeto, quer em recursos humanos, quer em materiais”, dada a verba necessária. No que à promoção do território diz respeito, está a ser iniciado um projeto “de extrema importância” em colaboração com o Museu Municipal. Trata-se de uma exposição ibérica, na qual além de oficinas de construção, serão divulgados instrumentos musicais ligados ao meio rural. Valores que o autarca considera que devem ser preservados, principalmente por pessoas “que estejam vocacionadas para elaborar esse estudo”, posteriormente divulgado pela Junta. Todos estes projetos são conseguidos e possíveis com o trabalho conjunto feito com a Câmara Municipal e “tem sido um trabalho exemplar”.

“Trazer pessoas que explorem o território e que fiquem agradados” António Gil perspetiva um futuro positivo para a freguesia, que tem muito potencial e onde há sempre muito a fazer. Todos os projetos têm uma só finalidade: “Trazer pessoas que usufruam e desfrutem deste território”. Recentemente, foi assinado um protocolo de co-gestão entre o Município de Penamacor, do Sabugal, Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) – entidade que gere o território – e algumas associações ligadas à floresta, relativo a preservação da Reserva Natural da Serra da Malcata, “uma grande potencialidade”. A freguesia de Penamacor é um local seguro para visitar e que está vocacionada para ajudar o próximo. É assim que, na opinião do Presidente António Gil, “a Junta tem de trabalhar e estar neste território, sempre com um carácter de ajudar o próximo e de fazer o melhor possível”. A Junta de Freguesia de Penamacor continua atenta às necessidades das instituições sociais que contribuem para apoiar os municípes, pelo que recentemente, ofertou mais uma viatura do tipo ambulância aos Bombeiros Voluntários de Penamacor.

Largo Ten. Cor. Júlio Rodrigues da Silva, n14 6090-545 Penamacor Tel: 277 394 564 | 965 025 242 juntafreguesia.penamacor@gmail.com

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 49


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS As últimas décadas têm vindo a demonstrar que a tecnologia muda, de uma forma mais célere, que as estratégias e que a organização. E que a estratégia e a organização, mudam mais rapidamente que os comportamentos das pessoas. Este desencontro de ritmos de mudança, tende a promover lacunas significativas na velocidade e eficácia da sua concretização. Muitas organizações afirmam que a principal barreira à gestão da disrupção é a resistência das pessoas à mudança. O que a pandemia da Covid-19 veio evidenciar, de forma clara, é que quando os ritmos de mudança se alinham – tecnologia, estratégia, organização e pessoas – os resultados podem ser extraordinários. Quando a mudança é imposta por fatores externos não controláveis e o sentido de urgência é evidente, as pessoas ajustam-se muito rapidamente. Daí, a importância de mudar comportamentos, mindset de liderança e gestão de pessoas para estarmos melhor preparados, no imediato e no futuro. E, de certa forma, este foi um momento oportuno para acelerar esta transformação nas organizações, fazendo despontar um novo perfil de liderança e uma gestão mais centrada nas pessoas.

50 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


HOUSE360 BENAVENTE E ALMADA | LÍDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

HOUSE360 BENAVENTE E ALMADA: FAZEMOS AS OBRAS POR SI Composta por uma rede de parceiros qualificados e com mão de obra especializada, a House360 Benavente e Almada dedica-se à Mediação e Gestão de Obras prestando um serviço assente na confiança e transparência, como nos asseguram Pedro Leal, Diretor-Geral, e Jorge Gonçalves, Diretor Comercial.

Pedro Leal, Diretor-Geral e Jorge Gonçalves, Diretor Comercial

A House360 Benavente surgiu, em 2020, para preencher a lacuna que existia ao nível da informação e prestação de serviços de qualidade no sector, percebida por Pedro Leal, Diretor-Geral. O projeto conta com um serviço de excelência direcionado para um cliente que “quer fazer uma obra, sabe o que precisa de fazer, mas não tem disponibilidade”. Na prática, o mediador percebe o que o cliente precisa, que soluções devem ser desenhadas para responder às suas necessidades e procura os melhores parceiros, com a garantia de qualidade e ao melhor preço. Materializando o objetivo da expansão da rede, este ano nasceu a House360 Almada, onde Jorge Gonçalves assume a direção comercial. A House360 é a solução ideal na área da remodelação, reabilitação e construção em todos os tipos de imóveis Seja numa construção de raiz, numa reabilitação urbana ou numa remodelação, a House360 Benavente e Almada presta um serviço de excelência no atendimento aos seus clientes. Para isso, conta com uma rede de parceiros especializados em várias áreas, com qualidade demonstrada, que são acompanhados permanentemente, garantindo o cumprimento dos cadernos de encargos e prazos pré-estabelecidos. A House360 Benavente e Almada apresenta vários tipos de soluções e propõe um número orçamentos em função da obra. Como acontece este processo? Há uma primeira visita com o cliente, para perceber qual o seu sonho e é explicado pelo mediador o que será necessário para encontrar uma solução e a partir daí é criado o caderno de encargos, “que dificilmente o cliente consegue criar sozinho”. Este é entregue aos prestadores de serviços, para que todas as propostas sejam comparáveis, esclarece Pedro Leal. Posteriormente, é desenvolvido um concurso entre as empresas que apresentam orçamentos discriminados para a mesma solução. A House360 assume-se importante no processo de decisão, uma vez que o mediador estabelece a diferença entre o que o cliente quer fazer e o que pode fazer e esta forma de trabalhar diferencia a House360 Benavente e Almada.

Contribuir com a experiência e formação para um serviço de qualidade, assente num modelo de negócio transparente Para a maior parte das pessoas, a transparência é simplesmente transferir toda a informação ao cliente, mas para Pedro Leal isso não chega, é preciso garantir que o cliente perceba o que lhe está a ser transmitido. “Há uma tendência neste sector para uma linguagem mais técnica e, muitas vezes, o cliente não percebe”. A transparência é, por isso, explicar e esclarecer ao cliente todos os termos, para que evitem correr riscos que desconhecem. A experiência de 20 anos na área de projetos e fiscalização de obra do Arq. Jorge Gonçalves e a vasta formação do Eng. Pedro Leal em gestão de projetos, em direito do urbanismo e de contratação pública, contribuem para a apresentação de soluções mais ajustadas e assertivas. Experiência e formação importantes no processo de expansão que a House360 Benavente e Almada pretende alcançar. Pedro Leal garante que o objetivo principal, neste momento, para além da expansão, é consolidar a marca em Almada e ajudar os clientes num mercado “que está a ficar saturado”.

HOUSE 360 BENAVENTE Rua Dom Paio Peres Correia, n. 1 R/C Dto 2135-230 Samora Correia Telf: 967 613 334 Email: benavente@house360.pt

HOUSE 360 ALMADA Rua António Nobre 1D 3º DTO – Cacilhas 2800-260 Almada Telf: 932 032 215 Email: almada@house360.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 51


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | REGINACORK

SUSTENTABILIDADE NA FLORESTA A Reginacork, S.A. é uma empresa de transformação de cortiça e produção de pellets de madeira, localizada, no Pinhal Novo. Com mais de 20 anos de existência, a empresa, que começou com oito trabalhadores e se dedicava exclusivamente à preparação de cortiça Amadia, adaptou-se às novas necessidades do mercado.

Carlos Garcia, Administrador

52 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Em 1998, deram-se os primeiros passos no processo de trituração da cortiça, evoluindo para a produção de granulados de falca, cujo destino era a indústria de revestimentos. Em 2002, é abolido o sector de “Preparação de Cortiça”, tendo como produto principal os triturados de cortiça e os granulados, obtidos através da moagem dos desperdícios da coriça, como produto complementar. Mais tarde, a Reginacork iniciou a venda do resíduo que produziam e, passados cinco anos, em 2013, implementou duas linhas de produção, uma de granulado e outra de triturado. Crescimento que se estendeu no ano seguinte com a execução de mais duas linhas de produção. Hoje, “a missão da Reginacork é, produzir pellets de madeira, triturado e granulado de cortiça de forma rentável para a empresa e para o mercado”, assegura Carlos Garcia, Administrador de uma empresa que, ao longo dos anos, se foi adaptando à realidade e às necessidades do mercado. Em resposta a essa evolução e à necessidade de desenvolvimento de maisvalias nos produtos, houve uma evolução na produção dos granulados. Atualmente, a Reginacork produz diferentes tipos de granulado, um produto 100 por cento natural, dependendo das necessidades específicas de cada cliente.


REGINACORK | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

2016: Instalação de nova unidade de fabrico para a produção de pellets Inicialmente, a empresa dedicava-se exclusivamente à preparação de cortiça Amadia, mas foi crescendo e aumentando as linhas de produção. Em 2016, a Reginacork inicia a instalação de uma nova unidade de fabrico para a produção de pellets, para uso doméstico e industrial. Trata-se de um biocombustível sólido 100 por cento natural, renovável, com impacto neutro nas emissões de CO2 durante a queima. Esta nova área de negócio surgiu como um suporte alternativo, porque “um só negócio/produto não é suficiente num mercado instável”. No final de 2020, com a chegada da pandemia, houve a urgência de duplicar quantidades e criar suporte maior para a produção. Como uma medida de emergência, foi montada uma segunda linha e, neste momento, a empresa tem uma capacidade de produção de 45 mil toneladas por ano. De modo a evitar a sobrecarga na zona envolvente de abastecimento de matérias-primas, Carlos Garcia, não equaciona uma nova expansão do equipamento de produção. A Reginacork abastece na limpeza e desbaste da floresta e, por isso, “não faz sentido sobrecarregar a fonte de abastecimento”. “A Reginacork está, atualmente, mais direcionada para o mercado internacional” Para além dos materiais necessários, os recursos humanos são igualmente importantes para que a qualidade se mantenha. Recursos que, como nos atenta Carlos Garcia, não se encontram disponíveis e com conhecimento na área. Por isso, a aprendizagem e formação são feitas no local de trabalho. “Os trabalhadores vão conhecendo, passando pelos vários ciclos de produção, para perceberem tudo o que é necessário.” O conhecimento é, portanto, resultado da prática e da evolução. Conhecimento esse, que vai para além do mercado nacional, uma vez que a Reginacork exporta para a Dinamarca. Neste momento, o volume de vendas dos granulados de cortiça,

para os revestimentos, e dos pellets, para energia, “está mais ou menos equivalente, com uma distribuição de 50 por cento para cada mercado (nacional e internacional). Em Portugal, o volume de vendas, de pellets, é residual, não ultrapassando os dois por cento, e para pequenos clientes, mas a procura nacional por combustíveis alternativos e sustentáveis, está agora a desenvolver-se. Por outro lado, a cortiça tem o seu mercado e continua o seu caminho. A Reginacork está, atualmente, mais direcionada para o mercado internacional, no qual são reconhecidos pela venda dos pellets. Produtos e serviços certificados De forma a assegurar a satisfação dos clientes, a Reginacork é uma empresa devidamente certificada. A empresa obteve, em 2008, a certificação do sistema de gestão da qualidade, segundo o referencial ISSO 9001, encontrando-se também certificada segundo os normativos NP EN ISO 9001:2015, ENplus: 2015; SBP Standard #1, Standard #2, Standard #4 e Standard #5; FSC-STD-40-004 e FSC-STD-40-005. O objetivo é melhorar continuamente a qualidade dos produtos e serviços e cumprir a regulamentação aplicável ao produto, respondendo à exigência do mercado, principalmente o nórdico, que “não compra sem a certificação”. Política de gestão baseada na sustentabilidade económica, social e ambiental Nos últimos 20 anos, o foco tem sido a satisfação do cliente e, por isso, têm vindo a aperfeiçoar os processos de produção. A Reginacork adota uma política de gestão baseada na sustentabilidade económica, social e ambiental, possibilitando perspetivas a longo prazo. Uma política que, nas palavras do Administrador, é para manter e tudo aponta para isso”. Há uma procura constante pela inovação no fabrico dos produtos, utilizando tecnologias essenciais para manter o índice competitivo, sem nunca esquecer “a flexibilidade necessária para enfrentar as necessidades do momento”.

Equipa Reginacork

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 53


“O SEGREDO É REINVENTAR-NOS TODOS OS DIAS” Para João Marques o segredo é acreditar no que se faz e nos sonhos que se quer atingir. Em entrevista à Revista Business Portugal, o Gerente assume que o próximo objetivo da Casa Fernandes é dar o passo para a internacionalização. A Casa Fernandes começou por ser uma casa agrícola, uma das maiores empregadoras do concelho de Oleiros e grande dinamizadora da agricultura, tendo hoje na base do negócio a olivicultura, floresta e imobiliário. Como se deu esta transição? É verdade, fomos uma das maiores empregadoras do concelho de Oleiros. Esta transição dá-se numa fase em não existia uma aposta na rentabilização das várias vertentes de negócio, em que o próprio tempo acabou por estagnar a dinâmica desta casa. Foi assim por diversos acontecimentos e adversidades. Assim, quisemos alterar a forma de trabalhar, inovando e utilizando as bases já existentes para com uma nova veia empreendedora criar novos negócios e recuperar outros. Tornamo-nos claramente, numa empresa novamente investidora.

João Marques, Gerente

54 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

No entanto, o azeite é a grande aposta do negócio e que vos diferencia no mercado e que está presente em muitas lojas tradicionais em Lisboa e outras regiões, em restaurantes e grandes grupos hoteleiros. O que leva todos eles a escolherem o vosso produto? Não é minha intenção ser polémico ou querer a verdade absoluta da produção de azeite. Há lugar e espaço para todos e ainda muito para aprender. Para além de se poder fazer neste momento diversos azeites no mercado com características bastante distintas, eu ao contrário de muitos colegas meus, não acho que os consumidores tenham que ser “Educados para a prova de azeite”. Sou um defensor até, que nos concursos nacionais e internacionais das escolhas dos melhores azeites, os júris fossem constituídos por consumidores e não produtores. É uma opinião muito própria. Os lagares de prensas são muitas vezes olhados com desconfiança, um erro, na minha opinião! Obviamente que houve transformação e inovação no processo de colheita e produção, mas o que nos distingue, ainda é a opção por um azeite monovarietal, constituído por azeitona “Galega” da Beira Baixa, a fase de maturação do fruto na colheita e mantemos unicamente ainda o processo de decantação. Eu digo e continuarei a dizer que é o “Azeite puro”. Obviamente que as outras fases já são feitas automaticamente e seria muito fácil colocar uma linha contínua, mas, continuamos a apostar neste processo. O nosso azeite é escolhido simplesmente pela prova do cliente.


CASA FERNANDES | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Queremos um azeite mais doce e suave que possa ser identificado como de uma região, de uma terra. Os consumidores, que procuram um azeite com essas características, conseguem encontrá-las no nosso produto e quando nos dizem que é dos melhores que já provaram, descrevendo lembranças ou sensações, dá-nos uma satisfação enorme. Depois existe uma relação de muita proximidade com todos eles, são para nós amigos e parceiros que podem sempre contar com a “Casa Fernandes”. O percurso, desde 2010, tem sido pautado por um crescimento em todas as vertentes de negócio, tendo tido um grande revés com os incêndios de 2017 e viram-se obrigados a recomeçar do zero. Apesar dos percalços, o balanço até aqui é positivo? De facto. O percurso não foi fácil, quando em 2017 já existia um caminho percorrido, os incêndios acabam por destruir a aposta na floresta, os novos olivais e tragicamente parte da receção do nosso lagar. Foi recomeçar do zero, quer para os projetos ambicionados, quer para mim próprio, quando abdico de um emprego estável na minha área de formação e me dedico exclusivamente aos negócios da empresa. Sempre acreditei que era possível, e cá estamos hoje com um grande aumento da área florestal adquirida e replantada, com a requalificação completa do nosso imobiliário no mercado de arrendamento e com um marca de azeite pujante, que consegue atrair novos clientes, chegar a novos mercados e a surpreender os que nos querem conhecer. O balanço só pode ser positivo. O João Marques tem um espírito de investidor, de criar riqueza, principalmente numa zona do interior, já por si desfavorecida e esquecida, mas que tem as suas vantagens. Enquanto gestor, o segredo é reinventar formas alternativas de chegar ao cliente? O segredo é reinventar-nos todos os dias. O segredo é acreditar no que fazemos e nos sonhos que queremos atingir. O segredo é o trabalho realizado com paixão. Não vale a pena estar a falar dos problemas do interior, todos os conhecem, mas poucos os querem resolver! Aqui temos de mostrar que também cá existe gente com ambição, competência e vontade de viver e trabalhar. Costumo dizer com frequência que como gestor e empresário temos de nos antecipar e fazer escolhas. Acertamos e erramos, mas só acertando mais vezes e aprendendo com os erros, conseguimos atingir os nossos objetivos. Além disso, acredito piamente que podemos ter sucesso no interior, criar riqueza e postos de trabalho. O que ainda me choca é o nauseante e asqueroso preconceito de que, por estas terras, somos uns meros provincianos acanhados atrás da serra! Isso está a mudar, mas com muito caminho a percorrer. A fileira do Medronho e do turismo são objetivos e áreas em que querem estar envolvidos. Como se traduz, na prática, esta vontade? São, sem dúvida. Na minha opinião, são áreas de muito futuro no interior. Com a pandemia, os portugueses quiseram conhecer o nosso país e a nossa região ganhou com isso. Temos paisagens únicas, gastronomia, praias fluviais, história, alguns monumentos religiosos de grande beleza, mas, acima de tudo temos o silêncio. O turismo do silêncio é cada vez mais procurado, e aqui, a oferta é infinita. Posso adiantar que já tenho a ideia do turismo que pretendo implementar e já fiz alguns contactos para começarmos a traba-

lhar, nesse projeto. Quanto à fileira do medronho, não escondo que é uma aposta forte, plantamos já cerca de 3500 e queremos continuar a realizar novas plantações. Nesta região o medronho é um produto de altíssima qualidade e para além disso, existem muitos produtores que continuam a ter a sua pequena produção. O objetivo passa pela criação de uma marca e de um espaço onde possamos produzir a nossa aguardente, assim como, comprar o fruto a produtores locais e regionais. Não só estamos a investir, como a criar uma dinâmica social e económica na região o que deve ser uma preocupação também hoje dos empresários. Não podemos somente olhar ao lucro, mas também às dinâmicas da sociedade e sobretudo tentar impulsionar as pessoas para a motivação de investimento numa área de qualidade e que já existe. O objetivo da Casa Fernandes era dar o passo para a internacionalização, mas que ficou suspenso devido à escassez da matéria-prima. Já é possível, neste momento, repensar nesse objetivo para um futuro próximo? É, e já o conseguimos fazer. Como tenho referido, a internacionalização é um dos nossos objetivos. Este ano já tivemos a experiencia de alguma exportação para o mercado da Saudade, nomeadamente para França. Tive há pouco tempo uma oferta para exportação para o Luxemburgo, e Angola, mas, com cerca de 35 hectares de olival novo a matéria-prima, continua a ser pouca para a atual procura. A nossa prioridade neste momento, passa pela construção do novo pavilhão que vai albergar uma nova linha de enchimento, rotulamento e embalamento, o que está previsto para o início de Agosto. Será um novo impulso e tonar-nos-á mais eficazes e eficientes neste processo.

www.casa-fernandes.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 55


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | TRANSPORTES PASCOAL

O VERDADEIRO PARCEIRO DE NEGÓCIOS Com 50 anos de experiência no sector do transporte de mercadorias, a Transportes Pascoal aposta num serviço de excelência sustentado por uma frota de alta qualidade. Nuno Gabriel Almeida de Oliveira, Administrador, partilha, em entrevista à Revista Business Portugal, a meta da sustentabilidade abraçada pela empresa num futuro próximo. A aposta na excelência do serviço através do investimento em material de alta qualidade e constante aperfeiçoamento tecnológico é a chave para o sucesso contínuo? É, de facto! O sector em que operamos, transportes e logística, tem evoluído de forma muito significativa. Trata-se de uma atividade muito exposta ao exterior, onde as fronteiras não se fazem sentir. Por conseguinte, as empresas portuguesas sentem forte concorrência de agentes de todo o mundo, o que os obriga a uma constante melhoria, quer ao nível da qualidade dos serviços prestados, quer ao nível da competitividade. Na Transportes Pascoal, sempre procurámos uma diferenciação pela qualidade, posicionando a empresa em mercados premium. A aposta tem sido ganha, e se a globalização sentida fortemente no sector nos traz concorrência aguerrida, o certo é que também nos

56 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

proporciona mais oportunidades, pelo que nos posicionamos de forma muito positiva, também em outros mercados europeus, nomeadamente no mercado inglês, francês, espanhol, belga, holandês e alemão. Em todos, a excelência do serviço prestado, o foco nas necessidades dos clientes, a flexibilidade das soluções apresentadas e o rigor para com os compromissos assumidos têm sido a chave do sucesso. Com a pandemia surgem novos desafios que impõem uma mudança em todos os sectores. Nos seus diversos serviços, a Transportes Pascoal procura diariamente soluções inovadoras que permitam realizar transportes cada vez mais eficientes? Não apenas a pandemia, mas também o novo contexto advindo do Brexit, a 1 de janeiro de 2021, forçou a empresa a soluções inovadoras. O investimento em tecnologia tem sido forte, nomeadamente com sistemas de gestão integrados e com elevada capacidade de controlo sobre as operações. Todos os nossos camiões dispõem de sistema de geolocalização, complementados com a recolha e tratamento de outros dados (controlos horários de condução e descansos, dados da centralina relativos a manutenção dos veículos, performances de condução, entre outros). Todos os nossos camiões/motoristas dispõem de internet e smartphone para receção e envio de dados mais complexos. Por exemplo, na questão dos novos trâmites aduaneiros necessários para o mercado inglês, esta capacidade mostra-se diferenciadora, por permitir maior rigor, rapidez e comodidade num procedimento que, de outra forma, seria muito mais moroso e falível.


TRANSPORTES PASCOAL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Estas inovações tecnológicas somam-se a outras que utilizamos no processo administrativo e, principalmente, aos meios operacionais de que dispomos (camiões e reboques), de última geração e com uma idade média de frota muito baixa (cerca de três anos). Na moderna frota de 350 camiões, todas as viaturas estão equipadas com GPS e são seguidas em tempo real, 24 horas por dia, 7 dias por semana. Tudo em prol de uma resposta rápida e eficaz aos vossos clientes? É verdade! Mais do que uma resposta rápida e eficaz, esta postura incrementa sobretudo a fiabilidade da resposta dada e do serviço prestado. Complementamos a disponibilidade tecnológica com uma forte aposta no fator humano. Dispomos de gestores de tráfego noturno, que asseguram a continuidade do acompanhamento feito, bem como a atempada e correta informação relativa ao estado em que se encontra o serviço contratado. A Covid-19 potenciou a crescente procura de serviços de e-Commerce, de Logística e Transportes, com soluções eficazes e a procura de novas oportunidades e mercados. A empresa investe na formação constante dos colaboradores tendo em conta as necessidades do mercado? Sim, a formação é uma preocupação constante da empresa, e não apenas na parte administrativa. A formação faz-se sentir ainda com maior relevância na parte operacional, ou seja, nos nossos motoristas. E essa formação incide em várias vertentes, como a tecnologia, higiene e segurança, eco-driving, procedimentos de estiva, questões legais e de gestão de horários, entre outros. No sentido de aprofundar e tornar mais científica alguma da formação que pretendemos para os nossos quadros, acabámos também de protocolar uma parceria com a Coimbra Business School, um prestigiado estabelecimento de ensino superior, com quem partilhamos objetivos ambiciosos de cooperação.

“ Temos desenvolvimentos de software

para gestão otimizada de rotas e redução de kms em vazio, medimos e agimos sobre performances de condução, emissão de CO2 … enfim, colocámos o foco da nossa atividade na sustentabilidade”

Quais são as maiores preocupações da empresa para os próximos anos, no âmbito da vossa atividade? Para além das já referidas preocupações ligadas à qualidade de serviço e da competitividade, a empresa assumiu como uma meta, para o futuro próximo, um vínculo forte às questões ambientais e de sustentabilidade. O mundo inteiro despertou para essa realidade e nós queremos estar na linha da frente, no sector em que nos movemos, no desenvolvimento de soluções de transporte e logística mais sustentáveis. Dispomos já de alguns veículos a GNL na nossa frota (e iremos expandir ainda mais nesse sentido), proporcionamos formação específica (por cada marca de veículos) de eco-driving aos nossos motoristas, temos desenvolvimentos de software para gestão otimizada de rotas e redução de quilómetros em vazio, medimos e agimos sobre performances de condução, emissão de CO2… enfim, colocámos o foco da nossa atividade na sustentabilidade. Estamos inseridos num programa europeu denominado “Lean & Green”, que visa certificar ganhos de eficiência energética por comprovadas reduções de consumo, e estamos muito otimistas quanto aos resultados que nos propomos atingir. No que depender da Transportes Pascoal, o futuro será mais verde e sustentável.

Transportes Pascoal ,S.A. Estrada Nacional 1-IC 2 | Santa Luzia 3050-106 Barcouço (+351) 239 910 240 www.transpascoal.com contact@transpascoal.com apoioaocliente@transpascoal.com

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 57


CEIA- O MAIOR CENTRO PORTUGUÊS DE HIPISMO O CEIA – Centro Equestre Internacional de Alfeizerão é um complexo direcionado para o hipismo, mas com um conjunto de infraestruturas independentes para servir o cliente de forma personalizada e com qualidade. Rogério Nunes, Gerente, assume que o centro é atualmente um forte veículo de promoção do distrito a nível nacional e internacional. Rogério Nunes, Gerente

O Centro Equestre Internacional de Alfeizeirão (CEIA) tem, atualmente, uma das maiores pistas cobertas de hipismo da Europa. Como se atinge esta dimensão? É resultado da grande procura pela modalidade? O CEIA possui atualmente: quatro pistas cobertas, três descobertas, qualquer delas preparadas especificamente para o hipismo, nas suas várias vertentes. Esta dimensão foi atingida com trabalho, investimento e pretensão de atrair jovens, alguns familiares. Não é resultado de grande procura pela modalidade, se tomarmos por comparação outras.

No entanto, o CEIA tem muito mais para além do hipismo, existem muito outros serviços como a criação de cavalos, a escola, o restaurante, lojas? Para além do hipismo, estão ao serviço do público em geral: restaurantes, pastelaria/confeitaria, assim como outras lojas. Também o CEIA se dedica à criação selecionada de equinos, de várias raças, tendo ainda em permanente atividade uma Escola de Equitação para iniciados, além de um centro de treinos dedicado aos equitadores que treinam e são treinados para obterem melhores performances e preparação para provas. Equitação de trabalho, Trec, Horseball, Volteio artístico e Pentatlo, são várias as atividades que podemos encontrar no Centro? São várias as modalidades equestres que se podem praticar no CEIA. Todos os amantes do hipismo têm a possibilidade no CEIA de obter uma formação prática? Estamos preparados para fornecer e proporcionar, a qualquer amante da modalidade, condições práticas, mas também aulas teóricas e técnicas, dirigidas às várias formações do Hipismo.

58 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


CEIA | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

O CEIA espera, que a Câmara Municipal de Alcobaça, reconheça as nossas valências, o nosso trabalho e o interesse do mesmo, para toda a região, tal como já outos municípios, por todo o país o fazem – alguns bem próximos. Tomamos ainda a liberdade de lembrar a colaboração dos nossos colaboradores, e que o CEIA não só paga aos mesmos, como nada deve aos departamentos estatais.

As empresas ou grupos organizados podem realizar várias atividades no Centro, como almoços ou passeios? Estão os nossos departamentos de restauração – restaurantes e pastelaria – preparados e equipados para fornecer diariamente, nas nossas instalações, aproximadamente 700 refeições diárias – exceto às terças-feiras, dias de descanso – além de solicitações para o exterior. Efetuamos passeios acompanhados, por técnicos profissionais e experimentados, que garante segurança aos grupos em passeio, que querem desfrutar e conhecer a nossa região – praias, campos, monumentos, aldeias e outras ofertas que o concelho de Alcobaça oferece. Organizam passeios equestres, em parceria com operadores de turismo, que contribuem para o enriquecimento histórico local e apoio gastronómico e de alojamento. São também promotores do turismo equestre? Apesar de jamais, o CEIA ter recebido qualquer ajuda ou colaboração do Município de Alcobaça, somos um grande veículo de promoção do distrito, não só no espaço nacional, mas também no internacional, proporcionando aos hotéis, fabricantes de produtos, artigos regionais e outros operadores, não só a expansão dos seus nomes e marcas, mas também resultados na faturação dos seus serviços e produtos. Damos a conhecer que organizamos anualmente 22/23 concursos oficiais, que fazem parte integrante dos calendários da Federação Equestre Portuguesa. Para que se possa realizar qualquer um dos concursos são obrigatórios oficialmente: Diretor de Competição, Júri de Terreno composto por três técnicos, Comissão de Recurso, Chefe de Pista, três delegados técnicos, três comissários, Veterinário Oficial, Serviço de Saúde, Cronometrista, Informático (composto por dois técnicos, com toda a informação on-line), Secretariado, o que faz normalmente um staff de 18/20 pessoas, além de colaboradores diversos para outros trabalhos. Por regulamento, temos que alojar e alimentar estes técnicos, sendo da nossa inteira responsabilidade estes atos assim como os seus custos. Se equacionarmos que, 22 concursos ano, num mínimo de quatro dias por concurso, é igual a 88 dias, o que multiplicado por 18 técnicos, perfaz cerca de 1584 diárias, só da nossa responsabilidade. Se acrescentarmos: concorrentes, treinadores, acompanhantes, e outros, verifica-se o impacto que a região de Alcobaça, beneficia com os factos descritos.

EN 8 - Km 98 Vale de Maceira | 2460-204 Alfeizerão ceia@ceia.pt +351 262 980 048 +351 926 879 008 Centro Equestre Internacional de Alfeizerão

www.ceia.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 59


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | COMPANHIA UNIÃO DE CRÉDITO POPULAR

“A GARRA, HONESTIDADE, SERIEDADE E PROFISSIONALISMO CONTINUAM A SER A NOSSA MISSÃO” É com prazer que estão de novo na nossa revista, porque acreditam que ambos temos um trabalho sério e digno, que faz com que cada um dos nossos clientes, seja de facto nosso parceiro. Por esta razão, vamos dar a conhecer um pouco mais a CUCP que existe desde 1875.  Falamos de uma SA com três jovens administradores efectivos: a Maria Luísa Borges; o Bruno Gonçalves e o António Fernandes. A Companhia União de Crédito Popular quer estar em todo o lado onde haja quem precise de ajuda e, por isso, às atuais 13 lojas de penhores e duas de ourivesaria irão juntar-se mais seis novas. De que lojas se tratam? Sim é verdade. Temos 13 lojas de penhores e duas ourivesarias. Mas, as seis ou mais, novas casas fazem parte de projeto. Em breve, serão abertas duas casas de penhores, uma no centro e outra na margem sul do Tejo. Temos sido incentivados pelos nossos clientes a estarmos um pouco mais próximos deles pelas condições que oferecemos.  Na CUCP não paga:  juros de mora; comissões de abertura de conta; seguro; manutenção de conta; guarda e transporte dos objetos para o local de segurança. O crescimento do negócio significa também aumento de recursos humanos que perpetuem a história da empresa e alcance de novos públicos? Infelizmente, temos de dizer que o aumento do negócio é uma visão um pouco forçada nos últimos tempos. A razão é muito simples. A pandemia veio trazer muitos constrangimentos e todos estamos apreensivos com o futuro. A CUCP entende que os seus clientes são pessoas que fazem movimentar a economia e os tempos

60 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

em que temos vivido não estão a deixar. Mas, não desistimos, razão porque não despedimos ninguém e, este ano, já recrutámos três colaboradores. Mas, se alguém quiser vestir a camisola da CUCP, temos lugar para mais uma ou duas pessoas na zona centro. Enviem CV para cucp@cucp.pt. Felizmente, a rotação de mão-de-obra nesta companhia, da qual me orgulho de ser presidente, é tendencialmente nula. Neste sector, a CUCP é quem faz as avaliações mais realistas e próximas do cliente. Uma estratégia de continuidade que o cliente atual valoriza? É um facto. As nossas avaliações respeitam integralmente o articulado no decreto-lei que rege a atividade prestamista. Dec-Lei 160/2015 de 11 de Agosto, no seu artº 18. Não nos podemos esquecer de que o povo nos seus ditados tem razão ao dizer: “Quem estraga velho paga novo” e é para poder assegurar o cliente que o artº 25 fala de perdas ou danos. A CUCP quer ter os bens dos clientes bem seguros. Sim, pagamos aos seguros sobre a avaliação acrescida de 50 por cento, mas, felizmente, em 2008, quando fomos roubados, sentimos que os clientes  tiveram oportunidade de adquirir tudo novamente com o valor da indemnização. 


COMPANHIA UNIÃO DE CRÉDITO POPULAR | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Neste negócio em específico é importante que se perspetive uma relação a longo prazo porque como um dos vossos antecessores deixou em legado “o cliente é para hoje e sempre”? Estamos a falar de Manuel Aleixo Ferreira, tio de Maria Luísa Borges e Bruno Gonçalves, que foi administrador da CUCP durante décadas. Entrou nesta casa com cerca de 16 anos e deixou-a aos 92. Não há ninguém que não se lembre do Aleixo, como gostava de ser tratado. Homem de fina piada e respeitador. Foi um grande impulsionador e de uma visão do negócio como poucos, com a grande vantagem de ser honesto, trabalhador e conhecedor do ofício. Dele todos nós bebemos um pouco da sua sabedoria. Uma coisa é certa. A garra, honestidade, seriedade e profissionalismo continuam a ser a nossa missão. Mas, se falamos do Sr. Aleixo, nunca podemos separar o seu querido colega António Barbosa Ribeiro, conhecido pelo Sr. Barbosa, também este administrador, que ainda nos liga quase todos os meses com os seus 102 anos. Melhor do que estes exemplos? Isto foi o que nos legaram e nós em conjunto, já somos 37 trabalhadores. Em 2020, viram-se obrigados a fazer ajustamentos aos horários de trabalho e criar um plano de contingência. Hoje, já adaptados a esta nova realidade o negócio mantém-se com as suas características identitárias? A pandemia obrigou-nos a reduzir o horário e mantemos ativas todas as medidas da DGS. O mundo mudou. Todos andávamos numa correria louca sem tempo para olharmos para o nosso Eu. Há que aceitar e acompanhar os novos tempos. A CUCP continua atenta e a dialogar com os nossos clientes para perceber a melhor forma de os servir. Sem eles não existiríamos.

“A pandemia obrigou-nos a reduzir o horário e mantemos ativas todas as medidas da DGS. O mundo mudou. Todos andávamos numa correria louca sem tempo para olharmos para o nosso Eu. Há que aceitar e acompanhar os novos tempos” A abertura de novos espaços num ano tão difícil para tantos negócios é uma perspetiva de um futuro sempre em crescimento e consolidação da Companhia União de Crédito Popular? Como já tivemos oportunidade de dizer, estaremos, tão perto quanto possível, onde os clientes precisarem da nossa ajuda. Defendemos: não venda, penhore. Vender é perder património. Os bens de hoje são a ajuda no amanhã. Alertamos para que antes de vender consulte a CUCP e veja como o conseguimos ajudar. Temos uma experiência neste ramo de 146 anos. Sabia que vir ao prestamista é sinal de que possui bens? Recebe na hora. Ninguém precisa de saber. E, funcionamos como guarda de valores. Vá de férias ou faça obras em segurança, falando connosco. Tudo o que paga para além do juro, que atualmente é de cerca de 1.10€ por cada 100€ de empréstimo, amortiza o empréstimo e fica a pagar cada vez menos juros. Visite-nos em www.cucp.pt e veja como nos localizar e tirar as dúvidas que tem. Ficamos ao seu dispor.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 61


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | OGC CONSTRUÇÃO

CONSTRUIR O FUTURO, REMODELAR O PRESENTE E REABILITAR O PASSADO Cristiana Rosário, Responsável do Dep. Gestão & Financeiro

A OGC Construção é uma empresa no ramo da construção que se dedica a obras de pequena e média dimensão e, recentemente, aposta no mercado da reabilitação urbana. São mais de 25 anos a construir o futuro, a remodelar o presente e a reabilitar o passado, sempre com garantia de qualidade e otimizando a melhor relação preço/qualidade, assegura Cristiana Rosário, Responsável do Departamento de Gestão & Financeiro. A OGC Construção foi-se remodelando ao longo dos anos e, desde 2015, tem estabelecido como estratégia principal a atuação nacional com contratação local, com a integração das vertentes da construção e reabilitação urbana? Apesar de grande parte das nossas obras serem na grande Lisboa, optámos pela contratação local, maioritariamente na região oeste, facilitando assim a ligação entre colegas, o que proporciona um bom ambiente de trabalho e onde conseguimos equipas distintas e de confiança, profissionais especializados nas diversas áreas da construção e carpintaria. Por isto, apesar da nossa sede ser em Mafra, mantemos escritórios em Lisboa para apoio às obras e aos nossos clientes. Temos assim capacidade para concluir uma reabilitação urbana recorrendo apenas a recursos internos, sem subcontratar, com exceção das atividades de subempreitada das especialidades. Em 2020, a área de negócio do imobiliário incorporou a atividade económica da empresa, com desenvolvimento de projetos próprios para promoção imobiliária, construção e venda com base em projetos definidos pelo cliente? Com uma carteira de projetos promissora, a OGC Construção já iniciou os projetos da vertente imobiliária, com a aquisição de lotes em Santarém, onde vamos construir os nossos primeiros projetos que vão ser lançados este ano no mercado. Serão moradias na ordem dos 300 metros quadrados, dotadas de piscina, área verde envolvente e pequena área de jardim.

62 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Indo ao encontro do vosso portfólio, de linhas simples e em harmonia com a paisagem arquitetónica envolvente, o edifício Madrid é construído com a mais moderna tecnologia e localizado fora da confusão do centro urbano. “O luxo do tempo conquista-se com tempo”? No edifício Madrid alcançámos a harmonia entre o conforto e o tempo. Localiza-se próximo da estação metro e comboio, no entanto está numa segunda linha da avenida. Conseguimos assim estar fora do centro urbano e ainda desfruta dessa ausência de confusão com tempo. O principal foco dos vossos projetos é apresentar novas soluções de construção que sejam mais ecológicas e com maior otimização energética e conforto térmico? Quando estamos perante um pedido de cotação tentamos sempre sugerir soluções inovadoras, tendo em conta a sustentabilidade e também o conforto da habitação, sobretudo no que respeita a soluções térmicas e acústicas, por exemplo, pavimento radiante, no que concerne a uma solução de aquecimento para a habitação, ou em ventilo-convetores, que permitem melhorar o conforto térmico, ou ainda os isolamentos térmicos exteriores, utilizando cortiça como alternativa a integrar na solução de capoto. No entanto, a concretização destas soluções depende da decisão económica do cliente, uma vez que podem encarecer a obra, e por vezes não estão estipuladas no caderno de encargos.


OGC CONSTRUÇÃO | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Ao longo de 25 anos, o negócio foi crescendo com sócios, técnicos e encarregados especialistas em engenharia e construção com um know-how adequado às exigências do mercado? Com uma equipa de colaboradores especializados e experientes, selecionados de forma criteriosa, a empresa tenta distinguir-se ainda pelo acompanhamento personalizado e permanente feito em cada trabalho. O acompanhamento técnico é feito desde o início e com técnicos da empresa. Caso haja algo a retificar durante a execução da obra, realizamos assistência imediata. Este facto normalmente tranquiliza os clientes e incrementa a confiança no nosso trabalho, por já conhecerem a equipa. O nosso serviço pós-venda é uma mais-valia para o cliente, apesar de ser necessário em reduzidas situações, o que comprova o resultado. Tentamos trabalhar sempre com a mesma qualidade e dedicação, independentemente de ser obra de patamar económico, médio ou elevado. A nossa postura é estar sempre presente para todo o tipo de clientes. Outra vertente diferenciadora é a realização de projeto 3D na vertente de reabilitação urbana, interiores e carpintaria, designadamente roupeiros, cozinhas e escadas, permitindo alterar numa fase prévia o que for necessário. Além disso, todas as obras são geridas e coordenadas desde o início ao fim por engenheiros internos, estando a nossa equipa dividida em vários departamentos. Além da gerência, temos o departamento técnico-comercial, onde são desenvolvidos os desenhos e propostas para a construção, o industrial onde são feitos os projetos para a área da carpintaria, o de produção, do qual faz parte a direção de obra que acompanha os trabalhos sempre com um engenheiro e um encarregado, e ainda os departamentos financeiro, logística e de segurança.

A confiança depositada em nós na execução das mais diversas obras leva-nos, cada vez mais, a sermos exigentes, para que a qualidade dos trabalhos realizados e o cumprimento dos prazos de execução, sejam a nossa imagem de marca. De maneira a conseguirmos alcançar a excelência temos vindo a incluir na empresa vários instrumentos, como é o caso do sistema Primavera como ferramenta de gestão.

Construir o futuro, remodelar o presente e reabilitar o passado na sua habitação, loja ou escritório é o lema orientador da OGC Construção? Este sempre foi o lema do OGC com garantia de boas regras de engenharia e construção, otimizando a melhor relação preço/qualidade.

Tel: 261 811 500 geral@ogcconstrucao.com https://www.ogcconstrucao.com/

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 63


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | GRAVITY CRITERION

“O CONCEITO DA EMPRESA É PROMOVER O SUCESSO DOS NOSSOS CLIENTES”

Marcelo Gomes define-se com um homem ágil, responsável e sonhador, com a convicção certa de que consegue sempre tudo o que quer. Foi com esta determinação que decidiu investir no seu projeto individual - Gravity Criterion – uma empresa que promove, sobretudo, o sucesso dos clientes.

Marcelo Gomes, Diretor-Geral

Nascido em Lisboa, aos 10 anos emigrou para o Brasil com os seus pais. Que impacto teve essa mudança na sua vida enquanto homem e profissional? Sempre teve a convicção de que consegue sempre tudo o que quer? As mudanças ao início nunca são favoráveis e têm o primeiro impacto menos bom, as saudades dos amigos e da família e a adaptação a algo novo. Mas, sem dúvida, o Brasil permitiu formar-me em Direito, fiz o meu MBA e criei a minha família, tenho três maravilhosas filhas. O regresso a Portugal sempre esteve em mente, preparei-me imenso e ansiei muito este regresso, que está a ser maravilhoso, tanto a nível pessoal como profissional. Sempre tive convicções e a minha principal crença é de que eu posso e consigo tudo o que quero. Respeito o tempo que tem para acontecer, mas acontece sempre. Não impor limites à nossa mente e foi esse o impacto que teve na minha vida que sou livre e posso ser quem quiser em qualquer lugar.

64 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

No Brasil, formou-se em advocacia, tem um MBA em gestão de empresas e, atualmente, enquanto gestor, representa grupos de investidores internacionais e nacionais. Estuda todos os dias para se tornar cada vez mais competente? A formação é a base de qualquer profissional, torna-nos competentes e a experiência aprimora o nosso profissionalismo e serviço ao cliente. Sempre quis ser o melhor, na minha cabeça eu sou o melhor e, todos os dias, supero-me. Quero ser o mais competente e para isso o conhecimento nunca pode parar muito menos neste mercado que é competitivo e desleal. O trabalho árduo, estar aberto a aprender todos os dias em prol do nosso objetivos, são as qualidades pelas quais hoje represento grandes grupo de investidores.

Regressou a Portugal há seis anos e é nesta altura que inicia a nova carreira no ramo imobiliário. Trabalhar neste sector já era um objetivo ou surgiu por acaso? Era um objetivo que sempre tive desde a infância quando fui para o Brasil com os meus pais, e houve aquela altura na vida que tudo se encaminhava para o meu regresso, as dúvidas começavam a surgir, a insegurança sentida e tudo se proporcionava a regressar e regressei com ótimas expectativas. Trabalhar nesta área sempre esteve em mente, mas confesso foi antecipado, pois inicialmente o meu intuito era exercer advocacia, mas a burocracia atrasou tudo. Então, surge o desafio no imobiliário e apaixonei-me pela adrenalina, a competitividade, tornar os impossíveis em possíveis, conquistar e realizar grandes negócios e com as minhas competências criei a minha empresa.


GRAVITY CRITERION | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

A vontade de criar a sua própria empresa e gerir negócios de altos valores levou-o a criar a Gravity Criterion, uma equipa multifacetada, que tem em exclusivo vários empreendimentos de luxo na zona do Algarve, Lisboa e Porto. Qual o conceito da empresa? Ter o nosso próprio negócio permite ter mais liberdade, poder inovar, sempre com o intuito de melhoria. Já criei imensas empresas para outros empresários, após alguma experiência cá, porque não criar a minha? Sentia-me seguro e criei a minha empresa com os melhores para poder ter uma empresa diferente no mercado e com ótimos resultados. O conceito da empresa é promover o sucesso dos clientes e, para isso, somos completos, não estamos limitados ao imobiliário, temos serviços diferenciadores no mercado, é isso que o investidor procura, é isso que temos: confiança, segurança e empreender todos os dias. Os novos empreendimentos que temos são maravilhosos, representamos o grupo Escala Global S.A do Porto. É importante para mim ter a confiança de um grupo português e, em exclusivo, é uma conquista importante que valorizamos imenso. Criamos uma simbiose profissional que profere nos mesmo valores e tenho a certeza que os negócios serão realizados bastante rápido. Ter mercado nacional deixa-me extremamente grato, trabalho para ter estas conquistas diárias. Este é o sinal que preciso receber que, de facto, este é o nosso caminho, e que com os valores certos, trabalho árduo e dedicação total conseguimos tudo.

Negócios impossíveis para alguns, dado momento atual, mas exequíveis para o Marcelo Gomes? Não existem negócios impossíveis na área dos grandes negócios imobiliários, o momento atual é propício a investimentos e, rapidamente, têm retorno financeiro. Eu não tenho limites, nem os imponho aos clientes, procuramos sempre a solução mais viável, de acordo com as expectativas dos mesmos. O foco é sempre a solução e, assim, temos clientes realizados. O que tem a sugerir a empreendedores? Posso dizer que, para qualquer viabilidade de negócios, sejam estes comerciais, industriais, residenciais ou quaisquer outros é necessário ser paciente, pois ser inovador, ter bons projetos e criar a viabilidade económica necessária, nem sempre é rápido como gostariam. O que posso sugerir são investimentos reais e criar sonhos ainda maiores a quem já os tem.

“O conceito da empresa é promover o sucesso dos clientes e, para isso, somos completos, não estamos limitados ao imobiliário, temos serviços diferenciadores no mercado, é isso que o investidor procura, é isso que temos: confiança, segurança e empreender todos os dias”

Recentemente adquiriu um terreno avaliado em oito milhões de euros, no qual será construído, por uma empresa francesa, um hotel que irá proporcionar à cidade de Gaia uma nova forma de viver. Por que razão se trata de um projeto tão diferenciador e com grande impacto na cidade? Este terreno confesso que me tirou o sono muitas noites, pois tivemos bastantes obstáculos a serem contornados e geridos, uns mais fáceis que outros. E no meio do processo ter de gerir o proprietário e comprador foi o maior desafio. Sendo um comprador estrangeiro que não entende muito da nossa burocracia, foi po vezes bastante exigente e complicado, mas o interesse sempre esteve lá e tenho a certeza que foi um excelente negócio. O comprador é o grupo Brooks Developpement e irá proporcionar à cidade empregos diretos e indiretos, visibilidade a um local com praias exuberantes, qualidade de vida aos habitantes e valorização na zona em questão, esperando que outros grupos iniciem novos projetos para inovar Miramar.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 65


LÍDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | INTERPATIUM

25 ANOS DE EXPERIÊNCIA E CONHECIMENTO DO MERCADO IMOBILIÁRIO Tomé Brazão, Diretor-Geral da Interpatium, em entrevista à Revista Business Portugal, destaca que a missão do grupo empresarial é antecipar as tendências do mercado e introduzir inovação, assumindo a qualidade como a base do sucesso granjeado. The Place

O mercado imobiliário da Madeira tem sofrido uma crescente procura, quer motivada pelo turismo, quer pelo investimento externo. De que forma a Interpatium - Promoção Imobiliária S. A. se tem diferenciado no mercado imobiliário ao longo de 25 anos de experiência? O nosso grupo tem se diferenciado na sua essência pela consistência da qualidade e serviço prestado aos clientes que têm investido em nós. A empresa disponibiliza serviços de apoio à rentabilização dos investimentos, decoração de interiores, angariação imobiliária e gestão de propriedades. Conhecem as tendências do mercado e acompanham todas as fases do investimento? Temos uma vasta equipa diferenciada em vários departamentos. As tendências de mercado são fundamentais para nós, no sentido de poder prestar a cada dia melhor serviço e qualidade.

Localizado a nascente do icónico Hotel Madeira Palácio, em plena Estrada Monumental, o empreendimento Madeira Palace Residences, é composto por 112 frações residenciais de tipologias T1, T2, T3 e T4. Sendo uma referência no sector, a vossa missão é antecipar as tendências de mercado e introduzir inovação. Com o mercado imobiliário em crescente valorização, a Interpatium é uma excelente aposta para quem quer investir na Madeira? O desafio das empresas no nosso sector é sempre superar as expectativas do mercado. Conseguimos vencer este desafio naturalmente, pelas excelentes equipas que temos, tanto na área da investigação, como na área da construção civil. A Madeira oferece um clima quente durante todo o ano e é considerada uma das ilhas mais seguras do mundo onde o crime é mínimo, por isso é sem dúvida um bom lugar para investir.

Fale-nos da mais recente participação do Grupo Interpatium no projeto Madeira Palace Residences. Enquadrado num dos conjuntos imobiliários de maior notoriedade da região, o Madeira Palace Residences, posicionar-se-á num segmento cosmopolita, proporcionando, simultaneamente, aos seus utentes, experiências e vivências de wellness e bem-estar para quem sonha em morar junto ao mar, beneficiando de toda a qualidade de vida que este proporciona com as suas paisagens e sons inerentes ao mesmo. Destacam-se, naquele âmbito, a disponibilização de três piscinas infinity, amplos solários, uma cascata de relaxamento, jardins tropicais, fitness center, salas de entretenimento para os seus moradores e circuito pedonal interno, num conceito imobiliário inovador e que seguramente potenciará a colocação de um dos mais aguardados projetos imobiliários regionais. Madeira Palácio

Rua da Carreira 204, 9000-042 Funchal, Portugal 291 231 468 | 925 678 412 | 917 812 535 www.interpatium.pt interpatium.geral@gmail.com 66 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


9 2 1

os ria n a stó hi e d

! A A G B R M E E T N E BREV EM SANTO TIRSO Rua Sousa Trepa, 56 4780-554 Santo Tirso 252 852 852

BOM SUCESSO Praça do Bom Sucesso, 132 4200-132 Porto 927 944 552

PORTO BAIXA R. Rodrigues Sampaio, 115 4000-425 Porto 223 163 207

NORTESHOPPING R. Sara Afonso - 105 -117 4460-841 Sra. da Hora REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 67


UMA REFERÊNCIA NA INDÚSTRIA CORTICEIRA GRANULADOS DE CORTIÇA E PELLETS

QUALIDADE

Reginacork, S.A Herdade do Monte Novo | Apartado 75 2959-019 - Pinhal Novo - Portugal (+351) 212 361 406 geral@reginacork.pt

68 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

SUSTENTABILIDADE

EXCELÊNCIA

Profile for Revista Business Portugal

Revista Business Portugal Edição de Julho 2021  

Revista Business Portugal Edição de Julho 2021 Especial Saúde | Líderes e Empresárias de Sucesso | Ensino e Investigação | Municípios: Viver...

Revista Business Portugal Edição de Julho 2021  

Revista Business Portugal Edição de Julho 2021 Especial Saúde | Líderes e Empresárias de Sucesso | Ensino e Investigação | Municípios: Viver...

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded