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REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL EDITORIAL

Editorial

FICHA TÉCNICA Diretor Fernando Silva

EDITORA

contrariando tendências Por Diana Ferreira

Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt)

REDAÇÃO Diana Sanches Márcia Cardoso Kathleen Araújo Sara Gomes Ana Lopes Marta Caeiro Rita Burmester Sílvia Dias Sílvia Martins (redacao@revistabusinessportugal.pt)

PROJETO GRÁFICO, PAGINAÇÃO E DESIGN Tiago Rodrigues

SECRETARIADO Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt)

GESTÃO DE COMUNICAÇÃO Cátia Fernandes Fernando Lopes

Culpa do surto de gripe ou não, a verdade é que nas últimas semanas as notícias dão conta das urgências dos hospitais portugueses a ‘rebentar pelas costuras’. Mas não só a gripe que está a ‘adoecer’ a saúde em Portugal: infecções respiratórias, falta de macas, camas nos corredores e dificuldades de internamento são outros dos responsáveis por esta situação. Podíamos explanar este caos até ao mais ínfimo pormenor, mas o leitor sabe que gostamos de contrariar tendências e trazer a cada edição o que de melhor há em todas as áreas da sociedade. Sim, hoje em dia também é possível falar do lado positivo da saúde em Portugal. É exemplo o novo Hospital Privado de Gaia, a mais recente unidade do Grupo Trofa Saúde, que já disponibiliza desde o mês de janeiro serviços de ambulatório e consultas em 43 especialidades disponíveis aos utentes em horário alargado. Mas não ficamos por aqui. O Laboratório da Grávida, do Labluxor é um exemplo sólido de qualidade, personalização e inovação. Além disso, a medicinas alternativas também figuram nesta nossa edição, pela voz dos seus principais players. Outro tema que tem figurado no panorama nacional são as médias de final de ano das escolas nacionais. Alguns defendem que os colégios privados têm inflacionado as notas dos seus alunos, de modo a assegurar-lhes o ingresso no ensino superior. Mas acredito ser vital estudar caso a caso, ao invés de considerarmos tudo ‘farinha do mesmo saco’, como se diz em bom português. E, novamente, contrariando tendências, a nossa/sua revista visitou alguns dos estabelecimentos de ensino que ocupam os primeiros lugares do ranking nacional das melhores escolas portuguesas. Propomos-lhe perceber as diferenças dos diversos métodos de ensino aplicados por cada instituição e a decidir por si mesmo se os jovens portugueses irão alcançar um futuro risonho. Estou convencida que sim.

Filipe Amorim Isabel Brandão José Machado José Vaz Luís Silva Manuel Fernando Paulo Padilha

alguns destaques da edição de Fevereiro

06 - LIcor beirão

10- loViMEC

EDIÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15 6ºandar sala 6.1/6.2 4400-134 - Mafamude (geral@revistabusinessportugal.pt)

SAÚDE EM PORTUGAL

CONTACTOS

40 - Hospital Privado de Gaia 45 - Instituto Português de Naturologia

Tlf: 223 754 806 (Geral) Tlf: 224 109 098 (Redação)

A REVISTA BUSINESS PORTUGAL NAS REDES SOCIAS

DISTRIBUIÇÃO Gratuita no Jornal i - Dec. Regulamentar 8/99-9/6 Artº 12º nº. ID Depósito Legal: 374969/14

REMODELAÇÃO URBANA, ARQUITETURA E DESIGN TRANSPORTES E LOGÍSTICA 12 - PMT– Engenharia e Consultoria 14 - INSIDEHERLAND

50 - Garland 54 - Transportes do Vale

AS MELHORES ESCOLAS NACIONAIS

LOURES, TERRA DE TRADIÇÕES

26 - Colégio Marista de Carcavelos 28 - Colégio Euro-Atlântico 34 - Colégio St. Peter’s School

74 - Freguesia de Moscavide e Portela 56 - Freguesia de Fanhões

UMA EDIÇÃO A NÃO PERDER!

Edição de fevereiro

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL ESPECIAL TURISMO EM LISBOA

Marriott Hotel, uma nova imagem lisbon marriott hotel Imagine as suas próximas férias mais relaxantes e as suas próximas viagens de negócios mais gratificantes.

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isbon Marriott Hotel, quatro estrelas superior, localizado na Av. dos Combatentes, depois de três meses de remodelação e investimento de 3 milhões de euros, chega ao mercado com um novo visual a partir de maio. Iniciamos o ano de 2015 com um conceito inovador em hotelaria e investimos para fazer do Lisbon Marriott Hotel, um hotel em que a nova geração de viajantes possa desfrutar de uma experiência verdadeiramente única. Remodelámos recentemente 200 quartos e casas de banho, com a nova imagem da marca Marriott, procurando com esta intervenção aliar a modernidade ao já reconhecido conforto do quarto Marriott. A nova cama dispõe de lençóis mais macios, colchões mais confortáveis, edredons mais modernos e uma imagem mais fresca. A reforma inclui também a renovação do lobby , seguindo o conceito “Great Room”, estratégia internacional do grupo Marriott. O espaço vai ser reformulado para se tornar num ambiente funcional e prazeroso a atender as necessidades dos viajantes, especialmente de negócios, tanto dos que vêm para reuniões quanto dos que precisam relaxar trabalhando. Se antes a área na entrada do hotel era por grande parte dos hóspedes tido como um local de passagem, agora reúne um moderno bar, passando a ser um espaço interativo, de convivência, onde se pode tomar uma bebida, conversar, trabalhar, ler, aceder à internet ou fazer uma refeição. O novo lobby do Lisbon Marriott Hotel é contemporâneo, integrado e multifuncional, com áreas de trabalho e também sociais, permitindo um fluxo natural de experiências para quem viaja em lazer ou negócios. Os

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homens de negócio que trabalham durante a maior parte da viagem, podem aproveitar o espaço para reuniões informais, horas dedicadas ao “laptop” e momentos de relax e lazer. Com uma área de mais de 1000 m2 , o novo lobby do Lisbon Marriott Hotel integrou a antiga receção, o concierge, o business center, o piso executivo (anteriormente localizado no 18ºpiso), a loja de conveniência e o bar, que se tornaram um espaço único. Serão também criados locais para socialização e uma “individual zone”, com maior privacidade para descansar ou trabalhar com internet e wireless gratuita. O estilo e o design além de sofisticados, aconchegantes, e acolhedores são igualmente mais contemporâneos. A linguagem combina na perfeição o casual e o profissional.

Acerca do Marriott Hotels
 Com mais de 500 hotéis e resorts em quase 50 países em todo o mundo, o Marriott Hotels está a evoluir o conceito de viagem em todos os aspetos da sua estadia, permitindo à proxima geração viagens fantásticas. A transformar-se arrojadamente para os que mais viajam e juntam trabalho e lazer, o Marriott lidera a indústria com inovações que juntam a tecnologia ao design. Todos os hotéis Marriot participam no premiado ‘Marriott Rewards’, um programa de viagens que possibilita aos membros o ganho de pontos de hotel e milhas aéreas por cada euro gasto nas visitas. Para mais informação, visite www.MarriottHotels.com ou siga-nos no Facebook (Facebook.com/Marriott) e no Twitter (Twitter.com/ Marriott, @Marriott). Visite a ‘Marriott International, Inc. (NASDAQ: MAR) para informações sobre a empresa. Para mais informações e

reservas, por favor visite o nosso website www.marriott. com e para as últimas notícias acerca do hotel, visite www.marriottnewscenter.com


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CAPA

Uma Paixão para a Vida licor beirão Basta o nome para sabermos do que se fala. Licor Beirão – o licor de Portugal. O licor que encanta a vida dos portugueses desde 1929 e que é a paixão de José Redondo.

josé redondo Administrador

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mãe era quem melhor conhecia a fórmula ainda hoje secreta, fechada a sete chaves, do precioso líquido. O pai um empreendedor que apesar das dificuldades trazidas pela 2ª Guerra Mundial avança, para não ficar sem emprego, investindo as suas poupanças, com a compra da fábrica de Luís Pinho, produtora do Licor Beirão. Começa então o árduo trabalho que transformou este licor numa bebida com uma notoriedade que aumenta a cada ano que passa. José Redondo cresceu com o instinto empreendedor do pai que para além da fábrica de licores teve várias outras empresas, e com a paixão da mãe que se dedicou de corpo e alma à produção do licor de Portugal. A mesma paixão que lhe mantém na voz o entusiasmo e nos olhos o brilho. A mesma paixão que transmitiu aos filhos e que vai passando aos poucos a cada um dos 10 netos. “Os meus netos mais velhos já vêm aqui para a fábrica,

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cumprem algumas tarefas, fazem um relatório do trabalho desempenhado e no final do dia negociamos o pagamento. Procuro passar aos meus netos aquilo que passei aos meus filhos e que me foi passado pelos meus pais. É importante eles integrarem-se no espirito da empresa e no futuro, se tiverem qualidade e forem pessoas de valor, entrarão no negócio conhecendo já o seu funcionamento”. Para José Redondo esta presença desde cedo é ainda fulcral para se desenvolver a cumplicidade e confiança. “Em muitas empresas os trabalhadores não veem com bons olhos os chamados ‘filhos do patrão’ que estudaram nas melhores escolas, formaram-se no estrangeiro e chegam com muitas ideias de mudança que são encaradas com relutância pelos funcionários mais antigos. Aqui, pelo contrário, a relação de cumplicidade entre os funcionários e os meus filhos é muito grande porque os conhecem desde pequenos.

Isto é algo fabuloso e um dos grandes segredos do nosso sucesso”. Um sucesso que parece crescer a cada ano que passa e que faz com que José Redondo possa manter dois dos vetores mais importantes da sua vida, a família e o Licor Beirão, unidos. O terceiro é rugby do qual se ocupa em todos os momentos livres.

A nova imagem 2014 foi um ano de novidades que estão a dar que falar não fosse o marketing, desde há muito, um dos melhores aliados para José Redondo. “Há dois fatores fundamentais para o sucesso: a qualidade e o marketing. Podemos ter o melhor produto do mundo mas se não o soubermos publicitar, ele nunca passará disso mesmo, um bom produto mas que não se vende. Da mesma forma podemos ter a melhor estratégia de marketing


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que se o nosso produto não for bom só o venderemos enquanto é novidade. Qualidade e marketing têm de andar de mãos dadas e é isso que fazemos”. É por esta mesma razão que em 2014 a marca Licor Beirão lançou uma nova imagem. “Ao longo dos anos, desde que o Licor Beirão existe temos como estratégia fazer pequenas alterações à imagem pois sabemos que é necessário renovar sistematicamente para acompanhar o progresso”, explica. Assim a marca Licor Beirão muda de garrafa, de rótulo e de fita. “A garrafa foi redesenhada e apresenta um ar mais elegante, o rótulo é mais estilizado. A fita passa novamente a ser de cetim. Este é um dos aspetos que representa um custo enorme para a empresa pois tratase dum trabalho manual, onde mais de uma dúzia de funcionárias colocam cuidadosamente a fita à volta do gargalo, contudo resistimos à tentação de a retirar pois faz parte da imagem de marca da garrafa. Todos estes pequenos pormenores são símbolos de qualidade que também distinguem os produtos”. A renovação da imagem que foi preparada durante dois anos está também relacionada com a crescente internacionalização: “Estamos a apostar forte na internacionalização, decisiva para o Licor Beirão e admitimos inclusive novos funcionários para trabalhar os mercados estrangeiros”. Atualmente os mercados mais fortes são os Estados Unidos da América, a Suíça, o Luxemburgo e Angola onde o crescimento tem sido muito sólido. Mas as novidades não ficam por aqui. O ano de 2014 trouxe ainda um novo produto que combina o licor de Portugal à tentação do chocolate: “Bombom é com licor Beirão”. José Redondo explica como surgiu a ideia: “Os chocolates de Licor Beirão são um trabalho conduzido, pelo meu filho, Daniel Redondo, diretor geral da empresa. Foi um trabalho bastante complicado mas que resultou em pleno. É um produto que tem muita qualidade e que faz parte da campanha de Natal – por cada garrafa leva uma caixinha de bombons.” A aceitação tem sido muito boa e por isso mesmo a ideia é continuar com a produção deste novo produto que será colocado à venda. Apesar das novidades a que a marca já habituou os seus fiéis clientes há algo que nas palavras de José Redondo não muda, e nunca mudará. “O Licor Beirão continua a ser produzido da mesma forma pela maceração de plantas, algumas das quais já são plantadas aqui na Quinta do Meiral, especiarias e sementes e pela dupla destilação resultando no aroma característico do Licor Beirão e que o diferencia de outros licores feitos a partir de uma essência”.

Razão porque a nova garrafa tem um rótulo onde declara: “Eu José Redondo, responsável pela produção de Licor Beirão certifico que este precioso líquido obtido por processo de maceração e dupla destilação de plantas aromáticas e especiarias cumprindo a receita que me foi passada pela minha mãe”.

O novo ano Findo o ano, José Redondo faz um balanço muito positivo de 2014. “O ano passado trouxe boas novidades ao nível do crescimento para o exterior. Neste momento estamos com uma percentagem de vendas externas de cerca de 24 por cento, o que representa um crescimento na ordem dos cinco por cento”. O objetivo, garante, é ter um crescimento gradual. “Não pretendemos atingir um crescimento muito elevado. Aquilo que pretendemos é crescer de uma forma sustentada. Tenho muito receio das modas porque normalmente os produtos que viram moda ao final de dois ou três anos caem. Para mim o crescimento de um dígito é suficiente”. Depois do investimento de dois milhões de euros feito na renovação dos alambiques, na linha de produção e no novo armazém, José Redondo diz que as perspetivas para 2015 são muito boas. O que o novo ano trará é ainda uma incógnita, agora aquilo que mesmo se mantendo em segredo, os clientes podem esperar, é que o Licor Beirão manterá a receita e a qualidade de sempre.

josé redondo com os filhos

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remodelação urbana, arquitetura e design

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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Peça INSIDHERLAND

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remodelação urbana apresenta-se atualmente como uma prioridade nacional e uma oportunidade de intervenção ativa para a revitalização das cidades e melhoria do desempenho energético-ambiental do meio edificado. As cidades portuguesas vão assistindo à degradação progressiva das suas estruturas urbanas, dos seus edifícios, assim como dos seus espaços exteriores. Uma degradação decorrente do envelhecimento próprio, da sobrecarga de usos ou ainda do desajustamento dos desenhos da sua organização a novos modos de vida. Desta forma, torna-se fundamental o desenvolvimento de processos de reabilitação urbana integrada, racionalizando recursos e evitando dispersas que possam revelar-se contraditórias. O antigo Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento afirmou que a urgência da reabilitação urbana é hoje consensual em Portugal, pois a degradação física dos edifícios traduz-se não só em condições de conforto e de habitabilidade inaceitáveis, mas também afeta a qualidade do tecido urbano, influenciando negativamente a imagem, a vitalidade, a competitividade e a atractividade das cidades portuguesas. É necessário não esquecer que o interior e exterior dos edifícios também valorizam, e muito, os mesmos. Por isso mesmo, nesta edição damos-lhe a conhecer alguns dos melhores exemplos nacionais nas áreas da remodelação urbana, arquitetura e design.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REMODELAÇÃO URBANA, ARQUITETURA E DESIGN

consolidação do mercado nacional e crescimento Na reabilitação lovimec Numa altura em que as empresas nacionais estão cada vez mais a seguir o apetecível caminho da exportação e a apostar nos mercados externos, a Revista Business Portugal decidiu dar a conhecer o outro lado da moeda. À conversa com Macedo Lopes, fundador e administrador da Lovimec, ficamos a conhecer a realidade de uma empresa amarantina, inserida no setor da construção, que se dedica a 100 por cento ao mercado português e que tem apresentado nos últimos anos um crescimento bastante expressivo.

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s obras encomendadas para 2015 estão já consolidadas e a carteira de clientes também. Além disso, o número de obras é bastante superior em relação ao ano passado. Aos olhos de muitos parece surreal, estando numa área tão afetada, mas segundo o administrador da Lovimec é tudo uma questão de estratégia. Vocacionada para o setor da renovação urbana de construções e restauro de património protegido, a Lovimec continua a olhar para o mercado português com bons olhos. Consistente e construída a pulso, esta empresa criada em 1998, começou por algumas subempreitadas e mais tarde, adaptando-se à crescente procura, o empresário sentiu necessidade de concorrer a obras públicas e privadas como empreiteiro geral. Hoje em dia, a Lovimec é uma média empresa líder no mercado, com um plano de gestão estratégico. Segundo os dados da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) a carteira de encomendas para as obras de reabilitação urbana cresceu 35 por cento em 2014, tendo contudo um ligeiro abrandamento em dezembro. Perante este cenário risonho, a Lovimec prevê obter um crescimento entre os 20 e os 30 por cento para 2015. Este facto é “fruto da nossa consolidação no mercado da reabilitação e, também, fruto da reestruturação que tivemos que fazer na empresa, de forma a termos uma capacidade de resposta adaptada ao número de obras”, esclarece Macedo Lopes. O que significa que para este ano foi primordial aumentar os postos de trabalho, para mais 30, sendo a equipa composta por 76 profissionais qualificados, experientes e motivados.

Estratégia de gestão

macedo lopes Fundador e administrador

Dos muitos serviços que a Lovimec presta podese destacar a reabilitação e restauro de património protegido (igrejas e monumentos), a reconstrução de edifícios públicos, a renovação urbana, atividades de restauro e embelezamento de espaços, construção de estradas, vias férreas, aeroportos, entre outros. Relativamente ao mercado, o empresário diz ter muitos e bons clientes não só em Portugal Continental mas

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também nas ilhas, Açores e Madeira. No quadro empresarial a aposta na criação de valor e no crescimento sustentável está bem patente. A Lovimec tem procurado a otimização da sua performance através da seleção das melhores práticas e nas sinergias entre as diversas áreas de negócio em que atua, explorando o negócio da construção de uma forma integrada e global. A estratégia passa por canalizar toda a experiência adquirida para os projetos e obras dos seus clientes, garantindo a qualidade e procurando sempre as soluções mais eficientes para uma concretização bem sucedida dos projetos de construção, reabilitação e restauro, permitindo desta forma uma permanente parceria com os clientes na concretização dos seus investimentos. De forma a consolidar o posicionamento que a empresa já conquistou no mercado, o administrador diz que a sua missão atual será desenvolver uma estrutura de conhecimento técnico e evolutivo e, de igual forma, alargar o seu espaço de ação, abarcando uma maior área geográfica na implementação dos serviços.

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Deste modo, a estratégia da Lovimec incide em várias premissas, entre elas: a preservação de elevados níveis de satisfação, a fidelização e relacionamento com clientes e fornecedores, o incremento dos níveis de rentabilidade e solidez patrimonial, políticas de evolução nos recursos humanos (desenvolvimento, motivação e formação), inovação e desenvolvimento tecnológico, revitalização das capacidades competitivas do setor e capacidade crescente de expansão. Posto isto, o empresário acredita que seguindo estas premissas a Lovimec consegue atingir mais facilmente os seus objetivos.

Desafios do momento Macedo Lopes defende que a chave do sucesso é concentrar-se na modernização dos métodos construtivos e na formação. Relativamente ao mérito reconhecido pelo IAPMEI que dignifica a boa execução dos trabalhos e o cumprimento das obrigações contratuais com os seus clientes, colaboradores e

fornecedores, o empresário não deixa de mostrar orgulho pelo caminho que tem traçado ao longo destes anos e adianta que chegar a líder significa ter outro tipo de tratamento. Assim, o administrador diz sentir benefícios essencialmente na oferta e nos preços. Neste sentido, o seu objetivo é continuar com uma estratégia de gestão que permita trabalhar em Portugal com as melhores condições possíveis. Sobre os problemas que incidem na área construtiva, Macedo Lopes evidencia que o mercado está em constante crescimento e “principalmente no mercado interno vejo que há uma grande lacuna porque as empresas não estão adaptadas ao setor da reabilitação urbana e esse é o problema”, revela. No que respeita às principais características da reabilitação, o empresário explica que não é uma área de fácil adaptação, uma vez que esta tem “muito mais arte do que uma construção normal, porque cada caso é um caso e cada obra tem a sua especificidade”, acrescentando que os profissionais que executam as obras de reabilitação têm que ter uma boa dose de


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experiência e conhecimento para resolver qualquer problema técnico que possa surgir na execução da obra. Ainda de acordo com o empresário, outro obstáculo que limita a dinamização do setor no nosso país é o forte incentivo do governo para as empresas irem trabalhar lá para fora, acabando por desprezar o mercado interno “quando nós temos tanto que fazer cá dentro, especialmente na área da reabilitação”. Em relação à difícil conjuntura económica nacional, Macedo Lopes afirma que, neste momento, o futuro do setor da construção não deverá incidir na construção de edifícios mas sim na reabilitação de edifícios e foi, precisamente, esse direcionamento que fez com que a sua empresa ganhasse a dimensão que hoje possui. Sobre as diferenças sentidas nos últimos anos, Macedo Lopes admite que já há melhorias através das medidas implementadas relativamente à garantia de pagamento por parte das empresas “porque agora as empreitadas já têm de ter número de compromisso de acordo com a lei Europeia aplicada em Portugal a partir de julho/2013, (pagar a tempo) o que nos dá a garantia que a empresa irá receber devidamente o valor das obras executadas e até agora não tínhamos esse apoio”.

O que distingue a reabilitação Segundo explica o empresário, o setor da reabilitação não é chegar a uma obra e deitar tudo abaixo, é chegar

fazer uma análise prévia e profunda de todo o espaço e, no decorrer dos trabalhos, tentar manter e recuperar o existente. É essa a arte desta atividade. Neste sentido, Macedo Lopes entende ser imprescindível que o executante saiba o que é para manter ou não, saiba as técnicas de recuperação e tenha um conhecimento aprofundado dos materiais que deve aplicar em determinada obra. Para isso, é necessário que a equipa de colaboradores disponha de um processo de aprendizagem prévio “nós fazemos formação dentro de portas com pessoas e técnicos habilitados que têm experiência em obras”, completa o nosso interlocutor. Hoje em dia, a Lovimec forma uma equipa multidisciplinar, que se assenta em bases sólidas e que está preparada para diferentes realidades, resultado de todo um percurso de trabalho, seriedade e experiência, com um programa bem definido com qualidade, rigor e inovação. Respondendo sobre quais as obras que, ao longo deste tempo, lhe deu mais prazer reabilitar, o administrador assinala que foram as obras de recuperação de aldeias protegidas, alguns edifícios abandonados e na Rota do Românico, tendo recuperado igrejas que estavam muito degradadas e justifica a escolha: “esse tipo de obras dá-nos especial gosto porque contribuímos para embelezamento de espaços e para que o turismo tenha melhor imagem e qualidade”. Na perspetiva de Macedo Lopes, torna-se importante apostar nesta área uma vez

que algumas das nossas cidades e aldeias carecem de serem reabilitadas, permitindo dar uma imagem mais atrativa ao país que, ao mesmo tempo, servem para intensificar o turismo e o comércio nacional. Assim, os pilares do sucesso são para ele a transparência, a solidez, seriedade e qualidade, sendo que só assim se consegue criar confiança nos seus clientes.

Boas perspetivas para 2015 “Para 2015 vamos continuar focados na reabilitação, nomeadamente nos edifícios considerados património protegido e outras de habitação e edifícios públicos”, revela o administrador. De momento, considera que as empresas têm que se modernizar, qualificar e não podem temer a concorrência “e nós, na Lovimec, queremos sempre ser melhores e sabemos que para estar na linha da frente temos que estar em constante modernização e aprendizagem”, esclarece. Em conclusão Macedo Lopes não deixa de agradecer aos clientes o facto de sempre acreditarem na qualidade do seu trabalho e adianta que a Lovimec estará sempre pronta para assumir os seus compromissos baseandose no rigor, na qualidade e no esforço contínuo da satisfação dos seus clientes.

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Exemplo de sucesso em época de crise pmt - engenharia e consultadoria A PMT – Engenharia e Consultadoria é mais um exemplo de uma empresa de sucesso, fruto da crise e do desemprego. Esta empresa na área de projetos foi pensada e criada por vários técnicos com largos anos de experiência nas suas respetivas áreas profissionais, oferecendo, desta forma, um serviço integrado de conceção de projetos, fiscalização, coordenação de segurança e certificação.

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anuela Timóteo é um destes rostos. Ao ver-se sem emprego na sua área, a nossa interlocutora arregaçou as mangas e decidiu criar a sua própria oportunidade de negócio. “Os nossos primeiros trabalhos foram na área da fiscalização. Tínhamos alguns contactos de trabalhos anteriores e foi assim que arrancámos”, revela a nossa interlocutora. Passados seis anos desde a sua criação, a empresa tem desenvolvido trabalhos de engenharia e consultadoria, tanto no setor público como no privado, desde edifícios escolares, assim como centros de saúde, habitação e infraestrututras viárias. “A certa altura, optámos por alargar a oferta de serviços em termos de especialidades e apoio de consultadoria, hoje atuamos também na área de projeto de segurança eletrónica, soluções de cablagens estruturadas e fibra ótica”. Os primeiros anos foram sinónimo de afirmação e hoje em dia são já uma referência no mercado nacional. “No mercado nacional temos trabalhado mais afincadamente na reabilitação. Tal também acontece porque atualmente esta é a grande aposta no setor da construção”, refere Manuela Timóteo. O projeto com maior destaque da PMT – Engenharia e Consultadoria nesta área ocorreu no Bairro do Ourives, cujo dono de obra é a Gebalis, projeto esse que foi premiado (ver caixa). “Foi um projeto muito desafiante. No fundo, tivemos que pegar num orçamento bastante reduzido e transformá-lo em conforto ambiental, térmico e acústico para a população. Estamos a falar de um bairro social, onde a população, regra geral é mais desfavorecida e o dinheiro disponível para investimento é muito reduzido. Diria que este foi o nosso grande projeto de 2014”, diz, com orgulho, a sócia gerente. Já no mercado externo, o trabalho deste gabinete tem incidido mais em novos projetos, com maior destaque no mercado angolano, onde a aposta em unidades hoteleiras construídas de raiz têm tido maior destaque. “Atualmente, temos seis projetos em andamento e um outro a iniciar. Estamos a realizar escolas hoteleiras com

Perfil de Manuela Timóteo A nossa interlocutora é engenheira civil desde o final da década de 80 e desenvolveu a sua atividade profissional, regra geral, na área de projetos de edifícios, tendo participado em alguns empreendimentos emblemáticos, como são exemplo a Universidade da Beira Interior, Estações do Pragal-Pinhal Novo na empresa Profabril. Enquato diretora de produção da Rominsvescol participou nos projetos do Cascais Villa Shopping Center, Shopping Arena e o Hotel Termas da Curia. Já para a Infraurbe, fez consultadoria na área de infraestrutura e colaborou em diversos projetos da área internacional da empresa. Atualmente, é sócia gerente da PMT Engenharia e Consultadoria, coordenadora e formadora no Fundec, na área de Microsoft Project, além de ser gestora de projetos na Transfic, empresa do grupo Logistel. Manuela Timóteo tem um mestrado e doutoramento em Construção pelo IST, é projetista de gás, perita de RCCTE, perita avaliadora e ainda projetista de 3ª e 4ª categoria de segurança contra incêndios pela ANPC. Na área do ensino, a nossa interlocutora é professora auxiliar convidada do Instituto Superior Técnico e professora adjunta convidada na Escola Superior de Tecnologia do Barreiro do Instituto Politécnico de Setúbal.

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infraestruturas de cinco estrelas acopladas, numa área de 75 mil metros quadrados”. Moçambique será a próxima aposta no mercado externo. Manuela Timóteo adianta que já têm algumas obras adjudicadas mas que, para já, “ainda está tudo no segredo dos Deuses”. Contudo, o grande sonho de Manuela Timóteo passa por conseguir vingar no mercado do Dubai. “Gosto bastante de trabalhar hotéis, são sempre projetos muito interessantes e mexem com muitas especialidades. Em termos de coordenação é sempre muito motivante porque envolve muitas áreas. Apresentámos uma proposta para um hotel no Dubai e ficava muito feliz se conseguíssemos ganhar este projeto”. Questionada sobre o que diferencia a PMT – Engenharia e Consultadoria, a sócia gerente refere o empenho e desempenho da sua equipa. “Garantimos um elevado desempenho com uma relação qualidade-preço excelente. Acreditamos que é possível realizar um trabalho de qualidade com custos mais reduzidos. Posso afirmar que a nossa diferença está no serviço que prestamos, que tem sempre em vista a relação futura e não apenas o negócio no imediato”. Além disso, a experiência é também uma das suas mais-valias, assim como a disponibilidade. “Somos poucos funcionários, mas temos muitos anos de experiência e estamos sempre disponíveis para o cliente, o que é, claramente, um aspeto a nosso favor”, explica.

Empresa premiada Na primeira edição dos ‘Prémios Reabilitação na Construção’, a PMT conquistou a distinção máxima na categoria ‘Gabinetes’. Estes prémios visam distinguir a excelência em dez categorias. São eles o habitacional, comércio e serviços, turismo, investimento público ou reabilitação urbana, gabinete, atelier, construtora, eficiência energética, produtos/materiais/equipamentos e promotor.

projeto de reabilitação (antes e depois)

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PEÇAS QUE IRRADIAM ARTE E HISTÓRIA insidherland Entramos num espaço decorado de uma ponta à outra. Sentimos nas cores e nas formas dos objetos uma paixão notória pela natureza. Observamos o requinte das peças expostas ao som de uma música suave, que nos remete para um mundo à parte. Finalmente conhecemos Joana Santos Barbosa, arquiteta e autora da criativa marca INSIDHERLAND. É aí que nos apercebemos que efetivamente entramos “na sua terra”.

joana santos barbosa Arquiteta e autora criativa

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uando falamos da INSIDHERLAND, falamos de uma marca portuguesa dedicada ao design, produção e comercialização de peças de mobiliário, iluminação e estofo exclusivos, que se destina a um mercado de luxo. As peças são desenhadas por Joana Barbosa, formada em arquitetura e com uma vocação quase inata pelo design e pela arte. A inovação é aqui o elemento chave, onde a criadora pretende contar histórias através daquilo a que chama “obras de arte com função”. Assim, e de um modo geral, as peças da INSIDHERLAND vão muito além da beleza estética e da qualidade do material nelas utilizado. São criadas com conceitos que desejam despertar emoções e diversas interpretações aos olhos de quem as compra. Sem perder tempo, a criadora arrancou em janeiro de 2012 com a sua primeira peça chamada “Homeland”, uma casa que fotografou no Alentejo e que transformou em peça de mobiliário, objeto que para a autora é a menina dos seus olhos. “É a mais forte de todas porque representa a minha infância, a minha família e faz-me reavivar memórias felizes” e, apesar de saber que o seu mercado seria o estrangeiro, decidiu inicialmente dar um passo mais curto e lançar-se para o mercado português. Passado um ano desde o seu arranque - em 2013 a INSIDHERLAND internacionalizou-se, facto que fez com que a autora tivesse que aumentar o seu portefólio de obras para se apresentar em feiras internacionais e registasse um crescimento de exportação significativo de 2013 para 2014. Atualmente, a marca exporta para

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Arábia Saudita, Bahrein, EUA, França, Inglaterra e India.

Peças que falam por si “Quem começa a ler o catálogo da INSIDHERLAND, lê-o como um diário, porque cada peça é acompanhada por uma história que retrata a essência da mesma, existindo até histórias que são contadas por diversas peças” revela a autora. Quando questionada sobre qual a sua inspiração, Joana Barbosa fala de memórias, experiências, fotografias pessoais ou imagens de outros autores que lhe transmitem uma carga emotiva forte. Levantando um pouco o pano das novidades que se avizinham, a autora adianta que a próxima peça que irá lançar é uma poltrona intitulada de “Western” que recria a imagem do seu antigo chapéu de cowboy. “É um chapéu que já me deu muitas alegrias e um dia olhei para ele pousado em cima de um cavalete e senti uma carga emotiva que automaticamente me fez visionar uma cadeira – para mim representa as minhas horas a cavalo” explica. Outra peça que tem muito significado para a autora, é uma estante chamada “Into the Woods” inspirada numa viagem de Joana Barbosa à Suécia, onde conheceu uma senhora que lhe quis mostrar uma vista inesquecível no topo de uma montanha. O caminho até ao topo era um bosque imenso com longos ramos, que a autora fez questão de representar nessa estante. Agora dando continuidade à história que vivenciou na adolescência, irá lançar um espelho chamado “Tuna Kvarn” que retrata

o esplendor do lago que vislumbrou ao chegar ao cimo da dita montanha. Sobre os principais elementos que caraterizam o seu trabalho diário, Joana Barbosa não hesita em dizer que é imprescindível trabalhar com gosto, emoção, conceitos, escala e com estratégia “porque todas as peças resultam do cruzamento de uma complexidade de vivências pessoais mas devem que ser comunicadas de forma simples e inequívoca”. Hoje em dia a marca só faz peças por encomenda e estas podem ser personalizadas – com tamanhos e acabamentos específicos. Importante será ainda destacar que este ano a INSIDHERLAND celebrou o seu terceiro aniversário na Maison&Objet – o mais importante evento de decoração europeu – que decorreu em Paris de 23 a 27 de janeiro. Irá também marcar presença em setembro na feira internacional Decorex em Londres, o evento dedicado à decoração de alto luxo mais exclusivo do mercado britânico. Porto | Portugal Tlm: 914 471 689 info@insidherland.com


REVISTA BUSINESS PORTUGAL REMODELAÇÃO URBANA, ARQUITETURA E DESIGN

Uma beleza natural acb - arquitetura paisagista Situado em Lisboa, o atelier ACB de Arquitetura Paisagista, já conta no seu portefólio com inúmeros projetos realizados por todo o país, entre os quais parque públicos, jardins contemporâneos privados e restauros de jardins.

Cristina castel-branco Arquiteta paisagista

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forma de projetar na ACB assenta no percurso de formação, ensino universitário e experiência de projeto da sua fundadora, Cristina Castel-Branco, professora e arquiteta paisagista, que em 20 de março de 1991 criou o atelier ‘ACB Arquitectura Paisagista’ em conjunto com Teresa Andresen, tendo tido vários arquitetos paisagistas como

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colaboradores, entre os quais Victor Walker, da WKDG. “Uma equipa sempre tocada pela ideia de melhorar a sua sabedoria”, afirma a nossa interlocutora. Os projetos da ACB iniciam-se por uma abordagem científica da componente paisagístical e do contexto patrimonial onde se inserem, seguida de uma recolha sensorial do sítio. O desenho nasce do conhecimento do lugar como ecossistema humano e respeita as condicionantes desse mesmo lugar e do próprio cliente. Para Cristina Castel-Branco, “o jardim não é como uma casa, evolui. Tem que se saber prever como as coisas evoluem”. Há, por isso, uma parte científica necessária para se ser arquiteto paisagista. “Só com a arte e com as ciências da Terra é que se consegue ter uma base sólida para o projeto de arquitetura paisagista”, defende. Segundo a arquiteta para realizar um bom trabalho, é necessário um vasto conhecimento dos solos, do clima, das plantas, da sua época de floração, de hidráulica além da sensibilidade para saber desenhar fontes, e criar espaços exteriores com beleza e elementos que melhor se adequem uns aos uns outros e com o espaço. É necessário haver uma colaboração com a natureza e perceber como é que ela funciona, ”porque a seguir ao arranque do nosso projeto, só as ‘leis’ da natureza permitem fazer o resto, e senão se sabe colaborar com a Natureza erra-se a fazer arte, a arte dos jardins. Temos que saber como funcionam os solos, a chuva, o clima, o calor e a sombra sobre as plantas, quais são as plantas que se dão bem ao sol, à sombra, no solo arenoso e depois a hidráulica. Não é fácil fazer jardins contrariamente àquilo que as pessoas pensam”. Cristina Castel-Branco é licenciada em Arquitetura Paisagística, pelo Instituto Superior de Agronomia,

tem um Master em Landscape Architecture, pela Universidade de Massachusetts e é ainda Doutorada em História de Arte de Jardins, também pelo Instituto Superior de Agronomia. Ao longo de 25 anos de ensino já lecionou História de Arte dos Jardins, Restauro de Jardins, Vegetação da Paisagem (rural e urbana) Ecologia da Paisagem, Desenho, e Projeto de espaços públicos e ao longo dos anos tem vindo a confrontarse com o desinteresse por parte dos portugueses nos jardins nacionais. “Os portugueses não visitam nossos jardins, enquanto que os estrangeiros o fazem. O desinteresse é grande e é um grande erro. Quando uma cultura está bem, interessa-se pelos jardins que fazem parte da sua história e, infelizmente, em Portugal isso não acontece”. Para Cristina Castel-Branco, os jardins representam sempre algo. “Os jardins representam um momento na vida de um país são um código de leitura de uma cultura. Nos nossos projetos usamos sempre que possível métodos e materiais duráveis”. Cristina Castel-Branco dedicou muito do seu trabalho e com mais intensidade ao restauro dos jardins, não abandonando os jardins contemporâneos e os jardins japoneses.“Sou uma pessoa ligada à história de arte de jardins. O meu interesse é pelos jardins, sejam eles quais forem. O meu trabalho e e o meu traço é muito contemporâneo, mas inclui também restauro de jardins com o quais se aprende muito para melhor fazer projeto contemporâneo”, explica. Para a arquiteta, o projeto que mais a realizou foi o anfiteatro da Quinta das Lágrimas, que lhe valeu o primeiro prémio nacional de Arquitetura Paisagista e no qual decorre todos os julhos o Festival das Artes com mais de 1.500 pessoas por noite que enchem o anfiteatro para ouvir música ao ar livre na cidade de Coimbra. Entre outros projetos salienta ainda; o Restauro do Jardim Botânico; os Jardins Garcia da Horta da EXPO e ainda o Jardim do lote 81 na Quinta Patino.


inovação em português

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uem não inova desaparece. Esta é máxima que Portugal tenta seguir para a sua internacionalização e por conseguinte conquistar a afirmação e recuperação da situação económica. As tecnologias de informação, dos serviços e da saúde surgem à cabeça, mas há muitas outras áreas em Portugal com bastante potencial de inovação e que podem contribuir para que Portugal seja competitivo no futuro que se deseja urgentemente próximo. Portugal aparece como líder dos países inovadores moderados, à frente de concorrentes como a Espanha e a própria Itália. E a tendência é para crescer mais, reforçando o contrinuto para a internacionalização do país e, por conseguinte, para a recuperação económica. Quando falamos em inovação referimo-nos, não raras vezes, à inovação do produto. Produzir bem com processos mais eficientes que permitam acréscimos de produtividade é muito importante do ponto de vista económico, mas não satisfaz as necessidades de modo de desenvolvimento emergente que se baseia mais na taxa de novos produtos e na criação de mercados, no que na produção massiva de produtos estandardizados a baixo preço. A investigação científica é a fonte de conhecimento, por excelência, para este tipo de produtos. Acontece que os produtos de investigação, mesmo que orientados à partida para a resolução de problemas, envolvem, por natureza, graus elevados de incerteza quanto aos objetivos que se propõem, aos custos e aos prazos. Assim, a ligação às Universidades assenta numa espécie de partilha de riscos, de recursos e de facilidade de acesso ao conhecimento científico disponível em áreas altamente especializadas e muito diversificadas. É desta forma que as Universidades são chamadas a ter parte ativa na vida de um novo produto.

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Referência no imobiliário lima litoral Com mais de 25 anos de história na área da mediação imobiliária, a Limalitoral, em Leiria, é um exemplo de proximidade e atendimento personalizado. Hoje são os dois filhos do seu fundador, Jorge e Paulo Lima, que comandam esta equipa, tendo como base os ensinamentos e filosofia transmitidos pelo seu pai: um crescimento sustentado, sem nunca descurar o cliente.

jorge lima Administrador

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rimeiramente sob a designação de ‘Imobilima’, a agora Limalitoral é uma referência na área de Leiria. Jorge Lima recorda que inicialmente “raramente saíamos das nossas instalações para outra coisa que não mostrar os imóveis. Os clientes, quer para vender ou comprar, vinham até nós, quase que não fazíamos angariação. O facto de estarmos bem posicionados geograficamente também é um ponto a nosso favor, além de que a oferta era muito diminuta”. Sempre com um olhar no futuro, Jorge Lima viu na empresa do pai bastante potencial, decidindo dedicar-se à mesma. No entanto, nunca descurou a sua formação que incidiu nas áreas de contabilidade e gestão. Mas, afinal, como nasceu este interesse pelo ramo imobiliário? “Exatamente pelo lado oposto daquele em que estamos agora”, diz-nos Jorge Lima. “O nosso interesse surgiu enquanto investidores. O meu pai comprava, vendendo-os mais tarde com alguma mais valia ou com projeto aprovado”, explica-nos o nosso interlocutor.

A evolução do mercado Jorge Lima refere que, nestes 25 anos, o mercado tem oscilado, “as crises duravam cerca de dois anos sensivelmente, e a retoma era sempre muito boa, diria mesmo excelente”, acrescentando que “fomos sempre uma empresa que não vende muito, mas que vende sempre e as quebras que fomos sentindo nessas alturas foram sempre colmatadas com a estabilidade que tínhamos alcançado por sermos uma estrutura pequena”. A Limalitoral tem apostado desde sempre no arrendamento. “É um mercado que em Leiria, particularmente, funcionou sempre muito bem”, explicanos Jorge Lima. Esta sociedade de mediação imobiliária conta, em carteira, com cerca de 200 imóveis em regime de arrendamento, desde apartamentos, escritórios, lojas e armazéns. “Nós fazemos a gestão de carteira destes clientes e arrendamentos. Essa é a grande base da nossa empresa”. Desta forma, a

Limalitoral consegue garantir ao seu cliente investidor um serviço de continuidade, conseguindo arrendar o seu imóvel, ou seja, a gestão deste. “Este tipo de serviço é muito recorrente em emigrantes. A maior parte dos nossos clientes neste serviço são emigrantes uma vez que estando fora do país não conseguem gerir o seu imóvel e incumbem-nos dessa tarefa”, complementa. Jorge Lima refere que as principais vantagens de disponibilizar este serviço passam essencialmente pela proximidade com o cliente, assim como um serviço personalizado, “onde encontram uma empresa familiar, em que os rostos são praticamente sempre os mesmos, o que traz também alguma confiança, fazendo com que o cliente, quando torna a precisar deste tipo de serviços, procura a mesma imobiliária e, inclusivamente recomenda-a a terceiros”.

O futuro Questionado sobre o futuro de um dos setores que mais foi afetado pela crise económica mundial, Jorge Lima diz-se confiante e crente em tempos de mudança. “Posso afirmar que há tanto tempo que não sentíamos tanta procura num mês de janeiro”, diz a título de exemplo. “Noto que os próprios clientes estão mais positivos em relação ao futuro, o que me deixa também muito otimista”, acrescenta. Jorge Lima refere ainda que o setor imobiliário varia bastante consoante a sua área de incidência. “Leiria é um mercado diferente de Lisboa ou do Porto, mas foi sempre um mercado muito estável e, como todos os outros, acompanha os picos positivos e negativos da economia, mas há sempre negócio, o que nos deixa sempre expectantes sobre o dia de amanhã”, finaliza.

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Em prol do ambiente valorpneu Fundada em 2002 e com o objetivo de gerir o sistema de recolha e o destino final de pneus usados, a Valorpneu trabalha com 49 pontos de recolha, distribuídos por todo o território nacional e ilhas, para o armazenamento temporário dos pneus em fim de vida e com uma rede de três recicladores e quatro unidades de valorização energética.

climénia silva Diretora Geral

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riada pela ACAP, conjuntamente com a APIB e a ANIRP, a Valorpneu é uma sociedade que não tem fins lucrativos e nasceu para dar resposta ao DL 111/2001, de 6 de abril, que estabelece as normas para a gestão dos pneus quando chegam ao final de vida. “Esse decreto de lei responsabiliza quem importa pneus, fabrique ou coloque no mercado nacional pneus novos ou em segunda mão pelo tratamento adequado quando os pneus chegam ao

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fim de vida”, conta Climénia Silva, diretora geral. A Valorpneu é responsável por gerir e organizar o fluxo dos pneus usados, ou seja, a recolha, o transporte e o encaminhamento para destino final adequado dos resíduos de pneus que são gerados em Portugal. A empresa gere uma rede de 49 pontos de recolha que se distribuem de norte a sul do país e ilhas e que se compõem como locais de entrega e armazenagem temporária dos pneus quando estes chegam ao fim

de vida. “Hoje podemos dizer que temos um ponto de recolha em cada distrito do país e a rede está organizada também de acordo com a produção de pneus. As operações efetuadas no fluxo assentam num conjunto de normas e procedimentos previamente definidos pela Valorpneu e a avaliação de desempenho dos operadores é seguida através de um sistema de indicadores de qualidade”, afirma a diretora geral. Os pneus em fim de vida podem ser reutilizados, recauchutados, reciclados e ainda, valorizados energeticamente. Desde 2003 e até ao final de 2014 que já foram recolhidos e enviados para estes destinos um milhão de toneladas de pneus usados. O pneu usado pode ser reutilizado para o mesmo fim para o qual foi criado, no caso de apresentar condições de segurança para voltar a circular, ou reutilizado para vários fins, como barreiras de proteção de kartódromos. Já a recauchutagem dá uma nova vida ao pneu. É um processo industrial que procede à reconstrução do pneu através da colocação de um novo piso ou de paredes laterais. Este processo necessita que o esqueleto do pneu ainda se encontre em boas condições técnicas. “Tem muitas vantagens porque se recauchutarmos um pneu estamos a economizar matérias primas e energia e acaba por oferecer as mesmas condições de segurança que um pneu novo e é uma forma de preservarmos as matérias-primas e a energia”. Na reciclagem, o que representa 50 por cento dos pneus, são transformados nos materiais que o constituem: a borracha e o aço (utilizado em outras aplicações) e o têxtil (para valorização energética). O granulado de borracha conseguido é utilizado nos pavimentos de parques infantis, recintos desportivos, campos de relva sintética, entre outras utilizações. Por fim, também podem ser aproveitados energeticamente, devido ao seu elevado poder calorífico. “Nós temos uma preocupação constante na Valorpneu que é fazer sempre por melhorar. A nossa preocupação pela qualidade de serviço é constante. Quanto melhor for armazenado um pneu, sem contaminantes à volta, melhor vai ser o seu aproveitamento. O pneu tem que ficar bem armazenado desde que chega à nossa rede”, comenta Climénia Silva. A empresa também tem como missão a comunicação e sensibilização da população de boas práticas em matéria ambiental relativa aos pneus, assim como a de todos os intervenientes no ciclo de vida do pneu. Além dessa vertente da comunicação, têm ainda a vertente de investigação e desenvolvimento de novas soluções para o tratamento desses pneus e novas


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técnicas também para apoiar esse desenvolvimento. Desde 2009, atribuem o prémio inovação Valorpneu. “Começamos a sentir do lado das soluções algumas limitações, ou seja os mercados que existem e que comportam estes produtos reciclados estão a atingir a maturidade. O mercado exige novas soluções, novas aplicações, nesse sentido o que procuramos é envolver todas as entidades que possam ter aqui um papel importante, nomeadamente as universidades, os laboratórios de investigação de forma a tratar o pneu como um recurso. Resolvendo um problema também para a Valorpneu e para os recicladores nacionais de sustentabilidade, garantir essa sustentabilidade no futuro”, refere Climénia Silva. Na edição de 2014 concorreram 11 projetos, sete de Portugal e quatro internacionais, nomeadamente do Brasil e de Moçambique, com “alguma sustentabilidade para conseguirem passar à prática” e de “qualidade” o que também “se traduziu nos projetos que foram premiados”. Nesta sexta edição, a entrega dos prémios Valorpneu INOV´14 foi pela primeira vez autónoma, o que normalmente acontece no âmbito do encontro anual da rede e alargaram as candidaturas a novas áreas de ensino, pois até então, as candidaturas incluíam Engenharia, Arquitetura e Design. E ainda, o prémio foi alargado ao orientador do projeto. Para além de um valor de 5 mil euros e a atribuição de um estágio profissional ao autor do projeto premiado, a Valorpneu oferece também 2500 euros ao orientador do projeto. Paulo Campos, do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto do Instituto Politécnico de Leiria, foi o grande vencedor do Prémio Valorpneu INOV´14 com o projeto sob orientação de Artur Mateus. O conceito deste projeto foi o de aliar a utilização da borracha reciclada a produtos para o espaço urbano, como um pino modular, de forma a fazer uso das suas propriedades bem como de promover uma maior responsabilidade ambiental. “O projeto vencedor, na minha ótica, está muito próximo da industrialização, é modular e portanto é fácil de produzir e fácil de se adaptar a diferentes contextos e isso foi uma mais valia para o próprio projeto e pode ser adaptado, para além de que é de borracha reciclada de pneu. Já existem empresas interessadas na génese deste trabalho e penso que será um dos projetos que tem realmente potencialidade para ser implementado”, frisa a diretora geral. Relativamente ao futuro, a Valorpneu pretende continuar a garantir a sustentabilidade do sistema, nomeadamente o que passa pela investigação e pelo desenvolvimento de novos produtos que incorporem materiais resultantes da reciclagem de pneus.

Benefícios Um milhão de toneladas em termos económicos gera cerca de 78 milhões de euros para a riqueza nacional por ano, e é o resultado das diferentes atividades ligadas ao tratamento de pneus em fim de vida. Igualmente em termos sociais também teve um impacto grande gerou cerca de 2 mil postos de trabalho e em termos ambientais evitou um milhão e quinhentos mil de toneladas de CO2. Cada tonelada de pneus que é tratada evita a produção de 1,5 de toneladas de CO2 equivalente. “No ambiente teve um impacto muito positivo e subsidariamente também se veio revelar importante, criou outras atividades, temos por exemplo uma rede de 23 transportadores, por dia e temos cerca de 20 camiões que circulam para a Valorpneu”, conclui Climénia Silva.

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Enough: Um mundo com segurança alimentar é possível elanco Em 2050, existirão 9 biliões (mil milhões) de pessoas a viver na Terra. A classe média vai crescer nos próximos anos, de 2 para 5 biliões de pessoas. Este enorme crescimento em qualidade de vida, terá um impacto também gigantesco sobre a demanda por carne, leite e ovos. Para 2050, a Organização das Nações Unidas prevê um aumento de 60 por cento na demanda por estes produtos de origem animal (carne, leite e ovos).

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ssim, teremos de produzir mais com menos recursos. Como líder global no desenvolvimento de produtos e serviços que melhoram a saúde, o bem-estar e o desempenho dos animais, a Elanco apoia o desenvolvimento e fornecimento de produtos seguros para os consumidores, para os animais e para o meio ambiente.

Visão e liderança O Movimento Enough é uma iniciativa de carácter inovador cujo objectivo é garantir a nutrição adequada de toda a população mundial, tanto no presente como nas próximas décadas. Para além deste ser um projeto de interesse muito pessoal por parte do Presidente da Elanco - Jeff Simmons (@JeffSimmons2050), também engloba os pontos de vista de mais 4.000 colaboradores da Elanco, assim como de milhares de agricultores e produtores, líderes de cadeias de alimentação e consumidores que estão a participar activamente na luta pela segurança alimentar de amanhã. Reduzir a fome no mundo é uma prioridade fundamental para a visão Elanco. Esta visão é, certamente, conseguida através dos nossos produtos que permitem produzir mais alimentos com menos recursos (alimentos seguros e saudáveis a preços acessíveis). Além disso, a Elanco tem colaborado activamente com uma parceria com a ONG’s (organizações não-governamentais, sem fins lucrativos) para aumentar o nosso impacto na redução da fome no mundo. Contudo, este artigo apresenta uma perspectiva diferente sobre a fome e a segurança alimentar. Se no passado nos concentrávamos no caso extremo: a doença causada pela fome e os 870 milhões de pessoas com má-nutrição crónica, agora devemos alargar os nossos horizontes e pensar na segurança dos alimentos a fim de garantir não apenas uma alimentação suficiente para todas as pessoas como também o seu acesso às calorias adequadas, independentemente do país em que se encontrem e da sua condição social. Aumentar o espectro para além da fome permite-nos estabelecer um vínculo mais profundo com a dimensão e alcance do próprio tema.

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O mundo está a crescer, e a grande velocidade. E não falamos de somar apenas mais pessoas, mas também de somar pessoas com melhores vidas. Segundo algumas estimativas, a classe média a nível mundial aumentará em cerca de 3.000 milhões de pessoas até ao ano de 2050. Todas elas com uma vida melhor. Este é sem dúvida um dos dados mais positivos da próxima década. Contudo, os especialistas dizem que nos encaminhamos para uma crise na qual não haverá suficiente para alimentar tantas pessoas. Acreditam que não teremos suficientes recursos para cultivar produtos suficientes ou desenvolver uma produção pecuária capaz de oferecer uma dieta de qualidade à classe média.

Inovação A visão da Elanco começa com um mundo em que ninguém se preocupa com a disponibilidade de alimentos. Há menos mortes por fome. Menos doença. Menos obesidade, maior o potencial humano. Carne, leite e ovos estão disponíveis para quem quiser. Vários estudos têm mostrado que o nosso corpo necessita de proteínas animais para o crescimento e desenvolvimento cognitivo. Quando as dietas das crianças são complementadas com carne ou leite, a aprendizagem e os resultados nos testes resultantes melhoram substancialmente.


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Globalmente, a ingestão recomendada de leite é de dois copos por dia. Se queremos atender a esta necessidade, em 2050, teríamos que recorrer a quase mais 40 milhões de vacas leiteiras extra. A Elanco promove a inovação como uma solução em vez de adicionar mais vacas. Usando práticas já disponíveis ou em fase de desenvolvimento, as vacas a nível mundial podem aumentar a sua produção em cerca de meio copo por vaca. Isto é suficiente para atender à futura demanda global. A otimização da alimentação, vacinas, controlo de doenças, qualidade de maneio e conforto garante uma produção ainda mais elevada. Além disso, a utilização da inovação pode contribuir em poupanças substanciais de terra, água e alimentos para animais. Não existem registos de efeitos adversos em pessoas que tenham consumido alimentos geneticamente modificados, porém há cerca de 25.000 pessoas que morrem todos os dias devido à desnutrição. Por esta razão, a Elanco centra-se em soluções concretas em vez de cenários hipotéticos que não são baseados na ciência. É importante que a tecnologia como solução seja amplamente mais aceite na sociedade.

Escolha e livre comércio Além de inovações para produzir mais com menos, há dois outros pilares importantes da segurança alimentar. Em primeiro lugar, os agricultores devem ter a liberdade de escolher quais os métodos e técnicas que desejam utilizar na sua empresa. Posteriormente, o consumidor deve ser capaz de escolher o alimento que se encaixa o seu orçamento, gosto e necessidades nutricionais. Finalmente, o alimento deve ser produzido em locais onde possa ser produzido de forma barata e sustentável. Sem comércio, isto não é possível. Também é o comércio que se vai certificar de que o alimento vem do lugar certo, das áreas mais produtivas para as menos produtivas. Assim, podemos garantir um futuro com segurança alimentar a nível global. Está na hora de dizer basta! Ainda estamos a tempo. De atuar. De mudar. É hora de alimentar os 9.000 milhões (#feedthe9 – alimentar os 9 biliões). Junte-se à nossa causa em www.sensibletable.com e participe na discussão através das redes sociais. Twitter - @Elanco ou @JeffSimmons2050 Juntos podemos fazer a diferença e resolver o problema da segurança alimentar.

*Artigo da Elanco

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as melhores escolas nacionais

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pós quatro anos de quedas consecutivas, as médias subiram. No passado ano de 2013, 80 por cento das escolas secundárias e todos os distritos tiveram média negativa. Este ano, a média negativa não chega a metade das escolas e há nove distritos positivos. Esta melhoria refletiu-se também nas notas dos restantes ciclos. A percentagem das escolas com média negativa caiu para quase metade e as médias nacionais nos exames são todas positivas. A primeira escola pública a figurar no ranking surge no 30º lugar, mas apesar disso, as públicas foram as que mais subiram na listagem. Há 40 escolas secundárias nos primeiros 100 lugares do ranking. Nove escolas tiveram média superior a 14 valores, algo que não aconteceu em 2013, ano em que nenhuma escola conseguiu tal feito. A média nacional da classificação interna das escolas é de 13.4, mais 3.3 valores que a média dos exames. A média das instituições públicas é de 13.1 e das privadas 14.3. Em 2014 não há nenhuma escola com média interna negativa. A capital é a cidade com o melhor resultado ao nível distrital, mas há nove distritos com média acima da nacional. Em 2013 estavam todos negativos. Nesta edição visitamos algumas das escolas privadas melhor classificadas no ranking nacional.


PRÉ-ESCOLAR


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Uma Presença na Educação colégio marista de carcavelos Com 50 anos de experiência o Colégio Marista de Carcavelos prima pela qualidade e tem como missão educar crianças e jovens, desde o pré-escolar ao ensino secundário, segundo a ótica do fundador, S. Marcelino Champagnat, sintetizada no lema ‘formar bons cidadãos e virtuosos cidadãos’. estão disponíveis para além dos 90 minutos de aula”, comenta.

Atividades de complemento curricular De forma a tornar os alunos “mais capazes” e “mais eficazes” e incentivar uma “competição saudável” o colégio marista apresenta um leque extenso de atividades extracurriculares, tanto numa vertente mais cultural, como numa vertente mais desportiva, tais como: o atelier de expressão plástica, Move & Dance, clube de teatro, inglês, ballet, escola de música, dança criativa, expressão dramática e dança tradicional para crianças, basquetebol, voleibol, natação, corfebol, escalada, atletismo, futebol, ginástica acrobática, ginástica de trampolim, judo, karaté, patinagem, ténis e ténis de mesa.

Educar para a espiritualidade

josé Luís Pedrinho Diretor

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Colégio Marista de Carcavelos pertence à Congregação dos Irmãos Maristas e dedicase à educação de crianças e jovens. Além de terem colégios e escolas com alguma dimensão, também desenvolvem a sua missão na área da solidariedade, tal como em Ermesinde, onde têm um lar de acolhimento de crianças em risco. “Mais do que ensinar, o nosso objetivo é educar”, sublinha José Luís Pedrinho, diretor. Com o objetivo de “melhoria contínua” os maristas estão atentos à evolução da sociedade e apostam em metodologias ativas: inteligências múltiplas, aprendizagens cooperativas, rotinas de pensamento, mapas mentais e em modelos que “impliquem diretamente os alunos na busca do seu próprio conhecimento”, “a nossa atenção e a nossa preocupação, para além da parte cognitiva e do desempenho académico, vai no sentido de ajudar a

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formar o aluno no seu todo”, refere o diretor. Atualmente, com 1550 alunos o colégio é uma referência a nível nacional. Com valências que vão desde o préescolar ao ensino secundário, toda a orientação que é feita aos alunos é personalizada.

Marca Marista Com o objetivo de formar ‘bons cristãos e virtuosos cidadãos’, a dimensão religiosa e de cidadania está bastante presente. “Nós temos que ajudar a formar alunos ativos e preparados para encarar os desafios da sociedade, que está em contínua mudança” refere o diretor. Para além disso, marcam pela pedagogia da presença “consideramos que a presença evita situações menos positivas, todos os nossos educadores e professores

Com espaços próprios para esta área, os alunos têm aula de educação moral e ainda, catequese. “A educação moral é facultada numa perspetiva religiosa, mas paralelamente numa perspetiva de cultura. Há uma geração de alunos e de jovens que já não têm o mínimo de cultura bíblica de toda a história que incluí o papel da religião e da igreja, tanto em Portugal, como no mundo e no fundo, é um complemento da própria disciplina de história.” Já a catequese tem uma perspetiva “mais vivencial”. “Esta perspetiva religiosa passa por uma série de projetos que se vão desenvolvendo e passa também pela própria seleção dos educadores ou seja, os educadores que temos aqui partilham a nossa visão”, explica José Luís Pedrinho. Para além disso, existem celebrações e projetos que se desenvolvem no sentido de formar os alunos nesta área, de forma a deixar o aluno interiorizar uma série de valores religiosos a partir de dinâmicas que se estabelecem no próprio colégio.

Projetos desenvolvidos Essencialmente o colégio tem protocolos com instituições universitárias e alguns desses protocolos incluem projetos a nível internacional, tal como aconteceu no final do primeiro período, onde um grupo de alunos do 12º ano participou e apresentou trabalhos num Congresso realizado em São Francisco. Têm ainda protocolo com o Instituto de Bioética da Universidade Católica do Porto, “que com metodologia,


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trabalho e com envolvimento de alunos e dos professores, abrangem temas, como por exemplo: início e fim de vida, genética e investigação científica”, relata o diretor.

organização das jornadas pedagógicas maristas, um momento de formação e de partilha destinado aos educadores dos colégios maristas e outras escolas convidadas.

próprias para os seus membros, tais como: palestras, convívios, passeios culturais e cursos. Para além das atividades próprias do clube, também tentam ter uma participação ativa nas atividades do colégio.

50 anos

Clube dos avós

Clube de exercício e saúde marista

Este ano o Colégio Maristas de Carcavelos festeja os seus 50 anos, e as celebrações vão iniciar oficialmente em outubro. De forma a marcar o aniversário pretendem criar um museu interativo (com uma parte virtual e outra parte física) e ainda, está a ser elaborado, pelo departamento de História, um livro que relata a história do Colégio nos últimos 50 anos. Sem esquecer de mencionar a

Criado no ano 2000, o clube tem por objetivo ser um espaço de encontro e partilha de experiências e saberes. Proporcionando aos avós a participação ativa na vida escolar dos netos, através de diversas atividades. No clube os avós também desenvolvem atividades para os netos, como: o cantinho das histórias, horta pedagógica, cantinho das bonecas, cantinho das agulhas e ainda, o cantinho do xadrez. Mas o clube também tem atividades

Um espaço pensado para a prática de atividade física e de lazer, que tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida das pessoas, proporcionando o seu bem-estar físico e psicológico, num ambiente saudável e descontraído. Excelência, simplicidade, resultados, divertimento e comunidade, são os cinco valores do clube que tem como objetivo melhorar o estilo de vida das pessoas,

através da prática de atividade física. O espaço está disponível para docentes, não docentes, alunos, familiares, antigos alunos e também para as pessoas do meio envolvente. O clube conta com uma sala de musculação/cardiovascular, uma sala de treino funcional e uma sala para aulas de grupo, onde se lecionam aulas de pilates, localizada, GAP dinâmico, step local, aikido, iaido e kickboxing.

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Uma “BlueSchool” de excelência colégio euro-atlântico O Colégio Euro-Atlântico é pelo segundo ano consecutivo nomeado como a melhor escola do distrito do Porto. Criado em 2009, o colégio é caracterizado por uma educação de liderança e inovadora onde o aluno é o principal foco.

ana maria martins, paula pinto e maria leonor teixeira Direção Pedagógica

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elas palavras do administrador, Castro Moreira, o colégio tem como objetivo essencial a excelência, construindo também uma “blueschool”. Esclarece que blueschool é um conceito dinâmico, em maturação e muito recente ou mesmo pioneiro na Europa, que norteia um programa de aquisição pelos alunos de um bom grau de conhecimento ou literacia dos oceanos e, numa segunda fase, também a criação de cultura marítima. No colégio, o programacurrículo do mar visa responder ao primeiro objetivo e um conjunto de protocolos para ações muito diversas com instituições de cultura marítima visa responder ao segundo. Em ambos os casos com especial destaque para os protocolos celebrados com a Marinha, principal centro de vivência ou experiência

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marítima e único centro de cultura marítima estratégica em Portugal. Por outro lado, para atingir a excelência no ensino, importa começar por ver a escola como um organismo vivo que só pode ser compreendido e desenvolvido numa perspetiva dinâmica e de constante aperfeiçoamento, sempre acompanhando a realidade contemporânea, praticando uma formação e uma educação que respondam a essa realidade em constante mutação. “Muitas vezes têm que se mudar imensas coisas de um ano letivo para o outro, sobretudo em função dos alunos”, afirma Castro Moreira. Cabe assim à direção pedagógica estudar e criar respostas à medida, designadamente ajustando a execução do projeto curricular para determinada turma, para cidadãos/alunos

diferentes, na formação complementar de professores, entre outros.

A formação Para o administrador, uma escola de excelência exige olhar e acompanhar o aluno o mais individualmente possível e dar-lhe as competências básicas. É apoiada em exemplos da realidade contemporânea e torna assim o aluno mais integrado. O ensino é direcionado para a herança cultural e identitária de Portugal numa sociedade global do século XXI, com especial atenção aos fatores que valorizam hoje o país no concerto das nações. “Sendo esta uma escola portuguesa tem o aluno que perceber o lugar de Portugal no mundo e


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as suas capacidades, riquezas e poderes, sobretudo relacionando-os e valorizando-os por referência às demais nações”. É assim que ganha natural destaque o conhecimento do maior recurso natural português – o mar. “É impossível perceber hoje Portugal sem conhecer o mar português. O que chamamos ‘currículo do mar’ ajuda assim os alunos a adquirirem literacia oceânica – hoje em todo o mundo a importância dos oceanos é de tal modo grande que não se percebe que a maior parte das noções básicas não sejam incluídas nos currículos praticados”. A ideia é chamar a atenção para a importância do mar e seus conceitos, tornar as pessoas mais conhecedoras do oceano em geral e mais conscientes da importância que isso tem para todo o planeta e sobretudo para os paísescosteiros. O conhecimento abre horizontes e cria oportunidades.“Estas nossas características estão mesmo a atrair novos alunos estrangeiros”.

Apoios e incentivos Neste colégio todos são aceites e acolhidos de igual forma. Não são exigidos nenhuns requisitos especiais, não existe qualquer discriminação socioeconómica. O colégio disponibiliza instrumentos pedagógicos, de acompanhamento pessoal e mesmo financeiros ou de apoio económico que permitem a quem queira ali estudar, fazê-lo. Apesar de este colégio não ter qualquer apoio do Estado (que, aliás, seria apoio às famílias e não

ao colégio), tem condições para aceitar bons alunos com apoio de bolsa de mérito (que suporta até 40 por cento do valor das propinas) ou com recurso a um fundo ‘Irmão Abílio Marques’ para apoiar famílias com rendimentos insuficientes para suportar integralmenteos custos respetivos mas que queiram lá ter os filhos. “A motivação desta empresa é muito mais atingir objetivos de qualidade do que meramente quantitativos ou lucros”. Castro Moreira reconhece que se o Colégio tivesse mais alunos ou apoios teria resultados ainda melhores. Como sucederia certamente se tivesse condições iguais às que dispõem a generalidade das escolas; “não se percebe o porquê dos nossos pais não terem o apoio do Estado que os outros têm. O apoio será sempre aos pais e não à escola.” Acrescenta que é quase um milagre aquilo que está a fazer sem apoios de nenhum tipo. “Estamos a crescer e a conseguir atingir os objetivos. Isto devese a um esforço enorme do nosso pessoal, da nossa equipa. Eu sinto-me orgulhoso da equipa”.Sublinhando dificuldades, o resultado é mais valioso ainda.

teatro, música, informática). Para além destas atividades, os tempos letivos são complementados com estudo e acompanhamento dos alunos e preparação para exames nos anos respetivos. Realça ainda a participação dos alunos em vários projetos científicos, com destaque para o projeto A ponte entre a escola e a ciência azul, organizado pelo EMEPC (Kit do Mar) em parceria com o IPMA (Instituto Português do Mar e Atmosfera), com trabalhos em laboratórios quer do colégio quer do IPMA, e que, no ano letivo passado, levou alunos do secundário a participarem na campanha M@rBis–Arrábida 2014 (estudo da biodiversidade marinha) durante uma semana a bordo do navio Creoula. Estas participações promovem o gosto pelo conhecimento e pela ciência e valorizam o trabalho curricular dos seus alunos.

Atividades O colégio disponibiliza aos seus alunos um leque variado de atividades, tais como ballet, dança, natação, culinária, catequese, basquetebol, futebol, karate, canoagem, surf, vela, teatro, música, informática, sendo algumas delas gratuitas (basquetebol, dança) e outras incluídas nas unidades curriculares e incluídas na propina (natação,

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“Uma elite? Sim, mas de valores humanos e excelência académica” colégio mira rio Numa lista privilegiada sobre o ranking dos melhores colégios nacionais de 2014, encontra-se o colégio Mira Rio, em Lisboa, com uma média que conquistou os primeiros 10 lugares da tabela. De forma a percebermos qual o segredo de ensino para estar na vanguarda, a Revista Business Portugal foi conversar com a diretora Ana Teixeira Dias.

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ntegrado na família dos Colégios FOMENTO, o Colégio Mira Rio nasceu da vontade de um conjunto de pais. Depois de conhecerem o modelo de ensino dos Colégios FOMENTO em Espanha, sentiram que uma estrutura que pudesse fortalecer e acompanhar o crescimento humano, intelectual e espiritual dos filhos era fundamental. Foi assim que nasceram os Colégios Fomento, constituídos por Mira Rio, no Restelo (Lisboa) e em breve em Telheiras; o Planalto, que está situado no Alto da Faia, em Telheiras; o Colégio Cedros que está situado nos Jardins D’Arrábida, em Vila Nova de Gaia e, recentemente inaugurado, o Colégio Horizonte também nos Jardins D’Arrábida, que antes estava no Porto. Neste sentido, de acordo com Ana Teixeira Dias, os colégios foram construídos com base no esforço e no

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sacrifício de todos os pais, que com a força e a inspiração de São Josemaria, hoje Santo da Igreja, os ajudou com a sua oração e experiência pedagógica. Tendo sido o grande impulsionador dos colégios em Espanha, foi um suporte fundamental dos pais fundadores. O lema do colégio está bem visível na sua divisa do escudo em que se pode ler “Mirare impetum fluvii”, isto é, “Olhai o ímpeto do Rio”, tendo também no refrão do seu hino a frase: “O Rio um dia vai ser Mar” – mote de inspiração para as alunas.

Modelo de ensino diferenciado, integral e personalizado Questionada sobre o modelo de ensino diferenciado e o porquê da separação de raparigas e rapazes nos

colégios, Ana Teixeira Dias explica “tendo em conta as diferenças hoje cientificamente conhecidas entre as estruturas cerebrais do homem e da mulher, e sendo próprio processo de amadurecimento tendencialmente distinto em termos etários, é inevitável os bons resultados que este modelo permite, na medida em que utilizamos técnicas diferentes para ensinar raparigas e rapazes de acordo com as especificidades evidentes e comprovadas de raparigas e rapazes”. Neste contexto, as docentes utilizam técnicas de ensino mais direcionadas, “por exemplo, no ensino da matemática, nos primeiros anos de vida académica, as raparigas aprendem melhor fazendo uma ligação ao mundo real, enquanto os rapazes têm uma maoir competência abstrato espacial, não necessitando de uma tangibilidade com o que nos rodeia para que essa mesma aprendizagem se faça”,


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esclarece a diretora. De acordo com a mesma, este modelo permite que os alunos cresçam com mais segurança em termos de caráter. E sendo o colégio uma preparação para o mundo real, a nossa entrevistada diz que se torna indispensável não só estruturar o aluno academicamente, mas essencialmente contribuir para a formação integral: intelectual, moral, espiritual, entreo outros. Relativamente aos critérios de avaliação, a diretora realça que estes não se confinam à área académica. Os alunos são avaliados pela sua atitude em sala de aula e pelo seu comportamento em geral, para que de uma forma positiva, saibam que o seu crescimento e amadurecimento e consequente atuação quotidiana tem peso na sua avaliação.

Acompanhar, cuidar e motivar No colégio Mira Rio cada aluna tem a sua precetora/ tutora – que sendo uma das professoras da aluna, faz “a ponte com a família”. Nas palavras de Ana Teixeira Dias “a precetora é muito importante na medida em que, acima de tudo, desenvolve um trabalho de ajuda no crescimento da aluna, percebendo se esta tem o seu plano de estudo bem estruturado e identificando do seu carater tudo o que se possa potencia. Deste modo, a diretora enfatiza que o papel da precetora é fundamental para as desenvolver humanamente, sendo que “antes de serem boas alunas, elas têm que ser boas pessoas” destaca. Assim, o sistema utilizado nos colégios Fomento

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baseia-se na formação dos alunos enquanto pessoas completas, excelentes humana e academicamente. Uma vez estabelecidos os objetivos para cada aluna, os pais – primeiros educadores e o colégio promovem o que está ao seu alcance para que esses mesmos objetivos se concretizem. “Para que isso seja tangível, torna-se imprescindível um corpo docente competente e no Mira Rio esse corpo docente tem à sua disposição os meios de formação, a vários níveis, de forma a que os professores possam ser um exemplo a seguir para as alunas”, revela a diretora. Das muitas iniciativas que os colégios Fomento têm desenvolvido, Ana Teixeira Dias faz questão de destacar a campanha de 2015 intitulada ‘Juntos Temos Mais Vantagens‘, que convida à participação ativa das famílias e que pode ser consultado no site www.colegiomirario.pt

Mira Rio entre os melhores Dentro da vasta oferta formativa, destacamos algumas das atividades extracurriculares ao dispor: música, equitação, ténis, mandarim, judo, ballet, entre outras. Com 374 alunas, 43 professores e 14 funcionários, o Colégio Mira Rio tem 36 anos de atividade e mantem uma estrutura flexível de gestão. Sobre o facto de estarem no ranking dos melhores colégios a nível nacional, Ana Teixeira Dias não poupa nas palavras. “Claro que é gratificante sermos reconhecidos pela qualidade de ensino, mas acima de tudo temos que ter a certeza que fazemos um trabalho muito sério e eficaz do ponto de vista formativo e isso sim, dá-me muita satisfação”. Nesse sentido, a diretora garante que a grande missão do colégio é a de formar as alunas em

conjunto coma família. “Somos muitas vezes apelidados de promotores de uma elite….sim, mas de valores humanos e excelência académica” Neste sentido, as múltiplas atividades desenvolvidas no colégio são de formação integral com uma matriz doutrinal e ética de educação cristã, e são sempre personalizadas através do precetorado, que faz uma comunicação permanente com a família de cada aluna. E como se trata de um colégio com a implementação do inglês desde muito cedo, para além de aulas diárias de inglês, desde 2014 o Mira Rio está com um projeto-piloto designado de ‘Step Forward’ – um projeto que visa reforçar a língua inglesa nas através da consolidação das matérias na disciplina de estudo do meio que primeiramente são dadas em português e depois repetidas em inglês.

COLÉGIOS FOMENTO

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Um exemplo de sucesso no ensino privado nacional colégio ST. Peter’s school Numa área de três hectares, na vila de Palmela, encontramos o St. Peter’s School, um colégio de ensino bilingue de língua portuguesa e inglesa, que tem traçado um caminho de sucesso e prestígio no universo do ensino privado, tendo sido destacado pelo ranking de 2014 como um dos melhores do país.

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erante este cenário, Isabel Simão, fundadora e diretora pedagógica do colégio, explicou à Revista Business Portugal que uma gestão exigente, uma oferta formativa variada e uma boa dose de rigor e empenho, são alguns dos elementos que estão na base desta distinção. Nascido em 1993 e inspirado na cultura anglo-saxónica, o St. Peter’s School possui atualmente dentro de portas 1000 alunos, 210 funcionários e 150 docentes. Gerir um estabelecimento de ensino desta natureza não é tarefa fácil e estar entre os melhores torna-se ainda mais complicado mas a diretora assegura: “esta é a nossa condição, temos que marcar diferença na qualidade e no rigor”, admitindo que o grande objetivo do colégio

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foi, desde sempre, formar pessoas “excecionais” a todos os níveis.

Gestão bem delineada No que toca à área de ensino, importa saber qual o caminho para se chegar aos quadros de excelência e nessa questão Isabel Simão garante que um aluno só pode ter sucesso através da luta, do trabalho, da persistência e de uma escalada que ele próprio vai fazendo. Relativamente ao rigor na gestão, a diretora explica que é imprescindível delinear estratégias “temos que assumir a responsabilidade de fazer o melhor pelos nossos alunos

e até assumir alguma da responsabilidade que lhes caberia a eles”. Neste contexto, a nossa interlocutora afirma que o principal desafio é contrariar a chamada “cultura de prazeres” que os jovens vivem hoje em dia. Sobre a qualidade da formação que o St. Peter’s School presta, a diretora realça que a sua grande missão é preparar os alunos para o passo que se segue - o ensino universitário – assim como “darlhes ferramentas para eles se aguentarem sem nunca desistirem de estudar”. Para além disso, há também uma cultura de valores humanos que enriquece o perfil do aluno, nomeadamente, no saber estar e no saber fazer “estes jovens têm que sair daqui com uma cultura de valores muito rica, para isso nós criamos atividades


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sociais e iniciativas de voluntariado em prol dos mais desfavorecidos” sendo esta medida decisiva para a sua formação enquanto bom cidadão e, naturalmente, permite engrandecer o seu próprio currículo. Quanto ao trabalho desenvolvido pelo ensino privado, Isabel Simão distingue que, do ponto de vista académico, há uma garantia de que os programas são cumpridos e há um acompanhamento muito personalizado, em que os responsáveis dão apoio e esclarecem todas as dúvidas que o aluno possa ter, “portanto esta proximidade com o aluno à partida já é um sucesso” salienta a diretora. Deste modo, cada aluno conta com um precetor que tem o dever de cuidar dele, seja nas suas competências académicas, seja no seu bem-estar pessoal.

Qualidade da oferta formativa As atividades extracurriculares do colégio são cerca de 40 e dividem-se em dois setores, por um lado a aposta na área desportiva, onde se pode destacar ténis, rugby, judo, esgrima, natação entre outros. Por outro lado, há uma vasta oferta na área de expressão artística com uma panóplia de instrumentos (flauta, guitarra portuguesa, violoncelo, piano) e também aulas de canto, drama club, dança (hip hop, dança contemporânea, sevilhanas, entre outros). Sendo que toda esta oferta de desporto e de expressão artística - à semelhança do que acontece na cultura de valores - são duas componentes que devem vir junto “à formação global de um jovem” destaca a diretora. O perfil do ensino do St. Peter’s School é de amplitude mundial. Isto porque o modelo formativo divide-se entre duas vertentes opcionais: o ensino nacional e o internacional (lecionado apenas em inglês). O inglês é transversal a todos os níveis de ensino do St. Peter’s School, começando no jardim-de-infância, permitindo que as crianças tenham uma maior autonomia na entrada do 1º ciclo. A partir do 1º ciclo, os alunos têm várias disciplinas dadas em inglês até ao 9º ano, altura

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em que poderão optar por seguir pelo ensino nacional ou internacional. Para além do inglês, o espanhol é uma língua obrigatória para os alunos de dez anos e o alemão aos doze anos. Posto isto, no final do secundário os alunos levam consigo certificados importantes para a sua carreira futura. Por exemplo, pelo British Council recebem o diploma “Proficiency” (nível mais elevado de inglês), pelo Cervantes levam o diploma “DELE” (nível de elevada competência em espanhol), entre outros. Neste seguimento, Isabel Simão garante que através do modelo adotado os alunos do St. Peter’s School saem preparados para o trabalhar em qualquer país. Importa ainda referir que partir dos três anos, os alunos já podem ingressar no colégio, não sendo submetidos a pré-requisitos na entrada pois, tal como esclarece a diretora, “somos uma escola aberta a todos os alunos e a todas as nacionalidades”.

Missão para 2015 De acordo com a diretora pedagógica, este colégio é de cariz elitista, uma vez que nem todas as pessoas valorizam os padrões nele exigidos “as pessoas que nos procuram são aquelas que sabem o que realmente querem para os filhos” ressalta Isabel Simão, afirmando que o efeito da formação é enriquecedor. Para 2015 o grande projeto do St. Peter’s School é a consolidação do ensino internacional, estando atualmente a dar início a esse processo. Assim, o principal objetivo desta consolidação é fazer com que os alunos do colégio sejam cidadãos do mundo.

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saúde e medicinas alternativas

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uma altura em que as urgências dos hospitais nacionais têm figurado quase diariamente na Comunicação Social, não pelas melhores razões, a Revista Business Portugal apresenta-lhe o novo projeto do Grupo Trofa Saúde, no norte do país. Damos-lhe ainda a conhecer o Labluxor, uma referência nacional e uma grande aposta no futuro. Depois de muitos anos de reivindicações por parte dos profissionais, a lei vai regular o exercício profissional das terapias não convenciais. Com a nova legislação, o Governo pretende cingir esta prática a quem tenha formação superior e cédula profissional. O diploma, que abarca seis tipos de terapias (acupuntura, homeopatia, osteopatia, naturopatia, fitoterapia e quiropraxia) estabelece ainda que a regulação da profissão fique entregue a uma entidade. Uma decisão que merece críticas dos profissionais da área porque isso não acontece com as outras profissões ligadas à saúde. Às críticas junta-se também um elogio por, finalmente, fazerem parte da lista de profissionais de saúde. Partindo das orientações da Organização Mundial de Saúde, são estabelecidos os perfis funcionais de cada uma das seis terapêuticas não convencionais, determinando-se que as mesmas só podem ser praticadas por quem tenha uma formação, de nível superior, a definir por portaria. A prática destas terapêuticas vai implicar ainda a atribuição de uma cédula profissional com registo público, o que permitirá aos cidadãos identificar quais os profissionais com formação adequada.


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“Um Hospital em função do doente” hospital privado de gaia Teve lugar no passado dia 12 de janeiro, a inauguração do novo Hospital Privado de Gaia, num investimento de que rondou cerca de 50 milhões de euros. Desta forma, o quarto maior grupo de saúde em Portugal, o Grupo Trofa Saúde passa a deter sete unidades hospitalares na zona norte de Portugal, assumindo-se este novo equipamento como o hospital ‘central’ do grupo, para onde confluirão patologias e doentes de alta complexidade.

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o mesmo tempo, este hospital vai disponibilizar serviços de ambulatório/consultas, com 43 especialidades disponíveis em horário alargado, bloco operatório, internamento, cuidados intermédios e intensivos, bloco de partos e análises clínicas. Localizado no Lugar da Barrosa, em pleno ‘coração’ de Vila Nova de Gaia, o terceiro município mais populoso do país, o novo Hospital Privado de Gaia foi projetado e concebido num moderno edifício, de 11 andares, com enorme potencial de crescimento físico e orgânico, dado que integra o complexo Gaiart’s. Houve ainda a preocupação de dotar esta unidade de equipamentos especializados e tecnologia de ponta, com o objetivo de dar resposta às principais necessidades sentidas pela população. A sua localização privilegiada no que diz respeito às acessibilidades viárias é outro dos aspetos a salientar, já que a acessibilidade dos doentes aos seus hospitais e médicos é uma fator crítico de qualidade de serviço

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e de sucesso. A cerimónia de inauguração contou com o descerramento de uma placa alusiva, e com uma visita guiada aos serviços do hospital. No final realizou-se o corte simbólico do bolo. Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia, que vai no segundo ano do seu primeiro mandato, foi uma das presenças mais notadas neste evento e salientou a importância deste grande investimento.

“Este investimento tem um racional de resposta num serviço público, numa demonstração de dedicação à causa da saúde, com o objetivo de rentabilizar o serviço e criar novos postos de trabalho”, explicou o autarca, durante a cerimónia de inauguração, acrescentando que “o conceito de serviço público pode e deve ser cumprido por quem se disponibiliza a cumprir serviço público e não por quem diz que é público”.

Em entrevista à Revista Business Portugal, o administrador do Grupo Trofa Saúde, Artur Osório, conhecido especialista, com uma vasta experiência na área pública e privada falou deste investimento do grupo e dos projetos para o futuro. Como é que decorreu todo este projeto do novo Hospital Privado de Gaia? Esta inauguração reflete o culminar de uma trajetória, que certamente lançará as bases para outros projetos. Neste mundo de negócios, a saúde assume um papel muito especial, pois temos que ter em conta que trabalhamos com seres humanos e não com matéria-prima doutra natureza. Mas, por muito que as pessoas não queiram dizer, a saúde é um mercado apetecível e situámo-nos naturalmente num sítio onde há necessidades, com uma cobertura privada ainda insuficiente e com um serviço nacional de saúde deficitário. Assim, este projeto vem dar resposta à crescente procura de serviços de saúde privada na zona a sul do Porto, nomeadamente Gaia,


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Espinho, Arouca, Ovar, São João da Madeira e Aveiro norte. Além das especialidades médicas, a unidade disponibiliza outros serviços como acupuntura, nutrição, osteopatia, podologia, psicologia, psicologia da infância e da adolescência, terapia da fala. Se tudo correr bem, a ideia é fazer 3 mil cirurgias e 150 mil consultas no primeiro ano. O Grupo Trofa Saúde atingiu hoje um marco importante, dado que estabeleceu sete unidades no norte, todas bem posicionadas e a darem rendimento, com uma média de procura em ambulatório superior a 1 milhão de doentes por ano. Este foi um empreendimento que teve alguns percalços durante a sua construção, as obras arrancaram em 2008 e ficaram suspensas em 2012, por dificuldades do construtor, para serem retomadas no ano passado e que culminou nesta inauguração. Numa altura em que a economia atravessa ainda um período frágil, o Grupo Trofa Saúde faz um novo grande investimento. Os investimentos são sempre arriscados, mas se nós levarmos por diante a metodologia que temos tido, ou seja, cautelosos na gestão, eficientes, focados no doente/cliente sabemos que seremos bem-sucedidos. Temos uma boa organização, em que os processos estão centrados nos doentes/clientes que nos procuram, que tem liberdade para o fazer, e também dispomos de excelentes profissionais. Um bom profissional isolado não é nada, ele valoriza-se se estiver inserido dentro de uma organização, constituindo-se como uma parte integrante da mesma. O novo Hospital Privado de Gaia vai criar entre 200 a 300 novos postos de trabalho, já que alguns profissionais trabalham em regime de exclusividade e outros prestam serviços à unidade, dos quais alguns exercem também atividade profissional no Hospital Santos Silva. Este equipamento assume-se como o hospital

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‘central’ dentro da rede do grupo? Com uma estratégia bem definida, uma vez que, as outras seis unidades hospitalares de que dispomos são de dimensão média, sentimos a necessidade de ter um hospital ‘almirante’, mais diferenciado e que concentre as patologias mais complexas, a par da realização de cirurgias mais exigentes. Pela sua localização este equipamento tem um elevado poder de expansão, como tal, foi ‘eleito’ o hospital central do Grupo. O fato de o cliente/ doente poder fazer tudo no mesmo espaço e no mesmo período de tempo é também uma mais avalia, assim como, a concentração de algumas doenças raras com especialistas reconhecidos. A abertura da urgência durante 24 horas, assim como, o acesso a um conjunto de especialidades alargadas fazem parte da nossa identidade, pois o que o doente quer é ter uma porta aberta permanente ao alcance de uma deslocação ou de um telefonema. Como é que encara o estado atual da saúde no nosso país? A base do nosso êxito não assenta no estado atual do setor público, mas, o que é certo, é que sobretudo o Serviço Nacional de Saúde tem vindo a decair. Dada a minha experiência no setor público, considero que o serviço nacional de saúde foi muito positivo para o país, mas todas as coisas tem um ciclo de vida, mesmo as coisas muito boas, como é o caso do serviço nacional de saúde. A meu ver os gastos elevados que atualmente o setor da saúde apresenta, estão diretamente relacionados com a ineficiência do sistema. Desempenhamos também um importante papel social, dado que os cerca de 1 milhão de utentes que anualmente recorrem aos nossos serviços, acabam por aliviar o sistema público. Penso que deveríamos passar a ser encarados como parceiros e não como concorrentes. O ideal seria uma convergência total entre o público e o privado, beneficiando o doente. Quais os projetos para o futuro? Está prevista para março a abertura de uma nova unidade hospitalar em Braga. Apenas 3 anos após a abertura, o Hospital Privado de Braga, já tem a sua capacidade esgotada – o que implicou a abertura de outra unidade. Para o futuro temos que fazer voos cautelosos, pois vivemos tempos de alguma indefinição. Pretendemos abrir novas unidades na periferia de Lisboa, levando assim para esta região o nosso know-how e experiência. Temos também recebido solicitações para a instalação de unidades hospitalares nos países de língua oficial portuguesa, nomeadamente em Angola, mas, para que este processo de internacionalização aconteça foi necessário atingir uma consolidação muito forte. Penso portanto, que atualmente reunimos as condições para

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Percurso profissional de Artur Osório Artur Osório licenciou-se em medicina pela Faculdade de Medicina do Porto, e mais tarde especializou-se em medicina interna, oncologia médica e hematologia clínica. No seu percurso, enquanto profissional de saúde, contempla passagem pelo Hospital Geral de Santo António e pelo Instituto Português de Oncologia (IPO), no Porto, onde instalou a primeira unidade de transplantes de medula do norte. Este profissional de saúde foi ainda o responsável pela implementação da primeira unidade local de saúde do país, em Matosinhos. Artur Osório ocupou, inclusive, cargos administrativos, na gestão das unidades de saúde pelas quais passou, tendo sido inclusive diretor do Hospital de Matosinhos, Pedro Hispano, e ainda diretor clínico do Hospital da Prelada. Foi Professor Associado convidado da FMD da UP. Atualmente, Artur Osório é o representante máximo da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, está na Administração do Grupo Trofa Saúde há mais de cinco anos, sendo responsável pela gestão da atividade clínica das unidades do grupo. Pelo seu amplo percurso é, no panorama nacional, um dos profissionais que melhor conhece a realidade portuguesa do setor da saúde, tanto privada como pública.

começar a pensar num projeto a médio prazo em angola. O Grupo Trofa Saúde está cada vez mais capaz de receber e tratar os doentes em qualquer lugar, o que se revela uma mais-valia, dando confiança aos doentes. No mercado há mais de 15 anos, o grupo Trofa assumese como um dos principais players privados na área da prestação de cuidados de saúde. Atualmente, conta com sete unidades na região norte do país, onde serve uma população de cerca de 2.5 milhões de pessoas. Tem como principal objetivo a melhoria contínua da forma

de cuidar dos seus clientes/doentes, proporcionandolhes cuidados de qualidade e de proximidade. 
Na saúde a confiança é essencial, sendo exigidos elevados padrões de qualidade, a nível técnico e humano. Afinal, é a pensar nos clientes/doentes e em satisfazer as suas necessidades, que o Grupo Trofa Saúde continua a crescer. As instalações das suas unidades hospitalares obedecem a um moderno conceito de design, arquitetura e engenharia hospitalar, expressas em infraestruturas funcionais, seguras e confortáveis proporcionando

um ambiente natural e familiar, ao mesmo tempo, são certificados pela APCER (ISO 9001-2008). Foi também essa a lógica da construção do Hospital Privado de Gaia, que tem a pretensa ambição de se tornar no melhor hospital privado do país e uma referência nacional, nomeadamente a norte, bem como na Galiza. O atendimento é personalizado e o serviço eficiente. A comprová-lo está a urgência aberta 24 horas por dia/365 dias por ano e um conjunto de 43 especialidades disponíveis em horário alargado. Assim sendo, a missão deste grupo passa pela prestação de cuidados de saúde personalizados e de excelência, globais e compreensivos, dentro de uma cadeia de saúde. Estes cuidados assentam na prevenção, educação, proteção, tratamento da doença, reabilitação e assistência técnica especializada, em ambiente institucional, ambulatório, urgência e domicílio. O Grupo Trofa Saúde tem também à disposição dos seus clientes/utentes acordos com as principais companhias de seguros e subsistemas de saúde, sempre com o objetivo de oferecer mais uma alternativa aos doentes. A abertura do Hospital Privado de Gaia assinala um marco importante na estratégia de crescimento e desenvolvimento deste player, com foco direcionado para o cliente/ utente.

artur osório Administrador

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“Qualidade e personalização ao serviço da saúde” labluxor O Labluxor é hoje uma referência nacional, e uma grande aposta no futuro. Com foco na gravidez e no diagnóstico, o laboratório oferece uma vasta experiência de cuidados de saúde, e não descura das suas principais características: qualidade, segurança, personalização e inovação. e escolhemos sempre o melhor. O utente é o nosso parceiro, é quem nos dá a conhecer e confia em nós. Somos especializados, e temos como fatores diferenciadores a qualidade e a atenção personalizada ao utente. Não podemos comparar-nos a qualquer outro do setor, e o utente reconhece isso. Internacionalmente, qual a importância dos laboratórios portugueses? Nós não trabalhamos com o mercado externo. Recusámos várias ofertas para Angola e Moçambique. Há quem o faça, e penso que o trabalho nacional é reconhecido fora. Nestes casos, a qualidade não é o único interesse.

ivone mirpuri Fundadora e administradora

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pioneiro num meio onde a concorrência é feroz e os lobbies são realidade. Introduziu no país o método do Rastreio Pré-Natal de anomalias fetais, da Fetal Medicine Foundation, e foi o primeiro laboratório português a ser certificado pela entidade. Com 500 m2 de sede, e várias unidades de colheita em Lisboa e arredores, o Labluxor é um laboratório moderno, com uma especialização na saúde materna: o Laboratório da Grávida; uma unidade de antienvelhecimento; e outra de cardiologia. O objetivo é disponibilizar serviços de saúde de qualidade e personalizados, tendo o utente como prioridade. Um centro ímpar na área laboratorial. “Vamos manter o foco no doente (...) queremos melhorar a qualidade de vida dos portugueses”, diz Ivone Mirpuri, fundadora do Labluxor. Médica Patolgista Clínica, e especialista em Medicina Antienvelhecimento pelo Cenegenics (Las

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Vegas), e pela Hertoghe Medical School (Bruxellas), a Dra. Ivone fala em entrevista sobre a sua missão, a crise no setor e os projetos para o futuro. De que forma é que o Labluxor atua na prevenção e tratamento de doenças? Através do diagnóstico. A qualidade é a prioridade. Só utilizamos técnicas de referência para evitar repetições de exames, que geram ansiedade e gastos desnecessários. A medicina antienvelhecimento, uma das minhas especializações, é outro diferencial a favor do utente. Esta área deveria ser repensada pelo Estado, gastam-se recursos económicos incomportáveis para prolongar a doença, e não se aposta na prevenção. São pioneiros em várias áreas... Acompanhamos diariamente as novidades que surgem,

Os laboratórios nacionais têm as condições e o apoio de que necessitam, e quais os desafios que enfrentam? Não. Os valores de tabela são-nos impostos e há que aceitar para manter o pessoal. Quem quer qualidade, tem dificuldades em mantê-la. Os entraves são muitos. Poderíamos, por exemplo, ter uma unidade no Algarve, que aguarda licenciamento desde 2008, e já o pedimos por duas vezes. Também não temos convenção com a ARS do Algarve por exemplo!, tendo com a ARS de Lisboa e Vale do Tejo, o que sinceramente é um absurdo. Estamos num meio onde a sobrevivência visa a quantidade, e não a qualidade. A realidade é grave. Muitas burocracias, poucas decisões lógicas. Três ou quatro laboratórios vão sobreviver, mas são fábricas, e inevitavelmente, o trabalho personalizado e de qualidade ficará em risco. Que projetos há para o futuro? Inovámos como primeiro laboratório com resultados online, com a especialização na grávida, e a medicina antienvelhecimento. Vamos manter-nos com foco no doente, apostando na inovação tecnológica e científica.


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LIDERANDO A INOVAÇÃO EM MEDICINA NATURAL instituto português de naturologia O Instituto Português de Naturologia é um projeto formativo que faz parte da história da medicina natural em geral e das TNC, em particular, em Portugal. Fundado em 1999 questionou o posicionamento tradicional face à dicotomia saúde/doença, revolucionando a atitude da pessoa no seu processo de cura e trouxe, para a sociedade portuguesa, profissionais que marcaram uma nova forma de olhar a saúde e o bem estar. Conversámos com Maria Manuela Maia, diretora geral do IPN.

Maria manuela maia Diretora geral

Como nasceu o IPN e a quem se destina? O Instituto Português de Naturologia (IPN) nasceu do interesse na investigação em medicina natural e materializou-se em 1999. Este projeto foi pensado, não só como projeto educativo na medicina natural mas, também, como um fator de mudança nas referências convencionais da dicotomia saúde/doença. Dirigido a todos os que se interessam por conhecer as temáticas da medicina natural, desde logo assentou a sua estrutura em três pilares essenciais: a educação, a formação(investigação), e a responsabilidade social. O IPN cresceu e desenvolveu-se pensando na inserção do aluno no mercado de trabalho e na responsabilidade social que qualquer estrutura formadora deverá ter, na sociedade. Este conceito é bem aceite pela população

portuguesa? Sim, sem dúvida. Atualmente temos pessoas muito mais esclarecidas, mais recetivas a outras formas de tratamento e mais preocupadas com a sua saúde. Esta mudança de atitude leva a que se questionem porque razão ficam doentes. Em paralelo, vai ficando mais clara a dintinção entre medicina natural e medicina popular. O que pensa das últimas evoluções na regulamentação da prática das Terapêuticas não Convencionais (TNC)? A regulamentação lançou, desde logo, um debate mais alargado, a toda a população, sobre uma temática insuficientemente conhecida por muitos. Por outro lado, veio esclarecer e reforçar as diferenças entre as TNC e as práticas de medicina popular. Complementarmente trouxe a consciência da maturação

e dos avanços realizados nesta área do conhecimento e do seu exercício profissional. A constatação do bom exercício profissional das agora reguladas TNC, a sua implementação e reconhecimento junto da sociedade, geraram uma dinâmica que em muito contribuiu para a atual regulamentação. Como membro designado para o Conselho Consultivo para as Terapêuticas Não convencionais (TNCs) quais os benefícios ou avanços poderá trazer a regulamentação ? Neste momento, já foram publicados, em setembro e outubro de 2013, alguns diplomas que a Lei 71/2013, de 2 de setembro vinha prever, nomeadamente relativos aos requisitos mínimos para os espaços de funcionamento e exercício da atividade de TNC, à criação do Grupo de Trabalho para a avaliação curricular bem

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como aos critérios de apreciação curricular dos atuais profissionais, para obtenção da cédula profissional, o valor do seguro obrigatório, bem como a caraterização e conteúdo funcional de cada uma das profissões previstas na citada lei. Falta, ainda, ser publicado o diploma sobre os planos de estudo em cada uma das áreas, para obtenção do grau de licenciado. Esta regulamentação vai implicar alguma organização na formação e no exercício profissional destas profissões. Qual o impacto esperado com esta regulamentação (Licenciatura)? A atribuição do grau de licenciado aos profissionais que exercem as TNC traduz o reconhecimento da autonomia técnica e deontológica no exercício e prática destas atividades. O conceito de saúde e da reação face à doença têm sido alterados e as TNC vieram lançar um desafio nestas referências.O direito à saúde terá de ser associado, também, à responsabilização do paciente no processo de cura e ao dever de cooperação com o profissional. Atualmente quantas terapias estão regulamentadas? O legislador entendeu regulamentar sete terapias, que são as que têm maior autonomia – quer científica, quer funcional – a Osteopatia, a Naturopatia, a Fitoterapia, a Medicina Chinesa, a Acupunctura, Quiropráxia e Homeopatia. O IPN aborda seis dessas terapias, excluindo, apenas, a Quiropráxia. Estes cursos são lecionados em todos os pólos do IPN? Sim, em todos os seus pólos, localizados em Lisboa, no Porto, em Coimbra e em Braga. O IPN nasceu numa altura em que não havia formação estruturada nestas matérias, e foi a primeira instituição a ter planos curriculares organizados, com conteúdos programáticos especializados. Foi a primeira entidade formadora certificada, nestas matérias, pelo INOFOR – Instituto para a Inovação na Formação. Quais são os requisitos mínimos de ingresso no IPN? O requisito mínimo para frequentar as nossas formações é o 12º ano. Trata-se de um requisito que tem em atenção o grau de exigência das matérias e o nível de responsabilidade que as mesmas exigem aquando do seu exercício profissional. O que diferencia o IPN das outras escolas? Desde logo somos uma escola com o conceito holístico da saúde e da medicina. A formação estende-se a todas as áreas da medicina natural assente no paradigma da vis medicatrix naturae e do princípio do primun non nocere. Por outro lado e como já referimos, o projeto educativo está assente em três pilares essenciais: o da educação das pessoas para a saúde, o da formação e investigação em saúde, assente nos paradigmas da medicina natural, e o da responsabilidade social de toda esta estrutura institucional.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL SAÚDE E MEDICINAS ALTERNATIVAS Em termos pedagógicos o IPN está estruturado de forma a dar ao aluno uma formação exaustiva das áreas da medicina natural que leciona e prepará-lo para o mercado de trabalho. Com uma taxa de inserção no mercado de trabalho e de empregabilidade de 95 por cento, os nossos alunos são preparados para o mercado de trabalho, nas clínicas escola próprias do IPN, orientados pelos professores, no atendimento clínico. Foi a primeira escola, em Portugal, a ter clínicas próprias associadas à formação. Os cursos contam , ainda, com parte teórica e parte prática? Toda a formação ministrada no IPN tem componente teórica e prática e as salas de aula estão preparadas para esta dupla vertente. Além disso, os alunos a partir do segundo ano de formação, trabalham a componente clínica com a vertente da Observação Clínica, a Psicologia Terapeutica e com o Ensino Clínico. Nas nossas clínicas/escola desenvolvem esta vertente com o Trabalho Clínico em contexto real de trabalho. A investigação também é uma aposta do IPN. Pode falar-nos sobre esta vertente? O IPN sempre dinamizou a investigação, como componente essencial na formação e na busca do conhecimento. Por isso, os nossos alunos contam, no plano curricular do seu curso, com formação em metodologia científica e são solicitados a elaborar uma monografia de fim de curso. Além disso, foi criado o Centro de Investigação em Medicina Natural, aberto ao

exterior, que agrega todo o trabalho de investigação a realizar no âmbito da Medicina Natural, sendo da sua responsabilidade a edição da Scientif Journal of Natural Medicine (Revista Científica de Medicina Natural). O IPN tem parcerias com outras entidades? Temos vários protocolos, nomeadamante, desde 1999 que o IPN tem parceria com a ESTP – Escola Superior de Técnicas Parasanitárias que lhe permite realizar pós graduações conjuntas na China, com o patrocínio da Associação Médica Chinesa. Recentemente, a cooperação foi alargada à Academias de Ciências da Saúde de Madrid e de Barcelona, e à Escola Internacional da Universidade de Medicina Tradicional Chinesa, de Beijing.Temos uma colaboração com o Centro Internacional de Exames da Medicina Tradicional Chinesa da República Popular da China, integrada na WFCMS (Federação Mundial da Medicina Chinesa) e na OMS. Graças a este acordo, os nossos formadores e alunos poderão aceder a exame na China, após conclusão dos seus estudos no IPN, para obtenção do grau de licenciatura equivalente ao dos alunos chineses.

Informações www.cimnatural.com geral@cimnatural.com

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transportes e logística

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A

A logística é a área da gestão responsável por prover recursos, equipamentos e informações para a execução de todas as atividades de uma empresa. Entre as atividades da logística estão o transporte, movimentação de materiais, armazenamento, processamento de pedidos e gestão de informações. De acordo com o Council of Logistics Management, a logística é a parte da gestão da cadeia de abastecimento que planeia, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e económico de matérias primas, materiais semi acabados e produtos acabados, bem como as informações a eles relativas, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender às exigências dos clientes. As plataformas logísticas concentram tudo o que diz respeito à eficácia logística. Estas infraestruturas possuem zonas de empreendimentos logísticos e infraestruturas de transporte que têm por objetivo melhorar a concorrência entre empresas, desenvolvendo mais a economia, contribuindo para criar mais postos de trabalho. Estas atividades logísticas visam fornecer meios para as instalações se estruturarem de modo a atingir os objetivos do cliente, seja ele industrial ou distribuidor. Uma apreciação mais complexa mostra uma plataforma logística como uma área demarcada onde no seu interior são efetuadas diversas operações relativas à logística, transporte, distribuição de mercadorias, tanto para o trânsito nacional como para o internacional.

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A solução mais completa para todas as empresas garland “A Garland chegou a Lisboa por acaso. Uma forte tempestade desviou um navio carregado de bacalhau e a venda da mercadoria correu tão bem que levou à abertura de um escritório”. E assim começa uma história de 239 anos de sucesso. Falamos com Ricardo Sousa Costa, administrador da Garland.

ricardo sousa Administrador

A Garland é uma das principais companhias portuguesas de navegação, transporte e logística existentes em Portugal, proporcionando soluções completas para as necessidades das empresas em Portugal, Espanha e Marrocos. Quais são as soluções que disponibilizam aos vossos clientes? Com uma história de 239 anos em Portugal, a Garland oferece um serviço de logística integrada, com soluções globais de transporte internacional por via marítima, terrestre e aérea, armazenagem, serviços de valor acrescentado e distribuição, que justifica a razão de ser da nossa assinatura ”All in One World”. Este conjunto de serviços diversificado permite gerir toda a cadeia de abastecimento dos nossos clientes

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de forma otimizada, aumentando claramente a competitividade da oferta. Desde a Importação, que chega a Portugal através dos vários tipos de transporte que disponibilizamos, seguido pela armazenagem e serviços de valor acrescentado, e depois, a distribuição. Na Exportação, também fazemos a recolha nas fábricas, armazenagem se necessária e, mais tarde, a distribuição de produtos pelo Mundo inteiro. Na Europa, quase sempre por via terrestre, sendo que fora desta região, a via marítima e aérea são as privilegiadas. Temos rotas diárias para as principais capitais europeias e os nossos camiões estão em circulação permanente. Entrámos também recentemente nos mercados de Marrocos e Espanha, com abertura de escritórios

em Casablanca, Barcelona e Valência. No mercado marroquino, marcamos presença numa joint-venture com a francesa Naxco e disponibilizamos soluções de transporte internacional por via marítima, área e terrestre. Em Espanha, presentemente fazemos apenas o agenciamento de navios, mas muito brevemente daremos início à atividade transitária geral. Atualmente, a Garland emprega em Portugal mais de 300 trabalhadores, dispõe de mais de 60 mil m2 de área coberta de armazém e fatura na ordem dos 90 milhões de euros, com crescimentos anuais contínuos. Podemos afirmar que são uma empresa bastante completa, uma vez que, em complemento às


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áreas de transporte e logística, oferecem ainda a distribuição de pneus. Porquê esta aposta O Grupo Garland, apesar de ter como core business a logística e os transportes internacionais, desde sempre na sua história tem diversificado o âmbito da sua intervenção no mercado global. Presentemente detém uma participação numa empresa de sistemas de informação no Chile e também comercializa e distribui pneus a nível nacional. É um Grupo empresarial focado na logística e transportes internacionais, mas totalmente aberto a investimentos em outras áreas, onde possa assegurar uma rentabilidade e uma atuação relevante nos negócios. Foquemo-nos agora na logística. O que diferencia a Garland das demais empresas existentes no mercado? A Logística da Garland, sendo uma das atividades mais recentes deste Grupo secular, está ainda numa fase de significativo crescimento, onde conta com inúmeros concorrentes de muito maior dimensão e com atividades já bem consolidadas. A Garland tem no entanto características diferenciadoras, que lhe permitem sustentar o seu crescimento e lutar com vantagem num mercado desigual. As nossas diferenças residem em três aspetos essenciais. Por um lado, a capacidade de ser global, oferecendo soluções globais que nos permitem gerir diretamente toda a cadeia de abastecimento dos nossos clientes, nacional e internacional, o que é uma vantagem competitiva muito importante. Por outro lado, temos a solidez, que advém dos mais de dois séculos de experiência e de uma sólida posição financeira, sustentada em crescimentos anuais contínuos. Finalmente, o terceiro aspeto é a flexibilidade, em que o nosso know-how acumulado e a aposta nas tecnologias de informação ao mais alto nível nos permite adaptar com facilidade aos requisitos dos clientes e responder muito rapidamente às suas necessidades. A oferta que complementa a logística é por si só muito extensa… A Garland Logística em particular oferece serviços de armazenagem, preparação de encomendas, operações

de valor acrescentado (etiquetagem, assemblagem de componentes, reembalamento, controlo de qualidade, entre outros) e distribuição, onde assegura um serviço rápido e fiável de entregas porta-a-porta, expresso, programadas, à cobrança, entre outras, para qualquer ponto da Península Ibérica. Operamos em todos os setores de atividade e com todo o tipo de produtos a temperatura ambiente, tendo contudo uma forte especialização na área têxtil e na distribuição de moda. Fazemos por exemplo a operação logística têxtil de um dos maiores retalhistas nacionais, movimentando mais de 8 milhões de peças anuais, assim como a distribuição nacional das mais prestigiadas marcas de moda com presença em Portugal, através de um serviço personalizado de entregas de peças de vestuário penduradas. Por outro lado fazemos a logística de exportação de um dos maiores produtores mundiais de calçado, movimentando cerca de 3 milhões de pares de sapatos, assim como a logística de componentes para a produção nacional anual de mais de 1 milhão de bicicletas, numa das principais fábricas europeias do ramo. Uma forte tendência nos últimos tempos é o faseamento do processo de Outsourcing Logístico por parte das empresas, contratando numa fase intermédia os Operadores Logísticos para realizarem as suas operações in-house, ou seja, dentro das suas próprias instalações, disponibilizando apenas as equipas e a gestão dos processos. A Garland Logística investiu também nesta forma parcial e experimental de Outsourcing Logístico e tem várias experiências de sucesso nesta área, em contas de grande dimensão, a que obviamente pretende dar continuidade. Passemos, então, à navegação, área onde são líderes desde 1856. O negócio marítimo e a navegação, que está na génese da Garland em 1776, representam ainda pouco menos de metade do volume de negócios do Grupo. É uma atividade em que detemos uma posição consolidada, de referência no mercado nacional. As exportações Portuguesas estão a crescer e os exportadores procuram novos mercados já fora da União Europeia, pelo que naturalmente o transporte marítimo será uma

necessidade cada vez maior. Estamos presentemente a internacionalizar a atividade, através do investimento nesta área em Espanha, com a já mencionada abertura de escritórios em Barcelona e Valência, o que nos permitirá alargar desde já a nossa posição à Península Ibérica e futuramente a outros mercados de maior expressão. As parcerias com várias entidades, como é exemplo a prestigiante Multiport, são fulcrais para o vosso sucesso? As parcerias são absolutamente fundamentais para o desenvolvimento dos negócios da Garland, sejam com entidades relevantes como a Multiport, sejam com agentes e parceiros espalhados pelo mundo inteiro. Atuar num mundo global sem sólidas parcerias não faz qualquer sentido para um Grupo como a Garland, que já sendo uma multinacional, não tem contudo os argumentos próprios que têm os principais players mundiais do setor. São mais de 200 anos de história… como vê os próximos 200 anos? A Garland apesar da sua longa história, foi sempre uma empresa familiar, primeiro detida pela família original Garland e depois pela família Dawson, presentemente já com a quinta geração a gerir os destinos da mesma. Esta estabilidade e a capacidade de liderança dos sucessivos líderes da empresa facilitaram desde sempre a sua contínua modernização e adoção permanente dos padrões mais elevados de qualidade nos serviços prestados aos seus clientes. Não tenho dúvidas que a cultura da Garland, profundamente enraizada ao longo de várias gerações, com resultados de muito sucesso, lhe permitirá traçar de forma sólida e determinada os seus caminhos no futuro, dando continuidade a este projeto admirável, que é considerado uma das cinco empresas mais antigas de Portugal.

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Eficiência digital à mão esri portugal Cabe na palma da mão e está acessível a qualquer pessoa, a qualquer momento ou lugar e em qualquer dispositivo. Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) são uma ferramenta crítica que trazem uma enorme vantagem competitiva a qualquer negócio e nos ajudam a compreender o nosso mundo e a tomar melhores decisões.Todos os dias, mais de um milhão de pessoas em todo o mundo utilizam a tecnologia Esri nas suas atividades de negócio.

Nuno pereira leite Diretor

S

ão mapas, globos, relatórios e gráficos que traduzem o mundo. Interpretar relações, padrões e tendências espaciais é fácil, simples e possível. Solucionar todo o tipo de problemas, e maximizar a eficiência, é o objetivo. A Esri Portugal é a distribuidora oficial da tecnologia líder mundial, e não mede esforços para resolver a vida do cliente. A missão é transformar os utilizadores em verdadeiros parceiros, oferecendo consultoria de negócio, desenvolvimento de aplicações, suporte e formação. Plataforma ArcGIS da Esri pode ser integrada com múltiplos sistemas de informação, em qualquer tipo de empresa. Os benefícios são inúmeros e resultam numa vantagem competitiva ímpar. Em conversa com Nuno Pereira Leite, diretor de negócios da Esri Portugal, mostramos um universo de inovação tecnológica eficiente e acessível, revelando um

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novo e surpreendente olhar sobre o tecido empresarial. Para o diretor de negócios, cada cliente é único, e cada necessidade é vista como tal. Com uma equipa multifacetada, jovem e apaixonada, a Esri Portugal entrega ao mercado as soluções mais adequadas para crescer. Como definir a Esri Portugal? Temos como missão liderar na resolução dos constantes desafios dos nossos clientes através da inovação e excelência dos Sistemas de Informação Geográfica, como Sistemas de Apoio à Decisão e Ação. Hoje o negócio mudou de forma significativa, quer para nós quer para os nossos clientes. A evolução é avassaladora. Os Sistemas de Informação Geográfica (SIG) estão hoje acessíveis a todos, disponíveis em qualquer dispositivo, a qualquer momento e em qualquer lugar – todos nós

transportamos o SIG na palma da mão, e usamo-lo em ambiente pessoal e profissional, nas mais diversas situações. O SIG é para todos? Sem dúvida. Todos usamos a geografia, desde pequeninos, quando começamos a andar e a orientarnos no universo que a casa representa para uma criança. À medida que crescemos o nosso universo expande-se assim como as necessidades associadas. O SIG é hoje um elemento crítico em qualquer negócio. A evolução tecnológica, ao nivel dos equipamentos, sensores e software, permite-nos hoje um trabalhar sem barreiras à integração da localização na grande maioria dos processos de negócio. A plataforma ArcGIS é hoje um elemento critico que suporta a recolha e análise de informação no terreno e em gabinete, bem como


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no reporting e construção de dashboards de apoio à decisão utilizados pelos executivos das principais organizações do nosso país. É uma ajuda de peso, em especial para os transportes? Os transportes representaram, em 2014, a segunda maior indústria para a Esri Portugal. Trabalhamos em todos os seus segmentos, desde a gestão de infraestruturas aos operadores, passando pela regulação. As soluções de base Esri suportam, entre outros, as operações de gestão portuária, gestão de concessões, segurança de instalações, construção, operação e manutenção rodoviária, gestão de cadastro/ património, planeamento de rotas de distribuição e recolha, fiscalização de concessionários de transportes de passageiros. Quais são os resultados atuais? Quem melhor poderá responder a esta pergunta, são os nossos clientes. O melhor indicador que temos é a relação duradoura que mantêm com a Esri Portugal. Temos a tecnologia mais avançada para o

processamento e análise espacial, líder no setor há mais de 40 anos, procuramos inovar e assegurar a qualidade em tudo o que fazemos, e isso é o que nos permite fidelizar o utilizador. A Estradas de Portugal destacase como um dos melhores exemplos de utilização da plataforma ArcGIS nos transportes, sendo inclusive um dos melhores na Administração Pública.. A Vasp, a referência na distribuição de jornais, conseguiu em conjunto com a Esri Portugal optimizar os processos de planeamento de rotas, obtendo uma redução tão expressiva dos custos que, em menos de três meses, recuperou o investimento. Qual o estado atual do setor? O setor dos transportes tem estado em constante transformação, pressionado pela atual situação económica, pelos compromissos ambientais e pela evolução tecnológica no setor, que geram a necessidade de evolução nas entidades públicas e privadas do setor. Naturalmente que com a nossa posição no setor, isto se materializa em oportunidades de negócio. Portugal tem uma posição reconhecida no domínio das tecnologias associadas aos transportes. Ainda este mês de fevereiro

vamos reunir em Lisboa, nos dias 11 e 12, os principais players europeus na gestão de infraestruturas rodoviárias, para debater a evolução da Plataforma ArcGIS no setor. Projetos para o futuro? Apesar da posição de liderança na implementação de soluções SIG nos transportes, queremos continuar a inovar e a acrescentar valor para os nossos clientes, de forma a podermos crescer em conjunto. É essa a nossa visão para consolidar a posição nacional. No entanto, também estamos a internacionalizar-nos, apostando ativamente nos mercados lusófonos (reactivamente em outros), tirando partido do trabalho realizado, o que nos permite uma oferta muito competitiva nesses mercados. Estamos também a apostar na inovação, através dos programas nacionais e comunitários, como meio para concretizar alguns desafios e colocar à prova algumas ideias disruptivas, que antecipamos virem a ser diferenciadoras no mercado.

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A excelência sobre rodas transportes do vale Sediada na zona centro do país, em Vale da Pedra, (Leiria), os Transportes do Vale Lda. são, pelo terceiro ano consecutivo, líderes do prémio ‘PME excelência’. Continuar a trabalhar por este título e fazer melhor no dia a dia é o objetivo da empresa.

N

o mercado dos transportes desde 1988, os proprietários Carlos Santos e Goreti Santos, ao longo destes 27 anos de mercado acumulam experiência necessária para que hoje possam satisfazer todos os clientes. É com base nesta experiência, que lhes é reconhecido um grande potencial de prestação de serviços e uma considerável capacidade negocial. Com um bom leque de profissionais experientes ao serviço, têm assim conseguido enfrentar e ultrapassar as dificuldades do mercado, sendo este maioritariamente internacional, mais precisamente Alemanha, Áustria e Espanha. “Inicialmente, começámos só no mercado nacional, mas mais ou menos em 1998, virámo-nos de algum modo para o mercado internacional. No início, foi mais Itália e Espanha e há cerca de dez anos enveredamos pelo mercado alemão”, afirma Carlos Santos. De acordo com a estratégia da empresa e sempre seguindo os princípios nela criada, a segurança de

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pessoas e bens, a preservação do meio ambiente e o estrito cumprimento das leis laborais são o lema a cumprir. Com uma equipa de 15 trabalhadores, para Carlos Santos é esta que tem ajudado a crescer e trazer valor acrescido. Trata-se de uma atividade difícil, uma vez que requer um grande esforço dos trabalhadores e das suas famílias, devido aos muitos dias passados fora do país. A seleção dos motoristas, a formação e o profissionalismo têm sido uma mais valia para esta empresa, visto serem eles a cara da empresa por toda a Europa. Quase sempre com clientes próprios e já bastante antigos, Carlos Santos afirma que para a sua empresa a crise tem sido ultrapassada, admitindo que embora os resultados não sejam os mais desejados, houve sempre um crescimento. Reconhece também que a economia da região deu um salto qualitativo e pensa ter condições para algum crescimento no futuro. “Penso que as empresas têm

alicerces bem construídos para enfrentar os próximos anos”. Já relativamente ao mercado nacional entende que as condições aplicadas não serão as melhores para as empresas e para os trabalhadores. A sua frota e constituída por 14 viaturas, todas equipadas com os mais modernos equipamentos em segurança e comunicação, permitindo um livre trânsito na Europa sem percas de tempo. Até ao final deste ano tencionam comprar mais viaturas, não no sentido do aumento de frota mas sim na modernização da mesma. Um crescimento sustentado é o objetivo principal da empresa para o futuro, já com os olhos postos no próximo prémio excelência. “Os prémios são um reconhecimento do nosso trabalho”. Os agradecimentos vão para todos os que de algum modo contribuíram para este título. A ‘PME excelência’ é de toda a equipa, frisa o nosso interlocutor. Sempre com os pés assentes no chão o valor deste título, será acrescido se o conseguirem manter.


indústria automóvel

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automóvel é o elemento central da mobilidade de pessoas e bens e é atualmente um produto de indústria global. Esta indústria reestrutura-se e reorganiza-se com uma redistribuição de responsabilidades ao longo da cadeia de valor e com a aposta em novos mercados no comércio internacional e no investimento estrangeiro. A abrangência global é um dos principais elementos que caracterizam a indústria automóvel dos dias de hoje. O setor automóvel é um dos setores que mais contribui para a I&D. A indústria automóvel nacional é competitiva, com infraestruturas tecnológicas de excelência e fortes ligações aos centros de saber nacionais e estrangeiros. Dispõe ainda de recursos humanos altamente especializados, aposta na inovação e na evolução na cadeia de valor. As exportações de componentes de automóveis fabricados em Portugal aumentaram 600 por cento nos últimos anos, atingindo o volume de 300 milhões de euros no passado ano de 2008. A indústria automóvel portuguesa é constituída por cerca de 200 empresas com um volume de vendas superior a 4.600 milhões de euros, de acordo com dados oficiais. Espanha, com a Galiza no topo, absorve 18.8 por cento da produção total de componentes fabricados em Portugal, atrás da Alemanha (24.4 por cento) e à frente de Portugal (17.4 por cento). Portugal dispõem de uma vasta rede de Parques Industriais com excelentes infraestruturas, sobretudo no norte do país, nomeadamente Porto e Aveiro, mas também em Lisboa. Várias empresas galegas já se deslocalizaram para o norte de Portugal, atraídas pelas ótimas condições dos parques, solo industrial e mão de obra barata, incentivos fiscais e boas acessibilidades. Portugal tem uma crescente indústria automóvel, através de novas tecnologias associadas ao setor, sobretudo com o carro elétrico.

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“o melhor automóvel do mundo mercedes-Benz portugal Esta é uma marca com quase 130 anos de história. Apelidado por muitos como o ‘o melhor automóvel do mundo’, a Mercedes-Benz é reconhecida nos quatro cantos do mundo pela sua qualidade, inovação, diferença, segurança e muito mais. A Revista Business Portugal conversou com Wolfgang Saum, diretor do após-venda da Mercedes-Benz Portugal.

WOlFGANG SAUM Nuno Diretor Após Venda

Falar em Mercedes é falar em qualidade, inovação, segurança… Que outros adjetivos são associados à marca? Porquê? Qual o vosso segredo? O facto de a Mercedes-Benz ser uma marca com quase 130 anos de história, permite que adjetivos como ‘qualidade’ e ‘inovação’ sejam o seu ponto forte. Na área específica do após-venda, esforçamo-nos ao máximo para garantir que é prestado o melhor serviço ao cliente, sempre com recurso a técnicos qualificados e a ferramentas originais, isto para garantir que é cumprido o adjetivo que falava há pouco, a segurança. Prova inequívoca é o facto de termos sido os primeiros a perceber que com a colocação de um simples QR code

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em cada veículo da marca, estamos a contribuir para que em caso de acidente de viação o resgate seja mais rápido e eficaz. Ou seja, cada modelo de cada marca tem uma ficha de segurança onde estão identificados, entre outras coisas, componentes elétricos, airbags etc. Através deste QR code as equipas de socorro conseguem ter acesso a todos esses elementos e assim facilitar o processo de salvamento. Esta foi uma criação da Mercedes-Benz no entanto a ideia não foi patenteada, pelo que outras marcas poderão também recorrer a este novo elemento de segurança. O primeiro Mercedes foi entregue a 22 de dezembro de 1900 e desde essa data que a Mercedes é considerada a marca mais bemsucedida do mundo automóvel. Como se mantém esse estatuto por mais de 125? A Mercedes-Benz ajudou a definir o conceito do automóvel como hoje o conhecemos desde a sua primeira aparição em 1886, com o Patent Wagen, de Karl Benz, modelo conhecido como o primeiro automóvel do mundo. Com mais de 100 anos de experiência na produção e desenvolvimento de automóveis únicos e fascinantes, com algumas das tecnologias mais avançadas de cada época, conquistámos uma reputação de qualidade e know-how dentro da indústria automóvel

que é imediatamente reconhecido pelo mercado a nível mundial. Para nós, e para os nossos clientes, possuir um Mercedes-Benz significa ter um produto de qualidade e com fiabilidade, algo que acreditamos que irá perdurar por muito mais anos e ajudará a fortalecer a imagem da marca. ‘Perfeição técnica’ é sinónimo de Mercedes-Benz? O lema pelo qual nos orientamos ao longo de praticamente 130 anos de história é ‘The Best or Nothing’, uma orientação pessoal que Gottlieb Daimler criou para caraterizar a produção dos seus veículos automóveis. Ainda hoje a Mercedes-Benz mantém esta premissa, ao apresentar sempre produtos e serviços de excelência aos seus clientes, algo que é característico no ADN da nossa marca. Qual o elemento chave para a prestação desse serviço de excelência no após-venda da marca de automóveis mais conhecida do mundo? No após-venda da Mercedes colocamos todo o nosso foco no cliente e na satisfação do mesmo. Acreditamos que o cliente que aprecia acima de tudo a qualidade é um cliente que voltará sempre às nossas oficinas. A Mercedes-Benz ainda é um carro apenas para


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a classe alta? Acreditamos que nos dias de hoje, com a entrada em segmentos onde anteriormente não nos encontrávamos, com por exemplo o segmento compacto com o Classe A, Classe B, CLA ou o GLA, a Mercedes-Benz é uma Marca cada vez mais abrangente e com produtos diversificados para diferentes públicos. As nossas vendas comprovam isso mesmo, cerca de 50 por cento dos nossos produtos comercializados são hoje dentro do segmento compacto, um segmento altamente competitivo onde as marcas mais generalistas sempre dominaram. Tudo isto é fruto da nossa ofensiva de produto, que permitiu chegar a cada vez mais clientes e não apenas a uma classe alta, onde sim, ainda somos uma Marca de referência em termos de luxo. Nesta edição da Revista Business Portugal damos especial enfoque à inovação e qualidade na indústria automóvel. Falemos um pouco desta vertente na Mercedes Portugal. O que distingue os vossos serviços das demais marcas existentes no mercado num segmento igual/similar? Existem algumas redes de oficinas independentes que prestam o serviço de assistência após-venda multimarca, tanto à nossa como a todas as outras. Quero com isto dizer que certamente seguem padrões de qualidade no trabalho que desempenham, mas o facto de nós Mercedes-Benz trabalharmos apenas com a Marca Mercedes-Benz, faz de nós “especialistas”. Se pensarmos na quantidade de modelos diferentes que temos na nossa Marca já é só por si reflexo da exigência

de conhecimento vasto necessário para atuar nesta área do após-venda. “‘Há segredos que nem todos conhecem’ – este é um mote que nos distingue e é esta a filosofia que está presente em todas as oficinas autorizadas da Marca. O know-how dos nossos técnicos em conjunto com equipamento específico de diagnóstico e ferramentas originais são a chave para o nosso sucesso, afinal quem conhece melhor um Mercedes do que o próprio fabricante?! A certificação dos vossos técnicos é também um elemento distintivo da marca. Este é, sem dúvida, um elemento muito importante para a Marca. Todos os nossos técnicos têm formação específica em cada área, como os técnicos de diagnóstico, técnicos de sistema, sendo que dependendo da área em que atuam têm diferentes planos de formação com horas obrigatórias. Que novidades tem a Mercedes-Benz para este ano de 2015? Para este ano apostámos fortemente nos serviços diferenciadores. Temos a noção que a visita a uma oficina nem sempre é feita pelas melhores razões, por isso, queremos proporcionar aos nossos clientes a melhor experiencia de serviços após-venda possível. De forma a minimizar esse transtorno, criámos o WeGo, um serviço único onde vamos ter com o cliente onde ele estiver para fazer um check-up gratuito ao seu Mercedes – no trabalho, em casa, onde o cliente

estiver – tudo para que este não tenha de se deslocar à oficina. No final, havendo necessidade e após validação com o cliente, fazemos o transporte da viatura para uma das oficinas autorizadas Mercedes-Benz. Assim, pretendemos passar a mensagem que estamos 100 por cento disponíveis para os nossos clientes, quando e onde ele quiser. Embora tenha arrancado já em 2014, em 2015 iremos manter e comunicar o nosso ‘Clube dos Milionários’ – onde premiamos todos os clientes de veículos ligeiros que perfaçam 1.000.000 km sempre com as revisões feitas na marca. Para finalizar, peço-lhe que nos identifique, se possível, o ‘automóvel Mercedes’ por excelência. Qual o modelo que melhor retrata a marca? Cada automóvel Mercedes-Benz tem a sua identidade própria e o seu posicionamento dentro de cada segmento. A nosso ver, o Mercedes-Benz Classe S continua a ser o benchmark da indústria em termos de tecnologia, conforto, segurança e acima de tudo luxo. É por essa razão que já foi por várias vezes apelidado de ‘o melhor automóvel do mundo’, sendo a referência máxima dentro de um segmento altamente competitivo e cujas vendas a nível mundial continuam a surpreender. A título exemplificativo, em 2014 e a nível mundial, foram comercializados 103,737 unidades, um aumento de 82 por cento face ao ano anterior. Números que confirmam a enorme procura por este modelo por parte dos nossos clientes e a supremacia do Classe S no segmento das limousines de luxo.

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serviços integrados de valor acrescentado schnellecke portugal Tendo celebrado 75 anos em 2014, a Schnellecke Logistics é uma multinacional familiar, com sede em Wolfsburg na Alemanha. Presentes em Portugal desde 2001, tem sede em Palmela, e tem como seus principais centros de competência a logística interna, logística de embalagem, gestão de armazéns, sequenciação em JIT/JIS, montagem de módulos e soldadura de subconjuntos para a indústria automóvel.

Estamos a falar de uma empresa com mais de 70 anos de história. Para que possamos contextualizar os leitores, começo por lhe pedir que nos apresente a Schnellecke e como chega esta multinacional a Portugal. A Schnellecke Logistics é uma multinacional familiar, com sede em Wolfsburg na Alemanha, que em 2014 celebrou o seu 75º aniversário. Em Portugal desde 2001, tem sede em Palmela e uma área coberta de 35

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mil m2. A Schnellecke tem como principais centros de competência a logística interna, logística de embalagem, gestão de armazéns, sequenciação em JIT/JIS, montagem de módulos e soldadura de subconjuntos para a indústria automóvel. Baseiam a vossa atividade na prestação de serviços integrados de logística de valor acrescentado aos fabricantes da indústria automóvel e seus

fornecedores, bem como prensagem e soldadura de sub-conjuntos de carroçarias para automóveis e outros veículos. Alguns dos vossos clientes referência são a Ford e a Volkswagem, marcas de referência, pelo que a qualidade e a inovação fazem parte do vosso vocabulário diário... A complexidade e exigência requerida pela indústria automóvel obriga-nos a utilizar ferramentas e conceitos cada vez mais inovadores, quer na logística, quer na


área de produção, onde garantimos uma performance de elevado valor até às linhas de produção do cliente. São também responsáveis pela gestão dos armazéns internos de matériaprima de outras marcas de referência no setor automóvel. É outra vertente dos vossos serviços? Sim, essa é efetivamente outra das vertentes dos nossos serviços. As empresas portuguesas encontram -se cada vez mais em concorrência com outros países mais desenvolvidos, pelo que a logística tem vindo a ser cada vez mais um fator diferenciador de competitividade. A Schnellecke oferece soluções logísticas de valor acrescentado dentro da casa dos seus clientes, fazendo por estes as operações logísticas, que desta forma passam de custos fixos a custos variáveis para o cliente. Com o assumir das operações logísticas, possibilitamos que os nossos clientes fiquem com maior disponibilidade para se focar na sua atividade principal. O valor destinado ao vosso departamento de ID é, com certeza, avultado… A Schnellecke destina anualmente parte do seu orçamento ao estudo e desenvolvimento de novos processos, novas tecnologias e desenvolvimento de recursos humanos. Só desta forma podemos acompanhar o avanço das novas tecnologias. A implementação de uma equipa de “LEAN Management” exclusivamente dedicada à melhoria de processos, quer internos, quer dos nossos clientes, foi uma decisão estratégica comprovadamente acertada. Uma equipa altamente competente na área do IT e de Lean Management tem possibilitado à Schnellecke apresentar conceitos inovadores junto dos clientes. A junção destas áreas à equipa de Gestão de Projetos é fundamental para a implementação de processos e conceitos tais como: supermercados junto das produções dos clientes, abastecimento interno às linhas de produção por mizusumachi (abastecimentos por comboio ao bordo de linha), controlo de tráfego na receção de material e manipulação robotizada por AGV’s nas áreas da logística. Um forte suporte informático a partir de Wolfsburg pela nossa empresa de IT, permitenos desenhar qualquer necessidade “tailor made” . É possível referir-nos alguns projetos específicos de destaque para a Schnellecke Portugal? A abertura do nosso Centro técnico na Trofa, tem-nos permitido um maior e mais próximo contacto com o tecido empresarial no norte de Portugal. Quais considera serem as mais-valias que a Schnellecke traz aos seus clientes em relação aos seus concorrentes? A Schnellecke tem uma produção própria para a indústria automóvel, com a responsabilidade do supply chain até entrega à linha de produção do cliente. Desta forma conseguimos ter grande sensibilidade às necessidades logísticas dos nossos clientes, uma vez que enquanto fornecedores de primeira linha também temos necessidades idênticas. Foram distinguidos com o prémio Ford Q1 pela vossa nova tecnologia ‘rollforming’. Sente que é o reconhecimento merecido? A distinção com o FORD Q1, prova a qualidade e robustez dos nossos processos de produção e serviços. A obtenção deste galardão num tão curto espaço de tempo foi uma prova de confiança do cliente que muito nos honra. Por onde passa o futuro da Schnellecke em Portugal? A Schnellecke continuará a investir a sua marca no mercado português, posicionandose como um parceiro credível, competente e fiável, estando a apostar no mercado nacional em áreas como a aeronáutica, indústria transformadora, fundição, entre outras, conservando a sua espinha dorsal na indústria automóvel. Sempre que os clientes desejem externa lizar os seus serviços logísticos, a Schnellecke Logistics elabora estudos onde demonstra alternativas operacionais com fiabilidade e valor competitivo, que poderá implementar assumindo os recursos logísticos do cliente ou criando de raíz toda a operação logística.

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os costumes de um país

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A

mendoeira em flor, caça, vinho e fumeiro são já tradições enraizadas em Portugal. Sendo parte dos portugueses, é claro que a sua Revista Business Portugal lhe traz as melhores sugestões dos locais de visita obrigatório para deliciar o estômago… e também o olhar. Muitas lendas envolvem a flor de amendoeira. A mais famosa conta-nos que um jovem rei mouro, ao ver a sua princesa adoecer por causa das saudades que sentia da sua terra natal onde nevava constantemente, ordenou que fossem plantadas amendoeiras por todo o reino, para que quando estas florescessem, transformasse a paisagem num vasto jardim branco a imitar a neve. Em Portugal, é usual encontrar amendoeiras na região do Douro, onde nos meses de fevereiro e março é possível depararmo-nos com as mais belas flores de amendoeira, que conferem ao local um colorido especial. Existe, inclusivamente, a ‘Rota das Amendoeiras’, rota essa que atrai turistas de todo o país a vários concelhos, como são exemplo Vila Nova de Foz Côa e Figueira de Castelo Rodrigo. O fumeiro faz também parte da tradição nacional. Todos apreciam um presunto e um enchido defumado, que lhes confere características únicas. Os municípios de Vieira do Minho e Ponte da Barca são alguns dos concelhos que brilham com as suas feiras do fumeiro e recebem inúmeros visitantes durante estes certames. A caça, a pesca e desenvolvimento rural ganham destaque em Almeida, numa feira única, a não perder.

Um concelho, Dois patrimónios! Foz Côa… Com mais encanto Entre inúmeros motivos para visitar Foz Côa, a destacar nesta época, a festa da Amendoeira em Flor. Todos os anos milhares de turistas visitam o concelho para poder desfrutar deste momento único que é o florido da amendoeira. Para além desta vivência de espetáculo que tem a Amendoeira em Flor, o concelho oferece uma excelente gastronomia sendo também dotada de excelentes produtos naturais como o azeite, a amêndoa e o vinho. Pode-se também encontrar em Foz Côa as gravuras rupestres, passeios pela natureza, entre uma série sem fim de atividades que o leva a apaixonar-se pelo concelho. Atreva-se, venha também à descoberta da beleza natural que Foz Côa tem para lhe oferecer.

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rainha da amendoeira em flor município de figueira de castelo rodrigo O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo apresenta uma interessante beleza natural, sendo muitos e diversificados os espaços verdes que pode encontrar no concelho. Esta é a época de excelência para ver uma das maiores belezas naturais do concelho: a amendoeira em flor. Ou não fosse Figueira de Castelo Rodrigo a rainha da amendoeira em flor. Entrada

PAULO LANGROUVA Presidente

Inicialmente, pedia uma contextualização histórica e um enquadramento socioeconómico do concelho de Figueira Castelo Rodrigo. Entranhado no coração da região do Riba Côa, o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, instituído por decreto real de 25 de Julho de 1836, apresenta grande riqueza de património edificado, onde assume papel de destaque a fortaleza de Castelo Rodrigo, uma das mais belas e marcantes Aldeias Históricas de Portugal. Não obstante desta grande riqueza patrimonial, o concelho apresenta outras grandes potencialidades. O mítico Convento de Santa Maria de Aguiar, a magnífica Serra da Marofa, as deslumbrantes vistas do Alto da Sapinha, as imponentes Igrejas do Concelho ou a Reserva da Faia Brava, são algumas das mais-valias deste concelho, que merecem uma visita. Para além do acima referido, o Município de Figueira de Castelo Rodrigo, apresenta ainda uma interessante beleza natural, sendo muitos e diversificados os espaços verdes que pode encontrar no concelho. O Município possui também proveitosas estruturas de interesse público, tais como um Estádio Municipal relvado, os vários locais para a prática de desportos diversos, ginásios, piscinas municipais cobertas e abertas e o

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pavilhão dos desportos. No que ao turismo concerne, de referir que o concelho apresenta também uma boa oferta. Caso nos visite, o Município informa que tem disponível com os Comboios de Portugal, um programa que lhe permite vir até aqui e saborear um dos pratos marcantes da região: o Borrego da Marofa acompanhado pelos vinhos da região. De referir que existe também uma grande oferta ao nível da restauração e hotelaria. Venha até nós provar o bom vinho, o bom queijo, o bom azeite, e desfrutar de todas as coisas boas que este concelho tem para lhe proporcionar. Esperamos por si! ‘Figueira....Terra de Encanto!’ O Município de Figueira de Castelo Rodrigo acolheu o Programa “Novos Povoadores”. Apesar de ainda ser um programa recente neste concelho que balanço faz? O programa ‘Novos Povoadores’, implementado por todo o país, visa facilitar e dar apoio à implementação ou transferência de projetos empresariais para os territórios rurais. Um programa que também foi acolhido pelo Município de Figueira de Castelo Rodrigo. O concelho de Figueira de Castelo Rodrigo tem vindo

a perder população. Nos últimos decénios em média, perdeu mil pessoas, sendo residentes cerca de 6.200 munícipes. Para colmatar esta perda, o município decidiu investir no projeto ‘Novos Povoadores’, e neste âmbito, desde o ano passado, já apoiou 35 casais, com montantes de 750 a 1.000 euros por casal. Por cada posto de trabalho que as empresas venham a criar no concelho, a autarquia atribui mil euros e por cada nova sociedade que se instale 360 euros, entre outros apoios. Como contrapartida, as empresas sentem-se obrigadas a manter a atividade durante, pelo menos, quatro anos. Neste sentido o programa já deu frutos e no projeto de investigação MIES (Mapa de Inovação e Empreendedorismo Social), que tem como objetivo mapear iniciativas de elevado potencial de empreendedorismo social em Portugal, foram certificadas duas empresas do concelho, a ATN – Associação de Transumância e Natureza e o programa de Novos Povoadores. Estas empresas foram distinguidas por se regerem pela promoção de impactos sociais e ambientais positivos. O ES+ distingue-se por uma metodologia de avaliação desses impactos, através


de entrevistas e inquéritos aprofundados sobre ação das iniciativas identificadas. Nos meses de fevereiro/março realiza-se a II Festa da Amendoeira. O que representa este evento para o concelho? As amendoeiras em flor são dos mais belos postais desta nossa terra. Por todo o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo começam a desabrochar as pequenas mas belas flores da amendoeira, que de rosa e branco salpicam os campos e trazem o prenúncio de uma primavera antecipada. A festa das Amendoeiras em Flor é um dos cartazes turísticos mais apelativos desta região, milhares de pessoas vêm usufruir dos primeiros raios de sol, depois de um duro e fustigante Inverno. A Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo para assinalar esta força viva da natureza em ambiente festivo e dinâmico, preparou um vasto e diversificado cartaz, onde a cultura, a diversão, o desporto, a caça e a música são alguns dos ingredientes deste programa que vai de 14 de fevereiro a 8 de março. Sob o lema ‘Rainha da Amendoeira em Flor’, o Município de Figueira de Castelo Rodrigo faz-lhe o apelo a que saia de casa e venha visitar esta terra acolhedora, e usufruir do que ela tem para lhe oferecer. Para além desta beleza natural admirável, de um património edificado invejável e das nossas gentes afáveis e hospitaleiras, tem ainda para provar a nossa gastronomia de excelência, onde os pratos de caça e pesca, o famoso vinho, o azeite, o mel, os doces e compotas, são alguns dos ingredientes que nos prendem à mesa pela sua qualidade de excelência. Dentro da gastronomia não podemos deixar de salientar o famoso ‘Borrego da Marofa’, que, na da rota da CP ‘Lugar à Janela’, centenas de pessoas tem trazido a Figueira de Castelo Rodrigo. São mais do que razões para se deixar seduzir pela nossa terra! Recentemente, foram aprovadas em Diário da República medidas de apoio à fixação de pessoas e famílias incrementadas pela Câmara Municipal. A desertificação é o grande adversário a combater? Sem dúvida a desertificação é nosso grande adversário. Por si só o interior é um território que as pessoas não procuram para se fixar, aliando a isso, o facto de o Governo implementar medidas que acentuam esse ‘desencanto’ como o encerramento dos Serviços Públicos, o desinvestimento nas regiões do interior e a inexistência de medidas discriminatórias positivas que aliciem a fixação de pessoas neste território, é sem dúvida um dos nossos grandes adversários. Na necessidade de contrariar esta tendência, viu-se o Município de Figueira de Castelo Rodrigo, na obrigação de implementar de forma coerente e capaz, um conjunto de instrumentos próprios de promoção do equilíbrio demográfico, dando continuidade às suas atribuições e competências na área do desenvolvimento social, na senda de outras realidade que a este se somam, de que são exemplo os Programas Apoio ao Idoso, das Melhorias Habitacionais, da Habitação Social, dos Auxílios Económicos na área da Educação, da atribuição de Bolsas de Estudo e outros já implementados e já dinamizados. Nestas circunstâncias, a Assembleia Municipal, sob proposta da Câmara Municipal, aprovou no uso da

competência conferida pela alínea g), do número 1 do artigo 25.º da Lei n.º 75/2013, de 12 de setembro, e em respeito ao positivado no artigo 241.º da Constituição da República Portuguesa, o Projeto de Regulamento Municipal de medidas de apoio social e incentivo à fixação de pessoas e famílias. O regulamento aplica-se à circunscrição geográfica do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e visa a criação de medidas de apoio a conceder pelo Município, no âmbito da ação social, tendente à fixação e aumento da sua população, mediante o apoio à natalidade, estabelecendo as condições da sua elegibilidade, benefícios a atribuir, compromissos a assumir, bem como a forma de candidatura Que importância atribui à intermunicipalidade e o que representa em benefícios da região? Quando as práticas forem bem conduzidas e as estratégias devidamente estudadas e fundamentadas, os projetos intermunicipais representarão uma maisvalia, quer em termos de dimensão, quer em termos de aglutinação de sinergias. Mais do que nunca, os municípios têm que ter outra visão da gestão de dinheiros públicos. Partilhar experiência e sinergias, reduzir despesas através de projetos partilhados e ganhar dimensão Regional, traz benefícios não só para os municípios como para a própria região que ganha com a qualidade dos projetos apresentados. Cada vez mais, o conhecimento académico é fundamental no desenvolvimento destas regiões. Concorda? Sim, concordo. Cada vez mais assistimos a modelos competitivos em toda a Europa, onde a valorização das qualificações dos profissionais e residentes se tornou obrigatório. A competitividade avaliada e registada em muitos dos países da Europa têm por base diversos indicadores, mas a qualificação dos recursos humanos tem um papel primordial e indispensável. A nossa região carece de mão de obra qualificada não só para o desenvolvimento do setor primário, como também para a manutenção e criação de serviços de qualidade. Que planos e projetos estão definidos para o futuro do município de Figueira Castelo Rodrigo? Este ano, e como estamos a iniciar um novo quadro comunitário de apoio, vamos ser um bocado mais

REVISTA BUSINESS PORTUGAL OS COSTUMES DE UM PAÍS ambiciosos do que em 2014... As grandes opções do plano e o orçamento camarário para este ano e próximo, assentam no lema do mandato denominado ‘cuidar das pessoas’. A autarquia de Figueira de Castelo Rodrigo prevê realizar ações em vários setores e concretizar ‘equipamentos diferenciados’ com recurso aos fundos comunitários. Cuidar das pessoas na qualidade de empresários, agricultores e produtores, através de políticas de dinamização económica que, com parceiros estratégicos, divulguem os produtos e provoquem fluxos de pessoas ao concelho, gerando mais rendimento aos agentes económicos. Na educação, é salientada a melhoria da qualidade do ensino, obtida com a remodelação do parque escolar, que significa um investimento de mais de um milhão de euros. Construir um Centro Cívico na sede do concelho e proporcionar serviços de saúde, através da contratação do ‘Seguro Saúde Municipal - Figueira Saudável’, são outras das propostas. Está ainda prevista a criação de ‘equipamentos diferenciados’ que acrescentem competitividade ao município, designadamente a construção de um Centro Interpretativo da Batalha de Castelo Rodrigo e de um Observatório Astronómico, avaliados em dois milhões de euros. Este orçamento vai contribuir para, de uma forma sustentável, transformar o nosso concelho num território de qualidade: qualidade ambiental, qualidade do espaço público, qualidade nas prestações sociais e de saúde, qualidade do ambiente social. Só a qualidade gera atração/fixação de dinâmicas.


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Um património Biogenético município de Seia A Revista Business Portugal dá a conhecer o município de Seia e as suas potencialidades, tais como a Feira do Queijo Serra da Estrela. Estivemos à conversa com Filipe Camelo, presidente da Câmara Municipal. da Beira Serra. O comércio, os serviços públicos (ensino superior, Hospital, Finanças, IEFP, Tribunal, Ação Social, Aeródromo Municipal) e os serviços privados conquistaram ao longo dos últimos decénios um papel central na estrutura de emprego. Um dos subsetores da indústria transformadora que tem apresentado maior dinamismo é o da indústria alimentar. Valorizando e promovendo os produtos tradicionais da serra da Estrela, vários empresários locais têm desenvolvido pequenas unidades de produção de pão, queijo, enchidos, mel e vinho, algumas da quais se transformaram, na última década, de pequenas empresas familiares em unidades industriais com dezenas de trabalhadores.

Filipe camelo Presidente

Como carateriza o Município de Seia em termos populacionais, geográficos e económicos? Seia é por excelência uma das portas de entrada para a serra da Estrela, uma área de grande sensibilidade ecológica, detentora de um património biogenético único em Portugal. A nossa localização geográfica, em pleno coração da Região Centro, confere ao concelho características únicas, heterogéneas e ricas de contrastes paisagísticos e culturais. Apesar de todos os condicionalismos económicos e demográficos, nomeadamente a falta de investimento em acessibilidades para o território que nos liguem a autoestradas e o decréscimo populacional nos últimos anos, que agora nos situa numa população residente de 24702 habitantes, continuamos a trabalhar na atração de novos investimentos, criando não só condições para o surgimento de renovadas iniciativas empresariais, como também favorecendo o crescimento e a ampliação do nosso tecido empresarial. Como pontos positivos realçamos o tecido terciário, mais qualificado do que a generalidade das cidades da sua dimensão, capaz de afirmar a cidade como um pólo estruturante

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Aproxima-se a Feira do Queijo Serra da Estrela com quantos visitantes estão a contar? Quantos expositores vão estar presentes? E relativamente a animação, vai existir? Este ano, esperamos ter cerca de 5000 visitantes. O convite é para apreciar os nossos sabores regionais, onde o Queijo Serra da Estrela é rei, mas também os outros produtos locais. À semelhança do ano anterior, o mercado do queijo e dos produtos endógenos voltará a assumir o núcleo central da feira, contando para o efeito com a participação de meia centena de expositores, entre produtores de queijo (pastores, queijarias tradicionais, queijo DOP e fábricas) e de produtos regionais de reconhecido valor, como o pão, o vinho do Dão, os enchidos, a lã e o mel. Paralelamente, mais de 80 expositores ocuparão as áreas expositivas na zona envolvente ao mercado. Assim, em parceria com a Ancose - Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela e a Licrase, se apresentará uma quinta do Pastor, onde não faltarão animais da quinta e produtos da terra. O artesanato também será um setor com forte presença no certame, através de uma mostra da Associação de Artesãos da Serra da Estrela, que irá distribuir-se por toda a zona circundante ao mercado municipal, onde também marcarão presença associações e instituições

do concelho. A animação será uma constante e importante componente da Festa, promovida em estreita colaboração e participação das bandas filarmónicas, grupos de música tradicional e ranchos folclóricos, que cumulativamente procederão a recriações etnográficas. De realçar, ainda, nesta vertente o desfile “Sobre rodas”, de motos, minis, bicicletas e os workshops de queijo e ordenha da ovelha. Que importância tem tido a Feira em termos turísticos e económicos? O Queijo da Serra da Estrela é, reconhecidamente, uma das iguarias mais apreciadas no contexto nacional e até internacional. Ter um evento que complemente a diversão do Carnaval e uma vinda à neve, com o produto que foi eleito pelos portugueses como o melhor dos melhores, uma das sete Maravilhas da gastronomia nacional, só poderia resultar num excelente retorno para a economia local, pela afluência em massa à serra da Estrela e, por sua vez, a Seia. Ganham os produtores presentes na feira, mas também o alojamento e restauração do concelho, de uma forma indireta, e ganha Seia. Que projetos tem para 2015? São inúmeras as oportunidades e os desafios que temos pela frente, dentro de uma nova lógica de financiamento, que dá primazia a ações de promoção da economia e do emprego, os principais problemas de uma região como a nossa. Até 2020 estabelecemos como prioridades projetos que vão desde a reconversão e melhoria das condições do Aeródromo Municipal, que estamos a requalificar, à criação de um Living Lab da Serra da Estrela, um Projeto de Valorização e qualificação do Planalto Central da Serra da Estrela, à Promoção de um Projeto-Piloto de Transportes Públicos em territórios de baixa densidade, bem como elaboração de um Plano de Eficiência Hídrica, entre outros.


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História e paisagem de perder o ar município de almeida Almeida é um concelho da Beira Interior Norte, faz fronteira com a Província de Salamanca e estende-se numa área de 524 km2. É um concelho eminentemente rural, com 37 localidades, de que destacam dois núcleos urbanos, a sede do concelho, aldeia histórica de Almeida e Vilar Formoso, situado na encruzilhada de importantes vias de comunicação que nos ligam à Europa pela principal fronteira terrestre do país. Conversámos com António Baptista Ribeiro, presidente do Município.

António baptista ribeiro Presidente

Quais os principais projetos em prol da ação social e educação? Assinalar antes de mais que um estudo da Universidade da Beira Interior “Observatório para o desenvolvimento económico e social” coloca o concelho de Almeida na 36ª posição entre os municípios portugueses como um dos melhores em padrões de qualidade de vida. Também um estudo recente da Marktest coloca o concelho de Almeida na 13ª posição a nível da qualidade e cobertura de equipamentos sociais. Esta distinção, que nos orgulha, deve-se às apostas que o município fez, e também às Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), direcionadas para a área social. Implementamos o cartão social municipal com apoio a medicamentos, a teleassistência e ainda descontos na utilização de equipamentos sociais.

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Não sendo áreas de competências delegadas nos municípios, procuramos uma colaboração estreita com as instituições de ensino e IPSS, tomamos um vasto conjunto de medidas, juntando vontades e sinergias que deram resultados surpreendentes. Esta colaboração passa não só pelas ajudas a melhoramentos e apetrechamento de instalações, mas também com a colaboração das nossas equipas no apoio à mobilidade, apoio psicossocial e animação. Tem também sido nossa política um reforço da parceria com o Agrupamento de Escolas. O município tem prestado um apoio excecional a todos os níveis, tendo sempre presente a ajuda a famílias com mais dificuldades económicas. Implementámos o apoio aos alunos com refeições e material escolar gratuito, transportes gratuitos para todos os alunos, incluindo o 12º ano; implementámos

programas como ocupação em férias da Páscoa e de verão; componente de apoio às famílias (CAF e ATL´s); atribuímos mais de 60 bolsas a estudantes do ensino superior. Qual a oferta turística? Dispomos de um valiosíssimo património arquitetónico e ambiental que nos distingue. Desde logo o ex-libris que é Almeida, a “Estrela do Interior”. A fortaleza abaluartada com muralhas das melhores conservadas da Europa e umas Casamatas únicas no mundo. Com base no programa das Aldeias Históricas, e aproveitando a oportunidade dos fundos comunitários, recuperámos património conferindo uma nova utilização aos espaços de que são exemplo a recuperação das Casamatas para aí instalar o Museu Militar; das Portas


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de Santo António, hoje sede do Centro de Estudos de Arquitetura Militar de Almeida; o Trem de artilharia que deu lugar ao belíssimo Picadeiro D´el Rey. Temos a belíssima vila medieval e aldeia histórica de Castelo Mendo e a aldeia medieval de Castelo Bom. Aldeias típicas que se destacam pela sua singularidade, com casas em granito e a típica -casa beirã- que merecem uma visita. O concelho é atravessado a meio pelo rio Côa, que proporciona paisagens deslumbrantes e faz justiça ao “Vale do Côa, uma região que inspira”. O PROVERE Turismo e Património do Vale do Côa, que abrange dez municípios, detém um património arquitetónico e paisagístico que destaca pela sua excecionalidade. Desde logo porque aqui pontuam cinco das Aldeias Históricas de Portugal. Detém dois patrimónios da UNESCO – as gravuras rupestres e o Douro Vinhateiro. Ao longo dos últimos anos dotámos o concelho com belíssimos equipamentos para o desporto e lazer, de que destaco as piscinas cobertas, pavilhões desportivos, o Picadeiro e no campo da saúde e bem-estar, temos as Termas da Fonte Santa. Quem nos visita tem ao seu dispor um valiosíssimo património arquitetónico, paisagens deslumbrantes e equipamentos de qualidade a que acrescento a oportunidade de praticar desportos radicais e de ar livre. Os amantes de pedestrianismo e BTT têm ao seu dispor a GR22 (Grande Rota das Aldeias Históricas); a rota do Vale do Côa que acompanha o rio da nascente no Sabugal até à foz em Vila Nova de Foz Côa; e ainda a rota das Cidades Amuralhadas que proporciona uma visita a Almeida, Ciudad Rodrigo, Castelo Bom e Castelo Mendo passando por aldeias típicas e uma paisagem impar. Ao nível da gastronomia oferecemos uma rica e vasta gastronomia de que destaco os enchidos, pratos de caça, coelho, perdiz e javali; a sopa de peixe do rio côa; o bacalhau, o cabrito; acompanhados pelos vinhos da Beira e uma salada de merujes. Dispomos também no nosso território de património judaico bem patente ainda em Almeida, Vilar Formoso, Castelo Mendo, Castelo Bom e Malhada Sorda. O nosso concelho foi palco de dois acontecimentos, embora em épocas diferentes, de acolhimento aos judeus. Desde logo em 1492, após os éditos de Alhambra e expulsão dos judeus de Espanha. Mais de 30 mil judeus passaram por Vilar Formoso, tendo-se muitos deles fixado aí e em Almeida, Castelo Mendo, Castelo Bom e Malhada Sorda. Ainda hoje estão bem patentes na arquitetura, língua e costumes vestígios desta cultura. Também noutro período da nossa história mais recente Vilar Formoso voltou a receber refugiados, muitos deles judeus fugidos da perseguição nazi, que com vistos do Cônsul Aristides Sousa Mendes entraram em Portugal por esta fronteira. Vilar Formoso acolheu-os de forma

simpática e solidária, por isso a sua marca de “Fronteira da Paz”. Aderimos recentemente à Associação da Rede de Judiarias de Portugal. Vamos, com a ajuda da Fundação EEA Grants, recuperar os armazéns da CP em Vilar Formoso para aí instalar um Memorial aos Refugiados e ao Cônsul Aristides de Sousa Mendes e ainda restaurar uma Esnoga em Malhada Sorda, também com a ajuda do governo da Noruega. Porquê Almeida “Estrela do Interior”? Temos três marcas fortes que identificam o nosso território e o projetam além-fronteiras. Desde logo Almeida “Estrela do Interior”, uma fortaleza abaluartada em forma de estrela de doze pontas, com uma panorâmica de vista aérea a não perder. É uma marca consolidada que temos promovido, com a realização de eventos de que destaco a Recriação Histórica do Cerco de Almeida, com projeção internacional e que tem lugar no último fim-de-semana do mês de agosto. São também marcas consolidadas “Vilar Formoso – Fronteira da Paz e Vila Comercial” que temos vindo a promover e potenciar pela sua localização estratégica de vila de fronteira mas também pelo acolhimento aos refugiados em duas épocas diferentes da nossa história. Outra marca chapéu, “O Vale do Côa, região que inspira”, e que abrange o território do Vale do Côa, desde a nascente no sabugal à foz em Vila Nova de Foz Côa. Por onde passa o futuro? Vivemos num território com população envelhecida, que perde população de uma forma assustadora. A estratégia de futuro passará por tomar medidas que invertam esta situação com a criação de emprego e fixação de população. Temos consciência plena que todas as medidas já tomadas, e as que perspetivamos para o futuro, não resultarão se não houver vontade política de repensar o país descentralizando serviços e dando fortes incentivos às empresas para aqui se sediarem. As opções passarão também por uma descentralização e regionalização desejada e que defendo. Temos uma oportunidade a não desperdiçar com a injeção de verbas provenientes dos fundos comunitários. Queremos uma região que vá de encontro aos objetivos traçados pelo Portugal 2020 e que aposte na inovação, na competitividade, internacionalização e na inclusão social. Pela nossa parte as opções estão tomadas e passarão pela criação do gabinete de gestão estratégica de apoio ao empreendedorismo e atividades económicas com o objetivo de promover o desenvolvimento socioeconómico do concelho na perspetiva de desenvolvimento sustentado e integrado. Temos regulamentos aprovados e incentivos aos setores agroflorestal, pecuário e industrial.

O Gabinete do Agricultor continuará as ajudas à preparação de projetos e candidaturas. Apoiamos mais de 70 projetos que resultaram na fixação de jovens agricultores. Somos um território de fronteira, pelo que devemos tirar partido desta localização estratégica por aqui confluírem as principais vias rodoferroviárias da principal fronteira terrestre do País. Temos sabido aproveitar esta proximidade a Espanha, estabelecendo uma forte cooperação transfronteiriça, por um lado com a província de Salamanca e pela criação da comunidade de trabalho BIN/SAL (Municípios da Beira Interior Norte e Salamanca), que investiu em projetos estruturantes mais de quarenta milhões de euros (40.000.000,00€) do anterior quadro comunitário. Por outro lado, o município de Almeida e o ayuntamiento de Ciudad Rodrigo constituíram um consórcio de cidades amuralhadas que permitiu o intercâmbio em áreas como a cultura, património e turismo, marcando presença conjunta nas principais feiras de turismo como a FITUR, BTL e FIT onde estamos presentes em 2015. Nos próximos três anos a ligação entre a A25 e a A62 será uma realidade que pode constituir mais um revés para a economia local e principalmente para Vilar Formoso. As nossas exigências passaram pela construção de um nó na zona de fronteira e passarão no futuro por uma ligação a Vilar Formoso. Podemos e queremos inverter aquilo que podem ser prejuízos em oportunidades criando uma zona de serviços nessa área de apoio ao transportista, melhorando as condições do Parque TIR. Esta ligação que reivindicamos deverá ser assumida pelo governo com a participação do município de Almeida pois constituirá, não tenho dúvidas, uma óptima oportunidade também para empresas vocacionadas para a exportação aqui se poderem instalar. Outra das apostas passará pela elevação do património arquitetónico de Almeida a Património da Humanidade. Esperamos esse reconhecimento e inscrição na lista indicativa da UNESCO. Para isso temos vindo a trabalhar intensamente. Beneficiamos, como zona de baixa densidade, dos Proveres do Termalismo, Aldeias Históricas e Turismo e Património do Vale do Côa. As opções a tomar na continuidade destes programas irão influenciar certamente os apoios a estes territórios deprimidos. Também a CIM – Beiras e Serra da Estrela, que resultou da fusão das CIM´s da Beira Interior Norte, Cova da Beira e Serra da Estrela, tem o seu plano estratégico aprovado. Esperamos que todos, municípios, universidades, empreendedores e mobilização dos que cá vivemos consigamos uma inversão desta situação a caminho de um futuro melhor.

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Vieira do Minho vê o turismo a ser dinamizado município de vieira do minho Vieira do Minho é uma vila portuguesa, do distrito de Braga, com cerca de 16 mil habitantes. António Cardoso, Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho tem como objetivo impulsionar o concelho na área do turismo, mais especificamente no turismo rural.

António cardoso Presidente

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concelho de Vieira do Minho possui grandes potencialidades que têm sido alvo de aproveitamento turístico. De acordo com António Cardoso, as serras do Merouço, Gerês e sobretudo a Cabreira caracterizam e constituem a paisagem envolvente, bem como o limite geográfico do concelho. Mas é a Cabreira que melhor se identifica com o povo desta terra, porque fornece o pasto para os rebanhos, a madeira e a água, que irriga os vales e abastece as povoações. A gastronomia vieirense está profundamente marcada pelos sabores rurais e serrados, assim como pelo aproveitamento dos produtos endógenos que possibilitam a confeção de iguarias características desta região. Temos como principais exemplos de pratos

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clássicos desta cozinha, as couves com feijão, a vitela Barrosã assada, o cabrito, o anho, cozido, onde o presunto e os enchidos são os principais ingredientes, também os barquilhos, as rabanadas, o leite-creme e o pudim, que podem ser degustados nos restaurantes deste concelho.

Uma feira que promove os tradicionais produtos de Fumeiro Com o objetivo de promover e divulgar os tradicionais produtos de Fumeiro, a Câmara Municipal de Vieira do Minho prepara-se para levar a cabo nos dias 6, 7 e 8 de fevereiro, a 9ª Feira do Fumeiro de Vieira do Minho, que se vai realizar em frente aos Paços do concelho de

Vieira do Minho. Segundo António Cardoso o principal objetivo é incrementar e melhorar esta feira, que tem uma grande expressão a nível nacional, potenciar os produtores e comercializar os produtos. A feira vai contar com a presença de 30 expositores do Fumeiro, que como afirma o edil esperam vender nesta edição entre 30 a 40 toneladas de produtos. A 9ª edição da Feira do Fumeiro de Vieira do Minho vai contar com o programa diversificado. António Cardoso refere que o principal mote é o fumeiro, mas que animação não vai faltar. Esta vai ser proporcionada pelo Grupo de Cavaquinhos da Universidade Sénior de Vieira do Minho, pelo Rancho Folclórico de Pandozes, pelo Rancho Folclórico ‘Os Passarinhos da Ribeira’, pela Arruada de Bombos, pelo Rancho Folclórico


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‘Os Ceifeiros de Cantelães’, pela Chega de Bois, pelo espetáculo musical com o cantor Jorge Amado e pelo conjunto de acordeões Foles e Companhia. É ainda de referir que a 9ª Feira do Fumeiro de Vieira do Minho vai ser transmitida no dia 8 de fevereiro em direto pela TVI, no programa “Somos Portugal”. De acordo com o Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, serão cinco horas em direto de Vieira do Minho para todo o mundo, divulgando o que esta terra tem de melhor. Este será um momento para o concelho de Vieira do Minho promover aquilo que o torna único, a sua gastronomia, os seus saberes, as suas paisagens e a sua tradição. Para animar a tarde, os Vieirenses e os telespetadores vão contar com a companhia dos apresentadores do programa e de vários artistas do panorama musical popular português. Conforme indica António Cardoso a cultura, a gastronomia e as tradições vão estar presentes neste evento, que irá reunir num só espaço os vários produtores concelhios divulgando deste modo, todas as potencialidades e o saber fazer deste concelho Minhoto e que espera atrair entre 20 e 30 mil pessoas.

O que Vieira do Minho oferece durante o ano

que procuram participar no seu vasto programa de atividades.

O concelho de Vieira do Minho desenvolve-se essencialmente a partir de três áreas agricultura, floresta e turismo, que oferece ao visitante um convívio entre a modernidade e a tradição, em cerca de 100 casas de turismo rural. Além da Feira do Fumeiro, segundo o Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, esta Vila proporciona animação durante todo o mês de agosto e a Feira da Ladra que se realiza anualmente sempre no primeiro fim de semana de outubro. A Feira da Ladra exibe anualmente um cartaz de grande significado cultural, popular, social e recreativo e dá especial destaque às tradições populares, aos costumes do concelho, à dinâmica do mundo rural, às exposições pecuárias e de produtos locais, às tradicionais chegas de bois e corridas de cavalos, às bandas de música, ao cortejo etnográfico e ao fogo-de-artifício. António Cardoso declara que esta feira é o ponto de encontro de todos e para todos e que são milhares os visitantes

O regresso do Rali de Portugal a Vieira do Minho O Rali de Portugal 2015 prova pontuável para o Campeonato do mundo de Ralis – WRC – vai passar em Vieira do Minho, no dia 24 de Maio. António Cardoso entende que apostar no regresso do Rali de Portugal a Vieira do Minho trará uma visibilidade extraordinária ao concelho proporcionada pela presença dos melhores pilotos mundiais e de milhares de visitantes. A Serra da Cabreira vê assim, como menciona o Presidente da Câmara Municipal de Vieira do Minho, voltar a sua classificativa ao Mundial de Ralis oferecendo aos aficionados da modalidade excelentes zonas de espetáculo com traços exigentes, numa extensão superior a 30 quilómetros, talvez uma das maiores da prova.

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“Destino turístico de excelência” município de ponte da barca A cumprir o último mandato como presidente da Câmara Municipal de Ponte da Barca, António Vassalo Abreu, garante tudo fazer para ser “um vendedor da imagem do concelho”. Com vários projetos para o município, o autarca deu a conhecer à Revista Business Portugal um pouco mais de Ponte de Barca e das suas potencialidades.

Objetivo cumprido

antónio vassalo abreu Presidente

S

ituada no distrito de Viana do Castelo, Ponte da Barca ocupa 52 por cento do Parque Nacional da Peneda-Gerês, “somos um parque transfronteiriço” – considerado reserva da biosfera pela UNESCO. O concelho tem boas acessibilidades e encontra-se a 50 minutos do aeroporto de Vigo e do Porto e a 40 minutos do TGV, “temos uma situação privilegiada no Alto Minho com todas as condições para ser um destino turístico de excelência. E essa tem sido a minha grande aposta, fazer com que Ponte da Barca tenha cada vez mais novos visitantes”, refere o presidente. Com cerca de 12 mil habitantes, o município tem vindo a apostar na agricultura, na produção de vinho, na produção de mel e ainda, na produção de frutos vermelhos “apesar de, nestes últimos anos, a emigração ter aumentado, o facto de estarmos a apostar, recentemente, nestas áreas faz com que as pessoas se comecem a fixar na região”, afirma António Abreu Vassalo.

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Com uma forte aposta no turismo, o município tem uma loja interativa do turismo, dezenas de casas de turismo de habitação e de turismo rural – grande parte na área do Parque Nacional Peneda-Gerês – dois parques de campismo, um deles com spa. Foi recentemente inaugurado um hotel de quatro estrelas, com SPA e encontram-se em fase de construção mais dois hotéis. “As pessoas vêm atraídas pela paisagem e pela gastronomia que é excelente”, sublinha o presidente. No concelho, os desportos na natureza e os desportos radicais são uma constante, tais como o canoeing, o rafting, as caminhadas, os passeios a cavalo e os passeios de bicicleta. Existe também a possibilidade de visitar no Lindoso o maior aglomerado de espigueiros da Península, as zonas de alta reserva, o Castelo e ainda, o fundo da barragem do Alto-Lindoso. “Temos um protocolo com a EDP que nos permite realizar visitas às portas do Lindoso”, conta António Abreu Vassalo.

Com nove anos de presidência António Abreu Vassalo confessa que não concorda com a limitação de mandatos, pois entende que “a voz soberana deve ser do povo”. “A grande aposta quando cá cheguei penso que está ganha, quando fui eleito como presidente da Câmara de Ponte da Barca, ao nível do apoio social estávamos em último lugar a nível distrital e neste momento, estamos na linha da frente em centros de dia, lares, creche. Em nove anos mudou-se o cenário. Também fiz uma aposta muito forte nas escolas, temos três centros escolares de excelência no concelho e ao nível das infraestruturas desportivas que não existiam, desde pavilhões gimnodesportivos e polidesportivos estamos bem servidos. Ao nível da cultura temos feito um grande investimento. Inauguramos recentemente a Casa da Cultura e está feito o levantamento do nosso património histórico. A arte rupestre da serra amarela pode ser visitada e neste momento, estamos a recuperar uma ponte romana que estava degrada e que está em fase de recuperação”, conclui.

Principais eventos de 2015 Feira do Fumeiro De 6 a 8 de fevereiro, na Praça da República, Ponte da Barca prepara-se, uma vez mais, para receber a Feira do Fumeiro, Vinhão e do Artesanato. O Município, com esta iniciativa, pretende dar mais visibilidade aos produtos confecionados de modo típico e genuíno, conquistando os visitantes pela qualidade dos produtos em exposição, que vão desde o tão afamado fumeiro, até ao seu acompanhante ideal: o vinhão. À gastronomia, há que juntar ainda, o artesanato regional diversificado, e um programa de animação bastante apetecível, estando deste modo reunidos todos os ingredientes para o sucesso desta feira. “Os nossos


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produtores, nestes três dias, têm a oportunidade de expor e escoar os seus produtos”, sublinha o presidente. Entrudo “pai velho do Lindoso” Em Ponte da Barca persiste um dos poucos do país – o Pai Velho – na freguesia de Lindoso, que segundo a tradição, com origem celta marca a passagem do inverno para a primavera. Domingos Gastronómicos Ao longo do ano e em função da época, quatro domingos são marcados pela gastronomia típica da região, onde os reis da mesa são o cozido à portuguesa, a lampreia, o sarrabulho e por último, o cabrito à moda de Germil. Feira do livro (14 a 24 de maio) A feira do livro de Ponte da Barca é uma feira de referência, com uma enorme panóplia de livros, esta é a feira onde se vendem mais livros na zona norte do país. Romaria de São Bartolomeu (19 a 24 de agosto) Sendo considerada uma das maiores festividades da região, a romaria de São Bartolomeu atrai milhares de pessoas. Por muitos considerada como a mais genuína romaria do Alto Minho, o S. Bartolomeu constitui um dos maiores cartões-de-visita do concelho barquense. Durante seis dias a Vila corporiza uma intensa semana de tradições, usos e costumes mais genuínos desta região, como a gastronomia, o folclore, as concertinas, os cantares ao desafio, a Feira das Tasquinhas e do Artesanato, a Feira do Linho, os jogos tradicionais, entre muitas outras atividades, com destaque para a noite das Rusgas, de 23 para 24.

Projetos para 2015 Relativamente a projetos futuros tencionam inaugurar a Biblioteca Municipal de Ponte da Barca onde irá existir a maior coleção de livros de Napoleão Bonaparte da Península Ibérica. E ainda, em agosto inaugurar o Centro Interpretativo Fernando Magalhães, a partir daí irão direcionar os visitantes para três vertentes, na vertente histórica: poderão visitar a rota do românico, a Igreja Românica de Bravães, o Mosteiro de São Martinho de Castro e o Mosteiro de Santa Maria de Vila Nova de Muía; na vertente ambiental: as portas do parque e o parque nacional da Peneda-Gerês e por último, a vertente gastronómica. E ainda, continuar a promover o município como destino turístico e local para viver. Pois, Ponte da Barca é um “paraíso, com cor, sabor e tradição”, concluí.

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Loures, terra de tradições

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Fonte: www.cm-loures.pt

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Loures é sinónimo de tradição, cultura, património e modernidade. Vertentes de uma só raiz que conferem ao município uma identidade única. A ponte perfeita entre o antigo e o moderno traduz-se na capacidade de gerir, dentro do seu território, tudo aquilo que são as tradições de um povo e os desafios de futuro. A riqueza do seu património histórico e cultural, aliada à modernidade que hoje em dia se evidencia no concelho, conferem-lhe um papel de destaque entre os municípios com melhor qualidade de vida, emprego e com grande potencial turístico. A proximidade do concelho de Loures a Lisboa, bem como a sua ligação a toda a zona Oeste de Portugal, colocamno num lugar central de uma oferta turística diversificada e alternativa. A riqueza dos valores das suas gentes é o seu melhor cartão de visita. Fonte: www.cm-loures.pt

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qualidade no comércio de proximidade Associação empresarial de comércio e serviços dos concelhos de loures e odivelas

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Associação Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas (AECSCLO) visa essencialmente defender e representar os interesses dos seus associados, por forma a contribuir para o desenvolvimento harmonioso do comércio e serviços dos concelhos de Loures e Odivelas em particular, e para o desenvolvimento da economia em geral. Com um universo de cerca de 2 mil sócios, são as micro e pequenas empresas que mais recorrem aos serviços desta associação.

História A Associação Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas foi fundada em 1943, ano em que um pequeno grupo de comerciantes de Loures e arredores deu início a um movimento associativo no concelho, com a fundação do ‘Grémio do Comércio do Concelho de Loures’. Após a revolução de 1974, “este organismo deu origem à conhecida Associação de Comerciantes do Concelho de Loures, denominação alterada em 1999 para Associação

Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas que se foi adaptando às novas realidades”, esclareceu o atual presidente da associação Mário Saramago Ferreira. A associação desempenha um papel fundamental no apoio aos seus associados, nomeadamente, no que respeita ao trabalho junto de entidades institucionais, assim sendo, atualmente, existe um leque diversificado de serviços que os associados podem usufruir, de modo a solucionar questões e reduzir os custos inerentes à atividade comercial. Os principais serviços prestados pela associação são a consultoria jurídica: apoio jurídico em qualquer área ligada à atividade empresarial, especificamente nas áreas laboral, fiscal e comercial, ou outras, através dos protocolos com advogados, bem como a negociação anual das alterações do contrato coletivo de trabalho vertical para o comércio e serviços e para o comércio de carnes e das respetivas tabelas salariais. A formação profissional com a organização e realização de seminário voltados para o mundo empresarial, a par da realização de cursos de formação profissional, tendo a Escola de Comércio de Lisboa e o Centro de Formação Profissional para o Setor Alimentar como entidades formadoras. Existe ainda

um conjunto alargado de serviços como a elaboração de períodos de funcionamento dos estabelecimentos, o auxílio na preparação de documentos, esclarecimentos sobre a legislação laboral, preenchimento e entrega do relatório único, venda de livro de reclamações e o fornecimento de impressos para os diversos estabelecimentos comerciais (tabelas de preços, mapas de autocontrole, dísticos diversos) que facilitam o quotidiano dos comerciantes.

Futuro Desde 2010 que Mário Ferreira lidera esta instituição e estabelece para o futuro a “consolidação das parcerias estabelecidas, não só com as autarquias, com as quais temos uma relação muito próxima, mas também com a Confederação de Comércio e Serviços de Portugal”. Sediada na Rua da República, nº 80-C em Loures, e com delegações em Odivelas e em Moscavide, a Associação Empresarial de Comércio e Serviços dos Concelhos de Loures e Odivelas tem as portas abertas a todos os comerciantes que desejam ser apoiados e representados.

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“A freguesia somos todos nós” união das freguesias de moscavide e portela Manuela Dias está à frente da União de Freguesias de Moscavide e Portela, duas realidades distintas que se transformaram numa só após a nova reorganização do território. “Juntaram-se duas freguesias com realidades bastantes diferenciadas, assim como administrações bastante díspares, o que tem dificultado o trabalho deste Executivo”, refere a presidente.

manuela dias Presidente

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oi constituída em 2013, no âmbito da reforma administrativa nacional, pela agregação das antigas freguesias de Moscavide e Portela. Manuela Dias, antiga presidente da extinta freguesia da Portela, conta à Revista Business Portugal que “juntou-se uma zona muito urbana, consolidada e com enorme sustentabilidade a uma vila com um traçado bastante diferente, em termos de infra-estruturas e com uma gestão muito diferente daquela que exercíamos na antiga Freguesia da Portela”. Apesar de tão próximas, Moscavide e Portela são, simultaneamente, muito diferentes, “mas estamos a fazer tudo para que ambas se aproximem nas diversas valências, tornando-se uma só”, acrescenta a edil.

Aproximação difícil Habituada a uma liderança forte e muito transparente, Manuela Dias confessa que ‘herdar’ a freguesia de Moscavide tem-se revelado uma tarefa complicada. “Herdámos uma freguesia onde não houve passagem de poderes”, confessa. “Uma grande dificuldade da reorganização administrativa acontece quando os dois presidentes de juntas de freguesia aglutinadas estão a concorrer à liderança das mesmas, o que aconteceu aqui. O antigo presidente de Moscavide não facilitou a transmissão de poderes pelo que, diariamente, somos confrontados com novos problemas, novas dívidas e novos processos, o que tem dificultado seriamente a gestão desta nova freguesia”. Na opinião de Manuela

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Dias “a transferência de poderes e a reorganização administrativa não deveria acontecer no dia imediato após as eleições, mas sim em negociações, meses antes das eleições, de modo a ser garantido uma total e completa transferência de documentos”. Assim, a solução encontrada passa por uma gestão bastante rigorosa. A título de exemplo, Manuela Dias diz que “não há a compra de um parafuso sem se perceber para onde é, se de facto faz falta, como vai ser aplicado e o que é que aconteceu ao que já cá estava”. A nossa interlocutora refere que todos os contratos existentes foram ou estão a ser renegociados, houve uma forte redução nas despesas, além de uma centralização, maximização e reorganização dos recursos humanos. Além disso, “houve vários investimentos que foram necessários devido à agregação, como infraestruturas, investimentos esses que não estavam considerados”, acrescenta.

“Queremos fazer mais” A grande aposta para a Freguesia de Moscavide e Portela está centrada na educação, ação social e área do espaço público. “Tudo o que fazemos a nível de gestão é para garantir este compromisso e a mesma qualidade em todos os nossos serviços, de modo a fazermos sempre mais e melhor, e aglutinar, na verdadeira essência da palavra, Moscavide e Portela”. No que diz respeito ao espaço público, a limpeza e requalificação dos espaços públicos é uma das fortes

apostas deste executivo. “Partimos do princípio que tem que haver uma preocupação constante com a limpeza, requalificação e manutenção dos espaços públicos, assim como da sinalética vertical”, refere a edil. Já na educação, o protocolo com as escolas da freguesia vai muito além do estipulado. “Os nossos acordos englobam as escolas de 1º, 2º e 3º ciclos. O propósito é não baixar a qualidade em nenhuma escola, independentemente do ciclo a que se referem”. Sob o programa ‘Vamos estudar! a Junta vai estudar!’, a freguesia oferece todos os manuais escolares às crianças mais carenciadas das três escolas que frequentam o 1º ciclo do ensino básico. Já as crianças do 2º ciclo até ao 12º ano que provenham de famílias comprovadamente carenciadas também recebem os manuais respetivos gratuitamente. “O melhor aluno do 12º ano recebe uma verba de mérito e atribuímos ainda duas bolsas de estudo aos dois melhores alunos desse mesmo ano com dificuldades financeiras”, explica Manuela Dias. Além disso, são ainda facultados medicamentos, equipamentos médicos, nomeadamente óculos, e ainda se reúnem algumas verbas para o reconhecimento de mérito desses alunos. Um outro projeto que merece destaque é a Recolha e Distribuição de Alimentos. A Junta de Freguesia tem um protocolo com sete parceiros da região, onde são recolhidos alimentos frescos e não perecíveis que são distribuídos por 55 famílias, uma vez por semana. Outra medida de apoio de Manuela Dias e sua equipa


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passa pela distribuição assertiva dos excedentes diários dos almoços da creche/jardim de infância da Junta aos seus trabalhadores mais carenciados como a forma de combate ao desperdício, diz a nossa interlocutora. Ainda a pensar na população de Moscavide e Portela, os veículos da Junta são sempre colocados à disposição das crianças e dos seniores, “para visitas de estudo ou outras atividades”. A freguesia conta com dois equipamentos essenciais ao bem estar da população. São eles a creche e jardim de infância e o Centro de Dia Social e Comunitário.

Este último destina-se a todos os munícipes com idade igual ou superior a 65 anos, onde podem contar com vários serviços, cujos valores assentam na promoção da dignidade, privacidade, bem estar e qualidade de vida do idoso, sob os princípios da solidariedade, compreensão, respeito, ajuda e amizade. Já a creche e jardim de infância pretende, no seu dia a dia, desenvolver conteúdos, atividades, projetos e criar uma dinâmica organizativa em função do superior interesse das crianças e que favoreça o seu crescimento, e fortaleça os seus princípios.

A visitar Se vai passar por Moscavide ou pela Portela, há pontos de visita obrigatória. Manuela Dias recomenda vivamente uma visita à Igreja da Portela e à Igreja de Santo António de Moscavide, “são monumentos únicos”. O Seminário do Cristo Rei e o Jardim Público da Portela é também uma referência, principalmente para quem tem crianças. “O nosso Centro Comercial é também único e merece uma visita. Trata-se de uma mercearia local em ponto grande”, conclui a edil.

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Uma freguesia com futuro junta de freguesia de fanhões São Saturnino de Tolosa.

Os símbolos

António Dias emídio Presidente

História A freguesia de Fanhões localiza-se na zona norte do concelho de Loures, às portas de Lisboa e possui cerca de 11.672 km2 de área divididos por sete aldeias, onde atualmente moram cerca de 3 mil habitantes dos quais 10,3 por cento são reformados. Fanhões assume-se como uma freguesia centenária, dado que, a sua criação remonta ao ano de 1575 por via da exploração de pedreira, uma vez que, o seu solo é rico em mármores. A denominação da freguesia parece estar relacionada com a flora que abundava nesta freguesia, alcatins ou faias, que derivaram do latim “fagea” ou “fagu”. Atualmente, Fanhões celebra o dia da freguesia a 29 de novembro, numas festividades religiosas que tem como padroeiro

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O brasão da junta de freguesia de Fanhões é constituído por um escudo em Ouro, faia no centro, entre um martelo de calceteiro de cor preta à esquerda, e uma trouxa de roupa de cor azul (à direita). Este brasão possui também uma coroa mural de prata, de três torres, listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: “FANHÕES”. A faia é uma alusão ao nome da freguesia referindose também à flora e à mancha florestal de Fanhões. O martelo do calceteiro recorda os calceteiros, pois aqui nasceram alguns dos melhores calceteiros a nível mundial, por isso, Fanhões é conhecida por ser a terra dos calceteiros. A trouxa de roupa lembra as lavadeiras que lavavam a roupa que iam buscar a Lisboa, tendo sido esta a principal ocupação das mulheres da freguesia. A bandeira é de cor verde e evoca a mancha florestal existente nesta freguesia, assim como, a agricultura que tem ainda alguma importância nesta região saloia.

2005-2013: oito anos a recuperar a freguesia António Dias Emídio, natural do baixo Alentejo, mas de alma e coração em Fanhões, lidera os destinos da freguesia desde 2005 e faz um balanço extremamente positivo da sua atuação, destacando a restruturação da freguesia e a melhoria das condições de vida da população. “Ao longo destes anos foram realizados mais de 407 mil euros de investimentos em obras de requalificação e manutenção de equipamentos na freguesia, a par dos 185 mil euros que foram doados às instituições, num trabalho em prol das pessoas e com

um orçamento reduzido”, refere o presidente. “Foram anos de luta e de trabalho árduo, mas, com dedicação conseguimos fazer face à crise económica nacional, não baixando os braços às adversidades”. salienta o edil. Grande parte dos objetivos a que este executivo se propôs foram cumpridos, cuja principal preocupação foi zelar pelos interesses e bem-estar dos habitantes. Assim sendo, desde 2005 que várias instituições da freguesia beneficiariam de diversos incentivos para a realização de obras, destacando-se: a construção de um novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Fanhões, “um edifício de futuro, para resolver os problemas existentes, como a entrada e saída de viaturas, a par da reconstrução do antigo edifício, a custo zero, para fins culturais”, refere António Emídio. A contribuição com materiais para a pintura exterior da Igreja Paroquial de Fanhões, o donativo para a colocação de sinos na capela de Casaínhos e a implementação de contentores para a roupa usada foram outras das iniciativas levadas a cabo por este executivo. A par dos interesses da população foram melhoradas significativamente as condições laborais dos trabalhadores da Junta de Freguesia de Fanhões, com a construção de um refeitório, de balneários e de um telheiro para as viaturas no estaleiro da junta de freguesia. A remodelação das instalações sanitárias e a aquisição de três viaturas contribuíram em muito para melhorar o quotidiano destes trabalhadores. Ao nível da construção de equipamentos destacam-se a construção de 32 ossários no cemitério Paroquial de Fanhões, bem como, a requalificação e ampliação deste cemitério. A construção da casa mortuária em Ribas de Baixo foi outro projeto resultante de uma parceria com a autarquia de Loures, corria o ano de 2012. Esta junta de freguesia tem-se empenhado para que Fanhões seja uma freguesia com melhores


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acessibilidades e infraestruturas viárias, para tal procedeu-se ao alargamento da Rua 1º de maio na Torre da Besoeira, remodelação da calçada na Rua Lucas Duarte, em Fanhões, alcatroamento da Travessa Manuel dos Santos, em Casaínhos e a construção do ecoponto entre outras. A Junta de Freguesia de Fanhões organiza anualmente diversas iniciativas sociais que vai da infância até à terceira idade com o objetivo de promover a cultura (musica, teatro, história, educação e civismo). Em jeito de balanço António Emídio salienta que as “apostas na educação, segurança, ação social e requalificação dos espaços públicos, nunca recusando o apoio às instituições da freguesia, aquelas que trabalham, foram as prioridades do executivo”.

Aos fregueses e colabores “Gostaria de agradecer a toda a população de Fanhões que nos incentivou e apoiou a fazer mais e melhor e aos colaboradores da Junta de Freguesia pala sua dedicação e empenho, sem os quais não teria sido possível concluir estes oito anos de mandato com sucesso”, revela o nosso interlocutor. “Estou orgulhoso do meu trabalho e dos meus funcionários”, conclui. Para o futuro o fundador do Partido Socialista em Fanhões pretende “fazer o pleno, ou seja, a restauração do atual edifício da Junta de Freguesia, a recuperação das vias no interior da freguesia e apoiar sempre a população. Gosto de estar com a população”, remata.

vítor manta Tesoureiro

patrícia pereira Secretária

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Em prol do desenvolvimento do conhecimento científico união de Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela No passado dia 23 de janeiro foi assinado um protocolo entre a União de Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, o Instituto Superior Técnico, a Science4you e os Agrupamentos de Escolas da região, com o objetivo de visar o desenvolvimento do conhecimento científico, assim como de atividades experimentais no âmbito das ciências. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Nuno Leitão, presidente da Junta de Freguesia sobre este e outros projetos.

existe um quadro de vantagens orientadas para as prioridades dos jovens cidadãos, temos como exemplo, a aquisição de competências que valorizem as aptidões e promovam uma geração capaz de dar novas respostas nos domínios científicos.

A importância do território e o futuro

nuno leitão Presidente

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e acordo com Nuno Leitão, presidente da União das Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, este protocolo centra-se no estímulo ao conhecimento e no desenvolvimento de competências nas matérias científicas, dando aos alunos e professores dos respetivos agrupamentos o acesso a um conjunto de atividades, que têm em vista o acesso a um conjunto de atividades que promoverão um contacto prático e próximo com as ciências. Este protocolo consagra e estabelece os princípios orientadores para o desenvolvimento da colaboração entre o mundo académico e autárquico, em articulação com parceiros públicos e privados, que se traduz numa colaboração estratégica para o desenvolvimento do conhecimento. Segundo o edil,

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Este projeto envolve atividades experimentais e sessões práticas direcionadas para os alunos dos vários graus de ensino através da concretização de uma feira de ciências e dinamização de atividades com os alunos do 1º e 2º ciclos, assim como IPSS, entidades privadas e a Universidade Sénior.

Envelhecimento saudável A Universidade Sénior foi criada em março de 2010 e resultou de uma parceria entre a Junta de Freguesia e o Agrupamento de Escolas de São João da Talha, com o objetivo de estimular o convívio saudável entre toda a comunidade, onde os alunos de diferentes gerações partilham o mesmo espaço educativo, despertar interesses educativos junto dos idosos, partilhar experiências e saberes, rentabilizar experiências de vida e quebrar o isolamento social desta faixa etária. De acordo com Nuno Leitão, estão inscritas até ao momento cerca de 400 pessoas nesta Universidade, que visa promover o envelhecimento ativo e intervir em diversas áreas do conhecimento, através de um plano

de atividades com mais de 30 disciplinas. O nosso interlocutor considera este um projeto inovador que funciona com base em professores voluntários e outros que pertencem à sociedade civil.

Estratégias, políticas territoriais e intervenções locais Nuno Leitão procura criar projetos que tenham em linha de conta as novas políticas públicas direcionadas para o cidadão. Exemplo é Observatório de Desenvolvimento Local, para apoiar a Junta de Freguesia naquilo que é a promoção e a reflexão de questões sobre o território, cidadania e educação, para o desenvolvimento da União de Freguesias, ou seja, “mais do que particularizar relações territoriais isoladas, o objetivo é pensar em linhas de atuação transversais ao território”.

A visitar O Castelo de Pirescoxe é um imóvel classificado como de interesse público e nele é possível desfrutar de um auditório ao ar livre para eventos culturais, uma cafetaria, uma galeria de artes plásticas, além de uma área envolvente ajardinada, convidativa para um passeio em família. O Ecoparque de São João da Talha tem também uma particularidade que faz dele único e de visita obrigatória: um campo de futebol de praia. “É aqui que têm lugar algumas fases do Campeonato Nacional de Futebol de Praia”.


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Uma freguesia riquíssima Freguesia de avenidas novas É umas das poucas freguesias na cidade de Lisboa que tem crescido em termos populacionais. Avenidas Novas é um exemplo de crescimento, com uma rico património arquitetónico e com uma oferta comercial e de equipamentos culturais abundante e eclética. À conversa com Daniel Gonçalves, presidente da Freguesia de Avenidas Novas, a Revista Business Portugal ficou a conhecer um pouco mais desta freguesia exemplar. gostaria de viver em Avenidas Novas? Património arquitetónico riquíssimo, com exemplos extraordinários da Arte Nova, destacando-se obras dos arquitetos Norte Júnior (Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves), Pardal Monteiro (Igreja de Nossa Senhora de Fátima e Hotel Ritz Four Seasons) e Adães Bermudes (Monumento ao Marquês de Pombal); equipamentos culturais que apresentam uma oferta abundante e eclética; oferta comercial diversificada e de elevada qualidade; rede de transportes que considera uma oferta ferroviária de superfície (ligações urbanas e suburbanas) e subterrânea - Metropolitano (a freguesia é servida por sete estações de metro, que estabelecem ligação com todas as linhas do metropolitano de Lisboa), assim como a existência de diversas carreiras de autocarro que fazem a ligação entre os principais pontos da cidade.

Daniel gonçalves Presidente

Como caracteriza a freguesia de Avenidas Novas em termos populacionais, geográficos e económicos? A Freguesia de Avenidas Novas é uma nova freguesia resultante da reforma administrativa da cidade de Lisboa, posta em vigor pela Lei nº 56/2012, de 8 de novembro que dividiu o Município de Lisboa em 24 freguesias. A Freguesia de Avenidas Novas integra a quase totalidade – a nova divisão administrativa não contemplou as fronteiras entre freguesias, na exata justaposição das anteriores freguesia – das antigas freguesias de Nossa Senhora de Fátima e de São Sebastião da Pedreira. A Freguesia de Avenidas Novas tem uma área de 2,995m2, uma população (de acordo com os censos de 2011) de 21.625 habitantes, estando referenciadas 9.899 famílias. Por outro lado, de acordo com os dados do recenseamento eleitoral (de 2012) estavam recenseados 22.045 eleitores. A Freguesia de Avenidas Novas, é uma das poucas freguesias da cidade de Lisboa que demonstra índices populacionais positivos e, bem assim, evolui

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positivamente em todas as variáveis entre 2001 e 2011. Neste período, a hoje Freguesia de Avenidas Novas teve um aumento populacional de cerca de 2 por cento (contra o decréscimo, -3 por cento, na totalidade da cidade de Lisboa). E, no mesmo período, os alojamentos crescem 22 por cento (ou seja, o dobro da evolução da cidade de Lisboa), coexistindo e equilibrando-se as funções residencial e não residencial. Quanto à caracterização da população da Freguesia de Avenidas Novas, é de referir que 40 por cento dos residentes na freguesia possuem grau académico superior (contra 27 por cento no total da cidade) e que se verifica uma evolução positiva no grupo etário das crianças (o-14 anos) que se verifica corresponderem a 23 por cento da população da freguesia, contra 8 por cento no total da cidade. Também a perca de jovens na freguesia é mais suave que no resto da cidade, -13 por cento, contra -25 por cento. Só no que ao índice de envelhecimento diz respeito a freguesia está em desvantagem em relação ao total da cidade. O que de melhor tem a freguesia para oferecer quer aos que a visitem, assim como a quem

Que atrativos tem para convidar novos turistas? É riquíssimo o património arquitetónico e cultural que a Freguesia de Avenidas Novas tem para oferecer. O Parque da Fundação Calouste Gulbenkian, incluindo a sede, o museu, o CAM (Centro de Arte Moderna) e os jardins; a Praça de Touros do Campo Pequeno, não só pela componente tauromáquica, mas pelo interesse arquitetónico que o próprio edifício encerra; o Palácio Galveias, que alberga uma das Bibliotecas Municipais da Cidade, é um dos mais bonitos palácios nobres de Lisboa do século XVII e um dos melhores exemplos de casa nobre portuguesa seiscentista; a Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, mais um dos emblemáticos projetos do arquiteto Norte Júnior, datada do início do século XX e mandada construir pelo pintor José Malhoa, para sua casa e atelier de trabalho; as igrejas de Nossa Senhora de Fátima e Igreja Matriz de S. Sebastião da Pedreira. Não deixar ainda de ser mencionado o Parque Eduardo VII de Inglaterra e a Estufa Fria. No que diz respeito aos equipamentos culturais salientase a oferta disponibilizada pela Fundação Calouste Gulbenkian e pela Culturgest. A oferta hoteleira é garantida por equipamentos de gama alta e de luxo, como é o caso do Hotel Sheraton e o Hotel Ritz/Four Seasons, mas apresenta também opções mais diversificadas. A Pastelaria Versailles, a casa Xangai (ambas na Avenida da República), o Restaurante Eleven (Estrela Michelin), e


REVISTA BUSINESS PORTUGAL CIDADE DE LISBOA o El Corte Inglés são exemplos de oferta comercial de topo oferecida pela freguesia de Avenidas Novas. Que tipo de turistas visitam a região? E de que nacionalidades ou regiões portuguesas? A freguesia fica na zona central da cidade onde se situamos principais hotéis, referindo-se apenas a título de exemplo o Hotel Ritz, o Hotel Sheraton e muitos outros de cinco e quatro estrelas. Assim, os turistas que demandam esta zona da cidade são de muitas e variadas nacionalidades e, bem assim, de todas as regiões do país. Que outros projetos merecem destaque nesta nossa edição? O núcleo de ação social da Junta de Freguesia das Avenidas Novas (JFAN) aposta na concretização de projetos para e com os cidadãos. Assim, a JFAN disponibiliza, através de marcação prévia, atendimentos sociais que colocam ao dispor do freguês recursos como o fundo de emergência social para medicamentos, pagamento de contas, fraldas e papas para crianças até aos dois anos e pequenas reparações no domicílio (SOS Repara). Fora das instalações da junta esta colabora com a Comissão para a Proteção de Crianças e Jovens com a afetação de uma técnica durante dois dias. Durante as férias escolares da Páscoa e do Verão a JFAN oferece colónias de férias, nomeadamente: Sou FAN (Praia-Campo) e Sou FANtástico. São períodos ocupados por atividades diárias, em modo internato ou externato, em que as crianças dos 6 aos 12 anos se divertem e convivem. A JFAN preocupa-se com a saúde mental dos seus fregueses e por isso constituiu três gabinetes: o Gabinete de Apoio Psicossocial, o Gabinete de Apoio Psicológico ao Alcoolismo e Dependências Químicas e o Gabinete de Apoio Psicológico à Violência Doméstica. O primeiro disponibiliza consultas gratuitas até aos 12 anos e a preços reduzidos a maiores de 12 anos. Os outros dois administram consultas de psicologia gratuitas a todos a que ele recorram. A Rede Social de Lisboa – Comissão Social de Freguesia foi criada com o objetivo de reunir as entidades/instituições

no sentido da não replicação de respostas e do levantamento estratégico de soluções aos problemas apontados. Neste momento a JFAN preside ao núcleo executivo e aos grupos de trabalho da Comissão. O FANClube é um espaço querido da freguesia que promove o desenvolvimento integral das crianças que o frequentam. Desenvolve atividades lúdico-pedagógicas, as técnicas responsáveis acompanham as crianças na realização dos trabalhos de casa e acompanhamento das crianças nas atividades ao exterior (natação, andebol, voleibol…). A sala de Estudo “Quero Saber” está situada no Bairro do Rego e tem as seguintes valências: apoio ao estudo, consultas de terapia da fala e consultas de psicologia. O programa de Treino de Competências Pessoais, Sociais e Emocionais com os alunos do pré-escolar e 1º ciclo em duas das escolas da freguesia tem o nome de FAN Escola. O Espaço Jovem foi construído ao lado do polidesportivo, na Rua Filipe da Mata, para jovens a partir dos 12 anos de idade que desejem passar o seu tempo-livre a explorar as suas competências e habilidades em diferentes oficinas profissionalizantes (ex. oficina de informática, bijuteria, desporto, ambiente). Para os mais velhos a JFAN patrocina passeios culturais, idas ao teatro/concertos/ópera, caminhadas, férias de praia-campo (Sou FAN 55+) e uma Universidade para a Terceira Idade (UNANTI). Ao longo do ano são várias as iniciativas culturais desenvolvidas pela junta para a

sua população mais idosa e isolada. O último passeio foi a Fátima, foi do agrado de todos os participantes que aguardam com expectativa as próximas viagens. Durante a primeira semana do mês de setembro os mais velhos disfrutam de manhãs passadas na praia e de tardes culturais. Com a abertura no passado mês de outubro da universidade da terceira idade a oferta cultural e formativa aumentou exponencialmente, para gosto de todos os participantes. Durante o ano a JFAN vai trabalhando em projetos pontuais tais como: IRS “Contas Connosco”, Cabazes de Natal, entre outras. O “Contas Connosco” surge da necessidade de apoiar os idosos no preenchimento do IRS e os cabazes de natal da necessidade de apoiar as famílias mais carenciadas da freguesia com produtos alimentares. Por onde passa o futuro da freguesia? O futuro da Freguesia de Avenidas Novas passa pelo seu constante desenvolvimento, melhoria das condições de vida de quem aqui vive e trabalha. Por outro lado, a melhoria do espaço público, a diversificação das atividades culturais, a revitalização do comércio local e dos serviços são áreas que ajudarão a melhorar as condições de vida e trabalho nesta freguesia. A reabilitação e revitalização urbana, com recuperação dos imóveis degradados e a sua colocação no mercado da habitação e/ou dos serviços são também uma forma de melhorar e fazer progredir o futuro da freguesia.

Avenida de Berna, nº. 1 | 1050-036 Lisboa Tlf: 219 363 060 | Fax: 219 363 061 E-mail: geral@jf-avenidasnovas.pt 83


ação social

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A

s várias entidades existentes em Portugal dedicadas à ação social, têm um objetivo comum: promover e facilitar a inclusão e integração social de grupos com dificuldades de inserção, geradoras, não raras vezes, de fenómenos de pobreza persistente. Uma das práticas comuns destas instituições é o apoio domiciliário, um serviço de entrega de refeições ao domicílio, que se destina a pessoas que se encontrem impossibilitadas de confecionar a sua própria refeição, seja por motivos de doença, idade ou outra dependência. Mas esta valência tem um duplo objetivo, pois funciona também como um meio de inserção social. Estes projetos têm estado intimamente relacionados com dois pólos problemáticos da nossa sociedade, como são as populações idosas e a população em processo de integração socioprofissional, para quem as respostas não têm sido fáceis de encontrar. Mas outras áreas merecem também especial atenção por parte destas instituições. As Unidades de Cuidados Continuados fazem parte do leque de oferta de grande parte destas casas. Estes consistem em cuidados de convalescença, recuperação e reintegração de doentes crónicos e pessoas em situação de dependência. Estas intervenções integradas de saúde e apoio social visam a recuperação global, promovendo a autonomia e melhorando a funcionalidade da pessoa dependente, através da sua reabilitação, readaptação e reinserção familiar e social. Conheça mais alguns exemplos de instituições dedicadas ao próximo nesta edição da Revista Business Portugal.

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60 anos de apoio aos mais carenciados centro social de ermesinde Foi no dia 3 de outubro de 1949, numa casa pertencente à comissão do Culto Católico, que Sebastião Pereira fundou, com outros companheiros, a obra de caridade denominada ‘Sopa dos Pobres de Ermesinde’, em resposta a uma ideia que, nessa época de crise, foi impulsionada pelo padre Américo, conta-nos Henrique Rodrigues, presidente do Centro Social de Ermesinde.

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undado oficialmente em fevereiro de 1955, o Centro Social de Ermesinde desempenha um papel fundamental no que concerne ao apoio social junto da população da freguesia, com prioridade aos mais desfavorecidos. A completar 60 anos este ano esta instituição de solidariedade social visa essencialmente “o desenvolvimento da comunidade em

enfermagem, entre outros. Outras das valências da instituição é o Centro de Formação Profissional e Emprego, que manteve, durante alguns anos, um Centro Novas Oportunidades, e que presentemente acolhe um Gabinete de Inserção Profissional (GIP), em que um técnico assegura, diariamente, o atendimento e encaminhamento dos

jovens com deficiência, ao mesmo tempo, serão criados serviços artísticos para jovens com percurso escolar difícil. Outro projeto passa pela aquisição das casas vizinhas à instituição, numa lógica sustentável e aí criar residências assistidas para casais de idosos, com relativa autonomia. A instituição emprega 120 trabalhadores que diariamente

que está inserido, melhorando as condições de vida e a igualdade de oportunidades da população, procurando soluções diferenciadas e adaptadas às necessidades da comunidade, prestando serviços de qualidade, quer do ponto de vista social e humano, quer do ponto de vista técnico”, salienta o presidente. Atualmente, a instituição dedica-se à prestação de um leque diversificado de serviços, que vão desde a infância até à terceira idade, prestando apoio a mais de 500 utentes. Assim sendo, no que diz respeito à valência da infância e juventude a instituição dispõe de uma creche para crianças dos 0 aos 3 anos, que atualmente acolhe 40 crianças. O jardim-de-infância é frequentado por 144 crianças dos 3 aos 5 anos, num ambiente colorido e acolhedor, que contribui de forma decisiva para a aprendizagem e crescimento das crianças. A instituição dispõe ainda de um CATL (centro de atividades dos tempos livres) que recebe diariamente 130 crianças, um serviço eficiente e articulado com as famílias, o que se revela fundamental para a gestão diária do agregado familiar. Ainda no que respeita à infância o Centro Social de Ermesinde dispõe desde há uma década, um programa de amas, num regime de creche familiar, que corresponde a um agrupamento de 12 amas, com 4 crianças cada. Relativamente à terceira idade a instituição dispõe de um lar de idosos com capacidade para 56 utentes, que funciona num moderno edifício, com todas as regras de segurança, higiene e comodidade asseguradas por uma equipa de profissionais competentes. O Centro Social de Ermesinde assegura ainda um serviço de apoio domiciliário a 110 utentes que beneficiam de alimentação, higiene e cuidados pessoais, limpeza da habitação, tratamento das roupas, cuidados de

utentes para ofertas existentes na freguesia, várias formações modulares, em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional, bem como, mais recentemente, um projeto no âmbito do Programa Escolhas, “Trabalho P’ró Boneco”, com o objetivo de promover a continuidade do fabrico do brinquedo tradicional em oficinas artesanais ainda existentes no Concelho”, revela Henrique Rodrigues. O Centro Social de Ermesinde dispõe ainda do serviço da cantina social, onde são servidas diariamente cerca de 60 refeições. Tem também a laborar uma empresa de inserção, a lavandaria, que emprega seis funcionários em regime de inserção.

asseguram os cuidados necessários aos utentes. É ainda, proprietária do jornal ‘A Voz de Ermesinde’ que dá visibilidade à instituição e à cidade.+

Projetos futuros O novo quadro comunitário possibilita novos projetos para o Centro Social de Ermesinde. Um deles passa pela reconversão do antigo cinema da cidade, que será transformado num centro de ocupação de tempos livres para crianças e

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Há 88 anos a servir a população santa casa da misericórdia de macedo de cavaleiros Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros há 42 anos, Alfredo Castanheira Pinto afirma que “a nossa Misericórdia não é rica nem é pobre, é remediada e não deve nada a ninguém, o que é um motivo de grande satisfação! Só se chega a este ponto trabalhando, lutando e poupando muito e sempre a pensar na sustentabilidade da instituição”.

alfredo castanheira pinto Provedor

Há quanto tempo existe a Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros? Esta casa existe há 88 anos e nasceu para praticar saúde. Tinha um hospital que tinha sido construído em 1910 que só começou a funcionar quando a Misericórdia foi constituída, em 1927 e funcionava apenas com a área da saúde. Isto até à nacionalização, que ocorreu em 1976. Neste momento, a Misericórdia funciona com as valências de lar com 83 camas, apoia 10 utentes no centro de dia, 80 utentes em apoio domiciliário e 56 utentes na cantina social. A Misericórdia tem outro lar. Como identificou essa necessidade? A Misericórdia de Macedo tem dois lares: o Lar de Macedo e desde há quatro anos que existe o Lar do Lombo, localizado numa aldeia com o mesmo nome. Esta decisão foi tomada porque esta aldeia era a mais desprotegida em termos sociais. Posto isto, foi construído um lar que custou 2 milhões e 500 mil euros – que foram totalmente financiados por uma fundação luxemburguesa – e tem capacidade para 55 utentes e 20 utentes em apoio domiciliário. Durante esse tempo (aquando da nacionalização), o provedor teve algum hiato? Não, nunca parei. Eu assumi o cargo de Diretor do Hospital e Provedor da Misericórdia e a transferência que se fez dos bens do estado para a Misericórdia foi

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bastante pacífica. Comecei a administrar a Misericórdia em 1973 até 1976, data em que foi nacionalizada, depois da nacionalização, continuei nas comissões instaladoras do Hospital como voluntário. Em 1988, foi inaugurado o novo Hospital e eu fui nomeado Diretor e Administrador delegado do hospital onde fiz quatro mandatos.

maior empregador do concelho, logo a seguir à Câmara Municipal de Macedo de Cavaleiros. Recebemos pessoas que nos chegam através do Centro de Emprego e fazem um estágio para conseguirmos discernir se estão ou não aptos para o desempenho das funções estipuladas. Todos os nossos funcionários foram admitidos através dos programas do Centro de Emprego.

Que medidas tomou para tornar a Misericórdia numa casa sustentável? Tomei várias medidas e, neste momento, posso afirmar que 90 por cento dos produtos de horticultura consumidos nesta instituição são produzidos cá. Quando tomei posse, em 1973, não se falava em sustentabilidade mas eu pensei nela e comecei por plantar uma vinha para dar o vinho aos nossos idosos. A partir daí, começaram a nascer as vinhas, começámos com 1 hectare e já temos cerca de sete; plantei os olivais para produzirmos o nosso próprio azeite e desenvolvi a agricultura. Todos os excedentes dos produtos de horticultura, do nosso vinho e azeite ‘Quinta do Lombo’ e especialmente do espumante ‘Casal do Lombo’ – que já é bastante conhecido a nível nacional – colocamos no mercado para obter o máximo de rentabilidade.

É provedor da Santa Casa da Misericórdia de Macedo de Cavaleiros há 42 anos. Que balanço faz do seu percurso? Faço um balanço positivo. Gostei de ajudar aqueles que mais precisam; fi-lo de todas as formas e sempre a seguir as normas da Misericórdia. Sinto-me feliz por o ter feito!

A instituição tem um papel importante para a criação de postos de trabalho. Quantas pessoas trabalham nesta casa? Temos, no total, 130 funcionários e somos o segundo

Tem algum projeto que queira realizar antes de terminar o seu mandato? Tenho o projeto de remodelação do nosso lar de idosos, mas tudo depende das normas dos novos quadros comunitários. Durante quanto tempo pretende ficar à frente da instituição? Como fui eleito novamente vou ficar, pelo menos, por mais um mandato. Com a alteração da legislação até me podia recandidatar, mas não o vou fazer.


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uma referência a nível nacional centro social nossa senhora de fátima / Centro d.Abílio vaz das neves Fundado em 1989, o Centro Social Nossa Senhora de Fátima assume-se como uma instituição particular de solidariedade social, criada por iniciativa da Congregação das Servas Franciscanas Reparadoras de Jesus Sacramentado, sediado em Macedo de Cavaleiros.

Irmã Estela Morais Presidente

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principal missão desta instituição é “promover a prestação de serviços na área da infância, juventude e terceira idade, pautados pela inovação, personalização e qualidade” revela a irmã Estela Morais, presidente da instituição. Assim sendo, um dos princípios basilares aquando da fundação desta instituição é ser reconhecida como uma estrutura de referência a nível nacional, nos cuidados a proporcionar à população infantil, juvenil e sénior. A ética profissional, o respeito pela dignidade humana, solidariedade, qualidade, iniciativa e trabalho em equipa são os valores fundamentais pelos quais se rege esta instituição, ao mesmo tempo, que aposta no acompanhamento e formação de todos os utentes que acolhe. Atualmente, o centro social agrega respostas sociais que vão desde a infância até à terceira idade, possibilitando um leque de respostas alargadas às necessidades deste concelho transmontano. Desta forma, no edifício sede funciona a creche que recebe 58 crianças e o pré-escolar com 75 crianças, num espaço onde estão reunidas todas as condições para que as crianças se sintam estimuladas a aprender e a descobrirem-se a si e aos outros como seres sociais e sociáveis.

LIJ - Centro D. Abílio Vaz das Neves O Centro D. Abílio Vaz das Neves é um equipamento

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criado de raiz vocacionado para o acolhimento de crianças e jovens do sexo feminino com idades compreendidas entre os 2 e os 21 anos e do sexo masculino entre os 2 e os 6 anos que se encontram em situação de perigo, trata-se de um grupo de 62 crianças e jovens. O LIJ foi inaugurado em 1996. O principal objetivo passa por “proporcionar a estas crianças e jovens uma estrutura de vida estável, com vista ao seu desenvolvimento físico, intelectual, moral e a sua inserção na sociedade, através de um acompanhamento o mais personalizado e flexível possível”, revela a irmã Estela. As equipas técnica e educativa privilegiam uma metodologia de trabalho interdisciplinar, adotando métodos dinâmicos que se adequam à realidade do sistema institucional e da comunidade envolvente. Diariamente, realiza-se um trabalho profícuo que garante a satisfação das necessidades de bem-estar, proteção e desenvolvimento integral das crianças e jovens acolhidos. “Os projetos de vida a definir para cada uma das crianças têm em conta as caraterísticas de cada menor, a sua família nuclear e as caraterísticas do meio envolvente. Assim, a reunificação familiar, a adoção e a autonomização são os principais projetos desenvolvidos e trabalhados diariamente”, revela a presidente da instituição. Questionada sobre a motivação que a leva a liderar este projeto há 19 anos, a irmã Estela Morais não hesita na resposta: “é um desafio constante, mas ao mesmo tempo, é muito gratificante constatar as competências adquiridas e os sucessos alcançados, quer a nível profissional, quer a nível familiar”. O envolvimento, a integração e a participação na vida da comunidade é também um dos objetivos da instituição, assim sendo, as crianças e jovens da instituição participam nas atividades lúdicas e de lazer promovidas pelo município e comunidade envolvente.

Centro de Reabilitação Profissional Neste equipamento funciona também um Centro de Reabilitação Profissional, um projeto inovador a nível regional que recebe jovens portadores de deficiência em formação profissional, oriundos maioritariamente do distrito de Bragança com o objetivo de fornecer apoio à formação e inserção socioprofissional desta franja da população. Tem como missão valorizar as pessoas com deficiência dando respostas às suas necessidades individuais e suas famílias, promovendo a sua autonomia, inserção social e laboral, através das práticas de prevenção e

reabilitação, pautadas pela inovação, personalização, qualidade e igualdade de género, contribuindo para uma sociedade mais aberta e inclusiva. Atualmente, acolhe 28 formandos apoiados por docente e formadores experientes que lhe ministram formação em quatro áreas distintas. São elas as Malhas (bordados e costura), Agricultura e Jardinagem, Restauração e Limpeza, Lavandaria e Limpeza. O objetivo final passa pela integração e autonomia profissional em entidades empregadoras na região transmontana.

Centro de Dia Padre Carlos Susano Fundado em 1992, o Centro de Dia Padre Carlos Susano é um equipamento social destinado à terceira idade, com sede em Lagoa, freguesia do concelho de Macedo de Cavaleiros. Este equipamento está vocacionado primordialmente para o acolhimento e prestação de serviços nas respostas sociais de serviço de apoio domiciliário e centro de dia. Atualmente, presta apoio a 22 utentes em centro de dia e 23 em apoio domiciliário que beneficiam de serviços de alimentação, higiene e conforto pessoal, tratamento de roupas, higiene habitacional, transporte diário, acompanhamento a consultas médicas, serviço de animação/socialização, apoio psicossocial. O Centro de Dia pretende satisfazer as necessidades básicas dos utentes, bem como fomentar as relações interpessoais ao nível dos idosos e destes com outros grupos etários, prevenindo situações de isolamento social. As atividades desenvolvidas no centro são acontecimentos de partilha, de envolvimento e de participação ativa que permitem envolver a comunidade da freguesia. O trabalho desenvolvido nas diferentes respostas sociais do Centro Social Nossa Senhora de Fátima direciona-se para o cumprimento do desejo missionário e solidário do Bispo D. Abílio Vaz das Neves, Bispo de BragançaMiranda. Dos vários títulos que lhe cabem, são porventura o de educador e de mestre, que melhor ilustram o ideal norteador da sua obra. O Centro D. Abílio Vaz das Neves é filho deste ideal e é também, seguramente, um projeto para uma nova aventura. Na sua perspetiva, “a criança é como um botão prestes a desabrochar, prometedor de rico fruto; é um pequeno regato, uma pequena nascente que poderá tornar-se num rio majestoso”. (D. Abílio)


agentes de execução e leiloeiras

REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

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agente de execução é um profissional com poderes públicos para praticar os atos próprios dos processos executivos. Cabe ao agente de execução dirigir o processo executivo e realizar todas as diligências de execução, incluindo as citações, notificações e publicações, as penhoras e vendas e a liquidação dos créditos. Embora não seja representante ou mandatário do exequente, o agente de execução é escolhido por ele de entre uma lista fornecida pela Câmara dos Solicitadores. O exequente pode substituir livremente o agente escolhido. O agente de execução é, em regra, um solicitador ou um advogado, inscrito como agente na Câmara dos Solicitadores e fiscalizado e regulado por um órgão independente daquela câmara, a Comissão para a Eficácia das Execuções. Em determinados casos — como nas execuções em que o Estado seja o exequente (ou seja, o credor) —, também podem assumir funções de agente de execução os oficiais de justiça de um tribunal. No desempenho das suas funções, o agente pode ter empregados ao seu serviço para realizar diligências que não constituam acto de penhora, venda ou pagamento. Uma ferramenta essencial ao seu trabalho são as leiloeiras judiciais, casas vocacionadas para a venda de bens de caráter judicial, sempre através de um serviço personalizado e distinto, contando, para isso, com uma equipa de parceiros profissionais e dinâmicos.


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REVISTA BUSINESS PORTUGAL AGENTES DE EXECUÇÃO E LEILOEIRAS

Um novo panorama para os agentes de execução MÁRCIA DELINDRO RIBEIRO - agente de execução Márcia Delindro Ribeiro iniciou a sua vida enquanto advogada na área do Direito Penal. Em 2008 sentiu ser chegada a altura de agarrar um novo desafio profissional. Depois de ponderar a Magistratura Judicial, Márcia Delindro Ribeiro decidiu optar por agente de execução, um desafio que tem abraçado com dedicação e empenho.

márcia delindro ribeiro Agente de Execução

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uando a profissão de agentes de execução deixou de ser restrita aos solicitadores e, consequentemente, aberta aos advogados, Márcia Delindro Ribeiro, que tem atualmente o seu escritório no centro da cidade de Gondomar, junto aos Paços do Concelho, sentiu ser chegada a hora de uma mudança na sua carreira. “Há uma grande vantagem profissional, uma vez que não temos que suspender a nossa inscrição na Ordem dos Advogados e podemos continuar a exercer, muito embora sem nunca intervir em ações executivas”, começa por nos esclarecer a nossa interlocutora. Atualmente, Márcia Delindro Ribeiro dedica-se quase exclusivamente à profissão de agente

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de execução, estando inscrita no Sistema de Acesso ao Direito e aos Tribunais, exercendo, assim, advocacia através de Apoio Judiciário, em processos relacionados com o Direito Penal, “que é a minha especialidade enquanto advogada, uma vez que optei pelo Direito Jurídico-Criminal”, esclarece. “Consigo conciliar essa parte de que gosto muito”, acrescenta. A agente de execução ingressou no primeiro curso que foi aberto a advogados, em 2010, e passados 18 meses, estava pronta a exercer. Questionada sobre a evolução do papel do agente de execução neste período, Márcia Delindro Ribeiro sente que as pessoas já têm uma noção mais exata do que é o agente de

execução e qual o seu papel. “Penso que já não nos veem como mau da fita, mas acredito que isso também depende da nossa postura durante a diligência”, diz. A nossa interlocutora acredita que para tal tem contribuído em muito a formação que a Câmara dos Solicitadores tem dado aos agentes de execução no que concerne à postura mais correta durante as diligências. “Estamos mais sensibilizados para os direitos dos executados e não apenas para os direitos dos exequentes. Temos que tentar ao máximo salvaguardar os direitos dos executados e, regra geral, os exequentes já vão percebendo isso e que não devemos cobrar a todo o custo”, diz-nos Márcia Delindro Ribeiro. A nossa interlocutora, a cada


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execução que lhe chega, opta por informar o exequente, logo no início, da realidade do executado, “porque não creio que seja também benéfico para o exequente, uma vez que todos os custos inicias são suportados por ele, investir o montante de uma execução e não conseguir cobrar no final o que lhe está em dívida”.

A crise e as insolvências “A crise traz menos trabalho porque a crise também afeta os exequentes e não só os executados”, começa por referir Márcia Delindro Ribeiro. Isto porque, como são os exequentes (credores) que suportam inicialmente todos os encargos monetários com um processo executivo, a crise traz uma retração inicial, até perceberem se o executado tem bens que possam ser penhorados, “para isso espero que o Pepex venha a ser útil”. Além disso, a nossa interlocutora é da opinião que o trabalho dos agentes de execução tem sido dificultado por causa das insolvências. “Atualmente, tenho imensas execuções suspensas por causa das insolvências, e não sei quando chegaram ao fim, pois alguns processos de insolvência são demorados.”

O Pepex

condições prévias, permitirá identificar a existência, ou não, de bens penhoráveis, de modo a que os credores possam ponderar até que ponto vale a pena avançar para uma ação executiva de cobrança de dívidas e, se na prática, o processo tem possibilidades de sucesso. “É um procedimento simples e célere, cuja tramitação é assegurada por um agente de execução, ”, refere a agente de execução. Assim, “conseguimos averiguar previamente os bens que o devedor tem. Depois desta análise, fica mais fácil ao credor, e futuro exequente, decidir sobre o beneficio de avançar com a ação executiva”. Na ótica de Márcia Delindro Ribeiro, este processo é, sobretudo, “uma forma de fazer as coisas com mais rapidez e transparência”. Por outro lado, o Pepex visa distribuir uniformemente os processos pelos diversos agentes de execução existentes no país, “pois, o agente de execução que recebe o requerimento inicial não poderá ser nomeado pelo credor, a distribuição é feita de forma automática pelo SISAAE (Sistema Informático de Suporte à Atividade de Agente de Execução)”. “Até hoje, ainda não recebi nenhum processo”, lamenta a nossa interlocutora. “Penso que os mais novos lucrariam com essa medida uma vez que, é-nos mais difícil entrar no mercado de trabalho”, finaliza.

O Procedimento Extrajudicial Pré-Executivo (PEPEX), é um procedimento facultativo, onde verificando-se certas

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL AGENTES DE EXECUÇÃO E LEILOEIRAS

COMPETÊNCIA, RIGOR E EQUIDADE - a razão da Confiança leiloport A LEILOPORT, SA - Encarregada de Venda Judicial é uma entidade criada em 2012, desenvolvida com objetivo de proporcionar um serviço especializado, personalizado e diferenciado para todo tipo de vendas judiciais e serviços conexos que resultam de processos executivos e de insolvências. Quase a festejar o seu terceiro aniversário e embora a LEILOPORT tenha iniciado a sua atividade em 2012, os seus principais gestores consideram-se providos de uma experiência profissional conseguida ao longo dos anos em atividades ligadas às várias áreas de entendimento neste âmbito.

equiparadas à LEILOPORT laboram em processos de insolvência apoiando os Administradores de Insolvência”. Desta forma, refere Carlos Marinho, “foi decidido avançar com o objetivo principal apoiar os agentes de execução em processos executivos, independentemente de estarem conscientes tratar-se de um tipo de processo bastante mais exigente, requerendo conhecimentos bastante mais alargados e uma maior responsabilidade, contrariamente aos processos de insolvência que a LEILOPORT também apoia”.

Taxa de sucesso

Carlos marinho Administrador

“Hoje, a LEILOPORT, embora com três anos de existência, já apresenta uma taxa de sucesso bastante considerável”, afirma o diretor de operações, atribuindo este como resultado da competência, imparcialidade, profissionalismo e rigor com que a LEILOPORT desenvolve a sua atividade, recompensada com a contínua recomendação pelas mesmas qualidades junto de vários profissionais e entidades ligadas ao setor, conseguindo desta forma, um reconhecido lugar em variadíssimos tipos de processos enquanto Encarregada de Venda e Fiel Depositária, apoiando os vários intervenientes dos mesmos.

Serviços mais praticados A missão da LEILOPORT Aquando da criação da LEILOPORT foi, por parte dos seus responsáveis, efetuado um estudo de mercado bastante refletido, tendo em consideração todos os fatores implícitos na área de inserção desta atividade, bem como do tipo de procedimentos correntes que resultam das práticas entretanto desenvolvidas por outras entidades a laborar na mesma atividade. Informa o diretor de operações Carlos Marinho, “como resultado dessa apreciação, concluiu-se existir uma grande lacuna, principalmente nos processos executivos, uma vez que a grande maioria das entidades

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Esclarece Carlos Marinho, que a LEILOPORT, tem como prática corrente laborar em processos judiciais, sendo para o efeito mandatada na qualidade de Encarregada de Venda Judicial para resolver todo tipo de vendas, independentemente do tipo de bem (imóvel ou móvel), ou mesmo do tipo de modalidade de Venda a praticar e a ser decidida no âmbito do referido processo, Fiel Depositária de todo o tipo de bens, estando para o efeito devidamente preparada com instalações, praticando desta forma a atividade de remoção de bens e depósito de bens ou ainda, atendendo à necessidade de em muitos processos ter de existir outros serviços como avaliações de bens e apoio jurídico, está a LEILOPORT

também preparada para o efeito, dando assim, acompanhamento total a qualquer tipo de processo judicial, seja, executivo ou de insolvência.

Presentes em todo o país E ainda, localizada geograficamente no centro do país, a LEILOPORT está devidamente preparada para dar resposta aos solicitados em todo território nacional (continente e ilhas), com instalações devidamente preparadas para acolher todo tipo de serviços, sendo os escritórios principais no centro da cidade de Aveiro devidamente equipados e com facilitado acesso, bem como para depósito de bens. Um armazém com 700m2 de área fechada e 1000 m2 de área descoberta para depósito de bens em geral, um espaço com 800m2 com frente comercial para apresentação de bens ao público e ainda no próprio local onde estão os escritórios principais confina uma área de loja com aproximadamente 150m2 para venda ao público de bens de reconhecida qualidade de apresentação, contando também com armazéns de depósito temporário nas cidades da Trofa e em Setúbal.

Balanço Presentemente, consequência dos serviços que disponibiliza, da sua versatilidade, profissionalismo, competência e imparcialidade, consegue uma presença reconhecida junto dos demais intervenientes em processos judiciais que nomeiam a LEILOPORT como seu parceiro para resolver um qualquer processo no âmbito desta atividade. Os resultados conseguidos pela LEILOPORT nos processos em que tem sido mandatada para resolver, resultam numa taxa de sucesso acima da média praticada, quer no que respeita ao prazo de conclusão, quer mesmo no que respeita aos valores alcançados na venda do bem, situação que permite a esta entidade um lugar de destaque e onde tem permitido à LEILOPORT ser cada vez mais pretendida por outros Agentes.


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Garantia de um tratamento processual eficaz Os profissionais, agentes e entidades que têm a LEILOPORT como seu parceiro para resolver um qualquer processo têm acesso privilegiado a uma plataforma informática de comunicação desenvolvida para tratar qualquer tipo de processo na sua plenitude. Esta foi pensada e desenvolvida ao mais ínfimo pormenor, atendendo à especificidade deste tipo de processos, ficando desta forma, qualquer profissional ou entidade afeto ao processo em curso capaz de aceder ao mesmo e assim ficar devidamente informado do seu estado.

Garantia de bons ofícios “Na medida em que se exige cada vez mais uma atualização continua das matérias intrínsecas à atividade, e consequência dos desígnios a que a LEILOPORT e a sua equipa se propõem, a formação é uma constante aposta desta entidade para fazer face aos compromissos que lhe foram concedidos, podendo assim, enfrentar as várias frentes, atendendo aos vários tipos de serviços a prestar em cada processo, com a máxima eficiência e profissionalismo considerando a vicissitudes que estão inerentes em cada processo”.

Equipa multifacetada A equipa da LEILOPORT é constituída por um diretor de operações com conhecimentos reconhecidos no âmbito da atividade de vendas judiciais e serviços intrínsecos, juristas para tratamento processual, administrativos com conhecimentos e formação na área de atividade, consultores para diligências no terreno devidamente habilitados. Carlos Marinho declara ter “uma equipa exigente consigo mesma com propósito de melhorar continuamente os seus resultados, o que leva os colaboradores da LEILOPORT a melhorar diariamente os serviços a que se propõem, por forma a tornar esta entidade mais eficiente e eficaz”.

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Uma referência nas vendas judiciais vendas judiciais António Alves é encarregado de vendas judicias e está no mercado há 14 anos, assumindo-se como uma empresa de referência a nível nacional. Com um leque alargado de serviços que vão da penhora e remoção de bens, passando por avaliações e peritagens até ao armazenamento de bens, este profissional trabalha em todo o território nacional.

antónio alves e joel moutinho Administrador e responsável

Como é que se iniciou na atividade das vendas judiciais? Esta é uma atividade em que convém passar despercebido, devido às cargas emocionais e à exposição que acarreta, no entanto, à semelhança de outros, tem que ser feito, pois é um mal necessário ao bom funcionamento da sociedade. Entendo que não é um trabalho bem visto pela maioria das pessoas, mas a verdade é que alguém tem que o realizar, dai intitular-me o “carrasco da justiça”. Desde criança que comecei a trabalhar como paquete estando diariamente em contato com o mundo da justiça. Há 14 anos fui buscar o gosto pelos tribunais, candidatei-me e fui aceite como perito, avaliador e

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encarregado de venda. Quais são os serviços que presta? Atualmente, presto um conjunto de serviços ao tribunal ou aos agentes de execução que envolve a apresentação de todos os meios para a penhora e remoção de qualquer tipo de bens móveis, ou seja, desde o serralheiro, passando pelo técnico para desligar o gás, apresento todos os meios necessários. Realizo também avaliações e peritagens, assim como o reboque de viaturas, neste momento, temos cerca de 22 viaturas apreendidas no nosso parque. Efetuo também o serviço de transporte e arrombamento e o posterior armazenamento de bens em armazém de

retém. Por último sou também encarregado de venda por negociação particular. Realizo este trabalho de norte a sul do país, com uma maior incidência na região norte e trabalho com todos os tribunais da comaraca. Quais foram as principais mudanças ocorridas ao longo destes 14 anos? As mudanças foram muito significativas. Mudou especialmente, a minha personalidade no que respeita a saber lidar com situações extremas, tive que passar por todo esse processo de aprendizagem. Toda a vida existiram penhoras, sempre houve pessoas, que pelos mais variados motivos deixaram de cumprir com as suas obrigações. Penso que nos últimos 20 anos se


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registou um aumento das penhoras, e então nos últimos seis anos, fruto do agravamento das condições de vida ocorreu um verdadeiro boom neste setor. Como é que se desenrola o processo da penhora e remoção de bens? Há colegas meus que se apresentam na primeira diligência para efetuar logo a penhora dos bens, no meu caso, após me ser entregue o auto de penhora realizo sempre uma pré-diligência para dar a conhecer a situação ao executado, dando-lhe a possibilidade de apresentar um familiar para a compra dos bens, ou saldar a divida. Normalmente, as pessoas acedem a entregar os bens de boa vontade, sem grande alarido, no entanto, há situações em que as pessoas perdem o controlo e então é necessário o recurso à força policial. Já passei por essa situação, mas são muito raros os casos. Uma vez efetuada a remoção dos bens, são aqui aparcados no meu armazém, em que assiste depois o direito ao recurso, durante um período de 30 dias. Findo esse período recebo ordens do tribunal para entregar os bens ao executado, o que raramente acontece, ou então procedo à venda dos bens, após terem terminado todos os prazos. Com a ordem de venda dos bens, os mesmos são expostos e é anunciado no site e algumas vezes em

- Penhora e remoção de bens - Avaliações e peritagens - Reboque de viaturas - Armazenamento de bens em armazém de retém - Encarregado de venda por negociação particular - Serviço de transporte e arrombamento jornais a data das vendas. Habitualmente temos a porta aberta ao sábado das 15h00 às 18h00 horas em que os artigos são vendidos a valores reduzidos, uma vez que, se trata de bens usados, o pagamento tem que ser realizado na íntegra e não oferecemos qualquer tipo de garantia. Paralelamente a isto, eu sou encarregado de vendas exclusivo das varas criminais, ou seja, os artigo do

DIAP, da PJ ou das próprias varas criminais furtados ou declarados perdidos a favor do estado sou eu o único encarregado de venda, o que vem dar uma ajuda ao negócio. O produto da venda destes bens reverte para o instituto de reinserção social e dos estabelecimentos prisionais. Como é que encara o futuro do setor das vendas judiciais? Penso que hoje está mais calmo, devido à entrada em funcionamento do portal Citius. Até julho de 2014 eu tinha uma média de 70/80 processos por mês e andava permanentemente numa roda vida. Após a entrada em funcionamento deste portal, que ainda hoje não funciona em pleno, registou-se um aclamar no que respeita aos processos, o que não quer dizer que os processos estejam extintos, não estão é a ser trabalhados. Atualmente, recebo uma média de 40 a 50 processos por mês, trabalho com 12 agentes de execução e com todos os tribunais da comarca. O futuro da empresa está assegurado pelo meu filho, que hoje é já o meu braço direito, no entanto, antevejo um decréscimo do número de processos devido à recuperação económica do país, no entanto, nunca irão deixar de existir execuções.

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agenda

as nossas propostas

26/02/2015 – Economia de Baixo Carbono – Seminário de Formação Avançada Sessão de Formação: Ecoeficiência Empresarial através de Economia de Baixo Carbono Formadores: Helena Ferreira | Diretora da empresa Innovmodel Sustainabilit, Lda (INNOV) 1. O carbono na Economia Portuguesa: breve análise do perfil carbónico dos vários sectores de atividade e a evolução da intensidade carbónica e seu impacte na eficiência económicofinanceira. 2. Roteiro do Baixo Carbono: contributos para a ecoeficiência empresarial e economia de baixo carbono Sistemas de Gestão do Carbono: 1. Metodologias e Ferramentas para conhecer o perfil carbónico da sua atividade 2. Inventariação de Gases de Efeito de Estufa (GHG): os passos para aplicar o GHG Protocol 3. A certificação de sistemas de gestão de carbono: a ISO 14 064 4. Protocolos, acordos e opções voluntárias: as alterações climáticas e a responsabilidade social 5. Como reduzir as emissões? – Construir e implementar um plano de redução de emissões, exemplos de planos e ações aplicados em algumas empresas. 6. E as emissões que não se podem reduzir? – Plano de compensação de emissões 7. As alterações climáticas estão aí - Adaptação Organização: APEA/INNOV 24/03/2015 – Negócios da Economia do Mar Com este seminário, os participantes adquirem competências relacionadas com os seguintes temas: - Questões estratégicas que importa reter no que respeita à EdM; - Oportunidades existentes paras as empresas e para as comunidades costeiras; - Processos de licenciamento e como percorrer esses caminhos (incluindo exemplos de projetos reais e retirando aprendizagens práticas); - Como financiar projetos diferentes setores, que fundos públicos estão disponíveis no curto prazo, que investidores existem e como atraí-los a investir nos projetos; Destinado a: Gestores e líderes de instituições e empresas ligadas à Economia do Mar AESE Business School


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“Construa… Renove… Sem Limites!” pinaferreira Este é o lema da Pina Ferreira, uma casa de referência em Famalicão na área de materiais de construção e bricolage. Criada há 35 anos por Francisco Pina Ferreira, e hoje uma sociedade anónima, esta casa tem tido um crescimento gradual, adaptando desde sempre a sua oferta às necessidades do mercado. Atualmente, para além dos materiais de construção, a grande aposta passa por produtos dedicados à reabilitação urbana. Falámos com Miguel Silva, diretor de marketing desta marca líder em Famalicão e Santo Tirso.

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udo o que precisa para uma obra, a Pina Ferreira tem. E não falamos apenas de material de construção propriamente dito. O próprio equipamento para os trabalhadores, à sinalética de obra, passando pelas tintas, esta empresa sedeada em Famalicão tem ao seu dispor. “Aquando da fundação desta casa, a mesma começou por comercializar materiais cerâmicos e pouco mais”, começa por nos contar Miguel Silva. A panóplia de produtos foi crescendo, sendo hoje possível encontrar artefactos de cimento, aditivos de materiais de construção, cerâmicos, cimentos e derivados, cimento cola, cofragem, equipamentos de construção civil, ferro, fibrocimento, gesso cartonado, inertes e derivados, isolamentos, sinalética, telhas e acessórios, produtos de pichelaria e também de jardim. Destaque ainda para o capoto.

Crescimento sustentado A crise económica que chegou ao país nos últimos anos teve um impacto fortíssimo na construção civil. “Fizeram-

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se muitos empreendimentos (alguns dos quais de má qualidade) e o mercado deixou de conseguir escoar a sua oferta”, refere o diretor de marketing. Tal conjuntura trouxe uma nova realidade ao mundo da construção civil em Portugal: a reabilitação urbana. “Sentimos que era necessário enveredar também por esta área para continuarmos a vingar, e a verdade é que em Famalicão e Santo Tirso somos líderes de mercado na oferta de produtos para a reabilitação urbana”. O crescimento tem sido gradual, assim como o seu conceito. “Queremos que a Pina Ferreira seja vista como uma marca e não apenas como um grossista e retalhista especializado”. Esta diferenciação está também patente no atendimento personalizado que todos os funcionários têm para com os clientes. “Aqui, qualquer cliente é recebido com um sorriso e sabe que pode confiar nos funcionários para lhe recomendar o melhor produto e aconselhá-lo sobre a melhor forma para executar determinada tarefa”, diz Miguel Silva. Daí que não seja de admirar que grande parte dos seus clientes já estejam fidelizados com esta casa, que aposta na qualidade ao invés do preço baixo como forma de atrair os seus

clientes. “Temos uma política muito rígida em relação à qualidade e garantia. Todos os nossos produtos, além da garantia da própria marca, recebem a garantia Pina Ferreira. Trabalhamos apenas com as melhores marcas na área da construção”, refere o nosso interlocutor. E está mais do que provado que esta política é a chave para o sucesso, ou não tivesse esta casa triplicado a venda de alguns produtos no passado ano de 2014. “Penso que esta é a prova de que estamos no caminho certo, que é o mesmo caminho que Francisco Pina Ferreira escolheu há 35 anos”, afirma. Questionado sobre a possibilidade de expansão desta casa para lá das ‘fronteiras’ de Famalicão, Miguel Silva é perentório: “não ambicionamos isso. O nosso foco está em Famalicão e Santo Tirso, onde somos líderes e queremos continuar a ser. Acreditamos que a melhor filosofia está em concentrarmo-nos num só local, ao qual poderemos dedicar toda a nossa atenção e profissionalismo. Dessa forma, nunca falharemos ao nosso cliente e, com certeza, este nunca sentirá necessidade de ir a outro local que não a Pina Ferreira”, finaliza.


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