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ÍNDICE 32

Eurofactor

62

ISEC

Um parceiro de confiança ao seu dispor

Um caso de sucesso no ensino

118

Porsche Matosinhos

139

Região Turismo do Algarve

154

Adega Monte da Capela e Sapias

06 - MISSÃO GUINÉ EQUATORIAL JUNTO DA CPLP

Novo espaço Porsche em Matosinhos

Algarve merece estar na moda

Verdadeiro Vinho de Pias

10 - PMO PROJECTS

EDITORIAL

U

ma das carac-

alidade das pessoas, cativando

mas também com os nossos

o tão reclamado contacto entre

terísticas que tem

cada vez mais os nossos leitores,

parceiros que, connosco, foram

as mais variadas entidades

pautado a Revista

dando voz a quem faz Portugal.

crescendo e alcançando outros

nacionais, desde empresários a

Business Portugal

Mais uma vez, usando estas

patamares no decorrer deste

autarcas, multinacionais a PME’s,

é o seu pioneiris-

nossas características já tão

ano que agora finda. Soubemos

associações a particulares.

mo. Ao longo

intrínsecas, a Revista Business

criar esta ponte que liga os

Para 2018 ambicionamos contin-

destes sete anos de existência,

Portugal, celebrando igualmente

portugueses ao que de mais

uar a ser verdadeiros parceiros

temos sabido encontrar os temas

o sétimo aniversário, traz neste

importante acontece no mundo

nesta luta constante que são os

mais interessantes, os assuntos

último número um projeto de

empresarial português. Ao longo

Desafios do Futuro.

mais pertinentes, as problemáti-

maior destaque, mais alarga-

deste último ano estivemos real-

cas mais atuais e despertar um

do, criando um maior laço de

mente no terreno, promovendo

maior interesse para a gener-

proximidade com os leitores,

de uma forma séria e exemplar

Fernando Silva

FICHA TÉCNICA | Propriedade: Guidetarget, Lda | Diretor: Fernando Silva | Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) | Direção Gráfica: Tiago Rodrigues, Vanessa Martins | Corpo Redatorial: Joana Gonçalves, Laura Azevedo, Sílvia Pinto Correira, Tânia Pacheco, Teresa Mata | Outros Colaboradores: Daniel Moreira, Diana Barros, Joana Quintas, Jorge Teixeira, Maria Inês Moreira, Telma Moreira, Teresa Teixeira | Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) | Direção Comercial: José Moreira | Dep. Comercial: António Matos, António Santos, Fernando Lopes, Filipe Amorim, Isabel Brandão, Manuel Fernando, Maria José Moreira, Paulo Padilha, Rui Moreira, Vítor Santos (geral@revistabusinessportugal. pt) | Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 | Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID | Depósito Legal: 374969/14 | Periodicidade: Mensal | Anuário 2017

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tema de capa| missão da guiné-equatorial junto da cplp

“Portugal é uma prioridade para a Guiné Equatorial” A Guiné Equatorial foi o último país a integrar a CPLP. Descobertos por um navegador português, consideram que esta integração foi um “regresso a casa”. Saiba mais sobre este país e o que pode representar para a lusofonia e para o mundo com Tito Mba Ada, embaixador da Guiné Equatorial em Portugal.

Tito Mba Ada Embaixador

A Guiné Equatorial é um país de cerca de um milhão de habitantes.

mundo. Embora tenha sido considerada, até aos anos 90, como um dos

Conte-nos um pouco mais sobre o país e as suas principais

países mais pobres do continente africano, a Guiné Equatorial, graças

atividades económicas.

à descoberta dos seus recursos naturais e às decisões acertadas dos

A Guiné Equatorial é um pequeno país em extensão, mas com grandes

dirigentes, ocupa hoje um lugar privilegiado no contexto do mundo. É um

ambições. Está geograficamente situada na África Central, por baixo

país que deixou de ser apenas recetor de cooperação externa e passou

do Equador. Temos fronteiras terrestres com os Camarões e Gabão e

a ser ele mesmo um grande contribuidor de cooperação mundial. No dia

fronteiras marítimas com a Nigéria e São Tomé e Príncipe. É um país suis

4 de dezembro, o governo da Guiné Equatorial entregou um importante

generis porque nele convivem pacificamente vários grupos étnicos. A

prémio Unesco, posto à disposição da comunidade internacional, que

Guiné Equatorial é um epicentro pois, para além dos seus grupos nativos,

premeia a investigação em ciências naturais. Este ano foi especial, já que

recebe cidadãos de vários países africanos e europeus. É, portanto, um

o vencedor foi um investigador português da Universidade do Minho, Rui

país muito pacífico. A Guiné Equatorial conta, atualmente, com ligações

Luís Gonçalves dos Reis. Além disso, a Guiné Equatorial está a fazer um

aéreas das principais companhias mundiais, estando ligada a todo o

grande contributo para a investigação em áreas como a malária e ébola.

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missão da guiné-equatorial junto da cplp | tema de capa

Não somos um país com muitos recursos, mas partilhamos

temas?

os poucos que temos com a comunidade internacional.

Com Portugal precisamos de reforçar ainda mais a cooperação ao nível do

Fruto desse esforço na cooperação, a Guiné Equatorial vai

ensino. A formação do capital humano é um dos principais objetivos do meu

ocupar, a partir de 1 de janeiro de 2018, o seu assento

governo e cremos que Portugal tem boas condições para ajudar a Guiné

como membro não permanente no Conselho de Segurança

Equatorial. É sabido que ninguém pode falar uma língua não materna em

das Nações Unidas. Economicamente é o terceiro maior

dois dias. A Guiné Equatorial integrou-se voluntariamente na CPLP e tomou

produtor de petróleo de África e é o sexto país africano a

a decisão de assumir a língua portuguesa como terceira língua oficial. Esta

tornar-se membro da OPEP. Além do petróleo e do gás,

decisão está-se a implementar com determinação. O governo já está a cumprir

também tem boa madeira, um mar imenso e uma terra fértil.

a parte que lhe corresponde: já a declarou como idioma oficial; está a introduzir

Esta é a Guiné Equatorial.

a língua nas escolas; os programas informativos da televisão e da rádio estão a ser transmitidos em português; a Universidade Nacional da Guiné Equatorial

Em 2014 tornaram-se membros de pleno direito da

tem aulas em português; os políticos, começando pelo Presidente da República,

CPLP. Que portas abriram essa conquista?

estão a fazer os seus discursos em português. O país está a desenvolver

A Guiné Equatorial tornou-se oficialmente membro da

esforços consideráveis para ser um difusor da língua portuguesa nessa parte

CPLP na cimeira de Díli. Digo oficialmente porque a Guiné

do mundo, mas para isso precisamos da cooperação dos estados-membros.

Equatorial foi descoberta por um cidadão português,

Estamos a tentar criar bolsas de estudo para os jovens, que são a garantia

Fernando Pó. Já nascemos lusófonos. Temos uma relação

da integração, para que possam vir a Portugal estudar e falar com os seus

antiga com o mundo lusófono, uma relação bilateral

homólogos o mesmo idioma.

direta com Portugal, portanto a entrada oficial na CPLP é simplesmente para nós um regresso a casa. Somos lusófonos e esse é um direito que ninguém pode mudar. A integração na comunidade também foi reforçada pelas excelentes relações de amizade e de cooperação que a Guiné Equatorial mantém com cada um dos estadosmembros da CPLP. Com São Tomé e Príncipe temos históricas relações de amizade; com o Brasil temos assinado acordos de cooperação em vários domínios; Angola é um país irmão, tal como a Guiné-Bissau e Cabo Verde, com quem mantemos uma cooperação magnífica. O país que estava mais longe era Timor, mas a Guiné Equatorial conseguiu mobilizar várias visitas de estado entre os dois países para que possa haver uma cooperação mútua. Estes são sinais de que a Guiné Equatorial nasceu lusófona, é lusófona e continuará a ser um país membro de pleno direito da CPLP. É claro que por razões óbvias da colonização passamos a pertencer, na área política, a Espanha. Recebemos de Espanha muita cultura. O importante é celebrar esse triângulo com muitas potencialidades culturais, económicas e políticas, cujo epicentro é a Guiné Equatorial. Em África, somo o único país com três línguas oficiais: espanhol, francês e português, além de outras línguas nacionais. Um cidadão da Guiné Equatorial fala no mínimo quatro idiomas. É uma grande potencialidade. A cooperação com Portugal já se fazia em áreas como a educação e a promoção da língua portuguesa. Que iniciativas foram desenvolvidas em prol destes dois

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tema de capa| missão da guiné-equatorial junto da cplp

O setor agroalimentar, das pescas e da pequena indústria seriam setores a desenvolver, também com a cooperação portuguesa. Os empresários portugueses já estão alertados para o investimento na Guiné Equatorial? A Guiné Equatorial tem um programa de desenvolvimento que foi desenhado quando o país desenvolveu os recursos petrolíferos. O governo, tendo em conta as experiências do petróleo em diferentes países, convocou uma cimeira nacional e convidou parceiros bilaterais para ajudar a Guiné Equatorial a refletir sobre como gerir os recursos. Esta cimeira resultou num programa de desenvolvimento a realizar em etapas: a primeira etapa, que já terminou, prendia-se com a criação de infraestruturas. Não tínhamos estradas, não tínhamos um aeroporto condigno. Hoje temos cinco. Ainda há muito a fazer, mas estamos contentes com as infraestruturas criadas. A segunda fase destinase a evitar a dependência do setor petrolífero. Queremos a diversificação da economia e, para isso, temos que criar novas fontes de crescimento. As prioridades são os setores marítimo e agroalimentar, nos quais Portugal também pode retirar vantagens. Portugal tem muita experiência nessas áreas e queremos que colabore e faça negócios na Guiné Equatorial. Acreditamos que os empresários portugueses já podem avançar para aproveitar as oportunidades que oferece este país. Em termos da entrada no país, que exigências são feitas para se entrar legalmente na Guiné Equatorial? Em diplomacia, impera a reciprocidade. A Guiné Equatorial já tem instalada uma missão diplomática em Portugal que está a oferecer serviços de todo o tipo aos cidadãos portugueses e aos cidadãos da Guiné Equatorial que residam em Portugal. Para obter o visto é simples, basta ter o passaporte válido, o boletim de vacinação internacional atualizado, o certificado de registo criminal e um seguro de viagem. Gostaríamos que Portugal também prestasse este mesmo apoio aos equato-

Guiné Equatorial ao mundo.

guineenses. Infelizmente, a missão diplomática portuguesa na Guiné Equatorial ainda não pode conceder vistos, o que dificulta o programa de cooperação entre os dois

Em que medida é que o processo de adesão da Guiné

países, o processo de integração e a livre circulação de pessoas.

Equatorial a membro de pleno direito da CPLP foi delicado?

Podemos dizer que a Guiné Equatorial é um país seguro?

O processo foi delicado porque muitas pessoas não

Sim. A questão da segurança é uma prioridade para o meu governo. Um país que

entendiam o regresso da Guiné Equatorial ao mundo

não tem paz é um país que não tem desenvolvimento. Fruto dessa estabilidade, a

lusófono e não sabiam a ligação natural que a une a

Guiné Equatorial, nos últimos anos, converteu-se no epicentro de grandes eventos

Portugal. Mais tarde perceberam que a CPLP ganha mais

internacionais. Organizámos a Cimeira da União, os Jogos Africanos, a cimeira com

com a integração da Guiné Equatorial: ganha espaço

a União Europeia, a cimeira com os Países Árabes, a Cimeira ACP (Países de África,

marítimo, ganha mercado internacional, ganha capacidade

Caraíbas e Pacífico). Se não houvesse garantia de paz e estabilidade, esse tipo de

linguística. A CPLP fica numa posição privilegiada através

eventos não se realizaria na Guiné Equatorial.

da Guiné Equatorial. Algumas questões delicadas, como a questão da língua, foram julgadas sem conhecimento

O turismo é uma atividade que já se destaca na economia da Guiné Equatorial?

de causa. Outra questão delicada prendeu-se com a

Já existem infraestruturas para corresponder à procura?

pena de morte. A Guiné Equatorial é um país com muito

Estamos a trabalhar para que o turismo seja seletivo e estratégico. Temos uma

respeito pelos direitos humanos. Acabámos de realizar,

biodiversidade incrível que já se encontra a ser estudada por universidades

pela primeira vez, três eleições ao mesmo tempo: senado,

americanas. É um turismo de investigação. Não queremos um turismo massivo, mas

parlamento e autarquias. O relatório por parte da comissão

sim com qualidade. Temos uma nova cidade que se chama Djibloho, no meio da

de observação diz tudo: transparência. A Guiné Equatorial

natureza, com condições incríveis. Lá, o governo construiu uma nova universidade

tem um programa chamado Ensaio Democrático. A

que vai receber estudantes de todo o mundo. Imaginem uma construção moderna de

democracia não é propriedade de nenhum estado e nenhum

Lisboa, mas no meio no mato. Estamos a criar condições para abrir, paulatinamente, a

tem uma democracia perfeita. Estamos a copiar as boas

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missão da guiné-equatorial junto da cplp | tema de capa

foi adotada a Moratória, já que legalmente não era possível abolir a pena de morte. A abolição implica alterar a Constituição. Em 2012 fizemos um referendo, que é a expressão máxima para mudar a lei fundamental, e não é possível voltar a tocar, em tão pouco espaço de tempo, na Constituição. Por isso adotámos a Moratória, que na prática é o mesmo que a abolição. Já não se pratica a pena de morte na Guiné Equatorial. No entanto, o desafio continua, porque a ausência de acervo jurídico obriga-nos a trabalhar para que a pena de morte tenha leis alternativas nos diferentes códigos do país. Pedimos, assim, a Portugal apoio técnico nesta matéria, para que a Guiné Equatorial possa terminar a obra da melhor forma. Para terminar, e visto que estamos no final de 2017, gostaria de deixar uma mensagem aos nossos leitores? Neste mês de natal gostaria de agradecer a todos os empresários que estão a explorar o mercado da Guiné Equatorial e, sobretudo, gostaria de deixar uma palavra de encorajamento, para que continuem a viajar para Guiné Equatorial. Gostaria também de dizer aos meus compatriotas para que aproveitam as oportunidades que têm ao estar em Portugal. Quero agradecer também aos portugueses, ao presidente Marcelo Rebelo de Sousa e ao Governo de Portugal por me abrir as portas. Portugal é uma prioridade para Guiné Equatorial e sentimo-nos aqui como em casa.

práticas de uns e a evitar as más práticas de outros, sempre garantindo a paz. Graças a esse programa, todos os políticos da Guiné Equatorial pensam no desenvolvimento do país. A democracia está a avançar com pés firmes. Depois de muito tempo sob herança colonial, a Guiné Equatorial fez um referendo para instituir novas instituições democráticas no país. Antes não tínhamos Senado e agora temos duas Câmaras, não tínhamos Tribunal de Contas e agora temos para ajudar a controlar o Governo e a lutar contra a corrupção. Temos um Defensor do Povo, para acompanhar o cumprimento dos direitos de todos os cidadãos. Antes, o chefe de Estado podia desempenhar essa função eternamente. Agora, há limitação do mandato. Temos muitas mulheres a ocupar cargos importantes, sem descriminação de salário nem de acesso às oportunidades. Somos um Estado católico, que tem respeito pela morte. Não nos interessa a pena de morte, uma herança colonial. Antes de pertencer à CPLP, a Guiné Equatorial já estava a lutar contra a pena de morte com a outorgação de amnistia e concedendo indultos aos condenados. Tínhamos leis coloniais que previam a pena de morte, mas fazer parte da CPLP foi a melhor oportunidade para encontrar uma solução legal para fazer face a esse problema. E, por isso,

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tema de capa | pmo projects

Reconhecimento em todos os continentes Esta é a conversa que faltava com Alexandre Rodrigues, da PMO Projects. Conheça a história e o que o futuro reserva a este empreendedor português. Para que possamos contextualizar os nossos leitores, parece-me

de Lisboa foi repentinamente para a GTBC, a par de muitos Clientes.

importante começar esta entrevista pedindo-lhe que nos apresente

A empresa beneficiava de elevado prestígio no mercado, reagiu, e

a PMO Projects. Como é que nasce, qual a sua área de atuação e

ultrapassou as ditas ações de arresto num curto espaço de tempo.

como tem evoluído o seu negócio?

Achámos estranho os arrestos serem decretados pois estavam muito

A empresa nasce no seguimento do meu percurso profissional

mal fundamentados, cópias uns dos outros, mas resolvemos o problema

internacional entre 1992, com um Doutoramento em Gestão de Projetos

pois a verdade estava connosco. Para fechar pretextos, mudamos a

na Strahclyde Business School, Reino Unido, até 1997 quando integrei

marca para PMO-Projects, a qual submetemos ao INPI e ajustamos

uma consultora International em Boston, uma MIT spin-off. Decidi

segundo instruções do próprio INPI no seguimento de uma reclamação

em 1999 regressar a Portugal e criar uma empresa de consultoria

de Leandro Pereira, e obtivemos o registo definitivo – lê-se no site do

especializada em Gestão de Projetos. Comecei em free-lancing, quando

INPI (sic): “Concluído este processo a sua marca está protegida!”. Para

era Professor Auxiliar na Universidade do Minho e convidei um aluno

nosso espanto, em final de 2011, somos confrontados por um arresto

meu Leandro Pereira a constituir a empresa PMO-Consulting na qual

verdadeiramente assassino: a empresa é acusada de estar a usar uma

eu detinha 67 por cento. A empresa posicionou-se num segmento de

marca confundível com a marca PMO-Consulting a qual o INPI não teria

serviços altamente especializado, e, portanto, difícil de massificar. Ainda

aceite. A Juíza Maria José Costeira decreta uma sentença que arresta

assim, até 2008 o negócio cresceu exponencialmente. A empresa decidiu

não apenas os bens e contas bancárias, mas também todas as receitas

então apostar na internacionalização dado que, fruto do meu networking,

futuras das empresas com objetivo de se poder pagar uma potencial

já havia começado a atuar no Reino Unido, Bélgica e Holanda, onde

indeminização a Leandro Pereira. Porque razão se paralisa a atividade

fomos acreditados pela NATO e contratados por um período de cerca de

de uma empresa, com o risco de a levar à insolvência, quando dela se

dois anos – um ponto alto no nosso percurso, pois fomos selecionados

pretende obter uma indemnização? Mas o pior de tudo foi o fundamento

num processo muito competitivo e seletivo. Correu muito bem! Mas,

do arresto: a marca em uso estava aprovada (comprovável no website

chegados a 2011, fomos literalmente “abalroados” em Portugal por um

do INPI). E como poderia Leandro Pereira alegar prejuízo por não poder

conflito societário no qual a justiça cometeu um erro muito grave.

rentabilizar a marca PMO-Consulting quando eu como coproprietário teria de aprovar o seu uso (o que obviamente nunca faria)? Contudo,

Com a crise do resgate financeiro que se viveu em Portugal nessa

constatámos que nesse mesmo momento, Leandro Pereira havia saído

altura, as empresas depararam-se com sérias dificuldades. Penso

da GTBC (que entrou então em falência) e criou a sua própria empresa

que se notou a partir de 2011 uma diminuição da vossa presença

Winning; as suas principais testemunhas do arresto, José Pinto,

em Portugal. Foi apenas devido à crise ou também se deveu ao

ex-contabilista e formador no Grupo PMO Projects, e Ana Carmo, ex-

problema que refere? O que se passou?

responsável comercial na PMO Projects, ambos testemunhas favoráveis

A crise não nos teria afetado porque a nossa internacionalização

à PMO Projects nos arrestos de 2009, tendo saído de repente e sem

garantiria sempre que poderíamos rentabilizar a estrutura de recursos

razão aparente da PMO-Projects em 2011 lançavam conjuntamente no

que tínhamos em Portugal. O que aconteceu é algo surreal que não

mercado a empresa concorrente Ambithus (viria a falir decorridos dois

queria aqui “esmiuçar”, mas que se impõe esclarecer: o meu ex-aluno

anos, originando a Schopphu e a FirstOnlyTalent). No meio do que parecia

Leandro Pereira, que convidei para sócio, decorridos oito anos decidiu

não passar de um lamentável “golpe palaciano” em conluio, decidimos

abandonar o projeto em 2009, tendo passado para uma empresa

esperar umas semanas pelo julgamento após entrada a nossa oposição

concorrente, a GTBC. Eu andava fora do país na internacionalização.

na qual apresentámos à Juíza a prova objetiva e inequívoca de que a

Ato contínuo, começou a bombardear a empresa com sucessivos

marca PMO-Projects estava registada e aprovada no INPI.

arrestos judiciais, congelando contas bancárias, retirando bens físicos e eletrónicos à empresa, todos baseados em alegações fictícias, desde

Os conflitos sobre marcas e propriedade intelectual até são

laborais até ao uso indevido da marca PMO-Consulting da qual eu era

comuns, mas a forma de os resolver inicia-se através das

coproprietário. Coincidência ou não, toda a nossa equipa de consultores

entidades criadas para o efeito, como o INPI e o Tribunal Arbitral

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pmo projects | tema de capa PERFIL Licenciado em Engenharia e Sistemas e Informática pela Universidade do Minho, Doutorado em Ciências de Gestão pela Universidade de Strahclyde (Reino Unido), certificado PMP pelo Project Management Institute, tem mais de 25 anos de experiência profissional internacional tendo trabalhado para prestigiadas organizações. É atualmente presidente da Secção da Associação Norte-Americana AACE Internacional em Portugal, tendo sido nomeado por esta associação como representante para a Comissão Técnica Internacional responsável pelo desenvolvimento da norma ISO 21500 (Gestão de Projetos), sendo também o coordenador para esta mesma norma na Comissão Técnica Nacional (CT175) do IPQ em Portugal. Foi presidente Fundador do Capítulo do PMI em Portugal e convidado a coordenar os Capítulos do PMI na Europa de 2005 a 2007. Participou no desenvolvimento das normas do PMI o Guia PMBOK® (3ªEd.) e OPM3® (1ªEd.), tendo sido em 2010 convidado pelo PMI a integrar a equipa de oito peritos internacionais selecionados para o desenvolvimento da norma para controlo de projetos (EVM). Desde 2001 que é Consultor Sénior convidado do Cutter Consortium nos EUA e recentemente integrou por convite o Painel Internacional de Peritos que aconselha o Government Accountability Office (GAO) dos EUA quanto às práticas de Gestão de Projetos. Desde 1991 que foi docente convidado em várias Universidades em Portugal, Reino Unido, América do Sul e África. Tem sido orientador e membro de júris de vários estudos de investigação de Mestrado e Doutoramento em Gestão de Projetos. O seu trabalho de Doutoramento foi financiado pela NATO e apoiado pela British Aerospace, tendo sido premiado e distinguido pela Operational Research Society no Reino Unido.

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tema de capa | pmo projects

especializado. Não foi por essa via que o seu ex-sócio tentou

E que impactos é que esta decisão judicial trouxe ao vosso projeto

resolver o assunto? Como é possível um grupo de empresas ser

empresarial?

alvo, tão repentinamente, de uma ação cautelar tão violenta?

Não é difícil imaginar o que acontece quando bens, contas bancárias, e

Isso foi exatamente o que explicou na sentença final o Juiz que mais

receitas futuras são arrestadas durante cinco anos: deixa-se de poder

tarde levantou o arresto e no julgamento da ação principal anulou o

pagar salários, a fornecedores... enfim, uma morte lenta e agonizante,

pedido de indemnização que Leandro Pereia reclamava. Disse mesmo

que trabalhadores, fornecedores e o mercado têm dificuldade em

que se assim não fosse, o INPI não serviria para nada. Agora a razão

compreender. Sem uma sentença de julgamento a nosso favor, o que

pela qual a juíza responsável pelo arresto fez o que fez, só ela poderá

poderíamos nós dizer ao mercado de credível? Alguém acreditaria na

explicar. Mas o que é mais curioso é que a juíza em vez de marcar

nossa história?... O mercado nunca compreenderia. É uma morte lenta,

o julgamento semanas após a nossa oposição, como manda a Lei,

com o capricho de uma ‘mordaça’, com o tempero de um sentimento

manteve, sem dar notícias, as empresas arrestadas durante quase cinco

de impotência ao ver-se que ‘o polícia troca o assassino pela vítima´.

anos privando-as da defesa a que tinham direito.

Estamos a falar de dezenas de milhões de euros de prejuízo – em devido tempo deverão ser indemnizados por quem tem responsabilidades.

Como é possível ter decorrido tanto tempo? Eu penso que qualquer pessoa que tome conhecimento dos factos

Entendo que uma das soluções passou por apostar mais

retirará as inevitáveis conclusões. Veja que nestes arrestos a alegada

firmemente na internacionalização. Como correu então essa

‘debilidade financeira’ das empresas era julgada com argumentos

aposta?

falaciosos; por exemplo: a empresa tem uma elevada dívida de curto

Sim, o negócio do projeto PMO Projects concentrou-se então nas

prazo ao Estado. Ora a conta ‘Dividas ao Estado de curto prazo’ refere-se

empresas estrangeiras. Apesar de prejudicados por já não podermos

ao IVA a pagar e ainda não vencido. Portanto quanto maior o seu valor,

recorrer a uma forte estrutura de recursos centralizada em Portugal, foi

mais vendas a empresa realizou. Portanto, a debilidade da empresa era

o prestígio e o bem trabalhar que nos levou a bons resultados. Temos

alegada por a empresa ter muitas vendas! Parece difícil de acreditar, mas

ganho projetos interessantes em organizações de elevado prestígio em

foi isso que aconteceu e está documentado. Nos julgamentos realizados

todo o mundo, incluindo ADVA (Alemanha), Agência Nacional de Energia

decorridos cinco anos, o Juiz que julgou deu como provado tudo ao

Nuclear Russa, VALE e Samarco (no Brasil), Cutter (EUA), Acciona e

contrário: a empresa usava legitimamente uma marca, não estava mal

GasnaturalFenosa (na Espanha), Promigas (Colômbia), ArcelorMittal

financeiramente, a marca PMO-Consulting nunca poderia ser explorada

(África do Sul), South32, BHPBilliton e Rio Tinto (em Moçambique), tudo

comercialmente por Leandro Pereira sem Alexandre Rodrigues autorizar

empresas ou organizações de grande porte, líderes no seu setor no

e, portanto, Leandro Pereira não tinha direito a qualquer indemnização.

mercado internacional - hoje temos clientes em todos os continentes.

Falta ainda um último retoque sarcástico: decorridos cerca de três anos o Tribunal do Comércio de Lisboa terá contactado os nossos advogados

Nesta edição falamos sobre os desafios para 2018. Que desafios se

a questionar se não quereríamos desistir dos julgamentos, dado que já

apresentam hoje à PMO Projects?

tinha passado muito tempo.

Para além de pretendermos voltar a apostar no mercado nacional onde temos já conquistado alguns clientes de elevado prestígio, e contribuir

Ou seja, considera que a justiça falhou com as empresas do Grupo

dessa forma para a retoma da económia nacional, tencionamos apostar

PMO Projects e, em particular, com o Alexandre?

muito em Espanha, reforçar na Colômbia e África, e entrar no sudeste

A justiça ainda terá a oportunidade de retificar o que fez. Agora, a

Asiático. Estamos também apostados em melhorar o nosso modelo

forma como se comportou na origem deste incidente é no mínimo

de atuação global a partir de vários escritórios. Em termos de áreas,

incompetente, negligente, e, quiça, mesmo dolosa. Quero, contudo,

estamos a apostar na Engenharia de Custos, a qual foca na Gestão dos

acreditar que o comportamento da justiça não deve ser generalizado

Ativos que os projetos criam, e na Gestão de Desempenho que foca na

a partir do comportamento circunstancial de algumas pessoas que

medição e controlo dos grandes empreendimentos e ativos. Somos já a

integram o sistema da justiça em Portugal, porque isso seria muito grave

única empresa em Portugal e Espanha acreditada pela Association for the

pois em qualquer sociedade sempre aparecerão pessoas de má índole

Advancement of Cost Engineering International (AACE) e uma das cinco

capazes de tudo; agora, em face dessa realidade o sistema de justiça

empresas selecionadas em todo o mundo (as demais quatro são Norte-

não apenas não atuar eficazmente contra quem prevarica, mas, em

Americanas) pelo College of Perforamance Management (CPM), que

vez disso colocar-se ao seu lado, é gravíssimo! Eu tenho um percurso

acabou de lançar a certificação IPPM (Integrated Program Performance

profissional baseado no mérito, tendo alcançado reconhecidos sucessos

Management) que só as empresas certificadas podem formar e certificar.

e sendo muito respeitado no mercado internacional onde atuei mais

Em 2018 o nosso caminho será continuar a inovar com serviços de

de 50 por cento da minha carreira. Nunca fui tratado desta forma em

qualidade, em clientes de prestígio, com ética e responsabilidade.

nenhuma outra parte do mundo.

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O termo ‘inovação’ instalou-se no discurso público nas últimas décadas. Todos conhecemos importantes inovações que mudaram o mundo, a economia e os modos de viver sociais ao longo do último século. Falamos do avião, antibióticos, televisão, computador, telemóvel e até mesmo a internet. São apenas alguns exemplos desta inovação. Pelos seus efeitos, a inovação adquiriu uma posição central nos processos de crescimento e aumento de eficiência da economia mundial que é consensualmente aceite nos dias de hoje. Atualmente, alguns dos países mais desenvolvidos, como a Finlândia e a Suécia, dedicam cerca de três a quatro por cento da riqueza que criam em cada ano para investir em I&D científica e tecnológica. O objetivo estratégico de grade parte desse esforço consiste em melhorar a sua capacidade de inovação e, através desta, incentivar a sua competitividade à escala mundial criando bases sólidas para o crescimento económico. Portugal não constitui exceção à regra. O país investe atualmente cerca de 2.5 mil milhões de euros por ano em investigação científica e tecnológica e desde há amais de uma década que a palavra ‘inovação’ se tornou presente tanto no discurso empresarial como no das políticas públicas. Portugal conheceu um desenvolvimento científico notável nas últimas três décadas. Neste anuário, tentamos trazer alguns dos melhores exemplos de inovação, investigação e desenvolvimento que Portugal alberga.

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ani Futuro escreve-se com Conhecimento da autoria de josé carlos caldeira, presidente Governance, Estrutura Produtiva, Colaboração, Financiamento e Promoção da Inovação. Nestas áreas torna-se importante uma “aliança” solidária entre investimentos privados e públicos para garantir uma gestão eficaz de recursos humanos e financeiros, uma maior qualidade na gestão dos agentes do sistema e uma maior projeção externa da inovação portuguesa. Na área do Governance é importante definir e estabilizar áreas estratégicas de desenvolvimento e projetos estruturantes, em termos de I&D e de Inovação, que promovam a competitividade do país a médio e longo-prazo, clarificar a missão, objetivos e instrumentos de atuação dos diferentes atores do sistema de inovação e procurar maior eficiência na coordenação e na implementação dos diversos instrumentos públicos de apoio à inovação e à competitividade. Na Estrutura Produtiva há que estimular uma maior incorporação de valor na produção e na exportação dos nossos bens e serviços. Por exemplo, promover o aparecimento de mais empresas intensivas em tecnologia e conhecimento e, quando possível, incentivar o desenvolvimento de sinergias com os setores mais tradicionais, levar os benefícios da economia digital e da “Indústria 4.0” às PME e aos setores tecnologicamente menos intensivos, incentivar um maior acesso das nossas PME às redes globais de fornecimento e a fases mais avançadas da cadeia de valor e Na sua mais recente passagem por Lisboa,

aprofundar os instrumentos de compras públicas para estimular a inovação empresarial, incluindo

o comissário europeu Carlos Moedas,

a inovação sustentável e com responsabilidade social.

responsável pelas áreas da Investigação,

Quanto à Colaboração deve-se incentivar cada vez mais a ligação entre os atores do sistema

Ciência e Inovação, anunciou o Prémio

nacional de inovação, nomeadamente através do desenvolvimento e dinamização da rede

Horizonte em Inovação Social. Distinguirá,

de instituições interface, da política de clusters e do apoio a projetos de I&D colaborativos,

com dois milhões de euros, projetos que

nomeadamente os mobilizadores e demonstradores. Também é essencial estimular práticas de

contribuam para a melhoria da mobilidade

inovação aberta, o que implica que as organizações passem da simples lógica da proteção da

dos idosos. A competitividade de um país ou

propriedade intelectual (PI) para a gestão estratégica PI, valorizando e criando valor sobre os ativos

região já não passa apenas pelos clássicos

imateriais das organizações (através de acordos de licenciamentos, venda/compra de PI, criação de

indicadores económicos. Desafios societais

spin-offs, etc.).

como o envelhecimento ativo, a segurança

Promover um melhor conhecimento e compreensão dos diversos instrumentos disponíveis para

alimentar, a sustentabilidade energética ou as

financiar os investimentos em Inovação (financeiros e fiscais, nacionais e internacionais) e agilizar

alterações climáticas, obrigam as sociedades a

a sua utilização integrada, facilitar e estimular o acesso das empresas, em especial das PME, aos

redefinir os seus conceitos de competitividade

mercados de capitais, nomeadamente nas diversas tipologias de capital de risco, são aspetos

e a desenvolver políticas inovadoras. E como é

fundamentais na área do Financiamento.

que se ganha este futuro? Com uma política de

Já na Promoção da Inovação, Portugal beneficiaria de aproveitar melhor, do ponto de vista

inovação centrada na resolução de problemas

económico e social, os resultados da investigação e do conhecimento produzido nas instituições de

concretos das pessoas e das empresas

Ensino Superior e de I&D, de utilizar a política de inovação para dar resposta aos grandes desafios

e alinhada com as prioridades sociais e

societais que o País enfrentará para as próximas décadas e de desenvolver uma estratégia

económicas do país.

integrada de promoção externa da capacidade nacional de inovação, uma “diplomacia” para a

O desenvolvimento, reconhecimento,

inovação.

internacionalização e impacto da inovação que se faz em Portugal pode ter maior alcance se

Fontes:

houver uma atuação articulada em cinco áreas:

http://www.pordata.pt/Portugal/Indicadores+de+envelhecimento-526

18 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


inovação | ordem dos engenheiros

“A Engenharia é crucial para o futuro de Portugal” Uma Ordem dos Engenheiros (OE) cada vez mais voltada para a profissão e para o futuro é o objetivo do bastonário Carlos Mineiro Aires para este triénio 2016/2019. Salientando o papel fundamental da Engenharia para a evolução do país, o bastonário dá-nos conta dos desafios que a profissão enfrenta e da sua importância para a competitividade de Portugal. para a implantação de grandes empresas multinacionais, que aqui encontram engenheiros de excelência e centros de ensino conceituados. “A Engenharia aliada à tecnologia traz inovação e empreendedorismo, competitividade e riqueza. Não posso deixar de afirmar que o papel da Engenharia para o futuro deste país é crucial. Não há riqueza que se crie sem ser com investimentos ligados às engenharias e às tecnologias e, portanto, os engenheiros, enquanto profissão crucial para este processo, são a grande aposta que o país tem a fazer, mas cuidando sempre de lhes assegurar salários dignos e correspondentes aos padrões de rigor e níveis de responsabilidade que lhes exige”, considera. Quase a comemorar 150 anos de existência – primeiro como Associação Nacional dos Engenheiros Civis, mais tarde como Ordem dos Engenheiros – a OE está mais jovem e dinâmica do que nunca, acredita o bastonário. “Uma Ordem que dedica todo um congresso à transformação digital, ao futuro e aos seus desafios, é uma Ordem que está muito atenta e que sabe o que está a fazer. A OE tem uma dinâmica e liderança próprias e diria que representa um conjunto de profissionais que são indispensáveis e cruciais. É uma Ordem que está sempre disponível para trabalhar para o país, para os seus cidadãos e para colaborar com os Governos de Portugal dentro daquilo que será tecnicamente aceitável e lógico. Temos pena de, por vezes, não sermos suficientemente aproveitados para que se evitem muitas das asneiras que são cometidas em decisões menos corretas”, confessa. Sendo uma Ordem virada para os jovens, a OE tem realizado um importante trabalho junto das universidades e dos institutos politécnicos onde são ministrados os cursos de Engenharia. Os estudantes podem tornar-se membros ainda frequentando os cursos e poderão usufruir de um conjunto de regalias, como estágios em empresas parceiras da OE. “Este país precisa de engenheiros. Carlos Mineiro Aires Bastonário

Neste momento não temos engenheiros suficientes, sobretudo em áreas ligadas às tecnologias de comunicação. Temos que criar nos jovens a consciência de que a Engenharia é uma profissão única. É

“É necessário encarar a Engenharia como o epicentro do crescimento

a única profissão em que uma pessoa é formatada para pensar, para

saudável e sustentável e reconhecer o papel do engenheiro na

conceber e para executar. Não há mais nenhuma assim”, salienta Carlos

sociedade”, começa por dizer, em entrevista à Revista Business Portugal,

Mineiro Aires. O bastonário da OE aproveita, neste final de ano, para

Carlos Mineiro Aires. Foi esta, aliás, a principal ideia ouvida no XXI

desejar votos de que a situação do país melhore, e que, com a ajuda

Congresso da Ordem dos Engenheiros, que aconteceu nos passados

da Engenharia, possa criar riqueza, bens transacionáveis, aumentar as

dias 23 e 24 de novembro, sob o tema ’Engenharia e Transformação

exportações e diminuir o endividamento. “Desejo sinceramente que em

Digital‘. Na opinião do bastonário, esta transformação ligada à chamada

2018 tenhamos uma esperança maior no nosso país e que a Engenharia

indústria 4.0 está a fazer com que Portugal seja um polo apetecível

faça parte da solução”, conclui.

20 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


inovação | appb

A alternativa ecológica aos combustíveis fósseis A propósito da importância do biodiesel nos dias de hoje, pelo seu indiscutível papel no contexto das energias renováveis, conversamos com Jaime Braga, secretário-geral da Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis sobre o papel e importância da mesma na sua promoção.

Jaime Braga Secretário-geral

Quando foi fundada a Associação Portuguesa de Produtores de

Porquê a necessidade de fundar esta associação?

Biocombustíveis? Quem são os grupos fundadores?

A APPB tem como principais objetivos:

A APPB – Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis foi constituída em

1.

2009, fundada pelos principais produtores de biodiesel e garantes do cumprimento

biocombustíveis, nomeadamente do biodiesel;

da norma EN14214 em Portugal: Iberol – Sociedade Ibérica de Biocombustíveis e

2.

Oleaginosas, S.A.; Fábrica Torrejana, S.A.; Prio Biocombustíveis, S.A.; Biovegetal –

oficiais na implementação das diretivas europeias sobre

Combustíveis Biológicos e Vegetais, S.A. e Sovena Oilseeds Portugal, S.A.

Energias Renováveis e Créditos de Carbono; 3.

22 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Promover e divulgar a utilização de Assistir e apoiar tecnicamente os organismos

Ser o porta-voz do biodiesel em Portugal;


appb |inovação

4.

Promover os interesses do biodiesel e contribuir para uma discussão

rodoviários em 2020. Este regime legal foi decretado após

esclarecida das vantagens da incorporação de biodiesel em gasóleo;

consulta aos intervenientes e refletiu a compatibilização

5.

possível dos interesses em jogo. Note-se, no entanto, que

Fomentar, simultaneamente, a utilização de matérias residuais o fabrico

de biocombustíveis, e a complementaridade com o setor da alimentação animal,

este regime legal já evoluiu no sentido de uma abertura total

promovendo a racionalidade económica em ambos os setores com evidente beneficio

de mercado. Hoje, este mercado está sujeito à concorrência

para a economia nacional.

internacional, de acordo com regulamentos inseridos no

O biodiesel tem um indiscutível papel a desempenhar no contexto das energias

sistema petrolífero nacional.

renováveis especialmente no setor dos transportes rodoviários. Nesse sentido, a União Europeia alterou a norma do gasóleo (EN590) de forma a permitir a incorporação até 7

O que é preciso para produzir biodiesel?

por cento de biodiesel no gasóleo, considerando ainda uma obrigatoriedade de 10 por

O biodiesel resulta de tratamento químico de óleos e

cento de incorporação de biocombustíveis no gasóleo vendido em cada país até 2020.

gorduras. As matérias-primas utilizadas no fabrico de biodiesel são, portanto, óleos e gorduras de origem vegetal

Em termos económicos, o biodiesel é uma energia barata?

ou animal, daí resultando que, hoje, é o destino preferencial,

O biodiesel é alternativa renovável ao gasóleo, e atualmente é consumido em

inclusive do ponto de vista ambiental para as gorduras de

mistura com este combustível, sem qualquer necessidade de alteração nos veículos

origem animal não adequadas à alimentação, e para os

automóveis e dispensado gastos muito volumosos em novas infraestruturas e postos

óleos alimentares usados, os quais constituem, nesta data,

de abastecimento.

cerca de 50 por cento das matérias-primas que a indústria

Por esse motivo, é hoje a alternativa e o complemento mais económico aos

nacional usa para o seu fabrico.

combustíveis fósseis. Como é visto o biodiesel em Portugal? Os objetivos da Em termos percentuais, que quantidade de energia biodiesel já é produzida em

associação têm sido cumpridos? Tem havido, da parte

Portugal?

das entidades oficiais colaboração nesta matéria?

Pode dizer-se, apesar de, por lei, o mercado estar aberto, que o biodiesel introduzido

Na verdade, o biodiesel, uma vez que é comercializado em

no gasóleo e consumido no país e produzido em Portugal. A percentagem de biodiesel

conjunto com o gasóleo e com esta denominação, é um

introduzida no gasóleo rodoviário foi, em 2016, cerca de 5.5 por cento em volume.

produto do qual muitos consumidores não se apercebem. Mas as questões que, hoje, preocupam este setor de

A energia produzida aqui é toda utilizada cá? Alguma é exportada?

atividade centram-se no enquadramento legal europeu,

A capacidade instalada em Portugal de produção de biodiesel é substancialmente

em mudança e sem horizontes claros após 2020, o qual,

superior às necessidades do país, as quais decorrem das metas de incorporação

pese embora a compreensão e bom relacionamento com as

fixadas por lei. Existe, portanto, capacidade disponível e as empresas associadas

entidades oficiais nacionais, influencia o quadro legislativo

da APPB, que dispõem de unidades de produção eficientes e competitivas, têm

e regulamentar em Portugal. Estas incertezas mantêm em

conseguido frequentemente exportar biodiesel, designadamente para outros países

aberto algumas questões que decorrem da plena abertura

europeus.

do mercado dos biocombustíveis. Neste particular, e para um ambiente de abertura de mercado em sã concorrência,

Quais são as vantagens da utilização de biodiesel?

o que se deseja, será essencial que exista reciprocidade

O biodiesel, como já foi referido, é a energia renovável mais disponível, menos cara,

entre Estados-Membros quanto ao estatuto a conceder

e com resultados comprovados contribuindo eficazmente para a descarbonização dos

às matérias-primas oriundas de resíduos, do qual resulta

transportes. Por outro lado, o biodiesel é hoje um dos componentes decisivos para

ou não o regime de ‘dupla contagem’ e que o controlo

o cumprimento da meta nacional, bastante exigente, de incorporação de energias

da sustentabilidade dos biocombustíveis e das matérias-

renováveis no consumo final do país.

primas que os originaram e das suas especificações seja uniforme, tanto para a produção nacional como para a que

A antecipação que Portugal fez, para 2010, de incorporar biodiesel no gasóleo,

tiver outras origens. Em conclusão, o país, graças à indústria

foi conseguida? Como reagiram as gasolineiras e os produtores de biodiesel a

de biodiesel, está em condições para cumprir as metas

essa antecipação?

europeias de renováveis nos transportes, mesmo que, como

Portugal, quis dar logo o salto legislativo que permitisse, desde já, estar preparado

está proposto e Portugal tem apoiado, essa meta evolua

para uma incorporação superior àquela até agora permitida pela norma do gasóleo

para um valor mais alto do que o que hoje vigora.

(EN 590). Deste modo, tendo legislado nesse sentido, ficaram criadas as condições para o cumprimento da meta de 10% de energias renováveis nos combustíveis

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 23


inovação | courage details

Uma panóplia ao serviço do cliente A equipa formada na Courage Details tem um passado comum onde todos os seus elementos desempenharam funções em prestigiadas empresas nacionais e internacionais.Conversámos com João Saraiva de Almeida, CEO do grupo.

Há quanto tempo surgiu o grupo Cdetails? Conte-me, de forma breve, como surgiu este grupo? O Grupo Cdetails surgiu em 2016 após a abertura da primeira empresa chamada ‘Courage Details Lda’. A primeira empresa do grupo nasceu em 21 de novembro de 2015 (data do meu aniversário) com a necessidade de conseguir, com a maior isenção e transparência, reduzir o custo das operações a nível informático e gestão de frotas, mantendo todo o profissionalismo e a qualidade dos serviços prestados. Com o desenvolvimento da empresa, surgiram outras oportunidades e áreas de negócio que, obviamente, aproveitámos! De momento, para além da Courage Details Auto e Informática, criámos o Mercado dos Frescos nas ilhas onde entregamos produtos frescos à porta e à hora que desejarem; a MIU - Multi Investment Unit onde, mediante o capital disponível dos nossos clientes aconselhamos numa posição de consultoria os investimento possíveis, tangíveis e rentáveis; a EncantoAbstracto operando nas áreas de marketing, comunicação e eventos; o Golden Ocean Club que marcou o seu cunho no Funchal aproveitando as noites quentes oferecendo toda a qualidade de serviço na noite Madeirense e começámos há quatro meses a estudar a viabilidade de duas empresas ligadas aos fornecimento de serviços, com uma vertente de ação social para variados nichos de mercado. A conclusão deste estudo é que existe viabilidade e vamos avançar! Porque é que, a Courage Details tendo uma equipa que já trabalhou nas áreas da informática e auto, internacionalmente, resolveram juntar-se e criar uma empresa nova?

João Saraiva de Almeida CEO

É sempre bom relembrar o início, ter presente as nossas raizes, no caminho que percorremos. Em 2015, as

este cenário, abri com o apoio da DNA Cascais a Courage Details, fiz propostas a

empresas, macro, pme’s e micro ressentiam-se da crise

atuais profissionais que colaboram connosco da qual se fazem munir de um portfólio

que decorria (uns mais que outros), vendas a diminuir,

brilhante nas áreas e do meu conhecimento sobre os seus trajetos. Quando existe

despedimentos e custos a aumentar, ao tentarem investir

uma proposta interessante, aceita-se! Até hoje, estão lado a lado comigo e com o

de forma a conseguirem manter a sua faturação e taxa de

crescimento do grupo.

conversão. Existindo sempre dois fatores de custo para as empresas, a informática e a frota, tentámos atuar nestas

Como se distingue o vosso serviço dos das outras empresas?

áreas de forma a reduzir custos ao cliente final. Assim, com

Os nossos serviços, em todas as áreas em que estamos envolvidos, diferenciam-se

24 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


courage details|inovação

pela qualidade VS custo, pela personalização de

que são principalmente vocacionadas para os

porque quanto mais explicito e cuidadoso for o

cada caso, pelo fantástico CRM desenvolvido,

mesmos.

pedido, mais fácil é para nós corresponder às

pela simpatia e profissionalismo das nossas

expectativas e entregar a solução adequada às

equipas e por todo o espirito de consciência,

No que respeita aos serviços automóveis,

desenvolvimento e inovação que detemos.

para além dos serviços de oficina, que

necessidades sentidas.

outros serviços prestam aos vossos

A DNA Cascais tem ajudado a CDetails em

Na área da informática, dizem-se

clientes?

que medida?

diferenciadores. Em que consiste essa

No que diz respeito aos serviços auto, para

A DNA foi fundamental na abertura da Courage

diferença?

além dos serviços de oficina, efetuamos

Details por todo o apoio prestado a nível

No grupo, diferenciamo-nos por estarmos

seguros, defleet, assistência em viagem,

de organização e auxílio na elaboração do

sempre na vanguarda tecnológica. Esta posição

apoio jurídico, créditos, consultoria de compra

business plan. Sem a Courage Details, o grupo

de mercado permite-nos abranger serviços

e venda de viaturas, entre outros e, assim

Cdetails, provavelmente, não existiria. Com

em todas as áreas, sempre com a ajuda das

conseguimos ter sempre uma solução prática e

uma ideia em mente, a DNA auxiliou em todo

novas tecnologias. Apesar dos grandes custos

honesta à medida de cada um, sendo empresa

o processo.

que imputa esta posição de vanguarda, não

ou particular Neste momento, que balanço fazem deste

olhamos apenas a despesas, mas sim à satisfação total dos nossos clientes. Fazemo-lo

Trabalham também para privados, ou só

projeto?

por gosto, por paixão e acima de tudo, pela

para empresas?

O balanço é positivo, apesar das poucas horas

satisfação das nossa estrutura e dos nossos

Trabalhamos com ambos mas, obviamente,

de sono permitidas, conseguimos em dois anos

clientes.

existem sempre empresas com maior

chegar onde estamos. Acima de tudo, é ver um

aceitação na área empresarial e outras mais

bebé crescer pela nossa mão e sentirmo-nos

Que soluções oferecem a quem vos

vocacionadas para o particular, contudo,

com uma enorme satisfação pessoal.

procura? Têm soluções já previamente

trabalhamos com todos.

criadas ou cada cliente é um cliente e a

O que esperam para o próximo ano? Já têm

solução é adaptada a cada um?

As empresas atualmente já têm uma maior

projetos novos?

Em qualquer uma das empresas, de forma ágil,

preocupação com os seus fornecedores?

Tal como afirmei na primeira questão, existem

rápida, fácil e eficaz (devido ao uso tecnológico)

Fazem questão de ter a certeza que estão

dois projetos que estavam em análise há quatro

conseguimos estudar cada caso como um só,

a fazer o melhor investimento possível,

meses. A sua viabilidade contém números

dando ao cliente a melhor opção para satisfazer

e o mais adequado também às suas

extremamente interessantes e satisfatórios.

as suas necessidades, sejam elas informáticas,

necessidades? Em que é que o grupo

Dado este cenário, é como costumamos dizer

automóveis, investimentos, eventos, serviços

CDetails as ajuda nesse campo? Através de

internamente, é um GO”’ para os implementar.

variados, entre outros.

consultoria?

Estamos na segunda fase de expansão da

O Grupo Cdetails tem como pensamento ‘um

CDetails Informática para a ilha da Madeira.

Também trabalham com particulares.

obstáculo é algo a ultrapassar’, e com esse

Esperamos que 2018 seja um ano de expansão

Neste caso, prestam serviços de reparação

pensamento, para a estrutura, não existem

considerável, com resultados mesuráveis e

informática ou também têm outros

impossíveis. Cada empresa tem o que deseja,

objetivos cumpridos.

serviços?

sendo mais difícil ou mais fácil de concretizar.

Realmente a informática é a nossa base.

Em dois anos, penso que a mentalidade das

Querem deixar alguma mensagem aos

Algumas empresas direcionam o seu potencial

empresas passa por terem a melhor opção

vossos clientes, colaboradores e amigos,

à prestação de serviços empresariais e não

ao melhor preço, terem à medida o que

em época de Natal?

dão tanta importância ao cliente particular.

necessitam e cortarem com as chamadas

Desejo a todos os meus amigos, colaboradores

Nós optámos por fazer um misto, ou seja,

‘gorduras’ nos orçamentos. Hoje em dia

e clientes um Feliz Natal em família, com

damos a mesma atenção tanto às empresas

vemos empresas já a pedirem orçamentos

saúde, paz e amor. Desejo que 2018 seja

como aos particulares. O nicho de mercado

com retificações incisivas e ajustadas a novas

um ano de sucessos, prosperidade, amor e

de particulares é bastante interessante e, por

ideias, verificando uma mente mais aberta a

família. Em nome da Cdetails agradeço toda a

isso, cerca de 30 por cento da receita do grupo

parcerias com cuidado dobrado com o que

confiança depositada em nós.

advém de particulares e tende a aumentar com

pedem e a quem adjudicam. Felizmente,

a implementação das empresas de serviços

estes cuidados vêm facilitar no nosso trabalho

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 25


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inovação | ama

em prol da modernização administrativa A AMA é o instituto responsável pela promoção e desenvolvimento da modernização administrativa em Portugal. A Revista Business Portugal conversou com Pedro Dias, CEO da Agência para a Modernização Administrativa.

Pedro Dias CEO Instituto Público criado em 2007, a AMA atua em quatro eixos: atendimento,

e aproveitar as oportunidades que a internet pode

simplificação, transformação digital e participação pública. Qual é a

representar para a economia e para a sociedade?

importância da AMA?

Portugal é, de facto, uma referência a nível internacional,

A AMA é o organismo da Administração Pública que tem por missão desenvolver

o que nos deve orgulhar a todos. Isto resulta de um

programas e ações de modernização e simplificação administrativas, promover

forte empenho na disponibilização de serviços públicos

o acesso universal aos serviços públicos, de acordo com a definição de linhas

eletrónicos, permitindo que o cidadão possa aceder a

estratégicas no quadro das políticas definidas pelo Governo, de que é exemplo o

qualquer hora e em qualquer dia da semana a um catálogo

Programa Simplex.

de serviços públicos sem a necessidade de se deslocar

Esta missão é suportada pelo desenvolvimento de medidas em diversas áreas,

fisicamente, muitas vezes a largos quilómetros de distância,

desenhadas e implementadas em parceria com diversos organismos da Administração

e aguardar pela sua vez.

Pública que passam pela construção de soluções nas áreas da identificação

A quantidade de serviços que hoje temos online é fruto de

electrónica, da interoperabilidade, dos dados abertos, dos pontos únicos de contacto

um trabalho que envolve inúmeros organismos do Estado

e, por fim, da usabilidade.

que temos procurado, mais uma vez com o foco no cidadão, que conversem entre si para promover a satisfação dos

Portugal já é uma referência no mundo da disponibilização de serviços públicos

cidadãos com a máxima eficiência.

digitais. Como é que se pode enfrentar os desafios colocados pelo digital

O digital deve ser encarado como um fator facilitador,

28 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


ama|inovação reduzindo tempos de espera, simplificando processos,

ainda, utilizar os métodos eletrónicos.

tornando a Administração Pública mais ágil e, não menos

Por outro lado, a optimização de processos e o desenvolvimento tecnológico

importante, interoperável. Temos de facto muito trabalho já

implicarão sempre recursos humanos, quanto mais não seja porque esta melhoria

realizado mas que deverá ser acompanhado de outro, não

é um processo contínuo e constante desenvolvido por pessoas. Não acredito numa

menos importante, que nos permita ter níveis de utilização

visão catastrofista e acredito que assistiremos, gradualmente, a uma reconfiguração

ajustados aos níveis de disponibilização, o que ainda não

das competências e actividades manuais desenvolvidas.

acontece. A internet é um canal que permite aos cidadãos e às

É preciso mudar mentalidades? Como é que se faz o acompanhamento para

empresas o acesso à informação e aos serviços de forma

estas mudanças?

célere, menos onerosa, mais prática e conveniente, mas há

Na perspetiva dos cidadãos, é um processo natural. As pessoas tendem a

todo um outro universo de vetores tecnológicos por trás, que

acompanhar com naturalidade a evolução de determinadas soluções que efetivamente

são necessários para que os canais de contacto, presenciais

lhes facilitam o dia-a-dia. Observamos isto diariamente. Vejam-se as renovações

ou eletrónicos, consigam satisfazer as necessidades dos

online das cartas de condução, a entrega do IRS, a prescrição médica eletrónica, para

destinatários, com qualidade.

dar apenas três exemplos.

A área da identificação electrónica é um desses vetores:

As soluções são implementadas ao ritmo da disponibilização dos equipamentos, que

temos hoje disponível um método simples e seguro de

são cada vez mais intuitivos. A somar a isto, as mudanças são, na grande maioria dos

autenticação nos sites da administração pública, que tem

casos, a mera simplificação ou mesmo supressão de determinados passos, por vezes

vindo a ser adotado também por empresas privadas e que

redundantes. O IRS automático, por exemplo, abrangeu já 1,8 milhões de declarações

é uma referência a nível internacional. Trata-se da Chave

no primeiro ano de funcionamento.

Móvel Digital, que permite a qualquer cidadão aceder

A melhoria implica igualmente uma cada vez maior usabilidade, que é também

a diferentes sites com o mesmo número de utilizador

uma preocupação da AMA: desenvolvemos a plataforma usabilidade.gov.pt, onde

(o telemóvel) e um único pin, recebendo um código de

disponibilizamos princípios de boas práticas, código, design e templates abertos

acesso seguro associado a cada processo de autenticação.

prontos para descarregar e implementar. Esta solução, focada na Administração

Este método é tão seguro como a utilização do Cartão

Pública e também no cidadão utilizador, é, a par de outras, como a integração de

de Cidadão, mas sem necessidade de qualquer leitor de

informação e serviços eletrónicos em portais únicos, resultado desta preocupação.

cartões.

Na área do presencial esta nossa preocupação levou-nos a desenvolver soluções

Por fim, também a interoperabilidade, que está por trás

como o Espaço Cidadão. Trata-se de uma rede já com cerca de 600 balcões em

de muitos serviços prestados na internet, permite a

todo o território nacional, onde são prestados serviços já disponíveis em ambiente

comunicação, de forma segura e totalmente automática, de

digital, mas desta feita através de um mediador que não se limita a realizar o serviço,

dados entre diferentes organismos. É esta interoperabilidade

permitindo aos cidadãos acompanhar todo o processo através de um teclado e ecrã

entre sistemas que nos possibilita, por exemplo, atribuir a

próprios e, assim, fomentar a inclusão e a literacia digital.

cerca 800.000 famílias a tarifa social de energia sem que

Na perspectiva dos colaboradores, creio que tem existido essa capacidade

o cidadão tenha de entregar qualquer documento para o

de adaptação à mudança: este dinamismo afeta a sociedade num todo,

efeito.

independentemente de se tratar do sector público ou privado.

A digitalização e a inovação são, de facto,

Com tanto crescimento e evolução, o que se pode esperar para o futuro?

incontornáveis. A tecnologia e as máquinas estão

Não é possível antecipar a mais de um ou dois anos, mas vamos tentando construir

a ganhar cada vez mais peso na sociedade e na

o futuro todos os dias. Por exemplo, num futuro muito próximo vamos permitir a

economia, isto vai obrigar ao despedimento de

assinatura de um qualquer documento através do telemóvel. Possibilitaremos também

pessoas?

que qualquer cidadão possa assinar digitalmente enquanto gerente de uma sociedade

Não podemos colocar as coisas nesses termos. As

ou advogado, ou mesmo gestor público, sem necessidade de um leitor de Cartão

pessoas são e serão sempre importantes. As nossas

de Cidadão, apenas com recurso à Chave Móvel Digital; teremos um novo Portal de

competências e atribuições, no dia-a-dia, passam por um

Cidadão, mais simples, mais intuitivo e com melhores serviços; disponibilizaremos

natural processo de adaptação, como sempre foi, aliás.

uma nova plataforma de acesso a dados abertos, dando resposta a um compromisso

Mas nada disto invalida a natural necessidade humana

de transparência transversal a toda a Administração Pública; atribuiremos um selo

que requer, em muitas situações, o contacto presencial e

digital de usabilidade a todos os sites e portais que cumpram os requisitos definidos e

a disponibilidade para assegurar tarefas menos rotineiras,

assumiremos, cada vez mais, o princípio do digital por regra, através de pontos únicos

passando a assegurar funções de maior valor acrescentado.

de contacto mas sem fechar portas físicas, não esquecendo ninguém.

Cumulativamente, temos a obrigação de acautelar as

Não adivinhamos o futuro mas antevemos algumas novidades a breve trecho e

necessidades das franjas - cada vez menores, é certo - das

esperamos que facilitem o dia-a-dia das pessoas, levando a que tenham de dedicar

pessoas que não sabem, ou simplesmente não conseguem

menos tempo à resolução de problemas burocráticos. Este é o nosso objetivo.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 29


inovação | spral

Mário, Susana e Nuno Almeida Administradores

50 anos de dedicação Com sede em Ílhavo, a SPRAL - Sociedade de Pré-Esforçados de Aveiro foi fundada em 1966 com uma história notória no mercado. Nuno Almeida, um dos administradores, conta-nos como a empresa chegou à família Almeida e como vê a atualidade deste setor. 50 ANOS DA SPRAL

A SPRAL surge no seio de uma família empresária de Leiria, “dado que tinha uma outra fábrica na altura da mesma área e com um engenheiro aqui da região. Inicialmente, começou por ter um estaleiro dessa fábrica e depois acabaram por construir a atual fábrica em Ílhavo”. Em setembro de 2001, a fábrica passa a pertencer à família Almeida. É assim que a empresa se integra no Grupo Mário Almeida e atualmente conta com três administradores: Nuno Almeida, Mário Almeida e Susana Almeida. Ao longo dos anos, a SPRAL foi variando os seus diversos produtos e alargou a escala para todas as áreas de construção. Hoje em dia, contam com uma gama de serviços ligados à orçamentação, apoio técnico na conceção de projetos, execução da obra e um serviço pós-venda. “Desde a pré-fabricação ligeira como blocos, pavês, lancil, abobadilhas, vigotas, ripas e perfis, a uma série de produtos mais técnicos com características térmicas acústicas.

32 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Depois temos um outro setor que é a pré-fabricação pesada, como pavilhões industriais, mas também fazemos revestimentos de fachadas de edifícios em centros comerciais”, refere Nuno Almeida. Em todos os serviços pretendem melhorar e integrar todos os produtos. Transporte de material O transporte de todo o equipamento é disponibilizado por uma “equipa interna e com formação e aptidão para a condução de veículos pesados com grua”. Este serviço tem uma capacidade que pode ir dos 15.000 kg até aos 25.000 kg. Para não faltar segurança e eficiência nos serviços prestados aos clientes, a SPRAL garante a disponibilidade de transportar “elementos préfabricados de grandes dimensões” através de empresas externas. Obras de destaque São os clientes e as obras que ganham uma especial atenção da empresa para garantir que nada falhe. Obras como os centros comerciais Colombo e Vasco da Gama, em Lisboa, foram realizadas pela SPRAL, uma vez que naquela época


spral | inovação

Parcerias para a reciclagem A Universidade de Aveiro tem sido uma das parceiras da SPRAL. Para além da ajuda que têm facultado à empresa para o recrutamento de técnicos para estágios, A UA ainda tem alguns projetos de investigação com eles, o que acaba “por nos tornar melhores”. Está a decorrer um protocolo com a Universidade de Aveiro. “Tem a haver com uma candidatura internacional, ligado diretamente aos fundos europeus”. Um dos quadros dos fundos europeus é português e quem está presente é a Universidade de Aveiro, a SPRAL, a Navigator Company e a Mega Via. A investigação que conta com a parceria da UA tem como tema central a economia circular. Nuno Almeida explica que vão “introduzir no nosso processo produtivo resíduos de produção e estudar a viabilidade dessa situação, porque são resíduos que a produção tem que lhe dar destino e querem encontrar esse destino onde eles possam ser valorizados”. A Universidade vai fazer parte da investigação a nível laboratorial nos primeiros testes de incorporação da produção de betão e posteriormente a SPRAL vai realizar um ensaio real de uma fração de um pequeno edifício. O seu comportamento irá ser monitorizado com uma previsão de dois anos de monitorização. Um novo projeto entre mãos com a UA, que foi objeto de candidatura ao quadro comunitário, está ligado a uma investigação relacionada com as casas modelares, ou seja, “queremos desenvolver uma solução modelar de habitação com os nossos produtos mas de forma modelar, como se fosse um lego”, refere Nuno Almeida. O objetivo é fazer uma casa de uma forma muito mais económica e estandardizada. Para este projeto se concretizar é necessário enfrentar algumas restrições arquitetónicas e encontrar uma solução eficaz.

Problemas no mercado de préesforçados O mercado tem sido inconstante e “este foi dos setores que mais sofreu com a crise até à data”. Para melhorar estes problemas, Nuno Almeida considera relevante o apoio do Estado para os interesses das empresas. Apesar do crescimento gradual, há um problema que vai afetar o setor nos próximos anos, a falta de mão de obra, principalmente qualificada e mais exigente. “É preciso formação adequada para fazer esta produção”. Outro entrave colocado no setor é a exportação dos produtos, “mais os préligeiros”, mas a SPRAL acaba por estar, de forma gradual, presente em França e em Cabo Verde. “Os custos logísticos são muito grandes, porque os produtos são muito pesados”, afirma Nuno Almeida.

de colaboradores excecional”. O nosso interlocutor revela ainda que o mercado permite que haja um crescimento na préfabricação pesada de betão pronto, mas relativamente à fabricação ligeira “não há a possibilidade de crescer muito mais”, mas sim fazer um acompanhamento na evolução do mercado. É de forma sustentável que têm a missão de progredir, tendo alguma moderação perante as crises. Distinção no mercado Adaptação e solução de problemas. É este o segredo para uma empresa de sucesso que tem esta capacidade técnica e de qualidade elevada. Para solucionar o problema consideram necessário olhar para ele e “ajudar a tentar resolver o mais rápido possível”, finaliza Nuno Almeida. OBRAS

O balanço de uma PME líder Atualmente com mais de uma centena de colaboradores, a empresa celebra um marco importante: os 50 anos de história com uma competitividade no setor localizada mais na parte norte do país. Na perspetiva do administrador, o aniversário foi o momento ideal para refletir nos pontos positivos e menos positivos que aconteceram. “É fundamental percebermos que isto só é possível porque temos uma qualidade de colaboradores que fazem esta casa mexer. Hoje considero que tenho uma equipa

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 33


inovação | eurofactor

Um parceiro de confiança ao seu dispor A EUROFACTOR Portugal proporciona soluções de factoring que se diferenciam pela sua excelência, inovação e segurança. A cimentar um percurso de 25 anos, assume o estatuto de liderança no factoring de exportação, que se apresenta como uma alternativa cada vez mais preciosa para empresas dos mais variados setores. Conversámos com Rui Esteves, diretor-geral da EUROFACTOR.

Para quem ainda não conhece a EUROFACTOR, como pode apresentá-la aos nossos leitores? Em Portugal desde 1992, a EUROFACTOR é um dos maiores players no mercado de Factoring em Portugal e líder histórico no Factoring de exportação. Integrado no Grupo Crédit Agricole (grupo francês), somos especialistas na prestação de serviços de financiamento, cobranças e gestão do risco de crédito da conta de clientes, oferecendo soluções inovadoras e personalizadas tendo em conta as necessidades de qualquer empresa que venda a crédito no mercado nacional ou para exportação. A integração num grupo multinacional com uma presença geográfica global, permite à EUROFACTOR ter uma vantagem competitiva assinalável no Factoring Internacional onde é líder de mercado incontestável em Portugal. Quais os serviços que prestam e quais as suas maisvalias? Disponibilizamos às empresas a possibilidade de antecipar o valor das suas faturas para que possam dar resposta aos seus compromissos através de vários instrumentos de gestão financeira. O nosso propósito é que a nossa capacidade de intervenção permita que as empresas se dediquem à sua real atividade com foco na gestão do seu crescimento. Através da solução Full Factoring, facilitamos o acesso do cliente a três serviços: financiamento, gestão de cobranças e cobertura de risco de crédito. É a solução mais completa que disponibilizamos às empresas e que pode ser aplicada quer nas suas vendas internas, quer Rui Esteves Diretor-geral

para mercados externos. Assim, para além do Factoring Doméstico, e do Reverse Factoring, a EUROFACTOR presta um serviço muito completo e ajustado à realidade das empresas nos mercados externos, com o Factoring de Exportação e o ‘EUROPEAN PASS’. No que diz respeito à internacionalização das empresas, o factoring de exportação é o serviço com maior peso no volume de negócios da EUROFACTOR Portugal e aquele que melhor serve as

34 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


eurofactor |inovação

empresas presentes em mercados externos. Adicionalmente, contamos

económicas que possam existir encaramos estes desafios sempre com

também com uma oferta completamente inovadora e disruptiva no

precaução, procurando possíveis oportunidades e antecipando ameaças.

mercado, e que é exclusiva da EUROFACTOR: o ‘EUROPEAN PASS’; uma

A EUROFACTOR manteve-se ao lado das empresas quando estas

solução concebida para empresas portuguesas que possuem filiais,

mais precisavam e ofereceu-lhes oportunidades de sucesso e apoio,

independentemente da sua dimensão e com uma fonte centralizada de

quando muitos outros lhes voltaram as costas. Conseguimos, através

financiamento. Através desta solução, conseguimos, com apenas um

da nossa política de customização, apresentar soluções específicas e

e único contrato de factoring, centralizar os processos de tesouraria no

ajustadas a cada cliente e isso torna-nos únicos. A confiança mútua

país de origem, dando resposta às especificidades individuais de cada

entre a EUROFACTOR e as empresas é o que nos torna uma referência

país onde a empresa tem presença. Através de um financiamento global

em Portugal e nos torna no parceiro ideal ao serviço de economia real,

e centralizado para todo o Grupo, o ‘EUROPEAN PASS’ oferece uma

apoiando claramente a sua tesouraria, as suas exportações e processos

cobertura de risco de crédito e uma eficiência administrativa, financeira

de internacionalização.

e de recursos, passando a haver apenas um interlocutor dedicado ao grupo. Este apoio e suporte à internacionalização das multinacionais

As empresas portuguesas têm aderido e compreendido cada vez

portuguesas, que concorrem num ambiente cada vez mais competitivo e

mais o conceito da EUROFACTOR?

com cada vez mais players de diversos países, é de extrema importância

Sim, sem dúvida! Conseguimos trabalhar em conjunto com o cliente as

e tem sido, de fato, o nosso foco estratégico.

suas verdadeiras necessidades para apresentar soluções específicas e muitas vezes cirúrgicas. E temos aprendido imenso com cada um

Desmistificando o factoring e a sua importância na realidade

dos nossos clientes, pois esta personalização e constante procura

vivenciada pelas empresas portuguesas e internacionais. Qual é, na

por soluções cada vez mais simples permite também uma adaptação

realidade, a importância do factoring para as empresas?

e ajustamento da nossa parte. Posto isto, ao fornecer as soluções

O factoring apresenta-se como uma fonte de financiamento muito

adequadas às necessidades das empresas portuguesas e do mercado,

credível, resiliente às crises e como uma boa alternativa a outras fontes

é natural que a EUROFACTOR demarque uma posição de referência e

de financiamento mais tradicionais. A atividade de Factoring consiste

inspire confiança nos negócios e nos clientes. Conseguimos perceber

na cedência dos créditos comerciais de curto prazo por parte de uma

que as empresas portuguesas privilegiam, cada vez mais, um serviço

empresa (Aderente), a uma instituição financeira (Factor) referente às

de cobranças, assim como a garantia dos riscos de incobráveis, o que

vendas a crédito de bens e/ou serviços efetuados aos seus clientes

complementadas com o financiamento e a eficiente informação na

(Devedores). Esta operação envolve pelo menos três intervenientes,

gestão da conta clientes, tornam o Factoring um excelente instrumento

o Aderente, o Devedor e o Factor, sendo que esta última presta um

de gestão e ideal para alavancar a economia. Vivemos num mundo

serviço integrado de gestão e cobranças dos créditos, pode assegurar

cada vez mais global, com a possibilidade de muitos produtos serem

a cobertura do risco de crédito (insolvência ou atraso de pagamento)

adquiridos em qualquer parte do mundo, e esta escala tem de ser

e efetua o financiamento (por adiantamento) dos créditos cedidos. O

alicerçada por soluções que permitam dar garantias financeiras às

mercado de factoring esteve alguns anos a sofrer com a economia

empresas para que se possam aventurar e competir junto de outros

portuguesa, pois estava muito ligado ao mercado nacional. O facto de

mercados. O facto de realizarmos operações de factoring de exportação

haver um grupo como o nosso – Crédit Agricole – com a capacidade de

em mercados menos tradicionais, numa altura em que a inovação e o

poder financiar as empresas, seja a nível doméstico, seja com propósito

pensamento ‘out of the box’ são tão importantes, torna a EUROFACTOR e

de alavancar os seus produtos além-fronteiras ou assegurar uma

a sua atividade no parceiro apelativo e ideal às empresas que procuram

internacionalização sólida permite aportar uma segurança financeira

o sucesso internacional. O crescimento da nossa atividade deve-se,

para as empresas poderem desenvolver o seu negócio. O Factoring é

essencialmente, à aposta e à confiança que os nossos clientes têm vindo

verdadeiramente um aliado das empresas portuguesas e uma referência

a depositar em nós ao longo dos anos. E esse aspeto reflete-se no nosso

ao serviço da economia real.

crescente sucesso.

Avalie a importância do fator confiança na relação entre a

Qual o balanço que fazem do trabalho realizado em 2017?

EUROFACTOR e os seus clientes.

Este ano apresentou-se como um período de trabalho produtivo e festivo,

O nosso sucesso é fruto da confiança que os nossos clientes têm

com a comemoração do nosso 25º aniversário em Portugal. Estamos de

vindo a depositar em nós. A conjuntura de instabilidade que vivemos

parabéns não só pelo marco importante que alcançámos, mas também

durante alguns anos obrigou as empresas portuguesas a procurar

pelos resultados e balanço positivo que conseguimos estabelecer.

soluções fora do tradicional crédito bancário, de forma a conseguirem

Encerrámos o exercício de 2016 com um resultado líquido de 5,232

uma maior liquidez e uma gestão mais eficientes e a longo prazo dos

milhões de euros, o que representou um crescimento de 12.9 por cento

seus capitais. Apesar das adversidades do mercado e dificuldades

face a 2015 e uma rentabilidade dos capitais próprios (ROE) próxima

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 35


tema | empresa

dos 16 por cento. O factoring de exportação representou 69.3 por cento

competitivo. A disponibilidade do funding, o respetivo preço e a qualidade

dos créditos tomados no ano passado, o equivalente a uma quota de

de serviço passaram a ser os fatores decisivos na concorrência entre

mercado próxima dos 50 por cento. Para além de consolidar a nossa

os vários operadores. A nossa dimensão e a rede de distribuição,

posição de liderança, a nossa posição de parceiro da economia real é

o serviço customizado e à medida de cada cliente e o ‘EUROPEAN

reconhecida e um fator motivador para continuar a apoiar as empresas

PASS’ continuam a proporcionar-nos vantagens competitivas muito

portuguesas nos seus processos de internacionalização. Ao longo destes

interessantes. Para nos conseguirmos destacar e continuar a apresentar

25 anos, conhecemos centenas de empresas portuguesas que hoje são

resultados de crescimento, é fundamental estar atento às oportunidades

um verdadeiro exemplo a nível internacional e é, de facto, um orgulho

de investimento e é isso que temos vindo a fazer. Mais do que inovação,

perceber que a EUROFACTOR também contribuiu para o seu sucesso.

deve existir uma constante atualização e atenção ao comportamento dos

É também com um rasgado sorriso que vejo cada vez mais empresas

mercados para conseguirmos responder, de forma assertiva, aos desafios

portuguesas detentoras de negócios próprios tão inovadores e diferentes,

que possam surgir.

a terem voz própria neste mercado tão competitivo. Aproximando-nos do final do ano, qual a mensagem que pretendem E que novidades nos aguardam em 2018? Quais os principais

deixar aos vossos clientes e potenciais clientes?

desafios que preveem e quais os desenvolvimentos que poderemos

O nosso sucesso é fruto da confiança que os nossos clientes têm vindo

esperar da vossa entidade?

a depositar em nós durante estes 25 anos. A EUROFACTOR Portugal

Tendo em conta que a exportação continua a ser um dos pilares da

espera que os seus clientes e os seus parceiros continuem a depositar

economia nacional, o factoring de exportação continua a apresentar-

a mesma confiança com que o têm vindo a fazer por muitos mais. O

se como um dos maiores projetos da EUROFACTOR Portugal.

próximo ano promete novas oportunidades e crescimento e também

Paralelamente, estamos a evoluir para a criação de valor acrescentado

uma grande adaptação e poder de encaixe de diversos modelos de

ao nível da internacionalização, ou seja, para a capacidade de apoiar

negócio existentes. Estou muito expectante para conhecer novas formas

a internacionalização das empresas portuguesas em diversos países

de negócios, novos conceitos e novas parcerias além-fronteiras! A

da Europa, através da uniformização e simplificação de processos. O

EUROFACTOR pretende continuar a apoiar as empresas portuguesas

apoio à internacionalização das empresas, sempre com um serviço

através de parcerias duradouras e seguras. Esta crença concede-nos a

especializado, simplificado, e que sustente o nosso conhecimento e

confiança e alento para continuarmos a ser os especialistas na gestão da

expertise dos diferentes mercados, continuará a ser o nosso caminho.

conta clientes das suas empresas e, principalmente, o seu parceiro ao

Com tantos players, em forte concorrência na conquista de novos clientes

serviço da economia real.

e quota de mercado, o mercado nacional de factoring é extremamente

36 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


microplásticos |inovação

30 anos de sucesso na indústria nacional A MICROplásticos é uma empresa familiar, fundada em 1987, que se dedica à produção de componentes plásticos de alta precisão e elevado rigor dimensional, que se foi adaptando às necessidades dos seus clientes, de diferentes indústrias.

Pedro Marques e Frederico Pais Administradores

A celebrar o trigésimo aniversário este ano, o já longo percurso da

principal manter o âmbito familiar da empresa, em comunhão com

MICROplásticos pode ser resumido numa palavra: empreendedorismo.

um crescimento sustentável, conscientes da responsabilidade que tal

Surgindo na década de 80 pela união de dois figueirenses amigos, Vítor

acarreta.

Pais e António Cruz Marques, a empresa, que no início se dedicava à

A entrevista tem lugar na sede da empresa, em Cova da Serpe, Quiaios.

fabricação de componentes plásticos para frigoríficos, foi crescendo,

“Depois dos nossos pais terem experimentado vários locais, decidiram

tornando-se hoje numa referência no que à produção de elementos

instalar-se aqui, em 1987. Esta unidade foi sendo ampliada ao longo

plásticos de alta precisão diz respeito.

dos anos, o que se comprova pelos vários estilos arquitetónicos que aqui

A Revista Business Portugal esteve à conversa com dois dos filhos dos

podemos encontrar. Entretanto, como não havia mais espaço e como

fundadores, Frederico Pais, de 37 anos com experiência profissional no

estamos implantados numa zona não industrial, decidimos construir

estrangeiro e um MBA da ESADE em Barcelona juntou-se ao grupo em

uma nova unidade, na Zona Industrial da Gala, também na Figueira da

2015 para exercer as funções de diretor de Estratégia, e Pedro Marques,

Foz”, explica Pedro Marques. Esta nova unidade, que atualmente está

de 41 anos, licenciado em Engenharia Industrial, com um percurso

de novo em expansão, mantém a ligação ao concelho da Figueira da

na empresa de 15 anos, sendo atualmente o diretor de Produção.

Foz e tem capacidade para absorver não só todo o crescimento previsto,

Ambos fazem parte de um plano de sucessão que tem como objetivo

como para, gradualmente, receber a produção que ainda é feita na sede.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 37


inovação | microplásticos

Em paralelo existe uma outra unidade de produção, na Polónia, que

Trabalhamos em toda as fases do produto, desde a conceção ao design,

começará a laborar no início do próximo ano, fruto de uma estratégia

da produção à distribuição, utilizando várias soluções integradas cada vez

de internacionalização da empresa. Do grupo fazem ainda parte uma

mais eficientes”, considera Pedro Marques. A politica de investimento em

empresa que se dedica à construção de moldes e outra que se tem

maquinaria e equipamentos de elevada qualidade também foi destacada,

especializado em processos de montagem.

a par do know-how interno, como um ponto importante no crescimento dos últimos anos.

Áreas de negócio A MICROplásticos atua fundamentalmente em três setores: automóvel,

Aposta na internacionalização

elétrico e termotecnológico. “O ramo automóvel é atualmente o principal

A nova fábrica na Polónia, que começará a produzir no início de 2018,

mercado da MICROplásticos, representando cerca de 70 por cento da

surgiu devido à necessidade da MICROplásticos crescer para a Europa

faturação. Tendo tomado especial relevância no decurso dos últimos

Central, muito por questões de logística, no âmbito do setor automóvel.

12 anos, traduz-se num mercado extremamente competitivo, com um

“Os nossos clientes, que têm estabelecido muitas unidades industriais

nível de inovação tecnológica altíssimo e um potencial de acrescentar

nessa área, pedem-nos rapidez de resposta. Essa capacidade de dar

valor muito atrativo”, considera Frederico Pais. Na MICROplásticos há

resposta, caso exista algum problema em alguma linha de produção de

uma larga experiência na produção de diferentes tipos de peças para

um construtor automóvel, tem que ser muito mais rápida do que a que

o mercado automóvel, maioritariamente não visíveis aos olhos dos

seríamos capazes de dar à distância que estamos aqui. Começámos a

passageiros, mas fundamentais em várias funções desde a iluminação

perceber que para continuarmos competitivos teríamos que estar mais

aos volantes, a airbags ou fechaduras.

próximos. E depois há a ambição que guiou os dois fundadores e que

Os restantes 30 por cento da faturação dividem-se entre o setor

também nos guia, de crescer e internacionalizar. É um passo muito

elétrico e termotecnológico. A MICROplásticos tem uma experiência no

grande. Depois de ponderarmos vários países, a Polónia foi a escolhida,

ramo elétrico de mais de 18 anos, com a produção vocacionada para

pela posição geográfica e pela proximidade aos clientes”, salienta o

equipamentos de segurança como disjuntores, interruptores e peças

diretor de Estratégia.

de ligação. Nesta área de negócio, é potencializada a standarização

Os dois responsáveis acreditam que o setor automóvel continuará a ser a

dos processos de fabrico com vista à otimização de toda a cadeia de

grande aposta da MICROplásticos, pelo alto nível tecnológico e também

valor. Ao mesmo tempo, a empresa construiu um know-how interno

pela tendência do mercado para os veículos híbridos e elétricos. Estes

no desenvolvimento e produção de componentes ligados à indústria

utilizam cada vez mais componentes plásticos, quer para reduzir o peso

da termotecnologia, maioritariamente para o ramo de sistemas de

que tem impacto nos consumos, quer pela quantidade de sensores

aquecimento de águas. “Oferecemos produtos de valor acrescentado.

e alertas que cada vez mais possuem, em prol de uma condução

38 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


microplásticos |inovação

autónoma. “A quantidade de sensores, câmaras, alertas que um carro

depois porque lhes traz estabilidade. Sempre honrámos os nossos

passará a ter vai multiplicar-se por um número muito grande e todos

compromissos e isso dá muita segurança a quem trabalha connosco”,

esses elementos são em plástico. A condução autónoma vai ditar os

considera Pedro Marques.

próximos anos da indústria automóvel”, acredita Frederico Pais. 2017, ano de grandes apostas Responsabilidade social

2017 é um ano que ficará na história da MICROplásticos. É o ano

Atualmente constituída por 242 pessoas, a MICROplásticos é um dos

do trigésimo aniversário e da concretização do grande passo da

maiores empregadores do concelho da Figueira da Foz. Não esquecendo

internacionalização. É o ano em que a unidade produtiva da Zona

a responsabilidade que representa para muitas famílias, a empresa leva

Industrial da Gala esgotou nas dimensões que estavam construídas e

a cabo um conjunto de projetos e iniciativas que visam dar apoio aos

se avançou para a ampliação do espaço: “Já sabemos que os objetivos

colaboradores e ao seu agregado familiar. Neste âmbito, é dado apoio

em termos de vendas serão atingidos, com uma taxa de crescimento

à educação dos filhos dos colaboradores, bem como um seguro de

de dois dígitos face ao ano anterior. Para 2018 estamos otimistas.

saúde aos funcionários. Estes beneficiam ainda de vários descontos em

Diria que vai ser um ano muito na linha do que está agora a terminar.

empresas locais, fruto de parcerias entre a MICROplásticos e escolas,

Temos que materializar a grande decisão e o grande salto que foi a

farmácias, ginásios, piscinas, combustível, entres outros.

internacionalização e continuar a apostar na qualidade e inovação, pilares

Ao longo do ano são ainda realizadas várias atividades. Este ano, para

estratégicos da nossa empresa. A organização tem que acompanhar

assinalar o trigésimo aniversário da empresa, foi realizado um jantar

esta ambição, através da formação nas pessoas, na melhoria dos

para todos os colaboradores no Casino da Figueira da Foz, com vários

procedimentos e das ferramentas informáticas”, conclui Frederico Pais.

espetáculos. O próximo evento será a festa de natal, com almoço e festa para os filhos dos colaboradores. “Sabemos que as pessoas são fundamentais. Somos muito próximos

Cova de Serpe – Quiaios

uns dos outros, também fruto das origens familiares da MICROplásticos.

3080-512 Figueira da Foz

Hoje em dia somos uma empresa grande, mas não perdemos o

Telefone: 233 917 220

ADN da proximidade entre as pessoas. É uma responsabilidade que

Fax: 233 910 610

não nos assusta, mas agrada-nos. As pessoas gostam de trabalhar

E-mail: geral@microplasticos.pt

na MICROplásticos, primeiro porque é uma empresa de referência,

www.microplasticos.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 39


inovação | era rio tinto

“Queremos trabalhar mais e

melhor” A garra, determinação, motivação e ambição ditou o sucesso das empresárias que avançaram com o projeto ERA Rio Tinto. Praticam uma política de proximidade com os seus clientes, de forma a garantir que encontram o seu lar de sonho. Como surgiu a ERA Rio Tinto? Somos três amigas, de longa data, que tínhamos o sonho de realizar um projeto de trabalho em conjunto. Vimos de áreas de trabalho completamente diferentes (seguros, mobiliário urbano e conservas) e talvez por isso tivemos tanto sucesso. Não sabíamos nada de imobiliário e absorvemos a totalidade da formação ERA. Apesar de pertencerem a um franchising cada agência tem a sua própria identidade. Qual é o ADN da ERA de Rio Tinto? A garra, determinação, motivação e ambição não se

simplesmente veio reforçar a ideia que sobrevivem os que melhor e mais trabalham.

compram. O franchising foi um grande impulsionador, a

Durante este período conseguimos conquistar uma grande fatia de quota de mercado,

marca é muito forte, mas sem as restantes características o

permitindo aumentar constantemente a faturação.

sucesso não seria alcançado.

Temos uma organização muito bem estruturada com cinco equipas comerciais. No total já somos mais de 30 pessoas a trabalhar em full-time neste mercado. Temos

Cada agência tem o seu nicho de mercado. Qual é o

um departamento de processos que trata de todas as legalizações e aprovações

desta agência?

necessárias de forma agilizar os processos.

O nosso nicho de mercado é sem qualquer dúvida o dos

Mas o que mais nos distingue é o trabalho árduo, formação e a nossa marca.

usados, particulares. Mas estamos satisfeitos com a nossa escolha, pois neste momento o “produto” novo é quase

Este é um negócio de pessoas e não de casas. Concorda? É complicado

inexistente e os bancos já esgotaram os seus imóveis.

encontrar o lar que corresponda às expectativas do cliente?

A ERA de Rio Tinto foi das poucas imobiliárias que se

Sim!! Concordo totalmente. É sempre um grande desafio satisfazer o “sonho” de cada

manteve ao lado dos particulares da altura da crise. A

cliente. Temos a tarefa de conciliar o “sonho” / expectativas com o orçamento do

grande maioria das imobiliárias escolherem trabalhar com

cliente e com o que existe no mercado, o que nem sempre é fácil. Mas garanto que

os imóveis da banca enquanto nós nos mantivemos ao lado

é possível na grande maioria dos casos e que a nossa satisfação é enorme a cada

dos nossos clientes particulares.

concretização do “Sonho”!!

No mercado atual, onde a concorrência dentro do setor

Que tipo de produto se encontra neste local? Sente-se falta de produto novo?

é feroz, como se distinguem?

Quanto à diversidade de produto estamos num mercado magnifico. Temos de tudo:

A concorrência sempre foi feroz no nosso mercado. A crise

terrenos, apartamentos, moradias, lojas e armazéns. No entanto sentimos muita falta

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era rio tinto |inovação

de imóveis novos. Quase não existem imóveis novos e temos cliente que procuram

mais de dois mil imóveis na nossa base de dados e os

apenas esse tipo de produto. Precisamos que os investidores acreditem mais no

comerciais conhecem os clientes pelos nomes!!

mercado de Gondomar. É sucesso garantido!! Praticam regime de exclusividade nas vossas Os colaboradores são o cartão de visita de qualquer empresa. Como

angariações? Se sim, porquê?

descreveriam os colaboradores que compõem a vossa equipa? Estão a

Trabalhamos em regime de exclusividade e aberto. O cliente

recrutar?

decide. Obviamente a atenção e investimento despendido

Os nossos colaboradores são muito determinados e extremamente motivados. Têm

é maior quando angariamos em exclusivo. Temos uma

muita formação de forma a dar resposta às mais exigentes questões. Estão aptos a

maior responsabilidade neste caso e trabalhamos com

fazer avaliações corretas aos imóveis. O que mais valor damos dentro da empresa é

maior segurança o imóvel. Não corremos o risco de gastar

à confiança. Confiança dentro da equipa e fazer por merecer a confiança dos nossos

dinheiro na sua divulgação para outro vender... Quero, no

clientes. Em relação ao recrutamento estamos sempre à procura de pessoas que

entanto, aproveitar para alertar para o fato de alguma da

queiram trabalhar e ganhar bem. Pessoas ambiciosas, trabalhadoras, determinadas e

concorrência apenas praticar o exclusivo com o argumento

corretas serão sempre bem-vindas à nossa equipa.

que depois partilha com as outras imobiliárias. Isto é MENTIRA. Nem todas as imobiliárias partilham negócios e

Diriam que praticam uma politica de proximidade com os vossos clientes?

nós garantidamente não partilhamos.

Sim, estamos sempre muito próximos. A nossa prospeção para conseguir novos imóveis é feita porta à porta. Cada comercial

O que ambicionam concretizar no futuro?

é responsável por uma zona restrita de forma a conhecer cada recanto. Sabem que

Queremos trabalhar mais e melhor.

café existe na rua, cabeleireiros, farmácias, ... conhecem tudo da sua zona. Temos

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 41


inovação | v3l engenharia

Engenharia Civil, Economia e Gestão

A V3L, no mercado há quase uma década, é já uma referência nacional quando falamos de engenharia civil. Numa edição com destaque sobre o futuro, a nossa revista conversou com Nuno Viegas, responsável da V3L. Nuno Viegas Administrador

então partir para outras geografias. Que balanço faz destes anos de atividade? O balanço tem sido muito positivo, os últimos anos foram anos muito difíceis no setor da construção, sendo que para a V3L, 2017 foi o ano de afirmação da empresa no setor. Nada está ganho e ainda temos muito para melhorar, mas o futuro prevê-se risonho para a V3L, que continuará a apostar na inovação e qualificação dos seus quadros, com o claro intuito de ser cada vez mais uma empresa de referencia para os seus clientes. Qual é, no seu entender, a base do vosso sucesso e do vosso futuro? Conforma anteriormente referi, a base do nosso sucesso são os nossos

Para que possamos contextualizar os nossos leitores, pergunto-lhe

clientes, os nossos parceiros e os nossos colaboradores. Estes são os

como e quando surgiu a V3L?

três pilares da nossa atividade e a base do crescimento sustentado da

A V3L foi fundada em em 2010 e desde então sempre teve como missão

V3L ao longo dos últimos anos.

prestar um serviço de excelência na área da construção, desde a fase

O foco para o futuro na V3L é claro, satisfação do cliente acima de tudo!

de projeto, à fase de obra, passando pela manutenção e pós-venda, tendo sempre como foco as necessidades e especificidades de cada cliente, assim como, a superação das expectativas, aliando o rigor e profissionalismo à qualidade da execução, ao comprimento dos prazos de execução e orçamento acordado. Quais os serviços e valências prestados pela V3L? A V3L tem um posicionamento claro em 3 áreas de negócio:

Projetos de Arquitetura e Especialidades

Projeto ‘Casa à Medida’ - construção de moradias chave na mão, incluindo projetos de arquitetura, engenharia e construção; Obras novas – públicas e privadas Reabilitação de edifícios. Na vossa perspetiva, quais os principais fatores de diferenciação da V3L relativamente a outras empresas do mesmo sector?

Obras Novas Públicas e Privadas

Reabilitação de Edi�cios

Na nossa opinião, os principais fatores que nos distinguem é o facto da V3L ser uma empresa completamente orientada para a satisfação dos seus clientes, em manter relações sérias e duradouras com os seus parceiros de negócio e em ser uma empresa na qual os seus colaboradores se sintam reconhecidos e felizes no seu local de trabalho.

Construção de Moradias Chave na Mão

Em que mercados estão presentes? Como qualquer empresa portuguesa com ambição, a V3L tem o tema da internacionalização bastante presente na sua estratégia, mas para isso há que consolidar mercado e processos no mercado nacional para depois

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V3L - Engenharia e Gestão de Construção, Lda. Alvará Nº 64412 Alto Business Park. Rua Quinta da Piedade, Lote Q/R, Setor VI, Piso 2, Fração Z. 2625-178 Póvoa de Santa Iria Telf: + 351 210 939 173 . E-mail: geral@v3l.pt. Site: www.v3l.pt


inovação | lusomatec

Produtos inovadores para a arquitetura e construção Fundada a 7 de abril de 2014, a Lusomatec é uma empresa jovem e dinâmica que tem como missão levar até ao cliente produtos inovadores para a arquitetura e construção.

Representam e comercializam marcas de renome internacional,

versatilidade, podendo ser utilizado em moradias, edifícios residenciais

tais como a Agrob Buchtal, Trimo, Ceipo (Cobogó), Celenit, Polysto,

ou em espaços comerciais, no interior ou no exterior, em apontamentos

B-Hygienic, Basf/Pci e Stelcon. Dispõem de variadas soluções para o

decorativos, divisórias, painéis de ensombramento, fachas, etc.

revestimento de pavimentos de alta performance, tanto na indústria como no comércio, com especial experiência no sector alimentar, da

Trimo - painel sandwich metálico para arquitetura

transformação e conservação de alimentos, restauração, automóvel, etc.

Dentro da Trimo existem vários sistemas à disposição do cliente: QBISS. ONE, QBISS.Air, Trimoterm e o ArtMe.

Agrob Buchtal – cerâmica para arquitetura

O QBISS.ONE é um exclusivo sistema de fachada em painel metálico que

Criada em 1992, após uma fusão das tradicionais empresas Deutsche

inclui isolamento, com quatro cantos redondos e juntas configuráveis,

Steinzeug Cremer & Breuer AG e AGROB Wessel Servais AG, a gama

sem soldas, dobras, ou vincos, totalmente impermeável ao ar e à água.

de cerâmicas AGROB Buchtal herda uma história que teve início em

O QBISS.Air é um sistema único de fachada em cortina de vidro com

meados do séc. XVIII. Arquitetos e projetistas por todo o mundo apreciam

um inovador núcleo de isolamento que oferece excecional eficiência

a liberdade de projeto oferecida pela enorme variedade de azulejos

energética e conforto habitacional.

e produtos cerâmicos, com uma ampla variedade de aplicações,

Os painéis de fachada Trimoterm apresentam-se como uma solução

complementada por produtos individuais, personalizados. Com uma

única, para a maioria dos projetos de arquitetura moderna para espaços

consultoria abrangente e a execução de tarefas de pormenorização de

comercial, desportivos ou industriais. Estes sistemas de fachada

rotina, o Gabinete de Apoio aos Arquitectos da AGROB Buchtal funciona

trazem uma nova vida aos edifícios proporcionando características

há mais de seis décadas.

técnicas e estéticas de elevada qualidade em modernos painéis de

A experiência da empresa reflete-se na alta qualidade dos cerâmicos

fachada, garantindo ainda a máxima eficiência e segurança, proteção e

da marca e é baseada em know-how sólido e em soluções inovadoras,

durabilidade das construções.

dando origem a cerâmicas de qualidade ‘made in Germany’, que

O ArtMe é um exclusivo sistema de fachada, de alta tecnologia, que

oferecem reduções de custos em manutenção ao longo do tempo,

permite literalmente expressar em formas ilimitadas, padrões ou efeitos

graças ao exclusivo sistema de revestimento HT, de fácil limpeza. A

visuais e toda a criatividade individual com um resultado verdadeiramente

AGROB Buchtal é ainda pioneira no desenvolvimento de cerâmicas

único. Desde desenhos e imagens, até logótipos, marcas ou inscrições, o

antiderrapantes. Assumindo uma atitude de responsabilidade social

ArtMe permite uma fachada totalmente personalizada.

e ambiental para o futuro, a AGROB Buchtal promove a construção ecológica ‘Green Building’.

Celenit - isolamento natural térmico e acústico

O Campeonato do Mundo Budapest 2017 - FINA World Championships

O Celenit é um isolamento natural térmico e acústico. É constituído

decorre numa piscina revestida com cerâmica da Agrob Buchtal.

unicamente por materiais naturais: madeira, cimento Portland, pó de mármore e água, sendo por isso definido como um isolante natural e

Cobogó

sustentável.

Os cobogós são elementos construtivos e decorativos que permitem uma passagem controlada da luminosidade garantindo ao mesmo tempo uma boa ventilação. Existem há séculos como forma de proteger

A Lusomatec desenvolve soluções para:

as construções de uma excessiva exposição solar, mas também para

Indústria – pavimentos industriais, paredes e tetos;

criar efeitos de luz e condicionar a visão para um espaço sem o fechar

Fachadas – sistemas de fachada ventilada em cerâmica auto lavável;

completamente. Fabricados em terracota ou em grês, em em diversos

Piscinas – Revestimentos, utilizando peças especiais nos seus

formatos, podem apresentar um aspeto natural ou mais moderno e sofisticado, com um revestimento em esmalte colorido. Seja na reabilitação ou em construções novas, é um elemento de grade beleza e

44 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

variados sistemas.


inovação | cases

Reconhecer a economia social

Eduardo Graça Presidente

A CASES – Cooperativa António Sérgio para a Economia Social, tem como principais objetivos a promoção, dinamização, cooperação, qualificação e fortalecimento do setor da economia social, através de uma forte parceria e cooperação efetiva entre o Estado e as organizações pertencentes ao setor, assumindo a forma jurídica de ‘’cooperativa de interesse público’’. competências, responsabilidade e poderes

baluarte”, competindo-nos com prioridade,

de autoridade, no setor cooperativo e,

em todos os momentos, face à maioria dos

mais recentemente, no voluntariado. O

desafios com que somos confrontados e

cooperativismo tem crescido nos últimos

responsabilidades que nos competem assumir,

três anos, em particular, nos ramos da

ser capazes de exercer, em continuidade e com

solidariedade social, serviços e cultura. O mais

previsibilidade, o papel de mediadores entre

relevante programa sob gestão da CASES é o

as entidades da economia social, e entre estas

COOPJOVEM, programa que tem como público

e os poderes públicos, incluindo, em primeira

alvo os jovens NEET, ou seja, aqueles que não

linha, o governo. Com descrição, respeito

frequentam a escola, não frequentam cursos de

pela autonomia das entidades e o máximo de

formação e estão fora do mercado de trabalho.

eficácia possível.

É o público alvo mais difícil de mobilizar e motivar e o programa COOPJOVEM tem como

A aproximação dos jovens a atividades

objetivo promover as condições para a criação

desta índole é cada vez mais frequente?

de cooperativas por jovens nestas condições e,

Os jovens estão presentes, ao contrário do que

de forma mais geral, promover o seu regresso

muitos pensam, nos trabalhos das entidades

à escola ou ao mercado de trabalho.

da Economia Social, quer como trabalhadores,

Para que possamos contextualizar

No que respeita ao voluntariado, competência

quer como dirigentes, utentes, voluntários

os nossos leitores, pedia-lhe que

da CASES desde abril de 2017, é a de

…, mas, paradoxalmente, a economia social

começássemos esta entrevista por fazer

contribuir para a recriação de uma politica

não está presente na escola, nem no plano

uma breve apresentação da CASES e quais

pública na área do voluntariado não certamente

curricular nem, de forma significativa, sob

os propósitos inerentes à sua criação.

destinada a substituir as entidades da

qualquer outra forma. É uma flagrante falha,

A Cooperativa António Sérgio para a Economia

sociedade civil que trabalham nessa área,

não da economia social, mas da politica

Social (CASES) é uma entidade que resultou da

de forma séria e continuada, mas a de criar

pública de educação. Ao contrário de outros

transformação do INSCOOP, Instituto Publico

dispositivos e medidas que incentivem e

países da UE como, por exemplo, a Espanha,

criado, após o 25 de abril de 1974 e cuja ação

apoiem o desenvolvimento do voluntariado,

a educação da juventude no nosso país não

era vocacionada para o setor cooperativo.

nas suas diversas facetas, promovendo um

integra, de forma estruturada e sistemática,

Em 2010 o governo decidiu criar a CASES

debate alargado para a modernização da sua

a aprendizagem dos valores, princípios e

alargando o âmbito da sua atuação ao conjunto

legislação de enquadramento. A CASES dispõe

práticas do associativismo, sob as suas

da economia social. Trata-se, pois, de uma

ainda, entre outros, da gestão do Programa

diversas formas. Há que trabalhar para que,

parceria entre o Estado e as entidades de

Nacional de Microcrédito (PNM).

conforme as regras do debate democrático, se encontrem os melhores caminhos para valorizar

cúpula da economia social tendo como objetivo central a promoção deste setor. O princípio

Que balanço faz destas medidas?

o associativismo livre sob cujos princípios

basilar em que assenta a economia social é o

Todos os programas, e medidas, de que a

se estruturam, de verdade, as sociedades

do predomínio da pessoa sobre o capital que

CASES é responsável estão em curso de

democráticas.

enraíza numa tradição de auto-organização

execução embora em fases diferentes de

das pessoas para resolverem os seus

maturação e desenvolvimento. O balanço do

Existe, efectivamente, economia social em

próprios problemas, emanada e próxima das

ano de 2017 far-se-á até ao final e março

Portugal?

comunidades, em prol do bem comum.

de 2018 e estamos seguros que será, com

A importância do setor da economia social,

suas virtudes e defeitos, amplamente positivo.

para além da sua consagração constitucional,

Falemos agora especificamente dos

Somos uma pequena organização que se

sob a designação de “setor cooperativo e

programas da CASES.

aproxima do modelo de “equipa de projeto”

social”, foi revelada, de forma credível, através

A CASES tem, entre as suas atribuições e

mais do que do modelo de “organização

de duas contas satélites da economia social,

46 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


cases | inovação elaboradas pelo INE e pela CASES, com

assinalável, no decurso de 2017, a realização

métodos tradicionais e tenho como certo que,

dados de 2010 e 2013. O setor entre 2010 e

do Congresso Nacional do setor que conduziu

além da solidariedade individual, praticada no

2013, em pleno período de crise, cresceu em

à criação de uma entidade confederal

seio da família e das comunidade, a mor parte

quantidade, criou mais emprego e acrescentou

representativa do setor da economia social,

das vezes de forma anónima, é ao Estado

mais valor.

fazendo surgir no plano institucional uma “voz

que compete criar e manter dispositivos,

A Economia Social em Portugal é um setor

única”, com salvaguardada da autonomia

mecanismos, programas e medidas que

constituído por mais de 60 000 entidades,

e identidade das entidades que integrem a

possam, ao mesmo tempo, incentivar a auto

muito relevante, em particular, no que respeita

Confederação.

organização dos cidadãos para a defesa do

ao emprego. De fato a Conta Satélite da

De facto, foi assinado, no passado dia 14

bem comum e prestar diretamente apoio

Economia Social revela, com dados de 2013,

de novembro de 2017, na sessão final do

solidário aos cidadãos em todas as situações

que o setor representa 6% do emprego

Congresso Nacional da Economia Social,

de estado de necessidade. É sempre o debate

remunerado a tempo completo, o segundo

um compromisso para a criação dessa

acerca do Estado social, sua natureza e papel

setor de atividade económica, logo a seguir à

Confederação, até ao final de março de 2018,

na sociedade que está presente quando se

Construção, que mais emprego cria no país.

pelas duas Confederações Cooperativas

aborda este tipo de questões.

Isto é muito relevante, mas Portugal ainda está

(CONFECOOP e CONFAGRI), Confederação

abaixo da média europeia, o que quer dizer

das IPSS s (CNIS), União das Misericórdias,

“O futuro da CASES passa pelo seu

que este setor tem um grande potencial de

União das Mutualidades, Centro Português

passado”. De que forma?

crescimento. Representa, por outro lado, 2,8

das Fundações, ANIMAR e Confederação das

Todas as organizações ancoram a sua ação

por cento do Valor Acrescentado Bruto (VAB),

Coletividades de Cultura Recreio e Desporto).

num continuum e só têm futuro se forem

o que é significativo na criação de riqueza nacional.

capazes de dar respostas competentes aos Os portugueses estão mais solidários?

desafios do presente, com respeito pelo seu

Os portugueses são solidários perante

passado. A CASES, em duas palavras, tem

O que é necessário mudar?

grandes desafios e têm manifestado essa

como vocação de futuro contribuir para abrir

As mudanças no setor da economia social

solidariedade, de forma publicamente notória,

caminho, através do pensamento, ação e

em Portugal têm vindo a ganhar fôlego desde

face a desastres que afetam de forma profunda

mediação, para a criação e desenvolvimento de

2010, com a criação da CASES e do Conselho

as nossas comunidades. Mas a medida

uma economia do bem comum, centrada nas

Nacional da Economia Social (CNES) sendo

da solidariedade é difícil de alcançar pelos

pessoas e não no capital.

Tendo presentes:

A proposta aprovada em 14 de novembro de 2016 pelo plenário do Conselho Nacional da Economia Social (CNES) para realização do 1.º Congresso Nacional da Economia Social; O amplo e profícuo trabalho de preparação deste Congresso que decorreu ao longo do ano de 2017, sobretudo materializado na realização de quatro sessões temáticas, em Lisboa, Póvoa de Varzim, Mangualde e Évora, amplamente participadas, quer por dirigentes, quadros e associados das organizações da Economia Social, quer por membros da sociedade civil sem ligação a estas organizações; O empenhamento assumido pelas Entidades de âmbito nacional da Economia Social na organização deste Congresso, visando alcançar os objetivos delineados, em particular: - o reforço do sector da Economia Social no plano institucional, legal e organizacional valorizando o seu papel na economia e na sociedade portuguesa; - a promoção e o aprofundamento de um debate alargado em torno de temas nacionais e internacionais relevantes para a Economia Social portuguesa e para as entidades que a integram; - a apresentação de uma declaração comum contendo um conjunto de recomendações que, no respeito pela diversidade, contribuam para uma melhoria qualitativa da representatividade do sector da Economia Social perante os poderes públicos, a sociedade em geral e, em particular, as instâncias de concertação social; A crescente consciência, por todos assumida, de que o primeiro destes objetivos só será eficazmente concretizado através da criação de uma estrutura comum, de natureza confederativa, que, respeitando a autonomia, a independência e o espaço próprio de intervenção de cada entidade, faça a promoção e a defesa da Economia Social, como um sector específico, designadamente como parceiro social, na concertação, na definição das políticas públicas e nas orientações estratégicas destinadas à Economia Social; Os relevantes passos que, neste sentido, já foram dados, tendo sido possível estabelecer um consenso entre as Entidades signatárias de âmbito nacional da Economia Social para a aprovação do projeto de Estatutos da Confederação da Economia Social Portuguesa (CESP) em anexo. As seguintes Entidades de âmbito nacional da Economia Social: ANIMAR – ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA PARA O DESENVOLVIMENTO LOCAL; CNIS – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS INSTITUIÇÕES DE SOLIDARIEDADE; CONFAGRI – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DAS COOPERATIVAS AGRÍCOLAS E DO CRÉDITO AGRÍCOLA DE PORTUGAL, CCRL; CONFECOOP – CONFEDERAÇÃO COOPERATIVA PORTUGUESA, CCRL; CPCCRD – CONFEDERAÇÃO PORTUGUESA DAS COLECTIVIDADES DE CULTURA, RECREIO E DESPORTO; CPF – CENTRO PORTUGUÊS DE FUNDAÇÕES; UMP – UNIÃO DAS MISERICÓRDIAS PORTUGUESAS; UMP – UNIÃO DAS MUTUALIDADES PORTUGUESAS;

aqui representadas, assumem, no encerramento do 1.º Congresso Nacional da Economia Social / 2017, o compromisso solene de, até 31 de março de 2018, realizarem o acto formal de constituição da CESP - Confederação da Economia Social Portuguesa, nos termos do projecto de estatutos já aprovado. Lisboa, 14 de novembro de 2017

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 47


inovação | electrolux

Nove décadas em Portugal

A Revista Business Portugal conversou com Marisa Pires, sobre o sucesso que a marca Electrolux tem alcançado e consolidado em Portugal. e hoje podem ser experiências fantásticas.

decorrer?

E podemos estar a falar da preparação de

Na marca AEG temos neste momento

um jantar de amigos, onde o frigorífico, o

duas campanhas a decorrer, uma em cada

forno, a placa e a máquina de loiça são peças

território da marca: Taste e Care. No caso do

essenciais, mas também de cuidar da nossa

território Taste, a campanha ‘Inovar o Futuro’

roupa, fazendo com que as nossas peças

celebra os 130 anos da AEG, uma marca

preferidas se mantenham como novas, lavagem

que aposta na tecnologia de ponta aliada ao

após lavagem.

design, contribuindo para um futuro mais

Marisa Pires Administradora

sustentável. Nesta campanha partilhamos com

Há quanto tempo está a Electrolux presente em Portugal? A Electrolux está presente em Portugal desde 1925, tendo surgido em 1919 na Suécia. Que marcas representam? Temos três marcas, cada uma dirigida a um público-alvo diferente. A AEG, marca de origem alemã cuja inovação é reconhecida pelos consumidores há mais de 130 anos. A Electrolux, que transmite os valores escandinavos de design, qualidade e cuja herança profissional inspira confiança aos consumidores domésticos. E a Zanussi, a marca de origem italiana, também há mais de 100 anos traz soluções que tornam a vida dos seus consumidores muito mais fácil. Quais as principais características dos eletrodomésticos hoje em dia? Há uma característica transversal a todos os eletrodomésticos que é a eficiência energética. Ao longo dos últimos anos têm sido feitos investimentos muito elevados e o consumo energético e de água é hoje uma ínfima parte do que era há uma ou duas décadas. Mas se esta é uma exigência dos tempos modernos, não é esta a característica que diferencia as marcas. O que faz a diferença é que os eletrodomésticos sejam parceiros nalgumas tarefas que eram vistas como desagradáveis

48 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Quem procura um eletrodoméstico, já o faz

o consumidor três valores que têm guiado a

consciente da energia que este gasta ou

marca ao longo de 130 anos: Inovação, Design

do barulho que faz? São questões a que as

e Sustentabilidade. No caso do território Care

marcas procuram dar resposta?

ou Cuidado da Roupa, apresentamos o Care

Sim, como referi esta é uma exigência dos

Label Project, uma iniciativa desenvolvida

consumidores, mas também dos organismos

juntamente com parceiros da indústria da

estatais, nacionais e internacionais, que através

moda, como fabricantes de roupa e designers,

de diversos mecanismos têm vindo a obrigar as

com o objetivo de inspirar, educar e atualizar

marcas a descontinuar os produtos com maior

os consumidores relativamente à forma como

consumo. No nosso caso, estamos sempre um

cuidamos da nossa roupa. Com este desafio

passo à frente. Sendo a melhor classificação

em mente, lançamos uma nova etiqueta de

energética das máquinas de lavar roupa A+++,

lavagem – ‘Não lavar em excesso’ – que

lançámos recentemente um modelo na AEG, a

vem reforçar a importância de pensarmos

série 9, cuja eficiência é 70 por cento superior

duas vezes antes de colocarmos as roupas

à classe A+++. Trata-se de uma máquina com

na máquina. Por sua vez, a marca Electrolux

a tecnologia Softwater e será provavelmente a

convida os consumidores a ‘Tornar a vida

melhor máquina de lavar de roupa do mercado

deliciosa’, transformando as atividades do

quando falamos do cuidado que proporciona

dia-a-dia em experiências memoráveis, com a

às roupas, pois garante um pré-tratamento

ajuda dos produtos Electrolux.

da água para que os resultados de lavagem sejam os melhores, com o menor impacto no

Quais as vantagens para o consumidor que

desgaste da roupa.

compra os produtos em campanha? Na campanha ‘Inovar o Futuro’, ao comprar

Os clientes, de acordo com o site, podem registar o eletrodoméstico. O registo dos eletrodomésticos no site da respetiva marca permite manter a informação sobre todos os aparelhos da e manter contacto com a marca recebendo, se assim desejarem, informações sobre produtos que lhes permitam ter uma melhor experiência de utilização, como consumíveis e acessórios. Os consumidores podem também receber informações de campanhas ou novos produtos, conhecendo as últimas tecnologias e os novos lançamentos. Que campanhas e promoções têm agora a

produtos de encastre, o consumidor AEG


electrolux | inovação pode receber até três ofertas que celebram os

a casa, que em muitos casos pretendem

excelente recuperação dos últimos dois anos.

valores da marca. No caso da sustentabilidade,

melhorar a experiência dos consumidores ao

Mas penso que aumentou um pouco o nível

apresentamos um aspirador Öko AEG, que para

utilizarem os nossos produtos. Falamos de

de exigência dos consumidores que procuram

além de ser fabricado em plástico reciclado,

produtos tão diversos como kits de vapor para

cada vez mais marcas de confiança. Neste

permite uma poupança de energia de até 65

utilização nos fornos, uma sonda térmica para

contexto, a marca AEG tem visto a sua posição

por cento, sem perda de rendimento. Para

garantir que o alimento fica exatamente no

reforçada no mercado e continua a oferecer

celebrar o design presente nos produtos

ponto. Dispomos de um conjunto de panelas,

inovação, ano após ano, que se traduz numa

AEG, escolhemos um conjunto para vodka

frigideiras de nível verdadeiramente superior,

compra ponderada, com um nível de satisfação

onde a simplicidade das formas sublinha o

com um aquecimento rápido e homogéneo e

elevado.

trabalho da lapidação manual. Finalmente, uma

um conjunto para micro-ondas onde aliamos

pulseira monitor de atividade Fitbit simboliza

design e funcionalidade. Também na área do

Que leitura faz para os próximos anos?

a aposta da marca na Inovação. Na compra

cuidado da roupa temos acessórios que vão

A par de outros setores de bens duráveis,

de máquinas de lavar roupa das séries 7000,

desde um saco especial para lavar lingerie até

e mesmo no grande consumo, vivemos um

8000 e 9000 e/ou de um secador bomba de

detergentes e produtos de limpeza. Também

ciclo de recuperação económica bastante

calor da AEG o consumidor usufruiu de 10 por

relativamente aos produtos de manutenção, a

acentuada e até acima do crescimento da

cento de reembolso sobre o preço de compra.

maioria das pessoas não valoriza a manutenção

maioria dos países da europa. Tudo indica

Finalmente, aos consumidores que optem

de um eletrodoméstico e subestima a sua

que esta confiança se irá manter, ainda que a

por produtos de encastre da marca Electrolux

necessidade de utilização. Podemos garantir

um ritmo ligeiramente mais lento. O mercado

oferecemos os ingredientes necessários para

que, para além de aumentarem a longevidade

de construção provavelmente nunca voltará

que possam confecionar a receita para uma

dos eletrodomésticos permitem performances

aos níveis de 2008, mas atualmente existe

‘Vida Deliciosa’, desde um cartão com até 200

verdadeiramente excecionais.

um desenvolvimento latente na área de

euros, até um conjunto Bordallo Pinheiro ou uma liquidificadora Electrolux.

reconstruções de apartamentos e moradias, Os portugueses já recomeçaram a comprar

que se traduz num maior nível de exigência em

eletrodomésticos ou a crise baixou o

termos de marcas de segmentos superiores,

Além de eletrodomésticos, também vendem

número de consumidores?

prestações de eletrodomésticos, como sejam

acessórios para a casa das vossas marcas?

Ainda não recuperámos para os valores que

os produtos integráveis e de mais elevadas

Temos uma vasta gama de acessórios para

o mercado tinha antes da crise, apesar da

eficiências.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 49


inovação | iequaltecs

Investigação e alta tecnologia A IEQUALTECS nasceu em 2015 e deu-se a conhecer aos leitores da Revista Business Portugal no passado mês de outubro. Alexandra Carvalho e Miguel Reis defendem o elevado nível de investigação em Portugal, e a vantagem competitiva para os clientes, da existência de uma oferta privada de investigação. A venda de equipamentos para utilização repetitiva de métodos desenvolvidos na IEQUALTECS e a internacionalização da sua atividade são vias de crescimentos planeadas. No passado mês de outubro demos a conhecer a actividade da IEQUALTECS, uma

internacionalmente, incluindo a área da saúde.

empresa privada de investigação científica, orientada para a resolução dos problemas

Tendo como vetores principais os serviços de investigação,

específicos das empresas clientes. Fundada em 2015 e gerida por Alexandra

a venda de equipamentos é também considerada, pois a

Carvalho e Miguel Reis, dois físicos com mais de 25 anos de experiência na área

IEQUALTECS não pretende realizar procedimentos rotineiros.

da investigação científica, recorre a metódos físicos de análise, mais céleres que

Chegados a um desenvolvimento a esse nível, “o objetivo

os tradicionais e frequentemente não destrutivos nem invasivos dos invólucros e

é vender a solução, o que pode passar pela venda do

materiais a estudar. “Temos a capacidade, por exemplo de quantificar a frescura de

equipamento, do método de utilização desenvolvido, e da

um legume para estabelecer quanto tempo pode ser armazenado, mesmo sem abrir

formação de um técnico da empresa cliente.

a e/ou embalagem, caso esteja embalado em plástico. Conseguimos determinar a

Os equipamentos que usamos, e pretendemos vir a usar no

percentagem de gordura de uma manteiga, margarina ou iogurte, sem abrir o seu

futuro, são sempre equipamentos de desenvolvimento muito

contentor. E estamos em vias de estabelecer procedimentos que nos permitirão saber,

recente, acabados de chegar ao mercado. Ao entrarmos

rapidamente, se uma amostra de sangue guardada dentro de um contentor selado, e

na venda desses equipamentos, a internacionalização e

inviolável, apresenta ou não parâmetros de infeção”, afirma a vice-diretora.

expansão é imediata porque temos mais facilidade em

Apesar do primeiro vetor de ação da IEQUALTECS ter sido o agroalimentar, a empresa

chegar a mercados onde os fabricantes originais têm

salienta a capacidade de prestar vários serviços uteis às empresas em outras

alguma dificuldade de penetração”, concluem.

áreas como a saúde, caracterização de filmes e polímeros, e mesmo na área dos materiais de construção. “O nosso equipamento permite, por exemplo, medir em profundidade, o nível de humidade num determinado material poroso, como o cimento ou a pedra. Perante um objeto conseguimos estudar a superfície e fazer um perfil do que se passa no interior até profundidades de 2 cm”, revelam os responsáveis. A medição de espessuras de materiais complicados é frequentemente possível. Um exemplo é a espessura de membranas hidratadas, como as lentes de contacto. Características importantes, frequentemente difíceis de medir como a viscosidade, podem também ser avaliadas por Ressonância Magnética Unilateral (a técnica em que são especialistas) de forma rápida e segura, mais uma vez, sem abrir embalagens, possibilitando verificar, por exemplo, a adulteração de azeites. Persistência e sucesso A investigação, é uma atividade que se pauta pelo rigor e eficácia, mas que, infelizmente, nem sempre é bem acolhida. “Se chegássemos aos clientes com um produto acabado afirmando que irá resolver o problema, porque assim foi em condições que não são as suas, a aceitação imediata seria frequente. Mas não oferecemos soluções milagrosas: o nosso objetivo é estudar o problema e resolvê-lo, do modo mais eficaz e economicamente mais rentável para o cliente”, assegura o diretor Miguel Reis. Apesar da resistência do mercado em relação a esta

R. Cavaleiros da Espora Dourada, n 15, 1º Escritório M 2560-668 Torres Vedras-Portugal

abordagem a equipa acredita no seu sucesso e ambiciona trabalhar com produtos

Telefone: +351-261024616

nacionais de origem agrícola, como frutas, vinhos azeites ou óleos essenciais, mas

E-mail: geral@iequaltecs.pt

também noutras áreas em que a produção nacional começa a ser reconhecida

50 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

www.iequaltecs.pt


inovação | mcoutinho

MCoutinho Peças AZ Auto Com uma longevidade que remonta ao ano de 1956, o Grupo MCoutinho dedicou-se, inicialmente, ao retalho automóvel mas não quis parar por aí. Com uma evolução permanente e constante chegou aos dias de hoje com o volume de negócio dividido em quatro grandes áreas: Concessão automóvel, Viaturas Usadas, Oficinas de Colisão e Peças. Deste último segmento, o responsável é Miguel Melo, o nosso entrevistado, com a AZ Auto e MCoutinho Peças

Miguel Melo Administrador Em 1999 o grupo apostou num novo conceito de autonomizar o negócio

os pedidos de peças, analisa o stock, de forma a garantir que as peças

de peças onde criaram uma central totalmente focada no cliente.

certas na quantidade certa chegam aos clientes. Há aqui uma série de

Inicialmente trabalhavam apenas com cinco marcas de peças de

filtragens que são necessárias e que fazem a diferença. É tudo feito num

construtores automóveis, mas nos dias de hoje o número ascende às 32,

processo automatizado, de forma a minimizar o erro humano em tarefas

entre elas grandes marcas do ramo automóvel.

que acrescenta valor.

Miguel Melo, administrador da MCoutinho Peças AZ Auto, assegura-nos

Paralelamente, têm também o processo de entrega, em que cada cliente

a eficácia e qualidade do serviço: “Quando se trata de peças originais,

está associado ao armazém mais conveniente da empresa, de Norte a

trabalhamos maioritariamente com oficinas e as probabilidades de

Sul do país. Em Camarate está localizado, exclusivamente, a operação

termos as peças para a marca automóvel que eles necessitam é de

logística dedicada à receção, armazenagem e expedição de peças. Cada

97 por cento. Trabalhamos numa lógica de especialização. Temos uma

destino está assim associado ao armazém mais próximo.

equipa comercial experiente cuja missão é angariar novos clientes

Neste negócio é preponderante o fator tempo e quem nos garante é

e acompanhar os já existentes. Apesar de trabalharmos com esta

Miguel Melo: “O que nos distingue não são só as peças que temos mas

quantidade de marcas, o cliente vê-nos também como especialistas em

também a rapidez com que as disponibilizamos. Atingimos uma escala

cada uma delas. Temos uma disponibilidade média de peças acima do

que dificilmente os nossos concorrentes conseguirão atingir. Arranjar uma

mercado e isso confere-nos um estatuto”.

determinada peça para daqui a um mês é fácil, mas de hoje para hoje

A empresa possui uma equipa de gestão de marcas que recolhe todos

é difícil. Mas nós conseguimos. Os custos logísticos são elevados mas

52 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


mcoutinho | inovação

atingimos um patamar onde esses custos acabam por ser

’A referências das peças‘ no que a peças originais diz respeito e “Especialistas de

diluídos, tendo em conta a faturação que temos e o número

referência” no que se refere a peças de aftermarket. Uma referência na organização,

de clientes com que trabalhamos. Com isto conseguimos

na inovação, criatividade, orientação para o cliente e formação. “Temos uma equipa

oferecer uma larga gama com peças originais, num

jovem e altamente formada, incluindoPós-graduações e Mestrados, conhecendo muito

processo bastante dinâmico”.

bem o mercado em que atuam”.

Mas a estagnação não faz parte dos planos desta empresa

Uma das áreas que também têm vindo a desenvolver é a gestão de informação. Este

e adaptarem-se às necessidades do mercado foi sempre

é, conforme nos elucida o administrador, um negócio de tempo, com uma logística

um fator inquestionável: “temos feito algumas evoluções

muito forte, o que implica uma preocupação com a gestão de informação. Desde logo

em termos estratégicos que nos tem trazido resultados

têm investido vigorosamente em soluções informáticas, obtendo um rápido retorno.

visíveis. Desde logo entendemos que neste mercado tanto

“Porém temos particularidades. Passamos a fazer estes desenvolvimentos a nível

podemos trabalhar com peças originais como com peças

interno, por várias razões. Primeiro temos pessoas competentes para estas áreas

de aftermarket. Nós entendemos, através da leitura do

dentro das nossas próprias portas. São pessoas que programam mas que estão

mercado, que o peso das peças não originais tem vindo

ligadas a este negócio, percebem de peças e conseguem converter essa essência

a crescer ao longo dos anos. Quisemos assim fazer desta

para uma linguagem digital, criando acessos que dificilmente os nossos concorrentes

questão um complemento à nossa gama e, desta forma,

conseguem fazer. Tudo isto é feito de uma forma orientada para o que o cliente quer.

termos o melhor dos dois mundos. Criamos uma rede de

Estes profissionais conseguem fazer o que dificilmente uma software house faria, de

oficinas e trabalhamos na reparação independente, tendo

acordo com as especificidades deste mercado”.

em conta o ciclo de vida dos produtos. Adquirimos o know-

Quando o cenário passa a ser uma oficina, as novas tecnologias também não

how necessário para esta forma de trabalhar, que acaba

ficam de fora: “Em cada oficina da nossa rede Rino, por exemplo, temos um

por ser totalmente diferente do ramo das peças originais.

tablet, com acessos que nós desenvolvemos e com três cliques sabemos o que o

Neste momento somos o único fornecedor do mercado que

que é comendado para aquela viatura em concreto. Apresentamos também uma

consegue oferecer uma solução integrada”.

comparação de preços, entre peças originais e não originais, para que o cliente possa

A MCoutinho Peças AZ Auto surge como uma combinação

fazer a sua escolha. Estamos assim a assumir a qualidade do produto, junto dos

de dois conceitos. Primeiramente surgiu a MCoutinho

clientes. O nosso posicionamento é claramente qualidade/serviço e qualidade/produto.

Peças como insígnia para peças originais e posteriormente

A qualidade do produto e do serviço que apresentamos ao cliente é inquestionável”.

adquiriram a AZ Auto como insígnia para peças de

Quanto a projetos para 2018, a novidades estão à porta. No início do ano vai ser

aftermarket. Atualmente mantêm as duas insígnias mas o

anunciada a entrada de uma nova gama com muito impacto no mercado e que,

intuito é de que num futuro próximos venham a fundir estes

curiosamente, foram os próprios clientes que solicitaram. “Querem comprar e nós

dois conceitos.

vamos à procura das soluções. Procuramos fazer melhor todos os dias. Adaptamo-nos

Ao nível da logística, a MCoutinho Peças AZ Auto é vista no

às necessidades do cliente e esforçamo-nos por nos anteciparmos”, avança Miguel

mercado como uma referência. Aliás, o slogan é mesmo

Melo com um olhar no futuro.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 53


inovação |triauto

Uma startup com 50 anos Com 50 anos de conhecimento, garra e força no mercado automóvel do after market mas com uma grande visão de futuro e com uma grande perspetiva de implementação no mercado: é assim a Triauto de hoje, uma uma empresa do passado mas com visão do futuro. A comemorar 50 anos, a Triauto - uma empresa do ramo automóvel - teve em 2017 uma “lufada de ar fresco” com a entrada de Dina Carvalho Santos como nova gestora da empresa. Dina era advogada da empresa e já há alguns anos que acompanhava a Triauto, quando foi desafiada para esta nova provação que é ser gerente. Uma espécie de general manager da empresa, onde pôde colocar em práctica toda a sua força, energia e conhecimento para esta nova função. Inicialmente ficou apreensiva com o cargo por não ter a certeza que seria a pessoa correta para o mesmo, visto não possuir muita experiência nas componentes automóveis. Em contrapartida tinha muita experiência perto de 10 anos - na parte empresarial. Nada a impediu que aceitar esta demanda.

54 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Dina Carvalho Santos Administradora


triauto | inovação

“Não consigo ver desafios à minha frente e não participar ativamente

marcas de veículos pesados e agrícolas. Para dar resposta a toda a esta

nos mesmos, ou seja, tentar transformar algo que tem muito potencial

nova procura a Triauto teve de triplicar os recursos humanos da empresa,

em algo excecional. Este é para mim um projeto vencedor porque a

recursos esses que são o fator mais importante da empresa, para a

Triauto tem 50 anos de história, conseguiu vingar no mercado com

nova gerente. “Para mim, o fundamental numa empresa não é o valor de

muito pouco investimento. Era uma empresa que estava parada a nível

faturação, nem as parcerias que temos, mas sim a massa humana com

de modernização e quando assumi este cargo, a 1 de junho de 2017,

que trabalhamos. Fico muito agradada com o compromisso que estas

nesse mesmo dia tratei do rebranding da marca, do software de gestão,

pessoas assumem para com a empresa e como sempre me têm apoiado.

compra de hardware, atualização da frota automóvel, novo fardamento e

Sinto-me muito feliz e orgulhosa desta equipa coesa que a Triauto tem.

novas instalações para a Triauto. Desde esse dia, até ao dia de hoje, tudo

O sucesso que temos deve-se a estas pessoas. Temos funcionários com

isto foi implementado. Penso que deixei a minha marca e tenho o projeto

mais de 20 anos de casa, com muita experiência, com muita dedicação e

encaminhado.” Remata a gerente. A Triauto foi assim transformada numa

empenho excepcional.” Importante para esta nova Triauto é a formação.

nova empresa, a trabalhar em novas instalações, no polo da Santogal,

Numa ótica de transmitir conhecimento, a empresa apostou numa área

no Cacém. Quanto aos serviços, mantêm os mesmos que tinham e

de formação com 180 m², a qual vai ser preenchida, com a regularidade

ainda ampliaram. Decidiram ter uma loja aberto ao público com maior

de 1 vez por mês, com mecânicos especializados em equipamentos que

capacidade de resposta para produtos inovadores. Possuem todos os

vão aparecendo no mercado. Esta é uma forma de credibilizar o trabalho

produtos prime disponíveis de forma interativa, onde o cliente pode tocar,

da empresa e apoiar os seus parceiros. Quanto à inovação, a Triauto

experimentar e notar a diferença nas próprias mãos.

não fica por aqui e Dina Carvalho Santos explicou-nos o novo projeto

“Não somos conhecidos por ter os produtos mais baratos, mas

que tem em mãos: “Nós não tínhamos loja online e isso era uma grande

por termos os produtos com maior qualidade e sempre em stock.

falha no meu ponto de vista. Atualmente, esta está a ser desenvolvida por

Trabalhamos com marcas de reconhecida qualidade que nos deram a

uma empresa prime no mercado, com grande experiência no mercado

oportunidade de ter em exposição numa feira, na Expomecânica, dois

automóvel. Tudo o que não tenhamos em stock, é pedido aos nossos

faróis que nem sequer estão no mercado, o do novo Passat e do BMW

fornecedores, imediatamente, através desta loja online.” A inauguração

I3, com vertente tecnológica de ponta que são carros elétricos, que

desta vertente online ocorrerá em meados de Fevereiro, assim como a

são também o futuro do ramo automóvel. Acho que temos de apostar

abertura do novo armazém destinado ao público.

neste tipo de mercado verde, ecologicamente sustentável e sentimos

“2018 vai ser um ano agressivo para a Triauto, muito comprometedor

que temos essa responsabilidade.” Através deste dinamismo que vem

a nível de trabalho e estou bastante segura de que vai ser um ano de

sendo implementado, Dina tem sido chamada para o setor dos pesados.

sucesso.” Colmatou Dina Santos, com os seus desejos para a empresa

Assim, foram-se alargando horizontes através de parcerias com grandes

no próximo ano.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 55


inovação | clínica veterinária do castêlo

15 anos a tratar da saúde animal Situada na cidade da Maia, a Clínica Veterinária do Castêlo, nasceu em maio de 2000 com o objetivo de colmatar uma certa carência deste setor na região. Carlos Paulos, médico veterinário e fundador da clínica, começou a sua formação académica e profissional em virologia na área de investigação, no IIVA e Faculdade de Medicina Veterinária de Nova Lisboa da Universidade de Luanda.

apenas 150 mil. Na perspetiva de Carlos Paulos, este tipo de atividades lúdicas deveria ser mais introduzido nas escolas, já que desenvolve o espírito competitivo, exige dedicação e contribui para alternativas a comportamentos desviantes. Certificação Cat Friendly Clinic Em maio de 2015 a clínica recebeu o certificado de ‘Cat Friendly Clinic’ pela International Society of Feline Medicine. Em Portugal existiam à data apenas 15 clínicas certificadas, três na região Norte. A aquisição deste certificado exige a realização de formações em bem-estar felino, tal como a alteração do ambiente da clínica de forma a torná-la o menos stressante possível. Assim, a clínica possui uma entrada, sala de espera e consultório exclusivos para gatos, bem como uma panóplia de equipamentos específicos, como máquinas de tosquia e balanças próprias para felinos. Mas ser ‘cat friendly’ não é só isto. Toda a equipa está sensibilizada para a natureza única do gato, proporcionando um atendimento especializado para tal. “Com a Cat Friendly o objetivo é que os animais, neste caso os felinos e seus tutores, venham à nossa clínica com o mínimo stress e possam receber de nós os melhores cuidados. Nestas condições, o diagnóstico e o tratamento serão mais fáceis,

Equipa clínica

Em Portugal, esteve ligado ao Laboratório Nacional de Investigação Veterinária durante cerca de cinco anos. Dedicou-se à avicultura industrial, concretamente em aviários de multiplicação e em nutrição animal (fábrica de rações para animais) por quase três décadas. Atualmente, possui a Clínica Veterinária do Castêlo com uma equipa constituída por quatro médicos veterinários e três auxiliares de veterinária onde, com meios de diagnóstico auxiliares como radiografia digital, análises clínicas, ecografia, ECG, endoscopia e dois internamentos, disponibiliza consultas de medicina geral e profilaxia, cirurgia geral e ortopédica, banhos e tosquias, entre muitos outros serviços veterinários, tendo desde sempre disponibilizado urgências 24 horas domiciliárias, com duas ambulâncias. Columbofilia, o desporto com mais atletas federados a nível nacional Carlos Paulos, pioneiro e uma referência na medicina e patologia aviárias, assegura outra vertente que a clínica dispõe desde sempre: a columbofilia. Disponibilizando um vasto conhecimento em clínica desportiva, como responsável técnico da Associação Columbófila do Distrito do Porto há 24 anos, fornece apoio técnico e clínico de excelência ligados ao pombo-correio. O que pouca gente sabe é que este é um desporto com mais de dois milhões de atletas federados, enquanto o futebol tem

56 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


clínica veterinária do castêlo | inovação a recuperação melhor e a cura mais rápida e mais consistente”, explica

Projetos de futuro

Carlos Paulos.

“A pensar já no nosso IV Seminário no próximo ano, preparamo-nos para anunciar, mais duas valências, de que já fizemos formação profissional,

Evolução da medicina veterinária ao longo dos tempos

a Ozonoterapia e a Regeneração de tecidos, como por exemplo tendões

Hoje, admite Carlos Paulos, as pessoas têm uma maior preocupação em

e cartilagens, através da aplicação de células estaminais do próprio

tratar os seus animais nas mais diversas áreas, nomeadamente a do

animal”.

comportamento animal que tem tido crescente importância na Medicina

Um projeto que a clínica também acarinha e quer manter é a realização

Veterinária. Foi neste sentido que organizou em 2015 dois seminários,

anual de seminários gratuitos para tutores. Carlos Paulos acrescenta

tendo sido o primeiro exclusivamente direcionado para o comportamento

ainda que “estes seminários tiveram boa recetividade e representam

felino e conceito ‘Cat Friendly’. Dada a boa adesão por parte dos

uma excelente oportunidade de troca de conhecimentos e experiências”.

proprietários, o segundo também incluiu o comportamento canino e a

Paralelamente, outro objetivo é manter a atualização constante do

vertente do ensino dos princípios de adestramento. Estes seminários,

site da clínica, a manutenção de uma plataforma interativa com os

com entrada gratuita, tiveram o intuito de transmitir aos tutores

tutores de animais para poderem seguir toda a sua anamnese, planos

conhecimentos que lhes permitam proporcionar às suas mascotes

profilácticos e terapêuticos, bem como integrar redes sociais com

a melhor qualidade de vida, prevenindo simultaneamente patologias

conteúdos relevantes e conselhos práticos para os donos e seus animais

comportamentais, bem como comportamentos indesejados no seu dia-

de companhia, estando também em execução uma área dedicada à

a-dia.

adoção de animais. Ainda, a adesão ao Cheque Veterinário, um projeto

“Já em 2017, mais precisamente no dia em que a clínica comemorou o

desenvolvido pela OMV que, em conjunto com os Municípios, vai ajudar a

seu 17º aniversário, a 6 de maio 2017, demos a conhecer pelo seu III

prestar assistência a animais abandonados, bem como auxiliar tutores

Seminário os resultados práticos conseguidos através da prática de dois

carenciados.

anos de medicinas integrativas à nossa medicina tradicional alopata, nomeadamente a foto-bio-estimulação-acupuntura a laser, bem como, também, a aplicação de implantes de ouro já que, acredita, será uma mais-valia no tratamento de algumas doenças, com redução de riscos ou efeitos secundários”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 57


A primeira e fundamental razão para a importância crucial do Ensino Superior em Portugal tem que ver com a própria permanência do país no contexto em que vivemos. Um dos melhores exemplos é a economia. Muitos dos principais agentes nos setores mais dinâmicos da nossa economia nasceram dentro das universidades ou em grande proximidade com as mesmas. A incubação de empresas em meio universitário, em vários casos feito à séria e durante muitos anos, é hoje uma realidade forte. Os dados existentes apontam para números impressionantes: milhares de empregos criados, muitos milhões de faturação e exportações, grande impacto na economia regional e nacional. Aos fins ou interesses coletivos que justificam a importância do Ensino Superior juntam-se os perfis e interesses individuais dos estudantes. Um interesse natural é o que se traduz no acesso a uma profissão mais ou menos específica, por vezes associada à inclinação por esta ou aquela disciplina no Ensino Básico ou no Ensino Secundário, ou até a alguma ligação familiar a um particular ramo de atividade. Mas também pode haver escolha de percursos por motivos exclusivamente de gosto pessoal, diferindo o problema da ocupação profissional futura. Os gostos e os talentos dos jovens devem ser, neste contexto, valorizados como um todo, pois a realização pessoal dos indivíduos é uma riqueza em si. Curiosamente, há alguns estudos de opinião que sugerem que, para a maioria dos jovens que frequentam a universidade, o gosto pessoal ultrapassa, nas motivações de escolha do curso, as perspetivas de trabalho futuro.


crup os desafios das universidades da autoria do professor doutor fontainhas fernandes, presidente

materiais e imateriais do território e, em tudo o que fazem, as universidades devem pensar Global na resolução do Local. Indubitavelmente, a competição pela captação de estudantes e recursos humanos qualificados, de financiamento para a ciência e os desequilíbrios da rede pública, exigem a sua inserção em redes colaborativas de geometria variável, pois permitem uma “gestão por projetos e objetivos” sem colocar em causa a identidade e cultura de Num tempo marcado pela rápida mudança, imprevisibilidade e globalização do

cada instituição.

conhecimento e da informação, antecipar o Futuro das Universidades exige a

Por sua vez, a transformação digital, caso da IoT (internet

interpretação dos principais desafios societais com que se confrontam.

of things), da inteligência artificial e da robotização, a par

A história comprova que a educação e o conhecimento são um bem essencial para o

de outras aceleradas mudanças tecnológicas, apelam a um

progresso da sociedade. Nos últimos séculos, assistimos a sucessivas revoluções, em

novo perfil de graduado universitário, a uma permanente

ciclos com um espaçamento temporal cada vez menor, desde a revolução industrial

procura de novas competências, à educação ao longo

da energia a vapor, passando pela da eletricidade, até à da automação baseada na

da vida. Neste âmbito ganham relevo novos formatos de

eletrónica e nas tecnologias de informação e comunicação.

formação contínua, entre os quais se destaca o ensino

Mais recentemente, vivemos a convergência das tecnologias digitais, físicas e

a distância recorrendo a modernas plataformas e a

biológicas, a quarta revolução industrial, que se prevê ser disruptiva e provocar

ferramentas tecnológicas

mudanças sensíveis na sociedade, nomeadamente nos conceitos de trabalho e

O Futuro das universidades exige também um reforço da

de emprego. Este desafio soma-se a outras questões societais decisivas à escala

investigação, enquanto fator estruturante de um ensino

planetária, caso da sustentabilidade ambiental e da economia circular, as alterações

e de uma interação com a sociedade diferenciados, o

climáticas, as pandemias, a inovação social, entre outras.

aprofundamento das dinâmicas de internacionalização e

É neste contexto de mudança e de incerteza, que deve ser encarada a centralidade

a interação com o mundo económico, social e cultural.

da Universidade, enquanto protagonista da economia do conhecimento, da inovação

Acresce ainda a abertura à sociedade e ao mundo, bem

e agente promotor da cultura. Projetar o Futuro das Universidades é um exercício

como uma universidade mais comprometida com a coesão e

complexo que implica um posicionamento estratégico claro e bem definido, de forma

a valorização do território.

a explorar as alternativas de ação que garantam a sua renovação e adaptação a novas

O Futuro convoca a que as instituições mantenham

coordenadas envolventes. As instituições para sobreviverem têm de ser competitivas,

uma dinâmica proactiva, coesa e plural, bem como o

mediante o aumento da produtividade e eficiência no aproveitamento dos recursos.

compromisso firme de envolvimento no pensar e no agir, de

As questões do ensino, da investigação e da valorização do conhecimento devem

forma a aumentar a visibilidade e o papel da universidade

pressupor metodologias sistémicas e transdisciplinares, que valorizem os recursos

portuguesa no Futuro do país.

60 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


ensino| universidade atlântica

marca a diferença no ensino superior em

Portugal

Numa edição dedicada aos desafios do futuro, a perspetiva de quem está ligado ao ensino torna-se fundamental. Neste sentido, conversámos com o professor Carlos Guillén Gestoso, presidente da EIA.

Começo por lhe pedir que apresente a

úteis à empresa, mas também permitirá à

Esta oferta formativa é distinta pois abrange

Atlântica aos nossos leitores.

Instituição universitária apoiar a empresa em

todas as áreas base e em exponente expansão

A Atlântica nasceu em 1996 como instituição

projetos de investigação e desenvolvimento

em Portugal e no mundo. A nossa oferta

de interesse público, que procurava ser

tecnológico. Através deste novo modelo de

formativa integra licenciaturas, mestrados,

uma referência orientada para a criação,

ensino que privilegia a devida integração

pós-graduações e especializações. Na área da

transmissão e difusão do saber, da ciência e da

instituição universitária/empresa, áreas de

Engenharia temos as Licenciaturas em Ciências

tecnologia através da articulação do estudo, do

conhecimento transversais e complementares

de Engenharia Aeronáutica e Engenharia

ensino, da investigação e do desenvolvimento

e um forte investimento em investigação que

de Materiais, Mestrado em Engenharia de

experimental. Em 1996 tiveram início as

origine inovação aplicada, a Atlântica marca a

Materiais, Mestrado em Engenharia e Gestão

primeiras licenciaturas na área da Gestão,

diferença no ensino superior em Portugal.

de Sistemas de Fabrico e Mestrado em Gestão

Ambiente, Território, TIC e Gestão em Saúde e

e Tecnologia de Manutenção Aeronáutica. Na

em 2001 foi criada a Escola Superior de Saúde

Que balanço faz destes anos de atividade?

área das Ciências Empresariais oferecemos

Atlântica. Desde então, a Atlântica tem alargado

A nossa instituição tem crescido bastante

as Licenciaturas em Contabilidade e Auditoria,

os seus interesses científicos e consolidou as

ao longo destes 21 anos e é com grande

Gestão, Gestão em Saúde e Marketing e

suas vertentes de ensino e investigação. Em

satisfação que vemos a nossa oferta académica

Comunicação Empresarial e o Mestrado

2014, a Empresa Carbures adquire 87 por

crescer, os nossos alunos satisfeitos e os

em Gestão. Ainda oferecemos, na área das

cento do capital social da E.I.A., manifestando

nossos diplomados em posições de destaque

Tecnologias da Informação, as Licenciaturas

o propósito de contribuir para uma alteração

e a regressarem para complementar a sua

em Gestão de Sistemas e Computação e em

do ensino superior em Portugal, pelo fomento

formação base. O balanço é bastante positivo.

Sistemas e Tecnologias da Informação, para

da ligação entre indústria, investigação,

Mas ainda há novos caminhos a delinear e há

além dos Mestrado em Gestão de Sistemas

concretizado através da criação de um polo

que darmo-nos a conhecer. Comunicarmos

e Tecnologias de Informação. Na ESSATLA

tecnológico de desenvolvimento da área das

melhor é um objetivo a curto prazo.

- Escola Superior de Saúde Atlântica, cuja

engenharias de materiais e das ciências das

entidade instituidora é também a EIA, mas que

engenharias aeronáuticas. Esta colaboração

Em que áreas atuam? Que cursos podemos

recentemente deixou de estar integrada na

permitirá transferir conhecimento da empresa

aqui encontrar?

Atlântica. disponibilizamos as licenciaturas em

para a Universidade, numa relação biunívoca,

A Atlântica atua em diferentes áreas

Enfermagem e Osteopatia, as Especialidades

formar licenciados, mestres e doutores, futuros

académicas: Engenharia, Saúde, Ciências

em Enfermagem Comunitária e Enfermagem de

profissionais, com competências realmente

Empresariais e Tecnologias de Informação.

Reabilitação, entre diversas Pós-Graduações.

62 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


universidade atlântica | ensino com aplicações industriais desenvolvidas em empresas. As Licenciaturas e Mestrados nas áreas da Gestão e IT são também uma resposta atualizada às necessidades do mercado de trabalho. Uma das características que o ensino universitário tecnológico deverá ter é a sua relação com o tecido industrial. Os projetos de investigação competitivos com financiamento público ou privado são certamente um dos modos de interação, mas um dos modos mais interessantes e inovador passa pela interação Quais as vantagens que os alunos têm em

aplicada e real através do desenvolvimento

optarem pela Atlântica?

de um portefólio de serviços, produtos e

A Atlântica permite aos alunos uma

patentes em estreita articulação com o tecido

Por onde passa o futuro da Atlântica e da

aprendizagem e investigação de elevada

empresarial, social e industrial onde está

Business and Industry Scholl (ASIB)?

qualidade, com uma formação especializada,

inserida.

É nossa convicção que a educação é um

integrada com a realidade das empresas, e

entre os estudantes e as empresas.

investimento estratégico, pois torna as pessoas

desta forma, maior empregabilidade. Esta

O que vos distingue das demais instituições

menos resistentes à mudança, mais curiosas

relação de proximidade entre a universidade

de ensino superior?

e consequentemente mais informadas. Assim,

e o mercado de trabalho potencia um ensino

A Atlântica distingue-se pela forte ligação à

assumimos o compromisso, no presente e no

vocacionado para o futuro profissional e,

indústria e às empresas. Temos como objetivo

futuro, de aumentar o valor através da inovação

consequentemente, mais aliciante para os

formar os melhores profissionais e enriquecer

tecnológica da nossa estrutura e recursos e da

nossos alunos o que aumenta também a

o mercado de trabalho, incentivando e

nossa oferta. Há um mundo novo a acontecer!

taxa de sucesso. Um dos principais objetivos

implementando a formação e conhecimento

A era 4.0 vai obrigar empresas e instituições

é formar profissionais com uma conceção

específicos a profissionais de base técnica,

a mudarem de paradigma. E isto também se

humanista e científico-técnica e potenciar o

que exerçam ou pretendam exercer funções

aplica ao ensino superior, não só à indústria

seu envolvimento na sociedade, em áreas de

na área de desenvolvimento de produto,

e às empresas em geral. As universidades

conhecimento inovadoras cuja importância será

produção, investigação e manutenção em áreas

terão um papel essencial na formação de

sentida na modernização e desenvolvimento do

como a Aeronáutica, Automóvel e Inovação

jovens educados, responsáveis socialmente,

país. Estamos convictos que quanto maior for o

e Tecnologia. A mais recente área, a área da

competitivos e resilientes. A customização ou

sucesso profissional dos nossos alunos maior

Engenharia, permitirá desenvolver e destacar o

personalização de produtos formativos é um

será o sucesso da nossa instituição!

conceito inovador e tecnológico da Instituição.

dos objetivos da ASIB. A internacionalização

As Licenciaturas em Engenharia de Materiais e

será o futuro a curto prazo: procuramos

A investigação é também uma componente

em Ciências de Engenharia Aeronáutica fazem

desenvolver parcerias estratégicas que

importante da Universidade. Pode falar-nos

parte da pesquisa, produção e comercialização

permitam melhorar a reputação e alavancar

um pouco da mesma?

da Carbures, criando uma perfeita sinergia

a capacidade de atração de estudantes,

A Atlântica assume um claro compromisso

para o desenvolvimento da educação em

alargando o raio de ação geográfica da

com a investigação científica, sendo esta

engenharia e tecnologia, onde os componentes

Atlântica e posicionando-nos nos mercados

área um elemento central da atividade e

de formação serão lecionados em modernos

externos mais relevantes. Este é o caminho

do desenvolvimento da nossa instituição. A

laboratórios próprios, em colaboração direta

inevitável para o ensino superior em Portugal.

investigação desenvolvida pela Atlântica baseiase no desenvolvimento do conhecimento e produção científica nas diferentes áreas globais de atuação: Ciências Empresariais, Engenharia, Tecnologias de Informação e Saúde. As quatro unidades de investigação e inovação da Atlântica estão organizadas nestas diferentes áreas e domínios científicos, integrando a existência de equipas com uma abordagem multidisciplinar e altamente especializada, com elevada experiência científica mas também

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 63


ensino|isec

um caso de sucesso no ensino A Cidade do Conhecimento – Coimbra, assim conhecida pelo peso histórico da sua Universidade, a primeira de Portugal e uma das mais antigas do mundo. Uma das suas instituições de ensino de excelência é o Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC), unidade orgânica integrada no Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e que conta com quase 100 anos de existência. A Revista Business Portugal teve a honra de entrevistar o recém-eleito Presidente Mário Velindro. um erro porque esta tendência provoca o afastamento ao setor empresarial”. Porém, há um entendimento geral de que “as escolas têm de olhar mais para o exterior, para o mundo profissional e empresarial”. De tal forma que a investigação, uma das apostas do ISEC, “só faz sentido se Mário Velindro Presidente

trouxer contributos para a sociedade e, consequentemente, para as empresas”. “A nossa preocupação é sensibilizar os investigadores, no sentido de se dedicarem a áreas cujos assuntos possam ser aplicados, ou seja, devemos tornar a investigação mais prática, mais útil, caso contrário, não nos traz mais valia nenhuma”, expôs. Cursos diversificados e adaptados às necessidades do Iniciamos a nossa conversa questionando o professor acerca do que leva o ISEC a ser

mercado

uma referência no ensino nacional. Respondeu-nos que a instituição “tem formado

Dentro dos vários departamentos do Instituto Superior de

muitos engenheiros nas mais diversas áreas, todos eles estão bem colocados no

Engenharia de Coimbra há aqueles com maior procura,

mercado de trabalho e a empregabilidade dos cursos do ISEC é muito elevada.”

como a engenharia informática, o qual tem “a casa cheia; os alunos ainda não terminaram o curso e já têm

Acompanhar a evolução

empresas a recrutá-los”. De seguida, outras áreas da

Cada vez mais o ensino superior tem que se adaptar ao mundo profissional, o que se

engenharia registam uma procura elevada, como o exemplo

traduz em alterações necessárias. “Temos de acompanhar a evolução. A engenharia

da engenharia mecânica. Pelo contrário, a engenharia

tem evoluído ao longo dos tempos e temos acompanhado as suas diferentes fases.

civil ressente-se, afetada pela crise da construção e do

Atualmente, encontramo-nos num novo período definido pelo conceito de Indústria

mercado imobiliário, mas estou absolutamente convencido

4.0. Este conceito exige que encaremos o futuro de forma diferente. A robótica, a

que o pior já passou, explicou-nos o Presidente: “De facto,

automação, passando pelas novas tecnologias, vão influenciar de forma significativa

os cursos de engenharia civil estavam muito ligados à

todos os cursos, impondo novas competências aos engenheiros. É considerada a

construção convencional. Todavia, hoje tem de responder

Quarta Revolução Industrial e eu estou convencido que se trata mesmo de uma

a outras áreas, realçando-se a domótica, a impressão

revolução. As instituições de ensino superior têm a obrigação de acompanhar esta

3D e a metodologia BIM (Building Information Modeling),

mudança e impõe-se ao ISEC que esteja atento. Os novos desafios exigem reflexão.”.

entre outras”. Aqui se denota a adaptação necessária que

As mudanças nunca são fáceis e exigem muitas alterações da nossa parte, na forma

referíamos anteriormente. Nos últimos tempos já se sente

de pensar, de ensinar e de fazer. Estas alterações, deverão passar definitivamente

a retoma favorável neste curso. “Os cursos estão o mais

pelo corpo docente, que deve estar disponível para os novos tempos. “Não se

possível adaptados à realidade”. Exemplos da componente

deixar acomodar, nem fazer da forma mais fácil” é o segredo para acompanhar as

prática que está presente no ensino, são os cerca de 40

tendências.

laboratórios ativos que o Instituto disponibiliza. “Na área da mecânica temos uma minibarragem, única no país, que

Componente científica e Investigação

permite aos alunos contactarem com esta tecnologia. Agora

“As escolas de engenharia evoluíram, hoje não se dá atenção unicamente à

não, mas antes produzíamos eletricidade, tal como uma

componente tecnológica, existe a componente científica”, expôs Mário Velindro, “a

barragem real”. Outro exemplo, é o trabalho desenvolvido

capacidade científica de uma instituição é o que define a sua qualidade”. O que tem

com o Hospital da Universidade de Coimbra, através do

as suas vantagens, mas não deixa de preocupar o Presidente do ISEC: “Pode ser

Laboratório de Biomecânica, cujos resultados têm sido

64 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


isec | ensino

um êxito. Os projetos na área da arquitetura, engenharia e

algo que deve “começar pelas escolas secundárias”, onde os alunos deveriam

construção (AEC) estão a mudar face à tecnologia existente.

“aprender experimentando, trabalhando no que tivesse mais aplicabilidade ao mundo

Como se referiu, surgiu uma metodologia denominada

real”. Melhor orientação traduzir-se-ia no despertar de outras vocações. O nosso

Building Information Modeling (BIM), que usa software

entrevistado reconhece, no entanto, que para isso os professores deveriam ser mais

paramétrico e “vai revolucionar completamente a realização

valorizados dentro da sua profissão e que o Governo deveria encarar a Educação

dos projetos, porque são projetados e desenhados em três

“como fundamental”, ou não fossem estes os profissionais que moldam as mentes do

dimensões, vamos poder visualizar virtualmente o resultado

futuro.

final antes de ir para a obra”. Esta característica é uma “vantagem enorme porque os ajustes são feitos na fase

Contacto com as empresas

do projeto”. Assim, é possível fazer as alterações ainda

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra tem investido na aproximação às

em fase de projeto, e reduzir significativamente os custos

empresas. Afinal, são estas que vão empregar os seus alunos, os quais deveriam,

em obra, evitando-se os chamados “trabalhos a mais”.

idealmente, ter um contacto mais apertado com as mesmas o que pode ser feito

“Quero apostar na formação nessa área, para já ainda

através de estágios. Todavia, Mário Velindro refere que deve existir e é necessária uma

não a temos, mas vai ser uma das nossas apostas. Um

aproximação cada vez maior entre a escola e as empresas. “No futuro as empresas

gestor de BIM faz o cruzamento das várias áreas, desde a arquitetura às especialidades de engenharia, para tornar uma obra mais eficiente, é mais tempo gasto em projeto, mas poupa-se tempo em obra e diminui as probabilidades de erro”, demonstrou Mário Velindro. O Presidente é da opinião que em Portugal deveria existir uma maior aposta estatal nas tecnologias, algumas das quais passam por rever a oferta de cursos: “Há cursos abertos sem sentido nenhum, a Tutela gasta dinheiro, as famílias colocam os filhos nesses cursos, que depois não têm oferta no mercado de trabalho. Falta sensibilização para orientar e alertar os alunos. Um país que não aposte na tecnologia não progride. Há falta de orientação nesse sentido”. Também o facto de o ensino ser excessivamente teórico deveria ser revisto,

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 65


ensino| isec vão perceber que têm de formar os seus profissionais em meio empresarial. A função formação vai ser feita numa perfeita simbiose entre a escola e as empresas. Com o avanço da tecnologia de comunicação, as aulas teóricas serão feitas a distância e a componente prática em meio empresarial. Tudo vai mudar”. Outra estrutura que vai ser criada no ISEC é a Academia de Engenharia de Coimbra, que pretende funcionar como um vínculo de ligação às empresas. Serão contactados empresários que ajudem a direção do ISEC a compreender o que necessitam, formatando cursos à medida e à necessidade de cada empresa, recorrendo a professores de diversas origens, com experiência efetiva. Também as chamadas soft-skills (competências transversais) serão valorizadas, ou seja, as aptidões e projetos extracurriculares dos alunos terão de ser reforçadas. Hoje não basta dominar a técnica, é preciso saber estar, saber comunicar e saber liderar. Vocação versus Empregabilidade O nosso entrevistado admite que os alunos escolhem o curso em função da probabilidade de empregabilidade. Não é só o gosto ou vocação que ditam a preferência. Também revela que muitos são os que “entram no curso superior sem saber bem o objetivo do mesmo”. Nesse sentido, Mário Velindro tenciona “fazer um esforço no sentido de fazer uma aproximação às escolas secundárias e aos seus alunos, para os orientar de forma mais concreta”. O mercado de trabalho sofreu uma alteração profunda nesta última geração: “Hoje temos pessoas a trabalhar em áreas diferentes daquelas em que se formaram. Há essa versatilidade, uma vez que as empresas valorizam a formação específica”.

a qual Mário Velindro não concorda. Os cursos de engenharia deveriam ser obtidos em quatro anos, sendo o último “já na empresa com um tutor que apoiasse os alunos no

Ensino público de qualidade

seu percurso profissional”. Tudo foi feito com o objetivo económico, perdendo-se em

Questionado acerca da oferta de ensino privado, o nosso

qualidade.

orador expõe que “há casos de sucesso e deveria existir essa escolha para quem tiver capacidade financeira”.

Intenções presidenciais

Porém, em engenharia “isso é um investimento

Para concluir a nossa conversa, quisemos saber o que Mário Velindro tenciona levar

considerável” e o Governo terá sempre que assegurar

avante enquanto desempenhar a função de Presidente: “Para além da atenção a

o ensino de qualidade independentemente da oferta no

dar aos recursos humanos, colocando as pessoas em função do seu currículo e

privado. Por uma questão cultural, os portugueses têm muita

experiência, no sentido de as motivar, vamos dar relevo há qualidade do ensino e da

consideração pelos alunos que estudaram no estrangeiro,

investigação. Vou criar a Academia de Engenharia de Coimbra, projeto que já está

apesar de as nossas escolas serem “tão boas ou melhores”.

em andamento, uma unidade do ISEC dedicada às pós-graduações e cursos de curta

“Também nos deveríamos orgulhar pelo facto de o ensino

duração, inclusive para os profissionais desempregados de outras áreas. Vamos

de maior qualidade em Portugal, ser o ensino público. De

também apostar no ensino à distância, que é o futuro”. A ligação aos países de língua

uma forma geral, os nossos alunos que vão estudar lá para

portuguesa também é um dos nossos focos.

fora, são quase sempre os mais bem-sucedidos nessas escolas”. O Tratado de Bolonha reduziu a duração dos

O ISEC é feito por todos. Com estratégia e ambição seremos maiores e melhores no

cursos de engenharia, de cinco para três anos, decisão com

futuro!

Rua Pedro Nunes - Quinta da Nora - 3030-199 Coimbra, Portugal

66 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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www.isec.pt


iiiuc | ensino

IIIUC - Cruzamento entre áreas de saber O Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra (IIIUC) é uma Unidade Orgânica de ensino e investigação da Universidade de Coimbra (UC) que promove a investigação e formação avançada interdisciplinares, fomentando o cruzamento entre áreas do saber. Em entrevista à Revista Business Portugal, Amílcar Falcão, diretor do IIIUC e vice-reitor da UC, responsável pelas áreas de Investigação, Inovação, Desporto, Fundos Estruturais e Relações com Associações Privadas Sem Fins Lucrativos, apresenta-nos esta Unidade Orgânica que opera no sentido de garantir capacidade de afirmação internacional da investigação científica da UC, promovendo também a organização de cursos de doutoramento com vocação interdisciplinar.

INSTITUTO DE INVESTIGAÇÃO INTERDISCIPLINAR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA Casa Costa Alemão - Pólo II | Rua Dom Francisco de Lemos 3030-789 COIMBRA Tel: +351 239 247 800 E-mail: iii@uc.pt www.uc.pt/iii

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 67


ensino| iiiuc

Amílcar Falcão Diretor

68 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


iiiuc | ensino

“O IIIUC dedica-se essencialmente ao apoio

em assuntos muito específicos. Assiste-se

ajudar e ser ajudados pela universidade e que

à investigação, embora possua igualmente

com muita frequência a uma incapacidade

direitos e deveres lhes podem ser atribuídos.

uma componente pedagógica (apenas

na partilha dessa informação ou mesmo

Os investigadores doutorados constituem um

doutoramentos). Temos atualmente seis

nodiálgo sobre ela com alguém de outra área”,

grupo de enorme valia para a UC e temos

cursos de doutoramento a funcionar e a nível

acrescenta.

trabalhado em conjunto em múltiplas situações,

de investigação aquilo que o IIIUC faz passa

No entanto, a adaptação à vida real, é, na sua

como acontece com as atividades associadas

pela promoção da interdisciplinaridade. Desta

perspetiva, o grande desafio.

ao Dia do Investigador, ao Dia Mundial da

forma, todas as Unidades de I&D da UC ou

“Essa é a parte mais difícil e, nesse sentido,

Ciência, entre outras. O nossos investigadores

onde a UC tem participação, fazem parte,

as ciências sociais desempenham um papel

doutorados são ainda uma ajuda preciosa nos

por direito próprio, do IIIUC. O IIIUC tem um

muito relevante. Permitem humanizar alguma

cursos de doutoramentos, onde ativamente

conselho científico (eleito e marcadmente

da investigação que é feita a outros níveis,

desempenham funções como tutores ou

multidisciplinar), onde as Unidades de I&D se

para além de avaliarem o impacto social da

orientadores, constituindo uma parte muito

encontram representadas, assim como um

produção de conhecimento.. Este cruzamento

importante em vários processos de investigação

conjunto de comissões de trabalho que se

é fundamental para conseguimos não só criar

da universidade. Por direito próprio têm a sua

dedicam à dinamização de áreas específicas

coisas novas, mas também para promovermos

voz no conselho científico e influenciam de

relacionadas com a missão do IIIUC. Nesse

a translação para o mundo real. No entanto,

forma ativa as políticas que desenvolvemos.

sentido, somos únicos porque as restantes

a nossa missão não passa apenas por esta

No que diz respeito à divulgação de ciência, o

Unidades Orgânicas dedicam-se a uma área

questão, passa igualmente por ajudar a

IIUC na atua tanto directamente, organizando

específica e nós, pelo contrário, promovemos o

perceber de que forma a sinergia entre saberes

iniciativas próprias, como indiretamente,

cruzamento entre áreas”, começa por explicar,

diferentes pode originar valor acrescentado à

ajudando a que outras iniciativas se instalem no

Amílcar Falcão, responsável pelo IIIUC desde

produção de conhecimento”.

terreno e dando formação específica no campo

2013, cumprindo atualmente o seu terceiro

Sendo a UC uma universidade de espetro

da divulgação de ciência (ações de formação

mandato.

alargado (dita clássica), o IIIUC é composto

periódicas destinadas a investigadores e

“Temos um conceito de Interdisciplinaridade

por por 39 Unidades de Investigação da UC,

Unidades de I&D).

devidamente aprovado em Conselho Científico

cujo trabalho de investigação envolve todas

Para o futuro, Amílcar Falcão desvenda que

e que promove a sinergia entre áreas distintas

as áreas do saber, sendo várias as iniciativas

gostaria que a Universidade de Coimbra

através do diálogo e troca de ideias. Uma

desenvolvidas no sentido de promover a

continuasse a promover e a desenvolver esta

quantidade importante da investigação

partilha de saber nessas áreas.

Unidade Orgânica, no entanto reitera que “a

científica de ponta, posiciona-se em zonas

“Exatamente,e é por isso que temos

função de vice-reitor de investigação deve

fronteira, ou seja, os resultados obtidos são

instalações especificamente destinadas a

estar diretamente ligada à direção do IIIUC,

altamente disruptivos. Procuramos promover

promover o diálogo interdisciplinar e onde,

complementando-se. Só este modelo permite

a interdisciplinaridade precisamente com o

com assinalável frequência, são organizadas

lideranças duradouras no IIIIUC e maior

intuito de obter produção de conhecimento

reuniões, seminários, workshps, e conferências

eficiência na implementação de políticas de

disrutivo, por contraposição com a produção

destinadas a “agitar” a academia no sentido

âmbito interdisciplinar.

de conhecimento incremental cujo valor

da procura do cruzamento de saberes. Temos

No entanto, mostra-se confiante com o trabalho

acrescentado é francamente menor. A

também outras atividades que ajudam a

desenvolvido nos últimos quatro anos.

investigação disruptiva, que aborda tudo o

promover a articulação entre as Unidades de

“Gostaríamos de ter feito mais, mas, apesar

que é diferente, o que não é expectável, o

I&D, sendo de destacar o nosso posicionamento

disso, com os recursos de que dispusemos,

que ainda ninguém explorou é relativamente

em redes internacionais, o nosso esforço na

acredito que fizemos o que estava ao nosso

difícil de alcançar nas áreas clássicas porque

análise bibliométrica para ajudar à definição

alcance. É reconfortante quando sentimos que

hoje em dia existe muito conhecimento, muita

de posicionamentos estratégicos, ou a nossa

as pessoas com as quais trabalhamos vestem

informação e criar algo totalmente diferente e

relação pró-ativa com o mundo empresarial

a camisola e se dedicam a este projeto. A

novo do que já existe, não é fácil. Acreditamos

(Innovation@UC). Acolhemos igualmente

interdisciplinaridade e a partilha dos saberes

por isso que o cruzamento das várias áreas

no IIIUC uma iniciativa de elevado potencial

são o nosso foco e assim terá de continuar a

do saber é uma aposta com condições para

e à qual atribuímos um grande significado

ser no futuro”, conclui.

conseguirmos resultados mais relevantes.

(Postdocs@UC), no sentido de ir ao encontro

Infelizmente, o investigador “tipo” é atualmente

dos anseios dos investigadores doutorados

alguém muito especializado e que se foca

que tentam perceber de que forma podem

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 69


No panorama da saúde, a nossa esperança média de vida situa-se perto dos 81 anos, um ano acima da média. As mulheres vivem mais. Em média, 84 anos. Já para os homens a esperança média de vida é de 78 anos. Quando questionados sobre o seu estado de saúde, 46 por cento dos portugueses afirmam estar bem ou muito bem e 18 por cento consideram estar mal. Portugal é um país mais pessimista quanto ao seu estado de saúde quando comparado à maioria dos países europeus. Portugal aparece a verde em vários indicadores, como a queda na mortalidade por enfarte, o rácio de cirurgias às cataratas na população idosa e a boa taxa de vacinação. Os portugueses revelam-se mais satisfeitos com o nível de acesso aos seus dados médicos, com os mecanismos de escolha dos médicos, com o leque de profissionais disponíveis para procurar uma segunda opinião e com o acesso a linhas de informação 24 horas. A investigação na medicina, a medicina estética, dentária e visual figuram nas próximas páginas da última edição de 2017 da Revista Business Portugal. 10671_PressSobreRodas_285x175_ela_afc.pdf

1

21/06/16

12:32


ipo coimbra os ipo's têm uma missão tripartida por carlos santos, presidente da administração

de ensaios clínicos, que consideramos de particular importância, não só na captação de recursos e de acesso a novos fármacos, como também de o fazer com rentabilidade. Encontramo-nos na fase de lançar a segunda componente do plano de investimentos: remodelação das áreas cirúrgicas. Temos um plano de investimento de cerca de 36 milhões de euros, provavelmente o único em Portugal feito em 85% com capitais próprios. Em 2016 adquirimos e instalamos um equipamento de radioterapia único no país, ampliamos o “Não sou clínico, sou administrador e, portanto, dou a perspetiva de quem gere uma unidade de

edifício de oncologia médica, ampliamos a

saúde.

capacidade do hospital de dia, praticamente

A notícia de que se tem uma doença oncológica é devastadora e tem um impacto muito grande

duplicamos a lotação de estações de

na vida do utente e na da sua família. Diferenciamo-nos dos hospitais gerais porque estamos

tratamento e ampliamos, também, a unidade

exclusivamente dedicados ao tratamento da patologia oncológica, trabalhando de forma

de internamento. No âmbito desse processo

multidisciplinar e garantindo qualidade.

temos um consórcio com o centro hospitalar

As nossas equipas estão sensibilizados para acompanhamento do doente, desde o momento em

de Tondela, Viseu, em que a aquisição dos

que recebe a notícia, durante as várias etapas do processo do tratamento, da sua reabilitação,

equipamentos de radioterapia vai ser feita em

muitas das vezes da sua cura (porque ao contrário da maior parte das perceções esta é cada vez

parceria, sendo assegurado à distancia, por

mais uma doença crónica, com a qual se vive e cuja taxa de sobrevivência está a aumentar) e, nos

teleradioterapia, tudo o que são planeamentos,

casos em que não é possível, acompanhá-los na fase terminal.

de forma a garantir que os doentes em Viseu

A crise levou a uma redução de recursos. Hoje não me importo, em nome da justiça, de afirmar

são tratados como se estivessem em Coimbra.

que essa redução foi acompanhada por uma diminuição de custos, a qual o governo se encarregou

É a primeira vez que esta experiencia é feita

de negociar desde logo até com a indústria farmacêutica, o que permitiu que houvesse também

em Portugal.

da parte da indústria uma compreensão de que teriam que contribuir para a sustentabilidade do

De futuro, tencionamos remodelar toda a área

sistema e do funcionamento das instituições. Posso garantir que o IPO Francisco Gentil nunca

cirúrgica, desde os blocos operatórios, a novas

sofreu falta de material, sempre tivemos uma gestão financeira muito cuidadosa, nunca nos

unidades de internamento. Contamos entrar

descuramos daquilo que são as nossas preocupações.

em obra durante 2018 e em 2020 ter um

Os IPOs têm uma missão tripartida: prestação de serviço de saúde, formação e investigação.

IPOFG completamente diferente do que é hoje,

Apostamos na investigação clínica, temos em maõs um projeto de dinamizar a nossa vertente

com mais qualidade e conforto”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 71


saúde| icnas

“Somos o exemplo de que o know-how que existe nas universidades pode ser

transformado em valor” Situado no Pólo de Saúde (Pólo III) da Universidade de Coimbra, o Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (ICNAS) é uma unidade orgânica de investigação da Universidade de Coimbra, com carácter multidisciplinar e que congrega as principais modalidades de imagem médica (Ressonância Magnética, TAC, PET, SPECT) no mesmo edifício, o qual inclui também um ciclotrão e uma unidade de radioquímica para produção e investigação de radiofármacos. e o que os médicos observam na clínica. Estas concussões são especialmente úteis pois, nas doenças, as alterações na função (fisiológicas) precedem as alterações na estrutura (anatómicas), o que nos permite detetar as doenças mais cedo, de uma forma mais precoce”, começa por nos contar, Antero Abrunhosa, novo diretor do ICNAS. Antero Abrunhosa Diretor

Associado desde o início à criação deste centro multidisciplinar, conta-nos, todo o processo, desde a ideia inicial, que se focava em criar uma unidade orgânica diferenciada e inovadora, até à concretização da mesma, em 2009. “A ideia inicial do Instituto partiu do Prof. João José Pedroso de Lima, ainda na década de 90 do século passado, que decidiu enviar“O ICNAS é uma unidade orgânica da Universidade de Coimbra (UC), que se dedica à investigação

me a mim e a mais 2 colegas para fazer

translacional na área da imagem médica com um enfoque especial em três áreas clínicas

doutoramento em centros europeus de

fundamentais: neurociências, oncologia e cardiologia. Utilizamos diversas técnicas de imagem,

referência (eu fiquei em Londres, o Francisco

algumas mais comuns como a ressonância magnética ou a TAC, outras menos conhecidas como

Alves em Copenhaga e o Nuno ferreira em

a PET (Tomografia por Emissão de Positrões), uma técnica que nos permite ver o funcionamento

Orsay, perto de Paris). Regressámos no início

dos diversos órgãos e tecidos de forma muito detalhada, utilizando moléculas especiais, que

da década de 2000 e começámos a planear

chamamos de radiofármacos. Para isso, é necessário ter internamente uma unidade de produção,

e a supervisionar a construção do que viria a

que envolve equipamento sofisticado, como um acelerador de partículas (ciclotrão), que vai criar

ser o ICNAS. Mais tarde juntou-se à equipa o

elementos que emitem um pequeno sinal radioativo (radionuclídeos). Posteriormente, é necessário

Miguel Castelo Branco, médico e neurocientista

uma química sofisticada para inserir estes radionuclídeos numa molécula por forma a produzir

que acrescentou a componente de ressonância

um radiofármaco que será depois injetado no doente. Após esperar algum tempo para que o

magnética e a ligação à rede de imagiologia

radiofármaco se distribua, é possível obter uma imagem utilizando um equipamento especial

cerebral funcional tornando o ICNAS uma

denominado um tomógrafo PET. As imagens da PET diferem das imagens das técnicas ditas

infraestrutura verdadeiramente nacional”,

“anatómicas” como a TAC ou a ressonância magnética porque permitem ver as células e tecidos

acrescenta Antero Abrunhosa.

“a funcionar”, por exemplo, a consumir glicose, ou a transformar determinados produtos ou

Focados na investigação e projeção do Instituto,

mesmo ver os nossos neurónios a comunicar. Desta forma, conseguimos estudar os mecanismos

os desafios eram constantes e o mais fulcral

fundamentais das doenças diretamente no organismo, o que nos permite fazer a ponte entre a

passava por assegurar a sustentabilidade do

investigação biomédica fundamental (feita por biólogos, químicos e bioquímicos no laboratório)

próprio projeto. Para tal, surgiu em 2009, a

72 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


icnas |saúde preços mais acessíveis. No fundo estávamos a concretizar dois objetivos: retirar Portugal da dependência de Espanha, criando uma competência nesta área e conseguir gerar receita para ajudar a manter a investigação. A reitoria aceitou a proposta e criámos então a ICNAS-Produção, uma empresa totalmente detida e gerida pela UC mas devidamente licenciada e certificada como uma produtora farmacêutica”. A ICNAS-Produção é hoje um caso de sucesso. Foi “empresa gazela” da região centro em 2015 e entrou para o TOP1000 das empresas do distrito de Coimbra em 2017. O lançamento do primeiro produto em janeiro de 2012 (Fluodesoxiglucose [18F] UC) foi um marco na independência de Portugal em temos de radiofármacos PET. É de notar aqui que, apesar de este radiofármaco ser já conhecido há vários anos (era o principal produto comercializado pelos espanhóis em Portugal) a formulação específica comercializada é fruto da Investigação do ICNAS. É precisamente esta a função da empresa: traduzir aquilo que de bom se faz na investigação do ICNAS em produtos que possam ser comercializados, diminuindo os custos para o sistema de saúde e gerando verbas que possam sustentar investigação. “O nosso modelo é esse e é fundamental para a sustentabilidade do projeto. Neste momento, temos cinco radiofármacos no mercado e há relativamente pouco tempo, tivemos o primeiro aprovado em Espanha. Isto quer dizer que, em cerca de cinco anos, passamos de um país 100% dependente da exportação destes produtos, para um país que brevemente poderá estar a exportar”, frisa. ICNAS-Produção, a primeira empresa lançada pela Universidade de Coimbra. “Quando estávamos na fase final de instalação do Instituto, surgiu a questão de como iríamos financiar todo o projeto. Tínhamos equipamentos sofisticados, mas difíceis de manter. Só em contratos de manutenção, estamos a falar de valores na ordem do meio milhão de euros por ano, um valor que a Universidade não poderia suportar e que dificilmente poderiam advir exclusivamente de verbas de investigação. Nessa altura, avançámos com a proposta de criar uma atividade comercial de produção de radiofármacos PET. Com efeito, na altura, Portugal era totalmente dependente da importação destes produtos a partir de Espanha, com um custo estimado de mais de 5 milhões de euros por ano. Neste sentido, sugeri que se criasse dentro da UC uma empresa que pudesse fazer a produção desses radiofármacos para o mercado nacional, a

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 73


saúde| icnas Atualmente, a ICNAS-Produção possui três gerentes: Miguel Castelo Branco, médico e antigo diretor do ICNAS, Amílcar Falcão, diretor técnico da empresa e vice-reitor da UC e pelo nosso entrevistado e atual diretor do ICNAS, Antero Abrunhosa. “Atualmente o ICNAS e a ICNAS-Produção contam com um total de cerca de 60 colaboradores e todos os nossos equipamentos estão ao dispor da comunidade e podem ser utilizados em colaboração com empresas ou universidades para realizar trabalhos de investigação ou desenvolvimento. O Instituto conta ainda com a visita regular de muitos médicos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e da vizinha Faculdade de Medicina (FMUC) que colaboram diretamente com o ICNAS. Isso permite que esses médicos tenham contacto e se interessem pela investigação e que sejam a nossa principal ligação aos utentes, transmitindo-nos as suas necessidades. O Instituto está também disponível para visitas (incluindo o ciclotrão) todas as sextas-feiras tendo recebido já a visita de dezenas de escolas secundárias de todo o país.” Para o futuro, Antero Abrunhosa mostra-se confiante e desvenda que o plano para os próximos dois anos passa pela aposta na exportação, pela criação de uma Unidade de Ensaios Clínicos e de um Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional. “Acabamos de receber uma patente europeia de um processo de fabrico no ciclotrão de um radionuclídeo denominado Gálio-68, que é fundamental para o diagnóstico do cancro. Fomos pioneiros a distribuir radiofármacos com base nesse radionuclídeo. Hoje muitos nos copiam. Temos numerosas publicações científicas em revistas de elevado impacto, estamos a lançar novos produtos no mercado, ganhámos recentemente um projeto PT2020, com fundos da CCDRC- Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, um projeto de meio milhão de euros, que será utilizado para equipar melhor a empresa para que possamos aumentar a nossa capacidade de produção, gerar mais emprego e prepararmo-nos para o próximo passo: a exportação para Espanha. Em termos do Instituto queremos estabelecer-nos em duas áreas fundamentais: ensaios pré-clínicos e ensaios clínicos. Hoje, estamos focados no diagnóstico, mas queremos também vir a apostar na terapêutica, no desenvolvimento de novas terapias e de novos medicamentos. Já estamos a trabalhar neste sentido. Fomos pioneiros em Portugal no diagnóstico de alzheimer por imagem e estamos já a colaborar em ensaios para ajudar a desenvolver medicamentos para esta patologia. O futuro passa também pela criação de uma nova unidade de investigação alojada no ICNAS denominada Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional (CIBIT) liderada pelo Miguel Castelo Branco. Nela, pretende-se juntar o que de melhor se faz na UC, e não só, nas áreas da física, da química e da engenharia e aplicá-lo às ciências da saúde. Seremos assim um instituto verdadeiramente translacional.“

74 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


saúde| ormco

Produtos premium na ortodontia A Ormco Corporation surgiu em 1960, pelas mãos de Frank Miller, que veio revolucionar num ápice o mercado da ortodontia com as suas bandas pré-formadas e os respetivos brackets de cimentação direta. A empresa chega a Portugal em 1994 e 23 anos depois continua a ser um dos principais animadores do mercado.

dedicadas exclusivamente a esta especialidade da medicina dentária”. A inovação fez sempre parte do ADN desta empresa. Aliás, logo em 1960, aquando da sua criação, dá-se de imediato uma revolução no mercado com as suas bandas pré-formadas e os seus brackets de cimentação direta. “E assim se tem regido ao longo de mais 55 anos. Fomos pioneiros com a comercialização dos brackets de cimentação direta, com base romboide, arcos CopperNi-Ti e TMA, brackets Titanium Orthos, Damon Q, Damon Clear, Sistema Insignia entre outros produtos visionários que fazem da ORMCO a referência que é na ortodontia”. Hoje a ORMCO propõe uma oferta completa de produtos ortodônticos tais como arcos, tubos, adesivos, instrumentos bem como mais de 20 sistemas de brackets diferentes: Mini-Diamond, StraightwireSynthesis...) e estéticos (InspireICE), linguais (STb), Louis Patel Regional Sales Manager Portugal

e autoligados vestibulares metálicos (Damon Q) e estéticos (Damon Clear). A ORMCO é também pioneira na ortodontia 3D com o Insignia Advanced Smile Design, um sistema de brackets individualizados com a ajuda de um software de Set-up digital muito evoluido. Louis Patel refere que “é exatamente isso que nos distingue dos restantes players existentes no mercado. Nós não Ao longo de mais de 55 anos, a empresa destacou-se numa área

copiamos e não nos limitamos a vender. Há um grande investimento a

verdadeiramente competitiva como pioneira devido à comercialização de

nível de pesquisa de modo a encontrarmos produtos novos, investigação

inovações de sucesso. Louis Patel, regional sales manager em Portugal,

conduzida e levada a cabo por professores que pensam a ortodontia”.

revela que em Portugal a marca chega sob a designação de Ormodent,

Contudo, o nosso interlocutor afirma igualmente que a revolução

em 1994. Mais tarde, a Ormodent é comprada pela ORMCO, a sua

digital está em marcha, “e a ORMCO está a ‘fazer essa curva’”. A

fabricante exclusiva, e passa a designar-se por ORMCO Portugal.

individualização e a estética são duas caractérisiticas que vão guiar os

Mais recentemente, a empresa foi integrada à holding Danaher

futuros desenvolvimentos da ortodontia.

Corporation, que se distribui por vários polos de atividade, onde a

“O próximo ano será rico em novidades tanto ao nivel da ortodontia

vertente da saúde merece destaque. “Na área da saúde, existe o

tradicional como na digital. É uma necessidade para que a ORMCO

segmento dentário, onde também se insirem empresas tão emblemáticas

continue a líderar o mercado e distinguir-se dos restantes players

como a Kerr, a Kavo e a Nobel Biocare.”

existentes no segmento da ortodontia. Vamos continuar a apostar nas inovações tecnológicas na ortodontia tradicional mas também trazer a

Inovação e Desenvolvimento

nossa pedra ao edifício da revolução digital. Pois, conseguimos hoje, a

Questionado sobre a importância que a inovação e o desenvolvimento

partir de um scan da boca, fazer um aparelho ortodôntico completamente

assumem na génese da ORMCO (Orthodontics Research and Marketing

individualizado à boca do paciente, específico para cada dente”.

COmpany), Louis Patel não hesita em afirmar que “a ORMCO é das

É esta individualização que torna a ORMCO um dos principais players no

empresas do mundo, se não ‘a’ empresa, que nesta área de atividade

mercado português, “onde somos reconhecidos pelos nossos produtos

tão específica, que mais aposta na inovação e desenvolvimento. Só

premium e é neste patamar que nos conseguimos diferenciar das

trabalhamos a ortodontia. Não existem muitas empresas em Portugal

restantes marcas”, refere.

76 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Arcos de alta tecnologia

convencionais metálicos (Mini-twin,


ormco |saúde

Jovem com Damon Clear2

Sistema Damon O sistema Damon, desenvolvido por Dwight Damon (daí a sua designação) e pela ORMCO é um dos principais produtos da empresa. É um sistema de tratamento que junta brackets autoligados passivos, tubos, arcos de alta tecnologia e protocolos específicos. Permite alternativas terapêuticas para chegar a melhores resultados de uma maneira mais rápida, com menos consultas e maior conforto para o paciente.

Damon Q O Damon Q abre novas portas para uma maior eficiência, flexibilidade clínica, mais conforto do paciente e estética. É um passo em frente decisivo na tecnologia dos brackets autoligados passivos de baixa fricção que permite ainda mais resultados do que só dentes alinhados. Tecnologia de autoligado passivo clinicamente comprovada para movimentos dentários rápidos e de baixa fricção com porta deslizante inovadora SpinTek para mudanças rápidas e faceis dos arcos. Brackets Damon Q

Traz ainda guias de posicionamento de alta precisão com dois slots para auxiliares, para as novas aplicações de tratamento. O perfil baixo e o pequeno tamanho do bracket juntamente com as bordas arredondadas ajudam a evitar as interferências oclusais, o que melhora a comodidade do paciente e a estética. O seu fabrico em aço inoxidável de 17-4 com molde de injeção proporciona uma resistência e uma durabilidade excecionais durante o tratamento.

Damon Clear2 O Damon Clear 2 combina as propriedades comprovadas da baixa fricção da tecnologia de autoligado passivo com a estética que os pacientes conscientes da sua imagem demandam. O resultado é um aparelho transparente como o vidro que supera as expectativas de beleza e funcionalidade. É a verdadeira inovação em transparência.

Brackets Damon Clear2

As principais vantagens e diferenciação passam pela estética, por apresentar uma maior resistência, pela comodidade que proporciona ao seu utilizador, pela precisão que confere na colocação dos brackets, pela sua eficácia mais do que comprovada e, finalmente, pelo seu protocolo de arcos, pois o Damon Clear 2 está desenhado para ser utilizado com os arcos de força calibrada da Ormco, proporcionando um movimento dentário rápido e eficiente. Para um resultado e fiabilidade ótimos, deve ser utilizada a mecânica e sequência correta de arcos Damon.

Insignia O tratamento Insignia combina a tecnologia 3D, algoritmos informáticos avançados e um software

Kit paciente Insignia

interativo de design com brackets individualizados para conseguir uma oclusão perfeita e um sorriso bonito que é exclusivo de cada paciente. A partir do momento em que o ortodontista definiu o novo sorriso do paciente, o Insignia fabrica os brackets e os arcos de maneira personalizada, de forma a ser o mais eficiente possivel na resolução da má-oclusão. Contrasta com os outros tipos de brackets fabricados em série a partir de informações standards. Por essa razão, o ortodontista deve solucionar as variações de forma na simetria facial. Os brackets fabricados em série pré-informados podem supôr tratamentos mais demorados e consultas mais frequentes para comprovar que o tratamento progride adequadamente. Os brackets Insignia são desenhados Arcos Insignia fabricados à medida

à medida de cada paciente, com a ajuda de um Setup digital 3D utilizado pelo ortodontista. A planificação digital e a visão em 3D permitem ao profissional acrescentar um nível de individualização e detalhe que proporciona a melhor oclusão a longo prazo e o melhor sorriso em menos tempo!

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 77


saúde| mymoment

Entre as melhores do país

A MyMoment foi fundada em 2006, focando-se nos procedimentos de cirurgia plástica, medicina estética, nutrição e dermatologia. Trabalhar com marcas como a Galderma é sinónimo de qualidade e de bons resultados para os pacientes, outro fator que posiciona a MyMoment entre as melhores clínicas do país. espectativas. Para que isso aconteça tem de existir uma relação médico-paciente forte. Vamos fazer alterações no corpo de uma pessoa e, dentro da liberdade do saber e da arte que aprendemos, temos de saber respeitar as fronteiras que a medicina e a ciência nos impõem – balancear os benefícios, os riscos, as espectativas, os materiais e técnicas e a sua adequação a cada caso. O nosso compromisso é o de fazermos o melhor todos os dias, numa dinâmica de aprendizagem constante e em equipa. Um desafio da sociedade será saber educar para a saúde na área da medicina estética, para que as pessoas saibam que devem procurar prestadores credenciados, devidamente treinados, e os melhores materiais e dispositivos, para obterem os melhores resultados com o menor risco – não são, portanto, ‘tratamentos’ que se façam num supermercado, num cabeleireiro e por qualquer pessoa. Nuno Fradinho e Nuno Maria Administradores

Hoje em dia, são utilizadas tecnologias cada vez mais avançadas e com uma qualidade superior. Tendo em conta as tecnologias, que

O que mais distingue a vossa clínica?

inovações procuram na área da medicina estética?

Nuno Maia e Nuno Fradinho, cirurgiões plásticos: O que mais distingue a

O rigor é essencial em qualquer área da saúde e a medicina estética

MyMoment é oferecer uma abordagem única em Portugal: dois cirurgiões

não é exceção. Neste sentido, temos verificado um crescente aumento

plásticos que funcionam como uma verdadeira equipa. Promovemos uma

na área da investigação de produtos e técnicas utilizados na área da

avaliação conjunta, debatendo os desafios apresentados pelos nossos

medicina estética, o que nos dá mais segurança, a nós e aos pacientes

pacientes, discutindo as melhores soluções e ajudando-nos mutuamente

que diariamente tratamos. Na MyMoment somos extremamente

em procedimentos cirúrgicos de maior complexidade. Na medicina

rigorosos com a escolha dos materiais e produtos com que trabalhamos.

estética discutimos regularmente técnicas inovadoras e respetivos

A utilização de produtos de alta qualidade associada à aplicação de

resultados, o que se traduz numa maior qualidade do nosso trabalho.

múltiplas e diferentes técnicas inovadoras em simultâneo permite-nos obter uma melhor harmonia facial, tratando não apenas esta ou aquela

A medicina estética é cada vez mais uma preocupação dos

ruga, mas abordando os pacientes como um todo.

portugueses? Atualmente as pessoas preocupam-se não só com viver mais, mas

Como descreveria o ano de 2017? Que balanço faz deste ano e o

viver com maior qualidade. Saber envelhecer bem, tanto do ponto de

que antevê para 2018?

vista psicológico como físico, são paradigmáticos deste século. Saber

As pessoas começam a desmistificar o tabu da medicina estética e

manter uma boa forma física e uma aparência jovial tornaram-se num

cirurgia plástica e a aceitá-las com naturalidade. Atualmente os pacientes

modo de vida, e os bons profissionais da medicina estética e cirurgia

procuram-nos numa faixa etária mais precoce de forma a atrasar o

plástica encaram o apoio que prestam como uma arte, mas com

envelhecimento ou melhorar determinadas partes do seu corpo. O ano de

regras. A medicina estética e a cirurgia plástica são, cada vez mais,

2017 foi um ano particularmente bom, não apenas pelo elevado número

encaradas como auxílios benéficos a um envelhecimento saudável em

de procedimentos realizados na MyMoment mas pela naturalidade que

vez de superlativos artificiais ao alcance de um pequeno segmento da

os pacientes têm vindo a adquirir face aos mesmos. Acreditamos que em

sociedade.

2018 continuará a haver uma crescente procura na área da medicina estética porque esta se apresenta como um complemento ao estilo de

Na área da saúde é indispensável uma relação de proximidade com

vida saudável, proporcionando um aumento na autoestima dos pacientes

os utentes. Que cuidados têm quando os recebem?

e, consequentemente no seu bem-estar.

O melhor cuidado que podemos ter é o maior respeito por quem nos procura. Qualquer procedimento em medicina estética é um ato médico que requer uma identificação clara dos objetivos do paciente, uma avaliação física e psicológica cuidada e uma clarificação das

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Alameda dos Oceanos 81 F, 1990-211 Lisboa Tel: 218 949 494 Tlm: 938 949 463 E-mail: info@mymoment.pt www.mymoment.pt


rui couceiro Políticas públicas para a leitura: o Plano Nacional de Leitura de rui couceiro, editor A Psicologia Cognitiva da Leitura diz que os livros contribuem para a criação de democratas, de cidadãos. De facto, ler é uma ferramenta para a liberdade e ajuda a compreender melhor o mundo. Por outro lado, a leitura pode constituir também um meio para o crescimento económico e social. São, por tudo isso, da maior importância as políticas públicas para a leitura. A legislatura vai a meio e o governo apresentou recentemente uma nova fase do Plano Nacional de Leitura para o decénio 2017-2027, o PNL 2027. Uma das iniciativas mais relevantes é a realização de um novo estudo sobre a leitura em Portugal, que sucederá ao de 2007. No entanto, o mercado do livro (e o da imprensa escrita também, certamente) adianta algumas possíveis conclusões. Quando a crise estalou, em 2008, o mercado do livro não escolar deu um trambolhão. Em 2007, venderam-se cerca de 14 milhões de livros no nosso país. Em 2016, apenas 11 milhões. Este ano, mesmo com mais otimismo e confiança por parte dos consumidores, talvez nos fiquemos pelos 10 milhões ou nem cheguemos aos dois dígitos. Ou seja, não errarei se disser que o mercado português do livro não escolar, no espaço de uma década, terá encolhido quase 30%. Pelo meio, faliram editoras, distribuidoras e livrarias. E generalizou-se o uso dos smartphones e da internet móvel, ou seja, o acesso fácil e imediato à informação. Em dez anos, as vendas de livros em papel diminuíram muito

gente opta por ler livros. Grande parte

e não há nenhum dado que demonstre que os portugueses passaram a recorrer mais às bibliotecas, nem a

das pessoas utiliza os smartphones,

descarregar milhares de livros digitais (os e-books representam nem 1% das vendas de livros em Portugal).

consumindo rápidas informações

Infelizmente, e embora o português seja a quinta língua mais falada no mundo (e na internet) e se estime

e acontecimentos mais ou menos

que em 2100 possa ter mais 150 milhões de falantes, a indústria cultural do livro não apresenta por cá a

importantes, que constantemente

pujança que vemos noutros países – ou pelo menos uma situação como a que se vive em Inglaterra. Há

reclamam atenção no ecrã. As redes

dias, o diretor geral da cadeia britânica de livrarias Waterstones disse que comprar a empresa (e muito

sociais e muitas aplicações funcionam

haveria a dizer sobre a sua interessante gestão) é um bom negócio para eventuais investidores, face a

como bombas de dopamina para

apostas noutras áreas do retalho, dado que «os compradores de livros tendem a continuar a comprar livros

os nossos cérebros. Habituam-nos

mesmo que parem de comprar máquinas de lavar roupa». Por cá não é assim. Por outro lado, soube-se há

a interagirmos incontáveis vezes

dias que os alunos portugueses do 4.º ano estão na posição 30 entre 50 no que toca à literacia de leitura.

por dia com aqueles pequenos

Na Europa, são dos piores, suplantados apenas por meia dúzia de países. Em 2007, no referido estudo do

aparelhos. O cérebro impele-nos a

recém-criado PNL constatava-se o aumento do uso do telemóvel, aspeto que demonstra o quão distantes

buscar continuamente a recompensa

estamos da realidade que analisava. Há dez anos, ler era a sexta entre nove práticas culturais realizadas

da resposta, do gosto, da interação,

em casa pelos portugueses. Navegar na Internet não estava entre as práticas mais comuns e ainda se

do acontecimento, da novidade, da

lia mais do que se viam filmes e séries, o que duvido que aconteça em 2017. Parece-me, portanto, que

proximidade. Que vontade temos,

também a simples perceção dos dias de hoje antecipa muitas das tendências que o novo estudo sobre

então, jovens mas também menos

a leitura em Portugal vai trazer. Numa entrevista, a nova comissária do PNL, Teresa Calçada, disse que a

jovens, de pegar nos obsoletos objetos

leitura não está na moda, «porque hoje vive-se o tempo de forma demasiado rápida e autoimposta para

de papel e de dedicar-lhes atenção?

que possa dar espaço à leitura. O mundo de hoje é contrário à natureza da leitura, porque é algo que não

Que capacidade de concentração

acontece nem facilmente nem depressa». De facto, à entrada de 2018, «damos por nós hipermodernos,

temos para parar e ler? Onde anda a

polivalentes, aparelhados de tecnologia como uma central ambulante, multifuncionais mas sempre mais

leitura por prazer, esse prazer mediato

dependentes (…), vivendo as coisas sem poder refletir sobre elas». Este retrato certeiro dos dias de hoje,

que nos é dado por intermédio do livro?

tirado por José Tolentino Mendonça, sistematiza a certeza de que o modo de ler mudou. Não no sentido

Espero que o novo PNL traga respostas

de os livros terem passado a ser lidos digitalmente, já o percebemos, mas de terem passado a enfrentar

para estas e outras perguntas, porque

a concorrência de dispositivos móveis, sobretudo dos smartphones, que permitem acesso fácil e rápido a

a realidade ameaça tornar o leitor num

informação e a infindáveis outras valências. E esse aspeto, associado à crise, terá feito do livro um objeto

bicho exótico e é imperioso salvá-lo e

menos necessário. Se viajarmos em transportes públicos, percebemos com facilidade que muito pouca

permitir que se reproduza.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 79


saúde| clínica luso espanhola

“Ter saúde também passa por nos sentirmos bem com a nossa imagem”

Com mais de duas décadas de experiência, a Clínica Luso Espanhola é uma referência no que à medicina estética diz respeito. Sob direção técnica do Dr. Emílio Valls, a clínica tem vindo a merecer reconhecimento nacional e internacional e é cada vez mais conceituada pelo seu carácter inovador e pelos resultados alcançados.

Tudo começou em 1993, com a abertura de um pequeno consultório dedicado à medicina estética, no Porto: “Na altura havia muito pouca oferta deste tipo de serviços e rapidamente tivemos sucesso profissional. Cada vez tivemos mais pacientes e depois, pouco a pouco, fomos alargando as especialidades médicas”, recorda Emílio Valls, diretor clínico e cirurgião da Clínica Luso Espanhola. Hoje em dia, a clínica é uma referência em áreas como a Oftalmologia, Medicina Dentária, Ginecologia, Medicina e Cirurgia Estética. Estas duas últimas especialidades são mesmo a imagem de marca da clínica: “Este ano já ultrapassámos os 600 pacientes e o número de cirurgias estéticas realizadas é próximo do dobro, o que nos coloca entre as duas ou três clínicas do país que mais cirurgias realiza”, refere. O sucesso, conta-nos o nosso entrevistado, baseia-se em dois pilares: um deles é a sistemática incorporação e adaptação das tecnologias mais recentes. Os avanços vertiginosos feitos nos últimos anos em Medicina e Cirurgia tornam necessário um permanente esforço de atualização: “Tentamos facultar aos nossos clientes as últimas tecnologias médicas. Por exemplo, a nossa plataforma laser, à qual vamos incorporando novos lasers e o nosso bloco operatório, onde incorporamos as novas tecnologias”, explica. Por outro lado, há uma formação contínua de toda a equipa e um esforço permanente em abordar o paciente de uma forma muito humanista. Tentar colocar-se no lugar da outra pessoa, perceber o que sente e o que a preocupa e não abordar o tratamento de um ponto de vista estritamente profissional é o que marca a diferença na Clínica Luso Espanhola.

Emílio Valls Administrador

Uma questão de saúde Tendo como objetivo dar resposta às necessidades de uma sociedade com crescentes exigências ao nível de imagem, Emílio Valls acredita que os cuidados estéticos são já uma

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clínica luso espanhola |saúde necessidade comum à maior parte da população: “Se antigamente estavam reservados a uma classe social alta e, mais tarde, aos profissionais que têm uma imagem mais pública, hoje em dia a preocupação estética é transversal a toda a sociedade. Qualquer pessoa quer estar bem apresentada e sentir-se bem, porque é sabido que grande parte do sucesso profissional e humano depende de termos uma boa imagem”. O cirurgião acredita mesmo que ter saúde implica muito mais do que a ausência de doença: “A saúde vai muito além disso, é o bem-estar a vários níveis da pessoa: a nível da própria imagem, do relacionamento com os outros e a nível da felicidade que todos procuramos. Dentro desse conceito de saúde e de realização pessoal não há dúvida que o

da Cirurgia e da Medicina Estética está a crescer, assim como o internacional. Posso

aspeto físico é muito importante. Até porque o aspeto físico

dizer que 25 por cento da nossa faturação provém de pessoas que residem no

reflete a saúde interna. Daí ser tão importante termos uma

estrangeiro. Temos clientes mesmo estrangeiros, principalmente espanhóis, ingleses,

boa aparência física”, considera o responsável.

angolanos, moçambicanos e também portugueses que residem noutros países que

Sendo muitas vezes apelidada de “clínica dos famosos”,

recorrem à nossa clínica, pela confiança que têm nós”, acrescenta o diretor clínico,

Emílio Valls congratula-se pela escolha e pela confiança

terminando com desejos de um bom ano para todos os clientes, com votos de que

que estes depositam na Clínica Luso Espanhola: “Desde

continuem a confiar na Clínica Luso Espanhola.

muito cedo que somos abordados por várias figuras públicas no sentido de lhes prestarmos cuidados estéticos. Habitualmente essas pessoas conhecidas precisam de ter muito bom aspeto e de investir na sua imagem, porque também faz parte do seu sucesso profissional. Sentimo-nos contentes por ter a confiança de todos”, reitera. Fruto do sucesso e do crescimento da Clínica Luso Espanhola, há perspetivas de, dentro de dois anos, surgir uma nova clínica no Porto: “O mercado nacional ao nível

Emílio Valls Cirurgião

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 81


saúde| saúde plena

Referência nacional na medicina estética Andreia Antunes é o rosto da Saúde Plena. A seguir à saúde, os bens mais desejados são a juventude e a beleza, algo perfeitamente lícito mas que não deve ser banalizado. No âmbito da beleza, qualquer procedimento terapêutico destinado a preservá-la ou aumentá-la deve ser considerado como um verdadeiro ato médico, sendo exigíveis uma série de condições.

British College of Surgeons. A curiosidade sobre medicina regenerativa conduziu-me ao mestrado em Medicina Estética e AntiEnvelhecimento da Universidade Complutense de Madrid. Os objetivos da minha empresa ‘Saúde Plena Medicina’, fundem-se com o objetivos da MERA e que incluem a melhoria da imagem corporal, regeneração celular e prevenção da doença com manutenção de um organismo saudável recorrendo a técnicas de suplementação hormonal, vitamínica, exercício físico, enxertos celulares autólogos e bio-regulação, com o fim de deter o processo degenerativo associado ao envelhecimento. Quais os serviços e tratamentos disponibilizados? Uma consulta de MERA começa como Andreia Antunes Administradora

qualquer outra pela elaboração com o doente de uma história clínica detalhada, avaliação

Falar de medicina regenerativa estética e anti envelhecimento é falar, inevitavelmente de

por exames complementares, avaliação de

Andreia Antunes, médica especialista e responsável pela empresa Saúde Plena. Conte-nos

peso e atividade física e avaliação estética das

um pouco do seu percurso académico e profissional.

questões que mais perturbam a auto-imagem

Licenciei-me em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da UNL e sou especialista

do utente, já que a maioria não são doentes.

e Ginecologia e Obstetrícia pelos Hospitais da UC. A Medicina Estética, Regenerativa e Anti-

A elaboração do plano de intervenção é

envelhecimento (MERA) não é em Portugal considerada uma especialidade e dificilmente o será.

realizada horizontalmente explicando o médico

É uma área científica recente, mas países como Espanha, Itália, França, Reino Unido e EUA

benefícios e riscos das alternativas terapêuticas

começaram a organizar formação especifica nos últimos 30 anos, sendo uma área transversal

e esquema personalizado de intervenção. A

a várias especialidades médicas. Cheguei a esta área médica, por paixão, fiz o meu percurso

nível estético facial os tratamentos passam

formativo sobretudo em Espanha e Inglaterra onde concluí dois mestrados e vários cursos

pelo rejuvenescimento em superfície com

internacionais. É uma área muito diretamente ligada na vertente estética á dermatologia e à

melhoria das características da pele através

cirurgia plástica, mas com uma abordagem médica muito mais abrangente, extensiva à medicina

de ‘peelings’, mesoterapia com vitaminas e

preventiva e regenerativa. Começou nestas duas áreas o meu interesse particular; interessei-me

minerais, regeneração com plasma enriquecido

pela cirurgia de reconstrução mamária de mínima invasão com técnicas de lipofiiling e aplicação

em plaquetas ou hidratação com acido

de celulas autólogas. Tive o privilégio de ser uma das 10 alunas de uma Master Class internacional

hialurónico. Destaco também o tratamento das

com o Professor Yves Illouz, um dos nomes incontornáveis da lipo-escultura, técnica com enorme

rugas e perda de volume com preenchimentos

potencial terapêutico a nível da MERA. Concluí o mestrado em Senologia na Universidade

e toxina botulínica, bem como o tratamento

de Barcelona e pós-graduação em reconstrução mamária na Universidade da Corunha e no

da flacidez com fios tensores. A nível corporal

82 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


saúde plena |saúde

incluem-se a dieta cetogénica para regulação

médicas a trabalhar numa área que lhes está

crescente da parte da população feminina, mas

de peso e melhoria da diabetes, HTA, apneia

vedada. Apenas o médico pode invadir a mais

que no nosso país está ainda distante do foco

do sono e alterações osteoarticulares, o

de 2 mm da pele e prescrever fármacos.

das mulheres e inclui o embelezamento genital

mas o aumento da procura pelos homens

Como descreveria o ano de 2017? Os

feminino com tratamentos de rejuvenescimento

começa a ser notório. É uma área que

objetivos foram alcançados?

ou corretivos de inestetismo. É uma área

implica persistência, pois o processo de

Foi um ano de êxito de tratamentos, médicos

que, pela minha formação nutro um interesse

envelhecimento é contínuo e inevitável, assim

e cirúrgicos, com utentes agradecidas e

particular e que espero em breve alguma

satisfeitas com os resultados obtidos, o que

expansão. Será lançada no nosso país em

tratamento da celulite ou retenção líquida com mesoterapia, carboxiterapia e bio-regulação, os tratamentos de lipo-escultura para correção de defeitos de distribuição adiposa, e ainda a suplementação hormonal, vitamínica e bio-reguladora para potenciar a vitalidade. A maioria das intervenções são procedimentos realizados em gabinete de consulta médica, não sendo necessário recorrer a bloco operatório. Habitualmente não aconselho múltiplos tratamentos mas sessões de um, no máximo dois tratamentos, para percebermos a resposta do organismo e se necessário irmos adaptando o plano de intervenção. Diferentes tratamentos implicam diferentes públicos. Quais os vossos públicos-alvo? A população feminina é a maior consumidora,

a intervenção deve começar entre os 35-40 anos e ser mantida. Há tratamentos acessíveis e com ótimos resultados como os ‘peellings’ e a mesoterapia, outros tratamentos são mais onerosos como o botox e os preenchimentos ou fios tensores, mas também mais duráveis. Dependendo dos objetivos podem aconselharse um tratamento menos duradouros mas que

é gratificante para quem abraça esta área; a satisfação e o sorriso de um utente é a nossa maior recompensa! O percurso formativo tem sido também uma forte aposta, pois não pode haver crescimento sem formação atualizada contante e contínua em medicina.

não implica marcas como hematomas; se o

breve um equipamento de reabilitação períneogenital com interesse para a incontinência urinária e relaxamentos muscular pélvico para a melhor resposta da sexualidade feminina. Julgo que pela comodidade ajudará a conquistar as mulheres portuguesas, a quem por motivos educacionais não agrada a exposição genital, que a maioria dos tratamentos obriga.

cliente precisa de estar com a pele radiosa

Quais os desafios para o futuro da Saúde

para uma festa na semana seguinte poderá

Plena?

optar por um microneedling com vitaminas.

Há uma vertente nesta área com interesse

Nota um aumento da sensibilização dos portugueses em relação à estética? É uma área entusiasmante, muito divulgada em países como Espanha, França, Itália, Reino Unido, EUA, Brasil, mesmo países com menor nível de desenvolvimento como América do Sul, Oriente e Ásia nutrem desde há duas décadas um interesse contagiante nesta área. Considero contudo que no nosso país é um campo da medicina ainda profundamente desconhecido e muito exposto a intrusão, com pessoas não

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 83


saúde|opticália

‘Outra forma de ver a vida’ Cidália Ferreira e Luís Moreira Sócios-gerentes

Cidália Ferreira é o rosto da Esonor, uma empresa nacional implantada em Portugal há mais de duas décadas, que integra o grupo Opticalia. Conheça a loja de ótica que veio revolucionar o mercado nacional. sai da ótica sinta uma satisfação total e volte

algumas marcas: Mango, Pepe Jeans, Custo

para nos visitar e comprar, é ponto de honra.

Barcelona, Pull&Bear, Amichi e Javier Larrainzar. O que significa que quando o consumidor

Quais os serviços e produtos

quiser ter uns óculos graduados Mango só na

disponibilizados?

Opticalia os encontrará. Claro que nas nossas

Trabalhamos com as melhores marcas

lojas encontrarão também disponíveis todas

nacionais e internacionais, quer em termos de

as outras marcas pertencentes aos principais

lentes oftálmicas e lentes de contacto, como de

fornecedores de ótica.

armações, sempre num posicionamento moda, aos melhores preços. Quanto aos serviços,

A Opticália não visa somente vender

temos disponíveis consultas de optometria

serviços e produtos, mas acima de tudo

diárias e contactologia.

solucionar necessidades e satisfazer

Como surge a Opticália na cidade do Porto

os clientes. É esta filosofia que permite

e como se tem desenvolvido?

Costumam levar a efeito rastreios da saúde

fidelizar os clientes?

Fomos convidados a integrar um grupo forte

ocular?

Sim, claro. Aliás esse é um dos pontos de

internacional. A intregação da Esonor fez-se de

Sim, os rastreios são uma forma de despertar

chave em que mais trabalhamos dentro da

uma forma natural, estando já a nossa empresa

a consciência coletiva para a necessidade de

Esonor. Para o conseguir, as equipas das

implantada há 20 anos no mercado.

cuidar da saúde visual.

nossas lojas são formadas e motivadas

Em que locais poderemos encontrar os

A moda e as novas tendências são fatores

consideramos essenciais. A dedicação, a

vossos serviços?

cruciais para a Opticália?

polivalência, o brio profissional, a simpatia e

A Opticalia conta atualmente com 220 lojas.

A moda marca o posicionamento da Opticalia.

a empatia para com o cliente e também para

Funciona com um sistema de associados de

Cinco anos volvidos em Portugal, a Opticalia

com os colegas de trabalho uma vez presentes

que a Esonor faz parte. Nós contamos com

prova que não só havia espaço como os

fazem toda a diferença.

11 lojas distribuídas por Paredes, Carvalhos,

consumidores procuravam uma marca de ótica

Gondomar, Penafiel, Vila Nova de Gaia, Valongo,

diferente, que lhes permitisse ver os óculos

Em termos de futuro, que projetos e

Paços de Ferreira, Póvoa de Varzim, Parque

graduados também como um complemento

objetivos estão nos horizontes?

Nascente, Arrábida Shopping e Gaia Shopping.

do seu estilo e tendências atuais. Daí que

Para já, a presença em mais centros comerciais

para respeitar os valores e atitudes que

tenhamos entrado com assinaturas como

é uma prioridade. Queremos também fortalecer

Qual o conceito adotado que tem permitido

‘Moda a bom preço’, ‘Gosto de Óculos’ e agora

a presença e impacto das nossas lojas de rua.

alcançar um crescimento sustentado?

‘Outra forma de ver a vida’. A Opticalia é Moda.

Acredito que temos que estar constantemente

Para a Esonor, a fidelização do cliente, o

a procurar novas formas de evoluir e crescer

garantir que nas nossas óticas haja uma

Quais as principais marcas representadas?

quer a nível pessoal como profissional e daí que

excelência do serviço, que há um acrescentar

A Opticalia tem a particularidade e

estejamos constantemente a procurar novas

de valor à compra, para que quando o cliente

diferenciação de representar em exclusivo

oportunidades.

Marcas exclusivas

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84 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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saúde| excellence corpus

Na vanguarda dos tratamentos estéticos Pedro Pessoa fundou a Excellence Corpus há quatro anos e desde então que, “tem vindo a crescer significativamente”. O sucesso deve-se à “qualidade na prestação do serviço”, a todos os níveis, segundo conta em conversa com a Revista Business Portugal. Para o próximo ano, procura “manter o nível de crescimento e apostar em novos investimentos”, que já estão a ser planeados.

qualidade”. Para Pedro Pessoa, a “qualidade que a marca implementa no serviço para o cliente”, tornou-se um fator diferenciador e bonificador logo desde o início, em 2013. “Para além de todas as coisas que as outras empresas que prestam serviços estéticos podem oferecer ao cliente”, o grande elemento diferenciador da Excellence Corpus é “o diagnóstico inicial”. Antes de iniciar qualquer tipo de tratamento, o cliente quando chega junto dos profissionais da empresa, é “diagnosticado, consoante o que apresenta: poderá ser facial ou corporal”. E é através “deste diagnóstico que o paciente tem a real perceção da patologia inestética e lhe é explicado o Pedro Pessoa Administrador

processo ideal para a tratar”. A Excellence Corpus, perante o pretendido

Poveiro de raiz, Pedro Pessoa relembra como tudo começou. Sem formação técnica na área da estética, o proprietário decidiu arriscar num Instituto de Beleza que promove o bem-estar, aliado à estética. “Surgiu a oportunidade na Póvoa e decidimos avançar aqui pois é a terra onde nasci e tenho prazer em viver”, ainda que a proximidade com o mar não prejudique a pele e, por isso, não seja um fator decisivo para a localização da empresa. A possibilidade de expansão para o mercado vila-condense não é excluída, uma vez que estas são duas cidades que se complementam face à proximidade. Para o proprietário da Excellence Corpus, o que importa é “prestar um serviço de excelência e que garante a saúde da pele”, seja em que lugar for. A “criação desta marca própria e registada” surgiu com o objetivo de “desenvolver processos para sustentar o negócio, nomeadamente vários investimentos e uma grande aposta no atendimento personalizado, em equipamentos de vanguarda e cosmética profissional de elevada

86 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


excellence corpus |saúde

pelos clientes, adequa o tratamento de modo a obter os resultados de

objetivos estéticos pretendidos num menor espaço de tempo e maior

forma eficaz e, normalmente, “num curto espaço de tempo”.

eficácia. Para a mesma patologia, a Excellence Corpus apresenta mais do

“Conseguimos provar ao cliente o que estamos a dizer”, destaca o

que um método de tratamento para que, dessa forma, consiga abranger

proprietário. Pedro Pessoa salienta que “caso o cliente não nos conheça,

mais do que uma faixa económica.

acredita no diagnóstico que apresentamos porque consegue ver”, in

“É difícil falharmos um diagnóstico ou fazermos um tratamento errado”,

loco, “a patologia apresentada e pode-a comprovar”. Verificar o estado

realça Pedro Pessoa. “É óbvio que cada pessoa tem o seu tipo de pele e

da pele e identificar os problemas visuais, através do “apoio dado pela

a sua reação aos tratamentos”, mas é para colmatar esta diversidade que

esteticista presente”, são alguns dos passos importantes no diagnóstico

“temos vários tipos de tratamentos”. O Instituto de Beleza utiliza produtos

que “permite ao cliente visualizar o seu problema e o grau de gravidade”.

que “dificilmente permitem a criação de alergias ou de anticorpos, pois

Este método não só “facilita o nosso trabalho” como, desta forma,

têm muito poucas contraindicações, sendo que esse caso é nulo em

“diminui o nosso risco de erro”. Ainda que nenhum tratamento seja

praticamente todas as clientes”. Isto permite que a empresa tenha “um

totalmente isento de falha, “a qualidade do serviço e dos produtos, quer

grau de satisfação elevado”.

em gabinete, quer para o cliente levar para casa e complementar o

Para o próximo ano, o proprietário acredita que o crescimento da

tratamento que fez connosco”, garantem uma diminuição acrescida da

empresa se manterá. “Esperamos continuar a crescer e ser cada vez

patologia apresentada primeiramente.

mais sólidos no mercado”, nomeadamente entre a Póvoa de Varzim e Vila

Ainda que seja uma empresa capaz de prestar serviços de estética

do Conde. “Já estamos a planear novos investimentos para o ano”, uma

sem limite de idade, o proprietário da Excellence Corpus, com loja física

vez que “é importante estarmos sempre atentos ao evoluir e crescer da

na Póvoa de Varzim, realça que “o cliente mais frequente é a senhora

estética e do mercado, de modo a mantermo-nos atualizados”. Quando o

entre os 30 e os 60 anos, que trabalha e tem um rendimento médio-

cliente visita a Excellence Corpus, “há sempre algo de diferente” – essa

alto”. Todavia, este não é um fator eliminatório. Nesta empresa, “todas

diferença pode ir desde a decoração do espaço, até ao surgimento de

as pessoas são bem-vindas e, acima de tudo, conseguem alcançar

uma nova forma de tratamento. É esta a premissa da Excellence Corpus

os tratamentos”. Com uma vasta gama de valores, desde tratamentos

e é neste molde de trabalho que pretende “enfrentar os desafios que

económicos e eficazes, até métodos inovadores que alcançam os

2018 tem para nos trazer”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 87


Portugal ganhou, pela primeira vez este ano, o prémio de melhor destino europeu dos World Travel Awards, os ‘Óscares do Turismo’ Além de Portugal, estavam nomeados para o prémio Áustria, Reino Unido, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Itália, Noruega, Espanha, Suécia, Suíça e Turquia. Nesta cerimónia, Portugal foi o país que mais prémios recebeu, 30 por cento do total. O país recolheu 37 ‘óscares’, mais 13 do que em 2016. Ao turismo está associado, indubitavelmente, a gastronomia. Portugal tem uma gastronomia tão rica e variada como a sua paisagem. É o mar que imprime a característica mais marcante à culinária portuguesa. Saboreamos um simples peixe grelhado, sempre fresquíssimo, tal como o marisco que abunda em todo o litoral, e temos a certeza que estamos em Portugal. Porque é aqui que se encontra o melhor peixe do mundo! Mas cataplanas caldeiradas e outras formas de cozinhar o nosso peixe e marisco também são escolhas acertadas. Em pratos de carne, uma sugestão de todo o país: o cozido à portuguesa mistura carnes, legumes e enchidos variados, cozidos de forma suculenta. Temos excelentes carnes DOP de norte a sul de Portugal, seja de vitela, de porco ou cabrito. E ainda legumes e frutas que conservam o gosto de antigamente, alguns também com origens DOP, até porque muitos provêm de produções de tipo biológico.


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turismo e gastronomia| fullest

“Queremos ser a maior marca de turismo portuguesa”

A FULLEST nasceu recentemente, alicerçada num projeto anterior, virado exclusivamente para a restauração. Desde então, já acrescentou mais restaurantes ao grupo, bem como serviços de tour, personalizados pré-definidos, um setor de alojamento com nove apartamentos e uma área dedicada a eventos. A revista Business Portugal falou com o CEO, Gonçalo Fernandes, sobre o nascimento, evolução e futuro do projeto. pretende representar exatamente isso. Aqui importa referir que a localização dos meus restaurantes é essencialmente na Baixa de Lisboa, motivo pelo qual a maioria do meu público-alvo é os turistas que visitam o nosso maravilhoso país. De resto, Portugal acabou de ser eleito o Melhor Destino Turístico do Mundo nos World Travel Awards, o que muito nos honra a todos nós e justifica todo o empenho e dedicação que temos tido, nomeadamente por o grupo FULLEST se encontrar inserido neste sector de atividade. Na verdade, este mérito nacional é conjugado por um sem número de empresários, Gonçalo Fernandes CEO

em sintonia com todo o empenho e investimento do Estado Português para conseguir este resultado. Como é que o grupo conseguiu ganhar terreno no mercado? Em três palavras: Exigência, Qualidade e Inovação. O nosso principal foco é que qualquer um dos nossos clientes, em qualquer uma das nossas atividades não tenha simplesmente um serviço. Nós desejamos que tenham uma experiência e que essa experiência seja única. Só com este pensamento, com esta paixão que envolve Para que possamos contextualizar os nossos leitores, pergunto-lhe

todos os colaboradores desta empresa, é que se pode crescer de forma

como e quando surgiu esta atividade?

alicerçada e, consequentemente, ganhar terreno num mercado tão difícil

Esta atividade surgiu na minha vida desde muito cedo, por influência do

e concorrencial como a área do turismo.

meu pai, o qual sempre esteve ligado ao ramo da restauração. É caso para dizer que nasci em restaurantes. Por esse motivo, conheci e passei

Que balanço faz destes anos de atividade? Conseguiu sempre

pelas diversas experiências inerentes ao ramo, desde a copa a lavar

superar os objetivos? Como foi possível?

pratos, ao contacto com o público e posteriormente na aprendizagem na

O balanço é francamente positivo. Desde o primeiro dia do projeto que

arte da confeção dos pratos. Mais tarde, aquando da escolha da minha

em todos os anos fizemos investimentos e não me refiro só à área da

vida académica, ingressei na escola de hotelaria, onde consolidei a teoria

restauração, mas sim a todas as restantes áreas, como o alojamento,

e a prática das aulas com a consciência da vida real, pelas experiências

o turismo e os eventos. Superámo-nos a cada ano pelo conhecimento

vividas.

exaustivo do mercado, pelo trabalho e pela exigência que tenho por mim e que passo a todos os meus colaboradores. A sorte sem trabalho é um

Atua nas áreas da restauração, alojamento, turismo e eventos.

mito. O essencial para o sucesso é o conhecimento, a exigência e muito

Como define os principais serviços que tem para oferecer?

trabalho.

A minha ideia de negócio inicia-se com a restauração em si, mas cedo percebi que outras tantas necessidades gravitavam em torno desta

Na vossa perspetiva, quais os principais fatores de diferenciação do

área. Por esse motivo, depois de um estudo aprofundado, decidi apostar

Grupo FULLEST relativamente a outras empresas do mesmo setor?

nas outras áreas que mencionou para que, de modo mais completo e

Em praticamente oito anos, começámos com um restaurante e evoluímos

integrado, pudesse dar resposta a outras carências do mercado. Foi por

para a dimensão que assumimos nos dias de hoje. Os fatores de

tudo isto que surgiu a ideia do cross selling, só assim se alcançando a

diferenciação estão na génese das nossas escolhas, por isso, essa é uma

complementaridade em todos os serviços, adequando-nos a qualquer

exigência para o nosso padrão de atuação. O facto de ser inovador, não

necessidade dos nossos clientes. De resto, a nossa marca FULLEST

repetir ideias de negócio já existentes no mercado, um apertado controlo

90 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


fullest |turismo e gastronomia da qualidade e dos custos, a decoração e a imagem dos nossos espaços.

todas as existentes em Portugal. O difícil não é abrir restaurantes, mas

Sem a excelência dos meus colaboradores e dos meus parceiros de

sim criar tantos conceitos onde o pormenor da decoração, da iluminação,

negócio nada disto teria sido possível. Esta união e dedicação é um dos

da música ambiente, da farda, das ementas e de tantos outros

ingredientes.

pormenores encaixem em cada um deles. Implica muitas viagens, muitas horas de estudo e muitas horas de trabalho. Claro que este resultado

Por onde passa o crescimento da empresa?

conta com o apoio da assessoria de profissionais de diversas áreas, não

O nosso objetivo passa por ser a maior marca de turismo em Portugal.

podendo eu deixar de destacar a equipa de arquitetura e decoradores,

Somos ambiciosos, mas este tem sido o nosso fio condutor. Pretendemos

com disponibilidade total, de forma a garantir que somos únicos.

alargar o número de unidades de restauração e fazer também um grande investimento nas nossas outras áreas de negócio. Para breve, temos já

Qual é o foco para o futuro?

planeado o investimento em unidades hoteleiras. O nosso crescimento

Queremos melhorar mais e mais em todas as nossas áreas,

foi alicerçado em projetos muito bem estudados e calculados e assim

nomeadamente através do já mencionado cross selling, mas não só.

continuará no futuro.

Pretendemos ampliar o nosso investimento em prol do mercado interno, diversificando para outro público-alvo que não seja apenas o turismo.

Qual é, no seu entender, a base do vosso sucesso?

Já começámos a investir fora da principal área geográfica, a Baixa de

O nosso lema, é seguramente o esforço, a dedicação, a devoção para

Lisboa. Estamos já em Campo de Ourique e nas Avenidas Novas e a

a satisfação dos nossos clientes, razão primeira e última da nossa

poucos dias de inaugurarmos três novos espaços, um na cidade do Porto

existência pois, são eles que nos têm distinguido ao longo do tempo e

e dois em Lisboa, um no Saldanha e outro na Sé.

nos fazem crescer. São eles os nossos verdadeiros patrões. O sucesso é

O nosso maior objetivo é a qualidade nos serviços que oferecemos, a

resultado do árduo trabalho diário, com uma gestão minuciosa e atenta.

qualidade dos profissionais que temos, a qualidade da marca FULLEST

Um dos fatores de diferenciação surge no facto de não nos replicarmos,

que representamos. O nosso grande desafio é servir a excelência todos

ou seja, de nos expandirmos e estudarmos exaustivamente o mercado.

os dias. Neste grupo de centenas de pessoas que trabalham na marca

Neste momento, temos conceitos de comida italiana, comida portuguesa,

FULLEST abominamos a mediocridade. O sucesso das empresas são as

outros dedicados ao fantástico peixe da nossa maravilhosa costa,

pessoas. São elas quem fazem as empresas, como comprova o sucesso

marisqueiras, cozinha internacional e tapas. Apostámos em um dos

deste grupo empresarial, que é o facto de os nossos colaboradores

nossos restaurantes um conceito para explorar o bacalhau e criaremos

saberem que a excelência terá inevitavelmente de estar em todos os

uma nova Steakhouse no Saldanha, que abrirá em Janeiro, diferente de

momentos em que trabalhamos.

www.fullest.pt

De tours a alojamento local e os melhores restaurantes da cidade, viva experiências únicas e descubra o melhor de Lisboa connosco!

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 91


turismo e gastronomia| quinta das sentieiras

Um dia que não esquecerá Preparada essencialmente para a receção de eventos, sobretudo casamentos, a Quinta das Sentieiras permite uma conexão entre a natureza e a cultura, bene ciando de elementos arquitetónicos e paisagísticos diferencia- dores. Com o foco no cliente e nas suas expetativas, oferecem um serviço de qualidade e rigor, dando impor- tância a todos os detalhes envolvidos.

A Quinta das Sentieiras, localizada no centro do País, na Cidade de Abrantes, cujo as suas origens remontam ao século XVIII tem várias valências à disposição dos seus clientes. Estão direccionados para a organização de eventos, desde casamentos, batizados e eventos empresariais, valorizando a diferenciação entre cada ocasião e colocando rigor e requinte em todos os pormenores. Inserida entre 50 hectares de espaço verde, a Quinta das Sentieiras, percorreu um longo caminho pela História até chegar aos dias de hoje e se tornar um espaço onde a natureza e o bem-estar se unem para proporcionar um dia único e memorável àqueles que a escolherem para realizar os seus eventos. Beneficiando da proximidade com a natureza e associada também à cultura, o espaço físico da quinta permite a quem a visita sonhar com um evento diferente, onde os espaços exteriores disponíveis têm um papel distintivo de grande relevância. Muitas são as fontes de água que brotam naturalmente de vários pontos espalhados pelos jardins. Desafiamos os nossos visitantes a veranear pelos caminhos demarcados e conhecerem a envolvência natural. Quinta das Sentieiras - 2200 Sentieiras/Abrantes E-mail: info@quintadassentieiras.pt Tlm: 932 689 980 | 932689981/3 www.facebook.com/quintadas.sentieiras www.blogquintadassentieiras.pt www.quintadassentieiras.pt

92 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


quinta das sentieiras |turismo e gastronomia

A Quinta das Sentieiras oferece um vasto leque de serviços e tem a capacidade de se adaptar a qualquer tipo de evento: casamentos, batizados,reuniões empresariais, conferências e qualquer outro tipo de festa, seja de media ou de grande dimensão. Para os serviços de catering e animação recorremos em outsorcing mas apenas com empresas cujo o portfólio conhecem e sejam de prossionalismo e de confiança. A decoração é efetuada em parceria com as Isabeis Decoracoes. A gerência da quinta encarrega-se da organização de todos os pormenores, ao mesmo tempo que dá abertura ao cliente para escolher de acordo com os seus gostos e preferências, por forma as expectativas serem cumpridas. A organização dos eventos no espaço é um processo de total dedicação, projetada com rigor e atenção a todos os detalhes em forma de total exclusividade para cada evento. Com duas salas com capacidade para quinhentos lugares sentados, a zona interior de convívio não foi descuidada. Quanto à parte do alojamento, as Casas do Campo, que contam com um total de 10 quartos, que podem ser disponibilizados em ambiente rustic e confortável. O solar e a Capela da Nossa Senhora da Conceição do século XVIII são espaços de um passado que transcende até ao presente e representam um marco emblemático do património desta região. A Quinta das Sentieiras aguarda a sua visita.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 93


turismo e gastronomia| hods

Os sabores do vinho alentejano É nas províncias alentejanas que nos podemos vislumbrar com a paz e o sossego tão característicos do Alentejo. As vinhas são um ponto forte a destacar nesta região pela forte qualidade da HODS, a Herdade do Outeiro Diniz e Santiago comandada pelas mãos de Victor Matos, administrador. Em conversa com a Revista Business Portugal, o Engenheiro Vasco fala-nos sobre a Adega da HODS. Com 50 anos de experiência, Victor Matos fundou em 1997 a HODS.

aconselhada pelos técnicos para que seja possível fazer as vindimas.

Composta por duas herdades em Vendas Novas e no Redondo, a

Após a apanha, as uvas são transportadas para tanques onde é feita a

empresa tem um total de 270 hectares.

fermentação “com recurso à tecnologia em aço inoxidável e frio”.

A Herdade do Outeiro possui terrenos com características muito específicas, com um bom clima local e com excelentes condições para a

2017, “um ano atípico”

plantação da vinha.

A maturação rápida da uva e a respetiva desidratação são duas das

A alta qualidade dos vinhos fazem da HODS um dos principais produtores

consequências da seca que se fez sentir. “Os amadurecimentos da uva

vinícolas. Cada casta tem uma particularidade muito própria e os vinhos

foram todos ao mesmo tempo. Recolhemos todos na mesma altura e

“têm personalidades muito distintas”. “Os nossos tintos são obtidos a

tivemos aqui dias que recebemos cerca de 500 toneladas por dia, mas

partir das castas Alicante Bouschet , Trincadeira, Syrah, Aragonês, Castelão

percebemos que temos capacidade para isso. Fizemos uma gestão

Francês e Touriga Nacional. Nos vinhos brancos elegemos as castas

muito rigorosa, porque a fermentação obriga a ter um tempo que é a

Sauvignon, Arinto, Fernão Pires, Roupeiro, Antão Vaz, Viognier e Verdelho”,

transformação do açúcar em álcool”, acentua o Engenheiro.

destaca Victor Matos. Projetos para um futuro próximo Um lugar a visitar

Neste momento, o objetivo principal da empresa é desenvolver uma

Numa visita à Adega da Herdade do Outeiro, em Vendas Novas, ficamos

central de engarrafamentos. “O processo já está bastante adiantado

a conhecer os 230 hectares, 130 deles de vinha. A Adega tem uma

para fazermos a nave de 2500 m”, refere Victor Matos. Com a linha de

capacidade para 14 milhões de litros, “em que produzimos anualmente

engarrafamento aberta, o foco é conseguirem concentrar o trabalho e

cerca de dez milhões de kg, aproximadamente oito milhões de

terem a produção, comercialização e embalamento no mesmo espaço.

litros”, afirma Vasco. Vasco explicou o processamento dos vinhos que

A qualidade, modernização e inovação são a chave para a nova unidade

atualmente comercializam, sendo vinhos regionais alentejanos de castas

que aí vem, uma forma “de estarmos atualizados com os processos

brancas e tintas. São utilizados métodos inovadores para os vinhos tintos

para atingirmos a qualidade. Isto tem todo um encadeamento. Temos

serem bem incorporados e aromáticos. Por outro lado, os vinhos brancos

os melhores equipamentos e a melhor equipa para isso”, acrescenta

passam por um processo de vinificação rigoroso e são fermentados a

Vasco.Atualmente, a HODS vende os vinhos que produz a granel para

uma temperatura de 10 graus para um aroma fresco. Para uma vindima

diversas empresas. A alargada produção da Adega faz com que haja

perfeita é necessário reunir várias condições para a vinha crescer com

uma capacidade de produzir milhões de litros para entrar em breve no

qualidade e produzir as melhores uvas. Estas devem atingir a maturação

mercado dos vinhos com uma qualidade superior.

Herdade do Outeiro Diniz & Santiago, S.A. Herdade do Outeiro - 7080-341 Vendas Novas Email: info@hods.pt | www.hods.pt

94 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


destaque| earth consulters

“O nosso sucesso advém dos nossos clientes”

Sediada em Viseu, a Earth Consulters atua por todo o país. Empresa de consultoria e formação, certificada pela DGERT, IMT, DRAP, entre outras entidades, faz questão de atuar sob os mais exigentes padrões de qualidade. De portas abertas desde 2010, a empresa encabeçada por David Magalhães dirige a sua ação a entidades públicas e privadas em qualquer ponto do país, contando com filiais em Braga, Porto, Coimbra, Aveiro, Leiria, Lisboa, Beja, Évora, Faro, Madeira, Açores e Moçambique. melhor caminho a seguir para a resolução dos problemas que surgem. Prestamos ainda consultoria na área de marketing e do novo quadro comunitário, Portugal 2020, auxiliando os clientes a incrementar a sua área de negócio, tornando-os mais competitivos num mercado cada vez mais preparado ”. Projetos futuros Questionado sobre o futuro, David Magalhães espera que a Earth Consulters, que já foi laureada com alguns galardões, entre eles o Premio de PME Líder, Empresa GAZELA, David Magalhães quando, em 2010, decide iniciar o projeto da Earth Consulters, fá-lo com a

Cliente Aplauso do Millennium BCP,

noção de que existiam diversas lacunas no mercado para responder à legislação da formação

“Estamos no caminho certo, mas vamos

profissional em vigor em Portugal. “Era nossa intenção, desde o primeiro minuto, disponibilizar um

continuar a trabalhar, com os olhos postos

produto e um serviço que alertasse as entidades para a obrigatoriedade da formação profissional,

no futuro, apostando sempre na qualidade e

assim como da sua impotância para o aumento da competitividade”, refere o nosso interlocutor.

diferenciação dos nossos serviços.

Atualmente, a Earth Consulters continua a promover projetos de formação e intervenção nas

O ano 2017 ficou marcado por uma mudança

empresas nacionais de forma inovadora, em prol da produtividade das mesmas. Questionado

essencial, comunicar cada vez mais e melhor.

sobre o que distingue a Earth Consulters das restantes empresas existentes no mercado, David

A Earth Consulters procurou fortalecer a

Magalhães é perentório na sua resposta: “ O contacto próximo e regular com formadores e

sua imagem empresarial e reforçar o seu

formandos. Queremos ser os melhores, essa é a nossa premissa. Para tal, é necessário um

posicionamento. Além de ter levado a cabo

acompanhamento contínuo com colaboradores a clientes. Além do rigor que aplicamos em todas

um processo de rebranding, decidiu aumentar

as tarefas da Earth Consulters, sejam elas internas ou a nível de formação, a nossa equipa está

também o seu portefólio e a sua forma de

amplamente vocacionada para um atendimento personalizado e que responda às necessidades

comunicar com os clientes “O novo logo

dos nossos clientes”.Questionado sobre o balanço de sete anos de atividade, David Magalhães

pretende enfatizar os valores da marca, cuja

revela à Revista Business Portugal que este é positivo, “cada vez mais positivo, com um

geometria representa a globalização e a

crescimento consolidado no mercado”. Prova disso são as empresas que voltam constantemente

lógica com que a Earth Consulters trabalha no

à Earth Consulters para ministrarem novas formações aos seus colaboradores. “Sinto que estamos

desenvolvimento pessoal e tecnológico das

em velocidade de cruzeiro, o que é muito positivo numa área de negócio como a nossa, onde além

pessoas e das organizações. O símbolo da

de haver demasiada concorrência, a mesma é desleal, pois muitas empresas de formação não

marca, o Globo Terrestre, pretende realçar a

cumprem a legislação. Nós, por outro lado, temos a homologação e certificação das mais altas

ideia torneada e uniforme em certificar o que

entidades do país”.

os nossos clientes fazem. David Magalhães reforça que “O teu trabalho vai preencher uma

Serviços disponibilizados

grande parte da tua vida e a única maneira de

Além da formação, as empresas nacionais podem igualmente contar com a Earth Consulters

ficares realmente satisfeito é fazeres o que tu

na área da consultoria. “As empresas vão percebendo a importância e necessidade destes

acreditas ser um excelente trabalho. Fazeres

serviços”, refere. “Prestamos serviços de consultoria jurídica, auxiliando os nossos clientes no

um excelente trabalho é amares o que fazes.”

98 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


cm boticas|turismo e gastronomia

A sedução da Montanha Está a chegar mais uma Feira Gastronómica do Porco a Boticas. Sob este pretexto, estivémos à conversa com Fernando Queiroga, presidente do Município.

Fernando Queiroga Presidente Sendo Boticas um concelho rural, como descreveria o município?

Fale-nos um pouco dos projetos que já desenvolveu ao longo do

Boticas é um município de Montanha, que tem na agricultura o principal

seu mandato.

setor de ocupação da sua população. Fruto das suas potencialidades

A promoção e divulgação do Concelho tem sido uma das principais

únicas, ligadas, sobretudo, à natureza, o Turismo tem ganho considerável

apostas da Câmara de Boticas. Queremos dar a conhecer o que de

expansão, ligado essencialmente à prática de atividades e desportos de

melhor se faz na nossa terra e potenciar os nossos produtos tradicionais,

natureza e aventura, mas também de lazer e relaxamento. Neste capítulo,

conferindo-lhes uma identidade única, facilmente reconhecível e

a gastronomia tem sido também garante de grande atratividade, sendo

apetecível. Desta forma, garantimos as condições de escoamento

responsável pela visita, ao longo de todo o ano, de milhares de pessoas

desses produtos, que se traduz numa maior rentabilidade do trabalho

ao nosso concelho. É uma gastronomia típica das regiões de montanha,

dos nossos agricultores, o que se traduz num aumento da qualidade de

muito assente nos pratos confecionados com base na carne de porco,

vida na nossa terra. Esta estratégia e este reconhecimento tem trazido

entre os quais o fumeiro e o presunto de Barroso. A estes junta-se a

cada vez mais gente a Boticas, razão pela qual temos também apostado

Carne Barrosã e o Mel de Barroso, dois produtos com Denominação de

na melhoria dos equipamentos culturais e desportivos, para serem

Origem Protegida, e também o cabrito, as trutas e o vinho dos mortos,

capazes de acolher grandes eventos que marquem ao nível nacional

só para referenciar alguns dos produtos mais característicos da nossa

e internacional. A par dos eventos de desporto automóvel, de que a

gastronomia.

Rampa de Boticas, prova do nacional de montanha, é o melhor exemplo,

Mantendo-nos fiéis à nossa história e às nossas tradições procuramos

estamos também a criar condições para a realização de provas na área

potenciar o nosso “saber fazer” tradicional para tornarmos mais atrativo

do motociclismo, com a construção, que se encontra em curso, da pista

o nosso concelho e garantirmos novas fontes de rendimentos e recursos

de motocross de Boticas.

para a nossa população.

De uma forma global, a nossa intervenção passa por estarmos atentos aos pequenos pormenores que fazem toda a diferença na qualidade de

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 99


tema | empresa

vida da nossa população, em áreas tão diversificadas como o Turismo, a

Turismo, o apoio à criação de emprego, a promoção dos produtos

que já me referi, mas também a Educação, a Cultura, os Apoios Sociais e

tradicionais e os apoios sociais. Uns são complementares dos outros,

o apoio à criação de emprego. Mais importante do que construir grandes

tendo como objetivo único a criação das melhores condições de vida e a

obras e grandes estruturas é criarmos todas as condições para podermos

fixação da nossa população. Estas serão as nossas prioridades ao longo

fixar a nossa população e garantirmos que haja qualidade de vida no

de todo o mandato.

nosso concelho. Só assim conseguiremos travar a desertificação destas zonas do interior do país e a perda de população a que se assistiu em

De que forma é que as políticas nacionais deveriam incentivar os

particular nas últimas décadas do século passado.

cidadãos a viver em regiões do interior do país? Entendemos que deveria ser implementado um conjunto de medidas

Relativamente ao património histórico e cultural, que tradições

de discriminação positiva face ao interior do país. Políticas devidamente

guarda o município de Boticas?

estruturadas e não feitas de uma forma avulsa. As principais deveriam ter

O Concelho de Boticas é rico em património histórico, sendo um dos

como objetivo o estímulo ao investimento e à fixação de empresas nestas

maiores expoentes ao nível da arqueologia castreja. Para além do

regiões, o que poderia ser conseguido através de alguns benefícios

elevado número de castros existentes no concelho, de que o melhor

fiscais, mas também ao nível da redução dos custos da energia, tanto

exemplo são o Castro do Lesenho e o castro de Carvalhelhos, o símbolo

para produção como para a deslocação de mercadorias e matérias

da arqueologia nacional, o Guerreiro Castrejo, é proveniente de Boticas.

primas. A contratação e a criação de emprego deveriam ser também

Além do património histórico, muito ligado também ao património

estimuladas, o que poderia passar pela redução das contribuições das

religioso, o Concelho de Boticas conserva ainda tradições ancestrais,

empresas para a segurança social, redução no IRC proporcionalmente ao

sobretudo relacionadas com as práticas agrícolas – desde as segadas à

número de postos de trabalho criados, etc. Há um conjunto significativo

malhada dos cereais, passando pela matança tradicional do porco - que

de medidas que estimulariam a economia nestas regiões e que não

as associações culturais e recreativas do concelho têm preservado. A

passariam pelo princípio da subsidiariedade a que o nosso país se

etnografia, os usos e costumes estão também bem preservados através

habituou nas últimas décadas. Para que haja um real desenvolvimento

dos diferentes grupos de cantares e ranchos folclóricos existentes no

destas regiões, com reflexos ao nível da riqueza produzida pelo país,

concelho.

o trabalho produtivo deve ser estimulado. Estas políticas ajudariam a fixar a população, já que a procura de trabalho condizente com as suas

Quais são as principais prioridades defendidas pelo Presidente da

habilitações e formação é a maior razão que leva as pessoas a saírem

Câmara para Boticas?

das suas terras. Resolvido o problema da falta de emprego com que

As principais prioridades do atual executivo autárquico assentam em

todos os dias nos debatemos seria muito mais fácil ultrapassar todos os

quatro pilares essenciais, que já atrás referi: o desenvolvimento do

outros problemas relacionados com a nossa interioridade.

100 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


empresa | tema Sabemos que o turismo é uma constante preocupação para vocês. Que ações pretendem desenvolver para encarar o turismo como uma potencialidade para a região? Muito para além de todas as nossas potencialidades, o nosso maior trunfo é o caráter afável do nosso povo e a forma como gosta de bem receber. Os botiquenses abrem as suas portas sem qualquer receio e recebem todos de braços abertos. Fruto desta característica muito particular do nosso povo, a que se juntam, naturalmente, as nossas paisagens e a nossa gastronomia ímpar, temos registado um número crescente de visitantes. A nossa estratégia é dar o passo seguinte, ou seja, assegurar regularmente a realização de eventos e iniciativas de maiores dimensões que sejam capazes, por si só, de atrair a presença de um grande número de pessoas, criando importantes dinâmicas para a economia local. A existência de uma oferta diversificada de atividades é o garante da ocupação dos visitantes durante a sua estadia em Boticas, uma estadia que queremos que se prolongue no tempo, passando de um simples fim de semana para períodos mais longos. Para isso é fundamental garantirmos a “ocupação” das pessoas em diferentes atividades, que não apenas nas visitas ao nosso património e aos nossos equipamentos. Que projetos e visões tem para o futuro de Boticas? Acredito que estamos a trabalhar no caminho certo e de que alcançaremos os tão desejados frutos num curto espaço de tempo. Sinceramente acredito que estas regiões do interior do país têm um futuro positivo pela frente, até porque há cada vez mais pessoas a quererem deixar o grande bulício e o stress do dia a dia das cidades para viverem no campo. Depois, com as acessibilidades de que dispomos e com a tecnologia que hoje temos há nossa disposição é muito mais

Quero ainda aproveitar esta ocasião para endereçar votos de Boas Festas a todos os

fácil trabalhar a longas distâncias sem sacrificar a qualidade

portugueses, na esperança de um novo ano cheio de prosperidade e sobretudo de

e a rapidez do trabalho. O desenvolvimento destas regiões,

união entre todos nós.

trará, simultaneamente, novos desafios e necessidades, abrindo-se aqui algumas oportunidades que poderão ser

XX Feira Gastronómica do Porco

uma espécie de pontapé de saída para novos projetos e

Há vinte anos a divulgar o que é tradicional

novos investimentos.

Realiza-se nos dias 12, 13 e 14 de janeiro de 2018, no Pavilhão Multiusos, um dos maiores eventos gastronómicos do norte do país e da região, a Feira Gastronómica

Que mensagem gostaria de deixar à população e aos

do Porco de Boticas. Uma feira ímpar e única, que prima pela qualidade dos seus

visitantes de Boticas?

produtos. Desde 1998 que a vila de Boticas é local de visita obrigatória no mês

Em primeiro lugar, gostaria de convidar toda a gente a visitar

janeiro. Há 20 anos con-secutivos que a agricultura local e os produtos tradicionais

o concelho de Boticas. Aos que já conhecem e aos que

são valorizados e divulgados nesta mostra gastronómica, onde a carne de porco e os

ainda não conhecem, em particular neste próximo mês de

seus derivados são ‘Reis da Fes-ta’. O sucesso que a Feira Gastronómica do Porco

janeiro, altura em que se realiza a Feira Gastronómica do

tem vindo a ter ao longo dos tempos tornou-a num dos melhores e mais importantes

Porco, evento que é um dos maiores em termos de feiras

certames de promoção e divulgação do mundo rural barrosão e de tudo aquilo que de

do fumeiro que existem na região. Tenho a certeza de que

melhor existe nesta pequena mas tão rica vila do interior norte de Portugal. A iniciativa

não se irão arrepender e ficarão com vontade de voltarem a

é, à semelhança das edições anteriores, organizada pelo Município de Boticas em

repetir a experiência.

conjunto com a empresa intermunicipal EHATB – Empreendimentos Hidroelétricos do

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 101


turismo e gastronomia| cm boticas Alto Tâmega e Barroso. Tal como no ano passado, a feira

edições anteriores, todos os preços apresentados na feira, quer nas tasquinhas, quer

apresenta mais de três dezenas de stands de exposição

nos expositores, são devidamente tabelados. Um fator diferenciador e que muito

e venda de produtos alimentares e artesanato e conta,

valoriza a Feira do Porco de Boticas, tornando-a num certame mais atrativo. Este ano,

também, com a participação de meia centena de produtores

no exterior da feira, mais propriamente na zona lateral do pavilhão, haverá um espaço

de fumeiro e enchidos. Ao longo dos três dias da feira

dedicado aos petiscos, como é o caso do hambúrguer barrosão, preparado à base de

são esperados mais de 70 mil visitantes vindos de vários

carne barrosã e que fará as delícias do visitantes, pela sua qualidade e sabor.

pontos do país e da vizinha Espanha. Todos aqueles que nestes dias visitarem Boticas têm à sua disposição cerca

Animação da feira

de 40 toneladas de fumeiro de uma qualidade excecional,

A 20ª edição da Feira Gastronómica do Porco conta com três dias de muita animação.

o que permitirá realizar um volume de negócios a rondar o

Para além da gastronomia e do artesanato, os visitantes poderão disfrutar de muita

meio milhão de euros. Preservar as tradições do barroso,

e boa música. No interior do Pavilhão Multiusos a animação fica a cargo de grupos

o que de melhor há e se faz em Boticas e valorizar a

de música popular e tradicional provenientes do concelho e da região. No exterior

qualidade da carne de porco e dos enchidos através da

decorrerá a tradicional ‘Feira à Moda Antiga’, onde são apresentados inúmeros

apresentação de pratos tipicamente barrosões, recheados

artefactos ligados às profissões de outrora (tanoaria, olaria, cestaria, peles, esculturas

de essência e sabor, são algumas das particularidades de

e instrumentos ar-tesanais) e que ainda vão perdurando no tempo. Como dita a

autenticidade da Feira do Porco. Aos enchidos, concebidos

tradição, no recinto do Campo de Futebol, mais propriamente no ‘chegódromo’,

de forma artesanal, sob um rigoroso controlo de qualidade

realizam-se as célebres ‘Chegas de Bois’ que, anualmente, trazem até Boticas

e cumprindo, a legis-lação e regras em vigor, juntam-se

centenas de aficionados. Pelo sexto ano consecutivo, o programa da TVI ‘Somos

o Presunto, o Pão Centeio, a Bola e Folar de Carne e o

Portugal’ fará a sua habitual transmissão de fim de manhã e tarde de domingo a

tão afamado ‘Vinho dos Mortos’. O artesanato também

partir do Largo de Nossa Senhora da Livração que acolhe, mais uma vez, o programa

continua a ser presença obrigatória neste evento dedicado

líder de audiências nacional. A transmissão do programa é feita para todo o mundo o

à ruralidade e às suas gentes. A Feira Gastronómica do

que dá a possibilidade dos botiquenses no estrangeiro reverem familiares e amigos e

Porco é um dos pontos mais altos da economia local,

amenizarem as saudades de casa através da televisão.

especialmente para os produtores de fumeiro tradicional que veem nesta iniciativa a oportunidade certa para mostrar e escoar os seus produtos de excelente qualidade. Mais do que permitir aos produtores a venda dos seus artigos, que são fonte de sustento de muitas famílias, a feira permite recuperar usos ancestrais, sabores e saberes tradicionais genuínos do concelho e levar o bom nome de Boticas aos quatro cantos do mundo. Os produtos agroalimentares produzidos no Concelho Barrosão são de uma qualidade inigualável, o que lhe atribui caraterísticas de genuinidade e atratividade ímpares. Tasquinhas de Sabores Tradicionais Todos aqueles que visitem a vila barrosã, de 12 a 14 de janeiro, podem apreciar e deliciar-se com as iguarias gastronómicas tipicamente barrosãs nas tasquinhas tradicionais presentes no recinto da feira. Cozido à barrosã, rojões no pote, arroz de chouriça, costelas de vinho e alhos, caldo e feijoada à Barrosã, são algumas das especialidades apresentadas no certame. Nunca esquecendo outras iguarias de excelência como o Fumeiro (alheira, chouriça e salpicão), o genuíno presunto acompanhado da deliciosa bola centeia e dos saborosos vinhos regionais. Mais uma vez, a Feira Gastronómica do Porco conta com a colaboração dos restaurantes locais para apresentarem pratos caracteristicamente barrosões, confecionados à base de carne de porco e enchidos, produtos chave que distinguem a gastronomia local. Pratos únicos onde o sabor e os aromas combinam na perfeição. À semelhança das

102 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


Matosinhos é uma cidade que mistura memória e tradição. A gastronomia é, incontornavelmente, a sua imagem de marca. Quem não conhece o famoso peixe e o inconfundível marisco que, há várias décadas, chamam pessoas à beiramar, para saborear o que o mar tem de melhor. Para além de trazer bom peixe, o mar traz também pessoas a Matosinhos. Muitos vêm por turismo, nos cruzeiros que enchem as ruas de diferentes línguas e fisionomias, e outros pelo desporto, como o surf. Aliada à gastronomia e ao desporto, a arquitetura é outro traço marcante desta terra. Álvaro Siza Vieira, nome premiado desta arte, nasceu em Matosinhos e por lá deixou alguns bons exemplos da sua obra, nomeadamente a Casa de Chá da Boa Nova e a Piscina de Marés. Souto Moura construiu a marginal de Matosinhos, por onde se pode passear e apreciar a fantástica costa marítima de que Portugal beneficia, onde se encaixa a mítica Praia de Matosinhos, berço de várias festas populares e peregrinações das gentes do mar. Muito para além do que as condições físicas oferecem, Matosinhos tem indústria. As conservas são um símbolo da região e, durante anos, empregaram grande parte da população. Atualmente, muitas estão a ressurgir, depois de um período conturbado, durante o qual algumas marcas desapareceram. Neste momento, o fulgor voltou e esta é uma área que volta a dar cartas.


garage wines|matosinhos

Onde o vinho é o elemento principal Licenciada em Marketing e Comunicação, mas apaixonada pela enologia e pelos vinhos, Ivone Ribeiro decidiu, há quatro anos, abrir a Garage Wines. No centro da cidade de Matosinhos, esta garrafeira prima, não apenas pela sua vasta oferta, mas igualmente pela qualidade dos seus produtos. Descubra o que faz da Garage Wines uma referência. me dediquei aos projetos dos outros como se dos meus se tratassem. Há cerca de quatro anos senti ser chegada a hora de me dedicar a algo efetivamente meu e assim nasceu este projeto do qual me orgulho e que tem corrido bastante bem, felizmente”, revela-nos Ivone Ribeiro. Questionada sobre o que distingue a Garage Wine, a nossa interlocutora não hesita um segundo em afirmar: serviço e produto. De que forma? “O atendimento que prestamos é muito pessoal e muito próximo do cliente. Além de que sabemos efetivamente o que estamos a recomendar, pois fazemos provas de todos os produtos que comercializamos. Só desta forma é que podemos sugerir algum vinho com conhecimento de causa”, refere. Além disso, a nossa interlocutora Ivone Ribeiro Administradora

destaca que “o que fazemos é prestar um serviço em que tentamos vender os vinhs à medida do cliente, à medida da sua carteira, do seu gosto e do momento a que se destina”. Os clientes abordam-na das mais variadas formas, destacando os elementos que mais apreciam num vinho, desde as características que compõe o seu sabor e aroma, ou até mesmo referindo o menú para o qual o vinho se destina, seguindo, sem hesitar, a sugestão de Ivone Ribeiro. “Já criamos, igualmente, uma relação de afeto e proximidade com os nossos clientes. Há quem passe por aqui apenas para Comecemos pelo próprio nome: Garage Wines é a expressão

deixar um olá ou quem ligue, já fora de horas, a pedir um vinho para aquele dia”.

utilizada para caracterizar os vinhos produzidos em quantidades reduzidas, provenientes das melhores e mais excelentes uvas,

Para lá da venda do vinho

resultando, assim, num vinho de qualidade excecional. É este

São vários os serviços que pode encontrar na Garage Wines, para lá da venda

o propósito da Garage Wines, ser uma alternativa às grandes

de vinho. Ivone Ribeiro e a sua equipa disponibilizam serviços de Home Tasting,

áreas comerciais e às garrafeiras convencionais, apostando

onde são organizadas provas de vinhos privadas num local à escolha do cliente;

num estilo acolhedor e minimalista, onde o vinho merece o

Wine & Dinner Evening, ou seja, o aconselhamento de vinhos para datas especiais;

principal destaque.

Glasse Loan, um serviço de empréstimo de copos e, finalmente, a gestão das

Com mais de 800 referências, que vão desde os quatro aos

garrafeiras de clientes. À sexta-feira, a Garage Wines organiza provas de vinho

700 euros, a Garage Wines pretende romper com o esteriótipo

gratuitas, “e a adesão tem sido enorme. Em cada prova contamos com cerca de

das garrafeiras, primando por uma imagem clean, leve e

50 pessoas”, refere. Aqui pode encontrar vinhos de todas as regiões portuguesas,

minimalista, onde o vinho é o elemento principal.

além de várias referências internacionais, porque “um bom Savignon Blanc é,

Mas como é que uma licenciada em Marketing e Comunicação

indubitavelmente, de Bordéus e um Chardonnay é de Borgonha”.

abre uma garrafeira? “Desde cedo que, a nível profissional,

Sobre o futuro, Ivone Ribeiro refere que este passa por uma aposta constante na

estive ligada à área do vinho e, como em tudo na vida, sempre

diferenciação e no destaque no seu serviço e produto.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 105


tema | empresa

20 anos de rigor, seriedade e qualidade Mercedes Nascida em 1997, a Nasamotor surgiu como filial de outro concessionário Mercedes-Benz nas suas extintas instalações da Rua D. João IV, no Porto. Ao longo dos dez anos seguintes a empresa cresceu com a aquisição de um showroom em Vila Nova de Gaia e showroom e oficinas em Santa Maria da Feira. Este sucesso ditou que, para seguir uma estratégia de contínuo crescimento, em 2007 os dois concessionários realizassem um cisão societária, levando que à Nasamotor fosse anexada a instalação que hoje é a sede da empresa na Estrada da Circunvalação, Matosinhos.

Nos últimos dez anos a Nasamotor foi José Eduardo Alves e José Gomes Alves Administradores

considerada por cinco vezes a melhor oficina Mercedes-Benz em Portugal, tendo mesmo ganho o prémio ‘European C.S.I. Award’ em 2008, ainda hoje é o único concessionário português que conquistou este galardão. Em 2016, o reconhecimento chegou através do prémio das 500 Maiores e Melhores Empresas de Portugal, onde a Nasamotor ficou em primeiro lugar no Retalho Automóvel. Seriedade e rigor em anos de crise A crise financeira e económica que afetou o país no final da década passada levou a Nasamotor a seguir uma nova estratégia, apostando em ter uma autonomia financeira

106 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


nasamotor|matosinhos

robusta e diminuir o recurso a capitais externos. A prova disso é que de 2010 para diante, a empresa cresceu bastante, também pelo sucesso do produto que a Mercedes-Benz apresenta. “A Mercedes ocupou um nicho de mercado onde antes não tinha representação. O lançamento do Classe A foi um sucesso enorme e o modelo tem dado garantias de fiabilidade muito altas. Por isso, o prestígio da marca não foi afetado. Conseguimos ocupar um espaço de relevo num segmento onde não tínhamos nenhuma viatura expressiva, mantendo a qualidade. Além disso,

começam com a compra do veículo e continua

novas alternativas vão surgir na gama de

a Nasamotor investiu em instalações, em

no pós-venda. “Hoje, um cliente que nos

automóveis de passageiros com largo recurso

formação e em tecnologia, para dar a melhor

procura com intenção de comprar uma viatura

a motores de energias renováveis. As versões

resposta aos seus clientes”.

já traz muita informação, recolhida on-line

Plug-in Hybrid vão associar os conhecidos

e em revistas da especialidade. Por isso, é

motores a diesel ao novos motores eléctricos,

Mercedes é mais que um automóvel

comum termos um cliente tão bem informado

permitindo autonomias cada vez maiores sem

A Mercedes-Benz é uma marca de topo e

sobre o modelo quanto o vendedor que o

recurso a combustíveis fósseis. “A marca vai

esse prestígio mantém-se aliando a qualidade,

atende. Contudo continua a ser necessário

lançar o modelo EQ, totalmente elétrico e com

ao preço competitivo e à resposta a todos

aconselhar bem o cliente e orientá-lo, uma

500 cavalos, a um preço competitivo. A ideia é

os segmentos do mercado. “Os carros do

vez que as nossas viatura são altamente

ter soluções para todo o tipo de clientes”.

segmento Premium são comprados por paixão,

costumizáveis e abragem uma gama muito

Para garantir que a energia necessária ao

porém os nossos carros, quando comprados

vasta de versões. É nossa função ajudá-lo

carregamento das baterias destes novos

em renting, acabam por ter um financiamento

a escolher bem. No serviço pós-venda esse

modelos, seja ela também oriunda de fontes

mais baixo do que outras marcas generalistas.

cuidado com a satisfação dos clientes continua,

renováveis, a Nasamotor investiu na aquisição

A prova disso é que a Mercedes-Benz já

por isso contámos com horários alargados de

de painéis fotovoltaicos com capacidade de

ultrapassou a BMW e a Audi, em vendas, pelo

entrega e recolha de viaturas para serviços

produzir até 40 por cento da energia que

terceiro ano consecutivo e é líder no segmento

de manutenção ou sinistros, disponibilidade

consome.

Premium em Portugal”.

do serviço de reboque assim como rent-a-car

A aposta nas novas tecnologias, um mercado

Além disso, a marca alemã intensificou a

própria. Quando um cliente se sente apoiado e

em mudança, o grande dinamismo da região

estratégia de marketing. “Antes, a publicidade

confia, fica satisfeito”.

do Porto e os resultados da empresa fazem

era mais baseada em anúncios. Agora, a

Este reconhecimento tem-se traduzido em

a Nasamotor ver o futuro com entusiasmo.

Mercedes sai à rua, participa em eventos, faz

prémios. “Ganhámos 1º prémio de oficina do

“Acreditamos no nosso produto. A Mercedes

campanhas e comunica por marketing direto

ano com a oficina de S. Maria da Feira e a

é uma marca muito bem representada

com os seus potenciais clientes. A aproximação

oficina da Circunvalação ficou em segundo

em Portugal e os resultados alcançados

ao cliente está a fazer-se de maneira diferente

lugar. Não trabalhámos para ganhar prémios,

no mercado português tem trazido muito

e o consumidor já notou isso. Mercedes-Benz é

mas para garantir a satisfação do cliente”.

prestígio ao país. A nossa confiança na marca Mercedes-Benz é o que nos leva a continuar a

mais do que um automóvel, é um lifestyle”. Crescimento assente nas novas tecnologias Atenção e disponibilidade para o cliente

A Mercedes-Benz tem sido pioneira na

O cuidado e a atenção dispensado ao cliente

mobilidade elétrica. Já durante o ano de 2018

investir”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 107


matosinhos | tubisteel

Uma empresa para fazer frente aos desafios do futuro Com pouco mais de um ano, a TubiSteel é o resultado do acreditar de dois profissionais, Moreira Campos e António Monteiro, que não se deixaram influenciar pelos tempos de crise e partilharam a visão de que era possível criar uma empresa próspera, baseada em novos valores. A leveza hierárquica e burocrática da empresa garante-lhe o sucesso e a progressão constante que tem demonstrado. “A nível de novos produtos, já comercializamos uma nova marca de PPR, que é a NIRON, produto esse, que é alternativo ao aço , nomeadamente em aplicações nas Unidades Hospitalares, porque é o mais resistente à injeção de cloro nas águas quentes sanitárias, o que permite uma maior durabilidade das tubagens, superando largamente o tempo de vida das instalações em aço, e já aprovado, pela Associação Portuguesa de Engineering Hospitalar e pela Associação Portuguesa de Hotelaria, Restauração e Turismo”. Felizmente a Tubisteel tem vindo a afirmar-se cada vez mais no seu mercado sendo, sem dúvida, o resultado de uma total dedicação e elevado esforço da sua equipa de trabalho, altamente profissional. António Monteiro e Moreira Campos Administradores

“Em relação aos stakeholders, trabalhamos apenas com os licenciados em Portugal o

Especialistas em condução de fluídos, decidiram formar uma nova empresa para a comercialização

que nos garante uma segurança extra no

de materiais dessa especialidade, direcionada, para a indústria Metalomecânica, Petrolifera /

que respeita à qualidade do produto que

PetroQuímica e Construção Civil.

apresentamos ao cliente”.

Neste momento, o produto-rei da Tubisteel é o tubo para redes de incêndio, identificado pela sua

A Tubisteel tem vindo a crescer quer em volume

cor vermelha. Este produto tem um vasto campo de aplicação como por exemplo, nos centro

de negócios, cota de mercado e dos produtos

comerciais - sendo pois obrigatório por lei - o que faz com que a sua procura seja elevada. Permite

que comercializa. “Podemos mesmo dizer que

meios de intervenção de combate a incêndios, de extinção por água, visando a segurança do

foram superadas as nossas expectativas. É

edifício e das pessoas.

nosso desejo portanto continuar a trabalhar a

Apesar da empresa se encontrar ainda numa fase do seu ciclo de vida“ surgimento/crescimento”,

todo vapor, permitindo assim um crescimento

esta, conta já com um registo de vendas por todo o país - Algarve, Lisboa, Porto, Guarda, etc.,

duradouro e sustentável da empresa e da

tendo como destaque a sua participação nas obras do aeroporto de Faro, hospital privado da CUF e

economia em geral”.

o Hospital da Luz.

Assim sendo, bem vindo à Tubisteel, Lda.

110 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


matosinhos | fortiustex

Uma empresa vencedora quer-se sem falhas Fundada em 2004, a Fortiustex é o resultado de uma empresa têxtil em dificuldades que beneficiou de um acionista que acreditou no projeto e nas pessoas que faziam parte dele. Com uma nova política financeira e uma revolução da mentalidade na empresa, a Fortiustex começou a equilibrar as contas logo após a chegada de José Guimarães Teixeira à administração da empresa. O empresário falou com a revista Business Portugal sobre o início da Fortiustex, a sua evolução e o que reserva o ano de 2018.

com uma nova mentalidade e uma nova gestão financeira e foi esse o caminho que fizemos”. A Fortiustex orgulha-se de pagar a todos os seus colaboradores, sempre no mesmo dia do mês, e de ter conseguido fomentar uma relação José Guimarães Teixeira Administrador

de credibilidade com os seus fornecedores. “Temos cerca de 50 fornecedores, a maioria deles nacionais, e estávamos já numa situação completamente descredibilizada. Foi importante falarmos com os nossos fornecedores abertamente, explicar a situação, demonstrar que queríamos corrigir todas as situações de incumprimento em que nos encontrávamos e mostrar-lhes que queríamos continuar a tê-los como parceiros. Atualmente, os nossos fornecedores confiam plenamente em nós, entregam o material a tempo de podermos A Fortiustex foi criada em 2004, na sequência

falência. “A empresa não criava valor para se

satisfazer as exigências dos clientes e sabem

de um outro projeto, também da área têxtil, que

manter sozinha, pois dependia da generosidade

que irão receber no final do trabalho”.

entrou em processo de insolvência, mas José

financeira da BRALI para não entrar em rutura.

O compromisso de honra estabelecimento entre

Guimarães Teixeira só chega à empresa em

Falei com os restantes acionistas, mas já não

a empresa e os seus fornecedores garante-lhe

2009. “A empresa estava a atravessar algumas

acreditavam no projeto ou não dispunham

o cumprimento de prazos junto dos clientes.

dificuldades financeiras, o país atravessava

de meios financeiros para compensar o

“O setor têxtil é conhecido por não cumprir

uma grave crise económica e a empresa estava

desequilíbrio evidenciado.. Decidi então investir

prazos. Isso faz parte da mentalidade deste

em risco. Já tinha pagamentos em atraso,

mais e neste momento detenho o capital total

setor. Aqui tentámos, e conseguimos, acabar

incluindo com os fornecedores e, por isso, eu

da Fortiustex. Isto aconteceu no final de 2013

com essa mentalidade. Os prazos são para

decidi investir e assumi 50 por cento do capital

e, em 2014, a empresa começou a dar lucro”.

cumprir. Se um cliente nosso está dependente

da empresa. Além disso, criei uma empresa

A preocupação de José Guimarães Teixeira

de uma coleção, ou só de uma amostra, e nós

financeira (BRALI), que servia para controlar

eram as cerca de 90 pessoas que ali

não conseguimos entregar dentro do prazo,

os gastos da Fortiustex e responsabilizar-se

trabalhavam e foi por elas que, efetivamente,

a oportunidade de negócio passa. Isso não

pelas contas desta empresa”. Infelizmente, tais

não deixou a empresa falir. “Eu tinha noção de

pode acontecer. A nossa política é de que tudo

atitudes não foram suficientes e, em 2013,

que tecnicamente a empresa estava falida, mas

aquilo que dependa de nós não pode falhar.

a Fortiustex correu efetivamente risco de

também sabia que era algo possível de reverter,

Nós cumprimos prazos, pagamos a tempo a

112 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


fortiustex |matosinhos

todos os envolvidos no trabalho e garantimos

AB, uma marca de roupa sueca, com muitas

qualidade ao nosso trabalho. Os nossos

preocupações ambientais e que está a ganhar

fornecedores perceberam que a mentalidade

muito espaço no mercado. Estes clientes

da empresa era diferente e comprometeram-se

colocam-nos sempre grandes desafios, mas

connosco. Temos sempre matéria-prima para

temos conseguido superá-los”.

trabalhar”.

Os grandes desafios de trabalhar com uma

Para além do cumprimento de prazos, existe

parte do mercado das grandes marcas são

uma gestão financeira rigorosa. “Havia muitos

o preço e a qualidade dos produtos. “Estes

gastos desnecessários, muito desperdício, a

clientes negoceiam o preço até ao cêntimo.

nível de material usado e que desaproveitado

O mercado têxtil português é o melhor do

e também na questão puramente financeira.

mundo, em know-how, em matéria-prima

Neste campo, a Fortiustex neste momento tem

e também em preço, porque temos uma

capitais próprios a 100 por cento. Não trabalha

mão-de-obra muito competitiva. A única

com financiamento bancário, o que nos dá

forma de aumentarmos um pouco o salário

também uma margem de manobra maior, mas

das pessoas do setor é garantindo a máxima

pedido do cliente, porque já contámos com a

exige da nossa parte muito cuidado, para não

qualidade do produto e uma entrega dentro

margem de encolher quando a cortámos”.

gastar mal o dinheiro”.

do prazo, porque isso dá-nos uma folga

O trabalho de acabamento de uma peça é

O compromisso com os trabalhadores também

maior para poder negociar o custo da

diferenciador e indicador da qualidade de uma

foi fundamental. “Os nossos trabalhadores

peça”. Outro grande desafio é encontrar

empresa têxtil. A Fortiustex aposta nisso, “no

são pessoas motivadas e que gostam de

gente para trabalhar. “Não há quem queira

processo de produção de peças de roupa,

trabalhar aqui. Depois de regularizar a situação

trabalhar neste setor. Não há mão-de-obra.

atendemos ao detalhe e garantimos que a

salarial, já foi possível colocar os trabalhadores

Ninguém quer engomar roupa, ou costurar.

nossa peça tem uma qualidade superior à das

a ganhar um salário acima do que está

Temos de subcontratar pessoas, quando

outras empresas têxteis. Todos nós gostamos

contratualizado, e oferecer-lhes condições de

temos encomendas, porque só conseguimos

de ter uma peça com um toque agradável,

trabalho boas. Dispõem de uma cantina com

assegurar dentro da empresa cerca de 15

que é hidrófila e que não encolhe, mas tudo

bastante espaço, têm ajudas, da parte da

por cento da confeção. Em compensação, o

isso é resultado de um bom acabamento. Nós

empresa, caso atravessem um período difícil

corte das peças é praticamente todo feito aqui,

fazemos tudo isso às nossas peças, sem que

de vida, recebem os subsídios e o salário

até porque trabalhamos segundo uns moldes

o cliente o peça. Queremos ser reconhecidos

dentro do prazo, têm um bom ambiente de

determinados”.

pela qualidade do material que produzimos”.

trabalho, quer em termos de instalações físicas,

Este corte específico que é feito na Fortiustex

Para 2018, as previsões são promissoras,

quer entre as pessoas, e sentem-se parte

tem como objetivo garantir a qualidade final

até porque o mercado têxtil está em franco

integrante de um processo maior. As pessoas

da peça. “A qualidade de uma roupa vê-se

crescimento. “As previsões para 2020 já

já não trabalham só para o seu departamento.

no acabamento que tem, mas para que o

foram ultrapassadas, pois em 2016 o setor

Perceberam que a empresa é um todo, que

acabamento seja possível, tudo depende do

já exportou mais de 5 mil milhões de euros e

integram um projeto final e cada um sabe o

corte. No caso de peças que têm tendência a

o mercado continua a crescer. Na Fortiustex,

seu papel”.

encolher, o que nós fazemos é cortar a peça,

teremos uma faturação este ano perto de 7

Estas mudanças profundas e estratégicas

incluindo logo a margem para o encolhimento.

milhões de euros. Só precisamos de nos unir

angariaram à empresa grandes clientes.

Assim, quando a peça está em fase de

mais, enquanto área têxtil. Ninguém trabalha

“Trabalhamos com marcas como a Armani,

acabamento, lavamo-la, secamo-la e sabemos

sozinho e as empresas precisam de entender

Tommy Hilfigher, e a Fjällräven International

que a peça ficou com o tamanho pretendido no

que o cliente final tem de sair satisfeito”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 113


matosinhos | rectireis

Na liderança do setor Prestes a celebrar uma década de existência, a RectiReis – Retificadora de Motores conta com uma equipa com mais de 50 anos de experiência, o que a torna uma referência na reparação de motores, apesar da sua tenra idade. Quem lidera a mesma é Augusto Reis, reconhecido em toda a zona norte do país como o melhor dos melhores nesta área tão específica.

a empresa de Matosinhos alia o profissionalismo e competência dos seus funcionários, com vários anos de experiência para garantir a mais elevada qualidade. “O nosso cliente não é o consumidor final, mas sim as oficinas mecânicas, os concessionários e as empresas de transporte, nomeadamente camiões, autocarros de passageiros e barcos”. Em carteira contam com vários clientes prestigiantes e de renome que continuam a voltar graças ao profissionalismo desta equipa, que prima por cumprir prazos de entrega e orçamentos. Questionado sobre o que o difere a RectiReis das restantes empresas, Augusto Reis é perentório na resposta: a utilização de peças apenas originais. “Trabalhamos só com peças originais, adquiridas nas empresas Augusto Reis Administrador

líderes de mercado, tanto na área de automóveis ligeiros como nos pesados, o que nos confere a qualidade das peças e acessórios, pois

Para conhecer o trajeto de Augusto Reis, é necessário recuar meio

só fornecem marcas reconhecidas e certificadas, o que permite que

século, quando o nosso interlocutor começou a trabalhar nesta área.

os componentes por nós incorporados garantem um sefviço perfeito e

“Antigamente, quando os resultados na escola não eram os melhores,

duradouro”, esclarece Augusto Reis.

ingressávamos no mundo do trabalho, muito cedo, e o mesmo aconteceu

Apesar de localizados em Leça do Balio, na cidade de Matosinhos, a

comigo”, refere. Tinha o sonho de ser eletricista, mas quis o destino que

RectiReis trabalha para toda a zona norte do país, estendendo a sua área

o pai o colocasse a aprendiz que reparador de motores. “E ainda bem

de atuação até Coimbra. “Aqui estamos numa zona muito central, perto

que o fez”.

dos principais acessos e oferece-nos uma maior amplitude do negócio”,

Depois de vários anos a trabalhar com o seu mentor, em 1999 Augusto

acrescenta.

Reis foi convidado para liderar uma nova empresa, já extinta, e foi neste projeto que o nosso interlocutor se ‘lançou’ no mundo automóvel e

A falta de formação específica

alcançou o reconhecimento que ainda hoje impera. Implementou o seu

Questionado sobre o futuro desta especialidade, o nosso interlocutor

método de trabalho que se revelou vencedor, método esse que ainda hoje

refere que é necessário apostar na formação. “Não há nenhum curso

podemos encontrar na RectiReis.

específico para esta arte. Quem aqui chega, mesmo que tenha formação em mecânica, não é capaz de retificar um motor, não sabe.

De Leça do Balio para toda a zona norte

E preciso formar as pessoas do zero. Este é um trabalho muito minucioso,

Fundada a 15 de fevereiro de 2008, a RectiReis – Retificadora de

estamos a falar de peças muito pequenas, onde a sensibilidade para

Motores tem como principal objetivo a retificação de todos os tipos de

manuseamento das mesmas é de extrema importância”.

motores de explosão, assim como serviços de torno e teste/montagem

Contudo, Auguto Reis acredita que a profissão não irá desaparecer, pois

de motores. “A nossa principal preocupação é a satisfação total do

esta é uma área que traz uma grande mais-valia ao setor, além de que

cliente no serviço que disponibilizamos”, refere o nosso interlocutor.

no caso específico da RectiReis “temos qualidade e um serviço que mais

Equipada com a mais moderna tecnologia a nível de equipamento,

nenhuma pode oferecer”, termina.

114 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


matosinhos | tecnogial

Projetos e tecnologia industrial Foi há 35 anos que Rui Almeida, juntamente com os dois sócios António Azevedo e Albino Carvalho, deu início ao que viria ser uma grande referência em tecnologia industrial na cidade de Matosinhos. A Tecnogial, especializada no projeto e fabrico de máquinas especiais pode ser encontrada nos quatro cantos do mundo em diversas empresas de referência das suas áreas de atuação. Saiba o porquê desta ser uma das maiores empresas nacionais quando falamos em equipamentos especiais e automação industrial. Conheceram-sse na Texas Instruments, onde trabalharam num departamento para desenvolvimento de novos equipamentos e melhoria dos equipamentos existentes. “Após três anos de trabalho em conjunto para a produção de circuitos integrados, apercebemo-nos que se montássemos o nosso próprio negócio e passassemos a produzir para a Texas Instruments seria mais vantajoso para ambas as partes. De que forma? Enquanto colaboradores da empresa, só trabalhávamos oito horas por dia, mas enquanto fornecedores poderíamos alargar esse horário. Tivemos o apoio da administração da empresa desde o primeiro minuto e foi assim que nasceu, em 1982, a Tecnogial”, revela-nos o nosso interlocutor. A Tecnogial executa projetos e equipamentos industriais específicos, desenvolvendo soluções de engenharia à medida de cada cliente. “O nosso objetivo é encontrar e fornecer ao cliente de qualquer tipo de indústria soluções técnicas e economicamente otimizadas que satisfaça a sua necessidade produtiva realça Rui Almeida, acrescentando que na maioria dos projetos desenvolvidos “superamos as expectativas nossos clientes. O cliente é a nossa prioridade, pois agimos com ética e honestidade”. Em constante inovação Esta é uma empresa onde o profissionalismo e a vontade de fazer bem são uma constante “Apostamos no desenvolvimento e na implementação de soluções personalizadas à medida das necessidades vigente do mercado, fruto de uma equipa de trabalho detentora de uma elevada capacidade técnica e criatividade invulgar, com mais de três décadas a inovar constantemente. Mantemos os olhos no futuro e ampliamos as nossas áreas de atuação ao nível industrial. Devido a uma constante busca pela excelência, diria que somos uma equipa de sucesso”, assume Rui Almeida. Sobre o que distingue a Tecnogial das restantes empresas existentes na área de atividade, o nosso interlocutor diz ser a sua capacidade de criar produtos à medida do cliente, sob o conceito de ‘chave na mão’. “Se tivesse que enumerar o que nos diferencia, e que nos permite apresentar este conceito de ‘chave na mão’, diria integridade, criatividade, qualidade, experiência, inovação, honestidade, flexibilidade e cooperação. Este é o nosso ADN”.

116 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


tecnogial |matosinhos

A Tecnogial apresenta um n+ivel tecnológico difícil de encontrar em

empregamos 70 pessoas”, elucida Rui Almeida.

outras empresas nacionais. Sem revelar o nome do seu cliente, Rui

A equipa é, também, um elemento fulcral neste sucesso. “Na contratação

Almeida exemplificou à Revista Business Portugal alguns dos trabalhos

de novos técnicos para reforçar a nossa equipa, Temos uma vantagem, a

que a Tecnogial é capaz de desenvolver. “Temos projetado e fabricado

Tecnogial tem parcerias com centros de formação e universidades. Aqui

vários quipamentos específicos para uma empresa multinacional que

vem estagiar aunos do Cenfim e do Instituto Superior de Engenharia do

trabalha em parceria com as marcas de automóveis topo de gama,

Porto que, regra geral, acabam por ingressar a nossa equipa”.

empresa essa responsável por montar e testar automaticamente aparelhos eletrónicos auto. E neste caso, o cliente final, ou seja, a marca

Internacionalização desde o primeiro momento

de automóves, sabe, em tempo real, qual a situação de produção,

Nos últimos anos, a Tenogial tem produzido essencialmente para o

desde peças não conformes, quantos testes já foram realizados, tudo ao

mercado interno. Contudo, são cada vez mais procurados para o mercado

pormenor e ao minuto. Isto são equipamentos que vamos desenvolvendo

externo, integrando os mais diversos projetos. “Temos equipamentos em

e produzindo de acordo com a necessidade do cliente. Se é aquele

vários países da Europa, nomeadamente Reino Unido, Itália, Espanha,

equipamento que oc leinte quer, então é aquele equipamento que a

Alemanha; Mas também Brasil, Estados Unidos da América, México,

Tecnogial vai desenvolver e produzir”.

Angola e Austrália, só para dar alguns exemplos. Há várias indústrias

Claramente, este tipo de equipamentos demora vários meses a até estar

portuguesas que têm uma excelente reputação lá fora e isso estende-se

concluído. “Há equipamentos que demoram cerca de seis a sete meses

à nossa atividade”.

até estarem concluídos. Tudo começa com um projeto, o cliente analisa e propõe as alterações que considera necessárias, o nosso departamento

E o futuro?

de desenvolvimento, que alberga 12 técnicos especializados, verifica e

Sobre o futuro, Rui Almeida diz que este já se vive no presente. “Já

confirma a viabilidade do mesmo e, a partir daí, passamos ao fabrico e

estamos dentro do processo da indústria 4.0. Temos equipamentos

automatização do equipamento. Por isso, são projetos muito morosos,

automáticos desenvolvidos que só com uma operadora fazem o

mas também são muito rentáveis”.

trabalho que antes necessitava de 10 operadores. Acho que os jovens portugueses estão bem formados, falta-lhes ainda assim, alguma

35 anos de crescimento

componente prática. Mas temos tudo para continuar a alcançar o

Desde 1982 que a Tecnogial tem estado sempre em subida. “Nos anos

sucesso”, termina.

de 2008 e 2009 também fomos afetados pela crise e tivemos uma baixa de produção de equipamentos, mas depressa recuperámos. Em relação ao ano passado, posso já adiantar que vamos faturar o dobro”. Questionado sobre o porquê desta subida, Rui Almeida aponta como razão única o tipo de equipamentos que temos desenvolvido. “Cada equipamento, cada projeto é pensado ao pormenor com o cliente e vai de

• Estudo, projeto e fabrico de máquinas especais, com especificações

encontro exatamente àquilo que ele pretende. O cliente não tem que ter

técnicas adequadas às necessidades dos clientes

soluções técnicas. Nós é que temos que criar, de raiz, um equipamento

• Projeto e fabrico de dispositivos automáticos para elevação,

que satisfaça todas as suas necessidades”. Para tal subida contribuiu igualmente o aumento do espaço fabril para o dobro e um aumento de quase 60 por cento de equipamentos de produção. “Temos um parque de máquinas com 12 centros de maquinação. Aumentámos, também por isso o número de funcionários.

alimentação, orientação e manipulação de componentes • Automação de processos e equipamentos • Otimização de linhas de fabrico e montagem • Fabrico de componentes – maquinação CNC (por subcontratação) • Fabrico de componentes – corte a laser (por subcontratação)

No início de 2019 tinhamos 50 funcionários e, neste momento, já

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 117


matosinhos | a. sá teixeira

Providing Solutions

Sediada na cidade de Matosinhos, onde a tradição do mar é parte integral da cultura da região, a A. SÁ TEIXEIRA, LDA – SHIPCHANDLER, é uma empresa dedicada ao fornecimento de todo o tipo de navios (Carga Geral, Graneleiros, Porta- Contentores, Navios Tanque, Navios de Passageiros, etc.), que operam nos principais portos nacionais. Era uma das principais agências do setor e contava com um grande um volume de navios, de importação e exportação, com particular relevo para navios oriundos de África. “Comecei a ser o representante da empresa junto dos navios nos anos 80, passando a fazer a mediação entre armador, Capitão do Navio, Estivadores e Autoridades Locais”, explicou o sócio-gerente. Simultaneamente, a partir de 1988, Victor Hugo tornou-se sócio de uma empresa local da atividade de Shipchandler, onde adquriu

Victor Hugo Laranjeira Sócio-gerente

O início da A. SÁ TEIXEIRA, LDA remonta a inícios de 1974. Durante os primeiros anos, o foco principal foi o fornecimento de navios-tanque/ Petroleiros do Armador Português ‘Sacor Marítima’ como é o caso dos navios Galp Leixões, Galp Setúbal e Galp Lisboa, que escalavam no Terminal de Petroleiros do Porto de Leixões para movimentação de petróleo bruto e seus derivadas para a refinaria de Matosinhos, a Petrogal, SA. Em meados dos anos 90, com a frota da ‘Sacor Marítima’ significativamente reduzida, o foco principal foi alterado para os Navios Costeiros e Graneleiros e de Contentores. Com o crescimento do ramo e com a necessidade de expansão do negócio, a A. SÁ TEIXEIRA, LDA, expandiu a sua atividade aos Portos Portugueses de Aveiro, Viana do Castelo, Figueira da Foz e, ocasionalmente, Portos do norte de Espanha e Portos do sul do país como Lisboa, Sines e Setúbal. Victor Hugo Laranjeira é o atual sócio-gerente que falou do trabalho que a empresa tem realizado ao longo dos mais de 40 anos de atividade e da sua experiência no setor da navegação. Começou por relatar o seu longo percurso profissional, sempre ligado à navegação. “Comecei a trabalhar em 1973 numa Agência de Navegação, junto à Alfândega do Porto”.

118 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


a. sá teixeira |matosinhos experiência relevante sobre o ramo.

à existência de concorrência nesta atividade.

No final dos anos 90 muitas empresas do setor da Navegação

Os serviços ajustáveis à medida de cada cliente, bem como o

começaram a sentir problemas derivados da diminuição de navios.

cumprimento de todas as obrigações alfandegárias garantem a ausência

“A importação e a exportação baixaram e as coisas começaram

de atrasos no fornecimento e o cumprimento das obrigações legais do

complicar-se para o setor”, referiu. Por consequência, em 1997, com a

setor. Victor Hugo explicou ainda a grande receita da empresa: “no atual

insolvência da Agência de Navegação à qual estava ligado, Victor Hugo

momento os armadores (donos dos navios) e os capitães procuram

via-se desempregado. Passados apenas três meses confiou no seu

sempre fornecimentos a baixo custo, o que nos obriga a efetuar uma

espírito empreendedor e adquiriu a A. SÁ TEIXEIRA, LDA, uma empresa

prospeção de mercado cada vez mais eficiente, para proporcionar preços

que foi moldando com as suas exigências e com os seus valores,

baixos, mantendo a qualidade e as nossas margens.”

responsabilidade, proximidade e profissionalismo em cada trabalho

Com o decorrer dos tempos, o desenvolvimento das tecnologias e a

realizado.

evolução do mercado têm sido fundamentais para o setor. O aumento de

Atualmente, a A. SÁ TEIXEIRA, LDA é uma empresa especializada

empresas no mercado, oferece uma maior gama de produtos disponíveis

no fornecimento a navios de produtos alimentares (frescos/secos/

a preços mais competitivos bem como a tecnologia faz com que todo

congelados) para consumo a bordo, e também equipamentos técnicos

o processo de angariação de serviço e atendimento seja mais rápido e

para motor e coberta tais como ferramentas, materiais de segurança

eficiente. “Os contactos com os capitães, que antes se faziam de forma

e todo o tipo de peças de reposição, oferecendo sempre as melhores

morosa através de Telex ou VHF apenas quando os navios estavam

soluções de fornecimento, adequadas a cada cliente e a cada exigência.

próximos do Porto, hoje, graças à tecnologia, consegue-se fazer de forma

No fornecimento de provisões conta com fornecedores especializados

muito mais rápida e com muito maior antecipação”.

de carnes, peixes e vegetais que garantem a qualidade e a segurança

Também o Porto de Leixões tem acompanhado essa conjuntura

alimentar de todos os produtos fornecidos. Em relação às soluções de

de mercado. “Está mais dinâmico, recuperou da quebra do setor e

reposição de peças, a empresa trabalha com os catálogos internacionais

atualmente trabalha mais que há dez anos, o que é sempre favorável ao

do setor tais como o IMPA, ISSA e Kloska para obter todas as peças que

negócio”.

uma embarcação possa necessitar. Para os tempos mais monótonos

Com uma presença solidificada no mercado e uma posição sustentada

a bordo, fornece também uma grande variedade de cigarros, bebidas

na qualidade dos seus serviços e no bom relacionamento com os

espirituosas e refrigerantes.

Agentes de Navegação, atualmente Victor Hugo tem uma perspetiva

Desde o mais sofisticado equipamento até ao mais comum produto

otimista: “as coisas estão bem e vão andando. Vamo-nos prevenindo

que encontramos no nosso quotidiano, a A. SÁ TEIXEIRA, LDA garante

para o futuro, felizmente estamos seguros e prontos para enfrentar

o fornecimento com excelência e com grande proximidade ao cliente.

qualquer eventualidade sempre atentos às necessidades e aos desafios

“Temos de nos antecipar e contactar os capitães antes das embarcações

do setor.”

atracarem”, explicou de forma direta como muitas vezes trabalha, devido

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 119


porsche matosinhos |matosinhos

Novo Espaço Porsche em Matosinhos Com dois anos de existência a PORSCHE MATOSINHOS é já uma empresa com forte implantação na região norte cuja dinâmica contribui favoravelmente para expandir a reputação da prestigiada marca. Estivemos à conversa com Rui Franco, administrador e mentor deste projeto, que nos explicou o que o faz mover e, como não podia deixar de ser, quais os desafios para o futuro. Rui Franco Administrador

Rui Franco é uma referência desta renomada marca na cidade Invicta

A Porsche de Matosinhos iniciou recentemente o restauro de clássicos

desde o ano de 1991. Tendo durante estes 26 anos estado ligado

Porsche, procurando oferecer ao mercado Português um serviço com

também à abertura ou dinamização da marca noutras regiões do país, o

os mais altos padrões de qualidade. Reflexo desta aposta foi a inscrição

que lhe deu um capital de prestígio que lhe é reconhecido no mercado

num concurso de restauro promovido pelo importador PORSCHE IBERICA,

automóvel. As atuais instalações da Porsche Matosinhos oferecem

sendo o único centro em Portugal admitido a concurso. Neste concurso

aos seus clientes “um espaço de 3.600 metros quadrados, com uma

a Porsche Matosinhos apresentou-se com dois veículos que considera

ampla área de exposição que alberga aproximadamente uma dezena

emblemáticos na história da marca o último modelo da linha 356, o 356

de modelos diferenciados da marca, bem como, uma área de serviços

SC cabrio com 90 cavalos e o primeiro modelo do 911.

como mecânica, chapa e pintura, permitindo que “todo o trabalho

Rui Franco confidenciou-nos que avaliação internacional, para este 911

de reparações seja feito in loco”, com a garantia da qualidade oficial

de 1966, ascende a um valor no intervalo de 270.000 a 300.000 euros

Porsche. A abertura oficial ao público decorreu em julho de 2015.

depois de completamente restaurado segundo os padrões definidos pela

De momento, a Porsche emprega 17 colaboradores, número que

marca.

aumentou com o desenvolver da atividade: “Começamos com cerca de

Este facto é por si só revelador de uma oportunidade de investimento

11, temos vindo a aumentar porque o trabalho assim o tem exigido”,

ainda pouco explorada no nosso país, mas que o nosso Centro quer

expôs o administrador, que tem visto crescer de mês para mês o número

proporcionar aos apaixonados pala marca e também a investidores que

de viaturas que procuram este centro.

procurem ativos seguros, como é o caso do mercado dos carros clássicos

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 121


tema | empresa

que apresentou nos últimos dez anos uma das

carro de uso diário sendo o Panamera, um

O ano de 2017 ano correu bem, “superou as

maiores rentabilidades de investimento a nível

modelo pensado também para os executivos,

nossas expectativas, a oficina tem tido mais

mundial.

um produto que alcança empresas.

trabalho, tentamos cada vez mais fidelizar

Rui Franco admite que existem mais carros no

Atualmente, já temos os híbridos e planeia-se

os nossos clientes, temos disponibilizado

estrangeiro para restaurar do que em Portugal,

um carro totalmente elétrico em 2019. Esta

transporte como por exemplo o ir buscar o

embora tenha sempre preferência em comprar

evolução e adaptação aos tempos modernos

cliente ou o carro onde este se encontrar, o

e restaurar os veículos que já se encontram

beneficia muito nas vendas e dinamiza o

nosso objetivo último é ter o cliente satisfeito.

em terras lusas. O mercado dos clássicos em

mercado, bem como a própria marca.

O cliente que nos procura sabe com o que

Portugal já é forte, mas a internacionalização

“Os carros elétricos são o caminho, ainda

pode contar, ou seja, a qualidade e o rigor do

é um caminho que todas as empresas devem

há muito a desenvolver. Hoje um cliente

serviço que o administrador sempre impôs na

procurar e assim a Porsche Matosinhos já está

que compra um carro elétrico tem outras

sua atividade. O automóvel está em grandes

a restaurar carros para clientes da Alemanha e

vantagens: paga menos impostos na compras,

mudanças, os carros elétricos são um desafio

outros países da União Europeia.

têm baterias com garantia de 10 anos, é tão

que temos de abraçar, porque o futuro a curto

A localização foi uma oportunidade, tem bons

seguro e eficaz como os outros, para além

prazo passa por aí, mas encaramos com

acessos rodoviários, estamos próximos ao

das óbvias vantagens ambientais. Ao longo do

grande otimismo, a mudança vai ser decisiva

aeroporto Sá Carneiro, no centro da área

tempo temo-nos vindo a preparar para receber

e complicada. Acho que essa questão pode

metropolitana do Porto, sendo que a estrutura

os carros híbridos e os elétricos”, sublinhou Rui

tornar-se realidade, porém não num curto

do edifício cumpra os requisitos da marca

Franco. Tal como já referimos antes, a Porsche

espaço de tempo, temos que estar atentos e

apresentando até a típica curvatura distintiva

sabe adaptar-se e modernizar-se. Ora, a sua

ir ajustando à realidade do negócio”. “Como

dos Centros Porsche por todo o mundo.

equipa de trabalho não poderia destoar desta

empresário sinto-me pressionado pela carga

A conceção da Porsche Matosinhos ocorreu em

tendência. Assim, a sede da Porsche ibérica

fiscal, que é muito penalizadora”, explicou-nos

plena crise económica, o que não desmotivou

garante formação aos funcionários, para que

o nosso entrevistado, “se essa questão fosse

Rui Franco a acreditar no sucesso da empresa.

saibam lidar com a mais recente tecnologia

revista o setor automóvel poderia ter outros

Com efeito, o nosso entrevistado afirma que o

e estejam aptos a reparar qualquer avaria

números, outro desempenho. De qualquer das

mercado regista um crescimento nas vendas

que possa surgir nos modelos mais recentes,

formas vejo o futuro com otimismo, estamos

de automóveis e na prestação de serviços.

garantindo assistência de excelência.

com outras perspetivas de negócio na área

A marca está associada a uma espécie de

Posto isto, este é um problema teórico, afinal

automóvel para fora do país”.

misticismo: é considerada por muitos um carro

de contas, “a Porsche não avaria”, afirma,

Este ano já se sente outra vontade em adquirir

de sonho ou um objetivo de vida, mais do que

rindo, Rui Franco. Marca associada à elite,

um automóvel, inclusive aposta-se em modelos

um simples carro. A diversificação da gama de

até a nível de preços, é importante esclarecer

mais recentes e com menos quilómetros (e, por

modelos, bem como, o aumento do conforto do

que nem sempre é tão fora de um orçamento

inerência, um pouco mais dispendiosos). Rui

tradicional 911 fez com que o Porsche deixasse

controlado quanto se possa pensar: apesar de

Franco tem todas as razões para permanecer

de ser um segundo carro que se tem para as

não deixar de ser uma marca premium, cada

otimista.

voltas de fim-de-semana, já é utilizado como

vez expande mais o seu leque de clientes.

122 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


matosinhos | associação batista ágape

20 anos a colocar a pessoa em primeiro lugar Nascida no seio do concelho de Matosinhos, a Associação Batista Ágape fez 20 anos no dia 17 de abril deste ano, mas a vontade de ajudar quem a procura continua tão viva como no primeiro dia. No início, o desconhecimento sobre a situação social de Matosinhos era absoluto, mas com a ajuda da Câmara foi possível criar programas de apoio a crianças e idosos que funcionam até hoje.

Paulo Reynal Presidente da direção

A Associação Batista Ágape baseia os seus valores na Bíblia Sagrada,

deixámos que a burocracia se sobrepusesse a uma necessidade básica,

embora esteja totalmente desvinculada da instituição religiosa.

como a alimentação, e a Câmara Municipal reconheceu isso”.

“Acreditamos que a crença sem a prática é vã. Acreditamos no amor

Seis meses depois da sua criação, a Associação foi convidada pela

ao próximo – Ágape significa exatamente amor de Deus, em grego -,

Câmara para gerir o espaço que ocupa até hoje. ”O espaço ainda

na ajuda desinteressada e foi isso que tentámos materializar quando

estava em construção, mas assim que ficou pronto mudámo-nos para

criámos a associação”, explica o presidente da direção, Paulo Reynal.

cá. Passámos de um centro de dia com 15 pessoas e de um apoio

A associação começou por funcionar nas instalações da igreja evangélica

domiciliário a 20 idosos para uma situação bastante maior. Foi um

e contava com um centro de dia e serviço de apoio domiciliário. “Abrimos

grande desafio”. A mudança para as novas instalações ocorreu em março

sem qualquer noção do que seria necessário no concelho, em termos de

e em outubro a associação ficou responsável por gerir as valências

respostas sociais, por isso contactámos a Câmara de Matosinhos, que se

de creche, pré-escolar e ATL. “Ainda hoje trabalhamos com estes dois

mostrou muito colaborante”.

grupos – os idosos e as crianças. Fechámos as instalações na igreja,

Logo após o primeiro contacto, a Câmara reconheceu no trabalho da

porque quisemos separar de forma clara o que era a igreja do que era a

Associação Batista Ágape uma apetência clara para as pessoas e

associação. Havia vozes discordantes dentro da igreja que acreditavam

apostou no seu trabalho. “As pessoas são a razão de existirmos. Nunca

que os dinheiros da associação deviam beneficiar a igreja e nós somos

124 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


associação batista ágape |matosinhos políticos. “Todas as pessoas são iguais. As crianças são tratadas de igual forma, sendo filhas de médicos ou de um desempregado. Os idosos recebem todo o apoio necessário, quer recebam grandes reformas ou vivam com o valor mínimo”. A associação apoia 136 crianças, em creche, pré-escolar e salas de estudo, 30 idosos no centro de dia e 74 em apoio domiciliário. “As dificuldades mais prementes são com os idosos. As crianças vêm e vão com os pais, mas vamos buscar os idosos que estão no centro de dia e temos quatro viaturas de dois lugares, para dar apoio ao domicílio. O problema é que alguns dos carros já têm mais de 20 anos e, no caso das carrinhas de 9 lugares, nenhuma das três que possuímos está adaptada para transportar alguém com deficiência, por isso ficamos impossibilitados de o fazer”. O problema já foi reportado à Câmara e as perspetivas são boas. “Sempre temos andado de mãos dadas com a Câmara e acredito nesta contra isso. Dinheiro público é dinheiro que tem de ser bem usado”. O

presidente. Temos três projetos que gostaríamos de pôr em prática – a

Estado comparticipa em 70 por cento o funcionamento da associação e

criação de um lar de idosos, de um equipamento especializado no apoio

os restantes 30 por cento são conseguidos através das comparticipações

a doentes de Alzheimer, porque é a doença que nos vai ocupar nos

dos utentes e de alguns peditórios e bazares, promovidos ao longo do

próximos anos e precisa de soluções, e um outro centro para idosos em

ano. “Temos a decorrer o Bazar de Natal, nas instalações das salas

risco, para onde se encaminhem os idosos vítimas de maus-tratos, como

de estudo das crianças. Dura todo o mês de dezembro. Estes bazares

faz a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens”.

são fundamentais para a sobrevivência da Associação, porque as

Paulo Reynal tem muito orgulho no trabalho desenvolvido pelo concelho

comparticipações dos utentes são muito variáveis. São calculadas através

de Matosinhos e garante que é muito enriquecedor. “Podemos estar a

da comparação do rendimento e da despesa de cada utente, sobre os

ter um dia horrível, mas chega uma criança com um sorriso, um idoso

quais a Segurança Social aplica uma taxa. É esse valor que é entregue à

que nos abraça e tudo melhora. Só é possível fazer este trabalho se

associação”.

nos entregarmos, se existir emoção no que fazemos. Aqui só sabemos

Mesmo com dificuldades financeiras, Paulo Reynal garante que a

trabalhar assim. A pessoa estará sempre em primeiro, porque é para ela

associação não distingue credos, cores, crenças religiosas ou partidos

e por ela que existimos”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 125


matosinhos | sisprod

Uma empresa ibérica Com quase cinco anos de existência, a SISPROD é uma empresa representante das principais marcas fabricantes de máquinas para a Indústria Electrónica, em regime de exclusividade. Após mais de uma década de sucesso em Portugal, fruto de um projecto anterior, o mercado Espanhol foi uma prioridade desde o início da empresa e neste momento já representa uma fatia bastante importante do volume de negócios da SISPROD, que irá ultrapassar este ano os dois milhões de euros.

solução para resolver os seus problemas. Costumo dizer que a concorrência tem bons produtos e trabalham bem, no entanto nós somos melhores e é esta a diferença que impomos a nós próprios. Em complemento, damos preferência a representações em regime de exclusividade, sendo o nosso catálogo constituído maioritariamente por Equipa

representações exclusivas quer em Portugal como em Espanha. Só aceitamos trabalhar assim, porque traz vantagens a todos os

A SISPROD tem na sua base uma equipa de três pessoas, Ricardo Lopes, Artur Oliveira e Judite

intervenientes. Dessa forma, tanto Clientes

Mendes que, saídos em 2012 de um projeto na mesma área de negócio, decidiram abrir a

como Fornecedores sabem que nos vamos

SISPROD no dia imediatamente a seguir. “Esta empresa iniciou atividade no dia 1 de janeiro de

esforçar por eles e por fazer um bom trabalho,

2013. Começámos a trabalhar exatamente com as mesmas marcas que já representávamos no

colocando o foco principal num profundo

projeto anterior, os mesmos clientes, mas decidimos avançar para o mercado Espanhol, já que é

conhecimento desses mesmos produtos quer

um mercado cinco vezes maior que o Português e que cresce a uma velocidade superior”. Durante

ao nível comercial como ao nível técnico. Em

os três anos que se seguiram, a equipa era formada apenas pelos três elementos fundadores, cuja

verdade, aumenta significativamente a nossa

função foi, sem descorar o que tinham conseguido no mercado Luso, dar a conhecer a empresa

responsabilidade quando nos dedicamos a

em Espanha. “Fazíamos muitas visitas a potenciais clientes naquele mercado, fomos sempre muito

100 por cento aos produtos e marcas em

bem recebidos, embora sem grandes frutos numa fase inicial como já seria de esperar. Deparamo-

que acreditamos e os quais escolhemos após

nos como é óbvio, com a resistência natural pelo facto de sermos pouco conhecidos por aquelas

um processo de selecção rigoroso, o que nos

bandas, assim como o facto de todas essas empresas já terem fornecedores de equipamentos

garante uma maior ligação de confiança com

habituais e de longa relação, a maioria deles Espanhóis. Paulatinamente, fomos conseguindo

o cliente, já que o compromisso com eles

provar a qualidade dos nossos productos e sobretudo do nosso serviço, que é algo que nos

começa muito antes, quando elegemos aquilo

diferencia da forte concorrência”. Uma das principais apostas para dar a conhecer a Sisprod ao

que lhes vamos propor como solução, já que

mercado Espanhol, a empresa, para além do que já foi mencionado, apostou fortemente em expor

estes produtos representam um investimento

na maior feira Ibérica, em Madrid, a Matelec, feira bianual em que a Sisprod tem participado na

bastante elevado, pelo que o cliente procura

máxima força.

uma empresa que lhe dê garantias de

A forma de se relacionar com os clientes e o regime de exclusividade dos seus produtos são dois

qualidade, quer na compra dos equipamentos,

elementos distintivos da SISPROD. “Quem é alheio a este negócio vem à SISPROD à espera de

quer na assistência técnica”.

encontrar uma PME daquelas em que se trabalha sempre atrás de um computador, mas aqui não

Os equipamentos que a SISPROD comercializa

é assim. Sem sairmos à rua, o nosso trabalho não se faz. Somos nós quem tem de ir à procura

servem para produzir Circuitos Electrónicos.

do cliente, de mostrar que conhecemos as suas necessidades e, sobretudo, que temos a melhor

O processo que passa pela montagem de

126 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


sisprod |matosinhos

produção bastante rápidos”. Para além destes a Sisprod comercializa ainda toda uma gama de produtos acessórios e consumíveis dedicados à Indústria Electrónica. “Também vendemos postos de trabalho, indumentaria, pisos e todo o tipo de material ESD de forma a garantir que os locais e pessoas estão protegidos contra a eletricidade estática de forma a não danificar os componentes eletrónicos”. A evolução do mercado tem sido muito positiva e em cinco anos a SISPROD consolidou a sua presença no mercado Ibérico, tendo usufruído de um incentivo a um projeto de internacionalização no âmbito do Portugal 2020, incentivo esse concedido devido a uma classificação acima da media do projecto pela Sisprod apresentado, a tal ponto que já conta com mais três elementos na equipa – Engenheiros Electrotécnicos que têm por função viajar por todo o mercado garantindo uma maior componentes em placas – PCB’s – quer em processo SMD como

proximidade com os clientes e a sua integral satisfação. “No ano passado

THT tem como objetivo final a obtenção de hardware previamente

ultrapassámos a marca de um milhão e meio de euros de faturação e

desenvolvido para uma determinada aplicação. Na Península Ibérica,

este ano já alcançamos os dois milhões, sendo que já temos em carteira

a indústria automóvel é um exemplo de uma área que está sempre na

mais de meio milhão de euros para o ano de 2018. A evolução tem sido

vanguarda dos processos mais atuais. “Dispomos de vários tipos de

fantástica e o que queremos é continuar a crescer, tanto em quantidade

equipamentos, desde aqueles que são fundamentais para a produção de

como em qualidade, e para isso, muito tem contribuído a nossa aposta

circuitos eletrónicos, Printer, P&P, Fornos, Inspecção Óptica, Soldadura

num plano de gestão de qualidade implementado há dois anos com

THT, Manipulação, como outros de cariz mais opcional, sejam os

base na norma ISO9001/2015, tentando garantir dessa forma as boas

de Limpeza, Raio X, Reparação, Cablagens, Deposição de Fluidos,

práticas fundamentais ao estrito cumprimento dos maiores desafios que

Armazenamento Inteligente e em condições extremas, etc.... São

os nossos clientes e esta indústria nos solicitam dia após dia assim como

máquinas que integram tecnologia de ponta e que permitem tempos de

à conquista absoluta do mercado Ibérico”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 127


matosinhos | wine o’clock

Vinhos para todas as ocasiões

A Wine O´Clock é uma jovem empresa, já conhecida pelos amantes de vinho como um espaço de qualidade e excelência, com uma grande oferta de bebidas nacionais e estrangeiras. Ana Dias foi a porta-voz desta empresa aquando de uma entrevista sobre a atualidade da mesma. O´Clock mantém vários vinhos no frio para que estes estejam sempre à temperatura ideal para serem consumidos.

Ana Dias Responsável de loja

Provas e ateliers

Ana Dias foi a representante da Wine O´Clock no dia em que a Revista

É verdade que o vinho está cada vez mais na moda e não raras

Business Portugal visitou as suas instalações. Em conversa, a nossa

vezes ultrapassa a convencional cerveja nos momentos de convívio

entrevistada confidenciou estar no setor do vinho (em empresas

entre amigos. “Os fornecedores e distribuidores de vinho tiveram

distribuidoras) desde 1975 e que dessa experiência adveio o convite da

um papel fundamental nesta realidade ao permitirem que o vinho a

antiga gerência para ingressar a equipa desta garrafeira: “Os primeiros

copo fosse comercializado”, explicou Ana Dias. Mas, neste campo,

donos da Wine O´Clock eram meus clientes”, relembrou. A reabertura

também as garrafeiras podem fazer a diferença com a organização de

desta loja, que atualmente pertence a um investidor de fora do setor, não

eventos diferenciados e que cativem os mais diversos públicos para

foi fácil. “Tivemos que recuperar a confiança de todos os state holders,

a experimentação dos vários sabores vínicos. Assim, a Wine O´Clock

em virtude de situações herdadas da antiga administração”, contou-nos

organiza diversas provas de vinhos e ‘ateliers de introdução à prova’ –

Ana Dias, ao mesmo tempo que destacava a Paula Martins (gerente de

ministrados por AIWS Raul Riba d´Ave –, que cativam públicos de todas

loja) como “a pessoa que está desde o início da loja e que mais contacto

as idades e principalmente “cada vez mais jovens”, confidenciou-nos

tem com os clientes”

a nossa entrevistada. A inovação neste setor é também uma constante e isso deve-se ao facto de “as pessoas estarem cada vez mais

A pressão imposta pelas grandes superfícies

informadas”, afirmou a porta-voz, ao mesmo tempo que expressava a

Se, antigamente, as garrafeiras não eram pressionadas pelas grandes

sua opinião sobre a atualidade do setor vinícola em Portugal: “o setor

superfícies, atualmente são e, por forma a combater essa realidade, a

do vinho está em expansão e a apresentar produtos com cada vez mais

Wine O´Clock procura ter um serviço personalizado, profissional, uma

qualidade, o que nos dá muita satisfação e esperança para o futuro”.

boa embalagem e produtos diferenciados”, afirmou. A grande diversidade

No que concerne à época natalícia que se aproxima, a Wine O´Clock

de vinhos existente nesta garrafeira é visível até na abrangência de

tem ao dispor de todos os seus clientes belíssimos e originais cabazes

preços dos mesmos. “Temos preços para todas as carteiras, dos mais

com produtos tradicionais portugueses acompanhados com o melhor

baratos aos mais caros e a única coisa em comum entre todos eles

vinho para a ocasião. Todos estes cabazes e demais produtos podem ser

é a qualidade”, garantiu-nos. Por exemplo: para os que pretendem,

adquiridos na loja física, localizada em Matosinhos, ou através do site:

à última hora, comprar uma garrafa de vinho para o jantar, a Wine

www.wineoclock.pt.

128 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


matosinhos | gislotica

Uma empresa familiar presente em todo o mundo No mercado há 17 anos, a Gislotica é uma empresa familiar de engenharia, que nasceu na garagem dos pais. Rui Fazenda, atual administrador da empresa, conta-nos que conta atualmente com 40 trabalhadores e possui umas instalações de 16 mil metros quadrados e 2500 metros quadrados de área coberta. O core business é a construção de máquinas para a indústria dos pneus, área na qual a Gislotica tem clientes de renome. A juntar a isto, a empresa prima por uma grande responsabilidade social com os seus trabalhadores.

Rui Fazenda juntamente com o irmão Eduardo Fazenda, responsável pela direção de produção começaram a trabalhar aos 10 anos de idade, na garagem da casa dos pais onde tinham uma serralharia. “Viemos de Angola e tínhamos de trabalhar todos, para ajudar em casa. A serralharia sempre foi uma arte na família e começámos a aprendê-la desde cedo. Com o passar do tempo ambos nos formamos em Engenharia Mecânica. Acabei por fundar oficialmente a Gislotica, em 2000,

Rui Fazenda Administrador

para responder às solicitações da Continental Mabor, entretanto hoje temos como clientes

Enviámos uma máquina para a Índia, recentemente, e quando esta arrancou, percebemos de

praticamente todas as grandes marcas de

imediato que, dadas as temperaturas ambientes, a viscosidade do produto utilizado alterava por

pneus. Para nós a Continental será sempre

completo todo o processo. Problema que de imediato tivemos de resolver”.

especial”.

No que diz respeito à criatividade e à capacidade de trabalho, Rui Fazenda é perentório. “Os

A Gislotica desenvolve máquinas, sobretudo

nossos engenheiros são os melhores do mundo. Eu sou professor no ISEP- Instituto Superior de

para a indústria dos pneus, sempre a pedido do

Engenharia do Porto há 20 anos e a maioria dos engenheiros que tenho na empresa – são 15,

cliente. “Às vezes, o cliente vem e já sabe qual

de várias especialidades, no total dos 40 trabalhadores – vieram da escola onde dou aulas. São

é o problema que tem e como poderá resolvê-

engenheiros capazes quando confrontados com um problema, pensar numa solução e executá-la

lo. Explica-nos o que pensou e nós criamos

de imediato.

uma máquina à medida daquele cliente, para

Infelizmente, a qualidade da engenharia portuguesa ainda não é recompensada monetariamente,

solucionar um problema específico. Outras

comparada com os níveis europeus. “Somos os que menos ganham. Nesta empresa todas as

vezes, o cliente sabe qual é o problema que

pessoas ganham muito acima da média nacional.

tem, mas não sabe como resolvê-lo. Vem até

O conhecimento europeu de mão-de-obra barata em Portugal, cria um problema nacional as

nós porque sabe que, se nos explicar o que

empresas exportadoras como nós. Temos excelentes trabalhadores qualificados, beneficiamos do

se passa, somos criativos o suficiente para

facto de estarmos na Europa e temos a última tecnologia nos nossos equipamentos, o trabalho tem

lhe propor uma máquina que acabe com o

qualidade, ganhamos abaixo da média, é perfeito para o cliente. Não podemos pagar mais como

problema que ele tem”. As máquinas nunca

pretendíamos porque não podemos vender ao preço que deveríamos. São as contingências do

são iguais, mesmo quando são para o mesmo

nosso país”.

cliente e com a mesma funcionalidade. “Há

Por causa da qualidade do serviço e o preço competitivo, as grandes marcas de pneus procuram

problemas que só são detetáveis no local.

a Gislotica quando têm uma necessidade nova. “Os nossos clientes são as grandes marcas de

130 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


gislotica |matosinhos

pneus. É aí que nos sentimos bem, porque foi por aí que começámos

e femininos, dispensa no refeitório, uma cozinha totalmente equipa, para

o nosso trabalho, especializámo-nos nisso e sabemos tudo sobre

quem queira fazer o almoço na empresa, uma cantina com espaço para

esse assunto. Claro que, sendo uma empresa de engenharia, fazemos

60 pessoas, e podem usufruir destes espaços todos aos fins-de-semana,

máquinas para tudo o que nos pedirem. Mas na verdade o nosso

se quiserem dar uma festa, por exemplo. Iremos construir também

core business neste momento ocupa-nos todo o tempo que temos,

um parque infantil e um campo de futebol, que ficarão abertos para o

ao ponto de 95 por cento da nossa produção ser para o exterior, para

usufruto deles e da comunidade. Não queremos morrer ricos. Queremos

países como Índia, Rússia, China e Estados Unidos da América, num

sim morrer satisfeitos”.

total de 35 países”. Mas nem sempre foi assim. “Em 2007 tivemos um

Para além de novas instalações em Portugal, a Gislotica vai abrir

ano de crise, mas mesmo assim não despedi ninguém. O pessoal só

também uma sede na Índia, que agora é um dos principais mercados

vinha trabalhar quando tínhamos trabalho. Curiosamente, foi esse ano

consumidores de maquinaria. “A Gislotica é totalmente autónoma. Tudo

que permitiu depois à empresa crescer exponencialmente, porque eu

quanto é engenharia é feito aqui, internamente, seja da área mecânica,

ocupei o tempo livre que tinha a redesenhar projetos que já existiam,

elétrica, automação ou visão artificial. Se necessitamos de uma

de forma a torná-los mais competitivos, ou seja, arranjar forma de os

especialidade que não temos, contratamos. O segredo do nosso trabalho

produzir com menos custos e em menos tempo, mantendo o preço

fica connosco. Somos uma empresa que quer crescer ainda mais,

para o cliente. Isso permitiu-nos aumentar as nossas margens de lucro

mas de forma sustentada e, sobretudo, envolvendo todos. Não posso

sem encarecer o produto final. Quando as marcas de pneus voltaram a

deixar de referir que sem os nossos fornecedores, parceiros nada disto

investir e precisaram de máquinas, os nossos projetos já estavam todos

seria possível e por ultimo aos nossos cliente que são a razão da nossa

reformulados e prontos a executar”.

existência”.

A partir desse momento, o crescimento da Gislotica foi exponencial. As instalações onde se encontra atualmente a empresa têm dois anos e já vão ser ampliadas, para o dobro. “As encomendas vêm de todo o mundo e são máquinas que ocupam espaço. É preciso um armazém grande para termos espaço para as colocar, para as construir e testar. Este ano, já temos uma faturação de oito milhões de euros, mas dá muito trabalho. Trabalhamos todos os dias, incluindo ao sábado. Só mesmo com colaboradores fantásticos se pode atingir objetivos”. Lucros/prémios anuais são sempre divididos com os trabalhadores, “um determinado montante dos lucros totais que temos anualmente é distribuindo pelos nossos colaboradores, juntamente com o ordenado. Investimos também uma boa parte dos lucros em investigação e desenvolvimento de novos produtos e soluções. Esta empresa começou como uma empresa familiar, e ainda o é. Alargámos o conceito aos empregados. Tanto assim é que eles dispõem de balneários masculinos

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 131


anje smart money, o grande desafio do ecossistema entrevista a adelino costa matos, presidente

Os business angels portugueses têm, pois, de estar à altura destes novos desafios do ecossistema empreendedor. Os investidores devem procurar uma convergência de interesses e vontades, que depois se traduza em soluções de financiamento mais favoráveis para as empresas. Neste sentido, parece-me importante que os business angels sejam capazes de colaborar entre si e de partilhar o risco do investimento. A cooperação entre business angels é muito bem-vinda, podendo ser concretizada através de fundos partilhados e mecanismos de coinvestimento. O risco é assim repartido por vários investidores, o que permite maiores volumes de capital para as startups. O aumento do capital disponível é crucial para a valorização do nosso ecossistema, que precisa de evoluir para níveis de investimento mais elevados. Fundos de pequena dimensão dão origem a carteiras O sucesso dos processos de crescimento das startups está dependente da

pouco recetivas a projetos mais disruptivos e incapazes de

capacidade de captar capital, talento e conhecimento. Ora, para reunir estes três

alavancar startups já na fase growth.

de fatores, o caminho mais expedito é atrair smart money. Ou seja, encontrar

Aliás, o nosso ecossistema está ainda muito focado no

investidores que garantam não apenas capital, mas também know-how. Dentro deste

apoio a ideias de negócio e a projetos nas fases iniciais,

grupo de investidores estão os business angels, normalmente atuais ou antigos

faltando soluções financeiras para promover a aceleração,

empresários que, graças à sua experiência, podem complementar o capital investido

crescimento e consolidação das empresas. Não há muitos

com conhecimento técnico, informação especializada, visão estratégica, networking,

investidores portugueses com capacidade para acompanhar

relações com o mercado, etc.

segundas e terceiras rondas de investimento, o que limita

No nosso país são cada vez mais os projetos apoiados por business angels,

as possibilidades de alavancagem de projetos escaláveis.

designadamente a partir de linhas de financiamento comparticipadas pelo Portugal

Empresas como a Farfetch, a Feedzai, a Talkdesk ou a

2020. Trata-se de um investimento importante para o desenvolvimento do

Veniam, por exemplo, têm sido alavancadas em rondas de

empreendedorismo português, que precisa de capital mas também de estratégias

financiamento internacionais.

sólidas e modelos de negócio adequados. Não faltam em Portugal boas ideias de

Tudo isto para dizer que os business angels têm um

negócio, mas depois há muitas vezes problemas na transposição dos projetos para o

papel fundamental na diversificação das soluções de

mercado.

financiamento das empresas, sobretudo num momento de

A importância dos business angels é exponenciada pelo atual contexto do

crescimento das nossas startups. Mas, para que a ação

empreendedorismo português, em que assistimos a um boom de startups inovadoras

destes investidores seja mais efetiva, importa encontrar

e se verifica a necessidade de dar músculo financeiro a empresas em processo de

mecanismo de coinvestimento e partilha do risco que

aceleração e escalabilidade. As nossas startups de crescimento acelerado necessitam

aumentem o capital disponível para as empresas.

de ganhar músculo financeiro para reforçarem os seus recursos tecnológicos, para

Este é, sem dúvida, um dos grandes desafios do nosso

investirem em inovação, para atraírem talento e para ganharem poder negocial junto

ecossistema, que necessita de atrair volumes de

de fornecedores, clientes e investidores.

investimento mais elevados e com know-how e networking.

132 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


O Algarve é a região mais a sul de Portugal, mas é também aquela onde a serra e o mar estão sempre de mãos dadas, numa junção impressionante de verde e azul. Os cheiros a flores do campo e a maresia misturam-se, naquela que, antes, era conhecida como a região mais turística de Portugal. O turismo é ainda a sua atividade principal. Hotéis e restaurantes pululam nas cidades algarvias, mas o desporto, nomeadamente o golf, começa a ser uma excelente alternativa para os períodos em que o Sol e a praia não são tão aprazíveis. Se for para o interior do Algarve, faça-o a pé. Caminhe pelas

medronho, também original do Algarve.

ruas estreitas e envolva-se no emaranhado de casas caiadas de

O artesanato também é um ponto importante

branco e de chaminés trabalhadas. No litoral, as praias têm um

da região. É fabricado segundo técnicas

papel fundamental e o Algarve possui vários prémios para as

ancestrais e está presente na olaria, cestaria,

praias mais bonitas da Europa.

peças de cobre, latão e nos trabalhos de linho

Gastronomicamente, o Algarve é a casa da caldeirada de peixe e e juta. da cataplana de ameijoas, e também do cozido de grão, nas suas

No que diz respeito a atividades

zonas rurais. No final da refeição, delicie-se com os típicos doces

empresariais, o Algarve está a fugir,

de amêndoa da região, acompanhados de uma aguardente de

finalmente, ao padrão “Sol e Praia”.

Há 10 anos em Vilamoura bar, seis piscinas e uma praia maravilhosa, SPA

composto por Piscinas de jactos, Jacuzzi, Banho

e ginásio, Kid´s Club e oito Salas de Reunião.

Turco, Sauna, Sala de Pedras Quentes, Duche Sensorial e Jardim Zen. Temos apartamentos

Ganharam um prémio de melhor hotel este

que permitem receber turistas de estadias

ano, associado ao Golfe. Que parâmetros

longas, especialmente dos mercados emissores

foram contemplados para a vossa vitória?

nórdicos. E é sobretudo na época baixa e média

Quem vem pela primeira vez, que reações

Foram duas as distinções que recebemos nos

que decorrem as Conferências e Eventos. Isto

tem ao vosso serviço?

últimos meses. Fomos considerados ‘Portugal´s

permite que haja uma maior estabilidade e que

Os clientes sentem-se verdadeiramente

Leading Resort’ e ainda ‘Portugal´s Best Golf

possamos manter uma equipa completa durante

agradados, pois as nossas equipas tem uma

Hotel’. Ficamos muito satisfeitos e honrados.

12 meses.

genuina preocupação com o bem-estar de todos

Somos um hotel e uma cadeia focados na

os que nos visitam. Os nossos colaboradores

satisfação do cliente e estamos inseridos num

Parece-lhe que ainda há muito por explorar

sabem que cada cliente tem gostos únicos e,

meio que oferece variedade e alta qualidade no

no Algarve, para além da ideia do ‘sol e

como tal, a adaptibilidade a cada situação é

segmento do golfe.

praia’? Que alternativas existem? O Algarve será sempre um grande destino de sol

muito importante. Temos, por exemplo, clientes que vêm do norte da Europa e procuram

Que outras atividades vêm desenvolvendo

e praia, contudo para que as unidades possam

refeições mais cedo principalmente ao jantar e já

para, na chamada época baixa?

funcionar 12 meses, é necessário explorar

os latinos têm horas mais tardias.

Apostamos bastante no Spa, temos o maior e

outros segmentos para complementar. Duas

certamente um dos melhores SPA´s do país,

das inicitaivas que estão a ser desenvolvidas

Como é constituído este hotel?

que para além das 12 salas de tratamento

pelos representantes do turismo são o cycling e

É constituído por 176 unidades, 4 restaurantes e

conta ainda com um Circuito Terapêutico

o tracking.


algarve| cm vila do bispo

Terra de beleza única e inigualável Adelino Soares, presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo, apresenta-nos a sua terra em todas as suas vertentes e potencialidades.

investimentos? O trabalho levado a cabo pela câmara municipal Adelino Soares Presidente

na promoção e divulgação do concelho temse revelado o melhor apoio para as empresas existentes no concelho e para a atração de investimento exterior. À medida que mais gente nos visita e tem contato com o território novas janelas de negócio se abrem para as empresas sediadas no concelho e mais empresários aparecem com interesse e vontade de aqui investir. Vila do Bispo é um destino turístico onde a natureza, a praia e a história se cruzam. Que apresentação faz do município?

De que forma promovem a gastronomia,

O concelho de Vila do Bispo tem a característica ímpar de reunir um misto de excelentes praias de

cultura e turismo da região?

areia fina e clara e águas límpidas, que têm tido várias distinções a nível nacional e internacional, e

Para além da organização de eventos como

um património natural e histórico-cultural muito rico e bem preservado.

o Festival do Percebe (marisco típico desta

Define-se também como um concelho tranquilo e de gente acolhedora, afastado das imensas

costa) ou o Festival de Observação de Aves e

multidões que rumam à região do Algarve, principalmente no período do verão.

Atividades de Natureza de Sagres, a autarquia promove e incentiva os restaurantes da região

Como caracteriza o tecido industrial e empresarial de Vila do Bispo?

a participarem na Rota do Petisco, organiza

O tecido industrial e empresarial do concelho concentra-se, fundamentalmente, em duas principais

e esforça-se por receber iniciativas que

áreas de atividade: o turismo e a pesca.

contribuam para a promoção e divulgação do

No que respeita ao turismo temos as atividades como a restauração, a hotelaria e as atividades

concelho, como o recente 5th International

marítimo-turísticas e de turismo de natureza. Já na pesca, a qualidade do pescado e do marisco da

Tsunami Field Symposium 2017, um encontro

nossa costa falam por si, sendo considerados como dos melhores do mundo e os nossos pescadores

científico, de escala internacional, que reúne

e mariscadores fazem o possível para que ele não falte à nossa mesa e à mesa de quem nos visita.

cerca de 80 investigadores e académicos das áreas da Sismologia, da Sismografia, da

Que medidas toma a autarquia para apoiar as empresas existentes e captar novos

134 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Geologia e da Geoarqueologia, entre outras, que


cm vila do bispo| algarve de abril de 1917, pelo submarino alemão U-35 da 1ª Guerra Mundial, como estes foram ainda considerados Património Cultural Subaquático da Humanidade (UNESCO). A 24 de Abril de 2017, a autarquia organizou, no Forte do Beliche em Sagres, uma cerimónia evocativa do centenário deste episódio da 1ª Guerra Mundial ocorrido nas nossas águas. Por essa altura, e na presença do Comandante da Escola Naval da Marinha Portuguesa, o Contra-Almirante António Manuel Gomes e de altos representantes das entidades envolvidas no episódio, procedeu-se ao descerramento de uma placa evocativa do acontecimento e ao lançamento de um livro, em parceria com a Escola Naval. Em 2015, este Projeto recebeu o prémio Adopt a Wreck Award, atribuído por uma das mais prestigiadas instituições mundiais, a britânica Nautical Archaeology Society. Que projetos realizados destacaria como marcas da Câmara Municipal de Vila do à escala global estudam os fenómenos naturais conhecidos por “tsunamis”, e marca presença, com

Bispo?

empresários da região, em feiras e certames internacionais relacionados com o turismo.

Destacaria a Construção do Equipamento Público de Ação Cultural – EPAC “O Celeiro da História”

O Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres decorre, anualmente,

(obra já adjudicada), a Construção da Ecovia e

no primeiro fim-de-semana de outubro. Este festival, iniciado em 2010, tem tido grande

Ciclovia do Litoral Sudoeste (aguarda início do

projeção a nível nacional e internacional, não só para os amantes das aves, mas também

concurso público), a Paisagem Museu – Vila

para os da natureza. Qual a importância deste evento?

do Bispo Go (a decorrer), o Parque Inclusivo de

O Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres foi criado numa ótica de

Sagres (em fase de projeto), a Requalificação

promoção e divulgação do concelho e na tentativa de atrair turismo fora da chamada “época alta”.

das Praças da República de Sagres e Vila do

Este, tem superado as expectativas tendo vindo a ser superado o número de participantes ano após

Bispo (em fase de projeto) e a Construção do

ano.

Novo Mercado de Sagres, tudo obras com financiamentos garantidos através do Quadro

Este evento é organizado em parceria com outras entidades. Quais?

de Referência Estratégico Nacional dos Fundos

O evento é organizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e conta com a colaboração da SPEA e

Europeus Estruturais e de Investimento (2014-

da Almargem.

2020). A Sede do Clube Recreativo Infante de Sagres – Requalificação da Escola Primária e

O Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza de Sagres valeu a Vila do Bispo o

Construção do Pavilhão Multiusos de Sagres

Prémio Município do Ano Portugal 2015. Como viu este reconhecimento?

(aguarda visto do Tribunal de Contas), a

Com muita satisfação, naturalmente. Ser contemplado com um prémio de âmbito nacional com esta

Requalificação do Jardim da Fonte em Vila do

importância, enche-nos de orgulho, ainda para mais sendo este um galardão que premeia as boas

Bispo (obra já adjudicada), a Pavimentação

práticas municipais.

da Rua do Barrudo e Envolvente à Escola S. Vicente em Vila do Bispo (a decorrer processo de

Voltou a ser distinguido em 2017, a nível regional, com o projeto “Evocação das Operações do

empreitada), a Ampliação do Cemitério de Vila

U-35 em Sagres”. Qual o seu significado?

do Bispo (em fase de projeto), a Construção do

Tem um significado muito especial. Tudo começou no dia 12 de agosto de 2014 quando, na sessão

novo Cemitério de Sagres (em fase de projeto)

ordinária da câmara municipal, se aprovou o protocolo de cooperação com a Marinha Portuguesa-

e a Ampliação do Cemitério de Budens (em fase

Centro de Investigação Naval. Após quase 3 anos de investigação, os resultados são os melhores: não

de projeto), intervenções a executar com fundos

só foram identificados os destroços submersos dos navios afundados ao largo de Sagres no dia 24

próprios do Município.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 135


algarve| cm vila do bispo

Ao longo deste quadriénio quais foram as principais prioridades do executivo? Que balanço podemos fazer do atual mandato? Desde que assumimos os destinos do Município de Vila do Bispo, está agora a fazer oito anos, uma das grandes prioridades foi fazer tudo ao nosso alcance para reduzir a dívida herdada que estrangulava a autarquia e a impedia de investir. Esse objetivo foi alcançado e existem agora condições para se poder efetuar um investimento em infraestruturas necessárias ao concelho, investimento esse que deve ser sempre bem ponderado para evitar cometer os erros do passado.

136 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


Get your look.


algarve| quinta style

Uma casa ao seu estilo Quando visitamos o Studio Shop da Quinta Style em Almancil, no Algarve, encontramos um mundo de cor proporcionado pelas várias amostras de tecido penduradas nas paredes e objetos de decoração que poderiam estar a embelezar a sua casa. Astrid Schep e o esposo, Maarten Hesselink, vieram para Portugal em 1999, altura em que fundaram a Quinta Style.

A área na qual se inserem é design de interiores. Deram os primeiros passos na renovação de habitações, e desde então continuaram o seu percurso profissional até aos dias de hoje, no qual mantém essa especificação, mas também se dedicam à projeção da decoração e mobilização interior de casas construídas de raiz. Acabam por “fazer um pouco de tudo”, explicou Carina Santos, responsável pelo marketing da empresa, que também esteve presente na nossa conversa. Desde o desenho do mobiliário, a escolha do padrão do tecido que irá forrar os sofás, até ao papel que irá decorar a parede, a Quinta Style providencia um mundo de escolhas e fornecem as mesmas. O design inclui toda a divisão (seja ela qual for), apesar de não estarem envolvidos na parte da construção, colaboram na projeção da divisão. Para este tipo de serviços e produtos que a Quinta Style não fornece diretamente têm parcerias com empresas da sua confiança, as quais se enquadram na forma de trabalhar do empreendimento administrado por Astrid Schep e Maarten Hesselink. O objetivo é fazer um “pacote o mais completo possível” para poupar ao cliente a procura desses serviços noutros locais. “No fundo, são estas parcerias que nos complementam”, expõe Carina Santos, “desta forma, conseguimos dar resposta a todas as questões e também dinamizamos ambos os negócios”, ou seja, todas as partes saem beneficiadas. No final, “o cliente sai sempre daqui com várias ideias e possibilidades”. Encontrar estas empresas parceiras não foi tarefa fácil, muito devido à especificidade do trabalho da Quinta Style, que faz tudo por medida, inclusive o mobiliário: “Todas as peças são únicas e personalizadas ao pormenor”. Também a prontidão da resposta aos pedidos de fornecimento contam na hora de escolha: “precisamos de dar respostas rápidas, os clientes não podem ficar um mês à espera”. Esta área de trabalho traz a responsabilidade de não ser um serviço requerido com frequência, principalmente no que se refere aos clientes particulares que procuram renovar ou construir uma habitação. Uma vez que a maior parte das pessoas constrói ou renova uma ou duas

138 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


quinta style| algarve casas durante a sua vida, “não queremos que

é, em grande parte, cidadãos oriundos de fora

empresa responsabiliza-se e corrige. “Nunca

fiquem com uma casa onde não se sentem bem.

de Portugal, de classe socioeconómica alta ou

falhamos o cliente”, afirmou Astrid Schep.

Tenho muito gosto pelo trabalho que desenvolvo

média-alta, que os procuram para qualquer

Desde o início que o trabalho é desempenhado

e, por isso, também tenho gosto que a casa

tipo de renovação ou consultoria de design de

à base de orçamentos pormenorizados, que

fique bonita e ao gosto do proprietário”, intervém

interiores.

permitem ao usufruidor dos serviços desta

Astrid Schep.

empresa verificar todas as especificações dos Equipa multifacetada

produtos utilizados para a decoração do seu

Identidade e alma

Uma empresa forte necessita de uma equipa

imóvel, desde o tipo de candeeiro e lâmpada,

Tocamos aqui num ponto importante: o gosto

forte na qual se alicerçar. A Quinta Style conta

à quantidade de tinta utilizada. Também os

do proprietário. “Muito mais do que fazer um

uma vasta panóplia de qualificações entre

preços sofrem do mesmo nível de pormenor,

projeto bem feito é este estar ao gosto do

os seus colaboradores que, dessa forma,

não há surpresas na conclusão do projeto.

cliente. Tentamos dar aos nossos projetos

representam uma grande mais-valia para a

No sentido de evitar gastos desnecessários, a

o lado emocional, fazer uma conexão entre

empresa. “Temos capacidade de resposta para

equipa da Quinta Style reutiliza muitas vezes

o que as pessoas ambicionam ter nas suas

qualquer desafio que nos apareça, esse é o

o que as pessoas já têm em casa para evitar,

casas e o que nós podemos proporcionar. Daí

nosso ponto forte: uma equipa à disposição,

por exemplo, comprar mobiliário novo. A um

a nossa assinatura ser «Inspiration for homes

flexível e completamente capaz”, assegura a

sofá pode simplesmente ser forrado para ficar

and hotels», queremos que seja inspirador,

administradora e designer, e acrescenta que

como novo, uma mesa que apenas precisa

queremos que os projetos estejam bem técnica

“mais do que uma equipa de trabalho somos

de uma camada de tinta, “tudo o que ainda

e emocionalmente”, revelou Carina Santos. A

uma família”. Aqui há muito trabalho a ser

tiver utilização, nem que seja para vender, é

Quinta Style tem a sua própria identidade, da

executado, cada empreendimento tem uma

aproveitado”.

qual não abdica em todos os projetos que faz,

infinidade de pormenores que não podem

A competência, fiabilidade e eficácia falam por

porém, esta característica está presente de

falhar. Todavia, quando se tem gosto pelo seu

si próprias. A equipa Quinta Style foca-se em

forma discreta, quase implícita, sem nunca se

trabalho é-se mais eficiente e a equipa da

desenvolver o seu trabalho da melhor forma

sobrepor ao estilo e gosto do proprietário.

Quinta Style pode orgulhar-se de o ter.

possível, muito direcionado para o cliente, o

Necessariamente, a equipa da Quinta Style

que, se ficar satisfeito, produz o efeito passa-

estabelece uma relação de confiança e

Logística rigorosa

palavra, a melhor publicidade possível.

confidencialidade com o cliente. “Quando um

Para acondicionar os vários artigos que

Num futuro não muito próximo, Astrid Schep

cliente novo chega temos de lhe colocar muitas

precisam de manter em stock, a empresa

revela que gostaria de ter um simulador

questões, algumas bastante privadas, para

administrada por Astrid possui dois armazéns

online onde o cliente pudesse decorar a sua

proporcionarmos o melhor serviço possível”,

e têm um segundo escritório para além das

divisão conforme a sua vontade e conseguir

explicaram-nos as nossas entrevistadas,

instalações que verificamos em Almancil.

visualizar a mesma em 3D, até porque quem

“tem que se conhecer bem a pessoa para

Nem só da parte criativa se encarrega a Quinta

não é da área nem sempre consegue ter a

encontrar a decoração à sua medida e gosto”.

Style. Todos os produtos são verificados um a

capacidade de imaginar as potencialidades

Depois de compreendidas as preferências

um, nenhuma encomenda chega até ao cliente

existentes. Não será para já mas considerando

estéticas torna-se mais fácil selecionar as

sem que a sua integridade esteja assegurada.

o desenvolvimento registado pela Quinta Style

possibilidades que, em princípio, serão de

Os erros são raros, mas também acontecem,

com certeza que terá sucesso nos seus futuros

maior agrado ao consumidor, poupando tempo

ou não fossemos humanos. Nesses casos, a

empreendimentos.

a ambas as partes. “Informar o cliente das suas escolhas é o mais importante para mim, evita arrependimentos e algumas alterações a um serviço já executado são complicadas e dispendiosas”, confidenciou a designer Astrid. As projeções são reunidas em imagens que são tão fiéis à realidade que quase parecem fotografias. Mais tarde, ao comparar com verdadeiras fotografias, verificamos a imensa semelhança entre as duas. É assim que o cliente visualiza como a sua divisão irá ficar. A Quinta Style disponibiliza os seus serviços a clientes particulares e a empresas. Este último é um grupo composto maioritariamente por hotéis e restaurantes, enquanto que o primeiro

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 139


algarve| natura garden center

Um jardim com arte Natural de França, Jean-Claude Defrance já trabalhava na área da arquitetura paisagística no seu país. Sentiu vontade de mudança, queria exercer a sua atividade noutro local. Assim, foi-se aproximando do sul, para cidades como Nice e Saint-Tropez. No ano de 1989 decidiu-se por Portugal e abriu o seu atual negócio, Natura Garden Center, em Almancil, onde encontrou um nicho de mercado pronto para o receber e a precisar dos seus serviços. Jean-Claude Defrance Administrador

Questionado do porquê de ter escolhido as terras lusas para se instalar, JeanClaude Defrance esclareceu que lhe agradava bastante o clima e a beleza da costa mediterrânica, difícil de encontrar em qualquer outra localização. O administrador relembra existir menos imobiliário a ocupar o lugar da natureza e lamenta esse facto. Empenhado em sensibilizar os algarvios (e, por extensão, os portugueses), Jean-Claude Defrance procura respeitar o que já existe e adaptar-se ao que a região tem para oferecer em termos de flora. “Somos uns privilegiados”, afirma o empresário, “o berço da civilização são as plantas, todas têm historia, principalmente aqui no Mediterrânico. Temos de avisar as pessoas nesse sentido”. Este é um negócio afetado pela moda, como é o exemplo das palmeiras, que pintam a paisagem portuguesa com frequência. Também é afetado pelo medo, como é o caso dos pinheiros, que estão a ser arrancados para evitar a lagarta, problema de fácil resolução: “Agora ninguém quer pinheiro por causa da praga da lagarta, mas faz uma filtração de ar fantástica”. O desconhecimento da importância de determinada planta pode ser crucial. Quando iniciou a Natura Garden Center, Jean-Claude Defrance tinha nos ingleses a morar no Algarve o seu principal nicho de mercado, “haviam poucos portugueses a gastar dinheiro em jardins, era considerado um luxo, hoje a mentalidade está a mudar”. Cada vez mais são os clientes provenientes do próprio país, inclusive da região Norte.

nem sempre é possível recuperar, pelo contrário quando são

É mais procurado pelos particulares, porém também já trabalharam com hotéis. A

plantes endémicas é fácil fazê-lo”.

Natura Garden Center faz jus à sua reputação de empresa de referência: elaboram o

“Os clientes pedem cada vez mais um jardim com plantas

jardim completo, desde o projeto, à construção e manutenção. O serviço de gestão

endógenas, também há mais informação nesse sentido, nós próprios estamos sempre a fazê-lo. Querem carácter mediterrânico”. Nesse sentido, o empresário recorre com frequência à sua árvore preferida: a oliveira, a qual está na moda no Algarve. “Estas árvores têm desde cem a mil anos, ou mais, elas ocupavam o terreno antes de nós e devíamos respeitar os nossos antecessores. A árvore está intimamente ligada aos humanos, se os humanos desaparecem a árvore também. Com oliveiras podemos fazer avenidas fantásticas e a um bom preço”. Jean-Claude Defrance acredita ter o papel de informar o público e fá-lo sempre que pode, informando os seus clientes das suas possibilidades. No fim, garante um serviço de excelência, ao mesmo tempo que preserva as espécies endógenas da região.

paisagística estende-se por uma área alargada, não se limita às terras algarvias. “A nossa empresa está dedicada à decoração de jardins e conseguimos fazer um pouco de tudo, se alguém pretender um jardim de temática japonesa nós fazemos, todavia tentamos sempre inserir elementos endógenos”. Também fazem recuperação de jardins já existentes, aproveitando tudo o que puder ser aproveitado: “Quando são usadas plantas exóticas e foram abandonas durante um período alargado de tempo

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Estrada Vale do Lobo Sitio Escanxinas 8135 Almancil-Algarve Tel: +351 289 396 106 Email: info@naturalgarve.com www.naturalgarve.com


empresa | tema

“Algarve merece estar na moda” Há cinco anos no cargo como presidente da Região de Turismo do Algarve, Desidério Silva considera que decorreram muitas mudanças positivas localmente, na medida em que se foram construindo mais-valias. Se até há alguns anos o enfoque se situava apenas no sol, mar e golfe, produtos estrela estrela da região, existe hoje o entendimento de que será necessária outra estratégia - manter o que de bom foi executado e intervir para que a oferta da região seja diversificada.

Divulgação de potencialidades

se que ultrapassem os 19 milhões; os hoteleiros em geral registaram

Nesse sentido, houve um plano de marketing que destacou um

maior faturação. Esta evolução é distintamente interessante tendo em

conjunto de produtos estratégicos ligados ao turismo de natureza.

conta que as taxas de ocupação evoluíram bastante e particularmente

Essa estratégia é um nicho de mercado com uma dimensão cada vez

em períodos não usuais onde esta evolução era possível: estamos a falar

maior. Adicionalmente, são divulgadas aquelas que são as mais-valias

do inverno e da primavera. Estes são números e realidades consolidados.

do território: património, cultura, gastronomia (dieta mediterrânica), artesanato, entre outras. Referimo-nos a uma variedade e diversidade em

Municípios: parceiros importantes

produtos que já existiam mas que não estavam explorados. O resultado

O Algarve é um todo. Assim, há projetos que exigem a participação dos

foi um maior enfâse à região no seu todo.

municípios, os quais se têm revelado parceiros importantes para facilitar

Para demonstrar a eficácia das políticas instaladas, recorremos a

a consolidação da oferta. Esta mudança, que passa por uma intervenção

números: o Aeroporto de Faro teve 5 milhões e 300 mil passageiros

no território, revelou o potencial que cada município tinha, o que foi muito

em 2012, este ano (que ainda não terminou, refira-se) já atingiu os 8

benéfico para a dinâmica da região. Estes resultados já se fazem sentir a

milhões; as dormidas em 2012 rondavam os 14 milhões, este ano prevê-

nível da economia local e do aumento da oferta de emprego regional.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 141


tema | empresa algarve| região turismo do algarve As estratégias não são complexas: consistem na divulgação e valorização do território e tudo o que o compõe através de atividades, percursos e ofertas qualificadas e estruturantes. Todas as partes envolvidas no processo são beneficiadas, aliás, os primeiros a beneficiar desta dinâmica são os municípios. O Algarve merece estar na moda Desidério Silva concorda que Portugal e o Algarve em particular estão na moda. E que claramente merecem essa distinção. O presidente afirma haver oferta, serviços e diversidade que justifiquem esta tendência, pois apesar de ser um país pequeno, tem de tudo um pouco e de uma qualidade cada vez maior. Os anos de crise que Portugal atravessou foram objeto de muita atenção pelos outros países. Esta mediatização funcionou a nosso favor: deu-nos a reputação de sermos um país que fez um esforço muito grande e que foi bem-sucedido. Os mercados, ou seja, países emissores, começaram a aperceber-se da existência de um país com potencial. As próprias companhias aéreas e operadores voltaram-se na nossa direção. Desidério Silva revelou-nos o segredo deste sucesso: o Algarve foi capaz de dar resposta à crescente procura. Há que dar crédito a quem o merece, neste caso às instituições públicas e empresários algarvios que foram capazes de criar as condições para acolher tantos novos visitantes. Por outro lado, revelou-nos ainda o presidente da Região Turismo do Algarve, este processo exige que sejamos cada vez mais interventivos e seletivos. Apesar de existir a tentação de concentrar os esforços no sentido de atrair ainda mais público novo, é importante fidelizar os que já nos visitaram e gostaram, de forma a que tenham sempre vontade de regressar. A nossa oferta tem de ser de tal maneira diferente e de qualidade que crie a vontade de regressar. O Algarve tem feito esse trabalho: atrair todo o ano, não só no verão. Entre o clima, as pessoas e a tranquilidade que se vive, a região algarvia tem todas as condições para continuar a afirma-se como uma região de excelência. Requalificação da oferta Quais foram as condições criadas para receber o aumento de turismo? Já existiam unidades hoteleiras na região, mas houve um grande esforço de requalificação nas mesmas, de melhoria da oferta estrutural e de recursos humanos. As partes interessadas compreenderam que os turistas eram mais exigentes, era preciso mais serviço e mais qualificado. A oferta tornou-se mais diferenciada, uma vez que há quem venha para os hotéis tradicionais, mas também prefira o alojamento local, o turismo rural, ou até o enoturismo, etc. Muitos são o que se arriscam para longe do litoral: fazem caminhadas, percorrem a Via Algarviana, a Rota Vicentina, a Grande Rota do Guadiana, a Ria Formosa, entre outras opções. Todos estes territórios adaptaramse, criando oferta que conseguiu agarrar os visitantes provenientes de vários países, em grupos ou individualmente. A oferta generalizou-se e o passa-palavra funcionou muito bem. Estas evoluções verificaram-se nestes últimos quatro ou cinco anos, sem nunca terem feito o Algarve perder a sua identidade, o que faz toda a diferença dos destinos. O Algarve, definitivamente, não é só praia. Sazonalidade a decrescer “Esbatida” é como Desidério Silva caracteriza a sazonalidade que durante tanto tempo foi (e ainda é) um dos dilemas do Algarve. As taxas de ocupação subiram consideravelmente nos primeiros meses do ano, o próprio Aeroporto de Faro

142 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


empresa | tema registou um crescimento na ordem dos 22 por cento nessa altura, tudo isso é diferenciação. Não existindo espaço para crescer nos meses de verão (por limite de lotação), naturalmente que houve um crescimento nos meses de inverno e primavera, o que ajudou a esbater a sazonalidade. Não é o fim do problema, mas é um primeiro passo na sua resolução. Todavia, se esse é um problema em resolução, os recursos humanos (ou falta deles) ainda não está nessa fase. Desidério Silva inclusive já abordou a Secretária de Estado do Turismo em relação a essa questão. A formação / qualificação é um fator a precisar de atenção urgente. É necessário encontrar mais trabalhadores e isso exige, por parte dos empresários, uma valorização do trabalho, há que encontrar um equilíbrio entre quem emprega e quem trabalha. Nesse aspeto, a Região Turismo do Algarve tem o papel não de dar formação, mas sim de sensibilizar e de alertar para estas questões, valorizando o papel das escolas de hotelaria, das escolas profissionais, do Instituto de Emprego e Formação Profissional, dos institutos politécnicos e escolas superiores da área do turismo, etc. A missão é ajudar a construir os produtos nos diversos territórios, trabalhando nessa ajuda e nesse apoio financeiro. Depois, promover e valorizar esses territórios, não sem antes consolidar o produto que existe. O futuro Financeiramente falando, a situação não está fácil: nos últimos anos a Região Turismo do Algarve sofreu um conjunto de cortes e cativações, foi obrigada a alterar ou não executar planos e estratégias já delineadas. O futuro passará por um desbloqueamento e maior abertura em relação à sua capacidade de intervir, de estruturar o produto, de promover e valorizar. Essas ações estarão dependentes da disponibilidade do orçamento do estado e de quem tem a responsabilidade política. A valorização das regiões depende muito das entidades, e se forem apoiadas, funcionará. O presidente acredita que o potencial humano português é muito rico e vontade de melhorar não falta. Porém, essa vontade e capacidade está num patamar que até agora não está a ser acompanhada pelos meios e pela vontade política para continuar neste registo, o que limita o desenvolvimento. Se essa situação não se inverter, adverte Desidério Silva, Portugal em geral e o Algarve em particular correm o risco de perder terreno para a concorrência. «Despesa» e «investimento» são as palavras-chave: um conceito é muito diferente do outro e o poder político deve compreender isso. No turismo só há lugar para o investimento, que tem um retorno muito forte e muito imediato. Tem sido o turismo a alavancar a economia de crise do país nos últimos tempos, pelo que é uma questão de saber aproveitar o que temos.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 143


algarve| baby moura

Um espaço onde as crianças estão primeiro A Babymoura é um dos espaços mais antigos de Vilamoura. Há mais de 30 anos a receber crianças, engloba creche e pré-escola, num total de 62 crianças. A lotação esgotada do espaço e o carinho dos antigos alunos e pais são a melhor prova de que a total dedicação às crianças vale a pena. a parte pedagógica da Babymoura inclui sempre uma componente lúdica. “Nunca forçamos as crianças a aprender. Estimulamo-las a querer saber mais, mas se elas se recusam, é porque ainda não estão dispostas a saber e deixamo-las brincar. O divertimento e a brincadeira Isabel Águas Administradora

são fundamentais para o crescimento equilibrado de uma criança, por isso tudo o que lhes ensinamos tem de ser a brincar”. Os conteúdos ensinados variam desde a ciência, com algumas experiências básicas, expressões plásticas, conceitos matemáticos, estimulação à leitura e escrita. “Depois, existem as questões sociais, como o saber andar na rua, como se comportar com outras crianças e o sentido de partilha, mas tudo isto de uma forma suave e lúdica, para que a criança aprenda sem se dar conta disso”. As crianças absorvem tudo o que aprendem muito depressa, por Gerir um espaço de primeira infância é um trabalho para apaixonados por

isso é importante que qualquer conversa seja acompanhada de uma

crianças e bastam dois minutos de conversa com Isabel Águas para se

explicação daquilo que elas querem saber. “Elas aprendem rápido e

perceber que é este o caso. “A minha formação inicial é em Educação de

têm muitas dúvidas. Se não estivermos preparados para lhes responder,

Infância e faço o que gosto. Aqui, as crianças são as nossas clientes. É

pelo menos é importante não mentir e garantir à criança que é possível

para elas, e por elas, que existimos e que trabalhamos e nada lhes pode

descobrir. Nunca se pode correr o risco de deixar uma criança daquela

faltar”. Este é o espírito que marca a existência da Babymoura. Há mais

idade frustrada ou magoada connosco por não respondermos às suas

de 30 anos instalado em Vilamoura, este jardim de infância começou

questões”.

sem a valência de creche, que depois acabaria por surgir. “Não somos

A Babymoura disponibiliza também atividades extracurriculares,

uma casa nova, por isso temos de estar sempre a fazer adaptações, quer

nomeadamente natação, ballet, ténis, inglês e karaté, que enriquecem as

em termos de normas de segurança e qualidade, quer em termos de

capacidades psicomotoras dos mais pequenos.

espaço físico. Essa antiguidade nunca nos impediu de ter a casa cheia de

De há anos a esta parte, o aumento das instituições de primeira infância

crianças e de mantermos a confiança dos pais”.

permitiu que a criança começasse a ter contacto com outras crianças

A lotação esgotada justifica-se pela qualidade do serviço. “Não coloco

e a aprender regras sociais. “Aqui existem diferentes materiais para

as questões financeiras à frente das crianças. Para elas tem de haver

conhecerem e experimentarem. A maioria das crianças só sabe correr e

sempre tudo para serem felizes. Sugiro sempre às minhas colaboradoras

andar em terreno direito. No nosso pátio temos terreno inclinado, relva

que se coloquem no lugar das crianças e pensem até que ponto seriam

e areia, o que lhes permite descobrir sensações novas e por à prova as

felizes num espaço como este. Se pudermos ser mais felizes, então há

capacidades motoras em contacto com a natureza”.

que melhorar”.

Para o futuro, Isabel Águas só quer continuar a gerir a sua instituição e a

Nesta instituição, acredita-se que as educadoras devem ser o apoio da

fazer aquilo que mais ama. “Sou uma pessoa rica de sensações, afetos

criança, que passa já o dia inteiro afastada dos pais. A juntar a isso,

e de emoções. Todos os dias chego a casa de coração cheio”.

144 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


/publituris.


algarve| rpl clima

Um serviço profissional para profissionais Este ano a RPL Clima regista um importante marco: foram finalmente distinguidos com o prémio PME Líder, pelo qual estão de parabéns.

Rui Lopes Administrador

os melhores”.

esteve, e não teve acesso ao programa Portugal

O setor onde se insere a RPL Clima é bastante

2020”. O empresário foi confrontado com “o

específico. É uma empresa de comércio “puro

facto de as empresas sediadas no Algarve não

e duro” de peças de ar condicionado automóvel

estarem abrangidas pelo programa, porque,

para os profissionais da área. Trabalham

segundo as entidades competentes, é uma

com oficinas ou com casas de peças, não

zona do país onde se ganha mais per capita”.

fornecem a privados. É do conhecimento de

Portanto, reitera, “há apoios de um lado, mas

Rui Lopes que existem firmas que vendem

não há do outro”.

diretamente ao público com os mesmos

Sem nunca largar as bases do mercado

descontos que vendem às oficinas para

português, que lhe dá sustentabilidade e

revenda. O administrador é completamente

credibilidade, a RPL, através da sua sucursal

contra esta política. De facto, afirma que “a

Automotive Parts, procura outros mercados

RPL orgulha-se de não vender a particulares

dentro da Europa, onde já têm alguns pontos

e vender exclusivamente aos reparadores dos

de venda. Inclusive têm a sua própria marca:

carros”. Operam em todo o tipo de veículos,

RPL Quality, com um preço competitivo.

independentemente da marca do mesmo,

Para o futuro, pretendem manter o ritmo a

como ligeiros, pesados, agrícolas e industriais.

nível nacional, crescer na exportação e estar

Por volta do ano de 2006 iniciaram um novo

presente nas principais feiras do setor. Acima

segmento: o transporte de refrigeração.

de tudo, crescer de forma sustentada.

A concorrência não é uma preocupação, pelo contrário, é bem-vinda e há mercado para

A empresa, fundada em 2000, está orgulhosa

todos, revelou o nosso entrevistado. “A nossa

por este facto. Rui Lopes, administrador,

vantagem é termos começado primeiro que

revelou que o prémio os faz ambicionar mais

os outros, somos líderes no mercado neste

já para o próximo ano, nomeadamente serem

segmento”.

PME Excelência. Têm os números, um staff

Questionado acerca dos fatores que originam o

preparado e até mudaram de instalações

seu sucesso, respondeu-nos que o principal é

recentemente para uma área mais ampla

a sua equipa. “Atualmente, uma empresa para

dentro da Zona Industrial de Vilamoura, Algarve.

estar bem no mercado e ter prestígio tem de

Todos os fatores apontam para a concretização

ter uma equipa muito forte por detrás. Tenho

desse objetivo.

uma equipa fantástica, só assim é possível

Questionado se o prémio traz benefícios para a

manter este nível”.

empresa ou se é mais uma questão de orgulho,

Porém, também há fatores prejudiciais ao

o administrador admitiu tratar-se de ambos

sucesso. O poder local e estatal não apoiam o

Zona Industrial de Vilamoura

os aspetos. “A RPL quer estar sempre nas

empreendedorismo. A burocracia, por exemplo,

8125-496 Quarteira, Faro, Portugal

bocas do mundo pelas melhores razões e acho

em nada facilita a atividade da empresa. Outra

que quer PME Líder ou PME Excelência são o

questão, como expôs Rui Lopes, é “a RPL clima

caminho certo. Temos e queremos estar entre

estar presente numa Feira de Madrid, como

146 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Rua dos Latoeiros Lote 6.I 1/43 F

Telefone: +351 289 381 720 E-mail: geral@rplclima.com www.rplclima.com


Considerada como uma das regiões com qualidade de vida mais elevada, o Alentejo ainda é um local por descobrir. As paisagens planas não devem ser confundidas com monotonia, pois muitos são os segredos que encerram. Comportando um terço do território de Portugal, apenas é habitada por menos de um décimo da população portuguesa. Todavia, este é um local recomendável para viver, trabalhar e descansar, a quem aguentar as condições climatéricas exigentes, mas que potenciam finais de tarde agradabilíssimos no Verão, quando todos os habitantes saem à rua e disfrutam da proximidade e do convívio entre si. Terra de olivais, de pinheiros, de sobreiros e de vinhas, é também (onde se localizam as Termas de Sulfurea) e Alqueva, com a mais recente barragem, comum cruzar caminho com manadas de vacas, um plantel de cavalos, ou rebanhos de ovelhas, muitas das vezes acompanhadas a qual criou uma Albufeira que alterou favoravelmente a paisagem alentejana. Os pelos seus fieis zeladores: os pastores. Falando de Alentejo, é quase obrigatório referir as duas cidades

leitores perdoar-me-ão os vários sítios que

classificadas como Património Mundial da Humanidade pela

ficam, com certeza, por referir.

UNESCO: Évora e Elvas, além dos muitos outros pontos

Cada vez mais são os visitantes que por aqui

atrativos de Monsaraz (como o Castelo), Cabeço de Vide

passam, em busca de um turismo diferente.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 147


alentejo | queijaria almocreva

Almocreva – o sabor único da receita tradicional de Serpa No coração do Baixo Alentejo encontrámos a Queijaria Almocreva, onde se produzem queijos curados, de pasta dura, mole, semi-mole e amanteigada. Com todo o processo dentro de portas, o queijo é preparado com leite cru de ovelha, de excelente qualidade, que lhe acrescenta o sabor característico, garantindo a qualidade reconhecida pelos vários prémios que tem arrecadado recentemente. Alavancar o negócio dentro e fora de portas é o principal intuito da administração, dando a conhecer os sabores, as texturas e os aromas inconfundíveis desta iguaria. conseguindo dessa forma controlar a qualidade da matéria-prima. Desde a criação dos animais à produção de leite, Nuno Cavaco assegura um produto de excelência, através de metódos cada vez mais apurados. “A queijaria tinha um fabrico artesanal, sendo que a maior parte das nossas referências era produzida à mão. No entanto, esta é uma região onde nos deparamos com uma clara falta de mão de obra. Assim, e após visitar diferentes queijarias em Portugal e em Espanha, resolvi investir numa linha automática que reduziu significativamente essa necessidade. A qualidade não se altera e aumentamos a rentabilidade. Por outro lado, decidi aumentar o número de animais na exploração pecuária. O ano passado tinha 700 cabeças de gado, e este ano cheguei às 1200. Com este incremento, o objetivo será transformar cerca de 600 mil litros de leite, triplicando o valor alcançado no ano transato”, explica o administrador. Nuno Cavaco Administrador A qualidade da matéria-prima A confeção de excelência de um produto gourmet como o queijo iniciaAlmocreva Serpa DOP. Almocreva Clássico. Almocreva Seleção.

se na exploração pecuária sendo que um dos principais aspetos que

Almocreva Pimentão. Almocreva Envelhecido. Almocreva Reserva. As

carateriza este queijo é o facto de existir o controlo sobre a alimentação

possibilidades oferecidas pela Queijaria Almocreva são múltiplas, com

dos animais. “Dentro da propriedade também produzimos as rações que

queijos curados, de pasta semi-mole ou amanteigada, de cor amarelada,

damos aos animais. Logo, asseguramos a qualidade dos prados e das

com aroma, sabor e textura únicos, que descrevem a qualidade do queijo

forragens, base da alimentação animal. Inclusive temos um nutricionista

que traduz o saber de mais de vinte anos de experiência.

que nos faz o esquema nutricional com o intuito de produzir litros com

A empresa sediada em Penedo Gordo, Beja, conta com vários anos no

muita qualidade”, salienta Nuno Cavaco.

mercado, mas há sensivelmente um ano que Nuno Cavaco assumiu a

O processo de produção do queijo Almocreva é sequencial, seguindo

administração da Queijaria Almocreva. Uma oportunidade de negócio,

várias etapas, desde a ordenha diária dos animais ao armazenamento

na qual o administrador sempre acreditou, daí a aposta neste setor de

do leite, que fica depositado numa cuba no dia anterior ao fabrico, visto

atividade. “Quando terminei a minha formação instalei-me como jovem

que a queijaria dedica apenas dois a três dias por semana à produção.

agricultor, através de uma exploração de animais de leite, a qual se

No início dessa fase o leite é aquecido a 32 graus, ficando durante

tornou no principal fornecedor da queijaria nos últimos anos”, revelou

uma hora em estágio, sendo posteriormente adicionado o cardo e o

Nuno Cavaco, e acrescentou: “Com a compra da queijaria a equipa

sal. Após a coagulação a máquina dessora a massa e com esse soro

manteve-se a mesma, aliás foi uma das minhas exigências. Um apoio

faz-se o Almocreva Requeijão. Na última fase o queijo é colocado em

fundamental para incrementar esta nova fase da empresa, que contou

formas microperfuradas, seguindo mais tarde para o momento da cura

com o suporte de um dos sócios fundadores, que trabalhou mais de 50

em prateleiras de madeira, onde se cria um microclima que vai ajudar

anos neste ramo, tornando-se uma ajuda importante para me inteirar dos

na criação de sabor do queijo e no seu desenvolvimento, traduzindo-se

métodos que envolvem a gestão da queijaria”.

depois nas várias referências comercializadas no mercado.

Hoje todo o processo de produção concentra-se dentro de portas,

O Almocreva Serpa DOP caracteriza-se pelo sabor delicado e pasta

148 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


queijaria almocreva | alentejo

semi-mole, quanto ao Almocreva Seleção distingue-se pela pasta mole e

Feira Nacional de Agricultura em Santarém, o queijo Almocreva vê assim

cremosa, sendo a referência mais amanteigada da empresa. Em relação

reconhecido o trabalho diário tanto da nova gerência, como da equipa

ao Almocreva Clássico falamos de um queijo de ovelha de sabor delicado

composta por 11 colaboradores. Em 2016 venceu ainda o 1º lugar

e pasta mole, que ganhou recentemente o prémio “Melhor Queijo 2017”.

na feira de Serpa, e em 2017 atingiu a segunda posição no mesmo

Relativamente aos queijos curados surge o Almocreva Pimentão, um

certame, altura em que foi lançada a nova imagem da queijaria. Um

queijo de meia cura (2 a 3 meses), com sabor intenso e barrado com

reconhecimento deveras importante para o administrador, que traça

pasta de pimentão; depois o Almocreva Envelhecido, com oito meses de

como objetivo principal continuar a trabalhar com o mesmo empenho

cura, que se define pelo seu sabor forte e intenso; e finalmente surge o

para manter o valor do produto.

Almocreva Reserva, um queijo requintado, com o mínimo de um ano de

Acreditando que a procura vai continuar a crescer, e consciente de que

cura, que está disponível apenas em edições limitadas.

é vital não descurar a qualidade do Almocreva, Nuno Cavaco revela a

Os produtos da empresa podem ser encontrados no mercado local, assim

necessidade de continuar a trabalhar no melhoramento dos índices de

como em grandes superfícies na zona sul do país, sendo ainda distribuído

produção, como nos explica: “Na componente científica não existem

em restaurantes e supermercados na Grande Lisboa. Em perspetiva está

estudos de transformação de leite de ovelha, pois existem vários

a entrada em outros players da grande distribuição.

indicadores que podem influenciar o rendimento do queijo amanteigado. Por isso mesmo, irei realizar um estudo sobre esta problemática, através de análises peródicas aos animais. Este trabalho científico irá demorar cerca de dois anos e pretende apurar a influência desses indicadores na referência amanteigada. Por outro lado, embora as ordenhas na exploração sejam diárias, o leite é um produto sazonal, que se estende por um período que vai de setembro a agosto. Este ano fiz algumas visitas em Zamora e quero tentar inverter este ciclo tendo leite durante todo o ano, algo que se consegue através de uma gestão de maneio diferente, que se traduz numa maior rentabilidade”. A par com a componente científica, o administrador pretende ainda expandir os canais de comercialização, chegando a novos pontos de

O valor do trabalho

venda e entrando a pouco e pouco na grande distribuição.

Distinguido como o “Melhor Queijo 2017” pela ANIL (Associação Nacional dos Industriais de Lacticínios) e “Medalha de Ouro 2017” na

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 149


alentejo | vinhos rosa santos

Explicit - “A nossa

vinha numa garrafa” Um vinho que desvenda de forma genuína todas as características da vinha. Assim se descreve o Explicit, uma marca que a cada colheita apresenta aspetos singulares, tornando-se irrepetível e inimitável, o que lhe confere um carácter diferenciador, na Região Demarcada dos Vinhos do Alentejo. A família Rosa Santos é o rosto do compromisso com a produção de vinhos de grande qualidade, com o mercado externo rendido às suas propriedades ímpares. É no Monte do Mata Mouros que há vários anos se começou a delinear a história dos vinhos da família Rosa Santos. Numa zona privilegiada onde se evidencia a excelência do vinho alentejano, a empresa distingue-se pela plantação de castas de elevada qualidade, em condições de grande austeridade originadas pelas condições microclimáticas e pelos seus solos xistosos. Com raízes em Lisboa, a família Rosa Santos adquiriu o monte em 1996, na freguesia da Glória, em pleno Alto Alentejo, que está inserido num contraforte da Serra D’Ossa. Neste local não existia nenhum tipo de construção, tendo todo o projeto arquitetónico sido concebido por Ricardo Rosa Santos, o único dos quatro irmãos que não seguiu o caminho da enologia. Embora o terreno fosse quase impraticável em termos agrícolas, a forte ligação da família à lavoura conduziu à elaboração de um projeto vitivinícola. O primeiro talhão de vinha foi plantado em 2005, cerca de um hectare de Syrah, que deu a sua primeira produção em 2008, produzindo cerca de 2.000 litros. Passados dois anos foi plantada a outra parte da vinha, embora falemos sempre de produções limitadas, tanto pelas condições geográficas, como pelo baixo índice de fertilidade dos solos, e ainda pela escassa disponibilidade hídrica. O Explicit chegou assim ao mercado em 2011, com apenas 2.300 garrafas que esgotaram rapidamente. No ano seguinte foi lançada a colheita 2009, com cerca de 4.000 garrafas, as quais foram totalmente absorvidas pelos canais de distribuição. Percebendo a rápida aceitação da marca, a família Rosa Santos decidiu complementar a gama Explicit com o lançamento de um vinho branco, como nos explica o enólogo Frederico Rosa Santos. “Quando tomámos esta decisão pensamos apenas em qualidade, mas no Alentejo os vinhos brancos, por vezes, pecam em determinados parâmetros. Por isso mesmo, procuramos diferenciar-nos nesta vertente. Em 2011 encontrámos três pequenas vinhas velhas a 600 metros de altitude na Serra de S. Mamede, em Portalegre, com as quais mantemos acordo de exploração, e de onde é originário o nosso Explicit Branco. Falamos de um Alentejo completamente diferente, com muito potencial, que oferece todas as condições para a produção de vinhos de excelência”. A originalidade da marca Desde 2011 que a família Rosa Santos têm-se afirmado no mercado pela persistência e pela excelência dos vinhos que produz. Com o objetivo de chegar a segmentos de mercado distintos, a empresa detém várias marcas: o Implicit Tinto e Branco; o Explicit Tinto e Branco; e a edição limitada do Rosa Santos Família. Embora três dos quatro irmãos sejam enólogos rapidamente chegaram a um consenso sobre o vinho que pretendiam transpor para o mercado. Frederico, Jorge e Vasco Rosa Santos dão desta forma vida a vinhos de qualidade, que marcam sem dúvida pela diferença. A originalidade dos nomes caracteriza a filosofia desta casa, ou seja, as marcas desvendam

150 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


empresa | tema

de forma natural todas as particularidades dos terrenos onde são

para o Reino Unido, Suíça, Holanda, Bélgica, Luxemburgo, Suécia,

produzidas.

Dinamarca, Alemanha, República Checa e Cabo Verde. “Neste caso têm

“Deixamos a terra exprimir o terroir, intervindo o menos possível na

sido sempre os importadores a vir ter connosco, iniciando-se a partir

conceção do vinho. Queremos que colheita após colheita se expressem

daí as nossas relações comerciais com estes países. Estamos prestes a

nesta bebida todas as características do terroir durante aquele ano. Logo,

iniciar as nossas importações para os EUA e o Brasil”, completa.

cada vinho é inimitável e é a expressão máxima da vinha dentro de uma garrafa”, sublinha Frederico Rosa Santos. Mas os rótulos do Explicit e do Implicit são igualmente uma imagem que marca pela diversidade. Idealizado e concebido pelo enólogo, o rótulo também sofre alterações ano após ano, tal como o vinho. “Aqui identificamos o seu contéudo, a sua composição, os seus aromas e os seus sabores, tal como fornecemos outras informações, nomeadamente a caracterização do clima durante o período de produção. Logo, quando o consumidor consome o Explicit ou o Implicit verifica e associa as características lá descritas ao que está a provar, verificando de facto a realidade. Isto educa o consumidor, mas ao mesmo tempo desperta curiosidade e vontade de descobrir como será a produção seguinte, porque lá está o vinho nunca será exatamente igual”, justifica.

Perspetivas de futuro

Das vinhas que se estendem por cerca de quatro hectares na Serra

Olhando para o futuro, Frederico Rosa Santos assume que os próximos

d’Ossa produz-se o vinho Explicit Tinto. São características deste vinho o

desafios serão imensos do ponto de vista comercial. “Queremos

seu estágio de 22 meses em barricas de carvalho francês, que se traduz

continuar a crescer no mercado nacional, assim como pretendemos

em equilíbrio, comprimento, intensidade e complexidade.

cimentar a nossa posição no mercado internacional. Gostaríamos de dar

Em 2012 surgiu a marca Implicit, um vinho estruturado, que resulta da

início a contactos com o mercado asiático, mas sabemos que isso exigirá

junção das castas Touriga nacional, Syrah e Alicante Bouschet. Trata-

um trabalho específico da nossa parte, de modo a aumentarmos a nossa

se de um vinho concebido pela família Rosa Santos, produzido com

carteira de importadores”, afirma.

uvas na região de Estremoz, com o intuito de chegar a um grupo de

Do ponto de vista produtivo, a empresa tem aprovado um projeto Vitis,

consumidores mais abrangente.

que visa aumentar a área de vinha. “Iremos plantar as mesmas castas

Mais recentemente, surgiu a edição limitada Rosa Santos Família, com

que servem de base ao lote Explicit Tinto. Por outro lado, estamos a

apenas 1.500 garrafas no mercado.

reconverter a nossa vinha para modo de produção biológico. Na vinha

Com um crescimento significativo no mercado nacional e internacional,

são poucas as mudanças verificadas, porque o facto de os solos não

os vinhos estão disponíveis em todo o território nacional, através da

serem propícios a grandes vigores vegetativos, têm exigido ínfimos

empresa de distribuição Garcias Gourmet, parceria que teve início em

tratamentos fitosanitários. Daqui a sensivelmente dois anos teremos um

2011. No que concerne ao mercado externo, a empresa está a exportar

vinho proveniente de uvas biológicas”, termina o enólogo.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 151


tema | empresa

Uma forte

Foi a 11 de abril de 1951 que nasceu a Cooperativa dos Olivicultores de Borba, uma das mais antigas dedicadas ao setor do azeite. Inicialmente com cerca de 130 sócios, hoje a cooperativa conta com mais de seis centenas de associados.

tradição na

Numa cidade conhecida pela produção vinícola e pela extração do mármore, não

produção de

variedade tradicionalmente portuguesa, de tão sobeja qualidade. O sabor suave,

azeite

biodiversidade, ao apresentar uma perfeita harmonia com a natureza.

Bem no coração da cidade de Borba situa-se a cooperativa dos olivicultores, que há mais de seis décadas e meia se dedica à receção, extração, embalamento e comercialização do azeite proveniente das azeitonas produzidas pelos seus associados. O Dom Borba é a marca mais sonante, revelando-se como o reflexo do conhecimento na arte de extrair azeite.

poderíamos deixar de falar de tão nobre líquido, que se assume como um dos estandartes da cidade, ou não fosse o azeite extraído de olivais de azeitona galega, sem amargos, dotado de um toque a frutos secos e maçã é prova da incomparável excelência, que faz deste azeite tão particular, pois conserva em si o ecossistema e a Diogo Sapatinha, presidente da direção da cooperativa, afirma mesmo que “o azeite é perfeitamente natural, pois não consome recursos hídricos, nem é submetido a tratamentos fitossanitários em excesso, o que traduz o nosso compromisso com a qualidade e a sustentabilidade ambiental. Aliás, estamos a equacionar a certificação do azeite como produto biológico, devido aos fatores anteriormente mencionados”. Embora tenha passado por um período mais conturbado, esta direção que assumiu o cargo em 2010, conseguiu encarar os desafios, efetuando uma reestruturação no seio da cooperativa, que atualmente se assume como um claro caso de sucesso. Nos dias de hoje, a cooperativa recebe cerca de 1 milhão e 500 mil kg de azeitona, donde se extraem cerca de 200 mil litros de azeite virgem extra. Mais de 90% deste azeite é vendido embalado em garrafões de 5 litros e garrafas de 0,5 L, e é colocado no mercado sob a marca Dom Borba, propriedade da cooperativa. “No mercado nacional temos uma rede de distribuição na Grande Lisboa e em Braga, trabalhamos com as grandes superfícies a nível local e também fornecemos a Adega Cooperativa de Borba. Em relação ao mercado externo exportamos uma parte da produção para países como o Brasil ou a Alemanha”, enumera Diogo Sapatinha.

152 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


empresa | tema

Nascido de uma tradição antiga e de olivais ainda mais antigos, o Dom Borba Clássico é um azeite de frutado intenso, revelando-se suave na boca, e de quase imperceptível amargo e picante. O Dom Borba Seleção é um azeite de frutado verde, com nota de maçã e frutos secos, o que o torna extremamente elegante. Quanto ao Dom Borba Tradicional é um azeite levemente espesso, suave na boca, doce e de quase imperceptível amargo e picante, sobressaíndo a cor amarelo ouro. Mas não podemos

Rua Convento das Servas

esquecer o Dom Borba D.O.P., que respeita os costumes desta região, distinguindo-se

7150-164 Borba

na mesa com um aroma persistente e um sabor frutado e doce.

Tel: 268 800 230

Olhando para o futuro, o presidente da direção assume que está atento aos desafios

E-mail: geral@borbazeite.com

do futuro, como são os casos do impacto das alterações climáticas na produção da

www.borbazeite.com

azeitona e da doença Xylella fastidiosa que está a afetar grande parte do olival no Sul da Europa.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 153


alentejo |courela do zambujeiro

“Tão Natural como a Vida!” Inserida numa reserva natural, localizada no concelho de Redondo, a Courela do Zambujeiro, que significa a terra da velha oliveira, nasceu do encontro entre Eduarda e Michel. Assim, surgiu o azeite virgem extra 100% biológico Courela do Zambujeiro, que respeita a tradição, o ambiente e a terra. Extraído unicamente a partir de azeitonas da variedade Galega, Cobrançosa e Branquita, este precioso líquido dourado adquire características ímpares, que lhe conferem uma qualidade superior.

A par com a produção de azeite virgem extra, a empresa produz ainda azeitonas conservadas em salmoura, mel e ervas aromáticas. “Temos o processo de tratamento da azeitona em que mudamos a água diariamente durante cerca de um mês, até desaparecer o gosto amargo. Mais tarde, a azeitona é conservada juntamente com o tempero numa solução de água, sal e ervas aromáticas. Também temos a opção da azeitona partida, em que a água é mudada durante sete dias, juntando-se posteriormente Eduarda Tavares Administradora

Michel Rumiz Administrador

a salmoura, podendo ser consumida ao fim de um mês. Mesmo para quem não costuma ingerir azeitona, asseguramos através de

Foi nos treinos para a Meia Maratona de Lisboa, que Eduarda e Michel se conheceram. Nesse

processos inteiramente naturais, que estes

mesmo ano, Eduarda ofereceu-lhe uma garrafa de azeite produzida no Norte do país, na quinta

produtos não fazem nenhum mal à saúde.

dos pais e, assim, despertou o desejo antigo de Michel por este líquido tão especial. Mais tarde,

Relativamente ao mel fomentamos uma

ao adquirir uma propriedade em Redondo, com oliveiras de idade superior a 500 anos, Michel

parceria com um produtor da região, embora

rapidamente redescobriu os sabores da infância e a vontade de produzir um azeite de excelência.

já tenhámos algumas colmeias, e as ervas

Hoje, a Courela do Zambujeiro é produtora de azeite em modo biológico e biodinâmico, estando

aromáticas são produzidas na propriedade”,

desde a primeira hora certificada pela ECOCERT e Demeter, o que confere a garantia máxima da

completa a administradora.

qualidade dos produtos com sabores genuínos e autênticos. A biodinâmica é, historicamente, o primeiro método de agricultura biológica no mundo, que encara a propriedade como um organismo agrícola. Aqui procura-se cumprir esse ideal, defendendo a biodiversidade e o trabalho humano (em detrimento da mecanização excessiva), de forma a respeitar o desenvolvimento dos alimentos que produz e manter o equilíbrio da própria natureza. A excelência nascida do sonho Com uma área total que ronda os 60 hectares, o azeite Courela do Zambujeiro caracteriza-se por ser totalmente biológico e monovarietal. “O nosso azeite é proveniente apenas de variedades portuguesas, nomeadamente Galega, Cobrançosa e Branquita. Este é retirado de olivais de sequeiro tradicionais. Como referi toda a produção é feita localmente, sendo a apanha totalmente manual. A azeitona é transportada em caixas até 25 kg e entra na adega no dia da colheita, onde passa de imediato para o processo de moagem. Os azeites não são filtrados, sendo apenas decantados em cubas de inox, a temperatura constante”. O azeite Galega caracteriza-se por ser suave e frutado, perfeito para saladas, sobremesas e pratos

N 254 | 7170-107 Redondo

cozinhados. Já o lote Cobrançosa concentra um sabor amargo e picante, enquanto o Branquita é

Tel: 266 999 026

frutado e picante, tornando-se ideal para temperar todos os géneros de saladas. Quanto ao aroma

E-mail: geral@coureladozambujeiro.com

natural do azeite Courela do Zambujeiro provém das ervas aromáticas que cobrem o solo em redor

www.coureladozambujeiro.com

do olival.

154 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


sabores da ponte | alentejo

A tradição e saber do passado que marca o sabor do presente Neste Natal aproveite para desfrutar a quadra em família com Sabores da Ponte. Do saber de gerações e gerações, nascem licores e doces de fabrico artesanal, que marcam pela sua essência e qualidade. “Esta vivência traz à memória momentos doces, que não devem ser esquecidos. Por isso mesmo, queremos proporcionar-lhe momentos marcantes, com uma visão de futuro. Aproveite a vida e viva a vida com Sabores da Ponte”, deseja Elsa Lopes. Os produtos são atualmente comercializados para todo o mercado nacional, quer por via online, quer pela rede de distribuidores que a empresa tem espalhada um pouco por todo o país. Quanto à exportação, a empresária revela que estão a ser dados passos nesse Elsa Lopes Administradora

âmbito, procurando através da participação em feiras e contactos com distribuidores internacionais, alavancar esse caminho nos próximos anos. Quanto ao futuro a intenção passa por criar novas linhas de produtos, que consigam abarcar outros segmentos de negócio, como o canal horeca. Para além disso, Elsa Lopes afirma que a empresa continuará a diferenciar-se pela sua essência e qualidade, surgindo no mercado sempre com produtos distintos, dos que estão disponíveis atualmente. “Preferimos ir dando passos mais pequenos, para dessa forma Com um espírito jovem e uma visão empreendedora, Elsa Lopes é

construirmos um caminho sólido. Queremos criar outros sabores para

o rosto desta empresa, que perante todas as adversidades nasceu

corresponder a novos desafios e ir de encontro às expetativas do cliente.

em pleno contexto de crise económica nacional. Em 2012 surgiu o

Para isso procuramos ouvir as opiniões de outras pessoas que possam

projeto Sabores da Ponte, numa aventura com Rosa Saragoça, com

ou não estar envolvidas nesta área, sempre com o intuito de aprimorar o

o intuito de dar a conhecer os sabores tradicionais, dando-lhes uma

produto e abrir novos horizontes”, termina.

roupagem contemporânea. “A nossa família sempre confecionou doces e licores, logo pensámos em transpor todo este saber de gerações para o contexto empresarial, de forma a assegurar o fabrico das receitas artesanais. Embora o percurso não tenha sido fácil, uma vez escutei que ‘os melhores são aqueles que permanecem’, portanto é fundamental acreditar”, sublinha Elsa Lopes. Dos licores aos doces e compotas, passando pelo mel e rebuçados, Sabores da Ponte prima pela qualidade e diferenciação, tanto no fabrico dos produtos, como pela inovação na composição dos seus sabores. “Temos uma gama de licores artesanais que se distingue pela diversidade de sabores característicos do Alentejo, sendo eles, o Licor de Bolota, o Licor de Medronho, o Licor de Coentros, o Licor de Poejos, aos mais diferentes, como o Licor de Chocolate e Hortelã, o Licor de Urtiga ou Licor de Figo da India. Mas, claro que privilegiamos nas nossas gamas o que de melhor há em Portugal, criando paladares únicos. Assim, dessa conjugação nasceram produtos como a compota de Kiwi com Noz, Pêra com Abacaxi, Maçã e Kiwi, Cenoura Coco e Noz, entre outras”, enumera a empresária. De salientar o facto de falarmos de produtos medalhados, que nos últimos anos têm conquistado o reconhecimento merecido, recompensa do esforço e trabalho desempenhado. Entre os premiados destaca-se o Licor de Café, Licor de Mel com Alecrim ou o Licor de Mel com Poejos, tal como a compota de Pêra com Vinho do Porto, Doce de Abóbora com Amêndoa ou o Doce de Laranja.

Ponte de Sor - Portugal Tlm: 936 718 986 E-mail: saboresdaponte@sapo.pt facebook.com/saboresdaponte www.saboresdaponte.com

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 155


alentejo | adega monte da capela

Das profundezas do Alentejo nasce um vinho singular

Alexandra Mendes, Carlos e Carla Roque do vale,Edgar Azevedo Enóloga e Sócios

Na margem esquerda do rio Guadiana, a região mais quente de Portugal, encontrámos o Monte da Capela, que alia a sabedoria e experiência acumulada dos seus sócios à melhor tecnologia, obtendo vinhos marcantes, de perfil quente e macio, fortemente reconhecidos a nível mundial. Marcar pela diferença, mas respeitando o terroir de Pias, onde a propriedade está inserida, e as castas alentejanas, é o principal intuito do Monte da Capela.

vinhas existentes na propriedade, como nos recorda Clara Roque do Vale: “na altura decidimos plantar apenas castas tintas, nomeadamente o Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Alicante Bouschet e Touriga Nacional. Até 2006 todos os nossos vinhos tinham como base as variedades Trincadeira e Aragonez, pois o nosso intuito sempre foi produzir vinhos tipicamente alentejanos, com carácter, que preservassem a identidade desta região. Mais tarde, sentimos a necessidade por parte do mercado em acrescentar ao nosso portefólio vinhos brancos, pelo que introduzimos as castas Antão Vaz e Arinto”. Uma vez que o início da produção ocorreu numa época em que já era grande a oferta de vinhos alentejanos, uma outra das estratégias iniciais da empresa centrou-se na internacionalização e consequente Foi em 2000 que na sub-região de Moura, mais concretamente em

implementação de canais de exportação.

Pias, concelho de Serpa, surgiu a empresa Monte da Capela. Na altura,

Hoje, o Monte da Capela é reconhecido pela excelente relação qualidade/

e atendendo ao facto de que Pias era um núcleo de produção de vinho

preço dos seus vinhos, estando presente nos cinco continentes onde

de qualidade, Carlos Roque do Vale e Clara Roque do Vale decidiram em

comercializam mais de metade da sua produção. De entre um total

conjunto com Edgar Azevedo dar forma a este projeto.

de 19 países para onde exportam, os principais mercados são extra-

A vasta experiência e tradição no setor vitivinícola e o acompanhamento

comunitários, mais propriamente China, Angola, Brasil, Canadá, EUA e

permanente da evolução dos vinhos, sobretudo nesta região, fizeram

Suíça. “Este ano aumentámos, no entanto, consideravelmente o nosso

desta uma oportunidade única para a formação da empresa. Carlos

volume de exportação para o mercado europeu, com a entrada de novos

Roque do Vale foi fundador e administrador de grandes produtores

clientes na Polónia, Bélgica e Holanda, mas este caminho obriga a um

de vinho alentejano. Por outro lado, assumiu durante longos anos a

investimento considerável e a um trabalho constante junto dos nossos

presidência de uma das maiores cooperativas do Alentejo e foi membro

clientes”, sublinha Clara Roque do Vale.

do Conselho Geral da Comissão Vitivinícola Regional Alentejana. Por sua vez, Clara Roque do Vale, engenheira Agrónoma, trabalhou na Estação

Qualidade autêntica

Vitivinícola Nacional de Dois Portos e desempenhou vários cargos de

“Fundamentalmente respeitamos o terroir, respeitamos as condições do

chefia em instituições como o Ministério da Agricultura e Pescas e

meio onde estamos inseridos. Quando iniciámos o projeto escolhemos

presidiu a Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA), desde a

as castas que pretendíamos instalar, optando por variedades regionais.

fundação em 1989, até 2001. Foi, ainda, presidente da Associação

Sempre com o princípio de elaborar um vinho, que honre a origem da

Nacional das Denominações de Origem Vitivinícolas, membro da

uva”, explica a administradora.

Comissão Consultiva do Instituto da Vinha e do Vinho e da Assembleia

Falamos de um território em que o clima se caracteriza pelos elevados

Geral da Viniportugal. A par com este conhecimento essencial do setor

valores de temperaturas máximas, pela reduzida pluviosidade e

para a constituição do Monte da Capela, aliou-se o vasto know-how

pelas elevadas amplitudes térmicas. Aqui, os níveis de insolação

de Edgar Azevedo na componente comercial, pois detinha uma larga

ultrapassam as 3.000 horas/ano. Por outro lado, as uvas são obtidas

experiência na indústria das garrafas, enquanto fornecedor da fileira do

em solos de origem calcária, pouco férteis. Tudo isto transmite aos

vinho.

vinhos características sui generis e de grande qualidade. “Os nossos

Com o início da atividade, a estratégia passou pela reestruturação das

vinhos são fortes e concentrados, na cor e no aroma. Mas ao mesmo

156 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


adega monte da capela | alentejo tempo, revelam-se macios, dado que a acidez é relativamente baixa.

o Monte da Capela Premium Branco 2016 conquistou uma Medalha

Reconhecemos que a graduação por vezes é um pouco elevada, mas

de Ouro na categoria de vinhos brancos no V Concurso ‘Melhores

uma vez mais é reflexo da região onde estamos inseridos. No que

Vinhos do Alentejo’, promovido pela Confraria dos Enófilos do Alentejo”,

se refere ao estágio em madeira, algumas das nossas referências,

acrescentando, “claro que o melhor reconhecimento é-nos dado pela

nomeadamente os topos de gama, passam pelo estágio em barrica que

fidelização dos nossos clientes, que continuam a acreditar e a apostar na

lhes confere uma característica própria mas não predominante, pois nós

nossa qualidade”.

consideramos que a madeira deve ser apenas um condimento e não

Paralelamente, surgem ainda as marcas Monte da Igreja, Vila Alice,

deve esconder o próprio vinho e o seu potencial”, completa Clara Roque

Ermida de Pias, Capela de Pias, Da Malta, Bacano, e ainda, a sangria que

do Vale.

completam a oferta da empresa para o mercado.

A Excelência Premiada

Olhar o futuro

Atualmente, a adega Monte da Capela apresenta um portefólio

Desde que iniciou o projeto há mais de década e meia atrás, que

diferenciado, com base na produção dos cerca de 50 hectares de vinha

o Monte da Capela está numa fase de crescimento e investimento.

própria e também na produção de outra área idêntica de três viticultores

“Neste momento, estamos a investir ainda na área produtiva, com

do concelho de Serpa com os quais têm uma parceria há já alguns anos,

a construção de um novo armazém e sala para estágio de vinho em

a partir da qual produzem vinhos genuínos, com elevados padrões de

barricas e admitimos a possibilidade de virmos a adquirir novos terrenos

qualidade, que se destinam a diferentes momentos de consumo e a

para plantação de vinhas. Quanto aos projetos a médio/longo prazo, de

vários segmentos de mercado.

destacar a aposta no enoturismo”, refere Clara Roque do Vale.

“A nossa primeira produção aconteceu em 2003, embora a adega só tenha sido construída em 2010. Num primeiro momento, lançámos as marcas Adega de Pias e Terras de Pias e, posteriormente, fomos

Afinal qual é o verdadeiro vinho de Pias?

alargando o nosso leque de referências. Era nossa intenção desenvolver

“É importante referir que os vinhos de Pias já eram

a marca-região de “Pias”, de uma forma sustentada e foi o que fizemos

reconhecidos como vinhos de qualidade aquando da criação da

até dada altura. Uma marca, ou como neste caso, uma marca-região, não

sub-região vitícola de Moura, em 1991, e, por essa razão, esta

é somente um símbolo legal, mas acima de tudo deve ser um símbolo de

sub-região englobou na sua área de produção a freguesia de

valor, confiança e de qualidade para o consumidor. Quando começámos

Pias do concelho de Serpa. A originalidade e o desenvolvimento

a verificar que o consumidor estava a ficar confuso com a dispersão de

da marca-região de ‘Pias’ consistiu num trabalho devidamente

marcas que utilizam o nome de Pias indiscriminadamente, mudámos de

planeado e sustentado pelos dois produtores de vinho em Pias

estratégia”, revela a administradora.

(Pias do concelho de Serpa): Monte da Capela e Sociedade

Nos dias de hoje, surgem então em grande destaque as marcas Monte

Agrícola de Pias”, explica Clara Roque do Vale.

da Capela e Herdade da Capela, na categoria de DOC Alentejo, com os

A administradora prossegue afirmando que “hoje, o mercado

designativos de qualidade Premium, Private Selection e Reserva. São

foi invadido com uma proliferação de marcas que utilizam

características deste vinho as cores fortes e os aromas intensos em

o termo Pias na sua composição. Há mais de 200 marcas

perfeita harmonia, que consagram na perfeição as condições excecionais

registadas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial

para a produção vitivinícola nesta região.

com referência a Pias, mas só há dois produtores de vinho

Prova disso mesmo são os inúmeros prémios que a empresa tem

em Pias: o Monte da Capela e a Sociedade Agrícola de Pias.

arrecadado a nível internacional, como nos enumera Clara Roque do

Estes dois produtores são detentores de apenas seis marcas

Vale: “Felizmente a nossa qualidade e excelência têm sido reconhecidas

“Pias” certificadas como Vinho Regional Alentejano: Adega

em diferentes certames internacionais. Este ano fomos galardoados com

de Pias, Terras de Pias, Monte da Igreja Pias e Ermida de

duas Medalhas de Ouro

Pias, do Monte da Capela; e As Pias e Villa Pias da Sociedade

no prestigiado concurso

Agrícola de Pias”. Clara Roque do Vale confessa que “enquanto

Challenge International

produtores, sentimo-nos impotentes para resolver este assunto,

du Vin, em Bordéus, para

pois o nome da localidade não é protegido e assistimos ao rol

os vinhos Herdade da

infindável de marcas que nada têm que ver com a região de

Capela Reserva 2011 e

Pias e que vão confundindo o consumidor que, por falta de

Adega de Pias Reserva

informação, adquire um vinho que, na esmagadora maioria dos

2014. O vinho Monte da

casos, nem do Alentejo é quanto mais de Pias. Um consumidor

Capela Reserva 2011

atento deve verificar sempre se o produto é certificado como

recebeu também Medalha

Vinho Regional Alentejano e verificar ainda se a sede social

de Ouro no Concurso

do produtor (que consta na rotulagem quer da garrafa quer do

Mundial de Bruxelas

bag-in-box) é em Pias”, reforça Clara Roque do Vale.

e muito recentemente

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 157


alentejo | sapias

Desde 1973 a produzir o verdadeiro vinho de

Pias

Margaça – nome do fundador, da história de uma família que ao longo dos últimos 44 anos se tem dedicado à produção de vinhos com qualidade, que se confunde com a tradição do “terroir” onde está inserida. Hoje, com um conjunto de herdades que somam 700 hectares de vinha e olival na freguesia de Pias e cerca de 30 colaboradores, a empresa continua nas mãos da família que a criou, e são os filhos e netos de José Veiga Margaça que mantêm vivos os valores por ele inaugurados. Aqui na vila de Pias produzem-se os originais e verdadeiros vinhos de Pias. altura que se iniciaram as primeiras ‘peregrinações’, com autocarros cheios de gente vinda de Lisboa e Margem Sul, desejosos de visitar e provar o vinho de Pias. No início da década de 80 foi devolvida parte da propriedade e em finais dessa mesma década acabaram por restituir o restante.”, recorda Luís Margaça Lopes. “Esta casa sempre foi conhecida como Margaça e isso ficou perpetuado para sempre, pois as pessoas vinham a Pias, comprar vinho, à adega do Margaça”, revela o administrador e continua: “O meu avô tinha uma Luís Margaça Lopes Administrador

personalidade forte e esteve sempre ligado ao associativismo, conferindo à empresa um importante cariz social para a própria vila. Ao longo deste percurso foi fundamental também o apoio da minha avó, Dona Fernanda,

A história desta empresa iniciou-se com José Veiga Margaça. Natural

que era o seu suporte e uma ajuda importante”.

de Torres Vedras e membro de uma família numerosa, teve desde cedo

Em meados da década de 90 José Veiga Margaça acabaria por

uma ligação forte à agricultura. Começou muito novo a ajudar o pai nas

ser forçado a parar devido a um grave problema de saúde. Com

vinhas e depois nos trabalhos de tanoaria. Mais tarde, tirou a formação

determinação e união, a sua esposa e filhos, alavancaram a continuidade

de adegueiro na Adega Cooperativa de Torres Vedras. Entrou depois

da empresa de família que se mantém até hoje à terceira geração. Em

para a posição de adegueiro da Adega Cooperativa de Dois Portos e

2011 Luís Margaça Lopes assumiu a componente da exportação, tendo

foi nessa altura que foi convidado para vir para o Baixo Alentejo gerir

vindo a acumular funções desde essa altura.

um armazém de vinhos. Esse trabalho incluía a gestão do armazém

Nessa mesma época em que sucedeu o problema de saúde do fundador

e a comercialização dos produtos, que lhe conferiram uma enorme

da empresa, a família contou com a preciosa ajuda do engenheiro

experiência neste setor e conhecimento profundo da região. Rapidamente

Leonardo Maia que, aposentado do Instituto da Vinha e do Vinho, aceitou

se apercebeu que a produção vinícola era de facto excelente em terras

ser o enólogo responsável pelos vinhos da empresa, cargo que mantém

alentejanas. Entendendo que existiam características edafo-climáticas

até ao presente.

sui generis para as vinhas a que acresciam as especificidades dos solos

“Temos uma enorme dívida de gratidão para com ele, pois na altura

de Pias.

para além de necessitarmos de assegurar a estrutura da empresa,

Na sequência do trabalho de comercialização de vinhos no Alentejo e

precisávamos de garantir a identidade, o perfil e a qualidade na produção

criação de vários contactos, partiu então para a aventura de adquirir

dos vinhos”, completa Luís Margaça Lopes.

uma herdade com 800 hectares e uma adega inserida na vila de Pias, juntamente com dois sócios. Hoje a herdade tem uma área total de

Mais de 40 anos de sucesso

700 hectares, após a expropriação de uma parte para a construção

Quando José Veiga Margaça começou a dedicar-se à produção de vinhos

da barragem do bloco de Pias do perímetro de rega do Alqueva, tem

em Pias, toda a produção era comercializada em garrafões, pequenos

abundancia de água, tão indispensável ao desenvolvimento da produção

barris e tonéis. Na altura, década de 70, o Margaça Branco ganhou fama

agrícola no Alentejo.

como vinho de excelente qualidade e ainda hoje se vende em todos os

“O meu avô era de facto um visionário, que com a sua experiência

cafés, restaurantes e tabernas da vila.

profissional e a observação da qualidade das terras alentejanas de Pias,

A primeira marca de vinho engarrafado surgiu apenas em finais da

lhe permitiu a criação de vinhos memoráveis, constituíndo a empresa

década de 80, com o “Encostas do Enxoé”, num ano atípico em que as

em 1973. No Verão de 1975, as propriedades e adega foram ocupadas

pessoas levaram sobretudo brancos e pouco dos vinhos tintos que foram

no contexto do movimento da ‘reforma agrária’. Foi nessa mesma

ficando em estágio. Esse lote acabaria por ficar guardado em tonéis e

158 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


sapias | alentejo

fruto da experiência e sensibilidade de José

enólogo, conquistando rapidamente o gosto

Margaça é sinónimo de origem identitária dos

Veiga Margaça, que foi cuidando, controlando

do consumidor. Numa terceira linha aparece o

vinhos de Pias, tal como da família que tem

e acompanhando a sua evolução, surgiu um

“Quatro Décadas” lançado na altura em que a

contribuído para a dinamização económica da

vinho extraordinário que viria a conquistar o

empresa completou 40 anos. Um vinho criado

região e da população. Uma empresa com uma

mercado. Tratava-se do Encostas do Enxoé de

com a casta rainha dos vinhos tintos, a Touriga

forte componente social, onde têm trabalhado

1988, engarrafado num garrafa pequena de

Nacional, que passa por um bom estágio em

várias gerações de muitas famílias de Pias.

rótulo rústico mas com uma qualidade invejável

barrica e em garrafa. Mais recentemente, surgiu

que ainda hoje é recordada.

o “Dona Fernanda” em homenagem à matriarca e

Durante décadas a empresa acrescentou

mulher de José Veiga Margaça, este vinho está à

sabores ao portefólio, ganhou prémios e criou

venda no mercado com duas imagens distintas. É

toda a logística de distribuição, fazendo dos

um vinho, estagiado em barricas de primeiro ano,

seus vinhos autênticas referências do mercado

e passou igualmente por um estágio de garrafa

português.

em adega durante dois anos.

Hoje, a entrada de gama é o “Margaça”

A riqueza única dos solos em que estes vinhos

Branco e Tinto, que foi a primeira marca

são produzidos e a experiência acumulada têm

comercializada, Continua como simples vinho

sido recompensados com as várias medalhas

de mesa apesar da sua elevada qualidade

de ouro que os vinhos da família Margaça têm

e origem proveniente de uvas alentejanas

arrecadado ao longo dos últimos anos. Um

de Pias. Este é o único vinho que não vai a

reconhecimento fantástico do trabalho realizado

concursos. De seguida o “As Pias” Branco e

por toda a equipa liderada pelo enólogo

Tinto, que vai de encontro à famosa expressão

Leonardo Maia e também pelo agrónomo João

“vamos às Pias”, com a componente tradicional

Torres. Nos principais concursos internacionais,

em pano de fundo. Depois surge o “Pulo do

os vinhos têm conquistado medalhas todos os

Lobo” Branco, Tinto e Rosé que nasceu de

anos. Em particular em 2017 todos os vinhos

uma imagem de marca do Alentejo, mais

tintos receberam medalha de ouro.

propriamente da região entre Mértola e Serpa, em que o rio Guadiana estreita de uma forma

Novos projetos

que o lobo consegue saltar de uma margem

Diversificar as culturas no campo com a vinha,

para a outra. Estas três marcas são os vinhos

o olival e o amendoal, e aumentar o volume

mais jovens da empresa. Na entrada dos

de exportações são os principais objetivos da

reservas encontramos o “Encostas do Enxoé”

empresa para o futuro próximo. “Estamos a

Branco e Tinto, com uma longa história dentro

melhorar as condições da vinha e a introduzir

da empresa, em que ambos os lotes são

novas culturas, como a amêndoa, fazendo uso

trabalhados em barrica. O branco é um lote

eficiente da água. Por outro lado, queremos

selecionado estagiado em barrica durante

alterar o binómio das quotas referentes ao

três meses, que lhe confere corpo e estrutura,

mercado interno e externo, aumentando a

apresentando-se com um perfil de vinho de

exportação. Hoje comercializamos para a Holanda,

inverno. Quanto ao “Igreja Velha DOC” é um

Suíça, Alemanha, Taiwan, Polónia e Brasil, mas

vinho de elegância, muito feito ao perfil do

queremos crescer”, sublinha Luís Margaça Lopes.

Afinal qual é o verdadeiro vinho de Pias? “A fama de Pias está muito ligada às terras e região em que está inserida. Nesta franja, no extremo oriental do Alentejo, os terrenos são excelentes e únicos em Portugal. A estrutura do solo é alcalina, o que proporciona a produção de vinhos de excelência. A matéria-prima dos nossos vinhos (a uva) é totalmente retirada deste território, portanto asseguramos uma qualidade contínua e única. Os solos da Herdade Margaça são solos argilo-calcários, e são um dos pilares diferenciadores dos vinhos produzidos, assim como as características edafo-climáticas”. “Portanto, há uma regra básica para o consumidor destrinçar qual o verdadeiro vinho produzido em Pias. O consumidor deve sempre ter o cuidado de verificar a origem do vinho vendo na parte de trás da garrafa a informação no campo ‘Produzido e Engarrafado Por’ aí verá o nome do produtor e a origem do vinho. De facto só existem dois produtores em Pias, nós Sociedade Agrícola de Pias – Vinhos Margaça e Monte da Capela”, alerta Luís Margaça Lopes.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 159


cop desporto, um mercado de futuro e crescimento económico da autoria de José Manuel Constantino, presidente

Verifica-se, não só no plano económico, mas também no plano político e social, inúmeras fragilidades que comprometem tirar o melhor partido de um mercado cujas potencialidades são universalmente reconhecidas e inscritas nos mais diversos documentos de referência como fatores críticos de desenvolvimento, nomeadamente no quadro da Agenda 2030 e dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esta tendência assume, no nosso país, contornos particularmente acentuados, pois historicamente tem-se vindo a agudizar o desequilíbrio entre o valor socioecónomico que o desporto gera e o contributo que a sociedade confere à sua sustentabilidade e desenvolvimento, nomeadamente o que provem do sector privado e das famílias. Tal circunstância compromete não só a sustentabilidade do modelo de financiamento, mas também a inovação e a competitividade das organizações desportivas no fomento de uma cadeia de valor desde os níveis mais elementares até à excelência desportiva, com naturais consequências nos indicadores de prática desportiva e resultados desportivos no panorama internacional. O Orçamento do Estado para 2018 introduziu um conjunto de alterações que procuram corrigir alguns destes condicionalismos, fundamentalmente no âmbito do mecenato, no quadro de um pacote alargado de medidas oportunamente apresentadas na Assembleia da República, as quais se espera virem a concretizar, mormente no que respeita ao estímulo do dirigismo desportivo benévolo, da publicitação de entidades mecenas ou isenção fiscal no apetrechamento desportivo e O desporto é hoje um sector em crescimento acelerado,

no IRC de federações dotadas de utilidade pública desportiva.

com um impacto económico relevante no espaço europeu

Portugal é hoje um país exportador de talentos e conhecimento técnico em diversas

e uma representação nas economias nacionais comparável

modalidades desportivas, com protagonistas internacionalmente reconhecidos

ao conjunto do sector da agricultura, floresta e pescas,

neste mercado global, reunindo no seu território condições únicas no turismo

representando mais de 2% do PIB global da União Europeia

desportivo, apreciadas, reconhecidas e valorizadas por atletas e equipas de referência

(UE) e 3,5% do total de emprego na UE, com uma forte

mundial que aqui preparam a sua participação nas mais importantes competições

incorporação de tecnologia, inovação e desenvolvimento,

internacionais.

e um ritmo de crescimento consideravelmente superior à

Também por isso, o desporto representa um investimento de baixo custo e elevado

média da economia europeia.

impacto na internacionalização da nossa economia, na afirmação da imagem externa

Contudo, apesar destas estatísticas relevantes atualizadas

do país e na difusão da cultura lusófona, que invariavelmente recorrem aos seus

pela Comissão Europeia desde que o desporto foi inscrito

protagonistas para efeitos promocionais.

no Tratado de Lisboa, o impacto da economia do desporto

Valendo muito mais do que aquilo que custa ao país afigura-se crucial, num contexto

é ainda consideravelmente negligenciado desde o desporto

global de enorme competitividade, o engenho empreendedor e visão de futuro do

de base recreativa até ao alto rendimento e espetáculo

tecido empresarial para internalizar e potenciar estas mais-valias no seio do sistema

desportivo, passando pelo consumo de bens e serviços

desportivo, apostando no seu desenvolvimento e dotando-o dos mais avançados

desportivos das famílias ou o investimento privado e

recursos para que possam melhor servir o país e continuar a desenvolver a sua

patrocínio no sector.

economia.

160 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


Setúbal nasceu do rio e do mar. A cidade

do centro da cidade, onde se desenvolve grande parte do comércio.

de Setúbal possui numerosos bairros,

Atualmente, neste bairro encontram-se alguns estabelecimentos

destacando-se entre os mais tradicionais o

ligados à área da saúde, assim como a principal estação

bairro do Troino, as Fontainhas, o Bairro

rodoviária da cidade.

Santos Nicolau e a Fonte Nova, zonas

A zona da Saboaria, assim como a zona das Fontainhas

onde vivia grande parte da comunidade de

foram, durante o século XX, locais de grande concentração

pescadores. As Fontainhas começaram a

industrial. As fábricas de conservas de peixe de Setúbal eram

ser povoadas por volta do século XVII,

nacionalmente reconhecidas, tendo-se verificado nos últimos anos

sobretudo por pessoas oriundas da zona de

alguns esforços de reativação desta atividade na cidade, a qual

Aveiro. Depois da construção da Avenida

atraiu diversos trabalhadores do Alentejo e Algarve durante o

Luísa Todi foi necessária a criação de uma

seu período de maior dinamismo.

nova doca. A zona é composta por inúmeras

Atualmente, na zona da Saboaria encontram-se instalados

travessas, poços e, ao contrário da do Troino,

diversos restaurantes, com uma oferta gastronómica algo variada.

é bastante inclinada. O Museu do Trabalho

Também nesta zona, situam-se a maioria dos clubes noturnos

Michel Giacometti situa-se nesta zona da

e bares da cidade, assim como tem sido feito um esforço de

cidade, perto do miradouro das Fontainhas.

revitalização urbana por parte de empreiteiros e do próprio

O bairro Salgado era a zona onde, por

município.

tradição, vivia a classe burguesa no século

Conheça algumas das freguesias e empresas mais emblemáticas

XIX, pois este bairro fica bastante próximo

da região nas próximas páginas da sua revista.

8I ANOS I48 ANOS COMO ORDEM DOS ENGENHEIROS

www.ordemengenheiros.pt

COMO ASSOCIAÇÃO PROFISSIONAL DOS ENGENHEIROS

AO SERVIÇO DA ENGENHARIA E DO PAÍS


cspp | setúbal

Formação ao mais alto nível O Centro de Soldadura e Processos Prata, Lda., (CSPP), oferece aos seus formandos e às indústrias nacionais e internacionais o mais alto nível de formação nos processos de soldadura com recurso aos seus equipamentos modernos e tecnológicos. alguma notariedade ao CSPP sendo, de certa forma, uma alavanca para que tenha entrado em empresas com nome firmado no mercado nacional e internacional. Também é motivo de orgulho a formação para particulares que querem iniciar a atividade da área da soldadura e para soldadores que procuram se especializar noutros processos que não estejam tão à vontade e em ligas especiais. Os cursos são admistrados com formadores dos quadros da empresa, sendo 95 por cento do curso prático, a parte teórica é dado também em sala quando existe essa necessidade contamos com uma sala para 15 pessoas apetrechada para o efeito. Uma das mais-valias para as empresas é o conhecimento do mercado por parte da CSPP para isso fazemos muitos Skill testes mais para as empresas que atuam no mercado externo, que recrutam grande número de soldadores, Alberto Prata e Benjamim Prata Administradores

tubistas, montadores de flanges e outras profissões ligadas á metalomecânica.

A empresa surge como uma necessidade de responder à falta de

A empressa é constituída por dois sócios, Alberto Prata e

mão de obra qualificada no mercado. A realidade das empresas

Benjamim Prata, a vida profissional teve início muito cedo como

portuguesas ligadas à metalomecânica é que, apesar de terem muito

soldadores, tendo conhecimento da realidade do mercado

bons profissionais, ainda recorrem ao recrutamento de profissionais de

interno e externo desse modo também contam com uma

outros países. O objetivo da CSPP é tornarem-se, num curto espaço de

carteira de clientes muito deversificada nacionais e estrangeiros.

tempo, numa referência ao nível da formação de profissionais na área da

Alberto e Benjamim Prata possuem competências pedagógicas

soldadura.

para exercer a profissão de formador (CAP) e Especialista

A empresa encontra-se com três anos de atividade neste momento já

Internacional de Soldadura, Internacional Welding Spcialist,

tem visibilidade tanto no mercado interno como externo.

Qualificação EWF/IIW nível IES e Vendedor Técnico /

Dando soluções técnicas aos seus clientes apoiando nos arranjos

Consumíveis e equipamento de soldadura.

mais abranjentes a nivel de QS (Qualificações de Soldadores) e pWPS

As instalações tem uma área de 1100m2 sendo área coberta

(Preliminary Welding Procedure Specifications) tendo, para isso, quadros

de 590m2, contamos com 12 boxes de soldadura equipadas

internos com formação necessária para poder desenvolver as mais

com dois equipamentos um multiprocesso e outro TIG, exaustão

diversas soluções aos seus clientes/parceiros e oferecer um serviço

no local de trabalho individual com tratamento do ar com filtros

completo que satisfaz o cliente e que tem fumentado o crescimento da

de carvão activo e reenviado para o ambiente de trabalho.

CSPP, Lda.

Os cursos de soldadura são realizados em horário laboral e

A obrigatoriedade da implantação das normas ISO 9001-Sistema da

pós-laboral, sendo certificados segundo a EN ISO 9606-1 ou

qualidade e a EN 1090-Construção nas empresas tem vindo a dar

ASME IX.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 163


setúbal| 7 janelas

Fabrico de janelas eficientes Iane Douglas alumínios é a empresa que representa duas imagens de marca em Fernão Ferro, a fábrica Idaluminios e, em Setúbal, a loja 7Janelas. A empresa já conta com 13 anos de experiência em caixilharia de PVC e caixilharia de alumínio e similares e destaca-se pela qualidade dos materiais e serviços que oferece aos seus clientes. Iane Douglas é o proprietário da empresa e desde sempre viveu deste

fábrica tem ao dispor dos seus clientes todo o tipo de produtos: “A Iane

ramo. Começou por ajudar o pai na área e decidiu mais tarde abrir o seu

Douglas é um grupo. Nós também fabricamos certas caixilharias para

próprio negócio, em 2004. Filomena Nunes, administrativa da empresa,

determinadas empresas que podemos chamar de concorrentes mas que

fala sobre o desejo do empresário. “Foi uma opção do Iane criar o seu

não têm fábrica. Separamos por completo as duas vertentes que temos

próprio negócio. Ele aprendeu com o pai que trabalha neste setor há

na nossa empresa. Na nossa loja, a 7Janelas, só vendemos material

30 anos. Entretanto, chega a um momento em que as pessoas querem

de topo a nível de isolamento térmico e acústico. Na fábrica vendemos

crescer mais um pouco e querem ter o seu próprio negócio e foi isso que

o melhor, mas também vendemos materiais mais baratos”, concluiu o

aconteceu”. Filomena Nunes acrescenta ainda que Iane Douglas recorre

jovem empreendedor. Para além do consumidor final, a empresa aposta

a métodos mais inovadores e tecnológicos.

na prestação de serviços a municípios. Um dos exemplos é o Município de Setúbal que confia no trabalho da empresa e prova disso foi quando

Os serviços certos para o cliente

após uma explosão ocorrida em 2007, que lesou inúmeras pessoas, a

A empresa presta serviços de caixilharia em PVC ou alumínio,

7Janelas foi escolhida para restaurar todos os prédios danificados. Iane

vidros, estores, resguardos de duche e banheiras, portas exteriores,

Douglas fala com a nossa revista sobre o tema: “Após a explosão em

redes mosquiteiras, grades lagartas, portões,etc. Os colaboradores

Setúbal, foram uns 5/6 prédios que reparámos pela Mundial Confiança,

de montagem e de produção são pessoas experientes no ramo,

trabalhámos com eles. Só não fizemos diretamente a obra porque a

nomeadamente em sistemas de janelas em PVC, para que os seus

Câmara queria que fossem empresas situadas em Setúbal e na altura

clientes contem com um trabalho profissional e de enorme qualidade

ainda não estábamos cá”.

com um resultado fantástico. É perante estes serviços que a empresa consegue obter um feedback positivo por parte dos seus clientes e desta forma assegurar “o conforto de todos os clientes”. Investir em materiais de qualidade Filomena Nunes conta que todos os materiais fornecidos aos clientes são sempre com a maior qualidade. “Um dos materiais que mais

Uma equipa especializada

aconselhamos, embora seja um produto um pouco mais caro, é o vidro

Durante todo o processo a equipa da 7Janelas aconselha os clientes

inteligente da Guardian Sun, muito recorrente actualmente. É a perfeita

através do levantamento das suas necessidades e expectativas. Toda

combinação de controlo solar, pois apresenta um bom isolamento térmico

a equipa está em constante formação, nomeadamente, os instaladores

do mercado graças ao seu valor U de 1.0. As aberturas nas fachadas

e os fabricantes. O departamento específico de assistência técnica

destinadas às janelas são os pontos mais frágeis do isolamento térmico

pós-venda preocupa-se em solucionar pequenos arranjos e reparações

de um edifício, o que significa um inevitável aumento do consumo

requisitadas.A empresa que acompanha todas as novidades do mercado

energético. Por isso, o investimento num vidro de alta qualidade é uma

da caixilharia garante a contribuição de um excelente serviço.

boa forma de ver de volta o valor do investimento”.

É assim que a 7Janelas prima pela qualidade, sendo destacada como a base da empresa. Já a equipa de trabalho segue o lema em virtude de

Do consumidor final aos municípios

acompanhar de perto as novidades do mercado e estar em constante

A empresa de Iane Douglas disponibiliza o seu trabalho para o

formação. Os profissionais especializados estão sempre preparados para

consumidor final, bem como para outras entidades. O proprietário conta

demonstrar aos seus clientes que o bom serviço pode estar aliado a um

ainda que a 7Janelas só oferece o melhor do mercado. No entanto, a

preço excecional.

164 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


nook design| setúbal

arquitetura e decoração Aliando o elemento estético à componente funcional, a Nookdesign procura apresentar soluções de arquitetura e decoração de interiores. Amigas de infância, a arquiteta Sara Pereira e designer Ana Sécio, sócias da empresa sediada no Montijo, partilham, em entrevista, a história deste projeto, a forma de abordar o mercado, o que cada uma traz à atividade e a visão futura do negócio. já tivemos um projeto em Moçambique. A

valoriza cada vez mais este tipo de trabalho.

recomendação de antigos clientes é a nossa

Alguns já nos abordam sabendo o que querem,

principal forma de atrair novos projetos. As

mas outros dão-nos ‘carta branca’, não

pessoas ficam satisfeitas com o serviço,

fazendo qualquer ideia do que pretendem”.

passam a palavra e indicam-nos a amigos”. Abordagem a cada projeto A conjuntura atual na arquitetura

“Primeiro tentamos fazer um estudo do

“Nesta zona sentimos a construção novamente

cliente, percebendo o que gosta e não gosta,

a mexer. No que diz respeito a projetos de

e o nosso trabalho é feito a partir daí. Cada

raiz, o principal mercado tem sido moradias.

projeto é diferente, nós não temos um estilo

Contudo, o grosso do nosso trabalho nos

que seguimos como guia de orientação.

últimos tempos tem sido a remodelação,

Aplicamos as nossas ideias de acordo com o

quer de moradias, quer de apartamentos,

cliente, o espaço e a arquitetura do edifício.

passando pela arquitetura de interiores, e,

Trabalhamos com vários parceiros, nacionais

posteriormente, na decoração, prestando um

e internacionais. Frequentamos feiras e

serviço completo. Ainda existe um pouco a

apresentações, de onde trazemos ideias e

ideia da arquitetura tradicional, mas nota-se

contactos. E cada projeto que fazemos vamos

A experiência do trabalho em conjunto

uma maior abertura das pessoas, e até dos

buscar ideias a fornecedores diferentes, porque

“Este projeto existe há nove anos, mas

responsáveis camarários, a projetos mais

cada um tem o seu estilo. É fundamental estar

trabalhamos juntas há sete. A experiência

modernos. É fundamental que a arquitetura

sempre atualizado, pois ambas as áreas estão

tem sido ótima e existe uma relação pessoal

seja pensada. Toda a nossa envolvente, seja a

em constante evolução”.

muito positiva. Nunca existe um projeto em

nossa casa, local de trabalho, um restaurante

que participa apenas uma de nós. Juntamos

ou uma loja é arquitetura. Se os espaços foram

Perspetivas para 2018

sinergias e a formação de cada uma, pois

bem pensados, automaticamente as pessoas

“2017 foi um ano equilibrado e de crescimento

gostamos ambas de ter participação em todos

sentem-se bem lá”.

em relação ao ano anterior. Esperamos um

Sara Pereira e Ana Sécio Sócias-Gerentes

2018 ainda melhor, especialmente na área

os trabalhos”. As tendências da decoração de interiores

da remodelação de interiores. Existem muitos

Mercado da empresa

“A decoração é um pouco como a moda: usa-

compradores de casas usadas que procuram

“Somos procuradas essencialmente por

se de tudo. Promovemos uma mistura de estilo

este tipo de serviço. O próprio turismo fomenta

particulares, mas também temos feito

e de materiais. As madeiras naturais estão a

essa procura, pois os turistas cada vez mais

remodelações de empresas e espaços públicos.

regressar e o ‘vintage’ continua na moda. Existe

procuram alojamentos a uma escala mais

Espaços, acima de tudo, que procuram uma

muito por onde escolher e o nosso trabalho

pequena e mais familiares e isso promove a

boa apresentação e decoração. Temos procura

passa, acima de tudo, por ir ao encontro

remodelação deste tipo de espaços”.

essencialmente a nível nacional, mas também

das necessidades e objetivos do cliente, que

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 165


setúbal| pedro costa freire, s.a.

Construção portuguesa além-fronteiras A Pedro Costa Freire, S.A. é uma empresa de construção que atua em diferentes áreas, em Portugal e em vários países da Europa. Honestidade é a palavra que, segundo o próprio Pedro Costa Freire, mais define a empresa com o seu nome, que conta já com 17 anos de atividade. Pedro Costa Freire Administrador tubagem, montagem de bombas e eletricidade. “O segredo é fornecer boa mão de obra, qualificada, e resolver os problemas dos clientes. Se os conseguirmos resolver, o “Desde novo que sou apaixonado pela

na conservação e manutenção de edifícios.

trabalho irá continuar a surgir”, refere. Com

engenharia, portanto o meu percurso foi

Ao mesmo tempo, executamos qualquer tipo

Pedro Costa Freire trabalham, em média, 20 a

natural. Licenciei-me em Engenharia Civil,

de empreitada de construção civil”, salienta o

30 pessoas, ultrapassando, por vezes, as seis

trabalhei vários anos em empresas de

responsável.

dezenas, dependendo do volume de obras.

obras públicas, nas quais ganhei currículo e

A segunda área de atuação prende-se com a

Trabalhar em novos países da Europa, com

experiência e, mais tarde, em 2000, abri a

medição imobiliária, também em Portugal, da

destaque para a Inglaterra, Suécia e Noruega

minha própria empresa”, relembra Pedro Costa

construção própria da empresa. “Distinguimo-

são os desejos futuros de Pedro Costa

Freire.

nos pela busca contínua da qualidade, do

Freire: “A construção portuguesa é muito

São três as principais áreas de atuação

conforto, do design e da inovação”.

reconhecida lá fora. Pelo que vejo, ninguém

da empresa. No nosso país, a Pedro Costa

A terceira área e a que mais representa a

faz tão bem como nós. Algumas empresas

Freire, S.A. dedica-se à construção civil e à

Pedro Costa Freire em termos de faturação

com quem temos parcerias têm projetos muito

reabilitação e restauro. “Dispomos de equipas

– cerca de 80 por cento – refere-se aos

interessantes nesses países e seriam mercados

especializadas, capazes de acompanhar

trabalhos realizados em âmbito industrial, em

que também gostaria de atingir”, confessa o

todas as fases de desenvolvimento de um

países como a Alemanha, França, Bélgica e

engenheiro. Experiência, flexibilidade, inovação

empreendimento. Somos especialistas em

Holanda. Aqui, a empresa de Pedro Costa Freire

e rapidez de resposta são as características

reabilitação de edifícios, em restauro de

realiza manutenções nas maiores refinarias e

que continuarão a marcar o percurso da Pedro

interiores e exteriores de habitações, bem como

petroquímicas, em áreas como a soldadura,

Costa Freire, S. A.

166 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


setúbal| côte d’azur

um serviço de excelência na compra e venda de casas Côte D´Azur é uma mediadora imobiliária que surge em 2012, com dois sócios profissionais altamente experientes no ramo imobiliário. Os dois sócios-gerentes agarram este projeto dispostos a mudar a filosofia de abordagem no mercado. Toda a equipa trabalha diariamente para conseguir uma carteira de imóveis diferenciadas para os seus clientes compradores, e garantir um serviço de excelência aos seus vendedores. A Côte D´Azur emprega também uma função social em várias comunidades no distrito de Setúbal. conta ainda que a melhor estratégia de Marketing que possuem é o passaa-palavra. A Côte D´Azur possuí, neste momento, quatro lojas, sendo que duas delas estão localizadas no concelho de Sesimbra, nomeadamente em Santiago e Santana. Setúbal foi um dos locais também escolhidos para abrir loja, assim como a Avenida da Liberdade, em Lisboa. Em janeiro do próximo ano abre uma quinta loja, em Corroios, no concelho do Seixal. A marca Côte D´Azur representa três vertentes distintas, a compra e venda, construção e remodelação e imobiliária, tendo igualmente o serviço pósvenda, que inclui o apoio ao cliente, desde a abertura da conta da água, luz, etc.. Este método de negócio faz com que seja uma empresa com um Rachid Timchara e Andreia Pereira Administradores

serviço completo desde o início ao fim da cadeia. Rachid Timchara explica a origem desta junção: “Há 18 anos que estou ligado ao ramo da construção. Comecei como servente na construção, mas com o paradigma negativista vivido no ramo decidi mudar, entrando no ramo imobiliário e juntando estas duas facetas, assim seriamos capazes de acompanhar de uma forma ampla os nossos clientes e deixá-los sempre satisfeitos. Na atualidade, a empresa de construção possui mais de 25 colaboradores, constroem produto próprio, são investidores e são a empresa que mais imóveis têm para vender no concelho de Sesimbra”, o empresário refere ainda que a Côte D´Azur

Em apenas cinco anos, a equipa Côte D´Azur prova com a sua crescente e vasta carteira de clientes que o profissionalismo, dedicação e honestidade são qualidades valorizadas pela sociedade. A mediadora imobiliária abre portas numa altura em que o país sofre uma crise económica, no entanto, foi nessa altura que Rachid Timchara decide dar início ao seu sonho: “O ramo imobiliário tem evoluído positivamente nos últimos anos, estando em alta neste momento, mas a Côte D’Azur começou no pico da crise económica, conseguimos sobreviver e neste momento somos a imobiliária que mais vende no concelho de Sesimbra. Possuímos a maior quota de mercado no concelho. Atualmente também somos uma empresa que é constituída por 80 colaboradores”, o gerente

168 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


côte d’azur | setúbal

mantêm sempre a sua sustentabilidade financeira.

mantemos sempre o compromisso de corresponder às expectativas dos

A Côte D´Azur, no entanto, ultrapassa as barreiras empresariais e dedica-se

nossos clientes. Estas características tem-nos permitido crescer nestes

também a um apoio comunitário. Rachid Timchara explica que “enquanto

anos em que vamos transformando os sonhos dos clientes em realidade.

houver esperança em vários fatores da nossa vida e que acreditemos em

Encontramos a casa ideal para cada família. Iniciamos a nossa atividade

nós próprios seremos capazes”, e o seu discurso é completado pela sua

em 2012 e continuamos a ser uma empresa familiar e uma mediadora

sócia, Andreia Pereira, que conta as várias iniciativas que a Côte D´Azur faz

da terra, conhecendo bem as necessidades locais onde atuamos”, conta

questão em participar: “Investimos em patrocínios para apoiar o desporto,

Andreia Pereira que ainda refere que a crescente confiança depositada

apadrinhamos várias equipas de inúmeros desportos em Sesimbra e outras

em toda a equipa, traduzida por um número cada vez maior de clientes a

localidades. O nosso espirito passa sempre por dar, pois acreditamos que

confiar no seu trabalho, fez mudar por completo a visão do grupo e ampliar

quanto mais damos mais recebemos, recebemos a satisfação de contribuir

todos os seus recursos e postos de atendimento.

para o melhor bem-estar de pessoas e ajudamos a serem mais felizes”, e

A marca Côte D´Azur está presente na feira anual “Le Salon de L’immobilier

os nossos próprios colaboradores juntaram-se neste espírito de ajuda ao

et du Tourisme”, em França, já é parte integrante do projeto de expansão

próximo”. Esta época também não passa em branco e vamos às escolas

sustentável e a aposta no mercado internacional. Assim como estão

oferecer brindes aos mais pequenos, aliás a nossa mascote foi elaborada

presentes em várias outras feiras do setor imobiliário, em Paris e Lyon,

pelos alunos da escola primária, através de um concurso organizado

levando os seus imóveis além-fronteiras.

por nós que conta sempre com prémios. Desta forma incentivamos a

Venha visitar esta equipa de braços abertos para receber e atender de

criatividade dos mais jovens”, evidência a empresária.

forma personalizada cada cliente. A mesma equipa com toda a capacidade

A equipa da Côte D´Azur não desiste dos sonhos de todos seus clientes.

de responder às necessidades de cada família e prontos a ajudar na

Andreia Pereira conta várias das muitas histórias vivenciadas na mediadora

escolha da casa ideal para si.

imobiliária, onde se prova que faz valer o seu slogan - “o seu objetivo é o

O seu objetivo é o nosso desafio.

nosso desafio”, não dando como perdidos os negócios, mesmo sabendo

Para mais informações, visite o site ou as suas lojas em Sesimbra

que muitos deles são difíceis.

(Santiago e Santana), em Setúbal e na Avenida da Liberdade em Lisboa.

A equipa é, segundo os dois sócios, o segredo para o sucesso: “Somos um grupo com uma grande paixão pelo nosso trabalho, a nossa maior virtude é sempre a transparência com que mediamos os nossos negócios, enquanto

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 169


setúbal| sagovaras

O futuro drama dos produtores em Portugal

Cornelis Smit e Marloes Dekker são um casal de produtores de leite e donos da empresa Sagovaras – Sociedade Agrícola Varas. São holandeses, mas residem e trabalham em Portugal (Grândola) há vários anos. Em conversa com a nossa revista admitiram gostar de viver em Portugal, e até afirmaram que vivem melhor cá do que na Holanda, no entanto, mostraram-se indignados quanto à situação do setor da agricultura no nosso país. As razões para esta indignação seguem abaixo descritas. ao Estado Português”, afirmou indignado. Para além desta situação, Cornelis Smit também lamenta a passividade do Governo português face a esta realidade: “O norte da europa paga muito melhor o litro de leite. O sul da europa não consegue esses valores. Nós temos muitos custos e pouca margem de lucro. A média, este ano, foi de 0,32 cêntimos por litro de leite. O Estado precisa de vigiar muito mais a ação dos Cornelis Smit e Marloes Dekker Administradores

supermercados. Só o Estado pode intervir no que está a acontecer, obrigando essas grandes superfícies a praticarem valores viáveis para todos e incentivando à promoção e consumo dos produtos portugueses”, acrescentou. Inúmeras consequências O nosso entrevistado insurgiu-se, ao longo da entrevista, sobre mais uma realidade vivenciada pelo setor: a falta de jovens agricultores. “Trabalhamos e produzimos bens essenciais que depois não são pagos com valores justos. Os jovens agricultores vão para fora ou simplesmente não investem. Daqui a 20 anos não haverá agricultores em Portugal porque ninguém quer passar por isto. A situação é muito grave”, advertiu. A demasiada legislação existente que regula a agricultura em Portugal também é um problema aos olhos de Cornelis Smit: “A agricultura está esquecida e os produtores são os principais sofredores das consequências. A própria legislação é desadequada à O objetivo desta conversa foi, em primeira instância

realidade e é preciso que as pessoas e principalmente o Governo entendam isso”.

sensibilizar a população portuguesa, através dos leitores da

Por fim ficou a mensagem para os nossos leitores. “Comprem produtos portugueses,

Revista Business Portugal, para a temática e, em segunda

mesmo que estes sejam mais caros, por forma a lutarmos contra a pressão dos

instância, alertar o Governo sobre o drama que afirmam

preços dos produtos importados pelas grandes superfícies”, finalizou.

viver. O casal, produtor de leite, conta com uma propriedade com cerca de 120 hectares de área – que lhes permite para além do leite comercializar cortiça e pinhal, 520 animais, dos quais 240 se encontram em produção e produz, anualmente, cerca de 2,5 milhões de litros de leite. Trata-se, portanto, de um negócio familiar, a enfrentar as enormes dificuldades do panorama nacional. Problemas esses que garantem “vir a ter consequências em todas as empresas relacionadas com a agricultura”. Para Cornelis Smit os preços praticados no negócio do leite (e outros produtos como batatas e arroz) são incomportáveis e imputa a responsabilidade às grandes superfícies comerciais. “Os supermercados têm o monopólio e impõem preços com margens muito pequenas para os produtores e a juntar a isso vão pagar os seus impostos noutros países, porque fica mais barato, dando pouco a ganhar

170 REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Vale da Caniceira nº 2819 Água derramada 7570-101 Grândola


clínica volte a sorrir | setúbal

A arte de criar sorrisos

Pioneira no conceito de clínica low cost em Portugal, a Volte a Sorrir é uma marca conceituada na área da saúde oral em Sintra e Setúbal. Com uma equipa de 13 profissionais, o espaço tem já um leque alargado de pacientes fidelizados. Isabel Júlio, proprietária do espaço sadino, falou à Revista Business Portugal sobre a sua clínica e o atual estado do setor. que a nova concorrência em Setúbal é saudável, por ser demonstrativa do crescimento da cidade, mas procura-se diferenciar pelo tipo de atendimento prestado. “Aqui pensamos e preocupamo-nos com nossos pacientes, sempre. Eu gosto que as pessoas venham à minha clínica não só por ter um preço mais acessível, mas porque gostam do serviço”.

Isabel Júlio Proprietária Voltar a Sorrir é uma marca comum a duas clínicas dentárias em Sintra e Setúbal. Embora com proprietários diferentes, os espaços tiveram a mesma origem e partilham ainda uma filosofia de atendimento idêntica.

Saúde oral: uma área fundamental e em desenvolvimento

Isabel Júlio é a responsável pela clínica de Setúbal e uma das fundadoras

Na opinião de Isabel Júlio a preocupação dos portugueses com a saúde

da marca. Com 10 anos de experiência no mercado, a instituição conta já

oral tem aumentado, o que não se reflete tanto a nível da preocupação

com cerca de 26 mil clientes, parte dos quais fidelizados há vários anos.

estética, mas mais no ênfase dado à aposta na prevenção. Para a

A clínica atende na generalidade dos serviços de tratamento dentário,

responsável, esta é mesmo uma área essencial já que evita muitos

embora seja especializada em algumas áreas precisas. “Nós estamos

problemas irreparáveis no futuro. Por isso mesmo, Isabel Júlio realça a

muito focados na parte da implantologia, da reabilitação oral, com ou

necessidade de se terem cuidados básicos com a alimentação e com

sem implantes, e também na parte da estética e da ortodontia”, referiu a

a escovagem dentária. Para além disto, considera também essencial

responsável.

fazer consultas de forma regular. “É indicado para o paciente que queira manter a sua dentição fazer limpeza a cada seis meses. E nessas

Conceito económico, de qualidade e com clientes fidelizados

consultas fazer também check up, ver se existe algum dente a necessitar

Embora tenha nascido com conceito low cost, a Voltar a Sorrir já não

de intervenção para evitar futuros tratamentos mais complexos”, explica.

se enquadra somente nesta definição. Na opinião de Isabel Júlio, os

Para o futuro, a proprietária do espaço de Setúbal da clínica Volte a

preços praticados pelas grandes redes de clínicas vieram alterar esta

Sorrir espera manter os bons resultados atuais e poder concretizar novos

realidade e a qualidade e o atendimento personalizado são cada vez

projetos, como o alargamento do espaço físico da clínica. Isabel Júlio

mais fatores diferenciadores essenciais. Apesar disto, a marca continua

pretende ainda continuar os seus clientes com a mesma qualidade.

a apostar em preços equilibrados sem prejuízo da qualidade, como nos

“Para nós, os pacientes não são simplesmente pacientes, são amigos

refere Isabel Júlio. “O segredo do preço está em ter mais quantidade

que nos confiam o seu sorriso e a sua saúde oral. Queremos que contem

de pacientes, porque o material que utilizamos é o mesmo que utilizam

connosco para que em 2018 continuem a confiar na nossa equipa e a

noutras clínicas que cobram mais”. A responsável da clínica considera

sorrir connosco”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 171


setúbal| padaria bomboca

“Grande parte das nossas receitas são tradicionais” Com uma grande variedade de opções à disposição dos clientes, a Pastelaria Bomboca distingue-se pela diversidade de bolos que todos os dias preenchem montra e balcão. Com a arte de cozinhar a andar de mãos dadas com a criatividade, o cake design é outra das principais valências da empresa, que acaba por conseguir criar opções variadas e à medida de cada pessoa.

de bolos e temos um horário alargado, com 20 horas por dia. Depois temos uma parte muito forte que é o bolo de aniversário, uma vez que o nosso é diferente e há a aposta no cake design. É um produto de referência. Agora para esta altura do Natal e das festas temos muitas ofertas, como o Bolo Rei tradicional e os outros doces típicos da época, este ano estamos mais preparados e com maior capacidade de resposta, sinto que será o melhor Natal da nossa pastelaria. Grande parte das nossas receitas são tradicionais e muitas são caseiras, o bolo de bolacha é um exemplo disso, é uma receita caseira e isso faz a diferença. António Nogueira e Cristina Lameiras Sócios-Gerentes

Trabalhamos com poucos produtos compostos, ainda trabalhamos com farinha! Depois temos o produto da casa, a Explosão de chocolate, que é

A envolvência com a pastelaria não era novidade para Cristina Lameiras,

exclusiva nossa e baseada em seis tipos de chocolate diferentes e com

sócia gerente, em conjunto com o António Nogueira, da Pastelaria

mais alguns segredos. Outra das nossas imagens de marca é o bolo XXL,

Bomboca. O gosto pelos bolos, com especial ênfase no cake design,

que é uma referência, um produto âncora que nos traz clientes de fora e

fazia parte da sua vida e, com naturalidade, surgiu a ideia de abrir um

de todo o distrito de Setúbal. É um conceito que funciona bem. No verão

negócio em nome próprio. “Isto surgiu já vai fazer cinco anos. A minha

a bola de berlim é um ponto forte, fornecemos algumas praias e essa

sócia já fazia bolos em casa, com a variante do cake design, então fomos

acaba por ser das épocas altas que temos”, explica António Nogueira.

procurando um espaço e surgiu aqui, que já era uma pastelaria e já tinha

A trabalhar sobretudo de forma direta com os clientes que se deslocam

este nome: Pastelaria Bomboca. Em janeiro de 2013 pegamos neste

ao espaço, é no atendimento e bem servir que está uma das grandes

espaço e temos estado a desenvolver bastante, a nível de variedade, de

apostas da gerência, que pretende que quem lá se dirige tenha sempre

espaço e de negócio”, afirmou António Nogueira.

uma experiência agradável. Para isso, confessa António Nogueira, faz

Numa área em que muitas vezes há “mais olhos do que barriga”, é

falta mais mão de obra qualificada e interessada em trabalhar em

importante que a primeira impressão de quem visita o espaço seja de

pastelaria: “Um negócio que funciona todos os dias do ano e 24 horas

que há grande variedade e possibilidades de escolha, acima de tudo,

por dia a necessidade e gestão do staff não é tarefa fácil, sentimos isso

saborosas. E é essa a principal caraterística distintiva da Pastelaria

este verão em que a afluência de clientes foi muita, acima do esperado”.

Bomboca. Com aposta em alguns produtos exclusivos, fazem da

Para já, António Nogueira admite estar na expectativa de ver o rumo

qualidade uma referência. “Aqui na zona há muitas pastelarias e muitas

do negócio, no entanto, não esconde que o desejo é que a Pastelaria

de grande qualidade. A distinção que temos é pelo tamanho e variedade

Bomboca cresça. “A nossa intenção, desde início, não é ficar por aqui!”,

dos bolos. Somos na Quinta do Conde a pastelaria com mais variedade

conclui.

172 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


café restaurante barrete verde | setúbal

“à imagem dos clientes” Situado em Alcochete, o Restaurante Barrete Verde prima pela qualidade dos pratos que fazem crescer água na boca. Mariana Rosa, juntamente com os seus filhos, são os proprietários que fazem do Barrete Verde um local de paragem obrigatória na vila portuguesa. Em conversa com a Revista Business Portugal explicam o conceito que faz parte do restaurante. para o Algarve”, o restaurante acolhe “muitos espanhóis, franceses, italianos e holandeses”. Mariana Rosa assinala ainda a importância da fidelização dos clientes que recebem. “Temos clientes que nos enviam recordações e também é isso que nos dá muita força. Os nossos emigrantes de Alcochete quando vêm em Agosto nas festas, vêm logo

Equipa

visitar-nos. Fatores que diferenciam Para além da capacidade para 80 lugares que o restaurante disponibiliza, a decoração é também um ponto a ser abordado. A sala está dedicada Nascida em Alcochete, Mariana Rosa decidiu aventurar-se no negócio

aos toiros e na parte exterior às salinas e ao rio. Mas não são só estes

da restauração, juntamente com a família, e tornar este projeto num

dois fatores que se destacam. O amor que transportam para a comida e

dos momentos “mais simbólicos e inesperados da minha vida”. Apesar

para o trabalho “é que nos diferenciam”, nunca esquecendo a amizade

da ementa não ser extensa, os proprietários querem mostrar aos

com os clientes que, para Mariana Rosa, faz com que haja “um elo de

clientes que o mais importante é servirem todos os pratos que têm na

ligação muito interessante”. Prestes a celebrar 20 anos em janeiro, o

ementa e que todos os produtos confecionados são frescos. Os pratos

Restaurante Barrete Verde pretende continuar a dar o melhor de si e,

regionais são, sem dúvida, uma referência na vila. Desde os peixes

neste fim de ano, não poderiam deixar de dar uma mensagem muito

frescos, feijoada de chocos, caldeirada de bacalhau à antilha, bacalhau

especial para agradecer o apoio dos seus clientes e “desejar um ano

à casa, bacalhau com natas, filetes de polvo com arroz ao coelho frito,

muito feliz”.

não há como resistir à comida tradicional portuguesa confecionada no restaurante. Uma aposta na comida vegetariana Os pratos vegetarianos surgiram numa altura em que Mariana Rosa começou a ter muitos pedidos relacionados com este estilo de vida. Pelas palavras de João Rosa foi algo que “conseguimos sem nunca descaracterizarmos e tem tido muita afluência. Sempre incluímos na nossa cozinha portuguesa”. Para os mais curiosos e atentos a estas especialidades, o Barrete Verde tem na ementa açorda vegetariana e tortilha vegetariana com arroz de frutos, duas grandes referências para o local. A aposta neste segmento deve-se muito pela evolução de mentalidades que a proprietária defende. “Eu acho que a geração está a mudar. Não posso pensar que tenho que viver aquilo que só eu vivi”, acrescenta. Segredos na cozinha Pelo olhar de Mariana e João Rosa, os segredos que guardam na cozinha são, de forma transparente, transportados para os clientes diariamente. A proprietária considera que o mais importante é “colocar no prato o amor que sinto por aquilo que faço. A primeira base está na qualidade”, afirma. “De norte para o Algarve” Não são só os habitantes de Alcochete que querem experimentar todas as iguarias regionais do Barrete Verde. Para além da lista de clientes que guardam e preservam há 20 anos de “norte

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 173


setúbal| gdma

as suas ideias no espaço ideal A GDMA – Reabilitação e Construção, é uma empresa inserida no setor da construção civil, dotada de uma equipa multidisciplinar com vasta experiência profissional nas áreas de Construção, Reabilitação e Remodelação de edifícios públicos e privados. A competência adquirida, ao longo das últimas duas décadas, na Gestão, Planeamento, Preparação e Concretização de vários projetos de renome, veio permitir à empresa o perfeito relacionamento com os seus clientes, pelo escrupuloso cumprimento dos prazos e pelo rigor orçamental assumidos. que a primeira foi executada na Faculdade de Ciências e Tecnologia. Desta forma, começou a ganhar reconhecimento no ramo e a ter um aumento do número de clientes a requisitar os seus serviços.De referir que a empresa teve um crescimento de 400 por cento no seu primeiro ano, estando já previsto um aumento de 200 por cento já em 2018. Atualmente já conta com um leque vasto de clientes particulares, incluindo internacionais, mas também nacionais como a FCT, Empark, Grupo GDMA

AutoEuropa, a Nowo (anteriormente conhecida como Cabo Visão) e a Teleperformance. Hoje em dia realiza obras de maior dimensão como, por exemplo, a construção de um Hotel cinco estrelas na Praça da Alegria em Lisboa, bem como a reabilitação do próprio Hotel Alegria, no mesmo local. Gui Delgado considera que, no passado, as empresas de Um dos exemplos desta vasta competência adquirida é Gui Delgado,

construção estavam voltadas maioritariamente para as obras públicas e

gerente do projeto que nasce em abril de 2016. O empresário inicia

que, com a crise no setor, muitas tiveram de redirecionar o seu esforço

a sua carreira no setor muito cedo, com o curso de desenhador de

e sobreviver, enquanto outras faliram. “O setor estagnou, sobretudo para

Construção Civil, na empresa Teixeira Duarte, inicialmente como auxiliar

obras de grande dimensão. Acredito que o investimento nas obras de

de topografia e, mais tarde, como técnico de construção civil. Desde

pequena dimensão é tão ou mais vantajoso quanto os empreendimentos

então teve a oportunidade de trabalhar em grandes empresas ligadas

de grande dimensão. Acredito igualmente que o mercado neste momento

ao ramo da construção civil. Contudo, chega o momento em que

está virado essencialmente para a restauração e remodelação de

Gui Delgado dá o primeiro salto na sua carreira profissional. “Devido

edifícios e que as obras de grande dimensão já não são uma realidade

as limitações que o meu curso tinha no ramo da construção decidi,

para todos. A nossa empresa está preparada para a esta realidade do

posteriormente, licenciar-me em Engenharia Civil no período pós-laboral.

mercado”. O empresário acrescenta ainda que a aposta do projeto passa

Após muitos anos de experiência tive a oportunidade de trabalhar

sempre por investir na maximização da qualidade do produto final.

noutra grande área de negócio, na Promoção, mais propriamente

Na atualidade a empresa está envolvida em vários projetos como a

como Dono de Obra onde geríamos a nossa própria construção”, o

construção de edifícios, de moradias e casas de grande dimensão,

empresário conta, no momento, com 23 anos de experiência. Chega,

reabilitação/remodelação de lojas, apartamentos e prédios, bem como

assim, o segundo momento decisivo na vida profissional do engenheiro

a manutenção de alguns edifícios. Pensa no crescimento futuro da

que decide abrir o seu próprio negócio. “A empresa tem dois anos de

empresa mas considera que estabilizar é uma ótima filosofia. Já tem uma

existência e é constituída por dois sócios, eu tenho em minha posse 70

carteira de obras garantidas para o próximo ano, prontas a arrancar. O

por cento do capital e o Pedro Amante detém 30 por cento. Contudo,

empresário acredita que possui bons preços de concorrência, apostando

considero que todos os meus colaboradores são meus sócios, pois sem

sobretudo nos bons técnicos e em cumprir os prazos estabelecidos.

eles não conseguiria gerir o negócio”, referindo ainda que a sua equipa

É uma empresa com carisma e preocupação social que se visualiza

é constituída por colaboradores altamente profissionais. Gui Delgado

através de apoios financeiros e não financeiros, que tem como finalidade

inicia o seu projeto realizando obras de pequena dimensão, sendo

ajudar os mais carenciados em diversas causas sociais.

174 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


emiátomo | setúbal

A corresponder às necessidades do cliente A EmiÁtomo surgiu em Sines, durante a ascensão da crise de 2008. Iniciou a atividade no âmbito do comissionamento industrial nas disciplinas de eletricidade e instrumentação com o objetivo de preencher um lugar vazio e corresponder a um mercado cada vez mais exigente. António Relvas juntamente com Fábio Costa, são atualmente os gerentes da empresa e co-responsáveis pela sua criação.

e supervisão. Atualmente a empresa é constituída por um grupo de técnicos especializados nas áreas de Eletricidade, Instrumentação, Automação e Controlo, Mecânica, Segurança e Qualidade, capazes de responder com o máximo de eficiência e profissionalismo às necessidades dos projetos em fase de comissionamento e manutenção. Equipa Emiátomo

Os serviços da empresa destacam-se pela total confiança e dedicação, que proporciona aos clientes. Uma aposta no mercado externo No panorama nacional são uma empresa com serviços únicos e por essa razão têm dificuldades em trabalharem no mercado nacional. A dificuldade burocrática e a dificuldade em receber pagamentos A empresa “começou com uma oportunidade que surgiu na central

são as principais dificuldades na atuação do mercado interno. Nessa

térmica de Sines quando esta começou a fazer a dessulfuração.

perspetiva, o principal enfoque, é quase unicamente o mercado externo,

Apareceu-nos essa oportunidade, conhecíamos pessoas capazes

onde têm vindo a trabalhar ao longo dos nove anos de existência da

e demos o passo”. Na prática o objetivo central do uso do

empresa. Trabalham essencialmente com o mercado espanhol, mas

comissionamento é a sua utilização como ferramenta de apoio na

já juntaram ao seu portefólio trabalho por toda a parte do globo. É,

construção de unidades industriais assegurando a transferência da

portanto, uma empresa que leva os valores da qualidade nacional em

instalação industrial para a operação e a manutenção de forma ordenada

trabalhos realizados um pouco por todo o mundo. São destacados com

e segura, certificando a sua operabilidade em termos de segurança,

certificações de qualidade ISO 9001, Ambiente ISO 14001 e OHSAS

desempenho, confiabilidade e rastreabilidade de informação.

18001 que acabam por ser fundamentais para realizar projetos fora de

Após criação da EmiÁtomo, começaram-se a desenvolver serviços com

fronteiras.

alguns contactos anteriormente adquiridos nas experiências profissionais dos fundadores. A qualidade dos serviços foram fazendo-se ecoar no

Futuro

mercado e assim foram crescendo. A empresa foi consolidando o seu

Com uma presença consolidada no mercado internacional, o futuro passa

posicionamento no mercado acabando, também por expandir os seus

por uma abordagem cautelosa. A aposta é a continuação na abordagem

serviços para a manutenção industrial.

e na exploração do mercado externo. A visão prudente da empresa passa

Com a oportunidade de analisar as necessidades das várias empresas

atualmente por consolidar o presente para sustentar o futuro, mantendo

onde desenvolveu o seu trabalho, acabou-se por conhecer o mercado e

sempre, a qualidade dos seus serviços como principal primazia da sua

impulsionar o âmbito do leque de intervenções também para a operação

imagem.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 175


setúbal| vbd

Marcas visíveis, marcas rentáveis VBD - Imagem & Comunicação, nasce em 1999 com a gerência de Josué Vila Boa. A empresa desde então oferece aos seus clientes e parceiros as melhores soluções de Marketing e Publicidade de forma a tornar as suas marcas visíveis no ponto de venda através de meios estáticos ou móveis.

Josué Vila Boa Administrador Josué Vila Boa, um orgulhoso Alentejano , começa o seu dia às 6 horas da manhã todos os dias, diz que a essa hora o telemóvel toca menos, organiza meticulosamente a agenda de trabalho da empresa

600m2 com maquinaria especializada e uma vasta equipa de montagem

e das equipas de montagem, sempre um dia antes. “São 18 anos de

a nível nacional e ilhas.

experiência na área da publicidade, iniciei a minha vida profissional

A VBD organiza e gere ações de comunicação, faz todo o planeamento,

na empresa da Família. Ao longo dos anos fui colecionando cursos

coordenação e acompanhamento de implementação de campanhas de

variados, tais como fotografia, design gráfico, Marketing e Gestão”, o

Trade Marketing. Desenvolve propostas de ações promocionais e de

empresário refere que aprende muito com os erros dos outros. É severo

ativação de marca, organiza e planifica eventos, gere, coordena e faz

quando fala na carga Fiscal que o governo exerce sobre as empresas,

supervisão das ações. A empresa está igualmente preparada para gerir e

não compreende porque insistem em roubar quem pode minimizar o

coordenar os recursos humanos nas ações. Coordena e forma equipas de

problema económico que Portugal atravessa, ainda assim vai encerrar o

implementação de ações de promoção e ativação de produtos e serviços.

ano de 2017 com uma faturação 70 por cento superior ao ano anterior.

Colabora com as melhores empresas nacionais e internacionais

O empresário esclarece que só é possível alcançar estes resultados com

em Espanha e em Angola. O segredo para o sucesso depende

muita organização financeira, e muito importante o acompanhamento

segundo Josué Vila Boa de uma equipa especializada com produção

personalizado ao cliente, o consumidor está mais exigente e procura

própria, colocando sempre à disposição dos seus clientes soluções

fornecedores que lhe dão conforto e qualidade.

integradas para os serviços que prestam na área da comunicação

“A qualidade é fundamental para reter os nossos clientes”, conta o

visual. Profissionais experientes com elevado grau de conhecimento e

nosso entrevistado que continua o seu discurso dizendo que “todo o

entregues por completo ao Projeto. A equipa está preparada para fazer o

lucro é investido na empresa, em maquinaria e em ferramentas que

acompanhamento em todas as etapas e com garantia pós-venda. Criam

proporcionem um maior conforto aos funcionários para executar as suas

o conceito, desenham a imagem, aconselham os materiais, produzem e

tarefas com qualidade”.

entregam o serviço completo, chave na mão.

O plano de negócio que desenvolveu permitiu a Josué Vila Boa conquistar

Responsabilidade, Qualidade, Ética, Transparência e Versatilidade são os

com eficácia uma carteira de clientes nos mais diversos setores.

valores que moldam o caráter e a cultura da equipa VBD. Cada cliente

O empresário não gosta de esperar nem de fazer esperar, o seu lema é

tem acesso a um atendimento personalizado, num clima informal.

a pontualidade, rigor e a qualidade em tudo o que compra e vende. O

O empresário diz que as empresas têm que reduzir os riscos e produzir

empresário conta como tudo começou: “ A VBD, começou por ser uma

um maior retorno sobre o investimento aplicado, e ter como parceiros

Agência de Publicidade num espaço de 30m2, rapidamente começou a

empresas como a VBD desenvolvendo soluções para promover os

ser procurado pelos clientes também para produção dos materiais que

produtos e serviços de cada cliente, para que sejam vistos e desejados.

desenvolvia graficamente, começou por subcontratar outras empresas

“Uma marca é o que os seus clientes pensam e dizem dela e não o que

para satisfazer os clientes. Atualmente a VBD labora num espaço com

as marcas dizem de si próprias”, explica Josué Vila Boa.

176 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


vbd | setúbal

Qual o benefício de investir em publicidade, quais os argumentos que

necessidades latentes. Um indivíduo, vendo os benefícios

apresentava a um empresário que não tenha como prioridade investir em

que uma marca apresenta acerca dos seus produtos, pode

publicidade?

passar a desejá-los e, consequentemente, efetuar a compra.

Bom, é possível apresentar diversas argumentações, sob pontos de vista

A forma mais eficaz de uma marca obter destaque na

diferentes. Primeiramente, é necessário conhecer o importante papel da

mente dos consumidores é através da repetição. Quando

publicidade na geração de lucros. Investimentos aplicados nessa área aumentam

um indivíduo desperta o desejo de consumo acerca de um

a procura pelos produtos e/ou serviços oferecidos pela marca, aumentando

bem, ele inicia um processo de pesquisa em sua memória;

sua visibilidade no mercado e promovendo maiores índices de fidelização por

e uma marca que tenha promovido sucessivas exposições

parte dos consumidores. A longo prazo é possível atingir uma procura estável,

dos seus produtos e/ou serviços é certamente considerada

reduzindo a sensibilidade aos preços praticados pela marca, que por sua vez,

uma boa opção.

passa a ter mais liberdade para buscar margens de lucro superiores.

A sua filosofia do empresário pode ser lida numa das

Um ponto crucial no sucesso de uma marca é o grau de satisfação que ela

paredes da empresa: As marcas são as pessoas, os

fornece aos seus consumidores. É fato conhecido que clientes insatisfeitos,

colaboradores são a marca da empresa na forma física.

em massiva maioria, não voltam a comprar na mesma empresa. A satisfação

Os produtos, os serviços não falam. A publicidade foi

é obtida através de uma experiência de compra (e pós compra) positiva,

inventada para dar voz aos produtos, numa altura em que

fortemente influenciada pela propaganda aplicada acerca da marca; pode-se criar

as pessoas eram peças de grandes máquinas industriais

expectativa quanto à aquisição do produto, e fornecer segurança pela escolha do

e não tinham voz; as pessoas eram consideradas fatores

produto/serviço.

de produção e de consumo. Hoje as pessoas têm opinião

Uma campanha publicitária não mostra apenas aos consumidores produtos

e expressam-se livremente criando ou matando marcas.

para satisfazer as suas necessidades; ela tem também o poder de despertar

Os colaboradores de uma empresa são o seu mais importante meio de comunicação com o exterior. Cada colaborador de uma marca deverá ser o mais qualificado embaixador da empresa onde trabalha.

Contactos: Contactos: Tlf: 218 256 970 Tlf: 218787 256937 970 Tlm:963 Tlm:963 787 937 geral@vilaboadesign.com geral@vilaboadesign.com Rua dos Tratores, 506 – Pavilhão AT Rua dos Tratores, 506 – Pavilhão AT Alto Estanqueiro/Jardia Alto Estanqueiro/Jardia 2870-631 Montijo 2870-631 Montijo Coordenadas GPS – A 38.672684 L -8.936959 Coordenadas GPS – A 38.672684 L -8.936959

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setúbal| yarteck

Yarteck constrói a casa perfeita para cada família Yarteck é uma empresa que aposta na construção sólida e na qualidade e tem como base um estilo contemporâneo, elegante e arrojada. O projeto jovem e dinâmica foi criada em 2007 por Yannick Santos e idealiza e construção da casa de sonho, combinando a arte, a teoria e a prática. O gerente, licenciado em Arquitetura, tem mais de 20 anos de experiência no setor da construção e imobiliário. A sua carreira começou na empresa Fabisan-construções Ldª, e durou 15 anos, ainda hoje, alguns trabalhos são realizados em conjunto. “Desde de miúdo que ajudava o meu pai na sua empresa, toda a experiência que hoje tenho foi adquirida aos longos dos anos mas não achei ser o suficiente e pensei em tiara algum curso para dar-me um estofo profissional ainda maior. Desde dos meus 17 anos trabalho a tempo no inteiro, no entanto, decido formar-me em Arquitetura uma vez que estava relacionado com toda a minha bagagem. Formei-me em horário pós-laboral sem nunca ter deixado de trabalhar”. Yannick Santos conta que desenvolver o seu próprio negócio é a concretização de um sonho de construir casas funcionais, acolhedoras, elegantes e harmoniosas. A Yarteck ganha nome no mercado desde a sua primeira obra, os prédios, no empreendimento Varandas do Montijo. No momento, a empresa está a desenvolver no centro da cidade de Alcochete um projeto que pelos seus fatores diferenciadores vão marcar o futuro da vila. Alcochete é uma vila situada na margem sul do rio Tejo às portas de Lisboa. A típica vila portuguesa proporciona um quotidiano calmo com uma excelente qualidade de vida. “Apostamos em construir nesta área geográfica pois os acessos feitos nos últimos anos colocaram Alcochete muito próximo dos principais pontos de interesse, não perdendo simultaneamente toda a calma e tipicidade que sempre a caracterizou. Alcochete é também a zona perfeita para quem quer descansar,

178 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


yarteck | setúbal com o olhar sobre o Rio Tejo, a ponte e o

a aposta da empresa passa pela utilização dos

deslumbrante pôr-do-sol que relaxa a mente,

melhores materiais e as melhores técnicas de

sendo um local que escapa à confusão das

construção de forma a assegurar a satisfação

grandes cidades”, explica o arquiteto.

dos seus clientes

O nome Yarteck não foi escolhido ao acaso,

O empresário conta que o segredo para a

o arquiteto explica a sua origem. “As duas

qualidade passa por aliar a teoria à prática: “Em

primeiras e últimas duas estão diretamente

primeiro ponto a nossa escolha são sempre

relacionada com o meu nome próprio, uma vez

materiais nobres e modernos trabalhados

que dou a cara pelo menos projeto, o nome

através de técnicas e sistemas de construção

deveria ser a representação da minha postura

inovadores com qualidade e eficácia. Queremos

no mercado. No entanto, na palavra Yarteck

atingir sempre a máxima qualidade e para isso

é possível ler-se as palavras arte e teck, o

apostamos em tecnologia modernizada com

que identifica o el de ligação entre a arte e a

elevados níveis de acabamentos como Tech ,

tecnologia inovadora, pois o maior objetivo do

Tectónica, High-Tech”, o nosso entrevistado

nosso projeto é combinar o melhore destes dois

acrescenta ainda que as melhores práticas de

mundos”, conta Yannick Santos.

construção são utilizadas pela Yarteck para

O projeto inovador destaca-se no setor principal

conseguir construir casa perfeita para cada e bases de chuveiro, de modo a não haver passagens de águas e humidades. A Granulado de Cortiça também é um material que é utilizado pelas suas características termoacústicas, é um material leve e é um produto nacional. Recorremos também ao Fonas 31, um feltro termo-isolante em fibra de poliéster que absorve os ruídos de impacto. No exterior da construção e após a colocação de rebocos hidrófugos, é aplicado uma rede Reforzaglas com uma cola própria de modo a minimizar as fissuras e microfissuras, protegendo o

por conseguir aliar a construção a arte, tão

família.

conforto interior das casas. Na cobertura é

valorizada pelo nosso entrevistado: “Como

O arquiteto conta quais os principais materiais

utilizado uma tela asfáltica derretida a quente,

arquiteto sinto uma maior sensibilidade em

diferenciadores utilizados pela empresa. “Todas

de modo a entrar na totalidade em todos os

relação aos projetos a construir, portanto, existe

as nossas caixas de estores são térmicas e são

poros e é a base para o isolamento que fica á

uma preferência em relação à originalidade do

colocadas no exterior, evitando assim qualquer

vista. Este conjunto de técnicas fará com que

desenho, idealizamos um espaço acolhedor,

contacto com o interior e com eventuais

durante muitos anos não sejam necessárias

elegante, atual e simultaneamente prático

fugas térmicas. Para além disso, o isolamento

intervenções”, explica Yannick Santos.

e funcional. O nosso objetivo é conceder

interior é sempre reforçado, criando um corte

Os materiais utilizados pela Yarteck não são

aos nossos compradores uma casa com um

com as temperaturas exteriores, mantendo

por vezes usados em outras empresas do setor

ambiente harmonioso e envolvente entre

temperaturas uniformes em toda a habitação.

pois são materiais que não são vistos quando

o interior e a zona circundante”, explica o

São igualmente utilizadas telas Antialcalinas,

a construção está feita e acarreta um elevado

empreendedor.

Revestech Dry50 que é uma lâmina flexível

custo tanto do material como da aplicação,

A Yarteck construí a pensar no futuro, portanto,

colocada em todas as zonas de banheiras

levando a projetos com pouca qualidade.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 179


setúbal|cm santiago do cacém

Esta é uma Terra Única Santiago do Cacém tem serra, mar e planície: um verdadeiro paraíso com características únicas no Litoral Alentejano que não deixa ninguém indiferente. Aproveite esta aventura para conhecer as Ruínas Romanas de Miróbriga, visitar o centro histórico de Santiago do Cacém e usufruir de um dia tranquilo na Reserva da Lagoa de Santo André ou nas extensas praias douradas. Em entrevista à Revista Business Portugal, o presidente da Câmara Municipal, Álvaro Beijinha, apresentou-nos este concelho ao pormenor e convida os leitores a percorrer todos os seus recantos naturais. Este município detém um vasto e rico património histórico e cultural. O que podemos visitar em Santiago do Cacém? Desde logo três Centros Históricos de grande riqueza: Santiago do Cacém, Cercal do Alentejo e Alvalade. Depois, temos vários Museus e espaços que valorizam o nosso passado e a nossa etnografia: os Museus de Santiago do Cacém, do Trabalho Rural na Abela, o Museu da Farinha em São Domingos e o Moinho Municipal da Quintinha. Está também a nascer, em Alvalade, o Museu Arqueológico. Um dos nossos principais chamarizes é o Sítio Arqueológico de Miróbriga, bem como o Castelo e a Igreja Matriz de Santiago do Cacém. Temos ainda vários motivos de interesse, no domínio cultural e religioso, em todas as freguesias, bem como percursos pedestres que nos conduzem Álvaro Beijinha Presidente

ao longo deste património histórico e cultural de inegável riqueza. Com tantos motivos de visita, o turismo tem crescido na região? A região do Alentejo é a que mais tem crescido em termos percentuais e essa tendência reflete-se também em Santiago do Cacém. Temos tido vários investimentos de turismo rural que são já referências a nível nacional e alguns já ganharam prémios. Nos últimos anos temos assistido à abertura de mais unidades de alojamento com potencial, para todos os segmentos, dado o aumento da procura. Entre 2014-2017 abriram no Município de Santiago do Cacém 23 empreendimentos turísticos, o que Santiago do Cacém é apresentado como uma terra

representa mais 616 camas, e ao nível do Alojamento Local 76 novas unidades que

única. Que apresentação faz deste município?

representam 339 camas. Ou seja em três anos aumentámos a oferta 995 camas.

É um dos cinco municípios do litoral alentejano, com uma

A restauração também se encontra preparada e temos ainda 11km de costa com

área geográfica de 1058 quilómetros quadrados e mais de

praias de excelência, o que também atrai muitos visitantes. A Rota Vicentina, uma rota

29 mil habitantes. É um dos maiores municípios de Portugal

pedestre que começa precisamente em Santiago do Cacém e termina em Sagres, tem

e o único do Alentejo que cobre duas cidades. É uma terra

cada vez mais pessoas interessadas e tem intenção de alargar os percursos para o

única, pelas pessoas e pelo seu vasto património. É uma

interior do município. É muito importante para combater a sazonalidade e, no Inverno,

terra de gente trabalhadora, empreendedora, dinâmica

temos sentido a visita de muitos estrangeiros, para realizarem o percurso.

que conseguiu construir aquilo que hoje o nosso município representa em várias áreas, sejam económicas, sociais,

De que forma têm promovido Santiago do Cacém?

culturais, associativas e que nos orgulha bastante. Mas

A Câmara Municipal tem procurado convocar todos os agentes ligados ao turismo,

também é Única pelo seu património singular.

desde restaurantes, hotéis, empresas de animação turística e as próprias entidades

180 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


cm santiago do cacém | setúbal públicas que gerem os equipamentos para que se conheçam e haja um

Família, no pré-escolar, em que os pais podem deixar os filhos todo o

intercâmbio de experiências e oportunidades. Promovemos encontros

dia de forma gratuita. Damos um apoio às entidades locais de apoio aos

com o objectivo de dar a conhecer a todos a realidade do concelho e a

idosos e temos um outro projeto que é o Cartão Municipal do Idoso que

sua potencialidade turística. Temos exemplos de pessoas que começaram

permite usufruir de descontos no comércio local e entradas gratuitas

a vir cá passar férias e acabaram por se fixar e investir, nomeadamente

em todos os equipamentos municipais. Em termos de equipamentos

no turismo em espaço rural. Por outro lado, temos procurado promover

de resposta social, temos quatro lares, 11 centros de dia com apoio

o melhor que temos cá, seja através da realização ou o apoio a vários

domiciliário, três unidades de cuidados continuados e uma unidade de

eventos que atraem cada vez mais visitantes ao nosso concelho, como

cuidados paliativos no hospital. Santiago do Cacém é um dos concelhos

a SANTIAGRO (Feira Agrícola e do Cavalo), a Feira do Monte, o Alvalade

com maior cobertura a este nível.

Medieval que é uma feira que faz a recriação histórica do foral Manuelino de Alvalade, as festas de Santa Maria em Ermidas-Sado, com milhares

De que forma gostaria de ver o município de Santiago do Cacém

de flores nas ruas, os Festivais Gastronómicos da Enguia e do Tomate,

nos próximos anos? Quais considera serem as grandes prioridades

seja através da nossa participação na Bolsa de Turismo de Lisboa ou em

/ necessidades do território?

iniciativas no estrangeiro, como foi a promoção do cante alentejano e dos

Temos muitos projetos que queremos levar para a frente, seja na

nossos produtos regionais em Madrid ou em Sevilha.

reabilitação urbana, mobilidade urbana, ambiente e saneamento, educação, património, desporto e cultura. Queremos continuar a

Como carateriza o tecido industrial e empresarial do concelho? Que

desenvolver o nosso município, aproveitando o turismo e os parques

medidas têm sido tomadas para apoiar as empresas existentes e

empresariais para captar novos investimentos e fixar empresas.

captar novos investimentos?

Queremos continuar a apostar na modernização administrativa para que

Temos seis parques empresariais em quase todas as freguesias.

quem procure os serviços municipais tenha um atendimento mais célere

Isso tem permitido a fixação de pequenos empresários e de grandes

e com mais de qualidade na resposta. Queremos captar pessoas, sejam

empresas que têm feito investimentos vários. Alguns são projetos

turistas ou futuros habitantes, mas também queremos manter aqueles

de grande dimensão que empregam muita gente, como é exemplo a

que cá vivem, e por isso temos que continuar a criar oportunidades de

MAREDEUS que emprega cerca de 230 trabalhadores, mas também

emprego, em particular para os nossos jovens. Convidamos todos a

muitas micro e pequenas empresas que são naturalmente muito

visitarem esta terra única que é o município de Santiago do Cacém!

importantes para a criação de emprego e riqueza no concelho. Este ano implementámos uma medida de isenção da derrama para empresas cuja faturação não ultrapasse os 150 mil euros, isto para apoiar as micro e pequenas empresas. Nos parques empresariais, vendemos os lotes a preços convidativos. Para quem quer investir e criar um próprio núcleo empresarial, temos isenção de taxas. Temos um centro de acolhimento de empresas em Vila Nova de Santo André. Temos um Gabinete de Apoio ao Empresário onde os investidores têm um tratamento prioritário e personalizado. Quais os principais eventos que têm projetado o município? Aumentámos o número de iniciativas, como os Festivais Gastronómicos da Enguia e do Tomate, a Feira do Empreendedorismo e o Santiago Style Weekend, que são exemplos de projetos iniciados neste mandato. Depois, temos iniciativas já consolidadas e com grande projeção, já referidas atrás: a SANTIAGRO (Feira Agropecuária e do Cavalo), a Feira do Monte, o Alvalade Medieval, ou as festas de Santa Maria em ErmidasSado. A ação social tem também uma importância extrema. Quais as principais iniciativas? A Câmara Municipal apoia as famílias carenciadas ao nível da reabilitação de casas. Temos o projeto “Engenhocas” que consiste numa visita à casa dos mais idosos ou daqueles que têm mais dificuldade de mobilidade ou carência económica para fazer pequenas reparações. Ao nível do apoio social escolar, damos refeições gratuitas às crianças mais carenciadas, bem como o transporte escolar. Temos o Complemento de Apoio à

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 181


Quem visita Sintra sabe que vai visitar um local que é património classificado da UNESCO. Esperam-se daí grandes sensações e Sintra não desilude ninguém. Desde um castelo em ruínas, a palácios grandiosos, passando por histórias fantásticas e rocambolescas sobre lugares mágicos e mouras encantadas, este lugar tem tudo. A juntar a isso, há ainda o encanto de saber que a vila de Sintra fica em pleno Parque Natural de Sintra-Cascais. O Palácio da Pena é o ex-libris de Sintra. Um palácio muito colorido, vibrante na apresentação que faz de si próprio a quem o visita, tão excêntrico como o seu primeiro proprietário. A Quinta da Regaleira é um excelente exemplo de arquitetura maçónica. Conhecer este monumento é fazer uma viagem de sentidos, perde-se dentro de si mesmo e permitir-se um conhecimento maior. Uma viagem interior que, se for bem feita, fará com que saia do edifício uma nova pessoa. O Palácio Nacional de Sintra é o palácio mais usado pelos reis portugueses, até à queda da monarquia. O Parque e Palácio da Pena são outras duas fantásticas razões para vir até este concelho, tão antigo como mágico. Ao nível de atividades económicas, Sintra é quase tão rica como ao nível da cultura. As empresas variam entre restauração, indústrias de transformação e de logística e outras bastante inovadoras e tecnologicamente avançadas. O concelho de Sintra é forte em turismo, gastronomia – quem não conhece os famosos travesseiros de Sintra? – e está a tornar-se um pólo económico empreendedor, pelo que merece destaque nesta revista.


sintra | residências sol e mar

A humanidade é o valor Com infraestruturas de elevada qualidade que permitem uma acessibilidade adaptada a todos, o grupo Residências Sol & Mar começou em outubro de 2005 e, desde então, não parou de tratar pessoas e já conta com quatro residências abertas. A participação dos familiares no lar e para com os idosos é uma preocupação e então, procura-se incentivar a presença dos familiares em todos os eventos, como festas, saídas e passeios promovidos pelo lar: “Num país em que temos uma faixa etária cada vez mais envelhecida os particulares têm cada vez mais Eduardo Farinha Administrador

um papel ativo e procuramos ter um papel extremamente ativo e praticar alguma coisa que em termos sociais seja útil”, explica. Os idosos procuram atenção e carinho, são seres de saber e experiência e como tal, é extremamente preciso um acompanhamento especial para lidar com eles. Os valores passam pela humanidade e muito mimo: “acho que é o mais importante para os idosos, Situada numa zona privilegiada junto à serra e ao mar, a Residência Sol e Mar Cascais oferece

sentirem-se acompanhados, mimados porque

soluções residenciais e domiciliárias com características particulares e serviços eficazes que

aquilo que tinham para dar à sociedade já

promovem a autonomia e a qualidade de vida do utente.

deram e agora temos nós que dar a eles.

A humanidade é o valor mais alto deste grupo que procura servir os idosos e apoiar as famílias

Merecem porque já tiveram um percurso de

onde é importante valorizar as pessoas e também, ajudar a dizimar os sentimentos mais negativos.

vida e precisam que nós lhes demos afeto”,

Quem por ali passa pode contar com todo o apoio de trabalha para os servir. Eduardo Farinha,

refere Eduardo Farinha.

fundador e presidente, enumerou os serviços que os idosos podem encontrar nos seus lares:

O futuro passa pelo crescimento como explica

“Temos assistente social, que são as diretores técnicas de todas as casas, fisioterapia todos os

o nosso interlocutor. “Queremos continuar

dias, médico duas vezes por semana, enfermagem 24 sobre 24 horas, animadores nas respetivas

a crescer e temos em mãos um projeto de

casas, centro de dia e cuidados domiciliários”.

criar mais uma residência com 60 camas de

Os residentes usufruem de um acompanhamento total na sua vida assim como a família dos

valência de lar mais 20 camas de cuidados

mesmos que, segundo o diretor, é “tão importante quanto ao utente” porque considera que “se o

continuados. Em termos de sociedade os

utente estiver bem a família também estará e caso contrário há um acompanhamento por parte

cuidados continuados são extremamente

das assistentes sociais uma vez que o fator sentimental pesa muito”.

necessários, não existem em quantidade

No que rege à ação social, Cristiana De Oliveira, assistente social, deu o seu parecer sobre esta

necessária, e é um projeto que estamos

área: “Às vezes as famílias chegam aqui num estado pior que o idoso, com o estado psicológico

a desenvolver neste momento e que é

afetado porque não é fácil tomar a decisão de colocar o idoso no lar. Tentamos passar segurança

autossustentável tanto em termos de energias

à família e ao residente, temos uma participação importante também nesse sentido. Digo que

renováveis como em termos de tudo. É uma

sempre que não substituímos ninguém, somos um apoio e tentamos ajudar sempre”.

aposta séria”, finaliza.

184 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


empresa | tema

Estrada nacional 247, Km 65,9 2705-841 Terrugem-Sintra • 219 616 007 / 927 640 412 www.restaurantedonpedro1.pt

O melhor buffet de comida tradicional portuguesa

Pedro e Elizabete Guedes

A história de amor de Pedro e Elizabete Guedes começou dentro de um restaurante: ele era o gerente e ela a cozinheira. E assim começou também uma parceria de sucesso nos negócios. Em 2011 abriram um restaurante de proporções mais pequenas que, rapidamente, ganhou um enorme sucesso. A escolha de mudar, em 2016, para umas instalações maiores e para o local estratégico em Terrugem, Sintra, foi mais do que óbvia.

Neste momento, o restaurante Don Pedro

diferente com os melhores produtos nacionais

sem dúvida. A comida que se fazia não era

Guedes I tem 500lugares sentados, buffet livre

de qualidade”. Qualidade essa que sai da

comida portuguesa, o que para mim custava

de cozinha portuguesa, um ambiente acolhedor,

cozinha pelas mãos da proprietária, que é

imenso, mas acabou por se revelar vantajoso,

espaço para eventos como casamentos e

também cozinheira exclusiva deste espaço de

porque agora consigo satisfazer os gostos dos

batizados e casa cheia durante todo o ano.

excelência e que confeciona todos os pratos

turistas quando cá vêm”, afirma.

Elizabete Guedes conta-nos a sua história na

com muito carinho, dedicação e experiência.

primeira pessoa.

Cozinheira há mais de 28 anos, Elizabete

Viagem gastronómica de sabores com o

começou por trabalhar nos Estados Unidos

Buffet Livre

A experiência na restauração

da América como empregada de mesa numa

Todos os dias, ao almoço e ao jantar, os

A proprietária revela que a ideia foi do marido,

cadeia de serviços de catering. O fascínio pela

clientes que visitam este restaurante podem

que é empreendedor no ramo hoteleiro há

cozinha despertou quando despendeu o seu

desfrutar de um menu de buffet livre com

muitos anos, quase 40. “Já existiam muitos

tempo a acompanhar o ritmo de trabalho do

base na cozinha portuguesa, com um

buffets na região da região da grande Lisboa

chef daquele espaço. “Devido às dificuldades

toque de criatividade própria que resulta

mas não de comida tradicional portuguesa,

em arranjar pessoal, comecei a gastar as

numa sofisticada e deliciosa combinação,

pelo menos nunca tínhamos ouvido falar e foi

minhas horas vagas na cozinha. Vi e comecei

confecionada diariamente com produtos frescos

por isso que surgiu esta ideia de fazer algo

a gostar, foi uma grande experiência para mim,

e fornecidos por produtores locais e nacionais.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 185


sintra | restaurante d.pedro guedes I A única folga é à segunda-feira, sendo que

a comer em casa, daí a nossa dificuldade em

a formar-se para ser o meu chef substituto.”

no resto dos dias os clientes podem almoçar

arranjar outro chef que me apoie, porque a

Elizabete orgulha-se de ter passado o gosto da

por apenas 8.50 euros ou jantar por 12 euros

maioria vem das comidas gourmet e a ideia

restauração aos seus herdeiros e espera que

(inclui bebida e café). Às sextas, sábados e

não é essa. Queremos manter sempre a

eles continuem com o negócio.

domingos o preço é de 12 euros com comida e

comida caseira.” “Os nossos clientes voltam sempre”

bebida à parte e, geralmente, acompanhamento de animação musical por um saxofonista.

Gerir uma numerosa equipa e conciliar com

A empresária refere que a maior parte das

“Temos a preocupação de apresentar comida

a vida pessoal

pessoas que os visitam são clientes desde

diversificada e, por isso, apostamos não só

Atualmente, o restaurante conta com cerca de

o primeiro restaurante, o que é uma prova

na quantidade mas também, e acima de tudo,

40 empregados divididos em dois turnos, da

dada de que a qualidade mantém os clientes.

na qualidade.” Os pratos com mais procura

manhã e da tarde. Elizabete confessa que a

“Temos clientes há muitos anos, mas também

são justamente os mais típicos como mão de

maior dificuldade é mesmo encontrar pessoas

temos muitos estrangeiros e pessoas que se

vaca, bacalhau com natas, dobrada com feijão

para trabalhar na restauração. “É um trabalho

deslocam de propósito de Sintra, de Lisboa ou

branco, cozido à portuguesa, pataniscas ou

que exige muito de nós e do qual se tem que

de vários pontos do país. No verão é normal

favas à portuguesa. Existe ainda uma forte

gostar muito. Exige toda a uma preparação que

termos mais gente, mas temos movimento

aposta nas entradas e nas sobremesas, como

é feita no momento, é uma grande pressão

durante o ano todo, sempre com casa cheia!”.

“um bom português tem de ser”. A fusão de

na qual as pessoas às vezes não conseguem

E Elizabete garante que os clientes estão

sabores aliada a um serviço personalizado e

lidar. Gerir pessoas é difícil e nós temos uma

satisfeitos. “Recomendam-nos e por isso

ambiente acolhedor com um buffet livre que

grande equipa.” Elizabete e Pedro estão todos

devemos-lhes grande parte do sucesso. Foram

contempla deliciosas iguarias que vão desde

os dias no restaurante, uma vez que são

e serão sempre a nossa maior publicidade”.

entradas frias e quentes, mesa de queijos

os únicos proprietários e gerentes. “É difícil

A proprietária explica que quando iniciaram

e enchidos de diversas regiões do país,

conciliar a vida pessoal com a profissional, mas

este conceito de buffet ainda ponderaram se

saladas, variados pratos quentes de peixe,

quando se gosta tudo se faz e nós vivemos

existiria alguma resistência ao self-service

carne e legumes e para terminar as diversas

verdadeiramente o nosso negócio. Acaba por

por parte dos clientes com mais idade, mas

sobremesas caseiras. “É tudo feito mesmo por

ser a minha família, os meus quatro filhos

aconteceu exatamente o inverso: a ideia foi um

nós. Gosto que as pessoas pensem que estão

trabalham aqui, um deles inclusivamente está

sucesso e teve uma adesão instantânea. “No

186 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


restaurante d.pedro guedes i | sintra meio de tantos pratos, conseguimos agradar a toda a gente”. A confeitaria Para além deste estabelecimento, o casal abriu mais recentemente uma confeitaria na Avenida de Fitares, em Rio Mouro, uma pastelaria e padaria que surgiu da necessidade de fornecer bolos ao restaurante e que também está a ter um enorme sucesso. Neste espaço os clientes podem encontrar pastelaria tradicional variada e bolos de aniversário personalizados consoante encomenda. Tal como no restaurante, a confeitaria mantém a mesma qualidade e os preços. Os desafios Elisabete alerta que para trabalhar neste ramo de atividade tem que se gostar muito do que se faz. “É um privilégio fazer-se o que se gosta e, às vezes, a vida não nos dá essa oportunidade. Somos um caso de sucesso e de expansão porque temos muitas ideias e sabemos conciliar e separar bem as coisas. Para quem está a pensar abrir um negócio tem de ter conhecimentos sobre a atividade e, essencialmente, paixão pela mesma.” Também a formação é muito importante, especialmente na restauração. “Exige muito de nós, é uma aprendizagem diária. Não podemos cair na rotina e todos os dias apresentamos pratos diferentes. Há que ter um grande dinamismo e carinho em tudo o que se faz”, afirma. Quanto ao futuro, Elizabete quer que a sua família dê seguimento aos negócios. A ideia é abrir mais restaurantes, mas sempre na mesma linha de negócio familiar. “O nosso sucesso deve-se aos nossos clientes” A proprietária acrescenta que sem os seus clientes não existiria sucesso e que eles são a chave do negócio. “Se não fossem eles e o seu apreço não fazia sentido nenhum o que nós fazemos. Eles virem até nós é o que nos dá impulso para continuar. Desejamos a todos os clientes e amigos um Feliz Natal e um Próspero Ano Novo”, conclui.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 187


sintra | incomum by luís santos

“À mesa é um momento de união para todos”

Otília Santos e Chef Luís Santos

Um espaço renovado, de novidade e romantismo, o restaurante Incomum By Luís Santos, é dotado de um conceito único. Situado em Sintra, uma cidade de encantos e mistérios que balança com o ambiente do restaurante, é um espaço acolhedor com uma boa mesa.

Para o chef Luís Santos, a aventura na cozinha iniciou-se aos 18

engraçadas e bem decoradas, o objetivo é fazer as pessoas sentirem-

anos, na Suíça, onde começou como ajudante de cozinha. Mas, foi em

se bem e que sintam que é um momento a desfrutar, sentindo-se

Genebra, no restaurante Lyon d’Or que conheceu e aprendeu métodos de

acolhidas. Para o chef, a refeição “é um conjunto, em que ser recebido,

trabalho que o lançaram na gastronomia.

os pequenos detalhes, são essenciais. É importante que as pessoas se

Em 2003, foi o regresso a Portugal e após alguns trabalhos no ramo foi

lembrem da refeição e não do que vem comer. As pessoas são marcadas

em 2014 que fez acontecer o sonho a nível pessoal e profissional. Assim,

por detalhes. Notam-se as diferenças e falam nisso, são os momentos

nasceu o Incomum e vingou na cozinha.

que ficam”. Incomum não é só um nome. Incomum é, também, o que

Sintra, cidade de amor e encantos, foi o local escolhido para o negócio

diferencia este restaurante com receitas que juntam a cozinha francesa

que, desde maio, conta com uma novidade inovadora, uma garrafeira de

com a portuguesa. Diferente da cozinha tradicional que se pode

vinhos portugueses onde os clientes têm ao dispor 108 vinhos a copo e

encontrar na maioria dos espaços, este local torna-se único pelas suas

cerca de 130 referencias de vinho. É um suplemento ideal do restaurante

caraterísticas que fogem das habituais fotografias de azulejos, de cavalos

que, como diz o chef Luís Santos, se diferencia “muito pelo serviço

da vila e do palácio. A ideia era mesmo essa, criar um novo conceito,

prestado pois um restaurante tem que ser isso, o complemento de várias

o que deixa orgulhoso Luís Santos principalmente “quando os clientes

coisas. Pela ementa do restaurante e o suplemento da garrafeira, acaba

dizem que faltava um local destes em Sintra”, o chef vai mais longe e diz

por ser um espaço único”.

que “é mais compensador ouvir isso do que receber o salário no final do

Com um ambiente amável e um espaço requintado, com salas

mês.”

188 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


incomum by luís santos | sintra

Paixão e Experiência

também marcar pela diferença: temos que os saber ouvir e saber o que

A paixão vem desde pequeno e a experiência já conta com 30 anos, são

vem procurar. Transformamos isso no lado positivo, se a refeição é um

conjuntos de “restinhos e sabores” que ficam na memória e acabam por

momento além de comer e matar a fome temos que saber compreender

se conjugar e resultar na recriação de pratos. O que, para o chef Luís

os clientes para eles terem o momento que eles idealizaram”.

Santos, é essencial. “Se deixar de ter a paixão de recriar pratos ou de

No momento da refeição muitos são os temas discutidos à mesa, mas

procurar alguma coisa diferente não vale a pena cá andar”.

refletindo, “não há politica nem há religião que nos separe. Isto é, todos

Mas nem só a paixão era pela restauração. O amor à primeira vista foi

somos obrigados a almoçar, somos católicos, hindus, o que seja, toda a

também por Sintra, “não há palavras, foi a terra que escolhi”.

gente almoça e toda a gente janta. À mesa é um momento de união para

A junção das duas paixões resultou na perfeição e o lema é “trabalhar

todos”.

todos os dias com afinco para que os resultados apareçam. Considero que são bons e gosto que o acaso nos conduza, mas nós temos que

Olhos postos no futuro…

fazer por ele, acho que tenho procurado as coisas boas, mas a sorte

O sonho comanda a vida e, até agora, a verdade é que Luís Santos

também me tem sorrido. É trabalhar e os resultados vão aparecendo”.

obteve o que sempre desejou. Apesar de considerar que a vida nem

O orgulho e o esforço são visíveis o que resulta “em três anos sempre a

sempre é um mar de rosas, a persistência e a paixão fizeram com que

subir, cada vez somos mais reconhecidos tanto a nível local, nacional e

tudo fosse possível.

até internacional, os clientes voltam e é o melhor que podemos ter”.

Para já, consolidar é a palavra utilizada para descrever a ambição, mas, no futuro, o sonho é o de ter uma sala com janelas e vista para o mar,

O cliente e a união

considerando que seria “ouro sobre o azul do mar”.

É certo que cada vez mais com a pressão do dia a dia é difícil desfrutar

Apesar desse sonho, que também é questionado muitas vezes pelos

de um tempo no restaurante. A pressa acomoda-se e, por vezes, não é

clientes, o chef finaliza mostrando empatia pelo local que trabalha: “estou

fácil sentir a essência do espaço onde se come.

muito bem aqui, gosto muito do local que estou, estamos a trabalhar no

Outras vezes, o cliente simplesmente olha para o restaurante e

bom caminho”.

mentalmente faz uma ideia do que esperar e é aí que o chef tenta

Rua Doutor Alfredo Costa 22 2710-523 Sintra Tel: 219 243 719 www.incomumbyluissantos.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 189


sintra | pingo de solda

Um parceiro de confiança Pingo de Solda é uma empresa vocacionada para pequenos e grandes projetos no ramo de serralharia, capazes de transformar todos os materiais de ferro, inox e alumínio. A empresa presta igualmente serviços de qualidade de pintura, lacagem a pó, corte a laser, montagens de estruturas e elementos de publicidade.

Luís Leonardo, Vítor Nunes e Rui Saias Administradores Vítor Nunes, Luís Leonardo e Rui Saias são os três sócios-gerentes da

que “no início foi muito complicado, pois eu e os meus sócios agarramos

empresa resgatada em 2014. Na época, Vítor Nunes era funcionário da

numa empresa que se encontrava no fundo do poço. O mais importante é

empresa falida que decidiu fechar as portas. No entanto, e com postos de

que como uma família conseguimos resgatá-la e juntos temos feito com

trabalho em causa, Vítor Nunes e Rui Saias decidem ficar com a empresa

que ela cresça de ano para ano”, revela Vítor Nunes.

renovando a sua imagem e aumentando o leque de serviços prestados

Pingo de Solda, um parceiro de confiança, é como é vista esta empresa

aos seus clientes.

aos olhos de quem a procura. O nosso entrevistado explica que o segredo

O nosso entrevistado, Vítor Nunes, revela que iniciou a sua atividade

para este sucesso depende de toda a equipa. “Sentimos realmente

profissional nesta área na sua juventude. “Comecei bastante jovem neste

falta de uma mão de obra qualificada, mas a que temos é magnífica,

setor, com os anos fui evoluindo como profissional. Nos dias de hoje é

os nossos colaboradores são profissionais experientes no setor. São os

fundamental para o negócio tudo o que sei. Contudo, confesso que sem

nossos 12 trabalhadores e o nosso esforço que permitem que a nossa

os meus sócios nada disto seria possível. Cada um deles desempenha

empresa continue a crescer”. Vítor Nunes revela ainda que já no próximo

a sua função na perfeição e só com o esforço e a união dos três

ano a empresa pretende faturar um milhão de euros.

conseguimos atingir os nossos objetivos”, reconhece o empresário.

Pingo de Solda orgulha-se de ser a primeira opção de multinacionais

Pingo de Solda trabalha exclusivamente para empresas, colaborando

que recorrem aos seus serviços de qualidade, só possíveis através da

em projetos destinados para o interior e exterior do país. O gerente

constante formação dos seus colaboradores e aposta nos melhores

explica que não reconhece empresas ligadas ao mesmo setor como

materiais e maquinaria.

concorrentes. “Trabalhamos juntamente com firmas com grande fluxo

Para mais informações visite a oficina na Avenida Sidónio Pais, nº 52,

de exportações e, quando há um excesso de pedidos, essas mesmas

2710-730, Albarraque, Sintra, ou através dos contactos telefónicos

empresas recorrem aos nossos serviços porque confiam na qualidade do

+351 219 259 684, +351 965 849 345 ou através do email geral@

nosso trabalho e nos prazos de entrega”. O empresário confessa também

pingodesolda.pt .

190 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


tema | empresa

Dedicação e entrega ao seu automóvel Carreto´s é e um Centro de Reparação Automóvel Especialista em automóveis de origem alemã, nomeadamente Porsche, Mercedes-Benz, BMW, Audi, e restante grupo Volkswagen, que nasce em 2013 através de David Carreto. A empresa Carreto´s inicia a sua atividade, em Sintra, com um conceito inovador de ‘chave na mão’ e coloca à disposição dos seus clientes vários serviços de qualidade sem compromisso. Destacando-se com um novo conceito de reparação automóvel, garante assim a recolha e entrega gratuita de viaturas na área de Lisboa e Vale do Tejo aquando da realização do serviço de manutenção ou qualquer outra situação que impossibilite a deslocação da viatura à oficina. Dispõe ainda de viaturas de cortesia, para ceder aos seus clientes, na eventualidade de uma reparação demorar mais de duas horas, ou até na impossibilidade de deslocação do cliente à oficina “deixamos um e trazemos o seu para reparar.” Este serviço surgiu, como resposta às necessidades do mercado. “Somos uma oficina direcionada para o futuro, e como tal, estamos focados nas viaturas mais recentes, nas necessidades dos seus utilizadores, e em ser uma oficina diferenciadora sempre com soluções e seviços para melhor servir os nossos clientes”. Este serviço criado por David Carreto, garante a mobilidade dos seus David Carreto Empresário

clientes (pessoas com vidas profissionais bastante ativas), enquanto o seu automóvel está na oficina. “Não precisa de adiar mais a manutenção do seu carro”. Por vezes, a falta de manutenção atempada de um automóvel, ainda que

192 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


carreto’s | sintra de forma involuntária, leva ao acumular de mais quilómetros,

para a divulgação da nossa atividade”, conta o gerente do projeto.

levando a grandes, demoradas e dispendiosas reparações.

David Carreto deixa uma mensagem em forma de convite. “ A nossa equipa trabalha

A manutenção preventiva e programada das viaturas surge

com prazer, fazemos o que gostamos e preocupamo-nos com os nossos clientes

como opção mais saudável para o seu automóvel, que assim

e com as suas viaturas. Aplicamos materiais originais e de qualidade superior nos

necessita de permanecer menos tempo na oficina com

automóveis que assistimos e todos os serviços têm garantia. Realizamos também

reparações de menor valor e sem surpresas indesejadas.

um atendimento próximo e personalizado a cada cliente, porque cada cliente é

A paixão pelos automóveis é o principal ‘motor’ da

único”. O empresário termina o seu discurso agradecendo aos seus parceiros. “Quero

equipa que através de uma espécie de simbiose, que

também deixar um agradecimento especial aos nossos principais fornecedores Create

permite a ligação entre o artesão e a matéria prima. “As

Business, Expocar, C. Santos Vp, Mercedes-Benz Comercial, Centro Porsche Estoril,

marcas constroem e nós garantimos a sua fiabilidade e

Baviera Cascais. Um outro agradecimento também às pessoas que têm contribuido

continuidade”, e é essa mesma paixão, que permite uma

indiretamente para o seu desenvolvimento, quer a nível pessoal quer a nível

evolução diária, possibilitando que a equipa trabalhe no seu

empresarial: Paula Martins (personal coach) representante do projeto Skilup, Paula

limite, para que no final o cliente fique satisfeito e sinta a

Mateigueira (formação em desenvolvimento pessoal e profissional), representante do

diferença. David Carreto reconhece o valor inestimável que

projecto Business2level, ao Rui Vítor Jorge, proprietário do Chalé 12 que é um espaço

cada automóvel tem para o seu proprietário, e promete

de Cowork em Sintra onde me refugio para planear o futuro da minha empresa e pôr

tratá-lo com o máximo de respeito, pois o amor partilhado

em prática as novas ideias que surgem na minha mente empreendedora, ao Vitor

pelos automóveis surge na vida do empresário ainda ele

Soares (representante da plataforma de oficinas Izirepair) onde façoquestão que a

era jovem. “Tive a oportunidade de ingressar no ramo

minha empresa esteja presente pois é mais um canal que me ajuda a chegar a novos

dos concessionários, mais particularmente na Mercedes-

clientes, e finalmente ao BNI Decisão que é um grupo empresarial que pertence à

Benz (Automar e C.Santos VP) há 18 anos atrás, onde

maior organização de referências de negócios do mundo BNI, onde num espírito de

assumi elevados cargos de grande responsabilidade. Aí,

entreajuda mútua ajudo a desenvolver o negócio de outros empresários através de

adquiri parte da minha formação enquanto profissional do

referências (oportunidades de negócio) e que mais tarde os mesmos me retribuem da

ramo automovel, passei por todas as áreas de reparação

mesma forma com gratidão passando-lhe também oportunidades de negócio através

automóvel e por outros concessionários de renome (Baviera

de referenciação”.

Cascais BMW, Grupo Salvador Caetano e Santogal VW) o que fez com que tenha adquirido a experiência que tenho hoje”, conta o nosso entrevistado. Sem perspetivas de crescimento profissional na posição que ocupava, movido pela sua ambição, pela satisfação do cliente e pela sua paixão pela mecânica e pela indústria automóvel, decidiu em 2013 iniciar o seu próprio negócio. O projeto conta com seis colaboradores, peças fundamentais para o sucesso da empresa. “A nossa equipa conta com seis pessoas dedicadas por completo, com experiência no ramo e com gosto pelo trabalho desenvolvido em grupo. Aliás, para mim, o trabalho em equipa é o fator mais importante no exercício da atividade e também para o seu sucesso. Apostamos acima de tudo na contínua formação de todos elementos do projeto”. Para o futuro, David Carreto aponta para um crescimento gradual como reflexo de vários fatores diferenciadores. “Queremos continuar a apostar no crescimento da nossa empresa, continuando a investir na qualidade e na inovação das nossas instalações bem como na contratação de novos colaboradores e sua formação”. O jovem empreendedor comenta ainda que as competições automóveis são para continuar. “A equipa Carreto´s participa em várias competições de velocidade em automóveis clássicos. Este ano começámos a realizar estas provas como forma de divulgação da própria empresa. O resultado foi bastante positivo, além de ter conquistado o quinto lugar à geral bem suado na primeira corrida, a nossa participação contribuiu

REVISTA BUSINESS PORTUGAL 193


sintra | campus dog

“A alma do cão

é a vontade do dono”

O contacto com os cães fez desde sempre parte da vida de Tiago Soares. A Campus Dog, uma escola de treino canina, veio assim completar um sonho de infância. Os conhecimentos adquiridos pelo treinador com a experiência do dia a dia, somados com as bases que o curso lhe ofereceu, fazem da Campus Dog um local de excelência para formar donos e animal, para que o convívio entre ambos e de ambos na sociedade corra pelo melhor. da aprendizagem desenvolvida. Para além dos laços entre dono e cão, é importante que haja disponibilidade física para acompanhar todas as fases do treino do animal, uma vez que só com esse incentivo haverá resultados. “Os donos só conseguem ensinar os cães com uma técnica específica. Dentro da nossa escola é indispensável a disponibilidade física do dono, porque são apresentados vários exercícios em que é necessário que ele acompanhe o seu cão. Se não o conseguirem, o cão também não o fará, porque a alma do cão é a vontade do dono. Se o dono quiser que ele faça determinada coisa, ele faz”, explica o proprietário da Campus Dog. Tiago Soares defende que o treino com os cães deve começar logo desde cedo, uma vez que são seguidos os ciclos de crescimento do animal e admite que um dos graves problemas que encontra é a falta de educação do cão. “Eu aconselho todos os proprietários de cães a que os venham treinar a partir dos três meses, porque nós usamos o método de ensino da precocidade, que segue os ciclos vitais de crescimento físico e psicológico do animal e essa é a idade indicada, até ao final da vida. O cão está sempre em aprendizagem. Eu trabalho para a inserção dos cães na sociedade, para as pessoas consigam usufruir do cão com todas as dificuldades que há lá fora. O grande problema que encontro aqui na escola é a falta de educação dos cães. É o cão não saber andar à trela, saltar para cima do dono sem ele Tiago Soares Treinador e proprietário

O percurso de Tiago Soares com os cães começou bem cedo na sua juventude, primeiro enquanto dono e, ainda antes dos dez anos de idade, com a experiência do treino. A trabalhar na área já há 12 anos, tem agora o seu próprio negócio, a Campus Dog. “Tenho cães desde que nasci e, a partir dos nove anos, comecei a investir na parte do treino, com o meu pastor alemão de pelo comprido. Mais tarde, tirei o curso de formador e comecei a dar aulas, corria o ano de 2005. Reuni muita experiência com cães, ninguém vai tirar um curso sem ter esse contato prévio, o qual nos vem dar todas as bases de saber como treinar o animal, assente numa técnica”, afirma. Treino para cães... e para donos! Ao contrário daquilo a que o senso comum pode induzir, uma escola de treino canino aposta na formação do dono, já que a relação entre ambos é fundamental para o sucesso

194 REVISTA BUSINESS PORTUGAL


campus dog | sintra mandar, saltar para cima da mesa sem o dono querer. O treino é uma coisa, a educação é outra. Aqui começamos pelas ordens básicas (andar ao lado do dono, deitar, sentar, estar quieto...), depois temos a parte de obstáculos, que servem para muscular os animais e colocar-lhes novos desafios. Os cães também precisam de repreensão, que aqui é dado com o comando de «não», com um tom de voz diferente, como se houvesse raiva. As restantes ordens são dadas de forma calma e didática, para o cão sentir que o dono está presente e, quando faz bem, tem a recompensa, que é o carinho”, defende Tiago Soares. Existem raças potencialmente perigosas? Para além de ser treinador na Campus Dog, Tiago Soares é também criador de cães e a sua experiência ajuda-o a ter uma posição bastante assertiva quando o tema são as raças “potencialmente” perigosas. Para o proprietário da empresa, e tal como com os seres humanos, existem simplesmente perfis psicológicos diferentes. “Existem raças que são muito instintivas, como os cães de caça, mas existem os cães ricos em personalidade, que têm vários impulsos herdados (impulso ao alimento, movimento, luta, defesa, poder e conhecimento, como é o caso do pastor alemão). Quando estamos a treinar um cão instintivo, o instinto vai sempre falar mais alto, por isso é que depois vamos precisar da obediência para ajudar a controlar. Os cães ricos em personalidade gostam de estar ao pé do dono, de o proteger, são mais territoriais, e isso vai fazer com que o ensino seja mais fácil. Para além disso, todos os cães

têm diferentes perfis psicológicos: temos o inibido, o muito submisso, o submisso, o dominante e o muito dominante. Em todas as raças existem exemplares de todos estes perfis. O que existem são determinadas raças em que são mais instintivas e foram treinadas para determinada tarefa, o que vai exigir um dono mais exigente. Não o tendo, esses cães começam a querer subir na escala hierárquica”, explica Tiago Soares. O proprietário da Campus Dog conclui salientando o orgulho nos seus alunos: “Tenho muita sorte nos alunos que tenho. Formo-os à minha imagem, sou muito rigoroso, não gosto de erros e, quando eles acontecem, temos que os corrigir”.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL 195


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