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SDO CONSULTING

FOCO, PAIXÃO E RESILIÊNCIA Paula Oliveira, diretora geral do Grupo Ucall e acionista maioritária da SDO Consulting em Portugal


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JAYME DA COSTA

“SOMOS ENERGIA” Luís Pedro Marques, presidente do conselho de administração

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EMBARQUE NUMA VIAGEM ~NO TEMPO DE MILHOES DE ANOS VENHA APRENDER TUDO SOBRE A HISTÓRIA DA TERRA E PASSE UM DIA DE DIVERSÃO EM FAMÍLIA.

12 0 MODELOS

À ESCALA REAL


ÍNDICE

EDITORIAL

Março 2018

81 ETC2.

É BIRÒ!

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66

46 PARQUE DA LOURINHÃ Já abriu o Dino Parque na Lourinhã

72 LUXESTORES Na linha da frente no setor dos estores

LOURINHÃ, CAPITAL DOS DINOSSAUROS

ALENTEJO ESPECIAL PONTE DE SOR

54 MEGANUNCIUS Um ‘ás’ da comunicação 64 COZINHA DIVINA A criatividade e a excelência de Chakall

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DIREITO NACIONAL E INTERNACIONAL 110 SGOC Onde a expansão passa pela internacionalização

Se há edições multidisciplinares, esta é uma delas. Senão vejamos! Dia Internacional da Mulher e Liderança Feminina, Cidades Criativas e Empreendedoras, vinhos nacionais ímpares e de excelência, sabores portugueses sem igual e ainda… dinossauros. Leu bem, dinossauros. Com uma linha editorial pautada pela inovação e empreendedorismo, a presença da Revista Business Portugal no Parque de Dinossauros da Lourinhã era obrigatória. Depois, e como não podia deixar de ser, celebra-se o Dia Internacional da Mulher, com vários testemunhos de mulheres de caráter forte e decidido, que subiram na vida fruto de muito trabalho e da dedicação profissional que demonstram. Elas são a prova de que as mulheres podem ter cargos de chefia e, em simultâneo, uma vida familiar plena. Terá a oportunidade de conhecer alguns destes exemplos. Sendo Portugal tão rico em gastronomia como é, e estando os vinhos nacionais no top dos melhores vinhos do mundo, em várias publicações e concursos da área, não podiam faltar também na Revista Business Portugal, aliados à comida com sabores únicos e tipicamente portugueses. Por último, falta apenas mencionar as cidades empreendedoras e criativas que se espalham pelo país. São várias, de Norte a Sul, com muitos exemplos positivos de gente que se arrisca e inova. Folheie a Revista Business Portugal deste mês e fique a conhecer todas as novidades!

FICHA TÉCNICA Propriedade: Guidetarget, Lda Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Joana Gonçalves, Laura Azevedo, Sílvia Pinto Correira, Tânia Pacheco, Teresa Mata Outros Colaboradores: Ana Miguel Lopes, Diana Barros, Flávia Castro, Joana Capinha, Joana Quintas, Jorge Teixeira, Maria Inês Moreira, Marta Botas, Telma Moreira, Teresa Teixeira Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Direção Comercial: José Moreira Dep. Comercial: António Matos, Fernando Lopes, Filipe Amorim, Isabel Brandão, Luís Pinto, Manuel Fernando, Maria José Moreira, Paulo Padilha, Rui Moreira (geral@revistabusinessportugal.pt) Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Periodicidade: Mensal Março 2018

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DESTAQUES 06 SDO CONSULTING Foco, paixão e resiliencia 10 BOEHRINGER INGELHEIM Valor através da inovação 12 JANSSEN Empreendedorismo e inovação em saúde 14 ESSÊNCIA COMPLETA Planear a comunicação para permanecer inabalável 16 WIN COACH ACADEMY Coaching para o sucesso 18 ARCHITECT YOUR HOME Uma casa exatamente à medida do cliente 20 PATO RICO Penas de Pato na Vanguarda do Têxtil 22 GLINNT Tecnologia ao serviço da saúde 24 DOM SENHORIO “Gosto muito daquilo que faço” 26 ARCHEOCÉLIS Vontade e persistência

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DIA INTERNACIONAL DA MULHER MULHERES LÍDERES E EMPRESÁRIAS A cada ano, o Dia Internacional da Mulher ganha mais importância, já que a questão da igualdade de género é cada vez mais tratada com a seriedade que merece. A luta por uma maior presença feminina em todas as áreas da sociedade intensifica-se ano após ano tanto nosso país, como no mundo. Mas o que diferencia as mulheres em cargos de liderança? É difícil definir com clareza o que distingue as mulheres dos homens em cargos de chefia, mas o certo é que há ideias enraizadas na sociedade de que a chefia feminina é mais branda que a masculina. Acredita-se que as mulheres são mais sensíveis, expressivas e os homens mais contidos e, de facto, há estudos que revelam que as mulheres se preocupam mais em harmonizar o grupo. São mais preocupadas com o bem-estar da sua equipa e mais acolhedoras quer com os colegas quer com os clientes. Além disso, têm maior capacidade para adaptar a sua comunicação a diferentes ambientes e interlocutores. A contribuição da liderança feminina para o desenvolvimento das organizações já está a ser medida e comprovada. Estudos recentes revelam que a diversidade de género na administração de uma empresa impulsiona a performance e aumenta as receitas. Ainda que muito caminho haja a percorrer, a Revista Business Portugal, neste mês de março, mês do Dia Internacional da Mulher, apresenta alguns exemplos de liderança feminina. Queremos celebrar mulheres líderes e empresárias, que quebram barreiras, que vão à luta e que nos mostram o caminho. São mulheres que, além de se notabilizarem pelo seu percurso profissional de sucesso, são inspirações para todos nós. Conheça trajetos notáveis em diversos setores de atividade, para que se valorize, cada vez mais, o papel essencial das mulheres na economia e na sociedade.


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FOCO, PAIXÃO E RESILIÊNCIA Paula Oliveira, acionista maioritária da SDO Consulting, apresenta-se como alguém que gosta das coisas simples da vida. Desde cedo que se evidenciou como dinâmica e determinada. Conheça-a na primeira pessoa e o percurso que a levou a ser hoje uma empresária sólida, inspirada e inspiradora.

Um percurso de sucesso Com um espírito jovem e uma visão empreendedora, Paula Oliveira afirma que o que sempre a caracterizou “foi arriscar e fazer coisas que não eram convencionais”. A sua carreira sempre foi pautada pelas consequências de saber arriscar e de saber agarrar oportunidades. Porque, na verdade, quando sabemos quem somos e para onde queremos ir, as coisas fluem naturalmente. Tudo começa na faculdade quando chama a atenção de alguns professores pela sequência do seu pensamento que lhe permitia

“Adoro aprender, ver outras formas de ver os temas e outras formas de olhar para as empresas e pessoas”

Conquistar para evoluir”. Uma frase que demonstra o percurso profissional de sucesso de Paula Oliveira. Sem dúvida, que a conversa que a Revista Business Portugal teve o prazer de ter com a empresária, se revelou um momento de grande inspiração. Ficamos a perceber que esta mulher é um verdadeiro exemplo capaz de criar um impacto positivo nos outros com simples palavras de motivação. É uma mulher que olha para a realidade sob a lógica de aprendizagem contínua e de ‘growth mindset’. É uma mulher que sabe dar valor a todas as experiências que surgem, sendo determinada e resiliente na adversidade. É uma mulher que ousa fazer diferente, que arrisca e pensa fora da caixa. Conhecer Paula Oliveira faria todo o sentido para qualquer mulher que quer arriscar mas tem medo das consequências das suas opções. Mudaria – logo – a forma de pensar.

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adotar um novo ponto de vista sobre as questões que lhe colocavam. Foi, então, convidada a contribuir em projetos da área da consultoria. Nesse seguimento, decide dar um passo que se revelou decisivo para a sua carreira como profissional. “Fui convidada para um projeto em Angola, em 1994, quando ainda estava a acabar o curso. Angola estava em guerra, mas eu sempre ouvi falar de África, decidi arriscar e ir ver o que era isso de África”, conta. Acredita que o facto de mudar de continente, ver novas realidades e absorver tudo à sua volta como uma esponja foi a alavanca para o futuro, que a tornou na líder empresarial que é hoje. Já em Angola consegue transformar um pequeno projeto num grande desafio, que lhe abre novas portas. “Trabalhei com as melhores práticas internacionais, numa indústria desafiadora, os petróleos, o que me obrigou a um esforço adicional, a dar “the extra mile” para os poder acompanhar, o que me deu uma grande bagagem em termos de como se faz bem e de uma forma competitiva”, afirma a empresária sobre o seu percurso.


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Com uma visão mais ampla do mercado, aceita a proposta de abrir uma sucursal desta empresa de consultoria em Angola, momento em que dá início à sua carreira de gestão, assumindo responsabilidades para além daquelas inerentes a uma consultora, altura em que decide reforçar os seus conhecimentos académicos através de um programa de Gestão da Universidade Católica. Em 2002 é convidada a fazer parte da equipa que gere a implantação da fábrica de Coca Cola em Angola como Diretora de Recursos Humanos e Corporate Affairs. Um projeto “que foi sem dúvida um grande desafio na minha vida profissional, porque é uma empresa arrojada que desafiou vários clichés que caracterizavam Angola nesta fase difícil e me envolveu em todas as áreas do negócio estimulando a minha apetência para a visão estratégica das empresas. Posicionou-me num outro patamar como pessoa, como profissional, e como futura empresária. Numa fase de reflexão sobre próximos passos na sua carreira, surge um novo desafio, fazer parte do Conselho de Administração da ESCOM (Grupo Espírito Santo), como Administradora Executiva, onde a atração está na diversidade do portfolio de negócios que faria parte do seu pelouro, desde o setor de imobiliária, à agricultura e minas. A vontade de crescer acompanha a empresária desde sempre e com isso a necessidade de criar o seu próprio ne-

gócio. Percebendo o país, as particularidades da sua economia e desafios dos diversos setores, já com uma rede de contactos relevantes, surje a Ucall, que mais tarde deriva para a Ucall Consulting - uma empresa de Consultoria, especializada em pessoas, onde o foco é a definição de estratégias sustentáveis a longo prazo acompanhadas dos diversos pilares de operacionalização, que tem contribuído em Portugal e em Angola, para o desenvolvimento e crescimento de várias empresas; alguns anos mais tarde cria a Human Capital – uma empresa de Executive Search e Talent Sourcing, como consequência direta do crescimento da sua rede de

“...compreendo claramente a importância de avaliar o retorno no investimento em todas as intervenções no âmbito da consultoria”

contactos e carreiras que já acompanhava e apoiava informalmente. A relação com a SDO Consulting em Portugal surge pelo crescimento dos projetos que exigem mais pessoas com competências mais diversas. Começaram como parceiros, mas mais tarde acaba por comprar a maioria das ações da empresa. O objetivo desta compra é reforçar o capital SDO para a elevar a um patamar mais ambicioso e de alguma forma futurista. Fazendo uma retrospetiva, sente que o seu percurso aconteceu, passo a passo, com firmeza e consistência, dando o seu melhor e desafiando-se constantemente. Confessa que gosta de ritmos agitados, de pressão e de realizar novos projetos que à primeira vista parecem, ou lhe dizem, ser impossíveis de realizar. A sua maturidade aliou-se à experiência e a progressão foi acontecendo. “Adoro aprender, ver outras formas de ver os temas e outras formas de olhar para as empresas e pessoas”, afirma Paula Oliveira. Quem mantém contacto com Paula Oliveira percebe que o seu empreendorismo está associado à sua capacidade de iniciativa, evolução constante, abertura e adaptação a novos desafios – mantendo sempre o foco na essência e simplicidade.

Um exemplo de líder empresarial no feminino Para esta líder com um percurso intenso de sucesso, arriscar, o não ter medo de mudar de ambientes, de equipas e da natureza de negócios é a chave para crescer enquanto profissional. Mostra que nunca

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se deve estagnar e estar conformado a nível profissional e/ou até pessoal, olhando para os desafios como oportunidades superadas. O maior desafio é encontrar o equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, algo essencial para conseguir ter o foco e a energia necessários para um bom desempenho de funções. Assume uma atitude positiva perante a vida, optimista por natureza e impulsiva no que toca a agarrar oportunidades, desafia o status quo com bastante naturalidade. Para Paula Oliveira um bom líder é alguém com visão, que cria objetivos e estimula as pessoas para darem o seu melhor, que inspira e desafia, que dá espaço e liberdade às equipas para inovarem e contribuírem, com foco nos resultados. Ouvir as pessoas e estimular o seu crescimento individual, a cultura do conhecimento e do mérito. Garantir que as pessoas gostam, têm orgulho e se divertem no seu trabalho. De uma forma mais lírica, um líder deve despertar a curiosidade intelectual e o espírito crítico sustentado, ajudando-os a ver umas asas que eles julgam não ter e, depois sorrir ao vê-los voar. Para isso acontecer, é fundamental a presença de uma estratégia e de um rumo definido.

Ser mulher não é um entrave ao empreendorismo Sobre o assunto de uma mulher poder ter a oportunidade de ser líder, a empresária assume que os clichés sobre a discriminação do género devem ser postos de lado. Na sua opinião, chegar a uma posição de liderança depende do empenho individual, da visão, competência, entrega e resultados, independentemente do género. “Para inspirarmos os outros é preciso sermos arrojados e trazermos vitórias como resultados, temos que ser consistentes entre as nossas ambições e os nossos resultados! Há

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pessoas que inspiram em discurso mas não trabalham o suficiente para lá chegar”, na sua opinião esta fórmula serve ambos os sexos. É importante ter atitude, mas também paixão, ousadia, foco e determinação. O conceito de super-mulher ou super-homem é discutível. Não se é ‘super’ quando se luta esforçadamente para atingir os objetivos materiais, emocionais e afetivos que qualquer ser humano se propõe. Pensar que ser mulher e mãe tem necessariamente de implicar uma menor prestação profissional é falso e injusto. O importante é saber o que se quer, capacidade de organização e método. Ainda sobre o assunto Paula Oliveira acrescenta que “em todas as empresas onde trabalhei, desde pequenas consultoras, até a grandes multinacionais, sempre fiz carreira ascendente e nunca fui alvo de qualquer discriminação. Sou mãe de três filhos, tive as minhas licenças como qualquer outra mulher trabalhadora, nunca senti que tivesse perdido alguma oportunidade por esses motivos”. As mulheres devem afirmar-se sempre pela sua competência e nunca pelo seu género. Quando se chega aos centros de decisão, o género não é uma variável importante. Para lá chegar é necessário conjugar uma enorme diversidade de variáveis mas seguramente que a masculinidade não é uma delas!

Um olhar sobre a SDO Consulting A SDO Consulting conta com uma história com mais de 25 anos. É uma empresa que se foi sedimentando ao longo dos anos pela qualidade e confiança dos projetos realizados. Esta base proporcionou à SDO estabelecer parcerias muito sólidas e estruturadas com clientes que já existem há mais de 20 anos. Atualmente, estão a reinventar-se respeitando a solidez e his-


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tória, mas construindo ambições mais elevadas. Têm know how e competências in house que não estão a ser capitalizadas pelos seus clientes, e por isso até serem alvo de ‘hunting de quadros’ com alguma frequência. A capacidade de oferta é muito mais profunda e vasta do que aquilo que é entregue, porque muitas vezes os próprios clientes não conhecem a sua oferta. Estão atualmente a construir uma forma de comunicação mais abrangente, clara e eficaz. Desde sempre que o objetivo da SDO Consulting passa por criar uma parceria estratégica na gestão de pessoas dentro das empresas. O facto de conhecerem o lado da gestão do negócio e estarem envolvidos em diversos ângulos de atuação, permite-lhes fazer abordagens mais holísticas dos temas dos seus clientes. Para isso, defendem uma atuação 3D, com três esferas que se interligam; a ‘gestão da mudança’ – que tem tudo a ver com a cultura e o clima organizacional, a ‘gestão de talento’ – área mais objetiva na gestão de Estruturas, Processos e Pessoas, e a ‘liderança’ que é o suporte condutor de qualquer iniciativa. Trabalhar o mindset dos líderes de forma a tornar a cultura organizacional numa vivência sustentável, e serem eles os ‘drivers’ da mudança. O que marca a diferença nesta empresa é a sua assinatura ‘Singular People Build a Brighter Future’. Como a empresária explica, “marcamos a diferença pela nossa singularidade, a de cada pessoa que pensa coisas diferentes. Queremos olhar para as pessoas numa perspetiva 360, olhar para o negócio, para a economia, para o mundo e as novas tendências. Apostamos muito na diversidade de competências, em pessoas que gostam de arriscar. Nós queremos surpreender ao pensar fora da caixa e ter o raciocínio crítico estimulado, mas sempre suportado pelo know how nas melhores práticas internacionais”. O compromisso primordial da empresa é o cliente. Pensar no cliente é pensar num compromisso. É preciso conhecer o cliente, perceber as suas necessidades e apresentar soluções simples e eficazes. É importante que os clientes vejam a SDO Consulting como uma entidade de referência – em inovação e estratégia - capaz de apresentar as melhores e personalizadas soluções. O

“Para inspirarmos os outros é preciso sermos arrojados e trazermos vitórias como resultados, temos que ser consistentes entre as nossas ambições e os nossos resultados! Há pessoas que inspiram em discurso mas não trabalham o suficiente para lá chegar” desempenho com qualidade é a chave para obter resultados de negócio e garantir o desenvolvimento sustentável, considerando os interesses dos clientes, colaboradores, fornecedores e acionistas. Por fim, desenvolvem um esforço contínuo de alinhamento e melhoria da sua oferta de serviços, competitividade e posicionamento no mercado nacional e internacional. Afirmam-se como diferenciadores pela gestão de indicadores que avaliam o impacto das suas intervenções. “Para além de consultora, sou empresária e investidora, por isso compreendo claramente a importância de avaliar o retorno no investimento em todas as intervenções no âmbito da consultoria”, afirma Paula Oliveira.

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BOEHRINGER INGELHEIM

Valor através da Inovação’ é um dos pilares fundamentais da Boehringer Ingelheim (BI). Pode dizer-se que a preocupação em gerar inovação está no seu ADN? Sim, podemos dizer que gerar inovação está no ADN da BI. Sendo uma empresa fortemente orientada para a investigação e desenvolvimento (I&D), tem estado desde sempre empenhada em melhorar a saúde humana e animal. ‘Valor através da Inovação’ é a nossa visão, que se reflete nos investimentos feitos anualmente em I&D. Hoje, a inovação e a liderança são os princípios orientadores nos 145 países em que a BI está presente e para os cerca de 50 mil colaboradores em todo o mundo e resulta do facto da BI continuar a ser uma empresa familiar. ‘Valor através da Inovação’, onde se centra a nossa visão institucional, resume os objetivos e convicções da BI e é o motor e a força para todos os colaboradores.

‘VALOR ATRAVÉS DA INOVAÇÃO’ Vanessa Jacinto é um dos rostos da Boehringer Ingelheim em Portugal. Um rosto feminino. Numa edição com enfoque na mulher enquanto líder, e a propósito do Dia Internacional da Mulher, Vanessa Jacinto conversou com a Revista Business Portugal, dando-nos a conhecer a sua visão enquanto uma líder de sucesso. Vanessa Jacinto, Head of Market and External Affairs

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A BI está presente em Portugal há mais de 50 anos. Como avalia esta presença e o crescimento notável que têm conseguido? A aposta no desenvolvimento e na formação dos colaboradores continua a ser um fator crítico de sucesso, uma vez que profissionais melhor formados prestam um melhor serviço à comunidade científica e, consequentemente, aos doentes e à sociedade. Os resultados são em grande parte explicados por estas medidas e pelo reconhecimento de clientes e parceiros. Em 20 anos, no mercado ambulatório, passámos do 25º lugar para o 9º. Nos últimos quatro anos temos conseguido manter um nível de crescimento muito sustentado.


BOEHRINGER INGELHEIM

Um outro aspeto importante é a forte aposta em ensaios clínicos, que tem permitido que a empresa seja altamente reconhecida por todos os parceiros. Quando se investe em I&D gera-se riqueza para o país, disponibilizando medicamentos inovadores em fases muito precoces, de forma gratuita, e aumentando o conhecimento dos profissionais de saúde, trazendo benefícios financeiros para os centros de ensaio. As áreas terapêuticas em que a BI tem um forte posicionamento são a área respiratória e a área cardiovascular. Que outras apostas fazem parte da estratégia da empresa? Efetivamente, as áreas pelas quais a BI é mais reconhecida são as respiratória e cardiovascular, mas tem também investido bastante na criação de valor em necessidades médicas não satisfeitas, em doenças do sistema nervoso central, doenças metabólicas, imunológicas e oncológicas. Todos os anos são investidos mais de 20 por cento do valor das vendas globais em I&D em todas estas áreas. Quanto à saúde animal, somos líderes na prevenção e no tratamento de doenças e estamos empenhados em melhorar a saúde dos animais. A Boehringer Ingelheim BioXcellence®, é já líder mundial no desenvolvimento e produção de medicamentos biossimilares. Quais os principais desafios que se colocam atualmente ao setor farmacêutico? Uma das metas dos sistemas de saúde é o aumento da esperança média de vida. Mas está na origem de constrangimentos e levanta desafios enormes, como a falta de recursos e aumento da procura de cuidados de saúde, com consequente aumento dos custos. Se os sistemas de saúde não se adaptarem a estas alterações demográficas, os gastos em saúde tornar-se-ão insustentáveis. A resposta a esse problema com foco na gestão de custos limita as opções terapêuticas disponíveis. Os medicamentos representam um quinto dos gastos em saúde mas têm sido o principal foco de medidas de contenção de custos. Assim, podemos dizer que o maior desafio que se coloca à BI é continuar a conseguir gerar negócio suficiente para

manter a aposta no investimento em I&D, nomeadamente em Portugal.

um rácio mulheres vs homens na direção da empresa de 5:2.

Numa edição em que falamos do lado feminino à frente de empresas de referência, pergunto-lhe como tem visto o aumento do número de mulheres em cargos de chefia e de decisoras. É com grande satisfação que vejo que o número de mulheres em cargos de direção nas empresas tem vindo a aumentar. As mulheres têm características que lhes permite serem bem-sucedidas na carreira. Estudos recentes têm revelado que a maior capacidade de comunicação e integração

E como se sente a Vanessa Jacinto nesse papel? Conjugar a vida profissional e a vida pessoal, especialmente quando se tem filhos e conseguir ter um cargo de liderança nem sempre é fácil. Tendo os devidos apoios tudo é possível e trabalhando numa empresa como a BI, que valoriza o work-life balance, essa harmonia é possível. É gratificante sentir que podemos ser uma referência para os outros, o que nos estimula todos os dias a ser melhores e a querer chegar mais longe. O que procuro é liderar de forma mais inclusiva, com grande partilha de responsabilidades e apostando na comunicação e consenso. Não devemos descurar a orientação para as tarefas e a obtenção de resultados, mas na minha opinião, um ambiente organizacional onde existe um enfoque nas pessoas e onde se promove o bem-estar das equipas é fundamental para o sucesso da organização. Diria que o que mais inspira e estimula as equipas com que tenho trabalhado é a confiança, o otimismo, a identificação com os valores da empresa, a criatividade e o pensamento inovador. E, por isso, posso dizer que este é um papel no qual me sinto muito bem.

“ O que procuro é liderar de forma mais inclusiva, com grande partilha de responsabilidades e apostando na comunicação e consenso”. das mulheres, associada ao facto de serem mais sociais, permite melhores resultados no trabalho em equipa e revela que grupos que integram mulheres são mais produtivos. Esses estudos apontam que a diversidade de género na direção de uma empresa pode impulsionar o desempenho e aumentar as receitas. Quando se trabalha numa empresa como a BI, que promove a inclusão e diversidade, não existem diferenças e a liderança no feminino é algo que acontece naturalmente. Desde que um colaborador tenha um bom desempenho e traga valor para a organização, o género é indiferente. A BI em Portugal é um exemplo disso com

Quais os objetivos e desafios para 2018? Como grandes objetivos para 2018, para além de garantir o acesso a medicamentos inovadores, queremos disponibilizar soluções integradas e contribuir para o controlo da doença reduzindo o custo dos tratamentos. Temos de continuar a gerar negócio suficiente para continuar a investir em I&D e a manter a atratividade de Portugal como país alvo de investimento. Por outro lado, a responsabilidade social é muito importante para nós. Estarmos mais perto da comunidade que nos rodeia e podermos ter um papel socioeconómico mais ativo, contribuindo para a melhoria da comunidade vai continuar a ser um dos nossos objetivos. Vamos continuar a trabalhar para que o futuro seja risonho. Vamos continuar a lutar por essa consistência e por sermos reconhecidos como uma empresa que traz diariamente valor para os portugueses.

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JANSSEN

EMPREENDEDORISMO E INOVAÇÃO EM SAÚDE A Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, dedica-se a desenvolver medicamentos inovadores e a melhorar a vida de milhões de doentes em todo o mundo. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Filipa Mota e Costa, Diretora Geral da Janssen Portugal, que deu a conhecer a história da empresa, o seu universo e a estratégia que utiliza para uma boa gestão.

A

Janssen é uma das maiores farmacêuticas a nível mundial, com um percurso sólido e consistente. Para contextualizar os nossos leitores, parece-me importante que comece por nos falar um pouco da companhia. A Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, está em Portugal desde 1983. Desde então, muito evoluímos e crescemos, mantendo sempre uma estratégia de inovação, empreendedorismo e responsabilidade. No entanto, é preciso recuarmos até 1953 para chegarmos ao início da história da Janssen. Foi nesse ano que a Janssen foi criada, por um jovem médico belga, Dr. Paul Janssen. As suas descobertas inovadoras levaram a que o grupo Johnson & Johnson adquirisse a empresa logo em 1961. Hoje, mais de 50 anos passados, somos uma das maiores farmacêuticas a nível mundial e a Johnson & Johnson é o maior grupo mundial do setor da Saúde. Apostámos, desde sempre, na investigação e introdução de novas tecnologias e soluções terapêuticas, com altos padrões de excelência e adaptados às exigências do mercado farmacêutico. Este é um setor altamente regulado e exigente, que tem contribuído de forma muito significativa para o bem-estar da sociedade, através do aumento e melhoria da qualidade dos anos de vida. Trabalhar na indústria farmacêutica é uma enorme responsabilidade, mas tam-

“Somos uma das maiores farmacêuticas a nível mundial e a Johnson & Johnson é o maior grupo mundial do setor da Saúde”.

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Filipa Mota e Costa, diretora geral

bém um motivo de forte realização.

De que forma tem a Janssen assumido a ‘função’ de ser uma marca completamente direcionada para as pessoas, seja dentro ou fora da empresa? A Janssen rege-se pelo ‘Nosso Credo’, um documento que funciona como uma bússola, um guia que estabelece uma hierarquia de valores vividos pelas companhias do grupo Johnson & Johnson. Criado em 1943, este documento continua atual. Assumimos que a nossa primeira responsabilidade é para com os doentes, médicos e profissionais de saúde que utilizam os nossos produtos e serviços e que tudo o que fazemos deverá ser de alta qualidade, desde a investigação até à disponibilização dos nossos produtos. A nossa segunda prioridade é para com os nossos colaboradores, garantindo as melhores condições de trabalho que lhes permitam a progressão profissional e o desenvolvimento enquanto pessoas, reconhecendo os seus méritos e respeitando a sua individualidade. Segue-se a responsabilidade para com a comunidade onde nos inserimos, fomentando a boa cidadania e garantindo um contributo positivo para a sociedade, de forma transparente e sustentável. Por último, chegamos ao acionista e, se os pontos anteriores forem cumpridos, o acionista receberá certamente um valor justo. Estes são valores muito sólidos, transmitidos


JANSSEN

dentro da empresa, e acima de tudo, vividos por todos nós. Tudo o que fazemos é em benefício dos doentes que necessitam dos nossos produtos, sendo essa a nossa primeira prioridade. A Janssen tem vindo a constituir-se como uma companhia farmacêutica de referência que aposta fortemente na inovação e no desenvolvimento. De que forma a inovação pode trazer valor para a saúde em Portugal? A inovação, aliada a um serviço de alta qualidade, é um valor estratégico para o nosso crescimento e um contributo para o desenvolvimento do país. Na Janssen, focamo-nos na inovação transformacional, investigando e desenvolvendo soluções terapêuticas que tragam um benefício disruptivo em comparação com as alternativas anteriores. A capacidade de produção de inovação com este valor para o doente é a base do nosso crescimento. Temos grandes investimentos em Investigação & Desenvolvimento. No ano passado este valor ultrapassou os 7 mil milhões de dólares e acreditamos no conceito da inovação aberta, envolvendo todos os intervenientes no desenvolvimento do conhecimento: academia, pequenas e médias empresas de biotecnologia e todo o ecossistema de empreendedorismo porque acreditamos que é a forma de maximizar a probabilidade de desenvolver ou encontrar uma boa ideia ou o melhor conhecimento. O objetivo é caminhar para uma medicina mais personalizada em que as soluções serão selecionadas de acordo com as características individuais de cada doente, que promovam uma sociedade mais saudável e com melhor qualidade de vida. Na Janssen acreditamos que a Saúde não deve ser vista como uma fonte de despesa, mas antes um fator de riqueza do e para o país. A verdade é que a Saúde é um setor que aposta na diferenciação, na inovação e gera postos de trabalho altamente qualificados. Portugal tem condi-

ções para atrair mais investimento na Saúde, seja ensaios clínicos ou centros de excelência, temos bons profissionais e condições económicas e fiscais que deveriam facilitar a atração e geração de investimento. Como forma de comemorar o Dia Internacional da Mulher, e sendo uma líder empresarial no feminino, gostaríamos de perceber o seu percurso até chegar à Janssen. Estudei Engenharia Química e iniciei a minha atividade exercendo engenharia, em ambiente industrial. Progredi bastante ao longo de sete anos, mas senti que queria algo mais abrangente e resolvi parar por um ano, investindo num MBA do INSEAD. Outras portas se abriram, nomeadamente no mundo da gestão, e também no grupo Johnson & Johnson. Sinto que o meu percurso foi percorrido de forma natural, dando sempre o meu melhor e desafiando-me constantemente. Estou na Janssen há 15 anos; a cada dois, três anos tive uma nova oportunidade que encarei como novos desafios para aprender e crescer. Aprendi com colegas, com clientes, com chefias, com a exposição a diferentes situações e, acima de tudo, aprendi com as dificuldades. Além da experiência em Portugal, estive dois anos na Janssen Itália e assumi também responsabilidades a nível europeu. Regressei há pouco mais de um ano a Portugal e assumi a Direção-Geral. A experiência e maturidade que ganhei com esta diversidade de situações foi muito importante. Sinto que a atitude com que enfrentamos os desafios é o mais determinante na nossa evolução profissional, temos de fazer o nosso caminho, provando que não é o género que faz a diferença. Acredito que, homem ou mulher, o importante é ser capaz de se conhecer e compreender o que nos move, continuar sempre a evoluir, aceitando desafios, e sendo fiéis a nós próprios. Só assim se pode dar o melhor de si mesmo, e sentirmo-nos realizados e completos como pessoas. Pessoalmente, já lá vão mais de 20 anos que trabalho, e sinto o mesmo entusiasmo de quem começa, há tanto por fazer e descobrir.

“Portugal tem condições para atrair mais investimento na Saúde, seja ensaios clínicos ou centros de excelência, temos bons profissionais e condições económicas e fiscais que deveriam facilitar a atração e geração de investimento”.

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ESSÊNCIA COMPLETA

PLANEAR A COMUNICAÇÃO PARA PERMANECER INABALÁVEL Isabel Martins é o rosto da Essência Completa, uma empresa de comunicação liderada por mulheres que arregaçaram as mangas e criaram, há quase dez anos, uma agência que consideram ser exemplar e seguir o modelo perfeito para as tarefas que desempenham. “Há que planear a comunicação das empresas de modo a construir algo sólido que permaneça inabalável!”.

C

omeço esta entrevista por lhe perguntar como surge a Essência Completa? A Essência Completa, como todas as realizações da vida, resulta de um sonho. Três mulheres decidiram fazer acontecer. Em 2009, desafiei as minhas atuais sócias para uma aventura, potenciando a longa experiência profissional que tínhamos. Decidimos arrancar com uma empresa de comunicação, desconhecendo que iríamos entrar numa crise económica que obviamente iria afetar o investimento das marcas nesta área. Os três primeiros anos foram muito difíceis e implicaram um esforço financeiro elevado e força de vontade. Muita da determinação para continuar foi-nos transmitida por clientes e parceiros que caminham ainda hoje com a Essência Completa. Como tem corrido esta aposta? Uma aposta vencedora. Hoje, volvidos oito anos, a Essência Completa está forte e de três passamos a nove mulheres. O 100 por cento no feminino aconteceu sem intenção ou propósito. Foi natural. Temos uma equipa de profissionais de excelência. A nossa faturação cresce todos os anos. Orgulho-me do que construímos e do que ainda vamos concretizar. Apostamos na comunicação à medida

“ Fazer acontecer não é um slogan é uma prática.” Isabel Martins, proprietária 16 | Revista Business Portugal março 2018


ESSÊNCIA COMPLETA

de cada cliente. Podemos dizer que somos uma agência de autor. Há uma assinatura Essência Completa com uma personalidade muito forte e vincada. Que serviços disponibilizam aos vossos clientes? Mais do que serviços oferecemos Comunicação Integrada. Nunca trabalhamos as ferramentas de comunicação de uma forma isolada, mas sim integradas num Plano de Comunicação que nos diz o quê, onde, quando, como, porquê e com que investimento. Sem planeamento e trabalhada isoladamente, por impulso, a comunicação é um gasto e não um investimento.

cliente e parceiro. Numa edição em que falamos do lado feminino à frente de grandes entidades e empresas de referência, pergunto-lhe como tem visto o aumento do número de mulheres em cargos de chefia e de decisoras. Como um caminho natural e inevitável. As mudanças na nossa sociedade exigem uma abordagem diferente e as mulheres são chamadas a fazer parte. Temos um longo caminho a percorrer, há quem viva ainda no paradigma no qual só os homens estão habilitados para determinados lugares. A bem da sociedade e do seu equilíbrio, é preciso respeitar as competências de cada género.

“ Vivemos a história de cada cliente e parceiro.” Passando o trocadilho, qual é a vossa ‘Essência’? A paixão pelo que fazemos e para quem fazemos. Somos diferentes, vigilantes e relevantes. Fazer acontecer não é um slogan é uma prática. Os nossos clientes e parceiras dão esse testemunho. Na Essência Completa vamos além do domínio das hard skills. Apostamos no desenvolvimento das soft skills. O que vos difere das restantes agências de comunicação? Essência. Abordamos cada cliente como um parceiro. Vestimos a camisola das marcas e sentimos as suas dores e alegrias pois só assim conseguimos definir com realismo e eficácia o Plano de Comunicação à medida. Não somos elementos externos às marcas, somos cada marca que representamos. Vivemos a história de cada

A competência deve ser o único factor a considerar. Em honra a todas as mulheres que no passado foram discriminadas, temos um legado a deixar às gerações futuras. A evolução da sociedade dependerá de trabalharmos em equipa, complementando-nos: Homens e Mulheres. Como se sente enquanto mulher à frente de uma empresa? Com um enorme sentido de responsabilidade. Nunca desiludir quem confiou em mim: a minha equipa e os meus clientes e parceiros. Por onde passa o futuro da Essência Completa? Pelo presente.

QUER SABER PORQUE

FAZEMOS ACONTECER? COMUNICAÇÃO COM ESTRATÉGIA…

...ESTRUTURADA ...COM FUTURO

RELAÇÕES PÚBLICAS PRODUÇÃO DE EVENTOS SUPORTES DE COMUNICAÇÃO PUBLICIDADE COMUNICAÇÃO DIGITAL ASSESSORIA DE IMPRENSA www.essenciacompleta.pt

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WIN COACH ACADEMY

COACHING PARA O SUCESSO

Nelma Pontes, coacher

O sucesso consegue-se através de atitudes e experiências e a Win Coach Academy ensina os seus clientes a liderar-se a si próprios, a passar uma imagem confiante e a vencer na vida. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Nelma Pontes, coacher desta empresa.

P

ara que possamos contextualizar os nossos leitores, explique como surge a Win Coach Academy. Foi uma paixão aliada a necessidade de ajudar. É um projeto feito para a melhoria em todos os aspetos, da própria empresa e igualmente de quem nos procura. “Para liderar o exterior, há que liderar primeiro o interior”. A maioria de nós tem tendência em deixar as ideias e projetos apenas na intenção. A vida na verdade é feita de experiências, há que aproveitar e vivê-las todas. Sair do plano da imaginação. Como tem corrido esta aposta? Foi sem dúvida alguma uma aposta assertiva. 18 | Revista Business Portugal março 2018

“Para liderar o exterior, há que liderar primeiro o interior”.

Atualmente as empresas e pessoas em particular têm uma preocupação acrescida no que toca ao seu próprio crescimento/desenvolvimento, enquanto pessoa e igualmente enquanto profissional de excelência. O mercado é extremamente competitivo e, para não perder o barco, é essencial as pessoas buscarem a sua melhor versão. Para quem desconhece, o que é o coaching? Quais as suas mais-valias? Coaching é um processo que apoia o desenvolvimento humano, baseada em metodologias, técnicas, procedimentos e atitudes que promovem a melhoria contínua e um aumento de eficácia das pessoas e o seu comportamento de uma forma consciente e em “estado de recursos” tomando decisões conscientes e ecológicas. É basicamente estabelecer uma relação de par-


WIN COACH ACADEMY ceria baseada na confiança onde se facilita a reflexão do cliente, conduzindo a action steps a partir do seu estado atual, acedendo ao seu potencial de forma a alcançar os seus objetivos e metas, ou seja o seu estado desejado. Na minha opinião o coaching é sem dúvida alguma um dos métodos mais céleres na obtenção de resultados a curto prazo, no que respeita a mudanças de atitude e comportamentais. O que vos difere das restantes empresas de coaching? Acima de tudo a dedicação e a paixão que nos move aliadas a eficácia e objetividade. É fundamental que as empresas percebam que o cliente só é nosso quando fazemos a diferença. O nosso propósito é ensinar e reconhecer capacidades maravilhosas que o ser humano tem, mas que, no entanto desconhece, de forma a conseguir viver de uma melhor forma. Como tem visto o aumento do número de mulheres em cargos de chefia e de decisão? Com muito agrado. Já lá vai o tempo em que as mulheres apenas tinham a mais difícil tarefa de gestão doméstica. Se as capacidades são iguais no universo feminino e masculino, é obrigatório que as oportunidades sejam distribuídas de igual forma. Atualmente muitas são as mulheres a ocupar cargos de topo com um desempenho brilhante. Como se sente enquanto mulher à frente de uma empresa? Muitíssimo bem, sou mulher, esposa, mãe, filha, e é possível conciliar. Aliás, as pessoas tendem a separar as suas “vidas”, no pessoal, profissional e até social. O fato é que na realidade somos unos e tiramos maior partido e ganhamos imenso tempo quando

somos autênticos em todas as áreas da nossa vida. Dessa forma vivemos de uma forma muito mais simples e prazerosa. Por onde passa o futuro da Win Coach Academy? Pela melhoria contínua, para fazer a diferença no maior número possível de pessoas de uma forma positiva. A Win Coach, para além de outros serviços que presta, representa a ICC - International Coaching Community, uma das mais prestigiadas organizações de coaching a nível mundial, em alguns países africanos, ao nível de certificação internacional. Certificamos CEO’s e cargos de topo dentro das empresas. É um projeto e uma parceria que me orgulha profundamente, pois temos conquistado excelentes resultados. No panorama atual, onde a competitividade e excelência nos resultados fazem parte do vocabulário das empresas, é fundamental a aposta na formação e no capital humano. Essa aposta traduz-se fortemente nos resultados e sucesso da própria empresa.

“O coaching é sem dúvida alguma um dos métodos mais céleres na obtenção de resultados a curto prazo”.

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ARCHITECT YOUR HOME

UMA CASA EXATAMENTE À MEDIDA DO CLIENTE Ter uma casa desenhada exatamente à sua medida, com todas as especificações corretas e uma personalização que pode ir desde o local onde se coloca uma parede até ao design dos talheres – é este o serviço que a Architect Your Home presta aos seus clientes. A possibilidade de usufruir dos serviços de um arquiteto apenas enquanto necessitar é outro dos elementos diferenciadores desta empresa, que considera cada cliente como um todo. Por esse motivo, não há dois projetos iguais. Para 2018, a empresa vai apostar na área do imobiliário, mas sempre seguindo o seu conceito próprio e diferenciador.

Mariana Morgado Pedroso, arquiteta

de arquitetos que trabalham à medida do cliente, e também comecei a entender que o que mais nos distingue é o posicionamento internacional da nossa equipa, em termos de formação, conhecimento de línguas e a própria postura e vivência, que facilita a ligação com o cliente.

C

omo nasce a Architect Your Home? O Architect Your Home surge em Portugal no final de 2012 e nasce da vontade de uma arquiteta e uma marketeer em criar um conceito novo na área da arquitetura e decoração, que permite trazer um serviço feito à medida de cada cliente, independente do orçamento ou dimensão do projeto e uma vontade pessoal de criar uma rede de arquitetos que partilhassem uma visão sobre como fazer arquitetura . Qual a visão que colocou neste projeto? Ao longo do tempo confirmámos que realmente faltava em Portugal este conceito

20 | Revista Business Portugal março 2018

O que vos distingue das demais empresas de arquitetura nacionais? A abordagem absolutamente personalizada, a forma como acompanhamos os nossos clientes e nos dedicamos a procurar uma solução para cada casa é um dos fatores diferenciadores. O facto de nos ocuparmos de tudo, desde a escolha da casa certa até à montagem da decoração, juntando ao facto de trabalharmos com as melhores empresas do mercado imobiliário e fornecedores de confiança permite-nos gerir os processos de clientes do mundo inteiro com garantia de entregar um trabalho bem feito. ‘Um menu desenhado exclusivamente para cada cliente’. De que forma é o mesmo criado? O menu de serviços Architect Your Home é uma ferramenta única que permite ao cliente utilizar o arquiteto só para umas ideias iniciais ou para o acompanhamento completo, logo vem revolucionar o sistema tradicional de adjudicação de projeto, permitindo aos clientes utilizarem o serviço de um arquiteto para projetos pequenos e grandes de uma forma extremamente prá-

“ O que mais nos distingue é o posicionamento internacional da nossa equipa, em termos de formação, conhecimento de línguas e a própria postura e vivência, que facilita a ligação com o cliente”.


ARCHITECT YOUR HOME

tica. O primeiro passo de todos os nossos projetos é uma consultoria inicial em casa do cliente para que rapidamente se chegue a uma solução para as questões colocadas. Essa consultoria permite também aferir de forma personalizada quais os serviços necessários para esse cliente e criar uma proposta única. O mundo da arquitetura em Portugal é predominantemente masculino ou feminino? Como se sente enquanto mulher no mesmo? O mundo da arquitetura em geral é um mundo masculino, sobretudo a nível dos arquitetos seniores ou diretores de gabinetes. Eu lido com muitas mulheres arquitetas, mas esta é uma profissão muito exigente em termos de dedicação e disponibilidade de tempo e que naturalmente é ainda dominada por um cenário sobretudo masculino.

E quanto mulher que encabeça um projeto único e inovador? Esta empresa foi criada por mulheres, mas não temos qualquer tipo de preconceito. Neste momento encabeço a empresa com o apoio de uma equipa grande e tenho uma consciência muito clara sobre as dificuldades acrescidas de se ser mulher no mundo de negócios que são sobretudo liderados por homens, mas creio que existem fatores únicos de cada género que permitem a uma mulher ser tão bem sucedida quanto um homem. É preciso respeitar que os tempos de cada um são diferentes, sobretudo pela maternidade (sou mãe de duas meninas) que nos ensinam outras prioridades e obrigam a paragens na carreira, mas acredito na dedicação e criatividade, e essas características não têm género.

‘Um menu desenhado exclusivamente para cada cliente’.

créditos fotográficos: www.ricardobravo.com

O que está pensado para 2018? Em 2018 estaremos sobretudo focados na expansão do negócio para o apoio de projeto nas áreas do investimento imobiliário. Temos tido experiências muito positivas com clientes que têm recorrido aos nossos serviços para os acompanhar em projetos de grande dimensão (hotéis, reabilitação de edifícios, short-term rental, restaurantes) e com resultados ótimos, e estamos a desenvolver um serviço de acompanhamento 100% dedicado a este tipo de projetos.

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PATO RICO

Maria Beatriz Serrano, administradora

PENAS DE PATO NA VANGUARDA DO TÊXTIL Pautadas pela qualidade dos tecidos, do design e dos componentes, pela estripe da execução e dos acabamentos e pela garantia de uma delação de artigos próprios e certificados, as marcas Duffy e Pato Rico são referências nacionais sob a direção de Maria Beatriz Serrano – Mulher e Empresária.

A

ideia precursora da empresa, hoje detentora das marcas ‘Pato Rico’ e ‘Duffy’, surge numa conversa de café entre Maria Beatriz Serrano e António Castanheira, no ano de 1979. Um empreendimento que rompe com a venda de edredões e almofadas, fabricadas com penas de pato tratadas, em pequenas feiras dedicadas ao têxtil.

Tratamento de penas de pato - Pato Rico Especialista no tratamento de penas de pato, a ‘Pato Rico’ desenvolveu e instaurou todo o processo que resulta na classificação, esterilização e despoeiração do produto natural que exporta, sobretudo, para Espanha, França e Alemanha. Trata-se de um processo que cumpre todas as normas estabelecidas pela União 22 | Revista Business Portugal março 2018

Toda a confeção dos artigos é realizada em terras lusitanas, assim como o tratamento das penas.

Europeia e que se divide em várias fases, entre elas, a lavagem, a desinfeção, a centrifugação e a secagem a vapor. Normas e procedimentos que garantem a característica antialérgica do produto final. A pena de pato não tem substâncias proteicas e, por isso, não causa alergias. Toda a confeção dos artigos é realizada em terras lusitanas, assim como o tratamento das penas. De fora chegam apenas os tecidos, aos quais é exigida a característica de ser “à prova de penas” ou ‘DownProof ’ - constituídos 100 por cento por fibras de algodão e cuja trama é fechada para impedir a passagem das penas e plumas, ao mesmo tempo que permite a respiração natural da pele.

Marca membro da EDFA- European Down and Feather Association. A ‘Pato Rico’ é uma marca membro da


PATO RICO

EDFA- European Down and Feather Association- uma associação, fundada em 1980, atualmente constituída por mais de 90 empresas e organizações de 23 países diferentes e que tem como principal propósito a representação dos interesses dos membros da indústria de enchimento e tratamento de penas e seus fornecedores na Europa, assim como, defender os interesses dos consumidores e o bem estar dos animais.

“A arte de bem dormir” – Pato Rico O antigo hotel Méridien, hoje Hotel InterContinental em Lisboa, foi o primeiro cliente na área hoteleira, sendo que, atualmente a ‘Pato Rico’ serve uma imensidade de hotéis em Portugal e em toda a Europa. “Tudo tem o seu ciclo, tudo leva o seu tempo, tudo exige trabalho e disciplina e, claro, paixão, para tudo é necessária a paixão”, garante Maria Beatriz. Uma marca que não se dedica apenas ao fornecimento de têxtil lar para hotelaria e particulares mas que detém, da mesma forma, uma vasta gama de artigos para hospitais e clínicas, artigos fabricados por meio de materiais respiráveis e de fácil manutenção, a pensar nas necessidades e debilitações daqueles que deles usufruem. Com a ‘Pato Rico’ o cliente tem, ainda, a possibilidade de personalizar e customizar o artigo que contempla e idealiza, nas palavras de Beatriz Serrano: “somos vocacionados para fazer aquilo que somos capazes de fazer, não somos vocacionados para fazer milhões.”

Blusões Michelin feitos com penas de pato -“Um sucesso absoluto!” A celebrar 38 anos de existência, a Duffy oferece uma coleção de

Sportswear, dedicada a amantes de desportos radicais e do ar livre, uma gama de artigos Urban, criados a pensar no indivíduo citadino e, finalmente, artigos para crianças, uma gama apelidada Kids. Duffy é uma marca dedicada à produção de blusões com enchimento de penas de pato, o chamado blusão Michelin -“Um sucesso absoluto” – que nasce no ano de 1980 e enceta, desde cedo, o êxito que ainda hoje representa, sendo uma marca nacional de referência.

Maria Beatriz Serrano – A Mulher Empresária Enquanto mulher empresária, na vanguarda de uma indústria dedicada à confeção de artigos elaborados a partir do tratamento de penas de pato, Maria Beatriz Serrano confessa, em entrevista à Revista Business Portugal, que estar na liderança é “estar no sítio certo, na hora certa”, ao mesmo tempo que “ é ter acordado a saber fazer tudo, incutindo nas pessoas um método de trabalho.” Nas rédeas de uma atividade que se encontra sublinhada pela capacidade de prosseguir “readaptando e recriando”, Beatriz Serrano admite que o segredo do sucesso do negócio está na conjugação entre a longevidade e conhecimento daqueles que, por experiência, conhecem a indústria e o mercado, e a criatividade e vontade daqueles que, acabados de entrar no mercado de trabalho, são detentores das ideias e do entusiasmo, tratando-se de “juntar o conhecimento à impulsão”- garante. “A nossa diferenciação vem do facto de irmos a feiras internacionais, ver o que os outros fazem e adaptar ao mundo onde vivemos”, sublinha a empresária alfacinha, cujo principal objetivo é continuar a desenvolver novos artigos e acompanhar o avanço tecnológico e as novas tendências da indústria.

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GLINTT

TECNOLOGIA AO SERVIÇO DA SAÚDE A Glintt é uma empresa que cria soluções tecnológicas para o setor da Saúde. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Sara Mendes, Organizational Development Manager da Glintt, sobre como é liderar uma equipa e sobre os desafios futuros.

Sara Mendes, Organizational Development Manager da Glintt

“Assumimos Compromissos” É este o ADN da Glintt? Como se apresentam aos nossos leitores? Assumimos o compromisso de colocar a tecnologia e a inovação ao dispor da sociedade, garantindo assim os melhores cuidados de saúde possíveis. Participamos ativamente na transformação e evolução dos sistemas tecnológicos do setor da saúde em Portugal há mais de 20 anos, dando resposta aos diversos agentes desta área com inovação aplicada às melhores tecnologias. Entre os mais de 1000 colaboradores espalhados pelos escritórios de Portugal, Espanha, Angola, Brasil, Reino Unido e Irlanda, contamos com cerca de 200 consultores funcionais especializados que acumulam conhecimento na área da saúde - farmacêuticos, enfermeiros e engenheiros biomédicos – o que nos permite receber em primeira mão o feedback dos profissionais para quem estamos a criar as soluções. Diferencia-nos também o foco no utente. Trabalhamos para melhorar a qualidade de vida de todos os utilizadores das unidades de saúde, seja com projetos que possibilitam a marcação remota de uma consulta ou o acompanhamento remoto de um doente, a soluções que garantem a toma correta da medicação. Que balaço faz destes mais de 20 anos de experiência? O balanço destes 20 anos é muito positivo. Temos vindo a crescer com as necessidades dos nossos clientes, mostrando capacidade de resposta para proporcionar soluções eficazes para os seus problemas. Isto pressupõe um acompanhamento constante da atualidade, que muda cada vez mais rapidamente. Apesar disto, a empresa cresceu, entrou em novos mercados, como o Reino Unido e a Irlanda, e ultrapassou os 1000 trabalhadores. Este é um crescimento sustentado do qual não podíamos estar mais orgulhosos. Que serviços disponibilizam aos vossos clientes? Oferecemos soluções e serviços para diversas áreas de atuação, com destaque para a 24 | Revista Business Portugal março 2018

área da saúde e farmácia: temos projetos que abarcam a totalidade de uma farmácia e o mesmo com as unidades de saúde, desde a gestão e administração aos profissionais clínicos e utentes. Apresentamos ainda um portfolio significativo com soluções nos setores dos Serviços Financeiros, Telecomunicações e Administração Pública. Nestas áreas atuamos nas maiores entidades públicas e privadas em vários países europeus, caracterizando-se a nossa atividade pela execução de projetos transformacionais de elevada complexidade e serviços de gestão aplicacional e de infraestruturas. Quais os principais desafios que se colocam na atualidade? Hoje em dia o maior desafio é acompanhar as necessidades do cliente, que está mais informado e, por isso, exigente. As novas tecnologias permitem que o cidadão comum e, por isso, o consumidor, disponha mais facilmente de conhecimento e ferramentas que lhe são úteis. Com os avanços tecnológicos, a que assistimos diariamente, o cliente é o centro de toda a atividade, sendo necessário com-

“Trabalhamos para melhorar a qualidade de vida de todos os utilizadores das unidades de saúde”.


GLINTT preender quais as suas necessidades e, por conseguinte, responder o mais prontamente possível às mesmas. Este é um dos grandes desafios atuais, e, por essa razão é tão importante investir numa postura flexível, adaptável e criativa, que permita criar e reinventar soluções que acompanhem não só as necessidades do cliente, mas que também criem valor para o consumidor. Numa edição em que falamos do lado feminino à frente de grandes entidades e empresas de referência, pergunto-lhe como tem visto o aumento do número de mulheres em cargos de chefia e de decisoras. Há cada vez mais mulheres que ocupam cargos de topo nas organizações. O crescimento tem sido lento, mas já se espelha nas estatísticas recentes. No final de 2016, as mulheres ocupavam 29% dos cargos de liderança nas empresas portuguesas, sendo responsáveis por 34% dos cargos de gestão. Entre 2011 e 2016, estes valores traduziram um crescimento de 2 pontos percentuais em cargos de gestão e de 6 pontos percentuais em cargos de liderança. Pessoalmente acredito que as mulheres podem atingir níveis mais altos na gestão e liderança das organizações. Sou defensora da paridade mas não da paridade imposta por decreto. Defendo uma maior igualdade de oportunidades. Ao longo da minha carreira tenho verificado que o caminho da meritocracia é o mais sustentável e o que atribui um maior poder à decisão. Ter como critérios o profissionalismo, esforço e dedicação na escolha de um gestor sustentam todo e qualquer valor que uma organização intrinsecamente dissemina como conduta. Para mim é evidente que uma empresa, ou qualquer outra organização, será muito mais equilibrada, eficiente e eficaz se tiver gestores homens e mulheres, na mesma proporção que existem na

Startup Innovation

clinical outcomes

sociedade. Uma empresa é uma amostra representativa da sociedade. Será tanto melhor, quanto mais integrar mulheres na gestão de topo. Uma vez que as mulheres pensam e agem de forma diferente dos homens, essas diferenças complementam-se e enriquecem a forma como a gestão é exercida. E como se sente nesse papel? Liderar uma Divisão que se foca na transformação, organização e melhoria contínua é para mim um desafio constante. O desafio de apoiar a Glintt no seu crescimento, na criação de valor, na procura incessante de novas formas de catalisar mudanças com impacto altamente positivo na organização. Sendo uma área catalisadora de transformações é, quanto a mim, fundamental que seja composta por pessoas com os pés bem assentes na terra, que têm dimensão profissional, pessoal e familiar perfeitamente equilibradas. Pessoalmente acredito que uma mulher que ambicione uma carreira profissional exigente, não necessita de abdicar de ter ou de se dedicar aos filhos. Tudo passa por uma questão de equilíbrio que deve ser gerido todos os dias. Pela minha experiência, não digo que é um caminho fácil, mas sei que é um caminho possível. Acredito que os meus filhos têm aprendido muito mais tendo uma mãe profissionalmente ativa do que se tivessem uma mãe exclusivamente dedicada à família. Têm crescido com os valores do trabalho, dedicação, esforço e resiliência, aprendendo que quando queremos tudo é possível. Mas nada aparece por acaso! Temos que nos esforçar e dedicar para atingir um objetivo. Estou certa que valorizarão muito mais o papel das mulheres no mundo empresarial e quando eles, também um dia, forem gestores e decisores definirão as suas escolhas profissionais, tendo por base o legado que lhes passei.

Value proposition

patient safety

31 de maio Mais informações em www.hintt.glintt.com Inscrições até

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DOM SENHORIO

“GOSTO MUITO DAQUILO QUE FAÇO” A Revista Business Portugal orgulha-se de trazer até aos seus leitores um exemplo perfeito de liderança no feminino. Rosalva Fonseca, administradora da Dom Senhorio, imobiliária com um conceito diferenciador no mercado e que oferece mais do que imóveis: proporciona confiança. Rosalva Fonseca, administradora

C

ontava com 25 anos de experiência no ramo imobiliário quando decidiu estabelecer-se por conta própria. Corria o ano de 2012, vivia-se o pico da crise imobiliária em Portugal, e foi precisamente nesse verão que Rosalva Fonseca fundou a Dom Senhorio. Com um conceito diferenciador, esta imobiliária não recorre a angariação de produto com frequência. “Os nossos novos clientes vêm por recomendação e também contamos com clientes antigos proprietários de diversos imóveis”, explica a nossa interlocutora, pelo que tem sempre uma carteira diversificada. De uma forma ou de outra, quem recorre à Dom Senhorio nunca fica sem o que procura. “O produto vem ter connosco”, expõe, “fazemos mediação na venda, arrendamento e trespasse, seja onde for, trabalhamos todo o Portugal”. E não só, também Espanha. A empresária revela que a sua primeira preocupação sempre foi a de “prestar um bom serviço”, pelo que não tem “pressa em vender”. Preocupa-se, isso sim, com “fazer bons negócios”. Em caso de arrendamento, essa situação é mais flagrante, uma vez que exige contacto prolongado entre inquilino e arrendatário. “Tentamos que seja o cliente certo para o arrendamento. Apesar de a legislação ter evoluído, os proprietários continuam sem a proteção que deveriam ter. O negócio deve ser uma fonte de rendimento segura e tranquila”. A Dom Senhorio acompanha o proprietário desde o dia em que assina o contrato de arrendamento, até 26 | Revista Business Portugal março 2018

“Fazemos mediação na venda, arrendamento e trespasse, seja onde for, trabalhamos todo o Portugal”.


DOM SENHORIO

ao dia em que o apartamento é entregue devoluto de pessoas e bens, substituindo frequentemente o senhorio. “É essa segurança que o proprietário sente quando contrata os nossos serviços”. Assim se distinguem num mercado onde a concorrência tem o seu peso. O atendimento que realizam e a forma como trabalham o produto resultam no encontro perfeito entre procura e oferta. “Também não é fácil encontrar o imóvel para corresponder às expectativas do comprador”, confessa Rosalva Fonseca, porém encontra-o. “Como chegamos até Espanha” Recuamos até aos anos 90, quando os espanhóis vieram em massa para o nosso país. “Das várias entidades espanholas que vieram, grande parte foram meus clientes”, narra, “mais tarde, adquiriram esses imóveis porque gostavam de Portugal”. Quando a crise se fez sentir, os nuestros hermanos fizeram o percurso inverso: fecharam-se bancos, as empresas abandonaram terras lusas, e os imóveis acabaram por retornar às mãos de Rosalva, que se encarregou de lhes arranjar novos proprietários ou arrendatários. Como quase todos os clientes que apostam nos serviços da Dom Senhorio, agradou-lhes o serviço a ponto de só confiarem na empresa para se encarregar dos imóveis que têm em Espanha. “Fui de arrasto”, admite em tom alegre Rosalva Fonseca, que acabou por abrir a empresa nesse país.

Negócio internacional Não é só em Espanha que a Dom Senhorio conta com clientes. A nossa entrevistada recebe chamadas e clientes oriundos de todo o mundo, algumas das chamadas bem fora de horas porque quem está do outro lado do telefone desconhece a diferença horária. “É preciso gostar desta profissão” e ter disponibilidade. “Não nos custa nada ajudar”, afirma por si e pelos seus colaboradores. A Dom Senhorio está presente em feiras internacionais.

Ascensão por vontade e mérito Esta é a história de uma mulher que subiu na vida a pulso, por puro mérito e vontade. “Tudo na minha vida aconte-

ceu sem ser programado”. Talvez não tenha sido programado mas foi, com certeza, graças à sua luta, garra e dedicação absoluta: “Esta é uma atividade que preenche muito do nosso tempo, não há horários fixos. Eu trabalho 365 dias por ano, 24 horas por dia”, declara sem cansaço na sua voz determinada e tranquila. A empresária olha para o futuro com muita esperança e orgulho: “Estou a preparar a minha sucessão de forma gradual e o desempenho do meu filho, José Fonseca, nesta área já está a superar as expectativas”. A continuidade da empresa era um aspeto muito importante para Rosalva Fonseca e esta está salvaguardada, por alguém com um futuro promissor nesta área.

“Esta é uma atividade que preenche muito do nosso tempo, não há horários fixos”.

QUINTA DOS CALISSOS Armação de Pera, Algarve Situada junto da costa e da localidade de Armação de Pera (1,2 km), tem fácil acesso a autoestradas e ao aeroporto de Faro (54 km). A praia mais próxima está, em linha reta, a 1 km de distância da residência principal desta quinta, de onde se tem uma vista soberba de uma paisagem ecológica e do mar. É uma propriedade rústica muito antiga, possuindo um marco datado de 1777 e tem uma área total de 170. 419 m2.

Twin Towers Apartamento T3 Clean, ensolarado com belíssima vista e exposição solar. São 140 m2 de área com ambientes extremamente amplos, elegantes e modernos. Inserido num dos mais conceituados Condomínios Privados de Lisboa: Condomínio Twin Towers. Disponível para entrada imediata. Lote de Terreno para construção com 1562m2 Localização privilegiada, com vista para campo de golfe inserido no condomínio da Urbanização Golfe do Montado. Situa-se na Costa Azul, mais precisamente em Algeruz (Palmela), próximo do Castelo de Palmela, rodeado por vinhedos que dão origem à produção dos afamados vinhos da região de Palmela/Setúbal.

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ARCHEOCÉLIS

VONTADE E PERSISTÊNCIA Célia Coelho é um nome sonante na arqueologia em Portugal. Ou não estivéssemos a falar de uma das primeiras mulheres (se não a primeira) a enveredar na arqueologia enquanto empresária em solo português. O seu percurso conta já com 17 anos de experiência e muitos mais se avizinham.

P

ara que possamos contextualizar os nossos leitores, peço por lhe pedir que nos apresente a ArcheoCélis. Como surge a mesma? Com vista a constituir um marco positivo para a Arqueologia em Portugal decidi fundar a ArcheoCélis – Investigações Arqueológicas, Lda. a 21 de maio de 2002. Apostando numa equipa de profissionais capazes de executar os trabalhos requisitados, e, resultante desse investimento, consegui que a empresa desempenhasse um papel ativo na comunidade arqueológica. Dois anos antes havia me estreado na arqueologia como empresária em nome individual. Desde então temos desenvolvido os nossos trabalhos, quer a nível nacional quer a nível internacional, e realizamos intervenções arqueológicas nos variados períodos históricos, desde a Pré-história à Contemporaneidade. Na sua maioria, estes trabalhos inserem-se no âmbito da arqueologia de caráter preventivo ou de emergência, atuando em empreendimentos públicos ou privados, como o exemplo das construções rodoviárias e ferroviárias, obras de saneamento, distribuição de águas e gás, implementação de linhas de alta tensão, reabilitação urbana, construção de barragens e empreendimentos turísticos. Todas as obras têm como objetivo principal a salvaguarda do património cultural e a posterior divulgação científica dos resultados obtidos. Desta forma, a empresa apresenta um vasto leque de serviços disponíveis aos nossos clientes dos quais se destacam: a realização de estudos de impacte ambiental, acompanhamento arqueológico de obra, escavações de emergência nos diferentes meios - terrestre ou aquático, prospeção arqueológica, conservação e restauro de património, antropologia e investigação 28 | Revista Business Portugal março 2018

proporcionasse trabalho a outros é uma realização pessoal grande. É isso que nos dá força e houve sempre um empenho pessoal muito grande para que todo este projeto continuasse a andar, mesmo quando os ventos não correram tão a favor. Vontade e persistência acho que são duas palavras que podem caracterizar a minha postura. Os anos da crise não foram fáceis, pois estamos dependentes da construção civil que, como sabemos, sofreu aí um terrível abalo. Aos poucos, as coisas parecem estar a recuperar, mas ainda estamos longe de atingir os níveis que conhecemos no passado. E o caminho tem de passar por uma revalorização deste quadro técnico altamente

Célia Coelho, arqueóloga

laboratorial de Arqueologia. Que análise faz destes anos de existência? Ao longo de uma jornada já com 17 anos há com certeza muitas vivências, muita partilha e experiência humana e, como em todos os percursos, momentos muito bons e outros particularmente duros. O balanço é francamente positivo. Na arqueologia temos esta coisa de sermos movidos por uma grande paixão e poder tê-la concretizado e fazer com que esta crescesse e

“Todas as obras têm como objetivo principal a salvaguarda do património cultural e a posterior divulgação científica dos resultados obtidos”.


ARCHEOCÉLIS

especializado. Até à data, ultrapassámos já as três centenas de projetos. Já chegamos a ter equipas com 100 pessoas, numa altura em que o panorama económico do país permitia que os trabalhos na construção civil fossem muitos e em simultâneo. Todos os trabalhos realizados foram gratificantes e interessantes. Pedia-lhe que nos explicasse no que consistem investigações arqueológicas. Como acontece este processo? De acordo com o Regulamento dos trabalhos arqueológicos (Decreto-Lei n.º 270/99 de 15 de julho, e alterado pelo Decreto-Lei n.º 287/2000, de 10 de novembro, carece de uma adaptação ao cenário atual da arqueologia nacional, sendo, desta forma, necessário aprovar um novo Regulamento ( (Decreto-Lei 164/2014) entende-se como trabalhos arqueológicos, “…todas as ações realizadas em meio terrestre e subaquático que, através de metodologias próprias da arqueologia, visem a identificação, registo, estudo, proteção e valorização do património arqueológico, efetuadas por meio de prospeções, sondagens, escavações, acompanhamentos arqueológicos, ações de

registo de contextos, estruturas arqueológicas e estratigrafia da arquitetura e ações de conservação e valorização em monumentos, conjuntos e sítios”. No que diz respeito à arqueologia preventiva ou de emergência, esta visa a minimização de impactes sobre o património decorrentes de empreendimentos e projetos, quer de âmbito público, quer

de âmbito privado. Dependendo do carácter do empreendimento este pode requerer trabalhos prévios, como estudos e impacte ambiental onde os estudos patrimoniais são igualmente integrados ou somente trabalhos

de acompanhamento arqueológico. Para qualquer elemento patrimonial identificado são previstas medidas de minimização, mediante o tipo de impacte que este irá sofrer, que poderá incluir apenas o seu registo ou mesmo trabalhos de escavação. No caso de obras com afetação mais ampla sobre um território, como por exemplo pode ser o caso das barragens, podem ainda ser definidas medidas compensatórias que incluam trabalhos e estudos adicionais sobre o património. Todos os trabalhos realizados são devidamente documentados e alvo de cuidado relatório que terá de sofrer aprovação da entidade tutelar do património. Dependendo da relevância e carácter dos estudos efetuados estes poderão ainda ser alvo de publicações científicas ou de divulgação. O que vos difere das restantes empresas do setor? Tentamos sempre pautar o nosso trabalho pelo rigor científico, fomentar uma boa relação com os nossos colaboradores e clientes, de onde possa também decorrer um ambiente de mútuo apoio e partilha de saberes por forma a promover inclusi-

A Archeocélis-Lda é uma Empresa cujo objecto social abrange a atividade de serviços de Investigação Arqueológica, nas diversas ações a desenvolver para o estudo, documentação e salvaguarda do Patrimônio Nacional. Neste sentido, encontramo-nos habilitados à realização de atividades específicas da Arqueologia, como sejam Prospecções , Acompanhamentos, Sondagens, Escavações, Peritagens e Avaliações Patrimoniais, bem como estudos diversos - de Impacte Arqueológico e Patrimonial, de Planeamentos, de Proteção e Gestão do Patrimônio Arqueológico na vertente terrestre e subaquática. No âmbito da nossa atividade poderemos integrar projetos de Conservação e Restauro, e Musealização de Imóveis e Sítios Arqueológicos.

PROJECTOS Escavações e Sondagens Arqueológicas Acompanhamento Arqueológico Estudos de Impacte Ambiental Arqueologia Subaquática

Archeocelis, Lda. Avenida D. Afonso V, nº16, 5º esq. 2870-137 Montijo – Portugal

Tlm: (+351) 913 264 449 Tel: (+351) 212 316 101

geral@archeocelis.com www.archeocelis.wordpress.com

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ARCHEOCÉLIS

vamente um ambiente de sensibilização e interesse pela causa patrimonial. Lutamos, por outro lado, pela dignificação da carreira de arqueólogo enquanto técnico superior no âmbito de um trabalho altamente especializado e que deve ser valorizado e respeitado como tal. Numa edição em que falamos do lado feminino à frente de grandes entidades e empresas de referência, pergunto-lhe como tem visto o aumento do número de mulheres em cargos de chefia e de decisoras. Vejo com muito bons olhos e desejo que esses números aumentem ainda mais – até porque, sabemos, que nos cargos realmente de topo continua a haver uma resistência grande ao acesso da mulher. Não se trata de transformar um mundo de homens num mundo de mulheres. Trata-se de lutar por um mundo igualitário onde a paridade entre homens e mulheres se constitua como sinergia de um mundo mais justo e implicitamente melhor, porque a ‘energia’ feminina faz sinceramente falta nas decisões que têm ditado o rumo da humanidade. Esse tem vindo a ser o meu próprio percurso, plasmado no percurso da Archeocélis. Eu, se não fui a primeira mulher arqueóloga empresária, terei sido seguramente das primeiras. Quando iniciei o meu percurso profissional deparei-me com um mundo à partida inóspito onde eu chegava a ser a única mulher em obra. Nestes inícios, note-se, encontrei também pessoas, homens, que me apoiaram e se revelaram excelentes pessoas por quem ainda hoje tenho a maior consideração. Mas no contexto geral tive que ir abrindo, desbravando um caminho que não estava à partida traçado para uma mulher. E esse foi um desafio muito pessoal para mim. Porque senti que estava a percorrer mais um bocadinho desse caminho de luta que não era só minha, era nossa, das mulheres. E criei a minha empresa, assumi o meu nome e sinto que ganhei o meu espaço próprio neste mundo da Arqueologia. Ao longo de todos estes anos a ArcheoCélis tem contado tanto com colaboradores homens como de mulheres. Mas a aura da empresa, se se pode dizer assim, é inegavelmente feminina porque

tem plasmada na sua história precisamente esse meu percurso pessoal de luta enquanto mulher. E eu sinto que de um modo especial tento incutir determinados valores às arqueólogas mais jovens que comigo vão trabalhando, para que em momento algum tenham medo ou hesitação de se afirmarem no ambiente de trabalho pelo facto de serem mulheres. Este mundo tão específico da arqueologia é maioritariamente feminino ou masculino? Como se sente no mesmo? O mundo da arqueologia é masculino e feminino. Não tendo noção, em termos percentuais, do número de arqueólogas vs

“ Queremos contribuir para um futuro onde cada vez mais e melhor, o nosso património, enquanto memória do nosso passado, esteja vivo e reinventado no presente”.

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arqueólogos, diria que os números estarão mais ou menos equilibrados, pelo menos ao nível da formação académica. Tenho consciência, contudo, que haverá uma maior tendência para o abandono da profissão por parte das mulheres que trabalham em arqueologia de emergência, pelo menos a partir de certa idade, relacionado com a maternidade. Isto prende-se com a mobilidade que caracteriza estes trabalhos e que pode ser difícil de conciliar com os filhos. Ainda que algumas famílias se consigam adaptar a esta mobilidade, sobretudo se tiverem outro tipo de suporte, o certo é que muitas mulheres

arqueólogas sentirão mais tarde ou mais cedo o peso desta dualidade entre a vida profissional e o seu papel como mães. Mas se, ao nível interno da profissão, possamos admitir que haja um certo equilíbrio entre o número de homens e mulheres, certo é que no contexto em que a Arqueologia empresarial se desenvolve a balança, aí sim, pesa ainda muito para o lado masculino. Estamos a falar do mundo da construção civil que, ainda que as coisas nos últimos anos tenham conhecido algumas alterações, é ainda muito um mundo de homens. Se se notam ainda desigualdades? Sim notam. Se ainda há sexismo? Sim há. As coisas estão diferentes, desde que comecei a minha vida profissional, mas ainda há um longo percurso a percorrer. Por exemplo, um homem que seja contratado para determinada função tem de, com o seu desempenho, provar que é capaz. A mulher na mesma situação tem de provar que mesmo sendo mulher é capaz. O uso do advérbio ‘mesmo’ enfatiza aqui o preconceito, uma espécie de dúvida inerente que ainda vai persistindo relativamente à mulher que se propõe a realizar determinado tipo de trabalho. E num mundo de homens, como ainda de facto o é este, onde a Arqueologia empresarial se desenvolve, a sua condição de mulher está sempre subjacente ao seu julgamento como profissional. Generalizando, e salvaguardando as devidas e louváveis exceções que felizmente vão existindo, o percurso da mulher para conseguir o respeito e reconhecimento profissional é de facto mais longo que o dos homens. Por onde passa o futuro da ArcheoCélis? O futuro da ArcheoCélis anda a par do futuro do nosso próprio país. Precisamos de investimento em obra públicas e privadas, pois é aqui que a arqueologia preventiva e de emergência se desenvolve. Queremos contribuir para um futuro onde cada vez mais e melhor, o nosso património, enquanto memória do nosso passado, esteja vivo e reinventado no presente. E contribuir para que esta consciência cresça é também desempenhar um papel para que se desenvolva uma maior consciência de cidadania e de responsabilidade pelo que é um valor nosso, coletivo.


DESTAQUES 32 JAYME DA COSTA “Somos energia” 35 AFA ARQUEOLOGIA A arqueologia ao serviço de todos 36 QUINTA DO ESPIRITO SANTO “Existimos a pensar em si” 38 MAFT Madeira a medida de cada um 40 ESCOLA PROFISSIONAL DE SOLDADURA DE GAIA A prática faz o soldador 42 RESTAURANTE O ALFAIATE Pioneiro do take away

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GAIA CRIATIVA Se pesquisar “Vila Nova de Gaia” no seu motor de busca de preferência, os primeiros resultados que encontrará serão, certamente, acerca destes tópicos ou relacionados com os mesmos: os melhores locais para visitar, os melhores locais onde provar a gastronomia local, imóveis para aluguer e/ou venda, ofertas de emprego, ofertas de formação e exemplos de inovação representados pelo nascimento de novos empreendimentos. Esta cidade é um exemplo perfeito de um local onde é possível viver, trabalhar e visitar. Tem, sem dúvida, um pouco de tudo e permite aos habitantes usufruir de qualidade de vida, ou não contasse, também, com algumas das mais belas praias de Portugal. Terceiro município mais populoso do país, ou não fossem mais de 300 000 habitantes, e o mais populoso da região Norte, é conhecido internacionalmente pelas suas empresas de vinhos do Porto e do Douro. É nesta cidade que se encontram algumas das maiores e mais dinâmicas incubadoras empresariais. Ora, assim sendo, a Revista Business Portugal sentese quase na obrigação de expôr alguns dos melhores exemplos dessas entidades que através da sua atividade movem a economia local e desenvolvem a região além fronteiras municipais e, até, nacionais. “Gaia Criativa” foi o nome atribuido a este separador, que pretende trazer até ao leitor reportagens que invocam a história de sucesso de empresários e respetivos empreendimentos e o motivo pelo qual são um estardate deste município. Desde a forma como se iniciou o projeto, até ao balanço que fazem dos vários anos de atividade, passando pelas maiores dificuldades que enfrentam (e como as solucionaram) e o que ainda ambicionam concretizar, os nossos entrevistados são êxitos e assim merecem ser representados.


SOMOS ENERGIA

ÁREAS DE ACTIVIDADE ∙ ∙ ∙ ∙ ∙ ∙

Automação e Controlo Conservação e Manutenção Engenharia e Instalações Eléctricas Equipamentos e Aparelhagem BT e MT Infraestruturas e Construção Civil Instalações Técnicas Especiais

Rua de Murraceses, 550 4415-490 Grijó, Portugal

Telefone 227 470 250 Fax 227 640 548

www.jaymedacosta.pt jaymedacosta@jaymedacosta.pt


JAYME DA COSTA

“SOMOS ENERGIA” A Revista Business Portugal esteve à conversa com Luís Pedro Marques, André Marques e Júlio da Costa Ferreira, atuais rostos da mudança e novo dinamismo criado na atividade da Jayme da Costa. Saiba mais sobre a empresa líder no setor da energia e instalações elétricas.

A

o longo de 102 anos de atividade, a Jayme da Costa tornou-se numa das mais conceituadas empresas nos ramos de engenharia e energia. As realizações da mesma ao nível de engenharia e instalações elétricas e mecânicas – assim como a conceção e fabrico de aparelhagem elétrica MT (Média Tensão) e BT (Baixa Tensão) – conferiram-lhe reconhecimento nacional e internacional. Com sede em Grijó, Vila Nova de Gaia, onde dispõe de uma unidade fabril dedicada ao fabrico de aparelhagem elétrica e outros equipamentos mais específicos no âmbito dos setores onde opera. Hoje a empresa conta com cerca de 350 colaboradores, distribuídos entre Portugal e respetivas filiais. O início remonta a dois portugueses que, obrigados a regressar a Portugal vindos da Alemanha em plena Primeira Guerra Mundial, fundaram a Jayme da Costa que tem estado em constante mudança, melhoria e desenvolvimento desde então. Inicialmen-

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te a sede situava-se do outro lado do Rio Douro, no Porto, mais especificamente em Campanhã. Contudo com o desenvolvimento, progresso e crescimento, surgiu a necessidade de criar uma nova estrutura, superior e de maiores dimensões. Assim na década de 70, se estabeleceu em Grijó, onde até hoje permanece. A empresa fundada em 1916, tornar-se-ia numa das empresas mais respeitadas no mercado da engenharia e energia. André Marques, Administrador da Jayme da Costa, diz que a mesma “contribuiu para que houvesse um desenvolvimento no mercado elétrico e na modernização em Portugal, sobretudo no que diz respeito ao setor da rede elétrica”. Júlio da Costa Ferreira, Diretor Geral, explica à Revista Business Portugal que a Jayme da Costa é a grande responsável pela introdução do motor elétrico de uso industrial em Portugal, que mais tarde foi utilizado como modelo de laboratório numa escola técnica do Porto, para a formação de eletrotécnicos.

No que concerne à rede elétrica na época, contribuíu para a eletrificação rural em todo o país. No sector da produção de energia, participou com profundo envolvimento, na construção de aproveitamentos hidroelétricos com forte domínio desta matéria a nível nacional. Posteriormente a Jayme da Costa apostou no desenvolvimento, conceção e realização de Parques Eólicos, onde participou no principal cluster desta área a nível nacional. “Todos os geradores que vemos espalhados pelo país, o nosso administrador, André Marques, participou em cerca de 60% da construção”, afirma o Diretor Geral. Com o aparecimento de novas necessidades e tecnologias, a empresa especializou-se no sector fotovoltaico, sobretudo à grande escala, sendo hoje em dia um dos principais intervenientes neste mercado como empresa de EPC, a nível nacional e europeu. Os projectos desenvolvidos e realizados pela Jayme da Costa, são empreendimentos de Clientes privados sem subsídios governamentais, essencialmente sociedades de


JAYME DA COSTA

investimento com fundos próprios, mas também realizamos projetos de menor dimensão, como em “indústrias com um consumo de energia altíssimo que pretendem ter uma fonte de energia própria e limpa, construída por nós”, esclarece Júlio da Costa Ferreira. No que diz respeito às empresas do Grupo, André Marques revela que hoje têm menos do que anteriormente. “Eliminamos ou deixamos de ter participações em empresas, por considerarmos não serem cruciais na nossa missão e visão da Jayme da Costa. Pretendemos centrar-nos nas filiais que hoje mantemos, como a filial Francesa sediada em Paris, que atua no território francês, região metropolitana ou Dom-Tom”, diz o mesmo. Mantêm uma filial em Montevidéu, no Uruguai, apenas por uma questão de estratégia geográfica, no entanto principal mercado continua a ser, o nosso país. Razão disso é o desenvolvimento deste tipo de indústria em Portugal e o investimento iminente na área da energia, sobretudo no fotovoltaico. André Marques acredita que podemos ser “um excelente exportador de energia nos próximos anos”.

Departamentos e Processo É na sede da Jayme da Costa em Grijó que tudo se inicia, onde se centraliza o gabinete técnico, onde estão presentes todas as competências de engenharia, onde são realizadas as pré-análises aos projetos e onde se desenvolvem os estudos e conceitos até à obtenção da solução técnica final. O Departamento de Compras encontra-se também sediado em Grijó e, independentemente de que filial se trate, nada é aprovisionado ou adquirido sem passar por este Departamento. Ao nível da fabricação, André Marques afirma que “também o desenvolvimento e fabrico dos equipamentos é feito na nossa fábrica, caracterizados como produtos standard e os que não o são, nomeadamente para o nosso principal Cliente da rede de distribuição de energia: a EDP – Energias de Portugal”.

“ Contribuímos para que houvesse um desenvolvimento no mercado elétrico e na modernização em Portugal, sobretudo no que diz respeito ao setor da rede elétrica”

André Marques, Luís Pedro Marques e Júlio da Costa Ferreira, administrador, presidente do conselho de administração e diretor geral

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JAYME DA COSTA

Trabalhando numa base de share ou outsourcing, os equipamentos são aqui produzidos num conceito individual. A Jayme da Costa procura sempre adaptar-se às necessidades dos seus Clientes, desenvolvendo constantemente novas soluções e produtos, como é o caso do novo posto de transformação compacto para parques fotovoltaicos, que sai da fábrica e chega à obra numa filosofia de “Plug and Play”. “É um equipamento e uma solução inteiramente desenvolvida por nós e que implementamos nos nossos projetos”, diz o Administrador. O mesmo sublinha que “a nossa capacidade de adaptação ao mercado da energia fotovoltaica permitiu-nos consolidar a marca”. A empresa que atravessava um período difícil, sem qualquer apoio estatal ou bancário, foi assim recuperada. A sobrevivência deve-se “sobretudo a muita humildade, dedicação, competência e perseverança”. Luís Pedro Marques, Presidente do Conselho de Administração, afirma que “o que importa ressaltar [sobre a empresa] é que está com uma nova dinâmica e imagem, fruto de uma nova gestão que procura a cada dia a melhoria e a evolução contínua da atividade que exerce, nos mercados nos quais se encontra”. Sempre utilizando a própria expressão e por isso mesmo, a Jayme da Costa conseguiu implementar-se nos mercados internacionais, por exemplo em França, como supramencionado. Ao longo de mais de um século, conseguiram afirmar-se como marca presente, em destaque e evoluir, apostando imenso na engenharia nacional. Para André Marques é muito simples: “quando temos o primeiro contacto com o projeto, temos que o estudar e compreender para alcançar o objetivo de o realizar e por fim colocar em serviço mais uma instalação com sucesso. Com um Gabinete Técnico que reúne todas as competências para o realizar, iniciam-se os primeiros estudos no sentido de obter um rácio de solução/ custo, o mais eficaz possível”. Utiliza a expressão “não somos um empresa de catálogo” porque não têm um no sentido de escolher a solução que melhor se adapta. Há todo um processo de raiz, onde mesmo que existam projetos semelhantes, nunca são iguais uns aos outros, cada um tem o seu cunho.

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“Todo o processo começa por uma solução técnica, mas o mais importante neste negócio é o encapsulamento financeiro, pois os projetos só são viáveis se o forem economicamente”, contexto onde a Jayme da Costa tem experiência, explica à revista o Administrador. A empresa sabe o que é necessário ser feito para que o projeto seja do agrado de quem o vai financiar, enquadrando-se na rentabilidade futura. A empresa que havia começado como empresa base de indústria instaladora, está hoje no topo da investigação financeira para tornar os projetos realizáveis. Relativo ao futuro, Júlio da Costa Ferreira divulga que “o que gostaríamos que acontecesse ou o que esperamos que aconteça é que realizemos as várias obras que temos delineadas em Portugal”. Conta à revista ainda que nos próximos dois anos estão completamente ocupados no país, estando a construir em Évora uma Central Fotovoltaica de grande dimensão com uma potência instalada de 28MW. Este projeto tem um investidor português e irá gerar eletricidade suficiente para alimentar aproximadamente 30 mil habitações por ano. O Diretor Geral lembra que estiveram envolvidos no mediático projeto de 200MW em Alcoutim, adquirido por um Grupo Chinês. Em suma, a Jayme da Costa – garantido uma instalação do tipo “chave na mão” –, concebe e realiza Parques Eólicos, Centrais Fotovoltaicas, Subestações, redes de Baixa e Alta Tensão, Aproveitamentos Hidroelétricos, aparelhagem e equipamentos elétricos. Desta forma prossegue o seu caminho como empresa líder neste setor, para contribuir para um mundo mais eficiente, com constante inovação, competitividade, serviços, qualidade e respeito pelo ambiente e segurança.


AFA

A ARQUEOLOGIA AO SERVIÇO DE TODOS Em funcionamento desde março de 2014, a AFA – Arqueologia, fundada por Artur Fontinha, fornece serviços de licenciamentos arqueológicos de obra, conservação e restauro e estudos patrimoniais.

A

empresa foi fundada pelo arqueólogo Artur Fontinha que desde cedo nutriu grande interesse pela área da arqueologia. Ainda antes de terminar a licenciatura já trabalhava na área da arqueologia empresarial. Em 2007, começou a fazer alguns trabalhos sozinho. A experiência foi positiva e desde 2011 começou a trabalhar por contra própria, fundando a AFA em 2014. Atualmente, a empresa tem apostado em projetos de gestão do património cultural

Equipa

como projetos de ordenamento do território através do descritor de património de estudos de impacto ambiental e sondagens arqueológicas prévias à obra. Contudo, o leque de serviços prestados pela AFA é muito mais alargado e estende-se à formação, edu-

cação patrimonial e conservação e restauro. Artur Fontinha assume que o percurso da AFA, que atualmente emprega quatro arqueólogos, depende em muito do ponto em que o setor da construção se encontra, isto porque parte do trabalho da empresa consiste em fazer o acompanhamento de obra durante as etapas de revolvimento de terras de acordo com o que o Plano Diretor Municipal de cada área indica. O licenciamento arqueológico é requerido quando uma obra é realizada numa zona onde se considera que há probabilidade de encontrar vestígios arqueológicos. Desta forma, o arqueológo acompanha a obra observando determinadas fases do processo de construção. Artur Fontinha explica que “muito dificilmente uma descoberta pode parar uma obra. Normalmente, os vestígios são encontrados e nós fazemos o seu estudo através de sondagens arqueológicas ou escavação em área. Depois registamos a descoberta e os vestígios são então colocados em reservas arqueológicas.” Existem no entanto algumas áreas onde o processo é diferente. “Existem zonas da cidade de Lisboa, por exemplo, onde não são sequer precisas sondagens prévias. Qualquer revolvimento de terras tem que ser feito

Artur Fontinha, arqueólogo

por arqueológos e deve ser tudo escavado manualmente”, acrescenta Artur Fontinha. Apesar do estudo ser voltado para o passado, as ferramentas utilizadas podem ser bem avançadas. “Nesta empresa, temos apostado muito nas novas tecnologias”, explica Artur Fontinha. A aplicação de técnicas de fotogrametria é um bom exemplo. Tal consiste na realização de modelos 3D a partir de imagens que podem ser recolhidas quer a partir do solo, quer de drones. A principal limitação da área é, para Artur Fontinha, os baixos orçamentos e as falhas que existem na legislação atual. “O acompanhamento de obra não pode ser feito por uma só pessoa. Caso o arqueólogo se tenha que ausentar, por exemplo, por motivo de doença, incorre-se no risco de destruir algum vestígio relevante. Além disto, o arqueólogo deveria estar sempre na obra e não apenas nas fases que atualmente são destacadas”, adverte Artur Fontinha, que garante já ter comunicado os problemas à tutela, mas sem qualquer sucesso. Para a AFA, Artur Fontinha deseja que continue a captar projetos, mas propõe-se fazer uma “maior aposta na área da conservação e restauro. Já temos atualmente uma equipa nesta área, mas pretendemos reforçá-la”, diz Artur.

ARQUEOLOGIA CONSERVAÇÃO E RESTAURO Rua Engenheiro Frederico Ulrich, 3659 sala 3.3 4470-605 Moreira da Maia T: 220 931 295 E: geral@afaform.comgeral www.afaform.com

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QUINTA ESPÍRITO SANTO

“EXISTIMOS A PENSAR EM SI” Pedro Torres e Filomena Gouveia contam à Revista Business Portugal tudo sobre a Quinta Espírito Santo em Arcozelo, Vila Nova de Gaia. Filomena Gouveia e Pedro Torres administradores

P

rovenientes da indústria farmacêutica, Pedro Torres e Filomena Gouveia abraçaram, há quatro anos, o projeto da Quinta Espírito Santo como um desafio. E foi deste modo que criaram um espaço elegante, acolhedor, envolto numa paisagem de beleza singular. Os antigos donos não queriam que a quinta virasse uma área residencial e os empresários honraram o desejo. Dos dez hectares, apenas ocupam um quarto, as vinhas deixaram de existir, mas o verde continua a ser cor predominante. Aqui são celebrados vários eventos, como casamentos, batizados, bodas de ouro e prata, entre outros. Tem também um espaço de restauração, aberto de terça a sexta, com iguarias que deliciam qualquer um. Quem visita o restaurante ou aqui celebra qualquer evento de vida, tende a voltar e repetir. Outra refeição, outra comemoração. Na bagagem traziam sonhos, ideias, conceitos e conhecimentos de outros sítios que visitaram ao longo dos anos. Com estes criaram a Quinta Espírito Santo. Cada vez mais a restauração tradicional perde o fulgor no

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distrito do Porto e é aqui que poderá viajar à cozinha da nostalgia. “Transportamos tudo o que era a nossa experiência de casa, o nosso sabor de infância, das nossas avós”, explica Filomena Gouveia. Dos pratos que mais se

Na bagagem traziam sonhos, ideias, conceitos e conhecimentos de outros sítios que visitaram ao longo dos anos.

destacam nesta cozinha são: a Francesinha de Carne de Porco Preto (vencedora de melhor do distrito por dois anos consecutivos); o Bacalhau à Gomes de Sá (também prato congratulado com o primeiro lugar), bacalhau lascado com grelos, alheira, broa, batata a murro aromatizada com orégãos; o Folhado de Bacalhau servido com batata doce e regado com mel; a Vitela de Arouca, vinda de Alvarenga; entre outros. Para acompanhar, são servidos vinhos do Douro, a região com mais expressão nos pedidos das pessoas; Alentejo e Dão. O cliente tem ainda ao dispor a “Sugestão do Chefe”. Filomena Gouveia explica à Revista Business Portugal que tal permite às pessoas virem experimentar diversos pratos. “Uma semana é um, outra semana é outro, outra nem tem nada a ver com a nossa ementa, mas são pratos que experimentamos e queremos dar a experimentar também aos nossos clientes, receber a aprovação deles”. Na área dos petiscos, apostam muito nos produtos regionais, “os rojões, as moelas, a açorda de gambas no pão, os folhados de queijo de cabra, uma série de sugestões bem agradáveis”, enumera Pedro Torres. A Quinta tem ainda parceria com a Cerveja Nortada. A partir desta, haverá um evento dia 16 e 17 de março, ao qual o leitor fica desde já convidado a aparecer. Neste poderá deliciar-se com a francesinha especial da casa, acompanhada da cerveja artesanal do Norte. Sobre esta, Filomena diz “sendo tripeirinha de gema, é um orgulho representarmos uma cerveja fabricada no coração do Porto”. Se tenciona vir jantar, ligue a reservar. Culpa da boa refeição e do bom ambiente proporcionados neste espaço, ninguém


QUINTA ESPÍRITO SANTO

vem a correr. “Quem vem, vem para saborear, tanto dos sabores como do espaço”, afirma Filomena Gouveia. Além da música ambiente, poderá usufruir ocasionalmente de música ao vivo, na voz de Helton Arruda (Banda H1) ou Francisco Borges, artistas convidados da casa. “Quem vem, fica. A música está interessante, o ambiente está agradável, porque [o cliente] vem com um grupo de amigos e a conversa à mesa é fantástica”, acrescenta a empresária. A experiência tem sido tão bem-recebida que muitos dos clientes ficaram amigos e, por vezes, aparecem na parte da tarde, para beber um café e dizer olá. “Dar cinco minutos de conversa, porque passaram e quiseram estar connosco. Isso dá[-nos] força, alento, vontade de sonhar mais, querer mais”, desabafa Filomena Gouveia. Para a receção de grandes eventos, a Quinta dispõe de um salão com capacidade para 200 pessoas e de uma ementa

específica. Além disso, oferece serviços adicionais: no caso de casamentos, a limusine dos noivos, a devida decoração do espaço e o bolo feito por uma cake design da casa. Os empresários defendem que o casamento é um momento único na vida de um casal, “é importante para eles e para nós, aquele casamento não se repete”. Como tal, acompanham os noivos do início ao fim. Para

um atendimento perfeito, contam com uma equipa de 20 a 25 pessoas, profissionais de outras áreas, que colaboram com Pedro e Filomena precisamente nestes eventos. A Quinta Espírito Santo já recebeu o primeiro casamento do ano, tem marcações até ao mês de novembro e reservas para 2020. Ainda que havendo uma preferência pelos meses quentes, há uma procura do espaço durante todo o ano. O preço não difere consoante a estação porque os produtos oferecidos e serviços prestados são da mesma qualidade, da primavera ao inverno. Além das cerimónias conjugais e religiosas, a Quinta cria também eventos específicos de Carnaval, Passagem de Ano e Halloween. Para estes é sempre criada a atmosfera ideal. Aqui pode também comemorar o aniversário. De que está à espera para conhecer?

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A QUINTA ESPÍRITO SANTO Prometemos satisfazê-lo, superando todas as suas expectativas. Dê às suas festas um significado diferente e inesquecível.

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MAFT

MADEIRA À MEDIDA DE CADA UM Desde simples soluções de carpintaria adaptadas a projetos inovadores, a MAFT consegue trabalhar a madeira de acordo com as necessidade do cliente e sempre com garantia de qualidade.

acabamentos”, explica Miguel Ângelo. Atualmente, a casa está a ser utilizada como residência de férias, mas tem todas as condições para ser uma verdadeira casa de habitação. “Planeamos uma casa confortável e completamente equipada, desde cozinha e roupeiros ao isolamento térmico e instalação de ar condicionado”, conta o líder da MAFT.

Piscinas únicas Miguel Ângelo e José Fernando, administrador e seu pai

A

MAFT, uma empresa de mobiliário e carpintaria de Vila Nova de Gaia, atingiu este ano a maioridade. Nasceu quando Miguel Ângelo e o seu pai, José Fernando, perderam o emprego na área da carpintaria e decidiram criar o seu próprio projeto. Inicialmente faziam apenas coberturas em madeira, mas rapidamente alargaram o leque de ofertas. Ao fim de algum tempo, a vontade de inovar voltou a falar mais alto e surgiram projetos fora da caixa. “Dinâmica e inovadora” é assim que

Dinâmica e inovadora. Miguel define a empresa, mas garante tal só acontece pela excelência da equipa que o acompanha. “A empresa apenas se transformou no que é hoje pela disponibilidade dos funcionários”, garante Miguel. Atualmente, a gama de produtos que a empresa gaiense oferece vai desde cozinhas adaptadas, portas e coberturas em madeira 40 | Revista Business Portugal março 2018

a casas pré-fabricadas e piscinas totalmente feitas em madeira. “Conseguimos dar resposta ao que o cliente pede. Trabalhamos por medida, as soluções são adaptadas ao contrário do que acontece nas grandes empresas”, explica Miguel Ângelo.

Uma casa onde a madeira é rainha É em Alvarenga, Arouca, que a MAFT construiu uma casa pré-fabricada onde a madeira é rainha. “A casa é toda em madeira, desde a caixilharia até às portadas.”, conta Miguel explicando porque é que esta casa é especial.“O cliente não tinha quem fizesse o projeto porque era um local de difícil acesso. Procurou-nos e aceitamos o desafio. Fizemos tudo desde a planificação até aos

Além de casas pré-fabricadas totalmente feitas em madeira, a MAFT também produz piscinas onde o único material utilizado para a estrutura circundante e tanque é a madeira. “É como qualquer outra piscina, instalamos iluminação e tudo. A diferença é que a única parte que não é em madeira é o revestimento interno”, explica o Miguel Ângelo. “Transformamos um espaço que podia ser chamado pátio numa piscina”, conta Miguel Ângelo, que trabalha desde tenra idade na área da carpintaria e domina as especificidades do material. “A vantagem é que com esta solução, o proprietário poupa porque saí consideravelmente mais barato que uma piscina comum e além disso não tem que pagar IMI”, acrescenta. Na MAFT, garantem que no prazo de um mês conseguem montar uma piscina com todas as comodidades e com garantia


MAFT

de qualidade. “O processo é desconhecido de muitos, por isso estamos a apostar na divulgação. Se a técnica fosse mais conhecida penso que o mercado estaria muito interessado”, remata o líder da MAFT.

O futuro Apesar de querer que a MAFT se desenvolva, Miguel

tratação de mais mão de obra, mas Miguel Ângelo considera difícil encontrar recursos humanos adequados. “É bastante difícil encontrar pessoas especializadas”, explica. O pai, José Fernando, acrescenta que “para alguém aprender esta arte tem que ser do zero. Temos que ensinar tudo aqui.”Deste modo, os objetivos que estão traçados

“O nosso é objetivo é que o cliente fique satisfeito”. Ângelo assume que não tem como objectivo fazer a empresa crescer desmesuradamente no futuro. “Se crescermos cinco por cento fico muito feliz. Quem dá um passo maior que a perna, cai”, alerta. O hipotético desenvolvimento da empresa depende da con-

para o futuro da MAFT passam por criar melhores condições de trabalho e continuar a garantir a satisfação do cliente. “O nosso objetivo é que o cliente fique satisfeito. Caso isso aconteça, nós ficamos satisfeitos”, garante Miguel Ângelo.

Estrada Nova do Alquebre Nr. 931 4410-002, Vila Nova de Gaia

T: 227 532 091 | 962 576 167 E: maft.carpintaria@gmail.com

MAFT - UMA EMPRESA DINÂMICA E INOVADORA É possuidora de um vasto conhecimento na área das construções em madeira. Estamos aptos a conceber, a produzir, a montar e a fornecer: Coberturas em madeira, Mobiliário, Serviços de carpintaria e Piscinas em madeira. Contamos com uma equipa de profissionais qualificados e produtos de alta qualidade, para que o resultado final seja um serviço de excelência a preços competitivos. A satisfação dos nossos clientes é o nosso grande objetivo! www.maft.pt março 2018 Revista Business Portugal | 41


ESCOLA PROFISSIONAL DE SOLDADURA DE GAIA

A PRÁTICA FAZ O SOLDADOR Em atividade desde setembro, a Escola Profissional de Soldadura de Gaia aplica técnicas de ensino de componente essencialmente prática que são uma mais-valia no mundo do trabalho.

A

EPS de Gaia foi criada por Joaquim Almeida, soldador profissional desde os 21 anos, que trabalha no ramo da metalomecânica desde os 14. Já percorreu em trabalho vários países como Espanha, Itália, França, Angola e antiga União Soviética. Em 2010, com outro sócio coordenou uma escola de formação de soldadura em Estarreja, mas em 2017 decidiu deixar este projecto e abrir a sua própria escola em Gaia. Joaquim Almeida está habilitado com um certificado CAP para dar formação na área da soldadura e, por isso, é o principal responsável pelo ensino dos formandos que passam por esta escola. Transmitir os conhecimentos a quem ainda está a aprender é um dos principais motivos que levaram o soldador profissional a enveredar pela área do ensino. Na EPS de Gaia, a oferta formativa divide-se em três cursos, cada um orientado para uma técnica de soldadura diferente: TIG (Tungsten Inert Gas), Elétrodo Revestido e Mig/Mag (Metal Inert Gas e Metal Active Gas, respectivamente) em que no processo Mag, Joaquim Almeida foi o primeiro formador em Portugal a iniciar a formação no 42 | Revista Business Portugal março 2018

Joaquim Almeida, administrador

“Umas das que melhor preparação garante a nível nacional”.

procedimento 6GR, sendo a certificação do mesmo o expoente máximo na certificação Mig/Mag. Os formandos que procuram especializar-se na soldadura podem contar com o apoio da escola para aconselhamento acerca da técnica mais procurada no mercado de trabalho a cada momento. Joaquim Almeida explica que, para quem está de fora, a escolha pode ser difícil e, por isso, prontifica-se a esclarecer as dúvidas de todos os que visitem a escola. “No processo TIG, por exemplo, a margem de erro é mínima e, por isso, é um trabalho muito meticuloso que exige que o profissional roce o perfecionismo”, explica o soldador profissional, acrescentando que, apesar disso, “este é um dos processos de soldadura mais disseminados”. Na EPS de Gaia, em seis semanas, um leigo na matéria é capaz de aprender a soldar e estar apto a passar no exame do instituto Bureu Veritas – Rinave. A certificação concedida por este instituto é reconhecida internacionalmente, na América pelo certificado AWS (American Welding Society) e na Europa pela norma EN ISO, equivalente a uma certificação mundial. Mas se em seis semanas é possível apren-


ESCOLA PROFISSIONAL DE SOLDADURA DE GAIA

der a soldar, Joaquim Almeida garante que este período não é suficiente para ninguém se tornar soldador profissional. Tal só acontece com a prática, “no contacto assíduo, diário e direto com o trabalho”, explica. A formação oferecida é, contudo, “umas das que melhor preparação garante a nível nacional”, acrescenta. Prova viva disso são os alunos que vêm de todo o país e também do estrangeiro. Além dos formandos que pretendem aprender a arte de soldar a título pessoal, a EPS de Gaia também é procurada por empresas que pretendem certificar os próprios colaboradores. É o caso da Sumol + Compal que confia a Joaquim Almeida a tarefa de preparar trabalhadores para o exame que lhes garante a certificação. Por esta escola profissional gaiense já passaram dezenas de soldadores. Joaquim Almeida afirma ter “muito orgulho nos alunos”

e acrescenta que fica muito contente quando estes lhe comunicam a grande facilidade com que encontraram lugar no mercado profissional. “É um prazer muito grande conseguir transmitir o legado aos mais novos, aos que querem aprender a soldar”, acrescenta. Contudo, Joaquim Almeida lamenta que a maior parte dos seus ex-alunos se vejam obrigados a emigrar. O soldador profissional afirma que o mercado nacional não está preparado para absorver soldadores certificados porque não conseguem corresponder às expectativas de remuneração. “As empresas nacionais, regra geral, pagam muito pouco, mas um soldador profissional que vá para o mercado externo e se empenhe, ao fim de dois meses já conseguiu recuperar o investimento que fez na formação que aqui tirou”, conclui Joaquim Almeida.

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O ALFAIATE

PIONEIRO DO TAKE AWAY O Alfaiate já está em funcionamento há mais de uma década e é, sem dúvida, um dos restaurantes mais conhecidos de Gaia, sobretudo pelo seu take away.

O

João Silva, gerente

restaurante O Alfaiate está há 12 anos nas mãos de João Silva e da sua esposa Jacinta. O sucesso tem sido muito e nos dias de hoje é um dos restaurantes de maior renome em todo o concelho de Gaia. O espaço é composto por uma sala para cerca de 80 pessoas, mas o maior volume de refeições, mais do dobro das que são servidas na sala, é servido em regime de take away. Localizado junto à auto-estrada, o Alfaiate tem todas as comodidades para quem se desloca de carro com um parque de estacionamento para mais de 70 viaturas, que João Silva tem intenção de expandir. Os pratos de maior sucesso são o bacalhau à Alfaiate, à Braga ou à Lagareiro, a posta de vitela e o polvo assado no forno, à Lagareiro ou em espetada. Depois do prato principal, existe ainda a hipótese de experimentar as maravilhosas sobremesas caseiras que são servidas no restaurante O Alfaiate. É possível optar por tarte de bolacha, natas do céu ou cheesecake. João Silva não tem dúvidas e 44 | Revista Business Portugal março 2018

garante que o cheesecake que se serve neste restaurante é um dos melhores de Gaia. À hora de almoço, durante a semana, é possível comer um menu económico por 6.5 euros. Por este valor é possível comer sopa, prato principal, bebida e café. Os pratos principais disponíveis mudam diariamente. João Silva comprou O Alfaiate há cerca de 12 anos. Já tinha experiência na área da churrascaria e, por isso, decidiu aplicar o mesmo conceito ao novo espaço que adquiriu. “Decidi aposta no take away, especialmente no churrasco porque já vinha dessa área”, explica João. Na altura, o conceito de take away como João Silva o implementou no restaurante O Alfaiate era uma novidade em Gaia. “As pessoas comem muito com os olhos e, por isso, fizemos um take away como tudo exposto. Assim, o cliente entra, olha e pode ver quais são as opções que tem”, conta o dono, acrescentando que O Alfaiate foi uma espécie de ‘pioneiro do take away’. “Quando aqui chegamos a casa era diferente, tinha outro tipo de clientela”, acrescenta, mas os clientes foram-se moldando ao novo conceito do restaurante e o sucesso chegou. O caminho teve “altos e baixos sobretudo nos tempos de crise e sobretudo na sala, no take away notou-se menos”, diz João Silva, mas atualmente está a atravessar uma fase muito positiva. Ao domingo, João estima que sejam servidas cerca de 400 ou 500 refeições no regime take away. “É uma verdadeira linha de montagem”, explica, “eu recolho o pedido, outra pessoa embala a comida e a minha filha efetua o pagamento. Só assim é que conseguimos atender os clientes suficientemente rápido”, acrescenta. Com tantos anos de casa aberta, já existem muitos clientes fidelizados. As caras costumam repetir-se e alguns clientes já sabem mesmo o nome de todos os funcionários. Para João Silva “isto acontece porque os empregados de mesa são simpáticos e mesmo quando estão muito atarefados tentam sempre ajudar os clientes, o que torna uma ida ao Alfaiate uma agradável experiência. Além da sala principal e do take away, no restaurante O Alfaiate


O ALFAIATE

“Decidi apostar no take away, especialmente no churrasco porque já vinha dessa área”.

existe ainda um salão com capacidade para 150 pessoas. Este espaço do restaurante costuma ser utilizado para realizar refeições de excursões ou cerimónias como batizados e comunhões. “Especialmente durante o tempo quente procuram-nos muito para batizados e comunhões. O espaço é grande e costumamos reforçar o pessoal para que tudo corra bem”, diz João Silva. O sucesso está garantido, mas as preocupações de João Silva vão além disso e estendem-se ao âmbito ambiental. Num restaurante

onde semanalmente se utilizam, por exemplo, mil quilos de batata é essencial fazer a separação das sobras. Assim, no pátio exterior procede-se ao processo de reciclagem e semanalmente as entidades competentes fazem a recolha de todos os resíduos. No futuro, João Silva pretende continuar a apostar no take away. Para já não se propõem a nenhuma expansão e a maior aspiração é mesmo manter os elevados níveis de qualidade a que já habituou todos os clientes.

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Rua Machado dos Santos, 651 Santa Marinha 4400 Vila Nova de Gaia

Tel: 223 752 886 Tlm: 966 561 240 geral@restauranteoalfaiate.com

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março 2018 Revista Business Portugal | 45


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LOURINHÃ “A CAPITAL DOS DINOSSAUROS” No cerne da Paleontologia mundial surge a Lourinhã, concelho inserido na região Oeste de Portugal e que se distingue pelo quadro natural que o envolve. Os fósseis de dinossauros começaram a ser descobertos ainda nos anos 80, mas foi em 1993, com a descoberta de um ninho de dinossauros, que a Lourinhã passou a ser considerada um dos palcos paleontológicos mais ricos do mundo. Dez anos depois, a importância destes animais pré-históricos na vida económica e cultural da região já era tão grande que a vila acabou por adotar o cognome de “Capital dos dinossauros”. O prefixo “dino” começou a ser frequentemente usado pelos empresários da região, para nomear qualquer novo projeto. Este ano, a vila dos dinossauros atingiu o seu auge, com a inauguração do PDL – Parque de Dinossauros da Lourinhã, onde é possível ver, em tamanho real, mais de 120 réplicas dos diversos animais que, há milhões de anos atrás, pisaram a Terra. O encanto deste parque é poder conhecer esses animais no seu habitat natural. Com a abertura deste parque temático, pretende-se que toda a vida económica da vila e da região Oeste se transforme. Os investimentos turísticos, arquitetónicos e mesmo empresariais criados à volta do nascimento deste parque irão contribuir de forma significativa para a crescente economia da região, além do entusiasmo criado entre locais e os restantes portugueses que poderão, em solo nacional, ‘viajar’ até ao tempo dos dinossauros, com o Dino Parque. A juntar a esta inauguração, que traz a Pré-História até ao presente, estão ainda empresas da região, premiadas com o galardão de mérito, nomeadamente os prémios de PME Líder e PME Excelência, também elas uma marca muito positiva e na região.

DESTAQUES 46 PARQUE DA LOURINHÃ Já abriu o Dino Parque na Lourinhã 50 LOURISSAURUS Novo investimento na Lourinhã 52 MARIA MATOS IMOBILIARIA 20 anos na mediação imobiliária da Lourinhã 54 MEGANUNCIUS Um ‘as’ da comunicação 56 PEDRO E PRAZERES Aposta na gestão de stocks e recuperação de paletes 58 TRANSPORTES ORLANDO FERREIRA E ANJOFER Especialistas no transporte em temperatura controlada 60 AGOSTINHO ALMEIDA Aposta na qualidade e inovação 62 FLEXITECTO Especialistas em gesso cartonado 64 COZINHA DIVINA A criatividade e a excelência de Chakall

março 2018 Revista Business Portugal | 47


DINO PARQUE LOURINHÃ

JÁ ABRIU O DINO PARQUE NA LOURINHÃ O Dino Parque é o maior museu ao ar livre de Portugal, inserido numa área de 10 hectares, incluindo quatro percursos correspondentes a algumas das mais importantes épocas da história da terra: o fim do Paleozóico, o Triásico, o Jurássico e o Cretácico. Ao longo desses percursos os visitantes podem observar mais de 120 modelos de dinossauros e outros animais à escala real.

A

construção do Parque foi iniciada em 2017, acreditando que este viria a ser um projeto âncora com grande impacto no desenvolvimento turístico da região, pela sua importância a nível cultural, educativo e de entretenimento.

4,5

milhões de euros de investimento.

3,6

milhões de euros foram contratualizados com o Turismo de Portugal, através de Compete 2020.

estado reunidos nos Paços do Município da Lourinhã, em reunião do Conselho Intermunicipal da OesteCIM.

“Sejam todos muito bem-vindos ao Dino Parque!” Esta foi a frase que mais se ouviu nos discursos que se ouviram durante a cerimónia. O primeiro coube ao investidor, Franz-Josef Dickmann, que se mostrou muito feliz com o resultado daquela que foi uma aposta sua em Portugal. Seguiram-se os demais discursos de todos os intervenientes neste Dino Parque.

Sejam todos muito bem-vindos ao Dino Parque!

Luís Rocha e Franz-Josef Dickmann, diretor e investidor

30

postos de trabalho criados, número que aumentará no próximo verão.

A Revista Business Portugal esteve presente na cerimónia de inauguração deste Dino Parque, que contou também com a presença de inúmeras personalidades, nomeadamente: o secretário de Estado das Autarquias Locais, Carlos Miguel, o presidente da Câmara Municipal da Lourinhã, João Duarte Carvalho, vereadores do Município e membros da Assembleia Municipal. O Turismo de Portugal esteve, igualmente, representado através do membro do Conselho de Administração, Carlos Abade e do presidente do Turismo do Centro, Pedro Machado. É, igualmente, de assinalar a presença de presidentes de Câmara da região oeste, que, antes do ato inaugural, tinham 48 | Revista Business Portugal março 2018

Passaram mais de 20 anos desde as primeiras conversas sobre a construção de um parque temático dedicado aos dinossauros, que só podia ser construído na capital dos dinossauros, a Lourinhã. Aqui retratamos uma aventura fascinante, numa viagem no tempo, onde o realismo vai surpreender os nossos visitantes. Os parques temáticos mudam as vidas e as cidades onde são implementados. Na Lourinhã, existe uma grande vontade de aproveitar este momento importante. Tenho a certeza que os lourinhanenses saberão aproveitar esta oportunidade com a sua simpatia, hospitalidade, profissionalismo e orgulho no seu concelho, oferecendo a todos os visitantes uma boa experiência.


DINO PARQUE LOURINHÃ Carlos Miguel, secretário de estado das autarquias locais

Lubélia Gonçalves, presidente da Direção da GEAL - Museu da Lourinhã

É com alegria e esperança que o museu da Lourinhã participa na inauguração do PDL – Parque dos Dinossauros da Lourinhã. Trata-se de um projeto de ação cultural, científica e de entretenimento que conta com o apoio do Município da Lourinhã e do Museu. Realizamos hoje o sonho daqueles que nos antecederam nestes trabalhos. Os dinossauros da Lourinhã passam a ter condições de exposição condizentes com o seu inegável valor científico nacional e internacional. Deste modo, o museu passa a ter dois núcleos museológicos complementares: um na sua sede e outro neste parque sendo assim possível ampliar a divulgação da ciência e torná-la mais acessível a todos. João Duarte Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lourinhã

O Parque dos dinossauros foi um projeto que já foi sonhado há muito tempo por muitos lourinhanenses. Assim, desenvolvemos esforços para que o sonho se tornasse realidade e por isso hoje é um dia de muita emoção. O Município da Lourinhã espera que a criatividade, a inovação e a capacidade científica que este projeto contém seja uma referência e um motivo de orgulho para todos os portugueses. Estamos aqui hoje a inaugurar não só um espaço lúdico, mas também um dos maiores e mais bonitos museus da Europa.

No dia a dia de um presidente de câmara somos confrontados com inúmeros projetos em que muito poucos resultam num real investimento. Aqui houve uma conjugação de vontades e de muito trabalho para que este investimento resultasse no parque que hoje inauguramos. Deixo aqui a minha palavra de reconhecimento e agradecimento a todos vós (intervenientes) porque sei o quanto é difícil chegar ao dia de hoje. Este é um investimento de reconhecimento para a Lourinhã, para o Oeste e para Portugal. Para mim, enquanto membro do governo, é um privilégio ter a sorte de fazer parte deste projeto. Pedro Folgado, presidente da OesteCIM

Espera-se que este parque traga gente e que dinamize a região. É um equipamento importantíssimo para a região, ainda bem que está no Oeste e ainda bem que podemos todos, oestinos, usufruir dele. Nós (OesteCIM) estamos aqui por dois motivos: por um lado para apoiar o nosso colega, presidente da Câmara da Lourinhã e por outro lado queremos que as pessoas percebam que todos vamos usufruir e vamos ser capazes de fazer a diferença, em cada município, através dos dinossauros. É um marco histórico na história do Oeste. Não se acreditava que se fizesse, mas fez-se, finalmente.

“Aqui retratamos uma aventura fascinante, numa viagem no tempo, onde o realismo vai surpreender os nossos visitantes”.

março 2018 Revista Business Portugal | 49


DINO PARQUE LOURINHÃ

Uma semana depois da inauguração… Luís Rocha voltou a falar com a nossa revista, fazendo o balanço da primeira semana de atividade do Dino Parque e perspetivando o futuro do mesmo. Estamos em pleno mês de fevereiro e com apenas uma semana de trabalho aberto ao público já superamos as nossas expectativas. Foram mais de 8 mil visitas numa semana. E temos cerca de 20 mil visitas de âmbito escolar agendadas até ao final do ano. Temos tido muitos miúdos e graúdos, acompanhados com os seus animais de estimação (é permitida a sua entrada). O bilhete é para o dia por isso podem passar aqui um dia em família e as pessoas têm aproveitado isso. Estamos a usar 10 dos 36 hectares disponíveis. Não me admirava que no final do ano o investidor decidisse arrancar já com a segunda fase do projeto. Até porque há vários períodos históricos que não estão a ser contemplados no parque.

Qual foi o feedback que obteve das diversas personalidades que estiveram presentes na inauguração? O feedback foi muito positivo. Ninguém esperava que estivesse tão bom. Todos nós já visitamos muitos museus, mas este é um espaço totalmente diferente, ao ar livre e em escala real. Os modelos são bastante realistas e isso surpreende os visitantes. Quanto ao funcionamento do parque, o senhor Dickmann disse que parecia que o parque estava aberto há muito tempo, tal foi o à vontade e profissionalismo de toda a equipa.

• O Parque foi especialmente concebido para ser uma experiência “Edutainment” (Educação + Entretenimento), aliando a parte de conhecimento da evolução da Terra e também a parte de diversão para toda a família. • Além dos percursos ao ar livre, no edifício central do Dino Parque pode ser visitada a exposição do Museu da Lourinhã, exibindo o seu fantástico espólio de descobertas paleontológicas. No laboratório é também possível observar, ao vivo, a preparação de fósseis. Poderá, ainda, encontrar um Pavilhão das Atividades, onde os visitantes poderão experimentar algumas atividades relacionadas com a paleontologia. • Todos os modelos são à escala real e todos eles são certificados cientificamente. Os que se encontram dentro dos expositores são fósseis originais e todos os que estão expostos são réplicas.

“O bilhete é para o dia por isso podem passar aqui um dia em família e as pessoas têm aproveitado isso”. 50 | Revista Business Portugal março 2018


Jardins da Lourinhã Excelência na construção

Qualidade nos acabamentos

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NOVO INVESTIMENTO NA LOURINHÃ

O novo prédio, ainda em construção, localizado junto ao Jardim da Cidade, pretende vir a dar resposta a muitas das necessidades do concelho. Propriedade de António Antunes, este será um prédio que disponibilizará aos interessados 31 apartamentos e sete lojas. Assim, e no seguimento da recente inauguração do Dino Parque, estivemos à conversa com o proprietário do imóvel e com o seu irmão e promotor do mesmo, Ramiro Antunes, por forma a esclarecerem-nos sobre as mais-valias do produto que oferecem.

A

ntónio Antunes nada tem que ver com o ramo imobiliário, uma vez que passou toda a sua vida ligado à área farmacêutica. No entanto, visionário como é, entendeu que a Lourinhã sofria de pouca oferta ao nível habitacional e, deste modo, decidiu investir num prédio novo que promete surpreender locais e visitantes. A obra teve o seu início no ano de 2009 e o investimento foi justificado pela “escassez de habitação nova no concelho”. Ainda no arranque da edificação do prédio, verificou-se que o terreno onde o mesmo estava a ser construído era dema-

52 | Revista Business Portugal março 2018

O investimento foi justificado pela “escassez de habitação nova no concelho”.

siado movediço - análises feitas pelo LNEC - Laboratório Nacional de Engenharia Civil. Por isso, procedeu-se à estacaria do mesmo, tornando toda a estrutura “muito mais segura”, esclareceu o proprietário do imóvel. Este ‘acrescento’ constituiu cerca de 30 por cento do investimento já feito e é um garante da qualidade da estrutura do edifício. Toda esta intervenção foi efetuada por uma empresa altamente qualificada nesta matéria, a RODIO, também responsável pelas infraestruturas de muitos prédios, mais concretamente na EXPO, em Lisboa. Em 2010, devido à conjuntura económica do país e à crise na construção civil,


LOURISSAUROS

António Antunes decidiu parar a obra, retomando-a posteriormente, em setembro de 2017. “Pretendemos ter a obra concluída dentro de um ano”, assegurou o nosso entrevistado.

Mais-valias do imóvel O que inicialmente foi pensado para contar com dezassete T2, quatro T3, quatro T4, sete lojas e oito escritórios, foi agora repensado para as necessidades atuais da Lourinhã: mais habitação. Assim, o prédio que conta com o nome provisório de ‘Jardins da Lourinhã’, não contará com escritórios nas suas tipologias para venda, mas manterá as lojas e aumentará a oferta habitacional para um total de 31 apartamentos (desde T1 a T4). Esta nova construção oferece diversas mais-valias aos interessados. Desde logo a localização: encontra-se junto ao Jardim da Cidade, com vista para a Areia Branca e para uma longa extensão de plantação de hortícolas (atividade forte no concelho), já para não falar da grande proximidade aos principais serviços e supermercados da vila. Uma novidade que, com certeza, agradará quem tenciona adquirir casa na Lourinhã é o interesse do proprietário em atribuir as sete lojas disponíveis, no rés-do-chão do prédio, a atividades ligadas à saúde e outras, tornando este empreendimento apelativo aos residentes e restante população da Lourinhã. A cave, por sua vez, contará com estacionamentos para cada fração e, no rés-do-chão, em redor do prédio, e por forma a apoiar a atividade comercial que ali se instalará, irão existir mais 48 estacionamentos. Como se estas não fossem já razões suficientes para despertar o interesse, Ramiro Antunes, o promotor do imóvel, acrescentou mais uma vantagem do empreendimento: “será um prédio verde”, garantiu. Assim, oferecerá aos seus habitantes e utilizadores carregamento elétrico para os carros e pré-instalação para ar condicionado e aquecimento com aproveitamento solar.

Boas expectativas futuras O prédio ainda se encontra em obra e já é alvo de interesse de todas as imobiliárias da região (e não só), o que é demonstrativo do potencial que tem. Assim, os irmãos Antunes encontram-se bastante expectantes quanto à venda de todas as frações disponíveis. “Já temos muitas pessoas interessadas e, ainda antes de o prédio estar pronto, contamos ter metade vendido”, assumiram, ao mesmo tempo que acrescentavam as vantagens de adquirir um apartamento ainda em obra. “A relação qualidade/preço é ainda mais vantajosa em obra uma vez que fazemos, diretamente, 10 por cento de desconto na aquisição do mesmo (primeiras vendas). Para além disso, permite que os proprietários possam participar na conclusão dos apartamentos com os acabamentos que melhor lhes convier”, esclareceram os nossos entrevistados. A inauguração do Dino Parque pretende-se benéfica para a região e, em consequência, para o investimento de António Antunes. “Espero que o turismo, agora com o Dino Parque, aumente exponencialmente na Lourinhã. Já se nota que somos visitados por muitos estrangeiros e estão muitos projetos na calha, o nosso é um dos mais promissores pelas condições que oferece”, finalizou.

O prédio que conta com o nome provisório de ‘Jardins da Lourinhã’

António e Ramiro Antunes, proprietário e promotor

março 2018 Revista Business Portugal | 53


MARIA MATOS IMOBILIÁRIA

20 ANOS NA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA DA LOURINHÃ Em ano de comemoração pelas duas décadas de trabalho desenvolvido pela empresa Maria Matos – Mediação Imobiliária, Contabilidade e Marketing, a Revista Business Portugal esteve à conversa com a pessoa por detrás do grupo, a mesma que lhe deu o nome. A sua empresa, os serviços que presta, bem como a evolução do mercado imobiliário, encontram-se abaixo descritos.

M

aria Matos iniciou a sua atividade enquanto mediadora imobiliária, por conta própria, em 1998. Na época, o mercado era diferente e desconhecedor desta atividade: “não se compreendia a profissão nem o conceito”, revelou a nossa entrevistada. O que é certo é que o mercado se desenvolveu e “o aparecimento de multinacionais no mercado foi uma afirmação”. Maria Matos é o nome de um grupo que se distingue “pela honestidade. Não é por acaso que temos clientes que nos procuram há mais de 15 anos”, confidenciou. A enorme disponibilidade e compreensão com que lidam com as necessidades dos que procuram os seus serviços, fazem a diferença. “Há situações em que fazemos a gestão do imóvel. Quando os proprietários estão ausentes, nós fazemos a manutenção da casa”, acrescentou.

Da segunda habitação ao arrendamento Maria Matos explicou-nos que nos primeiros 15 anos da sua atividade as principais movimentações diziam respeito à aquisição de segunda casa na região Oeste: “As pessoas procuravam os custos reduzidos de uma vida sossegada, com mar e qualidade de vida”. No entanto, a determinada altura (em período de crise), o mercado da segunda habitação quase deixou de existir, dando lugar ao mercado do arrendamento. “Numa altura em que os bancos não financiavam os investimentos, as pessoas começaram a optar pelo arrendamento. O que foi bastante compreensível e, por isso, mais explorado por nós”, aclarou. Ainda sobre este tema, Maria Matos afirmou que esta é uma boa altura para comprar casa: “muitas oportunidades já passaram porque a região está a valorizar cada vez mais. Por isso, se é para comprar e se é para virem para a zona Oeste, o momento é agora”, disse perentória. A contabilidade surgiu com uma outra empresa, também Maria Matos, num escritório localizado no 54 | Revista Business Portugal março 2018

“O aparecimento de multinacionais no mercado foi uma afirmação”.


MARIA MATOS IMOBILIÁRIA

a empresária que trabalha maioritariamente com a região Oeste, apesar de ter alguns imóveis noutras zonas do país. A empresa número um no concelho da Lourinhã, no que à mediação imobiliária diz respeito, alerta para um facto da realidade atual do mercado: “já se sente a escassez de novas construções na região. Já começa a existir mais procura do que oferta e é necessário começarem novos investimentos nesse âmbito”.

As mais-valias do Dino Parque

Maria Matos, administradora

centro da vila. Não obstante, com a alteração da lei que regula a mediação imobiliária – que passou a permitir que mais atividades fossem desenvolvidas no mesmo espaço físico da mediação imobiliária – Maria Matos decidiu congregar os dois serviços nas suas novas instalações na Rua Mariano Vicente, na Lourinhã. “Creio que a alteração da lei aconteceu devido ao período penoso que os mediadores passaram durante a crise dos últimos anos”, justificou

“Estou em crer que o parque vai dar o ‘click’ para que a Lourinhã seja ainda mais procurada por portugueses e estrangeiros para residir”, foi assim que a nossa entrevistada se pronunciou, relativamente à mais recente infraestrutura da região. Maria Matos faz parte, também, da direção da GEAL – Museu da Lourinhã e, por isso, esteve presente na inauguração do parque temático: “A Lourinhã tem o privilégio de estar localizada numa zona farta em achados respeitantes aos dinossauros. Há espécies únicas no mundo que foram aqui descobertas e, quer queiramos quer não, nós somos reconhecidos a nível internacional por isso”, finalizou a nossa interlocutora.

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março 2018 Revista Business Portugal | 55


MEGANUNCIUS

MEGANUNCIUS, UM ‘ÁS’ DA COMUNICAÇÃO Especialista em design e reclamos luminosos, a Meganuncius assume-se como uma PME Líder e PME Excelência. Assim, Marçal Garcia, o administrador, aproveitou a nossa passagem pela Lourinhã para revelar alguns dos projetos que se seguem.

C

onstituída por “uma equipa jovem e dinâmica”, a Meganuncius – Design e Reclamos Luminosos, Lda., corresponde a um projeto relativamente recente, pese embora encontre nos seus quadros elementos com “15 a 20 anos” de trabalho efetuado e provas dadas no setor da publicidade. Fundada em agosto de 2011, no concelho da Lourinhã, por uma equipa de sócios que partilhava um importante background e uma visão diferente daquilo que se praticava no mercado, esta é uma empresa que se orgulha de um ADN com a ousadia diferenciadora. Neste seguimento e acabado de ser distinguido com o certificado PME Líder e PME Excelência, o porta-voz da Meganuncius revelou o que este prémio significa para a empresa. “Este reconhecimento é fruto de muito trabalho e dedicação quer da gerência da empresa quer da restante equipa. Estamos todos de parabéns”, começou por afirmar. Assim, a empresa que se assume como um parceiro estratégico de negócio, vê no seu serviço personalizado e flexibilidade as mais-valias que continuam a conquistar e fidelizar clientes. “Somos muito próximos dos nossos clientes. Aliás, cada cliente é um amigo. Desenvolvemos o produto segundo as exigências dos nossos parceiros e ajustamos os timings de montagem conforme a disponibilidade e necessidade deles”

56 | Revista Business Portugal março 2018

“2017 foi bom, 2018 trabalhamos para ser ainda melhor” Aquela que nas palavras de Marçal Garcia não é “uma agência de comunicação, apesar de nos especializarmos no design personalizado para cada produto que fabricamos ” conseguiu, em 2017, aumentar o seu número de colaboradores (contando-se, atualmente, 18 elementos na equipa da Meganuncius) e encontra-se em fase de mudança de imagem. Para além disso, a empresa que se encontra a apostar forte no setor multimédia e nos painéis LED, contará num futuro próximo com um show room e uma loja em Lisboa. “Estamos a tentar iniciar parcerias com empresas estrangeiras por forma a conseguirmos dar mais respostas inovadoras e, nesse sentido, estamos a abranger mercados que anteriormente se tornavam quase impossíveis”, acrescentou o empresário. Já desenvolvem projetos de norte a sul do país e ilhas , mas o desejo de crescer está sempre presente em tudo o que fazem. “É neste caminho que queremos continuar. Queremos crescer de forma sustentada, não dando passadas maiores que a perna”, assegurou, cauteloso, o nosso entrevistado. Com a inauguração do DinoParque ‘ali ao lado’ (visto que a Meganuncius se encontra localizada na Lourinhã), o assunto também foi abordado em entrevista. “Espera-se que seja um empreendimento bom para a região e que atraia novos investimentos. Acredito que terá um grande impacto no desenvolvimento do turismo na região”, finalizou o gestor da Meganuncius.


PEDRO E PRAZERES, LDA.

APOSTA NA GESTÃO DE STOCKS E RECUPERAÇÃO DE PALETES Pedro e Prazeres, Lda. é o nome da empresa que decidiu há cerca de 20 anos enveredar pelo ramo da gestão de stocks e recuperação de paletes. Tendo em conta o nicho de mercado inteligentemente aproveitado, a nossa revista esteve à conversa com Carlos Pedro, administrador, que fez um balanço do trabalho até aqui desenvolvido.

A

ntes do surgimento desta empresa, o desperdício de milhares de paletes utilizadas nas cadeias de supermercados que hoje conhecemos era inevitável. “Apercebemo-nos de que esse era um mercado muito interessante por explorar”, começou por explicar o nosso entrevistado que tem contribuído diretamente na diminuição do impacto ambiental que a produção de novas paletes implica. “Evitamos o abate de muitas centenas de árvores”, acrescentou. Assim, esta empresa dedica-se à recolha, recuperação e entrega de paletes nas devidas entidades acordadas. “Movimentamos cerca de 3.5 milhões de paletes por ano”, afirmou o empresário, dando-nos conta da imCarlos Pedro, administrador

portância que a sua equipa, constituída por cerca de 75 funcionários, tem para que o resultado seja o melhor, dentro do prazo estabelecido. Desde a recolha até à entrega do produto tratado existem várias fases: classificação, lavagem, tratamento térmico, pintura e controlo de qualidade. Tudo é certificado pela norma ISO 9001, que certifica um sistema de gestão da qualidade, bem como define os requisitos para implantar esse sistema.

58 | Revista Business Portugal março 2018


PEDRO E PRAZERES, LDA.

Parceria com grandes grupos Com o passar dos anos, Carlos Pedro percebeu que trabalhar com grandes grupos (como o Jerónimo Martins e a SONAE), seria mais vantajoso para o seu negócio, devido ao elevado número de encomendas assegurado. “Atualmente temos 80 por cento do território nacional por nossa conta. Trabalhamos diretamente com estes grupos e isso transmite-nos confiança financeira, estabilidade e credibilidade perante os potenciais clientes e os que já trabalham connosco”, assegurou. A estratégia de gestão assumida pelo nosso interlocutor valeu à Pedro e Prazeres, Lda. o certificado de PME Líder 2017. “Não foi fácil chegar até aqui, mas é muito bom termos recebido este reconhecimento. Receber esta distinção incentiva-nos a ser melhores,

dia após dia. Somos muito exigentes, mas temos sempre por onde crescer”, declarou o administrador desta empresa.

Presença no norte do país Devido aos elevados custos que a recolha e entrega de paletes no norte do país (local onde está localizada a maior parte das entidades clientes desta empresa) implicava, a Pedro e Prazeres, Lda. deslocou todos os seus recursos técnicos para dois pavilhões localizados nesta região: um na Mealhada e outro em Vila Nova de Gaia. Assim, o pavilhão localizado em Moita dos Ferreiros, Lourinhã, serve de sede e base para os serviços administrativos da empresa. Neste ano de 2018, ano em que a inauguração do DinoParque (na Lourinhã) promete trazer novos investimentos e dinamização à região Oeste, o empresário Carlos Pedro pretende “continuar a crescer e a ser distinguido pelo trabalho que ele e a sua equipa desenvolvem”.

“Somos muito exigentes, mas temos sempre por onde crescer”.

PEDRO&PRAZERES

www.pleggroup.pt

TRANSPORTE, COMERCIALIZAÇÃO E RECICLAGEM DE PALETES

SEDE

ARMAZÉNS

Rua da Eira, Nº5 - Seixosa Moita dos Ferreiros 2530-476 Lourinhã

Vila Nova de Gaia e Mealhada

Tel. 261 458 101 Fax. 261 419 300 geral@pedroeprazeres.pt

março 2018 Revista Business Portugal | 59


TRANSPORTES ANJOFER

ESPECIALISTAS NO TRANSPORTE EM TEMPERATURA CONTROLADA Localizadas na Lourinhã, as empresas Transportes Anjofer e Transportes Orlando Ferreira destacam-se pelo trabalho que têm desenvolvido nos últimos quase 30 anos. Para entendermos melhor a atividade por eles desenvolvida, estivemos à conversa com Orlando Ferreira e com o seu filho mais novo, André Ferreira, que nos deram uma perspetiva do setor na realidade atual portuguesa.

A

s duas empresas de transportes complementam-se e são geridas pela família Ferreira. Neste contexto, os nossos entrevistados explicaram-nos que as tarefas se encontram bem divididas entre todos: Orlando Ferreira, o fundador, dedica-se à gestão de tráfego, a sua esposa, Teresa Ferreira, à contabilidade, o filho João Ferreira, à gestão de frota e o outro filho André Ferreira aos recursos humanos. Localizadas em pleno Oeste português, onde as hortícolas e frutícolas são abundantes, estas transportadoras especializaram-se nos transportes nacionais e internacionais de produtos refrigerados e perecíveis. São 52 os camiões que compõem esta frota, onde a maioria dos veículos são categorizados com a norma

Orlando Ferreira e André Ferreira, gerente e filho

60 | Revista Business Portugal março 2018

Estas transportadoras especializaram-se nos transportes nacionais e internacionais de produtos refrigerados e perecíveis. EURO VI, sendo esta a que menos contribui para a poluição atmosférica. É assim uma frota que se define jovem e moderna, com particularidades como certificação de refrigeração, certificação de farmácia e geolocalização que, entre outras funcionalidades, permite que controlem a temperatura a que viajam os seus produtos: “A nossa zona oeste começa em agosto com a fruta e estende-se até março. Depois temos as hortícolas que vão até maio. Portanto acabamos por ter ciclos de trabalho ao longo do ano. Julho e Agosto são os meses mais fracos”, explicaram os nossos entrevistados. A rapidez na realização do serviço, o cumprimento dos horários de entrega e a qualidade com que este é feito, aliados a um preço competitivo, são os fatores fundamentais na hora de requisitar os serviços dos Transportes Anjofer ou dos Transportes Orlando Ferreira: “Atualmente o cliente é muito difícil de fidelizar, eles querem o melhor serviço ao melhor preço e vão atrás de quem o fizer, temos de garantir que fazemos sempre parte da equação”, assegurou Orlando Ferreira.


TRANSPORTES ANJOFER

A mão-de-obra profissional e especializada, composta por cerca de 70 pessoas, são o garante de que tudo corre na perfeição e que respondem de forma adequada aos desafios que os clientes colocam num mercado cada vez mais exigente: “Garantimos a qualidade de todo o nosso serviço graças à parte humana que temos a controlar o sistema. Temos uma equipa formada, profissionalizada e capaz a trabalhar connosco”, afirmou o empresário, ao mesmo tempo que acrescentava: “Apostamos na formação para que tudo corra bem. Temos motoristas com bastante experiência e tentamos rumar todos no mesmo sentido, o que faz com que consigamos manter um grupo fixo, unido e coeso”. Sendo Orlando Ferreira uma pessoa muito experiente no ramo devido aos extensos anos de experiência, comentou: “Qualquer um é capaz de conduzir um semi-reboque frigorífico, mas nem toda a gente sabe como realmente controlar uma carga com temperatura controlada. Para isso é preciso pessoas especializadas. Não pretendemos transportar tudo porque achamos que para prestar um serviço com a máxima qualidade temos de nos conseguir dedicar a cada cliente, este é o nosso ponto forte e é o que nos distingue de outras transportadoras. Não tenho dúvidas que na zona Oeste somos uma das empresas mais especializadas em transporte de temperatura controlada”. Orlando Ferreira referiu ainda o elevado nível de segurança dos seus reboques, cuja principal característica é o alarme de portas e que se complementa com o recebimento de alertas sempre que as mesmas são abertas,

algo que evita situações constrangedoras ao nível de roubo ou intrusão por parte de desconhecidos nos seus reboques. Em relação ao mercado, os principais destinos são Reino Unido, Benelux, França, Alemanha, Suíça e Dinamarca. Embora se especializem nestes destinos, fazem também transportes para o resto da Europa, tendo em consideração as necessidades dos seus clientes.

cimento pelo nosso trabalho”, consideraram. Para o ano 2018 as previsões são boas, com estabilidade e com “um crescimento sustentável”.

Constrangimentos ao setor As principais dificuldades com que se deparam no exercício da sua atividade prendem-se com a constante alteração e criação de novas burocracias e leis que obrigam sempre o transportador a ter de estar na vanguarda da informação: “A burocracia excessiva e a constante mudança de normas impostas ao setor são constrangimentos bastante grandes. Ainda por cima lidamos com normas distintas, de país para país”, lamentaram os responsáveis pelas transportadoras Anjofer e Orlando Ferreira. Todo o trabalho desenvolvido por esta família foi distinguido com o certificado PME Líder 2017: “Ser PME Líder significa que os nossos clientes e potenciais clientes podem confiar em nós. Não é fácil arrecadar esta distinção e, por isso, é um justo reconhe-

Prezamos a qualidade, rapidez e segurança dos transportes realizados.

Transportes Anjofer: Av. 1º de Janeiro Nº 75 2530-355 Marteleira Lourinhã

Transportes Orlando Ferreira: Rua do Paraíso Nº 3 2530-376 Marteleira Lourinhã

www.transportesanjofer.pt E: geral@transportesanjofer.pt T: +351 261 422 425

março 2018 Revista Business Portugal | 61


AGOSTINHO & ALMEIDA

APOSTA NA QUALIDADE E INOVAÇÃO Alcançado o grau de excelência a empresa pretende continuar a apostar fortemente na inovação e na qualidade dos seus produtos e serviços e na relação de proximidade que mantém com os clientes

“É um objetivo concretizado, que acaba por dar alguma notoriedade e credibilidade à nossa empresa e acrescentar excelência aos nossos produtos”.

S

edeada em Marteleira, na Lourinhã, a empresa Agostinho & Almeida, Lda. foi criada em 1996 e tem como objetivo principal o comércio de materiais de construção. A empresa acaba de ver a sua excelência reconhecida e pretende continuar a apostar na inovação, na qualidade e na relação de proximidade que tem com os clientes. Premiada pelo mérito e pela consolidação no mercado nacional, é uma empresa que se distingue por estar em evolução e crescimento contínuos, 62 | Revista Business Portugal março 2018

Eduardo, Sara e Dora Agostinho, gerentes - na entrega dos prémios PME Excelência

acompanhando as tendências do mercado. Somando uma visão inovadora à experiência de um passado familiar a Agostinho & Almeida tem vindo a garantir a satisfação do cliente final através da qualidade e diversidade dos produtos e de um serviço de entregas personalizado. As instalações da empresa incluem uma loja, um espaço de outlet, vários escritórios, armazéns e uma zona de exposição. A loja tem à disposição do cliente diversas ferramentas, máquinas, tintas, torneiras, entre outros. As instalações também contemplam uma área descoberta. Na área descoberta

encontram-se expostos vários materiais de construção. A oferta de produtos da Agostinho& Almeida vai desde o início da obra com areia, tijolo, cimento, telhas passando aos azulejos, pavimentos, móveis, sanitários, lava-louças e até churrasqueiras. Em entrevista à Revista Business Portugal, o Sr. Eduardo, a Sara e a Dora mostraram-se orgulhosos pela atribuição dos prémios PME Líder e Excelência, que consideram como “o reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos. É um objetivo concretizado, que acaba por dar alguma notoriedade e credibilidade à nossa empresa e acrescentar excelência aos nossos produtos”, confessaram. Conforme toda a estratégia planeada, os empresários conseguiram cumprir os objetivos a que se propuseram desde a abertura da empresa, passando pela modernização das insta-


AGOSTINHO & ALMEIDA

lações alargamento a área de exposição de produtos, adaptando ao consumidor final. O resultado surge sendo uma empresa de sucesso, consolidada no mercado e que aposta na qualidade máxima dos seus produtos e serviços. Questionados acerca da concorrência os empresários responderam prontamente que “não somos concorrentes mas sim parceiros. Estamos aqui todos para trabalhar e fazemos o nosso melhor. A concorrência é um fator positivo”.

Loja online será lançada este ano O futuro da empresa, cujos clientes se encontram sobretudo na zona oeste do país, passará pelo alargamento das oportunidades de negócio e serviços e pela manutenção da qualidade. Sara e Dora têm programado para este ano o lançamento de uma loja online. “Vai passar pela abertura de

uma loja online durante este ano, que é uma grande mais-valia e será mais uma adaptação ao mercado, que vai permitir a compra de produtos da nossa loja a clientes em qualquer ponto do país, e assim poderão recebê-los comodamente em casa”, esclareceram. Manter a qualidade e o grau de excelência dos produtos e dos serviços é o grande objetivo da Agostinho& Almeida, que privilegia a satisfação do cliente, a qualidade no serviço e a eficácia na entrega.

“Levamos à construção a melhor qualidade e diversidade”.

março 2018 Revista Business Portugal | 63


FLEXITECTO

ESPECIALISTAS EM GESSO CARTONADO Fundada há cerca de 12 anos, na Lourinhã, a Flexitecto é uma empresa especializada na realização de obras em gesso cartonado (ou pladur, como se conhece vulgarmente). Ricardo Santos é o gerente desta entidade e foi com ele que estivemos à conversa por forma a conhecermos um pouco mais sobre a atividade que desenvolve.

N

atural de Lisboa, mudou-se para a Lourinhã há cerca de 14 anos. Empregou-se numa empresa local até que decidiu investir por conta própria (na altura juntamente com um sócio, que acabou por sair da parceria aquando do período mais difícil da construção civil). A verdade é que à Flexitecto “nunca faltou trabalho”, mesmo quando a crise era uma evidência. “O mais complicado era garantir o recebimento, mas trabalho nunca me faltou”, confidenciou. Atualmente o negócio encontra-se em crescimento, acompanhando o panorama positivo nacional. Assim, a Flexitecto, que desenvolve 90 por cento das suas obras na grande Lisboa, continua a ser a preferida para construções em gesso cartonado (tetos, paredes, casas e estabelecimentos comerciais), tanto para os seus clientes já fideli-

zados há muitos anos, bem como para cada vez mais novos clientes. “Gostam de trabalhar connosco porque somos bons no que fazemos e fazemos rápido”, garantiu o empresário. Em entrevista, Ricardo Santos enumerou as mais-valias da utilização de gesso cartonado: está na moda, tem uma aplica-

“gostamos de trabalhar como deve ser”. ção mais rápida, resulta num ambiente mais acolhedor ao nível térmico e tem melhor qualidade acústica. Assim, como forma de se distinguir dos seus concorrentes, Ricardo Santos aposta num equipamento modernizado que valoriza ainda mais a qualidade do trabalho que efetua. Também a apresentação da sua equipa, o cuidado e a limpeza com que trabalham são apanágios seus: “gostamos de trabalhar como deve ser”, afirmou.

Constrangimentos ao setor O principal constrangimento com que o nosso entrevistado se depara no exercício da sua atividade prende-se com a falta de mão-de-obra existente no setor. “Não há mão de obra qualificada, nem mesmo para aprender, porque não há quem queira en-

Te c to s fa l s o s e D i v i s ó r i a s

64 | Revista Business Portugal março 2018

Ricardo Santos, gerente

veredar pela construção civil”, lamentou o empresário, ao mesmo tempo que garantiu ter vagas para quem queira ingressar a equipa da Flexitecto. “Penso que se as coisas continuarem conforme estão daqui a uns anos não temos artistas da construção civil. Sejam eles pedreiros, pintores, serralheiros... É preciso que os nossos governantes incentivem os nossos jovens a seguir estas áreas, porque também são precisas. Não vivemos só de engenheiros e doutores”, acrescentou. Por fim, ficou o desejo: “Espero que este novo empreendimento na Lourinhã (o Dino Parque) dê a conhecer o nosso concelho a muitas pessoas e espero que haja mais trabalho e investimento na região”, finalizou o nosso entrevistado.


COZINHA DIVINA

Cozinha, Catering & Eventos

Praça David

Leandro da Silva,

MARVILA / Lisboa

Praia do Areal

AREIA BRANCA / Lourinhã


COZINHA DIVINA

A CRIATIVIDADE E A EXCELÊNCIA DE CHAKALL A empresa Cozinha Divina, do chef Chakall, atingiu um grau de excelência que pretende manter. Oriundo de Buenos Aires, o chef é um cidadão do mundo apaixonado por Portugal.

“Gosto de comer em tascas. Gosto de comer carne grelhada, um bom ensopado de borrego, um bom cabrito, bacalhau à lagareiro. O mais simples possível, mas com qualidade”.

A

empresa Cozinha Divina, com sede na Lourinhã, acaba de ser reconhecida com o prémio PME Excelência. Com cerca de 20 anos, a empresa não para de crescer dentro e fora de Portugal. A empresa, que se dedica sobretudo à exportação, tem restaurantes em vários países. Só em Portugal já conta com um restaurante na Lourinhã, uma pizzaria e um restaurante em Lisboa. Lisboa é, de resto, a cidade contemplada para novos projetos que o chef tem em mente. Os restaurantes são pequenos núcleos de negócio que constituem uma sociedade. “Cada restaurante tem o seu conceito, ambiente, decoração e comida, mas todos têm um pouco de mim. Os restaurantes da Cozinha Divina são uma experiência. Cada um tem uma ementa específica tendo em conta a localização. No restaurante da praia, a comida tem de ser rápida mas boa, e apesar de ser um restaurante de praia, tem um conceito diferente dos outros restaurantes e tem comida mais e menos refinada”, explicou Chakall em entrevista à Revista Business Portugal. O chef considera o seu restaurante ‘El Bulo’, em 66 | Revista Business Portugal março 2018

Chakall, chef

Lisboa, um reflexo de si próprio. “É uma mistura de América do Sul, Ásia e Portugal e oferece comida não gourmet, descomplicada e boa”, esclareceu. O empresário atribui o sucesso dos seus restaurantes não só à qualidade dos produtos mas também aos recursos humanos.

“Não sou português, mas adoro Portugal e os portugueses” Oriundo de Buenos Aires Chakall é um cidadão do mundo apaixonado por Portugal. A notoriedade não o fez perder a humildade e a simplicidade. A candidatura a PME Excelência foi-lhe proposta pelo banco, “tendo em conta as condições que a empresa reunia no que diz respeito ao volume de negócios, à saúde financeira, à sustentabilidade e à quantidade de empregados”, esclareceu Chakal.


COZINHA DIVINA

A atribuição do prémio à Cozinha Divina “é o reconhecimento do meu trabalho. As empresas que têm sucesso são as empresas que trabalham e que têm um conjunto de pessoas que trabalham”, considera. A Cozinha Divina não escapou aos efeitos da crise económica que afetou o país. “Houve subidas e descidas e sentimos os efeitos da crise. Não basta saber lidar com as empresas só quando têm sucesso. As empresas passam por altos e baixos e é preciso estarmos preparados e sabermos lidar com isso”, esclareceu o chef. A empresa nasceu da paixão pela cozinha e pelo processo criativo aliado à paixão por Portugal e pela Lourinhã e tem mantido um volume de negócios contínuo e ascendente, sustentado essencialmente por capitais próprios. “Eu trabalhava num restaurante onde as pessoas sempre comentavam que a comida era divina e que eu cozinhava divinalmente. A Cozinha Divina, no fundo, sou eu, que trabalho em quatro continentes, a gerir restaurantes dentro e fora de Portugal mas sempre a partir de Portugal. Não sou português, mas adoro Portugal e os portugueses. Vivi em muitos países mas Portugal é o melhor país para se viver porque tem equilíbrio. Sou apaixonado pelo país e adoro viver aqui. Trabalho no mundo inteiro e poderia pagar os impostos em qualquer outro país mas pago-os em Portugal. Sou grato ao país”, revelou o empresário.

O destino deu-lhe a volta e de jornalista passou a chef e estrela de TV Chakall, que está para lançar um novo programa de TV em Portugal, tem um passado que começou na cozinha, passou pelo jornalismo e o conduziu novamente à cozinha e à televisão.“Comecei a trabalhar na cozinha quando ainda era criança, licenciei-me em jornalismo e fui jornalista, voltei a dedicar-me à cozinha e pertenço à quarta geração de chefs. Nunca pensei que um dia seria cozinheiro mas o destino assim o quis. Atualmente, a cozinha ocupa cerca de três por cento da minha vida porque estou focado em outros projetos. O que faço, faço com carinho e porque gosto. Trabalho muitas horas e dias porque gosto e os negócios simplesmente aparecem”, explicou. A Cozinha Divina é uma empresa sólida no mercado, inovadora e que vai continuar a apostar em novos projetos. É uma empresa com grande responsabilidade em termos de parceiros e funcionários. “Tento ser amigo dos meus funcionários sem aquela relação de patrão e chefe. Não sou rígido. Temos uma responsabilidade, pagar honestamente porque não somos escravos. O que me move não é o dinheiro mas a parte criativa dos projetos que consiste

“A Cozinha Divina é uma empresa sólida no mercado, inovadora e que vai continuar a apostar em novos projetos”. em criar algo. Gosto de fazer coisas novas e quando as coisas têm sucesso já me aborrecem”, revelou o empresário. Chakall deverá continuar a investir em Portugal mas, para já, vai participar no programa Dancing With The Stars da Alemanha, país onde é famoso. “Grande parte das filmagens serão feitas em Portugal também com o intuito de divulgar o país, a Lourinhã e Lisboa”, concluiu.

março 2018 Revista Business Portugal | 67


JANSSEN PORTUGAL

DESTAQUES 68 SOCIEDADE AGRICOLA ALVES PIMENTA Preservar o património familiar 70 PADARIA CENTRAL Consigo todos os dias 72 LUXESTORES Na linha da frente no setor dos estores 74 FUNDAÇÃO MARIA CLEMENTINA GODINHO DE CAMPOS Fazer o bem sem olhar a quem 76 FREGUESIA DE MONTARGIL Um Oasis no Alentejo

68 | Revista Business Portugal fevereiro 2018 março 2018

ALENTEJO CONCELHO DE PONTE DE SOR No Município de Ponte de Sor sente-se o palpitar da vida em cada recanto. Localizado no distrito de Portalegre, em pleno Alto Alentejo, este concelho ocupa um lugar importante na dinâmica económica e social deste território. Pela força e querer dos autarcas que ocupam os lugares cimeiros tanto do Município, como das freguesias de Foros de Arrão, Galveias, Longomel, Montargil e União de Freguesias de Ponte de Sor, Tramaga e Vale de Açor, sentimos o pulso de quem dia após dia faz o melhor para que munícipes e visitantes se sintam bem no concelho. A nível económico destaca-se, sobretudo, o vasto tecido empresarial que acolhe empresas de renome nacional e internacional, em diversas áreas, tais como, a cortiça, a aeronáutica, a construção ferroviária, o azeite, os temperos ou a pecuária. Por outro lado, Ponte de Sor aposta no turismo, alicerçado no património arquitetónico, religioso e natural que possuí. Desde a ribeira do Sor, passando pela Albufeira de Montargil, este concelho detém verdadeiros ex-líbris, que fazem as delícias de quem lá passa. Dos principais monumentos históricos, destaca-se a ponte oitocentista sobre a ribeira de Sor, a Igreja Matriz, do século XVII, ou a antiga Fábrica de Moagem de Cereais e Descasque de Arroz, hoje um moderno centro cultural onde funciona a Biblioteca Municipal, o Arquivo Histórico Municipal e o Centro de Artes e Cultura. No município de Ponte de Sor, mas fora do meio urbano, encontrámos outros pontos de interesse como a Igreja da Misericórdia de Galveias, classificada como Imóvel de Interesse Público, a Igreja da Misericórdia de Montargil, o Moinho de Vento de Foros de Arrão, entre outros.


SOCIEDADE AGRÍCOLA ALVES PIMENTA

PRESERVAR O PATRIMÓNIO FAMILIAR Presente no mercado há pouco mais de uma década, a marca Clementina têm-se afirmado pelo perfil elegante e equilibrado. O nome carismático advém da matriarca da família, mulher de convicções e espírito forte, que deixou à família o património onde hoje se situam as vinhas. O projeto desenvolvido faz assim jus à sua memória. Este ano será marcado pelo lançamento da colheita Branco 2017, um novo segmento, que pretende chegar a outros nichos de mercado.

Francisco e João Alves Pimenta, proprietários

C

onstituída no início do novo milénio, a Sociedade Agrícola Alves Pimenta partiu da iniciativa de João Alves Pimenta, no seguimento da tradição e das raízes familiares a Ponte de Sor, que levaram à reconversão do património rústico para a atividade vitivinícola. Hoje, a empresa mantém-se na esfera familiar e conta com a experiência e o know-how de Francisco Alves Pimenta, engenheiro agrónomo e enólogo, para dar forma a este projeto que se materializou no vinho Clementina. “O meu pai foi o grande impulsionador do projeto e, ainda se mantém muito ativo no dia a dia da sociedade. Tratou-se de um processo em crescendo, com a instalação das vinhas, a construção

70 | Revista Business Portugal março 2018

da adega e, consequentemente, a criação, crescimento e afirmação da marca. Estamos satisfeitos com os vinhos que produzimos, procurando manter um percurso de crescimento sustentável com particular atenção a um consistente padrão qualitativo”, refere Francisco Alves Pimenta. As características do ‘terroir’, tais como o clima, o solo, as castas e a forma como se elabora o vinho foram as premissas para a criação de uma marca, que pretende traduzir a realidade, procurando sobretudo atender e corresponder às expectativas dos clientes. Os 15 hectares de vinha são atualmente preenchidos, essencialmente, pelas castas tintas Aragonês e Alicante Bouschet, que contribuem para um vinho com um perfil elegante, de finura aromática e com um sabor macio e persistente, em que se procura

obter o equilíbrio entre o vinho evoluído e o vinho jovem. Caracteriza-se sobretudo por notas de fruta com subtis nuances da madeira de estágio, mas que ao mesmo tempo apresenta um sabor fresco e equilibrado. Com um crescimento significativo do ponto de vista produtivo, que tem acompanhado o aumento da procura, os vinhos da Sociedade Agrícola Alves Pimenta estão disponíveis em Ponte de Sor e Évora. No que concerne ao mercado externo, a empresa está a exportar para o Brasil. Implantada em Ponte de Sor, a empresa tem um impacto direto na economia local, empregando pessoas oriundas do concelho, e privilegiando a adjudicação de serviços externos a empresas localizadas na região. No que concerne ao futuro, o investimento passa por aumentar a área produtiva, ampliar a adega e investir na revitalização do monte. “Este ano vamos lançar o tinto 2015 e o nosso primeiro branco, um vinho jovem, da colheita de 2017, oriundo de uma vinha nova e que, esperamos, irá constituir uma agradável surpresa. A estratégia está definida, sabemos o que queremos e como fazer para atingir os objetivos propostos, pelo que importa prosseguir o caminho, com determinação e perseverança”, termina Francisco Alves Pimenta.


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PADARIA CENTRAL

Nuno, Miguel e André Baptista, proprietários

CONSIGO TODOS OS DIAS A Padaria Central procura no rigor e na qualidade a confeção dos seus produtos. Há mais de três décadas que esta padaria é paragem obrigatória para as gentes de passagem por Ponte de Sor. Desde os produtos de padaria e pastelaria regional e tradicional até às receitas mais recentes, na Padaria Central não irão faltar motivos para querer provar de tudo. Com um impacto económico e social importante para o concelho, a empresa tem já planeado um conjunto de investimentos para a região.

C

onstituída em 1980, a Padaria Central surgiu da visão e iniciativa de Miguel Lopes Baptista, que apesar da frequência em formação superior numa área totalmente oposta ao ramo da panificação, decidiu enveredar por este setor de atividade, estabelecendo-se como empresário, como nos revelou: “Fui professor de matemática, mas naquela altura não estava numa situação laboral efetiva, portanto por incentivo da minha mãe e da minha esposa e com os conhecimentos de padeiro do meu pai investimos em duas empresas existentes na região, mantendo os colaboradores que laboravam nas mesmas, com o intuito de melhorar e recuperar esta indústria. Com o conhecimento adquirido e a visita às principais feiras do setor da panificação e pastelaria, reunimos as ferramentas necessárias para dar continuidade a este projeto, incrementando o crescimento da empresa e a introdução de novos produtos e receitas”.

Quanto às infraestruturas, a Padaria Central concentrou as suas instalações de fabrico na zona industrial, onde procedeu à abertura de uma loja, a que se junta um ponto de venda na cidade e três distribuidores que comercializam o pão nas diferentes freguesias do concelho. Com uma equipa composta por 24 colaboradores, a empresa trabalha diariamente para confecionar e fornecer aos seus clientes os melhores produtos, com a maior frescura e qualidade. “A equipa foi evoluíndo e acompanhando as diferentes modificações e alterações do mercado. Ao longo deste 38 anos fomos empregando pessoas da mesma família, o que se traduz num impacto muito importante a nível social para a cidade”, confessa Miguel Baptista, daí que, apesar da padaria ter uma parte da sua produção automatizada, toda a massa de pão e os restantes produtos não dispensam o toque humano, o que se traduz num processo bastante artesanal. “Tudo é preparado com o maior cuidado e dedicação”, completa. Em termos de produtos, a Padaria Central é especializada no fabrico de pão e doces regionais, tais como o papo seco, pão de

“Tudo é preparado com o maior cuidado e dedicação”.

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PADARIA CENTRAL

mistura, pão rústico, pão centeio, pão integral, pão de passa, pão forma, pão doce, e ainda, broa milho e o Pão do Sôr (criado e elaborado exclusivamente pela Padaria Central). Depois dos produtos de padaria, existem também os diversos artigos de pastelaria de tipo tradicional. Aqui falamos de pão de leite, biscoitos de manteiga, bolo finto, tigeladas, broa de mel, broa da avó, tortas, broa de batata doce, broa de abóbora e, ainda, a boleima – bolo tradicional do Alto Alentejo, e o bolo de bacia - típico da freguesia de Vale de Açor. Também são confecionados os artigos da época, como o pão de ló, e bolos de aniversário por encomenda. Mais recentemente, a empresa foi introduzindo novos produtos, como o pão de alfarroba, o pão de sementes e o pão sem glúten. A qualidade e o processo artesanal pelo método natural está

www.padariacentralpontedesor.com

sempre presente na matriz da Padaria Central, tanto na confeção, como na escolha das matérias-primas utilizadas, que são da máxima excelência e com o mínimo recurso aos produtos que de alguma forma alterem o modo natural de serem confecionados. De forma a alargar os serviços e aproveitar as potencialidades do negócio, Miguel Baptista apresenta como estratégia futura o investimento em Ponte de Sor, mais propriamente como nos explica: “Temos prevista a abertura de uma loja na avenida da Liberdade e a longo prazo ponderamos investir na construção de uma residencial”. O balanço de quase quatro décadas ligadas ao setor da panificação e pastelaria é deveras positivo para o empresário, que espera no futuro que os filhos André e Nuno Baptista deem continuidade e desenvolvimento ao seu negócio familiar.

Fábrica e Posto de Venda:

Posto de Venda:

Rua de Timor, Lt 32

Rua Infante D. Henrique, 2 - Ponte de Sor

7400-214 Ponte de Sor

Tel: 242 204 947 E-mail: padariacentral@sapo.pt

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LUXESTORES

NA LINHA DA FRENTE NO SETOR DOS ESTORES Há 20 anos que a Luxestores é uma referência a nível nacional e internacional, no fabrico de produtos de alta qualidade, no setor dos estores, oferecendo soluções inovadoras, que correspondem às exigências dos clientes. O sítio da internet ‘www.estores.pt’ e a introdução das redes mosquiteiras de mola, entre outros produtos, em Portugal, são alguns dos principais marcos históricos da empresa.

N

o final do século passado, quando a internet começava a dar os primeiros passos um pouco por todo o mundo, nascia em Ponte de Sor uma empresa inovadora no fabrico, conceção e comercialização de estores. Juan Silva é o mentor e administrador da Luxestores, que começou num pequeno negócio em nome individual, através da representação de marcas internacionais de estores a nível nacional. “Foi um percurso, sempre, marcado pela aposta na inovação e no investimento, tanto das infraestruturas, como dos recursos humanos. Durante o primeiro ano trabalhei sozinho mas, passo a passo, a equipa foi aumentando. Da mesma forma, no que diz respeito às instalações fomos progredindo gradualmente, com a aquisição de um terreno na zona industrial, onde hoje se materializam 1300 m² de área coberta”, recorda o administrador e acrescenta: “desde 1998 que fomos pioneiros na introdução de produtos inexistentes no mercado nacional, como as redes mosquiteiras de mola ou os estores autoblocantes micro-perfurados. Quanto

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LUXESTORES

ao ano 2000 foi marcado por um crescimento substancial a nível nacional, com o incremento de grandes empreitadas no Algarve e na zona do Parque das Nações, nomeadamente estores interiores nas Torres Vasco da Gama e São Rafael. Mais tarde, a empresa realizou 12 empreitadas da rede Parque Escolar”. Primar pela diferença, pela inovação, pela qualidade e garantia do produto são as premissas da Luxestores, que ano após ano vai introduzindo no mercado novos produtos. No fundo contemplam uma vasta gama de soluções de proteção solar e decoração, desde o tradicional ao mais sofisticado, garantindo os mais altos índices de isolamento térmico e acústico e alcançando excelentes níveis de segurança, conforto e decoração, a que se alia o design inovador e a adaptação de sistemas de domótica. Desde estores decorativos, estores exteriores, mosquiteiras, toldos, motorizações, caixas isotérmicas, janelas de PVC, cortinas de vidro ou pérgolas bioclimáticas, a Luxestores idealiza e concebe todo o tipo de produtos. “A aposta na inovação e na pesquisa de novos produtos é uma constante. Faço questão de estar presente nas feiras internacionais de renome deste setor, para perceber a evolução do mercado, tomar contacto com novos produtos, peças ou acessórios. A nossa solução mais recente é o Luxeblocke, que se caracteriza por ser um estore completo do mercado, onde no mesmo produto encontra robustez, segurança e mosquiteira, sendo ao mesmo tempo o mais seguro nesta área e o mais elegante”, completa o administrador. Prestes a celebrar o vigésimo aniversário, a Luxestores é uma empresa reconhecida e reputada mundialmente no setor, exportando parte da produção para os quatro cantos do mundo. Austrália, Guiné, Moçambique, Angola, Marrocos, Argélia, França, Suíça ou Luxemburgo são os principais mercados internacionais. Neste caso comercializam para os

Técnicas de protecção solar

canais de revenda, realizando instalações em obra, apenas se o cliente o exigir. “Hoje 80% da nossa produção é destinada ao canal de revenda. Apoiamos, sobretudo, gabinetes de engenharia e arquitetura, serralharias e construtores civis, dando formação e auxílio no que diz respeito ao processo de instalação”, sublinha Juan Silva. A dedicação, qualificação, rigor, dinamismo, jovialidade e consciência da responsabilidade dos colaboradores garantem à Luxestores a oferta de serviços de excelência dentro dos prazos de entrega estipulados. “A casa é o bem material mais importante das pessoas e é essa a mensagem que passo à minha equipa. Por isso mesmo, temos de tratar cada espaço e cada cliente com a máxima dedicação e rigor”, reitera Juan Silva.

“A casa é o bem material mais importante das pessoas e é essa a mensagem que passo à minha equipa. Por isso mesmo, temos de tratar cada espaço e cada cliente com a máxima dedicação e rigor”.

Estratégia de futuro “Quando idealizei a minha empresa, estávamos ao mesmo tempo no boom da internet. Portanto, com a minha visão preparei a empresa nessa vertente. Atualmente, temos os sítios ‘www.estores.pt’, ‘mosquiteiras.com’ e ‘estoresangola.com’, o que permite perceber a minha visão do mercado já nessa altura. Sei onde quero estar daqui a dez anos e esse é um processo em constante evolução”, revela o administrador. Aumentar a quota de exportação, aumentar o número de colaboradores e apostar no incremento das marcas são os principais projetos para o futuro da empresa, mantendo sempre presente como pilares basilares da Luxestores, a inovação, a honestidade e a qualidade.

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FUNDAÇÃO MARIA CLEMENTINA GODINHO DE CAMPOS

FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM São escassas as palavras para descrever esta obra benemérita, localizada na freguesia de Galveias, concelho de Ponte de Sor. ‘Cuidar dos mais necessitados’ foi a premissa principal que esta família deixou aos continuadores deste importante legado social. Passados 62 anos foi possível dar cumprimento a esta obra altruísta, destacando-se a bondade, a vontade de ajudar e a visão de futuro desta família ímpar.

A

José Mendes Marques, secretário do conselho de administração

4 de julho de 1956 era criada na vila de Galveias a Fundação Maria Clementina Godinho de Campos (FMCGC). Uma iniciativa exemplar que se ficou a dever à Comendadora D. Ana Godinho de Campos, e ao apoio dos seus irmãos, os Comendadores Manuel Marques Ratão Júnior e José Godinho de Campos Marques, que, devido ao enorme carinho e admiração que nutriam pela mãe, deram forma a este projeto e homenagearam a sua pessoa ao dar-lhe o nome da Fundação. À medida que os elementos da família iam falecendo,

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adensavam o vasto património num número cada vez mais restrito de herdeiros. José Godinho de Campos Marques, como último representante da família Marques Ratão/ Godinho de Campos, acabou por deixar ao serviço da população a totalidade dos bens herdados, quer através da FMCGC, quer através da Junta de Freguesia de Galveias – herdeira universal. Falamos de um homem frio e inteligente. Um humanista que amou o povo, que sempre pensou mais nos outros do que em si próprio. Esta figura ímpar da história da FMCGC construiu um projeto sustentado, onde tudo foi pensado ao detalhe. Onde o mínimo pormenor desempenhou um papel fundamental na consolidação de uma sociedade galveense que pudesse usufruir de cuidados de saúde, de apoio social, de momentos culturais e de lazer. Não esquecendo um ponto deveras importante, pois tudo foi suportado com fontes de financiamento autónomas, sempre com o intuito de deixar um futuro melhor à comunidade galveense, apoiando as classes mais carenciadas e fragilizadas da sociedade. Uma obra que se dedica ao bem social, honrando o querer de toda a família Marques Ratão. Segundo as indicações dos seus fundadores, a presidência do Conselho de Administração ficou sempre a cargo da Arquidiocese de Évora, que hoje em dia dirige os destinos da Fundação, sendo atualmente o presidente o Senhor Arcebispo D. José Alves. A matriz da Fundação centrou-se desde o início no apoio aos idosos, nas mais diversas vertentes, mas a sua ação e intervenção estendeu-se a toda a população de Galveias. Atualmente, a FMCGC tem ao serviço

Uma obra que se dedica ao bem social, honrando o querer de toda a família Marques Ratão.


FUNDAÇÃO MARIA CLEMENTINA GODINHO DE CAMPOS

importantes respostas sociais, nomeadamente no apoio aos idosos, com as valências de lar, centro de dia e apoio domiciliário, que contemplam serviços de médico e enfermagem, nutrição, motricidade humana, fisioterapia, natação, animação, cabeleireiro e estética. “Apoiamos cerca de 90 utentes, sobretudo, pessoas da freguesia de Galveias e territórios limítrofes que necessitam de

cuidados especializados e permanentes. Temos uma equipa experiente e especializada composta por 54 colaboradores, que garantem o cumprimento de todas as normas exigidas. Esta é a nossa missão, amparar quem se encontra desamparado”, sublinha Adelina Martins, tesoureira do Conselho de Administração, acrescentando que “por outro lado, a Fundação proporciona a todos os utentes a possibilidade de irem de férias para o Algarve, onde temos um apartamento, e de facto é uma alegria ver a felicidade deles. São pequenas coisas que nos enchem o coração e cumprem uma das vontades do fundador”. A par com a componente humana, a Fundação não descura o investimento na manutenção dos imóveis e a aquisição de equipamentos que permitam prestar melhores cuidados aos seus utilizadores. Do ponto

de vista florestal e agrícola, a instituição dispõe de 2.000 hectares de terreno, que se dividem entre a atividade florestal e a pecuária. “O nosso objetivo passa por diversificar as áreas de atuação nesta vertente, de forma a garantir novos meios de rentabilização, sempre com o intuito de manter a Fundação saudável financeiramente, cumprindo a vontade dos seus instituidores”, refere José Mendes Marques, secretário do Conselho de Administração. Relativamente ao futuro, a Fundação está a aguardar a decisão de um projeto para melhoramento das instalações, com base no novo quadro comunitário. Cumprir a vontade dos fundadores, “fazendo o bem sem olhar a quem”, continuará a ser o principal motivo de continuidade desta instituição, um exemplo único de benemerência a nível nacional.

Alameda da Fundação 7400-016 Galveias Secretaria Geral Tel: 242 983 207 | Fax: 242 983 095 | Lar: 242 983 118 / 242 980 010 E-mail: geral@fmcgodinhodecampos.pt Site: http://www.fmcgodinhodecampos.pt

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JUNTA DE FREGUESIA DE MONTARGIL

UM OÁSIS NO ALENTEJO Situada no concelho de Ponte de Sor, Montargil é uma freguesia do norte alentejano, com 296,76 km² e cerca de 2.300 habitantes, que se demarca pela história, pelo património arquitetónico e pela beleza natural. Aqui a Albufeira de Montargil surge em pano de fundo, como local de elevada importância na estratégia de promoção do turismo e da natureza desta região. À frente dos destinos da freguesia, Joaquim Dias apresenta como principais objetivos: o desenvolvimento da localidade, com base no turismo e no aumento dos postos de trabalho.

Joaquim Dias, presidente

A

cumprir o primeiro mandato à frente da Junta de Freguesia de Montargil, Joaquim Dias revela em entrevista à revista Business Portugal, os projetos para o futuro da freguesia. A aposta no turismo, através da valorização dos recursos naturais, do desporto e da cultura são alguns dos objetivos primordiais para a região. “Estamos numa região com elevado potencial, devido à localização da Albufeira de Montargil. Este espelho de água de beleza natural ímpar, que está enquadrado no montado alentejano, é perfeito para a prática de desportos náuticos. Para além disso, é servido por hotelaria de excelência, parque de campismo e unidades de turismo rural. Ano após ano, temos vindo a aumentar o número de visitantes e, por isso mesmo, procuramos criar meios para incrementar esse número de visitas”, refere o edil. A par com a componente natural, o património arquitetónico e religioso assume uma elevada relevância na história da freguesia, como são exemplos a Igreja Paroquial de Montargil, a Igreja da Misericórdia, a Capela do Senhor das Almas, o Pelourinho, a Capela de São Pedro, a Igreja de São Sebastião e a Capela de Santo António. “No terceiro domingo de julho realiza-se a feira anual e o festival de folclore. No final de junho temos as Festas em Honra de S. Sebastião e em setembro temos a Romaria do Senhor das Almas, uma festa ímpar que durante este mandato pretendemos continuar a promover”, sublinha Joaquim Dias. 78 | Revista Business Portugal março 2018

Da mesma forma, o desporto assume-se nesta região como um foco de elevado interesse social. “Temos o Grupo Desportivo Montargilense com equipa de futebol, que disputa o Campeonato Distrital da Primeira Divisão de Portalegre, equipa de ténis de mesa e futsal. Entretanto, também iremos fomentar o ténis, através da contratação de um professor, com o propósito de abrirmos uma escola de ténis na freguesia, pois trata-se de um desporto com enorme capacidade de atração turística”, reforça o edil. De referir ainda a inauguração do Centro de Artes e Cultura de Montargil, com salas independentes para as associações locais, sala de espetáculos, sala de exposições permanentes e posto de turismo. Neste edifício fica, ainda, a sede da junta de freguesia, o posto de correios e o serviço de segurança social. Olhando para o futuro, o autarca afirma que o principal projeto para a região é a aposta no turismo, através da divulgação dos pontos de interesse da freguesia de Montargil, um autêntico oásis na paisagem alentejana, como forma de dinamizar a economia local e garantir a fixação da população.

Rua da Misericórdia, 53 | 7425-112 Montargil Tel: 242 900 050 | E-mail: geral@montargil.pt


JANSSEN PORTUGAL

DESTAQUES 79 ETC2 É o Birò! 82 EXACTO Rigor e Exatidão nos Estudos de Tráfego e Planeamento de Transportes 83 APCOR A cor como elemento fundamental do quotidiano 84 DR. ALEXANDRE MACHADO Os segredos do cérebro 86 CENC Dormir bem é essencial para uma vida plena 88 IPTO A nossa cozinha é a nossa farmácia 90 MAGARPA Aqui impera a qualidade 92 INPAR Há 10 anos a transformar clientes satisfeitos em fãs

80 | Revista Business Portugal fevereiro 2018 março 2018

LISBOA CRIATIVA, INOVA & EMPREENDE “Portugal está na moda!”: eis uma afirmação que o leitor, com certeza, já ouviu pelo menos uma vez. De facto, o nosso país tem corrido as bocas do mundo pelas melhores razões: segurança, empreendedorismo, inovação, beleza, património, qualidade de vida, criatividade, entre muitas outras. Todas as qualidades acima referidas estão reunidas em Lisboa. Por esse motivo, a Revista Business Portugal considerou de extrema pertinência trazer até aos seus leitores exemplos de verdadeiro empreendedorismo, criatividade e inovação. Dentro desde separador há dois destaques principais: saúde e mobilidade elétrica. Portugal tem um dos melhores sistemas de saúde da Europa. É acessível aos menos afortunados, tem profissionais muito bem qualificados e infraestruturas para corresponder às necessidades do exercício da profissão. Não é uma área sem as suas dificuldades, mas há casos que superaram os obstáculos e o leitor pode encontrá-los nas páginas seguintes. A mobilidade elétrica é, sem dúvida, o futuro da mobilidade, nomeadamente automóvel. Mais económica, sustentável, ecológica e rentável. Só falta divulgar ainda mais a informação já existente para que seja possível mudar mentalidades e fazer o público-alvo comprador compreender as vantagens de um carro movido a eletricidade. Se um dos motivos que o preocupa é a fraca autonomia do veículo, permita-me desde já desmentir esse mito: uma bateria dura mais de 100 quilómetros e, se lhe falhar, pode contar com a vasta rede de abastecimento espalhada um pouco por todo o país, a qual está em notável expansão. Os portugueses têm tendência de se subestimarem e, por vezes, só se lembram dos seus próprios feitos quando são reconhecidos por alguma entidade ou personalidade estrangeira. A Revista Business Portugal vem tentar contrariar essa predisposição e valorizar o que de bom e melhor Portugal tem e, especificamente, Lisboa.


ECT2

É É É É É

FÁCIL, PRÁTICO, ECONÓMICO, E 100% ELÉTRICO… O BIRÒ!

A

ntónio Videira, Mauro Ferreira e César Barbosa, dão voz ao Projeto da ect2.pt - empresa que detém a exclusividade da representação do veiculo BIRÒ em Portugal e Catalunha. A ect2.pt tem vindo ao longo do último ano e meio a apostar na promoção e divulgação do BIRÒ. Este pequeno veículo (um quadriciclo ciclomotor elétrico) foi criado em Itália e nasceu para responder aos problemas da Mobilidade Urbana. Simples, fácil de usar e prático: eis o BIRÒ. O BIRÒ tem na sua essência a enorme flexibilidade de uso quer individual quer partilhável vindo dotado de software próprio de gestão de mobilidade a Plataforma BIRÒ Share. A autonomia e a facilidade de carregar a bateria, ne-

cessitando apenas de uma tomada de 220 V., assim como a possibilidade de poder optar por solução de bateria fixa ou bateria móvel torna-o num veiculo único que merece ser descoberto, quer por entidades públicas, quer privadas pois tratando-se de uma solução que nasceu a pensar em mobilidade, adapta-se a todas as necessidades do mundo quotidiano. Áreas como o comércio, a

Simples, fácil de usar e prático: eis o BIRÒ.

indústria, os serviços, a habitação fixa ou temporária, o turismo (hotéis, resorts, apartamentos turísticos etc…) poderão usufruir do potencial e economia do BIRÒ. Os veículos estão equipados com dois motores de 4KWAs e oferecem uma autonomia de 100km com tempo de carga de quatro horas. Vêm equipados com dois pontos de ligação usb, coluna bluetooth, apoio extensível de telemóvel e várias soluções de arrumação que tornam o BIRÒ muito bem apetrechado.

A história por detrás da inovação A locomobilidade - que se traduz no movimento entre uma origem e um destino integram o conceito ‘Mobilidade Urbana’, que utiliza um conjunto

( Veiculo concebido para integração em sistemas de mobilidade urbana)

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ECT2

Catarina uma solução para a mobilidade urbana e que tornasse viável um sistema integrado de transporte público em Florianópolis. A solução apresentada pretendia-se sustentável economicamente, de rápida implementação e que pudesse ser evolutiva e flexível. Foi com base nestes pressupostos que o Sistema Multimodal proposto integrava embarcações ferry boats para as travessias continente/ilha, embarcações costeiras tipo lanchas de Veneza, uma linha de teleférico urbano e a rede existente de autocarros municipais e, também, o terminal de transporte de camionetes, criando grandes estações integradas. Foi nestas macró estações que surgiu também a vontade de articular uma solução partilhada de micro veículos elétricos criando mais uma oferta ao sistema. Foi após procura pelo mercado mundial de micro veículos que foi encontrado no norte

César Barbosa, administrador

A solução apresentada pretendia-se sustentável economicamente, de rápida implementação e que pudesse ser evolutiva e flexível.

de soluções de transporte que deverão ser articuladas para promover uma boa interação entre os vários modais. A mobilidade sempre foi uma questão que interessou ao Atelier de Arquitetura de Cesar Barbosa, arquiteto. Foi durante a grande crise de 2008 que rumou ao Brasil para tentar a internacionalização do atelier que tinha desde os anos 80 com dois colegas onde conceberam projetos de grande dimensão, entre eles uma cidade de 40 mil habitantes no Estado do Pará e também um projeto de Integração Modal com vista a resolver o problema da falta de mobilidade de Florianópolis, capital do Estado de Santa Catarina no Brasil. O grande projeto de Mobilidade Urbana que coordenou, entre os anos de 2013 e 2015 - e que veio a permitir descobrir o BIRÒ através da ect2.pt - foi no Brasil, no Estado de Santa Catarina. O governo brasileiro lançou, então, um concurso que pretendia solucionar o problema de mobilidade em Florianópolis, capital do Estado. Florípa, como é mais conhecida, é uma ilha que se serve de duas pontes - uma datada dos anos 1970 e outra dos anos 80, razão principal para a falta de resposta dos movimentos viários tornando o sistema obsoleto e limitado, pois os transportes quer públicos, quer privados apenas se fazem em veículos a motor desde motas, automóveis, camionetas ou autocarros, o que esgota as infra estruturas. O Atelier ICT Brasil ficou encarregue de apresentar ao governo do Estado de Santa

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de Itália o BIRÒ, que imediatamente foi adotado pelas características inovadoras mas sobretudo por ter sido concebido para funcionar como solução integrada em sistema de transporte e já possuir uma plataforma de sharing integrada no próprio veículo.

Versatilidade e conforto: a diferenciação do BIRÒ As vantagens e diferenças benéficas da utilização do veículo elétrico são muitas e enquadram-se em muitas necessidades do


ECT2

mercado. Sem emissões nem poluição sonora, o BIRÒ faz da autonomia e soluções de carregamento a sua liberdade. Não só ajuda na redução das emissões de CO2 nos centros das cidades, como também ajuda na redução dos níveis de poluição sonora e no parqueamento e acessibilidade. O BIRÒ desloca-se agilmente na cidade oferecendo uma economia ao seu utilizador (1€/100km), assim como a capacidade de estacionamento sempre garantida pelas suas dimensões (1.03mtsx1.74mmts). Muito compacto, o

BIRÒ é um quadriciclo ciclomotor, o que lhe permite também estar abrangido pelo uso dos corredores de transporte BUS. E não é só no estacionamento que poupa. Também poupa no espaço que precisa de ocupar com chaves e porta-documentos. Com o BIRÒ, as chaves são para esquecer. Através do cartão BIRÒ, comodamente entra no seu veículo que reconhece a sua identificação e lhe dá a informação que precisa sobre o estado de carga da bateria, por exemplo. Mas mesmo com as suas reduzidas dimensões, o BIRÒ é grande. A verdade é que o veículo tem espaço para levar tudo o que precisa, desde a companhia de um passageiro sentado ao lado, espaço para bagagens e até um guarda-chuva de cortesia. Atualmente, já se encontram entre Portugal e Catalunha (Barcelona) cerca de uma centena de BIRÒS a circular, sendo que o número tende a aumentar. Uma das grandes apostas do ect2.pt é a integração deste veículo num sistema de mobilidade urbana municipal e, neste momento, poderá estar para breve vermos BIRÒS a complementarem outros modais e a aumentarem a oferta aos cidadãos, tornando o seu dia a dia mais fácil e rentável. Não poderemos abordar este veículo/solução sem deixar de abordar a qualidade posta na sua construção, quer quanto ao seu chassis de estrutura tubular em aço de 3mm de espessura, como aos seus quatro travões de disco ou à suspensão independente às quatro rodas. Conjugado com a

sua racionalidade estética de design italiano com uma transparência de 345°, oferecendo total segurança na condução. Características estas que tornam o BIRÒ um veículo muito atrativo dispondo de uma oferta de 99 cores. A sua utilização é quase ilimitada em todas as condições atmosféricas, pois tratando-se de um veículo do norte da Itália, até na neve consegue circular, mas sem também deixar de olhar ao bom tempo e calor, podendo ser removidas ambas as portas com um inteligente processo de remoção. Tudo isto poderá ser visto no site da empresa, em www.birocity.com, ou marcando com o ect2.pt um road-test para ficar a conhecer as particularidades e singularidades do BIRÒ. Vale a Pena!

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EXACTO

RIGOR E EXATIDÃO NOS ESTUDOS DE TRÁFEGO E PLANEAMENTO DE TRANSPORTES

Nuno Sarmento, diretor geral

A Exacto é uma empresa especializada em planeamento de transportes. A consultora criada em 1986 tem como principal objetivo desenvolver soluções de acessibilidade e mobilidade eficientes e atualizadas, que respondam da melhor forma às necessidades e expectativas dos seus clientes.

A

empresa atua em praticamente todos os setores de atividade dos transportes, desde o rodoviário, ferroviário ou aéreo, de passageiros ou de mercadorias, embora com maior incidência no setor rodoviário. A aposta é numa abordagem multidisciplinar dos problemas em análise, tendo em atenção as interdependências com os restantes sistemas sociais ou económicos. A Exacto é parceira de reputados consultores internacionais e nacionais, que atuam em outras áreas de conhecimento, permitindo que para cada trabalho específico seja disponibilizada a equipa mais adequada. Nuno Sarmento, fundador e diretor geral da Exacto, engenheiro civil com o mestrado em transportes e especializado em engenharia de tráfego pela Northwestern University (Chicago), explica que a empresa está ativa no mercado há mais de três décadas devido à aplicação de metodologias avançadas e critérios rigorosos de fiabilidade e robustez técnica. O setor da consultoria em transportes sofreu alterações significativas nos últimos anos, como elucida: “Numa primeira fase o investimento que existia era fundamentalmente público. A partir do ano 2000 iniciou-se uma nova fase, o investimento passou a ser público-privado, com agregação do desenvolvimento da rede viária em concessões de âmbito regional. Essa época durou até 2008, tendo a Exacto sido responsável pelos estudos de tráfego em todos os concursos das mais de 40 concessões rodoviárias, sempre como consultora do grupo Mota-Engil (depois Ascendi). O engenheiro continua revelando como foi a evolução do mercado nos anos da crise económica, entre 2009 e 2015. “A partir de 2009 ocorreu uma quebra enorme no mercado nacional. A construção praticamente parou, e os estudos para novas infraestruturas de transporte tiveram uma redução fortíssima. Os nossos clientes principais (empresas de projeto) tiveram que se internacionalizar, e nós seguimos o mesmo caminho, passando a trabalhar maioritariamente em mercados externos, com realce para a América Latina (Brasil e Perú)

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e para África”. Nuno Sarmento prossegue: “a partir de 2016 o cenário nacional começa a mudar, a procura interna de estudos de transporte aumenta significativamente, com realce para estudos de acessibilidade a novos empreendimentos, e estudos de mobilidade urbana, permitindo à nossa empresa ter uma carteira de trabalhos mais equilibrada”. Nos dias de hoje, a Exacto é consultora habitual de várias concessionárias de autoestradas, em Portugal (Ascendi, Brisa e Lusoponte) e no estrangeiro (Brasil, França, México). Tem feito auditorias de tráfego para o BEI (Banco Europeu de Investimento), como por exemplo nas Subconcessões Transmontana, Túnel do Marão e Baixo Alentejo, e peritagens de tráfego para o IMT (Instituto da Mobilidade e dos Transportes), nas Concessões Litoral Centro, Concessão Oeste e Douro Litoral. A consultora disponibiliza aos seus clientes um gabinete técnico especializado com uma equipa altamente formada e preparada para responder às necessidades deste setor. Está particularmente atenta aos novos desafios da mobilidade, em termos de opção pelos veículos elétricos (a Exacto é a representante nacional no projeto EleCtra http://www. electraproject.eu/project-info/partners/27-exacto, financiado pela U.E., e com representantes de 12 países europeus), bem como no que respeita aos veículos autónomos e conectados (CAV), a próxima grande revolução no domínio dos transportes. A Exacto também se distingue pela sua forte aposta em ferramentas digitais, estando a coordenar neste momento um projeto (em parceria com o IST) para o desenvolvimento de uma aplicação informática inovadora, destinada à produção de previsões de tráfego em concessões rodoviárias. Esse projeto concorreu com sucesso ao programa do Horizonte 2020 SME Instrument (Fase 1, 2017), estando agora a ser preparada a candidatura à Fase 2, com o objetivo de ter a app pronta a ser comercializada a nível internacional já a partir de 2019, no que se espera venha a ser um salto fortíssimo no volume de negócios da empresa.


ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DA COR

A COR COMO ELEMENTO FUNDAMENTAL DO QUOTIDIANO Fundada por um grupo de investigadores, participantes no Curso de Mestrado em Cor na Arquitetura, da Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, a Associação Portuguesa da Cor é desde maio de 2015, membro efetivo da International Colour Association (AIC), que é o mais prestigiado organismo de Cor existente a nível mundial. Numa altura em que o papel da cor e a sua consequente ausência têm sido tema de conversa, a Revista Business Portugal esteve à conversa com Margarida Gamito, Presidente da Direção, que revelou a importância da cor no seu dia a dia.

“Não é possível viver sem cor, uma vez que esta é essencial para o crescimento das plantas, para a distinção dos mais variados objetos, dá calor e conforto, permite-nos a orientação“, explica a presidente. E é numa cidade cosmopolita, com vivacidade e movimento como Lisboa que a cor se mostra “determinante na identificação dos diferentes bairros, edifícios e lugares”. Privilegiando o uso da cor em vez dos brancos, “algo que é comum nos arquitetos pois têm medo de usar a cor devido à tradição já existente”, Margarida Gamito salienta a integração desta área de estudo que a Associação fez nas várias vertentes de formação da Faculdade. Os eventos a nível nacional pretendem combater “a resistência que existe à cor”, conclui. Margarida Gamito, presidente da direção

A

Associação Portuguesa da Cor tem como principal objetivo a promoção do estudo, investigação, aplicação e disseminação da cor, em todas as suas multidisciplinariedades, assim como instiga a investigação científica da cor e a sua aplicabilidade no bem-estar e saúde da população em geral. Foi esta mesma instituição que, em 2008, propôs a implementação do Dia da Cor Internacional. Aprovado em 2009, no 11º Congresso da AIC em Sidney, Austrália, o Dia da Cor celebra-se assim a 21 de março. E é a presidente da direção, Margarida Gamito, que explica a escolha do dia que coincide, simultaneamente, com o dia do equinócio “neste mesmo dia, tanto a noite como o dia são iguais no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul, representando assim o balanço e o equilíbrio das cores”. Conhecida pela organização, gestão e desenvolvimento de várias iniciativas e eventos a nível internacional, a Associação Portuguesa da Cor está encarregue da organização da conferência AIC Lisboa 2018, a realizar-se entre os dias 26 e 28 de setembro, nas instalações da Fundação Gulbenkian. Esta trata-se da primeira conferência internacional sobre a Cor a ter lugar em território português, reunindo em Lisboa grandes especialistas do Estudo da Cor de renome Internacional. Colour and Human Comfort (cor e o conforto humano) é o tema da iniciativa que pretende refletir sobre um conjunto relevante de áreas transdisciplinares de interseção de diversos domínios. Isto é, refletir o papel da cor e de que forma pode ser aliada de modo a promover o bem-estar para o dia a dia das pessoas. março 2018 Revista Business Portugal | 85


DR. ALEXANDRE MACHADO

OS SEGREDOS DO CÉREBRO Em setembro de 2017 nasce a Neuro Clinic, uma das mais sofisticadas e inovadoras clínicas na área do cérebro e do comportamento em Portugal. A visão do projeto liderado pelo Dr. Alexandre Machado foi juntar numa clínica premium com uma localização, central e privilegiada, os melhores especialistas clínicos que estão envolvidas direta e indiretamente nas áreas do diagnostico e tratamento da patologia do cérebro e do comportamento, munidos da mais recente tecnologia e métodos de tratamento e diagnostico, a Neuro Clinic aparece no pelotão da frente e tornou-se rapidamente numa referência nacional de qualidade.

O

Diretor da Unidade de Neuropsicologia do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, Professor Universitário e referência nacional área da saúde mental, o Professor Doutor Manuel Domingos afirma: “O Dr. Alexandre Machado é um clínico especialista com uma sensibilidade única nas áreas do diagnóstico clinico e do comportamento humano, a vasta e rica experiência de vida, desportiva e militar, aliadas a um profundo conhecimento clínico e científico, tornaram-no num clínico único e com uma capacidade ímpar para o diagnóstico clínico, sempre que temos um caso complicado, gosto que ele venha observar e dar o seu parecer”. “A nossa clínica é vocacionada para a área do comportamento e do funcionamento do cérebro. Ou seja, outrora estes dois temas eram abordados de uma forma distinta, isto é o ou se observava o comportamento ou se observava as estruturas. Hoje, sabe-se que muitas vezes as alterações de comportamento têm uma génese genética, neurológica ou metabólica e nem sempre é uma questão emocional. Aliás, até mesmo as questões emocionais têm, por vezes, uma base neurológica. Nesse seguimento criámos este projeto por forma a juntar estas duas áreas”, diz o Dr. Alexandre Machado “Em Portugal ainda se trabalha muito com papel e lápis. Os técnicos de saúde ainda avaliam ou reabilitam diversas vezes com recursos obsoletos, o que não quer dizer que o papel e lápis, num país como o nosso em que a população mais idosa tem pouca escolaridade, não seja válido ou, em certas situações específicas, no entanto, quando estamos a lidar com uma sociedade que é totalmente evoluída e queremos dar respostas mais adequadas já não é diagnosticamente útil utilizar os testes de papel e lápis. Há sim a necessidade de utilizar os meios mais sofisticados e precisos e são todos esses meios que possuímos na nossa clínica, como por exemplo, o Cogniplus, o Vienna Test System, o Biofeedback,

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“A nossa clínica é vocacionada para a área do comportamento e do funcionamento do cérebro”. Dr. Alexandre Machado


DR. ALEXANDRE MACHADO

o Neurofeedback ou a Estimulação transcraniana”. A Neuro Clinic não fica indiferente à carência social e, por isso, possui um programa de seleção de casos de diagnóstico médico graves ou sem diagnóstico para que, de forma gratuita, sejam selecionados e tratados pacientes mais carenciados. O Dr. Alexandre Machado deu-nos conta de como é colocada em prática a missão da Neuro Clinic: “Trabalhamos em conjunto com algumas juntas de freguesia que nos encaminham dois ou três casos num determinado período, para tratar de forma grátis. Eu, como profissional na área da saúde, prefiro contribuir para a sociedade desta forma, ajudar pessoas que realmente não têm possibilidades de realizar este tipo de tratamentos. Sou consciente de que há uma lacuna no sistema nacional de saúde nesta área e é desta forma que queremos contribuir”. Dr. Alexandre Machado, numa entrevista recente à Vogue Portugal, falou de uma outra descoberta que vai, com certeza, melhorar a qualidade de vida e diminuir doenças. O especialista em diagnóstico e comportamento, explicou nessa mesma entrevista que descobriram que, além da regulação que é feita através da relação sincronizada entre o património biológico e genético, o ritmo endógeno e o ciclo dia/noite existe também um conjunto de genes (dado o nome de Clock Genes), que interagem entre eles criando uma reação sequencial química de retroativação que dura 24 horas. Noutras palavras, desvendaram as rodas dentadas que fazem o nosso relógio biológico trabalhar. O Dr. Alexandre Machado explicou que atualmente o cérebro já é visto como uma

massa maleável, uma das descobertas mais importantes nos últimos 10 anos, segundo o nosso entrevistado. Sabe-se que é possível potenciá-lo com certos exercícios em certas áreas, criando redes neuronais que não são perdidas normalmente. A Neuro Clinic acompanha a inovação e possui ferramentas de estimação e reabilitação cognitiva ao dispor dos seus utentes. Dr. Alexandre Machado finalizou a entrevista com uma mensagem a todos os pacientes que tenham perdido a esperança em encontrar uma solução. “No que diz respeito à saúde mental, nunca desistam de procurar uma solução. Eu sei que existem pessoas que já procuraram ajuda em vários lugares e já ouviram inúmeros especialistas. Já foram imensamente medicadas sem obter melhorias. Mas realmente é fundamental que não desistam e nós como clínica queremos também ser uma resposta para esses casos, olhamos a saúde mental de outra forma e essa pode ser a solução para resolver o seu caso”, concluiu o nosso entrevistado.

“Trabalhamos em conjunto com algumas juntas de freguesia que nos encaminham dois ou três casos num determinado período, para tratar de forma grátis”.

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CENC

DORMIR BEM É ESSENCIAL PARA UMA VIDA PLENA O Centro de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica (CENC) foi fundado em 1983, enquanto clínica dedicada aos eletroencefalogramas, mas a partir de 2000, sob a coordenação da Professora Teresa Paiva, dedicou-se ao estudo e tratamento de distúrbios do sono. Com uma equipa médica multidisciplinar e a preocupação constante de que os doentes se sintam em casa, o Centro do Sono tem vindo a desenvolver um trabalho notável na investigação e tratamento de problemas do sono.

Entre 1992 e 2000, a clínica fazia apenas eletroencefalogramas. Nesta altura, já eu via doentes e comecei a interessar-me particularmente pela área do sono, depois de regressar da Holanda, onde trabalhei com o Professor Lopes da Silva, em Neurociências. Quando regressei a Portugal, e fui para o hospital de Santa Maria, trabalhei nos laboratórios do hospital e foi lá que comecei a interessar-me pelas doenças do sono. Acabei por fundar a primeira consulta de cefaleias em Portugal”, explica a Professora Teresa Paiva, licenciada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e possuidora da competência de Medicina do Sono, pela

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Teresa Paiva, diretora clínica

“Acabei por fundar a primeira consulta de cefaleias em Portugal”.


CENC

Ordem dos Médicos e do título europeu de sonologista. Em 2000, iniciaram-se os registos do sono, mas as novas instalações do CENC tiveram também em conta outras questões logísticas. “A primeira preocupação é sempre o doente. Cada problema é único e específico e, por isso, cada tratamento é sempre dirigido à pessoa, que carece de muita atenção e cuidado. Depois, tivemos ainda em consideração o ambiente, que fizemos questão que não tivesse qualquer semelhança com um hospital. Aqui, o objetivo é que os doentes se sintam em casa”. Foi a partir deste momento que a clínica começou a desenvolver duas valências diferentes. “A primeira delas é um centro de sono, com quartos perfeitamente equipados, onde as pessoas podem vir dormir e serem cuidadas e monitorizadas pelo nosso corpo clínico e técnico, que é altamente especializado. A segunda é a investigação científica, que começou a ser desenvolvida depois de começarmos a ter material para trabalhar, nomeadamente registos de sono e pessoal capaz de avançar com a investigação”. Neste momento, o CENC é cada vez mais citado em teses de mestrado – desde 2000 já foram feitas 40 teses no CENC – e está também a orientar teses de doutoramento: “o CENC é, atualmente, uma Entidade de Inovação e Desenvolvimento (EID) e já temos teses de doutoramento a decorrer aqui. Desde que me reformei, noto uma diferença enorme na produção científica e de investigação, bem como na panóplia de tratamentos que se revelam eficazes, atualmente, na resolução, prevenção ou controlo de várias doenças”.

Na área do sono, os conceitos mudaram. “Quando me formei, a questão essencial sobre o sono era descobrir a sua função. Neste momento, já percebemos que o sono tem várias funções e que é essencial à vida humana, no sentido em que influencia todas as outras funções do corpo humano, quer as fisiológicas, quer as emocionais”. A inovação não se cingiu à mudança de conceitos, mas também à parte tecnológica. “No início, os registos do sono eram feitos em papel. Quando acabava uma análise de um paciente, havia centenas de folhas de papel com registo de sono. Bastava os papéis caírem ao chão para se criar um problema grave. Agora, tudo é registado em computador e analisado através de programas informáticos. A meu ver, o próximo passo serão as novas tecnologias e os gadgets, mas isso talvez aconteça dentro de cinco anos”. O corpo clínico do Centro do Sono é constituído por diversos especialistas, das mais variadas áreas: “todos eles são excelentes especialistas, nas suas áreas de atuação e isso também nos garante um bom tratamento dos doentes, pois podemos fazer um encaminhamento seguro dos mesmos. Temos especialidades de Psicologia, Psiquiatria, Cardiologia, Pneumologia, Medicina Interna, Neurologia, médicos, psicólogos, técnicos de cardiopneumologia, nutricionistas dedicados a diferentes especificidades, nas suas áreas de atuação, para assegurar que qualquer pessoa – os problemas de sono atingem desde crianças a idosos – tenha um tratamento adequado à sua condição”.

“A primeira preocupação é sempre o doente”.

CENTRO DE MEDICINA DO SONO Centro de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica

Medicina do Sono Prof. Teresa Paiva Dr. Richard Staats Dra. Dulce Neutel Dra. Ana Santa Clara Dra. Joana Vaz Castro Prof. Helena Rebelo Pinto Prof. Carolina Maruta, Neuropsicologia Dra. Teresa Rebelo Pinto Dr. Paulo Gaião Dra. Maria Serra Brandão Dra. Cátia Reis Doutora Tathiana Alvarenga Mestre Sofia Rebocho Mestre Ana Viegas Técnica Cátia Oliveira Dra. Mariana Chaves Dra. Vera Ramos

Neurologia Prof. Teresa Paiva Dr. João Alcântara Dra. Dulce Neutel Neuropediatria Dra. Ana Moreira

Medicina Interna Dra. Teresa Eliseu Otorrinolaringologia Dr. Aníbal Eliseu Dra. Joana Vaz Castro

Psicologia Psiquiatria Prof. Helena Rebelo Pinto Dra. Ana Santa Clara Prof. Carolina Maruta, Neuropsicologia Dra. Teresa Rebelo Pinto Dra. Lara Pessoa Cardiologia Dr. Paulo Gaião Dra. Luísa Branco Dra. Ana Galrinho Dra. Maria Serra Brandão

Electromiografia Dra. Luísa Medeiros Cronobiologia Dra. Cátia Reis Nutrição Dra. Mariana Chaves Exercício Dra. Vera Ramos Terapia Neuromuscular Dr. Filipe Videira

Pneumologia Dr. Richard Staats

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IPTO

“A NOSSA COZINHA É A NOSSA FARMÁCIA” Paulo Antunes é Presidente da Associação de Práticas e Terapias Orientais (IPTO), com sede em Lisboa. A Associação dedica-se à prática, promoção, divulgação e ensino de Terapias Não Convencionais (TNCs), em particular o Ayurveda e conta com parcerias com o College of Ayurveda (Inglaterra), Suraj Ayurvedic Clinic and Panchakarma Research Centre (Índia), Associação de Budo Isshin Dojo, entre outras.

“Sistema médico estruturado que é composto por diagnóstico, prevenção e tratamento”.

A

tualmente a disponibilizar serviços terapêuticos e workshops de introdução (palestras) ou temáticas para pessoas com background na área ou público em geral, o IPTO aposta preferencialmente num serviço de formação com cursos de média e longa duração. A prática do Ayurveda é o principal enfoque da atuação da “Associação sem fins lucrativos, existente há cerca de quatro anos”, conforme explica o responsável. A divulgação e promoção da Yogaterapia é também um dos seus objetivos. Assim, o IPTO tem ao dispor dos seus utentes o acesso a serviços clínicos, com consultas e tratamentos de Ayurveda, à prática do yoga em aulas individuais e de grupo e também à Yogaterapia, enquanto método terapêutico complementar.

A aposta na formação técnica A equipa técnica e o corpo docente são compostos por terapeutas e médicos de ayurveda, professores de yoga, osteopatas e profissionais ligados à área da saúde convencional. Deste grupo, poderemos salientar a presença dos médicos de ayurveda, dois deles com doutoramento e da única médica portuguesa com formação académica (cinco anos e meio), na Índia. Paulo Antunes reconhece que, sendo este um “sistema médico estruturado que é composto por diagnóstico, prevenção e tratamento”, o Ayurveda tem um papel fundamental e uma comprovada eficácia no tratamento de problemas de saúde.

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Prevenir antes de remediar Apostando na prevenção antes do tratamento, consegue-se, por exemplo, através da dietética, nutrição e alteração do estilo de vida, prevenir a doença, mantendo a saúde do indivíduo. Quando a situação assim o exige, o Ayurveda dispõe igualmente de técnicas e procedimentos capazes e adaptados a cada utente, de modo a solucionar a patologia apresentada através, por exemplo, da coordenação de tratamentos específicos, medicação natural e boas práticas alimentares e de estilo de vida. Para este sistema médico, “a nossa cozinha pode ser a nossa farmácia”, salienta Paulo Antunes. Esta que é a medicina mais antiga do mundo, que tem “várias terapias associadas” e que tem vindo a ter uma “maior procura por parte do público português”. A possibilidade de apoio ao utente em todas as idades, “desde o pré e pós-natal até à idade


IPTO

sénior”, permite que este sistema preste um apoio fundamentalmente não medicamentoso (não farmacológico), permitindo, assim, uma reação mais natural ao tratamento por parte do organismo. A manutenção do equilíbrio do organismo é fundamental para a preservação da saúde. Fatores como a interação com o meio ambiente, alterações sazonais (estações do ano e clima), práticas alimentares e estilos menos adequados à constituição do indivíduo, exposição ao stress, etc, podem provocar desequilíbrios. Caso não sejam corrigidos, poderá instalar-se um processo de doença. Contudo, reconhecendo os sintomas, numa fase inicial, é possível agir de modo preventivo, restabelecendo o equilíbrio no organismo. Uma consulta de Ayurveda, normalmente inclui diagnóstico; registo do historial clínico do paciente; verificação dos hábitos alimentares e aconselhamento nutricional/dietético; recomendações para um estilo de vida saudável (de acordo com a constituição de cada paciente) e prescrição terapêutica (com terapias específicas e medicação natural, se necessário). Ao nível do diagnóstico, o Ayurveda recorre, entre outros, à verificação do pulso (tipo, frequência e padrão da pulsação), à análise da língua, dos olhos, da urina, do aspeto físico, da voz, das unhas e ao toque, utilizando-os como indicadores para a formulação de uma solução terapêutica.

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MAGARPA PORTUGAL

AQUI IMPERA A QUALIDADE Márcio Vieira é o rosto da Magarpa Portugal. Esta empresa de origem espanhola chega a Portugal em 2012, com o ‘boom’ das lavandarias self-service, uma aposta mais do que ganha no mercado nacional.

P

ara contextualizar os nossos leitores, seria importante começar a falar sobre a história da Magarpa Portugal. A Magarpa foi criada em 1949 na cidade de Monforte de Lemos na Galiza, em Espanha e por mais de 60 anos trabalhou em toda a Espanha, com clientes finais e através de distribuidores. A Magarpa instalou mais de 800 lavandarias tradicionais e industriais em Espanha e posteriormente avançou para o setor das lavandarias self-service. É em 2012 que se dão os primeiros contactos com a Marvitec para representar a Magarpa em Portugal. Quais os serviços que disponibilizam? Realizamos distribuição,

comercialização, instalação, manutenção e formação de todos os equipamentos para lavandaria. Qual é o vosso principal nicho de mercado? A Magarpa também trabalha para o mercado internacional? A Magarpa trabalha atualmente em Espanha, Portugal, França, Itália, República Dominicana, México e, brevemente, em Angola e Moçambique. A

“Na Magarpa impera a máxima da qualidade”.

Márcio Vieira, diretor geral

internacionalização correu de uma forma sustentada e orientada para o sucesso. Começámos com pedidos de empresas de diversos países a procurarem a Magarpa para lhes fornecer serviços e produtos. Agora dispomos de parceiros que nos representam nesses mesmos países. A Magarpa equipa todos os tipos de faculdades com a necessidade de lavandaria industrial, hotéis, casas para idosos, hospitais, lavandarias industriais, etc. Possuímos também uma divisão de limpeza a seco profissional e de há oito anos para cá contamos com uma divisão de lavandaria self-service, oferecendo um serviço abrangente e, caso o cliente necessite ou nos solicite, podemos entregar uma lavandaria sob o conceito ‘chave na mão’, projetos nos quais nos encarregamos de todo o tipo de obras. Uma vez que o negócio de lavandaria não se enquadra nas configurações primárias das necessidades sociais, como sentem a evolução domercado? Nos últimos anos, as lavandarias têm crescido pouco devido à importante crise que sofremos e que retardaram os investimentos em todos os setores, em que a lavandaria industrial teve um papel importante. Mas o setor de lavandaria self-service tem evoluido e continuará a evoluir com o único propósito de conciliar a disponibilidade de qualidade de vida e tempo livre, com a economia no serviço doméstico e no ambiente familiar. No negócio da lavandaria industrial, o que vos distingue das demais empresas? Na Magarpa impera a máxima da qualidade. O problema atual é que os clientes ou os investidores só querem preço, e as empresas que oferecem melhores produtos, melhores técnicos e melhores serviços são relegadas por empresas que apenas oferecem preços baixos. As máquinas que a Magarpa representa são líderes mundiais, a nossa equipa técnica está dividida por quatro áreas em Portugal e é perfeitamente treinada. A rede comercial expande-se todos os anos. Quais os principais desafios e perspetivas para o ano de 2018? Queremos expandir gradualmente a nossa equipa técnica e comercial em todo o país, para consolidar o bom histórico da empresa.

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INPAR

HÁ 10 ANOS A TRANSFORMAR CLIENTES SATISFEITOS EM FÃS Há 10 anos, Rui Santos iniciou um projeto de consultoria, que pretendia ajudar as empresas a transformar os seus clientes em fãs. Agora, fez um balanço da primeira década da empresa e falou sobre os desafios da área de relacionamento com clientes.

F

ormado em Engenharia de Sistemas e Computadores, Rui Santos reconhece que é fascinado por pessoas. “Logo que comecei a trabalhar, foi a área comercial que me atraiu, pelo lado do relacionamento com o cliente. Numa área em se lida com pessoas tudo é incerto. O resultado de qualquer ato depende do estado de espírito de cada um, num determinado momento e eu achei isso absolutamente fascinante”. Depois de ter adquirido experiência, enquanto diretor de relacionamento com clientes, nas maiores empresas de telecomunicações portuguesas, estava na altura de assumir o seu próprio desafio. “Tinha chegado o momento de criar uma empresa onde eu pudesse capitalizar todo o conhecimento que fui adquirindo nesta área e levá-lo para outros setores que não as telecomunicações. Foi assim que surgiu a InPar”. A empresa conta, neste momento, com 12 colaboradores. Atua, essencialmente, em três áreas. “A primeira delas é a consultoria, que acontece quando uma empresa sente que a relação com os clientes tem de ser

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Rui Santos, diretor geral

melhorada e nos pede ajuda”. O diretor geral da InPar explica que muitas empresas caem na ilusão de terem muitos clientes satisfeitos, quando na verdade um cliente satisfeito não é necessariamente um cliente fidelizado. “ Fi d e l i z a r um cliente implica que ele faça publicidade ao serviço da empresa e não a troque por outra, mesmo sabendo que pode encontrar o mesmo serviço a um preço menor. Para conseguir-

mos fidelizar um cliente, temos de saber ver o que é relevante para aquela pessoa, quando ela se dirige a nós, para que, em vez de apenas corresponder às expectativas dela, consigamos surpreendê-la e fazer algo pelo qual ela nos fique grata, pois é disso que as pessoas não se esquecem - de quem as ajudou quando precisavam. Estar preparado para resolver o problema vai fazer com que aquele cliente fique apenas satisfeito e um cliente satisfeito

Numa área em que se lida com pessoas tudo é incerto.

é alguém que, logo que outra marca faça uma promoção de um produto, vai mudar”. A segunda área de atuação é a gestão da qualidade, onde se analisa se a qualidade do serviço prestado aos clientes corresponde àquela que a empresa quer, efetivamente, que tenha. O terceiro foco da InPar é a formação na área do relacionamento com clientes, através de ações de formação quer para managers, gerentes de lojas, supervisores ou equipas de assistentes de primeira linha de atendimento ao público. “Parece, dito assim, que o relacionamento com clientes é uma área bastante circunscrita, mas não é. Atualmente, pode encontrar-se em todos os setores. O maior desafio que qualquer empresa tem é estar atenta à evolução das tendências de consumo e de comunicação, que se alteraram bastante com a chegada das redes sociais. De cada vez que uma empresa julga ter encontrado a estratégia certa para chegar aos clientes, o público muda a sua maneira de pensar, comunicar e decidir. Também é por causa disso que o balanço destes 10 anos é tão positivo e nos preparamos para continuar em fase ascendente”.


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DESTAQUES 95 GINITA A vender soluções, não promessas 96 EDUARDO COELHO | VOLVO Há 55 anos a honrar a marca Volvo 98 SALE4ALG A melhor gama de estores 102 FLORESTA DOS LEITÕES Um espaço requintado para saborear a tradição 103 NÚMERO TIMONEIRO Uma empresa jovem com olhos postos no futuro 104 ANDRÉ ESTIMA Um negócio de família

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AVEIRO GENTE QUE FAZ O distrito de Aveiro é rico em história e tradições, mas é de modernidade, inovação e empreendedorismo que se faz o futuro e Aveiro tem gente de futuro. O concelho de Albergaria-a-Velha é a região do país com maior concentração de PME’s, perdendo apenas para Lisboa e Porto. Além disso, é o único local onde existem pequenas e médias empresas de todas as áreas de negócio. Em Aveiro, os ovos-moles continuam a ser o ex-libris gastronómico, mas o marisco é também uma iguaria muito apreciada e há restaurantes de referência, que merecem uma visita. Ainda na área gastronómica, destaca-se o folar de S. Gonçalo, tradicional de Vale de Ílhavo, tal como as padas. Ílhavo é conhecido pela sua ligação aos pratos de bacalhau, devido à sua tradição de pesca desta espécie. Uma terra tão ligada ao mar tinha de ter um mercado especial – o mercado de peixe da Costa Nova é o único onde se coze marisco, para que quem visita o local possa degustar outra especialidade da gastronomia regional. Em Ovar, poderá apreciar o excelente pão-de-ló e divertir-se num dos carnavais mais conhecidos do país. Diversão, cor, música e dança também não faltam no carnaval da Mealhada, terra também conhecida pelo excelente leitão assado. Se preferir descansar e fazer uma caminhada ao ar livre, pode sempre fazê-lo na orla das famosas praias dos concelhos de Ílhavo e de Aveiro, ou usar os passadiços do Paiva, em Arouca, desfrutando assim do contacto direto com a Natureza. Nas páginas que se seguem, ficará a conhecer o distrito de Aveiro na sua vertente económica. Deixe-se impressionar com a dinâmica empresarial desta região!

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GINITA

“TRABALHAMOS COM MARCAS DE QUALIDADE E MAIORITARIAMENTE PRODUTOS CASUAIS” Há mais de 70 anos a atuar no mercado do calçado, a Ginita é uma referência do setor em Portugal. Com o principal foco colocado na exportação, da qual dependem quase a 100 por cento, apostam na produção de calçado casual, sem nunca deixarem de estar atentos às tendências da moda.

C

om o início da sua atividade a levar-nos até à década de 1940, a Ginita ultrapassou fases diferentes do panorama nacional. Inicialmente com a produção voltada apenas para o mercado nacional e colónias, Angola e Moçambique, a empresa teve de se adaptar após o 25 de abril de 1974. “Após a Revolução dos Cravos, a fábrica atravessou uma fase muito difícil financeiramente, porque ficou sem o mercado das colónias, que talvez representasse uns 30 a 40 por cento da produção. No entanto, fechou-se essa porta mas abriu-se outra e, logo em 1976, começaram as feiras internacio-

nais, com o nome de MOCAP, Mostra de Calçado Português. E é aí que começamos a crescer muito, com a exportação”, explica o proprietário, Albérico Alves. Com a França a liderar os destinos do calçado produzido pela Ginita, também a Holanda e a Espanha se posicionam no top três de países para onde a marca exporta, um top onde ambicionam vir a ter os Estados Unidos. Quanto à exportação, representa a maior fatia de faturação da empresa, tal como esclarece Albérico Alves: “Em 2018, exportamos perto de 99 por cento. Os nossos clientes vêm cá, sabem o que se vende no seu país e conversam com as nossas estilistas para dar a ideia da linha que querem seguir. A moda pode parecer universal, mas cada país tem as suas especificidades. Depois é feita a coleção, eles voltam para aprovarem e, se aprovarem, começamos a produzir. Não temos marca própria porque trabalhamos com marcas muito conhecidas nesses países. A nossa marca não ia dizer nada lá, mas as marcas deles sim. Ain-

“A moda pode parecer universal, mas cada país tem as suas especificidades”

Funcionários em festa de aniversário

da assim, só trabalhamos com marcas de qualidade e maioritariamente com produtos casuais, a um preço acessível”. Apesar de Portugal ser um país reconhecido internacionalmente pela qualidade que apresenta no setor do calçado, tem que competir com outros de maior dimensão, como é o caso da China, atravessando por isso fases irregulares nos resultados que alcança. “Temos de competir com o mercado chinês, que não é fácil. Eles são responsáveis por 65 por cento da produção mundial e, ao contrário do que se pensa e se vai dizendo, eles não fazem só produtos de fraca qualidade, também sabem trabalhar bem e oferecer bons artigos. Isso contribui para que o calçado agora esteja numa fase muito irregular. Há um ano que corre bem e outro não. Este ano

verificou-se que o segundo e terceiro trimestres de 2017 não foram muito bons e penso que isso se deveu à moda das sapatilhas, que levou as pessoas para as grandes marcas e depois não nos compram a nós. Chegamos a produzir sapatilhas, mas a verdade é que as pessoas não querem as que não sejam de marca”, afirma Albérico Alves. Outro dos problemas visíveis no setor a nível nacional é a dificuldade em conquistar o interesse dos mais jovens, sendo a falta de mão de obra cada vez mais uma dor de cabeça. “Temos mais de 100 funcionários, mas há um problema grave em arranjar pessoas para vir trabalhar para a indústria do calçado. Estamos com dificuldade em arranjar quem substitua os mais velhos que vão saindo”, conclui Albérico Alves.

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EDUARDO COELHO - VOLVO

HÁ 55 ANOS A HONRAR A MARCA VOLVO

Fundada há 55 anos, pelo padrinho de Carlos Pinho, esta empresa é dedicada à mecânica de camiões Volvo. Com uma equipa composta por 25 funcionários, a filosofia de trabalho desta empresa é a de se colocar sempre no lugar do cliente e garantir que o trabalho é feito de forma profissional, rápida e eficaz.

A

ligação à Volvo Trucks começou há 55 anos, quando Eduardo Coelho começou a trabalhar como mecânico nesta marca de camiões. Atualmente, quem está à frente do negócio é Carlos Pinho, que mantém a qualidade e o profissionalismo como imagens de marca: “Há mais de 25 anos que assumi o negócio e é isto que gosto de fazer. Considero-me um trabalhador, como qualquer um dos meus colaboradores, e só assim, com trabalho e dedicação, se pode crescer”. A prova disso é que, desde que assumiu a liderança da Eduardo Coelho, a empresa cresceu todos os anos: “O meu melhor ano de sempre foi 2017, mas cresci sempre, mesmo nos anos de crise”.

Um cliente é um parceiro de negócio Nos anos de crise económica, Carlos Pinho continuou a levar a empresa a um crescimento absoluto: “Em dois dos anos mais difíceis, cresci 30 por cento. Esse resultado deve-se à confiança que os clientes têm no trabalho da empresa, mas também ao facto de os ter ajudado quando mais precisavam.

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Quando estavam a ter dificuldades nos negócios, sabiam que podiam vir à Eduardo Coelho, porque iríamos pôr-nos no lugar deles e tentar facilitar-lhes a vida”. Para Carlos Pinho, o cliente não é visto como apenas alguém que solicita um serviço, mas sim como um parceiro de negócio: “Se estou onde estou, devo-o aos meus clientes, por isso a política da empresa passa por nos colocarmos no lugar do cliente e perceber como podemos tornar um momento difícil um pouco mais fácil”. Carlos Pinho, gerente

“O meu melhor ano de sempre foi 2017, mas cresci sempre, mesmo nos anos de crise”.

Quem vem reparar uma avaria, nunca vem satisfeito “Lidamos sempre com clientes insatisfeitos. O facto de terem de vir aqui já prova que estão com um problema, por isso temos de saber mostrar-lhes que o problema será ultrapassado”. Quando um cliente tem de deixar um camião parado, o prejuízo é sempre duplo, pois o camião não está a trabalhar e ainda terá de ser pago o custo da reparação. Para diminuir o tempo em que o carro tem de parar, Carlos Pinho enveredou pelo setor do recondicionamento de grandes órgãos: “Fazemos reparações de motores, de caixas


EDUARDO COELHO - VOLVO

de velocidade e de outros grandes órgãos dos camiões. O objetivo é que exista sempre uma peça em boas condições que possa ser colocada no carro rapidamente, para este poder voltar ao trabalho, enquanto nós re-

paramos a peça avariada”. Inicialmente, esta era a razão principal, mas neste momento Carlos Pinho já exporta peças e envia também para outras zonas do país: “Envio para o Algarve, Coimbra, Lisboa e estou a trabalhar com os países lusófonos. É uma área que já representa 15 por cento da faturação da empresa”. A mecânica é, todavia, a área de atuação, por excelência: “90 por cento dos camiões que reparamos são Volvo, que é a marca Premium do mercado. Fazemos algumas reparações de outras marcas, mas apenas residualmente”. Para trabalhar com os melhores camiões,

Carlos Pinho quer os melhores mecânicos: “É difícil encontrar um bom mecânico atualmente e é por isso que é uma profissão muito bem paga. A minha equipa foi toda formada aqui, com base na escola de formação Volvo e na nossa própria política da empresa. Aqui, todos falam a uma só voz e passam confiança no trabalho que fazem”. A formação é constante, quer em regime de e-learning, na sala, quer na prática: “A grande mais-valia é que tenho uma equipa jovem, mas que já tem, em simultâneo, muitos anos de casa. Somos uma família e isso passa para o cliente”. Para Carlos Pinho, só são necessárias quatro palavras para definir a sua empresa – qualidade, profissionalismo, confiança e dedicação: “Os prémios que recebo, há vários anos seguidos e em todas as categorias de serviço, provam que trabalhamos sempre em prol da qualidade. Somos considerados PME Excelência há vários anos. No futuro apenas desejo continuar este caminho do bom trabalho e do crescimento”.

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março 2018 Revista Business Portugal | 99


SALE4ALG

A MELHOR GAMA DE ESTORES Carlos Branco Gonçalves em conversa com a Revista Business Portugal conta-nos tudo sobre a empresa que prima pela qualidade.

A

Sale4alg é uma empresa que se distingue pelo entusiasmo com que concebe e fabrica estores. Tais que permitem, não só a proteção de um edifício do sol, como também o embelezar do mesmo. A chave do negócio é a qualidade e a satisfação do cliente. A empresa fundada, em 2012, por Carlos Branco Gonçalves nasce de um vasto conhecimento do mesmo pela área. Pelo contacto prolongado com o mercado suíço, percebeu que existiam lacunas no fornecimento deste tipo de produtos. Os tempos de entrega eram muito alargados, o material demorava cinco a seis semanas a ser entregue aos aplicadores. Como tal, o responsável teve a ideia de iniciar um projeto que resolvesse este problema. E assim nasceu, em Portugal, a Sale4alg. À partida, o objetivo era servir apenas um único país: a Suíça. Mas o sucesso foi tal que, desde então, conseguiram expandir até França, Luxemburgo e Bélgica. Neste momento, 60 por cento do volume produtivo segue para o mercado suíço, 20 100 | Revista Business Portugal março 2018

por cento para o mercado nacional e os restantes 20 por cento para os outros países europeus acima identificados. Para Carlos Branco Gonçalves, a evolução e crescimento da empresa, tem permitido a compra de mais máquinas que dessem resposta ao crescente número de pedidos. 60 por cento do que é fabricado está já vendido. A aquisição dos materiais, como o alumínio, é feita na Suíça, independentemente se o país de exportação for este ou um dos acima referidos. A qualidade é o mais importante e não procuram menosprezá-la numa contenção de custos e preços. O empresário considera que o cliente dos dias de hoje privilegia não só o que for mais barato para o bolso. Além de se distinguirem pela qualidade, conseguem prestar um serviço pós-venda de agrado do cliente. “Se há algum problema técnico na obra, eu e o Guilherme, em 48 horas vamos lá ver o que se passa”, diz à revista. O empresário revela que, no momento, estão a desenvolver um produto ‘anti-roubo’. Brevemente ficará disponível para compra


SALE4ALG

um estore que, apesar de ter um custo mais elevado do que o normal, proporciona mais segurança à casa. Este estore, o Sale ESMetal, terá uma cortina com elementos de segurança que o irão proteger de intrusão violenta. Além disso, este proporcionará a luminosidade que procura, com a devida privacidade do interior da residência. A dupla de irmãos complementa-se. Carlos Branco Gonçalves trata da parte financeira, enquanto Guilherme Gonçalves domina a parte técnica. “O Guilherme é mais da produção, toma a iniciativa; [por outro lado] todos os aspetos comerciais e financeiros são comigo”, conta o entrevistado. Para ajudar, contam com uma equipa de 12 pessoas altamente aptas para a função. “É preciso mão de obra qualificada e damos muito valor à formação”, acrescenta. “O Guilherme faz formação interna uma vez por mês. É muito importante ter pessoal especializado”. Irão empregar brevemente comerciais que deem a conhecer a empresa pelo país fora, com o objetivo de duplicarem as vendas em Portugal. Também estes terão formação durante todo o mês de março. O intuito é que dominem de tal maneira o produto que o consigam vender sem problema, prestando o devido esclarecimento a qualquer dúvida que o cliente possa levantar. Sempre com os pés assentes na terra, Carlos Branco Gonçalves é muito racional nos objetivos para a Sale4alg – “Temos que apostar, em primeiro lugar, na qualidade. A minha visão de negócio é essa. Um cliente bem servido, volta e recomenda. Produzimos o melhor”.

Carlos Branco Gonçalves e Guilherme Gonçalves, administradores

“Temos que apostar, em primeiro lugar, na qualidade. A minha visão de negócio é essa”. Sombra sem limites

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março 2018 Revista Business Portugal | 101


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RESTAURANTE FLORESTA DOS LEITÕES

Maria Clara e Olga Santos, gerente e funcionária

UM ESPAÇO REQUINTADO PARA SABOREAR A TRADIÇÃO O leitão assado é a especialidade da região da Bairrada e o restaurante Floresta dos Leitões não deixa a tradição de lado. A juntar a uma excelente confeção deste prato, esta casa surpreende pelo interior requintado e pelo serviço personalizado e atento ao detalhe com que brinda os clientes.

Q

uando se entra no Restaurante Floresta dos Leitões, o que mais se destaca é a diferença que existe entre o exterior e o interior do estabelecimento. Por fora, é um restaurante comum, por dentro o requinte e a decoração moderna tornam o espaço intimista e acolhedor, convidando os clientes a saborear um leitão assado sem pressa. “Procurámos tornar esta casa num espaço confortável, onde o cliente gosta de estar e se sente bem. As obras ainda não têm dois anos, mas as reações têm sido as melhores”. O segredo de um bom leitão da Bairrada está na carcaça do animal. “O leitão que servimos aqui tem sempre entre os quatro e quatro quilos e meio. É essencial que o cliente perceba que está a comer leitão e não um porco adulto. Depois, a maneira como se assa o animal e o corte também faz a diferença”. A qualidade do leitão servido neste espaço é indiscutível, mas para quem não gosta Maria Clara tem outras propostas. “Temos o bacalhau à Floresta,

o bife à Floresta, chanfana e uma excelente carne temperada com molho de alho e batata a murro”. Para acompanhar a refeição, a responsável pelo restaurante propõe um vinho frisante, com a marca da casa. “Não temos produção própria, mas temos uma marca de vinho já há quatro anos e é a mais pedida para acompanhar os pratos de leitão. Para quem não gosta, existem excelentes espumantes e vinhos tintos, que também combinam muito bem com este prato”. Os turistas já começam a visitar a Mealhada, para saborear o leitão e as outras especialidades gastronómicas da região. “Os espanhóis, por exemplo, preferem o baca-

Estrada Nacional 1, 3050-347 Mealhada E: florestadosleitoes@gmail.com T: 231 202 025 www.florestadosleitoes.pt www.facebook.com/florestadosleitoes 104 | Revista Business Portugal março 2018

lhau, mas o ano passado recebemos muitos brasileiros, que vinham à procura do leitão assado. O verão é sempre a época alta para consumir este prato e foi uma excelente altura para o restaurante”. Apesar de já ter passado por momento difíceis, Maria Clara admite que, neste momento, o restaurante está financeiramente equilibrado e a prova disso é a aposta na renovação do espaço. “Temos duas salas, onde conseguimos sentar 100 pessoas e fazemos eventos e jantares de grupo. Além disso, vendemos também leitão para fora, embora isso aconteça sobretudo em épocas festivas, como o Natal, o Ano Novo e a Páscoa”. Quando questionada sobre o sucesso deste projeto, Maria Clara garante que o segredo é apostar na evolução constante. “Ouvir os clientes e aprender com as críticas ajuda-nos a aperfeiçoar o serviço. O nosso objetivo é que o cliente entre e saia contente desta casa e, sobretudo, que volte. Tenho clientes que me acompanham há muitos anos e isso é a maior prova de um bom trabalho”.


NÚMERO TIMONEIRO

UMA EMPRESA JOVEM COM OLHOS POSTOS NO FUTURO A Número Timoneiro é uma empresa do setor da transformação e comércio de peixe que tem uma tradição familiar. Paulo Correia está à frente do negócio e falou com a Revista Business Portugal sobre as dificuldades do setor e as perspetivas para o ano que se inicia.

“Tenho noção de que não posso dar passos muito grandes...” Paulo Correia, gerente

A

empresa iniciou atividade em 2015, com Paulo Correia, mas a tradição está na família há várias gerações. “Os meus avós tiveram uma empresa de comércio e peixe, depois a minha mãe também teve a empresa dela e eu acabei por ir trabalhar com ela, logo depois de acabar a faculdade. Nunca mais me afastei deste negócio e, em 2015, criei a minha própria empresa”. O investimento inicial foi compensador e Paulo Correia garante que tem vindo sempre a crescer. “Tenho noção de que não posso dar passos muito grandes, por isso defino objetivos reais. Todos os anos temos atingido as metas a que nos propomos, mas isso é fruto do nosso esforço e trabalho. A cada ano, tento fazer sempre um pouco melhor, mas nunca almejo alcançar mais do que aquilo que sei que é possível”.

O setor das pescas e do comércio e transformação de pescado não é fácil. “Recentemente, falou-se em proibir a pesca da sardinha durante um determinado período. Isso seria gravíssimo para muita gente, porque a sardinha é um peixe muito importante para este setor. Além disso, tudo está cotado atualmente. Há cotas para a sardinha, para o biqueirão…o que nos obriga a ir comprar peixe estrangeiro”. A juntar a estas dificuldades, existe a questão da pressão das grandes superfícies comerciais. “Trabalho com supermercados, mas a maioria dos meus clientes eram vendedores ambulantes ou proprietários de comércio tradicional e nota-se, de ano para ano,

um decréscimo destes clientes, porque têm de fechar a atividade. Os supermercados conseguem vender o mesmo peixe a preços mais baixos e os clientes acabam por ir sempre às grandes superfícies”. O peixe, todavia, mantém a qualidade. “Compramos peixe na lota de Aveiro e de Matosinhos. No verão, também trabalhamos com Peniche, por causa da sardinha. Compramos peixe fresco, como o biqueirão, o carapau, as petingas e outras espécies. Quando não é suficiente, temos de comprar a Espanha. Acontece com o carapau e a sardinha. Ainda compramos mais do que vendemos, mas a exportação do biqueirão está na ordem das toneladas”. O futuro da empresa passa por aumentar a área geográfica de clientes e a exportação. “Preciso de preços mais competitivos, por isso vou ter de começar a comprar em Espanha. O objetivo é chegar a mais clientes, nomeadamente da região Centro e Norte, sendo que já temos uma forte presença em Aveiro, Viseu e Guarda, sobretudo no setor dos supermercados e da restauração. Além disso, espero conseguir aumentar as exportações para Espanha, pois neste momento somos uma empresa que prepara o biqueirão para este ser levado para Espanha e quero colocar-me numa posição de exportador direto do produto, para conseguir aumentar o nosso volume anual de vendas, que se situa perto de um milhão e meio”.

NÚMERO TIMONEIRO SINCE 2015

Armazém 19 e 27 Lota do Porto de Pesca Costeira de Aveiro 3830-556, Gafanha da Nazaré

março 2018 Revista Business Portugal | 105


ANDRÉ ESTIMA

UM NEGÓCIO DE FAMÍLIA José Figueiredo e André Estima estiveram em conversa com a Revista Business Portugal e revelaram o negócio de família que, de ano para ano, não para de crescer.

M

etalomecânica sempre foi uma paixão para José Figueiredo. Desde os 11 anos que ganhou o gosto pela área. “Com 14 anos já me chamavam de ‘engenhoca’, gostava de fazer as minhas invenções e de mostrar às pessoas o que era capaz de fazer”, conta. O empresário, depois de vender uma outra empresa, começou a fazer pequenas coisas na área que sempre o cativou. André Estima, filho de José Figueiredo, começou a observar, a acompanhar e a ajudar o pai, alguém que descreve como “um artista, uma pessoa inteligente e um bom técnico”. Pouco a pouco ganhou também o gosto pela metalomecânica, tendo este facto sido determinante para a abertura do negócio que hoje se destaca na região de Águeda, Aveiro, como PME Líder. José Figueiredo começou por procurar potenciais clientes – “quem sabe produzir, sabe onde colocar o produto”, diz à Revista Business Portugal. Estabeleceu alguns contactos, procurou saber se seria útil e rentável abrir a empresa e, a partir daí, foi sempre a

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José Figueiredo e André Estima, administradores

crescer. Durante dois anos experienciou a posição de comercial, entretanto deixou de ser necessário. Quem experimentou o produto, aprovou e manteve-se fiel ao vendedor. A concorrência existe, mas não preocupa a família. Estão bem a nível financeiro o que lhes permite um bom poder de compra. “Tratamos o aço por ‘tu’, não dizemos que ‘não’ a nada, temos soluções para quase tudo”, revela o pai. Orgulha-se dos clientes que possui que, por tantas vezes, o consultam em busca de soluções. Estas têm sido garantidas e aprovadas. Para pai e filho, a base do sucesso rege-se por três componentes: preço, qualidade e prazos de entrega. Ou seja, proporcionar ao cliente sempre um produto equilibrado em preço e qualidade, pois nenhum deles pode ser negligenciado. O comprador deve ter o melhor produto ao melhor preço. Além disso, cumprir sempre a data de entrega combinada com o cliente. A empresa André Estima orgulha-se de conseguir satisfazer as encomendas muito rapidamente e no tempo a que se propõem. A firma produz para vários setores, em destaque o setor automóvel, tudo o que é baseado em metal, metais ferrosos e maté-

rias-primas nobres. É apontada à Revista Business Portugal uma máquina em 3D, um aparelho que configura produto desde os quatro milímetros aos 13 de diâmetro. Tudo que seja tridimensional, a máquina faz. Se agora os engenhos trabalham sozinhos, antigamente a situação era diferente, mais complicada e artesanal. “(…) era preciso pegar na chapa e trabalhar com ela à mão, neste momento [as máquinas] já produzem sozinhas a matéria-prima, bastando apenas programar e acompanhar o processo”. Frisa, porém, que esse mesmo acompanhamento deve ser bastante atento. A equipa é constituída por 14 colaboradores, incluindo pai e filhos. André, o filho que dá nome à empresa, abandonou a escola por volta dos 16 anos. “Não queria estudar, queria trabalhar, queria ganhar dinheiro”, conta à revista. Aos poucos foi produzindo pequenas peças para perceber como as coisas eram feitas e agora, gerente da empresa, é quem mais trabalha: “sou o primeiro a chegar e o último a sair, como o meu pai, (…) tudo passa pelas minhas mãos”. Sente que domina a área, mas que todos os dias são uma constante aprendizagem. Bruno Estima, o mais velho dos irmãos, e José Estima, o mais novo, juntaram-se recentemente à equipa. Ainda estão a aprender, mas André ajuda-os diariamente. Em análise, 2017 foi o melhor ano do negócio. De olhos fixos no futuro, a família acredita que 2018 ainda será melhor. Cheios de vontade e ambição de crescer, André Estima apela aos clientes: “Continuem a acreditar em nós!”.

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VINHOS DE LISBOA A DISTINÇÃO MERECIDA A CVR de Lisboa, na pessoa do seu presidente, Vasco d’Avillez, explicou em entrevista a importância que a distinção de ‘Cidade Europeia do Vinho’, atribuída a Torres Vedras e Alenquer, vai trazer à região. Este projeto é algo que tem vindo a ser falado há algum tempo. Houve uma primeira candidatura em 2015 para 2017 mas não foi a região de Lisboa a vencer. Ainda no ano passado concorreram novamente e, em ambas as alturas, a CVR envolveu-se com o território, nomeadamente e mais recentemente, com os municípios de Torres Vedras e Alenquer, para dar mais força à divulgação do vinho na sua dinâmica cultural. Nesse sentido, a promoção foi feita sobretudo para os mais novos saberem que o vinho faz parte da nossa cultura, designadamente com festas do vinho especialmente organizadas, quer em Alenquer quer em Torres Vedras, durante 2017, como preparação à candidatura, para que municípios, restauração, turismo e hotelaria estejam todos voltados para o mesmo objetivo. Vasco d’Avillez acrescenta que “é um grande motivo de orgulho para a região dos vinhos de Lisboa. Pese embora esta região estar a produzir uvas, em Portugal, há centenas de anos – primeiro como Oeste, depois como Estremadura e desde

Urbanização Quinta da Arrocásia, lt. 1 2580, Alenquer

108 | Revista Business Portugal março 2018

107 QUINTA DE PANCAS Qualidade e excelência na produção da Quinta de Pancas 108 SOCIEDADE AGRÍCOLA FÉLIX ROCHA Mais de um século de história aliado à modernidade e qualidade

há 12 anos como Lisboa – é ainda pouco conhecida. Os portugueses que gostam e bebem vinho têm ideias fixas sobre as regiões que produzem vinho de qualidade e cingem-se a uma ou duas apenas. Mas afinal são 14 regiões, incluíndo as ilhas, e o melhor vinho é aquele de que mais gostamos e que se adapta ao momento em que estamos.” Assim, este galardão é de grande importância para a região dos vinhos de Lisboa, que vai desde Colares até Pombal e que é das que mais vinho produz no país. “A distinção não só vai trazer mais pessoas, como vai dar motivo a que se escreva sobre isto, em português e noutras línguas”, refere o dirigente, dizendo ainda que “esta onda positiva da Capital Europeia do Vinho é ótima para nós, não só no vinho – que vai beneficiar muito, dado que temos óptimos produtores em ambos os lados – mas em todos os produtos endógenos.” O território onde atua a CVR, engloba 23 Câmaras Municipais e todas elas se congratulam com o sucesso das duas que foram distinguidas. “Vamos aproveitar essa sinergia no sentido de, sempre que possível, juntar Torres e Alenquer, assim como as outras zonas, em promoções na Capital: a cidade de Lisboa. Aqui é que entram os vinhos e os produtos endógenos: se os colocarmos nos eventos de Provas na ‘Rua Augusta’ onde estamos duas vezes por ano a dar provas, vendemos e divulgamos os diversos produtos que temos”, revela o dirigente. Por último, para dinamizar o vinho da região, depois desta distinção, a CVR está já em contacto frequente com os as Câmaras Municipais de Torres Vedras e de Alenquer para se envolver ainda mais, para que haja um ou mais festivais onde o vinho de Lisboa apareça como cabeça de cartaz. Assim, produtores e seus produtos, vão aproveitar o calendário cultural dos municípios, através das feiras de vinho de cada um, tendo em vista, por exemplo, uma terceira presença, mais acentuada, durante o carnaval de Torres Vedras.

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DESTAQUES


QUINTA DE PANCAS

QUALIDADE E EXCELÊNCIA NA PRODUÇÃO DA QUINTA DE PANCAS É na região de Alenquer, entre vales e encostas, que se encontra a Quinta de Pancas, com mais de 520 anos de existência.

C

onhecida pelos vinhos de excelência e qualidade, a Quinta de Pancas, tem como principal objectivo proporcionar ao seu consumidor vinhos que espelhem o terroir de Lisboa. A nível comercial a sua estratégia passa por reforçar a sua presença no mercado nacional e continuar aposta na internacionalização. A autenticidade dos vinhos, para Cláudia Paiva, é o grande enfoque da atuação da Quinta de Pancas. Datada de 1495, a Quinta de Pancas foi fundada por D. Pedro Fernandes, Bispo de Bona, ao instituir o Morgado de Pancas ao seu irmão, Domingos Fernandes. A documentação existente data o início da produção de vinho para o ano de 1601. A qualidade e a produtividade foram sempre alicerces basilares da Quinta de Pancas que permaneceu, até o ano de 2006, na família Perestrelo Guimarães. Atualmente conhecida pelo prestígio e qualidade dos vinhos que lançam no mercado, a Quinta de Pancas é uma referência na região, estando desde 2016 na administração direta do acionista principal. A localização das vinhas é fundamental para o sucesso da marca que se encontra na aldeia de Pancas, a Este da serra de Montejunto, ficando assim abrigada da influência atlântica permitindo uma melhor maturação das uvas. Também por estarem nas encostas de um vale, as vinhas da Quinta de Pancas beneficiam do arrefecimento nocturno, contrastando com os dias mais quentes de verão. A administração conta com 42 hectares de vinha, estando assim toda a vinha capacitada para mecanização desde a pré-poda até à vindima. Quinta de Pancas é conhecida pelos seus “brancos de grande frescura e boa acidez e os vinhos tintos de grande estrutura e complexidade”, começa por explicar Cláudia Paiva, responsável comercial e marketing.

Claúdia Paiva e Gilberto Marques, responsável comercial e marketing e enólogo

Dizia Fernando Pessoa que “boa é a vida, mas melhor é o vinho”. E quem o comprova é Gilberto Marques, enólogo responsável pelos vinhos da Quinta de Pancas. Aliando a inovação à tradição, o enólogo de formação destaca a importância da adequação da vinificação aos diferentes vinhos e às diferentes castas. Perante as diferentes gamas de vinhos que a Quinta de Pancas possui, a equipa técnica tem a responsabilidade de adaptar os talhões nas vinhas, com destino a cada vinho. “A temperatura de vinificação é ajustada consoante o quão apetecível se quer que o vinho seja”, salienta Gilberto Marques ao referir vários dos factores a considerar durante a vindima. O “vinho da Quinta de Pancas marca a identidade da região, ao ser provado mostra a alma e o terroir de Alenquer”.

“Boa é a vida, mas melhor é o vinho”.

"A tradição aliada à inovação estão na origem dos vinhos de excelência da Quinta de Pancas." Contactos: Email: geral@quintadepancas.com Site: www.quintadepancas.com

fevereiro março 2018 Revista Business Portugal | 109


SOCIEDADE AGRÍCOLA FÉLIX ROCHA

MAIS DE UM SÉCULO DE HISTÓRIA ALIADO À MODERNIDADE E QUALIDADE Reconhecida pela qualidade e excelência na produção de vinho, a Sociedade Agrícola Félix Rocha comercializa uma ampla gama de vinhos com caraterísticas que os tornam únicos na região. A “consolidação dos mercados existentes e só mais tarde expandir mais para outros” é o enfoque atual da administração, conta Paulo Rocha em entrevista à Revista Business Portugal.

A

história que sustenta a qualidade Foi em meados do século XIX que a Quinta, por iniciativa do bisavô dos atuais proprietários, que a Quinta da Ribeira, situada em Meca, começou a produzir e comercializar vinhos de qualidade. Hoje, a gestão das vinhas é feita pela quarta geração da família Félix Rocha, que reconheceu a necessidade de melhoria da qualidade produtiva sendo que, em 1991, reestruturou não só as vinhas como a todo o equipamento de vinificação na sua adega. Possui atualmente 80 hectares de vinha distribuídos pelas suas várias quintas: Quinta da Ribeira, Casal do Mato, Casal Novo, Quinta de São Cristóvão e Quinta do Baracho. Atualmente, a Sociedade Agrícola está presente para além das fronteiras nacionais

“Fazer vinhos excelentes a preços competitivos”. Paulo Rocha e Luís Maia, administradores

e comercializa para países como a Rússia, Polónia, Alemanha, Luxemburgo, Holanda, França, Bélgica, China, Japão, entre outros.

Produção de uvas exclusiva

O saber da tradição Vinhos de qualidade impar, implatados numa região soberba e vinificados numa Quinta com uma história secular.

Sociedade Agrícola Félix Rocha Quinta da Ribeira, Casais da Ribeira 2580-608 Meca, Alenquer

T: +351 263 711 398 E: geral@felixrocha.pt

www.felixrocha.pt

110 | Revista Business Portugal março 2018

A produção, vinificação, engarrafamento e comercialização é feita exclusivamente “com a nossa produção de uvas”, começa por explicar Paulo Rocha, diretor geral. “Fazer vinhos excelentes a preços competitivos” é o lema desta Quinta. A Sociedade Agrícola Félix Rocha é também responsável pela própria distribuição dos seus produtos na região da Grande Lisboa - Alenquer, Caldas da Rainha, Torres Vedras, Vila Franca de Xira -, contando com o apoio de algumas distribuições regionais no

restante país. Tendo uma produção anual de cerca de 800 mil de garrafas, Paulo Rocha destaca a importância de ter gosto, paciência e perseverança neste sector, “temos vinhos que vão agora ser lançados no mercado e são de 2011”. Acreditando na importância de “aguentar um vinho nas nossas instalações até este atingir o ponto ótimo de consumo”, o diretor geral garante que esta característica, aliada ao “terroir” das suas quintas é “uma diferença que qualquer pessoa que prove vai perceber da região de onde é”. Os vinhos podem ser divididos em dois segmentos: “carregados, estruturados e complexos, que precisam de tempo de garrafa” na gama Premium e vinhos “suaves, agradáveis e aromáticos” na gama de entrada, é assim que Paulo Rocha descreve a produção vinícola da Sociedade Agrícola Félix Rocha. Apostar nos vinhos da região de Alenquer e Lisboa é importante para “desenvolver e dinamizar a região”, conclui.


DIREITO NACIONAL E INTERNACIONAL É no contexto da sociedade humana que surge o Direito - uma ciência não exacta e passível de interpretação. Trata-se de um sistema de normas de conduta, instaurado com o objetivo de regular as relações sociais. O Direito é, assim, indispensável à vida em sociedade e deve, fundamentalmente, compreender o interesse da colectividade. Em Portugal, a história do direito começa por volta de 19 a.C., passando por três distintos ciclos básicos, o período da individualização do direito português, o período do direito português de inspiração romano-canónica e, finalmente, o período da formação

DESTAQUES 110 SGOC Onde a expansão passa pela internacionalização 113 MRA - SOCIEDADE DE ADVOGADOS O principal apoio às empresas no processo de internacionalização

do direito português moderno, que ocorre entre meados do século XVIII e o direito posterior a 1974. Atualmente, o ensino de Direito em Portugal encontra-se a atravessar um processo de internacionalização iniciado pela FCT- Fundação para a Ciência e a Tecnologia - um decurso que tem permitido que centros de investigação jurídicos acolham importantes e indispensáveis contributos de Direito Comparado - disciplina jurídica que estuda as diferenças e as semelhanças entre os direitos de diferentes jurisdições – com a finalidade de preparar os futuros licenciados para um contexto onde a vida em sociedade é marcada, sobretudo, pela globalização. Neste sentido, as empresas portuguesas têm cada vez mais a necessidade por um crescimento através da internacionalização, ou seja, a criação de uma rede composta por contactos pessoais fora do país.

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SGOC

ONDE A EXPANSÃO PASSA PELA INTERNACIONALIZAÇÃO A Revista Business Portugal esteve à conversa com Francisco de Sousa Guedes, Joana Clemente e Alfredo M. de Azevedo Soares, sócios da Sousa Guedes, Oliveira Couto & Associados (SGOC). A sociedade de advogados é constituída por uma equipa dinâmica e empenhada, onde a comunicação próxima do cliente é fundamental. Atualmente, encontram-se em fase de expansão internacional.

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SGOC

S

Francisco de Sousa Guedes, Joana Clemente e Alfredo M. de Azevedo Soares, sócios

ousa Guedes, Oliveira Couto & Associados é uma sociedade de advogados que presta assessoria jurídica, tanto a clientes corporativos como a clientes individuais. Fundada em 1999 e com quase 20 anos de atividade, esta sociedade é distinguida na lista The Best Lawyers, desde o ano de 2010. Esta consiste num ranking internacional que distingue, por meio de votação de pares, os melhores advogados de 65 países diferentes. Francisco de Sousa Guedes e Joana Clemente já foram distinguidos como ‘Best Lawyers’ (melhores advogados) na área de ‘Insolvency and Reorganization Law’ (Insolvência e Recuperação de Empresas). O primeiro foi também destacado como Advogado do Ano na área de ‘Corporative Law’. A SGOC tem escritórios no Porto e em Lisboa e ainda uma parceria com a Absis Legal Advocats, sediada em Barcelona. Quando questionada pela Revista Business Portugal se haveria algum constrangimento por ser a única mulher na lista de sócios, Joana Clemente afirmou, prontamente, que não. Que “há cada vez mais mulheres em Direito” e que recebem mais currículos de mulheres comparado com homens. A atividade nascida como “fruto da minha relação com Oliveira Couto”, afirma o advogado Francisco de Sousa Guedes, foi iniciada de forma cautelosa, no Porto, no fim da década de 90: “Sempre demos um passo de cada vez”, garante. Uma vez que as deslocações a Lisboa eram necessariamente frequentes, os causídicos ponderaram abrir o seu próprio escritório na capital. Após obterem algumas

Com uma equipa experiente, dinâmica e multidisciplinar, procura realizar os serviços a que se compromete de modo atempado e eficiente, em permanente colaboração com os clientes. respostas positivas por parte de clientes institucionais assim o fizeram, mantendo o estabelecimento original no Porto e garantindo a dinâmica de trabalho consistente em ambas as localizações. Prestavam, inicialmente, serviços nas áreas de Direito Bancário, Financeiro e Societário e com forte incidência no contencioso. Mais tarde, aquando a entrada de Alfredo M. de Azevedo Soares na sociedade, iniciam o exercício na área do Direito Público. Desde então que têm vindo a aumentar o leque de oferta de serviços prestados, operando também em Insolvência e Recuperação de Empresas, Direito do Trabalho, Direito Fiscal e Direito Penal e das Contra-Ordenações, Imobiliário, Direito do Desporto, entre

março 2018 Revista Business Portugal | 113


SGOC

outros, abrangendo quase todos os setores. Atualmente, a sociedade conta com cinco sócios, entre os quais, além dos acima referidos, Tiago Salazar e Filipe Bastos. Dispõe, também, de 16 associados e quatro estagiários, o que, com as pessoas da área administrativa, se traduz num total de 30 colaboradores. Como consultor, António de Oliveira Couto atua no apoio à atividade dos advogados, de modo a certificar-se das melhores opções de atuação nos processos judiciais de maior relevância. Neste decurso está sempre presente a preocupação pela estruturação de uma tese defensiva que seja benéfica ao cliente. Com uma equipa experiente, dinâmica e multidisciplinar, procura realizar os serviços a que se compromete de modo atempado e eficiente, em permanente colaboração com os clientes. É estimulada uma relação de proximidade com os mesmos, um contacto informal e direto que permita a rapidez na resolução dos mais diversos problemas. Quando inquirido sobre as qualidades de atuação dos advogados da Sousa Guedes, Oliveira Couto & Associados, Francisco Guedes afirma: “esforçamo-nos muito para fazer as coisas bem-feitas”. “Somos uma sociedade que trabalha muito em equipa”, acrescenta, a qual é interdisciplinar: não há um assunto transversal a várias áreas que seja da responsabilidade de um só sócio. Experiente, dinâmica, conscienciosa e exigente consigo mesma são algumas das características que se podem aplicar. No presente, Portugal está a experienciar a saída da crise e a retoma do mercado. Com o aumentar da dinâmica empresarial e da exigência por parte das empresas, que começam a sentir a necessidade e a vontade de internacionalização, também a SGOC o sentiu. Com o objetivo de apoiar os seus clientes que pretendam emigrar ou posi-

cionar os seus produtos e/ou serviços no estrangeiro, a sociedade tem vindo a estabelecer uma rede de contactos pessoais através de escritórios de advogados existentes noutros países, que tenham a mesma filosofia de trabalho e cujos valores profissionais sejam compatíveis. Neste momento, está em fase final a adesão da SGOC a uma importante associação de sociedades de advogados de vários países, europeus mas não só. Esta rede internacional satisfará a aspiração de acompanhar o cliente em todas as fases do processo e no próprio local onde este estiver. Por outro lado, cada vez mais orientam cidadãos oriundos de fora do nosso país e que pretendam estabelecer aqui a sua residência ou investir. Esta fase de expansão ainda se encontra em desenvolvimento e o balanço que os sócios fazem é bastante positivo, o que se confirma pelo nível de satisfação muito elevado por parte dos clientes. Relativamente à geração recém-licenciada em Direito, os advogados admitem que há dificuldade em encontrar colocação na área. A própria SGOC, que até admite

estagiários, tem feito isso cada vez menos. Recebem dezenas e até centenas de currículos. Caso um estagiário seja admitido, este integra a equipa e tem um coordenador direto, alguém que o acompanha e ensina. Assim, na Sousa Guedes, Oliveira Couto & Associados é oferecida uma oportunidade renumerada de aprendizagem. Existe uma grande aposta na formação, um aperfeiçoamento de competências e aptidões que é permanente e motivada por todos os elementos da equipa. Um acompanhamento constante que procura demarcar os profissionais que nesta casa são formados e que, por isso “terminam o estágio com qualidade e seguem caminho”. Na própria SGOC, se houver essa oportunidade. Sempre com olhos no futuro, a SGOC tem o empenho e a adaptabilidade necessária para vingar no mercado atual, em constante mutação e onde a internacionalização terá um papel fundamental.

Com o aumentar da dinâmica empresarial e da exigência por parte das empresas, que começam a sentir a necessidade e a vontade de internacionalização, também a SGOC o sentiu.

Porto

Lisboa

Rua Ricardo Severo, 132

Avenida Eng. Duarte Pacheco, Amoreiras, Torre 2 - 4.º Andar, Sala 1

4050-515 Porto

1070-102 Lisboa

T.: (+351) 225 430 230 | F.: (+351) 225 430 239

T.: (+351) 213 868 380 | F.: (+351) 213 868 389

E-mail: sgoc@sgoc.pt

E-mail: sgoc@sgoc.pt

114 | Revista Business Portugal março 2018

www.sgoc.pt


MIGUEL REIS & ASSOCIADOS

“PARECE QUE SE CRIOU UM SÍNDROME DO MEDO DA MODERNIZAÇÃO”

Miguel Reis, administrador

Começou o seu percurso profissional enquanto jornalista, mas foi no Direito que fez carreira. Miguel Reis é sócio da MRA Sociedade de Advogados, uma das poucas no país a fazer contencioso de nacionalidade portuguesa. Em entrevista à Revista Business Portugal, Miguel Reis aborda o estado da justiça nacional, bem como o trabalho que desenvolve junto de comunidades estrangeiras.

Q

ual é a sua opinião acerca da justiça portuguesa? Bem, eu já acreditei na Senhora de Fátima. Depois, acreditei na Justiça. Agora, não acredito nem numa nem noutra. Acho que já nos encontramos no plano do Direito Criminal, mas claramente não nos encontramos no âmbito do processo civil nem do falimentar. Temos juízes de qualidade, mas talvez estejam a faltar recursos à Justiça. Parece que se criou um síndrome do medo da modernização. Eu gosto do que faço, mas acho que a profissão está a passar por uma crise, que desejo que seja de crescimento, mas que penso ser de conhecimento.

“O direito é uma ciência social e não se resume apenas à lei; é preciso mergulhar nas raízes”.

Que vantagens encontra no trabalho em sociedade por comparação com o trabalho de forma isolada? As sociedades permitem aos grupos terem outro tipo de músculo, são interessantes como forma de organização de recursos e conhecimentos. O Estado é muito mais exigente para com as sociedades do que para com os particulares. Nós aqui na MRA não temos advogados como prestadores de serviços, porque isso cria uma vantagem

competitiva que ofende a concorrência. Os sócios pagam impostos sobre tudo o que recebem; os falsos prestadores de serviços são tributados apenas sobre 25 por cento.

Como é lidar com a legislação dos outros países? Nós não mexemos com a legislação dos outros países. Eu entendo que um advogado de um determinado país e com uma determinada formação, nem com duas vidas

conseguiria absorver os conhecimentos necessários para exercer numa outra jurisdição. O que fazemos - se temos um problema noutro país – é contratar nesse país um advogado nacional. O direito é uma ciência social e não se resume apenas à lei; é preciso mergulhar nas raízes.

Como vê a troca de ideias e pessoas entre Portugal e estrangeiro a que temos vindo a assistir? É muito bom! Nós temos coisas fantásticas em Portugal. Temos um diploma que instituiu a morada única digital e, como consequência, foi garantido a todos os cidadãos e empresas que podem ter uma e que podem exigir que tudo o que lhes tenha de ser notificado seja por essa via. Mas isso está só no Diário da República. Ainda não foi implementado; devia estar já em funcionamento, mas não está. Há meia dúzia de anos foi implementado um sistema de registo civíl electrónico, mas foi só na lei, porque na prática não existe. Há uma série de ferramentas top de modernidade; mas que na prática não funcionam, não existem. E isso cria-nos dificuldades junto dos clientes estrangeiros.

MIGUEL REIS & ASSOCIADOS - SOCIEDADE DE ADVOGADOS (PORTUGAL) Rua Marquês de Fronteira, 76 - 5º, 1070-299 Lisboa - Portugal Tel: (+351) 21 385 21 38 Fax: (+351) 21 386 36 63 - lisboa@lawrei.com Departamento de Recuperação de Créditos (RECRED) Rua D. Francisco Manuel de Melo, 13-1º - 1070-085 Lisboa - Portugal Tel: (+351) 21 387 3767 Fax: (+351) 21 387 3769 - recred@lawrei.eu www.lawrei.com – www.lawrei.com.br - www.lawrei.eu – www.mreis.pt – www.nacionalidade.eu

março 2018 Revista Business Portugal | 115


JANSSEN PORTUGAL

DESTAQUES 115 LIKEVENTUS Um buffet com muito requinte 116 REMAX POMBAL Confiança e excelência como base do sucesso

POMBAL UM RECANTO DE PORTUGAL Pombal está intrinsecamente ligado à figura ilustre do Marquês, Sebastião José de Carvalho e Melo. De fato, foi neste território que passou os últimos tempos da sua vida. Mas Pombal não se fica só por este fator de interesse. Sendo um belo recanto do centro de Portugal, o concelho de Pombal beneficia de ótimas acessibilidades. O seu posicionamento estratégico resulta da confluência das principais vias rodoviárias e ferroviárias do país, promovendo condições à fixação de população, de infraestruturas e de atividades económicas. É atravessado, no eixo norte-sul, pelas Autoestradas A1 e A17, pelo IC2 (EN1), pela EN109 e pelas linhas ferroviárias do norte e do oeste. No eixo este-oeste é atravessado pelo IC8 que assegura uma rápida e importante ligação do litoral ao interior (Castelo Branco) e, consequentemente, a Espanha, através da ligação entre o

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IC8 e a A23. Globalmente, Pombal é um território em profunda transformação da base económica e um concelho que tem registado uma diversificação e modernização significativas. O concelho manifesta, assim, dinamismos de progresso económico que estão articulados a uma larga transformação do tecido produtivo local, no qual cada vez mais se afirma uma modelação industrial e urbana. O turismo, já considerado como o quarto setor de atividade económica, também assume uma importância crescente no tecido económico de Pombal, tirando partido de um notável património histórico, natural e arquitetónico e de uma oferta diversificada de produtos turísticos – desde o mar à serra – com elevados padrões de qualidade.


RESTAURANTE LIKE EVENTUS

UM BUFFET COM MUITO REQUINTE O restaurante Like Eventus nasceu para ser um salão de banquetes. O espaço já existia e pertencia aos pais dos atuais gerentes, que inovaram no conceito e trouxeram para Pombal um restaurante buffet, de cozinha tradicional. A localização privilegiada do restaurante, uma vez que, se situa a 5km do centro da cidade de Pombal e a um quilómetro da saída da A1, assim como do IC8, tornou-se também um fator importante para o seu sucesso. Com espaço para 350 pessoas, o Like Eventus está também preparado para receber grupos/eventos.

O restaurante foi pensado para ser um espaço para grupos”, começa por explicar Telmo Santos, um dos responsáveis pelo estabelecimento. “Em Pombal, não havia nenhum restaurante buffet, para nos destacarmos, resolvemos apostar nesse conceito”. A mãe de Telmo e Miguel Santos, os gerentes da casa, é a responsável pela cozinha, um dos pontos que marca a diferença neste restaurante. “A nossa mãe tem 44 anos de experiência de cozinha. A comida que temos disponível no buffet é toda confecionada ou supervisionada por ela, por isso, os sabores são muito tradicionais, o tempero é o de antigamente e toda a gente que prova nota a diferença na comida”. Os pratos tradicionais disponíveis no buffet variam de acordo com os dias da semana e existiu uma preocupação de não fixar pratos. “Os pratos não têm dias fixos para serem elaborados. O único que se mantém é o frango no churrasco, que é uma especialidade nossa. Normalmente temos disponíveis quatro variedades de pratos de quentes, sendo que ao fim de semana essa quantidade aumenta”. “Não achamos justo que o preço varie consoante a quantidade de pessoas que vêm almoçar ou jantar, por isso não temos preços de grupos. Os preços são fixos – durante a semana, almoçar custa 9 euros e jantar custa 11, aos sábados 11 euros quer ao almoço quer ao jantar, sendo que à noite disponibilizamos animação musical para os nossos clientes. Ao Domingo com uma ementa mais requintada, o preço da refeição é ajustado para 13 euros”. A originalidade da comida e do espaço, que é bastante acolhedor e fami-

Miguel Santos, Telmo Santos e restante equipa

liar, com um toque de glamour, fez com que as perspetivas dos responsáveis fossem largamente ultrapassadas. “Após a abertura deste espaço há seis anos, já se promoveram duas ampliações na casa. Começámos por ter 200 lugares numa só sala, passados cerca de três anos, com a construção de uma nova sala acrescentámos mais 150 lugares aos já existentes. Atualmente, estamos a concretizar mais um aumento de espaço, mas este será na ordem dos 50 lugares, de forma a podermos dar resposta a pedidos de festas mais pequenas, familiares e intimistas”. De entre os eventos já realizados neste espaço destacam-se os casamentos, batizados, almoços e jantares de congressos de empresas e festas de aniversário. “Procuramos ser versáteis, quando se trata de eventos desta magnitude. Normalmente, existem serviços anexos, como a decoração, que fica a cargo de empresas nossas parceiras e à qual nós também damos o nosso toque pessoal”. É ainda, uma das apostas do Like Eventus a realização de programas especiais em datas comemorativas, em que é elaborada uma ementa e uma decoração personalizada. Com uma equipa fixa de oito pessoas, comida de qualidade e um espaço de requinte preparado para grandes eventos, o objetivo dos responsáveis é manter o sucesso do projeto: “Seria fantástico se conseguíssemos crescer, mas a forma como estamos já é muito boa. Se nos mantivermos assim, sempre sem descurar os aspetos que nos fizeram chegar até aqui, será ótimo”.

www.like-eventus.pt www.facebook.com/likeeventus.pombal Rua do Marquês, nº13 Granja 3100-343 Pombal - Leiria

T: 236 212 155 likeventus@gmail.com março 2018 Revista Business Portugal | 117


REMAX MARQUÊS

CONFIANÇA E EXCELÊNCIA COMO BASE DO SUCESSO A Remax Marquês, em Pombal, apresenta-se como uma solução diferenciadora de um mercado em expansão. Com mais de dez anos de experiência a vender casas tem como ADN a excelência e transparência nos serviços que presta. Perante os sinais positivos, facilmente percebemos o profissionalismo que caracteriza esta entidade, mas foi através das palavras de Ilídio Sousa, o proprietário, que o comprovamos.

H

á 10 anos no mercado, a Remax Marquês é sinónimo de solidez, dinamismo e inovação. Com o crescimento do mercado imobiliário, que exerce - cada vez mais - uma grande influência na economia portuguesa, houve a necessidade de estender novas imobiliárias Remax para novos territórios que complementem a Remax Marquês. A primeira Remax a abrir foi na Figueira da Foz, há cerca de quatro anos. Designa-se de Remax Confiança I. Recentemente, depois de uma análise de mercado, abriram a Remax Confiança II em Montemor-o-Velho. Uma ampliação de território bastante interessante e fundamentalmente estratégica. Questionado sobre este ponto, Ilídio Sousa refere que “a questão do território é muito importante. Em Pombal estamos num mercado um bocado

interior. A Figueira da Foz tem um conceito mais de praia, de segunda habitação. E Montemor-o-Velho vem permitir estabelecer um elo de ligação entre o litoral e as zonas mais interiores, ou seja, entre o rural e o urbano”. Com esta visão estratégica de alargar horizontes a novos territórios, é preciso ter consciência dos diferentes nichos de mercado que encontram em cada lugar. Por isso mesmo, quando um cliente procura uma das três Remax (Marquês e Confiança), pode ter a certeza que não lhe são apresentadas propostas genéricas nem soluções estandardizadas. Esta equipa tem em consideração que é preciso conhecer o cliente, perceber as suas necessidades e apresentar soluções eficazes. Porque pensar no cliente é pensar num compromisso. Significa que praticam uma política de proximidade de forma a garantir, a quem os procura, que encontram a sua casa de sonho ou para quem pretende vender o seu imóvel habitacional, que está nas melhores mãos. E é isto mesmo que os distingue: “o profissionalismo e a formação” que permitem dar uma esperança aos compradores e dar uma estabilidade aos vendedores proprietários. É preciso ter em consideração que este tipo de negócios de mediação mobiliária trabalha com dois tipos de clientes: o cliente proprietário que quer vender ao melhor preço e o cliente comprador que quer comprar ao menor preço. Logo desde aqui há que ter a máxima transparência com os dois vértices deste triângulo: proprietário – mediador – comprador. Ilídio Sousa considera que “a confiança”

Ilídio Sousa, proprietário

118 | Revista Business Portugal março 2018


REMAX MARQUÊS

é o que dita o sucesso, sendo um conceito que marca e o que ajuda a desenvolver o mercado. Quer com isto dizer que qualquer negócio começa na transparência, que leva a resultados. “Resultados para os mediadores, logicamente, mas também para os proprietários que estão a precisar de transformar a sua casa em dinheiro”, explica o proprietário. Porque o grande objetivo é garantir a satisfação dos clientes. “O resultado final é conseguir negócios e fechar negócios fazendo os clientes felizes”. O mercado imobiliário em Portugal está em alta, deixando para trás os maus anos marcados pela crise. No entanto, apesar do mercado imobiliário estar numa

linha crescente, não existe qualquer dúvida de que o mercado é mutável, e por isso mesmo é elementar ter a consciência de saber acompanhar o mesmo. O Broker sabe que para continuar o sucesso da sua equipa tem de antecipar o próprio mercado.

“O profissionalismo e a formação”.

REMAX MARQUÊS

REMAX CONFIANÇA

REMAX CONFIANÇA 2

Rua Martel Patrício, nº.20 3100-479 Pombal 236 200 300 961 104 223 igsousa@remax.pt www.remax.pt/igsousa

Avenida 25 de Abril,nº.75 3080-086 Figueira da Foz 233 436 266 igsousa@remax.pt www.remax.pt/igsousa

Largo dos Anjos, 3140-202 Montemor-o-Velho 239 243 920 confianca2@remax.pt www.remax.pt/igsousa

março 2018 Revista Business Portugal | 119


DESTAQUES 119 BLOKEN Construção em aço leve 120 TEMPERO E VENERANDO Inovação em construção e remodelação 122 ZURICH SEGUROS “A Zurich de hoje está comprometida com a mesma missão de há 100 anos atrás”

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RE-INOVAR A NOSSA CASA É ONDE ESTÁ O NOSSO CORAÇÃO O início de um novo ano atrai, por si só, uma renovada vontade de mudança. 2018 não é exceção. Mais do que dar um novo aspeto à habitação, a aposta é, cada vez mais, na conjugação de várias áreas e elementos, de modo a criar um local onde se sinta seguro, descansado e em tranquilidade. Re-inovar na habitação é, intrinsecamente, tornar a nossa casa no lugar onde está o nosso coração. Nas próximas páginas desta primeira edição do ano, apresentamos-lhe soluções das mais diversas áreas que o irão ajudar a tornar a casa num espaço acolhedor, onde irá passar alguns dos melhores momentos. A complementaridade das áreas de intervenção, permitem que se alie o design e a decoração, à construção e à venda imobiliária. Mais do que uma moda, a nossa casa é a oportunidade de alinharmos a vida. Uma casa organizada e agradável irá tornar-se num reflexo da projeção do quotidiano. As novas técnicas que têm surgido - tais como a Light Steel Framing (construção em aço leve), permitem que as construtoras inovem e pratiquem um serviço com mais capacidade e qualidade. Por sua vez, o trabalho por parte das empresas de design e decoração tem vindo a aumentar de exigência, encontrando, assim, elementos que complementam as habitações de modo a promover o conforto e o bem-estar. A habitação - e todas as vertentes que a rodeiam - tem sido um dos setores proeminentes e em melhoria, após atravessar um complicado período durante a crise nacional. Nos dias de hoje, a aposta na qualidade permite que o setor da habitação tenha ganho uma nova dimensão, dando vida e perspetiva ao que antigamente era apenas estático.


BLOKEN

CONSTRUÇÃO EM AÇO LEVE A Bloken teve início em 2001 na área de construção civil e revestimentos, posteriormente em 2013 iniciou a sua atividade na construção em aço leve com o sistema LSF, tendo adquirido os seus conhecimentos junto do gabinete de engenharia – Futureng, do qual continuam parceiros. Conversámos com Nuno Pires. segundo as zonas geográficas e climatéricas para cada construção. Construção em Light Steel Framing – em que consiste? O Light Steel Framing consiste na montagem de um esqueleto de aço (tipo gaiola pombalina) no qual se aplicam nela revestimentos quentes e isolantes de alta qualidade. As mais-valias são isolamento térmico e acústico, poupança energética, baixo peso de estrutura para além de ser um sistema antissísmico que cada vez é mais procurado, tendo em conta as mudanças climáticas. Pode ser aplicado em construções novas - habitação, reabilitação, indústria, laser e também amovível que é muito requisitado para instalação em espaços verdes, agrícolas, etc.

Q

uais os serviços que tem disponíveis? A Bloken dispõe de soluções habitacionais inovadoras, conciliando todas as componentes da construção, desde a conceção arquitetónica, projetos, até à sua fase final de edificação, proporcionando excelentes vantagens neste método construtivo de LSF. Conscientes da crise que o país viveu e da influência que esta teve no setor da construção civil, como ultrapassou a BLOKEN este momento? Perante as patologias existentes na construção tradicional, o consumidor tem vindo a procurar alternativas que garantem melhores condições de habitabilidade. Nesse sentido a Bloken evoluiu num método construtivo que se fixa num sistema melhor com a mesma segurança e maior eficiência energética e acústica proporcionando mais conforto e poupança energética no aquecimento e arrefecimento dos espaços. O que vos distingue das demais empresas do setor? A Bloken por vezes é confundida com empresas construtoras que constroem com o mesmo aço enformado a frio tal como nós, conhecido em Portugal como aço leve. Sendo o aço leve o material a utilizar, mas LSF sigla mundial é o sistema genuíno devidamente contra-ventado que utilizamos, até no qual o calculo é diferente

No que aos recursos humanos diz respeito, quantos elementos estão integrados na empresa? Atualmente a Bloken possui uma equipa nas varias áreas desde projetos, orçamentação, logística, montagem e gestão. Reconhecemos a falta de mão de obra especializada para a área, no entanto, de uma forma responsável não pretendemos aumentar os operários sem formação, visto se tratar de uma área muito específica e técnica. O que podemos esperar da BLOKEN em 2018? Quais as metas a alcançar? Para 2018 continuaremos a desenvolver o nosso trabalho da melhor forma possível, com os clientes que tem vindo a acreditar na nossa empresa para continuarmos a alcançar pouco a pouco a confiança do mercado neste sistema construtivo inovador que é utilizado em todo o mundo.

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TEMPERO E VENERANDO

INOVAÇÃO EM CONSTRUÇÃO E REMODELAÇÃO EM LSF

C

omo surge a empresa Tempero e Venerando? A empresa surge do empreendedorismo de um jovem de 25 anos, Mário Venerando, imigrante em França, que decide voltar às origens em 1993 e constitui a empresa com o sócio António Tempero. A empresa inicia a atividade na aplicação de tetos falsos e divisórias, área à qual se dedicou durante uma década. Em 2003 demos nova imagem à empresa, com novo logótipo, e diversificámos a nossa prestação de serviços, optando pela Remodelação e Reabilitação. Em 2005, começámos a dar os nossos primeiros passos no LSF, utilizando o aço sobretudo na reabilitação, coberturas e lajes e, em 2012, criámos um novo conceito em construção modular - “My House“. É um conceito simples, dando atenção à térmica e acústica. Os nossos métodos são a mais recente tecnologia, tornando

122 | Revista Business Portugal março 2018

as construções com alto desempenho térmico e acústico. Embora tenhamos atravessado uma crise de oito anos no sector da construção, conseguimos continuar a progredir. Quais os produtos e serviços que oferecem? Disponibilizamos um conjunto de valências técnicas que nos permite executar obras das mais diversas áreas, como a construção civil, remodelação e a reabilitação. Em 1998, edificamos a nossa sede, onde temos atendimento personalizado ao cliente, gabinete


TEMPERO E VENERANDO

de arquitetura, show-room e venda direta. Em 2017, registámos uma marca, a “LuxHouse”, que pretendemos que seja uma referência a nível nacional. Este novo conceito privilegia a qualidade e o conforto, com foco na eficiência energética, o uso de materiais incombustíveis, a resistência estrutural e o uso de energias renováveis. O lançamento está previsto para Maio. O que vos distingue das demais empresas do setor? O know-how que adquirimos ao longo destes 25 anos de empresa, a qualidade e o serviço prestado ao cliente, mantendo sempre o grande profissionalismo. Em que consiste a construção em Light Steel Framing e quais as mais-valias da sua utilização?

conseguindo-se melhores comportamentos quando sujeitos a atividade sísmica, é um sistema industrializado com mão-de-obra especializada, preciso e ecológico. Não há restrições quanto ao tipo de arquitetura. É um sistema com pouca troca térmica entre o interior e o exterior, aumentando o conforto da habitação. Existe redução de custos através da otimização do tempo de fabrico e montagem. De que forma este produto contribui para a inovação no setor e para a consolidação da atuação e dos serviços prestados? A sua mais-valia é o seu peso versus resistência, e a diversidade da sua utilização. Pode ser usado em moradias, edifícios de vários pisos e ainda na reabilitação. É um sistema muito utilizado em lajes, coberturas e ainda se pode acrescentar pisos sobre estruturas de alvenaria.

O futuro passa pela construção modular em LSF

Quais os mercados onde estão implementados? Temo-nos mantido, há vários anos, no mercado nacional, porque é em Portugal que acreditamos. A nossa área de intervenção tem sido, maioritariamente, em Lisboa e no nosso distrito de Setúbal, região onde queremos apostar mais no futuro, tendo em conta a proximidade da nossa sede.

O LSF é um sistema construtivo em aço galvanizado que é uma solução de construção sustentável e antissísmica e tem um excelente comportamento térmico e acústico, superior ao da construção tradicional. Para além da garantia de segurança estrutural,

Por onde passa o futuro da Tempero e Venerando? O futuro passa pela construção modular em LSF, onde temos uma longa experiência, e pela remodelação de interiores, área de grande interesse pela transformação que se consegue no fim e há o lançamento da “LuxHouse®”.

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ZURICH

“A ZURICH DE HOJE ESTÁ COMPROMETIDA COM A MESMA MISSÃO DE HÁ 100 ANOS ATRÁS” Quase a completar 100 anos de presença em Portugal, a Zurich orgulha-se de ser uma das mais antigas companhias de seguros a operar em Portugal. Estes vastos anos de experiência ensinaram esta equipa que o sucesso da sua missão está na atenção que dão ao que é essencial: os seus clientes. A Revista Business Portugal conversou com Artur Lucas, diretor de marketing & comunicação da Zurich Portugal.

N

o mercado há 100 anos, conte-nos como surge a Zurich em Portugal. A Zurich surge em Portugal através da antiga Companhia de Seguros Metrópole, nascida no ano em que terminou a primeira grande guerra, 1918, para dar resposta ao próspero intercâmbio comercial com o então denominado Portugal Ultramarino. Esta foi uma seguradora que foi crescendo ao longo dos anos, até 1950, ano em que 95 por cento do seu capital foi adquirido pelo Grupo Zurich. As décadas de 50 e 60 foram de expansão sustentada, até que chegou a Revolução dos Cravos e toda a inerente mudança na sociedade e na economia portuguesas, com um vasto processo de nacionalizações com implicação nos cinco por cento do capital correspondente a investidores portugueses. Foi na década de 1980 que se deu início a um período notável de expansão da atividade da Zurich em Portugal através da marca Metrópole. A transição definitiva para a marca Zurich deu-se em 1998, ano coincidente com a expansão do ramo Vida pela aquisição da Companhia de Seguros Eagle Star e, ainda, com a aquisição, no quadro ibérico, dos serviços de assistência da Serviaide. A Zurich de hoje está comprometida com a mesma missão de há 100 anos atrás: proporcionar às famílias e empresas portuguesas a melhor proteção. Disponibilizam todo o tipo de seguros? Quais? A Zurich opera em Portugal nos ramos de seguros Vida e não Vida, tanto para particulares como para empresas. Nos particulares,

124 | Revista Business Portugal março 2018

destaque para os seguros para automóvel, habitação, acidentes, viagem, lazer, saúde, poupança e reforma. A oferta da Zurich no setor empresarial está segmentada por alvos de mercado - comércio, construção, indústria, serviços, hotelaria, entre outros - permitindo desenhar soluções concretas para dar resposta às necessidades específicas de cada setor de atividade. O nosso leque de soluções é adaptado às necessidades do mercado, uma vez que a Zurich está sem-

“O nosso leque de soluções é adaptado às necessidades do mercado”. pre atenta às mudanças para poder fornecer soluções inovadoras. Ainda há pouco anunciámos a criação do Zurich Veículos Elétricos, que é um seguro específico para as reais necessidades dos utilizadores destes veículos. No caso da oferta empresarial, um exemplo desta nossa aproximação ao mercado é o seguro para Alojamento Local, uma vez que esta é uma tendência crescente no turismo e na economia do país, que vem com especificidades que precisam ser correspondidas. Quem são os principais clientes da

Zurich? A Zurich tem mais de 550 mil clientes em ambos os ramos de operação, tanto ao nível particular como ao nível empresarial, fornecendo soluções concretas para diferentes setores de atividade e para empresas de diferentes dimensões que vão desde as microempresas como às grandes multinacionais. Mas no fim do dia, todos os nossos clientes estão no centro da nossa atuação, a quem procuramos criar e manter valor com rigor, estabilidade e fiabilidade, fomentando a confiança no compromisso de responder adequadamente quando é mais necessário, agora e no futuro. Fazemo-lo sem diferenciação, pois todos os clientes são importantes para nós. Como descrevem os vossos serviços? Na Zurich aspiramos à qualidade mais elevada e esforçarmo-nos por obter melhorias contínuas em tudo o que fazemos e temos vindo a ser reconhecidos por isso mesmo. Ainda o ano passado, em 2017, o Contact Center da Zurich conquistou o 1º lugar do prémio APCC Best Awards (Associação Portuguesa de Contact Centers), na categoria ‘Gestão em Outsourcing’. Foi igualmente distinguido com dois prémios silver nas categorias ‘Seguros e Assistência’ e ‘Inbound’. Foi também no ano que passou que a Zurich conquistou o primeiro lugar no Índice Nacional de Satisfação do Cliente para o Ramo Não Vida. A satisfação dos nossos clientes vem naturalmente quando os serviços são de qualidade superior. Isto é algo que nos caracteriza e que está na génese de todos os nossos produtos e dos nossos serviços. Qualquer cliente sabe que a exce-


ZURICH

lência faz parte do nosso ADN e procuramos evidenciá-lo em tudo o que fazemos. A seguradora tem parcerias com outras empresas? Se sim, que tipo de empresas? A Zurich tem parcerias de distribuição ao nível nacional com um elevado número de mediadores, através dos quais distribui todos os seus produtos, assim como parcerias com duas entidades bancárias para soluções específicas. Sendo a Zurich uma seguradora com destaque no mercado, que soluções eficazes e inovadoras procuram oferecer aos vossos clientes? A Zurich está sempre atenta ao mercado para inovar nas suas soluções ao criar produtos que vão ao encontro dos novos riscos e tendências. O nosso foco está no cliente e em assegurar que, enquanto especialistas em risco e proteção, estamos ao seu lado com ofertas muito realistas. É por estarmos com esta atenção, que criámos produtos como os já referidos para Veículos Elétricos e Alojamento Local. Mas não ficamos por aqui, pois temos muitos outros como o Zurich Família Ativa, um seguro de acidentes pessoais onde, numa única apólice e por um único prémio, inclui todo o agregado familiar, ou produtos poupança no Ramo Vida, como o Zurich Vida Escolar, onde ajudamos os nossos clientes a planear o futuro dos seus filhos, protegendo a sua educação e percurso escolar, incluindo o universitário. O que vos distingue no mercado? As seguradoras são muitas vezes vistas como empresas demasiado institucionais e antiquadas. A Zurich não é assim. Somos

Artur Lucas, diretor de marketing & comunicação

uma companhia com uma história longa e uma enorme herança do passado, dotando-nos de uma experiência sem igual e um conhecimento muito concreto sobre o mercado. Esta é uma base sólida que nos permite dar segurança aos nossos clientes. Afinal, pertencemos a uma empresa líder multinacional que opera em mercados globais e locais, com cerca de 53 mil colaboradores a trabalhar em mais de 210 países e territórios. Isto é algo que dá confiança e conforto aos nossos clientes. Mas não é por termos esta herança que somos uma Companhia presa ao passado. Estamos há 100 anos em Portugal e estamos preparados para acolher os próximos 100. A Zurich encara o futuro com entusiasmo, em busca de novos paradigmas e procurando antecipá-los para se adaptar com tempo e seriedade, fornecendo aos nossos clientes soluções reais e construídas com profissionalismo. Este equilíbrio entre a robustez que nos é atribuída pelo nosso passado e a vontade em ir mais além diferencia-nos da concorrência. Os clientes reconhecem essa mais-valia e em 2017, e pela quarta vez, a Zurich ficou em primeiro lugar no Índice Nacional de Satisfação do Cliente. Por onde passa o futuro da Zurich? Na Zurich olhamos para o futuro de uma forma positiva, otimista e com vontade de crescer e de inovar. É por isso que temos vindo a apostar em novas tecnologias, na adaptação de soluções e serviços ao novo tipo de consumidor e em acompanhar as tendências ao nível do produto. O mercado segurador está a transformar-se e a Zurich está a mudar e a crescer com ele. É assim que temos vindo a operar nos últimos 100 anos, acompanhando positivamente as mudanças que o mundo tem vindo a assistir, e é assim que vamos continuar a trabalhar, com o apoio e profissionalismo dos mediadores profissionais de seguros, que continuam a ser o nosso principal parceiro e canal de distribuição.

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DESTAQUES 125 SABORES DA SERRA O melhor queijo do mundo está em Celorico da Beira 126 A BARRAQUINHA DO RIJO “Onde o mar começa e os sentidos despertam”

GASTRONOMIA E SABORES PORTUGUESES A história da gastronomia portuguesa liga-se naturalmente à capacidade de absorção dos produtos que a natureza nos dá e à influência dos povos que dominaram este país. Dos fenícios aos romanos, dos mouros às novas gerações, a cozinha portuguesa é consequência de todos os contributos dos ocupantes da Península. O período das descobertas marítimas portuguesas teve um peso forte na gastronomia nacional, com a introdução das especiarias e do sabor agridoce. A par das especiarias, introduziu-se uma variedade de produtos, hoje entendidos como produtos básicos da cozinha, nomeadamente o feijão, o açúcar, o bacalhau, a batata, as ervas aromáticas e muitos outros. Nesta descoberta do mundo, Portugal contribuiu ainda para os introduzir na Europa. A diversidade da gastronomia portuguesa, bem como a sua génese, derivam essencialmente do Mediterrâneo e do Atlântico, como facilmente se constata pela forte presença de peixe e marisco. A base da tradição Mediterrânica assenta na trilogia do pão, vinho e azeite. Esta tendência, espalhada um pouco por todo o país, encontra diferentes nuances de acordo com os contributos de cada região. A carne e os enchidos consolidam a base de produtos essenciais em muitos pratos portugueses, sobretudo na região norte. O património da cozinha portuguesa, também resultado da história, da geografia e de todos os condicionalismos e favorecimentos deste território e deste povo, assenta no forte significado que mantêm hoje as cozinhas regionais.

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SABORES DA SERRA

O MELHOR QUEIJO DO MUNDO ESTÁ EM CELORICO DA BEIRA José Alexandre Nascimento abriu o espaço em Fevereiro de 2012 com o objetivo de comercializar produtos da região da Serra da Estrela de modo a garantir a qualidade e a satisfação dos consumidores. Depois de uma vida a trabalhar na Administração Local, José, agora aposentado, procurou encontrar uma solução de fazer qualquer coisa. “Decidi abrir este negócio porque vi uma oportunidade e uma necessidade para divulgar produtos regionais da Serra da Estrela, aliando esta realidade ao facto de se prever um aumento do setor do turismo para a região”.

José Alexandre Nascimento, proprietário

O

negócio familiar O pequeno e acolhedor espaço está localizado bem no centro da Vila, é aqui que se encontram os melhores produtos locais fabricados pelos produtores do concelho. A divulgação e promoção passa essencialmente por queijos, enchidos tradicionais, presunto beirão, azeite, mel, vinhos, doces e bolos, todos eles da região da Serra da Estrela. “Os produtos desta região da Serra da Estrela são de ótima qualidade e garantidamente os melhores de Portugal”, afirma orgulhosamente. Quanto ao mercado, é essencialmente Português “É um negocio familiar e como o espaço é pequeno não há produtos aqui na zona em quantidade suficiente para se exportar. Vivemos à base do produtor tradicional, temos cerca de 20 produtores locais e é aí que vamos buscar os produtos, não optamos por produtos de grandes industrias.”

A marca, Queijo Celorico da Beira No seguimento de mercado, determinou que a melhor maneira de crescer em época de crise foi sair de zona de conforto e reforçar o posicionamento com a nova marca, Queijo Celorico da Beira ”Uma divulgação na ligação do nome da Vila e o Queijo juntos dos consumidores”.Esta

iguaria, posteriormente registada já é uma marca nacional, adquiriu parcerias e levou a um crescimento gradual de notoriedade e desenvolvimento local “O queijo é um cartão-de-visita de Celorico da Beira, desempenha um papel de grande importância na economia local”.

Autenticidade inconfundível de sabor a Serra Este produto tem a particularidade de derivar de uma privilegiada zona dos pastos verdejantes, com um clima muito específico, que confere ao produto final um aroma e paladar inconfundível, é a delicia para qualquer apreciador. É mesmo assim que descreve o queijo “É uma receita tradicional, com garantia de qualidade de 100% leite de ovelha, cardo, sal e o talento secular de o saber fazer. Quem compra mantem-se fiel ao Queijo Celorico da Beira, não tem existido reclamações. O queijo agrada pela sua qualidade”, acrescenta. De textura e o sabor requintado é um elemento fundamental na gastronomia Portuguesa, obedecer a requisitos de qualidade de um produto 100% Português “É identificado em todos os queijos o selo «Portugal Sou Eu» permitindo ao consumidor identificar a origem de ser um produto Português.” O proprietário admite que nem todos os produtos de excelente qualidade têm condições para aceder a novos mercados a um preço competitivo “Só é vantajoso se o consumidor reconhecer e associar a qualidade ao produto. Os queijos das grandes superfícies podem ter um preço mais em conta, mas em nada se iguala a um queijo genuíno, o paladar é diferente devido ao fabrico.”

A aposta no online O catálogo com todos os produtos está na página da internet www.saboresdaserra. com e é possível fazer encomendas através da loja-online em todo país. O cliente pode, assim, comprar a partir do conforto da sua casa, e em 24 horas tem os produtos disponíveis para consumo, apenas por um custo do transporte acrescido “A página tem tido muitas visitas, e os clientes de distantes compram porque preferem a qualidade, apesar acrescer os portes de envio, compensa, demora apenas um dia a receberem os produtos.”

O caso de sucesso Aquilo que começou por ser hobbie tornou-se depressa numa atividade aliciante para José, que refere que o balanço é positivo e o volume de negócios tem crescido. “Pretendo dar a conhecer aos turistas e a todos os que passam pela terra produtos de excelência de Celorico da Beira. Estou de portas abertas, mas a afluência nestes últimos anos é cada vez menor, tem havido falta de turistas no interior do País.” Para José, o futuro passa por continuar este negócio ainda com mais dinamismo e manter a comercialização destes produtos emblemáticos endógenos da terra. Termina deixando uma mensagem a todos: “Venham a Celorico da Beira conhecer o património histórico, a gastronomia beirã, e claro provar os produtos da Serra da Estrela do nosso espaço Sabores da Serra, provem e tirem conclusões”. Rua Sacadura Cabral, 63 | 6360-350 Celorico da Beira Tel: 911 537 700 Email: geral@saboresdaserra.com www.saboresdaserra.com

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A BARRAQUINHA DO RIJO

“ONDE O MAR COMEÇA E OS SENTIDOS DESPERTAM” Em conversa com a revista Business Portugal, o responsável pela Barraquinha do Rijo, Fernando Castro, conta tudo sobre o melhor peixe na brasa, por ele servido, sempre com simpatia.

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Elsa Maia e Fernando Castro, proprietários

“Tudo o que vem do mar, do dia, salta para aqui, fresquinho”. 128 | Revista Business Portugal março 2018

ituado junto à lota da praia de Angeiras, Matosinhos, é aqui que pode comer o melhor peixe, sempre fresco. Há cerca de três anos que Fernando Castro e a esposa, Elsa Maia, tomaram conta do espaço. Desde então tornou-se paragem obrigatória para aqueles que se querem deliciar com o melhor da comida portuguesa. Esqueça o bife, aqui a especialidade é peixe. Numa sala simpática é apresentada uma vitrina que surpreende com a quantidade, variedade e qualidade das espécies de peixe. A si só lhe compete chegar e escolher qual saborear. Todos frescos, diz Fernando Castro que “tudo o que vem do mar, do dia, salta para aqui, fresquinho”. A Barraquinha do Rijo não guarda stock de peixe, não há nada congelado. Do mar, passa pela brasa e chega à mesa do cliente. O peixe mais requisitado é o rodovalho. Acompanhado de um arroz malandrinho de tomate ou, se preferir, batata à murro com legumes salteados. No verão, há uma tendência para trocar por uma salada mista. O calor pede-o e a Barraquinha do Rijo satisfaz as vontades dos clientes. Além deste peixe, pode aqui encontrar ainda robalo, douradinha, espetada de lulas, entre outros. Dispõe também de

uma boa ementa de marisco e entre os cozinhados de tacho pode degustar um maravilhoso arroz de marisco ou de tamboril, com amêijoa, berbigão, camarão e mexilhão. Para acompanhar a refeição tem disponível uma carta de vinhos 100% portuguesa. Aqui primam pelo que é nosso e como diz a expressão “o que é nacional, é bom”. “Vinhos de excelente qualidade”, descreve o empresário. “Temos sempre produtores, como a Niepoort, que são clientes da casa e têm uma gama muito boa”, acrescenta o mesmo. Para terminar a refeição pode contar com doces variados. De lamber os dedos, pode escolher entre o cheesecake de forno, o folhado de morango ou um pão- de-ló, diferente do comum, entre outros. A Barraquinha do Rijo não pretende abrir uma nova casa. Se o serviço prestado for bom, uma só chega. E ninguém questiona a qualidade deste espaço. O mesmo recebe clientes de todo o Portugal: Matosinhos, Guimarães, Braga, Coimbra, entre outras cidades. “Temos muitos clientes fixos e a maior parte nem sequer é daqui. Muitos vêm em trabalho e ligam ‘Olha tem aí uma mesinha para mim?’”, revela Fernando Castro. Este considera que a restauração não é uma área fácil, porém é gratificante pelo contacto com as pessoas e as amizades que dali se criam.


A BARRAQUINHA DO RIJO

O espaço antes era já um restaurante, mas o aspeto era sombrio. Muito escuro e feio. Fernando Castro e Elsa Maia decidiram fazer obras de restauração e, para o efeito, contaram com o apoio de Marta Sarsfield Barros, arquiteta de renome, com morada em Cascais. A mesma deu luz à sala, decorou-a com a vitrina já acima referida, uma prateleira de vinhos e proporcionou uma vista para o grelhador. “As pessoas gostam de ver o peixe ali na brasa”, conta o empresário. Em alturas de Natal e Páscoa, entre outras datas, o espaço é decorado conforme a circunstância. Com vista no contínuo melhoramento, o casal está já a fazer alterações no espaço, colocando uma garrafeira e janelas de alumínio à volta de toda a sala, proporcionando uma vista panorâmica de Angeiras. Com capacidade para 78 pessoas, a Barraquinha do Rijo espera por si. Como o mercado do peixe se encontra encerrado às segundas-feiras, o casal opta por também não abrir nesse dia. “Se não for para vender peixe fresco, não se vende”, diz Fernando Castro. Aqui preza-se a qualidade, a satisfação do cliente e o melhor da cozinha portuguesa. Do que está à espera para vir conhecer e deliciar-se?

“Temos muitos clientes fixos e a maior parte nem sequer é daqui. Muitos vêm em trabalho e ligam ‘Olha tem aí uma mesinha para mim?”

“ONDE O MAR COMEÇA E OS SENTIDOS DESPERTAM” Situado junto à lota da praia de Angeiras, a barraquinha do Rijo dedica-se a servir experiências motivadas pela tradição portuguesa da melhor forma possível.

Avenida Praia de Angeiras nº 610 4455-035 Angeiras, Porto

T:(351) 935 101 668 E: info@abarraquinhadorijo.pt

www.abarraquinhadorijo.pt www.facebook.com/abarraquinhadorijo

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ÁGUA, SOL, PRAIA E CULTURA: EIS VILA DO CONDE Considerado como um dos mais antigos termos do norte de Portugal e com origens que remontam para lá da data de fundação do território português, Vila do Conde é cidade de água, sol, cultura e urbanidade. Entre ruas antigas e edifícios degradados, caminha-se e vai-se conhecendo o que de mais peculiar esta cidade tem para oferecer: as pessoas são, invariavelmente, o elemento mais importante da cidade. Quer passe pelos tão conhecidos bairros dos pescadores, ou vá à primeira linha de praia e veja as mais bonitas moradias e habitações lá construídas, o povo vila condense é caraterístico pela sua energia e simpatia. A Revista Business Portugal foi até à cidade descobrir cada canto e recanto, desde o tecido sociocultural até às empresas que constituem o tecido empresarial da região. Vila do Conde é, como poderá ver nas páginas seguintes, uma cidade cosmopolita que une a tradição à modernidade, a inovação aos costumes e as pessoas todas com o mesmo objetivo: torna-la num ponto de referência nacional. E para quem é apaixonado por história, poderá sempre visitar o ex-libris da cidade, o Mosteiro de Santa Clara, fundado por D. Afonso Sanches e D. Teresa Martins, no ano de 1318. Já quem tiver gosto pelas sete artes pode optar por ir até ao Teatro da cidade e ficar a conhecer a oferta cultural que Vila do Conde tem. Ponto de passagem fundamental, obrigatório e basilar numa visita à cidade é toda a costa de praia que percorre a linha da cidade, unindo-a à Póvoa de Varzim e fazendo, também, a ligação para a zona do Porto. Os motivos para a visita são mais que muitos e a prova disso encontra-se nas próximas páginas, repletas de empresários que fazem desta uma cidade em movimento e expansão, com capacidade territorial, social e empresarial para aumentar o seu nível de produtividade e resposta às solicitações. Prova disso é a dificuldade que há em encontrar um alojamento na cidade, quer seja a nível hoteleiro, quer procure uma habitação para viver.

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DESTAQUES 130 CENTRO SOCIAL BONITOS DE AMORIM Cuidar dos utentes, zelar pelos colaboradores


CENTRO SOCIAL BONITOS DE AMORIM

CUIDAR DOS UTENTES, ZELAR PELOS COLABORADORES Desde o início de vida até à fase mais avançada, o Centro Social Bonitos de Amorim, na Póvoa de Varzim, apoia todos os membros mais carenciados da população.

Domingos Santos, presidente da direção

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ntre o berçário, creche, pré-escolar, centro de atividades dos tempos livres e centro de estudos, são cerca de 300 crianças à responsabilidade do Centro Social Bonitos de Amorim. Por sua vez, apoia 100 idosos, distribuídos pelas respostas sociais de centro de dia e serviço de apoio domiciliário. A promoção do desporto na freguesia é também da responsabilidade desta Instituição, que conta com cerca de duzentos atletas nos diversos escalões e modalidades, entre os quais se destaca a equipa federada de futebol feminino. O grande marco no desenvolvimento sociocultural desta comunidade é o Grupo de Danças e Cantares do Centro Social Bonitos de Amorim, que mantém viva a história do seu povo. Em falta está uma estrutura residencial para pessoas idosas, para a qual já têm terreno e prevê-se que esteja em fase inicial de construção no início do próximo ano. Domingos Santos pretende levar a iniciativa até ao fim, “por uma questão de continuidade” e depois, quem sabe, será ele próprio um

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dos residentes do lar, comenta o Presidente da Direção em tom de brincadeira. De facto, Domingos Santos ocupa o seu cargo há cerca de 21 anos. No final deste ano haverá eleições e o atual presidente só tenciona recandidatar-se caso “não surjwa mais ninguém para o cargo”. Um candidato terá de mostrar vocação e vontade em combater as dificuldades diárias habituais na gestão de uma IPSS. “Tenho a lucidez de não ficar no cargo para além das minhas capacidades”, expõe sensatamente o nosso interlocutor. Recentemente, entrou em vigor a legislação que permite, respeitando determinadas condições, aos presidentes da direção de uma IPSS obterem salário pelas suas funções na instituição. Ora, no Centro Social Bonitos de Amorim o presidente da Direção fez questão de que essa mudança não ocorresse. “O meu sucessor terá de assumir o cargo sabendo que não tem ordenado. Pode, posteriormente, levar o assunto a Assembleia Geral para ser discutido e alterado, mas para

já é assim que prevalece”, afirma. Só desta forma “se garante vocação para o serviço social no candidato”. Domingos Santos orgulha-se de ter levado a cabo algumas obras que potenciaram as capacidades do Centro Social, entre elas o alargamento do edifício atual (que aumentou a sua capacidade em 80 por cento), a transformação do espaço que é atualmente o centro de dia e ampliação e restauro do posto médico, com o intuito de agregar os serviços do centro de estudos. Todavia, continua a existir lista de espera para usufruir dos serviços desta instituição. Para além da mais-valia enorme no apoio aos utentes, o Centro Social emprega 54 colaboradores. Também garante, ainda, alimentação e medicação gratuita a algumas pessoas carenciadas da freguesia. Para terminar, Domingos Santos gostaria que “aparecesse alguém com vontade, que zelasse pelos colaboradores e pelos utentes, e que desse continuidade a esta obra que é essencial para a freguesia, para o concelho e para a população”.


JANSSEN PORTUGAL

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Revista Business Portugal Março'18  

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