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Anuรกrio 2020

Anuรกrio

2020 Cristina Ramalho Instrutora Associada da The Reconnection LLC O rosto da Reconexรฃo em Portugal

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“A liderança, atualmente, para qualquer líder, deve ser horizontal, movida pelo exemplo, pela capacidade de inspirar e movimentar quadros e não pela autoridade desmedida ou impor o medo. Torna-se fundamental, nos dias que correm, adquirir ferramentas necessárias para uma liderança eficaz” Nelma Fernandes, Empresária

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ÍNDICE

EDITORIAL

2020 foi um ano com grandes desafios. Este é o culminar de meses de trabalho, dedicação e resiliência. Podemos fechar o ano com a sensação de termos dado o nosso melhor. E o resultado está à vista: uma edição premium de que muito nos orgulhamos. Nesta edição, fomos, mais uma vez, ao encontro de empresários que mostraram criatividade, inovação, empreendedorismo, resiliência e dinamismo, visão e know-how para impulsionar o país. Passado, presente e futuro unem-se no tema Esperança 2021, onde traçamos um balanço do ano 2020, percebemos o segredo de sucesso, em tempos de desafios, e perspetivamos o ano que se avizinha. Inspiradora, especial e repleta de significados, a esperança é um sentimento partilhado por todos os líderes e empresários que damos a conhecer nesta edição especial. Em plena época de festividades, em muitas casas celebradas à distância, sem muitos dos seus familiares, sem o aconchego, o abraço, o beijo e o toque daqueles de que mais gostamos. Porém, cabe a cada um de nós manter vivo o espírito desta época do ano. Esperamos que as páginas seguintes o inspirem, tal como inspiram a nós. Boas Festas, Feliz Ano Novo e, como sempre, boas leituras!

Revista Business Portugal

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Anuário 2020

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

ESPECIAL SAÚDE

LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

ESPECIAL ALGARVE


NOMINATED 2021

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DAILY DAY

É UMA MARCA PORTUGUESA COM CERTEZA Em 2014 era registada a marca Daily Day, quando já havia um background bem mais vasto. Fruto de uma cultura familiar, ligada ao têxtil, a marca, que estava virada para mercados externos, viu o jogo virar em 2020. Em entrevista à Revista Business Portugal, Filipe Prata, Diretor-Geral da Daily Day, falou-nos da empresa que produziu das primeiras máscaras sociais a serem certificadas pelo CITEVE. Recuando até 1934, vemos o início do percurso da família Prata no sector têxtil. O avô do nosso entrevistado, Manuel Prata, decidiu tirar o curso de Alfaiate, no Porto, tendo praticado a profissão toda a vida. Pai de cinco rapazes e cinco raparigas, passou o legado e, especialmente os rapazes, foram treinados na alfaiataria. Alguns desses criaram indústria, incluindo Emanuel Prata, o pai do nosso entrevistado, que criou a sua primeira empresa em 1981: a Prata & Borges, hoje conhecida como Daily Day Studios. Apesar da terceira geração da família ter seguido áreas distintas, os irmãos Filipe Prata, Ana Prata e Mário Prata, acabaram por se aproximar do negócio da família há cerca de dez anos e, desde então, o negócio tornou-se praticamente 100 por cento exportador. Sendo objetivo criar uma marca própria, em 2014, a Daily Day nasce para o mundo, marcando presença on-line, mas também física. Neste momento, a fábrica está sediada em Paços de Ferreira, havendo mais dois espaços no Grande Porto: uma loja no CC Bombarda, no Porto, e um centro de operações para a loja on-line, que também comporta loja, no Parque Urbano de Ermesinde. Como nos explica Filipe Prata, pode-se dividir o core business da empresa em duas fases: no pré e pós-Covid. “Antes da Covid, o private label ocupava cerca de 80 por cento do negócio, essencialmente para a Europa, EUA e Japão. Com a chegada da Covid, o private label praticamente desapareceu e tivemos de pensar no que fazer. Quando saíram as regras para as máscaras sociais, começámos, de imediato, a trabalhar incansavelmente e acabámos por estar no primeiro anúncio de máscaras certificadas. Sendo a única empresa industrial de vestuário e estruturada para vender no imediato no on-line, conseguimos dar uma resposta muito rápida, apesar de alguns percalços sentidos, causados pelo excesso de tráfego no site.” 6 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Desta feita, a Daily Day começou a produzir novos produtos e a virar-se para o mercado nacional para dar a volta à crise que estava a bater à porta, mas também para dar resposta a uma necessidade eminente do momento. Com o empenho de toda a equipa, a Daily Day conseguiu assegurar respostas rápidas e isso, segundo o nosso entrevistado, também se deveu à cultura da empresa. “A nossa equipa tem algumas características que acabam por ser benéficas nas adversidades. Fazem parte da Daily Day pessoas das mais diversas áreas, o que nos alarga os horizontes e nos faz reagir sem vícios… isso fez-nos entender, imediatamente, que tínhamos de ser nós a criar uma solução. A partir do momento que vimos qual iria ser o percurso de 2020, conseguimos implementar o nosso plano num curtíssimo espaço de tempo.” E, se há coisa fundamental numa indústria tão exigente como a do têxtil, é a “agilidade e rapidez de reação à adversidade”, como nos explica Filipe Prata, que sublinha ainda a importância de “ter a competência necessária para lidar com multiculturalidade. “Nós temos de levar Portugal até povos completamente diferentes, ao mesmo tempo que temos de compreender o que é que cada uma dessas culturas tem para negociar connosco. Temos de estar muito disponíveis para compreender outras culturas e compreender as propostas, de forma a conseguir dar respostas. Aliado a isto, temos de ter a velha resiliência… devemos entender a realidade que nos é imposta e trabalhar com ela”. Proteção, conforto, sustentabilidade Desde a primeira hora que o foco se virou para as máscaras, o objetivo da Daily Day era desenvolver um produto adequado: tinha de ser seguro, confortável e sustentável. Hoje, a Daily Day já produziu dois milhões de máscaras para Portugal e continua na


primeira linha de inovação de produto e de venda de máscaras reutilizáveis. “No arranque, sabíamos que íamos ter muitas propostas em poliéster, mas nós não estávamos minimamente entusiasmados com essa ideia. Quando encontrámos uma matéria-prima adequada – um algodão de altíssima qualidade –, começámos a aventura com as máscaras nível 3, que foram muito bem aceites pelos clientes.” Posteriormente, também com base no algodão, a empresa começou a trabalhar nas máscaras nível 2. “Continuámos a usar o algodão topo de gama, dos melhores do mundo, mas tivemos de utilizar algum poliéster. No interior da máscara há um TNT feito em Portugal, desenvolvido em específico para esta máscara, mas como nos propomos a continuar a trabalhar e evoluir, já temos em laboratório máscaras nível 2, também elas 100 por cento algodão”, adianta-nos Filipe Prata. E, estando nós a desenvolver hábitos de proteção respiratória, o nosso entrevistado acredita que, mesmo quando ultrapassada a problemática Covid, vão continuar a haver pessoas a utilizar máscaras, a fim de se protegerem de patologias respiratórias. Usando o exemplo dos óculos de sol, ainda atira: “Uma proteção do sol, passou a moda. Ora, o que é também isto das máscaras enquanto moda? A pensar nisto, introduzimos um novo produto, que acaba por ser uma evolução das máscaras: a gola nível 2. Inspirámos o desenho desta coleção nas golas para andar de mota ou de ski, incluindo proteção certificada”. A utilização das máscaras veio levantar outras questões, como: onde as devemos colocar quando não estamos a precisar delas? Assim, a Daily Day desenvolveu acessórios para tornar a utilização das máscaras mais adequada. “Começámos a fazer porta-máscaras em malha, com uma proposta minimalista. Depois, em parceria com duas empresas da indústria de moldes, criámos uns porta-máscaras em plástico reciclável. E, com a nossa própria experiência, percebemos que também fazia sentido criar as fitas, que são iguais às fitas que se usam nos óculos. Fomos desenvolvendo estes produtos à volta das máscaras, de forma a facilitar a sua utilização e não utilização.”

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DAILY DAY

A prevenção é um ato de amor O mês de outubro foi o mês de Prevenção do Cancro da Mama e, por sua vez, o mês de novembro foi o mês de Prevenção do Cancro da Próstata. Desde o início da pandemia, o rastreio e prevenção de doenças não-Covid acabaram por ficar um pouco em suspenso. Como tal, de forma a alertar a população e também pelo sentido de responsabilidade social, a Daily Day associou-se à Liga Portuguesa Contra o Cancro – Núcleo Regional do Norte – numa dupla campanha de Apoio no Rastreio do Cancro da Mama e Cancro da Próstata. Ainda vai a tempo de ajudar! Até ao dia 31 de dezembro, por cada máscara vendida – em duas cores específicas: rosa velho e azul claro –, será feito um donativo no valor de 50 cêntimos. Universo Daily Day O universo Daily Day vai muito para além das máscaras e acessórios pandémicos. A Daily Day veste pessoas e veste casas! Assumindo-se como uma marca para o dia a dia, a proposta da Daily Day é ter produtos para o consumidor usar no quotidiano, sendo eles de qualidade, duradouros, feitos em Portugal e com um preço acessível, mas justo. “Apesar de sermos industriais de vestuário, estamos a desenvolver parcerias com distintas indústrias portuguesas, como a da cerâmica ou a dos moldes, de forma a trazer novos produtos”, conta-nos Filipe Prata. Para além dos produtos enumerados anteriormente, no vestuário, a Daily Day disponibiliza a secção de senhora e homem, sendo que “nas lojas físicas temos uma coleção bem maior do que na loja on-line, por entendermos que determinadas peças têm, definitivamente, de ser experimentadas antes de compradas. Por isso, na loja on-line acabamos por ter produtos mais versáteis”, explica. Ainda no vestuário, e tendo em conta que o mundo deu uma volta de 180 graus, a marca vai lançar em breve uma coleção homewear. Como nos explica o nosso entrevistado, “com a chegada do teletrabalho que, quiçá, nalguns casos veio mesmo para ficar, é 8 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


FEMA

necessário criar vestuário adequado para se estar, confortavelmente, em casa e que, ao mesmo tempo, dê para ir fazer umas compras ou para ir passear os nossos animais de estimação”. Por outro lado, por consequência de passarmos mais tempo nos nossos lares, a nossa relação com as casas também mudou. Então, de forma a acompanhar a tendência, a Daily Day desenvolveu ainda uma secção para a casa. “Temos desde loiças, talheres, acessórios como porta-guardanapos, entre outros. Estamos agora a chegar a produtos em madeira de alta qualidade… vamos ter um leque de produtos para a casa, sempre na ótica da utilização.” Claro que o primeiro produto a ser desenvolvido na coleção da casa foi da indústria têxtil: aventais, que vão agora chegar também às crianças! “Vamos desenvolver um kit “mini-chefe”, para que os mais miúdos se divirtam.” A Portugal, aos portugueses: obrigado! A Daily Day passou a ser mais conhecida, pelos portugueses, pelas máscaras, ao mesmo tempo que a marca passou a conhecer melhor o mercado nacional quando os mercados externos se fecharam, tornando-se os portugueses fundamentais para manter o negócio neste momento atípico. Por isso, Filipe Prata expressa a sua gratidão. “Nós não estávamos de costas voltadas para Portugal, até porque o nosso princípio era exportar para trazer dinheiro para o país, mas estando os mercados de exportação praticamente encerrados, conseguimos ter abertura para a marca em Portugal. Conseguimos manter a empresa com saúde e com o cliente português e, por isso, sentimo-nos agradecidos aos portugueses e à cultura portuguesa. Por tudo isto, daqui para a frente vamos lá para fora com, ainda mais, Portugal às costas. Sempre que vou fazer negócios no estrangeiro, sinto-me um embaixador de Portugal e daqui em diante vou ainda mais português”, afirma, orgulhoso, Filipe Prata. E, se a Daily Day quer voltar a ir lá para fora e levar produtos da indústria portuguesa para o mundo, porque foi desenhada para, precisamente, ser uma marca portuguesa virada lá para fora, Filipe Prata não esconde o entusiasmo com o mercado nacional. “Estou ansioso e animado para ver o desenrolar dos próximos anos em Portugal.” Em jeito de remate, Filipe Prata diz que o futuro passa por aventuras por terras não conhecidas e não dominadas, mas isso não é algo que assuste. “O que há de mais assustador que a presente realidade? O que é que nos resta? Acreditar que vamos continuar a ter força até ao infinito. Esta é uma guerra que vamos ter de vencer e quando o empenho é mesmo muito grande, a sorte tende a existir.”

www.daily-day.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 9


Esperança 2021 Ninguém esperava ter que remarcar eventos especiais, viver datas comemorativas longe da família ou dos amigos e reinventar a vida, a partir da janela e da porta de casa, ou do ecrã de aparelhos eletrónicos, mas 2020, mostrou ser um ano de grandes desafios, não só pessoais, mas também profissionais. As empresas e os seus empresários movidos pelo seu esforço, trabalho, dedicação, espírito de sacríficio, resiliência e esperança, souberam trilhar o melhor caminho para as suas organizações, sabendo que readaptar, reinventar, refazer, retomar e redirecionar, fazem parte de uma realidade nova e necessária para vencer os obstáculos e desafios. As empresas souberam reposicionar-se, quebrar métodos e paradigmas, colocando à prova a sua capacidade de adaptação, de reinvenção e superação, de uma forma notável, mostrando-se mais fortes, com um espírito mais combativo e com uma vontade férrea de fazer mais e melhor. Ao chegarmos ao final de um ano atípico, repleto de adversidades e desafios, a aprovação das primeiras vacinas contra a Covid-19 são uma excelente notícia, tanto pelo efeito médico/terapêutico que detém, mas acima de tudo, pelo efeito psicológico, porque transmite a esperança de que, como tudo na vida, também esta pandemia passará. É este sinal de esperança que todos nós precisamos, bem como o regresso a uma realidade económico-social que nos seja mais familiar e que se assemelhe à nossa ‘vida normal’. “O ano de 2021 vai ser o ano da recuperação e da retoma”. Quem o diz é Pedro Siza Vieira, ministro da Economia, admitindo que a situação só se irá normalizar depois de resolvida a questão da pandemia, mas foi salientando que o final de 2020 trouxe já “duas boas notícias”: o início dos processos de vacinação à Covid-19 e o acesso ao orçamento plurianual da União Europeia (UE) para o período 2021-2027 (no montante de 1,07 biliões de euros) e ao Fundo de Recuperação (de 750 mil milhões de euros), já no início de 2021. Com o novo ano que se aproxima, é hora de renovação e mudança de ciclos. Neste ponto, manter a confiança pode ser o primeiro passo para transformações importantes. É com este espírito e esta atitude que perspetivamos o novo ano e levamos até si os melhores exemplos de líderes, empresários e empreendedores que acreditam, esperançosamente, num 2021 cheio de oportunidades e conquistas.

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CONTINUE A LER-NOS EM 2021.

Boas Festas !

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ARTIGO DE OPINIÃO | ANTÓNIO SARAIVA

ACELERAR A RECUPERAÇÃO

Em 2020,

as nossas atenções estiveram focadas no curto prazo: na urgência da salvaguarda da saúde pública e na urgência em preservar a sobrevivência do maior número possível de empresas. Este sentimento de urgência mantém-se, numa altura em que as recentes medidas de combate à segunda vaga da pandemia estão a travar, novamente, a atividade produtiva, por um período que ainda não é possível determinar. Nesta dupla exigência, é necessário que as medidas tomadas, para combater a pandemia, sejam consistentes, ponderadas e devidamente fundamentadas, sob pena de provocarem danos profundos na economia e na sociedade. É, também, necessário reforçar e reorientar as medidas temporárias, com o objetivo de sustentar a tesouraria das empresas, de modo a evitar um colapso da oferta, face ao qual, não haverá estímulos à procura que evitem o aumento do desemprego e o consequente agravamento da crise social. O Governo parece já ter tomado consciência da necessidade de ser mais ambicioso nos apoios às empresas, depois de ter apresentado um Orçamento, particularmente, dececionante neste domínio. O conjunto de medidas, já anunciado, vem, embora tardiamente, no bom sentido, nomeadamente pela sua componente a fundo perdido, há muito reclamada, mas revelam-se ainda insuficientes. É preciso torná-las mais robustas, eficazes e abrangentes. É preciso operacionalizá-las com urgência. Este foco no imediato não nos dispensa de delinear estratégias de médio e longo prazo, para reforçar e acelerar a recuperação. Mas, se descurarmos estas medidas de emergência, não é apenas o curto prazo que está em jogo. Quando finalmente vencermos a pandemia, temos de ter empresas capazes de cumprir o papel fundamental a que são chamadas para a recuperação. Se, entretanto, as empresas forem esquecidas, é a própria recuperação que estará em causa. Simultaneamente, é necessário desenvolver e aprofundar não apenas o Plano de Recuperação e Resiliência, mas toda uma estratégia económica, que tenha em conta duas grandes preocupações distintas, mas compatíveis: por um lado a preservação do tecido produtivo existente; por outro, a reorientação do nosso modelo de crescimento e de desenvolvimento económico e social, em coerência com as opções

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António Saraiva, Presidente da CIP

estratégicas europeias, mas enfrentando os problemas que travam, e nalguns casos bloqueiam, a produtividade e o crescimento da nossa economia. Para tal, os recursos de que vamos dispor a partir do próximo ano – mais abundantes, mas sempre escassos – deverão ser alocados para robustecer as empresas, através de instrumentos dirigidos à sua capitalização, do estímulo a fusões e concentrações, de uma forte aposta na formação para qualificar e requalificar os nossos recursos humanos e da sua capacitação para responder às prioridades definidas ao nível europeu em termos de transição climática e transição digital. Apesar das perspetivas sombrias para os próximos meses, mais de metade das respostas do último inquérito às empresas, levado a cabo pela CIP em parceria com o ISCTE, através da sua rede associativa, indicaram a intenção de manter (ou mesmo aumentar) o investimento, em 2021, face a 2019. Esta postura das empresas contrasta com o argumento de alguns, de que o foco deverá estar no investimento público em detrimento do estímulo ao investimento privado por, supostamente, não se poder pedir ao setor privado que invista mais, numa conjuntura negativa. A este argumento, é preciso responder que qualquer estratégia de recuperação económica só terá sucesso com base no investimento empresarial, devendo, por isso, acionar os instrumentos que criem condições propícias a esse investimento. Mais do que uma vez, as empresas deram provas da sua resiliência em situações adversas. A recuperação da economia, já em 2021, será tanto mais rápida e mais forte quanto a política económica for capaz de potenciar essa resiliência.


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PROTEÇÃO COVID-19 | IMPETUS

CRIAÇÃO DE VALOR, INOVAÇÃO E QUALIDADE

M

anuel Torres, Diretor Comercial da Impetus, em entrevista à Business Portugal, destacou os pilares do sucesso empresarial, a aposta na inovação e o compromisso com a qualidade e a sustentabilidade.

Como é que o Grupo Impetus se tornou numa das empresas líderes no setor têxtil a nível mundial? O Grupo Impetus nasceu em 1973, tendo crescido todos os anos de uma forma sustentável no mercado global, evidenciando uma elevada capacidade de inovação tecnológica e de design, alicerçada numa equipa de forte competência técnica orientada ao cliente. Desde 1990, que a Impetus tem vindo a investir em design e I&D, empregando pessoal qualificado. Sendo uma empresa vertical, com o seu próprio departamento de design, desenvolvimento de produtos, tecelagem de elásticos, tricotagem de malhas, tingimento, acabamento, confeção e logística, a Impetus tem fortes vantagens competitivas, tanto nas suas capacidades no domínio do desenvolvimento de novos produtos inovadores como de controlo de qualidade. A nossa estrutura vertical, o know-how dos funcionários, a qualidade dos materiais, o desenvolvimento do produto aliado a uma forte capacidade logística, permitem-nos assim explorar as oportunidades existentes, fortemente diferenciadas pela tecnologia, pela moda e criatividade e pela intensidade de serviço. A otimização da produção e da logística, suportados pelo desenvolvimento de sistemas de informação eficientes, inseridos numa estrutura de absoluta integração vertical, com grande enfoque na inovação e na mais avançada tecnologia têxtil, dotam a empresa de uma maior capacidade para melhor enfrentar a concorrência global. A que se deve a excelência dos vossos serviços e produtos? A empresa tem como um dos grandes pilares do seu sucesso empresarial a confiança dos parceiros comerciais na qualidade dos produtos e no serviço prestado. A excelência dos serviços e 16 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

produtos é resultado de todos os esforços em colocarmos sempre o consumidor no centro das nossas atenções. Todos os produtos são pensados tendo como foco a criação de valor para o consumidor, que vai desde o design, à forma e estética, mas também ao conforto, vestibilidade e durabilidade dos nossos produtos. Antes de lançarmos um produto no mercado certificamo-nos de que esse cumpre rigorosamente todos os elevados padrões de qualidade. Assumimos assim uma proatividade por antecipação de tendências de moda, com a conceção e desenvolvimento de coleções inovadoras, atrativas e que superam as expectativas dos nossos consumidores, através da criação de produtos inovadores que, para além do fator moda, possuem características funcionais excecionais. O que levou a Impetus a criar um projeto de máscaras de proteção social têxteis reutilizáveis? A escassez de produtos técnicos de proteção para fazer face a esta crise epidemiológica, obrigou a indústria a uma enorme capacidade de adaptação e a Impetus não foi indiferente a este desafio. Numa primeira fase, adquiriu e produziu diversos produtos de proteção individual de forma a apoiar inúmeras instituições locais no combate à pandemia. Para além disso, preocupou-se em desenvolver formas de proteção para minimizar a propagação do vírus, tanto nas suas instalações como na vida individual dos seus colaboradores. Foi neste momento que surgiu o desafio de desenvolver uma máscara têxtil de proteção para uso social. No decorrer da investigação e desenvolvimento das máscaras sociais, a Impetus preocupou-se com três pilares muito importantes: a eficiência da proteção, o conforto e o impacto ambiental. Neste sentido, o desenvolvimento focou-se na sustentabilidade, onde pretendíamos um produto reutilizável de elevada duração, ou seja, elevada resistência ao desgaste ao uso e às lavagens, sem colocar em causa a proteção e conforto do produto. Quais são as características diferencadoras da máscara Impetus? A maior preocupação do departamento de investigação foi o cumprimento dos requisitos legais definidos e a sua acreditação por laboratórios certificados. A Impetus utilizou as suas boas relações com diversos centros de investigação a nível nacional e internacional para testar os desenvolvimentos, tendo realizado ensaios no Citeve, na Universidade do Minho (Portugal), no ISQ (Portugal), no AITEX (Espanha) e na DGA (França), para conseguir apresentar ao mercado um produto, verdadeiramente, inovador, confortável, protetor e reutilizável, que cumprisse com todas as especificações. Outro desafio, foi o mercado das matérias-primas que correspondessem às características que pretendíamos e voltadas para as reais necessidades dos produtos. No entanto, construiu-se uma estrutura de I&D, capaz de identificar e responder aos desafios colocados, considerando essas necessidades e os avanços científicos e tecnológicos que se têm verificado em diversos domínios, como os materiais, as arquiteturas fibrosas e a funcionalização de materiais, com base nas oportunidades identificadas. A verdade é que chegamos a um produto anatómico, com uma respirabilidade 2 vezes maior do que exigido para estes produtos e com uma duração


comprovada superior a 50 lavagens. Para além disso, a camada em contacto com o rosto dá a sensação de seco e fresco durante a sua utilização, melhorando a sua usabilidade. A Impetus reconhece que as pessoas são a essência de todo o seu trabalho. De que forma faz esse reconhecimento? A IMPETUS é resultado de uma equipa, constituída por pessoas, com qualidade, motivadas, flexíveis e capazes de se adaptar às mudanças, no contexto dinâmico que vivemos nos dias de hoje e, por isso, preocupamo-nos que os nossos colaboradores sejam consistentemente, reconhecidos, auferindo uma remuneração justa e competitiva, mas também através da disponibilização de um pacote de compensações e benefícios que nos distingue, positivamente, quer no sector, quer na região onde operamos, o qual inclui, por exemplo, um Prémio Anual de Desempenho e seguro de saúde para todos os colaboradores, mas também pela adoção de políticas sociais distintivas, onde disponibilizamos aos nossos colaboradores bolsas de estudo, programas de ginástica laboral, subsídio de infantário, prémios de antiguidade, transporte, que acreditamos

aumentar o sentimento de pertença, de orgulho, confiança e de motivação por parte dos nossos colaboradores em relação à empresa. Este esforço foi reconhecido pela certificação de responsabilidade social SA8000, sendo das poucas empresas deste sector a possuir esta mesma certificação. 95% da produção da Impetus destina-se à exportação. O mercado português é cada vez mais procurado? A limitada dimensão do mercado português foi a principal razão para a nossa internacionalização, pois uma empresa com a nossa dimensão tem de operar no mercado global, mas o mercado português nunca deixou de ser, no entanto, um dos principais mercados para a nossa marca. Temos uma empresa de distribuição dedicada a 100 por cento ao mercado português, com vendedores que cobrem todo o território nacional, onde estamos presentes nas lojas de retalho multimarca e temos uma carteira de clientes ativos muito significativa e muito leais à Impetus. Sentimos que o Made in Portugal é uma mais-valia no nosso sector, sendo sinónimo de inovação e qualidade, o que facilita o nosso trabalho comercial ao nível de produção em private label. Que podemos esperar para o futuro da Impetus? O Grupo orgulha-se de ser uma empresa vertical e de base familiar, com aposta na marca portuguesa, em tecnologias de ponta, no uso eficiente de recursos e novas dinâmicas de inovação, sem descurar a sua responsabilidade social, ambiental e económica. Neste sentido, o Grupo Impetus pretende reforçar os seus valores ideológicos e continuar o seu alinhamento estratégico em prol da sustentabilidade, que é baseada em três grandes pilares: responsabilidade social, responsabilidade ambiental e viabilidade económica. Estamos preocupados com o futuro e este está, seguramente, relacionado com a sustentabilidade e a digitalização, onde o nosso foco está no desenvolvimento de produtos inovadores com uma base de eco-design, sendo que temos uma preocupação genuína com a inocuidade das soluções desenvolvidas para o meio ambiente, bem como com a responsabilidade social e económica. Neste sentido, a Impetus procura, no futuro, ter uma abordagem baseada em cinco pilares estratégicos: sustentabilidade, responsabilidade social, transparência e rastreabilidade, inovação e qualidade.

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Líderes e Empresárias de Sucesso

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Perante um cenário económico incerto, instável e imprevisível, as mulheres estão, mais do que nunca, determinadas em alcançar cargos de liderança! Esta mudança é resultado das sinergias entre as oportunidades que têm conquistado e a alteração de consciência da própria mulher. A luta foi difícil, mas a sociedade, e o mundo empresarial em específico, já reconhece que o profissionalismo não se define pelo género, mas sim pelo mérito, pela dedicação e pela paixão que cada um de nós dedica nas suas profissões. Embora ainda com algumas mudanças por fazer, a igualdade de salário e as oportunidades de ascender a cargos mais elevados, são desafios já quase ultrapassados. A visão complexa, intuitiva e detalhada confere à mulher um estilo de liderança único e um ponto forte no mercado profissional, que lhes permite tomadas de decisões assertivas. De facto, a mulher está a pagar o preço de um passado, não muito distante, e por isso o progresso é lento, mas positivo! Pela sua natureza, a mulher enfrenta os problemas com muita garra e determinação e, por isso, a pandemia não foi, de todo, um entrave à sua afirmação no mercado, pelo contrário, fez com que a confiança da mulher, no seu trabalho, crescesse exponencialmente. O ano de 2020 foi um ano de empoderamento da mulher e da sua afirmação na liderança, mas 2021 será, com certeza, um ano ainda melhor. A luz ao fundo do túnel está cada vez mais próxima e prova disso são os exemplos de líderes que trazemos nesta edição. Confiança, inovação e resiliência são as palavras-chave que destacam para o sucesso de todas as mulheres no mundo empresarial.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | NELMA FERNANDES

O ano de 2020 foi, sobretudo, um ano de desafios, nomeadamente no mundo empresarial. Como empresária, quais são para si, as palavras-chave para o sucesso de uma empresa? O ano de 2020 foi, efetivamente, um ano de desafio extremo a vários níveis. Desde a chegada da pandemia, às medidas que se seguiram, aos reajustes constantes por se tratar de algo novo, desconhecido e inesperado, passando pela adaptação a novas realidades e métodos de trabalho destintos aos habituais, que gerou uma onda de incertezas bastante acentuada no tecido empresarial. Penso que, nesta fase, a palavra de ordem seja alicerçar as bases, fazer um diagnóstico consciente, priorizar o que, efetivamente, faz sentido, optar sempre por uma comunicação interna muito transparente e estar atento a novos mercados e oportunidades. A poção mágica para o sucesso é criar algo que seja necessário para o mercado, construir uma equipa capacitada e eficaz e, ainda, ter a capacidade de proporcionar experiências inovadoras aos clientes. Um dos grandes desafios de 2021 poderá ser a nova liderança. O que pode dizer às mulheres que estão agora a começar em cargos de liderança. Quais os diferenciais da liderança feminina? A liderança, atualmente, para qualquer líder, deve ser horizontal, movida pelo exemplo, pela capacidade de inspirar e movimentar quadros e não pela autoridade desmedida ou impor o medo. Torna-se fundamental, nos dias que correm, adquirir ferramentas necessárias para uma liderança eficaz. As pessoas, atualmente, são extremamente esclarecidas e conscientes dos seus direitos e ainda bem que assim é, porque, igualmente, permite que estejam à altura dos desafios propostos.

INOVAÇÃO É A POÇÃO MÁGICA PARA O SUCESSO

A sua vasta experiência, em vários domínios, permite-lhe desenvolver distintas dinâmicas de trabalho em equipa. Esta é uma das principais características da mulher líder, a versatilidade? Sim, dúvida que sim. A versatilidade permite adquirir conhecimento, experiência e capacidade de trabalhar melhor a nossa elasticidade mental. 20 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

2021 está quase a chegar e todos nós ansiamos que o próximo ano seja totalmente diferente. No seu ponto de vista, quais os principais desafios que o mundo empresarial vai enfrentar? Na minha opinião, mais do que empresas a encerrar por efeitos causados pela pandemia, o grande desafio vai ser na adaptação e reajuste de novas tendências, tais como, o teletrabalho, que nem todas a entidades o encaram de forma positiva, da mesma forma que, nem todos os quadros estão preparados para desempenhar de forma eficaz as suas tarefas fora do seu local de trabalho.


O final de ano será, obrigatoriamente, diferente e precisamos, neste momento, de mensagens de ânimo e repletas de positividade. Que palavras nos pode dar de esperança? Fé e sentido de crença. O acreditar que o trabalho árduo traz sempre resultados. Perceber que o nosso mercado atualmente não é apenas a nossa cidade, região ou país, mas sim o mundo. Trabalhar conceitos que possam ser escalados. Apostar fortemente no digital e novas tecnologias. Na sua vasta área de atuação, quais os principais projetos para 2021? São realmente vários. Ao nível da Win Coach Academy and Business, a aposta forte é na área da inovação digital, internacionalização de empresas e apoiar cada vez mais entidades no seu posicionamento e crescimento sustentado, apoio igualmente na capacitação e autonomia dos seus quadros. No âmbito do Pilar Económico da CPLP, dentro da Unidade de Negócios da Confederação Empresarial, vamos ter três Cimeiras de Negócios Internacionais, sendo a primeira a 14,15 e 16 de fevereiro, na Guiné Equatorial, na cidade de Malabo. O objetivo é, sem dúvida, alargar o mercado económico e fomentar o crescimento empresarial. A Guiné Equatorial é um país de oportunidades, com enfoque no Oil & Gás e Energia, Pesca, Agricultura e Transformação Alimentar, Meio Ambiente e Formação. Vamos levar um grupo de investidores e sector empresarial focados no desenvolvimento. Vai contar com a participação do presidente da república e outros chefes de estado da comunidade CPLP.

Nelma Fernandes, Empresária, CEO e fundadora da Win Coach REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 21


Ana Costa Freitas, Reitora

“TODA A INVESTIGAÇÃO E INOVAÇÃO É UM ORGULHO” Num ano marcado pela pandemia, as universidades portuguesas enfrentam novos desafios. Em entrevista à Revista Business Portugal, a Reitora da Universidade de Évora, Professora Doutora Ana Costa Freitas, abordou temáticas como a liderança no feminino e a aposta na modernização e internacionalização da universidade. Numa edição em que falamos de líderes e empresárias de sucesso com uma atitude inovadora nas organizações, como tem visto o crescimento das mulheres à frente de grandes projetos? O aumento do número de mulheres que têm vindo a ocupar lugares de liderança faz parte da evolução da sociedade. É obvio que, atualmente, existe maior atenção para as questões de género, mas também é verdade que, e atendendo à sua natureza, este assunto já deveria estar resolvido há muito tempo e encarado como natural. O mérito deverá ser determinante para se alcançar uma posição de liderança e não o género. No fundo, quando olhamos para alguém que ocupa um lugar de liderança, independentemente do género, quero acreditar que seja por reconhecido mérito. Houve uma evolução, mas continua a ser necessário sensibilizar a população em geral, para as capacidades das mulheres e para as leis que promovem a igualdade? As mulheres têm sido, cultural e tradicionalmente, mais “destinadas” à família e associamos-lhe muito essa responsabilidade; de alguma forma vejo que é uma situação que tem vindo a alterar-se e, decerto, assim continuará. O principal nesta discussão é a mulher ter a liberdade de opção e igualdade de oportunidades. Não vejo qualquer problema se uma mulher pretender enveredar mais pelas responsabilidades domésticas, desde que seja uma decisão consciente, por opção e gosto e nunca por imposição seja de quem for. A situação do teletrabalho pode ser bastante útil nesta questão, porque a mulher ou o homem podem preferir ficar em casa, é conveniente, é mais sustentável e pode aumentar a eficiência e rentabilidade, sem que tal situação penalize demasiado as empresas e/ou a sociedade em geral. Vamos, certamente, saber encontrar o equilíbrio para benefício das partes. Por isso, é necessário continuar a falar mais sobre isto e haver mais estratégias de apoio à família. Na Universidade de Évora 22 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

criámos, recentemente, um gabinete para a igualdade de género. Quando falamos em igualdade de género, pensamos só nos problemas das mulheres, mas também há questões em relação aos homens. Tem de haver legislação sobre o assunto, sem dúvida, e mais legislação de proteção à família. Na segunda tomada de posse, da reitoria da Universidade de Évora, referiu que as prioridades eram “concorrer a projetos europeus e conseguir mais financiamento para a academia, sobretudo em áreas estratégicas para a região”. Tem sido fácil atingir esses objetivos? Definimos áreas estratégicas para a Universidade, as denominadas “áreas âncora”: mediterrâneo e sustentabilidade do território, património e artes, percursos de vida e bem-estar e aeroespacial e transformação digital. Nas duas primeiras áreas, somos muito reconhecidos, temos vários projetos europeus e centros de investigação excelentes. Os percursos de vida e bem-estar e o aeroespacial e transformação digital, que são áreas emergentes, revelam a atenção da instituição para com a região. Relativamente aos percursos de vida e bem-estar, foi proposto nos novos estatutos, a criação de uma nova unidade orgânica, a Escola de Saúde e Desenvolvimento Humano. O principal objetivo é iniciar formação na área da saúde (para além da Escola de Enfermagem) no sentido de se conseguir colmatar uma falha grande numa região, demograficamente, débil e envelhecida. Proporcionar uma vida útil com bem-estar, à sociedade no geral, e, principalmente, à população idosa é fundamental. Por último, no aeroespacial e transformação digital, a Universidade criou o Departamento de Engenharia para dar mais força à engenharia aeroespacial na região. Neste sentido, acho que temos conseguido. São estes projetos transversais que estão associados à modernização da Universidade e do modelo de ensino e investigação. Acho que temos conseguido.


UNIVERSIDADE DE ÉVORA | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

A Universidade de Évora tem o único laboratório de investigação para a conservação do património cultural. É um orgulho para si enquanto reitora? Toda a investigação e desenvolvimento nesta área são um orgulho. O Laboratório HERCULES - Herança Cultural, Estudos e Salvaguarda, é realmente uma enorme mais-valia com indiscutível reconhecimento internacional. Nesta área, temos ainda outros Centros de Investigação, ligados às Ciências do Património, à Arqueologia, à História ou à História de Arte, áreas fundamentais na cidade de Évora. Criámos, recentemente, o Artéria Lab, um espaço transdisciplinar de investigação e experimentação que pretende cruzar as áreas artísticas, tecnológicas e científicas com o objetivo de dar resposta aos desafios lançados pela comunidade, com especial foco no sector empresarial. Este ano recebemos a primeira bolsa (Starting Grant) do Conselho Europeu de Investigação, na área da Arquitetura, a primeira atribuída em Portugal nesta área. Para além da internacionalização e dinamização de todas as áreas da Universidade, é também fundamental uma interdisciplinaridade entre as mesmas. O contexto da pandemia colocou um conjunto de novos desafios às instituições? A pandemia tem sido um desafio constante. Dentro da Universidade estamos convictos de que o contágio, a existir, será residual e a maior parte dos casos, que temos tido, vêm do exterior. Como é natural, os estudantes vão a casa ao fim de semana e têm as suas convivências. Nas salas de aula cumpre-se o distanciamento e é obrigatório usar máscara, mas fora da Universidade já não podemos controlar. As pessoas têm medo e a tentação de passar tudo para o online é muito grande, mas não é possível e está, psicologicamente, errado. Em termos de educação, não é igual, porque os estudantes precisam da vivência da academia. Têm sido decisões difíceis, mas que têm corrido bem. Quais as potencialidades que destaca na Universidade de Évora? Viver e estudar em Évora é uma experiência muito agradável. A dimensão da Universidade de Évora permite uma ligação muito forte entre os estudantes, professores e funcionários, o que ajuda a diferenciar o nosso ensino. Faltava-nos dar uma especial atenção à questão da empregabilidade e no acompanhamento dos estudantes para além do curso, por isso temos feito um esforço nesse sentido. Foi criado o projeto “As empresas vêm até si” ou o “virtual recruitment day” que são exemplos dessa atenção e que estão a começar a dar frutos. Não queremos deixar os estudantes, no final do seu percurso académico, “desamparados”. Mensagem de natal para a comunidade escolar. A minha mensagem de Natal é de esperança para o futuro e acredito que vamos “esquecer” (não esquecendo) o impacto da pandemia nas nossas vidas. Os estudantes estão a atravessar um período muito difícil, porque o futuro para eles, neste momento, é ainda mais incógnito; desejo e espero que a comunidade escolar seja forte psicologicamente. Não podemos deixar que a pandemia transforme as nossas vidas. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 23


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | RCLINIC

A EXCELÊNCIA EM MEDICINA ESTÉTICA Rita Figueira é a CEO da RCLINIC, a clínica nº 1 em Portugal em rejuvenescimento e técnicas antiaging. Frequentado por muitas personalidades famosas nacionais, este espaço destaca-se pelo atendimento personalizado e discreto, altos níveis de segurança e profissionais clínicos reputados. Em entrevista à Revista Business Portugal, Rita Figueira destacou a diversidade de serviços ao nível da estética e rejuvenescimento e o compromisso contínuo com a inovação.

A RCLINIC apresenta uma diversidade de serviços ao nível da estética e rejuvenescimento. Como surgiu este projeto? Como caracteriza o trabalho da RCLINIC? O projeto surge após um estudo de mercado em que se constatou que existia uma lacuna na área da estética de rejuvenescimento, que a RCLINIC veio ocupar com distinção. A RCLINIC prima pela inovação. O projeto surgiu pela necessidade de obtenção de um rejuvenescimento integral, mesmo ao nível celular, para um resultado natural e sem alterar as feições. Inovamos em Portugal com o rejuvenescimento com células estaminais, os fios lifting integral rosto 6D, o hi-fu de 5ª geração para efeito tensor tissular e agora, o nosso mais recente ex-libris, o rejuvenescimento de células estaminais com factores de crescimento para efeito de bioplastia. Com este rejuvenescimento interno o resultado perdura no tempo. O aumento de glúteos e mamário sem cirurgia, lipo com fibra ótica e tecnologia laser, sem cortes, sem recobro (o paciente faz vida normal a seguir ao procedimento) e com resultados surpreendentes ao nível da remodulação corporal e gorduras localizadas. Todos os procedimentos são efetuados sem dor para o paciente. Um trabalho de excelência, pautado por uma enorme seriedade nos procedimentos clínicos adotados e por critérios de ganhos de confiança, cujo testemunho dos nossos pacientes foram, são e serão a melhor e mais genuína certificação dessa excelência. Na área da estética é fundamental combinar o perfecionismo, conforto, expetativas e satisfação do cliente, segurança e inovação. Como se conseguem ajustar tudo isto? O melhor perfecionismo, procurando sempre o que há de melhor, quer na via do equipamento técnico, quer na via da contratação dos melhores médicos clínicos nesta área. Na área do conforto, o trabalho da RCLINIC fala por si com o testemunho dos nossos pacientes, registo este que é observado logo no primeiro contacto de atendimento e na generosidade do espaço que dispomos para esse efeito; o bem-estar é primordial. No domínio das expectativas e satisfação, sempre foi uma preo24 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Rita Figueira, CEO

cupação de primeira linha da RCLINIC, porque acreditamos que só desta forma se consegue prestar um trabalho de qualidade, de exigência e de honestidade técnica, gerador de confiança redobrada dos nossos pacientes. Daí, o projeto em causa na junção destes binómios tem, felizmente crescido, com uma procura crescente e constante. No domínio desta área, extraordinariamente sensível, porque se trabalha para satisfação exterior e interior dos nossos pacientes, se não se tiver como linha de farol orientador a segurança com procedimentos técnicos e médicos, de excelência, este projeto jamais seria viável e sustentável. Ainda no domínio da inovação, sabemos e temos perfeita consciência de que nesta área, em renovação permanente, a inovação é imperativa. E nós, felizmente, estamos sempre a inovar e na vanguarda da melhor legis artis. A estética um sector de modas que vai oscilando ao longo dos anos. Enquanto mulher e empresária, como vê o panorama atual da estética em Portugal? Sendo verdade que a estética é uma questão de moda, para nós, o modismo não sobrevive se não se preocupar em primeiro lugar,


RCLINIC | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

com a saúde dos pacientes e com resultados obtidos na execução dos procedimentos técnicos. A ordem deve ser, saúde com acompanhamento da moda, uma vez que a medicina estética, e não só estética, tem como preocupação o aspeto exterior, mas sobretudo a alma e a satisfação interior da personalidade de cada paciente. Cada vez mais o nosso crescimento sustentado e o crescimento na nossa procura deve-se ao facto de incidir na intervenção estética que em circunstância alguma altere as feições naturais dos nossos pacientes. É esse um dos nossos principais lemas de atuação. Estamos conscientes de que somos pioneiros na preocupação de uma estética natural que não altere as feições nem a personalidade, assim como nos resultados perfeitos que temos obtido. Em conclusão, entendemos que nesta área, de enorme sensibilidade, deveria existir um maior profissionalismo, uma maior exigência e um rigor capaz de gerar a confiança. E, neste domínio, em Portugal ainda temos muitos passos a dar. Na RCLINIC esta é a nossa linha de preocupação. A época natalícia é, inevitavelmente, uma época de balanço e de perspetiva do ano que se aproxima. Qual a sua mensagem para este final de 2020? A primeira mensagem é que se resolva em definitivo o problema desta pandemia do Covid-19, que afetou todos nós e que gerou medo nos portugueses. Resolvido este flagelo, a mensagem que queremos deixar é a de que vamos ficar melhores em todos os domínios, sendo que a medicina estética não é alheia a tudo isto. A mensagem de esperança é acreditar e ter confiança numa medicina estética que olhe sempre em primeiro lugar para a saúde estética dos seus pacientes. Acreditamos que a esperança para este ano, que agora termina, redobrada para o próximo ano, só é atingida se pensarmos mais para o ser e não para o ter. Natal deveria ser todos os dias, no sentido de darmos aos outros, aquilo que há de melhor em nós.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | MARIA VILHENA DESIGN

ONDE CADA PROJETO É ÍMPAR E EXCLUSIVO

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aria Vilhena Design é sinónimo de trabalho de qualidade superior, exclusividade e sofisticação, onde o cliente tem uma experiência única e muito individualizada, como conta Maria Vilhena, Designer de Interiores e Fundadora, em entrevista à Revista Business Portugal. João Granjo Lopes, Diretor-geral

Maria Vilhena, Fundadora

Decorrente da sua paixão pela criação de interiores e exteriores cria, em 2014, a sua própria marca Maria Vilhena Interior Design. Como a apresenta? A Maria Vilhena Interior Design reflete aquilo que acredito, e que fomento, ser um trabalho de qualidade superior: cada projeto é assumido como ímpar e irreplicável e a cada um é entregue com compromisso, rigor e atenção de todos os envolvidos. Diariamente, são desenhados espaços exclusivos e sofisticados, onde as necessidades, desejos e sonhos de cada cliente, bem como as exigências de um futuro, altamente, tecnológico e sustentável, são a prioridade. Pretendo que, o cliente que procura a marca Maria Vilhena Interior Design, tenha uma experiência única e muito individualizada, quer no resultado do seu projeto, quer na atenção que lhe é dada enquanto consumidor dos nossos serviços. A criação da sua própria marca permitiu alcançar projetos, que de outra forma, seria mais difícil? Definitivamente. Dirigir a minha própria marca permite-me ser e agir, de forma genuína. Regulo-me pelos princípios e valores que acredito serem essenciais para a prestação de um serviço de excelência. E, os clientes/projetos têm chegado em busca dessa singularidade da marca. É muito gratificante perceber que há clientes dispostos a esperar, por vezes alguns meses, para terem um projeto desenvolvido, especificamente, pela nossa empresa. E, têm-se realizado projetos muito gratificantes, nas mais diversas áreas, que de outra forma não teria o prazer de fazer.

O atelier oferece um serviço exclusivo, o lean design. Como se caracteriza este tipo de serviço e quais as vantagens? O lean design, permite um conhecimento aprofundado de cada cliente, na medida em que estudamos ao detalhe o seu quotidiano, hábitos e processos, sejam clientes particulares sejam empresariais. A grande vantagem deste método é que, por ser altamente sensível às necessidades de cada cliente, permite-nos projetar espaços totalmente coerentes com o estilo de vida pessoal ou profissional de cada um. Este método faz ainda mais sentido no segmento de luxo, no qual temos clientes cada vez mais exigentes. Conhecer muito bem o nosso cliente, viabiliza não só corresponder às suas expectativas e necessidades, como superá-las, transformando a vida das pessoas para quem o suficiente não basta.

A mulher tem tido um papel cada vez mais de destaque no mundo empresarial, porque tem sido, acima de tudo, resiliente. Na área do design em concreto, o preconceito ainda é sentido quando se apresenta como mulher empresária? Na área do design de interiores creio que é mais expectável encontrarem-se mulheres à frente das empresas. Portanto, não tenho sentido preconceito, seja por parte de potenciais clientes ou equipas de trabalho. Esta é uma área onde a proximidade e a sensibilidade são essenciais, porque entramos na casa e na vida das pessoas. E, porque nós mulheres somos, por definição, mais empáticas e atentas aos pormenores que nos rodeiam, suponho que seja mais fácil ter uma mulher à frente dos projetos. Sente-se, por vezes, uma natural resistência a novas ideias e soluções trazidas por uma mulher jovem, por parte de alguns técnicos mais velhos. Mas creio ser mais uma questão geracional do que preconceito. Av. das Laranjeiras, Edf. das Fontes, Bloco 1, 2ºDrt 3780-222 Anadia T: 912 674 751 / 919 084 715 geral@mariavilhena.pt www.mariavilhena.pt

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CRISTINA RAMALHO | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

O ROSTO DA RECONEXÃO EM PORTUGAL Facilita sessões de Cura Reconectiva/Reconnective Healing® presenciais ou à distância, a Reconexão Pessoal/ Personal Reconnection® e sessões de Escuta Profunda. Cristina Ramalho, Instrutora Associada da The Reconection LLC, em entrevista à Revista Business, dá conhecer o mundo da Reconexão. Quem é Cristina Ramalho? O que a inspira e motiva diariamente enquanto mulher e profissional? Define-se como uma mulher com uma missão, sendo assim porque valores se norteia? Sempre fui empreendedora e empenhada, curiosa, apaixonada pela vida, mas sempre senti um grande bloqueio, tudo era feito com um dispêndio de energia exagerado, com um grande desgaste. Julgo que a minha inspiração, durante 43 anos, foi a enorme insatisfação que sentia em mim e que nunca conseguia saciar. Depois de ter encontrado as frequências de luz, energia e informação de Cura Reconectiva, a minha inspiração vem dos momentos de silêncio que cultivo comigo mesma, de uma paz interior que me permite discernir o melhor rumo de ação para mim e para todos os que me rodeiam. Veja, isto dito por alguém que, regularmente, tinha depressões incapacitantes ou momentos de euforia ilusórios, que sempre sentiu uma revolta interna que se manifestava em ataques de pânico, ansiedade extrema e ataques de raiva, fez-me sentir que tudo o que vivi não é, propriamente, sobre mim. Eu consegui deixar a segurança de um rendimento mensal, que me dava todo o conforto material para me dedicar ao que me realizava e que, afinal, parecia saciar essa insatisfação. Enfrentei crises financeiras graves com uma certeza inabalável de qual era o meu rumo, contra muitas opiniões de pessoas próximas, e sucedi. Foram estas frequências que me permitiram descobrir o

meu propósito de vida e executar os passos necessários para o implementar, usando, agora, de forma mais acurada, precisa e eficaz, todas as minhas capacidades e conhecimentos. Portanto, a minha missão é tocar na vida de quem, por um motivo ou outro, sente que não está no seu melhor por falta de saúde, por conflitos internos, por luto ou stress ou tantos outros fatores, mas é também ajudar aqueles que sentem o seu instinto evolucionário - que existe em todos nós - a pedir-lhes que sejam uma versão elevada deles mesmos, e que procuram, com estas sessões, conhecer mais de si mesmos, conectarem-se com esse instinto evolutivo que está profundamente ligado ao sentido de propósito de vida e evoluírem mais, de forma acelerada, através deste processo, que se inicia com as sessões e que se prolonga por meses, anos, ou, no caso da Reconexão Pessoal, por toda a vida. Os valores pelos quais me norteio é a integridade, a ética e o amor. Integridade entre ação e pensamento, ética entre o meu bem pessoal e o bem de todos e amor, na sua versão mais universal e humanista, que tem presente a imperial necessidade de bem estar, saúde e equilíbrio para uma vida realizada e feliz. No mundo empresarial, este deveria ser o critério mais importante a considerar na gestão de equipas, quando levadas em conta as questões de produtividade e performance profissional.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | CRISTINA RAMALHO

americanos, sempre me senti reconhecida pela minha pró-atividade, empenho, dedicação e qualidades profissionais por parte desta fantástica equipa internacional e do Dr. Eric Pearl, que, ao se retirar parcialmente, deixando de viajar por todo o mundo para esses programas - algo que continuamente fez ao longo de 25 anos - me convidou para ser responsável pela formação em Portugal. Senti e sinto uma enorme responsabilidade ao aceitar esse desafio, mas também uma grande honra ao assumir esse papel. E temos somado vitórias, conquistas e muitos sucessos, tendo realizado as nossas formações mesmo durante os tempos de confinamento, com planos de contingência adequados às regras em vigor, em várias partes do mundo, inclusive Portugal: no passado mês de setembro, realizámos o Fim de Semana de Imersão, no Porto, onde mais de 40 participantes se tornaram profissionais, juntando-se aos mais de 1000 Facilitadores Certificados em Portugal. Nesse mesmo espírito, temos marcados no Porto, nos próximos dias 15 e 16 de Maio, a 2ª Edição do Porto One Experience. Licenciada em Economia, foi diretora administrativa e financeira, apostou nas suas próprias empresas, mas o seu espírito curioso sobre a condição humana levou-a a estudar filosofias religiosas e espirituais e a frequentar um curso de psicologia. Como surgiu a Cura Reconectiva na sua vida? Foi precisamente quando entendi que a psicologia não me iria dar as respostas que procurava. Estava a viver um esgotamento nervoso, sem muitas soluções à vista e, apesar de cética, iniciei este processo através da minha Reconexão Pessoal. Logo durante a primeira sessão, as sensações físicas diferentes que senti indicaram-me que essa interação era real, e percebi uma alteração no meu estado de consciência, pois todo o pensamento parou e eu fiquei suspensa num êxtase difícil de explicar. Não é a vida que muda depois desta interação, é a nossa perspetiva que muda. É como ampliar o foco da nossa atenção para fora do instinto de sobrevivência e do medo, e começar a ver uma paisagem maior de soluções inovadoras, formas diferentes de fazer as mesmas coisas e a criação de novos caminhos. Tornou-se facilitadora em 2013, na formação com o Dr. Eric Pearl, em 2016 tornou-se Mentora e Professora-Assistente da The Reconnection™ e é, hoje, Instrutora Associada. Que balanço faz do seu trajeto? O Dr. Eric Pearl e toda a Equipa Internacional de Ensino da The Reconnection, dirigida por Guglielmo Poli, proporcionaram-me um internato exigente e profundo, alargando as minhas capacidades de comunicação e de ensino ao mais alto nível. Sendo que a The Reconnection segue uma cultura de mérito, típico dos 28 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Que diferença há entre a Cura Reconectiva ® (Reconective Healing®) e A Reconexão Pessoal® (Personal Reconnection®)? São duas formas diferentes de interação energética com as mesmas frequências de luz, energia e informação, sem toque, sem diagnósticos nem prescrições, não envolvendo nenhuma técnica. Estas frequências foram identificadas pelos cientistas em vários momentos, comprovando um impacto benéfico em todos os aspetos vitais, tal como é demonstrado, designadamente, na recuperação e performance de atletas olímpicos russos. Esta interação com estas frequências é uma capacidade inata de todo o ser humano, que todos podem sentir e facilitar, tendo apenas que relembrar essa capacidade esquecida, cada um ao seu ritmo. As sessões de Cura Reconectiva podem ser facilitadas presencialmente ou à distância, e podem-se repetir ao longo da vida. Basta uma sessão para iniciar o processo, podendo essa sessão inicial ser reforçada por mais duas, mas não mais. Deve-se observar pelo menos dois meses para se perceber tudo o que se recebeu nessas sessões. Já a Reconexão Pessoal, composta por duas sessões em dois dias seguintes, é um procedimento que se recebe apenas uma vez na vida. É feito com a intenção de seguirmos o nosso caminho de vida e para que o nosso propósito interior se manifeste. É um pedido de expansão de consciência muito acelerada. Facilito estas sessões, há sete anos, de forma profissional e a tempo inteiro. Tenho como relatos dos meus clientes - de forma mais leve ou mais profunda verdadeiras revelações, desbloqueios, recuperações rápidas; todos beneficiam de alguma forma, apesar de nunca sabermos como tal se vai manifestar.


CRISTINA RAMALHO EMPRESÁRIASNO DE ALGARVE SUCESSO MOUNT OLYMPUS| LÍDERES | SAÚDE EE IMOBILIÁRIO

Desde 2013, facilita sessões de Cura Reconectiva/Reconnective Healing® e de Reconexão Pessoal/Personal Reconnection®. Em que consistem estas sessões? Como define o seu papel enquanto facilitadora? Convidamos a que se descalce, se deite numa marquesa e que feche os olhos. Durante meia hora, o facilitador será o catalisador destas frequências, usando apenas a sua atenção. Prendendo a sua atenção nas sensações que tem nas mãos e partilhando-a com o seu cliente, o facilitador não interfere na relação do cliente com as frequências, nem as dirige. Enquanto que nas técnicas energéticas, como o reiki, o facilitador envia energia, é um condutor, na Cura Reconectiva o facilitador recebe-a constantemente, sendo um catalisador. A sua atenção é como uma antena que apanha um sinal e o amplia. O fenómeno de emaranhamento quântico parece explicar a forma de facilitar as nossas sessões. O papel do facilitador é preparar o cliente para que ele aproveite ao máximo a sua sessão e todo o processo. Retirar as expectativas concretas e pô-lo num estado de expectância é uma das funções do facilitador, tal como ajudar o cliente a identificar este processo logo no final da sessão e nos dias e semanas seguintes. Nesta edição que realizamos um especial dedicado ao mundo empresarial no feminino, que mensagem de esperança gostaria de deixar para 2021? Julgo que todas temos a noção de que são necessárias mudanças profundas em todos os aspetos da nossa sociedade, mas não sei se todas temos a noção de que essa mudança começa pelo que fazemos por nós mesmas primeiro. Sempre que cuidei do meu equilíbrio global, antes de qualquer outra coisa, sempre que proporcionei esse equilíbrio aos membros das minhas equipas, vivi e testemunhei maiores sucessos e vitórias individuais e coletivas. Esta profissão, da qual sou mentora, é uma nova profissão de um novo paradigma, de uma nova ciência que surge, ainda nos seus primórdios: a ciência da Consciência Quântica, como define Amit Goswami. Esta é a minha mensagem de esperança: usem estas novas ferramentas, novos caminhos se estão a abrir. Questionem as vossas crenças, façam uso do vosso ceticismo, de forma esclarecida, e abram-se ao novo. Cuidem do vosso equilíbrio global através do restabelecimento do equilíbrio energético/espiritual, tragam esse equilíbrio às vossas equipas e surpreendam-se com a superação alcançada!

www.cristinaramalho.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 29


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | D. S. INFANTADO

“SEM RISCO NÃO EXISTE GANHO” As mulheres assumem, cada vez mais, um papel influente nas empresas. Como mulher que ocupa um cargo de destaque, quais são, na sua opinião, os principais aspetos diferenciadores da liderança feminina? Não é fácil distinguir liderança feminina e masculina. Aquilo que talvez possa definir mais o feminino seja uma maior recetividade e empatia, uma maior preocupação em atender as necessidades e expectativas dos outros, mas mesmo a este nível é difícil fazer grandes afirmações pois existem mulheres dotadas de grande frieza nos negócios e homens bastante empáticos.

Elsa Neto, Diretora da Agência

Com uma visão estratégica diferenciada, a Decisões e Soluções Infantado, oferece aos clientes um serviço personalizado na área da imobiliária, com aconselhamento gratuito na mediação de seguros, construção e obras. Elsa Neto, Diretora da Agência, agradece a todas as mulheres da DS que “têm feito com que a marca se torne cada vez mais forte.” Existe uma identidade global do grupo DS, mas cada agência é diferente. Qual é o ADN da Decisões e Soluções Infantado? A DS Infantado é produto da sinergia de um input mais tecnológico, fruto do background profissional do meu sócio João Almeida Gonçalves e da sua experiência em contextos multiculturais, internacionais e outro, eu diria, mais psicológico, mais orientado para a compreensão do outro e para a relação de ajuda, que deriva da minha formação em Psicologia. A DS Infantado nasceu assim com a missão de ajudar a melhorar a qualidade de vida dos nossos clientes, através de apoio especializado para a venda/compra ou construção, associando-lhe, depois, todo o valor acrescentado da 1 17/12/20 poupançaAF_DS_an_180x42mm.pdf financeira que conseguimos ao C

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nível do crédito e dos seguros e que se traduz numa poupança, também, de tempo muito importante, sobretudo, para quem quer o melhor, mas não dispõe nem do tempo, nem do conhecimento para conseguir os melhores negócios. Com valores assentes na responsabilidade, rigor e integridade a nossa abordagem baseia-se numa visão estratégica que aposta no recurso às ferramentas digitais, na especialização e na relação com o cliente como sendo os três grandes pilares da diferenciação neste mercado. A ideia é a DS Infantado chegar aos clientes e ser (re)conhecida, sem utilizar os métodos de hardselling tradicionais. A área do imobiliário já foi, em tempos, mais direcionada para os homens enquanto profissionais. No entanto, vêm-se cada vez mais mulheres a trabalhar na área. Sente que já não existe uma discrepância de oportunidades? Nesta área talvez se sinta menos, pois o sucesso depende da motivação e espírito empreendedor de cada um, ao contrário daquelas empresas com uma estrutura mais pesada, em que para chegar ao topo as mulheres têm de superar o chamado efeito glass ceiling, fazendo com que só uma pequena 09:12 percentagem lá consiga chegar.

Que conselho gostaria de deixar a todas as mulheres que, em 2021, pretendam ingressar neste mercado do imobiliário e se afirmar como líderes? Penso que, em primeiro lugar, devem acreditar em si próprias e arriscar. Sem risco não existe ganho. Depois, definir uma estratégia assente numa determinada visão, missão e valores e partilhá-la com a equipa para que esta a adote como sua. Um bom líder é aquele que sabe ouvir, motivar e orientar sem controlar, dando autonomia, mas também feedback no sentido de promover um trabalho cada vez melhor. Termino com um agradecimento a todas as mulheres da DS que têm feito com que a marca se torne cada vez mais forte junto dos nossos clientes.

"Penso que, em primeiro lugar, devem acreditar em si próprias e arriscar. Sem risco não existe ganho"


NOTHING TO WEAR | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

EMPODERAR AS PESSOAS ATRAVÉS DA SUA IMAGEM PESSOAL Após 12 anos de experiência em finanças, Renata Aaron, Coach de Alta Performance, decidiu abandonar o mercado financeiro e seguir o sonho da moda, como nos revela em entrevista à Revista Business Portugal. Recentemente criou um curso on-line que ensina a comprar com consciência e como podemos reverter essas compras por impulso, tornando-as mais conscientes.

Renata Aaron, Coach de Alta Performance

Na sua perspetiva, as mulheres estão cada vez mais centradas em seguir os sonhos? Sempre gostei de moda, mas nunca pensei como uma profissão. Foi quando saí do mercado financeiro, mas não saí para ir para a moda, a decisão deveu-se à maternidade. Eu trabalhava e viajava muito, então sentia-me muito ausente da minha casa e dos meus filhos. E, quando estive mais em casa, fiquei com tempo livre e ansiosa. Comecei a procurar cursos e a estudar moda, que sempre foi um interesse, mas nunca pelo lado da criação. Estava perdida com a minha própria imagem, porque trabalhava com um dress code mais formal e, em casa, com uma rotina diferente, senti-me perdida. Foi aí que descobri que existia consultoria de imagem e contratei uma pessoa. Foi amor à primeira vista! Pensei “é isto que quero fazer da minha vida, quero ajudar as pessoas a encontrarem-se, a terem liberdade de vestir o que mostra realmente quem elas são”. Não acho que seja só uma tendência das mulheres, é geral. Temos a obrigação de escolher uma profissão muito cedo e sem experiência no mercado de trabalho. Então, é muito comum, principalmente na faixa dos 40 anos, encontrar pessoas que largam a profissão que escolheram para seguir o seu sonho. Mas sim, as mulheres têm mais coragem em fazer essa mudança. Coach de Alta Performance, trabalha na construção da imagem pessoal de sucesso de quem a procura. Os portugueses são um público que procura este tipo de serviços? A moda é transversal ao género? Quando me mudei para Portugal, há cinco anos, era um mercado muito difícil. Comecei a trabalhar e só atraía clientes brasileiros que moravam em Portugal. Para o português, ainda era um mercado muito desconhecido, achavam que era muito ligado à moda de revista e não no

alto conhecimento que quer passar através da imagem. Atualmente, percebo que essa ideia já foi ultrapassada e tenho bastantes clientes portugueses que se preocupam com a imagem, principalmente agora com a pandemia. As pessoas começaram a trabalhar muito mais com câmaras, mostram mais a sua imagem para vender e fazer negócios. É sócia da Nothing to Wear, com atuação no Brasil e Portugal. Qual a principal missão da empresa e quais os serviços que disponibiliza? A minha empresa de consultoria é a Nothing to Wear e tenho uma sócia, que atua no Brasil e eu na Europa, nomeadamente Portugal, França, Itália, Inglaterra, que são os melhores mercados. A nossa missão é devolver a autoestima, trazer um autoconhecimento de quem somos. Há muitas pessoas que sabem o que são, mas não conseguem passar através da imagem. As pessoas vão atrás do que está nos media, o que está na moda e, isso muitas vezes, não transmite a realidade. A sociedade vive momentos complicados e de grandes preocupações. O trabalho da autoestima e confiança serão determinantes para vivermos um 2021 com mais positividade? Vai ser 120 por cento importante. Depois da pandemia começámos a perceber que conseguimos viver com menos e com o que realmente faz sentido. Não faz sentido enquadrarmo-nos em modas e padrões pré-existentes só porque sim. Faz sentido fazermos o exercício do autoconhecimento, porque nos dá confiança. Cada vez que nos conhecemos, geramos mais credibilidade e uma imagem muito mais confiante e quando mostramos aos outros que somos confiantes, aumenta ainda mais a nossa autoestima. É um ciclo vicioso positivo.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | ERA LOUSADA

Cristiana Silva, Diretora Comercial

UM ACOMPANHAMENTO DE EXCELÊNCIA, COM Quem procura os serviços da Era Lousada tem a certeza de um acompanhamento de excelência, com o melhor conhecimento de mercado, onde a transparência e dedicação estão presentes em todo o processo, como revela Cristiana Silva, Diretora Comercial, em entrevista à Revista Business Portugal.

Lousada é um dos concelhos mais jovens e dinâmicos do país. Estes argumentos bem como a proximidade ao Porto, são importantes para as pessoas investirem no mercado imobiliário da região? Lousada localiza-se na região do Vale do Sousa, caracteriza-se por ser uma zona, estrategicamente, bem localizada, por estar próximo dos grandes centros urbanos, Porto, Gaia e Guimarães, mas também pelos excelentes acessos rodoviários e ferroviários que circunda toda esta zona, permitindo à população deslocar-se com mais facilidade para localidades mais próximas. Por este motivo e por outros, Lousada é uma localidade bastante procurada, quer pelos Lousadenses quer por outros, pois também foi uma região que nos últimos 25 – 30 anos teve um grande desenvolvimento económico ligado, principalmente, ao sector têxtil e, em consequência do aumento de trabalho na região, fez com que o sector ligado à construção começasse a expandir, aumentando a procura para fixar residência. Neste momento, com o aumento de preço por metro quadrado nos grandes centros, nota-se uma procura substancial pelos imóveis na zona, motivos mais do que suficientes para que tenhamos um mercado apetecível. É, neste sentido, que a ERA Lousada tem e, 32 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

sempre teve, um papel preponderante na promoção e divulgação dos imóveis que tem em carteira, bem como quem nos procura para adquirir uma casa ou outro. Compete-nos aconselhar e orientar os clientes de acordo com os interesses, gostos e capacidade financeira para o/os imóvel (eis) que se enquadram no perfil do cliente. Quais considera serem as características diferenciadoras da Era Lousada? A experiência aliada à proximidade do cliente, traduz-se num serviço personalizado e de excelência? Existem princípios que fazemos questão de seguir, claro que, o profissionalismo, a qualidade no serviço e a proximidade ao cliente é importante, mas a par disso, a sensibilidade, a importância de compreender a necessidade do outro, a exigência do nosso compromisso para com o outro (cliente). O cenário de pandemia veio alterar o mercado e o perfil do consumidor. Como espera que seja o futuro do mercado imobiliário? Não houve alterações relevantes no decorrer desta situação pandémica em que nos encontramos, o mercado tem-se mantido firme, sem grandes alterações.


UNIVERSIDADE DE ÉVORA | TEMA

O MELHOR CONHECIMENTO DE MERCADO "A ERA sempre esteve um passo à frente quando falamos em tecnologia, nada fazia prever que uma pandemia nos colocasse em teletrabalho, mas teve de ser para o bem de todos." E de que forma é que a Era Lousada se adaptou e reinventou perante esta nova realidade? Sentiu necessidade de inovar os serviços e até de dar um salto tecnológico? A ERA sempre esteve um passo à frente quando falamos em tecnologia, nada fazia prever que uma pandemia nos colocasse em teletrabalho, mas teve de ser para o bem de todos. Claro que, tivemos que nos adaptar rapidamente, usando mais que nunca, todas as ferramentas digitais que temos ao nosso dispor de forma a minimizar a falta da interação humana. Podemos, com tudo isto, concluir que hoje somos mais capazes, felizmente mantivemos as reuniões, formações com equipas comerciais, processuais, mantendo assim tudo em funcionamento, mesmo que limitado. Para finalizar, pergunto-lhe porque devem as pessoas recorrer à Era Lousada, de forma a encontrarem a solução ideal? Com toda a certeza que terão um acompanhamento de excelência, com o melhor conhecimento de mercado, onde a transparência, dedicação e acompanhamento estarão presentes em todo o processo, isto inclui também a parte da intermediação de crédito. É importante salientar que a equipa ERA cuida do seu cliente, na compra/ venda/obtenção de toda a documentação/e intermediação de crédito habitação. No futuro, queremos continuar a dar o nosso melhor, continuarmos atentos às oscilações do mercado, para que possamos oferecer o melhor serviço aos nossos clientes.

R. Visc. Alentem 358, 4620-650 Lousada 255 075 200

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LĂ?DERES E EMPRESĂ RIAS DE SUCESSO | CSR & ASSOCIATES

“UM LĂ?DER DEVE PROCURAR A CREDIBILIDADE E NĂƒO A PERFEIĂ‡ĂƒOâ€?

Carla Silva Reis, Advogada e Fundadora

Com uma forte aposta na internacionalização e acompanhamento personalizado, a CSR & Associates Legal Consultancy assume-se como uma sociedade de advogados de excelência na vanguarda da inovação, como avança a advogada Carla Silva Reis, em entrevista à Revista Business Portugal. Como define o percurso da CSR? A CSR & Associates surge com o intuito de proporcionar aos seus clientes uma panóplia de serviços nas mais diversas åreas do Direito, de um modo acessível e parceiro, por forma a que o Consultor não seja encarado apenas como um serviço externalizado, mas sim como parte integrante do negócio do cliente. Com este objetivo, assumimos uma estreita colaboração com os nossos clientes, aliando e orientando a Gestão e o Direito para a otimização dos seus negócios e investimentos. Nesta altura, o nosso maior foco Ê a atração de investimento estrangeiro para Portugal, facilitando aos nossos clientes todo o apoio necessårio na gestão dos seus investimentos, desde a criação à otimização do seu negócio, não só do ponto de vista legal, mas tambÊm no que ao próprio desenvolvimento e capitalização do mesmo diz respeito. Neste contexto, a CSR tem centrado a sua atividade na consultoria e o apoio a clientes em busca da obtenção de vistos gold e de residências fiscais não habituais em Portugal, tidos como uma ferramenta essencial no processo de atração de investimento para o nosso país. Temos connosco excelentes especialistas na årea fiscal, laboral, financeira e da emigração, que asseguram aos nossos clientes um acompanhamento contínuo e transparente em todo o processo. Recentemente, entråmos tambÊm numa nova årea de negócio, a dos jogos de fortuna e de azar, que têm crescido bastante no nosso território, e que na sua maioria provÊm de capital estrangeiro. Trata-se de um mercado que, para alÊm de extremamente exigente e desafiante, tem-se revelado um interessante foco de atração de capital estrangeiro. Quem Ê Carla Silva Reis? A Carla Silva Reis Ê licenciada em Direito pela Universidade Católica, mãe de gÊmeos e bastante inquieta, com um gosto enorme por experiências multiculturais, e que muito cedo decidiu que o seu percurso não passaria apenas pelo Direito, mas sim pela utilização da visão global que o Direito nos proporciona, aliada ao seu MBA em Gestão obtido em Madrid, que lhe permitiu conciliar a Gestão e o Direito de uma forma inovadora, em busca de soluçþes para negócios.

Nem sempre a conciliação das esferas pessoais, sociais e profissionais são fåceis, mas com mÊtodo, priorização e algum sacrifício conseguimos encontrar o equilíbrio ideal. Ser mãe Ê, sem dúvida, uma das minhas prioridades, sem detrimento das minhas responsabilidades e metas profissionais e obviamente o trabalho mais exigente e mais gratificante, mas encontro no equilíbrio a chave para o sucesso de ambos. No que respeita à gestão da CSR, considero que a melhor forma de gestão Ê sermos uma equipa coesa, criativa, motivada, responsåvel, transparente e pró-ativa. Felizmente, o Dr. Tiago Pimenta Fernandes e a Dra. Inês Morais são o meu pilar na gestão da CSR, sem eles nada disto seria possível, não só pelo seu expertise em diferentes åreas do Direito, mas tambÊm pelos seus valores e integridade. Em que características se centra a liderança no feminino? Nao existe liderança sem equipa. A verdadeira liderança hoje assenta num caminho contínuo de aprendizagem, onde o auto-conhecimento e o auto-desenvolvimento devem caminhar de mãos dadas, por forma a que o líder seja capaz de motivar e inspirar as suas equipas, seja no feminino ou masculino!! Liderança não tem gÊnero! E, acima de tudo, um líder deve procurar a credibilidade e não a perfeição. Que mensagem gostaria de transmitir para 2021? Gostaria que o universo feminino se libertasse de estigmas, estabelecesse metas e lutasse com dedicação e esforço, acreditando que o sucesso não depende do gÊnero, mas apenas das capacidades e resiliência de cada um. Devemos olhar para o mundo como um leque infinito de oportunidades, ser criativas e resilientes e perceber que nunca seremos mulheres completas se não nos sentirmos realizadas tambÊm a nível profissional. Como mulheres, devemos sentir realização no lugar em que estamos e como mães devemos sentir que somos o exemplo para as mulheres e homens do futuro. Neste 2021, a minha maior meta Ê conseguir superar este novo e duro desafio que estamos a viver, reinventando formas de trabalho e de negócio e, acima de tudo, garantir que este distanciamento físico nos mantÊm unidos, quer a nível social, quer a nível profissional. Se todos fizermos a nossa parte, estou segura de que conseguiremos a alquimia de retirar o melhor do pior de 2020, e de que o ano de 2021 serå bastante melhor!

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CSR & ASSOCIATES    34 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Vila Nova de Gaia Porto, Portugal info@csrlegalconsultancy.com 934737653 www.csrlegalconsultancy.com


Anuário 2020

Especial Saúde

OLHO SECO | BLEFARITE | SAÚDE ORAL | CUIDADOS DE SAÚDE REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 35


ARTIGO DE OPINIÃO | OLHO SECO

ESTADO DE EMERGÊNCIA TAMBÉM PARA OS SEUS OLHOS O que mudou? A pandemia mudou, profundamente, a nossa vida quotidiana. Neste momento, enfrentamos um aumento repentino do uso de dispositivos digitais e do número total diário de horas ligados a um ecrã devido à transferência de atividades profissionais e sociais para plataformas baseadas na web, com videoconferências, e-learning, compras e entretenimento on-line. Está bem estabelecido que o uso de dispositivos digitais, reduz a taxa do piscar espontâneo. Concentrar a nossa visão num ecrã tem como efeito piscar os olhos 4 vezes por minuto, em vez da frequência normal de 15 vezes por minuto. A combinação de frequência e intensidade reduzidas durante o tempo de exposição a ecrãs, aumenta o risco de induzir ou exacerbar a doença do olho seco e diminui a qualidade da visão. Esses sintomas têm impacto no bem-estar das pessoas, mas também na produtividade e na qualidade do trabalho. Vários estudos associaram a “síndrome do escritório” a uma perda de produtividade entre 5 a 30 por cento. Também, usar uma máscara, que não cubra completamente o nariz, causa um fluxo de ar contínuo nos olhos, o que agrava os sintomas típicos de olho seco ou, pelo menos, aumenta a perceção, que é psicologicamente relevante, dos sintomas de olho seco. Precisamos entender que necessitamos de proteger os nossos olhos destes novos desafios prevenindo queixas de esforço ocular como: a dor de cabeça, olho vermelho, visão turva ou pálpebras pesadas que são um problema de saúde relevante induzido pelo nosso estilo de vida.

Filomena Ribeiro, MD, PhD, FEBO Dir. Centro da Visão do Hospital da Luz Lisboa Prof. Universidade de Lisboa ESCRS Board

O que podemos fazer? -Certifique-se de que sua máscara se ajusta bem e considere a possibilidade de colocar adesivo para prender a parte superior da máscara para uso prolongado. -Limite o tempo em ambientes com ar condicionado, sempre que possível, e faça pausas regulares nos dispositivos digitais; -Consulte o seu oftalmologista para obter as recomendações necessárias; -Aplicar lágrimas artificiais, que atuam como um suplemento das lágrimas fisiológicas. Existem algumas propriedades que são absolutamente necessárias para que as lágrimas artificiais possam assegurar uma tolerância ótima e adesão por parte do utilizador. O que devemos ter em consideração nos lubrificantes oculares? -Os colírios destinados a lubrificar a superfície ocular, preferencialmente, não devem ter conservantes. Os conservantes são usados nos colírios para os manter estéreis durante o uso, mas todos os conservantes têm o potencial de induzir alergia, bem como propriedades mais ou menos citotóxicas. -É benéfico que estas soluções contenham ingredientes com um tempo de retenção da superfície ocular prolongado. Ao mesmo tempo, os colírios não devem prejudicar a visão para garantir uma condução e trabalho seguros e uma visão perfeita. O ácido hialurónico é uma substância fisiológica que cumpre ambos os requisitos. -Fisiologicamente, uma camada lipídica muito fina na interface, entre o ambiente e os olhos, protege as lágrimas contra essa perda de água. O aumento da evaporação também é visto em doentes com olho seco, visto que, nesses doentes, a composição da camada lipídica está alterada causando uma rápida quebra do filme lacrimal. O forte efeito hidratante da ectoína influencia as propriedades físicas dos componentes lipídicos do filme lacrimal. Com isso, a evaporação é reduzida, o filme lacrimal é estabilizado e o seu tempo de rutura é prolongado. A ectoína é conhecida como uma molécula natural protetora de células e inibidora de inflamação. Conclusão Os nossos olhos precisam de mais cuidados especiais em tempos de pandemia do coronavírus, pois a modificação no nosso estilo de vida sobrecarrega o sistema visual. Existem colírios de elevada qualidade, bem tolerados e fáceis de usar, que oferecem benefícios preventivos e terapêuticos para apoiar o bem-estar e a saúde dos nossos olhos nestes tempos desafiantes.

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ARTIGO DE OPINIÃO | BLEFARITE

BLEFARITE A blefarite é uma inflamação do bordo das pálpebras, associada, ou não, à infeção das mesmas. É uma das doenças oculares mais comuns no mundo e está presente em praticamente todas as faixas etárias. A blefarite ocorre quando as glândulas de Meibómius, que produzem a gordura das lágrimas, localizadas perto da raiz das pestanas, entopem, causando irritação e vermelhidão. Por vezes, há uma infeção aguda da margem da pálpebra, originando um hordéolo (ou terçolho). Mais frequentemente, a blefarite é crónica e afeta os dois olhos. Os sintomas costumam ser piores de manhã e incluem prurido, sensação de areias ou calor nos olhos, bordos palpebrais vermelhos e inchados, presença de partículas gordurosas nas pestanas, olhos colados ao acordar, sensibilidade à luz, lacrimejo e visão enevoada, que melhora com o pestanejar. O entupimento e inflamação prolongados das glândulas pode levar ao aparecimento de um chalázio – uma massa no bordo palpebral, que torna a pálpebra vermelha e inchada. A blefarite pode ser causada por dermatite seborreica (caspa no couro cabeludo ou sobrancelhas), rosácea, alergias, tanto a medicamentos oculares, como a soluções de limpeza de lentes de contacto ou mesmo a maquilhagem e por pequenos parasitas nas pestanas, invisíveis a olho nu. É agravada (e também agrava) o olho seco, leva a vários episódios de conjuntivite e, nos casos mais graves, a problemas na córnea, como úlceras e neovascularização (pequenos vasos de sangue na camada transparente do olho). O diagnóstico é, essencialmente, clínico, através da observação cuidadosa das pálpebras, cílios, glândulas, conjuntiva e da pele. Avalia-se também a facilidade de expressão da gordura das glândulas de Meibómius, bem como a sua regularidade e densidade, a produção de lágrimas e sua estabilidade e, por vezes, procede-se à identificação laboratorial de microrganismos, podendo ser necessário recolher cílios e crostas das pálpebras. A prevenção da blefarite passa por manter as pálpebras limpas, livres de crostas, escamas gordurosas e restos de maquilhagem. A higiene das pálpebras é, aliás, a medida mais simples e eficaz para tratar a blefarite e consiste em três passos: calor húmido, massagem e limpeza. O calor húmido pode ser feito

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Profª Drª Andreia Martins Rosa Médica oftalmologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, na Unidade de Oftalmologia de Coimbra, Hospital da Luz Coimbra e Martins Rosa- S. Saúde, Santa Maria da Feira. Professora Convidada da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

com compressas ou lenços de pano limpos e embebidos em água morna, colocados durante cerca de dez minutos sobre os olhos fechados. Também existem máscaras comercializadas para esse efeito, que são muito úteis. A humidade e o calor facilitam a saída da gordura das glândulas e tornam mais fácil a remoção de crostas e detritos dos cílios e pele das pálpebras. A massagem consiste em aplicar pressão (com os dedos, um cotonete ou um toalhete) em todo o bordo das duas pálpebras. Para a limpeza pode usar-se um champô neutro, diluído em água morna, mas existem também soluções de limpeza e toalhetes, preparados com agentes antisséticos não irritativos. Em alguns casos, é necessário usar produtos com ação contra um parasita das pálpebras, à base de óleo da árvore do chá (tea tree oil), aplicar lágrimas artificiais, anti-inflamatórios, fazer um tratamento com antibiótico tópico ou oral e, naturalmente, controlar qualquer condição subjacente que esteja a agravar o quadro, como a dermatite seborreica, rosácea ou alergias. Existem também dispositivos que emitem luz, calor ou uma combinação destes para promover a saída da gordura das glândulas. Na maioria dos casos, o médico oftalmologista fará um esquema de tratamento que inclui algumas destas medidas, de acordo com a avaliação clínica, e é habitual haver uma melhoria significativa dos sinais e sintomas, podendo, contudo, ser necessário repetir o tratamento passado algum tempo.


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Óleo da árvore do chá: conhecido pelas suas propriedades antimicrobianas


SAÚDE ORAL | V-PROMED

20 ANOS DE

INOVAÇÃO, QUALIDADE E EXCELÊNCIA

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m entrevista à Revista Business Portugal, Vitor Henriques e Agnelo Silva, CEO e Diretor Clínico da Dentárias V-Promed, traçaram um balanço dos 20 anos de existência, salientando que são uma família profissional bem formada a atuar em áreas avançadas, com suporte tecnológico de alto desempenho, sempre orientada para o cliente. Agnelo Silva, Diretor Clínico

Vitor Henriques, CEO

interessadas do grupo – e tem sido isto que tem permitido essa tal equipa única. O resto é fazer. É um caminho que se mede em pessoas – dentro e fora de portas.

A Dentárias V-Promed conta com 20 anos de existência. Qual o balanço que faz? Vitor Henriques (VH) - Temos um passado de crescimento sustentável a todos os níveis, somos uma família profissional bem formada a atuar em áreas avançadas, com suporte tecnológico de alto desempenho, oferecendo espaços confortáveis e seguros orientados para o cliente! Olhamos para trás com satisfação, mas é o presente que conta! Hoje, e desde sempre, os nossos valores são “Trabalho, Honestidade e Bom Senso” e é por aqui que passa o conceito em direção às expectativas do paciente, sempre. Por muita evolução e mudança ou crescimento que haja, nenhuma empresa deve afastar-se da sua cultura e dos seus valores. E, foi isto que nos permitiu com qualidade, perseverança e criatividade para a inovação, ultrapassar as adversidades. Somos uma organização holocrática e flexível. Tentamos, dentro das nossas possibilidades, ter benefícios inclusivos e cultivamos o sentimento de trabalhar para o TODO nas múltiplas partes 40 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A Dentárias V-Promed dispõe de uma grande diversidade de especialidades. Que especialidades ligadas à saúde oral têm na vossa clínica? Agnelo Silva (AS) - O nosso corpo clínico dá resposta ao paciente em todas as especialidades relacionadas com a medicina dentária, nomeadamente cirurgia oral, implantologia, reabilitação oral e estética, dentisteria, endodontia, ortodontia, periodontologia e oclusão e dor orofacial, sendo que a implantologia e a reabilitação estética assumem destaque na procura. Todos os membros do corpo clínico fazem uma formação constante, no sentido de prestar um serviço baseado na evidência científica atual. Para além das unidades clínicas, a nossa empresa dispõe, também, de um laboratório de prótese dentária - Dental Sweet Laborator - o que permite, para além de uma evidente melhoria de comunicação entre clínica e laboratório, uma melhor capacidade e rapidez de resposta às exigências dos nossos pacientes. Têm três unidades: em Barrô, em Águeda e um laboratório em Oiã. Foi uma decisão estratégica? VH - Decisões diferentes, mas todas orgânicas. A harmonia entre a procura e o tipo de oferta que gostamos de proporcionar aos nossos clientes prevaleceu sempre à estratégia. Na sua perspetiva, o público está bem informado sobre os cuidados que deve ter com a saúde oral? Sente que os portugueses têm tido uma maior preocupação com a saúde oral? AS - Existe um crescimento contínuo do número de pessoas que passou a valorizar e a cuidar da sua saúde oral - essa informação vai crescendo. No entanto, para a maioria da população saudável,


FISIOPRIME

a periodicidade ideal de consulta seria de 6 em 6 meses (alterável de acordo com as necessidades e o fator de risco do paciente) e temos 40 por cento da população ausente desta realidade, ainda há muito a fazer. Algo que passará, necessariamente, pela educação para a prevenção. Tendo em conta o cenário pandémico que atravessamos, que análise faz do mercado da saúde oral pré e pós pandemia? E, nesse sentido, quais as ambições da Dentárias V-Promed para o futuro? VH - Uma análise apreensiva… Numa leitura transversal, preocupam-me, sobretudo, as pessoas/famílias que não tenham recursos, intelectuais ou de saúde, para a incontornável mudança. A sociedade, em geral, vai mudar (provavelmente pouco) e adaptar-se. Antes da pandemia já estávamos em pleno contexto “VUCA”. Era-nos pedido, diariamente, estabilidade e direção previsível sem garantia que coisa alguma estivesse igual no dia seguinte. O momento económico reflete isso mesmo e continuará a fazê-lo, mais ainda, neste “pós-pandemia”, com a criação instantânea e sucessiva de problemas e oportunidades, lado a lado. A mobilidade e a vacinação são exemplos gritantes… A necessidade de cuidados de saúde, nomeadamente de saúde oral, irá manter-se ou aumentar. A maioria dos players deste sector, fruto das exigências, “sairá” deste período com uma melhor resposta para os seus pacientes. Cabe-me hoje como ontem, proteger as pessoas que lidero e, como tal, trabalhar/inovar com os nossos pacientes para que a empresa tenha essa tal estabilidade e liberdade de movimentos e assim possa continuar o seu caminho. Essa é a ambição. E, nesse sentido, os planos para aumentar a qualidade dos nossos serviços neste novo normal, passarão pelo incremento do digital nos nossos canais de comunicação até ao final do ano e nalguns procedimentos de reabilitação (já a partir de outubro), permitindo, em 2021, completar o nosso fluxo digital de trabalho.

"A harmonia entre a procura e o tipo de oferta que gostamos de proporcionar aos nossos clientes prevaleceu sempre à estratégia"

www.dentariasv-promed.com REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 41


ARTIGO DE OPINIÃO | GRIPES E CONSTIPAÇÕES

GRIPES E CONSTIPAÇÕES: SABER COMO DISTINGUI-LAS Mais comuns no inverno, não há tratamento específico para as gripes e constipações, mas é possível atenuar os sintomas. Com o tempo frio chegam as gripes e constipações, porque há uma maior predisposição para ficar em ambientes mais quentes, pouco arejados e com mais proximidade, propiciando o contágio. Apesar de terem sintomas semelhantes, as gripes e constipações são doenças distintas. Quais as características e sintomas da gripe? A gripe é uma infeção do sistema respiratório resultante da infeção pelo vírus Influenza. Transmite-se por contacto físico direto ou através de gotículas respiratórias infetadas, que libertamos ao falar, respirar ou tossir. Não é considerada uma doença muito grave, mas a agressividade dos sintomas associados pode conduzir, raramente, à morte. Após 24 horas de contágio, o organismo reage com febre elevada, arrepios, dor de cabeça, dor muscular, garganta inflamada, nariz entupido e tosse seca. Acresce ainda a sensação de pele quente e avermelhada, principalmente no rosto, boca e garganta. No caso de se tratar de uma gripe sem complicações, os sintomas podem desaparecer em poucos dias, persistindo a bronquite e a tosse por mais tempo. A gripe é uma 16 42 // // REVISTA REVISTA BUSINESS BUSINESS PORTUGAL PORTUGAL

doença que se pode tornar epidémica, podendo infetar milhões de pessoas em todo o mundo. Quais as características e sintomas da constipação? Ao contrário da gripe, a constipação (nasofaringite ou rinofaringite) é causada por vírus menos agressivos, e com sintomas associados também menos intensos. É uma infeção viral que afeta sobretudo a cavidade nasal. O vírus é, normalmente, transmitido por contacto direto (objetos infetados ou secreções nasais infetadas) ou por inalação de gotículas expelidas ao falar, tossir ou espirrar. Os sintomas aparecem após dois ou três dias, manifestando-se através de congestão nasal, tosse, acompanhados da sensação de fadiga, calafrios, espirros e dores de cabeça. Os sintomas, normalmente, desaparecem ao fim de alguns dias. A gripe e a constipação constituem infeções respiratórias, mas quais as principais diferenças? As gripes e a constipações são provocadas por vírus respiratórios, com consequências e efeitos no ser humano distintos. Mas qual a principal diferença? A velocidade e agressividade do vírus. Enquanto que a constipação nunca provoca epidemias (pode eventualmente causar otites ou sinusite) e tem um tratamento rápido, por outro

lado, a gripe pode evoluir para infeções respiratórias graves. C

Como tratar a gripe e a constipação? Na constipação, o tratamento é direcionado para o alívio dos sintomas e os fármacos receitados são, usualmente, os analgésicos, antipiréticos e descongestionantes nasais. Os antibióticos apenas devem ser usados quando existe uma infeção bacteriana posterior. Na gripe, é importante estabelecer um diagnóstico rápido e preciso, uma vez que os medicamentos antivirais devem ser tomados nas primeiras 48 horas. Como prevenir a constipação e a gripe? Uma das principais fontes de prevenção é a vacina da gripe, aconselhada em pessoas com mais de 65 anos, grávidas, doentes crónicos, pessoas com o sistema imunitário fragilizado e profissionais de saúde. No entanto, existem mais fatores que ajudam na prevenção: • Ingestão de Vitamina C antes do outono e inverno; • Lavagem frequente das mãos • Uso de roupa adequada à tem peratura; • Exercício físico regular • Descansar e dormir • Evitar o contacto com pessoas infetadas.

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FARMÁCIA OLIVEIRA A equipa da Farmácia Oliveira deseja aos seus clientes Festas Felizes e um ótimo 2021!

Rua Zeca Afonso 30, 7800-522 Beja Horário : Seg.-Sexta 09:00 - 20:00 farmacia.oliveira.beja@gmail.com www.farmaciaoliveirabeja.pt

Horário : Seg.-Sexta 09:00 - 20:00 Sáb. 09:00 - 13:00 Dom. Fechado REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 43


DIA INTERNACIONAL DA MULHER | ATELIER 405

Equipa

UMA FARMÁCIA PARA TODOS A Farmácia Oliveira, PME Líder, em 2018 e 2019, pretende ser a farmácia de serviço para todas as necessidades e oferecer aos clientes o melhor serviço possível. Em entrevista à Revista Business Portugal, Ana Fernandes, proprietária e Diretora-Técnica, revela-nos as características diferenciadoras da farmácia e os principais desafios para 2021. Com o que podem contar os clientes quando procuram o vosso serviço? Eu penso que somos uma equipa, não só profissional, como coesa e acolhedora. Sendo uma farmácia de uma cidade relativamente pequena, acabamos por criar laços de amizade com os nossos utentes e até, por vezes, vivenciamos os seus problemas pessoais. No fundo, somos uma equipa bem-disposta e informada, o que penso que transparece e tentamos sempre solucionar qualquer problema que possa surgir. O nosso mote é que ninguém deve sair das nossas instalações, insatisfeito ou com dúvidas. Dispomos também de um gabinete de atendimento personalizado para situações em que o utente sinta a necessidade de maior privacidade. De uma forma geral, sentimo-nos também acarinhados pelos nossos utentes, dão-nos muitos miminhos. Recebemos tartes, bolos, legumes e frutos biológicos da “hortinha”, o que nos preenche a alma e nos diz que estamos no bom caminho. Na Farmácia Oliveira, o cliente tem ao seu dispor técnicos especializados que o podem informar e ajudar na área da estética e nutrição. É esta atenção nos serviços que garante o vosso sucesso? O sucesso é sempre relativo… na minha perspetiva, manter a farmácia aberta, apesar dos percalços que temos tido, conseguir 44 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

satisfazer os nossos utentes e estarmos felizes no nosso local de trabalho já é um sucesso. É muito bom sentirmo-nos realizados na nossa profissão e termos um ambiente de trabalho que nos proporciona alegria. Claro que termos técnicos especializados em certas áreas é uma mais-valia para qualquer farmácia, pois ao oferecermos um maior leque de serviços atingimos um maior número de população. Mas também é importante mantermo-nos atualizados, quer a nível de novas gamas/produtos que surjam no mercado, quer a nível profissional, através de cursos e formações. É uma área em que podemos sempre aprender algo mais. Considera que as farmácias devem ter um papel ativo e informar o utente do que é melhor para ele no que à medicação se refere, ou este papel deve ficar reservado apenas aos médicos? O farmacêutico não prescreve, essa área é da responsabilidade dos médicos. No entanto, nós somos de mais fácil acesso e, como tal, é a nós que muitas vezes os utentes reportam primeiro uma reação adversa ou uma pioria na sua patologia. Quando tal acontece, aí torna-se nossa obrigação verificar se poderá ser resultado de uma nova medicação ou se é um efeito já verificado para alguns doentes. E, caso encontremos alguma correspondência, pedimos ao utente para se dirigir ao seu médico para avaliar a situação. Penso que se encontra em fase de estudo a possibilidade de o farmacêutico se tornar mais interventivo no processo de diagnóstico e prescrição de algumas patologias minor, uma vez mais pela fácil acessibilidade do utente às farmácias, o que diminuiria o tempo de resposta no combate a essas patologias. No entanto, não sei se passará de estudo para projeto. Como caracteriza a população que procura os vossos serviços? Nesse sentido, tendo presente as novas tecnologias aplicadas ao sector farmacêutico, qual a recetividade às receitas eletrónicas? A Farmácia Oliveira não tem definida uma faixa etária. Temos utentes mais idosos, mas também temos uma faixa etária mais jovial, talvez devido à vasta gama de dermocosmética de que dispomos. A nossa proximidade a um hipermercado também nos traz todos os dias pessoas de passagem e de aldeias próximas.


FARMÁCIA OLIVEIRA | CUIDADOS REGINACORK DE SAÚDE

a que tem o medicamento de que o utente precisa. E por vezes, já nem tem nenhum medicamento disponível e não se tinha apercebido desse facto. As receitas eletrónicas vieram facilitar a prescrição e a dispensa de medicamentos, mas temos de ter uma maior sensibilidade para corresponder os métodos adequados à faixa etária em questão.

Ana Fernandes, Proprietária e Diretora-Técnica

Relativamente às receitas eletrónicas convém antes explicar que existem três processos. A receita eletrónica que nos é fornecida em papel, a receita a que se acede via telemóvel pelos códigos enviados e a possibilidade de aceder à receita através do cartão de cidadão. Este último processo raramente é utilizado, aliás se bem me lembro, a única vez que utilizei este método foi para efetuar um vídeo, a pedido da ANF, para demonstrar este processo ao Dr. Manuel Teixeira, secretário de Estado da Saúde em 2015. Qualquer um dos outros dois métodos são largamente utilizados e, por norma, bem aceites pela população em geral, vista a possibilidade da prescrição de um maior número de medicamentos, o que facilita a vida aos doentes crónicos. Assim não têm de se dirigir tantas vezes aos seus médicos e/ou centros de saúde para prescrição de nova receita. No entanto, para a população de uma faixa etária mais elevada, e menos hábil no que concerne aos telemóveis, este processo por vezes pode tornar-se moroso e confuso. As receitas fornecidas via telemóvel não especificam ao utente quais os medicamentos que contêm, pelo que, se o utente tiver diversas receitas prescritas por esta via,

A pandemia afetou todos os negócios de uma forma global. De que forma a crise afetou a área da saúde, e farmacêutica, em particular? Como perspetivam o ano 2021? Este ano realmente tem sido difícil, pela pandemia em si e por todas as alterações que tivemos de adotar no nosso dia-a-dia. Afetou económica e socialmente toda a população. Em termos globais de saúde, acho que se estão a atrasar muitos diagnósticos. Quer pelo medo das pessoas se dirigirem aos centros médicos, hospitais e centros de saúde, quer pelas alterações, devidas à Covid-19, que os mesmos tiveram de implementar, em termos de números de utentes, horários disponíveis e até mesmo por quarentenas. O surto, que surgiu no Hospital José Joaquim Fernandes, aqui em Beja, provocou desmarcações de consultas e cirurgias. Muitas consultas dos médicos de família têm sido via telefónica e marcar exames tem sido um processo mais moroso. Na área farmacêutica também tivemos alterações, foi necessário implementar novas regras, adquirir equipamentos de proteção e organizar planos de contingência. Durante um mês e meio trabalhámos com a equipa em “espelho”, ou seja, quatro funcionários trabalhavam num dia e no seguinte seriam outros quatro. Foi extenuante, tivemos de reduzir o horário de funcionamento da farmácia, pois não podemos trabalhar mais de oito horas diárias, e provocou uma quebra nas vendas. Mas na altura, por questões de saúde e visto estarmos com um surto maior em Beja, considerei que era o mais correto a fazer. Para 2021 tento ser otimista. Sei que estamos à beira de uma crise económica, sei que terei de ser mais cautelosa na gestão da farmácia, continuar a parceria com a Finanfarma, que nos tem ajudado muito a nível de tesouraria, e esperar que, com o nosso melhor, continuemos a ajudar profissional e socialmente a nossa população e, assim, podermos garantir a nossa perspetiva de sucesso.

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ARTIGO DE OPINIÃO | ALEXANDRE MEIRELES

2021: O ANO

DE TODAS AS ESPERANÇAS O OE 2021 foi aprovado na especialidade e não foram acrescentadas muitas mais medidas com impacto no tecido empresarial, exceto a suspensão do pagamento por conta para as micro, pequenas e médias empresas, durante o próximo ano, o prolongamento da adesão às moratórias de crédito até março, o pagamento a prestações do IVA e IRC (até 25 mil euros) ou a inclusão dos sócios-gerentes no novo apoio social. A estas medidas somam-se outras tantas propostas orçamentais aprovadas na generalidade e que trazem benefícios óbvios para as empresas, como o crédito fiscal ao investimento e o não agravamento da tributação autónoma. Ainda assim, o OE 2021 não é tão expansionista quanto os empresários desejavam, entre eles, os associados da ANJE. Naturalmente que havia a expectativa de ver inscritos, no orçamento, mais apoios e incentivos ao tecido empresarial, tendo em conta os problemas de liquidez e endividamento das empresas e, sobretudo, a necessidade de relançar o investimento e o emprego no pós-pandemia. Creio, de resto, que haveria margem para mais apoios e incentivos, sem desvirtuar o cariz, eminentemente social, do OE 2021, nem comprometer o equilíbrio das contas públicas. As taxas de juro da dívida portuguesa registavam, pela primeira vez, um valor abaixo de zero e do lado da Europa à abertura a orçamentos expansionistas. Acho, pois, que seria possível um alívio na carga fiscal e nos custos de contexto das empresas, que se mantiveram, praticamente, inalterados com este orçamento. Resta aos empresários esperar que, em 2021, o efeito conjugado das medidas de apoio às empresas, das primeiras tranches da “bazuca” europeia (Quadro Financeiro Plurianual 2021-27 e Mecanismo de Recuperação e Resiliência) e da vacinação contra a Covid-19 faça acelerar a recuperação económica em Portugal. É difícil ser otimista neste momento, mas estou convencido de que com o princípio do fim da pandemia, na primavera, o consumo vai disparar e o investimento seguirá, embora mais lentamente, a mesma tendência. As taxas de poupança das famílias estão em alta e, havendo alguma descompressão no combate à Covid-19, esse capital será em parte canalizado para a economia, inclusive para o turismo.

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Alexandre Meireles Presidente da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários

Outro aspeto a considerar é a aceleração da transição digital em Portugal, que terá, certamente, resultados mais sólidos em 2021. As empresas estão a desenvolver um extraordinário esforço para comercializar bens, prestar serviços, organizar processos, gerir tarefas e interagir com clientes remotamente, recorrendo às tecnologias digitais. Estou convicto de que os avanços alcançados na digitalização do tecido empresarial são irreversíveis e vão tornar, a prazo, a nossa economia mais competitiva, sobretudo se a transição digital chegar, como espero, a mais empresas, designadamente dos sectores tradicionais. As empresas não podem deixar de apostar no digital, bem como em outros fatores competitivos que vão fazer a diferença em 2021: qualificação e I&D, inovação e tecnologia, design e marketing, branding e internacionalização. Contudo, devemos estar conscientes de que as empresas vão sair desta crise sanitária e socioeconómica bastante descapitalizadas e endividadas. Por isso, o país tem de garantir que os apoios à atividade económica e, mais tarde, os novos fundos europeus chegam rapidamente às empresas, sob pena de um aumento exponencial de insolvências e desemprego em 2021. Neste sentido, parece-me fundamental reforçar as estruturas intermédias do Estado, dotando-as de recursos humanos e tecnológicos que tornem os processos de financiamento das empresas mais eficientes e expeditos. Em suma, há uma luz de esperança a cintilar no fundo do túnel, mas a recuperação não pode depender apenas da resiliência das empresas. A resposta pública às dificuldades do tecido empresarial terá de ser célere, robusta e consequente. Caso contrário, muitas empresas e empregos se vão perder até o cenário desanuviar.


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Liderança: Novos Desafios Nunca o termo liderança foi tão discutido como hoje! 2020, que agora termina, foi o ano de “redefinição” do conceito de liderança, que muitos teimavam em manter obsoleto. Os bons líderes e empresários, sempre com muito respeito e cuidado, encararam a pandemia como um momento de reinvenção e de definição de novas estratégias. Obviamente que ninguém quer repetir a experiência, mas a pandemia e as dificuldades que decorreram da mesma, permitiram a reinvenção de muitos negócios. A pandemia foi o despertador que muitas empresas precisavam, porque, digamos, a estagnação e a falta de inovação são o declínio de muitas empresas. É o momento certo para rever estratégias e encontrar novas formas de trabalho para responder a um novo mercado. Não podemos prever o futuro, mas podemos antecipá-lo. Não é altura para incertezas nem lamentações. Como diz o ditado, “tristezas não pagam dívidas” e, por isso, o mundo empresarial tem de encarar o próximo ano com positividade e inovação para fazer face as todas as adversidades que, eventualmente, surgam. É, neste contexto, que esperamos 2021, com um conceito de liderança à prova de tudo e mais humanizado. Além do know-how, imprescindível, o “novo” líder deve privilegiar o lado humano – empatia, transparência, sensibilidade, humildade - que promova a motivação dos seus colaboradores. Quando avançar para as próximas páginas, irá encontrar empresas que já só esperam 2021, porque preparadas, já estão.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | GRUPO (VAL)OURO

145 ANOS DE (VAL) Há 145 anos nascia o Grupo Valouro, assumindo-se hoje como o maior grupo do sector agroalimentar português e um dos maiores da Europa. Em entrevista à Revista Business Portugal, José António dos Santos, Administrador, falou-nos de um ano atípico, onde não baixar os braços e descobrir novos mercados foi fundamental.

O

mundo viu nascer o Grupo Valouro, em Lisboa, tendo-se, desde então, expandido pelo resto do país. Com mais de 40 empresas dos sectores do abate e transformação de aves, agricultura, distribuição e comércio alimentar, indústria de rações, multiplicação de aves, produção de energia, transportes, turismo e seguros, o grupo tem como principais áreas de negócio a avicultura e produção de rações, estando presente em vários países do mundo. Como para tantas outras empresas, 2020 foi um ano “completamente atípico”, como começa por nos explicar José António dos Santos. No entanto, “mantivemos tudo em aberto e continuamos a nossa caminhada”. Apesar de o Grupo Valouro ter verificado uma quebra em alguns sectores, noutros não se fez sentir um grande impacto, mas houve a necessidade de descobrir novos mercados e começar a exportar para outros países. “As vendas no mercado interno desceram muito, de maneira que tivemos de conquistar novos mercados para conseguir escoar os produtos, uma vez que a nossa capacidade de produção é de 220 milhões de ovos de incubação por ano.” O Grupo Valouro acabou por conquistar novos mercados no Médio Oriente, África e norte da Europa. “Apesar de estarmos a atravessar um problema à escala global, há países menos afetados e, no nosso caso,

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conseguimos conquistar algumas quotas de novos mercados, entrando neles com preços muito competitivos. No entanto, o nosso principal mercado continua a ser Portugal.” Segundo o nosso entrevistado, que conta já 66 anos de experiência profissional, para se conseguir ultrapassar momentos de crise como o que vivemos, “em primeiro lugar, é importante que as empresas estejam bem orientadas e capitalizadas e, em segundo, é importante que se saibam adaptar e mudem alguns mercados”. Investimento contínuo na inovação O Grupo Valouro tem acumulada uma grande experiência, tendo já passado por vários momentos bons e menos bons. Para prevalecer ao longo de mais de uma década no mercado, foi e continua a ser imprescindível imprimir sempre muito trabalho e muita dedicação em qualquer tarefa desempenhada. Mas o sucesso também se deve à aposta continua na inovação. “Desde que o grupo nasceu, o caminho percorrido foi o da inovação e foi por isso mesmo que ele cresceu ao nível que cresceu. Mesmo este ano, não parámos o investimento, muito pelo contrário. Fizemos mais investimentos que, mesmo que não se tornem produtivos este ano, serão produtivos no próximo”, explica-nos José António dos Santos. Apesar de o futuro ser incerto, o nosso entrevistado reforça que é importante

José António Santos, Administrador

continuar o caminho do investimento e da inovação. “A empresa que não investe, morre”, assevera, não deixando de passar uma mensagem de força e coragem para toda a equipa e clientes do Grupo Valouro e uma mensagem de incentivo a outros empresários: “Tenham criatividade e façam o vosso melhor para resistirem, porque baixar os braços é o pior que se pode fazer”.

Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, nº 126 - Vila Facaia 2565-642 Ramalhal (+351) 261 910 200 (+351) 261 911 333 geral@grupovalouro.pt www.grupovalouro.pt


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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | LEIRIBRUNO

“EM EQUIPA TUDO SE TORNA MAIS FÁCIL” Na LeiriBruno a equipa e as parcerias são o segredo para que se consiga fazer um trabalho diferenciador no país. O desafio de Bruno Ponte, Fundador e Diretor-Geral, sempre foi, e será no futuro, trabalhar em parceria e unir sinergias, como nos explica em entrevista à Revista Business

A LeiriBruno é uma empresa ligada ao tecido empresarial, nas mais diversas áreas, em especial na nutrição animal, química e energias renováveis e está envolvida em tudo o que sejam processos de produção contínua, para que os seus clientes se diferenciem nos produtos produzidos, assim como nos serviços oferecidos. A principal missão, para com os seus clientes, é serem parceiros no desenvolvimento de uma solução, pois “o sucesso dos clientes está inerente ao sucesso da LeiriBruno”. Para se estar num registo de profissionalismo de excelência e qualidade, é preciso, “obrigatoriamente”, trabalhar com grandes marcas, porque só assim se consegue prestar um bom serviço. Neste sentido, a empresa trabalha, desde o início, com um conjunto de marcas e equipamentos de prestígio, e pretende “continuar a trabalhar”. Atualmente, fala-se na indústria 4.0 e na conversão europeia e mundial. Nessa vertente, as soluções eletromecânicas e soluções de automação – que preconiza aos clientes – vão ao encontro das necessidades do mercado: linhas de produção mais eficientes e rentáveis. “A sustentabilidade é um desafio permanente, mas nós também estamos num processo evolutivo contínuo”. As parcerias são a fórmula para o sucesso As parcerias são a chave de todos os negócios e fundamentais para sobreviver aos desafios que surgem diariamente. Quem nos diz é Bruno Ponte, que acredita que “quanto mais fortes são as parcerias, serão também mais fortes as sinergias criadas entre elas”. Desde que iniciou o projeto, encara os desafios com o espírito de que “o trabalho em equipa resultará num bom trabalho para todos.” Todos os projetos da LeiriBruno, apesar das dificuldades inerentes, são singulares e únicos, um diferencial importante que os obriga “a oferecer uma capacidade de resposta e inovação permanente”. A empresa desenvolve soluções eletromecânicas, com a valiosa ajuda dos seus parceiros. Como nos refere Bruno Ponte, são os clientes que colocam os desafios e procuram a LeiriBruno no desenvolvimento de soluções que já têm, previamente, pensadas. “Há um mérito conjunto, porque o cliente quer arriscar, evoluir e procurar soluções inovadoras, e nós tornamos o sonho realidade”. No entanto, o empresário revela com insatisfação que as parcerias estão “muito pouco enraizadas, culturalmente, no nosso tecido empresarial”. Enquanto jovem realça que faz falta essa união, para que, em conjunto, se encontrem novas e melhores soluções e, dessa forma, ultrapassar os obstáculos que a pandemia e outras situações possam vir a impor. 52 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Bruno Ponte, Fundador

O espírito de equipa está muito presente Na LeiriBruno há uma aliança entre a eficiência com o elevado know-how de toda a equipa. Como nos refere o empresário, “só com muito trabalho e dedicação e com uma equipa de técnicos com esse espírito, é que se consegue abraçar uma filosofia com tamanha responsabilidade”. No papel de diretor, Bruno Ponte acredita que o sucesso não é apenas seu, mas sim de toda a equipa que constitui a LeiriBruno. Uma equipa que, garante, tem de ser ressarcida dos ganhos e reconhecimentos da empresa. A equipa trabalha por objetivos, todos concorrem entre si de forma a conseguirem melhorar a cada dia. “São as pessoas que fazem uma empresa. Quando isso não acontece, mais cedo ou mais tarde, deixa de ser uma empresa”. No sector empresarial, é de extrema importância a aposta na formação, não só das empresas, mas também do trabalhador, pois é de interesse mútuo. “As pessoas têm de construir o caminho, para que consigam obter os frutos que resultam daquilo que construíram e não ao contrário”. Resiliência perante as adversidades Na sua fase inicial, a pandemia era desconhecida e, por isso, a empresa decidiu parar algumas semanas. Em virtude do desconhecimento, existiu medo e ainda existe, “mas hoje é mais controlado”, como nos


LEIRIBRUNO | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

garante o empresário. Houve o medo de não conseguir dar resposta aos clientes, mas também um medo das empresas, porque não previam o futuro e estavam condicionados nos investimentos. “O grande desafio da pandemia vai ser quebrar esse medo que se instalou, mais ainda do que a própria, porque essa, havemos de conseguir ultrapassar. Bruno Ponte considera que, apesar de tudo, com a pandemia e todas as dificuldades que lhes estão inerentes, são fundamentais a persistência e a confiança, “com estes dois lemas é possível vencer todos os obstáculos”.

“O segredo é a evolução contínua” Em termos estratégicos, a LeiriBruno pretende manter as parcerias que tem construindo ao longo dos anos e relançar toda a divulgação e comercialização das diversas soluções em termos internacionais, em especial, nos mercados lusófonos. A inovação passa, também, pela aposta em novos rostos e novas formas de pensar. Nesse sentido, Bruno Ponte irá, brevemente, passar o testemunho de diretor-geral ao engenheiro Hugo Costa. A trabalhar na empresa há sete anos, o atual diretor técnico assume que será um “desafio exigente”, porque a gestão e as negociações não são, atualmente, as suas áreas de trabalho, mas será “uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional”. As dificuldades são transversais a todos os cargos e o desafio é responder às necessidades dos clientes, mantendo o rigor e excelência no trabalho, que só é possível com “uma equipa muito dedicada e que trabalha com empenho”. Desta forma, a LeiriBruno quer passar a mensagem de que os lugares não são eternos. Bruno Ponte acredita que, dentro do mesmo projeto, há outras pessoas que devem ter a possibilidade de o abraçar, com novas ideias e outra forma de pensar, porque, como diz “o segredo é a evolução contínua a que os mercados obrigam”.

Rua 13 de Junho, 34 A, Fontinha 2410-018 Leiria Telefone: +351 244 739 086 Telemóvel: +351 919 378 885 Email geral: leiribruno@gmail.com

Bruno Ponte com Hugo Costa

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | LUZIMECA

LUZIMECA PREFAB: UM SISTEMA ORGANIZADO, EFICAZ E SUSTENTÁVEL A Luzimeca inova e avança com o pré-fabrico de sistemas de redes hidráulicas e elétricas off-site. Em entrevista à Revista Business Portugal, João Vieira, CEO da empresa, apresenta o novo projeto Luzimeca PreFab. Desde 1993, que a Luzimeca é uma referência na construção de novas instalações hidráulicas e elétricas com credibilidade e prestígio, criando confiança nos clientes, colaboradores, fornecedores e parceiros. Certificada PME líder 2020, a empresa oferece soluções que se ajustam às necessidades do mercado, na instalação de sistemas de redes hidráulicas, eletricidade, solar térmico e gás. Luzimeca PreFab A Luzimeca lançou, este mês, o novo projeto Lumizeca PreFab, que consiste em retirar do ambiente de obra os trabalhos que podem ser realizados em ambiente fabril, oferecendo mais segurança aos colaboradores, maior sustentabilidade, menor desperdício dos recursos, introdução de sistema de controlo de qualidade e melhoria da experiência do cliente, que consegue, com menos recursos em obra, cumprir os prazos e melhorar o planeamento. A Luzimeca PreFab será um projeto que, no futuro, pode marcar a internacionalização da empresa, com a exportação de sistemas para outros mercados, assim como a procura de novas parcerias tendo em vista a comercialização de sistemas completos. Ver nas adversidades uma oportunidade de inovação João Vieira lamenta o facto de não ter sido reconhecido o “enorme esforço” que o sector

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João Vieira, CEO

Infinity Tower

tem feito durante a pandemia. “É certo que, economicamente, fomos os menos afetados por todas as medidas impostas, mas esse resultado económico deveu-se à resiliência dos trabalhadores.” O impacto da pandemia sentiu-se, essencialmente, na redução de licenciamentos o que significa que, em 2021, podem existir atrasos no arranque de novos projetos.

2021 será um ano de aprendizagem e adaptação para a Luzimeca, com a produção de sistemas de pré-fabrico em quatro grandes áreas: sistemas de combate a incêndios, calhas e fixações, apartamentos e válvulas. A produção será, sobretudo, em projetos da carteira de encomendas da empresa, com destaque para a Infinity Tower, em Sete Rios. No futuro, a Luzimeca, tem como objetivo a construção de racks para corredores, onde podem ser instaladas todas as especialidades, “poupando horas de execução em obra” e, para tal, estão a formar engenheiros e desenhadores em BIM, uma área que, como nos confidencia João Vieira, “nos últimos 20 anos não evoluiu na forma como o trabalho é feito.” A empresa tem recebido um feedback dos clientes para a necessidade de evoluir nos métodos construtivos e, com a execução em pré-fabrico off-site, querem fazer parte ativa dessa evolução. Modernizar a construção em Portugal O sector da construção civil, em Portugal, “não é atrativo”, dificultando o recrutamento e retenção de novos técnicos, o que coloca enormes desafios na vida das empresas. A Luzimeca quer contribuir para um sector mais sustentável em linha com os objetivos das Nações Unidas, com enfoque no trabalho digno e crescimento económico, reduzindo as desigualdades com inovação, construindo cidades e comunidades sustentáveis. “O nosso propósito é bem claro, transformar a imagem do sector, valorizando todos os seus intervenientes, tornando-o mais atrativo e reconhecido pela sociedade em geral”.


LUZIMECA | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

LUZIMECA PREFAB: AN ORGANIZED, EFFICIENT AND SUSTAINABLE SYSTEM Luzimeca innovates and advances with the prefabrication of off-site hydraulic and electrical network systems. In an interview with Revista Business Portugal, João Vieira, the company’s CEO, introduces the new project Luzimeca PreFab. Since 1993, Luzimeca has been a reference in the construction of new hydraulic and electrical installations, with credibility and prestige, building trust in customers, employees, suppliers, and partners. Certified PME líder 2020, the company offers solutions that fit the needs of the market in the installation of hydraulic, electricity, solar thermal and gas network systems. Luzimeca PreFab Luzimeca launched this month the new Luzimeca PreFab project, which consists in removing from the construction site the work that can be carried out in a manufacturing environment, offering more security to employees, greater sustainability, less waste of resources, introduction of a quality control system and improvement of the client´s experience, which manages, with fewer resources on site, to meet deadlines and improve partnerships aiming at the commercialization of complete systems. Luzimeca PreFab will be a project that, in the future, can mark the internationalization of the company, with the exportation of systems to other markets, as well as the search for new partnerships aiming at the commercialization of complete systems. Adversity as an opportunity for innovation João Vieira regrets the fact that the “enormous effort” the sector has made during the pandemic has not been recognized. “It is certain that, economically, we were the least affected by all the measures imposed, but this economic result was due to the worker’s resilience”. The impact of the pandemic was, essentially, felt in the reduction of licensing which means that, in 2021, new projects may be delayed. In 2021, Luzimeca will keep learning and adapting, with the production of prefabrication systems in four big areas: firefighting systems, gutters and fixings, apartments and valves. The production will be, above all, in projects of the company´s order book, with

Amostra de Racks para corredores

emphasis on Infinity Tower, in Sete Rios. In the future, Luzimeca aims to build racks for corridors, where all specialties can be installed, “saving hours of execution on site” and, to this end, they are training engineers and designers in BIM, an area that, as João Vieira tells us, “in the last 20 years hasn´t evolved in the way it is done”. The company has received feedback from costumers for the need to evolve in constructive methods and, with the prefabrication off site, they want to be an active part of this evolution. Modernizing construction in Portugal The construction sector in Portugal “is not attractive”, which makes it difficult to recruit and hold new technicians, creating enormous challenges for companies. Luzimeca wants to contribute to a more

sustainable sector in line with the United Nations goals, focusing on worthy work and economic growth, using innovation to reduce inequalities, building sustainable cities and communities. “Our propose is very clear, to transform the sector’s image, valuing all the players, making it more attractive and recognizable by society in general.”

Rua da Eira n.7 A, Lourel 2710-360 Sintra (+351) 219 106 710 luzimeca@luzimeca.pt

www.luzimeca.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 55


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | SIKLA

SOLUÇÕES PERSONALIZADAS E INOVADORAS Experiência, competência e soluções personalizadas são três pilares importantes no sucesso da Sikla, uma empresa de referência que destaca as pessoas como o ativo mais importante dentro da organização, como conta à Revista Business Portugal, Nuno Cristóvão, Diretor-Geral da Sikla Lusa. Como define o percurso da Sikla? Somos um grupo internacional, familiar, simples e coeso em termos de organização, adaptação e visão do futuro. Nos últimos anos, foi lançada uma estratégia de renovação, de modo a colmatar algumas fraquezas que poderiam surgir com a evolução nos mercados. Uma grande mudança, em termos de recursos humanos, tem vindo a ser implantada, assim como novas estruturas internas foram criadas, de modo a mantermo-nos ao mais alto nível nos mercados, cada vez mais exigentes, tanto a nível de serviço, engenharia e também de custos de produtos. Passou, também, por estarmos mais presentes com empresas próprias em mais países, em vez de parceiros locais. Deste modo, tornou-se mais clara a visão e a aplicação estratégica promovidas pelo grupo. Acreditamos que estamos melhor preparados para cenários difíceis como empresa local e como grupo internacional para os novos tempos e realidades que irão surgir. A inovação faz parte do ADN da Sikla, de que forma se tem materializado? A inovação, desde muito cedo, esteve como objetivo principal do fundador da Sikla. Fomos pioneiros na criação dos primeiros sistemas de montagem rápida, em 1995 e, desde então, temos continuado o desenvolvimento de novos sistemas e atualizações de produtos. O grande exemplo foi o sistema Siframo, criado em 2006, um sistema estrutural inovador que veio reinventar todo o conceito de construção de estruturas de suportes de indústrias.Todo o sistema continua em constante crescimento com a introdução de novos componentes e certificado pela norma EN 1090-2. Somos pioneiros e líderes nesta área de negócio, o que nos compromete para estarmos em permanente desenvolvimento e atualização de novos produtos. Sabemos que as patentes que temos em alguns 56 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

produtos apenas atrasam as empresas concorrentes na área, mas não as impedem de continuarem a ter acesso fácil aos novos produtos e a facilidade de cópia ou de “reverse engineering”. Em que se baseia a filosofia de trabalho e cultura empresarial da Sikla? As pessoas são o ativo mais importante dentro da organização. Somos uma empresa familiar que, neste momento, tem a terceira geração já integrada dentro do grupo, e temos como lema “trata os outros como gostarias de ser tratado”. Esta é uma regra de ouro dentro do grupo e também a bases dos nossos padrões de conduta comercial. Os nossos clientes fazem negócio connosco, porque escolheram fazê-lo e este aspeto é o reconhecimento de que a conexão pessoal e a confiança fazem a diferença. É nesse sentido que continuaremos a trabalhar, pois o padrão que estabelecemos é elevado, sendo meu objetivo final cumprir a missão da empresa, mas nunca esquecendo os nossos funcionários e a importância do seu desenvolvimento para o êxito global. Quais os argumentos diferenciadores da Sikla face ao mercado global? A base do negócio da Sikla não reside no preço do produto, mas sim na sua qualidade. A marca Sikla representa experiência, competência e soluções personalizadas. Todos os nossos clientes estão conscientes de que, o que nos distingue é a qualidade dos nossos produtos aliada a uma elevada componente técnica e de serviço, o que nos torna parceiros e não apenas vendedores de um produto. A visão inicial do fundador da empresa Sighart Klauß de que “não será possível ser mais fácil, fazer mais rápido, melhor ou de outra forma?”, rapidamente conduziu a soluções extraordinárias e inovadoras que distinguem a Sikla desde o seu início. O foco inovador e orientado


SIKLA | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

para a prática é sempre enfatizado para tornar o trabalho do dia-a-dia mais fácil e eficiente para os nossos parceiros. Continuamos, hoje, com esse grande objetivo de elevar e estruturar a base do nosso negócio numa clara componente tecnológica inovadora e num acompanhamento técnico de elevada qualidade, traduzido no planeamento, assessoria, economia e otimização, de modo a ajudar os nossos parceiros a serem mais competitivos e a distinguirem-se no mercado. Que balanço traça deste ano de trabalho e, de que forma, a empresa encarou os novos desafios impostos pelo cenário de pandemia? Fazemos um balanço extremamente positivo. No final de 2019, tínhamos definido para 2020 objetivos muito ambiciosos, mas lamentavelmente fomos confrontados, no início do ano, com a crise que nos privou de obter alguns resultados. A segurança de pertencermos a um grupo internacional alemão muito bem estruturado, gerou internamente a confiança e a estabilidade necessárias. Na Sikla, as pessoas são o ativo mais importante e foi esse o nosso foco e preocupação durante este ano: cumprir integralmente os nossos compromissos, assegurando estabilidade emocional e estratégica aos nossos trabalhadores. A isso chamamos #siklaspirit. Deste modo, conseguimos unir toda a equipa e todos juntos conseguimos alcançar a maioria dos objetivos a que nos tínhamos proposto. Apesar de, desde muito cedo, passar a mensagem de que este seria um ano de não crescimento da empresa, trabalhei conjuntamente com as equipas a importância de criar condições para aumentarmos o nosso nível de serviço e a relação com os clientes e de nos prepararmos, em conjunto, para o período pós- pandemia. Que projetos estão na estratégia da Sikla para 2021? Logo no início da crise, sentimos que, inevitavelmente, a nossa economia iria retrair e afetar a maioria dos sectores. Sentimos a importância de trabalhar, tendo em vista o próximo ano, e foi esse o nosso foco. No decorrer de 2020, conseguimos trabalhar em conjunto com os nossos clientes e fomos capazes de fechar acordos comerciais e de projetos bastante aliciantes para o ano de 2021, o que nos permite ter uma visão otimista do próximo ano. Temos, em Portugal e na Alemanha, a estratégia de crescimento

Nuno Cristóvão, Diretor-Geral

muito bem estruturada e delineada para a próxima década. Apesar da quebra de negócio, em resultado do cenário dramático atual, nenhum investimento foi parado ou cancelado. Para 2021, prevemos manter este plano de crescimento e temos em curso um projeto de investimento para duplicarmos a capacidade de armazenamento nas nossas instalações em Palmela. Com este investimento, conseguiremos melhorar e criar condições para o desenvolvimento em produtos e áreas de negócio pouco exploradas e que serão o nosso foco de crescimento para a próxima década.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | ELÉCTRICA PEDRO HISPANO

ELÉCTRICA PEDRO HISPANO: 50 ANOS E 5 LOJAS A celebrar 50 anos de existência, a Eléctrica Pedro Hispano é uma referência no mercado dos eletrodomésticos da cidade do Porto. O sucesso advém da “excelente relação preço/qualidade dos produtos” e da oferta das melhores marcas, como nos explica Joaquim da Cruz Monteiro, Gerente e Fundador da empresa.

A

funcionar desde 1970, a Eléctrica Pedro Hispano garante preço/qualidade, aliado a um serviço completo de venda, que a distingue: entrega, instala e recolhe o produto antigo para reciclagem. A oferta estende-se a mobiliário de cozinha, climatização e assistência técnica. A Eléctrica Pedro Hispano é um associada e fundadora da Associação dos Agentes Autorizados (AAA) que, mais tarde deu lugar à Euronics, a maior cadeia de electrodomésticos da Europa. História da Eléctrica Pedro Hispano Em 1967, aos 22 anos, Joaquim da Cruz Monteiro, rumou de Ponte de Lima para o Porto, e decidiu aventurar-se no mundo dos negócios. Assim, começou a trabalhar numa fábrica de tecelagem, em Matosinhos. O trabalho na fábrica era feito por turnos, o que lhe permitia, nas horas livres, fazer distribuição de eletrodomésticos e gás. Em 1969, iniciou a primeira loja, no n.º 1275 da Rua Pedro Hispano, a qual abriu oficialmente, em fevereiro de 1970, com a colaboração da sua esposa, Maria das Dores Sousa Silva. Assim nasceu a Eléctrica Pedro Hispano, com a venda de mobílias, eletrodomésticos, louças e candeeiros, que este ano celebra 50 anos de existência, com quatro lojas na Rua Pedro Hispano e uma na Rua do Pinheiro Manso. Aposta em grandes marcas e produtos de qualidade A Eléctrica Pedro Hispano sempre primou pela oferta de produtos de qualidade. Joaquim da Cruz Monteiro reconhece que “inicialmente não foi fácil” fazer crescer o negócio e a grande vantagem foi, segundo o próprio, a atenção e a disponibilidade para com os clientes, o que lhe “assegurou a sua fidelização”. Diz-nos a experiência de Joaquim da Cruz Monteiro, que o segredo para o sucesso “é apostar em marcas de renome e que assegurem uma boa garantia e assistência ao cliente”. Só assim se mantém clientes que ao comprar têm uma garantia e apoio que esta empresa assegura. Visão e empreendedorismo: um legado A continuidade do negócio será garantida por três dos quatro filhos, sendo que o quarto exerce a atividade de médico veterinário, sendo os quatro “um motivo de orgulho”, bem como os seus cinco netos. Sobre o comércio on-line, este ainda não é uma opção, porque a empresa prefere valorizar o atendimento presencial, mas Joaquim da Cruz Monteiro admite que o on-line será uma aposta futura da Eléctrica Pedro Hispano. Em 2020, a Eléctrica Pedro Hispano tinha previsto a realização de vários eventos 58 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Joaquim da Cruz Monteiro, Fundador


ELÉCTRICA PEDRO HISPANO | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

para celebrar o aniversário da empresa: “Tinha um certo gosto em fazer algo que se destacasse na cidade do Porto, para celebrar os 50 anos”. Entretanto, devido à pandemia, foi tudo cancelado. Apesar da fase “instável” que estamos a viver, Joaquim Monteiro tem o objetivo de crescer e tem vários projetos em mente para a empresa. Como diz Joaquim da Cruz Monteiro, “se não pensarmos que somos capazes, nunca conseguimos”.

Porque Deus assim quis! No fim do ano de 1969, plantei uma Árvore na Rua Pedro Hispano, a que dei o nome de Eléctrica Pedro Hispano em homenagem ao único Papa português (século XIII). Chegamos ao dia de hoje, graças à dedicação e grande força de vontade de todos os que lutaram durante estes 50 anos pelo crescimento desta Árvore. Comemorámos em 2020 o cinquentenário da Eléctrica Pedro Hispano e aproveito para agradecer a todos os Amigos, Clientes e Parceiros, porque todos fazem parte desta Árvore. A todos os Amigos, Clientes e Parceiros, desejamos Boas Festas e um Próspero e Feliz Ano 2021.

Rua Pedro Hispano, 1275, 1307, 1315 e 1317 4250-368 Porto Telf: 228 348 210 geral@eph.pt

Rua do Pinheiro Manso, 431 4100-413 Porto Telf: 226 102 516 miele@eph.pt www.eph.pt

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | ASSECO

ASSECO PST: NA LINHA DA FRENTE DAS SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS Com mais de 30 anos de experiência, a Asseco PST assume um compromisso contínuo com a inovação, acompanhando as mudanças no setor financeiro e investindo, de forma permanente, na modernização de processos que melhor sirvam os seus clientes, como revela o CEO Daniel Araújo, em entrevista à Revista Business Portugal. 2020 foi um ano atípico. Como é que a Asseco PST encarou os desafios impostos? O facto de terem mais de 30 anos de experiência e de serem uma referência de soluções tecnológicas aplicadas à banca foi uma vantagem? Sim, claramente. Na nossa história de três décadas, habituámo-nos a ver em cada desafio uma nova oportunidade. A Asseco PST está presente em oito mercados de três continentes. Cada país – e o respetivo setor financeiro – tem as suas especificidades. Mas sempre fomos resilientes, enfrentando as dificuldades com espírito criativo e capacidade inovadora. Temos soluções que abarcam desde a internet banking ao mobile banking, plataformas de cartões de crédito e débito, soluções de pagamento, enfim, desenvolvemos soluções de software para tudo o que são as necessidades de um banco. Mesmo nos momentos mais críticos da pandemia, mantivemo-nos 100 por cento ligados. Os nossos serviços de Software Development e de Customer Support continuaram a operar na totalidade. Ao mesmo tempo que cuidávamos de garantir o bem-estar dos colaboradores, mantivemos todas as equipas disponíveis em permanência. Com as ferramentas tecnológicas adequadas, estivemos sempre em ligação com os clientes, assegurando os serviços sem interrupção. Apesar das adversidades, não deixaram de apresentar novidades ao mercado. Este ano implementaram a primeira solução de rastreamento de transferências internacionais SWIFT GPI Tracker no Banco Atlântico Europa. Que vantagens traz esta solução? O SWIFT GPI Tracker é apenas uma de várias soluções inovadoras implementadas ao longo do ano. Esta tecnologia permite 60 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

rastrear uma transferência além-fronteiras em todas as etapas, desde a saída do dinheiro da conta do emissor até à sua receção na conta do destinatário. Isto sem necessidade de pedidos de informação adicional, obviando a situações de erro humano, violações de segurança ou fraude. A solução oferece a vantagem de proporcionar mais rapidez, transparência e acompanhamento nas transações bancárias internacionais. Com o nosso suporte, o Atlântico Europa tornou-se o primeiro banco português a aderir ao SWIFT GPI Tracker. Este desenvolvimento é um exemplo do nosso compromisso contínuo com a inovação, acompanhando as mudanças no setor financeiro. A transformação digital em curso na banca obriga-nos a investir, de forma permanente, na modernização de processos que melhor sirvam os nossos clientes. Para além deste projeto, há outras novidades que queiram destacar? No capítulo do desenvolvimento de produtos e soluções, 2020 foi um ano desafiante. O negócio nunca parou e mantivemos em andamento um conjunto relevante de projetos. Destaco, entre outros que poderia referir, o primeiro desenvolvimento em Blockchain, uma tecnologia revolucionária e com uma importância crescente no sistema financeiro, e o desenvolvimento de um interface de comunicação entre as nossas aplicações Financa e Banka 3G com a plataforma de comércio eletrónico de câmbios Bloomberg FXGO. Mais recentemente, implementámos uma nova solução de pricing de movimentação no Banco Internacional de São Tomé e Príncipe e estamos a trabalhar com uma empresa do Grupo Asseco (a Asseco SEE) na implementação de uma solução na área de canais digitais para o BNU Timor. Estes últimos exemplos, ilustram duas reali-


ASSECO | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

dades da Asseco PST. Em primeiro lugar, somos uma empresa com uma vocação exportadora, em que mais de 80 por cento das receitas têm origem no exterior. Em segundo lugar, a integração no Grupo Asseco, um dos maiores produtores europeus de software, concretizada em 2015, permitiu-nos entrar numa rede alargada de conhecimento e investigação, em que conseguimos agregar mais valor a determinados projetos.

Daniel Araújo, CEO

Sendo o vosso foco a banca digital, a Asseco PST foi uma parceira fundamental num momento em que todo o mundo se virou, quase em exclusivo, para o mundo digital? De que forma é que os vossos serviços foram uma mais-valia para os vossos clientes? A tecnologia foi essencial no contexto da pandemia para permitir que as empresas e a sociedade em geral não entrassem em colapso. No que diz respeito à digitalização no sector financeiro, quase podemos dizer que as instituições foram compelidas a dar um salto de gigante devido à Covid-19. Muitas iniciativas de transformação digital já estavam previstas nos cadernos de encargos dos bancos, mas a pandemia serviu de catalisador para aumentar a relevância estratégica dos programas de digitalização. Todos os projetos que se enquadravam neste âmbito passaram a ter prioridade máxima. Temos trabalhado com os clientes, não apenas nas áreas que dizem respeito ao aumento da eficiência dos atuais processos de negócio, mas introduzindo a disrupção digital com novos processos de negócio e avaliando a cobertura digital dos processos críticos de negócio.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | ASSECO

Por outro lado, as vossas soluções são flexíveis e apresentem uma estrutura modular. Isto também foi crucial para conseguirem garantir as respostas rápidas que eram pedidas? Sim, a flexibilidade e modularidade das nossas soluções permitem-nos responder com rapidez aos desafios de qualquer banco moderno, com soluções tecnológicas de última geração. Por outro lado, conseguimos atender as especificidades de cada cliente, seja na banca de retalho, na banca de investimento, no microcrédito ou noutro tipo de instituições de crédito. A experiência e o know-how acumulado permitem-nos também desenvolver software que tenha em conta as particularidades de cada mercado e as exigências de cada cliente – e são mais de 60 bancos nas oito geografias onde atuamos. Fazemo-lo com um acompanhamento local permanente e com um grau de satisfação elevado na avaliação time-to-market.

Podemos esperar que a Asseco PST acompanhe as novas tendências do mercado, de forma a continuar a assegurar o melhor software para o sector financeiro? Que metas têm traçadas para 2021? Uma das apostas é a diversificação de clientes, produtos e mercados. Estaremos também atentos à possibilidade de fazer novas aquisições. A entrada no Brasil é uma hipótese em aberto, tal como a concretização de projetos em novos mercados, designadamente na Europa do Leste, em associação com o Grupo Asseco. O facto de termos acionistas com uma representatividade grande permite-nos entrar em oportunidades de negócio nesses mercados. Estamos a trabalhar com outras empresas do grupo, de forma a respondermos juntos, entregando a solução final ao cliente.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | CASA FERNANDES

TRADIÇÃO E INOVAÇÃO DE MÃOS DADAS A Casa Fernandes tem uma história com aposta em vários sectores: olivicultura, floresta e imobiliário, sendo a olivicultura a área de maior aposta, com um produto elaborado totalmente à moda antiga, como nos explica João Marques, em entrevista à Revista Business Portugal.

João Marques, Gerente Presidente

A Casa Fernandes, que vai na quarta geração da família, aposta em vários setores: olivicultura, floresta e imobiliário. Como tem sido pautado o vosso percurso? Os negócios da Casa Fernandes começam nos anos 30, com o primeiro grande empreendedor e impulsionador desta casa, Augusto Fernandes. Tornou-se um industrial de sucesso, no sector da resinagem, proprietário de várias fábricas e de uma empresa, com forte ligação ao imobiliário, floresta e agricultura. É aqui que começa a história que me faz apaixonar por esta casa e, é no respeito pelos homens que se seguiram, que me inspiro para recolocar esta empresa na primeira linha de todos os negócios. O percurso, desde 2010, tem sido pautado por um crescimento em todos as vertentes de negócio, tendo tido um grande revés com os incêndios de outubro de 2017. Recomeçamos, praticamente, do zero a reconstruir, mas com muita resiliência e trabalho, temos conseguido crescer e o percurso tem tido uma evolução bastante positiva. Na área de maior aposta, a olivicultura, criaram um produto produzido totalmente à moda antiga. A atenção ao detalhe faz com que o cliente se sinta em “casa”? A relação com os nossos clientes é de grande proximidade. Gostamos que nos visitem, para verem a forma como trabalhamos e transmitir-lhes um sinal de confiança no nosso produto. Todos os detalhes são importantes. Aliamos a tradição e a inovação: temos um sistema mecanizado de transporte da azeitona, até à zona de extração do azeite, onde utilizamos o método antigo de decantação. Somos um lagar de prensas, mas, sabemos que há fatores importantes a seguir, para que possamos transmitir esse sentimento aos que confiam em nós. Há fases, na nossa laboração, que são identitárias da zona geográfica onde estamos inseridos, ou seja, bastante identificativas da nossa terra e das nossas tradições. Por isso, evoluímos com a tradição e a inovação de mãos dadas. Temos aprovada a construção de um pavilhão com 100 m2 para uma nova linha de enchimento, embalamento e rotulagem, algo que espero que comece a ser uma realidade no final da atual campanha. O sucesso da Casa Fernandes consiste em abranger novas áreas ou manter as que existem e explorar as suas potencialidades? As duas coisas. Quando me dediquei de corpo e alma a esta casa, decidi que o rumo seria potencializar ao máximo as áreas existen-

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tes. Voltarmos a ser investidores de primeira linha, em negócios que pudessem ser uma mais-valia. Investimos milhares de euros na floresta, com a aquisição de novos terrenos e na reabilitação de dezenas de apartamentos, dos quais, somos proprietários. O meu espírito é de investidor, de criar riqueza, principalmente numa zona do interior, já por si desfavorecida e esquecida. A nossa zona, pode trazer-nos vantagens e, antecipando o que pode vir a ser o futuro, a fileira do Medronho e do turismo são objetivos e áreas em que, brevemente, estaremos envolvidos. Com a situação pandémica e, sendo o vosso negócio bastante tradicional, pensam alterar a forma como chegam aos vossos clientes ou não sentem essa necessidade? Sentimos, principalmente no primeiro confinamento, uma quebra de vendas de azeite. Os nossos clientes encerraram portas ou tiveram uma quebra acentuada de clientes e de receitas. Mas, temos os nossos habituais de dimensão média/ alta, o que permitiu que a procura voltasse ao normal em pouco tempo. Um exemplo disso, são os cabazes. Neste Natal, estando o negócio condicionado, surgiu esta oportunidade. Temos centenas de encomendas, onde a garrafa de azeite combina, perfeitamente, com outros produtos tradicionais. A minha obrigação, como gestor, é tentar reinventar formas alternativas. Infelizmente, no interior, somos postos à prova muitas vezes, não é nada a que não estejamos habituados. Se queremos sucesso, temos de o procurar de forma assertiva e apaixonada pelo que fazemos. Nada cai do céu e, desistir, para mim, é a última palavra do dicionário.


CASA FERNANDES | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS José Ramos Duarte, CEO

A Casa Fernandes integra a edição premium da Revista Business Portugal, na temática “Os melhores azeites de Portugal 2020/21. Como vê o estado atual deste mercado? Quais as perspetivas da Casa Fernandes para 2021? Sou um respeitador dos meus colegas produtores que optam por outras formas de laboração, mas nós, ainda somos muitos em todo o mercado nacional e internacional, que cumprimos as regras de higiene do lagar e das boas práticas de produção de azeitona e da sua salubridade. Por vezes, sinto que somos olhados com desconfiança. Não quero acreditar que exista um lobby instalado no sector, por isso a diversidade deve ser oferecida ao mercado, e não subestimar o conhecimento dos portugueses, e, outros na prova dos azeites. Temos cerca de 30 hectares de Olival, da variedade Galega. Colhemos a azeitona num período mais tardio da sua maturação, o que confere ao nosso azeite características mais suaves e doces. Tudo isto, só se faz, com um grande respeito pela azeitona e pelo azeite. Cuidamos do nosso Olival, porque é aqui que começa um bom azeite. Quando nos dizem que o nosso azeite é diferenciado ou que relembra algo, fico extremamente satisfeito! Temos tido uma procura enorme e, neste momento, em que os 30 hectares começaram a produzir, não temos ainda a capacidade de resposta, mas, o nosso objetivo é continuar a trabalhar com amor, paixão e esperar que a matéria-prima nos permita dar o próximo passo que é a internacionalização. Recusamos China, Angola e até alguns grandes produtores portugueses, mas acredito que chegaremos, brevemente, aos quatro cantos do MUNDO!

Sede: Largo da Igreja, Nº1 Lagar: Sobral (Oleiros) geral@casa-fernandes.pt 963081315 www.casa-fernandes.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 65


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | ENOAPOIO

“CADA ANO TEM SIDO UM CRESCIMENTO CONSTANTE” Há 21 anos que a EnoApoio se dedica ao comércio de produtos enológicos e embalagens, com ênfase nos produtos Bag-In-Box. Como revela Ricardo Luís, Consultor Comercial, a empresa tem-se dedicado à consolidação do mercado do azeite, que tem ainda “muitas potencialidades por explorar”.

Ricardo Luís, Consultor Cormercial

Como tem sido o percurso da EnoApoio no mercado dos azeites? No percurso da nossa ligação ao mercado do azeite, percebemos que há alguma relutância dos produtores em fazerem alterações ao que já existe. Ao contrário do mercado dos vinhos, no qual qualquer produtor tem orgulho e gosta de apresentar a sua marca, no mercado do azeite, a realidade é diferente. O produtor prefere, muitas vezes, vender o seu produto a granel, em vez de criar valor acrescentado e sim depois vendê-lo. Apesar de haver muitos produtores a apanhar azeitona e a produzir azeite, o mercado não está tão profissionalizado como o do vinho, mas está em crescimento. Entramos neste mercado, essencialmente, com empresas que procuram a exportação para países que já conhecem a embalagem e, não tanto, para o mercado nacional, pois os produtores ainda preferem o garrafão; resultado de ideias preconcebidas 66 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

ligadas à qualidade do azeite, como a necessidade do cliente ver a cor do produto. É um processo que tem tido um avanço, mas lento. Considerando o mercado e as necessidades dos clientes, em 2002 fizeram um acordo exclusivo com a Smurfit Kappa / Plásticos Vicente S.L, para a comercialização de bolsas Bag-In-Box®. Em que consiste o conceito? O Bag-in-Box é constituído por uma embalagem de cartão e uma bolsa no seu interior. A principal vantagem é a conservação do produto, é muito importante quando se trabalha com produtos muito sensíveis como o azeite. Quando se enche o Bag-in-Box, retira-se todo o oxigénio do interior da embalagem, permitindo conservar o produto durante um longo período. O azeite, por exemplo, exposto ao oxigénio ou à luz solar ou artificial, perde as suas melhores qualidades, que lhe dão a classificação de azeite Virgem ou Extra Virgem. Com o Bag In Box isso não acontece porque a embalagem protege o azeite, impedindo a penetração de oxigénio e a entrada de luz. Para além disso, o Bag-in-Box tem uma pegada ecológica muito inferior relativamente a outras embalagens utilizadas. É composto em 70 por cento de cartão e só 30 por cento de plástico. Isto, aliado à facilidade de utilização, torna-o numa embalagem de elevada qualidade para apresentar um produto premium no mercado, como é o caso do azeite. O Bag In Box, para azeite, ainda está a ser descoberto aos poucos pelos produtores e embaladores. Não sabemos se um dia estará massificado como no mercado do vinho, mas irá com certeza ser importante para a valorização de um produto excepcional como o Azeite Português. Quais os serviços disponibilizados? A nossa empresa fornece soluções Bag In Box que vão desde a conceção da embalagem, até às soluções como máquinas e linhas de enchimento. Dada a excecional qualidade dos nossos parceiros, conseguimos apresentar soluções à medida do cliente, como: bolsas Bag in Box de qualquer tamanho, caixas personalizadas, tubos, ou até mesmo uma nova embalagem chamada Pouch Up. As máquinas de enchimento também são uma mais-valia para os nossos clientes.

A EnoApoio foi criada em 1999, o que sustenta o vosso sucesso? O sucesso deste conceito facilitou as parcerias que fomos fazendo para responder às necessidades dos nossos clientes. Com a introdução do Bag-in-Box, em Portugal, houve um crescimento gradual. Como a empresa se associou, desde cedo, a um dos maiores fabricantes mundiais, a Smurfit Kappa, consegue oferecer aos clientes um produto de qualidade reconhecida e uma embalagem ecologicamente mais eficiente. O nosso objetivo mantêm-se desde o início, termos produtos nos quais os nossos clientes confiam, sejam bolsas, caixas, ou máquinas de enchimento, fabricadas em Portugal. A confiança no produto espelha a sua qualidade e é essa a razão do nosso crescimento. O Bag in Box está agora a crescer noutros mercados e ainda existe muito para fazer.

Avenida Barroela 2565-136 Carvoeira - Torres vedras Email: geral@enoapoio.pt Telefone: 261 743 914 www.enoapoio.pt


NUTRINOVA | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

“SOLUÇÕES INOVADORAS EM NUTRIÇÃO ANIMAL”

Sediada na Zona Industrial de Vilar de Besteiros, no concelho de Tondela, a Nutrinova - Nutrição Animal, SA. foi fundada em 2011, tendo iniciado a atividade comercial em 2012. A Revista Business Portugal foi conhecer os desafios por trás da empresa, bem como todo o crescimento sustentável e constante.

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produção e a comercialização de pré-misturas e de alimentos complementares para animais (aves, suínos, ruminantes e equídeos), investigação, desenvolvimento nutricional e prestação de serviços relacionados com a nutrição e o bem-estar animal. A Nutrinova também comercializa leites de substituição, blocos minerais, adsorventes de micotoxinas, higienizantes, aditivos, entre outros. A Nutrinova está certificada pelas normas ISO 9001 e ISO 22000. A empresa dispõe de um laboratório dotado com equipamento tecnológico avançado, capaz de corresponder às necessidades de controlo analítico de clientes e fornecedores. Este serviço de apoio tem por base o controlo analítico de matérias-primas e de alimentos para animais, a avaliação do estado sanitário das explorações, o estudo de processos de maneio e gestão e serviços de formulação. O laboratório da Nutrinova está acreditado pela norma ISO 17025. Com uma gama de serviços alargados, a Nutrinova conquistou uma posição sólida no mercado português e tem como parceiros empresas de referência em várias áreas de produção. Por outro lado, a exportação de produtos e tecnologia faz parte da dinâmica empresarial. De olhos postos no futuro, a Nutrinova acompanha, diariamente, todo o desenvolvimento do sector animal, estando consciente dos desafios que lhe são propostos. Garantir a satisfação de todos os clientes com rigor e qualidade (de acordo com as normas internacionais e requisitos legais) é a principal missão da empresa, sempre aliada aos produtos e soluções inovadoras para o mundo animal.

Nutrinova surge no mercado como um projeto independente no setor da produção animal. Para garantir as soluções inovadores, dia após dia, colaboram com um grupo de técnicos com Know-how e experiência em nutrição, sanidade animal e maneio de explorações. Especializada em nutrição animal, a Nutrinova tem como core business a

Instalações Zona Industrial Vilar de Besteiros Lote 10 · 3465-192 Vilar de Besteiros Tel. +351 232 853 072 Email: nutrinova@nutrinova.pt

www.nutrinova.pt

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | AÇORES

ROSTOS DO SUCESSO DO EMPREENDEDORISMO O amor e dedicação por Santa Maria é percetível nas palavras de João Figueiredo e Ricardo Botelho, dois jovens empreendedores, que, beneficiando das potencialidades da região, criaram os seus negócios, como nos revelaram em entrevista à Revista Business Portugal.

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arquipélago dos Açores é um lugar de várias surpresas, entre elas, Santa Maria, “um lugar mágico para se viver”. A paixão pela terra é revelada por dois jovens empreendedores, que pretendem explorar todas as suas potencialidades e mostrar o muito que há para fazer. Para João Figueiredo, Santa Maria tem tudo o que precisa para ser feliz, “é um sítio pequeno, condicionado por ser menos desenvolvido e muito calmo”, mas é precisamente isso que aprecia. Ricardo Botelho partilha da mesma opinião, “a ilha é um lugar único para viver, um recanto no atlântico com uma beleza natural e características muito próprias.”

João Figueiredo, Fundador

O empreendedorismo jovem nos Açores Para além da paixão pela terra que os viu crescer, os empresários têm em comum a veia do empreendedorismo. Enquanto jovens, vêm o empreendedorismo nos Açores com grande orgulho. Na visão de João Figueiredo, nos últimos anos, tem-se sentido uma grande evolução: “Os apoios que vêm da União Europeia, nas mais diversas áreas, são uma grande ajuda na viabilização de projetos”, destaca. O crescimento “notório” do empreendedorismo, na região, deve-se, sobretudo, à “elevada procura turística e aos apoios económicos disponíveis na área”, como nos confidencia Ricardo Botelho. Nessa perspetiva, os dois jovens lançaram-se no mundo empresarial e criaram a BuildingAzores e a NautiBotelho. Embora com mercados e clientes diferentes, há um cruzamento no trabalho das empresas. “Existem clientes do Ricardo que vêm ter comigo e vice-versa”, como nos explica João Figueiredo. Buildingazores A Buildingazores tem como principal objetivo a mediação imobiliária, a execução de projetos de construção, gestão e fiscalização, motivo pelo qual, em tudo o que envolva estas vertentes, a empresa tem capacidade e disponibilidade para tratar. Em 2015, João Figueiredo criou a BuildingAzores, que surgiu para desenvolver o mercado da construção e imobiliário em Santa Maria. O projeto já estava presente na vida de João, desde 2011, após a conclusão de um estágio profissional na Câmara Municipal. Durante esse tempo identificou diversas lacunas na ilha, nessa vertente e percebeu que poderia ajudar a melhorar os serviços existentes. O projeto foi crescendo e tornou-se “inevitável” o aparecimento oficial da BuildingAzores. A atividade principal da empresa desenvolve-se nas áreas de execução de projetos, gestão e fiscalização - principalmente com o cliente que vem de fora da ilha. “Prestamos todo o apoio desde a compra, consultoria, execução do projeto e desenvolvimento da obra.” A relação próxima que João Figueiredo mantém com os clientes, permitiu-lhe criar, recentemente, o serviço de gestão de propriedades: quando os clientes não se encontram na ilha, a empresa disponibiliza-se a gerir as propriedades daqueles. 68 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Largo da Matriz, n.º22 C 9580-510 Vila do Porto Santa Maria - Açores Tlm: 965 545 143 geral@buildingazores.com www.buildingazores.com


AÇORES | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

JOVEM NOS AÇORES NautiBotelho: um Centro Naútico com todas as valências implementado na Marina de Vila do Porto, nos Açores No seio familiar, Ricardo Botelho, sempre vivenciou uma forte ligação ao mar, com a prática de atividades náuticas e pesca lúdica, que alimentou, no jovem, o interesse pelos barcos. Enquanto estudava Mecatrónica, nos tempos livres, “ajudava numa empresa do ramo náutico”, onde teve oportunidade de conhecer pessoas ligadas ao ramo. No regresso a Santa Maria, iniciou o percurso profissional no ramo automóvel, “um negócio já existente na família”. Mais tarde, “fruto de contatos feitos no continente”, foi contactado por uma empresa para prestar apoio numas embarcações que tinham vendido para a ilha e, desde então, foram surgindo serviços em embarcações. Com o surgimento da Marina de Vila do Porto, em 2008, que dispõe de um Pórtico com capacidade para levantar embarcações até 75 toneladas e de um atrelado capaz de varar e movimentar catamarans na rampa, estava prevista uma área destinada a lojas e oficina. Dado ao crescimento do mercado náutico na ilha, Ricardo criou, em 2012, a NautiBotelho, onde construiu a sua loja e oficina naútica, com cerca de 375m2, onde se desenvolve toda a atividade relacionada com a reparação e manutenção náutica. Com uma localização privilegiada, a NautiBotelho presta serviços nas áreas de mecânica, hidráulica, eletricidade, eletrónica, carpintaria naval, fibras poliéster e epóxi e pintura. Nos últimos anos, os barcos que visitam Santa Maria têm vindo a aumentar, provocando um crescimento no negócio e economia local. Fruto da dedicação e qualidade na prestação dos seus serviços, a NautiBotelho já é uma empresa de referência, no setor naútico, na região.

Marina Vila do Porto, 9580-541 Vila do Porto Tlm: 965 785 477 geral@nautibotelho.pt www.nautibotelho.pt

Ricardo Botelho, Fundador

O mercado estrangeiro é um dos focos do negócio destes dois jovens empreendedores Não desvalorizando o mercado local, o cliente estrangeiro é um dos suportes das duas empresas, onde se destacam e especificam, para marcar a diferença. Nesse sentido, a BuildingAzores e a NautiBotelho mantêm as mesmas ambições e objetivos, os quais não foram alterados com a pandemia. A BuildingAzores “não se sentiu qualquer quebra no trabalho”, apenas se registou uma quebra na venda de imóveis, uma vez que 80 por cento das mesmas se destina ao cliente estrangeiro. Para 2021 a NautiBotelho tem previsto um investimento na ampliação das instalações em mais de 150 m2. Ricardo Botelho salienta que “com este investimento, vai melhorar muito a oferta dos serviços, elevando a qualidade do estaleiro”. Todos os negócios foram, direta ou indiretamente, afetados pela pandemia, mas a NautiBotelho prevê para 2021 “um ano de contínuo crescimento e investimento, no sentido de potenciar o desenvolvimento da economia local e regional.” Entre o mar e a terra, os Açores são o destino de sonho para quem quer estar junto da natureza no seu estado mais puro. Um verdadeiro paraíso perdido no meio do Oceano Atlântico. E, apesar da realidade atual, os Açores continuam a ser um destino de eleição. Se por um lado, a nível empresarial, a pandemia colocou grandes desafios, por outro impulsionou a reinvenção dos negócios, resultando num crescimento da economia local e dos Açores. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 69


GLOBAL AVOCADOS A EQUIPA DA JBI GROUP DESEJA AOS SEUS CLIENTES E FORNECEDORES UMAS BOAS FESTAS!

Faz investimento estratégico para o Algarve, em central fruteira para a logística, embalamento e comercialização da produção de abacate em Portugal. É um projeto de investimento, localizado em Tavira, que juntou três empresas dedicadas à produção de abacate no Algarve: a JBI Group de João Bento Inácio, mentor do projeto, a Frutineves de Luís Neves e a Agrohusa de Hugo Melita e Rui Sá. Estas empresas detêm 1/3 da área total de abacate no Algarve, com uma área de 650 hectares já plantados, que vão desde Vila Real de Santo António até Lagos. A ideia é clara, valorizar o abacate do Algarve! Dar a conhecer aos consumidores europeus a sua qualidade superior e de selo português. A Global Avocados vai inaugurar a sua central em Janeiro de 2021, com uma área coberta de 5.000m2, e uma capacidade de processamento de 200 ton/dia, com uma máquina de calibragem de 6 linhas de trabalho, tecnologia que permite a reconstrução dos frutos em 3D, de forma a garantir uma seleção eficaz e de qualidade da fruta. Há um claro compromisso com outros produtores algarvios que veem a Global Avocados como um parceiro estratégico para a comercialização da sua fruta, valorizando o produto e garantindo o seu escoamento. Para isso, a empresa apostou forte na área comercial,

contratando Rocio Rodriguez, para liderar o departamento comercial, permitindo à empresa colocar grandes quantidades de fruta no mercado e com a ambição de crescer rapidamente. A variedade Hass, é a principal aposta dos produtores, cerca de 90% da sua produção, e a favorita dos europeus. Com início de colheita em novembro e fim em maio, a empresa consegue garantir que o produto seja colhido na altura ideal e que a sua entrega seja realizada num curto espaço de tempo para os diversos mercados europeus. Toda a produção é certificada com Global G.A.P., GRASP, SMETA e Tesco Nurture, de forma a garantir que todas as exigências do mercado são cumpridas, quer a nível ambiental, quer social, assim como a segurança alimentar e as boas práticas agrícolas. Pretendemos fornecer o mercado europeu com um produto de excelente qualidade reconhecida pelos clientes e consumidores. A nossa produção estará no mercado nacional e europeu e contribuirá para a redução da pegada ecológica. Cada quilo produzido em Portugal e consumido nestes mercados irá substituir outro que não viajará do sul da América nos navios em contentores climatizados que viajam entre duas a quatro semanas até chegarem ao mercado europeu.

Mato de Santo Espírito, Vale Formoso, 225-M 8800-216 Tavira +351 910 166 909 70 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

www.globalavocados.pt/


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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | C. M. BOTICAS

XXIII FEIRA GASTRONÓMICA DO PORCO

CONTINUAR A PROMOVER O QUE É TRADICIONAL A XXIII Feira Gastronómica do Porco realiza-se de 15 a 17 de janeiro de 2021, no Pavilhão Multiusos de Boticas, num modelo completamente diferente dos habitual, devido ao surto pandémico de Covid-19, mas mantendo a qualidade a que habitou os visitantes. Os produtos tradicionais do concelho de Boticas, sobretudo o fumeiro e os derivados do porco, continuam a ter lugar de destaque em mais uma edição do certame, proporcionando oportunidades únicas de negócio àqueles que se dedicam à produção artesanal do fumeiro, com importantes reflexos para a economia local. Em 2021, o evento organizado pelo Município de Boticas em parceria com o EHATB – Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso – , pretende dar continuidade ao trabalho de promoção e divulgação do que de melhor há e se faz neste território, através da apresentação de produtos de qualidade excecional e com caraterísticas únicas da região do Barroso, classificada como Património Agrícola Mundial. As práticas agrícolas ancestrais e o espírito de entreajuda têm-se revelado importantes fatores de valorização dos produtos endógenos locais, fazendo da Feira do Porco um dos maiores eventos gastronómicos do norte do país e tornando-a num importante pilar socioeconómico do concelho de Boticas. Tendo em conta a atual situação epidemiológica e cumprindo todas as regras emanadas pelas Direção-Geral da Saúde, a disposição dos stands no Pavilhão Multiusos foi pensada de forma a que seja cumprido o distanciamento social entre os vários postos de venda. A circulação no interior do recinto será feita mediante percursos específicos, com a entrada e a saída a realizarem-se por locais distintos, de modo a evitar ao máximo o cruzamento de pessoas. Também o número de acessos ao interior do Pavilhão será condicionado em função do espaço necessário para que o distanciamento físico possa ser respeitado, havendo ainda a medição da temperatura 72 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

à entrada para a feira e a obrigatoriedade de uso de máscara. De modo a salvaguardar a saúde pública e a garantir que estão reunidas todas as condições de segurança, a Câmara Municipal de Boticas irá ainda disponibilizar testes rápidos, tendo também um enfermeiro em permanência e disponível para agir caso alguém revele sintomas compatíveis com a Covid-19. Também serão distribuídos, por vários pontos do recinto da feira, diversos dispensadores de álcool gel para que os visitantes possam proceder à higienização regular das mãos. CERTAME SEM TASQUINHAS E SEM ANIMAÇÃO Dadas as circunstâncias impostas pela pandemia de Covid-19 e de forma a evitar grandes concentrações de pessoas no mesmo espaço, a 23º edição da Feira do Porco não contará com as habituais “Tasquinhas” no interior do Pavilhão. No entanto, aqueles que pretendam deliciar-se com a excelente gastronomia local podem fazê-lo nos vários restaurantes do concelho de Boticas. Durante os três dias de feira e numa estratégia concertada entre a autarquia e o sector da restauração, os restaurantes locais estarão de portas abertas disponibilizando nos seus espaços e com todas as medidas de segurança necessárias, ementas alusivas à ocasião, destacando os pratos confecionados à base de carne e derivados do porco. Além da componente gastronómica, a feira também não terá a habitual animação, uma vez que no Pavilhão Multiusos estarão presentes apenas os stands de venda de fumeiro e alguns produtos de panificação local, licores, compotas e afins, sendo que estão proibidas as degustações e provas de fumeiro e não podem ser vendidas bebidas a copo. Assim, e de forma a evitar ajuntamentos de pessoas, não haverá animação musical nem a realização das conhecidas


C. M. BOTICAS | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

“Chegas de Bois”, uma tradição secular ainda bastante enraizada entre as gentes do Barroso. Também as manifestações culturais improvisadas, como tocadores de concertinas e cantadores ao desafio, não são permitidas ao longo de todo o evento. FEIRA COM VENDAS ONLINE Em simultâneo com a realização da 23ª edição da Feira do Porco, no Pavilhão Multiusos, e do modo a encurtar distâncias com os consumidores, será disponibilizada uma plataforma de vendas on-line, que facilitará a compra de produtos à distância de um clique. Além de ser um importante complemento de escoamento para os produtores, as vendas on-line permitem aos consumidores adquirir os produtos de forma prática, rápida e sem sair de casa. À semelhança do que acontece aos produtos vendidos na feira, também os artigos comercializados on-line serão alvo de um rigoroso controlo de qualidade. A plataforma, que tem como objetivo garantir um rendimento extra e criar canais de escoamento do produto produzido, estará em funcionamento a partir do dia 15 de janeiro e permanecerá ativa até ao dia 27 de janeiro, por ocasião do início da Feira do Fumeiro de Montalegre. O modelo de negócio, a gestão, acondicionamento e expedição de encomendas será assegurado pelo Município de Boticas, contando com o apoio da Mais Boticas – Associação Empresarial Botiquense. A adesão dos produtores à plataforma (www.boticastem.pt) é opcional, tendo apenas que garantir a entrega dos produtos solicitados, recebendo o respetivo pagamento. A implementação desta nova ferramenta on-line permitirá estimular o aproveitamento e rentabilização dos recursos endógenos do concelho de Boticas, através da aposta na dinamização das atividades que envolvem o mundo rural, nomeadamente a produção tradicional de fumeiro e enchidos.

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Cibersegurança A pandemia foi, sem dúvida, o momento de maior crescimento para as empresas de cibersegurança. E porquê? A massificação do teletrabalho e o crescimento de número de horas passadas on-line conduziram a um aumento, exponencial, de ataques cibernáuticos e fomentaram a vulnerabilidade digital dos utilizadores. O ciberespaço é como o mundo físico: oferece grandes oportunidades, mas, infelizmente, também é um espaço de muito perigo! Mas não foram só as empresas de cibersegurança que cresceram com esta problemática do Covid-19, este foi o momento ideal para a atuação dos hackers. A confusão e o medo instalados durante a Covid-19 foram as condições perfeitas para a propagação de ciberataques. E, por isso, o rápido crescimento da tecnologia, num curto espaço de tempo, e a pandemia tornaram claro a importância de se apostar na cibersegurança. É fundamental prevenir, detetar e solucionar, mas acima de tudo consciencializar a sociedade para as principais ameaças à segurança digital. 2020 foi um ano extremamente desafiante no que diz respeito a novas exigências tecnológicas. Vivemos na incerteza do que será o futuro e de como serão feitos os negócios, a única certeza é que o mundo digital deve e tem de ser protegido. A segurança on-line deve ser, sem dúvida, uma das prioridades das empresas para 2021.

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ARTIGO DE OPINIÃO | CIBERSEGURANÇA

UNIÃO EUROPEIA APRESENTA NOVA ESTRATÉGIA PARA A CIBERSEGURANÇA Na promoção de um ciberespaço global, estável e seguro, a União Europeia adota uma nova Estratégia de Cibersegurança que apresenta as condições necessárias para colocar a UE na liderança da adoção de normas do ciberespaço internacional, fortalecendo a cooperação de todos os estados-membros. A nova Estratégia vem reforçar a resiliência da Europa contra as ciberameaças e garantir que todos os cidadãos e empresas beneficiem de serviços e ferramentas digitais confiáveis. Adotada a 16 de dezembro de 2020, a nova Estratégia visa: aumentar a segurança dos serviços essenciais e dos dispositivos IOT (internet das coisas); rever as regras sobre a segurança das redes e dos sistemas de informação; criar uma rede de Centros de Operações de Segurança, habilitados para a inteligência artificial, de forma a detetar sinais de ataques no ciberespaço e permitir ações preventivas; definir padrões de cibersegurança para dispositivos conectados à internet; apoiar as PME; atrair e reter os melhores talentos para a área de cibersegurança; aumentar o investimento em pesquisa e inovação e ainda proteger o fornecimento das redes 5G. Contempla propostas para iniciativas de

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investimento e políticas públicas, em três grandes áreas: resiliência, soberania tecnológica e liderança; construção de capacidade operacional para prevenir, dissuadir e responder; e avanço de um ciberespaço global e aberto por via de uma maior cooperação. A Comissão Europeia está a apresentar propostas para abordar a resiliência do ciberespaço, das entidades e redes críticas, com uma Diretiva sobre as medidas de elevado nível de Cibersegurança em toda a EU (Diretiva «NIS 2») e uma nova Diretiva sobre resiliência das entidades críticas, que abrangem uma variedade de sectores e visam abordar os riscos, atuais e futuros dos ciberataques. O Centro Nacional de Cibersegurança considera, a nova Estratégia de Cibersegurança, um avanço importante no sentido de reforçar as capacidades que têm vindo a ser desenvolvidas no domínio da cibersegurança. Esta Estratégia, confirma a relevância de uma aposta na formação de pessoas e organizações, na cooperação, no reforço da união dos estados-membros da UE e também no uso e aplicação de tecnologias ao serviço da cibersegurança.


|Um passo gigante para uma segurança integrada

Segurança de Endpoints

TELEFONE: 210 414 400

Segurança de Redes

Wi-Fi seguras na Cloud

Autenticação multifatorial

www.watchguard.com | pandasecurity.com

Acerca da WatchGuard Technologies:A WatchGuard® Technologies, Inc. é líder global na área das soluções de segurança de rede, das Wi-Fi seguras, da autenticação multi-fator e da proteção avançada de endpoints. Os produtos e serviços premiados da empresa contam com a confiança de organizações de todo o mundo, nomeadamente 10 mil revendedores de soluções de segurança e service providers, que, em conjunto, protegem mais de 80 mil clientes. A missão da empresa é tornar a segurança empresarial acessível às organizações de todos os tipos e tamanhos através da simplicidade, tornando REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 77a WatchGuard a solução ideal para PMEs e empresas distribuídas e PMEs. Com sede em Seattle, Washington, a WatchGuard tem escritórios na América do Norte, Europa, Ásia Pacífico e América Latina. Para mais informação, visite WatchGuard.com. Part No. WGCE67407_110620.


LIDERANÇA: NOVOS| WATCHGUARD CIBERSEGURANÇA DESAFIOS | YARTECK CONSTRUÇÕES

WATCHGUARD: CIBERSEGURANÇA À PROVA DE TUDO A Revista Business Portugal esteve com Carlos Vieira, Country Manager da WatchGuard para Portugal e Espanha que, em entrevista, salientou que o negócio da WatchGuard, em Portugal, está a correr de vento em poupa e, que a estratégia desenhada no início do ano, apesar de ter sido adaptada devido à situação de pandemia, permitiu um crescimento de dois dígitos. Carlos Vieira,

Quem é a WatchGuard Technologies? A WatchGuard é um fabricante global na área das soluções de segurança de rede, das wi-fi seguras, da autenticação multifatorial e da proteção avançada de endpoints. Os produtos e serviços, premiados da empresa, contam com a confiança de organizações de todo o mundo, nomeadamente dez mil revendedores de soluções de segurança e service providers, que, em conjunto, protegem mais de 80 mil clientes. Com sede em Seattle, Washington, a WatchGuard tem escritórios na América do Norte, Europa, Ásia Pacífico e América Latina. Qual é a vossa missão? A missão da empresa é tornar a segurança empresarial acessível às organizações, de todos os tipos e tamanhos, através da simplicidade, tornando a WatchGuard a solução ideal para médias empresas e organizações distribuídas. Somos uma empresa que conhece, a fundo, as principais necessidades dos clientes e as tendências do mercado em todos os territórios onde estamos, incluindo Portugal. Em termos de oferta de produto, todo o nosso portfólio tem por base a filosofia da simplicidade: fáceis de configurar, implementar e gerir. Estas soluções são projetadas tendo em mente uma gestão centralizada a partir de uma única consola, o que torna todo o processo, de administração da rede e das políticas de segurança, simples e direto. A WatchGuard está, permanentemente, a adicionar novos serviços e soluções ao seu portfólio existente, com a missão de ir ao encontro das necessidades de proteção dos seus clientes, tendo em conta a diversidade e multiplicidade das ameaças atuais, em permanente evolução. Como está o negócio da WatchGuard em Portugal? O negócio da WatchGuard em Portugal está a correr de vento em poupa. Apesar da situação atual que estamos a viver, com o Covid-19, tivemos resultados muito positivos. Creio que a estratégia que marcámos, no início do ano, apesar de ter sido ajustada e adaptada, devido à situação de pandemia, permitiu-nos crescer dois dígitos em Portugal e, isso, prova que somos um fabricante capaz de nos adaptarmos às circunstâncias, muito graças ao portfólio que vamos acrescentando e aumentando progressivamente. 78 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Country Manager

Este crescimento é também resultado de uma maior procura durante a pandemia? A massificação do teletrabalho, obviamente, trouxe um novo negócio. A grande maioria das empresas viu-se obrigada a ter os seus colaboradores a trabalhar a partir de casa, em ambientes seguros e, em muitos casos, foi necessário fazer alterações à infraestrutura existente. A boa notícia é que é precisamente a estas questões que a oferta da WatchGuard, agora reforçada pela integração das soluções da Panda Security, dá hoje resposta! Os serviços de segurança da WatchGuard permitem que as empresas recuperem a visibilidade sobre as atividades dos seus funcionários remotos ou teletrabalhadores. Também fornecem e garantem proteção, robusta e permanente, que acompanha o utilizador em movimento, oferecendo o mesmo nível de segurança, dentro ou fora do perímetro da rede empresarial, do endpoint à cloud, passando por toda a infraestrutura. A Panda Security foi recentemente adquirida pela WatchGuard. Quais são as principais vantagens desta união? A Panda é, já hoje, uma subsidiária integral da WatchGuard, uma companhia global sediada nos EUA e, a empresa combinada, já está a permitir que os nossos clientes e parceiros atuais e futuros consolidem os seus serviços de segurança fundamentais, da proteção de redes até ao endpoint, numa única empresa. Destacaria como principal consequência desta aquisição, o potencial de crescimento do nosso negócio. A expansão do portfólio WatchGuard, para abordar mais profundamente a segurança baseada no endpoint, tem sido uma das principais solicitações da nossa comunidade de clientes e parceiros, ao longo dos últimos anos e, agora, com a junção das duas companhias, podemos dar resposta a essas necessidades. A aquisição da Panda Security, por parte da WatchGuard, permite oferecer a melhor deteção e resposta de endpoints, mitigação de ameaças, antivírus para endpoints, segurança de e-mail, patches, conformidade e encriptação de dados da sua categoria, acessíveis a toda a nossa base de clientes.


Por último, mas não menos importante, de destacar o facto de agora contarmo,s a nível local, com uma equipa alargada, por força da junção de ambas as empresas, composta por profissionais altamente qualificados e conhecedores do mercado da cibersegurança. Quais as grandes ameaças que se colocam às empresas portuguesas ao nível da cibersegurança? As empresas são um dos alvos dos cibercriminosos e, muitas delas, acabam mesmo por sofrer sérios danos na sua reputação depois de um ataque, sendo que esta consequência é muitas vezes mais difícil e morosa de reparar do que uma perda económica direta. Entre os riscos mais frequentes e danosos estão ataques de dia zero, campanhas de phishing e ransomware. Para minimizar os efeitos, o obviamente recomendável em qualquer situação, é ter em conta a segurança desde o início de qualquer desenvolvimento e implementação. As empresas tendem a investir mais na prevenção de falhas e menos em estratégias desenhadas para detetar e antever futuros ataques. É, por isso, essencial prevenir, detetar e responder a qualquer tipo de ciberameaças, bem como consciencializar os recursos humanos para as principais ameaças à segurança que podem afetá-los, especialmente quando estão fora do perímetro da rede da empresa, preservando a sua produtividade ao mesmo tempo. A segurança deve estar presente como elemento fundamental desde o início e deve ser entendida como um processo – não um estado imóvel.

+351 210 414 400 portugal@watchguard.com

www.watchguard.com REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 79


CIBERSEGURANÇA | DRC

DRC: UM PARCEIRO DE CONFIANÇA Reforçar a presença da empresa junto dos fabricantes de referência do mercado e oferecer aos clientes serviços diferenciadores e integrados, numa oferta global de gestão de cibersegurança, em modelo de serviço, foram alguns dos objetivos apontados para 2021 por David Marques, Information Security Manager da DRC, em entrevista à Revista Business Portugal. Estamos a atravessar um momento em que se tornou mais claro ser importante apostar na cibersegurança. Posto isto, o que fez da DRC o parceiro ideal das organizações? Realmente o momento atual em que vivemos torna imprescindível a aposta e investimento em cibersegurança, pois vivemos um período em que, devido à pandemia, tivemos um salto de transformação digital, como nunca antes, num curto espaço de tempo. Logicamente, do ponto de vista de cibersegurança, as nossas superfícies de ataque apenas aumentaram ainda mais e, por isso, é necessário que o nosso nível de maturidade de cibersegurança aumente numa proporção similar ao que aumentam as nossas ameaças e também a nossa transformação digital. A DRC adapta-se de uma forma muito flexível às necessidades dos clientes, dependendo daquilo que é o seu estado de maturidade atual. Em algumas realidades, os clientes necessitam de resolver problemas ou atividades específicas de cibersegurança e a nossa oferta transversal permite-nos endereçar com mais-valias para os clientes essas áreas de atividade. No entanto, a DRC aborda também o tema da cibersegurança de uma perspetiva holística em todos os clientes que ainda não têm essa visão mais transversal de cibersegurança. Nessas circunstâncias, não apenas recomendamos soluções para problemas, mas apoiamos os nossos clientes a construir um programa de cibersegurança adequado à sua realidade e contexto muito particular, tornando a DRC um parceiro de confiança para suportar as organizações em criar e implementar programas de cibersegurança que realmente os auxiliem a diminuir os níveis de risco. Qual o vosso core business e que outros serviços prestam? O core business da DRC é Segurança da Informação, onde logicamente a cibersegurança está incluída. Neste sentido, temos uma oferta bastante transversal e abrangente que cobre três eixos fundamentais que consideramos imprescindíveis 80 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

quando pensamos em cibersegurança: Processos, Pessoas e Tecnologias. As nossas quatro linhas de oferta cobrem, precisamente, esses eixos fundamentais e são as seguintes: - Consulting - foca toda a área de processos e boas práticas de acordo com os referenciais nacionais e internacionais, como ISO 27001, NIST Cybersecurity Framework, ISO 22301, RGPD, entre outros. - Cybersecurity Services - foca toda a componente tecnológica de cibersegurança, em modelo de serviço ou as-a-service, onde temos o nosso SOC, onde prestamos serviços de monitorização, resposta a incidentes, gestão de vulnerabilidades, testes de intrusão, análise forense, entre outros. Dependendo da realidade dos nossos clientes, podemos executá-lo em modelos totalmente as-a-service totais ou parciais, ajustados às necessidades dos clientes. - Cybersecurity Integration - foca toda a componente tecnológica associada a soluções de fabricantes. Sempre que os nossos clientes necessitam de soluções tecnológicas para endereçar necessidades de cibersegurança, trabalhamos de perto com alguns dos fabricantes referência no mercado para endereçar os desafios propostos. - Training - foca a componente associada às pessoas, onde temos por objetivo aumentar a cultura de cibersegurança das organizações e dos seus recursos, por via de formações, em modelos e-learning, virtual e presencial, em que desenvolvemos formações genéricas de cibersegurança e algumas direcionadas às necessidades particulares dos clientes. Também conjugamos esta oferta formativa com simulações de phishing, de forma a medir e atuar a nível formativo sobre uma das áreas de maior carência no nosso mercado. As certificações obtidas pela DRC e pela vossa equipa é fundamental para granjear a confiança dos vossos clientes? Sem dúvida que sim. A DRC é certificada desde 2015 na norma ISO 27001, a referência para a Segurança da Informação. O âmbito da nossa certificação abrange toda a nossa oferta, pois entendemos que é necessário manter os padrões elevados quando trabalhamos este tema com os nossos clientes. Além disso, procuramos que os nossos profissionais tenham as certificações de referência do mercado, não apenas pela confiança que isso transmite na nossa competência nesta área, mas também porque este é um mercado extremamente dinâmico, onde é muito importante manter um conhecimento atualizado para ser realmente uma mais-valia para as organizações que recorrem aos nossos serviços. 2020 foi um ano extremamente desafiante no que concerne a novas exigências. De que forma é que a DRC se adaptou e inovou perante os novos desafios do mercado? Sem dúvida que, o ano de 2020, tem sido um desafio enorme, do ponto de vista de exigências. Do ponto de vista organizativo, foi


ai160763242113_AF_Publicidade DRC_3.pdf 1 10/12/2020 20:33:41

DRC | CIBERSEGURANÇA

David Marques, Information Security Manager

"Realmente o momento atual em que vivemos torna imprescindível a aposta e investimento em cibersegurança, pois vivemos um período em que, devido à pandemia, tivemos um salto de transformação digital como nunca antes num curto espaço de tempo"

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relativamente simples para a DRC adaptar-se aos novos modelos de trabalho, pois pela natureza das nossas atividades, existe uma dependência muito limitada de espaços físicos. No entanto, foi um verdadeiro desafio para muitos dos nossos clientes e, do ponto de vista de cibersegurança, isso provocou alterações muito repentinas nos seus perímetros de segurança, o que significou que tivemos de acompanhar e suportar os nossos clientes ao lidarem com esses novos desafios. Além disso, dada a menor proximidade física, o que impactou mais alguns dos nossos serviços, como a formação presencial, apostámos em renovar algumas dessas formações para modelos virtuais com recurso a conceitos de gamification, o que tem tido um feedback bastante agradável dos nossos clientes. Além disso, continuámos a criar modelos de cibersegurança baseados em modelos as-a-service, de forma a colmatar necessidades dos nossos clientes e também a escassez de recursos no mercado. Quais os objetivos que se propõe a alcançar no próximo ano? Os objetivos para 2021 são o reforço das nossas competências e a criação de modelos alternativos à contratação, como a criação de academias internamente, para ultrapassar os problemas de escassez de recursos no mercado de trabalho. Além disso, pretendemos reforçar a nossa presença junto de alguns dos fabricantes de referência do mercado e oferecer aos nossos clientes serviços diferenciadores e integrados numa oferta global de gestão de cibersegurança em modelo de serviço. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 81


O INTEGRADOR TECNOLÓGICO DE REFERÊNCIA NO SECTOR DAS TIC

Para 2021, a Warpcom pretende continuar a investir e apostar em tecnologias, recursos e localizações que permitam um crescimento sustentado, garantindo aos seus clientes confiança, qualidade, proximidade e compromisso, como avança em entrevista à Revista Business Portugal, Bruno Gonçalves, BU Manager – Cybersecurity & Public Safety. A operar no sector das TIC, a Warpcom é o integrador tecnológico líder de mercado no desenvolvimento de soluções. Quais são as áreas de atuação e soluções tecnológicas que disponibilizam? A Warpcom é o integrador tecnológico líder de mercado no desenvolvimento de soluções nas áreas de Networking & Infrastructure, Collaboration & Customer Experience, Data Center & Multi Cloud e Cybersecurity & Public Safety. Como parceiro de negócio, que apoia a transformação digital das organizações, qualquer que seja a sua maturidade tecnológica, a Warpcom disponibiliza também serviços especializados que endereçam a gestão de todo o ciclo de vida da tecnologia: Serviços Geridos (NOC e SOC), Serviços de Consultoria, Serviços de Suporte e Serviços Profissionais. Com o objetivo de disponibilizar as melhores soluções caso a caso, a Warpcom investe de forma continuada no fortalecimento de competências e know-how e possui parcerias estratégicas com fabricantes líderes de mercado. Posicionamo-nos de forma ímpar no que diz respeito ao desenvolvimento de soluções end-to-end, qualquer que seja o ambiente tecnológico dos nossos clientes. A empresa disponibiliza uma ampla variedade de serviços especializados, apoiando as organizações em qualquer etapa da sua transformação digital. Que serviços podemos encontrar? O portfólio de serviços da Warpcom tem a capacidade de apoiar as organizações em todas as etapas da sua transformação digital.

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Bruno Gonçalves, BU Manager – Cybersecurity & Public Safety. Presidente

Estendendo-se entre serviços de consultoria para a apoiar no desenho do AS-IS e definição do TO-BE das organizações, serviços profissionais especializados para a implementação de soluções e serviços de managed services de NOC e SOC para apoiar a gestão e a segurança do dia-a-dia num regime 24x7. Esta visão de garantir um leque de serviços end-to-end permite que a Warpcom possa apoiar os seus clientes em focarem-se no seu negócio e a garantir que toda a infraestrutura de IT de suporte está em constante melhoria continua, que é, cada vez mais, importante para a produtividade e segurança das organizações. A área tecnológica está em constante crescimento e inovação. Para acompanhar essas tendências de mercado, a Warpcom criou a Warpdev, uma área de criatividade. Em que consiste a Warpdev e qual a finalidade? Quais as vantagens? A Warpdev é a área de inovação e criatividade da Warpcom. Neste Hub de Startups são desenvolvidas soluções únicas e inovadoras de TIC que combinam a estabilidade de plataformas de fabricantes de referência com a customização e adaptação à realidade de cada cliente, traduzindo-se numa clara mais-valia de negócio. Na Warpdev reúnem-se startups e talentos inovadores que, juntamente com os experts da Warpcom nas diferentes tecnologias, e beneficiando de locais de trabalho e laboratórios de desenvolvimento tecnológico de última geração, marcam a diferença nas soluções que desenvolvem e adaptam, especificamente, à realidade dos clientes da


CASA FERNANDES | WARPCOM LIDERANÇA: | CIBERSEGURANÇA NOVOS DESAFIOS

Warpcom. Desenvolvendo novos produtos e soluções em áreas emergentes como Inteligência Artificial, Machine Learning, IoT (Smart Cities), Blockchain, redes quânticas, entre outras. Para apresentar soluções mais adequadas às necessidades dos clientes, a Warpcom, trabalha em conjunto com outras empresas do sector, líderes de mercado. É importante, nomeadamente nos dias de hoje, o trabalho em conjunto? Conseguem responder a cada cliente de forma mais eficiente? Sendo a missão da Warpcom, contribuir para a evolução tecnológica e para a eficácia e produtividade dos nossos clientes, aumentando a sua capacidade competitiva temos a consciência de que só tendo como parceiros os grandes players tecnológicos é que podemos endereçar, de uma forma efetiva, os nossos clientes. Por outro lado, de forma a antecipar e a acompanhar novas trends e necessidades futuras, estamos também em constante investigação, exemplo disso é a nossa parceria estratégica com a ID Quantique – líder mundial em solução de redes quânticas – de forma a começar a preparar e a proteger as organizações para a nova realidade da computação quântica que irá trazer novos desafios ao nível da segurança. Atualmente, a Warpcom atua a nível nacional, nos principais centros urbanos - Porto, Lisboa e Faro - e no Funchal e, também aposta na presença internacional, em Madrid. Para o próximo ano, está previsto o aumento da empresa? A equipa da Warpcom, constituída por profissionais com uma vasta experiência no setor das TIC, será fundamental para o sucesso em 2021? A Warpcom está, constantemente, a avaliar o mercado e as tendências para poder ter no seu portfólio as melhores soluções e serviços. É intenção da Warpcom investir e apostar em tecnologias, recursos e localizações que permitam um crescimento sustentado, garantindo aos clientes os nossos valores confiança, qualidade, proximidade e compromisso. Algo que temos feito, nos últimos anos, e continuaremos a fazer nos próximos, enfrentando todos os dias novos desafios. Como todos sabem, 2020 foi um ano de grandes desafios e mudanças, alterando por completo a nossa sociedade, em todas as suas vertentes sociais e económicas, mas a Warpcom mesmo com esta adversidade, aumentou os seus quadros profissionais e ampliou o seu leque de ofertas respondendo rapidamente às necessidades. Por isso, perspetivamos que 2021 seja mais um ano de crescimento, consolidando e reforçando as nossas equipas e ofertas.

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Algarve, o segredo mais Como prometido, aqui está a segunda parte do “Algarve, o segredo mais famoso da Europa”. Continuamos a comprovar a oferta exclusiva e de qualidade que os empreendimentos desta região nos proporcionam. São inacreditáveis os serviços e os produtos vanguardistas que aqui podemos encontrar, para além do clima… esse que nunca dececiona! Os empresários algarvios também figuram nesta edição, onde revelam os desafios que enfrentaram neste 2020 e as suas perspetivas para 2021, sempre com esperança como pano de fundo comum a todos eles. A verdade, é que todos esperamos que 2021 seja um ano mais tranquilo, mais livre e com melhores condições para que possamos viajar e rumar a sul, onde o sol, as praias, as empresas de grande dimensão e as locais, nos esperam para se darem a conhecer. Entretanto, neste fim de ano, abrimos-lhe o apetite e a vontade de que, em 2021, todos possam descobrir este segredo tão famoso… o Algarve!

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famoso da Europa

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Um destino ideal rodeado pela natureza, com experiências pensadas para toda a família

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INFRALOBO | ESPECIAL INFRALOBO ALGARVE | TEMA

INFRALOBO FAZ DE VALE DO LOBO O PRIMEIRO SMART RESORT DO MUNDO A Infralobo é uma empresa que nasceu em 1999, fruto de uma motivação genuína de prestar um serviço de qualidade ao resort de luxo, Vale do Lobo. Em entrevista à Revista Business Portugal, Carlos Manso, Presidente do Conselho de Administração, apresenta-nos o trabalho que a empresa tem desenvolvido para um futuro mais sustentável e inovador em Portugal. Como pode apresentar o trabalho que a Infralobo tem vindo a desenvolver? A Infralobo, quando foi criada, começou por ser uma empresa que tinha como principal visão a entrega das infraestruturas da parte do promotor e, depois, passou para uma empresa de serviços públicos essenciais de elevada qualidade. A atividade principal é o abastecimento de água, o saneamento, a recolha de resíduos e algumas funções delegadas pelo município, como a limpeza urbana, os espaços verdes e a via pública. Inicialmente, a Infralobo apostou na renovação das infraestruturas e, ainda hoje, é a empresa do Algarve que mais renova, segundo os dados da ERSAR. A Infralobo tem vindo a fazer um caminho com foco no cliente e é aí que surge o projeto do smart resort by Infralobo, o primeiro do mundo. Um projeto integrado para resolver todos os problemas da empresa, naquele que é o seu core business. Este projeto tem como base uma análise dos processos que são fundamentais para uma melhor satisfação do cliente nas várias vertentes do negócio e identificamos três: água, recolha de resíduos sólidos e urbanos e processos internos de apoio (a sede, a gestão de frota e a gestão de clientes). No que diz respeito à água, identificámos uma necessidade de monitorizar os consumos, a nível de qualidade e de comportamento dos consumidores. Para os consumidores domésticos e não domésticos, implementámos o sistema integral de telemetria, que nos permite fazer uma análise real REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 87


ESPECIAL ALGARVE | INFRALOBO

A eficiência energética também é uma grande preocupação da Infralobo? Em fevereiro, definimos o Plano de Descarbonização Infralobo 20/22, no qual fizemos um levantamento dos nossos equipamentos e modos de trabalho. Definimos a sua substituição e adaptação para as exigências ambientais e para ter uma maior eficiência energética. Esse plano obriga a empresa a fazer uma substituição gradual das viaturas e a reduzir a utilização de energia da rede do fornecedor por sistemas ambientalmente mais sustentáveis. Neste momento, temos seis postos de carregamento para viaturas elétricas na zona de Vale do Lobo e duas viaturas elétricas. Vamos substituir mais duas, porque o objetivo não é aumentar, mas sim, substituir. Temos também, no estacionamento, painéis fotovoltaicos que fornecem o nosso edifício, que é 100 porcento autossustentável. Até ao final do ano, ambicionamos ter a nova estação elevatória fornecida pelos painéis fotovoltaicos e, no início do próximo ano, também o depósito da água será autossustentável do ponto de vista energético.

Carlos Manso, Presidente do Conselho de Administração

e, em tempo útil, da perda da água e dos consumos e informar, periodicamente, os nossos clientes sobre consumos excessivos, perdas de água, entre outros. Ao nível dos espaços verdes, gerimos cerca de 22 hectares, responsáveis pelo consumo de 33 por cento da água que adquirimos. Criámos o smart irrigation system, um sistema inteligente de rega, inovador a nível nacional, que utilizando uma rede lorawan, dos dados de uma estação meteorológica nossa e do controlo automático das eletroválvulas, ajusta o nível de água no solo ou desliga, se estiver a chover e consoante a pluviosidade. É caso para dizer, que na Infralobo quando chove, não se rega. Acredito que esta ferramenta, aliada aos investimentos realizados ao nível das infraestruturas no passado, é o que nos permite ser a segunda melhor entidade gestora nacional. Estão a usar a tecnologia a vosso favor, aplicando-a em todas as áreas do smart resort? Sim, por exemplo, relativamente aos resíduos, se um contentor pegar fogo, emite um alerta a dizer que o contentor está com temperaturas fora do normal. No camião e no contentor do lixo, temos sensores RFid, que fazem o controlo das lavagens dos contentores de forma automática, para além de ser possível a otimização de rotas de recolha através do sistema implementado. Quanto aos processos de apoio à empresa, que também fazem parte do smart resort, temos a implementação da gestão de frotas, através da definição de critérios daquilo que consideramos normal e, assim, conseguimos saber o número de horas e quilómetros percorridos e comportamentos anómalos, permitindo uma melhor afetação e utilização das viaturas disponíveis. Ao fim de um ano e meio, reduzimos a frota em 17 por cento, sem pôr em causa a qualidade do serviço e a operação da empresa. Foi possível identificar situações a melhorar e otimizar as soluções, trazendo ganhos a nível de custos, mas principalmente ambientais. Relativamente à sede, apostámos num tipo de construção pouco usual, em light steel e em domótica para melhor gerir a climatização e iluminação do edifício. 88 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Como é feita a ponte com o Vale do Lobo Resort? A Vale do Lobo SA é acionista da Infralobo. Por sua vez, a Infralobo é uma empresa de capitais maioritariamente públicos, em que 51 por cento pertence ao município de Loulé e 49 porcento ao Vale do Lobo Resort. Estamos ligados, quer no passado, quer no presente e estaremos, também, no futuro. É impossível Vale do Lobo continuar a ser um resort com a qualidade que tem sem a Infralobo. Da mesma forma que é impossível a Infralobo continuar a evoluir, sem a visão do município e sem a participação do parceiro privado de Vale do Lobo. As empresas municipais trouxeram desafios, mas também trouxeram uma experiência positiva e acumulação de know-how. Considera que as pessoas procuram este resort por ter serviços de qualidade?


INFRALOBO | ESPECIAL ALGARVE

Considera que as pessoas procuram este resort por ter serviços de qualidade? Todas as nossas ferramentas foram planeadas com esse objetivo. A primeira, a gestão de ocorrências, foi aquela que mais motivação nos deu. É um sistema tipo inglês keep it simple and stupid. Os colaboradores, os visitantes e os clientes, tiram uma fotografia, ficam georreferenciados e, automaticamente, vai para uma sala de controlo. Temos equipas de reação rápida que nos permitem resolver os problemas. Os clientes têm uma resposta rápida e que fica registada para o futuro. Em 2016, tínhamos um índice de satisfação dos clientes nos 65 por cento e, em 2019, contamos com 83 por cento. As pessoas são exigentes, porque para além de fazerem investimentos com valores elevados, também têm na sua vida particular e profissional, cargos de elevada responsabilidade e exigência. Estes resultados foram fruto de muito trabalho interno, mas também graças às parcerias que nos ajudaram imenso, em que destaco a Visualforma, que nos ajudou a identificar as ferramentas adequadas aos problemas. Todas as soluções são de empresas nacionais. E, porque estes avanços não são possíveis sem os colaboradores, a Infralobo foi, no ano de 2019, a primeira empresa do sector do ambiente, em Portugal, a ser certificada pela norma 4552 - norma da conciliação da vida pessoal, familiar e profissional- e apenas a terceira a nível nacional. Como é que a Infralobo atuou perante a pandemia? Quais as perspetivas para 2021? O ano de 2020 foi um ano de desafios e veio trazer novos hábitos de consumo. No que diz respeito à Infralobo, o impacto não foi significativo, porque os nossos colaboradores, em teletrabalho, conseguiram garantir os serviços com qualidade. Mantivemos o nível de investimento, dadas as características da área onde estamos a operar e, em 2021, para além de continuarmos com o nosso plano, vamos reforçar a nossa estratégia no combate às alterações climáticas e de maior eficiência hídrica. Vamos fazer um upgrade na nossa estação meteorológica e na ferramenta tecnológica com o objetivo de permitir aos nossos clientes serem mais eficientes no uso da água nas suas propriedades privadas. Estamos ainda, em parceria com o Município de Loulé, a trabalhar no sentido de obter uma avaliação de projetos para a reutilização das águas residuais domésticas e pluviais para outros fins, como a rega dos campos de golfe, por exemplo. Estes, para nós, serão os grandes desafios em 2021.

Apartado 3840, 8135-909 Almancil +351 918 201 783 geral@infralobo.pt

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MONTALGARVE | ESPECIAL ALGARVE

HÁ MAIS DE 40 ANOS A FORNECER A CONSTRUÇÃO NO ALGARVE A Montalgarve destaca-se pelos níveis de qualidade de produtos e serviços fornecidos, pela capacidade de resposta, pelo acompanhamento aos clientes e, também, pela qualificação dos recursos humanos. Em entrevista à Revista Business Portugal, Cristina Barros Simões, destaca a resiliência e o compromisso de confiança e satisfação que mantém com todos os seus clientes.

A Montalgarve é uma empresa familiar que é, hoje, gerida por Cristina Barros Simões, depois de ter sido fundada pelo seu pai. A empresa nasceu em 1978 e surgiu através de uma antiga empresa de Lisboa. Fazem parte do seu portfólio, bastante completo, obras feitas por todo o Algarve, servidas, neste momento, por cinco lojas – em Portimão, Almancil, Faro, Albufeira e Olhão- e para apoiar os clientes, vendedores em todo o Algarve e no Baixo Alentejo.

menos dificuldade, podemos contar com a Montalgarve em 2021 e nos próximos anos. As nossas orientações e a nossa missão vão-se manter inalteráveis, a satisfação do cliente vai ser o nosso foco principal e vamos continuar a apostar, cada vez mais, no serviço, porque essa é a única forma que temos de nos diferenciar”, acrescenta. A administradora encara 2021 com esperança e positividade e não tem dúvidas de que a Montalgarve se irá manter forte para superar todos os desafios.

Constante evolução e adaptação ao mercado Distinguida como PME Líder, por diversas vezes, a empresa tem vindo, ano após ano, a modernizar-se para responder às necessidades dos seus clientes, procurando sempre distinguir-se da concorrência com um serviço de qualidade personalizado. A empresa dedica-se, essencialmente, ao comércio na área de sistemas de canalizações e esgotos domésticos, saneamento básico, artigos sanitários e climatização, para a construção civil e para o mercado da reabilitação urbana. Iniciou a atividade com a venda de materiais de canalização para distribuição de águas. Posteriormente, evoluiu para a distribuição de material de saneamento básico e sanitária. Atualmente, aposta numa área relativamente nova: a climatização, como o aquecimento central, ar condicionado, esquentadores, solar térmico. Os clientes são, principalmente, instaladores de águas e esgotos, construtores e empreiteiros de obras públicas. Materiais à medida da exigência do mercado O Algarve tem um vasto mercado de qualidade e exclusividade e, para responder a essa procura, a Montalgarve trabalha com materiais à medida da exigência do mercado: “Damos primazia a produtos certificados e não procuramos preços”. Há uma grande aposta em produtos com qualidade de marcas muito conhecidas, mas também nos serviços, uma vez que, como nos explica Cristina Barros Simões, “em relação ao preço, nunca conseguiremos ser os mais baratos, tentamos, por isso, prestar um serviço com mais qualidade”. Perspetivar 2021 com esperança e positividade O ano de 2020 foi um ano “completamente anormal, cheio de desafios e incertezas”. No que diz respeito à Montalgarve, “o ano não correu completamente mal”. Como nos explica Cristina Barros Simões, “o mercado da construção ainda não está a dar sinais” de rutura. No entanto, o Algarve é cem por cento dependente do turismo, e, como já se esperava, não houve praticamente turismo este ano, ou seja, “não haverá remodelações ou hotéis novos no próximo ano”, alerta. Apesar das circunstâncias, Cristina Barros Simões garante que “com mais ou 90 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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Parabéns Madeira

Melhor Destino Turístico Insular A nossa ‘Pérola do Atlântico’ está de parabéns. Em 2020 foi reconhecida, uma vez mais, como o Melhor Destino Turístico Insular da Europa, do Mundo e, ainda, o destino mais seguro da Europa para o Natal. Pelo quinto ano consecutivo e pela sétima vez, desde a sua primeira participação, o Destino Madeira foi eleito pelos World Travel Awards o ”Melhor Destino Insular da Europa (Europe's Leading Island Destination 2020), naqueles que são considerados os “óscares do turismo”, numa gala que se realizou em formato virtual, devido à pandemia da Covid-19.

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da Europa e do Mundo Mil e uma razões para se celebrar, mil e um motivos que temos para, em 2021, compensarmos todas as visitas que em 2020 não pudemos fazer. Para além da sua beleza natural, das praias de rocha negra, das paisagens arrebatadoras, temos as gentes simpáticas e acolhedoras e os produtos locais únicos e irresistíveis. Assim, neste nosso Anuário 2020, trazemos-lhe alguns desses produtos, e as melhores paisagens, para que termine o ano com vontade de começar o próximo com uma visita àquele que é o melhor destino do Mundo! Aproveite e delicie-se…

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Para assinalar momentos especiais na companhia das pessoas que mais gostamos, assim como para brindar num aniversário ou na quadra natalícia que se aproxima, nada melhor que um cálice de vinho desta firma familiar que este ano completou 170 anos. Não são só os atletas que ganham medalhas... os vinhos também, e aqui o Vinho Madeira é rei!

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Que o digam os vinhos de Pereira D'Oliveira, agraciados com Prata e Ouro, num dos mais emblemáticos e prestigiados concursos mundiais de vinhos: o International Wine & Spirit Competition, Londres, que no seu quinquagésimo aniversário, distinguiu o Frasqueira Verdelho 1994 com um IWSC Madeira TROPHY 2019. Esta excelente distinção foi entregue pelo seu fundador, no Guilhall de Londres a 28 de novembro de 2019. Recentemente, um Frasqueira Boal 1980 com um Madeira IWSC TROPHY 2020, que já foi entregue a 18 do mês passado. No corrente ano, apesar de ser atípico e difícil, tiveram o mérito de também serem distinguidos no Concurso Mundial de Bruxelas.

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DIRETORA CLÍNICA Dra. Mª Matilde Vieira

A equipa da Clínica Albano Tomé deseja aos seus clientes umas Boas Festas!

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Breves... Programa Emprego+Digital com mais de 23 mil inscritos O programa Emprego+Digital, que visa fomentar a formação profissional dos trabalhadores na área digital, regista até ao momento 23.500 mil inscritos na área da indústria. O financiamento, que resulta da parceria entre o instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP), a estrutura de Missão Portugal Digital (EMPD) e a CIP – Confederação Empresarial de Portugal, ultrapassa os seis milhões de euros e o governo está a trabalhar para incluir outros sectores da economia.

Uma marca para as pessoas e para o ambiente As embalagens de vidro têm uma nova marca registada, um símbolo de saúde e sustentabilidade para o consumidor e o ambiente, e convidam os produtores de bebidas e alimentos a juntar-se a esta iniciativa, promovendo o seu uso. Esta nova marca é o resultado de um esforço de mais de um ano de colaboração entre a indústria, designers, clientes e consumidores para em conjunto, criar um símbolo reconhecível, associado a saúde e sustentabilidade. Durante a apresentação, Michel Giannuzzi, Presidente da Federação Europeia de Vidro de Embalagem (FEVE), comentou: “Este símbolo é o primeiro marco, do trabalho conjunto com os nossos clientes e marcas, para fornecer soluções de embalagem que respondam à necessidade crescente de sustentabilidade, dos consumidores.

Nuno Mendonça substitui Alberto Godinho no cargo de diretor geral da Audi Nuno Mendonça, licenciado em Comunicação Empresarial com especialização em Marketing e com mais de 20 anos de experiência no sector, assume o cargo de diretor geral da Audi. Após 15 anos ao serviço da SIVA – empresa que representa a Audi em Portugal – Alberto Godinho abandona o cargo de diretor-geral para se dedicar a projetos pessoais.

Bruxelas compra mais de 80 milhões de doses de vacina da Moderna A Comissão Europeia avançou com a compra de 80 milhões de doses adicionais da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Moderna, acionando o direito de preferência do contrato que assinou com a empresa de biotecnologia norte americana, duplicando a quantidade adquirida. A Moderna aguarda que a Food and Drug Administration - agência que regula o mercado do medicamento e dos alimentos nos Estados Unidos - autorize a utilização da vacina.

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Bold vai contratar 70 pessoas até março de 2021 A tecnológica portuguesa Bold vai avançar com a contratação de 70 trabalhadores até ao final do primeiro trimestre de 2021, nas áreas da desenvolvimento e operações, programação e desenvolvimento de aplicações, análise de dados, gestão e robótica e automação. A empresa considera que são área chave e críticas nos próximos anos, para auxiliar as organizações no desenvolvimento do negócio.

XD Software e tecnológica brasileira criam um “joint venture” O grupo português XD Software, fabricante de aplicações de gestão, em conjunto com a brasileira ao³, criou um “joint venture” (empresa conjunta) para obter uma solução tecnológica premium para os sectores da restauração e retalho do Brasil, alcançando cerca de dez por cento do mercado sul-americano. Esta parceria surge depois de mais de dez anos de uma relação pessoal e profissional entre os gestores das organizações.


Agradecemos a todos os Clientes e Fornecedores que confiaram em nós em 2020. Voltaremos em 2021 ainda mais fortes e com novidades.

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Anuário 2020 Revista Business Portugal - Dezembro 2020

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