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agosto, 2018

Algarve

Inovação e Empreendedorismo • Leiria

ad quadratum

DESENVOLVIMENTO TERRITORIAL PASSA PELA PROATIVIDADE DOS MUNICÍPIOS José António Lopes, arquiteto agosto, 2018

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agosto, 2018

Algarve • Inovação e Empreendedorismo • Leiria

R

O SEU SORRISO É A NOSSA PAIXÃO

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ÍNDICE

EDITORIAL

Agosto 2018

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ESPECIAL CLUSTER AUTOMÓVEL

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22 MARINA DE PORTIMÃO O seu porto seguro no Algarve

PROCARE HEALTH “Uma verdadeira inovação terapêutica que está a mudar o paradigma do tratamento do HPV”

ALGARVE SAÚDE TURISMO E BEM-ESTAR E DESENVOLVIMENTO 62

28 AQUALGAR Natureza, design e emoção 36 QUINTA DO CANHOTO A casa do Esquerdino algarvio

75

LEIRIA REGIÃO MARAVILHA COM ENERGIA POSITIVA 84 BALBINO E FAUSTINO “O nosso mundo é feito de madeira”

Em plena época de férias, a Revista Business Portugal continua a trabalhar para lhe trazer novidades de todo o país, sempre ligadas ao que de melhor se faz, a nível económico e empresarial. Nesta nova edição, levamos até si mais um pedacinho do Algarve, na pessoa dos seus empresários mais dinâmicos que, apesar do “Sol e Praia” que a região tem para oferecer, têm a coragem de ir além disso e desenvolvem outras áreas de negócio, algumas ligadas a produtos e necessidades endógenas, outros que são exportáveis e que, no mercado nacional, demonstram a qualidade do trabalho algarvio. A Saúde será também uma área em evidência. A medicina convencional estará presente, nomeadamente no que diz respeito à saúde oral. Poderá ficar a conhecer as últimas tecnologias neste setor e o desejo profundo de democratizar o acesso a esta área da medicina. Além da medicina convencional, poderá ainda conhecer várias histórias sobre osteopatia, uma terapia que pretende ajudar o corpo a curar-se a si próprio, através da manipulação articular. Como não poderia deixar de ser, a inovação, o empreendedorismo e a criatividade também estarão presentes, nomeadamente através de empresas ligadas ao setor informático que, a cada minuto, trazem novidades para o mercado. Além desta área, teremos ainda presente o setor automóvel, onde todos os dias os carros do futuro se tornam realidade. Em destaque estarão também duas regiões do nosso país – Ponte de Lima e Leiria. Únicas em si mesmas, cada um destes exemplos de portugalidade tem histórias de trabalho, audácia, esforço e dedicação para contar e serão exemplos destes que poderá ler, ao desfolhar a sua Revista Business Portugal, edição de Agosto. Leve-a consigo para onde for e transforme-a na sua “revista de férias”!

FICHA TÉCNICA Propriedade: Guidetarget, Lda Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Ana Miguel Lopes, Joana Gonçalves, Laura Azevedo, Sara Oliveira, Tânia Pacheco, Teresa Mata Outros Colaboradores: Joana Bárbara Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Direção Comercial: José Moreira Dep. Comercial: António Matos, Fernando Lopes, Filipe Amorim, Isabel Brandão, José Varela, Luís Pinto, Manuel Fernando, Paulo Padilha, Rui Moreira (geral@revistabusinessportugal.pt) Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Periodicidade: Mensal agosto 2018

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AD QUADRATUM ARQUITECTOS

EDIFÍCIOS ANTIGOS “DEVOLVEM EM DOBRO” O QUE LHES DAMOS A vocação conduziu-o a seguir arquitetura. É nos projetos industriais que encontra os maiores desafios profissionais. O planeamento estratégico e a coordenação de programas de desenvolvimento em cooperação (apoiados em ferramentas de financiamento) são novas áreas que está a aprofundar e onde se sente confortável, fruto da experiência profissional junto nos municípios. 20 anos após a licenciatura na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, abraçou novamente o meio académico, numa pós-graduação em Estudos Avançados em Património Arquitetónico. Mantém, desde há 20 anos, o gabinete ad quadratum, arquitectos que têm no seu portefólio obras de referência como, por exemplo, a recuperação e reabilitação parcial do Convento do Beato após um trágico incêndio. Esta é a entrevista ao Arquiteto José António Lopes, CEO da ad quadratum, arquitectos.

A

rquiteto por vocação, a paixão pelas artes tem raízes familiares? Nunca antes tive alguém na família ligado às artes, muito menos à arquitetura, mas assumi essa opção e orgulho-me de exercer arquitetura por vocação. Licenciei-me na Faculdade de Arquitetura da Universidade do Porto, em 1994, e 20 anos depois voltei, para complementar os estudos e cimentar a experiência profissional, com uma pós-graduação em Estudos Avançados em Património Arquitetónico. A vontade de regressar à sala de aula deu-se porque os temas do património, reabilitação de edifícios antigos e técnicas de restauro despertam-me particular interesse e representam uma parte significativa do exercício da minha atividade. Por outro lado, foi bom também porque o regresso aos estudos nos obriga a adotar métodos de trabalho diferentes do que estamos habituados. Para além disso, pude levar a minha experiência profissional para dentro de uma sala de aula, questionando sobre temáticas reais que podem ser aplicadas quase de imediato. O seu percurso como diretor de departamento de uma autarquia dá vantagem competitiva ao gabinete de arquitetura que lidera e que fundou? Sem dúvida. Durante 20 anos estive do ‘lado de dentro’ do balcão de uma autarquia o que me deu saber e experiência, importantes para 4 | Revista Business Portugal agosto 2018

aplicar quando ‘do lado de fora’ temos de intervir nos territórios. A minha carreira numa autarquia permitiu-me adquirir conhecimentos, por exemplo, quando no planeamento territorial se exige, entre outros desafios, a coordenação de equipas pluridisciplinares. Não é a universidade que nos dá o saber e a competência nestas áreas. Uma tarefa que recentemente abracei, de forma plena, foi a consultoria, porque acredito que posso trazer a experiência da gestão autárquica para esta prática. O conhecimento adquirido nos cargos de chefia num município, muniram-me de ferramentas que se revelam valiosas quando sou convidado a prestar consultoria a um autarca ou aos serviços das autarquias que necessitam de rever a sua gestão territorial ou outras matérias relacionadas com a consultoria em projeto e arquitetura. A carreira de funcionário público é sempre mais confortável do que a situação de trabalho por conta própria em que há a necessidade de ‘enfrentar’ a gestão e sustentabilidade financeira de uma estrutura. O que lhe deu coragem para este salto? Fundei o gabinete em 1999 e nunca deixei de exercer a minha prática privada, que me permitiu desenvolver projetos e consolidar prática em áreas tão diversas como a arquitetura industrial ou a reabilitação patrimonial. Ao fim de 20 anos a trabalhar num município entendi ser o momento de empreender e apostar na minha atividade privada. Estavam reunidas as condições de experiência e maturidade profissional para me centrar exclusivamente no meu próprio ‘projeto’, deixando uma situação confortável e cómoda para encetar o caminho de risco, também de ‘empresário’ porque há que ser capaz de sustentar a estrutura – o que é um grande desafio, ainda maior no domínio do trabalho intelectual, muito pouco valorizado no nosso país. As ideias parecem aos olhos de muitos clientes como algo a oferecer e não como fruto do nosso trabalho e investimento profissional, pelo que manter uma atividade de natureza intelectual exige maior coragem e determinação. É um mercado muito difícil.

Há, em Portugal, a ideia errada de que os fundos comunitários são apenas os que conhecemos nos programas nacionais de coesão e que têm uma data para o seu fim


AD QUADRATUM ARQUITECTOS

São muitos os colaboradores da ad quadratum, arquitectos? Somos aquilo que habitualmente se designa por ‘um gabinete de autor’ pelo que a equipa será sempre dimensionada tendo por base essa premissa. Relativamente à arquitetura da reabilitação ou da construção de raiz, beneficio de experiências próprias que transfiro à coordenação da minha equipa por quatro excelentes profissionais. Nas outras áreas coordeno equipas de parceiros externos em domínios muito distintos, em Portugal e não só. Perante a necessidade de um projeto vamos à procura dos melhores parceiros para dar corpo à solução que satisfaça os padrões de qualidade que exigimos na nossa prática. Como surge a consultoria em instrumentos de gestão territorial e a coordenação de programas de cooperação e ferramentas de financiamento? Como há pouco referi, a experiência adquirida na autarquia, principalmente nos cargos de chefia, obrigou-me a ir para além da zona de conforto que o curso de arquitetura nos dá. Agir num território vai para além das questões ligadas à arquitetura e exige-nos um grande conhecimento de planeamento. Depois, é preciso encontrar as ferramentas que tornem exequíveis as soluções e tive de procurar conhecimentos em muitas áreas distintas da minha formação base. A gestão territorial passa também pela coordenação de programas de cooperação e das suas ferramentas de financiamento que vão para lá das nossas fronteiras. A Europa tem mais para oferecer às regiões e só tendo uma ligação a Bruxelas é possível trazer para Portugal essas janelas de oportunidade. Como surge a ligação a Bruxelas e às ferramentas de financiamento para além dos programas nacionais? Há, em Portugal, a ideia errada de que os fundos comunitários são apenas os que conhecemos nos programas nacionais de coesão e que têm uma data para o seu fim. Não há o conhecimento nem a prática dos municípios para procurar as ferramentas de financiamento disponíveis na Comunidade Europeia e em que as regiões de toda a Europa cooperam e competem para aceder a fundos. A Europa é cada vez mais de regiões e cada vez menos de países e quem assim olhar para os territórios acede a ins-

José António Lopes, arquiteto

trumentos de financiamento fundamentais à gestão territorial. Existe passividade na gestão territorial? Quais as principais consequências que aponta? O desenvolvimento territorial passa pela proatividade dos municípios. Deve existir ânimo próprio por parte de quem está por detrás das instituições - entenda-se dos técnicos, dos políticos, sejam autarcas locais ou regionais. Urge uma certa inquietação de não ficar satisfeito com as ferramentas que são comuns terem ao dispor. A não se verificar este posicionamento os territórios ficam para trás. Os autarcas - salvo honrosas exceções - já racionalizaram, mas não interiorizaram, que estamos num espaço político à escala europeia. Ainda que tenhamos ferramentas de planeamento e financiamento, vindas do Orçamento Geral do Estado Português ou do Programa Portugal 2020 (acordo entre o Governo Português e a União Europeia) há, no entanto, toda uma Europa que está a cooperar noutro tipo de acordos e parcerias. Primeiro porque muitos países/regiões já não estão abrangidos pelos fundos ditos de coesão, e segundo porque existem ferramentas de planeamento e financiamento ao dispor de qualquer país da União Europeia (em que as regiões ou instituições acedem endereçando as candidaturas diretamente a Bruxelas) algo que não é

comum em Portugal. Infelizmente as pessoas ainda tendem a pensar que essas verbas são só atribuídas aos países mais desenvolvidos, mas isso não é verdade, pois estas também estão ao alcance dos municípios e das regiões de Portugal. Qual a razão que faz com que os municípios portugueses sejam os que menos procuram esses apoios na Comunidade Europeia? Creio que a verdadeira razão seja a falta de conhecimento por parte dos autarcas, mas também do corpo técnico das autarquias que está sempre muito assoberbado de trabalho, não tendo as ferramentas para descobrir todas estas oportunidades. Por vezes, o quotidiano dos problemas de gestão de uma autarquia não permite o distanciamento para avaliar o território e encontrar soluções que, não sendo imediatistas, são o garante de uma boa gestão territorial. Há que ter tempo e disponibilidade para pensar os municípios como estando integrados na Europa. Não pretendo afirmar que os autarcas não saibam que existem esses programas, simplesmente não têm disponibilidade para tratar de todos os problemas e necessitam de ajuda especializada para o fazer. Compreenda-se que a gestão corrente de uma autarquia é muito absorvente, principalmente nas mais pequenas.

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AD QUADRATUM ARQUITECTOS

E na área do planeamento e urbanismo quer-nos referir o vosso posicionamento? Temos a competência para interpretar e atuar sobre problemáticas territoriais. Desenvolvemos processos nos domínios dos estudos estratégicos, do planeamento territorial e ordenamento sempre em equipa com as autarquias. Desenvolvemos o que chamo planos estratégicos de ‘nova geração’ pois, ao contrário dos estudos académicos sobre os territórios, procuramos desenvolver documentos com vincada vocação para a implementação de ações e que constitua na sua elaboração um forte estímulo ao envolvimento de representantes da população e dos principais agentes económicos, sociais e culturais. De volta à disciplina arquitetura. Qual a sua área de eleição? A arquitetura é a minha formação e obviamente que os outros saberes a completam e, por isso, estou sempre à volta da arquitetura, mesmo quando faço gestão territorial, mas entendo a sua pergunta. É difícil dizer que há uma área de eleição, talvez seja mais verdade afirmar ser o maior desafio: o tema industrial. Um dos meus primeiros projetos, mal terminei o curso, foi o projeto de um edifício industrial em Águas Santas, na Maia. Na época, ser confrontado com um projeto industrial, foi um enorme desafio profissional e pessoal. Obrigou-me, desde logo, a ter a estrutura adequada no gabinete e estatura a nível pessoal. Os vários projetos industriais, realizados ao longo dos anos, permitiram-me ter um vasto portefólio de que muito me orgulho. O industrial tem duas características que me agradam muito: primeiro, a sua mente. Um industrial pretende algo muito preciso, porque o programa é sempre muito condicionado em termos técnicos e de processo. Pode transparecer a ideia de que estamos mais condicionados em termos criativos, o que não é verdade, pois acredito que quantas mais condicionantes temos, maior é o estímulo com que trabalhamos. Segundo é a confiança que eles depositam no nosso trabalho, uma vez que se mantêm fiéis a quem realiza projetos de sucesso, o que é ótimo para o gabinete. 6 | Revista Business Portugal agosto 2018

Tem em mão um grande desafio na área que mais gosta... Os desafios são os projetos que ambicionamos fazer e o projeto industrial que estou neste momento a desenvolver foi um desafio pessoal e profissional. Esta antiga fábrica têxtil no Vale do Ave, onde nos encontramos, tem na área intervencionada, mais de 30.000m2 e nos tempos áureos empregou quase cinco mil funcionários. Na época, a Fábrica de Fiação e Tecidos do Rio Vizela, foi uma referência nacional, mas faliu com o declínio da indústria têxtil nos anos 80. Atualmente, está a ser retomada por investidores portugueses, que reconheceram o seu valor patrimonial, e pretendem reabilitá-la aproveitando estas estruturas. Quando soube desta possibilidade, concorri e ganhei o concurso para a recuperação deste magnífico e único conjunto edificado. Apresente um balanço do seu percurso profissional. O balanço é muito positivo. A minha carreira profissional é o resultado de toda a minha experiência e o facto de a ter começado numa instituição como uma autarquia contribuiu, em muito, para o sucesso que hoje me apraz ter. O facto de querer estar sempre atualizado, de ter voltado a estudar, ter mantido o meu gabinete de arquitetura ao longo de 20 anos, demonstrou que posso ir ainda mais longe. A área da consultoria, que agora estou a abraçar, vai ajudar-me a aplicar os conhecimentos e técnicas que aprofundei nestes anos de carreira. Atualmente, todas as diretivas comunitárias apontam para

a necessidade reabilitar o edificado, não só pela recentes questões visíveis das cidades, onde há necessidade da existência de edifícios para acolher os turistas, mas sobretudo por questões profundas de sustentabilidade patrimonial e identitária. Reabilitar é muito mais barato do que construir de raiz, mas a perícia está em saber como o fazer, como reabilitar os edifícios, principalmente os mais antigos. A intervenção e a investigação em edifícios e conjuntos de interesse patrimonial e património não só o classificado são uma arte que exige um saber muito específico e obrigam a um grande respeito pelos edifícios a intervencionar. Os edifícios antigos ‘devolvem em dobro’ o que lhes damos. Intervir num edifício antigo é sempre um trabalho muito compensador pela retribuição que uma vez reabilitado este nos dá. …Então e um conselho para os leitores ? Difícil …. Que optem sempre pela competência e qualidade, porque este será o legado que deixarão às gerações futuras. Peço que me indique quatro obras de referência ao longo destes 20 anos. Só me permitindo enumerar quatro, aponto com dificuldade pois há outros projetos igualmente de referência: Complexo Industrial do Grupo CEREALIS na Maia; Projeto de estudo urbanístico e viário envolvente à zona industrial de Águas Santas; Reabilitação e ampliação do antigo Grande Hotel do Pezo, em Melgaço; Recuperação e reabilitação parcial do Convento do Beato.


JANSSEN PORTUGAL

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DESTAQUES 10 LUSOSMILE “O seu sorriso é a nossa paixão” 13 CORKBRAND Nascida em portugal e desenhada para o mundo 14 ÀBACO CONSULTORES Consultoria: criação de valor acrescentado 16 GESTISUCE Consultoria de qualidade 18 PCS Remodelações: a nova fachada da sua casa

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PORTUGAL CRIATIVO INOVA, EMPREENDE E DESENVOLVE Portugal sempre foi conhecido pelo seu arrojo e determinação. Os exemplos vêm de trás e, desde sempre, estamos habituados a ver portugueses – especialistas nas mais variadas áreas – a dar cartas na inovação e a contribuir para o avanço tecnológico e científico. Muitas inovações têm o selo português. Nas páginas seguintes, terá a oportunidade de conhecer o que de melhor se faz em Portugal, no que respeita à área da saúde oral, com destaque para a Clínica LusoSmile. Ficará a conhecer ideias inovadoras e criativas para o setor da medicina dentária e como serão aplicadas, a nível nacional.

A consultoria e a informática são, por si só, setores em constante atualização e renovação, a tal de, na área da informática, o produto nunca estar totalmente acabado, porque está sempre a evoluir. A Revista Business Portugal foi, mais uma vez, à procura de um exemplo de sucesso em cada uma destas áreas para lhe dar a conhecer. A construção civil está muito em voga, atualmente, e a reabilitação de casas tem evoluído a uma velocidade estonteante. Na região de Lisboa existe uma empresa especializada em reabilitações, que conta a sua história nesta edição da sua revista. Fique para conhecer!


JANSSEN PORTUGAL

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LUSOSMILE

“O SEU SORRISO É A NOSSA PAIXÃO” O texto que vai ler é sobre sorrisos. Depois de entrar na LusoSmile Caldas da Rainha, projeto que nasceu há seis meses, a primeira coisa em que se repara é na simpatia de quem está na receção. O sorriso quente, simpático e acolhedor acalma quem chega e transmite segurança àqueles para quem uma ida ao dentista não traz boas recordações.

O

mentor do projeto, Renato Sousa da Silva (adiante designado RSS), um gestor de saúde, de 36 anos e já com 10 anos de dedicação à medicina dentária, ao sentir que a chama do seu entusiasmo se apagava resolveu dar uma nova dinâmica à sua vida. Iniciou o seu percurso no setor, em janeiro de 2008, no Grupo Vitaldente, onde colaborou durante dois anos, passando os últimos 8 anos no grupo OralMed Clínicas Dentárias, de cuja estrutura inicial fazia parte enquanto partner. “Encontrava-me numa situação confortável, porém, estava a começar a sentir-me sem paixão e sem brilho nos olhos. Percebi que estava a deixar de me identificar com o projeto. Reuni com a administração e chegámos à conclusão que deveríamos seguir caminhos autónomos. Fiz questão de manter a clínica de Caldas da Rainha, bem como todos os seus colaboradores, porque nela se respira muito daquilo em que acredito.”.

LusoSmile do coração do Oeste para Portugal RSS sempre acreditou na democratização da saúde oral. Este seu sonho e a sua paixão pelo paciente levaram à constituição da LusoSmile Medicina Dentária: “eu faço o exercício de pensar o que éque o Renato criança diria do Renato de agora e, feliz10 | Revista Business Portugal agosto 2018

mente, consigo ter uma perceção do orgulho que ele sentiria em mim, por sempre ter corrido atrás dos meus sonhos. A mudança de vida surgiu dentro deste paradigma – eu já não me sentia feliz; queria voltar ao contacto com os pacientes e a sentir as pessoas. Sou apaixonado por pessoas e entendo que só se pode fazer um bom trabalho quando tratamos os pacientes como se fossem a nossa família. Esta forma de estar passa a confiança e o conforto que as pessoas necessitam para regressar. Esta é a paixão da LusoSmile”. Cada clínica do grupo LusoSmile Medicina Dentária, caracteriza-se por ter na sua constituição a participação de RSS e um parceiro médico dentista. O objetivo de RSS é unificar e padronizar o grupo, por isso todas as clínicas terão as mesmas diretrizes e as mesmas áreas de atuação clínica (higiene oral, dentisteria, endodontia, cirurgia oral, estética oral, ortodontia, prostodontia, periodontologia, implantologia). “É importante que todas as equipas tenham o mesmo discurso e que todas as pessoas possam aceder à mesma qualidade e aos mesmos serviços médicos, seja em que parte do país for. Eu quero que todas as minhas equipas se conheçam, e que realizem formações constantes, de forma a existir uma voz única em todas as unidades. O atendimento tem de ser padronizado, com a qualidade e paixão LusoSmile”. Para garantir a independência do grupo

“Gosto de pessoas apaixonadas, que se sentem bem em fazer o bem aos outros e que amam o que fazem”


LUSOSMILE

Renato Sousa da Silva, ceo & founder

a LusoSmile criou um Call Center e irá trabalhar em exclusividade com os parceiros de sempre. “A ideia é uniformizar os padrões de atendimento, de informação, de trabalho e os pilares estruturantes da qualidade a que nos propomos. No que respeita ao call center, o propósito é termos uma equipa que assegura contactos aos pacientes por forma a agilizar a marcação do seu rastreio oral de acordo com as necessidades percecionadas. O laboratório centrar-se-á na produção de prótese fixa e removível, de forma a termos o controlo total da qualidade do serviço que propomos aos pacientes. É importante destacar que, em relação à prótese removível, trabalhamos com um laboratório, há 8 anos, cujo responsável é nosso parceiro desde o início da clínica das Caldas da Rainha. Jorge Magalhães trabalha com muita qualidade e eu não abdico disso”. As parcerias são fundamentais para RSS. Todas as pessoas com quem trabalhou são importantes para o seu equilíbrio e o gestor faz questão de levar consigo aqueles com quem se identifica: “gosto de pessoas apaixonadas, que se sentem bem em fazer o bem aos outros e que amam o que fazem. Para mim, trabalhar sem chama não faz sentido e todos os meus parceiros me apoiaram nesta ideia de iniciar um projeto com base na paixão pelo paciente e na democratização da saúde oral. Quero que a LusoSmile Medicina Dentária seja composta de pessoas apaixonadas, porque sem os parceiros, sem os colaboradores e sem os pacientes não sou nada”. agosto 2018 Revista Business Portugal | 11


LUSOSMILE

Democratizar a Saúde Oral

Um grupo feito de pessoas A importância das pessoas na vida de RSS é imensa. Os pacientes são vistos como família e existe a responsabilidade de fazer o trabalho o melhor possível. Há umas décadas, o paciente não tinha escolha. O médico dentista fazia todas as opções e não havia preocupação em informar e formar o paciente, o que criou uma aura de medo e incerteza quando alguém tinha de vir a uma clínica dentária. Hoje, o paciente está mais ciente dos seus direitos e a equipa médica sabe que tem o dever profissional de lhes dar resposta. “Os pacientes são pessoas. É fundamental que se perceba isso e que estejamos próximos deles. Não podem ser tratados como objetos. Temos de os informar sobre os tratamentos que vamos fazer, das opções que temos e, sobretudo temos de os informar sobre como é ter a boca saudável. Uma das diferenças no nosso conceito é o facto de explicarmos que a escovagem e o uso de fio dentário são fundamentais para a sua saúde oral. Na verdade, estas duas ações são o segredo para uma boca saudável”. Os colaboradores são também de extrema importância. RSS delega tarefas e acredita que só com uma equipa unida é possível alcançar o sucesso: “quando decidi sair do projeto onde estava, para iniciar a LusoSmile Medicina Dentária, algumas pessoas não compreenderam a minha opção. Eu era partner no maior grupo em Portugal onde estava e tinha uma vida confortável. Mas era exatamente dessa zona de conforto que eu queria sair. Os meus colaboradores acreditaram e foram os primeiros a apoiar e a acompanhar-me nesta aventura”. Para RSS, envolver os colaboradores no projeto é um dos pontos chave para atingir o sucesso: “se as pessoas sentirem que fazem parte de uma cadeia de valor, farão bem o seu trabalho. Todos têm de saber quais são as suas funções e a importância que uma falha pode ter no resultado final.”

“Mais vale um céu estrelado que uma estrela cadente” Rodeado de uma equipa competente e comprometida com a nova aposta, RSS sente-se abençoado. “Se fica alguém a trabalhar até mais tarde, ficamos todos. Com base neste pressuposto optei que a sede fosse nas Caldas da Rainha local onde tive a minha primeira clínica”. 12 | Revista Business Portugal agosto 2018

Na base do projeto LusoSmile Medicina Dentária está o objetivo de democratizar a saúde oral. Para isso, Renato Sousa da Silva conta com excelentes parceiros, excelentes profissionais e uma mentalidade muito própria. Os planos de tratamento apresentados na LusoSmile são simples e baseiam-se em três pilares da saúde oral: saúde, funcionalidade e estética. Tudo é explicado detalhadamente ao paciente. “Aqui, famílias inteiras conseguem usufruir de tratamentos dentários em simultâneo, graças a todos os parceiros. Conseguimos assim, fazer cair por terra a ideia de que para avançar com o tratamento de saúde oral da boca do filho o pai tem de ficar para trás”. RSS explica que, a longo prazo, o seu objetivo é revolucionar a área da medicina dentária, aumentando a qualidade dos produtos e tratamentos, mas mantendo o preço algo só possível com a contribuição de todos os parceiros. RSS considera que ainda falta ensinar aos portugueses muito sobre bons hábitos de saúde oral. É necessário que o ato de lavar os dentes e usar fio dentário se torne rotina diária, o que ainda não acontece. “É impressionante como ainda há imensas crianças que não têm o hábito de lavar os dentes. Falta essa consciencialização. Na LusoSmile, quando um paciente faz um plano de tratamento é alertado que não adianta fazer o mesmo se depois não tiver cuidados básicos como a escovagem e a utilização do fio dentário. A boca é a porta de entrada para o nosso corpo e qualquer infeção que ela tenha, pode ser transportada, através da saliva, para o sistema digestivo e daí para o resto do organismo. É por isso que é tão importante cuidar dela”. Para RSS, sonhar e viver apaixonado pela vida é essencial. A paixão pelas pessoas é evidente e a alegria de quem com ele trabalha também. “É fundamental trabalhar com paixão e com um brilho nos olhos. O sonho comanda a vida e nunca devemos desistir dele. O objetivo futuro a Deus pertence, mas será sempre com a paixão bem presente. Gostamos de pessoas e, tal como a nossa ideologia afirma, ‘O seu Sorriso é a nossa Paixão’”.


CORKBRAND

NASCIDA EM PORTUGAL E DESENHADA PARA O MUNDO

A

João Pereira Alexandre, fundador

Corkbrand já nasceu vocacionada para o mundo. Em 2011, quando foi fundada, o mercado nacional atravessava uma profunda crise, pelo que a preocupação da empresa foi encontrar uma estratégia para trabalhar de Portugal para o mundo. “O nosso grande objetivo passou por conquistar a confiança de diretores de marketing portugueses, que estivessem espalhados pelo mundo em busca de um parceiro 100 por cento português que os fizessem voltar a casa. Através da marca CORK, conseguimos criar uma ligação rápida com Portugal, principalmente com profissionais especializados que foram obrigados a emigrar e que viam em nós o parceiro certo”,explica o fundador João Pereira Alexandre. Trabalhar com a Corkbrand não significa que exista a necessidade de proximidade física com o cliente para fazer o trabalho funcionar. “Estamos à distância de um clique. Colaboramos com empresas de mais de 16 nacionalidades e estamos aptos para criar relações fortes através desta nossa prática. Adaptamo-nos a culturas diferentes, mercados distintos e diferentes expectativas por parte dos nossos clientes. Afinal, We Speak Portuguese”.

A Corkbrand foi fundada em 2011, em plena época de crise em Portugal, começando com uma estratégia para contactar empresas em países onde a presença portuguesa fosse elevada. Os países de expressão portuguesa como Angola e Brasil estavam em crescimento e a Corkbrand apostou fortemente na captação de novos clientes. Em 2015 aconteceu um importante reposicionamento estratégico da empresa que obrigou a um novo começo, desta vez em Portugal. A queda do mercado angolano obrigou a Corkbrand a reavaliar o seu posicionamento no mercado. “Em 2015, surge a crise económica de Angola e a marca teve que se reinventar e adaptar à realidade portuguesa. Percebemos que só podíamos fazê-lo através da especialização num determinado setor e, dado que tínhamos um cliente na área imobiliária, foi essa a nossa grande aposta”. A Corkbrand entrou lentamente no mercado português através da colaboração com multinacionais como Manutan e Elefante Azul, mas agora é a responsável por projetos de marketing, comunicação e gestão de marca de mais de 50 empresas no setor imobiliário. “Tivemos de começar do zero com a colaboração estratégica de marcas, mas hoje sentimos que o nosso caminho passa pela especialização. Após a oportunidade de colaborar com marcas como Keller Williams e Remax percebemos que poderiamos ajudar os nossos clientes imobiliários a alcançar os seus resultados através de um plano de marketing estruturado”. A Corkbrand está dividida em seis áreas de negócio, e sediada em Lisboa e Porto. “Começámos com serviços de criatividade e marketing, passando pelo universo digital, a tradução, fotografia, vídeo, eventos e produção de materiais. Oferecemos um projeto chave na mão, para que existe coerência e rapidez num processo que poderá ser difícil de gerir”. O objetivo da Corkbrand é continuar a crescer no mercado internacional e alargar os setores em que trabalha. Em Portugal, são especialistas em imobiliário e garantem continuar a colaborar com os três níveis do imobiliário: consultores, agências e master franchisers de redes imobiliárias.

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ÁBACO CONSULTORES

CONSULTORIA: CRIAÇÃO DE VALOR ACRESCENTADO Face à velocidade da evolução da tecnologia, a consultoria passa a ser uma vantagem competitiva. A Ábaco Consultores, em Lisboa, foca-se em melhorar a qualidade das decisões e a performance das empresas parceiras. Este é, sem dúvida, um serviço de criação de valor acrescentado.

N

asceu em 2004, no Porto, numa altura em que não existia muita oferta nessa região de serviços SAP - software alemão líder de mercado a nível mundial. Os fundadores da Ábaco Consultores compreenderam que existia espaço para uma oferta de qualidade muito direcionada para o setor industrial, que proliferava na região norte e também na Galiza, onde fizeram o seu primeiro projeto internacional em 2005. Assim o fizeram e “com sucesso”, recordou João Moreira, CEO. O nosso interlocutor iniciou a nossa conversa com um enquadramento do trabalho que a empresa desenvolve. “Dentro da consultoria, focamo-nos na implementação de softwares (sistemas de informática) de planeamento de recursos de empresa. Trabalhamos com a SAP, a líder de mercado mundial nesta área”.

O desafio de acompanhar o mercado Um dos maiores desafios enfrentados por estes profissionais – e que está a mudar o paradigma da consultoria tal como a conhecemos – é a velocidade da evolução natural no mercado e a revolução digital. “Isso muda significativamente a forma como implementamos modelos de informação nas entidades nossas clientes”, refere João Moreira, acrescentando que “atualmente existe

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“ Temos vindo a desenvolver produtos que hoje sentimos a necessidade de comercializar de forma diferente. Já temos um pequeno portfólio de produtos próprios”

uma quantidade de informação, tratamento da mesma e uma forma de a disponibilizar que não existia no passado”. São estes três fatores que alteram significativamente os processos de tomada de decisão nas organizações e, em última instância, alteram o próprio modelo de negócio. “Nessa perspetiva”, explica-nos, “as mudanças são significativas para nós, consultores. Estando nós a trabalhar no coração do sistema de informação de uma empresa, não nos podemos focar na tecnologia como até agora, temos de ter maior abrangência no negócio dos nossos clientes. Esta é a mudança fundamental que está a decorrer no paradigma da consultoria”. Vive-se uma fase em que é necessária constante adaptação à realidade do mercado dos nossos Clientes. A Ábaco Consultores executava projetos de aplicação de longa duração (18 meses, por exemplo). Ora, hoje isso é “impossível”, garante-nos o CEO, “porque, entretanto, o mercado alvo do cliente muda e o nosso trabalho torna-se desatualizado”. Assim sendo, a Ábaco Consultores adaptou-se e, atualmente, executa projetos com ciclos de curto prazo, recorrendo a metodologias Agile que lhes permitam ajustar o software do cliente às próprias alterações do mercado, com respostas rápidas e eficazes, mantendo, contudo, relações de longo prazo com os seus clientes.

We deliv

Lisboa | Porto | London | São Paulo |


ÁBACO CONSULTORES

Presença nacional e internacional A Ábaco Consultores intervém nos setores do têxtil/vestuário/calçado, engenharia e construção, ‘food and beverage’, automóvel, produção e o agro-negócio, este último muito concentrado no Brasil. A expansão além-fronteiras da empresa de consultoria iniciou-se precisamente por esse país, no ano de 2010, por recomendação de um cliente no setor da construção. “A partir daí, compreendemos que existiam oportunidades de negócio rentáveis a nível internacional”, manifesta João Moreira, “e continuamos nesse percurso”. Seguiu-se a Grã-Bretanha, em 2016, após cuidadoso planeamento, “porque queríamos apostar num mercado europeu para elevar a fasquia de exigência a nós próprios”. Depois a Suíça, com um modelo diferente. No total, são mais de 250 colaboradores, cerca de 150 só em Portugal.

Pioneiros No nosso país, a Ábaco Consultores foi pioneira na implementação de novas versões dos referidos sistemas de informática de planeamento de recursos da empresa SAP. Na América Latina o mesmo se verificou. “Sentimos, cada vez mais, a necessidade de criação de propriedade intelectual”, expõe-nos o nosso interlocutor, “temos vindo a desenvolver produtos que hoje sentimos

João Moreira, ceo

a necessidade de comercializar de forma diferente. Já temos um pequeno portfólio de produtos próprios, para corresponder às necessidades dos nossos clientes”. Esse será sempre o foco principal da Ábaco Consultores: ser parte do processo

de desenvolvimento da performance das entidades parceiras. O futuro passa por reforçar o investimento na internacionalização, consolidar a posição nos mercados onde já marcam presença e penetrar no mercado asiático.

agosto 2018 Revista Business Portugal | 15


GESTISUCES

CONSULTORIA DE QUALIDADE É através da excelência e da diferenciação que a Gestisuces – Consultoria Económica e Gestão, situada em Olhão e em breve em Vila Nova de Gaia, pretende alcançar o sucesso dos seus clientes. Caso a caso, cliente a cliente, a Gestisuces aposta em serviços de qualidade.

João Carlos Iscas, ceo

L

icenciado em Economia, João Carlos Isca – CEO – sempre teve a ideia de ajudar o país e a comunidade a crescer. Como tal, em 2015 considerou a hipótese de abrir uma empresa de consultoria. Era trabalhador independente e queria mais. Foi estudando alternativas, enquanto preparou toda a estrutura e o apoio envolvente para dar o próximo passo. Assim, em 2016 surge a Gestisuces – Consultoria Económica e Gestão, com a designação de mostrar ao cliente como as coisas são e devem ser feitas.

Serviços de consultoria João Carlos Isca iniciou a conversa desenvolvendo os tópicos sobre as áreas em que a Gestisuces atua, começando por explicar que a empresa abrange, na prática, “tudo o que seja relacionado com a economia e gestão”. 16 | Revista Business Portugal agosto 2018

A Gestisuces é especializada em Consultoria Económica, Consultoria de Gestão, Consultoria Fiscal, Consultoria Financeira, Apoio à Internacionalização, Apoio ao Desenvolvimento de Projetos e Candidaturas, Formação Especializada, Outsourcing, Reestruturação de Empresas, RH, Negociações Externas, Estudos, Pareceres e Peritagens. Após uma breve explicação, conhecemos um pouco do método de trabalho utilizado: “a consultoria que fazemos vai desde a ideia de negócio, até ter o negócio montado e, depois, fazer o acompanhamento. Tratamos todas as fases, desde o estudo, se é viável ou não e, se necessário, vamos às repartições e constituímos a empresa com o cliente. Ajudamos a implementar a empresa e, depois de estar tudo organizado também podemos acompanhar o cliente ajudando-o nas várias dificuldades que vai tendo”. A ideia é dar a conhecer o profissionalismo e a mais-valia que a empresa pode

“Quero que a imagem da empresa seja sempre associada à imagem de excelência e profissionalismo”


GESTISUCES

ser em termos de benefício para o cliente. “Quero que a imagem da empresa seja sempre associada à imagem de excelência e profissionalismo, e que essa imagem seja transmitida pelo sucesso dos nossos clientes. Não vejo o sucesso com base puramente na faturação, mas sim com base no crescimento dos clientes, é a nossa filosofia”.

Aspetos diferenciadores É uma empresa recente e, como tal, a diferenciação tem que ser sempre bem trabalhada. Aqui, a diferença pauta-se por não fazer consultoria por fazer, mas sim criar parcerias. “Vejo os nossos clientes como parceiros. A nossa mais-valia é não estarmos a entrar no cliente com ‘regras de três simples’. Há coisas que são similares para várias empresas, mas vamos ajustar a cada uma delas. Fazemos uma análise de como a empresa está a funcionar, como estão ajustadas as contas da empresa, e com base nisso, vemos o que podemos fazer”, explica João Carlos Isca, que tem sempre em vista o sucesso dos clientes.

Objetivos cumpridos

“Quando faço e invisto num projeto penso sempre em crescer e conseguir o máximo”

Com apenas dois anos de atividade, é com orgulho que o CEO revela que atingiu os objetivos impostos para a empresa em 2016 e 2017. Para este ano, o desejo é o mesmo, embora seja mais complicado. “Esta é a fase de começar a ‘fazer a bola rolar cada vez mais’. Aumentamos os gastos para isso, estamos na fase de começar a tentar lucrar sobre estes aumentos de gastos que estamos a ter, mas acredito que vamos chegar ao final do ano com os objetivos atingidos”. Na Gestisuces quando se fala em objetivos não é em termos de faturação, mas sim de crescimento e posição da empresa no mercado. Como tal, o planeamento estratégico para o próximo ano já está definido: difundir a empresa. Para tal, durante este ano a tarefa é “deixar a estrutura pronta para aumentar os gastos em marketing, no próximo ano, e poder tirar os proveitos”. Algo que tem que ser muito bem estudado “devido ao mercado médio-

-alto em que estamos inseridos”, completa o empresário.

Crescer com sustentabilidade “Quando faço e invisto num projeto penso sempre em crescer e conseguir o máximo. Adorava, quando fosse idoso, olhar e ter conseguido ajudar a constituir uma das consultoras de referência a nível nacional ou a nível europeu. É complicado, tendo em conta que começamos agora, mas acho que o objetivo é sempre essa utopia. Objetivo a objetivo ir crescendo sempre, em termos de qualidade”, conclui João Carlos Isca.

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PCS

REMODELAÇÕES: A NOVA FACHADA DA SUA CASA As empresas de sucesso têm um percurso exemplar, no qual ultrapassaram obstáculos para chegar onde estão hoje. A Revista Business Portugal veio conhecer o da PCS – Paulo Calvo Santos - Remodelações. Para isso, entrevistamos o seu fundador homónimo, Paulo Santos.

S

Paulo Santos, proprietário da PCS

José Pedro Ribeiro, sócio-gerente da Rifur

18 | Revista Business Portugal agosto 2018

ediada em Cascais, a empresa abrange os mais diversos serviços na área da construção, como a elaboração de projetos, modelação 3D, obras de remodelação e construção de moradias. A procura no setor faz-se sentir: muitos dos imóveis que a PCS constrói atualmente são vendidos ainda antes de estarem terminados. Um dos motivos pelos quais a reabilitação é uma aposta cada vez mais comum prende-se com o “surgimento de investimento estrangeiro e porque Portugal está na moda”, ou pelo menos assim o considera o empresário. “É todo um conjunto de fatores, Portugal tem de vender aquilo que tem de bom – sol, praia, gastronomia – que atrai pessoas à procura da segurança que o nosso país oferece, bem como a simpatia característica de todos os portugueses. Os turistas frequentam estabelecimentos locais e ‘deixam cá o dinheiro’. Isto faz girar a economia”. Estas condições aliadas à pouca construção nova, ‘empurram’ quem procure um imóvel em terras lusas na direção das remodelações: “Portugal tem pouca oferta para tanta procura, falta construção nova, os imóveis inflacionados estão caros devido a isso mesmo”. Posto isto, Paulo Santos acredita que a reconstrução em Lisboa e Cascais “é uma boa iniciativa da Câmara Municipal. Obriga-nos a manter as fachadas, mas todo o interior é deitado abaixo e resulta num imóvel completamente seguro”. Há diversos segmentos de mercado

A empresa prima pelo cumprimento de prazos e de orçamentos dentro das remodelações, desde o alto ao mais baixo, que o nosso interlocutor se refere como “remodelação cosmética”. O primeiro procede a reabilitar o imóvel em toda a sua estrutura, “um bom negócio para quem adquirir ou arrendar a casa”. A PCS posiciona-se no segmento intermédio. “Depois existe o pequeno investidor, que é o privado que compra uma casa, faz algumas obras e aluga – essa é a remodelação cosmética, a qual tentamos ao máximo evitar. Nestes casos, o imóvel fica bonito por fora, mas a estrutura interior (como canalizações, por exemplo) é a mesma, não corrige os possíveis problemas”. O mercado imobiliário é um investimento que Paulo Santos aconselha: “rende mais do que ter o dinheiro no banco, há mercado para isso e os juros estão baixos”. A empresa prima pelo cumprimento de prazos e de orçamentos. Para isso, a experiência profissional ensinou-os a lidar com imprevistos, dos quais os clientes são avisados, para que não sejam


PCS

apanhados de surpresa. Seriedade e transparência acima de tudo, aliadas ao brio na assistência pós-obra. Lisboa, Oeiras e Cascais constituem a área de atuação da PCS. “Não arrisco deslocar-me para mais longe quando tenho aqui bastante trabalho, a logística não justificaria. Durante o tempo da crise, de facto, dispersávamo-nos mais para irmos buscar o serviço onde ele existia, uma vez que era em menor quantidade. Posso-me orgulhar de que não estivemos parados um único dia”, narra o administrador. Parte desta história de sucesso começou com a execução de pequenos trabalhos que os mantinha ocupados. “Nesta altura, houve muitas pessoas que usaram algum dinheiro posto de lado para remodelar cozinhas e casas de banho, foi um segmento que nos ajudou a impulsionar tudo”. Um bom gestor deve estar sempre preparado para o futuro e saber adaptar-se às voltas do mercado. Paulo Santos é cauteloso com esta fase de bonança que se vive atualmente, mas, cá entre nós, não há dúvidas de que a PCS dá cartas e irá continuar a

demarcar-se no mercado imobiliário.

Parceria com a Rifur “A Rifur pesquisa determinadas localizações, adquire o lote de terreno e recorre a parcerias em diversas áreas, quase tudo é contratado externamente. A PCS entra na fase da execução da obra, dá um orçamento global de acordo com os materiais que utilizem, encarrega-se de toda a construção e, por fim, entregamos o projeto de volta à Rifur, a qual a entrega ao cliente. Para o cliente, esta é uma solução ‘chave-na-mão’”, explica Paulo Santos. Esta é uma parceria que dura há dois anos, com resultados salutares para ambos os lados. “O objetivo é fazer sempre bons negócios”, afirma. E conseguem-nos.

“O objetivo é fazer sempre bons negócios”

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DESTAQUES 21 NERA “Turismo: uma atividade subestimada” 22 MARINA DE PORTIMÃO O seu porto seguro no Algarve

ALGARVE TURISMO E DESENVOLVIMENTO

24 WINDOW TO THE FUTURE Uma janela para o futuro da construção civil algarvia 28 AQUALGAR Natureza, design e emoção 30 SB CARPINTARIA “O cliente está primeiro, não podemos falhar” 33 TRANSPORTADORA AMEIXIALENSE Experiência e profissionalismo no transporte diário 34 QUINTA DOS COQUEIROS Um oásis em pleno algarve 36 QUINTA DO CANHOTO A casa do Esquerdino algarvio 38 CITAGO 30 anos na vanguarda da agricultura do Algarve

20 | Revista Business Portugal agosto 2018

Falar de Algarve é associar imediatamente a esta região portuguesa o Sol, a praia, o tempo quente e os turistas. Portugueses e estrangeiros enchem o Sul do país durante os meses de Verão, à procura de boa gastronomia – sobretudo muito ligada ao peixe, com as cataplanas de marisco a representarem excelentemente a região, bem como o arroz de lingueirão ou de polvo, também muito bem confecionados naquelas terras. Para acompanhar a comida, nada melhor que um ótimo vinho algarvio, o qual lhe daremos a conhecer mais adiante. A Revista Business Portugal procurou dar destaque a toda uma panóplia de atividades económicas, que nasceram no Algarve e têm ali o seu mercado. Outras há cuja dimensão já ultrapassa a fronteira montanhosa que separa o Algarve do restante país e que têm o mercado nacional e o internacional como realidade diária.

Os citrinos e os abacates são, neste momento, as principais culturas do Algarve, e nesta edição vai poder conhecer bons exemplos de gente empreendedora e criativa, que apostou forte nestes dois mercados. O setor dos transportes terá também uma forte representação, contando com dois bons exemplos de empresas que já têm a sua posição bem vincada no mercado. A construção civil, a carpintaria e a construção de piscinas naturais e de jardins exóticos também estarão representados nas próximas páginas. Para nos falar sobre o panorama geral do setor empresarial algarvio, estivemos também à conversa com a Associação Empresarial do Algarve. Com o mar em evidência, não podia faltar também uma marina, que nos falou da realidade do setor marítimo de recreio na região de Portimão.


NERA

“TURISMO: UMA ATIVIDADE SUBESTIMADA” Pensar em Algarve, hoje, é pensar em turismo. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Vítor Neto, empresário e presidente da NERA – Associação Empresarial da Região do Algarve – e também exSecretário de Estado do Turismo - sobre a importância do turismo na região e os desequilíbrios estruturais associados a uma realidade em que os restantes setores económicos perderam expressão.

O turismo é o principal setor económico do Algarve, mas existem vários desequilíbrios estruturais que urge resolver, sob pena de nos confrontarmos com graves questões económico-sociais no futuro, e até no turismo”. O Algarve, fique bem claro, não tem ‘turismo a mais’ tem é os outros setores ‘a menos’. Quem o diz é Vítor Neto, presidente da empresa Teófilo Fontainhas Neto, que considera que o papel do Algarve na economia nacional é subestimado devido à sua principal atividade económica: “a principal atividade do Algarve é sobretudo turismo, mas este setor não é reconhecido, pelas receitas que gera, enquanto exportação. Infelizmente, está enraizado que o turismo é uma exportação menor”. Todavia, o turismo afirma-se como um dos principais setores económicos, como comprovam os dados do INE. “Representa sete por cento do Valor Acrescentado Bruto, e 12,5 por cento, em termos diretos, indiretos e induzidos, do Produto Interno Bruto. É o principal setor exportador: as receitas externas geradas em 2017 pelo turismo representaram 15 mil milhões de euros, 18 por cento do total das exportações de bens e serviços. O Algarve gera cerca de metade destes valores”.

Problemas estruturais sérios O turismo é um setor muito importante na economia algarvia, mas Vítor Neto reconhece que existem vários problemas. “A economia do Algarve assenta sobretudo no turismo, mas não pode viver apenas disso. Atualmente, é um setor muito forte, mas em redor dele existe um vazio económico-social, um enorme desequilíbrio em relação a outros setores, como a indústria, a agricultura, o mar. Existem também problemas de mobilidade, faltam infraestruturas,

Vítor Neto, presidente

nomeadamente a eletrificação do caminho-de-ferro e uma ligação ferroviária ao aeroporto”. A indústria representa seis por cento do VAB e o setor da agricultura e pescas, apenas dois por cento. Já representaram mais de 20. Na região do Algarve existem 63 mil empresas, das quais 45 mil são empresas em nome individual, e apenas 18 mil são sociedades. Cerca de 55 por cento das empresas concentram-se nos concelhos de Loulé, Faro, Portimão e Albufeira e são estas que representam 66 por cento do volume de negócios da região. “97 por cento das empresas são microempresas, 2,7 por cento (1.700) são pequenas, 0,3 são médias (190) e 0,03 são grandes empresas (17)”.

Reconstruir a estrutura produtiva Cerca de 85 por cento do VAB gerado na região provém de setores ligados direta ou indiretamente ao turismo. É por isso urgente enriquecer a estrutura produtiva, com os setores agrícola/ mar e industrial em evidência. “Grande parte dos produtos que se consomem no Algarve vêm de fora da região. Aqui não se produz o suficiente para dar resposta às necessidades. É necessário estimular a produção, de forma a responder ao mercado interno e a baixar importações, aumentar as exportações”. Para Vítor Neto, o futuro está, por um lado, em consolidar o turismo e, por outro, em reconstruir e inovar produções na base dos recursos endógenos do Algarve. “Os empresários não podem ter receio de investir. Cabe também ao Estado criar condições para o investimento e garantir desenvolvimento equilibrado do Algarve, sem abdicar de ter o turismo como motor. O Algarve não tem turismo a mais. Tem é os outros setores a menos”.

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MARINA DE PORTIMÃO

O SEU PORTO SEGURO NO ALGARVE Inserida na barra mais segura do país, a Marina de

Portimão estende-se pelo estuário do Rio Arade, entre os fortes de Santa Catarina e de São João. É neste enquadramento que encontramos Eurico Correia, presidente do Conselho de Administração da Marina de Portimão, que nos concedeu uma entrevista de forma a apresentar-nos a marina, as suas valências e o que projeta para o seu futuro.

Eurico Correia, presidente do conselho de administração

A

Marina de Portimão surge “ao lado de um areal, numa zona abandonada na margem direita do Rio Arade” começa por contar Eurico Correia. A marina foi construída em apenas um ano, uma vez que já contava com a proteção dos molhes exteriores do Porto de Portimão e apenas foram construídos molhes interiores flutuantes. “Como apoio à Marina dotámo-la com um equipamento hoteleiro e residencial de luxo, com acesso a uma praia criada dentro da concessão, piscina oceânica, lojas, bares e estacionamento auto privativo”. Atualmente, tem capacidade para receber 620 embarcações “para alugueres de curta e longa estadia, a que acrescem 250 lugares que existem em doca seca”. As águas calmas e profundas atraem mega-iates até 40 metros, com calado máximo de 4,2 metros. Esta é a única marina portuguesa premiada com o Jack Nichols Award e “recebe a nota máxima – 5

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âncoras – na classificação Internacional ‘Gold Anchor Awards’ atribuído pela prestigiada ‘The Yacht Horbour Association/British Marine Federation’”, explana o presidente do C.A. da Marina de Portimão. O leque de serviços de apoio é vasto e qualificado, desde abastecimento de combustível, estacionamento auto coberto e descoberto privativo, estaleiro, estacionamento de embarcações a seco, hotel, centro comercial, atividades marítimo turísticas, praia, vigilância de 24 horas, entre outras. O estaleiro está situado na margem esquerda do rio Arade, frente à marina, ocupa cerca de 40.000 m2. Dispõe de dois pórticos rolantes (travel lift), com capacidade para içar embarcações de grande porte até 300 toneladas e catamarãs até nove metros de boca, “que acredito ser o único disponível, em Portugal, com esta capacidade”. Para além disso, dispõe de uma área de estacionamento a seco para invernagem das embarcações, afirma Eurico Correia. O Algarve, à semelhança de todo o país, tem o seu pico turístico nos meses de verão e, como afirma o nosso interlocutor, é necessário inovar e investir para acompanhar as ofertas das outras áreas turísticas, e divulgar os fatores diferenciadores do Algarve e da Marina de Portimão. A mesma tem os melhores preços e condições de segurança para estacionar as embarcações (a seco ou a nado) e “creio que será por aqui que conseguiremos atrair mais turistas. Os preços das reparações e estadias são muito mais baixos comparativamente com outros destinos de luxo, como Cannes ou Saint-Tropez”. Será possível captar parte das embarcações que procuram os estaleiros de Palma de Maiorca que, para além de estarem muito ocupados, praticam preços mais elevados comparativamente com a Marina de Portimão que “tem uma tabela de preços muitíssimo competitiva e capacidade


MARINA DE PORTIMÃO

de estacionamento para manutenção e invernagem das grandes embarcações”. Faz parte do futuro alargar a Marina e converter alguns espaços mais pequenos e que não estão a ser utilizados “para podermos receber embarcações maiores”. A oferta de atividades lúdicas através do Iate Clube da Marina de Portimão está vocacionadas para as áreas de formação de Navegadores de Recreio, Academia e Formação de Vela, Surf, SurfSki, Pesca Desportiva. O Iate Clube “tem sido o anfitrião de várias provas de destaque internacional, como o Portimão Portugal Match Cup, Portimão Global Ocean Race, Audi Med Cup TP52 – Troféu de Portugal, Powerboats P1 e do Campeonato Internacional de Pesca Grossa. O Iate Clube é uma das nossas propostas para os tempos lúdicos”. A Escola de Formação de Náutica de Recreio do Iate Clube da Marina de Portimão, entidade credenciada pelo Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, ministra cursos de navegadores de recreio. A Playsurf localizada na Fortaleza de Santa Catarina, na Marina de Portimão, “tem como principal objetivo o desenvolvimento do surf através de uma oferta de serviços de qualidade”, aponta Eurico Correia. A Marina de Portimão pretende, através de um trabalho de equipa, “identificar e satisfazer uma prestação de serviços com os mais altos padrões de qualidade, excedendo as expectativas dos nossos clientes, através de uma experiência de lazer inesquecível. Queremos ser reconhecidos internacionalmente como um dos melhores destinos da náutica de recreio”. A praia da Marina de Portimão e a sua piscina oceânica também fazem parte “do nosso cartão de visita”, com águas límpidas, areal extenso e acesso às lojas e zonas de lazer. “Em relação ao futuro gostaria de ver construída a Marina de Ferragudo que também foi uma promoção da minha iniciativa que está neste momento em fase de montagem financeira. No caso de Ferragudo está previsto uma Marina para embarcações dos 15 aos 50 metros, prevendo-se ainda um complexo residencial e hoteleiro”. Fica o convite: visite e usufrua da Marina de Portimão, conclui Eurico Correia, presidente do C. A. da Marina de Portimão.

A oferta de atividades lúdicas através do Iate Clube da Marina de Portimão está vocacionadas para as áreas de formação de Navegadores de Recreio, Academia e Formação de Vela, Surf, SurfSki, Pesca Desportiva

Edifício Administrativo Ponta da Areia 8500 - 345 Portimão E-mail: info@marinadeportimao.com.pt Arrais: TM. +351 919 385 256 www.marinadeportimao.com.pt

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WINDOW TO THE FUTURE

UMA JANELA PARA O FUTURO DA CONSTRUÇÃO CIVIL ALGARVIA A Window to the Future nasceu há cinco anos, numa conjugação de oportunidade, vontade e desafio. O responsável pela empresa, António José Matos, ou Tozé, como é conhecido por todos, falou com a Revista Business Portugal sobre a experiência de viver e trabalhar no Algarve.

Fundei a empresa em 2013, no seguimento de uma empresa familiar que o meu pai possuía. Aproveitando todo os conhecimentos que fui adquirindo e uma vez que já trabalhava no Algarve desde o ano 2000, conhecia muito bem o mercado da construção civil, bem como os potenciais investidores e que viriam a ser os meus clientes mais tarde. Tinha ainda dois clientes que tinham projetos para construir duas moradias e que faziam questão que eu fosse o responsável pela execução da obra”. A juntar a isto, Tozé tinha ainda a vontade de arriscar, pois tinha atravessado uma situação grave de saúde, da qual tinha recuperado totalmente, e sentia que a vida lhe tinha dado uma segunda oportunidade. “Criei uma equipa, onde juntei a experiencia de pessoas que tinham trabalhado comigo anteriormente e que me davam garantias com elementos novos que vieram acrescentar capacidade técnica e de execução de todos os trabalhos, perfeitamente enquadrados com a realidade dos

António José Matos, administrador

24 | Revista Business Portugal agosto 2018

“A falta de gente para trabalhar é muito grave e está a afetar todos os setores” novos materiais, que surgem no mercado. Garanti-lhes condições para que viessem trabalhar aqui, assegurando alojamento e refeições, bem como uma ida a casa – a Marco de Canaveses – de 15 em 15 dias, com os custos também sustentados pela empresa”. Tozé considera que o mais importante são as pessoas que consigo trabalham, sobretudo tendo em atenção a falta de mão de obra. “A falta de gente para trabalhar é muito grave e está a afetar todos os setores. É um problema transversal. As pessoas que aparecem para trabalhar são imigrantes, que facilmente encontram outro trabalho e vão embora. Tenho que fazer uma gestão muito apertada do pessoal para conseguir ter em todas as obras gente de confiança, com quem o cliente pode falar e expor qualquer questão que tenha. É im-


WINDOW TO THE FUTURE

portante garantir a satisfação dos meus colaboradores porque fazer um bom trabalho e apresentar qualidade é o que nos garante, enquanto equipa, o trabalho seguinte”. Neste momento, a equipa fixa da Window to the Future é de 12 pessoas e existem 40 colaboradores externos à empresa.

Materiais únicos e construção diferenciada O cliente para o qual a Window to the Future trabalha e o tipo de construção civil que executa só são possíveis de encontrar na região algarvia. Tozé conta com vários exemplos de moradias construídas pela sua empresa que são exemplos de moradias de luxo, com o máximo requinte, elegância e sofisticação. “Muitas casas que construímos aparecem em revistas da especialidade. Os meus clientes são pessoas que estão dispostas a investir valores avultados numa moradia, mas esta tem de ficar exatamente como foi pensada”. Trabalhando maioritariamente com estrangeiros, alguns dos quais investidores, Tozé sabe que o mínimo detalhe faz a diferença. “A nossa empresa tem de estar totalmente dentro da Lei e cumprir todos os regulamentos, como Segurança e Ambiente, para poder, desde logo, dar um orçamento para uma obra milionária, porque a maioria destes clientes fazem questão de trabalhar com empresas idóneas e sem problemas com o Estado ou os tribunais”. Depois de lhe ser adjudicada a obra, a Window to the Future realiza todo um planeamento para um trabalho ‘chave na mão’: “tenho parcerias com outras empresas, que garantem que tudo o que o cliente idealizou se concretiza. Daí a importância de ter em obra gente de confiança. Tenho de garantir que o cliente chega, expõe uma questão e que isso me chega, para que eu ou os meus colaboradores resolvam”. A arquitetura, para este nível de clientes, também é diferente. “Há casas que só construí porque trabalho no Algarve. Não faria aquelas obras em mais nenhum outro local do país. Aqui, os arquitetos podem ser mais arrojados nas suas criações porque sabem que, em primeiro lugar, alguém vai comprar aquela moradia ou, por outro lado, a casa já tem um dono, mas é uma pessoa de espírito aberto e que gosta de inovação e arquitetura contemporânea”. As inovações arquitetónicas refletem-se nos materiais usados na construção das casas. O vidro, enquanto

material nobre, é um dos materiais mais utilizados atualmente, o que obriga a inovar quando se trata da sustentação do edifício. “Temos casos em que a obra, para quem vê de fora, parece suspensa, mas isso deve-se à introdução de técnicas de execução inovadoras. Neste caso específico, deve-se à utilização de cabos de pós-tensão, normalmente utilizados em pontes ou outras obras de arte, precisamente para garantir a sustentação das mesmas. Estes cabos asseguram o equilíbrio e a segurança da construção, mesmo não havendo pilares. Todas estas técnicas requerem muita formação das nossas equipas, bem como a contratação de empresas especializadas para garantir sempre a qualidade e segurança da obra”. No que respeita ao isolamento da habitação, também existem muitas novidades no mercado: “a Window to the Future utiliza sempre os melhores materiais, tendo sempre uma grande preocupação com Isolamento térmico e acústico, realizando sempre que possível os devidos testes que garantam ao nosso cliente um grande conforto na utilização diária da sua moradia. Damos muita importância à escolha de uma boa caixilharia e respetivamente um bom vidro, material cada vez mais utilizado, para que a Certificação Energética obtenha a melhor classificação possível, pois cada vez mais as construções devem ser eficientes. Garantindo um bom isolamento, faz com que a solução de climatização não se torne um peso demasiado grande na manutenção da moradia”. Para trabalhar com alguns materiais, é necessária uma formação específica, que Tozé faz questão de ter e de garantir a quem consigo trabalha: “existem soluções construtivas muito interessantes e já bastante avançadas, mas que necessitam de formação. Desde que vim trabalhar para o Algarve, fui confrontado com alguns materiais e soluções novas, sobre as quais tive de me informar. É importante perceber como funcionam os materiais e como se pode tirar o máximo partido deles. Vamos falar com os fornecedores, fazemos formações, para nos certificarmos de que o material está a ser bem aplicado e o que o cliente conseguirá o melhor resultado possível”. Muitos destes materiais inovadores são portugueses e Tozé trabalha maioritariamente com empresas nacionais. “Já temos materiais de excelente qualidade, inclusive recentemente juntamente com um parceiro de trabalho, da área da metalomecânica, conquistamos uma Menção Honrosa por um dos trabalhos

“A Window to the Future utiliza sempre os melhores materiais, tendo sempre uma grande preocupação com Isolamento térmico e acústico”

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WINDOW TO THE FUTURE

que fizemos, nomeadamente em Vilamoura, na gala da SAPA deste ano. Sempre que posso, os meus fornecedores são portugueses, pois devemos dar valor ao que produzimos em Portugal e assim contribuir para a nossa própria economia”.

Especializados em moradias de luxo A Window to the Future é uma empresa especializada na construção e reconstrução de moradias de luxo. Atualmente, tem a decorrer seis obras – três em Lagos e três em Vilamoura – todas elas investimentos avultados. “Os clientes que temos são muito bons e com isso tentar prestar o melhor serviço para garantir qualidade, segurança, sustentabilidade e rigor. Temos clientes que investem numa moradia dois milhões de euros para demolir e construir uma casa nova, totalmente à sua imagem. É com esta realidade que lidamos diariamente e sabemos que não podemos cometer erros, pois irá prejudicar todo um trabalho, toda uma ideia que foi concebida. Damos muita importância aos prazos de execução e previamente elaboramos um planeamento para que nada falhe , pois os contratos têm prazos e devem ser cumpridos. Até agora, nunca entregámos uma obra fora do prazo, sendo que alguns destes projetos têm prazos um pouco superiores a um ano”. As moradias executadas pela empresa chegam a ter mais de 600 m2, o que obriga a uma gestão de materiais, prazos e pessoas bastante grande: “o cliente tem de sentir que o seu dinheiro está a ser bem aplicado. Estamos a falar de valores avultados e o nosso cliente e o seu conforto será sempre a nossa prioridade”.

O Algarve é uma região de oportunidades “Estou muito satisfeito com a aposta que fiz em mudar-me para cá”, garante Tozé Matos. “A qualidade de vida é ótima e, se a pessoa for séria, honesta e trabalhadora, as oportunidades aparecem, seja em que setor for”. No caso da Window to the Future, o responsável pela empresa assegura que o segredo do sucesso está na forma como é feito o trabalho – com entrega, dedicação, profissionalismo e paixão pela arte de construir e no facto de ter fomentado na equipa de trabalho um espírito familiar e de bem-fazer, que define a empresa perante o cliente.

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A Window to the Future é uma empresa especializada na construção e reconstrução de moradias de luxo


JANSSEN PORTUGAL

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AQUALGAR

NATUREZA, DESIGN E EMOÇÃO Imagine uma piscina perfeitamente inserida no contexto paisagístico circundante. Uma piscina natural com águas cristalinas que embeleza o jardim em todas as estações. A Aqualgar, em São Bartolomeu de Messines, tem o que procura.

Daniel Silva, proprietário

D

e certeza que o leitor já sonhou possuir no seu jardim uma piscina com praia, assentos submersos, zonas de natação, tudo isto enquanto é massajado e refrescado por uma efusão de bolhas de ar que sobem a partir do fundo. A Revista Business Portugal mostra-lhe que o seu sonho poderá ser realizado pela Aqualgar. Esta empresa algarvia utiliza a tecnologia

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Biodesign, um processo de construção patenteada internacionalmente cujas vantagens são inúmeras. “O impacto ambiental de uma piscina Biodesign é muito inferior ao de outros tipos de piscinas disponíveis no mercado, com ausência total de obras em cimento ou outros materiais estruturais invasivos. A estabilidade da escavação é conseguida graças às paredes com declives até 50 graus”, explica Daniel Silva, engenheiro industrial e proprietário da Aqualgar. O empresário acrescenta que esta tecnologia permite ainda uma diminuição da área sob a escavação e uma impermeabilização eficiente. A estas vantagens junta-se o tempo de construção, muito mais reduzido em comparação com piscinas tradicionais em betão armado. E no que à estética diz respeito, os elementos das piscinas Biodesign têm uma forma perfeitamente integrada no contexto paisagístico, incorporando praias onde as crianças podem brincar em segurança, áreas de lazer na borda, bem como cadeiras e camas submersas, por forma a maximizar as potencialidades da piscina. “São piscinas com uma pegada ecológica o mais reduzida possível. Os materiais que utilizamos são 90 por cento reutilizáveis e recicláveis. Além disso, todo o design da própria piscina é muito natural, personalizável e, por ter muito poucas zonas de sombra, permite um


AQUALGAR

aquecimento natural ao longo do dia. No inverno funciona como um espaço ornamental, valorizando extremamente as casas”, garante o nosso entrevistado.

Uma empresa, vários serviços Para além da construção de piscinas, a Aqualgar tem um conjunto de valências que a tornam única no mercado algarvio. Estabelecida em 2009, a empresa começou por se dedicar ao tratamento de águas, uma área em carência na época. O profissionalismo trouxe sucesso e Daniel Silva foi alargando a área de atuação da empresa. Hoje em dia, os serviços da Aqualgar inserem-se em três grandes domínios: tratamento de águas. “Prestamos auxílio técnico aos nossos clientes e recomendamos tratamentos adequados para as águas potáveis, águas residuais e de piscinas (públicas e privadas). Os equipamentos que representamos dispõe das tecnologias mais recentes para atuarem de uma forma eficiente e ecológica”; é a engenharia da manutenção. “Prestamos serviços no domínio da engenharia da manutenção que vão desde a preparação de planos de manutenção ade-

“São piscinas com uma pegada ecológica o mais reduzida possível. Os materiais que utilizamos são 90 por cento reutilizáveis e recicláveis”

quados a cada tipo de instalação, passando pela sua implementação e organização da gestão da manutenção de instalações. O nosso corpo técnico está preparado para responder nos domínios da eletricidade, instrumentação, condução de fluidos e tratamento do ar” e análises à qualidade da água. “A Aqualgar presta serviços diferenciados para diferentes tipos de utilizações. Assim, podemos proceder à avaliação in situ das condições da água ou proceder a recolhas para análises laboratoriais de acordo com a legislação aplicável em vigor a cada situação”, explica. Para controlo de qualidade e garantir a mesma de forma prolongada, a Aqualgar tem a sua própria marca de produtos químicos, a SPC PRO. Também são representantes em exclusivo no nosso país de outras marcas.

Futuro de crescimento A Aqualgar trabalha, portanto, quer com entidades públicas, quer com setor hoteleiro e particular. Cobrindo toda a região do Algarve, um dos objetivos futuros passa por alargar a área geográfica de atuação, revela-nos Daniel Silva: “estamos a começar a chegar a Lisboa e já fizemos também alguns trabalhos fora do país. O futuro passa por conquistar novos mercados”, garante. A conclusão da certificação é outro objetivo a alcançar: “estamos em processo de certificação e prevemos que esteja concluído no próximo ano”, conclui. A Aqualgar espera por realizar o seu sonho! agosto 2018 Revista Business Portugal | 29


SB CARPINTARIA

“O CLIENTE ESTÁ PRIMEIRO, NÃO PODEMOS FALHAR” A SB Carpintaria, em Porches, Algarve, distingue-se pelo serviço de qualidade, pelo cumprimento de prazos e de orçamentos e na assistência pós-venda. Um dos trabalhos onde se destaca são as portas faceadas com painéis. Peça um orçamento e é provável que seja contactado pelo próprio administrador, Sérgio Bigodinho.

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uando entramos na SB Carpintaria deparamo-nos com um ambiente movimentado. Ouve-se muito barulho, característico das máquinas que se esforçam por cumprir os diversos serviços de carpintaria para os quais a empresa foi contratada. Sérgio Bigodinho empresta as siglas do

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seu nome à empresa que fundou em 2013, depois de uma vida de trabalho na área. “O primeiro trabalho foi nas férias de verão, tinha eu 13 anos. O primeiro emprego surgiu aos 18 anos. Tem que se começar por baixo, tal como eu, que comecei como ajudante na produção, fazia um pouco de tudo e o que aprendi nessa altura é-me muito valioso hoje, porque sei os procedimentos e o tempo que demora a execução dos trabalhos. O crescimento da empresa Sérgio Bigodinho Carpintaria Unipessoal, Lda. deve-se sobretudo ao grande esforço e dedicação desenvolvida ao longo destes anos. Na minha opinião a forma de estar nesta área empresarial assenta nos princípios básicos de responsabilidade, seriedade e acima de tudo humildade”. Mais tarde, ainda nessa empresa, surgiu a vaga de comercial. Sérgio Bigodinho pediu que lhe fosse atribuída essa vaga e assim foi. “Essa política de dar oportunidades primeiro a funcionários da casa é algo que ainda hoje pratico na minha própria empresa. Trabalhei

10 anos como comercial”, narra, função que se revelou fundamental, uma vez que lhe permitiu adquirir conhecimentos e contactos no mercado de trabalho. Nos dias que correm, “não basta ser bom profissional, é mais importante a carteira de clientes que se tem. Eu sou o comercial da minha própria empresa”, revela o nosso interlocutor, “mas não preciso de vender porque tenho a minha carteira de clientes criada. Ganhei nome e reputação no mercado.”

Diferenciadores A SB Carpintaria marca a diferença: distingue-se pelo serviço de qualidade e pelo cumprimento de prazos e de orçamentos. Um dos muitos trabalhos onde se destaca são por exemplo na execução de portas faceadas com painéis. “Trata-se de um trabalho executado integralmente na fábrica e que implica os diversos processos de transformação da matéria prima até ao produto final, é o chamado sistema inverso, no qual uma porta está faceada para um lado, mas


JANSSEN PORTUGAL

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SB CARPINTARIA abre para o outro”, explica-nos o administrador. A carpintaria traduz-se, maioritariamente, em portas interiores, roupeiros, cozinhas, pavimento flutuante, escadas e madeira, pérgulas, decks compósitos e em madeira. “A nossa base principal de trabalho são as portas interiores, roupeiros e cozinhas desenhados e executados por medida. São nestes trabalhos personalizados em que também nos distinguimos”, acrescenta. O design também é elaborado na SB Carpintaria. “Alguns trabalhos já concluídos servem de exemplo para os clientes. Contudo, a equipa da carpintaria disponibiliza sempre a sua opinião/aconselhamento profissional, deixando, obviamente espaço para prevalecer a vontade do cliente. A maioria dos nossos clientes são os empresários da construção civil, que quando executam projetos de construção que não abranja a vertente da carpintaria, acabam por recomendar o nosso trabalho aos próprios clientes#. Acima de tudo, a empresa garante a assistência pós-venda, área na qual se destaca: “Qualquer problema que, entretanto surja, o mesmo é resolvido de imediato”.

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Sérgio Bigodinho, administrador

qual está muito dependente das entidades governamentais.

Crescimento natural e sustentado

Falta de mão de obra: um problema sem solução à vista “Às vezes até queremos crescer e expandir, mas não podemos: faltam-nos colaboradores qualificados na área da carpintaria”, confessa Sérgio Bigodinho. “A base de qualquer empresa é a mão de obra humana. Podem existir máquinas com sistema informático, mas alguém tem de monitorizar e controlar a mesma e nem para esse efeito existem profissionais qualificados”, afirma com alguma tristeza o nosso interlocutor, acrescentando que já recusou trabalho devido a essa dificuldade. “O cliente está primeiro, não podemos falhar. Quando me comprometo com um prazo é para cumprir e nem sempre me posso comprometer porque não tenho trabalhadores suficientes para desempenhar os serviços”. Apesar das condições na SB Carpintaria serem atrativas, o mercado deste setor não permite salários tão elevados quanto seria desejável, daí serem cada vez menos os profissionais que apostam nesta área. Sérgio Bigodinho não vê uma solução a curto prazo para esta questão, a

O design também é elaborado na SB Carpintaria

“Adquirir o espaço onde se encontra sediada esta empresa não foi algo ponderado, foi de facto uma decisão tomada num curto espaço de tempo. Nunca me imaginei nesta posição, mas não me arrependo!”, declara o administrador. “Cresceu naturalmente, trabalhamos para isso, aos poucos fomos realizando diversos investimentos”. Iniciou o trabalho com um único trabalhador, hoje são 21, “é sinal de que trabalhamos bem e que merecemos confiança”. O bom trabalho deu frutos, hoje a SB Carpintaria construiu a merecida reputação de entidade séria, de confiança e cumpridora. “Para criar um bom nome tenho de pagar bem e atempadamente ao meu fornecedor e fornecer qualidade ao meu cliente. O nosso objetivo primordial é de honrar os compromissos diários com trabalhadores, clientes, fornecedores e prestadores de serviços”, orgulha-se em cumprir.


TRANSPORTADORA AMEIXIALENSE

EXPERIÊNCIA E PROFISSIONALISMO NO TRANSPORTE DIÁRIO Fundada em 2000 pelo gerente Albino João, a Transportadora Ameixialense centra os seus serviços no transporte diário de frutas e hortícolas. Com uma vasta experiência no setor, Albino João esteve à conversa com a Revista Business Portugal para nos dar a conhecer a realidade da transportadora.

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udo começou em 1979, quando Albino João iniciou atividade por conta própria. Em 2000, o negócio dos transportes foi oficialmente formalizado e, assim, nascia a Transportadora Ameixialense no sítio do Patacão, concelho de Faro. “Tinha conhecimentos aqui. Achei que este era um local bem centralizado e acabei por estabelecer-me em Faro”, acrescenta. A transportadora dispõe de um serviço de transportes de frutas e produtos hortícolas altamente profissional com equipamento de frio, em grande parte dos seus veículos, carga geral e logística. Os serviços são efetuados do Algarve para Lisboa, mais concretamente para o MARL - Mercado Abastecedor da Região de Lisboa, grandes superfícies e até cooperativas (grandes agricultores). Ainda assim, têm outra ati-

Albino João, gerente

“O cliente quer tudo para ontem e nós temos de o acompanhar”

vidade relacionada com a compra e venda de cortiça, bem como materiais de construção. Esta vertente foi iniciada em 1985, devido à experiência de anos anteriores que Albino João foi adquirindo e o seu ‘faro’ para o negócio. A equipa, de aproximadamente 14 colaboradores, “foi aumentando progressivamente à medida que o próprio serviço ia justificando”, refere o gerente. A mesma caracteriza-se por ser bastante especializada, formada e organizada para poder responder a todas

as necessidades, quer dos clientes habituais quer de possíveis novos clientes. Para que nada falhe nas entregas, a empresa apresenta um serviço com um horário alargado, de forma a estarem 100 por cento disponíveis para eles. “O cliente quer tudo para ontem e nós temos de o acompanhar”. Quando se fala em fatores diferenciadores na Transportadora Ameixialense, podemos destacar não só a flexibilidade do horário, mas também a rápida capacidade de resposta. O gerente destaca a procura que o cliente tem por empresas que estão mais especializadas nos serviços e na possibilidade do cumprimento de todas as entregas. “Para além disso, ainda faço a rectolha dos produtos caixa a caixa. Os agricultores cada vez são menos no Algarve, ou seja, existem cada vez menos a virem aqui trazer a mercadoria”. O gasóleo e o preço das portagens nas autoestradas são dois grandes problemas no setor dos transportes, dificuldades essas que deverão prejudicar o desenvolvimento desta área no futuro, principalmente para as pequenas empresas. Apesar disso, Albino João acredita que é possível singrar no mercado e não esconde a vontade de ver a família dar continuidade ao negócio, com novas ideias e outras mais valias.

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QUINTA DOS COQUEIROS

UM OÁSIS EM PLENO ALGARVE A Quinta dos Coqueiros nasceu em 2003, pela mão de Vitor Mora Féria, um técnico agrário apaixonado por jardins, plantas e construção de espaços verdes. Enquanto local privilegiado para a cultura do Arecastrum (Syagrus) romanzoffianum, popularmente conhecido como “falso coqueiro”, esta área com cerca de 10 hectares, situada a dois quilómetros da cidade de Faro, é um oásis inesperado para quem adentra as suas portadas. A Revista Business Portugal foi conhecer este projeto impressionante e a história por detrás dele.

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uem entra na Quinta dos Coqueiros, depara-se com um mundo à parte. Os 12 mil coqueiros, plantados a partir de 2003 num espaço de 10 hectares, distribuem-se por talhões, de acordo com a data da sua plantação e preenchem o espaço com um verde forte, que contrasta com o azul do céu. O responsável por este oásis, situado na localidade de Patacão, em Faro, é Vitor Mora Féria: “eu criei este projeto porque era uma forma de estar ligado às plantas, criando, em simultâneo, uma alternativa para o fornecimento local de espécies, até então, dependentes da importação. Tinha como atividade anterior uma empresa de construção de jardins, que operava, sobretudo, nas zonas compreendidas entre a Quinta do Lago e Vilamoura. Nessa época, a construção de jardins era uma atividade com muita procura e trabalho intenso. Porém, tudo tem a sua época e este projeto surge na fase da minha vida em que, com o aumento da idade é preciso reduzir a intensidade de ocupação”. Em 2003, Vitor Mora Féria optou por fazer um investimento e importou os primeiros falsos coqueiros para a sua quinta. Sendo uma planta subtropical, o falso coqueiro suporta temperaturas quentes e frias, podendo chegar aos 20 graus negativos: “além disso, é uma planta muito fácil de tratar e de criar, precisando apenas de cuidados mínimos na rega. Mesmo no que respeita ao consumo de água é uma planta

pouco exigente”. A própria raiz da planta é bastante concentrada, o que facilita a sua utilização em espaços públicos, já que, sendo uma raiz não-agressiva, não interfere com os pavimentos: “tem ainda a vantagem de não debitar muito lixo, porque é uma planta que se limpa a si própria e, quando as folhas envelhecem, a sua remoção é muito fácil”. Infelizmente, esta planta não tem sido uma opção por parte do poder público: “a planificação dos espaços verdes públicos deveriam ter mais em atenção a adequabilidade e necessidades das plantas selecionadas, de forma a que se adequem aos espaços a que destinam, que sejam resistentes a vandalismo, que não produzam lixo em excesso e não sejam causadoras de alergias, que sejam pouco exigentes em necessidades hídricas e fáceis de cuidar, embora ostentando uma apresentação distinta e harmoniosa, já que estamos integrados numa

Vitor Mora Féria, técnico agrário

Optou por fazer um investimento e importou os primeiros falsos coqueiros para a sua quinta

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QUINTA DOS COQUEIROS

A Quinta dos Coqueiros é um paraíso verde, dedicada à produção de plantas

zona turística de referência. Ora, aqui mesmo, às portas da cidade de Faro, temos belos exemplares que podemos fornecer”. No que respeita aos consumidores particulares e profissionais, a Quinta dos Coqueiros dá resposta às duas vertentes: “a Quinta dos Coqueiros vende diretamente a particulares. Muitas pessoas escolhem um falso coqueiro ainda pequeno, para poderem acompanhar a sua evolução. No que respeita aos profissionais do setor, compram árvores maiores, mais velhas, que normalmente são utilizadas nos complexos e aldeamentos turísticos e hoteleiros da Região”. O corte exige uma técnica própria, que Vítor Mora Féria aperfeiçoou: “a árvore é transplantada daqui para o espaço onde irá ficar o resto da sua vida. Assim, corta-se o torrão onde a raiz da árvore se encontra e a planta leva consigo esse pedaço de terra. Tecnicamente, nunca a desenraizamos. O corte e o transporte do falso coqueiro não é fácil, pois é uma árvore que pode crescer até aos 10 metros, com um pap (perímetro à altura do peito) de cerca de 0,80 a 1,20m. As extrações são feitas, em geral, nos talhões que estão em colheita”. A Quinta dos Coqueiros é um paraíso verde, dedicada à produção de plantas. O falso coqueiro é o ex-libris, mas Vitor Mora Féria já abraçou um novo desafio: “tenho agora 10 hectares de abacateiros, que estão a ter um excelente começo de vida e também aposto em frutas exóticas, como a papaia, a manga, a anona e a pitaia”. O principal mercado consumidor será sempre o algarvio, mas

+351 919 405 981

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Estrada da Malvada, Patacão, 8005-500 Faro

o responsável pela Quinta dos Coqueiros não fecha a porta ao restante mercado nacional: “o falso coqueiro adapta-se bem a todas as regiões do país, dado o largo espectro de temperaturas que suporta. É importante, por isso, darmo-nos a conhecer e mostrar que temos capacidade de colocar no mercado um produto de excelente qualidade”.

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QUINTA DO CANHOTO

A CASA DO ESQUERDINO ALGARVIO

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As vinhas da Quinta do Canhoto estão presentes na vida de Josefina Vilarinho desde sempre. A produção de vinho já vem desde o tempo do seu avô, foi continuada pelo seu pai e cabe agora à sua geração. Após a reconversão da vinha, surgiu a nova marca da Quinta do Canhoto – o Esquerdino, um vinho que marca a diferença.

vida de Josefina Vilarinho confunde-se com a história vinícola da sua família. Numa quinta de 20 hectares, metade estão ocupados por vinha: “fiz o curso de regente agrícola, mas quando terminei o nome já era outro – engenheira técnica agrária. Fui depois estagiar na Adega de Lagoa, onde me apaixonei pelo cheiro do vinho. É um aroma único. Durante um tempo, não tivemos produção de vinho aqui na quinta, porque o terreno precisava de ser reconvertido, havia a necessidade de renovar a vinha e só há pouco tempo atrás foi possível fazer isso. Avancei com o primeiro projeto do PRODER em meu nome, para reconverter cinco hectares de vinha, e fiz a reconversão do restante espaço com um projeto em nome do meu irmão”. Edgar Vilarinho é sócio da irmã em todos os negócios da família, mas o vinho é o ex-libris desta equipa: “quando fizemos a reconversão da vinha, retirámos as castas tradicionais algarvias e optámos por umas que sabíamos que se adaptavam bem à região, nomeadamente a Touriga Nacional, a Syrah e a Cabernet Sauvignon e o Alicante Bouchet, no que respeita a castas

tintas e Arinto e Antão Vaz nas castas brancas”. A escolha foi acertada e a Quinta do Canhoto já teve a sua primeira produção, de cerca de 52 mil litros: “a primeira vez que engarrafei e fui para o mercado foi este ano. Fiz vinho branco e rosé, sendo que, dentro do vinho branco, fiz também um monocasta Antão Vaz. O vinho tinto ainda não foi engarrafado, mas quero fazê-lo em breve, para que possa estagiar em garrafa e ir para o mercado em dezembro, a tempo do Natal”. Todo o processo de produção e engarrafamento é feito na própria quinta: “Temos uma adega, também ela construída de raiz, para este projeto, pela minha filha, a arquiteta Joana Fernandes, que nos permite processar todo o nosso vinho e engarrafá-lo. Para isso, temos a visita de um enólogo, de forma a controlar a qualidade do que se produz e eu funciono como enóloga residente”. O vinho da Quinta do Canhoto recebeu o nome de Esquerdino, e pretende marcar a diferença: “é um vinho equilibrado, aromático, leve mas consistente, que não resulta para acompanhar aperitivos ou entradas de refeições, mas acompanha bem pratos de peixe e marisco, ou arroz. No fundo, pratos muito típicos da região algarvia, como as cataplanas”. O sucesso do vinho já foi reconhecido. Logo depois da sua entrada no mercado, Josefina Vilarinho viu o seu vinho branco colheita selecionada ser premiado com a medalha de prata numa Feira de Vinhos da região, Edgar e Josefina Vilarinho, sócios-gerentes

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QUINTA DO CANHOTO

organizada recentemente: “o vinho branco monocasta e o rosé receberam ambos menções honrosas, por isso acredito que estou no bom caminho. Nunca tinha pensado em fazer um vinho monocasta branco, mas surgiu a oportunidade, arrisquei e o público aprovou o conceito, por isso vou mantê-lo. Acredito que seja um vinho único no Algarve, pois não existem muitos monocastas brancos. O desafio agora é engarrafar o vinho tinto e criar, também nessa categoria, uma monocasta”. Colocar o produto no mercado e escoá-lo é o passo seguinte de Josefina Vilarinho: “o apoio que é dado aos vinhos algarvios e à sua promoção poderia ser muito maior. Os próprios restaurantes quase não têm nas suas cartas vinhos da região, o que não ajuda a dar a conhecer o produto. A Comissão Vitivinícola tem feito um bom trabalho de promoção do vinho, nomeadamente através de feiras, concursos, e promoções diretas, junto do público, e o nosso vinho já está presente, mas era necessário um impulso maior, eventualmente até com a ajuda do poder público”. No futuro, Josefina Vilarinho quer acrescentar à sua marca de vinho alguns reservas e posicionar o Esquerdino no mercado de forma a associar a Quinta do Canhoto ao vinho que aí se faz. “Quero produzir várias gamas de vinho, desde a gama média, até aos vinhos especiais e reservas, mas para isso as vinhas têm de amadurecer. A aposta no vinho tinto também é para desenvolver, garantindo que temos vinho para todo o tipo de público”. Por enquanto, a reconversão das vinhas e o regresso a uma atividade que está no ADN da família há gerações é uma aposta ganha. “Não se vive só do dinheiro que se ganha. O prazer naquilo que se faz também é muito importante e produzir vinho, neste momento, dá-me prazer”.

“Quero produzir várias gamas de vinho, desde a gama média, até aos vinhos especiais e reservas”

Estrada dos Brejos, Montechoro, Loja Bricoverde 8200-184 Albufeira, Algarve Email. quintadocanhoto@gmail.com - Tel. 969 008 138

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CITAGO

30 ANOS NA VANGUARDA DA AGRICULTURA DO ALGARVE Há mais de 30 anos que a família Gonçalves gere um negócio de citrinos, entre Albufeira e Loulé, mas desde 2006, com a criação da Citago, os pais e os filhos – Luís e Paulo Gonçalves – tornaramse oficialmente sócios-gerentes de uma empresa familiar, essencialmente dedicada à produção de laranja algarvia e, desde há dois anos, ao abacate. A Revista Business Portugal foi conhecer esta nova vertente produtiva da Citago e perceber as diferenças entre os dois produtos.

Inicialmente, a empresa era minha e do meu pai”, começa por contar Luís Gonçalves. “Em 2006, criámos a Citago, onde os meus pais, eu e o meu irmão somos sócios-gerentes”. De uma produção de poucos hectares, a Citago passou para uma produção de 200 hectares, sendo que 76 são dedicados ao abacate, uma aposta bastante recente. “A aposta no abacate começou por acaso. Tínhamos amigos que já tinham alguma produção desta fruta e começámos a estudar este mercado. Percebemos que a rentabilidade da cultura era muito superior à dos citrinos e que, na Europa, ainda se estava a aprender a comer abacate, por isso seria um mercado em desenvolvimento, nos anos seguintes. Resolvemos apostar nesta fruta e fomos buscar os primeiros exemplares de abacateiros a Espanha, onde estão certificados para comercialização”.

A tecnologia ao serviço da agricultura A atividade agrícola ainda é das que necessita de muitos recursos, no que respeita a água e a energia. Para garantir uma maior poupança, e uma utilização eficiente dos recursos, a Citago optou por automatizar grande parte do processo produtivo: “o nosso papel é produzir fruta de qualidade. Focamo-nos na produção e deixamos a comercialização, o marketing e todo o canal de distribuição para os operadores do setor. Queremos dedicar-nos na totalidade à produção e, por isso, temos necessidade de acompanhar a fruta durante toda a sua etapa produtiva. Utilizamos sondas de humidade no solo e estações meteorológicas para saber sempre, em tempo real e minuto a minuto, como estão os pomares. Isso permite-nos fazer uma gestão otimizada das quantidades de água e fertilizantes que temos de usar”.

Agricultores e natureza devem trabalhar em conjunto A maioria dos consumidores ainda acredita, infelizmente, que os agricultores são responsáveis pela poluição dos solos. Luís e Paulo Gonçalves consideram que urge desmistificar esta ideia. “Nós somos os protetores das terras. Somos quem está todos os dias no campo, e que cuida dos terrenos. Na verdade, as pessoas têm tendência a pensar isso em virtude da suposta utilização de pesticidas, mas

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CITAGO

remos aos mesmos em situações extremas e depois de esgotarmos as outras hipóteses. O sistema utilizado pela Citago tem resultado, pois a produção de abacate, que já dura há dois anos, é uma produção de resíduo zero, isto é, sem qualquer recurso a pesticidas.

Os problemas do setor agrícola a Citago não trabalha assim. Uma vez que trabalhamos com produtos alimentares para consumo humano, temos regras que temos de seguir e, por uma questão de sustentabilidade, preferimos tentar garantir uma boa nutrição das plantas, pois acreditamos que desta forma é mais difícil as pragas se instalem na cultura”. O método de trabalho da Citago passa por não só por uma nutrição equilibrada das planta como pela utilização de insetos auxiliares – uma solução ecológica – quando a natureza não consegue, por si só, equilibrar-se. “Não temos interesse em utilizar pesticidas, só recor-

A Citago produz cerca de três mil toneladas de laranjas por ano, que são depois escoadas através dos operadores locais que por sua vez fazem a distribuição nacional e para exportação. A cultura dos citrinos para ser rentável só resulta se for feita em escala. “Os fatores de produção como a energia e a mão de obra, representam uma parte muito significativa do preço de venda. Sem uma área mínima de produção que rentabilize a mão de obra e os equipamentos torna-se inviável. Os citricultores deveriam ser mais unidos porque só dessa forma teríamos massa crítica para debater os verdadeiros problemas do setor”. No que respeita ao setor abacateiro, a realidade é diferente. “A rentabilidade da cultura, neste momento é melhor. Estamos associados a uma cooperativa de Málaga, que garante o escoamento do produto para

vários países e nos assegura formação técnica e conhecimento do mercado mundial do setor, através de workshops e visitas de campo. É um setor mais organizado”.

Uma empresa de futuro A Citago tem como objetivos, a médio prazo, uma reconversão dos pomares mais antigos que possui, para que possa garantir uma produção com variedades mais atuais e adequadas as condições existentes. “Pretendemos continuar a alargar a nossa área cultivada, mas sempre de uma forma sustentável. É importante garantir que a tecnologia nos acompanha sempre, para que tenhamos sempre o controlo real do que se passa nas nossas culturas e possamos garantir a qualidade daquilo que produzimos, pois é na qualidade que nos focamos”.

Paulo e Luís Gonçalves, sócios-gerentes

Rua da Alfarrobeirinha Amarela, nº 1, Loja B, 8100-352 Benafim Telefone: (+351) 289 472 426 Email: geral@citago.pt

www.citago.pt

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DESTAQUES 42 PROCARE HEALTH “Uma verdadeira inovação terapêutica que está a mudar o paradigma do tratamento do HPV” 44 DESPERTAR DO HARA Onde o bem-estar se transforma em saúde

E porque a nutrição também tem as suas tendências, será a TAPIOCA um super alimento para a sua dieta de Verão? Mafalda Tavares, nutricionista (2397N) 40 | Revista Business Portugal agosto 2018

SAÚDE E BEM-ESTAR A saúde está na ordem do dia e, cada vez mais, as alternativas à medicina convencional, que utiliza químicos, medicamentos e tratamentos invasivos torna-se necessária. A medicina complementar, por outro lado, responde precisamente à necessidade de tratamentos mais naturais, muitas vezes para ajudar a levar a bom termo um tratamento realizado através da medicina convencional. As massagens, as novas técnicas de relaxamento e de conhecimento interior ajudam a complementar todos os outros tratamentos, necessários quando as doenças não desaparecem de forma menos invasiva. A osteopatia vai marcar presença nas páginas seguintes e é caracterizada, precisamen-

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ípica do Brasil, a tapioca deriva de uma raiz denominada mandioca. Conseguimos preparar a tapioca a partir do polvilho doce, que deverá ser posteriormente hidratado ou através da goma de tapioca hidratada, que já está pronta a utilizar. Constituída essencialmente por hidratos de carbono, a tapioca pode ser um substituto de pão ao pequeno-almoço ou lanche, ou como acompanhamento nas refeições. Muito saborosa, isenta de glúten e de fácil digestão, ela faz parte do nosso quotidiano e até é muito famosa nas nossas redes sociais! Mas não se deixe iludir pelo

te, pela manipulação e mobilização articular, bem como dos tecidos moles, de forma a permitir que o corpo se cure por si mesmo de qualquer problema. É uma medicina natural e que pode ser usada para complemento da medicina convencional, sem prejuízo da mesma. No outro extremo da medicina encontram-se as farmacêuticas, que promovem e produzem medicamentos através do uso de compostos químicos. Nesta edição, também irá conhecer a história de uma farmacêutica que trabalha apenas com foco no género feminino, desenvolvendo produtos que respondam às necessidades específicas das mulheres.

seu sabor tentador, pois a tapioca é constituída essencialmente por amido, um hidrato de carbono de alto índice glicémico (IG). Resumidamente, alimentos de alto IG, apresentam uma rápida absorção, elevando rapidamente o açúcar no sangue após a sua ingestão e estimulando uma produção exagerada de insulina, ao contrário dos alimentos de baixo IG (como a batata-doce ou pão escuro). Sendo a insulina uma hormona de armazenamento, alimentos de alto IG são associados a um menor controlo de peso, fazendo assim da tapioca, uma moda pouco útil para quem quer perder peso.No entanto, apesar de não ser um super alimento, é possível incluí-la na nossa alimentação de forma saudável. Conseguimos reduzir o seu IG recheando-a com alimentos proteicos ou gorduras saudáveis, como queijo fresco magro, ovo ou sementes de linhaça.


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CENTRO DE MEDICINA DO SONO Centro de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica www.isleep.pt/cenc/ O Centro de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica (CENC) foi fundado em 1983, enquanto clínica dedicada aos eletroencefalogramas, mas a partir de 2000, sob a coordenação da Professora Teresa Paiva, dedicou-se ao estudo e tratamento de distúrbios do sono. Com uma equipa médica multidisciplinar e a preocupação constante de que os doentes se sintam em casa, o Centro do Sono tem vindo a desenvolver um trabalho notável na investigação e tratamento de problemas do sono.

Medicina do Sono Prof. Teresa Paiva Dr. Richard Staats Dra. Dulce Neutel Dra. Ana Santa Clara Dra. Joana Vaz Castro Prof. Helena Rebelo Pinto Prof. Carolina Maruta, Neuropsicologia Dra. Teresa Rebelo Pinto Dr. Paulo Gaião Dra. Maria Serra Brandão Dra. Cátia Reis Doutora Tathiana Alvarenga Mestre Sofia Rebocho Mestre Ana Viegas Técnica Cátia Oliveira Dra. Mariana Chaves Dra. Vera Ramos

Neurologia Prof. Teresa Paiva Dr. João Alcântara Dra. Dulce Neutel Neuropediatria Dra. Ana Moreira Psiquiatria Dra. Ana Santa Clara Cardiologia Dra. Luísa Branco Dra. Ana Galrinho Pneumologia Dr. Richard Staats

Medicina Interna Dra. Teresa Eliseu

Electromiografia Dra. Luísa Medeiros

Otorrinolaringologia Dr. Aníbal Eliseu Dra. Joana Vaz Castro

Cronobiologia Dra. Cátia Reis

Psicologia Prof. Helena Rebelo Pinto Prof. Carolina Maruta, Neuropsicologia Dra. Teresa Rebelo Pinto Dra. Lara Pessoa Dr. Paulo Gaião Dra. Maria Serra Brandão

Nutrição Dra. Mariana Chaves Exercício Dra. Vera Ramos Terapia Neuromuscular Dr. Filipe Videira

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PROCARE HEALTH

“UMA VERDADEIRA INOVAÇÃO TERAPÊUTICA QUE ESTÁ A MUDAR O PARADIGMA DO TRATAMENTO DO HPV” Miguel Coelho, country manager, conta à Revista Business Portugal quais os princípios e a principal missão da Procare Health na promoção da saúde e bem-estar da mulher. Desenvolver produtos não hormonais, de síntese não química ou de origem natural, faz parte da estratégia diferenciadora desta empresa farmacêutica que criou o Papilocare, o primeiro produto para a prevenção e tratamento de lesões cervicais causadas pelo Vírus Papiloma Humano (HPV).

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equipa que iniciou a Procare Health acumulou know-how noutra farmacêutica internacional. O que vos levou a sair e a fundar a Procare Health? O desafio que me foi lançado pelo CEO da empresa em finais de 2017, depois de longas conversas sobre qual o melhor posicionamento estratégico de uma empresa farmacêutica em Portugal, foi o de criar uma estrutura, seguindo um alinhamento global, mas fortemente orientada para o mercado local. A oportunidade de criar uma empresa a partir da base, definindo os critérios que considero essenciais para ter sucesso num mercado complexo, inserido numa economia em aparente recuperação, mas com grandes fragilidades, foram variáveis que me motivaram para fazer parte deste projeto. O passo seguinte foi construir uma equipa que acreditasse, como eu acredito, na Procare Health. A Procare Health é um laboratório farmacêutico, de origem espanhola, focado na saúde e bem-estar da mulher. Quando iniciou a atividade em Portugal e quais foram os objetivos traçados? Eu costumo referir-me à origem da Procare Health como uma empresa de base global. A sede mundial encontra-se em Barcelona e foi aí que se iniciou este projeto, em 2012, após o spin off da Procter & Gamble Pharma. Desde a venda da primeira embalagem, em finais de 2015, até à data de hoje, estamos já presentes em diversos países, incluindo outros continentes. Portugal, mais do que uma expansão territorial, representa um posicionamento estratégico, assegurando uma presença ibérica e abrindo uma janela de oportunidade para os países de língua portuguesa. Naturalmente que o primeiro objetivo é o de consolidar a nossa presença a nível

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Equipa

local. Iniciámos a nossa atividade em finais de março, mas foi em junho, aquando do Congresso Português de Ginecologia, que fizemos o Lançamento da Procare Health Portugal. A procura de soluções inovadoras e à base de produtos naturais, para os problemas das mulheres, continua a ser o foco da Procare Health? A opção de desenvolver produtos não hormonais, de síntese não química ou de origem natural faz parte da estratégia diferenciadora da empresa. Acreditamos que é possível desenvolver terapias que causem menos danos colaterais. Partindo deste pressuposto, é muito importante investigar as diversas soluções que isolamos, estudar exaustivamente a sua ação nas diversas fases, clínicas e não clínicas, nas respetivas indicações terapêuticas. Não abdicamos deste posicionamento, acreditamos que o ‘marketing científico’ é o meio mais correto e que melhor responde à contínua necessidade de tratar doenças e melhorar a vida das pessoas. Considera que as mulheres olham mais para si, procuram as soluções mais naturais e farmacologicamente menos agressivas estando, por isso, mais exigentes quanto ao seu bem-estar íntimo? Genericamente, as mulheres sabem hoje muito mais sobre a sua saúde e o seu corpo, o que leva a um discurso muito mais direto, sem tabus, com os profissionais de saúde. Contudo, quando falamos de soluções mais naturais, é preciso perceber que, independentemente de estarmos a lidar com produtos naturais, estes precisam de ser estudados e avaliada a sua ação terapêutica. As doentes


PROCARE HEALTH querem perceber como são tratadas. Os profissionais de saúde exigem a evidência clínica. Quando é prescrito um tratamento, é crucial que esteja demonstrada a sua eficácia e segurança. É por este motivo que a Procare Health investe uma soma considerável em investigação clínica, característica que nos distingue no mercado e nos posiciona com empresa de Investigação. O Papilocare já foi reconhecido como um medicamento eficaz e com resultados muito positivos. Em que consiste a ação deste medicamento e as inovações que trouxe para este problema? O Papilocare é o primeiro produto para a prevenção e tratamento de lesões cervicais, causadas pelo Vírus Papiloma Humano (HPV). A prevalência do HPV é extremamente elevada, sendo que a maioria das mulheres irá ter um contacto com o vírus numa determinada fase da vida. De modo muito resumido, o Papilocare está indicado a partir do momento em que o HPV é positivo, com ou sem lesões de baixo grau. Os resultados dos estudos e a prática clínica demonstram um aumento significativo de reparação de lesões ou do desaparecimento do HPV. Esta é uma verdadeira inovação terapêutica, que está a mudar o paradigma do tratamento do HPV. As áreas de negócio estendem-se pela ginecologia, dor – artroses e osteoporose. Quais foram, dentro destas áreas, as soluções mais inovadoras que desenvolveram e apresentaram ao mercado? O desenvolvimento de soluções terapêuticas para a saúde da mulher é a face atualmente mais visível dos projetos inovadores da Procare Health. Esperamos brevemente lançar um conjunto de soluções para a osteoartrose, para a qual conseguimos desenvolver uma substância que irá dar um enorme contributo para o alívio da sintomatologia desta patologia, com indicação em praticamente todas as articulações. Pode revelar-nos qual o novo tratamento em que estão a trabalhar? O trabalho de investigação da Procare Health continua e estamos permanentemente em busca de novas e melhores soluções terapêuticas. Procuramos especializar-nos nas áreas do nosso domínio, mas sentimos a obrigação de explorar novos caminhos. Esperamos brevemente comunicar ao mundo os resultados do trabalho que estamos a desenvolver em parceria com a Universidade da Califórnia (UCLA), que poderá alterar significativamente a forma como se desenvolvem e estudam novas terapêuticas. Miguel Coelho, country manager

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DESPERTAR DO HARA

ONDE O BEM-ESTAR SE TRANSFORMA EM SAÚDE

E sente diferença nos clientes quando saem do estabelecimento? Sim, as terapias que oferecemos além de apresentarem resultados no imediato prolongam-se no tempo ao contrário do que acontece quando ususfruimos de uma massagem de relaxamento. Equipa

É no Porto que encontramos o Despertar do Hara, um centro de massagens terapêuticas, liderado por Ana Barrote. Um espaço construído a pensar nas suas necessidades, conforto e bem-estar.

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Despertar do Hara foi criado para ajudar a encontrar o equilíbrio físico, espiritual e mental. Como surgiu este projeto e o gosto por esta área? O projeto surgiu pelo interesse na cultura oriental, as massagens era um hobbie e juntando o útil ao agradável fui tirando cursos em terapias orientais (ayurvédica, shiatsu,...), ainda durante a licenciatura, no final da qual, criei o plano de negócios do centro de massagens Despertar do Hara e antes de me candidatar a profissões na área de marketing aventurei-me nesta área. Quais são as terapias que se encontram aqui? E quais os serviços mais requisitados? Para já, oferecemos massagem ayurvédica (indiana), shiatsu (massagem japonesa), massagem tailandesa, reflexologia (massa-

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gem aos pés), massagem pré-mamã e para criança, drenagem linfática e terapias mais próximas de um conceito de puro relaxamento como a massagem de pedras quentes e massagem com aromas. As terapias mais procuradas são a ayurvédica e shiatsu, no entanto quando são clientes regulares, acabam

As terapias mais procuradas são a ayurvédica e shiatsu por se entregar e criamos uma massagem adequada a cada pessoa e a cada dia. Considera difícil ir de encontro aos desejos específicos dos clientes ou eles chegam aqui e já sabem o que querem? Alguns dos clientes pela descrição que encontram no site agendam uma massagem específica mas já aprendemos que a mesma terapia deve variar de pessoa para pessoa, ao nível da pressão, de trabalhar mais uma zona do que outra.

A nível profissional, é difícil arranjar mão de obra qualificada? Fazem formações? Tem sido difícil, por isso optamos por dar formação a quem entra na equipa. As escolas dão poucas noções de anatomia e fisiologia, ensinam numa vertente de spa e não de massagem terapêutica e não é isso que pretendemos oferecer aos nossos clientes. O que vos distingue? Independentemente de ser um cliente residente ou um turista, tratamos a pessoa como um todo (física, mental, espiritual e emocionalmente), é como se iniciassemos uma relação prolongada. Por isso mesmo, clientes não residentes sempre que vêm ao Porto nos visitam. Quais são os projetos para o futuro? Neste momento consolidar a marca na nossa região, não só no Porto, tornarmo-nos uma referência como centro de massagens terapêuticas. Rua Júlio Dinis, 368 4050-318 Porto Tlf.: +351 220 991 399 Tlm.: +351 916 181 407 Rua do Almada, 653 4050-039 Porto Tlf.: +351 223 203 040 Tlm.: +351 916 699 527 E-MAIL GERAL: geral@despertardohara.co MARCAÇÕES: marcacoes@despertardohara.co


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JANSSEN PORTUGAL

Especial "CLUSTER AUTOMÓVEL" Investir em Viana do Castelo

MOBILITY DRIVES US Angel Roblenõ, CEO agosto 2018 Revista Business Portugal | 45


DESTAQUES 48 SUNVIAUTO Inovação na Vanguarda dos Componentes Automóveis

CLUSTER AUTOMÓVEL

50 PORSCHE “A simbiose perfeita entre o Homem e a Máquina” 54 SERILUSA Excelência em elementos decorativos para automóveis 56 BORGWARNER Adaptabilidade: o segredo do sucesso da BorgWarner 58 SUAVECEL “Na vida todos temos um papel, o nosso é fazer o melhor”

José Maria Costa, presidente

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A tecnologia está a mudar a industria automóvel e não é de agora! As tecnologias de condução e de conetividade avançam a uma grande velocidade e, como tal, os fabricantes de automóveis procuram fortes alianças com as companhias de tecnologia. Encontrar instrumentos mais adequados para a revolução industrial automóvel é o propósito dos empresários no ramo do cluster automóvel, uma vez que os grandes desafios de mobilidade para 2030-2050 ditam as linhas de inovação que definem a tendência tecnológica na indústria automóvel. O crescimento do setor automóvel nacional tem que ser fomentado através de iniciativas e projetos mobilizadores que reforcem a competitividade internacional, a inovação, o aumento do valor acrescentado e o desenvolvimento sustentado das exportações de veículos completos, bem como de partes, peças e acessórios para veículos automóveis. Viana do Castelo, que tem sido alvo de investimento em vários setores de atividade (como do Grupo Ghost, por exemplo – que é uma reconhecida empresa transformadora de papel), é o mais recente exemplo no que à aposta no cluster automóvel diz respeito. Nesse seguimento, questionamos o presidente da Câmara Municipal deste concelho, José Maria Costa, no sentido de nos dar conta sobre as potencialidades que aqui se apresentam. Viana do Castelo tem sido o concelho referência no que concerne ao investimento por parte das indústrias do setor automóvel. Falamos de um investimento de 132 milhões de euros, especificamente. Quais as razões que aponta, enquanto presidente do Município, para tal? Estamos a ter um conjunto de grandes investimentos no setor automóvel. Só em

Viana do Castelo temos investimentos em curso, em novas indústrias no concelho, no valor de 230 milhões de euros, sendo que o setor automóvel representa 132 milhões de euros, prevendo-se até ao final de 2019 a criação de 1800 empregos. Isto são números impressionantes que surgem em grande parte graças a um trabalho efetuado pelo Município mediante um regime de incentivos para a fixação de novas empresas, à diplomacia económica, nos recursos humanos bem qualificados, escolas profissionais e politécnicos de qualidade e ainda porque temos um território atrativo: estamos a 45 minutos do Porto e de Vigo, temos das maiores indústrias do setor concentradas na região transfronteiriça e temos vindo a efetuar a infraestruturação das nossas áreas empresariais para responder ao aumento de procura. Para que se compreenda, o Município investiu em 2017 e 2018 cerca de 9,1 milhões de euros na aquisição de terrenos e obras de infraestruturação de áreas empresariais para acolher novas empresas no concelho. Que outras medidas de investimento tem o Município em vista? Está em curso a modernização da Linha do Minho, vai iniciar-se a acessibilidade rodoviária ao porto de mar e, no próximo ano, a melhoria das acessibilidades marítimas aos estaleiros navais. Mas queremos também criar um cluster automóvel no Norte de Portugal e Galiza porque na região Norte estão instaladas muitas empresas do setor automóvel para fornecer diferentes marcas que constituem uma grande força empregadora e exportadora. Seria interessante haver uma associação das mesmas para atrair mais investigação e desenvolvimento para o território.


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SUNVIAUTO

INOVAÇÃO NA VANGUARDA DOS COMPONENTES AUTOMÓVEIS A Sunviauto, empresa situada em Vila Nova de Gaia, foi fundada em 1969. Atua na indústria de componentes para automóveis e é especialista na produção de assentos, sendo assim uma das maiores fabricantes tanto a nível nacional como internacional.

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oi há cerca de cinco anos que a Sunviauto ultrapassou a grande crise iniciada em 2007. Pelas mãos de Angel Robleño, que em toda a sua carreira esteve ligado ao setor automóvel, a empresa relançou-se no mercado e ganhou uma nova vida. Com um plano de negócio de várias premissas, dar a volta ao negócio era a principal preocupação. Após a realização de dois planos estratégicos de três anos, em que o segundo plano de 2014 a 2017 foi cumprido na íntegra, a empresa começou a crescer e a ter melhores resultados. Com uma saúde financeira favorável – o que

é importante neste setor – o mercado confiou na Sunviauto, que para além da empresa é, também, uma marca que conseguiu captar grandes clientes do setor e líderes importantes. “Nos últimos seis anos a Sunviauto duplicou a faturação, o que se refletiu num crescimento significativo, não só a nível de empresa como também do desenvolvimento da equipa. Neste momento, os ciclos económicos são mais curtos e temos que lutar. Nós, gestores, aprendemos que tão importante como considerar a conta da exploração é também considerar os balanços das empresas, e estarmos preparados para períodos de contração dos ciclos económicos”, revela Angel Robleño, CEO. Com um mercado cada vez mais competitivo e em constante evolução, a Sunviauto tem um estatuto sólido e acompanha este progresso. No mundo da mobilidade, é líder no sul da Europa ao nível do negócio de assentos de autocarros, trabalhando também noutros setores como ferroviário, ambulância, banquetes - transformados e nos microcarros, onde detém 90 por cento deste mercado em França. Quanto ao setor das autocaravanas, temos uma empresa na Alemanha a comercializar assentos que são produzidos na Sunviauto Portugal. No mercado automóvel, fornecemos os Tier 1 mais importantes do setor.

A automação e a produção A automação veio melhorar a produção da Sunviauto. Para Angel Robleño, a diferença está no volume. “Por fora os automóveis podem ser distintos, mas no interior as peças são comuns a vários modelos. Essas peças de plataforma permitem um grande volume. No setor da mobilidade, estamos a diversificar, dedicamos muito tempo à nossa estratégia e pretendemos trabalhar com clientes que pensam da mesma forma. Os líderes formam-se e diferenciam-se assim”. Uma vez consolidada a nossa posição no setor autocarro, a nossa estratégia passa por crescer no setor ferroviário, dedicando recursos e alargando a nossa gama de produtos. Atualmente assistimos a um grande movimento de aquisições e fusões nas empresas deste mercado.

Empresa diferenciadora Angel Robleño, CEO

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“Esta é uma empresa portuguesa. A nossa estratégia, tudo o que pensamos e fazemos, decide-se em Portugal, em Vila Nova de Gaia. É uma empresa exportadora, 95 por cento do que produzimos exportamos para todo o mundo, principalmente Europa, e além disso temos produto próprio. A cadeia de valor


SUNVIAUTO

é toda realizada na Sunviauto, exceto os componentes plásticos, que compramos, mas desenhamos e definimos”. Foi a partir do ano de 1990 que a Sunviauto iniciou a exportação para os mercados europeus e já atua em cinco continentes. Em 2014, implantou uma nova base fabril no México, o que encara como uma porta de entrada para outros mercados da América Latina. Além do México, a Sunviauto tem outra empresa em Munique, cujo principal produto atualmente são os assentos das autocaravanas. “Somos vistos como uma empresa capaz de dar resposta às necessidades e expectativas do mercado onde atuamos. Queremos continuar a crescer e para isso estamos a investir nos nossos produtos, inovando, melhorando e diversificando, tendo uma equipa de I&D dimensionada para dar resposta a esta estratégia, contando já com 14 pessoas dedicadas à inovação”. Num mercado mais competitivo, é notável nos últimos anos a dedicação de recursos à inovação – este é o conceito. Angel Robleño expressa que “somos pioneiros em trabalhar materiais de muita alta resistência mecânica nos nossos produtos”. O percurso é longo e competitivo, no entanto, as perspetivas a curto prazo são crescer e continuar a consolidar a marca e os produtos, o que é muito importante para o negócio e todas as partes interessadas, inclusive fazendo com que os colaboradores que acompanharam os diferentes ciclos da empresa se sintam agora mais confortáveis.

Como podemos verificar até então, desde que Angel Robleño embarcou neste desafio a empresa mudou completamente. Crescer solidamente é o pretendido. “Este é o primeiro ano do terceiro ciclo estratégico que até 2020 prevê ter um crescimento bastante significativo. Neste ano, esperamos superar as previsões, com um orçamento de vendas estimado a nível de grupo de 35 milhões. Estamos otimistas num maior reconhecimento por parte dos nossos clientes, uma vez que reunimos boas condições ao nível do produto, de preço e da localização geográfica, mas estamos conscientes que temos

“Somos pioneiros em trabalhar materiais de muita alta resistência mecânica nos nossos produtos”

Mudança de paradigma Adaptar-se ao novo modelo de gestão foi complicado no início, mas passo a passo todos os colaboradores foram-se envolvendo no modelo organizativo. O mercado é muito sensível e consegue detetar melhorias na performance das organizações, recompensando-as com novos projetos. Foi assim, num ciclo de 6 anos, que a Sunviauto duplicou as suas vendas. A experiência levou a bom porto os negócios, num mundo novo, onde os valores históricos são agarrados com afinco, ou seja, há um sacrifício, uma aprendizagem e inovação. É obrigatório propor ao mercado realidades surpreendentes.

de continuar a trabalhar arduamente e acertar nas nossas decisões”. Para ter êxito também se depende de fatores externos, mas argumentos não faltam para a Sunviauto levar a melhor. “Se os clientes crescerem, nós crescemos. E estamos com clientes importantes, clientes que são líderes no setor. A minha responsabilidade pessoal é que a organização cresça nesse sentido, temos que melhorar a nossa performance e a nossa forma de fazer. A Sunviauto está a investir em tecnologia e know-how, modernizando todos os seus processos orientados para uma indústria 4.0.” termina o CEO da empresa, Angel Robleño.

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PORSCHE

“A SIMBIOSE PERFEITA ENTRE O HOMEM E A MÁQUINA” Um ponto de referência em Leiria: o concessionário Porsche, liderado por Pedro Mar Rodrigues, continua a crescer como empresa e a transformar em realidade os sonhos de quem procura obter um carro que satisfaz todas as necessidades práticas, ao mesmo tempo que mantém requinte e o ADN desportivo que caraterizam a marca.

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bertos ao público desde o dia 27 de maio de 2006, que balanço traça deste percurso de foco, visão, inovação e empreendedorismo? Tem sido um percurso de crescimento e o balanço é francamente positivo. Com a experiência ganhámos conhecimento e competências que nos permitiram crescer sustentadamente, tendo como pilar fundamental, indubitavelmente, a relação com o cliente. Estamos, neste momento, muito entusiasmados e focados com a preparação da estratégia 2025 para fazer face à revolução tecnológica em curso – digitalização, conetividade e eletrificação,

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onde queremos liderar. Estamos, por isso, a preparar as nossas instalações, infraestruturas e recursos humanos para um futuro inovador, exigente mas apaixonante. Qual o papel do Centro Porsche Leiria na dinamização da marca no mercado nacional? O papel do Centro Porsche Leiria é aportar valor, criando dinâmicas de trabalho com o objetivo de fazermos mais e melhor, questionar o status quo, marcando a diferença e sempre direcionados para o cliente. São estas as pedras basilares para uma presença cada vez mais firme e consolidada do Centro Porsche Leiria no mercado e são, sem dúvida, as relações de confiança que criamos com os clientes que sustentam estes resultados.

“A Porsche é um modo de vida, um estado de alma, uma experiência por si, que está no imaginário de todos nós”


PORSCHE

Quais os veículos mais procurados pelos clientes nacionais? Há alguma homogeneidade na procura dos nossos modelos entre Panamera, Cayenne e Macan, no que diz respeito às motorizações sem dúvida as versões Hybrid Plug in. Estas escolhas devem-se fundamentalmente ao facto de serem modelos que preenchem necessidades práticas e emocionais, tendo sempre presente o ADN Porsche. Relativamente aos desportivos, temos um caso de sucesso ímpar, com o ícone 911 e os 718 Boxster e Cayman a representar 30 por cento das vendas da nossa marca, somos o segundo país do mundo com maior índice de penetração per capita! Quantos veículos vende a Porsche anualmente? Quais são as expectativas de crescimento? A Porsche vendeu 720 Porsche no ano de 2017, representando um crescimento de 38 por cento face ao período homólogo. Em 2018 fizemos um primeiro semestre extraordinário. No entanto, com a entrada em vigor do novo ciclo WLTP, que irá regular as emissões e consumos e com o previsível aumento da carga fiscal poderá condicionar nesta fase as vendas até ao final do ano. Ainda assim, esperamos a manutenção ou um ligeiro crescimento em 2018. Mas o futuro é incontornavelmente risonho e nós temos o privilégio de estar cá para contar a história. Quais são as principais características de um Porsche? Um Porsche é simplesmente único. O Porsche seguinte? Um desportivo. Estas são as palavras de Ferry Porsche. Um Porsche tem sempre no seu ADN desportividade, dinâmica e um caráter realmente único, que nos permite uma utilização ímpar. Mesmo nos mais desportivos o nível de usabilidade não tem precedentes, com o binómio dinâmica/conforto a fazer jus à nossa imagem de marca. Estes princípios continuam a ser a motivação essencial para dar, uma e outra vez, o melhor de nós mesmos. Para redefinir constantemente novos limites sem esquecer as nossas raízes.

O carisma é, sem dúvida, um fator crítico de sucesso, não sendo, contudo, suficiente para o sucesso das vendas, que carecem de um trabalho muito competente em todas as vertentes do negócio. É um esforço constante oriundo da ambição de conseguir o nível de excelência que buscamos que, apesar de tudo, está sempre um passo à frente. Quem procura a Porsche, procura a realização de um sonho. Podemos dizer que esta é uma marca muito emocional? A Porsche é um modo de vida, um estado de alma, uma experiência por si, que está no imaginário de todos nós. É uma marca que vivemos com amor, paixão e emoção. A fonte mais importante do nosso negócio é buscar e proporcionar essas sensações. Mas esta é a parte fácil. Quando vivemos assim, transmitimos da mesma forma. A Porsche são metas, objetivos de vida e sonhos. É sem dúvida um grande privilégio fazer parte deste universo. Constantemente a desenvolver novos produtos, a Porsche preocupa-se com o futuro. Em 2019 será lançado o primeiro Porsche 100 por cento elétrico. Quais as vossas expectativas? As expectativas não podiam ser melhores. Os novos modelos de negócio são uma realidade incontornável e não passaram despercebidos à Porsche. Pensamos no hoje e no amanhã e a nossa essência, independentemente do modelo, são os carros desportivos, mas os nossos carros desportivos do futuro precisam dar resposta às questões do amanhã. O Porsche Taycan demonstra de uma forma impressionante que um dos princípios da marca, Porsche Intelligent Performance, pode ser plenamente expresso, não só como um veículo puramente elétrico, mas também em mobilidade sustentável, digitalização e urbanização. Os clientes percebem claramente essa mensagem e a prová-lo estão as intenções de compra que já temos, que excederam francamente as nossas melhores expectativas. Porsche é sinónimo de? A simbiose perfeita entre o Homem e a Máquina.

Tratando-se de um produto dirigido a um target de alta gama, qual a estratégia empresarial do Centro Porsche Leiria para dinamizar a venda de automóveis? A nossa estratégia assenta numa abordagem diferenciadora. Na gestão de uma marca como a Porsche, as experiências são essenciais, sendo esse um fator crítico de sucesso. No Centro Porsche Leiria em particular pretendemos que o contacto do cliente connosco proporcione o mais alto nível de qualidade em cada uma das fases do processo, diferenciando-nos assim. O carisma da marca Porsche é um fator crítico de sucesso na promoção das vendas?

Pedro Mar Rodrigues, gerente

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SERILUSA

EXCELÊNCIA EM ELEMENTOS DECORATIVOS PARA AUTOMÓVEIS Jorge Sousa, gerente

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hegamos ao Parque Empresarial de Lanheses, Viana do Castelo, e seguimos as indicações mapeadas para encontrar a Serilusa. Apesar de não ter o nome em letras garrafais expostas por cima de qualquer um dos vários armazéns que detém, foi fácil de encontrar esta empresa, que demostra modéstia incomum perante o desempenho excelente que tem. “Iniciamos atividade em 1998, na altura noutra localização e apenas com dois trabalhadores”, narra-nos o gerente Jorge Sousa, que nos concedeu esta entrevista. “Fomos crescendo à medida que a casa-mãe em Espanha foi ganhando confiança em nós e nos foi atribuindo mais trabalho”. A empresa estava localizada no Parque Empresarial da Meadela e começava a sentir falta de espaço para toda a produção que desenvolviam. Mudaram-se para o Parque Empresarial de Lanheses em 2007: “foi uma oportunidade que surgiu”, considera o gerente, “estávamos num pavilhão, que começava a ficar pequeno, e aproveitamos o Parque de Lanheses estar a iniciar para fazermos a transferência para cá, tínhamos possibilidade de nos expandirmos como veio a acontecer o que era impossível se a Serilusa se mantivesse na Meadela, fo54 | Revista Business Portugal agosto 2018

A Serilusa fabrica componentes decorativos interiores e exteriores para a indústria automóvel. A empresa é uma forte entidade empregadora e dinamizadora da região. A qualidade da sua produção é comprovada pelo prémio PME Excelência ’17.

mos a primeira empresa a instalar-se no Parque de Lanheses. A proximidade à Galiza, onde se encontra a casa-mãe, também foi determinante para a escolha do local, bem como pela capacidade que o município teve de garantir o espaço e de edificar uma fábrica deste tamanho rapidamente. Outro fator que pesou na decisão foi a existência de mão de obra disponível no local (ou, pelo menos, disponível para se mobilizarem para o local). Encontrar mão de obra qualificada, porém, não se revelou tarefa fácil: falta gente para trabalhar. “O que nós mais precisamos é de pessoas com profissionalismo, brio no trabalho desempenhado, assiduidade, rigor e compreensão de que está a trabalhar numa indústria extremamente exigente. O resto ensinamos nós. O trabalho é exigente porque requer uma grande concentração durante todo o horário laboral e também exige uma boa destreza manual”, confessa-nos Jorge Sousa, reiterando que a adaptação dos trabalhadores decorre usualmente sem complicações. “Agora temos mais de 100 pessoas no quadro da empresa. Os nossos colaboradores desempenham tarefas muito específicas e, como tal, somos nós que damos a formação, não existe nenhuma escola para o que nós fazemos aqui”, justifica o nosso interlocutor, “as peças têm muitas particularidades devido aos critérios de qualidade e são

“Os nossos colaboradores desempenham tarefas muito específicas e, como tal, somos nós que damos a formação, não existe nenhuma escola para o que nós fazemos aqui”


SERILUSA

diferentes de cliente para cliente. Não só as peças em si têm especificidades, como também têm de bater certo com as outras peças com as quais encaixam. A comunicação entre a casa mãe e a Serilusa é fácil e permite uma colaboração nos dois sentidos ”, garante. Este ano, a empresa celebra a distinção PME Excelência, um prémio merecido pelo desempenho excecional que provaram ao longo de 20 anos de atividade e de crescimento sustentado. “Ao longo dos anos, temos dado garantias da qualidade do produto e do trabalho que desenvolvemos, o que consolidou a confiança da casa-mãe”, comprova Jorge Sousa, “as peças saem daqui embaladas e vão diretas para os clientes, nos 600 destinos , 28 países e 5 continentes sem qualquer verificação por parte da casa-mãe . Isso é importante. Acreditam e confiam no trabalho que fazemos aqui, o qual é tão bom como e aquele que fazem em Espanha”. São feitos inves-

“A comunicação entre a casa mãe e a Serilusa é fácil e permite uma colaboração nos dois sentidos ”

timentos constantes em máquinas, para melhorar a capacidade produtiva e obter um produto final de melhorar qualidade. “Estes investimentos significam que há perspetivas de futuro”, considera o gerente. O objetivo será sempre manter a qualidade e a excelência empresarial.

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BORGWARNER

ADAPTABILIDADE: O SEGREDO DO SUCESSO DA BORGWARNER

O crescimento e a mudança são constantes nesta empresa. Conceitos que andam de mãos dadas. Estivemos à conversa com Pedro Abreu, administrador, e Ana Silva, responsável pelos recursos humanos e quisemos compreender o que está na origem do sucesso deste gigante de produtos para a indústria automóvel.

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BorgWarner é uma presença sonante no Parque Empresarial de Lanheses, Viana do Castelo, desde 2014. A empresa abriu portas em 2010, na altura em Valença do Minho, essencialmente devido à proximidade de uma outra unidade de produção que o grupo tem em Vigo, Espanha. O administrador da unidade portuguesa explica-nos que em 2012 sentiram a necessidade de aumentar a área de produção, algo que não era possível nas anteriores instalações. Viana do Castelo surgiu no mapa de interesse por diversas razões: também se situava na região do Alto Minho, por forma a minimizar o impacto da deslocação dos mais de 400 trabalhadores que manteriam os seus postos de trabalho; tinha um parque industrial já disponível com a área necessária; boas acessibilidades; a proximidade a instituições de ensino superior, as quais constituem uma fonte de recrutamento a mão-de-obra diferenciada; e a possibilidade de expansão no novo espaço. Pedro Abreu não deixa de realçar o papel do município, o qual se revelou particularmente pró-ativo na agilização de todo o processo necessário à instalação e licenciamento da nova fábrica, que ocupa cerca de 54 mil m2. A BorgWarner “produz peças para automóveis”, afirma bem-disposto o administrador, acrescentando que esta será uma forma muito simples de explicar o core-business da empresa: “são produtos de natureza mecânica, eletrónica e mecatrónica com um elevado grau de engenharia e um certo nível de complexidade. Esta exigência justifica-se porque, 56 | Revista Business Portugal agosto 2018

A BorgWarner preocupa-se em alcançar e até mesmo em exceder os seus compromissos com a casa-mãe


BORGWARNER

como empresa, vangloriamo-nos de procurar o valor acrescentado e não o baixo custo de produção. Estes elementos servem dois propósitos quando instalados no motor do automóvel, que é o de otimizar consumos e reduzir emissões”. O grupo BorgWarner tem soluções para motores de combustão interna, para os híbridos e para os 100 por cento elétricos. “Não estamos muito interessados em qual seja a tecnologia dominante a médio e a longo prazo, porque desenvolvemos produtos para todos os tipos de propulsão”, comunica-nos o nosso interlocutor. Na unidade de produção de Viana, encontram-se atualmente em desenvolvimento produtos para motores a diesel e a gasolina que serão lançados em 2020 para alguns dos maiores nomes da indústria automóvel no mercado. A BorgWarner em Viana do Castelo preocupa-se em alcançar e até mesmo em exceder os seus compromissos com a casa-mãe. “Temo-lo feito”, orgulha-se Pedro Abreu. Registam crescimento em rentabilidade e em produção, feito alcançado com muito esforço e dedicação por parte de toda a equipa que constitui a empresa. Os mais de 800 colaboradores que representam esta casa são parte do segredo do sucesso, facto que a administração tem bem presente. “As pessoas estão em primeiro lugar. Este é um bom local para se trabalhar”, intervém Ana Silva, responsável pelos recursos humanos. Outro ingrediente desta receita de sucesso é a adaptabilidade ao mercado, “palavra do ano 2018 na BorgWarner” e sua “maior mais-valia”, ou, pelo menos,

Pedro Abreu, administrador

Ana Silva, responsável dos recursos humanos

assim o acredita Pedro Abreu: “a capacidade de nos adaptarmos a diferentes realidades, quer sejam impostas ou escolhidas, tem sido o grande motor do nosso sucesso. Com uma mente aberta e capacidade de inovar ninguém nos para”. Questionamos os nossos entrevistados acerca do futuro. A palavra “obviamente” foi usada no que se refere a crescimento na unidade de produção de Viana do Castelo nos próximos anos. O mesmo se aplicou à possibilidade de ganhar quota de mercado e angariar mais clientes junto da indústria automóvel. “As nossas perspetivas de crescimento nos anos anteriores têm sido cumpridas ou excedidas. Acreditamos num futuro a curto-médio prazo no qual iremos ter crescimento exponencial, devido a negócios já adjudicados e a transferências de algumas linhas de produção da BorgWarner de outros países para Portugal. Trabalhamos em motores que vão sair para o mercado daqui a dois ou três anos e nós já estamos escolhidos, daí as previsões terem um elevado grau de fiabilidade”. Dito assim, nada mais há a acrescentar.

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SUAVECEL

“NA VIDA TODOS TEMOS UM PAPEL, O NOSSO É FAZER O MELHOR” O Grupo Ghost, com mais de 20 anos de experiência no mercado da higiene pessoal, integra três empresas: a Suavecel, a Nunex Worldwide e a Fortissue. Em entrevista à Revista Business Portugal, Nuno Ribeiro, CEO, dá-nos conta da forte dinâmica do grupo e dos investimentos que tem em vista.

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uno Ribeiro tem demonstrado ser um empresário carismático que se tem afirmado pela dinâmica e determinação. Como descreve o seu percurso?

Acima de tudo, hoje considero que o percurso das nossas empresas está a ser um sólido e sustentável. Mas é sobretudo um percurso de muito trabalho e empenho. Um percurso determinado porque acreditamos no que fazemos e em como fazemos. A dinâmica que imputamos ao nosso caminho é porque acreditamos sempre que é possível fazer melhor. Todas as empresas têm uma história para contar sobre a sua fundação. No caso do Grupo Ghost e das suas empresas qual o contexto em que o mesmo foi criado? A Suavecel iniciou em 1996 a comercialização de papel higiénico, após identificar essa necessidade no mercado. Num pequeno espaço, em Ponte de Lima, a Suavecel começou o negócio de comercialização sobretudo na zona norte do país. A procura massificada deste produto e a oferta diminuta na altura impulsionaram o negócio de produtos de papel tissue para uso doméstico. E hoje, a Suavecel é um importante player na transformação do papel tissue na Península Ibérica. A Nunex - Worldwide SA, surge em 2013 para implantar no mercado uma marca de fraldas, a primeira e a única em Portugal. Em 2015 a Fortissue inicia a sua produção de produção de papel tissue a partir de pasta virgem, numa estratégia de verticalização que favoreceu a competitividade

do grupo: reduziu o custo e aumentou a qualidade da matéria-prima, diminuindo a dependência de terceiros. Pode descrever alguns dos momentos mais relevantes na história desta organização? São muitos os momentos marcantes, porque vivemos intensamente o crescimento das nossas empresas. Em 1998 a aquisição da primeira linha para produção de papel higiénico foi o momento que marcou o início da afirmação da Suavecel como transformadora de papel tissue, a obtenção da primeira certificação de qualidade em 2005 - ISO 9001. Em 2007 a implementação de um sistema automatizado para a fase final do processo de fabrico, que marcou a entrada na Suavecel das mais desenvolvidas tecnologias. Outro momento de destaque aconteceu em 2014, quando produzimos a primeira fralda de bebé e um menos de um ano estávamos a carregar o primeiro camião das fraldas Nunex. A 1 de abril de 2015 a máquina de papel da Fortissue produziu a primeira bobine de papel tissue. Todos os anos recordamos esta data e a bobine está exposta na nossa produção. Em 2016 quando iniciamos a produção das fraldas de incontinências Intimus. Mas 2017 é o ano marcante, iniciamos a instalação das novas linhas de produção de papel, fraldas, toalhitas e pensos higiénicos, das mais avançadas tecnologicamente, um ano memorável. Ainda com a mudança da Suavecel para uma área de 100.000 m2, porque nos juntamos à Fortissue (empresa do Grupo Ghost de produção de papel Tissue) e foi ainda o ano em que atingimos as 130 mil toneladas / ano de capacidade de transformação. Quais as gamas de produtos que disponibilizam e qual a capacidade de produção? Na Suavecel dispomos de cinco gamas de papel tissue: Prime, Classic, Basic, Suavecel e Marca Branca com produtos domésticos e industriais. Transformamos tissue

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SUAVECEL

em produtos de vários formatos para as marcas próprias da grande distribuição. A Suavecel tem capacidade para produzir por dia 4 milhões rolos de papel higiénico, 1,5 milhões rolos de cozinha, 20 milhões guardanapos, 6,5 milhões lenços de papel e 15,5 milhões lenços faciais. A Nunex produz e comercializa uma gama alargada de produtos de higiene pessoal e íntima, nomeadamente fraldas de bebé, de adulto (incontinência), toalhitas para criança e adulto, resguardos de proteção e pensos higiénicos. Por dia, a Nunex Worldwide consegue produzir 2,5 milhões de fraldas para bebé, 360 mil de fraldas de adulto, 1,7 milhões de pensos higiénicos e 172 mil packs de toalhitas. Hoje, as empresas são marcas de referência nos mercados nacional e internacional. O que avalia como grandes desafios ao longo do crescimento da organização? Um dos maiores desafios do crescimento de qualquer empresa, independentemente da área de negócio, é fazê-lo de forma sustentável, conseguir imprimir dinâmicas diárias, acompanhar

mos chegar o mais longe possível, queremos abrir novos mercados e explorar diferentes consumidores, testar novos hábitos de consumo que nos desafiem. Sobretudo, ao longo dos últimos cinco anos, conquistamos novos mercados e também este crescimento reflete a nossa preocupação em querer fortalecer e ampliar a nossa experiência em outros mercados. A internacionalização também é um fator de competitividade e nós queremos ser cada vez mais competitivos. Quais são os principais objetivos e apostas no campo da internacionalização? Estamos num mercado altamente competitivo na procura de uma maior flexibilidade e mercados mais massificados. A nossa grande aposta de internacionalização passa pela Europa Ocidental (Espanha, França, Inglaterra) no segmento de private Label e com a nossa marca própria, mas queremos internacionalizar no máximo de países possíveis para penetração e expansão dos nossos produtos, para além do nacional, mas também nos queremos afirmar como industriais em alguns mercados já identificados.

Nuno Ribeiro, ceo

o mercado e estar a par das tecnologias que surgem. Outros dos grandes desafios é conseguir inovar, acrescentar mais valias aos produtos que produz e comercializa. Mas, em todos os crescimentos, os recursos humanos são imprescindíveis e nós queremos crescer apostando sempre no know-how das nossas equipas, são eles o coração das nossas empresas. Contamos com quase 300 colaboradores e cada um deles imprime também o seu conhecimento e dedicação naquilo que produzimos. A internacionalização é um processo cada vez mais utilizado pelas empresas portuguesas para sustentar o seu crescimento nos mercados internacionais. No caso do vosso grupo qual é a estratégia de internacionalização adotada e quais têm sido os resultados? Acreditamos na qualidade dos nossos produtos e, por isso, quere-

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SUAVECEL

Quais são os principais fatores que distinguem o grupo num mercado cada vez mais competitivo e global? A inovação, o empreendedorismo e o constante investimento são três pilares que fazem parte do ADN do Grupo? Sem dúvida que esses três pilares fazem parte do ADN do grupo desde o primeiro dia, embora hoje com a nossa dimensão sejam mais “visíveis e palpáveis”. Não paramos, estamos em constante busca para melhorar, para aperfeiçoar nas diferentes frentes das nossas empresas. A qualidade, a otimização e a excelência são preocupações diárias que nos distinguem no mercado. A Suavecel, a Nunex e a Fortissue constituem o Grupo Ghost, que investiu cerca de 60 milhões de euros no processo produtivo, assim como no processo organizacional, apoiado pelo programa de fundos comunitários Portugal 2020. Em que consiste este investimento? O grupo está a terminar um investimento total superior a 60 milhões de euros no processo produtivo, incluindo as novas linhas de produção, substituição de outras e a inovação com novos produtos, assim como no processo organizacional, apoiado por fundos comunitários do programa Portugal 2020. O investimento integra a renovação de equipamentos e a criação de novas linhas

de produção na Suavecel e Nunex Worldwide e a automatização da Fortissue. No tissue, na criação de novos produtos, como os lenços de papel e faciais, guardanapos e toalhas de mão, na higiene pessoal com a fralda de bebé ultra slim, a fralda de incontinência vitaminada, pensos higiénicos, toalhitas e resguardos de proteção para criança e adulto. Queremos apostar numa numa oferta completa e diferenciadora de higiene pessoal. Este investimento vai triplicar a produção de papel, quadruplicar na transformação do tissue e na produção de higiene pessoal íntima. Por exemplo, a Nunex tem uma capacidade instalada para produzir mais de 2 milhões de fraldas por dia, a Suavecel consegue atingir os 4 milhões de rolos de papel

A qualidade, a otimização e a excelência são preocupações diárias que nos distinguem no mercado higiénico por dia e a Fortissue pode produzir 35 mil toneladas ano de papel tissue. Que outros investimentos têm nos horizontes? Iremos adquirir uma segunda máquina de produção de papel tissue, vamos apostar na promoção das nossas marcas próprias e vamos ainda reforçar a nossa presença em novos mercados. Quais são os objetivos e projetos para o futuro da Suavecel? A Suavecel afirma-se como um grande player de tissue na Península Ibérica. Inovamos e melhoramos continuamente os nossos produtos para satisfazer a exigência dos consumidores que se mostram cada vez mais exigentes, e queremos ser a sua escolha de excelência pela relação preço/ qualidade. O grupo Ghost quer afirmar-se como um grupo que tem uma oferta completa na área da higiene pessoal e com isto objetivo que investimos, inovamos e todos os dias trabalhamos.

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ARTIGO DE OPINIÃO

NOVAS REGRAS PARA COMBATER A PRECARIEDADE E A SEGMENTAÇÃO LABORAL

N

o uso das suas competências políticas, o Governo apresentou um novo pacote laboral, através de uma proposta de lei tangente a diversas matérias. A ser aprovada, representará o fim de uma longa batalha dos parceiros sociais. Estrutura-se em três eixos de ação: I. Combater a precariedade e reduzir a segmentação do mercado de trabalho; II. Promover um maior dinamismo da negociação coletiva; e III. Reforçar os meios e instrumentos públicos de regulação das relações laborais. Quais são, então, as novas medidas projetadas? Serão elas suficientes e na direção certa? No domínio do combate à precariedade, são, hoje, demasiado evidentes os problemas de instabilidade e insegurança laborais, a par das contingentes condições contratuais e de promoção e desenvolvimento profissional oferecidas. É exatamente por isto que a proposta em apreciação prevê restrições ao recurso aos contratos de trabalho a termo resolutivo. Como? Reduzir a duração máxima deste tipo de vínculos, incluindo suas renovações; cingir a contratação a termo apenas para desempregados de muito longa duração, eliminando do elenco os trabalhadores à procura de primeiro emprego e desempregados de longa duração; limitar a invocação do motivo justificativo de lançamento de nova atividade ou de abertura de novo estabelecimento às empresas com menos de 250 trabalhadores; afastar a possibilidade das convenções coletivas alterarem o corpo normativo relativo à contratação a termo, designadamente alargando o leque das necessidades temporárias invocáveis pelo empregador; e ainda, clarificando que em caso de, por acordo, não serem previstas renovações para determinado vínculo, o trabalhador tem direito a indemnização pela caducidade operada (parece redundante, mas o regime legal parece afastar a hipótese de previsão ab initio de não renovação automática, nomeadamente pelos artigos 344.º e 345.º). Relativamente ao Eixo II., pretende-se: a eliminação do banco de horas individual e o grupal com origem em acordos individuais; o alargamento do princípio do tratamento mais favorável em matéria de trabalho suplementar; um maior rigor em caso de denúncia de convenções coletivas, nomeadamente quanto a comunicações e temáticas de vigência prorrogada após a dita caducidade; e alargamento do âmbito do recurso à arbitragem para dirimir conflitos (coletivos). Por fim, o âmbito do Eixo III., aquilo que pode ser entendido como a entrada em cena da Autoridade para as Condições do Trabalho e demais entidades com competência fiscalizadora e inspetiva. Em concreto: aumento do rácio de Inspetores; reforço dos quadros técnicos e dos sistemas

de informação, a par da simplificação e desmaterialização (medida algo perigosa) dos procedimentos de comunicação relativos aos contratos de trabalho; e, por fim, o desenvolvimento de uma plataforma única (e bastante útil, diga-se) de comunicação à Segurança Social e ao Fundo de Compensação do Trabalho. É possível encontrar outras medidas, enquadradas nestes eixos de atuação, melhor descritas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 72/2018, que produziu efeitos no passado dia 07 de junho e que teve na sua génese a Proposta de Lei n.º 136/XIII e respetiva Exposição de Motivos, do XXI Governo Constitucional. Resta, contudo, aguardar (espera-se, sem delongas), pela aprovação final competente, altura em que as empresas serão forçadas a adaptar as contratações dos seus recursos humanos a este pacote legislativo, ainda em discussão. catarina.alves@pra.pt advogada

No domínio do combate à precariedade, são, hoje, demasiado evidentes os problemas de instabilidade e insegurança laborais

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DESTAQUES 64 RSB A comunicação na imagem 66 BIANCHI VENDING “A qualidade sempre foi a imagem de marca da Bianchi” 68 PÁTIO DOS LEITÕES Desde 1996 a conquistar o Alentejo 70 PEREIRA - PADARIA E PASTELARIA 25 anos a fabricar pão de alta qualidade 72 COSTA E PIMPÃO PME Excelência pela primeira vez! 74 TRIBOSAICOS “A satisfação dos nossos clientes e parceiros é o fator chave da nossa empresa”

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INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO Crescimento sustentado, o termo mais utilizado hoje em dia pelos empresários. A competitividade entre empresas é cada vez maior e, como tal, a inovação e o empreendedorismo são os pontos principais a ser trabalhados numa instituição. Antecipar soluções e respostas, investir onde mais ninguém investe, implementar a gestão de projetos aliando a inovação ao empreendedorismo, conceitos que só os melhores sabem aplicar. Não fosse a inovação um fator essencial na vida de uma empresa. Um dos maiores desafios de um projeto é administrar todos os seus processos para que o projeto tenha sucesso a todos os níveis. Neste tema, vamos falar das PME Excelência e Empresas Gazela, aquelas que estão

em crescimento, contribuem para a geração de empregos e renda dentro do país, onde o crescimento, a diversificação de negócios e as melhorias de condições de vida da sociedade são melhoradas. Definindo um pouco os termos, o selo PME Excelência é um estatuto atribuído pelo IAPMEI (Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas) e pelo Turismo de Portugal, com o objetivo de certificar os indicadores de solidez e desempenho económico e financeiro. Por sua vez, o conceito de empresa gazela, assumido internacionalmente, corresponde a empresas jovens e com elevados ritmos de crescimento, sustentados ao longo do tempo. Organizações inovadoras, que se posicionam de forma diferenciadora nos mercados.


VALE D’OLIVEIRAS QUINTA RESORT & SPA

A MARCAR A DIFERENÇA NO ALGARVE O Vale d´Oliveiras surge de um sonho de investidor inglês apaixonado pelo Algarve. Começou por fazer férias na região e acabou por lá se instalar na maior parte do tempo. Comprou uma casa para si e sua família e, mais tarde, em 2005, decidiu investir 40 milhões de euros nessa zona, entre Lagoa e Carvoeiro. O conceito inicial era totalmente virado para a vertente imobiliária mas rapidamente o negócio foi repensado devido à crise imobiliária em que o país mergulhou. O resort abriu oficialmente em 2010, tendo desde aí um sistema misto de exploração: venda de imobiliário e operação hoteleira tradicional.

O

que distingue o vosso espaço dos restantes existentes na região? O que à partida parece ser uma desvantagem tornou-se num USP: a localização. Iniciei o meu percurso nesta unidade como comercial e lembro-me de o meu primeiro pensamento quando visitei o resort pela primeira vez: não será fácil ‘vender’ este conceito pois estamos ‘muito longe’ da praia (e são apenas 5km!). Felizmente, existe muito mais no Algarve para além do tradicional sol e mar. O destino tem condições naturais fantásticas para o desenvolvimento de produtos alternativos, embora a sazonalidade seja normal em destinos desta natureza e nunca vai deixar se existir. Pode sim ser atenuada. Neste sentido, o Vale d´Oliveiras consegue oferecer um conceito

muito interessante e versátil ao longo de todo o ano. A vantagem deste tipo de unidades é que não sofrem tanto os efeitos da sazonalidade. Estamos abertos todo o ano e a nossa taxa de ocupação é muito estável. Em 2017 foi de 74,5 por cento e no ano anterior tinha sido de 72. O que contribui para esta situação são as caraterísticas do nosso produto e a localização: estamos a 500 metros de dois campos de golfe e a poucos minutos de distância de tantos outros. As praias mais próximas estão a pouco menos de 5 minutos (Carvoeiro, Benagil, Caneiros e Ferragudo). Além disso, beneficiamos de uma localização central no Algarve. As tipologias de alojamento que oferecemos também contribuem a meu ver para esta diferenciação: temos um boutique hotel com 22 quartos e 2 suites, ideal para casais e estadias de curta duração e depois temos 80 apartamentos de tipologias V1 e V2, ideal para famílias. Os apartamentos são muito procurados pelos mercados da europa central e norte. São clientes que gostam do Algarve no outono e inverno e nem tanto no verão. Jogam golfe e têm estadias médias superiores a 20 noites. Por isso, a localização e o produto em si são sem dúvida o que nos distingue dos restantes. Outra

caraterística muitas vezes mencionada pelos nossos hóspedes são os nove hectares de jardins imaculadamente cuidados. As

Eduardo Peregrino, general manager

zonas verdes são amplas, seguras e muito apreciadas quer por famílias quer por casais. É ótimo poder correr, relaxar ou apanhar sol com as vistas tranquilas que o Vale d´Oliveiras proporciona. Já para não falar da equipa, que é sem dúvida o elemento essencial. Mas esta caraterística é a meu ver o ingrediente obrigatório em qualquer hotel.

Barranco Fundo | Sesmarias 8401-904 Carvoeiro info@valedoliveiras.pt + 351 282 380 560 www.valedoliveirasresort.com

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RSB

A COMUNICAÇÃO NA IMAGEM Ricardo Benta é o rosto principal da RSB, o seu parceiro ideal para projetos ‘fora da caixa’, ou não fosse o mote desta equipa deixar os clientes à espera... do inesperado! Conheça um pouco mais deste projeto e o que a RSB pode fazer por si, na entrevista que se segue a Ricardo Benta, diretor geral.

Ricardo Benta, diretor geral

P

ara contextualizar os nossos leitores, conte-nos como surgiu a RSB. A RSB apresenta-se inicialmente no mercado como agência de comunicação mas cedo percebemos que o que nos deixava felizes e onde podíamos surpreender os nossos clientes era ‘fora da caixa’: Assumimo-nos como Agência de Comunicação Visual para perseguirmos uma visão

Ricardo Benta segura numa das soluções holográficas que comercializa, O holograma suspenso

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que entretanto surgiu e que nos deixou empolgados: havia uma lacuna na oferta de elementos ‘uau’ em torno da apresentação/ representação corporativa. Os clientes que nos abordavam na área dos stands procuravam ‘mais um orçamento’ mas sentíamos que já não eram surpreendidos há algum tempo. Ou seja, nesta área as coisas são quase sempre pré-formatadas, um stand é o que é, varia um pouco na estética (e destaco que há muito valor na conceção destas estruturas) mas a oferta é, à falha de melhor termo, copy-paste. Se já lidavamos com tecnologia, criámos e registámos a marca Luna – uma linha de soluções tecnológicas personalizada –, se já tínhamos um feedback fantástico de diversos projetos realizados, por que não incorporar a tecnologia nos nossos stands? Ser mais uma empresa que produz stands para nós não fazia sentido…Produzimos stands personalizados sim, desenvolvemos o design 3D, construímos e apresentamos no nosso armazém de 1.200 m2 a estrutura antes da saída para a feira, asseguramos a logística de montagem e desmontagem em qualquer parte da Europa (e agora também na Ásia com um parceiro sediado no Dubai e outro sediado no Brasil que assegura o mercado Americano). Tudo isto, mas com um twist: associamos soluções inovadoras sem que o cliente pague mais.


RSB

Por isso é que os nossos stands são outSTANDing! É assim que assinamos e marcamos a diferença. Descreva-nos os serviços que têm para oferecer aos clientes. Como agência de comunicação visual estamos fortemente envolvidos na produção e realização de vídeo, fotografia, design. Mas o core business é indubitavelmente a tecnologia e a incorporação de soluções tecnológicas nos stands idealizados, e construídos por nós. Sendo uma empresa de referência, o que é que as pessoas podem esperar da RSB? Esperar o inesperado! Foi por aí que começámos e é por aí que vejo a RSB – comunicação na imagem a seguir. Para nós ‘inovação’, ‘diferenciação’ e ‘cuidado com o cliente’ não são meros termos. Abraçamos cada projeto com alma e coração. Sabemos que tempo é dinheiro e tentamos que um orçamento chegue à mesa do potencial cliente com a máxima urgência. Apostamos nessa proximidade. Se o briefing é claro e temos uma folha em branco para trabalhar e só deixar a magia acontecer e acontece… adoramos mesmo desafios, somos criativos com ascendente em Leão (conotações futebolísticas à parte, claro). Quais são as soluções eficazes e inovadoras que pretendem dar aos clientes nas feiras, congressos e eventos? Apostamos nas soluções holográficas e de vídeo mapping. Somos a única empresa portuguesa a comercializar todas as soluções de hologramas existentes do mercado. Estamos

sempre de olho nas novidades. O que hoje faz juntar uma pequena multidão em torno de um stand ou de um evento amanhã pode não resultar. O público é exigente e ainda bem que assim é. Os nossos clientes são os primeiros a quem devemos agradar e surpreender e logo depois temos o público que visita a feira. O potencial cliente do nosso cliente. É um círculo, um ciclo, uma cadeia de interesses que nunca podemos descurar. Para garantir o melhor resultado final, quer em termos de conteúdo quer em termos de equipamento, temos uma excelente equipa que executa todo o tipo de vídeo e design 2D/3D, com recurso a estúdio de filmagens com ciclorama e equipamento para produzir filmagens com a máxima qualidade.

Esperar o inesperado! Foi por aí que começámos e é por aí que vejo a RSB – comunicação na imagem a seguir

Por onde passa o futuro da RSB? Como ‘por onde passa o futuro’?! O futuro não passa por nós. Tentamos ir ombro com ombro com ele. Nem sempre é fácil, há muito trabalho de pesquisa e perceção antecipada que temos que ter daquilo a que o mercado vai responder com maior entusiasmo. Arriscar, por vezes. Mas tal como naquele dia em que recusámos a frustração de ser ‘mais do mesmo’, o que queremos para o futuro é consolidar a nossa posição como guardiões de soluções tecnológicas. Assim mesmo, sem falsas modéstias. Sermos uma equipa motivada, criativa e feliz para assegurar que os nossos clientes tenham o destaque que merecem a partir do momento em que conhecem a RSB.

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BIANCHI VENDING

“A QUALIDADE SEMPRE FOI A IMAGEM DE MARCA DA BIANCHI”

Bianchi Vending é a empresa que pretende mostrar o seu bom posicionamento no mercado através da qualidade. Alexandre Peres, general manager, em entrevista à Revista Business Portugal, revela as últimas tendências, as inovações e o que será o futuro da Bianchi.

Alexandre Peres, general manager

C

omeço por lhe pedir que nos apresente a Bianchi Vending e como chega a mesma a Portugal. A Bianchi Vending nasce pelas mãos de Angelo Trapletti, na altura no ramo das bicicletas, e em 1959 nasce a Nuova Bianchi já direcionada para o setor do vending. Entretanto deu-se a entrada de diversos fundos (General Electric Equity e Abn Amro), sendo que em 2008 a família Trapletti vende a sua quota à FA Capital – fundo gerido pela Goldman Sachs. Passados seis anos, a família fundadora volta a adquirir a empresa, dando-se assim a criação da Bianchi Vending SPA, e em 2015 dá-se a aquisição da famosa marca de canal Horeca Brasilia, sendo então criado o Grupo Bianchi Industry que detém a Bianchi Vending, a Brasilia e a BI-Shop (retalho 24/7). Em Portugal, a Bianchi Vending Portugal nasce em 2003, através da fusão com o então distribuidor da Bianchi em Portugal, sendo hoje detida a 100 por cento pelo Grupo Bianchi Industry. São uma empresa de produção de máquinas automática. Poderá especificar-nos cada uma das áreas que abragem? 66 | Revista Business Portugal agosto 2018

A Bianchi tem três segmentos distintos: bebidas quentes, snacks e o canal horeca, reforçado agora com a aquisição da Brasilia. O que difere os vossos equipamentos dos restantes existentes no mercado? A Bianchi sempre investiu muito na inovação e são quatro os pilares que temos como imagem de marca dos nossos equipamentos: qualidade, interação, modularidade e capacidade. A qualidade sempre foi imagem de marca da Bianchi, nomeadamente ao nível da qualidade da bebida a servir, razão pela qual temos diversas tecnologias para diferentes mercados, como sejam os sistemas de vácuo, a possibilidade de leite fresco, de fresh brew ou os dispensadores de toppings, para citar alguns. No que diz respeito à interação, é importante que o utilizador tenha uma experiência simples e intuitiva, pelo que os nossos touchscreens (de 7’’ até 42’’) permitem que o utilizador percorra menus, escolha o tipo de copo, adicione ou remova ingredientes de uma forma intuitiva em apenas alguns clicks. Por outro lado, a modularidade dos nossos equipamentos permite que uma mesma máquina permaneça atual por mais tempo. Por exemplo, um cliente pode comprar hoje uma máquina com um teclado SAW e alguns anos mais tarde poderá adquirir um Touch com outras funcionalidades. Por último a capacidade, que para o nosso cliente é extremamente importante, pois mais capacidade implica menos visitas aos locais para reabastecimento, logo menos custos operativos. Por exemplo, no caso dos snacks apresentámos agora a ARIA XL que permite a colocação de 60 tipos diferentes de snacks mais 136 latas. Tal capacidade vai fazer com que se o operador vá menos vezes abastecer as máquinas, logo irá otimizar os custos operacionais neste mesmo local. Consegue eleger o vosso premium? Porquê este? A Bianchi Vending tem vindo a inverter uma tendência de anos - o facto de desde sempre os equipamentos serem desenvolvidos a pensar no operador – e passou a desenvolver equipamentos a pensar no cliente final, através da interação, ou por outras palavras pela possibi-


BIANCHI VENDING

Por onde passa o futuro da Bianchi Vending em Portugal? Nos últimos três anos, eu e a excelente equipa que me acompanha, temos vindo a conduzir a Bianchi para o patamar que merecemos. Fazendo uma análise rápida, ao dia de hoje uma em cada três máquinas de vending que são vendidas em Portugal são nossas. Assim, o futuro passa por continuar a crescer, alcançando cada vez mais pessoas, sempre com o mesmo serviço de excelência, quer em termos de produto, quer em termos de assistência técnica que nos caracteriza.

lidade que é dada ao consumidor de inúmeras escolhas de bebidas. Se o cliente do nosso cliente ficar satisfeito, o nosso cliente vai ficar satisfeito porque vai rentabilizar o seu negócio de uma forma mais célere. De momento, todos os nossos equipamentos estão disponíveis com touchscreens, possibilidades de toppings sólidos, toppings líquidos, etc. Hoje é possível estar à espera do metro ou do avião e ir a uma máquina nossa e beber um cappuccino com toppings de chocolate, xarope líquido de caramelo, e no final ainda pode colocar a tampa na sua bebida e pedir também um mini-snack. Isto hoje é uma realidade, existindo no momento máquinas com a marca Bianchi Vending que permitem até 350 combinações diferentes de bebida. Isto num equipamento de vending semelhante ao que há alguns anos atrás servia café, chá e chocolate quente. A internacionalização é uma realidade, desde cedo, na Bianchi Vending. Onde podemos encontrar os vossos equipamentos? De momento temos seis filiais (França, Espanha, Portugal, Suécia, Brasil e Itália) e uma rede rede de distribuição em mais de 50 países. O crescimento está focado na Ásia e na América do Norte, mas hoje já pode beber um café numa máquina nossa em qualquer um dos cinco continentes. Que projetos podemos revelar na nossa edição? Os projetos são mais que muitos. Recentemente, lançámos a DIVA, um coffee corner premiado pela European Vending Association como um dos projetos mais inovadores fora da área do vending. Lançámos também a LEI600 2CUPS, que é uma máquina que permite já a utilização de dois toppings sólidos, toppings líquidos, tudo num modelo mais competitivo. E na área do café temos já disponível o sistema de armazenamento de café em vácuo em praticamente toda a nossa gama, ao mesmo tempo que nos snacks apresentámos algumas novidades como a ARIA XL, sendo que a capacidade é o fator chave.

Como vê o mercado nos últimos anos e como o vê nos próximos? O setor do vending não foi exceção e em 2010 o mercado acompanhou a terrível retração. Temos que pensar que cada vez que fecha uma empresa são menos máquinas que são colocadas, que cada vez que há um corte num salário o cliente final vai cortar igualmente em algo e em efeito bola de neve todo o mercado se ressente, quando há uma redução do poder de compra. Ainda assim, o mercado tem vindo a recuperar desde 2013 – 2014, e em 2017 vendemos tantas máquinas como em 2007. Sobre o futuro, e como temos vindo a constatar, o mundo tem mudado muito e muito rápido. Tendo em consideração esta evolução, penso que que daqui a muito pouco tempo, máquinas de bebidas quentes com botões será um conceito do passado, porque hoje as pessoas para além da qualidade do produto que exigem, querem diversidade, isto é, querem mais opções, querem poder escolher essas opções e as suas combinações, mas acima de tudo querem uma experiência. E o nosso cliente direto pode também beneficiar da tecnologia em prol do negócio, pois hoje em dia já pode estar no escritório e saber quantas bebidas a máquina vendeu, qual o stock na máquina de snacks, e com isto otimizar todo um custo operacional, ao mesmo tempo que pode utilizar a máquina de vending para passar publicidade e com isto poder chegar a milhares de pessoas. O futuro está já ali ao virar da esquina e os nossos equipamentos não são exceção.

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PARQUE DOS LEITÕES

DESDE 1996 A CONQUISTAR O ALENTEJO Há mais de duas décadas que os sabores tipicamente conhecidos da Bairrada estão presentes nas mesas do Alentejo. Carolina Morais é a alma desta casa e a mentora de um projeto de sucesso por terras alentejanas. O Parque dos Leitões, situado em Arraiolos e em Évora, não é apenas um restaurante, mas sim um espaço de degustação da mais sobejamente conhecida iguaria - leitão assado em forno de lenha, a que se une a cozinha clássica da planície alentejana e a doçaria conventual da região.

E

ntre a vila de Arraiolos e a cidade de Montemor-o-Novo encontrámos o restaurante O Parque dos Leitões, edificado em 1996. Foi da vontade e perseverança de Carolina Morais que nasceu este espaço, que alia o atendimento familiar, aos aromas e paladares que caracterizam a gastronomia tradicional alentejana. Junto à Estrada Nacional 4, a casa simples e acolhedora, de traça típica, oferece o repouso merecido, apresentando-se como uma referência gastronómica de excelência na região. No que à ementa diz respeito, há mais de duas décadas que a especialidade deste restaurante é o Leitão assado em forno de lenha, como nos conta a proprietária: “Temos a noção de que a zona típica de confeção deste prato é a Bairrada, mas de facto, a criação do

Carolina Morais, proprietária

leitão, propriamente dito, sempre se localizou no Alentejo. Por isso mesmo, resolvemos apostar nesta especialidade, aliando um menu sobretudo dedicado aos sabores regionais, com os melhores pratos e petiscos alentejanos a serem servidos a qualquer hora”. Aberto todos os dias, com a exceção da segunda-feira, O Parque dos Leitões Arraiolos dedica-se igualmente à componente de eventos, com a realização de casamentos, batizados, comunhões, festas de grupo e encontros empresariais.

O novo conceito O Parque dos Leitões Évora surgiu há apenas um ano e meio, mas já 68 | Revista Business Portugal agosto 2018


PARQUE DOS LEITÕES

conquistou a cidade Património Mundial da Humanidade. Por uma questão estratégica e devido às constantes solicitações dos clientes, Carolina Morais decidiu apostar na abertura deste espaço em pleno centro da cidade. “Foi em Arraiolos que aprendemos tudo, resultado da experiência e saber acumulado de décadas ligada a este setor de atividade. O nosso percurso foi sempre trilhado com base na qualidade e na excelência do serviço prestado”, completa a entrevistada e acrescenta: “Falámos de um conceito distinto, assente num espaço acolhedor e requintado, que mantém a nossa aposta na apresentação de proNo que diz respeito aos planos futuros, Carolina Morais afirma que a meta passa por manter o patamar de qualidade, procurando inovar nos produtos, que mereçam a satisfação e atenção por parte dos clientes. “A opinião dos nossos clientes é muito positiva, têm-nos reconhecido como uma casa de referência, o que nos deixa deveras satisfeita, esperando continuar a merecer essa confiança. Gostaria, ainda, de endereçar a todos um convite para que descubram o nosso menu de iguarias regionais e nacionais, salientando que a nossa cozinha e doçaria é exclusivamente nacional e escolhida primorosamente”, termina.

dutos premium. O nosso lema passa pela qualidade da matéria-prima, dos produtos endógenos, assim como na simpatia, no profissionalismo e na arte de bem receber da nossa equipa. Sendo este um destino turístico, por excelência, a nível nacional e internacional, conseguimos proporcionar desta forma a possibilidade a muitos visitantes de experimentar as nossas especialidades gastronómicas, em especial o leitão”. O sucesso deste restaurante, contudo não está à vista desarmada. Nas cozinhas os assadores trabalham diariamente com o

forno a lenha, de onde sai esse prato quente e estaladiço, de comer e chorar por mais. Na carta poderá optar por outras especialidades como as Migas de espargos com secretos de porco preto, as Migas de tomate com lombo de porco na grelha, o Arroz de Pato, e as Migas à Alentejana, com carne do alguidar. Nos peixes destacam-se o Polvo à Lagareiro com batata a murro, o Bacalhau à Moda de Elvas, o Bacalhau à Parque e ainda o Choco frito à moda de Setúbal. Quanto às sobremesas de cariz conventual sugerimos a Sericaia com Ameixa d’Elvas, o Fidalgo, o Pão de Rala, o Mel e Noz e ainda o Conde de Arraiolos, a que se junta a fruta da época. A acompanhar todas estas iguarias, não pode deixar de experimentar as magníficas entradas como o presunto ibérico premium, o queijo e o pão alentejano. Para completar a refeição, a carta de vinhos é cuidada e composta por nomes de referência de diferentes regiões vinícolas.

Arraiolos: Estrada Nacional 4 - km 96 7040-132 Arraiolos Tel: 266 499 034 Évora: Rua Pedro de Sousa, 2 7005-578 Évora Tel: 266 705 031 E-mail: oparquedosleitoes@gmail.com Site: www.oparquedosleitoes.pt

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PEREIRA - PADARIA E PASTELARIA

25 ANOS A FABRICAR PÃO DE ALTA QUALIDADE

Manuel Carlos Silva Pereira e filhos, sócios-gerentes

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Manuel Carlos Silva Pereira não é um simples padeiro. É o fundador e proprietário da Manuel Carlos Silva Pereira e Filhos, Lda., a qual será, talvez, mais conhecida pelo público como Pereira - Padaria e Pastelaria. A empresa foi distinguida, este ano, com o prémio PME Excelência, o qual premeia a estabilidade financeira da entidade e uma boa gestão.

S

ediados em Abrantes, no Ribatejo, foi aí que Manuel Pereira nos recebeu, por entre o cheiro do pão acabadinho de sair do forno. Explicou-nos que a Pereira - Padaria e Pastelaria é proprietária de 13 lojas com serviço ao balcão, distribuídas por Abrantes, Elvas, Cruz, Santarém, entre outras. Quando o cliente não vai à loja, vai o pão até ao cliente: 25 viaturas garantem a distribuição porta a porta. Para além deste serviço, a empresa também fornece uma cadeia de supermercados. Porém, para chegar onde está hoje, o empresário teve de ‘subir a pulso’ e trabalhar muito. Ganhou experiência na área a trabalhar por conta de outrem, era um jovem de 18 anos quando decidiu lançar-se por conta própria, um percurso que não descreve como fácil. “Tudo isto começou comigo sozinho há 25 anos atrás, no mês de outubro, se não me engano…”, recorda, “comecei só com a pastelaria, fazia o pão e a distribuição”. Gradualmente, foi aumentando o número de funcionários e mudou-se de Vale das Mós (local da padaria original) para o estabelecimento atual, em Abrantes, no qual se localizam desde há 15 anos. “A pastelaria surge três anos depois de ter iniciado o trabalho de padaria. Produzimos pastelaria tradicional e também asseguramos a distribuição dos pastéis”, explica-nos o nosso entrevistado. Entretanto, adquiriram o estabelecimento do lado, alargando as atuais instalações: uma será dedicada ao fabrico do pão e a outra será para bolos. Este alargamento constitui um investimento considerável, fruto do bom desempenho financeiro dos últimos anos. Também os recursos humanos têm vindo a aumentar, são já 150 funcionários no total que se distribuem por turnos, garantindo a produção contínua durante 24 horas. “O ano passado faturamos três milhões de euros só na parte da padaria”, admite Manuel Pereira, acrescentando que é detentor de cinco empresas, uma das quais lida com a engorda de bovinos, aproveitando os restos do pão que a padaria dispensa: “transformamos os restos em alimentação para os animais, compramo-los pequenos, engordamos e despachamos para abate”. A Pereira – Padaria e Pastelaria destaca-se pelo uso de massas de água

A Pereira – Padaria e Pastelaria destaca-se pelo uso de massas de água como base nos seus produtos


PEREIRA - PADARIA E PASTELARIA

Parque Industrial Zona Norte Lote 4 | 2200-480 Abrantes Tlf.: 241 377 240

“Estamos numa fase em que temos dificuldade em recrutar colaboradores e quando conseguimos nem sempre permanecem muito tempo, há muita rotatividade”

como base nos seus produtos. Podem gabar-se de terem inovado as tigeladas (tamanho médio e grande) e de deliciar os seus clientes com as suas ‘palhas de Abrantes’. “Também trabalhamos com o pão ‘Ti Manel’, um produto mais exclusivo para o qual usamos forno de tijolo. Não leva fermento nem aditivos. Esse só disponibilizamos em quatro lojas e em dias específicos – terça, quinta e fins de semana. O que se vende cada vez mais são estes produtos que levam menos aditivos e são mais naturais. Há uma grande necessidade de certificação de qualidade nesta indústria”. Questionado se terá sido fácil encontrar mão de obra especializada, Manuel Pereira confessa que não. “Estamos numa fase em que temos dificuldade em recrutar colaboradores e quando conseguimos nem sempre permanecem muito tempo, há muita rotatividade”. Para facilitar a adaptação, ensinam a arte a quem não tem experiência e formam os colaboradores no método de trabalho da empresa. Para além de ser uma entidade empregadora, o que contribui para a dinamização da região, também tem um papel relevante na fixação de habitantes no centro do Ribatejo. Portugal vive um momento de emigração para o litoral e para os centros urbanos. Ora, assim sendo, este fator de fixação de população numa área já de si pouco habitada é de alta importância. O futuro já está delineado para a Pereira – Padaria e Pastelaria: os dois filhos de Manuel Pereira já colaboram com o pai e irão dar seguimento ao negócio, o qual, espera-se, irá continuar a crescer ponderadamente.

Parque Industrial de Sardoal Lote 33 e 34 | 2230-163 Sardoal Tlf.: 241 851 322 geral.pastelariapereira@sapo.pt

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COSTA & PIMPÃO

PME EXCELÊNCIA PELA PRIMEIRA VEZ! Víctor Costa é o sócio gerente e o rosto da Costa & Pimpão - Produtos Lácteos, Unipessoal, Lda, com sede na cidade de Tomar. Com uma equipa de 12 funcionários, foram distinguidos como PME de Excelência e Líder, pela primeira vez. “Foi a primeira vez que fomos distinguidos, mas não fiquei surpreso, pois temos consciência daquilo que fazemos”.

C

omo é que tudo começou? Eu trabalhei, desde 1994 até 2000 numa multinacional, na área de produtos lácteos. Em 2000, eles propuseram a alguns funcionários ficarmos na zona como comissionistas. Aceitámos e ficámos de 2000 até 2006. Em 2006, eu e outro colega, criámos a Costa & Pimpão - Produtos Lácteos, Unipessoal, Lda. Até 2012 fomos apenas representantes dessa marca, porque não sentíamos necessidade de trabalhar com outros produtos. No entanto, começou aparecer muita concorrência no mercado e nós começamos a sentir necessidade de lançar outros produtos. Hoje em dia já estamos a trabalhar com 50 por cento de produtos dessa marca de lácteos e os restantes 50 com outros produtos de outras marcas, por exemplo, com charcutaria. A minha ideia era mesmo estar a trabalhar 50/50 para não estar dependente de uma só marca. Porque as multinacionais alteram facilmente as condições operacionais e depois não

tínhamos como trabalhar, assim desta forma há sempre alternativa. Que tipo de produtos têm, para além dos lácteos? Temos os derivados dos lácteos a charcutaria e alguns produtos específicos para irmos ao encontro das necessidades dos nossos clientes. Qual é o perfil dos vossos clientes? Trabalhamos com instituições como escolas, misericórdias e hotéis pois focamo-nos na venda a retalho. Nós temos cerca de 600 clientes na zona centro litoral: vamos desde da Sertã até Pombal; esta área toda até ao Cartaxo, e da Nazaré até Peniche. Foram distinguidos como PME de Excelência e líder, como foi a vossa reação? Foi a primeira vez que fomos distinguidos, mas não fiquei surpreso, pois temos consciência daquilo que fazemos.

Qual é o vosso lema? Ser uma solução para o cliente e não um problema, já vem de um princípio. Objetivos de futuro? Manter o que já conquistei. Todos os anos tem havido crescimento, isso já é muito bom.

Foi a primeira vez que fomos distinguidos, mas não fiquei surpreso, pois temos consciência daquilo que fazemos

Víctor Costa, sócio-gerente

Casal do Carrões - Lote B - Fracção 6 | 2300 381Tomar | Email: costa-pimpao@sapo.pt | www.costa-pimpao.pt 72 | Revista Business Portugal agosto 2018


COSTA & PIMPĂƒO

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TRIBOSAICOS

“A SATISFAÇÃO DOS NOSSOS CLIENTES E PARCEIROS É O FATOR CHAVE DA NOSSA EMPRESA” A Tribosaicos é uma empresa criada em 2011, que intervém na organização, coordenação, manutenção e reabilitação de interiores e exteriores de edifícios, com a finalidade de os promover e valorizar no mercado imobiliário. Em entrevista à Revista Business Portugal, Helena Brogueira, administradora, dá-nos conta da forte dinâmica da empresa.

P

eço que comece por nos contar a história da Tribosaicos. Como surgiu o projeto? Sou formada em Engenharia Agrícola e exercia funções de técnica de batatas, enquanto que o também proprietário da Tribosaicos e marido, Vasco Caranguejeiro, administrava uma empresa de construção civil. A campanha das batatas iniciava-se em novembro indo até ao mês de agosto e assim deparava-me com alguns meses sem atividade. Portanto, comecei por ir junto das entidades bancárias para fazer troca de fechaduras de imóveis do banco e limpeza dos mesmos para poderem ser postos no mercado. A aposta neste nicho revelou-se muito promissora com o aumento de entrega de casas, empresas e outros imóveis à banca, resultado da crise económica atravessada nos últimos anos. Com o passar do tempo, a empresa expandiu a sua atividade para o setor das desmatações e abertura e limpeza de imóveis. Apostámos também no ramo da construção – estamos a executar obras para entidades bancárias e grupos de investidores. Começámos com três colaboradores e hoje somos 51, incluindo três funcionários permanentes na ilha da Madeira. Temos obras e imóveis em Portugal Continental, Madeira e Açores. Que balanço fazem destes sete anos de atividade? Têm sido sete anos muito positivos. Felizmente, temos conseguido ter um crescimento sustentável mesmo durante a difícil crise económica que o nosso país atravessa. Orgulhamo-nos por ter um papel ativo na comunidade em que nos inserimos (Torres Novas) ao empregar 51 pessoas. São também sete anos de muito sacrifício e entrega total à Tribosaicos.

Morada: Rua Dr. Luís António Trincão CCI 505 2350-147 Torres Novas Telemóvel: 917096981 • www.tribosaicos.pt

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Helena Brogueira recebe o prémio Empresas Gazela

Quais os principais serviços que oferecem aos clientes? Neste momento, a Tribosaicos é uma empresa com uma oferta de serviços muito diversificada. Podemos fazer intervenções na parte de construção civil em todos as áreas que esta abrange, intervenções na parte de desmatação de terrenos e também na área que deu início à nossa atividade, a troca de fechadura e limpeza de imóveis. Trabalhamos com muito rigor e perfeccionismo, com disponibilidade e entrega total, pois o principal para nós é a satisfação do cliente. Como caracterizam a vossa equipa? Temos uma equipa grande, mas que está sempre disponível e que tem vontade de levar a Tribosaicos mais alto. O trabalho de equipa é muito importante e é graças a isso que temos tido todo este sucesso. Querem destacar alguma obra que tenha sido mais desafiante? Destaco duas moradias que terminamos na Moita, que foi uma obra da qual nos orgulhamos bastante, e destaco também sete moradias que terminamos em Pexiligais. Estas obras foram muito desafiantes a nível técnico e também a nível de execução, pelo que dão muito gosto em realizar. Como se sentem por receberem a distinção de Empresa Gazela pelo segundo ano consecutivo? É muito gratificante pois é o reconhecer de todo o trabalho que temos desenvolvido e é muito bom saber que prestam atenção ao trabalho que estamos a desenvolver. Por onde passa o futuro da Tribosaicos? Queremos trabalhar com mais particulares, nomeadamente na área de restauros e reabilitações. Fortalecer os laços com todas as entidades com que já trabalhamos (entidades bancárias e grupos de investidores). Penso que o futuro da Tribosaicos será crescer na área em que já domina.


LEIRIA REGIÃO MARAVILHA COM ENERGIA POSITIVA Entre o Castelo e o rio Lis nasceu e cresceu Leiria. Enamorada por dois rios, o Lis e o Lena, banhando-se nas areias douradas do Atlântico, povoada de belas matas, a cidade de Leiria, propicia a quem a visita locais inesquecíveis e de raro encanto. Capital de distrito e localizada no centro litoral do país, a atração pelo concelho de Leiria está à vista: rios, praia, pinhal, lagoas, salinas, abrigos rupestres, arquitetura religiosa e civil, a monumentalidade das construções medievais, museus, termas, tradições populares nas suas manifestações mais puras, artesanato e muita, muita e rica gastronomia. A juntar a tudo isto serão inúmeros os eventos que acontecerão, este verão, no distrito de Leiria. Aqui destacamos alguns: o Vivó

Verão é uma autêntica onda de atividades que vai inundar a praia do Pedrógão, durante a época balnear. Biblioteca de praia, sensibilização ambiental, Festival da Sardinha, Carnaval de Verão, arena do desporto, prevenção, gastronomia e concertos são alguns dos destaques de um programa que promete afirmar esta praia com um dos destinos mais atrativos da região. Outro evento de relevo no distrito são as Festas da Batalha, que acontecerão entre os dias 10 e 15 de agosto. A entrada é livre e o cartaz conta com nomes sonantes, tais como: Mia Rose, HMB, Agir, Calema, Cuca Roseta, Gabriel o Pensador e os Djs RFM Rich & Mendes. Mil e um motivos para visitar Leiria em agosto, onde encontrará atividades a gosto!

DESTAQUES 76 UF MARRAZES E BAROSA Um território com futuro 78 QUINTA DA PADEIRA Luxo em plena natureza 80 RESTAURANTE MAD Petiscos sobre o mar 82 S360 ENGENHARIA Soluções estruturais em aço leve 84 BALBINO E FAUSTINO “O nosso mundo é feito de madeira” 86 ALBANO MORGADO, SA. Aposta em produtos ecológicos

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UNIÃO DE FREGUESIAS DE MARRAZES E BAROSA

MARRAZES E BAROSA, UM TERRITÓRIO COM FUTURO Localizada no concelho de Leiria, a União das Freguesias de Marrazes e Barosa constitui um território com enormes potencialidades ao nível das atividades e infraestruturas de cultura, lazer e de âmbito social. Neste contexto, Isabel Afonso – presidente desta União de Freguesias há já nove anos, concedeu uma entrevista à Revista Business Portugal.

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Isabel Afonso, presidente 76 | Revista Business Portugal agosto 2018

território que compreende as freguesias de Marrazes e Barosa é “enorme em densidade populacional”. Encontra-se separado da cidade de Leiria, apenas, pelo rio Liz, sendo uma zona urbana muito procurada para viver. O facto de, aqui se encontrarem localizadas quatro zonas industriais: duas em Marrazes e duas na Barosa, torna este território bastante apelativo. A ‘oferta’ de diversos serviços, assim como, estabelecimentos comerciais, equipamentos escolares, diversas associações de caráter social, cultural, desportivo e recreativo, faz desta freguesia um território com futuro. “Considero que, a existência da Mata de Marrazes, do Parque de Merendas da Barosa e do Jardim da Almuinha Grande (atualmente em fase de construção) acresce um valor substancial a esta freguesia e representam, quer para os residentes, quer

para visitantes, três polos de atratividade para lazer e prática desportiva”.

Local de bem-estar e de bem-comer A proximidade de locais conhecidos e abundantemente procurados pelos turistas, tais como a Vila da Batalha, Alcobaça, Fátima, praias do Pedrógão, Nazaré, Paredes, S. Pedro de Moel e S. Martinho do Porto, atraem mais visitantes a esta região, também ela dotada de belíssimos equipamentos de vária ordem e onde decorrem variadíssimos e prestigiadíssimos eventos, ao longo do ano. Naturalmente que, é à cidade de Leiria que esta União de Freguesias sente mais orgulho em pertencer: “somos Leiria e queremos ser sempre Leiria”, reiterou. Assim, a professora Isabel Afonso (como é conhecida), falou um pouco dos dois principais projetos que pretende levar a cabo, ainda neste seu


UNIÃO DE FREGUESIAS DE MARRAZES E BAROSA

mandato: o primeiro diz respeito à reflorestação da Mata dos Marrazes, que por ter sido fustigada pela doença do nemátodo, obrigou ao abate de centenas de árvores, sobretudo pinheiro bravo, assim como à remoção de plantas infestantes, maioritariamente, acácias, para, de seguida, se proceder à sua reflorestação, conforme Plano de Gestão Florestal, previamente desenvolvido. “Esta intervenção é um grande investimento, mas é, também, a nossa maior preocupação atualmente”, deu-nos conta a nossa entrevistada. O segundo projeto diz respeito à requalificação do antigo Salão Social da Junta de Freguesia, equipamento completamente obsoleto, que dará lugar a um auditório, com capacidade para 300 pessoas, e que servirá de espaço cultural, para diversos eventos, contando com a ‘prata da casa’ nos espetáculos a promover pela Filarmónica de São Tiago de Marrazes, pelo Rancho da Região de Leiria, grupo de teatro ‘O Gato’ e pelos eventos a realizar por todos os restantes agentes culturais, recreativos e sociais que proliferam, quer em Marrazes, quer na Barosa. “Como espaço de excelência, destaco o Museu Escolar de Marrazes, espaço cultural que foi aberto ao público em 1997, tendo

integrado a Rede Portuguesa de Museus em 2001. Este museu permite, ao visitante, ter uma visão da então chamada Instrução Primária, compreendida entre as épocas da Monarquia, da 1.ª República e do Estado Novo. O acervo existente permite dar a conhecer a sociedade e a cultura portuguesa, nestes períodos. A coleção dos brinquedos tradicionais reportam-nos à época em que as crianças recorriam ao seu poder imaginativo

para construir os seus brinquedos. Destaco ainda, a Aldeia do Desporto, equipada com dois campos sintéticos e respetivas infraestruturas de apoio, assim como uma Pista de BTT – Cross Country, integrada na Mata dos Marrazes, onde decorrem provas de nível nacional e internacional, com grande projeção, além da mesma ser utilizada diariamente para a prática desportiva mais informal”. Por outro lado, a boa gastronomia também por ali impera: “come-se bem em Marrazes, comida tradicional portuguesa, “oferecida” por inúmeros restaurantes, de extrema qualidade, e onde o bom gosto, a simpatia e o acolhimento fazem destes espaços gastronómicos locais muito apreciados e procurados. São um orgulho para todos, porque ajudam a projetar também o nome desta riquíssima União de Freguesias”, garantiu-nos. Por fim, ficou a certeza de que “nesta União de Freguesias a magia acontece” e ainda houve lugar para uma mensagem final para todos os nossos leitores: “espero que cada um exerça a sua cidadania ao mais alto nível, assente no respeito por todos, em particular, e, em especial, pela preservação da natureza e dos espaços ao serviço de todos”, finalizou Isabel Afonso.

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QUINTA DA PADEIRA

LUXO EM PLENA NATUREZA Localizada em Santiago da Guarda (Ansião), a exQuintinha da Aldeia – agora Quinta da Padeira – apresenta-se como uma referência no que à organização de eventos diz respeito. Numa altura onde a mudança impera, a Revista Business Portugal esteve à conversa com a administradora deste espaço, Paula Dias, por forma a conhecer o presente e o futuro desta quinta.

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á cerca de dois anos foi-lhe proposto assumir a gerência da Quinta da Padeira, cargo que aceitou de imediato. “Propuseram-me assumir a gerência deste espaço icónico, uma referência na região, inserido numa propriedade com caraterísticas singulares, mas que necessitava de obras de manutenção”. Pelo espaço da quinta é possível observar a beleza dos carvalhos, alguns centenários, medronheiros, sobreiros, entre outras árvores típicas da região: “esta beleza natural e concentrada raramente é encontrada, muito menos num só espaço, e disponibilizamo-la para os nossos clientes e seus convidados”, explana Paula Dias, proprietária da Quinta da Padeira. Realizando todo o tipo de eventos desde casamentos e batizados, a bailes de gala, jantares de empresa e aniversários, Paula Dias não descura um único detalhe: “a organização de todos os eventos realizados na Quinta da Padeira passa por mim. Faz parte das minhas funções e quero que se mantenha assim”. No sentido de alargar a carteira de clientes, a gerente pretende direcionar os investimentos para pontos estratégicos da quinta. “Vamos apostar no desenvolvimento dos nossos espaços exteriores onde, embora tenhamos muita área de natureza, pretendemos criar espaços mais aprazíveis e convidativos para todos os que nos visitam”, confidenciou em primeira mão. Sendo o espaço exterior o ex-líbris da Quinta da Padeira, as salas de banquete não ficam aquém das expectativas. “Dispomos de duas salas: uma com capacidade até 500 pessoas e outra para 200. Embora a Quinta da Padeira seja bastante extensa, oferecemos exclusividade (interior e exterior) quando realizamos casamentos e o feedback tem sido muito positivo. A nossa mais-valia tem sido a boa comida, farta e o bom serviço”. Os pratos, esses, “são pratos típicos da região como o cabrito e o bacalhau, mas também sugerimos que os nossos clientes

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Paula Dias, proprietária

nos indiquem as suas preferências. Garantimos a qualidade da confeção e dos alimentos porque confecionamos tudo, desde as entradas aos pratos principais, nas instalações da quinta”. A equipa é especializada, “habituada a confecionar para eventos de todo o género e o pessoal de sala sabe atender a todos os pedidos dos convidados dos nossos clientes”, relata Paula Dias. O futuro passará por realizar obras na quinta e dinamizar os espaços exteriores. “Estimo que os espaços exteriores estejam prontos dentro de um ano, mas a dinamização da vertente de alojamento local estender-se-á por mais tempo. Esta valência potenciará a realização de wedding destinations e para quem trouxer convidados de fora da região, poder oferecer espaço para estes pernoitarem. Trabalhamos o ano todo e já temos clientes recorrentes, que escolhem a Quinta da Padeira para realizarem o casamento e depois voltam para festejar o aniversário ou fazer a festa de batizado dos filhos”, finaliza a nossa entrevistada.


JANSSEN PORTUGAL

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GASTROBAR MAD

PETISCOS SOBRE O MAR Localizado no Vale Furado, junto ao Atlântico, o gastrobar Mad é já uma referência na região de Leiria. A paisagem única que proporciona aos seus clientes, bem como a viagem de sabores explícita nos pratos servidos, são o convite ideal para quem já pensa nas próximas férias ou fins de semana no centro do país.

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Slavo Husar, gerente

lavo Husar é eslovaco, mas vive em Portugal há já 18 anos. Em 2016 agarrou a oportunidade de concretizar o seu sonho e, naquela que considera ser “uma das mais belas praias do país”, abriu um espaço que concilia a paisagem única da envolvente com a gastronomia que pratica.

Duas espécies de chefs No Mad é possível saborear-se petiscos (moelas com molho de manga, alheira de caça, polvo da costa portuguesa, marisco, lingueirão, ameijoas, berbigão, entre outros). Por outro lado, também são servidos pratos completos: o ex-libris diz respeito ao filete de peixe galo, confecionado com leite de coco, cúrcuma, vegetais e arroz basmati. Neste contexto, o nosso entrevistado, para alem de ser a ‘cara da casa’, também é o responsável pelos sabores únicos proporcionados pelos pratos ali servidos. A conjugação de sabores, extraordinariamente bem conseguida, é resultado da sua experiência enquanto viajante pelo mundo em busca de novas referências que possa utilizar na sua cozinha. No entanto, apesar de ser um ‘criador’ por natureza, Slavo Husar conta com o apoio de um outro chef (que executa os pratos diariamente). No que aos vinhos diz respeito, a lista é bastante completa e dela cons-

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tam “referências desconhecidas da maior parte dos portugueses”, mas todas de excelente qualidade. “Sou um apaixonado por vinhos e faço questão de conhecer os produtores responsáveis pelos vinhos que sirvo na minha casa”, confidenciou-nos o proprietário do espaço. Este retiro gastronómico, que convida ao relaxamento, encontra-se aberto durante todo o ano das 12 às 22 horas e o espaço, acolhedor e intimista, resulta em qualquer altura do dia. Em funcionamento há dois anos, o restaurante Mad promete continuar a surpreender os visitantes (novos e recorrentes) e, por isso, serão realizadas obras de alargamento e melhoramento da esplanada, tornando-a resistente, prática e útil também no inverno.


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S360 ENGENHARIA

Projetos de Estruturas em Aço Leve

SOLUÇÕES ESTRUTURAIS EM AÇO LEVE Criada em 2016, a S360 Engenharia nasceu pelas mãos dos engenheiros civis, Diogo Pinto, Ivo Dias e Paulo Cândido, com o desígnio de responder às crescentes exigências do mercado relacionadas com construções metálicas e, em particular, construções de Light Steel Framing (aço leve, em português).

S

ediada em Leiria, a S360 Engenharia é uma empresa especializada em projetos de construções em aço leve. Com uma equipa jovem e dinâmica, mas com experiência em estruturas de aço leve, a S360 Engenharia presta apoio em todas as etapas inerentes à construção deste tipo de edificações, iniciando-se nas fases de projeto e conceção (projeto de estabilidade, projeto de execução da estrutura em aço leve, entre outros), passando pela produção e finalizando-se nas fases em obra. O seu objetivo passa por disponibilizar soluções inovadoras, de qualidade, que possam promover as boas práticas para um setor com enorme potencialidade e mais-valias para a construção. Mas quais são as vantagens do aço leve? Diogo Pinto, Ivo Dias e Paulo Cândido começam por dizer que as estruturas em Light Steel Framing têm grande versatilidade, sendo possível conceber soluções que se adaptam às mais diversas problemáticas de obra, permitem uma elevada rapidez de construção, um reduzido desperdício de matéria prima e uma ótima relação qualidade/custo. Através de soluções em aço leve é possível obter-se estruturas resistentes e duradouras, analisam os engenheiros civis, realçando ainda as mais-valias destas soluções ao nível térmico, acústico e de

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conforto quando comparada com a construção convencional. Com quase dois anos de presença no mercado, o crescimento da S360 Engenharia tem sido resultado de uma grande dinâmica e dedicação da sua equipa, que tem tentado ir ao encontro das necessidades dos fornecedores e construtores, criando parcerias comerciais. “Procuramos estabelecer contacto e prestar apoio aos diversos intervenientes necessários à construção em aço leve, do fabrico à obra, pois acreditamos que esse tem que ser o caminho”, salientam os jovens empresários, revelando que o balanço da atividade é positivo, porque conseguiram a fidelização dos seus clientes e um crescimento significativo. Paulo Cândido, Diogo Pinto e Ivo Dias, engenheiros civis

A esfera de influência da S360 Engenharia estende-se por todo o território nacional, bem como, paralelamente, já começou a dar os primeiros passos no mercado internacional. A aposta na internacionalização é para continuar, já que o mercado nacional da construção é bastante volátil e “dependente do ritmo de crescimento do país”. Quanto ao futuro da empresa, os jovens empresários confidenciaram que passa pela afirmação da marca S360 Engenharia, como entidade capaz de prestar apoio técnico, desenvolver projetos de qualidade e assim promover o sistema de aço leve.


COSTA & PIMPÃO

Casal do Carrões - Lote B - Fracção 6 | 2300-381 Tomar | Email: costa-pimpao@sapo.pt | www.costa-pimpao.pt agosto 2018 Revista Business Portugal | 83


BALBINO E FAUSTINO

“O NOSSO MUNDO É FEITO DE MADEIRA” Este é o slogan da empresa Balbino e Faustino sediada em Alcobaça, distrito de Leiria. Marco Faustino é gerente desta empresa fabricante de derivados de madeira e, em entrevista à nossa revista, falou sobre as novidades existentes no seu catálogo de produtos bem como da realidade atual do mercado.

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os anos de 2015 e 2016 a empresa Balbino e Faustino começou a operar algumas mudanças de funcionamento na sua estrutura. Essas mudanças passaram pela diversificação de produtos, de clientes-alvo, bem como de localizações geográficas a atuar. Nesse seguimento, o ano de 2017 foi “um ano de consolidação”

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Marco Faustino, gerente

dessas diretrizes, sem perder o foco nos clientes atuais e produtos já comercializados. O mercado da prescrição Neste momento, a empresa Balbino e Faustino conta com três pessoas afetas ao contacto com gabinetes de arquitetura e design,


BALBINO E FAUSTINO

trabalhando em pré-venda para aquele que será um produto final mais vocacionado para a decoração. O objetivo é dar resposta ao crescimento do setor da construção, bem como da reabilitação: “a taxa de crescimento no mercado em que atuávamos era possível, mas limitada, e isso levou-nos a diversificar a nossa área de atuação”, assumiu o empresário. Assim, para além das tradicionais madeiras maciças, portas, componentes, acessórios em madeira e folheados, esta empresa oferece, também, diversas soluções decorativas (como palha prensada, placas em cimento para decoração ou MDF colorido, por exemplo). Ao mesmo tempo, esta aposta em produtos de valor acrescentado e diferentes dos já existentes no mercado, levou à

criação de uma nova coleção de folheados. “Tradicionalmente, o mercado utiliza o carvalho ou o pinho e nós procuramos dar uma lufada de ar fresco com novos produtos, construídos de forma diferente e com acabamentos distintos. Apresentamos estes produtos a quem gere as tendências e procuramos despertar os sentidos e um novo olhar sobre a madeira”, esclareceu Marco Faustino. A empresa Balbino e Faustino trabalha com vários tipos de madeiras, oriundas quer de fornecedores nacionais quer de fornecedores internacionais (leste da Europa e Estados Unidos, essencialmente). Esta realidade, aliada à enorme estrutura e capacidade de entrega (rápida e eficazmente em qualquer ponto do país, garantida pelos

vários centros de distribuição existentes do Minho ao Algarve, passando pelo interior – o mais recente encontra-se em Castelo Branco, consolidam a empresa como um dos melhores parceiros nacionais no setor das madeiras: “falamos de um setor que ainda é muito conservador. A nossa empresa trabalha quer com o cliente que utiliza tecnologias e maquinarias de ponta, quer com o típico carpinteiro que ainda trabalha tudo de uma forma muito artesanal. Esta dualidade vai continuar a existir e isso é um desafio interessante para nós que temos de dar resposta às duas realidades”, frisou. Nesse seguimento, o nosso entrevistado deixou um conselho a todos os empresários portugueses: “é preciso diversificar o produto e estar onde o cliente está. Se o cliente está na internet, temos de estar na internet, se o cliente ainda está no fax, nós temos de ter um fax. Temos de perceber as mudanças do mercado e a velocidade de comunicação é o maior desafio atual”, reiterou. De Portugal para o mundo A empresa retratada neste artigo é presença assídua em diversas feiras nacionais e internacionais. Desde logo a Tektonica (Feira Internacional da Construção e Obras Públicas, realizada em Lisboa), até às mais conceituadas feiras executadas em Espanha, Alemanha e EUA. No prazo de três anos a Balbino e Faustino pretende atingir os 10 por cento de exportação. Para isso, esta empresa encontra-se a formalizar a constituição de uma empresa nos Estados Unidos da América. “Queremos construir uma ponte de entrada para cá e uma ponte de saída para lá”, justificou o nosso interlocutor. A par disso, a empresa irá apostar na modernização do seu software interno, por forma a acompanhar eficazmente o crescimento verificado. agosto 2018 Revista Business Portugal | 85


ALBANO MORGADO, SA.

APOSTA EM PRODUTOS ECOLÓGICOS A empresa Albano Morgado, SA., sedeada no concelho de Castanheira de Pêra, é uma das principais empresas fabricantes de tecidos do país. Nesta edição onde o distrito de Leiria estará em destaque, trazemos-lhe as principais novidades acerca desta entidade, pelas palavras do seu administrador, Albano José.

A

conversa com o empresário iniciou-se com uma abordagem sobre o fatídico ano de 2017 e os incêndios que, na altura, assolaram a região. “Sofremos algumas perdas materiais, mas, felizmente, nada de muito significativo. O que mais nos abalou, e marcará para todo o sempre, foi a perda de três funcionários nesses incêndios. Apesar de termos uma equipa composta por 80 pessoas, todas elas são de extrema importância para a empresa e a administração mantém uma ligação muito próxima com todos quantos aqui laboram. Por isso, esta perda é algo que ainda estamos a tentar ultrapassar”, lamentou. No entanto, e apesar deste infortúnio, a Albano Morgado, SA., terminou o ano de 2017 com um crescimento, ao nível da faturação, na ordem dos quatro por centro. Este número resulta da crescente aposta no mercado internacional por parte desta entidade: “a exportação tem sido a alavanca e o motor para a nossa empresa. Há oito anos exportávamos cerca de 20 por cento da nossa produção, atualmente, exportamos cerca de 70 por cento”, afirmou Albano José. O Japão e os EUA foram os mais recentes desafios para a fabricante de tecidos 86 | Revista Business Portugal agosto 2018

“A entrada nos EUA está a ser bastante difícil e penso que isso é justificável pela incerteza que se vive nesse país”


ALBANO MORGADO, SA.

e a participação em feiras nestes dois países tem sido uma realidade. Sobre este assunto, o nosso entrevistado confidenciou-nos as dificuldades com que se tem deparado neste processo de exportação para fora da Europa. “A entrada nos EUA está a ser bastante difícil e penso que isso é justificável pela incerteza que se vive nesse país, devido às enormes mudanças políticas e sociais que lá se têm verificado e que afetam todo o mercado económico e financeiro ao seu redor”, esclareceu. Por outro lado, a Albano Morgado, SA., encontra-se a consolidar e a fortalecer a sua presença noutros mercados, tais como: Suécia, Alemanha, França e Inglaterra.

Visão ecológica – uma visão de futuro No que aos produtos diz respeito, esta empresa surgiu recentemente com dois novos e distintos artigos inovadores: os tecidos ecológicos e os tecidos reciclados. Os primeiros são limitados às cores naturais da lã, uma vez que não são submetidos à tinturaria. Os segundos, seguem essa mesma linha ecológica e acabam por criar uma economia em escala: “isto porque aquilo que poderia ir para o lixo é reutilizado numa

gal é cada vez mais reconhecido no exterior, pela qualidade dos serviços que presta e produtos que fabrica e não pelo preço dos mesmos. E isso é um passo de gigante”, reiterou orgulhoso. Albano José, administrador

percentagem de 20 por cento no fabrico de alguns tecidos”, explicou-nos o gestor, ao mesmo tempo que nos dava conta sobre a sua perspetiva sobre a inovação empresarial: “penso que em todos os setores é possível inovar. Não assistiremos a mudanças tão grandes como há uns anos, mas serão mudanças significativas e importantes”, garantiu. Quanto ao mercado têxtil nacional, este é um mercado “sem potencial de crescimento, mas estável nos últimos tempos”. Nas palavras do nosso interlocutor, a reduzida taxa de natalidade em conjunto com a cada vez maior taxa de emigração, limitam o crescimento não só da indústria têxtil como de todas as outras indústrias do país. No entanto, o empresário salientou: “felizmente, Portu-

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DESTAQUES 90 SERRALHARIA DANTAS & FILHOS Uma empresa onde a exigência é a ordem! 92 CÁTIA ARMADA SOLICITADORA “A solicitadoria está aliada à responsabilidade e à confiança” 93 SALCO “Trabalhamos para melhorar a qualidade de vida dos limianos” 94 FARMÁCIA MODERNA A proximidade é a missão! 95 CLÍNICA DO NOROESTE Uma clínica de proximidade! 96 FREIXO SUPERMERCADO “A melhor atenção ao cliente é no Freixo Supermercado”

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PONTE DE LIMA Bem-vindo à vila mais antiga de Portugal! Ponte de Lima foi constituída como vila em 1125, e, desde então, sempre lhe foram reconhecidas qualidades, quer geoestratégicas, quer no que respeita à sua beleza natural e arquitetónica, que conserva vestígios das passagens dos povos que habitaram a região antes de esta ser o que é hoje. Se são a ponte romana e o rio Lima que lhe dão o nome, são as pessoas que nela habitam que a caracterizam como uma vila dinâmica, empreendedora e voltada para o futuro, disposta a ser a primeira a responder aos desafios, por mais modernos, desconhecidos e inesperados que sejam. Nas páginas da sua Revista Business Portu-

gal vai poder encontrar exemplos seguros de inovação e empreendedorismo, nomeadamente ligados à saúde, que nesta edição se faz representar, a jeito de exemplo, por uma farmácia e clínicas com várias especialidades médicas representadas, entre as quais a saúde oral. Vai também poder ver o que se faz de melhor no que respeita a administração de condomínios e ao setor da consultoria. Somado à beleza natural desta cidade, tem também vários exemplos de uma atividade económica viva, dinâmica e surpreendente. Venha conhecer bons exemplos do que se faz em Ponte de Lima.


O LAGAR DE VALINHAS

RESTAURANTE O LAGAR DE VALINHAS

José Manuel Barros e João Barros, gerentes

A

paisagem bucólica e romântica abraça o Restaurante Lagar de Valinhas, em Vitorino dos Piães, Ponte de Lima. O acesso pelo caminho de terra e o exterior do edifício não deixam transparecer o gosto e requinte com que o Chefe José Manuel Barros e João Barros, chefe de sala, nos recebem. É entre a música ambiente e o correr do rio Nevoinho que o Chefe José Manuel Barros descreve o conceito deste espaço que já foi uma azenha, lagar de azeite e um moinho. “Os nossos clientes querem ter o prazer de degustar pratos confecionados com produtos de qualidade superior, de apreciar entradas tipicamente portuguesas e as nossas sobremesas caseiras. A carta é propositadamente pequena e selecionada para satisfazer

os paladares mais exigentes”. A paixão e arte com que o Chefe José Manuel Barros nos faz viajar pelos sabores que apresenta na mesa, convidando-nos a elevar os sentidos entre os pratos de bacalhau e de carne, cuidadosamente selecionados por entre os fornecedores locais.Os sons e o cantar da natureza contrastam apenas, e só, com os diálogos entre os clientes... Nega a instalação de Internet, televisão e telefone fixo “para que as pessoas possam apreciar os pratos, (que confeciona na hora), o ambiente que lhes proporcionamos e a companhia que trazem consigo”. A capacidade do restaurante é limitada porque o Chefe José Manuel Barros e João Barros, chefe de sala, querem “servir poucos pratos, de excelente qualidade e requinte para os amantes da gatronomia nacional”.

Rua da Ponte Nova 140 (Valinhas) | 4990-832 Vitorino dos Piães | Tlm.: 966 505 605 |

Restaurante O lagar das valinhas

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SERRALHARIA DANTAS & FILHOS

UMA EMPRESA ONDE A EXIGÊNCIA É A ORDEM! A Serralharia Dantas & Filhos iniciou atividade em 2000. Com a expansão do mercado, cresceu e desenvolveu-se também no mercado internacional. Ainda com muito para dar e apresentar aos seus clientes, Isália Pereira – gerente – e José Carlos Dantas – sócio-gerente – deram a conhecer à Revista Business Portugal o percurso da empresa.

Isália Pereira e José Carlos Dantas, gerente e sócio-gerente

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projeto foi criado pelo patriarca da família, José Fernandes Dantas, que começou por trabalhar sozinho na sua própria casa. Em 2000 criou a empresa Dantas & Filhos, empregando alguns colaboradores e tornando sócios os seus filhos e a sua esposa. Em 2012, Dantas & Filhos construiu um pavilhão, onde se encontra ainda hoje, sendo dirigido por José Carlos Dantas e a sua esposa Isália Pereira. Ligados à área da serralharia, apresentam diversos serviços, especialmente serralharia de ferro e alumínio, estruturas, estores e automatismos. Atualmente, o mercado mais 90 | Revista Business Portugal agosto 2018

requisitado para trabalhos é o estrangeiro, tendo negócios na França, Suíça e até nos Estados Unidos da América. Por sua vez, em Portugal, fazem trabalhos por todo o país, do norte ao sul. “Não foi muito fácil entrar no mercado mas consegue-se sempre pelo bom trabalho que temos, e em formação de clientes para clientes, é assim que a nossa casa vai crescendo derivado aos clientes que vem para aqui e nos fazem crescer”. Para consolidar a posição num mercado tão competitivo foi preciso muito, mas foi a exigência e o trabalho firme que fizeram o negócio andar para a frente. “Somos muito exigentes. No fim de cada obra vamos ver se está tudo bem, vamos acompanhar, e mesmo depois, passe o tempo que passar, se houver algum problema com o trabalho, nós assu-

“O nosso trabalho é muito caro e o cliente não é para uma vez só, fica connosco. O cliente tem que ficar satisfeito”


SERRALHARIA DANTAS & FILHOS

mimos! É por aí o acompanhamento, há uma preocupação em fazer chegar ao cliente a qualidade. O nosso trabalho é muito caro e o cliente não é para uma vez só, fica connosco. O cliente tem que ficar satisfeito”. A exigência aliada à qualidade é a distinção perfeita para esta empresa que tem um cantinho no armazém para os clientes poderem ver o material e as amostras, um conceito diferenciador. Com 12 funcionários, também a mão de obra qualificada é um pormenor que não passa ao lado. No início, devido à idade mais avançada dos funcionários não foi fácil, mas hoje em dia fazer os funcionários irem preparados para as obras é uma realidade alcançada. Higiene e Segurança, Francês, Técnicas de Comunicação e Primeiros Socorros, são algumas das formações dadas. “Quando pegamos na empresa os nossos funcionários tinham todos uma média de 50 anos, a primeira vez que dei aqui uma formação, eles não quiseram saber daquilo, achavam que era perder tempo. Quando comecei a dizer que era preciso utilizar objetos de proteção, foi muito difícil. Mas hoje em dia consigo, vão preparados para as obras, e dá gosto chegarmos a uma obra, sermos chamados à parte e dizerem-nos que estão sa-

tisfeitos com o nosso trabalho”. Para o futuro Isália Pereira diz sorridente que talvez haja “uma filial Dantas & Filhos”, querendo assim alargar os serviços, mantendo a casa mãe, e talvez alargar para uma outra zona do país. Trabalho, qualidade e satisfação, as três palavras com que esta empresa é definida.

Trabalho, qualidade e satisfação, as três palavras com que esta empresa é definida

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CÁTIA ARMADA SOLICITADORA

“A SOLICITADORIA ESTÁ ALIADA À RESPONSABILIDADE E À CONFIANÇA” Após terminar o curso de solicitadoria e o respetivo estágio, Cátia Armada decidiu estabelecer-se por conta própria. Em fevereiro de 2018 realizou o sonho de abrir o seu espaço particular. A Revista Business Portugal esteve em Ponte de Lima para descobrir o percurso até à data de uma jovem empreendedora.

L

icenciada pela Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Felgueiras, Cátia Armada optou por fazer o seu estágio profissional após acabar o curso e, posteriormente, inscreveu-se na Ordem dos Solicitadores e Agente de Execução, antiga Câmara dos Solicitadores, “para poder exercer a profissão. Terminei a Ordem no final de 2015 e em 2016 comecei a trabalhar por conta própria com uma colega. Em fevereiro de 2018 decidi abrir um espaço meu. Já pensava nisso há muito tempo”, afirma. Cinco meses após a abertura do escritório, faz a reflexão de que

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Cátia Armada, solicitadora

foi uma decisão muito bem ponderada, ainda que com algum receio. Isto, porque Ponte de Lima tem uma dimensão relativamente pequena para o elevado número de advogados e solicitadores que laboram nessa área. Cátia Armanda explica que acabou por não ser um entrave devido à carteira de clientes que possuía e aos novos que a procuraram, sinal de uma imagem positiva do seu trabalho. Questionada sobre o que a distingue num mercado saturado, a solicitadora salienta rapidamente que a satisfação e a confiança do cliente são o que a torna diferente, “porque temos de ter sempre profissionalismo, mas também devemos ser humanos naquilo que fazemos”.

Funções de um solicitador “O solicitador faz um pouco de tudo”. É assim que a solicitadora começa por nos explicar as suas funções que vão desde a certificação de fotocópias, reconhecimentos de assinatura, autenticação de documentos, procurações, compras e vendas, doações, partilhas, registo automóvel, predial e comercial. Trabalha também com o direito civil, direito fiscal, direito do trabalho e direito do Urbanismo. Faz cobranças de dívidas, qualquer tipo de requerimento e carta, não esquecendo que labora questões associadas à segurança social. Para Cátia Armada ser solicitador significa uma luta constante com muito trabalho e repleta de desafios. O maior será mesmo a questão de todos os dias aparecer um processo totalmente diferente. “Estamos sempre a aprender e isso é muito importante. É isso que nos faz crescer enquanto pessoas e enquanto profissionais. Se fosse tudo igual acabava por ser sempre a mesma coisa e neste caso não. Cada caso é um caso. Isso é desafiante e estimula-nos imenso. É por isso que eu gosto muito desta profissão”, sublinha. Para todos os nossos leitores, deixa uma mensagem: “temos de lutar por todos os nossos sonhos e ambições. Acreditar e ter confiança em nós para seguirmos em frente”.


SALCO

“TRABALHAMOS PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VIDA DOS LIMIANOS”

José Costa, responsável

A celebrar 20 anos de atividade, a Salco - Sociedade de Administração e Limpeza de Condomínios, Lda., é a mais antiga empresa do setor a trabalhar em Ponte de Lima. José Costa, responsável, dá-nos conta dos desafios que enfrentou nestas duas décadas e da importância da sua profissão no dia a dia dos seus clientes.

A Salco surgiu em 1998, por ocasião do boom imobiliário que aconteceu em Ponte de Lima, à semelhança do resto do país”, refere José Costa em entrevista à Revista Business Portugal. Numa altura em que as empresas de administração de condomínios eram ainda uma realidade distante, o empresário aliou esta oportunidade de negócio à sua formação em contabilidade e fundou a Salco, tornando-a na primeira empresa do setor a nascer nesta vila do Alto Minho. Os primeiros tempos, recorda, não foram fáceis. “Ao início deparei-me com muitas dificuldades porque as pessoas não estavam sensibilizadas para a importância de existir um condomínio. Não percebiam as vantagens e achavam que era apenas mais um encargo”, explica. O desafio consistia em passar a mensagem de forma clara, para audiências muito diversificadas. “Costumo dizer que o condomínio funciona como um reflexo da sociedade, isto porque lidamos com pessoas de todas as idades, de todas as profissões, com formações completamente diferentes, de contextos muito diversos. E o administrador do condomínio tem que ter a capacidade de comunicar com sucesso com todos eles”, considera José Costa. Hoje em dia, e após 20 anos de atividade, o responsável acredita ter a “vida mais facilitada” nesse aspeto, isto porque já existe uma relação de amizade com os clientes, muitos deles que o acompanham desde o início. “Agora as assembleias de condomínio funcionam

mais como encontros anuais com os clientes. Já nos conhecemos, já sei quais são os problemas que têm e noto que as pessoas estão muito mais sensibilizadas para a importância do condomínio. No fundo, trabalhamos para melhorar a vida dos limianos”, salienta. Fazendo a administração de cerca de 50 condomínios em Ponte de Lima, a Salco trata de tudo o que está relacionado com o condomínio e presta também serviço de limpeza aos prédios que administra, mas não só. “Alargámos o serviço a todo o tipo de limpezas, quer a domicílios, a empresas e, mais recentemente, fruto da procura turística que Ponte de Lima vive, a alojamentos locais. Este serviço de limpezas e de manutenção de edifícios foi recentemente alvo de um grande investimento, com a aquisição de uma plataforma elevatória”. De forma a rentabilizar a mesma, foi constituída a empresa Pedestal Elevado, que se dedica ao aluguer da plataforma. O futuro perspetiva-se, portanto, muito positivo para a Salco: “já há construção de novos edifícios em Ponte de Lima, ao contrário do que acontecia nos últimos anos em que estava tudo parado. Devem estar para aparecer mais 30 ou 40 prédios novos em breve. Ainda esta semana dei dois orçamentos novos”, sublinha o empresário, acrescentando: “continuem a confiar em nós para que possamos continuar a melhora a vossa qualidade de vida”.

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FARMÁCIA MODERNA

A PROXIMIDADE É A MISSÃO!

Equipa

A Farmácia Moderna, bem situada no centro da aldeia, serve a freguesia de Freixo, em Ponte de Lima. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Maria Paiva, diretora técnica, e com a filha, Eva Paiva, farmacêutica adjunta.

T

udo começou pelas mãos do pai de Maria Paiva que, numa conversa nostálgica, relembrou aqueles tempos em que tudo era totalmente diferente, desde a própria farmácia, que tinha um “pequeno balcão”, às próprias carências sociais pois, naquele tempo, nem havia o Serviço Nacional de Saúde (SNS). No entanto, há uma coisa que permanece até aos dias de hoje: a boa relação entre os utentes e a farmácia. Aqui, não se vende apenas medicamentos, mas também se oferece companhia e há sempre tempo para dar uma palavrinha! Desde 1947 foram feitas apenas quatro obras neste estabelecimento. Uma aposta na evolução e no crescimento. “O objetivo foi sempre dar a Freixo a farmácia que a população merece. Notamos que as pessoas que vêm pela primeira vez cá dizem sempre o mesmo: ‘não estava a contar com uma farmácia destas neste sítio’. E isso é um motivo de orgulho, para nós e para os residentes da freguesia”. A população encontra aqui os mais variados serviços farmacêuticos, bem como outros serviços de promoção de saúde e bem-estar, tais como consultas de nutrição clínica, rastreios de pé diabético, preparação de medicação, promoção da adesão à terapêutica e serviço de enfermagem. O leque de produtos de dermocosmética, ortopedia, saúde familiar

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e bebé/mamã é variado e segue as últimas tendências. Também os animais não são esquecidos na Farmácia Moderna. A nível de serviço veterinário há uma parceria com médicos veterinários que estão 24 horas disponíveis via telefone, gratuitamente, para ajudar as pessoas a tratar dos seus animais ou encaminhar para consulta quando há necessidade. Além destes serviços, esta farmácia assume um papel importante na comunidade. Fazem ações na escola, recebem os alunos e realizam workshops. Exemplo de uma ação foi a primeira caminhada organizada, que foi um sucesso! Foram cerca de 300 as pessoas que participaram e o valor reverteu totalmente em benefício dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, do agrupamento de Freixo. Sempre a pensar mais à frente, houve um aumento na farmácia e criaram-se gabinetes a considerar o futuro. “A farmácia comunitária vai passar a ter mais serviços, as leis estão a sair regularmente. A evolução do nosso setor é muito grande. A farmácia em Portugal é um exemplo para o mundo. Caracteriza-se por uma elevada disponibilidade, acessibilidade e reconhecida competência dos seus profissionais, pelo que o futuro vai passar por mais serviços e programas de saúde pública com uma maior integração na rede de cuidados de saúde primários”, terminam.


CLÍNICA DO NOROESTE

UMA CLÍNICA DE PROXIMIDADE! A Clínica do Noroeste é uma clínica dentária com serviços únicos e inovadores, situada na freguesia de Freixo, em Ponte de Lima. A inovação e a qualidade são as apostas de Pedro Teixeira Araújo – diretor clínico – que esteve à conversa com a Revista Business Portugal.

Pedro Teixeira Araújo, diretor clínico

F

bastante “recompensador”. Há uma grande mudança na forma como as pessoas olham para estes serviços, a nível de mentalidade perante a medicina dentária: “é diferente trabalhar no sítio de onde somos, as pessoas conhecem-nos e é bastante gratificante. Hoje em dia as pessoas têm a noção da prevenção, e não só de tratamento quando já têm um problema”. Crescer é a palavra direcionada para o futuro. Além de querer ampliar o espaço, aumentar as valências também é um passo a seguir. De momento já oferecem as mais modernas técnicas em Cirurgia Oral e Implantes, no entanto com as alterações que a medicina dentária está a sofrer, acompanhar a evolução e alcançar uma nova mudança será, também, um dos próximos passos da clínica com a “digitalização total”. O sucesso advém das pessoas e, como tal, Pedro Teixeira Araújo deixa uma mensagem: ”venham visitar-nos e cuidar da sua saúde oral, estamos cá para o ajudar!”.

oi no Porto, na Universidade Fernando Pessoa, que Pedro Araújo se licenciou. Mas, foi no Reino Unido que complementou a sua formação com o mestrado em Cirurgia Oral e Maxilo-Facial. Após uns anos a trabalhar no estrangeiro, o regresso às origens foi inevitável. Assim, o diretor clínico voltou e abriu no Largo da Feira a própria clínica com o propósito de servir as pessoas da região e facilitar as comodidades. “A ideia foi sempre esta, fazer uma clínica polivalente, com outro tipo de valências para as pessoas da aldeia. Desta forma não têm que se deslocar a outros sítios para ter uma medicina dentária de excelência, inovadora e com as últimas técnicas”. Com apenas um ano de existência, a Clínica do Noroeste está a crescer e conta com uma equipa de profissionais “excelente, dedicada e bastante focada nos pacientes”. Já com alguma estabilidade, além da medicina dentária oferece diversos serviços como psicologia e acupunctura, tendo sempre em vista o utente. “É por eles que estamos aqui, pelo bem-estar dos pacientes. Faço questão que a minha equipa aprenda novas técnicas, a nossa área está em constante evolução e temos que estar sempre actualizados”. Servir as pessoas da terra é

”Venham visitar-nos e cuidar da sua saúde oral, estamos cá para o ajudar!”

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FREIXO SUPERMERCADO

“A MELHOR ATENÇÃO AO CLIENTE É NO FREIXO SUPERMERCADO” A celebrar um ano de atividade, o Freixo Supermercado, em Freixo, Ponte de Lima, veio dinamizar o comércio da região. A superfície, que pretende centrar num só espaço uma grande variedade de produtos e mais valias, é a grande aposta de Mickael Loureiro, proprietário.

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Mickael Loureiro, proprietário

ercorrer o Freixo Supermercado é encontrar tudo o que se precisa, aos melhores preços e com a máxima qualidade, garante o nosso entrevistado. Mickael Loureiro adquiriu o espaço há um ano, regressando às origens e trazendo a Freixo produtos e serviços inovadores. “Estudei contabilidade e gestão e estava há seis anos a trabalhar em França, no ramo imobiliário. O gosto pela área do comércio provém do tempo em que ia, desde muito novo, ajudar a minha mãe, que tem uma pequena loja”, recorda. Depois dos pais terem decidido comprar as instalações de um antigo supermercado, Mickael Loureiro decidiu aproveitar a oportunidade de negócio para voltar a Portugal e investir no seu país: “a vontade de regressar ao meu país falou mais alto, pois 96 | Revista Business Portugal agosto 2018

estava muito bem em França”, referiu. Assim, abriu há um ano o novo Freixo Supermercado. “O objetivo foi criar um espaço diferenciador, no qual os clientes podem fazer as suas compras habituais, ao mesmo tempo que beneficiam de uma série de outros serviços”, salienta. Exemplo disso é a parafarmácia que existe no supermercado, a pastelaria – de inspiração francesa, com produtos típicos deste país e a primeira do género na zona –, a lavandaria self service e o serviço de entrega das compras ao domicílio. “Criámos estes serviços complementares a pensar na comodidade dos nossos clientes”, evidencia o empresário, acrescentando que “a pastelaria tem o cunho pessoal do meu irmão!”.

Aposta nos fornecedores locais No Freixo Supermercado, a aposta centra-se em promover o que é da região. “É claro que temos um pouco de tudo, mas damos prioridade ao que é do Minho”, refere. E dando uma pequena volta pela loja podemos comprovar isso mesmo. Na secção dos chouriços, por exemplo, reinam os da zona norte do país. O mesmo acontece nos vinhos. “Apostamos sempre nos fornecedores da nossa região. O Minho tem produtos de excelente qualidade que merecem ser conhecidos


FREIXO SUPERMERCADO

Equipa como fator de sucesso

e apoiados”, acrescenta Mickael Loureiro. E os clientes não poderiam estar mais de acordo. A celebrar um ano de atividade, o balanço é positivo. A Revista Business Portugal esteve presente na festa de aniversário no dia 13 de julho e presenciou o bom ambiente e proximidade entre funcionários e clientes. O nosso entrevistado afirma que são muitas as pessoas que já fazem a maioria das suas compras no Freixo Supermercado e espera que assim continue. “A melhor satisfação que posso ter é saber que os clientes ficam satisfeitos e vão até mudando as suas rotinas”, salienta. Isto porque a concorrência das grandes superfícies é grande e não é fácil mudar, em apenas um ano, os hábitos de compra. “Os clientes vão percebendo que aqui recebem uma atenção e simpatia que não encontram nas grandes multinacionais”, explica.

Mickael Loureiro conta com uma equipa de 15 colaboradores, todos da zona, e não poderia estar mais satisfeito: “esta loja tem tido o sucesso que tem muito devido à equipa que me acompanha. A minha namorada, que é licenciada em recursos humanos, também dá uma ajuda preciosa. Somos, realmente, uma verdadeira equipa e estou muito contente com o espírito de companheirismo que aqui se vive. Este espírito, aliado ao profissionalismo, é o

principal fator que nos distingue dos demais espaços”, prosseguindo, “aprendi desde cedo a valorizar as pessoas, aqui não há barreiras entre funcionários e patrões, somos todos iguais! Devo isso à educação que os meus pais me deram, assim como ao meu antigo patrão, que hoje é um grande amigo meu! Melhor exemplo não podia ter!”, conclui. Questionado sobre o futuro do projeto, Mickael Loureiro não tem dúvidas de que será de continuidade. “Já muito foi feito, e muito há ainda por fazer. Queremos continuar a trabalhar para trazer o melhor aos nossos clientes. Posso garantir que teremos ainda muitas novidades”, conclui.

“O objetivo foi criar um espaço diferenciador, no qual os clientes podem fazer as suas compras habituais, ao mesmo tempo que beneficiam de uma série de outros serviços”

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