Revista Business Portugal - Agosto 2022

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

“ACREDITO NO MODELO DE LIDERANÇA COLABORATIVA”

Helena Ferro de Gouveia, Administradora Lusa e GMG, Head of Communication Grupo Bel

Helena Ferro de Gouveia assume-se uma pessoa de pessoas, empática, comunicadora assertiva, que coloca o máximo empenho em tudo o que faz. Em entrevista à Revista Business Portugal, salienta que o seu modelo de liderança assenta numa lógica colaborativa, através de uma comunicação clara do que se pretende, com o intuito de envolver as equipas e de as valorizar.

Quem é a Helena Ferro de Gouveia? O que a inspira e motiva diariamente enquanto mulher? Quais são as palavras que a definem a sua essência? Como consegue criar um equilíbrio entre a esfera pessoal, social e profissional? Defino-me como Mulher, Mãe e Profissional que põe paixão em tudo o que faz. Um dos meus poemas preferidos de Herberto Helder é precisamente sobre a paixão grega: “Li algures que os gregos antigos não escreviam necrológios, quando alguém morria perguntavam apenas: tinha paixão?”. A paixão de criar, de me concentrar nas oportunidades e não nos problemas, de provocar mudanças positivas e repartir os créditos pelas equipas é o que me inspira e motiva dia após dia. Na minha essência diria que sou uma “pessoa de pessoas”, empática, uma comunicadora, assertiva e que põe o empenho máximo em tudo. A conciliação da vida familiar e pessoal com a profissional nem sempre foi fácil, sobretudo quando as minhas filhas eram pequenas, valeu-me o apoio incondicional do pai delas, um feminista, da minha mãe e uma organização rigorosa. Sou muito disciplinada e organizada, o que me permite gerir os “ladrões de tempo”, mas combino-o com flexibilidade. Mantive sempre a rotina de ter tempo para os meus amigos, para assistir a um concerto ou a uma ópera, ou para fazer o que me dá prazer como saltar de paraquedas.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

Como descreve o seu percurso? Viveu algum tempo na Alemanha, que mais-valias lhe trouxeram os anos em que experienciou uma vida naquela que é a principal economia europeia e que tem um peso diplomático muito forte? Vivi duas décadas na Alemanha e regressei a Portugal há cinco anos. Sei que fui uma privilegiada, porque tive a oportunidade de trabalhar numa organização multicultural, com pessoas de mais de cem países e onde havia mais de 30 línguas oficiais. Dei durante esse período umas duas voltas ao mundo podendo trabalhar em todos os continentes com excepção do australiano e fiz “n” formações de excelência. O que me trouxe a Alemanha? Rigor, trabalhar com exigência e standards de qualidade, zero desculpas, a procura constante de soluções que sirvam o bem comum e da organização, o acesso a pessoas/locais/viagens/conferências que de outra forma não teria. E o ter uma visão de mundo e do mundo não periférica.

“Tenho uma equipa fantástica a trabalhar comigo, porque acredito no modelo de liderança colaborativa e na inteligência coletiva”

A Helena Ferro de Gouveia é Head of Corporate Communications no Grupo Bel há cerca de três anos. Quais os principais desafios com que se defrontou na liderança do departamento de comunicação de um grupo que tem crescido e diversificado o seu portfólio de áreas de negócio, sendo hoje uma referência? O Grupo BEL tem vindo a tornar-se num grupo empresarial de referência adotando as melhores práticas internacionais em questões ambientais – a nossa frota é parcialmente elétrica há vários anos e caminhamos para a electrificação total - e género, de combate à corrupção e com uma constante preocupação com o bem-estar dos seus colaboradores. Sofreu neste processo as normais “dores de crescimento” e é este é o principal desafio do departamento que lidero e que assenta na compreensão das quatro competências de liderança que todas as organizações necessitam: dar sentido ( interpretar/traduzir os desenvolvimentos e a evolução da empresa), construir relação (materializar a máxima que as empresas são o resultado das suas pessoas), inovar e visionar (mais do que olhar apenas para o que somos, importa olhar para o que queremos ser, que pegada queremos como organização). Tenho uma equipa fantástica a trabalhar comigo, porque acredito no modelo de liderança colaborativa e na inteligência coletiva.

A Helena assume que a sua principal preocupação são as pessoas, porque as empresas são feitas de pessoas. Como define a sua liderança? Como motiva as suas equipas? Pense nas empresas que mais admira, é o que eu costumo fazer, e nelas há um traço comum: vestir a camisola. Como é que isso se consegue? Não é liderando como um cavaleiro num alazão branco que veio salvar tudo e todos, não acredito na figura do homem ou da mulher providencial. Consegue-se liderando de forma colaborativa, respeitando os colaboradores, olhando para os seus perfis e competências e colocando-os na função adequada, elogiar publicamente e dar feedback menos positivo apenas a quatro olhos, dar o exemplo, indicar o caminho, corrigir. Diria que a minha liderança assenta numa comunicação clara do que se pretende, do envolver as equipas e as valorizar e, sobretudo, também em muito sentido de humor. Deixe-me só fazer uma nota adicional a autoridade informal, que é conquistada e não imposta, é muito mais poderosa que a autoridade formal. Entender isto facilita a vida a qualquer gestor, que mais do que gestor quer ser um líder e lidar com a mudança, como sabemos quem não muda morre.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

A liderança no feminino centra-se na capacidade de resolução de problemas de forma criativa e inovadora, autoconfiança, espírito de iniciativa, influência e resiliência, sem esquecer o poder da comunicação e a inteligência emocional. Revê-se nestas palavras e características? Revejo. As mulheres líderes são aquilo que na psicologia social se chama “líderes transformacionais”. Porquê? Porque declaram objetivos futuros, planeiam o caminho para os alcançar, inovam e conquistam pela confiança, não pela imposição. Os atuais estudos sobre liderança sugerem que o estilo de liderança mais adequado para as organizações modernas é a transformacional. Parece paradoxal, mas as mulheres ocupam o pódio das melhores alunas, já são a maioria em algumas licenciaturas como a de Medicina ou de Direito, há vários estudos da

Forbes que mostram que empresas lideradas por mulheres têm melhor desempenho e, no entanto, persistem os telhados de vidro, o Pay Gap e as múltiplas discriminações. Importa continuar com políticas públicas de discriminação positiva, vulgo “lei das quotas”, mas importa também que os CEO’s e Conselhos de Administração integrem mais mulheres como executivas, não apenas por uma questão de igualdade, mas por uma razão muito mais prosaica: porque é bom para a organização. Assume funções na administração da Agência LUSA, é especialista em Comunicação, analista de Assuntos Internacionais, e agora também é comentadora da CNN Portugal. Conhecida pela sua enorme capacidade de liderança, demarca-se ainda pelo seu poder de análise. Todas estas vivências e desafios fazem-na sentir uma mulher/profissional realizada? Muito realizada pessoal e profissionalmente, mas também

“As mulheres líderes são aquilo que na psicologia social se chama líderes transformacionais. Porquê? Porque declaram objetivos futuros, planeiam o caminho para os alcançar, inovam e conquistam pela confiança, não pela imposição”

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

Helena Ferro de Gouveia e António Saraiva, Presidente da CIP

agradecida a um conjunto de mulheres e homens que me fizeram crescer, quer na Alemanha quer em Portugal. Agora tento replicar sendo mentora de mulheres. As horas e horas de leitura, estudo, reflexão e de leitura de relatórios – leio tudo, até as notas de rodapé – assim como aquilo que chamo de “conhecimento do terreno” – graças às viagens – conferem-me uma vantagem competitiva. Acontece-me falar sobre determinado tema e não o ter apenas, leia-se este apenas entre aspas, lido nos livros, mas ter estado no país X ou Y e ter falado com os locais, com as organizações locais, o que dá a qualquer analista uma Weltanschauung mais profunda, ou pelo menos diferenciada. A 26 de agosto assinala-se o Dia Internacional da Igualdade Feminina. Existem cada vez mais casos de sucesso de mulheres de negócios e empreendedoras. Mas, na sua opinião, o caminho continua a ser bastante dificultado para as mulheres ascenderem a cargos de topo? Há preconceitos sociais que são importantes quebrar? Que caminho ainda falta traçar? A resposta a esta pergunta daria assunto não para uma, mas várias teses de doutoramento. São 41,5% de um total de cerca de 2,8 milhões de empregos no universo das empresas comerciais em Portugal, mas no que toca à liderança apenas 27% das mulheres ocupam esses cargos nas empresas nacionais. As disparidades de género agravam-se em empresas de grande dimensão, bem como em sectores como o tecnológico, da construção e da energia. A presidência do conselho de administração das sociedades anónimas é ocupada por mulheres em apenas 16,4% dos casos, que corresponde aos mesmos valores registados em 2019. E os cargos de direção-geral são ocupados por mulheres em apenas 13,1% dos casos, mais 1,7 p.p. do que em 2019. Ou seja, as mulheres — embora possuam os níveis mais

elevados de escolaridade — representam menos de um terço dos cargos mais altos das empresas. E a evolução registada parece não seguir uma trajetória rumo à paridade. Além disso, quanto maior é a dimensão da empresa em análise, menor a paridade em cargos de alta responsabilidade. Há identificadas pelo menos 37 barreiras à liderança feminina, burkas invisíveis que ainda persistem. Tal como os obstáculos passados que as mulheres tiveram que enfrentar, os atuais não são menos desconcertantes, dolorosos e stressantes. Sendo verdade que as alterações institucionais e as normas culturais se arrastam atrás das realidades sociais, importa acelerar a mudança por uma questão de justiça e igualdade, por ter impacto, por exemplo, nas taxas de natalidade (falta de apoio social adequado a mães e pais, oportunidades de carreira e proteção financeira para mães e pais que cuidem dos filhos) e por ser bom para a própria organização. Importa educar para aquilo que se pode apelidar como preconceito de género de segunda geração, que é a principal causa da sub-representação das mulheres na liderança. Este preconceito ergueu barreiras poderosas mas subtis, as tais burkas invisíveis. Exemplo? As mulheres ainda são consideradas “demasiado emocionais” para tomarem decisões difíceis, ou se um homem é assertivo é visto como um líder, uma mulher autoconfiante é tida por arrogante, abrasiva ou mesmo uma cabra. A Helena Ferro de Gouveia é um verdadeiro exemplo daquilo que é uma mulher líder e empreendedora. Que palavras gostaria de deixar àquelas que sonham fazer um percurso semelhante, mas que podem ter medo de arriscar? Preparar-se, estudar, ser autoconfiante, aprender com os erros, apoiar outras mulheres sempre, e acreditar que não apenas é capaz, mas que merece.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | FISIOSOLUTIONS

“AS MULHERES SÃO EMPREENDEDORAS PORQUE MERECEM E LUTAM PARA ISSO”

Joana Saygi, CEO

Joana Saygi fundou a FisioSolutions, em 2014 e, desde então, a clínica não parou de evoluir. Em entrevista à Revista Business Portugal, falou sobre o atendimento personalizado e adaptado a cada cliente e deixou alguns conselhos às mulheres que ambicionam uma carreira de sucesso.

Em 2014, a FisioSolutions começou por ser um gabinete de fisioterapia. Ao longo dos anos, tem vindo a crescer, quer em espaço, quer em motivação e oferta de serviços. Atualmente, é uma clínica de fisioterapia e osteoétiopatia, psicologia e psicoterapia e de medicina física de reabilitação. Nos últimos quatro anos, a clínica passou por uma mudança de instalações e um aumento significativo de colaboradores e de clientes. Algo que Joana Saygi, fisioterapeuta e CEO da FisioSolutions, considera positivo, mas confessa que foi um desafio. Ultrapassaram dois anos de pandemia e, pouco antes, Joana foi mãe, o que aumentou as suas responsabilidades. A fisioterapeuta afirma que, nesta situação, teve de se adaptar e aprender a delegar, estimulando o crescimento e a consolidação da equipa. “Como líder, é desafiante aceitar que não domino nem controlo tudo, e tenho de ter à minha volta pessoas em quem confio.”, diz Joana. Os clientes da FisioSolutions procuram soluções para os seus problemas e um estímulo positivo. Para Joana, é necessário haver criatividade na liderança, para que se possa proporcionar as melhores soluções. “Quando abordamos um cliente no âmbito da saúde, há algo fundamental que é perceber o que é que este procura e precisa.”, afirma a CEO. Esta acrescenta, ainda, que “todos somos diferentes e a mesma estratégia não reproduz os mesmos resultados em pessoas diferentes”, explicando que uma das coisas mais impor-

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tantes no processo de reabilitação é não haver monotonia. Isto, porque se fizerem todos os dias os mesmos tratamentos e exercícios, não vão obter resultados diferentes ou positivos. A clínica identifica-se com um tipo de atendimento personalizado e de proximidade. A equipa acredita que é necessário ter tempo para estar com as pessoas. Por isso, fazem uma avaliação inicial a cada cliente, independentemente de este já ter sido avaliado por outro profissional. Joana Saygi diz que cada paciente tem uma história que pode influenciar as lesões e o respetivo tratamento. “Não estamos a tratar apenas uma parte do corpo, mas sim um ser humano. Portanto, estamos atentos a tudo.”, declara a mesma. No futuro, os planos passam por crescer em qualidade, no número de colaboradores e alargar a oferta de serviços. Aumentar novamente as instalações é também um objetivo, mas é algo que “vai depender das oportunidades que surgirem”. Joana Saygi deixou, ainda, alguns conselhos para as mulheres que ambicionam fazer um percurso profissional de sucesso. A fisioterapeuta considera que é muito importante que a pessoa saiba realmente o que quer fazer e que siga aquilo que gosta, porque gerir um negócio é “exaustivo e exige muito de nós”. Joana acaba por destacar que “as mulheres têm de reconhecer que são empreendedoras porque merecem e porque lutam para isso”, incentivando a que estas valorizem as suas capacidades e objetivos atingidos.


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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | CECOA

“ACREDITO EM PESSOAS, INDEPENDENTEMENTE DO SEU GÉNERO” Como descreve o seu percurso pessoal e profissional? Quais são as palavras que a definem? Porque valores se norteia? Meio século de vida já não se descreve em poucas palavras. No entanto, existe uma preocupação que me acompanha desde que dei conta que tenho consciência: as pessoas (de uma maneira geral) e a compreensão do outro (em particular). Este será, talvez, o denominador comum que atravessa toda a minha história. Licenciei-me em psicologia educacional e tenho dedicado a minha vida laboral ao desenvolvimento das pessoas. Acredito que se podem salvar grandes mundos, com passos pequeninos. Acredito na força das palavras de bem, e no respeito profundo pelas circunstâncias do outro. O meu mantra, que podia ser uma frase lapidar, resume-se a: nunca julgar outro ser humano por aquilo que ele não escolhe. Espero que este seja o maior ensinamento que deixo à descendência. Nunca julgar ninguém, por ex., pela sua família, etnia, país de origem, cor de pele, género ou orientação sexual. Para além deste mantra, procuro escolher, diariamente, julgar comportamentos e factos e não as pessoas e as suas caraterísticas. Do mesmo modo, procuro relacionar-me com os outros colocando o foco no que cada um tem de melhor. Escolho centrar-me nas qualidades e nas capacidades. Em termos de desempenho profissional e de harmonia organizacional, estes ângulos fazem um universo de diferença. Sílvia Coelho, Diretora Interina

Acredita no cunho pessoal, seja ele feminino ou masculino, bem como no potencial e no diferencial que cada pessoa pode trazer às instituições. É com este espírito que Sílvia Coelho assume a liderança do CECOA, uma referência na formação para jovens, adultos e formadores, bem como em soluções à medida para as organizações.

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Quais os principais desafios com que se defrontou na liderança do CECOA, uma instituição que hoje é, indubitavelmente, uma referência na formação para jovens, adultos e formadores, bem como em soluções à medida para as organizações? Existiram dois desafios principais: o primeiro foi o de assumir uma direção interina, sendo prata da casa, conhecendo muito bem a dinâmica instalada e a organização. A experiência e o conhecimento podem ser inimigos da inovação e do pensar “fora da caixa”. É necessário um esforço redobrado para se sair, de forma sistemática, da zona de conforto. O segundo desafio


CECOA | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

prendeu-se com a pandemia. Assumi funções em janeiro de 2020 e a pandemia estalou em março. Dar a volta por cima, manter a atividade formativa, protegendo trabalhadores, formandos e formadores, promovendo a união e o ânimo coletivo, foi “o” desafio. Como se define enquanto diretora do CECOA? Que qualidades e características a Sílvia Coelho mulher empresta à Sílvia Coelho profissional? Não acredito em pessoas parcelares, que pessoalmente são uma coisa, e profissionalmente, são outra. Acredito que colocamos diferentes filtros relacionais, de comportamento e de comunicação, em função dos contextos em que nos encontramos. Assim, a que dirige o CECOA, é a mulher que vive o dia-a-dia, o melhor que lhe é possível. O contexto CECOA apela a determinadas especificidades que devem ser atendidas. Neste caso, a capacidade de decisão e de liderança são, diariamente, desafiadas. A mulher, subjacente a tudo o que me define, ajuda-me a decidir racionalmente, levando em conta todas as questões emocionais. As organizações são organismos vivos que, para além de um clima próprio, também têm emoções, idiossincrasias e outros aspetos relacionais que devem ser considerados. Diria que as organizações são entidades femininas que devem ser compreendidas na sua generalidade. E ninguém compreende melhor o universo feminino do que outra mulher. No entanto, são necessárias a conciliação e a pacificação com o lado masculino, objetivo, lógico, racional e direcionado. Por ser mulher, acredito na complementaridade dos géneros, porque acredito na complementaridade das pessoas. Não divido o mundo entre mulheres e homens. Acredito em pessoas, independentemente do seu género. Creio e pauto a ação, dentro do possível, por princípios de equidade e de complementaridade. Estas minhas crenças de âmago pessoal, a cru e a nu, transporto-as diretamente para a esfera profissional. Existem cada vez mais casos de sucesso de mulheres de negócios, em cargos de direção, e empreendedoras. Mas, na sua opinião, o caminho continua a ser bastante dificultado para as mulheres ascenderem a cargos de topo? Que caminho falta trilhar? Em termos laborais, ainda não vivi essa questão. Talvez porque pertenço a uma área que é tradicionalmente associada ao feminino: a educação. Senti essa situação na pele, quando, nas aulas de eletricidade do ensino secundário, o professor me disse que não me avaliava com a nota máxima porque era uma rapariga. Simplesmente

por isso. Lembro-me de ter ficado aborrecidíssima e de, a partir daquele momento, decidir que o género das pessoas não deve determinar nada. O gosto, a vontade, o carácter, a aptidão, a capacidade e a competência, esses sim, são os determinantes do percurso e da ascensão. Se todos acreditarmos que assim é, assim será. Acredita que o cunho feminino traz algo de novo e diferenciador às empresas e instituições? Que palavras gostava de dirigir às mulheres que veem na Sílvia um modelo a seguir? Acredito no cunho pessoal, seja ele feminino ou masculino. Acredito na pessoa audaz, na que sai fora da caixa, na que não pertence à média e na que não vai só porque os outros vão. Acredito na unicidade, no potencial e no diferencial que cada pessoa pode trazer às instituições. Não acredito em igualdade por decreto, nem por quotas, nem à força. Pelo menos na nossa sociedade ocidental. Tenho a felicidade de ter nascido mulher, em Portugal. Se tivesse nascido noutros contextos, o discurso seria diferente. Aliás, nem sequer teria o direito de opinar. Tendo sido bafejada pela sorte (nasci dona do meu nariz e numa sociedade imperfeitamente democrática), acredito que já devemos equacionar o passo seguinte, o da equidade e da complementaridade. Penso que o feminino é maravilhoso ao trazer o poder da sensibilidade para as organizações. É a diferença entre um grupo organizado de pessoas que trabalham para o mesmo fim, e um organismo vivo, pulsante e com coração, que é capaz de olhar para dentro e para fora, em simultâneo, com capacidade de meta análise. O masculino é igualmente maravilhoso. Traçar-se um caminho e seguir-se em frente, custe o que custar, é de valor. Desembrulhar nebulosas e explorar terrenos que à partida são inóspitos ou inexpugnáveis, não é para todos. O universo masculino é perito nestas coisas. E eu, que acredito na diferença, na complementaridade e na conjugação de esforços, digo que o equilíbrio (também de cunhos, masculino e feminino) é um dos grandes desafios das organizações. Para as mulheres, relembro que ao longo da história da humanidade, estas sempre tiveram um papel preponderante em termos de liderança. Na maioria das vezes, de forma velada, não formal, na sombra, mas bem real. Neste momento, basta o empoderamento daquilo que lhes é próprio, e tornar a liderança feminina mais visível e transparente. Este empoderamento passa pela assunção do feminino, em toda a sua plenitude. Que nunca se perca a doçura nem a suavidade, em nome do - por vezes necessário - murro na mesa. Saibamos ser o que somos de melhor: suaves com as pessoas e duras com as regras!

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | EN PUNTO SOLUTIONS

CONHECIMENTO E CRIATIVIDADE

“Quando uma empresa investe nos seus trabalhadores, estes estarão sempre mais motivados para investir na empresa. A EPS não tem como missão por si só transformar os funcionários em pessoas felizes, mas contribuir para o seu bem-estar dentro da empresa” Katherine Lapp, CEO

Katherine Lapp e Vera Gonçalves apresentam a En Punto Solutions, empresa cuja filosofia assenta numa liderança positiva e de motivação.

Apresentem o universo En Punto Solutions, bem como os serviços que a empresa disponibiliza aos seus clientes. A En Punto Solutions é uma empresa de consultoria na área da tecnologia de informação que fornece uma gama completa de soluções personalizadas, desde software empresarial e desenvolvimento de hardware até à devida diligência técnica para a comercialização de tecnologias emergentes. Trabalhamos com vários sectores de atividade e dentro da nossa experiência no que concerne ao desenvolvimento de software, especializámo-nos em soluções tecnológicas para o sector do desenvolvimento internacional que requer soluções feitas à medida. Podemos dizer que o conhecimento, a inovação e a criatividade são os três principais pilares da empresa? O conhecimento é a base de toda a nossa atividade. A criatividade sempre foi a chave para o desenho dos passos seguintes. Sem estes dois elementos a inovação nunca seria possível. Como fornecemos soluções personalizadas necessitamos de aumentar

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e potenciar o nosso conhecimento de forma constante e, por isso, trabalhamos em estreita colaboração com vários parceiros académicos na Europa, América Latina e Ásia. Sabemos que a liderança desta empresa assenta no positivismo e na motivação dos seus colaboradores. Expliquem-nos melhor este conceito e de que forma é que o aplicam no dia a dia. Katherine Lapp (KL) - Em primeiro lugar é importante que se invista na contratação de pessoas com talento e que se invista depois nesses mesmos talentos. Quando uma empresa investe nos seus trabalhadores estes estarão sempre mais motivados para investir na empresa. A EPS não tem como missão por si só transformar os funcionários em pessoas felizes, mas contribuir para o seu bem-estar dentro da empresa e dessa forma acrescentar algo positivo todos os dias, não criando barreiras à sua criatividade e motivação. Investimos não só na motivação intrínseca, mas também na motivação extrínseca. Durante décadas a questão salarial era considerada um fator preponderante para que os trabalhadores se sentissem motivados, com a evolução do mercado laboral, um salário competitivo já não é suficiente, as empresas precisam de ter consciência das necessidades dos seus colaboradores e investir nisso de forma ativa. Vera Gonçalves (VG) - Como já foi referido, é importante que as empresas invistam na contratação de talentos, mas também que as competências sejam valorizadas, o que para nós como empresa


EN PUNTO SOLUTIONS | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

representa um fator importante no que diz respeito à validação do trabalhador. Sendo que as competências têm uma relação de causa efeito no desempenho é essencial para a EPS que se invista no estímulo para que as pessoas que trabalham na nossa organização estejam plenamente alinhadas com a nossa estratégia. Os trabalhadores da EPS têm total liberdade de expressão e de criatividade e quando estes sentem que são parte integrante da empresa os seus níveis de motivação aumentam. No dia a dia existe liberdade no que diz respeito aos nossos horários e local de trabalho. Apesar de que muitas empresas foram obrigadas a adaptar-se a novas formas de trabalho devido à crise pandémica provocada pelo Covid-19, a EPS sempre funcionou de forma híbrida, a empresa tem um espaço físico, mas não existe uma obrigatoriedade de lá permanecerem. Os nossos trabalhadores possuem todas as ferramentas necessárias para trabalharem em qualquer lugar e somos recompensados pelo que desenvolvemos dentro das nossas funções e não se o fazemos no escritório ou fora de horas. Como CEO da EPS, o que a motiva a ser um líder positivo? KL - Ser um líder positivo nasce do meu desejo de ser bem-sucedida e de construir uma empresa forte e estável não só para mim, mas também para os meus funcionários. É difícil construir uma empresa bem-sucedida sem se pensar na empresa como um todo. Os recursos humanos são essenciais para o sucesso de uma organização e considero que esse sucesso só é possível de se alcançar com um ambiente saudável e positivo, só assim conseguimos extrair o melhor dos nossos talentos. O que distingue a EPS da maioria das empresas portuguesas em termos de funcionamento e tipo de liderança? VG - A competição global trouxe novos desafios às empresas, os mercados estão cada vez mais competitivos e dinâmicos e neste contexto é necessário que as empresas adotem políticas estratégicas no sentido de alcançar maiores vantagens competitivas. Sendo o capital humano considerado um recurso estratégico e crucial dentro das organizações é importante que as organizações tenham a capacidade de manter os trabalhadores motivados e comprometidos, porque o seu desempenho está inteiramente relacionado com o sucesso organizacional. Como

Vera Gonçalves, Executive Office Manager

a Katherine já mencionou, há uma mudança de paradigma, deixa de existir entre a empresa e o trabalhador apenas uma relação transacional. As empresas procuram cada vez mais funcionários motivados e com um comprometimento organizacional maior e para que isto seja possível a empresa tem que possuir um sistema de recompensas que seja adequado e é neste aspeto que a EPS se destaca em relação à maioria das empresas, na capacidade de recompensar o trabalhador. A EPS investe não só nas recompensas extrínsecas, mas também nas recompensas intrínsecas, como a possibilidade de evolução na carreira, o reconhecimento e a autonomia. Outra questão importante é o sentimento de familiaridade, a empresa preocupa-se genuinamente com o bem-estar dos seus colaboradores, obviamente que numa empresa de maior dimensão esta característica tão vincada da EPS e da sua CEO, Katherine Lapp, seria muito mais difícil de alcançar, mas mesmo em empresas mais pequenas por vezes existe a necessidade do distanciamento entre a empresa e o trabalhador, algo que não existe na EPS.

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ÍNDICE

Nota de boas-vindas...

Agosto 2022

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FISIOTERAPIA

EXCELÊNCIA

ESPECIAL

PME

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ALGARVE

APOSTAS E DESAFIOS

ESPECIAL

A excelência organizacional é o patamar que todas as empresas aspiram alcançar e é sustentado pela cultura organizacional, pelos seus valores basilares e, essencialmente, pelo seu capital humano. A cultura de excelência atinge-se com pessoas, capazes de liderar equipas, orientadas e focadas para o cumprimentos de tarefas, metas e resultados, de acordo com a visão e estratégia global da empresa, criando valor para os clientes e stakeholders. A inovação e a qualidade são essenciais para o desenvolvimento e para a competitividade das empresas. Colocando a inovação no coração das empresas consegue-se incrementar a investigação e o empreendorismo, permitindo a criação de valor e o crescimento sustentado. Nesta edição de agosto, a Revista Business Portugal volta a trazer às suas páginas empresários e empresas de referência, destacando os seus produtos e serviços de excelência, o amplo know-how dos seus profissionais e a aposta clara numa cultura orientada para a qualidade e inovação. Ser o parceiro de comunicação de referência das empresas é um grande orgulho e o impulso para continuarmos! Boas leituras e boas férias!

LIDERANÇA:

Fernando R. Silva

FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: António Fernando A. R. Silva | Redação e Publicidade: Av. República 2208 - 3º Drt Centro Frt, 4430 -190 V N Gaia | Diretor: Fernando R. Silva | E-mail: geral@revistabusinessportugal.pt/Comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt/Redação: redacao@revistabusinessportugal.pt | Telf: 223 700 510 | Distribuição: Gratuita com o jornal Diário de Notícias | Dec.regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal Agosto 2022 Tiragem: 25.000 exemplares

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Especial Fisioterapia

Ago.

Nuno Barreto Diretor Clínico

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NBFISIO

“A COMPLEMENTARIDADE ENTRE TERAPIAS E ESPECIALIDADES CLÍNICAS É O FUTURO” Para além das três principais terapias referidas, que outras gostaria de destacar? Para além da Fisioterapia, Osteopatia e Pilates Clínico, gostaria de destacar outras áreas onde temos uma equipa diferenciada, motivada e apta a prestar os melhores cuidados, numa perspetiva integrada de saúde e bem-estar. Destaco a Acupuntura, Naturopatia, Mesoterapia, Nutrição, Psicologia, Ortoprotesia, Yoga e o nosso Ginásio Clínico para a manutenção do equilíbrio a todos os níveis.

Dr. Nuno Barreto

É fundador e Diretor Clínico da NBfisio acumulando funções de Presidente da Associação Portuguesa de Terapia Manipulativa Avançada, a sua experiência é vasta, tendo passado pelo Instituto Português de Reumatologia, Federação de Ginástica de Portugal, Centro Hospitalar de Lisboa Central: Hospitais Curry Cabral de São José e Santa Marta, entre outras instituições de referência. Licenciado em Fisioterapia, Osteopata, Mestre em Educação e Pedagogia e neste momento a realizar o Doutoramento em Ciências Políticas, Sociais e de Gestão é Professor e coordenador de vários cursos desde 2009, possui formação complementar em reabilitação desportiva, saúde infantil, dissecção e técnicas cirúrgicas pela Universidade de Medicina de Lisboa. Autor de várias publicações nacionais e internacionais, lançou em 2016 o livro “Componente Prática em Osteopatia”.

Nuno Barreto, Diretor Clínico da NBfisio, em entrevista à Revista Business Portugal, destaca as várias áreas, nas quais conta com uma equipa diferenciada, motivada e apta a prestar os melhores cuidados, numa perspetiva integrada de saúde e bem-estar. A NBfisio é uma rede de clínicas especializadas em Fisioterapia, Osteopatia e Pilates Clínico. Quando surgiu a NBfisio e onde está localizada? A NBfisio surgiu em 2009 e, este ano, comemora 13 anos de existência. A primeira clínica foi em Almada, no Estádio Municipal José Martins Vieira, no Parque da Paz. Veio preencher uma lacuna que existia na reabilitação desportiva e nos cuidados de Fisioterapia. Neste momento, a NBfisio está localizada na zona da Grande Lisboa, em Almada e São João do Estoril, e no Algarve, em Olhão e Alcantarilha, e conta com mais de 50 colaboradores.

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Como vê a complementaridade entre as terapias complementares e as especialidades clínicas? A complementaridade entre terapias e especialidades clínicas é o futuro! Integrar é cuidar melhor! Vemos a pessoa como um “todo” e o nosso conceito clínico é tratar a “origem do problema” e não apenas os “sintomas”, podendo contribuir para influenciar da melhor forma possível a capacidade de recuperação de cada indivíduo. O paciente deve ser o centro desta equação e todos os profissionais de saúde devem conjugar esforços em função disso. Portugal assiste a um acelerado e preocupante envelhecimento da sua população. Que importância e relevância tem a Fisioterapia neste contexto? A NBfisio projeta o seu futuro enquanto membro ativo da comunidade onde está inserida e estamos disponíveis e interessados em ajudar as populações que servimos com os melhores cuidados de saúde. O envelhecimento da nossa sociedade é relevante, em Portugal, estima-se que nos próximos 50 anos a população idosa represente o triplo dos jovens, correspondendo a praticamente 40% da população (INE, 2020). A importância da Fisioterapia é inquestionável e determinante na qualidade de vida neste contexto, quer seja na prevenção e manutenção da saúde através do exercício clínico (ex. Ginásio Clínico ou Hidroterapia) ou na recuperação de contextos neurológicos, pré e pós-cirúrgicos, degenerativos ou traumáticos, tais como AVC’s, próteses, problemas cardiovasculares, respiratórios, urinários, fraturas, entre muitos outros. A NBfisio sempre privilegiou o acesso de todos aos melhores serviços de saúde. Valorizamos e apoiamos também o cariz social da nossa intervenção comunitária e, identificando carências a este nível nos lares de idosos do nosso concelho, quisemos contribuir. Como tal, desenvolvemos protocolos de colaboração com a Santa Casa da Misericórdia de Armação de Pêra, Alcantarilha e Almada de forma a cuidar dos mais idosos, enquanto agentes de saúde ativos. Os mais pequenos também ocupam um lugar especial no projeto da NBfisio. Em que consiste o espaço KIDS? A Fisioterapia pediátrica é uma área em que a NBfisio tem apostado, quer seja na formação especializada dos seus profissionais de saúde quer seja na adequação dos espaços clínicos para receber os bebés, crianças, familiares e grávidas que nos visitam


regularmente. O respeito pelo direito à saúde e bem-estar dos mais pequenos estão muito presentes nas nossas clínicas. Construímos e adaptámos espaços para melhor receber e cuidar quem nos procura, quer sejam bebés com queixas de cólicas, otites, torcicolos, luxações de anca ou crianças com alterações no desenvolvimento neurológico, da coluna vertebral ou postural. Estamos na Clínica de Alcantarilha, o espaço mais recente da rede de clínicas da NBfisio. Como tem sido a recetividade e a procura assim como do espaço NBnatura? Em Outubro de 2021, abrimos a Clínica NBfisio Alcantarilha e o espaço saúde NBnatura, quisemos levar ao Barlavento Algarvio os melhores cuidados de Fisioterapia e reabilitação, tentando assim colmatar a necessidade de serviços de saúde de excelência nesta zona, assim como disponibilizarmos na nossa loja uma vasta linha de materiais ortopédicos, ajudas técnicas e produtos naturais de excelência. O feedback até este momento tem sido excelente. A população tem recorrido e recomendado os nossos serviços a amigos e familiares. Temos neste momento cinco fisioterapeutas na clínica que respondem às necessidades da população. No próximo dia 8 de setembro assinala-se o Dia Mundial da Fisioterapia. Num trabalho de complementaridade à Fisioterapia, qual a importância das terapias complementares para se efetivar a recuperação do paciente? A Fisioterapia teve uma evolução extraordinária nos últimos 50 anos. Este dia é celebrado anualmente, desde 1996, a 8 de Setembro, que corresponde à data da fundação da Confederação Mundial de Fisioterapia, atual World Physiotherapy, no ano de 1951. O dia pretende assinalar o valor da Fisioterapia, dos fisioterapeutas e da manutenção e melhoria da mobilidade e independência funcional/ bem-estar de todos. Enquanto profissionais de saúde autónomos, detentores de cursos superiores e, mais recentemente, unidos numa Ordem

Dia Mundial da Fisioterapia O Dia Mundial da Fisioterapia celebra-se a 8 de setembro. Este é um dia de sensibilização para o contributo do fisioterapeuta para a saúde e para a autonomia do ser humano e um dia de divulgação da profissão. É também uma homenagem a todos os fisioterapeutas do mundo que diariamente ajudam as pessoas a superar problemas musculares e esqueléticos, assim como a recuperar de doenças e disfunções. O fisioterapeuta é um profissional de saúde que desenvolve a capacidade bio-psico-social da pessoa, ajudando-a a mover-se e a viver melhor. O Dia Mundial da Fisioterapia foi instituído pela Confederação Mundial de Fisioterapia (WCPT - WorldConfederation for PhysicalTherapy), que engloba mais de 250 mil fisioterapeutas no mundo. A data celebra-se desde 1996. Em Portugal realizam-se encontros neste dia, debatendo-se a situação da Fisioterapia no país e organizando-se sessões práticas com exercícios terapêuticos, avaliações posturais, aulas de Pilates clínico ou rastreios e massagens terapêuticas.

Clínica de Alcantarilha

profissional, os fisioterapeutas representam em média mais de 80% das equipas de reabilitação. (APF, 2022). As terapias complementares na qual gostaria de ressalvar a Osteopatia, fazem parte da formação complementar de muitos dos fisioterapeutas. São óbvios os benefícios para os pacientes quando são acompanhados complementarmente com ambas as áreas. Apesar de diferentes, completam-se e quando articuladas em função da melhor recuperação dos pacientes e exercidas por profissionais qualificados e competentes, representam o que há de melhor em reabilitação. (Re) Capacitar e prevenir da melhor forma devem ser o foco em Fisioterapia! Defendemos que integrar e respeitar é determinante para o equilíbrio funcional e para a recuperação efetiva do paciente.

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INOVAÇÃO E TECNOLOGIA | SAMSUNG

“A VISÃO DA SAMSUNG PARA O FUTURO DA INDÚSTRIA” O Galaxy Unpacked foi o mote para a conversa com José Correia, MX Division Product Head da Samsung, que destacou o segmento de smartphones dobráveis como o standard da indústria no futuro. Para além dos foldables Galaxy Z Fold 4 e Z Flip 4, o evento deu a conhecer também o Galaxy Watch 5 Pro, o Galaxy Watch 5 e os novíssimos Galaxy Buds2 Pro.

José Correia, MX Division Product Head

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O Galaxy Unpacked aconteceu no dia 10 de agosto. No evento, foram anunciados os próximos dobráveis: o Galaxy Z Fold4 e Z Flip4. Fale-nos um pouco mais sobre estes lançamentos. Estes dois lançamentos corporizam aquela que é a visão da Samsung para o futuro da indústria. Quando lançámos o primeiro smartphone dobrável, há mais de três anos, inaugurámos uma nova categoria na indústria – uma nova experiência móvel marcada por um design verdadeiramente inovador. O Galaxy Z Fold4 e ZFlip 4 representam a 4ª geração desta nova categoria de produtos da qual formos pioneiros, chegando mais robusta do que nunca às mãos dos nossos utilizadores, acompanhada de um software que oferece novas formas de interação com o smartphone. Foi através da nossa inovação contínua, o refinamento de tecnologia e constante espírito colaborativo da Samsung com outros parceiros tecnológicos que é agora possível trazer um produto para um público mainstream com verdadeiras opções de personalização e ajustadas ao tipo de utilização de cada pessoa. O Galazy Z Fold4, desenhado para aqueles que buscam um equipamento de alto desempenho e que valorizam a produtividade, destaca-se pelo seu grande ecrã de 7,6” perfeito para multitasking, e visualização de conteúdos super imersiva. A produtividade e experiência multitasking é ainda potenciada através da utilização da caneta S Pen.


SAMSUNG | INOVAÇÃO E TECNOLOGIA

Já o Z FLip4 é um equipamento com um design icónico que nos trás uma experiência revolucionária de fotografia e vídeo graças à sua Flex Cam, que vai mudar para sempre a forma como as pessoas interagem com conteúdos das redes sociais e com o próprio telefone. Com uma bateria ainda maior, e com um ecrã exterior com mais funcionalidades, o Z Flip4 oferece-nos uma verdadeira experiência topo de gama, num formato ainda mais compacto. O que o segmento de smartphones dobráveis representa ​​ para a Samsung? Acredita que o seu “form factor” como elemento diferenciador, juntamente com a adoção do 5G, vai ditar o crescimento do mercado? Tal como referi anteriormente, este segmento será certamente o standard da indústria no futuro. De acordo com a Strategy Analytics, o mercado de dobráveis atingirá os 75 milhões de unidades em 2025. Esta afirmação do formato dobrável no mercado virá, não só do formato em si, mas especialmente das experiências únicas e, cada vez mais, personalizáveis que estes equipamentos irão possibilitar. Em relação à nossa marca, a Samsung tem continuado esta jornada sem precedentes em tornar esta categoria de produto cada vez mais mainstream, e essa nossa missão tem permanecido consistente ao longo de cada geração de produto introduzida no mercado, ao proporcionar o desempenho, durabilidade e facilidade de utilização que os utilizadores tanto esperam. Todas estas inovações, sejam a nível de hardware e software, tornam estes dispositivos cada vez mais desejáveis pelos utilizadores. Estando agora na 4ª geração destes dispositivos, deixa de haver o receio em relação e estes formatos, incentivando o interesse em explorar o que este tipo de equipamento é capaz de oferecer em termos de experiência de utilização e praticidade no dia a dia do utilizador, já que aplicações começam a estar otimizadas para este formato, oferecendo um novo tipo de formato de ecrã. São estas inovações, também combinadas com o aumento da cobertura das redes 5G em Portugal, que serão as pedras basilares para o potencial crescimento da indústria nos próximos anos. Além dos novos foldables Galaxy Z Fold4 e Z Flip4, a Samsung apresentou o Galaxy Buds2 Pro e o Galaxy Watch? Quais as suas características? É verdade, este ano, ao mesmo tempo, que apresentamos os nossos novos dobráveis damos também a conhecer ao mundo novos elementos do nosso ecossistema – o Galaxy Watch 5 Pro, o Galaxy Watch 5 e os novíssimos Galaxy Buds2 Pro. Começando pelos novos relógios, este ano introduzimos um novo elemento à família Galaxy Watch – o Watch 5 Pro. Um equipamento especialmente desenvolvido para os amantes do desporto e super resistente – com uma armação em titânio e um ecrã de cristal de safira. Este relógio vem ainda equipado com uma bateria maior, preparada para durar até dois dias. Tal como a geração anterior, estes relógios vêm equipados com sensores de última geração, que irão permitir aos nossos utilizadores medir a pressão arterial, recolher leituras de Electrocardiograma (ECG), saturação do oxigénio e ainda medir o índice de massa corporal. Já os novos Buds2 Pro oferecem uma experiência de som verdadeiramente imersiva em 24bit, ou seja, sem qualquer perda de qualidade desde a fonte. Com um encaixe perfeito ao ouvido, um sistema de cancelamento ativo de ruído otimizado e Audio 360º, ouvir através dos Buds2 Pro transporta-nos para uma sala de cinema minimizando as distrações face ao som do ambiente exterior.

A Samsung assume um compromisso constante com a inovação, estabelecendo novos referenciais tecnológicos e superando as expectativas através de uma experiência personalizada para cada utilizador. As expectativas dos consumidores relativamente à Samsung são sempre bastante altas, isso representa uma motivação adicional para continuar a surpreender? O consumidor é a nossa razão de ser e o centro de todo o trabalho que desenvolvemos diariamente. Todos os nossos esforços estão centrados em desenvolver tecnologia com propósito, e isso implica um olhar cada vez mais atento sobre quais são as necessidades dos nossos utilizadores e padrões de utilização dos nossos produtos. Só assim conseguimos desenvolver inovações com sentido e significado para quem de ela faz uso, ajudando a melhorar a vida de milhões de utilizadores em todo o mundo. Acrescido a este ponto, e como líder de mercado, a Samsung não nega esta responsabilidade de dar continuidade ao seu legado através do desenvolvimento de tecnologia que vá ao encontro ou supere as elevadas expetativas que depositam em nós. Mantendo este mesmo espírito motiva-nos diariamente em ser um agente ativo e continuando a afirmar-se diariamente como o grande inovador da indústria. Este ano a Samsung celebra 40 anos em Portugal, sinónimo de confiança, fiabilidade e garantia na qualidade de produto. Mas a Samsung é muito mais. O que diferencia a Samsung para continuar a ser a marca preferida dos portugueses? A Samsung cumpre, este ano, 40 anos em Portugal. Um longo histórico que nos deixa bastante orgulhosos. Também, ao longo destes anos, temos vindo a ser sucessivamente escolhidos pelos nossos consumidores, e daí acresce a nossa vontade em estar cada vez mais próximos da nossa comunidade. Consideramos que somos uma marca de confiança e muito querida pelos portugueses, uma relação que já percorre um longo historial. De facto, quando compram a nossa marca, os portugueses reconhecem que irão encontrar um elevado rigor na tecnologia que dispomos no mercado, sendo a qualidade e a inovação dos nossos produtos elementos chave e, sem dúvida, a base de toda esta confiança. Aliado a isso, temos em Portugal uma equipa sólida e multidisciplinar, o que nos permite atender de forma especial às necessidades do nosso mercado. Por último, estando em Portugal há já 40 anos é também o resultado de longas parcerias e agilidade nos processos, tendo já desenvolvido uma das maiores e mais robustas estruturas do segmento, o que nos permite um nível de resposta claramente superior e também fortemente reconhecido pelos portugueses.

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PME EXCELÊNCIA ​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​O Estatuto PME Excelência é atribuído pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal ​(no caso das empresas do Turismo), em parceria com os Bancos protocolados a operar em Portugal e as Sociedades de Garantia Mútua. Trata-se de um selo de reputação que permite às empresas distinguidas relacionarem-se com a sua envolvente - fornecedores, clientes, sistema financeiro e autoridades nacionais e regionais - numa base de confiança facilitadora do desenvolvimento dos seus negócios. Além disso, para empresas exportadoras e com ambição internacional, o estatuto PME Excelência é particularmente relevante, constituindo um fator de diferenciação e uma garantia da solidez e idoneidade das empresas.​​ Assim, as empresas PME Excelência 2020 que obtiverem o Estatuto PME Líder 2021, renovam automaticamente o Estatuto PME Excelência na Edição 2021 e, por isso, algumas delas são alvo de destaque nesta edição.

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C O N T R O LO E AU TO M A Ç Ã O • I N S T R U M E N TA Ç Ã O E P R O C E S S O S D R I V E S , M OTO R E S E AC I O N A M E N TO S • RO B ÓT I C A

C O N T RO L A R E AU TO M AT I Z A R P R O C E S S O S I N D U S T R I A I S.

W W W. B R E S I M A R . P T REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 21


PME EXCELÊNCIA | BRESIMAR

BRESIMAR: 40 ANOS A GARANTIR INOVAÇÃO E QUALIDADE

João Breda, Administrador

A celebrar 40 anos de história, a Bresimar planeia continuar a destacar-se nas áreas da automação e tecnologia. Posiciona-se, desde a sua criação, como uma das maiores empresas portuguesas do ramo. Em 2021, foi distinguida com o estatuto de PME Líder, tal como aconteceu todos os anos, desde 2008, o que garante prestígio e reconhecimento à empresa. Fundada por Carlos Breda a 15 de dezembro de 1982, a Bresimar é uma empresa especializada em equipamentos, sistemas e soluções para automação industrial. A empresa começou por estar sediada no centro de Aveiro e, no início, trabalhava com promoção e venda a retalho de componentes de eletricidade. Segundo João Breda, membro da administração do grupo Bresimar, o momento de expansão da empresa dá-se no ano de 1999, com a construção de um dos pavilhões onde hoje se inserem. Os restantes três pavilhões foram construídos nos anos de 2001, 2003 e 2011. Dessa forma, foi criado o parque industrial da Bresimar. João Breda acredita que “foi com o foco no cliente” que a empresa conseguiu evoluir e crescer, dentro do seu mercado de atuação. Mas, acima de tudo, foi “o serviço de pós-venda, a formação interna que garante a capacidade de assegurarmos todas as valências ao cliente, e o know-how e experiência partilhada com o mesmo” que fez com que a empresa se tornasse líder de mercado. Em 2011, foi criada a marca Tekon, que desenvolve sensores sem fios e sondas de temperatura, que são vendidos em mais de 20 países, por todo o mundo. O grupo Bresimar incorpora igualmente a Selmatron, uma empresa adquirida em 2005, que produz

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BRESIMAR | PME EXCELÊNCIA

“A Bresimar procura distinguir-se no mercado pelos colaboradores altamente qualificados e formados para apresentar soluções inovadoras, bem como pela experiência que tem neste sector”

João Breda, Administrador e Carlos Breda, Fundador

máquinas especiais com foco na mecatrónica, motion e automação. Em 2014, entra na empresa a “segunda geração”, João e Carolina Breda, que vieram dar continuidade ao negócio. Foi criado um protocolo familiar e foram apresentadas propostas para a gestão da empresa. A passagem de testemunho aconteceu, oficialmente, este ano, e os dois irmãos assumiram a administração da empresa. Ainda assim, os administradores da “primeira geração” – Carlos e Rosário Breda - continuam a estar presentes para colaborar, fazendo jus à sua elevada experiência na área. A Bresimar conta, atualmente, com 110 colaboradores e está em constante crescimento. Neste momento, procuram mais oito

engenheiros, para todo o grupo. João Breda descreve a equipa como “multifacetada e multidisciplinar”. Este acredita que têm “uma boa base de trabalho para ser competitivos, competentes e eficientes” no mercado onde atuam. Relativamente aos serviços e soluções que a empresa disponibiliza, esta tem a capacidade de apresentar ao cliente uma vasta tecnologia de ponta, graças aos fornecedores e parceiros que possui. Disponibiliza tecnologia proveniente de outros países da Europa, como é o caso da Alemanha, que é representada na empresa por diversas marcas altamente reconhecidas, como a Beckhoff, Turck e Banner. Na missão e visão da Bresimar está o foco no cliente e na criação de valor. Isto porque, segundo o membro da administração, o objetivo não é fazer com que o cliente fique dependente da empresa. Pelo contrário, e de modo a evitá-lo, fornecem formação aos clientes para que estes se tornem autónomos. A Bresimar procura distinguir-se no mercado pelos colaboradores “altamente qualificados e formados para apresentar soluções inovadoras”, bem como pela experiência que tem neste sector. Detém diversas valências, como os dois departamentos de inovação, o de eletrónica, no qual desenvolvem novos produtos, e o de automação, onde disponibilizam novos conceitos, em função das necessidades dos clientes. Estes departamentos, apesar de terem serviços partilhados com a Bresimar, têm autonomia para desenvolver as respetivas soluções, através de núcleos de trabalho diferentes. Para o futuro, a empresa tem já várias metas definidas. Neste momento, está a ser delineada uma estratégia a cinco anos, visando acelerar o crescimento e atingir novos objetivos comerciais. Contudo, o desígnio principal mantém-se na contínua melhoria do serviço atual, procurando incrementar permanentemente o valor entregue aos clientes.

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PME EXCELÊNCIA | MANIA DAS PINTURAS

MANIA DAS PINTURAS: ATENDIMENTO DE QUALIDADE E SERVIÇO DE EXCELÊNCIA A Mania das Pinturas foi fundada por Fernando Guimarães e é uma das lojas de tinta mais prestigiadas em Portugal. Atualmente, é gerida pelo genro, David Caldeira, que acredita que o sucesso da empresa se deve à qualidade do atendimento e ao serviço de excelência.

David Caldeira, Gerente

Como é que surgiu a Mania das Pinturas? A Mania das Pinturas nasceu da necessidade de criarmos uma empresa de distribuição de tintas. Já havia um grupo de lojas que pertenciam ao meu sogro, Fernando Guimarães, o fundador da empresa, e queríamos garantir um serviço rápido e eficiente, não só a nível de preços, mas também em termos de distribuição. Isto para que, cada vez que temos um cliente que precisa de uma determinada tinta, num determinado sítio, seja possível fazer uma distribuição rápida e com um preço acessível. A empresa tem cerca de 20 lojas na área metropolitana de Lisboa. Que estratégias utilizam para o bom funcionamento do negócio? Em primeiro lugar, para nós, está o atendimento. Imaginemos que um cliente chega até nós com algum problema. Se nós tivermos a solução que ele precisa, é provável que façamos uma venda. Depois, é importante a qualidade e também o preço. Já todos nós comprámos produtos. Existem alguns que são caros, mas que nos garantem qualidade. E é isso que os clientes procuram, produtos bons que lhes resolvam problemas. Quando temos clientes que não conseguem vir buscar as tintas, por exemplo, nós fazemos a entrega. Se quisermos ter clientes satisfeitos, temos que lhes fornecer este tipo de ajudas. Trata-se, no fundo, da capacidade de dar resposta às necessidades do cliente. Atualmente, quem é que está encarregue da gestão da empresa e dos serviços associados à mesma? Neste momento, eu sou o único gerente da empresa. O meu sogro, devido a problemas de saúde, não pôde continuar à frente da empresa, então convidou-me para vir trabalhar para aqui. Eu trabalhava na área da aviação, nas operações de voo da SATA, e vim para o mundo das tintas, sem ter muito conhecimento sobre o assunto. Ele preferia que a empresa ficasse ao encargo de alguém

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da família, uma pessoa em quem pudesse confiar. Nós tínhamos uma relação muito boa e durante cerca de sete anos, trabalhamos juntos na empresa. Em 2021, passei a ser gerente, mas ele estava sempre próximo e presente para qualquer eventualidade. E como é que funciona a dinâmica entre as vossas lojas? E as marcas? Atualmente, temos mais lojas no nosso grupo, como a Cordevioleta 3 e o Santinhocor 2, entre outras parcerias, como também existem projetos para a abertura de novos espaços comerciais próprios. Em termos de marcas, eu diria que 95% do nosso stock é nacional, ou seja, é produzido em Portugal. Os acessórios de pintura e as tintas são todos de marcas nacionais. Nas tintas, temos da marca Dyrup, Robbialac, CIN, Barbot e a Neuce. Temos lojas com as suas próprias marcas, sendo que cada um escolhe as melhores opções para a sua loja. E apostam na escolha de bons profissionais para satisfazer essas mesmas necessidades? Os nossos funcionários são pessoas que colaboram connosco há vários anos. Trata-se de gente humilde e que trabalha arduamente, todos os dias. A sua missão passa por dar ao cliente uma solução viável, de forma a que este fique satisfeito e acabe por passar a palavra, recomendando-nos a outras pessoas.


2 0 LOJAS O N D E O AT E N D I M E N TO E A Q UA L I DA D E E S T O GA R A N T I D O S ! MANIA D AS P I N T R . DA P E U R AS NHA DE FRANÇA 1170-30 249 B, 4 LISBO A 21 154 6 966

MAN I R . D R A DA S P I NT . JOÃ O CO U R AS 2 1500 U TO -236 17 LISB OA , , 2171 4596 2

R. JO MANIA D AS P Ã IN 2630 O DE DE U S N T U R AS 3 - 247 ARRU º 1 R/C, LO DA D O S V JA G INHO 263 S 151 0 50

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PME EXCELÊNCIA | MANIA DAS PINTURAS

Equipa

E consideram que é importante que os colaboradores se sintam felizes no local de trabalho? Trata-se de um aspeto bastante importante para nós. Esforçamo-nos ao máximo por criar um bom ambiente entre colaboradores. Eu não me intrometo nos problemas que eles possam ter entre eles. Tenta-se sempre que se entendam e, se isso não acontecer, arranjamos sempre uma solução. Mas, acima de tudo, tento não ser um patrão autoritário. Acho que as maiores empresas não se constroem com patrões autoritários. É necessário que o gerente tenha controlo sob o que se passa na empresa, mas é preciso haver humildade e estabelecer uma boa relação com todos os funcionários. Queremos ter uma equipa coesa que dê

um futuro aos nossos projetos e que cumpra os nossos objetivos. Para isso, temos que remar todos para o mesmo lado. É notório que têm uma grande quantidade de stock de tintas. Ficam mais bem preparados dessa forma? Sim. Se contarmos com o material disponível nas lojas e nos armazéns, temos vários milhares de litros em stock. Muitas vezes os produtos ficam esgotados e queremos prevenir essa rutura. Com a pandemia, houve produtos que estiveram esgotados no mercado durante quase dois meses, e nós tínhamos sempre esses produtos, devido à grande quantidade de stock. Como é que define a Mania das Pinturas? Nós tentamos ser uma empresa de referência no mercado, portanto, o nosso objetivo é sermos os melhores no atendimento, prestando um serviço de excelência. E quais é que são os planos para o futuro? Em termos futuros, queremos continuar a crescer. Eu penso que qualquer empresa ambiciona esse crescimento, especialmente se for sustentável e é isso que nós temos tentado fazer. Obviamente que existem fatores externos que não podem ser controlados por nós, mas fazemos sempre esse esforço no sentido de continuar a subir. O meu sogro tinha o lema de viver “um ano de cada vez” e essa é também a nossa filosofia. Não há ninguém que faça uma estimativa de futuro para daqui a cinco anos e que acerte a 100%. Portanto, pretendo continuar a dar o meu melhor em prol da empresa, sempre com muita garra e dedicação.

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PME EXCELÊNCIA | GIRASSOL

UMA EMPRESA GUIADA PELA LUZ DO SEU FUNDADOR Estivemos à conversa com Marcos Torres, o atual responsável da Girassol que nos revelou que, para além de tentar preservar ao máximo os valores incutidos pelo seu avô e fundador da empresa, António Gouveia Torres, tem procurado apostar na inovação.

Marcos Torres, Responsável e alguns elementos da Equipa da Loja de Lisboa

Quem chega à loja Girassol nas imediações de Lisboa depara-se, de imediato, com o moral de homenagem a António Gouveia Torres, o fundador da empresa. Homem de garra e pulso firme, é assim que o neto e atual gerente da empresa descreve o seu avô que, após lhe ser diagnosticado cancro no cólon e lhe terem estipulado um prazo médio de vida de seis meses, encontrou a cura numa alimentação feita à base de produtos naturais, conseguindo viver até aos 82 anos e superando, assim, todas as expectativas. A vida de António Gouveia Torres foi marcada pela passagem em vários países, nomeadamente por Angola, e um dos seus passatempos favoritos era ver o nascer do sol. Ora o Girassol, tal como sabemos, é uma flor que se movimenta em função do sol e, se repararmos, foi exatamente isso que fez o fundador da empresa: partiu em busca da luz e da energia que precisava, procurando soluções alternativas aos métodos tradicionais que conhecemos, com o intuito de se curar. O final da década de 70 marcou, então, o início de uma grande caminhada na procura de produtos naturais e foi em 1984, depois de já estar curado, que António Gouveia Torres fundou a primeira loja da Girassol, em Aveiro, resultado do desejo de querer comercializar os produtos que o salvaram, para que outras pessoas pudessem iniciar o mesmo caminho. Já o neto, formado em Gestão na Faculdade de Economia do

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Porto, começou a sua carreira profissional em Lisboa, na área da consultoria. No entanto, quando o avô o desafiou para assumir as rédeas do negócio de família, Marcos Torres não hesitou em alterar o seu percurso profissional, tal era a relação próxima que ambos tinham e a confiança que depositavam um no outro porque “mais do que avô e neto, éramos amigos”, salienta o entrevistado. O atual gerente da Girassol, começou por “informatizar o negócio e encontrar um software de gestão, já com o objetivo de, no futuro, criar uma loja on-line”. Este projeto veio a concretizar-se em outubro de 2013, momento em que “o negócio disparou”, tal como refere Marcos Torres. Impulsionada pelo sucesso que a presença on-line estava a alcançar junto dos clientes, a Girassol estabelece a sua segunda loja em Lisboa, em 2018 e, alguns anos mais tarde, com a procura a aumentar, monta um armazém em Aveiro, de forma a ter espaço suficiente para armazenar todos os produtos. Mais de 8 mil produtos A Girassol dispõe de uma enorme panóplia de produtos naturais, divididos por sete áreas, entre as quais, a alimentação, a higiene e a cosmética, os suplementos alimentares, a homeopatia, o emagrecimento, as plantas medicinais e a nutrição desportiva. Paralelamente, os clientes podem usufruir de serviços de


GIRASSOL | PME EXCELÊNCIA

aconselhamento e terapias, nomeadamente ao nível da osteopatia, homeopatia, naturopatia, mesoterapia e nutrição. O resultado de uma vasta experiência na área da saúde natural reforçou a crença de que o acompanhamento profissional é, em muitas situações, o melhor caminho. Por esse motivo, e fruto da vontade de querer providenciar um acompanhamento completo e cuidado, a Girassol disponibiliza a todos os seus clientes a possibilidade de agendar uma consulta com um dos técnicos de saúde com quem trabalha, tanto na loja de Aveiro como na loja de Lisboa. Aumento da procura: saúde ou beleza? Nos últimos anos, tem-se verificado um aumento na procura por produtos naturais, pois, tal como salienta Marcos Torres, “os químicos costumam atuar de imediato, mas, em contrapartida, têm muitos efeitos secundários e, por isso, as pessoas procuram alternativas como aquelas que nós comercializamos”. Para além disso, a pandemia global que se vive veio aumentar esta tendência que se traduziu, entre outras coisas, na procura por soluções para reforçar o sistema imunitário. Tal como refere o entrevistado, a procura pelos produtos da Girassol prende-se tanto por razões ligadas à saúde, como por questões estéticas e, apesar de existirem certos produtos que apresentam alguma sazonalidade, como é o caso dos produtos de emagrecimento, procurados maioritariamente no início do ano, Marcos Torres esclarece “dada a nossa a variedade de produtos, não existe sazonalidade, as pessoas procuram-nos durante todo o ano”. O cliente como prioridade “O passa palavra é o melhor meio de publicidade que podemos ter”, começa por dizer Marcos Torres, e, por isso, a Girassol conta com uma equipa de profissionais completamente capazes e à altura para dar a melhor resposta possível aos clientes que os abordam, tendo como missão a sua total satisfação. A Girassol tem lojas físicas em Aveiro e em Lisboa e uma loja on-line, que faz entregas em Portugal Continental em apenas um dia. Devido à sua parceria com os CTT Expresso, todas as encomendas confirmadas até às 17:00 de um dia útil, são entregues no dia útil seguinte até às 13:00. Estão, também, sempre disponíveis para tirar qualquer dúvida através do número de telefone ou mesmo através das redes sociais, Facebook e Instagram, onde partilham, entre outras coisas, receitas saudáveis e dicas de nutrição.

Projetos para o futuro Sendo que a faixa etária da maioria dos clientes da Girassol ronda os 50 anos, trata-se de uma geração que “confia mais naquilo que vê com os seus próprios olhos” e, por esse motivo, a Girassol tem planos para abrir uma nova loja, desta vez no Porto. Mas as novidades não ficam por aqui! A Girassol vai continuar a trilhar o seu caminho digital também, e está prestes a lançar uma nova loja on-line, projeto que foi ficando para segundo plano devido às consequências da pandemia.

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ESPECIAL ALGARVE Na edição de agosto, evidenciamos a região algarvia que, segundo avançam os jornais portugueses, caminha para o seu melhor ano turístico de sempre, superando inclusive os números registados em 2019, pré-pandemia. Se o sul de Portugal já era conhecido pela beleza das suas praias, dignas de postal e pelo serviço de excelência que é prestado, tanto nos hotéis, como nos bares e restaurantes, hoje, há uma nova aposta: o turismo de natureza. São exemplo disso, os trilhos e percursos pedestres, a oportunidade de observar os animais, entre outros. Assim, os concelhos de Albufeira (Capital do turismo algarvio) e Lagoa (verdadeira joia do turismo) merecem o devido destaque, tendo em conta o excelente trabalho que tem sido desenvolvido pelos seus executivos que, juntamente com a população, promovem o que de melhor estas regiões têm para oferecer. Não podemos esquecer as forças vivas da região, em termos económicos, as empresas que através da sua força e resiliência conseguiram conquistar o título de PME Líder.

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CM ALBUFEIRA | ESPECIAL ALGARVE

ALBUFEIRA: O PARAÍSO ALGARVIO

Estivemos à conversa com José Carlos Rolo, o atual presidente da Câmara Municipal de Albufeira. A antiga vila de pescadores, é hoje um dos concelhos mais visitados pelos turistas. As praias, o sol, o mar e o clima são características que fazem deste um destino de eleição, mas o presidente chama também à atenção para a riqueza do património histórico, cultural e geológico que estão longe do olhar dos mais desatentos. Albufeira é reconhecida por todos como a capital do turismo algarvio. Todos os anos, são milhares as pessoas que visitam a região e que acabam por se render aos seus encantos. Esta situação apresenta inúmeras vantagens como, por exemplo, o facto de serem, a nível nacional, um dos concelhos com a maior taxa de empregabilidade. Aliás, em Albufeira é maior o número de postos de trabalho disponíveis, do que o número de residentes, o que significa que o seu tecido empresarial emprega pessoas tanto de concelhos limítrofes, como das restantes zonas do país. Para além disso, trata-se de uma região que se encontra em crescimento contínuo, “todos os anos vão surgindo novas unidades hoteleiras”, refere o entrevistado. A maior dificuldade é, portanto, responder a tanta procura, uma vez que há falta de mão de obra. Praias: o ex-líbris da região Albufeira tem cerca de 30 km de costa e é recordista no que à angariação de bandeiras azuis diz respeito. No total são 25 as praias distinguidas e 19 delas com o título de “Praias Qualidade de Ouro”, atribuído pela Quercus - Associação Nacional de Conservação da Natureza.

Segundo o presidente, “todas as praias têm a sua beleza natural e possuem características totalmente diferentes”. Na parte nascente do conselho, destaque para a Praia da Falésia, considerada uma das mais belas do mundo. Relativamente às mais citadinas, de salientar a Praia de Olhos de Água, a Praia da Oura e a Praia dos Pescadores, “onde se desenvolvem os maiores espetáculos ao ar livre da região, com um cenário idílico, repleto do azul do mar e da areia da praia”, descreve José Carlos Rolo. Toda a zona envolvente das praias tem sido bastante pensada por este executivo que se tem preocupado, nomeadamente, com a melhoria das acessibilidades e em conseguir um maior número de

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“As pessoas que marcam presença nesta festa gostam imenso não só da música que ouvem, mas dos sabores que têm a oportunidade de provar”

lugares de estacionamento. Para além disso, para o sucesso destas praias, muito contribui o excelente serviço prestado pelos profissionais da restauração que são mestres na arte de bem servir e que em cima das mesas à beira mar, colocam o peixe e o marisco, típicos da região. O projeto “Algarvensis” e a valorização do interior Em parceria com os concelhos de Loulé e Silves está a ser desenvolvido o projeto “Algarvensis”, oficializado em 2019 como aspirante a Geoparque Mundial da UNESCO. Trata-se, portanto, de uma área territorial com limites bem definidos, que possuindo um património de grande relevo a nível nacional e internacional, alia uma estratégia de geoconservação e um conjunto de políticas de educação e sensibilização ambiental, à promoção do desenvolvimento socioeconómico sustentável baseado em atividades de geoturismo, tais como, as caminhadas ou a observação cientifica da formação da terra, envolvendo as comunidades locais e contribuindo para a promoção dos produtos locais. O presidente aproveita para fazer referência à zona de Paderne que é conhecida pela sua riqueza ao nível histórico, da qual é exemplo o Castelo de Paderne. A gastronomia de interior também é muito importante porque, para além do peixe, da caça e de todos os pratos de tradição algarvia, também não podemos esquecer o frango da guia, reconhecido além-fronteiras. Todas estas atividades (o turismo rural, o turismo de natureza, o turismo de interior, o artesanato, a gastronomia, entre outros) potenciam o aparecimento de um outro tipo de turismo na região algarvia e permitem minimizar a sazonalidade. Na ótica de José Carlos Rolo, “é extremamente importante que venhamos a ser um geoparque carimbado pela UNESCO”, reiterando ainda que “será um selo de qualidade”. Albufeira em festa Agosto e setembro são os meses altos do turismo no Algarve, nomeadamente na região de Albufeira, e são também sinónimo de festa. Após dois anos de pandemia, o presidente revela que as

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pessoas sentem a falta da habitual animação que se fazia sentir nas ruas do conselho e do convívio que as festas proporcionavam. Para felicidade de todos, as noites de farra regressam em força este ano. Assim, o Dia do Município celebra-se a 20 de agosto e a grande atração é o concerto da fadista Mariza, seguindo-se do espetáculo piromusical. Por outro lado, a realização da Festa dos Pescadores está prevista para o início de setembro. Segundo o presidente, esta “começou por ser uma festa de um rancho de folclore de albufeira que, posteriormente, extravasou para as restantes associações. Cada uma delas tem a sua tasca e oferece os seus pitéus, relacionados com o mar (o que dá origem à nomenclatura de Festa dos Pescadores). As pessoas que marcam presença nesta festa gostam imenso não só da música que ouvem, mas dos sabores que têm a oportunidade de provar”. A célebre questão da sazonalidade Tal como acontece nas restantes zonas do Algarve, Albufeira é um destino muito mais procurado pelos turistas no verão, do que no inverno. Ainda assim “o objetivo é sempre tentar diluir essa sazonalidade ao ponto de quase não nos apercebermos se estamos em época baixa ou época alta”, explica o presidente, acrescentando que se trata de uma meta “difícil”. Preocupação com a população e projetos para o futuro “A saúde precisa de ser melhorada”, começa por dizer José Carlos Rolo que, em conversa com a Business Portugal, revela que está a ser planeada a vinda para o concelho de melhores e mais robustos meios de emergência médica, nomeadamente através do INEM. Além disso, o atual executivo está em conversações com o presidente da ARS (Administração Regional de Saúde do Algarve) para a edificação de um novo centro de saúde, tendo em conta que o atual está desatualizado face ao número elevado de pessoas que se encontram no concelho, principalmente nos meses de verão. “O centro de saúde que temos está pensado para cerca de 40 mil pessoas e, na época alta, nós costumamos ter perto


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de 500 mil”, explica. É igualmente necessário construir um espaço para feiras e exposições, onde estaria inserido um grande auditório com vista à realização, por exemplo, de congressos ou espetáculos musicais. O concelho carece também de mais habitações para possibilitar a habitação não só dos residentes, como dos trabalhadores que, normalmente, são sazonais. “Não podemos esquecer que antigamente as grandes empresas tinham os seus bairros de trabalhadores e de momento isso não existe. Os hotéis, por exemplo, têm que equacionar para o futuro a criação de um espaço para colocar os seus colaboradores”. Presentemente estão a ser construídas cerca de 40 habitações na zona de Paderne, mas o presidente revela que são precisas muitas mais para fazer face a este problema. O presidente mostra-se também preocupado com a questão das alterações climáticas e, consequentemente, da seca. Nesse sentido, será introduzido um novo paradigma ao nível dos espaços verdes, com modelos de rega e plantas diferentes, que impliquem um menor consumo de água. Paralelamente, para o futuro, está em vista a criação de mais parques industriais de forma a possibilitar a fixação de empresários no concelho.

O convite do presidente José Carlos Rolo refere que Albufeira está de braços abertos para receber quem os visita, deixando o apelo a que o façam não só no verão, mas também no inverno tendo em conta que “os invernos são bastante amenos em termos de temperatura”. Para além disso, “a qualidade de vida é maior uma vez que já não se encontra no concelho a mesma multidão com que as pessoas se costumam deparar no verão”, conclui.

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ESPECIAL ALGARVE | INTERMARCHÉ ALBUFEIRA

Ana Paula Barbosa, Gerente

INTERMARCHÉ ALBUFEIRA VALE PEDRAS: A CONCRETIZAÇÃO DO SONHO DE UMA VIDA Ana Paula Barbosa e o António Sousa estiveram durante vários anos ligados à insígnia Intermarché. Por mais de uma década trabalharam numa loja do grupo os Mosqueteiros, no Carvoeiro, até que decidiram abrir o seu próprio negócio. Após o falecimento do marido, Ana deu continuidade ao sonho dos dois e atualmente, já são quatro as lojas Intermarché geridas pela empresária: Santa Eulália, Montechoro, Cerro Grande e, mais recentemente, o futuro Intermarché Albufeira Vale Pedras. Ana Paula Barbosa é natural de Felgueiras, no distrito do Porto. Em 1993 começou a trabalhar num supermercado Intermarché, na sua cidade natal. Dois anos depois, casou-se, e em 1997 o seu responsável, que tinha acabado de comprar uma loja da marca, no Carvoeiro, uma vila algarvia, convidou Ana Paula e o marido para ali trabalhar. Mudaram-se para o sul do país e Ana ficou responsável pela mercadoria geral e o marido pela caixa e pelo ficheiro. O casal trabalhou na loja até 2010, quando decidiu sair para criar o seu próprio negócio. Em 2012 começaram a gerir o Intermarché de Santa Eulália e, posteriormente, o de Montechoro, que agora vai ser deslocalizada para esta nova morada. No ano de 2015 ficaram também com a loja do Cerro Grande, ex-Alisuper, em Albufeira. Há cerca de um ano adquiriram um terreno onde hoje foi construído o Intermarché Albufeira Vale Pedras, a quarta loja gerida por Ana Paula e que vai abrir em meados de setembro. Com cerca de 2. 200 metros quadrados e mais de 280 lugares de estacionamento, interior e exterior, características que a tornam na maior loja de Albufeira, oferece uma diversidade de serviços

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dos quais se destacam um posto de combustível low-cost, onde o cliente pode encontrar líquido Adblue e postos de carregamento para carros elétricos. No espaço, o cliente encontra também uma parafarmácia, um cabeleireiro, uma florista, um sapateiro/chaveiro e uma tabacaria. O objetivo de Ana Paula é “garantir que todos os serviços essenciais à população estejam disponíveis neste supermercado. Na loja, 60% da área vai corresponder à secção dos frescos, o que inclui peixaria, talho, charcutaria, take-away, padaria, frutaria, churrasqueira e restauração, indo sempre ao encontro das necessidades dos nossos clientes.” Esta aposta nos frescos representa, também, uma aposta nos produtos nacionais e regionais. Segundo António Gomes, responsável de loja, “vamos estabelecer parcerias locais e regionais como é o caso de um produtor de laranja de Silves, produto ex-libris da região. É importante garantir sempre a qualidade e a frescura dos produtos e também o apoio à produção nacional”. Apesar da prioridade dada aos produtos nacionais, neste Intermarché vai existir também uma grande quantidade de produtos internacionais, tendo em conta o elevado número


INTERMARCHÉ ALBUFEIRA | ESPECIAL ALGARVE

“O propósito é tornar a loja de Albufeira, um local acolhedor onde o cliente se sinta bem e encontre os melhores produtos aos melhores preços” de turistas e de residentes estrangeiros na zona de Albufeira. A localização do Intermarché Albufeira Vale Pedras é privilegiada. “Temos a vantagem de estar perto de uma escola secundária, de serviços municipais, de uma unidade hospitalar e de uma zona residencial em crescimento”, diz Ana Paula. António Gomes acrescenta que “enquanto a nossa loja de Santa Eulália é mais vocacionada para o turismo, esta vai focar-se mais nos residentes da localidade.” Com esta abertura serão criados 50 novos postos de trabalho que completam uma equipa de mais de 70 pessoas. Ana Paula esclarece que, “com a deslocalização da loja de Montechoro para este novo espaço, toda a equipa será aqui integrada. Pela dimensão da loja e pelo aumento do número de secções foi necessário o reforço da equipa, daí o recrutamento de mais 50 pessoas. Um atendimento de excelência e a valorização das equipas é imprescindível pelo que a formação será uma aposta constante”, reforça. Focada no cliente e nas suas necessidades diárias, a empresária destaca a “Por Si”, a marca própria do Intermarché, com produtos de qualidade ao preço mais baixo do mercado. “Atualmente a nossa marca inclui mais de 3.300 produtos exclusivos, sendo que na grande maioria provêm de 200 fornecedores portugueses. Os vários segmentos da marca - PorSi Bio, PorSi Viva Bem e PorSi Select – representam soluções personalizadas às expectativas dos consumidores com receitas adaptadas e revistas.” “Em todas as secções, existem produtos da nossa marca, o que representa uma opção mais acessível e de elevada qualidade.” acrescenta António Gomes. A insígnia Intermarché está implantada de norte a sul do país e as 261 lojas são geridas de forma autónoma por um empresário independente. “O Intermarché, bem como o Bricomarché e o Roady que também pertencem ao Grupo os Mosqueteiros, são apoiados por uma estrutura central em diversas áreas, como Logística, compras, comunicação, que é muito importante para a gestão do negócio. Apesar disso, temos liberdade para adaptar a oferta à localidade e à

Ana Paula Barbosa, António Gomes e Cláudia Silva (Engenheira fiscalizadora da obra)

região onde a loja está sedeada, o que é uma enorme mais valia para o cliente. Esta “personalização” e gestão de proximidade permite que conheçamos os gostos dos nossos clientes e que possamos gerir a loja de forma única e distinta”, conclui. Ter o seu próprio negócio e a sua loja Intermarché era o sonho de Ana Paula e do marido ao qual Ana deu continuidade apesar das dificuldades sentidas. “Tive todo o apoio tanto dos colaboradores, como do Grupo e sei que estão disponíveis para tudo o que eu precisar”, declara a empresária. Agora, “o propósito é tornar a loja de Albufeira, um local acolhedor onde o cliente se sinta bem e encontre os melhores produtos aos melhores preços. O nosso lema vai ser “E tudo o que fazemos é Por Si a Pensar em Si”, remata.

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ESPECIAL ALGARVE | CM LAGOA

“QUERO QUE OS NOSSOS VISITANTES FIQUEM SEMPRE COM LAGOA NO CORAÇÃO”

Luís Encarnação, Presidente

Luís Encarnação está na Câmara Municipal de Lagoa desde 2013, mas foi em 2021 que foi eleito Presidente. Em entrevista à Revista Business Portugal, o autarca garantiu que vai continuar a trabalhar para que “a estadia das pessoas que nos visitam seja apetecível e tenham sempre vontade de voltar.” Como é que caracteriza o município de Lagoa, em termos populacionais e territoriais? O município de Lagoa tem 89 quilómetros quadrados de área e tem 23 732 habitantes. Em termos territoriais, é um concelho relativamente pequeno, se tivermos em consideração a realidade do Algarve e do resto do país. No que diz respeito à densidade populacional, é um concelho médio. Ainda assim, é excecional do ponto de vista da beleza. Tem 17 quilómetros de linha de costa e possui praias pequenas e rendilhadas de uma beleza enorme. Para além disso, tem também uma outra costa, à qual chamamos de “Costa Poente e Norte”, que é o Rio Arade, desde Silves até à Foz, que é muito bonita e tem um grande potencial.

Para além das praias, quais é que são os pontos turísticos e de interesse que destaca em Lagoa? Temos os nossos percursos pedestres, como é o caso do “Caminho dos Promontórios”, que é o mais recente e vai desde Ferragudo até ao Carvoeiro. Um outro exemplo é o percurso dos “Sete Vales Suspensos”. Este é mais antigo e já foi premiado como sendo o melhor destino de caminhada da Europa. Temos também um mais curto, que é no “Passadiço do Algar Seco”, e fica entre a Ermida de Nossa Senhora da Conceição e o Algar Seco. Atualmente, estamos também a trabalhar para termos o “Caminho dos Algares”, que irá ligar a Senhora da Rocha à Praia da Marinha. Num futuro próximo, gostávamos que os nossos 17 quilómetros de costa pudessem ser percorridos por cima das falésias, para que as pessoas possam apreciar a sua beleza. Existem também três campos de golfe, sendo que alguns deles são premiados e considerados os melhores da Europa. As nossas unidades hoteleiras são de excelente categoria, temos uma ótima gastronomia e os nossos vinhos são também de elevada qualidade e fazem parte da identidade de Lagoa. Cada vez recebemos mais pessoas que não vêm para esta zona por causa das praias e do clima, mas sim pela gastronomia e pelos bons vinhos. Aliás, temos algumas unidades hoteleiras que foram criadas com o propósito de servir o enoturismo, como a Quinta dos Santos, ou o projeto do “Arvad Wine”. Relativamente ao turismo, sente que está a voltar ao normal e que as pessoas já não têm receio de viajar? Este ano tem sido uma agradável surpresa. Desde que surgiu a pandemia, quer Lagoa, quer o Algarve, quer as regiões que vivem essencialmente do turismo, passaram dois anos muito duros e complicados. A Covid-19 teve um impacto transversal a todas as atividades, mas para o turismo foi catastrófico. Em 2022, começámos a perceber que poderíamos retomar a nossa vida de forma normal e, de repente, inicia-se uma guerra na Europa. É certo que esta decorre numa zona distante de Portugal, mas acabámos por ser prejudicados. No entanto, felizmente, estamos com

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CM LAGOA | ESPECIAL ALGARVE

níveis de ocupação, nas nossas unidades hoteleiras, superiores aos que tivemos em 2019, e a faturação é também superior. Estes são sinais animadores, as pessoas estão a voltar a viajar e nós sabíamos que estávamos preparados para essa retoma.

grande afluência, tal como aconteceu em 2019, quando batemos o recorde de visitantes, ultrapassando os 190 mil. Estamos a preparar-nos para que esta edição de retoma, pós-Covid-19, seja uma das melhores de sempre e para que bata novamente recordes. Este ano, o espaço da feira terá 60 mil metros quadrados e estamos convencidos de que será uma edição de grande sucesso.

O turismo é a principal atividade económica na região. Mas, à parte deste, quais é que são as principais atividades em Lagoa? A verdade é que cerca de 90% da nossa economia e atividade económica depende, direta ou indiretamente, do turismo. A curto prazo, isso não vai mudar, mas a médio ou longo prazo teremos de encontrar estratégias para diversificar a economia. Porque, se voltarmos a viver uma crise como a que vivemos com a pandemia, temos de estar mais bem preparados para conseguirmos enfrentar os problemas. O município de Lagoa, sozinho, não consegue encontrar estratégias significativas, mas em conjunto com os restantes concelhos do Algarve, é possível definir uma estratégia que nos permita procurar a diversificação. Em Lagoa, vão surgindo algumas atividades como a vitivinícola, com o aumento do número de produtores, ou a agricultura, sobretudo com a produção de frutos silvestres. Atividades como estas podem ser uma boa alternativa para contrariar a dependência excessiva do turismo.

Que mensagem é que deixaria àqueles que visitam Lagoa? Diria que vamos continuar a trabalhar para que a estadia das pessoas que nos visitam seja apetecível e para que tenham sempre vontade de voltar. Quero que fiquem sempre com Lagoa no coração.

Sobre a FATACIL, a grande feira que se realiza anualmente em Lagoa, quais as expectativas para este ano? Este ano será a 41ª edição da FATACIL. É a maior feira a realizar-se a sul do Tejo e tem obviamente, uma notoriedade enorme. É uma feira generalista, que inclui várias atividades, como a agricultura, artesanato, turismo, indústria e comércio, e é, acima de tudo, uma feira para as famílias. Nós achamos que, este ano, vamos ter uma

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A MAIOR FEIRA DE ATIVIDADES ECONÓMICAS DO SUL DE PORTUGAL António Guerreiro, Diretor da Fatacil

António Guerreiro, em entrevista à Business Portugal, revela quais são as suas perspetivas para a realização da 41ª edição da Fatacil, onde vão marcar presença as mais diversas atividades económicas, bem como grandes nomes da música nacional e internacional. Após dois anos de interrupção devido à Covid-19, a Fatacil está de volta. Quais são as perspetivas que tem para este ano? De 2015 a 2019, a Fatacil registou números absolutamente incríveis, quer ao nível dos visitantes, quer no que diz respeito à procura por parte dos expositores. No entanto, a pandemia de Covid-19 veio interromper esse crescimento durante dois anos. Este ano acreditamos que, por força daquilo que tinha sido o sucesso da Fatacil, conjugado com a vontade que as pessoas têm de estar juntas, conviverem e, fundamentalmente, usufruírem daquilo que a Fatacil tem para oferecer, vai ser uma edição memorável e vai bater todos os recordes. Considera que esta é a oportunidade perfeita para as empresas se darem a conhecer, tendo em conta o elevado número de turistas que se encontra na região nos meses de verão? Sim, sem dúvida. A Fatacil não sendo uma feira profissional, acaba por ter uma componente comercial bastante forte, pois é visitada por profissionais que estão de férias e acabam por lá ir com a família e/ou amigos, de uma forma natural e descomprimida. Por parte dos expositores, também houve muita procura? Explique de que forma se processam as candidaturas. Sim e a prova disso é que os espaços de comércio esgotaram muito rapidamente. Aliás, nós estávamos com algum receio que as empresas se tivessem ressentido devido à pandemia, mas felizmente isso não aconteceu. Relativamente ao processo, as empresas começam por se candidatar. Depois, todas as candidaturas são avaliadas por um grupo de trabalho que tem em conta diversos fatores. Também nesse aspeto temos apostado numa seleção cada vez mais criteriosa dos expositores. Posteriormente, é comunicada a aceitação e faz-se a formalização da candidatura. E sobre o cartaz, o que nos pode revelar? Vamos ter dois palcos. No palco principal vamos ter artistas como o Tony Carreira, Fernando Daniel, Quim Barreiros, Gipsy Kings, João Pedro Pais, Resistência, Plutónio e Prof Jam. Já no palco secundário, vamos ter algumas bandas emergentes em termos locais, também muito interessantes, num ambiente mais intimista.

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Nós temos tentado abarcar todas as gerações. Aliás, é muito curioso perceber que sendo a Fatacil um evento principalmente para as famílias, começam agora a visitar-nos jovens pais que já foram à Fatacil enquanto netos. Este é, portanto, um ponto de encontro familiar, quase como uma tradição, não só para os residentes do Algarve, como para aqueles que nos visitam. É importante referir também que este ano aumentamos a zona de exposição, bem como a capacidade da Fatacil de 20 mil para 28 mil pessoas por dia. Simultaneamente, adquirimos terrenos adjacentes para promover também o crescimento da feira e da zona de exposição e para conseguirmos igualmente dar resposta a tanta procura. E relativamente às zonas de restauração? Temos duas zonas de restauração. Na que nós chamamos de “Amar a Terra”, vão estar representados alguns produtos da região. Já na outra, vão estar os restaurantes mais tradicionais, onde nós estamos a fazer um trabalho de reciclagem, de aposta na qualidade da nossa gastronomia. Gostaria ainda de frisar que este ano vamos ter presente um restaurante de Lagoa com estrela Michelin que vai apresentar um conceito de street food. Quer deixar um convite aos nossos leitores? Convido todos aqueles que já nos conhecem e que fazem da Fatacil uma visita obrigatória no verão algarvio. Para aqueles que não nos conhecem, venham visitar-nos para perceberem o porquê de esta ser uma festa tão diferente e especial.


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FERRAGUDO: A FREGUESIA ALGARVIA ONDE HÁ FESTA TODO O ANO É uma freguesia pequena, mas é vasta em paisagens, atividades e sítios que vale a pena visitar. Em entrevista à Revista Business Portugal, o Presidente da Junta de Freguesia de Ferragudo confessa que é “um Presidente feliz” e destaca as diversas qualidades da região.

Luís Alberto, Presidente

Ferragudo é a freguesia mais pequena do concelho de Lagoa. Tem cerca de cinco quilómetros quadrados e 1997 residentes. Contudo, no verão, o número de pessoas na zona ronda, aproximadamente, as 20 mil. Tendo em conta que é uma vila situada à beira-mar, Ferragudo tem, naturalmente, um enorme contacto com a natureza e com a atividade piscatória. Há 502 anos, a freguesia foi fundada por pescadores e para pescadores. Este ano, apesar do reduzido número de profissionais da área na localidade, vão ser implementadas uma série de mais-valias para a comunidade piscatória, com o intuito de a desenvolver. Ferragudo vive, essencialmente, do turismo, e tem vários estabelecimentos de restauração e hotelaria, disponíveis para acolher os milhares de turistas que lá usufruem das suas férias anualmente. Luís Alberto, Presidente da Junta de Freguesia, destacou alguns dos principais pontos turísticos da região, que considera importante e relevante serem visitados. Para o autarca, todas as praias de Ferragudo são merecedoras de uma visita, por terem “características únicas e diferentes” das restantes praias algarvias. Uma delas, é a Praia Grande, que resulta da confluência do rio e do mar, e reúne condições que permitem que as famílias possam estar em tranquilidade, inclusive com crianças. Existem ainda algumas praias, que são visitadas apenas de barco, e que possuem belíssimas grutas. Mas, nesta freguesia, há mais para visitar, além das praias. Um dos exemplos é a Igreja Matriz, que derivou de uma capela que se situava no alto de Ferragudo. A partir desta, pode observar-se grande parte da foz e do rio, proporcionando uma excelente paisagem. Para além do turismo e da pesca, há ainda outras atividades, relacionadas com a cultura e com o desporto. No que diz respeito à cultura, existem várias associações, como o agrupamento de escuteiros e a Associação Cultural e Desportiva de Ferragudo. Há também a casa do Real do Compromisso Marítimo de Ferragudo, que foi recuperada em 2015, e onde são realizadas exposições mensais. Isto, “para criar um espaço cultural para os habitantes da localidade”, afirmou Luís Alberto. Em termos de desporto, existe o Kayak Clube, o Acd Ferragudo Basquetebol, que é uma das associações que apresenta melhores resultados

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no Algarve no basquetebol feminino, e SVRDC Ferragudense Futsal. Portanto, são várias as modalidades que se podem praticar na freguesia. No mês de agosto, realiza-se a festa da Nossa Senhora da Conceição, que anteriormente era celebrada em novembro, mas foi alterado para que os emigrantes portugueses pudessem participar nesta festividade algarvia. Durante os restantes meses, há outras iniciativas, como a Feira de Natal e vários tipos de animações de rua. No fundo, em Ferragudo, há festas e celebrações durante quase todo o ano. O Presidente da Junta confessa, até, que a freguesia já recebeu o título de “Ferragudo em Festa”. Para o futuro, Luís Alberto revela que existem várias perspetivas e planos, como a requalificação da Baixa de Ferragudo. “O nosso objetivo é que exista uma zona onde as pessoas possam usufruir de um tempo de qualidade ao ar livre, apreciando a paisagem, o rio e as aves.”, acrescenta o autarca.

geral@f-ferragudo.pt www.f-ferragudo.pt


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ESPECIAL ALGARVE | BE LIVE HOTELS

BE LIVE PALMEIRAS VILLAGE HOTELS: MARCAR PELA DIFERENÇA João Bica e Paula Bica, Administradores

João, Jorge e Paula Bica gerem a empresa Verão Garantido e, em parceria com o grupo Be Live, têm um hotel e um aparthotel no Algarve. Ambos acreditam que o hotel Be Live Palmeiras Village tem um enorme potencial por oferecer opções diferentes aos clientes. A par da aposta no sector hoteleiro, inauguraram recentemente um espaço para eventos em Algoz. No futuro, querem continuar à procura “ daquilo que ainda não existe”, de forma a proporcionar as melhores experiências. Quando é que surgiu o projeto do Be Live e de que forma? O projeto teve início no final de 2012. A nossa família trabalhava na área da construção civil e o nosso tio, Manuel Bica, veio de Almada para o Algarve, há uns anos, e começou a construir este empreendimento na Quinta das Palmeiras. Em 2012, o turismo estava numa fase de ascensão e pensámos que poderia ser interessante investir nesta área. Começámos a pensar no projeto no final desse ano e, rapidamente, conseguimos concretizar a construção, com o grupo espanhol Be Live. Eles são nossos parceiros, temos um contrato de gestão em dois hotéis, o Be Live Family Palmeiras Village, na zona de Porches, e o Be Smart Terrace Algarve, localizado nas imediações do hotel. Como a nossa área era a construção civil, este grupo forneceu-nos uma grande ajuda na parte da gestão, bem como o know-how que um hotel com estas dimensões requer, o que foi muito importante especialmente na fase prematura do projeto. Ao fim de vários anos, continuamos com a parceria e acho que estamos no caminho certo e isso traduz-se, por exemplo, no facto de sermos PME líder e estarmos inseridos nas 1000 melhores empresas exportadoras.

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Para além de Portugal, em que países se podem encontrar hotéis Be Live? E que vantagens é que surgem para a parceria? Há 30 hotéis Be Live, que estão distribuídos por vários países. Para além dos dois hotéis em Portugal, podem encontrar-se em Espanha, Marrocos, Colômbia, Cuba e República Dominicana. O facto de existirem tantos hotéis neste grupo, acaba por ser bastante vantajoso para a parceria e, sobretudo, para a parceria com os operadores. Este é um aspeto muito importante tendo em conta que, por exemplo, quando surgiu a pandemia, nós fomos dos únicos hotéis no Algarve com ocupações altas, precisamente por esse motivo. O Be Live é muito forte em termos de parceria com os operadores turísticos, pois já criaram uma relação de confiança que foi construída ao longo dos anos. Como descreve os dois hotéis Be Live, localizados no Algarve? O Be Live Palmeiras Village é um hotel com 504 quartos, que apresenta um serviço de “tudo incluído” durante 24 horas por dia, algo que é único no país. Há vários hotéis em Portugal com o regime de “tudo incluído”, mas não nesta modalidade de 24 horas. Portanto, isso é uma mais-valia. É um hotel recomendado para as famílias. Temos uma zona de escorregas para crianças dos dois aos seis anos e outra zona para crianças até aos 14 anos. É, realmente, um hotel muito focado nas famílias e no conforto das mesmas. Quer os quartos, quer os buffets, são direcionados também para as crianças, para que estas possam ter acesso a tudo o que necessitam e para que as famílias não tenham nenhum constrangimento no nosso hotel. Um outro aspeto importante sobre este hotel é a animação. Temos restaurantes e noites temáticas, e espetáculos diários, ou de música ou de magia. Há várias opções para


BE LIVE HOTELS | ESPECIAL ALGARVE

os clientes usufruírem e divertirem-se. Já o Be Smart Terrace Algarve, é um “aparthotel”. Este tem três estrelas e tem vários regimes, desde o alojamento ao regime “tudo incluído”, o que proporciona diversas opções para o gosto de cada cliente. Temos apartamentos T0, T1 e T2, uma piscina isolada, apenas para a zona dos apartamentos, e um restaurante com buffet. É um “aparthotel” simples, mas reúne todas as condições necessárias, como ar condicionado, cozinha equipada e boas áreas para usufruir. Quais as mais-valias por estarem localizados na zona algarvia? Estamos localizados numa zona bastante calma, rodeada de praias lindíssimas. É uma das zonas mais míticas do Algarve, com vários pontos turísticos importantes, como a Capela da Senhora da Rocha, que está muito bem preservada. As pessoas que estão hospedadas no nosso hotel podem sair à noite com a família, passear a pé pela Quinta das Palmeiras com tranquilidade, ir até à vila, porque realmente é um sítio muito pacífico. Mesmo em época alta, não é um local onde se verifiquem enchentes ou muita confusão, e isso é ótimo. Neste grupo existe um forte compromisso com a sustentabilidade, daí a existência do Be Green. Expliquem-nos este conceito. Nós estamos a tentar ser melhores todos os dias e melhores acima de tudo para o meio ambiente em que o Palmeiras Village se encontra

inserido. O hotel já tem alguns anos de construção, mas temos tentado implementar um regime mais sustentável. Brevemente vamos incluir painéis solares, fazemos reciclagem e deixámos de usar plásticos, temos tudo em papel ou cartão. Nem sempre é fácil, porque temos cerca de 1200 pessoas por dia, mas todos os anos temos procurado inovar com o foco em reduzir a pegada ambiental. E relativamente a novos projetos e ao futuro? Inaugurámos este ano o Solar do Paço Algarve, é um espaço talhado para eventos impactantes sejam casamentos, festas privadas ou eventos corporativos. Procurámos criar um local diferenciador no Algarve. Todo o projeto foi construído em redor de um palacete do seculo XIV que reabilitámos, mantendo toda a sua arquitetura original e que foi transformado num boutique hotel. O Solar conta também com mais quatro edifícios com salas para eventos circundados por um jardim Japonês, minuciosamente criado com todos os elementos característicos para que quem por lá passa, jamais o esqueça. A pensar no futuro, adquirimos um terreno para fazer um hotel de cinco estrelas. Temos como objetivo construir um hotel inovador. Quando nós queremos fazer algo, tentamos que seja sempre um projeto diferente do que já existe. Não queremos ser só mais um hotel, gostamos de aparecer no mercado como diferenciadores.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | TOYOTA CAETANO

O HOMEM SONHA, A OBRA NASCE Manuel Simão, conhecido por Simão, é proprietário da Construções Domus Simão desde 2007. A empresa iniciou a sua atividade numa altura em que o país atravessava uma dura crise económica, mas conseguiu resistir e evoluir, ao longo dos anos. Hoje, Simão acredita que as suas construções se distinguem de todas as outras, acima de tudo, pela qualidade e inovação. Quem é a Construções Domus Simão? A Construções Domus Simão, Lda, é uma empresa de serviços de Construção Civil, que idealiza, concebe e realiza projetos próprios ou solicitados por terceiros. Temos todos os recursos e meios necessários adequados à realização dos projetos que nos propomos executar. Somos uma empresa que prima pela plena satisfação dos seus clientes, até dos mais exigentes, pois aceitamos os desafios como ferramenta, que nos permite evoluir e chegar ao patamar de qualidade de construção em que nos encontramos. A qualidade de construção que oferecemos passa, não somente pela escolha dos materiais aplicados e adequados às características dos trabalhos, mas também pelo constante acompanhamento das obras pelos técnicos responsáveis pelas especialidades e a rigorosa supervisão de todas as atividades em obra, e pelos equipamentos que instalamos. Queremos que o produto final seja adequado ao sonho e ao esforço financeiro despendido pelos nossos clientes, e fazemos questão em valorizar todo o investimento aplicado. Temos também acompanhado a evolução da construção e da tecnologia inerente às novas edificações, e, neste momento, todos os nossos projetos contemplam automatismos e soluções que vão sendo mais comuns, e exigências, até do próprio consumidor, e que permitem facilitar o conforto habitacional. Falamos do controlo das funcionalidades mecânicas e de controlo de aparelhos da habitação (casos do ar condicionado, do chão radiante, da iluminação, dos estores), que podem ser controlados por meio de sistemas de domótica. Podemos ligar o ar condicionado a partir de um smartphone enquanto vamos do trabalho para casa, ou ver quem nos toca à campainha e falar com a pessoa mesmo que não estejamos em casa, e até abrir a porta, ser for alguém conhecido, entre outras. Outra função do nosso modelo de construção é minimizar o impacto nos gastos económicos com a habitação, ao longo da sua utilização, pelo que, um campo que damos especial importância, são as energias renováveis e optamos por soluções sustentáveis. São uma exigência que assumimos, com grande responsabilidade, em prol do

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Manuel Simão, Gerente

meio ambiente, e como valorização económica da habitação. Estamos em constante acompanhamento da evolução dos equipamentos e aplicamos sempre as mais modernas tecnologias. Estamos, portanto, inseridos na era das habitações inteligentes e sustentáveis, pretendemos acompanhar sempre a evolução e estar na vanguarda do conforto e da valorização habitacional. Como é que surgiu a Construções Domus Simões? Na verdade, os primeiros passos da Domus foram quando decidi ingressar no antigo curso de construção civil que, na altura, com a especialização obtinhamos a carteira profissional de agente técnico de arquitetura e engenharia. Inicialmente, era até com o intuito de poder assinar projetos, mas durante o curso, comecei a interessar-me mais pela parte prática e da construção em si. Após terminar o curso, fui trabalhar para uma empresa de construção como encarregado de obras, ao fim de sete anos decidi montar o meu próprio negócio e, assim, em 2007, “nasce” a Construções Domus Simão. Foi um processo de crescimento lento e gradual, pois iniciámos numa altura em que o país iria dar início a uma grave crise e, tal como todas as outras, a área da construção civil não foi indiferente, por isso tivemos de nos adaptar ao mercado. Aceitámos vários trabalhos, tais como, remodelações de casas de banho, pinturas, impermeabilizações, construções de casas, entre outros. No fundo, fazíamos tudo o que estivesse relacionado com a construção civil. Comecei a empresa com cerca de quatro funcionários. Apesar de poucos, eram bastante polivalentes e estavam sempre disponíveis para trabalhar e colocar “mãos à obra” em qualquer função e, isso, foi de facto muito importante durante a crise para a Domus Simao, Lda. Em que momento é que sentiu que o negócio estava a começar a crescer? Penso que foi quando começamos com a construção para venda. No início, funcionámos com empréstimos bancários para apoio à construção e, posteriormente, a venda a terceiros. Durante a crise, vendemos casas com uma margem de lucro pequena. Entretanto, considero que houve um momento crucial quando fomos contactados por um representante de uma multinacional portuguesa que


é fabricante de contentores enterrados de separação de resíduos, as chamadas “ilhas ecológicas”, ou seja, fazíamos a obra civil e a instalação dos contentores enterrados no Algarve e Alentejo. De início, aceitávamos os trabalhos mais complicados, aqueles que normalmente eram recusados pelas outras empresas e, foi assim, que fomos ganhando cada vez mais visibilidade. Devido a esta solicitação, começámos a investir em maquinaria pesada, como camiões com grua, escavadoras e outros para fazer frente aos trabalhos nesta area. Dessa forma ganhamos estrutura para prestar qualquer tipo de serviço, de forma imediata, porque começámos a dispor dos meios necessários a qualquer momento e deixámos de depender de terceiros. Entretanto também entraram na área das obras públicas? Numa fase inicial, entrámos nessa área, devido à crise que estávamos a atravessar na altura. A procura dos nossos serviços por particulares era reduzida e todo o trabalho era bem vindo. Atualmente, é bem diferente, continuamos a fazer algumas obras públicas, mas mais de 90% dos nossos trabalhos são mesmo as obras particulares e a construção própria, pois existe uma grande demanda no mercado de aquisição e renovação de casas. Neste momento, somos de mais 20 colaboradores diretos e muitos subempreiteiros que trabalham connosco enquanto parceiros. O presente da Construções Domus Simão? Neste momento, estamos a tentar centrar a nossa área de atividade na construção própria para venda, reduzindo o leque de trabalhos, tendo em conta que, atualmente, temos muitos pontos de obra em simultâneo, o que acaba por dispersar os nossos recursos humanos e não obter o retorno esperado. Porém, sem nunca esquecer os nossos antigos parceiros, aos quais estaremos sempre disponíveis para cooperar. Queremos continuar a trabalhar nas moradias que estamos a construir, para venda direta. Nesta área temos, neste momento, várias opções para construção com chave na mão para o cliente. Brevemente, iremos dar inicio à construção de um empreendimento em Portimão, um bloco de apartamentos com acabamentos de luxo. Este contempla uma penthouse com piscina no rooftop. Como seria de esperar a domótica estará bem presente nestes imóveis, pois estamos numa época em que as casas inteligentes estão a dar os primeiros passos e queremos estar na linha da frente. Importa referir que, apesar de eu acompanhar e participar ativamente nas obras e no que a arquitetura diz respeito, não sou eu que assino os nossos projetos, mas normalmente sou eu quem os idealiza em conjunto com o arquiteto.

Em termos futuros, o que podemos esperar da Construções Domus Simão? Relativamente ao futuro, o nosso objetivo é focar na construção de luxo, de qualidade associada à domótica (casas inteligentes e eficientes) e queremos que a nossa empresa continue a diferenciar-se pelas demais pela qualidade e inovação. Acho que as casas que construímos se distinguem de todas as outras, e isso é uma mais-valia, não só para nós, mas também para o comprador. A um nível mais pessoal, quero continuar a ser o motor de crescimento e de inovação da empresa, apostando sempre na dedicação profissional e dando o máximo de mim. Contudo tentarei sempre conciliar o trabalho com os momentos de lazer com a família, pois é extremamente importante para mim. Quero que a empresa cresça ainda mais, mas não ao ponto de eu ter abdicar de tempo de qualidade com eles.

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ESPECIAL ALGARVE | SULCAVE

Humberto Guilherme, Gerente

“O NOSSO LEMA É SERVIR BEM O CLIENTE” Humberto Guilherme, em colaboração com o sócio Salvador Silva, gerem a Sulcave. A empresa vende materiais de construção e para piscinas, um “nicho de mercado muito forte” em Lagoa. O gerente assegura que uma das grandes qualidades da empresa é o atendimento, que é personalizado e de proximidade, o que garante a fidelização dos clientes, um dos fatores para o sucesso da Sulcave, durante 30 anos.

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A Sulcave surgiu há 30 anos, através de uma pareceria entre três sócios. Na altura, faltava no mercado uma empresa ligada à construção, saneamento e piscinas. Hoje, a empresa é representada pelos Sócios Humberto Guilherme e Salvador Silva. Com o passar do tempo, a empresa começou a crescer, adquirindo instalações próprias, que, entretanto, já foram alargadas. Abriram também um showroom “Top Shower” há 18 anos, que é uma loja de exposição e representa um elemento diferenciador para a empresa. Humberto conta que, no início, quando a loja foi inaugurada, esta era a única no sul do país, no que diz respeito a lojas de exposição de gama superior. A loja tem vários produtos, de elevada qualidade, permitindo que os clientes possam conhecer melhor os itens, antes de os adquirirem. A Sulcave é, hoje em dia, uma empresa de referência no sul do país, que apresenta uma grande capacidade de fornecimento de materiais. No que diz respeito ao atendimento, esta investe muito no tipo de atendimento personalizado, explicando concretamente ao cliente como é que funcionam os produtos, a utilidade que têm, e esclarecendo qualquer dúvida que possa surgir. Humberto destaca mesmo que o lema da empresa é “servir bem o cliente”. “Os nossos clientes sentem-se em casa e gostam do atendimento personalizado e de proximidade”, acrescenta o gerente. A equipa está também preparada para receber clientes estrangeiros, o que é muito frequente no concelho de Lagoa. A empresa está localizada numa zona industrial e tem disponibilizado, desde o princípio, um serviço de entrega ao domicílio, dentro do concelho de Lagoa, completamente gratuito, o que traz mais facilidades aos clientes. Ultimamente, a Sulcave tem apostado bastante no mercado das piscinas, tendo em conta que estão localizados numa área em que “quase todas as moradias têm uma piscina”. O gerente diz que este é “um nicho de mercado importante”, e garante que neste segmento é uma empresa de referência em Portugal. A Sulcave tem evoluído, ao longo de 30 anos, e são vários os fatores que foram contribuindo para este sucesso. Humberto Guilherme identifica alguns deles, como a fidelidade do cliente, os preços competitivos, o stock permanente e a boa prestação dos


“Somos PME Líder há muitos anos, o que é uma grande responsabilidade, mas também é reflexo do nosso trabalho e é muito gratificante”

funcionários, que são muito importantes para o crescimento da empresa. De uma forma geral, o gerente da Sulcave considera que, em três décadas, o crescimento foi muito sustentado e contínuo. “Somos PME Líder há muitos anos, o que é uma grande responsabilidade, mas também é reflexo do nosso trabalho e é muito gratificante”, declara Humberto. Futuramente, os planos passam por continuar a crescer, quer no concelho de Lagoa, quer nas áreas vizinhas, aumentar o espaço e conseguir ter a capacidade de disponibilizar novos produtos para o cliente, novas soluções e novas alternativas de venda. Uma das áreas onde planeiam investir ainda mais é na do “Wells Pool & Spa”, porque é um segmento de mercado em plena expansão o que poderá contribuir para o aumento de faturação da empresa.

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ESPECIAL ALGARVE | ELVIS SANTOS CONSTRUÇÕES

Elvis Santos, Gerente, e Vânia Correia

UMA VIDA DEDICADA À CONSTRUÇÃO CIVIL Para Elvis Santos a paixão pelo ramo da construção civil sempre esteve presente. A operar no mercado desde 2014, a Elvis Santos Construções é símbolo do seu esforço e resiliência, características que têm sido fundamentais ao longo do seu percurso. Elvis Santos está ligado à construção civil praticamente desde que se recorda. A certa altura, decidiu terminar o seu percurso escolar e ir trabalhar com o pai que tinha “uma empresa de construção e venda da qual, mais tarde, eu e o meu irmão passámos a ser sócios”, explica. Nada fazia prever que, em 2008, uma crise iria abalar o país e a sua vida iria mudar repentinamente, obrigando-o a seguir outras direções, mas assim foi. Elvis foi dispensado e uma vez que se encontrava no fundo de desemprego, voltou a estudar e concluiu o equivalente ao 9º ano de escolaridade. Frustrado com a sua situação atual, mas com uma imensa vontade de “arregaçar as mangas” e dar a volta por cima, começou a ponderar abrir o seu próprio negócio. Numa fase inicial, coletou-se em nome individual e trabalhou nessa condição durante três anos.

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No entanto, em 2014, inicia-se o grande projeto da sua vida: a Elvis Santos Construções. Trata-se de uma empresa de construção civil que atua quer na área das construções, quer nas remodelações. O entrevistado garante que negar um trabalho por mais pequeno que seja não é opção, pois, “uma pequena obra pode, posteriormente, dar lugar a um grande trabalho” e tem sido esta a filosofia adotada pela empresa. Aliás, em conversa, Elvis confessou que, em virtude do investimento que faz em publicidade para a sua empresa, foi contactado por uma pessoa de nacionalidade estrangeira que precisava que lhe colocassem 12 azulejos em casa, o entrevistado aceitou de imediato, pois este poderia ser o início de mais uma relação duradoura com um cliente. No fundo, todos os tipos de trabalho são aceites mesmo que, por vezes, as circunstâncias em que estes são realizados não sejam as melhores.


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ESPECIAL ALGARVE | ELVIS SANTOS CONSTRUÇÕES

Para além disso, a Elvis Santos Construções pauta-se pela relação próxima e de confiança que estabelece tanto com os seus clientes, como com os fornecedores que, tal como o próprio refere, são sempre os mesmos. “Se preciso de um eletricista ou de um canalizador, já sei a quem vou recorrer. São pessoas que já conheço há muitos anos e que me dão garantias de que o serviço será bem feito”, esclarece o entrevistado. Falamos de uma empresa que atualmente possui o alvará classe 4, o que lhe confere a possibilidade de realizar obras até ao valor aproximado de 1 328 000 euros.

“Receber estes prémios para mim é uma enorme honra. Sinto-me orgulhoso de ter começado o negócio sozinho e ter chegado onde nunca pensei chegar... claro que, hoje em dia, posso dizer que conto com o apoio dos meus clientes, fornecedores, colaboradores, familiares e amigos e sem eles nada seria possível”

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Ser PME Líder e PME Excelência A Elvis Santos Construções tem sido considerada consecutivamente, desde 2019 até à data de hoje, PME Líder e, no ano de 2019 conseguiu, igualmente, conquistar o título de PME Excelência. “Receber estes prémios para mim é uma enorme honra. Sinto-me orgulhoso de ter começado o negócio sozinho e ter chegado onde nunca pensei chegar”, afirma. Ainda assim, Elvis recorda que rodear-se de boas pessoas é fundamental para conseguir atingir o sucesso “claro que, hoje em dia, posso dizer que conto com o apoio dos meus clientes, fornecedores, colaboradores, familiares e amigos e, sem eles, nada seria possível”. Estas distinções são o resultado do esforço, empenho e dedicação de Elvis, bem como de toda a sua equipa, ao longo dos anos. Um outro olhar sobre o futuro Após oito anos de experiência no mercado, Elvis faz um balanço extremamente positivo do caminho percorrido até aos dias de hoje. Contrariando todas as expetativas, iniciou o seu negócio sozinho e conseguiu leva-lo a bom porto e é também por isso que atualmente conta com uma equipa sólida e coesa, composta também pela esposa Vânia e pelo filho, que estão sempre a seu lado, independentemente das circunstâncias. O entrevistado afirma, inclusive, “nunca pensei ter a vida que tenho atualmente. Foram muitas as dores de cabeça, muitas horas sem dormir, mas, por fim, creio que posso dizer que tudo valeu a pena. O esforço tem sido devidamente recompensado”. Por isso, para o fundador da empresa, o futuro passa por continuar a crescer de forma sustentada, garantindo a total satisfação dos seus clientes. Nesse sentido, Elvis refere que é importante ser-se sério e honesto e, ao fazer o orçamento, discriminar bem os valores em causa.


Liberdade Eu sou barquinho rasgando as ondas da maravilha, homens morenos vogando o corpo fértil da ilha Sou alfarroba varejada, negro pão da negra fome Donzela pura beijada, laranja doce sem nome Sou fortaleza cansada esperando reis que não tornam Sou natureza indomada

que ouro e prata tanto adornam Açoteia onde o sol dormita e seca o pouco sustento Mãos de terra, olhar que grita a dor que se ouve no vento Sou rede de caridade que às águas tanto suplica Tenho remendos da idade que nenhum livro me explica Sou casa branca, modesta que pinta os olhos e a boca

porque é do baile, é da festa até quando a sorte é pouca. Olha bem fundo, minh' amada, nas amêndoas deste olhar. Verás infância vergada nesta terra semeada de impérios mortos pelo mar Verás que sou dessa raça vadia como a luz da tarde. E vais comprar-me na praça, colher-me à sombra, devassa faminta de Liberdade.

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

Nunca foi tão importante como agora, falar sobre o tema “liderança”. Depois de dois anos de pandemia, o mundo profissional teve que se adaptar e ajustar a uma nova realidade. A proliferação da Covid-19, trouxe “à tona” uma série de problemas que já se faziam sentir pré-pandemia, nomeadamente, no local de trabalho, tais como, a saúde mental e o burnout por parte dos colaboradores. Por outro lado, colocou em evidência a necessidade dos empresários se adaptarem a um futuro que, como já todos percebemos, passará pela adoção das ferramentas tecnológicas e a introdução de um novo mindset, com os olhos postos na inovação. Assim, para enfrentar todos estes desafios, destacamos os líderes das empresas que têm sido fundamentais, pois orientam os seus colaboradores e formam uma boa equipa, norteada por um objetivo comum: levar a empresa ao sucesso. Acreditamos que a liderança humanizada, ou seja, aquela que ouve e que se faz ouvir, que compreende e é compreendida, será, cada vez mais, o futuro do mundo do trabalho.

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DOMUS NOSTRUM ARQUITECTOS | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

DOMUS NOSTRUM ARQUITECTOS: UM GABINETE DE QUALIDADE Em entrevista à Business Portugal, o arquiteto Marco Carriço, fundador do projeto Domus Nostrum Arquitectos, explica que a prioridade da sua equipa é dar as melhores respostas às necessidades dos clientes. Para além disso, revela que o urbanismo é uma área na qual têm bastante interesse e, por isso, já efetuaram alguns estudos nesse sentido.

Como e quando é que surgiu o projeto da Domus Nostrum Arquitectos? Não se pode dizer que o gabinete Domus Nostrum Arquitectos surgiu de um único ponto de origem, mas sim da afluência de vários acontecimentos. No entanto, o ano de 2000 foi marcante, pois foi quando nos estabelecemos fisicamente no Algarve. A partir desse momento e para responder a projetos cada vez mais exigentes e complexos, fomos crescendo, criando parcerias com especialistas em diversas áreas. A procura pela criação de uma relação próxima com o cliente faz parte de uma estratégia para providenciar as melhores soluções? Procuramos criar uma boa dinâmica entre o cliente e a equipa de projeto, possibilitando assim uma colaboração que se foca mais nas necessidades reais do cliente. Desta forma, a evolução do gabinete tem sido controlada com o objetivo bem definido de continuar a fornecer a todos os clientes um serviço personalizado.

Marco Carriço, Arquiteto e Fundador

ao arquiteto saber como interagir com pessoas tão distintas umas das outras, sobretudo no Algarve, onde existem clientes de vários pontos do mundo, cada um com a sua cultura e linguagem própria. É um processo em constante construção e acabamos por aprender sempre mais com cada cliente. Quais é que são os planos futuros para o gabinete? Pretendemos manter um crescimento consistente de forma a que Domus Nostrum seja referenciado como um gabinete de qualidade. Continuaremos a trabalhar nas áreas que estamos habituados, tais como, habitação, alojamentos turísticos, restauração e serviços, não só em novas construções de raiz, mas principalmente na reabilitação do existente. Urbanismo é uma área na qual estamos bastante interessados e presentemente já temos alguns estudos em curso.

O vosso gabinete de arquitetura pratica um tipo de atendimento personalizado. Na prática, como é que este funciona? De facto, quando temos um cliente que pretende um projeto para uma moradia unifamiliar, jamais poderemos considerar um cliente tipo, pois cada um deles, apesar de pretender o mesmo tipo de imóvel, tem os seus próprios gostos, a sua personalidade, o modo de comunicar, assim como a linguagem e os hábitos. Cabe

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“A HOMELOVERS CRESCEU E GANHOU NOVAS COMPETÊNCIAS”

Magda e Miguel Tilli, Fundadores

Em entrevista à Business Portugal, Magda e Miguel Tilli apresentam a HomeLovers, um modelo de negócio baseado no on-line e totalmente diferenciador no que á venda de imóveis diz respeito. Como surgiu a ideia para o projeto da HomeLovers? Desde 2011 que tentamos ser disruptivos, isto é, numa altura em que as redes sociais serviam quase e só apenas para fins de lazer e com cariz meramente pessoal, a HomeLovers surge a acreditar nas redes sociais como forma de divulgação de casas, e não qualquer casa, teriam de ser casas bonitas com alma e únicas, fotografadas por excelentes profissionais. Pretendemos criar um catálogo de casas, retirando o seu melhor partido. Houve, desde o princípio, uma forte aposta na divulgação on-line das casas. Já consideravam e entendiam, na altura, a importância das redes sociais e da internet nesta área de negócio? Sem dúvida. Sabíamos e apostamos de uma forma única nos meios on-line, a base para tudo nasceu das nossas crenças e experiências pessoais ao perceber que existia um nicho de mercado que poderia ser ocupado pela HomeLovers, a promover desde sempre o encontro de vendedores e compradores de imóveis de uma forma especial, para casas e pessoas especiais e únicas, que é como deve ser na nossa opinião! A HomeLovers defende que as suas casas são únicas e têm uma identidade bem vincada. Que características é que, normalmente, procuram nas casas que vendem? Procuramos essencialmente características únicas como tetos altos trabalhados, mosaicos antigos, portas bonitas em madeira

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e mais do que tudo uma relação com a natureza, seja uma vista para o rio ou o mar, um jardim com plantas bonitas, um pátio tradicional etc. Todas as casas, por mais diferenciadas que sejam, têm um lado bonito, único e diferenciador, cabendo à HomeLovers interpretá-lo e fazer chegar aos nossos clientes a sua mensagem. Afirmam que não se limitam a vender e a arrendar casas. Como é que funciona o processo de encontrar a “casa perfeita” para cada cliente? O nosso processo começa dentro da “nossa casa”, ao escolhermos cada pessoa que trabalha connosco, formando a equipa que julgamos interpretar e viver a HomeLovers como nós, desde o dia em que a criámos. Depois é mergulhar no espaço e na intimidade dos clientes que nos procuram. Deste modo, podemos verdadeiramente perceber o que procuram e apenas apresentar propostas que julguemos construir o cenário de realidade e sonho que vem, no fundo, preencher os seus desejos, as suas necessidades, e, mais que tudo, fazê-los felizes. Inicialmente, consideravam a HomeLovers como “não mais que uma boutique digital de casas”. Atualmente, como é que veem a empresa? A HomeLovers não deixa de, diariamente, nos dar oportuni-


HOMELOVERS | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

dades de crescimento, sem abrir mão do nosso ADN, valores e matrizes de inspiração. No fundo, a ideia que a todos tocou de uma identidade como “boutique de casas” não deixará de existir. No entanto, o conceito, o negócio e os serviços que prestamos, mantendo a mesma agilidade de sempre, acompanham o tempo e cada desafio nos transporta à exploração de novas ideias e ao encontro de novas soluções. Os nossos clientes são únicos, e, naturalmente, “crescem” connosco, porque as necessidades de todos mudam, ao longo da vida ( mais um filho que nasce ou sai para a faculdade, um casamento, um divórcio, tantas são as circunstâncias que nos obrigam a querer mudar de casa) e, consequentemente, a casa de que precisamos. Para além disso, o mundo está a avançar para uma evolução no estilo de vida. Cada vez estamos menos presos a geografias de origem e cada vez mais próximos da procura pelo bem estar, de novas experiências e de uma maior vontade de estarmos próximos da natureza, de forma que não apenas em contemplação, mas em clara integração com um futuro sustentável e em harmonia com um planeta mais feliz. Neste sentido, sentimos necessidade de expandir o conceito da HomeLovers para um universo que, também historicamente, nos diz tanto, o do mar. Este que ainda hoje inspira cada português a ser maior. Assim, nasce, em 2021, a BoatLovers, com barcos e casas flutuantes, entre tantas outras opções de aventura neste país absolutamente incrível e com um posicionamento geográfico que, mais cedo ou mais tarde, não nos deixaria excluir esta possibilidade e aventura. A HomeLovers investment dedica-se ao investimento e promoção de ativos imobiliários. Podendo operar sobre um simples apartamento, ao desenvolvimento de um projeto para um terreno, bem como ativar um negócio sobre um prédio devoluto ou com inquilinos, para obras, entre outros exemplos. Quisemos ir mais longe, agora projetamos desde a primeira pedra, idealizamos o espaço ideal, colocamos no papel e tornamos realidade as casas dos nossos clientes com quem tanto aprendemos ao longo destes dez anos. É a nossa casa que chegamos todos os dias, é lá que refletimos

Monteverde

acerca do presente e do passado, ao mesmo tempo que fazemos planos para o futuro. Através de uma construção sustentada, baseada naquilo que são as necessidades de uma família moderna e prática. Uma equipa operacional que integra experiência, know-how e capacidade de construir com altos padrões de qualidade e arquitetura. No futuro, quais são os planos para a HomeLovers? A HomeLovers cresceu e ganhou novas competências. Para além da venda e do arrendamento de casas, ajudamos promotores a preparar lançamentos e a vender seus empreendimentos, com destaque para um projeto no qual estamos a contribuir desde 2020 na Alta de Lisboa, com centenas de vendas concretizadas e agora a nossa mais nova aposta que em breve começará a surpreender o mercado, o re- lançamento da Herdade Monteverde, do nosso cliente SIL. É um empreendimento turístico residencial único, um verdadeiro resort urbano com campo de golfe, parque central, health and racket center, duas piscinas externas, com master plan implantado em 103 hectares, planeado para 86 moradias isoladas, 71 townhouses e 198 apartamentos, em meio a uma reserva da natureza e a menos de 15 km de Lisboa, bem próximo das melhores praias da península de Setúbal. Para finalizar estamos desde 2017 a montar negócios para promover empreendimentos com a nossa marca, com alguns projetos em fase de licenciamento em Oeiras, Lisboa e Alcácer do Sal, por meio da HomeLovers Investment. Em breve teremos mais novidades para contar, afinal somos mesmo apaixonados por casas e pessoas, sempre em busca das melhores soluções e empreendimentos para surpreender o nosso mercado.

www.homelovers.com Moradia Monteverde

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | SW-PLACES

A SUA IMOBILIÁRIA DE ELEIÇÃO NO SUDOESTE DE PORTUGAL

José Brito e Ricardo Miguel, Sócios

A SW-Places é uma jovem empresa do sector imobiliário que assume um padrão de seriedade na prestação de serviços imobiliários, procurando realizar bons negócios com eficiência, proporcionando tranquilidade aos seus clientes, como avançam os sócios José Brito e Ricardo Miguel, em entrevista à Revista Business Portugal. Como começou o projeto da SW-Places Imobiliária? Atualmente, quais são os principais fatores que fazem desta uma empresa distinta no ramo imobiliário? O projeto SW-Places, resulta de uma união formal de forças (leia-se pessoas) que já há muito tempo e, sublinho, cerca de 20 anos, colaboravam em conjunto, de forma autónoma no ramo imobiliário e que, a partir de 2015, quando se começou a fazer sentir a recuperação efetiva da recessão de 2008, decidiram avançar para um projeto em conjunto. As valências dos CEO´s eram já mutuamente conhecidas, nomeadamente, o conhecimento das zonas, onde nos propunha-mos atuar, e dos respetivos sujeitos, e o reconhecimento destes últimos da nossa experiência no ramo, criava um cenário com uma boa perspetiva. Mas a nossa maior intenção era fazer chegar a informação ao potencial cliente (esteja ele onde estiver) do produto que os proprietários nos confiavam para promover, e com as atuais ferramentas existentes no mercado imobiliário (portais imobiliários, redes sociais, entre outras) por si só, não nos satisfazia, porque a informação passava “em atacado”, ou seja, em conjunto com muitas outras imobiliárias, não possibilitando o destaque que pretendíamos da marca SW-Places. Até que, em finais de 2019, no decorrer da pandemia que ninguém vai num médio a longo prazo esquecer, após muitas buscas de veículos que proporcionassem transportar a

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informação de forma mais personalizada, dando evidência à marca e não aos portais imobiliários, encontrámos o parceiro certo - a IMODIGI, que possui uma solução inédita no mercado Imobiliário, fruto de vários anos de trabalho de campo nomeadamente, a auscultação das necessidades dos agentes no exercício das suas funções através de um software de gestão Imobiliário disponibiliza aquilo que procurávamos, isto é, uma App (app.sw-places.com) dedicada, e acho que, desde essa data, que nos estamos a diferenciar e a evidenciar destaque entre as parceiras de atividade, pela forma revolucionária e personalizada como a informação passa e o feedback dos clientes tem sido realmente muito bom. Concordam com a célebre frase de que este é um negócio de pessoas e não de casas e, nesse sentido, o principal objetivo da equipa é satisfazer as necessidades dos clientes e corresponder às suas expetativas? Acreditam que é cada vez mais difícil fazê-lo? O ramo imobiliário é, sem dúvida, um negócio de, e para pessoas. Vender ou comprar uma casa não é uma atividade corriqueira e que se faça de ânimo leve, mas sim, um passo importante nas famílias, umas porque conseguem capital que os possibilita realizar o sonho que até então não lhes foi possível, e os outros que, perspetivam


SW-PLACES | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

uma vida nova na zona que escolheram para o efeito. Eu acho que, não é nem mais nem menos difícil do que já foi, mas como este negócio é sobre um assunto muito sério, é necessário que haja uma forte capacidade de escutar e interpretar, por forma a conseguir uma sintonia sobre os mais variados assuntos que se cruzam no decorrer do acompanhamento nas negociações. O mediador imobiliário não deverá ser só um apresentador de imóveis, sou da opinião que deveria existir formação para o exercício da profissão, porque este deve ser capaz de instruir, aconselhar e, acima de tudo, ser capaz de encontrar a solução para ultrapassar os obstáculos com os quais os clientes se deparam no contexto da mediação imobiliária. Sendo que cada agência tem o seu nicho de mercado, qual é o da SW-Places Imobiliária? Tal como o nome indica, no momento é o SW de Portugal, mas podemos ler também o SW da Europa, e aí o território é mais abrangente, é uma questão comensurável. O nicho de mercado da SW-Places é a busca incessante em todo o território de imóveis que os clientes que procuram esta região pretendem, falamos de quintinhas, casas de campo, casas de aldeia, vivendas, tendo sempre o fator mar como referência. Normalmente fazem a gestão/ acompanhamento pós-venda? Sim claro, fazemos questão disso, até porque até à data todos os clientes ficaram amigos, afinal apoiámo-los na aquisição do imóvel que escolheram no local que desejavam, como referi anteriormente, um passo importante na vida do sujeito. Assumem-se como a grande referência do sudoeste de Portugal. Ainda assim, têm capacidade de atuação por todo o país? E a nível internacional? Costumo dizer na brincadeira, “nós vamos até ao céu”, grande referência são as parceiras de renome que estão no mercado há muitos anos. Nós pretendemos fazer bem o nosso trabalho e isso com certeza que nos apoiará num crescimento sustentável da estrutura da SW-Places. Temos vindo a sentir uma forte solicitação por parte de clientes, tanto compradores como proprietários de imóveis, que já nos abordam pela marca, vejo nisso uma aposta ganha na intenção que tivemos de fortalecer a identidade, agora é continuar o nosso trabalho como até aqui, sem dar por garantido o que quer que seja.

Qual a análise que fazem da atualidade do mercado imobiliário? E para o vosso futuro enquanto agência, quais são os projetos que têm em mente? Gostaria de ver implementado um sistema de formação profissional para agentes imobiliários, gostaria também que as associações defendessem os nossos interesses, nomeadamente exigir ao Governo que aprovem uma lei que qualquer venda deva passar por uma mediadora imobiliária (se o meu carro necessita de conserto eu vou ao mecânico). “Prognósticos fazem-se no fim”, o que lhe posso dizer é que, no momento na nossa região sempre foi procurada por uma classe mais alternativa, (no bom sentido da palavra) e não de massas, e como tal, ou esta região se tornará a nova Biarritz, em que o mercado não teve influência no valor dos imóveis na década de 90 ou, seguirá de um modo geral as oscilações do mercado imobiliário, que ainda está no topo da onda, mas devido às alterações das taxas de juro, deverão criar uma tendência descendente. Eu, sendo um optimista por natureza, acredito na primeira.

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | SÉRGIO VIEIRA BARBOSA

O SEGREDO ESTÁ NA SIMPLICIDADE

Sérgio Vieira Barbosa, Arquiteto

Estivemos à conversa com o arquiteto Sérgio Vieira Barbosa que defende que a arquitetura deve ser marcada pelo design de formas puras, simples e refinadas, utilizando a luz. Dedica-se à “ARTE” da arquitetura há quase 30 anos e afirma que tem um propósito maior. Qual é o legado que pretende deixar para as próximas gerações? A arquitetura, como em todas as artes, tem como missão contribuir para a evolução da humanidade. Se através do meu trabalho e do que faço, puder contribuir para esse legado de evolução, sinto-me realizado.

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Acredita que ser arquiteto “é poder fazer mais e melhor para os outros” e foca-se nos equipamentos públicos, como centros de dia, IPSS ou lares de idosos. A componente social é importante para si? Na sequência da pergunta anterior, é neste tipo de programa (encomenda) que me sinto mais realizado por ser um desafio muito mais complexo do que pode às vezes parecer. São desafios em que sei que vai haver um impacto real e profundo numa comunidade. Por ser um desafio, o meu projeto vai ter que responder a necessidades, exigências, especificidades que obrigam a um exercício intelectual complexo, mas que quando superado e conseguido, traz um tremendo “gozo”, passo a expressão.


SÉRGIO VIEIRA BARBOSA | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

A empresa dedica-se exclusivamente a este tipo de projetos? Não, de todo! Aliás, olhando para o passado do atelier, que oficialmente tem 12 anos nos moldes atuais, na realidade tem mais de 20 de experiência. Temos projetos na área do turismo, onde comecei com trabalhos de alguma dimensão, em parceria com outras empresas e hoje tenho algumas intervenções mais pequenas, de turismo rural e alojamento local, que me continuam a entusiasmar muito, equipamentos desportivos que vão desde pequenos ginásios de fitness até de maior dimensão, como clubes de fitness e até complexos desportivos urbanos, intervenções em contexto urbano como sendo remodelações de áreas públicas e equipamentos públicos, como por exemplo cemitérios, requalificações urbanas, propostas para planos de pormenor, entre outros. Mais recentemente fizemos um estudo para uma ecovia, e outros de maior ou menor envergadura, mas que mais uma vez me atraem por serem algo que tem uma ação. Estas interligações são extremamente aliciantes. Ao analisarmos o seu trabalho, percebemos que defende uma arquitetura, utilizando as suas palavras “de soluções puras, simples, refinadas pela luz”, pode explicar melhor o que define este conceito? Quando comecei a minha formação nos anos 90, a arquitetura era “mais pura”, no sentido em que não tínhamos acesso a tantos materiais de construção, softwares, soluções construtivas e onde a construção apoiava-se muito na arte e engenho de todos os técnicos. Hoje temos acesso a uma diversidade de soluções informáticas, construtivas e especialistas, o que nos permite concretizar os nossos “sonhos mais atrevidos”. A nossa escala literalmente, passou da régua e esquadro para um contexto de trabalho em que a escala só depende da nossa capacidade de utilizar tudo o que quisermos. Acredito que a boa arquitetura se vê quando a obra ainda está em cru e o que acrescentarmos deve ser só para a tornar mais confortável e quando muito, ajudar a salientar a boa arquitetura que já lá está. Ao defender a simplicidade, defendo que devemos pensar no fundamental, que tem que ter força, ou seja, identidade por si só e onde a luz tem o papel fundamental, para dar sentido ao todo e para dar carácter aos espaços. Também é muito importante ser coerente com a encomenda que me é entregue, respeitando o orçamento, as necessidades, a vontade do cliente, os objetivos a atingir e os enquadramentos legais dos mesmos. A sua missão é “pensar a arquitetura apoiada por uma plataforma multidisciplinar”. Como é que a põe em prática? Não é uma missão, mas a única maneira que sei trabalhar. Desde sempre aprendi a trabalhar com técnicos de diversas áreas onde apoio o meu projeto. O apoio técnico dos profissionais acompanha-nos ao longo de todo o processo e só assim me sinto confortável. Esse método de trabalho permite que a insegurança

que muitas vezes assola o cliente, seja minimizada, porque sabe que tem o apoio de todos. Inevitavelmente aparecem problemas no decorrer dos processos. Na nossa empresa temos engenharia, paisagismo, topografia, fiscalização, gestão e coordenação de obra, apoio à construção, estabelecemos parcerias com solicitadores e apoio jurídico e, sempre que necessário, recorremos a serviços externos para questões especificas, como arqueologia, ambiente, sustentabilidade, desporto, turismo, indústria e financiamentos, para mencionar alguns. A curto prazo, quais os objetivos para a empresa? Os nossos objetivos assentam em três vertentes. Uma que estamos a fazer desde 2021, é mudar a orgânica interna por forma a nos adaptarmos às novas realidades pós-pandemia, fortalecer a nossa capacidade de poder trabalhar em qualquer parte do país e do mundo, sem desvirtuar a nossa maneira de trabalhar original. Estabelecer princípios de atuação e sabermos ser flexíveis conforme as diversidades que vão aparecendo. Em segundo lugar, estamos a fomentar um conjunto de parcerias nacionais e estrangeiras para

alargar a nossa área de atuação, focando-nos no mercado nacional, porque acreditamos que o nosso país, embora muito pequeno, tem boas ofertas para investidores nacionais e estrangeiros. Numa terceira vertente, pretendemos formar quadros nas áreas que para nós são fundamentais, investir na modernização das nossas ferramentas e ter uma rede de parceiros forte que se enquadrem com a nossa filosofia empresarial. Acredito que vamos viver tempos imprevisíveis e só com uma base sólida, acreditando nos nossos valores, reforçando conceitos e saber ser resilientes é que os vamos conseguir superar.

www.svbarq.com

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | CM ESPOSENDE

ESPOSENDE: UM PRIVILÉGIO DA NATUREZA

Benjamim Pereira, Presidente da Câmara Municipal de Esposende, revela os motivos pelos quais Esposende deve constar no seu roteiro de visita pelo país. Benjamim Pereira, Presidente

O Município de Esposende foi distinguido nos Prémios Autarquia do Ano 2022, com quatro prémios e duas menções honrosas, reconhecendo o mérito e a qualidade de projetos municipais, que vão desde a educação à área social, passando pela economia e ambiente. Para si, o que representam estas distinções? Em primeiro lugar, dizer que foi com grande satisfação que vi o Município de Esposende ser distinguido nos Prémios Autarquia do Ano 2022, reconhecendo o mérito e a qualidade de projetos municipais. Importa, também, dizer que Esposende foi o Município que arrecadou o maior número de prémios. O reconhecimento destes projetos, em áreas tão distintas, para além de refletir o profissionalismo, esforço e dedicação dos colaboradores do Município, reflete, também, a qualidade e a excelência destas apostas implementadas, num contexto de um desenvolvimento sustentado, abrangente e harmonioso do território concelhio. Estes prémios vêm reforçar e legitimar a excelência do Município de Esposende enquanto destino para viver e trabalhar. A praia de Esposende é o ex-líbris da região. Ainda assim, para quem vos visita, quais são os outros pontos de passagem obrigatórios? Esposende é muito mais que praia. Ao longo de 18 Km de costa há todo um território para descobrir e usufruir, entre mar, rios e monte. Seja no litoral, de belas praias e mar azul, ou no interior, verde e intenso, as paisagens são encantadoras, ora convidando ao descanso, ora desafiando à descoberta. Mas o território concelhio é fértil em ofertas para o visitante, nomeadamente o património natural, paisagístico, arqueológico, religioso, cultural e etnográfico, bem como a Rede de Miradouros, Rede de Observatórios de Avifauna e Rede de Percursos Pedestres. O epíteto de “Privilégio da Natureza” que Esposende ostenta, deriva do vasto património material e imaterial, intimamente ligado à relação com o mar, o

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rio e a comunidade piscatória. Esta aposta na valorização e projeção do património material e imaterial, destaca a excelência da gastronomia atlântica e a diversificada oferta de atividades náuticas que os rios e o mar proporcionam experiências infinitas. A predominância do Vento no nosso território, muitas vezes associada à “Nortada”, pode ser analisada como um ponto forte e diferenciador no desenvolvimento territorial, ou mesmo uma oportunidade, fundindo as naturais sinergias entre os dois temas: a influência atlântica na gastronomia local; e o convite desse mesmo mar, do vento e da excecional costa para a prática de desportos de água, onde o kitesurf regista crescente adesão. Visitar Esposende é descobrir um verdadeiro Privilégio da Natureza! O associativismo está muito presente neste município e isso deve-se também ao apoio financeiro (e não só) que tem sido dado por parte do executivo. Nesse sentido, que associações destaca? É importante promover o desporto, bem como uma vida mais saudável e ativa junto dos seus cidadãos? O Associativismo, nas suas múltiplas vertentes, constitui, indubitavelmente, um dos pilares estruturantes das sociedades atuais, não apenas pela preponderância e relevância evidenciadas ao nível do fomento e expressão das dinâmicas sociais, como ainda pelo papel determinante que desempenha em todo o processo de desenvolvimento das comunidades a nível Local, Regional e Nacional. No concelho de Esposende existem dezenas de associações, sejam de cariz social, cultural, desportivo, um tecido associativo único no país. O Município de Esposende tem, por isso, procurado honrar, ao longo dos anos, o seu compromisso de apoio e promoção das atividades desenvolvidas por essas entidades (Associações e Clubes) sedeadas no nosso concelho, no pleno reconhecimento do assinalável esforço, dedicação, empenho e abnegação que


CM ESPOSENDE | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

caracterizam a atuação dos Órgãos Sociais das referidas entidades, os quais, através das suas ações, continuam e continuarão, diariamente, a contribuir de forma decisiva, insubstituível e inestimável para o desenvolvimento social, cultural e desportivo das gerações Esposendenses. Tendo por base este pensamento, criamos e desenvolvemos projetos na área do desporto que abrangem todas as faixas etárias, das quais destaco o projeto “dar vida aos anos”, os contratos programa de desenvolvimento desportivo para apoio à promoção de todas as modalidades e provas nacionais e internacionais em várias modalidades. O tecido associativo ocupa, por isso, um lugar fundamental e único na dinâmica das comunidades, sendo por excelência elemento de extrema relevância nas iniciativas culturais, recreativas, desportivas e sociais do Município de Esposende. Ao nível da agenda, quais os próximos eventos a realizarem-se na região? O que nos pode revelar sobre os mesmos? O Município de Esposende promove durante todo o ano uma programação cultural regular e bastante diversificada, sendo que nos meses de verão multiplicam-se os espetáculos e animação no exterior. Tal como acontece todos os anos, com exceção dos dois últimos por via da situação pandémica, este ano temos um amplo e diversificado programa de eventos, que promete proporcionar um verão excecional, tanto aos nossos residentes como aos nossos turistas e visitantes. Ao todo, teremos cerca de uma centena de eventos, da cultura ao desporto, passando pelo lazer, que prometem dias intensos e noites surpreendentes, de forte animação e saudável convívio, atendendo à vocação turística do nosso concelho. O cartaz integra espetáculos musicais, com Mariza, Matias Damásio, Bárbara Tinoco e Delfins, bem como os eventos que são já referência no Verão de Esposende, como a Silent Party, a Noite Branca ou

a Esposende Summer Party 80’s. A Festa do Emigrante terá nova edição. Será, certamente, um verão em cheio em Esposende, este ano com a particularidade de se assinalarem os 450 anos da elevação de Esposende à categoria de Concelho. Para o efeito preparamos um vasto programa, que se estenderá até 2023 e cujo arranque será dado a 19 de agosto deste ano (dia da Cidade e do Município). No futuro, onde vê o município de Esposende? Como presidente, o que é que ainda ambiciona concretizar? O que lhe posso dizer é que estamos em franco crescimento e que o nosso Município é hoje visto como um território muito atrativo para viver e para investir. É neste rumo que pretendemos seguir. Prova disso foi o facto de o concelho de Esposende ter sido o segundo município do Norte que registou, nos Censos 2021, o maior aumento da população, relativamente aos números da última contagem, em 2011. O projeto político que encetamos em 2013 e que estamos a executar irá afirmar cada vez mais este Município como uma referência no desenvolvimento sustentável, acompanhado de uma qualidade de vida inultrapassável na região. Como Presidente, ambiciono desenvolver e concretizar todos os projetos estruturantes que apresentamos no nosso programa eleitoral de 2021, estando mesmo em condições de revelar que muitos e bons passos já foram e continuam a ser dados com vista à sua efetiva materialização. Serão, certamente, projetos emblemáticos para Esposende, e falo do Parque da Cidade, da Zona Desportiva Municipal, na consolidação do ensino superior, com base nas parcerias que temos com o IPCA e com a Universidade do Minho, o Pavilhão Multiusos, o processo da Barra de Esposende e de Cedovém/Pedrinhas em Apúlia. Iniciaremos, ainda, a implementação da estratégia local de habitação, acompanhando o forte investimento privado que se faz sentir no nosso território.

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EMPRESAS GALARDOADAS Nesta edição, colocamos em evidência empresas que se têm destacado no mercado a vários níveis e, por isso, são merecedoras de distinção por parte de algumas entidades. O Estatuto INOVADORA COTEC, por exemplo, reconhece o desempenho das empresas que se distinguem pelo investimento na inovação, robustez financeira e prestação económica. É, pois, uma marca que reforça a reputação e o prestígio das empresas e que lhes permite aceder a condições de financiamento mais favoráveis junto do sector financeiro. Manuel Simão é proprietário Domus e confiança no E, se por um lado, o Top 5% reconhece as empresas da comConstruções mais credibilidade Simão desde 2007. A empresa iniciou a sua atividade mercado, por outro, o Top 10% sectores/regiões, tal como o nome indica, distingue as empresas numa altura em que o país atravessava uma dura crise que são uma referência no seu sector ou região. económica, mas conseguiu resistir e evoluir, ao longo dos anos. Hoje, Manuel acredita que as suas construções se distinguem de todas as outras, acima de tudo, pela qualidade. Como é que surgiu a Construções Domus Simões? A minha família sempre esteve ligada à área da restauração e eu, principalmente nas férias de verão da escola, costumava ajudar. Entretanto, como não me estava a adaptar ao ensino regular, inscrevi-me numa escola profissional e especializei-me em construção civil através de um curso de técnico de arquitetura e engenharia. Numa fase inicial, queria ser desenhador, depois comecei a perceber que gostava mais da parte da obra em si. Mais tarde, após terminar o curso, foi-me proposto um trabalho enquanto encarregado numa empresa de construção civil. Eu aceitei sem hesitar e trabalhei lá durante sete anos. Posso dizer que nesse período cresci e evolui bastante. Posteriormente, decidi abandonar a empresa e arriscar, montando o meu próprio negócio.

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A CHAVE PARA O SUCESSO: DETERMINAÇÃO E MOTIVAÇÃO João Oliveira, Co-fundador e CEO, e Bruno Reis, CFO

João Oliveira, Bruno Reis e António Morgado têm transformado os seus sonhos em realidade na iTech-ON, uma empresa verdadeiramente revolucionária no sector tecnológico. Recuemos ao ano de 2009, como é que tudo começou e com que objetivo foi fundada a iTech-ON? A iTech-ON nasceu suportada num programa de iniciativa local de emprego, promovida pelo IEFP, e fruto da determinação e do entusiasmo de dois engenheiros recém-licenciados que tinham o sonho de revolucionar o sector com tecnologia diferenciadora. Começámos por nos dedicar ao sector empresarial onde o foco era a customização em soluções ERP, mas rapidamente percebemos que o nosso caminho passava por alargar o raio de atuação, criar influência noutros sectores e apostar na conceção e desenvolvimento de produtos próprios, integráveis, interoperáveis e customizáveis. E assim foi. Fizemos acontecer. Explique a panóplia de serviços e de soluções que podem ser encontradas na iTech-ON. Particularmente ao longo dos últimos dez anos, aprofundámos o nosso conhecimento e experiência nos sectores empresarial e industrial, como são exemplo as nossas soluções de gestão da produção ‘+PRODUÇÃO’, gestão da manutenção ‘+MANUTENÇÃO’ e gestão documental ‘+DOCUMENTAL’. Hoje, a iTech-ON conta com um serviço 360º, software de linha própria, software de gestão comercial, soluções de alojamento cloud/backup e soluções de hardware. Desafiados por organizações da administração pública local, desenvolvemos também uma solução de gestão integrada das Juntas de Freguesia ‘+JUNTAS’. As nossas soluções, associadas ao reforço das parcerias com diferentes stakeholders, permitem-nos apresentar, cada vez mais, soluções assentes nos pressupostos de inovação, permanente investigação e melhoria contínua. Neste momento, para além de querermos consolidar as soluções que já desenvolvemos, queremos abraçar novas áreas. Os próximos anos serão determinantes. O trabalho desenvolvido pela equipa da iTech-ON passa por encontrar as melhores soluções para as necessidades dos seus clientes? Para isso, acredito que contem com uma equipa devidamente especializada… Neste momento, a nossa equipa é constituída por 30 colaboradores que se dedicam a criar soluções simples e intuitivas e que

pretendem dar uma resposta efetiva às necessidades dos clientes e dos projetos para os quais somos desafiados. Temos vindo a reforçar a equipa com pessoas com um perfil disruptivo no sector porque acreditamos que só podemos ser diferentes, olhando para esta área através de novas perspetivas e com recurso a ferramentas e soluções inovadoras. Para além da eficiência, a determinação e motivação das nossas pessoas são fatores fundamentais ao sucesso da iTech-ON. A COTEC Portugal, Associação para a Inovação, reconheceu à iTech-ON o estatuto INOVADORA COTEC. Na sua opinião, que fatores estiveram na origem dessa distinção que, certamente, é motivo de orgulho para toda a equipa? Para nós é um motivo de inegável orgulho percebermos que o nosso investimento tecnológico e a convicção de que a Inovação é essencial para aumentar o potencial competitivo e garantir o nosso foco na excelência, nos permitiu o reconhecimento enquanto INOVADORA COTEC. Por termos nascido e crescido nesta região, sermos a única empresa do concelho do Fundão a merecer esta distinção, e uma das oito empresas selecionadas nesta linha do interior entre a Guarda e Castelo Branco, torna este momento ainda mais marcante para a iTech-ON. Acreditamos verdadeiramente no valor das nossas pessoas e no nosso potencial de crescimento. Em termos futuros, o que podemos esperar da empresa? Acreditamos que o futuro nos trará grandes desafios que se converterão em grandes oportunidades, sobretudo porque a nossa competência, determinação e know-how são cada vez mais valorizados pelos nossos parceiros e reconhecidos pelos nossos clientes. Os convites para participarmos em projetos internacionais, como é o caso do HORUS iOMS 360º, em que nos propomos desenvolver um sistema integrado de gestão de ofensores, é um excelente exemplo. Queremos continuar focados em dar o nosso melhor, continuar sempre a aprender e crescer de forma sustentável e socialmente responsável. Temos uma frase que nos define na perfeição: “It’s hard to beat a person that never gives up!”

www.iotech.pt

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EMPRESAS GALARDOADAS | ASFERTGLOBAL

O NASCER DE UMA AGRICULTURA FÉRTIL EM INOVAÇÃO

O modelo da Asfertglobal coloca a sustentabilidade, o conhecimento e a investigação como foco principal, o que lhe permite dar resposta à procura crescente e avançar na liderança da biofertilização e da proteção biológica das culturas, como refere Joel Jerónimo, CEO da Asfertglobal, em entrevista à Business Portugal.

Joel Jerónimo, CEO

Comecemos por conhecer um pouco mais sobre a Asfertglobal. Quando é que teve início a empresa e qual é a sua principal missão? Que tipo de produtos disponibilizam aos clientes? Asfertglobal, é uma multinacional portuguesa, com cerca de dez anos, produtora de soluções de Biocontrol, Bioestimulantes e Biofertilizantes com base no uso de microrganismos e de novas moléculas orgânicas originárias de fontes naturais que maximizam, de forma sustentável, o potencial de rendimento das culturas. Neste momento já estamos em 26 países, e com filiais em Espanha, México e África do Sul. O modelo da Asfertglobal coloca a sustentabilidade, o conhecimento e a investigação como foco principal, o que nos permite dar resposta à procura crescente e avançar na liderança da biofertilização e da proteção biológica das culturas. O que significa para vocês enquanto empresa receber o Estatuto de INOVADORA COTEC 2022? Sem dúvida que é um privilégio receber o estatuto de empresa INOVADORA COTEC pelo segundo ano consecutivo. Acreditamos que este reconhecimento é graças aos nossos elevados padrões de solidez financeira e ao constante investimento em investigação e inovação.

www.asfertglobal.com

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Consideram que existe um interesse cada vez maior por parte dos agricultores e técnicos em conhecer soluções que permitam produzir sem resíduos? Existe um interesse e uma consciencialização cada vez maior não só da parte dos agricultores e técnicos, mas também da parte da União Europeia que, no âmbito da estratégia Farm to Fork, pretende reduzir em 50% a utilização de substâncias ativas aplicadas às culturas. Neste sentido, é necessário dar cada vez mais importância a soluções sustentáveis e com biotecnologias que envolvam a utilização de microrganismos, substâncias de origem em extratos naturais e sem resíduos, de forma a garantir a preservação dos solos e a sustentabilidade das culturas. Para o futuro, o que podemos esperar da Asfertglobal? A aposta passará, cada vez mais, pela consciencialização ambiental e social e pela adoção de práticas “amigas” do ambiente? Na Asfertglobal estamos comprometidos com a conservação dos ecossistemas e o uso sustentável dos recursos naturais. Por isso, o nosso departamento de I&D, juntamente com a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa irão continuar a desenvolver novas substâncias de biocontrolo e bioestimulação baseadas em microrganismos e metabolitos obtidos a partir da fermentação dos mesmos, de forma a aumentar e estimular a microbiologia e a sanidade do solo, para podermos produzir com o mínimo de substâncias nocivas para o meio ambiente, garantindo uma agricultura sustentável e com bons rendimentos. Não duvidamos que a sustentabilidade da agricultura atual reside na inovação tecnológica que permitiu atingir um nível de sustentabilidade agrícola e segurança alimentar nunca antes conseguido.


TECNOVERITAS | EMPRESAS GALARDOADAS

INOVAÇÃO E CONHECIMENTO Em entrevista à Revista Business, Jorge Antunes, CEO da TecnoVeritas, dá a conhecer um pouco do universo de uma das empresas auditoras de energia mais antigas do país.

Que balanço traça do percurso da TecnoVeritas e que valores têm norteado o seu crescimento? A TecnoVeritas tem valorizado desde sempre as necessidades da indústria, pois tais necessidades têm sido os principais precursores das inovações que temos levado a cabo. É necessário também um certo “atrevimento”, ser capaz de arriscar e investir, mas também perceber quais as áreas de conhecimento que são necessárias em cada instante para a realização dos objetivos que nos propomos atingir. De braço dado está sempre o estudo científico das diversas áreas que envolvem cada projeto. A TecnoVeritas tem engenheiros das seguintes áreas: naval, automação, microelectrónica, química, electrotecnia, ambiente, energia e hidráulica, somos 20! O grande lema da TecnoVeritas, é que “todos juntos sabemos mais que eu!”, é a capacidade de nos agregarmos, de trabalhar em conjunto. Desde 2013, quando ainda mal se ouvia falar de “Cloud” que a TecnoVeritas tratou de ter a sua própria, para nela ter as suas “ferramentas” de monitorização, podemos dizer que fomos pioneiros naquilo a que hoje se chama IIOT, ou “Industrial Internet Of Things”. O BOEM (Blue Overall Efficiency Monitoring) desde 2013 que monitoriza a energia, as emissões atmosféricas e produção de fábricas e de navios, estes últimos com desafios muito complexos em termos de comunicações, dadas as localizações remotas onde podem operar. Hoje, monitorizamos a frota de navios da “Mystic Cruises” e não só, que operam em latitudes tão elevadas como a Antártida, perto dos 90 graus Sul. Acreditámos numa embarcação de superfície para patrulha das águas nacionais, e nasceu o projeto UOPV, apresentado na NATO em dezembro de 2019, e que foi lançado à água em março de 2022. Preparado como plataforma para guerra anti-submarina ou simplesmente para missões científicas, move-se com a energia das ondas e pode permanecer no mar por mais de seis meses, enviando para terra a informação que capta, ou por exemplo lançando uma balsa salva-vidas. A empresa desenvolve e fornece soluções de gestão de energia e de manutenção para o sector naval e industrial… A TecnoVeritas, é uma das empresas auditoras de energia mais antigas do país e, porventura a uma das mais ativas, tendo técnicos acreditados pela DGEG, mas também tem outras acreditações como a norma ISO 14 065, para a verificação das emissões de carbono, em navios sendo também particularmente ativa nesta área. Dispõe ainda do LabTecno, um laboratório de combustíveis e lubrificantes, acreditado de acordo com a norma ISO 17 025, realizando testes a gasóleos, combustíveis pesados e a óleo lubrificantes. O LabTecno produz trabalho não somente para o mercado nacional como internacional, cooperando com diversas empresas petrolíferas, como a PRIO com o seu bio-combustível marítimo o B15, uma nova oferta para a descarbonização, o qual foi amplamente testado pelo nosso laboratório, mas também trabalha em investigação e desenvolvimento com a maior petrolífera do mundo a Saudi Aramco da Arábia Saudita, no desen-

Eng.º Jorge Antunes, CEO

volvimento de uma nova tecnologia para a dessulfurização de crude e com a TOTAL no âmbito do espalhamento de filmes de óleo de baixo atrito. O LabTecno lidera e realiza ainda um trabalho de Investigação e Desenvolvimento no âmbito da armazenagem de hidrogénio em líquidos, os denominados LOHC’s (Liquid Oil Hydrogen Carriers). A aposta recente na tecnologia de mapeamento laser e impressão 3D tornou a empresa mais competitiva? As ferramentas de mapeamento laser permitem à TecnoVeritas não estar dependente de terceiros e produzir os seus estudos e projetos com a qualidade e rapidez necessárias. Em colaboração com a Marinha, estamos com base nestas ferramentas a realizar o estudo da modernização do NTM “CREOULA”. Esta ferramenta permite ao milímetro desenhar todo o interior do navio, e assim podermos arranjar a solução de espaço para acomodar os nossos Catalisadores Seletivos Catalíticos para a redução das emissões de NOx de navios e centrais, uma das nossas principais áreas de negócio a nível internacional. Quanto à impressão 3D, essa é uma nova experiência que espero que seja uma solução fundamental para a concorrência com os fabricantes asiáticos, com os quais não podemos concorrer. A TecnoVeritas foi distinguida com o “Estatuto Inovadora Cotec 2022”. O que significa para a empresa? E para o futuro? Trata-se somente de uma distinção, mas na realidade, não se traduziu ainda em nenhum acontecimento digno de ser mencionado a não ser o reconhecimento. Os objetivos para o futuro passam por continuar no mercado em boas condições financeiras, crescer dentro das nossas áreas de competência, nomeadamente no âmbito das IIOT´s, do hidrogénio e da engenharia para a proteção do ambiente marítimo e terrestre. Em termos de progresso, era importante que o Estado, fosse célere e menos burocrático, pagasse no tempo previsto e não aplicasse tantos impostos sobre o trabalho, pois esse é um fator muito limitativo, pelo menos para quem produz valor científico e tecnológico para o país. Seria ainda importante que existisse menos burocracia nas candidaturas a programas de apoio.

www.tecnoveritas.net

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EMPRESAS GALARDOADAS | GRUPO ENGELOU

“QUALIDADE É PRIORIDADE” O projeto foi iniciado pelo pai, mas hoje são os irmãos Loureiro que comandam os destinos da Engelou. Em entrevista, Gil Loureiro revela que, no futuro, o foco passará pela promoção imobiliária.

Alguns dos vossos valores estruturantes são o engenho, a verdade e o compromisso, cumprindo a missão “qualidade é prioridade”. De que forma é que colocam estes valores em prática? Sim, sem dúvida. Tudo isto está relacionado com a luta e a resiliência que é necessário ter no dia a dia para enfrentar todos os desafios e entraves que surgem diariamente e que nos obrigam a dar sempre o nosso melhor para garantir o tal “selo de qualidade” que, ao longo dos anos, foi sempre a nossa prioridade.

Gil Loureiro, CEO

O Grupo Engelou está no mercado há mais de 30 anos e combina a vasta experiência com a inovação e irreverência da juventude. Como é que surgiu e como é que começou o projeto? Na verdade surge exatamente conforme essa frase o descreve. Tudo começou pelas mãos do nosso Pai que iniciou a sua atividade na construção à sensivelmente 30 anos e que, ao longo da sua caminhada, foi deixando um rasto de credibilidade e diferença em todos os clientes e projetos que abraçou. Nos últimos anos, eu e o meu irmão decidimos tentar elevar a empresa para outro patamar. Após finalizarmos os estudos nas áreas da Engenharia e Gestão Financeira e, juntando a tal experiência que já vinha do nosso Pai, acrescentamos o nosso conhecimento académico, toda a nossa garra e juventude para conseguirmos ter este crescimento sustentado, que nos deixa bastantes orgulhosos e motivados para continuar esta caminhada.

www.grupoengelou.com

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“Os últimos anos foram muito desafiantes em todos os sentidos e conseguir estas distinções demonstra que efetivamente todo o esforço e planeamento resultaram” Em 2021, o Grupo Engelou recebeu as distinções “Top 5% Melhores PME de Portugal” e “Top 10+ Sectores e Regiões 2021”. O que é que estes prémios significaram para o grupo? Significaram bastante, pois tal como todos sabemos, os últimos anos foram muito desafiantes em todos os sentidos e conseguir estas distinções demonstra que efetivamente todo o esforço e planeamento resultaram primeiramente na satisfação dos nossos clientes e depois em estabilidade e reconhecimento que cimentam cada vez mais a nossa posição no mercado. Nos últimos anos, o grupo evoluiu substancialmente, o que permitiu estabelecer uma forte estabilidade empresarial. Quais é que são os planos para o futuro? Em primeiro lugar, manter tudo aquilo que foi conseguido até hoje, que é a credibilidade e o respeito de todos aqueles que se cruzam connosco diariamente. Depois, vamos continuar toda a estratégia que foi traçada inicialmente por mim e pelo meu irmão que é continuar a crescer de forma sustentada na construção e nas exportações. Por último, sem dúvida que a grande aposta para os próximos anos será a construção e venda dos nossos próprios projetos, por isso, podemos dizer que um dos nossos focos principais será a promoção imobiliária.


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