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Agosto 2020

Nelma Fernandes, empresária

O OLHAR FEMININO SOBRE O MUNDO EMPRESARIAL

Líderes e Empresárias de Sucesso • Ensino • Liderança: Novos Desafios • Turismo • Municípios

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ÍNDICE

EDITORIAL Estamos em pleno verão e a Revista Business Portugal chega de forma leve e fresca. Continuamos a levar até si casos de sucesso, com capacidade de reagir no imediato, face aos novos desafios. Em destaque, temos líderes e empresárias que nos fazem ver que as desigualdades de género são cada vez mais esbatidas e que as mulheres são capazes de jogar de igual para igual, num mundo empresarial cada vez mais competitivo e atípico. Portugal detém um tecido empresarial diversificado e capaz de apresentar soluções eficientes em várias áreas. Estamos na vanguarda da investigação e desenvolvimento, apresentando vários exemplos de inovação e avanços tecnológicos, desde o ensino até às organizações. Mas como estamos no nosso querido mês de agosto, é de salientar que não há altura melhor para viajar pelo nosso país e descobrir todas as maravilhas que ele tem para nos oferecer… desde a sua beleza paisagística, até à deliciosa oferta gastronómica e vínica, como não há no resto do mundo. Sente-se, deixe-se levar pela leitura e vá à descoberta de Portugal.

Revista Business Portugal

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

LIDERANÇA NOVOS DESAFIOS

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ENSINO

TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS


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igualdade de género é, cada vez mais, um tema em voga na nossa sociedade, o que também contribui para que as mulheres comecem a ter acesso a novos desafios profissionais, que outrora seriam uma utopia. Apesar de ainda haver um caminho a percorrer, as mulheres estão a consolidar a sua posição no mundo moderno, aumentando a sua presença em atividades políticas, empresariais, culturais e da sociedade em geral. A cada dia que passa, a mulher tem mais voz. O número de figuras femininas no mundo empresarial e em cargos de liderança tem aumentado e o facto é que lhes são reconhecidas características e virtudes que lhes dão estatuto. As mulheres são multifacetadas e decisivas em cargos de liderança, para além de quem têm um lado emotivo que, muitas vezes, lhes trazem vantagens, quer a nível pessoal, quer a nível profissional. Quando uma mulher assume um cargo de liderança, fá-lo com notoriedade. Resiliente por natureza, a mulher apresenta-se como um verdadeiro exemplo de criatividade, não fosse ela responsável por carregar no ventre a maior criação deste mundo: a vida. A mulher

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

de hoje continua a desempenhar o papel de mãe de forma exímia, bem como continua a cuidar do seu lar… adicionalmente, sobe na carreira e torna-se um exemplo de determinação. Resistente e com uma força natural, o sexo feminino é capaz de fazer tudo a que se propõe, mesmo que surjam adversidades de todos os lados e de formas completamente inesperadas. Criar e recriar é uma característica intrínseca à figura feminina, pois se a criatividade vem da intuição e a mulher é dona de um sexto sentido ímpar, as mulheres conseguem transportar para o mercado de trabalho soluções inovadoras, apresentando-se como empreendedoras capazes de fazer frente a qualquer desafio. A mulher tem estratégia, é independente, é cuidadosa e, ao mesmo tempo, sensível e com habilidades emocionais. A mulher é, genuinamente, líder e tem uma capacidade criativa capaz de revolucionar o mundo. Através das empresárias que trazemos até si nesta edição, mostramos o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido num mundo empresarial atípico e com desafios constantes. Através das líderes que aqui explanamos, mostramos que as mulheres são capazes de tudo, atingindo um nível de excelência.

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NELMA FERNANDES

Nelma Fernandes, Empresária

O OLHAR FEMININO SOBRE O MUNDO EMPRESARIAL A Revista Business Portugal entrevistou Nelma Fernandes, um distinto exemplo de empreendedorismo e liderança no feminino. Para além do desenvolvimento profissional, também o desenvolvimento do potencial humano contribui para o sucesso no mundo dos negócios, como aqui nos explica a empresária. Quem é Nelma Fernandes? O que a inspira e motiva diariamente enquanto mulher e profissional? A Nelma Fernandes é muito simples e prática em tudo o que faz. Nasci na Guiné Bissau e vim para Portugal com um ano e meio. Não vivo sem Europa da mesma forma que não vivo sem África. As minhas raízes permitem-se conseguir prosperar em qualquer continente. Sou, na verdade, uma mistura de vários locais, uma vez que a minha mãe tem descendência em Cabo Verde e o meu pai em Angola. Sou mãe, mulher, filha, amiga e muito feliz. A minha motivação é, sem dúvida alguma, a paixão pela melhoria. Tenho uma enorme satisfação em trabalhar o meu desenvolvimento espiritual. O que me faz sentido é desenvolver, a todos os níveis, as minhas competências indivíduas para uma melhor integração no coletivo. Quando sozinhos, a caminhada é sempre mais curta e lenta, em equipa, conseguimos acelerar o passo e chegar mais longe. A minha essência é de partilha. Como define o seu percurso académico e profissional, sendo hoje uma referência em todas as funções que desempenha? Muito trabalho, dedicação e foco. Apenas aceito fazer o que gosto e realmente domino. Tudo o que me propõem que não seja do meu domínio, obrigo-me a aprender primeiro. Tenho uma tendência natural para desenvolver negócios. Iniciei-me com uma loja de venda de artigos multimarca e, passados alguns anos, tive uma cadeia de lojas em franquia de uma marca italiana de lingerie. Tive ainda noutras áreas para além do retalho, como restauração, compra e venda de imóveis, ou hotelaria. O comum em todos os projetos são a entrega, a paixão e o trabalho 8 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

árduo. Só assim conseguimos crescer e prosperar. Quando olho para trás, vejo o quanto cresci, principalmente com os vários obstáculos e situações menos positivas. A busca de novos desafios, o arriscar, o estar fora da zona de conforto é uma grande aprendizagem e faz-nos subir patamares. Nada cai simplesmente do céu sem antes arregaçarmos as mangas e sem conseguirmos captar as oportunidades no timing certo, o que muitos chamam de sorte. Empresária, CEO e fundadora da Win Coach, Vice-Presidente da FME CE-CPLP e única mulher na Comissão Executiva da Confederação Empresarial da CPLP. Como consegue criar um equilíbrio entre a esfera pessoal, social e profissional? Essa parte, por mais incrível que pareça, é a mais fácil. Por vários aspetos: gestão muito eficaz do tempo; saber gerir prioridades; obviamente, ter uma boa rede de apoio, ou seja, criar e envolver equipas nas várias vertentes; e por último, e talvez o mais importante, a autenticidade. Assumir verdadeiramente o que somos, em todas as vertentes, elimina o desperdício de energia. O ser humano tem a tendência de colocar várias máscaras para cada situação, o que provoca um desgaste energético gigante. Vivo de uma forma plena a 360 graus. Isso é visível para os que me conhecem e tenho a grande sorte de ter uma família maravilhosa que me apoia. Assume-se fascinada pelo desenvolvimento do potencial humano. Porquê esta paixão e de que forma é que isso a levou a abrir a Win Coach? Realmente, tenho um fascínio especial pela “caixinha” comportamental humana. Tudo tem a sua lógica quando nos damos ao


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trabalho de perceber as motivações e emoções que impulsionam atitudes, comportamentos e ações. A minha vontade era tanta que fiz várias especializações nessa vertente: Master trainer em Coaching, PNL, Bodydinamic (sistema de análise e psicologia somática, método pioneiro no desenvolvimento psicomotor e cognitivo, com especial ênfase na qualidade relacionar); Somatic Experience (focada no transtorno de stress pós-traumático, mental e físico); DiSC (avaliação de perfil comportamental); Linguagem Não Verbal; Constelação Empresarial; Neurociência; entre outras. Quando pretendemos uma interação eficaz com os pares nos vários contextos – pessoal, profissional ou social –, é fundamental encontrar o ponto de harmonia confortável e vantajoso para ambas as partes. Apenas atingimos esse ponto quando trabalhamos a conexão para além da superfície. A Win Coach presta serviços nas áreas de Coaching Executivo, Coaching Empresarial, Desenvolvimento Expansão e Internacionalização de Empresas. De que forma são estes segmentos essenciais para os indivíduos e empresas? A Win Coach trabalha duas vertentes que são cruciais para as empresas. Crescimento de volume de negócios, baseada num estudo minucioso de estratégias direcionada a cada sector, onde analisamos a essência da empresa; aprimoramos, quando necessário, os seus serviços para que tenham uma oferta digna de qualidade; por último, a fidelização de clientes. Já não é suficiente a venda de um determinado produto ou serviço. Para que o nosso cliente seja fiel temos de dar mais e associar a venda a uma experiência única. Nada disso acontece sem a outra componente que a Win Coach trabalha. Capacitar o recurso humano, PESSOAS. Conseguimos transformar pessoas em humanos com recursos. Só esses conseguem dar determinadas respostas. Estão, efetivamente, formados e alinhados para o efeito. Capacitar um colaborador é ter ferramentas necessárias para extrair o melhor que tem para oferecer. O resultado deste processo dentro das organizações não tem preço. É, sem dúvida alguma, altamente rentável. É isso que fazemos na Win Coach, criamos raízes fortes e sólidas nas empresas, para que a árvore possa dar muitos e bons frutos. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 9


DIA INTERNACIONAL DA MULHER | ATELIER 405

A Nelma é gestora de empresas e empreendedora em várias áreas de negócio. O que as une? O que descrevi anteriormente é o que faço nas empresas parceiras que procuram os serviços da Win Coach, alimentá-las de forma saudável. A maioria dos negócios têm uma base comum, tais como: • Ser criada com base na necessidade. Vendemos o que o mercado efetivamente precisa e não aquilo que achamos que é bom para o mercado; • É obrigatório adquirir um conhecimento profundo na nossa área de atuação e neste campo temos poucas opções: tornarmo-nos especialistas no que pretendemos desenvolver. Numa escala de zero a dez, para atingirmos o sucesso é obrigatório chegar ao nível dez. A outra alternativa é rodearmo-nos de pessoas que estão na escala dez; • O timing de implementação é outro fator essencial. O momento pode determinar o sucesso ou fracasso de qualquer negócio; • A equipa com que te associas para fazer algo e a sua capacidade de trabalho, resiliência, risco, paixão e garra são igualmente importantes. Tendo estas bases, podemos variar e é possível criar várias vertentes. A variedade numa base sólida permite minimizar riscos. Como se define enquanto empresária e gestora? Para mim, o trabalho é algo muito sério. Aceito projetos e novos desafios apenas quando sinto que tenho algo de positivo para contribuir, caso contrário, declino o convite. Sou extremamente atenta aos pequenos pormenores e ao detalhe. Na minha opinião, só os pequenos detalhes nos permitem atingir um grande resultado. Sei muito bem o que quero e faço questão de trabalhar para o conseguir. Que sentimento lhe suscita ser a Vice-Presidente da FME CE-CPLP e a única mulher na Comissão Executiva da Confederação Empresarial da CPLP? Grande responsabilidade e um profundo agradecimento pelo voto de confiança. São projetos que abraço com imenso carinho e profissionalismo, com a certeza que faço o meu melhor. Dentro da Federação de Mulheres Empresárias da CE-CPLP apoiamos e alavancamos o negócio no feminino. É de conhecimento comum o crescimento e desenvolvimento gigante do empreendedorismo feminino. O mundo mudou em vários aspetos: revolução tecnológica; questões ambientais; inteligência artificial; entre outros. Outra grande mudança acontece no feminino. O regresso das mulheres ao trono, na gestão, dentro e fora de casa, e com muito sucesso. O que fazemos na FME é um trabalho de suporte 10 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

e orientação na busca de melhores condições para desenvolver e alavancar negócios das empresas nossas associadas. A liderança no feminino centra-se na capacidade de resolução de problemas de forma criativa e inovadora, autoconfiança, espírito de iniciativa, influência e resiliência, sem esquecer o poder da comunicação. Revê-se nestas palavras e características? Com toda a certeza. Aliás, a liderança tanto no feminino como no masculino, sem estas características, simplesmente não existe. E ainda acrescento outro fator que, na minha opinião, é fundamental: a capacidade de adaptação às mudanças. Existem cada vez mais casos de sucesso de mulheres de negócios e empreendedoras. Mas o caminho continua a ser bastante dificultado? Infelizmente não o pudemos negar, mas também temos de salientar as melhorias nos últimos anos. Na minha opinião, estamos num bom caminho e é fundamental continuar a caminhada. Devemos apoiar, cada vez mais, mulheres a empreender, dar suporte, fazer um trabalho coletivo e é por isso existe a FME-CE-CPLP. Estamos de braços abertos para todas as mulheres que estão nesta caminha e para outras que se queiram juntar a nós. Uma sociedade equilibrada contempla a integração de homens e mulheres com igualdade de oportunidades. O que é para si ser um bom líder? É essa a minha convicção. O fator X é a competência e não género, cor, raça ou religião. Um bom líder é aquele que sabe que a palavra liderança significa servir e não alimentar o próprio ego. Aquele que consegue mover equipas pelo exemplo, motivação e nunca pelo medo ou subserviência. O verdadeiro líder capacita-se a si próprio em primeiro, para conseguir extrair de outros o seu melhor. É aquele que percebe rapidamente que, para ir mais longe em equipa, o seu lugar é no final da fila e jamais à frente. Só no final da fila consegue observar se todos os passos estão coordenados. O atual contexto de pandemia vem acrescentar novos desafios para as empresas e para os seus líderes. Como encara este desafio? Esta pandemia trouxe-nos privações e oportunidades. É real que alguns sectores de atividade, tais como aviação, turismo e outros que têm por inerência aglomerado de pessoas ficaram sem grandes recursos e alternativas e o impacto nas suas estruturas e economias foram devastadoras. E essa cadeia afetou outras vertentes de negócio com alguma especulação. Existem outros grupos de empresas que, efetivamente, não estavam devidamente estruturadas, muito antes da pandemia. Diante


NELMA FERNANDES

de um evento traumático, que é o caso, o ser humano apenas tem três respostas: fuga, luta ou paralisação. A maioria das empresas, na minha opinião, optou pela paralisação, de forma consciente ou não, descurando completamente a capacidade de adaptação rápida que qualquer empresário deve ter. O Governo não vai conseguir salvar todas as empresas e também não é essa a sua função. O risco faz parte de qualquer negócio. Acontece que, para algumas mentalidades, o encerrar significa fracasso, quando, na realidade, representa uma profunda maturidade. É fundamental para qualquer empresário captar o momento certo de viragem. Na Win Coach ajudamos os nossos clientes a encontrar novas soluções ou mesmo outras viabilidades de negócio. Temos exemplos reais de empresas que estavam numa situação de puro desespero e que neste momento estão lotados de trabalho, porque conseguimos, em conjunto, desviar a rota para o que é a necessidade do mercado. Entra aqui a capacidade de analise rápida e lei de adaptação. Que características considera necessárias que as mulheres imprimam nos cargos de direção que ocupam? Todos nós tomamos decisões com base nas emoções, quer sejam positivas ou negativas. Apesar de, muitas vezes, acharmos que não. As emoções, no fim da linha, geram um comportamento ou uma ação. Para todos os gestores, ter algumas bases ou noções de Inteligência Emocional é meio caminho para conseguir uma gestão eficaz.

Quais sãos os desafios que espera para o futuro? Para mim, o futuro é hoje. Nós, seres humanos, temos sempre a prepotência de achar que o nosso futuro é longínquo e isso não é verdade. Temos de cultivar o prazer de viver e semear o hoje. Conforme disse anteriormente, apenas aceito fazer o que sei, com consciência de contribuir como uma mais-valia. Tudo o resto carece primeiro de uma aprendizagem. Trabalho, diariamente, para a minha felicidade e crescimento pessoal e para superar as metas impostas por mim. Implementar parcerias, com base na confiança e partilha de ganhos para as partes. O resultado é proporcional à nossa dedicação, empenho e trabalho. Dou extrema importância à aquisição e renovação de conhecimento. Sempre que posso, dedico-me a uma pós-graduação, quer na área empresarial ou estudo comportamental. É fundamental, para mim, investir no meu up grade. Como diz o provérbio: ‘o saber não ocupa lugar’. Quanto mais aprendemos, mais humildes nos tornamos.

Local: Museu de Lisboa - Palácio Pimenta Fotografo: Nuno Mousinho. www.LXPHOTO.pt Produção: ExecutiveStylish. info@executiveandstylish.com REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 11


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | D. S. CRÉDITO V. R. SANTO ANTÓNIO

“TRABALHAMOS EM PROL DAS FAMÍLIAS PORTUGUESAS” Em 2016, foi inaugurada a DS Seguros e, em 2018, a DS Crédito, dotando Vila Real de Santo António de um leque de novos serviços. A Revista Business Portugal foi saber mais com a diretora Ana Vasco.

Ana Vasco, Diretora-geral

O que a levou a abraçar estes projetos? Que balanço faz deste percurso? Desde pequena que sempre tive o objetivo de ficar na minha terra e poder contribuir para o desenvolvimento da zona que me viu crescer. O Algarve tem muitas potencialidades e é uma região com muitas oportunidades profissionais. Podemos juntar o útil ao agradável, ou seja, disfrutar de um clima maravilhoso, viver junto da família e trabalhar. Traço um balanço super positivo desde a criação das agências. Os meus serviços são gratuitos e trabalhamos em prol das famílias portuguesas. Prestamos um serviço de excelência no aconselhamento na área da Mediação de Seguros e Intermediação de Crédito. É muito importante que o cliente sinta que lhe estamos a aportar valor, a arranjar soluções adequadas a um preço competitivo e que pode contar connosco em qualquer situação de dúvida ou para qualquer esclarecimento.

Que serviços disponibilizam? Quais os valores que norteiam a vossa atividade? Na área da Intermediação de Crédito, temos como objetivo aconselhar e apresentar aos nossos clientes as melhores e mais vantajosas soluções de financiamento, bem como as mais baixas prestações mensais para os seus créditos, que lhes permita pagar o mínimo possível. Ao mesmo tempo, obtêm a máxima poupança mensal, sempre de uma forma gratuita, personalizada, rápida, eficaz e ajustada a cada uma das realidades apresentadas pelos clientes. Os serviços disponibilizados são Crédito Habitação, Transferência de Crédito Habitação, Crédito à Construção e Reconstrução, Crédito Pessoal, segundas Hipotecas, Crédito Consolidado, Crédito Automóvel, Cartão de Crédito, entre outros. Na área dos Seguros, temos como objectivo prestar um serviço de aconselhamento personalizado e independente na mediação de seguros em todos os ramos. Trabalhamos com várias companhias de seguros, nas quais conseguimos sempre um preço de mercado adequado à situação do cliente. Os serviços prestados são nomeadamente Seguros de Vida, Saúde, Automóvel, Acidentes de trabalho, MR Habitação e Condomínios, Acidentes Pessoais e PPR. Este cenário de pandemia, que desafios trouxe à vossa empresa e que estratégias foram utilizadas para os enfrentar? Não sentimos muito a pandemia, pois o nosso trabalho pode ser feito via telefone e email. A pessoa pode estar no conforto da sua casa e nós tratamos de tudo. No entanto, ainda existem pessoas que gostam do modo

tradicional, ou seja, presencial, mas a percentagem é mínima. Estamos à distancia de um click ou de um telefonema. Em suma, as estratégias passaram por utilizar mais o digital (sendo por zoom, email ou telefone). Estou muito feliz, pois a carteira de clientes vai crescendo e assim mostra a competência, profissionalismo e honestidade com que tratamos todos os clientes no dia a dia. Por isso mesmo, estamos sempre a recrutar consultores em regime de prestação de serviços para todo o Algarve, porque assim podem conciliar com outra atividade profissional e conseguir ganhar um rendimento extra. Enviem CV, a formação é gratuita e constante, sendo o resultado a formação de excelentes profissionais. Que objetivos pretende alcançar e que visão tem para continuar a marcar a diferença? Queremos ajudar ainda mais famílias a reduzir encargos com o nosso serviço personalizado e os atuais clientes vão-nos referenciando a outros amigos e familiares, o que é extremamente gratificante. Eu e a minha equipa marcamos a diferença pelo acompanhamento individual que damos a cada cliente. Não há clientes nem situações comparáveis. Quando os clientes nos ligam sabem com quem estão a falar, nada é automático nem com respostas mecanizadas. Todos os clientes são importantes e especiais. Fazemos tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar o nosso cliente a ter um futuro melhor.

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PERFECT FIT SERVICES | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

“TRABALHAMOS SEMPRE COM OS OLHOS NO FUTURO” A Perfect Fit Services foi lançada, em 2011, nas indústrias de puericultura e têxtil/moda, por Eduarda e Mafalda Tavares, duas gémeas empreendedoras que partilham o gosto pelo mundo empresarial. Em entrevista, as irmãs falaram-nos do caminho já percorrido e das novidades que têm preparadas.

Eduarda e Mafalda Tavares

Desde a sua fundação que a Perfect Fit Services tem vindo a ser reconhecida nacional e internacionalmente. O que faz com que o vosso caminho seja pautado pelo sucesso? Na verdade, trabalhar por conta própria foi sempre um objetivo. Trabalhámos durante anos em diferentes países e ambas construímos relações sólidas e uma excelente reputação. A nossa entrega profissional e o prazer genuíno que retiramos de tudo o que fazemos é a chave do sucesso da PFS. Valorizamos as pequenas vitórias e aprendemos a não baixar os braços perante as adversidades. Damos um cunho pessoal a todas as nossas interações e mesmo o facto de sermos gémeas torna-nos, de alguma maneira, únicas. Temos a sorte de termos feito grandes amizades ao longo da nossa vida profissional. Por outro lado, sabemos que o nosso sucesso se deve às pessoas que trabalham connosco. Somos uma pequena equipa, mas todas assumimos um papel muito importante no caminho que temos traçado. Que serviços prestam e de que forma se diferenciam do que existe no mercado? Na área do têxtil/moda, trabalhamos com marcas europeias que nos confiam a gestão diária das suas coleções e produções. Sempre demos primazia às fábricas portuguesas, porque acreditamos que Portugal tem valências e uma ética de trabalho difíceis de igualar. Na puericultura, trabalhamos com marcas portuguesas e internacionais com as quais nos identificamos. Trabalhamos com lojas de todo o país, gerimos o marketing e comunicação, redes sociais e

marketing digital, fazemos formação, workshops, eventos. Fazemos a gestão das marcas do nosso portfólio tal como se fossem nossas . A equipa da PFS é composta apenas por mulheres. Acreditam que esta particularidade vos confere mais resiliência, capacidade de inovar e criatividade, perante os desafios impostos? De momento somos cinco mulheres, mas já contámos com um homem no passado. Confessamos que valorizamos o trabalho da mulher. Temos a felicidade de contar com a Susana Araújo, a nossa indispensável BackOffice sempre disposta a tudo; a Inês Inácio, que gere como ninguém o marketing e redes sociais e a Andreia Costa, o nosso grande braço direito na parte de têxtil/moda. O facto de sermos todas mulheres acaba por nos conferir um grau de cumplicidade profissional e de empatia muito importantes para o nosso sucesso. Sendo a Eduarda e a Mafalda mulheres líderes e empreendedoras, com uma vasta experiência, o que podemos esperar desta dupla de irmãs? Trabalhamos sempre com os olhos no futuro e por isso decidimos avançar também para um outro modelo de negócios. O e-commerce está em franca expansão e nós queremos estar na carruagem da frente. Temos projetos agora a começar. Uma das marcas foi lançada em plena pandemia: o verdadeiro colchão respirável "Numu Baby" que vem revolucionar o conceito de sono saudável e seguro para bebés. Temos a certeza de que a perseverança será também a chave do sucesso deste novo projeto.

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E ENSINO

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ensino superior depara-se, nos dias de hoje, com um novo espectro de desafios, com implicações a nível das instituições, de professores e estudantes, do ensino e da aprendizagem, dando expressão e significado ao imperativo de responder às novas necessidades educativas das sociedades baseadas no conhecimento e traduzindo-se no encarar dos desafios, no saber ler as oportunidades e mudar. Numa sociedade global e em rede, as Instituições de Ensino Superior utilizam, de forma crescente, as novas tecnologias, que simbolizam em simultaneidade uma das principais razões por que a mudança é necessária e facultam as ferramentas adequadas à reorganização do ensino e da aprendizagem e reconceptualização dos modelos institucionais, num acerto de passo com a nova sociedade do conhecimento e de um novo paradigma educacional que emerge, também, na educação à distância. Os grandes desafios para o ensino superior pós-Covid-19 parecem ser o reequacionar de práticas, estratégias e missões, no quadro de uma sociedade e de uma economia digitais, em que os avanços da tecnologia e da ciência possam permitir uma educação melhor e mais inclusiva que responda aos reais desafios societais. O próximo ano escolar está já em preparação, à margem dos constrangimentos provocados pela pandemia da Covid-19, que continuam a limitar as interacções pessoais e sociais que ainda há poucos meses considerávamos normais e imutáveis. O futuro parece mais incerto do que nunca, contudo, os meses mais recentes demonstraram, claramente, que existe, no ensino superior nacional, uma ampla capacidade de organização, de resiliência, de adaptação, de inovação, que lhes permite superar os novos desafios. Nas próximas páginas encontrará exemplos de instituições de ensino de referência que patenteiam a máxima da Qualidade e Inovação na Educação, destacam a forma como têm enfrentado os novos desafios na área do ensino e os novos paradigmas educacionais que surgiram, mostrando a sua capacidade de adaptação, dando contuinuidade a um rumo de indiscutível qualidade na formação e de prestígio nacional e internacional.

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ENSINO

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POLITÉCNICO DE COIMBRA | ENSINO

40 ANOS DE SABER O Instituto Politécnico de Coimbra é um dos maiores institutos politécnicos do país e uma das mais importantes instituições de ensino superior público em Portugal, que já há 40 anos valoriza as pessoas e o território em que está inserido. Em entrevista, o Professor Doutor Jorge Conde explica que aqui se aposta em fazer diferente e em afirmar a sua importância no sector do ensino. A Educação, para além de ser um direito de todos os cidadãos, contribui para o desenvolvimento da sociedade em que se insere. Tendo este sector uma importância fulcral, com um impacto significativo no nosso futuro, é prioritário encontrar soluções para os novos desafios impostos. Posto isto, qual foi o plano estratégico adotado pelo Instituto Politécnico de Coimbra? O Politécnico de Coimbra tem adotado uma estratégia de completa abertura aos novos públicos e às novas necessidades do mercado. Assim, para além dos já tradicionais públicos oriundos do concurso nacional de acesso e dos concursos especiais, como por exemplo os maiores de 23, aderimos, desde a primeira hora, aos Cursos Técnicos Superiores Profissionais e, este ano, ao concurso local para os estudantes que realizaram o ensino secundário pelos cursos de dupla certificação (ensino profissional e artístico). Por outro lado, a abertura de um número cada vez maior de cursos de mestrado e pós-graduação vocacionados para a especialização de competências, ou para a criação de perfis adaptados às empresas parceiras, é a nossa estratégia para a construção de um futuro que será, obrigatoriamente, diferente. A pandemia trouxe à tona uma crise económica e social e expôs, como nunca, o problema de desigualdade do país, sendo as instituições de ensino um espelho dessa realidade. De que forma é que o IPC tem combatido e colmatado essas desigualdades, de forma a evitar o abandono escolar? O que julga ser necessário fazer, no sentido de auxiliar as entidades de ensino português? O Politécnico de Coimbra, tal como aconteceu com todas as outras instituições de ensino, esteve a trabalhar num ensino não presencial até ao final do ano letivo, voltando às salas de aula apenas para as avaliações e, mesmo assim, não todas. Desde a primeira hora que tentamos adotar todas as medidas que mitigassem as dificuldades sentidas pelos estudantes. Desde logo através do GAE (Gabinete de Apoio ao Estudante), que foi formalmente criado em 2019 e que tem como primeiro objetivo diminuir as dificuldades sentidas pelos estudantes e diminuir o abandono escolar. Lançamos também o PASI (Programa de Apoio Social Informático) que, com o apoio das escolas, garantiu que nenhum aluno deixasse de ter um computador à disposição para acompanhar as aulas. Procedemos à suspensão, em alguns casos, das taxas e emolumentos relativos ao segundo semestre e os estudantes puderam solicitar o prolongamento do prazo de pagamento das propinas. Os casos mais graves que nos foram colocados foram fruto de análise pelo “Apoio de

Jorge Conde, Presidente

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ENSINO | POLITÉCNICO DE COIMBRA

Emergência ao Estudante” (A2ES) e solucionados sempre que disso houve necessidade. As instituições de ensino não vão conseguir manter a dinâmica de apoio que tiveram neste semestre, desde logo porque não têm suporte financeiro para tal. Vai ser necessário que o Governo crie mecanismos de apoio direto aos estudantes, aumentando o número de bolsas e subsidiando o alojamento que, no próximo ano, terá nas instituições públicas uma queda, que nalguns casos atingirá os 50 por cento. Por outro lado, o facto de nem todo o ensino se conseguir fazer presencialmente requer que as instituições sejam apoiadas no financiamento de material e de pessoal que permita o desdobramento de aulas e um verdadeiro ensino à distância, quando tal se impuser. Jorge Conde candidatou-se ao cargo de presidente do IPC com o intuito de fazer mais, melhor e diferente. Apesar de, provavelmente, nunca ter imaginado ter de enfrentar desafios como os que se têm colocado no seu percurso, isto serviu de ‘combustível’ para manter esses objetivos iniciais? Na realidade, grande parte do que nos tínhamos comprometido fazer está feito, ou em fase final de conclusão. Há ainda muitas coisas que não estavam no nosso programa e que a experiência nos foi aconselhando a fazer ou nos deu a oportunidade de fazer. A equipa que lidera o Politécnico de Coimbra trabalha todos os dias com grande empenhamento e é sempre possível fazer mais e melhor, mas a mudança de mentalidades que a isso levará requer tempo e resiliência e desta estamos suficientemente munidos. Este novo paradigma veio tornar mais claro que quem apresenta capacidades de liderança faz a diferença. De que forma o IPC continuará a fazer a diferença e continuará a contribuir para o progresso local e desenvolvimento das empresas? A nossa principal aposta foi, desde o início, fazer diferente e afirmar a nossa importância no sector e no território onde estamos inseridos. Potenciamos o Instituto de Investigação Aplicada do IPC, criamos o Gabinete de Inserção Territorial, estamos a reformar a nossa Academia de Empreendedorismo / Incubadora (INOPOL) e, num trabalho permanente com as escolas e os seus investigadores, procuramos ser cada vez mais relevantes e cumprir a nossa missão de instituição de ensino e de ciência. Estamos a criar condições para a descentralização da nossa ação com a abertura de cursos noutros concelhos da CIM Região de Coimbra e, muito brevemente, desenvolvendo polos de investigação e de prestação de serviços. 18 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Assumem-se como instituição empreendedora e inovadora, que promove a investigação e qualidade do ensino. É essa aposta na investigação que faz com que o IPC continue a crescer e renovar? O que faz do IPC um parceiro ideal e indispensável? O Politécnico de Coimbra é muito mais que protocolos e conversas. Aqui procuramos ser consequentes nas parcerias que criamos, tirando delas valor para as partes envolvidas, criando saber e riqueza. Com esta visão, procuramos apresentar às empresas soluções para a melhoria dos seus produtos ou serviços, para a formação dos seus quadros, para a internacionalização da sua ação. Aproveitando os financiamentos colocados à disposição para a ciência, levamos soluções às empresas que as possam ajudar a fazer tudo o que precisam. Mais do que o parceiro indispensável, queremos ser o parceiro ideal, com soluções aplicadas que resolvam problemas concretos. Por outro lado, a aposta no trabalho em conjunto das seis escolas que compõe do IPC também faz com que tenham mais força e se diferenciem? Essa é sem dúvida a mais complexa tarefa, mas também a nossa maior vantagem. O Politécnico de Coimbra tem seis escolas e uma imensidão de áreas científicas. É este cruzamento de saberes, a experiência e a conjugação dos mesmos, que nos dá força e nos diferencia. No trabalho com uma empresa, uma só equipa do Politécnico de Coimbra pode ajudar a melhorar processos industriais,


POLITÉCNICO DE COIMBRA | ENSINO

contabilísticos, de comunicação e marketing, de saúde e segurança no trabalho, de contabilidade ou de finanças, entre outros. O saber é tão vasto entre as seis escolas, que podemos conjugar áreas aparentemente distantes entre si e desenhar processos supostamente improváveis. Sendo o IPC uma instituição com uma grande tradição internacional e tendo a Covid-19 condicionado a mobilidade, como anteveem o próximo ano letivo? Com otimismo. O número de estudantes interessados em vir estudar para o Politécnico de Coimbra não diminuiu. Quer no que diz respeito aos estudantes internacionais que aqui pretendem fazer todo o seu curso, quer nos estudantes de mobilidade que normalmente vêm fazer um semestre. Estamos a gerir com cuidado essa situação, já que sabemos as dificuldades que irão existir para a mobilidade física das pessoas, mas tudo faremos para dar resposta à procura que temos e que nos últimos três anos subiu exponencialmente. O IPC continua a dar garantias de um futuro promissor, sendo parte ativa da transformação do país? Porque devem os alunos escolher o Politécnico de Coimbra? Eu começaria pelo que menos depende de nós. Embora alguns dos nossos alunos nos escolham para estudar em Oliveira do Hospital, na Mealhada, em Cantanhede ou em Montemor-o-Velho, a 19 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

maioria vem à procura da mística que é ser estudante de Coimbra. Coimbra é uma cidade mágica para qualquer estudante e isso faz a diferença para cerca de 10.000 dos nossos estudantes. A par deste fator, o Politécnico de Coimbra é diferente pela atenção que dispensa ao estudante: a atenção que damos às questões da segurança, da saúde, da ligação familiar, a ligação que criamos à cultura, ao desporto, ao movimento associativo, entre outros. Estudar aqui é uma experiência única. As nossas escolas, o nosso corpo docente e não docente, estão centrados no estudante e, em regra, somos capazes de antecipar os problemas que se colocam. Por fim, as nossas escolas estão equipadas com laboratórios que respondem às questões do ensino e da investigação; criamos mecanismos para que os estudantes e os professores possam dedicar-se mais à investigação e à ligação à comunidade; temos parcerias de excelência no mundo empresarial, autárquico, na saúde, no sector social, entre outros.

Diria que estamos capazes de proporcionar as melhores experiências e o melhor ensino, ou, como gostamos de dizer: com os nossos estudantes, juntos erguemos sonhos...

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ENSINO | FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DA UBI

DESDE 1999 A FORMAR O FUTURO DA SAÚDE Em entrevista à Revista Business Portugal, o Professor Doutor Miguel Castelo-Branco de Sousa, presidente da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior, falou-nos desta unidade de ensino, que se destaca por modelos inovadores de formação e por estar sempre pronta para qualquer desafio. O contexto de pandemia colocou um conjunto de novos desafios às instituições. Como se estruturou a FCS? Como antevê o próximo ano letivo? A primeira solução foi passar a fazer o ensino on-line. O ensino da saúde tem muitas componentes práticas e, para além disso, a nossa faculdade tem a particularidade de ter uma grande interação entre os alunos e os professores, o que carece de uma relação próxima e de presença, mas, apesar de tudo, conseguimos concluir o ano letivo da melhor forma possível. Nas componentes práticas, introduzimos a discussão dos casos clínicos e no final do ano letivo conseguimos repor algumas atividades que estiveram suspensas entre março e maio. Grande parte dos exames já decorreram em formato presencial, tendo sido criadas condições para reduzir as possibilidades de contágio. No próximo ano letivo, queremos ser capazes de nos adaptarmos às variações que possam surgir. Os docentes e coordenadores de unidades curriculares estão a planear as atividades letivas considerando a possibilidade de haver interrupções, para que, nesse caso, a resposta seja rápida. Estando de regresso às atividades presenciais, temos tudo programado para promover o distanciamento social e evitar as possibilidades de contágio. Porque devem os futuros alunos escolher a FCS para investir na sua formação académica? A primeira razão prende-se com a qualidade do ensino. Qualquer 20 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

"Estando de regresso às atividades presenciais, temos tudo programado para promover o distanciamento social e evitar as possibilidades de contágio" dos cursos que temos na FCS – Ciências Biomédicas; Ciências Farmacêuticas; Medicina; Optometria e Ciências da Visão – são reconhecidos por terem muita qualidade. Uma das coisas que os nossos alunos percebem é que saem daqui bem preparados. Também os programas doutorais em Medicina, Biomedicina e Ciências Farmacêuticas tem continuado a progredir com teses de elevada qualidade e trabalhos relevantes. Por outro lado, a Universidade da Beira Interior está localizada numa zona propícia para os estudantes terem um bom equilíbrio entre a vida académica e a vida social. Para além de estar perfeitamente preparada para receber os alunos, esta zona é tranquila, como se tem até verificado pela baixa incidência da pandemia. Tudo isto são condições que fazem da Universidade da Beira Interior uma boa opção para se vir estudar.


C FACULDADE DE CIÊNCIAS DA SAÚDE DA UBI | ENSINO

No plano da Investigação, a FCS incorpora uma unidade de investigação: o CICS – Centro de Investigação em Ciências da Saúde. Que trabalho tem vindo a ser desenvolvido? O CICS é um Centro creditado e com financiamento para um conjunto de projetos em várias áreas, onde se faz, essencialmente, investigação de natureza básica, mas também translacional. Neste momento, estamos a desenvolver o Centro de Investigação Clínica, no contexto dos Centros Académicos, envolvendo os hospitais da rede da faculdade – hospitais de Viseu, da Guarda, de Castelo Branco e da Covilhã – e os centros de saúde das respetivas regiões, para dinamizar a investigação clínica.

A comunidade académica da FCS pode sentir-se confiante no futuro? Sim, nós estamos confiantes! Penso que nos soubemos adaptar da melhor forma ao que esta crise pandémica trouxe consigo e estamos preparados para implementar as adaptações que forem necessárias. Apesar de tudo, mostramos que as nossas capacidades de gestão são muito boas e tanto os docentes como os alunos mostraram uma ótima aceitação, os técnicos de informática deram um apoio fundamental no desenvolvimento acelerado dos sistemas on-line e o restante staff assegurou as condições operacionais. A transição do modelo de ensino presencial para o modelo de ensino à distância foi intensa, mas houve um grande envolvimento de todos. Estamos preparados para o futuro.

Miguel Castelo-Branco de Sousa, Presidente

"Por outro lado, a Universidade da Beira Interior está localizada numa zona propícia para os estudantes terem um bom equilíbrio entre a vida académica e a vida social" Doutoramento

RECURSOS

• Medicina

• Centro Académico Clínico das Beiras (CACB)

• Ciências Farmacêuticas

• Centro de Coordenação da Investigação Clinica das Beiras (C2ICB)

• Biomedicina

• Centro de Investigação em Ciências da Saúde

Oferta Formativa:

• Biobanco

• Centro Clínico e Experimental de Ciências de Visão (CCECV)

Cursos de Licenciatura, Mestrados Integrados e Mestrado

Pós graduações e cursos de curta

• Medicina (Mestrado Integrado)

duração não conferentes de grau

• Unidade Farmacovigilância

• Ciências Farmacêuticas (Mestrado Integrado)

• Hidrologia e Climatologia

• Museu Memórias da Saúde

• Ciências Biomédicas (Licenciatura e Mestrado)

• Tele-saúde

• Optometria e Ciências da Visão (Licenciatura e Mestrado)

• Ventilação Não Invasiva

www.fcsaude.ubi.pt

www.ubi.pt

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ENSINO | POLITÉCNICO DE LEIRIA

NA VANGUARDA DA INOVAÇÃO PEDAGÓGICA Em entrevista à Revista Business Portugal, o presidente do Politécnico de Leiria, o Professor Doutor Rui Pedrosa, fala-nos de uma instituição de ensino superior pública que é uma referência a nível nacional e internacional. Sempre com a inovação pedagógica na mira, o Politécnico de Leiria assegura uma oferta formativa de qualidade, o que contribui para o desenvolvimento da sociedade.

Rui Pedrosa, Presidente

A Educação assume um papel preponderante na sociedade, pelo que é prioritário estar sempre em busca de soluções para os desafios impostos. Tendo isto em mente e perante o panorama atual, qual foi a estratégia do Politécnico de Leiria? O Politécnico de Leiria é hoje uma instituição de ensino superior pública global e multicultural, que tem foco no desenvolvimento regional, mas que é referência nacional e internacional. Esta afirmação tem por base uma estratégia que passa por ter um papel cada vez mais central na sociedade, e que é resultado da qualidade da nossa oferta formativa, que prepara os nossos estudantes para as profissões de hoje e para as profissões do futuro. Por outro lado, tem cada vez mais uma relação com a sociedade através da investigação com impacto, pela inovação de produtos, processos e serviços, mas também pela arte, cultura, pelo desporto e pela responsabilidade social. No panorama atual de contexto pandémico, toda a capacidade do Politécnico de Leiria fez-se notar, não só na qualidade da formação ministrada, mesmo quando tivemos que ter um ensino a distância de “emergência”, onde professores, investigadores, corpo técnico e estudantes tiveram uma prestação e compromisso únicos, mas também na prestação de serviços à comunidade em áreas desde a formação de professores à saúde ou aos serviços de investigação e inovação com empresas. O que julga ser necessário fazer, no sentido de auxiliar e potenciar as entidades de ensino português? É necessário reforçar a aposta no investimento direto e indireto no ensino superior e na ciência, pois só com uma sociedade suportada no conhecimento podemos ser competitivos à escala global. No caso do Politécnico de Leiria, existem questões materiais e 22 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


POLITÉCNICO DE LEIRIA | ENSINO

questões imateriais de estratégia de afirmação do ensino superior português. Nas questões imateriais, alterar a designação para Universidade Politécnica de Leiria iria potenciar muito a nossa atividade, nacional e internacionalmente, bem como a possibilidade de termos doutoramentos de interface, particularmente com empresas. Nas questões materiais, era fundamental que todo o trabalho que temos feito e os objetivos alcançados fossem reconhecidos através de um financiamento justo e comparável com outras instituições de ensino superior portuguesas, via orçamento de estado. Neste âmbito, criar programas específicos para financiar o reequipamento das instituições de ensino superior, a manutenção de edifícios e o reforço dos serviços de ação social também iam ajudar muito a potenciar o ensino superior português.

a requalificação e a qualificação avançada de profissionais estão na nossa agenda. A investigação aplicada, ou a investigação que gera inovação e impacto na sociedade, é fundamental no Politécnico de Leiria e, direta ou indiretamente, é importante no sucesso académico. Esta está relacionada com os estágios e projetos curriculares, com as prestações de serviços e com os projetos de investigação em cocriação com empresas e outras entidades. Tudo isto associado a um ecossistema económico e social altamente inovador, onde as empresas têm um papel fundamental, competindo e liderando mercados globais, tem permitido taxas de empregabilidade próximas de excelência e muito próximas de 100 por cento.

De que forma têm conseguido, ao longo destes 40 anos, assegurar a qualidade e inovação no ensino, que se traduz numa elevada taxa de empregabilidade dos vossos alunos? Considera que a investigação aplicada tem um peso importante no sucesso escolar? O Politécnico de Leiria tem na qualidade da sua formação superior uma das suas grandes marcas identitárias, suportada por um corpo docente altamente qualificado, por infraestruturas adequadas a um ensino de experimentação baseado em atividades fortemente práticas e de desenvolvimento de projetos de inovação, por ter estruturas e serviços de suporte transversais e distintivos, e por uma relação com a sociedade muito forte em todas as escolas superiores e em todas as áreas científicas. A inovação pedagógica é para nós uma prioridade para uma oferta formativa permanentemente inovadora e atual, em que as estruturas modulares de formação que permitam

Porque devem os futuros académicos optar pelo Politécnico de Leiria para investir na sua formação? Os estudantes podem estar confiantes no futuro? Os nossos futuros estudantes podem e devem continuar a confiar no Politécnico de Leiria. Temos novos investimentos a acontecer centrados na melhoria dos espaços pedagógicos e de aprendizagem (novos laboratórios; salas de criatividade e inovação; learning factories), e lideramos uma universidade europeia, a Regional University Network (RUN-EU), facto que muito nos honra e prestigia. Apesar deste contexto particular em que vivemos, vamos ter um ano académico com ensino presencial e estamos a fazer um enorme investimento para reduzir ao máximo o risco de contágio na nossa comunidade académica. No Politécnico de Leiria, e nesta região seguramente, o investimento no ensino superior vai merecer a pena e será uma aposta ganha com retorno futuro.

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Jรก viu por onde andamos?

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

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ortugal é um país atrativo para investimento de vários tipos, por parte de portugueses e estrangeiros. Cada vez mais, o nosso país é notado pelas várias valências que oferece: aqui há gente simpática, boa comida, boa bebida, bom tempo, segurança, proximidade territorial, entre outros. Em Portugal consegue-se viver de forma leve e descontraída e, ao mesmo tempo, encontra-se competência profissional. Para além das grandes cidades, também localidades mais recatadas começam a ser, cada vez mais, procuradas e têm sido alvo de vários investimentos, nomeadamente, imobiliários. Estamos a crescer, juntamente com este mercado, que dá sinais que irá continuar a crescer nos próximos anos. Mas o atual panorama é também propício ao investimento tecnológico, dissipando barreiras entre o on-line e o off-line. A transformação digital é uma inevitabilidade para as empresas e representa uma oportunidade para que estas se tornem mais competitivas, eficientes e inteligentes. E, neste âmbito, mostramos estar na vanguarda da inovação e transformação digital. São vários os sectores a apostar em produtos e serviços inovadores, económicos e, ao mesmo tempo, sustentáveis, o que vem revolucionar os mercados. Mas para além do investimento no desenvolvimento tecnológico, também as empresas estão a criar mecanismos de gestão da tecnologia e da inovação, para que seja possível aplicá-la, adotá-la e difundi-la. A aposta contínua na investigação e no desenvolvimento faz com que haja dinamismo e empreendedorismo em Portugal, dando cartas não só a nível nacional, como internacional. Com um vasto know-how, as empresas portuguesas são parceiras ideais que ajudam os seus clientes a dar uma resposta rápida, em diversas áreas. E os novos desafios prendem-se, essencialmente e precisamente, com o tempo de reação. É imperativo estar atento e ser-se rápido a agir perante os diferentes obstáculos que se vão colocando no caminho das empresas e, por isso, nas próximas páginas encontrará exemplos de empresários ágeis que nas dificuldades encontram oportunidades.

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COMPORTA REAL ESTATE AGENCY Living Portugal Property

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ISEC LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | LIVING PORTUGAL PROPERTY

COMPORTA’S DREAM MAKER

A Revista Business Portugal esteve à conversa com Ronald Wayne, que conta já com 35 anos de experiência no mercado imobiliário internacional. Numa visita à Comporta e Melides, deixou-se apaixonar pela região, onde decidiu estabelecer-se e criar a Living Portugal Property, que concretiza sonhos, através de um serviço experiente e sublime. Começo por questionar como é que o Ronald descobriu a Comporta e Melides e o que o moveu a promover e vender sonhos nestas localidades? Visitei a Comporta e Melides, pela primeira vez, em meados dos anos 90, quando um amigo me convidou para passar aqui umas férias. Fiquei apenas uma semana, mas fiquei encantado com a beleza natural, com a costa incrível e com os vestígios do passado remoto. Anos mais tarde, enquanto vivia no interior do Alentejo, a minha mulher e parceira, que também costumava passar férias aqui, insistiu para que voltássemos para o litoral, pelo que a Comporta foi a escolha óbvia.

seus amigos e associados começaram a segui-los. O mais atraente sempre foi o carácter discreto, o charme da arquitetura local, como as cabanas dos pescadores e as estruturas tradicionais do Alentejo, aliadas a uma zona costeira quase desabitada e aos milhares de hectares de pinhais e sobreiros; a proximidade a Lisboa e ao aeroporto internacional é uma enorme vantagem. O que atrai a maioria dos clientes são os pontos mencionados acima e o contraste entre a Comporta, o Algarve, o sul de Espanha e outras metrópoles sobrelotadas de construções que são destinos de férias comuns. A Comporta é um destino para amantes da natureza e frequentadores de praias, que preferem permanecer anónimos.

95 por cento dos clientes da Living Portugal Property são estrangeiros. O que faz com que a Comporta e Melides sejam mercados atrativos para o investimento deste tipo de clientes? A Comporta sempre foi uma localização privilegiada, mas quase esquecida e um local de passagem para muitas pessoas que seguiam caminho para o Algarve. Tratava-se de um destino que apenas se descobria por convite, ou através de um amigo ou familiar dos donos da propriedade que deu nome à região. Depois de alguns designers mundialmente conhecidos, artistas e promotores financeiros decidirem incluir a Comporta no seu portfólio de residências em todo o mundo, os

Tendo em conta o panorama atual, estes mercados verificaram um aumento da procura? Como antevê o futuro? Quando aqui chegámos, ainda estávamos a sentir os efeitos da crise de 2007/2008, por isso o mercado estava relativamente estagnado. Só no final de 2013 é que o mercado começou a mexer novamente. Inicialmente, a maioria dos compradores eram franceses, suíços e belgas, embora nos últimos anos tenha havido um grande aumento na demanda por cidadãos alemães, britânicos e americanos. Na minha opinião, o mercado imobiliário ainda está na sua infância, em crescimento. Dadas as centenas de milhões que têm sido investidos recentemente, vejo que este mercado

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LIVING PORTUGAL PROPERTY | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

"O mais atraente sempre foi o carácter discreto, o charme da arquitetura local, como as cabanas dos pescadores e as estruturas tradicionais do Alentejo, aliadas a uma zona costeira quase desabitada e aos milhares de hectares de de pinhais e sobreiros" continuará a crescer nos próximos 20 a 30 anos, como muitos outros mercados internacionais, que começaram como explorações agrícolas e zonas piscatórias, ao longo do litoral. E porque devem os investidores recorrer à Living Portugal Property quando procuram uma solução ideal? O que diferencia o vosso serviço? Quando chegámos à Comporta não havia outros agentes imobiliários e a única empresa que vendia imóveis era a Herdade da Comporta, que tinha pouco para oferecer. Como tal, não tínhamos concorrência e tínhamos todo o mercado privado só para nós. Isso permitiu-nos construir uma invejável rede de contactos ao longo dos anos e de nos tornarmos um grande ponto de referência para vendedores e compradores. Embora existam vários agentes imobiliários nesta zona, posso dizer com confiança que, dados os meus 35 anos de experiência imobiliária internacional, dos quais os últimos dez na Comporta e Melides, será muito difícil, se não impossível, encontrar uma empresa com tanta experiência, conhecimento e qualidade de serviço, que já tenha sido referenciada tantas vezes pelos seus clientes. A Living Portugal Property é especializada em casas de luxo e grandes propriedades nas zonas da Comporta e de Melides, mantendo em simultâneo um portfólio com palácios, propriedades de investmento, quintas e vinhas em várias regiões de Portugal Continental. Grande parte do nosso portfólio é confidencial, o que garante aos nossos clientes um certo nível de exclusividade.

Carla Lopes e Ronald Wayne, Fundadores

Living Portugal Property é um canal de marketing da Imoactiv – Actividades Imobiliárias e Turísticas, Lda. Licença AMI 13572. Para mais informações, por favor contacte Carla Lopes através do número +351 927 771 826 ou do e-mail carla@livingportugalproperty.com https://www.livingportugalproperty.com/

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | CLICKHOUSE

O FUTURO DA CONSTRUÇÃO

A ClickHouse Arquitetura Modular veio revolucionar o mercado da construção, dando a garantia de ser o futuro deste sector. Em entrevista à Revista Business Portugal, José Lista, diretor-geral, dá-nos a conhecer um produto inovador, seguro, sustentável e, ao mesmo tempo, económico.

Como é que a ClickHouse veio revolucionar o mercado da arquitetura modular na construção? Revolucionou no método construtivo que permite uma modularidade de 20 centímetros, seja em larguras ou em altura, o que permite ajustar a qualquer projeto, mesmo que não tenha sido pensado no nosso método. O sistema permite uma rapidez e facilidade de construção que será difícil de igualar em outros métodos construtivos. De que forma agilizam o processo para que cada cliente consiga uma casa à sua medida? O cliente tem total liberdade para escolher uma casa do nosso catálogo, a qual pode sofrer alterações, assim como é possível realizar um projeto à medida, desde a configuração a acabamentos. Tratamos de todo o processo de arquitetura e especialidades para a obtenção da licença de construção, para que o cliente não tenha que se preocupar com muitas burocracias. Que gamas disponibilizam? Quais os materiais usados neste tipo de construção e qual a sua qualidade e durabilidade? Temos três gamas no nosso catálogo, cada uma com várias tipologias. As paredes da casa são no nosso painel isotérmico autoportante, que é revestido pelo exterior com sistema Etic’s em cortiça e pelo interior com gesso cartonado; janelas em PVC, com vidro duplo 6mm guardiansun + 18mm + 5mm marca Stricta; cobertura em painel de 100mm, com isolamento pelo interior de 60mm de lã mineral. Isto garante um conforto térmico e acústico de elevadas prestações. Não há razão para uma ClickHouse não durar 150 anos. É seguro afirmar que o futuro da construção passa por aqui? Não temos dúvidas que a ClickHouse, pela aceitação do mercado nacional, assim como pelos elogios já realizados por imensas pessoas de vários países, nos permite afirmar que temos uma solução de presente e de futuro. 32 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A ClickHouse tem uma vasta rede, a nível nacional e internacional. É objetivo continuar a expandir o negócio através de parcerias em diferentes mercados? Como se pode ser um franchisado da Clickhouse? O franchasing surgiu da necessidade de encontrar uma forma de conseguir atender a todos os pedidos por parte de clientes interessados. Esta é a única forma de garantir que a qualidade, o cuidado com a construção e o atendimento ao cliente são mantidos, independentemente da localização. E sim, o objetivo da ClickHouse é ter uma vasta rede a nível mundial. Iremos iniciar, já no mês de setembro, uma nova formação de franchisados, com mais seis parceiros. Para conhecer as condições do franchasing deve fazer o pedido através do e-mail: master@clickhouse.pt. O futuro da ClickHouse passará pela aposta contínua na investigação e inovação na arquitetura modular e pela aposta no dinamismo e empreendedorismo, a nível nacional e internacional? Que novidades podemos esperar? Esse é o ADN da ClickHouse. Recentemente, lançamos a gama SAFE, uma gama pensada para as alterações que a atual situação exige. Vamos lançar, brevemente, uma gama com as linhas mais atuais e com características melhoradas e estamos também a fazer uma parceria com um consultor em Feng Shui tradicional, por forma a quando um cliente pretender construir uma casa com esta filosofia, seja assessorado para a sua casa. No seu terreno, terá uma equipa com arquiteto e consultora de Feng Shui, que trabalharão em conjunto para encontrar a melhor solução para o cliente.


PORTUGUESA CLICKHOUSE CHEGA AO ALGARVE, ONDE INAUGURA INOVADORA CASA MODELO Projeto foi pensado para satisfazer as necessidades do mercado algarvio, um mercado com inúmeras oportunidades e grande potencial de crescimento para a marca. A portuguesa ClickHouse, empresa especializada em arquitetura modular, acaba de lançar mais uma novidade no mercado nacional, uma casa modelo de 240m2, totalmente equipada e decorada, localizada na zona da Fuzeta, no Algarve. Pensada para satisfazer a elevada procura desta região e a pensar no potencial internacional ímpar que o Algarve proporciona, a nova casa modelo da ClickHouse convida à visita de particulares e profissionais que procuram construir a sua casa de sonho de forma rápida e simples, com a máxima qualidade, rigor e exigência. Fundada em 2011, a ClickHouse tem sede em Aveiro, onde detém uma fábrica. Ao todo, soma já mais de 150 casas construídas de norte a sul do país e no estrangeiro e aposta agora na sua rede de franchising para expandir o negócio, que tem crescido de ano para ano. “Acreditamos que com a abertura da ClickHouse no Algarve, em regime de franchising, e com o lançamento desta casa modelo, ficamos com uma vantagem muito competitiva neste mercado onde a procura tem aumentado de ano para ano”, refere Marco Ferreira, responsável pela unidade ClickHouse na região. “A partir de hoje, será possível construir casas no Algarve de forma rápida e sustentável e também totalmente adaptadas ao gosto e necessidades dos nossos clientes, até ao ínfimo pormenor. Venha visitar a nossa casa modelo”, acrescenta o responsável. A ClickHouse dispõe de várias gamas e modelos diferentes de casas, aos quais é possível acrescentar uma infinidade de acabamentos e materiais por forma a garantir que cada cliente consegue, em pouco tempo, a casa com que sempre sonhou. “Acreditamos que conseguir a casa ideal não deve ser complicado, deve demorar pouco tempo e com maior conforto e qualidade. A nossa equipa, altamente especializada na investigação e planeamento de tecnologias de engenharia e arquitetura, desenvolve e otimiza soluções de construção há longos anos, apresentando uma vasta oferta de modelos habitacionais”, refere José Lista, diretor-geral da ClickHouse. De entre as diferentes vantagens de uma casa ClickHouse, destaca-se a capacidade de entrega de projetos “chave-na-mão”, a sustentabilidade e eficiência energética, bem como a garantia e qualidade de construção, com um custo/benefício imparáveis.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | COMPRARCASA MAIA / ERMESINDE

AUTENTICIDADE NUM NEGÓCIO “DE PESSOAS PARA PESSOAS” Carla e Jorge Moreira formam um casal e uma dupla de negócios. Ela trabalha no sector imobiliário há mais de 12 anos e ele é proprietário de uma fábrica de estores. Juntos, gerem as lojas ComprarCasa de Ermesinde e Águas Santas. Há quatro anos, foram desafiados a assumir a gerência da loja ComprarCasa de Ermesinde, local onde já trabalhava Carla Moreira como coordenadora de loja. Depois de ponderarem, decidiram aceitar e assumir a responsabilidade de gerir uma equipa, escolhida por eles, por forma a fazerem a diferença no mercado imobiliário da região: “Fizemos um projeto ambicioso para que os colaboradores escolhidos ficassem connosco e se sentissem motivados. Para isso, alterámos consideravelmente, e de forma audaz, a tabela de comissionamento”, exemplificaram orgulhosos. Dois anos depois, abriram a loja ComprarCasa da Maia, fruto do sucesso do trabalho desenvolvido até então. “Há cerca de um ano, iniciámos um projeto pivot de mercado internacional na ComprarCasa Maia, que tem dado excelentes resultados e que será extensível à agência de Ermesinde, onde esperamos alcançar o mesmo sucesso”, explicaram. ‘Onde as histórias acabam bem’ - Felizes por pertencerem à rede ComprarCasa, Carla e Jorge Moreira afirmaram: “Nós não temos nenhum interesse em mudar, porque identificamo-nos muito com os valores e conceitos que fazem parte desta rede. Eles dão-nos liberdade para trabalhar e termos a nossa própria identidade e isso é muito importante numa Rede”.

Fiéis à sua forma de estar na vida, Carla e Jorge Moreira não ambicionam equipas grandes, compostas por muitos consultores imobiliários, mas preferem, ao invés disso, uma equipa unida, coesa e que ‘vista a camisola’: “Nós distinguimo-nos pelo lado humano. Tal como o nosso slogan diz, nós trabalhamos ‘de pessoas para pessoas’. Somos humanos na relação com a equipa, com os clientes, com os parceiros, com todos. Apesar de termos sempre as campanhas de recrutamento ativas, selecionamos colaboradores com ou sem experiência, mas sempre com grande espírito de equipa, novas ideias, ambição e humildade. Estes são os nossos principais requisitos." A formação é algo cada vez mais importante no ramo imobiliário, onde os bons consultores desenvolvem os seus skills, para assim poderem fazer a diferença no mercado. Cientes disso, os nossos entrevistados proporcionam aos seus colaboradores várias formações anuais ou mensais, a par daquelas que são patrocinadas e disponibilizadas pela rede ComprarCasa. 34 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Jorge e Carla Moreira

A atividade depois da pandemia Questionados sobre como reagiram à paragem imposta pelo Governo no contexto da pandemia mundial que atravessamos, Carla e Jorge Moreira foram perentórios a afirmar que muitas coisas positivas foram possíveis de fazer devido a esta nova realidade: “Nesta altura de pandemia, unimo-nos muito mais e houve tempo para desenvolver outros itens que estavam em segundo plano, como a nossa presença on-line, por exemplo. Posso-vos dizer que, durante a quarentena, nós reunimo-nos on-line, todos os dias, por forma a debatermos ideias sobre como haveríamos de nos reinventar. Ninguém faltava a esse momento e todos se empenharam em fazer o melhor. Como sugestão dos consultores, lançámos o cartão digital e a revista on-line", referiu Carla Moreira, que admitiu também ver que os próprios consultores se renderam ao marketing digital e se encontram cada vez mais criativos no seu trabalho. "Daí sempre termos valorizado ideias novas por parte dos consultores e cada um expõe a sua ideia." A segurança sempre foi prioritária para os nossos entrevistados: “Nós fechámos as lojas ainda antes do Governo decretar. Sempre nos preocupámos com a segurança dos nossos colaboradores e clientes e, por isso, trabalhámos tendo em conta todas as normas aconselhadas pelas entidades competentes. Felizmente, as pessoas não deixaram de visitar imóveis nem de investir. Mantivemos sempre as devidas distâncias de segurança, a utilização e máscaras e


COMPRARCASA MAIA / ERMESINDE | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

“Nós distinguimo-nos pelo lado humano. Tal como o nosso slogan diz, nós trabalhamos ‘de pessoas para pessoas’. Somos humanos na relação com a equipa, com os clientes, com os parceiviseiras e desinfetante disponível para todos. No entanto, os clientes chegam até nós mais através das plataformas on-line”. Também o perfil do consumidor mudou. Os imóveis com espaços exteriores (varandas, terraços e jardins) são os mais procurados e, a par disso, casas com espaço para escritório também são muito solicitadas, tendo em conta a possibilidade de homeworking que esta pandemia veio trazer ao país e ao mundo. Sobre o mercado, “para já, estamos num bom momento para comprar casa”, afirmou Jorge Moreira, ao mesmo tempo que a sua esposa nos enumerava as razões pelas quais as lojas ComprarCasa de Ermesinde e Maia são um sucesso: “Nós não somos melhores do que ninguém, mas procuramos sempre melhorar de dia para dia. Somos muito autênticos. Mantemos relações muito próximas com os nossos clientes e é-nos natural ficarmos muitas vezes com um relacionamento pessoal e essa é sempre o nosso melhor marketing. Por outro lado, as nossas empresas têm um excelente relacionamento com as entidades bancárias com quem trabalhamos e com todos os parceiros com quem partilhamos negócios e isso é uma vantagem para este trabalho e para os nossos clientes”.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | WEAS

“ACREDITAMOS QUE VAMOS CONTINUAR A CRESCER” A WEAS é uma empresa que assenta o seu trabalho em três grandes áreas de negócio: produção de cablagem, eletrónica e montagem de equipamentos. Em entrevista, Alípio Teixeira, CEO, fala da transformação digital e dos novos desafios das organizações.

Alípio Teixeira, CEO

Em que medida o serviço prestado pela WEAS faz a diferença nos dias de hoje? A WEAS assume-se como um ponto de encontro entre o desenvolvimento de projetos e a produção. Várias empresas, depois de desenvolverem os seus projetos, necessitam de um parceiro com o know-how tecnológico para adaptar os seus protótipos à produção. A WEAS entra nesta fase, com uma equipa experiente nas áreas de produção de cablagem, produção de eletrónica e montagem de equipamentos. Somos uma empresa multifacetada, que se adapta bem tanto a projetos grandes como a mais pequenos. A WEAS, por ser uma empresa de subcontratação, é a parceira ideal para empresas consolidadas que necessitam de aumentar a sua produção ou que necessitam de industrializar o seu produto. Vivemos num mundo de flutuações constantes e, particularmente este ano, empresas podem aumentar a sua produção sabendo que os mesmos níveis de qualidade e rigor, até agora tidos com as suas produções, vão ser salvaguardados. Ajudamos clientes a dar uma resposta rápida a áreas tão diversas como a banca, telemetria, energia, bilhética, saúde e iluminação. Por trabalhamos com clientes em áreas tão díspares, temos uma equipa que se adapta facilmente a várias soluções para satisfazer os pedidos dos nossos clientes.

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Como tem sido a adaptação da WEAS à nova realidade que o ano de 2020 obriga? A WEAS, por pertencer a uma área essencial, continuou sempre a laborar neste período complicado provocado pela Covid-19. Desde o início, seguimos todas as diretivas da Direção-Geral de Saúde para garantir que os nossos clientes, fornecedores e particularmente os nossos colaboradores estavam seguros. Estas novas diretivas vieram juntar-se às normas já em vigor na WEAS de asseio e higiene. Mesmo assim, a WEAS apresentou uma quebra no seu volume de negócios em período homólogo ao do ano transato. Essa quebra efetiva foi de 20 por cento. Assumindo que a WEAS tinha previsto um crescimento para o 1º trimestre de 2020 na ordem dos 30 por cento, podemos considerar que a nossa quebra, causada pela pandemia, foi de aproximadamente 50 por cento. O maior obstáculo nos tempos do confinamento foi garantir o distanciamento de segurança, já que a WEAS tinha aumentado em mais de 30 por cento a equipa de produção no início do ano. A solução encontrada foi o desdobramento de horários, possibilitando manter e até aumentar a produção neste período complicado. Como veem a transformação digital das organizações? A WEAS já adotava as vias digitais para realização do seu trabalho no dia a dia. Com o aparecimento da Covid-19, as empresas que se mantiveram a trabalhar viram-se obrigadas a explorar e a reforçar esta via para poderem comunicar entre si. A WEAS não foi exceção, mas sente que algumas áreas da empresa necessitam de atuação presencial. Assim,

nessas áreas temos tido mais dificuldade em atingir os objetivos. No entanto, estamos a trabalhar criando um “misto” entre os dois métodos de trabalho, presencial e digital. Qual a mensagem que pretendem deixar aos atuais e futuros clientes da WEAS? Somos uma empresa que, em quatro anos de existência, tem tido um crescimento gradual e sustentado, acreditamos que vamos continuar a crescer. Este crescimento só é possível com a ajuda dos clientes existentes e com a entrada de novos clientes. A WEAS já deu provas da sua capacidade nas áreas de produção de eletrónica, produção de cablagem e montagem de equipamentos e também da sua flexibilidade, transparência e honestidade.


WHITEBRIM | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

“QUEREMOS ESTAR NA LINHA DA FRENTE NO QUE DIZ RESPEITO AO OMNICHANNEL” modernização dos modelos de negócio e a necessidade de soluções customizadas levam à necessidade da escolha de tecnologias por vezes ultrapassadas e com ciclos de desenvolvimento muito grandes. O nosso foco é, precisamente, simplificar a gestão para as diversas equipas, trazendo flexibilidade e robustez na parte tecnológica para quem constrói a solução de e-commerce. Seja na análise do negócio com métricas inteligentes, seja na capacidade de agir rapidamente e transversalmente nos diversos canais de venda. A pandemia que atravessamos veio desafiar-nos a fazer melhor e diferente. Em que medida o Whitebrim teve que se adaptar a esta nova realidade? A pandemia causou uma disrupção dos processos habituais na maior parte dos negócios de retalho e grosso, mas mais importante que isso, foi a rapidez com que as diversas medidas de prevenção foram impostas. Isto levou-nos a criar opções para os nossos clientes, com especial relevância na venda a grosso, que lhes permitissem muito rapidamente criar novos canais de venda para os seus clientes. Mónica Silva, Psicóloga Clínica e do Desporto

José Jacinto, CEO

A atual situação do país e do mundo é mais favorável à aposta nas soluções que o Whitebrim oferece? Como veem a evolução do mercado e a resposta/evolução das empresas neste âmbito? Sim, sem dúvida. Vamos continuar a observar, em particular com a actual situação, a dissolução das barreiras entre a venda on-line e a venda física ou presencial. Isso faz com que estejamos no centro dessas mudanças, oferecendo uma solução de omnichannel que compreende os diversos canais e que dá poder às empresas para gerirem, de uma forma muito mais centralizada e autónoma, o seu negócio.

Whitebrim é uma plataforma digital com soluções chave na mão para agências e freelancers criarem sites profissionais, negócios de e-commerce e experiências omCom o que podemos (continuar) a contar do Whitebrim, nicanal. Em entrevista à Revista Business Portugal, José em termos de estratégia e objetivos de futuro? Jacinto, CEO, explica como o Whitebrim procura fazer O nosso caminho continuará a ser traçado pelo esforço em a diferença e como o cenário atual é mais favorável à identificar os desafios dos nossos clientes e parceiros, de forma a aposta nas soluções que o Whitebrim oferece. desenharmos a solução mais correta e eficaz. Sendo uma plataforma digital com diversas soluções integradas ao nível do e-commerce businesses, como é que procuram fazer a diferença nesta Era, cada vez mais desenvolvida on-line? As tecnologias web atuais deram um enorme poder ao utilizador e hoje é possível criar uma solução de e-commerce de forma económica e com um time to market extremamente rápido. Contudo, a

Apesar deste ser um mercado bastante forte a nível de oferta generalizada, queremos estar na linha da frente no que diz respeito ao omnichannel, pois é uma realidade a que a maior parte dos negócios de venda on-line e tradicional terá de se adaptar. Pretendemos ser um player importante neste tema e, para isso, continuaremos a apostar na identificação e criação de soluções de pagamentos on-line e off-line, fidelização e POS e mPOS com elevadas capacidades de integração e de muito rápida implementação.

Descubra mais

A solução Omnichannel para o seu negócio

whitebrim.co hello@whitebrim.co

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W LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | WTRANSNET

A BOLSA DE CARGAS ATUAL E DE FUTURO

Em entrevista à Revista Business Portugal, Verónica Rodríguez, brand and communications manager da Wtransnet, mostra que empresas como a que representa ocupam uma posição privilegiada para enfrentar este novo paradigma, por cedo percecionarem que a tecnologia é facilitadora de trabalho.

Como é que a Wtransnet está a encarar os novos desafios impostos? O facto de terem uma experiência de mais de 20 anos e serem líderes na Península Ibérica mostrou-se uma vantagem, no panorama atual? A crise provocada pelo coronavírus realçou a necessidade de avançar no processo de digitalização do transporte rodoviário. Um novo panorama em que as bolsas de cargas, como a Wtransnet, se afirmam como sendo indispensáveis. Enquanto o mundo desperta, apesar dos ressaltos e do pesadelo provocado pelo coronavírus, o transporte rodoviário de mercadorias prossegue sem parar, à semelhança do que aconteceu nos momentos mais difíceis da pandemia. No entanto, a experiência vivida durante estes meses serviu para revelar a necessidade de avançar no processo de digitalização do sector. Esta questão já havia sido abordada antes da crise, mas tendo em conta as circunstâncias, será seguramente acelerada. Uma viagem que nos transporta do mundo analógico para o digital, em que as bolsas de cargas têm muito a dizer. Perante a crise, as empresas de transporte tiveram de oferecer uma maior capacidade de resposta. Plataformas como a Wtransnet, a bolsa de cargas e camiões líder na Península Ibérica, permitem não só trabalhar com maior eficiência, como também antecipar-se ao futuro. Um papel que foi chave durante a pandemia provocada pelo coronavírus, contribuindo para que a Supply Chain fornecesse uma resposta rápida, e que é a sua razão de ser desde o lançamento no mercado em 1996: melhorar a eficiência das empresas de transporte através da colaboração, sendo que deste modo as transportadoras evitam realizar quilómetros sem carga, rentabilizando as viagens e reduzindo a contaminação. 38 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Verónica Rodríguez, brand and communications manager


WTRANSNET | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Através da sua bolsa de cargas e dos seus serviços de apoio ao negócio, a Wtransnet ajudou os transportadores a solucionar problemas de falta de cargas e camiões em tempo real. Em tempos de incerteza, como aquele que vivemos, fica demonstrado que fazer parte de uma comunidade segura de profissionais do sector ajuda a potenciar a colaboração e a proatividade. Que benefícios garantem a quem trabalha com a vossa plataforma? A solução oferecida pelo Grupo Alpega, de que faz parte a Wtransnet, com as suas três bolsas de cargas (123Cargo, Teleroute e Wtransnet), é muito simples: criámos uma rede de colaboração de transporte na Europa, em que partilhamos informações on-line de empresas que têm percursos diários para um destino e apresentámo-las a outras empresas que, se estiverem a trabalhar no percurso inverso, podem ser contactadas para otimizar as respetivas viagens. O acesso em tempo real a estas informações permite tomar melhores decisões e contar com alternativas para a contratação. O funcionamento é muito simples: o utilizador publica a sua oferta de carga e encontra ao segundo camião disponível para o percurso desejado, uma vez que o nosso sistema de matching automático relaciona, em tempo real, a oferta e a procura de veículos, avisando-o de uma nova coincidência. Assim, os clientes da Wtransnet têm atualmente acesso a 200 mil ofertas diárias em toda a Europa e a um expositor com mais de 70 mil profissionais de transporte de confiança. Além de reunirmos as capacidades quotidianas das empresas de transporte, somos a única plataforma que oferece uma garantia de pagamento, graças ao acordo com a Coface, o líder mundial em seguros de crédito. Este serviço único garante aos transportadores a cobrança das suas faturas, que podem contratar de forma individual e comodamente a partir da plataforma, permitindo-lhes fixar os preços dos seus serviços, de forma mais competitiva e eficaz para reduzir custos. Outro valor adicional que oferecemos aos nossos clientes e que nos distingue de outros competidores é o serviço de informação de empresa, através do qual, a pedido dos nossos utilizadores, fornecemos informações de outros parceiros em qualquer uma das três bolsas de cargas do grupo (123Cargo, Teleroute e Wtransnet) sobre o seu histórico e comportamento. Este é um dos serviços

"O utilizador publica a sua oferta de carga e encontra ao segundo camião disponível para o percurso desejado, uma vez que o nosso sistema de matching automático relaciona, em tempo real, a oferta e a procura de veículos, avisando-o de uma nova coincidência"

mais valorizados pelos nossos clientes, pois permite-lhes iniciar novas colaborações com total tranquilidade. Gostaríamos também de destacar o nosso departamento de mediação, que ajuda os clientes a cobrar as suas faturas com uma taxa de sucesso de 95 por cento. Em caso de não pagamento de uma fatura, o incidente é registado e o nosso serviço de mediação atua para resolver o conflito entre as empresas envolvidas. Para dar um exemplo, o acesso da empresa ao nosso sistema é bloqueado em caso de atraso de pagamento como medida preventiva até que o problema seja resolvido e é controlado para garantir que não ocorram mais atrasos no pagamento. Se a empresa não corrigir o comportamento, poderiam ser tomadas outras medidas que, em caso de reincidência, levariam a que a empresa fosse expulsa da comunidade. Mas dentro da bolsa de cargas da Wtransnet, o usuário, pode encontrar outros serviços complementários que vão mais além da operativa diária da contratação. Serviços que, sendo um usuário ativo dentro da comunidade, facilitam adicionalmente à gestão diária, de forma mais eficiente, a construírem a rede de colaboração que falávamos ao início.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | WTRANSNET

O pesquisador de associados, a bolsa de rotas fixas, a lista branca de empresas, que pagam com prazos de pagamento inferiores aos estipulados legalmente, o meeting point, onde anunciamos as empresas que se incorporaram à plataforma, o pesquisador internacional, eventos de networking... Todos, serviços que contribuem para criar relações a longo prazo e que constituem uma parte muito importante da atividade das empresas que formam parte da Wtransnet. Assumem-se como uma comunidade de transportes segura, que promove ambientes de confiança. Estas garantias, mais do que nunca, cimentam a vossa força no mercado global e marcam a diferença no serviço por vós prestado? O valor diferencial da Wtransnet é, sem dúvida, a sua aposta pela qualidade, promovendo um ambiente de máxima segurança e confiança. Além de oferecer uma tecnologia própria, com inovação constante para adaptar-se às necessidades do sector e dos seus clientes, é a primeira e única bolsa de cargas que conta com garantia de pagamento. A Wtransnet responsabilizou-se, desde o primeiro dia, que à sua plataforma apenas acederiam empresas sérias e solventes à sua plataforma. Daí o objetivo de criar um ambiente de trabalho seguro, no qual operar a nível europeu desenvolveu uma política de qualidade muito restrita que permite dotar a comunidade de uma maior segurança. O Sistema QAP (Quality Assurance Policy) é a nossa principal garantia de segurança e pela qual a Wtransnet apostou desde o início. O seu objetivo não se limita a filtrar a entrada de novas empresas, mas também monitorizar, de forma contínua, o seu comportamento, de acordo com as normas aceites no momento da contratação. Como dado significativo, podemos dizer que de cada dez solicitações de adesão, apenas foram aceites três por não superar o QAP.

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Podemos esperar que a Wtransnet continue o caminho da inovação, proporcionando soluções tecnológicas eficazes e personalizadas para cada cliente? Ao dia de hoje, o português representa para a Wtransnet um mercado estratégico, no qual, apesar de sermos líderes, temos uma grande oportunidade de crescimento, tanto em número de empresas associadas como também através dos nossos serviços. Queremos ser a bolsa de cargas de Portugal e continuar a aportar às empresas portuguesas soluções para a melhoria de sua rentabilidade e eficiência. O futuro reserva uma tecnologia capaz de comunicar entre si, integrada para facilitar ao utilizador a respetiva adoção e utilização. Assim, estamos convictos de que as bolsas de cargas estarão cada vez mais vinculadas aos Sistemas de Gestão de Transportes (TMS). O Big Data será capaz de prever as tendências do mercado a curto prazo, com base na utilização da nossa plataforma, permitindo às empresas de transporte prever a respetiva capacidade e a necessidade de subcontratação de prestadores de serviços. Neste processo de absorção tecnológica e de digitalização, serão também implantadas, de forma definitiva, realidades como a eCMR e outros mecanismos que dificilmente voltarão ao ponto de partida. Tudo o que está relacionado com a interação pessoal e as relações laborais assumirá um cariz assumidamente digital, devendo adaptar-se na íntegra a todas as vertentes desta nova mudança, situação em que a Wtransnet se baseia há anos, com uma plataforma perfeitamente ajustada às solicitações impostas pelo mundo pós-Covid-19. Sempre percecionamos a tecnologia como facilitadora de trabalho, pelo que agora ocupamos uma posição privilegiada para enfrentar a nova realidade.


TRIDONIC PORTUGAL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

TRIDONIC PORTUGAL CELEBRA UM ANO E É JÁ CONSIDERADO UM DOS MELHORES LOCAIS PARA TRABALHAR PELO GREAT PLACE TO WORK

João Granjo Lopes, Diretor-geral

O Centro de Competência do Grupo Zumtobel foi inaugurado em Gaia, em junho de 2019. Quer fazer-nos um balanço da atividade desenvolvida até agora? Neste primeiro ano de atividade, ultrapassámos muitos dos objetivos a que nos propusemos: criámos e cimentámos uma equipa que já conta com 50 engenheiros, alcançámos liderança sobre alguns dos maiores projetos de inteligência luminotécnica do Grupo Zumtobel, lançámos um novo departamento de inovação, onde operamos no limiar do conhecimento científico, e expandimos o nosso escritório em mais 200 m2. Para além disso, teremos ainda, até ao final de 2020, o primeiro produto cujo software é, integralmente, desenvolvido no Porto a entrar no mercado. Tudo isto a par da gestão interna a que a Covid-19 nos obrigou e que, inevitavelmente, levou ao abrandamento de alguns planos, pelo que não podemos deixar de estar satisfeitos. Sendo um player mundial, o Grupo Zumtobel é também um criador de tendências. Fale-nos um pouco sobre a iluminação do futuro e o que podemos esperar desta enorme transformação tecnológica a que estamos a assistir. De facto, o ADN do Grupo Zumtobel sempre se prendeu com inovação e com o avanço do estado-de-arte. Durante muitos anos, a inovação na indústria da iluminação esteve ligada à melhoria do conforto luminotécnico e da eficiência elétrica, sendo que, neste momento, a inovação está a avançar primordialmente noutra vertente: na conectividade e na experiência de utilização. Sendo a iluminação um elemento presente em todas as divisões, ligada à eletricidade e com sensores à vista, trata-se de uma excelente infraestrutura para a colheita de dados que operacionalizam verdadeiramente o “Smart Building” e o “Smart City”. Desta forma, nós prevemos que, no futuro, através da iluminação, seja possível monitorizar a qualidade do ar, o ruído, fazer deteção de intrusos, obter métricas de utilização de espaço que permitam, por exemplo, ao gestor de um supermercado perceber qual o comportamento dos seus clientes, entre outras valências.

Em entrevista à Revista Business Portugal, João Granjo Lopes, diretor-geral da Tridonic Portugal, traçou o balanço da atividade, dando nota da entrada no mercado, até final de 2020, do primeiro produto com software integralmente desenvolvido no Porto, bem como dos projetos que estão em curso e dos objetivos a concretizar. Que projetos é que o Centro tem em mãos? E que objetivos tem para o futuro? O nosso grande projeto é o desenvolvimento de uma plataforma tecnológica que faça a gestão da iluminação e que transforme qualquer luminária num ponto conectado e inteligente. Esta plataforma vai representar uma disrupção enorme face aos sistemas atuais, visto que vai alargar a experiência de utilização e proporcionar não só eficiência energética, mas também ter inteligência para proporcionar poupança energética, ou seja, irá iluminar exatamente de acordo com as necessidades de utilização. Este projeto levará ao aumento da contratação no nosso Centro Tecnológico no Porto, pois prevemos continuar a crescer durante 2021, apesar do impacto da Covid. A atividade que o Centro desenvolve requer competências técnicas específicas e muito talento. Como consegue atrair e fidelizar recursos humanos altamente qualificados? Atrair e motivar os talentos necessários são duas premissas que temos que ter sempre em mente e que influenciam a nossa capacidade de execução, uma vez que o mercado de TI é particularmente competitivo. Dessa forma, implementámos um conjunto de regalias destinadas aos RH e algumas medidas que visam atrair e reter os melhores engenheiros do país, facto que, aliás, foi comprovado pelo Great Place to Work, que colocou a Tridonic no top-15 das melhores empresas para trabalhar em Portugal. A título de exemplo, e para além dos salários competitivos que pagamos, algumas das medidas que implementamos são: flexitime – flexibilidade no horário de trabalho, acompanhado por um banco de horas onde qualquer hora extra é acumulada para ser descontada posteriormente; Iphone da empresa; Seguro de saúde; Treinos internacionais – muitos colegas já viajaram à Califórnia, Áustria, Eslováquia, para treinos específicos; MyTalk – processo de gestão de carreira ativa, onde os colegas são guiados sobre como atingirem as suas ambições, entre outros.

www.tridonic.com

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SINTA-SE EM CASA, NA ERICEIRA SOUL A Ericeira, emblemática e tradicional vila piscatória, é um destino que atrai os mais variados turistas, muito mais quando há uma oferta de alojamentos que fazem qualquer um sentir-se em casa. E é assim que se sentem aqueles que permanecem na Rua de Santo António 18A, na Ericeira Soul Guesthouse, onde os anfitriões – André Viana e Filipa Barros – abrem as portas e partilham experiências e histórias. Quando falamos da Ericeira Soul, falamos da história da Vila da Ericeira. Começo por pedir que nos conte essa história, que conjuga o passado com o presente. O edifício foi construído para servir de rede e apoio às atividades da pesca da sardinha, no ano de 1902. Tem 48 metros de comprimento de fachada sobre a Rua de Santo António e uma área de 1000 metros quadrados. Empregava centenas de homens nas fainas do mar e nas tarefas em terra. Os seus processos de pesca constavam de redes fixadas no mar que capturavam a sardinha. Os barcos utilizados neste processo de pesca eram movidos a remos e à vela. O aparecimento dos barcos com máquinas a vapor, que pescavam e procuravam a sardinha em movimento, deu origem à extinção das armações fixas na Ericeira, no ano de 1931. Em 1935, o antepassado dos atuais proprietários, José dos Santos Caré, comprou o “Casão da Armação” por 50 contos (250 euros) e abriu, neste espaço, em 1936, uma oficina de carpintaria manual e de venda de materiais de construção e motores para barcos de pesca. No ano de 1950, esta oficina foi mecanizada com máquinas de serrar e aplainar madeira de origem estrangeira. Nesta mesma oficina foram construídos alguns barcos de madeira para a pesca local e feitos muitos trabalhos de carpintaria para habitações locais. Esta atividade durou mais de 50 anos. Há uns anos, o André demitiu-se do seu emprego em marketing para se dedicar àquilo que mais gosta de fazer: receber pessoas de todo o mundo e fazer com que se sintam em casa. Foi assim que nasceu este negócio que conta já com sete longos anos. Conheceu a Filipa em 2013 e juntos começaram a dedicar todo o seu tempo ao aluguer de curta duração, com quatro casas dos avós, na Ericeira. Mais tarde, o André propôs aos avós, pais e irmãos criarem a Ericeira Soul Guesthouse, onde a família cresceu, mas onde o espaço, nos últimos anos, começou a ser demasiado grande só para a mãe e para o pai. Nascidos e criados na Ericeira, é aqui que nós (a Filipa e o André) passamos a maior parte do nosso tempo de trabalho, mas também 42 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

de lazer. Um dos nossos hobbies preferidos é estarmos juntos à mesa com um grupo de amigos e boa comida. Gostamos de partilhar experiências e histórias e foi também por isso que nos dedicámos a 100 por cento a esta atividade. Desde que começámos a receber hóspedes nas casas da família, já conhecemos muitas pessoas, de várias nacionalidades e, para além de hóspedes, já criámos muitas amizades. Ser um anfitrião é mesmo isso, receber as pessoas o melhor que sabemos, abrir as portas da nossa casa e fazer com que quem nos visita se sinta também em sua casa. Infelizmente, hoje em dia, devido às restrições e distanciamento social, não podemos estar tanto tempo à mesa com quem recebemos, mas sabemos que são normas necessárias para a saúde pública. Que tipologias de quartos disponibilizam? A Ericeira Soul Guesthouse tem nove quartos, sendo que dois podem ser triplos e os restantes são duplos ou twins. Temos quartos com vista mar, vista para a piscina ou com mais privacidade, no primeiro andar com janela de teto e águas fortadas. Todos os quartos têm casa de banho privativa, secador de cabelo, wi-fi, detetor de fumo, janelas de vidros duplos, televisão por cabo, aquecimento central, porta com sistema de fechadura por cartão eletrónico e amenities para usar durante a estadia, seis quartos estão equipados com ar-condicionado. O pequeno-almoço com uma oferta variada está incluído na estadia. Quem escolhe ficar alojado na Ericeira Soul, que experiência terá? Queremos que todos os nossos hóspedes tenham a melhor experiência que a vila pitoresca da Ericeira tem para oferecer. À chegada, oferecemos a todos os nossos hóspedes uma bebida de boas-vindas, aproveitando para ficar um pouco à conversa e dar algumas indicações úteis sobre a área e sobre a casa. Acreditamos que a Ericeira providencia uma experiência gastronómica riquíssima, é por isso que recomendamos os restaurantes locais e familiares que têm passado de geração para geração, para que


ERICEIRA SOUL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

além de boa comida, tenham uma boa “mesa”. Estamos disponíveis e atentos às necessidades dos nossos hóspedes e tentamos ajudar sempre que possível. Quem aqui permanece, sente-se em casa. É essa hospitalidade e partilha com os hóspedes que torna este local tão especial e mágico? Temos especial gosto em fazer os nossos hóspedes sentirem-se em casa, por isso temos especial atenção ao detalhe nas nossas áreas comuns. Baseada numa decoração de requinte sóbrio e intemporal, a Ericeira Soul Guesthouse tem vários espaços para desfrutar de uma estadia confortável. Na zona da receção, onde é servido o pequeno-almoço, poderá também tomar um café ou um copo de vinho no bar. Temos ainda uma sala mais recatada para ver um filme, ler um livro ou até trabalhar. Na zona da piscina, abrigada do vento, é possível aproveitar o sol da Ericeira e na entrada da Guesthouse temos ainda uma pequena zona de exposição com artefactos que contam um pouco da história da casa e da vila.

Rua de Santo António 18A, 2655-360 Ericeira 918376848

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TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

P

ortugal chama por si! Os vários municípios do nosso país têm sido incansáveis no trabalho desenvolvido para atrair os portugueses, neste ano anómalo para o turismo, à escala global. Exemplo disso é a recente inauguração da Casa da Memória da Estrada Nacional 2, no quilómetro 722 dessa mítica rota que tantos portugueses percorrem. Mas também particulares arregaçam as mangam e se juntam a este trabalho de equipa, na tentativa de reavivar a nossa economia. O nosso território é riquíssimo a vários níveis e, em ano que se descobrem as 7 Maravilhas da Cultura Popular, damos-lhe aqui a conhecer algumas dessas maravilhas. Portugal, terra de gentes que sabe receber, proporciona momentos inesquecíveis, através da sua cultura, história, tradições e, estando tão em voga ultimamente, através da sua natureza incomparável e deslumbrante. Este pequeno país, cheio de diversidade, tem vários paraísos, para que se passem momentos de lazer com familiares e/ou amigos. E como não se pode falar de Portugal sem falar de boa comida, também aqui damos bons exemplos do que se pode e deve degustar no território nacional. Em qualquer localidade que seja, a oferta gastronómica portuguesa é de salivar e torna-se ainda melhor quando acompanhada dos nossos deliciosos vinhos… nesta edição, não deixamos de marcar presença em algumas adegas, dando especial enfoque à Rota de Vinhos de Lisboa, que foi instituída recentemente, afirmando a Região Demarcada dos Vinhos de Lisboa. Com o crescente interesse e relevância do enoturismo, o sector vitivinícola nacional, que enfrenta agora graves dificuldades, vê aqui uma oportunidade para crescer. Ligar o vinho às valências dos territórios e aliá-lo à cultura, património e gastronomia é a estratégia mais assertiva e lógica, pelo que se verifica que o enoturismo está a funcionar de forma plena e estruturada no nosso país. O portfólio de serviços disponibilizado de norte a sul é diversificado e diferenciador e, para além de ter a possibilidade de provar diferentes vinhos, junto do seu produtor, já pode disfrutar da paisagem, conhecer de perto a história por detrás de uma garrafa, participar nas próprias vindimas (que se iniciaram agora), usufruir de diferentes eventos em locais mágicos, ou até descobrir alojamentos locais em espaços rurais. Prepare a mala ou a mochila e viaje connosco pelas maravilhas de Portugal…

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TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | ADEGA REGIONAL DE COLARES

ONDE ENCONTRA O QUE NÃO EXISTE EM MAIS LADO NENHUM

José Vicente Paulo, Presidente

Entre a serra e o atlântico, na vila de Colares, encontra-se a adega cooperativa mais antiga do país: a Adega Regional de Colares. A Revista Business Portugal esteve à conversa com José Vicente Paulo, presidente da adega, que nos explicou que neste local, inserido numa zona histórica, se preserva a essência da região e a qualidade do vinho produzido. Na Adega Regional de Colares preserva-se o que é autêntico. O que se encontra por aqui não existe em mais lado nenhum e é por isso que este local é único. Fundada em 1931, a adega integra dois edifícios antigos, imponentes e deslumbrantes, com pipas históricas, onde repousam os vinhos, dando origem aos DOC. José Vicente Paulo chegou à adega em 1994, dando-lhe um novo rumo e ultrapassando um período mais conturbado. Cedo percebeu que o caminho a seguir seria o do enoturismo, estando a Adega Regional de Colares nesta rota há mais de 20 anos. “O enquadramento daqui é espetacular, não temos que inventar nada. As coisas estão cá e nós só temos de as usar”, afirma José Vicente Paulo, que nos explicou que o sucesso do enoturismo ajudou a salvar a adega. “Esta iniciativa foi muito favorável. As provas de vinho foram uma fonte de receita muito importante.”

Com o aumento da procura, a Adega Regional de Colares iniciou uma parceria com a DCV – Discovery Events & Catering que, segundo o nosso entrevistado, “é espetacular. A empresa faz todo o tipo de eventos, à medida de cada cliente”. A adega realiza ainda provas de vinhos para pequenos grupos, visitas guiadas à adega ou às vinhas, onde qualquer um tem a garantia de disfrutar de bons momentos em família ou entre amigos. E, como se não bastasse, esta adega tem ainda uma capacidade impressionante: “No edifício principal, conseguimos receber grupos de cerca de 600 pessoas e temos ainda outra sala com capacidade para cerca de 300”. 46 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A Adega Regional de Colares presta ainda serviços que ajudam a “salvaguardar a adega e fazer crescer a região. Se alguém tiver uma quinta e não tiver condições para abrir uma adega, pode trazer as suas uvas para aqui. O vinho é feito, estagiado, engarrafado, rotulado e embalado aqui, seguindo depois para o mercado”. Com 20 associados neste momento, esta adega sempre valorizou a qualidade, em detrimento da quantidade. Tradição aliada a um terroir único O terroir desta região, com solos de areia de duna, um clima atlântico marcado pelos ventos marítimos e salinidade, elevada humidade relativa e nevoeiros frequentes, aliado às castas e aos métodos de cultivo e técnicas de produção originais, transportam características únicas para o vinho daqui. “O vinho de Colares é diferente. Tem menos grau e tem mais aroma… é um vinho delicado e com muita qualidade” afirma José Vicente Paulo, que se mostra orgulhoso por aqui se preservar a cultura do vinho de Colares. “Ao visitarmos uma vinha daqui, vemos um tipo de planta que não existe em mais parte nenhuma no mundo. Aqui as plantas continuam a ser como na pré-história, selvagens, crescendo livremente sobre as dunas arenosas.” E, apesar de a produção da região ter vindo a aumentar, o foco nunca é desviado de manter a qualidade e o que é autêntico. “As pessoas procuram o que é diferente, aquilo que não existe em lado nenhum e aqui encontram isso”, finaliza.


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TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | SOC. VINHOS VICTOR MATOS II

VICTOR MATOS: UM EXEMPLO DE EMPREENDEDORISMO E INVESTIMENTO

Foi na Vala do Carregado, no Ribatejo, local onde se encontra a sede da Sociedade de Vinhos Victor Matos II, S.A., que o mentor do projeto ao qual dá nome esteve reunido com a Revista Business Portugal. Victor Matos falou-nos do seu percurso singular, dos principais projetos que se encontra a desenvolver e ainda nos confidenciou algumas novidades que se avizinham. Empreendedor por natureza, com um espírito resiliente e com o investimento a correr-lhe nas veias, Victor Matos cedo se iniciou no mundo dos negócios. Seguindo as pisadas do seu avô e do seu pai, começou a vender vinho de porta em porta com apenas 15 anos e assim iniciou a entrega de uma vida ao sector vitivinícola. Em 1976, estabeleceu-se em nome individual, em 1988, criou a firma Victor Matos Lda. e, em 1996, fez nascer a Sociedade de Vinhos Victor Matos II S.A., uma empresa de referência no sector dos vinhos, tanto no mercado nacional como internacional. O armazém central, as linhas de enchimento e o escritório ficam situados na Vala do Carregado, a trinta quilómetros de Lisboa, compreendendo uma área de 50 mil metros quadrados. Em complemento ao complexo central, existem armazéns em Olhalvo e também no Carregado. O conjunto das instalações tem capacidade para armazenar vários milhões de litros de vinho. Amavelmente, Victor Matos levou-nos numa visita guiada às instalações da Sociedade de Vinhos Victor Matos II, S.A., dando-nos a oportunidade de ver de perto a sua magnitude e tecnologia de ponta, que faz com que a empresa seja capaz de dar resposta às exigências do mercado e às necessidades dos seus clientes. Com uma forte aposta na modernização, inovação e tecnologia, a empresa dispõe dos melhores meios para o armazenamento do vinho: tonéis de madeira em mogno e carvalho, depósitos de betão, balões revestidos a poliéster e cubas em inox. A rede de armazenamento é complementada por um conjunto de bombas e sistemas de frio, que permitem a estabilização dos vinhos, e por linhas de enchimento de garrafas, tetra pack e bag in box.

Quem visita as instalações desta Sociedade de Vinhos, depara-se com técnicas de produção e enchimento totalmente inovadoras, com processos robotizados e automatizados que permitem uma maior capacidade de produção. “Mantemos atualizadas as tecnologias de armazenamento e enchimento, segundo as necessidades específicas de cada área. Procuramos otimizar a logística de distribuição, para que possamos servir os nossos clientes da melhor forma possível.”

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Victor Matos, Fundador

Toda esta magnitude e investimento, permitem que a Sociedade de Vinhos Victor Matos II, S.A. tenha uma panóplia de produtos bastante variada, desde vinhos de mesa, onde destacam as seguintes marcas: “Dáveiras”, “Adega do Chaparral”, “Porta do Convento”, “Lagar das Pias”, “Chão de Pias”, “Só Pias”, “Amigos de Pias”, “V.M.”, “Amália” entre outras; a vinhos regionais, onde pontificam as marcas: “Saramago”, “Foral D. Diniz”, “Uva do Monte” e “Bolota Alenteja”. As marcas de vinhos produzidas e comercializadas pela empresa são muito conhecidas e com altos padrões de qualidade. Esta Sociedade de Vinhos aposta no que é produzido em Portugal, com qualidade e potencial para ser vendido em qualquer parte do mundo e os números são demonstradores do sucesso destes produtos, sendo que a empresa vende entre 30 a 40 milhões de litros de vinho por ano. Investimento & Desenvolvimento Victor Matos, que já acumula uma vasta experiência no mercado dos vinhos, sempre se mostrou disponível para novos desafios e prova disso é que, ao dia de hoje, conta com vários investimentos em várias zonas do país. Depois da criação da Sociedade de Vinhos Victor Matos II, S.A., o empresário fez nascer ainda a HODS – Herdade do Outeiro Diniz e Santiago, S.A. –, em 1997, sendo a empresa composta por duas herdades. A de Vendas Novas, com 220 hectares, tem a capacidade de receber 500 toneladas de uvas, diariamente.


SOC. VINHOS VICTOR MATOS II | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

Experiente na produção de vinhos alentejanos, Victor Matos decidiu ir mais longe. Comprou terrenos na zona de Alenquer e Terras do Sado, onde tem cerca de 62 hectares de vinhas no total, e prepara-se agora para se lançar com novas marcas de vinho, desta feita, da zona de Lisboa, sendo seu objetivo produzir Vinhos do Alentejo, Vinhos de Terras do Sado e Vinhos de Lisboa, nunca descurando uma qualidade superior. “A minha malha foi no Alentejo, onde tenho uma das maiores adegas da região. Atualmente, estamos numa segunda fase, em Lisboa, onde só não estou a plantar vinhas neste momento, porque a legislação não me dá esse direito”, explica Victor Matos, que lamentou os entraves burocráticos que tem enfrentado e deixou o desejo de ver os seus familiares darem seguimento aos seus negócios e continuidade à expansão, uma vez que os apoios existentes “são apenas para os jovens agricultores/investidores, deixando de fora os séniores experientes do nosso país”. Para além destes investimentos referidos, o nosso entrevistado pretende ainda fazer da atual destilaria um museu. “Tenho muitos artefactos, objetos, pipas e materiais ligados ao vinho que me acompanham há anos e que merecem ser vistos e conhecidos por quem se interessa pelo mundo dos vinhos”, frisou. E não estivéssemos nós a falar de um dos principais players do sector vínico português, ainda mais uma novidade se junta a este leque: um hotel de charme às portas de Lisboa. “Pretendo alargar o âmbito da minha atividade ao enoturismo e tenho um projeto pensado, muito bonito, para a construção de um hotel na propriedade denominada Palácio da Quinta do Duque, em Vialonga – Vila Franca de Xira, que adquiri recentemente.”

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ADEGA S. MAMEDE DA VENTOSA | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

VINHOS QUE PRESERVAM A TRADIÇÃO E REFLETEM O AMOR À TERRA Andando pela Rota dos Vinhos de Lisboa, a Revista Business Portugal marcou presença na maior adega cooperativa de Portugal ao nível de volume de produção e de receção de uvas – a Adega de S. Mamede da Ventosa –, onde foi recebida por Luís Santos, presidente, e por Jorge Alves e Joaquim Amaro, ambos vogais.

A história da Adega Cooperativa de S. Mamede da Ventosa C.R.L. remonta a 1956, ano em que foi constituída, nunca tendo parado desde então. Este projeto iniciou com o objetivo de promover o desenvolvimento local e, até ao dia de hoje, engarrafa e faz chegar a cada cliente o amor à terra e a tradição. Luís Santos explica-nos que o trabalho desenvolvido, inicialmente pela Junta Nacional do Vinho e continuado pela Adega de S. Mamede da Ventosa, foi muito importante, uma vez que não havia quem acompanhasse os produtores. “O objetivo da Junta Nacional do Vinho era sensibilizar os agricultores para terem mais higiene nas suas adegas, para saberem tratar os vinhos e, consequentemente, trazer qualidade ao vinho. À medida que as pessoas foram vendo as vantagens, foram mudando as mentalidades. Hoje, na Adega de S. Mamede da Ventosa temos 508 associados ativos”, afirma. “É na vinha que se começa um bom vinho. Por isso, temos duas técnicas que dão assistência aos nossos associados, no sentido de darmos indicações das castas, dos departamentos sanitários, entre outros. Aqui, damos acompanhamento, por exemplo, através de mensagens, onde avisamos todos os associados que está na altura de fazer determinado tratamento. Com esta intervenção, conseguimos reduzir o número de tratamentos feitos por ano, contribuindo

positivamente para as questões ambientais e, por outro lado, reduzindo custos.” De acordo com as exigências do mercado, a empresa apostou sempre numa adega moderna, certificada e que acompanha a evolução tecnológica, a fim de chegar a um produto final de alta qualidade. Vinhos com alma, para qualquer ocasião Aqui encontra-se uma zona vitivinícola ímpar, capaz de transportar para os vinhos produzidos uma essência única e autêntica. A aposta contínua na tecnologia e qualidade resulta numa panóplia de produtos variados, capazes de proporcionar momentos perfeitos a quem os consome. O “topo de gama”, como diz Luís Santos, é o Alma Vitis, que já chegou a ser distinguido internacionalmente. Mas quem sente o gosto do All Fama, Dom Mamede, Arieno, Terras de Agostinho, Bontempo, Orla Marítima ou Torriano também irá sentir o amor à terra dentro de um copo.

tos na loja de vinhos; e apreciar, no núcleo museológico, algumas peças antigas que foram preservadas. “Queremos transmitir como se tratavam as primeiras vinhas e fazer ver a evolução”, explica o nosso entrevistado. Quem visitar esta adega tem ainda a oportunidade de fazer vários percursos, passando, todos eles, por onde tudo começa: as vinhas; e, em breve, poderá usufruir de um espaço com capacidade para cerca de 140 pessoas, que servirá para jantares vínicos, noites de fado e outros eventos, inclusive casamentos e batizados.

Avenida 10 de junho, nº8 Arneiros 2565-831 Torres Vedras http://www.smv.wine/ geral@smv.wine 261 951 182

Rota dos Vinhos de Lisboa Para o presidente da Adega de S. Mamede da Ventosa, a instituição da Rota dos Vinhos de Lisboa é importante, por se traduzir em “mais um complemento para a região”. Fazendo parte desta Rota, quem por aqui passar terá a oportunidade de degustar uma gama variada de vinhos, através das provas; poderá ainda adquirir estes mesmos produREVISTA BUSINESS PORTUGAL // 51


TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | ADEGA DE PEGÕES

Jaime Quendera, Gerente e enólogo

PEGÕES: VINHO ACESSÍVEL QUE NÃO DESCURA A QUALIDADE Em entrevista à Revista Business Portugal, Jaime Quendera, gerente e enólogo, deu-nos a conhecer a Adega de Pegões. O terroir desta região faz deste vinho único e de extrema qualidade, o que não impede que seja acessível a todos. Começo por lhe pedir que nos conte a história da Adega de Pegões. A Adega de Pegões foi fundada em 1958, inserida no projeto mais agrícola realizado em Portugal nos últimos 100 anos: o “Colonato de Pegões”, onde foram desbravados milhares de hectares das herdades de José Rovisco Pais que doou, após morte, em testamento, aos hospitais civis de Lisboa, que pertenciam ao Estado Português. Aí, foram construídas 204 casas de habitação, escolas, correios, armazéns, barragens para rega, plantadas vinhas, entre muitos outros investimentos. Foi também construída uma adega, a quem deram o nome de Santo Isidro de Pegões, em homenagem ao Santo Padroeiro dos Agricultores, Santo Isidro, e que hoje é a Adega de Pegões. Que gama de produtos disponibilizam? Temos uma gama completa, desde os vinhos DOC e Reservas aos vinhos Regionais, Colheita Selecionada, passando pelos vinhos Moscatéis de Setúbal e Espumantes. Em todos, temos sempre muitíssima qualidade e preços convidativos, queremos que Pegões seja bom e acessível. 52 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

"A Adega de Pegões foi fundada em 1958, inserida no projeto mais agrícola realizado em Portugal nos últimos 100 anos: o «Colonato de Pegões»"

Que características é que o terroir de Pegões transporta aos seus vinhos? Os vinhos de Pegões já ganharam mais de 1000 prémios internacionais nos últimos dez anos e se os ganhámos foi porque são muito bons e isso deve-se ao terroir de Pegões, que é único. Ele é a junção de areias quentes e pobres, mas ricas em água, no Sul de Portugal, com alguma influência marítima (devido à proximidade do mar). Isto leva a uma produção qualitativa das uvas, pois nunca são demasiadas (as areias são

pobres), mas maturam bem, pois têm água (a planta não sofre por seca) e como estamos a sul temos sol, boas maturações, vinhos maduros, mas não excessivamente, devido à fresquidão das ligeiras brisas marítimas, que impedem temperaturas extremas. Assim, os vinhos de Pegões são maduros, mas com alguma frescura, o que os diferencia. O enoturismo tem cada vez mais procura. Que programas oferecem? Estávamos a andar muito bem, mas a Covid-19 parou esta atividade, vamos ver como se vai retomar. Como exportamos para mais de 40 países, para além dos portugueses que nos visitam sempre e, cada vez mais, também já tínhamos grupos interessantes de pessoas de diversos países, o que era muito bom. O que tinha mais procura era o programa “base”, com duração aproximada de 30 minutos, que consiste numa visita à adega, com prova de três vinhos, mas temos ainda outros programas mais completos, com visita às vinhas e adega, ou mesmo com refeições. Todos estes programas mais complexos careciam de marcação prévia, sendo que o “base” não.


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TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | O CABEÇAS

O CABEÇAS: A REFERÊNCIA DO LEITÃO ASSADO NO GRANDE PORTO

Beatriz e Saúl Sousa

Há muitas razões para adorar a gastronomia portuguesa. O leitão assado é uma das mais fortes, com a sua carne tenra em contraste com a pele crocante... como não nos deliciarmos? E na região norte, falar em leitão assado é falar n’O Cabeças. A Revista Business Portugal foi conhecer o segredo do sucesso que leva Saúl Sousa a equacionar a abertura de um novo espaço. O único passo entre o sonho e a realidade é a atitude. Este foi o lema de Saúl Sousa que, depois de 27 anos a trabalhar numa casa de leitões, decidiu em 2004, montar uma pequena roulotte e vender sandes de leitão nas festas e feiras da zona norte. Foi aí que tudo começou, inclusivamente a paixão pela rua e pelo ambiente que se vive nas festas e, desde então, que de maio a outubro é possível encontrar espaços d’ O Cabeças na festa do Senhor de Matosinhos, na rotunda da Boavista, no S. João do Porto, na festa da Nossa Senhora da Saúde, nos Carvalhos, em Vila Nova de Gaia ou nas festas do concelho do Gondomar. Apesar de na rua estar “a paixão” do proprietário, Saúl Sousa reconheceu a necessidade de alongar o período de oferta das iguarias que prepara e, por isso, abriu o primeiro restaurante Casa dos Leitões de Matosinhos O Cabeças, na Avenida Serpa Pinto. Trata-se de uma casa reconhecida, no Grande Porto, pelo saboroso leitão assado e pelo delicioso porco no espeto. Com o passar do tempo, explica o proprietário, “tornou-se imperativo criar um espaço onde os clientes pudessem apreciar as nossas especialidades, em qualquer altura do ano”. O sucesso obtido levou Saúl Sousa e a sua esposa Patrícia a criarem um novo espaço, desta feita na Avenida da Conduta, em Rio Tinto. Foi um passo natural, mas que levou cerca de dois anos a materializar-se. Hoje, O Cabeças - Armazém das Sandes é um espaço renovado, dedicado às sandes de leitão e porco no espeto, seguindo o sucesso da casa-mãe. O espaço tem capacidade para 130 lugares sentados e a sua decoração transporta os clientes para um ambiente festivo, fazendo lembrar as festas populares, onde as sandes d’ O Cabeças já conquistaram um lugar de destaque. Uma das paredes está decorada por canecas de vários tamanhos, com desenhos diferentes que mudam todos os anos. Este é, de resto, “o conceito utilizado na rua” desde sempre por Saúl Sousa.

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O CABEÇAS | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

Sobejamente conhecido no norte do país, O Cabeças já ultrapassou as fronteiras da região, pela qualidade, mas também pela generosidade, isto porque é responsável pela oferta de sandes e bebidas aos peregrinos de Fátima que param em Coimbra para descansar. “Todos os anos, no dia 9 de maio, a todo o peregrino que realiza a trajectória do norte de Portugal em direção ao Santuário de Fátima, é oferecida uma sandes de porco no espeto, uma sopa e uma bebida. No ano passado foram 3500 sandes, mas a verdade é que isso me traz clientes de todo o país”, sublinha. O segredo d’ O Cabeças Volvidos dez meses da abertura do Armazém das Sandes, Saúl Sousa traça um balanço extremamente positivo, salientando que tem um produto com qualidade, que as pessoas gostam, e todos os espaços que cria, são agradáveis, onde as pessoas se sentem bem. Este é o segredo para que esta seja a casa que mais trabalha em Gondomar, apesar do cenário atual. O feedback por parte dos clientes é tão bom e a casa é tão procurada, que Saúl Sousa já equaciona abrir um novo espaço em Vila Nova de Gaia, replicando o conceito de “feira” de Rio Tinto. A qualidade das matérias-primas é outro aspeto essencial n’ O Cabeças. O pão é cozido na hora, em fornos a lenha e, relativamente às carnes, os produtores nacionais são privilegiados. Uma prova da qualidade que Saúl Sousa impõe nos seus espaços foi o convite para marcar presença numa das maiores feiras internacionais da especialidade, na China, onde representou Portugal e elevou a fasquia da arte de assar leitão em Portugal. A finalizar, Saúl Sousa deixou o convite para que “visitem O Cabeças em Matosinhos ou em Rio Tinto, onde encontrarão uma oferta diferenciada, à semelhança da que tenho no verão, nas feiras, num espaço dedicado e exclusivo. Visite-nos e deixe-se deliciar!”

O Cabeças - Casa dos Leitões Av. Serpa Pinto, 537 - 4450-282 Matosinhos Telf: 229 380 333 O Cabeças - Armazém das Sandes Av. da Conduta 964, 4435-127 Rio Tinto Telf: 220 189 409 E-mail: porconoespeto.ocabecas_2004@hotmail.com

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TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | C. M. SÃO BRÁS DE ALPORTEL

B Vítor Guerreiro, Presidente da Câmara Municipal

PORTA ABERTA À SERRA, JANELA SOBRE O MAR Bem no coração do Algarve, encontra-se São Brás de Alportel: “uma porta aberta à serra e uma janela sobre o mar”, como nos explica o presidente da Câmara Municipal, Vítor Guerreiro. Para os amantes da Estrada Nacional 2, mais do que nunca, o quilómetro 722 é paragem obrigatória! Aqui pode visitar a mais recente novidade do município: a Casa da Memória da EN2. São Brás de Alportel vale a pena visitar e tem muito para descobrir! Este “é um concelho fabuloso em termos de riqueza natural e de património”, garante-nos o presidente Vítor Guerreiro. Para além de gozar de uma localização privilegiada e de proporcionar uma gastronomia mediterrânica deliciosa e doces regionais de salivar, o seu povo transborda simpatia a quem os visita. O nosso entrevistado afirma que as aldeias de São Brás de Alportel são lindíssimas e ressalva que quem por ali passar tem de visitar, obrigatoriamente, o Museu do Traje, onde se encontra o polo interpretativo da cortiça, a calçadinha de origem romana, a réplica artística do hidroavião de Gago Coutinho e o Centro Museológico de Alportel, em plena Nacional 2. Há muitos percursos, para se fazer a pé ou de bicicleta, com paragem obrigatória nos miradouros, onde se podem apreciar as vistas deslumbrantes e onde a Serra beija o Mar. A autarquia, comprometida em contribuir para o dinamismo económico e para a promoção do território, tem tido um conjunto de iniciativas. “Inauguramos, recentemente, um espaço de coworking; a Casa da Memória da Estrada Nacional 2; e está prevista, para breve, a inauguração do Centro Interpretativo da Serra do Caldeirão”, explica o presidente, que acrescenta que as parcerias estabelecidas com as entidades e instituições locais têm sido determinantes. “O trabalho de equipa é fundamental para envolvermos todos os agentes e para motivar a população.” 56 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

“O trabalho de equipa é fundamental para envolvermos todos os agentes e para motivar a população”


C. M. SÃO BRÁS DE ALPORTEL | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

Já pode visitar a Casa da Memória da Estrada Nacional 2 Agora, o quilómetro 722 passou a ser paragem obrigatória para quem percorre a EN2. No passado dia 22 de agosto, foi inaugurada a Casa da Memória, que fica no largo de São Sebastião, no cruzamento entre a maior estrada da região e a maior estrada do país – Estrada Regional 270 e Estrada Nacional 2, respetivamente. Segundo o presidente Vítor Guerreiro, “este projeto faz parte da estratégia de desenvolvimento turístico do concelho e vem enriquecer as experiências dos nossos visitantes”, continuando a explicar que “a autarquia adquiriu o edifício, que era uma antiga secção de conservação das estradas do distrito de Faro, de onde saíam para fazer a manutenção da EN2. Quando adquirimos o edifício e abrimos a porta encontramos uma cápsula do tempo, por assim dizer. O edifício tinha sido fechado no início dos anos 80, onde ficaram documentos e ferramentas intactos. Desde esse momento, começamos a desenvolver o projeto, aproveitando todos estes elementos que contam a história da Nacional 2. No R/C do edifício, os visitantes podem contemplar as ferramentas e entender a forma como era trabalhada a estrada; no primeiro andar, podem ver vários documentos, de forma a perceber a história da Nacional 2; sendo que podem ainda tomar o chá do viajante e descansar.

“Este projeto faz parte da estratégia de desenvolvimento turístico do concelho e vem enriquecer as experiências dos nossos visitantes”

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NATUREZA EM ESTADO PURO Perto das praias do Sudoeste Alentejano, junto à Barragem de Santa Clara, ergue-se o Santa Clara Country Hotel, mirado de frente o lago e as serras. A amabilidade de quem nos recebe, em especial da Dona Madalena, fazem as delícias de todos os que visitam o Hotel. Um espaço agradável, no meio da natureza em estado puro, com um pequeno almoço continental delicioso (com muito sabor e preparado com carinho). Neste espaço, nenhum pormenor é deixado ao acaso, desde a receção calorosa, ao doce no café. Destacamos a vista, o acordar pela manhã, o abrir da janela e o vislumbrar do lago circundado pelas serras. Ao pôr do sol a paisagem é de suster a respiração. Um lugar seguro e envolvente. Na piscina pode relaxar, pode passear pela natureza e usufruir do espaço. Ideal para férias em família ou para um retiro a dois. +351 283 882 250 geral@santaclaracountryhotel.com www.santaclara-hotel.com Santa Clara-a-Velha, Odemira, Portugal 58 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

37º30’42.3”N 8º26’21.8”W


C. M. MAÇÃO | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

À DESCOBERTA DA TERRA DOS TRÊS A’S

M Mação é conhecido por ser a terra dos três A’s: bons Ares, boas Águas e bom Azeite, mas não só! Feito de gentes com fibra e resiliência, Mação tem uma oferta única de cultura e natureza. Em entrevista à Revista Business Portugal, Vasco Estrela, presidente da Câmara Municipal, falounos das várias riquezas do território, como o “Picareto”, finalista regional das 7 Maravilhas da Cultura Popular.

O interior é conhecido por ter uma capacidade inigualável de ir à luta e sobrepor-se a qualquer adversidade. Como é que o Município de Mação tem enfrentado os novos desafios impostos, de forma a continuar a fazer deste local seguro e atrativo? A afirmação que faz é, de facto, interessante e, acima de tudo, verdadeira. Não diria na sua totalidade porque, embora tenhamos diariamente de lutar contra as adversidades, há adversidades que, por inúmeras variáveis, acabam por nos superar. No entanto, como dizia, e bem, e falando do caso concreto de Mação, está mais do que provado que os maçaenses são pessoas de fibra e de uma resiliência extraordinária! Disso não há a menor dúvida e a história do nosso concelho assim o confirma. Respondendo em concreto à pergunta, a verdade é que temos desenvolvido, ao longo das décadas, um enorme trabalho no sentido de contrariar aquilo que parece ser o nosso destino, que é a desertificação, o abandono do território. Rumamos muitas vezes sozinhos, mas sempre com o sentimento de estarmos a proporcionar instrumentos válidos para que as pessoas cá continuem a viver, para que nos visitem e, quem sabe, até se fixem cá. Com a pandemia Covid-19, obviamente o panorama não é animador, mas temos estado ao lado da população, dos agentes económicos, das instituições de solidariedade social. Enfim, temos desenvolvido um trabalho de ainda maior proximidade para garantir bem-estar, qualidade de vida e, nestes novos tempos, ainda maior segurança a quem cá vive. A título de exemplo, temos apoiado regularmente as entidades que têm responsabilidades na proteção dos nossos munícipes. Indo ao encontro do “ir à luta” que refere, temos tentado tirar partido da nossa posição geográfica privilegiada, bem no centro do país. Neste sentido, temos um conjunto de apoios aos empresários e agentes económicos, por exemplo com terrenos a preços simbóli-

Vasco Estrela, Presidente

cos nas zonas industriais, isenção de derrama, apoio na construção de infraestruturas, bem como no Centro de Negócios/Ninho de Empresas, onde poderão desenvolver qualquer tipo de atividade económica, a preços, uma vez mais, bastante acessíveis e com um conjunto de apoios assinaláveis. Apoiamos também as empresas na elaboração e submissão de candidaturas aos vários sistemas de incentivo. No fundo, apoiamos as empresas e agentes económicos em tudo aquilo que entendam que o nosso apoio é vital, desde a criação da empresa até à sua instalação e laboração. Tudo fazemos para criar riqueza no nosso concelho. A pandemia veio desestabilizar ainda mais um cenário por si só já complicado e, de facto, não há receitas mágicas. Obviamente que, com ou sem pandemia, sem políticas nacionais claras e efetivas para o interior, por mais que nós, autarquias locais, façamos, por mais que possamos oferecer, nunca será demais para colmatar as lacunas de um território desertificado como o nosso. Não quero com isto deixar uma imagem negativista, mas apenas realista, sob este ponto de vista. Na realidade, Mação tem potencialidades extraordinárias que temos vindo a explorar e a apostar. Este ano, abrimos as nossas praias fluviais, respeitando todas as normas impostas pelas entidades responsáveis e assim temos vivido nos últimos tempos. Temos feito um grande exercício de adaptação à nova realidade trazida pelo coronavírus, mas tentamos manter a maior normalidade possível no nosso dia-a-dia. Condicionados, mas não parados! REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 59


TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | C. M. MAÇÃO

Mação é sinónimo de cultura e natureza. Quem por aqui passar, que oferta encontrará? Mação tem um património histórico e natural único. No verão, as nossas três praias fluviais são de visita obrigatória: Cardigos, Carvoeiro (Bandeira Azul há 14 anos) e Ortiga. Cada uma delas com a sua beleza e singularidades, todas elas extremamente apetecíveis. Têm sido uma agradável surpresa para todos aqueles que nos visitam. Temos também o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, as gravuras rupestres junto à Ribeira da Ocreza, a Anta da Foz do Rio Frio… Mação constitui, aliás, riquíssima zona paleontológica e arqueológica. Temos ainda um moderno e imponente Miradouro no Bando dos Santos, de onde se desfruta de uma bela e grandiosa paisagem. Para os amantes da natureza e das caminhadas, em Mação está a ser implementado o projeto “Rotas de Mação”, onde estão previstos 15 percursos pedestres em todo o concelho, com o objetivo afirmar o potencial do nosso território. A Câmara Municipal de Mação apoia este projeto, que tem sido desenvolvido por vários munícipes e pessoas com ligações ao concelho, envolvendo ainda juntas de freguesia, associações e outras entidades. Mas também é impossível ficar indiferente à gastronomia única da região, verdade? Verdade. A gastronomia do concelho de Mação é muito rica e variada, entre os fumeiros a norte e o Rio Tejo, a sul, que a tornam única. Só para abrir o apetite, deixo esta ementa extraordinária e o convite para quem quiser conhecer os sabores da nossa terra: como entradas nada melhor do que provar as azeitonas, o presunto, enchidos frios e o queijo de cabra e de ovelha. Já os pratos de carne incluem o Cabrito Assado em Forno a Lenha à Moda de Mação, o Feijão de Matança e o Bucho Recheado. Contemplando a estreita relação com o rio, temos o famoso Arroz de Lampreia, o Sável na Telha, o Achigã Grelhado, o Fritada Mista, a Sopa à Pescador, o Ensopado de Saboga e o Ensopado de Enguia, que se podem encontrar em restaurantes da especialidade na zona da barragem

de Ortiga. Como acompanhamentos, nada como uma maravilhosa Açorda de Ovas ou Migas e um bom vinho. No que respeita à doçaria, temos as Tigeladas de Cardigos, o Mel, o Bolo dos Santos, as Fofas de Mação (Cavacas) e os Torrados. Temos a Carta Gastronómica “À Mesa em Mação”, uma publicação editada, pela Câmara Municipal de Mação, em 2012 e reeditada em 2014, que compila os saberes e sabores de sempre da gastronomia do concelho e veio confirmar o que já se adivinhava: uma variedade de pratos preservados no tempo pelas famílias do concelho de Mação. Mereceu, por isso, o Prémio de Literatura Gastronómica, atribuído pela Academia Internacional de Gastronomia, em Paris.

Zona industrial

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Miradouro

O Picareto é finalista regional das 7 Maravilhas da Cultura Popular! Porque é que este barco é tão especial e porque é que este feito é tão importante? Que sentimento é que isto evoca a Mação? Mação concorreu com sete candidaturas e viu duas delas apuradas para a fase regional: o Picareto de Ortiga e as Velas de Cardigos. Mesmo com duas candidaturas a concurso, conseguimos ter excelentes classificações, o que nos deixa muito orgulhosos. Relativamente ao Picareto, é especial porque representa parte da nossa identidade, a par do Rio Tejo. Este barco é considerado uma autêntica obra de arte por conjugar a experiência dos pescadores com a criatividade dos seus construtores. O Picareto representa a nossa ligação ao rio Tejo e a importância que teve para a vida da comunidade ribeirinha. Representa toda a história, ao longo dos séculos, de um barco que era utilizado para a pesca, trazendo auxílio aos pescadores e comida às mesas. Foi também muito utilizado para o transporte de pessoas no Tejo. Que motivos apresenta aos nossos leitores para visitarem Mação, seja à boleia do Picareto, seja de outra forma? Para nós, todos os motivos são mais do que válidos para visitarem Mação. Somos um povo hospitaleiro! Temos o lema e a arte de bem receber! Somos também conhecidos pela Terra dos três A’s: bons Ares, boas Águas e bom Azeite. Quem por cá passar não se vai arrepender! Falando do Picareto, e à boleia dele, deixo o convite para que visitem, em Ortiga, o Núcleo Museológico, que será inaugurado em breve. Será um Polo Museológico das artes da pesca tradicional no rio Tejo, onde o Picareto tem lugar de honra assumindo-se como peça principal.

Picareto

Fritada Mista

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TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | C. M. VIZELA

VIZELA: AFIRMAÇÃO E VALORIZAÇÃO

Victor Hugo Salgado, Presidente

Victor Hugo Salgado, presidente da Câmara Municipal de Vizela, em entrevista à Revista Business Portugal, destaca os desafios vividos e as estratégias definidas, deixando ainda a convicção de que Vizela não só continuará na rota turística desta região, como irá reafirmar a sua posição. Quais os maiores desafios com que a C.M. Vizela foi confrontada neste contexto de pandemia? De uma forma geral, todo o processo associado à batalha contra o contexto de pandemia foi um desafio, até porque o concelho de Vizela está muito próximo do local onde surgiu o primeiro surto do vírus. Contudo, todo o processo relacionado com o encerramento de serviços e com o confinamento e isolamento social, por alterar drasticamente o quotidiano das pessoas, revelou-se um enorme desafio, não só para a autarquia, mas, também, para todos os munícipes. Os objetivos foram alcançados com a definição e execução de estratégias e campanhas de constante apelo ao cumprimento das regras estabelecidas para, desta forma, obstar à propagação do surto. No entanto, o maior desafio de todos foi o facto de lidarmos com algo totalmente novo para todos nós, caso não fosse a abertura e sensatez de todos os vizelenses poderia ter sido um problema verdadeiramente grave. A C.M. Vizela já investiu mais de meio milhão de euros na implementação de medidas para combater a Covid-19. Que medidas foram adotadas? No âmbito do combate à Covid-19, a C.M. Vizela aprovou o Plano de Apoio Municipal – Vizela Covid-19, composto por 60 medidas divididas em três fases de intervenção, designadamente medidas de reação à situação epidémica, medidas de proteção social da população afetada e de mitigação socioeconómica e medidas preventivas e de reabertura. Da primeira fase, composta por 16 medidas, cumpre destacar as medidas de encerramento de serviços e espaços municipais, de cancelamento de atividades e eventos municipais e de implementação e divulgação de campanhas de apelo ao confinamento e isolamento social. Da segunda fase, composta por 40 medidas, realçam-se as medidas de suspensão de pagamentos de taxas, de entrega de kit’s de EPI’s às instituições sociais do concelho e a todos os que estiveram na linha da frente do combate ao surto, de apoio social à alimentação e rendas, de disponibilização de serviços e plataformas on-line, de apoio ao comércio e às IPSS 62 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

do concelho, de realização de testes de despiste Covid-19 nas IPSS do concelho e de criação de Lares de Retaguarda Covid-19. Da terceira fase, composta por quatro medidas, salientam-se as medidas de distribuição de máscaras, de realização de testes serológicos nas IPSS e estabelecimentos de ensino do concelho e de preparação para a futura reativação gradual e prudente das respetivas atividades. Que mediadas de apoio e incentivos o Município tem assegurado à população, comércio local e tecido empresarial? Foi definido e executado um vasto conjunto de medidas de apoio e incentivo à população e ao comércio tradicional. Destas medidas, e no que respeita à população, cumpre destacar as medidas de suspensão de pagamento de taxas, de apoios sociais à alimentação e à renda e de distribuição de máscaras, tal como a duplicação dos apoios financeiros anuais atribuídos às IPSS. No que concerne ao comércio tradicional, para além da distribuição de kit’s de EPI’s, realça-se as medidas de suspensão de pagamento de taxas, de apoio ao pagamento das despesas correntes inerentes ao funcionamento dos estabelecimentos comercias, desde logo, água, eletricidade e tarifas de lixo. O papel do Governo nesta matéria é chegar onde as autarquias, face às suas limitações financeiras, não conseguem chegar, isto é, criar liquidez financeira nas empresas, superando, deste modo, a debilidade das mesmas e reforçando a competitividade do nosso tecido empresarial, sendo esta a única forma de evitar processo de insolvência e o aumento exponencial do desemprego. Nestas alturas, torna-se mais evidente a importância da união das forças vivas do concelho. Sentiu essa união em Vizela? Sem dúvida. Este foi um dos momentos mais marcantes da história recente, não só do nosso concelho, mas de todo o Mundo, podendo, neste momento, afirmar, que a reação da população do concelho de Vizela foi, sem dúvida, de união contra um inimigo invisível e inesperado.


C. M. VIZELA | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

Como está a decorrer o desconfinamento e abertura de portas aos visitantes? Está a decorrer com alguma sensatez e preocupação, mas conscientes da sua inevitabilidade, sobretudo porque a manutenção do encerramento da economia local nas suas mais variadas vertentes pode resultar num colapso económico difícil de ultrapassar a breve trecho. Acredita que Vizela, sendo um concelho de natureza, continuará na rota dos turistas? Vizela não só continuará na rota turística desta região, como irá reafirmar a sua posição. A nossa oferta turística tem vindo a crescer através da reafirmação dos nossos recursos endógenos, que já fizeram do concelho de Vizela, num passado não muito distante, uma referência balnear nacional, tendo lhe sido atribuída o epiteto de “Rainha das Termas de Portugal”. As Termas de Vizela são, sem dúvida, a nossa maior referência turística. Contudo, neste momento, o concelho de Vizela tem muito mais para oferecer, desde logo, do ponto de vista gastronómico, com o Bacalhau à Vizela, o vinho verde e o Bolinhol, uma das 7 Maravilhas dos Doces de Portugal. A natureza e o turismo religioso são recursos que, também, estamos a valorizar, desde o Santuário de S. Bento até ao Parque das Termas, muito há para conhecer. Vizela é um município seguro, onde os portugueses podem e devem passar as suas férias? Seguramente. Todos os dados que nos são disponibilizados pelas entidades competentes provam isso mesmo. Contudo, mais do que um local seguro, Vizela é, sem dúvida, constituída por uma população afável e que sabe receber todos os que nos visitam, estando convicto de que quem nos visitar irá, certamente, regressar.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 63


TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | ADRIMINHO

VALE DO MINHO, UM RIO DE EMOÇÕES

Muralhas, Valença

O território da ADRIMINHO – Associação de Desenvolvimento Rural Integrado do Vale do Minho –, situado no distrito de Viana do Castelo, abrange os concelhos de Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira, com uma área de 813,2 quilómetros quadrados. O Vale do Minho é reconhecido pela qualidade de vida, excelência ambiental e social. Este território proporciona momentos inesquecíveis, através da sua cultura, história, tradições, da sua gastronomia e vinhos, da sua natureza ímpar e, claro, através das suas gentes afáveis e acolhedoras. A sua beleza paisagística, dominada pelo verde entre vales e montanhas, é indescritivelmente única e a relevância da fauna e da flora de algumas zonas elevou-as à classificação de áreas protegidas. Por entre estes seis concelhos, encontram-se pequenos paraísos, ótimos para atividades ao ar livre e para momentos de lazer com familiares e/ou amigos… realize passeios pedestres ou rafting, ande de jipe, moto4 ou BTT, faça passeios panorâmicos ou de barco, pesque, percorra as ecopistas ou simplesmente aprecie a beleza do Vale do Minho, nos inúmeros miradouros que poderá encontrar. O Vale do Minho é rico em recursos hídricos, o que possibilita o usufruto do Rio Minho na sua plenitude. Faça uma pausa e visite uma das muitas praias fluviais do território! Uma das mais conhecidas é a do Taboão, devido ao Festival de Paredes de Coura, mas existem outras como a Praia da Lenta ou a do Gadanha. Mas nem só de natureza é feito este território… aqui também se respira património cultural e edificado. Explore as fortalezas, as inúmeras igrejas românicas, as pontes de várias épocas ou os vários museus, desde o Museu do Cinema ao Aquamuseu, passando pelo Museu Ferroviário, 64 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

pelo Museu Regional de Paredes de Coura e o Museu da Fundação da Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira. Descubra os Caminhos de Santiago, percorridos por tantos peregrinos, desde o século IX, em direção a Santiago de Compostela. O Caminho Português é composto por vários caminhos, passando quatro deles pelo Vale do Minho: Caminho do Noroeste; Caminho do Lima; Caminho do Norte e Caminho da Geira Romana.


ADRIMINHO | TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS

E para além da sua espiritualidade, trate também da sua saúde e beleza nas Termas e Spas da região. O Vale do Minho disponibiliza várias ofertas no que toca ao Turismo Ativo e também as Festas e Romarias são um chamariz. A Semana Santa; as celebrações do Corpo de Deus, com os seus tapetes floridos; a famosa Festa da Coca, em Monção; os Festivais de Folclore; a Feira de Artes e Velharias; a Festa do Alvarinho e Fumeiro; a Festa da Cultura, demonstram que animação não falta. E a gastronomia? Não dá para resistir ao delicioso fumeiro do Vale do Minho! Saboreie a Lampreia do Rio Minho, em Caminha; o Bacalhau e o Cabrito do Monte, em Melgaço; o Cabrito Assado à Moda de Monção, em Monção; a Truta do Rio Coura e o Cabrito de Padornelo avinhado em Verde Tinto, em Paredes de Coura; o Bacalhau à S. Teotónio e o Cabrito Montês, em Valença; as Pataniscas de Bacalhau com Arroz de Feijão, em Vila Nova de Cerveira e não deixe de acompanhar com o único Vinho Alvarinho. Aqui há uma simbiose perfeita entre o contacto com a natureza, o convívio, o desporto, o lazer e a cultura. Venha conhecer o Vale do Minho e deixe-se envolver com a identidade de um povo… navegue neste rio de emoções!

Marginal do Rio Minho, V. N. de Cerveira

Praia do Taboão, Paredes de Coura

Rafting no Rio Minho, Melgaço

Palácio da Brejoeira, Monção Centro Histórico, Caminha REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 65


H

TURISMO, GASTRONOMIA E VINHOS | HERDADES FAMÍLIA HENRIQUES DA SILVA

EXPERIÊNCIA RECONHECIDA NA ÁREA AGROPECUÁRIA José Filipe Rebelo, em entrevista à Revista Business Portugal, falou-nos das origens da Família Henriques da Silva e das herdades que fazem parte do legado da família, localizadas em Coruche, Mora, Ponte de Sôr e Benavente, salientando que a atividade agropecuária sempre foi uma aposta, nomeadamente a criação das raças Mertulenga e Limousine. embora mais exigentes, necessitando de culturas melhoradas: prados de regadio, fenos ou fenosilagem de qualidade e maneio mais exigente em relação a parições, saúde e bem-estar.

Quais as origens da Família Henriques da Silva? Quais as herdades que fazem parte do património e legado da Família? A origem é bastante antiga, ronda o ano de 1950, nas áreas de Coruche, Mora, Ponte de Sôr e Benavente. O meu avô, o Dr. António Maria Henriques da Silva, tinha 14 herdades nas zonas atrás descritas.

Neste contexto de pandemia, quais os principais desafios que se colocam à vossa atividade e que estratégias têm sido definidas em termos de futuro? Neste contexto de pandemia, negativo para todos, a atividade agropecuária com preços em baixa e custos inalterados, faz com que seja necessário resistir e produzir produtos de qualidade para o mercado, a fim de tentar enfrentar este mau momento, mas pensando positivo e não baixando os braços.

A agropecuária sempre foi uma atividade à qual a família se dedicou. Que explorações agropecuárias desenvolve nos dias de hoje? Hoje em dia, a atividade agropecuária é ativa nas Herdades de Porto Velho (Montargil), na Herdade Castelhana Raposeira (Mora) e na Herdade de Alegrete (Coruche). A criação de bovinos é outras das apostas preconizadas. Que raças são criadas e quais as suas características principais? Presentemente, investimos em duas vertentes: - Raça Mertulenga (Retinto) em linha pura, em memória ao nosso avô e tia, pois economicamente não é viável, pelo que temos um pequeno grupo de 40 vacas. Pastoreiam em zonas mais pobres, na charneca, e pouco são suplementadas à mão. São pouco exigentes, boas mães, com boa taxa de fertilidade e sem problemas de maneio. - Vacas cruzadas de Limousine x Limousine puro, economicamente mais rentáveis, 66 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

"Hoje em dia, a atividade agropecuária é ativa nas Herdades de Porto Velho (Montargil), na Herdade Castelhana Raposeira (Mora) e na Herdade de Alegrete (Coruche)"


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Revista Business Portugal Agosto 2020  

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