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DOHLER HOMES

Abr

“O novo rosto do Imobiliário” Jonas Döhler, CEO da Dohler Homes

SECRETDEVOTION - PATRÍCIA MAGALHÃES

LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | ESPECIAL SAÚDE REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 1 LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR


DS BRAGANÇA 8º ANIVERSÁRIO

Rua Eng. Amaro da Costa, 25 5300 - 146, Bragança 273 326 361 - 935 620 113 Alexandra Branco Mediação Imobiliária Unipessoal, Lda | Lic AMI 9632 Intermediario de crédito devidamente vinculado pelo Banco de Portugal com o n. 0004208

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ÍNDICE

Nota de boas-vindas...

Abril 2021

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

ESPECIAL SAÚDE

LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

O mundo empresarial, como o conhecemos hoje, não se define apenas como um mercado competitivo. É necessário ser, particularmente, inovador e primar pela diferença. E ser diferente e inovador, em tempos de pandemia, é o melhor e mais desejado cenário para alcançar o sucesso. A capacidade de resiliência das organizações é o indicador que mais se destaca, ao longo deste último ano, e aquele que vai prevalecer como ponto-chave para o futuro das organizações. Numa altura em começamos a ver a tão desejada luz ao fundo do túnel, é impreterível que as empresas apostem cada vez mais na diferenciação dos produtos e serviços, investindo na qualidade, inovação e numa estratégia de comunicação que espelhe a sua visão. Nesta edição de abril, a Revista Business Portugal continua a seguir o seu propósito de destacar empresas e empresários que têm mostrado a capacidade de adaptar o seu modus operandi, estratégias e modelo de negócios, percebendo que este é o tempo de arregaçar as mangas e lutar com mais afinco. Estamos aqui para ajudar nessa luta!

Fernando R. Silva

FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: AFARS | Redação e Publicidade: Rua Raimundo de Carvalho, 64, 1º Esq - Sala C 4430 -184 V N Gaia | Diretor: Fernando R. Silva | E-mail: geral@ revistabusinessportugal.pt/Comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt/Redação: redacao@revistabusinessportugal.pt | Telf: 223 751 652 | Distribuição: Gratuita com o jornal Diário de Notícias | Dec.regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal Abril 2021

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DOHLER HOMES

Jonas Döhler, CEO da Dohler Homes

O NOVO ROSTO DO IMOBILIÁRIO SER diferente num mercado onde todos querem ser iguais, esta foi a grande motivação de Jonas Döhler para criar a Dohler Homes. Profissionalismo, seriedade e sobretudo honestidade, são as marcas da sua caminhada. O empresário, para quem o sucesso é a “satisfação naquilo que a pessoa faz e a realização de quem é!”, licenciado em Gestão e especializado em investimentos imobiliários, assume-se como o novo rosto do imobiliário em Portugal. Antes de começarmos a falar do imobiliário quem é o Jonas Döhler? Eu sou uma pessoa simples, nasci em Teófilo Otoni - Minas Gerais, Brasil, tenho 39 anos, sou casado há quase 16 anos, tenho dois filhos maravilhosos, Asafe de 11 anos e Benjamim de 5 anos. A 20 de Abril de 2005, cheguei a Portugal com 23 anos, com uma missão muito difícil, cuidar da minha mãe que estava em tratamento de cancro no IPO de Lisboa e que, infelizmente, não aguentou muito, pois faleceu quatro meses depois de eu ter aqui chegado. Mas mesmo vivendo o pior momento da minha vida, encantei-me com Portugal, desde o primeiro minuto. É um país lindo, com um povo muito amigável. Sou muito grato a este país por me ter acolhido tão bem. Hoje é o meu país e tenho orgulho de ter a cidadania portuguesa também. O meu percurso profissional foi muito difícil, para conseguir sustentar a minha família trabalhei desde ajudante de obras a porteiro de condomínio. Quando saí da portaria fui convidado por um amigo para trabalhar na sua imobiliária. Em 2014, a agência deste meu amigo fechou e então fundei a Dohler Homes, para fazer a diferença num mercado onde todos querem ser iguais. Eu costumo dizer aos meus clientes e amigos que o Jonas Döhler é o novo rosto do imobiliário! Obviamente, digo isto de uma forma muito descontraída, mas com total sinceridade. Digo isto porque, o mercado imobiliário está saturado e as pessoas estão cansadas de ouvir mais do mesmo. São sempre as mesmas promessas de vendas milagrosas para conseguir as angariações dos proprietários, há muito estrelismo no nosso meio, está cheio de TOP’s e números 1, nunca vi tantos números 1. Não é que me incomode, só acho desnecessário esta autopromoção, não acrescenta nada ao mercado. 4 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Eu não sou número 1, eu sou eu e pronto! As pessoas em geral querem algo novo, genuíno e diferente, querem entregar os seus imóveis a alguém que se preocupa com elas e com o porquê delas precisarem vender os seus imóveis, ou se for comprador, querem comprar com alguém que está disponível para ajudá-las a realizarem o sonho da compra da casa própria ou de como concretizar os seus projetos e investimentos. É isso que as pessoas querem, mas não sabem onde encontrar, porque o mercado imobiliário está cheio de agentes motivados a serem TOP’s. Temos de perceber que não se trata de angariar mais um imóvel para colocar nos portais imobiliários ou de vender mais um imóvel para subir na classificação de marketing da agência em que trabalha. Não mesmo! O nível agora é outro, trata-se de nos preocuparmos verdadeiramente e genuinamente com cada cliente e com o seu projeto de vida. Ou seja, cada pessoa tem o seu sonho, o seu projeto, a sua necessidade, e eu tenho o dever moral para comigo mesmo e para com os meus clientes de não me esquecer disso e de quão importante é o sonho ou o projeto de cada cliente que eu atendo. Há um sonho por trás de cada negócio, seja o sonho de quem compra ou de quem vende. A questão é como eu posso ajudar a realizar ou participar deste sonho. Jonas, com a pandemia que o mundo está a enfrentar, e aqui em Portugal não é execção, como é que o mercado imobiliário português está a reagir, o que mudou e o que a Dohler Homes tem feito neste último ano? Boa! Esta é uma ótima questão. Na realidade, mesmo numa situação catastrófica para muitos sectores e atividades económicas, o mercado imobiliário aqui em Portugal tem-se aguentado bem.


DOHLER HOMES FEMA

Isso mostra que o sector está forte, sólido e saudável. Inclusive, os bancos estão com boas linhas de crédito habitação, as avaliações bancárias estão a ser positivas e os preços têm-se mantido constantes. O que tem acontecido é que, tal como em todos os sectores e atividades económicas, o volume de negócio diminuiu devido aos longos períodos de confinamento que se fez necessário para salvar vidas. Mas, em algumas zonas, nos arredores de Lisboa, os preços desceram um pouco. Não posso dizer que houve uma queda de preço, houve sim alguns ajustes de preço nos imóveis que estavam no mercado completamente inflacionados. Contudo, no interior do país, os preços subiram devido a uma maior procura por moradias com espaços exteriores e piscina. Numa crise imobiliária aconteceria o contrário, ou seja, os preços no interior do país, seriam os primeiros a caírem a pique, mas não é isso que se verifica, pelo contrário, no último ano, os preços subiram no interior do país mais do que antes da pandemia. O que realmente mudou foi o comportamento e as preferências das pessoas. Há menos visitas presenciais e mais visitas virtuais, o que seria pouco provável acontecer se não fosse por causa da pandemia. Depois, houve uma enorme procura por moradias com espaços exteriores e piscina e também apartamentos com terraços ou em condomínios com áreas de lazer, jardins e piscina. Logo que percebemos que as preferências das pessoas mudaram, a Dohler Homes procurou alternativas, no sentido de colocar imóveis à venda com estas características para satisfazer esta procura. Por exemplo, na Ericeira fizemos uma parceria com uma construtora local, onde vamos lançar um conjunto de 7 moradias, todas com vista mar, jardim, piscina privativa e garagem. Este projeto está dividido em três fases: a 1ª fase foi lançada no verão do ano passado, tendo sido vendidas duas moradias que estão em construção para serem entregues neste verão. Este mês, colocamos à venda mais três moradias para serem entregues até ao verão do próximo ano. E, no início de 2022, vamos lançar as últimas 2 moradias para serem entregues no final do próximo ano. Além disso, os preços estão muito atrativos.

Todas as moradias têm cerca de 240 metros quadrados, dois pisos, 4 quartos, 3 casas de banho, varandas, vista mar, jardim, piscina e garagem. Estão localizadas numa zona muito agradável, ideal para famílias que procuram tranquilidade, conforto, bem-estar e, sobretudo, qualidade de vida a um preço muito acessível. Além deste conjunto de moradias, lançámos também na Ericeira, no verão passado, 15 apartamentos com terraço e vista mar, num prédio de luxo com jardim, piscina e vista frontal para o mar azul da Ericeira. Inclusive, alguns dos apartamentos têm piscina privativa no seu terraço e com vista frontal para o mar.

Ou seja, são estes imóveis que as pessoas têm desejado nos últimos meses. Há uma tendência na procura pelo conforto, qualidade e bem-estar fora das grandes cidades. Isto é o que costumo chamar de descentralização para uma maior qualidade de vida. E com uma enorme vantagem, que é adquirir um imóvel a preços muito mais atrativos do que nos grandes centros urbanos como Lisboa e com muito mais qualidade de vida, ou seja, é o que todos nós queremos: bem-estar e qualidade de vida.

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O que vai acontecer com o mercado imobiliário nos próximos tempos em Portugal? Ou seja, para quem pretende comprar um imóvel ou investir, o que esta pessoa precisa saber para decidir se é ou não o momento certo para tomar esta decisão? Bom, honestamente não só no imobiliário, como no turismo, na hotelaria, no sector de aviação e, em inúmeros outros sectores, em todo o mundo, estamos a viver tempos difíceis e incertos devido a esta pandemia. Tudo é imprevisível ainda! Mas já passámos um ano de pandemia, e tenho a ideia de que o pior já passou. O que podemos perceber é que o mercado imobiliário em Portugal está sólido, saudável e a aguentar-se mesmo com a diminuição da quantidade de transações, como já referi anteriormente. Agora tudo vai depender de como a economia do nosso país se vai reerguer, nos próximos meses. Por exemplo, a maior parte das moratórias dos créditos habitação já terminaram no dia 1 de Abril, se estas famílias e empresas não se programaram para o fim destas moratórias, ou se não tiverem num futuro próximo, mais apoios para subsistirem até retomarem a normalidade dos seus rendimentos, certamente haverá uma maior oferta de imóveis para venda no mercado pelo facto de muitos imóveis terem de ser entregues aos bancos ou penhorados. E quando isso acontece é um mau sinal, o mercado enfraquece, a oferta aumenta e os preços tendem a cair. Isso significa que, se de facto não houver mais apoios para estas famílias e empresas, poderá haver durante este ano uma pequena descida de preços devido ao aumento da oferta. Porém, temos de ter presente que o mercado está muito globalizado, ainda mais Portugal que virou moda, atração turística e uma janela de oportunidades de investimentos, sobretudo no imobiliário. Portanto, o mundo inteiro tem os olhos em Portugal, isso significa que quando a Europa atingir a imunidade de grupo ou quando as populações estrangeiras forem vacinadas e conseguirem deslocar-se com mais facilidade, os investidores estrangeiros continuarão a investir muito em Portugal e os preços deverão voltar a subir. Provavelmente, já para o início do próximo ano, vai depender da imunização global. Até porque, mesmo que haja muita oferta no mercado este ano, quanto mais os preços descerem, mais atrativo o país ficará para os estrangeiros comprarem, eles têm maior capacidade de compra 6 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

do que os nacionais e acabarão por absorver esta oferta excedente de imóveis. Enfim, acredito que, este ano, será um ano difícil para muitas famílias, mas também de oportunidades para os investidores nacionais. E, a partir do início do próximo ano, tenho a perceção que teremos uma maior procura por parte de investidores estrangeiros, se houver a imunidade de grupo e fronteiras abertas. O que uma pessoa pode esperar da Dohler Homes quando entra em contacto com vocês, seja para colocar seu imóvel á venda ou para comprar um imóvel? Como referi anteriormente, por detrás de cada venda ou de cada compra existe um sonho, e é isso que nos motiva a fazer o nosso melhor. Queremos fazer parte deste sonho! Não há nada mais importante do que a realização de um sonho e nós trabalhamos a sério para fazer parte dos sonhos dos nossos clientes, seja na venda ou na compra de um imóvel. Portanto, a pessoa que nos contacta encontra na nossa equipa muito profissionalismo, empenho, seriedade, honestidade, transparência e, sobretudo, respeito e afeto. Nós respeitamos cada cliente como se ele fosse a pessoa mais importante do mundo e na realidade ele é, mas na maioria das vezes ele não é tratado como tal. E, por fim, nós temos afeto por cada cliente, pelas suas histórias e sonhos. Isso torna-nos diferentes dos demais, não somos melhores do que os nossos colegas de outras agências, somos apenas diferentes. Jonas, já falou sobre as suas origens, o seu começo profissional, as suas dificuldades, sobre o mercado e perspetiva de futuro. É notório que é um profissional qualificado e diferenciado, com muita experiência no mercado imobiliário e com uma empresa de sucesso no mercado, portanto em poucas palavras como define o sucesso? Adoro esta palavra, sucesso! Há muitas formas de descrever o sucesso, mas a melhor delas é dizer que: Sucesso é a satisfação naquilo que a pessoa faz e a realização de quem é! Ou seja, se uma pessoa tem satisfação naquilo que faz e é feliz por ser quem realmente é, então é uma pessoa de sucesso. Tudo o resto são conquistas ou perdas.


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CASA CASTANHA "Uma Moradia de Sonho"

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sta moradia é o imóvel ideal para quem procura conforto e qualidade de vida sem precisar sair de casa. Inserida no Parque natural Sintra-Cascais, na Malveira da Serra em Cascais. Para quem ama viver o melhor da vida e não abre mão do conforto e do contacto com a natureza, esta moradia é um conjunto perfeito de bem-estar e qualidade de vida, porque reúne o requinte e simplicidade na harmonia do interior com o exterior. Espaços que transmitem paz e ambientes que inspiram... Charme e conforto! O perfeito equilíbrio da natureza, numa localização exclusiva entre a praia e a serra. Onde se tem o privilégio de poder contemplar o canto dos pássaros, a beleza do mar, o encanto da serra e as cores mágicas da aurora boreal do pôr do sol. Tudo isto num só lugar. Fantástica!

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DOHLER HOMES STARSUL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

HISTÓRIA QUE FASCINA - PALACETE DO SÉCULO XVII – LEIRIA

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ste lindo palacete foi construído no início do Século XVII pelo 8º Marquês de Vila Real, Dom Miguel de Menezes, que também detinha o título de 2º Duque de Caminha. E em 1641, este palacete passou a pertencer à coroa Portuguesa porque o 8º Marquês de Vila Real e proprietário do edifício, foi preso acusado de traição à coroa portuguesa e pelo Rei D.João IV, quando este, até então Duque de Bragança, se tornou rei de Portugal e Algarve após a iniciar a Guerra pela independência de Portugal contra o Rei de Espanha Filipe III, que também reinava sobre Portugal. Portanto após D.João IV ser consumado Rei de Portugal, o 8º Marquês de Vila Real por ter sido apoiante do Rei espanhol Filipe III, foi condenado por traição e além de perder todos os seus bens e títulos, foi decapitado em Lisboa. Depois o edifício foi doado para um Deão de Leiria e na década de 50 foi comprado pelo avô dos herdeiros e atuais proprietários. Desde então pertence à família. E hoje encontra-se para venda o duplex do palacete. Quem comprar este imóvel, não estará a adquir uma simples fração, mas sim um imóvel com muita história, requinte e charme. Algo único, digno das famílias nobres de Portugal.

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Dohler Homes Real Estate www.dohlerhomes.pt www.instagram.com/dohler_homes/ geral@dohlerhomes.pt Contacto: 967 015 020 AMI 11333


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ARQUITETURA E IMOBILIÁRIO | METALCO ARQUITETURA EN ACERO

“A CONFIANÇA DEMONSTRADA NOS SISTEMAS DA JANSEN ENCHE-NOS DE ORGULHO” Distribuidor exclusivo da Jansen em Espanha, Andorra e Portugal, a Metalco Arquitetura en Acero disponibiliza um serviço de assistência técnica e acompanhamento de projetos diferenciado. Em entrevista à Revista Business Portugal, Ricardo Oliveira, Técnico Comercial, apresenta as potencialidades do aço “o material ideal para o fabrico de sistemas de caixilharia e 93% reciclável”. A Metalco Arquitectura en Acero é, desde 2017, o distribuidor oficial dos sistemas de caixilharia em Aço JANSEN em Portugal. Que mais-valias trouxe para o mercado português? A parceria entre a Metalco Arquitectura en Acero SL (MAA) e a Jansen, empresa líder mundial no desenvolvimento de sistemas de caixilharia de aço, iniciou-se em 1998 com a garantia de exclusividade na distribuição dos sistemas para Espanha e Andorra. A entrada em Portugal, em 2017, foi consequência da excelente relação de parceria que existe entre as duas empresas e a aposta num país onde as potencialidades dos sistemas de caixilharia de aço não estavam a ser totalmente exploradas. Além da elevada qualidade dos produtos que comercializa, a MAA disponibiliza um serviço de assistência técnica e acompanhamento de projetos diferenciado, tanto a Arquitetos como a Instaladores, Construtores e Donos 10 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

de Obra. Os sistemas Jansen dão resposta a todas as solicitações técnicas, tanto ao nível das prestações térmicas, com os sistemas com rotura de ponte térmica, como ao nível da segurança, com os sistemas com resistência ao fogo e anti arrombamento. Tudo isto sem esquecer a componente estética. Dado que todos os nossos sistemas são constituídos por perfis de aço, é possível ter vãos com elevadas dimensões com um perfil minimalista, facto que nos torna também a solução ideal para as obras de reabilitação onde conseguimos preservar a estética original com as melhores prestações que um sistema de caixilharia pode oferecer nos dias de hoje.   O material utilizado nos sistemas de caixilharia da Jansen é o aço. A que se deve a utilização deste material em detrimento de outro? Principalmente numa primeira conversa, clientes e arquitetos fazem-nos essa pergunta. É compreensível, pois embora o aço fosse originalmente o material mais comum na execução de caixilharias, desde os anos 70, os sistemas mais baratos tiveram um grande desenvolvimento, relegando os sistemas de aço para um papel secundário. A sua utilização passou então a concentrar-se principalmente em projetos emblemáticos de reabilitação ou em situações onde os outros materiais simplesmente não se mostravam capazes de resolver as necessidades de projeto. No entanto, estamos plenamente convencidos de que não são apenas nestas situações que as caixilharias de aço são a melhor solução. Prova disso, são os diversos projetos onde o aço está cada


METALCO ARQUITETURA EN ACERO | ARQUITETURA E IMOBILIÁRIO

"Além da elevada qualidade dos produtos que comercializa, a MAA disponibiliza um serviço de assistência técnica e acompanhamento de projetos diferenciado, tanto a Arquitetos como a Instaladores, Construtores e Donos de Obra" vez mais presente, como por exemplo as moradias particulares, shoppings, hotéis, estações ferroviárias, aeroportos, estabelecimentos comerciais, escritórios, etc. O facto de ser possível aumentar a superfície envidraçada de um caixilho simplesmente por ele ser composto por perfis de aço, e, por conseguinte, necessitar de menos secção de perfil quando comparado com outro material, aliado à flexibilidade e durabilidade, colocam o aço, na nossa opinião, como o material ideal para o fabrico de sistemas de caixilharia. Além do já referido, a utilização do aço representa uma excelente escolha para o meio ambiente pois é um material reciclável até 93%, colocando-o, na análise do ciclo de vida de um edifício, como o material mais sustentável. A Metalco Arquitectura en Acero participou na reabilitação do edifício do Diário de Notícias. Ser um distribuidor exclusivo para toda a Península Ibérica da Jansen é determinante para ser a “escolha” para obras tão prestigiadas? A participação da MAA na reabilitação de um dos mais emblemáticos edifícios de Lisboa, deveu-se ao facto das caraterísticas e elevada qualidade dos sistemas de caixilharia, irem de encontro às necessidades do projeto. Tratou-se de um desafio importante e apaixonante pois foi necessário replicar todos os vãos das fachadas existentes, acrescentando-lhes as características técnicas exigidas num edifício moderno, no que ao comportamento térmico e acústico diz respeito, sem esquecer a funcionalidade. Neste projeto foram utilizadas várias gamas dos nossos sistemas, desde o sistema minimalista com rotura de ponte térmica em aço inox polido, Janisol Arte2.0, presente nas janelas em guilhotina e nas janelas de batente da fachada principal (Avenida da República), passando pelos sistemas envidraçados em aço lacado com resistência ao fogo no interior, até ao sistema minimalista com rotura de ponte térmica em aço lacado, aplicado nas janelas da fachada tardoz. A confiança demonstrada nos sistemas da Jansen pela equipa de projetistas da Contacto Atlântico – Arquitectura, Lda e pela AVENUE Real Estate para a realização deste projeto, enche-nos de orgulho e dá-nos confiança para abraçar novos desafios no futuro.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

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s empresas e organizações são, antes de tudo, feitas por pessoas, independentemente do género! Mas a verdade é que assistimos cada vez mais à “emancipação” da mulher no que à liderança diz respeito, porque lhe tem sido dado espaço e abertura pela sociedade em geral, mas sobretudo porque tem, ao longo dos anos, feito um percurso de luta, determinante e decisivo. Em pleno século XXI, os termos mulher, líder e empresária já estão intrínsecos no nosso vocabulário e as provas a serem dadas são cada vez menores. Em termos de liderança e cargos de poder não é, de facto, o género que faz a diferenciação, mas sim as qualidades que o líder possui: ética, genuinidade e responsabilidade, sobretudo. A única diferença associada ao género prende-se ao nível de sensibilidade que a mulher tem associado, culturalmente, ao lado mais maternal, que se torna uma mais-valia nas suas profissões. A nossa cultura e educação direcionam determinados sectores para o universo masculino. Ideia que será esbatida quando folhear as páginas seguintes e encontrar mulheres líderes e empresárias de sucesso nos mais variados mercados, como é exemplo o imobiliário!

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | SECRETDEVOTION

SECRETDEVOTION: UMA DEVOÇÃO PERSONALIZADA AOS CLIENTES

Patrícia Magalhães e Débora O’Neill

Patrícia Magalhães assume-se como uma mulher confiante e decidida, que sempre perseguiu os seus sonhos com convicção, lutando pelo que realmente acredita. A paixão que norteia os seus passos levou-a a criar a Secretdevotion, uma empresa jovem, criativa e dinâmica que tem como ponto de honra a realização dos sonhos dos seus clientes. O seu trajeto profissional iniciou-se aos 17 anos e, desde então, foi adquirindo várias experiências que lhe deram bases essenciais de Marketing e Vendas. É um orgulho ver o trabalho reconhecido e valorizado pelas competências e profissionalismo e não pelo género? Sem dúvida que é um orgulho imenso ver o meu trabalho reconhecido e valorizado pelas minhas competências! Foi um mérito alcançado com muito “suor” e trabalho, mas sempre acompanhado de muita alegria e suporte familiar. O meu percurso profissional foi repleto de emoções, ensinamentos e, também, de algumas deceções que, de alguma forma, me ajudaram a crescer e a acreditar mais em mim. As minhas bases, os ensinamentos passados foram uma ferramenta primordial na aplicação ao meu negócio, no entanto, sem nunca deixar de ser quem sou! Gosto de primar pela diferença, mas com humildade, sinceridade, humor e espontaneidade. E tenho a consciência de ser uma empresária atípica (as minhas fotos em todas as entrevistas falam por si). Fujo completamente do suposto tradicional. Digo sempre que nunca devemos deixar de acreditar nos nossos sonhos, mas para tal é necessária muita dedicação, trabalho e paixão pelo que realmente fazemos. A Secretdevotion nasceu de um desejo de mudança, após um longo período de trabalho numa noutra imobiliária onde, de alguma forma, não se sentia realizada. Esta é a “mulher atual e do futuro”, independente, que não se resigna e luta pelos seus sonhos? Posso-lhe afirmar que estou numa fase plena da minha vida! 14 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Sempre lutei pelos meus sonhos e nunca abdicarei de continuar a lutar pelo que realmente acredito. Com a criação da Secretdevotion, mesmo com muitas adversidades criadas, nunca deixei de acreditar no meu projeto. As diversas situações por que passei na vida, fizeram a “mulher atual e do futuro” ser quem hoje sou: confiante, decidida e bastante resiliente, sem nunca, mas mesmo nunca, esquecer as suas origens, educação e humildade. Uma das minhas grandes paixões são as relações humanas, quer sejam elas familiares, pessoais ou profissionais. A seriedade, a ética, a transparência e o rigor são as características essenciais a todas as relações humanas, a um negócio, a uma amizade e a uma simples relação. É um privilégio enorme poder aliar esta paixão para concretizar sonhos, sem nunca abdicar dos meus valores. A vida prega-nos tantas partidas que, cada vez mais, vivo o presente, da melhor e da mais agradável forma, como se fosse o último da minha vida. O nome da empresa reflete a união, uma nova fase na sua vida, bem como a devoção e paixão pelo que faz. Acredita que colocar paixão em tudo aquilo que faz tem sido a receita do sucesso, mesmo em tempo de pandemia? Quando a paixão pelo que faço se alia às relações humanas existe um “explodir” das minhas emoções e a mensagem que desejo mostrar é facilmente transmitida. Quando somos felizes no que fazemos conseguimos transmitir energia. Vou recorrer à expressão popular “renascer das cinzas” para lhe dizer que, no meio de toda esta situação atípica que vivemos mundialmente e que afetou, negativamente, a vida de tanta gente, posso orgulhosamente afirmar que a Secretdevotion teve uma enorme evolução, ao longo dos últimos meses, tendo, inclusive, sentido a necessidade de colocar a trabalhar comigo, uma amiga, Débora O’Neill, que partilha o mesmo espírito único e despretensioso que caracteriza a Secretdevotion, de forma a conseguir dar resposta a todas as solicitações que temos tido. Felizmente, temos trabalhado muito, com uma


SECRETDEVOTION | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

devoção personalizada aos nossos clientes e grande paixão pelo que fazemos, como aliás indica/sugere o lema da nossa agência. Talvez seja essa a grande diferença… A Secretdevotion propôs-se inicialmente a trabalhar no mercado de luxo de Cascais e Lisboa, mas com a mudança no mercado imobiliário houve necessidade de adaptação. Atualmente, quais são as principais zonas de atuação da empresa e o tipo de imóveis que angaria? É importante sair da zona de conforto? Na realidade, a Secretdevotion focou-se nos imóveis de luxo apenas Cascais e Lisboa, mas com a mudança no mercado, devido, principalmente à Covid, teve a necessidade de se expandir fora da sua zona de conforto. As pessoas sentiram a necessidade de procurar novas e maiores habitações e com mais espaço exterior fora dos centros urbanos. Logo, tivemos de começar a trabalhar arduamente e com muita dedicação, com o objetivo de ir ao encontro das necessidades dos nossos clientes, saindo da nossa zona de conforto, que considero de extrema relevância para ajudar a alcançar os sonhos dos meus clientes. Atualmente estou “dentro” e “fora” da minha zona de conforto, angariando todo o tipo de imóveis, desde Torres Vedras, Ericeira, Cascais, até ao Algarve. Devido a esta expansão e à enorme evolução da Secretdevotion, tal como referi na questão anterior, foi primordial colocar uma amiga, de forma a conseguir dar resposta a todas as solicitações. Uma das particularidades da Secretdevotion é o facto de dar resposta em todas as regiões de Portugal. As parcerias são importantes para qualquer sector mas principalmente no imobiliário para se dar a resposta mais adequada a cada cliente? Em outras entrevistas tive uma pergunta muito idêntica. No que respeita às parcerias, continuo a defender que o futuro do imobiliário vai exigir ainda mais inovação, muita partilha e entreajuda em parcerias. O mercado é tão vasto quanto as necessidades dos clientes. Desta forma, a parceria é uma mais-valia para quem a pratica. Tenho a sorte de ter poucos, mas excelentes parceiros em quem realmente confio e é extremamente gratificante quando a venda se concretiza, sabemos que ambos saímos vencedores e que concretizamos Sonhos! Confesso que a relação de uma parceria é como um “casamento”: confiar e trabalhar em equipa e existir muita transparência nos negócios. Mas…. Também existem muitos divórcios. Portugal tem sido visado como um dos melhores países do mundo para se viver devido ao seu clima, local tranquilo e seguro. Acredita que no futuro isso pode ser benéfico para o mercado imobiliário português, nomeadamente para o mercado da Secretdevotion? Temos o melhor país do mundo! Portugal continuará sempre no topo da mira dos investidores estrangeiros. Com a pandemia, o mercado imobiliário abrandou a procura por parte dos investidores estrangeiros. A Secretdevotion tem sido, ao longo do seu ano e quatro meses, uma afortunada, mesmo em tempo de pandemia. Continuo a acreditar num mercado mais estável e a Secretdevotion continuará a ser persistente, inovadora, sonhadora e a colocar a sua paixão para alcançar ainda mais os seus objetivos e ajudar o mercado português.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | DS BRAGANÇA

8 ANOS DE RESILIÊNCIA E DETERMINAÇÃO É num tom determinado e orgulhoso que Alexandra dos Santos, Diretora de Agência da DS Bragança, em entrevista à Revista Business Portugal, nos fala do seu percurso profissional de sucesso e do grande objetivo de se fazer ver no mercado com credibilidade, para que as pessoas acreditem e sigam os passos da agência.

Alexandra dos Santos, Diretora

Com 21 anos, Alexandra dos Santos ingressou no mercado de trabalho e aí iniciou uma carreira profissional na área da banca. Sempre numa atitude comercial muito proativa, conseguiu conquistar o cargo de gerente bancária, um objetivo muito ambicionado e que se manteve ao longo de 19 anos. Finda essa experiência e na procura de algo que se assemelhasse ao que já fazia anteriormente, surge a DS Bragança, que trabalhava os clientes numa perspetiva 360º, com vasto leque de produtos semelhantes, nomeadamente o crédito à habitação, os seguros, bem como na oferta de condições adequadas ao perfil de cada cliente na procura do seu imóvel. Foi com grande determinação que, em 2013, a Diretora abraçou o projeto da DS Bragança. “Comecei o meu projeto, não posso dizer que foi fácil, pelo contrário, foi num tempo em que a crise estava instalada no mercado e fui fazendo o meu percurso”. Bragança era uma cidade muito pequena e estava completamente parada, mas a resiliência foi determinante neste mercado. Realização pessoal e profissional A 24 de maio, Alexandra dos Santos celebra oito anos a trabalhar na DS Bragança. “Cada ano tem sido melhor, a minha empresa tem crescido, ao longo dos anos, e temos tido ótimos resultados”. Sempre mais e melhor é o lema que segue. As mulheres assumem, cada vez mais, um papel influente nas empresas. Como mulher que ocupa um cargo de destaque aponta como principais aspetos diferenciadores a persistência, a resiliência e transparência nos negócios junto dos seus clientes. Alexandra dos Santos define-se como uma pessoa simpática, muito lutadora e o seu bem-estar é o 16 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

bem-estar das pessoas que a rodeiam. “O meu talento é inato, mas muito trabalhado. Para liderar uma equipa é preciso ter qualidades de liderança para conseguir que as pessoas sigam o nosso ponto de vista e façam de nós o exemplo para que as coisas aconteçam no futuro com naturalidade.” Ver os seus objetivos alcançados foi uma grande satisfação e sente-se extremamente realizada e gratificada por estar na DS Bragança, um projeto do qual muito se orgulha. “Sou uma pessoa muito lutadora e muito resiliente. Para mim um não é sempre uma oportunidade.” DS Bragança: Top 20 a nível nacional Existe uma identidade global do grupo DS, mas cada agência é diferente. O ADN da DS Bragança, tendo em conta a região em que está inserida, é persistir e nunca desistir, com muito trabalho e determinação. “Não há limites para os nossos objetivos, temos muitas formas de chegar às pessoas e diferenciamo-nos em relação ao nosso trabalho”. Em Bragança, a agência tem conseguido, ao longo dos anos, implementar-se no mercado e chegar ao público-alvo, distinguindo-se da concorrência e os clientes reconhecem esse mesmo esforço e dedicação ao trabalho que desenvolvem. A DS Bragança iniciou o ano de 2020 com objetivos bem definidos e acreditava que seria um ano de viragem, contudo este foi interrompido pela pandemia, “um golpe de água fria” considera. Apesar das circunstâncias, a agência reinventou-se, foi-se implementando e afirmando nas redes sociais e nos meios de comunicação e 2020 acabou por ser o melhor ano de sempre. Foram eleitos Me-


FISIOPRIME

Pedro Dias, Ângela Araújo, Vera Correia, Alexandra dos Santos, Andreia Geraldes, Ana Prada

lhores PME Portugal na categoria “Desempenho e solidez financeira” no cômputo geral da empresa, ou seja, no crédito, nos seguros, na mediação imobiliária, que compreende também o arrendamento de imóveis, na perspetiva dos 360º, e ainda, pelo Score, Top 5 nos melhores PME em Portugal, um orgulho para a Diretora, que considera a ótica da procura de melhores condições de mercado, assumindo-se defensora acérrima de que o cliente está acima de tudo e de todos e as referências no mercado foram determinantes para a distinção. Durante a pandemia, as pessoas apostaram mais no seu esforço e deram muito mais de si em prol dos seus objetivos individuais e no coletivo e foi, por isso, um momento favorável para a agência e uma verdadeira lufada de ar fresco. “A pandemia foi um virar de página, perceber outra formas de trabalhar, tentar abraçar outro tipo de clientes e agarrar com força o mercado. Acredito que haja muitas empresas no sector imobiliário que talvez tenham tido um decréscimo de rendimentos, mas para nós foi excelente”. Para Alexandra dos Santos, os principais desafios serão ultrapassar o top 20 de 2020 da DS PORTUGAL, subir o patamar pessoal, para depois poder chegar o mais longe possível. “Gostaria realmente de me destacar a nível da empresa DS, temos todo o know-how para que isso aconteça, aumentar os meus objetivos, a equipa e preparar bem os consultores que já existem para outros poderem seguir os seus passos. “Persistir e nunca desistir” A todas as mulheres que no futuro pretendam ingressar no mercado do imobiliário e se afirmar como líderes, Alexandra dos Santos assegura que o segredo é nunca desistir e perseguir sempre o sonho. “Se perseguirmos o sonho com consciência, determinação e vontade de vencer, as coisas acontecem de uma forma positiva”. A persistência, o querer, o dedicar-se de corpo e alma à profissão, são a chave certa para o sucesso, garante. Na visão da Diretora da DS Bragança, a mulher que se consegue destacar, é mais dedicada e persistente e com vontade os sonhos ganham forma. Parafraseando Ayrton Senna, Alexandra dos Santos caracteriza-se como profissional. “Se quer ser bem-sucedido precisa de dedicação total, procurar o seu limite, dar sempre o melhor de si e nunca desistir.” REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 17


LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | LIGHT & STORE

LIGHT & STORE:

Márcia Garcia e Costa, Manager e Lighting Designer,

INOVAÇÃO E SINGULARIDADE QUE ILUMINAM A VIDA

A Light & Store desafia-o a criar novos espaços onde a luz é o elemento crucial. Em entrevista à Revista Business Portugal, Márcia Garcia e Costa, Manager e Lighting Designer, revelou ter muitos planos para a Light & Store, mas as prioridades são, sem dúvida, o crescimento on-line e a expansão física, no sentido de ir, cada vez mais, ao encontro das necessidades dos seus clientes.

Ser uma mulher líder e empresária de sucesso é ser também um exemplo para todas aquelas que almejam um dia vir a ocupar cargos de liderança porque reproduzem o comportamento? Apesar de ainda estar no início, a minha ambição é essa, tornar-me numa empresária de sucesso. E então sim, ser exemplo para todas as mulheres que tenham esse sonho “guardado no bolso” e mostrar que somos capazes, apesar de ainda não sermos totalmente reconhecidas no mundo empresarial. O meu conselho para todas, é que acima de tudo e de todos, nos valorizemos a nós próprias. Apesar do reconhecimento das mulheres no mercado de trabalho estar a crescer, ainda existe um longo caminho pela frente. Como tem visto o crescimento das mulheres à frente de grandes projetos? Dos exemplos que tenho ao meu redor, sinto que estamos mais confiantes em arriscar e tomar as decisões necessárias para conseguir chegar a bom porto. Tenho o prazer de trabalhar com algumas figuras femininas no meu dia-a-dia e é muito boa a cooperação entre nós, sem desvalorizar os colegas e os homens da minha vida, pois todos nós precisamos uns dos outros. Atualmente, é Lighting Designer na Light & Store que desde 2013 trabalha em parceria com arquitetos e designers de interiores para responder às necessidades de iluminação de cada projeto. Quais têm sido para si os maiores desafios neste sector? Na verdade, sou lighting designer desde 2009 e, desde 2013, na Light & Store. Nos últimos anos, a iluminação sofreu grandes transformações. A luz em si tem sido alterada e o LED está em constante desenvolvimento. Na Light & Store, um dos nossos maiores desafios tem sido fazer entender o porquê de tanta transformação e que seja aceite a nova tecnologia em alternativa às antigas iluminações que estão em extinção (halogéneo, incandescente e fluorescente). 18 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Para além disso, queremos fazer com que seja reconhecida a importância da iluminação. Não é comprar uma luminária qualquer, é valorizar o ambiente, é saber escolher a luz certa de acordo com a necessidade de cada espaço. Seja em casa, num restaurante ou no trabalho, precisamos da LUZ para estarmos ativos e produzirmos. Na Light & Store, temos como missão ajudar os nossos clientes a encontrarem a luz certa para cada ambiente. Queremos que todos consigam sentir-se bem com a sua própria iluminação e esse serviço de consultoria é automaticamente oferecido no nosso atendimento ao fazer uma venda de um candeeiro para a sala, uma luminária para um restaurante, ou simplesmente na substituição de uma lâmpada antiga para uma lâmpada LED. A Light & Store trabalha com marcas e produtos com provas dadas a nível do design internacional. Esta qualidade de oferta aumenta a vossa credibilidade enquanto marca? Na Light & Store conseguimos oferecer todo o tipo de iluminação, técnica, decorativa, interior e exterior. Mas o que nos destaca é o nosso conceito DIY que permite criar luminárias com os nossos


LIGHT & STORE | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

componentes e, por vezes, até com peças dos nossos clientes, tornando-as exclusivas e pensadas de raiz na necessidade de um determinado espaço. Para além das marcas portuguesas que trabalhamos, tentamos dar prioridade nos nossos projetos, efetivamente a iluminação é Universal e, por isso, complementamos a nossa oferta com variadas marcas Internacionais com que nos identificamos. Claramente aumenta a nossa credibilidade enquanto marca e nos permite mergulhar no infinito mundo das possibilidades, que é o DESIGN. Quase a completar dez anos de existência quais os grandes objetivos de crescimento e expansão da Light & Store no futuro? Crescer de raiz em Portugal não é assim tão fácil. A Light & Store passou por algumas fases até onde estamos agora. Começámos como uma empresa que queria destacar a iluminação LED, mas como pessoa criativa que sou, não podia ficar por aí, tinha que haver criação e, por isso, um dos meus maiores objetivos como Lighting Designer é oferecer cada vez mais o serviço de projeto, participando desde o início nos projetos de arquitetura e decoração, para que a iluminação não fique para o fim. É muito importante pensar nela como uma envolvente do espaço. Tenho muitos planos para a Light & Store. Mas para já, crescer o ON-LINE é uma das minhas prioridades, pois com esta nova realidade a confiança dos consumidores aumentou e esse conceito veio para ficar. Em breve, espero também conseguir expandir fisicamente, de modo a conseguir responder mais rápido as necessidades dos nossos clientes.

LIGHT & STORE Rua Saraiva de Carvalho 209B, 1350-300, Lisboa +351 210 987 203 / 915 227 406 www.Light-e-Store.com

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | RECLALGARVE

Joana Gomes e Rita Gomes, Administradoras

“LIDERAMOS UM PROJETO EM QUE ACREDITAMOS” Foi num pequeno armazém que nasceu a Reclalgarve, um negócio dedicado à atividade criativa e de produção de imagem corporativa. Ter uma liderança feminina é apenas mais um desafio perante uma sociedade ainda pouco recetiva a mulheres líderes, como nos explicam Rita Gomes e Joana Gomes, administradoras, em entrevista à Revista Business Portugal. A procura pela melhor qualidade fez crescer aquele pequeno negócio que este ano completa 32 anos e que mantém intacto o espírito de crescimento. Em 2017, o fundador da Reclalgarve António Gomes - que ainda está no ativo - passou o comando da empresa às filhas Rita e Joana, que ainda hoje mantêm o legado do pai: “servir bem o cliente”. Com o passar dos anos surgiu a necessidade de tornar o projeto mais profissional para prestar um serviço de qualidade, de excelência e de perfeição. Foi necessário dotar a empresa de meios técnicos que tornassem o trabalho mais prático, célere e funcional. A empresa optou por adquirir equipamentos mais precisos e mais rápidos na execução do trabalho que antes era demasiado artesanal, poupando tempo precioso em recursos humanos, assim como na instalação de software adaptado à atividade que interligasse todo o processo, desde a orçamentação, à produção, ao planeamento, à faturação e fizesse também a análise de dados económicos da empresa. Houve ainda uma melhoria da imagem corporativa através do rebranding do logótipo e, posteriormente, da publicidade exterior, reclamo, montras e viaturas, e uma aposta na formação e contratação de profissionais mais especializados e na aplicação de procedimentos técnicos mais rigorosos. Brevemente será lançado um novo site. Uma grande empresa com um passado muito sólido e duas irmãs que são o atual rosto do projeto São irmãs gémeas onde a cumplicidade impera e, na perspetiva de Rita Gomes “potencia o negócio e o empreendedorismo”. Os percursos académicos e profissionais complementam-se numa empresa com as características da Reclalgarve. A Joana, ligada à área técnica e comercial, é licenciada em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura da Universidade Técnica de Lisboa, e abraçou o projeto há dez anos quando voltou para o Algarve após 20 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

experiências profissionais em diversas áreas dentro da arquitetura, construção civil e decoração de interiores. Ligada à área financeira e marketing, Rita Gomes é Licenciada em Gestão Financeira pela E.S.G.H.T. da Universidade do Algarve, foi gestora bancária durante 16 anos e uniu-se ao projeto há 4 anos. Embora seja um mercado quase exclusivo de homens, para Joana, “a mulher tem um olhar para o negócio mais perfecionista e isso adiciona mais valor e sucesso à empresa”. Ter uma liderança feminina é apenas mais um desafio perante uma sociedade ainda pouco recetiva a mulheres líderes. “Gostamos de pensar que ser mulher não afeta a nossa capacidade de gerir os desafios profissionais, no entanto, nesta área em específico, que sempre foi «mundo de homens», sabemos que isso ainda é um obstáculo, mas não limita a escolha dos nossos objetivos, ainda nos dá mais garra e ainda mais orgulho no nosso percurso!” Transformar problemas em oportunidades A Reclalgarve esteve sempre em contraciclo devido à estratégia implementada desde o início da pandemia, a Covid-19 teve um impacto positivo na empresa. “Nunca desistimos, e a hipótese de encerrarmos e irmos para casa apenas se colocou uma vez, e assim que percebemos que não éramos obrigados a encerrar nunca o fizemos e foi o melhor”. Joana Gomes reconhece que todos os fornecedores foram essenciais neste caminho porque nunca interromperam o fornecimento de material, mesmo com a escassez de matéria-prima existente nessa altura. O acrílico foi o maior aliado nos tempos mais difíceis. “A intensa produção de barreiras de proteção em acrílico manteve-nos a trabalhar nos meses mais difíceis, e tivemos de reinventar toda a empresa”, acrescenta. A Reclalgarve mantém os mesmos fornecedores há muitos anos, “alguns desde a fundação da empresa”,


STARSUL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

e conhecendo os seus produtos permite rigor e assertividade nas sugestões mais adequadas às necessidades dos clientes. É reconhecida por entregar projetos personalizados e “chave na mão”, adequados à pretensão do cliente, e as parcerias com fornecedores de qualidade ajuda-a na decisão da melhor opção para cada projeto. Segundo a administradora, Rita Gomes, foi um enorme desafio para toda a equipa, que teve de ser ainda mais criativa, ultrapassar os imensos obstáculos em termos de stock e em simultâneo gerir a vida profissional com a familiar, pois as horas de trabalho durante meses foram muito extensas. A irmã e também administradora, Joana, estava em plena gravidez e Rita em teletrabalho, ambas com filhos em casa com aulas on-line. No entanto, foram estas circunstâncias extraordinárias que nas palavras de Rita Gomes, “tornaram a empresa mais forte, sendo que a pressão do momento fez a Reclalgarve aumentar a sua visibilidade no mercado, trazendo outros tipos de trabalho por acréscimo sem ser as barreiras de acrílico e a sinalética Covid-19”. O crescimento sustentado e estratégico projetam a Reclalgarve para o futuro Rita Gomes assegura que, atualmente, o foco continua a passar pelo “aumento da qualidade dos produtos produzidos, tanto em questão de materiais utilizados como na orientação do cliente para a melhor solução”. A Reclalgarve trabalha para clientes que procuram confiança no produto que adquirem e rapidez na solução, sem eventuais preocupações. “Isso destaca-nos e continua a motivar-nos a continuar. Lideramos um projeto em que acreditamos”, salienta a administradora. A missão da Reclalgarve é trabalhar diariamente para crescer e continuar a ser uma referência no mercado da publicidade na região sul, com a dedicação e o profissionalismo que lhe é conhecido, apostando na qualificação e motivação dos profissionais e assegurando a qualidade dos produtos desenvolvidos e entregues

atempadamente aos clientes. É, e sempre foi, uma empresa baseada em princípios éticos fundamentais de Integridade, Sustentabilidade, Rigor, Profissionalismo e Transparência, “tendo muitos Clientes que se identificam com estes princípios e que por isso estão connosco há imenso tempo”. Para a concretização contínua destes princípios, conta com colaboradores que seguem os mesmos valores da empresa, que sejam rigorosos, profissionais, dinâmicos e que “vistam a camisola” todos os dias. A empresa oferece ao colaborador o seu dia de aniversário, prepara teambuildings surpresa, oferece prémios de produtividade, entre outras ofertas. Sempre com o objetivo de motivar os trabalhadores e fazer face a um obstáculo que é encontrar recursos humanos com os valores que a empresa procura. “O nosso lema é executar cada projeto como se fosse um projeto para nós!”, finaliza.

Rua Prof. Dr. Egas Moniz 20/2 - A 8005-276 Montenegro, Faro Tel. +351 289 818 033 Tlm. +351 912 179 104 info@reclalgarve.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 21


ARTIGO DE OPINIÃO | SECRETÁRIO DE ESTADO ADJUNTO E DA ECONOMIA

DIGITALIZAÇÃO E RESILIÊNCIA: A ECONOMIA PORTUGUESA FACE À COVID-19 Reorganização e transição digital das empresas e a importância da resiliência das mesmas no contexto económico atual.

F

ruto das limitações à mobilidade, do necessário distanciamento social e das restrições impostas às atividades presenciais, a Covid-19 acelerou, ao longo do último ano, o processo de transição digital, gerando profundas alterações no modelo de ensino, nas relações pessoais e laborais, mas também no comércio e na indústria. Ainda num período pré pandemia, as perspetivas do World Economic Forum estimavam que, em 2022, 60% da produção mundial proviria de produtos e serviços digitais, apontando o processo de digitalização da economia como um dos grandes desafios para as empresas no futuro, de forma ultrapassar limitações geográficas e logísticas, otimizar e incorporar valor nos produtos, mas também para conseguir uma mais fácil adaptação perante crises, adversidades e a desafios desconhecidos. Neste seguimento, foram justamente as empresas com maior integração de tecnologia no seu processo produtivo

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e de distribuição as que mais rapidamente se adaptaram às condicionalidades impostas pela pandemia e foram mais resilientes perante a atual conjuntura. É inegável que o contexto pandémico expandiu a relevância da aposta na tecnologia, na inovação, na modernização de perspetivas empresariais e das opções estratégicas para colocação e apresentação ao mercado. Perante esta dinâmica de transformação estrutural, e através da valorização do potencial de inovação nacional, a Indústria 4.0. e a reindustrialização das economias europeias assumem hoje um papel central para o reforço da autonomia estratégica e para responder aos desafios do futuro de forma alinhada com os grandes objetivos estratégicos europeus, nomeadamente no aumento da resiliência económica e na construção dos pilares para um crescimento mais inteligente, verde e tecnológico. Através deste processo, será possível aumentar a preponderância da indústria transformadora na economia portuguesa, progredir nas cadeias de valor, e incorporar mais tecnologia e valor nos produtos, aumentando o perfil de especialização das empresas, a produtividade dos trabalhadores e, consequentemente, o nosso potencial exportador. Assim, e com vista a recuperar do choque induzido pela crise económica e social de Covid-19, a Transição Digital e a Resiliência foram apresentadas como dimensões estruturantes do Plano de Recuperação e Resiliência, de forma a apoiar as pessoas e as empresas neste processo de transformação, aumentando a robustez do tecido económico, acelerando a convergência com os nossos parceiros europeus, e ainda promovendo uma utilização mais eficiente dos recursos, crucial para enfrentar os desafios impostos pelas alterações climáticas. Neste âmbito, foi também lançado um concurso para o reconhecimento de Polos de Inovação Digital e a criação de uma rede colaborativa, interligada com a rede Europeia de Hubs, com o objetivo de promover uma maior disseminação e adoção de tecnologias digitais pelas empresas. Assim, serão criadas condições para que as entidades, quer individualmente quer de forma colaborativa, tenham acesso a competências de formação digital e apoios adequados às suas necessidades. Este é o momento certo para mobilizar os diversos agentes económicos, com o compromisso do Governo de acompanhar as necessidades das empresas e dos cidadãos, e de promover uma política direcionada para mais investimento e crescimento para que, juntos, consigamos recuperar deste período excecional e contruir as bases para um futuro mais resiliente, inteligente e sustentável.

João Neves, Sr. Secretário de Estado Adjunto e da Economia


Especial Saúde Prof. Doutor Armando Mansilha

Abr

Presidente da SPACV e da SPF

MÊS DO CORAÇÃO | DIA MUNDIAL DA ASMA | SAÚDE OCULAR DIA INTERNACIONAL DO ENFERMEIRO I NOVAÇÃO EM INSETICIDAS | SAÚDE ANIMAL REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 23


ESPECIAL SAÚDE | PROF. ARMANDO MANSILHA

20 ANOS A CONTRIBUIR PARA A MELHORIA DA SAÚDE VASCULAR A Doença Venosa Crónica (DVC) é muito prevalente e e frequentemente substimada, nas palavras do Professor Catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto Armando Mansilha, distinguido, em 2020, com o Prémio “maior contributo científico internacional” da SPACV. Em entrevista à Revista Business Portugal, o Presidente da Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular e da Sociedade Portuguesa de Flebologia, engrandece o trabalho desenvolvido pela sociedade científica que promove o progresso da prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças vasculares. Doença Venosa Crónica Sintomas e tratamento A doença venosa crónica é uma doença que se vigia para evitar a progressão e aparecimento de complicações, mas é crónica. Divide-se em vários estádios de gravidade progressiva e, nos mais avançados, designa-se por Insuficiência Venosa Crónica, quando os doentes apresentam manifestações cutâneas de cronicidade como a pigmentação, o endurecimento, o eczema e a úlcera, frequentemente com edema e varizes salientes associadas. Para efeitos científicos e uma linguagem mais universal entre clínicos, pode designar-se de dor venosa o conjunto de sintomas associados, que incluem a sensação de cansaço, peso e inchaço das pernas, tensão acumulada, pernas irrequietas, desconforto e dor, que se apresentam, fundamentalmente, no final do dia, ou seja, são de predomínio vespertino. O calor e determinadas posições de ortostatismo agravam a sintomatologia, que pode ser aliviada com o frio e repouso. O primeiro pilar do tratamento é a higiene venosa: modificação da postura, controlo do peso e prática de atividade física, hábitos que contribuem para que alguns dos sintomas possam ser minimizados e não ter um impacto tão grande na qualidade de vida das pessoas. O tratamento é diferenciado para os sinais e sintomas. Nos sinais verificamos pequenas varizes ou outras mais salientes que poderão ser tratadas com escleroterapia ou intervenções minimamente invasivas, para que o doente possa regressar à sua atividade laboral no dia seguinte. No tratamento para os sintomas podemos recorrer a compressão elástica e a medicamentos específicos. A doença venosa crónica tem na sua génese uma inflamação da parede da veia e, para este conceito de inflamação, existem os fármacos venoativos, úteis para o alívio dos sintomas em todas as fases da doença, e importantes também no processo adjuvante de cicatrização de uma úlcera. 24 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Prof. Doutor Armando Mansilha MD, PhD, FIUA, FEBVS Presidente, Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV); Presidente, Sociedade Portuguesa de Flebologia (SPF); Secretary General, UEMS Section and Board of Vascular Surgery; Editor-in-Chief, International Angiology Journal; President Elect, International Union of Angiology (IUA); Past President, European Venous Forum (EVF); Professor Catedrático Convidado, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto; Diretor, Unidade de Angiologia e Cirurgia Vascular, Hospital CUF Porto Chairman, Porto Vascular Conference.

Prevalência na população em geral e nas mulheres em particular A Doença Venosa Crónica é muito prevalente a nível mundial e nacional, em ambos os sexos, e em praticamente todos os escalões etários dos adultos, mas sobretudo depois dos 50 anos. A Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular fez um estudo a nível nacional nos cuidados de saúde primários para avaliar o impacto da doença na qualidade de vida e concluiu que o grupo mais afetado, em termos de sintomas, são as mulheres com mais de 50 anos. Nos dois sexos a progressão para gravidades mais avançadas não apresenta diferenças com significado estatístico. No maior estudo epidemiológico feito até hoje, à escala mundial, o Edinburgh Vein Study, no qual foram seguidos cerca de mil doentes durante 13 anos, verificou-se que havia uma progressão da doença em 60 % dos casos, mas não foram detetadas diferenças entre homens e mulheres.


PROF. ARMANDO MANSILHA | ESPECIAL SAÚDE

Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular (SPACV): 20 anos a desenvolver a Especialidade de Angiologia e Cirurgia Vascular. Qual o papel da SPACV ao longo de duas décadas de existência? A SPACV está numa fase de maturidade e o balanço é excecional! O início é sempre difícil e, portanto, há que salientar o enorme mérito e prestar o devido reconhecimento aos pioneiros que construíram a sociedade. Temos congressos nacionais cada vez mais participados e com cariz internacional; acordos de cooperação institucional com as Sociedades Espanhola e Italiana de Angiologia e Cirurgia Vascular; até ao início da pandemia tínhamos reuniões regulares em Portugal, Espanha e Itália com as nossas congéneres; para além do congresso anual, no qual atribuímos prémios e bolsas, temos mesas redondas com participação internacional e sessões multidisciplinares; e ainda vários núcleos temáticos que se dedicam a áreas específicas da Angiologia e Cirurgia Vascular: acessos vasculares e transplantação, anomalias vasculares congénitas e cirurgia vascular pediátrica, translação vascular, ética profissional, economia e gestão em cirurgia vascular, biologia vascular, pé diabético, imagiologia vascular, comissão para a medicina privada. Temos igualmente a destacar a publicação periódica, trimestral, do órgão oficial da SPACV, a revista científica “Angiologia e Cirurgia Vascular”, que tem revisão por pares e está indexada a nível internacional na Scielo. A SPACV está representada nos principais Fóruns Europeus e Internacionais de Angiologia e Cirurgia Vascular: UEMS Section and Board of Vascular Surgery no âmbito da União Europeia de Médicos Especialistas, European Society for Vascular Surgery, European Venous Forum, International Union of Angiology e International Union of Phlebology. Tudo isto significa que conseguimos, ao longo de 20 anos, reconhecimento a nível nacional e internacional, temos conseguido uma boa articulação com a Ordem dos Médicos e respetivo Colégio da Especialidade, e estamos sempre disponíveis para ajudar a tutela nos assuntos da cirurgia vascular, pois é nossa intenção contribuir para a melhoria da saúde de todos. Temos a perspetiva de que em setembro estaremos capazes de organizar o 20º congresso da SPACV de forma presencial, comemorativo dos 20 anos da sociedade. Com todos os médicos vacinados, a população vacinada e provavelmente já com alguma imunidade coletiva, acreditamos que seja possível ter um congresso presencial na Alfandega do Porto.

Antes da cirurgia

Após cirurgia

Qual a importância de todos os organismos conexos à Angiologia e Cirurgia Vascular na promoção da Doença Venosa Crónica? Os fóruns internacionais, as reuniões, os congressos são momentos de partilha de conhecimentos entre todos. Para além disso, estes órgãos, as sociedades e as instituições a nível internacional regulam a nossa prática diária para a qual temos recomendações. Por exemplo, este ano, foram lançadas as recomendações sobre Trombose Venosa Profunda, de que sou um dos autores, que serão brevemente traduzidas pela Sociedade Portuguesa de Angiologia e Cirurgia Vascular para serem publicadas na nossa revista, porque temos este protocolo entre a revista nacional e a europeia e entre a Sociedade Portuguesa e a Europeia. É importante ter uma voz ativa para podermos não só contribuir, mas também beneficiar destas recomendações através de uma informação rigorosa, detalhada e atual. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 25


MAIO, MÊS DO CORAÇÃO Hipertensão em Portugal Mais de 40% da população portuguesa é hipertensa. A hipertensão é uma doença crónica, que pode ser reversível, desde que se adotem hábitos de vida saudáveis. A tensão arterial elevada afeta cada vez mais a população jovem. A hipertensão arterial aumenta o risco de ataques cardíacos, derrames cardiovasculares e insuficiência renal. Pode ainda originar cegueira, irregularidades do ritmo cardíaco e insuficiência cardíaca. O risco de desenvolver estas complicações é maior na presença de outros fatores de risco cardiovasculares, como a diabetes. Reduzir a pressão arterial elevada A pressão arterial elevada pode ser prevenida e tratada, cumprindo alguns rituais saudáveis: • Reduzir a ingestão de sal • Fazer uma dieta equilibrada • Evitar a ingestão de álcool e o consumo de tabaco • Praticar exercício físico de forma regular.

os nossos dias predominam vários fatores de risco, como o sedentarismo, a alimentação rica e abundante em gordura e açúcar, a obesidade, o stress e o tabagismo, que, segundo estudos científicos, têm mostrado que as placas de gordura nas artérias (circulação) começam muito cedo. A estimativa é de que, aos 20 anos, cerca de 20% das pessoas estarão afetadas de alguma forma. Os eventos finais deste processo, enfarte e AVC, são as maiores causas de mortalidade. O rastreio e o diagnóstico médico são fundamentais para avaliar o risco que se corre de vir a ter uma doença cardiovascular. Quanto mais precoce é o diagnóstico, maiores são as possibilidades de impedir o aparecimento ou o agravamento de doença cardiovascular. Dia Mundial da Hipertensão O Dia Mundial da Hipertensão é celebrado todos os anos a 17 de maio desde 2005. Para assinalar a data são realizados rastreios gratuitos à pressão arterial por várias instituições de saúde, de forma a alertar e prevenir a população para as consequências da hipertensão no organismo, com especial destaque para o AVC (Acidente Vascular Cerebral) e para o enfarte do miocárdio. O objetivo deste Dia Internacional da Hipertensão é combater o flagelo da hipertensão.

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Medir a pressão arterial A hipertensão não se sente. Mas mede-se e cada pessoa deve conhecer os seus valores: Medir é fácil: - Uma pessoa saudável, com mais de 18 anos, deve medir a pressão arterial pelo menos uma vez por ano - Uma pessoa fumadora, com diabetes, excesso de peso ou antecedentes familiares de doença cardiovascular deve medir com mais frequência, de acordo com a orientação médica - Na farmácia, beneficiando do aconselhamento farmacêutico - Em casa, com a ajuda de aparelhos próprios, que devem ser certificados e cujas instruções devem ser respeitadas, de modo a garantir resultados rigorosos. Valores ideais Os valores ideais situam-se nos 120/80 mm Hg (milímetros de mercúrio). Acima de 140/90 mm Hg já se considera estar numa situação de hipertensão. Conselho final Controlar o peso, maior atividade física (caminhar, subir e descer escadas, mexer-se o mais possível – tudo menos ficar parado), não fumar (o cigarro altera o comportamento cardíaco) e adotar hábitos alimentares mais saudáveis (mais fruta e legumes e não abdicar da sopa; preferir o peixe à carne, reduzir o álcool e o sal).


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MÊS DO CORAÇÃO | RISCO CARDIOVASCULAR GLOBAL

RISCO CARDIOVASCULAR GLOBAL As doenças cardiovasculares continuam e continuarão a ser a primeira causa de doença e morte em todo o mundo e, por isso mesmo, uma das mais importantes preocupações dos médicos e de todos os responsáveis pela saúde das populações. A doença cardiovascular não é mais do que o envelhecimento progressivo dos vasos sanguíneos e do coração. Esta alteração compreende o desenvolvimento da aterosclerose, que se vai fazendo em todos os vasos sanguíneos e com variável intensidade nos diferentes territórios do corpo humano (coração, cérebro, rins, grandes artérias, etc.). A aterosclerose das artérias resulta da agressão que a parede destas sofrem e que tem diferentes origens. Entre os agressores contam-se o aumento da pressão arterial, o aumento dos lipídeos circulantes, bem como um processo inflamatório local devido a moléculas circulantes, que individualmente ou em conjunto, levam à alteração das propriedades das artérias, mais conhecida por disfunção endotelial. Com a continuação desta ou até com o aumento da sua intensidade, inicia-se a deposição de material lipídico na parede arterial. Vai assim havendo espessamento progressivo da parede, com a diminuição do calibre das artérias e a consequente dificuldade circulatória. Todas estas alterações arteriais resultam da ação de um ou de vários fatores de risco cardiovasculares. Entre estes convém relembrar, a hipertensão arterial, o colesterol elevado, o tabaco, a obesidade, a diabetes, o stress, o sexo masculino e a história familiar precoce de doença cardiovascular. Como é de todos conhecido, raramente as pessoas apresentam um só fator de risco, antes têm vários, como a associação de obesidade, hipertensão, tabaco, etc. A avaliação do maior ou menor risco de contrair uma das doenças cardiovascu-

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lares motivada pela ação destes fatores, constituiu aquilo a que se chama o “Risco Cardiovascular Global”. Isto significa, na prática, que não se deve olhar para o doente de forma individualizada ou parcial, isto é, se é hipertenso, trata a hipertensão esquecendo que o doente também é fumador e obeso. Deste modo melhora-se um dos fatores de risco, neste caso a hipertensão, mas as alterações das artérias vão prosseguir porque os outros fatores vão manter a sua ação prejudicial. Por estes motivos, é imprescindível que o doente seja avaliado como um todo e tratado também como um todo, só deste modo se contribuirá para a diminuição da morbilidade das doenças cardiovasculares. Este conceito deve ser muito bem explicado a cada doente, no sentido de se conquistar a sua adesão ao tratamento. Este, como sabemos, não se limita ao simples uso de medicamentos, mas antes é muito importante a implementação das chamadas alterações do estilo de vida. Estas incluem uma dieta adequada, com diminuição da ingestão de gorduras animais, o aumento do conteúdo na dieta de frutas e legumes frescos, o aumento do exercício físico, com a realização de trinta minutos de marcha ritmada pelo menos três vezes por semana. Também a diminuição da ingestão de bebidas alcoólicas e o aumento da ingestão de água em abundância, deve ser aconselhado, bem como a opção pelas refeições mais ricas em peixe e menos em carne, principalmente se for “vermelha”, e também em fritos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) prevê que este panorama negativo em relação às doenças cardiovasculares se mantenha durante os próximos anos. Por isso deve-se alertar sistematicamente a população para a necessidade premente de modificar os seus estilos de vida e fazer a vigilância médica periódica, no sentido de se tentar inverter este panorama negativo na saúde de todos e de cada um.


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ARTIGO DE OPINIÃO | DIA MUNDIAL DA ASMA

CAÇAR FANTASMAS NA ASMA Cláudia Chaves Loureiro, MD, PhD Assistente Graduada de Pneumologia, S. Pneumologia Centro Hospitalar Universitário de Coimbra; Docente Pneumologia, Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra

Por ter uma apresentação heterogénea há que desmistificar alguns fantasmas na asma que teimam em não desaparecer. 1. As asmas são todas iguais. Não! A asma é uma doença com várias caras!1 Porquê? Primeiro porque resulta de uma interação complexa entre cada indivíduo com o ambiente a que se expõe ao longo da vida. Isto significa que as características e especificidades de cada indivíduo (genéticas e adquiridas) vão interagir com as várias exposições que cada um tem ao longo da vida, que incluem não só as exposições ao ambiente natural (como os alergenos, mas também aos agentes microbianos e às alterações climáticas) como ao ambiente artificial (exposição ocupacional, fumos, etc). Depois, porque os sintomas respiratórios da asma são múltiplos, não se apresentam da mesma forma em todos os doentes, nem incomodam da mesma forma cada um deles. O que para uns pode constituir um fator de dificuldade no controlo nos seus sintomas, para outros pode ser indiferente. Isto resulta numa multiplicidade de variáveis que faz de cada asma uma doença singular que deve ser abordada de forma personalizada. 2. A asma tem cura. Por enquanto não!1 A asma pode ser controlada na grande maioria dos casos e, felizmente, temos hoje à disposição vários tipos de terapêuticas que podem controlar a doença de forma muito mais eficaz do que o que acontecia há alguns anos. Algumas delas podem modificar o curso da doença, como é o caso da imunoterapia específica, outras são particularmente decisivas nos casos de maior gravidade, como é o caso dos agentes biológicos. No entanto, não podemos ainda dizer que existe uma maneira de curar a asma. 3. Estou bem! Não preciso de fazer o meu inalador (vulgarmente conhecido por “bomba”). Uma pessoa está bem…. até deixar de estar.1 O tratamento da asma não se resume ao inalador, mas, a não ser que tenha sintomas menos do que duas vezes por mês nesse caso pode fazê-lo apenas em SOS - o inalador deve fazer parte da medicação habitual, no esquema que tiver combinado com o médico que o acompanha. Para isso há três coisas muito importantes a considerar:

a) é imprescindível que saiba reconhecer bem os seus sintomas; b) o inalador deve incluir sempre dois medicamentos: o corticoide inalado, que reduz a inflamação nos brônquios e os sintomas de asma, e o broncodilatador, que alivia os sintomas porque dilata os brônquios, mas não tem qualquer ação na inflamação da asma que é o que causa os sintomas; c) se apenas faz medicação de SOS, ela tem de incluir no mesmo inalador estes dois medicamentos. O uso isolado do broncodilatador na asma não está recomendado. 4. Tenho asma, não posso praticar exercício físico. A resposta é: Rosa Mota!1 O objetivo no tratamento da asma é alcançar o controlo da doença, de forma a que o asmático possa ter um estilo de vida igual a um indivíduo saudável e isso implica fazer exercício físico. Claro que nem todos precisam de treinar para vir a ser como a Rosa Mota, mas fazer exercício físico deve ser um objetivo a alcançar nos asmáticos e é perfeitamente possível na grande maioria dos casos. Por isso mesmo, quando a asma está tratada e controlada, tomando as medidas necessárias (que inclui um aquecimento inicial moderado e, se necessário, medicação prévia ao exercício) o asmático deve promover a atividade física (natação, bicicleta, caminhadas…). 5. Os corticoides inalados engordam. Um elegante NÃO!1 A fobia aos corticoides inalados – que consiste na aversão ao uso desse medicamento- é muitas vezes responsável pela não adesão do asmático ao tratamento fundamental para o controlo da doença. Apesar de não ser perfeito e poder causar alguns efeitos secundários, o aumento de peso certamente não é um deles! A maioria dos efeitos secundários dos corticoides inalados são locais e podem ser ultrapassados com uma correta técnica inalatória ou com a alteração do tipo de inalador. Se precisar de fazer doses elevadas deve esclarecer com o seu médico os potenciais efeitos sistémicos, mas o aumento de peso não se encontra entre esses efeitos. Atenção que o mesmo não se aplica aos corticoides orais e sistémicos que têm muitos efeitos tóxicos e que apenas devem ser utilizados quando a situação clínica o justifica. Também esse é um assunto que deve conversar com o seu médico.

1. Global Strategy for Asthma Management and Prevention , updated 2020. Global Initiative for Asthma. Disponível em https://ginasthma.org/wp-content/uploads/2020/04/GINA-2020-full-report_-final-_wms. pdf consultado a 17 de abril de 2021 30 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


05 DE MAIO

Dia mundial da asma

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SAÚDE OCULAR | GLAUCOMA

GLAUCOMA:

NOVAS ABORDAGENS TERAPÊUTICAS

O

glaucoma é uma doença que afeta o nervo ótico, levando à perda progressiva do campo visual e, em fases avançadas, à cegueira. Constitui a segunda maior causa de perda visual a nível mundial, após a catarata, e a principal causa de perda irreversível da visão, estimando-se que existam atualmente cerca de 76 milhões de pessoas com a doença e que este número poderá aumentar para 112 milhões em 2040. Na maioria das vezes, a apresentação é assintomática e o doente só nota alguma alteração da visão em fases avançadas da doença. Os danos provocados pelo glaucoma são irreversíveis, é necessária uma vigilância oftalmológica regular para que seja diagnosticado em fases precoces, em que ainda não existam danos significativos. Os fatores de risco para o seu desenvolvimento são o aumento da pressão intraocular (o principal fator e o único sobre o qual é possível intervir), a idade (risco aumenta com o envelhecimento), a história familiar, a miopia e a raça negra, entre outros. Apesar de não existir uma cura para a maioria dos casos de glaucoma, existem diferentes modalidades de tratamento, cujo objetivo é a redução da pressão intraocular, que permitem o controlo da doença e levam à estabilização da visão e dos campos visuais. A abordagem inicial consiste na aplicação de colírios hipotensores ou utilização de laser. Nos casos em que estes tratamentos não são suficientes para a redução da pressão intraocular, ou no caso de intolerância aos colírios pelo aparecimento de efeitos laterais locais e sistémicos, está indicada a abordagem cirúrgica. As cirurgias de glaucoma clássicas (trabeculectomia ou implantação de válvula/tubo de drena-

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gem do humor aquoso) continuam a ser as mais utilizadas e as que permitem maior redução da pressão intraocular. No entanto, estes procedimentos necessitam de uma vigilância pós-operatória muito apertada, pelas potenciais complicações associadas, e têm um tempo de recuperação significativo. Assim, nos últimos anos têm surgido novas técnicas cirúrgicas que permitem tratar de forma eficaz e com maior segurança a maioria dos doentes. São exemplos destas técnicas a esclerectomia profunda e a canaloplastia, considerados procedimentos não penetrantes (sem penetração no espaço intraocular). Permitem alcançar reduções significativas da pressão intraocular, evitando a maioria das complicações das cirurgias clássicas e com um tempo de recuperação mais rápido. Mais recentemente, foram desenvolvidos diferentes dispositivos e procedimentos, globalmente denominados MIGS (Minimally Invasive Glaucoma Surgery - cirurgia de glaucoma minimamente invasiva), que se destacam pelo seu perfil de segurança. São um conjunto de técnicas que permitem menor manipulação dos tecidos oculares, pelo que a duração da cirurgia é menor e a recuperação pós-operatória muito rápida. De forma geral, têm menor capacidade de redução da pressão intraocular e são recomendados para glaucomas moderados. Apesar disto, devido ao ótimo perfil de segurança, permitem a utilização de uma opção cirúrgica de forma mais precoce em detrimento da continuação da medicação tópica e dos seus potenciais problemas de tolerância. Em conclusão, o glaucoma é uma doença assintomática nas fases iniciais e que provoca danos irreversíveis na visão. Apesar de atualmente existir uma grande diversidade de medicamentos e procedimentos cirúrgicos que permitem o controlo da doença, a deteção precoce é fundamental. Dr. João Queirós (OM48722), Médico Oftalmologista, com diferenciação na área do glaucoma, no Trofa Saúde Alfena


Há muitas coisas com que temos de lidar agora. Mas...

A COVID-19 pode ter alterado as prioridades, mas a sua visão continua a ser muito importante.

NÃO PERCA DE VISTA O GLAUCOMA

Se é um dos 64 milhões de doentes no mundo que sofrem de glaucoma, ou tem alguém à sua volta que o seja, pode estar a passar por dificuldades em gerir a situação. Se parar ou interromper temporariamente o seu tratamento, poderá ocorrer perda de visão. É fundamental continuar a utilizar os colírios prescritos pelo seu Oftalmologista, comparecer nas consultas programadas e levantar os seus medicamentos na farmácia.

Não perca de vista a sua saúde ocular. Dê prioridade ao tratamento do glaucoma. www.santen.pt O conteúdo desta mensagem não pode substituir o diagnóstico realizado por um profissional de saúde. Se tiver alguma dúvida em relação ao seu conteúdo, deverá dirigir-se ao seu médico. Esta é uma publicação de carácter orientativo e de divulgação, pelo que o leitor não se deverá submeter a tratamentos nem a conselhos sem se dirigir antes ao seu oftalmologista.

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NP-GLAU-PT-0025

FEB 2021


SAÚDE OCULAR | LENTES DE CONTACTO

LENTES DE CONTACTO Segundo a Organização Mundial de Saúde, os erros refrativos são o problema oftalmológico mais comum em todo o mundo e a principal causa de baixa visão quando não corrigidos. Estes incluem a miopia (dificuldade em ver ao longe), a hipermetropia (dificuldade maior em ver objetos próximos) e o astigmatismo (dificuldade em focar objetos próximos e distantes), que podem ser corrigidos com recurso a óculos, lentes de contacto ou cirurgia refrativa. Embora o primeiro conceito de lentes de contacto remonte a 1508, por Leonardo da Vinci, no Codex of the eye, Manual D, foram os avanços científicos e tecnológicos significativos dos últimos anos que as tornaram numa opção cada vez mais eficaz, prática e segura. Existem em múltiplos formatos, capazes de satisfazer quase todas as necessidades oftalmológicas. As lentes de contacto são pequenos dispositivos circulares graduados, colocados em contacto direto com a córnea (a superfície transparente mais anterior do olho) e cuja utilização apresenta uma série de vantagens. Comparativamente com a utilização de óculos, as lentes melhoram a qualidade e o campo de visão, sobretudo em erros refrativos mais elevados; são também mais cómodas em estilos de vida mais ativos, sendo resistentes às quebras e ao embaciamento (uma queixa cada vez mais frequente com a utilização de máscaras no contexto da pandemia Covid-19). Por outro lado, esteticamente podem ser mais apelativas para alguns pacientes. As lentes podem corrigir os 3 tipos de erros refrativos, individualmente ou de forma combinada. Existem diferentes potências ou dioptrias adequadas a cada caso. As lentes esféricas corrigem a miopia e a hipermetropia e as lentes tóricas corrigem o astigmatismo. A presbiopia, ou dificuldade de visão de perto, é outra anomalia da visão que surge a partir dos 40 anos e que agrava com a idade. Hoje em dia, também já é possível corrigi-la com lentes multifocais. A versatilidade continua, e determinadas doenças da

Sandra Rodrigues-Barros Fellow do European Board of Ophthalmology Oftalmologista no Hospital Garcia de Orta, Departamento de Córnea, Catarata e Cirurgia Refrativa Oftalmologista no Hospital CUF Cascais e Clínica CUF Almada

córnea que causam baixa visão, como o queratocone, também podem ser corrigidas. As lentes híbridas ou esclerais são opção nos casos mais avançados. Quanto à sua durabilidade, as lentes podem ser descartáveis ou convencionais. As primeiras são de utilização diária, quinzenal ou mensal, são lentes maleáveis (“moles”), de mais fácil adaptação. As lentes convencionais, conhecidas como rígidas gás permeáveis, são também de uso diário mas com durabilidade até dois anos, são lentes mais “rígidas” e difíceis de tolerar, embora corrijam mais eficazmente erros refrativos mais elevados. A utilização de lentes de contacto deve ser sempre precedida de observação cuidada pelo oftalmologista, garantindo que não existe nenhuma contraindicação à sua utilização, nomeadamente infeções palpebrais, alergias oculares crónicas ou doença grave do olho seco. Além disso, os utilizadores devem ser observados regularmente, garantindo deteção e tratamento precoce de potenciais efeitos adversos de uma incorreta utilização. Por fim, determinados cuidados devem ser assegurados pelos pacientes. A manipulação das lentes deve ser sempre precedida de uma boa higienização das mãos: as lentes entrarão em contacto direto com a superfície ocular, podendo causar úlceras de córnea, infeções graves passíveis de provocar perda irreversível da visão. Da mesma forma, os cuidados de higiene das lentes e do respetivo estojo devem ser diários, com recurso a soluções próprias e nunca a água corrente ou soro fisiológico. A limitação do número de horas de utilização e a sua remoção nos períodos de sono são também fundamentais para assegurar uma adequada oxigenação da córnea, evitando o desenvolvimento de outras complicações. As lentes de contacto constituem um notável auxiliar da visão, capazes de satisfazer uma pluralidade de necessidades oftalmológicas e cuja correta utilização e vigilância pelo oftalmologista garantem a sua eficácia e segurança.

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SAÚDE OCULAR | PROTEÇÃO DA VISÃO

QUAL O PAPEL DOS ÓCULOS DE SOL NA SAÚDE OCULAR Ao contrário do que a maioria das pessoas imagina, os óculos de sol cumprem um papel vital para a preservação da saúde ocular. Por: Prof. Doutor J. Salgado-Borges, Médico oftalmologista. (www.salgadoborges.com) O problema não é, certamente, a falta de campanhas de sensibilização da cegueira, mas a constante despreocupação assim que algum sol se avizinha. Constatámos que a grande maioria das pessoas quando chega à praia aplica o seu protetor solar, mas os óculos de sol continuam a ser muitas vezes esquecidos e desvalorizados. A intensidade da luz solar causa danos permanentes na visão, por isso insistimos que os óculos são os melhores aliados para fortalecer a proteção contra os raios nocivos emitidos. Nunca é demais reforçar que é através da visão que absorve 90% dos estímulos que o rodeia. Neste artigo, será alertado para os riscos que a radiação solar pode causar aos seus olhos e os aspetos que deve ter em atenção para comprar os próximos óculos de sol. Como os óculos de sol combatem os perigos da radiação solar Não é só a pele que fica vulnerável, mas também os seus olhos. Fadiga visual, fotossensibilidade, tonturas, aversão à luz, comichão e lacrimejo são os principais sintomas que poderá desenvolver se continuar a desafiar os raios ultravioleta. A exposição crónica ao sol é muitas vezes a causa de pinguécula ou pterígeo. O primeiro caracteriza-se pelas elevações amareladas da conjuntiva e o segundo pela invasão de tecido fibrovascular sobre a córnea. Os óculos são uma espécie de escudo protetor contra as radiações solares altamente nocivas à saúde e ao bom funcionamento do sistema ocular. Os raios ultravioletas UVA e 36 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

UVB são verdadeiramente prejudiciais para os seus olhos. Essas radiações podem facilitar o desenvolvimento de doenças como a catarata, melanoma da íris, carcinoma baso-celular ou a fotoqueratite, uma inflamação na córnea. A somar a isto, existe ainda o perigo do fototraumatismo retiniano, causado pela fixação do sol na altura de um eclipse. Para uma proteção eficaz, os óculos de sol devem possuir lentes capazes de bloquear as radiações entre 290 e 400 nm. Nanómetro (nm) é a unidade usada para medir o comprimento das ondas eletromagnéticas que partem do sol e chegam à atmosfera. Consoante o comprimento da onda, o efeito da radiação será diferente. Abaixo de 290nm classificamos como UVC — os raios são praticamente inofensivos. Entre 290 e 400 nm são classificados como UVB e UVA, os denominados raios ultravioleta nocivos. Os óculos muito escuros devem estar completamente fora dos seus planos, uma vez que dilatam a pupila até 8 a 10 vezes mais que o seu tamanho normal, transformando-os assim num alvo fácil à entrada e atuação das radiações UVA, UVB e UVC. Para além de lesarem a córnea e a conjuntiva, podem aumentar até 60% a probabilidade de desenvolver cataratas. Se por um lado a radiação infravermelha é facilmente detetável pela sensação de calor que provoca, o mesmo não acontece no caso da radiação solar. Mesmo que a principal fonte de luz azul/violeta seja o sol, não nos devemos esquecer da luz emitida pelas lâmpadas LED e proveniente dos aparelhos digitais. De facto, estamos cada vez mais expostos à luz azul emitida pelos ecrãs. Os óculos com lentes adequadas são imprescindíveis para impedir que os efeitos da luz artificial cheguem à retina.

As doenças causadas pelo uso de óculos inadequados não aparecem no imediato, muito pelo contrário. O sol exerce um efeito cumulativo sobre os olhos e os raios UV podem contribuir para a degenerescência gradual da saúde da retina. Daí a importância das lentes que possuem esse tipo de proteção, principalmente em crianças e indivíduos com pele clara e íris hipopigmentada ou com história de degenerescência retiniana, retinopatia diabética ou glaucoma. Lentes e tonalidades dos óculos de sol A marca e as tendências de moda não terão qualquer impacto se sofrer uma alteração na visão, logo estes aspetos não devem ser a sua preocupação. Em dias de sol, as lentes cinzentas ou esverdeadas são as mais indicadas, porque filtram mais intensamente a luminosidade. Para estrito uso noturno, aconselhamos lentes amarelas, já que propiciam maior qualidade de visão. Durante o dia não deverão ser usadas, sob o risco de gerarem potenciais danos oculares com o aumento da captação de luz. Na praia ou em qualquer atividade desportiva, opte por modelos fechados lateralmente de forma a impedir que os seus olhos sejam atingidos por areia ou outra substância. O que muitas pessoas não sabem é que o filtro de raios ultravioletas, nas lentes dos óculos de sol, se desgasta gradualmente com o período de exposição à radiação. A validade do filtro pode expirar em dois anos, por isso recomendamos que substitua os óculos de sol e que consulte um médico oftalmologista regularmente. Numa simples consulta de rotina, podemos certificar-nos que os seus óculos possuem a qualidade ótica desejável para proteger os seus olhos.

Faça parte da mudança hoje, para assegurar a qualidade da visão amanhã.


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“A pandemia está a ter desastres brutais quer na economia quer na saúde das pessoas, e se não fossem os enfermeiros, com o seu esforço e as suas próprias vidas, seria muito pior” José Correia Azevedo, Presidente

“NÓS SOMOS A BASE DE TUDO EM QUALQUER PARTE DO MUNDO” Ser enfermeiro em Portugal é estar enredado por um conjunto de preconceitos que mantém a Enfermagem como mão-de-obra barata, sem condições de vida e trabalho. Aproxima-se a comemoração do Dia Internacional do Enfermeiro, a 12 de maio, e José Correia Azevedo, Presidente do Sindicato dos Enfermeiros, apresenta-nos um cenário de precariedade na profissão. O Dia Internacional do Enfermeiro que se celebra a 12 de maio, foi criado pelo Conselho Internacional dos Enfermeiros e a data escolhida remete para o aniversário de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna, que se destacou na Guerra da Crimeia com o auxílio prestado aos soldados feridos que eram vítimas, sobretudo, de erisipela e gangrena gasosa. Os soldados morriam com a falta de oxigenação porque o vírus das doenças é anaeróbico e, por isso, não sobreviviam com o oxigénio. Florence teve a ideia de arejar as salas com um jogo de janelas que ventilavam o ambiente sem o agredir e, com este método, conseguiu reduzir a mortalidade de 42 para dois por cento, tornando-se uma figura de destaque para a enfermagem. Uma outra figura que se destacou e através do qual emergiu a profissão de enfermeiro foi S. João de Deus, considerado o patrono universal da enfermagem e responsável pela humanização e dignificação dos cuidados de saúde a doentes psiquiátricos. 38 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A importância dos enfermeiros na prestação de cuidados de saúde O que é ser em enfermeiro em 2021 em Portugal? José Correia Azevedo responde com toda a certeza que “é ser um explorado das circunstâncias várias que nos põem na fila da frente para os sacrifícios, para a eficácia nos tratamentos e na melhoria das condições de saúde das pessoas, mas simultaneamente nos põem na retaguarda para compensações justas e merecidas que temos direito e não estão a ser satisfeitas”. Este é o cenário traçado pelo Presidente do Sindicato dos Enfermeiros que alerta para o não reconhecimento merecido e para a importância dos enfermeiros na prestação de cuidados de saúde principalmente com a Covid-19. “A pandemia está a ter desastres brutais quer na economia quer na saúde das pessoas, e se não fossem os enfermeiros, com o seu esforço e as suas próprias vidas, seria muito pior”. A Enfermagem como classe profissional integrante e estruturante do SNS A Enfermagem é uma profissão estrutural do Sistema nacional de Saúde (SNS) e, por isso, é primordial investir. Em Portugal, esse investimento não está a ser feito ou pelo menos nos locais certos. “Com as poucas posses que temos esbanjamos muito da nossa energia e do nosso dinheiro com corporativismos. Quem sofre as consequências? Os enfermeiros”, assevera José Azevedo. Como nos relata há neste momento uma verba de 100 por cento que sai do ministério da saúde para remunerações (vencimentos mensais e outras remunerações extra). Os médicos, que são cerca de 14 porcento de funcionários do ministério da saúde, recebem 87 por cento desta quantia e apenas 13 por cento está direcionada para os enfermeiros. E porque existe esta discrepância? “São os corporativismos, porque em Portugal ser «doutor» é tudo”. José Azevedo relembra a greve dos enfermeiros em 1976 na qual reivindicavam o aumento do vencimento em cinco letras. “O topo estava a vencer pela base, houve uma inversão de valores. Hoje estamos nessa mesma situação”. Portanto, a categoria de enfermagem


FARMÁCIA GARCIA | A FARMÁCIA EM CONTEXTO PANDEMIA SINDICATO DOS ENFERMEIROS | DIA INTERNACIONAL DODE ENFERMEIRO

tem, nas suas palavras, de ser profundamente hierarquizada para a organização interna do serviço, para o seu funcionamento, porque tem de haver responsabilidades assumidas e uma hierarquia consistente que mantenha tudo a funcionar. “As administrações atuais não percebem que sendo a enfermagem a estrutura do sistema, para que ele assente em bases sólidas tem de ser fixo e para isso tem de criar condições de trabalho para que as pessoas se sintam bem naquilo que fazem”. Este é a grande problemática apontada pelo Presidente do Sindicato dos Enfermeiros que acrescenta que “não é tanto o comemorar o dia internacional, mas sim quanto é que lhes pagam”. Para que os profissionais possam ter um ambiente social normal têm de ter o mínimo de condições, porque as exigências são muitas, a começar pela própria pessoa que tem o direito de se sentir bem na sua pele e, sobretudo, o trabalho que exercem, de primeira qualidade, tem de justificar isso tudo. José Azevedo não coloca em causa o trabalho médico que considera necessário, “mas há uma grande desproporção quando contratam médicos e enfermeiros”. Os desequilíbrios entre a saúde pública e privada O desequilíbrio entre a saúde pública e privada é outro dos grandes problemas apontados por José Azevedo que explica a baixa remuneração dos enfermeiros. Em Portugal, neste momento, existem 119 hospitais privados e 111 públicos e embora não se possa efetivar uma comparação linear “porque há hospitais públicos com o quíntuplo do que os privados”, é certo dizer que os hospitais privados procuram nos públicos a mão de obra que necessitam. Como nos explica isto significa que o público se sente pressionado e não assegura o número de enfermeiros precisos, porque ao invés de darem o que merecem, pagam-lhes metade do seu vencimento e o restante forçam a que seja ganha na instituição privada. “Isto é um problema sério, estas pessoas não vivem, são escravos!”, atenta José Azevedo que considera um caminho para um mau ambiente e uma frustração dos profissionais que deviam trazer um sorriso. Corrigir este cenário leva o seu tempo, mas o Sindicato dos Enfermeiros tem-se esforçado para que a realidade mude e que os enfermeiros trabalhem numa só instituição e sem incertezas. “Há pessoas que estão a trabalhar há 20 anos com contratos precários, que têm o mesmo vencimento como se começassem hoje a trabalhar”.

No sentido de colmatar a precariedade atual vivida pela classe dos enfermeiros, o Sindicato está a trabalhar num acordo coletivo de trabalho com o privado. “Se a qualidade é bem paga, se cativa e chama, a privada pode dar uma boa lição fazendo o melhor e dá-se o fenómeno inverso”. Um acordo que a cumprir-se irá permitir que haja mais qualidade nos cuidados privados e que o valor pago se rentabilize com mais afluência de pessoas. O papel do enfermeiro na luta contra a Covid-19 e a carreira de enfermagem A Covid-19 iniciou o seu impacto em Portugal em março de 2020. Desde então, os enfermeiros são a primeira linha de combate à pandemia, expondo à sociedade a importância da enfermagem como profissão autónoma, ordenada, que preza pelo cuidado humano. De acordo com o Presidente do Sindicato a pandemia tornou-se um problema sério e grave porque “evidencia mais os cuidados da enfermagem”. José Azevedo dá-nos o exemplo da tentativa da venda das vacinas nas farmácias, que considera um risco porque “pode haver a necessidade de prestar o socorrismo” para o qual as farmácias não estão preparadas e teriam de ter um médico para prestar esse auxílio. “Este é um retrato da hipervalorização que se dá a uns e a desvalorização que se dá a outros, só que com um inconveniente: estes outros que somos nós (enfermeiros) somos a estrutura. Nós somos a base de tudo em qualquer parte do mundo”. O Sindicato dos Enfermeiros procura acima de tudo valorizar a profissão, fazer com que as carreiras profissionais reflitam e deem o valor a quem o tem. “Não queremos tirar o valor aos outros, temos é que ter o nosso.”

Sindicato dos Enfermeiros Rua D. João IV n.º 199, 4000 - 301 PORTO Tel. 225 194 040 geral@senfermeiros.pt

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ESPECIAL SAÚDE | EZALO

PROTEGER A FAMÍLIA E OS SEUS ANIMAIS DOMÉSTICOS DE UMA FORMA EFICAZ E SEM PROBLEMAS

AMBIENTAIS

Quando em 1982 Foi difícil competir contra os O nosso líquido, lançámos, em Portu- sprays que então imperavam atualmente, permite uma ação gal, os difusores elée eram altamente tóxicos que dura 360 tricos com pastilhas para repelir os inse- para além de um odor muito horas (o que é um record) mas, tos voadores (melgas pouco agradável tal como os oue mosquitos) estátros, leva algum vamos a iniciar um tempo para atingir a sua eficácia novo segmento de mercado mais amigo máxima, o que para um ambiente do ambiente e sem problemas para a saúinfestado de melgas e/ou mosquitos de humana. Foi difícil competir contra pode ser desagradável. os sprays que então imperavam e eram A grande vantagem dos proaltamente tóxicos para além de um odor dutos EZALO é a sua qualidade muito pouco agradável. Mas, aos pouque se traduz na eficácia porque, cos, as pessoas foram compreendendo através de uma pesquisa constante, que não era preciso matar, mas sim afasmantemos os melhores níveis de tar e é isso que as nossas pastilhas e, mais matérias primas e de tecnologia dos modernamente, o líquido fazem. Nos nossos difusores e, por essa razão, finais do século passado, os fabricantes não somos os mais baratos, mas de produtos insecticidas, aperceberam-se somos os mais eficazes e podemos de que esta era uma forma mais ecológaranti-la contra os insectos que gica e eficaz e, não nos tendo podido provocam o DENGUE e o ZIKA. vencer com as pastilhas, lançaram uma Só assim se compreende que solução em líquido que denominaram tenhamos mantido, ao longo dos de “longa duração”. anos, uma clientela muito fidelizaNa realidade o líquido dura mais da embora, nem sempre, os comertempo, mas é menos eficaz de início, ciantes, preocupados com os preços como se pode ver no gráfico, enquanto e não com a qualidade, nos tenham as pastilhas têm uma acção imediata motivado a criar uma loja “on-line” que se mantém ao longo de 8 horas.

para podermos satisfazer os nossos fiéis clientes. A partir do início deste século, a marca e os processos de fabrico, foram adquiridos pela PROCASA que os passou a fabricar em Portugal e alargou a linha de produtos para proteção no exterior: a vela e a pulseira, esta fabricada em França, em parceria com uma importante empresa para a qual vendemos o EZALO com a sua marca. Mais recentemente lançámos um outro produto revolucionário destinado aos insetos rastejantes, baratas, formigas, etc. que denominámos de EZALO Puf Puf. É um insecticida inodoro, sem efeitos nefastos para os animais de sangue quente apresentado em spray natural cuja eficácia se mantém ativa durante 8 semanas. Este produto é muito útil, também, para a desinfestação dos parasitas ao redor das camas dos animais domésticos pois é muito eficaz contra pulgas e carraças. Mais recentemente lançámos o EZALO anti traças para a protecção contra as traças que destroem as nossas roupas. É, também, um produto de vanguarda. Todos os produtos EZALO estão devidamente licenciados pela DGS e são fabricados com as melhores matérias primas e as concentrações mais correctas que permitem a melhor eficácia dentro dos parâmetros exigidos pelas leis vigentes. O nosso slogan, que se mantém há muitos anos, tornou-se famoso e identificativo do produto. António Simões dos Santos Administrador da PROCASA Lda.

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SAÚDE ANIMAL | LEISHMANIOSE EM CÃES

LEISHMANIOSE EM CÃES PORQUE DEVEMOS ESTAR ATENTOS A ESTA DOENÇA PARASITÁRIA

Por: Rodolfo Oliveira Leal, Médico Veterinário, Especialista em Medicina Interna e Prof. Auxiliar Convidado de Clínica de Animais de Companhia na Faculdade de Medicina Veterinária – Universidade de Lisboa

Isabel Pereira da Fonseca, Médica Veterinária e Professora Associada com Agregação de Parasitologia e Doenças Parasitárias na Faculdade de Medicina Veterinária – Uni-

te transmitido por insetos fêmea do género Phlebotomus (vulgo flebótomo). Quando infetados, estes pequenos insetos cor de palha inoculam o parasita, durante a refeição sanguínea, nos nossos animais de companhia. A leishmaniose é considerada uma zoonose uma vez que pode ser transmitida dos nossos cães e gatos (entre outros animais) ao Homem, através do vetor. É muito importante ressalvar que a infeção em humanos ocorre após a picada do inseto vetor do parasita não se verificando outras vias de transmissão. Assim, é muito improvável que um ser humano se infete por contacto direto com um cão com Leishmaniose sem que o flebótomo intervenha no processo. A Leishmaniose canina é uma importante doença parasitária sendo endémica em mais de 70 países, incluindo em Portugal. No âmbito deste artigo, falaremos sobretudo da Leishmaniose em cães, causada por Leishmania infantum, a espécie mais frequente em Portugal. Após a transmissão do parasita pelo flebótomo, o desenvolvimento de sinais clínicos desta doença vai depender do sistema imunitário do cão e não é fácil de prever. Existem cães que conseguem controlar a infeção e outros em que a doença evolui rapidamente. A que sinais clínicos devemos estar atentos? Os sinais clínicos de Leishmaniose em cães são variados destacando uma perda de peso, um aumento dos linfonodos (gânglios linfáticos), um aumento do crescimento das unhas e sinais cutâneos como pêlo fraco, feridas na pele e descamação da ponta das orelhas. Aos sinais clínicos podem juntar-se sinais laboratoriais, ou seja, alterações às análises de sangue convencionais, tais como uma anemia, um aumento do nível de proteínas do sangue ou uma descida da albumina. Alguns animais podem mesmo apresentar sinais de doença hepática e doença renal, o que complica o quadro clínico.

O meu cão foi diagnosticado com Leishmaniose – o que devo fazer? Após efetuado o diagnóstico, é importante fazer o respetivo estadiamento da doença com vista a perceber de forma objetiva a gravidade do quadro e qual o prognóstico esperado. Ainda assim, existem vários tratamentos possíveis, que permitem controlar a doença e minimizar as complicações que dela podem advir. Dependendo do estádio da doença, o resultado do tratamento é variável. As opções terapêuticas permitem sobretudo melhorar a qualidade de vida dos cães, devendo ser sempre discutidas entre o Médico Veterinário e o detentor do animal. Apesar da melhoria clínica e de vários animais atingirem a cura clínica, é possível que os cães fiquem portadores, sem evidenciarem sinais clínicos, pelo que é fundamental a utilização de repelentes de insetos nestes animais. Posso prevenir a Leishmaniose? Sim! Felizmente podemos e devemos prevenir a Leishmaniose. A prevenção passa pelo uso de repelentes (em coleira ou pipeta) e por estratégias de estimulação da imunidade do animal de forma a prepará-lo para que o sistema imunitário esteja otimizado caso contacte com o parasita. Destaca-se neste âmbito a vacinação anual ou o recurso a imunomoduladores. Antes da vacinação é importante garantir que o animal é testado para detetar infeção por Leishmania e que o resultado é negativo. Adicionalmente, deverão ser sempre aplicados repelentes apesar de os cães se encontrarem vacinados. Por isso, o nosso conselho é: fale com o seu Médico Veterinário e defina o melhor plano de prevenção, cumprindo-o de forma rigorosa. Só assim terá o seu animal protegido contra a Leishmaniose, sobretudo num país onde esta doença é tão frequente.

versidade de Lisboa

O que é a Leishmaniose? Como se transmite? Há vários tipos de Leishmanioses sendo algumas apenas dos humanos e outras comuns aos animais e ao Homem. A que iremos aqui abordar é a Leishmaniose visceral zoonótica, uma doença parasitária causada pelo protozoário Leishmania habitualmen-

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Como é estabelecido o diagnóstico? Apesar dos sinais clínicos e laboratoriais acima descritos levantarem a suspeita da doença, o diagnóstico pode ser estabelecido recorrendo a várias análises complementares destacando-se: a pesquisa de anticorpos no sangue (a mais frequentemente efetuada), a visualização direta do parasita ao microscópio ou a pesquisa do DNA do parasita.

Aumento do crescimento das unhas num cão com leishmaniose


VACINE CONTRA A LEISHMANIOSE. AO VACINAR O SEU CÃO, FICAMOS TODOS PROTEGIDOS.

A LEISHMANIOSE É UMA ZOONOSE QUE PODEMOS PREVENIR. CONSULTE O SEU VETERINÁRIO.

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SAÚDE ANIMAL | C. M. CASCAIS

GARANTIR PROTEÇÃO, SAÚDE E BEM-ESTAR AOS ANIMAIS DE COMPANHIA A harmonia entre pessoas e animais que promova uma sociedade saudável é um dos focos da Câmara Municipal de Cascais à qual a pandemia colocou algumas dificuldades. A prestação de assistência médicoveterinária a munícipes com animais de companhia e se encontrem em situação de carência socioeconómica é a solução apresentada pelo município, como nos esclarece o Vereador Nuno Piteira Lopes em entrevista à Revista Business Portugal.

A Câmara Municipal de Cascais tem uma política pró-ativa em relação aos animais de companhia. Nesse sentido, vai abrir brevemente um Curso de Tratador de Animais em Cativeiro. Em que consiste este projeto e quais os seus principais objetivos? Em Cascais a nossa política é centrada nas pessoas, mas consideramos que uma sociedade saudável e moderna é aquela que promove uma harmonia entre pessoas e animais. Por essa razão temos investido e inovado bastante nas políticas de proteção animal. Este curso, que junta duas necessidades – bem-estar animal e criação de emprego jovem – é mais um bom exemplo da inovação que temos trazido para o nosso concelho. Esta formação pretende contribuir, de forma visível e pragmática, para a construção de uma sociedade, cujo nível de desenvolvimento e grandeza se possa medir pela forma como os animais são tratados. No entanto, queremos ir mais longe. Para nós, faz todo o sentido ligar esta ambição aos jovens, formando-os e dotando-os com as melhores ferramentas para que possam desenvolver uma carreira de futuro na área. É, por isso, fundamental transmitir-lhes sólidos conhecimentos, através de docentes altamente especializados. Acreditamos que só com uma boa aprendizagem, é que será possível darmos aos nossos formandos uma carreira de qualidade e de longa duração. Nos últimos anos tem-se assistido a um aumento exponencial pela procura e adoção de animais de companhia. No entanto, há cada vez mais famílias com animais de companhia que se encontram numa situação de carência sócio-económica. Foi criado algum apoio para esta situação de emergência? Quando falamos em adoções de animais de estimação, existem dois tipos de dificuldades. A primeira é as pessoas escolherem animais para os quais não têm condições para tratar – por vezes por falta de espaço e outras por falta de tempo. A outra dificuldade prende-se com a alteração com a situação financeira das famílias, que, infelizmente, em muitos casos se agravou com a pandemia. Para estes dois tipos de dificuldades a Associação São Francisco de Assis tem resposta. Todas as adoções feitas na Associação são avaliadas por técnicos competentes que verificam as condições dos adotantes 44 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Nuno Piteira Lopes, Vereador

e aconselham os mesmos para o tipo de animal mais adequado às características avaliadas. Para a segunda dificuldade, o Município de Cascais já tinha como prática, de vários anos, dar apoio para a prestação de assistência médico-veterinária a munícipes detentores de animais de companhia, que se encontrem em situação de comprovada carência socioeconómica. Desta forma, mesmo antes da Pandemia, era já possível suportar despesas inerentes ao reforço de apoio à comunidade e famílias em situação dificuldades financeiras que se veem impedidas de garantir o bem-estar higio-sanitário e de saúde dos seus animais de companhia. Neste sentido, o Município de Cascais presta o apoio necessário à garantia da proteção, saúde e bem-estar dos animais destes munícipes, suportando as despesas com os cuidados médico-veterinários. A pandemia da Covid-19 trouxe novos problemas a toda a sociedade civil, desde logo a limitação à mobilidade, nomeadamente aos mais idosos e aos que prestam diariamente no terreno auxílio às populações, como profissionais de saúde, elementos da proteção civil e forças de segurança. Que medidas tomou a autarquia de Cascais para ajudar estas pessoas? Ainda Portugal não tinha registo de um único caso Covid-19, e já a autarquia montava um plano de ação para defender os cascalenses de uma pandemia que sabíamos que iria chegar mais cedo ou mais tarde. Essa proatividade foi essencial para antecipar cenários e preparar terreno para os elementos que compõem a chamada “linha-da-frente”. Assumimos o combate à Covid-19 com uma postura de TODOS POR TODOS, onde ninguém fica para trás. Criámos, por isso, condições para que todos os operacionais da “frente de combate” pudessem executar o seu trabalho sem as normais preocupações de pessoais. Criámos protocolos com entidades hoteleiras para acolher os profissionais de saúde, que não podiam ir a casa; abrimos espaços para acolher os filhos dos trabalhadores enquanto estes estavam em horário laboral; criámos, através da As-


C. M. CASCAIS | SAÚDE ANIMAL

Tratadores

sociação São Francisco de Assis, uma parceria com um hotel canino, de forma a prestar apoio aos animais dos profissionais de saúde que, por motivos profissionais, tinham de estar ausentes. Mas o auxílio não se esgotou com os profissionais da “linha da frente”. Muitos cidadãos, principalmente os de idade mais avançada, ficaram, por culpa do confinamento, impedidos de passear os seus animais. Criou-se, por isso, a Bolsa de Voluntários pelo Bem-estar Animal que, em articulação com as Juntas de Freguesia do Concelho de Cascais e com os Serviços de Ação Social do Município, fundamentais na identificação destes casos, asseguraram os passeios dos animais de estimação daqueles que não podiam sair de casa.

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REPUL'7

DESPARASITAR COM PRODUTOS NÃO QUÍMICOS O laboratório farmacêutico veterinário AB7 Santé é

É somente quando o ambienDesde a concepção, através de uma empresa familiar fundada há mais de 40 anos te onde permanece o animal for uma R&D de ponta, passando baseada em fortes valores: a inovação como factor tratado que, soluções preventivas, pela produção e industrialização de diferenciação e o desejo de excelência, ambos como coleiras ou pipetas, são efina sua fábrica certificada BPF/ CMP, e um rigoroso controlo guiados pela curiosidade de fortalecer, tanto quanto cazes. Impedem a reinfestação possível, o respeito por um ambiente sustentável do ambiente impedindo o ciclo de qualidade, AB7 Santé oferereprodutivo dos parasitas. ce uma abordagem única para Os produtos repelentes de oribenefício dos utilizadores. Na verdade, no coração de cada uma das suas gamas de produtos gem vegetal são bastante recentes no mercado, em comparação com para animais, a AB7 Santé coloca em sinergia inovação, expertise, os produtos insecticidas, que têm sido utilizados há dezenas de anos. Os veterinários são, portanto, mais facilmente inclinados a aconnovas tecnologias, comprometimento com processos de qualidade que cumpram com os regulamentos vigentes, bem como uma di- selhar aos donos de animais, os produtos que eles conhecem bem. Os produtos de controlo de parasitas repulsivos evoluíram sigmensão humana e ética compartilhada por todos os colaboradores, indispensável ao seu funcionamento e fundamental para o seu de- nificativamente nos últimos anos, graças ao impulso de centros de investigação como o da AB7 Santé. Por outro lado, estes produtos senvolvimento. Sob as sua marcas PILOU REPUL7, ZOOSTAR e ALZOO e estão sujeitos a regulamentações exigentes, que fizeram retirar do por conta de outras empresas farmacêuticas, a AB7 Santé desen- mercado uma série de produtos ineficientes que causaram descrédito volve inúmeros produtos de controlo de parasitas para animais de aos repelentes de origem vegetal. As coisas estão a evoluir e a opinião dos veterinários e donos companhia, principalmente à base em ativos derivados de plantas. Os produtos antiparasitários repelentes de origem vegetal são uma de animais sobre estes produtos tendem a mudar rapidamente. excelente alternativa aos insecticidas de origem sintética (químicos). É importante fazer um trabalho pedagógico com os utilizadores, Os consumidores estão, cada vez mais, menos confiantes com os com a finalidade de lhes mostrar o desempenho, as vantagens e insecticidas sintéticos e procuram soluções que acham mais respei- os benefícios que os produtos repelentes de origem vegetal podem representar, porque são benéficos para os animais, para os humanos tadoras dos animais, dos seus donos e do meio ambiente. Os repelentes de origem vegetal são fáceis de usar. Não necessi- e para o meio ambiente. O nosso representante em Portugal é a PROCASA Lda., uma tam de prescrição veterinária e não apresentam os efeitos colaterais de produtos injectáveis ou comprimidos. Para além disso, não são empresa conceituada e bem conhecida por ter sido pioneira no lançamento dos inseticidas elétricos da marca EZALO, também mais caros do que os produtos inseticidas químicos de referência. É importante recordar que as coleiras e as pipetas antiparasitá- eles repelentes dos insetos voadores (melgas, mosquitos e moscas). rios repelentes funcionam como meios preventivos de controlo de Esta empresa tem-se esforçado, com êxito, para que o conceito dos nossos produtos PILOU REPUL7 sejam adotados pelos donos dos infestações e não curativos! No caso de uma infestação maciça por parasitas, especialmente animais de estimação. pulgas, há uma forte probabilidade de que o ambiente em redor do animal esteja severamente contaminado. A primeira coisa a fazer é tratar o ambiente que o animal frequenta com a ajuda de produtos adequados (exemplo EZALO Puf Puf). Os animais, em si, devem ser tratados por meio de “ataque”. O Shampoo repelente PILOU REPUL7, para os cães, é um excelente meio para realizar esse ataque e, também, para utilizações sucessivas de caracter preventivo.

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PET CARE

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CALLE & BOSS: UMA PARCERIA DE SUCESSO DE BELEZA E SORRISO o padrão de excelência. Com esta sinergia, oferecem o conforto e praticidade aos seus pacientes de terem numa clínica de medicina estética estas duas vertentes da medicina, tão complementares.

Clínica Premium referência em Medicina estética no Porto, a Calle Clinic, complementa a sua atividade de potenciar a beleza facial e remodelação corporal, acrescentando à panóplia dos seus serviços, o de Medicina Dentária. Em entrevista à Revista Business Portugal, Maria Calle, Diretora Clínica e Cofundadora da Calle Clinic, e Andreia Patrão, Diretora Clínica da Boss Clinic, apresentam um espaço inovador e complementar. Em Portugal assiste-se a uma crescente preocupação com a aparência física e, por isso, a procura pela medicina estética tem vindo a aumentar nos últimos anos. Aliando esta procura a uma vontade pessoal e profissional para proporcionar aos pacientes um tratamento completo, Andreia Patrão desafiou-se a criar um conceito diferente. “Comecei a aperceber-me de que havia muitas pessoas que procuravam melhorar o sorriso e a saúde oral, mas procuravam também como complemento a harmonização facial de medicina de estética avançada”. Habituada a níveis de excelência, depois de dez anos a trabalhar numa clínica de referência, Andreia Patrão viu na Calle Clinic o espaço ideal para manter

Primeira clínica que reúne a medicina estética de excelência à importância do sorriso A Calle Clinic tem dois anos e é uma das clínicas de medicina estética mais procuradas a nível nacional e internacional, dada a prestação de serviços únicos e exclusivos. Os mais de 12 anos de experiência de Maria Calle, Diretora Clínica e Cofundadora, permitem-lhe hoje ser reconhecida como uma referência na área da medicina estética na Europa e é atualmente vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina Estética. Há cerca de um mês que Andreia Patrão, dirige o Departamento de medicina dentária da Calle Clinic – Boss Clinic – especializada em sorriso e embelezamento facial. “Tendo em conta que o sorriso sofre consequências através do envelhecimento facial, e sendo tão relevante na harmonia facial, é importante termos este complemento ao nível de medicina dentária para o rejuvenescimento do sorriso acompanhado do rejuvenescimento facial”. Como nos explica, esta complementaridade é uma mais-valia para os profissionais, “porque comunicam mais facilmente qual o melhor tratamento para cada pessoa”, mas sobretudo para os pacientes que, no mesmo espaço, encontram todo o tipo de procedimentos necessários. Articulação de tratamentos para responder às expetativas do paciente As duas médicas, cada uma especialista e referenciada nas suas atividades específicas, procuram não só melhorar a parte estética física da face e dentição, mas também cuidar da saúde da derme e oral dos pacientes. Na opinião de Maria Calle, em Portugal “está generalizado o conceito de harmonização facial” que a pandemia tornou ainda mais evidente. “Há cada vez mais procura pela medicina estética e com a chegada da

pandemia os pacientes procuram-nos para aumentar a autoestima”. Opinião partilhada por Andreia Patrão que revela que o número de novos pacientes a aderir aos dois serviços em simultâneo tem vindo a aumentar mesmo em contexto de pandemia. “Há uma grande abertura dos pacientes a fazer tudo no mesmo espaço, porque é pratico e há técnicas da medicina dentária que só conseguimos melhorar com a ajuda de profissionais como a Dra. Maria Calle”. Esta parceria tem como executantes duas Mulheres fortes, empoderadas, e profissionais exímias, que têm como missão fazer com que os seus pacientes se sintam na sua melhor versão. “Qualquer que seja a área que necessite este é o lugar ideal porque temos as especialidades mais inovadoras para o melhor serviço no mesmo espaço”, finaliza a Diretora Clínica da Medicina Dentária. Dra. Andreia Patrão Médica Dentista (Faculdade de Medicina da Univ. Coimbra, 2010); Prática Exclusiva em Reabilitação Estética & Funcional do Sorriso há mais de 11 anos; Diretora Clínica Boss Clinic; Autora do livro ‘’Medicina da Beleza e do Sorriso''; Pioneira em Smile Pro-Aging; Diversas Formações no âmbito de Sorriso, Emoção & Comunicação Dra. Maria Calle Master Medicina Estética UIB; Assistente graduado Patologia Clínica; Vice-presidente SPMEC; Coordenadora Pós-Graduação Medicina Estética UFP & SPMEC; Diretora Clínica CALLE CLINIC; Responsável da Unidade de Medicina Estética do Hospital da Luz Guimarães

CALLE CLINIC / BOSS DENTAL INSTITUTE Rua Roberto Ivens nr.1355 4450-257 Matosinhos Calle Clinic.: 224 029 296 Telemóvel: 930 459 624 info@calleclinic.com Boss Dental Institute 913 397 133 @calle.clinic e @boss_clinic www.facebook.com/calleclinic www.facebook.com/bossclinic www.calleclinic.com

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CONSUMMER CHOICE

CONSUMER CHOICE – SISTEMA DE AVALIAÇÃO DE MARCAS LÍDER EM PORTUGAL

José Borralho, CEO da Consumer Choice

Em entrevista à Revista Business Portugal, José Borralho, CEO da Consumer Choice, salienta que com a pandemia será necessário experimentar novas soluções de avaliação. “Os consumidores passaram a determinar o valor do produto e as empresas passaram a ter como objetivo principal a satisfação dos clientes”, acrescenta.

Qual o impacto da ConsumerChoice – Centro de avaliação da satisfação do consumidor – no mundo empresarial português? Nestes nove anos premiámos por 1104 vezes, marcas no mercado nacional, através de milhões de avaliações. A inúmera informação recebida dos consumidores teve impacto nas empresas, na medida em que contribuiu com propostas de melhoria para os seus negócios. Também sabemos que o impacto reputacional desta distinção junto dos seus stakeholders é extremamente positivo e sobre o impacto no negócio, as marcas apresentam aumentos de vendas que vão em média de 5% a 20%, dependendo dos sectores. Em que se difere a Escolha do Consumidor face a outras iniciativas de cariz semelhante? Atualmente, Portugal, tem 11 iniciativas neste mercado e para o perceber temos de conhecer a sua estrutura. Temos três tipos de sistemas: os absolutos, em que apenas marcas inscritas são avaliadas, geralmente tendo que obter uma nota mínima para ganhar o prémio, um mero reconhecimento; os relativos, que por norma avaliam as marcas inscritas em relação a um ou dois concorrentes, na maioria dos casos sem expressão; e por último: os analíticos, que decompõem as categorias em avaliação, desde o comportamento dos consumidores à performance das marcas, tornando possível o entendimento do todo, visto que envolvem todas os players da categoria na avaliação. A Escolha do Consumidor é a única a enquadrar-se nesta última categoria. Sempre que 50 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

atribuímos um prémio, provocamos desequilíbrio no mercado, favorecemos marcas e proporcionamos-lhe vantagem competitiva. Investimos muito em estudos, todos os anos, para perceber o que querem os consumidores nas categorias, que mais valorizam, que os satisfaz, como avaliam as diferentes marcas. Este método, a nossa honestidade intelectual, rigor e transparência é o que maioritariamente nos diferencia. Por isso nos preocupámos em obter uma certificação ISO 9001 em gestão de qualidade. Sendo o consumidor o júri de todo o processo, o produto torna-se mais credível e confiável para um público cada vez mais exigente? Na Escolha do Consumidor tudo começa e termina no consumidor. O que consumidores valorizam hoje, na sua relação com as marcas, não é o mesmo que valorizavam há um ano, nem dentro de um ano e o que mais valorizam numa categoria não é o mesmo que valorizam noutra, por isso os modelos de avaliação têm que ser adaptados. Não podemos substituir-nos aos consumidores. Foi por isto que criámos a Escolha do Consumidor e é por isso que é mais credível e confiável. A evolução das últimas décadas transferiu grande parte do poder das empresas para os seus consumidores. Eles têm agora muito mais informação sobre as marcas e sua oferta do que aquela que é divulgada pelas empresas. Depois, uma má experiência para o consumidor tem hoje muito mais impacto do que há uns anos. Os consumidores passaram a determinar o valor do “produto” e

as empresas passaram a ter como objetivo não só o volume de vendas, mas a satisfação e retenção dos seus clientes. É caso para questionar a quem pertencem realmente as marcas: às empresas ou aos consumidores? Ao sermos a sua Escolha, a Escolha do Consumidor, é natural que se revejam nesse processo. Nos últimos 15 anos está ligado ao lançamento do “Produto do Ano”, “Sabor do Ano”, “Boa Escolha”, entre outros. O contexto atual poderá alterar a dinâmica dos projetos atuais e futuros? Creio que virá a alterar a dinâmica favoravelmente. Como consumidores não ficamos alheios a estes fenómenos, que ocorrem nas nossas vidas, e evoluímos, criamos diferentes necessidades e exigências. Um dos pontos que reforça estes projetos é o aumento da descredibilização política e das instituições, que leva o consumidor a confiar unicamente e apenas nos seus iguais e, por isso, desde que o endorsement venha do consumidor já há uma base de confiança estabelecida. A nível internacional observamos mudanças de estratégia de negócio de muitas entidades, que até à data se dedicavam à informação para o consumidor, para projetos de avaliação com enfoque em experts ou no consumidor. Acredito que esta pandemia vai obrigar-nos a experimentar novas soluções, visto que mudou a forma como vivemos, trabalhamos, aprendemos, compramos e nos divertimos, logo é natural que ao longo dos anos tenhamos de nos adaptar a novas realidades.


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ESCOLHA DO CONSUMIDOR 2021 | SAMSUNG

TECNOLOGIA COM PROPÓSITO A transversalidade de entrega em todos os segmentos e a inovação direcionada para as necessidades do consumidor são nas palavras de José Correia, Diretor de Marketing, em entrevista à Revista Business Portugal, a explicação para que 80,92% dos consumidores tenham distinguido a marca nos “Prémios Escolha do Consumidor” na categoria “Smartphones”. Sendo a tecnologia um mercado tão competitivo, como se consegue este resultado tão positivo? A tecnologia é um mercado muito emocional no sentido em que está presente em praticamente todas as fases do nosso dia. Esta ligação emocional que temos com a tecnologia vem tornar a relação entre a marca e o consumidor muito intensa sendo que a expetativa do consumidor é cada vez maior. A Samsung tem trazido para o mercado inovações muito significativas na categoria de smartphones. Esta inovação tem sido transversal aos segmentos de produto, com a marca a fazer um trabalho de democratização de funcionalidades que antes apenas estavam disponíveis nos modelos premium. Funcionalidades como a segurança biométrica, câmaras com grandes angulares ou a certificação IP68, que protege o smartphone contra água e poeiras, eram características de produtos bandeira como os Galaxy S ou os Galaxy Note. No entanto, hoje em dia, estão disponíveis nos segmentos de média gama, como os Galaxy A. Nos modelos premium da marca temos apresentado novos formatos, como os smartphones dobráveis, que vêm responder à necessidade do consumidor adaptar o seu ecrã do smartphone a diferentes utilizações. Esta transversalidade de entrega em todos os segmentos e a inovação direcionada para as necessiadades do

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consumidor contribuem para um aumento da satisfação do mesmo, independentemente do seu estilo de vida. A marca assume uma responsabilidade como um cidadão global e gera valores nos campos da economia, sociedade e meio ambiente. O sucesso da marca advém de um trabalho integrado? Temos uma filosofia que nos posiciona como marca que entrega Tecnologia com Propósito e não tomamos essa garantia de ânimo leve. Ao longo dos últimos anos, a Samsung tem procurado, e posso até dizer conseguido, cumprir esta promessa. Este último ano, vivido debaixo desta pandemia, em que tanto mudou, a nossa tecnologia provou mais do que nunca estar ao serviço das pessoas e de comunidades por todo mundo. Há uns anos, sem o contributo da nossa tecnologia a economia não tinha provado ser tão resiliente como tem sido e as pessoas não tinham estado tão ligadas aos seus apesar das distâncias físicas. Em paralelo, no mercado português a Samsung tem conseguido manter um crescimento sustentável, gerando valor económico – um volume anual médio de faturação de 356 milhões de euros nos últimos cinco anos – e contribuímos para o crescimento de toda a economia. Durante os nossos quase 40 anos em Portugal, desenvolvemos uma longa história de negócios,


SAMSUNG | ESCOLHA DO CONSUMIDOR 2021

investimentos e parcerias, e estamos posicionados de forma única para apoiar o desenvolvimento tecnológico a nível local. A Samsung foi globalmente reconhecida líder de mercado em tecnologia e está no top 10 do ranking de marcas globais. A credibilidade consegue-se dando resposta às necessidades dos consumidores? A reputação é um indicador muito importante para avaliar a credibilidade, a confiança, a admiração e a familiaridade que a marca tem na percepção do consumidor. Trabalhar a reputação da marca é trabalhar várias dimensões sendo que a resposta às necessidades e expectativas do consumidor através da entrega de produtos e serviços é uma delas. A contribuição para o progresso coletivo, as medidas tomadas na área da sustentabilidade, as atividades de responsabilidade social, a questão da inclusão e uma forte componente em inovação, são campos essenciais para desenvolver uma boa reputação. A marca Samsung é reconhecida em todo o mundo devido à excelência dos seus produtos e serviços, mas, para permanecer no top 10 do ranking das marcas globais, é necessário um trabalhar dimensões que transcedem o produto. Em prol da sustentabilidade a marca oferece soluções cada vez mais ecológicas. Como é que a eletrónica se pode tornar ecologicamente mais consciente? No campo da sustentabilidade, é essencial que as grandes empresas, como a Samsung, se convertam em agentes ativos de mudança, com ações concretas que impactem positivamente as comunidades e o planeta. A Samsung tem mantido ao longos dos anos uma postura sustentável, introduzindo padrões de certificação ambiental e apostando em soluções tecnológicas mais sustentáveis. É nosso compromisso disponibilizar uma gama de produtos de elevada eficiência energética, que promovam uma redução da pegada ecológica e contribuam para a preservação do

redução da pegada ecológica e contribuam para a preservação do meio ambiente. Através de uma gestão cuidadosa, consideramos os fatores ambientais em todo o ciclo de vida dos nossos produtos, incluindo o fornecimento de matérias-primas, design, produção e comercialização. Indo além da prática convencional de utilizar recursos uma vez e descartá-los, a Samsung trabalha para assegurar que os recursos podem ser reutilizados mediante a recuperação, reutilização e reciclagem após o fim da vida útil do produto. A Samsung reinventa o futuro na procura de uma vida mais feliz, explorando o território do desconhecido. Que mais contribuições podemos esperar da Samsung no futuro? Se há algo que caracteriza a Samsung de forma clara, é o seu pioneirismo. Na Samsung temos um mote – “Do what you can’t”, que eu acredito que traduz na perfeição a nossa forma de estar no mercado e nos negócios. Para nós não há impossíveis e enquanto empresa estamos fortemente empenhados em continuar a entregar inovação capaz de tornar o impossível hoje no possível amanhã. Estamos muito orgulhosos do nosso legado de inovação e estamos muito empenhados em manter a nossa posição de liderança no mercado. A Samsung é líder em inovação, uma posição da qual nos orgulhamos e estamos empenhados em manter. Com um foco permanente no futuro, dedicamos os nossos esforços ao desenvolvimento de tecnologias inovadoras e à antecipação das necessidades do mercado. Algo que também nos caracteriza desde sempre é trabalharmos em rede, num regime de inovação aberta, através de parcerias, que impulsionam a inovação futura e criam produtos e serviços que proporcionam um mundo melhor. É por isso que as nossas equipas trabalham em estreita colaboração com inovadores de todo o mundo – cientistas, inventores, startups, grandes empresas, universidades. Inovar faz parte da nossa filosofia, assim, aquilo que posso garantir é que no futuro a Samsung irá continuar a surpreender, trazendo para o mercado inovação capaz de mudar a nossa vida, para melhor!

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A MARCA QUE NOS ACOMPANHA “DO BERÇO À IDADE DE REFORMA”

José Luís Raposo, General Manager

Há 22 anos presente em Portugal, a UHU foi galardoada nos “Prémios Escolha do consumidor 2021” na categoria “Anti Bolores”, resultado sobretudo de uma excelente comunicação com o público como nos garante José Luís Raposo, General Manager, em entrevista à Revista Business Portugal

nos tempos atuais e para os futuros. E a sustentabilidade não está só na fabricação e atributos do produto. Ela deverá estar presente no dia a dia de todos nós. Todos deveremos economizar recursos, criar menos desperdício e recuperar sempre que possível. Neste ponto também acabamos de dar o exemplo implementando no mercado uma “Campanha de Reparação”, ajudando os Consumidores a reparar e recuperar todo o tipo de objetos e utensílios via colagem, ao invés de deitar fora e comprar novo.

79,10% dos consumidores garantiram a vitória da UHU nos “Prémios Escolha do Consumidor 2021”, na categoria “Anti Bolores”. Ter consumidores satisfeitos e que recomendem os vossos produtos é resultado da constante inovação? Na realidade já é o 2º ano consecutivo em que alcançamos este prémio. Não poderemos afirmar que será só o resultado da inovação e qualidade do próprio produto, mas também da sua comunicação. Normalmente preocupamo-nos em implementar uma comunicação 360º (utilizando media, redes sociais, ponto de venda, equipa comercial). Poderemos ter produtos muito inovadores e com qualidade, mas se a informação não chega ao Consumidor terão pouco sucesso. Terá mais sucesso um produto menos inovador, mas mais eficientemente comunicado. E aqui a capacidade de distribuição que alcançamos nos dias de hoje também conta. E recordo que só lançamos este produto no mercado há cerca de sete anos, existindo na altura já muitos outros idênticos no mercado. Foi um caminho relativamente rápido, mas muito bem feito.

O vosso trabalho vai muito além da criação de produtos, trabalham também para a comunidade com projetos que apoiam a investigação científica, o ambiente e a cultura. É esse o diferenciador da marca, aproveitar o potencial dos produtos e alargá-lo para outras áreas? Também é, sem dúvida. Apoiamos e patrocinamos o projeto “Eco Escolas” há vários anos, o que consideramos muito importante e do qual nos orgulhamos. É nas escolas que o futuro se começa a desenhar. Serão os Consumidores e construtores do Mundo futuro.

We Care”, sela o compromisso com a sustentabilidade do Bolton Group e ao qual a UHU não fica indiferente. Ouvir os consumidores e fornecer-lhes produtos cada vez mais sustentáveis foi decisivo para o prémio, uma vez que a sustentabilidade é uma das grandes temáticas da atualidade? A Sustentabilidade é um atributo que todas as empresas deverão procurar. É uma necessidade premente e eu diria até uma obrigação 54 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A gama de produtos ReNATURE da UHU foi premiada como Green Brand 2020/2021 tendo-lhe sido oficialmente atribuído o rótulo de Green Brand. Quais os pontos fortes dos vossos produtos que vos tornam um player de referência? Sempre foi nossa preocupação evitar a utilização de substâncias nocivas para o ser humano ou ambiente na sua composição. A marca UHU terá de estar sempre associada a produtos seguros, de qualidade e fáceis de utilizar. O que nem sempre será fácil porque vendemos e produzimos produtos químicos. Concretamente, neste produto fomos mais longe e desenvolvemos um produto ecológico em que a embalagem é de bioplástico feita de cana do açúcar. Além disso, a cola é feita de ingredientes naturais provenientes do amido duma batata especial. E as caixas de transporte são naturalmente de cartão reciclado (como já são em todos os produtos).


FARMÁCIA GARCIA | A FARMÁCIA EM CONTEXTO DE PANDEMIA UHU | ESCOLHA DO CONSUMIDOR 2021

Pessoas de todas as idades e nas mais variadas situações de vida e profissionais conhecem a UHU e começaram a usar a marca desde a infância. É também uma das vossas prioridades no futuro a promoção da educação escolar, através, por exemplo, do programa “We care for children education”? Costumamos dizer que os nossos produtos acompanham as pessoas “do Berço à idade de Reforma”. A promoção da educação escolar de algum modo já a fazemos ativamente há muitos anos. Apoiamos bastante os Professores nas suas atividades de Educação visual e Trabalhos Manuais (Expressões Artísticas e Físico-Motoras). Há muito que estamos presentes nessa área desenvolvendo trabalhos e métodos criativos em segurança. Não nos limitamos à promoção dos produtos por si só. Um programa mais alargado e genérico do tipo “we care for children education” tem sido desenvolvido e sustentado pelo Bolton Group (o Grupo ao qual pertencemos). De qualquer dos modos é com bastante frequência que ajudamos escolas com alunos mais desfavorecidos através da oferta de produtos. E aqui a UHU, em Portugal, inclusive tem ajudado algumas escolas nos PALOPS, particularmente em Moçambique.

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PRODUTO DO ANO 2021 | DAIKIN

Jan Logghe, Diretor-Geral da Daikin Portugal

“O FUTURO PRÓXIMO SERÁ PROMISSOR GRAÇAS ÀS SOLUÇÕES DAIKIN” A Revista Business Portugal entrevistou Jan Logghe, Diretor-Geral da Daikin Portugal que nos revelou as principais prioridades e novidades deste gigante para o futuro próximo. Evidenciou as potencialidades dos mais recentes produtos Daikin e ainda a visão planeada para 2021, alinhada com uma estratégia da EU, neutra em emissões de carbono até 2050 e economicamente sustentável. A Daikin Portugal é um dos mais respeitados players no sector da climatização. A empresa é dedicada a fornecer produtos de alta qualidade e soluções de climatização totais para criar ambientes interiores confortáveis e sustentáveis. À Revista Business Portugal Jan Logghe, Diretor-Geral da Daikin Portugal, começou por elencar os principais objetivos que a empresa se propõe alcançar neste ano de 2021. “O foco principal está no desenvolvimento do sector residencial e no apoio aos investimentos planeados para aplicações comerciais. Por exemplo, vemos fortes planos de investimento para o HORECA, sendo Portugal um dos destinos europeus mais promissores para o turismo. Do lado da Daikin, também é importante focar em novas soluções de produtos para dar suporte à situação atual. Temos um purificador de ar Daikin disponível com Tecnologia Flash Streamer que pode inativar 99,9% do Coronavírus, ideal para salas de estar, por exemplo. Existem muitos pedidos de soluções de melhoria da qualidade do ar interior, pensando em escritórios ou hotéis. Na Daikin, disponibilizamos soluções de produtos que podem dar uma resposta a qualquer pedido de melhoria da qualidade do ar interior, que alguém possa ter. Este é um objetivo importante para nós para 2021, pensando constantemente sobre o que os nossos clientes precisam durante esta situação de pandemia e num período pós-Covid-19. De que forma está, justamente, a empresa a ultrapassar esta crise desencadeada pela Covid-19? Com mais de 90 anos de experiência, a Daikin é líder no mercado europeu em sistemas de ar condicionado e bombas de calor, 56 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

proporcionando condições térmicas perfeitas para aplicações residenciais, comerciais e industriais. Na Daikin Portugal, trabalhamos com 100 pessoas empenhadas diariamente em proporcionar o máximo conforto através das soluções Daikin mais eficientes. Temos a sorte de trabalhar num sector empresarial menos afetado pela Covid-19. Com a maioria das pessoas a trabalhar a partir de casa, a exigência em ter “conforto em casa” durante o verão e o inverno tornou-se um requisito obrigatório para os clientes finais residenciais. Com as soluções Daikin, podemos fornecer aquecimento e arrefecimento através de uma única solução/produto, o que é fundamental para proporcionar as melhores condições de trabalho em casa. Vemos esta tendência aumentar ainda mais durante o período pós-Covid, já que trabalhar a partir de casa continuará a fazer parte da vida de muitos profissionais. Por essa razão, na Daikin, mantivemo-nos positivos durante esta situação de pandemia e estamos convencidos de que o futuro próximo será promissor graças às soluções Daikin. Quais as medidas mais importantes que foram tomadas para enfrentar esta pandemia? A nossa primeira prioridade foi obviamente a segurança e a saúde de toda a equipa Daikin. Todas as medidas necessárias foram implementadas desde o início, incluindo para os nossos técnicos que operam no terreno. Do ponto de vista empresarial, era importante repensar as nossas atividades desde o início da situação pandémica. Escolhemos dar o máximo apoio aos nossos parceiros instaladores, permanecendo mais próximos que nunca, enquanto


DAIKIN | PRODUTO DO ANO 2021

verdadeiros parceiros de negócios nesta fase difícil e de instabilidade que começou há um ano. Em relação aos clientes finais, era importante mudar a parte principal da nossa comunicação, no que respeito às estratégias de marketing dos canais off-line para canais digitais. Além disso, otimizámos nosso site www.daikin.pt, onde os clientes finais podem agora visualizar as nossas unidades Daikin, através de uma visita virtual no nosso Showroom Virtual, podendo entrar facilmente em contacto com um instalador Daikin para ajudá-los imediatamente com uma solução de ar condicionado ou aquecimento. Quais as principais características que diferenciam a Daikin no mercado? Na Daikin, existem cinco fatores fundamentais e que realmente nos diferenciam no mercado: inovação, qualidade, fiabilidade, conforto e eficiência. Aplicados em todos os nossos produtos e soluções, mas também nos nossos serviços de qualidade. Todos os nossos parceiros de negócios e clientes finais esperam isso de uma marca como a Daikin, líder no mercado europeu de ar condicionado e bombas de calor. É importante nos desafiarmos continuamente para permanecer em vantagem competitiva face aos nossos concorrentes. Por exemplo, em 2021, a Daikin vai investir 140 milhões de euros num novo Centro de Desenvolvimento em Ghent, na Bélgica, com câmaras de teste e instalações de investigação, equipadas com as tecnologias

mais avançadas. O novo centro de desenvolvimento dará lugar a 380 designers e é um forte compromisso da Daikin em reforçar a nossa posição de liderança de mercado com base na inovação. A inovação é uma imagem de marca da empresa. Para se perceber melhor pode dar alguns exemplos de uma empresa inovadora num mercado tão específico? A inovação de produto foi sempre fundamental para Daikin e continuará a ser, no futuro. Ao longo da história, a Daikin tem sido pioneira a inovar no que diz respeito ao sector do ar condicionado e aquecimento, mudando todo o ambiente de negócios desta área. Por exemplo, hoje vemos em toda a Europa, um rápido desenvolvimento de soluções de bomba de calor, tornando-se a solução de aquecimento padrão para a construção de novas casas e para a substituição de caldeiras a gás ou a óleo. Estamos muito orgulhosos pelo facto de a Daikin ter sido pioneira nesta solução do tipo bombas de calor para aquecimento central residencial, há quase 15 anos com o lançamento da nossa gama Daikin Altherma. Um sistema de bomba de calor consiste totalmente através de eletricidade, em vez de gás ou óleo, sendo reconhecido como uma solução de fonte de energia renovável com um grande impacto positivo no meio ambiente. Um sistema de bomba de calor também tem custos anuais significativamente reduzidos

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PRODUTO DO ANO 2021 | DAIKIN

para o cliente final em comparação com caldeiras a gás ou a óleo. Com a nossa gama Daikin Altherma, somos líderes de mercado em toda a Europa e estamos muito orgulhosos de ter iniciado este “game changer” para todo o mercado europeu de aquecimento! Na vertente do ar condicionado, estamos muito orgulhosos por ver reconhecido o nosso modelo mural Daikin Stylish enquanto Produto do Ano 2021, na categoria de soluções de climatização. O Produto do Ano é o maior e único prémio mundial que premeia os produtos que se destacam pela inovação e com voto direto dos consumidores. Daikin Stylish une design e tecnologia de ponta para proporcionar uma solução climática completa, proporcionando o melhor em conforto, eficiência energética, fiabilidade e controlo.

www.daikin.pt 58 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

No curto e médio-prazo qual, ou quais, são os principais objetivos da empresa? O nosso principal objetivo é proporcionar a todos as condições térmicas perfeitas, pensando também na necessidade do “conforto em casa” durante o verão e o inverno no período pós-Covid. O “Fundo Ambiental” apoia financeiramente os clientes finais para investir e melhorar o conforto térmico das suas casas usando sistemas de energia eficientes. Para casas construídas antes de 2006, até 70% do investimento e até 2.500 € por sistema podem ser reembolsados. Na Daikin, temos disponíveis várias soluções em conformidade com o Fundo Ambiental, por exemplo, soluções de ar condicionado e bombas de calor para aquecimento ou para aquecimento de água quente sanitária, com eficiência energética A +. Um novo Fundo Ambiental será lançado este ano 2021 e espera-se que fundos ainda maiores cheguem durante o segundo semestre de 2021 com os fundos europeus do “EU Green Deal”. Proporcionar a todos o conforto térmico ideal utilizando as nossas soluções Daikin mais eficientes e qualitativas, é o principal objetivo na Daikin Portugal!


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS pensar digital é hoje uma tarefa contínua de qualquer empresa. O tecido empresarial está, claramente, mais preparado para enfrentar o contexto virtual, apesar do processo de transformação digital já vir a decorrer, nos últimos anos, num mercado cada vez mais inovador e competitivo. Mas qual a lição que as empresas retiram deste cenário? O contexto veio despertar a inovação e a transformação, mas mais do que isso, tem mostrado aos líderes que têm de adaptar os modelos de negócio e dotar os profissionais com as capacidades certas para enfrentar os desafios do futuro. Desafios que serão em certa medida mais difíceis para empresas e organizações com um passado bem estruturado, com modelos de negócio mais tradicionais e que se viram obrigadas a repensar o futuro. Mas quando o trabalho é organizado e consolidado o futuro não está comprometido e continuarão a acumular anos de experiência e servir o cliente Por outro lado, se a tecnologia é um considerável ponto a favor para o mundo empresarial, os problemas a nível da saúde mental poderão ser o reverso da medalha. Para além da adaptação dos métodos de trabalho, os líderes terão como grande desafio motivar os seus colaboradores e clientes para um futuro otimista. 2021 será um ano de transição e início da reconstrução das economias globais, onde as empresas verão nas dificuldades momentos de recriação.

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O DESAFIO DA DIGITALIZAÇÃO | VMA ASSOCIADOS

TRANSFORMAÇÃO DIGITAL: UM DESAFIO SUPERADO Tomás Zenóglio de Oliveira, Partner

Com a chegada da pandemia da Covid-19, as sociedades de advogados foram empurradas para a transformação digital e viram-se obrigadas a reformular os modelos de negócio tradicionais. A VMA Associados não foi exceção e Tomás Zenóglio de Oliveira, Partner, garante que esta mudança permite elevar a qualidade dos serviços prestados. Como é que a VMA, uma sociedade de renome a nível nacional e internacional, se adaptou à nova forma de gerir e partilhar tarefas, usando a inovação tecnológica? A VMA apostou sempre no uso de ferramentas tecnológicas, específicas e diferenciadas, que lhe permitiram, com alguma facilidade e naturalidade, adaptar-se à pandemia. Por um lado, a VMA tem uma componente bastante forte, em termos de gestão documental, resultado da experiência e empenho dos seus Sócios, que investiram muito no desenvolvimento desta ferramenta de gestão documental, tendo hoje, provavelmente, um dos melhores sistemas de arquivo da advocacia portuguesa, tendo todo o arquivo físico reduzido ao mínimo, o qual está replicado em suporte digital e se junta ao extenso arquivo digital que os mesmos dispõem. Uma das particularidades desta ferramenta é estar organizada de tal modo que todos os seus utilizadores admiram a sua eficiência e organização, as quais permitem de forma fácil e rápida aceder aos documentos que procuram. Esta ferramenta permite, entre muitas outras possibilidades, partilhar tarefas e funções aos membros da sua equipa. Na componente da comunicação, a VMA desde sempre trabalhou com ferramentas próprias, de comunicações encriptadas, que asseguram um grau de confidencialidade acrescida aos clientes, a qual permite, ainda, a realização de reuniões virtuais, o que apoiou a sua equipa durante o confinamento resultante da pandemia. Por outro lado, a VMA tem sido amplamente apoiada por uma empresa especializada em informática e segurança informática, que criou um modelo de segurança bastante robusto para proteger a VMA e seus clientes. Finalmente, a VMA conta com ferramentas de gestão administrativa, da comunicação, do capital humano e da faturação, as quais são todas elas integradas e interdependentes, no propósito de facilitar o trabalho de gestão diária da VMA e que foram fundamentais durante a pandemia e o confinamento decorrente da mesma. 60 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

São reconhecidos pela excelência, espírito de equipa, independência e inovação e apresentam soluções jurídicas práticas e inovadoras. Como se aliam todos estes atributos? A VMA pauta o exercício da Advocacia nestes atributos, na medida em que presta serviços de excelência, com uma equipa coesa, motivada pela inovação e melhoria contínua. Isto tudo, mantendo a necessária independência dos seus clientes – a Advocacia exige que a VMA dê os melhores pareceres, os quais, muitas vezes, são diferentes daqueles que os clientes gostariam de receber, mas são os pareceres possíveis. Tudo isto parece simples e evidente, mas é o resultado de muito trabalho, estudo e dedicação, todos os dias, sem horários predefinidos, sem descurar ainda assim as famílias e vidas pessoais. A VMA faz aconselhamento e consultoria jurídica a empresas de todos os sectores económicos e industriais, entidades públicas e governamentais e organizações sem fins lucrativos. Uma equipa multitasking é essencial para dar esta resposta? A VMA tem uma equipa multidisciplinar que trabalhou com diversos sectores da economia, tendo exercido a Advocacia nas mais variadas áreas do direito. A experiência acumulada permite-lhe fazer um aconselhamento e uma consultoria jurídica a todo o tipo de clientes (particulares, a empresas e entidades públicas). Por outro lado, como cada cliente apresenta questões e desafios próprios, a multidisciplinariedade da VMA permite-lhe, congregando a sabedoria de toda a sua equipa, potenciar a resolução dos assuntos dos seus clientes, encarando os serviços que presta como um investimento dos seus clientes que atendam às variadas áreas do Direito. “Pensar digital” é mais uma ferramenta e um desafio associado aos vossos serviços. O uso de tecnologia, atualização e know-how são hoje cruciais na decisão do cliente quando vos procura? A tecnologia e o pensar digital são hoje, necessariamente, uma tarefa contínua de qualquer empresa, bem como de qualquer sociedade


VMA ASSOCIADOS | O DESAFIO DA DIGITALIZAÇÃO

de Advogados, uma vez que os ciclos de inovação são extremamente curtos e rápidos. A VMA tem procurado potenciar o know-how de toda a equipa com a inovação tecnológica para responder com a maior eficácia às necessidades dos seus clientes, e este exercício tem tido consequências nos serviços prestados aos nossos clientes, o que se manifesta no aumento da eficiência do trabalho e da satisfação dos nossos clientes. A tecnologia permite poupar muitas horas e dedicar esse tempo a outras tarefas. O que é que isso significa em termos de métodos de trabalho, da organização e da forma como lidam com os clientes? Os meios tecnológicos que a VMA tem vindo a implementar, permitem à sua equipa focar-se no essencial, dar resposta às expetativas dos seus clientes. As restantes tarefas, mais administrativas, são hoje asseguradas por uma estrutura administrativa própria e por ferramentas digitais. Este foco, permite que a VMA tenha uma maior e melhor capacidade de resposta, e uma vantagem competitiva face às outras sociedades de Advogados. As tecnologias associadas à profissão de advogado eram praticamente inexistentes, mas nas últimas décadas houve uma significativa transformação das profissões jurídicas. Quanto a novas competências, como será o advogado do futuro? A evolução, considerável, que se verificou nas últimas décadas, que eliminou parte da burocracia inerente à Advocacia, tem permitido elevar a qualidade dos serviços prestados. Como a Humanidade caminha para uma sociedade tecnológica, a consultoria, em todas as áreas, será realizada por formas de Inteligência Artificial. Neste modelo de sociedade, o Humano dedicar-se-á à investigação e ao estudo, e as máquinas farão as tarefas mais simples rotineiras – no Direito começará pelos contratos simples, os atos de solicitadoria – constituições de sociedades, registos, reconhecimentos –, as impugnações de multas e atos simples, evoluindo e ficando cada vez mais eficiente e complexo. O Advogado confrontado com o desenvolvimento da inteligência artificial, evoluirá passando a ter uma função mais acentuada (i) na estratégia dos negócios e dos processos, e (ii) na apreciação e o julgamento da componente Humana nos negócios e nos julgamentos.

www.vma-associados.com

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | SAMPEDRO

SAMPEDRO CELEBRA 100 ANOS com uma faturação de 18 milhões de euros. “Fomos mais atrevidos do que o costume para chegar aos 100 anos e ter uma empresa bem organizada, tecnologicamente muito aceitável e acabámos agora um edifício onde vamos ter muita gente nova”, realça Simão Gomes.

Simão Gomes, Presidente

2021 é uma data especial para a SAMPEDRO, que celebra um século desde a sua fundação. Os investimentos realizados nos últimos anos permitiram atualizar a Sampedro, com as mais recentes tecnologias, e os bons resultados em 2020 garantem um ponto de partida seguro para a geração que se segue. A SAMPREDO assinala 100 anos depois de um ano difícil que superou com êxito. Os números falam por si: registou um crescimento de 16,7%, comparativamente a 2019, aumentou as exportações que representam 94% das vendas, assistiu a um crescimento das vendas de roupa de cama, sem esquecer os artigos de banho e de mesa. Fundada em 1921, em Guimarães, a Sampedro é uma empresa familiar que vai na 4ª geração, 100% portuguesa, com mais de 160 colaboradores qualificados, diferenciando-se pela qualidade superior e design dos seus produtos. Simão Gomes, presidente do Conselho da Administração, destaca um legado incalculável: “Um orgulho desmedido pelo que construímos. São 100 anos de histórias e de estórias de muitas gentes, marcados por obstáculos e desafios que nos prepararam para o que somos hoje. Somos uma empresa reconhecida nacional e internacionalmente pela qualidade dos seus produtos, pela seriedade, transparência e credibilidade na condução do negócio. Somos uma empresa com capacidade de investimento e com uma sólida posição nos mercados internacionais, exportamos atualmente para 36 países, o que revela que estamos no caminho certo. Somos uma empresa que gera negócio e riqueza para o país, que privilegia o pequeno cliente e a venda personalizada em detrimento da venda em massa. E, o mais importante de tudo, somo uma empresa que cria e valoriza o emprego”. A SAMPEDRO concluiu o plano de renovação e inovação de todas as áreas do centro de produção, um investimento de 15 milhões de euros, aumentou vendas e exportações e terminou o ano 62 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Preparada para mais 100 anos a liderar a indústria têxtil Depois de um ano de 2020 que superou as expetativas, tendo mesmo sido “o melhor ano de sempre”, com um crescimento de 16,7% do volume de negócios, para 18 milhões de euros, a empresa tem planos para continuar a melhorar a sua posição. “Queremos melhorar ainda mais as condições de trabalho de todos os colaboradores, aumentar a capacidade produtiva instalada, incrementar a eficiência e flexibilidade dos seus processos, investir em modelos globais de recuperações e racionalização energéticas que tornem a empresa autossuficiente”, garante o presidente do Conselho da Administração. A aposta no cliente e em novas estratégias no mercado nacional e internacional, implementando novas metodologias de organização interna, potenciadoras de abordagens e ações comerciais inovadoras, são algumas das prioridades. Outro dos projetos, a curto prazo, é o investimento e exploração das suas competências de I&D no desenvolvimento de novos padrões e das potencialidades das novas tecnologias recentemente adquiridas, introduzindo em novos mercados produtos diferenciadores e atrativos. O reforço da sua imagem, enquanto empresa global, e a divulgação da marca Sampedro junto do público-alvo e


SAMPEDRO | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

www.sampedro.pt

Tecelagem antiga

dos mercados (atuais e potenciais) serão fundamentais para atingir estes objetivos. Para Simão Gomes, o processo de modernização do parque tecnológico industrial tem de ser contínuo, por isso, pretendem “melhorar ainda mais as condições de trabalho de todos os colaboradores, aumentar a capacidade produtiva instalada, incrementar a eficiência e flexibilidade dos seus processos. Investir em novas unidades produtivas, cujos serviços estão a subcontratar ao exterior e investir em modelos globais de recuperações e racionalização energéticas que tornem a empresa autossuficiente”. SAMPEDRO: qualidade, responsabilidade social e ambiente A SAMPEDRO é uma empresa certificada com o Sistema de Gestão da Qualidade segundo as normas ISO 9001:2015. É membro de organizações internacionais de responsabilidade social, como a SMETA (Sedex Members Ethical Trade Audit) e da BCI (Better Cotton Iniciative), onde contribui com créditos para os produtores de algodão mais necessitados. A preocupação da empresa com o meio ambiente e com o bem-estar do consumidor garantiu a certificação internacional Oeko-tex Standard 100, um sistema de certificação para matérias-primas e produtos do sector têxtil, cujo objetivo é alcançar produtos isentos de substâncias nocivas para a saúde humana. A empresa tem apostado em fibras eco-friendly nas suas coleções, introduzindo matérias-primas sustentáveis como cânhamo, estopa, lyocell e bambu. Aumentou a produção de linho em mais de 47%, sendo esta a fibra mais ecológica de todas. A certificação GOTS (Global Organic Textile Standard), garante o status orgânico dos tecidos e das matérias-primas por meio de uma fabricação ambiental e socialmente responsável que oferecem garantias confiáveis ao consumidor. A SAMPEDRO destaca-se ainda como modelo de sucesso no desenvolvimento do negócio, recebendo sucessivamente o prémio PME Líder desde 2008, distinção que recebe há 13 anos consecutivos.

Tel. +351 252 820 800 Fax +351 252 820 801

Rua São Pedro, 227 4815-176 Lordelo Guimarães

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | IRMÂS HOSPITALEIRAS

CUIDAR A PESSOA EM TODAS AS DIMENSÕES A Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus nasceu com a missão de cuidar de forma integral e personalizada pessoas com doença mental/deficiência intelectual. Miguel Ângelo Queirós, Diretor da Casa de Saúde Santa Isabel, em entrevista à Revista Business Portugal realça a importância de priorizar a saúde mental em tempos de pandemia. O vosso trabalho em Portugal há mais de 125 anos foi evoluindo numa resposta às necessidades em cada momento? Sim, a nossa Congregação de Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus nasceu em 1881, em Espanha, pela mão de São Bento Menni, para responder à situação de abandono sanitário e exclusão das doentes mentais da época. Em 1894 abrimos em Portugal a Casa de Saúde da Idanha, em Sintra. Desde então fomos crescendo, sendo hoje uma presença significativa em Portugal, com doze estabelecimentos de saúde, oito situam-se no Continente e quatro nas Regiões Autónomas (dois na Madeira e dois nos Açores). O nosso estilo de cuidar, unindo ciência e caridade, dá sentido humanizador aos serviços de saúde que prestamos. Somos uma Instituição centrada na pessoa e no seu maior bem-estar, em todas as dimensões. Acolhemos, tratamos, cuidamos, reabilitamos e acompanhamos pessoas com todo o tipo de perturbações de saúde mental. Para isso, contamos com uma diversidade de serviços especializados, de ambulatório e consulta, internamento e estruturas de reabilitação e apoio domiciliário. Desenvolvem a vossa missão em várias áreas da saúde, mas a preferencial desde sempre é a saúde mental. Esta é uma das grandes preocupações neste momento? A pandemia da Covid-19 tem já um impacto muito grande, afetando em particular as pessoas mais vulneráveis e que não receberam a resposta dos serviços de saúde que necessitavam. Os desafios que agora se colocam no âmbito da saúde mental e a 64 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

complexidade das situações que enfrentamos, exigem superar ideologias e assumir a responsabilidade de intervenções num verdadeiro modelo de rede integrando público, privado e social na resposta às necessidades das pessoas. O Instituto de Irmãs Hospitaleiras e os Irmãos de São João de Deus são duas instituições seculares com uma presença muito significativa, em termos de capacidade de resposta, abrangência de serviços, e distribuição geográfica. A competência clínica e técnica e o saber por experiência para responder à situação de emergência que o país enfrenta capacita-nos como efetivos parceiros na rede de serviços de cuidados de saúde mental. As Irmãs Hospitaleiras têm um modelo de cuidar que integra a dimensão técnica e científica com a espiritual e humanizadora. Esta harmonia é importante para quem vos procura? Acreditamos que sim. Cuidar a pessoa em todas as dimensões, é essencial para a Hospitalidade. A par com as melhores práticas clínicas, médicas e científicas, o cuidar espiritual, faz a diferença dos serviços que prestamos. Olhamos para a pessoa, definimos um acompanhamento terapêutico que a ajude a recuperar-se na sua dignidade, sentido e projeto de vida. Esta dinâmica terapêutica compreende respostas diferenciadas e especializadas aos problemas das perturbações mentais, desde os mais novos, crianças e jovens, aos adultos e idosos. Para estes cuidados temos protocolos de prestação de serviços de saúde com diferentes entidades públicas, privadas e também municípios.


UNIVERSIDADE DE ÉVORA | TEMA

É importante criar uma nova dinâmica entre vários agentes da sociedade para contrariar a deficiente resposta ao nível da SM no país, agravada pela pandemia? Sim, e talvez seja importante equacionar o modelo de Rede de Serviços e de referenciação ao nível da saúde mental, por forma a respondermos com maior celeridade às situações de doença. A saúde mental é um dos rostos que a pandemia mais revelou, não sendo por acaso uma das preocupações do Plano de Recuperação e Resiliência. As necessidades são crescentes e ainda não temos efetivamente implementada uma Rede de serviços e respostas, integradas e especializadas. Temos a expectativa que poderemos dar passos efetivos, mas é fundamental, compromisso, recursos e capacitação, vontade política e um respeito enorme por tantas vidas silenciosas, que a doença mental fragiliza. Como Instituição com equipas especializadas e capacidade instalada estamos disponíveis para integrar o processo de reforma da saúde mental, contudo, as dificuldades que atravessamos levam-nos a apelar à urgente intervenção do Estado. Não basta valorizar o papel importante do sector social da saúde e o trabalho realizado, é preciso e urgente reconhecer estas instituições como verdadeiras parceiras, proporcionando as condições justas e necessárias para a sustentabilidade dos serviços de saúde que prestam. A comparticipação do Estado com uma diária de internamento de 43 euros por doente é manifestamente pouco para cobrir os cuidados prestados. As Irmãs Hospitaleiras além da Saúde mental têm também outros programas de saúde, como as respostas de reabilitação de AVC e lesão cerebral e os Cuidados Paliativos. Como funcionam estes serviços tão essenciais na ajuda aos que se encontram em fase terminal da doença? A nossa resposta na área da saúde tem vindo a ampliar-se e diversificar-se, privilegiando áreas onde a nossa intervenção possa ser também diferenciadora. Temos algumas estruturas de reabilitação de AVC e lesão cerebral, além de uma Unidade de Cuidados paliativos, na Casa de Saúde da Idanha, que desde 2006 tem sido uma área especial, onde o cuidado integral à vida segundo o estilo hospitaleiro marca a diferença.

www.irmashospitaleiras.pt

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MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

A

pandemia tem obrigado os municípios a repensar a sua intervenção, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida das pessoas e é, nesse sentido, que surge a necessidade de implementar medidas de atração de investimento e desenvolvimento económico, como a dinamização da atividade económica e a captação de investimento, a fixação da população, assim como a redução do desemprego, aumentando assim o poder de compra, e também a valorização de produtos locais, aumento do turismo e da atratividade dos concelhos. De facto, garantir qualidade de vida aos seus munícipes é garantir também um município com potencial para quem pretenda trabalhar ou viver. No Âmbito da temática “Os Melhores Municípios para Viver, Visitar e Investir” apresentamos os municípios que se destacam em todos os aspetos anteriormente referidos, cruciais para quem vive, para quem pretenda visitar e investir. 2020 foi um ano inesperado, mas que não impediu as autarquias de quererem mostrar as suas valências, potencialidades e intervenção. Destaque também para o Município de Guimarães que, no Prémio Autarquia do Ano, que destaca autarquias pelas práticas inovadoras, foi distinguido duplamente nas categorias “Igualdade e Participação Cívica” e “Inovação e Tecnologia”. A gestão de proximidade, o apoio ao empreendedorismo e à saúde neste tempo de pandemia, serão fundamentais para potenciar a qualidade de vida dos seus munícipes e de quem pretenda trabalhar ou até mesmo viver.

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MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | C. M. LOURINHÂ

LOURINHÃ: UM CONCELHO CARREGADO DE HISTÓRIA O Município da Lourinhã motiva os cidadãos para a importância do seu envolvimento para uma sociedade mais responsável e sustentável, porque nas palavras do Presidente João Duarte Carvalho, em entrevista à Revista Business Portugal, “só unidos, determinados e resilientes conseguiremos alcançar uma nova vitória!”.

João Duarte Carvalho, Presidente

A integração na Bandeira Verde ECOXXI demonstra a clara intenção de potenciar a qualidade de vida dos munícipes e de quem pretenda trabalhar ou lá viver? Desde 2015 que é atribuído ao Município o Galardão Bandeira Verde ECOXXI promovido pela ABAE – Associação da Bandeira Azul da Europa que reconhece as melhores práticas de sustentabilidade ao nível municipal. Com uma pontuação crescente que se iniciou em 54% (2015) e agora 73% (2020), num universo de indicadores que visam o reconhecimento das boas práticas de sustentabilidade desenvolvidas pelo Municipio, esta pontuação é reflexo do investimento que tem vindo a ser realizado nas diversas áreas em avaliação e educação. O município disponibiliza no site oficial “Visit Lourinhã”, um guia turístico completo que nos convida a conhecer o concelho. É crucial neste momento que os habitantes valorizem o espaço onde vivem para que essa admiração se estenda aos que visitam? Em 2021, o Município da Lourinhã lançou um site inteiramente dedicado à promoção turística do território: https://visitlourinha.pt/. Esta iniciativa enquadra-se no âmbito da aplicação da Estratégia para o Turismo da Lourinhã 2020-2027, a qual define uma geometria de eixos estratégicos que, em conjunto, se assumem como dinamizadores do Turismo numa linha temporal alargada. Os eixos são o Turismo Paleontológico, o Turismo Militar, o Sol e o Mar e Gastronomia de Mar, os Produtos da Terra (Pão - Moinhos de Vento e as Azenhas; Abóbora, Aguardente DOC Lourinhã) e a temática Pedro e Inês. 68 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Azenha Vale Cornaga

O Município pretende, assim, apostar na diversidade patrimonial, natural e cultural do território, criando um produto coeso, em que cada um dos eixos concorra para a consolidação de um objetivo global. Esta plataforma assume especial importância do ponto de vista da promoção do território, mas também do envolvimento da comunidade, sendo que, a preservação patrimonial que permite a ativação turística dos diversos dos eixos da estratégia, faz-se sempre em estreita relação com a comunidade que é a principal embaixadora do território. Promover uma cidadania ativa é uma das responsabilidades do município como é o exemplo o “Coastwatch”, um projeto europeu que consiste na monitorização e caracterização ambiental do litoral. Consciencializar é também fazer crescer o município? Promover uma consciência e responsabilidade ambiental nos nossos munícipes, através da promoção e desenvolvimento de programas de sensibilização que levam à preservação do património natural e da sua biodiversidade é, sem dúvida, elevar o nosso território e demonstrar uma participação ativa dos nossos munícipes. O Municipio da Lourinhã, em parceria com as instituições escolares e com as várias organizações e associações de movimentos cívicos existentes no concelho, tem vindo, desde 2015 a desenvolver e a incentivar a participação no Programa Coastwatch, com a realização de ações de monitorização e recolha de dados através do questionário específico do Coastwatch para o litoral. O programa é fruto do acordo de parceria entre o Município da Lourinhã e o GEOTA- Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente. “Buy Lourinhã” é a mais recente plataforma digital que permite aos comerciantes do concelho receber encomendas on-line. A adaptação ao digital tem sido um dos vossos focos para estar mais perto da comunidade? O Município da Lourinhã desenvolveu uma plataforma de compras on-line, acessível em https://buy.cm-lourinha.pt/, que designou como Buy Lourinhã. A plataforma foi lançada no dia 25 de fevereiro de 2021 e conta já com 90 empresas


C. M. LOURINHÂ | MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

aderentes nas áreas do pequeno comércio e/ou prestação de serviços e com mais de 400 produtos na sua montra. Ao consumidor permite-lhe fazer compras em qualquer dia, a qualquer hora e sem sair de casa, conhecendo a diversificada oferta de negócios do concelho da Lourinhã, numa única plataforma. Recentemente 31 empresas do concelho foram distinguidas com o estatuto PME líder 2020. É importante criar condições para as empresas desenvolverem as estratégias de crescimento e de reforço da sua base competitiva? Foi com grande felicidade que a Câmara Municipal da Lourinhã felicitou as 31 empresas locais distinguidas como o estatuto PME Líder, o que muito dignifica o concelho. Em termos de apoio ao sector empresarial, o Município dispõe de um Gabinete de Apoio ao Empresário (GAEL) e de uma Incubadora de Empresas – Startup Lourinhã. O GAEL presta apoio a empresários e a empreendedores sediados no concelho ou que nele pretendam vir a criar o seu negócio. A Startup Lourinhã, parte do slogan “Lourinhã – é aqui se empreende à Beira Mar”, sendo uma incubadora acreditada pelo IAPMEI e integrada na RNI (Rede Nacional de Incubadoras), que se encontra habilitada para apoiar nos programas Startup Visa, Startup Voucher e Vale Incubação. A Incubadora de empresas da Lourinhã apoia na identificação, avaliação e desenvolvimento de ideias de negócio das startups, capacitando os empreendedores e disponibilizando infraestruturas e serviços especializados, contribuindo, assim, decisivamente para aumentar a competitividade e atratividade do território. A pandemia continua presente nas nossas vidas, mas a resiliência dos municípios também. Prever o futuro de Lourinhã é implementar medidas de apoio à população, valorizar os produtos locais e potenciar o que já existe na região? A Câmara Municipal tem aprovado, desde o início da pandemia, diversas medidas de apoio aos tecidos social, associativo e empresarial que passam por isenções de pagamentos, rendas e taxas. Através do GAEL, são divulgados os regimes de exceção e as medidas de apoio do governo e é dado apoio no preenchimento de candidaturas. Para além disso, foi lançada uma campanha de apoio ao comércio local “Compre no Comércio Local. É bom, é nosso” e, em parceria com a ACIRO, voltou a realizar-se a iniciativa “Natal é no Comércio Tradicional”. A Plataforma Buy Lourinhã é também uma das mais importantes medidas de apoio à divulgação e promoção do comércio local em período pandémico. A realização das quinzenas gastronómicas também representa um forte apoio na promoção do sector da restauração. A próxima, a XII Quinzena Gastronómica do Polvo, vai realizar-se entre 20 e 30 de maio. O Município tem implementado campanhas que promovem a resiliência como foi o caso da campanha “Juntos Venceremos a Nova Batalha”, uma campanha que visou promover os produtos e serviços locais distinguidos com o selo de qualidade “Marca Lourinhã”. Apostando na promoção da Batalha do Vimeiro, a campanha pretendeu relembrar à comunidade que, tal como há 200 anos, só unidos, determinados, resilientes e orientados para o combate à pandemia Covid-19, conseguiremos alcançar uma nova vitória!

Paleontologia

Sol e Mar

Turismo Militar

Pedro e Inês

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MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | C. M. CADAVAL

CADAVAL: VIVER NO OESTE DE PORTUGAL Concelho mais a norte do distrito de Lisboa, o Cadaval é uma vila que se tem desenvolvido calmamente nas últimas décadas, como nos comprova, em entrevista à Revista Business Portugal, José Bernardo Nunes, Presidente do município que dispõe de uma situação financeira e meios humanos, que permitem respostas céleres do ponto de vista social. Desde 2013, data do primeiro mandato, que se propôs a vários objetivos e metas para cumprir. Atualmente, o sentimento de dever cumprido está presente? Existe um sentimento de dever cumprido na medida em que, diariamente, me empenho ao máximo para que os serviços da autarquia respondam forma rápida e eficiente a todas as solicitações, bem a como todas as oportunidades de candidatura a obras e a fundos comunitários. No entanto, um autarca está sempre a criar novos objetivos e novas metas, pois a comunidade assim exige e nunca nos conformamos com o que já conseguimos, queremos sempre mais. Esta é a minha forma de estar e julgo que agora também já não irei mudar. O dia 25 de abril é um marco importante na história do nosso país e com a pandemia ganhou um simbolismo diferente porque vivemos presos dentro da nossa liberdade. De que forma o município contribui para a liberdade dos seus habitantes? Julgo que esse será mais um sentimento vivido nos grandes centros urbanos, aqui no Cadaval não existe tanto essa perceção. Quer na Vila quer nas Aldeias, as pessoas continuam a fazer o seu dia a dia de uma forma mais ou menos normal, o que realmente me preocupa, para além da saúde das pessoas, é o facto de alguns sectores da atividade económica estarem a passar sérias dificuldades, como o turismo, a restauração, os cafés e o pequeno comércio, e que no dia seguinte já não consigam subsistir. Esse será o grande desafio seguinte à pandemia, a recuperação económica e a resposta ao empobrecimento das famílias. É um desafio para o qual todos teremos de estar preparados. A plataforma “Cadaval Cativa” reúne o que de melhor há e se faz no município, como a gastronomia, cultura e património. Num momento de fragilidade para todos os habitantes a importância do poder autárquico está mais acentuada? Sem dúvida que, se as pessoas sentirem confiança nas instituições, nomeadamente nas suas autarquias, sejam elas a Câmara Municipal ou a Junta de Freguesia, isso dá-lhes também a segurança de que, se for necessário, a ajuda aparece. Julgo que as pessoas têm essa noção e temos estado muito atentos aos sinais que nos chegam da comunidade. 70 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

José Bernardo Nunes, Presidente

Até agora, temos sabido corresponder, e não existe razão para que assim não continue, temos meios humanos qualificados para dar resposta às situações que nos vão surgindo e que possam vir a surgir e, felizmente, o município tem uma situação financeira que lhe permite ir mais além, se for necessário. O segundo mandato exigiu mais resiliência e dinamismo dado a situação que vivemos, mas o município não descurou as suas responsabilidades. Que trabalhos/obras destaca? Sim, ninguém esperava uma coisa destas, este mandato é quase um “dois em um” dada a readaptação que tivemos de fazer. Se por um lado se cancelaram os eventos, por outro, a reorganização dos serviços e a resposta social que tivemos que implementar vieram trazer um enorme desafio a todos. Se aliarmos tudo isto às novas competências que temos vindo a receber do Estado, ou de que estamos a preparar a receção, e que são de grande impacto na gestão da autarquia, como a educação ou a saúde, têm sido realmente tempos novos e de muito trabalho. Mas mesmo assim mantivemos a nossa frente de trabalho no que respeita a novos projetos e obras. Neste momento, temos em curso vários projetos de grande interesse, como a rede de monitorização de


C. M. CADAVAL | MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

consumos de água que está a ser implementada em todo o concelho, já em obra, ou, por exemplo, o levantamento habitacional do concelho, que é ainda um diagnóstico e que resultará em respostas sociais nesta área, para famílias carenciadas. O Centro de Recolha Animal está concluído, faltando apenas a ligação elétrica e a finalização da parceria com o Bombarral que será sob a forma de associação de municípios e que só está pendente da aprovação da Assembleia Municipal. A grande intervenção nas antigas Oficinas Municipais está também a bom ritmo e irá dar uma nova vida à zona antiga da Vila do Cadaval. A rede de vias pedonais está também em curso e foi algo penalizada pela pandemia, com arranques e paragens por parte dos empreiteiros, mas está em andamento e será, sem dúvida, uma grande mais-valia para a mobilidade das pessoas e para a qualidade de vida que as nossas aldeias têm para oferecer. Está ainda em curso um grande investimento em asfaltagens que compreende um significativo esforço financeiro da autarquia, mas que todos consideram ser necessário. Na área da educação, realizámos uma obra há muito necessária e de grande interesse para o concelho e para a comunidade escolar, que foi a remodelação dos edifícios da Escola Básica e Secundária do Cadaval, onde a Câmara entrou com uma parte significativa do investimento, mesmo sendo uma obra da responsabilidade da Administração Central. Mas o que julgo ser uma imagem de marca da minha gestão tem sido, sem dúvida, a parceria com as Juntas de Freguesia, que tem permitido fazer muito com pouco, em obras de proximidade por todo o concelho, em pequenas coisas que verdadeiramente mudam a vida das pessoas para melhor, e isso deixa-me muito satisfeito.

também expectante quanto àquilo que vai ser o novo quadro comunitário de apoio e o que a “bazuca” reserva para os municípios. Temos as ideias, mas sem saber se vai haver dinheiro para as concretizar, não faz parte do meu estilo anunciar coisas que não sei se vou poder realizar. Não contem comigo para isso. Os munícipes precisam, neste momento, de serem encorajados e de ler palavras otimistas. Que mensagem quer deixar à população? As pessoas já me conhecem, e julgo que ao longo da minha vida profissional e de autarca dei sempre provas da minha entrega e da minha capacidade de realização, quando me envolvo num projeto. Por isso, digo que podem continuar a contar com a mesma dedicação de sempre. O que espero, sinceramente, é que em breve possamos retomar alguma normalidade nas nossas vidas.

2021 perspetiva-se um ano, sobretudo, de grandes desafios para as autarquias que têm um papel importante na dinamização dos seus municípios. Que projetos estão pensados para colmatar as carências de todos os habitantes de Cadaval? Sim, como já referi, o Município do Cadaval tem uma situação financeira e meios humanos que permitem respostas céleres do ponto de vista social, caso seja necessário. Para além disso, criámos algumas medidas de apoio às famílias e às empresas que tencionamos manter para além de 30 de junho, data

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PRÉMIO AUTARQUIA DO ANO | C. M. GUIMARÃES

MUNICÍPIO DE GUIMARÃES COM DISTINÇÕES NACIONAIS EM VÁRIAS FRENTES É amplo o reconhecimento às políticas desenvolvidas pela autarquia vimaranense, assente em projetos que vão desde as boas práticas ambientais à promoção do desenvolvimento económico, assente na participação e envolvimento dos cidadãos. O Municipio de Guimarães foi reconhecido com o Prémio Autarquia do Ano, pela Lisbon Awards Group, com o apoio do ECO, com a eleição do projeto “Guimarães Marca” na categoria de Economia e os projetos “Eco Parlamento e Orçamento Participativo nas Escolas” na categoria Democracia, Igualdade e Participação Cívica. Recentemente, em iniciativa desenvolvida pelo Jornal de Negócios, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, o projeto “Guimarães 2030: Ecossistema de Governança” venceu o Prémio Nacional de Sustentabilidade, na categoria de Bem-estar e Cidades Sustentáveis. No âmbito das boas práticas de integração na dimensão da Igualdade de Género, Cidadania e Não-Discriminação, o trabalho desenvolvido pela Ação Social da Câmara de Guimarães foi reconhecido com o Prémio Viver em Igualdade, pela segunda vez consecutiva. O Prémio Autarquia do Ano visa destacar o que de melhor se faz nas freguesias e câmaras do país. Nesta segunda edição houve um total de 50 autarquias inscritas. O projeto “Guimarães Marca” que recorre a uma estratégia de promoção territorial, afirmando-se e promovendo os vetores económicos e culturais da cidade de Guimarães, a um nível nacional e internacional, através de uma comunidade económica vibrante e competitiva aliada ao desenvolvimento de uma identidade ímpar, o selo “Guimarães Marca”. Neste sentido, o “Guimarães Marca” tem desenvolvido as ações e estratégias inovadoras e orientadas para complexidade e singularidade do território, atuando num processo continuado entre os atributos da região e o reconhecimento das necessidades e interesses dos seus stakeholders económicos, contribuindo assim para um aumento da competitividade do território. A iniciativa Eco Parlamento (EP) organizada pelo Município de Guimarães e pelo Laboratório da Paisagem é uma das ações âncora do programa ambiental ‘PEGADAS – Programa Ecológico 72 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

de Guimarães para a Aprendizagem do Desenvolvimento Ambiental Sustentável que, com base em princípios de Democracia Participativa Jovem, tem vindo a atrair para o debate municipal jovens do ensino básico em torno do desenvolvimento sustentável aplicado a Guimarães. Este projeto foi idealizado para todos os ciclos de ensino com exceção do pré-escolar com vista à promoção do empoderamento dos jovens nas propostas de soluções ambientais. O Orçamento Participativo Escolas possui um Regulamento, Normas e Calendário próprios, ajustado ao calendário do ano letivo, onde se plasmam os procedimentos a adotar por cada agrupamento de escolas ou escola secundária no momento da sua participação, tendo sempre como normativo superior a Carta de Princípios e o Regulamento Geral do OP aprovados pela Câmara Municipal. Da verba global do OP de Guimarães, é alocado um valor anual para acolher propostas apresentadas pelos alunos das escolas na resolução dos problemas que identificam num conjunto de áreas temáticas pré-definidas, a saber: Sustentabilidade Ambiental; Voluntariado e Solidariedade e, mais recentemente a Eco Inovação e Empreendedorismo e fazer ligação com o projeto de Educação Ambiental PEGADAS e da sua ação âncora, ECO Parlamento. Um caminho sustentado que apresenta novos projetos e o seu reconhecimento. São disso exemplos outras distinções.

Guimarães Marca


Marca Guimarães

Prémio Nacional de Sustentabilidade Num total de 88 candidaturas, o Município de Guimarães ficou em primeiro lugar na categoria de Bem-estar e Cidades Sustentáveis, onde participaram também outras empresas e municípios, tendo sido atribuída menções honrosas à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (Projeto Radar) e à Câmara Municipal de Braga (Áreas Mais). A iniciativa desenvolvida pelo Jornal de Negócios, com o Alto Patrocínio do Presidente da República, tem como objetivo reconhecer, divulgar e premiar as melhores políticas e práticas, na defesa da sustentabilidade global, de forma a estimular e sensibilizar a sociedade para a crescente importância e impacto da aplicação dos princípios de Sustentabilidade no dia-a-dia dos diferentes tipos de Entidades Públicas, Privadas, Coletivas e Individuais e da sua relação com diversas áreas da sociedade e do conhecimento. “Guimarães 2030: Ecossistema de Governança” foi o tema da candidatura apresentada pela Câmara Municipal de Guimarães e reconhecida na categoria de Bem-estar e Cidades Sustentáveis, através da análise de um conceituado júri constituído por Miguel de Castro Neto (subdiretor da Nova), José Manuel Pedreirinho (Ex-presidente da Ordem dos Arquitetos), Luísa Schmidt (Socióloga e Investigadora do ICS), Miguel Eiras Antunes (Partner da Smart City Deloitte) e Paula Teles (Ceo da Mobilidade PT). Prémio Viver Igualdade A Câmara de Guimarães recebeu o Prémio Viver em Igualdade 2020/2021 pela segunda vez consecutiva. Esta distinção surge no âmbito da iniciativa bienal promovida pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG). O Prémio “Viver em Igualdade” tem como objetivo distinguir e reconhecer Municípios com práticas, a nível interno e no âmbito do território, que promovam a territorialização, identificação e apropriação local dos objetivos da Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação 2018-2030 – Portugal + Igual, nas dimensões da igualdade entre mulheres e homens, da prevenção e combate à violência contra as mulheres e a violência doméstica, e a prevenção e o combate à discriminação em razão da orientação sexual, identidade e expressão de género, e características sexuais. Nesta quinta edição do prémio o júri decidiu atribuir o Prémio a 15 Municípios do país, sendo que Guimarães foi distinguindo pela segunda vez.

STARSUL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Prémio de Sustentabilidade

Eco Parlamento

premiado -

premiado

3 SUBCATE

3 SUBCATE-

Democracia, Igualdade e Participação Cívica Orçamento Participativo

ECONOMIA Inovação e Tecnologia

Câmara Municipal de Guimarães

Câmara Municipal de Guimarães

O ECO Parlamento e o orçamento participativo nas escolas em Guimarães

Guimarães Marca

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MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | C. M. GAVIÃO

GAVIÃO: UM ALENTEJO DIFERENTE Composta por uma geografia diversificada e paisagens contrastantes, Gavião é uma vila portuguesa situada em pleno Alto Alentejo. Em entrevista à Revista Business Portugal José Pio, Presidente da Câmara Municipal, aponta como o grande projeto para 2021 o estímulo do empreendedorismo e a criação de novas empresas geradoras de emprego.

Com quatro freguesias – Belver, Comenda, Margem e União das Freguesias de Gavião e Atalaia, a região é vista como um “Alentejo diferente” por todos aqueles que lá vivem. Que balanço faz do atual mandato? Ao atingirmos o último semestre do mandato para que fomos eleitos, importa dar continuidade ao trabalho desenvolvido, concluindo muitas das obras em curso. Sempre dissemos que estaríamos atentos às oportunidades que o atual quadro comunitário nos poderia oferecer e foi o que fizemos, assim e dentro do plano estratégico elaborado, concretizámos diversas candidaturas, na sua maioria em fase de execução, outras já concluídas e tenho a certeza de que estamos a dar corpo a tudo aquilo que são as expetativas da população do nosso concelho. A uma curta distância da capital do país, Gavião abre as suas portas a todos aqueles que o queiram visitar. Qual a importância do poder autárquico em tempos de pandemia da Covid-19 na dinamização turística da região? Com uma geografia muito diversificada e contrastante, de paisagens multifacetadas há, no entanto, uma homogeneidade de alma humana: as gentes são de boa feição e de sublime beleza nos afetos. O Turismo é um pilar na evolução da economia que precisa de renovar as metas do seu crescimento para assegurar e maximizar a sua contribuição para o bem-estar social. Desejamos construir as bases de um modelo turístico que potencie o equilíbrio entre residentes e visitantes, preservando os modelos de identidade e de convivência no concelho, bem como estabelecer as participações a levar a cabo pelos diferentes agentes públicos e privados, por forma a garantir a sustentabilidade e continuidade de maior procura turística. É extremamente curioso, e já tive oportunidade de o afirmar, mais do que uma vez, que o verão de 2020 foi o melhor período para o Turismo no concelho de Gavião. O Núcleo Museológico da Freguesia de Belver, o Castelo, os percursos pedestres, a praia fluvial do Alamal, são exemplos do muito que temos para oferecer a quem nos visita. Importa preservar todo o nosso património material e imaterial e é aí que o papel das autarquias é fundamental e, modéstia à parte, acho que o município de Gavião fez muito bem o seu papel. 74 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

José Pio, Presidente

As freguesias que compõem o município são diferentes umas das outras, por isso o trabalho que têm feito para dinamizar as localidades não tem sido igual. Para além das potencialidades já exploradas, há ainda muito mais para descobrir? Efetivamente somos “Um Alentejo Diferente” também por essa razão. Cada uma das nossas freguesias é completamente diferente da outra, complementando-se de forma harmoniosa nos seus contrastes. Se em Belver se respira história, monumentalidade, onde o Rio Tejo se impõe serpenteando por vales imensos, temos a freguesia de Comenda com as suas planícies alentejanas onde o Montado, e os vestígios Romanos são uma realidade indesmentível. Depois temos a freguesia de Margem, onde a ruralidade é a imagem de marca, o regadio tradicional a cultura do feijão frade são algo de que os habitantes não abdicam. Resta-nos a União de Freguesias de Gavião e Atalaia a mais populosa e onde a identidade das outras três se mistura de forma agradável e homogénea. Todas diferentes, todas iguais, sendo que o município de forma a divulgar as potencialidades de cada uma organiza uma Festa que respeita a sua identidade. Assim em junho, em Belver, temos a Feira Medieval, em julho, no Gavião, a Mostra de Artesanato Gastronomia e Atividades Económicas, em agosto, na Comenda, o BEATFEST ou Festa da Juventude, em setembro, em Margem, a Festa do Feijão Frade. Como qualquer região interior do país, Gavião é também afetado pelo problema da desertificação e da redução de população. De que forma o município tem tentado combater o problema do abandono das terras do interior? A interioridade, a desertificação, a falta de emprego e o envelhecimento progressivo das nossas populações, são problemas que os autarcas não conseguem controlar. É fundamental para o desenvolvimento sustentado do concelho de Gavião o aparecimento de algumas empresas com capacidade empregadora. Temos uma zona industrial, onde os terrenos são praticamente oferecidos, devidamente infraestruturados, mas nem assim conseguimos fixar empresários. Não aplicamos derrama, temos a Taxa de IMI mais baixa possível de ser praticada, devolvemos os cinco por


C. M. GAVIÃO | MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

Passadiço do Alamal

cento do IRS, que cabiam ao Município, aos munícipes recenseados no concelho, atribuímos a todas as crianças até aos três anos de idade uma prestação pecuniária nos termos do regulamento em vigor, atribuímos bolsas de estudo a todos os estudantes do ensino superior com residência no concelho, apoiamos os jovens na aquisição de casa própria, pagamos as refeições a todas as crianças do pré-escolar e 1º ciclo que frequentam o Agrupamento de Escolas. Pela localização, qualidade de vida diferente de outras terras e por tudo aquilo que oferece aos que aí vivem, Gavião é um município de oportunidades. Que projetos estão delineados para o futuro da região? Queremos continuar a governar para as pessoas e com as pessoas. Acreditamos que estão assim criadas as condições que permitem olhar o futuro com esperança e, neste contexto, mantendo uma política de crescimento sustentável, virada para as pessoas, procuraremos fomentar o empreendedorismo e a criação de novas empresas geradoras de emprego, lacuna por demais evidente no nosso concelho. Como projetos mais estruturantes identifico: Ninho de Empresas Não Tecnológicas, Programa de Apoio à Integração de Comunidades Desfavorecidas – Recuperação de 7 casas no núcleo urbano de Gavião e 1 espaço público, recuperação da Antiga Casa do João Ascensão, incluindo arranjo paisagístico de toda a envolvente e piscina descoberta, adaptação da Antiga Casa do Seminário a Museu dos Carros de Atrelar. Num ano de transformações políticas que mensagem quer deixar aos seus munícipes? Quais os principais desejos para o futuro? Como já perceberam, mantemo-nos fiéis ao nosso compromisso eleitoral. Temos como primeira prioridade as pessoas, a exclusão social, e o apoio ao desemprego. Somos ambiciosos e estamos confiantes que com a ajuda de todos conseguiremos ultrapassar com sucesso os obstáculos. Somos audazes nas propostas e determinados na sua defesa. Queremos um concelho dinâmico e preparado para os desafios da modernidade. Queremos mais e melhor concelho de Gavião. De forma sustentada entendemos como fundamental a criação de postos de trabalho, como grande projeto para o futuro e é nesse sentido que a nossa maior aposta incidirá na concretização dos projetos em curso em todo o concelho.

Museu do Sabão

Ribeira da Venda

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MUNICÍPIOS | C. M. SALVATERRA DE MAGOS

Espaço Jackson em Glória do Ribatejo

HISTÓRIA, NATUREZA E CULTURA NUM SÓ CONCELHO A harmonia entre o homem, a natureza e o passado histórico conferem a Salvaterra de Magos a qualidade de vida que todos procuram, como nos confidencia Hélder Manuel Esménio, Presidente da Câmara Municipal de Salvaterra de Magos, em entrevista à Revista Business Portugal.

Praça de Toiros de Salvaterra de Magos

As tradições, os ofícios e as artes foram passando de geração em geração, sendo possível hoje encontrar em Salvaterra de Magos atividades que com a crescente industrialização, têm desaparecido. A harmonia entre o homem, a natureza e o passado histórico conferem ao concelho a qualidade de vida que todos procuram? A agroindústria, a par dos serviços e do sector de construção civil são, creio, as principais atividades económicas no Concelho. A nossa ligação ao mundo rural, à Festa Brava e ao rio são uma importante herança histórico-cultural que não nos condiciona, antes nos enriquece. Sorte daqueles, como é o nosso caso, que temos marcas identitárias que nos tornam únicos, que nos distinguem dos outros! Marcos que são as nossas raízes, sobre as quais se desenvolveu uma maneira de estar e de ser que caracteriza as nossas gentes e as suas tradições. É este património material e imaterial que quotidianamente estudamos, registamos e publicamos numa incessante busca de conhecimento e divulgação da nossa história, aquilo que nos une, se quiser, uma certa resistência a uma globalização que esmaga diferenças, que tudo normaliza. A par de todo este esforço desenvolvemos tarefas e obras que pretendem melhorar a qualidade de vida da nossa população num crescente respeito pelo ambiente e pelo território. Foram e são prioridades deste executivo, até pelos meios financeiros envolvidos, a 76 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Mercado de Cultura de Marinhais

educação e o desporto, a rede viária e a segurança rodoviária, os cuidados de saúde primários e as questões sociais, a cultura, o nosso património e a promoção turística como ferramenta que contribui positivamente para o desenvolvimento da economia local. Ao município compete-lhe criar condições para a criação e implementação de novos projetos empresariais e contribuir para o aumento de emprego e riqueza. Qual a importância e dimensão que pode assumir o projeto “Empreender em Salvaterra – Incubadora de Empresas” criado pelo Gabinete de Apoio ao Empreendedor? Com o intuito de apoiar a economia local criámos um gabinete de apoio ao investidor que acompanha empresários que se procurem fixar no território e também um Portal onde de algum modo estivesse disponível informação útil a todos aqueles que escolham (ou tenham escolhido) o nosso concelho para investir. Salvaterra de Magos é um bom lugar para viver, qualidade que se estende a quem visita o concelho que tem na Aldeia Avieira, no Museu Escaroupim e o Rio, na Casa Típica Avieira, e pelos Passeios no rio Tejo bons lugares para conhecer. Preservar o melhor que há no concelho é promover qualidade de vida a quem lá vive e o turismo? Criar produto turístico foi outra das vertentes que norteou a nossa intervenção neste domínio – daí o registo da Marca “Salvaterra de Magos – Capital Nacional da Falcoaria”, a liderança do processo que culminou com a classificação da arte da Falcoaria em Portugal como património imaterial da humanidade pela UNESCO, o trabalho que estamos a desenvolver para classificar os bordados e a cultura da Glória do Ribatejo como património imaterial nacional, assim como, o desenvolvimento que assumimos do projeto "Escaroupim", onde a aldeia avieira, as suas embarcações, a casa tradicional, o Museu, os passeios de barco e a gastronomia assumem papel de destaque. A Falcoaria Real de Salvaterra de Magos é ainda hoje a principal porta de entrada de visitantes no nosso concelho, daí que estejamos a trabalhar no sentido de a dar a conhecer além-fronteiras, tirando partido da sua relevância histórica, da proximidade ao Rio Tejo, da beleza dos seus mouchões e da possibilidade de neles observar aves, de caminhar pela charneca, de fruir a Barragem de Magos, de sentir a natureza. Em termos promocionais e de divulgação do concelho organizamos anualmente eventos como o “Mês da Enguia”, a “Feira


FARMÁCIA GARCIA C. | A M. FARMÁCIA EM CONTEXTO PANDEMIA SALVATERRA DE MAGOS DE | MUNICÍPIOS

de Magos”, as “Jornadas de Cultura” e a Campanha "No Natal compre local”, que a par com as Festas de Verão nas freguesias, contribui muito para envolver todos aqueles que escolheram o nosso concelho para investir, viver ou trabalhar. Num ano que se avizinha desafiante, os habitantes de Salvaterra de Magos podem contar com a resiliência e cooperação do município? Que projetos estão pensados para as dificuldades que se farão sentir? Os investimentos que foram feitos, no último ano, na saúde e na proteção da população, para mitigar os efeitos da propagação da Covid-19, vão em grande medida ter de ser canalizados para o reforço do apoio social às famílias e às instituições particulares de solidariedade social, pois são vitais na deteção, identificação e ulterior apoio às situações de maior fragilidade económica ou social. Tencionamos ainda revitalizar todos os eventos e certames que ajudem a trazer pessoas até ao nosso território, pois aumentando o fluxo de pessoas, incrementamos a procura e, desta forma, seguramente estamos a ajudar a economia local. Por fim, mas não por menos, vamos continuar a fazer obra por administração direta e por empreitada, pois isso vai manter a atividade de fornecedores de materiais, equipamentos e outros bens, prestadores de serviços, empreiteiros e de muitas outras empresas, salvando postos de trabalho ao mesmo tempo que infraestruturamos o território e melhoramos as condições de vida da nossa população.

Igreja Matriz em Muge

Barragem de Magos

Parque Infantil e de Lazer do Granho

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MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | J. F. SÃO ROQUE - AÇORES

INVESTIMENTOS COM RESULTADOS À VISTA

Uma das zonas mais emblemáticas de Ponta Delgada, São Roque tem crescido a um bom ritmo e canalizado os seus investimentos na melhoria da qualidade de vida dos habitantes e na atração turística. Em entrevista à Revista Business Portugal, Pedro Moura, Presidente da freguesia, salienta as pequenas e grandes obras que transformaram a freguesia, mais moderna e atrativa para investir e viver.

O vasto potencial por explorar e desenvolver e a contribuição pessoal para a terra que o viu nascer foram os desafios que o motivaram a iniciar o seu percurso na presidência da Junta de Freguesia de São Roque. Ao dia de hoje pode dizer que já deu o seu contributo? Passados quase oito anos sobre a decisão que tomei de dar o meu contributo para o desenvolvimento da freguesia onde nasci e vivi grande parte da minha vida, estou satisfeito pelo trabalho realizado, mas consciente de que ainda há muito a fazer. A freguesia de São Roque hoje está sem dúvida diferente, para melhor. A Junta de Freguesia, que abria duas vezes por semana, apenas uma hora à noite, para apoiar os cidadãos, passou a funcionar todos os dias em horário diurno. Temos uma loja RIAC (Loja Cidadão Açores) novas acessibilidades, zonas balneares de referência, a frente mar requalificada, novos estabelecimentos turísticos e de restauração e a consequente criação de postos de trabalho, uma nova sede da Filarmónica de São Roque a comemorar 120 anos. Criamos parques de estacionamento, criamos um centro de dia para os mais idosos no edifício dos CTT onde funciona também um centro de informática e apoio escolar para os jovens, cujo funcionamento, infelizmente, a pandemia tem limitado. A igreja, ex-libris da freguesia está iluminada, foi pintada e foi construída uma rampa de acesso para pessoas com mobilidade reduzida. Os becos da Rosinha passaram a ruas com o trânsito fluido. Enfim, uma série de pequenas e grandes obras que transformaram São Roque numa freguesia mais moderna, mais atrativa, para investir, criar novos negócios e onde, sem dúvida, se vive melhor. 78 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Quais são maiores desafios de governar esta região e lutar contra as fragilidades dela advêm? O que tem sido feito para combater todas as lacunas que vão surgindo? O Poder Local, neste caso as Juntas de Freguesia, porque estão mais perto dos cidadãos, conseguem responder com muito mais eficiência e rapidez, aos anseios e necessidades da população. Não têm no entanto os meios humanos e materiais necessários. O grande desafio é fazer o nosso trabalho ultrapassando estas limitações. A freguesia tem vários motores dinamizadores da região, como o Azores Parque, um parque industrial que contribui para o desenvolvimento e empregabilidade. Neste momento a preocupação de dar todas as condições a estes negócios impulsionadores é ainda maior? A Junta de freguesia tem criado condições para o aparecimento de novos negócios e a iniciativa privada tem respondido. Os resultados estão à vista. Nos últimos anos tem sido grande o desenvolvimento no sector de serviços em especial no turismo, alojamento e restauração com uma interessante dinâmica empresarial e a criação de postos de trabalho. Ser uma região pequena não implica falta de recursos ou polivalências para os jovens e São Roque é exemplo disso. Projetos como a Fundação Pauleta são uma forma de ajudar os mais jovens a ter uma perspetiva do futuro? Temos apostado no desporto para criar uma juventude desenvolvida, mais dinâmica e com hábitos saudáveis. O Desporto, braço dado com a cultura, é importante para a formação dos jovens e da sociedade em geral. O Clube Desportivo de São Roque, que muito apoiámos, e a Fundação Pauleta são fundamentais para o futuro da freguesia assim como a Banda Filarmónica para quem construímos uma nova sede.


"Enfim, uma série de pequenas e grandes obras que transformaram São Roque numa freguesia mais moderna, mais atrativa, para investir, criar novos negócios e onde, sem dúvida, se vive melhor"

Na lista de prioridades do executivo destaca-se a responsabilidade com investimentos direcionados para a criação de emprego e melhoria da qualidade de vida da população. É uma forma de tornar a freguesia mais recomendável para viver, mas também visitar? Os nossos investimentos, tem tido um duplo objetivo; melhorar a qualidade de vida dos habitantes e a tornar a freguesia atrativa para quem nos visita. A melhoria do estacionamento, das vias de circulação e pedonais, das zonas balneares tem favorecido os habitantes e permitidos vários investimentos turísticos de grande qualidade. São Roque é um pequeno destino com grande procura. Costumo dizer que é a linha Estoril/Cascais de São Miguel.

Vitorino Rodrigues, campeão de motonáutica e jet ski, e Pedro Moura, Presidente da Junta

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MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR | J. F. SÃO ROQUE - AÇORES

Aproveitando a beleza da região e a proximidade ao mar foram já feitos investimentos para potenciar essas qualidades, como passeios pedonais. Embora que de forma indireta, estas obras têm um efeito positivo na economia da região? Diria muito positivo na economia da freguesia e do concelho de Ponta Delgada. A variante a São Roque, obra que a freguesia vem reclamando desde 2014, lançada pelo Governo o ano passado, vai melhorar significativamente a circulação de veículos e peões e criar uma ciclovia. Fica a faltar a ligação do Largo do Bairro do Terreiro à zona do Portinho da Corretora, via pedonal, obra fundamental também para a proteção das moradias da segunda rua do Terreiro.

Apesar de todas as adversidades consequentes da pandemia, 2021 será favorável para novos projetos? A pandemia veio atrasar a concretização de uma série de projetos e criou-nos novos desafios que estamos a enfrentar, com o objetivo principal de apoiar a população e dar-lhe melhores condições e qualidade de vida. Veio também chamar a atenção para a necessidade de melhorar os cuidados de saúde primários. Construir um novo centro/posto de saúde que sirva São Roque e Livramento, aliviando as estruturas centrais em Ponta Delgada, é fundamental e o próximo objetivo a alcançar. Vivemos melhor, é certo, mas é possível ir mais além. É para isso que trabalhamos.

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U. F. DE NOSSA SR.ª DA VILA, NOSSA SR.ª DO BISPO E SILVEIRAS | MUNICÍPIOS

O TRABALHO COM O MOVIMENTO ASSOCIATIVO É UM DOS PILARES DA POLÍTICA DESTE EXECUTIVO António Danado, presidente da União de Freguesias de Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo e Silveiras Montemor-o-Novo, em entrevista à Revista Business Portugal, revelou que este mandato foi marcado pelo lançamento de vários projetos que têm permitido um aumento da qualidade de vida dos habitantes daquela que é a terceira maior freguesia do país. populações. Como será lógico, a extinção de freguesias operada em 2013 e a impossibilidade de corrigir os erros cometidos, à data, pela aplicação da régua e esquadro das diretivas governamentais. Continuamos a entender que é essencial ser dada a possibilidade objetiva aos autarcas locais de voltar atrás nesta decisão, caso seja essa a vontade das populações.

António Danado, Presidente da Junta de Freguesia

A sinergia de forças tem sido a matriz das políticas do executivo atual e que já resultou em diversos projetos como “Lembrar Abril” e o “Festival Contracorrente”, dirigidos principalmente para os mais jovens. É fundamental que se envolvem os jovens na comunidade porque eles são o futuro da região? Os princípios que têm vindo a nortear a política deste executivo não podem deixar de passar pelo constante trabalho com o movimento associativo, que muito nos orgulha. Mas o envolvimento dos jovens, começa, de facto, muito cedo, até pelas responsabilidades da Junta de Freguesia no Apoio aos Jardins de Infância e às Escolas do Primeiro Ciclo.

Recentemente foi criado o projeto piloto “Liga--te - Táxi Coletivo que surgiu de uma parceria entre a União de Freguesias e os Táxis de Montemor-o-Novo, que permite dar resposta a um problema de mobilidade verificado. Que implicação têm estes projetos na vida dos habitantes? De facto, de momento, o projeto lançado, em parceria com os taxistas de Montemor, é um projeto-piloto, que esperamos que venha a ligar melhor as aldeias da nossa freguesia. Entendemos que o presente projeto, embora num momento difícil e limitado, poderá ajudar a reduzir o valor do transporte de cada uma das localidades/ lugares da freguesia. Com a comparticipação por parte da União de Freguesias em €3,00 por viagem e a comparticipação do taxista em €1,00, permite que, em conjunto, as pessoas se possam deslocar para o centro de saúde e para a cidade. Apostámos, neste

momento, nos lugares que não se encontram servidos pela Rodoviária do Alentejo. A União de Freguesias de Nossa Senhora da Vila, Nossa Senhora do Bispo e Silveiras - Montemor-o-Novo tem tido uma abordagem dinamizadora e pró-ativa junto dos seus habitantes. O que podem esperar de si e de todo o executivo no futuro? Este mandato foi marcado pelo lançamento de vários projetos: Bébé-Mor (em parceria com as farmácias de Montemor), Projeto “A Junta Resolve” de oficina domiciliária, Protocolo-local (em parceria com a Câmara Municipal e as demais Freguesias do Concelho e entidades representativas dos comerciantes) que visa dinamizar a economia local. Para além destes novos projetos, continuámos com o MOR-Natal, “Cada Criança, Um Rei”, o Festival Contra-Corrente, o Projeto “Lembrar Abril”, as Marchas Populares e o Carnaval. Marcámos ainda a primeira passagem de ano com uma enorme festa de rua em Montemor que tivemos que interromper por força das imposições da Covid-19. Nesta data, todos aqueles que se empenharam por uma melhor Freguesia continuarão de forma ativa a fazê-lo, quer em cumprimento de tarefas para que forem eleitos, quer na sociedade civil. Para já, o nosso compromisso está em cumprir o Programa eleitoral até ao fim do Mandato.

Atualmente nota-se uma maior oferta na qualidade e diversidade disponibilizada à população, geralmente guiados pela procura/oferta. Isto permite esbater, cada vez mais, as assimetrias entre as pequenas e médias cidades e fixar a população? Cada vez mais verificamos o afastamento dos principais serviços públicos dos territórios de baixa densidade, como é o nosso caso. Ora, cabe aqui um papel fundamental, das autarquias locais na tentativa de manutenção dos serviços públicos cada vez mais próximo das REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 81


DIA INTERNACIONAL DA MULHER | BFM | J. F. CACIA MUNICÍPIOS: VIVER, VISITAR E INVESTIR

CACIA: A FREGUESIA MAIS INDUSTRIALIZADA DO CONCELHO DE AVEIRO O Complexo de Cacia é internacionalmente reconhecido pelas suas pastas “desenhadas” para aplicações especiais, muito apreciadas pelos exigentes clientes europeus. A capacidade de inovação está intrínseca na cultura da população? Somos a avozinha de Aveiro, por descender do tempo dos celtas e dos romanos. Não somos de ficar quietos, nem parados, como se pode ver pelas nossas 12 associações locais. Gostamos de trabalhar, faz parte da nossa génese, e as entidades empresariais que nos rodeiam aproveitam estes atributos. Nelson Santos, Presidente

Situada a norte do Município de Aveiro, Cacia é hoje uma das zonas mais importantes do país a nível industrial, com fábricas como a Companhia Aveirense de Componentes para a Indústria Automóvel, a segunda maior unidade do sector automóvel português. Em entrevista à Revista Business Portugal, Nelson Santos, Presidente da Junta de Freguesia descreve uma freguesia que acompanha o progresso. Uma freguesia pequena em território, mas grande nos seus projetos? Cacia é a Freguesia mais industrializada do concelho de Aveiro. Quando muitas freguesias estão contra o progresso, em Cacia soube-se aproveitar e conviver com ele. Continuamos a ser uma vila que conjuga muito bem, a agricultura, o pleno emprego e recentemente o turismo, com o Baixo Vouga Lagunar. A implantação da Companhia Portuguesa de Celulose constituiu um marco de referência e abriu uma nova era social, económica com grande impacto na vida da população. Foi aí que se deu a grande transformação de Cacia? Realmente a instalação da Celulose é um marco para a nossa Freguesia, quer para captar e fixar população, quer para a riqueza da nossa população. Os vencimentos trouxeram vida mais fácil, para muitos que ficaram e se tornaram parte integrante da nossa comunidade. A terceira geração está também agora a aproveitar este novo investimento empresarial. 82 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Apesar dos seus efeitos nefastos, a pandemia veio evidenciar o potencial dos municípios, como é o exemplo de Cacia. De uma região inovadora, industrial e com visão para o futuro, o que podemos esperar em 2021? O aspeto ambiental é peça fundamental. As empresas que nos rodeiam estão a investir fortemente neste aspeto. A Navighator Company, a Bosch, a Funfrap e a Renault Cacia, sabem que o ambiente tem que ser preservado a todo o custo. Para 2021, a CM Aveiro irá ampliar a Área Industrial Aveiro Norte, quase na sua totalidade na Freguesia de Cacia, com novos arruamentos, novos acessos, ara que os nossos empresários possam continuar a investir nesta Freguesia. Cacia é também uma ECO FREGUESIA, com a comunidade com fortes preocupações ambientais e de bem-estar comum.


Já viu por onde andamos? Já viu por onde andamos? Rua Raimundo de Carvalho Nº64, 1ºandar, sala C 4430-184 - Vila Nova Tlf. geral: 223 754 806 de Gaia Tlf.223 700 510 Tlm. comercial: 937 839 575 Tlm.926 530 440 E-mail geral: geral@revistabusinessportugal.pt E-mail geral: geral@revistabusinessportugal.pt E-mail comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt E-mail comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt www.revistabusinessportugal.p t www.revistabusinessportugal.pt 98 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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Revista Business Portugal Edição de Abril 2021  

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