Revista Business Portugal - Novembro 2022

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO
SAÚDE MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS PORTUGAL + SUSTENTÁVEL COCUS PORTUGAL Nov.
ESPECIAL
THAN BREATHING,
“MORE
WE WANT TO FEEL ALIVE”
Elad Dror, CEO da Fortera

Portugal mudou… A revolução tecnológica foi incontornável para esta mudança, mas a resiliência e a capacidade de adaptação das empresas portuguesas marcaram decisivamente a evolução da economia. Portugal é, hoje, internacionalmente reconhecido pela inovação e talento dos seus recursos humanos, fruto de uma forte aposta em investigação e desenvolvimento, tecnologia e formação. O talento é o principal factor de atratividade e competitividade e que está claramente no radar dos investidores. Os desafios continuama ser muitos e o principal é a transformação do perfil produtivo da sua economia, a renovação da estrutura produtiva para a tornar ainda mais competitiva, a inovação tecnológica para criar produtos e serviços de alto valor acrescentado e que possam ter um efeito multiplicador na nossa economia.

Nesta edição de novembro, a Revista Business Portugal continua com o seu desiderato de destacar empresas e empresários que todos os dias demonstram grande capacidade de adaptação do seu modus operandi, modelos de negócios e planos estratégicos, percebendo que é tempo de lutar com mais afinco pela diferenciação, porque como diria Epicuro: “Os grandes navegadores devem a sua reputação aos temporais e tempestades”.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 3
FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: António Fernando A. R. Silva | Redação e Publicidade: Av. República 2208 - 3º Drt Centro Frt, 4430 -190 V N Gaia | Diretor: Fernando R. Silva | E-mail: geral@revistabusinessportugal.pt/Comercial: comercial@revistabusinessportugal.pt/Redação: redacao@revistabusinessportugal.pt | Telf: 223 700 510 | Distribuição: Gratuita com o jornal Diário de Notícias | Dec.regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal Novembro 2022 Tiragem: 25.000 exemplares 59 PORTUGAL + SUSTENTÁVEL ÍNDICE Novembro 2022 Nota de boas-vindas... 25 MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER 8 LÍDERES EMPRESÁRIAS DE SUCESSO 17 ESPECIAL SAÚDE Lagoa: Melhor Município Para Viver Luís Encarnação, Presidente da Câmara Municipal Nov. MEDICAMENTOS GENÉRICOS FERTILIDADE DOENÇAS DO MOVIMENTO Especial Saúde Nov. SANDOZ Bruno Crespo Retail Head Sandoz Portugal Nelson Martins, Market Access & Hospital Portugal
Fernando R. Silva

“MORE THAN BREATHING WE WANT TO FEEL ALIVE”

O Grupo Fortera foi criado em 2014, em Portugal, e rapidamente se tornou num dos nomes de referência no mer cado de real estate. Em entrevista à Revista Business Portugal, Elad Dror, CEO da Fortera, falou sobre a construção do edifício mais alto de Portugal e sobre o objetivo de marcar a diferença.

Começando por falar sobre o seu percurso pessoal e profis sional, gostávamos de saber o que o fez mudar-se para Portugal e o motivo pelo qual considerou que seria o local indicado para viver e trabalhar? Como surgiu a Fortera?

Eu vivi em Espanha, entre 2006 e 2009, e fiz uma viagem a Portugal. Na altura, tinha pequenos negócios, como quiosques em centros comerciais, onde vendia vários produtos, nomeadamente, cosméticos. Quando viajei para Portugal, reparei que nos centros comerciais portugueses ninguém vendia os produtos que eu vendia. Por esse motivo, achei que seria um bom sítio para criar um negócio. Foi, ainda em 2009, que abri alguns quiosques em Portugal. Abri também o meu escritório, na cidade do Porto, e os meus negócios foram evoluindo cada vez mais. Entretanto, fundei outra empresa e comecei a vender acessórios para telemóveis, um negócio que correu bastante bem e que existe até aos dias de hoje, empregando mais de 200 trabalhadores (hoje, a atividade comercial inclui todas as lojas Xaiomi do país, Miniso e, em breve, a nova JV de MAX e Fortera). Em 2014, entrei no mercado de real estate, e considerava que Portugal era o local indicado para iniciar o negócio. Comprei o primeiro terreno e, em conjunto com os meus parceiros, comecei a fazer mais investimentos e a atrair investidores. Foi também, neste

ano, que surgiu a Fortera, que começou por ser um negócio mais pequeno, mas foi crescendo e ganhando relevância no mercado. Começámos a investir em operações com maiores dimensões e a evo luir, até aos dias de hoje. Três anos mais tarde, em 2017, mudei-me oficialmente para Portugal, trazendo a minha família comigo.

Enquanto CEO da Fortera, quais as linhas orientadoras da sua gestão e que cunho tenta imprimir na sua liderança?

Eu tento criar um ambiente de trabalho dinâmico e inova dor. O objetivo é sermos diferentes dos restantes, e considero que deixamos a nossa marca em tudo o que fazemos. Não queremos fazer “mais do mesmo”, porque isso já existe. Tentamos imprimir o nosso cunho em todos os projetos que realizamos. É assim que deve funcionar uma empresa, na minha opinião. Enquanto líder, gosto que todos partilhem as suas ideias e sugestões, porque este é um local onde podem sonhar e criar. Não basta pensar nas coisas, é necessário executá-las, e é isso que fazemos. Penso que é por pensarmos e agirmos desta forma, que conseguimos fazer com que o negócio evoluísse tanto. Todos os projetos desenvolvidos pela Fortera têm uma história por trás. Não nos baseamos só no processo de comprar um terreno, construir um edifício e vendê-lo.

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Nir Shalom (Co-fundador), Sónia Araújo (Embaixadora da marca) e Elad Dror (CEO)

Trabalhamos para deixar uma marca e criar impacto naquela área e nas pessoas que lá vivem.

De que forma descreveria a equipa que compõe a Fortera e que, de certa forma, garante que a empresa seja considerada um nome de referência na promoção imobiliária em Portugal?

Nós temos pessoas fantásticas na nossa equipa, que nos acom panham e crescem connosco. Eu não gosto de substituir pessoas, gosto de escolher bem quem vai trabalhar comigo, alguém em quem possa confiar, sabendo que trabalha para atingir os mesmos objetivos que eu. A equipa é composta por vários profissionais que são especialistas na área de real estate. Entre eles, estão enge nheiros, arquitetos, gerentes de projeto, contabilistas. Os nossos trabalhadores têm muita liberdade para criar e deixar um pouco de si mesmos nos projetos.

Um dos projetos que a Fortera planeia construir é o edifício mais alto de Portugal, que irá localizar-se em Vila Nova de Gaia. O que nos pode contar acerca do mesmo?

O edifício será um hotel de cinco estrelas e um conjunto de serviced apartments de luxo e vai ser, certamente, bastante icónico e emble mático. Temos pensado muito acerca deste projeto, nos últimos dois anos, e depositado muito esforço e dedicação para que se concretize e seja excelente. O edifício que vamos construir terá 29 andares e vai contemplar uma área de mais de 54 mil metros quadrados. À volta, vamos ter uma grande “área verde”, onde vai estar um parque público.

O “Skyline” será construído em cinco fases e contempla, ainda, um centro de congressos para mais de 2500 pessoas, uma praça urbana, 300 apartamentos para o segmento médio alto, parque de estacionamento para 700 veículos e escritórios. No telhado, haverá uma “surpresa”, um incrível e transparente skywalk, que as pessoas poderão visitar, o que vai ser, sem dúvida, bastante notável.

Acredito que este projeto vai colocar Vila Nova de Gaia no “mapa” e vai trazer, certamente, muitos visitantes à cidade. É de construções como esta que eu falo, quando digo que quero fazer coisas diferentes das outras empresas no mercado.

O Grupo Fortera está a lançar um novo conceito, Alive by Fortera, que representa um investimento inicial de cerca de 115 milhões de euros, com uma previsão de investimento global de 500 milhões em cinco anos e em mil novas habitações. Em que consiste este projeto e que vantagens poderá trazer para as pessoas?

Este conceito é o verdadeiro significado de evolução. Quando olhamos à nossa volta e reparamos nos edifícios e condomínios que já existem em Portugal, percebemos que é “mais do mesmo”, não há vida. Nós fizemos uma pesquisa, há pouco tempo, e concluímos que mais de 80% das pessoas não conhece os seus vizinhos, por exemplo, o que não faz nenhum sentido.

As pessoas não consideram os edifícios onde moram, nem os que frequentam, entusiasmantes. Nós queremos mudar essa perspetiva. Com o conceito “Alive”, queremos que as pessoas se sintam vivas

Fortera Plaza

nos nossos edifícios. Não basta respirar, é preciso estar vivo.

Pensámos em várias formas para colocar o conceito em prática e percebemos que, para que fosse bem-sucedido, precisamos de ter áreas comuns fantásticas. Um dos exemplos que posso apresentar com esta característica é o Alive Riverside, também em Vila Nova de Gaia, surpreendentemente localizado acima do rio e a 250 m da futura estação do Candal da linha rubi. É um empreendimento onde os imóveis são rentabilizados, através da criação de espaços para trabalhar, para estar com a família, para socializar com os vizinhos, e isso é muito importante. Para além desta versatilidade, está implementado o nosso conceito Alive, em que uma aplicação vai incentivar a interação da comunidade num conjunto de espaços comuns, interiores e exteriores, destinados ao convívio.

O nosso objetivo é conectar as pessoas e, para conseguirmos fazê-lo, baseamo-nos num pilar principal: a app Alive, através da qual se pode interagir com os outros, programar e fazer atividades juntos ou sugerir atividades, entre muitas outras coisas. Há um gestor de atividades na aplicação e, todas as semanas, surgem ati vidades novas para adultos e para crianças, aulas de ioga, pilates, palestras, atividades ao ar livre…e isto é algo incrível e faz com que as pessoas se sintam entusiasmadas para vir para casa. Acreditamos que a vida se deve basear no entusiasmo e na felicidade. Só vive mos uma vez e temos de desfrutar da vida ao máximo. É isso que queremos proporcionar. Em breve, vamos também abrir um novo empreendimento em Espinho, o Alive Espinho, também baseado neste conceito, e queremos implementá-lo em todos os edifícios que

Espinho One Azul Boutique Hotel

construirmos e expandir por todo o país, nomeadamente, Lisboa, Maia, Leça, Braga e muito mais. Projetos com vida, onde as pessoas se podem sentir vivas. Felizmente, o mercado está entusiasmado com este conceito e, como resultado, vendemos mais de 50% das unidades da fase 1 em apenas semana.

A empresa foi criada em 2014, com o propósito de se tornar líder no desenvolvimento e gestão imobiliária no mercado português, com especialização em Renovação e Reabilitação. Considera que o objetivo está a ser cumprido? Qual o balanço que faz dos últimos sete anos?

Eu acho que cumprimos o objetivo inicial e alcançámos muito mais do que isso. A Fortera tornou-se um nome de referência no mercado de real estate e temos conseguido concretizar projetos incríveis. Sete anos neste mercado é muito pouco tempo, mas há tantas coisas que se podem fazer neste país e nós somos tão criativos e temos tantas coisas planeadas, que acredito que vamos contribuir para que Portugal seja um sítio mais bonito e atrativo para visitar, trabalhar e viver.

Portanto, para mim, conseguimos alcançar muito mais do que alguma vez esperámos. Nunca pensei que pudéssemos chegar onde estamos hoje. É inacreditável.

Sabemos que, até ao momento, os projetos da empresa foram quase todos construídos na zona norte do país, essencialmente no distrito do Porto. Por que motivo escolhem esta localização para o fazer? Pretendem expandir as construções para outras regiões portuguesas?

Há boas oportunidades de negócio em todo o país, mas nós con sideramos que é preferível estarmos próximos do projeto, a um nível geográfico, para que o possamos acompanhar e gerir a 100%.

Ainda assim, temos vários planos e coisas programadas para outras

zonas do país. Até agora, temos estado muito ativos nas regiões do Porto, Vila Nova de Gaia (onde estamos fortemente investidos e, recentemente, mudámos a nossa sede, após a aquisição do edifício de escritórios Via Gaia, que passará por uma grande reforma e tornar-se-á o Fortera Plaza, um espaço de trabalho inovador), Espinho ( onde temos o nosso 3º e mais significativo empreendimento, o Espinho Downtown, com mais de 40 mil m2 de GCA - Gross Leasable Area) e Braga, mas estamos a planear algo muito especial e inovador na zona centro do país, um projeto sobre o qual poderemos revelar mais pormenores no final deste ano. E vamos, definitivamente, investir na capital de Portugal, Lisboa, talvez em 2023. Por agora, queremos focar-nos nos projetos que já temos, no norte do país, e em sermos excelentes, criando uma estrutura coesa.

Para terminar, que planos tem em mente para o futuro da Fortera?

A Fortera tem grandes planos para o futuro. Vamos continuar a investir em Portugal e estamos focados em desenvolver os projetos da nossa pipeline, que são muitos, e é algo que vai ser bastante intenso, nos próximos anos.

Queremos continuar a marcar a diferença pela nossa capacidade de sermos inovadores e distintos. As pessoas devem ficar atentas, porque vão surgir projetos grandiosos, por parte da Fortera. É com isso que podem contar!

“Vamos continuar a investir em Portugal e estamos focados em desenvolver os projetos da nossa pipeline, que são muitos, e é algo que vai ser bastante intenso, nos próximos anos. Queremos continuar a marcar a diferença”
Espinho Downtown

LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

As líderes femininas tendem a ser consideradas mais empáticas e flexíveis, assim como mais fortes, no que diz respeito às habilidades interpessoais, comparativamente aos seus homólogos masculinos. Para além disso, muitas vezes, as mulheres são elogiadas pela sua capacidade para serem assertivas e persuasivas, não deixando de estar dispostas a correr riscos.

Com o passar dos anos e com a evolução das mentalidades, as mulheres foram garantindo o seu lugar no mundo dos negócios, o que permitiu que, atualmente, existam inúmeras mulheres na liderança de empresas, por todo o mundo.

Costumava dizer-se que, atrás de um grande homem, está sempre uma grande mulher. Agora, a história mudou. Nas próximas páginas, pode ficar a conhecer grandes mulheres, que estão à frente de grandes empresas.

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WWW.COCUS.COM
KEEP
WE
IT SIMPLE. FOR YOU.

SENTIMENTO DE PERTENÇA À FAMÍLIA COCUS PORTUGAL

Licenciada em Recursos Humanos, passou por algumas empresas até chegar à COCUS Portugal. A experiência profis sional adquirida anteriormente deu-lhe a bagagem necessária para assumir o cargo de Unit Manager of People?

O crescimento exponencial está centrado nos últimos quatro anos, no entanto, as experiências anteriores - em duas multina cionais - permitiram-me ter uma visão end-to-end da prática de recursos humanos. Esse know-how facilitou a criação de valor na COCUS desde o primeiro dia, a par do espaço que a organização me deu para crescer e desenvolver competências para a função de Unit Manager of People que assumo atualmente.

Apresente a COCUS Portugal, bem como os serviços que disponibilizam aos clientes. Na sua opinião, as empresas pro curam cada vez mais serviços de consultoria de TI?

A COCUS nasceu há mais de 20 anos na Alemanha e, desde a sua base em Dusseldorf, tem focado os seus serviços em consultoria tecnológica, em especial, nos sectores das tele comunicações, automóvel e indústria. Hoje, tem uma solução única de 5G para Campus Networks . Desse percurso surgiu o desafio de criar um centro de desenvolvimento para suportar a transformação digital de um grande cliente (TUI) que procurava um parceiro para longo prazo. Surge, em 2018, a COCUS em Portugal que, desde então, tem aperfeiçoado a sua oferta na montagem e gestão de unidades de desenvolvimento exclusivas.

Somos, acima de tudo, uma software house (não uma agência de recrutamento) e diferenciamo-nos pela qualidade do nosso delivery e software e, claro, pelo fantástico ambiente de trabalho, muito focado nas pessoas. Empresa com mindset People first , conta com 140 profissionais talentosos, de diferentes partes do globo, em áreas tecnológicas como Web e Mobile Development, Cloud Computing, Data Engineering, Machine Learning e IoT.

O nosso trabalho enquanto managers é assegurar que as Pes soas estão felizes e que têm as ferramentas necessárias para exercer e recomendar a adoção de melhores práticas aos nossos parceiros e, temos como objetivo crescer para o dobro, ao lon go de 2023, mantendo como base um serviço de excelência e cultura de colaboração.

Para a COCUS a prioridade é o sucesso dos seus clientes? De que forma é que os ajudam no processo de transformação digital?

A qualidade do que fazemos, representada na satisfação dos nossos clientes e a satisfação das nossas Pessoas, são a nossa maior prioridade. Acreditamos no customer centric e orientamos as nossas propostas e soluções nesse sentido, mesmo que isso signifique dizer que não e propor alternativas.

A transformação digital é mais que tecnologia, processos e software. A transformação digital ocorre quando (re)criamos toda uma nova experiência de relacionamento para personas dos nossos clientes, ou seja, para os seus clientes, parceiros e colaboradores.

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Alexandra Monteiro, Unit Manager of People Alexandra Monteiro, Unit Manager of People, explica que a COCUS Portugal se diferencia pela qualidade do seu delivery e software, bem como pelo fantástico ambiente de trabalho, focado nas pessoas.

Descreva a equipa da COCUS Portugal. Que valores/características deve ter um colaborador da vossa empresa?

Vou parecer tendenciosa, mas cá vai: a equipa COCUS é “família”. Remotamente ou no escritório, o espírito de pertença, de partilha e de cooperação são sentidos! Costumo dizer que é difícil explicar, mas fácil de sentir! Desafio quem quiser saber mais, a pesquisar sobre nós ou até a contactar-nos para tomar um café enquanto partilhamos mais sobre esta cultura! Um colaborador COCUS deverá ser um profissional arrojado, sem medo de errar e com a certeza de que fará parte de um ambiente seguro e inclusivo onde a sua voz, enquanto individuo, tem impacto na organização; onde terá oportunidade de participar em projetos baseados nas últimas trends e em que o contributo de todas as equipas é reconhecido.

Acredita que existem diferenças entre a liderança no feminino e no masculino? Que características têm as mulheres que podem contribuir para o sucesso das empresas?

Não acredito que o talento tenha género! Na COCUS, não fazemos distinção entre homens e mulheres no que toca às suas funções, percurso ou oportunidades. Acreditamos numa socie dade que assenta em fundamentos universais e equilíbrio. É certo que, a biologia e as nossas características como seres huma nos, interferem na nossa essência em termos pessoais, profissionais e comportamentais. Por este motivo, consideramos importante ter equipas diversificadas e heterogéneas, com os valores que consideramos importantes como base, mas que se possam complementar e construir algo único. As mulheres têm, efetivamente, características que fazem parte da sua natureza e que contribuem para o sucesso das empresas em cargos de liderança na mesma medida que os homens também. O segredo para o sucesso são equipas fortes e unidas com todo o tipo de pessoas e, acreditem, a COCUS sabe a receita!

Qual o balanço que faz da sua carreira até aqui e como se imagina daqui a cinco anos?

Confesso que nunca imaginei estar no momento da carreira em que me encontro com a minha idade – uma jovem! O balanço é extremamente positivo e marcado pelas relações que fui criando ao longo do mesmo. Acredito que o que me fez chegar até aqui foi uma entrega cons tante nos projetos a que me proponho e uma paixão por Pessoas. Aquele clichê diz-me que devemos viver intensamente o momento presente, aproveitando todas as histórias, experiências e pessoas que se cruzam connosco pelo que, daqui a cinco anos, ainda é uma miragem. Se poderá passar pela COCUS? Com certeza!

Qual o futuro e principais desafios?

Antecipo um futuro desafiante, mas recheado de sucessos! Pretende mos criar parcerias com novos clientes, o que nos levará ao crescimento

sustentável das nossas equipas e, consequentemente, ao desenvolvimento das nossas pessoas e à especialização da empresa em novas áreas de negócio e tecnologia. A criação da estrutura necessária à contratação de um grande número de colaboradores num mercado tão ágil como o de IT é assustadora, bem como a globalização e a gestão de equipas remotas, no entanto, temos uma equipa de gestão inovadora e com a garra certa, bem como uma equipa People e de Team Managers para o fazer acontecer. Em nenhum momento vamos deixar de entregar valor com excelência aos nossos clientes nem de cuidar das nossas Pessoas - a saúde mental destas e da família é fator chave para este sucesso, mas acreditamos que conseguimos e devemos chegar mais longe!

Qual é a melhor parte de trabalhar na COCUS? O que a motiva a trabalhar na COCUS?

Trabalhar na COCUS é poder, de facto, “fazer parte”, é per tencer a uma equipa diversificada que tem como base os mesmos valores e a mesma cultura e, onde podemos ser a nossa melhor versão num local seguro, responsável e informal ao mesmo tempo. É o apreciar o cuidado genuíno em cada benefício e atividade e sentir o impacto positivo na vida pessoal; é o poder trabalhar de qualquer parte do país, com flexibilidade e autonomia ao mesmo tempo que podemos acompanhar a nossa primeira família com tempo de qualidade. O que me motiva? Ter feito e continuar a fazer parte deste crescimento e da criação de algo único e diferenciador com desafios diários, oportunidades e valorização profissional constante. Acima de tudo, é olhar para trás e pensar que em 2018, fui a primeira mulher na COCUS, colaboradora nº 10, e que direta ou indiretamente, contribui para este crescimento e me dá a oportunidade de acompanhar este percurso e desenvolvimento que está longe de terminar.

COCUS PORTUGAL | LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO

O DESEJO DE FAZER A DIFERENÇA

No meu percurso, passei ainda pela Unidade de Neonatologia do Hospital de São João, sob a orientação da Dra. Sara Almeida Girão (Psicóloga no Hospital de São João). Esta foi uma das minhas maio res escolas de vida, a nível curricular e profissional. Aqui consegui fundir e ancorar as duas áreas que, nesta altura, me faziam sentir uma mulher-menina realizada e feliz: Pediatria e Neurociências.

Foi assim que tomei consciência do caminho profissional que queria trilhar. Apesar dos obstáculos que a vida me foi impondo, fui lutando diariamente para o conseguir. Fiz ainda uma Especialização em Psicologia Clínica, Psicologia da Infância, Terapia Familiar e estou a terminar a especialização em Neurofeedback e Psicologia da Gravidez e Parentalidade. A par disso, fui fazendo pequenos cursos complementares.

Marisa Marques, Psicóloga Clínica e da Saúde

Marisa Marques, Psicóloga Clínica e da Saúde, revela que o foco, a determinação e a ambição têm sido as palavras-chave ao longo do seu percurso profissional.

Licenciada em Psicologia Clínica, porque decidiu especializar-se em Psicologia da Infância e Adolescência? É uma área que lhe suscita interesse?

Até ao momento de candidatura para o acesso ao ensino superior, não tinha bem a certeza do que queria seguir. Apenas sabia que gostava de ingressar na área da saúde, pois sempre senti uma certa adrenalina com tudo o que está relacionado com saúde e pessoas.

No 12º ano, o interesse em Biologia, despertou ainda mais esta minha paixão e, foi nesse momento, que decidi que o meu futuro passaria pela saúde. Como a minha média escolar não me possibilitava a entrada em Medicina, optei pela Psicologia.

Foi assim que, em 2009, ingressei no Mestrado Integrado em Psicologia na Universidade do Minho. Nos primeiros dois anos, estava um pouco perdida e sem saber se era bem isto que eu queria, pois em nada o curso me parecia fazer alguma ponte de ligação com a minha paixão. Entretanto, nas partilhas com colegas acerca da minha insatisfação, surgiu a oportunidade de ingressar num grupo de investigação ,na área das neurociências, mais especificamente, Neuromodulação, onde além de conhecer um mundo ainda mais fantástico do que aquele que eu pensava que era, descobri que o nosso cérebro é a fonte de tudo. Desenvolvi também a minha Tese de Mes trado nesta área e tive a oportunidade de publicar um artigo numa das revistas científicas internacionais mais conceituadas (Transcranial Direct Current Stimulation Based Metaplasticity Protocols in Working Memory, publicado a novembro de 2014 na Brain Stimulation).

O meu objetivo enquanto psicóloga não é ser apenas ser uma psicóloga clínica, mas sim marcar a diferença na minha atuação, na área da Psicologia do Desenvolvimento, que abrange desde a Gravidez/Maternidade até aos 18 anos, focando sempre nos grandes marcos de desenvolvimento e transições de vida, tal como a transição para a parentalidade. Querendo então focar-me na diferenciação enquanto psicóloga na: Psicologia e Neuropsicologia Infantil; Avaliações de Desenvolvimento, Avaliações Psicológicas Infantil; Perturbações de Neurodesenvolvimento; Perturbações Emocionais, Comportamentais e Cognitivas na Primeira Infância e na Idade Pediátrica; Avaliação e Acompanhamento Psicológico Materno-Infantil.

Tendo em conta que no seu dia a dia lida com várias crian ças e jovens, considera que estes têm cada vez mais problemas relacionados com a ansiedade e a depressão? As estratégias que utiliza para os tentar ajudar são diferentes daquelas que habitualmente se aplicam aos adultos?

O meu dia é passado com crianças e jovens que são um desafio diário, pois, eu sei como eles saem do consultório, mas, às vezes, não sei bem como chegaram uma vez que são seres em constante mudança devido ao período de crescimento e ao processo de de senvolvimento.

São imensas as crianças que chegam com perturbações de ansie dade e depressão na infância e isso vê-se em sintomas como a apatia, isolamento, tristeza, alterações do sono e do apetite, diminuição do rendimento escolar, entre outros.

Deste modo, pais, educadores e professores devem estar aten tos aos comportamentos da criança. Quanto mais problemas de comportamento esta apresentar, maior será a probabilidade de um desenvolvimento atípico, visto que estas patologias interferem nas atividades associadas à cognição e à emoção. A deteção precoce de sintomas depressivos em crianças evita que venham a desenvolver quadros graves, com prejuízos no convívio social e no ambiente escolar e familiar.

O modelo de intervenção que usamos é o mesmo. Nestas patolo gias utilizamos, principalmente, a Terapia Cognitivo Comportamen tal, porque cientificamente é a mais eficaz, quer em crianças, quer em adultos. Contudo, as estratégias que utilizamos com as crianças são totalmente diferentes, desde o criar um ambiente terapêutico

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | MARISA MARQUES PSICÓLOGA CLÍNICA

mais descontraído e de maior proximidade com a criança, até ao facto do nosso método de trabalho ser baseado na brincadeira, nos jogos, nas histórias para conseguirmos chegar à problemática, até porque estes são momentos de prazer, aprendizagem natural, abrir a mente e, assim, chegamos facilmente ao nosso objetivo: cuidar da saúde mental deles e proporcionar-lhes a aprendizagem e aplicação de estratégias e “modos de agir e viver” que levam a experiências/ possibilidades de alcançar o bem-estar físico e psicológico, bem como a felicidade - que é o que os pais mais nos pedem.

Está associada à Trofa Saúde há sensivelmente três anos. Qual a análise que faz da carreira que tem construído? Simul taneamente, é voluntária na TAT (Tripulante de Transporte de Emergência), este sempre foi um objetivo seu?

Trabalhar no Grupo Trofa Saúde, para além de ser um orgulho imenso, é algo que hoje me tem permitido projetar o futuro pro fissional com um brilho nos olhos. Fomos, ao longo desta ainda curta caminhada, dando passos firmes e, acima de tudo, muito competentes, no que diz respeito ao cuidado da saúde mental das pessoas. Já no que a mim diz respeito, fui-me dedicando e aperfeiçoando o meu trabalho, de forma a este se tornar cada vez mais diferenciador.

O facto do Grupo Trofa Saúde estar dedicado à área da Saúde mental permitiu-nos, ao longo do tempo, ir convergindo ideias e ajudar cada vez mais quem nos procura nesta vertente. Aliás, graças à aprendizagem que tenho com o Grupo, foi possível tornar-me uma pessoa mais audaz, procurar novos desafios e projetos que, noutros tempos, nem arriscaria.

O meu caminho enquanto voluntária na Cruz Vermelha Por tuguesa começou desde cedo. Iniciei na TAT (Tripulante de Am bulância de Transporte) e este é um projeto do qual me orgulho imenso, pois foi aqui que comecei a ajudar as pessoas de uma forma ativa e efetiva. Mais tarde, em 2017, tive a oportunidade de passar a Chefe de Equipa Psicossocial, cargo que ainda hoje desempenho. No entanto, infelizmente, neste momento não consigo dedicar tempo a esta atividade e desenvolvê-la como gostaria, visto que, a constante procura de novos desafios profissionais exige muito de mim e do meu tempo.

A sensibilidade, a facilidade em comunicar e a capacidade de multitasking são características que normalmente são asso ciadas às mulheres. Na sua opinião, estas são importantes para o mundo empresarial? Que palavras gostaria de deixar àquelas que veem no seu percurso profissional, um modelo a seguir?

São, sem dúvida, três características importantíssimas que devem fazer parte do quotidiano de uma mulher empreendedora e que não podemos dissociar do mundo empresarial atual. Penso que seria importante deixar ainda algumas palavras-chave como

“Trabalhar no Grupo Trofa Saúde, para além de ser um orgulho imenso, é algo que hoje me tem permitido projetar o futuro profissional com um brilho nos olhos. Fomos, ao longo desta ainda curta caminhada, dando passos firmes e, acima de tudo, muito competentes, no que diz respeito ao cuidado da saúde mental das pessoas”

foco, determinação e ambição. Nada daquilo que fui alcançando diariamente na minha vida profissional seria possível sem estas características. Sinto, claramente, que é esta ambição que me faz querer abraçar novos projetos, novos desafios e novas emoções.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 13
EMPRESÁRIAS DE SUCESSO
MARISA MARQUES PSICÓLOGA CLÍNICA | LÍDERES E

POR UMA MEDICINA DENTÁRIA MAIS HUMANIZADA

Em entrevista, Damiana Fernandes, revela mais de talhes sobre o Vida Pro & Plena, um projeto que visa contribuir para o alto desempenho e realização dos pro fissionais de saúde oral.

Iniciou a sua atividade profissional enquanto assistente dentá ria e, mais tarde, licenciou-se em higiene oral. Explique o porquê desta tomada de decisão. O que a apaixona na área da saúde é o facto de sentir que está a contribuir para o bem-estar do outro?

Ser assistente dentária permitiu-me conhecer a Medicina Dentária por dentro e despertou-me a paixão por esta área. No entanto, o meu papel enquanto assistente não me satisfazia. Sentia que queria estar do outro lado da cadeira e ter um papel ativo no contacto com o paciente e na sua educação para a saúde oral, por isso, pareceu-me um passo lógico ingressar na Universidade e ser Higienista Oral! A área da saúde é muito gratificante por esse sentido de contribuição e serviço ao outro. Mas há mais razões para permanecer nesta profissão: a conexão que se estabelece com as pessoas, o trabalho associado à prevenção de doenças, a base científica associada à prática clínica e a possibilidade da aprendizagem contínua ao longo da carreira.

Durante o primeiro confinamento surge o “Vida Pro & Plena”. O que a motivou a desenvolver este projeto? Em que é que consiste e quais os serviços que presta?

Quando o país entrou em confinamento, pude constatar que a maioria dos meus colegas teve as mesmas dificuldades que eu ao nível da gestão mental e emocional. Nessa altura, o interesse no desen volvimento pessoal aumentou e surgiu a vontade de fazer formação noutras áreas que pudessem contribuir para o meu crescimento pessoal e profissional. Descobri no Coaching e na Inteligência Emocional ferramentas poderosas de reflexão e consequente transformação que apliquei às várias áreas da minha vida. Imediatamente surgiu a ideia de desenvolver um projeto que pudesse beneficiar outros profissionais de saúde oral de forma individual ou em ambiente organizacional. O Vida Pro e Plena é um projeto que tem como objetivo contribuir para o alto desempenho e realização dos profissionais da Medicina Dentária. Através do Coaching individual, os profissionais de saúde oral conseguem criar uma vida mais plena e passar a viver a profissão com realização e significado. Por outro lado, este projeto pretende atuar a

nível organizacional com formações na área da Inteligência Emocional para equipas e líderes, proporcionando ferramentas e competências às equipas de trabalho no sentido de se atingir um nível de excelência, imprescindível em cuidados de saúde.

Damiana Fernandes é o verdadeiro exemplo de uma mulher que não teve medo de arriscar, “arregaçar mangas” e criar o seu próprio negócio. Que palavras gostaria de deixar àquelas que têm o desejo de dar esse passo, mas não sabem por onde começar?

Em primeiro lugar, é importante desmistificar essa ideia da ausência do medo, não é verdadeira. Senti muito medo de arriscar e ainda hoje sinto medo com frequência, especialmente quando faço algo pela pri meira vez, quando saio da zona de conforto. O medo é uma emoção básica, faz parte da natureza humana e tem a sua função, a de garantir a nossa segurança e sobrevivência. Não é possível eliminar o medo, nem é desejável! O mais importante é não permitirmos que ele nos paralise, não deixarmos de ir atrás dos nossos sonhos e de construir a vida que desejamos. A melhor forma de diminuir o impacto do medo é entrar em ação, é “fazer”. Isso aumenta a nossa autoconfiança. O conselho mais honesto que posso dar é apostar no desenvolvimento de competências de Inteligência Emocional para sustentar essa aventura. Claro que também é fundamental ir aprofundando os conhecimentos técnicos, nomeadamente de gestão, necessários para a criação de um negócio.

Há 18 anos no sector da saúde oral, com um projeto próprio e uma carreira de sucesso, o que é que acredita que o futuro tem reservado para si?

Gosto de acreditar que o futuro tem reservado, sobretudo, oportunidades de crescimento e contribuição. Acredito que concre tizarei o objetivo de levar a Inteligência Emocional às instituições de ensino, às associações profissionais do nosso sector e às clínicas dentárias. Com isso poderei contribuir para uma Medicina Dentária mais humanizada, cujos valores também passem pelo bem-estar mental e emocional de todos os seus profissionais.

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Damiana Fernandes, Coach e Mentora de profissionais de saúde oral
LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | VIDA PRO & PLENA

SER MULHER NO RAMO IMOBILIÁRIO

Assumindo-se como uma mulher apaixonada pela vida, Cidália Ferreira, gestora da AS Imobiliária, garante que para se ser um bom profissional, é importante ser, acima de tudo, uma boa pessoa.

Fale um pouco acerca do seu percurso pessoal e profissional. Em que momento da sua vida surge o interesse pelo sector imobiliário e a oportunidade de trabalhar na AS Imobiliária?

Sou uma pessoa muito destemida e que adora e admira a vida! Não deixo nada a meio e luto até ao fim por aquilo que acredito.

Acredito que, se fizermos sempre as mesmas coisas, frequentarmos os mesmos lugares e nos rodearmos sempre das mesmas pessoas, não podemos esperar resultados diferentes dos que já temos! Serve para a nossa vida profissional e pessoal.

Após o término da minha licenciatura em Economia, pela Univer sidade do Minho, comecei o meu percurso profissional numa empresa têxtil, em Guimarães, na área financeira. Ao fim de dois anos, fui trabalhar para um banco, onde estive, sensivelmente, nove anos. Iniciei a minha atividade no “caixa” e fui progredindo até “gestora de cliente”. No entanto, no dia em que começou a ser difícil levantar de manhã e ir trabalhar, sem motivação nenhuma, foi o dia em que decidi abandonar a banca. Despedi-me sem saber o que queria fazer de seguida, sem ter qualquer perspetiva do rumo que iria seguir! Foi difícil? Sim, foi muito difícil! Mas fui…confiei…! Após alguns meses no desemprego, surgiu a oportunidade de trabalhar na ASimobiliária, aquando da abertura da loja da AS Guimarães, a convite do nosso CEO Agostinho Sousa. E aqui estou. Comecei como consultora imobiliária, mais tarde, passei a diretora comercial até que decidi assumir o franchising da loja, em janeiro de 2022, estando agora a gerir a mesma.

Quais considera serem os maiores desafios de trabalhar nesta área? Que características deve ter um bom consultor imobiliário?

Um bom consultor imobiliário tem que ser, principalmente, uma boa pessoa, porque acredito que quando não se é boa pessoa, não se é bom em nada! Isto aplica-se a qualquer área de negócio e também na vida!

Acredita que as mulheres possuem características importan tes para o desenvolvimento das empresas, essencialmente no mercado imobiliário? Quais as maiores diferenças entre uma liderança no feminino e no masculino?

Não tenho dúvidas de que as mulheres possuem um papel importante no campo do empreendedorismo, mas, infelizmente, a pouca conquista feminina nos cargos de liderança das empresas ainda é um tabu que precisa de ser ultrapassado. As mulheres são mais resilientes perante as dificuldades e têm uma maior capacidade para motivar pessoas.

Como é que imagina a sua vida profissional daqui a cinco anos? Os planos passam por continuar a evoluir nesta área?

Sim, claro. Ninguém vai fazer nada por nós e, se não fizermos questão de nos fazermos à pista, não é ela que vem ter connosco.

Primeiramente, quero constituir uma equipa coesa na loja de Guimarães (estamos nesse caminho), atrair pessoas com capacidade para nos ajudar a crescer e com objetivos bem definidos e alinhados com os da marca AS. No futuro, o objetivo passa por abrir outras lojas no Norte do País e crescer, cada vez mais, crescimento esse sempre sustentado nos valores que defendemos: honestidade, compreensão, transparência e lealdade. É, simultaneamente, um desafio e um privi légio ter a possibilidade de acrescentar valor a uma organização desta magnitude que, desde 2017, me tem permitido aprender, bem como ouvir e conhecer pessoas que me acrescentam sempre qualquer coisa.

Tudo acontece quando tem de acontecer e, por isso, daqui a cinco anos poderei ser a gestora de agência de mais uma ou duas lojas da AS. Vamos ver!

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Cidália Ferreira, Gestora

O FASCINANTE MUNDO DA MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA

Relativamente ao que me apaixona nesta área, eu penso que é o facto de saber que posso ajudar a mudar a vida de alguém. Trata-se de um mundo fascinante, no qual me fui envolvendo cada vez mais.

Fundou a sua própria empresa em 2018. O que a levou a dar este passo? Que serviços disponibiliza aos clientes?

Nesta área, há momentos em que fazemos vendas e outros em que não. É um caminho complicado que tem que ser feito com muita cautela. Em 2018, pensei, sinceramente, em desistir, mas algumas pessoas aconselharam-me a continuar e, inclusive, a abrir o meu próprio negócio. Nesse interregno, um cliente que me acompanha há alguns anos, abordou-me porque tinha imóveis para colocar à venda e eu, apesar de alguma hesitação numa fase inicial, aceitei e abri um escritório com nome próprio, disponibi lizando serviços de angariação e venda. O facto de ser uma Agên cia pequena, obriga-me a trabalhar todos os passos de angariação e/ou venda permitindo-me mediar o negócio da forma mais van tajosa possível para as duas partes, quem vende e quem compra.

Carla Pinheiro, Consultora Imobiliária, em entrevista, garante que as mulheres, para além de mães e donas de casa, são perfeitamente capazes de construir uma carreira de sucesso.

Explane o seu percurso profissional. O que a apaixona no ramo imobiliário?

Iniciei a minha atividade profissional enquanto rececionista de hotel durante, sensivelmente, 11 anos. Esta profissão implica uma carga horária elevada e, nesse sentido, eu acabava por não ter muito tempo para a família. Tal situação fez com que eu me despedisse. Entretanto, entrei para uma empresa de assessoria financeira, onde trabalhava mais diretamente com agências imobiliárias, mas esta, mais tarde, acabou por fechar. Nessa altura, tinha uma colega que estava a iniciar um franchising imobiliário e convidou-me. Embora eu achasse que não tinha jeito para esta profissão, aceitei o desafio.

Do seu ponto de vista, este é um negócio “de e para pessoas”? Nesse sentido, cada cliente é tratado de forma única e personalizada?

Sem dúvida. Aliás, para mim, não existem dois clientes iguais. Costumo dizer que vivo muito as suas dores e angústias que, nalgumas situações, acabam quase por ser as minhas também. Quando me procuram, eu pergunto se querem mesmo vender ou comprar o imóvel e se a resposta for afirmativa, respondo, imedia tamente, que juntos, vamos conseguir.

Qual é a sua opinião relativamente à paridade de direitos em Portugal? Acredita que as mulheres possuem características que podem ser preponderantes para a liderança das empresas?

Acredito que as mulheres têm qualidades que, muitas vezes, não são valorizadas. Temos uma capacidade de liderança e uma forma de pensar e de estar que nos devia permitir ir mais além (do que os homens até). Porém, infelizmente, não somos ouvidas da mesma forma. Ainda hoje é muito difícil para os homens aceitarem ordens das mulheres, o que faz com que as empresas não consigam evoluir. Já me perguntaram imensas vezes se eu trabalhava sozinha, se não tinha colegas que me ajudassem... acho que continua a fazer muita confusão às pessoas verem uma mulher à frente de uma empresa e com capacidade para fazer tudo aquilo que um homem, normalmente, faz.

R. Dr. Teófilo Braga Nº 42 7555 - 137 Cercal Do Alentejo 961 105 489

cpinheiro.imobiliaria@gmail.com www.carlapinheiroimobiliaria.pt

Por outro lado, neste momento, as mulheres já não são tão criticadas por socializar com os homens ou irem, por exemplo, almoçar com um cliente, o que demonstra que estamos a quebrar barreiras antigas e a ir num excelente caminho. Nós não somos nem mais, nem menos que os homens. Somos apenas iguais. E são vários os exemplos de mulheres com carreiras brilhantes que comprovam que somos muito mais do que mães e donas de casa.

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LÍDERES E EMPRESÁRIAS DE SUCESSO | CARLA PINHEIRO
Carla Pinheiro, Consultora Imobiliária

Especial Saúde

MEDICAMENTOS GENÉRICOS . FERTILIDADE . DOENÇAS DO MOVIMENTO
Nov. SANDOZ Bruno Crespo Retail Head Sandoz Portugal Nelson Martins, Market Access & Hospital Portugal

“A SANDOZ CONTINUARÁ O SEU CAMINHO COMO LÍDER DE MERCADO A NÍVEL MUNDIAL”

Quase metade dos medicamentos vendidos em Portugal são genéricos, uma opção que chegou ao país há 30 anos, mas que demorou a conquistar a confiança de profissionais e utentes e a ultrapassar a resistência dos laboratórios. Bruno Crespo e Nelson Martins, respetivamente, Retail Head Sandoz Portugal e Market Access & Hospital Portugal, em entrevista à Revista Business Portugal, destacam o portefólio da marca, a experiência no mercado português, bem como os mais recentes e os próximos lançamentos de produtos no mercado.

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30 ANOS DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS EM PORTUGAL | SANDOZ
Bruno Crespo, Retail Head Sandoz Portugal, e Nelson Martins, Market Access & Hospital Portugal

Este ano assinalam-se os 30 anos de medicamentos genéricos em Portugal e a Apogen - Associação Portuguesa de Medicamentos Genéricos e Biossimilares, da qual a Sandoz é associada, tem vindo a fazer, ao longo destas últimas décadas, um trabalho de divulga ção e promoção junto da opinião pública, ao ponto de hoje os medicamentos genéricos terem atingido uma cota de mercado de quase 50%. Para além deste fator ter permitido uma significativa poupança, estimando-se cerca de cinco mil milhões de euros desde 2011, que outras mais-valias consideram relevantes?

Bruno Crespo - Um dos aspetos mais relevantes com a utili zação dos medicamentos genéricos e medicamentos biossimilares é o facto destes medicamentos permitirem um acesso mais vasto e equitativo das pessoas com doença aos tratamentos disponíveis garantido uma correta adesão à terapêutica. Para além da melhoria de acesso, o facto de serem utilizados os medicamentos genéricos e biossimilares permite que as poupanças geradas sejam reinvestidas para a entrada de mais inovação.

A Sandoz é líder global no sector dos medicamentos gené ricos e biossimilares, oferecendo mais de mil produtos. A que principais áreas terapêuticas se destinam?

Bruno Crespo - O portefólio da Sandoz, em termos de cobertura terapêutica, é muito vasto, assegurando presença nas principais áreas terapêuticas. Posicionámo-nos, inicialmente, como líderes no mercado dos anti-infeciosos, com os nossos antibióticos, no entanto, temos evoluído noutras áreas terapêuticas como o siste ma nervoso central, diabetes, sistema cardiovascular, respiratório, hemato-oncologia, reumatologia e doenças auto-imunes.

A história da Sandoz remonta a 1886, ano da sua fundação. Há quantos anos está a Sandoz em Portugal e como descrevem a sua experiência no mercado português?

Bruno Crespo - A Sandoz, em Portugal, foi criada em 2003, quando a Novartis uniu todos os seus medicamentos estabelecidos sob o nome Sandoz - uma marca global com uma longa história. Desde então, a Sandoz tornou-se uma empresa líder global neste tipo de

medicamentos. O lançamento dos primeiros genéricos em Portugal ocorreu há 18 anos e, desde esse momento, que temos vindo a crescer em termos de portfeólio, garantindo o nosso propósito principal de trazer alternativas terapêuticas para o mercado português. O ano de 2023 não será uma exceção e manteremos a dinâmica de novos lan çamentos no mercado em diversas áreas terapêuticas. O nosso foco tem sido desenvolver formas inovadoras de valor acrescentado a pensar no ecossistema de saúde no centro das várias atividades que desenvol vemos. Todas as atividades desenvolvidas são construídas juntamente com os nossos parceiros, atividades de formação a nível da farmácia comunitária, Pharma Academy para os nossos profissionais de saúde, serviços de apoio ao doente com o nosso Biocare para os medicamentos biossimilares, entre outros, demonstram o nosso foco principal de disponibilização dos nossos serviços, ao encontro das necessidades que vão sendo identificadas. Aproveitando o facto de termos uma estrutura Ibérica, desde 2021, temos também desenvolvido ideias inovadoras de trazer medicamentos em embalagens bilingue para o mercado português, garantindo a continuidade de disponibilização dos nossos produtos, considerando todos os constrangimentos atuais de fornecimento contínuo de mercado que se tem repercutido por toda a Europa e que tudo indica agravamento nos próximos anos, dada a conjuntura política e económica que atravessamos. No ano de 2023, iremos intensificar o número de produtos com embalagem bilingue, com reforço na sustentabilidade e numa tentativa de garantirmos o normal abastecimento do mercado português.

Os medicamentos biossimilares são uma realidade mais recente do que os medicamentos genéricos. Em que consistem os biossimilares e qual a importância que têm na oferta da Sandoz?

Nelson Martins - São medicamentos biológicos desenvolvidos para serem similares a um medicamento biológico existente (“medicamento

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SANDOZ | 30 ANOS DE MEDICAMENTOS GENÉRICOS EM PORTUGAL

“A Sandoz, a partir de 2023, irá posicionar-se como uma empresa independente do Grupo Novartis e continuará o seu caminho como líder de mercado a nível mundial”

de referência”). Diferem dos genéricos que são medicamentos com estruturas químicas mais simples. Neste momento, a Sandoz é a empresa que tem mais medicamentos biossimilares disponíveis em Portugal, estando oito medicamentos biossimilares a serem comerciali zados. Considerando que o tratamento com medicamentos biológicos representa um custo muito elevado para o Serviço Nacional de Saúde, o facto de termos disponíveis medicamentos biossimilares veio trazer a possibilidade de tratamento de um maior número de doentes, gerar poupanças e reinvestimento em mais inovação.

O capital humano continua a ser a principal força motriz do progresso e desenvolvimento de grande parte das empresas. Como é que está estruturada a equipa da Sandoz em Portugal? Há planos de expansão?

Bruno Crespo - Neste momento, temos uma estrutura adaptada às necessidades do mercado em Portugal aproveitando as sinergias que advêm de sermos uma estrutura Ibérica. Em Portugal, existe uma equipa com um grau de conhecimento e experiência muitíssimo elevado que nos permite ter uma agilidade de decisão que acrescenta um valor imensurável à dinâmica da nossa presença. Considerando o Spin Off da Sandoz do Grupo Novartis, no decorrer de 2023, os planos de expansão estão a ser considerados numa perspetiva de crescimento.

Quais são os lançamentos mais recentes da Sandoz e que produtos pretende lançar a empresa no mercado?

Nelson Martins - Os lançamentos mais recentes para área de retail são os antidiabéticos orais, uma área em que a Sandoz está particularmente focada, considerando o impacto positivo que terá na

disponibilização de alternativas terapêuticas para esta patologia com uma prevalência tão grande no nosso país. Para a área de bio/hospitalar o lançamento mais recente é a Pirfenidona, um imunossupressor para o tratamento da fibrose pulmonar idiopática. O pipeline de lançamento da Sandoz é bastante vasto para os próximos anos e será focado nas principais áreas terapêuticas, diabetes, esclerose múltipla e oncologia.

Dada a atual conjuntura internacional, os efeitos do aumento da inflação e dos custos da energia poderão comprometer falhas de abastecimento dos medicamentos genéricos?

Nelson Martins - Sim, como já tem sido a ser divulgado em todos os órgãos de comunicação social, começa a haver escassez de medicamentos no mercado, originadas pela falta de matérias-primas para a sua produção. O objetivo é tentar colmatar estas falhas, com a procura de outras alternativas para trazer medicamentos para o mercado português e trabalhar, em conjunto com os vários parceiros, na busca de melhoria de condições para tornar viável a continuidade de produção e disponibilização de medicamentos.

Como preveem o futuro da Sandoz?

Bruno Crespo - A Sandoz, a partir de 2023, irá posicionar-se como uma empresa independente do Grupo Novartis e continuará o seu caminho como líder de mercado a nível mundial, garantindo acesso aos seus medicamentos genéricos e biossimilares a milhares de doentes por todo o mundo. O foco da Sandoz será sempre o doente e a confiança dos nossos parceiros que se inicia, antes de tudo, na confiança que depositamos na nossa equipa.

INFERTILIDADE ATINGE CERCA DE 300 MIL CASAIS EM PORTUGAL

vez mais tarde, o que traz consequências para quem anseia por uma gravidez. A quantidade e a qualidade dos ovócitos diminuem muito a partir dos 35 anos”, explica.

Segundo o médico, a infertilidade estará relacionada com causas femininas em 30% dos casos, outros 30% com causas masculinas, 20% com causas mistas e outros 20% inexplicados. “Alguns con selhos de alteração de estilos em vida, associados à Ciência - que tem permitido intervir com sucesso mesmo nos casos em que há patologia - têm ajudado muitos casais a ultrapassar problemas de infertilidade, mas convém sublinhar que o casal tem aqui um papel importante na gestão da saúde reprodutiva”, afirma.

No âmbito da semana Europeia da Fertilidade, recordamos que, em Portugal, existem cerca de 300 mil casais inférteis e há uma tendência de crescimento destes números. O stress, o sedentarismo e a idade são alguns dos fatores que podem ajudar a explicar esta tendência. A infertilidade é um problema mais comum do que se pensa, embora nem sempre se fale dele abertamente. De acordo com o Dr. Sérgio Soares, especialista em Medicina da Reprodução, estes numeros atingem mulheres e homens em percentagens muito semelhantes. Em vésperas de mais de uma Semana Europeia da Fertilidade, que se assinala entre os dias 7 e 13 de novembro, o médico alerta que o stress, o sedentarismo e a procura de uma gravidez numa idade mais avançada da mulher, são alguns dos fatores que podem ajudar a explicar esta tendência.

“Nem sempre a Medicina encontra uma explicação para a infer tilidade. O que sabemos, pela investigação feita nesta área, é que há fatores que prejudicam a fertilidade em ambos os sexos, como o consumo de álcool e tabaco, o excesso de peso e obesidade, a ausência de atividade física, a alimentação pouco variada e equili brada, muito ancorada no fast-food, por exemplo”, salienta o Dr. Sérgio Soares. O especialista e diretor do IVI Lisboa, acrescenta ainda outro fator fundamental: a idade da mulher. “Por razões económicas ou profissionais, as mulheres tentam ser mães cada

O médico salienta, por exemplo, que a infertilidade masculina já representa metade dos casos atendidos atualmente nas clínicas de procriação medicamente assistida. “Alguns estudos mostram-nos, por exemplo, que há uma relação entre as substâncias químicas presentes em pesticidas, os solventes e recipientes de plástico que utilizamos diariamente e a redução da qualidade do sémen”.

Quando procurar ajuda médica

Sérgio Soares explica que a infertilidade pode ser definida como a incapacidade de os casais engravidarem após 12 meses de tentativas de conceção, sem recurso a qualquer meio anticoncecional. Apesar de afetar homens e mulheres, como a fertilidade nas mulheres baixa com a idade, a partir dos 35 anos, consideram-se antes os seis meses. Assim, uma consulta de fertilidade pode ser recomendada após um ano de tentativas para conceber, no caso das mulheres com menos de 35 anos. Para as mulheres com idade superior a 35 anos, este período baixa para os seis meses.

Limite de idade da mulher para aceder a tratamentos

Em Portugal, as mulheres podem aceder aos tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) até aos 50 anos. Não é permitido fazê-lo após os 49 anos e 365 dias (366 dias, no caso dos anos bissextos), seja no SNS ou em clínicas privadas. O limite fixado teve em conta o facto de, a partir dos 35 anos, a probabili dade de se engravidar de forma natural diminuir, caindo a pique a partir dos 40 anos, passando para 1% ou menos quando a mulher atinge os 48 anos.

Sobre o IVI - RMANJ

O IVI nasceu em Espanha, no ano de 1990, como a primeira instituição médica especializada integralmente em Reprodução Humana. Desde então, já ajudou mais de 250.000 crianças a nascer, graças à aplicação das mais recentes tecnologias. No início de 2017, o IVI fundiu-se com a RMA, tornando-se o maior grupo de reprodução assistida do mundo. Atualmente, possui mais de 80 clínicas e sete centros de investigação e é líder em medicina reprodutiva. www.ivi.pt - www.rmanetwork.com.

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Dr. Sérgio Soares, MD, PhD, Ginecologista doutorado em Biologia Celular pela Universidade Autónoma de Barcelona, Diretor Clínico do IVI Lisboa e Ginecologista IVI Lisboa
SEMANA EUROPEIA DA FERTILIDADE 2022 / 7 A 13 DE NOVEMBRO

DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS DO MOVIMENTO

A Sociedade Internacional da doença de Parkinson e outras Doenças do Movimento (MDS) elegeu o mês de novembro como o mês da consciencialização sobre as Doenças do Movimento e o dia 29 de novembro, dia do nascimento do neurologista Jean-Martin Charcot, Dia Mundial das Doenças do Movimento.

As Doenças do Movimento são um grupo de doenças neuroló gicas que se manifestam por alterações específicas do movimento do corpo. Caracterizam-se por lentidão ou pobreza de movimentos; por movimentos involuntários, exagerados, como tremor, distonia, coreia, tiques ou mioclonias; ou por incoordenação dos movimen tos, sendo que diferentes manifestações coexistem frequentemente numa mesma doença.

As doenças do movimento mais frequentes são a doença de Parkinson, afetando cerca de 1-2% das pessoas após os 65 anos de idade e o Tremor Essencial. Entre outras doenças menos frequentes, mas associadas a elevada incapacidade, encontram-se os Parkinsonis mos Atípicos, como a Paralisia Supranuclear Progressiva, a Atrofia Multissistémica ou a Demência de Corpos de Lewy, as Distonias, a doença de Huntington e outras coreias, as Ataxias Cerebelosas e as Paraparésias Espásticas. No seu conjunto, as doenças do Movi mento representam um grupo de doenças relativamente frequente e associado a incapacidade significativa.

Apesar do importante impacto das Doenças do Movimento para o doente, família e para a nossa sociedade, existe ainda um elevado grau de desconhecimento das queixas clínicas associadas a cada doença e dos tratamentos disponíveis, assim como um atraso na referenciação atempada para neurologistas especialistas em Doenças do Movimento. A Sociedade Portuguesa de doenças do Movimento junta-se assim à celebração do dia 29 de novembro como Dia Internacional das Doenças do Movimento, de forma a contribuir para aumentar o conhecimento sobre as doenças do Movimento, sobre a possibilidade e necessidade de orientação por neurologistas e outros profissionais de saúde especialistas em Doenças do Movimento e consciencializar a nossa sociedade relativamente às necessidades específicas dos doentes.

www.spdmov.org

Doença de Parkinson vai aumentar em Portugal

A doença de Parkinson afeta quase 20 mil portugueses e vai aumentar com o envelhecimento da população.

Apesar de a doença ser progressiva e de ainda não se poder travar o seu curso, existem vários medicamentos que aliviam de forma significativa as queixas dos doentes. Em fases mais avançadas da doença, parte dos doentes podem adicionalmente ter indicação para tratamentos avançados, como a Cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS), que consiste no implante de um dispositivo que estimula núcleos específicos no cérebro, ou a administração dos fármacos de forma alternativa, subcutânea ou em gel intestinal. Estes tratamentos avançados, disponíveis em Portugal, estão indicados quando a resposta aos medicamentos se torna irregular e visam estabilizar o dia dos doentes, permitindo uma resposta terapêutica mais mantida ao longo do dia.

Nos últimos anos, várias centenas de doentes em Portugal recuperaram autonomia e mobilidade através da DBS e outros tratamentos Avançados, que trouxeram melhorias significativas na qualidade de vida dos doentes. Atualmente, há várias unidades de saúde públicas e privadas em Portugal com a especialidade de Doenças do Movimento, subespecialidade da Neurologia, às quais os doentes devem recorrer para orientação e acesso ao tratamento que necessitam.

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DOENÇAS DO MOVIMENTO

Lagoa: Melhor Município Para Viver

Luís Encarnação, Presidente da Câmara Municipal

Nov.

MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER 2022

No passado dia 3 de novembro realizou-se, na Universidade de Coimbra, uma Gala de Prémios, que distinguiu os Melhores Municípios para Viver em Portugal.

Tendo em conta os dados mais recentes do Eurostat , o gabi nete de estatísticas da União Europeia, quase um em cada três portugueses (30,1%) considera que a sua qualidade de vida é baixa. Ao contrário, 18,6% mostra-se bastante satisfeito.

A maioria (51,3%) reporta uma qualidade de vida média. Fazendo as contas, Portugal encontra-se abaixo da média da EU, muito distante da Finlândia e da Irlanda, países nos quais os cidadãos mostram os mais elevados níveis de satisfação na Europa.

Com o objetivo de avaliar o estado da arte da qualidade de vida nos concelhos portugueses, o INTEC - Instituto de Tecnologia Comportamental elabora, desde 2008, um ranking dos melhores municípios para viver.

No final da Gala, ficou a conhecer-se os cinco concelhos do país com melhor qualidade de vida, tendo sido entregues prémios em diversas categorias.

Lagoa, Bragança, Caminha, Pombal e Cascais

Precisamente por esta ordem, estes são os cinco primeiros classificados no ranking dos melhores municípios para viver em Portugal, apresentando os melhores índices de qualidade de vida. Mas, afinal, o que significa qualidade de vida? Ora, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, é a “perceção do indivíduo, relativamente à sua inserção na vida, no contexto da cultura e no sistema de valores nos quais vive e nos objetivos próprios, expectativas, padrões e preocupações”. Já o estudo do Eurostat, define-a a partir de parâmetros como a saúde, educação, emprego, entre outros.

Lagoa, situada no distrito de Faro, foi a grande “vencedora”, distinguida como o melhor município para viver. O concelho algarvio alcançou a melhor pontuação nas áreas do “Turismo”, “Bem-estar” e “Segurança, Diversidade e Segurança”.

Em segundo lugar, ficou o concelho de Bragança, que anga riou prémios em várias categorias, como “Ensino e Formação” e “Mobilidade e Segurança Rodoviária”. Também o município de Caminha foi galardoado com prémios na Gala, nomeadamen te, o segundo lugar no indicador de “Bem-estar”, “Segurança, Diversidade e Tolerância”, “Urbanismo e Habitação” e “Ensino e Formação”.

Em quarto e quinto lugar do ranking geral, estão Pombal e Cascais, respetivamente. O concelho de Pombal foi conside rado um dos melhores na categoria “Felicidade”, tendo sido também premiado nos domínios de “Ambiente” e “Economia e Emprego”, entre outros.

26 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER

LAGOA: O MELHOR MUNICÍPIO PARA VIVER

Segundo o INTEC (Instituto de Tecnologia Comportamen tal), Lagoa é o concelho com melhor qualidade de vida do país. O que sentiram quando receberam esta distinção?

Em primeiro lugar, uma grande satisfação. O facto de Lagoa ser considerado o melhor município para viver em Portugal e, sobretudo, por uma entidade credenciada como o INTEC, com o apoio da Universidade de Coimbra, envolvendo, igualmente, o Jornal de Notícias, confere uma enorme credibilidade ao estudo.

Nós, enquanto lagoenses, já tínhamos essa ideia de que Lagoa é, de facto, um local extraordinário para se viver, tendo em conta as características que o território apresenta: desde a localização privilegiada (junto a uma via rodoviária importante, perto de um aeroporto internacional e não muito distante da capital do país), a beleza das praias e da costa, a gastronomia e os vinhos, o bem receber das nossas gentes, e a aposta que o município faz ao nível da cultura, do desporto, da educação e ao apoio aos que mais precisam.

Ainda assim, quando é alguém a confirmar a ideia que já tínhamos, é uma notícia muito importante que, no fundo, é um prémio por todo o labor e por todo o trabalho que temos desenvolvido, ao longo destes últimos anos.

Obtiveram a melhor pontuação nas áreas do turismo; bem -estar; e segurança, diversidade e tolerância. Explique o trabalho que tem sido desenvolvido pela autarquia nestas áreas.

Comecemos pelo turismo, a nossa principal atividade económica. Para além das características naturais referidas anteriormente, temos a sorte de ter grandes unidades hoteleiras (quer em termos de qualidade, quer no que concerne à oferta) concentradas no nosso concelho e de possuirmos quatro campos de golf, o que é muito importante para mitigar a questão da sazonalidade. Estes fatores compõem uma oferta extraordinária, o que faz com que Lagoa seja muito procurada do ponto de vista turístico. Relativamente ao bem-estar, acredito que este item se refere à nossa aposta no desporto, na educação de qualidade e na cultura.

Quanto à questão da segurança, da diversidade e tolerância, esta distinção não foi uma surpresa até porque, há bem pouco tempo, tive a oportunidade de receber, em Guimarães, pela 4ª vez consecutiva, o Prémio Bienal de Município de Excelência para Viver em Igualdade. Lagoa é já uma referência no campo da igualdade de género, cidadania e não discriminação. Trabalhamos muito estas matérias no nosso concelho. Temos o registo de mais de 40 nacionalidades que vivem em Lagoa e, portanto, aqui existe essa tolerância para com o outro.

28 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER | CM LAGOA
Estivemos à conversa com Luís Encarnação, o Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, que se mostrou muito orgulhoso pelo seu concelho ter recebido uma distinção desta relevância. Luís Encarnação, Presidente

Sabemos que a saúde é uma das maiores preocupações da região algarvia, pois é difícil dar resposta aos vários turistas que chegam, sobretudo, no verão. O que tem sido feito para melhorar esta vertente?

Essa matéria não é da estrita competência do município, mas sim transversal a toda a região. De facto, temos alguns problemas ao nível da saúde. As boas notícias são que, finalmente, o Governo se com prometeu em avançar com o hospital central, o que nós consideramos ser fundamental para aumentar a quantidade e a qualidade dos cuidados de saúde na região algarvia.

Do ponto de vista local, temos as competências na saúde desde o dia 1 de abril e pretendemos que estas sejam muito para além de pagar os salários dos assis tentes operacionais e tratar dos edifícios. Queremos participar, de forma ativa, na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados no nosso concelho. Neste momento, temos uma Unidade de Saúde Fa miliar, mas precisamos de outra na parte ocidental do concelho, pois é onde reside a população mais idosa e que requer mais cuidados. Para esse efeito, temos que trabalhar em articulação com a ARS Algarve e é isso que temos vindo a fazer.

Falemos das festas de fim de ano. O que planeiam fazer para celebrar esta época festiva?

Vamos avançar com a tradicional iluminação de Natal. No entanto, vamos ter alguma contenção. Iremos cumprir as recomendações do Governo no que concerne ao período e ao horário em que as luzes deverão estar acesas, até porque não queremos dar um sinal errado à nossa população. Não podemos esquecer que vivemos tempos de enorme incerteza e, por esse motivo, é im portante fazer uma gestão mais eficiente.

Para terminar, Lagoa está prestes a comemorar o seu 250º aniversário. Como é que o presidente vê o futuro do concelho e que palavras gostava de deixar aos lagoenses?

Quis o destino que fosse eu o Presidente da Câmara aquando da celebração do 250º aniversário do concelho que se assinala no dia 16 de janeiro de 2023. Trata-se de um quarto de milénio e queremos que este seja uma marca e que todos os lagoenses sintam orgulho em ser de Lagoa e que percebam que os nossos antepassados quiseram ter essa independência e essa autonomia, do ponto de vista da gestão do seu território, porque falamos de um local que tem a sua própria identidade.

A mensagem que eu quero deixar aos lagoenses é que todos os prémios que temos recebido não são um ponto de chegada, mas sim um ponto de partida para continuarmos a trabalhar, no sentido de melhorar ainda mais, o nosso concelho e para que Lagoa seja, cada vez mais um concelho melhor para se estar, trabalhar, visitar, estudar e, obviamente também, para se viver.

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30 ANOS DE VILA VITA PARC

Este ano comemoram o vosso 30º aniversário. Qual o balanço que faz do “caminho” que têm vindo a trilhar e de que forma é que este marco está a ser assinalado?

Estamos a chegar a uma segunda fase da nossa vida e essa transição mereceu uma grande celebração. Durante 30 semanas, realizamos 30 eventos para celebrar os 30 anos de atividade, com variadas temáticas, embora a gastronomia tenha sido, sem dúvida, alvo de destaque. Reunindo todos os eventos, conseguimos contar com a presença de mais de 50 estrelas Michelin, portuguesas e vindas também de todo o mundo! O feedback não podia ter sido melhor.

Mostra-nos que temos estado e continuamos na direção certa. Seguimos, não só a visão do nosso fundador – e agora, da segunda geração - mas também temos vindo a melhorar, todos os dias, a qua lidade do turismo e do serviço hoteleiro em Portugal, com a equipa que temos na unidade. O que fizemos há 30 anos, ao construir uma propriedade como o Vila Vita Parc, com 22 hectares de terreno, teve

sempre grande impacto, que acabou por se acentuar nos últimos 24 meses. Os clientes gostam, cada vez mais, de ter um espaço privado num resort como o nosso. Também fizemos várias mudanças, por exemplo, no caso da gastronomia, começámos com cinco restaurantes e agora temos onze; tínhamos cerca de quatro bares e agora temos nove.

A própria procura tem vindo a mudar, sobretudo nos últimos anos, e, por isso, devo dizer que mais do que as infraestruturas do hotel, são o serviço, a qualidade e a individualidade de resposta que providenciamos que fazem a diferença. E este serviço só é possível com uma equipa que tem uma relação de lealdade, criada com o tempo, com a empresa e entre si. Tem havido um grande trabalho nesse sentido também.

Para aqueles que ainda não vos conhecem, apresente o Vila Vita Parc e enumere as suas mais-valias. Sabemos que a loca lização privilegiada, a oferta gastronómica e os programas de saúde (Vital Wellness) são algumas delas…

O conhecimento que fomos adquirindo, ao longo destes 30 anos, ajudou-nos a construir o cenário, as infraestruturas e as condições apropriadas para falar ao segmento de cliente que pretendemos alcançar. De momento, temos cerca de 17 tipologias de quarto, mas também

Kurt Gillig, Diretor-Geral, revela que é o serviço, a qualidade e a individualidade de resposta que fazem realmente a diferença no seu hotel. Kurt Gillig, Diretor-Geral MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER | VILA VITA PARC

e quatro fora do resort, distribuídos por Porches e o nosso Armação Beach Club, na Praia de Armação de Pêra. Este ano, abrimos a V-Club Disco e adquirimos mais dois iates, completando uma frota luxuosa de quatro e adicionámos o emblemático palacete Red Chalet à nossa coleção de villas privadas - a Vila Vita Collection Tudo isto cumpre com as expectativas de quem escolhe um resort numa região de praia e no sul da Europa. No entanto, hoje em dia, já não é apenas o que distingue um resort de 5 estrelas e membro da The Leading Hotels of the World. É sim, e esta é a mais-valia, tudo o resto que se pode acrescentar para tornar a estadia única, criar memórias. Tem a ver com o serviço, a qualidade e a possibilidade de personalizar a resposta bem como as experiências. Vemos o hóspede de forma muito individual. Os perfis têm vindo a mudar, as gerações também mudaram. Não querem ficar apenas no resort, vêm com uma ideia do que querem fazer e, sobretudo, consumir. A quantidade deu primazia à qualidade. Como conhecer melhor o destino, a cultura, a gastronomia, saber de onde chegam os ingredientes nas experiências culinárias que oferecemos, passaram a ter mais importância e o Vila Vita providencia várias possibilidades que dão a conhecer a região e tudo o que tem para oferecer.

Algo que também vos carac teriza é o facto de proporcio narem momentos únicos aos vossos hóspedes. Destaque alguns dos eventos que irão realizar nos próximos tempos.

As atenções estão agora viradas para o Natal e passagem de ano. Preparámos um programa muito especial para a época festiva e temos algumas ideias delineadas,

embora não possa, para já, revelar muitos detalhes. Haverá segu ramente muitos eventos temáticos. O Natal e a Passagem de Ano são sempre uma altura em que o Vila Vita fica novamente no pico de ocupação. O programa é aberto ao público. Todos são bem-vindos a festejar connosco e podem reservar apenas os restaurantes, sem ter necessaria mente de ficar alojados no resort. Para a noite de passagem de ano, destaco sempre a grande festa que é o jantar da Grande Gala de Reveillon. Chegada a meia-noite, há fogos de artificio que podem ser apreciados nos jardins a dar as boas vindas ao novo ano. E para os mais corajosos, a noite continua com muita dança na nossa V-Club Disco com os DJ’s residentes.

Lagoa obteve o título de “Melhor Municí pio para viver” em Portugal, atribuído pelo INTEC (Instituto de Tecnologia Comporta mental). Na sua opinião, quais as condições que fazem com que as pessoas consigam ter uma excelente qualidade de vida em Lagoa? É uma vantagem para o Vila Vita Parc estar localizado em Lagoa?

A localização não poderia ser outra, faz parte da identidade do Vila Vita. O Algarve, em geral, descobriu-se a vários níveis. Ainda existe o Algarve autêntico, em que as pessoas querem usufruir e conhecer. Tem vindo a ser feito um trabalho em várias frentes, que valoriza ainda mais a região, isso tem-se também revelado através das várias distinções que Lagoa tem recebido. As infraestruturas e condições dispo nibilizadas e existentes permitem realçar a riqueza e diversidade do município, tornando-o mais atrativo para o aparecimento de novos negócios e investimento. Por exemplo, há uma outra dinâmica ao nível da produção biológica e agrícola, há uma boa produção de vinho e azeite, o que também mostra a influência do turismo. Pequenos restaurantes, tascas e espaços de praia utili zam, cada vez mais, produtos locais e valorizam a sua identidade. Por outro lado, deixa-me muito contente ver que a região é tão atrativa para jovens, millennials e nómadas digitais. A experiência no Vila Vita passa muito pela envolvência onde se encontra e em promovê-la, incentivando e dando resposta à procura por parte dos clientes em sair do resort e saber mais sobre onde estão. É assim importante que reunamos esforços em valorizá-la e, sobretudo, preservá-la, mantendo o que a torna única, o que numa perspetiva de economia circular contribui para manter e melhorar a qualidade de vida de todos.

Reconhecido por todos como um dos mais notáveis resorts em Portugal e membro dos The Leading Hotels of the World, o que é que ainda há por fazer? No futuro, o que podemos esperar do Vila Vita Parc?

No Vila Vita nunca paramos. Inovação é a palavra que nos define. Temos ainda muitas coisas pensadas e projetos que queremos começar, afinal nunca é tarde para melhorar. A médio prazo, diria que gostaríamos de fazer algumas renovações, por exemplo, em alguns quartos, implementar uma nova área de wellness e dar início a novos investimentos.

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temos uma creche, um Kids Club, um Teenage Club, um Spa by Sisley Paris, complexos desportivos, as lojas V-Life. Hoje, possuímos 11 res taurantes, um deles com duas estrelas Michelin - o restaurante Ocean VILA
VITA PARC | MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER

DE POMBAL DE OLHOS POSTOS

NO FUTURO

Em entrevista, o presidente Pedro Pimpão dos Santos, refere a distinção do INTEC como um importante con tributo para poder continuar a melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos.

Pombal é um dos melhores municípios para se viver segundo um estudo do INTEC (Instituto de Tecnologia Comportamen tal). Explique o sentimento que vos invadiu quando viram o vosso município ser alvo deste reconhecimento.

O facto de Pombal estar entre os Melhores Municípios para Viver é um sinal positivo de valorização da pertença a uma comunidade, o que naturalmente me deixa satisfeito e orgulhoso, enquanto cidadão e motivado enquanto autarca. Quando comecei a preparar a minha candidatura ao Município de Pombal, defini como desiderato a promoção da qualidade de vida, felicidade e bem-estar dos Pombalenses. Para isso, temos procurado preparar iniciativas que tornem o nosso concelho mais verde e sustentável, mais digital, inovador e mais atrativo ao investimento e à fixação de pessoas. Para além de uma distinção, é também um contributo para podermos melhorar a nossa atuação e auxiliar na tomada de decisões para podermos continuar a melhorar a qualidade de vida das pessoas.

Economia e emprego foram dois dos itens em que foram distinguidos e foi recentemente notícia de que iriam ter novos espaços de coworking. Esta é mais uma iniciativa que visa pro mover modos mais ágeis e flexíveis de desempenho do trabalho?

Trabalhamos de forma afincada para preparar a nossa comunida de para os desafios dos novos tempos e promover modos mais ágeis e flexíveis de desempenho do trabalho, designadamente através do teletrabalho e do “coworking”, com uma grande vantagem do ponto de vista da redução da assimetria geográfica de ofertas profissionais.

Estamos a preparar o futuro, envolvendo a comunidade na definição de uma estratégia coletiva que respeite os nossos com promissos eleitorais, acolha os contributos dos vários sectores da sociedade civil e alinhe as nossas prioridades com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas de 2030 e este novo ciclo de financiamento comunitário.

Lançámos o processo de elaboração da Estratégia de Desen volvimento Pombal 2030, que deve estar muito alicerçada no crescimento económico, na criação de valor, emprego qualificado e retenção de talento em Pombal.

Foram, igualmente, reconhecidos ao nível ambiental, sendo que são também considerados o município mais sustentável do país. Que medidas é que têm sido aplicadas que justifiquem estas distinções?

O Município de Pombal apresenta um percurso cada vez mais consistente no caminho da sustentabilidade, tendo registado a pon tuação mais elevada alguma vez alcançada no programa Bandeira Verde ECOXXI, sendo o primeiro município a integrar o escalão

do índice igual ou superior a 90%. Em três anos consecutivos que Pombal é distinguido como o Município mais sustentável a nível nacional. Os Pombalenses estão de parabéns pela valorização das boas práticas, uma vez que este é o reconhecimento do trabalho de toda a nossa comunidade, de cada freguesia, das escolas, das empresas, das famílias, dos clubes desportivos e das instituições sociais. Em suma, de todas as pessoas que assumem as boas práticas ambientais como prioridade.

Também nos domínios de urbanismo e habitação, ensino e formação, mobilidade e segurança rodoviária estiveram em destaque. Isto significa que o município tem feito um excelente trabalho e tem contribuído para a qualidade de vida dos seus cidadãos? Como é que vê o município daqui a cinco anos?

Comprometemo-nos com os Pombalenses em transformar Pom bal num concelho mais inovador e atrativo para os investidores e para o tecido empresarial, sendo fundamental para a criação de emprego, captação de talento e fixação de pessoas. Mas também em afirmar Pombal como destino turístico de excelência, sustentável, valorizando a diversidade do território e estimulando o desenvol vimento económico do setor.

Por sua vez, estamos fortemente empenhados em que o ensino superior se assuma como uma realidade consolidada no concelho, valorizando Pombal como um polo de inovação e conhecimento, e, dessa forma, contribuir, de forma decisiva, para a afirmação da importância do Politécnico de Leiria como força motriz de desen volvimento da nossa região.

Temos procurado identificar quais as dimensões em que devemos atuar para promover a felicidade e bem-estar comunitário. Temos olhado para aquilo que os estudos a nível nacional nos dizem. O estudo conduzido pela INTEC é uma grande mais-valia, pois vai incitar à reflexão sobre as dimensões onde temos que aprofundar mais a nossa intervenção.

Tenho a certeza que, com humildade, muito trabalho e união, vamos construir e implementar uma estratégia integrada e mobi lizadora que contribua cada vez mais para tornar o nosso concelho uma referência nacional de boas práticas autárquicas que promovam a qualidade vida, felicidade e bem-estar de quem escolher Pombal para investir, viver ou trabalhar.

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CÍPIO
MUNI
MELHORES MUNICÍPIOS PARA VIVER | CM POMBAL
Pedro Pimpão dos Santos, Presidente
REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 33 € www.detailshotels.com Reserve já! CHAMADAS NACIONAIS 808 10 27 27 INTERNACIONAL CALLS +351 289 073 808 Preço por adulto Programa de 1 noite em Quarto Duplo ou Twin Superior Noite Latina RÉVEILLON 22/23 Desde booking@aquapedradosbicos.com

MUNICÍPIOS EM DESTAQUE

Os municípios são as entidades melhor posicionadas para identificar os desafios mais urgentes e as lacunas de desenvolvimento no seu território. São ainda “intervenientes-chave” na mobilização de agentes locais por disporem de uma transversalidade de funções, incluindo regulamentares, um nível de governança mais próximo das populações, políticas menos abstractas do que as macro, uma legitimidade democrática e institucional e um alcance para promover o diálogo e o empenho em diferentes escalas.

A proximidade traduz-se num melhor serviço, mais adaptado às necessidades e mais coerente com a realidade. O Poder Local não olha apenas para os mapas, nem para as estatísticas, vai ao local, vê e sente a realidade, fala com as pessoas.

Nesta edição, destacamos Castanheira de Pera, um concelho com um passado como importante polo industrial do país e com um futuro promissor.

Penela que recebeu o Prémio de Região Empreendedora Europeia 2023 é outro dos municípios em destaque, que tem também no Penela Presépio um dos momentos de maior projeção do concelho.

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INVESTIR EM CASTANHEIRA DE PERA: UM PASSADO DE INDÚSTRIA, UM FUTURO DE INOVAÇÃO

António Henriques, Presidente da Câmara Municipal, em entrevista à Business Portugal, relata o passado de Castanheira de Pera como importante polo industrial do país e aponta o caminho para um futuro promissor.

A implantação industrial foi o motor de desenvolvimento de Castanheira de Pera, que chegou em tempos a ser o terceiro polo da indústria de lanifícios no país. Como chegaram até aí?

Castanheira de Pera tem uma tradição ligada à pastorícia e à produção de lanifícios, esta última o grande destaque da nossa história. A primeira fábrica do concelho foi fundada em 1860, por José Antão, e marcou a passagem da manufatura dos lanifícios para a maquinofatura através da instalação de uma fiação mecânica com o complemento da roda hidráulica, fazendo uso da fonte natural de energia que era a nossa Ribeira de Pera. Posteriormente, a visão empreendedora de António Alves Bebiano, Visconde de Castanheira de Pera, instalou nos Esconhais a terceira maior fábrica de lanificios do país, chegando a empregar 600 trabalhadores. Novas oficinas de tecelagem e fábricas se seguiram, chegando a funcionar 12 em simultâneo, num surto de desenvolvimento que aumentou expo nencialmente a demografia do concelho e nos estabeleceu como o terceiro centro nacional da indústria de lanifícios.

No último quartel dos anos 80, a indústria entrou em declínio. Apesar da tentativa em acompanhar as constantes mudanças da época, as fábricas não comportaram a evolução tecnológica que avançou a uma velocidade alucinante e dispensou alguma mão de obra, deixando a que sobrou pouco qualificada e muito envelhe cida, uma vez que os trabalhos fabris eram pouco atrativos devido aos baixos salários. Em adição a isto, também as novas exigências do mercado contribuiram para a estagnação da produção, como o aumento das importações do mercado asiático e as tranfor mações no mundo da moda que, gradualmente, descartaram algum uso da lã.

Desde a falência das fábricas, o concelho enfrenta um acen tuado declínio demográfico. O investimento em turismo, com a abertura da Praia das Rocas em 2005, foi apresentado como um novo paradigma de desenvolvimento da economia local, alternativo à dependência da indústria de lanifícios em falência, mas não resolveu a preocupante questão da queda populacional. Queremos agora combater o turismo sazonal, que não capta novos habitantes, e promover Castanheira de Pera todo o ano, através da aposta em Turismo Ativo, Turismo Industrial e Tu rismo de Natureza. Acreditamos que a estratégia deve passar por potenciar os ex-líbris do concelho, a fauna e flora da nossa

serra da Lousã, a ribeira de pera e os seus muitos açudes, as praias fluviais e o património industrial que ficou do passado. Acreditamos ainda que uma indústria pujante não está apenas escrita no passado de Castanheira de Pera, temos pensadas medidas para captação de investimento que anteveem um futuro promissor.

A respeito da captação de investimento, o executivo liderado pelo António Henriques pouco depois de assumir funções, em 2021, abriu um Gabinete de Apoio ao Investimento. Que outras medidas tem pensadas?

O Gabinete de Apoio ao Investimento, para além das candi daturas municipais, tem como objetivo auxiliar novas empresas a instalarem-se em Castanheira de Pera e foi um dos primeiros pro jetos a implementar porque reflete a prioridade do executivo para com a captação de investimento no concelho. Entendemos que o investimento na criação e/ou reconversão de novas infraestruturas e equipamentos para atração e fixação de novas empresas é funda mental para responder à queda demográfica que enfrentamos. A nossa estratégia considera quatro tipos de investidores:

- Empresas que poderão ter interesse e sentir vantagens em se fixar no território pela proximidade aos recursos disponíveis, com destaque para os sectores do turismo e da floresta, neste caso compete ao Município melhor promover esses recursos.

- Empresas e pequenas atividades produtivas desenvolvidas pelos residentes, neste caso o objetivo passa por potenciar a ligação já

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António Henriques, Presidente
MUNICÍPIOS EM DESTAQUE | CM CASTANHEIRA DE PERA

existente do empreendedor ao território, por exemplo, através de apoios à formação profissional e à criação de emprego.

- Empresas que escolhem o território com base nas condições atrativas e competitivas do local, neste caso, temos medidas como a tranformação de antigas fábricas de lanificios em condominios empresariais ajustados às necessidades das empresas e a preços acessíveis (algumas zonas industriais, até agora devolutas, já se encontram divididas em lotes, como a Barros III e a Retorta). No caso das empresas que não encaixem nos lotes existentes, temos um projeto em curso para a aquisição de novos lotes empresariais para construção de raíz, adaptada às necessidades dos investidores.

- Empresas com uma forte componente tecnológica, neste caso já temos interessados em investir na área das energias renováveis, na construção de casas pré-fabricadas e no sector têxtil com foco na inovação. A nível fiscal, saliento a isenção de aplicação da derrama sobre o lucro tributável sujeito e não isento de IRC.

A sustentabilidade é o tema premente do momento, em especial a necessidade de poupança energética. Considera estas questões na sua estratégia de captação de investimento?

Sim, a sustentabilidade precisa de ser ponderada em tudo o que fazemos. Somos um território com uma componente natural muito forte que é crucial preservar. É intenção do Município recuperar o património cultural e paisagístico ligado aos açudes que poderá passar pelo reaproveitamento do potencial hidroelétrico. Neste momento, em parceria com a IG Energy e o IST, está em fase de estudo o projeto-piloto

para a instalação de uma mini-hídrica no açude da Praia das Rocas, que será possivelmente enquadrável na criação de uma comunidade energética no incentivo à produção de autoconsumo de energias reno váveis. Este tipo de investimento energético sustentável pode ajudar as empresas que se fixarem em alguns dos condominios industriais a reduzir as despesas de energia e a contribuir, significativamente, para a redução da produção carbónica.

O Município de Penela recebeu o Prémio de Região Empreendedora Europeia 2023. Em entrevista, o Pre sidente da Câmara Municipal, Eduardo Nogueira dos Santos, falou sobre o orgulho que sente pela premiação e sobre o Presépio de Penela deste ano.

Estando nós perto do mês do Natal, não pode deixar de ser mencionado o projeto “Penela Presépio”, organizado pela Câmara Municipal de Penela. O que nos pode contar sobre o evento e quais as novidades para este ano?

O Penela Presépio é um dos momentos de maior projeção do nosso concelho, que estamos a preparar com algumas condicio nantes, impostas pelo contexto atual. A primeira, tem que ver com o facto do Castelo e da Praça do Município estarem em obras de requalificação, levando o Presépio para a Praça da República. A segunda condicionante é o orçamento, porque o momento que vivemos não é fácil e temos de ser cautelosos. Ainda assim, podemos prometer um Penela Presépio de bom nível, com novidades na programação, que queremos mais abrangente em termos territoriais e de oferta para diversos públicos. Teremos muitas novidades para os mais novos, uma variada programação cultural e os presépios, entre os quais, o tradicional presépio animado.

Este ano, o concelho de Penela recebeu o Prémio Região Empreendedora Europeia 2023, tendo sido o único município de baixa densidade populacional, em Portugal, a ser congra tulado com esta distinção. O que é que a premiação significa para Penela e que vantagens pode trazer?

É um motivo de orgulho e uma enorme responsabilidade, até porque somos apenas o terceiro município português (depois de Lisboa e de Castelo Branco) a receber esta distinção, sendo mesmo o primeiro de baixa densidade populacional, como referem. No próximo ano, partilhamos este prémio com Barcelona (Espanha)

e a Pomerânia Ocidental (Polónia), pelo que estamos a preparar um programa ambicioso.

Este é um exemplo de como as nossas políticas podem, efeti vamente, fazer a diferença no presente e futuro dos concelhos e como devemos sempre pensar maior e com ambição. Apresentá mos a candidatura, porque nos recusámos a aceitar o statos quo de município de baixa densidade populacional, com tudo o que isso implica, e a ficar de braços cruzados. Ao invés, trabalhámos para encontrar ferramentas, como forma de ultrapassar as nossas dificuldades. E este prémio significa, não só o reconhecimento do nosso potencial, como também antevê uma importante visibilidade para o nosso território durante o próximo ano. Queremos aproveitar para projetar o concelho, as empresas, as nossas potencialidades e centralidade no território nacional.

No passado mês de outubro, em conjunto com o Politécnico de Coimbra, a Câmara Municipal de Penela apresentou o novo Gabinete de Inovação Regional aos empresários do concelho. Com que propósito foi criado o gabinete e que mais-valias pode garantir às empresas da região?

Essa é uma das várias medidas que temos em execução ou prepa ração e que confluem para o mesmo objetivo de apoiar as empresas, criar mais e melhor emprego e fixar população no concelho de Penela. Essa estratégia assenta na atividade do Gabinete de Apoio à Inovação, Competitividade e Empreendedorismo (GAICE) da Câmara Municipal de Penela, do HIESE - Habitat de Inovação Empresarial nos Sectores Estratégicos, em estreita articulação com o Núcleo Empresarial de Penela (NEP). No caso específico do projeto @GIR - Gabinete de Inovação Regional, com o Politécnico de Coimbra, prevemos capa citar as empresas e os empresários para a inovação tecnológica. Mas também abraçámos outros desafios como, por exemplo, o projeto Região de Coimbra Empreende +, desenvolvido pela Comunidade Intermunicipal, que tem muito potencial para os nossos empresários e empreendedores aproveitarem.

Que projetos e iniciativas estão preparadas para o futuro? O que os munícipes podem esperar?

Há um ano candidatámo-nos a liderar os destinos de Penela com um programa diferenciador para o território e para as pessoas. Temos um longo caminho pela frente para tornar Penela melhor, mas estamos a trabalhar diariamente nesse sentido. Há questões que vão, eventualmente, demorar mais tempo do que esperávamos e queríamos a implementar, sobretudo, porque fomos confrontados com condicionantes orçamentais inesperadas e com parcos recursos humanos que, apesar de muito empenhados, não conseguem dar resposta a todas as solicitações. Mas os nossos projetos não estão na gaveta e, mais tarde ou mais cedo, vamos implementá-los.

PENELA: REGIÃO
EUROPEIA 2023 MUNICÍPIOS EM DESTAQUE | CM PENELA
Eduardo Nogueira dos Santos, Presidente
EMPREENDEDORA

BREVES municípios

, Albufeira é o “Município Amigo do Desporto” pela quinta vez

No dia 14 de novembro, decorreu a cerimónia de atri buição do galardão “Município Amigo do Desporto”, na qual estiveram presentes congéneres algarvios e do Alentejo.

No evento, foram entregues 27 galardões aos municípios que se destacaram no desenvolvimento de programas e atividades relacionadas com o desporto e a atividade física.

Este ano, Albufeira, para além de ter recebido o título de “Município Amigo do Desporto”, pelo quinto ano consecutivo, foi distinguida como “Autarquia Solidária”.

Pombal é o município mais sustentável do país

O Município de Pombal tem desenvolvido um percurso, cada vez mais, consistente no caminho da sustentabilidade, e registou a pontuação mais elevada, alguma vez alcançada, no programa Bandeira Verde ECOXXI.

Desta forma, Pombal tornou-se no primeiro município a integrar o escalão do índice igual ou superior a 90%.

Cascais está entre as cidades mais inovadoras do mundo

A cidade foi selecionada, pela COP27, para integrar o programa que vai tentar acelerar a transição urbana, no combate às alterações climáticas.

No evento, que está a decorrer no Egito, Cascais foi classificado como uma das 50 cidades mais inovadoras em todo o mundo, “pelas suas políticas de transição energética e ação climática e pelo seu contributo para a ciência”.

A magia do Natal chega a Coimbra Durante três semanas, Coimbra recebe o programa “Baixa Natal 22: No Coração da Cidade”. Este irá percorrer locais emblemáticos, tais como, a Praça do Comércio, a Praça 8 de Maio, o Mercado Municipal D. Pedro V e o Largo da Freiria. Entre o dia 1 e 23 de dezembro, não vão faltar atrações e motivos para andar pelas ruas da cidade, entre os quais, alguns espetáculos de música, atividades performativas, atrações culturais e, inclusive, um Mercado de Natal.

“Sons D’Aquém Mar” em Lagoa Hoje, é o primeiro dia do Festival de Música Antiga que irá pisar os palcos do concelho de Lagoa. Para os dias 4 e 8 de dezembro estão marcados mais dois espetáculos. Estes realizam-se sempre pelas 17 horas e contam com a Direção Artística da cravista Elsa Mathei.

O programa é constituído por seis concertos (três em Lagoa) que preconizam uma viagem em vários estilos da música historicamente informada, tendo como ponto de partida a interdependência do Algarve.

Évora afirma-se como Cidade Educadora

O Palácio de D. Manuel, em Évora, acolhe, no dia 30 de novembro, o 2º Encontro Évora Cidade educadora, subordinado ao tema: ‘Cidade Educadora, cidade de paz e oportunidades’.

Esta sessão visa dar a conhecer o trabalho da Câmara Municipal de Évora enquanto município educador e de outras instituições que se têm salientado pela qualidade do seu trabalho, fomentando uma reflexão conjunta sobre o papel dos diversos atores do território para o desenvolvimento das pessoas que o habitam.

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

O líder é a pessoa que lidera um grupo de pessoas, a nível pessoal ou profissional. Quando se fala em liderança no ambiente de trabalho, há várias características que se espera que os líderes possuam. Entre estas, está a visão, paixão, pensamento estratégico, capacidade de comunicação, motivação, poder para unir uma equipa, adaptação, disciplina e procura pela excelência.

A figura do líder tem, geralmente, a força para inspirar uma equipa. Ao olhar para alguém que assume uma liderança, rapidamente nos podemos identificar com a pessoa, o que permite que as suas atitudes e conselhos funcionem melhor, fazendo com que seja mais fácil atingir o sucesso.

A seguir, damos a conhecer algumas empresas, lideradas por pessoas que, com esforço, dedicação e inspiração, trabalham todos os dias para fazer com que as suas empresas evoluam.

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Fundada em 1957, a Associação das Indústrias de Madeira e Mobiliário de Por tugal representa todas as indústrias de base florestal, à exceção das de celulose, papel e cortiça. Como é que caracteriza a evolução da AIMMP, ao longo dos anos, e quais as vantagens para os associados?

A AIMMP começou por ser o Grémio dos Industriais de Serração de Madeiras. Com o passar dos anos, foi incorporando outras associações, de menor dimensão, o que permitiu alargar o seu âmbito de atua ção. Conforme decorre dos nossos estatutos, a AIMMP está organizada em cinco divisões sub setoriais, abarcando todas as indústrias de base florestal, exceto o papel, a celulose e a cortiça.

É uma Associação estável, reconhecida pelo Governo como uma entidade de uti lidade pública, e representa um dos setores mais importantes da economia portuguesa, que exporta cerca de 2,6 mil milhões de euros por ano.

AIMMP APOSTA NA INTERNACIONALIZAÇÃO

DO SECTOR

Em entrevista, Vítor Poças, Presidente da AIMMP, falou sobre as próximas ações, os desafios da Associação e do legado que pretende deixar.

A Associação está sediada no Porto, mas tem Delegações em Leiria e Lisboa, para que possamos estar próximos dos nossos associados, distribuídos por todo o país. Disponibilizamos diversos serviços para os associados e um deles é a representação institucional, sendo que a AIMMP está representada nas grandes Confederações Europeias, que defendem a indústria de Madeira, do Mobiliário ou das Embalagens e protegemos, desta forma, os interesses do sector. Nos serviços diretos, asseguramos o serviço jurídico permanente de apoio aos associados, designadamente, em matéria de contratação coletiva de trabalho, celebrando contratos com os Sindicatos, e fornecendo apoio também noutras áreas do direito

preventivo. Paralelamente, providenciamos o fornecimento de serviços de apoio técnico especializado, incluindo a preparação de candidaturas a projetos com financiamento, marketing e comunicação, formação e orga nização de eventos para o sector.

Por último, é importante destacar a participação das empresas nos projetos financiados e organizados pela AIMMP. Naturalmente, as empresas que nos estão associadas, têm mais facilidade de acesso e de participação.

Quanto ao financiamento desses projetos, relativos às empresas do sec tor, há algum que gostaria de destacar?

Gostaria de destacar o maior projeto da

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Vítor Poças, Presidente

AIMMP, o Inter Wood & Furniture, recorrente ao longo do tempo na Associação. Todos os anos, temos projetos de financiamento para promover a participação das empresas em ações de promoção internacional. Este é o nosso grande projeto, também em termos financeiros, já apoiámos mais de 400 empresas e participámos em centenas de ações, nos quatro cantos do mundo. Estas ações são extremamente importantes para a promoção das exportações do sector, que têm crescido de forma sustentada e permanente.

A Associação tem atribuído diversos prémios, nomeadamente, o Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira. Em que é que estes consistem e que mais-valias garantem às empresas vencedoras?

A AIMMP organiza e atribui, em con junto com a Ordem dos Arquitetos e a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário, o Prémio Nacional de Arquitetura em Madeira, que garante ao vencedor a quantia de 10 mil euros. O prémio é muito importante, porque promove a construção em madeira e só é atribuído a obras que estejam, efetiva mente, executadas. É atribuído ao arqui teto que realizou o desenho da construção em causa e são feitas menções honrosas ao empreiteiro geral, ao carpinteiro e ao proprietário da obra.

Também temos outros dois prémios, o AD Challenge e o Guilherme Award , que se destinam à promoção da inovação e do design do sector. O Guilherme Award é atribuído aos estudantes do ensino secun dário ou superior que desenhem obras para o sector e tem um cariz de incentivo aos jovens. O AD Challenge baseia-se na mesma filosofia, mas destina-se aos profissionais.

Sabemos que têm sido vários os encontros em que tem debatido os desafios atuais do setor. Numa análise construtiva, quais são os maiores desafios com que se deparam na atualidade?

Um dos nossos grandes desafios é a atuação nos fatores distintivos da promo ção e do desenvolvimento da indústria, ao nível da gestão. É necessário ter inteligência económica em todo o circuito empresarial. Temos, também, de olhar de forma pragmá tica para a questão dos recursos humanos, porque é fundamental que o sector suba na sua cadeia de qualidade e valor. Para isso,

precisamos de muita formação. Um outro desafio a destacar, é o cuidado com a flo resta. A AIMMP está muito preocupada com o que tem acontecido nas florestas portuguesas. Tem havido uma destruição maciça, provocada pelos incêndios, na sua esmagadora maioria de origem criminosa, e não há proteção para a floresta, nem têm sido criadas condições de rentabilidade e sustentabilidade das mesmas.

Enquanto Presidente da AIMMP e candidato ao próximo mandato, no mesmo cargo, qual a marca que pre tende deixar na evolução e importância da AIMMP para o setor?

Penso que deixarei algumas marcas na história da AIMMP. A primeira, ter salvo a Associação da efetiva falência técnica e financeira, porque se encontrava numa situação complicada quando tomei posse.

Neste momento, está recuperada, forte e interventiva, e presta um grande número de serviços aos associados, o que me garante bastante satisfação.

Gostaria de deixar o sector, ao nível das exportações, completamente internacio nalizado e com um nível de exportação de destaque nas exportações portuguesas.

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AIMMP | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS
“Um dos nossos grandes desafios é a atuação nos fatores distintivos da promoção e do desenvolvimento da indústria, ao nível da gestão.”

“SOMOS UMA EMPRESA EXTREMAMENTE FOCADA NO CLIENTE”

projetos mais completos que apareciam, porque havia capacidade para tal e porque gerava a satisfação dos clientes. Ao longo do tempo, os nossos clientes foram tendo outras necessidades, solicitavam outro tipo de serviços e, em simultâneo, apareceram novas oportunidades de mercado. Nesse sentido, integramos outras especialidades dentro da engenharia e, mais tarde, da arquitetura. Para nós é importante ter equipas que trabalham para um objetivo comum, porque isso significa um projeto de maior qualidade e é por esse motivo que estamos sempre a evoluir. Cada vez mais, as empresas são responsabilizadas pelos erros que cometem. Por isso, ter uma equipa coesa e que comete o mínimo de erros possível, é crucial.

Qual a missão da Central Projectos e quais os valores que norteiam a vossa atuação no mercado?

A Central Projectos foi fundada em 1993 e, nas últimas três décadas, já realizou projetos nas mais variadas áreas. Em entrevista, o Engenheiro João Catarino, falou sobre a relação de confiança com o cliente.

Comecemos por falar acerca do seu percurso pessoal e profissional. A área da arquitetura e engenharia sempre o interessou? Em que momento da sua vida surge a Central Projectos?

Sinto que estava destinado a ser engenheiro, desde criança. Quando era pequeno, desmontava os brinquedos, com o objeti vo de perceber como é que funcionavam, o que considero estar totalmente ligado à engenharia. Interessava-me por assuntos e lia sobre temas avançados, para a idade que tinha na altura, porque gostava da área e queria conhecer mais sobre ela. Era apaixonado, não só pela engenharia, mas também por tudo o que esta envolve. E, realmente, o meu caminho acabou por ser feito na engenharia. Mais tarde, desempenhei o papel de Representante da Ordem dos Engenheiros, enquanto Coordenador do Colégio Regional de Engenharia Civil, na zona centro do país, e também fiz parte do Colégio Nacional. Para além disso, desenvolvi um percurso académico, tendo trabalhado durante 15 anos na Universidade de Coimbra, onde era docente.

A ideia de criar a empresa surgiu quando estava a fazer um estágio profissional, na Dinamarca. No que diz respeito aos escritórios, lá é ligeiramente diferente de Portugal, sendo que têm apenas um ou dois escritórios de engenharia e arquitetura para todo o país, e cá existem várias pequenas empresas. Eu sempre tive o objetivo de fundar uma empresa que pudesse dar resposta às necessidades dos clientes de uma forma diferente das outras, e criei a Central Projecto com base na experiência que tive durante o estágio. A equipa era composta por quatro pessoas e começámos por nos focar nos projetos de estruturas.

Apresente a empresa, bem como os serviços e soluções que disponibilizam aos clientes.

A empresa começou como prestadora de serviços na área de projeto e, como referi, fazíamos projetos de estruturas. Íamos realizando os

Somos uma empresa extremamente focada no cliente e na satis fação das suas necessidades. Há muitas pessoas que nos procuram por sermos capazes de criar valor, no sentido em que, quando construímos uma casa, por exemplo, fazemo-lo de forma que perdure no tempo, e que tenha valor comercial. Considero que existem muitas casas, que se encontram desocupadas no parque habitacional, porque foram construídas sem uma perspetiva de futuro. É essa perspetiva que pretendemos garantir aos clientes, assegurando que os seus projetos são duradouros. Desta forma, conseguimos estreitar a relação com os clientes e fidelizá-los.

No final de cada projeto, fazemos inquéritos aos clientes, nos quais inserimos vários fatores de avaliação, como o rigor técnico ou a capacidade de ouvir o cliente. De um a cinco, costumamos

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | CENTRAL PROJECTOS
João Catarino, CEO ApartHotel Oásis Plaza, Figueira da Foz

ter pontuações anuais entre 4.6 e 4.8, o que é considerado exce lente. E, de facto, melhor do que dizermos bem de nós próprios, é percebermos que os clientes o fazem.

De todos os projetos que a empresa já concretizou, há algum que gostaria de destacar?

Mais do que destacar apenas um projeto, destaco as áreas em que fomos trabalhando, por evolução do nosso próprio mercado. Tendo em conta a realidade que vivemos em Portugal, começámos pela construção de habitação, depois abraçámos a área da indústria, numa fase em que estava a crescer no mercado, e chegámos a construir vários estádios de futebol e centros de estágio, nomeadamente, no Campeonato Europeu de Futebol de 2004. Temos vários projetos interessantes e marcantes no sector da habitação, trabalhámos com as principais marcas nacionais na área da distribuição, fizemos alguns hotéis icónicos, em Portugal, entre muitas outras coisas. O mais importante foi o percurso que fomos traçando, ao longo dos vários projetos.

Para terminar, como imagina o futuro da empresa?

À semelhança do passado, penso que temos de continuar a ser fle xíveis e adaptarmo-nos à realidade. Termos uma grande capacidade de adaptação faz com que consigamos estar preparados para o futuro.

Penso que vão surgir projetos cada vez mais complexos. Hoje já se fala em edifícios inteligentes, comandados por sistemas que preveem consumos energéticos e distribuem os recursos existentes numa cidade. Atualmente, se quisermos, podemos ter uma casa inteligente, mas ainda não temos cidades inteligentes. Acho que esse será o próximo passo e a empresa estará pronta para acompanhar essa evolução.

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www.centralprojectos.pt
Bessa Hotel, Lisboa Escola Básica de Vilela, Paredes Estádio Cidade de Coimbra Moradia Particular, Trofa

“FOCO NA ADAPTAÇÃO ÀS NOVAS REALIDADES”

Em entrevista, Manuel Lourenço, Diretor-Geral da ESPAÇO MECÂNICO, falou sobre o percurso da empresa e sobre a importância de satisfazer as necessidades dos clientes.

O ESPAÇO MECÂNICO conta já com 30 anos de experiência no mercado. Conte-nos como tem sido o percurso desta empresa, desde a sua fundação até aos dias de hoje.

Desde a sua criação, em 1992, o ESPAÇO MECÂNICO, S.A. passou de uma empresa regional para uma estrutura com projeção nacional e internacional, através da nossa delegação em Benguela, em Angola, com marcas exclusivas para represen tação em Portugal, pontos de venda dispersos no país e rede de concessionários oficiais.

No seu início, o ESPAÇO MECÂNICO começou por distri buir a marca CATERPILLAR em alguns concelhos do distrito de Santarém. Com as contingências económicas sentidas em 2008, a empresa instalou-se noutro mercado, na época, bastante dinâmico, criando a sua Delegação no continente africano. Hoje, representamos marcas, como a DOOSAN e BOBCAT, para quatro distritos e, desde 2016, estabelecemos parcerias comerciais com marcas de prestígio, para a comercialização no mercado português, em regime de exclusividade. As marcas selecionadas foram a MST e a AUSA.

Para consolidar a comercialização dos equipamentos, o ES PAÇO MECÂNICO sempre deu valor ao serviço pós-venda. Através do balcão de peças e dos serviços de assistência técnica, a empresa é reconhecida como referência no sector, com cobertura nacional e 35 colaboradores, distribuídos pela sede, no Centro de Negócios de Vila Nova da Barquinha, uma filial comercial e balcão de peças em Leiria, e um escritório comercial em Lisboa,

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perfazendo um total de 5.000m2 de área comercial e serviços pós-venda, com um ritmo de crescimento de 12,8% por ano, nos últimos cinco anos.

Para além da comercialização e assistência técnica, fazem o aluguer de máquinas industriais. Como é que funciona este serviço?

O foco principal da atividade da empresa é a comercialização de equipamentos novos, mas, pontualmente, surgem oportunidades para o aluguer de equipamentos, que, sendo uma mais-valia para o cliente, procuramos dar resposta. As facilidades financeiras que oferecemos aos nossos clientes são variadas: estabelecemos protocolos com entidades ban cárias que oferecem campanhas de Renting (Aluguer Operacional) ou Leasing, para via bilizar as soluções mais adequadas e que respondam às necessidades mais prementes dos nossos clientes.

Acredita que o sucesso da empresa está ligado à preocupação que têm com os clientes, nomeadamente no que concerne ao serviço de assistência pós-venda?

O ESPAÇO MECÂNICO tem, atualmente, um espaço ofici nal que permite realizar todo o tipo de intervenções mecânicas, hidráulicas e elétricas, das mais elementares às mais exigentes. Temos uma equipa de Técnicos de Especialistas e Viaturas Oficina que possibilitam fazer uma cobertura nacional, a que os clientes recorrem, para prestar serviços de assistência técnica programada ou corretiva. É, cada vez mais, do entendimento comum o custo que um equipamento em quebra de operação tem para a renta bilidade das empresas. É um dos fatores que levam os clientes a reconhecerem a competência da empresa, para evitar estas paragens, penalizações associadas, e o seu tratamento assertivo.

Descreva a equipa do Espaço Mecânico. Qualidade, competência e eficiência são as características que melhor vos identificam?

A nossa equipa está focada no serviço ao cliente. Em todas as jornadas e processos temos foco na melhoria continua e adaptação às novas realidades, dúvidas e necessidades do cliente. As ações que correm menos bem são alvo de análise interna, e implementação de mudanças para que não se repitam. O exposto aplica-se a todos os intervenientes no processo e todos os departamentos da empresa. Se estas ações se traduzem em qualidade, competência e eficiência, os nossos clientes e colaboradores são as melhores pessoas para responder.

Este verão marcaram presença na Feira Nacional de Agricultura que se realizou sob o lema “Bem-vindo ao futuro”. É importante acompanhar as tendências no que diz respeito à tecnologia e inovação, no sentido de puderem apresentar as melhores soluções aos clientes?

Sempre existiu, desde o início, a preocupação em oferecer aos clientes do ESPAÇO MECÂNICO, as melhores soluções de mar cas e serviços: as mais eficientes, evoluídas, competitivas e recentes. As participações nestes eventos, mais do que apresentar novos produtos

e novas tendências, servem para “sentir o pulso” do mercado e dos clientes às apresentações que estamos a realizar e questionar-nos, constantemente, sobre quais são as demandas que procuram. Gestão remota, consumos otimizados, baixos custos de manutenção, conforto do operador, fatores ambientais e serviço pós-venda eficiente, são as soluções que são oferecidas pela empresa aos seus clientes.

Falamos de uma empresa que é já uma referência no sector, a nível nacional (e não só). Assim sendo, para o futuro, que novidades podemos esperar?

No que respeita a novas tecnologias associadas ao sector, a questão que os clientes mais colocam é sobre soluções em equipamentos elétri cos. A preocupação com os baixos custos de manutenção, consumos e emissões é uma constante e fará a diferença no futuro. O nosso objetivo é estar sempre na vanguarda da resposta às exigências dos clientes e o ESPAÇO MECÂNICO é pioneiro na distribuição de equipamentos elétricos, na gama de produtos mais representativos que comercializa-as Carregadoras Compactas de Rodas. Estabelecemos, neste final de ano, uma parceria comercial com a empresa FIRST GREEN, que desen volveu tecnologia neste tipo de equipamentos, para a representação exclusiva para Portugal da marca, vincando, uma vez mais, o seu caráter inovador neste sector. Mas, mais novidades se avizinham.

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MECÂNICO | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS
ESPAÇO
geral@espacomecanico.pt geral.leiria@espacomecanico.pt espacomecanico.pt

“SOMOS O ALFAIATE NUM MUNDO DE PRONTO-A-VESTIR”

posições (nomeadamente engenharias, mar keting, financeira, comunicação, informática e jurídica), uma perceção e sensibilidade às motivações do candidato e uma procura fina e assertiva que vá ao encontro do que o cliente idealizou. Relativamente à Consultoria em Pro cedimentos Concursais Públicos, trabalhamos desde a triagem curricular, desenvolvimento e aplicação das provas de conhecimentos, realização da fase de avaliação psicológica e entrevista de avaliação de competências. Qual quer serviço que a Fórmula Humana executa é sempre pautado pelo rigor, profissionalismo e excelência, valores que estão intrínsecos à essência da nossa empresa.

“Somos o alfaiate num mundo de pronto-a-vestir” pode ler-se no site da empresa. Isto significa que cada cliente é atendido de forma única e personalizada?

Estivemos à conversa com Rosa Mário e Sabina Sobral (fundadoras da Fórmula Humana), que veem o rigor, o profissionalismo e a excelência como valores intrínsecos à sua empresa.

A Fórmula Humana está no mercado há cerca de um ano e meio. Conte-nos como é que surgiu este projeto.

Este projeto surge de uma vontade de criar a nossa própria empresa, onde pudéssemos empregar a mesma paixão que colocamos em tudo aquilo que fazemos, mas agora num desafio nosso. Contamos com mais de uma década de experiência na área da consultoria e pretendemos trazer ao mercado um serviço que se afigure diferenciador e com o nosso cunho pessoal. Somos duas psicólogas, apaixonadas por pessoas e esta área permite-nos ajudar, quer as organizações, quer os profissionais, no acesso a oportunidades onde se sintam mais realizados. Aquando da escolha do nome da nossa marca, esta paixão esteve bem pre sente, porque queríamos que fosse evidente que o lado humano é uma das características principais da nossa empresa e da forma como desenvolvemos o nosso trabalho e como nos

relacionamos com todos os intervenientes (colaboradores, candidatos e clientes).

Que tipo de serviços disponibilizam aos clientes? Na vossa empresa a excelência e o profissionalismo são garantidos?

Até ao momento temo-nos centrado, sobre tudo, no desenvolvimento de processos de Recrutamento e Seleção Especializado e na Consultoria em Procedimentos Concursais Públicos. Todavia, também temos desenvol vido outros trabalhos na área da Formação (com enfoque no desenvolvimento de compe tências comportamentais), atividades de Team Building, Avaliação do Clima Organizacional e o Assessment, que visa avaliar e identificar tendências comportamentais e motivacionais. No Recrutamento, o que nos diferencia é o nosso know-how, quer no que concerne ao conhecimento do mercado de trabalho, das especificidades técnicas para cada uma das

Correto! O que procuramos com o nosso serviço é atender de forma única cada cliente, compreender com detalhe as necessidades que tem, o que valoriza e é essencial para a sua equipa. Em paralelo, prestamos também um serviço de consultoria ao cliente acerca do estado do mercado de trabalho, o que consideramos essencial, dado o dinamismo e alterações que tem sofrido, nomeadamente ao nível das remunerações e motivações dos candidatos. Tendo-se a clara noção do que o cliente pretende é mais fácil encontrar o can didato que este procura. Somos uma empresa que trabalha, sobretudo, com headhunting e não nos limitamos a uma base de dados. Temos ferramentas que nos permitem alcançar os melhores perfis de mercado.

Tendo em conta que se trata de um projeto recente, quais é que são as vossas ambições no que ao futuro diz respeito?

Desde o primeiro dia da Fórmula Humana que a nossa ambição é ser uma empresa de referência no mercado e a primeira escolha das organizações, no mercado nacional, como seu parceiro.

50 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | FÓRMULA HUMANA – CONSULTORIA DE RECURSOS HUMANOS
914561537 936953046 geral@formula-humana.pt www.formula-humana.pt
Sabina Sobral e Rosa Mário, Fundadoras

Ivo Arneiro, CEO da SolarClean, alerta para a neces sidade da lavagem dos painéis fotovoltaicos para garantir a sua eficiência.

Como surgiu esta empresa? Foi para aproveitar uma lacuna no mercado?

A empresa nasce da necessidade que existe na manutenção de tudo (em geral). A FloorClean surge em 1991 com o objetivo de responder a tudo o que diz respeito à limpeza. Em 2017, iniciamos uma atividade nova, também nesta área, com a abertura de lavandarias. Já em 2019, decidi iniciar a prospeção de mercado no que diz respeito às energias renováveis. Comecei a entrar em Fóruns, a falar com empresas do ramo das energias fotovoltaicas e, a partir daí, tudo se desencadeou...

Sim, efetivamente, continua a ser um problema/lacuna. Verificamos que o instalador faz a instalação e não se interessa mais pelo cliente e, de facto, é essencial, para não dizer obrigatório, a lavagem dos painéis fotovoltaicos, pelo menos uma vez por ano.

Que tipo de serviços presta a SolarClean? O que a tor na inovadora?

Neste momento, a SolarClean, já não trata apenas da lavagem de painéis fotovoltaicos. Somos contactados para resolver problemas mais difíceis. A título de exemplo, estive em Espanha, no mês de agosto, a resolver uma situação em que, quatro das empresas que por lá tinham passado, não conseguiram resolver. A SolarClean é, igualmente, procu rada para ajudar na evolução de novos equipamentos que são colocados no mercado mundial. Recentemente, tivemos o primeiro e único pro tótipo, 100% autónomo na lavagem de painéis fotovoltaicos na nossa posse, de forma a que pudéssemos ajudar a desenvolver e a melhorar o equipamento. Neste momento, já se encontra em produção, com o nosso aval. No que diz respeito aos detergentes, somos consultados com frequência para testarmos os detergentes e dar o nosso feedback

Para 2023, estamos a fechar contrato com o primeiro equipamento, a nível mundial, 100% vocacionado para lavagens de USINAS de grandes dimensões. Temos outros equipamentos de grande porte para este tipo de instalações, contudo, já não estamos a conseguir dar resposta a todas as solicitações. Estamos atentos à inovação e temos sido convidados a testar e analisar novos equipamentos que são lan çados, selecionando, para a nossa utilização, aqueles que acreditamos ser mais uteis e rentáveis.

O mercado está sensibilizado para a questão da limpeza dos painéis fotovoltaicos?

Não, não está. As empresas com maior representação na instalação dos painéis fotovoltaicos em Portugal, já se preocupam em sensibilizar os clientes. Quem faz a instalação deve também alertar para a necessidade

ESPECIALISTAS NA LIMPEZA DE PAINÉIS FOTOVOLTAICOS

da lavagem dos painéis. Caso não o faça, está provado que em cada três semanas sem precipitação, os painéis perdem 8% de produção de energia. Existem instalações com perdas superiores a 40%, vejam o dinheiro que os clientes estão a perder.

Em que medida é que a limpeza dos painéis melhora a sua eficiência, em termos percentuais?

O painel limpo produz o que é possível de produzir. Existem muitos fatores que influenciam essa questão. O cliente, se quer ter um aproveitamento do investimento feito, o painel tem que estar limpo e ponto. Os painéis produzem energia durante todo o ano.

Quais os principais clientes da SolarClean?

Os nossos principais clientes são as empresas que fazem O&M (operação e manutenção) e não o cliente final. Ainda assim, perante o aumento do custo da eletricidade, temos vindo a ser bastante solicitados. Após a nossa intervenção, os clientes comprovam os benefícios da lavagem. Temos meses com mais de 140 intervenções feitas de norte a sul do país.

Que metas tem a SolarClean para o futuro?

No futuro vamos atravessar um período de grande instabilidade, em que não é fácil prever o que aí vêm. Face a isto, iremos continuar a investir, mas apenas quando o mercado assim o exigir.

R. dos Sete Arcos 661, 2420-190 Leiria Tel.: +351 244 210 500 Telm.: +351 916 612 795 geral@solarclean.pt www.solarclean.pt
SOLARCLEAN | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS

RARA METAIS: UMA MARCA DE CONFIANÇA PARA O CLIENTE

Rosa Araújo é Sócia-Gerente e Fundadora da Rara Metais, criada em 2018. Em entrevista à Revista Business Portugal, falou sobre o percurso da empresa e sobre a relação de confiança que esta cria com os clientes.

Em 2023, assinalam cinco anos de existência. Qual é a análise que faz da trajetória da empresa, desde a sua fundação até ao dia de hoje? Explique-nos qual tem sido o segredo para o sucesso.

A Rara Metais, mais do que uma marca de confiança, veio colmatar uma necessidade existente no mercado português, que diz respeito à procura crescente de aços inoxidáveis especiais e ligas de níquel e titânio, do sector metalúrgico e metalomecânico.

A nossa marca tem vindo a crescer e a conquistar a sua cota de mercado. Ainda este ano de 2022, vamos obter um crescimento de mais 40%, comparativamente ao ano de 2021.

O sucesso da Rara Metais é o resultado do nosso empenho e dedi cação diários. Não somos apenas um fornecedor, mas somos também um parceiro de negócios, que procura soluções para um sector, cada vez mais, inovador e desafiante.

Uma das características que também vos identifica é a relação de confiança que estabelecem com os clientes e com as marcas que representam?

Exatamente. A relação de confiança que criamos, junto do mercado e dos nossos clientes, através do fornecimento de produtos e serviços de qualidade, é uma consequência direta da escolha dos nossos parceiros, fornecedores e siderurgias que, criteriosamente, escolhemos.

Segundo a Scoring, a Rara Metais é uma das empresas distinguidas com o Top 5% melhores PME de Portugal. Para si, o que significa este reconhecimento?

Este reconhecimento significa que a Rara Metais continua com uma gestão financeira eficiente e mantém os custos controlados.

Perguntamos-lhe se tem orgulho no percurso que tem vindo a construir, ao longo destes anos, e como é que imagina o seu futuro, bem como o da Rara Metais?

Tenho muito orgulho no que construímos, enquanto marca Rara Metais. Graças ao nosso contributo, agregamos valor ao sector de atividade, onde temos grandes perspetivas de crescer.

Na qualidade de Sócia-Gerente e Fundadora da Rara Metais, este é um dos melhores presentes, não só pela satisfação de dever cumprido, mas também pelo reconhecimento.

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LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | RARA METAIS Av. República, N. 1277 - Sala 4 4430-204 Vila Nova de Gaia 351 917 748 390 351 223 710 257 comercial@rarametais.pt
www.rarametais.pt
Rosa Araújo, Sócia-Gerente e Fundadora

SOLIDARIEDADE EM FORMA DE

A APBP Caldas da Rainha é uma empresa que tem como fundamento a publicação, reprodução e divulgação de trabalhos de artistas que pintam com a boca e com os pés, por todo o mundo. Como é que os artistas se associam à instituição e de que forma é que trabalham com eles?

Os artistas provêm de todos os cantos do mundo e estão diretamente associados à Associação Internacional de Artistas que Pintam com a Boca e com os Pés. Em colaboração com a Associação trabalham várias editoras, localizadas em cerca de 60 países, e a APBP das Caldas da Rainha é a editora portuguesa. Funciona como uma “ponte” entre os artistas portugueses e a Associação, estabelecendo contacto com a mesma. Os artistas apresentam os trabalhos que realizam, e são avalia dos por um júri da Associação Internacional. Independentemente das suas competências, por norma, ficam associados à instituição. Existem vários escalões para os artistas. Normalmente, estes começam como bolseiros e, ao longo do tempo, vão evoluindo, tendo em consideração o seu progresso artístico. Portanto, enquanto editora, a APBP, para além de estabelecer contactos entre os artistas e a Associação, divulga e comercializa artigos desenvolvidos a partir de obras originais, pintadas pelos seus membros.

E de que forma divulgam o trabalho dos artistas? Em que tipo de eventos participam?

A editora organiza duas campanhas anuais, sendo que a que tem mais destaque realiza-se no Natal. Estas funcionam através do envio de postais, pelo correio, para casa das pessoas, sem que estas necessitem de assumir qualquer compromisso, mas podem contribuir com um valor que considerem adequado. Posteriormente, fazemos também visitas a escolas e organizamos exposições, acompanhados de alguns dos artistas e, quando possível, divulgamos os artigos nos meios de comunicação social, de modo a enaltecer, ainda mais, o reconhecimento deles.

Sabemos que a Associação Internacional de Artistas que Pin tam com a Boca e os Pés foi criada, em 1957, com a premissa de rejeitar a caridade e, ao mesmo tempo, incitar a solidariedade. Na prática, o que é que isto significa? De que forma é que os artistas beneficiam da Associação?

Quando a Associação foi fundada, por Erich Stegmann, um pintor que não podia utilizar os braços, por ter sido vítima de poliomielite, este tinha o objetivo de mostrar às pessoas que não queria receber

dinheiro em jeito de caridade, mas sim ser remunerado e recompensado pelo seu trabalho, assim como qualquer outra pessoa. Neste sentido, o nosso propósito é transmitir a ideia de que estes artistas estão a trabalhar, independentemente das suas limitações, e devem receber o retorno desse mesmo trabalho, o que acontece através da compra de artigos, por parte das outras pessoas. Os lucros anuais de cada editora revertem para a Associação Internacional, que os distribui pelos artistas, de acordo com o seu progresso na carreira artística.

A empresa já conta com quase 30 anos de existência em Portugal. Qual o balanço que faz das últimas décadas e quais é que são as expectativas para o futuro?

Faço um balanço muito positivo, acima de tudo. Obviamente que, como qualquer empresa, atravessámos alguns altos e baixos, mas conse guimos sempre ultrapassá-los. Surpreendentemente, o aparecimento da pandemia não nos abalou de uma forma muito acentuada, e sentimos que é em situações como esta que as pessoas se revelam mais solidárias.

Relativamente ao futuro, tenho grandes expectativas e acredito que vamos continuar a crescer. Tenho confiança na evolução da nossa empresa e no espírito de entreajuda das pessoas, especialmente daquelas que já são nossas clientes há vários anos.

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APBP | LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS
PINTURA
www.apbp-portugal.com
Margarida Martins, Diretora
R. Belchior de Matos nº 5 r/c Dto 2500-324 Caldas de Rainha 262 880
Margarida Martins é a Diretora da APBP Caldas da Rainha. Em entrevista à Revista Business Portugal, falou sobre os artistas que fazem parte da instituição e sobre o espírito solidário das pessoas.

MULTICULTURALIDADE EM CIMA DA MESA

Decorreu, no passado dia 3 de novembro, o jantar de confraternização natalícia do International Club of Portugal. Tal como explica Manuel Ramalho, esta cerimónia teve como objetivo primordial “celebrar o regresso à (quase) normalidade, depois de um período em que fomos assolados pela Covid-19”, tratando-se, no fundo, de um reencontro entre associados, patrocinadores, parceiros, media partners e amigos do clube. Na impossibilidade de salientar o momento-chave do evento, o presidente destaca mesmo a confraternização que existiu entre todos os presentes. O evento reuniu, sensivelmente, 40 nacionalidades dis tintas, entre diplomatas e pessoas ligadas a multinacionais que têm as suas atividades em Portugal, personificando aquele que é o verdadeiro espírito do International Club of Portugal, um espaço multicultural e multinacional de partilha de conhecimentos e experiências.

Momentos musicais

Foram dezenas os artistas que tiveram a oportunidade de pisar este palco, entre os quais, Zeming Wu, um menino de nacionalidade chinesa, com apenas dez anos, que atualmente reside em Portugal e é pianista, tendo já levantado várias plateias em praticamente todos os continentes. Fernando Pereira (Lord of the Voices) e Belcanto Latino (Tributo aos 3 Tenores) foram, igualmente, nomes que colheram os aplausos da sala. Para além desses artistas que foram previamente anunciados atuaram ainda os “ Triplets Jazz” e Yolanda Soares.

O Sheraton Lisboa Hotel & Spa

Quando se começou a equacionar a concretização do evento, não houve grandes dúvidas quanto ao local que seria escolhido. O International Club of Portugal e o Sheraton Lisboa Hotel & Spa, são antigos parceiros. Este local, segundo o entrevistado, reúne todas as condições necessárias à realização de um evento desta magnitude, desde a centralidade à facilidade de estacionamento, às instalações e também à qualidade do serviço prestado.

15 anos do International Club of Portugal

Quando falamos do International Club of Portugal, falamos de “um clube que nasceu para constituir a casa da multiculturalidade e da multinacionalidade em Portugal”, começa por dizer Manuel Ramalho. Ao longo destes 15 anos, foram muitas as pessoas, das mais diferentes nacionalidades, que passaram pelo clube e que ainda hoje mantêm laços, não só com este, mas também com o país e, por isso, o entre vistado está convicto de que o International Club of Portugal “muito fez pela projeção do nome de Portugal em quase todas as geografias”.

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Estivemos à conversa com Manuel Ramalho, Presidente do International Club of Portugal, que nos revelou mais detalhes sobre o grande jantar de confraternização natalícia da associação a que preside.
LIDERANÇA: APOSTAS E DESAFIOS | INTERNATIONAL CLUB OF PORTUGAL
REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 55 Veni Vidi ViVi duecitania.pt Ponte do Espinhal . 3230-292 Penela . 239 700 740

Fale-nos do conceito da vossa loja. Nela podemos encontrar não só marcas de vestuário, mas também acessórios e perfumes, correto?

O nosso modelo de negócio consiste no conceito outlet. Trabalhamos com al gumas marcas internacionais de renome como são exemplo os nomes Dolce & Gabanna, Boutique Moschino, Off White e Zadig&Voltaire. Os nossos artigos são de coleções anteriores, à exceção de alguns acessórios da marca Pinko. Vendemos ves tuário e acessórios para crianças, mulheres e homens e também perfumes para os dois últimos.

Conheça a história de duas irmãs, Marília e Liliana Dias, cujo gosto pela indústria da moda as moveu no sentido da criação do seu próprio projeto.

Podemos dizer que a Aqual Del Doq nasce do sonho de duas irmãs e da paixão que estas compartilham pelo mundo da moda? Explique porque é que decidiram dar este passo em 2020 e começar o negócio exclusivamente on-line.

A Aqual Del Doq surge de uma oportunidade que tivemos e que decidimos agarrar, não foi nada premeditado.

O facto de, numa fase inicial, nos termos dedicado, exclusiva mente, ao on-line prendeu-se com duas razões. Primeiro, ambas tínhamos outros trabalhos, o que não nos permitiria dedicar tanto tempo quanto gostaríamos a este negócio. Depois, demos este passo em 2020, aquando do início da pandemia, por isso, perante esta situação, não nos fazia sentido abrir uma loja física.

A inauguração de um espaço físico em Marco de Canaveses é a prova de que o negócio estava a ser um sucesso? Conte-nos como correu e o feedback que obtiveram por parte dos clientes.

Já fazia parte dos nossos planos abrir um espaço físico, mas nunca pensámos que seria após dois anos do arranque do negócio.

Como estamos no mercado há relativamente pouco tempo, queríamos que as pessoas conhecessem “o rosto” por detrás da marca. Para nós, era importante que associassem o nome a alguém e que, dessa forma, estabelecessem uma relação de confiança. É nesse sentido que surge a loja física, para cimentar o nosso nome e a credibilidade que pretendemos passar aos clientes.

A abertura ocorreu a 9 de outubro e, efetivamente, o balanço que fazemos após um mês de “portas abertas” é extremamente positivo. Aliás, foram muitas as pessoas que comentaram que “o Marco estava a precisar de uma loja assim”. Isto dá-nos alguma segurança e a certeza de que o projeto tem “pernas para andar”.

Uma vez que nos aproximamos de uma época festiva, recordo que temos várias peças que poderão ser utilizadas, nomeadamente, na passagem de ano, desde vestidos a jumpsuits, e muitos outros artigos que podem, inclusive, ser uma excelente ideia para um presente de Natal. No fundo, temos um “leque” de artigos bastante abrangente e eu creio que isso, alicerçado no facto de tratarmos cada cliente de forma única e personalizada, são algumas das nossas mais-valias.

No futuro tencionam expandir a vossa loja para outros pon tos de país e acrescentar ao vosso “leque” de marcas, ainda mais nomes da indústria da moda?

Sim! Expandir para outros pontos do país e trabalhar com mais marcas faz, definitivamente, parte dos nossos objetivos.

Podemos também avançar que, neste momento, temos algumas ideias, ainda em fase embrionária, pelo que, não podemos revelar muitos detalhes. Ainda assim, a correr bem, iremos colocá-las em prática no próximo ano e achamos que vão realmente fazer a diferença na nossa loja.

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PAIXÃO E CARISMA
www.aquadeldoq.com
Marília e Liliana Dias, Fundadoras

Estivemos

Apresente a marca Clementoni e faça uma breve análise daquela que tem sido a sua trajetória a nível nacional.

A Clementoni é uma marca que, em 2023, faz 60 anos de his tória e que, desde sempre, se preocupou em aliar a aprendizagem à brincadeira, pois acreditamos que essa é a forma mais eficaz de aprender. Trata-se de uma marca de origem italiana, mas já com um longo caminho percorrido em Portugal. Além disso, a Clementoni, sempre procurou ter brinquedos educativos, falados em português, para estimular a aprendizagem.

Temos vindo a crescer, em termos de posicionamento, tendo categorias de produto que acompanham o crescimento das crian ças desde os seus primeiros meses, com a linha Baby Clementoni, seguindo-se do pré-escolar, onde destaco os jogos educativos da linha Monstessori, e a nossa linha Ciência e Jogo com experiências e laboratórios que vão acompanhando a curiosidade das crianças.

Sendo líder de mercado em praticamente todas famílias de brinquedos, desde o bebé com a Baby Clementoni, passando pela linha de científicos e pelos jogos educativos (dados GFK Dez21).

Enumere as vantagens que a robótica educativa apresenta para as crianças e adolescentes. A Clementoni foi pioneira no que diz respeito à inclusão deste método de ensino nas escolas portuguesas?

Aprender a programar um robô, e/ou aprender matemática, histó ria, geografia com o suporte de um robô, tornou-se um desafio, cada vez mais, parte integrante dos currículos educativos e da formação profissional dos Educadores de Infância e Professores, em Portugal e no Mundo, e a Clementoni acreditou que os seus robôs também podiam ser muito mais do que brinquedos, transformando-se em recursos educativos que poderiam estimular a aprendizagem das crianças em matérias que vão desde o pensamento computacional, ao sentido de lateralidade, olhando para o erro como fazendo parte do processo, não tendo qualquer carga negativa e muito mais. A grande vantagem deste método é a facilidade com que as crianças se envolvem e entusiasmam com estes novos recursos, tornando assim muito mais fácil e envolvente a aprendizagem.

O apoio que têm procurado dar a projetos de investigação visa, também, estimular as crianças não só para o desenvolvi mento dessa capacidade, mas também pelo gosto de saber mais?

O nosso interesse foi sempre proporcionar aprendizagens significativas às crianças e jovens, associadas à vida real e que lhes permitissem desen volver competências necessárias para o mundo digital que as espera num futuro próximo. Sem dúvida que, com toda a linha de Coding da Clementoni, foi possível explorar este desafio.

Esta evidência é possível observar no trabalho realizado com o projeto de investigação Kids Media Lab e Kids Media Lab II (20182022) - https://www.nonio.uminho.pt/kml2, da investigadora Dra. Maribel Miranda nas atividades com Pais, Crianças e Jovens e que destas resultou, no fim de 2018, o livro “Aprender com Robôs” (https://www. facebook.com/aprendercomrobos) e nas inúmeras escolas que, através destes projetos, puderam ter robôs nas suas escolas.

Futuramente, pretendem continuar a consciencializar as crianças, bem como os pais para a importância da proteção do meio ambiente? Exemplo disso é a gama “Play For Future”?

Claramente que sim. A palavra chave é educação. É importante que se ensine, desde cedo, às crianças a importância dos pequenos gestos como, por exemplo, a reciclagem. A gama Play For Future pode estar presente no desenvolvimento e evolução da próxima geração de adul tos; afinal, “as crianças de hoje serão os adultos de amanhã”, pelo que, para cumprir com esta máxima, a Clementoni decide dar vida a uma gama sustentável que se baseia em produtos feitos a partir de materiais 100% reciclados (desde o brinquedo à caixa). O objetivo da Play For Future, que está presente em várias gamas de produto da Clementoni, como I, Jogos, Puzzles e Jogos científicos, é simples: fazer com que as crianças associem a natureza à diversão, e que percebam a importância na manutenção e proteção do meio ambiente.

A marca pretende alargar, durante os próximos anos, a todos os seus produtos e, para que os pais a consigam identificar, mais facilmente, nas lojas, foi criado um logótipo que permite reconhecer os brinquedos Play For Future e que só é atribuído aos produtos e embalagens feitos, na sua totalidade, a partir de material 100% reciclado.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 57
O FASCÍNIO PELO MUNDO DOS BRINQUEDOS
à conversa com Hélder Pernas, Country Manager da Clementoni, que vê na aliança entre a brincadeira e a aprendizagem, o método de estudo mais eficaz.

PORTUGAL + SUSTENTÁVEL

Todos os dias são notícia novos passos dados pelas marcas portuguesas rumo à sustentabilidade.

Aliás, segundo Manuel Serrão, no que à moda diz respeito, Portugal é reconhecido internacionalmente pelos seus produtos sustentáveis. Também no campo da agricultura, os agricultores afirmam que Portugal está “na pri meira divisão da sustentabilidade”.

Se esta já era uma temática importante e reconhecida por todos, após os tempos difíceis que temos vivido, primeiro devido à pandemia e, mais recentemente, com a guerra entre a Rússia e a Ucrânia (e consequente crise provocada pela inflação galopante), tornou-se ainda mais evidente.

Aquilo que nós fazemos tem, de facto, um grande impacto a nível ambiental e é urgente olharmos para esta questão e percebermos que temos que proteger o planeta para assegurar o futuro das próximas gerações.

Nesse sentido, conheça as empresas que lhe apresentamos nas páginas seguintes, bem como o trabalho que estas têm desenvolvido com o intuito de reduzir a pegada ecológica.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 59

PARTILHA E REUTILIZAÇÃO

Ricardo Silva, Asset Protection Manager da CHEP, explica alguns dos problemas que o mercado do pooling enfrenta atualmente.

Atualmente integra os quadros da CHEP enquanto respon sável pela proteção de ativos em Portugal. Na prática, em que é que consiste esta função?

O cargo de Asset Protection Manager, consiste na proteção e recu peração de paletes CHEP e, em simultâneo, no reforço da sua pro priedade legal. Esta função traduz-se na gestão de informação sobre os movimentos das nossas plataformas, na integração de novas ferramentas de track & trace, mapeamento de áreas e sectores que necessitam de intervenção em termos de informação e sensibilização sobre o sistema de ‘pool’ da CHEP e na criação de sinergias para protegermos os nossos ativos de utilização indevida, como compra e venda, reutilização não autorizada e alteração das nossas paletes.

Estas sinergias permitem-nos recuperar as nossas paletes e envolver as várias entidades na importância destes produtos para as cadeias de abastecimento, salientando que as paletes azuis são propriedade da CHEP e são fornecidas em sistema de aluguer, sendo necessária a sua recuperação. Neste sentido, tem sido crucial criar e manter um forte network com instituições públicas, governamentais, policiais e privadas com o objetivo de trabalharmos em conjunto e de forma sustentável na identificação de más práticas, na sensibilização e em terminar com circuitos ilegais de comercialização de paletes CHEP.

O modelo de negócios da CHEP baseia-se na partilha e reutilização. Apresente o conceito “pooling”, bem como as vantagens relativas à sua adesão.

O nosso modelo de negócio é intrinsecamente circular, com base na premissa de partilha e reutilização de paletes pelo que, ao contrário do processo de troca, o aluguer de paletes, através do princípio de pooling, possibilita que o pagamento seja feito pelas paletes que efetivamente se utiliza - libertando o cliente de elevados investimentos de capital. Os custos permanecem transparentes e a carga administrativa é reduzida.

A CHEP, como maior pool mundial de paletes e contentores reutilizáveis, permite que as cadeias de abastecimento dos clientes se

tornem mais circulares, sustentáveis e eficientes em termos de custo e utilização de recursos naturais.

A nossa missão passa por encontrar novas formas de partilha e colaboração, eliminar resíduos e quilómetros vazios, reduzir os custos e a complexidade, e acelerar cada parte da viagem. Contribuímos para que as cadeias de abastecimento, a nível global, trabalhem melhor em conjunto, e se tornem mais sustentáveis do ponto de vista económico e ambiental. A questão do respeito pelo ambiente é um valor essen cial, a qual se manifesta, por exemplo, na utilização de madeira de fontes certificadas e sustentáveis ou no programa que por cada árvore abatida na utilização de equipamentos CHEP é facilitada a plantação de outras duas.

Através da nossa incomparável escala, rede e abordagem 360, cria mos ainda mais eficiências e oportunidades em - e através da - cada cadeia de abastecimento.

A nossa ambição é sermos pioneiros em cadeias de abastecimento verdadeiramente regenerativas.

O mercado enfrenta problemas como o facto de as paletes ficarem mais tempo imobilizadas, serem enviadas para circuitos desconhecidos ou de difícil recuperação. Que medidas é que podem ser tomadas?

Existem soluções que permitem a proteção de ativos, nomeadamente através da sensibilização do mercado sobre a propriedade das paletes de pool, as quais devem ser sempre devolvidas e não utilizadas indevi damente. Isto permite o reforço da informação sobre a propriedade legal da CHEP e também sobre os canais disponíveis para solicitar a devolução e recolha destas paletes.

Para tal, é importante obter o apoio das autoridades para criar o quadro legal para proteger as empresas de pooling de paletes contra a apropriação indevida. Contudo, e a par da informação, devemos dar maior enfoque à proximidade através da criação de acordos e parcerias com diferentes interlocutores dentro e fora da cadeia de abastecimento.

Finalmente, as tecnologias digitais também podem ser um aliado, pois permitem um maior controlo e rastreabilidade.

Que planos tem em mente para o futuro?

O meu compromisso com a CHEP passa pelo reforço da estratégia de proteção de ativos, nomeadamente, das paletes de pooling que per mitem a sustentabilidade e otimização das cadeias de abastecimento.

Hoje, os indivíduos e empresas procuram produtos e soluções sustentáveis que tenham um impacto positivo no meio ambiente e a utilização correta das paletes CHEP permitem cumprir essa meta. Infelizmente, na Europa, são perdidas milhares de paletes por ano, seja através de apropriação ou uso indevido. O desvio de paletes da economia circular, pode causar problemas desde o produtor ao con sumidor final, de custos acrescidos e de ineficiências.

Como empresa multinacional, com estratégias e objetivos definidos nesta área, é necessário um total alinhamento e trabalho em equipa no sentido de sensibilizar e combater as más práticas. As paletes de pool utilizadas corretamente têm um ciclo de vida extenso e contribuem para uma utilização responsável dos recursos naturais.

O nosso objetivo é obter o compromisso e responsabilização dos vários intervenientes das cadeias de abastecimento, do mercado em geral e de todas as pessoas para o uso de equipamentos de pooling Com a correta utilização somos mais eficientes, mais económicos, mais responsáveis com o meio ambiente e com as gerações futuras.

60 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
PORTUGAL + SUSTENTÁVEL | CHEP
Ricardo Silva, Asset Protection Manager

A ChargeGuru foi criada em 2018 e já é a empresa líder na Europa para soluções de carregamento para veículos elétricos e híbridos. Pode contar um pouco mais sobre o projeto e qual o balanço que faz dos últimos quatro anos?

A ChargeGuru foi criada com uma visão muito clara: ser a plataforma global de referência para soluções de carregamento de veículos elétricos (VE), graças ao melhor serviço e tecnologia, fornecidos pelas melhores pessoas. Procuramos projetar soluções de carregamento de VE fáceis e preparadas para acelerar a transição para a mobilidade sustentável. Desde a criação da empresa em França, o crescimento tem estado presente na nossa empresa, atuando agora em mais seis países: Espanha, Portugal, Bélgica, Alemanha, Itália e Reino Unido. Foi em 2021 que o mercado nacional passou a fazer parte do mapa da ChargeGuru. Conta, atualmente, com uma equipa local de engenheiros e gestores de cliente, e garante cobertura em Portugal Continental, Madeira e Açores.

Apresente a empresa, bem como os serviços e soluções que são disponibilizadas aos clientes.

As nossas soluções envolvem todo o processo de carregamento do VE e são adaptadas para atender perfeitamente às necessidades dos nossos clientes, sejam eles residenciais, condomínios ou empresas. Acompanhamo-los em todas as fases da realização dos seus projetos. Além da implementação de soluções de carregamento, a ChargeGuru também fornece serviços associados ao carregamento de VE, incluindo assistência técnica, manutenção, operação das estações de carregamento e otimização do fornecimento de energia.

Como é que funciona o processo de instalação de postos de carregamento para clientes residenciais e que vantagens pode trazer para os consumidores?

Para os clientes residenciais, em moradias ou condomínios, o pro cesso inicia-se entre o cliente e um dos nossos gestores de cliente. Este especialista em mobilidade elétrica procura perceber as necessidades de quem nos liga e, se houver interesse, marcamos uma visita técnica gratuita e sem compromisso para prepararmos um orçamento cha ve-na-mão. Após a aceitação da proposta, a nossa equipa de projeto trata de todo o processo até à conclusão da instalação. Colocamos ao alcance do cliente a melhor solução técnica, através das nossas parcerias

com mais de 15 fabricantes de estações de carregamento, e garantimos também toda a segurança e qualidade na instalação, através da nossa rede local de instaladores credenciados.

Para além da instalação de postos de carregamento para clientes residenciais, fazem-no também em empresas. Pode explicar as diferenças entre as duas soluções?

Para ajudar as empresas a atingirem as suas ambições em termos de mobilidade sustentável, a ChargeGuru criou uma entidade dedicada às empresas: ChargeGuru Business Services (CBS).

A CBS oferece um serviço que atende a todas as necessidades das empresas, valendo-se principalmente da sua experiência no segmento de carregamento rápido. Para além das soluções habituais de imple mentação, manutenção e operação da infraestrutura de carregamento através de um software de gestão de pontos de carregamento, este serviço inclui, a montante, estudos para a definição da solução mais adequada de acordo com a configuração dos locais e as ambições dos gestores de frotas e de infraestruturas. A equipa de consultores da CBS ajuda as empresas a projetarem soluções de carregamento avançadas através da sinergia das atividades ChargeGuru e CBS, com alto valor acrescentado para os nossos clientes.

Recentemente, assinaram um acordo com a Free2Move eSolutions, uma empresa destinada à promoção da mobilidade elétrica através de diferentes soluções de carregamento, para a instalação de pontos de carregamento em Portugal. Em que consistiu o acordo e que mais-valias garante à ChargeGuru?

Através deste acordo, a ChargeGuru tornou-se no primeiro parceiro oficial em Portugal para gerir o processo de aconselhamento e ins talação dos carregadores da Free2move eSolutions, uma empresa do Grupo Stellantis que reúne diversas marcas automóveis que apostam na mobilidade elétrica. Este acordo, presente também em Espanha, vem fortalecer a posição da ChargeGuru como instalador de referência na Península Ibérica. Além deste acordo com a Free2Move eSolutions

A ChargeGuru tem celebrado acordos com outras marcas do sector automóvel nos países onde atua. O nosso processo altamente perso nalizado, automatizado e escalável, permite a realização deste tipo de parcerias com empresas relevantes do sector da mobilidade em geral.

62 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
, Equipa ChargeGuru Portugal Marcus Torres, Head of Operations da ChargeGuru, enumera os serviços daquela que já é a empresa líder na Europa para soluções de carregamento para veículos elétricos e híbridos.

A empresa dispõe de uma equipa de profissionais qualificada e preparada para satisfazer todas as necessidades dos vossos clientes. Apostar na inovação e nas novas tecnologias é também uma das vossas grandes preocupações?

Felizmente, existem no mercado equipamentos cada vez mais capazes, que permitem uma integração mais digital com o veículo elétrico, o utilizador e a infraestrutura elétrica do edifício. É uma parte muito importante da nossa missão conhecer estas soluções e selecionar aquelas que mais benefícios podem trazer aos nossos clientes. É por isso que a ChargeGuru mantém uma relação muito próxima com os melhores fabricantes deste sector, garantindo uma formação contínua das nossas equipas e dos nossos parceiros instaladores. Fazer parte da rede ChargeGuru é, por isso, sinónimo de estar a par e informado para implementar as melhores soluções. Graças ao trabalho contínuo realizado no âmbito das TI, as nossas equipas têm ao seu alcance as melhores ferramentas de trabalho, tais como a automatização de processos, a plataforma de gestão de parceiros e instrumentos para a gestão de projetos.

Em relação ao futuro, que expectativas tem para a Charge Guru? Os planos passam, também, pelo aumento do número das vossas instalações?

Atualmente, poucos deverão ser os que ainda têm dúvidas de que, para acompanhar os novos desafios no âmbito das medidas para redução da emissão de carbono, como a redução a zero das emissões de dióxido de carbono das viaturas novas a partir de 2035, o futuro será elétrico. Ou seja, a eletrificação das frotas dos particulares e das empresas assume um papel fundamental. Empresas como a nossa terão um papel muito importante na divulgação, esclarecimento e implementação de solução de carregamento para esta nova realidade. Em Portugal, a Mobilidade Elétrica tem mantido um crescimento acelerado e consolidado. Como prova disso, em setembro deste ano, a fasquia dos dois mil veículos 100% elétricos vendidos num mês foi, finalmente, ultrapassada. Não temos dúvidas de que o futuro da ChargeGuru passará pela continuidade do crescimento que temos vindo a sentir, para dar resposta ao crescimento na procura, enquanto procuramos novas parcerias capazes de fazer chegar as nossas soluções mais longe.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 63
A sua solução de carregamento +351 21 020 3018 informacao@chargeguru.com Contacte-nos!

BLANCPAIN ANUNCIA CHEF RUI PAULA COMO “AMIGO DA MARCA” EM PORTUGAL

Há praticamente quatro décadas que a Blancpain marca presença nos pulsos de vários célebres chefs, de diferentes nacionalidades. Desta vez, a marca orgulha-se de anunciar a sua primeira colaboração com um chef português, Rui Paula, que, com duas estrelas Michelin, justa-se agora às fileiras do galardoado “círculo de amigos” da marca suíça. Esta nova parceria vem sublinhar a aposta e atenção da Blancpain dedica aos clientes e ao segmento relojoeiro em Portugal, bem como aos sabores e tradições da gastronomia portuguesa.

QOSQO: O PRIMEIRO RESTAURANTE PERUANO EM PORTUGAL

Nos passados dias 24 e 25 de novembro, decorreu um jantar único, preparado pelo Chef Roberto Sihuay, no restaurante Qosqo. Este é um dos melhores chefs peruanos a trabalhar na Europa e é Chef em Lima, Londres e Ibiza Canalla.

O jantar apresentou um menu de degustação de seis pratos e o chef falou com os clientes sobre a gastronomia peruana contemporânea e a cultura do Peru.

LIDL INVESTE EM PORTUGAL

O Lidl investiu cerca de 17 milhões de euros na inauguração de quatro novas lojas em Portugal, nomeadamente em Macedo de Cavaleiros, Ermesinde, Almada e Cascais. Estas vão proporcionar à população uma melhor experiência de compra e vão ainda possibilitar o acesso a serviços inovadores e produtos de máxima qualidade ao melhor preço.

Além disso, vão melhorar a economia local, tendo em conta que vão criar 30 novos postos de trabalho.

EINHELL TORNA-SE PARCEIRO DA EQUIPA DE F1 MERCEDES – AMG PETRONAS

A partir de janeiro de 2023, a Einhell torna-se no novo parceiro da Mercedes – AMG Petronas, equipa de Fórmula 1. A marca vai apoiar a equipa como “Official Tool Expert”, na excelência do automobilismo, sendo fabricante líder de ferramentas elétricas sem fios.

Esta parceria vai marcar o encontro de duas fortes marcas internacionais, que representam os mais altos padrões tecnológicos.

64 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL
BUSINESS HIGHLIGHTS

RELANÇA-TE: UMA JANELA DE OPORTUNIDADES

Este projeto foi criado em plena pandemia e visa apoiar empreendedores desempregados ou com perda de rendimentos a iniciarem negócios voltados para a mudança social. Os resultados do “Relança-te” estão à vista, pois após três edições, 98% dos participantes mantêm os seus ativos ou, na melhor das hipóteses, conseguiram arranjar emprego. Trata-se de uma iniciativa da Fundação Ageas que alia o empreendedorismo a inovações sociais com o objetivo de criar impacto junto da comunidade.

DIÁRIO DE NOTÍCIAS RECONHECIDO COMO MARCA DE EXCELÊNCIA

Esta é já a 13ª vez que o jornal centenário é distinguido enquanto “Marca de Excelência” pelos consumidores. A Gala Superbrands reconhece, anualmente, as marcas mais relevantes do mercado nacional, de acordo com a opinião dos consumidores. A escolha dos premiados é feita de forma totalmente independente.

20 ANOS DA ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DA ÉTICA EMPRESARIAL

O 20º aniversário da Associação Portuguesa de Ética Empresarial foi assinalado entre os dias 21 e 25 de novembro com três iniciativas: Congresso 20 Anos APEE, Apresentação do Livro “APEE 20 Anos Desenvolvimento Sustentável: Ética nas Organizações” e a 17ª edição da Semana da Responsabilidade Social. Para Mário Parra da Silva, Presidente da APEE, esta é “uma oportunidade de reflexão sobre o passado e o futuro”.

GEELY E GRUPO RENAULT CRIAM EMPRESA LÍDER EM TECNOLOGIA DE GRUPOS PROPULSORES

A Geely Holding Group, a Geely Automobile Holdings Limited e o Grupo Renault assinaram um acordo-quadro não vinculativo, com o propósito de criar um líder global para desenvolver, fabricar e fornecer os melhores grupos propulsores híbridos, da classe e grupos propulsores ICE, altamente eficientes. Nos termos do acordo, a Geely e o Grupo Renault vão deter participações equitativas de 50-50 na nova empresa.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 65
BUSINESS HIGHLIGHTS

EXPONOR: SECTORES-CHAVE DA ECONOMIA PORTUGUESA EM DESTAQUE

Durante o mês de novembro, a Exponor promoveu as novas edições da Maquishoes, Expocouro, FIMAP e Maquitex, em que foram apresentadas as principais tendências e inovações tecnológicas de algumas das indústrias mais preponderantes da economia portuguesa. Durante dois dias, houve espaço para conversas, negócios, e networking para os profissionais e, ainda, para a visita inaugural, por parte do Secretário de Estado da Economia, João Neves.

MICROSOFT DESAFIA 20 STARTUPS A BRILHAR NA WEB SUMMIT

A Microsoft está de volta à Web Summit, a maior cimeira tecnológica a nível mundial. Para além do regresso de Brad Smith, Presidente da Microsoft, ao palco principal, a empresa vai associar-se a várias iniciativas da cimeira e apoiar 20 startups integrantes do seu programa: Microsoft for Startups Founders Hub. O propósito do desafio às startups é fortalecer relações junto do ecossistema do sector.

NESTLÉ JUNTA-SE À GIRL MOVE ACADEMY

A Nestlé Portugal abraça, pelo 5º ano consecutivo, este projeto. Este ano voltou a ser introduzida uma componente de estágio que é 100% presencial e de extrema importância para a formação de jovens. Exemplo disso é Sandra Maneca, de 24 anos, licenciada em Nutrição e que tem como principal objetivo a promoção da irradicação e subnutrição no mundo, com especial enfoque nas comunidades mais vulneráveis.

MORADIAS DO VILAMOURA PARQUE SÃO SUCESSO DE VENDAS

O Vilamoura Parque é o mais recente empreendimento em Vilamoura, tratando-se do primeiro projeto da nova administração de Vilamoura World. Este está a ser um sucesso de vendas, sendo que 50% das moradias já foram adquiridas. De destacar que, entre esses compradores, 63% são portugueses e 13% oriundos do Reino Unido. Com apenas 6% encontram-se os compradores da Polónia, Áustria, França e Irlanda.

66 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL BUSINESS HIGHLIGHTS
GRANULADOS DE CORTIÇA E PELLETS NA INDÚSTRIA CORTICEIRA UMA REFERÊNCIA Reginacork, S.A Herdade do Monte Novo | Apartado 75 2959-019 - Pinhal Novo - Portugal (+351) 212 361 406 geral@reginacork.pt www.reginacork.pt
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