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Novembro 2020

O CANCRO ESPINOCULAR CUTÂNEO EM PORTUGAL NAS PALAVRAS DE 4 ESPECIALISTAS Maria José Passos | João Maia Silva César Martins | Emanuel Gouveia

ESPECIAL SAÚDE | ESPECIAL ALGARVE | MULHERES LÍDERES | LIDERANÇA:REVISTA NOVOS DESAFIOS BUSINESS PORTUGAL // 1


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ÍNDICE

EDITORIAL

Novembro 2020

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ESPECIAL SAÚDE

ESPECIAL ALGARVE

MULHERES LÍDERES

LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

O Governo apresentou, recentemente, o Plano de Recuperação e Resiliência que, através da atribuição de um pacote de fundos europeus, visa apoiar o país, as pessoas e as empresas a enfrentar o cenário económico e social causado pela pandemia Covid-19. O Plano inclui medidas económicas direcionadas para as empresas se fortalecerem, bem como para manterem e criarem postos, de trabalho, ou seja, para criarem riqueza e promoverem a competitividade da economia nacional. E, como neste plano, nos dias de hoje, a palavra-chave é a resiliência e a atitude com que as empresas e os empresários enfrentam os novos desafios. O desempenho superior das empresas é resultado da combinação entre habilidades, recursos e competências com a sua capacidade de resiliência e agilidade estratégica, por isso as organizações devem estar preparadas para lidar com adversidades e prontas para tirar proveito de oportunidades imprevistas. Na edição de novembro da Revista Business Portugal, voltamos a levar até si os melhores exemplos de empresários e empresas que fazem da inovação, qualidade e criatividade a sua bandeira, mostrando que o único passo entre o sonho e a realidade é a atitude. Da área da saúde, passando pela liderança no feminino, pela construção, promoção imobiliária, indústria dos plásticos ou administração de condomínios, são vários os exemplos inspiradores que encontrará na nossa edição, sem esquecer o segredo mais famoso da Europa: o Algarve. Deixe-se inspirar e boas leituras!

Revista Business Portugal

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 3


Breves... Miguel Vieira abre loja on-line A “Miguel Vieira” lançou a sua loja de comércio on-line que contará, para além dos produtos de venda, com notícias em constante atualização, vídeos e fotos dos desfiles mais recentes, numa perspetiva de dinamizar e melhorar a relação com os clientes da marca. Os primeiros produtos a serem comercializados, na loja on-line, são a coleção de calçado de homem, resultado de um acordo de licenciamento com a AllAroundShoes.

Coviran eleito o melhor supermercado de proximidade em Portugal A Coviran foi distinguida como a melhor rede de supermercados de proximidade em Portugal, na edição nacional de “A melhor Loja”, pela revista Grande Consumo. No total são 2.855 supermercados distribuídos entre Portugal e Espanha.

ISCTE apresentou exemplos e tendências inspiradoras para a gestão pós-pandemia das empresas Organizada pelo Marketing FutureCast Lab, a conferência “Gestão no Pós-Covid”, abordou as tendências e exemplos de boas práticas utilizadas por empresas no contexto pandémico, que podem servir de exemplo para as empresas portuguesas. Foi também apresentado um livro onde estarão reunidas práticas já aplicadas, adaptadas à nova realidade marcada Covid-19. Nelson de Souza, Ministro do Planeamento, e Eurico Brilhante Dias, Secretário de Estado da Internacionalização, fizeram a abertura e o encerramento da conferência.

Empresas que aderiram mais cedo ao Código QR favorecidas com maior redução fiscal Com a implementação do SAF-T da contabilidade e a colocação dos códigos QR e do ATCUD nas faturas, as empresas vão ter um benefício fiscal nos gastos. Esta medida consta de uma das propostas de alteração ao Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), que prevê majorações na dedução dos gastos das empresas no processo de implementação, em todas as faturas, do Código QR e ATCUD.

Politécnico de Setúbal aposta na logística com Sonae MC O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) prepara-se para abrir, em janeiro de 2021, um novo mestrado em Logística e Gestão da Cadeia de Abastecimento (LGCA), uma formação pioneira em Portugal, numa área em que a instituição é líder. Com esta aposta, a instituição complementa o seu portfólio na área da logística e supply chain.

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Volkswagen investe 73 mil milhões de euros em motores elétricos, híbridos e tecnologia digital O grupo Volkswagen anunciou que irá investir 73 milhões de euros em motores elétricos, híbridos e tecnologia digital até 2025. Os investimentos em tecnologias do futuro representam um aumento de 50 por cento do orçamento, que, de acordo com o “El Economista”, fica compreendido nos 150 mil milhões de euros.


A PREVENÇÃO É UM ATO DE AMOR

Em parceria com Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional Norte, a Daily Day realiza uma dupla campanha para o apoio ao Rastreio do Cancro da Mama e Cancro da Próstata. Até ao dia 31.12.2020, 0,50€ de todas as vendas de máscaras Rosa com Elásticos Rosa e/ou Azul Claro com Elásticos Azuis revertem diretamente para a Liga Portuguesa Contra o Cancro - Núcleo Regional Norte. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 5


ARTIGO DE OPINIÃO | MARIA JOSÉ PASSOS

IDENTIFICAÇÃO E INCIDÊNCIA DO CARCINOMA ESPINOCELULAR CUTÂNEO (CEC)

Dra. Maria José Passos Médica Oncologista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa

O Carcinoma Espinocelular Cutâneo (CEC) é uma patologia praticamente desconhecida da opinião pública. Resumidamente, como caracteriza esta doença? O carcinoma espinocelular (CEC), também denominado carcinoma pavimento celular (CPC), é a neoplasia maligna das células escamosas da epiderme, caracterizada pelo crescimento acelerado e anómalo destas células. É o 2º tumor cutâneo maligno mais frequente nos caucasianos e o mais frequente na raça negra. O CEC corresponde a cerca de 20 por cento de todos os cancros de pele. Tal como o basalioma (BCC), é mais frequente nos doentes idosos e imunodeprimidos e está relacionado com a exposição crónica a radiação ultravioleta (UV). No entanto, pode ter um comportamento biológico mais agressivo que o BCC, com capacidade de crescer rapidamente e metastizar a distância (gânglios e órgãos nobres), podendo ser fatal. Na clínica, o CEC pode ter várias formas de apresentação, sendo frequente o aparecimento de manchas avermelhadas escamosas, feridas de difícil cicatrização, pele áspera, espessa ou lesões semelhantes a verrugas salientes com uma depressão central. Por vezes, podem formar crostas com prurido (comichão) ou até sangrar. 6 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Surgem com maior frequência em áreas expostas ao sol, como a face, orelhas, pescoço, lábios e dorso das mãos. Podem desenvolver-se sobre cicatrizes antigas (queimaduras) ou feridas crónicas da pele em qualquer parte do corpo, incluindo os órgãos genitais. São exemplos clássicos as lesões labiais dos fumadores de cachimbo e as queimaduras da face dos pescadores e trabalhadores rurais com exposição solar crónica. Felizmente, o CEC é curável em > de 95 por cento dos casos com Cirurgia/Radioterapia. A incidência de CEC tem vindo a aumentar nos últimos anos. A que se deve este aumento? O cancro da pele é o tipo de cancro mais frequente. Dado que os cancros cutâneos não melanoma são muito frequentes e, muitas vezes curáveis, os dados estatísticos são apurados por estimativa e os casos isolados não são registados. Os casos de CEC não constam das bases nacionais de dados epidemiológicos e, por isso, a verdadeira incidência da doença não é conhecida. Nos EUA, as estimativas mais recentes apontam para uma incidência de cerca de 1.000.000 de casos/ano, que continua a aumentar. Atualmente, a relação CEC/CBC parece aproximar-se, dado o aumento de incidência do CEC. No entanto, a taxa de mortalidade tem vindo a diminuir nos últimos anos, com cerca de 2000 mortes por ano, por CEC e basalioma. Apesar do prognóstico geralmente favorável do CEC, a elevada incidência traduz-se num aumento de morbilidade e mortalidade, sobretudo, à custa da população envelhecida e dos doentes imunodeprimidos (HIV+, doentes transplantados). É importante também ter em consideração os fatores de risco, que aumentam a probabilidade de desenvolver um cancro cutâneo (exposição solar, solários, imunidade deficiente, tipo de pele com baixo fototipo, loiros, ruivos, sardentos, idade, género, raça, tratamentos prévios com radioterapia, antecedentes de cancro cutâneo, HPV, entre outros). É crucial que a população esteja alerta para a necessidade de realizar vigilância dermatológica regular, com destaque para as populações de alto risco. Se detetar alguma lesão suspeita na pele contacte o seu médico!

• Existem diferente formas de CCNM, sendo o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular cutâneos os mais comuns.


JOÃO MAIA SILVA | ARTIGO DE OPINIÃO

POPULAÇÃO SUBDIAGNOSTICADA

Prof. João Maia Silva Dermatologista do Centro de Estudos da Pele do Hospital CUF Descobertas

De uma forma geral, a população portuguesa está bem referenciada e diagnosticada em relação à patologia do Carcinoma Espinocelular Cutâneo (CEC) ou estamos diante de um cenário de subdiagnóstico desta doença? Os Dermatologistas, como especialidade de eleição no tratamento do cancro da pele, detêm o conhecimento e a capacitação técnica para efetuar o diagnóstico do Carcinoma Espinocelular. Existem, atualmente, meios complementares de diagnóstico, como a dermatoscopia digital e a microscopia confocal, que permitem efetuar o diagnóstico precoce dos carcinomas espinocelulares, bem como das suas lesões precursoras. Estes avanços são acompanhados pela capacitação técnica na execução de cirurgia micrográfica (mais segura e menos mutilante) e pelo manejo de novos fármacos que já mudaram o panorama terapêutico em doentes com a doença localmente avançada. Estas são, sem dúvida, as boas notícias. No entanto, temos de garantir que, todos os doentes, têm acesso aos meios de diagnóstico e terapêuticos adequados, numa fase, o mais precoce possível da sua doença. Para o garantir, a prevenção e a formação dos cidadãos são de natureza estratégica. É possível prevenir a larga maioria dos Carcinomas Espinoceclulares promovendo o conhecimento social sobre os riscos e formas preventivas dos cancros da pele. Mesmo sabendo que o desenvolvimento da formação e literacia nesta área não trará resultados imediatos, mas sim, será um investimento no futuro de médio e longo prazo. É essencial que as pessoas conheçam os comportamentos de risco e que identifiquem precocemente as lesões de forma a procurarem assistência médica adequada. Mas, para além da formação centrada na população, e de forma a corrigir o subdiagnóstico desta doença, é importante atualizar e aprofundar os conhecimentos dos

profissionais de saúde (médicos e enfermeiros não ligados à Dermatologia, e farmacêuticos) sobre o Carcinoma Espinocelular e sobre as suas lesões precursoras (as queratoses actínicas). A formação para os melanomas já está amplamente difundida, pelo que se terá que fazer um esforço idêntico para o Carcinoma Espinocelular. Tem que se garantir que estes profissionais de saúde têm a capacidade de diagnóstico sobre esta doença e que, se confrontados na sua rotina diária com uma lesão suspeita, a reconheçam e, se necessário, a referenciem para a Dermatologia. Por último, a agilidade na referenciação terá que continuar a ser melhorada, promovendo a acessibilidade do doente aos cuidados médicos. Embora os avanços tecnológicos possam auxiliar nesta área, é minha convicção que em nada substituem a observação e tratamento em consulta especializada. Todos estes pontos têm como resultado comum o correto diagnóstico de uma doença frequente, potencialmente grave, passível de ser prevenida e, ainda, subdiagnosticada. Ao nível da epidemiologia desta doença em Portugal, que dados gostaria de destacar? Os dados referentes à epidemiologia nacional do Carcinoma Espinocelular são escassos e limitados. Este facto está relacionado com as especificidades da patologia em causa, nomeadamente pela ausência de reporte e registo nacionais sistemáticos, por metodologias de recolha dos dados distintas e pela dificuldade na contabilização das lesões versus doentes afetados. Estas limitações são notadas na publicação mais recente do Registo Oncológico Nacional, em que se excluem os dados referentes ao Carcinoma Espinocelular. De acordo com os relatórios dos Registos Oncológicos Regionais para 2010 (último ano com dados disponíveis), registou-se uma taxa de incidência global de 66,15/100.000 habitantes. A incidência de Carcinoma Espinocelular continua a aumentar desde 1960, com uma taxa a nível mundial de 3 a 8%. Estima-se que semelhante tendência se observa para as lesões precursoras do Carcinoma Espinocelular que atingem cerca de 60% da população com idade superior a 60 anos. É indispensável manter um seguimento clínico adequado e continuado ao longo dos anos destes doentes. Dados recentes mostram que 19% dos doentes com Carcinoma Espinocelular têm novo episódio no período de 10 anos, com uma média de 2,4 Carcinomas Espinocelulares. A incidência do Carcinoma Espinocelular aumenta com a idade, atingindo o pico aos 70 anos. Esta tendência ganha maior relevo em Portugal pelo envelhecimento da nossa população e pela imigração crescente de uma população com 60 ou mais anos, oriunda dos países do norte da Europa cuja pele é mais sensível a este tipo de cancro da pele. Em relação à mortalidade, e de acordo com os dados do INE, entre 2009 e 2018, ocorreram em Portugal, em média, 189 óbitos por Cancro de Pele Não-Melanoma (CPNM) por ano. Por último, é premente perceber a real dimensão deste problema. Só assim será possível dimensionar os serviços de saúde com os recursos necessários para dar uma resposta adequada ao número anual de Carcinomas Espinocelulares. E perceber qual o impacto económico desta doença, facilitando a tomada de decisões estratégicas e promovendo a acessibilidade às terapêuticas mais inovadoras.

• Os Cancros Cutâneos Não Melanoma (CCNM) representam aproximadamente 90% de todos os casos de cancro cutâneo. Estima-se que são diagnosticados 13,4 mil casos todos os anos e com o número de novos casos a aumentar entre 3 a 8% cada ano.

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ARTIGO DE OPINIÃO | CÉSAR MARTINS

FATORES DE RISCO E CONSCIENCIALIZAÇÃO DO CEC

Dr. César Martins Assistente Hospitalar Graduado de Dermatologia do Serviço de Dermatologia do Hospital Distrital de Santarém

A prevenção, o diagnóstico e o tratamento são questões que se colocam a todas as patologias. No que diz respeito ao Carcinoma Espinocelular Cutâneo (CEC), que fatores de risco potenciam mais o surgimento da doença? O carcinoma espino-celular (CEC) é um tumor maligno com alta prevalência. O CEC aparece sobretudo em pessoas com mais de 50 anos do sexo masculino. Surge, habitualmente, nas orelhas, face, lábios e boca, e pode rapidamente dar origem a grandes tumores. Se não for tratado no seu início, pode metastizar (isto é, afetar órgãos para além da pele). Quando o tratamento é realizado precocemente, a probabilidade de cura é, porém, de 95 por cento. São consideradas de risco as pessoas com pele e cabelo claro, com sardas, e com história de exposição ao sol (ultravioletas), frequentemente relacionada com a profissão – agricultura, pesca ou construção civil. Os solários são outra fonte importante de ultravioletas, sendo responsáveis por um risco adicional e não controlado. Os antecedentes familiares e pessoais também são relevantes, na medida em que os hábitos de exposição solar na família condicionam muitas vezes o comportamento do indivíduo. Por outro lado, quem já teve um CEC tem maior probabilidade de ter outro. No geral, uma pele que sempre queima e nunca bronzeia é considerada uma pele de risco. Numa altura em que tanto se fala de imunidade, interessa aqui também frisar que um sistema imune enfraquecido (como após transplantes, na leucemia e no linfoma, durante alguns tratamentos imunossupressores ou na presença de uma imunodeficiência como o HIV) é outro fator de risco importante para a agressividade do CEC. 8 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

A existência de lesões pré-cancerosas – queratose e queilite actínicas – assume especial importância. As queratoses são lesões múltiplas, em áreas expostas ao sol e as queilites aparecem como gretas ou fissuras dos lábios, por vezes recobertas de crostas. Neste caso, o tabagismo é fator de risco concomitante. Confere também risco a exposição crónica ao alcatrão, tratamentos prévios de radioterapia e cicatrizes antigas. Especial atenção merece a infeção pelo HPV (vírus do papiloma humano), pela sua alta prevalência na população. Na consulta de Dermatologia, o diagnóstico do CEC é feito pelo exame clínico, com o auxílio da dermatoscopia digital (aparelho que aumenta e capta características próprias da lesão) e da realização de biópsia. A biópsia permite a confirmação histológica do tumor e a obtenção de informação adicional para determinar a agressividade, decidindo o procedimento terapêutico mais adequado. Sendo o CEC muito pouco conhecido do grande público, que medidas ou ações acha que deviam ser tomadas no sentido da consciencialização desta patologia? A conscientização sobre esta patologia já existe, de forma implícita, na medida em que as pessoas sabem que devem ter cuidado com o sol. O difícil de obter é a mudança do seu comportamento. A pele é um órgão de fácil acesso, tornando o rastreio fácil. Aos olhos de um Dermatologista, a maioria dos CECs é facilmente diagnosticada. Assim, o objetivo de qualquer ação é captar a atenção dos indivíduos em risco, de modo a que sejam observados precocemente. Estas ações têm sido desenvolvidas com regularidade, incidindo tanto na população em geral como em grupos de risco, como os trabalhadores rurais, os pescadores ou os operários da construção civil. Várias equipas, englobando Dermatologistas, têm feito um esforço para rastrear os principais tumores de pele e orientar os doentes para serviços hospitalares diferenciados. Os indivíduos de risco são sensibilizados para uma mudança de comportamento em relação ao sol e as lesões pré-cancerosas são de imediato tratadas. A palavra de ordem é a prevenção.

• Em 2018, foi estimado que o CCNM tenha causado 65.000 mortes globalmente.


EMANUEL GOUVEIA | ARTIGO DE OPINIÃO

PRESENTE E FUTURO DO TRATAMENTO DO CEC

Dr. Emanuel Gouveia Médico oncologista do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa

Qual o percurso de tratamento de um doente com CEC em Portugal e quais os desafios associados ao tratamento? A maior parte dos casos de CEC curam-se com a excisão cirúrgica, com margens de segurança adequadas. Assim, podemos dizer que um elevado número é gerido em primeira instância pela Dermatologia, mantendo uma vigilância adequada. Nos últimos anos, temos assistido a um aumento significativo do número de casos de CEC, em grande parte devido ao envelhecimento da população. Por outro lado, outros fatores têm contribuído para o aumento desta doença, como a imunossupressão crónica (por exemplo, em doentes transplantados ou VIH positivos). A agressividade clínica de alguns casos de CEC, torna necessária a sua referenciação a centros especializados, com experiência na abordagem destes doentes complexos. É fundamental que estes sejam discutidos em ambiente multidisciplinar, que inclua dermatologistas, anátomo-patologistas, radiologistas, cirurgiões, radioncologistas, oncologistas médicos, equipa de enfermagem especializada e assistente social. Diria assim que, um dos desafios, é dar condições às equipas, de forma a garantir uma abordagem multidisciplinar, de acordo com a melhor evidência clínica, não descurando o contexto psicossocial dos doentes. Outro desafio associado ao tratamento destes doentes, é o facto de um elevado número

apresentar uma idade avançada, além de comorbilidades associadas, que podem dificultar a execução do plano terapêutico. Apesar da nossa experiência demonstrar que os novos tratamentos, como a imunoterapia, são geralmente bem tolerados, mesmo em populações mais idosas, será um desafio tratar estes doentes. Felizmente, alguns estudos em curso, num contexto de vida real, irão trazer mais informações sobre a eficácia e a segurança destas novas terapêuticas, em doentes com outras condições clínicas. Como é o presente e qual a expectativa futura do tratamento do CEC avançado? Como referi, anteriormente, todos os casos de CEC avançado devem ser abordados em contexto multidisciplinar, de forma a garantir o tratamento de acordo com a melhor evidência. Em primeiro lugar, é importante definir claramente os critérios de doença avançada. Na doença localmente avançada, quando o tratamento cirúrgico ou a radioterapia não são opções válidas, bem como na doença metastática, poderá estar indicado o tratamento antineoplásico sistémico. No passado, estes doentes eram tratados com esquemas de quimioterapia citotóxica ou com anticorpos monoclonais anti-EGFR. No entanto, apesar das respostas objetivadas, estas eram de curta duração. A evidência atual demonstra que, pelas suas características, esta neoplasia é particularmente sensível ao tratamento com imunoterapia. Os dados científicos disponíveis demonstram respostas muito significativas e, sobretudo, duradouras. A nossa expectativa é que estes resultados se traduzam num aumento da sobrevivência a longo prazo. No entanto, será necessário aguardar para ter resultados mais consistentes. No futuro, poderá haver interesse em testar a utilização de combinações de tratamentos: imunoterapia com outros agentes antineoplásicos (seja imunoterapia ou outros fármacos); imunoterapia com tratamentos locais, como a radioterapia ou terapêuticas intra-lesionais, tal como tem vindo a ser feito na área do Melanoma. O futuro passará, também, pela utilização mais precoce de tratamentos sistémicos, em contexto adjuvante ou neoadjuvante (após ou antes da cirurgia, respetivamente).

• Cerca de 80% dos casos de CCNM são submetidos a excisão cirúrgica do tumor.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 9


CANCRO DA PELE NÃOéMELANOMA Um Problema Crescente dos Trabalhadores de Exterior O cancro da pele nãoémelanoma )CPNMç é o cancro mais diagnosticado em todo o mundo) Entre 2011 e 2015 foram diagnosticados em Portugal 90 mil casos de cancro da peleú dos quais 72 mil não(melanoma)1A Organização Mundial de Saúde -OMSA classifica a radiação ultravioleta como cancerígenaq2 Ainda assimú muitos países não reconhecem o cancro da pele não(melanoma como doença ocupacionalq

Os riscos escondidos de se trabalhar ao sol Os trabalhadores de exterior passam mais de 75x do seu tempo de trabalho expostos ao sol)3

O risco de desenvolver CPNM aumenta mais do dobro para os trabalhadores de exterior)3

Na Europaú o CPNM é uma das doenças ocupacionais mais comuns e a sua prevalência continua a aumentarq3

SE TRABALHA EXPOSTO AO SOL, FIQUE ALERTA! O RISCO É REAL. Fale com o seu médico sobre quais podem ser os primeiros sinais de cancro da pele nãoémelanomaq

R/ €uarte6 ína p Sousa4Pinto6 7ernardo p Freitas6 ílberto p €elgado6 Luis p ºosta4Pereira6 í p ºorreia6 Osvaldo/ wNURGf/ Skin cancer healthcare impactEí nation4wide assessment of an administrative database/ ºancer epidemiology63J6 R3;4RJU/ RU/RURJjj/caneo/NURG/UG/UU; N/ Ultraviolet radiation/ wn/d/f/ Retrieved November RJ6 NUNU6 from httpsEjjwww/who/intj health4topicsjultraviolet4radiationSanofi – ProdutosT –/ John6 S/ M/6 Garbe6 K/6 French6 L/ E/6 Takala6 J/6 ºardone6 í/6 Gehring6 R/6 /// p Stratigos6 í/ wNURKf/ White Paper 4 Eí€V 4 10 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL Improved protection of outdoor workers from solar ultraviolet radiation/Sanofi – Produtos Farmacêuticos6 Lda/ Sede socialE Empreendimento Lagoas Park6 edifício M6 –º piso6 P4NM;U4N;; Porto Salvoº/R/º/ ºascais wOeirasf j Pessoa ºolectiva nº 3UU R–; KJU/ ºapital SocialE € NJ/GR3/UR36UU/ www/sanofi/pt MíT4PT4NUUR––K VR/U NOVNUNU


Novembro 2020

Especial Saúde

ROCHE

Diagnósticos Nazli Sahafi, diretora-geral

OLHO SECO: PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO | O SONO DOS PORTUGUESES |REVISTA DIA MUNDIAL DA DIABETES BUSINESS PORTUGAL // 11


TURISMO,SAÚDE ESPECIAL GASTRONOMIA | ROCHE DIAGNÓSTICOS E VINHOS | O CABEÇAS

SOLUÇÕES INOVADORAS DE PREVENÇÃO, DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO DE PATOLOGIAS A Roche Diagnósticos integra o Grupo Roche, presente no mercado português desde 1973, líder em investigação e que alia a inovação dos produtos farmacêuticos com a área de diagnósticos. “A empresa está focada no desenvolvimento e disponibilização de soluções inovadoras de diagnóstico”, garante Nazli Sahafi, diretora-geral da Roche Diagnósticos, em entrevista à Revista Business Portugal. Nazli Sahafi, diretora-geral

Como avalia a contribuição da Roche Diagnósticos no mercado nacional? A presença da Roche Diagnósticos em Portugal permite que sejamos uma das companhias líder no diagnóstico in vitro, através da disponibilização de soluções de diagnóstico inovadoras, para as áreas de doença com maior impacto na comunidade, continuando a melhorar o nível de cuidados disponível. Numa altura em que o envelhecimento da população e o aparecimento de doenças crónicas tem um impacto direto na saúde pública, as nossas soluções de diagnóstico têm um grande foco quer na deteção precoce, essencial para a promoção da saúde e prevenção de doenças, bem como na escolha de tratamentos direcionados para alguns dos problemas de saúde mais graves. Por fim, se tivermos em consideração que 70 por cento das decisões clínicas são suportadas no diagnóstico in vitro, a nossa contribuição tem ajudado à obtenção de melhores resultados para os doentes e para a comunidade, ao ajudar a orientar e apoiar as decisões terapêuticas, consequentemente, contribuindo para a melhoria da gestão da saúde.

Roche Estrada Nacional 249-1 2720-413 AMADORA +351-214-257-000

12 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Particularmente no mercado português, quais as áreas terapêuticas e patologias que a Roche Diagnósticos tem como foco? O nosso foco passa por dar resposta às principais necessidades de cuidados de saúde do país e em contribuir para melhorar todo o percurso da pessoa e da sua potencial doença, desde as análises clínicas, passando pelo diagnóstico e, finalmente, na seleção do melhor tratamento. Quanto às áreas terapêuticas, analisámos quais as patologias com maior impacto em Portugal e estamos focados no desenvolvimento e disponibilização de soluções inovadoras de diagnóstico para oncologia, doenças cardiovasculares, diabetes, doenças infeciosas e saúde da mulher. De realçar que, atualmente, tendo em conta a pandemia causada pela Covid-19, a Roche Diagnósticos, a nível global, tem


tido uma grande preocupação e empenho no rápido desenvolvimento e fornecimento de testes inovadores, para fazer face às necessidades de diagnóstico existentes e aumentar a capacidade de testagem. É com orgulho que, desde março, disponibilizámos 13 diferentes soluções de diagnóstico (testes moleculares, serológicos, antigénio, entre outros) para ajudar ativamente governos e autoridades de saúde a enfrentar esta situação pandémica de infeção por SARS-CoV-2, muitas das quais foram rapidamente disponibilizadas em Portugal. Pioneiros no sector da saúde, acreditam que é urgente antecipar soluções para problemas médicos ainda sem resposta. Posto isto, de que forma contribuem para esta problemática? Enquanto uma das companhias líder em investigação e desenvolvimento realizamos um forte investimento na descoberta e disponibilização de um portfólio variado de soluções de diagnóstico, para algumas das necessidades médicas mais prementes e ainda sem resposta, contribuindo o diagnóstico para a resolução dos principais desafios de saúde que a nossa sociedade enfrenta. Muitas destas soluções, já se encontram disponíveis atualmente, mas precisam de ser realmente valorizadas para serem utilizadas, por exemplo, em rastreios para prevenção e deteção precoce. A sua aplicação clínica permitiria importantes ganhos em saúde e para a sociedade, pelo impacto na evolução da doença e qualidade de vida das pessoas e, em muitos casos, gerando poupanças para os sistemas de saúde. Principalmente com a pandemia do novo Coronavírus, evidenciou-se a importância das soluções de diagnóstico. Quais os maiores desafios que têm enfrentado numa conjuntura de crise sanitária à escala global? Têm conseguido dar a devida atenção a outras patologias, para além da Covid-19? A luta contra a pandemia da Covid-19 é de todos! E este é o maior desafio: conseguir envolver e articular a agregação de esforços de todos os stakeholders, nomeadamente indústria, governos, hospitais, profissionais de saúde e sociedade em geral, numa luta comum. Mais do que nunca, é necessária uma união para que sejamos capazes de lutar contra esta situação em constante evolução. Os dados que têm sido apresentados e discutidos publicamente demonstram uma redução significativa na procura da prestação de cuidados de saúde, mesmo em situações provavelmente urgentes, o que terá efeitos imediatos para as pessoas e custos para a sociedade, a médio e longo prazo. Basta pensar no impacto sobre as doenças cardiovasculares, como a insuficiência cardíaca e mesmo nos importantes programas de rastreio oncológico que, se pararem, trarão, em particular, efeitos graves a longo prazo, com um possível aumento do número de casos de doença avançada ou incurável. Acredito que é necessário encontrar um equilíbrio, pois a prestação de cuidados médicos às doenças não-Covid não pode parar. Para tal, é necessário garantir uma correta articulação dos diferentes níveis de cuidados e utilizar os testes de diagnóstico como ferramentas na identificação e seleção dos potenciais casos de Covid-19 versus outras patologias.

Desta forma, será possível encontrar um equilíbrio, em que por um lado se possa manter uma forte dinâmica de combate à pandemia e, por outro, não se descure a atenção a dar às doenças que têm um maior impacto no nosso país. A Roche Diagnósticos tem mantido um papel bastante ativo no combate à Covid-19, colaborando com o Governo, autoridades de saúde e outros atores da indústria, através do desenvolvimento de testes de diagnóstico e investigação ao nível do tratamento da doença. Esperam conseguir responder às necessidades que surgirão? Sim, mas sublinho que este não é um papel exclusivamente nosso. É necessário que exista sempre colaboração entre os diferentes atores. Porém, sei que faremos sempre tudo o que estiver ao nosso alcance para responder àquelas que serão as maiores necessidades desta pandemia. Além disso, acredito que este é um momento de transformação que permite que exploremos outras ferramentas, nomeadamente as digitais, que nos podem ajudar a manter a proximidade com os doentes. É fundamental que se aproveite esta oportunidade para mudar aqueles que são os padrões da prestação de cuidados de saúde para algumas áreas de doença.

Como pode ser a Roche Diagnósticos a parceira ideal na transformação digital na saúde? A transformação digital na área da saúde faz parte de uma jornada. É verdade que nunca se viveu um momento tão digital como este, tal como, historicamente, nunca se falou tanto sobre a importância e o valor do diagnóstico. Enquanto companhia de diagnósticos, desenvolvemos e disponibilizamos várias soluções digitais, acompanhando três eixos de atuação: a gestão do processo laboratorial, o apoio à decisão clínica e a gestão da doença crónica. Além disso, temos equipas de consultoria que ajudam a implementar e a operacionalizar este processo digital. Porque mudar mindsets e trabalhar de forma mais digital obriga a rever processos, mais do que apenas a disponibilização de ferramentas. Tudo isto sem nos esquecermos de colocar o doente no centro do processo.

www.roche.pt REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 13


ARTIGO DE OPINIÃO | OLHO SECO

OLHO SECO AGRAVA COM A PANDEMIA Como qualquer acontecimento histórico trágico superado à escala mundial, a pandemia provocada pela Covid-19 promoveu uma súbita reviravolta nos hábitos de consumo, na forma como ocupamos o nosso tempo, como trabalhamos e convivemos.

J. Salgado-Borges. MD, PhD, FEBO Diretor Clínico da Clinsborges Embaixador em Portugal do TFOS (Tear Film & Ocular Surface Society)

Com o país em confinamento, a adesão maciça ao teletrabalho e a imersão dos mais jovens no ensino à distância, os gadgets digitais tornam-se hoje como uma extensão do nosso corpo. Ora, os encontros virtuais disparam a olhos vistos, a geração de nativos digitais vidrada no habitual scroll down diário e os mais velhos conectam-se mais do que nunca ao mundo digital. Com os aparelhos digitais a invadirem a nossa atividade diária associada à diminuição do pestanejo, as queixas de dor e desconforto ocular avultam na sequência do Olho Seco - um real problema de saúde pública, mais frequente no sexo feminino e que tende a aumentar com a idade. Um filme lacrimal estável é vital à saúde visual! A presença do Olho Seco promove a perda da capacidade normal de lubrificação, originando inflamação da superfície ocular, sensação de secura e baixa visão. O auge da pandemia ascendeu o alerta para diversas medidas higiénicas essenciais, no entanto algumas são prejudiciais à superfície ocular. Assim, inúmeras pessoas saudáveis revelam sintomas de desconforto ocular, o que exige o uso de lágrimas artificiais. As duas grandes causas para a sua subida vertiginosa prendem-se com o uso incorreto das máscaras faciais e a utilização desenfreada das plataformas digitais. Agora que passamos mais tempo online e em constante contacto

com o telemóvel é crucial redobrar os cuidados com a visão. A missão, enquanto especialista em doenças oculares é a de alertar para os riscos associados ao Covid-19. Ao colocar incorretamente a máscara corre-se o risco de o ar ao redor dos olhos ser difundido, conduzindo a uma rápida evaporação das lágrimas. É natural que no decurso do período de isolamento social se despenda mais tempo nos aparelhos digitais, não obstante a curto prazo estes poderão tornar-se aliados do vírus! Todos fomos alertados para que o vírus possa resistir durante horas e, inclusive dias, em diversas superfícies. Se, nalguma circunstância, não tiver um lenço de papel e tossir ou espirar deve cobrir a boca e o nariz com o braço ou antebraço, para evitar contacto direto com superfícies contaminadas. Mesmo que inconsciente, toca diversas vezes no rosto por dia. Inevitavelmente, colocamos o telemóvel em contacto com alguma superfície contaminada e, de seguida, aproximamos do rosto ou da boca para realizar uma chamada. Os hábitos supramencionados acusam o telemóvel de constituir um potencial veículo de transmissão e, como tal, devemos ter a precaução de o desinfetar, de modo adequado e frequente. A correta desinfeção dos ecrãs é fundamental para garantir a segurança de todos,

uma vez que se assiste à tendência de partilhar objetos ou mesmo permitir que outras pessoas toquem no nosso telemóvel. Naturalmente, quem usa óculos ou lentes de contacto corre um maior risco de contrair o vírus. A fim de minimizar o perigo de infeção por Covid-19 deve evitar esfregar os olhos. Quem usa lentes de contacto deve ainda lavar as mãos com frequência antes de retirar ou colocar as lentes. Os óculos devem ser lavados com água e sabão várias vezes ao dia. Comum ao tratamento de todas as situações de olho seco é a administração de lágrimas artificiais de preferência sem conservantes, visto que estes podem acarretar efeitos tóxicos e ser indutores de alergias e, que por si só, podem agravar a situação de olho seco. Possuímos novas armas terapêuticas para o olho seco como o uso de anti-inflamatórios não esteroides, corticoides ou ciclosporina. Novos tratamentos tais como a Luz Pulsada ou o Plasma Rico em Plaquetas são duas tecnologias recentes de que dispomos também para tratar situações de olho seco moderado ou grave. Para prevenir e tratar um Olho Seco, para além da utilização de lágrimas artificiais, é crucial alertar os grupos de risco para este problema, nomeadamente os idosos, evitar o uso prolongado dos computadores e a permanência em ambientes adversos.

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O SONO DOS PORTUGUESES

Após divulgar resultados de inquérito que revelam que os portugueses dormem mal Sociedade Portuguesa de Pneumologia deixa algumas recomendações para dormir melhor

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46% dos portugueses com idade

igual ou superior a 25 anos dormem menos de 6 horas por dia, 21% dizem que demoram mais de 30 minutos para adormecer, 32% consideram ter um mau sono e 40% reportam dificuldade em manter-se acordados durante a condução e outras atividades diárias. Estes são dados de um questionário realizado online pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia e pela Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho que abrangeu uma amostra de 643 portugueses com idade igual ou superior a 25 anos. Perante estes resultados, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia divulgou um vídeo onde as médicas Susana Sousa e Sílvia Correia alertam para os riscos das noites mal dormidas e para os maus hábitos de sono repetidos ao longo da vida e deixam algumas recomendações para que os portugueses possam dormir melhor: https://youtu.be/ HzNPycIqdu4 “Apesar da crescente divulgação sobre a importância do sono e das doenças relacionadas com o sono, a maioria dos portumantém maus hábitos de higiene do gueses mantem sono e não lhe atribui a mesma importância 16 12 // // REVISTA REVISTA BUSINESS BUSINESS PORTUGAL PORTUGAL

do que a uma nutrição saudável ou a prática de exercício físico regular”, afirmam as médicas pneumologistas. “A má higiene do sono afeta negativamente a qualidade de vida em termos de perda de memória, sonolência acentuada, défice de concentração, irritabilidade e alteração do humor. A sonolência associada a esta má higiene do sono aumenta o risco de acidentes de viação e de acidentes de trabalho. Se o número de horas de sono for inferior ou igual a 5 horas, o risco cardiovascular também aumenta” 1 acrescentam Susana Sousa e Sílvia Correia. 10 recomendações para uma melhor noite de sono: • Evite cafeína, álcool e nicotina 4 a 6 horas antes de dormir; • Mantenha a temperatura do quarto a 18/19 graus; • Mantenha o seu quarto escuro eelivre livre de de ruídos; ruídos; • Tenha um colchão e uma almofada confortáveis; • Dê preferência à leitura e não utilize tablets, telemóveis ou outros dispositivos eletrónicos antes de dormir;

• •

Tome um banho de imersão cerca de duas horas antes de ir para a cama ; Pratique exercício físico mas evite o final do dia (pelo menos 3 horas de intervalo antes de dormir); Mantenha horários regulares de sono evitando variações na hora de dormir e acordar; Mantenha-se à luz solar de manhã mas evite a exposição à luz intensa durante a noite; Evite refeições pesadas ou picantes ao jantar.

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DIA MUNDIAL DA DIABETES Criado em 1991, pela International Diabetes Federation (IDF) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), este dia tem como objetivo dar resposta ao aumento alarmante de casos de diabetes no mundo. A data tornou-se, no ano de 2007, dia oficial de saúde da ONU, após aprovação das Nações Unidas em dezembro de 2006. O Dia Mundial da Diabetes (World Diabetes Day) é comemorado a 14 de novembro, o qual coincide com o aniversário de Frederick Banting. Juntamente com Charles Best, Frederick Banting criou a primeira ideia que levou à descoberta da insulina em 1922. A diabetes é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glicose) no sangue e pela incapacidade do organismo em transformar toda a glicose proveniente dos alimentos. É uma doença em crescimento, que atinge cada vez mais pessoas em todo o mundo e em idades mais jovens. As pessoas com familiares diretos com diabetes, homens e mulheres obesos, com tensão arterial alta ou níveis elevados de colesterol, com problemas no pâncreas ou com doenças endócrinas, mulheres que contraíram a diabetes gestacional na gravidez e crianças com peso igual ou superior a quatro quilogramas à nascença, devem ter particular atenção.

Nos adultos, a diabetes é, geralmente, do tipo 2 e manifesta-se através dos seguintes sintomas: - Urinar em grande quantidade e muitas mais vezes (especialmente durante a noite) - Sede e fome constante - Fadiga - Comichão (prurido) no corpo (sobretudo nos órgãos genitais) - Visão turva. Nas crianças e jovens, a diabetes é quase sempre do tipo 1. Aparece de maneira súbita e os sintomas são, regra geral, muito nítidos: - Urinar muito, podendo voltar a urinar na cama - Sede constante - Emagrecer rapidamente - Fadiga, com dores musculares intensas - Comer muito sem nada aproveitar - Dores de cabeça, náuseas e vómitos.

Na presença de alguns ou vários destes sintomas deve consultar o médico, a fim de realizar análises ao sangue e à urina. Se tiver uma glicemia ocasional de 200 miligramas por decilitro ou superior com sintomas ou se tiver uma glicemia em jejum (oito horas) de 126 miligramas por decilitro ou superior em duas ocasiões separadas de curto espaço de tempo pode ser diabético. A diabetes Tipo 2 (Diabetes Não Insulinodependente) é a mais frequente (90 por cento dos casos). Neste tipo de diabetes, o pâncreas produz insulina, mas as células do organismo oferecem resistência à sua ação. Desta forma, o pâncreas é obrigado a trabalhar cada vez mais, até que a insulina produzida se torna insuficiente e o organismo tem dificuldade em absorver o açúcar 18 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

proveniente dos alimentos. Este tipo de diabetes aparece normalmente na idade adulta e o seu tratamento, na maioria dos casos, consiste na adoção duma dieta alimentar, de forma a normalizar os níveis de açúcar no sangue. Recomenda-se, também, a atividade física regular. Em alguns casos é necessária a medicação ou mesmo a insulina. A diabetes Tipo 1 (Diabetes Insulinodependente) é mais rara. Aqui, o pâncreas produz insulina em quantidade insuficiente ou em qualidade deficiente (ou ambas as situações). As células do organismo não têm capacidade para absorver, do sangue, o açúcar necessário, ainda que o seu nível se mantenha elevado e seja expelido para a urina. Os doentes podem ter uma vida saudável, sem grandes limitações, bastando que façam o tratamento prescrito pelo médico corretamente. Deve ser acompanhado por um médico e visa, essencialmente, a adoção de uma dieta alimentar adequada, a prática regular de exercício físico e o uso da insulina. Contrariamente à diabetes tipo 2, esta aparece com maior frequência nas crianças e nos jovens, podendo também aparecer em adultos e até em idosos. Não está diretamente relacionada, como no caso da diabetes tipo 2, com hábitos de vida ou de alimentação errados, mas sim com a manifesta falta de insulina. Os doentes necessitam de uma terapêutica com insulina para toda a vida, porque o pâncreas deixa de a produzir. Existe ainda a diabetes Gestacional, que surge durante a gravidez e desaparece, habitualmente, quando concluído o período de gestação. Mesmo sendo passageira, é fundamental que se tomem medidas de precaução para evitar que a diabetes do tipo 2 se instale mais tarde no seu organismo. A diabetes gestacional requer muita atenção, sendo fundamental que, depois de detetada a hiperglicemia, seja corrigida com a adoção duma dieta apropriada. Quando esta não é suficiente, é preciso recorrer ao uso da insulina. Uma em cada 20 grávidas pode sofrer desta forma de diabetes. Existem alguns cuidados para prevenir a diabetes: - Controlo rigoroso da glicemia, da tensão arterial e dos lípidos - Vigilância dos órgãos mais sensíveis, como a retina, rim, coração, nervos periféricos, entre outros - Bons hábitos alimentares - Prática de exercício físico - Não fumar - Cuidar da higiene e vigilância dos pés.


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PUB.0105.20 rev. Nov./20 | Ascensia Diabetes Care Portugal, Lda. | Para um uso seguro, leia atentamente a rotulagem e instruções de utilização dos dispositivos médicos: medidores e tiras-teste de glicemia, aplicação de gestão da diabetes para dispositivos móveis (para diagnóstico in vitro) e dispositivos de punção capilar e lancetas. | Ascensia, o logótipo Ascensia Diabetes Care e Contour são marcas comerciais e/ou registadas da Ascensia Diabetes Care Holdings AG. | Apple e o logótipo Apple são marcas comerciais da Apple Inc., registada nos EUA e noutros países. App store é uma marca de serviço da Apple Inc. Google Play e o logótipo do Google Play são marcas comerciais da Google Inc. Todas as outras marcas são propriedade dos respetivos proprietários e são utilizadas apenas para fins informativos. Não devem ser inferidas ou ficar implícitas quaisquer relações ou apoios. | ®Copyright 2020 Ascensia Diabetes Care Holdings AG. Todos os direitos reservados. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 19


É Diabético

Um conselho

O GER tem como fim contribuir para a melhoria dos cuidados de saúde na área da patologia vítreo-retiniana. É um grupo de reflexão e debate, promoção e divulgação na área da retina e vítreo, tendo como alvos a comunidade oftalmológica, as organizações no âmbito da saúde, os doentes e associações de doentes com patologia vítreo-retiniana e a comunidade médica nacional. São objetivos da associação: 1. Promover a atualização científica dos seus membros e da comunidade médica através da discussão e partilha de informação científica, projetos de investigação, elaboração de publicações que incluem monografias, artigos científicos, documentos explicativos, protocolos ou guias de orientação clínica na área da retina; 2. Promover na Sociedade Nacional e Internacional a área da retina; 3. Promover a sensibilização das entidades responsáveis para as necessidades específicas da patologia vítreo-retiniana

GER – Grupo de Estudos de Retina: Presidente: José Henriques, Secretário: Rufino Silva, Tesoureira: Angelina Meireles, Vogais: Ângela Carneiro, Rita Flores, Secretária Adjunta: Lilianne Duarte, Representante GPRV: Nuno Gomes

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14 Nov. Dia Mundial da DIABETES

NÃO ESPERE !

. Coordenação do Grupo Trabalho para a relação com a comunidade: Paulo Caldeira Rosa – Oftalmologista IRL e IOGP

BUSINESS Produção: Luísa VieiraREVISTA – Oftalmologista CHLC PORTUGAL // 21


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ALGARVE, O SEGREDO

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este especial sobre o nosso Algarve, trazemos o que de melhor lá tem sido feito. Desde a exclusividade e qualidade providenciadas pelos resorts e empreendimentos de luxo, passando pelas construções novas que se encontram a decorrer, até aos serviços prestados, não podemos negar que o Algarve é um bom sítio para se viver e para se visitar. Nas páginas seguintes, trazemos dos melhores empreendimentos da região, com todas as suas ofertas e novidades e, ainda, uma entrevista exclusiva com o Presidente da Câmara Municipal de Loulé, Vítor Aleixo, que nos deu a conhecer tudo o que tem sido feito no âmbito da ação ambiental. Tudo neste trabalho se encontra interligado, numa simbiose que serve de exemplo às práticas que devem ser replicadas por todos, no que diz respeito ao ambiente e à gestão dos nossos recursos. Assim, esperamos que se deliciem com as imagens que se seguem e se percam no tempo com as palavras dos protagonistas que vos trazemos nesta edição. No fim, vai ver que o segredo foi revelado!

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MAIS FAMOSO DA EUROPA

SEJA BEM-VINDO À QUINTA DO LAGO

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ESPECIAL ALGARVE | QUINTA DO LAGO

QUINTA DO LAGO, O SEU DESTINO DE GOLFE E LAZER EM PORTUGAL Localizada no Parque Natural da Ria Formosa, a Quinta do Lago é um lugar ímpar na terra. Este destino algarvio oferece-lhe toda a segurança e privacidade, uma beleza estonteante e uma qualidade de vida incomparável. A Revista Business Portugal desvenda alguns dos seus encantos, através de Sean Moriarty, CEO. No coração da costa sul de Portugal, a Quinta do Lago proporciona uma vida plena, repleta de oportunidades, com toda a segurança e privacidade. Este resort entre a natureza, disponibiliza moradias de férias e apartamentos de luxo, restaurantes sublimes, um centro desportivo de elite, um boutique hotel e uma praia de areia dourada… tudo isto rodeado por três campos de golfe premiados e o novo centro desportivo The Campus que convidam a desfrutar de um estilo de vida ativo durante todo o ano. A essência deste local é oferecer bem-estar e um estilo de vida saudável, convidando-o a aproveitar cada dia ao máximo, através de um estilo de vida ativo e ao ar livre. Segurança, Privacidade e Serviço de Excelência é o compromisso do resort para com os seus residentes e para quem o elege como destino de férias. Quinta do Lago Real Estate Tal como preconizado no seu plano diretor original, a Quinta do Lago apresenta, ainda hoje, uma reduzida densidade de construção, que surge sempre enquadrada de forma harmoniosa com a natureza que a rodeia. Localizada na reserva natural protegida da Ria Formosa, a Quinta do Lago abraça o seu ambiente natural, na forma de combinar qualidade de vida e oferta residencial. A equipa de Real Estate, que foi recentemente premiada como “Melhor Agência Imobiliária em Portugal” pelos European Property Awards de 2020-2021, dispõe de um extenso portefólio de propriedades, oferecendo um serviço de qualidade superior, com integridade e um extenso conhecimento da área, essenciais para o ajudar a encontrar a sua propriedade de sonho. San Lorenzo North – Uma porta aberta para a Criatividade Incluído no portfólio da Imobiliária Oficial da Quinta do Lago estão 26 lotes de terreno, o projeto “San Lorenzo North” que lhe oferece uma nova possibilidade de estilo de vida moderno. Num local privado do resort, rodeado pela natureza, pode construir a casa inteligente de luxo seguindo a personalidade e preferências da sua família, no ambiente natural da Ria Formosa. Os lotes variam entre 2000 e 3.000 metros quadrados, com áreas de construção de 25 por cento, e não apresentam restrições em termos de estilo de arquitetura, garantindo total liberdade criativa. Um destino gastronómico Uma experiência gastronómica única e excecional está à sua espera na Quinta do Lago. Com 13 restaurantes e bares no resort, desde o Bovino Steakhouse com os melhores cortes 26 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


QUINTA DO LAGO | ESPECIAL ALGARVE

de carne e cocktails premiados, até à Casa do Lago com marisco e peixe fresco proveniente da Ria Formosa e da costa algarvia, há um lugar especial para todas as ocasiões e gostos. Desfrute de um jantar requintado no icónico restaurante Casa Velha, recomendado pelo Guia Michelin, ou experimente os sumos frescos e saladas saudáveis do PURE. Favoritos paras as famílias, são o KOKO e o The Shack com o seu ambiente informal com vista para o Golfe e Lago da Quinta do Lago, respetivamente. Mais do que uma experiência, um destino gastronómico. “The Campus” “O novo coração da Quinta do Lago”, assim é descrito o “The Campus”. Com instalações premium e um espírito desportista, aqui são recebidos atletas e amantes de desporto de todos os níveis. Academia de Ténis e Padel, Centro de Ciclismo – The Bike Shed, Triatlo, Ginásio de Alto Rendimento, Aulas de Fitness – Mind, Body, Soul, Personal Training, Workshops, Aulas de Natação, Relvado Multiusos, Zona de Welness e Centro de Fisioterapia, eventos desportivos, são apenas algumas das valências deste centro desportivo, multifacetado aberto a profissionais e amadores de todos os níveis. Golfe de classe mundial Na vanguarda do golfe internacional desde a sua criação, a Quinta do Lago tem, hoje, três campos de golfe – Norte, Sul & Laranjal –, que estão entre os melhores da Europa e são complementados com instalações e serviços de topo, incluindo a primeira Academia de Golfe Paul McGinley da Mundo e o único TaylorMade Performance Center no sul da Europa. Sean, o que é a Quinta do Lago para si? Para mim, a Quinta do Lago é um santuário. Um santuário, não apenas pela sua fama e pela Ria Formosa, mas também pelas pessoas. Não há lugar no mundo como a Quinta do Lago, é como se fosse uma bolha. É um lindo pedaço da terra, num país fantástico e muito seguro. Quando se deixa a Quinta do Lago e se vai a outros locais que se gosta e onde se esteve por muitos anos, começa-se a identificar lacunas e sente-se falta da dinâmica deste sítio. É complicado explicar este lugar. Não há nenhum resort parecido, podemos até comparar com alguns dos mais famosos locais da América, mas com a diferença de que aqui não temos tempestades, temos bom tempo continuamente, segurança e a Ria Formosa… todas estas coisas que ninguém consegue replicar. A Quinta do Lago é única. Sabemos que está a escrever um novo capítulo neste resort. Que novidades e projetos nos pode revelar? Durante o meu período aqui, entramos numa jornada para restabelecer o bem-estar e investimento num estilo de vida. Principalmente agora,

Sean Moriarty, CEO

com todas as mudanças que estamos a ver no mundo, isto tornou-se ainda mais importante. Não apenas o Algarve, mas Portugal está a ser visto como um lugar acolhedor. Os portugueses estão entre as pessoas mais amigáveis do mundo, isto é um facto, está analisado. Para além disso, é seguro e a segurança é muito importante nas nossas vidas, a par da saúde. Portanto, o nosso prisma é comunicar isso. Particularmente na Quinta do Lago, queremos impulsionar isto, pelo que temos investido, substancialmente, neste estilo de vida, no bem-estar, na reabilitação e, em particular, na educação desportiva. Pode a Quinta do Lago ser um destino familiar e de bem-estar, ao mesmo tempo que é um destino de golfe de luxo? Já se está a tornar nisso mesmo. O mercado do Real Estate provou-o. Nos últimos dois anos, a média de idades de 85 por cento dos nossos compradores estava compreendida entre os 40 e os 50. Já não está compreendida entre os 60 e os 70 anos, a idade dos reformados e amantes de golfe. “The Campus” é o projeto mais importante para o Sean? De todos os projetos que já desenvolvi na minha vida, o “The Campus” é, sem dúvida, aquele em que coloquei mais amor. Este projeto tem sido um completo game changer não apenas para a Quinta do Lago, mas também para o Algarve. O “The Campus” tornou-se num destino de eleição. As pessoas voam propositadamente para virem para aqui e acabam por reparar no resto por acréscimo, quando antes se verificava o contrário. O “The Campus” tem a sua própria marca e REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 27


e nós dizemos que este é o novo coração da Quinta do Lago, porque isto tem uma nova energia, uma nova vibe, é uma nova era. O nosso slogan é muito claro: “Be elite, whatever your level”, ou seja, não interessa se é um atleta de classe mundial, se é um desportista amador ou se é um simples amante do desporto… se estiver, pelo menos, ao seu nível, o “The Campus” será adequado para si e fará a diferença na sua vida. Para nós, o importante é que invista na sua vida. Como está a ser o ano de 2020 para a Quinta do Lago? A pandemia não travou o investimento, certo? Com a pandemia, investimos ainda mais. A nossa maneira de estar e o meu estilo de liderança passa por conseguirmos tudo, independentemente do que estamos a enfrentar. É nisso que acreditamos, temos de encontrar sempre uma solução. Esta é a nossa cultura: a de ganhar e de providenciar soluções e isto consegue-se não desistindo. Temos de seguir em frente e de continuar a investir, temos de nos educar melhor, de treinar as pessoas a fazer as coisas de formas diferentes e temos de perceber quais é que vão ser as oportunidades. Neste momento, o maior constrangimento que o mundo enfrenta é a incerteza, o não saber o que vai acontecer é o grande desafio. Para prevalecer, temos de criar cenários para qualquer desfecho e para que possamos continuar a fazer deste sítio fantástico, temos de estar no topo e continuar a investir e a melhorar. Este é um processo que nunca acaba, independentemente de tudo e o nosso mote é, precisamente, o investimento e melhoramento contínuo. O que podemos esperar da Quinta do Lago nos próximos dez anos? A Quinta do Lago nasceu há 49 anos, fruto de uma ideia fantástica de alguém que estava muito à frente do seu tempo. Quando, há 25 anos, o atual proprietário comprou a Quinta do Lago, injetou vida e paixão no plano-mestre, sem nunca deixar de o respeitar. Nos próximos dez anos, vamos continuar a respeitar e proteger esse plano-mestre, entre um ambiente acolhedor e um estilo de vida seguro. Este conceito vai continuar a ser único e acho muito difícil que alguém o consiga replicar. Queremos continuar a estar à frente e vamos continuar a inovar e a apostar na melhoria contínua. Desta forma, daqui a dez anos, este vai ser um destino familiar, para todas as gerações, e quem aqui permanecer, poderá usufruir de todo o conforto, independentemente do seu estilo de vida e forma de estar.

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MOUNT OLYMPUS FOUR SEASONS | SAÚDEFAIRWAYS E IMOBILIÁRIO | ESPECIAL NO ALGARVE

O PARAÍSO É AQUI TÃO PERTO

No coração da Quinta do Lago, encontra-se o aldeamento Four Seasons Fairways, um verdadeiro paraíso na terra. Entre beleza natural, tranquilidade e segurança, este luxuoso e requintado aldeamento tem tudo para umas férias de sonho. Em conversa com Jorge Oliveira, diretor geral do empreendimento, ficamos a saber mais detalhes, que aqui lhe desvendamos. A oferecer o máximo conforto aos seus membros e hóspedes há mais de 30 anos, o Four Seasons Fairways, rodeado por alguns dos mais prestigiados campos de golfe da Quinta do Lago, é composto por um conjunto de moradias e apartamentos de luxo, totalmente equipados, cercados de recônditos jardins. Especialmente no panorama atual, o Four Seasons Fairways assegura a privacidade e distanciamento social. “Os nossos hóspedes não precisam de sair do aldeamento, se assim o desejarem. Cada uma das moradias tem uma área ajardinada ou terraço com piscina ou jacuzzi privados e área de barbecue. Com o nosso novo menu de take-away e entregas na vila, podem desfrutar das suas refeições sem terem que se deslocar ao restaurante. E também encomendar as suas compras a partir do nosso minimercado e, em menos de uma hora recebê-las na sua vila, permitindo-lhe assim fazer umas férias descansadas e sem qualquer preocupação”, revela Jorge Oliveira. No clubhouse, encontramos a receção, o ginásio, a loja de golfe, as piscinas aquecidas (interior e exterior) e dois diferentes ambientes de restauração: o Vivo Bistro & Cocktail Lounge, aberto todos os dias para pequeno-almoço, almoço e jantar, e o elegante restaurante Amara, aberto apenas para o jantar e onde pode desfrutar de verdadeiras experiências gastronómicas. E, para os mais pequenos, não falta diversão no “Mundo de Pernas P’ró Ar” com diferentes atividades para crianças dos 6 meses aos 12 anos. E, como é natural, a limpeza de todos os espaços é também do máximo cuidado. “Tanto a nível dos nossos colaboradores, como dos nossos clientes, cumprimos todas as diretrizes e protocolos. Limpamos e desinfetamos tudo com produtos adequados, que são usados, inclusive, por hospitais. Oferecemos um produto de qualidade e com segurança”, assevera Jorge Oliveira. Investimento na melhoria contínua Como nos explica o nosso entrevistado, há sempre espaço para melhorar. “Mesmo nesta altura de pandemia, onde temos taxas de ocupação baixas desde março, não interrompemos o projeto de renovação que iniciámos em 2014. Já investimos cerca de oito milhões de euros na total renovação de cerca de 70 por cento das moradias e do clubhouse, sendo que prevemos que, finda a intervenção, o investimento ronde os dez milhões de euros.” Estes trabalhos, com previsão de ficarem concluídos em abril de 2022, tem como fim implementar um estilo mais moderno e contemporâneo, para fazer face às novas exigências dos seus hóspedes.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 29


SAÚDE E IMOBILIÁRIO ESPECIAL ALGARVE | FOUR NO ALGARVE SEASONS FAIRWAYS | MOUNT OLYMPUS

Jorge Oliveira, Director-geral

Atividades para toda a família O Four Seasons Fairways prima pela diferença. “No ano passado fizemos uma parceria com a Helen Glover, na qual a campeã olímpica inglesa fez atividades com os nossos clientes, na Active Living Week. O objetivo é promover a qualidade de vida proporcionada pela Fairways, com atividades ao ar livre, passeios a pé ou de bicicleta, revigorantes para todas as idades e muito mais. Tivemos alguns hóspedes que se deliciaram a fazer stand-up-paddle board e canoagem na Ria Formosa. E aqui, nos próprios jardins, sessões de alongamentos e de Ioga foram também muito populares. Ou seja, há mais aqui do que apenas sol, praia e golfe”, explica Jorge Oliveira, que acrescenta ainda: “Criámos um ambiente engraçado e divertido com o nosso Kids Club, cujo tema é o Mundo de Pernas P’ró Ar, literalmente. Aqui as crianças têm um espaço divertido só delas e uma equipa que assegura um vasto leque de atividades diárias para que as crianças passem um bom momento, sem que os pais se tenham de preocupar.” A equipa de animação dedica-se ainda a organizar tardes de cinema, passeios a pé ou de bicicleta, e algumas competições. “Aprender a fazer um cocktail como aqueles que nos são servidos no bar, e receber umas dicas do nosso sommelier para fazer uma harmonização de vinhos de fazer inveja aos amigos foram algumas das ideias da nossa equipa de bar implementadas com sucesso.” Como nos conta Jorge Oliveira, “os nossos workshops de cocktails e a masterclass de vinhos estão sempre lotados.” 30 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

O Natal em tempo de pandemia Com o aproximar da época festiva, é inevitável falar do impacto da pandemia do novo Coronavírus, especialmente na hotelaria. “Nesta quadra temos sempre no clube uma dinâmica muito grande.” E, apesar de este ano ter de ser diferente, Jorge Oliveira garante-nos que a diversão não será esquecida. “Vamos manter todos os eventos, acautelando as regras e protocolos. No final do ano, vamos fazer o habitual menu de gala e música ao vivo, e embora não esteja permitido o baile, estamos seguros de que vai ser uma noite festiva agradável. Por outro lado, também mantemos a competição de golfe num formato mais acolhedor, pois não queremos deixar de marcar a data do nosso tradicional Masters de golfe. Vamos manter o espírito alegre da época festiva e animar as festas, como sempre fazemos.”

Jorge Oliveira também mostra um grande apreço e preocupação com a sua equipa. “Temos muito carinho pelos nossos colaboradores, que conta com cerca de 150 pessoas. Temos uma equipa muito consolidada e responsável por proporcionar uma personalização do nosso serviço o que faz toda a diferença. Eles conhecem os nossos clientes como ninguém. Isto não tem preço.”


MOUNT OLYMPUS FOUR SEASONS | SAÚDEFAIRWAYS E IMOBILIÁRIO | ESPECIAL NO ALGARVE

Faça férias cá dentro Como o próprio Jorge Oliveira indica, não se percebe por vezes porque fazemos férias lá fora, quando, aqui tão perto, temos o paraíso. Por si só, o clima do Algarve é um chamariz e sinónimo de felicidade, mas quando se fala da Quinta do Lago, em particular, fala-se de um local de excelência, com pormenores que não se encontram em qualquer lado. “As infraestruturas são muito bem cuidadas e melhoradas permanentemente. A nível paisagístico, a manutenção é notável e a segurança que este local proporciona é singular. Contamos com o trabalho da Vigiquinta, que garante a segurança do aldeamento e que inclui ainda uma equipa de intervenção – Team 6 – que presta auxílio e assistência médica em situações de urgência 24horas, assegurando uma rápida e eficaz resposta. Já chegaram mesmo a salvar vidas.” Com a pretensão de vir a ser uma referência no turismo e ser considerado o melhor aldeamento turístico no Algarve, ou até mesmo a nível nacional, o Four Seasons Fairways quer dar a conhecer-se a mais hóspedes nacionais até porque os que já tiveram a oportunidade de visitar este pequeno paraíso já se tornaram clientes habituais. O que o Four Seasons Fairways tem para oferecer é único e Jorge Oliveira apela: “Não deixe de fazer férias. Suporte o turismo. A Quinta do Lago é, de facto, uma zona privilegiada. Tudo o que encontra pelo mundo fora, encontra aqui, até com mais qualidade e mais segurança. Temos as melhores praias do mundo, os melhores restaurantes, já para não falar da vara oferta de atividades de laser que tem à disposição.”

Four Seasons Fairways oferece este inverno sete noites em apartamento ou moradia de dois ou três quartos com piscina ou jacuzzi a partir de €600 por semana em regime de self-catering. Para mais informações e outras ofertas, lige +289 357 667 ou email reservations@fairwaysdirect.com ou visite fourseasonsfairways.com/pt/ofertas-especiais/

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 31


L ESPECIAL ALGARVE | C. M. LOULÉ

LOULÉ APOSTA NA SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL

O

lhando para as várias características da região, Loulé é um bom município para viver, trabalhar e investir, como nos confidencia Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé. Em entrevista à Revista Business Portugal, o autarca apresenta os projetos atuais e futuros do município neste contexto da ação climática. A região do Algarve é sobejamente conhecida pelos grandes números de turistas que recebe – consequência das características deste território – e, desse ponto de vista, o concelho de Loulé é o ponto central nesta região. É o maior concelho, quer em população quer em área, com um total de 13 quilómetros de costa, com dinâmicas económicas e sociais diferentes, que concentra o “maior número de empresas”, gerando uma atividade económica “pujante”. Projetos no âmbito da sustentabilidade ambiental e eficiência energética Vítor Aleixo, presidente da Câmara Municipal de Loulé, apresenta-nos as várias estratégias que o município tem vindo a trabalhar “de uma forma sistemática e sustentada” desde há quatro anos na área da ação climática. Tudo começou com o objetivo de se desenvolver uma Estratégia Local de Adaptação às Alterações Climáticas, à qual se juntaram 25 municípios. O concelho de Loulé foi o primeiro, dos demais, a concluir essa estratégia, que tem como eixos principais as políticas de salvaguarda ambiental. Numa primeira fase, no momento conceptual, houve um “levantamento exaustivo de estudos de planos, um trabalho de caracterização do histórico de cheias no concelho, incêndios de grande escala, períodos de seca e inundações” nos últimos 15 anos. Numa fase posterior, foram estabelecidas metas e objetivos, no que diz respeito às medidas para a ação climática. Neste sentido, e relativamente à mobilidade, foi criado um plano para a mobilidade com evidências em vários locais deste território e existem já “vários projetos concretos em estudo”. Atualmente, como nos refere Vítor Aleixo, Loulé dispõe de “cerca de 50 quilómetros de ciclovias, um número apreciável, e cerca de 30 postos de carregamento para veículos elétricos”. O concelho vai ter um dos primeiros hubs no país para carregamento de veículos elétricos, que vai ficar localizado em Vilamoura. Foi também criada na Escola Básica Prof. Sebastião Teixeira, em Salir, uma comunidade energética em meio escolar, com a instalação de uma central fotovoltaica de 40 kw e dinamização de um conjunto de ações de formação e sensibilização, contribuindo para fomentar junto dos alunos, professores, funcionários, pais e comunidade em geral, uma cultura de eficiência energética e gestão sustentável dos recursos. Dentro das estratégias para as alterações climáticas, no que diz respeito à eficiência energética,

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Vítor Aleixo, Presidente

Loulé “tem dado passos importantes”. Foram equipados vários edifícios públicos com painéis fotovoltaicos “num ritmo crescente”. Foram ainda criados incentivos para as IPSS do concelho de Loulé “para mudarem a base de alimentação energética e poderem equipar-se com painéis fotovoltaicos”. O recurso a energias limpas é estimulado pela Câmara de Loulé que, a cada IPSS do município, possibilita uma verba de cerca de 30 mil euros, através de um programa específico para essas instituições, com a finalidade de que as mesmas adotem essa fonte de energia limpa e renovável. A capacidade instalada de produção de energia com recurso ao sol tem o valor de um megawatt, mas o objetivo é chegar aos dois megawatts instalados, “muito significativo quando comparamos com o que acontece nos restantes municípios”. No ponto de vista de Vítor Aleixo, o concelho de Loulé está “perfeitamente alinhado com os objetivos da política nacional, que é chegar ao ano 2050 com emissões zero”.

Território do Aspirante Geoparque Algarvensis a Geoparque Mundial da UNESCO

Consciencialização do valor do ambiente É importante a criação de novos projetos ambientais, mas fazer chegar a mensagem aos mais jovens é essencial: “Temos campanhas muito regulares, muito bem estruturadas para a educação das pessoas em geral, mas particularmente para os jovens”. Assim, no concelho de Loulé, existe um programa nas escolas para promover a mobilidade suave, no qual o município disponibiliza bicicletas e promove formação para professores para estimular o uso da bicicleta nas deslocações. A todas estas iniciativas, acrescentam-se a produção de peças de teatro, a publicação de livros sobre ação climática adaptados à realidade do território, filmes publicitários e concursos sobre a temática da salvaguarda ambiental. Outro relevante objetivo é estimular o uso dos transportes públicos urbanos, que no concelho


C. M. LOULÉ | ESPECIAL ALGARVE

Peça de teatro CLIMAT 100

de Loulé “são gratuitos”. Loulé adota uma estratégia comunicacional pedagógica e educativa e, prova disso, são os dois centros de educação ambiental de que dispõe, “a funcionar em pleno, com jovens técnicos muito bem preparados, que organizam visitas ao campo para observar aves, ribeiras e identificar espécies botânicas únicas”. Vítor Aleixo demonstra ainda a preocupação com a gestão da água no município e, nesse sentido, constituiu um gabinete da eficiência hídrica. É fundamental usar esse recurso com “critérios e padrões de gestão e eficiência cada vez mais exigentes” e procurar novas fontes de água. Recentemente, foi apresentado o plano regional para a eficiência hídrica com metas estabelecidas e objetivos calendarizados. “Em Loulé, estamos centrados no combate às perdas na rede de distribuição de água, que, em alguns casos, estão obsoletas”. Mas neste âmbito, Loulé apresentará em breve novos projetos, associados sempre ao mote da campanha já lançada “Aqui cuidamos da Água”.

sétimo município do país que assinou um acordo com o IHRU, um investimento de cerca de 44 milhões de euros para encontrar até 2026, 320 soluções de habitação. Sobre o futuro, “há outro projeto que muito nos honra, que inclui a valorização do património geológico, associado a uma estratégia global integrada de desenvolvimento do território de forma sustentável” do qual fazem parte os municípios de Loulé, Silves e Albufeira, que se encontram a trabalhar vigorosamente na candidatura a aspirante Geoparque Algarvensis a Geoparque Mundial da UNESCO. Um Geoparque é um lugar identitário, inspirador, transformador e de pertença, que convida a visitar, fixar e investir, de forma consciente e em harmonia com os valores ambientais e culturais dos territórios. Sobre o momento que vivemos, o fim do ano vai ser diferente e complicado, mas “temos sido particularmente atentos e focados em encontrar respostas para, juntamente com as autoridades de saúde pública, reduzir as condições de propagação do vírus e acorrer às consequências sociais e económicas da pandemia”.

O município e o futuro O município está a trabalhar numa estratégia local de habitação, que se articula com a nova estratégia do governo: “Muitos cidadãos nunca tiveram uma habitação condigna e, por isso, começamos a trabalhar de uma forma sistemática neste problema”. Loulé foi o

Projeto do Parque Urbano e Agrícola de Loulé REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 33


ESPECIAL ALGARVE | INFRAQUINTA

INFRAQUINTA APOSTA NA SUSTENTABILIDADE E EFICIÊNCIA ENERGÉTICA DA QUINTA DO LAGO Promover a qualidade e a boa gestão do espaço urbano e infraestruturas públicas, localizadas na Quinta do Lago, são os principais objetivos da Infraquinta. Em entrevista à Revista Business Portugal, Pedro Pimpão e Cláudio Casimiro, presidente do conselho de administração e diretor geral, respetivamente, apresentam-nos o trabalho que a empresa tem vindo a desenvolver para um futuro mais sustentável e eficiente.

Pedro Pimpão

Cláudio Casimiro

Em meados dos anos 90, a Câmara Municipal de Loulé percebeu que havia zonas, nomeadamente na Quinta do Lago, Vale de Lobo e Vilamoura, de predominância turística, com vocação do ponto de vista residencial de qualidade. Abrangendo o concelho de Loulé uma área muito extensa e diversificada, o município entendeu que estas zonas teriam de ser alvo de uma intervenção mais especializada e empresarial das infraestruturas públicas. Nesse sentido, foram constituídas três empresas municipais: a Infraquinta, a Infralobo e a Inframoura. A Quinta do Lago SA, “empresa muito bem estruturada” e que detém a maior parte dos empreendimentos, foi convidada a realizar uma parceria com a Câmara Municipal, para que pudesse haver uma intervenção “mais direta no território do ponto de vista público, sem comprometer aquilo que são os investimentos e a visão do privado”, como nos explica Pedro Pimpão, presidente do conselho de administração da Infraquinta. A Infraquinta é responsável pela manutenção e gestão da rede de infraestruturas de saneamento, desde a rede de abastecimento de água, rede de pluviais e rede de esgotos, centrais e estações elevatórias; gestão do sistema de recolha e deposição de resíduos urbanos; e manutenção e gestão dos espaços e equipamentos públicos. A grande finalidade é garantir um saudável relacionamento institucional com os proprietários, residentes, utentes e diversos organismos privados e públicos, que habitam e laboram na Quinta do Lago, procurando assim manter a qualidade urbanística do espaço. Há cerca de seis anos, o município delegou, para além das já existentes, mais competências à Infraquinta, tendo em vista a gestão de uma forma mais ágil e eficaz. Destacam-se a ocupação da via pública e a ocupação do espaço público através de esplanadas, 34 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

placards publicitários e outdoors. Assim, a Infraquinta gere neste momento cerca de 13 quilómetros quadrados de território delegado pela Câmara Municipal de Loulé. Simbiose entre a eficiência hídrica e energética Como nos explica Cláudio Casimiro, diretor geral, as estratégias da Infraquinta vão ao encontro da Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas do município de Loulé (EMAAC de Loulé). Relativamente à eficiência hídrica, a Infraquinta é líder nacional no indicador de abastecimento de água não faturada, e tem já implementado um sistema de rega inteligente (Rega IQ). Paralelamente, a Infraquinta é a única entidade gestora nacional, em baixa, com a Certificação do Produto “Água para Consumo Humano” de acordo com a Recomendação da ERSAR nº2/2011. Para além do conseguido, é objetivo da Infraquinta ser uma referência no campo da eficiência energética e na integração de energias renováveis na sua atividade. Nesse sentido, existem alguns projetos em estudo. Ao nível dos sistemas de abastecimento de água, o objetivo é dotá-los de sistemas autónomos de energias renováveis, através de sistemas fotovoltaicos, de forma a que toda a energia produzida e consumida pelos sistemas de elevação seja renovável. Quanto a perspetivas de redução, o diretor geral refere que “facilmente se consegue reduzir 30 por cento do consumo de energia”. Um exemplo de intervenção imediata é o desenvolvimento de um projeto integrado de iluminação pública eficiente, recorrendo à tecnologia LED, com sistema de telegestão ponto a ponto e criar uma rede estruturada de fonte


INFRAQUINTA | ESPECIAL ALGARVE

aberta de forma a que se possa agregar novos sensores e novas tecnologias: “A finalidade é criar uma rede única e começar a trabalhar sobre essa rede”. Por último, há a questão da mobilidade elétrica, em que o objetivo é ter uma rede sólida, com postos de carregamento para viaturas elétricas, que satisfaça a crescente procura dos residentes e visitantes da Quinta do Lago. Sendo a Infraquinta uma empresa público-privada, o interesse privado tem de estar em consonância com o público. Assim, a empresa municipal tem dois administradores nomeados pelo presidente da câmara e um nomeado pela Quinta do Lago SA, que “é solicitado sempre que haja uma mudança estratégica ao nível de intervenção, de ruído ou outra situação que poderá oscilar com os moradores”. Há uma fluidez na comunicação e por isso, “é uma situação muito equilibrada e de muito fácil gestão”. A intervenção é sempre de domínio público e feita pela Câmara Municipal, com o parecer privado que aparece numa lógica de articulação. Futuro sustentável A Infraquinta e toda a zona da Quinta do Lago tem sido bastante premiada e destaca-se a nível nacional por apresentar a “menor percentagem do país em termos de perdas de água e de eficiência hídrica”. São cerca de 36 por cento de água não faturada, que tem como origem desperdício, ruturas ou não faturação, “sendo que a média nacional está na ordem dos 30 porcento”, como nos indica Pedro Pimpão. Mas as ambições não ficam por aqui. Com um trabalho já consolidado, o futuro passa por “manter a trajetória de investimento para um nível alto de excelência de eficiência hídrica à qual queremos juntar a eficiência energética”, conclui. A estabilidade em tempos de pandemia A pensar na estética e imagem que a Quinta do Lago quer manter, a mesma está enquadrada em termos paisagísticos e isso será sempre salvaguardado, como nos refere Pedro Pimpão, “porque é isso que faz a diferença para as pessoas que vivem, trabalham e querem investir na zona”. O administrador acrescenta que o território da Quinta do Lago não se caracteriza pelo turismo flutuante e, por isso, a pandemia não teve um impacto tão negativo como teve noutros locais: “Os nossos principais clientes não são hotéis nem restaurantes, são residentes, por isso acabamos por ter uma estabilidade financeira como o normal relativamente aos anos anteriores”. Foi, aliás, no pico da pandemia, que a Quinta do Lago fez uma das maiores vendas dos últimos anos.

Avenida da Gondra, nº68

+351 289 390 030

Apartado 2129, Quinta do Lago

Email: info@infraquinta.pt

8135-024 Almancil

www.infraquinta.pt

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 35


ESPECIAL ALGARVE | FIRST CLASS PROPERTIES

INVESTIR NUM ESTILO DE VIDA No Triângulo Dourado do Algarve, encontra-se o Fonte Algarve Residences, um luxuoso empreendimento que pertence à First Class Properties, empresa de promoção imobiliária de luxo, especializada em pequenos resorts contemporâneos. A Revista Business Portugal esteve reunida com José Mateus – administrador da empresa de Tony Hickey –, que nos falou deste projeto, que proporciona um estilo de vida contemporâneo e único.

Eduardo Cavaco, Administrador

Num dia como outro qualquer, Tony Hickey sai de casa e repara que um vizinho está a tirar ervas daninhas num terreno abandonado. Talvez a maioria das pessoas seguisse caminho, mas Tony questionou: “E se comprássemos este terreno e fizéssemos alguma coisa aqui?” Foi assim que teve início o projeto do Fonte Algarve Residences, que estará concluído em abril do próximo ano. Localizado numa zona tranquila e desenvolvida da Fonte Algarve, em Faro, próximo dos mundialmente conhecidos resorts da Quinta do Lago e Vale do Lobo e a uma curta distância do aeroporto, o luxuoso empreendimento é composto por 14 moradias em banda, com um design moderno e discreto, desenhadas pelo arquiteto Vasco Vieira. As características do Fonte Algarve Residences são únicas. Com uma alta qualidade de construção e estilo contemporâneo, as moradias, todas de tipologia V3, dispõem de três quartos, piscina individual e um parque subterrâneo que permite o acesso seguro pela parte inferior, onde só o residente tem acesso. Para além do condomínio privado assegurar toda a segurança e conforto, garante ainda uma baixa manutenção.

“Não invista numa propriedade, invista num estilo de vida”

A First Class Properties, que prima por ter uma atenção sublime ao detalhe e por garantir a máxima qualidade, não escolhe os seus parceiros ao acaso. “Escolhemos fornecedores nacionais e internacionais. Por um lado, trabalhamos com fornecedores locais, de forma a assegurarem uma rápida resposta caso algo aconteça, por outro, não nos privamos de optar por soluções internacionais, quando há uma maior qualidade assegurada. Posso-lhe dizer que nas piscinas deste empreendimento 36 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


FIRST CLASS PROPERTIES | ESPECIAL ALGARVE

colocamos acrílico e não vidro. Acrílico esse que vem da Holanda. “É muito mais dispendioso, mas a qualidade é muito superior e, consequentemente, apresentam muitas vantagens”, assevera José Mateus. Mais do que investir numa propriedade, quem apostar neste projeto estará a investir num estilo de vida, estará a assegurar qualidade de vida. Nas imediações, os residentes do Fonte Algarve Residences podem desfrutar do que o Algarve tem de melhor para oferecer e viver uma vida em pleno. A uma curta distância, terão as melhores praias da Europa, a possibilidade de praticar desporto ao ar livre, acesso a uma cultura e história únicas e uma gastronomia sem igual. “Alta qualidade, segurança, baixa manutenção” Avenida 5 de Outubro

A casa modelo está pronta para o receber. Venha viver o sonho, porque ainda tem a oportunidade de investir numa das moradias do Fonte Algarve Residences. Desde os 795.000 euros, poderá ter acesso a um dos melhores e mais cobiçados destinos de Portugal. Este é um investimento seguro.

N.º 14-5º 8000-076 Faro info@firstclassproperties.pt (+351) 913 248 613 (+351) 912 471 883 www.fontealgarve.com

REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 37


ESPECIAL ALGARVE | J. F. ALMANCIL

ALMANCIL: ONDE VIVER É ALGO MAIS Almancil é uma freguesia que pertence ao concelho de Loulé, banhada a nascente e sul pela Ria Formosa e Oceano Atlântico, que lhe concedem uma paisagem natural fantástica e fundamental para as dinâmicas da vila. A par dessas características naturais, Almancil tem uma boa qualidade de vida, mas na opinião de Joaquim Pinto, presidente da junta, “precisa de mais investimentos e infraestruturas”. Nesse sentido, a promessa é “continuar a trabalhar para criar mais condições para os residentes e para quem visita”, como nos revela em entrevista à Revista Business Portugal.

Uma região presenteada pela natureza Nos inícios do século XX, a freguesia de Almancil era pequena, mas teve um crescimento significativo devido às condições que tinha para o fabrico de materiais de construção. “Desenvolveu-se uma indústria, na altura, bastante artesanal, e, mais tarde industrial, que evitou, durante esse período, um fluxo migratório que mais tarde sofremos”. A força da freguesia só foi restaurada em meados da década de 60, com o desenvolvimento do turismo, sendo os resorts da Quinta do Lago e Vale do Lobo os principais motores desse crescimento. Joaquim Pinto confessa que tem “um grande amor à terra” e quer, por isso, deixar o seu legado enquanto presidente. O autarca desenvolveu toda a sua atividade profissional no exército, mas voltou a Almancil “por ser filho da terra”. Com imensos conhecimentos técnico-profissionais, Joaquim Pinto foi convidado a prestar apoio à estrutura política, dando continuidade à herança familiar, que passou pela conduta da freguesia. Os habitantes de Almancil dispõem de espaços de lazer “significativos”. Grande parte deles, a sul da IC25, atravessam longitudinalmente a freguesia, onde se inserem os resorts, que permitem desfrutar da qualidade da freguesia e do clima. Umas das mais-valias é a centralidade e Almancil fica acessível a vários pontos, nomeadamente do aeroporto. Almancil tem, segundo Joaquim Pinto, uma característica que a distingue das outras freguesias do concelho: “um núcleo central moderno e vários pequenos núcleos urbanos, todos eles antigos. Atualmente, Joaquim Pinto, considera que existe “falta de bairrismo” na população de Almancil. Na década de 60, a maioria da população emigrou e, “talvez por isso, não foi criado o sentimento pela terra.” Grandes potencialidades aliadas a grandes investimentos Embora com muitas qualidades naturais, físicas e paisagísticas, a freguesia de Almancil é deficitária no que diz respeito às infraestruturas que estão ao dispor da população e existem vários investimentos que necessitam de ser, “urgentemente”, feitos. Joaquim 38 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Joaquim Pinto, Presidente

Pinto conseguiu levar para Almancil atividades e infraestruturas que não havia até então. Uma das grandes lacunas de Almancil diz respeito à saúde. O grande objetivo passa por adquirir um edifício novo para a instalação dos serviços da junta, disponibilizando o restante espaço para o crescimento da USF, cujo projeto já está concluído pelo Município com o aval da ARS. E no espaço do Parque das Cidades, onde já existe uma infraestrutura de saúde (Laboratório Dr.ª Laura Aires) e o espaço para a construção onde já existe a primeira pedra do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, uma infraestrutura essencial para melhorar a qualidade do Serviço Nacional de Saúde na região sul. O SNS no Algarve, “é o mais frágil tanto em pessoal técnico qualificado como em instalações”, e com uma população aproximada de 600 mil habitantes efetivos, exige novas infraestruturas. “Reconheço que a Câmara Municipal tem feito um trabalho bastante meritório em Almancil, mas ainda há muitas necessidades.” O centro de saúde “não tem condições” para servir a população residente, assim como os estrangeiros. Relativamente ao espaço físico da Junta de Freguesia, existem já espaços identificados para a sua construção, uma vez que neste momento, estão num local provisório. Existe, também, a intenção de criar um espaço cidadão, “onde as pessoas possam tratar de alguns documentos primordiais”. Uma vez que os percursos de natureza são significativos, tem estado em construção um percurso pedonal, que vem dos limites do aeroporto e vai chegar a Quarteira. “A população poderá fazer percursos pedonais e de bicicleta e usufruir de todo o parque natural da ria formosa”. Compreendendo também a urbanização de Almancil, a junta pretende aumentar o parqueamento da região, porque em Almancil “não há parqueamento quase nenhum”. Para além de todos estes investimentos, destacam-se dois grandes projetos futuros: a criação de um pavilhão multiusos e a construção de uma escola secundária. A nível desportivo, Almancil tem muita pouca prática desportiva, também devido à falta de infraestruturas. Nesse sentido, foi já aprovado, pelo tribunal de contas, um proje-


J. F. ALMANCIL | ESPECIAL ALGARVE

Espaço Multiusos

to de quase 14 milhões de euros. Um espaço multiusos, no qual se vão integrar atividades desportivas, culturais e apoios de saúde. “Um projeto que irá valorizar bastante Almancil”. A construção de uma escola secundária tem como principal objetivo “fixar a população mais jovem na freguesia”. O agrupamento de Almancil ultrapassa, neste momento, os 1500 alunos, e torna-se necessário a criação de infraestruturas. Joaquim Pinto conclui com a promessa de continuar a trabalhar para oferecer melhores condições a população, inclusive turistas, que precisam de ter algo mais. “Queremos manter as pessoas com alegria, motivação e essa tem sido uma das nossas grandes preocupações”, garante. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 39


ESPECIAL ALGARVE | D. S. TAVIRA

A DS TAVIRA AJUDA A REALIZAR O SEU SONHO Com um serviço de aconselhamento financeiro e imobiliário, um dos principais objetivos da Decisões e Soluções Tavira é ajudar os clientes, particulares e empresas, com o compromisso de independência e seriedade, apresentando sempre as melhores soluções de mercado de acordo com as suas reais necessidades e objetivos. Como nos revela António Martins, um dos diretores, em entrevista à Revista Business Portugal, o trabalho da agência tem “ultrapassado os objetivos propostos inicialmente”.

A Decisões e Soluções de Tavira, criada em 2017, integra um grupo que presta um serviço de aconselhamento personalizado, com soluções 360º ao nível da compra, venda e arrendamento de imóveis, bem como ao nível de crédito bancário, seguros, obras de remodelação e construção de casas. A agência, dirigida por António Martins e Mariana Lloyd, tem tido um “percurso bastante positivo”. Em 2018, a DS Tavira foi premiada a nível nacional, na área da mediação imobiliária, “um ano excelente”, sublinha António Martins. Os anos seguintes não foram exceção, e os bons resultados tiveram continuidade em 2019, com “excelentes resultados na área da mediação imobiliária, na intermediação de crédito e mediação de seguros.” Serviços assegurados com soluções 360º Cada agência tem uma organização e uma personalidade diferentes, tendo em conta a região onde se insere. A DS Tavira, situada no Algarve, presta serviços em cinco áreas distintas, mas que estão interligadas: a mediação imobiliária, intermediação de crédito, mediação de seguros, mediação de obras e construção de imóveis. Os vários serviços de aconselhamento, em todas as áreas, são completamente gratuitos. Com esta panóplia de serviços pretende-se ajudar as pessoas que contrataram seguros e créditos a poupar. “Muitos dos clientes acabam por ter uma poupança até 60 por cento na troca e na renegociação dos créditos e seguros”. Neste leque de serviços, a agência assegura soluções 360º com o objetivo de centralizar todas as suas necessidades. “Na DS Tavira, conseguimos oferecer esses cinco serviços, de forma a facilitar o trabalho do cliente e a reduzir o incómodo”. Apesar de se localizar no Algarve, o alcance do trabalho estende-se, um pouco, por todo o território nacional: “Acabamos por fazer negócios através de clientes que nos recomendaram a outros”. Na área do crédito e seguros, há muito serviço que está a ser feito para fora da cidade de Tavira. A DS Tavira é uma agência que se preocupa com o bem-estar dos seus clientes, e, por isso, o objetivo, neste momento, é estar cada vez mais próximo da população em geral”, sublinha António Martins. Parcerias e protocolos que simplificam Dada a variedade de serviços que a DS Tavira oferece, é uma empresa com protocolos e uma relação privilegiada com as principais instituições bancárias, financeiras e seguradoras 40 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

António Martins e Mariana Lloyd, Direção


D. S. TAVIRA | ESPECIAL ALGARVE

do país, tendo sempre como objetivo defender o interesse dos seus clientes e apresentar as melhores soluções. “Trabalhamos com praticamente todas as companhias de seguros e instituições bancárias a operar em Portugal, porque o cliente quando nos procura, quer um serviço independente e diferenciado”. A DS Tavira não é apenas uma agência imobiliária. Sempre com o objetivo de satisfazer o cliente e fazer um atendimento personalizado, a agência tem parceria com vários bancos, agências imobiliárias de norte a sul do país, seguradoras, gabinetes de arquitetura e construtoras. “Muitas vezes existem imóveis que poderão não estar na nossa agência imobiliária, então fazemos uma qualificação ao cliente para perceber que tipo de imóvel procura e em que localidade, tratamos do crédito e dos seguros, visitas aos imóveis, sempre através da nossa agência, mas em parceria quando é fora da nossa localidade”. O objetivo é, sempre, simplificar ao máximo a vida do cliente. A pandemia e as novas formas de trabalho A pandemia veio alterar a forma de trabalhar habitual, passou a ser mais digital, mas o nível e exigência de trabalho manteve-se. Como nos confidencia António Martins, “houve uma adaptação”. A continuidade dos serviços foi feita a partir de casa, através de reuniões com várias seguradoras e bancos para perceber como se iria trabalhar. O cliente continuou a procurar os serviços da DS Tavira que, mesmo em casa, conseguiram proceder à assinatura de contratos e escrituras, por videochamada. Para evitar a deslocação dos clientes aos imóveis e tornar a visita o mais real possível, foram disponibilizadas visitas e avaliações virtuais a imóveis. “Numa situação pandémica acabamos por nos adaptar com muita facilidade”. Os resultados foram “muitos bons”, mais do que o que era expectável, tendo em conta que estavam numa situação de confinamento. O problema da pandemia continua, mas a empresa já está

mais preparada e dispõe de “todas as ferramentas necessárias para chegar até ao cliente e estar à altura de os poder ajudar”. António Martins salienta que, este ano, sentiu uma grande aproximação com a população, o que lhes permite ajudar de uma forma mais completa e eficiente, e, dessa forma, ser “muito úteis à população em geral”.

DECISÕES E SOLUÇÕES TAVIRA também conhecida como DS Tavira Licença AMI 13294 Intermediário de Crédito Vinculado 4009 BdP Rua José Pires Padinha, 174 8800-354 Tavira (+351) 281 324 548 www.decisoesesolucoes.com/agencias/tavira

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ESPECIAL ALGARVE | IAD PORTUGAL

HÁ EXPERIÊNCIAS QUE MUDAM UMA VIDA Há experiências que mudam uma vida e trabalhar na iad é uma delas, como nos conta em entrevista Fátima da Rocha, consultora imobiliária. Com um conceito visionário, esta empresa funde o imobiliário, a web e o marketing de rede e é com esta bandeira que a nossa entrevistada presta um serviço único no mercado imobiliário algarvio.

F

átima da Rocha é resiliente e independente por natureza. Proveniente de uma família trabalhadora, habituada a encarar os desafios de frente, a nossa entrevistada começou a sua experiência profissional com apenas 13 anos. Depois de 18 anos em França, onde criou a sua própria empresa, decidiu voltar a Portugal, onde teve uma primeira experiência com o mercado imobiliário, numa agência tradicional, mas foi no conceito da iad que se reviu e é onde, hoje, é feliz e se sente realizada. A iad foi fundada em França em 2008 e é, atualmente, a maior rede europeia de consultores imobiliários independentes. Como nos explica Fátima da Rocha, “a iad nasceu numa garagem, com a ideia visionária de Malik Benrejdal, Jérôme Chabin e Sebastian Caille, que começaram a perceber que o mundo imobiliário estava a mudar, bem como o comportamento das pessoas. Hoje, os consumidores procuram, cada vez menos, os imóveis numa agência tradicional, a tendência é a internet. Neste sentido, decidiram criar uma empresa onde o imobiliário, a web e o marketing de rede se encontram”. A partir de uma garagem de França para o mundo, a iad assumiu um crescimento exponencial e está em franca expansão. Em conjunto com quatro sócios, Fátima da Rocha é uma das representantes de um dos polos de formação da empresa em Portugal, onde está presente desde 2015.

Fátima da Rocha, Consultora

Acompanhamento total, onde toda a gente tem a oportunidade de ser feliz “Enquanto consultores da iad, somos completamente independentes e autónomos, o que nos permite ter ainda mais tempo para dedicar aos nossos clientes e à nossa família. Além disso, temos a possibilidade de evoluir rapidamente na carreira. No meu caso, por exemplo, com menos de dois anos de iad, já sou manager e tenho as minhas próprias equipas em Portugal e em França. No fundo, o consultor que faz parte da iad tem a possibilidade de criar a sua própria organização, dentro de uma organização”, explica a nossa entrevistada. Mas, claro que o facto de ter a possibilidade de gerir o seu próprio negócio não descarta certas responsabilidades. As normas da iad têm de ser cumpridas, como tal, o código deontológico e a formação também são parte fundamental da empresa. Como refere Fátima da Rocha, “só um consultor bem informado consegue prestar um serviço, de forma correta, e respeitar o nome da empresa”. Desta forma, assim que um consultor integra esta equipa, tem um acompanhamento total e contínuo, através da pessoa que o integra, da universidade on-line e dos polos de formação disponibilizados pela empresa. Fátima da Rocha está sempre pronta para integrar pessoas motivadas na sua equipa, que tenham como ambição ter sucesso, de tornarem-se independentes e ajudarem cada cliente a realizar o seu sonho. O acompanhamento prestado ao cliente é total. “O nosso objetivo não é fazer uma venda forçada, mas sim ajudar um cliente a encontar a casa ideal. Em particular, aqui no Algarve, as pessoas vêm à procura de um sonho, por isso tentamos perceber o cliente e ajudamo-lo a realizar os seus projetos. Além disso, mantemos parcerias com profissionais, de forma a agilizarmos todos os processos e burocracias, como certificados energéticos, jurídico ou crédito, e garantirmos o melhor acompanhamento”, remata. https://www.iadportugal.pt/consultor-imobiliario/fatima. da-rocha

IAD Portugal S.A. AMI 11220 www.iadportugal.pt

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Anuรกrio 2020

Anuรกrio 2020

? NAS BANCAS EM DEZEMBRO REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 43


MULHERES LÍDERES “Nunca deve ver os seus desafios como uma desvantagem. Em vez disso, é importante entender que as experiências que adquire enquanto enfrenta e supera as adversidades é, na verdade, uma das suas maiores vantagens.” Michelle Obama

Será este momento de adversidade o ideal para que se afirme a liderança no feminino? A lutar desde sempre contra discriminações, a mulher tem uma maior apetência para lidar com adversidades e tem uma perseverança e resiliência desmedidas. Hoje é fundamental inspirar e motivar outros. E quem melhor que a figura feminina, que é hábil em motivar? Que lida como ninguém com as emoções e consegue envolver e gerar altos níveis de empatia? Com uma maior predisposição para mudanças, a mulher pode, de facto, ter um papel preponderante na crise social e económica que enfrentamos. A mulher é capaz de inovar, pelo que pode ser fundamental para imprimir a criatividade necessária para se sobreviver num cenário como o que vivemos. Sociável, expressiva, próxima… a mulher é um excelente elo de ligação entre equipas e fortalece grupos. A mulher gosta de partilhar, de cooperar, de incentivar e, num momento em que só juntos somos mais fortes, uma liderança no feminino pode fortalecer uma empresa ou organização. Conhecida por fazer várias coisas ao mesmo tempo, a figura feminina pode ser o trunfo para antecipar cenários e para ter uma capacidade de adaptação tão rápida quanto nos é exigida. Atualmente, somos bombardeados com várias informações e mudanças a cada dia, pelo que seria perspicaz aproveitar a capacidade inigualável que a mulher tem de pensar e agir em muitas direções e/ou temas ao mesmo tempo. Será este momento de adversidade o ideal para tornar claro que a mulher consegue superar, distintivamente, os mais diversos e complicados desafios? Sim. E a provar o que dizemos, temos alguns exemplos ilustrados nas páginas que se seguem.

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MULHERES LÍDERES | ALICIA PERES PSICÓLOGA

“SER PSICÓLOGA EM TEMPO DE PANDEMIA É UM VERDADEIRO DESAFIO”

Em entrevista à Revista Business Portugal, Alicia Peres, psicóloga, apresenta-nos o olhar mais profundo sobre a forma como a pandemia está a comprometer a saúde mental e o longo caminho a percorrer para que a sua importância seja reconhecida. Como a própria nos confidencia, “a pandemia acentuou algumas situações, trouxe recaídas e houve um especial agravamento nas Perturbações de Humor e nas Perturbações de Ansiedade.” Tendo em conta o cenário pandémico, como está a saúde mental dos portugueses? Sente que piorou? Temos, em Portugal, algum trabalho de investigação a ser conduzido para aferir o impacto da pandemia na saúde mental da população portuguesa, mas ainda é cedo para podermos avançar com dados mais conclusivos sobre esta matéria. No contexto desta pandemia existe um conjunto de fatores socioeconómicos que agravam a saúde mental, como por exemplo: o desemprego, a precariedade laboral, a perda de rendimentos, a pobreza ou a exclusão social. Uma crise socioeconómica pode provocar ansiedade, depressão, diminuição do bem-estar percebido, aumento de stress. Nas primeiras semanas da pandemia não senti um impacto significativo, mas depois, pouco a pouco, comecei a constatar um aumento na procura de consultas, sobretudo de utentes que estavam estabilizados e que por consequência da pandemia desorganizaram-se. Julgo que a pandemia acentuou algumas situações, trouxe recaídas e houve um especial agravamento nas Perturbações de Humor e nas Perturbações de Ansiedade. Dado que trabalha com reclusos, como estão estes cidadãos, em particular, a lidar com tudo isto que está a acontecer? De que forma é que a Covid-19 os está a afetar? Inicialmente, não considero que a pandemia os tenha afetando de forma significativa. Talvez por serem uma população, já por si, em condições de reclusão, a medida do confinamento, a título de exemplo, não foi sentida com grande impacto. No entanto, com o passar do tempo, a perceção de segurança foi sofrendo alterações. À semelhança de todas as outras instituições, os estabelecimentos prisionais tiveram de se adaptar a esta realidade e os reclusos vivenciaram essas mudanças com alguma desconfiança. Mesmo na sua liberdade limitada, sofreram e sofrem, também, com a pandemia. Seja através da inicial privação de visitas ou depois com a possibilidade de visitas, mas atrás de uma barreira em acrílico, impossibilitando o toque humano; a angústia de saberem que os seus familiares e amigos estariam mais expostos que eles próprios; a consciência de que a dificuldade de distanciamento físico em ambiente prisional possa abrir portas para a possibilidade de contaminação e rapidez

Alicia Peres, Psicóloga

na transmissão. Por outro lado, muitos viram antecipada a possibilidade de entrar em contacto com o exterior e contrariamente ao que que possa pensar, isso nem sempre é um fator de proteção para o indivíduo pois muitos deles não estavam preparados para tal. A nível institucional foi desenvolvida e implementada, através de uma comunicação exemplar, uma série de medidas para os securizar e minimizar os potenciais danos da pandemia, tanto do ponto de vista da saúde física como mental. E a Alícia Peres… como lidou e está a lidar com a pandemia? De que forma repensou e adaptou o serviço que presta à população? Pessoalmente, tenho procurado manter um cuidado constante tanto com a minha saúde física como mental. Reinventei uma série de rotinas. Felizmente, os meios de comunicação à distância permitiram-me manter, mais próximos, todos aqueles que são significativos para mim e penso que me adaptei bem a esta nova realidade. Profissionalmente, ser psicóloga em tempo de pandemia é um verdadeiro desafio, pois estamos todos a viver a mesma crise. Paralelamente, a um autocuidado acrescido, senti a necessidade de adaptar a forma de prestar os meus serviços. Esta pandemia veio obrigar a uma revolução na operacionalização das consultas. Tive, por exemplo, de começar a dar consultas online, o que sempre evitei fazer, mesmo tendo tido preparação específica em Aconselhamento Online, na faculdade. No entanto, o balanço que faço das consultas online é francamente positivo. REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 45


MULHERES LÍDERES | ALICIA PERES PSICÓLOGA

A maioria dos meus pacientes revelou sentir-se muito confortável em ter sessões online pois estavam no seu espaço, que é sempre mais familiar do que o consultório, evitaram deslocações e, sentiram-se mais seguros de alguma forma. Nas sessões presenciais houve um cuidado acrescido em realizar as marcações, de modo a evitar o cruzamento entre pessoas e passou-se a higienizar os espaços após cada presença, assim como a disponibilizar álcool-gel logo à entrada e máscaras. Dou consultas há pouco mais de dez anos, e a esmagadora maioria das pessoas que me procura pertence ao distrito de Santarém. Com as consultas online passei a ter, pela primeira vez, a possibilidade de realizar consultas com pessoas de vários pontos do país e até mesmo do Brasil! As sessões decorreram com uma facilidade surpreendente. A pandemia veio alterar a forma de trabalhar em Portugal, um país que, ainda que tenha contemplada a forma de teletrabalho na sua legislação laboral, não tinha até então grande expressão. Afinal é possível trabalhar e com muita qualidade a partir de casa. Reduzimos custos, sentimo-nos mais confortáveis e podemos chegar a mais pessoas. Deixo a nota de que esta é a minha perceção pessoal, mas tenho conhecimento de muitas situações em que a vivência do teletrabalho não é assim tão positiva. Acredita que as mulheres têm alguma característica intrínseca que acaba por ser uma mais-valia em situações adversas, como a que vivemos? De que forma pode a mulher acrescentar valor e inspirar o mundo empresarial a superar os mais diversos desafios? Essa questão faz-me evocar o estereótipo da mulher enquanto cuidadora, mas essa é uma ideia que devemos procurar desmistificar. Tanto homens como mulheres podem, e têm, em si mesmos, a capacidade de lidar com a adversidade, possuem a competência da resiliência. Adaptamo-nos às situações que afigurem essa necessidade. Esta crise de saúde pública atinge todas as pessoas, mas no mundo empresarial a quem está em posição de liderar, acresce 46 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

a necessidade de tomar decisões num contexto com um elevado nível de incerteza. Os líderes de hoje têm de lidar com enormes quantidades de informação e contrainformação, com um elevado nível de incerteza e imprevisibilidade e têm, posteriormente, de identificar potenciais focos de atuação e implementar respostas rápidas. Fora todos os desafios já habituais, esta crise está a trazer e trará ainda mais a necessidade de os líderes construírem locais de trabalho saudáveis. Quem está na liderança empresarial deve estar atento aos outros, mas antes disso, a si mesmos. Durante uma situação de crise, acumula-se mais facilmente um elevado nível de fadiga e stress que poderá diminuir a capacidade de processar e filtrar informação e, nesse sentido, deixo o meu conselho para o autocuidado. É fundamental que os líderes, sejam os líderes políticos, os líderes empresariais ou os líderes da nossa própria vida (que somos nós), cuidem de si, de modo a poderem também cuidar dos outros. É fundamental, neste momento, estar disponível para reconhecer sinais de fadiga e respeitar a necessidade de descanso, que não passa só pelo sono, mas, por exemplo, depois do almoço, ligar a alguém de quem gosta ou dar uma pequena caminhada antes de videoconferências difíceis. Nos dias correntes, é inevitável falar da saúde mental. Apesar de esta temática estar a receber mais atenção e ser reconhecida a sua importância, está a ser feito o trabalho devido? Que conselhos quer deixar aos nossos leitores? Nos dias que correm torna-se inevitável falar de saúde mental. No entanto, considero que ainda existe um longo caminho a percorrer até que a sua importância seja devidamente reconhecida. Ainda existem muitos preconceitos em torno do conceito de doença mental e falta uma rede de serviços de apoio à saúde mental efetivamente disponível e acessível para todos. Ainda existe muito trabalho a realizar e gostaria que chegássemos a um momento em que, por exemplo, existam técnicos na área da saúde mental, em número suficiente, nos serviços públicos, para fazer face a todas as


ALICIA PERES PSICÓLOGA | MULHERES LÍDERES

necessidades. Muitas vezes o utente chega ao profissional de saúde mental como se tivesse chegado ao fim da linha, só depois de esgotar todas as outras possibilidades. Aposta-se pouco na prevenção e existem, por vezes, poucos meios para atuar condignamente na área da intervenção. Apesar disso, temos de reconhecer os esforços da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que apesar de ser uma ordem relativamente jovem, tem tentado divulgar a importância da saúde mental, oferecido literacia na saúde e feito um esforço concertado para promover a integração de mais técnicos. Claro que tudo leva o seu tempo, mas o caminho faz-se caminhando. A nível de conselhos... Já todos sabemos que precisamos usar máscara, higienizar as mãos, manter o distanciamento físico, mas, sem um fim à vista para a pandemia, é compreensível que nos sintamos menos motivados para aderir a todos os meios que são recomendados. Vivemos o que se chama de “fadiga da pandemia”. Precisamos manter estes comportamentos de forma diária até se tornarem naturais para nós. Só dessa forma poder-se-ão tornar um hábito e não lhes atribuirmos a ideia de estarmos em esforço. O ser humano adapta-se a tudo e consegue adaptar-se a esta realidade também que, ainda que não seja definitiva, não sabemos até quando durará. Estamos há demasiado tempo em permanente vigilância e o cansaço acumulado que isto acarreta, pode levar-nos a reduzir a perceção de risco associada ao Covid-19 e por sua vez, levar a baixar a guarda, mas precisamos respeitar o novo paradigma. Por isso, a nível de conselhos, acima de tudo, devemos ter empatia connosco mesmos. Perceber e aceitar que nem sempre estamos completamente comprometidos com estas mudanças que ocorreram nas nossas vidas, mas que é uma situação que nos transcende e podemos apenas tentar controlar as suas repercussões em nós. Devemos, também, continuar a fazer a nossa vida e manter e criar objetivos e planos para o pós-pandemia. Até esse momento chegar, devemos manter rotinas positivas, reforçar os cuidados com a alimentação e exercício físico, cuidar do nosso sono, recolher apenas informação fidedigna, com fundamento científico e de modo geral procurar

sensações de segurança, de autoeficácia e de esperança. Acima de tudo, nunca esquecer que a superação faz parte da nossa natureza e que não são as crises que mudam o mundo, mas sobretudo a nossa reação a elas.

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MULHERES LÍDERES | ARCHEOCÉLIS

MANTER O PATRIMÓNIO A Archeocélis é uma empresa em atividade há 18 anos, com o principal foco nos serviços de investigação arqueológica, nomeadamente trabalhos que salvaguardem o património. A Business esteve em entrevista com Célia Coelho, CEO e uma das primeiras mulheres a entrar na arqueologia em Portugal enquanto empresária. O seu percurso conta já com mais de 20 anos de experiência profissional. Qual a abrangência dos vossos serviços? Os serviços da Archeochélis cobrem os mais variados contextos, inseridos no âmbito da arqueologia e da gestão de património. Damos resposta em áreas tão diferentes como a realização de estudos de impacte ambiental, acompanhamento arqueológico de obra, escavações de emergência nos diferentes meios - terrestre ou aquático, prospeção arqueológica, conservação e restauro de património, antropologia e investigação laboratorial de arqueologia nos mais variados períodos históricos, desde a pré-história à contemporaneidade. Os serviços relacionados com a gestão patrimonial em ambiente de obra acabam por ser os mais procurados. Na maioria, estes trabalhos inserem-se no âmbito da arqueologia de carácter preventivo ou de emergência, atuando em empreendimentos públicos ou privados como o exemplo das construções rodo e ferroviárias, obras de saneamento, distribuição de águas e gás, implementação de linhas de alta tensão, reabilitação urbana, construção de barragens e empreendimentos turísticos. Todas as obras têm como objetivo principal a salvaguarda do património cultural e a posterior divulgação científica dos resultados obtidos.

A O vosso campo de atuação centra-se no território nacional ou vai além-fronteiras? A maioria dos serviços decorrem em território nacional. Mesmo atravessando bastantes desafios económico-sociais ao longo dos anos, o país tem apresentado uma grande capacidade de perseverança e vontade de fazer mais e melhor. Os portugueses são cada vez mais sensíveis à importância da História e da Arqueologia, o que tem permitido a acentuada evolução destas duas ciências e o desenvolvimento dos prestadores de serviços associados. Mas a abertura a novas oportunidades é da maior relevância para o nosso crescimento. Têm sido realizados alguns trabalhos de arqueologia subaquática fora do país.

Têm uma equipa diversificada em termos de conhecimentos e formação? Ou procuram também colaborações para prestar um serviço com maior qualidade? O nosso maior foco é prestar um serviço de elevada qualidade e profissionalismo. Nesse sentido, optou-se por encontrar um equilíbrio saudável entre os dois formatos. Uma equipa diversificada fortalece a capacidade de resposta e adaptação a um novo desafio. A disponibilidade para colaborar com elementos externos e técnicos mais especializados 48 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Célia Coelho,CEO

permite-nos reforçar essa capacidade e abraçar projetos de maior dimensão e/ou de conteúdo mais específico. Devem ser avaliadas as necessidades de cada intervenção e encontrar a melhor solução com o objetivo final de um bom trabalho, baseado num bom balanço custo-benefício. Como tem visto a realidade da área, no que diz respeito à presença da mulher? É com agrado que vejo a presença da mulher a crescer no meio e a deixar bons resultados. A diversidade de perspetivas e contribuições em qualquer área é essencial para o seu desenvolvimento. A variedade abre espaço a novas interpretações, novos métodos, novas formas de trabalhar, com uma visão mais fresca, atualizada e estimulante. E são nestes pontos que vejo as melhorias introduzidas pela presença feminina. Se não fui a primeira mulher arqueóloga empresarial, terei sido seguramente das primeiras. Quando iniciei o meu percurso profissional, deparei-me com um mundo, à partida, inóspito, onde eu chegava a ser a única mulher em obra. Nesse contexto geral, tive que ir desbravando um caminho que não estava, à partida, traçado para uma mulher. Esse foi um desafio muito pessoal para mim, porque senti que estava a percorrer mais um bocadinho desse caminho de luta que não era só minha, era nossa, das mulheres. E criei a minha empresa, assumi o meu nome e sinto que ganhei o meu espaço próprio neste mundo da arqueologia. Onde podemos evoluir e muito é na naturalidade com que se lida com essa diversidade. A mulher ainda tem de


ARCHEOCÉLIS | MULHERES LÍDERES

lutar muito para ser “ouvida” no meio e tem de estar constantemente a provar as suas capacidades e qualidades. Uma vez formada equipa, voz igual para os dois géneros é o que se mais anseia. A mulher tem uma visão mais detalhada das situações, está mais atenta aos pormenores. A arqueologia é uma área em que essas características são fundamentais? Essas características são, de facto, essenciais na arqueologia e estas somam-se a intuição e sensibilidade ao que nos rodeia. A arqueologia é uma área extremamente complexa, uma vez que estuda e interpreta acontecimentos e realidades do passado, que, como tal, não podemos aceder diretamente. Resta-nos explorar a realidade atual e procurar marcas e vestígios deixados pelos nossos antecessores. As características referidas permitem potenciar essa busca e a informação recolhida na mesma. Além disso, é um campo onde o trabalho de equipa se revela altamente produtivo e onde a sensibilidade, atenção e intuição femininas mostram ser grandes contribuições para uma saudável interação entre os elementos e consequente incentivo à partilha e discussão de dados, com elevado ganho para à produção laboral e para o conhecimento científico.

Um dos grandes objetivos da arqueologia passa por manter o nosso património, mas também reinventá-lo. A Archeocélis tem tido um papel determinante nesse sentido? Perante os atuais desafios económicos e sociais, a proteção do património parece necessitar de passar para segundo plano. No entanto, compreender as nossas ações ao longo do tempo, ajudam a clarificar a nossa forma de interagir com o mundo agora. Um conhecimento mais alargado sobre os processos e dificuldades que nos envolveram, pode trazer pistas sobre como agir no futuro. Exemplo disso são alguns dos grandes desafios ambientais, como a era glacial ou a migração para outros continentes com diferentes condições atmosféricas e recursos disponíveis e a forma como os ultrapassámos e sobrevivemos. Estes apresentam pontos em comum com a situação ambiental muito discutida no presente. São com pontos como este que se tem procurado aproximar o público da sua História e envolvê-lo na investigação arqueológica, incutindo-lhe o desejo de defender o património e aprender com ele. A Archeocélis quer contribuir e dar o exemplo para esta mudança de mentalidade. Mudança esta que envolve uma maior interação e colaboração entre as várias áreas de intervenção no país e a partilha de conhecimento. Deste modo, a Archeocélis tem trabalhado no sentido de acolher diferentes campos de investigação, desenvolver a interdisciplinaridade da sua equipa, promover a troca de ideias, gerar produção científica e incentivar a sua exposição e acesso a todos.

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MULHERES DIA INTERNACIONAL LÍDERES | FARMÁCIA DA MULHER AREOSA | SOMETHING IMAGINARY

FARMÁCIA PARA A COMUNIDADE Em entrevista, Maria Manuel Vaz Sousa, deu-nos a conhecer o projeto que lidera: a Farmácia Areosa. Com as portas abertas à comunidade desde 2015, em Viana do Castelo, esta farmácia distingue-se pelo serviço inovador que presta, aliado a um cariz solidário e social. Fale-nos do seu percurso. Tirei o curso de Química Analítica e quando terminei a licenciatura dei por mim a perguntar: “Vou trabalhar para onde?”. Então, dado que já existiam duas farmácias na família, optei por trabalhar numa delas. Foi nesse momento que se desenvolveu o gosto pela profissão, de todo o serviço que se presta ao balcão de uma farmácia, do contacto com as pessoas, o facto de as poder ajudar e aconselhar, o que me fez concorrer novamente à faculdade para tirar o curso de Farmácia. Inicialmente, trabalhei na Farmácia do Viso, no Porto, sendo que depois comecei a abraçar outros projetos. Adquirimos, entretanto, outra farmácia, em Viana do Castelo, para onde fui dar a direção técnica, e alguns anos mais tarde surgiu este projeto, Farmácia Areosa. O meu pai fez-me a proposta de levar este projeto para a frente, o que não hesitei em aceitar, porque era aquilo que sempre quis: fazer uma farmácia de raiz, à minha imagem e ir ao encontro do que eu acho que deve ser o trabalho de uma farmácia, que serve a comunidade de forma diferente do que normalmente se vê. A abertura da Farmácia Areosa deu-se em 2015 e, desde então, felizmente, temos vindo a ter um crescimento gradual. De que forma se adaptam para encarar os desafios? Tento absorver o máximo de inputs, fazer formações nas mais diversas áreas e, a partir daí, criar o meu próprio caminho. Estando a ser implementado o método kaisen, temos vindo a fazer o melhor que sabemos, para que a farmácia seja para todos. Queremos fazer da farmácia um local a que os utentes possam recorrer sempre que necessário. Quando chegou a pandemia, começámos a fazer o atendimento pelo guiché de atendimento noturno e, internamente, fizemos adaptações. Trabalhámos por turnos, gerimos uma linha de montagem aqui dentro e passámos a trabalhar em cadeia, de forma a assegurarmos um atendimento mais rápido. Mas com a porta fechada o negócio não flui e sentimos a necessidade de pensar em novas abordagens. Adaptámos o espaço e colocámos em prática todas as recomendações da DGS. Por outro lado, sensibilizámos a população para não se deslocar tantas vezes à farmácia, uma vez que este local acaba também por ser um refúgio para quem tem a necessidade de falar e de ter companhia. Agora, estamos numa fase em que é necessário adaptarmo-nos novamente. Estamos a implementar um serviço, de “pick up point”, onde as pessoas podem fazer encomendas através dos vários canais que disponibilizamos – facebook, instagram, whatsapp ou e-mail – e vir levantá-las à farmácia, assim que estiverem prontas. 50 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Maria Manuel Vaz Sousa, Diretora

Que outros serviços prestam? Disponibilizamos vários serviços, como a administração de injetáveis; medição de parâmetros bioquímicos; fisioterapia e osteopatia; acupuntura; nutrição; psicologia; hidrolinfa; audiologia; mini-faciais; rastreios capilares e cutâneos; tratamento de feridas de menor grau; preparação de medicação. O que considera que diferencia a Farmácia? A Farmácia Areosa, em primeira instância, é privilegiada porque está no exterior de um pequeno complexo comercial, usufruindo de um parque de estacionamento com lotação para cerca de 100 automóveis. É um local de fácil acesso. Depois, a nossa equipa é muito jovem e dinâmica. Eu criei uma equipa de raiz. Há um elemento que já trabalha comigo há dez anos, todos os restantes elementos estagiaram comigo e estão desde o início do projeto Areosa. Tenho uma equipa que vai ao encontro daquilo que eu quero, o que é muito bom. Partilhámos ideias e completámo-nos uns aos outros. Felizmente, a nossa equipa é multifacetada e, em conjunto, temos feito um bom trabalho. Graças ao empenho e dedicação de todos, esta farmácia está a ser um sucesso e isso traduz-se na população. Há muito tempo as pessoas ansiavam e desejavam uma farmácia aqui e assim que abrimos portas sentiram-se bem, porque eram bem atendidas e acarinhadas. As pessoas dizem, constantemente, “esta é a nossa farmácia!” e isso deixa-me muito feliz.


ALEXANDRE MEIRELES - ANJE | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

O que também deve contribuir para a felicidade da vossa população é a importância que dão ao cariz solidário e social, verdade? Sim, eu gosto de ajudar e faço-o sempre que posso. Colaboro com a Junta de Freguesia, com o Centro Social e Paroquial de Areosa, Centro Social de Carreço, entre outros, de forma a ajudar a comunidade. Apoio ainda equipas desportivas da região, como equipas de hóquei. Sempre que possível, dou palestras elucidativas, no Centro Social para, por exemplo, ajudar os pais a saberem como devem agir perante determinado sintoma que o seu filho apresente, evitando que se vá ao hospital quando não é necessário. Durante o ano, fazemos algumas atividades e eventos com a comunidade. Como a Farmácia Areosa está em frente ao mar e de costas para o monte de Santa Luzia, fazemos atividades no exterior, como, por exemplo, caminhadas, sempre com cariz solidário. Para os convívios, disponibilizamos kits por um valor simbólico e o valor que se angaria reverte sempre para o Centro Social da freguesia. Para os mais pequenos, a visita ao Museu da Farmácia no Porto foi uma experiência gratificante, começaram a ver a Farmácia como um local muito interessante. Sempre que há atividades a nível nacional, para ajudar as comunidades, gosto de estar presente. Desde o início deste projeto, participamos no Banco Farmacêutico, onde recolhemos medicamentos e outros produtos de venda livre, para doar a instituições carenciadas. Em termos de futuro, o que se pode esperar da Farmácia Areosa? Tudo isto que está a acontecer veio atrasar alguns projetos que estavam a ser implementados, mas espero que em abril do próximo ano, na altura do aniversário da Farmácia Areosa, possa presentear os nossos utentes com uma farmácia diferente. Vamos apresentar um novo layout, porque quero mostrar à comunidade que a Farmácia Areosa não é uma farmácia como as outras. Nós somos uma Farmácia Apoteca Natura, que é um conceito que está a ser implementado a nível nacional. Consiste em se tratar a doença de um modo consciente e em se fazer prevenção e aconselhamento de uma forma natural. Os produtos usados neste conceito têm eficácia clínica e origem biológica. Com a modificação da farmácia, vamos ter um espaço exclusivamente dedicado a este projeto. Isto é o que me dá gozo, conseguir ajudar os nossos utentes, sem recorrer ao químico, sempre que possível.

Av. da Povoença, 694, Areosa 4900-874 - Viana do Castelo Telf: 258 823 757 https://www.facebook.com/farmareosa/

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS As empresas, empresários e trabalhadores enfrentam momentos desafiantes. Cada dia que passa é uma incógnita, pois tudo pode mudar de um momento para o outro. A necessidade de estar, ininterruptamente, atento é o novo normal do mundo empresarial. Este é o momento de nos mantermos astutos. Assim, os desafios que se impõem já vão para além da resiliência de cada um. Este é um momento-chave, em que é fundamental escolher cuidadosamente os parceiros certos, antecipar diversos cenários e estar pronto para qualquer um deles. Por outro lado, tornou-se evidente que é crucial ter um bom líder. Saber liderar não é saber dar ordens… saber liderar é encarar os desafios de frente, movendo pessoas em prol de um fim, de uma missão. Se há algo que as pessoas são capazes de fazer, é feitos extraordinários! O ser humano consegue dar a volta às mais diversas situações e tem uma capacidade de adaptação admirável, mas também precisa de estímulo e motivação. Por isso, mais do que nunca, os nossos líderes têm de mostrar o seu verdadeiro valor e coragem. O que trazemos aos nossos leitores, neste próximo tema, é precisamente empresas lideradas por pessoas resilientes, capazes de sobreviver no momento mais atípico que já alguma vez vivemos. Nestas empresas, pode e deve ver o seu parceiro ideal… seja para encontrar o seu próximo emprego, para optar pela melhor solução de crédito ou mesmo da indústria.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | VERTEX LEADER GROUP

VERTEXLEADER, O GRUPO QUE OLHA PARA O FUTURO COM ESPERANÇA E AMBIÇÃO

Consolidar a gestão e representação de seis diferentes empresas, mantendo a sua total autonomia nos negócios que desenvolvem. Foi este o mote que levou à fusão da Vertex, Macro Urbana, Cleaning Pro, Powerservices, Poweragro e M Brand, no que é agora o Grupo Vertexleader.

ciedade e a economia abaladas por uma crise ainda sem fim à vista, a Vertexleader aposta na inovação e crescimento dos seus ativos, preparando esta fusão que irá permitir uma operação mais sólida e unificada, perspetivando o desenvolvimento das suas empresas aquém e além-fronteiras.

São assim seis as diferentes áreas de negócio do grupo nascido no Algarve, que não olha a fronteiras geográficas. Recrutamento e trabalho temporário, construção civil e promoção imobiliária, limpezas e manutenção, prestação de serviços, atividades agrícolas e comunicação empresarial, eis os eixos motores das empresas do grupo, que continua a piscar o olho a novas oportunidades. E, porque a inovação está no ADN da Vertexleader, foi já em 2020, em plena crise pandémica, que a Vertex – Agência de Emprego decidiu expandir a sua área de atuação e abrir duas novas agências em Leiria e Beja, preparando em simultâneo a abertura de outras duas no primeiro semestre do próximo ano. Um crescimento que se faz sustentável, com os pés assentes na terra e os olhos postos no horizonte, com total transparência e apenas um segredo, os colaboradores que dia após dia tornam as suas estruturas mais fortes e dinâmicas com todo o seu empenho e know-how. E, para que esses valores se mantenham inalterados, a consolidação das empresas no grupo assegura a identidade a todas sem exceção, mantendo as suas marcas a operar no mercado como até aqui. Num período histórico e particularmente desafiante, com a so-

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Lisboa, Porto, Leiria, Beja e Portimão " Estamos disponíveis para si 24 horas por dia, 365 dias por ano. Fale connosco e descubra uma nova abordagem aos seus negócios"

MACRO URBANA 54 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | GLN

GLN: ESPECIALISTAS EM MOLDAR O FUTURO

GLN: EXPERTS IN SHAPING THE FUTURE

Décadas de experiência em produção e inovação tecnológica constante, definem a GLN como uma empresa dinâmica, que ambiciona ser uma empresa global e líder na sua indústria, como conta José Carlos Gomes, CEO, em entrevista à Revista Business Portugal.

Decades of experience in production and constant technological innovation define GLN as a dynamic company that aspires to be a global company and leader in our industry, says José Carlos Gomes, CEO, in interview with Revista Business Portugal.

Breve histórico da GLN - Molding the Future. A GLN nasceu no início dos anos 80 como uma pequena oficina de prestação de serviços para a indústria de moldes da marinha grande. Foi crescendo e produzindo os seu próprios moldes, especializando-se em produtos de precisão, tornando-se uma empresa de referência neste sector. Com a aquisição, em 2014, pelo Grupo Champalimaud, a empresa ganhou uma nova ambição de crescimento, que passou por investimento em meios produtivos de excelência e pela internacionalização com a abertura da nossa fábrica do México, em 2017. É com orgulho que nos identificamos como uma empresa internacional de capitais 100 por cento portugueses.

Brief history of GLN - Molding the Future. GLN was born in the early ‘80s, as a small service workshop for mold industry, in Marinha Grande. It grew and produced its own molds, specializing in precision products, becoming a reference company in this sector. With the acquisition, in 2014, by the Champalimaud Group, the company gained a new growth ambition, that went through investment in means products of excellence and internationalization with the opening of our factory in Mexico, in 2017. It is with pride that we identify ourselves as an international company with 100 percent Portuguese capital.

Quais as características diferenciadoras da GLN? Dentro de casa procuramos manter um nível de excelência de serviço aos nossos clientes, nunca descurando o fator humano. Abrangemos todo o ciclo produtivo desde a conceção de uma ideia baseada num requisito dos nossos clientes, até um produto completo, passando pela execução das ferramentas e transformação do plástico. Esta abrangência permite-nos ter um controlo acima do normal, através do conhecimento profundo das fases anterior e seguintes do processo produtivo.

What are the main characteristics that differentiates GLN? Behind doors, we try to maintain a level of excellency on our service to our customers, never neglecting the human factor. We cover the entire production cycle, from the conception of an idea, based on a requirement of our customers, to a complete product, including the execution of tools and the transformation of plastic. This scope allows us to have an above-normal control, through in-depth knowledge of the previous and subsequent phases of the production process.

Qual a capacitação da GLN quanto a tecnologias, dinâmica e interação do staff, sinergia de competências e formação? Tendo em conta as várias fases do produto onde a GLN trabalha, obviamente, temos em casa uma variedade enorme de tecnologias. As últimas aquisições para o nosso portfólio foram: a injeção com a tecnologia Mucell®, que nos permite reduzir a densidade de um componente, mantendo a sua forma e material. Leva-nos assim, a

What is the capacity of GLN regarding technologies, dynamics and interaction of staff, synergy of skills and training? Taking into account the various product phases where GLN works, we obviously, have a huge variety of technologies. The last acquisitions for our portfolio were the injection with Mucell® technology that allows us to reduce the density of a component while maintaining its shape and material. This leads us to

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | GLN

conseguir componentes com reduções até 30 por cento do peso e quantidade e material, mantendo performances muito similares e com ótimas propriedades de isolamento e estéticas com estabilidade dimensional. Introduzimos também o IML (In-Mould-Labeling) e o IME (In-Mould Electronics), que nos permite integrar soluções eletrónicas touch diretamente em peças plásticas, sem qualquer necessidade de montagem. Dentro do universo da indústria de injeção de plásticos e moldes, quais os vossos principais mercados de atuação? A GLN tomo como sua estratégia o foco em três ramos de produtos: Automóvel, a Dispositivos Instrumentos Médicos e componentes de suporte à Eletrónica. Identificamos estes três devido às suas características técnicas de elevada complexidade e a sua abrangência a nível mundial. Quais os argumentos no capítulo da inovação sustentável que diferenciam a GLN? No capítulo de sustentabilidade, a GLN incorpora na sua missão, uma política de mitigação da pegada ecológica, criando valor sustentável para os seus stakeholders, sustentando o seu negócio na busca e desenvolvimento de soluções para produtos e processos produtivos. Qual a estratégia para o futuro da empresa e projetos inerentes a essa mesma visão? Propomo-nos a crescer nacional e internacionalmente, integrando mais e mais valências e mostrando que Portugal tem pessoas capazes de oferecer o que de melhor há por esse mundo fora. Um exemplo disso será o capacete médico que estamos a desenvolver junto com o CEIIA, que está a ser pensado para integrar sistemas de realidade aumentada, fornecimento em tempo real de dados relevantes ao cirurgião, ao mesmo tempo que lhe dá segurança protegendo de potenciais microorganismos patogénicos (que hoje em dia tanto nos preocupam) e conforto devido à sua leveza, funcionalidade e refrigeração integrada.

obtain components with reductions of up to 30 percent in weight, quantity and material, maintaining very similar performances, with excellent insulation and aesthetic properties with dimensional stability. We also introduced IML (In-Mold-Labeling) and IME (In-Mold Electronics), which allows us to integrate electronic touch solutions directly into plastic parts, without any need for assembly. Within the universe of the plastics and molds injection industry, what are your main operating markets and which are the preferred operating segments? GLN's strategy is to focus on three product lines: Automotive, Medical Devices and Electronic Support Components. We identified these three due to their highly complex technical characteristics and their worldwide reach. What are the arguments in the chapter of sustainable innovation that differentiate GLN? In the sustainability chapter, GLN incorporates in its mission a policy of mitigating the ecological footprint by creating sustainable value for its stakeholders, supporting its business in the search and development of solutions for products and production processes. What is the strategy for the future of the company and projects inherent to this same vision? We propose to grow nationally and internationally, integrating more and more skills and showing that Portugal has people capable of offering the best in the world. An example of this will be the medical helmet that we are developing together with CEIIA, which is being thought integrate augmented reality systems, providing real-time data relevant to the surgeon, while providing security and protecting against potential pathogenic microorganisms (which nowadays worry us so much) and comfort due to its lightness, functionality and integrated cooling.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | CONDOMÍNIO SEGURO

O SEU CONDOMÍNIO SEGURO

Paulo Sousa, Administrador

A Condomínio Seguro está presente no mercado desde 2011 e, desde então, torna a tarefa de administrar um condomínio mais fácil. Paulo Martins Sousa, administrador, explicou em entrevista que a empresa prima pelo serviço transparente que presta, assegurando soluções inovadoras e adaptadas a cada caso. Como surgiu a Condomínio Seguro e que serviços prestam? A Condomínio Seguro surge no mercado para responder a uma necessidade que, mais cedo ou mais tarde, quase todos os condóminos são chamados a executar: a de administrar o seu condomínio. O cargo de administrador de um condomínio exige cada vez mais conhecimentos técnicos e jurídicos, tendo-se transformado numa tarefa complexa, com grandes exigências de conhecimento e disponibilidade de tempo. O cargo de administrador de condomínio, que na maior parte das vezes é exercido de forma amadora, pode, quando não exercido de forma correta, trazer graves prejuízos para todo o condomínio. Como forma de apoiar os condóminos na execução da tarefa de eleger um administrador, a Condomínio Seguro criou dois planos distintos, sendo que o primeiro consiste numa administração direta e o segundo numa assessoria a administradores eleitos. No primeiro caso, assumimos todas as tarefas, legalmente previstas, destinadas a um administrador. No segundo caso, efetuamos o apoio administrativo e jurídico a administradores de condomínios regularmente eleitos, que não pretendam assumir o cargo. Administramos prédios nos concelhos de Cascais, Sintra, Oeiras, Amadora e Lisboa.

Estando inseridos num sector tradicional, torna-se ainda mais desafiante ser-se criativo e inovador? Uma das maiores dificuldades que um administrador de condómino se depara, no seu dia a dia, tem a ver com a falta de legislação ou desatualização da existente, encontrando-se desfasada da atual realidade. Por outro lado, a falta de regulamentação está a trazer para o mercado administradores de condomínio profissionais, não qualificados, e que estão a desvirtuar o mercado. Torna-se cada vez mais urgente regulamentar o acesso ao cargo de administrador de condomínio. A Condomínio Seguro aposta fortemente nas novas tecnologias, privilegia o contacto por e-mail ou videoconferência, disponibiliza o acesso, a todos os condóminos, a uma plataforma informática destinada, exclusivamente, a efetuar o reporte das avarias. Facultamos o acesso à nossa aplicação informática, para que todos os condóminos consigam consultar a diversa documentação do condomínio (atas, regulamentos, orçamentos). Tudo isto, sem esquecer as formas tradicionais de contacto, pois nem todos os condóminos têm acesso a estas novas ferramentas.

Sendo que vivemos num mundo em que cada vez há menos tempo, vocês surgem no mercado para ajudar as pessoas? E com a chegada da pandemia, de que forma conseguem melhorar a qualidade de vida dos vossos clientes? Além da parte legal e burocrática da tarefa administrativa de um condomínio, a Condomínio Seguro garante uma resposta às pequenas solicitações que um condomínio apresenta, como é o caso das pequenas reparações, a substituição de uma lâmpada, a reparação de uma fechadura ou a afinação de uma porta. Nesta época de pandemia, tivemos uma especial atenção à limpeza e higienização das partes comuns do condomínio. Demos conhecimento a todos os nossos condóminos algumas das normas da DGS aplicáveis aos condomínios. O que diria que diferencia a Condomínio Seguro e faz com que as pessoas optem pelos vossos serviços? A Condomínio Seguro é uma empresa que aposta fortemente nas novas tecnologias, como ferramentas de apoio, sem nunca descorar a abordagem pessoal, quando se mostre necessário. Estamos focados em praticar uma administração transparente e que concretize a vontade da maioria dos condóminos.

Edifício Arcadas de São Miguel Av. de São Miguel nº 249 Escritório nº 43 - São Miguel das Encostas 2775-751 Carcavelos Tel. 211 947 633 Telm. 917 851 303 www.condominioseguro.pt

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Parque Industrial Santana, Pavilhão E. Lousada uem@gruponormetal.com 255 820 170

www.normetal.com

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | YARTECK NORMETAL CONSTRUÇÕES

PROJETOS CHAVE NA MÃO EM QUALQUER PAÍS DO MUNDO Com projetos realizados a nível nacional e internacional, a Normetal é uma empresa reconhecida e galardoada com vários prémios de excelência. Conta com mais de 150 profissionais em equipas multidisciplinares, garantindo as melhores soluções de engenharia e construção modular de forma personalizada, com eficácia e qualidade, como nos esclarece, em entrevista à Revista Business Portugal, Ramón Vecino, presidente e acionista único do Grupo. O Grupo Normetal é, desde há 38 anos em Espanha e 26 em Portugal, uma empresa pioneira em Engenharia e Construção Modular pré-fabricada, líder de mercado na Península Ibérica. Como tem sido pautado o percurso da empresa e que estratégia tem permitido um rumo de excelência? Nos últimos cinco anos, empreendemos uma estratégia que incluía um processo de diversificação de produtos, sectores e mercados, para além da internacionalização do Grupo Normetal. Isso foi atingido em pleno e, neste momento, para além de Portugal e Espanha, estamos ainda em França, em Angola, em Moçambique, no Peru e na Colômbia. Mas temos projetos, através dos nossos parceiros e os nossos clientes, em muitos mais países e geografias. 2021 será o ano em que esta estratégia fica sedimentada. Dada a imensa procura pelos vossos serviços e o sucesso da empresa, quais as vantagens das construções modulares? A grande vantagem é a capacidade de reação. A construção modular significa maior rapidez de instalação e de montagem. Isto é sinónimo de mobilidade e de design também. Quando um cliente nos procura, para soluções de aluguer ou venda, sabe que vai ter um produto que pode ser instalado como temporário ou definitivo. Isto permitiu-nos, por exemplo, nesta altura de pandemia com o Covid-19, responder à altura e em tempo útil ao aumento de procura por parte dos hospitais públicos portugueses, de norte a sul. Como sabíamos que a qualidade e os prazos de entrega eram, absolutamente, cruciais para os nossos clientes, implementámos um segundo turno de produção nas nossas duas unidades fabris no norte de Portugal, em Lousada. O que diferencia o Grupo Normetal, para além da qualidade dos seus produtos e políticas certificadas de boas práticas da organização? Temos uma organização integrada e focada a 100 por cento, entre Portugal e Espanha, com equipas muito qualificadas nos dois países, o que nos permite criar sinergias e aumentar a nossa capacidade de reação, que já de si era bastante rápida. Com os dois turnos de produção nas fábricas, claro que essa estratégia se tornou mais clara e conseguimos fazer cada vez melhor. 60 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Ramón Vecino, Presidente

Além de trabalhar na proposta em equipa e de forma personalizada, o grupo também oferece um serviço pós-venda eficiente. Esse serviço no pós-venda é um fator decisivo para que o cliente vos procure? O serviço pós-venda é parte do nosso sucesso, no sentido mais amplo. Temos sempre de ter atenção ao atendimento ao cliente, público e privado, saber as suas necessidades e as suas expectativas. Muitas empresas deste sector não fazem isto, vendem ou alugam e pronto, está feito. Nós ficamos ao lado do cliente, para o que for necessário em termos de manutenção, alterações ou melhoramentos. Faz parte do nosso ADN. O grupo tem projetos realizados a nível nacional e internacional, executados em 38 países, sendo uma empresa galardoada com vários prémios de excelência. Há algum projeto do vosso portfólio que queira destacar, que tenha sido mais emblemático? Repare, estamos a falar de um Grupo que tem projetos emblemáticos no centro financeiro de Paris (La Défense, para a Vinci); em Madrid, onde temos feito várias escolas ou nas ilhas (em Ibiza,


por exemplo, para a Urbaser) e na Grande Lisboa, onde já fizemos escolas modulares, como um prestigiado colégio privado, em Cascais, e um outro grande liceu internacional, nas Amoreiras, em Lisboa. O Grupo Normetal, desde há alguns anos, na sua vertente de aluguer de estruturas modulares, trabalha com grandes marcas de eventos para o grande público, como o NOS Alive, o Rock in Rio e outros do mesmo género. Historicamente estivemos também sempre ligados ao Estoril Open, torneio do ATP World Tour. O nosso braço empresarial mais vocacionado para o aluguer está com grandes construtoras portuguesas e estrangeiras, escolas e também no sector da saúde. Nos últimos anos, o Grupo Normetal apostou na angariação de projetos em diferentes países, resultado de uma estratégia contínua de internacionalização de mercados. Tendo em conta a situação da pandemia esses objetivos continuam ou pensam delinear novas estratégias? Estamos a investir em Investigação e Desenvolvimento (I+D) porque acreditamos que este tipo de construção modular é o futuro. E o futuro está aí, à nossa porta. Por outro lado, a pandemia provocou o atraso de projetos de infraestruturas em África e na América Latina, mas trouxe também uma enorme procura nos sectores da saúde e da educação. Nós estamos empenhados em responder a esse aumento da procura e, por isso, reforço, instituímos um segundo turno de produção, que irá aumentar para o dobro, para responder aos nossos clientes públicos e privados dos sectores da saúde e da educação. Mas não só, há autarquias e empresas que nos procuram para soluções que têm de acontecer “amanhã”, passe a expressão, ao passo que a construção, dita tradicional, só o consegue fazer ao longo de vários meses e anos. Esse é o nosso core business. Nós, em poucas semanas, aparecemos com o projeto chave na mão, o que faz toda a diferença. E com uma qualidade que dura décadas e que tem uma pegada ecológica muito menor.

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | GIGABAR

Shef Ymaj, Administrador

“SOMOS O SEU PARCEIRO” F A Gigabar é a filial da multinacional alemã INDUTEC – Holding GmbH & Co. KG. Na Península Ibérica, a empresa que em Portugal opera a partir do Barreiro, é uma referência no sector da limpeza e manutenção industrial. A Revista Business Portugal falou com Shef Ymaj, administrador, que destacou o plano estratégico ambicioso do projeto.

G

Av. Alfredo da Silva, 81, 1º Dto 2830-302 Barreiro Tel.: 212 070 992 Email: geral@gigabar.pt

www.gigabar.pt

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Que balanço faz deste ano? Começámos o ano com boas previsões de crescimento. Naturalmente, ninguém poderia prever que a situação que vivemos atingisse esta magnitude e se tornasse numa pandemia global que, posteriormente, conduzisse à maior crise económica que conhecemos desde o “crash” de 1929. Mas na Gigabar vemos as crises como oportunidades. Oportunidades para inovar e para reforçar e melhorar a nossa estrutura empresarial. Esta nova realidade está cheia de incertezas, mas o facto de a enfrentarmos e sabermos gerir essas mesmas incertezas é o que faz de nós diferentes. Como disse o filósofo Immanuel Kant, “avalia-se a inteligência de um indivíduo pela quantidade de incertezas que ele é capaz de suportar”. Nós levamos esta frase ao limite. Movemo-nos na mudança, a cada semana, e o nosso objetivo não é somente adaptarmo-nos, mas adaptarmo-nos o mais rápido possível.

Que medidas tomaram para fazer face a esta realidade? Começámos a trabalhar, desde março, num plano estratégico, tendo em conta esta nova realidade. Adaptarmo-nos, sobretudo rapidamente, é a chave para sobreviver a este cenário. Entender o mercado atual foi o primeiro exercício que realizámos. É realmente importante. Devemos ser conscientes de que as decisões que tomamos hoje vão marcar o futuro da Gigabar nos próximos cinco anos. Daí a necessidade de desenvolver um plano estratégico adaptado. Em segundo lugar, analisámo-nos de baixo para cima. Realizámos uma auditoria para descobrir campos a melhorar. Por último, contactámos com os nossos principais parceiros, de forma aberta e com uma ideia muito clara em mente: partilhar esforços. Estamos plenamente conscientes de que temos que fazer esforços, concessões e chegar a acordos, para que todos possamos seguir caminho. Tu, enquanto empresa, podes assumir a perda de cinco por cento de margem, se o teu cliente também assumir essa perda, mas possivelmente nenhum dos dois conseguirá assumir, de imediato, a perda de dez por cento de margem. Por isso, é muito importante enfatizar que se trata de um esforço conjunto.


GIGABAR | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Acredita que as metas definidas para este ano não serão afetadas? Fizemos uma revisão por causa da Covid-19, mas o nosso objetivo continua a ser crescer. Contudo, não queremos crescer a qualquer preço. Queremos reforçar e consolidar a nossa estrutura e presença em toda a Península Ibérica, sobretudo em Portugal. Este reforço passa pela fidelização dos nossos parceiros e pela diversificação dos mercados em que estamos presentes. Em que é que a Gigabar se diferencia? A Gigabar pertence a um holding internacional, mas conseguimos manter a nossa essência, o coração de uma empresa familiar. Por um lado, temos a experiência e o know-how de um grande grupo, que está no sector da limpeza e manutenção industrial há mais de 50 anos, por outro, temos a agilidade, a adaptabilidade e a rapidez de resposta de uma pequena empresa. A nossa forma de operar, a nível interno, é completamente diferente da nossa concorrência. O nosso objetivo não é somente moldarmo-nos às necessidades dos nossos clientes, mas satisfazer essas necessidades, fornecendo propostas de melhoria de processos de produção. A chave não consiste em resolver um problema, mas sim em antecipá-lo, procurar uma solução e evitar que volte a acontecer. Não somos um fornecedor de limpeza e manutenção industrial, somos o seu parceiro. Nesta atividade, a inovação é vital para o sucesso? Inovar é caro, mas é mais caro não o fazer. Na Gigabar estamos constantemente a inovar, porque compreendemos que é a única forma de nos mantermos na vanguarda. Num sector tão exigente como o da limpeza técnica industrial, surgem, quase diariamente, novos desafios e a única forma de progredir é mediante a inovação. Muitas vezes, inovar não significa investir quantidades elevadas de dinheiro, mas sim fazer as coisas de forma diferente. Analisámos detalhadamente cada intervenção que realizámos numa empresa. Analisámos todos os fatores que podem condicionar uma instalação, com a nossa equipa de engenheiros, técnicos e pessoal de laboratório. É uma análise completamente personalizada, porque cada cliente tem as suas próprias necessidades. Em resultado desta atenção ao detalhe e personalização, somos capazes de propor, não só uma solução eficaz, como também conseguir uma melhoria que beneficie diretamente o cliente, a médio/ longo prazo. Colocamos o foco diretamente nos processos. Como já disse, muitas vezes não nos apercebemos, mas se mudarmos a forma de fazer as coisas, conseguimos otimizar e melhorar todo o departamento de produção. A análise é fundamental.

Além disso, tratar os clientes como parceiros não é apenas uma questão de semântica. Acreditamos firmemente na colaboração entre empresas. É esta estreita colaboração que traz resultados. Somos parceiros porque procuramos melhorar cada um dos processos destas empresas, para as tornar mais eficientes e mais competitivas. É aqui que reside a nossa maior inovação, no nosso modelo de negócio. Por último, para melhorar qualquer processo de produção de uma empresa, não contamos só com a nossa própria experiência, como também com a experiência de todo o grupo empresarial, presente em toda Europa. Esta experiência e conhecimento permite-nos oferecer soluções inovadoras e eficientes. A margem de crescimento da empresa está esgotada? De modo algum. Nós estabelecemos metas que, graças ao trabalho e ao esforço, vamos alcançando e superando, mas ao mesmo tempo que atingimos essas metas, estabelecemos novas. Alcançar um objetivo nunca pode ser sinónimo de conformismo. É vital não cair na complacência. O maior risco de uma empresa é pensar que tem o trabalho feito e que os clientes lhe vão bater à porta. Devemos entender que o facto de se ter sido bem-sucedido no passado, não significa que se sobrevirá no futuro. Como disse anteriormente, os próximos cinco anos são muito importantes para nós. Elaborámos um plano estratégico ambicioso, com o qual queremos, não só consolidar a nossa posição, como também posicionar-nos como a empresa de referência no sector, tanto em Portugal como em Espanha. Apesar desta crise económica sem precedentes, esta oportunidade é nossa.

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LIDERANÇA:NOVOS DESAFIOS | COMPANHIA UNIÃO DE CRÉDITO POPULAR, SA

CONSIGO DESDE 1875 Contando com largos anos de experiência e com um vasto número de clientes satisfeitos, a Companhia União de Crédito Popular garante a máxima qualidade e confiança nos seus serviços e produtos, como contam os administradores Maria Luísa Borges e Bruno Gonçalves, em entrevista à Revista Business Portugal. Estão neste ramo desde 1875, nas áreas de ourivesaria e penhores. Como tem sido o vosso percurso? A Companhia União de Crédito Popular, SA, teve a sua origem na Companhia União Popular Penhorista, SARL fundada por escritura pública em 16 de Abril de 1875. Nasce com o objetivo: 1º - Emprestar sobre objetos de ouro e prata, roupas, móveis, mercadorias diversas e artefactos nacionais. 2º - Emprestar sobre as ações da Companhia, ações de bancos, e inscrições de dívida pública nacional interna e externa. 3º - Emprestar a indivíduos da classe industrial sobre todos os seus produtos. 4º- Promover a venda dos mesmos produtos por módica comissão, nesta cidade, ou onde tenham melhor e pronta extração. 5º - Comprar, quando lhe convenha, qualquer penhor que seu dono resolva vender razoavelmente. 6º - Receber em depósito qualquer quantia não inferior a quinhentos réis, em conta corrente, à ordem, ou a prazo com juro arbitrado pelo diretor. Nenhum depósito, porém, terá direito a juro, uma vez que a quantia mínima que tenha em depósito seja inferior a 5$000 réis. No ano de 1890, havia a sede e 34 sucursais. Tendo-se efetuado 137.877 penhores, que ascenderam ao valor de 2.856.201$490. Em 1898, por Decreto, a Companhia Popular Penhorista, passa definitivamente a Companhia União de Crédito Popular. Por escritura do dia 22 de Outubro de 1931, a sociedade por quotas de responsabilidade limitada CUCP passa a sociedade anónima, continuando com o negócio de Indústria de Penhores. Pelo ano de 1930/1931, os acionistas e depositantes veem-se a 64 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

braços com uma fraude financeira que leva à tomada da seguinte posição: os acionistas ficam sem os seus depósitos e os depositantes não accionistas perdem 90 por cento, podendo com os dez por cento que recebem reabilitar a Companhia. Foi assim que dois depositantes (Homens do Porto): Porfírio Fernandes Barbosa e Aurélio d’Araújo tomam conta da CUCP começando uma nova etapa. O 1º era inspector das oficinas dos Caminhos de Ferro e o 2º professor no Instituto Comercial pertencendo a uma família abastada da cidade do Porto, a família Cassels. A 1 de abril de 1933, é admitido o Sr. António Ribeiro Barbosa através do seu tio Porfírio Fernandes Barbosa, que vem a ser o guarda-livros e, mais tarde, presidente da administração até 2002, ano em que pede a sua exoneração. Hoje, ainda está vivo e muito lúcido, fazendo-nos muitas visitas, fez 101 anos a 25/10/2020. Em 22 de fevereiro de 1943, é admitido o Sr. Manuel Aleixo Ferreira que ascende a presidente de Administração com a saída do seu colega, como sempre se trataram, António Barbosa. Manuel Aleixo Ferreira, que vem a falecer em 26/02/2018, tendo deixado nesta casa como administradores os seu sobrinhos Maria Luísa Borges e Bruno Gonçalves. A indústria de penhores sofreu grandes alterações, uma com o 25 de abril e outra com a entrada do decreto-lei 160/2015 11 de agosto. E é fácil de perceber. A partir do 25 de abril começaram a fazer parte dos objetos de penhor o ouro, as joias e as pratas. Mas, o tipo de clientes também mudou. Não foi de repente, mas já no fim do séc XX, a CUCP começa a ter uma clientela diferente, porque diferentes começam a ser as necessidades da população e todas as camadas sociais são atingidas. O decreto-lei 160/2015,


COMPANHIA UNIÃO DE CRÉDITO POPULAR, SA | LIDERANÇA:NOVOS DESAFIOS

que rege a atividade prestamista trouxe uma maior distorção da atividade. A Associação dos Prestamistas de Portugal (APP) já chamou a atenção do poder político para a urgência na sua alteração por forma a tornar efetivo o que a revisão pretendia, ou seja, a equidade. Hoje, este decreto-lei provocou uma série de distorções na atividade, que para poder sobreviver, os prestamistas tiveram de lançar mão de comissões. No total, o grupo é composto por 13 lojas, a escolha da suas localizações é estratégica? Sim, a CUCP tem 13 lojas de penhores e 2 de ourivesaria. Já mostrámos que, em tempos, tivemos 96 casas, que vieram das agências que a Companhia tinha enquanto banco, mas, ao longo do tempo, foram sendo fechadas e até setembro de 2015 apenas vivíamos, e bem, apenas com cinco casas no Porto e uma em Matosinhos. Mas, com a entrada do Dec-Lei 160/2015 muitos prestamistas começaram a vender carteiras. A CUCP acabou por adquirir cinco, e, abriu de raíz uma em Alcobaça e, em 2019, uma na Amadora, bem como uma ourivesaria de ouro em segunda mão. Se em tempos a CUCP se centrava no norte, hoje, garantimos que a CUCP quer estar em todo o lado onde haja quem precise de ajuda. A razão para continuar no mercado é manter o lema: PALAVRA DADA É PALAVRA HONRADA. A que se deve todo esse sucesso da CUCP e como se consegue manter? Com muito trabalho, profissionalismo, poucos ganhos momentâneos e persistência ajudam-nos a sermos diferentes. Sabe, fomos educados à moda antiga, nós os administradores metemos a mão na massa. Fazemos disto o nosso modo de vida tal como o tio nos ensinou. E, temos muito orgulho em dizer que somos da CUCP. Os nossos colaboradores estão em média nesta casa há mais de 25 anos. Vivemos intensamente a atividade. Vivemos de nós para nós, sempre a pensar que os nossos clientes são a razão da nossa existência e por isso NÃO COBRAMOS COMISSÕES NEM JUROS DE MORA. Isto faz a diferença. É verdade que, comparativamente ao sector, somos quem faz avaliações mais realistas, emprestamos mais por grama. Sabe, cada um tem a sua estratégia de continuidade. Nós, nunca nos cansamos de dizer aos nossos colaboradores aquilo que nos ensinou o tio: “O cliente é para hoje e sempre. Se o esmagares vais ter de viver com esse peso na consciência. Orgulha-te de teres uma casa que é das mais antigas do país e das mais credíveis”. Nunca o ouviram dizer mal dos nossos colegas, nem ouvem, apenas dizemos: Somos diferentes.

atividade prestamista e ajuda o crescimento das casas que exploram as pessoas. Como? Para os prestamistas, a lei é apertadíssima. Se o poder económico e político não mudar urgentemente, esta lei que nos rege, vai ver o país cada vez mais empobrecido. Afinal, temos ou não temos razão em dizer que o propósito da alteração do decreto-lei saiu gorado quando se pretendia equidade? A nós, prestamistas, apenas nos cumpre mostrar como se destrói uma atividade que nasceu há centenas de anos para ajudar quem precisa. Querem conhecer bem a nossa companhia? Em www. cucp.pt encontra tudo o que precisa saber para fazer um penhor. Hoje estamos a emprestar a 35 euros por grama, ouro de 800 e o ouro de 19.2K. De que forma a CUCP encarou esta realidade de pandemia e que desafios foram impostos? Tivemos de fazer ajustamentos aos horários de trabalho e criar plano de contingência. Mas, sempre privilegiámos o cliente. Fazemos o que o cliente nos pedir e estamos em contante atualização. A pandemia está a tornar-nos muito cautelosos, razão porque cada cliente é atendido de acordo com a sua necessidade, em espaços higienizados. Basta que nos contacte telefonicamente e a sua necessidade é resolvida. Cada caso é um caso e nós estamos cá para os solucionar. Estamos conscientes de que viver em estado de alerta é sempre a nossa forma de estar. Que projetos e ambições têm para o futuro? Não tivesse havido esta pandemia e a CUCP estaria a ajudar mais portugueses onde eles estão. Voltaremos certamente a encontrarmo-nos para conversar um pouco mais, e, explicar como se faz um penhor. Hoje, quisemos mostrar esta Companhia de referência no mercado prestamista.

Quais os pontos que considera mais fortes no vosso trabalho? Já o dissemos e provámos: seriedade, profissionalismo e sentido de amor ao próximo. Sim, o cliente tem de pagar o nosso trabalho de acordo com o que a lei nos permite ganhar, mas tudo com regra e amor ao próximo. Lamentamos que a população desconheça o que é ser cliente de um prestamista sério. Infelizmente, a lei prejudica a REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 65


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | YARTECK CONSTRUÇÕES

Yannick Santos, Fundador

ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO FEITA A PENSAR EM SI A Revista Business Portugal esteve à conversa com Yannick Santos que, em 2007, teve a ousadia e ambição de começar o seu próprio projeto: Yarteck Construções, que sempre teve como imagem de marca fazer diferente. Desde cedo que Yannick Santos manteve contacto com o mundo da construção, uma vez que o seu pai tinha a própria empresa no sector. Já na sua juventude, quando chegava da escola ou nas férias, Yannick metia “as mãos na massa” e com o passar dos anos foi desenvolvendo o gosto e compromisso pela área. “Com 17 anos, decidi ir estudar à noite, porque queria trabalhar”, confessa. “Comecei a envolver-me nas obras e isso despertou-me o interesse. No entanto, mantive os estudos e acabei mesmo por me licenciar em Arquitetura.” Jovem motivado, ambicioso e de mente aberta, aliou a formação à experiência e, em 2007, decidiu arriscar e avançar com o seu próprio projeto. Assim nasceu a Yarteck Construções. Com uma veia inovadora, Yannick sempre traçou o caminho da empresa através da diferenciação e qualidade, conseguindo criar uma marca e um nome no mercado, alicerçado também numa comunicação que acrescenta valor aos seus empreendimentos. “Tentamos estar mais à frente. Não queremos ser só mais uma empresa”, revela. Com este foco, e apesar dos vários obstáculos que se têm colocado no caminho, a Yarteck Construções tem garantido um crescimento sustentado e, é hoje, reconhecida pelos melhores motivos. Segundo Yannick, a Yarteck sempre foi imbatível na relação qualidade-preço. “Quando nos dedicamos a um empreendimento, começamos por posicioná-lo. A partir daí, toda a obra segue essa gama. Existe o cuidado de fazer algo com sentido e coerente, do início ao fim: desde a estrutura, isolamentos, acabamentos, materiais, equipamentos. Tem de estar tudo ao nível da ideia inicial do empreendimento. Isto também contribui para que as pessoas recorram aos nossos serviços, uma vez que transmitimos confiança. Trabalhamos de uma forma clara naquilo que se vê, mas, essen66 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

cialmente, naquilo que não se vê, que é o que traz o conforto a médio-longo prazo”, esclarece. Dando-nos garantias que se irá sempre manter a par das tendências de mercado e que não deixará de apostar na evolução, Yannick Santos ambiciona que a sua empresa continue a crescer e que continue a ultrapassar os mais diversos desafios. Tendo, neste momento, como foco a comercialização do mais recente empreendimento – Ria Gallega –, o nosso entrevistado já pensa no que poderá fazer a seguir, sempre com a promessa de fazer algo novo e diferente. O objetivo é perceber as falhas que existem no mercado, para as colmatar.


YARTECK CONSTRUÇÕES | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Ria Gallega Para Yannick Santos, o projeto a destacar é sempre o último, sendo, neste caso, o Ria Gallega: moderno empreendimento no Montijo, que se sobressai por ser único e diferente. “Tivemos a oportunidade de fazer algo diferente, aqui no Montijo, em termos de arquitetura. Não foi fácil, mas conseguimos que este projeto diferenciador fosse aprovado”, revela-nos, orgulhoso. “Este empreendimento já é falado e também será positivo para a cidade. Tenho a certeza que este projeto passará a ser um marco no Montijo, até porque já desperta a curiosidade de muitos.” Revelando-nos que a Ria Gallega serviu para marcar a região e para afirmar a empresa, Yannick espera ainda que o projeto sirva para incentivar outras empresas. “Tem de haver uma visão de futuro e espero que este projeto inspire outros a arriscarem mais. Caso contrário, seguirei o meu caminho sozinho”, remata. Telefone: +351 913 806 416 e-mail: geral@yarteck.pt Stand de Vendas: Rua de Maputo | 2870 Montijo www.yarteck.pt

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | LEMCOR

NA VANGUARDA DA INOVAÇÃO

Presente no mercado há 14 anos, a LEMCOR oferece uma ampla coleção de modelos de casas e moradias, totalmente personalizáveis, e, diferencia-se no mercado por ser uma empresa especializada em construções em Light Steel Framing. O sistema de construção LSF caracteriza-se pelo conforto, qualidade, rapidez, inovação e pegada pedagógica, como explicam Bruno Lemos, Iolanda Correia e José Pereira proprietários da empresa, em entrevista à Revista Business Portugal. Criada no ano de 2006, a LEMCOR sempre foi uma empresa dedicada à construção de alvernaria convencional, mas há sete anos implementou o conceito Light Steel Framing, um sistema de construção em estrutura de aço leve. Este tipo de construção “enquadrou-se bem no mercado”, embora com alguma precaução, as pessoas começaram a aderir e neste momento “está bem implementada”. Há cada vez mais procura porque a concorrência é maior, a divulgação também começou a ser muita e, para Bruno Lemos, “o balanço é bastante positivo”. Sistema de construção inovador O Light Steel Framing é um sistema de construção que tem vindo a ganhar destaque no mercado da construção civil em Portugal. Caracteriza-se por ser uma estrutura leve, que possibilita edificações com aspeto final igual ao da construção convencional, porém, integra tecnologia, resistência e sustentabilidade. A LEMCOR apostou no LSF numa altura em que o país atravessava uma crise económica: “era urgente arranjar uma solução, porque na altura a alvernaria convencional estava muito cara e o público não tinha poder de compra, consequência da quebra da banca”. Os bancos reduziram os apoios à classe média e foi preciso colmatar essa lacuna e arranjar uma solução. Como refere o empresário, apesar de, nos dias de hoje, os valores do LSF e da alvernaria convencional estarem muito aproximados, na altura, quando o sistema inovador foi lançado, “os preços eram mais competitivos e apetecíveis”. Essa inovação no mercado aproximou o cliente e respondeu às dificuldades do momento no setor. No entanto, na altura não existia o crédito bancário para a construção em LSF, e, para responder a essa lacuna, juntamente com a banca, a LEMCOR formalizou o primeiro protocolo, para que fosse possível o banco de Portugal aceitar o crédito. “A partir daí os outros bancos foram aderindo e as outras empresas que vieram a seguir a nós usufruíram daquele nosso trabalho”, destaca. Ao contrário do módulo, que tem limitações de transporte, alturas e de certos materiais, a construção em LSF não é limitada pela arquitetura. A nível de conforto térmico “funciona muito melhor porque todos os materiais usados são secos, para 68 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


LEMCOR | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

aquecer ou arrefecer uma construção destas o custo é muito inferior.” Em termos acústicos aéreos, “tem um poder muito superior ao betão. A nível acústico, a LEMCOR, ao longo dos sete anos, tem “melhorado muito”. É uma construção antissísmica e que se constrói com muita rapidez. “É um mercado com bastante futuro, sem dúvida alguma” que contribui também na pegada ecológica. A LEMCOR tem um portfólio imenso, no qual Bruno Lemos destaca o projeto da Quinta do Pomar Maior, em Arouca. “É um aldeamento turístico de muita referência e uma gama de elite, daí o sucesso, porque a partir dali vieram mais clientes”. Proximidade com o cliente A LEMCOR presta todo o tipo de serviço a nível da construção civil para responder à grande procura do público. A concorrência é muito maior, porque existe mais procura e, nesse sentido, é fundamental adotar novas estratégias de diferenciação. Bruno Lemos defende que, como representante da empresa, é importante estar sempre presente no terreno, essa postura cativa muito o cliente: “o cliente gosta de ver as entidades patronais presentes em obra e depositam toda a confiança em nós”. Mas o sucesso também se deve à variedade de serviços que disponibilizam, que, de certa forma, deixam o cliente “confortável”. A empresa é responsável por tudo o que esteja relacionado com a construção civil, desde as engenharias, arquiteturas, até ao processo burocrático nas câmaras municipais, os licenciamentos de terrenos e a construção em si até à entrega do imóvel. Neste momento, existe uma grande procura neste sistema de construção. Bruno Lemos orgulha-se da equipa de trabalho que construiu, com “funcionários experientes e que estão na empresa desde a sua abertura” e salienta que “os recursos humanos são um ponto importante na empresa”. A mão de obra “está escassa” e a forma de colmatar o mercado é “ensinar os jovens a trabalhar e dar lhes salários que os deixem confortáveis”. Ambições Apesar de vivermos tempos conturbados e difíceis, a LEMCOR não sentiu diferenças no volume de negócios porque, como nos confidencia Bruno Lemos, têm já uma carteira de clientes muito grande. Os clientes que têm neste momento, asseguram construções até cinco anos e, por isso, o impacto da pandemia ainda não foi sentido. Contudo, a segunda vaga já é mais alarmante e será um grande desafio para o setor pois, como nos explica o empresário, “se a banca começar a enfraquecer, alguns dos clientes vão ter dificuldade em ter crédito e podemos perder alguns deles, porque se o cliente não conseguir crédito nós não conseguimos construir.” Atualmente, em toda a construção da empresa, “quase 95 por cento dos clientes tem crédito bancário, só cinco por cento tem capital próprio”. Construir para vender será o futuro da empresa: “Daqui a cinco ou seis anos queremos construir as nossas próprias casas nos terrenos angariados por nós, e vender”. Atualmente, a empresa presta um serviço direto ao cliente, “não existem intermediários”. A este objetivo, surge a possibilidade de criar uma imobiliária paralela à empresa de construção, que fará a venda dos imóveis. A LEMCOR tem recebido vários convites internacionais para abrir novos horizontes, principalmente em África e algumas partes da europa, mas, esse, não é um objetivo neste momento porque são mercados muito instáveis e que não dão garantias. “O nosso país dá tudo para nos mantermos cá”, finaliza.

Equipa LEMCOR, as pessoas mais importantes para o desenvolvimento da empresa. - Bruno Lemos, Iolanda Correia, José Pereira, Cláudio Correia, Casimiro Santana, Fábio Pinto, Micael Gonçalves, Fábio Silva, Hélder Leão, João Borges, Paulo Silva, LM. Oliveiras, José Oliveira, Justino Gomes, César Fernandes, Arq.ª Ana Rita, Arq. Tércio Tavares, Arq. Raul Cardoso, Eng. António Pinto, Eng. André Brochado, Eng. Samuel Monteiro e fornecedores que são extensíssimos.

Rua de São Paulo, Jugueiros Felgueiras 4610-370 Tel.969 743 900 Tel.969 725 748 orcamentos.lemcor@gmail.com

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LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | HABIMÓVEL

A ARTE DE BEM TRABALHAR A MADEIRA Em entrevista à Revista Business Portugal, Luís Almeida, administrador da Habimóvel apresenta-nos a empresa, criada em 1967. Inicialmente designada por Coordenadas Pioneiras, a Habimóvel é uma empresa privada e independente, que se dedica à construção de casas de madeira modernas e ecológicas, construídas de raiz ao gosto dos clientes.

Luís Almeida, Administrador

Luís Almeida, como é que começou a Habimóvel? Após uma cuidada análise ao mercado, cruzando com a experiência de 53 anos no trabalho de carpintaria, decidimos projetar casas em madeira personalizadas ao gosto dos clientes, que podem ser, quer de habitação permanente, ou de segunda habitação, com tudo o que uma casa tradicional tem. As grandes diferenças são, um custo inferior, facilidade de mudança de local, rapidez de colocação no local, amigas do ambiente e em alguns casos não haver necessidade de licenciamento. Quando fala em não haver necessidade de licenciamento, em alguns casos, o que quer dizer com isso? Existe um segmento de casas das que construímos, que pelo facto de ser uma “mobile home”, pode ser colocada em terrenos que não permitem a construção, não pagam IMI, nem carecem de qualquer tipo de projecto (…) enfim, na verdade bastará ter o terreno, escolher o tipo de casas e a sua planta personalizada. Gostaria de salientar que as nossas casas são construídas uma a uma, assim cada cliente é que escolhe tudo. A planta é concebida à medida de cada um, permitindo um espaço de total harmonia com o gosto e necessidades dos clientes. Mas falou em dois tipos de segmentos, isso significa que também constroem casas que tenham necessidades de todos os processos de licenciamento que as de construção tradicional? Sim! Sabe, a construção em madeira, além do seu charme único, tem propriedades térmicas e acusticas únicas, sendo muito mais saudável. Isto para lhe dizer que, cada vez mais, as pessoas que procuram uma solução para uma casa, fazem este tipo de reflexão e, se podem ter tudo isto a preços muito mais acessíveis que a construção tradicional, optam pelas nossas casas. Poderá em muito dos casos ser a diferença entre viver ou adquirir um apartamento, ou ter a sua verdadeira casa! Esse tipo de habitações sofrem todo o tipo de projetos e licenciamentos que qualquer outra casa. É um processo mais lento, dado que, obedecemos ao “andamento” processual, como é lógico, neste caso, já não se tratam de “mobile homes”, será aquilo que chamo de uma casa para a vida, podendo ser a qualquer altura alterada, aumentada, em função das necessidades da evolução da vida de uma família. No entanto, acredite que no final, é muito mais feliz quem vive numa casa de madeira Habimóvel.

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HABIMÓVEL | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Não lhe parece que Portugal e os portugueses ainda não têm a mentalidade tão receptiva para este conceito que em outros pontos da europa e do mundo? Acredite que isso já não se verifica como antigamente. As pessoas estão muito bem informadas, e sabem que, uma construção em madeira, como as nossas, tem propriedades únicas, a começar pelas propriedades térmicas, ou seja, é muito fresca no verão e muito mais quente que a construção tradicional no inverno. Lançámos, inclusivamente, uma novidade a nivel nacional e, quem sabe, até mundial, que é um jardim no telhado da sua casa, Habigreen casa verde Habimóvel, algo único de uma beleza espetacular e com efeito ímpar. Temos diversas casas a nível nacional que são auto-sustentáveis, as chamadas casas amigas do ambiente, que a meu ver será o futuro. Sabe que isto significa a redução de enormes gastos, quer com aquecimento, quer com outro tipo de climatização, a chamada redução da pegada ecológica. A durabilidade é, eu direi, eternadesde que, como em qualquer habitação, se faça a manutenção normal. Repare que temos mais de 150 casas colocadas no país, o que demonstra a abertura de mentalidade para este novo conceito. Acredito que quando se visita uma das nossas casas, imediatamente, se tem o desejo de ter uma. Para onde constrói a Habimóvel? Para qualquer ponto do país, sendo que no que respeita às ilhas, o processo de transporte é mais difícil, dado que, as nossas casas vão integralmente construídas, separadas por módulos, chegando ao local e, unicamente, proceder à sua união. Mas se o cliente assegurar o custo desse transporte, sem qualquer problema fabricaremos também para lá. Aliás, o nosso preço é sempre acrescido do transporte e de IVA, porém, como para as ilhas esse transporte é feito uma parte de barco, torna-se muito mais caro, sendo esse o único motivo, pelo qual, ainda não temos qualquer casa nos Açores e Madeira. No entanto, estamos anciosos por ter umas das nossas casas nas nossas maravilhosas ilhas. Pois certamente seria um sucesso garantido. E podem ser, como na construção tradicional, efectuados créditos ou sguros por parte dos clientes? Claro que sim, aliás, já temos várias situações dessas. Temos protocolos que auxiliam a esse processo, no entanto, pode qualquer

cliente procurar no seu banco ou seguradora e assim encontrar a melhor solução. Julgo que esse nunca será um impedimento para que se realize o sonho de qualquer um de ter a sua casa. No caso, a sua casa de madeira. Aliás, o facto de ser em madeira é apenas a utilização do material de construção mais antigo do mundo! Existe algum segredo na construção da Habimóvel? O processo de construção sim, bem como a qualidade dos materiais utilizados, disso não abdicamos! Desenvolvemos um modelo de construção único, que conjugado com o design moderno e atrativo, nos fazem como a melhor opção para qualquer tipo de solução em construção de casas de madeira. Mas, respondendo concretamente à sua questão, na realidade, a Habimóvel desenvolveu um tipo de construção, que se encontra registada (IGAC nº 3490/2013), por isso não pode ser copiada. Tornando-nos ainda mais únicos e líderes no segmento em Portugal. Qual é o tempo médio de espera desde que se celebra um contrato até que é entregue a casa Habimóvel? Bem, o nosso crescimento, está a obrigar à expansão da nossa fábrica em Vila Nova de Poiares. Iniciámos já a edificação de uma unidade que nos vai permitir dar uma resposta temporal menor, dado que, temos assegurada, toda a fabricação praticamente até ao final do ano de 2021. Repare que crescemos muito nos últimos anos, isso criou a necessidade encontrar soluções para manter a nossa resposta média aceitável para os nossos clientes. No entanto, o prazo varia em função do tamanho da casa e do espaço onde vai ser colocada, enfim da necessidade de cada cliente. Também aqui, será sempre analisado caso a caso.

Como se pode contactar a habimóvel?

Luis Almeida – Podem contactar por vários meio, pelo nosso site www.habimovel.pt, pelo Facebook em Luís Almeida Habimóvel ou então pelo número 915895313, ou diretamente a nossa fábrica em Vila Nova de Poiares.

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“SOMOS CADA VEZ MAIS UMA EMPRESA DE REFERÊNCIA” Em entrevista à Revista Business Portugal, Ana Oliveira, diretora da agência, deu-nos a conhecer a Decisões e Soluções Celorico de Basto, que aposta no profissionalismo, no acompanhamento e serviço ao cliente.

A Decisões e Soluções Celorico de Basto é uma empresa com uma vasta experiência, presente no mercado desde 2011. Que balanço faz destes nove anos? Passados nove anos de trabalho da Decisões e Soluções de Celorico de Basto, o balanço apresentado é, sem dúvida, muito positivo. São nove anos de desafios, novas experiências, aprendizagem, crescimento pessoal e profissional. Ao nível dos resultados, temos registado crescimento anual, resultado de um serviço de aconselhamento completo e integral, com soluções 360º, com total enfoque nas reais necessidades dos nossos clientes, que nos tem dado reconhecimento do mercado, o que nos motiva a fazer a cada dia ainda mais e melhor. Que serviços prestam? Os serviços que os clientes mais procuram hoje são os mesmo que procuravam há 9 anos? Se não, a que se deve essa mudança? Prestamos um serviço 360º - intermediação de crédito, mediação imobiliária, mediação de seguros e ainda mediação de obra e construção. Inicialmente, prestávamos só serviços de intermediação crédito e seguros. Ao longo dos anos, a Decisões e Soluções foi ampliando os serviços prestados, nomeadamente a mediação imobiliária, mediação obras e construção. Prestamos um serviço completo, sendo que as áreas se complementam. Temos registado um crescimento em todas as áreas, com maior enfoque na mediação imobiliária e intermediação de crédito. Somos cada vez mais uma empresa de referência, na mediação imobiliária, na intermediação de crédito, onde ajudamos os nossos clientes a pouparem milhares de euros, contratando o crédito nas melhores condições. Temos um serviço gratuito para o cliente dada a nossa parceria com as diversas instituições bancárias, bem como nos seguros associados ao crédito habitação. A pandemia conduziu as empresas a grandes mudanças, principalmente ao nível do serviço de atendimento ao cliente? Que novos desafios enfrentaram? Têm ferramentas que vos permitam chegar ao cliente de forma digital? Sim, vivemos tempos de mudanças, e o caminho é acompanhar a mudança. De facto, a pandemia obrigou-nos a viver num cenário 72 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL

Ana Oliveira, Diretora

completamente atípico, tivemos que nos adaptar, mas não baixamos os braços e, seguindo sempre as orientações da DGS, continuámos a prestar os nossos serviços da melhor forma possível, mantendo assim uma resposta eficaz aos nossos clientes. O contacto digital já fazia parte do nosso método de trabalho diário e, portanto, demos continuidade a essa aposta. Felizmente, as tecnologias de comunicação permitem-nos estar em constante contacto com o nosso público, seja através de email, telefone, site ou redes sociais, e nós insistimos diariamente em estar disponíveis para apresentar soluções a quem nos procura. Qual o ponto forte da Decisões e Soluções Celorico de Basto? O que diria que diferencia e faz com que as pessoas optem pelos vossos serviços? Somos uma empresa que aposta no profissionalismo, no acompanhamento e serviço ao cliente. Prestamos um serviço de 360º, procurando sempre a melhor solução para o cliente. Rigor, isenção, credibilidade e profissionalismo são os valores


D. S. CELORICO DE BASTO | LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS

Equipa, falta o consultor Rui Costa

que, desde sempre, caracterizam a nossa forma de atuação. Atuamos sempre, com o sentido de ajudar o cliente, temos casos reais onde efetivamente fizemos a diferença na vida das pessoas e isso impacta-nos, dá-nos um sentido de atuação, que nos impulsiona a fazer sempre mais. A área do imobiliário continua muito dinâmica, ao contrário do que era expetável para este ano. No vosso caso, têm tido uma maior procura aos vossos serviços? A procura tem-se mantido ao longo dos anos? Sim, é verdade, a área imobiliária continua ativa, e com uma elevada procura de imóveis, que impulsiona, todos os outros serviços que prestamos, essencialmente intermediação de crédito e seguros. Registamos anualmente um crescimento e o ano de 2020 não foi exceção. 2020 tem sido um ano completamente atípico para todos nós, trouxe-nos grandes desafios e testou a nossa capacidade de adaptação e congratulo-me pelo facto da agência registar, uma vez mais, um crescimento quando comparada com o período homólogo. Esta realidade resulta do trabalho exemplar de uma equipa que não parou, que aceitou reinventar-se e conseguiu alcançar bons resultados.

"continuámos a prestar os nossos serviços da melhor forma possível, mantendo assim uma resposta eficaz aos nossos clientes" REVISTA BUSINESS PORTUGAL // 73


LIDERANÇA: NOVOS DESAFIOS | INTERMARCHÉ LOUSADA

“A NOSSA MAIOR AMBIÇÃO É SER O SUPERMERCADO DE REFERÊNCIA DE LOUSADA” A qualidade, a atenção dada ao cliente e a oferta de uma vasta gama de produtos são fatores incontornáveis no Intermarché de Lousada, como salienta José Barbosa, gerente da superfície comercial, em entrevista à Revista Business Portugal. Cada loja tem uma identidade, normalmente a loja é adaptada à região onde se insere. Qual é a particularidade do Intermarché Lousada e pontos-chave a destacar? Têm sido feitas algumas mudanças na loja? A loja de Lousada tenta apostar em fornecedores locais, sendo que estando numa zona vinícola, desenvolveu-se uma parceria com a Cooperativa local e, mais recentemente, abraçámos um projeto com a AMI de Lousada. Temos vindo a fazer constantes melhoramentos na loja. Começamos com a restruturação do bar para que os clientes possam ter o seu momento de lazer num espaço aconchegante. Sentimos a necessidade de os nossos clientes poderem usufruir de um espaço coberto, abrigado do sol e da chuva. Aliamos essa necessidade com a contribuição de deixar a nossa pegada ecológica e cobrimos o parque de estacionamento com painéis fotovoltaicos. Alterámos os interiores da loja, para que seja mais intuitivo para o cliente fazer as suas compras. Já passou por vários departamentos no grupo antes de ser o diretor da loja de Lousada. Nesse sentido, considera que a formação interna deve ser uma aposta valorizada? É complicado recrutar mão de obra qualificada? A formação interna deu-me a grande vantagem de conhecer o negócio de raiz, tendo mais sensibilidade em determinados aspetos que passariam rapidamente despercebidos. Acreditamos que apostar na formação contínua dos nossos colaboradores e investir na excelência de quadros leva-nos a uma melhor performance e a uma melhor prestação de serviços aos nossos clientes. Temos uma parceria local com o IEFP, embora tenhamos sentido alguma dificuldade em arranjar colaboradores qualificados.

A atenção dada ao cliente e a oferta de uma vasta gama de produtos são a imagem de marca do Intermarché de Lousada. Existe uma relação de proximidade com a população da região? Sim, temos uma relação bastante próxima com o cliente. As estratégias utilizadas na sua fidelização prendem-se com a melhor qualidade dos nossos produtos, do nosso atendimento ao cliente, estando sempre disponível para o servir. Queremos que o cliente se sinta seguro dentro da nossa loja, por esse motivo temos o máximo de cuidado com a limpeza e desinfeção da mesma. 2020 está a ser um ano de grandes desafios impostos pela pandemia. Quais têm sido as maiores dificuldades que o setor enfrenta? Comprometem de alguma forma projetos que tenham no futuro? Que ambições acalentam? Com o início da pandemia sentimos a diminuição de frequência dos clientes na loja, o que nos preocupou bastante. Rapidamente desenvolvemos um serviço de entrega ao domicílio, dando a escolher ao cliente a possibilidade de fazer a encomenda pelo site do Intermarché, telefonando para a loja ou enviando email. Os produtos podem ser entregues na habitação do cliente ou poderá simplesmente dirigir-se ao drive in e recolher as suas compras, sem ter de entrar na loja. Apesar da pandemia, temos vindo a desenvolver os nossos projetos, de forma a melhorar continuamente a loja. A nossa maior ambição é ser o supermercado de referência de Lousada, através de constante inovação, qualidade e prestação de serviço aos nossos clientes.

Rua Palmira Meireles 95, 4620-688 Lousada 74 // REVISTA BUSINESS PORTUGAL


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