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Portugal Criativo • Cluster da Pirotecnia • Algarve • Évora

HÁ UM ANO A ESPALHAR SORRISOS Renato Sousa da Silva, CEO abril 2019 Revista Business Portugal | 3


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ÍNDICE

EDITORIAL

Abril 2019

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OLIVE EMOTION AZEITE É EMOÇÃO

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ALGARVE TURISMO E DESENVOLVIMENTO 24 FARGAL 25 anos de crescimento e inovação 29 GRUPO MTY “The sea is our world”

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ÉVORA

O PATRIMÓNIO MUNDIAL QUE É NACIONAL 50 QUINTA DA ERVIDEIRA Uma viagem pelos sabores Ervideira

60

PIROTECNIA 62 DOURO PIROTECNIA “Da terra desenhamos o céu!” 66 RACRIFER Uma referência no setor da pirotecnia nacional

80

LEIRIA

INOVAÇÃO, DINAMISMO E TURISMO 90 DOCE FELICIDADE ‘Doce Felicidade’ para todo o país

A Revista Business Portugal chega de novo até si, já em época primaveril, com mais uma edição cheia de novidades e empreendedorismo. Desta feita, selecionámos regiões do país que primam pela sua unicidade e tradição, nomeadamente Évora, com a tradição e antiguidade histórica que lhe é sempre associada, mas que, neste momento, é a casa de diversos projetos novos, arrojados e que cativam quem visita a cidade. Leiria, uma das regiões que mais contribui para as exportações e para o PIB nacional, está novamente em destaque, fruto do muito que há para conhecer e mostrar, no que respeita aos bons exemplos empresariais e pessoais que, naquela região portuguesa, abundam. O Algarve volta a estar em destaque, porque ainda existem muitas empresas com uma dinâmica diferenciadora e novas ideias que, daquela região para o mundo, acabam por vingar e levar o nome do país mais longe. A Anadia, conhecida como a “Capital do Espumante” terá em destaque algumas das suas caves, empresas históricas da região e do país, que continuam a reinventar-se a cada ano e a elevar, cada vez mais, o nome de Portugal e os vinhos espumantes nacionais. Um dos setores de que menos se sabe é o da Pirotecnia e, desta vez, a sua revista quis dar destaque a esta área. Conversámos com os empresários para perceber como está o setor e quais as evoluções pirotécnicas ocorridas ao longo dos anos. Os transitários, os transportes e a logística também voltarão a estar em destaque. Estão nesta edição alguns dos maiores exemplos nesta área. Folheie a sua revista e fique a par de mais bons exemplos de tudo o que se faz em Portugal, no âmbito empresarial.

FICHA TÉCNICA Propriedade: Guidetarget, Lda Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Vanessa Martins (vanessa.martins@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Ana Miguel Lopes, Diana Correia, Jorge Teixeira, Laura Azevedo, Maria Garcia, Maria Joana Costa, Marisa Ventura, Sara Freixo, Sara Oliveira Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Direção Comercial: José Moreira Dep. Comercial: Eduardo Nunes, Fernando Lopes, Isabel Brandão, José Luís Basto, Luís Pinto, Luís Silva, Manuela Nogueira, Rui Moreira (geral@revistabusinessportugal.pt) Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Distribuição gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Periodicidade: Mensal abril 2019

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“O CÉU [ESTRELADO] É O LIMITE!” Empreendedor, gestor, profissional exigente e sonhador, Renato Sousa da Silva, não se deixou acomodar pela posição confortável que conquistou profissionalmente. Há um ano decidiu abrir a primeira unidade LusoSmile Medicina Dentária, nas Caldas da Rainha- a sua ”jóia da coroa”. Atualmente o grupo soma um total de quatro unidades, com perspetiva de abertura de mais oito unidades no ano de 2019. O percurso da LusoSmile Medicina Dentária em entrevista ao seu mentor, Renato Sousa da Silva.

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irme nas palavras e ações, Renato Sousa da Silva começou por traçar o rumo da LusoSmile Medicina Dentária abrindo a primeira unidade no coração das Caldas da Rainha, na conhecida Praça da Fruta. “É bom ser livre, só desta forma podemos dar os passos corretos sem estarmos sujeitos a pressões de entidades terceiras que objetivam o lucro, sem pensar na sustentabilidade das empresas e dos colaboradores”. Foram estas as premissas que guiaram o CEO do grupo quando criaram a LusoSmile Medicina Dentária e os resultados são evidentes. “Após a conversão da unidade das Caldas da Rainha em sede do grupo, em apenas um ano, criámos o nosso call center, desenvolvemos dois laboratórios de prostodontia com ambivalências de formação e abrimos mais três unidades: Felgueiras, Tomar e Vila Real”, relata.

Renato Sousa da Silva, CEO

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O processo de expansão foi concretizado “sem recorrer a parceiros financeiros ou grupos de investimento, sempre rodeado dos melhores profissionais que cresceram e integraram a LusoSmile Medina Dentária”. Para o CEO, “os colaboradores do grupo LusoSmile sabem que trabalham numa empresa que os respeita, que lhes dá asas para crescer, valorizando-os o que, consequentemente, os faz querer continuar a pertencer à família LusoSmile Medicina Dentária”. Quando decidiu criar o grupo era impossível prever o sucesso e a velocidade de crescimento que iria ter em apenas um ano. “Se soubesse, à partida, que iria ter este crescimento e sucesso teria acelerado algumas inaugurações? Não. Sempre acreditei que sozinho é possível ir mais rápido, mas juntos vamos mais longe. Não faz sentido falar em crescimento sem sustentabilidade; a pressa é inimiga da perfeição!”, exclama o CEO. Até onde irão os sonhos de Renato Sousa da Silva? Considera que o limite “é o céu e, para mim, ele é estrelado. Pode, por vezes, haver uma estrela cadente que nos ilumina e rapidamente desaparece, mas as verdadeiras estrelas (pessoas) permanecem e crescem dentro do universo LusoSmile Medicina Dentária, que mais do que um projeto sólido, promissor e independente, é uma realidade. No universo das clínicas de saúde oral nacionais, o nosso grupo distingue-se pelo ADN que o caracteriza tais como: a qualidade de serviço, a qualidade dos materiais utilizados, bem como a formação e profissionalismo das equipas médicas e não médicas”. A LusoSmile Medicina Dentária é o culminar de um sonho, mas como acreditava Charlie Chaplin: “a vontade de retribuir vem naturalmente e um pequeno

gesto acaba por se multiplicar. Quando se planta cuidado, colhe-se gratidão, por isso, fomos abrindo mais unidades, conforme as necessidades que íamos identificando. A aposta na política de proximidade que imprimimos em todas as nossas unidades torna lógico que estas sejam implantadas fora dos grandes centros urbanos, porque queremos chegar às cidades que ainda não usufruem desta qualidade de serviço”. Num futuro próximo pretende abrir mais oito unidades, quer continuar a “criar laços com as cidades onde nos instalamos e a conquistar as pessoas com a nossa simpatia, qualidade e rigor. Pretendo que a LusoSmile Medicina Dentária cresça com sustentabilidade, com uma imagem uniformizada e dando passos certos à nossa medida, sem depender de entidades financeiras externas. Este ano o objetivo passa por crescer e o céu [estrelado] é o limite!”, revela o mentor e CEO da LusoSmile Medicina Dentária, Renato Sousa da Silva.

Ana Filipe, Coordenadora de Sede

Gostaríamos de começar por falar da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação. Tenho 36 anos e comecei a trabalhar com Renato Sousa da Silva em 2011. Na altura iniciei funções na sua clínica dentária de Caldas da Rainha como rececionista. Ser um dos rostos da empresa sempre foi uma grande responsabilidade, e uma das funções mais importantes que desempenhei, pois é com a receção que o paciente tem a sua primeira abordagem. É necessário saber ouvir, ser organizada e direcionar todos os


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assuntos que chegam até nós, de forma a que nenhuma informação se perca, pois está em causa o bom funcionamento de toda uma equipa e, acima de tudo, o acompanhamento individual de cada paciente. Ao longo do tempo, fui adquirindo competências ao nível de organização interna o que fez com que abraçasse outras funções, nomeadamente a organização de contabilidade. Com o início do projeto LusoSmile Medicina Dentária, em 2018, deixei a receção e fui nomeada Coordenadora de Sede. Atualmente, coordena a Sede da LusoSmile Medicina Dentária. Qual o maior desafio de ser coordenador desta unidade? Ser coordenadora da sede Lusosmile Medicina Dentária está a ser um grande desafio para mim pois, embora eu já tivesse a noção das responsabilidades acrescidas que isso trazia, tive que reajustar a forma de trabalhar às necessidades do grupo. Tenho muitos objetivos a nível profissional que tenciono atingir, e como qualquer desafio, é necessário agarrar com toda a força e trabalhar muito para chegar lá. Por isso, e tendo em conta a minha forma de estar na vida, ainda tenho muito trabalho pela frente. Acredito que com a interajuda de todas as equipas que tenho à minha volta irei conseguir desempenhar um bom trabalho. Após estes primeiros 12 meses de muito trabalho já se conseguem ver alguns resultados, muito positivos. A LusoSmile Medicina Dentária pretende ser uma referência nos tratamentos de odontologia. De que forma garantem um serviço de excelência aos pacientes? O principal foco da Lusosmile é o paciente, por isso primamos por um serviço de excelência, mantendo parcerias com as melhores marcas e procurando sempre novas técnicas e tecnologias que possam melhorar a saúde oral dos nossos pacientes. A contratação das equipas também é feita com muito rigor porque os nossos colaboradores são os nossos rostos e são eles que recebem e transmitem a essência da LusoSmile Medicina Dentária aos nossos pacientes. Também nas equipas médicas a nossa exigência se manifesta ao mantermos os melhores profissionais junto de nós para podermos oferecer o serviço de excelência a que nos propomos. Para ser ainda mais específica, todos os pormenores absorvem

a nossa atenção para que o trabalho de qualidade que pretendemos refletir se manifeste desde a empresa de limpezas até à certificação dos equipamentos com os quais trabalhamos. Como tem a LusoSmile Medicina Dentária contribuído para transformar a perceção da população face à importância da saúde oral? Essa é uma das nossas grandes preocupações que é passada aos nossos colaboradores de cada unidade do grupo através da formação interna. São eles os nossos mensageiros para com os pacientes. Os nossos colaboradores, antes de mais, têm de ter a perceção e confiança na forma como trabalhamos e zelamos pelos interesses dos nossos pacientes. Só assim é que vão conseguir transmitir a importância da saúde oral a cada paciente. É preciso acreditar para fazer crer. A LusoSmile Medicina Dentária está há um ano a promover sorrisos. Que balanço faz deste primeiro ano de Paixão pelos Sorrisos dos Portugueses? O tempo, de facto, passou muito depressa e muita coisa foi feita. O balanço é muito positivo, porque as expectativas foram elevadas, e só com o esforço de todos foi possível chegar onde chegamos. E, à data de hoje, temos quatro unidades em funcionamento, mantendo os nossos princípios basilares, os valores e a nossa missão. É, de facto, muito gratificante e enriquecedor. Ainda assim, é tempo de olharmos para trás, para termos uma perspetiva de todos os pontos que temos de melhorar ainda mais. Tenho a noção que ainda há muito para fazer, diria até que todos nós ainda temos uma grande lista de ideias que queremos pôr em prática. O que podemos esperar para o futuro? A nossa paixão, o que nos faz mover todos os dias, e o que não nos deixa desistir, são os nossos pacientes. É por eles que esta grande equipa vai continuar a construir um grupo de clínicas dentárias ainda maior, por forma a podermos estar cada vez mais perto de toda a população nacional. Acreditamos que tudo é possível, quando se trabalha com paixão e acima de tudo quando temos um CEO que faz questão de lutar ao nosso lado.

Sara Couto, CO Centro/Sul

Gostaríamos de começar com um breve resumo da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação. O meu percurso académico culminou no curso de Direito que cedo percebi não ser a minha vocação, mas que me deu bases muito sólidas de conhecimentos aplicáveis no dia a dia em diversas vertentes. Ter uma carreira profissional e construir algo sustentado sempre foi o meu sonho. Por isso comecei, ainda enquanto estudante universitária, a trabalhar num grupo bancário na vertente de Contact Center onde pude desenvolver capacidades de comunicação telefónica, abordagem comercial e supervisão de equipas. Ainda no mesmo grupo bancário, evoluí para o Departamento de Recursos Humanos e Qualidade onde tive a oportunidade de abraçar todo um projeto na vertente de formação e qualidade dos colaboradores. Sendo a minha grande paixão a restauração, exerci cargo de gestão na mesma área num restaurante de que fui proprietária tendo acompanhado todo o processo do início até ao seu término. Este projeto ocupou quatro anos da minha vida e deu-me a oportunidade de conhecer o Renato Sousa da Silva que, como bom apreciador da qualidade de serviço que é, era meu cliente assíduo. E é então que surge a Medicina Dentária na minha vida onde comecei, com a direção e acompanhamento de Renato Sousa da Silva na unidade de Caldas da Rainha como Gestora de Paciente por um período de 10 meses, passando depois a coordenadora daquela unidade onde de-

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senvolvi e sedimentei capacidades de gestão aplicadas à área da saúde oral. Atualmente, acompanha as unidades Centro Sul da LusoSmile Medicina Dentária como Coordenadora de Operações. Que desafios o levou a aceitar o convite de Renato Sousa da Silva? Por norma, gosto de desafios que me permitem incrementar as minhas valências pela diversidade; gosto de sair da minha ‘zona de conforto’ para poder crescer e não estagnar no tempo. Quando os desafios são lançados por alguém com quem nos identificamos pelo rigor, profissionalismo, coerência de valores e respeito pelas pessoas, é impensável não aceitar. Qual o acompanhamento que considera fulcral assegurar como Coordenadora de Operações? Para mim, a satisfação das pessoas com quem trabalho todos os dias – equipas e pacientes - é um dos motores essenciais de qualquer atividade. Tendo este princípio por base todos os dias o desafio é atuar por forma a que os procedimentos sejam uniformes em todo o grupo LusoSmile; é perceber o que move as nossas equipas a ‘vestirem a camisola’; é assegurar que os nossos pacientes veem a LusoSmile Medicina Dentária como unidades de referência.

que nos diferencia no mundo da Medicina Dentária é, sem sombra de dúvida, o olhar para a individualidade de cada uma das pessoas que nos procuram; escutar as suas necessidades para que possamos concretizar o plano de tratamento mais adequado. Ao fazermos isto, devolvemos saúde oral, mas também devolvemos, muitas vezes, autoestima, amor-próprio, vontade de sorrirem com paixão para a vida. A LusoSmile Medicina Dentária celebra este ano o seu primeiro aniversário. Que balanço faz deste primeiro ano de trabalho? Tem sido um ano de trabalho árduo, mas muito gratificante. Estamos a crescer de forma muito sustentada e sedimentada. Estamos todos os dias a semear e todos os dias a colher. Só assim faz sentido continuar. O que podemos esperar no futuro das clínicas LusoSmile? Podemos esperar a coerência dos valores que são a base da LusoSmile e com os quais nos pautamos no dia a dia: fidelidade às reais necessidades e preocupações dos pacientes; dedicação nas respostas e serviços apresentados; adotar posturas, comportamentos e ações, de forma voluntária, que promovam o bem-estar das pessoas; consciencialização e formação da população para as necessidades de saúde oral.

A LusoSmile Medicina Dentária é, cada vez mais, uma referência no setor da saúde oral. Qual é o segredo do sucesso? Trabalhamos para que as nossas equipas se sintam inseridas numa empresa que, acima dos números, olha para as pessoas e as acompanha com a individualidade e respeito que lhes devemos. Por isso apostamos, formamos e desenvolvemos os profissionais que colaboram connosco para que sejam os melhores quer numa vertente técnica quer, acima de tudo, numa vertente humana. Privilegiamos o conforto e a qualidade dos serviços prestados nas nossas unidades. Recebemos cada paciente com a certeza de que ele é único e tem necessidades específicas prestando-lhe toda a informação e acompanhamento adequado. Quando o foco assim é trabalhado o sucesso acontece.

Miguel Norte, CO Centro/Norte

Qual considera ser o fator diferenciador da LusoSmile no mundo da Medicina Dentária? Correndo o risco de me repetir, o fator

Gostaríamos de começar com um breve resumo da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação.

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Felizmente, comecei o meu percurso profissional cedo com uma vertente de atendimento ao público e fidelização do cliente. Fui evoluindo com várias formações seja ao nível de protocolos de trabalho seja a nível de liderança de equipas. Fui procurando novos desafios que me fizessem crescer e estou ligado à saúde oral há dez anos num percurso que começou desde a base conciliando a gestão de pessoas com toda a operação interna de uma unidade de saúde. Gosto extremamente do que faço, por toda a dinâmica envolvida e pela satisfação que vamos sentindo nas pessoas. Atualmente, acompanha as unidades Centro Norte da LusoSmile Medicina Dentária como Coordenador de Operações. Que desafios o levou a aceitar o convite de Renato Sousa da Silva? Primeiro pela pessoa: já nos conhecemos muito bem. Profissionalmente, há mais de seis anos que partilhamos práticas de trabalho com o mesmo objetivo e, depois, pelo facto de acreditar que este projeto de raiz tem os ingredientes certos para ser bem sucedido. Depois, pelas pessoas, pela integridade de um todo e, acima de tudo, uma visão na satisfação do paciente que é o que nos diferencia e demonstra o que pretendemos. Qual o acompanhamento que considera fulcral assegurar como Coordenador de Operações? Tocar no detalhe, ser rigoroso no processo do início ao fim, seja em clima interno, seja na relação paciente e clínica. É fundamental exigirmos de nós mesmos para que o resultado final seja mais um sorriso, fonte da nossa motivação. A LusoSmile Medicina Dentária é, cada vez mais, uma referência no setor da saúde oral. Qual é o segredo do sucesso? Um conceito diferenciador, suportado pela aposta na tecnologia, excelente qualidade de materiais e pessoas eximias profissionalmente que se tornam totalmente contagiantes com o seu espírito de dedicação e sensibilidade própria com um grande foco na satisfação do paciente. Qual considera ser o fator diferenciador da LusoSmile no mundo da Medicina Dentária? Tornamos a saúde oral acessível a todos conciliando a qualidade final de serviço pres-


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tado numa referência que já é reconhecida pelos nossos pacientes. A LusoSmile Medicina Dentaria celebra este ano o seu primeiro aniversário. Que balanço faz deste primeiro ano de trabalho? Muito positivo, o plano de expansão concretizou-se de forma sólida. Estamos com as recentes unidades a dar-nos a conhecer nas regiões em que estamos inseridos com ótimos indicadores e a credibilizar aquilo a que nos propusemos. O que podemos esperar no futuro das clínicas LusoSmile Medicina Dentária? Sempre conscientes das bases do nosso sucesso, sabemos onde queremos estar e porquê e, nesse sentido, queremos manter o que nos traz aos dias de hoje: fazer bem, fazer diferente e espalhar sorrisos de forma apaixonante.

Eva Fonte, Gestora de Unidade Clínica Caldas da Rainha

Gostaríamos de começar por falar da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação. A minha experiência profissional esteve ligada também à saúde, mas como delegada de informação médica num gigante da farmacêutica. Depois passei pelo marketing digital para a promoção do imobiliário e cheguei à dentária como gestora de paciente. Enquadrada numa equipa que se transformou numa escola, numa vivência enorme de todos os dias e na família que eu escolhi. Quanto à minha formação académica tenho frequência de ensino superior na vertente de Marketing Turístico.

Atualmente, coordena a LusoSmile Medicina Dentária - Caldas da Rainha. Qual o maior desafio de ser gestora de uma unidade clinica LusoSmile? A gestão da clínica LusoSmile Medicina Dentária - Caldas da Rainha acontece numa sequência de promoção profissional, enquanto Gestora de Paciente. Assumir a coordenação da clínica quando já se faz parte da equipa é, sem dúvida, um enorme desafio. Tenho desafios diários que nos fazem correr atrás, mas que me enchem de orgulho: Caldas da Rainha é a nossa casa-mãe que funciona como unidade de formação e exemplo a todas as novas unidades o que me faz participar no processo de evolução das novas equipas; manter uma equipa sénior diariamente motivada é uma constante; fazer, todos os dias, acontecer um ‘Tudo, Agora, e Já’. A LusoSmile Medicina Dentária pretende ser uma referência nos tratamentos de odontologia. De que forma garantem um serviço de excelência aos pacientes? Os pacientes são a nossa grande paixão. São eles a razão do nosso existir. A excelência começa no exato momento em que praticamos a democratização ao acesso da saúde oral. Somos rigorosos na qualidade de todos os serviços prestados de uma forma profissional, ética e completamente personalizada, através de uma equipa verdadeiramente qualificada e formada. Fazemos diariamente o exercício mental de ‘calçar os sapatos’ dos outros, para que, de forma idónea, possamos responder às necessidades de cada um. Como tem a LusoSmile Medicina Dentária contribuído para transformar a perceção da população face à importância da saúde oral? A nossa primeira consulta é muito mais que um diagnóstico. É informativa, é formativa, é emocional. Não vamos criar as necessidades nos pacientes, as necessidades já lá estão. Muitas vezes por desconhecimento, dificuldades financeiras ou até mesmo por negação os pacientes ‘não as querem ver’. A LusoSmile Medicina Dentária criou os seus próprios canais para conseguir diariamente construir sorrisos. É através de um plano de saúde oral integral, de facilidades de pagamento, de consultas de revisão de seis em seis meses, sem qualquer custo associado ao paciente, que estes sorrisos acontecem.

A LusoSmile Medicina Dentária está há um ano a promover sorrisos. Que balanço faz deste primeiro ano de Paixão pelos Sorrisos dos Portugueses? Foi um ano extremamente trabalhoso, foram situações novas e desconhecidas para muitos de nós, quase diariamente. Aberturas de clínicas, receção e formação a novas equipas. Horas e horas gastas num trabalho de equipa e crescimento sem igual. É, sem qualquer dúvida, o ano mais proveitoso na minha vida profissional. Fazer parte deste tão bom projeto, faz-nos sentir realmente válidos e felizes. Ao olhar para trás, apraz-me dizer obrigada por este bom turbilhão. O que podemos esperar para o futuro? Um grupo sólido, com um crescimento sustentado, com valores e visão ímpares, rodeado de profissionais de excelência. O foco continuará sempre naqueles que são os nossos pacientes. Será neste grupo que os pacientes vão querer tratar-se, será neste grupo que os profissionais de referência vão querer ser parte integrante da equipa!

Filipa Oliveira, Gestora de Unidade Clínica Felgueiras

Gostaríamos de começar por falar da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação. O meu percurso em saúde oral iniciou-se em 2014, num grupo de clínicas dentárias como gestora de pacientes. Em 2018, agarrei a oportunidade de trabalhar com esta família LusoSmile Medicina Dentária que me permite poder levar as pessoas a acreditar mais no seu sorriso. abril 2019 Revista Business Portugal | 11


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Atualmente, coordena a LusoSmile Medicina Dentária - Felgueiras. Qual o maior desafio de ser gestora de uma unidade clinica LusoSmile? Assumir a gestão da clínica de Felgueiras foi um grande desafio e responsabilidade. A maior alegria é sentir uma equipa unida que caminha junta para ajudar a criar o sucesso de todos. A LusoSmile Medicina Dentária pretende ser uma referência nos tratamentos de odontologia. De que forma garantem um serviço de excelência aos pacientes? Temos sido uma referência pela simplicidade e transparência na elaboração dos planos de saúde de oral e acompanhamento dos mesmos. Sendo uma clínica multidisciplinar, temos todas as áreas de medicina dentária o que nos permite operar nos sorrisos dos portugueses, transmitindo segurança daqueles que nos escolhem e que, muitas vezes, não têm boas recordações de dentista. Como tem a LusoSmile Medicina Dentária contribuído para transformar a perceção da população face à importância da saúde oral? Desde outubro de 2018, com a chegada da nossa clínica a Felgueiras, que as pessoas sentem cada vez mais urgente a realização de tratamento dentários. Temos em clínica tanto crianças como idosos; pacientes que nunca tinham ido ao dentista e muito menos realizado tratamentos globais. Connosco é agora possível realizar o que para, muitos dos nossos pacientes, representa um sonho. A LusoSmile Medicina Dentária está há um ano a promover sorrisos. Que balanço faz deste primeiro ano de Paixão pelos Sorrisos dos Portugueses? A Lusosmile Medicina Dentária está há um ano não só a promover como também a refazer sorrisos. O balanço é o mais positivo que podia ter. É com orgulho que pertenço a esta equipa que, para mim, é uma família. Os pacientes sentem a harmonia da clínica, a amizade e preocupação genuína pelo seu bem-estar. São acompanhados e acarinhados desde o momento da primeira visita ao término do tratamento. Esta confiança que estamos a gerar nos pacientes permite-nos estarmos a conseguir refazer os sorrisos de centenas de pessoas só em Felgueiras. O que podemos esperar para o futuro? Para o futuro só podemos esperar coisas 12 | Revista Business Portugal abril 2019

positivas porque trabalhamos com paixão e isso reflete-se no atendimento e tratamentos aos pacientes. Com alegria vamos estar sempre prontos a realizar sonhos.

Alexandre Sousa, Gestor de Unidade Clínica de Vila Real

Gostaríamos de começar por falar da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação. A minha experiência profissional tem sido bastante preenchida. Desde muito jovem comecei a trabalhar no contacto com o público, maioritariamente nas épocas de férias e de forma a obter alguma independência económica. A partir desse momento adquiri o gosto por trabalhar com pessoas. No entanto, e por motivos pessoais, acabei por seguir no ensino pela área de Solicitadoria, algo que me trouxe bastantes conhecimentos legais aplicáveis no dia a dia. Porém, o contacto direto com pessoas e poder ajudá-las sempre despertou em mim um sentido de desafio, bem como de satisfação pessoal, o que me fez ter experiências na área comercial. Quando a oportunidade de trabalhar na LusoSmile Medicina Dentária surgiu, não pude negar, por se tratar de um método e ideologia de trabalhar com que me enquadro bastante: o foco no paciente, no seu bem-estar e em ajudar a que tenha uma boca saudável vai ao encontro da minha vocação de trabalhar com pessoas. Atualmente, coordena a LusoSmile Medicina Dentária – Vila Real. Qual o maior desafio de ser gestor de uma unidade clínica LusoSmile? Este está a ser um projeto que me en-

tusiasma bastante. Primeiro, porque estou a descobrir uma parte nova de Portugal que desconhecia e que acabou por me surpreender pela sua beleza e pela simpatia do seu povo. Depois, porque na região de Trás-os-Montes a população ainda encara muito a saúde oral na perspetiva de dente a dente e não como um todo. Com a nossa forma de tratar a boca com planos de tratamento integrais, em que o paciente fica com todos os problemas resolvidos ao nível da saúde, função e estética, estamos a conseguir, paciente a paciente, mudar a forma como veem os problemas em boca. Relativamente a desafios eles são vários: desde toda a logística que uma clínica Lusosmile Medicina Dentária exige, a toda a relação interpessoal entre elementos. No entanto, e como o nosso próprio lema o indica, tudo por nós é feito com paixão e brio. E isso acaba por se refletir nas próprias equipas. Existe muito o espírito de entreajuda e de união, mensagem e ambiente este que acaba por passar para os nossos pacientes. A LusoSmile Medicina Dentária pretende ser uma referência nos tratamentos de odontologia. De que forma garantem um serviço de excelência aos pacientes? Creio que já respondi um pouco a esse tema, nas perguntas anteriores. Tudo reside na forma como se encara este trabalho e como o fazemos todos os dias. Desde que entrei para a Lusosmile Medicina Dentária, que senti que há sentimentos como a felicidade, a entrega, o profissionalismo e a predisposição para fazer sempre mais e melhor que estão sempre presentes. Algo sempre muito fomentado pelo nosso CEO Renato Sousa da Silva e por todos os elementos que lideram este grupo. Quando se faz um trabalho com total entrega e paixão, desde as promotoras que se encontram na rua a divulgar as nossas unidades, aos médicos das várias áreas de tratamento, que realizam os mesmos, só se poderá ser uma referência. Quanto ao serviço em si, todos os pacientes que entram na nossa clínica passam por uma consulta inicial em que é feita uma avaliação integral. Realiza-se uma Ortopantomografia e é diagnosticado um plano de tratamento, por um médico dentista. Algo que por si só já é bastante vantajoso porque se detetam não só os problemas visíveis, mas muitos outros. Porém, onde de facto a Lusosmile Medicina Dentária é diferente,


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é na forma como o paciente é atendido. Como muitas vezes é dito entre nós, um dos nossos objetivos é fazer o paciente se sentir em casa, a partir do momento em que entra na nossa clínica. No que se refere aos tratamentos, realizamos todo o tipo de intervenções na boca do paciente pois temos equipas médicas que debatem, em conjunto, qual o melhor plano para os pacientes. Por fim, um paciente, ao entrar na Lusosmile Medicina Dentária não trata só os seus problemas atuais. São antecipados possíveis problemas futuros e é dado um acompanhamento vitalício com consultas de revisão de seis em seis meses, também sem custo, como medida de prevenção e manutenção de uma boca saudável. Como tem a LusoSmile Medicina Dentária contribuído para transformar a perceção da população face à importância da saúde oral? Sensibilizando todos os pacientes que nos visitam da importância de ter uma boca saudável. Relembrando que uma boca com cáries, infeções, falta de peças dentárias e sem um tratamento adequado poderá ser prejudicial para o paciente e poder-lhe-á trazer consequências futuras preocupantes. Quando um paciente se trata connosco, e vê todos os seus problemas orais resolvidos, assim como a sua qualidade de vida a melhorar exponencialmente, ele próprio irá sensibilizar quem o rodeia divulgando, assim, o nosso método de trabalho a terceiros. A LusoSmile Medicina Dentária está há um ano a promover sorrisos. Que balanço faz deste primeiro ano de Paixão pelos Sorrisos dos Portugueses? Faço um balanço extremamente positivo! Ter acompanhado o nascimento deste projeto, fazer parte dele desde o dia um e vê-lo a crescer da forma como tem crescido, só me faz sentir orgulhosa e muito contente por ter contribuído e fazer parte dele. Creio que este é o sentimento que envolve todos os elementos deste grupo. Convém não esquecer que há um ano éramos uma unidade, nas Caldas da Rainha, com cerca de 20 colaboradores. Neste momento, já mais que triplicamos este número e continuamos a crescer. Tudo tendo por base um grande empenho, profissionalismo, brio, força e crença tanto ou mais como quando começamos (há um ano atrás).

O que podemos esperar para o futuro? Nada que não seja nosso apanágio: receber e tratar todos os nossos pacientes como se fosse um elemento da nossa família. Realizar os tratamentos com o máximo profissionalismo. E sensibilizar todas as pessoas que nos visitam de que uma boca saudável é essencial para uma vida saudável.

O maior desafio é, sem dúvida, ter uma equipa unida e motivada. É importante termos uma equipa que acredita que só com a colaboração de todos é possível ter serviços de excelência. É essencial que o espírito ‘Um por todos e todos por um’ seja a base de uma equipa e isso, existe na Lusosmile Medicina Dentária. Sou apaixonada pelo que faço e a paixão é algo que consegue contagiar o que nos rodeia. A LusoSmile Medicina Dentária pretende ser uma referência nos tratamentos de odontologia. De que forma garantem um serviço de excelência aos pacientes? Na Lusosmile Medicina Dentária cada paciente é único sendo assegurado um atendimento personalizado. O nosso maior objetivo é a democratização da saúde oral, ou seja, chegar a todas as pessoas através daquele que será o seu plano ideal de tratamento.

Elisabete Oliveira, Gestora de Unidade Clínica de Tomar

Gostaríamos de começar por falar da sua experiência profissional, bem como o percurso académico e formação Há dez anos, quando terminei a minha licenciatura em Gestão e Administração de Serviços de Saúde, iniciava-se uma nova era na medicina dentária. Pensei que podia ser uma boa aposta ingressar nesse mundo até à data um pouco desconhecido para mim. Sem saber bem o que me esperava, enviei alguns currículos e a verdade é que tive logo respostas. Havia uma elevada procura de recursos humanos porque foi uma fase em que a medicina dentária começou a crescer e, cada vez mais, procurava recursos qualificados para conseguir a diferenciação dos seus serviços. Verdade é que a medicina dentária é tremenda, envolve-nos de tal maneira que nos apaixonamos e cá estou eu, dez anos depois, a trabalhar para colocar Portugal a sorrir. Atualmente, coordena a LusoSmile Medicina Dentária - Tomar. Qual o maior desafio de ser gestora de uma unidade clinica LusoSmile?

Como tem a LusoSmile Medicina Dentária contribuído para transformar a perceção da população face à importância da saúde oral? Na Lusosmile Medicina Dentária todos os pacientes iniciam o seu processo com uma primeira consulta em que, principalmente, gostamos de formar e informar sobre a importância da saúde oral e os cuidados a ter, assim como as implicações que podem surgir do não tratamento das necessidades existentes em boca. Este é o nosso ‘modus operandi’: chegar a todos os pacientes através da passagem do nosso conhecimento e know how. A LusoSmile Medicina Dentária está há um ano a promover sorrisos. Que balanço faz deste primeiro ano de Paixão pelos Sorrisos dos Portugueses? Quando temos os pacientes na nossa clínica a considerar-nos família; a dizerem-nos que lhe mudámos a autoestima; que lhe realizamos o sonho, por vezes, de uma vida e nos referenciam aos amigos e familiares... o balanço só pode ser excelente. Tenho a certeza que estamos a ir no rumo certo. O que podemos esperar para o futuro? Quando temos uma empresa com um elevado nível de responsabilidade social, que trabalha com base na transparência e na excelência dos serviços, o futuro só se pode auspiciar bastante risonho. abril 2019 Revista Business Portugal | 13


DESTAQUES 13 JFIGUEIRA Um exemplo de empreendedorismo, qualidade e inovação 14 UTOPIA “Temos de ir em busca da diferença e da inovação” 16 PDIGITAL “A automação será sempre a chave do sucesso” 18 O HOMEM DO LEME “Almoçar com os Pés na Areia”

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PORTUGAL CRIATIVO O tema da criatividade é dos temas mais densos e complexos, por se tratar de um processo intelectual que associa emoções. Quando o contextualizamos no universo empresarial, podemos entender o que torna uma marca e uma empresa realmente singular. O processo de criatividade relaciona-se diretamente à inovação, ao desenvolvimento, ao conhecimento e ao sucesso. Nos últimos anos, no contexto empresarial, a criatividade esteve sempre muito associada às indústrias criativas, tais como a publicidade, o cinema, a televisão, a rádio, a indústria editorial, o design, a moda, a música, as artes performativas, entre outras. Hoje a criatividade é transversal a qualquer ramo de negócio, associa-se à inovação e à evolução, tratando-se de uma característica quase obrigatória a empresários que queiram vincar no mundo empresarial. A grande maioria das empresas não se preocupa com a inovação. É nesse ponto que surge o maior risco: uma empresa pode até conseguir estabilizar-se e conseguir um mercado estável para os seus produtos e serviços, mas sem a preocupação em inovar e criar, pode facilmente perder a identidade diferenciadora e ser ultrapassada pela concorrência. Por mais poderosos que sejam os computadores e as redes, que processam e transmitem informação, continuará a ser necessário atuar sobre o mundo físico e resolver os desafios do mercado. No mundo empresarial a criatividade associa-se ao progresso, à capacidade de ultrapassar barreiras e de pintar novos caminhos e estratégias. A Revista Business Portugal, orgulha-se de apresentar e valorizar casos de sucesso e exemplos de que a criatividade é uma ferramenta imprescindível para o êxito do empresário e das empresas.


JFIGUEIRA - ENGENHARIA INDUSTRIAL

UM EXEMPLO DE EMPREENDEDORISMO, QUALIDADE E INOVAÇÃO Nesta edição, a Revista Business Portugal apresentalhe a JFigueira – Engenharia Industrial, uma empresa portuense que tem vindo a afirmar-se no mercado nacional. Estivemos à conversa com José Figueira, mentor do projeto, para conhecer os meandros do negócio e o segredo para o sucesso alcançado.

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m conversa, José Figueira começou por nos confidenciar as razões que o levaram, há cerca de dois anos, a lançar-se no mercado e a criar a sua própria empresa de engenharia. A laborar na área de projeto e inovação desde 1999, o entrevistado reconhece que o know-how e experiência na área contribuíram para que, em 2017, embarca-se na aventura de investir numa empresa própria. “Fui sempre trabalhando em várias empresas a nível nacional e internacional e chegou uma altura em que precisava de um desafio. Como já tinha um forte conhecimento do mercado, tinha fornecedores e clientes a apoiarem-me nessa decisão. Portanto, pensei: ‘é agora ou nunca’”. Desde a sua génese, a JFigueira vem evidenciado um crescimento sustentado e constante. José Figueira confessa que a empresa trabalha com cautela e que cada passo é ponderado e pensado para que o caminho seja o mais acertado.

Do norte e para o norte A JFigueira dedica-se ao projeto, desenvolvimento, e fornecimento de equipamentos

industriais especiais e dedicados à medida das necessidades do cliente. A atuar em diversos setores de atividade, como as indústrias metalomecânica, robótica, alimentar, automóvel e, mais recentemente, a náutica, a JFigueira encontra nas grandes multinacionais e grandes empresas, sobretudo da região norte do país, o seu maior volume de trabalho. “Em Portugal, trabalhamos sobretudo no norte. A grande indústria está toda focada no norte e não nos interessa, para já, expandir muito, podendo dessa forma ter um acompanhamento mais próximo”, assume o entrevistado.

luções. “Sem dúvida que uma das nossas mais-valias é a criatividade, mas a qualidade também. Esta área depende, todos os dias, da criatividade. Há dois anos que existimos e não houve ainda um único dia em que fizéssemos a mesma coisa. São sempre novos desafios, sempre novas soluções. Gosto muito desta vertente criativa, mas o nosso principal foco deve ser sempre a qualidade”. Caminhar lado a lado com a inovação e desenvolvimento tecnológico tem sido também uma mais valia para a empresa que procura acompanhar a par e passo os avanços tecnológicas na área industrial. “A indústria está a evoluir muito, portanto nós temos que aplicar as últimas tendências. Já aplicamos muitas, como por exemplo a soldadura a laser entre outros. Estamos sempre a inovar e a arriscar. Está no nosso ADN”.

Objetivo: criar um produto próprio José Figueira, administrador

Uma empresa, vários parceiros O conceito chave na mão é um dos serviços disponibilizados pela empresa, que encontra nos seus parceiros de trabalho o segredo para a satisfação total dos seus clientes. “Na JFigueira estamos muito focados na parte de engenharia mecânica, mas com os nossos parceiros conseguimos desenvolver e complementar soluções integradas. Temos parceiros na parte de automação e na parte de fabrico. Cada um esta focado naquilo que domina, no que é bom, e nesta fase este é o melhor compromisso, permitindo-nos ter uma estrutura leve e flexível”.

“Estamos sempre a inovar e a arriscar” A estratégia da JFigueira assenta, principalmente, na criatividade e na qualidade dos seus serviços e so-

Empreendedorismo é a palavra de ordem numa empresa que perspetiva, no futuro, desenvolver um produto próprio e diferenciador, que seja “o rosto da JFigueira. Estamos a desenvolver uma parceria com uma outra empresa para, em conjunto, desenvolvermos um produto de qualidade e diferenciador, que seja o rosto da JFigueira. Para além disso, estamos desenvolver parcerias com outras empresas, que já tenham outra dimensão, e que nos ajudem a crescer e a alavancar o nosso crescimento”. Aumentar a equipa também faz parte dos planos da empresa. “Apesar de todas as perspetivas, o mercado tem capacidade para crescer e nós vamos arriscar. Vamos aumentar a equipa”.

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UTOPIA SI

“TEMOS DE IR EM BUSCA DA DIFERENÇA E DA INOVAÇÃO” Com escritórios em Lisboa, Azambuja e Braga, a Utopia SI tornou-se uma referência pelas soluções tecnológicas que tem vindo a desenvolver. Com 18 anos de atividade, o CEO Ricardo Costa acredita que fazer melhor a cada projeto realizado é o caminho certo para a diferenciação.

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esde cedo Ricardo Costa sabia que o empreendedorismo fazia parte dos seus planos e em 2001, com a experiência

Ricardo Costa, ceo

que adquiriu ao longo do seu percurso profissional, criou a Utopia. Inicialmente, começou com a criação de uma aplicação de análises clínicas em que faziam a manutenção dos laboratórios dos escritórios, bem como a gestão interna de tudo aquilo que dizia respeito ao software/hardware, ou seja, “tínhamos um software feito por medida”. Paralelamente, decidiram avançar com a manutenção de empresas, essencialmente em Portugal Continental e rapidamente começaram a realizar serviços internacionais, nomeadamente em Espanha, Alemanha, Angola, S. Tomé e Príncipe, Dubai, Brasil e EUA. Apesar da manutenção e do apoio técnico dado aos clientes, o grande foco da Utopia assenta na realização de “todo o tipo de eventos, normalmente ligados ao turismo e à gastronomia, mas sempre na área de negócio”, como explica Ricardo, acrescentando ainda que “tratamos da multimédia e preparamos toda a rede (onde se inclui Wi-Fi) para centenas de utilizadores e para coberturas que facilmente ultrapassam os 1.000 m2”.

Criatividade na base dos sistemas de informação Falar de criatividade para a Utopia é falar, essencialmente, da área dos eventos em que fazem o acompanhamento constante de cada projeto junto do cliente (desde o ponto zero). “No momento do evento temos tudo preparado para que tenham o melhor acesso a toda a informação, para que sejam bem acompanhados, para que haja a monitorização de tudo, portanto para que corra tudo tranquilamente sem qualquer tipo de problema”. Todo este processo é sinónimo de uma gestão rigorosa dos equipamentos e da tecnologia, ou seja, é um desafio diário em que tudo tem de ser feito pormenorizadamente e, com os equipamentos de última tecnologia. Um dos projetos que mais destaque tem ganho é o desenvolvimento de uma sala de reuniões para as empresas que necessitam de um sistema de videoconferência. Por vezes, as empresas apresentam salas de reuniões apenas com um plasma ou um computador para a realização de videoconferências. Para combater um sistema que apresentava algumas lacunas “desenvolvemos um sistema mais complexo, com som específico (microfones, auscultadores), personalização na mesa com saídas de som, carregamento portáteis e telefones, LED grande formato, 16 | Revista Business Portugal abril 2019


UTOPIA SI

nhece algumas dificuldades inerentes ao setor. “Muitas vezes, chegamos a um local onde temos diversas limitações de várias ordens, desde a circulação das pessoas até ao tipo de equipamentos que podemos utilizar. Acompanhando tudo de perto, conseguimos que se cumpra o que foi projetado com maior facilidade. Por exemplo, nos EUA estamos limitados a trabalhar”. Mesmo assim, a Utopia encara estes entraves como desafios e assegura que consegue ultrapassá-los, o que classifica como “muito bom”.

Equipa especializada para um cliente exigente O cliente Utopia é um cliente exigente. Qualquer pessoa pode chegar até à empresa, quer sejam clientes particulares, quer sejam empresas de topo, onde o Estado está incluído. Ricardo Costa afirma que os clientes sempre o habituaram a um patamar de exigência, daí a aposta nas parcerias com algumas empresas para darem todo o acompanhamento técnico no desenvolvimento dos projetos. Nada disto seria possível sem o trabalho de equipa da Utopia que se caracteriza por ser disciplinada. “Somos uma família e, acima de tudo, trabalhamos dentro das ideias e princípios que defendemos”, refere.

Futuro traçado com objetivos bem delineados

projetores”. O objetivo é oferecer um serviço completo e diferente daquilo que o mercado tem, por isso é que “os clientes acreditam no projeto e temos vindo a fazer alguns trabalhos nessa área”, realça. Da mesma forma, entre outros, “desenvolvemos também salas de cinema (habitacional), com som e imagem (e a multimédia atual) adaptado ao espaço, assim como redes WiFi para hotéis, empresas em geral, habitação (incluindo moradias interior/exterior)”.

Se o balanço destes 18 anos de atividade é registado pelo crescimento bem sustentado, o futuro avizinha-se com perspetivas risonhas. “Estamos a desenvolver dentro da área da inovação, que não é novidade no mercado, mas vai ser diferente do que existe e é na área de automatização”. Este projeto pode estar associado desde uma casa particular, de habitação, escritórios, edifícios completos, empresas e até armazéns. Apresenta particularidades, uma vez que pode ser totalmente personalizável e tudo é criado pela empresa (desde a base de circuito como toda a gestão de software). Estas características permitem a diferenciação, na medida em que é 100 por cento português e criado de raiz, motivo pelo qual se adapta na perfeição ao cliente. Ricardo Costa não termina a entrevista sem antes realçar a importância do constante acompanhamento das novas tecnologias. “Se queremos acompanhar o mercado temos de fazer algo diferente. Marcamos pela qualidade, rigor, pormenor, sempre em busca da excelência, e, ao mesmo tempo, pela inovação por estarmos sempre no último grito de equipamento”, conclui

Mais-valia e diferenciação dos eventos Devido à complexidade de cada projeto desenvolvido, o CEO salienta que não pode haver margem para erros. “Temos data e hora certa para o evento. Projeto, toda a organização de equipamentos e preparação da equipa tem de ser muito bem planeada”. Embora trabalhem com o mercado nacional e internacional, Ricardo reco-

Lisboa - Azambuja - Braga Tlf.: +(351) 302 01 6010 Email: geral@utopia-si.pt

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P.DIGITAL

“A AUTOMAÇÃO SERÁ SEMPRE A CHAVE DO SUCESSO” Criada em 2001, a P.Digital assume-se como uma empresa vocacionada para o planeamento, integração e implementação de sistemas informáticos, oferecendo soluções de tecnologias de informação construídas à medida das necessidades dos clientes. Fruto do empreendedorismo e procura contínua pela inovação, a empresa conseguiu alcançar crescimento sustentado e sucesso organizacional, como conta Pedro Vaz, CEO, em entrevista à Revista Business Portugal.

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om um percurso alicerçado na inovação, a P.Digital resulta da dedicação, paixão e visão estratégica de Pedro Vaz, um empresário dinâmico e carismático, que conseguiu alcançar uma posição assinalável no mercado onde a sua empresa gravita. A história da empresa começa no ramo do vídeo, com a representação de uma marca de máquinas de reparar CD´s e DVD´s e, paralelamente com a venda das máquinas, acessórios de consolas e reparação das próprias consolas. “Fruto da minha ambição, a empresa foi crescendo, diversificámos as áreas de negócio e ampliámos o volume de negócios”, revela acrescentando que, durante o percurso, frequentou diversas formações, nomeadamente um curso de contabilidade, cursos técnicos e um MBA. A tecnologia sem fios sempre foi o forte da empresa, porque efetivamente é “muito mais económica para longas

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distâncias”, avança o empresário, evidenciando que os principais clientes da P.Digital são empresas do ramo hoteleiro: “fazemos a gestão das redes sem fios dentro dos hotéis e parques de campismo, mas também tem clientes residenciais e empresariais”. Com uma esfera de influência que abrange todo o território nacional, a P.Digital também tem uma parte de internacionalização, isto porque 98 por cento dos seus clientes data center são estrangeiros, concretamente

“Nós desenvolvemos uma solução à medida de cada cliente, o cliente diz o que quer e nós adaptamo-nos às suas necessidades” ingleses, egípcios, australianos, entre outros. Pedro Vaz considera que o principal elemento distintivo da P.Digital é a flexibilidade, ou seja, “nós desenvolvemos uma solução à medida de cada cliente, o cliente diz o que quer e nós adaptamo-nos às suas necessidades”, clarifica, realçando que a busca constante pela inovação e pela qualidade fazem parte da essência da empresa. Criatividade, inovação e empreendedorismo são palavras-chave para o crescimento e desenvolvimento

Pedro Vaz, CEO


P.DIGITAL

da empresa, mas também a vontade de Pedro Vaz abraçar novos desafios e novos projetos. Com uma equipa de seis pessoas, a P.Digital não raras vezes trabalha em regime de outsourcing, no sentido de flexibilizar a sua estrutura e fazer face à complexidade do mercado, que se caracteriza por uma forte concorrência. Traçando um balanço do último ano de atividade, Pedro Vaz salienta que foi um ano de crescimento e o objetivo em termos de futuro passa pelo crescimento vertical. “No que concerne ao crescimento do data center estamos a crescer 100 por cento ao mês, devido ao nosso know-how e à nossa automação. O cliente chega ao nosso site, encomenda e tem o serviço na hora. Torna-se mais prático e cómodo para a empresa e para o cliente, porque existe rapidez e eficácia”, salienta o nosso entrevistado. Valorizando o passado, vivendo o presente e pensando no futuro, a P.Digital adota uma filoso-

Criatividade, inovação e empreendedorismo são palavras-chave para o crescimento e desenvolvimento da empresa, mas também a vontade de Pedro Vaz abraçar novos desafios e novos projetos

fia vanguardista tendo como linhas orientadoras para a prossecução dos seus objetivos, a simplificação da criação de conhecimento e a disponibilização de soluções de qualidade e o foco está no crescimento no mercado interno para posteriormente alavancar projetos a nível internacional.

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O HOMEM DO LEME

“ALMOÇAR COM OS PÉS NA AREIA” Um espaço icónico, situado numa das mais carismáticas praias da Foz do Douro, ‘O Homem do Leme’ é o local ideal para “almoçar com os pés na areia”!

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esta edição, a Portugal em Destaque esteve na Foz do Douro à conversa com Teresa Coutinho. A responsável pela dinamização do restaurante/bar ‘O Homem do Leme’ revelou as conveniências de “almoçar com os pés na areia” ou desfrutar de um “sunset de verão”, numa das mais carismáticas praias do norte de Portugal! Espaço chill Quem da Avenida de Montevideu avista a estátua de bronze que celebra os pescadores e dá nome à praia, avistará, também, o restaurante/bar ‘O Homem do Leme’! Este espaço, com uma excecional esplanada germinada na areia, conta com uma variedade considerável de bebidas e refeições ligeiras para os dias quentes de verão. Neste local, a gastronomia é despretensiosa, o atendimento é simpático e o serviço eficiente. Com opções saudáveis, ‘O Homem do Leme’ oferece uma variedade de snacks salutares e ligeiros, com superalimentos como o açaí. Todos os dias, o cliente poderá saborear de um “sumo do dia”, 100 por cento natural.

A zona envidraçada, com vista para o mar, está reservada para os dias ventosos, típicos do norte lusitano. Na zona de chillout, poderá desfrutar de momentos prazerosos de descontração, enquanto contempla a brisa marítima. Ideal para estar em família, o restaurante/bar está próximo de um parque infantil e possibilita, nas palavras de Teresa Coutinho, “almoçar com os pés na areia”. Nas zonas de esplanada, os visitantes do espaço ‘O Homem do Leme’ têm oportunidade de alugar as chamadas “camas de praia” ou “espreguiçadeiras” tendo, de forma imediata, acesso a um serviço excecional de esplanada durante todo o dia de praia. Restaurante ‘Homem do Leme’ Homónimo da praia onde se fixa, na zona marginal da Foz, ‘O

Homem do Leme’ é um espaço moderno, simples e acolhedor. Sujeito a reserva, ‘ O Homem do Leme’ organiza festas temáticas, casamentos, batizados ou jantares de grupo. Com capacidade para receber mais de 150 pessoas, o restaurante é aclamado pela confeção de pratos como bacalhau à Homem do Leme, rosbife, lombo ou vitela. Na carta, o visitante encontrará opções de carne ou peixe fresco grelhado, saladas e tapas tradicionais. No menu executivo, ‘ O Homem do Leme’ apresenta, de segunda a domingo, duas opções distintas com sopa e sobremesa incluídas.

tem uma “onda jovem” e o bar da praia ‘O Homem do Leme’ é o responsável! “Atraímos muito público jovem”, afirma Teresa Coutinho, a responsável pela dinamização deste espaço. Os sunsets do bar da praia d’’O Homem do Leme’ são procurados por portugueses e estrangeiros porque “não há melhor lugar para antecipar o jantar, ouvir música entre amigos, beber um cocktail ou experimentar a sangria azul da casa”. Aberto até às quatro da manhã, este espaço providencia uma vista excecional, um ambiente descontraído e produtos exclusivos que não pode deixar de experimentar.

“Onda Jovem” A Avenida de Montevideu

Av. Montevideu (Praia Homem do Leme - Foz) Porto Tlm.: 937 146 171 Email: homemdoleme.porto@gmail.com Homem do Leme- Restaurante Bar e Esplanada homemdoleme.porto 20 | Revista Business Portugal abril 2019


ALGARVE TURISMO E DESENVOLVIMENTO Falar de Algarve é associar imediatamente a esta região portuguesa o Sol, a praia, o tempo quente e os turistas. Portugueses e estrangeiros enchem o sul do país durante os meses de verão, à procura de boa gastronomia – sobretudo muito ligada ao peixe, com as cataplanas de marisco a representarem excelentemente a região, bem como o arroz de lingueirão ou de polvo, também muito bem confecionados naquelas terras. Para acompanhar a comida, nada melhor que um ótimo vinho algarvio, o qual lhe daremos a conhecer mais adiante. A Revista Business Portugal procurou dar destaque a toda uma panóplia de atividades económicas, que nasceram no Algarve e têm ali o seu mercado. Outras há cuja dimensão já ultrapassa a fronteira montanhosa que separa o Algarve do restante país e que têm o mercado nacional e o internacional como realidade diária.

DESTAQUES 20 JBI GROUP O grupo de empresas cujo ADN está na terra 24 FARGAL 25 anos de crescimento e inovação 26 CANTINHO ALGARVIO Uma família que se constrói de histórias, momentos e pessoas 29 GRUPO MTY “The sea is our world” 32 A LACOBRIGENSE – ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MÚTUOS A cuidar de si como família 34 ANATOLIE VICOL “O sonho nasce, a obra constrói-se!” 36 AGÊNCIA DE SEGUROS CAIS DO FAROL O poder da informação e da mediação

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JBI GROUP

O GRUPO DE EMPRESAS CUJO ADN ESTÁ NA TERRA

JBI GROUP

É em Tavira que podemos encontrar o JBI Group, um grupo de empresas totalmente dedicado à produção de framboesa, abacate e mirtilo. Com a área de cultivo da framboesa estabilizada, é nos abacates que João Bento Inácio, fundador das empresas, aposta. Até ao final do próximo ano, o JBI Group vai plantar mais 100 hectares (ha) deste fruto a juntar aos 120 ha que já apresenta. A Revista Business Portugal foi conhecer este projeto, que nasceu de um sonho do filho de agricultores, apaixonado pela terra e pelo Algarve.

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os 20 anos de idade, João Bento Inácio, decidiu dedicar-se à agricultura a tempo inteiro e instalou-se por conta própria. “Na altura candidatei-me a um projeto apoiado pela comunidade europeia, para plantação de hortícolas, com apenas 3000 m2. Durante a década de 90 até ao ano de 2000 a área total explorada foi de sete hectares, tendo-se mantido até 2010. Com a abertura das fronteiras, em 1986, e a perda progressiva de rentabilidade das hortícolas cultivadas na região do algarve, e que eram valorizadas até então por serem as primeiras a serem produzidas e a chegar aos principais mercados do país e às grandes metrópoles de Lisboa e Porto, surgiu a necessidade de organizar a produção e de criar

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massa crítica, de modo a atuar de forma distinta e, em simultâneo, chegar a outros mercados que valorizassem os excelentes produtos que produzíamos. Em 1996, em conjunto com outros produtores da região algarvia, fundámos a Organização de Produtores (OP) Madre Fruta. Cada vez se trabalha melhor na agricultura, quer ao nível de novas tecnologias, desde os sistemas de rega aos nutrientes, quer ao nível da maquinaria utilizada, que otimiza a produção”. Atualmente todos estes processos são realizados com a ajuda de máquinas que utilizam tecnologia de ponta e um bom exemplo disso são os sistemas de rega. “É possível monitorizar a rega e a introdução de nutrientes ao segundo e programar as quantidades necessárias mediante

o crescimento da cultura evitando o desperdício, baixando os custos de produção, tornando, consequentemente, a produção mais eficiente”. Com o decorrer dos anos, foi necessário pensar na internacionalização e em novos produtos. “Procurei culturas alternativas às hortícolas produzidas na altura e reconverti algumas áreas na produção de morango em hidroponia. Mantivemos esta dualidade de culturas até 2008, mas sempre em busca de melhorar e otimizar as produções. Em simultâneo, realizámos alguns ensaios com o objetivo de compreender o comportamento da framboesa no Algarve. Os resultados foram excelentes e começámos, quase de imediato, a aumentar áreas de produção, tendo a partir de 2010/11, a estratégia, passado exclusivamente pela framboesa. As áreas de cultivo começaram a crescer e em 2016 totalizávamos 35 hectares de produção. Crescemos em Faro, onde temos atualmente 11 hectares, e em 2013 começámos a trabalhar uma antiga exploração de citrinos, em Tavira, onde investimos em 15 hectares. Posteriormente, no ano seguinte, expandimos para a Zambujeira do Mar


JBI GROUP ra necessidade começando assim a adaptação aos locais e às rotinas. Muitos acabam, inclusivamente, por ficar”. A formação, relativamente à colheita de fruta, à higiene e segurança alimentar e aos procedimentos pós-colheita a adotar, é fundamental para que a fruta chegue nas condições devidas ao armazém e se consiga obter o máximo de rendimento da sua colheita: “a fruta é avaliada mediante parâmetros de qualidade e para nós é fundamental que a qualidade seja elevada, pois colocamos um excelente produto no mercado e o valor de transação é mais alto”. Toda a fruta está certificada em GLOBAL GAP, GRASP e TESCO. Todas as infraestruturas e produção de pequenos frutos estão seguradas.

“A minha equipa é a base do sucesso das empresas JBI Group”

JBI

A responsabilização e a delegação de tarefas são o lema da empresa. “Tenho responsáveis e equipas de supervisores na exploração que monitorizam todas as tarefas e colheitas de forma a otimizá-las e, para além disso, motivamos os trabalhadores com prémios de

com mais nove hectares onde incluímos também a produção de mirtilo. Uma vez estabilizada, pretendemos manter a área atual de produção de pequenos frutos, não havendo, para já, previsão de aumento de áreas destas culturas”. Sentindo a necessidade de diversificar a produção o CEO do JBI Group decidiu investir numa nova cultura. “Em 2014 decidi avançar com a plantação da cultura do abacate em apenas quatro hectares, no ano seguinte plantei mais 21 e tenho vindo a aumentar ao longo dos anos. Atualmente, tenho 120 hectares de abacates plantados em seis quintas entre Tavira e Castro Marim e o projeto até 2020 incluem mais 100 ha de investimento”.

A fomação é um passo fundamental

Na framboesa e mirtilo, a eficiência passa por contratar o número suficiente de pessoas para realizar as campanhas que, quando atingem o seu pico, chegam a ter entre 600 a 700 pessoas a trabalhar nas diversas quintas. “Para que a equação resulte da melhor forma é necessário ter uma logística muito bem organizada. São três as fontes de contratação de mão de obra, no-

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meadamente habitantes locais, trabalhadores provenientes de empresas de trabalho temporário e trabalhadores recrutados pela OP Madre Fruta oriundos principalmente da Bulgária, Roménia e Ucrânia. Neste último caso a logística aumenta porque queremos garantir que os trabalhadores se sentem em casa e que são bem acolhidos. Fazemos questão de recebê los no dia da chegada e de instalá-los na casa onde irão residir, onde os aguarda uma primeira refeição já preparada. Posteriormente, acompanhamo-los às compras de bens alimentares e de primei-

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João Bento Inácio, administrador

produtividade e de equipa. É essencial manter os trabalhadores motivados e fazemos questão que se sintam integrados, por isso, mantenho grande parte da equipa quase desde o início e faço questão de reforçar que eles são a base do sucesso do JBI Group. Tenho cerca de 200 trabalhadores fixos a trabalhar todo o ano, mas esse número aumenta para o triplo no pico das campanhas”.

O mercado ainda não está saturado de abacate

A produção do abacate continua a ocupar uma grande parte dos terrenos do JBI Group e o mercado continua a pedir esta fruta. A concorrência não está nos produtores nacionais. “Nós somos colegas de produção, não somos concorrentes, a nossa concorrência está fora do país e é essa a mensagem que temos passado a todos os produtores nacionais”. Na Europa só se produz abacate em Espanha, Portugal e na ilha Sicília em Itália. No caso de Portugal, a campanha coincide com a de Espanha, nomeadamente Málaga, “a nossa produção fica pronta nos meses de dezembro a abril e felizmente tem havido mais procura do que oferta, o que é muito positivo para nós. abril 2019 Revista Business Portugal | 23


JBI GROUP O abacate é o único produto agrícola que, nos últimos 12 anos, tem subido o preço médio pago à produção, tendo o seu consumo subido 176 por cento, na Europa, nos últimos dez anos. A América do Sul produz num ciclo contrário ao nosso, excetuando a nossa grande concorrente, a Colômbia, que produz exatamente na mesma altura que nós e estão a ampliar a sua área de produção. O

Chile e Perú têm ciclos contrários ao nosso, à semelhança da República Dominicana e ao maior produtor mundial de abacate que é o México”. O consumo de abacate está a aumentar no mundo inteiro e João Bento Inácio acredita que está a apostar numa cultura com futuro. “Portugal é um concorrente que tem muito potencial mas, para já, o nosso crescimento (a nível mundial) corresponde a milésimas. Não podemos olhar apenas para o mercado interno e europeu, temos de atravessar fronteiras e traçar objetivos a nível mundial porque a nossa produção é pequena, mas a qualidade dos nossos frutos é reconhecida e muito apreciada. Temos dos melhores citrinos do mundo, o abacate é muito apreciado, bem como a framboesa. Há muitas pessoas que afirmam

JBI GROUP

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nunca terem comido uma framboesa tão boa como a nossa e acredito que a diferenciação provém das condições edafo climáticas extraordinárias que temos nesta região, é necessário potenciar as mesmas de uma forma sustentada e equilibrada, tornarmos a agricultura do Algarve mais forte quer social quer economicamente para a região e, consequentemente, para o país”.

Novo ano, novas culturas De olhos postos no futuro, o CEO do JBI Group, quer apostar na produção de um novo fruto: a manga. “Nestes últimos dois anos, concretizámos com sucesso uma área experimental, pelo que decidimos, em 2019, investir em três hectares de produção de manga. Acredito que temos condições muito favoráveis para produzir mangas de excelente qualidade e apesar da manga ser muito sensível às amplitudes térmicas acredito que é uma boa aposta.

Temos de nos adaptar e escolher as zonas com microclimas que se coadunam com as exigências da produção deste fruto e tirar a maior rentabilidade possível”.

O pequeno agricultor que criou o JBI Group O crescimento foi acontecendo de forma natural, tanto na contratação

de pessoal como na aquisição de terrenos de produção. “É uma questão de organização porque temos tempo para tudo e tive a sorte de encontrar pessoas extraordinárias que ainda hoje compõem a equipa do JBI Group, mas também apresento boas condições laborais e dou-lhes autonomia para fazerem o seu trabalho sem estarem dependentes de mim. Traço objetivos para o futuro e transmito-os porque considero que é essencial toda a equipa saber qual o rumo traçado para a empresa onde trabalha. Encaro as dificuldades que encontro como um desafio e os desafios são novas oportunidades para crescermos e evoluirmos com mais e melhor organização”.

Estrada Senhora da Saúde - Cx. Postal 297A | 8005-148 Faro Tlf.: 289 806 486 | Email: geral@jbigroup.pt www.jbigroup.pt


JANSSEN PORTUGAL

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FARGAL

25 ANOS DE CRESCIMENTO E INOVAÇÃO

Com 25 anos de existência, celebrados no dia 24 de março, a Fargal é uma empresa de distribuição e comércio de produtos para a indústria alimentar, mais particularmente pastelaria e padaria, que conta uma história de sucesso. O atual administrador, João Cavaco, conta à Revista Business Portugal como surge a empresa, quais as principais preocupações do setor e aproveita para valorizar as parcerias que marcam a história da Fargal.

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empresa foi fundada em 1994 como sendo uma “empresa de comércio e distribuição de produtos alimentares”, com o intuito de satisfazer o mercado algarvio e do baixo Alentejo na área da panificação e pastelaria. A experiência na área já vinha da vida profissional do seu fundador Anibal Cavaco, pai do entrevistado. A oportunidade de abrir a empresa surge após o encerramento do pólo onde trabalhava e assim, com uma carteira de clientes bem composta, começa a aventura. O início foi feito devagar, mas com o tempo a empresa foi evoluindo e foi-se adaptando às necessidades. “Primeiro começou apenas com farinhas, mas com o tempo foi alargando a carteira de produtos consoante as necessidades dos clientes. Agora temos 26 | Revista Business Portugal abril 2019

quatro fornecedores principais e temos ainda mais uma dúzia de fornecedores mais pequenos que nos garantem cerca de 500 artigos em stock”, explica.

Os fornecedores como grandes aliados Master Martini e Martini Gelato, AB Mauri e o Grupo Ceres, a são os quatro principais fornecedores que a empresa se orgulha de representar e aos quais está ligado cerca de 90 João Cavaco, administrador


FARGAL

por cento do volume de faturação. Em 2019 a empresa vai iniciar um novo projeto e a aposta recaiu sobre o setor dos gelados. “Já fizemos algumas demonstrações dos produtos e correram tão bem que já conseguimos vender este novo produto aos clientes”. O projeto consiste em apresentar produtos para a confeção de gelados, como sejam as bases enzimáticas, as pastas de fruta, as pastas tradicionais de avelã, pistácio e as Brunellas, uma novidade que tem sido muito apreciada por quem prova: “temos tudo o que é matéria-prima para confecionar um gelado, mas também consumíveis, como copos e colheres e inclusivamente maquinaria. Associados aos parceiros da Martini Gelato temos uma gama completa de maquinaria para gelataria”.

Os clientes como parceiros É nas padarias, pastelarias e pizzarias que estão os maiores clientes sendo que a farinha é, ainda, o produto com maior expressão. Só de acordo com uma análise dos clientes e com um estudo dos produtos consumidos é que conseguem satisfazer as suas necessidades: “embora o pão tipo alentejano ainda tenha uma grande expressão regional, existe de hoje em dia uma tendência crescente para produtos diferentes, tal como pães com mais fibras ou sementes, pão de centeio, etc, sobretudo nas faixas etárias mais jovens e nas zonas mais urbanas”. Uma das adaptações ao mercado passou pelo setor da moagem, que deixou de produzir apenas farinhas e começou a apostar nos compostos especializados para cada tipo de pão, o que permite diversidade e maior oferta de produtos. A partir de 2007, com a entrada de João Cavaco para a empresa, a Fargal alargou a sua gama de produtos disponíveis, reduzindo significativamente o peso da farinha: “Começámos a vender toda a matéria prima que uma padaria ou pastelaria necessita, desde os fermentos, melhorantes, frutos secos, até embalagens para a comida. Temos disponível inclusivamente uma gama de produtos de alta qualidade Master Martini, que vão desde as margarinas, às natas, produtos para chocolataria, culinária, etc. João Cavaco reconhece que o mercado está em constante mudança, mas a base de trabalho da empresa são os clientes fiéis. “Estamos cá para servir cada vez melhor o cliente. Passamos a imagem de confiança, estabilidade, pontualidade nas entregas e

uma gestão de proximidade. Felizmente, há clientes que valorizam o nosso empenho. Tenho muito orgulho naquilo que o meu pai fez e eu continuo a fazer, e no leque de clientes extraordinários que temos, que nos permite crescer no verão e no inverno”.

“Estamos cá para servir cada vez melhor o cliente. Passamos a imagem de confiança, estabilidade, pontualidade nas entregas e uma gestão de proximidade”

revendedor é inevitável, porque a comunicação será sempre mais fácil, dada a proximidade com os clientes. “O contacto dos clientes com as fábricas é muito impessoal e não há espaço para pequenas reclamações, enquanto com o revendedor esse espaço existe, porque a relação é boa, existe confiança e a resposta vem, normalmente, de uma forma mais rápida e ágil”. A sazonalidade, tão característica do Algarve é, só por si, também um problema: “temos seis meses de trabalho médios/bons, tirando o mês de agosto em que a faturação quase duplica. Depois existe ainda a questão dos recursos humanos – a Fargal tem a política de manutenção dos seus postos de trabalho , o que permite manter a relação quase familiar com o cliente durante todo o ano. Neste momento, temos uma equipa de 11 colaboradores, e alguns já estão na empresa há muitos anos”.

O balanço das bodas de prata “Estamos no bom caminho. Nós queremos continuar a trabalhar com parceiros de confiança e com quem mantemos uma boa relação -fornecedores serenos, clientes serenos, parceiros a montante e a jusante, neste negócio exigente. Os 25 anos, são um marco importante e vejo um futuro auspicioso para a empresa”.

As barreiras que se impõem Uma das dificuldades que o setor tem encontrado é a maior facilidade com que, hoje em dia, as fábricas conseguem satisfazer os clientes de forma direta, sem ter de recorrer a um intermediário. No entanto,a existência de um

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CANTINHO ALGARVIO

UMA FAMÍLIA QUE SE CONSTRÓI DE HISTÓRIAS, MOMENTOS E PESSOAS 1987 marca o início do que viria a ser uma grande família. O Cantinho Algarvio é um restaurante, em Lagos, gerido outrora pelo pai de Carlos Ramos que deixou, posteriormente, o negócio ao filho, que aproveita para dar asas à sua imaginação.

É

em conjunto com a sua mulher, Maria Regina, uma “autêntica fada da cozinha” que modernizam o espaço imprimindo uma essência mais jovem e de sucesso. “A minha primeira experiência na restauração aconteceu numa tasca, onde servíamos bifanas ao balcão. O meu pai reabriu, mais tarde, este restaurante, que acabou por crescer e, quando ele decidiu abrir um segundo negócio, eu assumi o Cantinho Algarvio. Fui fazer formações, para abrir mentalidades e para melhorar a nossa qualidade de oferta. Foi aí que fiquei responsável por este estabelecimento e que comecei a desafiar-me e a sair zona de conforto”. 2014 foi o ano onde conquistaram um novo patamar ao serem recomendados no Guia Michelin. “Hoje, estamos num patamar

mais elevado e fazemos pratos que, no início, nem pensávamos fazer. Foi um processo de evolução e de aprendizagem constante”, conta. Os horários estão bem estipulados e enraizados e ao fim de todos os anos de atividade: Carlos Ramos continua a sair de casa às sete da manhã para ir buscar os produtos aos seus produtores de confiança. “Este restaurante é a nossa vida e é difícil desapegar dos problemas e das situações. Ao domingo de manhã, o nosso dia de fecho, eu venho sempre cá fazer a ronda para ver se está tudo bem. Não dá para desligar”, explica.

Dinamizar o Algarve em época baixa

Carlos Ramos e Maria Regina, proprietários

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É sabido por todos que a região algarvia é sazonal. Porém, o proprietário não baixa os braços. Nos meses de dezembro e janeiro tem a porta fechada, mas os restantes meses de época baixa são dinamizados de forma a manter grande parte das mesas repletas das melhores iguarias. Foi nas noites temáticas que viu uma ótima solução para a resolução do problema. São as tapas, a culinária gourmet, os jantares vinícolas e as demais ideias que enchem as noites de quem visita o restaurante. “Gosto do que faço e quero estar sempre a fazer coisas diferentes dos outros. No início, riam-se das minhas ideias, mas agora já não o fazem e tentam, inclusive, replicar algumas delas”.


CANTINHO ALGARVIO

O encontro feliz com a gastronomia Os produtos são a maior preocupação e é através das alianças com os melhores produtores locais que se honra de servir os seus clientes com a melhor qualidade possível. Os pratos são variados. Para os apreciadores de marisco existem iguarias como cataplanas de marisco, peixe e também de carne, espetadas, lavagante, sapateira, entre outros. É na ameijoa do Alvor que confiam para concretizar alguns dos seus pratos. No entanto, nem só de mariscos e peixes se completa a carta e, assim sendo, existem também opções para os amantes de massas e carnes. As sobremesas tem também um papel importante. Confecionadas por Maria Regina e Carlos Ramos podem ser degustadas tartes, cheesecakes, doce de figos com gelado e mel, entre outras doçuras de fazer crescer água na boca.

O papel dos vinhos algarvios “Tentamos privilegiar vinhos algarvios e, principalmente, aqueles que não estão nos supermercados, mas o mercado dos vinhos está a desenvolver-se, estão cada vez mais presentes e são cada vez mais reconhecidos, felizmente”, conta. Barranco Longo, Monte do Além, Cabrita e Alvor são os privilegiados. Porém, fazem parte da carta: vinhos verdes, rosé, brancos e tintos provenientes de todos os cantos do país. Há também espaço para espumantes e sangria que fazem as delícias dos clientes.

No Algarve também se sabe receber bem os clientes Durante muitos anos, existiu a ideia de que os Algarvios não sabiam receber, porém, tal não é verdade, ou, pelo menos, não se aplica na totalidade. “Temos clientes muito fiéis e que nos acompanham há muitos anos, que recebem as nossas ideias com ânimo e que nos visitam e confiam em nós a cada passo que damos. Os nossos clientes conhecidos até entram na nossa cozinha para cumprimentar a minha mulher. Não é em todos os restaurantes que os clientes podem ver a cozinha e as condições de confeção do que

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CANTINHO ALGARVIO

comem. Isto é uma segurança e uma forma de confiança no nosso trabalho. Os clientes são uma parte da nossa família”, afirma. A capacidade máxima é de 60 pessoas sentadas e, na maior parte das vezes, é através de reservas que funcionam devido à frequente lotação da sala. O restaurante é visitado por portugueses e estrangeiros provenientes de todos os cantos do país e do mundo.

“Gosto do que faço e quero estar sempre a fazer coisas diferentes dos outros” São 11 os colaboradores que, a par dos proprietários, promovem uma experiência e uma viagem pelos sabores e aromas. O proprietário faz questão de afirmar que “todos juntos somos uma equipa confiável e estável. Nós somos exigentes porque quem trabalha connosco tem de ser uma pessoa que quer crescer connosco, que quer ser melhor e estar sempre em evolução. É complicado arranjarmos pessoas assim. Nós investimos muito neste espaço para depois não correspondermos na forma como atendemos os nossos clientes. Temos de cativar os clientes porque se isso não acontecer eles não saem de casa para ter estar experiências”. São as boas experiências que fazem com que os clientes voltem. “Eu digo muitas vezes que o sorriso é o mais importante. Não sabes falar francês, não sabes falar inglês, mas sabes sorrir. Usa o sorriso”.

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Um projeto de vida e para a vida ‘Família’ é a palavra que usa para descrever o cantinho que é a sua vida. Aproveita também para deixar uma mensagem a todos o que tornam a família mais completa e mais forte. “Não sabemos qual é o futuro, mas posso aproveitar para agradecer o que temos agora e para isso tenho de valorizar os nossos colaboradores e clientes, que me dão alento para continuar e que fazem com que todo o esforço valha a pena. Ao longo destes anos fui-me rodeando de pessoas que realmente merecem que eu continue a lutar por este projeto. A minha mulher e o meu filho são a minha maior força. O resto, com o tempo, vamos conquistando, passo a passo”, remata.

Rua Afonso D’Almeida 17,21 8600 Lagos Telefone: 282 761 289 Telemóvel: 934 019 794 Email: info@ocantinhoalgarvio.pt www.ocantinhoalgarvio.pt


GRUPO MTY

“THE SEA IS OUR WORLD” O grupo MTY está sediado no Algarve, mais propriamente em Vilamoura. Desenvolve atividade nas vertentes de engenharia náutica, manutenção e assistência técnica de embarcações; compra e venda de barcos (novos e usados), sendo representante oficial para o Algarve da marca Azimut Yachts; e ainda serviço de charter, que possibilita aos clientes passeios pela costa Algarvia, personalizados ou de acordo com as opções de percurso e tempo disponibilizadas pela empresa.

O

s escritórios na Marina de Vilamoura, onde está sediada a empresa, são constantemente alvo de interesse por parte de quem é apaixonado pelo mar, por barcos e tudo o que envolve a área náutica. No que respeita à venda de iates novos, a Azimut Yachts é a marca de excelência da MotorYachts Portugal, e quem a procura, sabe que pode contar com qualidade e design nas suas embarcações. Com acabamentos de luxo e equipamentos de última tecnologia, estes iates estão disponíveis em várias coleções e tamanhos – que variam desde os 10 aos 35 metros de comprimento. A MotorYachts Portugal integra em si um serviço personalizado de garantia e serviço pós-venda com uma equipa técnica especializada própria.

MotorYachts Portugal - barcos usados com garantia de qualidade Os barcos usados são também uma atividade importante na MotorYachts Portu-

gal, e qualquer pessoa que queira colocar o seu barco à venda pode fazê-lo. Os barcos são previamente avaliados e inspecionados, para que, quando forem colocados à venda, sob a responsabilidade da empresa, estejam em excelente estado físico e técnico, garantindo e certificando a qualidade do investimento.

MotorYachts Algarve Charter – um serviço elegante, luxuoso e personalizado O serviço de charter disponibilizado pela MotorYachts Algarve Charter, pertencente ao grupo MTY, proporciona passeios adequados a diferentes fins – casamentos, eventos corporativos, aniversários e outros eventos pessoais e personalizáveis – mas também conta com seis opções pré-definidas que asseguram momentos únicos a quem compra o serviço – manhã, tarde, pôr do sol, dia completo, noite ou semana. Em qualquer destas opções, pode escolher entre explorar grutas, praias isoladas ou simplesmente nadar em pleno oceano.

À chegada, os clientes são recebidos com um Welcome Drink e terão também ao dispôr um catering onde se incluem frutas, doces, tábua de queijos, carnes curadas, mariscos e lanches leves. Para beber, as opções passam por espumante, prosecco, vinho branco, rosé, sumos naturais e águas. Caso deseje um outro tipo de catering, tal é possível, sob pedido. O iate, um modelo V70, está equipado com jet tender e jet ski, diversos equipamentos aquáticos e snorkeling. Nome do iate: ELA de Vilamoura Tipo: Lancha Construção: 2007 Capacidade: 12 passageiros (7 podem pernoitar no barco) Velocidade máxima: 38/40 nós Porto Principal: Marina de Vilamoura

Premiere

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GRUPO MTY

Tecni-Marine - 25 anos a garantir qualidade e confiança na manutenção náutica A Tecni-Marine é o centro técnico profissional de engenharia náutica, manutenção e reparação de embarcações, que integra o grupo MTY e que assiste os clientes em todas as suas necessidades. Com um serviço completo e personalizado, o compromisso dos técnicos especializados responsáveis pelas áreas de engenharia, manutenção e assistência técnica é o de prestar o serviço de excelência e qualidade a que a Tecni-Marine já habituou todos os clientes e pela qual é conhecida no mercado náutico. Há 25 anos instalados na Marina de Vilamoura, a Tecni-Marine nasceu em 1993 e expande-se em 2004 abrindo uma delegação em Cascais e, desde sempre, primou pela qualidade e profissionalismo. Com uma gama de serviços personalizáveis e que envolvem a parte exterior e interior do barco, esta empresa algarvia está desenhada para acompanhar e manter as embarcações ao mais detalhado pormenor; e proporcionar aos seus proprietários um serviço de assistência náutica personalizada.

A Tecni-Marine tem ao dispor mais de 30 serviços que asseguram a segurança, durabilidade e eficiência da embarcação. Engenharia mecânica, reparação e manutenção de motores A Tecni-Marine é um representante oficial e um centro autorizado das marcas de motores marítimos MAN e Volvo Penta, dois dos maiores e mais qualificados produtores de motores para barcos do mundo. Para além destes, trabalha ainda com marcas como MTU, Lombardini Marine, Westerbeke, entre outros. A qualidade dos técnicos e engenheiros náuticos que fazem parte da equipa Tecni-Marine é inquestionável. Garantidamente, quando um técnico da empresa trabalha numa embarcação, o resultado final é uma melhoria significativa no desempenho mecânico e eletrónico dos motores, que se irá repercutir na performance do iate. Tudo isto é possível, através da experiência e das competências e do uso das últimas tecnologias disponíveis no mercado náutico.

Eletricidade e eletrónica | Manutenção e Administração de Embarcações Quando os barcos atracados são usados com pouca frequência,

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GRUPO MTY

os problemas são constantes. Por essa razão, a Tecni-Marine assegura a manutenção de todos os equipamentos, através de um programa regular. No que respeita aos ar condicionados e equipamentos frigoríficos, a Tecni-Marine também é representante de grandes marcas, de salientar a marca de excelência Vitrifrigo, e garante suporte e apoio especializado.

Credenciada para a instalação e manutenção do equipamento, a Tecni-Marine disponibiliza também um serviço móvel, caso seja necessário assistir clientes em qualquer hora e local Distribuidor oficial e centro de serviço Seakeeper A Tecni-Marine é o representante oficial e centro de serviço da marca de estabilizadores americana Seakeeper; estabilizadores giroscópicos controlados por computador, cuja função é reduzir as oscilações da embarcação em cerca de 90 por cento, o que ajuda a controlar a ansiedade, a fadiga e o enjoo dos passageiros do iate. Credenciada para a instalação e manutenção do equipamento, a Tecni-Marine disponibiliza também um serviço móvel, caso seja necessário assistir clientes em qualquer hora e local

Uma empresa feita de profissionais experientes e de confiança Com mais de três dezenas de serviços para garantir a qualidade e a segurança do barco de cada cliente, a Tecni-Marine conta com profissionais – engenheiros e técnicos especialistas – para satisfazer todas as necessidades e responder a todos os desafios que uma embarcação possa apresentar. Desde a pintura, polimento, serviços taylor made, à carpintaria, serralharia, passando pela eletrónica e mecânica naval, cada colaborador da empresa desempenha as suas funções de forma descomplicada, segura e competente, transparecendo tranquilidade e conhecimento. Os clientes são sensíveis a essa realidade, e muitos deles fazem questão de deixar online o seu testemunho. Para os clientes estrangeiros e nacionais, a Tecni-Marine é uma empresa de confiança, extremamente profissional e onde sabem que o seu iate dispõe de um serviço total, sem a preocupação de ter de encontrar um outro profissional para fazer um determinado serviço. Além disso, a Tecni-Marine reconhece que a compra de um barco e a sua respetiva manutenção é um investimento caro, pelo que o slogan adotado pela empresa ‘We maintain the power, we protect your investment’ diz tudo.

de qualidade e profissionalismo, características comprovadas pelos clientes que são os seus maiores apoiantes. Com um atendimento personalizado, próximo do cliente e um cuidado extremo na forma como trata as embarcações, a Tecni-Marine é a empresa a contactar, caso tenha um iate e queira deixá-lo em boas mãos.

O Plano de Pagamento Seguro Depois de uma cotação que abranja todas as necessidades de um barco durante um ano, a Tecni-Marine oferece um plano de pagamento parcelado, de forma a garantir que o barco é mantido, durante toda a temporada, nas melhores condições. A celebrar 25 anos de atividade, esta empresa algarvia é um exemplo

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A LACOBRIGENSE – ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MÚTUOS

A CUIDAR DE SI COMO FAMÍLIA Na direção da Lacobrigense há cerca de dois anos, José Martins Pereira apresenta esta associação de socorros mútuos descrevendo o papel fundamental que desempenha junto da sociedade de Lagos.

A

presente a Lacobrigense – Associação de Socorros Mútuos. A Lacobrigense celebra 81 anos de existência e surgiu pela aglutinação de várias associações com o objetivo comum de ajudar as pessoas ao nível da saúde. Somos uma associação mutualista, com o estatuto de IPSS, que detém uma clínica (criada em 2005) e uma farmácia. Temos cerca de 1.500 associados, mas temos espaço e objetivos traçados para crescer. Apostamos na qualidade dos serviços prestados, no associativismo e no mutualismo (a base da nossa existência), adaptando-nos às novas realidades e às exigências dos nossos associados tendo sempre como linha orientadora o espírito da Lacobrigense. Os nossos associados, que em assembleia, têm pensamentos e opiniões orientadoras regendo o caminho a ser palmilhado pela direção eleita que, por sua vez, deve interpretar e adaptar essas diretivas às realidades que encontramos no dia a dia. Por vezes não é fácil de gerir, mas temos de nos adaptar e lutar para que as ideias assim transmitidas se tornem em realidade. Há requisitos mínimos para as pessoas se tornarem vossas associadas? Podem ser sócios das associações mutualistas todas as pessoas que assim o desejem, desde que não ultrapassem uma determinada idade, o que colidia com a missão das associações mutualistas. Recentemente, com a publicação do novo código das associações mutualistas, anulando o limite etário, é uma alteração que veio uniformizar a nossa resposta a toda a população. Cabe aos

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dirigentes das associações encontrar soluções justas, equilibradas e equalitárias para os que necessitam de beneficiar dos nossos serviços. Faz parte dos vossos objetivos aumentar o número associados. Quais são as medidas que estão a ser tomadas neste sentido? José Martins Pereira, presidente da direção


A LACOBRIGENSE – ASSOCIAÇÃO DE SOCORROS MÚTUOS

Primeiro temos que sensibilizar as camadas jovens de que é necessário precaver o futuro. Os jovens não consideram importante serem membros das associações mutualistas, porque até este tipo de segurança não faz parte integrante da nossa cultura Relançámos a nossa imagem de forma a ser mais impactante. Apoiando as associações do concelho, pretendemos mostrar que todos podemos fazer mais. Publicitar a nossa existência é fundamental. Vamos avançar com rastreios gratuitos e ao publicar artigos assinados pelos dos nossos médicos, evidenciamos a nossa preocupação pelo bem estar dos nossos concidadãos. O bem estar e os cuidados de saúde de qualidade que são prestados na nossa clínica já são reconhecidos por quem nos procura e é com esta qualidade que vamos fidelizando, inovando e apresentando os resultados de que nos podemos orgulhar, cumprindo o nosso lema “Cuidamos de si como família”. Para além disso, temos procurado outros mercados, nomeadamente os estrangeiros residentes em Portugal que estão habituados ao nível de serviço e qualidade que oferecemos. A farmácia Lacobrigense foi alvo de várias mutações que determinaram a sua continuidade e solidificação ao longo de 81 anos. A adaptação à realidade dos utentes, da sociedade e a política gestão de stock dos medicamentos foram determinantes para a continuidade deste serviço fundamental ao bem-estar da população. O objetivo é diversificar os serviços para além da venda dos medicamentos, nesse sentido realizamos algumas análises, dentro do leque permitido aos farmacêuticos, tais como a medição da tensão arterial, colesterol total, glicemia, hemoglobina, risco cardiovascular e urina. As farmácias funcionavam com um stock muito grande e variado, mas esse conceito deixou de representar a realidade e as encomendas dos diversos produtos que disponibilizamos e dos medicamentos são à medida da nossa realidade

com os agrupamentos escolares do concelho para apoiarmos os alunos mais desfavorecidos. Somos uma associação mutualista com princípios muito próprios, que se preocupa com a população e as suas carências, apresentando respostas sociais adequadas à realidade lacobrigense. Outra grande diferença entre os quadros de uma empresa e esta associação mutualista é que os nossos quadros

dirigentes trabalham pro bono. A Lacobrigense é, pois, uma associação mutualista com história, cuja vetustidade permite reconhecer as diferenças existentes na sociedade e a sua evolução, mas o segredo continua a ser a evolução contínua e sustentada, sempre com os olhos postos no futuro e no que ainda falta fazer.

A Lacobrigense é, tecnicamente, uma empresa. O que difere a Lacobrigense das outras empresas de saúde? Numa empresa comum, a determinada altura, é necessário repartir os lucros pelos seus acionistas. A Lacobrigense tem associados pelos quais não repartimos os lucros em dinheiro, repartimo-los em benefícios na nossa clínica e na farmácia. Estendemo-nos para além do círculo da nossa associação, numa relação de gratificação pela confiança que os nossos associados e os habitantes da urbe têm depositado em nós. Nesse sentido apoiamos grupos desportivos locais, estabeleceremos, num futuro muito próximo, parcerias

Rua Doutor José Francisco Matos Nunes Silva Lote 5-lj A 8600-774 LAGOS | Tlf.: 282 770 050 www.alacobrigense.pai.pt

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ANATOLIE VICOL

“O SONHO NASCE, A OBRA CONSTRÓI-SE!” A dar vida aos projetos desde 2009, a empresa Anatolie Vicol Construção Civil, Lda., fundada por Anatolie Vicol, surge da sua vasta experiência no setor, adquirida em trabalhos na Rússia e, mais tarde, em Portugal, antes de se estabelecer por conta própria.

E

m 2004 rumou a Portugal para se juntar a parte da família e estava longe de saber que cinco anos depois teria o seu próprio negócio. Dez anos após a chegada, conta que não fazia parte dos planos ficar, mas a vida encarregou-se de lhe dar as oportunidades certas. Os primeiros tempos foram complicados e o mergulho direto na crise foi a prova de que estavam destinados a fazer o negócio acontecer. Foi com a ajuda e o apoio dos familiares e amigos que se mantiveram erguidos. Os pés assentes na terra foram imprescindíveis para dar cada passo a seu tempo. É na região algarvia que concentram a sua atividade na construção, principalmente, de habitação através de empreendimentos de luxo e moradias. A aposta num design moderno e na requalificação de edifícios tem sido fórmulas de sucesso.

A empresa aposta numa construção mais inteligente e eficiente, com a utilização dos blocos térmicos, energias renováveis e novos materiais de construção A identidade da empresa Define os seus projetos através da qualidade e considera que a melhor forma de o provar é ter clientes satisfeitos e que, mais do que clientes frequentes, se tornam amigos. No entanto, Anatolie Vicol não esconde o receio que sente de voltarem a surgir momentos mais complicados. “Estamos a voltar ao volume que tínhamos antes da crise onde a construção tinha um volume significativo e isso é bom para nós, no entanto, há o receio de que esta evolução esteja a ser rápida demais e exista o risco de voltarmos a viver uma crise”, conta.

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ANATOLIE VICOL

Os pilares sólidos Clientes e colaboradores são os dois pilares que sustentam a empresa. Com 16 colaboradores fixos e com aos restantes em regime de subempreitadas garante que a equipa é sólida e eficiente e que alguns deles fazem parte dos quadros desde a fundação. “É importante valorizar os nossos colaboradores porque vivemos numa época em que é muito complicado arranjar mão de obra capaz de corresponder ao nível que pretendemos”. Os clientes, por sua vez, são a melhor forma de publicidade da empresa. É no feedback dos trabalhos concluídos que vão conquistando novas vitórias e novos projetos. “Nós somos transparentes com os nossos clientes em todos os aspetos. O caso dos orçamentos e dos timings são exemplos disso. Nós respeitamos os nossos clientes e cumprimos com os nossos projetos iniciais”, afirma. A acompanhar a modernização do setor, a empresa aposta numa construção mais inteligente e eficiente, com a utilização dos blocos térmicos, energias renováveis e novos materiais de construção. Há uma preocupação com a manutenção e uma mentalidade de pensar no futuro já bem presente.

na consolidação da zona algarvia que se querem focar, assim como aproveitar a cada passo as novas oportunidades que possam surgir e continuar a evoluir, sempre sustentadamente.

As novidades Em 2018, a empresa dá um novo passo em direção ao futuro apostando na modernização da imagem corporativa. Foi com a empresa Cnergia que escolheram o novo visual, que será a cara da Anatolie Vicol Construção Civil, Lda. nos projetos e apresentações futuros no mercado. Não faz, para já, parte do futuro alargar o mercado de atuação, mas garantem que não está fora de questão essa possibilidade. É

Anatolie Vicol e Nuno Serrano, sócio-gerente e engenheiro civil

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AGÊNCIA DE SEGUROS CAIS DO FAROL

O PODER DA INFORMAÇÃO E DA MEDIAÇÃO Quase a celebrar o 40.º aniversário, a agência de mediação Cais do Farol |Seguros, liderada por Tiago Marreiros, foi em tempos uma empresa familiar fundada pelo seu pai.

O

espaço localizado em Portimão, que em tempos foi cedido parcialmente para gestão de sinistros à Metrópole, atual Zurich, continua no mesmo lugar, assim como a parceria de sucesso com a marca referida, que ainda hoje se mantém. Neste momento, a Cais do Farol |Seguros, especializada em Consultoria de Seguros, trabalha privilegiadamente com 11 das mais cotadas e respeitadas seguradoras nacionais e estrangeiras, para selecionar as melhores soluções de proteção para os seus clientes. Tiago Marreiros explica um pouco do seu percurso e como ficou marcada a sua entrada no setor que o viu crescer, mas ao qual nunca ambicionou pertencer. “Eu cresci no mundo dos seguros, mas nunca pensei dedicar-me

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Tiago Marreiros, administrador (à esquerda)

à atividade. No entanto, após começar a trabalhar neste meio acabei por concorrer a Gestão, começando a ter a primeira ligação com as matemáticas analíticas e financeiras. Já estou há 14 anos nesta atividade e é o que me vejo a fazer. Este setor é e sempre foi um desafio”.

Uma nova forma de trabalhar O setor tem sido marcado por inúmeras alterações. “Agora vivemos mais uma nova realidade face à lei da distribuição. Devemos adaptar-nos às diferentes realidades que vieram credibilizar o setor”, explica. Para além do cumprimento destas normas, a Cais do Farol |Seguros tem ainda uma forma particular


AGÊNCIA DE SEGUROS CAIS DO FAROL

de enfrentar o mercado que a distingue das restantes. É na gestão de tempo que valoriza a definição de objetivos de forma a promover crescimento. “Estamos a adotar novas práticas na empresa, nomeadamente a apostar em clientes que já trabalham connosco. Percebemos que temos uma boa carteira de clientes de alta rentabilidade aos quais podemos oferecer serviços e Soluções de Proteção que ainda não têm, como os seguros de vida ou de saúde, que são agora mais relevantes que nunca, face ao contexto político, económico e social atual”.

A relação dos clientes com os seguros Seguros de saúde, seguros de vida, seguros habitação, entre outros, parecem assustar ainda alguns clientes, que os veem somente como uma despesa ou obrigação. Muitos ainda não os entendem como sendo um investimento em segurança e proteção. Porém, o administrador conta que os clientes nos quais se estão a focar não pensam da mesma forma. “Estes clientes confiam em nós, valorizam os seguros e estão cada vez mais informados. Como tal, é com muito agrado que verificamos que o cliente agora olha para a informação prestada com maior cuidado e atenção, quando antes se centrava muito no preço e não nas mais-valias que este acarretava”. A oferta providencia uma nova forma de trabalhar. “Há cada vez mais novidades e as pessoas querem saber todas as condições. Esse é o trabalho de um mediador, que pode receber ou visitar um cliente e explicar-lhe todas as ofertas que se adequam ao seu caso e à sua realidade”. A concorrência é feroz e muitas das vezes desleal, e a estratégia foi arranjar uma forma de diferenciação. Foi através da qualidade de serviço, da transparência e da proximidade com o cliente que encontraram a melhor fórmula. “Nós vendemos acima de tudo qualidade de serviço e, face a bom posicionamento e a um aprofundado conhecimento do mercado segurador, dispomos das melhores soluções de proteção, completas e específicas, enquadradas nas necessidades dos mais diversos riscos. Desta forma, julgamos ser uma mais valia na agilização em qualquer matéria de seguros, podendo os nossos clientes contar com o um apoio imparcial e precioso, retirando perdas de tempo, deslocações, telefonemas prolongados para as seguradoras, incómodos e outros custos”.

“Nós vendemos acima de tudo qualidade de serviço e, face a bom posicionamento e a um aprofundado conhecimento do mercado segurador, dispomos das melhores soluções de proteção..”

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AGÊNCIA DE SEGUROS CAIS DO FAROL

Com larga experiência no setor segurador, a Cais do Farol| Seguros acrescenta valor às empresas e particulares com que se relaciona, uma vez que, sem qualquer custo adicional, passam a dispor de um intermediário profissional com forte conhecimento técnico e poder negocial, que funcionando como consultor de risco e apoio administrativo, garante um melhor relacionamento e fluidez processual entre os clientes e as seguradoras, nomeadamente em caso de sinistros.

“Julgamos ser uma mais valia na agilização em qualquer matéria de seguros, podendo os nossos clientes contar com o um apoio imparcial e precioso, retirando perdas de tempo, deslocações, telefonemas prolongados para as seguradoras, incómodos e outros custos” “Uma capacidade de comunicação forte e uma ligação com os nossos clientes são mais-valias”, sendo no Ramo Vida e em clientes de alojamento local que estão a ter o seu maior crescimento.

A olhar para o futuro “Os desafios são diários para todas as atividades e o importante é acompanharmos a atualidade e irmos sempre ao encontro das necessidades”. O digital está cada vez mais presente, no entanto as agências de mediação de seguros estão também a ganhar mais popularidade. “A presença física não se substitui e este é um negócio de pessoas, para pessoas. Olhar nos olhos dos clientes e conhecer as suas realidades e preocupações, para poder servi-los melhor. Há muito potencial no setor e o caminho é continuar a apostar em boas parcerias com seguradoras e com os nossos clientes”, remata.

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BELVER BOA VISTA HOTEL & SPA

MAIS QUE UM HOTEL, UMA CASA O concelho de Albufeira, localizado em pleno centro algarvio, é um território privilegiado pela sua natureza. Tem algumas das mais belas praias do mundo, com destaque para a praia dos Pescadores, proporciona uma gastronomia tradicional e o peixe fresco está sempre pronto a ser servido. Por ser central, Albufeira é também o local certo para a descoberta do restante Algarve.

O

motivo da nossa estadia foi o trabalho e não o lazer, como o início deste texto parece sugerir. Mas conhecer as pessoas e os locais onde permanecemos é um privilégio de quem viaja constantemente. Foi assim com o Belver Boa Vista Hotel & Spa. Situado numa zona alta de Albufeira, o hotel proporciona uma vista deslumbrante sobre o azul do Atlântico e a zona velha da cidade, num casamento perfeito e único. Por essa razão, todos os quartos dispõem de uma varanda que, para além de ser um ponto de observação esplêndido para toda a paisagem, é também o local ideal para atividades de leitura, relaxamento e de escrita, como pudemos comprovar. Os quartos são confortáveis e acolhedores, e proporcionam o descanso ideal a quem chega, depois de uma longa viagem, e precisa de um banho quente, uma cama amiga e o silêncio como embalo, para um sono tranquilo. De manhã cedo, no primeiro piso deste hotel, é servido o pequeno-almoço, numa sala atravessada pelos primeiros raios de Sol e pelo Bom dia simpático e alegre da equipa que, naquele dia, acordou cedo para nos receber. À nossa disposição temos fruta variada, onde não falta a conhecida laranja algarvia, vários tipos de pão e croissants, cereais, queijos, doces e compotas. Do menu fazem ainda parte as bebidas quentes e frias, onde se incluem os sumos, o leite, o chá e o café. Os pastéis de nata são uma especialidade, sempre quentes e estaladiços. Com um staff experiente e conhecedor da cultura dos seus principais clientes – o povo inglês – o Belver Boa Vista Hotel & Spa faz questão de servir, pontualmente às 5h da tarde, o “Chá das 5”. A pausa é uma gentileza que o hotel oferece aos clientes e é possível degustar uma fatia de bolo acabado de fazer, acompanhado de um chá. No Spa, podemos usufruir de banho turco, sauna e ginásio, gratuitos para os clientes. Para além disso, existe ainda a possibilidade de disfrutar de um serviço de massagens, tratamentos corporais e estéticos e cabeleireiro. Com menos de 100 quartos, um conceito exclusivamente para adultos e uma vista de tirar o fôlego, o Belver Boa Vista Hotel & Spa não é um hotel de massas. O hóspede é selecionado e o serviço prestado é digno da avaliação com que conta – 8,2 no site de reservas Booking. Este hotel é a casa em Portugal de muitos dos seus hóspedes e, para nós, foi uma casa no Algarve. A dimensão do hotel proporciona relações próximas entre clientes e staff e, de acordo com o diretor geral desta unidade hoteleira, é este conceito de proximidade que faz com que os mesmos clientes voltem anualmente, para disfrutar de umas férias calmas e repousantes numa Albufeira onde o barulho que se impõe é o mar e a sua canção de ondas. Rua Samora Barros 20 | 8200-178 Albufeira - Algarve Tlf.: 289 589 175 | Email: hotelboavista@hoteis-belver.pt www.belverhotels.com abril 2019 Revista Business Portugal | 41


DESTAQUES 41 ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO DISTRITO DE ÉVORA Uma história que começou há 128 anos 42 CLÍNICA DENTÁRIA SANTA MADALENA “25 anos a dar valor ao seu sorriso” 43 VALERIANA EXCLUSIVE GUESTHOUSE “O Alentejo desenhado exclusivamente para si” 44 CENTURY 21 PORTA DO ALENTEJO Uma das 10 melhores imobiliárias do país 46 COMPRARCASA ÉVORA Uma imobiliária onde todos se sentem em casa Petiscar com charme e qualidade

42 | Revista Business Portugal abril 2019

ÉVORA O PATRIMÓNIO MUNDIAL QUE É NACIONAL Évora é uma verdadeira cidade-museu, considerada Património Mundial pela Unesco desde 1986. As suas muralhas guardam ruas e edifícios praticamente inalterados ao longo dos séculos. Uma riqueza histórica e cultural que atrai cada vez mais visitantes nacionais e estrangeiros. Digamos que é um ‘segredo’ muito mal guardado. O fascínio da viagem começa logo quando se percorrem as estradas do Alentejo. Depois continua à entrada do centro de Évora, com as imponentes muralhas a guardar quem cá vive desde há séculos. Dentro esperam vestígios dos tempos dos romanos, edifícios medievais, palácios e conventos que são testemunho da era dourada de Portugal.


ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO DISTRITO DE ÉVORA

UMA HISTÓRIA QUE COMEÇOU HÁ 128 ANOS A Associação Comercial do Distrito de Évora constitui um importante pilar no desenvolvimento comercial e empresarial da cidade e distrito de Évora e como refere Mariana Candeias, o percurso já conta com 128 anos de história. Fundada em 1890, a Associação esteve sempre instalada no edifício onde se encontra atualmente e já teve mais de dois mil associados “porque antes do 25 de Abril era obrigatório que todas as pessoas que criavam a sua própria empresa fossem sócios de uma associação industrial, comercial ou empresarial… infelizmente hoje em dia não é assim”, afirma a Secretária Geral. Atualmente com mil associados, a Associação Comercial do Distrito de Évora abrange 14 concelhos.

N

as instalações da Associação é prestado aos comerciantes e empresários associados um serviço informativo ligado às várias áreas de negócio das empresas, ações de esclarecimento e formação, ações de promoção das empresas através de feiras, eventos turísticos, desfiles de moda do comércio local, dinamização de atividades nos diferentes concelhos, entre outras. É também prestado um serviço diferenciado no que toca à parte de contabilidade das empresas, bem como um serviço de gestão de recursos humanos aos associados. Existe ainda na

associação um gabinete de projetos que apoia as empresas na elaboração de candidaturas aos diversos programas de financiamento, nomeadamente no âmbito do Portugal 2020 e Alentejo 2020, bem como no apoio à criação do próprio emprego para jovens empreendedores, contando para isso com uma parceria com o IEFP, enquanto EPAT- Entidade de Apoio Técnico. Além destes serviços os associados podem contar ainda com o apoio de um jurista e formação profissional financiada a 100 por cento . Pela sua antiguidade e representatividade, a ACDE faz parte de diversos órgãos das principais entidades regionais, nomeadamente, Conselho Consultivo Regional do Alentejo do IEFP e Conselho Consultivo Local do Centro de Formação de Èvora, Comité de Acompanhamento do Programa Operacional do ALENTEJO 2020, Conselho Regional da CCDR Alentejo, Assembleia Geral da ADRAL, enquanto accionista, Conselho Geral da Fundação Alentejo, Conselhos municipais de Segurança de diversos concelhos, Comissão de Economia e Turismo do Concelho de Évora, entre outros.

Mariana Candeias e equipa, secretária-geral

taurante, mercado, ou loja. Como explica Mariana Candeias está a ser feita uma forte aposta na certificação dos produtos como pertencentes à região onde são produzidos e à sua sazonalidade. Já existem cerca de treze restaurantes que aderiram ao projeto. “Está a ser criado um website para o Km0 assim como uma página de Facebook e uma plataforma de ligação entre os produtores e os restaurantes. Há também aposta na criação de um roteiro com a lista de restaurantes que vão ter Menu Km0 a divulgação passará pela distribuição desses roteiros no Posto de

Projeto Km 0 (zero) Uma das atuais apostas da Associação Comercial do Distrito de Évora, em resposta a um desafio da Universidade de Évora, em parceria com outras entidades do concelho, como sejam a Câmara Municipal de Évora e a ERT-Entidade Regional de Turismo do Alentejo, é a implementação do projeto Km0 no concelho de Évora. O projeto Km0 é um conceito que assenta na valorização e promoção de produtos hortofroticulas, pecuários e agro-industriais produzidos localmente em cada região, num raio máximo de 50 quilómetros entre produtor e local onde vai ser comercializado ou consumido, seja res-

Mariana Candeias, secretária-geral

Turismo”, afirma Mariana Candeias. Além da informação disponível na internet e nos roteiros, todos os restaurantes, mercados e lojas participantes no Km0 vão estar identificadas com um selo de referência. Mariana Candeias sublinha a importância deste projeto para a dinamização da economia local ao nível dos pequenos produtores, e da sensibilização dos consumidores para a compra e consumo de produtos regionais de qualidade, com menos impacto ambiental.

Praça do Giraldo, 65 - Évora • Tlf.: 266 739 520 Email: geral@acde.pt • www.acde.pt abril 2019 Revista Business Portugal | 43


CLĂ?NICA DENTĂ RIA SANTA MADALENA

“25 ANOS A DAR VALOR AO SEU SORRISOâ€? Criada a 4 de Outubro de 1994, a Clinica Santa Madalena celebra 25 anos de atividade, em medicina oral. “Um quarto de sĂŠculo de vida ĂŠ um marco muito importante e que nos enche de orgulhoâ€?. Ao todo sĂŁo jĂĄ 14 Clinicas espalhadas por vĂĄrios pontos do pais, sendo que a perspetiva ĂŠ para continuar a crescer e aumentar a rede deste grupo a nĂ­vel nacional, de acordo com Maria Ă€ semelhança de todas as clĂ­nicas Santa Madalena, primamos por oferecer um elevado nĂşmero de seguros e acordos. Montellano, gestora da ClĂ­nica Santa Madalena de Évora.

Maria Montellano, gestora da clínica de Évora

A

presente a Clínica Dentåria Santa Madalena - Évora

Plaza. Esta clínica foi inaugurada em novembro de 2017, aquando da inauguração do Évora Plaza. Foi alargando, progressivamente, o leque de serviços disponíveis, bem como o número de gabinetes disponíveis, iniciou com cinco e, neste momento, jå temos capacidade para nove. A Clínica Évora Plaza disponibiliza todos os serviços inerentes à atividade de saúde oral? A clínica de Évora tem uma vasta gama de serviços nomeadamente ao nível de dentisteria, endodontia, implantologia, higiene oral, ortodontia, prótese, entre outros serviços dentro da saúde oral.

44 | Revista Business Portugal abril 2019

Sinto que a população estå cada vez mais informada da necessidade e benefício que as consultas no dentista podem trazer, não só ao nível de tratamentos e higiene, como ao nível estÊtico

Sente que a população estå mais expedita para a necessidade consultar o dentista, bem como da necessidade de fazer uma boa higiene oral? Sinto que a população estå cada vez mais informada da necessidade e benefício que as consultas no dentista podem trazer, não só ao nível de tratamentos e higiene, como ao nível estÊtico. As escolas estão muito mais despertas para estas necessidades e os cheque dentista são um bom exemplo disso. A Clínica Santa Madalena tambÊm estå inserida na lista dos Cheques Dentistas. Não tenho a certeza que cheguem a todas as crianças, e se o número de consultas oferecidas Ê suficiente para finalizar os tratamentos necessårios. Para alÊm disso, ainda existe uma parte da população, nomeadamente os mais idosos, em que a higiene oral Ê tida como desnecessåria e em que a sua pråtica Ê quase nula. As crianças são presença assídua na clínica Évora Plaza? Felizmente, temos recebido algumas crianças e a nossa preocupação para com elas começa logo à entrada. Nesse sentido, criåmos um espaço infantil, na receção, para que se sintam confortåveis e integrados num espaço dedicado exclusivamente a elas.

Rua Luís Adelino Fonseca, Lote 4, Loja 1.04 7005-345 Évora T.: 266 247 362 E.: clinicaevora@santamadalena.pt


VALERIANA EXCLUSIVE GUESTHOUSE

Serviços pensados exclusivamente para o cliente

“O ALENTEJO DESENHADO EXCLUSIVAMENTE PARA SI”

Viajar é sinónimo de novas experiências e é exatamente isso que poderá encontrar na Valeriana com os serviços adicionais à estadia, bem como a exclusividade de algumas atividades. Dos serviços fazem parte o Showcooking e o Honesty Bar. No Showcooking, o cliente tem a oportunidade de degustar a tradicional comida alentejana - feita à sua frente pela Isabel – e, ao mesmo tempo, degustar alguns vinhos da região – apresentados pelo Dário. A ideia do Honesty Bar – emoldurado por um terraço com uma vista sobre Évora de cortar a respiração - partiu de uma viagem feita pela diretora à África do Sul. “Criámos um espaço, com várias bebidas, onde o cliente se pode servir à sua vontade sem a pressão de um empregado. Depois só tem de anotar no Honesty Book o que consumiu e o pagamento é feito no check-out. O cliente gosta muito desta autonomia e reconhece a confiança que nele depositamos”. Em parceria com diversas entidades, a Valeriana disponibiliza várias visitas no Alentejo, com apontamentos únicos e exclusivos, para os seus clientes.

Em 2018, no centro histórico da cidade de Évora, nasceu a Valeriana Exclusive Guesthouse. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Rodrigo Gusmão (proprietário), Isabel Caeiro (diretora geral) e Dário Leirão (chefe de receção) para registar as experiências mais exclusivas que vai querer vivenciar em terras alentejanas.

A

história da Guesthouse remonta a uma casa do século XVI onde viviam os pais de Rodrigo Gusmão, que, por sinal, eram farmacêuticos. Após terem falecido, a casa esteve fechada durante cerca de sete anos e daí surgiu a iniciativa de criar um alojamento local que fosse diferente e fugisse ao tradicionalismo da cidade. Apesar da decoração arrojada (elaborada pela Home Staging Factory) que vive do azul escuro que tão bem contrasta com o branco, o proprietário fez questão de manter a traça original que vai deixar qualquer cliente de queixo caído.

O conceito Se a ideia era ser diferente, a Valeriana está a cumprir com os requisitos. Tudo começou pelo nome que foi atribuído à Guesthouse: Valeriana - uma planta utilizada para relaxamento. Também os sete quartos têm nomes ligados à farmacêutica, mais concretamente nomes de produtos químicos Posteriormente, deu-se a introdução do ‘Exclusive’, revelando aos clientes a exclusividade do serviço prestado. “Com o nosso conceito, queremos que o cliente esteja descontraído, mas que se sinta especial devido ao tratamento exclusivo, requintado e diferenciado com que é tratado”, assinalam. O tratamento pessoal e familiar, tendo por base o respeito pela privacidade de cada cliente, só é possível com o trabalho de toda a equipa. “A nossa equipa é excelente a defender o nosso conceito e a colocá-lo em prática. Queremos que o cliente se sinta tão bem quanto em casa”.

equipa

O primeiro ano e os objetivos traçados para o futuro A comemorar um ano, os nossos interlocutores afirmam que foi um ano extremamente positivo. Porém, há um trabalho que querem continuar a desenvolver e que está recheado de novos objetivos e projetos. Um dos objetivos passa por desenvolverem atividades que levem os seus clientes a pernoitarem, no mínimo, duas noites (uma das dificuldades sentidas no Alentejo), apesar de já ter acontecido, por diversas vezes, os clientes pedirem para prolongar a estadia por mais uma ou duas noites. “Já tivemos clientes que reservaram uma noite e acabaram por ficar connosco uma semana! Hoje já é difícil de acontecer porque temos uma taxa de ocupação muito alta. Nós gostamos muito de mimar os nossos clientes!” É desta forma que toda a equipa da Valeriana Exclusive Guesthouse trabalha: “para que se sinta em casa enquanto conhece o Alentejo”. Rua João de Deus nº50 | 700-534 Évora Tlf.: 266 755 126 Email: manager@valerianaguesthouse.pt www.valerianaguesthouse.pt abril 2019 Revista Business Portugal | 45


CENTURY 21 PORTA DO ALENTEJO

UMA DAS 10 MELHORES IMOBILIÁRIAS DO PAÍS A Century 21 Porta do Alentejo já contabiliza três nomeações como uma das 10 melhores imobiliárias da rede Century 21 no país. O seu fundador, Sérgio Cartaxo, não esconde o orgulho que sente.

I

niciou o seu percurso profissional no setor imobiliário em 2002 e, em 2006, decide abrir a ‘Porta do Alentejo’ como mediador tradicional. Tendo em conta o aumento das dinâmicas do mercado imobiliário na região onde se insere, Évora, surge, em 2010, a necessidade de assinar protocolo com uma marca internacional para assegurar um apoio profissional mais especializado ao desenvolvimento sustentado do negócio, através da integração da sua operação numa marca líder. A marca Century 21 foi a eleita: “é a maior rede de imobiliário residencial do mundo e nós precisávamos de um parceiro desta dimensão para alavancar os nossos serviços e ofertas ao mercado”, explica. A metodologia de trabalho - Sistema Century 21- vem dos Estados Unidos da América, e é utilizada, desde 1971, em todo o mundo. Sérgio Cartaxo explica que existe, em Portugal, uma academia, a Universidade Century 21, com modelo de ensino certificado pela DGERT “que faculta uma série de formações anuais, para todos os colaboradores. Assim mantemos o nosso ADN, obtemos conhecimento e formação sobre as mais recentes tendências da mediação imobiliária e aumentamos, de forma sistemática, a nossa qualidade de serviço”. É através das formações, do trabalho de equipa, da dedicação e da qualidade que é possível crescer, a nível profissional, dentro da empresa.

O mercado alentejano O Alentejo não foge à regra e, assim como em todo o território nacional, o mer46 | Revista Business Portugal abril 2019

aberta para o mercado internacional que se tem vindo a instalar na região. “Em Elvas temos uma comunidade brasileira de classe média alta e, para eles, estar a duas horas de Lisboa é perfeitamente exequível. A segurança é uma das principais razões para a procura destas regiões”.

O percurso para o sucesso

Sérgio Cartaxo, administrador

cado imobiliário regista um crescimento exponencial. “Évora tem assistido a um aumento notável de habitantes. Neste momento, temos mais procura do que oferta disponível para os nossos clientes, não pelas mesmas razões das grandes cidades, mas sim pela implementação de incubadoras e polos de empresas que se mudam para a nossa cidade”, conta. A oferta ainda está subdimensionada, mas garante que é possível vir a responder às necessidades do mercado, através da construção de novos empreendimentos e da aposta na reabilitação. “Estamos confiantes que os investidores consigam ver o potencial da região e que descentralizem o atual foco que mantêm nas principais metrópoles. Évora pode vir a ser um dos dormitórios da capital que, geograficamente, se encontra, a uma hora de distância”, explica. O mercado estrangeiro é apetecível, mas também revela que já não procura as grandes quintas alentejanas, mas sim as pequenas e médias quintas, que tenham igualmente capacidade para uma produção agrícola e vinícola. A marca é uma porta

“Uma das nossas características é a proximidade. Na Century 21 Porta do Alentejo nós somos uma família. Apoiamo-nos uns aos outros. Trabalhamos todos juntos para termos qualidade de serviço, bom ambiente profissional e para a concretização dos objetivos pessoais e profissionais. Os meus clientes são os meus colaboradores. Os clientes deles é que vão trazer o melhor para a empresa. Sendo assim, eu tenho que lhes dar as melhores ferramentas possíveis para juntos conseguirmos atingir os objetivos”, explica. Para o futuro, Sérgio Cartaxo deixa claro que há espaço para crescer de forma sustentável mantendo o trabalho que tem sido feito. Évora é uma das cidades que mais pode evoluir devido ao seu potencial de transformação num grande centro de aeronáutica, que pode atrair mais famílias, e devido à Universidade de Évora, que já tem cerca de sete mil estudantes. Os desafios são grandes, mas a força de vontade está a permitir um início de ano favorável, o que faz prever que os objetivos sejam atingidos. A Century 21 Porta do Alentejo continua a crescer e a fazer boas apostas.

Telefone 266733333 | Avenida Lino de Carvalho 15 7005-467 Évora www.century21.pt/agencias-imobiliarias/portadoalentejo Porta do Alentejo, Sociedade de Mediação Imobiliária, Lda AMI: 6986


JANSSEN PORTUGAL

ÉVORA

REDE IMOBILIÁRIA DA APEMIP NÍVEL VERDE - SOC. MED. IMOBILIÁRIA, UNIPESSOAL, LDA. | AMI: 8303 APEMIP: 4792

A sua casa em boas mãos

Rua Frei José Maria Évora, n.º5 – Vila Lusitano 7005-495 Évora 266 742 342 www.comprarcasa.pt/evora abril 2019 Revista Business Portugal | 47


JANSSEN PORTUGAL

ÉVORA

Localizada em pleno Alentejo, a imobiliária ComprarCasa Évora revolucionou o mercado de compra e venda de imóveis na região. Paulo Falcão Gonçalves nunca imaginou abrir uma imobiliária, mas o destino assim o ditou e hoje tem uma empresa perfeitamente enraizada no setor que tem vindo a crescer de ano para ano.

P

aulo Falcão Gonçalves, CEO da ComprarCasa Évora, abraçou a inauguração da sua imobiliária com dois sócios, há cerca de 11 anos. “Estava na faculdade, a frequentar o curso de Engenharia Informática, mas era uma área onde não me sentia realizado. Enviei o meu currículo para várias empresas e fui chamado para uma imobiliária onde fui consultor durante ano e meio e percebi a estrutura do negócio. Nessa altura, decidi abrir a minha empresa e convidei dois colegas”. A abertura da imobiliária ocorreu nos anos de retração do setor, mas esse facto não afetou a determinação e empreendedorismo do CEO: “abri a empresa no início da crise do imobiliário, mas não deixei que isso afetasse a prestação da equipa. O crescimento foi mais lento, mas sustentado, e eu continuei a investir 48 | Revista Business Portugal abril 2019

REDE IMOBILIÁRIA DA APEMIP NÍVEL VERDE - SOC. MED. IMOBILIÁRIA, UNIPESSOAL, LDA. | AMI: 8303 APEMIP: 4792

UMA IMOBILIÁRIA ONDE TODOS SE SENTEM EM CASA

A sua casa em boas mãos

na minha formação, tirei também a Licenciatura em Gestão, tendo ao longo Rua Frei José Maria Évora, n.º5 – Vila Lusitano do tempo adquirido as quotas aos meus sócios”. 7005-495 Évora

Conceito da ComprarCasa

266 742 342 www.comprarcasa.pt/evora

A fidelização dos clientes e da equipa são os pilares de sucesso da empresa, afirma o gestor. “A ComprarCasa Évora está em constante inovação de processos e serviços. Mantemos a mesma equipa durante muito tempo, ao contrário do que acontece com algumas das nossas congéneres que estão sempre a recrutar e a rodar as equipas. Ofereço-lhes acesso a uma formação diversificada, condições de trabalho de topo, aliado a um bom marketing interno para que os consultores não sintam necessidade de sair”. Com uma equipa motivada e fidelizada “consigo manter as pessoas que trabalham comigo praticamente desde o início da empresa, há 11 anos, e outras há mais de cinco anos. Quando as equipas são grandes e há muita rotatividade não é possível manter esta longevidade, nem controlar a qualidade dos serviços e garantir a segurança que os clientes procuram quando recorrem aos serviços de uma imobiliária”.

Equipa motivada e apoiada Com uma equipa composta por 11 consultores (num total de 15 colaboradores), mas com capacidade para receber mais um elemento, Paulo Falcão Gonçalves gosta de “manter sempre uma vaga em aberto para alguém que possa acrescentar valor à empresa”. Refere que a formação é fundamental para o bom desempenho da equipa e faz questão de que todos tenham acesso aos mesmos módulos de formação. “Algumas imobiliárias exigem que os consultores assumam as despesas de formação, o que cria desigualdade entre os que podem e os que não têm a possibilidade de a frequentar. Na nossa empresa essas questões não se colocam porque faço questão que toda a equipa esteja no mesmo patamar de formação e que o crescimento esteja assente não só na faturação, mas principalmente na qualidade e segurança dos serviços prestados”. As diferenças para as suas congéneres ficam ainda mais marcadas quanto aos procedimentos nos processos burocráticos: “os consultores não têm de se preocupar com as deslocações às câmaras municipais, finanças ou conservatórias. Temos um departamento processual e jurídico


COMPRARCASA ÉVORA

que trata de toda a burocracia inerente aos negócios efetuados e eles só têm de se preocupar em estar focados nos clientes” afirma o gestor.

Cimentar o crescimento Os últimos dois anos foram os mais representativos porque “crescemos mais de 70 por cento ao ano, atingindo uma taxa de crescimento de 78 por cento no ano transato”. São números im-

vindo a provar ao longo dos últimos anos que é possível crescer acima da média do setor apostando no aumento da produtividade dos consultores. Em 2018 tivemos quatro consultores que faturaram em conjunto perto de meio milhão de euros. A nossa incessante busca pela inovação, com a constante inserção de serviços diferenciadores que aportam valor percebido pelos clientes são a nossa alavanca

“A ComprarCasa Évora está em constante inovação de processos e serviços” para continuarmos a crescer. A tecnologia ocupa uma posição crucial na empresa, e a qualidade dos anúncios dos nossos imóveis assim como a sua estratégia de distribuição demonstram isso mesmo”.

Proximidade com Lisboa A maioria dos negócios com estrangeiros realiza-se no litoral, mas esta tendência está a mudar, porque essas cidades estão muito cosmopolitas, com muito movimento, e muitos estrangeiros apreciam a calma das cidades do interior: “Évora está apenas a uma hora de Lisboa e temos todos os serviços necessários para que a população não tenha de se deslocar à capital. Várias empresas instalaram-se no concelho e o novo Hospital Central será uma realidade”.

Desafios para 2019 O desafio em Évora prende-se com a falta de construção nova:

“durante a crise a maioria dos construtores locais abandonaram a atividade. Os novos investimentos são em pequena escala e com baixa alavancagem financeira, não só devido à educação financeira que a crise trouxe, mas também devido ao travão da banca na concessão de empréstimos às empresas. Hoje Évora é uma grande oportunidade para as grandes construtoras, pois a procura por habitações novas supera largamente a oferta. Temos em carteira vários terrenos para construção com grande potencial de rentabilização”. O ano de 2019 perspetiva-se como sendo um ano de reajustamentos no setor imobiliário, nota-se neste início de ano uma estabilização dos preços dos imóveis e um ligeiro abrandamento da atividade, no entanto Paulo Falcão Gonçalves é perentório: “Estou convicto de que este ano vamos continuar a crescer acima da média do setor”.

Paulo Falcão Gonçalves, gestor

pressionantes atendendo a que “o mercado imobiliário crescia na ordem dos 20 por cento. Atualmente, temos um nível de faturação muito confortável para uma empresa situada numa cidade que não está no litoral e com menos de metade da equipa que algumas congéneres têm”. Normalmente as estratégias de crescimento assentam no aumento continuo da equipa comercial, mas “a ComprarCasa Évora tem abril 2019 Revista Business Portugal | 49


GENTE DA MINHA TERRA

PRAZERES DO DIA A DIA MADE IN PORTUGAL Um projeto inspirado nas gentes e artes nacionais, a loja Gente da Minha Terra porta o desígnio de elevar e expor o artesanato nacional. Situada na cidade de Évora, no centro do Património Mundial, a loja de Andrea Marques espelha aquilo que de melhor se faz em Portugal.

G

ente da Minha Terra – a loja de Évora É na Rua Cinco de Outubro, número 39 da cidade de Évora, que se encontra a simpáRui Fernandes e Andrea Marques, proprietários tica e aconchegante loja Gente da Minha Terra. Instalada naquela que é conhecida abertas ao público, o espaço conta com múltiplas como ‘a rua do artesanato de Évora’, a loja peças de variadíssimos artistas. Aos visitantes da gerida e criada por Andrea Marques é um loja é garantida uma experiência única. Todas as verdadeiro expositor daquilo que melhor peças expostas são uma reflexão das vivências de se faz em Portugal: O ARTESANATO! artesãos/criativos distintos e talentosos. Beleza, Empenhada na modernização e revita- qualidade e originalidade não faltam! Nas palização do artesanato nacional, a loja reúne lavras de Andrea: “nesta loja podem encontrar objetos, sabores, artesanato portuaromas e símbo“Nesta loja podem encontrar guês criativo, peças los de uma pátria pintadas à mão, artesanato português criativo, modeladas com o orgulhosa e preciosa. O artesatalento de artistas peças pintadas à mão, nato produzido extraordinários. modeladas com o talento de em Portugal esVendemos prazeres artistas extraordinários” pelha memórias do dia a dia com cade uma história rimbo nacional que extremamente rica que Andrea Marques vão desde produtos alimentares, produtos de entende preservar. Neste sentido, nasce, no beleza, peças de decoração, entre muitos outros”. ano de 2012, a loja Gente da Minha Terra. Deparada com um ‘timing perfeito’ Comprar artigos com carimbo nacional (como lhe chama a proprietária do esEm constante mudança e evolução, a loja paço), numa situação de desemprego, Gente da Minha Terra mantém-se atual e inovaAndrea decide “investir num projeto in- dora, com produtos diferentes e distintos. Manter teiramente meu”, com o objetivo de “apre- a clientela local é a finalidade da proprietária, já sentar tradições e história re-interpretadas que, os estrangeiros são visitantes certos. Nesta por GENTE desta terra”. perspetiva, Andrea sublinha que “gostava que existisse uma maior aposta na produção nacioArtesanato contemporâneo nal”. A empresária conclui afirmando que “é imO património simbólico espelhado portante comprar artigos com carimbo nacional nos artigos vendidos pela loja de Évora é para garantir e beneficiar a economia portuguesa. extraordinário. “Artesanato contemporâ- Comprar português é investir em Portugal. Estar neo” é a classificação que a proprietária dá atento àquilo que é produzido no nosso país é aos artigos da loja. Há sete anos de portas uma forma de fomentar o orgulho nacional”. Rua 5 de Outubro 39 - Évora | Tlm.: 964 956 259 Email: afvmarques@gmail.com | gentedaminhaterraevora 50 | Revista Business Portugal abril 2019


TOP EMOTIONS

A PRIMEIRA AGÊNCIA DE EMOÇÕES DO ALENTEJO Criada há três anos, a Top Emotions nasce pelas mãos de Miguel Mira, assumindo-se como uma agência vocacionada para o turismo alentejano cujo desiderato é proporcionar experiências diferenciadas e inolvidáveis aos seus clientes, aliadas a um serviço de grande qualidade e personalização, disponibilizando uma grande variedade de rotas únicas.

C

om o lema ‘Viver o Alentejo mais Além’, a Top Emotions tem vindo a revolucionar o turismo na região, com 18 rotas originais e inovadoras no que concerne ao meio de transporte, fruto da paixão de Miguel Mira por automóveis antigos e clássicos. O objetivo passa por se tornar cada vez mais uma referência no turismo alentejano, “considerando a crescente importância do turismo na economia nacional e a necessidade de criar dinamismos que fomentem, também, o turismo a nível regional, a Top Emotions apresenta uma proposta inovadora que visa atrair à região turistas: tanto nacionais, como internacionais”, avança o nosso entrevistado. A empresa pretende dar a conhecer um Alentejo ainda pouco Miguel Mira, explorado, para isso criou 18 roadministrador tas turísticas temáticas, em que vai dar aos clientes a possibilidade de optarem por diversos e originais tipos de transporte, já que a empresa, além dos meios de transporte habituais, detém 27 viaturas clássicas, e ainda side-cars, entre outros. No entanto a Top Emotions também disponibiliza passeios a pé. Além da diversidade de rotas propostas, a empresa está ainda apta a conceber programas feitos à medida que “permitem viver a essência do Alentejo, ainda mais além”, realça o empresário, acrescentando que o facto de não misturar grupos também o ajudou a ‘ganhar pontos’ no mercado. Em entrevista à Revista Business Portugal, Miguel Mira salienta que a esfera de influência da empresa abrange todo o Alentejo e, este ano “começámos novas rotas a descobrir o Alentejo Interior, o Algarve e a Costa Vicentina, estando também a iniciar rotas na Costa Azul, a partir de Cascais”, proporcionando passeios que podem ser de um dia até 15 dias. O feedback tem sido muito Rua Tenente Raul Andrade, 12, 7000-613 Évora | Tlm.: 918 135 669 Email: miguelmira@topemotions.pt | www.topemotions.pt

positivo, porque a Top Emotions tenta mostrar aos seus clientes o que não vem “nos mapas ou roteiros turísticos”, e os turistas adoram saber que Portugal é um país pequeno, muito concentrado, mas onde é possível no mesmo dia observar realidades e patrimónios naturais e culturais diferentes, com uma mais-valia: a segurança. “Estamos prontos a satisfazer o cliente”, com um serviço irrepreensível que alia qualidade, personalização e singularidade, revela Miguel Mira, salientando que a sua empresa é a única em Évora em que os seus colaboradores utilizam farda, ao mesmo tempo que mostra o entusiamo e paixão pela atividade que desenvolve. Seja a Rota da Pré-história, a Rota do Grande Lago, Rota dos Castelos, Rota dos Quatro Elementos, seja uma reunião de amigos, um passeio em família, uma aventura motorizada, um incentivo empresarial ou um fim de semana romântico, “a Top Emotions terá sempre a proposta mais incrível e a melhor atenção ao cliente”, conclui Miguel Mira.

abril 2019 Revista Business Portugal | 51


QUINTA DA ERVIDEIRA

UMA VIAGEM PELOS SABORES ERVIDEIRA O início da Quinta da Ervideira remota a 1880 com o Conde de Ervideira. Hoje, Duarte Leal da Costa (diretor) e Ana Banha (departamento de Turismo), contam, à Revista Business Portugal, o que mudou nas últimas quatro décadas.

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o começo, a quinta era uma grande empregadora e já se dedicava à produção dos vinhos, no entanto, tal como explicam, eram outros tempos e a produção não era exclusiva para venda. O vinho tinha três finalidades: abastecimento para a família, pagamentos de ordenados aos colaboradores e venda ultra regional. Foi com a nova geração que a quinta começou a funcionar de forma diferente tendo outros objetivos e ideologias. Passaram a vender, de forma universal, para todos os mercados expondo assim a marca Ervideira pelo mundo fora. “Quando recomeçamos a produzir os vinhos, eram poucos os produtores de vinho que existiam no Alentejo. A qualidade dos vinhos da região foram crescendo devido aos nossos investimentos na remodelação das nossas adegas e das nossas vinhas. Tivemos, sempre, vinhos de padrão alto, pelo que é esse o foco do nosso trabalho”. Com a oferta a aumentar era hora de pensar no que podiam fazer para se distinguirem e se diferenciarem. “Começamos a fazer o que ninguém fazia. Fomos o primeiro produtor de espumantes do Alentejo; o primeiro produtor da touriga nacional no Alentejo; o primeiro produtor a fazer branco de tintos certificados em Portugal através da criação do ‘Invisível’ que permite o surgimento de um novo mercado; criamos o vinho da água, que é um vinho estagiado debaixo de água e criamos um licoroso ao nível de um grande vinho do porto. Trabalhamos coisas diferentes e os nossos clientes podem encontrar aqui produtos únicos, inovadores, diferentes e de alta qualidade, o que nos distingue como sendo dos melhores produtores de vinhos brancos do Alentejo”. São os 160 hectares de vinha (30 em Reguengos e 130 em Vidigueira) e uma equipa constante e motivada que permitem a produção de cerca de 600 mil garrafas dos variados vinhos. A quinta aposta também na produção de vinho biológico através da compra das uvas a um familiar especializado na área.

A aposta no enoturismo A aposta no projeto começou em 2010 e foi crescendo até se tornar no que é hoje. “O enoturismo foi sempre uma questão de experiência em aliança com os vinhos. O que fazemos é a prova 52 | Revista Business Portugal abril 2019


QUINTA DA ERVIDEIRA

de vinhos e as visitas à adega. Somos diferentes e as nossas provas podem ser personalizadas de forma a concretizar os sonhos dos nossos clientes. Se parecia descabido, hoje faz muito sentido sermos assim. O objetivo é continuar a fazer diferente e cada vez fazer melhor”, refere Ana. Para dar continuidade ao projeto abriram duas lojas em lugares distintos para associar há já existente na adega. Évora recebe uma das instalações que se localiza no centro da cidade permitindo a captura tanto do turista mais mochileiro e que se desloca de comboio e tem gosto pelo turismo cultural, mas também para todos os outros que, em visita a Portugal, escolhem passar e conhecer Évora, sem esquecer os portugueses que ‘vão para fora, cá dentro’. Em Monsaraz, onde

tem o outro estabelecimento, criaram um conceito diferente, mas que faz as delícias de quem a visita, uma vez que alia a experiência das provas de vinho ao terraço com vista para o Alentejo. Quem visita os lugares, pode apreciar mais do que o vinho, pode beber paisagem, essência, Alentejo e tradição. A pergunta é frequente e a resposta é sempre a mesma: não existe alojamento nem restaurante na adega, nem em nenhum dos estabelecimentos que detém. “Nós preferimos parcerias e fazemos questão de trabalhar em rede com os bons hotéis e restaurantes que estão perto de nós. Temos parceiros para todos os gostos dos nossos clientes. Alguns preferem as cidades, outros sítios mais pacatos. Uns privilegiam os quartos, outros o pequeno-almoço. Com os restaurantes é o mesmo e damos sempre preferência aos que têm os nossos vinhos. Depois depende dos passeios que os clientes queiram fazer”, explicam. Esta forma de trabalhar capta mais clientes porque envolve mais mercados. A zona não deixa de ser sazonal, mas a época baixa começa a ser mais completa com as escapadinhas dos portugueses e as férias dos clientes estrangeiros. O enoturismo atrai muitos viajantes e há algumas vantagens da Ervideira, nomeadamente o facto de terem sido dos primeiros, terem experiência e de terem uma forma personalizada de lidar com cada um dos clientes. “Fazemos a visita e a prova à

Equipa

medida do cliente, porque o cliente vem para ver a adega a trabalhar, conhece o processo e depois experienciam o produto final de todo o processo. A falar com os clientes, nós começamos a perceber os seus gostos e guiamos a prova, nesse sentido. A viagem pelos vinhos permite aos visitantes terem momentos distintos consoante o que vão experienciando”, explica. Esta é uma forma de trabalhar que é transversal a toda a equipa e que faz parte da cultura e da formação da empresa. Os clientes são cada vez mais exigentes e não consomem qualquer produto. Procuram alguma coisa especial e de um patamar de qualidade superior.

O futuro que se avizinha “Temos evoluído devido ao nosso trabalho e à nossa dedicação. Cada passo que damos permite à marca Ervideira

crescer de forma rápida, mas sustentada. Todo o nosso processo foi feito com cliques e quando nos perguntam pelo futuro a resposta só pode ser: tudo depende do próximo clique”. Para que possa comprovar por si mesmo, não deixe de visitar e aqui ficam os contactos

Adega Ervideira Tlf.: 266 950 010 | Tlm.: 913 545 382 ervideira@ervideira.pt www.ervideira.pt Facebook: adegaervideira Instagram: @adega_ervideira

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RESTAURANTE DONA LAURA

PETISCAR COM CHARME E QUALIDADE O restaurante Dona Laura Vinhos & Petiscos abriu em 2018, à entrada da cidade de Évora. Laura de Almeida é a responsável pela cozinha deste espaço que prima pela diferença de horário e de conceito, mas foi com Joaquim de Almeida, marido e também proprietário do restaurante Dom Joaquim, situado mesmo em frente, que a Revista Business Portugal esteve à conversa.

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simpatia que Joaquim de Almeida irradia é contagiante. A chegada à mesa é sempre feita com um sorriso e de mão estendida, para um cumprimento franco e próximo. O ambiente no restaurante Dom Joaquim, que tem 12 anos de atividade, é charmoso, elegante e os empregados de mesa estão atentos a todas as necessidades dos clientes. Baseado na cozinha tradicional portuguesa mas, sobretudo, alentejana, este restaurante é já uma referência para quem quer ir a Évora e comer bem. Apesar do sucesso já granjeado, faltava a Joaquim de Almeida e à esposa, Laura de Almeida, concretizar um outro sonho. “A Laura sempre quis ter uma casa de petiscos e a oportunidade surgiu o ano passado. Depois de algumas obras neste espaço, conseguimos

Laura de Almeida (ao centro) e equipa

“A Laura faz broas e areias e outros bolinhos que depois podem ser levados para casa” abrir o Dona Laura Vinhos & Petiscos, mesmo em frente ao Dom Joaquim”. A localização, na Rua dos Penedos, é uma mais-valia, pois o Dona Laura acaba por receber muitos clientes que já conhecem o Dom Joaquim e tomam conhecimento que o novo restaurante é dos mesmos proprietários: “há quem venha para comer no Dom Joaquim, mas se estiver cheio, atravessa a rua e vai ao Dona Laura. Além disso, a Laura é uma excelente cozinheira e o novo conceito era único na cidade até há pouco tempo, nomeadamente no que respeita ao horário de funcionamento – abrimos às 15.30 horas e fechamos à meia-noite – e ao próprio conceito de petisco”. No Dona Laura, as doses são generosas, para potenciar a partilha e garantir que, com três ou quatro petiscos, as pessoas ficam satisfeitas. “Não temos doses pequenas, porque a ideia

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RESTAURANTE DONA LAURA

é que as pessoas possam ter uma refeição baseada em petiscos. Quem quiser uma refeição tradicional, pode optar essencialmente por dois pratos –bife de três pimentas ou bacalhau cá à nossa moda”. No que respeita aos petiscos, existem entre 30 a 40 opções diferentes, sendo que todos os dias há uma novidade. “A ementa tem uma base fixa, mas a Laura faz questão de ter sempre algo novo. Há petiscos que são confecionados para o dia e outros que são feitos

“também temos a presença de vinhos do Tejo e da Bairrada, mas a grande maioria dos clientes procura Alentejo e os nacionais, sobretudo os locais, querem uma alternativa aos vinhos alentejanos”. Da garrafeira faz também parte o vinho Dona Laura, um lote próprio, que só é servido naquele restaurante. “Resulta de uma parceria que temos com a Herdade do Sobroso. Escolhemos um lote de vinho e daí produziram o vinho branco e tinto com a marca da nossa casa”.

“Já vêm pessoas de Lisboa à procura do Dona Laura e os próprios turistas vêm cá, à procura destes petiscos únicos portugueses” na hora, a pedido dos clientes”. Os clientes têm à sua disposição uma variedade grande, desde iscas com elas, a pezinhos de porco de coentrada, pimentos assados, ovos de codorniz de coentrada, cogumelos recheados com queijo e presunto, ovos mexidos com farinheira e os tradicionais tábuas de queijos e enchidos. Para acompanhar todas estas iguarias, pode encontrar cerca de 300 referências diferentes de vinhos, maioritariamente das regiões do Alentejo e do Douro:

Quem vem ao Dona Laura pode também levar para casa algumas iguarias, nomeadamente perdiz, javali e bacalhau em escabeche, em formato de conservas, compotas de tomate, abóbora e outros sabores, todos eles adequados à sazonalidade do produto e ainda biscoitos. “A Laura faz broas e areias e outros bolinhos que depois podem ser levados para casa”. À entrada do restaurante, pode escolher quais os produtos que mais lhe agradam e selecionar um cabaz para levar para casa: “quem adquire as conservas tem também associado um vinho, que por sua vez tem no rótulo a receita daquele prato. Quem não quiser levar o vinho, não tem de o fazer, mas nós tentamos harmonizar o conjunto para que o resultado final seja da melhor qualidade”. Formado por uma equipa de cinco mulheres, o restaurante Dona Laura já é, apesar da tenra idade, um projeto autónomo: “já vêm pessoas de Lisboa à procura do Dona Laura e os próprios turistas vêm cá, à procura destes petiscos únicos portugueses. Não tencionamos abrir novos espaços. O nosso projeto já está no bom caminho, agora é consolidar o mesmo e continuar a crescer”. Rua dos Penedos 13D - Évora • Tlf.: 266 755 040 donalauravinhosepetiscos

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FÁBRICA DOS GELADOS

QUALIDADE, INOVAÇÃO E MUITO SABOR Sediada em Évora, a Fábrica dos Gelados dedica-se ao fabrico de gelados artesanais. Irreverência, inovação e diversidade são palavras de ordem nesta empresa, que pretende fugir da monotonia dos sabores tradicionais. Luís e Helena Patrão são os mentores deste projeto e foi com eles que estivemos à conversa. Conheça agora a história deste negócio, que promete deixá-lo de água na boca.

Há dois anos , em conversa com um amigo, surgiu a oportunidade de adquirir um carrinho de gelados, e foi aí que tudo começou”. O caminho nem sempre foi fácil. Luís confessa que a persistência e coragem com que abraçaram o desafio foram fundamentais para ultrapassar as adversidades com que se depararam no início. Depois de muito trabalho e dedicação, o negócio começou crescer e tornava-se imperativo apostar num espaço comercial de maior dimensão e que desse aos clientes todas as comodidades. Assim foi, e a Fábrica dos Gelados abre, finalmente, portas em 2017.

Gelados de fabrico próprio Com um espaço comercial apto a receber todos os apreciadores da iguaria, o casal decide fazer mais e melhor e abraçam um novo desafio: o fabrico de gelados artesanais. Helena assume, atualmente, o fabrico de todos os gelados e se, inicialmente, “não sabia como fazer gelados”, hoje o cenário é bem diferente. “Fiz a devida formação, aprendi as técnicas e depois, sozinha, fui trabalhando”, revela a entrevistada.

Fábrica de gelados e sabores “A minha vitrina nunca tem os mesmos sabores”, afirma Helena. A Fábrica dos Gelados possui, atualmente, cerca de 250 sabores de gelado diferentes. Uma variedade que Helena foi introduzindo desde o início e que é fruto de sugestões de amigos de produtores locais e da adaptação de vários produtos regionais aos gelados. “Muitas vezes, chegavam aqui produtores que nos diziam que produziam determinado produto. Eu pensei que seria interessante usar esses produtos e fazer gelados com eles. Foi assim que começou toda esta variedade e é assim que têm surgido algumas novidades e, felizmente, todas as sugestões de gelados que faço têm sido bem aceites”.

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FÁBRICA DOS GELADOS

No entanto, Helena reconhece que nem sempre foi fácil introduzir este conceito. Se agora a variedade de sabores é apreciada e pedida, nos primórdios do negócio o cenário era diferente. “Foi uma luta que tivemos desde o início. As pessoas estavam muito habituadas aos sabores tradicionais, como o chocolate, morango e baunilha e, por vezes, estranhavam a existência de diferentes sabores. Ao fim de uns tempos começaram a habituar-se a essa

gostam de nós, que nos respeitam e nos dão valor”. O percurso está longe de terminar, mas o balanço destes anos de atividade não podia ser mais positivo. Perspetiva-se um futuro risonho e saboroso para a Fábrica dos Gelados, que pretende, acima de tudo, continuar a ser uma referência na qualidade e a adoçar a vida de quem por lá passe.

rotatividade e já perguntavam: ‘qual é a novidade de hoje?’”. Com um conceito diferenciado, onde a novidade e irreverência de sabores são uma constante, o casal assume: “tudo o que é nosso é diferente. Temos sabores de gelado como o Dom Rodrigo, a sericá com ameixa de Elvas, azeite e mel, mel e noz, bolota e alfazema, entre outros. Aceitamos sugestões de todos os sabores, quer de clientes, quer de produtores, que vêm oferecer um produto novo, para experimentarmos”.

A qualidade do sabor artesanal

Luís, Helena Patrão e equipa

Aqui, todos os gelados são produzidos com os melhores ingredientes e feitos a partir dos melhores produtos regionais. A escolha de produtos e produtores de excelência é primordial para o casal, que aposta, desde início, na qualidade dos gelados fabricados no laboratório da geladaria. “No início, pensámos: ‘se vamos entrar por aqui, então vamos fazer bons gelados. Vamos trabalhar com os melhores produtos, com os melhores profissionais e com os que nos identificamos, porque se não for assim isto não faz sentido’”. Uma qualidade que é possível de comprovar e provar em diferentes sabores. “De facto, os nossos gelados são deliciosos e recebemos pessoas de todo o país que vêm aqui comer os nossos gelados. Nós criámos um negócio, mas também criámos relações. Temos pessoas que vêm cá, que

Rua Alcárcova de baixo, 25 e 29 - Évora Tlf.: 266 705 681 | Email: fabricadosgelados@gmail.com fabricadosgelados

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DOURADO DISTRIBUIÇÃO

UMA SEGUNDA CASA PARA PERSEGUIR UM SONHO A família é natural de Alvaiázere, vila do distrito de Leiria, mas foi aos poucos rumando ao Alentejo para perseguir o sonho e explorar as novas estratégias vitivinícolas. A experiência e o gosto pelo mercado dos vinhos fazem parte da vida de Fernando Marques Dourado há quase sete décadas e o Alentejo era, nos anos 90, uma excelente forma de se afirmar no mercado.

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residência na região foi uma obrigação em 1991 quando compraram a representação de vinhos e foi nesse instante que a região se tornou a casa do filho dos proprietários. Por motivos académicos e profissionais as duas filhas juntaram-se ao irmão e em 1994 a família já chamava ‘casa’ à região. Em 2008, decidiram expandir o negócio abrindo uma loja e começando o projeto Divinus Gourmet que viria a permitir a envolvência dos turistas com os produtos. “Com o crescimento do turismo no Alentejo, especialmente em Évora, surge a proposta de irmos para o centro histórico e estar assim mais próximos dos turistas. Nessa loja podíamos apostar nos produtos regionais e locais que mais valorizávamos e dar assim a conhecer a todos os turistas nacionais e internacionais”, explica. Hoje, 35 anos após o início do projeto a empresa dedica-se, 90 por cento, à comercialização e distribuição de vinhos alentejanos em território Alentejano. “Temos cinco vendedores distribuídos pelo território Alentejano. É um mercado e setor que sofreu grandes alterações com a crise que se fez sentir no setor da restauração. Nos últimos três anos tivemos um crescimento de 23 por cento, mas até este crescimento começar perdemos muitas vendas”, explica a administradora Sandra Dourado relembrando os anos duros que enfrentaram. Refere ainda que atualmente a intenção já não é crescer, mas sim consolidar o crescimento que tiveram nos últimos anos. Para além dos vinhos o projeto aposta ainda noutros produtos como o azeite, os queijos, os enchidos de porto preto, as compotas, os licores e os chocolates. Mais importante do que a diversidade dos produtos é a qualidade dos mesmos. “Tentamos ter na Divinus vinhos e outros produtos que não se encontram nas superfícies o que

Sandra Dourado, administradora

“Tentamos ter na Divinus vinhos e outros produtos que não se encontram nas superfícies o que nos permite ter uma garrafeira e prateleira diferenciadora”

nos permite ter uma garrafeira e prateleira diferenciadora”, conta a administradora. Existem ainda muitos produtores a tentar colocar os seus produtos no mercado e para apoiar esses mesmos produtores a empresa associasse ao projeto ‘Km Zero’ para tentar ao máximo que exista conhecimento dos produtos com qualidade da região e poder assim divulgar esses mesmos produtos aos outros setores, como é o caso da restauração. “As mentalidades já estão a mudar e já temos vindo a assinalar vários eventos como o mês das sopas tradicionais, o mês das açordas, entre outros que nos deixam orgulhosos e que tem vindo a atrair novos clientes internacionais e nacionais”, explica. Para o futuro, desejam uma “melhor colocação dos produtos no mercado através de mais divulgação e de reconhecimento”, explica. No entanto, o balanço é positivo e o objetivo é consolidar o que já tem e ponderar a “possibilidade de abrir uma outra loja, num centro histórico Alentejano dentro do mesmo género”, remata.

Avenida de São Sebastião 12, 7000-767 Évora, Portugal | Telefone: 266 704 636 | Email: dourado.geral@gmail.com | www.dourado.com.pt

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OLIVE EMOTION

AZEITE É EMOÇÃO Existe uma altura na vida em que os empreendedores decidem arriscar e criar a própria empresa dando azo aos seus sonhos e anseios. Foi exatamente o que aconteceu a Isabel Faria quando abraçou a paixão que tinha pelo azeite e conjugou-a com as emoções que este néctar proporciona, criando a Olive Emotion. Conversamos com a interveniente neste especial sobre Évora na Revista Business Portugal.

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live Emotion é uma conjugação invulgar. Explique-nos a origem deste nome e o que a levou a fundar a sua empresa. A Olive Emotion surge de uma paixão antiga que tenho pelo azeite e da ideia de criar uma marca minha, obedecendo a elevados padrões de qualidade e incutindo criatividade num setor algo acomodado. Há uns anos comecei a pensar como materializar este projeto, em que moldes poderia criar uma marca de azeite e trabalhar um conceito ‘premium fun’, adicionando diversão (como o nome indica) à marca. Queria que se assumisse como internacional como ‘olive’, que é facilmente entendível e pronunciável em várias línguas, e ‘emotion’ exatamente para adicionar emoção ao azeite...aí surgiu a Olive Emotion.

Isabel Faria

Refere que o conceito da Olive Emotion passa pela diferenciação. Em que moldes a define? Baseei-me na paixão que tenho pelo azeite e essa emoção tem dominado todo o conceito da Olive Emotion. A diferenciação da marca passa pelo branding inovador, pelo logo que apela ao azeite, o formato da garrafa e pelo trabalhar o conceito de experiências invulgares. A marca vai trabalhar no sentido da valorização de um produto tão tradicionalmente português e de elevada qualidade. Atualmente estamos representados em lojas gourmet, em hotéis e restaurantes; recentemente lançámos o galheteiro, com os vinagres balsâmico e de vinho branco, que tem tido muito boa aceitação no Horeca e no consumidor final. A Olive Emotion apresenta conceitos e combinações inovadoras. Pode contar-nos algumas experiências? As experiências passam pelos conceitos de combinações improváveis com azeite, daí trabalharmos com chefes de cozinha que nos apresentam ligações de azeite com gelados e sorbet, ao chocolate, laranja, entre outras propostas invulgares. A aposta na divulgação da marca junto das novas gerações vai ser uma das guidelines, a sua dinamização nas redes digitais e a divulgação dos benefícios do azeite para a saúde, quer ao nível curativo e preven-

tivo, quer ao nível da cosmética são passos que queremos seguir de forma a convidar as pessoas a experimentar os nossos produtos. Apresente as caraterísticas que definem o azeite da Olive Emotion e o caminho que pretende seguir. O primeiro blend que tivemos proveio de três variedades de azeitona, o que confere ao azeite um tom verde médio, de sabor frutado, equilibrado no paladar entre o picante e o amargo e o sabor doce e suave da azeitona galega. Vamos lançar um novo perfil, com acidez abaixo dos 0.2 por cento, sempre extra virgem, e de qualidade de topo. Trabalhamos com uma especialista que trabalha o nosso azeite e selecionamos os produtores a quem compramos este néctar, fatores que nos ajudaram a materializar a qualidade e unicidade do nosso produto e potenciou o seu lançamento nos mercados internacionais.

Avenida Santa Maria , B05 701 | 2660-421, S. Julião do Tojal, Loures Email: geral@oliveemotion.com | www.oliveemotion.com abril 2019 Revista Business Portugal | 59


ÉVORA OLIVE HOTEL

“A SUA CASA EM ÉVORA” Fruto do crescimento do grupo Lux Hotels, o Évora Olive Hotel nasceu em 2016 para proporcionar momentos inesquecíveis a cada um dos clientes. Com uma localização privilegiada dentro das muralhas da cidade e sob a direção de Nuno Pinto, o hotel quis trazer, juntamente com a sua chegada, a valorização dos produtos regionais.

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om a expansão do grupo Lux Hotels surgiu a ideia de marcar presença numa área geográfica onde ainda não tinham nenhum hotel. No antigo centro comercial Eborim havia a possibilidade de reabilitar o espaço e criar algo diferente. “O Eborim era o único centro comercial em Évora, o edifício estava abandonado e então recuperamos e abrimos portas em 2016”, acrescenta o diretor geral. Caraterizado por ser um hotel boutique e temático, uma vez que está ligado ao azeite, o Évora Olive Hotel apresenta uma gama alargada de produtos alentejanos que tem como foco promover a região. “Queremos aproveitar para promover o que é regional e o que é nosso. Desde as nossas cartas do restaurante até aos próprios vinhos, bebidas espirituosas e azeites quisemos criar algo regional, porque quanto mais regional melhor”, assegura.

Nuno Pinto, diretor do hotel Rua Eborim,18 7000-659 - Évora Tlf.: 266 760 050 evora.reservas@luxhotels.pt www.evora.luxhotels.pt

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Serviços e comodidades Com 69 quartos, pretendem oferecer aos clientes as necessidades habituais dentro de uma cidade, tanto para as pessoas que vêm em lazer como para quem se desloca em negócios. Todos os quartos são amplos, possuem uma secretaria, têm internet de alta velocidade e estão devidamente equipados para que se sinta confortável. No que às comodidades adicionais diz respeito, o hotel dispõe de piscina interior, piscina exterior no verão, serviço de massagens, ginásio, salas de reuniões, kids club, restaurante, bar e um rooftop para os dias mais quentes de verão. É de salientar que todas as zonas comuns, entre elas restaurante, bar, o serviço de massagens e o ginásio são de livre acesso não só para os hóspedes, mas também para a população em geral. Para além da estadia, o hotel tem um serviço personalizado para quem estiver interessado em fazer algumas atividades. Estas atividades estão vocacionadas para o vinho e azeite, visto que o Alentejo é uma região vitivinícola e produtora de azeite de excelência. Mas Évora é também sinónimo de cultura, “o que faz com que as pessoas consigam estar na própria cidade e ter dois dias de visita completamente preenchidos, ou seja, há sempre uma panóplia de atividades e de vários locais a visitar”, acrescentando ainda que “vamos sempre de encontro àquilo que o cliente pretende. Primeiro percebemos aquilo que o cliente procura e depois recomendamos”. É desta forma que a equipa do Évora Olive Hotel, através da relação de proximidade com os

clientes, procura proporcionar atividades distintas e específicas para cada um.

Evolução natural combate a sazonalidade Questionado sobre a sazonalidade em relação a Évora, Nuno explica que 2019 está a ser um ano de crescimento e que cada vez se nota menos a sazonalidade, o que permite a estabilidade da equipa durante todo o ano. “O objetivo é acabarmos com a sazonalidade e termos um hotel para que no inverno as pessoas se sintam bem no hotel, seja em lazer ou seja em negócios e para que façam estadias mais longas”. Tranquilidade, familiaridade e simpatia são as palavras que tão bem caracterizam um hotel que procura, essencialmente, o bem-estar do cliente.


JANSSEN PORTUGAL

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DESTAQUES 62 DOURO PIROTECNIA “Da terra desenhamos o céu!” 64 ANTÓNIO VIEIRA E FILHOS 80 anos de dedicação à pirotecnia 65 DUARTES PIROTECNIA Criar magia e despertar emoções 66 RACRIFER Uma referência no setor da pirotecnia nacional 68 PIROTECNIA PIROFAFE Histórias iluminadas que fazem sonhar

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POUSADA VISEU HISTORIC HOTEL PORTUGAL

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PIROTECNIA O clima que se faz sentir no setor não é agradável. A Revista Business Portugal esteve a conversar com as três associações e com parte do tecido empresarial que representam. As opiniões são unânimes: desmitificar a opinião pública é o caminho, que consideram ser o correto, para restaurar a imagem da arte que representam. As principais dificuldades que enfrentam são: a legislação rígida aplicada em Portugal que ultrapassa as normas Europeias; a culpa que lhes é atribuída pelos incêndios que causaram grandes catástrofes; a desunião do setor que está a ser corrigida através da união das associações; a falta de formação específica; a dificuldade em arranjar parceiros, como seguradoras, que permitam uma maior segurança e ainda, inerente a todas as outras dificuldades, a existência de empresas clandestinas que não cumprem com os seus deveres. O setor está a unir os esforços em prol de conseguir justiça e valorização. A segurança é a maior preocupação e onde investem para se tornarem a cada dia melhores. Não negam que a profissão é de risco, mas acima de tudo é uma profissão que está ligada a uma arte, a uma tradição. É na realização de excelentes espetáculos que todos se concentram para tornar cada festa e romaria inesquecível.


UNIFICAR O SETOR EM PROL DA DESMISTIFICAÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA Carlos Macedo (presidente da Associação Portuguesa dos Industriais de Pirotecnia e Explosivos), José Carlos Góis (presidente da Associação Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos) e David Costa (presidente da Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos) representam as três associações do setor da pirotecnia.

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ssociação Portuguesa dos Industriais de Pirotecnia e Explosivos (APIPE) Com mais de 30 anos de atividade é a maior e a mais representativa associação do setor. É a influência europeia que dá origem a uma legislação que deveria ser igual em todos os países dentro da União Europeia, mas é exatamente nesse ponto que começa um dos maiores problemas do setor. Carlos Macedo fala sobre esta problemática e refere que houve “uma grande esperança nas normas europeias e estas têm de ser cumpridas, mas existem outras normas portuguesas que só nós temos de seguir e que nos condicionam”. Cabe a Carlos Macedo transmitir as últimas novidades do setor. “Na atualidade, devido aos ataques serrados e injustos da parte governamental, por causa da problemática dos incêndios, estamos a tentar tomar ações em conjunto com as três associações. Temos reunido para tomar medidas que possam ter mais força a uma só voz. Hoje há espetáculos de pirotecnia que não se restringem apenas ao lançamento do foguete. É uma profissão. É seguro. É uma arte. Temos de desmistificar a situação e mudar as mentalidades”.

Associação Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos (AP3E) Foi em 1992 que surgiu a AP3E e o presidente declara que a missão “é a formação e a segurança nas atividades relacionadas com o manuseamento, fabrico, transporte e utilização de todas as matérias perigosas, mais especificamente explosivos e artigos de pirotecnia”. É na formação ou, mais concretamente, na falta dela que a associação se concentra. “Não há um curso específico de pirotecnia e de explosivos. Todos os anos, realizamos sessões nas diversas Universidades nacionais as quais denominamos de ‘Operações com Explosivos’, ou seja, a utilização de explosivos em contexto de obra. As associações do setor estão recheadas de profissionais competentes que podem dar formação ou lecionar num curso que fosse criado com o apoio do governo, bastava que fossem delineados os objetivos porque existem muitos destinatários interessados nomeadamente as entidades fiscalizadoras, que elas próprias reconhecem falta de conhecimento sobre o sector” - explica

revelando que “esta falta de conhecimento pode ser o principal motivo pelos erros cometidos”.

Associação Nacional de Empresas de Produtos Explosivos (ANEPE) A ANEPE surge em 2006, “através de um grupo de profissionais com vontade de evoluir e crescer de forma sustentada e não aceitar ilegalidades nos associados”. Enquanto associação, garantem que só representam pirotecnias legais que cumpram a legislação e que estejam devidamente licenciadas. A ANEPE, em representação dos seus associados, mostra a sua indignação perante a proibição cega de lançamento de fogo de artifício em período critico de incêndio, considerando que para a realização dos eventos, têm o parecer prévio de diversas entidades com responsabilidade e com conhecimento da área onde se realizam os eventos, da Camara Municipal, da proteção civil, dos bombeiros e da PSP ou GNR. Além da experiência adquirida pelas mesmas, sendo a maioria empresas familiares com várias gerações de actividade. Nos últimos 10 anos não há registo de nenhum incêndio de grandes dimensões provocado pela lançamento de fogo de artifício profissional. Esta proibição faz com que os portugueses que estão afastados das suas terras não voltem para as romarias. Não se dinamizam os negócios locais e, consequentemente, há uma diversidade de mercados e setores que sofrem as consequências. “O fogo de artifício é uma tradição muito enraizada em Portugal. Para além disso, é a única fonte de rendimento, direta ou indireta, de milhares de pessoas”.

Mensagem para a opinião pública As associações deixam ainda a mensagem para a opinião pública. “Deixem-nos trabalhar em conformidade com a lei. Se errarmos responsabilizem-nos. Sejamos europeus não só no papel, mas sim, na prática. Somos os principais interessados em que a nossa atividade decorra em segurança. Por isso, estamos disponíveis para colaborar com as entidades competentes para que seja encontrada a melhor solução para todos. Sejamos europeus não só no papel, mas sim, na prática “, rematam.

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DOURO PIROTECNIA

“DA TERRA DESENHAMOS O CÉU!” 1929 marca o início da família Macedo na atividade pirotécnica. José da Silva Macedo, José Joaquim da Silva Macedo e José Carlos Carvalho Macedo marcam as três gerações que permitem comemorar hoje os 90 anos.

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ove décadas de atividade permitiram muitas mudanças no paradigma nacional e internacional que interferiram positiva e negativamente o mercado em que se inserem. Elisabete Magalhães e José Carlos Macedo, atuais proprietários da Douro Pirotecnia, explicam que as novas legislações e formas de análise da profissão obrigaram a várias mudanças.

“Para além das reestruturações obrigatórias, nós quisemos preparar a empresa já a pensar no futuro”, contam. Sediados em Amarante e com uma delegação nos Açores (ilha Terceira) atuam em todo o território nacional, durante todo o ano. Admitem que cada zona tem as suas mais-valias e se nos Açores se aliam às touradas, é de norte a sul que participam nas romarias.

Os desafios dos tempos modernos A tecnologia transformou o setor e o tradicional foguete de cana foi substituído pela balona, que é mais controlada e segura. A par disso, existe uma panóplia de espetáculos distintos, como os festivais pirotécnicos tradicionais, espetáculos pirotécnicos diurnos, espetáculos multimédia, espetáculos piromusicais e ainda os espetáculos pirotécnicos multipostos. A profissão exige paixão e uma imaginação criativa: “a pirotecnia é um veneno que está no sangue. É preciso ter paixão, principalmente no fabrico que é onde nascem todos os produtos e onde a criatividade tem asas”, afirmam. Assim, são 13 os colaboradores que fazem as ideias virarem realidade e que tornam cada evento num espetáculo único.

Elisabete Magalhães e José Carlos Macedo, sócios-gerentes

Constrangimentos do setor São muitas as barreiras que a indústria pirotécnica enfrenta atualmente, dos quais se destacam: o preconceito, a legislação e a desunião. “As pessoas não estão informadas sobre o tema e há muitos preconceitos sobre o nosso setor. Hoje em dia é seguro assistir a um espetáculo de pirotecnia”, explicam. Não negam que a profissão é de risco, mas “o perigo é apenas para quem lança o fogo e não para quem assiste. Apesar de todos os incidentes serem pontos negativos, hoje consegue-se lidar com eles de forma imediata”. Segundo os nossos entrevistados, a proibição do fogo de artifício é feita com pouco conhecimento de causa e com falta de noção da realidade da profissão: “a proibição deve ter um critério e um estudo. Não se deve proibir por

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DOURO PIROTECNIA

proibir. Portugal é um país de festas, por isso é importante que exista o fogo de artifício e para isso é preciso que exista conhecimento das regras de licenciamento. O nosso setor move multidões”, assumiram. Para associar a estas dificuldades, o setor enfrenta uma enorme desunião que o divide em três grupos, havendo três associações distintas. Se a “união faz a força” talvez seja esta a altura de se unirem para lutarem pelas causas que defendem: “as nossas Associações estão, finalmente, a unir-se para tentarem arranjar soluções para os nossos problemas”, confidenciaram Elisabete Magalhães e José Carlos Macedo.

Opinião pública é importante para o futuro do setor “Nem sempre a informação que chega é a verdadeira e há muita falta de conhecimento sobre a profissão. A nós magoa-nos quando nos colocam rótulos e quando nos proíbem de fazer o que gostamos, devido a questões que não têm nada a ver com o nosso trabalho. Não somos nós que causamos os incêndios, aliás, nós temos uma panóplia de pessoas e entidades, connosco em cada evento, para garantir que corre tudo como previsto. Tudo é controlado ao pormenor. Temos pareceres prévios e autorizações de todas as autoridades e não lançamos fogo sem essas medidas tomadas. Nós fazemos tudo o que está ao nosso alcance”, garantem os porta-vozes da Douro Pirotecnia, ao mesmo tempo que se mostram esperançosos num ano melhor do que 2018: “estamos a ver umas luzes ao fundo do túnel e estamos a trabalhar para que seja um ano melhor do que o anterior”, finalizam.

SEDE Lugar de Pouca Vila | 4604-153 Mancelos - Amarante Telefone: +351 255 491 976 Email: info@douropirotecnia.pt www.douropirotecnia.pt

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ANTÓNIO VIEIRA E FILHOS

80 ANOS DE DEDICAÇÃO À PIROTECNIA

Fundada em 1939 a empresa surge como Pirotecnia Francisco Vieira, nome do seu fundador. Quando o negócio passa para a mão do seu filho António, este muda o nome para António Vieira e Filhos, preparando já a nova geração para assumir o controlo do negócio.

A preocupação sempre foi evoluir, mas as ideias do meu pai, não eram as mesmas que as nossas. Só após a sua reforma é que decidimos investir e começamos a reformular algumas coisas”. Um dos primeiros passos foi a atualização do alvará, substituindo o de 1939 por um mais recente, datado de 2018. Os clientes podem encontrar no catálogo fontes luminosas, candelas romanas, balanas, balanas tiros, balanas de efeitos, cascatas e vulcões. Os produtos são estandardizados, a nível nacional, e são utilizados por todas as empresas que depois optam por trabalharem com mais ou menos melhoramentos. A fabricação é um processo essencial e ao qual se dedicam do início ao fim. Nuno Vieira explica que começam “por ter uma balona com uma carga propulsora, que é a pólvora, que faz com que ela vá ao ar. Produzimos também o efeito sonoro e o efeito colorido através de componentes químicos”. Estão presentes de norte a sul do país e apontam as romarias como os principais eventos aos quais se dedicam. São oito os colaboradores fixos, aos quais se juntam alguns ocasionais em épocas de maior trabalho. “Temos seguros para todos os colaboradores e criamos condições de trabalho para que seja mais confortável para eles e para nós. Fazemos formações de três em três meses sobre os conhecimentos técnicos de manuseamento e medidas a tomar”, explica. Esclarecem que existe um regulamento Europeu de normas que consideram positivo, no entanto, acabam por explicar que esse mesmo regulamento não sobrepõem as regras portuguesas que também têm

de cumprir. Contam ainda que é difícil manter as normas de segurança porque “na nossa área, para fazer um plano contra incêndio ou até mesmo um seguro é complicado, pois não encontrarmos quem queira assumir e quando encontramos é, quase sempre, por valores muito mais altos do que os normais. Nunca demos um prejuízo à companhia de seguros, nunca tivemos incidentes e mesmo assim continuamos a ser descriminados”. A maior dificuldade que encontram atualmente está relacionada com a lei dos incêndios que começou em 2017, mas foi intensificada em 2018. “Injustiça” é a palavra que mais surge quando debatem sobre o assunto. Para os profissionais do setor foi apenas “uma forma de mostrar à população que estão a fazer alguma coisa e começaram um bote expiatório contra nós. Mas nós temos todas as medidas de segurança ativadas e nunca realizamos trabalhos sem as devidas autorizações e fiscalizações. Todos os nossos eventos têm os bombeiros presentes”. O setor atravessa uma fase complicada e é importante passar a ideia de que estas inibições não afetam apenas o setor. Há uma panóplia de outros setores envolvidos como o cartão, o papel, a fita-cola, a madeira, os químicos, as gráficas, entre outros. Para além destes setores, o fogo de artifício é a maior atração das romarias. “Existe ainda muita população que se desloca às romarias, única e exclusivamente, para ver o espetáculo de fogo de artifício. É o fogo que move essas pessoas e que, depois, motiva o consumo de todos os outros setores envolvidos. Em 2018 chegamos ao ponto de ter de dizer às pessoas que não ia haver fogo de artifício e elas foram embora, sem aproveitar nada da romaria”. Os desafios para o futuro prendem-se com continuar o percurso a inovar e, acima de tudo, garantir que o chão não lhes é tirado. Para a opinião pública, deixam uma mensagem. “Não pensem que somos nós os maus da fita. Nós não incendiamos as florestas. Fazemos o nosso trabalho da forma correta e procedemos a todas as medidas de segurança essenciais”, rematam.

Rua da Arroteia, 198 - Pedrouços | 4425-622 MAIA | Telefone: 229023811 66 | Revista Business Portugal abril 2019


DUARTES PIROTECNIA

CRIAR MAGIA E DESPERTAR EMOÇÕES A Duartes Pirotecnia é uma empresa vocacionada para a pirotecnia profissional de alto nível, especialista em fogo de artifício e fogo preso, presta e disponibiliza serviços em todo o país, para qualquer ocasião e altura do ano. Com vários anos de experiência e uma equipa de profissionais especializados, a empresa garante um serviço com qualidade, beleza e segurança.

C

om o intuito de dar a conhecer as potencialidades da indústria pirotécnica, bem como as empresas que se destacam nesta área de atividade, a Revista Business Portugal foi ao encontro de Jorge Duarte, empresário e empreendedor, que seguindo os passos do seu pai, criou em 1998 a Duartes Pirotecnia. “Tudo começou com o meu pai, que criou uma indústria pirotécnica em Angola. Com o 25 de abril, viemos para Portugal e comecei a trabalhar com ele, primeiro em Vila Nova de Gaia e, mais tarde, em 1998, o meu pai adquiriu estas oficinas na freguesia de Penajóia, concelho de Lamego, e formamos a Duartes Pirotecnia”, relembra o nosso entrevistado.

Volvidos 21 anos, a realidade da indústria pirotécnica mudou bastante e para Jorge Duarte as principais mudanças estão na tecnologia, modo de fabrico, componentes, modo de lançamento e de queima, mas também no tipo de espetáculo e, principalmente, nas exigências. Contudo, a Duartes Pirotecnia conseguiu alcançar um patamar de referência, sendo conhecida e reconhecida a nível nacional, pela qualidade dos serviços prestados, que permitiu granjear a confiança dos seus clientes. Hoje em dia, a empresa dispõe de vários tipos de fogos de artifício dos quais destacamos: realizado em outdoor, aquáticos, os piromusicais e com efeitos multimédia. Em todos os espetáculos desenhados e organizados pela Duartes Pirotecnia, Jorge Duarte faz questão de estar presente em todo o processo desde a montagem até ao lançamento. A pirotecnia é uma arte que o apaixona, por isso faz o que faz com muito entusiasmo, e ressalva que “há uma diferença entre queimar fogo e fazer um bom espetáculo, quem gosta idealiza e faz quadros diferentes”. E o que realmente lhe dá gosto é “o cheiro da pólvora, a adrenalina que se sente e a imprevisibilidade”, refere.

Os desafios do setor pirotécnico “Muitas leis e nenhuma verdadeiramente ajustada ao setor” foi desta forma que Jorge Duarte respondeu quando questionado acerca dos principais problemas do setor, realçando “é mais fácil proibir do que estudar uma alternativa”. Outros dos dilemas apontados pelo nosso entrevistado é a falta de união da indústria e dos empresários pirotécnicos. Na sua opinião as associações do setor têm que ser mais transparentes nas reuniões com o governo e com as entidades e comunicarem tudo aos associados. Contudo, acredita que os sócios têm que começar a mudar de mentalidade, porque “se todos fizermos um esforço, seremos mais fortes”. Aos que criticam e julgam as empresas de pirotecnia de forma desinformada, Jorge Duarte aproveita para deixar uma mensagem: “deixem-nos trabalhar! Compreendo que tem que haver regras e lei, estamos aqui para as cumprir, mas não vamos exagerar”, afirma, salientando que a Duartes Pirotecnia “está cá para trabalhar e fazer um bom serviço”.

Rua Bairro Alto 58, 5100-693 Vila Chã - PENAJÓIA | Tlf.: 254 969 637 | Email: duartespirotecnia@gmail.com | www.duartespirotecnia.com.pt abril 2019 Revista Business Portugal | 67


RACRIFER PIROTECNIA

UMA REFERÊNCIA NO SETOR DA PIROTECNIA NACIONAL A Racrifer é uma empresa familiar que conserva a arte de manipular explosivos e fogo de artifício. Intendente pelo fabrico, armazenamento e venda de material pirotécnico, a Racrifer tem vindo a produzir espetáculos inesquecíveis e díspares, por todo Portugal Continental, há mais de um século.

A

pirotecnia é uma arte que faz parte da tradição nacional há séculos. O fabrico de fogo de artifício tem passado de geração em geração de muitas empresas, com o objetivo de enriquecer as festas populares de norte a sul do país. Por isso, nesta edição, a Revista Business Portugal foi ao encontro de Isabel Coelho e Cristina Pontes (mãe e

Cristina Pontes e Isabel Coelho, sócias-gerentes

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filha), porta-vozes da Racrifer. A empresa, sediada em Lousada, começou por vender produtos de pirotecnia no ano de 2001, tendo desenvolvido técnicas de produção a partir do ano de 2009. Nas palavras de Isabel Coelho: “fizemos um grande investimento. Mudamo-nos para a zona industrial de pirotecnia no ano de 2009 e a nossa dimensão é considerável. Hoje em dia, somos responsáveis pela organização de variadíssimas romarias por todo o Portugal Continental”. A proprietária e responsável da empresa explica, em entrevista, a forma como surge o nome da empresa. ‘Racrifer’ é um nome que denuncia, desde logo, o elo familiar que conduz a dinâmica da empresa do concelho Lousada. Assim, “o nome Racrifer surge da junção dos nomes de Raquel, Cristina e Fernando, os nomes dos meus filhos” revela, orgulhosamente, Isabel Coelho. Responsável pela ornamentação explosiva das mais afamadas festas e romarias do norte do país, a Racrifer realiza mais de 500 espetáculos por ano. Festas como ‘As Sebastianas’ de Freamunde, ‘As Grandiosas’ de Lousada, ‘As festas de Paredes’, o ‘São João de Braga’, entre outras, têm a assinatura da Racrifer. Os fogos de artifício, assinados pela Racrifer, são verdadeiras obras de arte.


RACRIFER PIROTECNIA

Desde espetáculos tradicionais, espetáculos piromusicais ou festas particulares a Racrifer pode fazer tudo. Combinar som, cor e luz é uma arte dominada pelos pirotécnicos da Racrifer há mais de 100 anos.

O que mudou… Muito mudou desde a data da fundação da Racrifer. Cristina Pontes, explica: “há mais segurança hoje do que havia há 10 anos. Hoje em dia, há muito controlo. São várias as entidades que precisam de ser alertadas sobre um lançamento de foguetes. Existem licenças que são indispensáveis e a responsabilidade é alta”. Com balneários, armazéns, postos de produção e uma fantástica vista sobre o Vale do Ave, a Racrifer conta, atualmente, com instalações modernas e acolhedoras, onde 13 colaboradores trabalham “bem-dispostos”, segundo afirma a nossa entrevistada. Falamos de uma área de 80.000 m2 construídos de acordo com todas as normas de segurança. Todos os artigos pirotécnicos produzidos neste espaço são sujeitos a testes de segurança e realizados em conformidade com as exigências da legislação portuguesa. O objetivo é confirmar a viabilidade dos materiais e a segurança na produção e utilização dos mesmos. Nesta perspetiva, a Racrifer conta com pirotécnicos cumpridores e experientes que investem na inovação e em meios que os possibilitam estar entre os melhores do setor, a nível internacional.

ligadas. É para isso que as associações devem trabalhar”, finalizou a empresária, ao mesmo tempo que deixava uma mensagem para todos os nossos leitores: “parem de culpar a pirotecnia pelos incêndios que, todos os verões, ocorrem no nosso país. Esta é uma profissão sujeita a normas elevadíssimas de segurança e que tem sido alvo de uma evolução tecnológica brutal. Informem-se antes de prejudicarem centenas de famílias que vivem desta indústria”.

O papel das associações É inegável a importância das associações do setor. Legislação e fiscalização não faltam. As três associações existentes contribuem para que a segurança seja uma constante no setor da pirotecnia. Contudo, a este respeito, Isabel Coelho afirma que “as associações precisam de dar mais apoio aos associados, sem fazer diferenciações. Quem está à frente de uma associação deve ter uma postura imparcial e uma atitude assertiva. O objetivo é assegurar a viabilidade do setor e o bem-estar das empresas que a ele estão

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PIROTECNIA PIROFAFE

HISTÓRIAS ILUMINADAS QUE FAZEM SONHAR

Criada em 1974, a Pirotecnia Armando Vieira tem como core business a produção e realização de espetáculos pirotécnicos, piromusicais, temáticos e multimédia, apostando nas mais recentes tecnologias e numa equipa técnica dedicada que coloca qualquer ideia do papel para a realidade. Em entrevista à Revista Business Portugal, Sérgio Vieira, administrador, deu a conhecer a génese da empresa e os principais desafios que se colocam à indústria pirotécnica.

O

profissionalismo e um profundo know how, adquirido ao longo do tempo faz desta uma empresa de referência na conceção e realização de espetáculos. Tudo começou com a Pirotecnia Armando Vieira, empresa familiar a laborar desde 1974, com sede em Passos, no concelho de Fafe. “A Pirotecnia Armando Vieira nasceu com o meu bisavô Domingos,

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passou para o meu avô José, posteriormente para o meu pai Armando, que é o que dá o nome à empresa Pirotecnia Armando Vieira”, refere. Há cerca de um ano, nas mesmas instalações, que ocupam uma área total de cinco hectares, nasceu a Pirofafe, cuja gestão está a cargo de Sérgio e do seu irmão José, ambos com mais de 25 anos de experiência na atividade pirotécnica. “Dispomos de uma das melhores instalações do nosso país, respeitando as mais exigentes normas e regras de segurança, beneficiando assim de todas as condições para responder a qualquer solicitação”, refere o nosso entrevistado, salientando que juntamente com o seu irmão também criou a Pirobasto, em Celorico de Basto. Para a empresa fafense, cada cliente é único, exigindo espetáculos únicos, por isso detém uma equipa técnica que passa qualquer ideia do papel para a realidade, “uma equipa dotada com as mais recentes tecnologias, servindo as mesmas para apoiar o muito trabalho e dedicação aplicadas na arte da pirotecnia”, afirma Sérgio “Dispomos de Vieira, destacando: “Realizauma das melhores mos espetáculos de fogo de artifício: pirotécnicos, piro- instalações do nosso musicais, temáticos e espetá- país, respeitando as culo multimédia” em todo o mais exigentes normas território nacional, mas com especial incidência na zona e regras de segurança, norte do país. beneficiando assim

A arte pirotécnica e os seus desafios

de todas as condições para responder a qualquer solicitação”

Nos últimos anos, muitas foram as alterações no setor pirotécnico, que a par de um acidente que aconteceu em 2003, exigiu “a transformação total da fábrica e a implementação de novos métodos”, conta Sérgio Vieira, considerando ainda que, “hoje em dia, existem demasiadas leis e proibições”. Na verdade, há um conjunto de autorizações e licenças de diversas entidades e das forças policiais que as empresas pirotécnicas necessitam antes de fazer qualquer trabalho pirotécnico. A par disso, a proibição de lançamento de material pirotécnico, durante o período crítico de incêndio, constitui um dos principais constrangimentos com que este setor se debateu no último ano. “As proibições decretadas em agosto do ano passado são medidas cegas”, porque segundo dados estatísticos “zero por cento dos incêndios são provocados por fogo de artifício”, sendo por isso necessário demonstrar esta questão às entidades competentes, de modo a “tentar evitar as proibições integrais, para bem das próprias comunidades, que têm as suas festas” e toda a economia circular. Sérgio Vieira não quis terminar a conversa sem deixar uma mensagem: “os lançamentos de engenhos pirotécnicos por profissionais em locais licenciados estão totalmente salvaguardados, por isso deixem-nos trabalhar para poder apreciar o nosso trabalho”, conclui.


JANSSEN PORTUGAL

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DESTAQUES 72 QUINTA DAS BÁGEIRAS Paixão de três gerações 74 CAVES ALTOVISO De Portugal para o Mundo desde 1952 76 A PADARIA A Célebre Padaria dos Olivais 78 PASTELARIA CHANTILLY Doces típicos pelas mãos de mestres

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ANADIA GASTRONOMIA E MARAVILHAS DOCES ‘Bairradinos’, ‘Fanecos’, ‘Aletria do Mugasa’, ‘Barriga de Freira’ e ‘Amores da Curia’ foram os cinco doces submetidos pelo Município de Anadia ao concurso ‘7 Maravilhas Doces de Portugal’. A Gala Finalíssima está agendada para o dia 7 de setembro e será transmitida em direto pela RTP1, onde vão ser eleitos os sete doces como Maravilhas de Portugal, de entre os 14 finalistas apurados, através da votação feita pelos portugueses. Mas nem só de doces se faz a região. Não fosse Anadia, a capital da Bairrada, onde econtramos o famoso leitão, é também conhecida como a capital do espumante, pelo que os vinhos e espumantes são também reconhecidos em todo o mundo!


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QUINTA DAS BÁGEIRAS

PAIXÃO DE TRÊS GERAÇÕES

de manter os métodos tradicionais desde a colheita até ao produto final seja vinho tinto, branco, espumantes, abafados, aguardentes ou vinagres. Algo que distingue as Bágeiras dos demais é o facto de os vinhos tintos serem feitos sem leveduras adicionadas e os espumantes não terem açúcar residual – o chamado Bruto Natural, tão apreciado pelos clientes.

Produtos com identidade A ligação familiar está espelhada não só no trabalho diário na quinta e na adega onde os pais de Mário Sérgio marcam presença assídua e participam na tomada de decisões em relação à gestão, mas também na própria imagem dos produtos da Quinta da Bágeiras: o Pai Abel, que representa a segunda geração da quinta, está homenageado em exemplares de tinto e de branco e também o Avô Fausto, que

A Revista Business Portugal visitou a Quinta das Bágeiras, um projeto familiar que conta já com 30 anos de existência e que se guia por uma filosofia minimalista onde todos os produtos são feitos com métodos tradicionais que lhes conferem uma identidade particular.

T

rinta Anos de Quinta das Bágeiras Tudo começou há 30 anos atrás na vila de Fogueira onde Mário Sérgio, em conjunto com os seus avós e os seus pais deu início ao projeto da Quinta das Bágeiras. Como explica Mário Sérgio, os seus pais e avós eram agricultores, viviam exclusivamente da agricultura e como tal desde pequeno que está habituado a conviver com a terra e “a andar nas vinhas”. Admite continuar a ser um agricultor pois produz, transforma e comercializa tal e qual como aprendeu que devia ser feito, para que a agricultura pudesse ser um setor rentável. Assumindo o papel de agricultor e de vitivinicultor engarrafador, explica que apenas utiliza as uvas que os seus 28 hectares de vinhas lhe dão, não adquire uvas a outros produtores, e que esse facto também restringe um pouco a capacidade de produção que tem. No entanto é esta metodologia que lhe permite manter o estilo a que se propôs desde início – o mais tradicional e natural possível. Desde 1989 que na Quinta das Bágeiras a filosofia assenta na base da produção mais natural possível e como tal existe a preocupação

Mário Sérgio, administrador

como refere Mário Sérgio, gostava de vinhos mais frescos e macios, tem produtos em seu nome e onde há referência à sua emblemática bicicleta (que está exposta na adega, atualmente). Inseridos no concelho de Anadia, considerada a Capital do Espumante, a Quinta das Bágeiras oferece um produto diferenciador dos demais: o Espumante Bruto Natural, que como explica Mário Sérgio, é o mais puro dos espumantes pois não leva adição de nenhum açúcar. “Desde 1989 que só produzimos espumante bruto natural, sempre achamos que seria algo que nos poderia diferenciar e reforçar a nossa filosofia de produção”. Ciente que a imagem é muitas das vezes mais importante que o próprio produto, Mário Sérgio afirma que “um pequeno produtor como nós tem que ter identidade, se não tiver identidade é mais um e corre o risco de ser engolido pelos agentes económicos maiores e pela concorrência que temos à volta” e como tal existe a preocupação de marcar presença, criar apetência para conquistar novos clientes e assim ir ganhando notoriedade. O balanço destes 30 anos é um balanço positivo que Mário resume como sendo “uma paixão sem conceções”. Admite o desejo de fazer algumas melhorias no espaço da adega e também o grande desejo de adquirir mais três ou quatro hectares numa zona específica, com valor sentimental para si pois não prevê alargar muito mais a área de vinha que têm atualmente. Fica também obviamente o desejo em continuar o projeto familiar e brevemente ter o seu filho – que está a estudar enologia - a trabalhar na Quinta e a continuar esta paixão que passou de geração em geração.

Rua Principal nº598, Fogueira • 3780-523 Sangalhos • Tlf.: 234 742 102 Email: mariosergio@quintadasbageiras.pt • www.quintadasbageiras.pt

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CAVES ALTOVISO

DE PORTUGAL PARA O MUNDO DESDE 1952 As Caves Altoviso situam-se no concelho de Anadia, mais propriamente em Sangalhos e há já 67 anos que trabalham para produzir produtos premium e super premium. Dos espumantes da região onde se inserem, passando pelos vinhos DOC de todas as outras regiões nacionais, licores, xaropes, aguardentes e mesmo vinho do Porto, as Caves Altoviso estão presentes em todos os segmentos das bebidas alcoólicas. Com 70 por cento da produção para exportação, a Noruega foi o último mercado conquistado. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Mário Moreira, administrador desta empresa de sucesso.

Mário Moreira, administrador

A

origem da empresa encontra-se em Fogueira, uma vila que pertence à região Demarcada da Bairrada: “temos seis hectares de vinha na Bairrada, devidamente cadastrada e, além disso, ainda compramos uvas a outros produtores, que depois vinificamos”. As Caves Altoviso vão mais longe e adquirem também – assim a legislação o permita – vinho já pronto, a outros produtores, que depois estagia nas instalações da empresa. “Existe ainda a possibilidade de, através de parcerias, acompanharmos o processo de maturação das uvas noutras regiões, para assim garantirmos a qualidade da matéria-prima. Hoje em dia, garantir que as uvas nascem e crescem com qualidade é muito importante para termos massa vinícas de qualidade superior”. É na terra que se vê a qualidade dos produtos e, sobretudo no que respeita aos espumantes – produto ex-libris desta empresa – as uvas desempenham um papel fundamental: “apenas utilizamos o método clássico para produzir espumantes – a fermentação natural em garrafa – e por isso é fundamental que a uva seja de boa qualidade, para se obter espumantes equilibrados, típicos de qualidade superior”.

Alargamento da oferta e novos públicos-alvo Há mais de 60 anos no mercado, as Caves Altoviso acompanharam a evolução do setor vitivinícola e perceberam que não podiam cingir-se apenas a um produ76 | Revista Business Portugal abril 2019

to. Era necessário abrir o mercado e procurar novos consumidores. Por isso, a aposta passou por estar presente em vários setores diferentes, mas garantindo a qualidade em todos eles: “produzimos espumantes, vinhos tintos e brancos, de todas as regiões nacionais, vinho do Porto e mesmo bebidas espirituosas, como aguardentes e licores”. Os mercados externos são muito diferentes entre si e cada um tem preferência por um determinado produto. As Caves Altoviso, estando presentes na maioria dos mercados europeus, nos Estados Unidos da América, no Brasil e em Angola onde detém a KROYAL DRINKS (através da implementação direta, em duas empresas, uma industrial de produção e embalamento e outra de distribuição e comercial), têm de responder a muitas solicitações diferentes. “Os angolanos, surpreendentemente, consomem muito mais vinho tinto do que branco, apesar de estarem num país quente. No Brasil, o consumidor já pede outro tipo de produto. O segredo é garantirmos que conseguimos sempre dar ao consumidor o que ele quer, para o fidelizar”. As Caves Altoviso têm, inclusivamente, marcas como a Altoff, no que respeita ao vodka, que pretende, precisamente, chegar a um público mais jovem e com características diferentes: “o mercado das mixed


CAVES ALTOVISO

O espumante funciona muito bem como entrada, enquanto acompanhamento para uma refeição e, eventualmente, para acompanhar uma sobremesa, por isso é das únicas bebidas que acompanha, do início ao fim, uma refeição” drinks é diferente, com um público mais jovem, viajado, mais conhecedor e que gosta de experimentar novas marcas e sabores. Enquanto empresa especialista em bebidas, a Caves Altoviso procura definir bem o setor dos vinhos do setor – totalmente industrializado – das bebidas espirituosas, mas cujo mercado está a crescer bastante”. O espumante é, ainda assim, um dos principais ex-libris da empresa. O mercado dos consumidores de espumante está a mudar e a própria imagem desta bebida também. “Antes, o espumante era associado a momentos festivos, mas nos mercados internacionais isso não se verificava, talvez por influência das marcas italianas. O espumante funciona muito bem como entrada, enquanto acompanhamento para uma refeição e, eventualmente, para acompanhar uma sobremesa, por isso é das únicas bebidas que acompanha, do início ao fim, uma refeição”. A pensar nisso, a Caves Altoviso lançou, no ano passado, dois novos espumantes, cujo sucesso foi tão grande que já se torna necessário um racionamento do produto, para dar resposta a todas as solicitações: “lançámos um IG Beira Atlântico, um Blanc de Blancs das castas arinto e bical, e um Baga@Bairrada, um blanc de noirs, que celebra precisamente a casta rainha da Bairrada – a Baga. Estes lançamentos são necessários para impulsionar as marcas, para manter a empresa na linha da frente e sempre a aumentar a notoriedade”. Para o futuro, a empresa prevê continuar a investir em Angola – onde já tem uma fábrica no Lobito e está a construir outra, em Luanda - para onde exportou, no ano passado, mais de um milhão de litros de vinho. “Há também a possibilidade de começar a ter plantações neste país, mas isso vai depender muito das parcerias existentes entre Angola e Portugal, no que respeita a universidades, porque ainda são necessários muitos estudos sobre os solos e adaptar as videiras ao clima. Existem também em vista potenciais clientes em outros países, que querem estabelecer acordos connosco, que estão em fase evolutiva – o nosso último mercado conquistado foi a Noruega, que é um mercado de vinhos premium e super premium. Temos ainda em estudo um outro projeto industrial em África, mas ainda é cedo para adiantar muito mais. Além disso, paralelamente à nossa área de viticultura e enologia e de bebidas espirituosas (industrializadas), temos há muitos anos um departamento de distribuição, onde trabalhamos com marcas internacionais de bebidas, como o Grupo Montenegro e o grupo Stock, Champagne Beaumont, Whisky Malte Loch Lomond e muitas outras, fazendo a distribuição destas marcas no mercado Nacional e também no mercado Africano, onde também distribuímos o Rum Diplomático . É todo este ‘savoir-faire’ construído desde 1952, que nos permite ser um player importante hoje, e trabalhamos afincadamente para ser um líder amanhã”. abril 2019 Revista Business Portugal | 77


A PADARIA

Fernando e Goreti Santos, sócios-gerentes

A CÉLEBRE PADARIA DOS OLIVAIS A PADARIA dos Olivais é responsável por uma confeção caprichada de produtos típicos da doçaria regional portuguesa. Desde o simples papo-seco ao mais requintado bolo de aniversário, todos os produtos são confecionados de forma artesanal, conservando o gosto caseiro da tradição.

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oces Regionais e Bolos Caseiros Com um espaço acolhedor aberto ao público, A PADARIA dispõe de uma pequena mercearia com serviço de cafetaria na Rua dos Olivais, número 89. Neste recanto aconchegante e hospitaleiro é possível encontrar produtos trabalhados com carinho. Desde as seis horas da manhã até às 18 horas da tarde, cinco dedicados profissionais laboram com simpatia e amabilidade de forma a bem servir o cliente. A PADARIA dos Olivais surge no ano de 1954, fruto da vontade de Abílio Ribeiro. O responsável pelo nascimento desta casa, situada na Anadia, foi o mestre e mentor de Fernando Santos – o atual proprietário e responsável pela PADARIA. Contudo, foi com Goreti Santos que, nesta edição, a Revista Business Portugal teve o prazer de falar.

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A co-proprietária do espaço iniciou-se no ramo no ano de 2001 sendo, atualmente, um nome sonante da pastelaria regional. Responsável pela confeção de doces regionais e bolos caseiros, Goreti Santos produz Amores da Curia (em formato coração), Bolos da Páscoa de Anadia, bolos-rei, entre outros, de forma muito tradicional e personalizada. Nas palavras de Goreti: “não temos massas feitas, tudo é feito na hora e, como tal, todos os produtos são frescos. Não faço dois bolos iguais, cada um é uma criação própria e personalizada”. Um método de trabalho que lhe mereceu reconhecimento e apoio da Câmara Municipal de Anadia, a presença na BTL 2019 (Bolsa de Turismo de Lisboa) e o 31º lugar no concurso do ‘Melhor Bolo Rei de Portugal’, num universo de mais de 300 participantes.

O Faneco e o Morgado do Bussaco A Revista Business Portugal dá destaque ao Faneco - doce com a assinatura d’A PADARIA, que são candidatos às ‘7 maravilhas doce 2019’. O Faneco é um doce batizado com a alcunha do seu criador - Fernando Santos. Nascido e criado na Anadia, o proprietário d´A PADARIA sempre foi tratado pela alcunha de infância “o faneca”. Assim, quem procura o número 89 da Rua dos Olivais, vai encontrar “o faneco” – um doce confecionado com massa de noz e ovos moles, uma criação com a assinatura do ‘Faneca’”, uma verdadeira delícia que vale a pena provar! Por outro lado, o afamado Morgado do Bussaco é um verdadeiro símbolo da doçaria bairradina. Pelas mãos dos exímios mestres de pastelaria desta casa, renasce o doce embaixador da região que circunda a serra do Bussaco. Simples porém complexa, a confeção do bolo feito à base de claras em castelo, nozes, mel e ovos moles, é levada a cabo de forma tradicional e erudita, com toda a sabedoria e experiência dos profissionais d´A PADARIA.

Fabrico e distribuição de pão e broa porta a porta No entanto, a base do negócio continua a ser o fabrico e a distribuição de pão e broa porta-a- porta. A PADARIA de Anadia revitaliza, diariamente, o hábito tradicional e cultural que implica a presença de pão fresco na mesa do pequeno-almoço. Seja o normal papo-seco, o pão regional ou a broa, todos os produtos são confecionados pelos experientes padeiros desta casa. Distribuídos


A PADARIA

“Não temos massas feitas, tudo é feito na hora e, como tal, todos os produtos são frescos. Não faço dois bolos iguais, cada um é uma criação própria e personalizada”

pelo concelho de Anadia e a r re d o re s , incluindo parte da Região da Bairrada, cumprindo, claro está, os mais rigorosos padrões de qualidade, com os melhores ingredientes. A PADARIA não descora o core business que a fez crescer. Neste sentido, a nossa entrevistada afirma: “trabalhamos o pão com a massa mãe há muito tempo - coisa que muitos começam agora a fazer. Queremos manter e preservar o sabor autêntico das receitas ancestrais ao mesmo tempo que procuramos inovar e criar novas receitas. A distribuição do pão continuará a ser parte da nossa realidade, contudo, vamos continuar a apostar na pastelaria”.

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PADARIA E PASTELARIA CHANTILLY

DOCES TÍPICOS PELAS MÃOS DE MESTRES

É pelas mãos de Jaime Rodrigues, pasteleiro de profissão e proprietário, desde abril de 1988, da padaria e pastelaria Chantilly, em Anadia, que ‘renascem’ os tradicionais Amores da Curia, um doce candidato às 7 Maravilhas Doces de Portugal 2019.

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renascer dos Amores da Curia Os Amores da Curia como hoje são apresentados já tiveram em tempos outro nome e outro formato. Como explica Jaime Rodrigues, proprietário da Padaria e Pastelaria Chantilly, este doce típico da região da Bairrada começou por se chamar Delícia da Curia e tinha “um formato retangular, era um bolo maior”, feito com massa folhada muito fina, recheada com doce de ovos e polvilhado com açúcar no final. Em 2010, através de uma parceria da Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada com a ACIB – Associação Comercial e Industrial da Bairrada, foi realizado um workshop no Palace Hotel da Curia onde este doce foi recuperado e reinventado com a utilização dos mesmos ingredientes base: a massa folhada, o açúcar e o doce de ovos, mas com um formato diferente. Os Amores da Curia renasceram em forma de coração, com uma forma mais reduzida mas igualmente saborosa e confecionada de forma tradicional. Desde essa altura que Jaime Rodrigues produz este doce típico na Chantilly, que é uma casa procurada pelas suas doces iguarias, em particular pelos folhados. Os Amores da Curia e os Morgados do Bussaco são dois doces que Jaime Rodrigues confeciona e que garante serem os originais. Como tal, são candidatos às 7 Maravilhas Doces de Portugal que vão ser eleitas em setembro de 2019. O nosso interlocutor acredita que os Amores da Curia são um doce muito agradável de se comer e destaca que tudo é confecionado por si e pela sua equipa e que, dessa forma, garantem a qualidade dos produtos que servem ao cliente. A massa folhada dos Amores da Curia desfaz-se na boca dada a sua espessura fina e estaladiça que, em conjunto com o doce de ovos, lhe confere o sabor perfeito para acompanhar com uma taça de espumante da região, como saliente Jaime Rodrigues. A Chantilly tem espaço próprio, em Anadia, e trabalha também sob encomenda seja em bolos de aniversário, doces típicos e outros produtos para os mais variados eventos. Jaime destaca ainda a procura dos Amores da Curia por parte de empresas da região ligadas ao ramo vinícola e de produção de espumantes, uma vez que nas suas apresentações e provas de vinhos gostam de fazer acompanhar os seus produtos com algo típico da região e nada

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melhor que os Amores da Curia que são “pequeninos, docinhos e jeitosinhos”. Destaca também o apoio da Câmara Municipal de Anadia que sempre mostrou interesse em valorizar o que é feito na cidade e na região e que sempre apoiou Jaime Rodrigues na divulgação dos Amores da Curia, assim como da Associação da Rota da Bairrada. Os Amores da Curia podem ser servidos de forma individual a acompanhar um café ou mesmo uma taça de espumante como sugere o nosso entrevistado, mas também houve a preocupação de criar uma caixa específica para os apresentar e os transportar, uma vez que dados os seus ingredientes e o cariz frágil da massa folhada, havia necessidade de os proteger, principalmente no transporte. Deste modo, a Chantilly criou uma caixa própria onde podem ser acondi-

Jaime Rodrigues, gerente

cionados um número de Amores da Curia e, desta forma, o cliente pode transportá-los e mesmo oferecê-los e apresenta-los de uma forma mais cuidada. Jaime Rodrigues destaca ainda a forte presença dos Amores da Curia em eventos, workshops e visitas de turistas à região e acredita ser uma mais-valia para o turismo na zona da Bairrada ter recuperado este doce típico que comercializa hoje no seu estabelecimento. Fornece também para alguns restaurantes e hotéis da região e mantém a receita única e original ao longo dos tempos.


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DESTAQUES 81 INCISUS Um serviço de excelência que marca a diferença 82 ERA NAZARÉ/ SÃO MARTINHO DO PORTO Uma máquina a vender casas...na Nazaré e em São Martinho do Porto! 84 JF BENEDITA Uma freguesia acessível a todos 86 ARTICOLD PROJECT Experiência, formação e inovação aliadas num serviço de qualidade 88 SOLAR DE CISTER Uma segunda casa entre o mar e Serra d´Aires e Candeeiros 90 DOCE FELICIDADE ‘Doce Felicidade’ para todo o país

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LEIRIA INOVAÇÃO, DINAMISMO E TURISMO O distrito de Leiria é um distrito português situado na região do Centro, dividido entre as províncias tradicionais da Beira Litoral e da Estremadura. Limita a norte com o distrito de Coimbra, a leste com o distrito de Castelo Branco e com o distrito de Santarém, a sul com o distrito de Lisboa e a oeste com o oceano Atlântico. Tem uma área de 3 506 quilómetros quadrados e uma população residente de 470 895 habitantes. A sede do distrito é a cidade com o mesmo nome e inclui a sede administrativa da Diocese de Leiria-Fátima. Tem 110 freguesias distribuídas pelos seus 16 concelhos. Leiria é o principal centro urbano da unidade estatística Pinhal Litoral e da comunidade urbana de Leiria, assim como um importante centro de comércio,

serviços e indústria. A nível empresarial destacam-se os plásticos, os moldes e os vidros, no entanto, muito mais áreas estão a ser desenvolvidas, muitos mais negócios a ser criados, muito mais investimento a ser implementado, destacando-se a hotelaria, a restauração, o automobilismo e a cultura. Para mais, a região tem um pouco de tudo, desde o agradável clima, às infraestruturas completas, a presença do desporto e uma vasta oferta no que é relativo à educação, sem deixar de referir o extremamente rico património, os museus, o artesanato, o entretenimento, até à gastronomia e ao turismo. Praias, muitas praias compõem este distrito. Como vê, difícil é não agradar!


INCISUS

UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIA QUE MARCA A DIFERENÇA Localizada em Gândara dos Olivais, no concelho de Leiria, a INCISUS é uma clínica dentária que nasceu em 2018 pelas mãos de um grupo de profissionais, que assumiu o objetivo de se diferenciar pela qualidade dos serviços prestados.

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oão Rosa, Milene Rosa e Adélia Pereira juntaram a sua experiência e know-how e decidiram abraçar o desafio de criar a sua própria empresa. Assim, em 2018 nasceu a INCISUS, onde o cuidado, a tecnologia e a proximidade com o paciente são uma prioridade: “a nossa clínica é maioritariamente de medicina dentária e queremos destacar-nos pelo atendimento ao público, pela nossa forma de ser e pelo acompanhamento familiar do doente”, esclarece João Rosa. Num balanço do primeiro ano de trabalho, o profissional de saúde revela à Revista Business Portugal que este tem sido bastante positivo, evidenciando o crescimento acentuado de clientes, reiterando que a INCISUS tem como chave do sucesso a ligação emocional estabelecida com os utentes, bem como “o ambiente descontraído e acolhedor da clínica”. No que toca aos serviços disponibilizados, a INCISUS alberga todas as especialidades da medicina dentária, desde dentisteria, endodontia, prótese removível ou fixa, periodontologia, oclusão, entre

Milene Rosa, João Rosa e Adélia Pereira, sócios-gerentes

outras, contudo João Rosa refere que a clínica tem-se distinguido também pelo diagnóstico dento-facial, que é a sua área de especialidade. “Faço um planeamento digital da rotação do sorriso e programo todo o tratamento ortodôntico”, refere acrescentando ainda como especialidades da clínica a implantologia e a cirurgia periodontal. Paralelamente e, com o intuito de completar o leque de serviços prestados, a INCISUS também disponibiliza consultas de psicologia e fisioterapia: “à medida que vamos tendo casos, agregamos profissionais dessa área e vamos criar um serviço cada vez mais completo”. Por fim, a depilação a laser, embora esteja ligada à área estética também é um dos serviços desta unidade de saúde.

Os desafios da medicina dentária Atualmente ser dentista em Portugal acarreta uma grande complexidade, quem o diz é João Rosa, sublinhando que os principais problemas da medicina dentária são, essencialmente, o excesso de profissionais na área, ordenados baixos, bem como o facto de o Sistema Nacional de Saúde não contemplar cuidados de saúde oral. E ressalva: “está a dar-se um aumento exponencial de médicos dentistas em Portugal, o que vai levar a que daqui a poucos anos tenhamos um mercado demasiado explorado para se conseguir ter uma profissão estável e segura”.

Para uma melhor saúde oral Se todos nos preocupamos com a nossa saúde, porque não fazer o mesmo com a nossa saúde oral? Foi este o desafio que João Rosa lançou, realçando os cuidados que devemos ter regularmente: higienização da boca pelo menos duas vezes por dia, cuidado com os alimentos açucarados, visitas regulares ao dentista (de seis em seis meses), mas se porventura existirem patologias ou periodontites graves ou agressivas é necessário um acompanhamento mais frequente.

Urbanização das Madeiras, nº 2, R/C esquerdo Gândara Dos Olivais - Leiria • Telefone: 244 037 203 • Email: geral@incisus.pt abril 2019 Revista Business Portugal | 83


ERA NAZARÉ/ SÃO MARTINHO DO PORTO

UMA MÁQUINA A VENDER CASAS… NA NAZARÉ E S. MARTINHO DO PORTO! Isabel Dimas integra a rede ERA há mais de 15 anos. Foi em Caldas da Rainha, de onde é originária, que sempre desenvolveu a sua atividade como Diretora Processual. No ano de 2003 integrou a equipa da ERA Caldas da Rainha e o conhecimento do setor e a paixão pelo setor do imobiliário fez com que, em 2017, aceitasse o desafio de abrir a sua própria empresa, na rede, desta vez a Nazaré e São Martinho do Porto. Conversamos com a própria.

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omeço esta entrevista por lhe pedir que nos apresente o seu percurso até chegar à Era Nazaré/S. Martinho do Porto. Pelo que sei, é uma das agências imobiliáras mais recentes do grupo, correto? Possuo formação na área da economia. Após uma breve passagem pela Administração Pública (Comissão de Coordenação da Região de Lisboa e Vale do Tejo e depois no Município de Lisboa), foi no setor privado que encontrei maior motivação. O meu trabalho foi desenvolvido essencialmente nas áreas comercial, marketing e controlo de gestão. O regresso às minhas origens, concelho de Caldas da Rainha, deu-se em 1997, altura em que o mercado imobiliário dava os primeiros passos na criação de regulamentação. Estava habituada a acompanhar o trabalho do meu pai, Mário Pereira – um visionário à época – que captou para a zona oeste, mais concretamente para a encosta da Lagoa de Óbidos, os primeiros ingleses, e, com ele, cresceu a minha paixão pelo mercado imobiliário. A Era Nazaré e São Martinho do Porto surge em 2017 e a equipa é constituída por um núcleo de pessoas de

Edifício São Brás

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confiança, que estão na empresa desde o seu início - e essa é a relação que pretendemos criar com os nossos clientes – uma relação de confiança que perdure e dê frutos – num mercado cada vez mais competitivo e muitas vezes pouco transparente! Nazaré tem sido alvo de um reconhecimento bastante positivo por parte de portugueses e estrangeiros, muito graças ao desenvolvimento a nível de eventos que tem acolhido. Isso reflete-se na mediação imobiliária? De que forma? É verdade… nos últimos dois anos assistimos a um enorme crescimento da procura pela Nazaré, não só por parte do mercado português, mas também por parte do mercado de estrangeiros, em parte devido aos muitos eventos que o Município da Nazaré tem promovido e apoiado e que decorrem ao longo de todo o ano. O aumento significativo da procura trouxe também um aumento da exigência do cliente comprador: estamos perante clientes cada vez mais informados, num mercado global cada vez mais tecnológico e competitivo, e isso reflete-se no mercado da mediação imobiliária, exigindo ao mediador, mais rigor, transparência e profissionalismo. É necessário dar respostas rápidas e esclarecedoras! No passado, o conhecimento que vinha da experiência era suficiente, nos nossos dias, é necessário um conhecimento muito mais vasto, abrangendo áreas tão diversas como a fiscalidade, a avaliação e investimento imobiliário, marketing, gestão global e em particular de recursos humanos… estamos perante um setor muito mais profissionalizado! Quem escolhe a Nazaré e S. Martinho o Porto para a sua habitação, seja ela permanente ou secundária, que caraterísticas específicas procuram nos imóveis? Quais são as suas preferências? As motivações subjacentes à compra de habitação nos mercados de Nazaré e São Martinho do Porto, são diferentes. São Martinho é uma praia tradicionalmente procurada por famílias. A tranquilidade da vila e das águas da sua belíssima baía, em forma de concha, aliada à proximidade de Lisboa e à facilidade de acesso, tornaram esta vila bastante atrativa para a compra de segunda habitação, isto é para férias e fins de semana. Quanto à Nazaré, a procura é mais diversificada: temos um grande número de


ERA NAZARÉ/ SÃO MARTINHO DO PORTO

clientes, portugueses e estrangeiros, que pretendem fixar residência, clientes que procuram o mercado imobiliário como fonte de investimento, na procura de maior rentabilidade ou os que simplesmente procuram uma casa de férias. A proximidade à praia ou o apartamento com vista mar, a moradia na aldeia próxima da Nazaré ou a quinta para exploração turística…tudo é opção! Mas há uma característica comum que é transversal a todo o tipo de imóveis que o mercado procura – qualidade e conforto. E esse é um dos grandes problemas do momento, o enorme desfasamento, que existe no mercado, entre a procura e a oferta. Por um lado, os imóveis que estão disponíveis não possuem as características que os clientes procuram, por outro lado a escassez da oferta, face ao enorme aumento da procura, fez subir os preços. Os dois fatores conjugados tornam a negociação muito mais difícil. Como definiria a sua carteira de imóveis? Há algum empreendimento que mereça destaque nesta nossa edição? A nossa carteira de imóveis é diversificada, como não podia deixar de ser, para fazer face à procura, também ela muito diversificada. Felizmente, na Nazaré, a construção de obra nova está com grande expansão, não só ao nível dos apartamentos turísticos, mas também ao nível da construção para habitação permanente. A forte procura neste segmento, especialmente por parte do mercado de estrangeiros, com maior nível de exigência, ‘obrigou’ ao surgimento de imóveis com maior nível de qualidade e conforto, para habitar não só no verão, mas durante todo o ano. A exposição solar, a existência de piscina e de grandes varandas ou terraços, com vista de mar são as características mais procuradas pelos clientes estrangeiros, para além da garagem, elevador e aquecimento central/ar condicionado.

Comparativamente, o mercado de compra é mais forte que o de arrendamento? Que razão aponta para tal? O mercado de compra é, efetivamente, mais forte quando comparado com o mercado de arrendamento, se estivermos a falar de arrendamento a médio e longo prazo. A atual abertura da banca ao crédito, com a descida de spreads e a manutenção da Euribor em valores negativos, vai continuar a promover a compra de habitação em detrimento do arrendamento. Mas não nos podemos esquecer que estamos a falar de zonas turísticas onde o arrendamento sazonal é muito forte. Em São Martinho do Porto a procura no arrendamento sazonal verifica-se essencialmente nos meses de julho e agosto e passagem de ano. Na Nazaré, o arrendamento de verão é muito forte de junho a setembro, mas tem também muita procura nas épocas festivas do Carnaval, Páscoa e passagem de ano, e nos últimos anos, entre outubro e março com a procura associada às ondas gigantes. No mercado de estrangeiros há procura ao longo de todo o ano. Mas este tipo de ar-

rendamento está muito bem entregue ao alojamento local que, no caso específico da Nazaré, já é trabalhado há muitos anos pela população local. A ERA Nazaré/ São Martinho do Porto está focada no mercado da compra e venda. O que distingue a ERA, ‘uma máquina a vender casas’? O que distingue a ERA é essencialmente a sua metodologia de trabalho, que na minha opinião tem quatro pilares muito fortes. Primeiro, somos especialistas de zona, isto é, do ponto de vista da angariação trabalhamos uma ‘zona exclusiva’, o que nos permite criar uma relação de proximidade e um conhecimento profundo do mercado em que atuamos. Segundo, partilhamos informação e negócio com toda a rede ERA: quando angariamos o imóvel ele fica automaticamente disponível em mais de 200 lojas em todo o país (continente e ilhas). Em terceiro lugar, apostamos fortemente na formação. A Era é uma escola e uma referência no mercado da mediação imobiliária em Portugal. Outro elemento que nos distingue é a qualificação. A qualificação dos clientes é fundamental para que possamos prestar um bom serviço a vendedores e a compradores – entender o seu estilo de vida, as suas necessidades, gostos, desejos e capacidade de endividamento/investimento, é determinante na hora de fazer uma boa seleção de imóveis. Todos estes fatores conjugados, juntamente com o apoio dos consultores da rede, bem como todo o trabalho desenvolvido pela ERA Portugal nas áreas do Marketing, informática e apoio jurídico, fazem de nós ‘Máquinas a vender casas’. A ERA Nazaré/São Martinho do Porto procura afirmar-se no mercado tendo sempre presente todos estes fatores: angariar imóveis, avaliar o seu potencial e trabalhar a venda pelo produto é um desafio extremamente motivante. A paixão pelo imobiliário que se traduz na motivação que eu encontro por conseguir realizar os sonhos das pessoas, sejam eles o de conseguir comprar a primeira habitação, a sua primeira casa de férias ou de proporcionar bons investimentos na procura por maior segurança e rentabilidade, é o que procuro passar à equipa. Isto só se consegue criando uma relação de proximidade com as pessoas caraterizada por grande rigor, transparência e profissionalismo. Quais as suas expectativas para este ano? Para 2019 pretendemos consolidar a nossa presença nos mercados da mediação imobiliária na Nazaré e São Martinho do Porto, aumentando de forma consistente o número de consultores e apostando fortemente na sua formação e no trabalho de equipa. Simultaneamente, estamos a desenvolver protocolos com as empresas de construção, com o objetivo de aumentar a oferta de imóveis com o nível de qualidade e de conforto que a procura atualmente exige. abril 2019 Revista Business Portugal | 85


JUNTA DE FREGUESIA DE BENEDITA

UMA FREGUESIA ACESSÍVEL A TODOS Maria de Lurdes Pedro (presidente) e Jorge Boita (tesoureiro) foram os porta-vozes da Junta de Freguesia de Benedita para esta edição da Revista Business Portugal.

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Jorge Boita e Maria de Lurdes Pedro, tesoureiro e presidente

freguesia de Benedita assume-se como sendo uma terra de gente empreendedora, com um forte dinamismo empresarial. “A história desta freguesia é feita pelas pessoas da Benedita. É como um ecossistema com características fortes em que somos educados desde sempre que o que é necessário fazer para melhorar a nossa

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qualidade de vida não pode esperar, é para fazer no momento. É isso que nos caracteriza”, explicam os nossos entrevistados. São cerca de 10 mil habitantes que diariamente lutam para evoluir individual e coletivamente. A educação foi uma vitória

“A história desta freguesia é feita pelas pessoas da Benedita. É como um ecossistema com características fortes em que somos educados desde sempre que o que é necessário fazer para melhorar a nossa qualidade de vida não pode esperar, é para fazer no momento. É isso que nos caracteriza”


JUNTA DE FREGUESIA DE BENEDITA

conseguida por todos através da construção de uma escola que viria a assegurar a educação dos filhos e futuras gerações. Esta força de vontade de ter mais e melhor foi também sentida nos setores principais da região: o calçado, a cutelaria, a pedra e a marroquinaria. Para além da forte envolvência empresarial a vila tem também uma forte componente associativa (mais de 40 associações ativas) que dinamizam a região.

Dinamismo gera novos projetos

as tradições da nossa vila, porque nós queremos uma Benedita melhor. Continuamos o nosso caminho, cumprindo as nossas promessas o melhor que conseguimos”, rematam.

“Em maio vamos realizar também o aniversário da vila, desenvolvendo fins-de-semana culturais e desportivos”

O crescimento empresarial na vila de Benedita tem sido notório. A panificação é o novo setor em expansão que tem merecido o reconhecimento e ajuda de todos. “É um setor mais jovem que está em desenvolvimento e precisa agora de ser desafiado a ter uma dimensão para lá da Benedita”, ressalvam. Nesse sentido, setembro passado ficou marcado pela realização da primeira ‘Festa do Pão da Benedita’ que veio permitir começar o processo de expansão. O evento fará certamente parte do calendário dos próximos anos e a primeira edição ficou marcada por ser uma iniciativa da Junta de Freguesia que envolveu quase todas as padarias da região. “Em maio vamos realizar também o aniversário da vila, desenvolvendo fins de semana culturais e desportivos”, contam. O executivo da Junta de Freguesia de Benedita considera que aliar o dinamismo empresarial ao dinamismo social deve ser uma preocupação, porque a qualidade de vida é adquirida através de todos os pontos e é essencial haver um equilíbrio entre todas as áreas. No que concerne ao leque de objetivos a cumprir neste primeiro mandato, o mesmo já começou a dar frutos. A prioridade foi dada ao projeto de acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida. Encabeçado e pensado ao pormenor por Daniel Machado (membro do executivo), vem tornar a vila mais inclusiva e mais consciente das necessidades da população. “A primeira parte já está feita e a parte central da vila está completa. O objetivo é continuar com este projeto do Daniel e pensando no futuro sabemos que vai ser um orgulho não só para nós, mas para todos os Beneditenses”, afirmam. A par disto, já foram criados gabinetes do ambiente, do desporto e da cultura, mas muito mais ainda há a fazer: a construção de um terminal rodoviário na freguesia e a requalificação da Fonte da Senhora – elaborando trilhos de exploração da natureza –, são alguns dos projetos em curso: “a Fonte da Senhora é o coração verde da Benedita, o nosso pulmão. Dinamizar e restaurar este espaço é também um dos desejos que queremos cumprir”. O futuro da vila de Benedita prevê-se risonho uma vez que está prevista a construção de uma zona industrial que vai permitir aumentar a oferta de emprego, atraindo e fixando mais jovens na região. Nesse seguimento, para os nossos entrevistados, o maior desejo é “cuidar da Benedita, preservando a história e

Rua do Mercado s/n | Edifício Casa da Vila | 2475-126 Benedita Telefone: 262 929 493 E-mail: juntabenedita@mail.telepac.pt

www.jf-benedita.pt

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ARTICOLD PROJECT

EXPERIÊNCIA, FORMAÇÃO E INOVAÇÃO ALIADAS NUM SERVIÇO DE QUALIDADE A Articold Project – Refrigeração Industrial, Atmosfera Controlada e Ar Condicionado vem aliar experiência à formação e à inovação. Os empresários Paulo e Diogo Pires, irmãos, abriram-nos as portas da sua empresa, fundada em 2012.

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Articold foi fundada quase de forma a dar seguimento a um setor a que os pais (Sérgio e Isabel Pires) já se haviam dedicado: a refrigeração. Porém, este é um novo empreendimento, um projeto que se criou de raiz com base em know-how, apoio familiar e formação académica. “Embora este negócio já tenha existido, a Articold é uma outra etapa”, explicam-nos os irmãos Paulo e Diogo Pires, “temos conhecimento de mercado e contactos adquiridos ao longo dos anos, mas a Articold nasceu do zero”.

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Os dois gerentes nunca pertenceram à empresa do pai, Sérgio Pires, o que não os impediu de acompanhar os trabalhos e adquirir os conhecimentos técnicos e comerciais, bem como conhecer o mercado e os fornecedores. Talvez devido a isso puderam iniciar este percurso com mais segurança. Formados em Engenharia Mecânica, na área do frio, fundaram a empresa ainda o irmão mais novo – Diogo – não tinha concluído os estudos. Apesar do elevado nível de qualificação, a idade é um aspeto que causa impacto, principalmente na primeira impressão do cliente. Um jovem empresário tem a grande vantagem de ter uma mente aberta e ideias inovadoras, tal como a capacidade de as aplicar. Por outro

lado, os clientes deste setor são, usualmente, pessoas de meia idade e também esperam que os seus fornecedores o sejam. A confiança nem sempre aparece facilmente. A isso ajuda a referência de outros clientes. “Quando começamos a falar de pormenores técnicos o cliente costuma mudar a atitude”, referem. A primeira impressão é rapidamente contrariada quando se dão conta do profissionalismo que domina a atuação da Articold. A empresa alcobacense tem o seu forte em câmaras de conservação e atmosfera controlada para fruta. Também têm diversos trabalhos na área dos congelados. Acima de tudo realizam “soluções de engenharia para satisfazer as necessidades do cliente”, o que inclui climatização de salas de trabalho e armazéns industriais; chillers (sistemas desenvolvidos para arrefecimento rápido através de água), algo que começaram a fazer recentemente; entre outros. Oferecem um serviço chave na mão, desde projeto até


ARTICOLD PROJECT

à solução, com montagem de máquinas e instalação em obra. “O projeto facilita muito o trabalho de quem executa em obra e encurta o tempo de execução necessário para metade. O nosso projetista também é o nosso aplicador”. Também fornecem várias opções para o mesmo projeto, desde a solução mais barata, até à de maior qualidade. A maior parte dos clientes são agricultores que precisam de armazenamento, embora os últimos anos tenham aberto novos segmentos de mercado. “Nós não procuramos trabalho, nem temos nenhum comercial. O cliente chega até nós pelo passa a palavra”, afirmam-nos. Este é um setor onde a concorrência é “muito agressiva, principalmente nos preços”, expõem. “Não temos dificuldade em acompanhar a concorrência a nível tecnológico. Queremos que o cliente opte pela melhor solução possível, o que implica a otimização de energia. Isso pode tornar a compra mais cara no momento, mas uma poupança a longo prazo. Mesmo assim, tentamos sempre oferecer a melhor qualidade ao nosso cliente”. Devido aos pormenores técnicos envolvidos, quem não é especialista nem sempre tem conhecimento de causa suficiente para negociar as melhores condições. “Muitas das vezes, os clientes preferem preços baixo em detrimento da qualidade. Nós trabalhamos de forma diferente”, declaram os gerentes, “preferimos oferecer qualidade”. A maior concentração dos clientes desta empresa alcobacense é no Alto Douro: Armamar, Moimenta da Beira e Lamego, mas também mais perto de ‘casa’, nas Caldas da Rainha, em Alcobaça e Rio Maior.

Equipa jovem e envolvida Os membros que compõem a equipa da Articold são praticamente todos jovens com “muita vontade de aprender, evoluir, aperfeiçoarem-se”. Quase todos estão presentes no terreno: “quase todos os nossos colaborares estão ou estiveram presentes em obra para perceberem exatamente o que se passa. Os clientes ligam para cá e há sempre alguém que sabe atender e esclarecer, porque tem conhecimento do que está em causa”. Os colaboradores são qualificados, muitos dos quais com licenciaturas em engenharia, tal como os dois gerentes. Esta envolvência não é só uma questão de boa gestão, como permite ganhar o gosto à área em que se trabalha, a qual é difícil e trabalhosa: “se um equipamento avaria temos de intervir, seja quando for, sexta-feira ao final do dia, fins de semana, férias, festividades…”, desabafam.

Balanço de sete anos de atividade Desde a sua fundação, em 2012, que a Articold tem aumentado a clientela em número, mas também em setores. A empresa procura constantemente aprimorar a organização interna e oferecer um serviço cada vez melhor. “A empresa cresce com os seus gerentes e os seus gerentes crescem com a empresa”, afirma-nos Isabel Pires. O volume de faturação tem vindo a progredir ano após ano, “mas estamos a

Rua Principal, nº169 Armazém Ribeira da Maceira 2460-506 Alcobaça

preparar ferramentas e métodos de trabalho para, se calhar, daqui a dois ou três anos, dar um salto a nível de volume de trabalho, sem dar um passo maior do que a perna. Queremos estar preparados”. Pretende-se manter o crescimento sustentado que se tem verificado até agora: “temos crescido bastante a nível interior, de organização e execução”.

Ambições futuras Questionados acerca do que ainda ambicionam concretizar no futuro, Paulo e Diogo Pires admitem que gostariam de ter novas instalações, mas que qualquer projeto está dependente das alterações que irão afetar este setor: “o ramo do frio está a mudar muito em Portugal e é provável que nos próximos cinco a dez anos as empresas tenham uma forma de trabalhar completamente diferente, por isso temos de esperar para ver o que vai acontecer. Temos a noção de que havemos de acompanhar, porque temos a engenharia por trás. Estamos atentos à evolução do ramo da refrigeração e às novas tecnologias, porque o mercado assim o exige”, concluem.

Gerência: Tlm. +351 966 013 126 Escritório: Tel./Fax +351 262 918 557 E-mail: geral@articold.pt / articold.project@gmail.com

www.articold.pt

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SOLAR DE CISTER

UMA SEGUNDA CASA ENTRE O MAR E SERRA D´AIRES E CANDEEIROS O projeto surge de um sonho de Alda Costa que sempre teve um carinho especial pela terceira idade que complementava com a sua educação e formação de vida e é realizado pelo seu marido aquando da construção do edifício, tendo hoje como braço direito, o diretor técnico, Paulo Madeiras.

Fazemos o melhor que podemos para marcar a diferença. Sempre foi a nossa intenção que os nossos utentes se sentissem em casa. Para além de ter de haver regras, não há restrições. No seu quarto, que é a sua casa, cada um pode receber a família, os amigos, fazer os seus lanches e acima de tudo pode ter os seus próprios horários. Uma liberdade e uma independência que raramente se vê”. Para tal também contribuiu o facto de uma horário de visitas rígido não existir, “os utentes podem receber

Paulo Madeiras, diretor técnico

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visitas em qualquer dia e, praticamente, em qualquer hora”. Para além da independência, a gerência aposta na proatividade. “É importante que estas pessoas, apesar da idade, se sintam integradas na comunidade e que, de certa forma, se consigam sentir úteis. A pensar nisso, temos uma animadora a tempo inteiro na nossa instituição para permitir uma dinâmica mais interessante”. É neste sentido que existe uma panóplia de atividades que são desenvolvidas diariamente e que fazem parte da vida dos utentes mudando a forma como os idosos encaram a estadia numa residência sénior. Fora as atividades do dia a dia, existe também uma preocupação em envolver os utentes com a comunidade local. “Nós temos a preocupação de os envolver através de festas temáticas como é o caso do carnaval em que desfilam com a escola, mas também através de visitas a outras instituições e passeios frequentes para ir ver o mar, comer um bolo e visitar monumentos. Por vezes pensamos que é um pequeno gesto, mas depois olhamos para eles e sabemos que fizemos o dia deles”, contam. Os serviços prestados são também uma referência. Para além de prestar auxílio nas áreas comuns como alimentação e saúde, há também serviços como o ginásio, a capela, as massagens, o cinema, o teatro, as aulas de música (duas vezes por semana) e o salão de cabeleireiro (que segundo contam, faz fila à sexta-feira para os preparativos do fim de semana). Um espaço onde é valorizado o ‘eu’ de cada um para que aproveitam a última etapa de vida com a qualidade merecida e que muitas vezes faltou nos tempos de mocidade.

É gratificante quando ouvimos: “eu gosto de estar aqui e é aqui que eu quero ficar”


SOLAR DE CISTER

A instituição conta com um corpo clínico abrangente, com médica e enfermeiros e todo o espaço tem instalação de ar condicionado, para um maior conforto dos utentes. Os utentes chegam de todas as partes do país e até mesmo do estrangeiro. O Solar de Cister já espalhou a sua boa imagem além-fronteiras. A capacidade total é de 53 utentes e que a taxa de ocupação é de, quase sempre, 100 por cento. As dificuldades são diversas, mas é o gostar daquilo que se faz e respeitando o trabalho a realizar que se enfrentam as situações. “Todos os dias temos desafios e é importante sabermos reagir e saber dar resposta a esses entraves”, explicam. O fato de serem uma instituição privada ajuda na tomada de decisões, mas garantem que a maior ajuda vem da comunicação assertiva e clara entre todos. Nos seis anos de atividade as histórias são muitas e relembram que nunca tiveram um utente que não se tivesse adaptado. “Tivemos uma utente que veio cá passar uns dias por necessidade para não estar sozinha e agora já não

quer ir embora e temos aqueles que não vem agradados, mas a verdade é que todos se integram rapidamente e hoje, já nenhum quer ir embora. É gratificante quando ouvimos: “eu gosto de estar aqui e é aqui que eu quero ficar”, assim sabemos o valor do nosso trabalho. Este reconhecimento é a razão pela qual queremos continuar a marcar a diferença pelo trato, pelo amor e pelo carinho”. Acreditam que para além de proporcionar uma melhor qualidade de vida, esta estadia serve para criar novas relações e para partilhar histórias e momentos. O Solar de Cister desenvolve todos os meses um jornal onde, a cada mês, dão a conhecer a história de vida de um dos utentes. “É interessante esta iniciativa porque cada um deles deixa de ser mais um para passar a significar mais para cada um de nós. Este projeto vai para além do nosso jornal e temos uma parceria com a escola primária em

que recebemos as crianças e eles vêm com o intuito de saberem mais coisas sobre a infância dos nossos utentes”. Esta partilha é muito importante para que todos tenham a consciência do passado, do presente e do futuro das gerações. “Ainda falta algo que nunca termina que é melhorar, melhorar, melhorar. Melhorar em todos os aspetos desde o bom funcionamento da equipa até ao cuidado que prestamos aos nossos utentes. Este nosso trabalho permite que possamos disser às famílias que o Solar de Cister é uma segunda casa onde os idosos podem sentir-se em segurança e onde serão bem tratados”, afirmam. É através de conversas que identificam as falhas e que a cada dia encontram novas e melhores alternativas para alcançar a fórmula do sucesso. “Esta missão nunca vai terminar porque depois de darmos um passo, há sempre mais um por dar”, rematam.

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DOCE FELICIDADE

‘DOCE FELICIDADE’ PARA TODO O PAÍS Catarina Oliveira foi a porta-voz da mais recente marca lançada pela Panificadora Paulo Sá Oliveira e, em conversa com a Revista Business Portugal, contou a história da empresa dos seus pais, ao mesmo tempo que nos deu conta das inúmeras novidades que surgiram nos últimos cinco anos.

O

fundador Paulo Sá Oliveira administra, juntamente com a sua esposa Maria Adelaide Oliveira, a Panificadora localizada no Parque Industrial de Cabaços, em Alvaiázere. Esta empresa iniciou a sua atividade em 1993, na área da panificação. De início, ao nível dos recursos humanos, tinha apenas dois funcionários e o proprietário que produziam, transportavam e entregavam os seus produtos, com duas viaturas. A inovação e qualidade dos produtos levaram a um aumento exponencial das vendas, o que implicou que as primeiras instalações já não fossem suficientes para abarcar toda a produção da empresa, criando assim a necessidade de em 2003 mudar para umas instalações novas, sendo que estas são as atuais. O crescimento da empresa obrigou, também, a um aumento da frota automóvel (dois para dez), a um aumento dos recursos humanos (dois para 17) e à aquisição de novos equipamentos. Em 2014, Catarina Oliveira, filha do

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casal, integrou a equipa da empresa e desde então nunca mais parou de inovar. “Formei-me em engenharia alimentar, trabalhei numa empresa de carnes durante o estágio profissional e por me aperceber das más condições que me esperavam no mercado de trabalho – baixa remuneração e falta de progressão na carreira – decidi vir trabalhar para junto dos meus pais. Comecei por fazer biscoitos com frutos secos e, mais tarde, incentivei os meus pais a apostarem, também, na pastelaria”, começou por nos contar a nossa entrevistada

Da panificação à pastelaria – a origem da ‘Doce Felicidade’ O negócio familiar que até então se dedicava ao fabrico de pão, passou a dar cartas, também, na pastelaria. É sabido que Alvaiázere assume-se como sendo a capital do chícharo (planta leguminosa) e, tendo em conta este facto, Catarina Oliveira decidiu criar o seu próprio produto para poder apresentar no Festival Gastronómico do Chícharo (que ocorre, anualmente, no concelho de Alvaiázere). Trata-se, então, do pastelinho à base de chícharo: “idealizei um doce que tivesse massa folhada e um recheio. Desenvolvi as duas componentes, com muitos testes e provas de massa folhada e de cremes até chegar ao produto final. Apresentei o meu pastelinho à base de chícharo na feira local e o feedback foi muito positivo. No ano seguinte, apresentámos outra novidade: o travesseiro à base de chícharo, feito de massa filo, que também se revelou um sucesso. Atualmente, temos o pastelinho e o travesseiro à base de chícharo, os biscoitos, a pastelaria normal e a panificação”, esclareceu a jovem empreendedora. Com distribuição garantida nos distritos de Leiria, Santarém e Coimbra, a agora ‘Doce Felicidade’ preten-

equipa

de continuar a crescer, alargando a sua área de influência a outras zonas do país. “Pretendemos congelar os produtos frescos e deixar a cozedura à responsabilidade do cliente, desta forma podemos levar o pastelinho e o travesseiro à base de chícharo às cidades mais turísticas do nosso país. Para além disso, temos um excedente de claras muito grande e eu quero desenvolver uma bolacha rica em proteína, adoçada com stevia (sem adição de açúcar) e com frutos secos respondendo, de forma saudável, à população que se preocupa com os alimentos que ingere”, confidenciou-nos. Esta bolacha poderá ser exportada para qualquer país e levar a marca Doce Felicidade além-fronteiras. Mas as novidades não se ficam por aqui, está para breve a abertura de uma loja de venda ao público e a criação de um site com os produtos regionais das Terras de Sicó. Zona Industrial Do Vale Da Aveleira Lote 5 Leiria 937 555 554 docefelicidade.2014@gmail.com doce felicidade


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DESTAQUES 94 PORTIR Onde outros veem problemas… A Portir vê soluções 96 ALCOTRANS Serviços especializados no tráfego insular Madeira e Açores

TRANPORTES TRANSITÁRIOS E LOGÍSTICA

O Transitário não é transitório – o Transitário, o Setor e a Associação que os representa e o Selo de Excelência O transitário, um grande desconhecido para a maioria do grande público, é, não obstante, um elemento essencial na cadeia logística global e um parceiro de grande valor para as empresas envolvidas no comércio internacional. Se é verdade que não existe comércio internacional sem transporte, também não existe comércio internacional sem o transitário, agente especializado vital para a obtenção da solução de transporte global mais adequada às necessidades de cada cliente através, designadamente, da gestão dos fluxos de bens ou mercadorias, da mediação entre expedidores e destinatários, nomeadamente através de transportadores com quem celebre os respetivos contratos de transporte e da execução dos trâmites ou formalidades legalmente exigidos, inclusive no que se refere à emissão do documento de transporte unimodal ou multimodal. No momento de se lançar na aventura do transporte internacional, existem muitas razões para escolher o transitário como parceiro já que, como especialista em soluções de transporte personalizadas, o transitário oferece a solução mais fiável e competitiva, com evidentes ganhos de eficiência na combinação dos vários modos de transporte disponíveis, assegurando os canais de comunicação entre os vários transportadores utilizados para a execução material do transporte. Para além disso, nos termos do seu estatuto legal, o transitário é responsável perante cliente em primeira linha por quaisquer danos ou perdas na mercadoria. Ou seja, escolhendo um Transitário como parceiro, o cliente está mais protegido, porque este está comprometido com o sucesso da solução que ele mesmo apresentou. Em Portugal, a atividade transitária é uma atividade regulada legalmente. O Estatuto da atividade encontra-se consagrado no Decreto-Lei n.º 255/99, de 7 de julho, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 5/2013, de 22 de janeiro. O acesso à atividade depende de alguns requisitos, como a obtenção de um alvará emitido pelo IMT, o capital social mínimo de €50.000 e um seguro de responsabilidade civil profissional com um capital

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mínimo de €100.000,00. O sector da atividade transitária é representado, em todo o território nacional, pela APAT - Associação dos Transitários de Portugal como única organização com legitimidade para filiar e representar as empresas transitárias. Congrega atualmente 260 associados. Entre muitos outros serviços prestados aos seus associados, a APAT auxilia nos processos de licenciamento e renovação do alvará junto do IMT, presta apoio e aconselhamento jurídico e tem um leque alargado de oferta formativa sobre vários temas relevantes para a atividade, sendo uma entidade formadora certificada. A mencionada Lei n.º 5/2013 simplificou o acesso à atividade através da eliminação de alguns requisitos que a APAT considerava importantes. E foi assim, que nesse mesmo ano de 2013, nasceu o Selo de Excelência Apat, para distinguir os associados que continuaram a reunir esses requisitos, juntamente com outros depois impostos pela APAT, como ser associado da APAT há pelo menos 24 meses, comprovar uma autonomia financeira igual ou superior a 10% e ter inscrito 10% dos trabalhadores em ações de formação especializadas no âmbito da atividade transitária. Para além dos mencionados requisitos, para a obtenção do Selo de Excelência APAT, é necessário que a empresa transitária tenha um Diretor Técnico, outro dos requisitos eliminado pela Lei n.º 5/2013. A comprovação de que uma empresa dispõe de profissionais idóneos e com conhecimentos técnicos profundos da atividade é um garante de que o processo de exportação/importação de mercadorias decorrerá da melhor forma. É também por aí que a distinção “Selo de Excelência”, atribuído aos nossos associados que comprovem as necessárias qualificações, pode fazer a diferença. No último ano, a distinção foi atribuída a cerca de 50 empresas transitárias. A APAT está convicta que o Selo de Excelência APAT veio preencher plenamente a lacuna criada pela desregulação parcial da atividade e que o mercado reconhece a distinção da APAT como uma garantia da qualidade do serviço prestado pela empresa transitária sua parceira. Artigo de APAT


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PORTIR TRANSITÁRIOS

ONDE OUTROS VEEM PROBLEMAS… A PORTIR VÊ SOLUÇÕES A Portir Transitários está no mercado dos transportes aéreos e marítimos desde 2001. José Moura, fundador e administrador da empresa conta as estratégias tomadas ao longo de 18 anos que colocaram a Portir num patamar profissional de excelência.

O

s transitários têm um papel central nas importações e exportações, trabalhando na planificação, no controlo, na coordenação e na operação de transporte. Essenciais à economia, as empresas de transitários têm vindo a conquistar o reconhecimento do mercado. A Portir, localizada em Leça do Balio, é um dos representantes de um setor que surge de mãos dadas com o desenvolvimento económico. Apesar de ter sido fundada em 2001, a história da Portir inicia-se em 1983, quando

José Moura, começou a trabalhar na área da atividade transitária. O acumular de anos de experiência e um espírito empreendedor, deram a José Moura razões para criar o seu próprio negócio. Assim se fazia surgir a Portir, uma empresa que tem na sua génese o ADN do seu fundador. “Não somos uma empresa grande mas somos uma grande empresa com uma boa e fiável reputação”, começa por contar o administrador que coloca a confiança e honorabilidade como fatores centrais para o funcionamento e desenvolvimento da Portir. “Quando criei a empresa tinha de ter uma base para começar. Tinha uma carteira de clientes adquirida ao longo do meu trajeto profissional, eram clientes que confiavam essencialmente em mim, portanto a base da empresa foi desde sempre a confiança”, sublinhou o administrador. A Portir é uma empresa certificada pela SGS e pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) agente CASS/IATA e atua essencialmente em transportes de via aérea e marítima. As soluções são complementadas pelos serviços aduaneiros, transportes locais, armazenagem e seguros de transporte. Estas atividades exigem agilização de processos entre os vários intervenientes do negócio, razões essas que levaram José Moura a optar por se focar principalmente em países 96 | Revista Business Portugal abril 2019

de economia sólida, como os Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália, Coreia e China. O nível de exigência destes mercados é o melhor barómetro da qualidade de serviço da Portir. Por outro lado e fruto de a Portir ser membro de um reputado ‘network’ internacional de agentes permite-lhe ter todas as garantias de um bom apoio a nível global.

Soluções à medida Num mercado cada vez mais competitivo, a Portir procura diferenciar-se através da proximidade e da personalização dos serviços. “Os nossos clientes sabem que somos uma empresa com rosto sempre disponível para tentar providenciar as melhores soluções para as suas necessidades”, revela-nos. “Numa prestação de serviços a proximidade e a confiança é essencial para o negócio. O nosso produto somos nós próprios

José Moura, administrador

(cada elemento da equipa!) e é isso que temos de valorizar. Somos uma excelente e unida equipa composta pela irreverência dos mais jovens com o conhecimento dos mais experientes que se dedica e empenha


PORTIR TRANSITÁRIOS

“Como sempre aconteceu são as empresas que têm a obrigação e a necessidade de formar. As pessoas aprendem com a experiência que vão adquirindo com o trabalho e é assim que se dá a evolução profissional. Esporadicamente surgem algumas formações que são uma mais valia, mas na maioria das vezes não são baratas, e algumas delas até são obrigatórias”. A aposta na proximidade A caminhar para a realização de duas décadas de atividade, José Moura destacou que para o futuro, o mais importante será manter a identidade da Portir. “Queremos continuar a apostar num serviço de confiança e personalizado a cada cliente. O nosso foco será sempre apresentarmos a melhor relação custo/qualidade aos nossos clientes, e, que estes continuem a confiar na nossa fiabilidade e honorabilidade”, concluiu.

diariamente para que o cliente sinta que todas as suas mercadorias são tratadas com todo o cuidado. No final, o facto de sermos uma equipa de 10 pessoas traduz-se num serviço mais personalizado e, acima de tudo, mais atento às necessidades de cada cliente”. A Portir orgulha-se de encarar a unicidade de cada cliente através de soluções criadas à medida das necessidades de cada negócio. Para José Moura, a globalização inerente, de forma natural, ao serviço da empresa é uma mais-valia: “para além de produzirmos o nosso trabalho, também é gratificante lidar com pessoas de todo o mundo e de culturas diferentes. Temos de nos adaptar às suas caraterísticas sem perdermos a nossa identidade, é algo desafiante mas muito compensador”. Os desafios dos transitários Para além dos desafios transversais a todas as atividades (abrandamento da economia mundial, conflitos internacionais, etc..). Para o administrador os principais desafios dos transitários prendem-se com as plataformas eletrónicas e o alargamento da atividade de algumas companhias de navegação para a componente transitária. Para o administrador, um dos principais desafios das empresas em geral também é a falta de formação profissional.

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ALCOTRANS

SERVIÇOS ESPECIALIZADOS NO TRÁFEGO INSULAR MADEIRA E AÇORES Encabeçada por Florêncio Coelho (fundador) e pelos sócios Jose Miguel Coelho, Rui Ramalho e Luís Filipe Marques a empresa Alcotrans, localizada em Lisboa, Porto e no Funchal, está prestes a celebrar 25 anos de atividade.

N

o início da sua fundação estavam mais vocacionados para o transporte internacional, especialmente no tráfego Portugal/Reino Unido. “Tínhamos uma parceria forte e durante os primeiros anos foram o suporte em termos de faturação da empresa”, explica. Para além desse mercado, a empresa explorava também com muito sucesso os mercados italianos e espanhóis tendo competência para explorar os transportes terrestres, marítimos e aéreos. Com a queda desses mercados, a empresa procura novas soluções. É nas ilhas, Madeira e Açores, que encontram um novo desafio, onde o saber acumulado lhes permite serem mais competitivos e apresentarem soluções diferenciadoras permitindo, assim, um crescimento sustentado. Presentes no top 10 dos transitários que transportam carga para os arquipélagos da Madeira e Açores, consideram que foi uma aposta ganha e fazem um balanço positivo, com uma equipa

Rui Ramalho, Luís Filipe Marques, Florêncio Coelho e José Miguel Coelho, administradores

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de 49 colaboradores que trabalham diariamente para satisfazer as necessidades dos clientes. É nas áreas da Hotelaria, Distribuição Alimentar e Farmacêutica, que se concentram os seus principais clientes. “Temos uma carteira de clientes muito fidelizada devido ao nosso envolvimento em todas as fases do transporte, sendo que a direção da empresa está sempre presente e disponível para resolução dos problemas mais complicados que possam aparecer, e isso tem permitido um serviço de maior qualidade. A nossa mais-valia competitiva é exatamente isso, é estarmos sempre presentes e disponíveis para o cliente, os nossos clientes sabem que podem contar e confiar na


ALCOTRANS

Alcotrans, para resolução qualquer situação”. É nos parceiros que vem a aliança de uma vida que permite manter a qualidade e a segurança dos serviços. “Trabalhamos com os maiores operadores e temos parceiros que nos acompanham desde o nosso início. Hoje, somos conhecidos, somos credenciados e conseguimos estar neste mercado específico com uma grande pujança. É na qualidade e na proximidade que vemos as nossas maiores características e nos conseguimos distinguir”, afirma.

As dificuldades que enfrentam A concorrência é uma das maiores dificuldades que enfrentam tendo de competir com os seus concorrentes diretos (os grandes players do mercado), o

que os obriga a serem cada vez melhores e a apresentarem soluções inovadoras, mas a concorrência desleal criada por operadores indiretos que vão surgindo, sem estarem legalmente habilitados, provoca uma grande dificuldade competitiva em termos de valor (margens) de transporte a apresentar aos clientes. Porém, não é a única. É na admissão de novos colaboradores que encontram outra das dificuldades, devido à falta de conhecimento e formação sobre a atividade. A administração explica que “em conjunto com a APAT estamos à procura de soluções que possam envolver uma escola técnica que comece a dar alguma formação mais específica para a área dos transitários e, a ver se conseguimos, através dessa formação, ter colaboradores com formação específica e mais conhecedores dos processos”.

“Hoje, somos conhecidos, somos credenciados e conseguimos estar neste mercado específico com uma grande pujança. É na qualidade e na proximidade que vemos as nossas maiores características e nos conseguimos distinguir” petiva no futuro em relação às ilhas poderá mudar muito a natureza daquilo que é, hoje em dia, nomeadamente o fluxo das cargas”, contam. As alterações que falam são referentes aos meios de transporte com a colocação de ferries diretos e de aviões cargueiros específicos que podem, ou não, vir a alterar o panorama geral. “Estamos a formar os nossos colaboradores de forma a estarem preparados para tudo aquilo que possa acontecer porque, neste momento, é o mercado onde temos uma grande presença, mas nada nos garante que, daqui a alguns anos, as coisas não mudem. Depende muito daquilo que venha a ser a regulamentação nos transportes para as ilhas e que podem, ou não provocar maior ou menor dificuldades”. É com otimismo que olham para o futuro e que pensam em todo o crescimento obtido até hoje. “Nós temos crescido todos os anos e achamos que podemos continuar a crescer, esperemos que seja dentro deste mercado, o qual dominamos, e temos sólidas parcerias, estamos com esperança (por aquilo que é o nosso conhecimento) que as coisas se vão desenvolver favoravelmente. Queremos sempre melhorar, temos padrões de qualidade elevados e o facto de ter a direção envolvida em todas as áreas de negócio permite que as coisas que correm menos bem não demorem a resolver, porque temos de resolver tudo e satisfazer o cliente”, rematam.

Projetos que se avizinham As prioridades são melhoria contínua dos serviços e satisfação dos clientes e, para isso, vão dar início ao projeto de certificação do ISO 9001. “Esperamos consolidar e crescer nestes mercados, existe espaço para crescimento em áreas de negócio ainda não exploradas. A aposta nas novas tecnologias é uma das nossas bandeiras, sendo reservado anualmente uma percentagem dos resultados na procura e desenvolvimento de novas soluções informáticas, e a aquisição de novos equipamentos. Neste momento, estamos muito focados neste mercado. Aquilo que se pers-

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