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PAIXÃO PELA PERFEIÇÃO É o lema vivido nos restaurantes e bares do Hotel Cascais Miragem, implementado sob o comando de Jorge Sequeira, Diretor de comidas e bebidas e pela sua equipa dedicada em manter o elevado nível de serviço e qualidade já reconhecidos, através das experiências dos nossos clientes.

Restaurante Oásis, novidades à mesa Para lhe permitir construir e manter uma boa relação com os seus clientes e colegas de trabalho. Criámos um menu business adequado a estas ocasiões e facilitámos o acesso ao parque de estacionamento do Hotel, para que sem demora passe ao restaurante e usufrua de um serviço diferenciado num ambiente distinto, no sentido de promover o sucesso dos seus almoços de negócios. O business menu tem o valor de € 22,50 inclui entrada, prato quente de peixe ou carne, buffet de sobremesa, um copo de vinho, água mineral e café. Serviço limitado ao máximo de 8 pessoas por reserva. O sucesso dos seus negócios ganha um novo sabor.

Especial São Valentim Miragem Sabemos que uma ocasião especial merece um local de inspiração e um serviço de excelência. Assim sendo preparamos diferentes opções para celebrar o dia dos namorados. Desenhámos um menu especial e temático para esta ocasião, bem como diferentes ofertas que incluem refeições e alojamento, proporcionando estilos diferentes para desfrutar de uma experiência memorável durante todo o mês de Fevereiro.

Bar Cristóvão Colombo, os descobrimentos continuam… Nomeado em honra do famoso descobridor, o Bar Cristóvão Colombo disponibiliza uma prestigiada carta de champanhes, grandes referências de charutos e exóticos cocktails, bem como uma extensa seleção de vinhos e de bebidas nacionais e estrangeiras. Um leque de variadas propostas que convidam à descoberta. Diariamente, das 16h00 às 19h00, o Bar Cristóvão Colombo é também o ponto de encontro para o Chá das 5. O momento para saborear um fantástico chá junto a lareira e vistas sobre o Atlântico. Deixe- se seduzir pelas délicatesses do Chefe Elias e desfrute desta experiencia.

Brunch Miragem Num conceito Buffet ligeiro para as famílias, composto por uma variada seleção de saladas, pratos frios e as já famosas verrines do Chefe, disponível também pratos elaborados de peixe e carne, as deliciosas sobremesas e uma seleção de sumos. Com as melhores vistas da Baía de Cascais, o Brunch Miragem estará disponível no Restaurante Oásis todos os Domingos das 12h30 às 15h00, exceto em datas de eventos especiais.

www.grupojosecristovao.com

Restaurante Gourmet mais uma nomeação

recebeu

Desta vez para um prémio da “World Luxury Restaurant Awards”. Este prémio visa destacar características especiais dos restaurantes, pelo reconhecimento internacional do elevado nível de qualidade dos alimentos e os padrões de serviço. O Restaurante Gourmet tem como conceito a cozinha de autor com forte inspiração na cozinha do mundo, mas realçando a notoriedade da gastronomia Portuguesa. Venha descobrir os sabores da nova carta Outono / Inverno.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL EDITORIAL

Editorial FICHA TÉCNICA

Chegamos a 2016

Diretor

Por Diana Ferreira

Fernando Silva

EDITORA Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt)

REDAÇÃO Lardyanne Guimarães Rita Carreira Vera Pinho (redacao@revistabusinessportugal.pt)

PROJETO GRÁFICO, PAGINAÇÃO E DESIGN Tiago Rodrigues

SECRETARIADO Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt)

GESTÃO DE COMUNICAÇÃO Fernando Lopes Filipe Amorim Isabel Brandão José Machado

O novo ano chegou e continuamos com o espírito de missão que nos move desde 2012, trazer às nossas páginas um país vencedor e de êxito. Em prol de potenciar o empreendedorismo, fazemos questão de dar a conhecer as empresas nacionais que têm ganho revelo e se têm demonstrado verdadeiros casos de sucesso. São exemplo as empresas portuguesas que figuram no nosso especial dedicado ao último Roteiro Para uma Economia Dinâmica, promovido pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva. Já na área da saúde, damos destaque ao cluster português que tem como missão a promoção e o exercício de iniciativas e actividades com o propósito à consolidação de um pólo nacional de competitividade, inovação e tecnologia de vocação internacional. As empresas nacionais na valência da prestação de cuidados médicos têm conseguido marcar a sua posição nos mercados estrangeiros e isso é merecedor de destaque na sua Revista Business Portugal. E para que aproveite da melhor forma os seus tempos livres, damos-lhe ainda a conhecer o Alto Minho. Conhecido pela beleza das suas paisagens, tem sido um dos destinos turísticos de eleição em Portugal nos últimos anos. Aliados à beleza paisagística e à tradição de bem receber, estão inúmeros municípios distribuídos pelos concelhos que integram a zona minhota, e que fazem desta região um lugar único. Continuamos a nossa viagem pela Madeira. Considerada por alguns como um lugar pequeno, esta ideia pode muito bem e de forma muito rápida ser contrariada pela sua beleza natural e características próprias. Estas são apenas algumas das razões pela que a primeira edição de 2016 é de leitura obrigatória.

José Alberto Luís Silva

Diana Ferreira não segue o acordo ortográfico

Manuel Fernando Paulo Padilha Pedro Paninho Rui Diogo

EDIÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15 6ºandar sala 6.2 4400-134 - Mafamude (geral@revistabusinessportugal.pt)

CONTACTOS Tlf: 223 754 806 (Geral)

alguns destaques da edição de janeiro 06 - governo regional da madeira

A REVISTA BUSINESS PORTUGAL NAS REDES SOCIAS

16 - município de viana do castelo FACILITY SERVICES DISTRIBUIÇÃO Gratuita no Jornal i - Dec. Regulamentar 8/99-9/6 Artº 12º nº. ID Depósito Legal: 374969/14 Edição de janeiro

CLUSTER DA SAÚDE

68 - APFS 70 - Duo Higiene 72 - Biomex

32 - Health Cluster Portugal 36 - PROHS 42 - AMPIF

MARCO DE CANAVESES

SUPLEMENTO ESPECIAL

COIMBRA

48 - Município de Vale de Cambra 54 - Indasa 62 - Fertiprado

76 - BebéBrinquedo 77 - Junta de Freguesia de Alpendorada 79 - U.F. de Santa Clara e Castelo Viegas 80 - J.F. de Santo António dos Olivais

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o melhor destino insular

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ituada no oceano atlântico, e tendo como vizinho mais próximo o arquipélago espanhol as Canárias, a Madeira tem um clima primaveril que permite desfrutar durante o ano todo a areia

dourada da Ilha do Porto Santo. Quando se fala nesta ilha portuguesa, a segunda região mais rica do país está-se de forma muito inata a associar a ela o fim de ano. Um centro de atenções que na passagem do ano de 2006 para 2007 chegou mesmo a ser considerado o maior espetáculo pirotécnico do mundo. A festa maravilhosa que se proporciona nessa altura é atração e despertar de curiosidade para muitas pessoas. Considerada por alguns como um lugar pequeno, esta ideia pode muito bem e de forma muito rápida ser contrariada pela sua beleza natural e características próprias. A viagem nas emblemáticas cestas e o teleférico são aventuras que quem visita este local não pode disperdiçar a expriência. Para, além disto, existem outras coisas que motivam a visita à Madeira. O vinho licoroso, conhecido como Vinho da Madeira; as flores (que também elas permitem organizar uma festa anual em torno da beleza das suas cores); as paisagens com montanhas abruptas; vales verdejantes e floridos. Outro ponto turístico importante é o Museu do Cristiano Ronaldo. Uma


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figura pública que é sempre muito a imagem da Terra que o viu nascer. Reconhecedores do seu valor, este destino concorre no ano de 2013 ao World Travel Awards (WTA) na categoria de Leading Island Destination, na região Europa. E é dessa forma que mais uma vez vêem reconhecida a sua Terra ao saírem deste concurso de forma vitoriosa. Com este resultado a Madeira volta a ficar automaticamente inscrita. No ano de 2014 vence repetidamente a nível europeu, mas em 2015 o que conseguem alcançar é o primeiro lugar na categoria europeia e mundial. Todas estas coisas são razão mais que justificativa para que veja as páginas que se seguem

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Um destino turístico de excelência Governo Regional da Madeira O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, sublinhou em entrevista, que a Região Autónoma tem condições para se tornar um dos melhores destinos turísticos do mundo. Na sua ótica, a defesa da natureza, a concertação com os agentes turísticos, um bom cartaz de animação e uma boa promoção farão da região “um dos melhores destinos turístico do mundo”, tendo já sido considerada “o melhor destino insular do Mundo-2015”.

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arquipélago da Madeira é um autêntico oásis no meio do Atlântico, com falésias imponentes, praias rochosas e montanhas verdejantes envoltas em bruma. Este destino inesquecível possui um convidativo clima e uma esplêndida beleza natural. De facto, o turismo faz parte do ADN da Madeira e representa um vector estratégico para o desenvolvimento da Região Autónoma. Para perceber melhor as dinâmicas que gravitam em torno desta magnífica região, a Revista Business Portugal foi ao encontro de Miguel Albuquerque, presidente do Governo Regional da Madeira, que defendeu o reforço da imagem da Madeira como um destino turístico de excelência, no qual a qualidade de serviço e a oferta diversificada, quer a nível cultural, ambiental, paisagística ou gastronómica, assumem grande preponderância. “A Madeira nunca será uma terra de turismo de massas, será uma terra que terá de preservar o seu equilíbrio ecológico e patrimonial e ter um turismo que proporcione rendimento aos empresários e à economia”, afirmou o líder do Governo Regional, reiterando a importância da melhoria da qualidade e, por consequência a subida dos proveitos hoteleiros, do RevPar e dos efeitos multiplicadores do turismo na economia. Miguel Albuquerque salientou que se verifica um crescimento exponencial do turismo em termos mundiais, um crescimento que a Madeira também tem vindo a sentir, a par de uma grande mudança de paradigma. “O turismo madeirense tem vindo a beneficiar

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de uma evolução no seu público-alvo, atraindo cada vez mais visitantes de diversas faixas etárias e estratos sociais”. Hoje, a Madeira é um destino de natureza, tranquilidade e segurança, bem-estar, de riqueza patrimonial e urbana, cultura e lazer, mar e um destino verdadeiramente hospitaleiro. As ofertas turísticas estão muito ligadas à natureza com segmentos muito interessantes que vão desde o mergulho, montain bike, bodyboard, surf, trail, passeios a pé, observação de aves, canyoning, escalada e parapente. No plano cultural, a Madeira oferece excelentes museus como o Museu de Arte Contemporânea na Casa das Mudas e um descentralizado calendário cultural, para que os turistas possam circular na ilha e poder usufruir de um conjunto muito abrangente e heterogéneo de ofertas. Desenvolvimento sustentável Miguel Albuquerque realçou que o grande objetivo do Governo Regional da Madeira passa pela promoção do desenvolvimento sustentável da região, por isso deu nota do projecto para a criação do Brava Valley. Assim se designará a área tecnológica que o presidente do Governo Regional anunciou para a Ribeira Brava, evidenciando ainda que serão criados incentivos fiscais para as empresas tecnológicas que decidirem investir naquele concelho da ilha da Madeira, até porque na sua ótica “o posicionamento


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político, isto porque defende que governar democraticamente é decidir tendo presente o interesse dos cidadãos num quadro de responsabilidade, transparência e confiança. “A Região Autónoma da Madeira entrou num novo ciclo com a dignificação das instituições políticas e representativas como símbolos qualitativos da autonomia. Este novo relacionamento faz com que o poder executivo, mensalmente e sempre que solicitado, preste contas da sua governação na Casa da Democracia, a Assembleia Legislativa da Madeira”, advogou, acrescentando que há também um clima de transparência nas contas públicas, até porque “nós publicamos trimestralmente a evolução das contas da região”. O líder do Governo Regional salientou ainda que houve uma mudança no clima de relacionamento entre as instituições da região e as instituições do Estado, sendo que foram estabelecidos pontes de diálogo para resolver um conjunto de problemas como a aprovação do Centro Internacional de Negócios, a estruturação da dívida regional e o desbloqueamento do Fundo de Coesão Social. Por outro lado, houve uma aposta muito incisiva nas novas gerações, concentrando as políticas em áreas importantes para a Região Autónoma como o turismo, as novas tecnologias, o ensino, a formação, ou seja, áreas com verdadeiro potencial de crescimento e desenvolvimento. Balanço positivo Volvidos cerca de dez meses da sua tomada de posse como presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque traçou um balanço positivo da sua actuação e das políticas e apostas que foram preconizadas, nas mais diversas áreas de intervenção. Desde logo, o presidente do Governo Regional destacou a área do turismo, na qual se deu a concentração de toda a promoção turística da região numa só entidade: Associação de Promoção da Madeira, bem como a duplicação do orçamento afecto à promoção da Madeira (8,4 milhões de euros), com o intuito de reforçar a notoriedade miguel albuquerque Presidente

geográfico não é impeditivo para a Madeira exportar produtos competitivos”. O líder do Governo Regional defendeu que a Região Autónoma tem que encontrar caminhos para diversificar a economia e obter receita fiscal, porque tem responsabilidades que paga através dos seus impostos, designadamente, “um Sistema Regional de Saúde que custa mais de 336 milhões de euros por ano e um Sistema Regional de Educação que custa mais de 340 milhões de euros por ano aos cofres da Região Autónoma da Madeira”, disse. E acrescentou que, neste momento, é impreterível garantir que todas as actividades desenvolvidas são sustentáveis e bem enquadradas, no sentido de criar mais-valias para a nossa economia, destacando o vinho da Madeira, lembrando que, uma das empresas do sector, exporta 62 por cento da sua produção para o Japão, “um dos mercados mais difíceis de penetrar”. Miguel Albuquerque defendeu que a Madeira tem que apostar em áreas muito concretas e o mar é sem dúvida uma delas: “Neste momento, estamos a avançar em duas áreas que são marcantes ao nível do nosso país. Temos uma das principais empresas de aquacultura que faz a exportação para o mercado continental. Dentro de dois ou três anos, queremos alcançar uma produção de peixe de aquacultura no mar na ordem das 3 mil toneladas. Por outro lado, o registo de navios tem crescido exponencialmente e é o terceiro registo a nível europeu”, referiu, adiantando que é necessário diversificar as actividades para além do turismo. O caminho da renovação Miguel Albuquerque está na liderança do Governo Regional há sensivelmente dez meses. Na altura da sua candidatura defendia que eram necessárias políticas para um tempo novo. Desde então, considera que muito mudou, a começar pelo clima

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do destino, e o reforço da promoção nos mercados estratégicos. Miguel Albuquerque destacou também a realização da RFM Madeira Experience que levou o que de melhor a Madeira tem ao Chiado, em Lisboa. Um evento que teve grande sucesso e visibilidade, proporcionando aos mais curiosos algumas experiências típicas da ilha, onde não faltaram as descidas nos carros de cesto, as flores e a degustação de produtos tão emblemáticos como o bolo do caco, a fruta, a poncha e o vinho da Madeira. Paralelamente, a Festa do Vinho da Madeira, o Festival Colombo, a Madeira Nature Festival e a Festa da Flor foram eventos que atraíram milhares de visitantes e que são uma referência para a região. “O Porto do Funchal encerrou o ano de 2015 com mais de 300 escalas e 500 mil passageiros, os proveitos na hotelaria cresceram 10,6 por cento até Setembro, o RevPar tem crescido consecutivamente e a Madeira foi considerado o melhor destino insular do mundo”, salientou. No plano económico, o Governo Regional lançou quatro sistemas de incentivos em apenas seis meses e aprovou um sistema de certificação energética dos edifícios e regulamentos de desempenho energético para habitação, comércio e serviços. Por outro lado, aprovou o projecto Brava Valley e desenvolveu um quadro legal para a criação de incentivos fiscais com vista à fixação de empresas tecnológicas e de investigação na região. Miguel Albuquerque salientou ainda o desenvolvimento de quatro oficinas do empreendedor pelo Centro de Empresas e Inovação da Madeira e a aposta numa maior aproximação ao tecido empresarial. Na esfera cultural, destaca-se a transferência do Museu de Arte Contemporânea da Madeira para o Centro das Artes – Casa das Mudas, na Calheta, a reafectação do espaço da Quinta Magnólia com um programa de requalificação, os festivais culturais da Madeira que conquistaram mais público, afirmando a identidade cultural da região, a transferência do Museu CR7 para a Praça do Mar e a celebração de três contratosprograma, no valor de 138 mil euros para o apoio a instituições culturais. No que concerne às políticas sociais, o Governo Regional encetou o combate à pobreza, apoiando famílias desfavorecidas, num total de 13 milhões de euros, desenvolveu o Programa de Emergência Alimentar através da celebração de 12 acordos de cooperação com diversas instituições, num total de 1,3 milhões de euros e apoiou pessoas em situação de sem-abrigo através de um protocolo com a Associação Protectora dos Pobres no valor de 500 mil euros. “No plano social, aprovamos também o II Plano Regional Contra a Violência Doméstica 2015-2019, assegurámos e apoiámos 61 instituições de solidariedade social através da celebração de 118 acordos de cooperação, reforçámos a comparticipação financeira às instituições que asseguram o apoio domiciliário às populações mais idosas e dependentes e garantimos a intervenção local através do financiamento das 39 Casas do Povo da região”, destacou. Miguel Albuquerque salientou ainda a promoção e gestão de 13 medidas activas de emprego num investimento total de 18 milhões de euros, a implementação de novas medidas de combate ao desemprego de longa duração, e a criação de 600 postos de trabalho. O financiamento das Associações de Bombeiros Voluntários da Região Autónoma da Madeira através de contratos-programa no valor de 1,7 milhões de euros, a conclusão do novo quartel dos Bombeiros Voluntários do Porto Santo, uma obra na ordem dos 2,5 milhões de euros, a aprovação do Plano Regional de Emergência de Proteção Civil, a aquisição e manutenção de equipamentos das Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários, Municipais e Delegação da Madeira da Cruz Vermelha, foram outras das políticas perpetradas pelo Governo Regional no âmbito da Protecção Civil. No que concerne à habitação, importa referir a recuperação e beneficiação dos espaços exteriores do Bairro da Nazaré, o financiamento das obras de conservação e requalificação de habitações degradadas de 50 famílias carenciadas, a promoção de

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programas de subarrendamento e de apoio social a desempregados, a promoção do mercado social de arrendamento e do programa Reabilitar para Arrendar – Habitação Acessível. No capítulo da educação, evidenciam-se a aprovação do regulamento de bolsas de estudo para o ensino superior, a criação do Instituto para a Qualificação, a reorganização da rede escolar, a atribuição de 5,6 milhões para a construção de uma nova Escola Básica e Secundária do Porto Santo, o apoio de 25,8 milhões de euros para a rede de estabelecimentos de ensino privado e intervenção no plano de recursos humanos docentes. Objetivos e projetos para o futuro Para além de consolidar todas as áreas da economia, Miguel Albuquerque pretende criar na Madeira uma retoma da economia. Para que isso aconteça, a aposta passa pelo aproveitamento das grandes valências da Universidade da Madeira e do MITI


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para que a região se assuma como um centro de produção tecnológica intelectual avançada. Simultaneamente, “queremos apostar em indústrias com capacidade exportadora como o vinho da Madeira, a introdução das frutas tropicais como produto gourmet e na indústria da aquacultura, aproveitando todos os apoios, porque neste capítulo, o meu desiderato passa pela exportação de mais de três mil toneladas de peixe, daqui a três anos”, avança o Presidente do Governo Regional. Para a prossecução dos objetivos e projetos delineados, os fundos europeus do Portugal 2020 assumem grande importância salientou Miguel Albuquerque, adiantando: “Vamos aplicar cerca de 113 milhões de euros na revitalização empresarial, onde se incluem alguns projectos muito interessantes que dizem respeito à revitalização e reestruturação de unidades hoteleiras e o PRODERAM, onde temos 170 milhões de euros para investir”. Miguel Albuquerque defende ainda um modelo fiscal competitivo e eficiente, atraente para os investidores e empreendedores que desenvolvam actividades que gerem

emprego, actividades de valor acrescentado e mais-valias para um crescimento económico desejável”, explica, traçando como objectivo que as contribuições e impostos dessas empresas fiquem na região. “A nossa estrutura económica é diferente da do continente, muito devido à descontinuidade territorial e à ultraperificidade”, sustenta o governante madeirense, exemplificando: “Temos uma economia de serviços, assente no turismo e no Centro Internacional de Negócios”. A Madeira é um território insular, de pequena dimensão, e sem condições para criar economias de escala. “Nunca poderemos apostar, por exemplo, na indústria pesada como acontece nos territórios continentalizados”, observa, dizendo que o diagnóstico “está feito” e um dos instrumentos que a região tem para a captação de investimento, é a criação de uma “atratividade fiscal diferenciada”.

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uma marca e um destino que oferecem experiências únicas Associação de Promoção da Região Autónoma da Madeira A Associação de Promoção da Região Autónoma da Madeira tem como objetivo promover e divulgar o destino Madeira no exterior, junto dos consumidores finais mas tambem junto do trade. A sua missão é criar oportunidades para os seus associados, com particular incidência em novos e diferenciados fluxos turísticos, através do investimento em relações públicas, apoio a eventos, congressos e incentivos, ações promocionais e parcerias.

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riada em 2004, a Associação de Promoção da Região Autónoma da Madeira tem três sócios fundadores: o Turismo de Portugal, o Governo Regional da Madeira e a Associação Comercial e Industrial do Funchal. Dos atuais cerca de 140 associado fazem parte hotéis, agências de viagem, rent-a-car, organismos oficiais e empresas de animação turística. Até julho de 2015 esta associação apenas promovia o destino Madeira nos mercados europeus. No entanto, por decisão dos sócios fundadores, desde agosto de 2015, a associação passou a ser responsável pela promoção em todos os mercados emissores para a Madeira. De grosso modo, a sua esfera de ação passou a incluir o importante mercado nacional, que ainda é o terceiro maior mercado, mas também um conjunto de outros mercados como o Brasil, Estados Unidos da América, Rússia, Polónia, mercados emergentes, que não estavam à sua responsabilidade. De acordo com Roberto Santa Clara, diretor executivo, é portanto uma associação em reorganização e a vinda destes mercados, abrange também a responsabilidade

roberto santa clara Diretor Executivo

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de toda a promoção, incluindo a promoção nas redes sociais, a gestão das redes sociais do destino e a participação em feiras. “A nossa participação em feiras resumia-se aos mercados europeus enquanto componente comercial, agora compete-nos toda a organização da presença em feiras, o que implica uma logística diferente e mais desafiante”, revela. Por outro lado, esta é uma associação em crescimento, isto porque com a alteração de competências surgiu uma nova dotação orçamental, ou seja, em agosto de 2015, a associação passou de um orçamento anual via orçamento retificativo de 4,2 milhões de euros para 8,4 milhões, ordem de grandeza que se mantem para 2016. Neste contexto, também a equipa de trabalho foi reformulada, incluindo alguns funcionários da direção


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Regional do Turismo. “Fizemos recrutamento seletivo no mercado, por isso hoje esta é uma associação preparada para enfrentar os desafios, em crescimento e a qual tenho o prazer de liderar”, destaca. Roberto Santa Clara entende assume que tem o melhor trabalho do mundo, porque compete-lhe gerir uma equipa cuja função é promover aquele que foi recentemente nomeado como “O melhor destino insular do Mundo pela World Travel Awards, eu faço-o com uma enorme alegria e prazer”, refere, acrescentando que se trata de uma grande responsabilidade, isto porque os sócios fundadores (Governo Regional e ACIF) decidiram que a associação era a entidade competente para fazer a promoção de uma forma centralizada, concretizando assim um desejo antigo do trade madeirense. “Existe uma estreita colaboração com a Direção Regional do Turismo, bem como com o Turismo de Portugal”, explica. Um projeto ambicioso Roberto Santa Clara salienta que este é um projeto ambicioso, com apenas sete meses, contudo mostra-se bastante satisfeito com os resultados, nomeadamente com uma execução orçamental perto dos 100 por cento em 2015 , “o que significa que a equipa fez de facto um esforço notável para o conseguir”. Dos associados, a associação tem sentido um grande apoio e uma grande adesão à forma como foi organizada a sua estrutura que assenta em três importantes áreas, concretamente, o reforço da área comercial, ou seja, a associação está orientada numa lógica de acompanhamento aos mercados, portanto tem accounts por mercado, o que lhe permite um acompanhamento mais próximo no mercado. Por outro lado, foi criada uma área de planeamento estratégico e gestão de performance que não existia, mas que pretende ser um barómetro da atividade e um órgão pensador. De igual forma, foi criada uma área de gestão de conteúdos. “Hoje em dia, estamos a fazer importantes investimentos na área do digital, uma vertente que requer uma criação de conteúdos permanente e uma rigorosa gestão de conteúdos”, evidencia. O director executivo espera que, dentro de quatro a cinco meses, esta estrutura possa estar estabilizada e a desenvolver um trabalho mais profícuo e estruturado para o futuro. Reativar a marca Madeira Uma das grandes linhas de orientação que serão reforçadas no plano de atividades de 2016 tem como intuito reativar a marca Madeira. Na ótica de Roberto Santa Clara, é urgente reativar a marca Madeira, posicionando-a como uma marca e como um destino que oferece experiências únicas ao longo de todo o ano. “O conceito de ser genuíno, de ser único, de ter um clima fantástico, que permite usufruir de experiências

e vivências 365 dias por ano é o que nós queremos explorar, isso só pode ser feito com o reforço da marca Madeira”, ressalva o diretor executivo. Fruto de circunstâncias passadas, não houve condições para que a marca Madeira tivesse presente de forma muito ativa em vários mercados emissores, nomeadamente no mercado nacional, onde a sua presença decaiu um pouco. Para conseguir concretizar esta reativação da marca, Roberto Santa Clara entende que é necessário trabalhar várias áreas, designadamente uma forte presença nas redes sociais e na cooperação com a distribuição, quer seja ela através de companhias aéreas, quer seja por operadores. Por outro lado, é muito importante explorar alguns ativos dos quais a região é detentora, por isso mesmo, a Associação de Promoção da Região Autónoma da Madeira estabeleceu uma parceria com Cristiano Ronaldo, futebolista de renome mundial oriundo do arquipélago, para que o jogador promova a região junto dos seus seguidores. Esta parceria tem registado resultados únicos: “Cada post atinge cerca de um milhão de visualizações. Nas primeiras três colocações, conseguimos atingir cerca de 15 milhões de visualizações. É uma parceria que muito nos honra e que temos vindo a trabalhar”, refere. Ainda na lógica de reposicionar a marca, o diretor executivo da associação entende ser essencial reequacionar os promotores de venda para o destino, daí a importância da grande aposta preconizada em ações que têm a ver com programas educacionais para o destino Madeira, quer seja junto dos agentes de viagens, junto dos call centers das companhias. “Ter a marca Madeira no top of mind, quer do consumidor final, quer dos intermediários, quer do sector é um vetor que vamos trabalhar muito durante 2015 e 2016”, revela. Um destino de eleição e excelência O conjunto de oferta que a Madeira tem para oferecer, desde logo a natureza e mar, o binómio mais conhecido, mas que se complementa de uma excelente forma com a gastronomia, cultura, e com um conjunto de microprodutos fazem da Madeira um destino único. Se pensarmos que a Madeira está em média a três horas do centro da Europa e que tem desde logo um caracter de proximidade ao mercado de emissores, que é uma vantagem competitiva. Ao pensarmos que é um destino que pode ser usufruído ao longo do ano inteiro, o que constitui um fator relevante para companhias aéreas e operadores que ao colocarem as suas operações em marcha percebem que aqui têm ocupação para as suas aeronaves o ano inteiro. Se juntarmos a isso os microclimas, à oferta do mar e da natureza e a própria diversidade de micro-produtos é impressionante

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a constante renovação de atividades turísticas que têm aparecido na região, quer sejam ligadas ao mar, cannoying, birdwatching, ou seja, “um conjunto de oferta que felizmente que proporciona desde um short break ao mercado nacional de 3 ou 4 dias a estadias mais longas para o norte da Europa”. Crescimento assinalável À semelhança de todo o sector no mercado nacional, a região tem registado um ano muito bom, tudo aponta para que 2015 venha a ser o melhor ano de sempre do turismo na Madeira. “Estamos a crescer cerca de 5,6 em hóspedes, 4, 8 por cento em dormidas, e ainda mais importante, cerca de 8 por cento em proveitos totais do sector. Neste momento, temos uma taxa de ocupação de camas na ordem dos 66 por cento, a mais alta do país. O revpar (revenue per available room), ou seja, receita por quarto

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disponível cresce acima de 10 por cento. Era uma ambição antiga do sector, mais do que crescer em volume, crescer em valor e felizmente este ano temos conjugado esse crescimento.” Objetivos e projetos para o futuro Questionado acerca da forma como gostaria de ver a associação, Roberto Santa Clara gostava de consolidar este projeto de fusão de toda a promoção da Madeira e que os associados revissem na associação um importante instrumento para o desenvolvimento para o seu negócio. Por outro lado, pretende que a Madeira possa potenciar de forma estrutural as suas oportunidades para garantir um crescimento sustentado nos próximos cinco ou dez anos, sendo certo que um micro destino como este terá sempre flutuações na sua performance.


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A par do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na Madeira, o diretor executivo gostava que a associação contribuísse para a redução da sazonalidade no Porto Santo. “No verão, o Porto Santo apresenta uma panóplia de operações que já vão desde Itália, França, Alemanha, Reino Unido e achamos que progressivamente existem condições para reduzir a sazonalidade do Porto Santo, ocupando os shoulders, contribuindo para o aparecimento de operações de inverno. Pela primeira vez, este inverno, vamos ter duas operações da Escandinávia no Porto Santo, o que representa uma inovação importante para a dinamização económica”, esclarece. Por último, Roberto Santa Clara gostava também que, nos próximos anos, a associação desenvolvesse um trabalho de algum reposicionamento da Madeira enquanto um destino de glamour, inspiracional. “Gostava de criar condições para que a Madeira recuperasse o posicionamento único, em termos de destino inspiracional, através do

qual o incremento dos proveitos do sector crescesse sustentadamente”. No que concerne a objetivos a curto prazo, o diretor executivo da associação salienta a recuperação do mercado nacional, a criação de condições para consolidar a marca Madeira e trabalhar a médio prazo, pensando mais além. “Gostava que esta passagem que promoção nos permitisse, dentro de um ano apresentar uma proposta de valor em termos de comunicação e trabalhar numa unificação da imagem da Madeira”, revela. A finalizar, Roberto Santa Clara evidenciou “por outro lado, outro grande desafio é começar a medir o retorno dos nossos investimentos, daí termos criado uma área de gestão de performance, para ter uma real noção do custo benefício de cada ação que levamos ao mercado”, remata Roberto Santa Clara.

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o alto minho

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Alto Minho, conhecido pela beleza das suas paisagens, tem sido um dos destinos turísticos de eleição em Portugal nos últimos anos. Aliados à beleza paisagística e à tradição de bem receber, estão inúmeros municípios distribuídos pelos concelhos que integram a zona minhota, e que fazem desta região um lugar único. Todo o território merece uma visita, desde patrimónios históricos às inúmeras actividades que o Alto Minho tem para oferecer. Se for adepto da adrenalina e da diversão, pode disfrutar de actividades como BTT, slide, rapel, escalada, paintball, kart cross, entre outras. Tudo usufruindo sempre do património natural e cultural desta região. O Alto Minho é sem dúvida o espaço ideal para relaxar, e nada melhor

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do que as Águas Termais de Monção, onde pode desfrutar de momentos únicos com vista para o rio Minho. Outra atração turística é o coração do Parque Nacional da Peneda-Gerês em Ponte da Barca. Tendo sido considerado uma reserva natural, é Hoje um destino de eleição que tem apaixonado quem por lá passa, não só pelas belíssimas paisagens mas também pela gastronomia. Concelhos como Viana do Castelo, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Monção, dão-se cada vez mais a conhecer e existem centenas de actividades e de municípios culturais que merecem uma visita!

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a cidade náutica Município de viana do castelo Viana do Castelo é a cidade atlântica mais a norte de Portugal. A presença de rio, monte e mar tornam Viana do Castelo uma cidade munida de uma paisagem invulgar, única e de excelência.

Viana do Castelo é a cidade atlântica mais a norte de Portugal. Para quem não conhece Viana do Castelo, que características advêm desta localização e que fazem desta uma cidade única no país? A nossa cidade foi de facto abençoada pela natureza que lhe colocou aos pés o oceano atlântico, à cabeceira o monte de Santa Luzia e no regaço o rio Lima. Esta configuração aconchegou, ao longo dos séculos, um centro histórico único que foi crescendo em direção a norte e a nascente atá à atualidade com um grande equilíbrio. A presença de rio, monte e mar tornam Viana do Castelo uma cidade munida de uma paisagem invulgar, única e de excelência. Estamos a falar de uma verdadeira ‘Cidade náutica’? Desde a sua fundação, o Município de Viana do Castelo esteve ligado à pesca, à construção naval, ao comércio com o norte da Europa e do Brasil e, mais recentemente, aos desportos náuticos. Podemos afirmar que Viana do Castelo tem o seu ritmo de desenvolvimento acertado pela importância do seu porto de mar e das atividades ligadas à economia do mar. Nestes últimos anos, aprofundamos esta temática com o projeto do centro de mar que é hoje uma referência nacional no domínio da democratização dos desportos náuticos nas escolas. No que concerne ao turismo, que lugares são de passagem obrigatória em

josé maria costa Presidente

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Viana do Castelo? O monte de Santa Luzia é, sem dúvida, o seu local mais icónico, seguindo-se a Praça da República, o centro histórico e o vasto conjunto monumental da arquitetura moderna com a presença de obras de Siza Vieira, Fernando Távora, Souto Moura, Carrilho da Graça, Paula Santos, etc. Mas não podemos esquecer o navio museu Gil Eannes e o fabuloso Museu do Traje com a exuberância da cor e alegria do traje à vianesa.


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Falemos agora um pouco de um dos pontos mais fortes de Viana, o mar. O Centro de Mar, a funcionar no Navio Gil Eannes há cerca de um ano é uma forte aposta do Município, que conta já com 50 mil visitas. Como tem corrido esta aposta? Foi uma aposta ganha pela comunidade vianense que, há 18 anos, se uniu para comprar da sucata um navio que tinha uma história com a alma marinheira e que muito dizia à cidade pelo apoio à frota bacalhoeira e pela tradição e saber da construção naval de Viana do Castelo. Hoje, o navio está quase recuperado na totalidade e musealizado, prestando um inestimável serviço à cultura costeira e à memória dos bravos pescadores. A Fundação que gere o navio orgulha-se hoje de ser um dos museus mais visitados do país e em especial por estrangeiros. O Centro de Mar e o projeto ‘Náutica nas Escolas’ foram distinguidas com o Prémio Athletice Mare 2015, uma das categorias dos Prémios Excellens Mares. Qual o significado deste galardão para o Município? Foi muito gratificante pois é o reconhecimento do que uma grande equipa municipal, apoiada pelos clubes náuticos e pelos agrupamentos escolares, está a fazer para uma nova abordagem dos jovens aos temas do mar. Temos cerca de 2000 alunos a praticar desportos como a vela, remo, canoagem e surf integrados nos curriculuns escolares. Este prémio é um estímulo a continuarmos a trabalhar com mais afinco nesta área. A propósito do mesmo, gostaria que nos falasse um pouco sobre este projecto que tem decorrido nas escolas de Viana do Castelo. Este trabalho com as escolas foi inspirado numa visita que efetuamos à cidade francesa de Brest, depois de termos sido apoiados na conceção desta ideia do Centro de Mar pela equipa da SAER, liderada pelo saudoso Prof. Dr. Hernâni Lopes. Depois envolvemos os clubes náuticos que, com o seu entusiasmo, nos apoiaram a desafiar também as escolas do concelho. Hoje temos uma aposta sustentada de trabalho com um grande envolvimento e entusiasmo das nossas escolas. O mar tem uma forte importância, nomeadamente na economia local? É possível falarmos de ‘Economia do Mar’? É possível e já está a dar frutos em Viana do Castelo, com empresas ligadas ao setor do turismo náutico que estão a desenvolver diversos projetos, com empresários a iniciar novos empreendimentos turísticos associados ao mar e a grande adesão de provas internacionais e nacionais ligadas ao remo, vela, surf, canoagem, bodyboard. Viana do Castelo é, neste momento, uma cidade atlântica, o que muito nos satisfaz. Para além destas atividades ainda temos construção e reparação naval e pescas como atividades relevantes na nossa economia local.

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Daí que nasça também uma aposta nos desportos náuticos, correcto? De que desportos estamos a falar? Como tem sido a aceitação por parte dos praticantes? A nossa aposta tem sido essencialmente na vela, remo, canoagem e surf, que tem mais tradição pelo excelente trabalho que os clubes têm desenvolvido ao longo das últimas dezenas de anos. Construímos novos centros náuticos, melhorando as condições de formação e de apoio ao projeto da náutica das escolas. Esta aposta tem resultado num crescente aumento de praticantes e de pais que se vão associando a estes projetos. A par desta aposta terá lugar em Viana do Castelo o WRSC & IRSC 2016. O que representa para a cidade receber esta prova mundial? Representa o reconhecimento das Federações Nacionais e Internacionais da capacidade organizativa das instituições da cidade e uma oportunidade para darmos a conhecer a centenas de praticantes de outras partes do globo as nossas instalações e a beleza da nossa cidade. Estou certo que este trabalho dará frutos nas novas gerações de atletas das nossas escolas. Estão projectados outros eventos de referência? Gostaríamos de concluir o projeto da Marina Atlântica que é um dos pilares do centro de mar. Estamos a trabalhar para isso com a administração portuária e acredito que vamos conseguir brevemente consolidar esta aposta. Viana do Castelo tem condições fabulosas para acolher embarcações e tem serviços de apoio que podem complementar esta aposta. Podemos afirmar que Viana do Castelo é parte integrante do Cluster do Mar nacional? Penso que esse reconhecimento tem sido feito com a contínua forma como temos sido distinguidos por diversas entidades públicas e associativas. Mas nem só de mar vive Viana do Castelo. A par do investimento empresarial, que programas têm sido levados a cabo pelo Executivo para a promoção à implementação de novas empresas? O acolhimento empresarial e a aposta na economia e emprego tem sido uma constante deste executivo. Fruto do trabalho persistente, temos acolhido novos investimentos industriais e muitas empresas internacionais sediadas no concelho têm ampliado as suas instalações, o que muito nos orgulha. Temos exemplos disso mesmo, desde o cluster eólico ao setor automóvel.

Casa Manuel Espregueira e Oliveira

Como têm sido aceites estes incentivos? A política de incentivos do município tem sido bem aceite e os empresários verificam que há um bom ambiente favorável à instalação de empresas. Temos sido referenciados por muitos empresários como um bom exemplo no apoio à instalação industrial. E no que diz respeito à reabilitação urbana da cidade? A reabilitação urbana iniciou-se de uma forma mais coerente na cidade em 2013 com um conjunto de iniciativas como a constituição de uma Área de Reabilitação Urbana e um projeto de parceria com a CIP e AEVC denominada “Fazer acontecer a regeneração urbana”. Estes projetos motivaram proprietários e investidores, que têm apostado neste setor de atividade de forma crescente. Por onde passa o futuro de Viana do Castelo em Portugal e além-mar? O futuro passa pela qualificação dos nossos recursos humanos, o recurso mais valioso que temos, e pela continuidade das nossas políticas públicas de apoio aos setores em que temos mais competências e conhecimento.

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vila rosa


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Um paraíso no coração do Alto Minho Câmara Municipal de Ponte da Barca Situado nas margens do rio Lima e com mais de metade do seu território no coração do Parque Nacional da Peneda Gerês, Ponte da Barca é um concelho de referência, no distrito de Viana do Castelo. A cumprir o seu último mandato, o presidente da Câmara Municipal, António Vassalo Abreu, esteve à conversa com a Revista Business Portugal, onde falou sobre as suas gentes e sobre as perspetivas futuras deste “concelho fantástico, com cor, sabor e tradição”.

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António Vassalo abreu Presidente

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onte da Barca é paisagem, património, natureza e gastronomia. Visitar Ponte da Barca é estar em contacto com a história, um património incomensurável, respirar cultura e deixar-se fascinar pelos encantos naturais que exuberam numa região que é considerada o coração do território do Parque Nacional da Peneda-Gerês, considerado pela UNESCO Reserva Natural da Biosfera. É um dos cinco municípios com esta distinção e este pequeno, grande pormenor por si diferencia Ponte da Barca”, começa por explicar António Vassalo Abreu, líder do executivo municipal de Ponte da Barca há três mandatos consecutivos. Com uma localização geográfica ímpar, (a 50 minutos dos aeroportos do Porto e de Vigo, a 40 minutos da Estação do TGV em Celanova, na Galiza,) aliada a todo um património arquitetónico rico, o concelho possui outras características únicas, como a gastronomia, a qualidade do turismo de habitação ou o artesanato, como destaca António Vassalo Abreu. Para o autarca, Ponte da Barca é realmente um concelho que tem tudo, salientando as excelentes condições para quem gosta de fazer caminhadas, aproveitando para dar a conhecer o 12 x Ponte da Barca, um programa de trilhos pedestres interpretativos do território, que pretende sensibilizar os participantes para a necessidade de proteger


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ALTO MINHO e valorizar o património cultural, histórico e natural. “O próprio município organiza caminhadas, uma vez por mês, em 12 trilhos diferentes”, destaca o edil, lembrado ainda a excelência da ciclovia e ecovia nas margens do rio Lima. “Para além do Parque Nacional Peneda Gerês, das albufeiras de Touvedo e do Lindoso, temos um excelente património arquitetónico e histórico, como a zona histórica da vila, a igreja românica de Bravães, cujo portal é um dos principais a nível nacional, os Mosteiros Românicos de S. Martinho de Crasto e de Vila Nova de Muia, o velho castelo roqueiro afonsino no Lindoso, reconstruído por D. Dinis, em 1278, a ponte romana do rio Vade, as gravuras rupestres da Serra Amarela, tudo pontos obrigatórios de paragem”, por isso há mil e um motivos para visitar Ponte da Barca. Turismo: uma alavanca para a região Para este que é o seu terceiro mandato à frente dos destinos de Ponte da Barca, António Vassalo Abreu assumiu como prioridade alavancar a região como destino turístico por excelência. Ciente de que a componente turística tem vindo a afirmar-se como uma das principais fontes de riqueza e um vetor estratégico de desenvolvimento socioeconómico, o autarca barquense entende que as excelentes condições existem, mas é incontornável potenciá-las, e é esse trabalho que tem vindo a encetar de uma forma constante. Com uma vasta panóplia de excelentes casas de turismo rural e de habitação, o turismo tem dinamizado a economia local e tem colocado grande foco na região, cujo investimento em infraestruturas hoteleiras tem sido notável. “Nos últimos dois anos, foram licenciadas cerca de 50 casas de turismo rural e de habitação, dois hotéis quatro estrelas e outro que será inaugurado em maio”, advogou António Vassalo Abreu, salientando ainda o Parque de Campismo de Entre Ambos-os-Rios, que foi recentemente considerado o segundo melhor parque de campismo da Europa.

Sabores e saberes de Ponte da Barca Um dos motivos para uma visita obrigatória a Ponte da Barca é, sem dúvida, a riqueza da sua gastronomia, daí que a Câmara Municipal promova seis domingos gastronómicos durante o ano. “Em fevereiro será o cozido à portuguesa, março será dedicado à lampreia, em abril à posta barrosã, em julho teremos o cabrito à Serra Amarela, em outubro faremos um novo prato que é o Naco à Terras da Nóbrega, uma iguaria pensada em parceria com a Associação Portuguesa de Hotelaria e alguns cozinheiros de Ponte da Barca, e por último, em novembro será o Sarrabulho”, destaca o autarca, lembrando que também a doçaria regional faz as delícias dos visitantes, desde as rabanadas de mel ao afamado bolo de mel e o bolo Magalhães, fazendo alusão ao filho da terra Fernão Magalhães. Ponte da Barca é também um equilíbrio entre tradição e contemporaneidade. E se falarmos de tradição, não podemos esquecer a realização do Pai Velho, no Lindoso, um dos três resistentes entrudos do nosso país. “Uma tradição que tem vindo a ser mantida com muito esforço pelas associações, ficando desde já o convite para uma visita”, apelou, destacando ainda a hospitalidade e o saber receber das gentes de Ponte da Barca. Dinâmica autárquica em Ponte da Barca À frente dos destinos de Ponte da Barca desde 2005, António Vassalo Abreu considera que o balanço do trabalho desenvolvido deverá ser feito pelos barquenses,.No entanto, não deixa de dizer que está de consciência tranquila quanto às políticas implementadas e às apostas preconizadas. “Penso que dei o meu melhor e que Ponte da Barca está melhor. Costumo dizer que o slogan antes da minha vinda para a Câmara Municipal era “um paraíso escondido” e o que eu fiz foi tentar mostra-lo a toda a gente. O atual slogan é “Paixão pela Natureza” que é onde está a nossa grande riqueza”, revelou. Ainda assim, o edil não se escusou a dizer que os últimos anos foram extremamente difíceis para as autarquias: “O anterior governo foi mau demais para o poder local, basta olhar para o atual quadro comunitário para se ver que o poder local foi abandonado”, lamenta, salientando que, apesar disso, muito trabalho foi desenvolvido em Ponte da Barca. A intervenção do Município contemplou as acessibilidades, o apoio à infância e terceira idade, a construção de três novos centros escolares, equipamentos desportivos, nomeadamente, um estádio relvado. A par disso foi edificado o Centro Interpretativo Fernão Magalhães, a primeira loja interativa de turismo do Minho e a única loja do cidadão do distrito de Viana do Castelo. “Temos uma biblioteca municipal e uma casa da cultura excelentes, um quartel da GNR novo, criámos as portas do Parque Nacional Peneda-Gerês e procedemos à recuperação do Castelo do Lindoso incluindo um núcleo expositivo permanente”, sublinha. António Vassalo Abreu em discurso direto “Ponte da Barca tem sido prejudicada ao longo dos anos em mais de 1,5 milhões de euros por ano nas transferências do Estado. Por incrível que pareça quando foi feito o último estudo para a designação dos territórios com baixa densidade, Ponte da Barca não estava incluído, porque nesta região produz-se 6,5 por cento da energia hídrica do país. Espero que este governo venha a rever esta situação, porque com mais 1,5 milhões de euros por ano, só a aproveitar os fundos comunitários, imagine-se o que não poderia ter sido feito em Ponte da Barca”.

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Ponte de Lima ConVida Município de Ponte de Lima Em pleno coração do Minho, a beleza castiça e peculiar da vila mais antiga de Portugal esconde raízes profundas e lendas ancestrais. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Victor Mendes, o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima. Tecido Empresarial Quando questionado sobre que estratégias estão a ser implementadas e quais os apoios que o município tem usado para desenvolver o tecido empresarial da região, Victor Mendes expõe que “Ponte de Lima tem vindo a adotar, de há uns largos anos a esta parte, uma estratégia de desenvolvimento que assenta na valorização dos seus recursos endógenos” e que, “os resultados têm sido excecionais”. A forte aposta de Ponte de Lima, vai de encontro aos “setores tradicionais, o respeito pela indústria extrativa local, como por exemplo, o granito, o acolhimento empresarial ciente das dificuldades e necessidades do tecido empresarial, o estímulo aos setores mais inovadores e tecnologicamente mais avançados e a aposta nas empresas mais ecológicas são algumas das linhas orientadoras de crescimento económico”, salienta o presidente da Câmara. O desenvolvimento socioeconómico comprovado ao longo dos últimos anos afeiçoou em grande parte o tecido empresarial e social, como sendo o principal motor de subsistência dos limarenses. Ponte de Lima é, na atualidade, um concelho voltado para o futuro, não descurando as suas raízes patrimoniais, culturais, arquitetónicas e ambientais, e assenta numa estratégia de aproveitamento das suas potencialidades. Apoio Social Victor Mendes salienta o apoio social como um aspeto de grande importância para o seu município, visto que todos os dias, tentam responder às carências específicas dos grupos populacionais mais vulneráveis ou em situação de risco. Nesse sentido, o serviço de ação social desenvolve uma estratégia dirigida à articulação e mobilização de toda a população e das instituições, com o objetivo de erradicar a pobreza e a exclusão social, promovendo assim, o desenvolvimento social da região de Ponte de Lima. As áreas de intervenção que Victor Mendes mais dá relevância são “a Habitação Social, o Projeto Ponte Amiga, a Rede Social, a participação no Núcleo Executivo do Rendimento Social de Inserção, a Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, a Victor Mendes Presidente

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prevenção das toxicodependências e o apoio aos cidadãos com deficiência”. Património e Cultura A aposta na defesa do meio ambiente por parte do município de Ponte de Lima alia-se com o ambiente rural e com a beleza natural, dádivas que esta região continua a querer preservar de uma forma sustentada. O concelho de Ponte de Lima reúne todas as condições de ruralidade e ambiente circundante que o “transformam num local paradisíaco para os turistas que procuram uma forma diferente de passar as suas férias, num constante contacto com a natureza, com as gentes e com o meio rural de que tanto nos orgulhamos”, salienta o presidente da Câmara Municipal de Ponte de Lima. Sobre este tema, importa referir que, no âmbito do Prémio Europeu de Turismo e Ambiente, o município de Ponte de Lima foi incluído na lista dos oito melhores destinos europeus, o que certamente deixa Portugal e principalmente os limarenses orgulhosos, no sentido de captar a atenção sobre o património nacional para além-fronteiras. O que por sua vez, envolve mais investimentos, movimentando toda a economia local e nacional. Este concelho é especialmente rico em tradições, lendas, estórias e essencialmente de história, sendo que se denota facilmente através das associações culturais, os grupos etnográficos, as bandas de música, os grupos de folclore, o artesanato, as romarias, a gastronomia, bem como noutras áreas, tais como, a pintura, a escultura, a literatura e o design, obtendo um leque muito basto no sentido da produção cultural, que importa cada vez divulgar e sobretudo preservar. Educação e Desporto No concelho de Ponte de Lima, a educação é uma das maiores apostas do município, asseverando no desenvolvimento da população, particularmente das crianças e jovens do concelho, “visto serem eles o futuro do município”, salienta Victor Mendes. A Câmara Municipal de Ponte de Lima tem investido também no auxílio às famílias mais carenciadas, apoiando-as na alimentação, nos livros e no material escolar. É ainda de destacar que o leque de estruturas de ensino que o concelho reúne vai desde o pré-escolar até ao ensino superior, passando também a oferta formativa pelo ensino profissional. Ao nível do ensino superior, a ênfase vai para a Escola Superior Agrária de Ponte de Lima do Instituto Politécnico de Viana do Castelo, para a extensão de Ponte de Lima da Universidade Fernando Pessoa e para a Universidade Aberta, através do CLA - Centro Local de Aprendizagem de Ponte de Lima.

O desporto é também um foco importante para Ponte de Lima, destacando-se os vários polidesportivos ao ar livre, que possibilitam a prática de exercício físico. A qualidade do futebol das equipas de competição, bem como dos escalões de formação também saíram favorecidas, visto que “os relvados sintéticos vieram melhorar a qualidade desta prática desportiva”. As áreas cobertas, como os pavilhões, permitem “uma excelente cobertura em determinados pontos da área de abrangência dos centros educativos, onde é possível a prática de andebol, basquetebol, voleibol, hóquei em patins, karaté, judo, kung-fu ou ballet”, revela Victor Mendes. Em Ponte de Lima é possível também encontrar piscinas ao ar livre, assim como piscinas cobertas, sendo as últimas procuradas para a aprendizagem da natação. Ligado às atividades de contacto com a natureza “não esquecemos a oferta do golfe, das ecovias, dos trilhos pedestres e da canoagem”. Turismo Ponte de Lima é riquíssima em Turismo de Habitação, da casta Loureiro que distingue o vinho verde e do arroz de sarrabulho, soberbamente apreciado em todos os lugares do mundo. Dignos de registo são também a Área de Paisagem Protegida, o Festival Internacional de Jardins, a Feira do Cavalo ou mesmo o Caminho Português de Santiago, “como polos de atração turística cada vez mais virados para o estrangeiro”. Do variado programa Ponte de Lima ConVida realizam-se na Expolima os seguintes eventos: Concurso de Saltos Internacional, Festa do Vinho Verde e dos Produtos Regionais, Feira do Cavalo, Feira de Caça, Pesca e Lazer, Feira do Livro, 84º Encontro Internacional da F.I.C.C. – Ponte de Lima, Campeonato do Mundo de Horseball, Feira dos Petiscos e do Artesanato e as Feiras Novas. Para além disso, Ponte de Lima aposta fortemente no Turismo Natural sendo também reconhecida “como a vila mais florida de Portugal”. O respeito e a manutenção dos espaços verdes reflete-se na harmonia que os caracteriza. Na vila e arredores, existe um conjunto notável de jardins que convidam a longos passeios, à descoberta de paisagens encantadoras e o esplendor de respirar o ar mais puro da região, um fator essencial para a preservação da vida. Para o futuro, Victor Mendes mantém, sobretudo, “o desejo de colocar Ponte de Lima no mapa”, motivando assim, a expansão e dinamização da vila, da região do Alto Minho e naturalmente, de todo o território nacional.

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O ABANDONO DA POUSADA D.DINIS E DO CASTELO DE CERVEIRA MUNICÍPIO DE VILA NOVA DE CERVEIRA Imóvel classificado no âmbito do Património Cultural e com estatuto de Imóvel de Interesse Público, o Castelo de Cerveira e as suas edificações há muito que aguardam por uma dinâmica digna, incansavelmente solicitada ao Estado pelos executivos e população local, de forma a evitar uma progressiva degradação e a perda de uma parte da nossa história.

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m grande símbolo da época medieval erguese junto ao rio Minho, em Vila Nova de Cerveira, demarcando um novo paradigma na história dos cerveirenses e, sobretudo, da sua identidade. Datado do século XIV, o Castelo de Cerveira é, atualmente, um dos ex-libris mais visitados por turistas que se deixam encantar pela sua particularidade arquitetónica e pela beleza da paisagem que dele se desfruta. No entanto, esta estrutura defensiva é revestida de uma história presente algo intermitente. Estávamos no final da década de 70, quando as edificações do seu interior foram adquiridas pelo Estado junto de particulares e da autarquia, transformando-as numa Pousada de conceito histórico. Sob gestão da Pousadas de Portugal e, posteriormente, concessionada ao Grupo Pestana, a Pousada, constituída por restaurante, bar e 29 quartos, era muito requisitada. Por uma razão estrategicamente empresarial, em 2008, o Grupo Pestana abandona a exploração e devolve aquela infraestrutura ao seu proprietário, o Estado. Atualmente, e volvidos quase oito anos, o impasse

fernando nogueira Presidente

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mantém-se, apesar das inúmeras diligências encetadas pelos executivos cerveirenses junto da Direção-Geral do Tesouro e das Finanças para uma resolução urgente. A beleza e a história estão a dar lugar à degradação do Castelo e das suas muralhas, e a atos de vandalismo que têm delapidado o que resta do seu recheio. A autarquia mantém-se empenhada no sentido de sensibilizar a tutela para uma rápida solução em prol da salvaguarda e valorização deste precioso património. É imperioso atribuir uma perspetiva de futuro a elementos do passado que não podem ser esquecidos. O Castelo tem de ser devolvido à economia local e aos Cerveirenses para lhe ser conferido o esplendor e a dignidade que merece, para que este vestuto símbolo da identidade local integre o roteiro que Cerveira, ‘Vila das Artes’ tem para oferecer aos milhares que nos visitam. Apesar destes constrangimentos de âmbito burocrático, o município tem desenvolvido os todos esforços necessários para dotar aquele espaço de condições de limpeza e de segurança para se consolidar como ponto de visita obrigatória. Venha vi(m)ver Cerveira!

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onde vale a pena viver e investir MUNICÍPIO DE monção

augusto domingues Presidente

Gostaríamos que o presidente Augusto Domingues fizesse uma breve contextualização da conjuntura socioeconómica atual do concelho. O concelho de Monção situa-se no noroeste peninsular, sendo presentemente um dos centros urbanos com maior relevância na relação entre a Galiza e a Região Norte, assumindo-se como um espaço de crescimento demográfico e económico. O nosso relacionamento com a Galiza, que vem de tempos muito recuados, tem sido fulcral no desenvolvimento da nossa terra. A presença de nuestros hermanos é fundamental nos negócios, na dinamização da hotelaria e comércio e na criação de emprego. Sentimos um claro interesse dos empresários em conhecerem melhor o nosso concelho e concretizarem investimentos estruturantes. Estão presentes empresas conhecidas a nível nacional e internacional. Algo impensável há alguns anos. Trabalhamos para dar qualidade de vida às populações e contrariar alguns indicadores menos positivos como o índice de envelhecimento. Estamos otimistas quanto ao futuro. Estudos confirmam essa realidade e os monçanenses sentem, todos os dias, a dinâmica de centralidade que o nosso município vai ganhando. Quais são os principais setores de atividade de Monção? Durante décadas, Monção viveu do comércio e agricultura com particular destaque para a produção de vinho Alvarinho. Também do contrabando que viria a ‘apagar-se’ com a abertura das fronteiras. Nos últimos anos, assistiu-se à expansão urbanística do casco

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urbano e ao desenvolvimento empresarial, através da fixação de empresas no Pólo Empresarial da Lagoa, que permitiu atrair mais pessoas ao nosso concelho. Paralelamente, Monção focou-se na promoção do vinho Alvarinho e abriu-se ao turismo com investimentos públicos da autarquia e apostas fortes dos privados. Criamos espaços culturais e recreativos, melhoramos as nossas zonas ribeirinhas e incentivamos a componente turística ligada ao ambiente. A Ecopista do Rio Minho e os percursos pedestres são dois exemplos. Os privados, sempre presentes, acompanharam o esforço da autarquia com a abertura de espaços comerciais diferenciadores, novas unidades de hotelaria e apostas consolidadas no turismo rural. Crescemos imenso na oferta de alojamento e restauração. Queremos manter esse ritmo, continuando a seduzir os empresários porque temos consciência que o emprego é vital numa sociedade. Atualmente, que estratégias estão a ser implementadas e quais os apoios que o município tem usado para desenvolver o tecido empresarial da região? A fixação de incentivos para atrair empresários e para manter a população no seu local de origem, garantindolhe qualidade de vida, bem-estar e empregabilidade, é um argumento de peso na estratégia de desenvolvimento promovida pelo município. Temos dito que Monção é um concelho barato para quem reside e para quem quer investir. Aponto quatro exemplos de atratividade empresarial: proximidade à Galiza, nomeadamente ao aeroporto e porto de mar de Vigo, comercialização de lotes a preços favoráveis, taxas, licenças e tarifas em valores reduzidos, e ausência de derrama às empresas. Realço ainda a valorização do Pólo Empresarial da Lagoa através da instalação da rede de fibra ótica e pórtico identificativo na principal entrada do parque e a construção do Minho Park Monção, investimento participado pela Associação Industrial do Minho (90 por cento) e pela Câmara Municipal de Monção (10 por cento), o maior de sempre na região do Vale do Minho e o segundo no distrito de Viana do Castelo depois da ‘Enercon’. Qual o número de habitantes do concelho e de que forma é que o município tem promovido a fixação da população para o seu município? Quais os apoios prestados à população mais carenciada (idosos e desempregados)?

De acordo com os Censos 2011, residem em Monção 19.179 pessoas, das quais 8.693 são homens e 2.482 são menores de 18 anos. Nos Censos de 2011, foram ainda contabilizadas 7.483 famílias, 13.338 alojamentos e 11.718 edifícios. Somos o concelho mais populoso do Vale do Minho e o quarto do distrito de Viana do Castelo. A fixação da população é um desafio mas penso que as medidas implementadas têm permitido minimizar essa realidade vigente nas localidades do interior. O emprego. Sempre o emprego. Objetivo número um: criar condições para os empresários se instalarem. Objetivo número dois: apoiar quem está instalado. Abordei anteriormente as medidas nesse sentido. Outras ações concretas relacionam-se com a devolução de 20 por cento do IRS aos munícipes do total que o município recebe do estado, valor mínimo do IMI, acrescido da redução da taxa mediante o número de dependentes, isenção de taxas para a reconstrução de imóveis degradados, oferta de serviços de arqueologia nos centros históricos e tarifas especiais de água para famílias numerosas. Em relação à população mais idosa, promovemos várias ações durante o ano quer através do serviço social quer através do Banco Local do Voluntariado. Além disso, comparticipamos a compra de medicamentos, garantindo apoio aos mais desfavoráveis financeiramente. Neste concelho, ninguém deixa de tomar os remédios porque não tem dinheiro para os comprar. Que ofertas culturais existem em Monção e que iniciativas turísticas estão presentes na região de forma a promover esta região em Portugal e alémfronteiras? Monção dispõe de várias estruturas dedicadas à promoção da cultura e da nossa identidade coletiva: Biblioteca Municipal, Arquivo Municipal, Museu do Alvarinho, Cine Teatro João Verde, Centro Cultural do Vale do Mouro, Centro Interpretativo do Castro de S. Caetano, Casa Museu de Monção. Estes equipamentos, sendo complementados pelo amuralhado que circunda a vila, piscina municipal, parque desportivo municipal, balneário termal e os nossos lugares de montanha e fluviais, fazem de Monção um território com enorme potencial de atração junto dos visitantes. Para reforçar a vinda de pessoas, encetamos várias iniciativas durante o ano. Umas organizadas pela autarquia, outras promovidas pelas nossas associações e coletividades que, registese, tem feito um esforço notável na promoção do nosso concelho. Falo-vos do Rali à Lampreia, do Corpo de


REVISTA BUSINESS PORTUGAL ALTO MINHO Deus/Festa da Coca, da Feira do Alvarinho, do Folk Monção, do Festival do Cordeiro à Moda de Monção, e de um conjunto variado de manifestações realizadas nas nossas freguesias. Este ano, em finais de abril e princípios de maio, temos um Colóquio Internacional de Arquitetura Popular dedicado a Santo António de Vale de Poldros e, em 11 e 12 junho, o Ponte de Mouro Medieval. Que projetos serão adotados pelo município, tendo em vista o futuro e dinâmica do concelho de Monção? Em execução, temos a requalificação da Torre de Menagem de Lapela, o antigo balneário termal, a beneficiação da EN 202 e parte da EM 304, e a antiga estação da CP que terá uma nova vida como Casa da Música e sede da Banda Musical de Monção. Na forja, continuação da modernização da rede de saneamento básico, abastecimento de água e acessibilidades entre freguesias, nova candidatura do edifício do Souto D`El Rei para Museu Municipal, a Casa da Juventude com espaço de trabalho partilhado, e requalificação urbanística do centro histórico. Estes são os projetos mais estruturantes para Monção, aos quais juntamos o mais importante de todos: Minho Park Monção. Em estreita colaboração com a Associação Industrial do Minho, vamos proceder à conclusão deste condomínio empresarial de cerca de 60 hectares que permitirá acolher todo o género de empresas. Um concelho bom para residir e investir O concelho de Monção, localizado no centro da euroregião Galiza e Norte de Portugal, possui caraterísticas ímpares que fazem deste território um local bom para residentes, com medidas focadas na proteção social, e para empresários, com incentivos relevantes na hora de investir. Os residentes dispõem de um leque variado de vantagens, contando-se, entre estas, o Imposto Municipal de Imóveis na taxa mínima legal (0,3 por cento), que desce ainda mais segundo o número de dependentes, a devolução de 20 por cento do IRS a que o município tem direito, e taxas e tarifas em valores reduzidos. A política de apoio aos munícipes passa também pela isenção de taxas para a reconstrução de imóveis degradados, oferta de serviços de arqueologia nos centros históricos e tarifas especiais de água para famílias numerosas. Em relação aos mais idosos, o município comparticipa a compra dos medicamentos, garantindo apoio aos mais desfavorecidos financeiramente. A criação de emprego e fixação dos jovens na sua terra é, desde sempre, o grande objetivo do atual executivo. Toda a estratégia municipal assenta neste pressuposto crucial para o desenvolvimento da sociedade monçanense. Cada ideia, cada projeto, cada investimento assenta na efetivação desse desafio. Nesse sentido, a autarquia tem encetado diversas ações em distintas direções, evidenciando

argumentos e medidas atrativas junto dos empresários. O resultado tem sido positivo com interesse manifesto de investidores e a celebração de contratos para instalação de novas unidades industriais no concelho. As medidas relacionam-se com taxas, tarifas e licenças a preços reduzidos, a ausência de derrama (Monção não tem imposto sobre o lucro tributável das empresas) e as condições criadas no Pólo Empresarial da Lagoa com acessos funcionais, lotes infraestruturados a valores favoráveis e instalação de rede de fibra ótica. Outra razão de atratividade prende-se com a proximidade à Galiza. A cidade de Vigo, servida por aeroporto e porto de mar, está à distância de trinta quilómetros. Em Salvaterra de Miño, localidade do outro lado do rio Minho, vai nascer uma plataforma logística de grande dimensão. Neste capítulo, referência ainda para a criação do Gabinete de Apoio à Criação de Emprego, Empreendedorismo e Captação de Emprego (GACEECI), ajudando os cidadãos a ‘arranjar’ emprego e esclarecendo os empresários sobre as vantagens de investirem em Monção. Fruto desta estratégia de desenvolvimento, sustentada numa vocação empresarial empenhada sem descurar aspetos de identidade cultural, social e etnográfica, o concelho de Monção tem assumido, com naturalidade, a centralidade desta região, seduzindo grandes empresas nacionais e internacionais. A presente realidade será incentivada nos próximos tempos com a funcionalidade do Minho Park Monção. Com uma extensão total próxima dos 90 hectares, decorrem os trabalhos referentes à primeira fase, compreendendo 56 hectares de terreno que irão receber 80 lotes para unidades empresariais (54 empresas, 15 serviços e 11 armazéns) e 889 lugares de estacionamento (765 ligeiros e 124 pesados). Participado pela Associação Industrial do Minho (90 por cento) e pela Câmara Municipal de Monção (10 por cento), o presente investimento, o maior de sempre na região do Vale do Minho e o segundo no distrito depois da ‘Enercon’, abrange as freguesias de Pinheiros, Lara, Mazedo e Troporiz, devendo criar mais de um milhar de postos de trabalho no prazo decinco anos. Além deste acolhimento empresarial, o Minho Park Monção será ainda dotado de um conjunto de áreas destinadas ao desporto e lazer, espaços de investigação, incubadora de empresas e serviços sociais e educacionais. Monção tem tudo para agradar. Venha conhecer este concelho com uma heroína no brasão, Deu-la-Deu Martins, e um dos melhores vinhos brancos na mesa, Alvarinho. XXXIX Rali à lampreia no dia 28 de fevereiro O município de Monção promove nos dias 27 e 28 de fevereiro, o ‘Fim de Semana Gastronómico’, distinguindo a Lampreia do Rio Minho, um dos pratos mais característicos da gastronomia local juntamente com o Cordeiro à Moda de Monção, com a realização do XXXIX Rali à Lampreia, prova de perícia automóvel na

Praça Deu-la-Deu Martins, centro histórico da localidade. Neste fim de semana, perto de uma trintena de restaurantes do concelho juntam-se à iniciativa automobilística promovida pela Câmara Municipal de Monção e Sport Clube do Porto, apresentando nos respetivos cardápios diversas formas de confecionar aquele afamado ciclóstomo que apura os sentidos dos amantes da boa gastronomia. Com a presença previsível de meia centena de participantes, as provas de perícia automóvel realizam-se no domingo, pelas 11 horas e 16 horas. Na hora do almoço, os restaurantes estão de portas abertas para receber visitantes e munícipes em mais uma jornada de promoção da Lampreia do Rio Minho. Este repasto tradicional, confecionado com recurso a segredos culinários passados de geração em geração, será acompanhado pela saborosa doçaria tradicional da região (barriguinhas de freira, roscas, papudos) e acompanhado pelos produtos vínicos da Sub-Região de Monção e Melgaço que, entre outros, oferece o notável Alvarinho, vinho que fica bem em qualquer mesa do mundo. Como é habitual, este acontecimento promete encher as ruas do centro histórico da localidade e fazer as delícias dos participantes que têm a possibilidade de articular a aventura da perícia automóvel com o prazer de degustar uma saborosa lampreia do rio Minho. O Rali à Lampreia é um dos pontos altos da promoção daquele produto gastronómico no âmbito da iniciativa ‘Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência’, organizada pela ADRIMINHO, Turismo do Porto e Norte de Portugal e os municípios do Vale do Minho para animar a restauração nos meses de fevereiro e março. Com esta iniciativa, pretende-se a divulgação de um dos principais atrativos culinários da região que, em conjunto com a realização de atividades culturais, festivas, lúdicas e desportivas, transforma, nestes dois meses, o território constituído pelos seis municípios num espaço apelativo e convidativo para os visitantes. Nesta iniciativa de promoção da Lampreia do Rio Minho, quem visitar a Terra de Deu-la-Deu Martins, Alvarinho e Termas poderá usufruir de um programa complementar que engloba visitas ao património natural e construído do concelho e atividades diversas de desporto e lazer.

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cluster da saúde

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número de novas empresas criadas em Portugal recentemente tem despertado o espírito inovador e empreendedor dos portugueses, sendo que este está mais forte do que nunca. A saúde, enquanto motor da economia e do desenvolvimento, gera também emprego, sendo que este é sempre muito bem qualificado. Os empreendedores nacionais têm apostado fortemente na utilização de novas tecnologias e desenvolvido projetos já vencedores à escala internacional, captando assim a atenção de vários investidores, e estando estes, cada vez mais atentos ao que é desenvolvido em Portugal. Nos últimos anos, os portugueses têm feito um esforço extraordinário de forma a garantir a oferta de condições e infraestruturas necessárias para colocar em marcha esses projetos, do qual foi espelho a recente escolha, por parte da União Europeia, de Lisboa como ‘Cidade Empreendedora Europeia de 2015’.


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Todos estes projetos e muitos outros permitem ao paciente envolver-se mais e de forma mais autónoma no que diz respeito à sua saúde, facilitando o seu acesso à informação para uma tomada de decisão mais firme, visando o apoio das tecnologias para um tratamento eficaz e consequentemente um estilo de vida mais saudável. Considerando-se, sem qualquer dúvida, Portugal como um país competitivo na área da investigação, conceção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à saúde. Neste aspeto, o setor da saúde tem ganho muito com estas iniciativas, sendo que o foco de todas as empresas que trazemos até ao leitor têm um fator em comum, que passa por construir uma saúde positiva para todos. Neste sentido, na edição de janeiro trazemos-lhe, caro leitor, variadíssimos artigos relacionados com a saúde em Portugal, que está muito bem, e claro, recomenda-se!

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Tratamentos naturais para o corpo e para a mente Clínica eva morena Eva Morena, natural do Brasil, trabalha na área da saúde desde os 15 anos. É formada em Medicina Alternativa (Naturopatia, Massoterapia e terapias complementares), mas foi na prática da terapia do Biótipo que encontrou a realização profissional.

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gerente deste espaço, quando chegou a Portugal avistou uma realidade que a fez questionar, então ficara muitas perguntas que estavam sem resposta, como: “O que leva uma pessoa ao suicídio?” ou “Que motivos terá uma pessoa a tirar a sua própria vida?”, estas questões foram chaves para aplicar a terapia do Biótipo. Pois,

eva morena Administradora

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através do biótipo serão caracterizadas quatro formas que rege o ser humano, “e o que é que faz com que uma pessoa mude de atitude e de comportamento?”, a resposta é dada por Eva Morena, “uma alteração no biótipo faz com que uma pessoa mude de atitude e comportamento, que poderá alterar e mudar a vida e a rotina de um ser humano”. A proprietária deste espaço, Clínica Eva Morena que nasceu há meio ano no coração da cidade do Porto. Deste modo, começará a estudar profundamente e a explorar conhecimentos que tem observado, que “todo o ser humano, quando tem uma mudança no biótipo, é porque vive muitas e várias emoções pela vida, emoções boas, más, deceções, angustias, tristezas, e vai ficando registado no nosso “eu” como um corpo estranho e nós, humanamente falando, somos uma máquina perfeita. Essas alterações são um conjunto de todas as emoções condicionadas em nós próprios, que querem sair do nosso corpo e o corpo não sabe como as expulsar e começamos a ter sintomas estranhos, mais conhecidos como depressão”, alude Eva Morena. Através da análise de um questionário simples que é dado aos pacientes é possível saber qual o tipo de biótipo intrínseco relacionado a cada ser humano e se tem síndrome de suicida ou não. Quando uma pessoa tem algum resultado indefinido, através da massoterapia, é possível reequilibrar os seus pontos de equilíbrio, como por exemplo, pelo modo como escreve e tipo de letra é também possível identificar o tipo de desequilíbrio emocional em que a pessoa se encontra. O seu foco principal de atuação é desenrolado no tratamento da síndrome do pânico, depressão, terapia cognitiva, anti-stress e em traumas inerentes à causa do paciente. A potencialidade do nosso projeto tem como


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objetivo principal a análise de viabilidade da implantação dos serviços únicos de Eva Morena em Portugal, onde tem o seu foco inicial no tratamento e na recuperação do indivíduo, resgatando e promovendo o seu equilíbrio físico, mental e social, e, por consequência, maximizando a sua qualidade e vida. Serviços Disponibilizados Para além de disponibilizarem uma panóplia de serviços adjacentes ao bem servir os seus clientes. Como a leitura do Biótipo, a análise do estado clínico do paciente, a desintoxicação de toxinas prejudiciais à saúde por meio do equipamento detox. Ainda disponibilizam tratamentos ligados, à Massoterapia, à Iridologia, fazem o acompanhamento Naturopático, reforçado com o acompanhamento psicológico. No desenvolvimento de todos os tratamentos da Clínica Eva Morena, são utilizados os recursos da natureza e do próprio corpo humano, recorrendo à Medicina Alternativa, com resultados confirmados, já sendo capazes de tratar de um número alargado de doenças e problemas de saúde. Eva Morena pensa nos seus clientes com amor “colocando-os num mar de rosas”, a proprietária refere ainda que “cuido dos meus utentes sem que eles percebam que estão em tratamento para que não seja um tratamento invasivo para o corpo e para a mente”. Desenvolvimento do seu trabalho em Portugal Eva Morena já trabalha em Portugal há cerca de sete anos, e ao longo destes anos já trabalhou com imensos utentes, sendo que a nossa interlocutora refere que “90 por cento dos meus utentes são jovens, com uma taxa síndrome de suicídio entre os 9 a

79 por cento e isso é muito preocupante”. Mas apesar dessa taxa elevada, Eva Morena chegou à conclusão de que conseguia desenvolver um excelente trabalho para que os seus pacientes tivessem um resultado extraordinário. “Não posso deixar as pessoas dependentes de nada, eles têm que estar livres.” Num espaço com 11 colaboradores, a maior realização de Eva Morena, “foi que os meus pacientes chegassem a mim, pelo meu trabalho e não por indicação de colegas médicos como era o caso no Brasil”, muito fruto do seu trabalho desenvolvido no nosso País. Eva Morena vai mais longe, quando refere que “quando cheguei a Portugal, eu senti que estava em casa e realmente é estranho por eu ser brasileira. Mas na facto, sintome brasileira de nacionalidade e portuguesa de coração” e salienta ainda que “todas as minhas realizações pessoais aconteceram aqui”. Planos para o futuro Eva Morena acredita que a sua história já está escrita e está agendada no universo. Assume-se como uma mulher 100% feliz, porque as suas metas profissionais já se encontram definidas desde o início do ano. A sua missão passa por servir e cuidar das pessoas, independentemente da situação em que elas se encontram. A partir de janeiro do próximo ano a equipa desta clínica vai receber formação para realmente poderem falar “a voz da Eva Morena, pensar, estar e ser a Eva”. Para finalizar, Eva Morena indica que “toda a sociedade precisa de dar a oportunidade de conhecer algo novo, o que é diferente e o que há por trás da Clínica Eva Morena” e quer marcar a vida das pessoas de forma sempre muito positiva para que estes alcancem também a felicidade plena.

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from knowledge to market! Health Cluster Portugal A Revista Business Portugal esteve à conversa com Joaquim Cunha, diretor executivo da Health Cluster Portugal que foi “constituído em abril de 2008 e surge através de um conjunto de personalidades que se foi apercebendo que tínhamos em Portugal, no que toca à saúde, duas histórias de sucesso”.

joaquim cunha Diretor Executivo

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ma dessas histórias tem a ver com a ciência, onde, “fomos capazes nas últimas três décadas de criar um ecossistema que é competitivo à escala global, como o comprova a avaliação e o reconhecimento dos nossos cientistas e das nossas instituições de ciência pelos seus pares internacionais”. Outra história de sucesso é o próprio SNS (Sistema Nacional de Saúde), que de facto tem “um conjunto de indicadores interessantes e, nos rankings internacionais, está genericamente muito bem posicionado”, refere. Pareceu assim oportuno juntar, a estas duas histórias de sucesso, uma terceira, a da valorização deste conhecimento, isto é, a dimensão empresarial “transformando-o em valor, ou seja, em produtos e serviços competitivos nos mercados mais exigentes. É à

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escala global que temos que ser competitivos” salienta o diretor executivo da Health Cluster Portugal. A saúde é, também, importante motor da economia e do desenvolvimento, criando emprego “e normalmente é emprego muito qualificado”, e gerando riqueza. E foi esta a visão que o Health Cluster sempre procurou - e procura ter – olhando a saúde pelo seu lado mais positivo. O Health Cluster Portugal tem como objeto principal “a promoção e o exercício de iniciativas e atividades vocacionadas à consolidação de um polo nacional de competitividade, inovação e tecnologia de vocação internacional”, tendo presentes requisitos de qualidade e profissionalismo, passando também por promover e incentivar a cooperação entre as empresas, organizações, universidades e entidades públicas, tendo em linha de conta o aumento do respetivo volume de negócios, das exportações e do emprego qualificado, nas áreas económicas associadas à área da saúde, bem como à melhoria da prestação de cuidados de saúde. Joaquim Cunha relata que “entre os nossos associados contamos com as universidades e os institutos de investigação, os hospitais, e as empresas farmacêuticas, do dispositivo médico, das tecnologias de informação e dos meios auxiliares de diagnóstico, nacionais e internacionais”. O diretor executivo sublinha que “não temos uma política agressiva em termos da angariação de associados, é bem-vindo quem vier por bem!”. Importa referir que os associados do Health Cluster Portugal começaram por ser 55 e são hoje cerca de 160, assegurando uma elevada e cada vez maior representatividade da cadeia de valor da saúde em Portugal. A missão desta associação, segundo Joaquim Cunha, “passa por tornar Portugal num país competitivo na área da investigação, conceção, desenvolvimento, fabrico e comercialização de produtos e serviços associados à saúde, em nichos de mercado e de tecnologia selecionados, tendo como alvo os mais exigentes e mais relevantes mercados internacionais, num quadro de reconhecimento da excelência, do seu nível tecnológico, e das suas competências e capacidades no domínio da inovação”. Nesse sentido, a vocação do Health Cluster Portugal, passa por ser uma “plataforma facilitadora” que assenta numa estrutura leve e desmaterializada que procura, através de um conjunto coerente e persistente de iniciativas, para as quais recorre, sempre que necessário, à subcontratação de especialistas internacionais de reconhecido mérito e competência, criar as melhores condições e induzir as melhores práticas, tendo em vista a prossecução dos seus objetivos.


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Chegar ao topo exige a companhia de um parceiro de confiança. Com as soluções e serviços de Consultoria Siemens. Siemens Healthcare Consulting

Para chegar mais longe, a escolha de um parceiro de confiança é um passo fundamental. Um passo que vale por muitos e permite dar início a uma longa caminhada, rumo à otimização integrada e excelência da sua instituição. Foi a pensar nisto que a Siemens lançou em Portugal uma equipa de consultoria totalmente dedicada e à disposição de prestadores e entidades gestoras de cuidados de saúde, com um portfolio de serviços de consultoria e soluções integradas, que proporcionam um incremento da diferenciação, eficiência e produtividade ao longo de todo o ciclo de prestação de cuidados de saúde, potenciando a diferenciação e sustentabilidade das organizações. As nossas soluções podem ser as suas também. E passam, entre outras, pela avaliação do mercado e suporte na definição de linhas estratégicas de intervenção;

pela definição, planeamento e otimização de infraestruturas e modelos de operação; por modelos inovadores e disruptivos de planeamento, gestão e operação de unidades de prestação de cuidados de saúde, baseados em modelos de valorização de resultados clínicos; abordagens inovadoras e claramente diferenciadas na sua componente tecnológica, clínica e científica. Para chegar ao topo da eficiência e qualidade em cuidados de saúde, conte com o parceiro de confiança Siemens Healthcare, que o acompanhará no seu desenvolvimento estratégico. Para conhecer em detalhe as soluções que respondem aos desafios da sua unidade de saúde, contacte a Siemens Healthcare através do e-mail: bmoffice.healthcare.pt@siemens.com


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Promover soluções na área social com sentido de futuro Fundação D. Pedro IV A Fundação D. Pedro IV é uma das Instituições Particulares de Solidariedade Social mais antigas e relevantes a nível nacional, quer pelos serviços prestados quer pelo património que gere. Assumindo a missão que ditou a sua génese, coloca toda a sua experiência e profissionalismo ao serviço dos seus utentes e da comunidade em geral, recorrendo às melhores práticas do sector e investindo em soluções de futuro.

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ara conhecer a Fundação D. Pedro IV, a Revista Business Portugal foi ao encontro de Vasco Canto Moniz, presidente, que deu a conhecer a história e dinâmica desta organização prestigiada, de créditos firmados, com uma tradição de intervenção como poucos se podem orgulhar de ter, mas também uma grande protagonista do presente. Criada em 1834 pelo Rei D. Pedro IV, a Fundação começou por designar-se Sociedade Promotora das Escolas da Primeira Infância. Em 1926, procedeu-se a uma alteração estatutária passando, a Instituição, a prestar serviços unicamente a crianças do sexo feminino e com idades entre os 4 e os 12 anos. Em 1982, a sua designação é alterada para SCAIL, tendo como objetivo o desenvolvimento integral da criança numa ação conjunta da família, da escola, da comunidade e do Estado. Em 1991, é reconhecido que a Instituição pode alargar o seu campo de ação social a outros estratos da população que se encontrem em situação de carência

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económica ou social e, em 1992, a instituição passa a designar-se Fundação D. Pedro IV. Com o propósito de dar expressão organizada ao dever moral de solidariedade e de justiça entre os indivíduos, a Fundação assume os desideratos de apoio a crianças e jovens, apoio à integração social e comunitária, proteção dos cidadãos na velhice e invalidez e em todas as situações de falta ou diminuição de meios de subsistência ou de capacidade para o trabalho, mas também a promoção e proteção da saúde, nomeadamente através da prestação de cuidados de medicina preventiva, curativa e de reabilitação e promoção da educação e da formação profissional. A resolução de problemas habitacionais, a promoção de iniciativas de carácter cultural e de ações concretas na área social de cooperação com os países africanos de língua oficial portuguesa, bem como a concessão de bolsas e subsídios são outros objetivos assumidos. Num plano secundário, a Fundação promove a valorização do

seu património e para a prossecução dos seus objetivos a Fundação propõe-se a criar e ou manter infantários, jardins de infância e actividades de tempos livres, criar e manter serviços de apoio domiciliário, lares para idosos, centros de dia e residências familiares, mas também a promoção ou participação na criação de instituições ou sociedades, cujo objetivo social seja a educação e a formação profissional numa perspetiva de integração social. A promoção da criação e a manutenção das unidades orgânicas necessárias à proteção da saúde, a promoção de iniciativas de caráter cultural e a promoção de ações na área social com os países africanos de língua oficial portuguesa são também desideratos da instituição. “Sendo uma das IPSS´s mais antigas e relevantes a nível nacional, quer pelos serviços prestados quer pelo património que gere, a Fundação D. Pedro IV assume a missão para que foi criada colocando toda a sua experiência e profissionalismo ao serviço dos seus utentes e da comunidade em geral, recorrendo às melhores práticas do setor e investindo em soluções de futuro”, salienta Vasco Canto Moniz. Reconhecendo a necessidade de promover o acesso à habitação que evolua em função dos rendimentos e do ciclo de vida da família, a Fundação D. Pedro IV com a vertente de arrendamento social aciona as respostas sociais fundamentais. A gestão do património de habitação social, sob o regime de renda apoiada revela-se um instrumento promotor da necessária justiça social. Investigação e desenvolvimento Em 2010, a Fundação D. Pedro IV construiu um vetor de promoção da investigação sobre o envelhecimento, um dos problemas sociais mais marcantes da sociedade contemporânea, baseado num modelo de colaboração com a academia universitária, designadamente no domínio das ciências médicas, da saúde, sociais e políticas. Neste contexto, coorganizou, no período 2010-2013, com a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, com o Instituto


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de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa, e o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, três conferências internacionais anuais dedicadas ao envelhecimento, com contributos de conferencistas internacionais e nacionais de renome, mas também de investigadores e doutorandos, compilados em Livros de Atas. Por sua vez, 2015, em igual ambiente de cooperação com a comunidade científica, “coorganizámos, com o Instituto do Envelhecimento, do Instituto de Ciências Sociais, da Universidade de Lisboa, o ciclo de colóquios sobre o Envelhecimento na Sociedade Portuguesa” dedicado aos seguintes temas: ‘Envelhecimento e política de reforma: que futuro para as pensões?’, ‘Envelhecimento e política de natalidade: a economia contra as famílias?’, e ‘Envelhecimento e política de cuidados: o dever de cuidar entre o Estado, a sociedade civil e as famílias’. Vasco Canto Moniz salientou ainda que, no âmbito do protocolo de cooperação para o desenvolvimento de projetos e programas inovadores de política de ação social e de investigação na área do Direito da família, menores, idosos e violência doméstica, a Fundação promoveu, também em 2015, com a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a conferência ‘O idoso dependente entre o Direito e a Psicologia, dedicada às seguintes temáticas: A não autonomia; Os cuidados: o superior interesse do idoso?’. “Em 2016, pretendemos dar continuidade às sinergias

de cooperação com o Instituto de Ciências Sociais e a Faculdade de Direito, da Universidade de Lisboa, promovendo um novo Ciclo de Colóquios sobre o Envelhecimento, bem como uma nova conferência na área do Direito dos Idosos, resultado da concretização de trabalho inovador e de relevância científica no âmbito do envelhecimento”, adianta o Presidente, dando ainda nota da cooperação com o Creating Health do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica Portuguesa. Na área de investigação, a Fundação D. Pedro IV faz ainda questão de galardoar os que se destacaram com um Prémio de Mérito, que visa distinguir a prática de investigação científica nas diversas áreas de ação social da Fundação D. Pedro IV, dos investigadores e alunos da Faculdade de Ciências Médicas (Universidade Nova de Lisboa), do Instituto de Ciências da Saúde (Universidade Católica Portuguesa), e do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (Universidade de Lisboa). “A atribuição do Prémio de Mérito Fundação D. Pedro IV, na Faculdade e Institutos parceiros das Conferências, continuará em 2016, motivando a contribuição científica de excelência para a investigação na área do envelhecimento, um dos principais problemas sociais das sociedades modernas”, avança. Um parceiro de excelência A Fundação D. Pedro IV é uma das associadas do Health

Cluster Portugal, e Vasco Canto Moniz considera-o um parceiro de excelência para os objetivos da Fundação no contexto da investigação e desenvolvimento de produtos e serviços associados à saúde. “Considerando o equipamento Mansão de Santa Maria de Marvila como um recurso para living lab (nomeadamente para ensaios clínicos) face o elevado número de pessoas com demências (aproximadamente 80 por cento), pretendemos promover parcerias europeias para projetos dedicados à saúde – nas áreas da saúde mental, doenças crónicas e soluções tecnológicas para um envelhecimento saudável e ativo”, consubstancia. Horizontes da Fundação Face aos desafios do futuro, e não se podendo alhear do contexto e dificuldades que o país tem vindo a atravessar, a Fundação é também capaz de identificar as oportunidades potenciais que permitem o desenvolvimento da sua missão, refletindo-se no seu crescimento, também na investigação para o desenvolvimento social na saúde. Assim, em 2016, assume-se como linha estratégica, para dar continuidade à acessibilidade das famílias aos serviços de que carecem, o investimento social para a qualificação da resposta social de Lar Residencial para pessoas portadoras de deficiência no equipamento Mansão de Santa Maria de Marvila.

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Qualidade, Segurança e Inovação prohs A missão da PROHS é ser uma empresa global de referência na desinfeção e esterilização, fornecendo aos seus clientes soluções diferenciadas que satisfaçam as suas necessidades da forma mais eficiente e sustentável, motivo pelo qual a PROHS aposta na qualidade, segurança e inovação.

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om cerca de 50 anos de experiência e know-how, a PROHS fabrica dispositivos médicos e equipamentos na área da esterilização e desinfeção, para ambiente hospitalar e laboratorial, tendo como base os mais exigentes requisitos do mercado. A panóplia de soluções apresentada, tanto no campo da aplicação, quer pela tecnologia disponibilizada são ímpares num mercado cada vez mais competitivo e exigente. Abrangendo todas as necessidades de um serviço central de esterilização, a PROHS destaca-se pela capacidade de projetar, planear e produzir centrais de esterilização adaptadas às exigências de cada projeto, apostando na inovação, qualidade e segurança. A capacidade produtiva da empresa permite, para além dos produtos standard, apostar no desenvolvimento de soluções de equipamentos e dispositivos diferenciadores. Num mundo pautado pelo crescimento da procura de soluções mais exigentes e personalizadas, a PROHS cria vantagens e mais valias para os seus clientes através da sua capacidade de adaptar e otimizar as soluções e dispositivos. Os produtos são fabricados de acordo com as mais exigentes normas de segurança e controlo de qualidade, por técnicos motivados, certificados e qualificados. Ao longo das fases de produção, os produtos são submetidos a rigorosos testes e ensaios, de acordo com as diretivas aplicáveis, de forma a garantir a sua qualidade e fiabilidade. O constante investimento em I&D e as parcerias com os núcleos de desenvolvimento de universidades de renome em Portugal, permitem à PROHS oferecer soluções inovadoras nas áreas de esterilização, design, construção e processos produtivos, tornando-se uma referência no setor.

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Assistência técnica, manutenção e formação Complementarmente, a PROHS presta o serviço de assistência técnica que se distingue pela elevada especialização dos técnicos, por uma abrangência de todos os elementos de uma central de esterilização e pela celeridade dos tempos de resposta.


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A conclusão de uma venda e instalação do equipamento não é o encerramento do ciclo, já que na área de atuação da PROHS, o serviço de pós-venda é essencial na política de qualidade, no sentido de assegurar uma elevada performance e otimização dos equipamentos. Com o objetivo de prestar um serviço completo e eficaz, a empresa celebra contratos de assistência técnica preventiva com os seus clientes, de forma a evitar avarias, permitindo que os equipamentos estejam sempre operacionais. Complementarmente, a PROHS efetua validações periódicas aos equipamentos comprovando o seu correto funcionamento, assim como a eficiência do serviço da assistência técnica. No mercado internacional, a PROHS tem por política realizar parcerias com os distribuidores que possuem valências técnicas para poderem prestar um serviço de manutenção e reparação no seu mercado. A empresa realiza formação teórica e prática aos técnicos dos seus distribuidores, nas instalações da PROHS. Periodicamente, a empresa desloca-se ao mercado do distribuidor para prestar suporte prático e teórico. Na vanguarda das exigências do sector da saúde A PROHS tem na qualidade, um dos seus valores centrais, por isso assume uma atitude de vanguarda face às exigências do sector da saúde, traçando o seu caminho de crescimento sustentado no cumprimento das mais exigentes normas europeias. Assim sendo, a empresa é certificada pela norma NP EN ISO 9001:2008 – Sistema de Gestão da Organização de Empresa e pela ISO 13485:2003 – Sistema de Gestão da Qualidade de fabricantes de dispositivos médicos, laborando de acordo com todas as normas de higiene e segurança no trabalho. Os produtos produzidos e comercializados pela PROHS possuem marca CE, cumprindo com as diretivas europeias em vigor.

Internacionalização O início do século XXI trouxe consigo o desafio da internacionalização, repto que a empresa tem recebido com entusiasmo e responsabilidade, estando atualmente presente em mais de 40 países, nos cinco continentes, através da sua rede de distribuidores. Numa fase inicial, a PROHS apostou nos países pertencentes aos PALOP, sendo Angola e Moçambique os mercados mais focados. A aposta foi reforçada a meio da década, aquando da participação na MEDICA em Dusseldorf, a maior feira mundial do sector da saúde, tendo sido a PROHS uma das primeiras empresa portuguesa de dispositivos médicos a expor no certame germânico. Desde então, a presença na exibição anual tem sido uma constante, permitindo gerar contactos em todo o mundo. A sua participação na Arab Health no Dubai demonstra que a empresa continua empenhada no seu processo de expansão externa, com o desiderato de se tornar uma empresa com soluções globais, mas com capacidade de adaptação local. O futuro internacional da PROHS passa pro fortalecer a imagem competitiva, rigorosa e inovadora, alcançada nos últimos anos nos países onde marca presença. Procura ainda com a base de canais que possuiu reforçar a notoriedade das suas soluções nas área Laboratorial e Farmácia. Por outro lado, enfrenta com otimismo o desafio de continuar a sua expansão geográfica de forma sustentável, tendo como objetivos prioritários a consolidação da presença no Sudeste Asiático e no mercado LatinoAmericano.

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simulação médica de alta-fidelidade MEDSIMLAB A MEDSIMLAB é uma empresa que atua no mercado dos simuladores médicos de alta-fidelidade, através da comercialização dos simuladores da marca CAE Healthcare eTruCorp sendo o distribuidor exclusivo das referidas marcas para Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde. A Revista Business Portugal conversou com Nuno Freitas, CEO, sobre este projeto já vencedor. e com feedback construtivo para os médicos, enfermeiros e restantes elementos das equipas de saúde – os simuladores médicos são uma resposta tecnologicamente avançada, sem risco para os doentes, multidisciplinar e com impacto comprovável para os desafios atuais dos cuidados de saúde. De início tivemos que lutar bastante para demonstrar a validade científica, clínica e educacional de uma abordagem disruptiva do tradicional ensino “Mestre-Aprendiz” típico da saúde. O contacto direto com os doentes é insubstituível, mas é desejável que as curvas de aprendizagem – sobretudo de procedimentos clínicos complexos ou de alto-risco – sejam efetuadas com treino sistemático e experiencial em simuladores médicos avançados. Hoje, felizmente, está bem aceite o papel da simulação como ferramenta educacional imprescindível para qualificar as instituições de saúde – todas as instituições de referência internacional em todos os continentes detêm hoje o seu próprio Centro de Simulação Clínica (a Mayo Clinic tem quatro centros). E, mais importante, está absolutamente validado o impacto positivo nos cuidados efetivamente prestados aos doentes com mais qualidade e segurança e melhor outcome clínico.

Nuno Freitas CEO

Para os leitores que ainda não conhecem, gostaríamos que nos explicasse como e quando surgiu a MEDSIMLAB? A MEDSIMLAB nasceu em 2008 com quatro fundadores – dois médicos, um farmacêutico e um gestor – exclusivamente focada na simulação médica de altafidelidade que dava então os primeiros passos em Portugal. A Incubadora do Instituto Pedro Nunes (IPN), da Universidade de Coimbra, acolheu-nos como ‘startup’ inovadora entre 2009 e 2013. Felizmente, crescemos porque nos mantivemos focados na melhoria da segurança do doente através do treino avançado de estudantes, profissionais e equipas de saúde – um treino experiencial com base em simuladores biomédicos de modelação fisiológica que melhoram a performance individual e de equipa com resultados clínicos úteis para os doentes. O erro em saúde custa demasiado caro em vidas humanas. Como nascemos dentro da área dos cuidados assistenciais aos doentes, valorizamos as boas práticas clínicas e o impacto das mudanças graduais mas seguras que resultam do treino sistemático, deliberado

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Atualmente a MEDSIMLAB é uma empresa de referência no mercado de simuladores médicos de alta-fidelidade. Neste contexto, importa-nos saber quais os principais produtos e serviços que têm ao dispor na área da educação médica e da formação de profissionais de saúde. A MEDSIMLAB detém soluções integradas para conceção, instalação e manutenção de centros e salas de simulação biomédica em todas as áreas clínicas, desde o ensino pré-graduado de medicina, enfermagem e tecnologias da saúde até contextos de saúde muito específicos como hemodinâmica, cuidados intensivos, obstetrícia, pediatria ou imagiologia de intervenção, por exemplo. Somos distribuidores dos simuladores da marca líder mundial CAE Healthcare, com a qual desenvolvemos igualmente projetos de I&D. Estes simuladores distinguem-se pelo realismo fisiológico, sendo incomparáveis em termos científicos e médicos, conforme se comprova em áreas tão exigentes como no ensino de ecografia, dos procedimentos endoscópicos, do trauma e emergência, do parto, da infeção ou de bloco operatório. Temos sido consultores de desenho hospitalar e de planos funcionais para centros formativos de elevada diferenciação em saúde, incorporando as boas práticas da simulação médica avançada. Além disso, as Faculdades de Medicina e Escolas de Enfermagem têm confiado em nós para a formação dos docentes e operacionalização dos Centros de Simulação, com base em simuladores biomédicos de diferentes características. Em vários concursos internacionais – por exemplo, do Banco Mundial em 2013 ou da EuropeAid em 2015 – temos sido também escolhidos para serviços formativos e de assistência técnica mais extensos, introduzindo a componente de simulação básica e avançada em currículos académicos e profissionais de medicina e enfermagem. Quais os principais aspetos que diferenciam os produtos desta empresa? A inovação tecnológica, a modelação fisiológica realista e a qualidade global dos simuladores certificada internacionalmente são os nossos elementos diferenciadores. Acrescentamos um serviço customizado para cada cliente, muito sólido em termos científicos, educacionais, clínicos e técnicos. Por tudo isto nos tornámos market-leader


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em Portugal, desde 2012, no segmento da simulação médica de alta-fidelidade. Quais as principais vantagens dos simuladores médicos de alta-fidelidade? Os simuladores médicos têm vantagens significativas na educação médica e formação contínua dos estudantes e profissionais de saúde: 1- Vantagem ética – treino sem risco para os doentes; 2- Vantagem clínica – modelação fisiológica realista que replica com fidedignidade científica a anatomia, a fisiologia e a patologia de vários contextos clínicos; 3- Vantagem tecnológica – interface com dispositivos e tecnologias de saúde em uso atual; 4- Vantagem educacional – treino experiencial repetitivo com feedback da performance, validado como metodologia formativa preferencial; 5- Vantagem institucional – fomentam a melhoria interdisciplinar e boas práticas assistenciais, com impacto positivo na qualidade em saúde; Como caracteriza a equipa de profissionais da MEDSIMLAB? Uma equipa de jovens inovadores dedicada exclusivamente ao mercado da simulação avançada em saúde, altamente qualificada (nível 7), num cruzamento de competências críticas em engenharia biomédica, medicina e ciências da educação em saúde. Em 2016, reforçaremos a nossa equipa com doutorados e peritos externos, participando ativamente em projetos nacionais e internacionais de elevada exigência educacional e técnica na área da simulação. Mantemos uma parceria ativa com o Departamento de Engenharia Biomédica da Universidade de Coimbra, acolhendo estágios de verão e preferindo engenheiros etagiários em novos recrutamentos com grande potencial científico e capacidade inovadora. O IEFP de Coimbra tem sido um apoio importantíssimo para o crescimento da nossa equipa e, em 2015, vimos aprovadas duas2 candidaturas ao Centro 2020 que contribuirão decisivamente para a qualificação e internacionalização da nossa empresa, continuando a aposta na forte diferenciação científica e técnica dos nossos colaboradores.

atores – empresas, universidades, centros de I&D, incubadoras, prestadores de saúde – na convergência de prioridades e ações concretas. No IPN, em Coimbra, que foi já considerada a melhor incubadora de base tecnológica em termos internacionais, sempre fomos desafiados para um trabalho colaborativo em termos regionais e nacionais – o HCP é a plataforma nacional onde todos devemos participar para projetar o melhor que fazemos na Saúde. Por onde passa o futuro da Medsimlab a par com o Health Cluster Portugal? O nosso caminho futuro é claramente internacional, de acordo com as recomendações do próprio Health Cluster Portugal, com aprofundamento do nosso foco estratégico na simulação de alta-fidelidade na área biomédica, da aviação e militar. Queremos ser reconhecidos como ‘Simulation Experts’, líderes de mercado em Portugal, Angola e Moçambique. Temos projetos de I&D+I endógenos que vão abrir-nos outros mercados competitivos. Cultivamos um ambiente intra-empresa de “start-up”, em busca permanente de inovação e gaps de mercado, mas temos já a maturidade profissional para responder aos desafios mais exigentes da simulação de alta-fidelidade.

Fidelis Lucina Maternal Fetal Simulator

Fidelis Lucina Maternal Fetal Simulator

Fidelis Lucina Maternal Fetal Simulator

Inovador, realista e versátil, assim se pode descrever o simulador wireless de alta-fidelidade Fidelis Lucina, da marca CAE Healthcare.

Inovador, realista e versátil! Assim se pode descrever o simulador wireless de alta-fidelidade Fidelis Lucina, da marca Desenvolvido parceria comé oum Instituto de de Engenharia da Universidade do Porto, este simulador de parto CAE Healthcare.em A Fidelis Lucina simulador parto comBiomédica características únicas relativamente à modelação fisiológica materno-fetal, permitindo e fazerem a gestão da mãematerno-fetal, e recém-nascido,permitindo sem apresenta características únicasaosnoformandos que dizmonitorizarem respeito à modelação fisiológica que os ser precisa a intervenção de e Com a Fidelis Lucina, que foi desenvolvido em parceria com Instituto de Este simulador formandos monitorizem façam a gestão de e recém-nascido, sem intervenção de oinstrutores. Inovador, realista einstrutores. versátil, assim semãe pode descrever osaúde simulador wireless de alta-fidelidade F Engenharia Biomédica da Universidade do Porto, estudantes e profissionais de podem aperfeiçoar e treinar as Fidelis Lucina Maternal permite, a profissionais deFetal saúdeSimulator e estudantes, o treino e aperfeiçoamento de competências de cuidados pré-natais, CAE Healthcare. suas competências de cuidados pré-natais e diversos cenários de parto, como parto normal, cef+alico ou pélvico, diversos cenários de parto (como por exemplo, parto normal, cefálico ou pélvico, aplicação de Forceps, distócia do aplicação de Forcep, distócia do ombro, e ainda cuidados pós-parto. A Fidelis Lucina é o único simulador do mercado ombro, entre outros cenários) e cuidados pós-parto. A Fidelis Lucina é onão único simulador do mercado que permite a que permite a apresentação do mesmo enquanto parturientede ou paciente feminina grávida. Desenvolvido em parceria com o Instituto Engenharia Biomédica da Universidade do Porto, e

apresentação do mesmo enquanto parturiente ou paciente feminina não grávida.

Qual o balanço que fez do ano transato e como prevê o cenário para 2016? Haverá novos projetos para concretizar? Em 2015, consolidámos a nossa liderança em Portugal com projetos muito importantes na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, no Centro Académico de Medicina de Lisboa – que agrega o Hospital de Sta.Maria e a FMUL – e como consultores do Grupo Luz Saúde. Na área internacional, foi um ano fantástico com contratos muito importantes em Angola e Moçambique. A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra adquiriu, mesmo no final do ano, o mais recente e avançado simulador de parto a nível mundial (simulador Lucina da CAE Healthcare) – foi o corolário feliz de um ano muito desafiante. Em 2016, teremos em Portugal o Congresso Europeu de Simulação em Saúde (SESAM 2016) – é uma oportunidade única! Lisboa não tem ainda um Centro de Simulação Avançada e nós queremos mudar esta realidade, num projeto sério e inovador, que crie valor educativo para os estudantes, profissionais e equipas de saúde da área metropolitana de Lisboa. Ainda em 2016 vamos concretizar os dois maiores projetos internacionais em que estamos totalmente empenhados como “simulation experts” – um contrato com a agência europeia EuropeAid para formação de instrutores de saúde em Angola e a conceção de um Centro de Simulação híbrido de última geração em parceria internacional com a CAE. Abordemos agora o Health Cluster Portugal. Qual a importância de estarem associados ao cluster? Somos membros ativos do Health Cluster Portugal desde 2010, com muito orgulho. Trata-se de um setor estratégico para a afirmação internacional de Portugal, onde podemos competir com os melhores em termos de conhecimento crítico e tecnologias de saúde. O Health Cluster tem desenvolvido um trabalho muito positivo de unir diversos

apresenta características únicas no que diz respeito à modelação fisiológica materno-fet

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permite, a profissionais de saúde e estudantes, o treino e aperfeiçoamento de competências d Sectra Visualization Table diversos cenários de parto (como por exemplo, parto normal, cefálico ou pélvico, aplicação d ombro, entre outros cenários) e cuidados pós-parto. A Fidelis Lucina é o único simulador do m Inovador, realista e versátil, assim se pode descrever o simulador wireless de alta-fidelidade Fidelis Lucina, da marca apresentação do mesmo enquanto parturiente ou paciente feminina não grávida. CAE Healthcare. Desenvolvido em parceria com o Instituto de Engenharia Biomédica da Universidade do Porto, este simulador de parto apresenta características únicas no que diz respeito à modelação fisiológica materno-fetal, permitindo que os formandos monitorizem e façam a gestão de mãe e recém-nascido, sem intervenção de instrutores. Este simulador permite, a profissionais de saúde e estudantes, o treino e aperfeiçoamento de competências de cuidados pré-natais, diversos cenários de parto (como por exemplo, parto normal, cefálico ou pélvico, aplicação de Forceps, distócia do ombro, entre outros cenários) e cuidados pós-parto. A Fidelis Lucina é o único simulador do mercado que permite a apresentação do mesmo enquanto parturiente ou paciente feminina não grávida.

Sectra Visualization Table

A Sectra Visualization Table é o resultado da combinação entre tecnologia médica e ciência computacional avançada, Sectra Visualization Table para o treino clínico e decisão em saúde. Esta inovadora e intuitiva ferramenta educacional permite, através do seu écran multitouch full HD, a visualização anatómica 3D de imagens reais contruídas a partir de Tomografia Computorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM). Possibilita a execução de gestos como rodar, transportar, dissecar Sectra pelas Visualization é odo resultado da combinação entrea curva tecnologia médica e ciência computacional avançada, eAnavegar estruturasTable internas corpo humano, reduzindo assim de aprendizagem.

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Esta mesa de anatomia virtual apresenta-se como uma alternativa, ou complemento, à utilização de cadáveres para o estudo de estruturas, tecidos, órgãos e sistemas, reduzindo desta forma a necessidade de procedimentos invasivos para diagnosticar patologias e realização autopsias forenses, e possibilitando recorrer a vários ângulos de visão, planos de corte e ferramentas de manipulação das imagens.

A Sectra Visualization Table é o resultado da combinação entre tecnologia médica e ciência computacional avançada, A Sectra Visualization o inovadora resultado da combinação entre permite, tecnologia e ciência com para o treino clínico e decisão emTable saúde. é Esta e intuitiva ferramenta educacional atravésmédica do seu écran multitouch full HD, a visualização anatómica 3D de imagens reais contruídas a partir de Tomografia para o treino clínico e decisão em saúde. Esta inovadora e intuitiva ferramenta educacional p Computorizada (TC) e Ressonância Magnética (RM). Possibilita a execução de gestos como rodar, transportar, dissecar multitouch full HD, a humano, visualização anatómica 3D de imagens reais contruídas a eécran navegar pelas estruturas internas do corpo reduzindo assim a curva de aprendizagem.

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Consultoria na saúde scientific toolbox consulting

João Bissau e Sílvia sirgado Scientific Affairs Director e Managing Partner

Como e quando surgiu a Scientific Toolbox ConsultingTM? A Scientific ToolBox ConsultingTM surgiu em 2012 como uma empresa de prestação de serviços de consultoria em investigação clínica, especializada em gestão de dados e programação de dados clínicos. Os fundadores tinham o conhecimento técnico e a experiência necessários, partilhando a visão de que seria possível criar uma empresa com elevado potencial de exportação, direcionando o negócio desde início para o mercado global. Desde então temos vindo a ter ótimos desempenhos que se traduziram num crescimento continuado. Lançámo-nos em novos desafios, que levaram à integração das áreas de Medical Writing e de Estatística, e de Desenho e Implementação de Estudos Clínicos, de modo a complementar os serviços disponibilizados, indo ao encontro da procura do mercado. A investigação clínica tem sido um tema em foco nas últimas semanas. Qual o papel da Scientific ToolBox na investigação? Dando um pouco de contexto, a investigação clínica é uma parte fulcral na criação de novas terapêuticas. As empresas da área gastam milhões de euros todos os anos com o objetivo de disponibilizar terapêuticas inovadoras, mas, antes de as poderem comercializar, é necessário que sejam testadas. Estes testes são altamente regulamentados e controlados, seguindo um conjunto de normas, que têm como principal objetivo garantir a segurança das pessoas que neles participam. Na Scientific ToolBox ajudamos estas empresas a implementar estudos clínicos. Providenciamos suporte e consultoria em várias fases dos projetos, desde a idealização e desenho dos estudos até ao reporte e publicação dos resultados obtidos, passando por outras áreas tais como a interação com entidades

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regulamentares, implementação no terreno, recolha dos dados e análise estatística. Para além da investigação, existe uma outra vertente, que é a dos estudos de iniciativa do investigador. Tipicamente, estes estudos são implementados por profissionais de saúde, individualmente ou em grupos de investigação, e têm como principal objetivo a melhoria contínua da prática clínica, através da geração e disseminação de conhecimento científico. Os estudos de iniciativa do investigador são de extrema importância para a Scientific ToolBox. Os profissionais de saúde adquirem um vasto conhecimento lidando de perto com os doentes. Neste contexto, é imperativo divulgar e aprofundar este conhecimento, recorrendo a estudos clínicos, de forma a potenciar a evolução contínua da medicina com base em evidências. Tipicamente estes estudos têm uma parca capacidade de financiamento e de recursos, quando comparada com os estudos promovidos pela indústria. Por isso, na Scientific ToolBox, consideramos que é fulcral providenciar mecanismos para que estes profissionais possam realizar investigação de qualidade com resultados robustos. Tem sido muito gratificante o reconhecimento que nos têm dado nesta área de atuação. Que mais valias é que podem advir dos vossos serviços? E para que público-alvo é que estes se destinam? A principal mais valia dos nossos serviços é sem dúvida a qualidade, sendo este é um valor basilar que guia o dia a dia dos nossos colaboradores e que é evidente em qualquer serviço prestado por nós. A segunda mais valia dos nossos serviços é a otimização de recursos e a redução da janela temporal até à obtenção de resultados. Nos dias de hoje, a redução de custos e o time-to-market são fatores essenciais para os promotores. Temos recursos especializados em cada

uma das áreas de atuação, o que nos permite maior eficiência nos processos. O público alvo dos nossos serviços pode ser dividido em quatro classes diferentes: empresas que desenvolvem tecnologias na área da saúde, que apresentam diferentes necessidades ao longo dos ciclos de vida de desenvolvimento e de comercialização dos seus produtos; profissionais de saúde ou grupos de investigação que pretendam desenvolver estudos clínicos, e necessitem de suporte na idealização, implementação, análise e publicação; profissionais de saúde ou da indústria que procuram desenvolver competências na área da investigação clínica, através de formação especializada, de forma a poderem, no futuro, vir a realizar os seus estudos ou participar em outros estudos; empresas do nosso setor de atuação que procuram complementar ou reforçar a sua capacidade de resposta para algumas tipologias de projetos. As CROs que providenciam outros serviços, encontram na nossa equipa um complemento técnico, que lhes permite uma maior diversificação da sua oferta. As CROs que prestam os mesmos serviços, procuramnos para reforçar a sua capacidade de resposta durante um período de tempo pré-definido, ou perante necessidades técnicas específicas. De que forma é que apostam na formação dos vários profissionais de saúde? Ao longo dos últimos anos, temos vindo a proporcionar sessões de formação sobre diversas áreas de investigação clínica. Temos recebido um ótimo feedback. A nossa aposta na formação de profissionais de saúde tem passado muito pela otimização dos conteúdos formativos de acordo com o feedback que recebemos. Um dos nossos focos reside no reconhecimento das limitações de tempo inerentes ao dia a dia dos profissionais de saúde, pelo que consideramos que é muito importante que os formandos cumpram os seus objetivos de aprendizagem, sentindo que o tempo que investiram no seu desenvolvimento profissional foi adequado e útil. Para atingir o objetivo, recorremos a metodologias pedagógicas ativas, tanto para fomentar uma aprendizagem baseada na experiência e reflexão, como para proporcionar uma experiência formativa dinâmica, atualizada e de alto valor. Os conteúdos programáticos das nossas formações são ilustrados com exemplos referentes a dados clínicos reais, de forma a estabelecer um paralelo entre o ambiente formativo e a prática de investigação clínica. A outra vertente em que apostamos é na experiência profissional dos formadores, e nas suas qualificações científicas e pedagógicas. Temos vindo a trabalhar junto de empresas da indústria


farmacêutica, que nos abordam com necessidades formativas específicas. Temos flexibilidade para adaptar os conteúdos das nossas formações ou desenvolver formações. De modo a ir ao encontro das agendas restritas dos profissionais de saúde, disponibilizamonos a realizar as sessões em qualquer ponto do país, como estratégia de promoção do acesso à formação em investigação clínica. Como caracteriza a equipa de profissionais da Scientific Toolbox Consulting? Pela experiência multidisciplinar, formação diferenciada e pela motivação. Gostamos do que fazemos, e isso reflete-se no entusiasmo com que acolhemos cada projeto. Consideramos que é essencial estabelecer relações de confiança com todos os stakeholders. Os nossos clientes valorizam a apresentação de soluções concretas e eficazes para os desafios que nos colocam. Que valores estão intrínsecos ao bom funcionamento da Scientific Toolbox Consulting? Percecionamos cada colaborador como um indivíduo distinto e reconhecemos os seus contributos. Fomentamos as condições necessárias à evolução individual de cada um, apoiando iniciativas que valorizem tanto o colaborador como a empresa. Consideramos que as competências técnicas são essenciais às 1 22-01-2016 nossas publicidade-sctbx-curvas.pdf funções, mas também apostamos em18:56:35 ações de desenvolvimento de outras competências, como

a área comportamental, o que nos permite alavancar uma cultura empresarial focada na comunicação e na valorização de todos os elementos da equipa. Assumimos com cada cliente o compromisso de trabalhar para atingir os objetivos a que nos propomos, pautando as nossas ações pela ética, dignidade, honestidade e pelo respeito. Procuramos conhecer a cadeia de valor, eliminar desperdícios, e assim prestar serviços de elevada qualidade, atempadamente e de forma competitiva. Apostar na qualidade e na melhoria contínua, como forma de manter a excelência dos serviços. Participamos no bem-estar da comunidade, quer através do impacto positivo na qualidade de vida dos colaboradores, quer em projetos de ação social, quer em ações de responsabilidade ambiental. Temos vindo a apoiar o desenvolvimento de alguns estudos clínicos de iniciativa de investigador, que não têm qualquer tipo de apoio financeiro, ajudando os seus promotores a estruturar as ideias de modo a que se transformem em projetos sólidos passíveis de financiamento. O que vos distingue de outras empresas que atuam no mesmo ramo que o vosso? A Scientific ToolBox rege-se por padrões elevados de exigência, rigor e qualidade, diferenciando-se também por fatores como a flexibilidade e a competitividade. Outro fator é o foco em serviços com elevado potencial exportador. A nível local, destacamos a nossa motivação para ajudar a transformar ideias inovadoras em estudos

REVISTA BUSINESS PORTUGAL CLUSTER DA SAÚDE clínicos sólidos, operacionalizáveis e com validade científica. E o futuro? Em 2016 vamos continuar a apostar na angariação de novos clientes a nível nacional, de forma a aumentar a nossa quota de mercado. Vamos dar continuidade ao desenvolvimento da área de desenho e implementação de estudos clínicos, que iniciámos no segundo semestre de 2015, e para a qual perspetivamos um crescimento a médio prazo. Temos tido alguma solicitação para desenvolver esta área, e consideramos que é o momento certo para fazer esta apostaVamos também continuar a apostar na exportação dos serviços, quer através da consolidação da relação com os clientes atuais, quer através da procura ativa de novos clientes internacionais. Uma grande parte dos serviços que prestamos podem ser realizados remotamente, o que é claramente uma vantagem na angariação de novos projetosAinda a curto prazo, vamos apostar numa estratégia mais abrangente de divulgação das nossas formações. Em 2015, mesmo sem promoção ativa , formámos cerca de 200 profissionais de saúde, pelo que esta será sem dúvida uma área prioritária. Este ano queremos estabelecer parcerias com associações de profissionais de saúde, e estamos a analisar condições especiais para parcerias com alguns núcleos de internos. Como projetos a longo prazo, temos muitas ideias inovadoras e ambições, que iremos implementar a seu tempo.

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a Medicina Farmacêutica em Portugal associação portuguesa de medicina farmacêutica A Associação Portuguesa de Medicina Farmacêutica (AMPIF) é uma associação que existe há aproximadamente 27 anos no mercado da saúde. Nos últimos anos tem vindo a aumentar a sua viabilidade, visibilidade e ação. Para sabermos mais sobre este projeto estivemos à conversa com o presidente Acílio Gala e a vice-presidente Ana Rita Lima. conhecer esta realidade à sociedade. O segundo pilar passa por reforçar e consolidar as relações internas em contexto nacional, fazendo chegar a sua posição e ideias a todos os parceiros da saúde e responsáveis políticos. O terceiro assenta no reforço e consolidação das relações externas em contexto internacional. Neste campo, queremos manter a parceria com a International Federation of Associations of Pharmaceutical Physicians (IFAPP), nas áreas de relações internacionais e da ética, e trabalhar, com os parceiros nacionais relevantes.

Acílio gala Presidente

ana rita lima Vice-Presidente

Numa fase inicial começavamos por falar no aparecimento da AMPIF e da sua missão. A AMPIF foi fundada em 1989 e é uma organização profissional e científica sem fins lucrativos, composta por médicos que trabalham em Medicina Farmacêutica. Os associados da AMPIF são responsáveis por todas as atividades técnico-científicas exercidas maioritariamente nos Departamentos Médicos das empresas farmacêuticas. A AMPIF tem como missão, a cooperação e desenvolvimento técnico e científico dos seus associados, bem como a disponibilização destas competências ao serviço das exigências técnica, ética e deontológica da Indústria Farmacêutica. Com a evolução que tem surgido quais são os principais objetivos? Os objetivos assentam em três eixos estratégicos. O primeiro passa por reforçar e consolidar a estrutura interna. Queremos ainda publicar o estudo levado a cabo pela AMPIF, em parceria com a Universidade de Aveiro, sobre as estruturas dos departamentos médicos em Portugal entre 2012 e 2014, dando a

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Os profissionais da área têm presente a importância de uma formação contínua? A maioria dos profissionais de saúde que trabalham em Medicina Farmacêutica, incluindo médicos, são habitualmente sujeitos a um programa de formação nas empresas farmacêuticas onde exercem as suas funções. Além disto, tem necessidade de desenvolver-se através de formação pós-graduada, que em Portugal tem sido assegurada por algumas Universidades, pela autoridade competente – INFARMED -, mas também por empresas de formação. Mas vale a pena salientar que a Ordem dos Médicos desenvolveu a competência em Medicina Farmacêutica, existindo já vários médicos em Portugal que obtiveram esta competência. Como se defende o correto exercício da Medicina Farmacêutica? O desenvolvimento e comercialização de medicamentos é uma área extremamente regulada. Existe legislação extensa definida pelas autoridades competentes europeias e nacionais, e códigos deontológicos, também a nível europeu e nacional. As próprias empresas farmacêuticas têm as suas políticas e procedimentos, alicerçados na legislação em vigor e nos diversos códigos. Esta regulamentação é um garante

do adequado exercício da Medicina Farmacêutica. Além disso, a avaliação curricular dos profissionais que trabalham nesta área, bem como a sua certificação complementam o nível de preparação exigido para o exercício desta competência. A investigação na indústria farmacêutica tem ganho importância em Portugal. O que tem contribuído para este crescimento? A investigação desenvolvida pela Indústria Farmacêutica, na sua forma mais expressiva sob a forma de ensaios clínicos, corresponde à maior parte da investigação clínica que se faz em Portugal. Acreditamos que algumas medidas estratégicas que foram implementadas no plano legislativo nos últimos dois anos, como a nova lei de investigação clínica de 2014, contribuíram para criar condições para tornar a investigação clínica mais competitiva. Por onde passa o futuro da AMPIF? Na sequência do estudo levado a cabo pela AMPIF sobre as estruturas dos Departamentos Médicos em Portugal, ficou patente que são diversas as competências dos profissionais que aí trabalham. Falamos de farmacêuticos, biólogos, enfermeiros, engenheiros químicos, epidemiologistas, entre outros. Se não representar a realidade, a AMPIF está a autolimitar-se. É desejo revisitar os seus estatutos de modo que esta associação represente não só os médicos, mas todos os profissionais de saúde que trabalham em Medicina Farmacêutica. Naturalmente que estará sempre no seu ADN o desenvolvimento das competências desses profissionais e a defesa dos princípios e interesses que representam.


SUPLEMENTO ESPECIAL ROTEIRO PARA UMA ECONOMIA DINÂMICA

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Presidente da República concluiu, em Vale de Cambra a sua oitava jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica, tendo presidido a uma cerimónia de condecoração de 14 empresários que são expressão do dinamismo da economia. No seu discurso, Cavaco Silva referiu a escolha destes dois setores, a cerâmica e a metalurgia por serem setores muito expostos à concorrência e responsáveis, também eles, por um importante contributo para o valor acrescentado da indústria naiconal, para as exportações, para o crescimento e para o emprego. A maioria das empresas destes setores atravessou extremas dificuldades ao longo das últimas décadas. Muitas delas não sobreviveram à concorrência global e à aceleração tecnológica. Mas muitas outras, graças ao engenho, à tenacidade e à determinação dos seus empresários e trabalhadores, têm sido capazes de se reinventar, de investir em novas ideias, de ultrapassar as dificuldades, e de manter ou mesmo de reforçar o emprego. O setor da metalurgia e metalomecâmica foi o maior exportador nacional em 2014, num total de 13.8 mil milhões de euros. Já a cerâmica representa 900 milhões. Na cerimónia foram agraciados com o grau de comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial vários industriais de ambos os setores, havendo ainda espaço para o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Agrícola.

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Fotos de Luís Catarino, fotógrafo oficial da Presidência da República

SUPLEMENTO ESPECIAL ROTEIRO PARA UMA ECONOMIA DINÂMICA

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SUPLEMENTO ESPECIAL ROTEIRO PARA UMA ECONOMIA DINÂMICA

presidente da repúb comendas da ordem d Samuel delgado - solancis

josé paulo silva- jpm

Benjamim santos - indasa

Agostinho da Silva, Álvaro Gouveia e Fernando Sousa - cei

joão silva - adega cooperativa de távora

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pedro Araújo - polisport


SUPLEMENTO ESPECIAL ROTEIRO PARA UMA ECONOMIA DINÂMICA

blica na imposição de de mérito empresarial joão carlos novo - motofil

joão paulo crespo - fertiprado

paulo dunões - kerion

Fotos de Luís Catarino, fotógrafo oficial da Presidência da República

manuel tarré - gelpeixe

avelino gaspar - Lusiaves

paula roque - revigrés

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SUPLEMENTO ESPECIAL ROTEIRO PARA UMA ECONOMIA DINÂMICA

Capital do aço inoxidável município de vale de cambra O concelho de Vale de Cambra foi eleito pelo Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva para encerrar as comemorações dos oito Roteiros dedicados à Economia Dinâmica. Em entrevista ao presidente do município, José Pinheiro fomos à descoberta das potencialidades da região.

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josé pinheiro Presidente

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ale de Cambra tem-se destacado a nível nacional por ser um concelho com uma taxa de desemprego residual, devido sobretudo aos postos de trabalho existentes na indústria metalomecânica. O Presidente da República terminou no concelho o périplo que fez pelo país ao longo de oito roteiros dedicados a uma Economia Dinâmica. A cerimónia de encerramento condecorou 14 empresários que são expressão do dinamismo da economia. José Pinheiro presidente do município de Vale de Cambra revela que “fiquei muito agradado com o desafio que o Presidente da República nos lançou para acolhermos em Vale de Cambra a cerimónia de encerramento dos roteiros, fazendo aqui uma cerimónia de condecoração de personalidades ligadas à indústria, no fundo, é também um reconhecimento de Vale de Cambra como pólo industrial, um concelho exportador líder da metalomecânica nacional”, remata. Dos 14 empresários condecorados com a comenda da Ordem do Mérito Empresarial, dois filhos da terra foram agraciados na vertente da Classe do Mérito Industrial, demonstrando a importância da região no setor. Durante o ano de 2015, o Presidente da República já tinha visitado o concelho, nomeadamente a JPM Indústria, regressou no final do ano a Vale de Cambra para a cerimónia de encerramento e também para conhecer “uma empresa de referência no setor do aço inoxidável, a Arsopi”, relata o interlocutor. A região assume uma enorme importância para a economia nacional, no que diz respeito, à metalomecânica pesada e à indústria do aço inoxidável, “numa vertente cada vez mais específica, o aço inoxidável é utilizado em inúmeras construções, mas também nas indústrias alimentar e petroquímica. Foi , por isso, muito gratificante o Presidente da República selecionar Vale de Cambra para fazer o encerramento deste roteiro”, evidencia o autarca valecambrense. No entender de José Pinheiro, “Vale de Cambra está inserida numa região com um potencial industrial


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forte que é o Distrito de Aveiro, onde há criação de riqueza, emprego e inovação, onde a economia industrial é diversificada”. Devido à orografia da região não é possível a criação de uma grande zona industrial, mas o concelho tem quatro pólos, a zona industrial de Lordelo/Codal, Rossio, Calvela e Algeriz e, futuramente, “estamos a apoiar a construção de uma nova empresa, temos de fazer das dificuldades oportunidades”, refere o autarca, acrescentando que “o município de Vale de Cambra tem procurado apoiar os industriais deste concelho”. O papel do município passa também pela procura de sinergias entre o tecido empresarial e as instituições ligadas à educação e formação, através de iniciativas diversas, neste sentido, está a ser organizada “uma feira, em que vamos envolver a comunidade escolar intitulada ´Aqui há futuro´, queremos transformar aquilo que são oportunidades de emprego e formação no casamento perfeito, em que se formem jovens para o mercado de trabalho, queremos combater o desemprego, pretendemos ser um exemplo nessa matéria”, explica o entrevistado, revelando que a autarquia está empenhada em que a “Escola Tecnológica possa evoluir e passe a lecionar Cursos Técnico-Profissionais Superiores, estamos a tratar da homologação com o Instituto Superior de Engenharia do Porto, ISEP. É o primeiro passo para permitir fixar os jovens e dar mão de obra especializada às empresas”, adianta José Pinheiro. Um dos esforços que a autarquia está a levar a cabo é criando condições para que os trabalhadores do concelho possam também residir em Vale de Cambra, “40 por cento dos nossos trabalhadores moram fora do concelho”, refere o autarca, salientando que “queremos criar melhores condições” para os que querem viver em Vale de Cambra. Novas apostas: Turismo e Cultura A indústria metalomecânica é o principal motor do concelho, um setor consolidado e que muito tem contribuído para a economia da região. A autarquia acredita que agora é tempo de começar a investir em outros setores que possam, igualmente, dinamizar o concelho. Atualmente já existem algumas unidades hoteleiras onde é

possível uma estadia usufruindo da natureza que envolve a região. O autarca José Pinheiro esclarece que “estamos a apoiar a criação de postos de trabalho no turismo, apostando no turismo de natureza que é um setor emergente, acompanhando a tendência de crescimento do turismo no norte do país”. No que toca às infraestruturas, o presidente da autarquia refere que o concelho tem “um Parque da Cidade que é uma obra fantástica e que possibilita a prática de desportos e de lazer ao ar livre, tem as piscinas cobertas e descobertas” às quais se associam as “paisagens magníficas, a boa gastronomia, os espetáculos culturais” e outros eventos como “a Feira da Castanha e a Feira Gastronómica”, que segundo o autarca têm cada vez mais afluência. Futuro Questionado sobre as perspetivas de futuro para a região, o presidente do Município de Vale de Cambra refere que a curto prazo o objetivo é “retomar o projeto ´Ideias com Vida´, que pretende dar oportunidades aos jovens para iniciarem um novo projeto. O município quer dar condições aos jovens através da cedência de um espaço e material. O objetivo é apoiar uma ideia que possa ser materializada em algo que possa gerar riqueza”, explica José Pinheiro. Um dos projetos que também deve avançar é destinado ao turismo e pessa pela “criação de um Centro Interpretativo na Serra da Freita”, dedicado à natureza e história da região. Nas palavras do autarca é necessário criar uma “vontade coletiva, o que nem sempre é fácil, mas é necessário refocar a orientação, temos uma dinâmica que está em velocidade cruzeiro, a indústria e outra que está adormecida, o turismo, área onde é preciso concentrar energias. Pretendese fazer algo diferenciador que possa reverter aquela que é a realidade do fluxo de pessoas, invertendo as saídas do concelho captando pessoas que se fixem em Vale de Cambra”, perspetiva o autarca. O futuro passa pois pelo reforço e acompanhamento da indústria, fixação de população no concelho e a revitalização e dinamização do turismo e da cultura.

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Trabalho em prol da população Freguesia de Macieira de Cambra Macieira de Cambra foi palco da última e oitava sessão no âmbito das jornadas do Roteiro para uma Economia Dinâmica. A cerimónia realizou-se no moderno Centro Cultural instalado no centro da freguesia. Neste sentido fomos conhecer a localidade e a importância da presença do Presidente da República, numa entrevista com o presidente da Junta de Freguesia, João Pedro Costa.

joão pedro costa Presidente

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uma cerimónia que decorreu no Centro Cultural de Macieira de Cambra, o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva agraciou 14 empresários. Entre os condecorados estão dois filhos da terra, José Paulo Silva, diretor executivo da JPM Indústria e Pedro Araújo, presidente da Polisport. Ambos foram agraciados com o grau de comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial. O nosso entrevistado refere com grande entusiasmo que “para a Junta de Freguesia e para mim, enquanto presidente, foi um orgulho enorme receber no Centro Cultural de Macieira de Cambra o Presidente da República e a condecoração das medalhas de mérito para os empresários do concelho e não só”, refere o edil. O Presidente da República decidiu

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destacar e condecorar empresários que são expressão do dinamismo da economia e que têm contribuído para o desenvolvimento do país, como sublinhou igualmente o nosso entrevistado, “os condecorados são homens com horizontes que têm feito muito pelo país e pela terra, a quem se tem de dar o devido valor”. Quanto à caracterização económica e geográfica da freguesia, “Macieira de Cambra é um bom dormitório, a freguesia tem 18 km2 e 4425 eleitores. Em termos económicos, tem indústrias de madeira, mecânica e diversas atividades que contribuem para os números reduzidos, no que toca ao desemprego, em relação ao índice nacional, temos um valor reduzido, as fábricas aqui instaladas criam postos de trabalho e contribuem para a riqueza da região e representam um grande potencial”, destaca o nosso interlocutor. No que diz respeito às valências existentes na freguesia, o edifício sede da junta tem as portas abertas todos os dias úteis, assegurando o serviço dos correios. O presidente da Junta de Freguesia destaca o papel que as instituições desempenham, “a freguesia, felizmente, tem muitas instituições, a Fundação Luíz Bernardo de Almeida, de cariz social, representa neste momento a maior entidade empregadora, tem cerca de 90 a 95 funcionários”, evidencia. A nível desportivo e cultural, Macieira de Cambra tem várias associações e instituições que trabalham em prol da terra, promovendo atividades dinâmicas, importando destacar “o Grupo Desportivo e Cultural Estrelas Vermelhas, o Clube Desportivo e Cultural de Macieira de Cambra, a Comissão de Festas Setembrinas, a Conferência Vicentina de Macieira de Cambra,o Grupo Coral de Santo Aleixo, o Grupo Etnográfico Terras de Cambra, a Associação Académica de Cambra, o Clube de Caça e Pesca Terras de Cambra, a Casa do Professor de Vale de Cambra, o Grupo Desportivo e Cultural de

Algeriz, o Grupo Desportivo e Cultural os Ramilenses, a Olca-Orquestra Ligeira de Cambra e a Focus, estão todos de parabéns pelo trabalho que realizam”, refere o presidente, João Pedro Costa. As festividades mais importantes realizam-se em setembro e são conhecidas como as festas setembrinas em honra de “Nosso Senhor do Calvário e Nossa Senhora da Natividade, onde tem lugar também a procissão das velas que atrai muita gente à freguesia”, destaca o nosso interlocutor. Falando do futuro, o presidente João Pedro Costa refere que gostaria de terminar o mandato deixando a freguesia dotada a 100 por cento de saneamento básico, trabalho que está a ser feito em parceria com o Município de Vale de Cambra, “estou convencido que parte dessas obras se vão realizar”, explica, acrescentando ainda que para “fixar a população é necessário criar condições em vez de obstáculos, cativando os cidadãos e é isso que queremos fazer”, conclui João Pedro Costa, presidente da Junta de Freguesia de Macieira de Cambra.


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A nova expressão da cerâmica contemporânea kerion Os produtos da Kerion, que apostam na exclusividade, chegam já a 46 países. A França, principal mercado, conheceu um aumento de 30 por cento este ano e a exportação absorve cerca de 75 por cento da produção. O grande objetivo traçado por Paulo Dunões e Isabel Dunões, gestores da empresa, é a entrada no mercado americano.

isabel e paulo dunões Administradores

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Kerion recebeu a visita do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, no âmbito do “Roteiro para uma Economia Dinâmica”, cujo objetivo se centrou em evidenciar empresas portuguesas na vanguarda da inovação e da qualidade, impulsionadoras do crescimento económico e com expressão no mercado internacional. A culminar esta jornada, Cavaco Silva condecorou 14 empresários, verdadeiros exemplos de inegável sucesso empresarial. Paulo Dunões foi agraciado com o grau de comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial, uma distinção que considerou ser bastante gratificante e reconhecedora do perfil de inovação e qualidade assumidos pela Kerion ao longo do seu percurso. A Kerion desenvolve a sua atividade no setor da cerâmica, centrada na produção

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e comercialização de pavimentos e revestimentos, tendo beneficiado de apoios concedidos através do QREN SI Inovação, ao qual se candidatou em 2008 e que, de acordo com os gestores da empresa, Paulo Dunões e Isabel Dunões, assumiu um papel determinante para a concretização do projeto de desenvolvimento de novos produtos estética e tecnologicamente inovadores, bem como para a sua internacionalização. Atualmente, os produtos da Kerion estão presentes em 46 países, nos cinco continentes, com especial relevância para o mercado europeu. Uma história de sucesso Paulo Dunões trabalha no sector da cerâmica, juntamente com a sua esposa e sócia, Isabel Dunões, há cerca de 30 anos, fruto das iniciativas empresariais do seu sogro, o


engenheiro Celso Albuquerque. Na verdade, o empresário com formação na área de eletrónica e telecomunicações assumiu o desafio de entrar no sector da cerâmica e conseguiu traçar um percurso de sucesso. Assim sendo, a Kerion nasce fruto de três décadas de experiência na indústria cerâmica e na produção de grés porcelanato, oferecendo aos seus clientes soluções cerâmicas de acordo com uma lógica de inovação que faz a diferença. A Kerion surge de uma herança cultural refinada e com os objetivos de traduzir as necessidades de estilo, tecnologia e estética da modernidade, num sistema inovador e avant-garde, apresentando verdadeiras soluções personalizadas numa cultura de viver. Através de uma prospeção contínua sobre o produto, sobre o projeto e sobre o mercado, a Kerion assume-se como a nova expressão da cerâmica contemporânea. Detentora de um perfil moderno e inovador, a Kerion assume como objetivo disponibilizar produtos e soluções que criem valor em termos estéticos e técnicos, trabalhando de uma forma muito próxima com os seus clientes, na sua grande maioria arquitetos e decoradores de interiores. No que concerne às tipologias de produtos, a empresa disponibiliza as pastilhas de grés porcelânico vidradas Kerion Mosaics, o neocim, inspirado na beleza dos antigos mosaicos hidráulicos, aliando a beleza do passado à inovação da tecnologia atual, bem como o grés porcelânico laminado, uma tecnologia para novas soluções de arquitetura, decoração e renovação. De acordo com Paulo Dunões, a Kerion está em 46 países, tendo exportado em 2014 cerca de 75 por cento da sua produção. “O nosso objetivo é passar dos 80 por cento, mas por outro lado, estamos a ter um crescimento muito substancial no mercado nacional, porque as nossas soluções são distintas das dos nossos concorrentes”, sublinhou o empresário. Neste momento, em termos de mercado externo, a França representa cerca de 30 por cento do mercado de exportação da Kerion, seguindo-se a India. “O maior conjunto de mercados para os quais exportamos os nossos produtos é a Europa, mas temos que crescer para outros mercados. A nossa grande aposta em 2016 é direcionar a nossa estratégia de internacionalização para o mercado americano, para o qual consideramos estar preparados, por isso vamos marcar presença na feira Coverings em Chicago”, adiantou. O futuro da Kerion passa por continuar com a sua visão estratégica que se tem revelado vencedora e assertiva, com o intuito de se posicionar para a entrada em novos mercados, com os seus produtos inovadores e exclusivos.

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Qualidade e inovação são a chave do sucesso indasa Fundada em 1979, a Indasa é um dos principais fabricantes europeus de abrasivos flexíveis (lixas) da alta qualidade para o segmento da repintura automóvel e indústria em geral, exportando 90 por cento da sua produção para mais de 100 países nos cinco continentes.

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Indasa foi uma das empresas escolhidas pela Presidência da República para figurar como exemplo no “Roteiro Para Uma Economia Dinâmica”. Foi o perfil exportador, o forte investimento em curso e a solidez do projeto da Indasa que permitiram que esta fosse uma das empresas selecionadas. Assim, recebeu a visita do Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva, no dia 22 de Abril de 2014, na sua sede e instalações fabris, em Aveiro. Na conclusão das jornadas do “Roteiro para uma Economia Dinâmica”, Cavaco Silva presidiu a uma cerimónia de condecoração de 14 empresários que são a verdadeira expressão do dinamismo da economia. Benjamim Santos foi um dos empresários condecorados, tendo sido agraciado com o grau de comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial, uma distinção que o empresário considerou ser muito gratificante para si e para a empresa cujos destinos lidera. “A visita do Presidente da República e a atribuição da comenda foram extremamente gratificantes, porque se trata de um reconhecimento do mérito da nossa empresa”, disse realçando o cuidado e a seriedade com que o Presidente da República visitou a Indasa, tendo a perfeita noção do trabalho desenvolvido, dos produtos e das marcas disponibilizadas pela empresa. “Sentimo-nos respeitados e isso é muito importante. O Presidente da República teve uma postura respeitadora que eu relevo e não esqueço”, disse salientando que, durante a visita, o Chefe de Estado interessou-se por perceber o processo de desenvolvimento e inovação, assim como o processo produtivo da unidade fabril e mostrou especial entusiasmo sobre a dinâmica exportadora da Indasa.

benjamim santos Presidente do Conselho de Administração

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Um rumo de crescimento sustentado Fundada em 1979, a Indasa resulta da experiência e know-how adquiridos por um grupo de profissionais do sector liderado por Benjamim Santos na indústria das lixas, na qual trabalha desde 1970. A empresa nasceu alicerçada em quatro pilares fundamentais: dirigir e concentrar a empresa para um nicho de mercado, designadamente, a repintura automóvel, com marca própria, apostando em produtos


Foto de Luís Catarino, fotógrafo oficial da Presidência da República

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de alta qualidade e na exportação. Foram estes os pressupostos que permitiram que hoje, a Indasa seja um dos líderes mundiais na produção de abrasivos flexíveis de alta performance. “Atualmente, a Indasa é uma empresa que exporta para mais de 100 países tendo sete filiais distribuídas pelos cinco continentes. Em 1988, abrimos em Espanha, em 1989 em Inglaterra e França, em 1994 em Alemanha, em 1998 no Brasil, e em 1999 na Polónia e nos Estados Unidos”, adiantou Benjamim Santos, sublinhando que a Indasa tem cerca de 390 pessoas no grupo e exporta mais de 90 por cento da sua produção para mais de 100 países, através de uma rede de parceiros e distribuidores que se encarregam de desenvolver o negócio e de servir as necessidades locais em cada mercado. A sua fábrica em Aveiro e o know-how acumulado ao longo de vários anos permitem à empresa fornecer soluções adaptadas a cada mercado e sistemas de lixagem inovadores e o plano de investimento contínuo transformou-a numa das mais

modernas da Europa. A excelência e boas práticas da Indasa no desenvolvimento, produção e marketing de abrasivos flexíveis, permitiu à empresa receber um número significativo de certificações internacionais. A Indasa tem um universo de mais de 20 mil referências de produtos, isto porque esta é uma área em constante evolução. Segundo Benjamim Santos, a investigação e desenvolvimento interno da empresa e a colaboração com universidades, centros de investigação e fornecedores continuam a ser fundamentais no desenvolvimento de soluções de lixagem tecnologicamente avançadas, lembrando que no processo de fabrico da empresa apenas são usadas as melhores matérias-primas disponíveis no mercado. A culminar a entrevista à Revista Business Portugal, Benjamim Santos deu nota de que a Indasa está a finalizar um investimento de cerca 14 milhões de euros, com o objetivo de reforçar a sua capacidade produtiva e a pensar no forte potencial de crescimento de mercados como os Estados Unidos da América, Brasil, Índia, China e Médio Oriente.

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Automação industrial e metalomecânica ao mais alto nível jpm S.A. Fundada em 1994, a JPM é uma empresa tecnologicamente evoluída que desenvolve a sua atividade ao nível da automação industrial e metalomecânica. Ao longo do seu percurso, especializou-se na produção, instalação, manutenção e reparação de equipamentos e unidades industriais. Na 8ª Jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica, José Paulo Martins da Silva, presidente do conselho de administração, foi agraciado pelo Presidente da República com o grau de Comendador da Ordem de Mérito Empresarial. Conversamos com o mesmo a propósito de tão importante distinção.

A 8ª e última Jornada do Roteiro para uma Economia Dinâmica foi dedicada aos setores da Cerâmica, Metalurgia e Metalomecânica. O Presidente da República agraciou o responsável da JPM, José Paulo Martins da Silva com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial. A título pessoal, como viu este reconhecimento? Não estava à espera, mas é com muito orgulho que o recebo. Penso que será o reconhecimento de 22 anos de trabalho como empresário, quase metade da minha vida, durante os quais pus a maxima dedicação ao meu projeto para a JPM. Devo este reconhecimento tambem à minha familia, sócios e colaboradores, sem eles não teria sido possível esta distinção. A Comenda atribuída valoriza igualmente toda uma equipa, como é que os colaboradores da JPM reagiram? Reagiram demonstrando uma satisfação pessoal por verem a distinção atribuída ao principal responsável da JPM e também por sentirem terem a sua quota-parte de responsabilidade no sucesso do projeto JPM. O Roteiro da Presidência da República é uma iniciativa que destaca as empresas inovadoras e de qualidade, que estão presentes no mercado externo, josé paulo martins da silva Presidente do Conselho de Administração

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contribuindo para o crescimento económico. Sendo a JPM um exemplo, qual tem sido a estratégia de crescimento e desenvolvimento adotada? A estratégia de crescimento tem sido assente na qualidade do serviço prestado e dos produtos colocados no mercado, associada a uma aposta clara nos mercados internacionais, naturalmente para isto acontecer tivemos de fazer fortes investimentos nas condições de trabalho, novas instalações, equipamentos industriais e também na qualificação da nossa equipa. Fundada em 1994, a JPM tem já uma forte presença a nível mundial, neste momento quais são os vossos principais mercados? Qual tem sido a estratégia adotada para vingar internacionalmente? Os principais mercados são Europa, África e Médio Oriente. A estratégia passa pela qualidade dos serviços prestados e dos equipamentos produzidos e instalados. A par destas dimensões a JPM é uma empresa com uma cultura de bem servir os seus clientes e neste sentido temos feito muitas apostas para que aspetos tais como agilidade, rapidez e inovação sejam progressivamente mais fortes, por isto já estamos presentes em mais de 45 países. A inovação e a qualidade estão sempre presentes nos produtos e projetos da JPM, tendo em conta que estamos no início do ano, quais as novidades que têm previstas para 2016? Em 2016 tencionamos entrar com os nossos produtos e serviços em novas geografias e também apostar em reforçar a capacidade de desenvolvimento de novos equipamentos para o mercado tradicional da JPM.

O agraciamento do Presidente da República deve constituir uma inspiração para o futuro, neste contexto, quais são os projetos e desafios para os próximos anos? Um dos principais desafios é consolidar a presença internacional da JPM nos mercados referidos e em simultâneo conferir uma estrutura de grupo no qual sejam alicerçadas atividades económicas sinergéticas entre si.

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Tradição e inovação há 47 anos Solancis Samuel Delgado é o homem que dirige os destinos da Solancis há 30 anos. Herdou o negócio de família que, neste momento, leva o calcário português a todo o mundo. O Presidente da República resolveu distinguir o presidente do Conselho de Administração da empresa com o grau de comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial.

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condecoração do Presidente da República surgiu no seguimento de uma visita às instalações da Solancis, na Benedita, no dia 13 de outubro de 2014. Questionado sobre a importância desta distinção, Samuel Delgado entende que “este reconhecimento é o fruto do trabalho de 30 anos dedicado à indústria das pedras em que sou a segunda geração da família na empresa, e sou a quarta geração no setor. Uma condecoração destas acontece uma vez na vida, é a recompensa de 30 anos de trabalho e de toda uma equipa constituída por 99 pessoas”, salienta. A empresa nasceu em 1969 pelas mãos do pai Manuel Delgado, “aos 18 anos vim trabalhar para a Solancis e fiquei à frente da empresa aos 20 anos. Nessa altura, começámos logo a exportar obras para Paris, por exemplo, fomos crescendo progressivamente e, em 1999/2000, já exportávamos cerca de 60 por cento, atualmente a exportação é praticamente 95 por cento”, revela Samuel Delgado, presidente do Conselho de Administração da Solancis. O slogan da empresa “Tradição e Tecnologia” demonstra que “aliamos a tradição e a tecnologia de ponta para transformar um produto natural e único. Adicionamos valor e contribuímos para divulgar o nome da nossa região e do nosso país. Hoje temos tecnologia feita em Portugal que até os italianos, que foram os pioneiros neste setor, já andam a copiar. Neste momento, já concorremos diretamente com os italianos em termos de projeto”, esclarece o nosso interlocutor. A Solancis tem 12 pedreiras que ficam situadas no mais importante repositório de formações calcárias existente em Portugal, o maciço calcário estremenho. São 800 km2 de formações calcárias que se elevam no centro do país, a cerca de 90 quilómetros de Lisboa e a 30 quilómetros do mar. Nelas são extraídos os materiais “onde temos os geólogos que fazem o estudo das pedreiras, encaminham as frentes, marcam as camadas e são separadas. Depois fazemos o stock dos materiais e encaminhamos para a fábrica destinados aos projetos que promovemos ao longo do ano”, explica o interlocutor. A inovação e a tecnologia permite hoje à Solancis “fazer projetos que antes demoravam um ou dois anos”, revela Samuel Delgado. Através do recurso a mão de obra especializada o trabalho de conceção está otimizado, garantindo samuel delgado CEO

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uma matéria prima uniforme. Na Solancis opera em três “segmentos de mercado: obras públicas, fachadas e interiores, na construção civil e, as boutiques, que são obras com embutidos de jato de água, onde fazemos embutidos com duas ou três cores”, revela Samuel Delgado. A empresa tem-se afirmado no mercado devido ao trabalho pormenorizado e de proximidade “desenhamos uma fachada peça por peça em 3D. Por exemplo, estamos agora a terminar uma obra em Paris que foi toda desenhada em 3D, executada e apresentada aqui na fábrica. Depois de aprovada pelo cliente segue numerada e organizada para ser montada no local”, revela o empresário, destacando que “o projeto feito à medida é a mais valia da Solancis”. A empresa trabalha neste momento a partir da Benedita para todo o mundo com diversos parceiros, como revela o nosso entrevistado, “temos projetos no Médio Oriente, que estão ainda na fase de conceção. Temos parceiros em vários países desde construtoras aos aplicadores. É uma forma de promover as pedras portuguesas, porque levamos o nome de Portugal lá fora”. A Solancis conta neste momento com um vasto portefólio, em Portugal, obras emblemáticas como o Aeroporto de Lisboa, o Centro Cultural de Belém ou a Marginal de São Martinho do Porto foram projetadas por esta empresa. Em França, Inglaterra, Espanha ou Polónia foram responsáveis pela construção de hóteis, avenidas, centros culturais ou sedes de grandes grupos empresariais, “estamos presentes no Museu Petit Palais e escadarias do Louvre, em Paris. Assim como em várias lojas das cadeias de marcas Hermès e Louis Vuitton e em diversas residências privadas que construímos nos EUA, África do Sul, Rússia, Médio Oriente”, adianta o interlocutor. A empresa conseguiu atingir este patamar também devido à grande preocupação e respeito pelo meio ambiente, “consciente de que só apostando na qualidade e sustentabilidade dos produtos podemos continuar a ser uma empresa de referência, a Solancis controla rigorosamente os processos produtivos, segundo normas nacionais e internacionais. Num mercado cada vez mais competitivo, com consumidores cada vez mais exigentes, as empresas têm de se diferenciar, não só pela qualidade dos produtos e serviços, mas também pelas preocupações ambientais e de higiene e segurança, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do país. Isto só é possível identificando os aspetos ambientais inerentes à atividade, minimizando os impactos negativos causados, zelando pelas condições de segurança dos colaboradores”, explica o empresário. No que diz respeito ao setor português, na sua globalidade, Samuel Delgado adianta que as exportações, no ano passado, rondaram os “400 milhões de euros, é um setor pequeno mas é uma mais-valia para a economia, pois utiliza produtos nacionais, o único material que importa é o diamante e alguns equipamentos pesados para as pedreiras. O setor utiliza 95 por cento da tecnologia nacional”. No caso específico da empresa que dirige há 30 anos, Samuel Delgado revela que a empresa “terminou o ano com um volume de vendas de 8,4 milhões de euros que, em comparação com o ano anterior, representa um crescimento de 5 por cento”. Falando das perspetivas de futuro e, tendo em conta a condecoração do Presidente da República que “foi uma honra traz também confiança para o futuro, uma vez que é a distinção da figura mais alto do Estado português, trazendo visibilidade, mas também mais responsabilidade”, salienta o responsável da empresa. Deste modo, a meta que a Solancis tem “traçada é nos próximos dez anos duplicar a faturação. O ano de 2015 já foi um bom ano se, continuarmos assim, vamos conseguir atingir o objetivo. A partir do ano que vem, vamos implementar novos processos que vão garantir uma maior capacidade de resposta”, conclui o empresário.

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SEMEAR PARA COLHER fertiprado No ano de 1990 nasce a Fertiprado, dedicada ao melhoramento de pastagens. Na propriedade da família, Herdade dos Esquerdos, tinha João Paulo Crespo iniciado em 1984, um projecto de produção pecuária, baseado no melhoramento de pastagens, área de trabalho do seu pai, engenheiro David Crespo, investigador do INIA desde os anos 60. Uma abordagem diferente da vocação da terra do Alentejo, salientando o potencial do melhoramento das pastagens. João Paulo, iniciou-se como jovem agricultor, na Herdade dos Esquerdos, em Vaiamonte, herdada do avô materno. Os ovinos e as pastagens foram o foco inicial, com uma equipa de duas pessoas. Deixou de lado a formação universitária que nunca chegou a iniciar. A experiência de alguns anos de agricultor, a vontade de trabalhar e o acordo da família, encorajaram o nascimento da Fertiprado. João Paulo Crespo foi agraciado como grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Agrícola.

joão paulo crespo Diretor Geral

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oão Paulo Crespo (JPC) é diretor geral de um conjunto de empresa familiares. A Fertiland dedicada à produção de ovinos de leite na Herdade dos Esquerdos, a Fertiprado em diversas áreas no setor das sementes e a PECplus, uma empresa dedicada ao desenvolvimento de sistemas de gestão pecuária, com recurso a diversas tecnologias, informáticas e de eletrónica. “Todas as atividades integradas no campo, desde a genética das plantas, à produção agrícola e pecuária, as tecnologias de informação. Todas as nossas atividades se tocam e geram sinergias técnicas e económicas” refere JPC. A Fertiprado é a marca mais relevante e atua no setor das sementes de pastagens e forragens. A investigação e desenvolvimento em genética de plantas, a produção

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de semente, a forte presença no mercado nacional e a crescente importância de outros mercados tem marcado a evolução da empresa. Na empresa familiar trabalha já uma nova geração, o sobrinho Manuel Rovisco desde há dez anos, e também o filho mais velho de JPC, David, há dois anos em missão no Uruguai. Ao todo, a Fertiprado integra 60 pessoas, uma equipa jovem e motivada que assume responsabilidades e competências de liderança. As sementes de pastagens e forragens para a alimentação dos animais são o foco principal da empresa, mas a marca Fertiprado tem hoje novos atributos no melhoramento dos sistemas agrícolas, na promoção da biodiversidade e na proteção e regeneração dos solos. A importância dos sistemas agrícolas no sequestro de carbono para mitigação das alterações climáticas

constitui também um desafio. Novas abordagens que valorizam a marca numa agricultura em mudança. Nascida no Alentejo, cedo se expandiu a outros pontos do país. “Portugal tem uma grande diversidade de sistemas de produção agro-pecuária. Agricultores em realidades e necessidades diferentes, constituem um desafio para a empresa. Fomos bem sucedidos e estimulados pela satisfação dos clientes”, disse JPC. A internacionalização começou em Espanha, mais tarde em Itália e em 2010 no Uruguai, países onde estão com empresas próprias. Vende também noutros países europeus, através de uma rede de parceiros regionais, desenvolvendo soluções de acordo com as necessidades de cada região. Aposta no melhoramento dos produtos e no desempenho da equipa, criando laços de confiança com clientes


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e parceiros. A diversidade de sistemas agrícolas de cada região, obrigam a empresa a uma abordagem cuidada das diferentes realidades. “Temos êxito quando conseguimos servir melhor as necessidades dos clientes. Só assim se consegue crescer” refere. A empresa tem uma aposta crescente na I&D, com diversos projetos próprios e em consórcio, na busca de melhores soluções e de maior capacitação da equipa técnica. O crescimento tem obrigado a diversas mudanças na equipa, na delegação de competências e responsabilidades, nos processos. “São os desafios de uma empresa que quer crescer, também para profissionais que querem crescer. Com sede na Herdade dos Esquerdos, que é também o seu principal pólo de desenvolvimento e demonstração, no meio do Alentejo bastante envelhecido e com menos gente. É a principal empregadora privada do concelho de Monforte, uma região com baixa densidade e reduzida atividade económica. A localização apresenta algumas dificuldades mas também é positiva para a empresa. Acredita nas vantagens de trabalhar no interior do país, até pela qualidade de vida. Acha que o campo pode gerar mais riqueza e criar mais emprego. “A agricultura é a base da alimentação. Os alimentos que escolhemos e compramos nas sempre cheias prateleiras dos supermercados das grandes cidades, quase desconhecedoras do campo, todos vieram da agricultura, ou da pesca. Não há alimentação sem agricultura e há cada vez mais gente no mundo para alimentar. Para além disso, a agricultura tem que cuidar bem o solo, a água, os recursos energéticos, produzir alimentos a preço competitivo, pois os produtos agrícolas estão à disposição nos mercados. Também creio ser estratégico promover a produção local, melhorando a autonomia alimentar do país, que é muito baixa, impactos económicos e de maior garantia de aprovisionamento, importante hoje e no futuro. Por isso, a agricultura vai ser sempre muito importante. Como todas as atividades, a agricultura é feita de ciclos, de tendências, de oportunidades e desafios. Também de riscos, previsíveis ou não. Portugal é um grande país, com uma história extraordinária. Há 500 anos fomos os primeiros a fazermo-nos ao mar. Fomos pioneiros no contacto com civilizações desconhecidas, estabelecendo ligações culturais e económicas. Cumprimos, nesse tempo, uma missão importante na construção do mundo de hoje. Foi a ambição, a coragem e o trabalho que permitiram essa façanha. Na Fertiprado, também trabalhamos com ambição, seja no país, nos projetos mais distantes, no espaço e no tempo. Por isso foi com muita satisfação e orgulho que recebi a condecoração do Presidente da República. É um reconhecimento que agradeço e que partilho com todos os que trabalham connosco”, conclui.

investigação e desenvolvimento em genética de plantas

produção de ovinos de leite

comendador da ordem de mérito agrícola

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UMA EMPRESA QUE LEVA INOVAÇÃO AO MERCADO motofil O Grupo Motofil é líder na área de automação e robótica. Com um percurso de 35 anos no mercado, a empresa adotou uma estratégia de crescimento consolidado na investigação e no desenvolvimento, numa perspetiva de inovação que permitiu tornar-se numa referência do setor a nível mundial.

“S

joão carlos novo Presidente do Conselho de Administração

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omos uma empresa que tem marcado a diferença. O nosso percurso de vida tem sido trabalhar todos os dias com novidades, temos uma ambição sob o ponto de vista do desenvolvimento industrial. Aqui a palavra de ordem é a inovação”, afirma o empresário e também proprietário da empresa, João Carlos Novo. O interlocutor acrescenta ainda que o grupo foi criado pelo seu pai, António Novo, que delegou, em 1998, a responsabilidade das empresas aos filhos “ele deu-nos, a mim e à minha irmã, Paula Novo, a responsabilidade de gerir a empresa. Em 1998, mudámos o sentido da empresa, passámos a ter uma empresa com uma mentalidade aberta, buscámos a internacionalização e, na altura, não era fácil, foi preciso adotar um espírito de sacrifício brutal, é preciso determinação e essa determinação está cá dentro, não se compra, a determinação e os projetos estão na cabeça de cada um. Não há dinheiro que os compre e é isso que transmitimos à nossa equipa”. O grupo Motofil tem como missão fornecer soluções globais aos seus parceiros, afim de que eles alcancem um aumento da produtividade, da performance e da eficácia. O grupo é constituído por cinco principais empresas: Motofil Robotics S.A, fundada em 1981, é uma das grandes fabricantes a nível Europeu no sector da robótica e da automação industrial; A Motomig-Soldadura Lda, fundada em 2007, realiza a produção de consumíveis para a soldadura, fio SG2, em bobines e tambores; A Motofil Cutting, fundada em 2010, desenvolve, fabrica e comercializa equipamentos de corte de peças metálicas a partir de chapas planas ou perfis tubulares; A Motofil Serviços, fundada em 2009, presta serviços na área do corte, soldadura e maquinação de peças; A Motofil Aeronáutica, fundada em 2012, fornece a indústria aeroespacial com o fabrico de ferramentas e estaleiros na área dos compósitos. O empresário João Carlos Novo explica que sempre empregou no grupo o espírito de mudança, pois acredita que uma empresa deve inovar sempre e aproveitar as oportunidades, sendo também fundamental que haja uma equipa de trabalho determinada e ambiciosa no campo da inovação. “Dentro da Motofil não falta determinação, no momento mais crítico da económica mundial, estávamos a fazer quatro grandes investimentos, construímos a


SUPLEMENTO ESPECIAL ROTEIRO PARA UMA ECONOMIA DINÂMICA Motofil Serviços que é uma das empresas que mais vai crescer nos próximos anos. Constituímos a Motomig-Soldadura, a Motofil Cutting, a Motofil Aeronáutica, tudo partiu do zero”, completa o empresário. O Grupo tem um quadro de pessoal com 230 trabalhadores, com a previsão de contratação de mais 70 colaboradores, até o final de 2016. O processo de internacionalização do Grupo foi um fator determinante para o seu crescimento, pois permitiu ampliar oportunidades de negócio. Atualmente, o Brasil é o mercado externo onde a empresa está mais presente. “Foi uma grande aposta feita em 2009, em 2010 já estávamos como uma empresa própria que é a Motofil Brasil, desde então até o ano 2014 estivémos sempre a crescer, com exceto este último ano, face aos problemas que o país está a viver”, acrescenta João Carlos Novo. O Grupo Motofil realiza exportação para diversos países, entre eles, Chile, Peru, México, Índia, Estados Unidos da América, Marrocos, Polónia, França e Alemanha. “A Alemanha é neste momento o principal mercado da Motofil, em 2015 foi o nosso mercado de referência, depois temos exportações pontuais. Agora vamos abrir uma filial nos Estados Unidos e uma na França, portanto, o projeto para 2016 é a Motofil USA e a Motofil França”, completa o entrevistado. Além do elevado nível de qualidade dos produtos e dos serviços desenvolvidos pelo Grupo Motofil, o seu sucesso também pode ser explicado, sobretudo, pela gestão, pelo empenho e pela visão empreendedora e estratégica de João Carlos Novo, um homem com um forte sentido inovador que soube tomar as decisões necessárias para impulsionar o crescimento das empresas. Pelo seu notório destaque no meio empresarial português, foi atribuído, pelo Presidente da República, o grau de Comendador da Ordem de Mérito Empresarial, Classe do Mérito Industrial. Tal distinção é conferida aqueles que tenham prestado, como empresários ou trabalhadores, serviços relevantes no fomento ou na valorização das indústrias. “O distintivo foi um estímulo e um ponto de partida para mais obrigações e novos projetos, fico muito grato pelo reconhecimento do Presidente da República, pelo reconhecimento à minha pessoa, ao meu pai, à minha irmã e a toda a minha família. Este reconhecimento não é só para mim, é também para minha irmã que tem contribuído muito, é um reconhecimento também de toda a equipa da Motofil. Eu sou o tutor deles, mas eles são os homens e as mulheres que lutaram para que esse prémio fosse atribuído”, finaliza João Carlos Novo.

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“Mudamos o paradigma da agricultura da região” cooperativa agrícola do távora João Silva, ex-professor de Educação Física e atual presidente da Cooperativa Agrícola do Távora há cerca de uma década, é a alma da instituição que lidera com brio, e o grande impulsionador da expansão da Cooperativa aos mercados nacional e internacional.

joão silva Presidente

A

cooperativa localiza-se na região demarcada do Távora-Varosa, inserida entre a região do Douro e do Dão, e completa já mais de 60 anos de existência. João Silva afirma que “quando me candidatei à presidência de direção encontrei uma equipa de grandes técnicos, grandes profissionais e grandes colaboradores, quer do ponto de vista administrativo, quer do ponto de vista funcional, nas várias secções”. As características inerentes a este processo foram a irreverência e de algum conhecimento que o Comendador foi apanhando ao longo dos anos e à medida do que foi necessário, foi inovando e verificando que era esse o melhor caminho a seguir.

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A Adega Cooperativa do Távora era já uma estrutura marcante na região pelo seu bom cumprimento de regras, nomeadamente pelo pagamento aos agricultores, atribuindo a estes, um papel central no setor primário. “Todos os compromissos que fazemos com os nossos associados estão sempre devidamente assegurados”, afiança João Silva. É de salientar o facto de João Silva ter sido agraciado pelo presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, com o grau de Comendador da Ordem do Mérito Empresarial, Classe do Mérito Agrícola, numa cerimónia realizada a 17 de dezembro do ano transato, no Centro Cultural de Macieira de Cambra – Vale de Cambra. Dadas as condições únicas de Moimenta da Beira, visto que “possui solos graníticos, primários e pobres em calcário, com altitudes elevadas, clima temperado continental, entre outras, todo este conjunto de fatores faz com que se traduza num lugar privilegiado na produção de maçã e de vinho”. A aliança entre o clima e o solo fazem desta região a mais apropriada, para a produção de maçã, de onde se evidencia a tão apreciada variedade ‘Bravo de Esmolfe’. Relativamente aos vinhos brancos, a acidez natural, o intenso aroma, e o carácter citrino, brilhante e fresco, criam especial realce, de forma a podermos assegurar, que é nesta região por excelência onde o vinho branco encontra condições únicas para se elevar ao mais alto patamar de qualidade. De igual modo, os vinhos tintos, têm vindo a procurar essa delicadeza no aroma e nobreza do corpo, alcançando um notável sabor com o tempo. O presidente da direção aponta que “nos últimos anos mudamos o paradigma da agricultura da região, quer do ponto de vista do vinho, quer do ponto de vista da

fruta”. A área dedicada à produção de vinho abarca oito concelhos da região Douro-Sul, tendo em vista a implantação dos nossos associados. Esta é também a melhor região produtora de espumantes do país. Os vinhos mais característicos da Cooperativa Agrícola do Távora sediada em Moimenta da Beira estão distribuídos pelos espumantes (Malvasia, Touriga Nacional e Touriga Franca), pelo Terras do Demo (50 anos, Branco Seco, Malvasia, Reserva, o Superior e o Touriga), o Aquilinu’s (nas variantes de Branco e Rosé), o Fraga da Pena (Branco e Tinto) e o Malhadinhas (Branco e Tinto). As variedades mais representativas das maçãs produzidas na região são as do grupo Golden (Golden delicious, Belgolden, Lysgolden), que representam quase 40 por cento do total. Depois segue-se o grupo das Galas, que devido ás novas plantações dos últimos anos atingiu uma representatividade de 30 por cento, continuando a crescer. Depois seguem-se as variedades do grupo das vermelhas com uma representatividade de 20%. Os restantes 10 por cento são constituídos por variedades como a Bravo de Esmolfe e Reineta Parda. A variedade Gala tem vindo a ter um grande incremento e é neste momento a variedade mais plantada na região. João Silva defende que “deve existir rotatividade” para que não se criem rotinas e para dar espaço a que outras pessoas com diferentes visões possam estar à frente da estrutura. E conclui dizendo que “os valores da ética, da honra e do compromisso devem ser sempre valorizados”.


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e acordo com a Associação Portuguesa de Facility Management o termo traduzse como a gestão integrada dos locais e ambientes de trabalho. Definição que surge na década de 1960 nos Estados Unidos da América, dava nome ao uso do outsourcing nos serviços bancários responsáveis pelo processamento de cartões de crédito e outros serviços. Hoje em dia já envolve uma série de atividades distintas dependendo da área empresarial onde é inserida. A definição evoluiu com esta alteração e passou a ser um conceito multidisciplinar que reúne todos os serviços que trabalham no sentido de melhorar a eficiência das atividades primárias de uma empresa através da integração de pessoas, locais e tecnologias. Os serviços prestados pelas equipas de Facility Management são apelidados de Facility Services cuja tradução literal é serviços de facilidades. Estes serviços dividem-se correntemente em duas categorias que visam distinguir o tipo de trabalho que é necessário: são estes os hard services (serviços rígidos) que englobam trabalhos mais técnicos e os soft services (serviços macios) que incluem serviços mas correntes e menos complexos. Em Portugal o principal target destes serviços são os condomínios e os serviços de limpezas. Os facility services pretendem prestar apoio aos gestores de imóveis tendo disponíveis diversas opções nesse sentido. Já várias empresas aderiram a este conceito e a profissão de Facility Manager já é reconhecida mundialmente há mais de cinquenta anos.

facility services

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40 anos na defesa dos interesses dos associados Associação Portuguesa de Facility Services A APFS- Associação Portuguesa de Facility Services, foi constituída em 1976 e, desde a sua génese, tem vindo a desenvolver um trabalho significativo na defesa dos interesses dos seus membros e em prol da dignificação do setor.

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om 40 anos de história, a APFS assume-se uma associação livre, de âmbito nacional, sem fins lucrativos, que conglutina todas as empresas que exercem atividades, no âmbito da gestão e manutenção de edifícios, higiene e limpeza, em edifícios, em equipamentos industriais e noutro tipo de instalações, desinfeção, desratização e similares, construção e manutenção de jardins, bem como da prestação de serviços administrativos e de apoio às empresas, nomeadamente receção, atendimento telefónico e secretariado. Atualmente com cerca de 40 associados, a APFS foi constituída tendo como principal mote a consagração de um contrato coletivo de trabalho, que viesse em parte, colmatar “a ausência de legislação para regulamentar o setor”, advoga, salientando a existência de empresas que não cumprem as suas obrigações e praticam uma concorrência desleal. Neste contexto, Fernando Sabino exaltou a importância de uma regulamentação no sector que permitisse uma maior dignificação e certificação da profissão, bem como de uma maior capacidade negocial perante os clientes. Hoje, os objetivos da APFS são bastante mais vastos, indo muito além da preocupação com a contratação coletiva. Vantagens dos associados O sucesso das empresas depende, em grande parte, do conhecimento que os empresários do setor têm do contexto legal, técnico, económico e político em que as suas atividades se desenvolvem. Nesta medida, a qualidade de associado da APFS traz um conjunto de

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vantagens, designadamente informação e consultoria jurídica, conferências e outros eventos sobre temas atuais e fatores críticos relacionados com o exercício da atividade, intervenção junto dos parceiros sociais, negociação de contratação coletiva, bem como a formação profissional. Fernando Sabino adiantou ainda que a associação tem também como grande objetivo negociar protocolos relativamente a um conjunto de serviços prestados às empresas suas associadas. “Foi acordado no dia 13 de janeiro, um protocolo para a prestação de serviços de Medicina do Trabalho entre a Associação Portuguesa de Facility Services e a Medi-T. Este protocolo é um bom contributo para a redução dos custos operativos das empresas associadas. Constrangimentos de uma atividade de mão de obra intensiva Sendo esta uma atividade de mão de obra intensiva, qualquer alteração nos salários tem impacto em mais de 85% da estrutura de custos das empresas. A APFS e os seus representantes entendem que a decisão do aumento em quase cinco por cento da Remuneração Mínima Mensal Garantida (RMMG) acarreta graves consequências para o setor, tendo em conta que os clientes do setor privado dificilmente irão aceitar um aumento de preços desta dimensão. Fernando Sabino salientou que desta realidade deverão resultar prejuízos para as empresas prestadoras, ao suportarem o diferencial entre os 5 por cento e o valor aceite pelo cliente, bem como a redução dos níveis de serviço por parte dos clientes, de forma a compensar o aumento de custos, o que implicará eliminação de

postos de trabalho, ou seja, mais despedimentos no sector. Por outro lado, os clientes da administração pública, de uma forma geral, recusam-se a efetuar qualquer alteração aos preços definidos nos contratos em vigor, o que é ainda muito mais gravoso do que a situação do setor privado. Depois de um forte empenhamento da APFS junto da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal, disponibilizando muita informação e argumentação sobre estas questões, “conseguiu-se que seja possível um acordo em sede de concertação social”, revelou Fernando Sabino, sublinhando a redução da TSU em 0,75 por cento e o alargamento da abrangência desta medida. “Em relação à repercussão do aumento da RMMG nos contratos públicos em vigor, embora exista sensibilidade do governo relativamente a este problema, não estamos muito otimistas em relação ao resultado final do acordo”, avançou o diretor executivo, mencionando que a APFS lamenta que não se tenham em conta princípios básicos nas relações comerciais, sendo a administração pública o principal prevaricador desses princípios, pondo em causa a sobrevivência de muitas empresas. A terminar, Fernando Sabino garantiu que a APFS continuará a envidar todos os esforços para, com a imprescindível colaboração da CCP, conseguir que a administração pública altere a sua posição fazendo repercutir os aumentos da RMMG nos contratos em vigor.


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Uma oportunidade agarrada com unhas e dentes até aos dias de hoje higiablue No ano de 2011 é em Loures que surge a HigiaBlue. Uma empresa dedicada á comercialização de detergentes sob o comando de Cristina Couto, proprietária, que trabalhou cerca de 10 anos numa empresa do ramo.

cristina couto Administradora

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endo adquirido o gosto pela área e muito conhecimento no que diz respeito a esta profissão. No entanto, não estando totalmente satisfeita e por consequência não se sentindo realizada, considerou ser a hora de mudar. Portadora de uma persistência elevada ficou apenas à espera da oportunidade financeira, que surgiu em 2011. “Se tiver uma ideia, por mais que me digam que posso estar errada, eu tenho de ir lá e perceber que fiz a escolha errada, nunca me arrependo do que faço, mas só do que não faço”, confessa. Assim, é no ano de 2011 que nasce a HigiaBlue situada no Núcleo Empresarial A8 Loures, na época com dois colaboradores. A equipa de profissionais neste momento constituida por cerca de 10 pessoas, com uma larga e comprovada experiência na área da higiene e desinfeção, que formam esta casa procuram diariamente oferecer aos seus clientes uma relação qualidade/preço inquestionável. Em simultâneo existe um apoio técnico constante, que permite criar as condições ideais para a consolidação de relações comerciais duradouras.

No entanto, não é menos importante revelar que para se manter esta relação com os clientes, também é preciso diariamente dar-se provas de um profissionalismo ao mais alto nível. A concorrência existe e está sempre atenta. Mas para que tudo isto seja possível, Cristina Couto sabia desde cedo que teria de existir “muito empenho, poucas horas de sono, motivação diária e acompanhar

anos, reconhece o trabalho e esforço realizado por todos os colaboradores da HigiaBlue, assim como da confiança demonstrada pelos clientes que fazem parte desta jornada, de forma a contribuir para o crescimento da empresa. O principal objetivo foi e continua a ser abrir novos clientes todos os dias criando uma carteira consolidada. No ano de 2015 e tendo o reconhecimento deste trabalho de equipa, a empresa conseguiu um

a dinâmica do mercado, em suma muita dedicação e trabalho”. A irreverência de criar algo que ambicionava. É neste sentido que assume hoje, “uma das situações que diferencia a Higiablue da concorrência e para o qual toda a equipa trabalha em conjunto, é conseguir satisfazer os nossos clientes num espaço de 48 horas”, para corresponder a esta exigência na qualidade e diversificação dos produtos tem que existir uma procura continua de novos parceiros de negócios. Os produtos comercializados inicialmente foram os detergentes, forma como começou o negócio. O papel, consumíveis de limpeza, descartáveis e equipamentos, produtos que foram sendo acrescentados. Mais recentemente e tentando abraçar novos mercados, foi feita uma parceria com uma empresa que comercializa desinfectantes biocidas homologados pela DGAV (Direção Geral Alimentação e Veterinária), de forma a conquistar mercados emergentes, e assim aumentar a quota de mercado. Associado à comercialização de detergentes é disponibilizado a título de empréstimo e sempre que se justifique os doseadores de lavagem automática de loiça. Para ter acesso a este serviço tem que existir um compromisso por parte dos clientes em consumirem os produtos da marca Higiablue. Cristina Couto afirma que ao longo destes últimos 5

acréscimo cerca de 20 por cento das suas vendas relativamente a 2014. Considerando a conjuntura económica do país nos últimos anos reconhece-se ser um aumento significativo que aos poucos vai permitindo ao projeto ganhar asas para sonhar mais além. Até 2014 as vendas incidiram particularmente na zona de Lisboa e arredores, no ano de 2015 surgiram novos clientes ao longo de todo o país. Para 2016 o objetivo principal continua a ser o aumento das vendas assim como a expansão em termos de área geográfica. Quanto ao compromisso que tem com os clientes, este nunca é esquecido e por esse mesmo motivo permite aos seus vendedores fazerem formações de forma a melhorar a abordagem comercial e técnica sobre os produtos comercializados, e assim existir uma melhoria contínua no aconselhamento dos produtos de acordo com as necessidades de cada cliente, de uma forma personalizada. Não esquecendo o acompanhamento pós venda com a entrega da documentação que a Legislação exige, e formação sobre os produtos sempre que necessário. Desta forma nasceu a missão da HigiaBlue, RESOLVEMOS | ASSISTIMOS |ACONSELHAMOS Esta é uma empresa que quer estar sempre perto de si e ajudá-lo em todos os momentos do crescimento do seu negócio.

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Garantia de um serviço de excelência! duo higiene A DuoHigiene é uma marca registada de comercialização de produtos de higiene, limpeza e todo o tipo de acessórios, sendo especializada no aconselhamento técnico de serviços por profissionais qualificados e foi criada por Norberto Neves, diretor comercial e por José Agostinho, diretor geral.

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sta empresa especializada na comercialização de todos os artigos de higiene e limpeza, procura sempre imprimir a informalidade e uma liderança horizontal. “Asseguramos de forma rigorosa os nossos compromissos e garantimos total conhecimento nesta área”, refere Norberto Neves. Todos os produtos da DuoHigiene são devidamente certificados e garantem a qualidade profissional, com um serviço de excelência, seja na entrega e eficácia dos produtos como também no aconselhamento e apoio pós-venda. Aqui, é possível encontrar as melhores soluções para responder às necessidades de cada cliente individual, superando todas as expectativas com um serviço rigoroso, profissional e altamente especializado. Política de Funcionamento Esta empresa funciona em detrimento da política dos três A’s, e essa política passa pelo Aconselhamento, que é algo para o qual estão sempre disponíveis, fazendo o aconselhamento de uma forma bastante proactiva, no sentido de antecipar problemas que poderão surgir ‘à posteriori’, passando também pelo know how já

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amplamente adquirido, adequando não só os produtos, como também o equipamento e máquinas a cada local e, “esta política, fazemo-la sempre de uma forma bastante proactiva”, salienta Norberto Neves. Depois a outra vertente desta política é o Acompanhamento, sendo que a DuoHigiene mantém uma proximidade com os

seus clientes bastante grande e esse acompanhamento é feito com regularidade, quando à última política, essa assenta na base da Assistência, sendo que esta fase também tem um acompanhamento feito com alguma regularidade, até porque “a realidade está em constante mutação”.


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O cliente é muito importante para a DuoHigiene, sendo que José Agostinho, diretor geral refere que “não o querem só para uma vez”, querem que o cliente se mantenha fidelizado com esta empresa. José Agostinho expõe que pretende que o cliente cresça com a empresa e que a própria empresa também cresça com os seus clientes. Para isso, a DuoHigiene pretende ser uma empresa de referência e reconhecida como a melhor opção para os seus clientes e para os seus fornecedores, assegurando, de forma criteriosa, os seus compromissos e dando garantias de total conhecimento e prática na área no aconselhamento técnico de serviços por profissionais qualificados. Todos a qualidade dos produtos comercializados pela DuoHigiene tem um certificado de qualidade, o que lhes garante um serviço de excelência no cumprimento de todos os prazos estabelecidos. A DuoHigiene é também distribuidora de todos os equipamentos da marca Viper, fabricante desde 1996 de equipamentos industriais para limpeza. Aposta na Formação Esta empresa dá a todos os profissionais do ramo, uma formação em termos de máquinas e matérias de limpeza que estão a ser utilizados pelos seus operadores.

A formação permite dotar os profissionais de conhecimentos especializados sobre a melhor utilização das máquinas e uma aproveitação mais eficientes de todos os produtos de limpeza. O objetivo da DuoHigiene é o de rentabilizar e o de maximizar a operação das máquinas de limpeza de forma a evitar desperdícios na utilização dos seus consumíveis. “Com um conhecimento especializado sobre o funcionamento das máquinas de limpeza, o modo de manuseamento e a melhor forma de utilizar os produtos de limpeza é possível agilizar os procedimentos e atingir poupanças significativas para a sua atividade, evitando desperdícios e garantindo a melhor utilização dos equipamentos para prestar um bom serviço ao mesmo tempo que previne avarias”, salienta José Agostinho.

a atividade dos seus clientes e para que tenha a disponibilidade de utilização das máquinas no mais curto espaço de tempo possível.

Reparação de Máquinas de Limpeza A DuoHigiene tem também um serviço diferenciador das restantes empresas que atuam neste setor, pois aqui, também é possível fazer a reparação de máquinas de limpeza, pois a ampla experiência destes profissionais faz com que consigam fazer a reparação de máquinas de limpeza de qualquer marca que exista no mercado. Todo o serviço de assistência técnica é “rápido e eficiente” para que a reparação de máquinas de limpeza seja feita em tempo útil, de modo a não prejudicar

Futuro Quanto ao seu futuro, os dois diretores garantem que querem “continuar a manter a ambição de ser uma empresa de referência”, na sua área de atuação, trabalhando focados na satisfação dos seus parceiros e tendo em linha de conta a representação da melhor opção para os seus clientes e para os seus fornecedores. De salientar que a DuoHigiene já participou numa feira da especialidade em Madrid e em maio deste ano vai participar numa feira em Amsterdão.

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UMA MARCA DE REFERÊNCIA biomex A Biomex nasce em 2002 como resultado do trabalho e da mente empreendedora de Nuno Aleman, um homem inquieto que está sempre á procura de novas formas de empreender.

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empresário decidiu avançar com o projeto depois de identificar que havia uma necessidade de serviços específicos no mercado da limpeza. “Inicio sozinho a empresa, na altura até com uma falta de especialização nesta área. Uma empresa de limpeza e de impermeabilização de sofás, de tapetes e de alcatifas. e também de limpeza de cortinados e de colchões e alguns tratamentos antibacterianos”, acrescenta o empresário. Nuno Aleman conta-nos que inicialmente contou com o apoio financeiro de alguns dos seus familiares,. “Durante um ou dois anos não se conseguia retirar rendimentos desta atividade, pelo menos nos moldes que iniciamos, mas fomos crescendo, realizamos trabalho para particulares e para empresas, também estabelecemos parcerias”, afirma o empresário. Hoje, a empresa conta com 12 anos de mercado e tornou-se uma marca de sucesso que atende todo o território nacional, exceto as ilhas, com 17 funcionários e dois eventuais que são, nomeadamente, um diretor de qualidade e um diretor de manutenção que integram um novo projeto da empresa. Com um crescimento que se

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mantém ascendente a cada ano, Nuno Aleman fala com satisfação dos resultados positivos que a empresa vem conquistando ao longo destes anos “dá-me realmente prazer sermos uma marca de referência, grande parte das empresas que existem ou que estão a caminho de existir, nos tomam como modelo. Dá-me prazer ver a marca implementada”. A Biomex é uma empresa especializada em limpeza e no tratamento de estofos, de tapetes e de alcatifas. Os seus funcionários adotam técnicas especificas e profissionais para cada tipo de revestimento, de forma a atender às necessidades dos mais variados serviços e clientes. “Estamos sempre à frente do mercado, sempre numa atualização dos nossos serviços e produtos. Essa é a nossa diferenciação, precisamente, utilizamos os melhores produtos químicos que a indústria nos oferece e os nossos profissionais sabem aplicá-los”, acrescenta Nuno Aleman. O empresário explica ainda que todos os produtos utilizados pela empresa, na execução dos serviços prestados são importados dos Estados Unidos, pois o mercado americano oferece produtos com maior

qualidade e maior eficácia, além disso a formação de seus funcionários passa por técnicas americanas que são modelos para o setor mundial da limpeza. “Executámos aquilo que nos é proposto e resolvemos situações que outras empresas não conseguem resolver, nomeadamente, a remoção de nódoas de café em alcatifas, nódoas de vinho tinto ou de óleo, e inúmeras outras coisas. Isto têm haver com os produtos que utilizamos e com sua aplicação. O que é possível na nossa empresa porque somos apoiados por uma empresa americana que trabalha nisto há mais de 40 anos e realmente tivemos alguma sorte, porque aproveitamos o conhecimento deles e adaptamos à Portugal, ao nosso mercado e tivemos sucesso até a data”, afirma o empresário. A Biomex também é pioneira no restauro de peles em Portugal. “Desde 2006 fazemos o restauro de peles, temos aqui estufa para pintar sofás, apostamos em qualidade no interior da empresa, o que depois vai se manifestar na satisfação dos clientes, pois marcámos a diferença com o serviço que prestamos”, concluir Nuno Aleman.


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Aposta na Qualidade e Satisfação dos seus Clientes mgaex clean A Mgaex Clean, uma empresa dedicada ao ramo das limpezas, foi criada por Luís Franco em outubro de 2013 em Odivelas. Este administrador já tinha tido outras empresas em conjunto com outros sócios na área área de administração de condomínios. A área de atuação da Mgaex Clean é, essencialmente, a Grande Lisboa.

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balanço que Luís Franco faz destes três anos de atuação “tem sido muito positivo, apesar de termos criado este negócio em fase de crise, mas felizmente, todos os meses temos vindo a crescer”, garante. A expectativa para este ano é bastante grande, tendo em conta que existem muitos orçamentos que irão ser analisados no princípio do ano relacionados com os condomínios depois das reuniões de assembleia anuais. “Temos perspetivas muito boas em relação a novos clientes, queremos também manter os que temos e queremos ainda alargar a nossa empresa, não trabalhando somente a nível regional, mas também a nível nacional”, refere Luís Franco. Para isso, “concorremos já a algumas empresas que estão espalhadas de norte a sul do país”. Tendo outras delegações em outras áreas do país, a Mgaex Clean poderá angariar outros potenciais clientes no sentido de poder criar um “núcleo e, até mais tarde, criar uma delegação ou uma filial”. A ideia de Luís Franco para esta empresa passa por alargar um pouco a marca e estender a sua panóplia

de serviços, continuando a preservar a relação com as limpezas, no sentido de fazer alguns acordos com empresas ligadas à geriatria ao nível do apoio a lares e apoio a residências, tendo em vista, que este é “um setor que está muito em expansão em Portugal”. A equipa da Mgaex Clean é composta por 27 técnicos com mais de vinte anos de experiência profissional em empresas de limpeza e serviços, e, muita da formação neste ramo é dada pela empresa, visto que há pouca oferta formativa neste ramo e é muito difícil encontrar elementos para serviços mais específicos, pois não existem no mercado ainda. As equipas são ainda coordenadas por supervisores, que se deslocam aos locais de trabalho esporadicamente em horário aleatório, por decisão da Mgaex Clean ou sempre que solicitado por clientes. As palavras-chave que descrevem esta empresa são “o profissionalismo, a ética, a responsabilidade e o esforço para responder às expectativas dos nossos clientes”, contribuindo assim para o conforto dos seus clientes e pensando sempre no bem-estar do público em geral, porque “quando se fala em limpezas, fala-se em saúde

pública obrigatoriamente”. Os serviços da Mgaex Clean vão desde a limpeza diária do condomínio, a movimentação dos caixotes do lixo, desentupimento de condutas do lixo, tratamento de pedras, tratamento anti graffiti, vitrificações, enceramentos, tratamento de linóleos, tratamento de madeiras e PVC’s, desengorduramentos, limpezas de final de obras, fazem a limpeza das salas de cinema antes e após cada sessão, entre outros. Luís Franco, refere ainda que: “Onde há um local para limpar, nós estamos presentes”. O administrador destaca que em cada serviço que prestam, é fundamental saber que tipo de produto e quais as dosagens que se devem de usar consoante o material que vai ser limpo. No futuro, Luís Franco refere que gostava de que a empresa de desenvolvesse por ela própria, isto é, “que funcionasse por secções e que cada secção fosse independente e autossuficiente”. Este empresário apela ainda que a que “não se coloquem todas as empresas de limpeza no mesmo patamar”, e conclui o seu discurso dizendo que “nós não vendemos preços, oferecemos serviços”.

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APOSTA NA QUALIDADE E NÃO NA QUANTIDADE urbanwish A Urbanwish é uma empresa que realiza a administração e a manutenção de condomínios, e para isto efetua reuniões, visitas regulares e reparações pequenas das mais variadas ordens, como por exemplo, a manutenção de portas, de portões e de janelas das partes comuns dos prédios.

liliana saraiva Administradora

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empresa teve inicio em 2013, como resultado do impulso empreendedor de Lilian Saraiva, uma jovem apaixonada pelo setor que apreendeu dentro casa, com os pais, as dinâmicas necessárias para uma administração de condomínio equilibrada e eficiente. “A minha mãe me influenciou, porque minha mãe sempre fez parte da administração do condomínio dela, já há 30 anos que está no edifício como administradora”, afirma Lilian Saraiva. A empresária contanos que, desde muito nova, escutava a mãe a falar que era preciso fazer o melhor pelo prédio, porquê ele era a moradia deles. “Os meus pais sempre cuidaram bem do prédio deles, sempre quiseram o melhor para o prédio. Decidi seguir nesta área, porquê eu gosto disso, gosto mesmo de papéis, tudo que tem haver com condomínios eu gosto, gosto de lidar com as pessoas, adoro nadar em papéis”, acrescenta Lilian

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Saraiva. Antes de abrir a empresa, Liliane já tinha experiência na área administrativa “eu trabalhava na parte administrativa em outra empresa que na altura fechou, eu estava no fundo desemprego e foi uma oportunidade que surgiu para o arranque da abertura da minha empresa, com o conhecimento que tinha e o apoio da minha mãe que me incentivou a abrir o negócio, decidi transformar o projeto em realidade”. Um dos diferenciais da Urbanwish, em relação as outras empresas do setor, é o trabalho focado na recuperação dos prédios em todos os níveis, mas sobretudo na saúde financeira deles. “Quando entro para um prédio é para angariar dinheiro e recuperar o máximo possível ele. Eu trato os prédios como se fossem os meus prédios, porque como eu sempre morei em prédios, sei o que é ter vizinhos e os problemas que isso engloba”, afirma Liliana Saraiva. A empresária afirma ainda que a maioria dos prédios não possuem uma boa situação financeira e que o seu papel como administradora é recuperar estas receitas “infelizmente as pessoas acham que podem usufruir do elevador, da escada, da limpeza, sem ter que pagar, mas as coisas não funcionam assim e quando eu entro num prédio é para reverter esta lógica”. Liliana Saraiva afirma que recuperar os prédios é um desafio que lhe estimula, pois, os resultados são gratificantes “eu gosto de receber prédios que estão no fundo, dá-me gozo recuperar o dinheiro e mostrar as pessoas que consigo recuperar este dinheiro”. No que se refere a realização de contratos entre a Urbanwish e seus clientes, a empresa assume uma postura de entendimento, sempre na procura de estabelecer o melhor acordo em termos de valores e de resultados. “Por norma facilitamos em nível dos contratos, por exemplo, temos agora um contrato para renovar que prometi que em 10 meses apresentava resultados, quero melhorar aquele prédio, mesmo que as mensalidades sejam mais baixas, no próximo ano podem voltar aos valores normais”, coloca a empresária. A empresa administra atualmente oito condomínios, sendo três deles de 89 frações cada. “Gosto principalmente de ver que as pessoas também estão contentes com o nosso serviço, felizmente temos tido uma resposta positiva, há uma confiança para com os nossos clientes”, afirma Lilian Saraiva. A Urbanwish objetiva manter o espírito familiar da empresa, tendo como meta a administração de no máximo 20 prédios, pois acredita que dessa maneira é possível manter a qualidade do serviço prestado.


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onta a lenda que o nome da cidade de Marco de Canaveses teve origem através de uma frase da rainha D. Mafalda que, certo dia, passava pelas obras de uma ponte que tinha mandado contruir e, com sede, pediu água aos pedreiros que trabalhavam. Como o acesso ao rio era difícil, um deles facultou-lhe uma cana para que D. Mafalda bebesse diretamente do rio. Quando a rainha a devolveu disse “Guardai-a porque a cana é boa às vezes.”Situado no Nordeste de Portugal, Marco de Canaveses é delimitado por dois dos mais importantes rios de Portugal, o Douro e o Tâmega e neste momento conta com 10 500 habitantes. O território que é ocupado por Marco de Canaveses remonta a outras épocas tendo sido encontrados vestígios importantes do período neolítico, especialmente alguns monumentos funerários. No que remonta à ocupação romana, sobreviveram até aos dias de hoje os vestígios de Tongobriga, uma povoação romana que deixaram na região termas, o fórum, zonas habitacionais e uma necrópole. Atualmente os monumentos que representam o conselho são a Igreja de Sta. Maria, a cidade Romana de Tongobriga, o Convento de Alpendurada e o Santuário do Menino Jesus de Praga. A economia é fortemente marcada pelo setor dos Serviços apesar da indústria têxtil e da exploração da pedra desempenharem um papel importantíssimo no desenvolvimento económico da região.

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Brincadeiras, conforto e segurança bebebrinquedo A empresa Bebebrinquedo surgiu no verão de 2015 com o intuito de satisfazer a carência da população de Alpendorada e localidades vizinhas no que diz respeito aos bens destinados a bebés e crianças. Henrique e Joana Monteiro são os mentores deste projeto. Pela sua experiência neste mercado tão específico, considera que o empresário que trabalha na área infantil necessita ter uma sensibilidade diferente? A loja Bebebrinquedo ao trabalhar na área infantil para além de apostar num bom atendimento ao publico aposta sobre tudo na sensibilidade visto que trabalhamos com futuras mamãs que merecem um atendimento cuidado e especial pelo facto de se encontrarem num estado emocional muito sensível. O que vos diferencia das restantes empresas da área? A diferença da nossa empresa com outra empresa do mesmo setor é apostar na qualidade, na oferta e em especial no acolhimento ao cliente, proporcionando desta forma totalmente gratuito a todos os clientes aulas de parentalidade e diversos workshops destinados aos futuros pais e bebés. henrique e joana monteiro Administradores

Qual a missão da vossa empresa para com a população de Alpendorada, onde se encontram? A missão da loja Bebebrinquedo é proporcionar qualidade e diversidade em todos os produtos pensando no bem-estar e conforto e sobretudo na segurança dos nossos bebés e crianças. Que serviços e produtos disponibilizam aos vossos clientes? A loja bebebrinquedo comercializa as áreas de puericultura onde abrange uma gama de acessórios em várias etapas de crescimento do bebé como por exemplo na área da higiene, alimentação, segurança, conforto. No vestuário incidimos no enxoval e em moda até aos 36 meses de idade. No que diz respeito a brinquedos dispomos de uma vasta gama de brinquedos abrangendo desde os zero meses até aos doze anos, oferecendo uma maior oferta nos artigos didáticos para um maior e melhor desenvolvimento pessoal e intelectual nestas faixas etárias. Temos também uma área de organizações de festas e eventos, no qual prestamos o apoio e a colaboração em festas de aniversário dos nossos clientes proporcionando decorações utilizando a técnica de modelagem em balões, proporcionamos também dentro desta área actividades socio culturais e de lazer para as crianças.

Estamos perante uma empresa recente, que nasce num tempo de crise, a Bebebrinquedos é também um exemplo de um empreendedorismo de jovens empresários que acreditam num Portugal que dá certo? Num contexto de crise que o desenvolvimento da economia atravessa cabe sobretudo aos jovens portugueses o poder de impulsionar com ideias inovadoras para que possamos ter uma visão diferente do empreendedorismo essencialmente local. De que forma têm contribuído para o desenvolvimento de Alpendorada? Com a abertura da loja é possível uma maior proximidade, qualidade de produto, que são predominantes nos grandes centros urbanos. Qual o número de parceiros em comercialização com a empresa? Neste momento a empresa conta com cerca de mais de uma dezena de parceiros representando marcas conceituadas em Portugal e Europa. Quais a perspetivas para o futuro da Bebebrinquedo? As perspetivas do crescimento da empresa Bebebrinquedo, é ,que possa satisfazer e cativar um olhar atento da sociedade e criar mais postos de trabalho e expandir por outras regiões do nosso país.


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com as pessoas e para as pessoas junta de freguesia de alpendorada Domingos Neves abraçou a liderança da Junta de Freguesia de Alpendorada, Várzea e Torrão com entusiasmo e determinação, convicto que, juntamente com o seu Executivo será protagonista do ciclo de desenvolvimento da freguesia, oferecendo melhor qualidade de vida aos habitantes e aos visitantes. A educação sempre se assumiu como uma das grandes preocupações, por isso mesmo, Emília Monteiro adiantou que as crianças do ensino pré-primário e do básico têm prolongamento de horário, assumido pela Junta, “dando oportunidade dos pais os levarem à escola às 7h45 e ir buscá-los as 18h30 e as refeições são confecionadas pelas nossas assistentes operacionais”, referiu, salientando a implementação de um sistema rotativo, que permite que todas as funcionárias estejam aptas para desenvolver todas as funções no seio da comunidade escolar.

Domingos neves Presidente

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lpendorada, Várzea e Torrão é uma freguesia do concelho de Marco de Canaveses, com 16,82 quilómetros quadrados de área e 8 485 habitantes. Foi criada aquando da reorganização administrativa, resultando da agregação das antigas freguesias de Alpendurada e Matos, Várzea do Douro e Torrão. Em entrevista à Revista Business Portugal, Emília Monteiro, secretária do executivo da Junta de Freguesia, revelou que esta união das freguesias foi feita respeitando as suas identidades e harmonizando o território. As antigas juntas de freguesia transformaram-se em delegações e funcionam numa lógica de proximidade às populações. Volvidos dois anos deste mandato de Domingos Neves, o balanço a traçar é claramente positivo tendo em conta o trabalho desenvolvido em equipa por um executivo muito dedicado.

Paralelamente, a junta de freguesia proporciona às crianças do ensino pré-primário uma panóplia de atividades extracurriculares, desde a expressão musical, expressão motora corporal, iniciação à língua inglesa e natação. Na vertente social, tendo em conta a atual conjuntura socioeconomica do país, “criámos um gabinete de acção social para dar resposta aos problemas prementes da nossa comunidade. “Neste gabinete de acção social faz-se um atendimento permanente, tendo em conta as necessidades auscultadas. O apoio traduz-se em alimentos, medicamentos, transporte e consultas médicas às pessoas mais desfavorecidas”, revela, acrescentando ainda a isenção do pagamento das refeições e prolongamento nas escolas às famílias mais desfavorecidas. O apoio à natalidade é outra das medidas assumidas. Os bebés que nascem na freguesia são apoiados em produtos lácteos e fraldas, nalguns casos durante seis meses. Emília Monteiro deu ainda nota da criação da Comissão Social de Freguesias, no seio da qual foi elaborado um diagnóstico social da freguesia, em parceria com as instituições locais. Outra das políticas implementadas pela Junta de Freguesia prende-se com o apoio às associações e coletividades da freguesia, tendo em conta os seus planos de atividades anuais. Os objetivos para o futuro passam por continuar a harmonizar a freguesia, tendo em conta, que ainda existem lacunas para colmatar. “É também nosso objetivo aproveitar os fundos comunitários, mais especificamente, o programa Portugal 2020, para poder reabilitar as zonas ribeirinhas, já que a nossa freguesia tem o privilégio de ser banhada por dois rios, o Douro e o Tâmega, e uma paisagem única aliada ao seu património que certamente apelará à visita de muitos turistas e contribuirá para uma melhor qualidade de vida da nossa comunidade”, remata Emília Monteiro.

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coimbra

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oimbra, a aclamada ‘cidade dos estudantes’ é composta por 143.396 habitantes e com um território de 319,4 Km², dados do ano de 2011. O dia 4 de julho é o feriado municipal em memória daa rainha Santa Isabel de Aragão, considerada a padroeira da cidade. No que se refere a serviços prestados é mais propriamente nas áreas da saúde e do ensino que se vê maior relevância. Coimbra é ainda considerada a cidade universitária não só por todos os anos acolher um grande número de jovens que vão para lá estudar, mas também por ter a Universidade de Coimbra, uma das maiores de Portugal, fundadda em 1290 por D. Dinis. Este local de ensino foi diferenciado a 22 de junho de 2013 ao ser declarado Património Mundial da Humanidade pela UNESCO. No ano de 2003 foi considerada Capital Nacional da Cultura. O facto de reunir um grande número de espaços culturais permitiu-lhe este reconhecimento. Neste sentido pode-se falar de alguns espaços que caracterizam tão bem esta cidade banhada pelo rio Mondego. O Portugal dos Pequeninos é ainda hoje um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações. A 8 de junho de 1940 inaugurou-se um parque lúdico-pedagógico destinado essencialmente à Criança. Um espaço que pela particularidade de ser um “mundo” de miniaturas acaba por reunir crianças, jovens e adultos. Mosteiro de Santa Clara-a-Velha, que é um importante local por simbolizar a carismática figura da Rainha Santa. Um ponto de curiosidade mais propriamente para os interessados de história é Conimbriga. Pelo que conta a lenda este sítio foi visto como um castro quando os Romanos em 138 a.c. lá chegaram e se apoderraram do local. Estes são exemplos de locais que pode encontrar ao visitar a cidade de Coimbra.

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A ‘nossa’ História passa por aqui união de freguesias de santa clara e castelo viegas A Revista Business Portugal esteve à conversa com o Presidente da União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas, José Simão.

josé simão Presidente

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anta Clara, segundo nos revela José Simão, “esteve sempre ligada a um ambiente religioso e romântico”, estando ligada a sua história também à Quinta das Lágrimas e à vida de Inês de Castro ou à Fonte dos Amores, na qual, segundo a lenda, a efémera Rainha recebia mensagens de D. Pedro, está também ligada a Rainha Santa Isabel, que mais tarde foi transladada para o Convento de Santa Clara-a-Nova, um dos ex libris desta freguesia. A origem de Castelo Viegas remonta a 1122, derivando o seu nome de Castelo, alusiva a uma torre de defesa medieval, situada num ponto estratégico desta freguesia, da qual infelizmente já não existem vestígios e Viegas, de Salvador Viegas, um senhor que doou a sua herdade ao Mosteiro de S. Jorge de Milreu em 1159. Esta União de Freguesias tem verificado um crescimento significativo ao longo destes últimos anos, “destacandose as áreas comerciais, serviço de educação, social e saúde, hotelaria e turismo, entre outros”, destaca o Presidente da União de Freguesias de Santa Clara e

Castelo Viegas. Na sua malha urbana, Santa Clara contém notáveis arquiteturas patrimoniais religiosas, científicas e de lazer turístico, como o Convento de Santa Clara-a-Velha, Convento de S. Francisco (que está já pronto a inaugurar como Centro de Convenção e Congressos), Santa Clara-a-Nova onde está sepultada a Rainha Santa Isabel, Capela da Senhora da Esperança, Capelas de N.S. Conceição e N.S. da Graça. Nesta freguesia de Coimbra está a Quinta das Lágrimas e Portugal dos Pequenitos. “Portugal dos Pequenitos enriquece todo o património nacional porque tem dentro de si, em ponto pequenino, os mais emblemáticos monumentos nacionais e também das nossas antigas colónias, parecendo até que ainda não tiveram a independência. Da Torre de Belém à Universidade de Coimbra, das casinhas tipicamente portuguesas até ao Castelo de Guimarães, tudo está miniaturizado no Portugal dos Pequenitos”. Com olhos de ver cultura, este espaço está rodeado por colunas que têm brasões de todas as cidades portuguesas em pedra talhada. Dentro do Portugal dos Pequenitos, tem toda a história de Portugal, tendo também um pavilhão que destaca a antiga colónia portuguesa do Brasil. Pode ainda visitar o Museu do Traje e o Museu de Marinha dentro do Portugal dos Pequenitos, assim como admirar o bule da artista Ana Vasconcelos, que é a última obra adquirida pela Fundação Bissaya Barreto para aquele espaço único em Portugal. Nesta freguesia foram encontradas ossadas humanas que se julga serem do primeiro homo sapiens que pisou solo nacional. Estas ossadas estão actualmente no Museu Santos Rocha na Figueira da Foz. Em Santa Clara está instalado o Observatório Astronómico, onde vários astrónomos e astrofísicos fazem as suas pesquisas sobre o universo estrelar, fotografando diariamente o astro rei que é o Sol. São vários os cientistas da NASA que têm passado pelo Observatório Astronómico de Coimbra em investigações. Recentemente foi inaugurada a Cúpula Astronómica

Fundação Caloute Gulbenkian e um Planetário. Dentro do Observatório poderá encontrar um museu valioso e importante na descoberta do firmamento, assim como raríssimas peças da sismografia mundial. José Simão dá destaque a dois eventos que a região acolhe, as festas da Rainha Santa e da Cidade de Coimbra, com grande destaque para a Feira Popular, que se realiza no Choupalinho em Santa Clara, durante os meses de junho e julho. No surgimento da união de freguesias, José Simão teve a ideia de criar uma mascote de forma a ser mais simples e divertido identificar a união de freguesias, deixando os tradicionais brasões para actos mais oficiais. É que na opinião de José Simão, a reforma administrativa não acabou com nenhuma freguesia, o que foi extinto foram muitos presidentes de junta.

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Mais de 160 anos a servir a comunidade junta de freguesia de santo antónio dos olivais Santo António dos Olivais é uma freguesia do concelho de Coimbra, com cerca de 65 mil habitantes e foi criada a 25 de novembro de 1854. Nesta região é possível encontrar duas áreas distintas: a urbana e a suburbana.

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sua urbanização é muito marcada pelo casario das zonas residenciais que desde muito cedo se terão começado a desenvolver. Este desenvolvimento deve-se à presença do antigo Mosteiro de Celas situado numa área erma de Coimbra, onde a paisagem se caracterizava pela existência de pinhais e olivais, permitindo assim que se fizessem as construções ao seu redor. Na atualidade, não é apenas junto a este mosteiro que podemos encontrar bairros habitacionais. As zonas da Solum, Vale das Flores, Tovim, Chão do Bispo, Quinta de S. Jerónimo, Quinta da Portela, Boavista e Pinhal

manuel oliveira Presidente

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de Marrocos, são exemplos do grande crescimento da freguesia. Picoto, Vale de Canas, Casal do Lobo, Cova do Ouro, compõem o panorama suburbano da freguesia de Santo António dos Olivais. Desde muito cedo que a zona dos Olivais foi procurada por monges, e, foi em Santo António dos Olivais que o padroeiro desta freguesia trocou o nome de Fernando por António, abdicando do rico hábito e da murça branca de cónego regrante de Santo Agostinho pelas humildes vestes franciscanas, e daqui partiu para o Mundo para a evangelização. Esta freguesia, “desde sempre foi muito marcada pela religiosidade, aspeto presente não só nas celebrações eucarísticas mas, sobretudo, em importantes festas e romarias, realizadas em diversas épocas do ano, com


REVISTA BUSINESS PORTUGAL COIMBRA destaque para a romaria do Espírito Santo e as Festas em honra de Santo António”, refere Manuel Oliveira, Presidente da Junta de Freguesia de Santo António dos Olivais. Como mais de 160 anos de existência, e, por forma a que as memórias não se apaguem, procuramos nas comemorações do aniversário, recriar a história relembrando as figuras mais marcantes, na criação da freguesia. Foi assim em 2014 quando comemoramos 160 anos realizando o “Encontro das Princesas” espectáculo alusivo à infanta D. Sancha que viveu no Mosteiro de Santa Maria de Celas, fundado no século XIII e está classificado como Monumento Nacional. Em 2015 a recriação histórica incidiu sobre a Vida e Obra de Santo António, contando toda a sua passagem por Coimbra, pelos Olivais e pelo Mundo. Apoio Social “Santo António dos Olivais, uma freguesia sempre solidária” Sendo este o lema da freguesia, esta está muito focada para o apoio social e Manuel Oliveira salienta “Temos várias valências de apoio, procuramos dar sempre resposta ao cidadão que nos procura a solicitar ajuda social, no caso de não ser da competência da freguesia, a técnica de ação social depois de fazer a avaliação, procura ajuda nas instituições parceiras até encontrar soluções. Em Setembro de 2015 criámos

mais um reforço no apoio a quem precisa, um centro social, denominado de Centro Social Partilha e Saber Dr. Fausto Correia, onde são apoiadas as famílias ao nível do vestuário, calçado, roupa de casa, móveis, electrodomésticos, etc. Neste Centro, encontramos ainda, uma sala de estudo acompanhado dirigida a crianças em idade escolar, bem como, a adultos com vontade de aprender a ler e a escrever. Manuel Oliveira refere ainda que os atelieres diversos, onde a pintura, tricô, as técnicas decorativas, a informática, e outras artes, vão ajudando a combater o isolamento e a solidão de alguns dos utentes. O Presidente da Junta explica ainda que “em Santo António dos Olivais, também existe a Comissão Social de Freguesia, onde simultaneamente a Junta a Câmara de Coimbra, e uma série de instituições parceiras, sinalizam situações de carência com vista ao apoio às famílias e ao combate à exclusão”. Tudo isto é que faz da freguesia uma freguesia sempre solidária. Obras e Infraestruturas Manuel Oliveira, referindo que as pessoas e o seu bemestar é que são o factor principal, tem procurado fazer obras que efetivamente beneficiam as populações. Temos protocolo de delegação de competências da Câmara para fazer as obras que são propostas pelo executivo da freguesia de Santo António dos Olivais, fazemos as obras que a população vêm há muitos anos procurando que sejam concretizadas, quer a nível

desportivo, quer a nível de acessos.” Património e Festividades Para além do Mosteiro de Santa Maria de Celas, fazem parte do riquíssimo e vasto património de Santo António dos Olivais, a Igreja de Santo António dos Olivais, a Capela de São Sebastião de estilo renascentista, a Capela do Senhor dos Remédios, a Capela de Nossa Senhora da Guadalupe, a Igreja de S. José, o Cruzeiro dos Olivais e o Cruzeiro de Celas. Deste património fazem parte também algumas fontes, como é o caso da Fonte da Calçada do Gato de estilo barroco, a Fonte da Cheira e a Fonte de Celas ou Fonte d’ El-Rei, que se encontra na Rua Bernardo Albuquerque e foi construída em 1761. O Património Natural também tem grande destaque nesta região, sendo que os pontos de visita obrigatória são o Penedo da Meditação, a Mata de Vale de Canas e a área circundante do rio Mondego. As Romarias também são uma das maiores características inerentes a esta região, sendo que as festividades que mais se comemoram são: a Romaria do Espírito Santo, que se realiza há mais de 100 anos, a Feira das Coletividades, fazem-se também Rotas Temáticas/Caminhadas pela Freguesia, as Marchas Populares de Santo António, Festejos dos Santos Populares, Mostra de Arte, a Feira de Artesanato, Serões Culturais e Musicais em vários pontos da Freguesia e o famoso cortejo de Carnaval.

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Revista Business Portugal | Janeiro '16