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ÍNDICE 20

PME Excelência’15 A cerimónia em fotografias

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Compact Records A principal fornecedora de CD’s de sites de vendas conceituados

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TIMOR-LESTE

AMG Um exemplo claro de uma empresa de sucesso

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Arborlusitania Uma empresa especializada na produção de árvores de alinhamento

70

Município de Boticas O sucesso tem um nome

100 DOMUS

EDITORIAL

E

Estamos de volta. E continuamos

tantes alavancas ao desenvolvimento económico

até porque nunca a inovação esteve tanto na

quais não pode perder a nova edição da Revista

com o nosso espírito de missão bem

do país.

ordem do dia em Portugal. Com 9.5 milhões de

Business Portugal. Não perca!

presente: trazer às nossas páginas

Outro tema que figura nesta nossa edição é a

euros destinados à competitividade e inovação, o

um Portugal exemplar, merecedor de

reabilitação urbana. O leitor sabia que, a nível

Portugal 2020 apresenta assim uma verba para a

distinção e de diferenciação.

europeu, a reabilitação para fim residencial já

promoção da inovação 20 por cento superior à do

Exemplo de bravura e audácia continuam a ser

representa mais de 30 por cento do total do

anterior quadro de apoios comunitários, o QREN.

as PME Excelência. E é por isso mesmo que as

sector da construção civil, em detrimento dos

E porque são uma parte fundamental do desen-

trazemos novamente à Revista Business Portugal

cerca de 26 por cento de construção de habitação

volvimento do país, os municípios e as freguesias

do mês de Março. Este projecto do IAPMEI em

nova? É um novo mercado que está a emergir

continuam a marcar presença na Revista Business

parceria com o Turismo de Portugal e com os

em Portugal e que tem trazido um novo alento às

Portugal. Com programas de incentivo ao empre-

principais bancos a operarem em Portugal, visa

cidades históricas do país, que há tanto se en-

go e também à fixação de pessoas, assim como

conferir notoriedade às empresas nacionais, e

contravam a desmoronar e a mostrar um Portugal

à natalidade, estas entidades são fundamentais

destacando as suas estratégias de crescimento

que não se coadunava com os portugueses.

ao país.

que constituem, sem sombra de dúvida, impor-

A inovação torna a preencher a nossa revista,

Estas são apenas algumas das razões pelas

A direção editorial da Revista Business Portugal

FICHA TÉCNICA | Propriedade: Guidetarget, Lda | Diretor: Fernando Silva | Direção Editorial: Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt) | Corpo Redatorial: Rita Carreira Matos, Susana Lopes, Vera Pinho | Direção Gráfica: Tiago Rodrigues | Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) | Dep. Comercial: Fernando Lopes, Filipe Amorim, Isabel Brandão, Miguel França, José Machado, Luís Silva, Manuel Fernando, Paulo Padilha, Rui Diogo (geral@revistabusinessportugal.pt) | Redação e Publicidade: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 6ºandar, sala 6.2 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 | Distribuição: Distribuição gratuíta com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID | Depósito Legal: 374969/14 | Periodicidade: Mensal | Edição de Abril

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TIMOR-LESTE: JANELA DE OPORTUNIDADES PAR

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) trata-se de uma organização internacional formada por países lusófonos, criada em 1996. É composta por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O 2º Fórum da UE-CPLP, iniciativa conjunta da União de Exportadores da CPLP (UE-CPLP) e da Confederação Empresarial da CPLP (CE-CPLP) constituiu uma verdadeira plataforma de negócios e de cooperação, geradora de condições para a criação e consolidação de um espaço permanente de apoio à atividade ao empresariado de língua portuguesa, estimulando trocas comerciais e a internacionalização. A República Democrática de Timor-Leste (RDTL) tornou-se no oitavo Estado-membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a 1 de Agosto de 2002, seis anos após a criação da CPLP. A relação entre Timor-Leste e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi desde sempre muito restrita. Este país de Língua Portuguesa, situa-se no Sudeste-Asiático e conta com o apoio e solidariedade da CPLP desde os tempos da resistência à ocupação indonésia. Para este relacionamento que é agora recordado, tem grande significado a importância que representa a Comunidade para TimorLeste e a janela de oportunidades que esta jovem nação representa para os seus Estados-membros, na referência à diferencialidade leste-timorense na região.

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RA AS EMPRESAS PORTUGUESAS

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timor-leste

A CPLP E A REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE EM PORTUGAL “O passado comum, a comunhão de alguns elementos da nossa cultura, constituem o alicerce fundamental da nossa organização. É altura de começar a pensar numa eventual conjugação que podemos construir com os recursos disponíveis, com o conhecimento e com a potencialidade do capital e do mercado que facilmente poderia ser alcançada através dos meios de cooperação dos nossos países.”

A República Democrática de Timor-Leste (RDTL) tornou-se no oitavo Estado-membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) a 1 de agosto de 2002, seis anos após a criação da CPLP. A relação entre Timor-Leste e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa foi desde sempre muito restrita. Este país de Língua Portuguesa, situa-se no Sudeste-Asiático e conta com o apoio e solidariedade da CPLP desde os tempos da resistência à ocupação indonésia. Para este relacionamento que é agora recordado, tem grande significado a importância que representa a Comunidade para Timor-Leste e a janela de oportunidades que esta jovem nação representa para os seus Estados-membros, na referência à diferencialidade leste-timorense na região. Na presença da Embaixadora Extraordinária Plenipotenciária da República Democrática de Timor-Leste em Portugal, Dra. Maria Paixão da Costa, e do Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da CPLP, Antonito de Araújo, a revista Business Portugal teve a honra de estar à conversa com o Dr. Hernâni Coelho, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação da República Democrática de Timor-Leste, que nos deu a conhecer a viabilidade de futuro da comunidade lusófona e as actividades que têm vindo a ser desenvolvidas, em prol de um propósito comum: projetar e consolidar os especiais laços de amizade entre os Países de Língua Portuguesa. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) completou este ano 20 anos de existência, qual é a importância deste momento para a organização? É altura de repensar a natureza da nossa organização. A CPLP foi criada num alicerce totalmente diferente de outras organizações regionais e trans-regionais. O passado comum, a comunhão de alguns elementos da nossa cultura, constituem o alicerce fundamental da nossa organização. Muitas outras viram nessa união uma oportunidade, e só depois se congregaram para atingir esse objectivo. Connosco foi diferente. Reconhecemos um passado comum e aí resolvemos juntarmo-nos. Posto isto, começamos a evoluir e a ver quais as novas dimensões que estão à nossa volta. Timor-Leste acolheu o Fórum Económico da CPLP no passado mês de Fevereiro, sob o lema “CPLP e a Globalização”. Em que consiste esta iniciativa? Este tema tem como principal objetivo trazer benefícios para o cidadão da CPLP, levando para dentro da nossa organização uma perspetiva não só com base no desenvolvimento de elementos culturais mas também económicos. Temos presentes a transferência das gerações, a mudança da constituição política, um novo contexto mundial onde se discutem as relações entre os países e os interesses que se conjugam ou que se divergem. Timor-Leste considera que essa componente de levar para dentro da CPLP a questão do desenvolvimento económico seria um elemento importante para reforçar a união e a coesão da nossa organização. A língua portuguesa está presente na Europa, Ásia, África e na América latina. O nível de crescimento de maturidade económica de cada país é diferente e por isso seria ideal se pudessemos capitalizar. Portugal é considerado um país muito avançado em comparação com outros países-membros. Contudo, existem países com potencialidades em termos de recursos naturais que podiam ser aproveitados. É altura de começar a

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Maria Paixão da Costa, Hernâni Coelho e Antonito Araújo Embaixadora, Ministro dos Negócios Estrangeiros e Embaixador

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timor-leste pensar numa eventual conjugação que podemos construir com os recursos disponíveis, com o conhecimento e com a potencialidade do capital e do mercado que facilmente poderia ser alcançada através dos meios de cooperação dos nossos países. Foi neste sentido que introduzimos o lema “CPLP e a Globalização”. Nessa ótica promovemos a possibilidade de dinamizar o setor empresarial dentro da nossa organização. Começamos com as atividades relacionadas a esse setor e organizamos recentemente a organização do primeiro Fórum Económico Global da CPLP. Foi o primeiro fórum global da CPLP em Timor-Leste onde estiveram presentes mais de 500 entidades empresariais. Abriu-se um leque de oportunidades e criou-se uma plataforma de contactos entre as potencialidades. Desta forma compromotemo-nos a dar continuidade a este Fórum Económico da CPLP para as próximas presidenciais. No que diz respeito a questões comerciais, como se tem Timor-Leste posicionado? Nós temos três pilares fundamentais na base do desenvolvimento económico em Timor. O primeiro é o setor dos hidrocarbonetos, como o petróleo e o gás. Neste momento é o que está mais acessível para ser aproveitado e utilizado. O segundo é o setor da agricultura, onde temos potencial mas que não está bem aproveitado. O terceiro é o do turismo, onde Timor tem a sua singularidade turística diferente de outras ilhas. Timor é uma combinação de uma cultura muito única, é o casamento de uma cultura asiática e ocidental. Timor-Leste entrou mais tarde relativamente a outros países que constituem a CPLP. Só entramos em 2002 e com isso tivemos a oportunidade de aprender com as experiências vividas nos primeiros anos da criação da organização. Em 2014 foi-nos dada a oportunidade de presidir à CPLP e nesse âmbito foram identificadas 35 atividades para serem implementadas nestes dois anos em todos os sectores, da educação, do comércio, da justiça, do turismo, entre outros. Estes elementos foram dinamizados e constituem hoje um interesse especial para Timor porque é uma oportunidade para podermos explorar todas as potencialidades das áreas que estão à nossa disposição. Devido à nossa localização geográfica, nós efetuamos recentemente o pedido para a adesão à ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático). O Sudeste-Asiático é um óptimo mercado com mais de 500 milhões de habitantes, com população jovem e sobretudo em crescimento. Estas localizações onde temos o privilégio de estar presentes, poderiam constituir uma plataforma de entrada para as nossas empresas que têm origem nos países-membros da CPLP. A ideia é aproveitar as potencialidades que os paísesmembros da CPLP têm e a partir disso poder aceder a potenciais mercados nas nossas regiões.

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timor-leste É muito importante para as empresas nacionais esta possibilidade de incrementar trocas comerciais e de aproveitar esta relação empresarial com as entidades timorenses… Sim, eu costumo lançar uma questão aos meus colegas relativamente a esse assunto: O quê que eles atualmente importam e onde? Esta pergunta faz-nos ver o tipo de potencial que temos em cada país-membro. Chegamos à conclusão que Portugal está a importar matéria que pode ser igualmente encontrada nos países-membros da CPLP. Porquê que não priveligiamos isso? Alguns membros ainda têm muitas dificuldades, ainda estão em fase de crescimento económico, como é o caso de Timor. Isso significa que há uma necessidade muito grande em desenvolver as infra-estruturas básicas que suportam o desenvolvimento económico. Timor tem pouco mais de um milhão de habitantes, o sistema bancário é muito fraco, os sistemas de proteção dos investimentos não estão ainda muito bem delineados e a mão de obra qualificada está a um nível muito baixo. Se nós começarmos a trabalhar numa perspetiva a longo prazo poderemos ultrapassar estas dificuldades. Portanto precisam de empresas que se queiram internacionalizar e não simplesmente exportar ou importar… Sim, isso é o mais importante. Com a adesão de Timor à ASEAN, o mercado timorense vai sofrer alterações. Nesta nova perpetiva, eles têm aquilo a que eles chamam “single window”, janela única, que consiste numa livre movimentação de capitais, de recursos e de produtos. As empresas que estão em Timor, futuramente terão acesso ao mercado da Ásia e do Pacífico. Estas potencialidades não estão previstas a curto prazo mas sim a longo prazo. Neste momento estamos a desenvolver três projetos principais em Timor, para além da Base de Abastecimento de Suai, o Porto de Tibar, o aeroporto e o centro de produção de cimento. Um deles está em fase de finalização. Estes poderão ser os primeiros investimentos sérios em Timor. Que formas é que têm adotado para promover o país para o exterior? Neste momento temos um total de 34 missões, uma combinação entre 27 missões, uma representação permanente e alguns postos consulares. De acordo com o plano estratégico, deviamos ter no mínimo 30 embaixadas e outros consulados. Para além disso é de salientar a nossa integração nas organizações regionais e internacionais. Mantemos muitas relações internacionais. Acedemos a quase todos os tratados e convenções que regulam a matéria dos direitos humanos, relacionados com a climatologia, navegação, entre outros. Também fazemos parte de organizações regionais e transregionais onde temos algum

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timor-leste

interesse específico ou que considerarmos importante para a salvaguarda da nossa identidade, integridade e prosperidade. Recentemente estamos em preparação para aderir à ASEM, que é uma configuração entre os países da Europa e da ASEAN. Estamos também como observadores do grupo do pacífico, onde já expressamos o nosso interesse em aderir ao Secretariado da Comunidade do Pacifico, um Secretariado de 26 países, do qual os Estados Unidos também fazem parte. Para além disso TimorLeste está a participar ativamente nos fóruns internacionais. Tem então sido feito um esforço por parte do governo timorense para participar nestes eventos e para promover iniciativas que trazem visibilidade para o desenvolvimento do país? Sim, apesar de ainda não sermos um país muito desenvolvido, tentamos sempre participar e marcar a presença nestas iniciativas. Depois de 2002 entramos numa experimentação política. Em 2015

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introduzimos uma experimentação política única na região e no mundo. Em 2012 tivemos o resultado das eleições em que se congregou uma aliança entre três partidos políticos para formar o governo. Em 2015 o bloco destes três partidos decidiu convidar individualmente quadros da oposição para integrar o governo. O mais interessante é que o primeiro-ministro pertencia à oposição. É uma experiência única que estamos a introduzir em Timor e que neste momento está a funcionar. Está a alterar o ambiente dentro do partido político, da sociedade e do governo, tendo como meta a construção do estado, deixando de parte as diferenças políticas. Durante as eleições, expressamos as nossas diferenças mas depois trabalhamos juntos com um único objetivo. É já intrínseco a todos a necessidade e a aposta que tem sido feita de forma a promover os negócios em português? Sim, devíamos avançar com essa discussão que iniciamos sobre a criação dessa plataforma, que tem como objetivo a cooperação empresarial e económica dos

países-membros da CPLP. É óbvio que estamos numa fase muito inicial ainda, estamos a tentar angariar iniciativas para testar a viabilidade desta filosofia. Durante a nossa presidência tentamos testar essa tese através da dinamização dos meios que poderiam levar-nos a esse destino, com a colaboração dos empresários e com essa questão do fórum económico global da CPLP. É certo que há uma filosofia, há uma visão nesse sentido e estamos neste momento a pôr em prática através de atividades concretas. No nosso ponto de vista há oportunidades para podermos utilizar essa plataforma para consolidar a nossa organização e não podemos depender da língua para o futuro da nossa organização, temos muito mais para além da língua. O que distingue Timor-Leste dos restantes países da CPLP? O que vos torna únicos? O que nos torna únicos é essencialmente a nossa localização geográfica. Outra particularidade é a natureza da nossa própria cultura. Temos coisas em comum

como a língua portuguesa e a religião católica, mas temos práticas diferentes de África e da Europa. Assim conseguimos conviver com ambas as culturas porque estamos habituados a viver num ambiente multicultural. Temos mais de 36 grupos linguísticos diferentes, com culturas, gastronomias e modos de vida totalmente diferentes. As paisagens naturais e o património histórico são também uma mais-valia, bem como as praias e as montanhas. Para além disso mais de 45 por cento da ilha tem mais de 43 graus de ângulo de inclinação, parece uma pirâmide, contribuindo assim para uma variação da temperatura e das características espaciais e biológicas entre as diferentes zonas do país. Falando um pouco das perspetivas futuras, vê Timor-Leste mais reforçado por esta relação que mantém com a CPLP? É este o veículo principal das relações que contribuem para o crescimento de Timor-Leste? Nós partimos sempre do princípio que a base é essa afinidade que mantemos. Quando


timor-leste encontramos pessoas de países-membros e de outros continentes que expressam a mesma língua que nós, sentimos que fazemos parte de uma grande família. O papel destes países “irmãos” entre 1975 e 1999 foi muito importante para Timor-Leste. Nos tempos mais difíceis é que vemos os nossos verdadeiros amigos, aqueles que estão lá quando é preciso, e foram esses que estiveram ao nosso lado desde o início. Os timorenses nunca irão esquecer isso. Timor está a evoluir para cumprir a meta que estabelecemos. Em 2030 Timor-Leste deveria sair da situação em que agora se encontra para integrar o grupo do Upper Midle Income Countries. Todo o esforço que estamos a fazer neste momento em termos políticos, económicos e sociais estão direcionados para um objetivo único. Isto significa que temos que elevar o rendimento per capita que atualmente temos, ou seja, duplicar o nosso rendimento. Em termos de recursos próprios não temos nenhuma dívida. Essa é uma das vantagens. Queremos garantir que a geração futura não sofra por atos que agora cometemos.

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REABILITAÇÃO URBANA A reabilitação urbana corresponde a uma modalidade de intervenção arquitetónica, baseada no desempenho de obras de remodelação, com vista à conservação ou modernização do património imobiliário. Esta é, no entanto, uma atividade que se define pela procura de se preservarem as características e elementos que caracterizam o estatuto cultural e histórico dos edifícios intervencionados. Assim, subjacentes à arte da reabilitação poderão estar uma miríade de processos como, por exemplo, a reconstrução, a alteração ou até a ampliação dos imóveis. Mais, porém, do que defini-la enquanto mero conceito subjacente ao ramo da arquitetura, torna-se fulcral que encaremos a reabilitação urbana como uma necessidade cada vez mais premente nas cidades portuguesas. Basta recordar, para tal, o modo como o envelhecimento e a degradação de imóveis – aliados à sua inadaptabilidade perante as exigências dos modos de vida modernos e consequente abandono – poderão traduzir-se na diluição do ADN dos próprios centros urbanos e para a irreparável perda de um património que se assume também como imaterial. É precisamente com a intenção de preservar o cariz identitário das cidades, mas também atendendo à necessidade de se reforçar a sustentabilidade e desempenho energético-ambiental dos centros urbanos que a reabilitação tem, felizmente, vindo a merecer cada vez maior preocupação, não apenas em Portugal, como também um pouco por toda a Europa. É precisamente na tentativa de fazer-se eco ao carácter indispensável da reabilitação urbana que, nas próximas páginas desta edição, apresentamos a história, o percurso e o posicionamento de empresas e porta-vozes que convivem, todos os dias, com esta mesma realidade.

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a u s a d o t r o f n o c o e Porqu i s a r a p e t n a t r o p m i casa é

®

A placa Isolpro é um painel compósito de cimento leve e apresenta-se como alternativa ao sistema de construção tradicional em panos de alvenaria/tijolo. É a solução ideal para a construção de paredes exteriores/interiores, coberturas, pavimentos, fachadas e o revestimento com caixa de ar na reabilitação pelo exterior.

REVISTA BUSINESS PORTUGAL Model Eco - Z. I. Carvalhais - Lote 3 | 3660-070 São Pedro do Sul - Portugal| Tel.: +351 232 723 304 | web: info@modeleco.net | www.modeleco.net

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reabilitação urbana | 100 domus

A qualidade de viver onde tudo acontece É sob este slogan que se apresenta a 100DOMUS. Com uma atuação exclusiva na cidade do Porto e maioritariamente em edifícios reabilitados no centro histórico, esta equipa não tem receio em afirmar que o seu propósito passa por revitalizar a Invicta.

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Equipa 100 Domus

Esqueça toda e qualquer ideia pré-concebida que tem sobre a mediação imobiliária. A 100DOMUS, um projeto com cerca de três anos, rege-se pelo seu caráter inovador de trabalhar o mercado imobiliário, num local que acreditam ser extraordinariamente especial: o Porto. Com uma forma de atuação muito própria e diferenciada, esta equipa centra as suas atenções nas necessidades do cliente, disponibilizando um acompanhamento a 100 por cento, desde a compra à gestão do património. Para que tal seja conseguido com eficácia e profissionalismos contam com colaboradores experientes e multidisciplinares. É necessário recuar até 2012 para se perceber a necessidade que o mercado tinha em encontrar uma empresa de mediação imobiliária como a 100DOMUS. “Quando avançamos com este projeto, o mercado da reabilitação urbana estava a arrancar e, curiosamente, era um mercado em que poucos acreditavam. Notámos que faltava um acompanhamento diferente nesta área, pois não se fazia um acompanhamento pósvenda, que consideramos de uma extrema necessidade e importância. Havia essa falha e sentimos que era nosso dever suprimi-la”, conta-nos Paulo Esteves. “Não somos a mediadora imobiliária convencional. Não nos limitamos a abrir e fechar portas, nós criamos projetos em conjunto com os nossos clientes”, diz-nos

Pedro Ferreira, e Alda Resende faz questão de complementar que “no fundo, vendemos sonhos, pois as casas são personalizadas ao gosto de cada cliente. Num só edifício, temos casas completamente diferentes”. Confessam, que inicialmente convencer os clientes a apostar neste tipo de investimento e fazê-los ver que os mesmos teriam rentabilidade não foi tarefa fácil. Hoje em dia tal já não acontece, pois, regra geral, as frações dos edifícios são vendidos na totalidade numa questão de dias. “Sabemos sempre o que os nossos clientes estão

à procura, pelo que quando aparece um projeto que se adequa às suas necessidades, entramos em contacto e, regra geral, o negócio é quase que realizado no momento”, confidencia Pedro Almeida. Acompanhamento personalizado Aqui, o cliente tem um acompanhamento constante, desde que o projeto é apresentado e adjudicado por uma empresa especialista em reabilitação urbana até à conclusão da obra. Em todas as visitas efetuadas está presente um profissional experiente

que integra a equipa 100DOMUS, o que permite uma resposta imediata a qualquer dúvida que surja por parte dos clientes. “Quando entramos num edifício, esteja ele em que estado estiver, conseguimos de imediato fazer uma avaliação sobre as suas apetências e o que poderá crescer ali. O cliente provavelmente olha e só consegue ver destroços, nós conseguimos ver o produto final”, diz Pedro Almeida. Uma outra forma de atuação desta equipa passa pelo estudo de capital para investimento. Alda Resende explica que


100 domus |reabilitação urbana

“existem clientes que nos procuram e referem que têm um certo montante que gostariam de investir no imobiliário. Nesses casos, fazemos uma avaliação dos projetos que temos em carteira e que são mais indicados para o investimento pretendido”. Paulo Esteves refere que esta forma de trabalho tem crescido substancialmente após os casos de crises financeiras em alguns bancos portugueses. Rentabilidade garantida Cientes das mudanças constantes que o mercado imobiliário sofre e perante novos paradigmas e novas tendências que vão surgindo diariamente, a 100DOMUS proporciona os chamados ‘imóveis com rentabilidade garantida através do arrendamento’. “Sabemos que temos que fazer frente à instabilidade dos nossos mercados financeiros e do nosso sistema bancário, além de que a especulação imobiliária

é sempre um risco. Daí termos apostados neste sistema que serve tanto o arrendamento tradicional como o turístico que, atualmente, oferece oportunidades únicas no centro da cidade do Porto, beneficiando ainda de inúmeras vantagens fiscais em investir no centro histórico da nossa cidade”, revelam. Para tal tem também contribuído a atuação da autarquia, “que tem mantido uma boa relação com as entidades que se dedicam à reabilitação da cidade, pois estão cientes de que estas, além de necessárias, são uma mais valia para todos, desde cidadãos a turistas”, ressalva Pedro Almeida. Já Paulo Esteves foca também a importância que os eventos culturais têm enquanto chamariz a novos investidores e até residentes. “Se a cidade apresentar um cartaz cultural variado e preenchido, isso é também um atrativo. Além disso, as pessoas do norte são diferentes, cativam muito mais”.

“São as pessoas que trabalham connosco que fazem desta uma equipa única, são elas que nos diferenciam verdadeiramente no mercado”.

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reabilitação urbana | model eco

Isolpro:

uma placa resistente ao calor O produto que tem dado notoriedade à Model Eco desde 2012 é a placa Isolpro que se distingue de outras placas pela sua flexibilidade e facilidade de aplicação para várias construções e ainda pela sua resistência a impactos e a temperaturas altas. Conversámos com o administrador Eurico Martins, que aprofundou os detalhes de um produto que tem vindo a ganhar notoriedade em Portugal e não só.

Começo esta entrevista por lhe pedir que nos apresente a Model Eco. Conte-nos um pouco da história da empresa. A Model Eco é uma empresa criada em 2012 para dedicarse ao fabrico e comercialização da placa Isolpro. Este projeto alicerça-se no know-how de duas empresas com comprovada experiência no setor da construção (quer no fabrico e comercialização de materiais quer na reabilitação e construção de raiz). Deste modo, a orientação para o cliente, o rigor e o profissionalismo são princípios que dão forma ao perfil estratégico da Model Eco. Acresce ainda uma profunda preocupação ambiental patente na génese da própria empresa. O vosso produto mais inovador é a placa Isolpro. Pode falar-nos um pouco desse produto? a) Como é feito? b) Onde pode ser aplicado? Em que divisões de uma casa recomendam a aplicação? c) Vantagens de aplicação desta placa d) O que distingue essa placa de outras do mesmo género? a) A placa Isolpro é um painel compósito de cimento leve e apresenta-se como alternativa ao sistema de construção tradicional em panos de alvenaria/tijolo.

Eurico Martins Administrador

b) É a solução ideal para a construção de paredes exteriores/ interiores, coberturas, pavimentos, revestimento de fachadas com caixa de ar na reabilitação pelo exterior. Por outro lado, os painéis Isolpro são adaptáveis a vários tipos de sistemas construtivos nomeadamente a construção em Aço Leve (Light Steel Framing). c) A composição da placa Isolpro é uma equilibrada conjugação de vários materiais, nomeadamente: cimento leve, grânulos de poliestireno, areia, água, fibra de vidro e uma estrutura interior em aço galvanizado. d) As suas principais vantagens são: • Facilidade e rapidez de aplicação; • Isolamento térmico e acústico eficaz;

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• Elevada resistência ao fogo • Incombustível (B-s1, d0) • Flexibilidade e adaptabilidade a qualquer tipo de construção; • Reduzida capacidade de absorção de água; • Dureza superficial elevada, mas corte fácil; • Boa resistência a impactos e à abrasão; • Leve e de fácil manipulação; • Rápido tratamento de juntas; • Resistente à proliferação de fungos e bolor; • Admite qualquer tipo de acabamento/tratamento final. Se tivesse de destacar uma vantagem, qual escolheria? O nosso destaque vai para a resistência ao fogo. Realizamos ensaios em laboratórios acreditados para obter a classificação da resistência ao fogo da placa Isolpro quando aplicada num sistema de parede exterior e os resultados alcançados superaram as nossas expectativas. Durante a realização dos ensaios, a face exposta do sistema composto pela placa Isolpro registou temperaturas na ordem dos 1000/1100 graus centigrados enquanto que a face não exposta registou uma temperatura na ordem dos 40 graus centigrados. Os ensaios foram concluídos após um período de 153 minutos sendo este um período de tempo bastante considerável tendo em conta o tipo de solução ensaiada. Estamos, sem dúvida, perante um dos melhores resultados do mercado a este nível. Que tipo de feedback têm recebido da parte de clientes que residem em habitações nas quais a Isolpro foi aplicada? O feed-back tem sido bastante positivo. Para além da rapidez da construção, o desempenho térmico e acústico das casas tem sido apontado como um dos principais motivos da satisfação. Por outro lado, a tendência é crescente. Estamos confiantes no potencial de crescimento da placa Isolpro e vamos continuar a direccionar todos os nossos esforços no sentido de satisfazer e antecipar as necessidades dos nossos clientes.


model eco | reabilitação urbana Além da Isolpro que outros produtos têm ao dispor? A Model Eco dedica-se exclusivamente ao fabrico e comercialização da placa Isolpro Em que medida é que o vosso projeto beneficia o ambiente? As placas Isolpro que não possam ser reutilizadas devido a cortes podem ser totalmente recicladas sendo por isso o seu desperdício quase inexistente. Caso seja necessário efectuar uma operação de manutenção (ex. reparar uma canalização interior) o processo é localizado sendo por isso bastante simples, rápido e limpo. O que acha que torna o vosso negócio único em relação à concorrência? A placa Isolpro é um produto inovador graças às suas características físicas mas também devido à sua aplicabilidade não havendo um produto similar no mercado. Em 2013, a placa Isolpro esteve em destaque no Espaço Inovação da Tektónica e este foi um feito que nos deixou muito satisfeitos por representar o culminar do processo de Concepção e Investigação. O produto apresenta vantagens distintivas tais como o seu excelente desempenho térmico/acústico e a sua elevada resistência ao fogo. A placa Isolpro é também um produto polivalente porque tanto pode ser utilizado para paredes (exteriores e interiores) como para lages. De que forma sustentam estas afirmações? A Model Eco tem vindo a realizar diversos ensaios laboratoriais quer para caracterizar o produto quer para testar diferentes sistemas para paredes e lages. Até ao momento, já foram testadas várias soluções construtivas para paredes e lages e os resultados obtidos são bastante positivos. Onde é que a placa Isolpro pode ser adquirida? Uma vasta rede de distribuidores permite que a placa Isolpro possa ser facilmente adquirida de norte a sul do território nacional. Basta contactar o nosso departamento comercial para saber qual é o distribuidor mais próximo. O departamento comercial da Model Eco está também disponível para apresentar as melhores soluções para a exportação da placa Isolpro além-fronteiras. E onde é que o vosso produto já foi aplicado? A placa Isolpro está a ser aplicada em Portugal, Angola, Espanha, Guadalupe, Ilha da Reunião e Guiana Francesa, entre outros. Que projetos têm em mente para o futuro? A placa Isolpro está patenteada em vários países da Europa e África sendo de prever que num futuro próximo se venha também a produzir nesses países.

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reabilitação urbana | porto baixa

Uma nova cidade com a PortoBaixa Hoje, percorrer as ruas da cidade Invicta tem um novo significado. Uma cidade que parecia ter ficado esquecida, hoje tem um novo alento, graças aos diversos investimentos que têm sido feitos na reabilitação urbana daquela que é, atualmente, uma das cidades europeias mais desejadas por turistas de todo o mundo. O Porto está na moda, mas todos esperam que esta não seja apenas uma moda passageira, antes pelo contrário. O Porto está vivo e assim será para ficar.

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porto baixa | reabilitação urbana Apaixonados pela cidade, José Teixeira, Pedro Soares e Marta Ferreira da Silva são os rostos empreendedores da PortoBaixa, uma empresa de gestão de investimentos imobiliários que tem na sua génese a reabilitação do centro da cidade do Porto. De acordo com os nossos interlocutores, “este projeto nasceu graças a um grupo de investidores de diversas áreas, que em uníssono optaram por conciliar os seus conhecimentos, experiência e esforços em prol da reabilitação urbana da cidade do Porto, uma cidade que parecia, há muito, esquecida e na qual já não era aprazível passear ou viver”. Questionados sobre o porquê desta aposta, os sócios-gerentes dão como o exemplo a restante Europa, “onde a reabilitação para fim residencial já representa mais de 30 por cento do total do setor da construção civil, em detrimentos dos cerca de 26 por cento de construção de habitação nova”. Mas o verdadeiro impulsionador deste projeto foi o centro histórico da cidade do Porto. “Ao contrário da construção de habitação nova, a reabilitação urbana tem crescido e tem ganho terreno no nosso país. Aliado a isto, o centro da cidade tem sido alvo de um crescente interesse por parte de quem investe. Unindo ao património único que a cidade alberga, assim como as características únicas das gentes do Porto, a sua cultura, clima e gastronomia, sem esquecer o rio e o vinho a que a cidade dá o nome, vimos aqui um nicho de mercado de alto interesse, além de que estamos plenamente conscientes de que a reabilitação do centro histórico da cidade era necessário”. A reabilitação ‘chave na mão’ A PortoBaixa oferece as mais diversas soluções aos que pretendem investir numa habitação na zona histórica da Invicta. “Há várias possibilidades de desenvolvermos o negócio à medida de cada um dos nossos clientes”, acrescentando que num único edifício todas as habitações podem ser completamente diferentes como, regra geral, acontece. “Importa referir que maioritariamente estes edifícios destinamse a alojamento local e não para habitação própria”, esclarecem os nossos interlocutores. Um fenómeno bastante interessante de se constatar é que, hoje em dia, a PortoBaixa vende todas as habitações ainda antes de iniciar as obras de recuperação. “Dos edifícios que temos neste momento, todas as habitações já estão vendidas”, revela Pedro Soares. Com edifícios nalgumas das ruas mais emblemáticas da cidade, a PortoBaixa diferencia-se igualmente pelo aproveitamento e recuperação que faz de elementos distintivos dos edifícios, sejam fachadas, o soalho ou um outro pormenor, como um painel de azulejo, que torna aquele edifício diferente e único. Um projeto prestes a arrancar que está a merecer toda a atenção e curiosidade nos nossos interlocutores é a construção de um edifício numa zona nobre da Baixa da cidade que receberá 46 apartamentos, cinco lojas e quatro moradias em condomínio privado, “num conceito diferente de tudo o que temos feito até à data”. A diferença está nas pessoas Questionados pelo seu principal elemento diferenciador, a resposta não tarda: “o que nos diferencia são as pessoas”, dizem. “As verdadeiras e principais diferenças não estão nos materiais ou no design implementado aos projetos. O que nos difere, de verdade, são as pessoas que connosco colaboram, as pessoas que constituem esta equipa, pelo empenho e dedicação que colocam em cada projeto, pelo acompanhamento único que dão aos nossos clientes e, claro está, por amarem verdadeiramente a cidade que estamos a ‘reconstruir’. A isso, aliamos uma paixão inexcedível naquilo que fazemos”. A nova vida dos centros históricos Não é só na cidade do Porto que o interesse pela reabilitação urbana se tem notado. Um pouco por todo o país e por toda a Europa, as várias cidades têm ganho uma nova vida. Tal é fruto de uma nova geração que tem escolhido os centros das cidades como a sua casa. O porquê desta escolha? “A qualidade de vida que aqui se encontra. Quem aqui escolhe viver tem uma qualidade de vida única. Em todos as esquinas há mercados de rua, comércio de toda a natureza, cafés, sem esquecer uma rede de transportes que lhes permite chegar a qualquer ponto da cidade”. A crescente vida noturna da cidade é também uma mais valia, pois deixa de ser necessário utilizar o carro ou apanhar um táxi para uma saída à noite. “O interesse pela reabilitação dos centros urbanos tem-se evidenciado ao longo dos anos, e tem feito ‘renascer’ muitas cidades europeias. Quando nos aventuramos nesta área de reabilitar edifícios, muitos deles estavam em total estado de ruína, e o panorama geral do edificado era simplesmente desolador. Acreditamos que já fizemos muito, mas sabemos que ainda temos muito a fazer, mas sentimos já um grande orgulho em estar a contribuir para uma nova cidade, para esta transformação que o Porto tem vivido”, finalizam.

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PME EXCELÊNCIA’15 São casos irregulares de esforço, ousadia, proatividade, brio empresarial e – em última instância – de visão empreendedora e sucesso. Efetivamente, é de tudo isto que se fala quando estamos perante uma empresa que atingiu o exigente estatuto de PME Excelência. Mas, na lista de méritos por detrás deste processo de seleção natural do mundo empresarial, é também reconhecida a capacidade que os agentes económicos tiveram de remar contra a maré e afirmar-se pela sua singularidade, contribuindo para a geração de riqueza e emprego nas regiões em que se inserem.

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Europarque - entrega de prémios PME Excelência

Loures reconhece PME's Excelência do concelho

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pme excelência’15 | proóptica Luís Justino Diretor Geral

Inovação e

excelência no mercado ótico Com mais de duas décadas de existência, hoje a Proóptica é uma empresa distribuidora de referência no setor óptico, possui um portefólio bem estruturado e diferenciado de marcas e serviços, permitindo posicionar-se no mercado como um parceiro de soluções completas e integradas.

Entrevistámos o diretor-geral, Luís Justino, que explicou quais os desafios e lutas conquistadas para atingir o patamar de PME Excelência. A Proóptica foi congratulada com o prémio PME Excelência 2016. O que significa este prémio para a empresa? Qual o sentimento com esta conquista? A distinção como PME Excelência é para a Proóptica um profundo orgulho e satisfação. Sabíamos que ser distinguidos como PME Excelência não era fácil, os rácios económico-financeiros e de gestão exigidos são bastante exigentes, sobretudo num momento de crise, como o que passamos na economia portuguesa. A conquista deste mérito é fruto do trabalho sustentado que temos vindo a desenvolver. Fomos reconhecidos como PME Líder ao longo dos últimos 7 anos. Em Portugal, existem mais de um milhão de PMEs (1.110.905, número exacto), destas apenas 7.270 foram distinguidas como PME Líder 2015 (Proóptica incluída) e apenas 1.509 como PME Excelência 2015. Trata-se de uma homenagem pública às “melhores das melhores” o que confere uma grande importância a este reconhecimento. Assim, a atribuição da certificação PME Excelência 2015 é para nós uma grande honra, uma garantia para os nossos stakeholders, mas também representa uma responsabilidade acrescida em termos de rigor de gestão e de esforço de melhoria contínua. Acreditamos que o reconhecimento pelo IAPMEI é uma recompensa pela nossa transparência, pelo crescimento ponderado e sustentado e foi atingido graças à preocupação de toda equipa em fazer mais e melhor. É um prémio que reconhece o esforço, eficiência e dedicação de todos os colaboradores da empresa e é um incentivo para que possamos melhorar num contexto cada vez mais exigente e competitivo. Quais os elementos estratégicos que contribuíram para a conquista da distinção de PME Excelência? A conquista deste prémio é sustentada em duas forças estratégicas da empresa, a aposta na internacionalização e na integração de quatro

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áreas de negócio. Nos últimos cinco anos, temos internacionalizado a empresa de uma forma sustentada e comprometida com os mercados onde actuamos preferencialmente: Espanha, Marrocos, Angola, Cabo Verde e Moçambique. Países que reconhecem a qualidade e as tecnologias dos materiais explorados nas diferentes áreas que oferecemos e que valorizam o compromisso com um parceiro rigoroso e de confiança. Por outro lado, a integração de quatro áreas de negócio diferentes, mas complementares é uma das principais vantagens competitivas e que permite responder às necessidades dos nossos clientes de uma forma completa e integrada, com preços justos, qualidade irrepreensível e focada no serviço e na relação de proximidade. As quatro áreas de negócio são: armações e óculos de sol, acessórios, lentes e design+arquitectura. A Proóptica sempre apostou na inovação como fator de diferenciação. Em 2016, como reforça esta vantagem competitiva? Em 2016, reforçamos cada uma das áreas de negócio com novidades e marcas relevantes no mercado. Na área de armações e óculos de sol lançamos duas marcas no segmento de moda, a Vespa e a Vinyl Factory. A Vespa apresenta como mais valia a elevada notoriedade e reconhecimento do consumidor final, com um design de moda direcionado para um lifestyle italiano. A Vinyl Factory possui linhas retro irreverentes e modernas, com uma inspiração na música e na Pop Art interpretadas nas cores e nas formas. A partir de abril, a Proóptica dá seguimento ao contrato assinado com a Signet Armorlite, que garante a distribuição da marca Kodak em Portugal. A Kodak irá reforçar o posicionamento da empresa, como marca de lentes altamente conceituada junto dos consumidores finais, que proporciona soluções personalizadas com uma excelente relação qualidade-preço, através de valores como a confiança, fiabilidade, qualidade e simplicidade. A área de acessórios é reforçada com uma grande aposta na inovação, a parceria com a Fitting Box. Este projeto surgiu através de uma pesquisa de mercado, dando resposta às necessidades de um consumidor cada vez mais exigente e que procura mais informação online. A Fitting Box surgiu da combinação perfeita entre um geek na área da tecnologia e um matemático, que desenvolveram em conjunto uma tecnologia que permite o reconhecimento facial. Perceberam e estudaram a tridimensionalidade de 700 rostos, desenvolveram avatares que permitem o reconhecimento de cada pessoa que está no espelho, ecrã ou câmera. Com a utilização de uma base de dados com mais de 70 mil óculos de sol e armações, a tecnologia coloca os óculos em tempo


proóptica | pme excelência’15 real na cara da pessoa que está a olhar para o espelho. Esta solução tecnológica permite ao óptico expor as coleções disponíveis nas redes sociais, no site e em loja, possibilitando a mesma experiência ao consumidor em diferentes plataformas (omnichannel). O objetivo não é venda online de óculos, mas sim a promoção de uma experiência online, ou seja, o cliente experimenta online o que quer e, depois desloca-se à loja para realizar a compra, porque o óptico faz toda a diferença no processo de venda, no aconselhamento e no conhecimento técnico. A área de Design+Arquitectura foca-se na remodelação de lojas e no desenvolvimento de mobiliário e complementos para ópticas, com soluções chave na mão. Esta área revela todo o empreendorismo da empresa, torna os sonhos reais e concretiza-os em soluções que optimizam a estética e a funcionalidade. O grande fator de diferenciação é que projetamos os nossos layouts com base em estudos de comportamento do consumidor. Este ano iremos actualizar o nosso catálogo com novas linhas de mobiliário e produtos desenhados de acordo com as necessidades dos clientes. Quais os desafios para os próximos tempos? Neste momento, a Proóptica é um player muito relevante no sector. Uma empresa com capitais exclusivamente portugueses, muito flexível e polivalente, com uma equipa jovem que dá tudo para a empresa crescer e ser cada vez mais sólida. O galardão de PME Excelência pode resultar de uma liderança forte, mas é sobretudo reflexo de uma equipa multidisciplinar, criativa e pró-activa. Os projetos futuros passam pelo desenvolvimento em todas as áreas da empresa, de novos contratos e novas oportunidades, potenciadas pela possibilidade de trabalhar com grandes marcas de distribuição europeias. Nos próximos anos, continuaremos a apostar na sustentação do mercado nacional com o lançamento de marcas e produtos de relevo e na conquista de mercados internacionais emergentes. Estamos hoje mais unidos do que nunca, numa única organização, com muita personalidade, integrados e reconhecidos pelo mercado. Os nossos clientes sabem que podem contar com uma empresa que garante a inovação, a eficiência e a confiança de que necessitam para alavancar os negócios.

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pme excelência’15 | carlos carvalho decoradores

O seu projeto, a sua decoração

Fundada em 1993, a Carlos Carvalho Decoradores dedica-se à produção e comercialização de peças de decoração de interiores. A empresa, recentemente distinguida com o estatuto de PME excelência 2015, dispõe de uma fábrica para construção própria e de um showroom aberto ao público em Lisboa. Para além disso, é igualmente responsável por projetos de decoração, instalação, montagem e serviço de entregas. Num tom informal, o empresário Carlos Carvalho, revela-nos o que não pode faltar na hora de decorar uma casa, o processo de criação das peças decorativas e os projetos para o futuro.

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Começou por ajudar o pai numa fábrica dedicada à produção de assentos e estofos e aí descobriu a sua vocação. Rapidamente conquistou o seu segmento de mercado, em virtude do elevado nível da qualidade dos seus serviços e produtos, e conta hoje com mais de 20 anos de sucesso. “Enquanto estudava ajudava o meu pai na parte da contabilidade da empresa. Nesses momentos em que lá estava, as pessoas pediam-me conselhos. Chegava mesmo a ir a casa delas e a partir daí segui arquitetura com essa finalidade. Mais tarde implementei um novo conceito na empresa do meu pai, a elaboração de projetos. Comecei a fazer projetos de decoração de interiores para particulares e depois para restaurantes”. Em 1995 a empresa ganha outro nome, nomeadamente, Carlos Carvalho Decoradores, responsável por todo o processo de concretização dos ambientes e peças, desde a criação e confeção até à montagem e instalação dos mesmos. “As pessoas dão-nos uma certa liberdade para apresentarmos o nosso conceito e posteriormente adequam ao seu gosto. Apresentamos o projeto com o respetivo orçamento, executando depois as peças nas nossas instalações. A coordenação do planeamento é sempre nossa, temos um arquiteto responsável por esse assunto. Os preços e as decorações variam muito de projeto para projeto mas sem dúvida que a grande vantagem é o facto de termos uma fábrica própria de mobiliário e de estofos.” No atelier, encontramos sofisticados artigos como cadeiras, espelhos, tecidos, entre outras peças decorativas. Na Carlos Carvalho Decoradores, o difícil é escolher. “Temos mais de 2.000 referências de tecido, 100 tipos de mesas, de cadeiras, de sofás… Temos uma vasta gama de produtos.” Para o entrevistado, o grande desafio é o processo de transformação dos mais variados espaços. “É isso que nos dá gozo. É entrar aqui alguém e pedir para transformar algo completamente desatualizado numa coisa nova.” A empresa conta já com cerca de 40 colaboradores e trabalha diariamevnte com parcerias comerciais, algo que o empresário considera ser uma mais valia para a Carlos Carvalho


carlos carvalho decoradores | pme excelência ’15

Carlos Carvalho Administrador

Decoradores. “Neste momento estamos associados a um grupo muito grande em Portugal, denominado por United Investments Portugal. Atualmente temos 85 por cento da nossa equipa a trabalhar para esse grupo, o que é muito bom. O nosso objetivo é tentar crescer com esta solidez.” Ao longo dos anos a internacionalização tornou-se numa das prioridades estratégicas da marca. “Cada vez mais queremos trabalhar com o estrangeiro. Estamos convidados para trabalhar todo o Médio Oriente e recentemente surgiu também um convite para a Polónia, o qual tivemos que recusar, uma vez que aceitamos um projeto de tamanha dimensão, que é o do Médio Oriente.” Quando questionado sobre aquilo que o cliente mais estima, o empresário admite que os prazos de entrega são imprescindíveis para o bom funcionamento do negócio. “Há obrigações e prazos a cumprir. Se os fornecedores se

atrasam eu também me vou atrasar na entrega e isso não pode acontecer.” Recentemente a empresa foi distinguida com o estatuto de PME excelência 2015 pela qualidade dos seus desempenhos. Para Carlos Carvalho, esta distinção é o reconhecimento de todo o seu trabalho e dedicação. “Fizemos um grande esforço de um ano para o outro. Já nos tinha sido atribuída esta distinção anteriormente. Tentamos crescer ainda mais e conseguimos. Este ano estive presente na atribuição dos prémios e pensei para mim que para o ano tinha de lá estar outra vez. Para além disso estas distinções ajudam-nos no que diz respeito à parte profissional. Se somos reconhecidos é porque temos algum mérito.” No futuro, o empresário pretende internacionalizar ainda mais a marca, com a certeza de que em 2017, a percentagem de exportações ultrapassará a deste ano. “Neste momento estamos dedicados quase a 100 por cento ao projeto do Médio Oriente. Convidaram-nos para um mundo completamente diferente e estamos muito entusiasmados. Queremos ser cada vez mais internacionais. E com esta passagem para o Médio Oriente, para o ano mais de 80 por cento vai ser produzido para o estrangeiro”, remata.

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pme excelência’15 | Streak

“Para o futuro temos uma visão de crescimento”

A missão da Streak assenta na disponibilização de produtos e serviços de qualidade e inovação, em soluções de controlo e automação, com o objetivo de satisfazer e fidelizar clientes, procurando sempre resultados eficientes. Seguir a evolução dos mercados ao nível das tecnologias de ponta, assumindo um compromisso com os clientes e valorizando uma relação de firmeza com os seus parceiros e a comunidade envolvente representa outro dos seus desideratos.

Qual o core business da empresa? Quais as soluções que disponibiliza ao mercado e quais as suas vantagens competitivas? A Streak tem procurado ir ao encontro com as necessidades dos seus principais clientes. Assim, tem desenvolvido novos sistemas relacionados com robótica, inspeção de qualidade e processos de maquinação muito específicos em função de cada cliente.

A STREAK – Engenharia em Automação apresenta-se, nos dias de hoje, como uma empresa de referência empresarial, tendo sido distinguida, mais uma vez, com o Prémio PME Excelência. O que representa esta distinção? Esta distinção comprova que o trabalho de dedicação e empenho de toda a equipa da empresa foi reconhecido. Fundada em setembro de 2002, a STREAK – Engenharia em Automação tem vindo a registar um crescimento sustentado e sólido. Quais são os pilares deste crescimento e desenvolvimento? O crescimento e desenvolvimento da Streak ao longo destes anos resultam de um investimento constante em tecnologia e novos processos bem como, a promoção de trabalho em equipa e a procura do aperfeiçoamento dos processos desenvolvidos.

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Dos projetos desenvolvidos pela STREAK – Engenharia em Automação, dê-nos dois exemplos que tenham sido mais desafiantes ou marcantes. A Streak ao longo dos anos teve vários projetos que desafiaram e marcaram a sua atividade contudo, podemos destacar dois que a empresa considera como os mais desafiantes. Um projeto foi relacionado com a integração de rastreabilidade e inspeção de componentes para a indústria automóvel (BMW) que incluiu a integração global de todas as áreas de trabalho da Streak. Outro projeto foi, a célula robot para a indústria automóvel que integrou robótica, inspeção por visão artificial e maquinação de precisão. A empresa já iniciou o seu processo de expansão internacional. Em que mercados está presente e quais os objetivos a este nível? A Streak tem como objetivo a expansão internacional, desse modo está presente em Espanha, França, Alemanha e China. Presentemente está a preparar a sua presença no mercado suíço.

A STREAK – Engenharia em Automação encontra-se em processo de certificação. Pode falar-nos um pouco sobre este processo e quais as razões que vos levaram a seguir este caminho? Sim, a Streak encontra-se em processo de certificação pela ISO 9001 com o objetivo de preparar a empresa para uma maior eficiência e cumprimento de requisitos essenciais ao crescimento da mesma, nomeadamente a nível internacional. A certificação vai proporcionar uma melhor gestão da empresa e relacionamento com os clientes, nacionais e internacionais. Em termos de futuro, que visão tem para a STREAK – Engenharia em Automação? Para o futuro temos uma visão de crescimento, sustentado em uma maior especialização que apoiam o nosso desempenho e, que garantem o reforçar da internacionalização da empresa no mercado, principalmente europeu.


pme excelência’15 | miguel sousa confeções

Sucesso empresarial alicerçado em trabalho e dedicação

A Miguel Sousa Confeções é uma empresa têxtil especializada na produção de vestuário para homem, senhora e criança. Fundada em 2006 e com uma estrutura familiar, esta é uma empresa verticalizada, detendo internamente todas as fases de produção desde a modelação, corte, confeção e acabamento até à embalagem. A qualidade do produto, a capacidade de resposta e a flexibilidade contribuem para a afirmação da Miguel Sousa Confeções como uma referência na indústria têxtil.

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desenvolver”, sustentam Miguel Sousa e Cláudia Sousa. Valorizando o passado, vivendo o presente e pensando no futuro, a Miguel Sousa Confeções adota uma filosofia vanguardista, estando sempre um passo à frente do seu tempo, tendo como linhas orientadoras para a prossecução dos seus objetivos, a simplificação da criação de conhecimento e a criação e disponibilização de produtos e soluções de qualidade. Estes valores basilares encontramse ainda representados na manifestação do seu empenho em continuar um percurso de contínua inovação. Os dois administradores apresentam-se como empresários carismáticos e dinâmicos que têm pautado a sua atividade profissional por uma grande visão estratégica, a par de um grande sentido de responsabilidade e uma grande paixão pelo trabalho que desenvolvem. A Miguel Sousa Confeções nasceu há 10 anos, pelas mãos de Miguel e Cláudia, que aliaram a sua experiência e conhecimentos na área têxtil para se lançarem num desafio e num verdadeiro projeto de vida. “Comprámos uma empresa que estava em processo de falência, assumimos essa

Miguel Sousa e Cláudia Sousa Administradores

A Miguel Sousa Confeções recebeu a distinção de Estatuto PME Excelência 2015, atribuído pelo IAPMEI, que procura homenagear os desempenhos empresariais superiores, no segmento das pequenas e médias empresas dos mais variados sectores de atividade, que contribuíram ativamente para o reforço da capacidade competitiva nacional. Miguel Sousa e Cláudia Sousa, administradores da empresa, encaram esta distinção como um reconhecimento do trabalho desenvolvido. “Acreditamos que este prémio é fruto do trabalho desenvolvido, ao longo dos últimos 10 anos, por uma equipa dinâmica e qualificada, que tem colocado as nossas soluções num patamar de excelência”. Esta distinção é sentida igualmente como um reconhecimento pelo esforço e dedicação colocados ao serviço de um projeto de vida, com o intuito de alcançar um crescimento cada vez mais sustentado. “A distinção PME Excelência 2015 é uma motivação adicional para que continuemos a trabalhar e a servir os nossos clientes com a qualidade que nos distingue. Este estatuto é, sobretudo, um reconhecimento do bom trabalho que temos vindo a


miguel sousa confeções | pme excelência’15 colaboradores da empresa ajudam a que o produto final seja de qualidade e prestigiado. “A nossa união e as relações de confiança com os nossos parceiros têm permitido um crescimento sólido e sustentado”, advogam, destacando que, neste momento, a Miguel Sousa Confeções já exporta para os Estados Unidos da América, Suécia, Dinamarca, Holanda, Alemanha, França, Espanha e Itália. A participação em feiras é uma das componentes do trabalho desenvolvido por esta empresa, com o desiderato de acompanhar as tendências e conhecer as novidades. “Ainda recentemente, estivemos numa feira em Paris, porque é imperativo estar atualizados”, evidencia Miguel Sousa. Os dois administradores dão ainda conta da conclusão do projeto de expansão das instalações, cuja última fase contempla os escritórios o departamento de criação e modelagem. Miguel e Cláudia esperam que o futuro continue a ser promissor, porque a paixão que sentem por esta área de negócio vai continuar a ser um motor de crescimento da empresa.

Cláudia Sousa com modelo da sua coleção

responsabilidade e ficámos com os funcionários e alguns clientes. A nossa dedicação sempre foi a 100 por cento para podermos cumprir com os nossos compromissos, por isso também a gestão sempre foi muito sólida e rigorosa, porque a nossa ambição era crescer de forma sustentada e segura”, sublinha Miguel Sousa. Hoje em dia, nesta empresa com uma posição de destaque no mercado, Miguel Sousa é o rosto da gestão e Cláudia Sousa é a criativa e responsável pela produção, funções que desempenha com grande paixão, mas também com grande conhecimento, uma vez que, ao longo do seu percurso, realizou diversos cursos e formações, designadamente no Citex e na Modatex. “Na Miguel Sousa Confeções fazemos desde a transformação da matéria-prima, ou seja da malha em cru até ao produto acabado e convertemos vários tipos de matéria-prima numa peça. É a nossa grande vantagem”, revelam, acrescentando que, para além de fazerem as coleções dos seus clientes, a empresa também apresenta a sua própria coleção. “A nossa coleção conjuga o clássico, casual e desportivo para ir ao encontro dos gostos e exigências da mulher moderna”, afirma Cláudia Sousa, salientando que a sua coleção é muito diferente de uma coleção de um estilista, ou seja, “apostamos em peças que sejam comercializáveis para rentabilizar o investimento efetuado”. De acordo com Miguel Sousa e Cláudia Sousa, os

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pme excelência’15 | transportes machado

Na atividade de transportes rodoviários de mercadorias

A Transportes Machado foi iniciada pelo seu fundador António Eduardo Machado (pai), na cidade do Porto, dando o seguimento, partir de 1975, António Machado (filho), atual, proprietário e gerente, da Transportes Machado Lda. Este, através da visão e necessidade da indústria estar a evoluir, decidiu laborar na área da prestação de serviços de carga e descargas, a nível regional e nacional. Passado algum tempo, foram adquirindo equipamentos de manuseamento de máquinas, apropriados à indústria, desde a indústria gráfica, metalomecânica e a têxtil. Nos anos oitenta passaram das instalações do Porto para S. Mamede de Infesta, num pavilhão com 1.200 m2. Nos anos 90, passaram para a Maia, nas instalações atuais, numa Plataforma Logística, adaptada a trasfega de mercadorias de grande porte. “Estamos a conseguir dar a continuidade a este projeto, com a dedicação e profissionalismo e inovação da 3ª geração da Transportes Machado, nomeadamente Eduardo Machado (neto)”. Quem procura, os serviços da Transportes Machado vem essencialmente do ‘passa palavra’, ou seja, que são outras empresas que dão as boas referências. Também é possível encontrar os seus serviços desta empresa via internet , através do site. Daí vem o ‘know how’ desta forma, conseguem aperceber-se que realmente estão a contactar com uma empresa idónea e que lhes podem ajudar a resolver os problemas, uma vez que é para isso que estão vocacionados. “Como atuamos na área de ‘serviços de movimentações de máquinas e transportes’ para a mudança de instalações das industrias, possuímos um staff de 20 colaboradores. Estes possuem uma formação técnica e de grande experiência com vários anos”, explica o empresário. A Transportes Machado possui um parque empresarial de 10 mil metros quadrados, fazendo também a logística de equipamentos que os seus clientes lhes solicitam, isto é, o respetivo armazenamento e a sua distribuição. A Transportes Machado foram os pioneiros a possuir os camiões com grua e empilhadores. “Iniciamos com estes veículos em 1978 em Portugal”. António Machado percebeu que havia a necessidade de equipar as suas viaturas com equipamentos de movimentação, para ser mais

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prático, mais rápido e também mais seguro, facilitando as movimentações e necessidades dos seus clientes. “Durante estes anos existiram dificuldades, que se sentiram essencialmente em alturas de crise, mas na Transportes Machado, todos estes anos foram levados com preocupação, no “crescimento sustentável” mas obviamente estamos a enfrentar, todos os desafios, que nos aparecem com sangue novo e com garra”. A Transportes Machado possui transportes especiais e especializados, com equipamentos inovadores de elevação para cargas e descargas, sempre na tentativa de ultrapassar as dificuldades e os obstáculos. “Todos estes anos, têm sido, muito bem-sucedidos. Todos os nossos colaboradores, já tem muitos anos de experiência, assim como, têm orgulho na empresa que representam. Estes são o espelho da mesma, com uma formação específica, para o efeito e gosto, pela sua representação”, frisa. Os próximos passos da Transportes Machado serão dados pela nova geração, através de Eduardo Machado (neto), dando o seguimento, na mesma área e procurando sempre evoluir, para que os investidores possam contar com a TRANSPORTES MACHADO em novas parcerias futuramente a realizar. Esta empresa é uma das melhores a nível de movimentação de cargas e descargas, e de transportes de mercadoria pesada. O seu vasto ‘know how’ e os anos de longínqua experiência que adquiriram, sendo tal como, reconhecidos como PME Excelência. Pela primeira vez, António Machado, se destaca por este prémio e este reconhecimento a ele associado, se prende com o objetivo de realmente, “estarmos no mercado por sermos referenciados pelos nossos clientes”.


pme excelência’15 | compact records

Há 19 anos a elevar a indústria musical por todo o mundo A Compact Records é uma empresa destinada à distribuição de material fonográfico e a principal fornecedora de CD’s de sites de vendas conceituados como o Amazon e o E-bay. A empresa sediada na Maia, existe desde 1997 e o seu proprietário é Abílio Silva, com quem a Revista Business teve o prazer de conversar.

Abílio Silva Administrador

A Compact Records atinge o seu auge numa altura em que tudo ligado à internet era sinónimo de evolução e de grandes investimentos. Para o empresário, não poderia ter surgido em melhor altura. “Comecei como armazenista generalista, ía ao estrangeiro comprava os cd’s aos armazéns e vendia às lojas. Mais tarde, com o aparecimento da internet, dá-se um decréscimo enorme nas vendas. Contudo, eu sempre fui um consumidor atento de música e procurava marcar pela diferença. Talvez tenha sido isso que nos fez crescer.” Questionado sobre os seus primeiros contactos com o mercado externo, Abílio Silva conta que inicialmente começou por negociar com países como a Holanda, Suécia e Bélgica. “Comecei por comprar apenas materiais a países europeus. Posteriormente passei para os Estados Unidos, mas tornou-se complicado porque só se podia importar para fora da comunidade europeia o que lá não existia. Ainda hoje funciona assim.” Mais tarde, surgem os primeiros convites por parte de editoras internacionais e começam a fazer distribuição a nível nacional. “Recebemos propostas de várias editoras, na altura ligadas à dança alternativa e ao metal. Depois começaram a surgir as bandas portuguesas, muitas delas começaram aqui. Na altura o negócio era essencialmente ligado à importação e à venda dos produtos”. Em 2008, o empresário conta que viu o seu negócio “tremer” pela primeira vez, fator que poderia ter posto em causa o futuro da marca. “Pela primeira vez não estávamos a crescer, muito pelo contrário estávamos a descer aos poucos. Já tínhamos

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compact records| pme excelência’15

muitas despesas e não estava a conseguir suportá-las. Decidi então que tinha de fazer alguma coisa. Voltei novamente às feiras e de seguida entramos no negócio online.” A partir daí, nunca mais parou. “Conseguimos fazer com que tudo aquilo que tínhamos em stock não estivesse apenas disponível para o mercado português mas sim internacionalmente. Disparamos para números brutais e foi isso que fez de nós o que hoje somos”. Atualmente, são os principais fornecedores de música de sites como o Amazon e E-bay, e não tencionam parar por aqui. “Trabalhámos com os maiores sites do mundo. Sempre tentei fazer um intercâmbio de produtos, porque eles têm coisas que eu não tenho e eu tenho coisas que eles não têm. Desta forma a responsabilidade e a competência é mútua e por isso funcionamos bem.” Numa altura em que grande parte da população sentia que a internet estava a prejudicar a indústria músical, a Compact Records viu nesse fator uma forma de aumentar as vendas. O entrevistado admite que, de certa forma, foram eles os principais impulsionadores da divulgação da música portuguesa para o estrangeiro. “Vendemos muita música online portuguesa para fora e isto deve-se ao facto de ser possível adquirir música via internet. Quando um disco é lançado em Portugal, as pessoas conseguem adquiri-lo através dos sites para os quais trabalhamos.” Dono de um percurso de sucesso, que cada vez mais se começa a solidificar, o empresário conta já com três lojas abertas ao público em Portugal, uma em Vila do Conde, uma no Porto

e outra em Leiria. “As lojas têm funcionado bem mas grande parte das vendas são feitas via online, através do nosso site de vendas, denominado por CDGO.” Se por um lado obtêm mais lucro através das vendas online, por outro também é onde dedicam grande parte do investimento. “Aposto muito na informática. As atualizações são muito caras mas o retorno é quase imediato. O meu stock é cada vez maior mas é preciso muito cuidado na hora de adquiri-lo. É óbvio que a informática não me diz o que posso comprar, mas ajuda imenso. Temos um programa que nos diz qual o melhor preço a nível internacional e pelo nome do disco consigo identificar se estou a fazer uma boa compra ou não.” Recentemente abriram um armazém em Inglaterra, com o intuito de credibilizar ainda mais a marca. “Achamos este investimento um bem necessário porque Portugal não tem a mesma credibilidade que Inglaterra tem no que diz respeito a vendas online.” 75 por cento de quem compra por exemplo na Amazon UK se vir o mesmo produto sendo duma empresa inglesa ou de uma portuguesa prefere sempre a Inglesa mesmo às vezes mais cara.” “Somos das empresas portuguesas que mais faturam a nível músical”, é com esta certeza que Abílio Silva vê a sua empresa crescer e a ganhar prestígio no mercado internacional. Quanto aos planos futuros, o empresário admite: “queremos continuar com isto mas cada vez mais vai ser um negócio de colecionismo”, remata.

www.compactrecords.com

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pme excelência’15 | hotel baía cascais

Refúgio à beira-mar

O Hotel Baía Cascais está situado na costa do Estoril, mesmo em frente à Praia dos Pescadores. Com uma localização priveligiada, este hotel familiar proporciona um ambiente acolhedor e um serviço de qualidade a todos os que o visitam. Falámos com João Coruche, director geral da unidade hoteleira, que nos deu a conhecer o hotel e as suas perspetivas futuras. Como é que surge este projecto? O Hotel Baia é uma empresa familiar que abriu portas em 1963 pela mão do meu avô, João Soares. Trata-se de um hotel independente, de família que vai agora na terceira geração na gestão. Atualmente o HB possui 113 quartos, o restaurante Baía-Grill famoso pelo pela sua gastronomia, e o bar no R/C com serviço de cafetaria e pastelaria de fabrico próprio. Possui ainda seis salas de reunião com diferentes tipologias, um parque de estacionamento público com 90 lugares e o Blue Bar no “roof top” aberto ao público nos

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meses de verão para “Sunsets” com excelentes cocktails, considerado a cereja no topo do bolo. A vossa localização é sem dúvida uma mais-valia... Sim, sem dúvida. Devido à nossa localização, o hotel já se tornou num marco histórico aqui mesmo no centro da vila de Cascais. É o ponto de encontro das pessoas da terra. Os quartos com vista para o mar oferecem uma vista fantástica e a procura é cada vez maior também devido à sua proximidade com os diferentes equipamentos existentes em Cascais. Recentemente foram distinguidos com o estatuto de PME Excelência 2015, este é o reconhecimento merecido? Com certeza. O Prémio PME Excelência é um prémio que já nos acompanha há largos anos. É um estatuto que não só demonstra a solidez financeira do Hotel Baía como também premeia a nossa liderança e desempenho na gestão. É um motivo de orgulho! Demonstra que temos sabido investir de forma sustentada para garantir o crescimento do negócio e nossa autonomia financeira. Qual é o balanço que faz desta aposta? O balanço é altamente positivo. Temos conseguido desenvolver e modernizar a empresa, investir no nosso produto, na infraestrura, e em novas tecnologias. Numa unidade hoteleira que já conta com 53 anos de atividade,

é necessário fazer um investimento constante nos nossos equipamentos e produtos de modo a nos mantermos competitivos e para servir um público cada vez mais exigente. Temos vindo ao longo dos anos não só a remodelar os nossos quartos e as áreas sociais, mas também as áreas de serviço e bastidores, sem interromper o normal funcionamento do hotel. Temos sabido fazer os investimentos certos nas alturas certas, sem dar um passo maior do que a perna e garantindo a sustentabilidade do negócio e o seu crescimento. Tem projetos para um futuro próximo? Na hotelaria ficar quieto é morte certa. Tencionamos continuar a investir no nosso produto para continuar a servir cada vez melhor os nossos hóspedes e clientes. Num mercado altamente competitivo, será necessário continuar a investir em novas tecnologias não só em termos de serviço mas também para a captação de novos clientes. Continuaremos a investir também no nosso compromisso de reduzir o impacto da nossa atividade no meio ambiente. Atualmente possuímos a Certificação Eco Hotel da TUV Rheinland e a Green Key, fruto do investimento no nosso programa de gestão ambiental e na nossa infraestrutura. Pretendemos continuar a melhorar o nosso desempenho ambiental e ajudar a divulgar as boas práticas e servir de exemplo de que é possível satisfazer as nossas necessidades e as dos nossos clientes de forma responsável, reduzindo o nosso impacto ambiental.


pme excelência’15 | tito carnes

“A mola de um país e de um povo é o trabalho”

Tito Miguel e Severino Gonzalez Administradores

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Severino Gonzalez no início da sua atividade empresarial

A Tito Carnes é uma empresa dedicada ao comércio e à indústria de carnes em Lisboa. Com mais de 50 anos de atividade, foi recentemente distinguida com a atribuição do estatuto de PME Excelência 2015, e tem como objetivo oferecer aos seus clientes um atendimento personalizado tentando fornecer os melhores produtos existentes no mercado.


tito carnes| pme excelência”15

Severino Gonzalez, mais conhecido por Tito, de onde provem o nome da atual empresa, exerce as funções de administrador juntamente com o seu filho Tito Miguel. À conversa com a Revista Business Portugal, o empresário de origem espanhola, conta que veio para Lisboa com apenas 14 anos começando a trabalhar com familiares no Mercado 24 de Julho. Em 1957, juntamente com o seu pai compraram um talho na Rua da Cruz dos Poiais, em São Bento, e anos mais tarde abriram um armazém na mesma rua. Em 1993 mudouse para umas novas instalações, em Telheiras, com melhores condições de estacionamento com vista a distribuição da mercadoria tanto para particulares, como para restauração e hotelaria. “Estou muito satisfeito e tenho todas as condições para oferecer um bom trabalho” Quando questionado sobre o processo de transformação das carnes que comercializa, o entrevistado garante que todos os cuidados são poucos e que são muitos os aspetos a ter em conta na hora de preparar o produto final. Contudo, admite que os clientes estão cada vez mais exigentes. “Antigamente a mercadoria vendia-se em bruto mas hoje o cliente gosta das coisas mais preparadas e requintadas, o que acho correto, quanto mais nos for exigido, melhor se trabalha”. Para além disso, têm também produção própria para abate e consumo. “Os clientes gostariam de poder consumir só produto nacional, mas é totalmente impossível, o que lamento. Se um cliente me pede 300 lombos seriam precisos 150 animais, uma vez que cada um só tem dois lombos.” Aqui também se importam muitos outros produtos e muitas peças nobres como lombos e vazias de vitela branca, novilho, entre outras. Para além de comercializar os produtos diretamente no balcão, a Titocarnes dispõe também de viaturas de distribuição com sistema de congelação e conservação, afim de servir o cliente de forma rápida e eficaz. Os clientes espalhados de norte a sul do país, são a prova de que esta empresa se soube implementar no mercado: “o que mais valorizo é a boa relação que mantenho com os meus clientes e o orgulho que tenho em fornecer qualidade e produtos de excelência, como eles merecem”. Finda a Páscoa, é tempo de começar a pensar no verão e nos clientes que vêm de fora, e por isso na Tito Carnes não há espaço para pausas. Num futuro próximo, o chefe Tito espera que os seus três filhos, que atualmente integram a equipa, continuem a trilhar o percurso de sucesso que o pai iniciou. “Os meus filhos vão dar seguimento a este negócio familiar...”

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pme excelência’15 | josilmar

“A satisfação do cliente é uma prioridade absoluta”

A Josilmar é uma empresa dedicada ao comércio e à distribuição de artigos relacionados com a indústria e a construção civil. Situada na Vila da Bobadela, em Loures, foi recentemente distinguida com a atribuição do estatuto de PME Excelência 2015, pela qualidade e excelência dos seus serviços. O responsável pela fundação da empresa é Joaquim Marques que, juntamente com a esposa Maria Alice e com o filho David Marques, esteve à conversa com a Revista Business Portugal.

David Marques, Maria Alice e Joaquim Marques Administradores

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Sem sucesso, o empresário abre a primeira loja em Angola. Já em Portugal, tenta novamente e funda outro negócio dedicado essencialmente ao comércio de materiais de construção. “Eu tinha uma loja deste género em África. Pensei que ía regressar para lá, mas infelizmente não consegui. Um dos meus funcionários ficou encarregue do negócio e mais tarde viu-se obrigado a fechar o estabelecimento. Decidi abrir então uma loja em Portugal. Fui trabalhando e recuperando o que em tempos tinha perdido”. Em 1977, abre um novo espaço, que atualmente explora, com maiores dimensões e maior diversidade de produtos. Quase a completar 40 anos, a Josilmar é já uma empresa de referência na zona de Lisboa pelas soluções eficazes e seguras que apresenta, através do domínio da tecnologia e da qualidade, promovendo a constante satisfação dos seus clientes, colaboradores e parceiros. Para o proprietário, este estabelecimento reúne as condições necessárias para o bom funcionamento do negócio. “Mantive muitos clientes, mas trouxe muitos novos. Agora temos uma grande capacidade e variedade de material.” David Marques, filho do proprietário, fala também do variado stock de artigos que a empresa dispõe, de forma a responder às necessidades de todos os clientes. “Temos cerca de 30 mil artigos diretamente ligados ao comércio de máquinas e ferramentas para o setor profissional, nomeadamente de construção, automóvel, reciclagem, metalomecânica, entre outras.” O vasto portfólio de parceiros de negócio permite-lhes atuar de forma transversal junto dos clientes, colocando à sua disposição um leque de produtos muito diversificado. Para David Marques, estas parcerias são uma mais valia para a empresa. “Tentamos alimentar três grandes marcas, nomeadamente a Bosch, Makita e DeWalt. São marcas com grande notoriedade, com preços competitivos e que nos ajudam a crescer, mas temos que trabalhar em sintonia para tudo dar certo. É preciso cumprir as exigências deles no que diz respeito ao cumprimento de prazos e pagamentos. Já trabalhámos com mais marcas, mas atualmente estas são as três grandes operadoras mundiais neste setor.” Para além disso, a empresa vende materiais a distribuidores e revendedores independentes, garantindo o melhor preço de mercado. “Por termos uma vasta gama de soluções em stock, procuram-nos porque sabem que aqui encontram tudo o que precisam. Praticamos exatamente os mesmos preços que as marcas.” Aliado a estes fatores, é também de ressalvar a excelente relação de confiança e proximidade criada ao longo dos anos entre toda a equipa e clientes. “A satisfação do cliente é uma prioridade absoluta. Através do mercado tradicional criamos laços fortes com os clientes. Somos o oposto da internet e dos hipermercados.” Ao longo dos anos, a empresa tem vindo a crescer e contam já com nove colaboradores a tempo inteiro. “Temos sempre pessoas na loja e alguns técnicos comerciais dispostos a ir ao encontro dos clientes para realização de demonstrações.” Quando questionado sobre a recente distinção com o estatuto PME Excelência 2015, David Marques considera que essa atribuição é o reconhecimento de todo o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido. Contudo, essa não é a principal ambição da empresa. “Não andamos propriamente à procura de prémios nem é uma coisa que nos preocupa, mas um prémio destes traz-nos sempre um acréscimo de credibilidade.” Nos últimos anos, têm resistido a uma crise que parece ter vindo para ficar. Segundo os empresários, o objetivo passa por manter o equilibrio que até agora tem sido alcançado. “O objetivo é continuar”. No futuro, Joaquim Marques deseja que o filho siga as suas pisadas e que dê continuidade ao negócio que iniciou. “É ele que vai segurar o barco”, conclui.


pme excelência’15| hotéis roma e marquês de pombal

Duas marcas

Hall Hotel Marquês de Pombal

da hotelaria tradicional na cidade de Lisboa

Começaram com um negócio familiar e cresceram, conquistando uma posição consolidada com marcas próprias no panorama hoteleiro nacional. Após iniciativas empreendedoras em Fátima e a entrada no Hotel Roma, na década de 80, o grupo apresenta quatro unidades hoteleiras, duas no centro de Lisboa e duas no centro de Fátima. José Miguel Marto, administrador do grupo, recebeu-nos no Hotel Marquês de Pombal em Lisboa e deu-nos a conhecer um pouco de cada um dos hotéis de Lisboa. José Marto licenciou-se em Gestão e tirou o Mestrado em Finanças e Gestão Internacional na Universidade Nova em Lisboa. Mais tarde, trabalhou numa consultora estratégica americana em Madrid, e após quatro anos de experiência internacional em projetos de variadas indústrias, ganhou conhecimento e experiência que está a transpor para o negócio familiar. Em 2011, assumiu o cargo de administrador do Hotel Roma e do Hotel Marquês de Pombal, em Lisboa. O entrevistado, que faz já parte da terceira geração do negócio familiar, começa por contar que o Hotel Roma foi o projeto inicial na cidade de Lisboa, após experiências de sucesso em Fátima. Jovem e dotado de um espírito empreendedor, acredita que o hotel tem tudo para continuar a melhorar e a crescer na hotelaria. “É considerado um três estrelas superior. Temos recebido ótimos comentários e boas menções por parte dos nossos clientes no Hotel Roma. O facto de oferecermos quartos triplos e familiares é também um fator distintivo que diferencia a nossa tipologia de oferta, focando segmentos específicos como as famílias, com dinamismo de procura. Para além disso, o Hotel tem um pilar muito forte no que diz respeito aos recursos humanos, que “vestem verdadeiramente” a camisola da instituição.” No restaurante Fiesta-Café no Hotel Roma, podemos encontrar um menu muito variado, com

José Miguel Marto Administrador

pratos do dia, e uma seleção cuidada de vinhos portugueses. Este ano, o desenvolveramse novos conceitos no hotel e reforçaram-se alguns pontos críticos na restauração. “Introduzimos 12 novos produtos no pequeno-almoço, melhorando substancialmente a qualidade, e introduzimos o conceito Brunch do Hotel Roma”. Estes eventos realizam-se aos domingos, das 12h às 15h30m, tendo como público alvo os clientes do Hotel mas também residentes nos bairros envolventes (Bairro de São Miguel, de Alvalade, e Areeiro), sendo iniciativas principalmente dirigidas para o mercado português. “Desta forma temos vindo a tentar posicionar-nos com uma perspetiva mais direcionada para novos segmentos de mercado. Contudo, não prescindimos dos valores de qualidade da hotelaria tradicional, na hora de prestar serviço e acolher os nossos hóspedes. Trabalhamos com base em princípios e premissas sólidas que nos permitiram ter um destaque particular no mercado nas últimas décadas.”

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Hotéis roma e marquês de pombal|pme excelência’15 Hotel Marquês de Pombal

O Hotel Marquês de Pombal está localizado na Avenida da Liberdade, uma das artérias centrais de Lisboa, e conta já com mais de 15 anos de funcionamento. A unidade hoteleira de quatro estrelas dispõe de 123 quartos, restaurante, bar, room-service 24 horas, pequeno almoço buffet completo, sala de conferências, garagem, ginásio, sauna, banho-turco, serviço de lavandaria, cabeleireiro e centro de estética. Segundo o entrevistado, este Hotel surge num contexto diferente. “O Hotel Marquês de Pombal é um quatro estrelas superior e compete com hotéis de quatro-cinco estrelas. Efetuámos uma renovação total em 2009 e temos vindo a intervir com manutenção recorrente ao longo dos anos. É um produto mais sofisticado e moderno. No entanto, os mesmos valores de cultura muito focada nos serviços e no cliente final são em certa medida similares aos do Hotel Roma, tendo como premissa a excelência no serviço e o foco nas necessidades do cliente.” Ao longo dos anos, o Hotel tem vindo a ser agraciado com alguns prémios e referências do setor. Em 2015, não foi exceção. “Recebemos uma distinção muito relevante, ficando classificados como segundo melhor hotel da Europa, após análise de mais de 74 mil comentários de clientes da eDreams a nível mundial. Sem dúvida que foi um marco e que criou uma projeção interessante do Hotel Marquês de Pombal.” Quando questionado sobre os locais a visitar na capital, o interlocutor sugere alguns dos seus espaços de eleição. “Identifico-me muito com a zona de Belém. Não se pode deixar de visitar o Centro Histórico, refiro-me ao tradicionalismo de Alfama, das ruas do Chiado, e do Príncipe Real… sugiro também um passeio pela Avenida da Liberdade, e obviamente a maravilhosa vista do Castelo de São Jorge para a cidade de Lisboa. Gostaria também de mencionar os variados museus, jardins, eventos como os festivais de música e os miradouros de Lisboa, que hoje em dia estão a ser mais divulgados e proporcionam zonas simpáticas para relaxar com vistas para a cidade. Certamente há muito para visitar e rever na cidade de Lisboa.” É relevante salientar que as unidades foram recentemente distinguidas com a atribuição do estatuto PME Excelência 2015, atribuição essa que José Miguel Marto acredita ser o reconhecimento merecido do trabalho que a equipa tem vindo a desenvolver ao longo dos anos. O grupo possui ainda dois hóteis no centro de Fátima, nomeadamente o Hotel Santa Maria e o Hotel São José. O entrevistado admite que o turismo religioso tem melhorado residualmente nos últimos anos e que deve ser valorizado como um fator de atração e de diversificação geográfica dos turistas que visitam Portugal. É relevante referir que o Hotel Santa Maria recebeu em 2015 o prémio PME Líder 2015, justificando também as boas práticas de gestão do grupo tanto em Lisboa, como em Fátima. Relativamente aos projetos futuros, José Miguel Marto garante: “Temos uma perspetiva de crescimento a médio-longo prazo. Estamos a ponderar tomar iniciativas adicionais e a planear novos investimentos.”

Hall Hotel Roma

Restaurante Hotel Roma


INOVAÇÃO Diz-nos o dicionário da língua portuguesa que por “empreendedorismo” se entende a atitude que quem, por definição, obedece à ambição de dinamizar ou gerar novos produtos ou serviços dentro de um determinado setor de atividade, recorrendo à conceção de novos métodos ou ideias. Ao falarmos em “empreendedorismo” – palavra que felizmente tem vindo a ganhar um renovado fulgor na atualidade empresarial portuguesa – fazemos alusão a um outro conceito, a si subjacente: a inovação, que se traduz na capacidade de inventar, renovar e, enfim, criar. Perante uma leitura breve destes mesmos conceitos, poderíamos ser levados a pensar que a capacidade de empreender, ou a de gerar inovação, seriam faculdades explicadas apenas pela manifestação de um invulgar talento para conceber, ler e interpretar a realidade empresarial. Mas tal aspeto negligenciaria o que está por detrás de muitas boas histórias de inovação: os anos de persistência, a visão informada sobre o mercado, a ambição de chegar-se mais longe ou, acima de tudo, uma genuína vontade de cimentar, ainda mais, o progresso das nossas sociedades. E é precisamente de inovação e empreendedorismo que falaremos nas próximas páginas, percorrendo a história, o ideais, a perspetivas e as ambições futuras de empresários e agentes económicos que se afirmaram como uma referência em áreas tão díspares como a distribuição de café, os facilty services, o arborismo, a nutrição animal, os agentes transitórios ou o mercado dos stands. Mais do que o sucesso de cada um dos envolvidos, há duas conclusões que se podem tirar destas mesmas páginas: a de que, por um lado, a inovação não se escusa a nenhum setor; por outro, a de que não faltam – no nosso país à beira-mar plantado – histórias de empreendedorismo, coragem e vontade de percorrer mares nunca dantes navegados.

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trabalhar a favor do crescimento da economia e da satisfação das necessidades dos seus clientes. Desconhecidos da grande parte da sociedade civil, empenham-se na solução e encontram o sucesso. Um exemplo claro de uma empresa de sucesso é a AMG Transport.

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Fundada em 2014, a AMG Transport é uma empresa transitária bem conhecida, pela sua organização e eficiência e também pela qualidade dos seus serviços no transporte aéreo e marítimo, especialmente em «just in time». Em entrevista à Revista Business Portugal, Alexandra Melo, gestora da empresa, explica as potencialidades da AMG Transport, bem como a sua cultura empresarial, que se assume claramente diferente dos transitários ditos standard. A atividade transitária e, consequentemente, o core business da AMG Transport consiste na prestação de serviços de natureza logística e operacional que inclui o planeamento, o controlo, a coordenação e a direção das operações relacionadas coma expedição, receção, armazenamento e circulação de bens e mercadorias. A AMG Transport

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assume-se como um transitário especializado no transporte de carga aérea e marítima, respondendo com eficácia às necessidades do mercado, oferecendo um serviço global. “A nossa empresa organiza transportes internacionais, porta a porta, de qualquer tipo de mercadoria, desde a mercadoria perigosa, farmacêutica, ou de grandes dimensões, fazendo maioritariamente países terceiros”, esclarece Alexandra Melo, salientando que a mais-valia de um transitário é fazer com que o cliente não tenha que se preocupar com muitas coisas, apenas o que pretende expedir, em que condições e de que forma, e a AMG Transport faz tudo o resto. “Queremos que o cliente perceba que nós somos a solução para o seu problema, ou seja, retiramos o ónus do problema ao cliente, ficamos com ele até o solucionarmos. Existem sempre

A AMG é conhecida pela sua organização e eficiência, assim como pela qualidade


amg transport|inovação

A importância da regulamentação Alexandra Melo lamenta a existência de uma concorrência feroz e, muitas vezes, desleal por parte dos armadores ou agentes de navegação, temendo mesmo que a atividade transitária possa terminar se nada for feito. “A regulamentação é uma questão antiga e um verdadeiro tabu. Muitos armadores desempenham, paralelamente, funções de transitário. A existência de uma regulamentação fixaria que quem é armador ou agente de navegação, não poderia ser transitário, transportador, ou despachante”, afirma Alexandra Melo, reiterando que esta é uma forma de concorrência voraz, tanto mais porque, recentemente, foi retirada a capacidade técnica e financeira ao transitário. A facilitação do acesso à atividade transitária é uma questão sensível que a empresária gostava de ver justificada, ao mesmo tempo que, salienta a urgência na regulamentação da atividade e do setor. “Em alguns países, esta é uma questão cultural, porque os profissionais defendem bastante a sua especialização”, consubstancia. Estratégia de futuro Como os olhos postos no futuro, Alexandra Melo espera a continuidade do crescimento da empresa, de forma sólida

Alexandra Melo Gerente

contrariedades, mas nós tentamos que o cliente não se aperceba delas”, evidencia a nossa entrevistada, adiantando que há uma verdadeira preocupação em antecipar todo e qualquer problema, por forma a providenciar a melhor solução para cada caso e cada cliente, como exemplifica Alexandra Melo: “Recentemente, tivemos um caso de um voo que ia falhar a ligação com o Porto, fomos imediatamente avisados dessa falha, por isso pedimos a transferência da carga para Lisboa e fizemos a entrega na casa do cliente para que ele não sentisse diferenças no timing, sem custos acrescidos”. Esta forma de estar e esta cultura empresarial que é transversal a toda a empresa assumem-se como fatores distintivos num mercado cada vez mais competitivo, fazendo com que a AMG Transport se destaque face à concorrência. “Quando falamos em qualidade, falamos mesmo em qualidade, porque este é um predicado que não rouba tempo às pessoas, muito pelo contrário, permite que as pessoas sejam mais eficientes, produtivas e profissionais”, salienta. Por outro lado, esta atitude perante o mercado permite à AMG Transport criar uma base sólida de confiança com os seus clientes, que muitas vezes deixam nas mãos da empresa a decisão da melhor solução para o seu caso, isto porque o know-how e a experiência da AMG Transport possibilitam que possa encontrar a solução mais adequada e aconselhar os clientes da melhor forma possível. “Nós temos clientes que nos entregam mercadorias específicas, porque sabem que não falhamos”, revela a administradora. Outra das características dos seus serviços é a ação rápida desde a recolha do fornecedor até a entrega ao destinatário, tudo isto com preços competitivos, que garantem a transparência, qualidade e grande capacidade de trabalho.

e sustentada, lembrando que no ano de arranque da AMG Transport o desiderato passava apenas pela sustentabilidade, mas o certo é que foram ultrapassadas todas as expectativas. “O nosso principal cliente, em 2014, representava 80 por

Perfil de Alexandra Melo Alexandra Melo é uma jovem empresária que trabalha no sector dos transitários há cerca de 17 anos, sendo hoje detentora de uma experiência acumulada e um know-how

cento da faturação. Em 2015, ficou abaixo dos 30 por cento, isto porque ganhámos quota de mercado, aumentámos a faturação e a rendibilidade”, sublinha a jovem empresária. Para 2016, o objetivo passa por “aumentar a quota de mercado, fidelizar cada vez mais os clientes e manter uma taxa de crescimento de 20 por cento”, revela Alexandra Melo, patenteando que a AMG Transport tem os melhores clientes do mundo, que se assumem como verdadeiros parceiros. Por outro lado, para Alexandra Melo, “as empresas são feitas de pessoas e a AMG tem profissionais de excelência a quem agradeço toda a dedicação que têm com os clientes e que todos os dias fazem com que a AMG seja a sua segunda casa, se não a principal”, conclui a jovem empresária.

sobejamente reconhecido pelos seus pares, assumindo-se como um exemplo de liderança no feminino. Alexandra Melo tirou o curso de Controlo e Gestão de Tráfego na Câmara do Comércio Luso-Alemã, uma formação com uma duração de três anos e com um estágio de igual duração numa empresa de transitários. Após o terminus do curso, foi contratada pela mesma empresa, que reconheceu o trabalho desenvolvido. Entretanto, foi contratada por uma empresa multinacional localizada no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, onde foi aprendendo cada vez mais sobre esta área de negócio. O seu percurso continuou com a sua ida para uma outra empresa com o mesmo core business, ao mesmo tempo que foi frequentando várias formações, nomeadamente de carga perigosa e segurança. Como sempre teve o desiderato de ter uma formação superior, Alexandra Melo decidiu tirar a Capacidade Técnica e Profissional para Transitário, uma vez que, na altura, um transitário não podia desenvolver a sua atividade sem um diretor técnico e um diretor financeiro. Alexandra Melo passou pelo departamento de carga aérea a fazer exportação, depois importação, passando depois para o departamento comercial, no qual chegou a diretora comercial. Posteriormente, transitou para outra empresa, altura em que já existia a possibilidade do atual projeto empresarial, no entanto, Alexandra Melo achou que não era o momento certo para abraçar o desafio. Em 2014, nasceu a AMG Transport, na qual Alexandra Melo exerce funções de gestão, tendo no entanto como sócio um grande exportador português. O seu percurso tem sido feito de experiência e conhecimento.

Prima pela base sólida de confiança com os seus clientes

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inovação | marques, lda

Marca de

confiança há 60 anos Tendo completado em fevereiro 60 anos de existência, o concessionário Mercedes-Benz mais antigo do país, um dos mais antigos da Europa e um dos três melhores a nível nacional, pretende continuar no caminho da qualidade e da excelência. Fomos descobrir os fatores do sucesso da Marques, Lda, numa entrevista ao seu atual administrador, Bernardo Leal de Oliveira.

Bernardo Leal de Oliveira Administrador

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O negócio de família já percorreu quatro gerações, o concessionário Marques, Lda “foi fundado pelo meu bisavô e bisavó há 60 anos. Depois passou para as mãos dos meus avós, seguiu-se o meu pai e agora eu, sempre como representantes da Mercedes”, explica o interlocutor. Num setor de alguma volatilidade e constante transformação, importa perceber quais têm sido as linhas orientadoras que permitiram à empresa, ao longo das últimas seis décadas, manter o negócio em franca expansão, “são quatro gerações de pessoas que sempre se preocuparam com as pessoas, ou seja, não chegámos até aqui sozinhos, a equipa é fundamental”, realça Bernardo Leal de Oliveira, acrescentando que “tivemos sempre a sorte de, ao longo dos anos, trabalharmos com profissionais muito capazes e competentes, mas também, conseguimos captar e incutir nos colaboradores o espírito de vestir a camisola, o que hoje em dia é mais raro acontecer. Felizmente, ainda conseguimos manter essa cultura”. Nas palavras do administrador é notório que na ‘Marques’, forma como é conhecida a empresa na região de Santarém, existe um verdadeiro espírito de equipa e união que ultrapassa a barreira do profissional, “preocupo-me imenso com todos os funcionários e sabem que podem contar comigo nas mais diversas situações, mas eu também sei que posso contar com eles”, frisa o entrevistado, revelando que “quando é necessário também saio do escritório, tiro o casaco e vou lavar os carros, mudar o óleo ou as pastilhas, as situações resolvem-se e o cliente fica satisfeito”, destaca Bernardo Leal de Oliveira, demonstrando o espírito de cooperação existente na equipa que lidera. A sede da empresa, na zona industrial de Santarém, reúne desde outubro de 2014 todos os serviços de venda e pós-venda. O maior stand passou do centro de Santarém para a periferia nesse ano, “antes este stand era pequeno, o maior estava no centro da cidade, quem é de fora não se deslocava ao centro para ver determinado modelo, na realidade, percebemos que estávamos a perder oportunidades de negócio de maneira que, 54 anos depois, resolvemos passar todas as instalações para cá e mantermos o mais pequeno no centro. Foi uma boa aposta, a afluência ao stand aumentou bastante”, revela o responsável. Para além dos dois stands em Santarém, o concessionário Mercedes-Benz tem mais um espaço em Tomar. Aposta na formação Com uma equipa de 40 funcionários, “alguns andaram comigo ao colo”, confidencia o entrevistado, existe também a política de apostar na formação dos jovens, “temos parcerias e protocolos com centros de formação, os estagiários ficam afetos aos vários responsáveis de cada setor”, explica o interlocutor. Questionado sobre a existência de desvantagens nesta vertente, Bernardo Leal de Oliveira afirma “que pode provocar até alguma quebra na produtividade, e talvez por isso, algumas empresas preferem não apostar nesta vertente, mas é importante podermos contribuir para a formação destes jovens. Por ano, devem passar por aqui cerca de dez formandos, que faço questão de conhecer primeiro, o contacto inicial está a meu cargo. Através de pequenos pormenores, incutimos nestes estagiários o espírito


marques, lda | inovação

de equipa e o facto de lhes darmos o nosso fato oficial de trabalho é um deles. É fundamental que os jovens percebam se gostam mesmo desta área, para que depois, possam seguir o seu rumo”, evidencia Bernardo Leal de Oliveira. Para além do apoio aos jovens estudantes, existe a formação dos colaboradores, “em termos de obrigações legais nós ultrapassamos largamente os mínimos. O número crescente de novos modelos, as novas tecnologias e a reciclagem das mesmas envolve muitas horas de formação. Deslocamo-nos várias vezes por mês para ações de formação no Centro de Formação da Mercedes-Benz Portugal. São incomparáveis os custos de formação desta empresa com outras do mesmo setor de menor dimensão. Reparamos também que o esforço é compensado porque cada vez mais os clientes vêm até nós. As marcas têm de se defender e com a atual especialização e tecnologia apenas os técnicos qualificados estão habilitados a trabalhar com um carro Mercedes-Benz. Hoje em dia a utilização das tecnologias é imprescindível”, salienta o interlocutor. A adaptação e acompanhamento à evolução do mercado permitiu que a Marques, Lda se tornasse a empresa de referência que é hoje, tendo ocupado mais uma vez, em 2015, um lugar no pódio, no prémio referente ao Melhor Concessionário, atribuído pela Mercedes-Benz Portugal. Bernardo Leal de Oliveira considera que a base do sucesso está na “capacidade de nos adaptarmos, ter a perceção da

mudança na altura exata, se não temos essa capacidade perdemos o barco. Estar em cima do acontecimento é crucial, qualquer distração pode ser fatal”, enfatiza. A Mercedes e os portugueses É com agrado que o entrevistado revela que “felizmente os portugueses têm comprado mais Mercedes, o mercado teve melhorias significativas, mas agora, tendo em conta o novo orçamento, que implica uma nova fiscalidade, estou convicto de que pode ocorrer um abrandamento, se bem que, a Mercedes-Benz seja a marca premium que mais se vende em Portugal, somos na Europa, a seguir à Alemanha, o país com mais quota de mercado”, revela o responsável da Marques, Lda. Contudo, no entender do entrevistado, os portugueses são sui generis, uma vez que “qualquer tipo de notícia, relacionada com o aumento da carga fiscal no setor automóvel, seja o suficiente para provocar uma retração ou um adiamento na decisão da compra, mesmo que o valor do aumento não seja de todo significativo (nesta situação concreta estamos a falar em aumentos que rondam os 400€ a 800€ nos modelos mais vendáveis). Esta política de sucessivos governos, tem comungado de uma falta de imaginação terrível e assim têm morto aos poucos a galinha dos ovos de ouro”, considera Bernardo Leal de Oliveira, explicando que contudo, feitas as contas, “estas

novas medidas implicam, na realidade, o aumento do valor, dentro de um financiamento, de uma prestação, Mesmo assim é o suficiente para a retração, no que à decisão final, diz respeito”, salienta. Comparando o mercado atual com a realidade de outros tempos o entrevistado considera que, “há uma nova realidade. Os carros Mercedes têm outro design, mais moderno, mais atrativo, fugindo ao clássico, trazendo para a marca novos clientes, clientes mais jovens. Quando foi lançado o novo modelo da Classe A, que foi de facto o marco da revolução nestes novos modelos, não estávamos habituados a esta nova realidade, foi necessário adaptar toda a estrutura e equipa, com esforço e dedicação conseguimos”, frisa Bernardo de Oliveira. Sobre o futuro, o administrador da Marques, Lda não tem dúvidas, “queremos estar aqui mais 60 anos”. No entender de Bernardo Leal de Oliveira “o desafio de futuro é o dia de amanhã, temos que viver um dia de cada vez. Obviamente, que essa questão está devidamente estruturada e pensada. Pensar a muito longo prazo é um risco que corremos de termos de ajustar constantemente o que planeámos, devido aos vários fatores externos que condicionam o setor. Mas o objetivo é sempre o mesmo: manter o serviço de excelência, qualidade e confiança que temos prestado ao longo dos últimos 60 anos”, conclui.

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inovação | boa bica select

Um serviço com qualidade e profissionalismo

Sediada em Aveiro, a Boa Bica Select apresenta já uma sólida implantação no mercado de vending, contando essencialmente com a experiência acumulada ao longo de vários anos. Assente num crescimento sustentado, atingiu já um elevado nível de serviço e satisfação, conquistando o reconhecimento e a preferência dos seus clientes. A Boa Bica Select é um dos principais operadores de vending no distrito de Aveiro, distribuindo diariamente inúmeros produtos nas mais diferentes organizações: escritórios, fábricas, escolas e locais públicos. Assumindo-se como uma empresa de referência pela qualidade do seu serviço e pela postura profissional adotada pelos seus colaboradores, a Boa Bica Select conseguiu granjear um sucesso assinalável ao longo do seu percurso empresarial. Em entrevista à Revista Business Portugal, Álvaro Ramalho, administrador da Boa Bica Select, revela que a empresa começou como que por “brincadeira”, através de uma série de fatores que se conjugaram. “Começámos com algumas máquinas de vending colocadas em determinados pontos estratégicos, a partir daí, fomos crescendo gradualmente. Neste momento, estamos em todo o distrito de Aveiro, com máquinas de vending em inúmeras empresas e instituições”, salienta o nosso entrevistado. A Boa Bica Select dedica-se à comercialização, exploração e abastecimento de máquinas de venda automática, abrangendo os serviços de máquinas de vending, office coffee, fontes de água e revenda de café. No que concerne ao vending, a Boa Bica Select coloca ao seu dispor máquinas de venda automática de bebidas quentes e/ou snacks, adequando sempre o tipo de equipamento às preferências e perfil do cliente. A empresa assegura a instalação, a reposição dos produtos tantas vezes quantas as necessárias, assistência gratuita e a máxima qualidade e frescura dos produtos. A Boa Bica Select faz a importação direta de máquinas, alguma revenda a pequenos operadores que estão a iniciar a sua atividade dando-lhes também um precioso apoio técnico permanente. “No vending, cada caso é muito específico e as exigências diferem de situação para situação. Tentar saber o que o cliente quer e satisfazer as suas necessidades e exigências são o segredo do sucesso. Tem sido este o foco do nosso trabalho”, afirma, evidenciando que uma relação de proximidade e um acompanhamento permanente são as bases para a fidelização dos seus clientes. E é esta postura tão característica que permite que a Boa Bica Select se distinga de grandes empresas a nível nacional. “O objetivo na área do vending será sempre circunscrever a área geográfica de atuação ao distrito de Aveiro, onde possamos garantir a proximidade e o acompanhamento permanente ao cliente”, declara Álvaro Ramalho. Por outro lado, “um dos fatores distintivos da empresa é que tem um especial cuidado na seleção do café utilizado importando a maior parte do café diretamente de Itália. Ao contrário do que se poderia pensar o café para as máquinas automáticas não pode ser um café qualquer, tem de ser um café sem impurezas, com um grão regular e uma torra natural

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onde se devem evitar os torrefatos. As origens devem ser selecionadas e as misturas bem trabalhadas. Só desta forma podemos garantir que o consumidor toma um verdadeiro café numa máquina de vending.” O office coffee é outras das valências da empresa, um conceito que tem vindo a granjear cada vez maior expressão e dimensão e no qual a Boa Bica Select em boa hora apostou como complemento do seu core business. “Nós colocamos a máquina gratuitamente na empresa ou em ambiente doméstico e vendemos o café em kits, com o compromisso da assistência técnica e se a máquina avariar a colocação de uma nova. Esta é uma nova área que decidimos abraçar, que funciona como complemento, para tirar a máxima rendibilidade dos custos e investimentos que efetuamos”, sublinha Álvaro Ramalho, acrescentando que tem já um parque de 500 pequenas máquinas. O administrador da empresa desvendou ainda que a Boa Bica Select, opera atualmente em parceria com a Café com Lata que é a representante oficial da Bonini Portugal. Esta recente empresa do grupo assume já um papel importante no negócio do café. Além de ter já um vasto número de clientes a nível do serviço office coffe tem alcançado resultados notórios na divulgação e venda dos produtos da marca Italiana. A excelência dos cafés Bonini tem por base os seus preciosos grãos de café, originários das duas principais misturas: Arábica e Robusta. Os elevados padrões de qualidade deste café aliados ao preço competitivo atraem e fidelizam cada vez mais clientes. “A Bonini decidiu apostar em Portugal depois de ter consolidado a sua presença em grande parte dos supermercados da Europa, tendo tido no ano transato um crescimento na ordem dos 300 por cento. Tem a experiência de ter sido a primeira empresa a desenvolver a capsula compatível com a Dolce Gusto e atualmente dispõe de uma linha de capsulas auto protegidas compatíveis com a Nespresso com a garantia de oferecer aos consumidores um café italiano de qualidade superior”.

Estratégia de futuro De acordo com Álvaro Ramalho, o vending tem muito por onde crescer e inovar. “As novas aplicações tecnológicas associadas a uma nova mentalidade que se vai criando nos consumidores e a sua familiarização com os equipamentos de venda automática vão seguramente num futuro próximo revolucionar este ramo de atividade. É necessário acompanhar estes desenvolvimentos por perto para poder na altura certa fazer parte da mudança. Tudo isto sem esquecer que neste negocio como em qualquer outro o capital humano é sempre a maior riqueza de qualquer empresa. Quanto à área do office coffee a imaginação é o limite, por isso queremos continuar a crescer e a prestar o melhor serviço para satisfazer as necessidades e exigências dos nossos clientes”, conclui Álvaro Ramalho.


inovação |mokador

Sabores e aromas sem igual ‘Apaixonados por café’. É desta forma que a equipa da Ânfora de Aromas se apresenta. Este projeto, com sede na cidade da Maia, nasceu em abril de 2009 e pretende levar a todos o verdadeiro aroma do café, seja no conforto da sua casa, durante uma pausa no trabalho, ou no seu restaurante preferido. Trabalhando exclusivamente com cafés italianos, a parceria com a italiana Mokador surge há três anos e define um momento de viragem na empresa. Ou não fosse este um café ‘100 por cento extraordinário’, Filipe Moura, diretor geral da Ânfora de Aromas, está ligado a este ramo há cerca de duas décadas. Em 2008, sentiu ser chegada a hora de abraçar novos projetos e juntamente com uma equipa com um vasto know-how nesta área, ajudou a lançar a Ânfora de Aromas no mercado português. “Iniciamos este negócio em plena época de crise

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económica, pelo que desde o início temos tido uma atuação bastante realista e focada neste mercado que, apesar de muito específico, é pleno de oportunidades”. A Ânfora de Aromas nasce maioritariamente direcionada para o serviço de office coffee, procurando trabalhar com empresas com uma dimensão mais reduzida, nomeadamente escritórios.

“Em pó, grão, cápsulas ou pastilhas, temos a capacidade de garantir a melhor solução para cada empresa. O nosso foco está, essencialmente, na qualidade, não só dos produtos, mas igualmente do serviço, pelo que também garantimos um serviço pós-venda com todas as comodidades”, esclarece-nos o interlocutor. A relação comercial com a


mokador |inovação italiana Mokador, uma marca prestes a celebrar 50 anos, começa em 2012. “Desde o início que procuramos um produto que, a nível comercial, nos pudesse dar alguma latitude e funcionasse como um fator distintivo. Foi nesta perspetiva que surgiu esta parceria com a Mokador, da qual somos representantes exclusivos em Portugal”, adianta Filipe Moura. Esta é uma empresa consolidada que vai já na sua segunda geração, cujo capital ainda permanece nas mãos de quem fundou a fábrica, e que começam a dar os primeiros passos na sua internacionalização “e vê também no mercado português um mercado de oportunidade e que estão satisfeitos com o trabalho que temos feito. Assim, naturalmente, a nossa parceria avançou para uma parceria de exclusividade em Portugal, onde para além do ramo empresarial estamos, este ano, a começar também a apostar na hotelaria”, completa. A área da distribuição está também na agenda, mas apenas para 2017. Este mais recente desafio no setor Horeca tem já dado frutos, pelo que a Ânfora de Aromas começa já a conquistar algum espaço. “Atualmente já é possível provar o café Mokador em três espaços de referência na zona norte. São eles a One Burguer, em Espinho e Santa Maria da Feira e no Restaurante 1715, em Vila Nova de Gaia”. Estão já programados mais dois espaços, um em Vila do Conde, outro na cidade do Porto e no segundo semestre deste ano chegará a Lisboa. A Ânfora de Aromas está atualmente focada em cimentar a sua posição no ramo empresarial de office coffee e também

no home coffee, essencialmente através das empresas nacionais, onde a vasta experiência da sua equipa de sete elementos é uma mais valia e uma garantia constante de qualidade, não só do produto, mas também do serviço. Mokador: 100% extraordinário A qualidade dos produtos Mokador está presente em todos os processos, desde a sua seleção até ao embalamento. “A Mokador escolhe apenas as melhores plantações do mundo”, começa por nos explicar o nosso interlocutor. A degustação do café começa nos locais de origem, mesmo antes do embarque, de modo a garantir um controlo de qualidade meticuloso. Aliando o tradicional às mais recentes tecnologias é possível alcançar uma colheita com precisão quase absoluta dos melhores grãos, os mais adequados para um resultado de excelência. No que concerne ao armazenamento de cada tipologia de café cru, este é feito em separado, com o propósito de manter intactas as suas diferentes características, conseguindo assim, uma qualidade superior. A transformação conta com a inestimável experiência humana na selecção da matéria prima. “O torrador mestre, que traz aos cafés Mokador um toque de artesão”, garante o padrão de qualidade imposto pela marca. “A refrigeração nas temperaturas exatas permitem salvaguardar o sabor do café e não danificar o seu aroma. São todos estes pequenos pormenores que tornam os cafés Mokador tão únicos”, explica-nos Filipe Moura. Já na fase da maturação

do café, é fundamental o conhecimento dos profissionais da marca, pois as misturas são essenciais ao equilíbrio dos sabores e aromas “que vai trazer a suavidade, a doçura e a cremosidade ao café”. A fase do embalamento é também fundamental para a garantia de um café de qualidade. “O embalamento é feito a vácuo, de modo a garantir um café perfeito no que diz respeito à frescura, sabor e aroma”, diznos o nosso interlocutor. “São todos estes passos tomados com tamanha precisão que garantem que os cafés Mokador sejam sinónimo inigualável de qualidade, sabor e aroma sem igual”. Os cafés Mokador estão disponíveis em grão, concebido essencialmente para máquinas expresso, garantindo um óptimo rendimento, constante e de um nível elevado. Para escritórios e também para um ambiente mais familiar é possível encontrar pastilhas e cápsulas, práticas, confiáveis e versáteis. A embalagem individual garante frescura, sabor e aroma de café recém-torrado. Em todos os cafés Mokador, o creme é compacto e persistente com uma estrutura regular e cor de avelã; o aroma é delicado, com traços que vão desde o floral até ao cacau. Finalmente, o seu gosto é refinado, harmonioso, arredondado e encorpado. Estão, assim, reunidas, todas as condições necessárias para um café perfeito, para um café 100 por cento extraordinário.

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inovação |leitão e cavaleiro

Referência em manutenção florestal Sediada em Taveiro, no distrito de Coimbra, a Leitão & Cavaleiro, Lda é uma empresa que se dedica à manutenção florestal e plantações de árvores, com 22 anos de atividade. Paulo Cavaleiro é o rosto desta empresa e em entrevista à Revista Business Portugal, fala-nos sobre como surgiu a ideia de criar o seu próprio negócio nesta área bem como dos serviços que disponibiliza. “Trabalhava numa outra empresa neste setor, quando decidi criar a minha própria empresa, em 1994. Somos uma entidade polivalente em que fazemos tudo relacionado com a manutenção florestal. Quando criei a empresa o meu principal objetivo era criar emprego, o meu emprego e dar-lhe sustentabilidade”, começa por contar o empresário. Ao longo dos anos a Leitão & Cavaleiro, Lda foi-se adaptando às necessidades dos clientes e alargou as ofertas de serviços e capacidades, investindo muito na formação dos seus colaboradores. “Temos 18 pessoas no quadro. Nos últimos anos mantivemos 70 a 80 por cento dos nossos colaboradores, inicialmente contratados a prazo. Esta é uma das nossas principais apostas: a manutenção dos postos de trabalho. Atualmente estamos especializados na manutenção, instalação e avaliação de povoamentos florestais, tais como como controlo de matos, gradagens, limpeza de caminhos, desbastes, adubações, aplicação de produtos fitofarmacêuticos (exemplo: Combate ao Gonipterus), plantações, inventários florestais, levantamentos GPS e no combate a incêndios florestais. O envolvimento que demonstramos e o conhecimento que temos acerca da floresta ajudanos na nossa performance no combate aos incêndios, sendo uma mais-valia na ajuda aos Bombeiros. Ao protegermos a floresta damos confiança aos proprietários a investir. O combate aos incêndios é executado ao serviço da AFOCELCA. Temos brigadas terrestres e helitransportadas, possuímos viaturas próprias de combate a incêndios, sendo quatro ligeiras e duas semipesados. Todo o nosso pessoal tem formação anual para esta atividade. É neste contexto que se insere de forma clara a empresa Leitão & Cavaleiro, sempre aprimorando a técnica e a qualidade, garantindo ser ao mesmo tempo competitiva e rentável, permitindo sustentar o emprego aos seus colaboradores. De salientar que cumpre com os requisitos das grandes empresas deste setor, inclusive dos dois maiores grupos

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(The Navigator Company e Altri) que têm a sua gestão florestal certificada pelos dois mais importantes sistemas mundiais de certificação florestal (PEFC e FSC), tendo a empresa Leitão & Cavaleiro sido, por diversas vezes, auditada nos trabalhos florestais que executa para estas empresas, sem que nunca tenha sido apontada qualquer não conformidade, contribuindo desta forma para evidenciar uma boa gestão florestal nas áreas destas companhias”. No entanto, acredita que ainda há muito a fazer a nível das florestas nacionais, sendo que as empresas de celulose têm a base da sustentabilidade desta área são quem melhor trabalha e ensina neste domínio de atuação. Porém, admite que este é um setor onde a crise não se sentiu devido a bons investimentos por parte destas empresas ao nível da comercialização da pasta e do papel. “Esperamos que o atual governo não faça a Revogação do Regime Jurídico das Arborizações e Rearborizações (RJAAR) DL Nº96/2013, de 19 de julho. Chamo a atenção para o facto de que quem reclama a revogação deste regulamento poderá ser responsável por causar um enorme prejuízo para a Floresta e para a Economia Nacional, prejudicando severamente de forma inequívoca as micro, pequenas e médias empresas que prestam os serviços florestais. São milhares de postos de trabalho que estão em causa e o consequente abandono da floresta. No setor privado há poucas empresas com a nossa experiência e com os nossos recursos. Queremos inovar e continuar a investir a nível de equipamento assim como na formação dos nossos recursos humanos. O nosso objetivo passa por mantermos o crescimento sustentado que temos registado nos últimos anos e continuar a apostar na qualidade dos nossos serviços”, conclui.


inovação | arborlusitania

um setor com potencial A Arborlusitania é uma empresa especializada na produção de árvores de alinhamento, que disponibiliza igualmente uma grande variedade de arbustos, aromáticas, herbáceas, palmáceas, fruteiras entre outras, sendo que todas estas plantas são produzidas acompanhando os mais altos padrões de exigência de qualidade de mercado. Quem nos revela tudo isto é Paulo Couceiro, o administrador desta empresa situada em Coimbra. Dedicação ao setor “O meu pai já era produtor de fruteiras” começa por referir Paulo Couceiro, sendo que o nosso entrevistado decidiu enveredar por essa mesma área, seguindo os passos do pai, começando por tirar um curso, voltado para o seu ramo de atividade, na Escola Superior Agrária de Coimbra em 1992 e, a partir desse ano, decidiu dedicar-se ao setor em exclusivo à produção de ornamentais, criando uma empresa em nome individual, que mais tarde, em 2004 se transformou na Arborlusitânia,

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Paulo Couceiro Gerente

Fatores de distinção A constante adaptação às solicitações do mercado e os contínuos investimentos realizados, permitem à Arborlusitânia deter atualmente uma área total aproximada de 150 hectares. De referir que cada hectar é equivalente a um campo de futebol. Esses 150 hectares abrangem o terreno de plantação, o terreno de sombreamento para plantas envasadas e uma zona de estufas aquecidas, o que faz com que esta empresa se consiga distinguir das demais por serem os detentores do maior stock de árvores disponíveis a nível nacional para entrega imediata. Outro fator de distinção é a localização geográfica onde se inserem os viveiros da Arborlusitânia, pois estão localizados junto à bacia hidrográfica do rio Ceira, que segundo no refere Paulo Couceiro “apresenta condições edafo-climáticas excelentes e únicas para a produção de árvores de elevada qualidade, aliadas à experiência adquirida ao longo das últimas décadas e ao forte empenho de toda uma equipa, permitem-nos afirmar que hoje a Arborlusitânia é já uma referência a nível nacional, nomeadamente para a maioria dos municípios, entre os melhores centros de jardinagem nacionais e das grandes construtoras de obras públicas e espaços verdes”, vinca. A Arborlusitânia pratica todas as técnicas de produção existentes, tais como por germinação da semente, por estacaria e por enxerto. “Pois se uma empresa for grande, na questão das plantas ornamentais, tem de dominar as técnicas todas de multiplicação. Falando de árvores de médio a grande porte, algumas funcionam muito bem por estaca, outras multiplicamse muito bem por semente, outras têm de ser enxertadas para atingirmos a variedade comercial”, expõe Paulo Couceiro. Como foi referido anteriormente, quase todos os municípios portugueses têm relações comerciais com a Arborlusitânia, e, “conseguimos dar conta desse pormenor visto que, em quase todas as obras realizadas por essas entidades (ou por particulares), é necessário criar espaços verdes. A Arborlusitânia fornece todo o material à construtora que realiza essas obras públicas ou privadas”, alude o administrador. A larga experiência adquirida e o profissionalismo da equipa composta por 35 colaboradores da Arborlusitânia, permite-lhes aconselhar e colocar à disposição uma vasta seleção de espécies fundamentais ao paisagismo, como são o caso das árvores de folha caduca, das


arborlusitania | inovação árvores de folha persistente, árvores florestais, árvores aromáticas, arbustos, herbáceas, entre outras. Importa mencionar que todas estas árvores são de produção própria. “Nos últimos anos, devido à crise financeira que afetou todos os setores, incluindo o nosso, procurámos diversificar ainda mais a produção, e iniciámos a produção de fruteiras, uma vez que havia por parte dos nossos clientes das ornamentais interesse em nos adquirirem também as fruteiras. Sendo que atualmente fornecemos já não só os clientes habituais como também diretamente o produtor de fruta, na reconversão de pomares antigos ou de novas produções, sendo o kiwi uma das nossas maiores produções no campo das fruteiras”. O objetivo desta empresa ligada ao setor agrícola é o de oferecer “o melhor serviço tendo por base a relação qualidade/preço” e o de ter “uma produção de excelência que nos permita competir com a qualidade dos produtos provenientes de países como a Bélgica, Holanda e Itália”, indica o nosso entrevistado. A lenha A produção e venda de lenha surge na Arborlusitânia, como resposta ao consumidor final que como nos revela o administrador “tendo nós um garden de venda ao público em Coimbra, começamo-nos a aperceber que a lenha tinha muita procura e como nós temos muita área, e há árvores que não se vendem ou não têm a qualidade pretendida, vimos na venda da lenha, o mercado para estas árvores de qualidade inferior”, indica Paulo Couceiro. Uma das falhas com o qual o administrador da Arborlusitânia se deparou no início da sua atividade foi o de só “produzir coisas que eu achava que eram bonitas e às vezes o mercado não quer nada disso. O mercado está a apostar mais nos salgueiros, como os chorões, para os colocarem à beira rio”, explica o nosso interlocutor. Neste setor Paulo Couceiro, refere que “começamos na brincadeira” e hoje em dia, já fazem inclusivamente entregas ao domicílio. Próximos passos Paulo Couceiro salienta que “com estas questões todas a nível político, visto haver muita instabilidade, tanto a nível nacional como no estrangeiro, fora isso, este setor é um setor que vai sempre andando”, e conta também que todos os setores existentes estão todos entrelaçados “não havendo setores que vão para a frente e outros que ficam para trás” Este administrador refere igualmente que “ainda existe muito espaço para competir”, conclui.

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inovação| capp

Instituição certificada internacionalmente Com mais de 60 anos de história, o Centro de Assistência Paroquial de Pampilhosa (CAPP) obteve recentemente o Certificado Europeu de Qualidade, em todas a suas respostas sociais. Damos a conhecer uma IPSS, criada por iniciativa da Fábrica da Igreja e ereta canonicamente por decreto do Ordinário Diocesano de Coimbra, onde a qualidade dos serviços prestados procura estar em perfeita harmonia com o bem-estar dos utentes.

empregador da Pampilhosa, no setor do serviço social. Certificação europeia de qualidade - EQUASS A aposta na qualidade e excelência dos serviços prestados, valeram ao CAPP a Certificação Internacional de Qualidade do EQUASS – European Quality in Social Services. O caminho para alcançar tal distinção foi longo e teve início ainda durante o mandato da “direção anterior”, relembra, o vice-presidente. Quando a atual equipa que gere a Instituição tomou posse, decidiram seguir este rumo e concluir todo o processo. “A nossa preocupação foi sobretudo impulsionar a melhoria da prestação do serviço, com foco no apoio prestado aos utentes da Instituição, orientando-nos por práticas e processos internacionalmente reconhecidos. Fomos impulsionados pelo próprio modelo, a implementar um conjunto de procedimentos focados também nos colaboradores, no âmbito da formação, seleção e recrutamento, definição de competências, avaliação de desempenho, e política de reconhecimento. Tudo isto originou uma transformação interna, onde o intuito era corresponder às boas práticas internacionais e aos critérios e requisitos do modelo de certificação EQUASS que é sustentado em princípios nos quais a Instituição se revê, como a Ética, os Direitos e a Orientação para o Cliente”, explica Alexandre Rebelo, elemento da direção. Questionados sobre o que levou a este sucesso, os interlocutores fazem questão de sublinhar que nada disto seria possível

Pedro Pereira, António Marques, Alexandre Rebelo, Sutero Seabra e Natércia Ferreira Secretário Geral, Vice-Presidente, Secretário, Vogal e Tesoureira EQUASS Assurance has been awarded to

Os primeiros passos do CAPP foram dados, no ano de 1954, quando o Padre Torres, um homem com uma “visão social avançada para a época, considerou que a Igreja tinha um papel importante a desempenhar no apoio a uma população onde existiam imensas carências. Neste âmbito, foi criada a primeira infraestrutura para apoiar a comunidade, ao nível da saúde e das carências alimentares”, relata António Marques, vice-presidente da Instituição. Anos mais tarde, o Padre Rolando Simões deu início a uma nova fase na vida do CAPP através do apoio à infância. “Depois, em 1978, abrimos um pré-fabricado com infantário e creche para 100 crianças. Nessa altura, descobrimos também que tínhamos uma população idosa um pouco abandonada que necessitava de apoio, os filhos tiveram de ir para outras zonas trabalhar, começámos com um pequeno centro de dia, depois nos anos 90, avançámos com a construção do edifício atual, que está agora a precisar de ser remodelado”, revela António Marques. Atualmente, o CAPP presta serviços a mais de 200 pessoas, entre crianças e idosos. O centro está divido em dois edifícios, o infantário, tendo o atual edifício sido inaugurado em 2001 e o Centro de Idosos, concluído no ano de 1995. No que diz respeito à terceira idade, a Instituição apoia 30 utentes em Centro de Dia e 25 em Serviço de Apoio Domiciliário contando ainda com 20 residentes na sua Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI). Nos serviços prestados aos mais jovens, a resposta de creche tem 45 crianças, o pré-escolar 43 e o ATL 60. Considerada, em termos de estrutura, uma Instituição de média dimensão, é responsável por 50 postos de trabalho, ocupando a posição de maior

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Centro de Assistência Paroquial de Pampilhosa C.A.P.P. Portugal for the following services/departments: Estrutura Residencial Para Pessoas Idosas Serviço de Apoio Domiciliário Centro de Dia Creche Estabelecimento de Educação Pré-Escolar Centro de Atividades de Tempos Livres

for the period from 15th of February 2016 to 15th of February 2018 In recognition of its proven Quality Assurance in the provision of social services.

Mr. Jean-Paul Essers Chairman of the EQUASS Awarding Committee


capp | inovação “sem a dedicação e envolvimento dos colaboradores, que corresponderam exemplarmente aos padrões de qualidade exigidos”, enaltece Alexandre Rebelo. A certificação exigiu ainda a implementação de novas metodologias de trabalho,“reestruturámos as dinâmicas da organização, procurando colocar as pessoas certas nos locais certos, através dos próprios recursos internos. Para cumprir com os requisitos exigidos recorremos também a novos colaboradores, que vieram ocupar posições determinantes, numa estratégia que passou por uma mudança completa de paradigma do ponto de vista da gestão”, esclarece o atual elemento da direção, salientando que, “com a implementação do sistema de qualidade começámos por definir as nossas políticas internas, os nossos processos, procedimentos e práticas, até alcançarmos indicadores capazes de responder afirmativamente aos requisitos do modelo. Agora, é tempo de colher alguns frutos, mas também de perceber que este processo não acaba aqui, sendo imperioso continuar a investir na consolidação do trabalho realizado. Quando uma Instituição obtém um reconhecimento europeu de qualidade, sendo atualmente caso único no concelho, isso é claramente uma mais-valia, mas também uma enorme responsabilidade”, salienta ainda Alexandre Rebelo. Futuro promissor No que diz respeito a futuros projetos, a direção do CAPP destaca que a curto prazo o objetivo é efetivar o aumento da capacidade de resposta do lar residencial “de 20 para 32 utentes residentes, encontrando-nos apenas a aguardar a abertura de candidaturas do novo quadro comunitário, que teimam em não aparecer, para este tipo de projetos”, realça António Marques, vice-presidente do CAPP. Alexandre Rebelo refere que “é imperioso avançar com o projeto não só do ponto de vista estratégico, mas acima de tudo, porque é uma necessidade premente da população. Neste momento, a capacidade de resposta em Lar encontra-se esgotada”. Finalizando, os entrevistados fizeram questão de frisar a capital importância dos colaboradores no evoluir da Instituição, demonstrando que “toda esta transformação e algum sucesso que vamos tendo deve-se em muito ao esforço e dedicação dos colaboradores. Agradecemos também aos utentes e seus familiares que em nós depositam a sua confiança,é por eles que o CAPP existe e é para eles que trabalhamos, sempre nesta perspetiva de melhorar continuamente”, enaltecem os entrevistados.

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inovação | casa pinheiro

Na vanguarda da Higiene desde 1977

Equipa Casa Pinheiro

A Casa Pinheiro conta com quase quatro décadas de história, assumindo-se hoje como uma verdadeira referência no mercado. Vocacionada para a importação e exportação, comercialização e distribuição de produtos de higiene profissional, a Casa Pinheiro é constituída por uma equipa jovem e dinâmica, orientada para a máxima satisfação das necessidades dos seus clientes.

O crescimento sustentado tem sido uma premissa constante na história da Casa Pinheiro, facto agora consubstanciado com a recente atribuição do prémio PME Excelência, uma distinção que representa o reconhecimento do trabalho desenvolvido e das suas soluções de qualidade e excelência. Para perceber melhor a dinâmica que gravita em volta da Casa Pinheiro, fomos às suas instalações em Matosinhos, ao encontro de Helena Rodrigues e Miguel Pinheiro, os dois timoneiros por detrás de um navio cujas redes se estendem geograficamente a clientes de norte a sul do país, sem esquecer os Açores e Madeira, mas cada vez mais à Europa e aos PALOP. Em entrevista à Revista Business Portugal Helena Rodrigues começou por explicar que esta história de sucesso empresarial começou ainda, nas instalações em Serpa Pinto, em pleno coração do Porto. Foram apenas

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necessários três meses para Helena Rodrigues perceber que tinha em mãos um negócio com grande potencial de crescimento. Com grande espírito empreendedor, trabalho e uma ambição de chegar mais além, a empresária conseguiu construir alicerces para os desafios que a Casa Pinheiro haveria de encontrar no seu percurso, permitindo assim a sua consolidação. Em 2000, a Casa Pinheiro mudou de paradigma e dos produtos de higiene pessoal domésticos, passou a comercializar produtos de higiene profissional, esta acabou por ser uma grande alavanca para o crescimento e desenvolvimento da empresa. A entrada de Miguel Pinheiro para o negócio da família permitiu uma nova visão sobre as estratégias a seguir, como nos revela Helena Rodrigues. “O meu filho, que me acompanha nesta aventura diária, sempre andou por aqui desde criança, com nove ou 10 anos e, desde logo, revelou uma enorme capacidade em função dos interesses de todos os nossos clientes, por isso, não é de estranhar que tenha um papel fundamental na continuidade do espírito que esteve na base da criação da Casa Pinheiro”. Mas, qual será afinal o segredo para a longevidade patente no aumento sustentado do volume de vendas de uma empresa referência em áreas tão competitivas quanto agressivas como a higiene e a limpeza a nível profissional e industrial? Helena Pinheiro entende que o cliente é o grande foco da empresa, por isso mesmo um dos segredos é saber ouvir o cliente e procurar a solução profissional capaz de responder às suas necessidades específicas. “Abrangemos um espectro de clientes diversificados, do consumidor final a revendedores, de instituições públicas e particulares de enorme prestígio a nível nacional a empresas estrangeiras europeias e de economias emergentes”, salienta, acrescentando que face a esse desafio todos na Casa Pinheiro procuram constantemente providenciar respostas à medida em tempo útil. Miguel Pinheiro destaca ainda o domínio técnico dos produtos e suas funcionalidades, aliados a uma experiência e um vasto conhecimento do mercado, que permite a fidelização dos seus clientes, sendo este um dos principais desideratos da empresa. Para Helena Rodrigues, o preço constitui também um fator fundamental, mas sempre aliado ao valor acrescentado que o atendimento personalizado e o acompanhamento permanente constituem. Por outro lado, a qualidade é o sustentáculo do negócio, por isso mesmo a Casa Pinheiro criou a sua própria marca no segmento da gama de papel, a Paper7 e detergentes a Quimi7. A empresária dá ainda conta do caso dos equipamentos Hi-Set, uma vasta seleção de grande qualidade, “apenas possível graças à experiência e know-how, para poder escolher os melhores fabricantes nacionais e internacionais”, revela, salientando que entre todos os fatores distintivos da empresa há um que destaca, “o espírito de equipa que genuinamente nos caracteriza. Para atingir as nossas metas, é preciso apenas que cada um de nós demonstre empenho, dedicação e profissionalismo, para que possamos fidelizar os nossos clientes e conquistar novos. O balanço é francamente positivo”. Os dois administradores deram também a conhecer uma aposta no marketing que tem marcado o ritmo da evolução desta empresa orgulhosamente portuguesa. A Casa Pinheiro, não só tem investido bastante, nos últimos tempos, numa estratégia de diversificação de públicos-alvo, comunicação de meios e especialização de produtos, cuja fase mais visível será porventura o seu website, dotado de todas as possibilidades ao nível de e-commerce, que funciona como uma plataforma de apresentação de produtos, mas também como um meio de comunicação bi-direcional. Mas esta capacidade não esgota por aqui: “estamos apetrechados com todas as ferramentas tecnológicas para a organização e prossecução das todas as tarefas. Em simultâneo, temos apostado, cada vez mais, na segmentação dos nossos públicos-alvo, que são potencialmente infinitos. No fim, apesar de todos os meios, importam os fundamentos e esses temo-los bem presentes, por isso somos extremamente rigorosos na sua execução”, esclarece Miguel Pinheiro. A finalizar, Helena Rodrigues e Miguel Pinheiro mostram-se optimistas quanto ao futuro da Casa Pinheiro, querendo dar continuidade a um percurso cuidado, construído com muita dedicação, empenho e trabalho.


lac | inovação Equipa Loja de Apoio ao Contribuinte

Credibilidade e competência A Loja de Apoio ao Contribuinte é composta por uma equipa dinâmica que privilegia o atendimento personalizado, a eficiência e transparência no contacto com os seus clientes, são no fundo estes vectores que definem a política desta organização, com vista a prestar serviços de qualidade e excelência.

LAC

LOJA DE APOIO AO CONTRIBUINTE

Sediada em Caldas das Taipas, a Loja de Apoio ao Contribuinte é um espaço dedicado ao cidadão que engloba uma panóplia de serviços que se estendem desde a administração e gestão de condomínios, contabilidade e seguros até aos serviços de limpeza. Em entrevista à Revista Business Portugal, Jorge Cravo, administrador, revela a génese deste projeto empresarial, dando a conhecer as suas potencialidades e os objetivos que acalenta para o futuro. Com um percurso profissional marcado sempre pelo afinco ao trabalho e pela ambição de poder chegar mais além, Jorge Cravo é um verdadeiro exemplo de um empreendedor, que nunca virou a cara às adversidades. Com uma experiência profissional ligada à área da ourivesaria, Jorge Cravo sempre teve o ‘bichinho’ da área comercial, por isso quando passou por momentos mais difíceis acabou por se dedicar à venda de seguros e, mais tarde, abraçou a atividade de administração e gestão de condomínios, um pouco por ‘brincadeira’, como o próprio costuma dizer, no entanto a força de vencer levou-o a fazer nascer a Unspotted. Como nos disse, tem orgulho de ter crescido a pulso, com a força do seu trabalho e da sua esposa, Maria Belém, que por sua vez, é o rosto da gestão da empresa de serviços de limpeza, Asterisks & Smiles, vocacionada para serviços pós-obra, oficinas automóveis, condomínios, escritórios e lojas. Os serviços de contabilidade e seguros são titulados pela empresa Calculus Provider - Contabilidade e Seguros, que tem como responsável, Daniel Sousa técnico oficial de contas, e Susana Cravo no apoio administrativo. As três áreas de atividade estão à disposição dos

cidadãos no nº 5 da Rua Banda de Música, nas Caldas das Taipas, num espaço que Jorge Cravo denomina Loja de Apoio ao Contribuinte. Atendimento personalizado, acompanhamento permanente, honestidade, eficiência e qualidade são os valores basilares que sustentam o sucesso deste projeto empresarial que conta com a dinâmica de sete colaboradores muito unidos e que se identificam plenamente com esta cultura empresarial. “Acima de tudo, o sucesso deste espaço assenta no trabalho de equipa”. Administração de condomínios Jorge Cravo tem uma visão muito peculiar sobre esta área de atividade que, segundo o próprio, desempenha “com a máxima transparência”, a fim de permitir a fidelização dos seus clientes. Com a gestão de mais 20 prédios, a Unspotted tem deixado a sua marca no mercado pela sua forma de estar e lidar com todos os problemas inerentes a uma propriedade horizontal e ao seu condomínio. “Tenho a preocupação em perceber e estar atento a todas as situações que envolvem a administração de condomínios para poder dar a melhor resposta possível aos nossos clientes”, advoga o administrador, dando como exemplo contrato efetuado com uma empresa de elevadores com a oferta da manutenção durante 18 meses. No âmbito da gestão e administração de condomínios, Jorge Cravo lamenta a falta de regulamentação existente, que por sua vez permite que muitas pessoas possam desempenhar estas funções sem cumprir comas suas responsabilidades tributárias, constituindo desta forma concorrência desleal para com as empresas cumpridoras. “A regulamentação do setor iria permitir uma maior valorização e afirmação das empresas que trabalham de forma correta e honesta”, salienta o administrador, acrescentando que com a regulamentação, o próprio Estado iria beneficiar, dado que iria arrecadar mais impostos e controlar mais rigorosamente os movimentos das empresas. Estratégia de futuro Com os olhos postos no futuro, Jorge Cravo revela o seu objetivo de abrir quatro filiais, nomeadamente, na Trofa, Póvoa de Varzim, Vila Nova de Gaia e Santa Maria da Feira. “A minha ideia é que as filiais englobem exactamente todos os serviços que estão aqui centralizados na Loja de Apoio ao Contribuinte”, sublinha, acrescentando que a abertura da primeira filial será provavelmente na Trofa.

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inovação | asc

Certificação e consolidação no mercado de higienização profissional

Arménio Costa Administrador

O sucesso da ASC – Comércio de Produtos de Higiene, Lda. deve-se às parcerias comerciais com as marcas mais prestigiadas e de maior confiança no mercado da higiene profissional. Especializada no fornecimento, aconselhamento e venda de soluções integradas de higienização profissional, a ASC privilegia a relação com os seus clientes, criando verdadeiros laços comerciais.

Sediada em Guimarães, a ASC – Comércio de Produtos de Higiene, Lda. iniciou a sua atividade em 1990, resultado da experiência acumulada do seu fundador e gerente, Arménio Salgado Costa. O Core Business da empresa é a comercialização de soluções globais de limpeza e higienização profissional, atendendo às necessidades e expectativas de cada cliente. Arménio Costa, gerente da ASC, acrescenta “Não nos limitamos a comercializar produtos, apresentamos soluções, tornando os nossos clientes verdadeiros parceiros comerciais. Criamos relações comerciais sólidas, profissionais e de confiança, colmatando as necessidades dos clientes com produtos de qualidade”. O portfólio de clientes concentra-se principalmente no setor hoteleiro, transportes, lavandarias, aeroportos, empresas de Facility Services e serviços públicos, tais como, hospitais, escolas, lares, municípios e juntas de freguesia. A ASC oferece uma diversidade de produtos que incluem uma completa gama de soluções, nomeadamente detergentes, desinfetantes, produtos de lavandaria, higiene pessoal, consumíveis, acessórios de limpeza, entre outros. Empresa Certificada Com vários anos de experiência no mercado, é hoje considerada uma das mais reconhecidas empresas distribuidoras no segmento. É certificada na “comercialização, montagem e assistência de produtos de higiene e limpeza” segundo a NP EN ISO 9001:2008 pela Associação Portuguesa de Certificação (APCER) e pelo IQNet. Grande parte do sucesso da empresa deve-se às parcerias comerciais com as marcas mais sólidas e de maior notoriedade no mercado. Em 2013, a ASC associa-se à Glow Professional, marca reconhecida e valorizada no setor dos produtos químicos de limpeza, destinados ao ramo profissional. Desenvolvida para colmatar a necessidade de crescimento na área dos químicos, “a Glow Professional apresenta-se como uma alternativa às marcas consagradas na medida em que alia o fator qualidade a um preço competitivo, abrangendo as necessidades de vários setores de atividade”, salienta Arménio Costa. Nos últimos anos, fruto do crescimento do volume de negócios, a ASC abriu duas filiais, no centro e sul do país. Assim, atualmente, a empresa dispõe de 3 unidades logísticas (Guimarães, Sintra e Olhão) com stock permanente, tornando o processo de entrega mais prático e célere. A empresa tem cerca de 30 colaboradores, diretos e indiretos, e considera que a formação é de primordial importância, na medida em que é através dela que consegue disponibilizar aos seus clientes acompanhamento e apoio técnico permanente e personalizado. “No âmbito da Implementação do Sistema de Gestão da Qualidade, os nossos colaboradores, em especial os técnicos de assistência e os comerciais, recebem formações sobre várias temáticas relacionadas com o nosso âmbito de atuação. Desse modo, os nossos comerciais estão preparados para no terreno aconselharem a solução mais adequada para cada tipo de utilização”, realça Arménio Costa. A certificação da ASC é uma mais-valia para o posicionamento da empresa no mercado, uma vez que a notoriedade e o reconhecimento internacional do Sistema de Gestão da Qualidade de acordo com a norma ISO 9001 prestigia a imagem de qualquer empresa. E, Arménio Costa acrescenta que “Trabalhamos com qualidade há muitos anos e a certificação só veio atestar essa qualidade”. Usufruindo de uma vasta experiência e know-how, a ASC distingue-se das restantes empresas do setor pela diversidade e qualidade dos produtos comercializados e pelo atendimento personalizado. “O reflexo disso é o eco que temos dos utilizadores dos espaços onde os nossos produtos e equipamentos estão implementados. Existe um agradável bem-estar, eficiência e rentabilidade” refere Arménio Costa. Em relação ao futuro, a gerência salienta a pretensão de continuar o caminho que a empresa tem vindo a percorrer ao longo dos anos, pretendendo continuar a ser considerada uma empresa de referência no segmento, mantendo a aposta na qualidade e na certificação dos nossos produtos e serviços. O fundador da empresa evidencia também a pretensão em fortalecer e expandir o negócio, prosseguindo com espírito inovador tendo como propósito principal a confiança e a satisfação dos seus clientes.

Telefone: +351 253 479 820 - geral@aschigiene.pt - www.aschigiene.pt

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personnalité | inovação

Empreendedorismo, arrojo e honestidade

José Carlos Costa Administrador

Estreou-se no ramo imobiliário mas, hoje, Personnalité é também sinónimo de Facility Services, numa iniciativa de sucesso que traduz a visão singular de José Carlos Costa.

Atualmente com sede no coração da cidade de Guimarães, a Personnalité é uma agência imobiliária que assume um percurso peculiar, em comparação com outros nomes deste setor. Afinal, este foi um projeto que nasceu originalmente para funcionar enquanto escritório de negócios, focado em auxiliar particulares ou investidores na concretização de projetos, bem como na compra de aparamentos, moradias ou outros imóveis. A visão do empresário José Carlos Costa, no entanto, cedo contribuiu para que a características como a transparência no contacto para com os clientes (que se propagam de norte a sul do país), a discrição, a seriedade ou a confiança, a Personnalité fosse um nome também associado a uma rara capacidade de adaptação ao mercado. A certa altura, “o mercado imobiliário teve uma grande quebra”, recorda este porta-voz que não se conformou perante os novos condicionalismos que se impunham no mercado. Pelo contrário, e atendendo ao contacto anterior que já tinha estabelecimento com a área das limpezas, José Carlos Costa inaugura – num contexto de plena crise – a Pesonnalité Area Clean. “O mercado tinha caído bastante, mas eu gostava de estar ativo”, recorda o empresário, quando questionado sobre os motivos que o levaram ao desenvolvimento deste projeto paralelo. Fazendo jus ao seu nome, a Personnalité Area Clean é uma empresa inserida

no ramo dos Facility Services, que providencia serviços de limpeza geral, tendo em clientes como os condomínios, estabelecimentos comercias e até indústrias uma grande fatia do seu público-alvo. Claro está que, em concomitância com o ADN que define a imobiliária com a qual partilha o nome, também na Personnalité Area Clean a honestidade, a seriedade ou o rigor se afirmam como valores-chave que pautam a atuação e o knowhow dos seus 12 colaboradores. Pese embora o facto de estar sediada em Guimarães, os serviços desta companhia estendem-se já a diversos concelhos do norte de Portugal, nomeadamente Porto, Braga, Fafe, Vila Nova de Famalicão ou Póvoa de Varzim. A visão empresarial de José Carlos Costa não se circunscreve, todavia, ao facto de ter desenvolvido uma empresa paralela no momento em que o mercado imobiliário mais apertava, evidenciando-se, pelo contrário, no modo como ambas se complementam na tentativa de prestar o melhor serviço possível ao cliente. “Uma empresa de limpezas é muito útil ao ramo imobiliário porque quando vendemos ou arrendamos algo, as pessoas querem sempre que espaço seja limpo antes ou depois da entrega”, explica o empresário.

Se valores como o crescimento sustentável ou a estabilidade correspondem a pedras basilares que sempre definiram o carácter e o posicionamento da Personnalité Imobiliária, bem como a Personnalité Area Clean, José Carlos Costa assegura que esses mesmos atributos não vão mudar. Assim sendo, as principais ambições para o futuro passam pela continuação da exploração do mercado imobiliário, nomeadamente com a entrada na área do turismo, através, por exemplo, do arrendamento em unidades hoteleiras e “tudo o que faz parte da componente turística”. Mas, paralelamente a isso, existe o desejo de que esta permaneça “uma empresa de referência e de confiança”, ou seja, com Personnalité.

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inovação| euromel

Sabores com qualidade e excelência

Rita Horgan e Frederico Horgan Administradores

No fim do século XIX, Jorge de Almeida Lima adquiriu as suas primeiras colmeias, começando a sua exploração na Quinta do Lameiro, em São Domingos de Benfica, Lisboa. Em 1974, os seus trinetos iniciam-se na atividade apícola, assumindo a recuperação das velhas colmeias. Esta foi a génese da Euromel, primeiro, na Quinta do Lameiro e, a partir de 1979, na Serra da Malcata, ficando a empresa sedeada em Penamacor.

As últimas três décadas da Euromel foram de um exercício assinalável, pela coerência na prossecução dos objetivos, pela consistência da gestão e pela validade da estratégia definida para a empresa. É com grande satisfação que Frederico Horgan, responsável da Euromel, apresenta os excelentes resultados da empresa, assumindo-se preparado para aceitar desafios que possam projetar a empresa e fortalecer o seu histórico. A escolha da Serra da Malcata, uma reserva natural com 21 mil hectares, para a produção do mel Serramel, deveu-se ao seu isolamento e riqueza em

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flores silvestres - urzes e rosmaninho - das quais as abelhas extraem méis de grande qualidade. Em 2004, nasce o projeto de produção de doces Beirabaga, produtos confecionados de uma forma tradicional, com fruta portuguesa da melhor qualidade. O desenvolvimento das receitas foi liderado pela chef doceira Rita Horgan e a imagem gráfica teve a assinatura da designer Teresa Horgan. A qualidade como opção estratégica para o desenvolvimento da empresa tem permitido a conquista de diversos prémios, distinções e medalhas nos mais variados concursos, a nível nacional e internacional, quer nos méis, quer nos doces tradicionais. “Recentemente, a Euromel foi premiada, em Inglaterra, com uma Medalha de Ouro, reconhecendo a qualidade do nosso Doce de Laranja Beirabaga”, revela o nosso entrevistado, destacando que as distinções granjeadas são uma forma de reconhecimento do trabalho desenvolvido e da busca incessante pela excelência. Fruto da sua cultura empresarial assente em padrões de qualidade, a Euromel está fortemente implantada no mercado nacional, marcando ainda presença a nível internacional nos Estados Unidos da América, Canadá, Japão, China, Angola e em muitos países europeus, com destaque para a Alemanha, França e Reino Unido. “Assumimos o desiderato de atingir outros pontos do globo, por isso mesmo costumamos participar, anualmente, no SISAB e em outras atividades em Portugal e no estrangeiro. Este tipo de eventos são uma montra para o mercado global”, sublinha. Em entrevista à Revista Business Portugal, Frederico Horgan falou ainda das características dos produtos com a assinatura da empresa e com a marca Serramel. “Nós produzimos o Mel de Rosmaninho Serramel, um mel claro e de sabor suave e aromático, sendo este o produto mais exportado”. O Mel de Queiró da Serra da Malcata, que se caracteriza por ser escuro e ter um sabor forte e peculiar, é outra das variedades produzidas, bem como o Mel de Carvalho, uma variedade pouco divulgada, mas que já foi premiado com uma Medalha de Prata. Trata-se de um mel muito escuro, viscoso e com um sabor não tão forte como o da urze. A Euromel embala e comercializa outros méis de Portugal como o Mel de Eucalipto, com cor âmbar e um sabor característico, bem como o Mel de Flores de Laranjeira, muito claro e com um sabor peculiar, com notas ácidas. O

Mel Cremoso de Flores de Laranjeira é outra das variedades produzidas. “Este mel cremoso é sujeito, a temperaturas controladas, que provocam uma cristalização rápida e muito fina, assumindo a consistência ideal para barrar”, esclarece. “A Euromel trabalha com mil colmeias. Também adquirimos mel português a apicultores praticamente do país todo, nomeadamente méis que não são produzidos na nossa região, como o mel de laranjeira do Algarve e o mel de eucalipto da Beira Litoral”, adianta Frederico Horgan, salientando que o mel adquirido assenta em padrões de máxima qualidade. Frederico Horgan refere ainda que a empresa criou alguns produtos originais como as Granolas com Mel, o Mel com Avelã e Framboesa e o Mel com Frutos Secos, bem como produtos dietéticos, dos quais fazem parte o Mel com Própolis, o Mel com Geleia Real, o Pólen granulado de Flores da Serra da Malcata e o Mel com pólen da Serra da Malcata. A Euromel tem ainda uma linha de doces tradicionais com a marca Beirabaga. São cerca de 20 referências, sendo que todos os produtos são elaborados apenas com ingredientes naturais e os doces têm sabores tão diferentes como framboesa, mirtilo, laranja, medronho, maçã e castanha, abóbora com amêndoa, tomate verde, chila, entre outros. A última novidade é o Lemon Curd, produto que obteve em França a preferência do chef parisiense e criador da “La Maison du Chocolat”, Gilles Marchal. Objetivos de futuro Com os olhos postos no futuro, Frederico Horgan revela que a Euromel vai investir na ampliação da unidade fabril, com o intuito de fazer crescer a preponderância de alguns dos produtos novos que estão a granjear um bom feedback junto do mercado. Para além disso, os objetivos passam por desenvolver mercados com potencial no estrangeiro.


Azeites com identidade

Eduardo Leal Diretor

A Penazeites foi criada com o objetivo produzir e promover o azeite da região da Beira Baixa, reforçando a qualidade de um produto tradicionalmente português. Atuando em parceria com os olivicultores da região para a obtenção da melhor matéria-prima, e possuindo lagar e linha de embalamento próprios, controla todas as fases do processo produtivo e a qualidade do produto final.

Em entrevista à Revista Business Portugal, Eduardo Leal, diretor da Penazeites, deu a conhecer um pouco mais sobre a história desta empresa de referência, cuja excelência conquistou o mercado nacional e internacional. Produzir e comercializar o melhor azeite da Beira Baixa, fazendo uso dos recursos locais de forma sustentada, e apostar na sua promoção global são os pilares da missão assumida pela Penazeites. Na unidade industrial desta são apenas produzidos azeites virgens ou virgens extra, na sequência da extração do azeite da azeitona única e exclusivamente através de processos mecânicos. O processo decorre habitualmente nos meses de novembro e dezembro, podendo prolongar-se até janeiro. De acordo com Eduardo Leal, a empresa atua em parceria com os olivicultores da região, Já que Penamacor tem grande tradição na olivicultura, embora, segundo o próprio, não tenha acompanhado a modernização que se verificou noutras zonas do país, nomeadamente no Alentejo e Ribatejo. “Os olivais são maioritariamente tradicionais e extensivos com poucas árvores por hectare. Predomina a variedade galega, a que se juntam outras variedades, algumas da região, outras importadas de outras zonas. Cerca de 80 por cento da azeitona que chega ao lagar

é da variedade galega, o que confere um carácter específico ao azeite da Beira Baixa, que o distingue das outras zonas do nosso país”, adianta. O processo começa com a receção da azeitona, e através de um processo automatizado, esta é limpa, lavada e pesada. O passo seguinte é a escolha de uma amostra de azeitona para fazer uma primeira análise para tentar determinar qual a produção e uma seleção consoante o estado de maturação e a variedade. “O que determina esta seleção é o facto de conhecermos bem o mercado no qual operamos”, salienta o nosso entrevistado, acrescentando que uma empresa com a dimensão da Penazeites, com esta localização, não pode cair na armadilha de pensar que atua apenas localmente. “Nós atuamos localmente, no que toca à produção, se não atuamos mais é porque de facto existe um défice de modernização na olivicultura e há escassez de matériaprima, mas em termos comerciais pensamos globalmente. Queremos concorrer com todos os operadores do mercado e disputar quota de mercado, não só no mercado nacional, mas também nos mercados externos”, sublinha o gestor. No que toca ao azeite, quando comparamos o mercado regional com os centros urbanos, percebemos que na Beira Baixa, nomeadamente, em Penamacor, há uma tradição de produção de azeite e ainda existem muitos lagares, assim sendo o perfil do consumidor de azeite é substancialmente diferente do que é comumente apreciado como azeite de alta qualidade. “Se produzíssemos azeite apenas para a região seria com um determinado perfil adequado ao gosto destes consumidores, tendo que operar no mercado global, importa criar uma identidade, ou seja, um perfil de azeite coerente ao longo do tempo, que permita a sua identificação, reconhecimento e fidelização por parte do consumidor, tanto mais quando comercializamos um azeite com marca própria”, revela salientando que o desiderato da Penazeites é potenciar as suas vendas e, simultaneamente, divulgar a região como

penazeites | inovação produtora de azeite. E para contrariar o fenómeno de perda de relevância no sector desta região, Eduardo Leal entende ser indispensável reabilitar os olivais existentes e tentar algum tipo de emparcelamento ou de associativismo de produtores, visando a reabilitação dos olivais a mecanização, deixando de olhar para olivicultura como uma atividade de subsistência, mas sim como uma fonte de rendimento. Há cinco anos na Penazeites, Eduardo Leal considera ser importante apostar na formação e captação de jovens para esta atividade, para contrariar a sua ‘fuga’ para os centros urbanos, uma vez que esta é uma atividade com mercado, isto porque o consumo de azeite tem vindo a crescer a nível nacional e internacional, com um ritmo de crescimento superior à oferta. Qualidade e notoriedade A Penazeites tem duas marcas ativas, Grão Mestre, com mais notoriedade e representatividade no mercado nacional e internacional, cuja denominação se assume como um tributo a Gualdim Pais. A segunda marca denomina-se Pérola da Beira e tem uma conotação muito regional. “Com esta estratégia de ter duas marcas no mercado tentamos ter uma oferta que vá ao encontro de dois segmentos de mercado, ou seja, quem procura qualidade e quem procura preço”, advoga. A Penazeites dedica-se à produção e comercialização de azeite nos mercados nacional e internacional com marcas próprias, contudo nos últimos anos, alargou a sua oferta com produtos derivados e complementares ao azeite. “Começámos por juntar ao nosso catálogo o vinagre, um produto complementar do azeite no canal da restauração”, afirma Eduardo Leal, desvendando que há dois anos, na marca Grão Mestre, a empresa introduziu no mercado uma gama de azeites aromatizados com 14 aromas distintos, dentro dos quais, alguns bastante originais e inovadores como por exemplo o azeite aromatizado com chocolate, baunilha ou café. A Penazeites disponibiliza ainda uma gama de pastas de azeitona, cogumelos, tomate e pimentos. E este ano pretende reintroduzir a azeitona de conserva, não excluindo a possibilidade de continuar a alargar a oferta do seu catálogo com outros produtos complementares que lhe permita potenciar os seus canais de distribuição. A Penazeites opera em força no mercado nacional e marca presença igualmente no mercado externo, em países como o Brasil, Holanda, Suíça, França, Moçambique e Angola, no entanto o desiderato é entrar nos mercados do Reino Unido e do norte da Europa.

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inovação | nutriprado

Fatores determinantes numa Pastagem Em Portugal Continental, constatou-se durante os últimos anos uma importante mudança no mundo agrícola, onde as longas e largas áreas de cereal mais ou menos intensivo, passaram a dar lugar a grandes áreas de pastagem.

Este aumento da área em pastagens, quando analisado, revela que na sua grande maioria, são pastagens naturais ou espontâneas mas, de fraca produtividade, baixa qualidade e com composições florísticas muito prejudicadas, condicionantes derivadas da ocupação cultural por cereais. Na NUTRIPRADO acreditamos que, num mundo cada vez mais exigente, especializado e competitivo, revela-se fundamental, a aposta em pastagens melhoradas que permitam por isso aumentar a produção de matéria seca por hectare; bem como melhorar a sua qualidade (energia, proteína e digestibilidade), melhorando assim a rentabilidade por hectare. Existem alguns fatores base, de consideração fundamental para a instalação de uma pastagem melhorada: - Precipitação; - Solo; - Temperatura; - Sementeira; - Maneio. Precipitação Em relação ao regime hídrico, as pastagens podem ser consideradas como: - Pastagens de Sequeiro – 400 a 600 mm de precipitação/ano; - Pastagens de Regadio – 6000 a 9000 m³/ha/ano. Solo O nosso país é caracterizado por tipos solos muito diversificados, que na generalidade dos casos são solos delgados, pedregosos, com grandes pendentes de declive e muito suscetíveis a fenómenos de erosão. Estes solos apresentam por vezes níveis muito deficitários em fertilidade e com valores de pH muito baixo. São por isso pobres em matéria orgânica (0.5 a 1.0 por cento), com baixa disponibilidade em fósforo (fundamental para as leguminosas). pH 5,8 – 6,5 Matéria Orgânica 2,0% - 2,5% Azoto 90 – 150 unidades Fertilidade Fósforo 30 – 60 unidades Com a instalação e/ou manutenção de uma pastagem é possível: - Melhoria da Estrutura do solo; - Aumento da capacidade de retenção de água no solo; - Controlo na erosão em zonas declivosas; - Melhoria dos níveis de fertilidade bem como do teor de matéria orgânica do solo; Não é demais referir, que um sistema de exploração agrícola que privilegie as pastagens traduz-se em acréscimos anuais de matéria orgânica da ordem dos 0.2 por cento. Temperatura Na generalidade do território nacional, as temperaturas são moderadas, não se apresentando

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nutriprado | inovação por isso como um fator limitante à instalação das pastagens. As altas temperaturas de verão (> 30° C) representam uma limitação, na medida em que as plantas fecham os seus estomas, abrandando por isso a fotossíntese, e por consequente abranda também o seu desenvolvimento vegetativo. No entanto é necessário ter especial atenção á temperatura de solo no momento de sementeira, que deverá ser sempre superior a 10 °C, por forma a melhorar a taxa de emergência das sementes. Outro fator importante, e que está indiretamente associado a temperatura é a radiação solar. Em Portugal existem cerca de 2.500 a 3.200 horas de sol por ano, o que nos coloca numa posição privilegiada face a outros países da Europa, permitindo por isso uma boa disponibilidade de luz, muito importante na fotossíntese. Sementeira Ao nível da sementeira de pastagens melhoradas, é necessário ter em conta alguns fatores que podem ser determinantes para uma correta instalação, uma vez que se trata de uma cultura permanente (para vários anos) é fundamental o domínio das técnicas associadas ao processo de sementeira, pode determinar o sucesso na sua instalação. - Preparação do solo – Qualquer que seja a pastagem a instalar, é fundamental uma boa preparação de solo para a sementeira, é por isso necessário que a terra esteja bem esmiuçada numa camada de 10 a 15 cm (os torrões são inimigos de uma boa sementeira). - Densidade de Plantas –

As espécies a instalar devem ser ajustadas a cada situação de sementeira. Por se tratarem de sementes de muito reduzida dimensão, de diâmetro por vezes inferior a 1mm, a densidade de plantas é muito inferior á que a generalidade dos agricultores está habituada (por exemplo leguminosas como o trevo subterrâneo são introduzidas à razão de 10 a 15 kg/ha). As sementes de leguminosas, devem estar inoculadas, por forma a garantir uma elevada fixação do azoto atmosférico. - Profundidade de Sementeira Existe uma regra universal no mundo agrícola, que determina que a profundidade de deposição de uma semente no solo deve ter em consideração a sua dimensão. Por isso, e por se tratar de sementes de muito reduzida dimensão, a profundidade de sementeira não deve exceder 1cm, e deve ser acompanhada de uma rolagem (por forma a melhorar o contacto entre semente-solo). - Correção da FertilidadeCorrigir a fertilidade do solo, é por norma uma operação necessária. Deste modo, é fundamental a realização de uma análise de solo, cujos valores nela obtidos serão importantes para determinar qual ou quais os nutrientes em falta/excesso. Sabemos que solos de pH muito baixo (4,0 – 5,0) devem ser corrigidos com calcário dolomítico (carbonato de cálcio + carbonato de magnésio) à razão de 1.000 a 3.000 kg/ha. A correção de pH torna-se num fator fundamental a ter em consideração, pois solos ácidos não permitem a absorção de fósforo pelas plantas, nomeadamente pelas leguminosas. O fósforo apresenta-se como o ‘motor das leguminosas’ pois é um elemento fundamental ao seu bom funcionamento,

e para o estabelecimento da relação de simbiose com a bactéria Rizóbio por forma a permitir a fixação do azoto atmosférico, transformando-o em azoto assimilável para a planta. É importante o acompanhamento do nível de fertilidade do solo, por forma a intervir com as correcções que sejam necessárias, garantindo assim uma boa manutenção da produção de biomassa por hectare. Maneio O Maneio de uma pastagem, é um dos fatores mais importantes que intervém na sua produtividade e persistência. Na generalidade dos casos de instalação de pastagens não são utilizados herbicidas, pelo que, se existirem infestantes deve-se pastorear por forma a controlalas (normalmente na fase inicial de desenvolvimento os animais comem bem as infestantes). Sabemos que o poder de recrescimento das espécies utilizadas numa pastagem melhorada é muito superior ao das infestantes, pelo que um pastoreio intensificado (com um numero superior de animais por hectare), seguido de uma fertilização com fósforo, será sempre um bom mecanismo de controlo das ervas infestantes. É importante ainda referir que o desenvolvimento da massa verde produzida, nomeadamente por parte das leguminosas, como por exemplo o trevo subterrâneo, deve ser controlado uma vez que por se tratar de plantas de porte prostrado cuja formação de semente se dá ao nível do solo, existe risco de ensombramento da floração o que pode prejudicar a produção de semente e por isso condicionar a persistência da pastagem.Por estas razões, uma pastagem raramente se deteriora por excesso de pastoreio.

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MUNICÍPIOS E FREGUESIAS Fazendo jus ao seu nome e estatuto, é missão da Revista Business Portugal estabelecer um retrato fiel, compreensivo e abrangente daquilo que constitui o tecido empresarial do nosso país. Significa isto que, no desempenhar da nossa missão, interagimos com empresários, instituições ou agentes económicos que, de uma forma positiva, têm vindo a contribuir para o cimentar de Portugal no mapa do empreendedorismo, da inovação, da boa gestão ou do sucesso empresarial. Estabelecer um retrato económico desta natureza sem recorrermos, todavia, a algumas das vozes mais decisivas para o aparecimento, o sucesso ou a consolidação de muitas iniciativas empresariais seria um ato de pura negligência. É, pelo contrário, atendendo à inegável importância do papel que os agentes do poder local ocupam no desenvolvimento do sucesso económico e empresarial português que lhes damos voz, procurando compreender que posicionamentos, perspetivas e ambições reservam, quer para os seus territórios, quer para quem ousa investir neles. Afinal – e pesem embora os condicionalismos impostos pela sua natureza enquanto agentes do poder local – é graças à singular visão dos presidentes das câmaras municipais ou das juntas de freguesia propagadas pelo país que se adotaram algumas das medidas mais marcantes e diferenciadoras, quer para a fixação das respetivas populações nestes territórios, quer para a sustentada atração de novo investimento. Caso para dizer, por isso mesmo, que a inovação e o empreendedorismo são atributos que não se cingem à classe empresarial, afirmando-se também elas enquanto fatores-chave para a dinamização e o crescimento de qualquer município ou freguesia. Nas próximas páginas desta edição apresentamos, por isso, a visão, a estratégia e a ambição de alguns porta-vozes do poder local que ousaram pensar diferente, inovar ou empreender, governando.

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municípios e freguesias | município de boticas

O sucesso

tem um nome: Boticas

Boticas é uma região de excelência para os apreciadores do turismo de natureza. Tendo em conta esta mais-valia, a autarquia está a apostar no desenvolvimento de novas atividades, através da promoção e dinamização do património natural e arquitetónico. Além desta vertente, o município aposta também na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, através dos incentivos à natalidade e à criação de emprego. A Revista Business Portugal visitou Boticas, em entrevista, ao presidente da autarquia, Fernando Queiroga, revelamos porque é o concelho pode ser considerado um caso de sucesso.

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Situado em plena região transmontana, o concelho de Boticas está a potenciar o rico e vasto património natural, com uma aposta forte no turismo de natureza. A criação do Parque de Natureza e Biodiversidade é o melhor exemplo, “possui uma grande variedade de fauna e flora, propícia à biodiversidade. É um espaço encantador, com percursos pedestres, com algumas rotas, como a dos amores, que vai até à famosa Fonte dos Amores das Águas de Carvalhelhos. São percursos extraordinários no seio da natureza”, começa por desvendar Fernando Queiroga. No que diz respeito à fauna, o parque possui “também viveiros de trutas do Rio Beça, em que damos às pessoas a possibilidade de pescar ou então comprar trutas e levar para casa. Para os aficionados da pesca é um bom atrativo, temos canas de pesca para as crianças, no fundo, um parque com atividades para toda a família. Colocámos no parque espécies autóctones, como é o caso da raça barrosã, com um estábulo de vitelas, mas também temos outros animais”, revela o autarca. Em tempos, Boticas foi uma região de referência agrícola na produção de cereais, com inúmeros moinhos de água, espalhados pelo concelho. A pensar na preservação deste património, existe atualmente uma rota de visita dedicada a este espólio. A somar a tudo isto, existe também “o Parque Arqueológico do Vale do Terva, com uma fauna e flora ímpar. Neste espaço há o Centro Interpretativo que facilita o passeio pelos trilhos. Depois estamos a fomentar e a recuperar o património arqueológico, muito ligado à figura emblemática do Guerreiro Galaico, símbolo da arqueologia nacional e que foi encontrado no Castro de Lesenho, localizado no nosso Concelho. Este espaço já sofreu intervenções de recuperação e estamos agora a tratar da outra parte da muralha”, explica o edil de Boticas. Para além do vasto património, que inclui também o religioso, uma outra fonte de atração é a gastronomia tipicamente transmontana, promovida através de vários eventos, “até final de março realizaram-se os fins de semana gastronómicos do cozido barrosão. A partir de abril, entraremos com a promoção do cabrito, que é uma carne propícia desta região de Barroso, depois, faremos também a divulgação da truta fário do Rio Beça”, evidencia Fernando Queiroga. A região possui diversas unidades de turismo


município de boticas | municípios e freguesias

Incentivos para viver e trabalhar em Boticas Questionado sobre as dificuldades que alguns municípios transmontanos têm de enfrentar, sobretudo, devido à desertificação, o autarca explica que existem vários apoios previstos, onde se procura fomentar a natalidade e a criação de postos de trabalho. Fernando Queiroga começa por revelar que “já se percebeu que não é o investimento em grandes equipamentos que fixa as populações e capta investimento. Há um fator fundamental para que estes territórios continuem com gente, o emprego. Boticas tem a vantagem de ter um investidor que apostou no concelho e que, neste momento, emprega 120 pessoas”, refere. No que diz respeito aos incentivos à natalidade e aos jovens, por cada criança que nasce no concelho são concedidos mil euros, “depois, dos três meses aos três anos são 50 euros por mês. Atribuímos gratuitamente os livros a todos os alunos do 1ºciclo, oferecemos também, na totalidade, a alimentação e os transportes escolares. Como a escolaridade obrigatória é até ao 12º ano e, em Boticas, só existe até ao 9º, pagamos o passe, na totalidade, aos estudantes que se deslocam para Chaves. Atribuímos uma bolsa de 1200 euros, por ano, aos alunos que estão no ensino superior. Neste momento o regulamento, contempla 35 bolsas anuais”, esclarece o interlocutor. De frisar que a autarquia apoia todos os munícipes ao longo da vida, assim para quem está na vida ativa, a autarquia adotou a taxa reduzida do IMI e devolve na totalidade a percentagem de IRS a que tem direito. No que toca aos apoios à terceira idade, o município ajuda na aquisição de “medicamentos, nos transportes para o IPO. Refiro ainda a

Fernando Queiroga Presidente

rural que deixaram de ter a capacidade de resposta desejada, “agora o setor hoteleiro está complementado com o Hotel das Artes, da Fundação Nadir Afonso, que tem 42 quartos de boa qualidade, a preços acessíveis, localizado no centro da sede do concelho. Temos vindo a providenciar algumas atividades para que as pessoas passem férias em Boticas. Existem vários eventos, como a Feira Gastronómica do Porco, e este ano vamos realizar um outro certame de produtos da terra, em que não vai faltar o vinho dos mortos, uma referência no concelho. Este vinho tem uma história associada, que preservamos e divulgamos, é um vinho com características muito específicas devido à escuridão e à temperatura constante em que é mantido, considerado palhete, que dá para acompanhar algumas iguarias, deve beber-se fresco. Boticas é conhecida pelo vinho dos mortos, pela truta e pela carne barrosã. Aqui preservamos a história, a cultura e a tradição”, exalta o entrevistado.

medida que considero mais emblemática, dirigida aos mais necessitados, o não pagamento dos três primeiros metros cúbicos de água de consumo. Portanto, o munícipe desde que nasce, até ao último dia da sua vida, é acompanhado pela autarquia de Boticas”, destaca Fernando Queiroga. Quanto aos incentivos que se destinam à criação de postos de trabalho, o município de Boticas decidiu reduzir o preço por metro quadrado dos lotes disponíveis nas duas zonas industriais do concelho, “uma das zonas estava parada, até porque os preços estavam um pouco elevados, decidimos reduzir o preço, agora cada metro quadrado custa 1,5 euro. Criámos uma série de incentivos fiscais ao nível das taxas municipais, mas a principal medida é a ajuda financeira concedida a quem se instale na zona industrial e crie postos de trabalho. Assim, a uma empresa que crie quatro postos de trabalho e que labore no mínimo durante sete anos, atribuímos 20 mil euros. Se forem criados entre cinco a nove postos de trabalho, 30 mil euros, de dez a 50 postos de trabalho, 40 mil euros, mais de 50 postos de trabalho, atribuímos 50 mil euros. Ainda assim, existe um regulamento específico com mais algumas condições que é preciso respeitar. O que é facto é que tivémos uma procura muito significativa, aliás há apenas quatro ou cinco lotes disponíveis”, revela o edil de Boticas. A autarquia procura através de todos estes apoios combater a desertificação, um dos principais problemas das regiões do interior do país. Neste sentido, Fernando Queiroga faz questão de sublinhar que “não conheço nenhum município que dê tanto apoio à população como o de Boticas”. Confrontado com a possibilidade de existir algum momento negativo ao longo do mandato, o autarca afirma que o “momento mais triste que viveu enquanto presidente do município foi quando fecharam o tribunal, fiquei mesmo triste, pelo meu povo”. Para concluir, Fernando Queiroga convida todos os leitores a visitarem o concelho de Boticas, referindo que “há até uma aplicação para telemóvel que é o Boticas na mão, em que se pode ver tudo aquilo que existe no concelho, podem escolher onde querem almoçar, o que querem visitar. Temos um lema que é Boticas, a sedução da montanha, portanto venham a Boticas e deixem-se seduzir”, remata o autarca.

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municípios e freguesias| município de penamacor

“Não há progresso nem

evolução sem planeamento”

Apesar dos problemas ligados ao despovoamento e a uma estrutura etária profundamente invertida, o concelho de Penamacor continua a contar com pontos fortes, nomeadamente as excelentes condições para a progressão do turismo rural e a boa qualidade de vida que tem para oferecer, quer às faixas etárias envelhecidas, quer às mais jovens.

nunca mais parar, Penamacor baseia muita da sua atividade económica na silvicultura, produção agrícola e agro-indústria, e o turismo apresenta-se como um setor em crescimento. Viajámos até à Beira Baixa e estivemos à conversa com o presidente da Câmara Municipal de Penamacor, António Luís Beites, que nos revelou as características positivas da região, que muitos desconhecem, assim como um conjunto de medidas que foram ou estão a ser tomadas com o objetivo de ajudar ao desenvolvimento de um concelho situado em meio rural.

António Luís Beites Presidente

Onde há problemas também há potencialidades O concelho de Penamacor sofre do mesmo mal que abala muitas regiões no interior de Portugal, nomeadamente a tendência para o despovoamento, em resultado da emigração dos jovens e envelhecimento dos residentes e, consequentemente, de um forte e continuado saldo fisiológico negativo. O presidente da Câmara de Penamacor, António Luís Beites, não acredita em estratégias de curto prazo para reverter esta situação, antes em medidas de alcance de médio e longo prazo. Apesar de António Luís Beites ainda estar no seu primeiro mandato como presidente da Câmara de Penamacor, ao cabo de quase três anos de governação conhece não só os pontos fracos, mas também os fatores positivos e suscetíveis de serem potencializados. A localização, para o autarca, é um desses fatores, quando coloca o concelho “a meio caminho” entre Porto, Lisboa e Madrid: “Temos uma localização da qual se pode dizer que é interior profundo, mas isso depende da perspetiva com que se vê”, diz. No pouco tempo que conduz os destinos concelhios, António Luís Beites já conseguiu colocar em movimento vários projetos na área da requalificação urbana, quer em Penamacor quer em várias freguesias do concelho, visando ganhos de eficiência funcional e de atratividade para o turismo. Além disso, foram concluídos com sucesso o processo de revisão do Plano Diretor Municipal de Penamacor, que estava em curso há 12 anos, assim como o processo de alteração da Zona Industrial, que visou a criação de sete novos lotes para a fixação de empresas, ao mesmo tempo que se iniciava o processo de ampliação, que ainda decorre. António Luís Beites também reconhece as tradicionais componentes agrícolas e florestal como sérias potencialidades que Penamacor já aproveita e poderá aproveitar muito mais. No que toca à oferta turística, Penamacor dispõe hoje de um hotel de 4 estrelas associado a um balnear termal, cujas águas têm características únicas no país, mas também apresenta ótimas condições para o desenvolvimento do turismo rural e de natureza. Em fevereiro, o concelho aderiu à Associação Aldeias Históricas de Portugal, tendo em mira uma futura classificação da zona medieval de Penamacor como Aldeia Histórica, porque, é convicção do Presidente, que Penamacor tem atributos que chegam e sobram para isso. Penamacor: uma pequena introdução O concelho de Penamacor está situado na Beira Baixa, entre as serras da Gardunha e da Malcata, no encontro destas com a superfície aplanada de Castelo Branco e o campo de Idanha. Terra fronteiriça, a sede do concelho dista 30 km de Valverde del Fresno (Extramadura espanhola) 50 de Castelo Branco e 40 da Covilhã. Ao longo dos tempos a região foi ocupada por vários povos, entre os quais os romanos, suevos, visigodos e muçulmanos. No entanto, a história de Penamacor é mais clara a partir do século XII, quando o rei D. Sancho I conquista o território aos mouros. Em épocas sucessivas Penamacor foi palco de vários movimentos militares, nomeadamente nas guerras da Restauração e nas invasões francesas. Afetado por uma corrente migratória que começou no final dos anos 50 do século XX para

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município de penamacor | municípios e freguesias

Entre os locais históricos do concelho poderemos destacar o Castelo de Penamacor, também conhecido como Cimo de Vila, que inclui o conjunto monumental formado pela antiga Casa da Câmara, Torre do Relógio e Torre de Menagem. Fora da zona medieval, o Convento de Santo António, uma construção do século XVI, é um extraordinário repositório de riquíssima talha dourada. António Luís Beites sublinha que o objetivo de requalificar toda a zona histórica de Penamacor continua a ser uma prioridade, e acredita que a ligação com a Associação Aldeias de Portugal poderá ajudar a cumpri-lo. “O projeto está em curso e creio que depois dessa requalificação estaremos ao nível dos restantes municípios nesta matéria. Até porque Penamacor é sinónimo de património edificado

Qualidade de vida para todos Apesar de Penamacor, enquanto meio rural, não usufruir de alguma oferta mais consentânea com os meios urbanos, uma característica visível é a qualidade de vida que por lá pode ser apreciada. De facto, em Penamacor “existe desde os apoios à infância e terceira idade, passando pela educação e pela saúde”, realça António Luís Beites. E confirma-se que Penamacor proporciona à sua população de cerca de 5.200 habitantes uma qualidade de vida que não existe em centros urbanos. A população idosa, prevalecente no concelho, usufrui de apoio social proporcionado por lares e centros de dia, com estes a prestar assistência domiciliária em todas as freguesias.

alimentação gratuitos, algo que não existe em todo o país. Além disso, António Luís Beites sente que as faixas etárias jovens começam a afeiçoar-se mais às suas origens. “Eu creio que os jovens gostam mais da sua terra e que só não ficam se não puderem. Cabe-nos a nós e ao tecido empresarial instalado criar condições para que cada vez mais jovens possam ficar por cá e, talvez até, regressar”. O presidente António Luís Beites mostra-se otimista em relação ao futuro, acreditando que a região de Penamacor tem potencial para crescer de forma gradual. “Não há progresso nem evolução sem planeamento. Infelizmente, em Portugal, às vezes, planeia-se rápido demais e executase lentamente. Deve ser precisamente o contrário, ou seja:

e, em termos turísticos e culturais, é algo que temos que potenciar”.

Quanto ao ensino, os alunos, desde o pré-escolar até ao 12º ano, têm acesso a manuais escolares, transportes e

planear bem e executar rápido”.

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municípios e freguesias| freguesia de nossa senhora de fátima do entroncamento

Por uma Freguesia Dinâmica, Moderna e com Sentido de Missão… A Freguesia de Nossa Senhora de Fátima do Entroncamento, no Concelho do Entroncamento, conhecido como Cidade Ferroviária, é uma das maiores Freguesias do distrito de Santarém, onde se encontra sediado o Museu Nacional Ferroviário e o Complexo Desportivo Municipal. Com mais de dez anos de existência, o dinamismo e o desenvolvimento são cada vez mais visíveis no dia-a-dia desta Freguesia que tem como principal defensor o seu presidente Ezequiel Estrada. A criação da Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, no Concelho do Entroncamento, distrito de Santarém, com sede no Concelho do Entroncamento, cujos limites da nova Freguesia de Nossa Senhora de Fátima, desanexada da Freguesia do Entroncamento,

Ezequiel Estrada Presidente

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estão descritos na Lei n.º 68/2003, de 26 de agosto, sendo que no âmbito do Artigo 7.º, pode ler-se que a presente lei entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2004, tendo sido aprovada em 1 de julho de 2003 e promulgada em 31 de julho de 2003, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio (Diário da República nº 196 SÉRIE I-A de 2003-08-26). Desta forma, a Freguesia assumiu as suas responsabilidades, enquanto Autarquia do Poder Local, após as eleições autárquicas de 2005, tendo uma área de 9,2 km2 e contando, atualmente, com uma população jovem e ativa que ultrapassa os 12.000 cidadãos. À data de criação desta Freguesia constavam dos cadernos eleitorais cerca de 6200 eleitores, sendo que à data da tomada de posse do atual Órgão Executivo, outubro de 2013, existiam 10320 eleitores e presentemente, encontram-se registados cerca de 10540 eleitores. Desde a sua criação, a Freguesia tem vindo a crescer. É no seu território que está instalada a zona industrial com várias unidades de fabrico, indústrias de transformação e comércio diverso. Nesta continuidade, singulariza-se que o Presidente Ezequiel Estrada foi o último Presidente da Junta de Freguesia do

Entroncamento, sendo também, o atual Presidente da Junta de Freguesia de Nossa Senhora de Fátima do Entroncamento. Conta com a excelente colaboração dos elementos que integram o Órgão Executivo a Secretária Isabel Campaniço, a Tesoureira Irene Crispim, o Vogal João Fernandes e a Vogal Paula Ferreira, com duas funcionárias dos Serviços Administrativos e dois dos Serviços Gerais, que envidam todos os esforços na concretização dos apoios e ajudas de cariz cultural e social, das obras públicas municipais executadas na Freguesia, na convicção da promoção do bem-estar da comunidade e do seu desenvolvimento de caráter social, económico e cultural. Assim sendo, tudo têm feito e continuarão a fazer para a consolidação de uma Freguesia de proximidade, com uma maior e mais justa preocupação social, sempre numa perspetiva “Dinâmica, Moderna e com Sentido de Missão”. Decorrente da sua Missão a Junta de Freguesia estabeleceu diversos protocolos de interesse e desenvolvimento para a mesma, com diferentes Entidades, das quais se destacam a Câmara Municipal do Entroncamento - CME, Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento - AECE, Museu Nacional Ferroviário, Associação de Professores - ENCOPROF, Instituto Padre António Vieira, Direção Geral do Território – DGT, entre outras colaborações existentes, nomeadamente: com o CLDS, Projeto Reviver, Centro de Convívio da Terceira Idade, CERE, USE, Lares da Santa Casa da Misericórdia, Associação dos Lares dos Ferroviários, Conferencia de São Vicente de Paulo, entre outras. No que diz respeito às infraestruturas disponíveis, é na Freguesia de Nossa Senhora de Fátima que está sediada a sede do Agrupamento de Escolas Cidade do Entroncamento e se concentra o maior número de alunos devido aos equipamentos escolares que possui: Escola Secundária c/ 3º Ciclo, Escola Básica do Bonito e o Jardim de Infância Sophia de Mello Breyner Andresen. Para além da educação das suas


freguesia de nossa senhora de fátima do entroncamento | municípios e freguesias

crianças, a Freguesia preocupa-se também com a formação dos seus cidadãos jovens, promovendo estágios destinados aos mesmos, bem como o apoio a uma Universidade Sénior que conta com cerca de 300 alunos. Aqui, as atividades vão desde a pintura às línguas, entre muitas outras disciplinas, passando pelo Ioga, por uma escola de Cavaquinhos e uma Tuna Académica. Com cerca de 48 associações e clubes no concelho, a que a Junta de Freguesia está sempre atenta, muitos dos quais se encontram sediados na Freguesia e têm à disposição um Complexo Desportivo Municipal do Bonito, equipado com um pavilhão desportivo, três campos de futebol (um relvado e dois sintéticos), uma pista de atletismo, dois campos de ténis, um parque radical e piscinas. Estão ligados à prática desportiva o CLAC (Clube de Lazer, Aventura e Competição) e o CADE (Clube Amador de Desportos do Entroncamento), entre outras associações e clubes. O clube de “Motards” que se mostra organizado, em breve terá o seu espaço social,

assim como os escuteiros que contam com espaços próprios para as suas atividades. Aqui o lazer e o bem-estar não são esquecidos, por isso existe uma zona piscatória, a Albufeira do Bonito, com 20 pesqueiros que faz as maravilhas de quem por lá passa para pescar ou apenas para passear e um restaurante panorâmico com vista para a albufeira; piscinas e um centro atlético muito frequentado. A Freguesia desenvolve alguns convívios piscatórios intergeracionais, contando para o efeito com o apoio do Clube Amador de Pesca do Entroncamento - CAPE. Mas há uma particularidade da qual a Freguesia destaca, o Museu Nacional Ferroviário. “Tem peças raras, peças de grande porte como locomotivas antigas”, explica o presidente, “o comboio real com a sua locomotiva que se encontra em bom estado de conservação e o comboio presidencial ainda em atividade”. Numa área de grande dimensão, este museu tem um memorial de peças identificadas como peças únicas no mundo. Ezequiel Estrada, assim como o seu Órgão Executivo, no âmbito da parceria com o referido Museu, empenham-se, sempre que possível, na divulgação e colaboração no sentido de atrair mais visitantes e de apoiar o mesmo. Nas instalações da sede de Freguesia existem três espaços/salas preparados para formação (com capacidade para 25 e 23 alunos) que são, muitas das vezes, utilizados através de protocolos pontuais com o IEFP e o NERSANT (Núcleo Empresarial de Santarém), entre outros, devidamente equipados com videoprojectores e quadros didáticos. O auditório/ sala de sessões, é utilizado para reuniões, ações

de formação (limite máximo de 90 lugares), atividades promovidas quer pelas instituições e associações da Freguesia sem fins lucrativos a custo zero, quer por empresas, com um custo simbólico. “Apoiar as famílias carenciadas é responsabilidade do Órgão Executivo da Freguesia”, afirma o Presidente, “e contamos com a colaboração da Conferência de S. Vicente e Paulo no alerta e levantamento das situações e das necessidades”. Assim, são comparticipados mensalmente tanto a nível de produtos farmacêuticos como alimentares, não esquecendo o reforço do apoio nas épocas festivas. Para além deste apoio, a Junta de Freguesia criou um fundo social, para o qual contribui, apoiando os clubes e associações, assim como um programa de bolsas de estudo atribuídos desde o Ensino Pré-escolar ao Ensino Superior. A Junta de Freguesia pretende continuar a melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos em colaboração com a CME, no melhoramento e limpeza de espaços públicos, contando em breve adquirir um equipamento moderno e de grande rendimento para o efeito, assim como a recuperação de uma moradia doada à Freguesia por uma cidadã anónima. Em jeito de conclusão, Ezequiel Estrada deixa uma mensagem à sua população: “eu e restantes elementos do Órgão Executivo estamos atentos às preocupações da população em geral e procuraremos contribuir, sempre que possível, para a resolução dos problemas e bem-estar da população”.

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municípios e freguesias | junta de freguesia de tancos

Deixe-se levar

pelos encantos desta terra!

Coletivo da Junta de Freguesia

Tancos é uma freguesia rural do concelho de Vila Nova da Barquinha, com 1,56 km² de área e 215 eleitores.

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Esta freguesia está situada na margem direita do rio Tejo, sendo conhecida pela sua beleza e graça naturais e pela sua zona ribeirinha e pelo cais que se enquadram num cenário paisagístico impar. Tancos é também considerado como sendo uma das vilas mais floridas da Europa, tendo conquistado em 1999 uma Medalha de Bronze no Concurso Europeu de Vilas Floridas. A Revista Business Portugal esteve à conversa com José Homem, o homem que dirige os destinos de Tancos desde as últimas eleições autárquicas. Apesar de ser uma freguesia de pequena dimensão, Tancos é extensa quanto às coletividades que possui. As coletividades existentes nesta freguesia vão desde o grupo folclórico denominado ‘Os Pescadores de Tancos’ fundado em 1981, que tem representado o concelho a nível nacional e internacional. O Grupo Coral de Tancos que foi fundado em 1984, cujo objetivo era o de animar as celebrações litúrgicas da paróquia, tendo alargado o seu programa, meses depois a canto de música tradicional e popular portuguesa. Assim se manteve até finais de 1990, data em que tomou novo impulso e deu inicio à sua atividade de Coral Polifónico Misto. Desta freguesia também fazem parte ‘O União Desportiva de Tancos’, o ‘Clube de Pesca Desportiva de Tancos’ e, mais recentemente foi criada uma associação que está a gerir o Albergue da Juventude “Flor da minha terra”, que possui quatro quartos com oito camas de beliche e um quarto de casal, servindo para alojar quem deseja visitar esta região. Como Tancos é uma freguesia pequena, o setor industrial não marca presença, sendo que o setor mais comum de ser encontrado nesta zona é o setor redirecionado para a prestação de serviços, como é o caso do restaurante de Almourol que tem ao seu dispor uma sala de refeições com ar condicionado para 80 pessoas, um salão panorâmico com ar condicionado com vista para o Tejo e para o castelo de Almourol com capacidade para 200 pessoas, uma esplanada natural na margem do Tejo para 300 pessoas, um parque infantil e um parque de estacionamento, outro espaço que também é muito conceituado é o Pitoresco que se encontra logo à entrada de Tancos, que é um café e também possui uma área ligada ao artesanato , existe outro projeto, que é uma quinta rural denominada Quinta Ribeiro Tanquinhos, uma quinta que se dedica maioritariamente ao turismo onde pode passear a cavalo , alude José Homem. A nível turístico, o presidente da Junta de Freguesia de Tancos não poderia deixar de mencionar o Castelo de Almourol, considerado uma das sete maravilhas de Portugal. “O castelo é o nosso ex libris e, a nível de coordenação com a paróquia também é possível visitar a Igreja de Nossa Senhora da Conceição ou Igreja Matriz de Tancos, como é mais conhecida e


junta de freguesia de tancos | municípios e freguesias a Igreja da Misericórdia de Tancos”, divulga o autarca. Tancos é uma freguesia conhecida também pela importância da sua atividade militar. No seu Polígono Militar encontram-se instaladas várias unidades militares notáveis, nomeadamente a Regimento de Engenharia Nº 1, Brigada de reação rápida e a Escola de Tropas Aerotransportadas. Quando questionado sobre que festividades e romarias se podem encontrar em Tancos, José Homem salienta que “existem as festas anuais que se realizam em agosto, na altura do 15 de agosto e que antigamente era feita por populares, com falta de interesse em continuar com as festas as câmaras de Vila Nova da Barquinha e Chamusca, começaram a realizar as festas que deram o nome um rio e duas aldeias, mas com a falta de verbas começaram as associações a tomar conta das festividades para que a tradição não se perdesse”, conta o nosso entrevistado. Pelo terceiro ano consecutivo, vai também realizar-se em Tancos a Festa do Peixe do Rio, que se realiza sempre no primeiro fim de semana de julho, esta festa também está a cargo das coletividades, vindo pessoas de vários pontos do país para apreciar o peixe frito pescado no rio. José Homem estima que nesta edição estarão presentes cerca de três mil pessoas. Quanto a apoios à população, “nós temos uma carrinha que saí à segunda, quarta e sexta feira para irem levantar as pensões, para irem ao médico, fazer exames ou então, à terça e à quinta quando não está previsto saídas da carrinha, a população tem a facilidade de telefonar para conseguirmos prestar esse serviço nesses dias”. O apoio domiciliário é realizado pela Santa Casa da Misericórdia. A única escola em funcionamento em Tancos é a pré-escola que está em funcionamento com 10 alunos, “porque também servimos a parte militar e eles colocam cá os filhos”, alude José Homem. Sobre o futuro de Tancos, o autarca revela que “projetos há sempre!”, sendo que o único projeto que esta freguesia começou de raiz foi o Albergue da Juventude com recurso a fundos da Comunidade Europeia. Atualmente, “temos um projeto em vista que é a construção da casa mortuária e passar a ter um espaço próprio para velar o corpo”, porque, segundo José Homem, não se justifica que utilizem a igreja para essa situação. Esta freguesia aposta também na requalificação das suas estruturas.

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municípios e freguesias| junta de freguesia de pombalinho

Pombalinho em Movimento

A Freguesia do Pombalinho tem 400 anos de existência, e foi sempre uma freguesia pertencente ao concelho de Santarém até há três anos atrás por força da lei da reorganização das freguesias que conseguiu através do movimento da população e dos próprios autarcas daqui ser transferida para o concelho da Golegã, quem nos revelou esta informação foi Luís Júlio, o presidente desta freguesia. A área da freguesia é pequena, são cerca de nove quilómetros quadrados e está situada entre três rios, o rio Tejo, o rio Alviela e o rio Almonda e é por isso que Pombalinho é também conhecida como a terra das cheias aqui no Ribatejo. Pombalinho tem cerca de 500 habitantes, já chegou a ter mil, mas nos últimos 25 anos perdeu muita gente, “como é habitual no interior”. Quando questionado sobre o que se poderia fazer para fixar a população em Pombalinho, Luís Júlio refere que “não é fácil, porque a falta de emprego faz com que as pessoas saiam, mas com a construção de um bairro de habitação social, na lógica de cooperativa, seria uma boa ajuda, uma vez que as pessoas, nos últimos anos perderam a capacidade de construção e de empréstimo bancário e esta crise no país também dificultou muito este processo”. O autarca refere ainda que “esta é uma zona rural, que só tem a Golegã aqui perto e o Pombalinho acaba por ser apenas um dormitório porque têm de trabalhar fora e isso faz com que se perca muita população”. Só para se ter uma ideia, há 20 anos havia cerca de 60 crianças no primeiro ciclo e agora só existem 10 crianças. A escola foi encerrada em 2010, reabriu em 2011 e todos os anos é encerrada e a luta da população é todos os anos conseguirem manter a escola a funcionar. Esta deve de ser a escola do primeiro ciclo do país com 10 crianças que continua a funcionar e no jardim de infância só funciona com três alunos. O facto de conseguirem manter as escolas abertas mesmo com poucas crianças é um motivo de orgulho para Luís Júlio, uma vez que “segundo dados estatísticos a que tivemos acesso, as crianças que saíram daqui nos últimos dois anos foram as que tiveram, no quinto ano de escolaridade, melhor aproveitamento escolar na Golegã, o que deita por terra as perspetivas de ministros deste país que argumentavam que o encerramento de escolas era necessário devido ao insucesso escolar e posterior abandono dos estudos e isso é falso, visto que existem outras características positivas, como por exemplo, a proximidade com a família, mais tempo, mais tranquilidade e mais segurança”, salienta. Setores de atividade Historicamente e mantém-se atualmente, o setor agrícola é o que tem mais peso, sendo a vinha com muitas adegas e muita produção de vinho e o azeite com as oliveiras. Nos últimos 20 a 30 anos, com a alteração desse cultivo, com o arranque de oliveiras e de vinhas deu espaço ao cultivo de outros produtos, como o milho, a beterraba, o tomate, entre outros. A freguesia do Pombalinho não tem serviços públicos, nem empresas, o que existe nesta região são empresários ligados à agricultura. Ação social Esta é talvez a vertente mais interessante da freguesia, visto que no Pombalinho, na questão social “nós temos um serviço a que chamamos de ‘Psicologia Comunitária’, em que todos os dias da semana com um consultório na sede da junta de Freguesia e com consultas ao domicilio para a população mais dependente e menos autónoma”, relata o presidente. Outro serviço do qual a junta dispõe à sua população é o transporte dos seus fregueses para

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Coletivo da Junta de Freguesia


junta de freguesia de pombalinho | municípios e freguesias consultas no hospital ou centros de saúde, tendo uma funcionária que transporta, acompanha nas consultas e, posteriormente, os leva para casa de forma gratuita. A única instituição/coletividade da freguesia é a ‘Casa do Povo do Pombalinho’ que recebe todo o apoio da Junta de Freguesia e que está equiparada a uma IPSS, funcionando como um centro de apoio para os idosos, fazendo também apoio domiciliário. Quanto ao jardim de infância e primeiro ciclo, também têm o seu transporte gratuito de casa para a escola e vice-versa. Foi inaugurado em abril de 2015 um ginásio de fitness ao ar livre, onde existem 24 estações com aparelhos de manutenção “de muita qualidade e foi um sucesso, sendo o primeiro a ser criado no concelho da Golegã”, destaca o autarca. Festividades O Pombalinho não para e, como tal, desde o inicio do ano até dezembro, celebram-se aqui imensas festividades e comemorações ao longo do ano, como por exemplo, o ano novo, o carnaval, o 25 de Abril, os três santos populares, e no verão realizam-se a festa anual e várias noites no jardim com fados, folclore entre outros eventos. Como não existem coletividades é a Junta de Freguesia que assegura a realização destes eventos. De referir que a junta não gasta um cêntimo do seu orçamento. Todos os eventos e, como foi o caso do ginásio de ar livre ou a requalificação da ponte, foram feitos com recurso a recolha de verbas em colaboração estreita com a população local. Futuro No futuro, Luís Filipe Júlio pretende continuar a manter a dinâmica que existe no Pombalinho até então, continuar a lutar pelo direito a um médico e manter a escola enquanto houver crianças. Por outro lado, continua a construção de um museu rural de ar livre nas ruas e num páteo da freguesia e, juntamente com a câmara da Golegã, será feita a requalificação da rua mais antiga do Pombalinho (Rua de Santo António) e também a construção de um espaço comunitário numa antiga adega, tornando-se assim um espaço de utilidade social diária para a população em geral.

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municípios e freguesias | freguesia de vila nova da barquinha

Freguesia preocupada com as suas gentes

A Junta de Freguesia de Vila Nova da Barquinha é uma nova freguesia, com cerca de dois anos e meio, que resultou da extinção das freguesias de Moita do Norte e Vila Nova da Barquinha. Esta nova freguesia anexou os dois territórios.

Coletivo da Junta de Freguesia

A Revista Business Portugal esteve à conversa com João Machado, presidente desta junta e com Laurindo Esperança, o responsável pela tesouraria. A autarquia tem 3.136 eleitores e é, também, a maior freguesia do concelho. Quando questionado sobre quais os principais setores de atividade que existem nesta freguesia João Machado revela que “na freguesia temos muito pouco em termos de indústria uma vez que o Centro de Negócios de Vila Nova da Barquinha fica situado na zona norte do Concelho, na freguesia da Atalaia, com uma área de 30 hectares”. Este parque empresarial está todo infraestruturado e loteado, tem segurança, controlo de acessos e gestão de espaços verdes. Ali não se vendem terrenos, mas sim aprovam-se planos de investimento com a colaboração

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do Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Local. Situa-se junto às autoestradas A13 e A23 e perto da linha de caminho-de-ferro do leste e do norte. João Machado desabafa dizendo que, a partir de 2007, a crise económica e financeira, a falta de acesso ao crédito por parte das empresas, o atraso da distribuição dos fundos comunitários do Portugal 2020 e a cobrança de portagens das autoestradas próximas, foram fatores de inércia de crescimento do número de empresas no Centro de Negócios, mas ao que tem conhecimento há procura para a instalação de novas empresas. Atualmente, os maiores empregadores da freguesia são: a Câmara Municipal, a Santa Casa da Misericórdia, a Sociedade de Refrigerantes Baía Lda e, mais recentemente, o Intermarché


freguesia de vila nova da barquinha | municípios e freguesias

– Barquinha, que foi inaugurado em agosto do ano transato e, de acordo com João Machado, veio trazer mais dinâmica à freguesia. Em termos de apoio à terceira idade, a Junta, não exerce apoio direto às pessoas mais idosas, no entanto, quando necessitam de alguma ajuda “nós estamos sempre disponíveis para as apoiar”, salienta João Machado. Todavia, e como grande complemento, existe a Associação Essência da Partilha – Universidade Sénior, frequentada por pessoas acima dos 55 anos, a quem a Junta apoia. Proporcionamos, ainda aos mais idosos da freguesia, um passeio anual onde visitamos diversos locais do País. Os idosos que não têm tanta autonomia são também apoiados pela Santa Casa da Misericórdia através do apoio domiciliário (AD) onde, atualmente, existem 36 utentes. A Santa Casa da Misericórdia, para além do AD, conta ainda com um de centro de dia (CD) e também funciona em regime de internato. Possui, também, com creche (0 aos 3 anos). No âmbito de crianças e jovens em risco, a Santa Casa alberga no CAT (Centro de Acolhimento Temporário) 17 crianças/jovens, de idades bem diferenciadas. “Na educação possuímos um campus escolar completamente novo (ensino básico e secundário, até ao 12.º ano). O mesmo é composto por um pavilhão desportivo, ao serviço dos alunos e da população, um campo de relva sintética, um edifício para o ensino secundário e um Centro Escolar (ensino básico) onde funciona a Escola Ciência Viva, e dentro deste último o Centro Integrado de Educação em Ciências, dotado de laboratório e exposições interativas, um conceito pioneiro a nível nacional. Na freguesia, com o apoio da Junta, existe também uma loja social, local que serve de apoio à população mais desfavorecida através da entrega de roupas e géneros alimentícios. No centro histórico de Vila Nova da Barquinha funciona, desde 2010, uma Loja do Cidadão de segunda geração. Possuímos uma unidade de saúde familiar, um posto da GNR, uma repartição de Finanças e um Centro de Estudos de Arte Contemporânea onde se dá formação em teatro, desenho, fotografia, vídeo, etc. Temos um Parque Ribeirinho com 7 hectares, ao qual foi atribuído o Prémio Nacional de

Arquitetura Paisagista em 2007”. Desde a sua abertura, visitaram o Parque milhares de pessoas, quer pela zona envolvente e proximidade do rio, quer pelas condições dos cais onde aconchegam milhares de canoas que descem o Tejo, quer pelas zonas de lazer, parque de merendas e quiosques inseridos em sombras de plátanos centenários, quer pelo espaço onde as crianças podem divertir-se em autonomia total. Neste local está instalado o Parque de Esculturas Contemporânea de Almourol, com 11 esculturas dos melhores escultores portugueses, premiado pela Sociedade Portuguesa de Autores, como a melhor exposição ao ar livre em 2012. Como complemento, este parque é enquadrado por uma paisagem natural de extrema beleza proporcionada pelo rio Tejo. Entretanto, foram criados à volta do parque infraestruturas para acompanhar o fluxo de pessoas de que são exemplo o posto de turismo, a loja de produtos da terra, os quiosques, a cervejaria, o centro náutico, os hotéis, o alojamento rural, um banco, uma clínica, etc. Quando questionado sobre que associações se podem encontrar em Vila Nova da Barquinha, João Machado expõe que “existem muitas associações nesta freguesia, felizmente. Temos várias associações ou clubes dinamizam, e muito, a freguesia de Vila Nova da Barquinha em termos culturais e desportivos. Dou como exemplos: o Clube União de Recreios que realiza noites de fado, peças de teatro, danças de salão, bailes em datas festivas, almoços e jantares de solidariedade. Todos os lucros revertem a favor da pessoa ou da atividade em causa, com a simples preocupação de ajudar”, indica o autarca; o Clube de Instrução e Recreios, Ex Tuna, que, em termos culturais, implementou o jazz na Freguesia, com a realização quinzenal de espetáculos de jazz, noites de fado, têm também uma escola de música, um clube de teatro e cultivam ainda uma atividade anual que é o Passeio de Bicicletas Antigas, que atrai sempre imensos participantes de vários pontos do País; o Grupo Cicloturismo Barquinhense organiza todos os anos em Vila Nova da Barquinha uma prova de BTT denominada ‘Almourol à vista’ inserida no troféu BTT Ribatejo Norte e no dia 24 de Abril próximo trará a Vila Nova da Barquinha cerca de 700 ciclistas; a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha que possui um grupo de Teatro, banda filarmónica e Corpo de Salvação Pública; o ‘Pára Clube os Boinas Verdes’, que organiza campeonatos de paraquedismo, inseridos na federação Portuguesa de Paraquedismo, ministra cursos de paraquedismo civil (no Aeródromo Militar de Tancos) e demonstrações de paraquedismo; o Clube Náutico Barquinhense que este ano irá organizar o campeonato nacional de canoagem, ‘Esperanças 2’ que acontecerá no nosso rio, o Tejo; o Clube de Natação Tejo também tem uma grande presença no nosso País, os seus atletas participam em várias competições regionais, distritais e nacionais; o Sporting Clube Barquinhense que desenvolve atividades culturais e o Futsal; o VespAlmourol (motos vespas); a Escola de Guitarras de Vila Nova da Barquinha; o Grupo Barquinha Saudosa (música); o Centro de Interpretação de Arqueologia do Alto Ribatejo; o Clube Desportivo Caça e Pesca; a Associação de Pesca Desportiva ‘os Pestinhas’; o Corpo Nacional de Escutas – Agrupamento 583; etc. A nível de ações de reabilitação requalificámos o jardim da nora, em Moita do Norte, estamos a recuperar, alguns arruamentos em Cardal e vamos remodelar o Parque Desportivo do Cardal. A crítica é unânime em considerar Vila Nova da Barquinha “como surpreendente” quer pelo Parque de Escultura Contemporânea Almourol, quer pelas 2 galerias de arte, quer pelo Centro Integrado de Educação em Ciências, equipamentos que são uma grande mais-valia para a freguesia, para o concelho e para a região, uma vez que atraem milhares de visitantes e constituem um polo gerador de riqueza, sabendo-se que a cultura e criatividade são o motor da economia no presente e no futuro.

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Revista Business Portugal | Abril '16  
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