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ÍNDICE 20

Quinta de São Sebastião Sabor a Arruda dos Vinhos

30

Miguel Veríssimo Uma empresa vencedora em Paços de Ferreira

50

06 - MUNICÍPIO DE PENEDONO

Grupo Celeiro do Móvel Uma referência na decoração em Leiria

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Oeiras Dance Academy A dança ao serviço da comunidade

97

Município de Vieira do Minho Descobrir com os cinco sentidos

12 - VINHOS VÍTOR MATOS II

EDITORIAL

É

com enorme orgulho que obser-

Ferreira a pretexto da Semana do Investimento

de Leiria, Alenquer, Oeiras e Amadora, bem

vitórias, determinações e aspirações. Tal como

vamos que o arranque de 2017

e do Emprego, organizada pela autarquia. Algo

como na região do Médio Tejo. Paralelamente,

promete ser, de resto, este ano de 2017.

coincidiu com uma interessante filo-

que o governante pôde constatar – uma vez

é colocado também enfoque no dinamismo de

sofia de investimento nas empresas

mais em conjunto com a Revista Business

que o setor da reabilitação urbana hoje goza,

portuguesas. Basta salientar, nesse

Portugal – foi o sucesso empresarial que, feliz-

com vários exemplos de afirmação, arrojo e

âmbito, a forma como, em janeiro, o Estado por-

mente, se faz sentir na cidade nortenha (onde,

superação à mistura.

tuguês e o Grupo Altri assinaram um acordo de

no espaço de três anos, foram criadas mais de

E uma vez que Portugal soma cada vez mais

investimento, orçado em 40 milhões de euros. À

500 empresas e 2.500 postos de trabalho).

e melhores argumentos quando comparado

relevância da iniciativa não se furtou a presença

Portugal começa, por isso, o ano em franca fase

ao que de melhor se faz lá fora em termos

do primeiro-ministro, António Costa, nem da

ascendente, aspeto constatável com base nas

empresariais, não poderíamos deixar de trazer

Revista Business Portugal, que fez questão de

próprias páginas desta revista, onde damos a

à luz alguns exemplos de verdadeiro sucesso

acompanhar o acontecimento.

conhecer variados casos de sucesso um pouco

alcançado por casos de excelente e inovadoras

Poucos dias depois, o ministro da economia,

por todo o país, embora com destaque nítido

lideranças no feminino. Prepare-se, por isso,

Manuel Caldeira Cabral, visitava Paços de

para o que ocorre atualmente nos concelhos

caro leitor para uma edição repleta de muitas

A direção editorial da Revista Business Portugal

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BREVES

Apresentação do programa Interface O Primeiro-Ministro António Costa presidiu ao lançamento da estratégia para a Indústria 4.0, em Leiria. A estratégia para a Indústria 4.0 é um conjunto de 60 medidas de iniciativa pública e privada que deverão ter impacto sobre mais de 50 000 empresas a operar em Portugal e, numa fase inicial, permitirão requalificar e formar mais de 20 000 trabalhadores em competências digitais. No âmbito das medidas Indústria 4.0, está previsto que serão injetados na economia até 4,5 mil milhões de euros de investimento nos próximos 4 anos.

Nestlé investe 4 milhões de euros em Avanca “A Nestlé Portugal vai investir quatro milhões de euros numa obra de remodelação e ampliação do Centro de Distribuição de Avanca, o principal centro de distribuição nacional, responsável pela expedição de 80% dos produtos que a Nestlé Portugal vende no País e no estrangeiro”, refere a empresa em comunicado. O investimento tem como objetivo aumentar a produção, através de “uma nova nave com uma área de 4.100 m2, mas também a modernização de todo o complexo contíguo à principal fábrica da Nestlé no País – a Fábrica de Avanca, onde se produzem marcas como o CERELAC, o NESTUM, o CHOCAPIC, o MOKAMBO, entre outras, uma unidade fabril que exporta 50% do total da sua produção”.

Taxa de desemprego é “a mais baixa desde abril de 2009” A taxa de desemprego de 10,2% em dezembro, estimativa provisória divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística, é «a mais baixa desde abril de 2009», afirmou o Secretário de Estado do Emprego. «É um dado consistente com o que já temos sobre o desemprego registado nos centros de emprego, que desceu abaixo dos 500 mil desempregados, o que também já não acontecia desde 2009», disse Miguel Cabrita. O Secretário de Estado referiu que o Governo está otimista para atingir a meta traçada no Orçamento de Estado, que até poderá vir a baixar, mas salientou que «mais importante do que as metas é a realidade». No Orçamento do Estado para 2017, o Governo estimava que a taxa de desemprego se fixasse em 11,2% em 2016 e que baixasse para 10,4% este ano.

Volkswagen lidera venda de automóveis A Volkswagen vendeu 10,31 milhões de viaturas em 2016, destronando a Toyota que comercializou 10,18 milhões de veículos em todo o mundo. A contar para as contas Volkswagen está o mercado chinês, onde aumentou a venda de carros da marca. Além da China, a Volkswagen teve um bom comportamento noutros mercados. A BBC salienta que o Volkswagen Golf foi o modelo mais vendido na Suécia, onde pela primeira vez em mais de meio século não foi um Volvo a liderar as vendas.


tema de capa | penedono, memória dos tempos medievais

Onde a Beira acaba e o Douro começa Penedono é detentor de um património histórico, cultural e paisagístico inigualável. Em entrevista ao presidente do Município, Carlos Esteves damos a conhecer as potencialidades da região.

Com uma localização privilegiada nos limites da Beira e perto dos socalcos do Douro, a vila de Penedono possui uma beleza natural e patrimonial inigualável. Quais as ofertas turísticas para quem visita a região? Os chamados territórios de transição por vezes trazem alguns inconvenientes. São confrontados por algumas indefinições que por vezes não são muito benéficas para os ditos territórios. Penedono assume-se objetivamente localizado onde a Beira acaba e o Douro começa: “tocamos” realmente os socalcos do Douro (é a razão) mas assumimo-nos acima de tudo “proprietários” do silêncio ruidoso do granito e da famigerada hospitalidade beirã (é o coração). Orgulhosos realmente da nossa beleza natural, assumimos um património concelhio que muito nos orgulha. Começo por referir o majestoso Castelo de Penedono, monumento nacional desde 1910 e que é, sem dúvida, o ex-libris do concelho. Subsiste ainda, na vila, um vasto património religioso e civil, merecendo destaque a Igreja Matriz de S. Pedro, a única das três igrejas paroquiais com origem na Idade Média, de uma reconhecida

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penedono, memória dos tempos medievais | tema de capa

experiência única. Em relação aos eventos e festas que se vão realizar ao longo deste ano, o que há a destacar? Penedono é uma terra com história alicerçada em tradições que se vão perpetuando ao longo dos séculos. Detentor de um património etnográfico único exorta-o, no dia 29 de junho, feriado municipal, através do Desfile Etnográfico de S. Pedro. Falo do evento que conta com a participação e envolvência das associações, coletividades e juntas de freguesia do concelho. Depois, e este ano de uma forma logo imediata, ocorrerá de 30 de junho a 2 de julho, a Feira Medieval de Penedono, um evento, assumidamente já de referência nacional, o qual acontecerá no centro histórico da vila. Viver-se-ão então dias em que, graças a uma recriação histórica que se procura seja cada vez mais fidedigna, se “embarcará” numa aventura medieval: pelas ruas ouvir-se-ão os pregões dos almocreves, a música dos bobos, os gritos dos guerreiros e os clamores da justiça medieval; acontecerá a ceia dos fidalgos e o assalto ao castelo. Nestes três dias Penedono viajará no tempo e exibirá, para todos os que nos visitam e apreciam a

Carlos Esteves Presidente

riqueza interior e o Solar dos Freixos, assumidamente “a casa de maior vulto de Penedono”, já referida em documentos do século XV, entre muito outro património. Percorrendo o concelho a oferta turística aumenta com a diversidade de vestígios megalíticos. O Dólmen/Capela da Senhora do Monte, em Penela da Beira (MN desde 1961), assume-se como o nosso imóvel mais significativo desse período. Na área do município revelam-se ainda a existência de outros motivos com relevância para a Necrópole Megalítica da Lameira, com dois dólmens e o imponente Menir do Vale de Maria Pais. Afirmamos já hoje, também, a presença judaica no nosso concelho, através de um trabalho realizado de identificação, inventariação e georreferenciação de vestígios da Comunidade Sefarad. Por fim “A Memória dos Tempos Medievais”… temos o castelo, temos um ambiente medieval ímpar pela arquitetura, temos uma figura histórica no concelho, o famoso cavaleiro “O Magriço”, e por isso procuramos proporcionar a quem nos visita uma ambiência medieval, favorecendo a todos o imaginário, na descoberta, no sentir, no respirar Penedono, numa verdadeira

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tema de capa | penedono, memória dos tempos medievais

história, o orgulho que aqui prevalece desde os tenros tempos da nacionalidade. É Penedono a afirmar a sua “Memória dos Tempos Medievais”. O Mercado Magriço virá mais tarde, de 10 a 12 de novembro, e hoje é já um evento de especial relevo para o desenvolvimento económico e social do concelho de Penedono. Sendo uma montra das suas potencialidades, assumindo-se como veículo gerador de oportunidades comerciais e turísticas é verdadeiramente um veículo de afirmação dos empreendedores penedonenses, parte do garante da sustentabilidade económica do concelho de Penedono. Mas outras realizações se vão afirmando no contexto concelhio. É o caso do II Trail Running nos Trilhos do Ceireiro, com realização a 14 de maio e da XIII Maratona BTT nos Trilhos do Ceireiro que ocorrerá a 12 de novembro, ambas fruto do dinamismo de uma associação local, a Associação Beselguense, a qual aposta há muitos anos no desporto natureza. Por fim não quero deixar de referenciar aquela que é a grande festa religiosa no concelho de Penedono, a Romaria de Santa Eufémia, que se realiza nos dias 15 e 16 de setembro, afirmando-se como a terceira grande romaria do Douro Sul. Penedono é um concelho que sofre com a desertificação? O que tem sido feito para contrariar este fenómeno? Penedono não sofre com a desertificação… Penedono sofre é com algo que considero diferente, que é o despovoamento. Penedono é vítima de um problema demográfico que ultrapassa os seus próprios limites territoriais e que, como todos têm consciência, é um problema generalizado. Penedono é parte integrante daquela faixa de Portugal que foi esquecida, relegada para plano secundário, fruto do alheamento a que estes territórios têm estado sujeitos por parte dos sucessivos governos que nunca assumiram uma verdadeira estratégia política para o repovoamento do interior do país. Nós, autarcas cá estamos, cada um assumindo medidas de forma a respondermos a esta gente que com coragem continuam a apostar em viver e numa vida em territórios como este. Há muito que dizemos “presente” à população em geral através de ações diversas absolutamente direcionadas para as crianças, para os jovens e consequentemente para as famílias. Podia aqui deixar inúmeros exemplos… Eles vão desde os apoios às crianças, a vários níveis, desde os primeiros anos do pré-escolar (refeições gratuitas, manuais comparticipados, transportes escolares gratuitos, atividades lúdicas e culturais etc.) até ao

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ensino superior (atribuição de bolsas de estudo). Acresce ainda que Penedono é o concelho do país, talvez com os mais baixos impostos municipais, taxas reduzidas, enfim com encargos mais reduzidos para as famílias. Enfim, uma série de fatores que poderiam contrariar o problema demográfico e o despovoamento que se constata! Sozinhos os municípios não o conseguirão… Ao nível da criação de emprego e fixação de novas empresas, quais as medidas que têm sido levadas a cabo pelo município? Uma das prerrogativas inerentes aos meus mandatos é a da “obrigatoriedade” de criar condições propícias à fixação de novas empresas no concelho, gerando consequentemente emprego e desenvolvimento económico e social. Alicerçado nesse propósito foram criados em 2009 dois programas vocacionados para o apoio a micro, pequenas e médias empresas, Penedono Empreende – Emprego e Penedono Empreende – Investimento “FINICIA” programas esses coordenados, pelo então criado, Serviço de Apoio ao Empresário que, tem como missão o apoio técnico, o encaminhamento e o acompanhamento de empresários/promotores. O programa Penedono Empreende – Emprego é um programa direcionado para a criação de emprego que se manifesta pelo apoio, pecuniário, à contratação ou à criação do próprio posto de trabalho. Assim e, mediante a apresentação das candidaturas e cumprindo os requisitos das mesmas nomeadamente, domicílio e sede fiscal no concelho de Penedono, os empresários/promotores têm acesso a incentivos financeiros que assentam na promoção da criação do próprio posto de trabalho e na contratação de terceiros. Relativamente ao programa Penedono Empreende – Investimento “FINICIA” trata-se de um fundo monetário constituído por capitais próprios do município e de uma instituição bancária, fundo esse que traduz numa linha de crédito, até 45.000,00 €, com juros relativamente baixos, vocacionada para o investimento estrutural, a modernização técnica e a internacionalização da atividade. A aprovação das candidaturas envolve cinco entidades: Câmara Municipal de Penedono, Caixa de Credito Agrícola Mútuo, AIRV – Associação Empresarial da Região de Viseu, a Norgarante e o IAPMEI. Não se trata de uma linha de crédito convencional pois se, cumpridos os requisitos expressos no seu programa, o empresário/promotor tem a possibilidade de receber, na parte do fundo que ao município diz respeito, 10% do crédito a fundo perdido e outros 10% sem juros, continuando a beneficiar


penedono, memória dos tempos medievais | tema de capa de uma taxa inferior à praticada pelo sistema bancário convencional. Pretendendo organizar o tecido empresarial de Penedono e a criação de condições para a fixação de novas empresas, foi criada a AAE – Área de Acolhimento Empresarial de Penedono, um espaço moderno, dinâmico adaptado às novas necessidades e realidades empresariais. Para além da sua situação geográfica privilegiada, proximidade de grandes eixos rodoviários nomeadamente aquele que dá acesso a Espanha, foram estabelecidas condições de alienação que permitem a aquisição dos lotes a preços simbólicos. O preço dos lotes é de 2,50 € por m2, no entanto se o projeto se revelar de interesse para o concelho e mediante os postos de trabalho a criar, beneficiará de uma redução no preço base dos mesmos, podendo chegar aos 0,10 € por m2. Estas são medidas implementadas e que têm revelado algum sucesso, o que me deixa particularmente satisfeito pois, presidindo eu a um concelho, rotulado como do interior é com agrado que constato o empenho dos meus munícipes reconhecendo na sua dedicação e persistência a força que alavanca a economia concelhia. Em termos de apoio à população mais idosa, quais as infraestruturas e programa existentes em Penedono? São diversas as IPSS’s que desenvolvem, de forma exemplar, uma ação social vocacionada para o apoio à população mais idosa, a Santa Casa da Misericórdia de Penela da Beira, o Lar de Santa Isabel de Penedono, o Lar de Santa Cruz em Beselga, o Centro Social e Paroquial de Penedono e o Centro de Convívio de Antas. Paralelamente ao trabalho desenvolvido por estas instituições, a Câmara Municipal de Penedono desenvolve vários programas de apoio à população mais idosa: Programa de Comparticipação de Medicamentos onde e, se reunidas as condições exigidas, os idosos recebem um apoio à medicação que pode ir até aos 300 € anuais; Programa de Empréstimo de Equipamento Médico e Material Ortopédico, com este programa a autarquia visa contribuir para a dignificação das condições de vida dos agregados familiares com baixos rendimentos e encargos pesados nas despesas com a saúde; Programa de Apoio à Melhoria das Condições de Habitação, um programa que visa apoiar agregados familiares economicamente desfavorecidos, traduzindo-se, na maior parte das vezes, em apoios à recuperação de habitações degradadas ou sem as mínimas condições de habitabilidade, nomeadamente, no que concerne à sua segurança, higiene e salubridade; Programa RLIS – Rede Local de Intervenção Social, onde através de um serviço sito na Câmara Municipal se procede ao atendimento e acompanhamento de situações de vulnerabilidade. Outro programa desenvolvido por esta autarquia é o Programa Resposta Rápida, um serviço gratuito que compreende a execução de pequenas reparações no domicílio dos munícipes, por pessoal técnico da Câmara Municipal. A população mais idosa é-me particularmente querida não por qualquer sentimento de compaixão mas sim, porque ela é o testemunho vivo da identidade deste concelho, é o rosto da experiência, os alicerces onde vamos construindo uma sociedade mais justa. Tendo em conta o início de um novo ano, qual o balanço que faz em termos de projetos concretizados? Prefiro não falar em projetos… Quero dar preferencialmente sempre prioridade à concretização de ações que levem à população a satisfação das suas necessidades humanas básicas. A grandeza do exercício do cargo que exerço é entendida por mim no ultrapassar das questões pontuais que possam afetar a comunidade, podendo evidentemente ser de menor ou maior dimensão. É assim que entendo o objetivo, de grande dimensão e aglutinador, que é gerir uma autarquia e poder, conseguir, ser capaz de SERVIR. Olhando para o futuro, quais os projetos que ainda gostaria de ver concretizados, enquanto presidente da autarquia? Repito que para mim os projetos são de menor importância. Interessam-me, isso sim, a concretização de ações em áreas como o abastecimento de água, o saneamento básico, o incentivo ao empreendedorismo como forma de fomentar a empregabilidade/ investimento, a educação, a saúde e a habitação… desta forma consigo fazer uma gestão olhando de forma holista toda a comunidade. Eu já o afirmei várias vezes! Aquelas continuam a ser a minhas grandes apostas para assegurar uma cada vez melhor e maior qualidade de vida a toda a população. E permitam que reafirme que acredito realmente num futuro melhor. Um futuro assente no trabalho, na determinação dos penedonenses e na identidade históricocultural deste concelho.

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ALENQUER, CAPITAL DO VINHO E DA VINHA

Falamos-lhe, claro está, de Alenquer, a típica e bela vila portuguesa situada no centro do país e pertencente ao distrito de Lisboa. A Revista Business Portugal apresenta-lhe este local com o que de melhor ele tem para oferecer ao nível de monumentos, tradições, festividades e potencialidades económicas. Pedro Folgado é o presidente de Alenquer e foi com ele que estivemos à conversa por forma a podermos fazer uma apresentação fidedigna da capital da vinha e do vinho nacional. Mercê da sua disposição em encosta, partindo do topo de um outeiro em direção ao vale, há muito que Alenquer conquistou o epíteto de “Presépio de Portugal”. Berço de Damião de Goes e predileta de Camões, desempenhou um papel preponderante em cada época da história. Testemunho disso mesmo é o seu riquíssimo património: sítios pré-históricos, castelos, conventos, igrejas, ermidas, quintas e casas senhoriais. Cabeça, há oito séculos, de um vasto concelho – terceiro em área no distrito de Lisboa – limitado a norte pelas faldas do Montejunto e a sul pela campina do Ribatejo, apresenta uma paisagem característica, transição entre o campo outeirado da Estremadura e a planície, onde a vinha é predominante e base ancestral da sua economia. Segundo Pedro Folgado, Alenquer é um município que se encontra à procura do seu caminho, uma vez que este se encontrou durante muito tempo virado apenas para si mesmo, desvalorizando as potencialidades de uma “abertura” para o mundo: “Houve a preocupação de criar saneamento, eletricidade e outros bens essenciais para que neste momento estivéssemos a virar-nos para fora e a descobrir o que temos em Alenquer para o podermos potenciar junto dos portugueses e do resto mundo”, explicou o autarca.

Pedro Folgado Presidente

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O Presépio de Portugal Desde a década de 60 que são colocadas, na colina de Alenquer, figuras monumentais do presépio. O facto de geograficamente permitir que essas figuras sejam colocadas na encosta, visíveis a longa distância, fez com que Alenquer sempre fosse conhecido como a vila presépio/presépio de Portugal: “Essa é uma prática que continuamos a fazer desde o início de dezembro até ao dia 6 de janeiro. 6 de Janeiro porque nós também temos a prática do pintar e cantar dos reis, onde esse ato é algo que também pertence à nossa comunidade e, por isso, há uma tentativa de nos candidatarmos, primeiro a Património Nacional e em seguida a Património Mundial Imaterial da Humanidade, pela Unesco, com a tradição do cantar e do pintar dos reis, nas paredes do concelho”, confidenciou Pedro Folgado.


Capital da vinha e do vinho Alenquer tem alguns ícones que são importantes e que fazem a diferença na região do oeste, um deles passa pelo vinho ali produzido. Esta vila portuguesa é o maior produtor de vinho da região de Lisboa e, consequentemente, um grande promotor da capital portuguesa no mundo: “O vinho é, efetivamente, uma atividade económica extremamente importante para nós. Só um dos produtores produziu, em 2015, quase 13 milhões de litros de vinho. É interessante pois pelo facto de isto ser tão importante para Lisboa e para o país, estamos, neste momento, a trabalhar com a Câmara Municipal de Lisboa no sentido de promover a capital. Ou seja, considerando que nós exportamos tanto vinho para o resto do mundo e que fica registado na garrafa, região de Lisboa, esta palavra “Lisboa” chega a milhares de pessoas em todo o mundo. Por isso, faz sentido, haver uma articulação entre nós e a capital do nosso país, divulgando em Lisboa Alenquer e o Oeste”, deu-nos conta o presidente. Mais motivos para visitar Alenquer Para além dos motivos acima mencionados Alenquer é, também, terra do Espírito Santo pois consta que foi nesta terra que começaram as Festas do Espírito Santo, com a Rainha Santa Isabel e Dom Dinis. No ano de 2015, inclusive, ocorreu um congresso internacional sobre o Espirito Santo nesta vila portuguesa que foi, nas palavras do autarca: “importantíssimo em termos etnográficos e académicos”. Questionado sobre uma possível recandidatura para as eleições deste ano, o presidente mostrou-se perentório na resposta: “Eu já me disponibilizei, oficialmente, para uma recandidatura e, neste momento, estão reunidas as condições para uma recandidatura. O porquê prende-se com o facto de quatro anos não serem suficientes para podermos implementar uma série de políticas que gostaríamos de implementar. Estes quatro anos serviram para me apropriar dos problemas de Alenquer, dos pontos fortes, dos pontos fracos, de perceber as oportunidades que nós temos e para criar uma estratégia. Criámos também planos estratégicos territoriais e de desenvolvimento e agora estamos em condições de os vir a aplicar”, elucidou-nos Pedro Folgado. Viver Alenquer Alenquer é um território sustentável que oferece uma série de possibilidades a quem queira lá viver. É um município que está a poucos quilómetros de Lisboa, “é como viver no campo e beneficiar de uma série de possibilidades de uma grande cidade”, dizem, e, em termos de políticas sociais, o executivo do Município de Alenquer tem pensado e desafiado as pessoas a mudarem-se para Alenquer. Isto porque factos são factos e “Alenquer é a melhor entrada para Lisboa”.

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alenquer, capital do vinho e da vinha | vinhos vítor matos II

Uma vida

dedicada aos vinhos Victor Matos Administrador

Victor Matos fundou e lidera há 20 anos a Sociedade de Vinhos Vítor Matos II, SA. Com um percurso de cinco décadas ligado ao setor vitivinícola, Victor Matos começou aos 15 anos a vender vinho de porta em porta. Com um percurso de muito trabalho, atualmente, lidera uma das empresas mais importantes do ramo no nosso país, com um grande centro de operações na Vala do Carregado. Victor Matos possui ainda uma grande adega no Alentejo, quintas na zona de Alenquer e arredores de Lisboa. Em entrevista, damos a conhecer a vida e o percurso de um homem simples, dinâmico, que após a experiência de muitos anos no setor dos vinhos é reconhecido como pessoa superentendida nos vinhos.

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V

ictor Matos é natural de uma aldeia do concelho de Alenquer, cedo começou a trabalhar juntamente com o pai que, na altura, era proprietário de uma pequena venda, que se assemelha ao que são hoje as mercearias. Victor Matos começa por relatar “que ajudava o pai desde pequeno na venda, servindo os petiscos e bebidas aos clientes. Mais tarde, já com 15 anos, passei a vender vinho porta a porta, em vários estabelecimentos. Estabelecime em nome individual, em 1976, são 55 anos de vida ligado ao vinho, aos 15 anos já fazia vinho numa pequena adega do meu pai. Dos 15 aos 40 anos vendia vinho em toda a Lisboa e arredores, em vários tipos de estabelecimentos, fazia bairros que ficam na memória, como o da Musgueira ou Camarate. Aos 40 anos quando saí dessa área de negócio vendia, em média, 1 milhão de litros. Quando me estabeleci, em nome individual, no armazém de meu pai com 200 metros quadrados, meses depois adquiri novas instalações em Olhalvo e fundei a Vítor Matos, Lda. Na altura, éramos bastantes fortes a fornecer os revendedores, que entretanto, terminaram devido às grandes superfícies. Quando aos 50 anos, altura em que pretendia sair do mercado dos vinhos, surgiu a venda das instalações da Carvalho Ribeiro e Ferreira, na Vala do Carregado, o coração falou mais alto. O meu avô foi comissário nessa empresa, morreu tinha eu oito anos, foi uma pessoa que me marcou, um homem proveniente de uma aldeia pobre que aprendeu a ler e a escrever, teve até assento na assembleia de Salazar”, revela comovido o empresário.

vinhos vítor matos II | alenquer, capital do vinho e da vinha Carvalho Ribeiro e Ferreira, na Vala do Carregado com uma área de 55 mil metros quadrados. O entrevistado explica que “atualmente a Sociedade de Vinhos Victor Matos II, SA é uma empresa de referência no mercado nacional e internacional, com capacidade de armazenamento para 10 milhões de litros de vinho”. Para além destas instalações, a empresa conta ainda com um armazém de apoio no Carregado, com capacidade para 2 milhões de litros. A empresa aposta fortemente na modernização, inovação e tecnologia com recurso a linhas de enchimento de garrafas, tetra pack e bag in box, esta

última, com crescimento assinalável, nos últimos anos, “comercializamos elevadas quantidades de litros de vinho por mês. A exportação já tem algum peso no volume de negócios, exportamos para a Alemanha, América, Suíça, Palop`s, e China, estando a ponderar expandir para o norte da Europa”, explica Victor Matos, acrescentando que “trabalhamos vinhos com 11,5 graus, 13,5 graus e 14 graus, Regionais Alentejanos e Reservas. É uma casa que tem várias marcas, cerca de duas dúzias, com um para as grandes superfícies e exportação”. As antigas instalações deram agora lugar a um armazém moderno, equipado com

A Sociedade de Vinhos Victor Matos II Com o crescimento e desenvolvimento dos negócios, a Vítor Matos com instalações em Olhalvo, passou a ser armazém da Sociedade de Vinhos Victor Matos II S.A, que surgiu no ano de 1996, sediada, atualmente, nas antigas instalações da

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alenquer, capital do vinho e da vinha | vinhos vítor matos II

tecnologia de ponta, capaz de dar resposta às exigências do mercado e à concorrência. O armazém central, as linhas de enchimento e escritório, ficam situados na Vala do Carregado, a trinta quilómetros a norte de Lisboa. O entrevistado explica que “mantemos atualizadas as tecnologias de armazenamento e enchimento, segundo as necessidades específicas de cada área. Procuramos otimizar a logística de distribuição, para que de forma eficiente possamos servir bem os nossos clientes”. A Sociedade de Vinhos Vítor Matos II, SA aposta maioritariamente na comercialização de vinho branco e tinto, sobretudo, em garrafas, bag in box de 5, 10 e 20 litros, tendo também embalagem, em tetra pack e garrafão. A filosofia da empresa passa pela aposta no que é produzido em Portugal, com qualidade e potencial para ser vendido e exportado, para qualquer parte do mundo. Victor Matos conta com uma vasta equipa de homens e mulheres, que conhecem bem o mercado, e as várias áreas de atuação, contando com o apoio de

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enólogos e engenheiros especializados no ramo. Modernização, qualidade e expansão são fatores nos quais tem assentado o crescimento e desenvolvimento da empresa dirigida por Victor Matos.

Os Vinhos de Lisboa e o setor em Portugal Produtor, armazenista, engarrafador e exportador, Victor Matos conhece como ninguém as atuais tendências do mercado vitivinícola, explicando que há 30 anos “em 1987, era diretor da Associação dos Armazenistas. Com a entrada de Portugal na Comunidade Europeia houve um arranque de vinhas maciço. O projeto era arrancar vinhas de má qualidade e substituir por vinha de boa qualidade. Contudo, houve um certo descontrolo e foram arrancadas vinhas em excesso. O nosso país produzia 10 a 12 milhões de hectolitros, atualmente produz 5 a 6 milhões. Neste momento, o país não é autossuficiente na produção de vinho”, revela o interlocutor. Sendo um especialista no setor, Victor Matos considera que em

Portugal há ainda muito a fazer no setor, “o nosso país tem terrenos ótimos para vinha, a aposta deve ser feita em vinhas com grande dimensão de 50 a 100 hectares, por exemplo. Temos solos muito bons para vinha, como a Estremadura o Ribatejo e o Alentejo onde se podem comprar herdades de grande dimensão, terrenos onde se pode produzir bom vinho. Para além dos terrenos, temos um clima maravilhoso, propício ao cultivo da vinha. Julgo que o Ministério da Agricultura deveria pensar em desenvolver o setor, deveria conceder apoio a todos aqueles que tenham vontade e capacidade, independentemente, da idade, não devem pensar só em apoiar os jovens agricutores, deveriam apoiar pessoas que têm capacidade para desenvolver o país. Há muitos terrenos agrícolas abandonados e as entidades competentes deviam criar um organismo que fizesse a gestão destes terrenos”, afirma o entrevistado. Victor Matos deixa também o exemplo da região de Alenquer, de onde é natural, “que tem capacidade para a produção de vinhos,

uma boa potência, a Câmara Municipal tem apoiado essas pessoas, eu estou também a apostar na zona. Tenho três propriedades na zona: a Quinta do Palhas com 50 hectares, situada nos Cadafais, a Quinta das Amendoeiras com 15 hectares, também em Alenquer e, futuramente, a Quinta das Quintas, que terá 20 hectares, em 2018”, revela o entrevistado. A região de Lisboa tem procurado igualmente destacar-se no setor e, no entender, do nosso interlocutor, “a designação Vinho de Lisboa, em detrimento, de vinho da Estremadura foi bem conseguida”. Victor Matos reconhece o potencial de Lisboa na produção de vinho e decidiu apostar novamente na região, “com a aquisição recente em hasta pública da Quinta do Palácio do Duque, em Vialonga, periferia de Lisboa, com cerca de 30 hectares para vinha, pretendo produzir os vinhos de Lisboa, projetando também para aquele espaço uma unidade de turismo. Já nos ofereceram mais terrenos na zona, para a agricultura. Pretendo fazer ali um hotel de charme com vista para a vinha, que pode


vinhos vítor matos II | alenquer, capital do vinho e da vinha ser considerado um bem pessoal para os municípios de Loures, Vila Franca de Xira e até mesmo Lisboa”, enfatiza o entrevistado. A paixão pelo Alentejo Além do armazém na Vala do Carregado pertencente à Sociedade de Vinhos Vítor Matos II, o interlocutor é também proprietário da Herdade do Outeiro Dinis Santiago (HODS), o nome é também uma homenagem aos netos. Os 50 anos de experiência de Victor Matos no mercado dos vinhos foram determinantes para o nascimento da HODS, em 1997, “as características únicas dos nossos terrenos férteis para a plantação da vinha, bem como, o clima local, constituíram factor decisivo na compra das mesmas. Em Vendas Novas tem uma área de 230 hectares, dos quais 125 são vinha. No Alentejo, somos a maior adega privada da região, temos capacidade para 14 milhões. Em Vendas Novas, pretendo fazer o Museu do Vinho, na adega pretendemos fazer linhas de enchimento para o vinho”, revela o proprietário. Na HODS, o objetivo é a produção de vinhos de qualidade superior, através da aposta em castas certificadas, recorrendo a técnicas modernas de vinificação. Na HODS são produzidas atualmente as marcas de vinho: Cepa Alentejana, Uva do Monte, Foral D. Diniz, Saramago e Bolota Alentejana nas variedades branco e tinto. O entrevistado revela que o Alentejo está a atravessar um momento crucial, considerando que “é necessário fazer mais plantações de vinhas, porque a produção atual é inferior à grande procura que os vinhos desta região têm”. Victor Matos revela que pretendem “fazer vinhos Regionais, Reserva e Docs. Visitar as instalações e a herdade do Alentejo são experiências completamente diferentes. Com o Alqueva, o Alentejo é uma zona riquíssima para a agricultura”, enfatiza. Para além do museu, o interlocutor revela também que está em andamento um “projeto de uma cave para envelhecimento dos vinhos, criando um novo produto que ainda não existe no Alentejo, o vinho doce, através da utilização de túneis de madeira. Pretendo fazer uma linha de enchimento”. O projeto de criação de um novo vinho alentejano surge após largos anos de experiência no setor, Victor Matos faz questão de destacar que “o vinho tem de ser tratado com sabedoria e carinho. Quando se decide engarrafar vinho, este deve ser engarrafado todo no mesmo dia. O vinho melhorou muito devido às novas tecnologias, através do frio e da fermentação controlada. O vinho é um ser vivo sensível e, por isso, é necessário saber trabalhá-lo. No que diz respeito ao futuro, o interlocutor revela que o espírito empreendedor levará ao surgimento de novos projetos, e consolidação dos atuais. Victor Matos revela que o legado poderá ser seguido pelos seus familiares, que revelam alguma paixão e conhecimento do sector. A Sociedade de Vinhos Vítor Matos II pretende continuar a ser uma referência no setor, através da aposta na modernização e na qualidade.

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alenquer, capital do vinho e da vinha | casta 85

Arte, requinte e originalidade

Chef João e o seu staff

Situado em Alenquer, o restaurante-bar Casta 85 distingue-se pelo arrojo das suas propostas, nas quais a cozinha tradicional se funde com o inconfundível toque do chefe João Simões, esse orgulhoso filho da terra.

Desde sempre um apaixonado pela fina arte da cozinha, João Simões conta – apesar da sua tenra idade – com um currículo pura e simplesmente notável. Afinal, para além de ter deixado marca em espaços como o Casino de Lisboa, o Hotel Ritz ou o Altis Belém, o jovem chefe fez parte da equipa nacional de culinária ao longo de dez anos, tornando-se em 2006 o primeiro (e único) português a sagrar-se campeão mundial júnior. Empreendedor e dinâmico por natureza, nunca faltaram desafios nem propostas profissionais (em Portugal e no estrangeiro) que João Simões pudesse aceitar. No entanto, e em nome da “paixão pela terra” que o viu nascer, o chefe assumiu o risco de desenvolver um restaurante-bar de cariz diferenciado em Alenquer, de modo a poder estar “mais próximo da família e dos amigos”. Foi desta forma que, há sensivelmente três anos, se abriram as portas do Casta 85. Apostando num visual arrojado, ainda que simultaneamente acolhedor e rústico, este é um espaço que propõe nada mais do que a aliança de uma qualidade extrema, não apenas no que ao produto diz respeito, mas também no que concerne à própria cozinha e respetivo staff. Rejeitando o conceito de apresentar um cardápio pré-determinado de pratos e vinhos da casa, o Casta 85 é um restaurante que lhe propõe algo diferente para experimentar a

iguarias como a codorniz, o pregado ou o carpaccio de novilho que aqui se servem correspondem a autênticas peças de arte gastronómica, cuja essência de cada elemento foi pensada ao pormenor, de modo a não se lhe encontrar equivalente noutro lugar do mundo. Por outro lado, e a pensar nos mais aventureiros, existe uma crescente aposta em menus de degustação que prometem “a possibilidade de as pessoas experimentarem algo

mais do que merecido. Todavia, e num contexto em que o cliente se revela cada vez mais exigente, o nosso porta-voz faz questão de sublinhar também o valor do grupo de colaboradores que, diariamente, o ajuda a materializar o seu talento. Até porque “não é fácil ser chefe sem uma boa equipa por detrás”, assegura. Mas o amor que o chefe João Simões nutre pela sua terra natal promete continuar a proporcionar dividendos. De facto, agendada para muito breve está a abertura do D’Ásia, um novo espaço de restauração que, fazendo jus ao nome, partirá do melhor que a gastronomia de países como Japão, China, Tailândia, Índia ou Malásia terá para oferecer. O conceito passará, uma vez mais, por acrescentar um toque pessoal e firme a estes mesmos sabores, “apresentando ao cliente estilos diferentes sem

cada dia, existindo alternativas para todos os gostos. Posto isto, os visitantes poderão e deverão oscilar entre as várias propostas de cariz tradicional, às quais o chefe João Simões aplicará o toque pessoal e ousado que as transformará numa experiência sensorial única. Nesse âmbito, fica a garantia de que

diferente daquilo a que estão habituadas”. O crescente mérito que a casa tem vindo a recolher parece, por isso,

que tenha de sair de Alenquer”, explica o nosso entrevistado. Está, por isso, feito o convite a todos os leitores: que venham, pois, experimentar esta cozinha de autor, com sabor a Alenquer.

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alenquer, capital do vinho e da vinha | quinta de pancas

Desafio constante pela diferenciação A Quinta de Pancas é uma emblemática propriedade da região de Lisboa, situada no concelho de Alenquer e constitui uma das quintas mais antigas em Portugal, na produção de vinhos de qualidade.

A sua identidade traduz-se em história, a par de um notável saber fazer. Desde o século XV que a propriedade se posicionou como produtora de vinhos de qualidade, e é esta tradição que aqui se visa honrar. Com uma adaptação às novas tendências, tecnologias e ao próprio palato do consumidor, dedica-se essencialmente à inovação, pois a qualidade há muito é ponto acente nesta quinta de referência. Encontrando-se num patamar distinto e com prémios que diluem qualquer subjetividade, resta assim surpreender, sem nunca descaracterizar o terroir dos vinhos produzidos, possuidores de um perfil muito próprio e de excelência. Em Portugal, enquanto vinho da região, e lá fora enquanto vinho português. A nível internacional, os mercados são distintos: Angola, China, Brasil, Rússia, Estados Unidos da América e vários países da Europa, são alguns exemplos.

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“O nosso objetivo passa por entregar o melhor vinho que conseguirmos produzir ao consumidor, honrando a nossa terra e a nossa história”, começa por nos contar a responsável de negócios da Quinta de Pancas, Cláudia Paiva. Atualmente, com 42 hectares de produção, esta propriedade divide-se entre castas portuguesas e francesas, nas quais se destacam as castas de Bordéus, contando com Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, as quais marcam os vinhos de uma forma muito especial. Responsável por todo o processo e chave crucial para o sucesso e desenvolvimento dos vinhos produzidos, é o enólogo, Gilberto Marques. “A tradição aliada à inovação estão na origem dos vinhos de excelência da Quinta de Pancas. Vamos continuar com a mesma estratégia porque acredito que temos margem para

progredir. Há muito tempo que não se fazia na Quinta de Pancas um vinho monovarietal, ou seja, de apenas uma casta e no ano passado começamos com os brancos reservas e vamos avançar com o tinto. Portanto, temos espaço de manobra dentro das possibilidades e do carácter da quinta, tentando sempre crescer”, destaca. Quanto aos vinhos, explica, conta com diversas gamas. Começando na gama de entrada, chamada Pancas, destina-se ao público em geral e pode ser encontrada em

vinhos portugueses numa escala entre 0 a 100 pontos, “o nosso Quinta de Pancas reserva, ganhou uma distinção de 93 pontos e uma distinção de seller selection, o que é extremamente reconfortante, pois este vinho está a competir a nível de pontuações com vinhos a um custo muito superior”, acrescenta Claúdia Paiva. Uma estratégia que tem um excelente equilíbrio de preçoqualidade. Portanto a identidade da Quinta de Pancas “está na diferenciação, na valorização da marca, da nossa região e de

qualquer hipermercado do país. A gama acima é a gama Quinta, disponível em garrafeiras, restauração, lojas gourmet e de especialidade. O mesmo acontece com a gama de reservas e grandes reservas, devido à produção ser bastante menor, o que faz com que vinhos mais diferenciadores tenham pontos de venda mais específicos, sendo estes os topos de gama da Quinta de Pancas. Em termos de prémios, falam por si e realçam a qualidade dos vinhos produzidos. Recentemente, aquando da avaliação da Wine Enthusiast Magazine que pontuou os

quem nos segue. Valorizar aquilo que temos, que é a nossa terra e as nossas castas, apostando sempre no reforço da qualidade, que já existe e que é o nosso principal foco” concordam e finalizam Cláudia Paiva e o enólogo Gilberto Marques.

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alenquer, capital do vinho e da vinha | quinta de são sebastião

Sabor a Arruda dos Vinhos Mais do que uma marca, a Quinta de São Sebastião representa um lugar, uma história e uma experiência obrigatória a qualquer apreciador de vinho. Apostando na qualidade do seu produto, bem como no orgulho pelas raízes, assume também a missão de expandir o papel de Portugal alémfronteiras.

H

á lugares que não se circunscrevem a uma data ou a um contexto histórico. Existem, de facto, espaços que se propagam em diversas linguagens cronológicas, oferecendo-nos múltiplas narrativas. A Quinta de São Sebastião corresponde, precisamente, a um desses escassos locais. Situada em Arruda dos Vinhos, esta é uma propriedade que data do longínquo ano de 1755, mas que emana – através da beleza da sua casa senhorial ou do misticismo da sua ermida – uma ancestralidade que se confunde já com a própria história da vila que a viu nascer. Não terá sido, como tal, por mero acaso que António Parente tenha afirmado que a sua verdadeira paixão não seriam os vinhos, mas antes “o que eles contam sobre um lugar” ou, mais concretamente, “do espaço físico, do ambiente, da envolvência, da sua história e, acima de tudo, do potencial que tem quando habitado pelas pessoas certas”. Este corresponde ao pensamento do empresário que, em 1985, adquiriu a Quinta de São Sebastião, encetando desde logo um projeto

casa e terminou na reconversão das vinhas. A intervenção efetuada nos dez hectares de terreno fértil foi assumida com estratégia e visão. Mais concretamente, “introduziram-se as castas que entendemos serem as mais ajustadas para este tipo de características”, explica o diretor comercial, João Vieira. Significa isto que, entre as variedades que compõem os rótulos da marca Quinta de São Sebastião, encontramos as francesas merlot e syrah, bem como as portuguesas touriga nacional e tinta roriz/aragonez (vinhos tintos). A essas acrescenta-se, todavia, um interessante leque de castas brancas, composto por cercial, arinto e sauvignon blanc.

de recuperação que começou na imponente

com todas estas características está um

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O sabor de uma região Caracterizadas como vinhas de encosta, as videiras da Quinta de São Sebastião são anualmente agraciadas com uma rica exposição à luz solar, o que lhes confere um grau alcoólico superior. Elementos como esse confluem, por seu turno, com a proximidade ao Oceano Atlântico ou as neblinas matinais que caracterizam o rocio de Arruda dos Vinhos. Já o facto de o subsolo ser argiloso e rico em calcário permite um valioso aproveitamento da água pluvial, que se traduz numa garantia de qualidade bastante regular ao longo dos anos. Em consonância

João Vieira Diretor


quinta de são sebastião | alenquer, capital do vinho e da vinha

método de vindima tradicional, que assegura o mais elementar amor pelas raízes da tradição. Inseridos na região vitivinícola de Lisboa, os vinhos com o selo Quinta de São Sebastião definem-se pela sua particular frescura, assumindo-se como néctares “fáceis, leves e com um perfil muito jovem”, garante João Vieira. Anualmente, são feitas entre 80 a 90 mil garrafas de um vinho que, independentemente do segmento de mercado (gama de entrada, intermédia, ou de topo), apresentam uma garantia de excelente qualidade, ou não tivesse sido esse um dos propósitos que António Parente cedo quis abraçar. Uma missão em nome de Arruda Outro valor prende-se, entretanto, na vontade de retribuir a Arruda dos Vinhos – e às regiões circundantes – o estatuto e a fama que, ancestralmente, lhe haviam sido atribuídas. Paralelamente à chancela Quinta de São Sebastião (feita exclusivamente através das vinhas de António Parente), são aqui também laboradas outras quatro marcas, que resultam das uvas adquiridas a

produtores de Arruda dos Vinhos. Mais do que expandir um negócio, este corresponde a um modo de “contribuir para apoiar o tecido empresarial e o setor vitivinícola, dinamizando a região”, atesta João Vieira. A comprovar esse mesmo afinco, no ano passado foram adquiridas nada mais, nada menos do que “cerca de 700 toneladas de uva aos produtos locais”. Ainda neste âmbito, o diretor comercial considera que “a região de Lisboa, em particular, tem sabido crescer pois os produtores têm apostado muito na qualidade e na identidade que vão buscar à terra”. Um desafio além-fronteiras É constatável que, ao longo dos anos, o mercado português tem vindo a presenciar uma interessante evolução, a qual se justifica não apenas pela crescente exigência do consumidor, como também pela contínua aposta na exportação. Nesse mercado, em particular, “estamos em competição com as melhores marcas do mundo, pelo que é essencial demonstrar uma imagem de qualidade”, considera João Vieira.

Fazendo jus a esse mesmo desafio, os vinhos Quinta de São Sebastião são já exportados para os cinco continentes, numa lógica de conquistar a notoriedade além-mar e assegurar “o bom nome dos vinhos portugueses e, em particular, da região de Lisboa”. Mais concretamente, os vinhos da marca podem ser encontrados em geografias tão díspares quanto a China, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Brasil ou Colômbia. Já entre os esforços de entrada em mercados como Canadá e Estados Unidos, há presença forte na Europa, em países como Suíça, Luxemburgo e Reino Unido. “Portugal ainda é um produtor de vinho muito pouco conhecido”, considera o nosso entrevistado, que fala, porém, na existência de “uma grande oportunidade”. De facto, “somos um país extraordinário em muitos aspetos, temos mais de 250 castas autóctones, apresentamos terroirs bastante diversificados e muitas vezes nem temos a noção do seu valor”, prossegue João Vieira, quando questionado sobre os aspetos que contribuem para diferenciar a oferta vinícola nacional.

Pensar o futuro Preservando a lealdade às suas raízes, a Quinta de São Sebastião ambiciona o consolidar da sua aventura pela internacionalização, assegurando que a qualidade dos vinhos portugueses (e, em particular, de Arruda) alcance cada vez mais portas. Outra das metas passa por “continuar a crescer, comprando mais uva aos produtores da região, aumentando a nossa capacidade de produção”. Por fim, e a pensar nos aficionados pelo enoturismo, fica uma proposta irrecusável. “Fazemos visitas à propriedade e organizamos provas de vinhos”, detalha o nosso interlocutor. Se até agora esta correspondia a uma iniciativa realizada apenas em regime ocasional, existe a expectativa de tornar o acesso à Quinta de São Sebastião numa atividade diária, através da qual será possível visitar não apenas a adega e os antigos lagares, mas também a coudelaria (outra das grandes paixões de António Parente) e a histórica ermida. Que venham, pois, experienciar o terrior.

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LIDERANÇA NO FEMININO É cada vez maior o número de mulheres que ocupam lugares de liderança e de chefia nas empresas e instituições. Até agora, acreditava-se que as características tipicamente associadas ao necessário para ser um bom líder encontravam-se entre o sexo masculino, como assertividade, autoridade e controlo emocional. O estereótipo dizia que as mulheres «não têm o que é preciso». Porém, estudos que cada vez mais confirmam as qualidades que o sexo feminino dispõe, nomeadamente a “inteligência emocional”, a partilha de informação e de recursos, que faz delas melhores trabalhadoras em equipa, a gestão de conflitos e a resolução de problemas. Quando a liderança é no feminino, o enfoque são os colaboradores, não as tarefas ou a obtenção de resultados. Elas são mais intuitivas, compreensivas, atenciosas. São capazes de gerar confiança nos seus pares e estimulam o trabalho em equipa. São também mais persuasivas. Já para não falar da sobejamente conhecida capacidade de processar múltiplas tarefas em simultâneo. A verdade é que continua a existir desajustamentos no ambiente de trabalho. Apesar de as mulheres serem quase metade da força laboral e igualarem os homens ao nível da instrução, só uma percentagem muito pequena ascende aos lugares do topo, situação que se verifica não só em Portugal, como um pouco por todos os países desenvolvidos. Já há provas de que a diversidade de género na administração de uma empresa impulsiona a performance e aumenta as receitas da mesma. Num mundo melhor, este assunto nem sequer será uma questão a colocar.

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Anabela Polido Arquiteta

tema | empresa

Colocar Portugal na vanguarda Anabela Polido é o rosto da CORE Architects. Apaixonada, desde cedo, pela moda e pelo interior design, foi na arquitetura que descobriu a sua principal vocação. Com um enfoque na arquitetura autossuficiente, este gabinete sediado na Quinta do Lago distingue-se dos demais pelas suas preocupações ambientais. Conheça este projeto vencedor e diferenciador. A CORE Architects estabeleceu-se no Algarve em 2012. Como surge este projeto? Sempre fui fascinada pela arquitetura, moda e interior design, o gosto já vem de muito jovem, a minha mãe na Alemanha era costureira, e desde dos seis anos de idade que eu desenhava a minha própria roupa, recordo-me de ir com a minha mãe escolher os tecidos e ela costurava-os, a ligação com os meus pais sempre foi muito forte, talvez pelo gosto que partilhamos, os nossos fins de semana eram passados a costurar fardas, cortinas, pintar paredes, colocar papel de parede, lembro-me que até um sofá chegamos a forrar. Portanto desde criança que venho a desenvolver a minha capacidade de imaginar o produto e perceber como realizá-lo. Nessa altura já sentia o gosto pela criação do espaço. O meu primeiro atelier foi inaugurado em 1999

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na Alemanha, especializada em arquitetura ecológica e sustentável, já naquela altura utilizava nos meus projetos tecnologia avançada e energias renováveis. Em 2007, desenvolvi o primeiro infantário sustentável da Alemanha, sendo que o design foi todo desenvolvido com os princípios de feng shui. Foi também em 2007 que decidi mudar-me para Portugal, país onde estavam as minhas origens. Por esta altura ainda tinha o atelier e projetos a decorrer em Berlim, contudo vim para o Algarve, e só depois de entender como funcionava o mercado português, resolvi mudar-me definitivamente e abrir o atelier de arquitetura em Quinta do Lago. As razões foram imensas, o país é fantástico, as condições climatéricas sãos as ideais para quem como eu defende a construção ecológica, sustentável e de baixo consumo energético, embora aplicando sempre na construção os padrões de qualidade alemã

Qual a visão que colocou neste projeto? Contribuir para colocar Portugal na vanguarda em arquitetura autossuficiente, temos todas as condições necessárias para o efeito, e revolucionar a construção existente. É possível construir com alta qualidade casas autónomas e com materiais que não afetam a saúde, sem acréscimo elevado de custos, no entanto é necessário estar em constante atualização sobre as novas tendências e produtos. Ainda este ano voltei a participar na maior feira de produtos relacionados com a construção, BAU 2017, realiza-se a cada dois anos em Munique na Alemanha. Nesta feira, participam todas as empresas relacionadas com a construção, arquitetos, engenheiros, construtores, etc. Nela é possível verificar todas as inovações nesta área e novos produtos, este ano participaram pelo menos 75.000 arquitetos e engenheiros de todo

o mundo. Na feira é possível encontrar diversos expositores internacionais, onde cada empresa apresenta a sua inovação ou produto, este ano os pontos fortes da feira foram: as casas inteligentes, através da evolução da automatização residencial e das fachadas inteligentes, a demonstração de softwares desenvolvidos para auxiliar e optimizar o trabalho desenvolvido na área do design, construção e gestão de obra e como não poderia deixar de ser com viver e construir em 2020, antecipando já um pouco o como irá ser o futuro da construção. Este ano um dos produtos que me impressionou, foi o facto de já ser possivel efetuar o reforço de uma estrutura de betão com carbono, no lugar do tradicional ferro, permitindo obter uma lage super leve e com uma estrutura finíssima. Isto na área da construção é uma óptima notícia vai permitir alterações consideráveis na construção existente.


core architects | liderança no feminino Têm uma forte aposta numa construção sustentável e ecológica. Porquê? Construir de forma sustentável não é só energeticamente eficiente, ecológico como também económico. O habitante irá beneficiar a longo prazo de baixos custos de energia, e até será possível tirar proveito monetário com a energia que é produzida em excesso, que pode ser vendida à rede publica. Existem diferenças entre os diversos tipos de habitação, podem ser casas de baixo consumo, casas passivas ou as chamadas

pegada ecológica, que também entra neste cálculos. Por forma a reduzir este indicador sou apologista da utilização de materiais da zona. Apesar do nosso nicho de clientes fazer parte do mercado médio/alto, que constroem casas de luxo, de forma que, são os menos interessados em construir casas de baixo consumo, pois o objetivo não é de todo economizar, mas aceitam a vertente do bem estar que as mesmas lhe oferecem, o meu objetivo é implementar, casa passivas ou de baixo consumo, acessíveis a todos os

cliente. Este é um dos vossos elementos diferenciadores? Sem dúvida, a análise bioclimática permite desenvolver o desenho individual para o cliente, com uma forte relação ao local onde irá ser estabelecida. Tendo em consideração a vegetação existente, a influência dos ventos e a insulação. Mais uma vez respeita a natureza e a nossa convicção, que com uma certa orientação do edifício se consegue captar as energias positivas e desviar as negativas, criando desta forma um ambiente harmonioso.

Energy plus home (casa energia+). Já alguns anos que somos confrontados com todas estas terminologias, mas que tipo de edifícios descrevem? Imagine uma escala onde do lado esquerdo encontra-se a casa construída através dos métodos tradicionais, essa casa consome em média 140kwh/m2 ao ano, contudo no lado direito encontramos a casa energia+, esta tipologia é conhecida por cobrir as suas necessidades energéticas e ainda consegue produzir para a rede pública, outro conceito a nível energético, é a chamada casa passiva, que apenas consome 15kwh/m2 ao ano e quem ainda pretender construir uma casa mais ecológica opta por uma chamada, Casa Zero Energia, é uma casa completamente autossuficiente, onde também é considerado a energia necessária para produzir os materiais de construção e para o transporte dos mesmos – a chamada

portugueses que pretendam construir ou renovar a sua habitação. O que vos distingue das demais empresas de arquitetura nacionais? Certamente, o elevado cuidado com o ambiente, o elevado padrão de qualidade na construção, a tecnologia alemã, e os materiais ecológicos, tendo sempre em consideração as influências das ‘influencias’ que causam o bem estar, como se pratica por exemplo no Feng Shui. Somos uma equipa leal aos princípios e conscientes, a nossa preocupação constante é encontrar as melhores soluções para os nossos clientes, fazendo de tudo para realizar os sonhos de quem nos contrata. Desenvolvemos uma arquitetura individual, garantindo ao cliente uma construção única e com características próprias.

Apesar de uma forte aposta na modernidade, os vossos projetos não colocam de parte as raízes e influências culturais do país. Não, pelo contrário, é uma grande inspiração misturar cultura e influência do meio ambiente. Tenho um grande orgulho na história portuguesa e sinto uma grande atração pela arquitetura portuguesa, assim como nos materiais que outrora foram utilizados. Acho fascinante a conjugação de materiais modernos com a tradição, desta forma é possível continuar a deixar lembranças dos nossos antepassados.

O que está pensado para 2017? O desenvolvimento de um Resort Ecológico, irá ser o primeiro resort que a CORE desenvolve nessa dimensão, estamos ansiosos para iniciar a construção e desta forma criar um resort exemplar. Em paralelo, continuar a manter os nossos clientes satisfeitos, o que mais me satisfaz e me faz sentir realizada na minha profissão, não é de todo o momento em que o cliente assina o contracto, mas sim o momento quando após a conclusão da obra faço uma visita ao cliente e sinto a sua alegria e felicidade pelo seu novo espaço.

Antes de iniciarem cada projeto, a CORE Architects realiza uma análise bioclimática pormenorizada, que permite ir ao encontro das necessidades específicas e individuais de cada

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liderança no feminino |porto capital

Arménia Moreira da Silva Administradora

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porto capital | liderança no feminino

A apresentar soluções à medida de cada cliente Há mais de 15 anos, Arménia Moreira da Silva tem conduzido a Porto Capital – Sociedade de Mediação Imobiliária para uma posição de prestígio e credibilidade no seio do setor imobiliário nacional. Pragmática e sempre pronta para superar desafios, Arménia Moreira da Silva é um dos fantásticos exemplos de empreendedorismo e liderança no feminino, no nosso país.

Nas últimas décadas, o papel da mulher na sociedade transformou-se drasticamente e, cada vez mais, vemos mulheres a ocuparem cargos de liderança e gestão no seio das empresas nacionais. A fim de conhecer um dos rostos desta mudança, a Revista Business Portugal esteve à conversa com Arménia Moreira da Silva, administradora da Porto Capital. A empresária iniciou o seu percurso profissional como advogada, mas há cerca de 16 anos abraçar um novo projeto em paralelo na mediação imobiliária, criando a sua própria empresa, a Porto Capital – Sociedade de Mediação Imobiliária. À primeira vista, esta mudança poderia parecer estranha, mas na verdade no decorrer das suas funções como advogada, o seu trabalho implicava tratar e resolver diversas questões relativas ao setor imobiliário. “Durante este período, conheci vários profissionais envolvidos na mediação imobiliária, em particular promotores que, muitas vezes, me diziam que eu tinha o perfil ideal para esta atividade, em especial possuía a veia comercial necessária”, recorda Arménia Moreira da Silva. Contudo, esta mudança colocou alguns obstáculos no seu caminho, mas isso não a fez desistir e, mesmo assim, decidiu avançar com a criação da Porto Capital e a experiência e os contactos obtidos enquanto advogada auxiliaram-na a alcançar uma posição de reconhecimento e credibilidade no mercado imobiliário. Aliás, um dos fatores de distinção da Porto Capital é, precisamente, o facto de trabalhar em parceria com outras mediadoras de renome, a operarem no mercado nacional. “Quando surge um processo mais complicado, é bastante normal recorrerem aos meus serviços, pois sabem que eu resolvo! Este é um resultado direto das boas relações que, tenho cultivado ao longo dos anos, com todas as entidades bancárias, mas também com profissionais das mais variadas áreas profissionais envolvidas na mediação imobiliária, o que se tem revelado uma mais-valia neste setor do mercado”, ressalva Arménia Moreira da Silva. Contudo, as pessoas que constituem a equipa de trabalho da Porto Capital são, sem dúvida, um dos bens mais valiosos desta empresa. De acordo com a nossa entrevistada houve, desde início, uma aposta clara e consciente de recrutar profissionais qualificados e capazes de responderem a qualquer exigência colocada pelos clientes. A qualidade dos nossos recursos humanos é um dos alicerces do sucesso da Porto Capital, uma vez que estes possuem conhecimentos em áreas distintas mas que se complementam, desde engenharia, arquitetura e direito e, assim, constituem uma “equipa versátil de profissionais pronta a dar resposta aos mais variados cenários apresentados pelos clientes”, comenta Arménia Moreira da Silva. Além do profissionalismo dos seus recursos humanos, a administradora da Porto Capital tem apostado em manter os colaboradores que estão consigo desde o início da empresa, pois acredita que tal é crucial para criar uma relação de proximidade e confiança com os clientes, até porque estes são a cara da empresa perante os mesmos. Num mercado cheio de desafios como a mediação imobiliária, é necessário entender e estar em sintonia com os desejos dos clientes para que se possa responder aos mesmos da melhor forma possível e apresentar soluções à medida de cada pessoa. Contudo, na opinião de Arménia Moreira da Silva, a recente crise económica tornou o mercado da mediação imobiliária acessível a todas as pessoas, independentemente de serem ou não profissionais qualificados, fenómeno que se tem vindo a revelar prejudicial para a credibilidade do setor. Aliás, a Porto Capital tem sido capaz de contornar as dificuldades criadas pela recente crise

económica através do profissionalismo e seriedade dos seus colaboradores, mas também pela ampliação da sua área de atuação para outros segmentos do mercado, incluindo imóveis residenciais, comerciais, industriais e de lazer, em território nacional, e muitos dos quais em regime de exclusividade. Paralelamente, a Porto Capital também tem apostado nos mercados além fronteiras, estando no presente momento a desenvolver um projeto na República da Costa do Marfim. Este último será, sem dúvida, um desafio devido às diferenças culturais e questões logísticas, mas ao falarmos com Arménia Moreira da Silva rapidamente percebemos que é uma mulher de armas que não foge de desafios, pelo contrário recebe-os de braços abertos. Mediação Imobiliária no feminino Curiosamente, a equipa da Porto Capital é maioritariamente constituída por mulheres, o que poderia ser uma coincidência, mas na verdade Arménia Moreira da Silva admite que esta foi uma escolha consciente desde o início da empresa. “Temos também dois homens na equipa, mas na maior parte somos mulheres a trabalhar na Porto Capital, esta foi uma opção estratégica. Por um lado, acredito que as mulheres são capazes de se focarem em diversas tarefas ao mesmo tempo e, como tal, conseguem responder rapidamente às várias solicitações que surgem no dia-a-dia da empresa. Por outro lado, acredito que as mulheres conseguem estabelecer uma relação mais empática com os clientes, o que permite entender melhor as ideias dos mesmos”, salienta a nossa entrevistada. No entanto, Arménia Moreira da Silva assegura que este não se trata de um discurso feminista, trata-se sim de um discurso de crença e confiança na capacidade das mulheres serem bem sucedidas no mundo empresarial. Aliás, prova disso é o sucesso obtido pela Porto Capital no decorrer da sua existência. Arménia Moreira da Silva não retira valor à capacidade empreendedora dos homens, mas atribui igual valor à dinâmica e energia das mulheres no mundo empresarial e à capacidade de assumirem postos de liderança.

Confiança tem nome e sobrenome, Porto Capital Avenida de França, 20 3º Sala 301, 4050-275 Boavista - Porto GPS: 41.157053.-8.623114 Tlf: 22 940 7403 | Tlm: 910 304 453 E-mail: geral.rececao@portocapital.pt WWW.PORTOCAPITAL.PT

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INOVAÇÃO E INVESTIMENTO

Seguindo uma política de investir para inovar, Portugal tem sido um dos países da União Europeia que tem apostado nestas vertentes através do Quadro Portugal 2020. Neste contexto, o Portal dos Incentivos define as prioridades deste programa de apoio, são elas: “estímulo à produção de bens e serviços transacionáveis, internacionalização da economia e à qualificação do perfil de especialização da economia portuguesa; reforço do investimento na educação, incluindo formação avançada, e de medidas e iniciativas dirigidas à empregabilidade; reforço da integração das pessoas em risco de pobreza e de combate à exclusão social; promoção da coesão e competitividade territoriais, particularmente nas cidades e em zonas de baixa densidade; apoio ao programa da reforma do Estado, assegurando que os fundos possam contribuir para a racionalização, modernização e capacitação institucional da Administração Pública e para a reorganização dos modelos de provisão de bens e serviços públicos”. Neste seguimento, o governo português tem visitado diversas regiões do país no sentido de perceber as realidades e a conjuntura do tecido empresarial. No passado dia 24 de janeiro, o Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, visitou Paços de Ferreira, no âmbito da Semana do Investimento e do Emprego, levada a cabo pela autarquia. No âmbito desta visita, conheceu a Miguel Veríssimo, Prugent Diam e Maroco, empresas que operam no setor do mobiliário.

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inovação e investimento | miguel veríssimo

“Nunca conheci a crise” A empresa com 18 anos de existência, tem no seu fundador, Miguel Veríssimo uma experiência de 42 anos no setor do mobiliário. Com produtos de grande qualidade, a empresa tem levado o saber fazer, made in Portugal além fronteiras. Por ocasião da visita do Ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral às intalações da fábrica, entrevistámos o responsável da empresa. Miguel Veríssimo (dir.) e filho Administrador

M

iguel Veríssimo começa por revelar que deste muito novo se dedica a esta área, trabalhando desde os 11 anos, onde começou na marcenaria, mais tarde “aos 23 anos estabeleci-me por conta própria, juntamente, com um sócio e a partir daí foi sempre a crescer. A empresa Miguel Veríssimo foi criada em 1998, altura em que passei a trabalhar sozinho, comecei com cinco colaboradores e nos três meses que se seguiram já éramos 30, consegui ter bons profissionais ao meu lado, o que contribuiu para o sucesso”, revela o empresário. Atualmente com duas fábricas, que empregam 150 pessoas, a Miguel Veríssimo tem sabido superar as dificuldades, como o incêndio que ocorreu nas instalações de Penamaior há dois anos e meio “com esta fatalidade foi necessário acelerar o processo de conclusão da nova fábrica, um espaço que foi reabilitado e que funciona há dois anos”, explica o interlocutor. Questionado sobre a evolução da empresa, o responsável esclarece que “inicialmente, tínhamos lojas e trabalhávamos diretamente com o público, a dada altura, senti a necessidade de estar mais por dentro da empresa e vocacionei o negócio para a produção e venda de mobiliário aos revendedores, fomos conquistando a confiança de várias marcas de renome nacional e internacional. Os mercados mais importantes com que trabalhamos, neste momento, são Inglaterra, França, Estados Unidos, Espanha e Itália, trabalhamos com arquitetos de renome a nível mundial”. Neste seguimento, a Miguel Veríssimo aprensenta-se como uma empresa que “dá forma e identidade singular a cada projeto que trabalha. Traduz expressões originais de decoração através dos objetos que concebe. Reflete com rigor as ideias e os conceitos, tal como, materializa com exatidão cada esboço. Produz com elevada qualidade e perfeição cada objeto que tem nas suas mãos. Transforma a arquitetura em espaços com vivências únicas, assim como transporta os pensamentos dos criativos para o produto final”.

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miguel veríssimo | inovação e investimento “Perseguimos a qualidade” Os móveis Miguel Veríssimo distinguem-se pela personalização e exclusividade que conferem aos produtos, respondendo às necessidades dos clientes mais exigentes, a empresa fabrica mobiliário contemporâneo à medida do cliente, aliando a qualidade ao conforto e bem-estar. A qualidade dos produtos e serviços, o design, durabilidade e notoriedade da marca são primordiais no crescimento e desenvolvimento do negócio. Miguel Veríssimo salienta que apesar de “conhecer todo o tipo de madeiras e acabamentos, ainda não somos perfeitos mas, pretendo atingir a perfeição. Na Miguel Veríssimo perseguimos a perfeição,

a qualidade dos produtos, atingindo uma qualidade de excelência, os produtos são vendidos por natureza”. Fabricando produtos e prestando serviços para habitação, hotelaria, lojas e espaços distintos como autocaravanas e até autocarros, na Miguel Veríssimo todos os desafios são abraçados com o mesmo entusiasmo, dedicação e seriedade. O empresário explica que através de uma equipa especializada com designers de produto é possível fabricar peças exclusivas, “fazemos trabalhos distintos como o mobiliário para o autocarro de uma equipa de ciclismo francesa, mobilamos autocaravanas, que resultam num conforto excecional, chegando a atingir 120 metros

quadrados. Devido à grande exigência e rigor, este tipo de trabalhos contribuem também para melhorar a qualidade dos serviços prestados pela empresa, dotando os trabalhadores de novas capacidades”. Sobre o crescimento e desenvolvimento da empresa, o entrevistado explica que “até hoje a Miguel Veríssimo reinvistiu os ganhos no crescimento e desenvolvimento da empresa, não tendo contado com qualquer tipo de apoios extra. A empresa teve sempre muito trabalho, nunca conheci a crise e nem quero conhecê-la. Estamos sempre em expansão e neste momento está em andamento um projeto de construção de uma nova fábrica que poderá criar mais

50 postos de trabalho até ao fim do ano”. O fundador Miguel Veríssimo revela, com orgulho, que atualmente já conta com o apoio e colaboração dos três filhos, Pedro, Paulo e Bruno Veríssimo que contribuem para a evolução do negócio. Sempre com os olhos postos no futuro e na expansão, o entrevistado revela que para os próximos anos pretende criar “mais duas a três fábricas, no sentido de complementar a oferta existente, mantendo a mesma filosofia e linha de trabalho, onde a exelência, dedicação, espírito de equipa, integridade, compromisso e respeito pelo cliente estão em primeiro lugar”, conclui.

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inovação e investimento | T&T Software

O melhor serviço em prol do cliente

O lançamento de um novo programa de faturação online é o mote para uma conversa com Paulo Marques, diretor da T&T Software. Este programa foi pensado especificamente para responder a uma solicitação de muitos clientes: uma solução online que agregasse as características dos programas de faturação existentes no mercado, sem esquecer a qualidade. 2000 decidimos constituir uma equipa de profissionais para desenvolvimento, comercialização e suporte de software de gestão. Uma aposta ganha, reconhecida por mais de 20 mil clientes ativos. Estamos presentes em diversos segmentos, com soluções económicas e de fácil utilização, com especial realce para a faturação. Temos soluções para gestão comercial, gestão de condomínios, contratos de arrendamento, gestão associativa, gestão de economato, gestão de frotas e controlo de acesso.

Paulo Marques Diretor

Sediados em Portugal, têm feito do ‘Portugal Sou Eu’ uma das vossas imagens de marca. O que representa, para a T&T Software ser uma empresa portuguesa e valorizar o mercado nacional? Fomos pioneiros, ao nível de empresas tecnológicas, a aderir ao projeto de valorização da oferta nacional ‘Portugal sou eu’. Uma oportunidade do Ministério da Economia que pretende valorizar a oferta nacional, de modo a aumentar a economia nacional, dinamizando e promovendo o que é produzido em Portugal e de grande qualidade. O nosso mercado de atuação está centrado em Portugal e encarámos este projeto como uma boa oportunidade para solidificar a nossa área de atuação nacional e de certificar os nossos produtos, tendo em conta que é 100 por cento português, com características únicas e de confiança. Estarmos associados à valorização do que é português, do que é nosso, é muito gratificante e estamos muito orgulhosos por fazer parte desta iniciativa. Qual o conceito adotado que tem permitido alcançar um crescimento sustentado? O empenho de toda a empresa em prestar o melhor serviço, valorizando sempre medidas de desempenho que visem a satisfação do cliente. Procuramos sempre aumentar o valor acrescentado para o cliente não traduzindo o mesmo Como surge a T&T Software e qual a vossa área de atuação? Criada em 1991, com o objetivo de comercializar para revenda e venda direta ao público, equipamentos informáticos e software, a T&T Software apostou inicialmente na comercialização de computadores e assistência técnica em complemento da sua atividade comercial. Na sequência do sucesso e do crescimento da atividade, com uma posição consolidada no mercado de produtos informáticos, no ano

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em custos acrescidos. A organização deve ser estruturada como um sistema aberto, no qual todas as partes estão interligadas, trabalhando em prol de um objetivo único, que é o de chegar ao resultado esperado pelo cliente. A simplificação dos processos internos, com vista à tomada de decisões rápidas e eficazes, tem-nos permitido adaptar às exigências do mercado e, principalmente, ao cumprimento da legislação em vigor. As empresas estão num mercado cada vez mais competitivo e exigente, e quem não se adaptar de forma competente está condenado ao fracasso. Já não é suficiente ter um produto de qualidade e com um preço competitivo. É imperativo garantir a excelência no serviço prestado, sustentado na resposta rápida às solicitações dos clientes e no atendimento personalizado. Lançaram recentemente o vosso primeiro programa de faturação online. Que desafios tiveram que enfrentar para que o mesmo se tornasse uma realidade? Decidimos lançar um programa de faturação online uma vez que muitos dos nossos clientes demonstraram interesse numa solução com essas características. O desenvolvimento de um novo produto foi difícil porque não se resumiu a uma nova tecnologia. As ferramentas existentes viabilizam a criação de produtos muito semelhantes e de qualidade logo o principal desafio foi desenvolver uma solução que fosse de encontro com as necessidades dos clientes. A nossa maior preocupação foi desenvolver um programa cujo funcionamento não divergisse muito das restantes soluções de faturação que tínhamos para que clientes que quisessem fazer a transição de programas não sentissem uma grande diferença. Como tem corrido esta aposta? Na verdade superou as nossas expetativas. Lançámos o programa no início do ano e tivemos uma aceitação muito positiva, por parte de novos e antigos clientes. Clientes que tinham deixado de trabalhar com a T&T Software, porque não tínhamos uma solução online, voltaram para trabalhar connosco, o que reforça a credibilidade e confiança que a marca T&T Software tem no mercado. Que novos projetos estão previstos para 2017? Consolidar a nossa presença no mercado do software online para faturação e otimizar os processos internos para garantirmos o melhor serviço e consequente satisfação do cliente.


inovação e investimento | Secretaria Regional da Agricultura e Florestas dos Açores

A simbiose perfeita: vinha, paisagem e história Com vista ao reforço da importância das atividades produtivas tradicionais e, para além disso, o pleno aproveitamento das potencialidades naturais da nossa região, a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas dos Açores tem a seu cargo as políticas relativas à agricultura e pecuária, desenvolvimento rural, formação agrária e extensão rural, gestão e valorização dos recursos florestais e cinegéticos e diversificação e valorização das produções regionais. Em entrevista, ao Secretário Regional, João Ponte evidenciamos as potencialidades da região. Quais as vossas principais preocupações em prol da população? Desde sempre um dos principais pilares da economia regional, a agricultura constituiu, de forma continuada, um importante sustentáculo da atividade nas nossas ilhas, enquanto promotora, por via da produção de alimentos, de uma dinâmica económica e empresarial, geradora de riqueza, emprego e inclusão social. O território açoriano é predominantemente rural, pelo que as suas atividades agrícolas e florestais têm uma forte ligação ao seu ordenamento, à paisagem e à valorização dos habitats e dos recursos naturais. Esta valorização é também, no presente, bastante potenciada por via das atividades turísticas, setor no qual os Açores se têm destacado como destino europeu de referência. Estima-se que, excluindo o contributo da pesca, as atividades primárias do setor agroflorestal atingem, nos Açores, cerca de 9% do VAB, quando, no todo nacional, representam menos de 2 por cento. Este valor é bem revelador da importância que o setor assume na economia do nosso arquipélago, o que poderá ser ainda mais vincado se considerarmos o seu peso nas exportações açorianas. No capítulo das atividades agrícolas, a Região Autónoma dos Açores especializou-se na bovinicultura de leite, procurando, paralelamente, fomentar e consolidar outras fileiras como a da carne, a dos produtos hortofrutícolas frescos, a das flores e a do vinho.

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João Ponte Secretário Geral

A agropecuária representa e continuará a representar uma das componentes fundamentais da agricultura açoriana. Representa, atualmente cerca de 32 por cento da produção de leite de Portugal e 50por cento do queijo. Constitui, assim, uma das fileiras de maior dinâmica da economia agrícola dos Açores, fruto do avultado investimento realizado pelos últimos governos, que desenvolveram políticas regionais que alavancaram toda a dinâmica do setor produtivo e transformador. Por sua vez, produções agrícolas como a vinha e o vinho são parte integrante da História dos Açores e, na última legislatura, retomámos a sua valorização, como sector económico, com um grande potencial de diversificação nas ilhas do Pico, Graciosa e Terceira. O vinho dos Açores até há bem pouco tempo não tinha qualquer reconhecimento além fronteiras e a exportação não tinha qualquer expressão. Com enologia de grande qualidade e visão, a exportação vitivinícola arrancou nos últimos anos, de forma consistente, com um potencial de exportação para 20 países. Os incentivos à recuperação de vinhas foram extremamente importantes e, entre 2004 e 2020, a área em produção deverá aumentar de pouco mais de 100 hectares para quase 500 hectares. Nesta edição em específico trabalhamos os vinhos dos Açores. É um setor


Secretaria Regional da Agricultura e Florestas dos Açores| inovação e investimento importante para o arquipélago? De que forma? Nomeadamente em termos económicos e turísticos. É sem dúvida um setor importante para a região, com uma característica não menos relevante que é o seu crescimento exponencial nos últimos anos. Serão, no ano 2018, mais de 800 hectares de vinha apta a produzir vinhos DO (Denominação de Origem) e IG (Indicação Geográfica), num setor que conta já com uma média anual de 250 mil litros de vinho certificado, dividido por cerca de 30 marcas comerciais. São estes números, com perspetivas claras de aumento, que atestam a importância de um setor, com uma marca histórica centenária, numa paisagem classificada em 2004 Património Mundial pela Unesco. A região tem-se revelado nos últimos anos atrativa para os turistas, que cada vez mais nos visitam, tendo como alvo esta simbiose (vinha / paisagem / história), e um produto enológico dela resultante que se revela único em todo o mundo. A Madalena do Pico recebeu o galardão de Capital do Vinho 2017. É o reconhecimento que faltava? A região tem sido nos últimos anos alvo de algumas distinções importantes neste setor, não só enquanto região vitivinícola, mas

também na obtenção e prémios nacionais e internacionais em alguns vinhos produzidos. Este galardão “Madalena – Capital do Vinho 2017” é sem dúvida corolário de um esforço de investimento que se tem feito nos últimos anos, onde se tem tentado recuperar parte da grandeza que o setor teve outrora na ilha do Pico e na região. Que projetos tem a Secretaria Regional da Agricultura e Florestas que merecem destaque nesta nossa edição? Com o objetivo de melhorar a qualidade das vinhas e aumentar o conhecimento e a competitividade dos viticultores e produtores de vinho, o Governo dos Açores vai implementar as seguintes medidas: - Apoiar os produtores locais em visitas de benchmarking. - Fomentar programas de consultoria e de apoio aos viticultores recorrendo a reputados enólogos e a credenciados profissionais nas diferentes áreas da produção. - Aumentar e melhorar o trabalho dos campos de ensaios, por forma a disponibilizar aos viticultores material genético de qualidade e em quantidade suficiente para as necessidades. - Incrementar o apoio técnico prestado pelos Serviços de Desenvolvimento Agrários no controlo das doenças das vinhas.

- Valorizar a produção de uvas e vinho com base nas castas regionais, valorizando nos sistemas de incentivos a utilização de castas autóctones. - Incentivar e apoiar as organizações de produtores a criarem e fortalecerem as suas próprias equipas técnicas, vocacionadas para o melhoramento, proteção e produtividade das vinhas dos seus associados. Com o objetivo de reforçar o contributo do vinho para o bem-estar da ruralidade açoriana, o Governo Regional dos Acores vai implementar as seguintes medidas: - Melhorar as condições de produção dos pequenos produtores. - Incentivar os agrupamentos de empresas para investimentos mais avultados. - Promover junto dos profissionais e da crítica nacional e internacional as castas autóctones e o terroir único, através da criação de um plano de comunicação consistente, que inclua a promoção de visitas de profissionais e críticos de vinhos para dar a conhecer os Açores. - Associar a promoção do vinho à promoção turística da região, valorizando o vinho e a vinha no contexto de promoção nacional e internacional da região. - Apostar na formação de recursos humanos qualificados.

- Criar condições específicas para atrair investidores para as ilhas com menor área de produção, em especial para as zonas de vinha históricas. - Salientar e valorizar as diferenças de terroir entre as diferentes ilhas. - Atrair investidores nacionais e internacionais para a produção de vinhos nos Açores. - Criar medidas específicas para atrair investidores de grande dimensão, com experiência e sucesso no mundo dos vinhos de qualidade, e com capacidade comprovada de exportação. - Incentivar os produtores a investir em centros de visita e salas de prova, bem como em unidades de alojamento inseridas no contexto de produção. - Criar rotas de vinho com variedade de experiências e ligação entre vinha, produtores, alojamento e gastronomia.

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inovação e investimento |edol

Saúde que se vê

Mafalda Terceiro Pimpão Diretora de marketing e vendas

A propósito do Dia Mundial da Saúde, que se celebra em fevereiro, a Revusta Business Portugal conversou com Mafalda Terceiro Pimpão, diretora de marketing & vendas do Laboratório Edol, uma empresa 100 por cento portuguesa, desde a sua génese até aos dias de hoje. Saiba como conseguir uma “saúde que se vê”!

Para que possamos contextualizar os nossos leitores, pergunto-lhe como nasce a Edol. A Edol (Empresa de Dermatologia e Oftalmologia de Lisboa) nasce em 1952, a partir da Farmácia Bairrão, em Alcântara. Na época começámos a dar os primeiros passos na criação dos primeiros produtos na área de Oftalmologia e Dermatologia. Dez anos mais tarde, construímos a nossa primeira unidade fabril, a qual fomos modernizando e aumentando ao longo dos anos até aos dias de hoje. Nestes últimos anos temos feito novas apostas, tais como a expansão do negócio para áreas como a Otorrinolaringologia e a Ginecologia, o investimento numa nova unidade fabril, a qual, infelizmente, ainda não concluimos e a forte aposta nos mercados de exportação.

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Em que áreas da saúde atuam? Atualmente atuamos nas áreas de Oftalmologia, Dermatologia, Dermocosmética, Otorrinolaringologia e Ginecologia. O nosso core passa pelo fabrico de medicamentos, dispositivos médicos e cosméticos de aplicação tópica para cada um destes nichos de mercado. Porquê estas áreas? O que vos distingue das demais empresas farmacêuticas? Em primeiro lugar, o que nos distingue fortemente é o facto de sermos 100 por cento portugueses, de fabricarmos em Portugal, de darmos emprego a mais de 150 portugueses, de contribuirmos para a nossa economia e de sermos uma empresa familiar e uma grande familia. O porquê destas áreas é explicado pela nossa génese e pelo know-how que temos vindo a adquirir

dentro das mesmas, tanto ao nivel do fabrico, como do controlo de qualidade, registos e comercialização. Na Oftalmologia, somos atualmente líderes de mercado em número de unidades vendidas, visto que temos soluções terapêuticas para as mais diversas patologias nesta área, representadas pelas diferentes formas farmacêuticos que temos capacidade de fabricar (colirios, geles e pomadas oftálmicas). Na Dermatologia, temos uma forte presença, com mais de 60 anos, na qual temos também soluções para diversas áreas com o fabrico de cremes, pomadas, loções e champôs. Na Dermocosmética, uma ramificação da dermatologia, com a nossa gama ATL, reconhecida pelos demais profissionais de saúde e utentes pela sua qualidade. Na Otorrinolaringologia, podemos orgulhosamente dizer que temos sido bastante acarinhados e que tem sido um

desafio muito gratificante, principalmente pensando que nem uma década temos de mercado. Nesta área fabricamos gotas auriculares e somos praticamente os únicos players portugueses. Por fim, a Ginecologia, uma aposta com apenas quatro anos na qual temos feito um forte investimento para marcarmos a nossa posição e que esperamos que seja um sucesso nos proximos anos. Os vossos produtos são os mais variados, incluindo os dispositivos médicos. Porquê esta diversidade? Qual a estratégia por trás da mesma? É assim que o mercado pede. Dentro das nossas áreas de negócio, o mercado precisa e pede medicamentos e este tipo de dispositivos médicos. Por outro lado, sendo que em Portugal a Constituição diz que a medicina é universal e tendecionalmente gratuita, cumprimos a nossa parte ao responder ao mercado com preços e


edol | inovação e investimento soluções terapêuticas acessiveis. Faz parte da nossa responsabilidade social enquanto empresa de capitais 100 por cento portugueses. A I&D é também uma componente fundamental na indústria farmacêutcia, pelo que é, igualmente, uma aposta da Edol. Infelizmente não é uma aposta tão forte quanto gostariamos, dado que os preços praticados/legislados em Portugal, assim como a dimensão do nosso mercado, não nos permitem fazer grandes investimentos em I&D. Contudo, fazemos diariamente um grande esforço nesse sentido, com a melhoria de produtos e criação de novas soluções. Como é que conseguimos alcançar uma ‘Saúde que se vê’? Alcançamos esta máxima, uma vez que uma das áreas de forte aposta da Edol é no controlo de qualidade, no qual o rigor, o controlo permanente, a segurança e a qualidade estão sempre presentes. Desta forma, garantimos aos nossos utentes, clientes e mercados onde estamos inseridos,

respostas terapêuticas comprovadas, inequívocas e isso: vê-se! Uma vez que nesta edição damos destaque ao Dia Mundial da Saúde, questiono-lhe como vai a saúde dos portugueses. Com uma esperança media de vida de 80 anos ou mais, considero que estamos num bom caminho! É notória uma crescente preocupação por parte dos portugueses acerca da sua saúde, estando mais sensibilizados e informados do que se verificava há alguns anos atrás. Tanto as novas tecnologias de informação, como os programas de educação para a saúde infantil, como o aumento dos rastreios, tem sido decisivo para esta mudança. Contudo, sabemos que o acesso à saúde nem sempre está facilitado, principalmente para quem vive em regiões do interior. Teremos todos, enquanto responsáveis pela saúde em Portugal, de continuar a fazer esforços para proporcionar os melhores serviços e os melhores produtos à nossa comunidade. Que projetos estão programados para

2017? Vai ser um ano desafiante para a nossa empresa! No início deste ano concluímos um projeto que há muito ambicionávamos: a abertura da nossa unidade logística com 580 metros quadrados, em Moçambique (Matola), de denominação social Farmacêutica Austral. Este mercado é extremamente importante para a Edol e poderá contribuir grandemente para o nosso crescimento no mercado externo. Há mais de duas décadas que exportamos para este país, mas com esta unidade, expectamos que as vendas dos nossos produtos tripliquem nos próximos anos. Por outro lado, a aposta na expansão dos mercados externos tem sido uma constante. Com um mercado pequeno como o português, o sucesso das empresas portuguesas passa pela exportação dos seus produtos e nós não somos exceção. Atualmente já exportamos para uma dezena de países e estamos em processo de registo dos nossos medicamentos em muitos outros. Por fim, o grande projeto: terminar a nova unidade fabril, em Carnaxide. Há já oito anos que estamos a fazer um investimento brutal nesta nova unidade mas ainda não a conseguimos concluir, porque estamos a

fazê-lo com capitais exclusivamente nossos. Para uma empresa portuguesa, investir sozinha numa nova unidade, tem sido um desafio e ao mesmo tempo uma ‘loucura’. Esta nova fábrica irá permitir à Edol e consequente à economia portuguesa, uma maior e melhor resposta ao mercado interno e aos mercados externos. Não nos podemos esquecer que ao nível do fabrico das nossas formas farmacêuticas, temos uma posição de destaque. Por onde passa o futuro da Edol? Como falámos ainda agora, o futuro da Edol passará sempre pelo terminar da nova unidade fabril em Carnaxide. Só após a conclusão da mesma, teremos capacidade de abraçar novos mercados, com grande poder de compra, assim como apostar fortemente na produção para terceiros. Contudo, temos como objetivos, sedimentar a nossa posição no mercado interno, aumentar para 50 por cento a faturação nas exportações, aumentar a quota de fabrico para terceiros e, por fim, mas não menos importante, continuar a apostar no nosso capital humano, investindo nas pessoas. Sem elas, não haveria ‘Saúde que se vê’.

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inovação e investimento |nucase

Serviço de gestão completo e de qualidade

Sónia Nunes, António Nunes e Tiago Nunes Administrador (ao centro) e filhos

A empresa liderada por António Nunes, fundada em 1978, presta um serviço completo nas áreas da contabilidade, recursos humanos, organização e processos e sistemas de informação. Com 39 anos de atividade, o grupo tem como missão apoiar as micro e pequenas empresas, empresários individuais e profissionais liberais. Em entrevista ao fundador damos a conhecer o percurso da empresa.

A Nucase surgiu em nome individual em Tires, São Domingos de Rana, tendo passado a sociedade por quotas em julho de 1981 com a mudança de escritório para a Parede, Cascais. Atualmente, com sede em Carcavelos, a Nucase tem no total seis escritórios na Parede, Cascais, dois na zona de Sintra, Lisboa e, em Luanda, Angola. A empresa é neste momento responsável por 170 postos de trabalho nas mais diversas

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áreas de especialização, contando na sua grande maioria com profissionais licenciados. O administrador esclarece que a Nucase “presta serviços desde as micro, pequenas e médias empresas, às multinacionais, na área da contabilidade, outsourcing administrativo e financeiro, assessoria financeira, assessoria fiscal, assessoria laboral e gestão administrativa de recursos humanos, conceção e gestão de processos

organizacionais, sistemas de informação e consultoria de gestão. Ainda hoje em dia, mais de 90 por cento dos clientes são micro e pequenas empresas, porque o risco está minizado já que trabalhamos com um grande leque de clientes de todos os tipos e dimensões”. Baseado num crescimento sólido e sustentável, com investimento permanente na empresa, a Nucase entende que a sua forma de atuar, se distingue

através da “humanização personalização e proximidade entre colaboradores e clientes”, destaca António Nunes. A empresa soube ao longo dos tempos acompanhar a inovação e modernização dos processos tal como explica o interlocutor, “as tendências tecnológicas e a preocupação de proximidade com os nossos clientes são fatores decisivos para a tomada de decisão e sucesso das organizações num mercado cada vez mais exigente e complexo. A disponibilização da informação, fiável e ajustada a cada realidade, ajuda os empresários a percecionar os acontecimentos em tempo útil e a antecipar decisões para melhorar processos, ou redefinir estratégias, de forma a melhor competir com um mercado altamente exigente. Por isso investimos sistematicamente em sistemas de informação inovadores, na formação permanente das pessoas, na comunicação e nos processos de trabalho organizacionais”. No que diz respeito aos projetos e estratégias de futuro, o interlocutor revela que irá “consistir na continuidade da inovação com soluções que acrescentem valor aos nossos clientes. O investimento na formação das pessoas, na tecnologia e na aproximação aos nossos clientes, com soluções facilitadoras ao seu quotidiano administrativo e financeiro, que possam libertar os clientes de preocupações”. António Nunes reforça ainda que a filosofia que esteve na base da Nucase é para continuar a ser colocada em prática “com forte enfoco no investimento humano, técnico e tecnológico, que antecipe e garanta as tendências do mercado, a credibilidade e confiança conquistada ao longo da história de 39 anos de existência e que possamos contribuir como parceiros no sucesso dos seus clientes”.


inovação e investimento |urhome portugal

Portugal: um país

onde investir e ficar Embora muito jovem, a UrHome Portugal é uma agência imobiliária constituída por uma equipa de amplo conhecimento e experiência no setor. Contando já com a confiança de vários clientes árabes, a empresa tem o desejo de facilitar o investimento estrangeiro no nosso país.

Equipa UrHome Portugal

A operar há cerca de um ano e meio, a UrHome Portugal assume-se no mercado como uma agência imobiliária (especializada na comercialização e avaliação de propriedades) que nasceu pelo especial carinho que o seu diretor geral – o empresário irlandês Bobby O’Reilly – desenvolveu pelo nosso país. “Já trabalhava no mercado imobiliário português há 15 anos e este é um país que já conhecia há muito tempo”, começa por relembrar o nosso interlocutor, que conta com mais de 20 anos de experiência internacional no setor. Este contacto permanente com o nosso país – movido por razões profissionais, mas também pelo encanto que “o estilo de vida e a cultura” portuguesas nutriam no empresário – levaram Bobby O’Reilly a “apaixonar-se” por Portugal, encontrando hoje aqui a sua “primeira casa”. Neste âmbito, e aproveitando o vastíssimo conhecimento das tendências do setor imobiliário

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mundial, o empresário aproveitou “a oportunidade proporcionada pelo surgimento dos Golden Visa” no nosso país para desenvolver uma agência que pudesse aproveitar este programa, “divulgando o imobiliário português em mercados estrangeiros” com especial incidência no “mundo árabe”. Portugal, mais do que um país Fazendo jus a essa aposta, “cerca de 90 por cento” dos clientes da UrHome Portugal são empresários provenientes de geografias tão díspares quanto Arábia Saudita, Dubai, Irão, Líbano ou Paquistão, que encontram no nosso país a possibilidade de obtenção do Golden Visa. Optando por Lisboa como a cidade preferencial para o investimento, muitos são, todavia,


inovação e investimento |urhome portugal os clientes que “acabam por se apaixonar por Portugal”, escolhendo inclusivamente o nosso território como destino ideal “para a aposentadoria ou para a educação dos seus filhos”. Isto porque “mais do que um mero passaporte”, o nosso país oferece “um estilo de vida” particularmente atrativo, justificando a descoberta do mercado imobiliário também em cidades como Porto e Évora, paralelamente à famigerada região do Algarve. De facto, e tal como refere Bobby O’Reilly, já não são incomuns os casos de empresários que continuam a investir em Portugal, mesmo depois de adquiridos os respetivos direitos de cidadania. “Um aspeto de que nos apercebemos é que o segundo investimento que estes clientes fazem no país é muito mais substancial do que o primeiro, pois trata-se de uma opção mais informada e estudada”, congratula o empresário. Uma crescente procura Através da vasta experiência e conhecimento acumulados ao longo dos anos, o diretor geral da UrHome Portugal constata que o nosso país se tem consagrado como uma “opção cada vez mais interessante” para o investidor estrangeiro. Entre os argumentos que ajudam a explicar esse estatuto, Bobby

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O’Reilly salienta o “clima de incerteza” que se tem feito sentir em diversas geografias, aspeto que contrasta com a segurança que o nosso solo parece representar, principalmente para quem procura “um futuro para si e para os seus”. Mas outro aspeto a não subestimar passa pela discrição e o modo como o regulamento do Golden Visa português garante ao investidor estrangeiro doses generosas de flexibilidade, no que ao seu estilo de vida diz respeito. Paralelamente, o diretor geral constata que “Portugal está a sensibilizar-se cada vez mais para o mundo árabe”, embora o oposto seja também verdade, uma vez que também os investidores internacionais “estão a descobrir as oportunidades que o país proporciona”, em áreas de atividade tão díspares quanto a agricultura ou, por exemplo, o setor mobiliário. Um serviço integral E como se caracteriza, neste âmbito, a filosofia de atuação da UrHome Portugal? “Acima de tudo, acreditamos na importância de proporcionar um serviço completo ao nosso cliente”, assegura o nosso interlocutor. Caso para dizer que existe, desde o começo do processo, a preocupação de servir bem um público que é particularmente exigente e que faz de questões como a honra e a

honestidade fatores que não podem ser subestimados. “Temos a noção de que as pessoas que compram os nossos imóveis estão a milhares de quilómetros de distância, pelo que acompanhamos, desde o começo, todo o processo”, acrescenta. Significa isto que a UrHome Portugal se encarrega – entre outros aspetos – de “encontrar a propriedade ideal, encaminhar os compradores para o apoio legal que possam necessitar relativamente aos programas de residência”, ou até de “assegurar a gestão dos imóveis quando os investidores se encontrem no estrangeiro”, enumera. Este é um acompanhamento particularmente sensível e diferenciador que, por seu turno, se traduz numa “enorme satisfação” por parte do cliente, especialmente atentando ao preço “comparativamente bastante reduzido” que os cuidados de manutenção das propriedades exigem em Portugal. Argumentos como este contribuem para um estatuto de excelência, que se distingue também pelo modo como “a empresa vai ao encontro dos clientes, apresentando as propriedades em diversos pontos do mundo”, ao invés de se fixar num âmbito geográfico previamente circunscrito.

Futuro Tratando-se de uma empresa ainda bastante jovem, a UrHome Portugal arrancou “de forma bastante lenta, contando apenas com duas pessoas”. Volvido, contudo, um ano e meio de árduo trabalho, este é um projeto que engloba já uma equipa de quase 20 colaboradores. Mas esse não foi o único sinal de progresso. “Nos primeiros três meses de atividade vendemos uma propriedade”, relembra Bobby O’Reilly, antes de acrescentar que hoje a média já se situa “entre os 25 e os 30 imóveis comercializados por mês”. Posto isto, a principal expectativa para o futuro passa pela aposta num “crescimento sustentado” e responsável, de forma a garantir o bom desempenho, o prestígio e a excelência de que a UrHome Portugal já se tornou sinónimo. Outra ambição da empresa é a tentativa de alcançar investidores de países como China, Vietname ou África do Sul, obedecendo sempre à forma de estar que a define desde a primeira hora: “Vamos desenvolver uma relação com eles e encorajá-los a investir em Portugal”, assegura o porta-voz. Até porque existe, aqui, um país repleto de oportunidades para concretizar.


REABILITAÇÃO URBANA A reabilitação urbana tem sido uma das principais alavancas do setor da construção e tem contribuído para a valorização dos centros e meios mais antigos e degradados. A reabilitação urbana corresponde a uma modalidade de intervenção arquitetónica baseada no desempenho de obras de remodelação, com vista à conservação e modernização do património imobiliário. O Portal da Habitação na parte dedicada à reabilitação urbana explica que: “as nossas cidades vão assistindo à degradação progressiva das suas estruturas urbanas, dos seus edifícios, dos seus espaços exteriores. Uma degradação decorrente do envelhecimento próprio, da sobrecarga de usos, ou ainda do desajustamento dos desenhos da sua organização a novos modos de vida. Por isso, torna-se imprescindível o desenvolvimento de processos de reabilitação urbana integrada, racionalizando recursos e evitando intervenções dispersas que possam revelar-se contraditórias. Mas não deixarão de merecer o nosso apreço, também, todas as intervenções pontuais, na reabilitação de edifícios de habitação ou de fogos, em que as mais diversas entidades particulares se empenhem. A verdadeira reabilitação não poderá realizar-se sem a participação ativa e financeira dos particulares, numa perspectiva de sustentabilidade dos processos”. A reabilitação urbana é parte integrante do novo modelo de urbanismo que se baseia na programação pública, pelo que podemos dizer que se trata de um investimento a longo prazo, de um legado para as futuras gerações. Deste modo o Regime Jurídico da Reabilitação Urbana decreta que a “reabilitação urbana consiste na forma de intervenção integrada sobre o tecido urbano existente, em que o património urbanístico e imobiliário é mantido, no todo ou em parte substancial, e modernizado através da realização de obras de remodelação ou beneficiação dos sistemas de infraestruturas urbanas, dos equipamentos e dos espaços urbanos ou verdes de utilização coletiva e de obras de construção, reconstrução, ampliação, alteração, conservação ou demolição de edifícios”.

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reabilitação urbana | grauM

Reabilitação, a tendência do futuro Sedeada em Guimarães, a GRAUM - Grau Máximo Construções, nasceu em 2009 com três amigos, Rui Guimarães, arquiteto e administrador da GRAUM, André Ferreira, engenheiro civil e Tiago Guimarães, arquiteto. Sete anos depois, esta empresa de construção encontrou na reabilitação a sua oportunidade de negócio e o seu mercado. Com um volume de negócios de cerca de 5,2 milhões de euros em 2016, foi recentemente distinguida como Empresa PME Líder 2016. O futuro prevê uma expansão e uma implementação da GRAUM por todo o país, centrada sobretudo na reabilitação de edifícios, como revelou em entrevista Rui Guimarães. Rui Guimarães Administrador

Como surgiu a GRAUM? Esta empresa surgiu em 2009, somos um grupo composto por três acionistas ligados à área do projeto e construção. Em 2005, iniciámos a nossa empresa de projetos de arquitetura e engenharia a Ergo arquitetura e Engenharias associadas. Como a construção teve uma quebra muito grande em 2007/08, fomos tendo alguma dificuldade em conseguir arranjar parceiros da parte da construção que viessem de acordo às nossas exigências, qualidade, interpretação de projeto e daquilo que queríamos nas obras. E o que aconteceu foi que achamos que havia uma oportunidade de negócio, de nós próprios conseguirmos alavancar um negócio com alguns clientes que já tínhamos e que perduram até hoje, ou seja, conseguirmos ser nós a fazer a construção. A ideia

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começou a ser maturada em 2007 e em maio de 2009 foi colocada em prática, saí dos projetos e comecei a liderar o processo da construção. Como foi o percurso durante estes sete anos? Começámos com uma estrutura muito pequena, custos muito controlados, orçamentos apertados, foi um investimento nosso, não houve financiamento bancário. A construção estava muito em baixo, os níveis de confiança estavam em baixo, os próprios clientes que queriam construir tinham alguma dificuldade em arranjar alguém que confiassem, que cumprisse os prazos da obra e principalmente que a levasse até ao fim….. E de 2009 até hoje tivémos um crescimento muito grande,

fomos aumentado a nossa estrutura adaptando-a às circunstâncias do mercado e às adjudicações que surgiam. Inicialmente estava sozinho com dois encarregados, com um alvará classe 1, fomos crescendo e neste momento temos 16 pessoas efetivas a trabalhar connosco, distribuídos pelos vários departamentos (financeiro, comercial, produção, pós-venda), indiretamente envolvemos na nossa atividade cerca de 80 pessoas diárias. Desde 2012 temos alvará classe 4 e estamos neste momento a submeter o pedido para classe 5. Em 2009 quando iniciámos tivémos um volume de faturação baixo, sendo que os anos seguintes a nossa faturação foi sempre crescendo, este ano temos um volume de negócios de 5,2 milhões de euros, somos PME Líder 2016. Estando a construção em baixa, encontraram


graum | reabilitação urbana na reabilitação o caminho natural a seguir… A recuperação foi um caminho natural, porque achamos que o mercado naquela altura (anos de 2007/08/09) ia ser esse. Começava a existir uma estagnação da nova construção, mas em contrapartida havia muita reabilitação nos grandes centros urbanos, Porto, Lisboa, e em Guimarães, cujo centro histórico tem uma ligação muito forte à recuperação. A cidade do Porto está com uma dinâmica muito grande. Temos clientes que na sua maior parte são investidores que compram para alugar, para vender ou para alojamento local. O norte é a nossa área de negócio, mas 80 por cento do nosso trabalho concentra-se na cidade do Porto. Que obras têm a assinatura da GRAUM? Há uma obra emblemática no Porto, o antigo Governo Civil do Porto. O espírito do edifício é muito positivo chama-se “District” e é uma mais-valia para a cidade do Porto. Foi completamente reabilitado durante um ano e vai ser inaugurado no início de Fevereiro, pelo presidente da Câmara Municipal do Porto. É uma obra de 6000 m2, que nos deu um prazer enorme fazer, porque foi de uma exigência muito grande, tivémos um envolvimento enorme, quer a nível técnico, financeiro, como a nível de recursos. O conceito do edifício é muito engraçado. Desde já agradeço ao nosso cliente a confiança em nós depositada. Vamos alugar um espaço no District para a GRAUM destinado à direcção e à orgânica das obras do Porto. Que outras obras estão a construir / reabilitar? Nos anos de 2009, 2010 e 2011, como a parte habitacional estava muito em baixa, fizemos muita construção industrial dedicámo-nos à reabilitação parques industriais, reabilitação de algumas empresas que estavam obsoletas, que faliram e foram compradas por investidores e posteriormente compartimentadas. Temos um caso duma empresa em Vilarinho Santo Tirso, uma empresa que tinha 63 mil m2 e que foi reabilitada e que se tornou num centro empresarial. Temos o nosso estaleiro nesse centro empresarial onde guardamos transportes, equipamento, maquinaria, materiais e stocks. No âmbito da reabilitação fizemos uma série de edifícios para serviços e comércio, no Porto, também na baixa. Neste momento,

estamos a fazer muita reabilitação no Porto e em Guimarães destinado ao alojamento local, guesthouses, hostels, habitação e comércio… Temos várias reabilitações na baixa do Porto, na Foz velha e na zona da Foz mais junto ao mar, temos em Guimarães várias obras de reabilitação destacandose uma obra no largo do Carmo que é um edifício emblemático com cerca de 2000 m2 de área, que está a ser reabilitado. Fizemos a reabilitação de uma quinta no Douro muito bonita, a casa foi reabilitada e aumentada. Os concursos públicos são atrativos para o negócio? Os concursos públicos nunca foram objetivo nosso. Somos uma empresa relativamente recente que se está a posicionar no mercado e esta a ter sucesso com o mercado e concursos particulares. É nosso objetivo concorrer a concursos públicos no decorrer de 2017 selecionando aqueles que estejam no âmbito da nossa atuação e que naturalmente seremos competitivos. O nosso compromisso é cumprir com a qualidade e com os prazos das obras para que o cliente possa ter uma rentabilidade imediata. 65 por cento das nossas obras são segundas ou terceiras obras do mesmo cliente, é sinal da qualidade do nosso trabalho. Dentro de 10 anos qual o posicionamento da GRAUM? Temos sete anos de existência. Estamos a crescer. Todos os anos temos vindo a crescer, os resultados têm sido cada vez melhores e, sem qualquer tipo de financiamento bancário. Tem sido tudo feito com capitais próprios. Por si só isso vai dar-nos um conforto muito grande, estamos a conseguir ter essas faturações sem endividamento, os resultados que a empresa têm sido reinvestidos para que num prazo de dez anos tenhamos uma

tesouraria completamente sólida. O nosso objetivo é estarmos a trabalhar o país inteiro, já fazemos norte e centro, já temos concursos para o sul, mas queremos estar implementados no país, principalmente em Lisboa, onde já temos feito alguns estudos e consideramos que com o posicionamento que temos seríamos muito competitivos, esperamos dentro de dois anos ser possível assegurar esse mercado. Dentro de dez anos, tendo a nossa estrutura a trabalhar em pleno, facilmente poderemos replicá-la para outras zonas, aumentando substancialmente o número de recursos humanos. Em 2017, queremos começar a fazer alguma promoção imobiliária com construção própria. Faz sentido que como temos no grupo as várias áreas da construção (projeto, construção e imobiliária) a funcionar, e tendo capacidade financeira, começar a comprar, reabilitar e vender e aí o nosso volume de vendas vai aumentar. Empresa PME Líder 2016, o que trouxe este reconhecimento? Esta distinção traz-nos a garantia que tivemos bons resultados no ano anterior. Esperamos que este seja um motivo de maior confiança para os nossos clientes. Como vamos iniciar em 2017 o processo de certificação de qualidade, considero que esta questão vai também ser importante. Com os nossos resultados e volume de faturação temos a convicção que no próximo ano poderemos ser PME Excelência 2017. E isso para os clientes é uma segurança porque sabem que alguém de fora auditou e percebeu que a empresa tinha capacidade para ser distinguida como tal. É fácil reabilitar em Portugal? A recuperação tem duas perspetivas, a recuperação pura e dura com a imagem da época e a recuperação de edifícios já com

técnicas mais atuais, que contêm marcas da linguagem estética contemporânea. Em todas as nossas obras tentamos acrescentar alguma informação, isso é muito importante para nós. Um ponto negativo é o facto da burocracia em Portugal ao nível dos licenciamentos nas autarquias ser terrível. Faz abrandar a economia. Como é um processo moroso, os empresários e investidores acabam por vender os edifícios sem concretizar o modelo de negócio que tinham projectado. São os clientes e os vossos colaboradores a chave do vosso sucesso? O sucesso do nosso crescimento foi seguramente ter bons clientes que confiam no nosso trabalho e aos quais estamos muito agradecidos. Todavia tenho que manifestar um agradecimento muito especial aos nossos colaboradores, porque têm um papel preponderante no sucesso da empresa. Têm uma entrega muito grande e tenho a certeza que juntos conseguimos ir mais longe. O futuro escrever-se-á através da reabilitação de edifícios? A recuperação e reabilitação é uma atividade na construção muito específica e muito complexa, o que para nós é uma maisvalia. Há poucas empresas com capacidade técnica e de produção para se integrarem nesta área da construção. Esta é sem dúvida a nossa oportunidade de negócio. E nós portugueses conseguimos ter uma capacidade de adaptação muito grande. A reabilitação é o futuro, a nível europeu cada vez mais vai ser essa a tendência e nós queremos estar preparados para no momento certo sermos parte da solução.

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reabilitação urbana | contralex

“Quando faço uma obra, faço um amigo” Criada há 23 anos, a Contralex – Construções Alexandre Lda dedica-se à construção e reabilitação de imóveis, tendo sempre como foco a satisfação das necessidades do cliente. A empresa, situada em Caldas de S. Jorge, em Santa Maria da Feira, é responsável pela execução de várias obras públicas e privadas, preparando-se para inaugurar, no próximo mês, um projeto de grande dimensão: um hostel no centro histórico do concelho. Alexandre Pinto Administrador

Nasceu em 1994, numa época em que a reabilitação urbana era escassa nos grandes municípios. Contudo, desde cedo que a Contralex – Construções Alexandre Lda percebeu que o caminho era esse. Para além da construção habitacional, a empresa gerida por Alexandre Pinto é responsável pela reabilitação de vários edifícios com valor histórico e cultural, como também pavilhões industriais a centros sociais, passando por lojas comerciais, não só no concelho de Santa Maria da Feira, onde estão situados, como nos concelhos limítrofes. No ‘currículo’ consta também a restauração de várias igrejas, como a de Couto de Cucujães, em Oliveira de Azeméis, a de Lourosa, de Mosteiró, de Espargo, de Gulpilhares, em Vila Nova de Gaia, entre outras. As igrejas são, aliás, a “menina dos olhos” de Alexandre Pinto. A paixão advém, em parte, das especificidades de cada uma delas e das surpresas com que, por vezes, têm de lidar, exemplificando com uma situação ocorrida durante a recuperação da igreja de Caldas de S. Jorge. “Estávamos a retirar uns altares em talha dourada e descobrimos que por trás havia um arco com frescos. Então passou-se a reabilitar, ao invés dos altares, os frescos”. A dedicação que coloca em cada projeto de reabilitação é uma das chaves para o sucesso da empresa. “É preciso ter paixão e é preciso muito mais dedicação. Não pode haver pressa, como existe na construção de um prédio, pois estas construções são sempre diferentes”, aponta o responsável. Qualidade e rigor Pautada, desde sempre, pela aposta na qualidade dos materiais e serviços, a Contralex prima também pela interação com o cliente, no sentido de encontrar as melhores e mais adequadas soluções para cada caso. Alexandre Pinto ressalva que “é fundamental ouvir o cliente para executar, desde o início, o projeto de acordo com as reais necessidades e desejos dos clientes. Nós olhamos sempre pelo interesse do cliente, e vivemo-lo como se fosse o nosso”, acrescenta. Por isso, quem recorre à Contralex sabe que tem assegurado um serviço sem “surpresas” no que diz respeito aos valores finais. Alexandre Pinto salienta ainda que a empresa assegura a inteira responsabilidade nos problemas pós-

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contralex | reabilitação urbana execução, orgulhando-se da relação que cria com os clientes. “Normalmente quando faço uma obra, faço um amigo”, aponta. “Fui educado a ser honesto”, acrescenta, vincando a luta que tenta travar quanto ao estigma criado em relação aos construtores. “Aprender para fazer sempre o melhor possível” é também o lema do gerente da Contralex, que salienta a importância da participação em feiras internacionais e a aposta na constante formação dos funcionários.

Quanto ao concelho de Santa Maria da Feira, o responsável é da opinião que o município “está a trabalhar muito bem, é muito dinâmico. O centro do concelho está praticamente todo reabilitado, criaram-se condições para os investidores apostarem”. Nesse sentido, Alexandre Pinto sublinha a importância de programas de incentivo à reabilitação urbana, como é o caso do IFRRU (Instrumento de Financiamento para a Reabilitação e Revitalização Urbanas), inserido no Portugal 2020.

Revitalização dos centros urbanos Alexandre Pinto considera que o ‘boom’ da reabilitação urbana teve um papel determinante na revitalização dos grandes centros. “Estão a ser reabilitados grande parte dos imóveis antigos do grande Porto. Em alguns desses trabalhos é dada ênfase à parte estética e esquecidas as boas regras da construção. A nossa empresa preocupa-se com todas s condicionantes”. A reabilitação deve ser encarada com responsabilidade e respeito pelo espaço a intervencionar…seja pela sua história ou pelas características construtivas ou qualquer outra razão que desperte a nossa sensibilidade. Ela deve ser analisada de forma integral, ”de dentro para fora” onde tudo é importante, isto para que no final de qualquer intervenção (seja ela mais conservadora ou arrojada), resulte em algo positivo para os que a vêm mas fundamentalmente para quem os vivencia .

Hostel no centro histórico Se, na cidade do Porto, a ambição passaria por reabilitar um edifício nos Aliados, em Santa Maria da Feira a Contralex está já a realizar o projeto com que sonhava: um hostel “que é mais do que um hostel” no centro histórico da cidade. Durante cerca de um ano, a empresa trabalhou na recuperação de parte da fachada do imóvel e no equipamento de um espaço com 83 camas, onde é possível encontrar tanto quartos partilhados, como quartos privados e uma cozinha que não é exclusiva dos hóspedes. Terá ainda um salão de grande dimensão para eventos e dois bares. A maior particularidade do Hostel da Praça é que, segundo Alexandre Pinto, “todo ele é equipado para pessoas com mobilidade reduzida”. A inauguração acontecerá no próximo dia 3 de março.

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LEIRIA, ENTRE O MAR E A SERRA Leiria é cidade e é distrito. Quando pronunciamos o seu nome somos transportados numa viagem através do tempo, que nos leva ao passado. Deixem-se conduzir, caros leitores, até ao século XIV, onde Portugal ainda era reino e quem o reinava era D. Dinis. Foi este rei e senhor o responsável por expandir a plantação do famoso Pinhal de Leiria, cuja madeira serviria, nos séculos seguintes, para construir as naus utilizadas nos Descobrimentos, um dos maiores (senão mesmo o maior) feitos que o português alguma vez levou a cabo. Permanecemos na nossa viagem por tempos passados e encontramonos no ano de 1422, onde D. João I autorizava a instalação de um moinho de papel, que viria a ser a primeira fábrica deste material em Portugal. Atualmente, o moinho foi convertido em museu, um projeto arquitetónico que tem a mão de Siza Vieira. Prosseguimos ao longo das décadas, cada vez mais nos aproximamos do Tempo Presente. A nossa próxima paragem é o Século XX, época na qual a posição estratégica e vantajosa de Leiria no território português favoreceu o desenvolvimento de indústrias diversas, o que produziu um desenvolvimento considerável e notório da cidade e da sua região envolvente. A História encontra a Cultura nesta região, que anos mais tarde veria o prestigiado escritor português, Eça de Queirós, aqui escrever a sua primeira novela realista. Chegamos aos dias de hoje. Se até este momento, caros leitores, não ficaram convencidos das maravilhas que compõe este território, desafio-os a visitarem o Castelo de Leiria, monumento emblemático que se ergue imponente sobre o rio Lis e contrasta da paisagem natural circundante. Para mais, a região tem um pouco de tudo, desde o agradável clima, às infraestruturas completas, a presença do desporto e uma vasta oferta no que é relativo à educação, sem deixar de referir o extremamente rico património, os museus, o artesanato, o entretenimento, até à gastronomia e ao turismo. Difícil é não agradar.

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spazio dental | leiria, entre o mar e a serra

Uma referência na arte de fazer sorrir

Em entrevista à Revista Business Portugal, Adriana Simões fala-nos sobre a Spazio Dental. Mais do que uma clínica de medicina oral, este é um lugar que se distingue pela qualidade, pela equipa e pelo atendimento. especialização deste corpo clínico, ou a sensibilidade de alertar o público para a importância da saúde oral, estarão longe de ser as únicas virtudes da Spazio Dental. De facto, e para além de atender chequesdentista com a garantia de qualidade que sempre definiu a equipa – ou de atentar a uma relação qualidade-preço mais do que justa –, esta é uma clínica que se preocupa com a ligação estabelecida entre utentes e médicos. “A nossa relação é de amizade. Damos o melhor tratamento, com o melhor equipamento, com a melhor equipa, nas melhores instalações”, remata Adriana Simões. Até porque “como profissionais na

Localizada em pleno centro da cidade de Leiria, há uma clínica de medicina dentária que sempre se soube marcar a diferença. Essa distinção, reconhecida por muitos utentes que a frequentam há mais de 15 anos, explica-se através de uma arte que mistura não apenas a melhor qualidade possível com que é ministrado cada tratamento, mas também pelo modo como – sempre com a simpatia à mistura – é estabelecida uma verdadeira relação de amizade com cada visitante. Falamos da Spazio Dental, um projeto assumido por Adriana Simões (ortodontia) e

e a clínica geral correspondem, por isso, às especialidades aqui proporcionadas. Um dos valores que melhor caracteriza a atuação da Spazio Dental reside na importância de se anteciparem os riscos de saúde, sensibilizando-se o público em geral. Efetivamente, “fazemos muita campanha de prevenção e acreditamos bastante nela”, enfatiza Adriana Simões. Assim sendo, “o que nos interessa, enquanto clínica, não é tratar o que está danificado, mas sim preservar”. Acreditando que este é um comportamento ainda longe de unânime entre os utentes portugueses, a nossa interlocutora admite,

pelo marido, Fernando Ponte (clínica geral e implantologia), que outrora haviam sido os responsáveis por outro espaço de saúde oral na cidade, a Clidensa. Intercalando as suas vidas profissionais entre Portugal e Brasil, esta é uma dupla que conhece o segredo da “formação contínua” numa “área da saúde que é dinâmica” e se encontra em constante inovação. Mas o retrato desta verdadeira equipa não ficaria completo sem mencionar Inês Silva, Tatiana Arce e Mateus Neves. A ortodontia, a implantologia, as próteses, a odontopediatria, a endodontia

todavia, “que a mentalidade está a mudar” de forma gradual. E já que de sensibilização falamos, importa acrescentar que “cuidar dos dentes não é apenas uma questão estética”. Pelo contrário, a nossa interlocutora sublinha o modo como a presença de cáries ou a ausência de dentes assumem grandes responsabilidades no processo de digestão dos próprios alimentos, proporcionando problemas que se poderão refletir em diversos elementos do nosso organismo. Ressalve-se, no entanto, que a elevada

área da saúde não podemos esquecer que estamos a trabalhar com pessoas, o que implica a existência de sentimentos e de um outro olhar”, finaliza a nossa entrevistada. Já relativamente ao futuro, Adriana Simões fala na vontade de “manter a qualidade e a mesma relação” estabelecida até hoje com os seus utentes, acreditando continuar a ser uma referência da medicina oral por uma questão simples, mas que faz toda a diferença: “Adoro o que faço”. Posto isto, a Spazio Dental espera poder continuar a proporcionar aos leirienses um sorriso totalmente saudável.

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leiria, entre o mar e a serra | grupo celeiro do móvel

Modernidade e estilo na decoração Com uma experiência de 40 anos no setor, o Grupo Celeiro do Móvel começou por comercializar eletrodomésticos e mobiliário. Atualmente, o segmento da empresa está focado no mobiliário e decoração, para além da empresa mãe, existe ainda a Alfama Home Vintage, mobiliário e decoração e a Há Obra, remodelações.

O fundador e pai dos atuais sócios, Alfredo Laranjeiro, iniciou há 40 anos o que hoje é considerado um negócio de família sólido, reconhecido pelo serviço que prestam na região de Leiria e arredores. A empresa é constituída por três sócios e irmãos: Herlander Laranjeiro, Osvaldo Laranjeiro e Mário Rui Laranjeiro. Em entrevista, Herlander Laranjeiro revela que o negócio começou com “a venda de eletrodomésticos e mobiliário, a atividade foi evoluindo para a parte da decoração. Hoje em dia, o principal segmento de mercado é a habitação familiar”, revela. Celeiro do Móvel, Decoração e Ambientes O Celeiro do Móvel presta serviços vários nas vertentes do mobiliário e decoração, o entrevistado explica que “o conceito é generalista oferecendo um pouco de tudo: cozinhas, mobiliário por medida, roupeiros, decoração, tapeçaria, papel de parede, cortinas. Temos versatilidade, tanto na oferta dos artigos, como nos preços, possuímos uma vasta oferta de artigos económicos, temos clientes que são nossos desde o início e ainda hoje nos procuram por termos preços acessíveis”. O Celeiro do Móvel fabrica todo o tipo de móveis por medida, dando até a possibilidade aos clientes de criar móveis do zero. Com uma equipa constituída por um designer e uma arquiteta de interiores, a empresa oferece um serviço de excelência à medida das exigências do cliente, que também, trabalham na parte da remodelação. No Celeiro do Móvel todos os serviços inerentes à decoração de uma casa estão disponíveis, com uma vasta oferta de artigos, a vários preços e estilos. A equipa está distribuída pelas três empresas do grupo e é constituída por “um designer e uma arquiteta de interiores, respondendo às exigências dos clientes, procuramos sempre evoluir nos conceitos e materiais, acompanhando as novas tendências do mercado, atualmente, no total, a equipa é constituída por 17 pessoas”, explica o interlocutor. Há Obra, remodelações A Há Obra surgiu após a necessidade de muitos clientes em efetuarem remodelações, inicialmente, nas cozinhas. Para dar resposta aos pedidos, Herlander Laranjeiro explica que a empresa se “dedica à elaboração de projetos de remodelação de imóveis e à execução das respetivas obras e restauro. Trabalhamos com profissionais qualificados e competentes em todas as áreas da construção, por isso, podemos garantir aos nossos clientes um serviço de qualidade. Também temos parcerias com diversas marcas fornecedoras de material para a construção que, com provas dadas no mercado, nos dão muita confiança na fiabilidade dos seus produtos”, destaca o entrevistado. O serviço do Há Obra é distinto na medida em que “desde a elaboração do projeto feito pelos arquitetos, até ao fornecimento dos materiais e à execução de toda a obra, até ao momento final, em que nos encarregamos das limpezas e entregamos a casa ao cliente completamente pronta, ou seja, sistema chave na mão”.

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grupo celeiro do móvel | leiria, entre o mar e a serra Alfama Home Vintage, mobiliário sedutor com estilo A marca Alfama surgiu para responder às novas tendências da decoração como o conhecido shabby chic, que consiste principalmente em misturar elementos antigos com modernos. Herlander Laranjeiro explica que “o mobiliário clássico deixou de ser procurado nas lojas. Escolhemos o nome Alfama porque lhe confere a identidade portuguesa, na Alfama todos os produtos são portugueses. Entendo que aquilo que nos distingue é o atendimento, a qualidade dos produtos e o acompanhemento no pós-venda. Os artigos da Alfama podem, também ser adquirios na loja online”. De cariz vintage e retro, “a marca Alfama caracteriza-se por comercializar artigos originários entre as décadas de 1920 e 1960 e que ainda estão em bom estado de conservação para serem reutilizados. O retro aponta para décadas mais recentes, como a de 1970 e 1980. Mas a grande diferença entre eles, é que o vintage resgata artigos feitos nas décadas anteriormente indicadas, enquanto que o Retro diz respeito a peças feitas na actualidade, mas inspiradas em modelos antigos. Na loja onde a marca Alfama expõe os seus artigos, encontram-se os dois géneros de estilos, ou seja, produtos vintage e produtos retro”, explica o entrevistado. A marca Alfama desenvolve projetos de decoração integrados, “desde a visita ao local a decorar, estudo inicial do espaço, onde se esboçam algumas possibilidades de decoração para esse mesmo espaço, passando pela escolha de materiais, cores, mobiliário e tecidos, seguindose o acompanhamento de todo o processo decorativo no local, sempre em contacto estreito com o cliente”, elucida Herlander Laranjeiro.

Perspetivas e projetos de futuro Pretendendo continuar nestes vários segmentos de mercado, o futuro do grupo passa pelo desenvolvimento, através do crescimento “das vendas, principalmente, com a marca Alfama; solidificação do negócio e do setor, através de uma aposta forte na qualidade e satisfação dos clientes”, finaliza Herlander Laranjeiro.

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leiria, entre o mar e a serra | newswerve

Parceiro de eleição para a indústria

Fundada em 2005 pelo seu sócio único, José Cravo, engenheiro mecânico, a Newserve, Lda completa já mais de 10 anos de existência e perseverança na indústria dos moldes.

José Cravo Administrador

Foi após largos anos de experiência na área dos moldes que este engenheiro mecânico, com toda a convicção e determinação, decidiu lançar-se por conta própria, representando atualmente várias marcas internacionais, todas direcionadas para a indústria de moldes e plásticos por injeção, tal como a indústria metalomecânica, a indústria automóvel e aeronáutica. O percurso do entrevistado iniciou-se com a formação técnica no grupo Iberomoldes, onde para além de know-how adquiriu ainda uma larga experiência no setor. O entrevistado revela que depois de terminar o curso de engenharia mecânica, trabalhou numa multinacional onde teve a oportunidade de abrir horizontes, viajando e participando em múltiplas e diversificadas feiras que lhe permitiram ter outros conhecimentos. Refere: “Quando criei a Newserve, Lda comecei por ser representante de uma marca e, neste momento, já tenho parceria com seis, sempre com perspetiva de marcar a diferença em qualidade no mercado”. Quando questionado sobre como foi o processo de iniciar um novo negócio em plena crise, José Cravo afirma que foi um grande desafio. Relata então que “em 2004 quando saí de uma empresa na qual trabalhei algum tempo, consolidando conhecimentos e adquirindo firmeza na experiência acumulada, vi-me compelido a lançar-me num projeto por conta própria. Animado com a perspetiva de começar algo novo, logo pesquisei diversas empresas que estavam à procura de parceiros em Portugal. Estava convicto que teria de fazer

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a opção certa na primeira marca a escolher para assim poder criar uma empresa que operasse no mercado com alguma distinção. Optei por uma empresa alemã, a Günther Heisskanaltechnik GmbH, marca por excelência no setor de sistemas de canais quentes para a indústria de moldes e plásticos”. Após ter conquistado a credibilidade de fornecedores e clientes, a Newserve, Lda tem o prazer de trabalhar hoje com um vasto leque de empresas e entidades nacionais, tais como Grupo Vangeste, Famolde S.A., GLN Moldes S.A., a CUF, o ISQ, Durit S.A, etc. Com capacidade para atuar em todo o país, além de fornecer máquinas e consumíveis, a Newserve, Lda também presta a melhor assistência aos seus clientes em qualquer das fases necessárias ao bom funcionamento dos seus produtos. A Newserve, Lda é uma empresa que prima em fornecer “produtos de qualidade que melhor possam responder às necessidades do cliente”. Apesar de em Portugal, as pessoas ainda procurarem o preço mais baixo em detrimento da qualidade, a verdade é que tem sido o bom serviço que tenho prestado que me tem permitido fidelizar clientes. ”Não é o preço que nos faz perdurar no tempo, mas sim a qualidade!” A Newserve, Lda fornece produtos fiáveis, com marcas que dão garantias de qualidade e certificação. Uma outra característica que distingue esta empresa é a assistência personalizada de pós-venda, sempre célere e eficiente na resolução de problemas. Refere ainda José Cravo “é com orgulho que, seguindo a política de um crescimento sustentado, mantenho uma relação de proximidade e confiança atualmente com mais de 200 clientes. À semelhança da imagem que tento manter para a minha empresa opto por trabalhar com os clientes que são leais à marca e à qualidade, operando em quase todo o país, desde Évora até à fronteira com Espanha”. Sobre o panorama atual do sector, José Cravo esclarece que felizmente “existe muito trabalho e as empresas estão mais estáveis, mas muitas estão ainda dependentes das entidades financeiras. As pequenas e médias empresas já estão a atuar de forma diferente, reinvestindo capitais próprios o que permite maior estabilidade na própria empresa”. A Newserve apresenta-se como “sinónimo de qualidade, inovação e eficiência, bem como, a maior acessibilidade ao cliente! Neste sentido oferece a loja online, onde o cliente pode consultar todos os produtos disponíveis e obter esclarecimentos”. Quanto à perspetiva de futuro, ressalva José Cravo que pretende desenvolver a loja online, principalmente na parte dos consumíveis e tudo fazer para que possa fornecer informação mais personalizada ao cliente, rentabilizando custos. “A evolução passa também por reinvestir no desenvolvimento da empresa, evoluindo sempre na medida daquilo que se consegue ganhar”, finaliza José Cravo.


leiria, entre o mar e a serra | prolipet

Empreendedorismo a toda a prova

Ricardo Henriques é proprietário e fundador, juntamente com o pai, da Prolipet, empresa de fabricação e reciclagem de plásticos. Fundada há quatro anos, a empresa tem vindo a crescer de forma sustentada.

Ricardo Henriques Proprietário

Ricardo Henriques esteve sempre ligado à indústria dos moldes e plásticos, devido à ocupação profissional do avô e do pai que sempre trabalharam nestas áreas. O entrevistado é um jovem que decidiu seguir os passos dos seus antecessores, “comecei a trabalhar neste setor com o meu pai, há quatro anos criámos os dois a Prolipet, da qual sou proprietário. O meu pai colabora e tem o know-how, sobretudo, na área dos moldes”. Na Prolipet são fabricados diversos artigos destinados à agricultura e retalho. O sócio-gerente explica que atualmente fabricamos “bebedouros e comedouros para animais, regadores de plástico, embalagens para combustível. Na parte da embalagem, temos recipientes de meio litro a dez litros destinados ao azeite e a detergentes, como a lixívia”. O empresário explica que “produzimos produtos de elevada qualidade, tendo como foco a satisfação dos nossos clientes. Para isso utilizamos a melhor matéria prima garantindo resultados perfeitos. Todos os nossos produtos

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são submetidos a um rigoroso teste de qualidade”, frisa. Os artigos fabricados na Prolipet têm como destino os revendedores ou empresas que procedem ao embalamento de produtos. Questionado sobre o progresso, Ricardo Henriques revela que a empresa “tem crescido, todos os anos. O ano de 2016 correu bastante bem, daí tivémos até a necessidade de mudarmos de espaço. Antes tínhamos uma unidade de 1000 m2, agora, as novas instalações têm 1.500 m2. Contudo, julgo que, em breve, este espaço se possa tornar pequeno”. A equipa da Prolipet procura dar resposta de forma eficiente a todas as encomendas, “tendo sempre em conta a qualidade e satisfação dos clientes”, ressalva. Sobre os mercados com os quais trabalham, o entrevistado revela que Portugal é o principal, seguido de Espanha, “temos três clientes espanhóis com quem trabalhamos, sobretudo, em novembro e dezembro, mas que representam cerca de 20 por cento da faturação da empresa”, explica o interlocutor.

Futuro promissor Atualmente, a Prolipet tem em andamento um projeto ao abrigo do Portugal 2020, “o projeto está relacionado com o investimento em equipamentos que a concretizar-se obrigará a mudar para instalações maiores. A equipa é composta, atualmente, por cinco pessoas, mas estamos a pensar expandir a mesma, brevemente, se o projeto do Portugal 2020 se concretizar. O projeto consiste concretamente na aquisição de equipamentos industriais, nomeadamente, máquinas de sopro, injeção e moldes. Neste caso, queremos fazer os nossos próprios moldes de forma a não estarmos tão dependentes do exterior. Neste momento, em termos de capacidade de resposta estamos no limite, temos até recusado encomendas porque não queremos falhar com os clientes”, esclarece Ricardo Henriques. Sendo uma empresa com quatro de anos de atividade, mas que conta com know-how, o entrevistado salienta que são muitos os projetos a concretizar no


prolipet | leiria, entre o mar e a serra futuro, assim, primeiro, no que diz respeito à produção, a Prolipet pretende “aumentar a capacidade na parte dos jarricans, já que atualmente produzimos só até aos 10 litros. Queremos passar para a produção destas embalagens de 20 e 30 litros. Na parte do sopro, temos a barricas que podem ir quase até aos 300 litros”. Em segundo, Ricardo Henriques revela que a Prolipet quer “manter e aumentar a gama de produtos, em termos de tamanho e capacidade. Pretendemos inovar e acrescentar novos setores, como o dos artigos domésticos, uma área muito promissora”. No que toca à exportação, “o objetivo é chegar a França, mas o grande constrangimento é o transporte, porque os nossos produtos são muito volumosos, apesar de termos uma boa relação qualidade/ preço. O mercado espanhol olha para o portugueses como bons parceiros, apreciam o nosso artigo e adquirem muitos artigos de plástico em Portugal”, reforça o entrevistado. Para concluir e sobre o panomara do setor, o entrevistado entende que, neste momento, “estamos a progredir e a desenvolver o trabalho de forma sustentável, sabemos por colegas que trabalham na mesma área, que o ano de 2016 foi favorável e positivo. Temos de ter consciência que a exportação será o segredo do sucesso de grande parte das empresas portuguesas, desta área, já que o nosso mercado é muito pequeno”, finaliza Ricardo Henriques.

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leiria, entre o mar e a serra | clinipedro

Gestos que inspiram cuidados e motivam evoluções

Pedro Albuquerque (dir.) e equipa Administrador

Muito do olhar de um fisioterapeuta passa pela vertente da humanização. “A Clinipedro faz sobressair o potencial de humanização em cada utente”, revela Pedro Albuquerque, dando o exemplo de um dos “nossos clientes, (empresário de sucesso) que coordena centenas de pessoas no seu dia a dia. A sua lesão no ombro afetava a sua vida por completo, visto não fazer a sua atividade preferida: condução desportiva. Desde a sua recuperação tudo mudou, as relações pessoais e profissionais”. Embora disponha de recursos físicos vários, Pedro Albuquerque sabe que tem como principal instrumento as mãos, que através do toque cuidam, reabilitam, confortam e curam.

Perfecionista por natureza, o nosso entrevistado faz-nos olhar para a sua área com a abrangência e valorização do toque, aproximando-nos do acompanhamento personalizado em que ele acredita. Desde muito cedo teve oportunidade de trabalhar com excelentes profissionais (como o

vocação. “Aprendi muito, mas também percebi que a Fisioterapia precisava de evoluir imenso”. Não encontrando um lugar que se ajustasse ao seu perfil e ambições, resolveu trazer para Leiria a inovação que acumulara no percurso do ensino, da experiência, não deixando

técnicas nós estávamos bem, mas noutras encontrávamo-nos completamente distantes e bloqueados”, confessa. Assim nasceu a Clinipedro. Qualidade em todos os ciclos de vida O medo de tocar no paciente em

tem um poder revitalizador importante, que as máquinas não conseguem produzir. A qualidade de tratamento em que ele acredita concretiza-se num ritmo gradual e, pelo meio, preconceitos são derrubados: “Temos pacientes que chegam aqui e nos dizem que não dormem bem. Pensam que

Dr. Bernardo Vasconcelos e o Professor Doutor João Gamelas) que não só lhe proporcionaram sabedoria, mas também o levaram a compreender que muita desta área se encontra intrinsecamente ligada à

para trás as enriquecidoras influências que assimilou de outros países (Reino Unido e Estados Unidos da América). “Fui para esses países para perceber o que lá estava a ser feito. Foi curioso ver que nalgumas

determinadas patologias gerava em Portugal formas de tratamento pouco invasivas e pressões negativas. Esse pensamento está a ser quebrado em Portugal por Pedro Albuquerque, assegurando-nos que o toque

isso acontece por situações várias, mas no final descobrem que o problema deriva da coluna”. Poderemos olhar para este exemplo como um caso isolado, mas se observarmos numa perspetiva mais ampla percebemos o

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clinipedro | leiria, entre o mar e a serra impacto social que isso pode trazer. O gesto que se estende muito para além da componente física leva a que a sua especialidade se centre na Medicina Desportiva e Bem Estar, “mais concretamente no bem da articulação”. No entanto, a diferença que produzem não se sente apenas no potencial físico do atleta (com um estilo de vida ativo), mas também noutras profissões desgastantes (de hábitos mais sedentários): “Temos vindo a demonstrar às pessoas de que a componente preventiva e profilática é importante na Fisioterapia. Há pessoas que vêm aqui uma vez por mês e criam rotinas, querendo estar sempre em pleno”. O resgate que é conseguido pelo simples uso da mão deixanos abertos a outras abordagens e sensíveis a alcances em nada superficiais. A Fisioterapia tem por isso não apenas o objetivo de curar, mas também a capacidade de proporcionar maior qualidade de vida a todas as pessoas, com presença ou ausência de dor (independentemente da sua faixa etária, género, situação económica ou classe social). “Poder dar isto às pessoas é uma arte. É preciso conhecimento, mas também a própria vocação para evoluir”. Nesse olhar profundo de abertura, o profissional reconhece que tem ao seu lado quatro pessoas, que para além da formação, sentem o estímulo da aprendizagem permanentemente, são profissionais únicos. A prática integral fomentada não exclui órgãos nem reduz o paciente à doença, ainda assim não escondem que a confiança entre todos será preponderante no processo de recuperação.

Progresso Oito anos volvidos, Pedro Albuquerque antevê desafios, mas não deixa de aguardar uma medicina de maior qualidade para as pessoas que apenas têm acesso ao Serviço Nacional de Saúde. Um outro caminho possível - que está intimamente ligado aos clubes e ao potencial que um jogador de futebol pode obter - assenta no tratamento da coluna dos jogadores. “Neste momento, os clubes não têm ninguém vocacionado para essa área”, revela. As possibilidades assumem sempre uma componente de risco, porém a Clinipedro reconhece o seu valor e o seu conhecimento não poderá ser ignorado: “Nós não sabemos bem para onde é que isto nos vai levar, mas que é especial, é”. Direcionados para a permanente evolução constroem-se projetos sustentados na realidade e assim contagiam o presente com a sabedoria do passado e a esperança do futuro. Evitando olhar para o corpo como um conjunto de partes, a inovação fica garantida através de uma saúde mais globalizada que se perpétua. Algumas valências da Clinipedro que marcam a diferença na fisioterapia: - Combate à dor; - Combate à ansiedade; - Combate aos transtornos do sono/descanso noturno; Na Clinipedro preocupamo-nos com a “facilitação da concretização pessoal em cada indivíduo”

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leiria, entre o mar e a serra | plasgal

Há 40 anos na vanguarda do setor

Os grandes saltos de qualidade superam-se sempre com as oportunidades e desafios que o mercado dispõe. Paulo Almeida (diretor geral) e Célia Nogueira (sócia-gerente) estiveram à conversa com a Revista Business Portugal para que melhor pudéssemos compreender o caminho de perseverança traçado pela Plasgal – Produção de Embalagens, Lda. Reconhecendo de antemão o contexto em que se desdobra o setor de transformação de plásticos, observamos o posicionamento de uma empresa que teve a sua fundação em 1973. Iniciando a sua atividade na área de produção de filme, mais concretamente no fabrico de embalagens flexíveis, a par do setor de injeção com o fabrico de tabuleiros para a indústria alimentar, brinquedos e artigos de uso doméstico – representando este último setor cerca de 30 por cento da produção –, a Plasgal cedo sentiu a necessidade de adaptar-se às necessidades e evoluções do mercado, direcionando-se de forma proativa e corajosa para um segmento de negócio diferente, que hoje caracteriza o seu ADN. Com a paixão da inovação e o recurso da tecnologia, a empresa – sediada numas instalações com 30.000 m2 de extensão – está hoje especializada na produção e comercialização de películas plásticas. Muitas delas são utilizadas para a conceção de embalagens flexíveis – como mangas, filmes, folhas e sacos – que variam de densidade, tamanho, cor, formato e impressão, consoante o destino aplicado. Assumindo, efetivamente, um volume de

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produção mínimo de aproximadamente 500 toneladas por mês, a Plasgal aproveita as características e benefícios da sua matériaprima nos mais diversos setores de atividade. Não constituirá, como tal, surpresa que indústrias tão díspares como as do ramo automóvel, farmacêutico, alimentar ou a grande distribuição (entre muitas outras) não veriam os seus processos a operar do mesmo modo sem o importante contributo desta empresa, com sede em Leiria. Mas como a qualidade não se cinge a fatores como o capital financeiro, os empresários reconhecem a importância dos cerca de cem colaboradores que, em nome da Plasgal, se unem todos os dias para evoluir dentro da própria atividade e ambições. Esta é uma responsabilidade que só fica consolidada numa abordagem orientada para os resultados e consequente atitude proativa na formação. Relações de confiança Acreditando na excelência como ponto fulcral para toda a ação, os nossos interlocutores reconhecem a importância de proporcionar o acompanhamento mais atento quanto possível aos seus clientes,


plasgal | leiria, entre o mar e a serra sensibilizando-os para aspetos como as mudanças no setor ou a essência da sua matéria-prima. Esse acompanhamento proporciona-lhes uma amplitude mais diversa justificando o estatuto de “parceiro de confiança” que muitas vezes caracteriza a ligação da Plasgal a todos quanto lhe solicitam serviços. Ainda que o ano de 2015 tenha conhecido algumas adversidades, a Plasgal demonstra hoje um percurso de crescimento, encarado simultaneamente com otimismo e sustentabilidade. Posto isto – e anualmente englobados no ranking das 250 maiores empresas do distrito de Leiria – apostam cada vez mais no seu processo de internacionalização. Atualmente com presença definida em todo o país, a Plasgal assegura ligações com Espanha (principalmente na região da Galiza e Madrid), não deixando de estar presente em mercados tão díspares quanto Angola, Moçambique, Cabo Verde, Suíça ou Luxemburgo, entre outros países europeus. É precisamente numa conjuntura tão decisiva que Célia Nogueira se assume otimista com “o enorme desafio” que tem em mãos para os próximos anos: assegurar, em conjunto com toda a equipa, que a Plasgal persista como uma referência de inovação, boa gestão e excelência na sua arte. Esta é uma visão complementada por Paulo Almeida, ou não defendesse o nosso interlocutor que “o não acreditar é um travão”.

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leiria, entre o mar e a serra | restaurante pérola do fétal

Um projeto de alma e encantos gastronómicos

Chefes, Jorge Anastácio e Chefe de sala

A meio caminho entre Batalha e Fátima fomos descobrir o conceito que está por detrás do restaurante Pérola do Fétal. Conhecido por manter um sabor que se prende e desprende harmoniosamente da tradição, os irmãos Anastácio (Paulo Anastácio e Sandra Anastácio) transmitem uma personalidade moderna, sofisticada, sem nunca deixar de lado o seu carisma regional e familiar. continua a associar-se ao estilo e à abertura dos diferentes paladares. Encontros causados por casualidade, ou não, a Pérola do Fétal consegue captar para junto de si públicos das mais diversas nacionalidades. Se por um lado adivinhamos o português, de gosto vincado, por outro vemos o brasileiro, desperto para a novidade e possibilidade. A alimentação com o poder de unir as mais diferentes pessoas num só lugar, integra ainda povos de diferentes partes da América (Venezuela, Perú, Haiti, Colômbia e Panamá) e da Europa (Alemanha, Holanda, França). O espírito aberto torna-os sensíveis aos

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ncorados no valor que a própria região (Reguengo do Fétal) lhe confere, os irmãos tiveram sempre o apoio dos pais para garantir que o crescimento se proporcionasse de forma sustentada. Hoje, 17 anos volvidos, compreendem que o balanço positivo muito se deve às raízes e projetos da família. “Emigrei durante algum tempo para a Alemanha, mas sempre quis erguer um negócio próprio em Portugal”, introduz o pai (Jorge Anastácio). A influência e a presença do tio no ambiente da restauração acabara

Uma estrutura que cresce no seio de uma família consolida-se com a paixão do projeto e os afetos da terra. Ainda assim o gosto pela mistura (os ingredientes, as regionalidades e suas tipicidades) e a interação com diferentes públicos não nascem num dia só. A hospitalidade alimentar, muitas vezes relegada para segundo plano, leva-nos a verificar que a maior parte das pessoas dispõe de pouco tempo para encontrar o prazer que toda uma refeição tem para lhes dar. Aqui a grande aposta pela qualidade e atenção dada ao cliente, faz-nos deparar com pratos tão diversos como o polvo à lagareiro, o bacalhau com molho cremoso de camarão ou à casa (com migas de nabiça), o cabrito assado no forno, a posta maronesa, o lombinho de porco com alheira de caça e o arroz de bucho. Nas sobremesas podemos

por lhes transmitir com maior força e vigor essa mesma ideia. E o salto da teoria para a prática deu-se no instante em que detetaram uma lacuna no concelho da Batalha e na região Leiria - Fátima.

ainda optar pelas brisas do Lis, as cavacas de Reguengos ou farófias.

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Sabor de gestos e palavras Conectora de relações sociais, a gastronomia


restaurante pérola do fétal | leiria, entre o mar e a serra

pormenores, e não são raras as vezes que se apercebem que muita da sua singularidade encontra-se nos pequenos detalhes. Nessa combinação de requinte e família, o espaço procura respostas para diferentes convívios, antevendo como bom ponto de partida a identidade de Portugal e a musicalidade do vinho. “Temos uma cozinha muito apurada e condimentada (diferente do que se pode ver noutros países). E é isso que marca a diferença. Nós tentamos

A sustentação da gastronomia, tendo como base a proximidade, fá-los desfrutar de uma carta de vinhos extensa e de um azeite característico da região de Fátima. Conjugado a tudo isto não podemos deixar de referenciar a beleza que lugares como a Batalha, Tomar, Alcobaça e Óbidos conferem a toda a descoberta. Existe um património que mantém elos vivos com o presente e que por mais que nos afastemos do passado, o sabor da cozinha portuguesa procurará

Dia dos Namorados (Menu Especial) A herança cultural não deixa porém de lhes aguçar o apetite. Com o Dia dos Namorados a aproximar-se, a cozinha inspira-se na cultura local. “Vamos ter um menu especial que incluirá uma entrada à base de queijo, um prato principal - no peixe será o tamboril panado com legumes salteados e na carne o lombinho de porco, esmagada de batata e alheira - no final, reservamos uma sobremesa de chocolate”. Não revelando

trabalhar com produtos frescos e regionais. Apostamos no que há à volta”, traduzem.

eternizar rituais e tradições.

tudo, o espaço promete acolher a intimidade que todo este dia encerra, aproveitando o

apelo à criatividade e inovação. Doravante, a Pérola do Fétal sabe que cada geração é dona de intensas mudanças e, como tal, estará aberta a que a tradição se reinvente a todo o momento. O espaço dispõe neste momento de duas salas (uma com capacidade para cerca de 70 pessoas e outra para aproximadamente 150) e deixase recortar num ambiente de simplicidade e história - atributos cada vez mais difíceis de conciliar.

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leiria, entre o mar e a serra |cervejaria joão gordo

Paladares, sensações e experiências para não esquecer

Nuno Lopes Administrador

Situada em pleno centro de Leiria, a Cervejaria João Gordo é o lugar ideal para uma tarde ou uma noite bem passadas, na companhia de excelente comida, muita alegria e o melhor ambiente. Quem conhece, não esquece.

A história desta casa começou em 1984, quando João Lopes – conhecido na terra como ‘João, o Gordo’ – decidiu abandonar o seu emprego para abrir, em conjunto com a esposa e de forma visionária, uma petisqueira no centro de Leiria. Recorde-se que não existia então “nada deste género” naquela zona da cidade, proporcionandose assim um negócio que constituía uma verdadeira “alternativa” para o público. De facto, e volvidos 30 anos de muito trabalho, o João Gordo é nada mais, nada menos do que um dos locais mais aclamados e famosos da região, revelando-se o valor de uma aposta mais do que ganha.

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Hoje, é Nuno Lopes que assume a gestão da casa, embora as memórias e os ensinamentos do pai continuem tão presentes como nunca: “Comecei a trabalhar nesta casa por volta dos 16 anos”, lembra o filho do fundador que reconhece, ainda hoje, o pai como um exemplo, pela forma como “incutiu em mim aquela chama de procurar, de vencer e de criar coisas novas”. Se, todavia, o João Gordo começou como uma casa de petiscos, a vontade de marcar a diferença assumiu-se como uma constante ao longo dos anos. “O que tentei fazer dentro do meu setor foi ouvir os meus clientes”, esclarece Nuno

Lopes, à medida que a cerveja, o marisco e os pratos de peixe ou carne começaram a marcar maior presença na casa, fazendo companhia aos queijos, às moelas, à alheira, ao presunto e aos tremoços. Acima de tudo, e em consonância com esta vontade de alargar o leque de ofertas, houve outro compromisso: “tudo o que temos cá em casa é produto da melhor qualidade”. Já a pensar nos apreciadores de cerveja em particular, há um mimo muito especial: a cerveja João Gordo, produzida (pela Praxis Coimbra) exclusivamente para ser servida no estabelecimento. “É uma cerveja pilsener, mas com um trabalhar mais artesanal e que foi feita para se beber com amigos”, explica Nuno Lopes. Uma experiência, cinco sentidos Mais, no entanto, do que um sítio onde as pessoas se possam deliciar com iguarias tão divinais quanto o presunto de pata negra, o queijo da Serra, a morcela espanhola ou a posta galega, a Cervejaria João Gordo é uma experiência, feita para se saborear com os cinco sentidos. Não é, como tal, por acaso que o grande objetivo dos colaboradores que aqui trabalham (e se distinguem pela arte do seu excelente atendimento) é “transmitir aos clientes a ideia de que estão em casa e que sintam felizes”. As gargalhadas, a boa disposição, as conversas, os sorrisos, o delicioso sabor dos produtos, a frescura da cerveja e o conforto de um espaço repleto de motivos marítimos são os ingredientes indispensáveis que marcam a experiência diferenciadora

de quem aqui vem por muito mais do que a prova de um mero petisco. “Quando comecei a trabalhar, queria uma casa em que os clientes ficassem presos pelo serviço e pela comida e é por isso que, no João Gordo, os quero surpreender, criando sensações e emoções”. E é precisamente desta forma que a casa promete continuar nos próximos anos, não esquecendo, contudo, novas ambições. “Este ano vamos apresentar novos pratos e tentar colocar o João Gordo fora de portas, no estrangeiro”, explica Nuno Lopes. Que venham, pois, cada vez mais clientes saborear o que aqui se faz e como se faz: com muito gosto, qualidade, felicidade e, acima de tudo, singularidade.


leiria, entre o mar e a serra | carnes avenida

40 anos de empreendedorismo

Noémia Gonçalves, Tiago Faustino Ferreira e Rui Ferreira Dep. Financeiro, Assistente de direção e CEO

Rui da Conceição Ferreira cedo começou a dedicar-se ao comércio. Depois de cumprir o serviço militar em Santa Margarida, decidiu abrir um negócio por conta própria. Atualmente é proprietário das Carnes Avenida, possui dois restaurantes, uma garrafeira e outros investimentos imobiliários. Em entrevista, damos a conhecer um negócio de família com continuidade assegurada.

No centro da cidade de Leiria está situado o talho Carnes Avenida, o estabelecimento do qual Rui da Conceição Ferreira é proprietário, sendo este apenas uma parte dos negócios que foram surgindo ao longo dos últimos 40 anos. Questionado sobre como decidiu dedicarse a este ramo, o entrevistado revela que “tudo começou pelo sonho que tinha em ter algo mais. Fui militar em Santa Margarida durante três anos e, na altura, já me dedicava à venda de objetos que não existiam em mais lado nenhum, junto dos militares. Juntei as necessidades às oportunidades, tudo o que eu tinha era sempre novidade para alguém e ia fazendo pequenas vendas”, revela. Após ter terminado o serviço militar e já exercendo a profissão de cortador de carnes, o nosso interlocutor afirma que decidiu responder a um anúncio e “arranjei emprego num talho fora de Leiria. Em 1977, decidi estabelecer-me em nome individual. Um ano depois, arranjei logo um sócio, participei em vários negócios ligados ao comércio como, por exemplo, no retalho e vestuário. Por ter este espírito empreendedor, em 1980, criei as Carnes Avenida”, revela Rui da Conceição Ferreira. Para além do talho, atualmente, as Carnes Avenida são também constituídas pela unidade industrial situada na localidade de Barreira, onde produzem diariamente chouriço tradicional, farinheira, negrito, morcela de arroz, paio da perna e salsicha fresca. O grande ex-libris das Carnes Avenida são

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a morcelas de arroz, tão bem conhecida em todo o concelho de Leiria e arredores, um produto que prima pela elevada qualidade. Rui da Conceição Ferreira destaca a forma tradicional com que são produzidos os enchidos, “atados à mão e fumados a lenha, atualmente, produzimos cerca de 16 toneladas por mês”. A qualidade dos produtos Carnes Avenida valeram à empresa uma parceria com uma cadeia de grandes supermercados, que já dura há quatro anos, “um protocolo estabelecido, que tem sido muito positivo e que tem contribuído para o crescimento da empresa. Asseguramos o respeito pela tradição a partir de uma rigorosa seleção das matérias primas, que é uma condição e o fator de sucesso dos produtos. Somos uma empresa preparada para os novos desafios do mercado, dotada de modernas instalações industriais, com pessoal especializado, equipamentos adequados, devidamente licenciada e cuja capacidade de resposta faz com que tenha a confiança de todos clientes”, reforça o entrevistado. O crescimento sustentado da empresa valeu já alguns galardões como o prémio PME Líder e PME Excelência. Rodeado de uma equipa que segue a sua filosofia, Rui da Conceição Ferreira conta atualmente com a colaboração do filho Tiago Faustino Ferreira, assistente de direção e que opera sobretudo “na área comercial, divulgação e logística”.


carnes avenida | leiria, entre o mar e a serra

‘Reis’ como do restaurante ‘A Charneca do Bailadouro’ contam com o apoio do seu sócio. Ambos os espaços servem à mesa produtos devidamente selecionados e de qualidade, sugeridos pelos melhores profissionais, apresentando uma cozinha tradicional portuguesa, baseada na dieta mediterrânica. No seguimento desta filosofia, surgiu também a garrafeira ‘Velha Reserva’, onde a relação qualidade preço é um dos principais fatores a ter em conta. A ‘Velha Reserva’ apresenta vinhos de alta qualidade, e outro tipo de bebidas. O talho ‘Carnes Avenida’, a unidade industrial, os dois restaurantes e a garrafeira são responsáveis por 30 postos de trabalho. Questionado sobre o segredo do sucesso, em manter vários tipos de negócio, ao longo de tantos anos, no âmbito de pequenas e médias empresas, Rui da Conceição Ferreira revela que “temos que trabalhar muito, sermos honestos, compreensivos, rigorosos, há que saber estar, tanto com os clientes como com os fornecedores”.

do limite máximo e para manter a nossa filosofia de produção precisamos de um novo espaço. Não sendo nosso objetivo enveredar por uma produção em massa, mas sim manter o respeito pelo fabrico tradicional”, revela Tiago Ferreira.

Projetos de futuro Questionado sobre o futuro, Rui da Conceição Ferreira remete para o sucessor e filho Tiago Faustino Ferreira. O jovem revela que “a sucessão implica manter a filosofia, acreditar na filosofia da empresa e manter o mesmo padrão de qualidade de produtos e serviços, dentro da qual a nossa marca deverá continuar a ser reconhecida. Tudo isto sustentado por um investimento adequado às necessidades dos nossos projetos. Passará igualmente pela contínua valorização e respeito pelas pessoas que connosco trabalham, proporcionando condições ajustadas e adaptadas a um equilíbrio profissional e familiar”, ressalva Tiago Ferreira. A médio prazo será “projetada uma nova unidade industrial, que poderá estar pronta daqui a dois anos, atualmente, estamos com a capacidade produtiva perto

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Ana Martins e Jorge Ferreira Dep. de qualidade e segurança alimentar e gerente da unidade industrial

A aposta na restauração Após a consolidação do negócio do talho e fruto da necessidade de escoar alguns produtos, Rui da Conceição Ferreira decidiu aventurar-se na área da restauração, “como nunca se pretendeu fazer concorrência a ninguém, precisava de escoar algum produto e por isso decidi abrir um restaurante”, refere. Atualmente, é proprietário de dois restaurantes, mas em tempos chegou a ter cinco. Os restaurantes ‘Reis’ situado no centro de Leiria e ‘A Charneca do Bailadouro’ situado nos Pousos, fazem parte de um projeto de vida, que nasceu em 1977. Tanto a gerência do restaurante


OEIRAS MARCA O RITMO Eis que chegamos ao quinto município mais densamente povoado de Portugal. Oeiras tem a prestigiada localização na zona mais atlântica do Estuário do Tejo, o que lhe confere umas vistas para o mar de deixar qualquer um sem fôlego. Rodeado por Sintra, Amadora, Lisboa e Almada, este concelho é uma das divisões administrativas da Grande Lisboa, onde beneficia de um agradável clima temperado marítimo, o que pode ser apreciado em qualquer um dos seus muitos atrativos jardins, parques e praias. Apesar de estar tão próximo da capital portuguesa e de ser densamente povoado, Oeiras é considerado um município que goza de uma grande qualidade de vida. Só estes argumentos já invocados seriam razão suficiente para estabelecer qualidades atrativas à região, porém, se isso não o faz, sentimo-nos compelidos a referir que este é um dos concelhos mais desenvolvidos e ricos não só de Portugal, mas da Península Ibérica, arriscamos mesmo afirmar da Europa. Este pólo económico autónomo é o segundo município com maior poder de compra e o segundo maior a arrecadas impostos em Portugal. Tem 81% de receitas próprias e o maior rendimento per capita. Este sucesso registado a nível económico está diretamente ligado com os estudos da população: Oeiras é, também, o concelho português com maior concentração de população que têm estudos superiores e a área lusitana com a mais baixa taxa de população sem estudos. O tecido empresarial que aqui se encontra registado é vasto e poderoso, composto por multinacionais e perto de 30% da capacidade científica do país. Inclusive, alberga empresas como o Taguspark, maior parque de Ciência e Tecnologia de Portugal, e o Lagoas Park. Desta forma, o território já foi apelidado como o Silicon Valley da Europa e tem um dinamismo que o justifica, ou não fosse um dos principais núcleos de I&D (Investigação e Desenvolvimento) do Velho Continente. Este é um destino de excelência para se trabalhar e, acima de tudo, para se viver.

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mencovaz | oeiras marca o ritmo

Um dos nomes mais sonantes da Avaliação Imobiliária em Portugal

Sinónimo de excelência na área da avaliação imobiliária, a Mencovaz foi criada em 2008 por Jorge Ferreira Mendes que conta com mais de 40 anos de experiência neste ramo. Hoje, o perito avaliador e o seu filho Jorge Pedro Ferreira Mendes estão no leme desta empresa que se tem tornado líder do setor.

Jorge Ferreira Mendes Administrador

Foi no ano de 1972, numa altura em que as técnicas de avaliação imobiliária eram ainda muito rudimentares, que Jorge Ferreira Mendes se iniciou nesta atividade. “Nessa altura este trabalho era uma autêntica aventura”, conta o perito. “Não tínhamos bibliografia, nem bases de dados que nos ajudassem, nem computadores”. Foram “tempos heróicos” onde o sistema de avaliação era simples e o método prendia-se

em que quer o número de avaliadores quer o número de entidades a requisitar este serviço era, consideravelmente, baixo. À data eram sobretudo a Caixa Geral de Depósitos (a grande escola de avaliação) e o Crédito Predial Português sendo o crédito sobretudo vocacionado para a aquisição de habitação própria. Em menor quantidade eram solicitadas, pelas instituições financeiras, avaliações de imóveis (como terrenos

experiência e técnica que, ainda, hoje lhe são atribuídas. Porém, “o grande salto para a criação da empresa dá-se em 2006, quando os bancos deixaram de contactar peritos individuais e nos solicitaram a constituição de empresas de avaliação imobiliária com cobertura nacional, continente e regiões autónomas”, para este trabalho em regime contratualizado de outsorcing, num altura em que o setor da avaliação imobiliária

diretivas no sentido de promover uma maior independência entre o ato de avaliar e o acto da concessão do crédito”. A ideia, segundo o próprio, era que essas empresas tivessem uma rede de colaboradores que conseguisse cobrir todo o território nacional, uma vez que os prazos para as avaliações pedidas começaram a ser muito mais curtos. Depois da criação de várias empresas, como a Essitam (1991) e a Consulaval (2006) o

com a comparação entre imóveis similares. Os relatórios de avaliação resumiam-se e eram escritos numa folha de papel A4 com o valor proposto que se complementava com algumas fotos. Esta foi, também, uma época

e armazéns) para reforço das garantias colaterais de empréstimos solicitados e para fomento à construção. Desta forma, Jorge Ferreira Mendes atuava indivivualmente, adquirindo toda a

se viu alvo de uma maior concorrência e exigência por parte dos seus clientes entidades do setor financeiro. “Este passo que os bancos deram não foi por acaso”, explica Jorge Pedro Ferreira Mendes, “foram

perito avaliador criou a Mencovaz (2008), agrupando assim mais de três décadas de experiência no mercado da avaliação imobiliária com uma rede de avaliadores distribuída por todo o território nacional.

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oeiras marca o ritmo | mencovaz

Jorge Pedro Ferreira Mendes Administrador

Este foi um projeto iniciado com três sócios de que, ao longo do tempo, dois sairam e deram o mote para que Jorge Ferreira Mendes ficasse no comando da empresa que potenciou a sua identidade mas, deu lugar à Mencovaz que hoje conhecemos. A empresa continou o seu trabalho no setor de avaliação com algumas das principais instituições financeiras portuguesas, promotores imobiliários, proprietários de imóveis institucionais e privados, Fundos de Investimento Imobiliário, Sociedades Gestoras de Carteiras de Imóveis, Sociedades de advogados, etc. O grande foco da empresa é, sem qualquer dúvida, a avaliação imobiliária que cobre todos os tipos de imóveis, mas existem outros serviços complementares que, também, fazem parte da sua oferta como a certificação energética

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de Imóveis, desde 2013, peritagens e análises de investimento que contribuem para a decisão do investidor. E é, também, em 2013 que Jorge Pedro Ferreira Mendes se inicia na empresa. Formado em Engenharia Civil e a trabalhar em São Paulo, é numa visita a Portugal nesse ano e durante um encontro com o pai, que Jorge Pedro aceita o convite para fazer parte deste projeto e, desde então, tem absorvido todos os ensinamentos que o pai lhe tem transmitido. Para Jorge Pedro Ferreira Mendes, a sua formação é uma mais-valia para a Mencovaz, uma vez que a avaliação imobiliária reúne num único acto diversas áreas, nomeadamente, a engenharia. Com uma área de atuação nacional, de norte a sul do país incluindo as RA da Madeira

e dos Açores, a Mencovaz conta com uma rede ampla de cobertura nacional de 150 avaliadores vindos de diferentes áreas da engenharia e da arquitetura, credenciados e inscritos na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). “Por isso, a nossa força não somos nós, é a nossa rede”, afirma Jorge Pedro Ferreira Mendes que defende que “um avaliador tem que perceber de obras, tem de saber olhar para um imóvel e perceber se este tem ou não problemas”. Além destes 150 colaboradores distribuídos por todo o país, a empresa conta, ainda, com oito avaliadores muito experientes no seu escritório/sede no Tagus park. A formação rigorosa faz parte da realidade do setor e da Mencovaz que se mostra exigente neste aspeto, ou não fosse esta uma área em constante mudança e

evolução. A necessidade de se manterem a par das modificações leva a que sejam dadas formações internas alternadamente, formações estas que se dividem em dois tipos: se num ano a formação é generalista e para toda a rede, no seguinte a formação é dedicada a um determinado tema considerado relevante e abrange apenas uma parte dessa rede. Sigilo, compromisso, ética , rapidez e rigor são cinco pilares essenciais no funcionamento da Mencovaz. Para os empresários, o cumprimento de prazos é peça fundamental no mundo da avaliação imobiliária onde a pressão aumenta todos os dias e “tudo é urgente e para amanhã”. Mas quais as principais diferenças entre contratar a Mencovaz ou outra empresa? Jorge Pedro Ferreira Mendes responde-nos: “A nossa grande diferença reside no relatório que é feito pelo avaliador do imóvel e, antes de ser entregue, é revisto, pelo menos, por outros dois peritos avaliadores experientes certificados, sediados no Taguspark”, não descurando que cada avaliador tem uma área de especialidade e os pedidos de avaliação são distribuídos dessa forma. Existe um conjunto de princípios orientadores que não devem ser esquecidos na hora de avaliar um imóvel, princípios que fazem toda a diferença no terreno e se prendem com a clareza na hora de elaborar os relatórios e dar uma resposta rápida aos pedidos. O ato de avaliar, hoje, obedece, obrigatoriamente, a uma maior exigência e a verdade é que, se uma empresa ou um avaliador individual comete algum erro grosseiro ou cai em descrédito perante o mercado, já nada há a fazer contra a quebra de solicitações do mercado. A confiança no avaliador continua a ser parte fulcral de todo o processo de avaliação. Mas para Jorge Pedro Ferreira Mendes, a profissão tem sido desvalorizada nos últimos 20 anos,em termos de honorários, considerando que os honorários pagos hoje em dia estão desenquadrados face ao conhecimento técnico exigido e ao tempo despendido pelos profissionais na recolha de elementos base para elaboração do relatório circunstanciado de avaliação. Depois de uma fase menos positiva, Portugal é, hoje, um dos melhores países


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para investir no que à área imobiliária diz respeito, sendo alvo de alguns dos maiores investidores internacionais que vêem no nosso país como um país seguro. A importância de Jorge Ferreira Mendes Os 40 anos de experiência do perito avaliador, concedem-lhe a posição de figura

incontornável que ocupa na história, já longa, da avaliação imobiliária em Portugal. Prova disso é o título de Reconhecimento a nível europeu instituído pela The European Group of Valuers Association – a TEGoVA, um galardão que honra a avaliação imobiliária portuguesa, que conta, atualmente, com nove peritos já galardoados por esta entidade

como R.E.V. – Recognized European Valuer. Futuro Sendo esta uma história de sucesso que atravessa duas gerações, o caminho foi, desde sempre, traçado pelo rigor e prontidãode forma consolidada. Desta forma, a Mencovaz foi conquistando, passo a passo,

a atenção do mercado que hoje deposita na empresa toda a confiança. Desta forma, o futuro só pode passar pela crescente melhoria e desenvolvimento dos seus serviços, chegando ao aumento das áreas de atuação e, consequentemente, atingindo novos serviços e novos mercados.

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Dança ao serviço da comunidade Pedro Fidalgo Marques é mais um exemplo de perseverança. Perante uma situação desfavorável de desemprego, viu a oportunidade para investir num projeto que lhe permitisse aliar dança, ensino e organização de eventos. Deste sonho nasceu a Oeiras Dance Academy que faculta, neste momento, aos seus clientes 30 modalidades diferentes de aulas e outros serviços como lições particulares, organização de eventos e vários workshops.

Pedro Fidalgo Marques Administrador

Licenciado em Dança pela Faculdade de Motricidade Humana, Pedro Fidalgo Marques sempre trabalhou em áreas associadas à gestão de projetos, marketing e publicidade. Uma experiência que se revelou bastante útil quando criou a Oeiras Dance Academy, um projeto que veio proporcionar uma oferta de dança consolidada em Oeiras e que, neste momento, é responsável por mais de 110 aulas de dança por semana. “Foi uma aventura e, ao mesmo tempo, um risco, mas que tem compensado porque é um daqueles sonhos de toda uma vida, o poder fazer o que se gosta, como se gosta e com condições para isso. Abrimos com um estúdio, em setembro de 2015, criamos o segundo estúdio e, passado mais um ano, abrimos a terceira sala. Neste momento, temos três estúdios a funcionar em simultâneo e tem sido um processo gradual de crescimento e de sucesso”, explica o responsável. O crescimento célere deste projeto deve-se, para o fundador da academia, a dois fatores fundamentais: uma equipa de bons professores aliada a prática de bons serviços e a preços competitivos na área de Lisboa. Para além das aulas de dança, que atualmente incidem sobre 30 modalidades diferentes, a academia proporciona ainda serviços de animação de festas de aniversário, organização de eventos, aulas particulares, aulas para noivos, cursos e workshops pontuais.

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oeiras dance academy | oeiras marca o ritmo Trabalhar em e para a comunidade Um dos pontos essenciais para Pedro Fidalgo Marques na criação da Oeiras Dance Academy foi a seleção de uma equipa de professores credenciada e profissional, fator que considera essencial para um ensino de dança sistematizado. “Deu trabalho formar esta equipa. É preciso ser bom tecnicamente e saber transmitir informação ao público. Felizmente, a equipa foi bem escolhida e 90 por cento mantém-se estável desde início”, refere Pedro Fidalgo Marques. O sentido de comunidade e de estabilidade é muito importante na filosofia da academia de dança, que procura sempre que o seu trabalho seja feito para servir a comunidade e trabalhando sempre em rede. Por isso mesmo, a academia tem várias parcerias com organismos de Oeiras. “Apostamos muito na comunicação porta a porta, com distribuição de flyers, presença em revistas e jornais locais e muita internet e redes sociais, assim como em parcerias, que têm uma importância de 50 por cento. Penso que uma empresa funciona melhor se estiver bem integrada na comunidade e, por isso, somos parceiros de quase todas as entidades que nos rodeiam: a Câmara Municipal, a União de Freguesias e com várias empresas do concelho”. A dança como expressão cultural No que toca aos alunos que mais procuram a academia, Pedro Fidalgo Marques admite que a maioria tem uma relação direta com o concelho de Oeiras. Segundo o fundador da academia, cabe sempre à equipa compreender e satisfazer as necessidades de quem os procura. “As pessoas não pretendem todas o mesmo quando nos procuram. Há quem venha para passar um bom momento, para se esquecer dos problemas do trabalho, descontrair, conhecer pessoas e socializar, há quem queira aprender a dançar e usar a dança para outras formas de se exprimir artisticamente, eaté para fazer mais na vida profissionalmente. Temos que conseguir chegar a estes públicos todos, muitas vezes na mesma aula”, explica. Para o responsável, é necessário ainda começar a compreender a dança como uma expressão cultural importante e não como um ‘parente pobre’ da área. Para Pedro Fidalgo Marques, é essencial democratizar a cultura e torná-la acessível ao público geral. “A dança foi durante muito tempo uma área elitista. Aqui trabalhamos sobre o mote de dança para todos, a dança é algo para todos e não para parte”. E foi com base neste lema que a academia criou os seus projetos de responsabilidade social: as bolsas de dança ‘Dança para Todos’, que atribuiu financiamento anual para crianças e seniores em situações de carência financeira que podem vir ter aulas sem pagar, e as tardes dançantes de domingo, com workhops a um preço reduzido de cinco euros, para que todos possam participar e experimentar a dança. Para além de todas as atividades em curso e do contínuo alargamento da atividade da academia, para o futuro, Pedro Fidalgo Marques tem já dois novos projetos na calha: a criação de uma loja de produtos de dança, com suporte online e físico e uma maior aposta na área de produção de eventos. Planos que nascem da vontade do responsável de potenciar ao máximo a academia e a ação da mesma na comunidade. “Um empreendedor que se resigne com o que tem é temporário. Temos que acompanhar o mercado e também inovar, há sempre novos caminhos. Agora percebi realmente aquela expressão do quem corre por gosto não cansa”, conclui.

Rua Mestre de Aviz 15D, 2780-230 - Oeiras Telefone: 21 803 88 13 Email: geral@oeirasdance.pt www.oeirasdance.pt

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oeiras marca o ritmo | belzona

Soluções inovadoras na reparação e manutenção industrial

Ricardo Parreira e José Paredes CEO e fundador

Fundada em 1952, e com distribuição em Portugal há cerca de 30 anos, a Belzona apresenta-se como a empresa líder mundial na inovação de compostos para manutenção, reparação e revestimentos industriais. Ricardo Parreira, CEO da representante em Portugal, falou com a Business Portugal sobre as suas soluções contra quebras, corrosão e outros desgastes químicos.

Ricardo Perreira apresenta a Belzona “A Belzona é um grupo multinacional de origem inglesa presente em cerca de 160 países. Nós somos distribuidores oficiais em Portugal, estando confinados apenas ao nosso território. A Belzona Portugal foi fundada em 1995 por José Paredes, engenheiro, embora anteriormente já tivesse presença em Portugal junto de outros distribuidores. Tanto na venda, como na prestação de serviço, o principal foco é a indústria. Somos líderes de mercado e temos uma componente muito forte de investigação e desenvolvimento dos produtos que comercializamos”. A experiência em diversos sectores “Existem vários setores fundamentais com os quais nós trabalhamos: indústria papeleira, petroquímica, energética, naval, mineira, refinarias ou distribuição de água e tratamento de águas residuais. Destacamo-nos

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de distribuidores que estão dependentes de apenas uma indústria, pois, pelo facto das soluções de reparação Belzona terem uma enorme aplicabilidade nas diversas industrias, a polivalência traz-nos uma maior segurança operacional”.

procura-se reparar e recuperar o que já se têm, além de proteger o que é comprado novo. Reconhecem-nos facilidade e rapidez nas soluções que apresentamos.”

A estratégia e o produto “Na parte dos serviços, a estratégia passa pela reparação, quer no local, quer em oficina. Não sendo indispensável a presença dos técnicos Belzona, no entanto, também vendemos apenas o produto e os técnicos de cada cliente utilizam-no de acordo com a necessidade. Somos inovadoras na criação de pastas à base de polímeros que reparam danos de origem corrosiva. A área onde é aplicada fica reparada e protegida para o futuro, sem recorrer a soldaduras. Também vendemos revestimentos que protegem o metal do desgaste provocado por outros químicos, com enorme utilidade na

A presença no cliente e a comunicação “Além da nossa equipa fixa, recorremos à colaboração de outros parceiros que, com a nossa supervisão, procedem à reparação imediata ou preparam a nossa posterior intervenção. Para fomentar a comunicação com o cliente, promovemos workshops, onde apresentamos novas soluções, bem como reuniões com o departamento de manutenção de cada empresa. O produto e o processo ficam apresentados, sendo que, no

indústria petroquímica, bem como um segmento de produtos para impermeabilização.”

futuro, quando o problema surge, sabem que temos a solução.”

O destaque da Belzona “Costuma-se dizer que a Belzona é cara no primeiro ano, pois o investimento no custo do produto é mais caro, mas compensa em termos de longevidade e rapidez de aplicação. Por exemplo, no segmento das impermeabilizações, damos garantia de 20 anos, ao contrário de concorrentes, que dão apenas cinco. E é aqui onde nos destacamos. Os nossos produtos têm de facto um custo mais elevado, mas são desenvolvidos para um ambiente agressivo e duro como é a indústria. A era do ‘estraga, compra novo’ passou e hoje

Os desafios para o futuro “A empresa tem vindo a crescer de forma sustentada e lutamos diariamente para que isso continue, acompanhado os padrões de exigência que a casa-mãe nos exige. Quanto ao Brexit, ainda ninguém sabe bem o que vai ocorrer, pese embora a desvalorização da libra tenha aumentado a nossa competitividade.”


O caminho da prevenção

espaço s | oeiras marca o ritmo

Outrora os médicos e seus pacientes refugiavam-se na sabedoria das plantas para tratar as suas doenças. Hoje, dotados de outros saberes, reconhecemos a diferença entre a medicina convencional e a medicina alternativa ou complementar. Isabel Picado (sócia-gerente do Espaço S) convida-nos a observar o corpo como um elemento interligado à emoção e à mente.

Isabel Picado Sócia-Gerente

“A ciência teve um papel bastante importante na minha formação. Sempre coloquei questões e fui muito curiosa”, começa por contar. Paulatinamente, a ambição conjugou-se à vontade de comprovar conhecimentos e o Espaço S surge desse aglomerado de contactos, experiências e técnicas. Decorria o ano de 2010 e lia-se S num lugar em que se adivinhava “saúde”, “sorriso” e “sabedoria”. A aprendizagem deu-lhe oportunidade para ponderar a sua atuação. “Eu teria muita dificuldade em ter um serviço em que não acreditasse”, confessa. Estimulada pela confiança atraiu para junto de si produtos e serviços diversificados em várias áreas. É o caso do curso de Introdução à Astrologia, destinado “àquele público que quer ganhar noções básicas”; a Meditação Mindfulness, “que já conta com a segunda edição e onde esperamos ter boa recetividade”; e o Workshop de Medicina Tradicional Chinesa e o Movimento Água, “para o público em geral compreender a sua filosofia”. Porém, ensinar as pessoas não se esgota nestes pequenos ciclos, e por isso Isabel Picado procura reunir uma equipa

de colaboradores que, por meio de técnicas não-invasivas e suaves, promovem a cura natural e transmitem aos pacientes os benefícios da prevenção. No entanto, não esconde os seus dois públicos: “aquele que já se deslocou para tudo e vem em busca do último recurso; e os que gostam da área e vêm antes do problema se instalar”. Enquadrado em Oeiras, o espaço oferece o maior leque de soluções, “seja para quem tenha um problema específico, seja para quem queira simplesmente manter o seu bem-estar e a sua saúde, física e emocional”. Aqui poderão encontrar vertentes tão distintas como a Medicina Tradicional Chinesa, Homeopatia, Acupuntura Estética, Hipnoterapia Clínica, Osteopatia, Reiki, Terapia Quântica, Terapia Bowen, Massagem Biodinâmica e Reflexologia. Não se circunscrevendo às instalações físicas, marca ainda presença online na comercialização de suplementos naturais, que envia para Portugal (ilhas incluídas) e para todos os países da União Europeia. Mas, se o cuidado pressupõe um compromisso ético, a nossa interlocutora não poderia deixar de abordar questões

como as reivindicações pelo direito a uma saúde sem IVA: “Inicialmente queriam que os especialistas da medicina alternativa cobrassem IVA pela prestação dos seus serviços, sendo que toda a medicina convencional beneficia da isenção. Neste momento, este aspeto já foi reconsiderado”. Em causa estão as terapêuticas não convencionais reconhecidas por lei, como é o caso da Fitoterapia, a Acupunctura, a Osteopatia, a Naturopatia e Quiropráxia. Sabendo de antemão que a medicina alternativa, nomeadamente o Reiki, está a conquistar lugar nos hospitais públicos e ocupa cada vez mais espaço na sociedade, os profissionais procuram novos saberes à medida que lhes são dados instrumentos para evoluir. “Melhorar a qualidade de vida das pessoas é a minha missão e a de todos os colboram no Espaço S”, assevera a entrevistada. E poder fazê-lo numa localidade como Oeiras (estendendo a sua amplitude num veículo online) leva-a a trabalhar todos os dias para um futuro risonho, sem colocar ansiedade nas projeções.

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oeiras marca o ritmo |sqedio

Passado e futuro geram indústria 4.0

Rui Alexandre e João Ribeiro Diretor de pré-venda e diretor geral

A Sqédio é a maior fornecedora nacional de sistemas e software para engenharia e desenvolvimento de produto em 3D, num percurso construído ao longo de 20 anos e assente na representação de valor acrescentado da tecnologia Dassault Systèmes SolidWorks. O futuro traz crescimento, investimento e inovação na indústria 4.0, através dos produtos e soluções desenvolvidos pelo grupo a que pertence, a Ibermática.

Fornecer soluções de software para engenharia e desenvolvimento de produto em 3D marcou a missão da Sqédio desde o início em 1995. “A Sqédio iniciou a sua atividade representando soluções empresariais complexas de uma multinacional de software para engenharia”, explicou João Ribeiro, diretor geral da Sqédio. “Um ano depois prevíamos que a evolução informática tornasse o acesso a este tipo de ferramentas muito mais fácil e acessível. Decidimos procurar soluções que estivessem a entrar neste caminho, e então detetámos a SolidWorks, que estava a dar os primeiros passos com as primeiras versões do software”, prosseguiu. 20 anos depois há mais de três milhões de utilizadores em todo o mundo, o SolidWorks é o standard do mercado em Portugal e a Sqédio foi pioneira na sua distribuição, uma decisão estratégica, um risco, mas uma aposta ganha. “Pela nossa experiência era o futuro. E estávamos certos!”. A tecnologia de desenvolvimento de produto em 3D não era nova, já existiam outros softwares, contudo nessa altura era o desenho 2D que mais se utilizava e o Autocad era

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a referência do mercado. A novidade consistia num novo paradigma de acessibilidade às ferramentas 3D que tornaria tudo mais fácil de usar, e que acabou por ditar o crescimento do SolidWorks e da Sqédio. Formar o mercado foi o próximo passo. “Havia muito mercado por explorar e no qual tínhamos que introduzir a tecnologia SolidWorks. Hoje o SolidWorks é o software para engenharia mecânica mais utilizado em Portugal, e um dos fatores que contribuiu para isso foi a nossa aproximação desde o início às escolas e universidades”. “Desde a fundação da Sqédio que nos procurámos diferenciar de empresas concorrentes e por isso desenvolvemos uma equipa técnica experiente e certificada tanto pela SolidWorks como pelos seus parceiros que desenvolvem aplicações verticais. Em simultâneo criámos capacidades internas de desenvolvimento de software, também para complementar essas soluções verticais e automatizar processos de desenvolvimento e fabrico nos vários segmentos industriais em que operamos, tais como a maquinaria, o mobiliário, os plásticos, moldes e ferramentas, os sistemas de transporte e embalagem e os equipamentos eletrónicos. Temos projetos com clientes em que o processo de preparação para fabrico passou de três a quatro semanas para meio dia”, observa o diretor da empresa. O portfolio de produtos SolidWorks é atualmente uma solução global pois junta várias disciplinas para além do desenho 3D, incluindo a componente elétrica e eletrónica, a simulação, o design industrial, o fotorrealismo, a documentação técnica e as ferramentas de colaboração e gestão de projeto, bem como a avaliação do impacto ambiental dos projetos. As ferramentas SolidWorks possibilitam às empresas clientes a diferenciação que lhes permite conquistar mercados externos cada vez mais exigentes, potenciando a inovação tecnológica dos seus produtos e reduzindo o seu tempo de desenvolvimento. A facilidade de encontrar colaboradores com conhecimentos do software é outra das grandes vantagens desta aplicação. A Sqédio é responsável por influenciar positivamente o desenvolvimento do tecido empresarial ao longo das últimas duas décadas. Segundo Rui Alexandre, diretor de pré-venda, marketing e educação da empresa, “é com grande regozijo que sentimos que o que fazemos tem um impacto positivo no país, na indústria e, internamente satisfaz-nos saber que as empresas estão mais competitivas, melhor dotadas de competências tecnológicas e que estamos a contribuir na nossa medida e no nosso alcance para que haja mais inovação em Portugal”, realçou. Uma área em destaque nos planos para o futuro da Sqédio é a indústria 4.0. Esta tecnologia já permite a ligação entre todos os processos da empresa, desde a sua relação com o mercado até às funções analíticas sobre os dados obtidos, passando pela gestão da produção e qualidade. O grupo Ibermática, onde está incluída a Sqédio, assume-se como um player neste mercado, através do desenvolvimento de uma plataforma integrada de software que suporta este novo paradigma. “Pretendemos recolher a experiência passada e agarrar o futuro com a indústria 4.0. Serão necessários mais recursos especializados, e para isso teremos de continuar a manter os nossos altos níveis de formação interna, e de recrutamento de profissionais com experiência para poder aplicar esse conhecimento às soluções de que já dispomos e que teremos no futuro”, apontou o CEO.


Sabores e encantos

B’entrevinhos | oeiras marca o ritmo

Hugo Bernardo e equipa

É de sorriso largo e convidativo, que o proprietário do restaurante B’Entrevinhos, Hugo Bernardo, nos recebe no seu espaço e nos conta a sua história. Desde logo, salta à vista, não só um espaço acolhedor e minimalista, como um espaço decorado ao pormenor, para que nos sintamos em casa, fora da mesma. E é em plena Marina de Oeiras que pode degustar as melhores tapas da região, numa viagem entre paladares portugueses e espanhóis em sintonia com outros do mundo.

“Este espaço surgiu em 2012 depois de ter visitado um restaurante de tapas, em Espanha. Na altura, trabalhava há alguns anos em hotelaria e turismo, em direção de hóteis mas, essa viagem fez-me querer mudar de área e abrir o meu próprio espaço. Fui pai ao mesmo tempo que abri o B’Entrevinhos e acredito que foi necessária uma boa dose de loucura para envergar este projeto mas, acredito que é essencial para o sucesso de qualquer restaurante. Comecei com uma equipa, passado pouco tempo, assumi a cozinha. Tinha as ideias, fazia as cartas mas, não era cozinheiro. Hoje, tenho uma equipa formada, da minha inteira confiança e a minha mãe, Arminda Nascimento é uma presença constante que me ajuda incansavélmente”, começa por nos contar, orgulhoso, Hugo Bernardo. Sobre o conceito diferenciador do seu espaço, é perentório em enumerar as diferenças relativamente a outros já existentes, bem como de enaltecer a vontade de querer sempre mais, ao longo destes quatro anos de trabalho e dedicação. “O nosso conceito, consiste em tapas com variação, com um toque meu, e que é uma versão de tudo aquilo que eu aprendi durante a minha vida: do que comi, das viagens que fiz. Apliquei no prato, através da cozinha típica portuguesa e espanhola, com uma fusão entre a cozinha asiática, brasileira, entre outras, sempre com liberdade para fazer mais e nos diferenciarmos dos pratos de tapas que já existem. Queremos afirmarnos pela diferença”. No entanto, é também na sintonia de um prato de qualidade única, aliado a um bom vinho, que reside o sucesso deste restaurante. “Relativamente aos vinhos que temos disponíveis, são apenas portugueses e só trabalhamos com vinhos de pequenas produções, fora do circuito comercial. Não por uma questão de preço mas, sim por uma questão de dinamizar um pouco a oferta dos produtores nacionais. Em quatro anos nunca fiz uma carta de vinhos e é sempre servido por sugestão, ou seja, fazemos um aconselhamento personalizado a cada cliente, adequado a todos os paladares. Esta é também uma característica do nosso negócio, muito competitiva para nós”, ressalva. O balanço, não poderia ser mais positivo. “Temos um forte índice de fidelização. O cliente que nos visita pela primeira vez, volta e fica e para nós já não são meros clientes, são amigos. Hoje, um restaurante é muito mais do que somente comida, é uma experiência e é isso que nós proporcionamos. Mas, não imaginaria há quatro anos ter um pontuação tão boa no TripAdvisor, no Zomato, à frente de chefes de renome e com largos anos de experiência na área, ter um prémio atribuído pelo Conselho Europeu de Confrarias, ou seja, um crescimento tão grande, em tão pouco tempo. Foi um processo duro, acabei por perder algumas coisas e pessoas, pelo caminho mas, acaba por compensar pelo crescimento do meu espaço e pela equipa que construí. Elevamos sempre a fasquia e o desafio passa por manter este nível. Amor, dedicação, sacrifício e muito empenho são a base do sucesso de qualquer negócio”. A partir de março, Hugo Bernardo revela que o objetivo passa por desenvolver o conceito de bar, que já existe no seu espaço mas, que este evolua, com bebidas inovadoras, diferentes e que complementem a qualidade dos seus pratos. “Sinto que este restaurante é uma extensão de mim próprio enquanto pessoa e da minha equipa. Estamos a caminho do quinto ano mas, hoje temos uma casa feita. “Não posso deixar também de agradecer a Sofia Cruz, sócia proprietária, pois sem ela não teria sido possível arrancar com este projeto e um grande obrigado a minha equipa que faz do B´entrevinhos o sucesso que é”, finaliza.

Marina de Oeiras 2780-267 Oeiras +351 915 241 905

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oeiras marca o ritmo |taar

Transportes especializados de qualidade A transportadora Auto-Rápida Almirante Reis foi fundada em 1980 com o objetivo de providenciar transporte de mercadorias fiável e especializado que colmatasse algumas lacunas de mercado. Atualmente com uma frota própria de 12 veículos pesados e mais de 100 ligeiros, a transportadora assegura cobertura nacional e serviços de qualidade aos seus clientes.

Jorge Vilar começou com 18 anos a trabalhar na área dos transportes, por intermédio do seu pai. “Eu comecei sozinho, do nada, e durante os primeiros anos foi muito difícil. A minha atividade não começou atrás de uma secretária como estou hoje, mas atrás de um volante, no terreno”, explica. De um início de atividade individual e em nome próprio o empresário criou em 1980 a Transportadora Auto-Rápida Almirante Reis (TAAR), que presta serviços de transporte de carga específica e geral, de logística e de transportes em temperatura controlada.

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Com uma frota de 12 veículos pesados próprios e mais de 100 veículos ligeiros, a operarem registados na TAAR ou em regime de outsourcing, a transportadora abrange hoje em dia a totalidade do território nacional ao serviço dos seus clientes. Apesar de totalmente equipada para as mais variadas entregas, a TAAR encontrou o seu nicho de mercado no transporte especializado de produtos farmacêuticos, através das viaturas climatizadas, e de publicações, como nos explica Jorge Vilar. “A especialização a nível de um sector, embora tenha um investimento

alto, não tem ainda muita concorrência. Por isso nós implementamos algumas condições no transporte que não existiam, nomeadamente os carros climatizados. O produto farmacêutico antes era transportado num carro normalíssimo e hoje é sempre transportado num carro com controlo de temperatura. A nossa outra área de especialização é a parte de distribuição de publicações”. Para além destas duas áreas de especialização, a empresa está agora a dar os primeiros passos na distribuição de produtos alimentares, uma nova área

de transporte que o CEO acredita poder ser muito vantajosa. “Temos chegado à atividade com um parceiro que tem grandes superfícies. Andamos sempre à procura de complementos nesta atividade, porque não se pode estagnar”, explica. Experiência e rigor Uma das marcas distintivas da TAAR, para além da frota considerável de veículos que possui, é a já elevada experiência de transportação, sobretudo no que toca a cargas especializadas. “Como


taar | oeiras marca o ritmo

nos especializamos em áreas muito concretas também nos diferenciamos aí e pelo know-how que fomos adquirindo ao longo dos anos na atividade e todo o conhecimento do meio”, refere Jorge Vilar. O principal responsável da empresa ainda hoje aplica as mesmas máximas de rigor e responsabilidade em toda a ação da transportadora. Neste sentido, e com o auxílio das novas tecnologias, a Almirante Reis efetua um controlo rigoroso das suas entregas para benefício dos seus clientes. “Trabalhamos com um controle muito grande de horários e de entregas. Temos que controlar os timings de forma muito rigorosa porque é essencial para o mercado. A nossa

margem de erro é mínima, para não dizer nenhuma. É tudo controlado ao pormenor”, defende o CEO da TAAR. Um sector em constante alteração Enquanto profissional com mais de 30 anos de experiencia no ramo dos transportes, Jorge Vilar verifica uma profunda evolução na atividade. “Hoje as exigências são muito maiores, mesmo a nível de especificação do transporte e de profissionalização. Outra particularidade também é o facto de se ter ganho mais dinheiro há 20 anos, com mais rentabilidade, do que hoje. O mercado hoje é muito mais competitivo, abriram-se outras áreas de negócio que não existiam antes

porque se começou a pedir mais qualidade e mais exigência que não se pedia há 30 anos atrás. E a competitividade é grande”, explica. O responsável da TAAR refere que o mercado atualmente apresenta oscilações que não se verificavam antes, particularmente no que toca aos combustíveis, o que altera a forma de se contratualizar serviços e de fazer planos. “Temos que ter mais cuidado com as negociações que se fazem a longo prazo com os nossos clientes. Há 20 anos podíamos fazer contratos de 3/ 4 anos sem grande risco porque sabíamos que a oscilação do preço do combustível não era grande. Hoje se calhar não podemos ter certezas a 3 meses”. Por isso mesmo, o CEO

da transportadora Almirante Reis pretende continuar a implementar na sua empresa a mesma política de precaução e equilíbrio que usou quando começou o negócio e que acredita ainda ser a mais apropriada. “Temos uma estabilidade conseguida e trabalha-se muito por a manter. O que me agrada é que em 30 anos de atividade poucas oscilações tive, poucas descidas. Há 30 anos atras a minha gestão era muito própria e hoje assim continua. Muitos amigos e pessoas da área económica chamavam à minha gestão a gestão de merceeiro. Porque eu só compro quando tenho dinheiro para isso, aqui não recorremos a créditos”, refere

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oeiras marca o ritmo | gispol

Benefícios que a experiência e a qualidade proporcionam

José Godinho Alves Administrador

Decorria o ano de 1993 quando a Gispol nasceu. O empresário, José Godinho Alves, revelando desde cedo confiança na indústria dos plásticos, soube trilhar um percurso seguro e inteligente na sua formação.

“Estou ligado a esta indústria desde muito novo”, revela. No início, numa base mais rudimentar (anos 60), fora colaborador de várias empresas ate ao ano de 1977 e começara por compreender o conjunto de oportunidades em que o próprio mercado se envolvia. A aprendizagem, como um processo gradual, “Comecei por fabricar as tampas dos frascos para a marca Johnson & Johnson. Foi o princípio de tudo”, complementa. A firma que criei conseguira granjear a sua posição e um segundo trabalho viera a constituir-se: “Fabriquei durante 15 anos os brinquedos para a Chicco com moldes de importação temporária”. A atividade, embora elaborada de uma forma simples acrescia em pedidos, que traziam novos laços e desafios. “Em 1993 fui convidado para formar uma nova sociedade para concorrer a um concurso que ganhámos na área do serviço de bordo de companhias aéreas”. O empresário passara a ser consultor na área dos moldes e durante muito tempo observara as mudanças que seriam mais suscetíveis de se gerarem dentro do setor. “Conheci muita gente da região da Marinha Grande na área do fabrico de moldes e confiei nas suas mais valias”. A Gispol ganhara um intercâmbio de conhecimentos, tendo vindo a estabelecer parceria com uma empresa holandesa. Essa possibilidade abriu-lhe portas para o setor de aviação, e configuroulhe novas perspetivas sobre um serviço de refeição a bordo. Atuando aqui em regime de exclusividade, o ramo sugeria tanto de comodidade como de inovação e tecnologia. Podemos encontrar nesta vertente uma grande variedade de serviços ligados ao catering, como as bandejas, os talheres descartáveis, copos descartáveis e louça variada. “Existem empresas que querem os seus modelos exclusivos que encomendam a designers internacionais. Procuramos servir as companhias aéreas inovando as tecnologias de produção”, salienta. Tudo isto pressupõe um cuidado não só visual, mas também em termos de segurança para com a saúde humana e por isso todos os produtos são devidamente certificados.

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A capacidade industrial quando aliada à experiência leva a que os 57 colaboradores se direcionem para alternativas de negócio eficazes, como é o caso da indústria alimentar. “O coração da produção é o molde, mas possuir uma boa máquina e um bom molde será o melhor de dois mundos”, salvaguarda. Atualmente, a Gispol traz consigo a vantagem da sabedoria, mas também equipamentos de tecnologia recente na área da injeção e termoformagem. Ainda assim não nega que existem outras iniciativas que estejam a faltar tais como a área comercial: “uma grande parte das companhias aéreas conhece o nosso nome”. A estrutura prepara-se para dar passos cada vez mais largos num ramo de franca expansão. Quando questionado sobre o futuro do seu trabalho, José Godinho Alves responde que o acompanhamento técnico na área do fabrico, nunca dispensará o reconhecimento internacional. Do ponto de vista da globalização, observamos que já marcara a sua pegada em países tão diversos como Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda, Bélgica, Austrália, Estados Unidos, entre outros.

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dmdTI | oeiras marca o ritmo

a informática ao serviço das empresas

Daniel Dias Administrador

Dividida em quatro setores de atividade e focada em assumir-se como parceiro de confiança para empresas que não têm departamento informático, trabalhando sobretudo em outsourcing, a DMDti está no mercado há mais de 10 anos, tendo como principal caraterística distintiva a relação com o cliente.

Raízes e áreas de mercado Num mundo cada vez mais informatizado e onde as principais soluções nas empresas passam por essa tecnologia, a DMDti apresenta-se como o parceiro ideal. Fundada por Daniel Dias, que começou a trabalhar na área ainda nos tempos de estudante com um especial apoio e ajuda do seu pai, a empresa tem atualmente um lugar estável no mercado, com uma carteira de clientes satisfeita com os resultados. Apesar de ter iniciado a sua atividade com uma loja, que fazia sobretudo reparações de computadores, atualmente a DMDti atua em quatro áreas que se afastam desta origem, todas elas ligadas ao segmento corporate: assistência e consultadoria informática; soluções logísticas e material logístico (terminais logísticos e etiquetas); desenvolvimento de software e aplicações e sistemas cloud de transporte de mercadorias. “Inicialmente começamos com a ideia de uma loja aberta ao público, com venda de material, assistência e reparação. No entanto, por volta de 2007, tomámos a decisão de que isto não era compensatório, a crise tinha acabado de rebentar, tivémos que reduzir pessoal, fechámos a loja e fizámos o showroom que temos hoje, deixámos de lado o cliente final para apostar no segmento corporate”, explica Daniel Dias.

“uma aplicação de faturação e gestão comercial”, que se carateriza pela sua simplicidade. “Fizémos uma aplicação simples. O nosso software simplificou o processo, é intuitivo”, afirmou Daniel Dias. Acrescenta ainda que “foi necessário diversificar, desenvolvendo várias aplicações para várias áreas onde, neste momento, estamos com o projeto de transformar em cloud, para ter o mesmo sistema, mas com a informação em tempo real”. Ainda de acordo com Daniel Dias, outra das mais relevantes caraterísticas da DMDti é o facto de trabalharem “como um alfaiate”, conhecendo cada cliente e reconhecendo-o como único e com necessidades específicas, sendo assim capazes de apresentar as soluções mais adequadas em cada situação. Numa área onde os números e a técnica são predominantes, esta relação estabelecida com o cliente é uma mais valia, com Daniel Dias a atestar que ser um bom técnico, apesar de ser fundamental, não é tudo o que interessa, é igualmente necessário ser um bom comercial, “ter um pouco desses dois atributos em cada colaborador seria sempre o ideal”. Para além disto, apostam também no serviço pós venda como forma de valor acrescentado, ficando claro que “ganhar um cliente é muito bom, mas mantê-lo é difícil”. “Na informática, como no resto, é preciso fazer a diferença e a diferença está na relação com o cliente”, conclui. Embora estando sediados em Oeiras, têm no seu web site uma montra para futuros clientes. Todos os serviços da empresa, bem como parceiros, são apresentados e explicados de forma clara, estando também disponível um contacto para suporte online.

A concorrência e as principais caraterísticas diferenciadoras Com uma concorrência forte e que também vem de grandes empresas reconhecidas nacionalmente, os principais traços diferenciadores da DMDti estão na diversificação e na relação com o cliente. A constante necessidade de inovar e diversificar faz parte do ADN dos quatro colaboradores que representam a organização, e é neste âmbito que surge a WinDC,

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AMADORA: LUGAR DE OPORTUNIDADES No coração do distrito de Lisboa, com uma estimativa de 175.130 habitantes, é a quarta cidade mais populosa de Portugal e sede de um dos mais pequenos municípios de Portugal, que com apenas e só 24 km2 é o mais densamente povoado do país. Excelentíssimos leitores, bem-vindos à Amadora! Ladeada por Odivelas, Lisboa, Oeiras e Sintra, é a casa do Aqueduto das Águas Livres, ex-libris da região. A sua sublime arcaria em cantaria ergue-se sobre o vale de Alcântara e é das paisagens mais emblemáticas de Lisboa. Alberga, também, os campos de aviação que contribuíram de forma mais do que significante para a manifestação da aviação em Portugal. De tal forma que ainda hoje o Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa se localiza no concelho. Ambos os símbolos podem ser observados como parte das armas da cidade. Nem só de património vive a Amadora. A cidade disfruta de alguma reputada tradição desportiva, cujas forças se estendem para além da esfera local e regional, chegando mesmo a nível nacional. Referimo-nos a organizações como o Estrela da Amadora, a Associação Académica da Amadora e o Clube Natação. A localidade em si apresenta características de uma cidade particularmente residencial, para onde a população se desloca depois de um dia de trabalho, a fim de se retirar para um descanso merecido. Porém, a Amadora também tem parques comerciais, industrias e sedes de empresas que desempenham um papel relevante para o desenvolvimento da economia portuguesa. Referimo-nos a nomes como a «Siemens» e a «Roche», cujas sedes a operarem em Portugal se situam nesta cidade, já para não falar da célebre fábrica dos rebuçados «Dr. Bayard». Acima de tudo, este é um local de potencial por aproveitar: possui traços como salubridade, proximidade da capital, facilidade de comunicações e uma área abrangente disponível para urbanização. Qualidades que poderiam ser utilizadas para a desenvoltura de um novo mercado de habitação, que passa pela construção nova e pela reabilitação das infraestruturas já existentes.

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amadora: lugar de oportunidades| município da amadora

Acolher

oportunidades e crescer com os desafios Viver e erguer toda uma cidade não é um caminho percorrido a sós. Carla Tavares, presidente da Câmara Municipal da Amadora, consciente das prioridades sociais, económicos, ambientais e culturais do território, aproxima-se das pessoas para que a sua cidade possa ser aproveitada em harmonia.

Carla Tavares Presidente

Elevada a Município no dia 11 de setembro de 1979, Amadora não se construiu num só dia. O território como hoje o conhecemos nasceu da divisão da antiga freguesia de Benfica, tornando-se freguesia do concelho de Oeiras a 17 de abril de 1976, e vila a 24 de junho de 1937. “A sua origem estando ligada à separação de Oeiras, acaba por herdar uma questão social muito importante e que não podemos negligenciar nessa história: 34 bairros degradados e 26 mil pessoas a viver em barracas”, traduz a nossa interlocutora. Atualmente, estendendo-se por uma área de 24 km2, encontra-se integrada na Área Metropolitana de Lisboa, beneficiando da proximidade com Lisboa, Odivelas, Oeiras e Sintra. Sendo a primeira cidade a ser criada após o 25 de abril, várias são as suas questões e diversas as respostas no campo social. Composta por seis freguesias - Águas Livres, Alfragide, Encosta do Sol, Falagueira-Venda Nova, Mina de Água e Venteira - o espírito associativo fortalece-se de iniciativas. “Pensamos que é importante que as pessoas estejam no terreno connosco, pois não é nos gabinetes que se tomam as melhores decisões, mas sim ouvindo as pessoas”. Nesse trilho evolutivo, a conversa movimentou-se por várias abordagens, tendo sempre como pano de fundo a sociedade e sua diversidade. Num desses pontos, não poderemos deixar de sublinhar o Programa Especial de Realojamento (PER) que completa já mais de 23 anos. O acordo de adesão da Câmara Municipal da Amadora apenas se concretizou em 1995, tendo o processo de implementação começado anos mais tarde. No início, a orientação central do programa passava exclusivamente pelo realojamento das famílias em fogos de habitação social, mas com a mudança de paradigma relativamente

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município da amadora| amadora: lugar de oportunidades

à problemática da habitação as soluções foram adaptando-se às necessidades. “Estão praticamente todos os bairros erradicados. Neste momento, estamos a trabalhar na Estrada Militar do Alto da Damaia, no Bairro 6 de Maio e na Quinta da Lage”, enumera. Outrora considerada um dormitório de Lisboa, Amadora é hoje palco e dona de uma vida própria. Com aproximadamente 176 mil habitantes, enquadra-se na quarta cidade mais populosa do país e o município com a maior densidade populacional. Neste amplo e intenso tecido humano, não podemos esquecer as 42 nacionalidades que convivem entre si, enriquecendo os vínculos que apenas a multiplicidade pode oferecer. Longe de ser ameaça, a diversidade pode ser benéfica e transporta percepções que são renovadas todos os dias. “Servir melhor a cidade” Perante este cenário, um dos grandes objetivos da Amadora é contrariar estereótipos, preconceitos e atitudes discriminatórias face à diferença, estimulando desse modo a inclusão e fornecendo respostas concretas para o grande desafio que se coloca. “É um estímulo continuar no processo de erradicação dos bairros degradados”, reforça. Assumindo a educação como um investimento importante no desenvolvimento da cidade, a presidente não poderia deixar de dar conta das mudanças que efetivamente ocorreram. “Em 1997 tínhamos sete salas no ensino pré-escolar, hoje temos perto de cem no concelho. Entendemos que garantir a escolaridade das crianças é absolutamente

essencial”. Não observando isto como uma estratégia que fruirá os seus resultados no imediato, Carla Tavares sabe que hoje a escola e a cidade estão mais interligadas e considera a relevância desta vertente não só para o corpo discente, mas também para famílias e toda a comunidade envolvente. Tendo em conta os objetivos que se prendem à melhoria do bem-estar e das condições de vida da população, existem outros instrumentos que determinam ser uma mais valia para uma cidade como a Amadora. “Vivemos num território de construções envelhecidas, com uma população envelhecida”, caracteriza. Dentro desse âmbito, várias têm sido as estratégias delineadas para ir ao encontro do próprio contexto em que cidade se pode qualificar, requalificar e renovar. O Parque Aventura, o Jardim da Mónica, o Parque das Artes e do Desporto e o Parque Urbano de Neudel (ainda em construção) são alguns espaços que se pintam de verde e desenham uma paisagem que é conhecida por ser eminentemente urbana (outrora ‘cinzenta’). Mas como a sua intervenção não se tece apenas em torno das suas edificações, importante é observar a riqueza social que a rodeia. Com 44 instituições da cidade a assinar o Pacto Local de Envelhecimento Sustentável, constatamos o trabalho em rede que aqui coexiste. Deste conjunto de entidades fazem parte instituições como o Instituto da Segurança Social, o Hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca, o Agrupamento de Centros de Saúde da Amadora, a Polícia de Segurança Pública, a Escola Superior de Teatro e Cinema e diversas

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amadora: lugar de oportunidades| município da amadora IPSS de referência do concelho. “Temos de tirar vantagem do facto de o concelho ser pequeno em área. Apesar de muito povoado, a área social é uma vertente em que queremos continuar a apostar”, indica. Em 2012 foi desenvolvido um sistema de georreferenciação em articulação com outros serviços e no ano passado foi inaugurada uma nova resposta social na área dos séniores. A Câmara junto de outros parceiros procurará assegurar todos os cuidados da população amadorense, de forma a que

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ninguém se sinta isolado, intervindo no apoio personalizados ao próprio cuidador. Oportunidades de desenvolvimento Nos volvidos anos 70, Venda Nova era uma terra com uma grande potencial a nível industrial. Observando as mudanças estruturais do tecido empresarial, a nossa entrevistada aborda os desafios com proximidade e objetividade. “Hoje as acessibilidades para Venda Nova e Falagueiras são completamente diferentes

. Estamos a pensar tirar privilégio delas para desenvolver um plano de captação de investimento e aí criar novos postos de trabalho. É muito importante em toda a Área Metropolitana e para a cidade da Amadora”, informa. Por entre a crescente alfabetização, a constante possibilidade de renovação da malha urbana, a chegada de uma nova estação de metro na Reboleira e a erradicação dos bairros, compreendemos que estamos perante uma cidade com

características desafiantes. Carla Tavares sente que ainda há muito caminho por percorrer, e presentemente existem questões prementes a serem solucionadas. É o caso da construção de novos Centros de Saúde para Reboleira, S. Brás e Buraca (sendo esta freguesia a mais prioritária). Perspetivando o futuro com otimismo, a autarca quer continuar a crescer junto das pessoas.


Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos

Parque Central

Parque da MĂ´nica

Recreios da Amadora

www.cm-amadora.pt

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facebook.com/municipioamadora


amadora: lugar de oportunidades| freguesia da venteira

Freguesia multifacetada A Venteira, freguesia constituída em outubro de 2013, como uma de seis freguesias do concelho da Amadora, alberga cerca de 25 mil habitantes (censos 2011). Hoje é vincadamente descrita e conhecida por abarcar uma vasta diversidade de culturas que, na opinião da Presidente de Junta, Carla Neves, é um fator interessante se houver respeito pelas diferenças culturais. Mas muitas outras características fazem da Venteira uma freguesia especial.

Carla Neves Presidente

A edil revela que com a agregação das freguesias “deparamo-nos com uma realidade diferente, até ao nível do próprio edificado. Em 2012, a Venteira era composta por um género de casas antigas e urbanizações, mas a área que herdamos com parte da Reboleira é completamente diferente. Tivemos que nos habituar a uma outra dinâmica”. Atualmente, a Venteira compreende parte do território considerado o centro da Amadora que está na génese de formação do município. Neste contexto, a freguesia concentra uma elevada densidade e diversidade comercial, com valores patrimoniais e equipamentos culturais - como são exemplo os Recreios da Amadora, a Biblioteca Municipal, o Parque Delfim Guimarães, a Casa Roque Gameiro e a Casa Aprígio Gomes, a Igreja Matriz da Amadora, e também alguns espaços de saúde, nomedamente o Hospital Fernando da Fonseca, ACES da Amadora, Centro Clínico da Luz e diversos espaços de lazer como o Parque da Fantasia, a Ilha Mágica do Lido e mais recente o Parque da Juventude. À semelhança de outros territórios, que coincidem com os centros das cidades, a Venteira mostra uma tendência generalizada para o envelhecimento da população residente, só atenuado com áreas pontuais de expansão mais recente.

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freguesia da venteira | amadora: lugar de oportunidades Preocupação primordial com a ação social Questionada sobre a importância da ação social no papel da Junta de Freguesia junto aos seus fregueses, Carla Neves revela que esta é uma preocupação primordial do Executivo. “Em parceria com a Câmara Municipal e a Segurança Social, disponibilizamos o SAAI (Sistema de Atendimento e Acompanhamento Integrado). Este serviço permite que os habitantes possam fazer nas instalações da Junta as suas marcações para acederem a vários apoios, que podem passar pela Câmara Municipal ou pela Segurança Social. O próprio programa tem determinado o número de atendimentos e tentamos responder a todos os pedidos e questões, principalmente as mais urgentes que não podem ficar à espera. Quando há situações que a resposta só pode ser dada através da Segurança Social, como a atribuição de subsídios, recolhemos toda a documentação necessária e encaminhamos o processo para a Segurança Social. Há uma troca de correspondência e damos uma resposta. Com a Câmara Municipal passa-se a mesma coisa relativamente aos serviços do Gabinete de Ação Social”. Carla Neves realça que há campanhas que a Junta se compromete a realizar, que são fulcrais para a população. A recolha de alimentos por exemplo, em que todos os parceiros da Comissão Social da freguesia estabelecem uma semana de angariação de alimentos para depois criar os chamados ‘kits de emergência alimentar’, que se destinam a pessoas que vêm pedir auxílio à Junta, dada a situação de carência em que se encontram. A Junta criou, há três anos, um Fundo de Emergência Social que vem complementar os vários apoios já prestados pela Junta de Freguesia. Do ponto de vista cultural, Carla Neves declara que todos os meses a Junta dispõe de uma diversidade muito grande de atividades, que passam essencialmente pela organização de passeios a teatros, museus, espetáculos, passeios religiosos, entre outros. As colónias de praia Infantis e Seniores têm enorme procura, devido à qualidade a que já habituaram os seus munícipes. Neste sentido, importa ainda referir que a própria Junta possui uma Biblioteca, a Biblioteca José Régio, onde, para além da promoção da leitura e do acesso à internet, são realizados ateliês de arte e exposições (normalmente mensais) das mais diversas manifestações artísticas. Na Delegação da Junta também decorrem vários ateliês, além de aí funcionar o Espaço Cidadão (inaugurado em outubro de 2016). Podemos ainda destacar o espaço infantil ‘A Casinha’, como oferta cultural específica destinada aos mais novos. Além disso “A Junta de Freguesia é ainda responsável por atividades culturais com um sentido mais avulso e realizado noutros locais, mesmo que com características menos ‘culturais’, como é o caso do Pavilhão Desportivo Municipal José Caeiro e do Mercado da Venteira”, explica Carla Neves. Para o futuro, a edil e a sua equipa têm delineado a requalificação de algumas zonas, ao nível dos espaços verdes, o melhoramento e reforço da intervenção ao nível da limpeza pública e, finalmente, a manutenção dos projetos e campanhas que têm vindo a desenvolver, como o ‘Viver a Cidade’, e as ‘Feiras Temáticas’ (de cariz social), pois “quando as coisas correm bem não se deve mexer”, finaliza.

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REGIÃO DO MÉDIO TEJO uma proximidade a vários distritos tornando esta região um pólo agregador e atrativo em diversas vertentes. Guarda, Leiria, Portalegre, Évora, Setúbal e Lisboa são os distritos que fazem fronteira com a região, “salientando-se no seu interior o Centro Geodésico de Portugal Continental, os terrenos montanhosos do maciço calcário estremenho (serras de Aire e Candeeiros) e a extensa rede hidrográfica da bacia terciária do Tejo-Sado (nascentes, ribeiras, piscinas naturais e albufeiras)”, como destaca na página oficial a Comunidade Intermunicipal da região. Nesta edição, destacamos a região de Torres Novas e Ourém, concelhos que se destacam pelos inventivos e apoios que dão à população, empresas e também pela importância que dão aos vistantes que tanto contribuem para o desenvolvimento da economia local. De destacar o Santuário de Fátima que este ano irá receber milhares de visitantes a propósito da visita do Papa Francisco que já esgotou a capacidade hoteleira na região de Fátima. O turismo religioso representa um dos grandes motores económicos da região, contribuindo também para a divulgação do nome de Portugal além fronteiras. Para os amantes do turismo de natureza, a região de Torres Novas é um destino por excelência com as paisagens da Serra de Aire e Candeeiros, as grutas e as paisagens magníficas do Rio Almonda e da Ribeira de Beselga. Em termos de partrimónio histórico, o Monumento Natural das Pegadas dos Dinossauros representa o principal atrativo, atraindo milhares de vistantes. Numa altura em que o empreendedorismo e o apoio ao tecido empresarial é tão importante, existem nas regiões vários programas de incentivos, com o objetivo de atrair e consolidar novos investimentos, contribuindo para o desenvolvimento sócioeconómico, dotando as organizações de novas capacidades.

“ART IS A MIRROR HELD UP TO NATURE!”

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celicerca |região do médio tejo

A melhor empresa em vedações

Situada em Rio de Couros numa freguesia do concelho de Ourém desde 2011, surgiu num ano crítico da economia portuguesa, mas o seu fundador Paulo Marques sempre gostou de desafios e com dedicação e trabalho árduo, a empresa está a crescer a cada ano que passa.

Paulo Marques Administrador

parte dos clientes nacionais e internacionais, que comprovam o bom funcionamento do equipamento mesmo em ambientes mais adversos.

Dedicando-se inicialmente ao mercado das vedações, evoluiu e hoje é uma referência na área da construção de picadeiros passando pela sua requalificação, construção e manutenção de pisos, assim como a instalação de estruturas em madeira tratada, como pérgulas e outras estruturas para jardins, tudo feito com madeira de pinho de qualidade nacional. Inicialmente, a CeliCerca começou com vedações em autoestrada, mas rapidamente surgiram oportunidades na área da agricultura, como aramações de vinhas e pomares e, posteriormente, em serviços equestres. Desde o início que Paulo Marques se preocupou em fazer investimentos para a aquisição de equipamentos especializados para todo tipo de trabalhos que iriam surgindo, principalmente para os picadeiros. Atualmente, a empresa conta com cinco colaboradores, num espaço constituído por escritórios e um armazém que serve para albergar todo o material que irá ser utilizado, não só para trabalhos mas também para venda direta a clientes. Numa área altamente competitiva, o setor dos picadeiros constitui uma grande aposta por parte da empresa, que acredita, ter margem de crescimento nesta área. Os diferentes packs de manutenção para os pisos, foram criados para oferecer um serviço completo ao cliente. Presente em vários eventos de calibre equestre, a empresa proporciona a montagem e manutenção do piso durante as provas, sendo um serviço que se distingue dos restantes por requerer a presença de equipas durante o evento.

Sucesso da empresa A génese da CeliCerca é criada através da coesão entre os colaboradores e um forte investimento na qualidade dos seus serviços, numa perspetiva de nunca abrandar quando surgem obstáculos durante os processos de desenvolvimento das obras. A adaptação ao mercado continua a ser a chave de sucesso desta empresa originária de Ourém que orgulhosamente abre as portas todos os dias com o sentimento de dever cumprido. Com o merecido valor, a empresa protagoniza um serviço e atenção ao cliente de alto nível, acompanhando a manutenção das suas obras após estarem completas, o que a leva a estar ao nível das melhores empresas de Portugal na área de serviços equestres. Ao longo da sua existência sempre se preocupou com os clientes, não deixando descurar a importante ligação entres os seus fornecedores. Perspetivas Futuras De acordo com a administração, apesar de 2015 ter sido um ano mais desafiante, o ano de 2016 superou as expectativas registando um crescimento de 70 por cento relativamente ao anterior. Numa visão otimista a empresa espera assim duplicar a faturação deste ano e possivelmente modernizar as suas instalações. A CeliCerca tem como objetivo futuro superar-se a si mesma todos os anos e desta maneira continuar a crescer de uma forma gradual e consistente.

Equipamento inovador Paulo Marques possui a capacidade única de adaptação perante adversidades, característica que levou o empresário a usufruir de um sucesso inigualável na área dos serviços equestres. Ao perceber que existia uma lacuna em Portugal de equipamentos de manutenção de pisos equestres que fossem adaptáveis e de valores acessíveis o empresário decidiu criar um protótipo durante os seus tempos livres. Hoje em dia, a empresa vende esse equipamento para o mercado nacional e internacional, provando estar entre os melhores. Prova disso, tem sido a avultada procura do produto por

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região do médio tejo|fialho ferro

Uma empresa com grande sentido de ética

José Ferro Administrador

Sediada em Torres Novas, a Fialho Ferro iniciou a sua atividade em 1996 na qual se dedica à produção de soluções publicitarias. Maria Inês e José Ferro são os administradores desta empresa localizada no centro do país.

Situada na zona industrial de Torres Novas, com umas instalações de cerca de 2400 m2, Fialho Ferro executa produção total dos produtos, tendo assim auto-suficiência em “todas as áreas de transformação de ferros, madeiras, acrílicos, termoformagens de vácuo, impressões digitais, impressões em rígidos e serigrafia”. Com uma produção que é criada com a máxima qualidade e rigor, sendo que todos os produtos são personalizados de acordo com as necessidades e exigências de cada cliente. A Fialho Ferro trabalha desde o momento da sua existência sobre uma base de ética e confidencialidade, princípios estes que foram passados a José Ferro desde de tenra idade e que continuam a prevalecer na sua vida e na empresa. Com esta junção de ideais, a empresa é sistematicamente procurada pelo mercado, abrindo a porta todos os dias com a missão de satisfazer na totalidade os seus clientes. Esta empresa moderna possuí uma equipa de 17 colaboradores, combatendo de forma competente as dificuldades que surgem todos os dias num mercado com diversas exigências. Equipada com tecnologia de ponta, o conceito de personalizar o produto que o cliente quer de acordo com o budget do mesmo, é um dos alicerces que a empresa aplica a todos os seus consumidores, podendo assim produzir “mil expositores ou apenas cinco ou seis”, não se submetendo a um produto específico. Manter uma relação de confiança e de satisfação com os clientes é uma das permutas que a Fialho Ferro segue à risca. Podendo o consumidor no processo de criação do produto ajustar o design que deseja e posteriormente ter garantido que será oferecido o melhor preço e qualidade no produto e no cumprimento de prazos. Gerando assim, uma boa ligação com o cliente, onde este normalmente volta a usufruir dos serviços da Fialho Ferro. Em alguns casos, José Ferro explica que “ajustamos em algo permanente com o cliente, acertamos o melhor processo por uma questão de rentabilização das matérias-primas, é assim que funciona. Em algumas vezes

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fialho ferro|região do médio tejo o cliente não sabe bem o que quer, e ai já temos algum feedback para aquilo que o cliente possa querer”. Possibilitando assim, devido à experiencia na área, criar soluções sobre qual a melhor forma de conceber o produto. Nas palavras de José Ferro “as agências trabalham com as marcas e sabem que nós não oferecemos o nosso trabalho diretamente e normalmente as agências criam o design, muitas vezes esse design que as agências criam é fruto de contactos que estabelecem connosco por causa da engenheira do produto, processo de fazer e a rentabilização.” Trabalhando diretamente com agências é preciso saber gerir a “sensibilidade e a fragilidade que agora o mercado tem, sempre salvaguardando a parte sigilosa, porque quando nós estamos a produzir um expositor qualquer, por vezes o produto ainda não está lançado no mercado, outras vezes já foi lançado e depois precisam de rapidamente de produzir e então contactamnos”.

Mercado Sendo a alma e o coração da empresa José Ferro explica um pouco com funciona o mercado da sua área: “somos considerados por alguns uma referência no setor, felizmente também temos quem não goste de nós, há clientes com quem nós não queremos trabalhar e as dificuldades do mercado que não são só fruto das contingências internacionais, são sobretudo por uma questão de cultura, mentalidade e de algum receio, na base de alguma falta de confiança o mercado também não evolui”. Contudo o pior ano foi o de 2011, com diversas quebras do mercado que apesar de ter abalado a confiança dos mercados a Fialho Ferro manteve-se à altura superando as dificuldades com já o faz há 21 anos de uma forma rigorosa e competente. Política empresarial Esta é uma vertente muito importante na empresa, a relação entre clientes/ colaboradores é fundamental para o bemestar da Fialho Ferro, sendo claro isto, porque assim que entramos na empresa,

de incentivo e da missão que a empresa segue desde 1996. Podendo exemplificar os valores, estes passam pela ética, seriedade, profissionalismo e competência. “Procuramos ser competentes e profissionais naquilo que fazemos, de modo geral temos conseguido, errando algumas vezes e ainda bem, porque se as máquinas estão ao acesso de toda a gente, a riqueza das empresas são as pessoas que nela trabalham”. Impulsionado com as suas palavras, José Ferro expõe que “a razão da nossa existência é o cliente, não é o cliente que precisa de nós, o cliente só precisa de nós na medida direta que nós também precisamos do cliente”. A empresa funciona com todo o rigor devido à excelente ética que existe entre os seus colaboradores, prestando um serviço continuado de qualidade, na relação entre o preço, qualidade e prazo. E fundamentalmente criar uma relação de parceria entre cliente e fornecedor, para assim dar continuidade a este projeto que

valores, a Fialho Ferro possui parceria com empresas locais, criando assim um desenvolvimento no comércio local.

surgem em várias paredes mensagens

já conta com 21 anos. Para além destes

deixarem”.

Futuro Com toda a frontalidade e seriedade que emprega na sua vida e na empresa, aos perguntarmos quais as suas espectativas para o futuro, José Ferro responde: “continuar vivo e com saúde mental para ajudar o barco a navegar, poder contar com a confiança dos meus parceiros e instituições que nós confiam. E a confiança dos nossos parceiros nos produtos e que nos deixam continuar a trabalhar, não nos dêem nada, mas que não tirem aquilo que nos pertence”. A empresa continua a querer crescer de uma forma gradual e consistente. O futuro passa sempre pela aposta contínua na formação dos colaboradores, pela renovação e modernização em conjunto com os seus princípios e valores. Finalizando com as palavras do próprio José Ferro “as perspetivas são aquilo que

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região do médio tejo|britannia house

O sucesso da Britannia House

Valerie e Catarina Santos Administradoras

O Centro de Línguas Britannia House foi criado por Valerie Lynda Randall Picton Santos no ano de 1986 na cidade de Torres Novas, com o propósito de criar um lugar divertido para aprender inglês.

Originalmente do País de Gales, Valerie Santos, desde cedo percebeu que o inglês era uma língua essencial para o futuro. Tudo começou com aulas particulares a um número limitado de estudantes que rapidamente atingiu as centenas de alunos que hoje frequentam o Centro de Línguas. Situado na Avenida Manuel Figueiredo nº 6, os torrejanos não são os únicos a frequentar o instituto, o sucesso deste projeto alastrou-se por todo o distrito de Santarém. O Centro de Línguas Britannia House tem crescido exponencialmente ao longo dos anos, com um crescente número de alunos, seis professores e com diversas salas modernas equipadas com quadros interativos. O ano de 1988 foi importante para Valerie Santos, isto porque viria a receber autorização para lecionar inglês por parte do Ministério da Educação mas também se iniciou uma grande ligação entre o British Council de Lisboa e a Britannia House, porque nesse ano a diretora foi convidada para ser examinadora oral dos exames da Universidade de Cambridge, e é desde então que os alunos do Centro de Línguas são preparados para os exames. Atualmente o Centro de Línguas é um British Council Gold Supplier Institution for Cambridge ESOL Examinations e membro do programa Addvantage. Valências e serviços O Centro de Línguas oferece diferentes serviços que abrange diversas faixas etárias, começando pelos cursos anuais para crianças a partir dos 6 anos e jovens, cursos para adultos, explicações de inglês a nível nacional e a preparação para exames da universidade de Cambridge - Business English Certificate (B.E.C);Key English Test (K.E.T); Preliminary English (P.E.T); First Certificate in English (F.C.E); Certificate in Advanced English (C.A.E); Certificate of Proficiency in English (C.P.E); International English Language Testing System (I.E.L.T.S). É simultaneamente um Centro Formador da CAPMAN para os Exames de Certificação TOEIC dando formações a empresas no instituto ou na empresa interessada é ainda representante da agência educativa Information Planet.

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A evolução da língua inglesa na sociedade portuguesa No decorrer dos seus trinta anos de existência a Britannia House tem acompanhado o desenvolvimento dos métodos de ensino, onde a língua inglesa possui um papel importante na formação dos jovens portugueses. Valerie Santos explica que todos os anos existe uma constante renovação na maneira como ensinam o

inglês, criando um ambiente onde o estudo do inglês possa ser de compreensão fácil e acessível a todos. Durante as aulas, de acordo com a fundadora, os professores tentam incorporar a parte cultural e da atualidade, onde todo o diálogo é feito em inglês criando assim uma curiosidade constante por parte dos alunos sobre os assuntos recorrentes do mundo. “ É ótimo porque eles estão a falar inglês e


britannia house|região do médio tejo estão a abrir os olhos para conhecimentos de inglês”, explica Valerie Santos. Por isso, não é de estranhar que ao entrar nas instalações deparamo-nos com o fato de todos os professores conversarem em inglês mesmo fora das aulas, concedendo assim uma familiarização com língua inglesa com a finalidade de aprender o inglês com o sotaque. Com a crescente globalização, o inglês deixou de ser uma obrigação escolar e rapidamente passou a ser uma necessidade para as restantes faixas etárias. O centro de línguas rege-se essencialmente por alunos que frequentam os anos escolares obrigatórios mas tem decorrido uma crescente procura por adultos que querem melhorar ou até mesmo aprender a língua inglesa. As festividades, como o Halloween ou o dia de S. Valentim que são tradicionalmente inglesas são comemoradas com a mesma intensidade que o Natal ou a Páscoa. Usualmente nesses dias os alunos festejam fazendo atividades temáticas alusivas a esse dia. Para além disso, todos

O crescente sucesso Ao questionarmos Valerie Santos, sobre o porquê da longevidade do Centro de Línguas, esta responde que: “ para além dos professores qualificados, o fato de ser inglesa acaba por ser e uma grande atração para os pais”, que desta forma preferem que os filhos aprendem o inglês com quem é nativo da língua. Outro fator passa pelos resultados nos exames da Universidade de Cambridge que tem uma taxa de 100% de sucesso, dando assim uma implacável reputação à Britannia House. Este sucesso só é possível devido ao trabalho intenso dos professores e alunos durante todo o ano. Originando assim um “passa a palavra” durante anos consecutivos, projetando assim no mapa, como referencia ao ensino do inglês o Centro de Línguas Britannia House. Não passa despercebido este esforço dos alunos, e por isso todos os anos no mês de Outubro existe uma cerimónia de entrega de Diplomas da Universidade de Cambridge e do Quadro de Honra, realizada no Teatro

os anos o Centro de Línguas organiza uma viagem a Inglaterra durante o Verão.

Virgínia de Torres Novas, contando sempre a com a presença de pais, familiares e amigos. Devido à quantidade de alunos que finalizam

o ano com sucesso, Valerie Santos, conta em tom de brincadeira, que o teatro é pequeno para tanta pessoa que vai assistir à cerimónia acabando por sobrelotar o espaço. Balanço e próximos passos A qualidade do ensino, o trabalho árduo dos professores e a dedicação dos alunos é o que mantém a Britannia House uma instituição de referência no distrito de Santarém ao longo de 30 anos. Para Valerie e Catarina Santos, o futuro passa por continuar com o bom trabalho, oferecendo a todos os alunos o melhor ensino possível, continuando a crescer sucessivamente. “Já passaram milhares de alunos por mim”, recorda Valerie Santos com ternura, de quem já ensina há 30 anos e que não pretende parar de enriquecer a vida de crianças, jovens e adultos. Futuramente, a Britannia House passará a ser gerido por Catarina Santos que orgulhosamente continuará com o legado de sua mãe.

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MUNICÍPIOS EM DESTAQUE Todos os meses, a Revista Business Portugal traz até si, o nosso estimado leitor, uma ampla, porém selecionada, variedade de municípios em destaque. Muitos são os dignos de nota e de visita por parte de quem não conhece e, se fosse nossa a decisão, muitos mais seriam aqueles que constariam nesta referência. Este mês dispomos destacar Constância. Esta pequena vila portuguesa pertence ao distrito de Santarém, da região Centro e sub-região do Médio Tejo. Pode-se dizer que fazia parte da antiga província do Ribatejo, hoje sem efeitos político-administrativos, mas cuja demarcação ainda hoje percorre as bocas do povo e é uma forma atual de identificação local. A vila em si compreende 900 orgulhosos habitantes, ou não fosse ela a “Notável Vila de Constância”. Também é sede de um pequeno município, presidido por Júlia Amorim, com 4.056 habitantes e 80,37km2 de área. É digno de nota o facto de ter sido local de residência do poeta Luís Vaz de Camões, o qual foi desterrado no Ribatejo, algures entre 1546 e 1547. A Presidente da Câmara esteve presente num evento que em muito honrou a região local: a Cerimónia de Assinatura dos Contratos de Investimento entre o Estado Português e o Grupo Altri (que engloba as empresas Celtejo e Celbi). Decorreu no passado dia 16 de janeiro na própria empresa Celbi, em Leirosa, Figueira da Foz. A Cerimónia foi presidida pelo Primeiro Ministro de Portugal, António Costa e contou com a presença do Ministro da Agricultura e do Secretário de Estado da Indústria, já para não falar da já referida chefe do executivo do concelho de Constância. É recorrente o Estado Português subsidiar empresas pela sua significância a nível nacional, traduzindo-se, muitas vezes, na criação de inúmeros postos de trabalho e no desenvolvimento para a economia portuguesa, como é o caso destas empresas, que obtiveram tão prestigiante apoio. Um evento desta envergadura ficou ainda mais completo com a presença do edil de Constância, município que fica, assim, destacado.

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hotel coruÑa mar| municípios em destaque

Acordar com vista para o mar A Revista Business Portugal preparou, para esta edição, um conjunto especial sobre a Galiza e, foi na Corunha, que encontramos um hotel acolhedor, a preços acessíveis e numa localização fantástica para quem quer visitar a cidade da Corunha, ou para quem, como nós, necessita de acessibilidades para entrar e sair facilmente da cidade. Pois bem, trata-se do Hotel CoruñaMar, dirigido por Marcos Patiño, com quem estivemos à conversa. Estudou Ciências Empresariais e depois Turismo, trabalhou durante doze anos em hotéis como Meliá,, AccorHotels, Hesperia, Petit Palace Hotels, entre outros. Há três anos aceitou o desafio de dirigir o CoruñaMar e a sua estratégia foi muito objetiva: “A nossa ideia é que esta seja como a tua casa quando não estás em casa. Há muitas pessoas que não gostam de estar fora de casa e, portanto, tentamos que estejam o mais cómodas possível, num ambiente familiar, dentro de preços bastante acessíveis”, afirmou. Com 21 quartos disponíveis, todos equipados com TV, WiFi, e casa de banho privativa, o CoruñaMar permite a estadia de pessoas acompanhadas com os seus animais de estimação e oferece um serviço de aluguer de bicicletas para melhor andar pela cidade: “Quando os clientes chegam nós entregamos um mapa e explicamos um pequeno tour que pode ser feito pela cidade. Esse tour passa pelos museus, pela Torre de Hércules, pelo Aquário, pela Praça de Maria Pita, pela zona velha e pela marina. E, para comer, recomendamos o restaurante Tostas, aqui ao lado, a Taberna de Cunqueiro e La Escondita, no centro”, confidenciou Marcos. Recebendo, durante a semana, empresários, estudantes e comerciais que se deslocam à Corunha por motivos profissionais, é, ao fim-de-semana, com as famílias e casais que vão em passeio, que o CoruñaMar se preenche. Com uma localização fantástica, junto ao Estádio Riazor, de frente para o mar, não há quem fique indiferente a uma estadia neste hotel. Os portugueses não são exceção: “Os portugueses têm vindo cada vez mais visitar a Corunha e isso é muito bom porque eu considero que nós, galegos, e os portugueses somos muitos parecidos e eles sentem-se bem aqui”, disse-nos. Por fim, ficou o convite: “O turismo na Corunha está num bom momento. Esta é uma boa cidade para congressos, para férias em família e fins-de-semana em casal ou com amigos. Tem muitos museus, praias, uma grande oferta gastronómica e é muito tranquila e segura. É uma cidade cómoda e muito divertida que tem mais para oferecer do que pensam. Normalmente as pessoas não vêm com grandes expetativas e acabam por se surpreender”, finalizou Marcos, o nosso anfitrião na Corunha.

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municípios em destaque |município de elvas

“Um museu a céu aberto”

Elvas foi, outrora, a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa e a cidade mais fortificada da Europa. Um ano depois da reabertura do Forte da Graça, a Revista Business Portugal conversou com Nuno Mocinha, presidente do Município para fazer um balanço deste ano e descobrir o que se avizinha para a ‘Rainha da Fronteira’. em galerias subterrâneas numa extensão de 1367 metros e, depois, ao nível do terreno e em arcadas, por mais de cinco quilómetros e meio que chegam a superar os 30 metros de altura. Faz agora um ano desde a reabertura do Forte da Graça. Que balanço podemos fazer de Elvas em termos turísticos? De que forma a cidade se projetou para o exterior nos últimos anos? O balanço é extremamente positivo. Desde a reabertura do Forte da Graça ao público, em novembro de 2015, o forte recebeu mais de 75 mil visitantes, o que é representativo do impacto que o forte tem para a cidade de Elvas. Cientes da importância da captação de turistas que o forte representa, apostámos no lançamento de uma aplicação para smartphones – a SMIITY. Esta aplicação permite que o utilizador tenha acesso a informação local e contextual sobre o Forte da Graça mas também a notícias, eventos, pontos de interesse, redes sociais e outras facilidades relativas ao que Elvas tem de melhor para oferecer aos seus visitantes.

Nuno Mocinha Presidente

Na sua opinião, quais os principais desafios com que Elvas se depara neste momento? Um dos nossos maiores desafios é a fixação de pessoas e a criação de emprego. Prolongar a estadia dos turistas, a fixação da população jovem e a captação de investimento que gere riqueza e postos de trabalho são as nossas grandes prioridades. Temos trabalhado no sentido de melhorar as medidas de fixação da população jovem e de novas empresas. Esta é uma batalha que temos vindo a travar mas que, sem a intervenção do poder central, são mais complicadas de concretizar.

Sendo Elvas reconhecida pela sua história e considerada ‘Património Mundial’, quais os pontos de passagem obrigatórios aquando de uma visita pela cidade? Podemos descrever Elvas como um museu a céu aberto. A cidade possui um riquíssimo património com diversos pontos de interesse. O nosso património foi classificado como Património Mundial pela UNESCO, em 2012. A classificação de ‘Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e suas Fortificações’ inclui o centro histórico da cidade, as muralhas abaluartadas do séc. XVII, o Forte da Graça, o Forte de Santa Luzia, o Aqueduto da Amoreira e os três fortins: S. Pedro, S. Mamede e S. Domingos, com uma área de proteção total de 690 hectares. “Se deambularmos pela trama de ruas e ruelas que formam o centro histórico deparamo-nos com vários apontamentos de interesse que comprovam a importância que Elvas teve ao longo dos séculos: o Castelo (o primeiro Monumento Nacional português); a Torre Fernandina; a Igreja da Nossa Senhora da Assunção (antiga Sé de Elvas), e a Igreja de Nossa Senhora da Consolação (Igreja das Dominicanas)”. No exterior da cidade, é inevitável não contemplarmos o imponente Aqueduto da Amoreira, ex-líbris da cidade, construído para resolver o problema de abastecimento de água à cidade. Esta gigantesca obra desenvolve-se desde a nascente

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O presidente está atualmente no seu primeiro mandato. Que balanço podemos fazer da sua obra à frente da Câmara Municipal? A valorização de Elvas enquanto destino turistíco nacional e internacional foi umas das nossas preocupações. A parte mais visível deste trabalho reflete-se no aumento do número de visitantes e na dinamização do comércio local. Também o setor terciário beneficiou e registou crescimento através da abertura de pequenas e médias empresas que operam nesta área de negócios. Neste momento está aprovada a instalação de uma rede wifi gratuita no centro histórico de Elvas, que além de maximizar a experiência do turista em Portugal, serve também para estimular as empresas a inovarem o modo como se relacionam com o cliente e a desenvolver novos produtos e serviços. Esta alavancagem do turismo enquanto mobilizador económico do município despertou o interesse de investidores para a criação de uma nova unidade hoteleira em Elvas que aumentará o número de camas e gerará novos empregos para os elvenses. A abertura da unidade hoteleira do grupo Vila Galé está prevista para o ano de 2018, ficando localizada no antigo Convento de São Paulo. A reabilitação e recuperação do património, assim como a construção de novos equipamentos tem sido fulcral para preparar o município para acolher e atrair mais visitantes. Durante este ano a aposta na diferenciação e no posicionamento de Elvas como destino turístico passou também pela organização de eventos de qualidade superior, capazes de atrair maior dinâmica e número de pessoas à cidade. Que planos e ambições pode esperar o município de Elvas para este ano de 2017 que agora começa? No futuro queremos dar continuidade ao trabalho desenvolvido dando prioridade para os desafios da fixação da população e da criação de emprego. É estratégico atrair empresas e trabalhar o turismo numa ótica geradora de valor. Temos hoje mais condições do que nunca para conseguir vencer estes desafios e é neles que nos vamos focar no futuro.


municípios em destaque |município de torres vedras

A capital do carnaval português Em Torres Vedras já se vive o espírito carnavalesco, não fosse este o “carnaval mais português de Portugal”. Este ano, os seis dias de folia prometem muitas novidades e animar os milhares de participantes. O presidente do Município de Torres Vedras, Carlos Bernardes explica o que está na base do sucesso de uma festa, que é já uma referência a nível internacional.

M

Carlos Bernardes Presidente

antendo a tradição centenária, o carnaval de Torres Vedras tem vido ao longo das últimas décadas a afirmar-se como o verdadeiro entrudo português onde a sátira social e política é o grande atrativo de seis dias de folia. As tradições mantém-se, mas com grande inovação e modernidade, sempre adaptadas à realidade da sociedade atual. Os reis do carnaval torriense são, desde que há registo, dois homens vestidos de mulher. As matrafonas, um dos principais ex-libris da festa continuam a multiplicar-se edição após edição. Os carros alegóricos que reforçam o cariz satírico da festa constituem um dos principais atrativos, pela sua originalidade e imprevisibilidade. Inicialmente, estes carros eram de tração animal, passaram depois a ser puxados por tratores e recentemente já são utilizados carros automotorizados. Os carros alegóricos diferenciam-se também pelas suas grandes dimensões que podem atingir os 14 metros de comprimento e os seis metros e meio de altura. Os cabeçudos são também um dos ícones do carnaval torriense, um elemento indispensável. Originalmente, feitos de pasta de papel, foram evoluindo ao longo dos tempos sempre acompanhados do grupo Zés Pereiras. O presidente do Município de Torres Vedras evidencia

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município de torres vedras| municípios em destaque que “sendo um carnaval centenário, tem tido um processo evolutivo que se traduz aos dias de hoje numa imagem de marca da cidade de Torres Vedras, um evento de referência que atrai cerca de 350 mil pessoas à cidade, durante seis dias, onde a componente da sátira social e política tem um papel muito abrangente. Os nossos criativos do carnaval preparam ano após ano a festa, tendo em conta, as várias temáticas, este ano o tema é: Brinquedos e Brincadeiras”. O interlocutor salienta que o espírito carnavalesco começa a ser vivido cedo, desde meados de janeiro, com os assaltos de carnaval, depois os festejos vão “em crescendo até ao fim de semana principal. O evento envolve toda a comunidade escolar, empresas, que têm, nesta altura do ano, a oportunidade de desenvolver os seus negócios, principalmente a restauração e hotelaria. O carnaval de Torres contribui para o desenvolvimento da economia local”, enfatiza o entrevistado. Torres Vedras goza de uma localização privilegiada, devido à proximidade à grande Lisboa e também pelas várias vias de comunicação que facilitam a acessibilidade, “para além dos portugueses, temos muitos turistas, alunos Erasmus de vários países que ajudam a divulgar e a promover o carnaval de Torres Vedras além fronteiras”. Sendo um evento de referência, Torres Vedras foi palco da antestreia do filme ‘Delírio em Las Vedras’, do realizador Edgar Pêra. Carlos Bernardes já assistiu ao filme que, em breve, vai estar nas salas de cinema portuguesas e revela que é “uma retrospetiva do carnaval de 2015 onde o tema foi o amor”. A película está nomeada para o Festival Internacional de Cinema de Roterdão. Numa outra vertente, a indústria que envolve o carnaval é já de referência a nível tecnológico, “hoje temos um conjunto de empresas onde a criatividade e o design têm vindo a evoluir de forma muito positiva, onde a vertente tecnológica nomeadamente, ao nível do 3D, têm vindo a colaborar ao nível da maquetização”, enfatiza o entrevistado. Em jeito de mote e convite, o presidente do Município de Torres Vedras faz questão de destacar que “quando começa o Carnaval todos somos iguais, durante esses dias, são os reis do Carnaval que tomam contam da cidade, e até o presidente da câmara participa. Obviamente que em termos de segurança, estamos a trabalhar em parceria com as várias forças de segurança de modo a que tudo esteja operacional”. Tendo

em conta o espírito de folia e tradição, que tão bem caracteriza o evento, Carlos Bernardes convida todos a participar já que “durante o ano, todos temos as nossas vidas, é um momento importante em que podemos exteriorizar, brincar, participar, acima de tudo, é isto o carnaval de Torres Vedras. Um evento com uma matriz identitária bem reforçada, onde todos participam, as pessoas não vêem o desfile numa bancada, há interação, quem se quiser divertir venha a Torres Vedras onde há muita folia e animação, convívio e partilha”, finaliza o presidente do município.

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municípios em destaque |município de constância

Constância, Vila Poema

Júlia Amorim Presidente

Situada nas margens do rio Tejo e do Zêzere a vila goza de uma localização privilegiada que lhe confere uma paisagem inigualável. Ao longo dos tempos, tem servido de inspiração a escritores, apresentando atualmente uma vasta oferta cultural. Com dois pólos industriais, o município procura conciliar vários fatores de gestão, onde o objetivo principal é a qualidade de vida da população. Em entrevista a Júlia Amorim, presidente da Câmara Municipal de Constância descobrimos as potencialidades da região.

Com duas importantes áreas industriais, que geram emprego e contribuem para o desenvolvimento sócio-económico da região, Constância tem como principal empregador desde a década 50 do século passado, a Caima, produtora de pasta de papel e muito recentemente pasta solúvel, destinada ao mercado do vestuário e da informática entre outras aplicações. A presidente do Município de Constância, Júlia Amorim explica “que a exportação tem sido fundamental no contexto atual e a Caima tem sabido posicionar-se o que é positivo para o concelho devido aos postos de trabalho diretos e indiretos que cria. De salientar que o processo de fabrico tem evoluído bastante e os impactos da presença deste tipo de indústria na vila são diminutas”. A somar, existem outras indústrias ligadas a vários setores que contribuem para a criação de emprego e tem atraído até novos residentes para o concelho que tem espaço para acolher investidores, a entrevistada revela que “Montalvo é a freguesia que reúne as características mais adequadas para a localização da zona industrial, uma vez que está junto à A23 e a 30Km da A1, o que em termos de acessibilidades é muito importante. Neste momento, há lotes disponíveis e temos previsto no Plano Diretor Municipal (PDM) a possibiidade de expansão do complexo. Os nossos incentivos estão relacionados com a venda de lotes ao preço de 2 euros por metro quadrado. Temos a porta aberta e disponibilidade para acolher qualquer investidor que esteja interessado”. Aposta na qualidade de vida O concelho, onde se encontra também o Campo Militar de Santa Margarida, procura criar condições no sentido de manter e

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atrair habitantes, através de sinergias com as instituições sociais, educativas, culturais e desportivas existentes, Júlia Amorim esclarece que “há a preocupação em proporcionar boas condições para quem habita no nosso território, que passam pela habitação, boas escolas, oferta desportiva e formação cultural. Neste contexto, existe uma forte relação com a escolas e associações desportivas e culturais do nosso concelho, procurando que as crianças cresçam num ambiente saudável, em que os pais possam reconhecer que ter os filhos a estudar no concelho de Constância é uma mais-valia para a sua formação”, destaca. O município responde às necessidades das famílas através de uma rede de apoio que envolve nas valências de creche, lar de idosos, apoio domiciliário e Centros de Tempos Livre. “Creio que somos um exemplo naquilo que é possível fazer com menos recursos, honerando menos as famílias, isto só é possível porque existem as Instituições Particulares de Solidariedade Social, a Santa Casa da Misericórdia e uma colaboração estreita entre a autarquia e estas instituições”, explica a presidente do Município de Constância. No contexto turístico, a vila está inserida na Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo, integrando a Turismo do Centro, e procura através das atividades culturais e do turismo de natureza atrair visitantes. Como atrativos, Constância tem “os rios Zêzere e Tejo, a ligação a Camões, as festas do concelho, múltiplas atividades de turismo ativo e interessantes unidades de alojamento. Há


município de constância| municípios em destaque vários escritores que ao longo dos tempos têm escolhido Constância para se inspirarem, como Alexandre O´Neil, Baptista Bastos ou Vasco Lima Couto. Fomos também interiozando este legado e procuramos fomentar o gosto pela literatura e escrita na região”. Em termos de equipamentos há que referir o Centro Ciência Viva de Constância – Parque de Astronomia e o Parque Ambiental de Santa Margarida, que integra o Borboletário Tropical. Perspetivas de futuro Num ano de eleições, a autarca revela em jeito de balanço que “sabíamos que ia ser um mandato difícil, em que as famílias iam ter muitas dificuldades, por isso, apresentámos uma lista de intenções realista aos nossos eleitores. Fizemos um trabalho muito voltado para a educação, para o social, para a cultura e para o desporto, ou seja, mantendo a qualidade de vida a que as pessoas estavam habituadas, pelo que neste aspeto o balanço é positivo”. Sobre o futuro, Júlia Amorim revela que tendo em conta que os fundos comunitários só agora se encontram disponíveis, vão ser reiniciadas e iniciadas algumas obras. Finalizando, a interlocutora revela que tendo em conta “o contexto de crise económica e financeira que dificultou a vida das famílias, das instituições, dos municípios e do tecido empresarial, creio que o balanço deste mandato é positivo. Espero que as pessoas reconheçam que o imaterial se sobrepôs ao material e que Constância é um concelho bom para viver, visitar, investir e trabalhar!”.

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municípios em destaque |união de freguesias de viade de baixo e fervidelas

União de freguesias em

crescimento sustentável

Daniel Reis Afonso Presidente

Localizada em Montalegre, a União de Freguesias de Viade de Baixo e de Fervidelas é uma das maiores e mais importante do concelho transmontano. Atualmente, esta União de Freguesias é composta pelos lugares de Antigo de Viade, Brandim, Fervidelas, Friães, Lama da Missa, Lamas, Parafita, Pisões, Telhado, Castelo,Viade de Baixo e Viade de Cima e encontra-se sob a presidência de Daniel Reis Afonso, com quem estivemos à conversa.

Com uma área de 48.3 km2 e uma densidade populacional de 17.4 habitantes por km2, a população de Viade de Baixo e Fervidelas ronda os 750 habitantes . Em entrevista à Revista Business Portugal, Daniel Reis Afonso, o jovem presidente desta união de freguesia afirma que atualmente o país se encontra perante um novo ciclo, onde a confiança e a esperança num futuro melhor existe. O importante para prosseguir é encontrar um rumo que permita continuar uma trajetória decrescente do desemprego e aumentar a criação de riqueza tendo em vista o crescimento económico. Apesar da desertificação das freguesias, do envelhecimento da população e da falta de emprego, Daniel Reis Afonso tem feito um trabalho notável nesta região. Um dos principais objetivos do jovem presidente é a fixação da população jovem, apesar da emigração acentuada a que se tem assistido, através de medidas que apoiem essa mesma fixação e relação às origens para que possam valorizar todos os recursos naturais que esta região oferece aos seus habitantes. Todavia, todas as medidas que se têm implementado são fruto do traçar de objetivos relacionados com a criação de riqueza e de valorizar o que é da terra, como por exemplo os produtos locais, o turismo, a pesca, a caça e os eventos conhecidos desta região – a Feira do Fumeiro e a

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sexta-feira 13. A União de Freguesias de Viade de Baixo e de Fervidelas prima pela sua índole de caráter comunitário e social. Apesar de uma taxa elevada de população idosa, toda a ajuda necessária é dada aos mais idosos através da realização de atividades, passeios, convívios e do apoio a nível administrativo e ao nível do pagamento de despesas mensais, como a água, luz e telefone. Em relação à situação financeira da autarquia, Daniel Reis Afonso atalha afirmando que com o apoio do FFF e de algumas rendas, é possível governar esta união de freguesias, ressaltando o facto de que não existe qualquer tipo de dívida ou empréstimo feito. Para além disso, recorda que é-lhe oferecido todo o apoio necessário, possível e sustentável por parte da Câmara Municipal de Montalegre, que pretende um crescimento progressivo para as suas freguesias. Quanto às perspetivas que tem para o futuro da União de Freguesias de Viade de Baixo e de Fervidelas, o presidente Daniel Reis Afonso pretende afirmar a qualidade de vida nas freguesias, consolidar a dinâmica que se tem tido e executado nos últimos anos, organizar a união de freguesias de uma forma cada vez mais credível e saudável, tal como merece, e principalmente, estruturar a sua localização e a sua riqueza natural. Segundo o presidente Daniel Reis Afonso, a vida é feita de realizações pessoais e de objetivos pelos quais se deve lutar. Admitindo que ser presidente de uma união de freguesias é um desafio aceite de corpo e alma, dá a transmitir aos seus conterrâneos que é importante a proximidade com a população e a cooperação com a autarquia. É deste modo e com esta forma de trabalho que a União de Freguesias de Viade de Baixo e de Fervidelas têm marcado a sua diferença positiva no concelho de Montalegre.


municípios em destaque | concello pontevedra

Cidade premiada internacionalmente Pontevedra implantou desde finais dos anos 90 um modelo de mobilidade centrado nas pessoas e na melhoria da qualidade de vida. A redução do trânsito na zona histórica da cidade e o recurso a uma rede de transportes públicos eficiente, valeu o galardão máximo da ONU, considerando Pontevedra uma cidade “centrada nas pessoas”.

Miguel Anxo Lores Presidente

Pontevedra consolidou em 2015 a sua posição a nível mundial como uma cidade segura, em termos de mobilidade, acessibilidade e segurança rodoviária. Devido ao fomento da cultura de caminhar, sob o lema ‘melhor a pé’, o presidente do município, Miguel Anxo Lores esclareceu, em entrevista, que o objetivo deste novo modelo urbano, que levou anos até ser executado, foi o de “recuperar a cidade para as pessoas”. Pontevedra é uma cidade com 83 mil habitantes e decidiu apostar num novo modelo urbano que seguindo uma hierarquia

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CONCELLO PONTEVEDRA | municípios em destaque

passou a dar, por ordem de importância, prioridade aos peões, biclicletas, transportes públicos e aos automóveis. A reestrutração levou a uma redução entre a 70 a 80 por cento dos veículos no centro da cidade, Miguel Anxo Lores explica que “hoje somos uma referência a nível internacional em áreas como, por exemplo, a aposta no valor do próprio território, património histórico, artístico e natural e continuamos a trabalhar nesse sentido”, reforça o entrevistado. Para além da distinção da ONU, recebida no Dubai, o sistema de mobilidade venceu também um importante prémio internacional atribuído pelo Center for Active Design, sediado em Nova Iorque. O modelo desenhado pelo município de Pontevedra tem cativado várias cidades de todo o mundo e as portuguesas não são exceção. A partir

do momento em que o modelo adotado por Pontevedra foi revelado ao mundo, várias têm sido as visitas e a declaração de interesses por parte de outros responsáveis para conhecerem melhor o modelo. Neste sentido, Miguel Anxo Lores considera que Pontevedra é uma cidade interessante, com património diversificado ao alcance de todos. Deste modo “queremos que quem conheça a Galiza, Espanha ou até mesmo Portugal, passe e conheça Pontevedra. Estamos na vanguarda dos movimentos urbanos e neste sentido, vários empresários de outros países, como o México, por exemplo, nos procuram para investir em hóteis e em outras áreas. O turismo nesta região está em forte crescimento e assim, trabalhamos com outros destinos turísticos espanhóis de referência como Sanxenxo ou Vigo, para de certa forma potenciar os nossos produtos, como o vinho alvarinho, o marisco, o peixe e outros produtos agrários de alta qualidade. Esta aposta é uma das nossas prioridades”, revela. Frisando a ligação notória entre o norte de Portugal e a Galiza, o interlocutor, refere que “como galego, tenho uma grande ligação a todo o povo do norte de Portugal, quando vou a Portugal sinto que estou em casa. Temos os mesmos costumes, a mesma gastronomia, a mesma amabilidade. Existe um maior intercâmbio cultural, turístico e empresarial entre os dois países, o que considero muito importante.

Atuamos nas mesmas áreas, como o vinho, e esta ligação é muito importante para o desenvolvimento das duas regiões”, sublinha. O entrevistado refere que Pontevedra é também uma cidade universitária, estando “muito ligada às novas tecnologias, ao turismo, aos serviços e queremos potenciar ainda mais estes setores. Beneficiamos muito do turismo que se direciona para Santiago de Compostela, dos congressos que se realizam aqui e onde existe muita atividade, como eventos desportivos, entre outros”. No que diz respeito ao futuro, Miguel Anxo Lores revela que “existem ideias para o desenvolvimento da cidade, há projetos idealizados que ainda não estão concluídos, em termos de infraestruturas, como uma circunvalação, equipamentos desportivos e culturais, entre outros. Na cidade temos muito trabalho feito mas ainda há muito a fazer. Temos bairros em que já fizemos algo, mas é necessário continuar esse trabalho na tentativa de melhorar a qualidade de vida das pessoas. Temos um território muito disperso e nem sempre é fácil. Nos núcleos mais importantes, queremos desenvolver uma política de centralidade, no sentido de melhorar a qualidade urbana nesses meios. Um projeto que vai levar o seu tempo”, conclui o entrevistado.

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Revista Business Portugal | Fevereiro '17  
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