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lisboa

barreiro

seixal

PA R C E I R O S

s ta k e h o l d e r s group

a d v i s o ry group


REVISTA BUSINESS PORTUGAL EDITORIAL

Editorial FICHA TÉCNICA Diretor Fernando Silva

Mais um final de ano, mais um ano com o sentimento de dever cumprido Por Fernando Silva

EDITORA Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt)

REDAÇÃO Lardyanne Guimarães Rita Carreira Vera Pinho Marta Caeiro Rita Burmester Rui Roque Sílvia Martins (redacao@revistabusinessportugal.pt)

PROJETO GRÁFICO, PAGINAÇÃO E DESIGN Tiago Rodrigues

SECRETARIADO Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt)

GESTÃO DE COMUNICAÇÃO

E passado um ano, encontramo-nos novamente enquanto folheia as páginas da última edição de 2015 da Revista Business Portugal. Confesso que foi um ano expectante, muito também por causa da situação um tanto ou quanto complexa que o país atravessou (e atravessa) e que, por vezes, nos faz duvidar um pouco do dia de amanhã. Mas deste lado somos otimistas, confiantes e, acima de tudo, não temos receio de arregaçar as mangas de modo a que possamos garantir que o leitor recebe mensalmente os melhores artigos sobre os mais diversos (e também melhores) temas da atualidade empresarial de Portugal e, não raramente, de outros pontos do mundo. Encerramos 2015 certos de termos cumprido o nosso papel de levar informação confiável e de importância aos empresários e a todos os nossos leitores. Para muitos, o final de um ano significa apenas uma mudança no calendário. Para outros, como nós, significa renovação, pelo que estamos já de ‘corpo e mente’ no próximo ano, para que possamos continuar a fazer aquilo que fazemos melhor: comunicar. Não posso perder a oportunidade de agradecer a todos os que colaboraram connosco durante este ano que agora finda, que acreditaram e continuam a acreditar neste que já provou ser um projeto sólido, graças aos nossos leitores, parceiros e colaboradores. Na passagem deste IV aniversário, encerramos este editorial desejando a todos umas Festas Felizes, na esperança que 2016 seja ainda melhor.

Fernando Lopes Filipe Amorim Isabel Brandão José Machado José Alberto Luís Silva Manuel Fernando Paulo Padilha Rui Diogo

EDIÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15 6ºandar sala 6.2 4400-134 - Mafamude (geral@revistabusinessportugal.pt)

alguns destaques da edição de dezembro 10 - município de s.vicente

CONTACTOS

14 - município de ponta do sol

Tlf: 223 754 806 (Geral)

SAÚDE E BEM-ESTAR A REVISTA BUSINESS PORTUGAL NAS REDES SOCIAS

MADEIRA, BELEZA NATURAL DISTRIBUIÇÃO Gratuita no Jornal i - Dec. Regulamentar 8/99-9/6 Artº 12º nº. ID

20 - Município da Calheta 22 - Município de Porto Moniz 24 - Município do Funchal

Depósito Legal: 374969/14 Edição de dezembro

LOGÍSTICA E TRANSPORTES 34 - Entreposto 36 - Damco 38 - Transportes Nova Cruz

60 - Mylan 62 - Zeiss 68 - Clínica Eva Morena

INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO 78 - HRV 80 - Electrolux 86 - Insígnia Publicidade 88 - ANQEP 92 - Dom Senhorio 94 - Bosch Car Service

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL OPINIÃO

contributos para acelerar o investimento a opinião de João Rafael Koehler, presidente da ANJE - Associação Nacional de Jovens empresários

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á sinais inequívocos de recuperação da economia portuguesa. Vários setores vivem hoje um momento histórico em termos de

comparação com o mesmo período do ano passado. Contudo, trata-se da variação homóloga mais baixa desde o primeiro trimestre de 2014. Para se ter uma

competitividade internacional e capacidade exportadora, como é caso dos têxteis, do calçado, do agroalimentar, do mobiliário ou do turismo. Paralelamente, foram feitos significativos progressos na consolidação das contas públicas, fator essencial para garantir o acesso do país aos mercados financeiros e para que o nosso crescimento económico seja sustentável. Verificase ainda que o saldo da balança corrente e de capital permanece positivo, o que significa que também na frente externa há indícios de um ajustamento estrutural. Mas o ritmo de crescimento do país vai depender, em larga medida, da evolução do investimento. Ora, neste particular, os últimos dados oficiais não são auspiciosos. Segundo o INE, o investimento em Portugal está em notória desaceleração. No 3.º trimestre de 2015, a formação bruta de capital fixo (FBCF) cresceu 1,9% em

ideia, o FBCF passou de um crescimento homólogo de 5,3% no trimestre anterior para os atuais 1,9%. Para a lenta recuperação do investimento concorrem, sobretudo, três fatores: o elevado endividamento das empresas, as dificuldades de acesso ao crédito e as fracas perspetivas de crescimento do mercado interno, devido ao elevado nível de desemprego, à quebra nos rendimentos e à dívida das famílias. Embora tenha havido melhorias nestes três fatores em 2015, a verdade é que a situação está longe de ser a desejável e vai continuar a penalizar o crescimento económico de Portugal. Para melhorar os níveis de investimento, há então que acelerar o ritmo de redução do endividamento das empresas. Lembro que a dívida das empresas passou de 155,8% do PIB em 2013 para 142% do PIB no ano passado, desempenho assinalável e que deve ser

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prosseguido no futuro. Para tanto, importa encontrar mecanismos para facilitar a reestruturação da dívida das empresas. Neste sentido, e dada a sua escassa eficácia, o Programa Revitalizar necessita de ser reponderado e otimizado. Como sabemos, um número elevado de processos de revitalização (PER) acaba chumbado pelo próprio Estado, através da Autoridade Tributária e Aduaneira. Para que o relançamento do investimento seja efetivo, é necessário igualmente um novo paradigma de financiamento da economia. Paradigma, esse, que terá de passar pela facilitação do acesso das empresas a fontes de financiamento alternativas ao crédito bancário, aproveitando o novo ciclo de fundos comunitários. Há, por exemplo, que desenvolver fontes alternativas como o capital de risco ou o smart money (capital + gestão), que ainda apoiam um número reduzido de empresas e com montantes muitas vezes longe do desejável. O relançamento do investimento depende também muito da estabilidade e previsibilidade do sistema fiscal. Num momento de recuperação económica como o atual, é importante gerar confiança nas empresas e nas famílias com uma tributação competitiva, justa, constante e expectável. Logo, as notícias que dão conta de uma nova reforma do sistema tributário e da travagem do desagravamento fiscal para as empresas só nos podem deixar apreensivos, considerando a incerteza que, entretanto, se vai gerar nos agentes económicos nacionais e nos investidores internacionais. Fundamental para o investimento é também a reforma da Administração Pública. O Estado continua a não ser amigo da economia, ficando aquém do que poderia fazer na atração de investimento, na eliminação de burocracia, na redução dos custos de contexto, na aceleração da justiça e na liquidação das dívidas a fornecedores. As empresas necessitam de melhores condições para a realização dos seus negócios com independência e competitividade, o que passa por um menor peso do Estado na economia. Por fim, a promoção do investimento exige a criação de um ecossistema mais favorável ao empreendedorismo de base tecnológica, científica e criativa. Embora sejam de saudar as recentes medidas de desagravamento fiscal das startups, há ainda que criar mecanismos de financiamento para pequenos negócios, eliminar procedimentos burocráticos sobre a atividade empreendedora e aprofundar o relacionamento entre o tecido empresarial e as universidades, centros de inovação e institutos de investigação.


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madeira: Beleza natural

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S

ituado no oceano Atlântico a cerca de 560 km da costa de Marrocos, o arquipélago da Madeira é formado pelas ilhas da Madeira a maior, e Porto Santo, ambas habitadas, além das

Desertas e das Selvagens, dois pequenos grupos de ilhas não povoadas. Conhecidas pelos Romanos como “Ilhas da Púrpura”, Porto Santo e a Madeira foram redescobertas no século XV por navegadores ao serviço do Infante D. Henrique. As origens vulcânicas da Madeira permanecem bem visíveis em locais como o anfiteatro montanhoso que envolve o Funchal, vestígio de uma antiga caldeira. A ilha é extremamente acidentada, com picos que atingem os 1860 metros de altitude. Felizmente para os turistas, a actividade vulcânica cessou há cerca de 6500 anos – contudo, foi essa atividade que dotou a ilha de uma paisagem fértil, formada até recentemente por um importante manto de antigas florestas subtropicais que esteve na origem do seu nome – Madeira. Nas encostas do norte da ilha, permanecem bem preservadas algumas áreas dessa antiga floresta (Laurissilva), hoje classificadas como Património Mundial pela UNESCO. No entanto, as soberbas flores que deram fama à Madeira podem ser apreciadas em todo o território e durante todo o ano. Uma das melhores formas de contemplar as soberbas paisagens é fazer um passeio pelas levadas, caminhos que


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seguem junto aos canais que outrora irrigavam as áreas mais secas. A Madeira é um encantador destino turístico durante todo o ano, e embora seja importante a produção de bananas, de cana-de-açúcar e de vinho da Madeira, grande parte do seu crescimento económico deve-se ao turismo. O turismo madeirense tem vindo a beneficiar de uma evolução no seu públicoalvo, atraindo cada vez mais visitantes de diversas faixas etárias e estratos sociais. Outrora destino privilegiado das gerações mais velhas, a ilha é agora redescoberta pelos mais jovens. Reconhecida como a terra natal de Cristiano Ronaldo, substituiu a imagem de pequena comunidade rural pela de soberbo destino de férias com excelente clima durante todo o ano, facilmente acessível a partir da Europa e atraindo jovens sofisticados que, para além da diversão nocturna, gostam de apreciar as

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belas paisagens e a população calorosa. A vida nocturna da Madeira, os seus restaurantes, desportos aquáticos, clima perfeito e espectaculares paisagens são inigualáveis e uma atracção imperdível para os turistas contemporâneos. Um oásis verdejante no meio do Atlântico A Ilha da Madeira é um autêntico Éden, um oásis verdejante no meio do Atlântico. Com falésias imponentes, praias rochosas e montanhas verdejantes envoltas em bruma, este destino inesquecível possui um convidativo clima subtropical e uma esplêndida beleza natural. Para aproveitar ao máximo a sua visita à Madeira, faça uma caminhada nas levadas pelas florestas seculares de laurissilva e flora autóctone. Mergulhe nas convidativas piscinas naturais da ilha e desfrute do sol nas inúmeras praias rochosas. A Madeira é um destino encantador durante todo o ano, com verões suaves e invernos amenos. As atividades em terra e no mar incluem caminhadas e desportos de aventura, bem como observação de baleias, pesca e vela. A colorida Festa da Flor, que se realiza na Primavera, e o espectacular fogode-artifício da Passagem de Ano são os pontos fortes do extenso calendário de eventos

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Capital da beleza natural município de são vicente O concelho de São Vicente, situado na costa norte da Ilha da Madeira, tem na floresta nativa, a Laurissilva, a maior riqueza. Os fantásticos cenários verdejantes são também excelentes para relaxar em harmonia plena com a natureza. Fomos à descoberta da região, numa entrevista com José António Garcês, presidente do Município de São Vicente.

josé antónio garcês Presidente

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São Vicente é o concelho da Ilha da Madeira, onde a natureza pode proporcionar mais surpresas e experiências sem igual, não fosse esta região, a Capital da Floresta Laurissilva, apresentando, assim, uma grande diversidade de espécies, onde o loureiro predomina. “O concelho, que começa no mar e acaba na serra, tem 78,8 km2, 5772 habitantes, distribuídos por três freguesias: São Vicente, Ponta Delgada e Boaventura. A população vive essencialmente de dois setores, agricultura e turismo. Na agricultura existe, essencialmente, o cultivo da vinha, os vitivinicultores são produtores do Vinho Madeira, o ganho pão de grande parte das famílias do concelho. Ao nível do turismo, a hotelaria e a restauração são as áreas mais fortes”, descreve José António Garcês, presidente do Município de São Vicente. A região tem neste momento uma oferta que ronda as 700 dormidas, disponíveis nos hotéis, estalagens, unidades de turismo rural e de habitação e, ainda, na vertente do alojamento local. A este nível “para um concelho, relativamente, pequeno até estamos bem servidos. De referir que os pedidos para o licenciamento

interlocutor. São Vicente é um dos exemplos da erupção vulcânica que deu origem à Ilha da Madeira. Para além da floresta nativa, o grande ex-líbris do concelho são as Grutas de São Vicente, onde está também situado o Centro do Vulcanismo. Abertas ao público desde outubro de 1996, são consideradas as primeiras grutas de origem vulcânica, em todo o país, disponíveis para visita. Ao longo de quase 700 metros de percurso subterrâneo é possível ver as construções que a lava foi fazendo ao longo da sua passagem. Estalactetites, pingos de lava e muitas outras construções, resultantes da erupção, podem ser vistas numa verdadeira viagem ao centro da terra, conduzida por guias especializados durante cerca de meia hora. No pavilhão do Centro do Vulcanismo, com capacidade para 90 pessoas, pode assistir-se à simulação do nascimento do Arquipélago da Madeira, através de uma recriação audiovisual. Junto às Grutas de São Vicente existe também um jardim onde predominam as plantas endémicas e os cursos de água. “As grutas de São Vicente são um ex-líbris do concelho e têm mais de 100 mil visitantes por ano”, destaca o

do alojamento local, estão a aumentar. É um concelho que está virado para o saber receber”, explica o nosso

autarca. As águas da costa norte da Madeira são mais frias, quando comparadas com as temperaturas amenas


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da água da costa sul, portanto, a melhor altura do ano para se fazer praia é mesmo no verão, “estamos na zona norte onde é mais complicado falar de praia, mas temos as piscinas de Ponta Delgada que são Bandeira Azul e têm estatuto de Praia Acessível, ficam também situadas junto de uma unidade hoteleira”, refere o entrevistado. A gastronomia e as festividades também são pontos de atração. No concelho, principalmente, no verão, realizam-se por todas as freguesias vários arraiais e festas populares e religiosas. “Ponta Delgada é um local que atrai muitos romeiros. Em São Vicente, realizam-se as festas do concelho, um festival para gente jovem. O evento acontece sempre na última semana de agosto, este ano só num dia tivémos 40 mil pessoas. Mas as festas de São Vicente não atraem gente só pelo cartaz, há pessoas que já reservaram quarto para o próximo ano e o cartaz ainda é desconhecido”, evidencia José António Garcês, presidente do Município de São Vicente. No sentido de revitalizar e potenciar o turismo na região, o executivo tem em curso uma série de obras e projetos. Assim, o município está a proceder à identificação dos miradouros e pontos de interesse e, consequente, reabilitação dos mesmos. Está, igualmente, a realizar

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a identificação e requalificação das levadas e veredas da região, bem como, a colaborar na homologação das mesmas, com a Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal. O município está também a trabalhar na criação do ponto de informação turística onde serão distribuídos os novos desdobráveis turísticos do concelho. O setor é de tal forma importante para a região que “quando chegámos à câmara municipal criámos dois pelouros, que são os mais importantes, e que nunca existiram no concelho, os pelouros do turismo e da agricultura”, revela o edil de São Vicente. Trabalhos realizados no âmbito do turismo: - Criação do Comité do Turismo; - Organização do I Encontro Regional de Pedestrianismo; - Requalificação do Jardim de Plantas Indígenas; - Apoio em diversas atividades de cariz cultural e desportivo: mostra de cuscuz, festa da vindima, mostras gastronnómicas, feiras agrícolas, Torneio São Vicente Cup, provas de surf, bodyboard e stand up paddle, Bodyboard Girls Experience 2015; - Criação de novos mapas do concelho e freguesias; - Agenda e eventos e festas do concelho.


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Futuro: Desenvolvimento e Apoio à população Questionado sobre o que o motivou a concorrer à presidência da autarquia, José António Garcês explica que o facto de ser um filho da terra constituiu a principal razão. “Gostar das pessoas e de São Vicente, nasci e moro aqui é essa a principal motivação. Conheço quase todas as pessoas pelo nome. Sou um presidente próximo da população, mesmo antes de ser presidente já estava próximo das pessoas. É no terreno que vemos os reais problemas e ouvimos os cidadãos. Para mim, em primeiro lugar, estão as pessoas, tudo o resto vem depois. Isto é um trabalho de equipa e felizmente tenho a melhor equipa. Somos todos naturais do concelho e estamos distribuídos pelas freguesias o que facilita o nosso trabalho, acompanhamos os problemas de perto”, explica o presidente da autarquia de São Vicente. No que toca aos apoios à população, o concelho também está a passar pelos problemas inerentes à emigração e nesse sentido, o nosso entrevistado entende que é necessário “criar condições para os que querem cá ficar”, ressalva José António Garcês, presidente do Município de São Vicente. A autarquia está assim a desenvolver projetos relacionados com o apoio ao arrendamento jovem.

Proporcionam transporte e livros gratuitos para os alunos do primeiro ciclo, apoiando também no transporte das visitas de estudo. A autarquia destaca anualmente os melhores alunos com prémios e apoia através de bolsas de estudo, todos os alunos que frequentam o ensino superior, com aproveitamento. “Queremos o desenvolvimento do concelho de São Vicente quer a nível turístico, quer ao nível das outras potencialidades que tem. Vamos apostar nos programas que concedam condições de vida à população. Existem ajudas à natalidade, habitação, emprego e educação, têm de ser criadas condições para os casais se fixarem”, destaca o autarca de São Vicente. No que diz respeito aos idosos, o município apoia na “aquisição de medicamentos, através de um regulamento de apoio. Temos também aulas de ginástica para idosos em protocolo com a Adenorma - Associação de Desenvolvimento da Costa Norte da Madeira”, revela o interlocutor. Os planos previstos para município de São Vicente pretendem sobretudo garantir à população uma melhoria da qualidade de vida. “Quando se fala em projetos aqui na Madeira pensa-se logo no betão, mas hoje em dia, as grandes obras não são as de betão, são as sociais e educacionais que se

prendem com o desenvolvimento do concelho, atraindo investimento. Há dois edifícios na frente mar fechados há anos e que agora foram vendidos a investidores privados. Esta aquisição deverá resultar na criação de postos de trabalho”, divulga o edil, acrescentando que “na atual conjuntura, as obras sociais são os grandes projetos, para tal, trabalhamos em cooperação com as juntas de freguesia, tanto ao nível financeiro, como dos equipamentos”. Em jeito de conclusão, questionado sobre qual foi o maior desafio do mandato até ao momento, a resposta é esclarecedora “o maior desafio é poder corresponder às expectativas da população, no sentido de resolvermos os seus problemas”, conclui o presidente, José António Garcês.

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Nova dinâmica chegou à Ponta do Sol Município da Ponta do Sol Fomos à descoberta do concelho mais ameno e cintilante da Ilha da Madeira. O nome é indicador disso mesmo. Dizem os moradores e visitantes que é a região do arquipélago onde o sol brilha durante mais tempo. O município teve em mãos a exigente tarefa de “arrumar a casa”. Agora, os tempos são outros e o turismo é uma prioridade. A autarquia da Ponta do Sol quer tornar a região “um ponto de paragem obrigatória”, como confidenciou em entrevista Rui Marques, presidente do Município da Ponta do Sol.

O

rui marques Presidente

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concelho da Ponta do Sol fica situado a 18 quilómetros do Funchal e é composto por três freguesias: Canhas, Madalena do Mar e Ponta do Sol. Com cerca de 8500 habitantes a região é um destino onde se pode usufruir, tanto das atividades ligadas ao mar, como as de montanha e floresta, abrangendo ainda a cultura e o património. Atualmente, o executivo autárquico liderado por Rui Marques está empenhado em reabilitar vários pontos do concelho tornando-os mais atrativos para os turistas, não esquecendo também os moradores. Em entrevista à nossa publicação, o autarca lamenta que estes projetos não tenham arrancado mais cedo, adiantando que “quando chegámos à câmara detetámos algumas carências e lacunas, no que diz respeito aos serviços à população. Embora, a minha equipa tivesse a ideia de apostar, desde o início, na área do turismo, tivémos que definir prioridades. Primeiro, foi necessário equilibrar as contas e, durante cerca de dois anos, não houve grande margem para investimentos. Depois, a nossa aposta foi a de satisfazer as necessidades básicas da população, em termos dos serviços mais básicos, como a rede de água potável, a recolha de lixo, a iluminação e a ação social”, explica o edil, Rui Marques. Ainda antes do turismo ser o centro das atenções, a autarquia teve também de garantir a criação de infraestruturas que a população


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“anseava, como o acesso, tanto a terrenos agrícolas, como às habitações. Entre 2005 e 2010, construímos muitas acessibilidades, na ordem dos 50 caminhos, obras pequenas, mas que foram fundamentais para que o concelho tivesse uma rede viária melhor. Tudo isto foi feito, procedendo ao mesmo tempo, à redução da dívida”, ressalva o interlocutor. Conhecer a Ponta do Sol O tempo agora é outro e eis que é chegada a altura de olhar para o património, a cultura e as tradições, tendo a autarquia no turismo um pilar base para dinamizar a região, “com grande parte das necessidades da população satisfeitas, começámos com tempo a fazer outro planeamento. Decidimos ouvir os nossos comerciantes, os hoteleiros e ver também qual era o feedback que tínhamos dos turistas”, revela Rui Marques, presidente do Município da Ponta do Sol. As características apontadas pelos turistas revelam que a região “tem um bom clima, a Ponta do Sol é dos concelhos com as temperaturas médias mais altas da Madeira, durante todo o ano. As paisagens, o mar e o sossego” foram também referenciados, evidencia o entrevistado. No entanto, a opinião dos visitantes também apontou lacunas e a principal foi a “falta de oferta de atividades e pontos de lazer. Não existiam estabelecimentos comerciais abertos, onde se pudesse estar ao final do dia, por exemplo. Há alguns anos, o comércio local fechava, praticamente, à mesma hora dos serviços e a partir daí a vila morria”, refere o presidente. Deste modo, a autarquia decidiu incentivar a abertura alargada do comércio, bem como, apoiar na criação de novos espaços, “criou-se aqui uma nova dinâmica, apostando também ao nível cultural, indo um pouco a reboque daquilo que a Estalagem da Ponta do Sol fez, nestes últimos anos, promovendo alguns concertos, durante o verão”. Alguns dos novos

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espaços que podemos encontrar na Ponta do Sol são a “Mercearia Dom Sancho, com uma oferta diferente da que já existe e a Old Pharmacy que juntam os conceitos de artesanato e bar. São novos espaços que vieram dar uma nova dinâmica, principalmente, à vida noturna da Ponta do Sol”, explica o autarca, destacando ainda empreendimentos como, “a Estalagem da Ponta do Sol, que mantém uma ocupação média superior a 90 por cento, o Hotel Baía do Sol, a Quinta do Alto de São João, uma unidade de turismo rural e a Casa do Retiro”. Mas, se em termos de hotelaria a oferta ainda tem muito por onde crescer, ao nível da restauração o concelho tem uma oferta diversificada e de qualidade. No que diz respeito ao património, alguns dos pontos de interesse a visitar são “o Relógio de Água, o Monumento de Santa Teresa, as Bem Aventuranças, a Nossa Senhora da Serra, a Bica da Cana, o Sítio da Fajã Redonda, a Capela de São Sebastião, a Igreja Matriz e a Capela de Santo António. Indispensável, é a passagem pelo Cais da Ponta do Sol e um pouco mais para oeste a Ponte do Caminho Real”, aconselha o autarca pontassolense. Para os amantes da natureza, a Ponta do Sol oferecelhe um conjunto de levadas e veredas, que vale a pena conhecer, devido às fantásticas paisagens que proporcionam. Questionado sobre as potencialidades do concelho, no que diz respeito, à prática de desportos náuticos, o edil revela que “estamos a trabalhar com uma associação que foi criada em maio de 2014, para o desenvolvimento de atividades náuticas e de natureza. Queremos criar os Roteiros dos Caminhos Reais e dos Caminhos Florestais”. Olhando em frente, o entrevistado explica que “no futuro, a aposta tem de ser feita no turismo rural e alojamento local nas zonas mais altas do concelho, uma vez que, ficam mais próximas dos caminhos antigos, os chamados caminhos reais, das veredas turísticas e do património que temos espalhado um pouco por todo o concelho”. Avaliando no global as potencialidades turísticas do Arquipélago da Madeira, o autarca entende que ainda há mudanças que devem ser feitas “mas que têm de vir de cima. Se as ligações marítimas e aéreas não forem melhores e com preços mais competitivos vamos continuar a perder turistas para

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL MADEIRA: BELEZA NATURAL destinos concorrentes como as Canárias”, remata Rui Marques. Festividades e eventos O concelho da Ponta do Sol mantém as tradições ligadas às festividades e arraiais populares e religiosos. Os certames ligados aos produtos típicos da região também são assinalados, atraindo milhares de visitantes ao concelho. As marchas populares e o Carnaval são assinalados no concelho. Antes, a 5 de janeiro, realiza-se o Cantar dos Reis, junto ao presépio que fica na avenida principal da vila. Em maio, tem lugar o Festival Aqui e Acolá, onde existem vários palcos espalhados pelo centro histórico com eventos das mais diversas áreas: música, teatro, dança, pintura, escultura, cinema e fotografia. No fim de semana antes da páscoa, tem lugar a Feira da Cana, na freguesia dos Canhas. É nesta região do concelho onde se produz mais cana de açúcar na Ilha da Madeira. À semelhança deste evento, acontece a Festa da Banana, sempre no terceiro fim de semana de julho, na Madalena do Mar, freguesia onde este fruto é a principal cultura agrícola da localidade. Na última semana de agosto e primeira semana de setembro, realizam-se as festas do concelho, onde o Festival Internacional de Folclore, que já se realiza há 25 anos, é a principal atração. Dedicados especialmente à música existem os “Concertos L”, da responsabilidade da Estalagem da Ponta do Sol, durante os meses de julho, agosto e setembro. A “Música nas Capelas” decorre de outubro a maio, em parceria com a Associação Retoiça. Na sétima arte, realizou-se de 9 a 12 de dezembro, o Madeira Micro Film Festival, evento que reúne sobretudo cineastas estrangeiros e que esgotou as unidades hoteleiras na Ponta do Sol e arredores, evento esse, também da responsabilidade da Estalagem da Ponta do Sol, em parceria com a autarquia.

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL MADEIRA: BELEZA NATURAL Apoio à população O concelho tem uma forte predominância agrícola, as duas culturas mais fortes são a produção de cana de açúcar e banana, que “representam o suporte de grande parte da população. A partir de 2008, com a crise na construção civil, muitas pessoas voltaram novamente a dedicar-se à agricultura, com produções de culturas mais fortes”, explica o autarca pontassolense. No que diz respeito à fixação da população jovem no concelho, a tarefa não tem sido fácil, devido ao desemprego gerado pela crise na construção civil e que levou à emigração dos jovens. “Segundo os últimos dados, infelizmente, a taxa de natalidade na Ponta do Sol tem vindo a descer”, revela o interlocutor. Para contrariar esta tendência, o executivo liderado por Rui Marques está a levar a cabo uma série de medidas, “temos feito um grande esforço para não honerar o orçamento das famílias pontassolenses, tanto é que, aderimos à tarifa familiar do IMI, onde aplicámos o valor da redução máxima em cada escalão. Em termos dos serviços básicos prestados, continuamos a manter os mesmos sob a tutela do município. Assim, a câmara contribui com uma taxa social não imputando o custo total da despesa aos munícipes. Temos um regulamento de apoio social voltado para as famílias carenciadas, nas áreas da educação, habitação, saúde e acessibilidades. Damos apoio logístico às escolas, através do material escolar e apoio às atividades extra-curriculares. Os transportes escolares também estão sob alçada da câmara. No próximo ano, estamos a estudar a possibilidade de dar os manuais escolares e estamos também a tentar ver a forma de apoiar a faixa etária, que neste momento tem menos apoios, que é a dos 0 aos 5 anos. Damos ainda apoio aos alunos que frequentam o ensino superior, através da atribuição de bolsas de estudo”, explica o edil da Ponta do Sol. Olhar o futuro Questionado sobre qual foi o maior desafio da presidência, o autarca responde que “foi o de abraçar este projeto sem qualquer experiência política”. A dois anos de terminar o mandato, Rui Marques revela que gostava de ver iniciado “o projeto turístico global que engloba a renovação do centro histórico e a reabilitação do património, queremos recuperar o que é genuíno, tornando a Ponta do Sol um ponto de passagem obrigatório. As levadas turísticas e os caminhos antigos, com muros de suporte em pedra, que estavam completamente perdidos na serra, são um património riquíssimo que queremos também preservar. Há pontos que estavam inacessíveis e é esse trabalho que quero deixar feito. Se conseguir começar muitas destas coisas a Ponta do Sol poderá, em termos turísticos, dar um passo em frente muito importante”, conclui o presidente do município.

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Um arco-íris de oferta turística Câmara Municipal da Calheta Abençoado com uma beleza natural rara, o concelho da Calheta engloba oito freguesias que se estendem por uma área total de 116 quilómetros quadrados. Caso queira passear junto ao mar, subir até às escarpadas montanhas ou descer pelos soberbos vales, certamente apreciará as muitas maravilhas da natureza que se encontram à sua volta.

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carlos teles Presidente

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hegados ao concelho da Calheta, o céu estende-se à nossa frente como uma tela em tons de azul e a beleza do mar, com as suas águas cristalinas, atraindo as atenções até dos veraneantes mais incautos. Fomos recebidos com grande simpatia por Carlos Teles, presidente da Câmara Municipal da Calheta, que deu a conhecer as potencialidades turísticas do seu concelho, bem como os projetos que estão no horizonte para a Calheta. A Madeira vive muito do turismo, mas turisticamente esta zona oeste da ilha, onde se localiza a Calheta, foi descoberta há poucos anos, fruto da promoção e divulgação feita pelas entidades competentes, mas também do próprio turista que começou a procurar novas experiências e vivências. “Atualmente, temos muitos estrangeiros a viver na Calheta e o que os traz é o sol”, entende o autarca, salientando que o melhor clima da Madeira está na zona oeste, entre a Ponta do Sol e o Paul do Mar. Hoje, o concelho da Calheta dispõe de uma oferta diversa, do ponto de vista do alojamento, materializados em hotéis, quintas, turismo de habitação e turismo em espaço rural. São mais de 2.000 camas existentes entre as diversas freguesias do Concelho, dispersos entre conceitos intimistas, contextos familiares ou espaços casuais e generalistas.

Carlos Teles destacou três unidades hoteleiras de excelência: o Hotel Jardim o Hotel Calheta Beach. e o Saccharum Hotel Resort & Spa, cujo design de interiores ficou a cargo da designer madeirense Nini Andrade Silva. A par destas infraestruturas hoteleiras, na Calheta encontra igualmente diversos espaços de turismo rural e alojamento local, outra vertente turística muito procurada. “Hoje, temos um turismo jovem, que vem de mochila às costas à aventura, que vem fazer levadas e os trilhos do BTT”, explicou Carlos Teles, salientando que o concelho da Calheta tem excelentes condições para a prática dessas modalidades, não sendo à toa que é considerada a Capital do BTT. Mas também o surf e o parapente assumem grande importância, por isso mesmo, o turismo desportivo é uma realidade que tem ajudado a promover o concelho, não só através de provas organizadas e patrocinadas pela Câmara Municipal, como por entidades privadas, mas essencialmente através daquele turismo de lazer que vem ao fim de semana, aluga uma bicicleta, faz um trilho, faz uma levada, aliás até já há empresas na Calheta que foram criadas à volta deste tipo de atividades. O turismo é muito importante e a Câmara municipal e as juntas de freguesias estão a apostar fortemente nesta vertente. “O novo Quadro é crucial para encetarmos candidaturas


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MADEIRA: BELEZA NATURAL para potenciarmos o concelho, com por exemplo um Centro de BTT”. A Calheta está na moda O turismo religioso, o turista científico, o visitante de natureza, o turista de aventura, o turista náutico, o turismo de família e o turismo cultural são algumas das tipologias fortes que o concelho da Calheta satisfaz. Neste contexto, não podemos deixar de referir os arraiais, as festas populares e toda a dinâmica cultural que faz a Calheta ‘mexer’. Cada freguesia tem o seu padroeiro, cada freguesia faz o seu arraial. O dia do concelho é o 24 de junho, o dia de S. João, e a par das celebrações religiosas, celebra-se o aniversário do concelho com atividades na praia da Calheta. O Rali da Calheta é, sem dúvida, outro dos grandes dinamizadores da economia local, não só através das infraestruturas turísticas mas também para o pequeno comércio, promovendo e captando investimento para o concelho da Calheta. Todos estes eventos são considerados um investimento para promover “a nossa terra”. Por outro lado, a Calheta tem um grande património religioso, em termos culturais, que vem da época do ouro branco que era o açúcar e a Calheta chegou a ter muitos engenhos, e esse património religioso também tem a sua importância em termos turísticos. O Centro das Artes - Casa das Mudas, edifício premiado internacionalmente pela sua arquitetura e perfeita integração na paisagem merece igualmente uma visita. O Rabaçal, um dos locais mais conhecidos por nacionais e estrangeiros, verdadeiro postal exaltando as belezas da Ilha, oferece aos visitantes paisagens memoráveis. E

falar na Calheta, é também falar na praia artificial de areia amarela da vila. A Calheta foi, aliás, a primeira localidade na Madeira a possuir uma praia artificial importada de Marrocos, sendo frequentemente procurada por praticantes de canoagem e windsurf. Um presidente próximo da população Carlos Teles é natural da freguesia dos Prazeres e este é o seu primeiro mandato à frente dos destinos da Calheta. Volvidos dois anos da sua tomada de posse, Carlos Teles sublinha que foram dois anos muito difíceis. “A nível financeiro, estamos no PAEL (Programa de Apoio à Economia Local) e temos também um plano de saneamento financeiro”, refere o autarca, esclarecendo que estes dois anos foram essencialmente para estabilizar o município a nível financeiro. “Neste momento, temos quatro obras no terreno que são caminhos agrícolas, são apoiadas a nível europeu e há um acesso à zona mais alta do concelho onde queremos intervir, fizemos uma candidatura para melhorar o acesso, neste momento está em fase de concurso”, adiantou. Nestes momentos conturbados, o executivo da Calheta tem dado prioridade à esfera social, porque a população está cada vez mais envelhecida, “por isso, a nossa política tem sido na criação de centros sociais, onde os mais idosos que tiveram uma vida dura podem conviver e socializar, afastando a solidão e o isolamento”. A par disso, foi criado um apoio à natalidade e à família para promover a fixação populacional. Objetivos para o futuro Nos próximos dois anos, Carlos Teles pretende a conclusão da fase final da via expresso, a melhoria do acesso ao

Rabaçal e a melhoria das condições de segurança às freguesias de Jardim e Paul do Mar, duas freguesias à beira-mar que têm um problema de derrocadas, essencialmente no inverno, deixando muitas vezes a população isolada. “São objetivos não só da autarquia, mas também do Governo Regional”, referiu o edil. Carlos Teles assume que um autarca é um eterno insatisfeito, no entanto sente que tem cumprido o seu dever com transparência, sempre muito próximo da sua população, aproveitando igualmente para enaltecer a equipa competente que o rodeia e que lhe dá segurança para trabalhar diariamente. No futuro, o autarca gostava que a Calheta continuasse com este desenvolvimento e que fosse cada vez mais procurado para o investimento. “Apesar do crescimento registado, a Calheta tem potencial para muito mais. Queremos crescer de uma forma sustentada, porque o enquadramento paisagístico tem que ser tido em conta”, revelou em entrevista. Mensagem para os munícipes “Quero deixar uma mensagem de otimismo, confiança e esperança. Acredito que se consegue dar a volta e dar condições para que as nossas famílias vivam melhor”. Mensagem para os visitantes Para quem não conhece a Calheta, Carlos Teles afirma: “Não sabem o que estão a perder. Visitem, porque não se vão arrepender. Temos bons hotéis, levadas, trilhos, clima único na região, paisagens lindíssimas… O sol está é deste lado!

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um paraíso por descobrir… Câmara Municipal de Porto Moniz Numa visita ao Porto Moniz tem um conjunto de potencialidades que vão desde os museus, monumentos, edifícios de interesse, vilas e aldeias históricas. Enriqueça a vista nos parques e jardins do Porto Moniz, nos miradouros, parques naturais e áreas protegidas. Refresque-se nas piscinas naturais da região. Aventure-se neste paraíso por descobrir…

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uem visita a Madeira, não pode deixar de conhecer Porto Moniz, um local de incontornável beleza, cujas rotas de turistas incluem, de forma obrigatória, um passeio ao norte da ilha, onde este concelho se localiza. As suas piscinas naturais são de facto, uma das vistas mais fotografadas, no entanto Porto Moniz é um concelho diversificado, que se estende do mar à serra e onde as atividades são as mais diversas, desde passeios a pé nas levadas, pelo campo, em plena floresta Laurissilva, Património Mundial Natural da Humanidade e ainda os banhos, a pesca e as atividades náuticas. Por todo o concelho são visíveis os lindos socalcos, uma paisagem verdejante, bonita e convidativa para umas férias de sonho, com o verde da montanha numa simbiose perfeita com o azul do mar e do céu.

Emanuel Câmara Presidente

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Em cada uma das quatro freguesias do concelho (Achadas da Cruz, Porto Moniz, Ribeira da Janela e Seixal) o mar vive de mãos dadas com a serra e podemos encontrar espaços com grandes potencialidades turísticas. Desde logo, na freguesia das Achadas da Cruz encontramos uma fajã de características únicas, que pode visitar e deixar-se deslumbrar com as vistas, fazendo uma viagem de teleférico. Uma forma diferente de descobrir a beleza de Porto Moniz, de uma forma confortável e segura. A freguesia de Porto Moniz presenteia os visitantes com um conjunto de piscinas naturais, de uma beleza ímpar, banhadas pelas águas límpidas do oceano Atlântico e que ostentam o galardão da Bandeira Azul. Nesta freguesia, pode ainda visitar o Aquário da Madeira, na qual se encontram espécies marinhas capturadas na orla


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MADEIRA: BELEZA NATURAL costeira, ou ainda o inovador Centro de Ciência Viva, onde pode visitar as mais diversas exposições. Por outro lado, Ribeira da Janela apresenta características orográficas únicas e do seu miradouro é possível observar grande parte da costa norte da ilha. Podemos ainda encontrar a serra do Fanal, um espaço quase imaculado, onde a natureza mostra toda a sua magnificência. Já a freguesia do Seixal oferece excelentes acessos ao mar, incluindo-se nos mesmos uma praia de areia negra, podendo ainda visitar o Chão da Ribeira, um local aprazível, onde se respira ar puro. A força da mudança Contribuir na procura de soluções que melhorem a qualidade de vida da sua população, ajudando-as a enfrentar o futuro com mais confiança e pugnar pelo rigor na defesa dos interesses de todos, procurando coerência nas escolhas, sempre numa visão integrada do desenvolvimento do concelho, foram estes os motes de trabalho de Emanuel Câmara no exercício das suas funções de presidente da Câmara Municipal do Porto Moniz. Quando tomou posse, encontrou uma câmara com uma dívida na ordem dos 4 milhões de euros, uma dívida “anormal” para a dimensão do concelho. “Esta dívida é uma herança recebida de uma gestão do PSD, ao longo destes mais de 30 anos à frente dos destinos do Porto Moniz”. Assumindo o lema de que primeiro estão as pessoas, Emanuel Câmara protagonizou uma forte aposta na área da educação com a implementação de transportes gratuitos para todos os alunos do concelho, o apoio aos alunos que frequentam o 1º, 2º e 3º ciclos e secundário, através dos manuais escolares, bem como um reforço do apoio aos estudantes do concelho a frequentar o ensino superior. “Os cerca de 60 estudantes universitários do concelho, a partir de janeiro, vão passar a receber 150 euros mensais de bolsa, a par do contributo no pagamento de duas viagens aéreas para os alunos a estudar fora da região”, adiantou o autarca, acrescentando ainda que o município, ao longo

destes dois anos de mandato, colaborou em atividades promovidas pelos estabelecimentos de ensino do concelho. “Foi a estrada da educação aquela que construí nestes dois anos, indo ao encontro das grandes dificuldades sentidas pelas famílias”, salientou. Ao mesmo tempo, Emanuel Câmara demonstrou uma grande preocupação com a população sénior, até porque este é um concelho com uma grande percentagem de idosos. Após um estudo de caracterização da população do Porto Moniz, a Câmara Municipal possui os indicadores necessários para sinalizar as situações mais prementes desta franja da população. Neste contexto, foi criado o programa de apoio aos idosos “Primeiro as Pessoas Porto Moniz Vida+”, que entrará em vigor em janeiro. Simultaneamente, foi criado um gabinete de apoio ao idoso e um regulamento para o apoio aos medicamentos, em que os idosos vão receber cerca de 120 euros anuais para fazer face às suas necessidades no que concerne a medicação. “Derivado ao estudo efetuado, as necessidades dos idosos estão identificadas e vamos ao encontro dessas necessidades, como por exemplo no apoio domiciliário para a realização de pequenas reparações ou manutenções nas suas habitações”. Emanuel Câmara é perentório ao afirmar que, nestes dois anos de mandato, conseguiu amortizar cerca de um milhão de euros na herança de quatro milhões de dívida e tem cerca de 2,5 milhões de euros para investir com os olhos postos no novo quadro comunitário. “Estou a honrar os compromissos, mas não estou obcecado com o pagamento da dívida. As pessoas merecem toda a nossa atenção e é nelas que o executivo está a pensar”, refere. Por outro lado, o autarca salientou a concessão de apoios às associações culturais e recreativas existentes no concelho e a promoção de intercâmbios entre estas e as de outros concelhos, bem como o apoio aos clubes. Paralelamente, Emanuel Câmara destacou a aposta nos Bombeiros Voluntários de Porto Moniz e São Vicente que recebiam cerca de seis mil euros de subsídio, no entanto o autarca entendeu protocolar 10 mil euros para garantir um funcionamento 24 horas. “Como houve o fecho das

urgências, havia necessidade de um funcionamento alargado, essencialmente para dar resposta à população mais envelhecida”, consubstanciou. O horizonte do Porto Moniz Para os próximos dois anos, Emanuel Câmara entende que o grande desafio continuará a ser a aposta na melhoria das condições dos mais idosos, sublinhando que as instituições do concelho terão que trabalhar em rede, com a coordenação da Câmara Municipal do Porto Moniz. Simultaneamente, o executivo liderado por Emanuel Câmara vai implementar o IMI familiar com o máximo das taxas, ou seja, 10, 15 e 20 por cento, bem como proceder à devolução do IRS na totalidade, ou seja, cinco por cento, uma medida que terá efeitos a partir do próximo ano. O autarca defendeu ainda que o porto do Porto Moniz deve ser alvo de uma intervenção que vise potenciar ao máximo as condições desta infra-estrutura. “É urgente, aproveitando o próximo quadro comunitário de apoio, avançar com um projeto neste âmbito. Ambicioso e arrojado, é certo, mas sem dúvida extremamente válido para a nossa Região e para a sua população”, vincou o presidente. Emanuel Câmara reivindicou também uma maior aposta do Governo Regional em relação aos concelhos da costa norte da Madeira, apontando que estes “não podem servir apenas de paisagem” para promover a costa sul. Outros dos grandes desideratos apontados pelo autarca é a captação de investimento para o seu município, porque, na sua opinião, Porto Moniz tem todas as condições para ser um chamariz para o investimento privado. A finalizar, Emanuel Câmara deixou uma importante mensagem: “Espero que este Governo da República implemente políticas que vão ao encontro das pessoas e das suas necessidades. Um governo socialista, como sempre idealizei e que me fez abraçar os ideais de um partido”, rematou.

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vista do funchal Foto de Sónia Dória

Uma cidade de experiências e emoções município do funchal Com 500 anos de história, o Funchal foi a primeira cidade atlântica a ser construída fora do velho continente. Hoje, assume-se como uma cidade, detentora de uma forte centralidade, moderna e cosmopolita, orgulhosa das suas raízes históricas, mas com os olhos postos no futuro e com o claro desiderato de se tornar a melhor cidade portuguesa para viver, investir e visitar.

paulo cafôfo Presidente

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cidade do Funchal tem 111 mil habitantes, e é aqui que estão concentradas a principal atividade económica e os principais locais de interesse turístico da região. Uma cidade entre a serra e o mar, com uma diversidade concentrada, complementada por um clima extraordinário e pela

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hospitalidade da população são alguns dos predicados que representam evidentes mais-valias naquele que é o produto turístico do Funchal. Numa visita sem pressas à bela cidade do Funchal, encontra a sua deslumbrante baía, com um porto que tem escalas de navios, nomeadamente na época de inverno que embelezam o mar e todo o horizonte. A Avenida do Mar e a ligação que se estabelece entre a cidade e o mar é absolutamente fantástica neste passeio marítimo que atravessa toda a cidade. Ao caminhar neste frente de mar que vai desembocar no teleférico, no Campo Almirante Reis, um espaço para contemplar e que ganhou uma dinâmica muito interessante, nomeadamente à noite com os bares e a restauração, mas também com uma galeria ao ar livre com as portas pintadas. Nesta panorâmica, junta-se um casario antigo, um património que tem sido recuperado, uma das linhas de ação assumidas pelo executivo, até porque “a recuperação do património é fundamental numa cidade turística como a nossa”, salienta Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal. Nesta malha urbana antiga, são vários os pontos de interesse que merecem uma visita, desde a Capela do Corpo Santo até ao Forte de S. Tiago, um local fantástico que possibilita uma vista soberba sobre toda a baía. É também nesta zona que se pode em pouco tempo ir do mar à serra, através do teleférico, que permite sobrevoar a cidade e desloca-nos até ao Monte. De acordo com o autarca, o Monte é considerado a Sintra madeirense, com os seus jardins luxuriantes, o seu clima romântico, as quintas nobiliárquicas e uma igreja muito bonita com uma história riquíssima, onde está o túmulo de Carlos de Habsbourg, último


imperador da Áustria, que viveu, em exílio, na Madeira. Aqui poderá também usufruir de um tipo de transporte muito sui generis, o “carro de cesto”, que constitui uma experiência única a não perder. Os famosos “carros de cestos” constituem uma das atrações mais conhecidas da Madeira. Os Jardins do Monte da Fundação Berardo, não só, do ponto de vista da biodiversidade das espécies, mas também pelo polo cultural constituem um espaço magnífico que também pode visitar. Assumindo-se como uma cidade de experiências e emoções, o Funchal oferece aos seus visitantes uma panóplia de potencialidades turísticas, que vão desde o turismo cultural e religioso, o turismo de natureza, com os famosos, trilhos, levadas e percursos pedestres, mas também o turismo desportivo, onde o parapente, canyoning, downhill, BTT são atividades que despertam grande interesse. “O Funchal era uma cidade com turismo de uma faixa etária elevada, mas hoje esses turistas procuram outras experiências, por outro lado, conseguimos atrair um público mais jovem, que faz a diferença num destino turístico como o nosso”, revela Paulo Cafôfo. Dinâmica cultural O Funchal tem cartazes culturais que fazem a diferença naquilo que é o panorama turístico nacional e internacional. Quem não conhece as magníficas Festas de Fim de Ano, com o seu espetáculo pirotécnico único. “Os madeirenses esperam muito este dia e são acompanhados por milhares de turistas que nos visitam”, refere o autarca. A Festa da Flor é outro dos grandes atrativos, tanto para os turistas como para os próprios madeirenses. Esta exuberante festa composta de carros alegóricos que desfilam no centro do Funchal perfuma o ar com uma multiplicidade de odores florais, espalhando pelas ruas uma atmosfera saída quase de um conto de fadas. No Largo do Colégio encontrará o chamado ‘Muro da Esperança’ – um painel onde as crianças colocam as suas flores simbolizando a esperança num mundo melhor. As festividades do Carnaval espelham as características culturais do povo madeirense. Trazendo-lhe muita, muita diversão, o Carnaval na Madeira é definitivamente um dos melhores! Fora da programação oficial acontecem duas noites muito fortes com grande adesão: a noite hippie e a noite travesti. Paralelamente, a cidade oferece um conjunto de eventos e espetáculos, como o Funchal Jazz, que decorre no primeiro fim de semana de julho e o Summer Opening, na segunda quinzena de julho, com música nacional e internacional. A Câmara Municipal do Funchal organiza também o Festival ‘Fica na Cidade’, um cartaz que tem como objetivo levar às principais artérias do Funchal um conjunto de espetáculos musicais e de stand up comedy, promovendo ainda as tradições gastronómicas e musicais da região, numa parceria cultural com entidades criativas, culturais e artistas madeirenses. Um balanço positivo Paulo Cafôfo, cidadão empenhado e ativo, professor de profissão, decidiu abraçar o desafio de se candidatar à Câmara Municipal, liderando um projeto, cujo objetivo é tornar o Funchal a melhor cidade portuguesa para se viver, visitar e investir. Volvidos dois anos da sua tomada de posse, Paulo Cafôfo traça um balanço positivo, salientando que todos os compromissos assumidos estão a ser honrados, nomeadamente, os programas sociais implementados que abrangem a comparticipação de medicamentos, a recuperação de habitações degradadas, a criação de subsídio municipal ao arrendamento, um programa de ocupação para desempregados e um programa de apoio às famílias e à natalidade. Simultaneamente foram assumidos compromissos no que concerne à economia, nomeadamente com a criação de um plano estratégico para o turismo, a criação de uma Área de Reabilitação Urbana, com benefícios e incentivos para a reabilitação urbana e um programa de revitalização do comércio tradicional. Paulo Cafôfo destacou ainda a implementação de políticas de desagravamento fiscal que consistem “na redução do IMI, devolução de um por cento do IRS, a aplicação do IMI familiar e ainda a redução de todas as taxas de ocupação do espaço público e licenciamento em 50

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por cento”, adiantou o autarca. O autarca deu ainda nota da criação de um Departamento de Ciência, da Estação de Biologia Marinha do Funchal, uma infraestrutura da Câmara Municipal do Funchal, vocacionada para a investigação científica e destina-se a permitir o desenvolvimento das ciências e tecnologias do Mar, na Região Autónoma da Madeira. “Do ponto de vista conceptual, temos preparado também o Ecoparque Marinho, outra vertente turística, onde poderão ser visitadas as espécies e fazer mergulhos subaquáticos”, revelou. Projetos para o futuro Com os olhos postos no futuro, Paulo Cafôfo pretende transformar o antigo matadouro do Funchal num centro de criatividade e inovação, um projeto que será candidatado a fundos europeus no próximo mês de janeiro. “Este pode ser um projeto âncora no âmbito da regeneração urbana, que traga mais pessoas e mais investimento, através de empreendedores e criativos que sintam a nossa cidade, desenvolvam ideias e concretizem projetos”, esclareceu, acrescentando que a conclusão do Complexo Balnear do Lido e o Museu Municipal são outros projetos que estão num horizonte próximo para o Funchal.

Foto de Sónia Dória

Foto de Sónia Dória

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Desde 1952, perto do mar e dos madeirenses… clube naval do funchal Criado em 1952, o Clube Naval do Funchal assume-se como um dos mais emblemáticos clubes desportivos da Região Autónoma da Madeira, com 63 anos de uma história, essencialmente ligada ao desporto náutico e às atividades lúdico-recreativas de âmbito sociocultural.

mafalda freitas Presidente

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Revista Business Portugal esteve à conversa com Mafalda Freitas, presidente da direção do Clube Naval do Funchal que deu a conhecer a história do clube e as suas potencialidades e o conjunto de espaços desportivos e de lazer, nomeadamente: a Quinta Calaça - Complexo Balnear, centro de mergulho e zona de lazer para sócios; Centro Náutico de São Lázaro com atividades desportivas náuticas e karaté; Complexo Desportivo da Nazaré - Natação e Health Club (AquaGym); Ginásio e Sala de Judo na Avenida Calouste Gulbenkian com dojo

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de judo; e a gestão da Marina do Funchal em parceria com o Centro de Treino Mar. Com mais de 6.000 sócios, o clube não se esgota em modalidades relacionadas com o meio aquático. São mais de 13 as modalidades praticadas no universo do Naval, desde vela e vela adaptada para pessoas portadoras de deficiência, windsurf, canoagem e

um mergulho relaxante em águas límpidas em qualquer altura do ano. Trata-se de um espaço familiar, reservado exclusivamente aos sócios do clube que dispõe de uma panóplia de serviços que vão desde piscina de crianças e parque infantil, campo de futebol, sauna e banho turco, ginásio ao ar livre, centro de mergulho, acesso ao mar e piscina de água salgada, aluguer de pranchas de stand

canoagem adaptada, atividades subaquáticas como mergulho e fotografia subaquática, pesca desportiva, surf, natação e natação adaptada, judo, karaté, squash e fitness. A nossa visita começou no Complexo Desportivo da Nazaré, onde os sócios e os visitantes têm oportunidade de usufruir de um complexo de piscinas, que servem para a prática de diversas atividades aquáticas, que vão desde natação para bebés, natação para crianças, aprendizagem, reabilitação, hidroginástica, hidrobike e natação livre. Esta que é a maior estrutura de prática desportiva regular na região alberga ainda um ginásio, o AquaGym que prima pela grande variedade de serviços, que vão desde as diversas aulas fitness, até as mais populares como Zumba, Power Jump e Body Pump. De referir ainda, a Naval Box, um espaço vocacionado para potenciar as aulas de treino funcional. “Conhecidas por serem mais exigentes do que a maioria das modalidades fitness, na Naval Box pretende-se criar um conjunto de soluções que proporcionem o acesso a mais pessoas a esta vertente, independentemente da sua idade ou condição física”, esclareceu a presidente. A visita prosseguiu para aquele que é considerado o ex-libris do Clube Naval do Funchal, ou seja, o Complexo Balnear da Quinta Calaça, o local ideal para

up paddle e kayaks, restaurante e esplanada, canto de leitura e uma sala polivalente para a realização dos mais diversos eventos, que vão desde festas de aniversário, a formações e conferências. Com 63 anos de história, o Clube Naval do Funchal atingiu um patamar de desenvolvimento assinalável, estando dotado das estruturas adequadas e necessárias para ser considerado um clube náutico de classe europeia, um polo de desenvolvimento cultural e desportivo para a cidade do Funchal e um embaixador do destino turístico Madeira.


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Instituição com história solidária Santa Casa da Misericórdia de machico A instituição desempenha um papel crucial no concelho. Com valências fundamentais para a qualidade de vida da população, a Santa Casa da Misericórdia de Machico (SCMM) é também um dos principais empregadores do concelho. Em entrevista ao Provedor, Luís Delgado damos a conhecer esta entidade.

Para contextualizar os nossos leitores, começava por lhe pedir que nos elucidasse um pouco sobre

anos oitenta, a SCMM continuava a não ter um espaço que lhe servisse como sede, e uma vez mais, valeu-lhe a

Particular de Solidariedade Social e desenvolve a sua acção nas seguintes valências: Lar Agostinho Cupertino

a história da SCMM. Reza a história que uma Senhora deixou aos pobres da vila de Machico um importante prédio e que este legado despertou então a ideia da fundação da Misericórdia, tendo servido de núcleo aos bens que depois veio a possuir. A SCMM foi fundada a 4 de Julho de 1529. Esta instituição de Solidariedade Social sobreviveu a vários séculos de história. Dos últimos 400 anos há que registar o aluvião de 9 de Outubro de 1803, que ao arrastar para o mar a capela da Misericórdia e casa anexa fez desaparecer todo o espólio histórico da instituição, informação indispensável para traçar uma resenha histórica da Misericórdia de Machico. Em 1985, é formada uma nova comissão composta por

boa vontade dos associados que, numa atitude altruísta, cederam a sua casa para acolher os encontros da irmandade. Mais tarde, a 23 de Setembro de 2000, tem lugar a inauguração do Lar Intergeracional. Todavia, a atividade desta obra não se esgotou no apoio exclusivo à terceira idade. No dia 1 de Fevereiro de 2001 iniciouse a atividade do Jardim-Escola. Concluídas estas valências, a aposta foi na criação de um Centro Médico e de Reabilitação que desde o dia 07 de Outubro de 2002 presta cuidados de saúde, em diferentes especialidades, à população. Que valências têm ao dispor da população? É possível elucidar-nos um pouco sobre o papel de

da Câmara, Centro de Dia, Centro de Convívio, Horta Social, Serviço de Apoio Domiciliário, Infantário Rainha Santa Isabel, Centro Médico e de Reabilitação, Centro Comunitário da Bemposta, Polo Socio Comunitário do Concelho de Machico. O Lar Agostinho Cupertino da Câmara consiste no alojamento coletivo, de utilização temporária ou permanente, para idosos em situação de maior risco de perda de independência. Na valência lar, a assistência médica e de enfermagem é diária e é garantida por dois médicos. Dispõe de uma equipa de enfermagem que presta serviço 24 horas por dia, todos os dias da semana. A equipa de saúde é acompanhada por 40 ajudantes de lar, que funcionam por turnos, um nutricionista, uma psicóloga e seis

pessoas ligadas ao concelho e com enorme vontade de trabalhar para voltar a erguer uma instituição secular. Nos

cada uma? Quantos utentes servem? A Santa Casa da Misericórdia de Machico é uma Instituição

fisioterapeutas. As atividades sociais e de acompanhamento dos

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utentes do Lar, Centro de Dia e Centro de Convívio, são orientadas pelo sociólogo da instituição, que é ainda responsável pela equipa da animação, organizando no interior da Santa Casa os diversos ateliers. O Centro de Dia é destinado a atividades de apoio à população idosa, prestando diversos serviços, nomeadamente, atividades sócio-recreativas e de ocupação, cuidados de higiene e conforto, refeições e atividades destinadas a evitar ou reduzir o seu internamento e a sua dependência prevenindo, assim o envelhecimento prematuro, permitindo-lhes continuar no seu ambiente familiar e integrados na comunidade. O Centro de Convívio com a capacidade para 30 utentes, é uma resposta social, desenvolvida em equipamentos, de apoio a atividades socio-recreativas e culturais, organizadas com a participação activa das pessoas idosas de uma comunidade. Esta valência tem como principais objetivos prevenir a solidão, incentivar a participação e potenciar a inclusão social, fomentando as relações interpessoais e intergeracionais de forma a contribuir para evitar a institucionalização. A SCMM em parceria com a Câmara Municipal de Machico e a Paróquia de Machico, através da cedência de terrenos, está a dinamizar, desde setembro de 2013, uma horta social, localizada em terrenos nas imediações do edifício sede da Misericórdia. A Horta Social constitui-se enquanto local de formação e de inserção profissional de adultos desempregados e também enquanto local pedagógico para as crianças do infantário. Através desta valência é possível a promoção da educação ambiental, que incentiva a prática de uma agricultura biológica, do convívio intergeracional, valorizando o papel social dos mais velhos, integrados nas diversas valências da Misericórdia, que transmitem aos mais novos os seus saberes. O Centro Comunitário “Lembrar a Bemposta” é uma valência que abrange cerca de 65 agregados familiares, num total de 260 pessoas. De forma a garantir a continuidade das atividades anteriormente desenvolvidas no projecto de luta contra a pobreza “Lembrar a Bemposta”. Foi criado em Abril de 2006, através do estabelecimento de um protocolo com o Centro de Segurança Social da Madeira. O Centro Médico e de Reabilitação da Misericórdia de Machico, foi inaugurado em Outubro do ano 2002 e desde a sua inauguração até ao ano 2015 foi crescendo nas suas áreas de intervenção. No Centro Médico e de Reabilitação, poderão encontrar-se os seguintes serviços: consultas de especialidade clínica, unidade de Imagiologia, unidade de Medicina Física e de Reabilitação e unidade de Enfermagem. Conta com as seguintes especialidades médicas: Angiologia e Cirurgia Vascular, Cardiologia, Dermatologia, Fisiatria, Gastroenterologia, Ginecologia/Obstetrícia, Medicina Dentária, Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Oftalmologia, Ortopedia, Pediatria, Urologia, Nutrição Clínica e Psicologia Clínica. O Centro Médico e de

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Reabilitação realiza ainda exames complementares de diagnóstico, análises clínicas, tratamentos de fisioterapia, cuidados de enfermagem. O Polo Sócio Comunitário do Concelho de Machico, adiante designado por PSCCM, é uma estrutura polivalente que actua com diversas valências num mesmo espaço que, no seu conjunto, visam apoiar indivíduos sociais e economicamente carenciados. É um projecto administrado pela Santa Casa da Misericórdia de Machico, em parceria com o Instituto de Segurança Social da Madeira, Câmara Municipal de Machico e Juntas de Freguesia do Concelho de Machico. Conta também com a Cooperação do Banco alimentar da Madeira, com o Programa Interajuda e a Portugal Telecom. O Infantário Rainha Santa Isabel é uma Sociedade

Unipessoal, que surgiu a um de setembro do ano 2003, para fazer face ao aumento de frequência de crianças do pré-escolar do concelho de Machico. Podem frequentar o Infantário as crianças com idades compreendidas entre os três meses e os 5 anos, a instituição tem capacidade para 115 crianças. Por onde passa o futuro da SCM? O futuro da Santa Casa da Misericórdia de Machico passa por fazer mais e melhor, complementando e optimizando os serviços já existentes e alargando a oferta de novos serviços no sentido de desenvolver novas respostas que proporcionem uma melhor qualidade de vida às populações.

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Solidariedade e prevenção há 480 anos Santa Casa da Misericórdia da Calheta Fundada em 1535, a sua ação e atividade não é conhecida ao pormenor. Devido às circunstâncias de diferentes épocas, existem apenas algumas pistas e episódios que dão a noção do que foi esta Santa Casa ao longo dos séculos. No momento decorre uma pesquisa sobre a história da instituição, trabalho esse que deve ser publicar em breve. Em entrevista a Cecília Cachucho, Provedora da Santa Casa da Misericórdia da Calheta damos a conhecer esta nobre instituição.

cecília cachucho Provedora

Que valências têm ao dispor da população? Qual o papel de cada uma? A nossa atividade prende-se sobretudo com valências de apoio à “terceira idade”: temos dois Lares Residenciais; Centro de Convívio; Centro Social do Pinheiro; Serviço de Apoio Domiciliário com fornecimento de refeições e Unidade de Apoio no Domicílio (UAID – cuidados continuados). As várias valências servem uma faixa etária entre os 65 e os 90 e mais anos. O Centro de Convívio destina-se a utentes com autonomia de vida, porque residem nas suas casas, tendo como

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principal necessidade a sociabilidade e relacionamento interpessoal. O Centro Social do Pinheiro é destinado à população idosa do sítio do Pinheiro, com atividades de convívio, intercâmbio e contatos com a comunidade alargada. Os Lares (ERPI) destinam-se a utentes que dependam de terceiros para a satisfação de

Têm uma grande vontade em criar um Centro dedicado ao Alzheimer. Porquê? Temos noção de que a doença de Alzheimer e outras demências atingem um grande número de pessoas idosas. Podemos encontrar nos nossos lares e SAD, um número considerável de utentes nessas situações,

necessidades básicas de vida diária. Aqui englobamse os cuidados de higiene, alimentação, roupa lavada, cuidados médicos e de enfermagem, mas também as questões relacionadas com as condições habitacionais, acessibilidades, prevenção de problemas de saúde, degradação/estimulação de capacidades. O Serviço de Apoio Domiciliário é prestado por funcionárias da instituição que se deslocam ao domicílio de utentes que necessitem ajuda de terceiros para cuidados básicos de vida diária. Merece ser aqui realçado que, no final do ano anterior, este serviço foi melhorado com o início da Distribuição de Refeições. A Unidade de Cuidados Continuados no domicílio, destina-se a utentes que, durante a recuperação de algum problema de saúde, necessitem de apoio para os cuidados básicos de vida, sem o qual, teriam de permanecer hospitalizados. Todas as valências funcionam com protocolo de cooperação com o Instituto de Segurança Social da Madeira, parceiro fundamental e indispensável. Nos diferentes serviços, é transversal a importância dada à prevenção dos problemas que possam contribuir para o acelerar do processo de envelhecimento, com a degradação das capacidades. No momento são cerca de 500 utentes: 84 utentes em lar; 100 em grupos do centro de convívio; 299 no Apoio domiciliário; seis nos cuidados continuados e 15 no Centro social do pinheiro.

nalguns casos, diagnosticados como Alzheimer. E sabendo quanto é difícil para as famílias, apoiarem um familiar nessa condição, sentimos que é uma área com alguma urgência de atuação, constituindo uma lacuna na intervenção social e de saúde mental. Recentemente visitamos o centro de dia para doentes de Alzheimer e outras demências da Misericórdia do Porto, no hospital Conde de Ferreira, tendo em vista compreendermos qual o tipo de atuação possível e que meios isso poderá envolver.

Por onde passa o futuro da SCM? Garantir a sua sustentabilidade e o bom funcionamento dos serviços prestados, com padrões de qualidade certificados, e disponibilizar à população novos serviços, de acordo com as necessidades verificadas, como sejam, a curto prazo, o Centro de Alzheimer e um Centro de Dia.


logística e transportes

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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setor de logística e de transporte é uma área estratégica para o desenvolvimento económico de qualquer país, pois é através dele que se realiza o escoamento de produtos para as mais variadas indústrias ou entrepostos comerciais. Assim, o seu funcionamento que se ocupa sobretudo de realizar a circulação de mercadorias, entre diferentes eixos de consumo e de produção, constitui-se numa relevante atividade que supre as necessidades de diferentes empresas. A adoção de uma logística e um transporte eficiente impulsiona a economia e permite que os bens de consumo cheguem no tempo e nas condições ideias para o seu uso. Tudo isto, permite que seja possível ir ao supermercado realizar compras semanais ou comprarmos as tão esperadas prendas de natal, sem corremos o risco de encontrarmos a montra vazia, por falta do produto. Isto porque a distribuição e a entrega de produtos nas empresas funcionam de forma interligada, sendo o setor de logística e de transportes uma peça fundamental nesta teia económica. De acordo com o Diagnóstico de Apoio às Jornadas de Reflexão Estratégica, divulgado pela Fundação para Ciência e a Tecnologia, há, hoje, uma tendência de fracionamento dos processos produtivos e de deslocalização das várias etapas da cadeia de valor, por diferentes mercados. Isso significa que há uma grande necessidade de armazenar grandes quantidades de mercadorias, tanto de produtos semiacabos como de produtos finais, o que provoca alterações no preço dos bens de consumo. Neste cenário as empresas recorrem à subcontratação de empresas especializadas, nestas atividades, que já possuem um mecanismo de entrega eficiente possibilitando a entrega eficiente a redução de custos. Ainda segundo o Diagnóstico, a existência de cadeias logísticas que possibilitem uma eficaz distribuição de mercadorias e o abastecimento é um fator central para definir a competitividade, especialmente, da indústria, pois contribui para a capacidade exportadora do país e para atração de investimentos, favorecendo potencialmente o desenvolvimento das regiões. Nesta edição vamos conhecer empresas portuguesas que são referência no setor da logística e dos transportes em Portugal. A Revista Business Portugal traz aos seus leitores entrevistas que ajudam a perceber o funcionamento desta atividade no país, mas que, além disso, dá a conhecer exemplos de empresas de sucesso que se fortalecem a cada ano, apesar dos reveses da economia. Os administradores destas empresas falam-nos sobre o desenvolvimento da atividade, os desafios, as estratégias de negócios e a relação de proximidade para com os clientes.


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Viver os melhores sentimentos e partilha-los com aqueles que são verdadeiramente importantes no dia a dia da nossa vida, é sem dúvida uma das coisas mais preciosas que podemos lembrar nesta quadra. A pensar nesta ocasião tão especial preparámos diferentes experiências de forma a evidenciar o espírito das festas do seu Natal. Com a sua família, amigos ou colegas, proporcionamos aos seus encontros e a cada momento, a satisfação duma realização absoluta. Mais que a nossa missão, esta é a nossa grande satisfação… ajudá-lo a concretizar os seu objetivos.

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“O produto certo, na quantidade certa, na hora certa!” Entreposto Logística O Entreposto Logística tem por objetivo fundamental fornecer serviços de gestão da cadeia logística, que acrescentem valor às operações dos seus clientes. Em entrevista à Revista Business Portugal, Miguel Félix António, diretor geral da empresa aborda os desafios e os objetivos a cumprir. O Entreposto Logística é uma empresa do Grupo Entreposto, vocacionada para a prestação de serviços de logística. Como descreve o seu percurso? Criada em 1972, começou por ter a designação de Entreposto Industrial, tendo sido na sua génese uma fábrica de montagem de veículos, evoluindo depois para uma empresa que prestava apenas serviços ao grupo Entreposto naquilo que é o seu negócio principal: o setor automóvel. Em 2005, a empresa passou a designar-se ‘S-LOG – Serviços e Logística S.A.’, mantendo-se no universo do Grupo Entreposto, mas posicionando-se como um operador logístico para prestação de serviços a terceiros. A última fase, já com a marca comercial ‘Entreposto Logística, resultou de uma aposta reforçada na capacidade da empresa para atuar no mercado, o que levou a que em 2015 a percentagem de volume de negócios fora do perímetro do Grupo seja na ordem dos 95 por cento.

miguel félix antónio Diretor Geral

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Quais os valores e pressupostos adotados pelo Entreposto Logística? Qual o seu posicionamento estratégico? O Entreposto Logística tem por objetivo fundamental fornecer serviços de gestão da cadeia logística, que acrescentem valor às operações dos nossos clientes, através da redução dos seus custos operacionais, libertando-lhe recursos e permitindo a focalização no seu negócio, assegurando-lhe para tal níveis elevados e constantes de serviço, contribuindo com a eficácia da operação logística para o reforço da sua posição competitiva. Temos um serviço de elevado nível de qualidade, por isso assumimos com os nossos clientes o compromisso de devolver o custo do serviço, sempre que não cumprirmos a 100 por cento com o que prometemos – o produto certo, na quantidade certa, na hora certa! Mais do que proclamações criadas nos laboratórios de marketing para utilizar na publicidade, o que dizemos é que fazemos bem e responsabilizamo-nos por aquilo com que nos comprometemos até ao limite. Daí o lema ‘Cumprir a 100 por cento é o mínimo que podemos garantir!’.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL LOGÍSTICA E TRANSPORTES O Entreposto Logística apresenta soluções inovadoras em quatro áreas: logística integrada, logística especializada, logística inhouse e logística automóvel. Quais as principais características e vantagens competitivas das soluções disponibilizadas pelo Entreposto Logística? A empresa desenvolve a sua atividade em duas grandes áreas: • Logística Integrada – vocacionado para operações de picking e distribuição intensivas e operações de valor acrescentado, em formato de logística de contrato e/ ou logística In-house. Rececionamos, armazenamos a mercadoria e realizamos todas as operações necessárias até à entrega ao cliente final, tarefas realizadas pelos nossos colaboradores, recorrendo a um sistema informático que é fundamental nestas operações e que introduziu diversas melhorias na gestão de toda a atividade. • Logística de Veículos – vocacionado para prestação de serviços globais, designadamente PDI (inspeção geral às viaturas antes da entrega a cliente final) e

seu negócio, sem terem que estar preocupados com uma função adjetiva, muito relevante, mas instrumental da sua própria atividade.

recondicionamentos, a fabricantes, distribuidores e concessionários automóveis. As viaturas são rececionadas, parqueadas, e consoante os clientes fazemos uma série de operações que podem incluir a colocação de tapetes, verificação de níveis, colocação de chapas de matrícula, limpeza de interiores e exteriores, transformações, etc..

flexibilidade e adaptabilidade às necessidades dos nossos clientes, que só é possível porque somos um operador vocacionado para operações de pequena e média dimensão e que tem uma política de portas abertas, não apenas uma vez no ano, mas durante todo o tempo. As nossas propostas de serviços são para serem discutidas e apreciadas em conjunto com os potenciais clientes, com eles desenhando as soluções mais adequadas às suas reais e efetivas necessidades.

O Entreposto Logística tem por objetivo fundamental da sua atividade fornecer serviços de gestão da cadeia logística, que acrescentem valor às operações dos seus clientes. Qual a estratégia implementada para alcançar este desiderato? A estratégia passa por desenhar uma solução completa aos clientes que lhes resolva uma função central em qualquer atividade económica, que é a operação logística, desde a receção da mercadoria e seu armazenamento até à expedição e entrega aos seus clientes. Aquilo que se chama operação ‘chave na mão’. Porque tratando-se de função muito importante em qualquer atividade, é um descanso os empresários e gestores poderem dedicar-se aos aspetos fulcrais do

O Entreposto Logística procura um posicionamento de diferenciação face à sua concorrência. Quais os elementos distintivos da empresa num mercado cada vez mais exigente e competitivo? Em primeiro lugar não posso deixar de referir a tripla certificação, porque esta é uma garantia diferenciadora em relação à concorrência, uma vez que são muito poucos os que a possuem. Somos um dos poucos operadores logísticos que detêm a certificação do Sistema de Gestão de Qualidade, de Ambiente e de Segurança e Saúde do Trabalho, segundo as normas NP EN ISO 9001:2008, NP EN ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2007 / NP 4397:2008, respetivamente, o que é fator de grande orgulho para todos os que nela trabalham e uma garantia sólida para todos os que com ela se relacionam, sejam clientes, fornecedores, ou outros parceiros de negócio. Por outro lado, a

Inovação, experiência e visão estratégica têm sido pedras basilares para o sucesso do Entreposto Logística? Os tempos que vivemos não se apresentam risonhos para as empresas portuguesas e isso faz com que a gestão tenha que ser cada vez mais rigorosa e criteriosa. Se uma empresa puder centrar-se naquilo que é o seu negócio base e subcontratar outras funções que, apesar de serem fulcrais, não são a atividade central, isso permite-lhes transformar os custos fixos em variáveis e tornar mais eficiente a empresa e o próprio serviço. Tem sido esta a pedra basilar da nossa atuação.

Qual a estratégia de desenvolvimento de negócio em termos de futuro, no que concerne ao mercado nacional e internacional? Em termos de expansão territorial e de aumento das infraestruturas físicas e humanas tal desenhar-se-á à medida da evolução da atividade e de acordo com o que for necessário fazer para atender às necessidades dos clientes. Adotámos uma estratégia de desenvolvimento de negócio, que nos levou a alargar o âmbito da nossa atuação a vários clientes, em diferentes setores de atividade, com quem desenhámos modelos e soluções de gestão ajustados às características específicas dos seus negócios, tendo como objetivo último contribuir para o reforço da sua posição competitiva. Mais do que prestadores de serviços somos parceiros que acrescentam valor ao negócio de quem nos procura. A manutenção da certificação do Sistema Integrado de Gestão da Qualidade, Ambiente e Segurança, instrumento que se considera como muito relevante para o desenvolvimento sustentado da atividade da empresa, manter-se-á como prioridade estratégica. Intensificar-se-á igualmente a atuação na área da política comercial visando a angariação de novos clientes, designadamente, na área da logística integrada multi setorial. Que objetivos estão nos horizontes do Entreposto Logística? A atividade logística é essencial a qualquer negócio porque se falha este aspeto tudo poderá ruir e uma das reservas que continua a haver por parte dos empresários portugueses é relativamente ao outsourcing do serviço logístico, mas se a logística for desenvolvida por empresas que deem garantias de que o trabalho será realizado com qualidade, profissionalismo e segurança, isso acaba por ser uma mais-valia para os próprios empresários porque se libertam de uma função que é feita de melhor forma por quem a sabe fazer. É partindo desta premissa que os nossos objetivos são o aumento da qualidade do serviço prestado a um crescente número de clientes.

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líder em serviços de logística damco A Damco, uma das empresas líder mundial na prestação de serviços de logística, é especializada no fornecimento de serviços de transporte internacional e soluções de logística. Conheça mais sobre esta empresa que está presente em Lisboa e Porto.

Como surgiu a empresa? A Damco, uma das empresas líder mundial na prestação de serviços de logística, é especializada no fornecimento de serviços de transporte internacional e soluções de logística. A empresa possui mais de 300 escritórios em mais de 100 países e emprega mais de 11 000 pessoas. Em 2014, a Damco apresentou um volume de negócios líquido de 3,2 mil milhões de dólares, movimentou 2,8 milhões de TEU de volumes em transporte marítimo e gestão de cadeia de abastecimento e 225 mil toneladas por transporte aéreo. A Damco faz parte do Grupo Maersk. A Damco está presente em Portugal desde 1990 com escritórios em Lisboa e Leixões. O escritório de Lisboa, localizado na zona do Parque das Nações, incorpora as funções de gestão a nível nacional, o centro de operações e apoio ao cliente e o escritório comercial dedicado à zona Centro e Sul do País. No escritório de Leixões localizado na Lionesa funciona a delegação comercial que serve a zona Norte de Portugal. É possível destacar um momento marcante da

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história da empresa? Na história de uma empresa, como na nossa, há muitos momentos marcantes. Poderia ser o primeiro grande contrato que alimentou a expansão global no final dos anos 80, ou as aquisições de Sealand Logística (1999) e P&O Nedlloyd Logística (2005) que significaram um aumento considerável na nossa presença global e na carteira de clientes, ou talvez o rebranding da Maersk Logistics para Damco em 2009, que foi a fusão das nossas actividades de transporte internacional e de gestão da cadeia de abastecimento. A empresa está presente em que mercados? A Damco é um interveniente mundial, com forte presença em mais de 100 países, com mais de 300 escritórios que formam a rede global. Quais são os serviços que a empresa oferece e como funcionam? A gestão de cadeias de fornecimento é a actividade central da Damco e a nossa extensa oferta personalizada

de serviços cobre efetivamente todas as necessidades logísticas inerentes a embarques únicos ou cadeias de fornecimento globais mais complexas e integradas. A experiência da Damco em transporte internacional via aérea ou marítima, e transporte interno, combinada com a sua extensa rede, assegura um controlo total, tempos de trânsito rápidos e conexões até ao destino final. Principais mercados da Damco Portugal: - Importações de bens de consumo da Ásia, com destaque para os setores de moda e lifestyle, assim como do retalho - As exportações para a África Ocidental, com um forte foco em Angola devido à ligação histórica entre os dois países e a muitos clientes portugueses com presença ativa nesse País. - As trocas comerciais com a América Latina e particularmente com o Brasil, mais uma vez devido à ligação histórica. - O comércio intramediterrânico com muitos parceiros comerciais portugueses localizados dentro deste âmbito geográfico.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL LOGÍSTICA E TRANSPORTES - E, nos últimos anos, temos aumentado a nossa actividade na região da Extremadura, onde oferecemos uma solução flexível e eficaz para as empresas que operam nesta área. As soluções logísticas da empresa fornecem visibilidade, consistência e otimização do fluxo de produtos, documentação e informação ao longo da cadeia de abastecimento. Os nossos clientes beneficiam de um melhor planeamento, eficiência e serviços de excelência. Qual é a atual perspectiva do setor onde a empresa atua? O comportamento dos consumidores, as expectativas e atitudes são cada vez mais complexos e difíceis de prever. Simultaneamente, o cenário económico mundial está em constante mutação; as sempre difíceis condições de mercado volátil, juntamente com os custos das matérias-primas, energia e de mão-de-obra, multiplicaram os desafios e as escolhas que os clientes da Damco enfrentam agora à medida que procuram tomar as melhores decisões de abastecimento e logística. A indústria de logística precisa de apoiar as estratégias de logística dos seus clientes, ajudando-os a navegar na complexidade das modernas cadeias de fornecimento e nas constantes exigências de mudança das condições de mercado. Com a nossa equipa de profissionais de logística, rede global e muitos anos de experiência, estamos prontos para enfrentar os desafios da complexidade do mercado. Os nossos maiores sucessos vieram sempre de um trabalho em estreita colaboração com os nossos clientes para perceber os seus negócios e oferecer as soluções que necessitam. Quantos parceiros comerciais para negociar com a empresa? Na Damco somos responsáveis pelas operações diárias de algumas das maiores empresas do mundo ao gerir complexos fluxos de mercadorias e produtos, documentos e informações de e para todas as partes do mundo. Com mais de 10 000 clientes em todo o mundo, a Damco esforça-se por oferecer sempre serviços de alta qualidade e soluções em logística. Temos o orgulho de ter uma das mais altas taxas de retenção

de clientes do setor, os 25 clientes mais importantes da Damco estão na empresa há mais de 10 anos. Em Portugal especificamente, a Damco foi recentemente selecionada pela empresa de retalho portuguesa Sonae, para gerir a sua cadeia de abastecimento da Índia, Paquistão, Bangladesh e Sri Lanka. Esta solução inclui transporte marítimo e aéreo, assim como uma variedade de serviços de gestão de cadeia de fornecimento a ser feita nessas origens. A solução personalizada para a Sonae inclui integração de sistemas que proporciona total visibilidade da ordem de encomenda do início ao fim, gestão relacionada da cadeia de fornecimento e transportes, equipas dedicadas em todas as origens e destino, etc. Para dar suporte à Sonae na execução das suas estratégia de sourcing, baseamo-nos na nossa vasta experiência neste segmento em que a Damco combina com tecnologia de ponta as soluções e recursos líderes de mercado. Qual é a diferença da sua empresa em relação a outras do setor? Em logística, a mudança é a única constante. Se se trata de uma mudança nas tendências de mercado, uma mudança na origem das preferências, novos materiais para antigos produtos, ou uma nova estratégia de marketing, as empresas têm de se adaptar constantemente à última evolução do mercado, melhores preços e saber sempre onde está a sua mercadoria/produto. E se fosse possível saber onde se encontra cada uma das suas ordens de encomenda ou unidades de manutenção de stock em determinada altura? E se isso pudesse ser feito a partir de qualquer origem e para qualquer destino, ao nível do detalhe, em tempo real e juntamente com gestão de documentos online? E se além disso pudéssemos analisar a sua cadeia de fornecimento global e otimizar os processos para conseguir uma redução de custos e maximizar a utilização dos contentores? Essa é a essência da abordagem da parceria da Damco à Logística. Esforçamo-nos para ajudar o Cliente a tornar a sua empresa mais eficiente e crescer, para que possamos crescer juntos. A Damco olha para a logística do futuro e acredita em partilhar o seu conhecimento. Organizamos

periodicamente Webinars sobre as tendências atuais da indústria de logística e o impacto das cadeias de abastecimento. Os Webinars gratuitos oferecem um fórum público onde alguns dos nossos clientes globais partilham os seus pensamentos sobre os seus principais desafios e oportunidades, para que possa ouvir os líderes da indústria e inspirar-se para lidar com os seus desafios logísticos. Na Damco olhamos para o futuro do que poderíamos ser, com um alcance global por isso entre e inicie connosco o futuro hoje. Como tem a empresa favorecido o desenvolvimento da região em que atua? Na Damco estamos comprometidos com a sustentabilidade e acreditamos que os nossos clientes, funcionários e consumidores esperam um comportamento responsável por parte das empresas em todas as etapas da cadeia de abastecimento. A base da nossa estratégia de sustentabilidade é uma abordagem de parceria com os nossos interessados: os nossos clientes, funcionários, fornecedores e as nossas comunidades locais. Juntos, podemos ter um impacto maior. Estamos a trabalhar no sentido de reduzir o impacto das nossas actividades no ambiente através do uso responsável dos recursos nos nossos escritórios e armazéns. Queremos também promover as melhores práticas na redução das emissões de carbono com os nossos clientes, fornecedores e parceiros. Na Clean Cargo Working Group, ajudamos a estabelecer padrões para o setor para que possamos medir a pegada de carbono dos nossos clientes. Como parte da nossa estratégia de responsabilidade social, a Damco faz parte de uma parceria com a United Nations Logistics Cluster’s Logistics Emergency Teams (LET), liderada pelo Programa Alimentar Mundial, permite que os nossos funcionários possam configurar as cadeias de fornecimento no local quando uma grande catástrofe humanitária acontece. A Damco orgulha-se em incluir considerações sociais, ambientais e/ou éticas em todas as decisões. O nosso objetivo é reduzir e controlar o impacto de nossas atividades no bem-estar do ser humano e do ambiente.

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EFICIÊNCIA E QUALIDADE NO TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE MERCADORIAS transportes nova cruz Uma empresa familiar que nasce das mãos de Júlio Ramalho, um homem de trabalho que com muita dedicação, profissionalismo e esforço construiu, ao lado da sua esposa Inês Ramalho, uma empresa de destaque no setor do Transporte Rodoviário de Mercadorias. É com muita satisfação que Inês Ramalho nos conta como surgiu a empresa “Foi em novembro de 1998, começou com um camião, passado alguns anos já eram três, e assim foi crescendo sucessivamente. Atualmente, temos um armazém no Carregado, outro em Évora, e outro no Algarve. Servimos bem todos os nossos clientes não há distinções”.

neste momento”, completa Inês. Há também em Évora, no Mercado Abastecedor da Região de Évora (MARE), um armazém com 600 m2. Já em Albufeira, na Zona Industrial da Guia, há outro armazém com 1.100 m2. Todas as plataformas de distribuição de mercadorias que a empresa possui estão posicionadas para efetuarem as entregas no prazo de 24 a 48 horas. Com uma frota própria de 43 viaturas, dispõe desde a carrinha para entregas urgentes de pequenos volumes, até ao camião de 24 toneladas. A empresa dispõe ainda de uma oficina mecânica nas próprias instalações para dar assistência à frota, como forma de prevenir e facilitar os arranjos necessários. “Chegamos a trabalhar com oficinas particulares, mas o custo é muito elevado, não é só da mão de obra, custa ter uma viatura parada. Como empresa de transportes, precisamos do carro para amanhã” acrescenta Inês. O crescimento da empresa só foi possível a partir de uma administração sustentável

inês ramalho Administradora

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transporte de mercadorias é acima de tudo uma atividade que requer muita confiança, tanto do ponto de vista do cuidado necessário à conservação da mercadoria transportada como no cumprimento dos prazos de entrega. A Transportes Nova Cruz já conta com 17 anos de experiência no mercado, e afirma que uma das razões do sucesso, é exatamente a relação de confiança e de transparência que tem para com os seus clientes, sobretudo, no que se refere o cumprimento dos prazos. “Para o senhor Júlio Ramalho todas as cargas são urgentes e são tratadas como tal. Portanto, devem ser entregues em 24 horas se possível, se não em 48 horas. Ele teve sempre esta visão, porque quem está a espera tem pressa e necessidade”, coloca Inês Ramalho. Ela afirma ainda que a maioria dos seus clientes foram à procura da empresa. “Muitos deles procuraram-nos, devido ao facto de já trabalharmos com grandes clientes

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que estão satisfeitos, e que realizam entregas urgentes, e assim, acabam por estar informados que cumprimos os prazos e prestamos um bom serviço”. A relação com os fornecedores também é muito valorizada pela empresa, e tem-se mantido duradora com a maioria deles. A Transportes Nova Cruz dispõe de várias instalações. Durante muitos anos a empresa operou nos arredores de Alenquer, mas as limitações que as antigas instalações impunham, obrigaram à mudança para o Carregado no final de Agosto deste ano. Há agora um novo edifício com 2600 m2 de construção, que concentra o escritório e o armazém, e com capacidade de receber e movimentar diariamente qualquer carga, a partir da zona Centro para Alentejo e Algarve. “Fomos dos primeiros a fazer o Alentejo. Preferimo-nos especializar no Sul, porque foi a partir desta região que começamos a crescer, principalmente no Alentejo. Não é fácil de fazer ainda hoje, apesar de haver muita gente a fazer


REVISTA BUSINESS PORTUGAL LOGÍSTICA E TRANSPORTES que soube enfrentar as dificuldades da crise financeira, com muito cuidado “Ainda, hoje o investimento é feito com muita cautela”, afirma Inês Ramalho. A Transportes Nova Cruz é uma empresa familiar que se faz representar não somente por seus proprietários, mas por todo o seu quadro funcional. “A empresa não é só da Inês Ramalho e do Júlio Ramalho, a empresa é de todos. Temos aqui uma empresa familiar, estão aqui a trabalhar as nossas duas filhas, os meus dois genros e também colaboradores que já estão a trabalhar connosco há mais de 10 anos. Alguns deles vi praticamente a nascer, gente da mesma localidade”, diz Inês Ramalho. Ela acrescenta ainda que o ambiente de diálogo é outra característica da empresa “Quando há uma decisão a tomar, eu gosto que todos participem, eu gosto de ouvir e fazer uma reflexão, acho que na liderança o mais importante é ouvir, apesar de não me considerar a líder, porque o grande líder foi sempre o Ramalho”. Um dos fatores que diferencia a empresa, em relação às outras empresas do setor, é o serviço 24 horas “Estamos disponíveis a qualquer hora do dia, qualquer hora da noite, se houver uma urgência há sempre alguém disponível que está de prevenção, durante a noite. Os motoristas que chegam mais cedo ficam de prevenção. Para alguma urgência que surja, há sempre um motorista de prevenção. É necessário um carro extra, há sempre um disponível, mesmo durante a noite ou a madrugada“, coloca Inês.

júlio ramalho Administrador

A empresária orgulha-se do trabalho que tem desenvolvido e sobretudo da boa relação que tem com clientes, alguns já com mais de dez anos de parceria “Temos aqui afetividade pelos clientes, quem faz a empresa são eles. A importância do cliente não é definida pela quantidade de carga. Tentamos sempre dar ao cliente, seja ele pequeno ou grande, a mesma importância”.

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Na próxima edição voltamos à Madeira! Grande entrevista com Roberto Santa Clara

NÃO PERCA!


municípios e freguesias

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esta edição da Revista Business Portugal, as dinâmicas autárquicas merecem especial relevo, uma vez que evidenciam os bons exemplos que se vislumbram no nosso país e contribuem para a sua afirmação e valorização. No quadro de uma nova ordem mundial, onde o poder público é convocado a agir em prol do desenvolvimento das matrizes económicas, onde a concorrência pelos investimentos escassos é crescente e onde se aprofundou o problema do desemprego estrutural, torna-se urgente para os governos locais a elaboração de políticas públicas e privadas que potenciem os fatores locais, transformando-os em vantagens competitivas. É a nível local que as consequências das falhas de mercado se apresentam mais perceptíveis, tornando cada vez mais a administração pública local num agente ativo das mudanças necessárias, cabendo-lhes a responsabilidade de formular e implementar estratégias que tornem os seus territórios mais competitivos. A implantação do regime democrático em Portugal permitiu a consagração de direitos, liberdades e garantias inalienáveis aos cidadãos, estabelecendo os princípios basilares da democracia e assegurando o primado do Estado de Direito democrático, tendo em vista a construção de um país mais livre, mais justo e mais fraterno. Mas a construção do Portugal democrático não se fez “por decreto”. A verdadeira democratização fez-se pelas mãos das autarquias na construção de um país mais justo e mais equilibrado, território a território. Num país tão desigual, onde cada território encontrava um ponto de partida diferente, com necessidades de investimento também diferentes, os Governos Locais ajudaram a transformar Portugal, contribuíram para a correção das desigualdades e das assimetrias e deram aos cidadãos aquilo que podemos considerar o verdadeiro acesso à democracia - a oportunidade de melhorar a sua qualidade de vida. As autarquias desempenham hoje, mais do que nunca, um papel de catalisador no processo de desenvolvimento local, em virtude da sua legitimidade democrática, da sua proximidade aos cidadãos e da sua capacidade de mobilização dos atores locais. O reforço da competitividade de um território assenta precisamente na capacidade de definição de estratégias participadas e com elevado sentido coletivo, ultrapassando os constrangimentos históricos impostos por uma visão restritiva das suas competências.


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As autarquias têm mudado as suas formas de gerir os territórios, utilizando novas técnicas de planeamento e gestão dirigidas ao desenvolvimento urbano. A gestão de um munícipio ou freguesia orientada para a competitividade e sustentabilidade económica de um território caracterizase por um conjunto de apostas que ultimamente extrapola o espectro do poder de decisão dos governos locais, designadamente através do surgimento e configuração de um ambiente profundamente dinâmico e complexo que assenta nas apostas na competitividade económica e social, na promoção do empreendedorismo local, na fixação e captação de população, na captação de investimento, no reforço das qualificações dos cidadãos, na preocupação com a sustentabilidade e com a ecoeficiência, na aposta na coesão territorial, no envolvimento dos cidadãos e no aprofundamento da democracia, bem como na preocupação com a igualdade de oportunidades para todos. É fundamental que o Poder Local seja cada vez mais um agente de desenvolvimento e que este papel seja reconhecido pelos outros níveis de poder. Afinal, é em cada território que nasce cada dinâmica que fortalece o nosso país.

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Elvas, a Rainha da Fronteira Câmara Municipal de Elvas Falar de Elvas é falar de história e de proximidade com a vizinha Espanha. Ou não nos lembrássemos todos de “Oh Elvas, oh Elvas, Badajoz, à vista”. Embora seja a cidade de Portalegre a capital de distrito, é Elvas a maior cidade do distrito e distancia apenas oito quilómetros da cidade de Badajoz. Elvas foi a mais importante praça-forte da fronteira portuguesa, a cidade mais fortificada da Europa, elo que ganhou o cognome de ‘Rainha da Fronteira’. Em conversa com Nuno Mocinha, presidente do Município de Elvas, ficamos a conhecer o passado, o presente e o futuro da cidade, com um grande destaque para o Forte da Graça.

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asso por passo, Nuno Mocinha, presidente do Município de Elvas tem percorrido um percurso durante o seu mandato que resume com uma só palavra: satisfação. Passo por passo, o Forte da Graça está agora na sua quarta e última etapa, depois de um investimento de 6.1 milhões de euros: de portas abertas ao público, disposto a ser dinamizado. A Câmara Municipal de Elvas tem um grupo específico que está recetivo a receber propostas das mais diversas entidades passando por empresas, sejam elas dedicadas ao ramo de arte, ou por todos aqueles que quiserem dinamizar esta que é a “a jóia da coroa” de Elvas. Com as portas abertas desde 27 de novembro deste ano, o Forte da Graça já recebeu mais de 5 mil visitantes nos primeiros dez dias, sendo 40 por cento deles espanhóis, atraídos também pelos vinhos do Alentejo,

nuno mocinha Presidente

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que tanto apreciam. Das 10 às 17 horas, sem paragem para almoço, é possível visitar o Forte da Graça, sendo o ponto mais alto do mesmo o local mais interessante para apreciar esta obra de arquitetura e engenharia militares, que mais técnica e arte englobou num Forte que começou a ser construído em 1763 e terminou em 1792, que por sua ‘Graça’, nunca foi derrotado.

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Terra de história A Independência é sinónima de Elvas. Em 1336, na Batalha do Salado, o Rei de Castela Afonso IX, sogro de D. Afonso IV, cercou Elvas em vão pois entre tantas outras alturas ninguém a conseguiu tomar. Este forte que em tempos foi denominado ‘Conde de Lippe’, por ter sido ele o que incentivou à sua construção, de portas abertas é simultaneamente a porta da Europa, a porta da cultura, a porta para a Península Ibérica, estando ainda classificado como Património Mundial da Humanidade pela Unesco desde 30 de Junho de 2012, sendo a designação Cidade-Quartel Fronteiriça de Elvas e de suas Fortificações. Desta designação, fazem igualmente parte o Castelo de Elvas, a Praça-Forte de Elvas, as Muralhas de Elvas, o Aqueduto da Amoreira, o Forte de Santa Luzia, o Fortim de São Mamede, o Fortim de São Pedro, o Fortim de São Domingos e o Centro Histórico de Elvas-. Todos estes lugares merecem uma cuidada atenção e visita, pelo seu interesse cultural e histórico. Elvas pode ter apenas 23 mil habitantes, mas tem uma riqueza dentro dela que não se pode quantificar. Existem algumas estruturas em falta a Elvas, mas ao lado está Badajoz com cerca de 150 mil habitantes e com diversas infraestruturas que podem servir ambos os concelhos. Assim, o nosso interlocutor, Nuno Mocinha deseja que as ligações entre as cidades sejam cada vez maiores, continuando com a complementaridade de serviços, aos quais se juntou Campo Maior mais recentemente. “Todos podem ser um”, diz o edil. Elvas e Badajoz têm já há algum tempo uma ligação de terras irmãs tendo inclusivamente eventos promovidos em conjunto, como são exemplo a ’Eurocidade Badajoz-Elvas’. “A porta de entrada da Europa precisa de um olhar diferente”, defende Nuno Mocinha, acrescentando que “Elvas não é uma cidade do interior, mas uma entrada na Europa e na Península Ibérica”, pelo que o presidente sublinha a necessidade de união e partilha. Interessa, por isso, trazer pessoas até Elvas que fiquem mais do que um dia, ou seja, criar uma forte aposta na área turística, sendo o Forte da Graça um dos pontos fortes desta aposta, uma vez que renasceu das ruínas e que está pronto para crescer e acolher não só a população, “a quem o Forte foi devolvido”, mas também todos os que aquém e além-fronteiras o desejem fazer, “fazendo destas fronteiras, um traço cada vez menos

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL MUNICÍPIOS E FREGUESIAS visível”. Mas esta aposta no turismo pode trazer ainda maisvalias, não só à economia local, mas também nacional. “Esta aposta no turismo pode trazer mais postos de trabalho e estes são importantes para a população, mas os mesmos também são criados por outras vias, tais como associações e outras instituições, que têm uma relação próxima com os habitantes da zona em que se inserem”. Por este motivo, a Câmara Municipal de Elvas apoia essas mesmas instituições, sobretudo na área da logística, de forma a potenciar o trabalho que as mesmas desenvolvem, até porque muitas já têm uma história para contar. Nuno Mocinha afirma que as instituições e associações são “o veículo para necessidades das pessoas - mais eficiente e humano”, pelo que quando lhe é dirigido um agradecimento, Nuno Mocinha responde sem qualquer tipo de hesitação: “nós é que temos que agradecer”. Afinal quando se trabalha por amor à causa, faz-se mais e melhor e é o que acontece no caso destas associações e instituições (nos mais variados campos de ação) a executar tais funções. Um lado social Em dois anos de mandato, há um programa social que tem sido seguido, desde compromissos e protocolos, que garantem o bom trabalho e funcionamento deste município, dos quais o presidente se orgulha. As escolas de Elvas não têm listas de espera, todas as crianças têm lugar. A Câmara Municipal apoia o seus percursos e leva-os a conhecer melhor a sua terra, a sua história que remonta muito antes da existência de Portugal como reinado – da qual não há data precisa, que sendo de todos é tanto destas crianças que em Elvas nasceram. A qualidade de vida em Elvas sente-se no ar, na simpatia dos habitantes, na harmonia da arquitetura, na história, na cultura que transpira a cidade, na ausência de filas

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de trânsito e na proximidade daqueles que precisam de ajuda e dos que podem ajudar. A cidade tem também inúmeros equipamentos onde se destaca o Coliseu Comendador Rondão Almeida, com 6500 lugares, e museus imperdíveis de Arte Contemporânea, Arte Sacra, Militar e da Fotografia, que tem atualmente uma exposição de Presépios. Dois anos de mandato e tanto trabalho feito que deixa o presidente de Elvas a sorrir, sorriso proporcionado pelos sorrisos dos habitantes do concelho, mais um motivo de orgulho para alguém que foi eleito por estas pessoas que agora sorriem. O Forte é um caminho a percorrer, apesar do muito que já foi feito, muito há ainda para fazer. “sem o descaracterizar, este tem que ter vida”, segundo o presidente. Nuno Mocinha convida todos os leitores a que visitem este Forte, que provem os seus manjares como bacalhau dourado, sopa de tomate, borrego, porco, sericaia, vinho e tantos e intermináveis sabores presentes nos restaurantes de Elvas. “Sintam a cidade”, convida Nuno Mocinha, “os seus aromas e texturas, deliciem-se e passem a palavra, pois o concelho de Elvas tem 630 quilómetros quadrados de área, sete freguesias e um coração tão grande que pode receber quem os queira visitar”. Dezembro especial Para aqueles que não querem perder tempo e que ainda em dezembro vão por pés ao caminho, existe uma pista de gelo, a funcionar até 17 de janeiro. Quem aqui vier, pode ainda visitar o Museu Municipal da Fotografia João Carpinteiro, que inaugurou a 8 de dezembro uma exposição de Presépios da coleção de Deolinda Pinto, artista de Arronches, e ainda é possível consultar a agenda do Teatro Municipal.


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Covão d’Ametade Foto de António José Gonçalves Ramos

Manteigas promove desenvolvimento sustentável município de manteigas O Concelho de Manteigas conquistou o ECO XXI 2015, uma distinção que visa reconhecer as boas práticas de sustentabilidade desenvolvidas nos municípios, valorizando um conjunto de aspetos considerados fundamentais à construção do desenvolvimento sustentável, alicerçadas nos pilares da educação no sentido da sustentabilidade e na qualidade ambiental. O que representa este reconhecimento para a vila? A atribuição do certificado ECOXXI ao Município de Manteigas ocorre pelo 9º ano consecutivo e representa o reconhecimento de um trabalho permanente, de prossecução das boas práticas de sustentabilidade que devem nortear a autarquia, em especial no que diz respeito à promoção e proteção dos valores ambientais e ecológicos presentes. Para o concelho de Manteigas, este desígnio é por demais relevante, visto que o território está totalmente inserido na área protegida do Parque Natural da Serra da Estrela e também na Rede Natura 2000, apresentando elementos naturais únicos que têm de ser preservados. O somatório dos indicadores de sustentabilidade, expressos na candidatura anual à obtenção do galardão ECOXXI, demonstra que é percorrido um caminho acertado no que toca ao desenvolvimento de iniciativas, ações e projetos que, de uma forma ou de outra, abraçam a sustentabilidade e a ecologia. Por outro lado, a análise mais cuidada da pontuação obtida anualmente, permite reconhecer as áreas onde é possível progredir. Daí a importância deste aferimento, a que o município se sujeita de forma propositada, a cada ano. O Concelho de Manteigas integra uma rede

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de municípios com atividades voltadas para o desenvolvimento sustentável, qual é a interação destes municípios no sentido do intercâmbio de ideias e de experiências? A partilha de experiências e de ideias entre os municípios que promovem o desenvolvimento sustentável é uma mais-valia, propiciando o encontrar das melhores e mais eficazes soluções que contribuam para a implementação de medidas que realmente façam a diferença. A Associação Bandeira Azul da Europa promove um encontro anual entre os municípios ECOXXI, onde são comunicados os projetos de maior relevância. A mesma associação partilha, também, boletins de boas práticas implementadas por esses mesmos municípios, o que é bastante interessante para o conjunto das autarquias. Além desta, o Município de Manteigas integra ainda a Rede de Cidades e Vilas de Excelência, com a sua sede de concelho classificada como “Vila de Excelência”, nos

Que ações o Município de Manteigas tem realizado no sentindo de promover o desenvolvimento sustentável da região? O Município de Manteigas tem apostado forte no turismo ativo de natureza, desenvolvendo projetos e atividades que se coadunam com as excelentes condições naturais e paisagísticas presentes no território. São exemplo, os percursos pedestres, que contam com uma rede de 200km de trilhos, entre 16 pequenas rotas e 2 grandes rotas, devidamente enquadradas por fichas ecológicas e por conteúdos de carácter ambiental. São realizadas provas internacionais de trail, de btt, de ciclismo e de parapente, canyoning, geocaching, sem esquecer as ações de sensibilização destinadas à comunidade escolar, com a execução dos Programas Eco-Escolas, e também levadas ao restante público, como é o caso da celebração do Dia Internacional das Florestas e do Dia da Floresta Autóctone, saídas de campo para observação

eixos temáticos de “Vila de Regeneração e Vitalidade Urbana” e de “Vila Turística”, e encontra-se em integração em mais quatro redes de desenvolvimento regional e local, com vários projectos já executados no âmbito do desenvolvimento sustentável, concretamente, nas Redes das Aldeias Históricas, das Aldeias do Xisto, das Aldeias de Montanha e das Judiarias de Portugal.

de aves e de cogumelos silvestres, plantação de árvores, devolução à natureza de animais recuperados, a adesão à Semana Europeia da Mobilidade e ao Dia Europeu Sem Carros, prevenção de incêndios florestais, Festival de Fotografia de Paisagem Natural, concurso fotográfico, Festival de Outono, etc.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL MUNICÍPIOS E FREGUESIAS desenvolvimento sustentável tem de ser total e o investimento para que essa realidade se concretize tem de ser constante e de proximidade. De que forma os jovens e os idosos participam destas ações? Todas as escolas presentes no concelho aderem e implementam os Programas EcoEscolas, o que é importantíssimo. Significa também que a totalidade da comunidade escolar, desde a pré-escola ao ensino secundário, está envolvida em projetos que visam o respeito pela natureza e o desenvolvimento sustentável. Desde há largos anos que foi implementado o Cartão Municipal do Idoso e também o Cartão Júnior Municipal, permitindo a participação na generalidade das atividades promovidas pela autarquia, com a atribuição de condições especiais na aquisição de serviços e participação em ações temáticas. Quais os principais desafios que o município tem enfrentado em nível de desenvolvimento económico e social? Claramente, o desemprego e a desertificação são o maior problema que as regiões de interior apresentam e Manteigas não é exceção. Ainda assim, há bons sinais de que as situações vão evoluindo favoravelmente, com o surgimento de novas iniciativas particulares de grande qualidade e criatividade, relacionadas com o turismo e com os lanifícios. Estes empreendimentos vão integrando novos trabalhadores à medida que vão crescendo, denotando-se o sucesso que estas áreas económicas têm tido em Manteigas, em pleno coração da Serra da Estrela, o que faz todo o sentido.

btt Foto da Câmara Municipal de Manteigas

Que ação sustentável desenvolvida pode servir de exemplo para outros municípios do país? Todas as ações anteriormente descritas têm o seu grau de significância na marca que imprimem nas comunidades, tanto do ponto de vista cultural e de formação individual, como na influência socioeconómica que podem representar. Ainda assim, poderemos destacar o princípio fundamental para a desejável harmonia entre o Homem e a Natureza, numa ação de uma simplicidade atroz, mas de enorme peso para as nossas vidas: a plantação de árvores. Igualmente importante, no estreitar de laços com a natureza pelas camadas mais jovens, é dinamizar e apoiar todos os Programas Eco-Escolas, envolvendo as restantes entidades que contribuem para o desenvolvimento sustentável da região. A rede de percursos pedestres de Manteigas baliza e consubstancia o acesso às mais interessantes áreas de visitação existentes no território e tem sido responsável por uma afluência turística bastante interessante. Em que fase se encontra o projeto do lago biológico num espaço público? Estão neste momento a ser analisadas as várias soluções, uma vez que a localização do lago biológico irá depender de outros projetos de carácter ambiental que estão em fase de conclusão. No ano de 2016 teremos com certeza notícias nessa matéria, esperando que a nossa ambição também possa trazer outras novidades relacionadas com este lago. Qual a participação da população nas atividades sustentáveis? A participação da comunidade tem sido satisfatória. Inclusive, surgem agora atletas de destaque nas várias modalidades de desporto-natureza promovidas pelo município, onde antes não havia qualquer expressão. É manteiguense o Campeão Nacional de XCM em BTT-paraciclismo e também vencedor da Taça de Portugal em BTT-paraciclismo. Há ainda destaque nas áreas do ultra-trail e no parapente. Ainda assim, o envolvimento da população nas variadas atividades que contribuem para o

Há previsão de novos projetos para o futuro da vila? As políticas de desenvolvimento social e económico estão dependentes de oportunidades de financiamento, principalmente nos projetos mais estruturantes. Desta forma, existe grande expectativa relativamente ao novo quadro comunitário, sendo certo um trabalho continuado que não deixará de ser realizado por falta de recursos, tendo em conta a especial importância que os valores ambientais possuem para o concelho de Manteigas. A curto prazo nascerá o Centro Interpretativo das Energias Renováveis, o espaço “A Lã e a Neve” e o Parque da Várzea, que inclui um Centro de BTT e uma área de lazer na margem do rio Zêzere. Estes equipamentos somam-se ao já existente Centro Interpretativo do Vale Glaciar do Zêzere e a todo o espólio natural que aqui apresenta uma expressão magnificente. Afinal de contas, Manteigas, Vale por Natureza. O Programa Especial de Recuperação de Imóveis Degradados (PERID), que se trata de um programa municipal de grande sucesso local – mais de 300 edifícios reabilitados, mais de 700 pessoas beneficiadas, cerca de 2.250.000 euros investidos pela câmara municipal - será renovado para inclusão de novas preocupações como a eficiência energética, o conforto térmico e acústico, a teleassistência e outras tecnologias que não existiam no início deste século, aquando do lançamento do mesmo. Ainda no tema da reabilitação serão delimitadas no concelho quatro ARU’s – Áreas de Reabilitação Urbana, duas para a Vila de Manteigas: uma no Espaço Central (antigo Centro Histórico) e outra na Área Empresarial Ribeirinha de Manteigas (recuperação de edifícios industriais abandonados), e mais duas nos núcleos urbanos das freguesias de Sameiro e Vale de Amoreira.

trilhos verdes Foto da Câmara Municipal de Manteigas

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Onde a modernidade se une à tradição Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa Óbidos é uma vila histórica do distrito de Leiria, pertencente à região centro e com sub-região do oeste, contando com cerca de 10 000 habitantes. Faz parte da Região de Turismo do Oeste. Rendida a tradições, costumes e romarias, é muito rica em património, principalmente em Igrejas, onde se vive intensamente a Semana Santa. É sede de um município subdividido em sete freguesias. Hoje, damos a conhecer aos nossos leitores a Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa.

joão paulo rodrigues Presidente

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Tradições e Romarias Em conversa com João Paulo Rodrigues, atual presidente da junta, a Revista Business Portugal pôde conhecer um pouco sobre as várias tradições e romarias que existem em Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa. Por exemplo, na freguesia de Santa Maria, “realiza-se a celebração do dia de Santa Maria a 1 de fevereiro. É uma festa noturna saindo em procissão da Capela de Nossa Senhora da Graça que, após o seu

existe também a tradição do Santo Antão a 17 de janeiro, e segundo João Paulo Rodrigues “é uma tradição muito bonita que é feita numa capelinha numa zona denominada de Santo Antão em que as pessoas fazem o agradecimento através de dádivas de chouriço pelos animais e pela boa criação destes, havendo missa e convívio ao longo do dia”. A celebração do dia de São Pedro a 29 de junho também foi retomada pelo atual executivo. Nesta festa

recolher, em redor da fogueira na praça de Santa Maria há um convívio final com o que as pessoas trouxerem, por exemplo, há quem traga febras, chouriço, entre outros”, refere o presidente da junta. Nesta freguesia,

há sempre animação, onde se oferece sardinha assada e vinho tinto para todos. Em Sobral da Lagoa, no último domingo de agosto, celebra-se a Festa das Colheitas, que é “uma festa muito


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antiga”, realizada com o que a população produz, dando esses produtos à igreja e a igreja realiza as vendas desses mesmos alimentos, “desde abóboras, cenouras, couves, cebolas, batatas, entre outros, havendo uma missa campal, restaurante e animação durante o dia”. O atual executivo acrescentou a esta festa uma mostra gastronómica em prol do legume mais aclamado da região que é a cebola com um toque adocicado e que não existe em mais nenhum lugar do país. A mostra gastronómica da cebola tem duração de quatro dias, incluindo o dia da Festa das Colheitas, onde “os agricultores expõem os seus produtos nas bancas, não se limitando a colocar só as caixas de cebola, mas sim em decorarem os seus espaços de diversas formas”, revela o presidente da junta. As associações também marcam presença no certame, assim como os diversos artesãos da freguesia, expondo os seus produtos e iguarias, doces e salgadas, tendo como base a cebola, havendo também restaurantes onde este legume é

e capelas muito bonitas”, salienta o presidente. As ricas paisagens também são outro ponto-chave da Freguesia de Santa Maria, São Pedro e Sobral da Lagoa, podendo o turista retratar belíssimas fotos e descobrir o ar puro deste lugar situado em Óbidos. “Há muitos pontos escondidos para visitar”, destaca João Paulo Rodrigues. Há igualmente uma ponta da lagoa de Óbidos, na localidade do Arelho, onde estavam situadas as antigas salinas, e que o atual executivo gostaria que futuramente fosse realizada uma reabilitação para que os visitantes pudessem desfrutar melhor deste espaço. Existem também diversos parques de merendas situados em pontos estratégicos da freguesia para que as famílias possam conviver e partilhar as suas refeições. De 4 de dezembro a 3 de janeiro do próximo ano, a Vila Natal está presente em Óbidos e, pela primeira vez este ano, haverá um presépio panorâmico no Sobral da Lagoa que pode ser visto a larga distância. Todas as

Desenvolvimento social e mais-valia da agregação das freguesias A câmara tem os seus próprios gabinetes que fazem esse apoio, têm trabalhado muito bem nesse sentido e têm um projeto que se chama “Crescer Melhor”, onde em parceria com as juntas de freguesia, faz o acompanhamento e o transporte das crianças do jardim-de-infância e, quanto aos idosos há também uma iniciativa denominada “Melhor Idade” onde, através de protocolos com as associações locais, desenvolvem várias atividades direcionadas para a terceira idade, e onde a junta de freguesia também colabora através do transporte dos mesmos. Quanto à população mais carenciada, a câmara também possui um gabinete, onde é possível à junta reportar informação sobre as pessoas que estão “com mais dificuldades”, existindo na freguesia diversas associações direcionadas para o acompanhamento dessas famílias. Segundo João Paulo Rodrigues, “a agregação das três

ingrediente obrigatório.

personagens foram desenhadas para assumir as formas reais do ser humano e todo o espaço será iluminado podendo ver-se o presépio não só durante o dia, mas também durante a noite. Filipe Feijão, artista plástico residente nas Caldas da Rainha, foi o criador desta monumental estrutura.

freguesias foi positiva, pois, com a junção de todos os meios, nasceu uma freguesia mais forte”, finaliza.

Espaços a explorar na Freguesia João Paulo Rodrigues citou também alguns espaços que os turistas têm de visitar “obrigatoriamente”, “os centros históricos são fabulosos, a freguesia tem igrejas

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“Uma Freguesia com grande potencial económico” Freguesia de Rio de Mouro A Freguesia do Rio de Mouro transformou-se num pólo de atração de investimentos e de empresas que identificam nesta zona uma grande capacidade de desenvolvimento comercial. “Temos aqui uma localização favorável, uma população jovem que dinamiza toda a freguesia e faz com que sejamos também o espaço ideal para instalação de empresas, pois existe uma demanda para serviços e produtos”, afirma o presidente da freguesia Bruno Nobre Parreira. um pólo agregador e dinamizador”. Quem chega a Rio de Mouro pode encontrar uma zona fortemente urbana que dispõe de uma ampla e heterógena oferta habitacional que se desenvolveu ao longo da linha do comboio. Há também indústria e uma parte agrícola que se localiza na zona mais ao sul onde há a criação de gado e a prática da agricultura que ainda subsiste. A junta da freguesia desenvolve também iniciativas permanentes em prol da preservação, da manutenção e da recuperação dos espaços públicos “Adotamos uma postura de cuidar e de reabilitar os espaços porque isso significa valorizar o nosso património e a nossa história”, acrescenta o presidente. Segundo o presidente, um dos objetivos principais do seu mandato é possibilitar a criação de parques urbanos e requalificar espaços “Tudo isto significa valorizar e reforçar a identidade do Rio de Mouro como uma freguesia que dispõe de um rico património e uma boa qualidade de vida” completa o presidente.

bruno nobre parreira Presidente

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localização geográfica da freguesia também é um dos fatores que pode contribuir para esta capacidade de desenvolvimento económico que se tem intensificado nos últimos anos, com a instalação de algumas empresas. “Estamos inseridos numa zona que favorece todas estas dinâmicas de crescimento económico, cultural e social. Tudo isto também porque estamos muito próximos de Lisboa e da sede do concelho de Sintra”. A freguesia está situada a seis quilómetros da sede do concelho de Sintra e a cerca de 15 quilómetros da cidade de Lisboa. Diferente da maioria das freguesias do país onde a população é mais envelhecida, em Rio de Mouro a população é mais jovem. Nesse sentido, a Junta da Freguesia tem promovido atividades voltadas ao desenvolvimento cultural e a interação dos jovens para com os espaços da freguesia. O presidente da junta afirma que as atividades voltadas a cultura e ao lazer são algumas das ações que a junta considera primordiais para o desenvolvimento social e cultural da freguesia, mas além da vertente educacional e artística que se pretende com estas atividades, há também uma tentativa de integração dos moradores. “Esperamos que aqueles que aqui cheguem para viver sintam-se bem, gostem de cá estar, tenham apreço e assim permaneçam aqui. O nosso objetivo é estimular o emprego e dar condições para que os moradores encontrem cá tudo que favoreça o seu crescimento social e económico”, afirma o presidente, acrescentando ainda que “ambiciona uma Junta de Freguesia amiga do cidadão. Que funcione como

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saúde e bem-estar

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conceito de qualidade de vida é muito abrangente, compreende não só a saúde física como o estado psicológico, o nível de independência, as relações sociais em casa, na escola e no trabalho e até a sua relação com o meio ambiente. De facto, existem naturalmente outros fatores que a influenciam, mas comecemos por ver o que significa qualidade de vida, para a Organização Mundial de Saúde (OMS). O conceito de qualidade de vida está diretamente associado à auto-estima e ao bem-estar pessoal e compreende vários aspetos, nomeadamente, a capacidade funcional, o nível socio-económico, o estado emocional, a interação social, a atividade intelectual, o autocuidado, o suporte familiar, o estado de saúde, os valores culturais, éticos e religiosos, o estilo de vida, a satisfação com o emprego e/ou com atividades diárias e o ambiente em que se vive. Qualidade de vida e saúde são termos indissociáveis. A qualidade de vida surge, de tal forma, associada à saúde que muitos autores não as distinguem uma da outra. Para eles saúde e qualidade de vida são a mesma coisa. De facto, a saúde não é o único fator que influencia a nossa qualidade de vida, contudo ela tem uma importância fulcral. Geralmente, saúde e qualidade de vida são dois temas muito relacionados, uma vez que a saúde contribui para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos e esta é fundamental para que um indivíduo ou comunidade tenha saúde. Mas não significa apenas saúde física e mental, mas sim que essas pessoas estejam de bem não só com elas próprias, mas também com a vida, com as pessoas que as cercam, enfim, ter qualidade de vida é estar em harmonia com vários factores. Neste sentido, uma vida saudável tem um profundo impacto na qualidade de vida das pessoas.


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desenvolvimento do mercado dos medicamentos genéricos apogen A APOGEN é uma organização de âmbito nacional e independente, sem fins lucrativos, fundada em Maio de 2003. É constituída por empresas da indústria farmacêutica dedicadas à produção e/ou comercialização de medicamentos genéricos e biossimilares com atividade em território português. no seu portefólio. A posição da APOGEN como parceiro social para assuntos relacionados com a Politica da Saúde , foi assim reforçada, ao representar além dos Medicamentos Genéricos, também os Medicamentos Biossimilares. A APOGEN passou assim a ter legitimidade para, além das propostas que vem fazendo no âmbito dos Medicamentos Genéricos, fazer também propostas às entidades oficiais sobre o desenvolvimento de um mercado sustentado para os Medicamentos Biossimilares.

paulo lilaia Presidente

Como surgiu a APOGEN? A APOGEN surgiu em 2003, quando começou o crescimento da quota de mercado dos Medicamentos Genéricos. Este crescimento deu-se, devido à implementação de várias medidas, por parte da tutela, as quais tiveram um impacto muito importante para a sua maior utilização. A APOGEN surgiu da necessidade identificada, pelas suas empresas fundadoras, de serem representadas por uma organização que pudesse ser um verdadeiro parceiro social junto da tutela, para assuntos relacionados com a Politica da Saúde em geral e, com os Medicamentos Genéricos, em particular, e que ao mesmo tempo, divulgasse junto da opinião pública, o conceito de medicamento genérico, contribuindo ativamente para o aumento da confiança dos doentes naqueles medicamentos e para o desenvolvimento deste mercado em Portugal. Em 2014, a APOGEN passou também a representar as empresas que comercializam medicamentos biossimilares, em Portugal. De facto, parte das empresas hoje associadas da APOGEN, além de Medicamentos Genéricos, têm também Medicamentos Biossimilares

Qual a principal missão da APOGEN? A principal atividade da APOGEN é monitorizar, estudar e analisar todos os aspetos científicos, legais, técnicos e económicos que tenham impacto na atividade comum dos seus associados. A APOGEN fomenta esforços para alcançar a missão a que se propõe: divulgar os conceitos de medicamento genérico e biossimilar, contribuindo ativamente para o desenvolvimento deste mercado em Portugal. Qual a importância dos medicamentos genéricos e biossimilares para o acesso a saúde? Numa altura em que as exigências face aos cuidados de saúde são cada vez maiores, os Medicamentos Genéricos e Biossimilares representam um importante benefício para os doentes ao garantir um acesso mais alargado dos doentes e numa fase mais precoce das suas doenças, a medicamentos seguros, eficazes e de qualidade, ao mesmo tempo que proporcionam aos doentes e aos sistemas de saúde, importantes poupanças. Qual é o volume de medicamentos genéricos e biossimilares produzidos no País? A grande maioria dos medicamentos produzidos em Portugal são medicamentos genéricos ou medicamentos fora de patente, e no seu conjunto representam algumas centenas de milhões de euros, com uma parte significativa exportada. Portugal é um país de elevado prestígio na área farmacêutica, e por isso exporta para muitos destinos, tais com EUA, vários países da América Central e do Sul,

África, Médio Oriente e Ásia, e naturalmente para muitos países da União Europeia. De que forma a APOGEN tem contribuído para o bom funcionamento do setor? A APOGEN orgulha-se do trabalho realizado ao longo destes 12 anos, em especial da sua contribuição objectiva para encontrar soluções que têm contribuído para a sustentabilidade do sector da saúde e para a acessibilidade do Estado e dos cidadãos aos medicamentos. A APOGEN continuará a apoiar iniciativas que visem garantir a sustentabilidade e preservação do SNS, mas que, simultaneamente, garantam a sustentabilidade do mercado dos medicamentos genéricos e biossimilares e das empresas que os comercializam. Consideramos que, neste contexto, só o diálogo regular e o trabalho conjunto de todos os intervenientes do sector permitirá encontrar as melhores soluções para o Sistema de Saúde e para as empresas. Quais as maiores preocupações do setor neste momento? A preocupação do sector tem sido encontrar condições de sobrevivência e sustentabilidade mínima, que infelizmente consideramos estar em causa com a imposição adicional à Industria de medicamentos Genéricos e Biossimilares, neste último ano, na Lei do Orçamento de Estado de 2015 de uma contribuição extraordinária sobre as vendas das empresas que comercializam medicamentos genéricos e biossimilares. Para que este sector da Indústria Farmacêutica possa continuar a ser um dos pilares da sustentabilidade do SNS, é importante que medidas como contribuições extraordinárias e reduções administrativas de preços não sejam aplicadas em 2016. A APOGEN tem solicitado à tutela que as empresas que comercializam medicamentos genéricos e biossimilares sejam excepcionadas da aplicação daquela contribuição, e de novas revisões administrativas de preços, para poderem continuar a contribuir, para a expansão do mercado de medicamentos genéricos e biossimilares , e, para a poupança futura do Estado e dos utentes.

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mylan: compromisso com a saúde Aumentar o acesso a medicamentos de elevada qualidade a um preço que as pessoas possam pagar

Qual a importância dos medicamentos genéricos para o acesso a saúde? Acima de tudo, uma ampla oferta de alta qualidade de medicamentos genéricos resulta em maior acesso dos doentes aos medicamentos. Estima-se que 60 por cento dos doentes em Portugal não cumprem a terapêutica e o preço dos medicamentos é um dos principais fatores. A oferta de medicamentos genéricos da Mylan permite que mais pessoas em Portugal possam aceder a produtos de elevada qualidade a um preço que consigam suportar. Se isso conseguir ser feito num leque tão alargado de moléculas e terapêuticas, tal como já está estamos a conseguir, contribuímos para criar um valor adicional à população que tem baixos rendimentos (cerca de três milhões). Ainda há muita resistência no que se refere a utilização dos medicamentos genéricos? Não, no que respeita à Mylan, podemos até dizer que a aceitação do nosso portefólio tem sido bastante boa e superior ao crescimento da utilização de medicamentos genéricos em Portugal. Isto acontece porque temos um portefólio de medicamentos muito abrangente e com uma qualidade que o diferencia dos seus concorrentes. Apesar da recente estagnação da quota dos genéricos no mercado de substituição, nos últimos anos o crescimento dos medicamentos genéricos em Portugal foi positivo, mas ainda há potencial de crescimento, mas para isso, é necessário que as autoridades de saúde coloquem em prática medidas que promovam o aumento da quota de genéricos, mas também medidas que permitam às empresas, como a Mylan, continuar a lançar mais medicamentos em Portugal.

joão madeira Diretor Geral

Qual a principal missão da vossa empresa? A missão da Mylan em Portugal, e em qualquer mercado em que está presente, é disponibilizar e aumentar o acesso a medicamentos de elevada qualidade a um preço que as pessoas possam pagar. Para servir a nossa missão em Portugal, temos a intenção de melhorar a penetração de medicamentos genéricos e ajudar na sustentabilidade do SNS, tendo em vista o nosso compromisso para com profissionais de saúde e doentes. A vossa empresa procura estabelecer novos padrões nos cuidados de saúde, explique-nos que padrões são estes? Estes padrões são, precisamente, os de qualidade, quer para o nosso portefólio de medicamentos genéricos como para os de marca. A nossa missão é disponibilizar a 7 mil milhões de pessoas, acesso a medicamentos de elevada qualidade. Mas este acesso envolve mais do que abastecer farmácias, o mais importante é fomentar e defender políticas que melhorem o acesso aos medicamentos.

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Qual o impacto da produção destes medicamentos no que se refere a saúde mundial? Os medicamentos genéricos têm um impacto enorme no setor da saúde mundial. Primeiro, porque os doentes pagam menos por um medicamento que tem exatamente o mesmo efeito. Segundo, porque vão ter melhores tratamentos, pois têm menos despesas com os medicamentos, e a terceira razão prende-se com o facto de ser melhor para todos, para os doentes e para os decisores. Em países mais desenvolvidos como a França, a quota de mercado de medicamentos genéricos é de mais de 82 por cento. Em Portugal, o mercado de substituição representa cerca de 47 por cento. Temos um longo caminho a percorrer, mas penso que estamos no bom caminho para ter uma maior quota de mercado para os medicamentos genéricos em Portugal nos próximos 2 ou 3 anos. Qual é o volume de medicamentos produzidos e vendidos pela empresa? A Mylan é uma das maiores empresas mundiais de medicamentos genéricos e de marca com um dos portfólios mais amplos. Com a aquisição da unidade de especialidades farmacêuticas e de medicamentos genéricos de marca, da empresa farmacêutica Abbott, em Fevereiro deste ano, o nosso portefólio crescente de medicamentos contém aproximadamente 1.400 produtos genéricos e de marca, que cobrem praticamente todas as formas farmacêuticas a áreas terapêuticas. Só para dar um exemplo, temos uma capacidade de fabrico global de mais de 58 mil milhões de doses de medicamentos orais e 500 milhões de unidades injetáveis. Os medicamentos Mylan estão presentes em cerca de 165 países e a Mylan é líder


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em mercados como Estados Unidos, Austrália, França e Nova Zelândia. Em Portugal estamos na 3ª posição no mercado de genéricos, com uma quota de mercado de 7,2 por cento, num mercado bastante fragmentado, com 93 empresas. No mercado nacional, a Mylan disponibiliza medicamentos para 14 áreas terapêuticas: alergologia, antibioterapia, anti-inflamatória, cardiologia, dermatologia, diabetes / metabolismo, gastroenterologia, oftalmologia, osteoporose, psiquiatria/neurologia, urologia, disfunção erétil, anticoncecional e vacinas, fruto da aquisição do Abbott. Qual o padrão de qualidade que a Mylan adota no desenvolvimento de seus produtos? O ‘selo’ Mylan é uma garantia de qualidade. A Mylan aplica um padrão de qualidade global nas suas instalações, independentemente do mercado onde se encontra e está empenhada em eliminar as barreiras à distribuição ou à disponibilidade de medicamentos para que os produtos possam ter o mesmo padrão de qualidade em todas as localizações. O mercado e a experiência dizem-nos exatamente isso, pelos altos padrões de exigência que a companhia imprimiu ao longo das últimas cinco décadas. Como sabe, a Mylan é uma das maiores empresas mundiais de medicamentos genéricos e especialidades farmacêuticas com um dos portefólios mais amplos e com maior capacidade de produção. Além desta capacidade, a Mylan tem acesso direto a um dos maiores fabricantes mundiais de substâncias ativas. Esta relação torna a nossa companhia numa das empresas com uma cadeia de fornecimento global e integração vertical. Isto é fundamental para controlo da qualidade. Quais os principais desafios enfrentados pela empresa nestes 50 anos de funcionamento? A Mylan nasceu no início dos anos 60 nos Estados Unidos, como uma distribuidora de fármacos pela mão de dois amigos – Milan Puskar e Don Panoz. Desde a sua génese é ponto de honra que a qualidade jamais seria um ativo inalienável. A primeira aprovação da FDA surgiu em 1966 altura em que começaram a produzir Penincilina G e é nessa fase que se dá a primeira grande expansão da linha de produtos que se estende durante essa década a medicamentos como analgésicos, anti-histamínicos e esteroides. Nos anos 70, a empresa continua a crescer e faz refletir esse crescimento no seu Corporate Governance já que deixa de ser uma sociedade por quotas para se tornar numa sociedade anónima e cotada em bolsa. O ano de 1984 constitui um marco na história da Mylan, e diria até na história da indústria farmacêutica já que a Mylan foi a primeira empresa de genéricos a patentear um novo fármaco. Em 2007 passa a ser uma empresa global com a aquisição da Matrix e Merck Generics e já este ano, como referi anteriormente, a Mylan completou a aquisição da unidade de especialidades farmacêuticas e de medicamentos genéricos de marca, da empresa farmacêutica Abbott, nos mercados desenvolvidos fora dos EUA. Este negócio expande e diversifica ainda mais o nosso negócio nos maiores mercados fora dos EUA e posiciona-nos claramente para a próxima fase de crescimento. Esta combinação altamente complementar proporciona mais opções a médicos e farmacêuticos e maior acesso de doentes a medicamentos de elevada qualidade. Abre também novos canais para a Mylan apresentar produtos importantes, tais como medicamentos para doenças respiratórios e biossimilares.

A Mylan tem seus valores visionários e ousados, portanto, fale-me de que forma a empresa tem inovado? De facto, a par da qualidade, a inovação é outro ponto forte da Mylan. Um exemplo desse esforço da companhia é o facto de a Mylan ter criado formulações de medicamentos que podem suportar ambientes severos como as altas temperaturas. Foi o que fizemos na área dos Anti-Retroviriais termo estáveis que podem suportar altas temperaturas em locais do globo onde não há eletricidade que permita a normal refrigeração. Esta inovação permite que estes medicamentos cheguem ao continente Africano, por exemplo. Atualmente, aproximadamente 50 por cento dos doentes com infeção VIHSida nos países em desenvolvimento dependem destes tratamentos. Mas a visão não passa só pela inovação nos medicamentos, passa também pela inovação das políticas e por isso consideramos fundamental a criação de medidas que assegurem um equilíbrio entre a introdução de medidas inovadoras e uma crescente acessibilidade a medicamentos genéricos. Através de medidas que facilitem e potenciem a prescrição, dispensa e utilização de medicamentos genéricos, garantimos a libertação de verbas passíveis de serem alocadas à introdução e utilização de medicamentos inovadores. Qual o diferencial de vossa empresa em relação a outras empresas do setor? O que mais distingue a Mylan é precisamente o que referi anteriormente - a qualidade e a inovação. Quantas pessoas emprega a Mylan? A Mylan está em Portugal há mais de oito anos e conta com mais de 120 profissionais no País. Em todo o mundo a companhia emprega mais de 30 mil pessoas, que se dedicam a criar uma melhor saúde para um mundo melhor, uma pessoa de cada vez. Qual o impacto da Mylan no setor dos medicamentos genéricos, tendo em vista o volume de produção e de distribuição em diversos países? Como já referi, a Mylan é uma das maiores empresas mundiais de medicamentos genéricos e especialidades farmacêuticas com um dos portefólios mais amplos com maior capacidade de produção. De que forma a Mylan se relaciona com as farmácias portuguesas? A Mylan vê a farmácia como um parceiro estratégico e queremos ser o parceiro de eleição da Farmácia em Portugal. Esta é uma forma de abordagem muito própria da cultura da nossa empresa, pelo que quando pensamos a nossa estratégia o envolvimento deste stakeholder é obrigatória. Assim, torna-se imperativo encontrar soluções eficientes, nomeadamente no descortinar da eficiência para o nosso negócio, mas também permitindo que haja mais valor para distribuir pelo canal do medicamento. E como um dos nossos objetivos é exatamente promover, em conjunto com as farmácias, ferramentas que permitem aos doentes ter maior acesso a medicamentos, somo o patrocinador exclusivo do inovador projeto da Receita Eletrónica desenvolvido pela Associação Nacional de Farmácias que permite aos portugueses aviar as suas receitas nas farmácias usando apenas o Cartão de Cidadão. O projeto da Receita Eletrónica foi implementado ao longo do ano e já está disponível em mais de 2500 farmácias portuguesas.

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ZEISS quer tornar a condução mais segura zeiss A pouca visibilidade em condições de baixa luminosidade causada pela chuva, nevoeiro, certas posições do sol e mesmo durante a noite são, a par do encadeamento provocado pelos faróis e os reflexos do chão molhado, os principais motivos de insegurança e stress apontados pela maioria dos condutores. Isto sem esquecer a dificuldade quando se move os olhos do painel de controlo para a estrada e o inverso.

carlos ramada Diretor Geral Ibérico

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oi a pensar nestas necessidades que a ZEISS lançou as lentes DriveSafe. “Quando se conduz, a boa visibilidade é um dos fatores que mais contribui para a segurança e para a prevenção de acidentes. Já a falta de visibilidade, como demonstram vários estudos, é motivo de insegurança, tensão e stress nos condutores, o que provoca cansaço e reações mais lentas”, explica Carlos Ramada, diretor-geral Ibérico da Carl Zeiss Vision.

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A pesquisa feita pela marca mostrou os principais problemas apontados por quem guia e a sua equipa de Investigação & Desenvolvimento materializou um produto a pensar na sua solução. “Até agora, a condução nunca tinha sido entendida como uma prioridade. Havia lentes normais e lentes especiais para condução, o que fazia com que as pessoas tivessem de usar um par de óculos para conduzir e outro para as outras atividades, e com estas lentes tal deixa de ser necessário, ou seja, marcam uma nova era por responderem a todos os problemas apontados pelos condutores”, sublinha o mesmo responsável. Na prática, tratam-se de umas lentes que, para além de cumprirem as funções de concederem uma visão adequada às necessidades de cada um, permitem também uma condução que lhe garante, entre outros aspetos, uma maior precisão da estrada e uma significativa diminuição do brilho à noite. Em jeito de alerta, o mesmo responsável lança a pergunta: “Sabia que o encadeamento provocado pelos faróis de outros automóveis demora apenas quatro segundos e que este é o tempo suficiente para provocar um acidente de viação por se deixar de ver a estrada, peões e outros veículos que estejam a circular?”. Este foi um dos pontos de partida para que os laboratórios da marca alemã ZEISS, um grupo tecnológico internacional do setor da ótica e optoeletrónica, desenvolvessem as primeiras lentes que melhoram a visão quando se conduz em condições adversas mas que podem então ser usadas em qualquer altura do dia ou da noite. Lembrando que “80 por cento das pessoas que conduzem usam óculos”, Carlos Ramada explica que esta nova aposta tem como objetivo “conceder duas vantagens: que as pessoas ganhem confiança, porque há muita gente que acaba por não conduzir porque tem medo de situações de encandeamento, por exemplo, e por outro lado, que sintam efetivamente gosto no ato de conduzir e que desfrutem do seu automóvel”. “Temos, inclusive, situações de pessoas que não necessitam de graduação mas que estão a pedir lentes DriveSafe neutras para conseguirem fazer face ao encadeamento noturno”, assegura o diretor-geral Ibérico.


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A inovação está no ADN da empresa Boehringer Ingelheim Desde a sua fundação, a Boehringer Ingelheim está empenhada na investigação, desenvolvimento, produção e comercialização de produtos farmacêuticos inovadores, de elevado valor terapêutico.

Como descreve o percurso da empresa? A preocupação em trazer inovação está no ADN da empresa, não só na sua filosofia – Valor através da Inovação – mas também na preocupação em trazer para o mercado os tratamentos inovadores que vão ao encontro de importantes necessidades médicas existentes. O nosso percurso tem sido longo e intenso, com uma preocupação constante em disponibilizar medicamentos inovadores aos doentes que deles necessitam e, simultaneamente, salvaguardar os nossos Colaboradores. Neste sentido, procuramos motivá-los para irem sempre mais além e procuramos recompensar esse esforço, nomeadamente através de planos de desenvolvimento de carreira, que lhes permita crescer nas suas funções, ou mesmo evoluir para carreiras alternativas dentro da empresa – tanto em Portugal, como através de oportunidades que surgem de carreira internacional. Só a título de exemplo, recentemente a empresa criou uma Unidade Regional que inclui um centro de gestão responsável por todo o funcionamento da empresa em oito países da Europa, incluindo Portugal. sandra marques Diretora Geral

Como descreve o percurso da empresa? A preocupação em trazer inovação está no ADN da empresa, não só na sua filosofia – Valor através da Inovação – mas também na preocupação em trazer para o mercado os tratamentos inovadores que vão ao encontro de importantes necessidades médicas existentes. O nosso percurso tem sido longo e intenso, com uma preocupação constante em disponibilizar medicamentos inovadores aos doentes

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que deles necessitam e, simultaneamente, salvaguardar os nossos colaboradores. Neste sentido, procuramos motivá-los para irem sempre mais além e procuramos recompensar esse esforço, nomeadamente através de planos de desenvolvimento de carreira, que lhes permita crescer nas suas funções, ou mesmo evoluir para carreiras alternativas dentro da empresa – tanto em Portugal, como através de oportunidades que surgem de carreira internacional. Só a título de exemplo, recentemente a empresa criou uma Unidade Regional que inclui um centro de gestão responsável por todo o funcionamento da empresa em oito países da Europa, incluindo Portugal. Esse centro inclui colaboradores da empresa de diversas nacionalidades e no qual estão integrados 12 colaboradores da BI Portugal, nas mais variadas funções e alguns dos quais com responsabilidades que abrangem diversos países. Este facto enche-nos, e a mim pessoalmente, de orgulho. Como avalia a implementação e crescimento assinalável no mercado nacional? Ao longo dos mais de 50 anos de presença em Portugal temos procurado ultrapassar os desafios que se nos apresentam e ir mais além. Agora, como em 1960, os objetivos mantêm-se: continuar a desenvolver a empresa, melhorar a qualidade de vida dos doentes e contribuir para acrescentar valor à sociedade onde estamos inseridos. A empresa continua a apresentar um crescimento favorável apesar das dificuldades e constrangimentos mas, de uma forma geral, a Boehringer Ingelheim Portugal está a atingir os objetivos a que se propôs, algo que só é possível com o empenho e dedicação de toda a equipa. Quais são as áreas terapêuticas que a Boehringer Ingelheim tem no seu portefólio? A área respiratória é, talvez, aquela em que a BI é mais reconhecida. Para tal contribuem não só os produtos não sujeitos a receita médica, que registam enormes níveis de notoriedade, como também a inovação em medicamentos de prescrição obrigatória, como o tratamento da doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), e mais recentemente o tratamento da asma. Na área respiratória gostaria ainda de salientar a investigação relativa à fibrose pulmonar idiopática (FPI), uma doença pulmonar rara terrível, que se estima que afete entre 13 a 20 pessoas por cada 100 mil, num total de cerca de cinco milhões de doentes em todo o mundo. A área cardiovascular continua a ser também uma das áreas principais da empresa, com medicamentos destinados ao tratamento de patologias como o acidente vascular cerebral (AVC), a trombose venosa profunda, o embolismo pulmonar e o enfarte agudo do miocárdio. Mas a Boehringer Ingelheim é, acima de tudo, uma empresa de investigação e desenvolvimento, em que a inovação será sempre o nosso principal objetivo. Neste sentido, temos alargado a nossa investigação a áreas como a diabetes tipo 2 e a oncologia, em que estamos empenhados no desenvolvimento de terapêuticas direcionadas. Finalmente, continuamos envolvidos noutras áreas terapêuticas, como o sistema nervoso central,


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nomeadamente a doença de Parkinson, e a virologia, no âmbito do tratamento do HIV. Quais os principais desafios que se colocam na atualidade ao sector farmacêutico? A situação económica e financeira global continua algo imprevísivel o que tem, necessariamente, impacto nos países onde a Boehringer Ingelheim opera. Em Portugal, a crise financeira ainda não parece ter terminado e, apesar de 2015 ter dado indícios de alguma retoma ao nível da economia, estes últimos meses têm registado alguma estagnação. Esta situação tem impacto, desde logo, na capacidade dos doentes pagarem os tratamentos de que necessitam. Adicionalmente, temos sempre presente as dificuldades dos Governos em garantir comparticipações para os tratamentos mais inovadores. Por outro lado, a inovação resulta de um processo de investigação extremamente longo e dispendioso, pelo que quanto mais inovador é o medicamento, maior peso tem o seu custo nos orçamentos de saúde. Finalmente, um outro desafio tem sido a duração dos processos de aprovação de novos medicamentos pelas autoridades de saúde. Na Boehringer Ingelheim procuramos ter sempre presentes estes desafios. Desta forma, temos trabalhado com a Apifarma e em grande proximidade com as autoridades (Ministério da Saúde e Infarmed), no sentido de contribuir com soluções que minimizem o risco de a inovação não chegar aos doentes que dela necessitam. Pode-se dizer que a grande máxima da Boehringer Ingelheim tem sido valor através da inovação? Estou certa que sim. Se em qualquer outro sector de actividade a inovação é cada vez mais uma exigência,

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no sector da saúde é uma necessidade absoluta. Inovação e saúde significa viver mais, por mais tempo e com maior qualidade de vida. Mas para alcançar estes níveis é necessário assegurar que os medicamentos que trazemos para o mercado são cada vez mais eficazes e têm cada vez menos efeitos adversos. Um outro factor que me parece fundamental é a capacidade de oferecer diversidade. É relativamente simples dominar as áreas que conhecemos e onde nos conhecem – mas não é suficiente. É necessário assegurar respostas para além das nossas áreas de conforto. Nos negócios como na vida, só tem sucesso quem vai mais além. Quais são as características diferenciadoras da empresa num mercado cada vez mais competitivo? Apesar de estar presente em 140 países e ter mais de 47,700 Colaboradores, a Boehringer Ingelheim é acima de tudo uma empresa familiar de capitais privados. O facto de não estar dependente das expectativas dos operadores de mercados bolsistas, permite-nos assegurar todos os anos um investimento sustentado em investigação e desenvolvimento, equivalente a cerca de 20% dos nossos lucros. Num mundo altamente competitivo e em constante mudança, o valor dos produtos, dos serviços e das empresas sofre enormes pressões e só é possível criar e manter valor para os Clientes através do desenvolvimento constante de novas soluções. A nossa filosofia de Valor através da Inovação é o pilar essencial que nos distingue e a visão que contribuiu para o nosso crescimento. A investigação e desenvolvimento assume-se

como uma pedra basilar? A nossa filosofia de Valor através da Inovação só faz sentido numa perspectiva de total empenho na investigação e desenvolvimento de novas soluções terapêuticas. Este empenho traduz-se quer no investimento em novas áreas de investigação, como a oncologia ou a diabetes, quer na procura constante de continuar a contribuir para melhorar a disponibilização de produtos em áreas em que somos tradicionalmente mais reconhecidos, como sejam a área respiratória ou de cardiologia. Sem investigação e desenvolvimento não há inovação. E sem inovação não é possível oferecer alternativas terapêuticas que contribuam para melhorar a qualidade de vida dos doentes. Quais os objetivos traçados para 2016? Continuar a trazer para Portugal medicamentos e/ou soluções de saúde diferenciadas e inovadoras, que possam melhorar significativamente a qualidade de vida dos doentes portugueses e das suas famílias. Paralelamente, reforçar a posição da BI como empresa empenhada na disponibilização de soluções integradas e inovadoras, que dão resposta às necessidades dos doentes e dos seus parceiros, com a garantia dos nossos elevados padrões de qualidade e integridade. Finalmente, reforçar a posição da Boehringer Ingelheim como parceiro de referência no sector da saúde. Como exemplo gostaria de citar a área de Ensaios Clínicos. Em Portugal, a Boehringer Ingelheim encontra-se entre os líderes na investigação clínica. Nos últimos três anos, registámos um crescimento significativo em território nacional, com aumento progressivo do investimento e do número de ensaios clínicos.


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Tratamentos naturais para o corpo e para a mente Clínica eva morena Eva Morena, natural do Brasil, trabalha na área da saúde desde os 15 anos. É formada em Medicina Alternativa (Naturopatia, Massoterapia e terapias complementares), mas foi na prática da terapia do Biótipo que encontrou a realização profissional. saber qual o tipo de biótipo intrínseco a cada ser humano e se tem síndrome de suicida ou não. O seu foco principal de atuação é desenrolado no tratamento da síndrome do pânico, depressão, terapia cognitiva, anti-stress e em traumas inerentes à causa do paciente. Quando uma pessoa tem um resultado indefinido, através da massoterapia, é possível reequilibrar os seus pontos de equilíbrio e pelo modo como escreve e tipo de letra é também possível identificar o tipo de desequilíbrio emocional em que a pessoa se encontra. A potencialidade do nosso projeto tem como objetivo principal a análise de viabilidade da implantação dos serviços únicos de Eva Morena em Portugal, onde tem o seu foco inicial no tratamento e na recuperação do indivíduo, resgatando e promovendo o seu equilíbrio físico, mental e social, e, por consequência, maximizando a sua qualidade e vida.

eva morena Administradora

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gerente deste espaço que nasceu há meio ano tinha muitas perguntas que estavam sem resposta, “porquê que uma pessoa se matava? O que levava uma pessoa a tirar a sua própria vida?” Fez uma formação na área de Biótipo e é através do biótipo que toda a humanidade tem quatro maneiras de ser, “e o que é que faz com que uma pessoa mude de atitude e de comportamento?”, a reposta é dada por Eva Morena, “uma alteração no biótipo que eu não sabia que também mudava pode alterar o comportamento do ser humano”. E foi a proprietária deste espaço, no coração da cidade do Porto, começou a estudar profundamente e a explorar conhecimentos que viu que “todo o ser humano, quando tem uma mudança no biótipo porque vive muitas e várias emoções pela vida, emoções boas, más, deceções, angustias, tristezas, vai ficando registado no nosso ‘eu’ como um corpo estranho e nós, humanamente falando, somos uma máquina perfeita. Essas alterações são todas as emoções condicionadas em nós próprios, que querem sair do nosso corpo e o corpo não sabe como as expulsar e começamos a ter sintomas mais conhecidos como depressão”, alude Eva Morena. Através da análise de um questionário simples que é dado aos pacientes é possível

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Serviços disponibilizados Para além de disponibilizarem uma panóplia de serviços adjacentes ao bem servir os seus clientes. Como a leitura do Biótipo, a análise do estado clínico do paciente, a desintoxicação de toxinas prejudiciais à saúde por meio do equipamento detox. Ainda disponibilizam tratamentos ligados, à Massoterapia, à Iridologia, fazem o acompanhamento Naturopático, reforçado com o acompanhamento psicológico. No desenvolvimento de todos os tratamentos da Clínica Eva Morena, são utilizados os recursos da natureza e do próprio corpo humano, recorrendo à Medicina Alternativa, com resultados confirmados, já sendo capazes de tratar de um número alargado de doenças e problemas de saúde. Eva Morena pensa nos seus clientes com amor “colocando-os num mar de rosas”, a proprietária refere ainda que “cuido dos meus utentes sem que eles percebam que estão em tratamento para que não seja um tratamento invasivo para o corpo e para a mente”. Desenvolvimento do seu trabalho em Portugal Eva Morena já trabalha em Portugal há cerca de sete anos, e ao longo destes anos já trabalhou com imensos utentes, sendo que a nossa interlocutora refere que “90 por cento dos meus utentes são jovens, com uma taxa síndrome de suicídio entre os nove a 79 por cento e isso é muito preocupante”. Mas apesar dessa taxa elevada, Eva Morena chegou à conclusão de que conseguia desenvolver um excelente trabalho para que os seus pacientes tivessem um resultado extraordinário. “Não posso deixar as pessoas dependentes de nada, eles têm que estar livres”. Num espaço com 11 colaboradores, a maior realização de Eva Morena, “foi que os meus pacientes chegassem a mim, pelo meu trabalho e não por indicação de colegas médicos como era o caso no Brasil”, muito fruto do seu trabalho desenvolvido no nosso país. Eva Morena vai mais longe, quando refere que “quando cheguei a Portugal, eu estava


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em casa e é muito estranho isso por eu ser brasileira, sinto-me brasileira de nacionalidade e portuguesa de coração” e salienta ainda que “todas as minhas realizações pessoais aconteceram aqui”. Planos para o futuro Eva Morena acredita que a sua história já está escrita e está agendada no universo. Assume-se como uma mulher 100 por cento feliz, porque as suas metas profissionais já se encontram definidas desde o início do ano. A sua missão passa por servir e cuidar das pessoas, independentemente da situação em que elas se encontram. A partir de janeiro do próximo ano a equipa desta clínica vai receber formação para realmente poderem falar “a voz da Eva Morena, pensar, estar e ser a Eva”. Para finalizar, Eva Morena indica que “toda a sociedade precisa de dar a oportunidade de conhecer algo novo, o que é diferente e o que há por trás da Clínica Eva Morena” e quer marcar a vida das pessoas de forma sempre muito positiva para que estes alcancem também a felicidade plena.

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100 anos em prol do próximo Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo A contar quase um século de história, a Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo tem-se destacado pelo serviço que presta à comunidade, um serviço fundamental em prol dos habitantes do distrito. Apesar de todas as adversidades que o país tem enfrentado, o seu carácter solidário continua a merecer destaque, marcando sempre a diferença, principalmente junto de todos os que mais precisam. A recente criação da Unidade de Cuidados Continuados Integrados foi uma das principais apostas e a qualidade continua a ser um mote de destaque. Em conversa com a Revista Business Portugal, o provedor da instituição, Álvaro Manuel Ramos, revelou o passado, o presente e o futuro desta Instituição de Solidariedade Social.

álvaro manuel ramos Provedor

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Misericórdia de Ílhavo tem atravessado altos e baixos, mas é uma Santa Casa que faz 100 anos em 2019 elo que já é uma instituição que conta com muita experiência”, explicou o provedor, que conta com uma vasto conjunto de valências, nomeadamente creche, apoio domiciliário, RSI, centro infantil, espaço sénior, UCCI, medicina física e reabilitação e ainda imagiologia. Todas as valências são fundamentais para a instituição, mas o nosso interlocutor confessa que duas delas têm uma importância fundamental para toda a população: a imagiologia (radiologia, mamografia e ecografia), nomeadamente a radiografia com um serviço insubstituível; e a fisioterapia interna e externa, além da terapia funcional e terapia de fala, agregadas à UCCI que têm uma enorme relevância para toda a população local e utentes da instituição. Questionado sobre a verdadeira missão que estas instituições devem nutrir, Álvaro Manuel Ramos é

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perentório: procurar soluções para os mais carenciados. “A questão que se põe é: quando aparece uma mãe a chorar e a dizer que não tem dinheiro para pagar a renda, nós não temos coragem de rejeitar a criança e vamos arranjar uma solução para ajudar esta mãe, o que agrava a nossa situação que já é deficitária”, admitiu o nosso interlocutor, salientando a preocupação que esta instituição de Ílhavo manifesta perante os problemas sociais. O provedor fez ainda questão de enaltecer o trabalho do Município em prol das instituições de solidariedade existentes no concelho. “Temos uma ajuda fantástica da Câmara de Ílhavo que tem percebido a sensibilidade em que vivemos e nos ajuda. Não dá dinheiro mas faz algo equivalente que é a assessoria gratuita”, diz, ressalvando a importância da acessoria jurídica e administrativa para responder às exigências impostas a todas as instituições na atualidade.

Unidade de Cuidados Continuados Integrados A Santa Casa da Misericórdia de Ílhavo conta há cerca de cinco anos com mais uma valência de extremo relevo, a UCCI, construída mas imediações do antigo hospital e que se destina ao internamento de pessoas com necessidade de cuidados de saúde durante um período de tempo específico. “A UCCI, ao contrário do que se possa pensar, é uma valência diferente do que se encontra nos hospitais: temos um trabalho bom, especializado e em benefício das populações. Temos 26 camas na Unidade de Média Duração e Reabilitação e 29 camas na Unidade de Longa Duração e Manutenção”, explicou Álvaro Manuel Ramos. De referir que a unidade foi inaugurada no dia 13 de novembro de 2010 e faz parte da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados. Aqui, os utentes podem usufruir de quartos com casa de banho privativa, sala de banho assistido, refeitório, salas de convívio, jardim, ginásio de fisioterapia, sala de terapia ocupacional, sala de terapia da fala, terapeuta ocupacional, dietista, animadora sociocultural e ainda uma equipa de voluntariado sempre disponível. “Temos pessoal altamente profissional na nossa UCCI. Contamos com uma equipa multidisciplinar que engloba médicos, enfermeiros e auxiliares, todos eles altamente responsáveis”, acrescentou o provedor. O futuro Questionado sobre o futuro, o nosso interlocutor admite que a criação de um Lar potenciaria os serviços prestados pela Santa Casa da Misericórdia. “Esta valência permitiria a esta instituição oferecer um serviço cada vez mais completo a toda a população, respondendo igualmente a uma necessidade emergente em todo o território nacional – o cuidado com a terceira idade”. Apesar de ainda não haver data para que este projecto saia do papel, Álvaro Manuel Ramos mostra-se confiante com o futuro, esperando que a instituição continue a marcar a diferença na região onde está inserida.


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Uma instituição aberta à comunidade Centro Social Bonitos de Amorim Sem olhar a trabalhos, sacrifícios, contrariedades e renúncias, eis que Amorim mostra com justificado orgulho a existência de uma instituição que veio dar satisfação à generosa e filantrópica intenção sonhada pelo seu fundador. Em entrevista à Revista Business Portugal, Domingos Santos, diretor do Centro Social Bonitos de Amorim, faz um balanço de mais de 65 anos de história.

domingos santos Diretor

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undado há 65 anos, o Centro Social Bonitos de Amorim é uma instituição de solidariedade social que nasceu pelas mãos do Padre Joaquim Figueiredo, com o objetivo de prestar assistência à comunidade, distribuindo refeições diárias e alimentos aos mais carenciados. Com o evoluir dos tempos, outras necessidades foram sinalizadas, por isso mesmo foi criado um jardim de infância para dar resposta a uma nova realidade, que foi inaugurado em 1982. Inicialmente, designado por “Centro de Assistência Bonitos de Amorim”, referenciando uma família benemérita, com a atualização de estatutos, a denominação passou a ser “Centro Social Bonitos de Amorim”, designação que mantém até aos dias de hoje. Há 18 anos, Domingos Santos assumiu a liderança dos destinos da instituição, com espírito de iniciativa e grande humanismo, rodeando-se de uma equipa de trabalho dedicada e eficiente, porque gerir uma instituição desta natureza representa um grande desafio.

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O Centro Social Bonitos de Amorim não é apenas uma instituição prestigiada, de créditos firmados, com uma reputação e uma tradição de intervenção como poucos se podem orgulhar de ter, ela é também uma grande protagonista do presente. A confirmar isso mesmo está o trabalho que tem vindo a ser levado a cabo por esta instituição por todas as suas valências. Apresentando uma resposta social integrada, o Centro Social Bonitos de Amorim enquadra nas valências dedicadas à infância, o berçário, creche, jardim de infância, actividades tempos livres e centro de estudos, prestando uma resposta integrada a um universo de cerca de 300 crianças. O apoio à cultura e ao lazer é outra das valências assumidas pelo Centro Social Bonitos de Amorim, na qual foi criado um grupo de danças e cantares que conta atualmente com 40 figurinos. Paralelamente, “a instituição tem um importante papel na promoção do desporto na freguesia nas modalidades de futebol, futsal e atletismo”, salientou Domingos Santos.

No que concerne às valências dedicadas à terceira idade, o Centro Social Bonitos de Amorim enquadra a valência de apoio domiciliário para quem pretende manter-se no seu ambiente familiar, com cuidados personalizados e apoio nas atividades da vida diária. Entretanto, surgiu a necessidade de um Centro de Dia, onde são disponibilizados um conjunto de serviços, nomeadamente, refeições, cuidados pessoais, atividades ocupacionais, animação sociocultural e transporte. “Esta valência pretende afirmar-se como uma resposta eficaz às situações de solidão ou isolamento geográfico. A par disso, pretende manter a pessoa idosa no seu meio sociofamiliar, reforçar a participação na comunidade envolvente, proporcionar momentos de partilha, alegria e convívio que se tornam fulcrais para o bemestar e felicidade dos utentes”, esclareceu a diretora técnica, Andreia Araújo, desvendando que as valências dedicadas à terceira idade contam com 60 idosos no apoio domiciliário, e 35 idosos no centro de dia. De acordo com Domingos Santos, ao longo dos tempos,


REVISTA BUSINESS PORTUGAL SAÚDE E BEM-ESTAR houve a preocupação de adequar a oferta de valências à realidade e a construção de um novo edifício para albergar as respostas sociais é a prova disso. “A direção começou a perceber que, dadas as exigências da Segurança Social, a instituição tinha que dar um salto e afirmar-se, por isso construiu o novo edifício e o edifício antigo foi readaptado para o apoio aos mais idosos”, referiu, acrescentando que a panóplia de valências é disponibilizada, não só à freguesia de Amorim, mas também a todo o concelho da Póvoa de Varzim. O convívio intergeracional é um dos valores que a instituição não descura, por isso mesmo, há um conjunto de iniciativas que são levadas a cabo, visando essa troca de saberes e experiências, nomeadamente, em datas mais marcantes, como o natal ou a páscoa, no entanto, semanalmente, uma sala de crianças vai visitar os idosos, levando-lhes a sua alegria e espontaneidade. Por outro lado, há uma forte preocupação da direção para que a instituição esteja aberta à comunidade, assim são organizadas algumas iniciativas como palestras ou as comemorações do aniversário da instituição. Uma resposta social de qualidade O Centro Social Bonitos de Amorim orgulha-se de apresentar respostas sociais de excelência, nas quais os serviços de qualidade, a dedicação e a humanidade são os principais pressupostos. “Queremos que as pessoas reconheçam o centro social como uma instituição de

andreia araújo Diretora Técnica

referência, que promove o crescimento saudável e em segurança das crianças, bem como o envelhecimento ativo dos mais idosos”, destacou Andreia Araújo. Para tal, o Centro Social Bonitos de Amorim com uma equipa de 50 funcionários que ‘veste a camisola’ da instituição, motivados pelo espírito que a direção, desde sempre, tentou incutir junto do seu maior ativo – as pessoas.

os projetos da instituição passam pela manutenção e melhoria dos serviços prestados. Por outro lado, sublinham a existência de uma conjugação de vontades para a edificação de um lar, um grande desafio para o Centro Social Bonitos de Amorim. “São os projetos que nos movem”, salientou o diretor da instituição, acrescentando que gostaria de ver concretizado, a breve trecho, este sonho.

Novos horizontes Domingos Santos e Andreia Araújo evidenciam que

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“Treine no Parque” todos os dias treino no parque

silvana alves Personal Trainer

Motivação é a palavra de ordem O projeto inovador resulta do sonho de Silvana Alves. Em Portugal desde 1998, concretizou o sonho de ter o seu próprio espaço moldado à sua imagem, graças à sua amiga e sócia, Mafalda Gramaxo, que também abraçou este projeto de corpo e alma. A experiência de Silvana Alves como diretora técnica, professora/personal trainer, aliada aos conhecimentos de gestão de Mafalda Gramaxo, fazem com que este negócio seja já uma referência, na área do fitness. Fomos conhecer este espaço inovador situado na Avenida do Parque, na cidade do Porto. O conceito do ginásio Treino no Parque passa por entender o exercício físico como fator fundamental para a procura de qualidade de vida e de saúde, passando também por entender a saúde como um bem-estar físico, social e mental. O objetivo é que as pessoas ao verem o espaço, se identifiquem mais e, por sua vez, quanto mais treinam mais gostam de estar aqui e, quanto mais gostam de estar aqui, melhor se sentem e mais se superam. De referir que, “os clientes aprendem que é importante treinar e que é importante serem bem tratados”, a qualidade dos profissionais e do serviço prestado são importantes e não deixam a desejar. Todos os 14 colaboradores são escolhidos por Silvana Alves. A personal trainer salienta que “trabalho com paixão e com amor”. Profissionais de Excelência A qualidade dos profissionais passa por ter professores com licenciatura e/ou mestrado, serem conhecedores da área e que sabem o que estão a fazer e, “desde

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então tudo fica mais fácil, mais fácil trabalhar, motivar os alunos e fazê-los entender que é preciso treinar e que é importante fazê-lo. Eles vêm cá também recarregar baterias. É preciso superar obstáculos e sair da zona de conforto para que os resultados almejados se concretizem”, ressalta a profissional. “Com o objetivo de elucidar os nossos queridos alunos sobre questões relacionadas ao exercício, alimentação, equipamento adequado para o treino e outros, publicamos quinzenalmente dicas, artigos e vídeos, fazendo com que fiquem cada vez mais ‘por dentro’ de tudo o que engloba o exercício físico”. As aulas de grupo como, a localizada, o step, os alongamentos, o circuito total, o circuito funcional e GAP (glúteos, abdómen e pernas), são também componentes muito fortes neste ginásio e foram todas conjugadas por

ao treino personalizado, quando o aluno entra no Treino no Parque, tem uma grande vantagem, que é a de complementar o trabalho com as aulas de grupo. Os personal trainers recomendam aulas de grupo adequadas para complementar o plano de treino de cada aluno. Um dos sonhos de Silvana Alves é que o aluno chegue ao seu ginásio e lhes sejam tiradas fotos para avaliar a sua evolução. “Os alunos passam, de pessoas fechadas e tímidas, para pessoas com outra vontade e a própria autoestima também mais elevada”. O exercício é encarado como uma melhoria no seu bem-estar físico, mas também com a mente e isso “limpa o corpo e a alma”.

Silvana Alves para que o aluno, que só frequenta essas aulas, também obtenha um excelente resultado porque todas elas estão bem planeadas e interligadas.

A escada é um equipamento pioneiro em Portugal, já existia no Brasil e teve resultado excelentes. Três minutos nessa escada equivalem a 10 a 12 minutos de corrida, pelo desgaste calórico efetuado. É uma máquina cardiovascular muito eficaz e com enormes vantagens. Por exemplo, tira o impacto da corrida, e para além de ajudar o trabalho de perda de gordura, é também um equipamento mais dinâmico e nada monótono.

Aposta em equipamentos de qualidade Silvana Alves conta que “investimos muito nas máquinas. A maioria dos espaços de treino personalizado são simplesmente estúdios com poucos materiais. Um ginásio tem que ter equipamentos de carga, de cardio e de funcional pois quanto mais se diversificar o trabalho, melhor vai ser o resultado e a motivação também será maior, pois o trabalho não se tornará repetitivo”. Esta profissional procura sempre ter máquinas de topo, tendo como escolha a marca Matrix, porque são ergometricamente bem desenhadas, atinge-se realmente os objetivos que se desejam. Com relação

Máquina inovadora

Serviço de Nutrição Existe um aconselhamento de um nutricionista competente, sendo que este obrigatoriamente trabalha com nutrição desportiva. “Queremos que os alunos entendam que a perda de peso tem de ser perca de gordura e não de massa magra”, salienta Silvana Alves. Com um treino bem feito e bem adequado ganha-se


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massa muscular e o treino requer força, essa força vem da capacidade de contração dos músculos, que por sua vez, gera hipertrofia e consequentemente, gera o aumento da massa e quando a massa aumenta, aumenta também o peso muscular. Ter mais massa muscular não significa ter mais gordura, apesar do peso na balança ser maior. É um trabalho constante para que o aluno tenha sempre o resultado pretendido e esteja plenamente satisfeito. “Estar perto da natureza, traz imensos benefícios pois temos alguns relatos de clientes que referem que no lugar x ou y não conseguem fazer o mesmo que fazem aqui”. O facto é que, com uma vista maravilhosa, alguns clientes até fazem o aquecimento no parque, em vez de o fazerem na passadeira, por exemplo, originando “a tal diversidade que motiva e gera resultados”, porque quanto mais se diversifica o treino, mais se consegue abranger todos os músculos. O melhor conselho que esta personal trainer pode dar é que “a motivação é a base de tudo, temos que estar motivados desde quando acordamos até à hora de dormir para estar motivado no dia seguinte”. “O desafio para o próximo ano é o de sempre, é fazer com que as pessoas entendam a necessidade do exercício físico para o bem-estar social, físico e mental e ter sempre profissionais exclusivos, ou seja que só trabalhem neste ginásio”, conclui Silvana Alves.

PRATIQUE SAÚDE… PRATIQUE TREINO NO PARQUE! “Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco. Se você perdeu a honra, perdeu muito. Se você perdeu a coragem, perdeu tudo.” - Vincent Van Gogh Para Silvana Alves, o mais importante é mesmo fazer com que o aluno jamais perca a coragem e a motivação para treinar!

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único centro de medicina aeronáutica no norte do país Centro de Medicina Aeronáutica do Hospital Lusíadas Porto Sempre na vanguarda e com uma aposta constante na inovação, o Hospital Lusíadas Porto é o primeiro e único hospital certificado como centro especializado em medicina clínica aeronáutica da zona norte do país. Esta certificação atribuída pelo Instituto Nacional da Aviação Civil, e de acordo com o JAR-FCL 3 – Flight Crew Licensing - permite a assistência, não só a pilotos nacionais, mas oriundos de qualquer país pertencente à União Europeia.

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Centro de Medicina Aeronáutica do Hospital médicos iniciais necessários à profissão, mas também Lusíadas Porto avalia anualmente e certifica revalidações aos profissionais. De referir que estes o estado de saúde de mais de 500 pilotos profissionais de aeronaves podem ser provenientes de profissionais e particulares, assim como a qualquer país pertencente à União Europeia, sejam eles controladores de tráfego aéreo e tripulantes de cabine. pilotos profissionais ou particulares, tripulantes de cabine Este Centro, coordenado por Armindo Santo, está e controladores de tráfego aéreo. certificado pela Autoridade Nacional de Aviação Armindo Santo, coordenador do Centro, refere que Civil, sendo o primeiro e, até à data, o único hospital voar pode trazer diversas complicações para a saúde, certificado como centro especializado em medicina com maior incidência nos problemas respiratórios e clínica aeronáutica da zona norte do país. cardiovasculares, mas também alterações nervosas, Provido de instalações médico-técnicas adequadas cefaleias e eventuais perdas de conhecimento, à elaboração de diversos e complexos exames consequência das alterações na pressão do ar, ou seja, aeromédicos e compostos por uma equipa de médicos na diminuição da quantidade de oxigénio e mudanças com formação e experiência em medicina aeronáutica, no ritmo interno do organismo humano. o Centro realiza exames de revalidação para pilotos Tal acontece uma vez que a pressão na cabine de um classe 1 e exames iniciais e de revalidação para pilotos avião atinge valores muito baixos, o que leva a que o classe 2. ar retido no corpo, como por exemplo nos pulmões, Assim, o Centro de Medicina Aeronáutica do Hospital ouvidos internos, seios perinasais e trato intestinal, se Lusíadas Porto pode realizar não só os exames expanda cerca Rodapé_185x42+2mmbleed_af.pdf 1 07/12/15 08:52de 25 por cento, causando desconforto.

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Por todas estas razões, é de extrema importância que os profissionais do setor da aviação estejam cientes dos perigos da profissão e cumpram o acompanhamento médico especializado ao longo da sua vida profissional, através da realização de exames médicos exigentes e adequados, seguindo os trâmites da Agência Europeia para a Segurança da Aviação, a EASA. O coordenador do Centro reforça que integrado na rede hospitalar há toda a conveniência para os profissionais sempre que estes precisem de avaliações médicas fora do âmbito da medicina aeronáutica. Assim, podem recorrer ao Hospital Lusíadas Porto para consultas de rotina, mantendo-se, desta forma, uma ligação direta entre todos os profissionais, respeitando sempre o sigilo profissional. O Hospital Lusíadas Porto tem uma acreditação internacional de qualidade e segurança (Joint Commission International), sendo o único hospital privado do norte do país com esta distinção de excelência.


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erante um cenário de dificuldades económicas, as empresas têm que encontrar soluções que lhes permitam ultrapassar os desafios que lhes são colocados todos os dias. No entanto, as melhores soluções serão sempre aquelas que forem inovadoras. A questão não está em saber se a inovação deve ser uma atitude ou parte do ADN das nossas empresas. A inovação tem que ser uma atitude permanente até se transformar no ADN das nossas empresas. Antes de falar sobre a necessidade de se criar uma cultura de inovação, é igualmente necessário entender porque é que a inovação é importante para as organizações. E, para ficar mais claro, é interessante separarmos a importância da inovação sob dois pontos de vista da organização: o ponto de vista interno e o ponto de vista externo. Do ponto de vista interno, a inovação é responsável pelo crescimento da empresa, cria postos de trabalho, cria novos horizontes aos colaboradores e revitaliza a empresa. Do ponto de vista externo, a inovação ajuda a enfrentar os desafios relacionados à globalização da economia, ao aumento da concorrência, à diminuição do ciclo de vida dos produtos e ao aumento na exigência dos consumidores. Uma organização de sucesso deve possuir uma cultura que propicie sustentação para o surgimento de diversas inovações ao longo do tempo e, caso não tenha uma, é altamente recomendável que se procure criar essa cultura.

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Da Marinha Grande para o Mundo grupo hrv Com sede na Marinha Grande, o grupo HRV nasceu em 1982 por iniciativa de três técnicos especializados. Atualmente, a designada HRV - Equipamentos de Processo dedica-se à instalação de linhas de produção de pellets, linhas para produção de rações para animais e apresenta também soluções para a indústria química.

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grupo HRV participou no III Fórum Económico Portugal-Países Árabes, que decorreu em Lisboa a 23 e 24 de novembro. Com esta presença, a empresa pretendeu assinalar a importância estratégica destes mercados, que oferecem atualmente, boas oportunidades de negócio, com principal destaque para Marrocos e Argélia. A empresa tem “essencialmente interesse nestes países devido ao seu grande desenvolvimento agroindustrial, tirando ainda partido dos portugueses presentes nesses países, bem como, do bom trabalho que as empresas portuguesas têm desenvolvido, sobretudo, na construção civil” pontos que no entender do grupo “favorecem a proximidade” entre o grupo e os empresários daqueles países. Para além de linhas de produção de pellets e de rações para animais de consumo, o Grupo HRV apresenta ainda, no setor químico, soluções ao nível de argamassas, argila expandida, plástico granulado, sal, açúcar, café, cereais em geral e todos os produtos sólidos possíveis de serem armazenados, transportados, manuseados e ensacados. A empresa faz ainda “projetos chave na mão de fábricas de alimentos compostos para animais (rações), de produção intensiva (aves), de animais de companhia (cães e gatos) e de ração para piscicultura. Implementamos sistemas de recolha e tratamento de cereal”, explicam. Com 33 anos de experiência, o grupo HRV está a apostar na internacionalização para novos países por serem mais competitivos, “prevemos que estes mercados possam contribuir nos próximos anos em cerca de 20 por cento no aumento do volume

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de negócios, ocupando assim um espaço (tempo e energia), até aqui ocupado pelas unidades de biomassa instaladas na Península Ibérica. A HRV passará a estar presente num mercado, dedicado essencialmente, à manutenção de unidades e equipamentos, pois, a atual capacidade instalada nesses países está esgotada”, esclarecem. Angola e Moçambique também fazem parte dos planos de expansão, o grupo entende que são “regiões com forte potencial que obrigam a outra capacidade. O investimento em Angola passa pela criação da HRV Angola, no sentido de dar suporte e assistência técnica às fábricas que estamos a instalar naquele país”. Numa outra vertente, a aposta na inovação e na tecnologia também contribuiu para o desenvolvimento do negócio. Assim, a empresa apostou em diversos setores, ao longo dos anos, o que permitiu adquirir competências e o know-how necessário. Neste sentido, o Grupo HRV identificou como oportunidade a produção de estruturas e software para máquinas inseridas nas linhas de produção. Assim, foram criadas duas empresas, a HRV - Trabalhos Eléctricos S.A. e a VERISTEEL, S.A., passando a HRV - Equipamentos de Processo, S.A. a ser a empresa responsável pela componente comercial, pelos contactos com clientes, pela coordenação dos serviços de manutenção, e pelas actividades de Investigação e Desenvolvimento. História com 33 anos de excelência “São 33 anos de sucessos onde o trabalho e a dedicação levaram a um arranque bem sucedido”. Desta forma, foi em pouco tempo que o Grupo HRV conseguiu conquistar a notoriedade ao nível da instalação e manutenção de linhas de produção de alimento composto. Em 2014, um importante passo foi dado com a inaguração das novas instalações da HRV – Equipamentos de Processo, S.A., na Zona Industrial Casal da Lebre, na Marinha Grande. Na altura do evento,

a empresa fez questão de falar na estratégia do grupo para os próximos anos, “se estamos no mercado dos alimentos compostos e da biomassa, aí continuaremos, embora as exigências sejam diferentes. Ou seja, antes eram necessárias grandes produções, mas hoje o que importa é otimizar, poupar energia e garantir a segurança alimentar. Já na biomassa, temos de saber olhar para as matérias primas em termos de poupança no sentido de conseguirmos viabilizar os negócios dos nossos clientes”, salienta o grupo. Futuro A expansão para novos mercados emergentes e a consolidação dos negócios na Península Ibérica são os objetivos traçados pelo Grupo HRV para os próximos anos. Exemplo disso, foi a participação na construção e na montagem da fábrica da Maxipet em Ferreira do Zêzere, inaugurada no primeiro trimestre deste ano. O grupo com sede na Marinha Grande pretende concretizar esta expansão e consolidação através “ do desenvolvimento e busca de soluções técnicas que permitam otimizar recursos energéticos, otimizar recursos agrícolas, garantindo a segurança alimentar e sustentabilidade”.


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o seu crescimento é o nosso negócio growtrade Desde há quase uma década que a Growtrade inova nas soluções de Gestão, Web e Mobilidade, assente numa política de capital humano, situação que tem garantido grande estabilidade, quer na estratégia quer na estrutura empresarial.

Qual a génese da GROWTRADE e qual o seu posicionamento estratégico? Júlio Maia de Matos (Director Comercial) - A mobilidade é uma realidade presente na necessidade das empresas há vários anos e os colaboradores da Growtrade, há mais de 15 anos, que desenvolvem soluções de mobilidade, garantindo-nos a pole position do desenvolvimento de software focado nesta vertente, com muito trabalho e excelentes profissionais. Qual é o core business da GROWTRADE e quais as principais áreas de competência? Luís Nina (CEO) – Desenvolvimento e implementação de soluções informáticas de gestão transversais e integradas. A Growtrade conta com um vasto conjunto de competências e, nesta medida, temos implementado projetos em áreas que passam pela mobilidade (auto venda, pré-venda, assistência técnica e vending e apps empresariais) a soluções globais de gestão (ERP’s) com a informatização de processos, tais como gestão de retalho, fabricação, comerciais e fidelização (CRM), logística (WMS e logística de alto impacto), entre outros. A ligação da Growtrade ao conhecimento, objetivos e necessidades dos clientes, levou ainda à coordenação da implementação de projetos de Business Intelligence e BPM (Business Performance Management), no sentido de associar a informação à tomada de decisão quer operacional quer estratégica.

competitivas? LN - São inúmeras as soluções disponibilizadas pela Growtrade, sobretudo porque se baseiam em produtos altamente customizáveis, permitindo tornarem-se um “fato à medida” de cada cliente. JMM - A Solução de Mobilidade do Vending foi concebida para simplificar e agilizar as operações de gestão e controlo das máquinas de vending. Uma

diretor informático dos clientes, até ao desenvolvimento de ferramentas, sites, apps que identificámos como sendo críticas para as organizações.

das principais vantagens da sua utilização é o nível de rapidez que assegura nas operações de abastecimentos, permitindo realizar rotas mais longas, sempre em modo offline, a sincronização da informação recolhida é efectuada a qualquer altura, sem a necessidade de ligação permanente a dados móveis. A integração da solução Growtrade com os moedeiros adiciona ao controlo total de stocks o confronto com o controlo dos valores recebidos nos moedeiros, verificando assim os desvios que normalmente existem. Através do software, a empresa tem a possibilidade da gestão do parque de máquinas, definição de rotas, bem como um conjunto elevado de análises que vão desde a rentabilidade por máquina, aos produtos mais vendidos, valor de inventário, taxa de quebras, entre outras.

intensa aprendizagem e partilha de experiências, onde a especialização e know-how de cada parceiro permitam criar valor para os nossos clientes.

Aliados aos seus produtos, a GROWTRADE oferece um conjunto de serviços de qualidade nas áreas da Consultoria, Formação e Desenvolvimento. Em que consistem concretamente estes serviços? JMM - Os nossos serviços vão desde a consultoria ao nível de sistemas de informação, onde passamos a ser o

Qual a importância das parcerias estabelecidas pela GROWTRADE? LN - Um dos nossos valores é a procura incessante pela excelência. Acreditamos em parcerias como espaços de

Quais os valores adotados pela GROWTRADE que têm permitido seguir um rumo de afirmação empresarial? JMM - A capacidade de criar satisfação aos nossos clientes, através da melhoria dos seus processos, da funcionalidade dos seus meios humanos, do conhecimento que as ferramentas lhe disponibilizam para uma gestão e crescimento do seu negócio. Que objetivos estão nos horizontes da GROWTRADE? LN - O nosso futuro passa por continuar a apoiar os nossos parceiros a nível nacional, e ajudando no suporte às suas operações a nivel internacional, com a expansão dos nossos serviços. JMM – Cimentar a posição da Growtrade noutras áreas além do Vending, Assistência Técnica e Manutenção, Field e Trade Marketing, é o objetivo para 2016.

Quais as soluções disponibilizadas pela GROWTRADE e quais as suas vantagens

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O futuro passa pelo reforço da estratégia de inovação electrolux A marca AEG nasceu no final do século XIX em Berlim e, rapidamente chega a diversos mercados, como o mercado português, onde a sua herança alemã é altamente valorizada pelos consumidores, por todos os valores de qualidade de construção, robustez, confiança e inovação. Desde 1994 que a marca AEG foi adquirida pelo grupo Electrolux, sendo atualmente a marca premium do nosso grupo.

aos excecionais resultados culinários, que se obtêm com os nossos fornos e placas. Os resultados são notórios, conseguindo a AEG manter um crescimento na quota no mercado de linha branca. A pegada ambiental é também uma das vossas principais preocupações. A sustentabilidade é mais do que uma preocupação. É uma forma de estar do Grupo Electrolux, e faz parte dos nossos pilares estratégicos. E ocupa um papel de destaque em todas as áreas da empresa, passando pela produção, utilização de materiais, até às ações desenvolvidas entre os colaboradores para minimizar o impacto da nossa atividade no ambiente. Qual diria ser a principal missão da AEG? Na marca AEG dizemos que somos pioneiros com uma visão. Porque conhecemos as atuais necessidades dos consumidores e antecipamos as de amanhã, para que possamos oferecer as inovações que lhe permitam alcançar resultados que excedam as suas expectativas. Acreditamos na tecnologia inteligente que ajuda o utilizador, dia após dia, a obter os melhores resultados em todas as tarefas que realiza em casa. Esta tem sido a nossa paixão durante mais de 125 anos, uma paixão que continua a motivar-nos hoje. Por isso, dizemos que estamos sempre um passo à frente!

Como tem sido o percurso no mercado nacional? A AEG tem-se destacado pela sua inovação ao introduzir no mercado soluções que transformam as próprias categorias de produto. Exemplo disso são os secadores com bomba de calor, que permitem uma eficiência energética de A a A+++, que desmistificaram a ideia de que os secadores têm elevados consumos energéticos.

Chegada a época de Natal, qual o presente ideal com a marca AEG? Não é possível dissociar o Natal do facto de a família se reunir, normalmente à volta da mesa e com muitas iguarias. Para que, durante todo o ano, se mantenha este espírito de união, partilha e muito sabor, o presente ideal com a marca AEG é o forno com função PlusSteam. Trata-se do mais acessível nível de vapor da nossa gama e a sua especialidade são bolos, pães e pastelaria. Tendo em conta a nossa tradição doceira, eu diria que em cada mês do ano haverá com certeza um excelente motivo para celebrar. E não podemos deixar de nos congratular porque a AEG foi recentemente premiada como Escolha do Consumidor na categoria de fornos, tendo os consumidores destacado a AEG como a melhor marca relativamente à eficiência energética, facilidade de limpeza e características técnicas.

Modernidade, inovação, tendência e sustentabilidade são algumas das preocupações da marca. Esta estratégia tem-se revelado uma aposta acertada? Porquê? Sem dúvida que sim. E é especialmente em alturas de crise que os consumidores procuram fazer investimentos acertados e duradouros. A compra de um eletrodoméstico é um processo pensado e que necessita de bastante envolvência por parte dos consumidores. Neste contexto, a marca AEG consegue oferecer a mais recente tecnologia que se traduz em inovações que melhoram os resultados dos consumidores, desde o cuidado da roupa, ao poder lavar e secar lãs e sedas até

Por onde passa o futuro da marca em Portugal? O reforçar da nossa estratégia de inovação, cumprindo a nossa promessa de ajudar os consumidores a levar o sabor a outro nível. A utilização de fornos a vapor, placas de indução flexíveis e chaminés que se ligam automaticamente em função da potência da placa permite aos consumidores não só obterem os melhores resultados, como desfrutarem de uma experiência de culinária excecional. Neste sentido pretendemos manter e reforçar a nossa parceria com o Chef Freddy Guerreiro, que como utilizador dos equipamentos AEG nos vai dando as melhores sugestões de utilização, assim como umas deliciosas receitas.

marisa pires AEG Portugal

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Dedicação, confiança competência profissional A Bloqueira de Vermoim A Bloqueira de Vermoim é uma empresa carismática que tem percorrido um percurso de afirmação empresarial, granjeando bons resultados. A Revista Business Portugal quis saber quais os fatores que distinguem a empresa num mercado tão competitivo como o atual e dar a conhecer o seu contributo no desenvolvimento e na criação de valor no contexto nacional.

josé carvalho, manuel alves de carvalho e anselmo carvalho Administração

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ituada no concelho de Vila Nova de Famalicão, a Bloqueira de Vermoim é uma empresa de cariz marcadamente familiar que iniciou a sua atividade pelas mãos de Manuel Alves Carvalho e Engrácia Dias de Abreu, um casal sonhador e trabalhador, que realizou um dos seus sonhos ao fundar uma pequena empresa à qual colocou o nome individual Manuel Alves de Carvalho. Um percurso de trabalho e dedicação que levou à criação da Bloqueira de Vermoim, em 1994, sendo nos dias de hoje, uma referência empresarial do nosso país.

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Como resultado da visão e experiência do sócio fundador Manuel Alves de Carvalho e os seus herdeiros, a empresa têm-se evidenciado no setor da comercialização de materiais de construção civil e alcançado bons resultados. José Carvalho, um dos filhos do fundador da empresa, revelou em entrevista que, juntamente com o seu irmão, Anselmo Carvalho, que cresceram no seio da empresa e, naturalmente, acabaram por ir trabalhar e dar o seu contributo para o desenvolvimento da Bloqueira de Vermoim.

Com novas instalações desde 2005, a empresa está vocacionada para a venda por grosso de materiais de construção, atuando de norte a sul do país. José Carvalho deu nota de que, depois de uma fase menos positiva da construção, surgiu o novo paradigma da reabilitação, o que levou a empresa a diversificar a gama de produtos que disponibiliza. Sempre com o intuito de estar um passo à frente do seu tempo, salvaguardando igualmente o seu posicionamento estratégico no mercado, a Bloqueira de Vermoim pretende agora iniciar uma nova fase no


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO seu desenvolvimento com a abertura, em 2016, de um espaço de venda ao público mais vocacionado ao cliente particular. “Não queremos estar direcionados apenas para um mercado, por isso criámos alternativas de desenvolvimento, com investimentos para consolidar a posição da empresa no mercado”, revela. Parceiros de referência Esta PME Excelência tem estabelecido ao longo do seu percurso um vasto conjunto de parcerias de referência, nomeadamente com a Danosa, Secil Cimentos, Telhas CT-Cobert, Telhas Margon, Secil Martingança, Rações Provimi, Tintas Sotinco e Fibroplac & Falper. Na sequência da inauguração da nova fábrica da Danosa, em Leiria, José Carvalho salientou que este grupo espanhol fabrica uma grande variedade de materiais e a Bloqueira de Vermoim estabeleceu esta parceria com o intuito de ambas as empresas crescerem juntas. “O crescimento da Danosa pode servir de âncora para o crescimento da nossa empresa”, destacou, acrescentando que a Bloqueira de Vermoim pretende criar parcerias e sinergias com empresas que queiram promover o desenvolvimento mútuo. O segredo do sucesso O responsável da Bloqueira de Vermoim considerou que o trabalho e a qualidade imprimida são fatores

de sucesso. Desde o seu início que a empresa tem procurado, sempre e como princípio fundamental, a obtenção dos mais altos níveis de qualidade dos seus produtos e serviços. A qualidade é uma opção estratégica que desde o início da sua atividade tem ajudado a consolidar todos os processos e a estrutura organizacional, funcionando como catalisador para que a empresa continue a evoluir. A equipa de trabalho da Bloqueira de Vermoim, composta por dez profissionais dedicados, é outro dos segredos do sucesso da empresa. Em termos de futuro, José Carvalho e Anselmo Carvalho estão preparados para mudar com o mercado. Para tal, pretendem ganhar raízes e experiência empresarial, para continuar o rumo de crescimento e desenvolvimento da empresa que nasceu pela mão de Manuel Alves Carvalho. A consolidação da empresa passará por um novo espaço de venda dedicado ao cliente em particular e, a longo prazo, “queremos abrir pequenos espaços noutras localidades para ir ao encontro das necessidades do pequeno cliente. Pretendemos através do conhecimento e de visão de negócio, propor aos nossos clientes produtos, serviços e soluções adaptadas às atuais e futuras tendências de mercado”, remata José Carvalho.

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A inovação faz a diferença QuorumGest Presente, desde 2007, no mercado de administração e gestão de condomínios, a QuorumGest aposta na inovação como forma de oferecer aos clientes soluções de excelência e qualidade. Estivémos à conversa com os jovens fundadores da empresa, André Facote e Andreia Coutinho, dois empreendedores que estão a marcar a diferença no ramo.

andreia coutinho e andré facote Administradores

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QuorumGest surge após André Facote ter estado “um ano a trabalhar numa empresa de gestão de condomínios. Depois desta experiência decidi lançarme na atividade juntamente com a minha sócia Andreia Coutinho”, revela o sócio-fundador da Quorumgest. Os serviços prestados estão garantidos através de parcerias com várias entidades, “somos dois colaboradores no escritório, temos também a parte de engenharia e arquitetura. Quanto aos restantes, como a limpeza e eletricidade, são garantidos através de outsourcing”, explica o entrevistado. Para além de complexos habitacionais, a empresa também trabalha em escritórios, complexos empresariais e parques industriais. Com sede na Amora, concelho do Seixal, a QuorumGest atua desde Lisboa até à Península de Setúbal, abrangendo os concelhos de Alcochete, Almada, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra, Setúbal, Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Odivelas, Oeiras e Sintra. Neste momento, “temos em média 50 condomínios, quase 600 frações. Temos crescido de forma sustentada, sólida e moderada. Para prestarmos um serviço de qualidade temos de ter os pés assentes na terra, onde a competência e o profissionalismo imperam”, revela Andreia Coutinho, sócia fundadora da QuorumGest. Os dois jovens empreendedores estão a marcar a diferença na área, através da aplicação de ferramentas informáticas inovadoras que facilitam o trabalho e a vida dos condomínios e dos condóminos. “Temos a vantagem de sermos uma empresa inovadora, na margem sul, pelo método de trabalho utilizado, através da aplicação dos meios informáticos. Qualquer condómino

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tem acesso através do computador ou smartphone ao histórico, contas e recibos de pagamento do condomínio. Temos uma plataforma online que faz contratos de luz, água, gás e telecomunicações, tratamos ainda da certificação energética, estas áreas não são o nosso core business, mas são uma inovação”, realça a interlocutora. Questionados sobre se a idade facilita ou dificulta o trabalho, os interlocutores revelam que “sermos jovens é mais um desafio, tentamos sempre responder a tudo. As pessoas têm todas as respostas quer ao nível da legislação quer ao nível da operacionalidade da gestão de condomínios, ao mesmo tempo rodeamo-nos de profissionais competentes e fazemos uma aposta forte na formação contínua”. Analisando o atual panorama do setor a nível nacional, os responsáveis pela QuorumGest consideram que “é urgente haver uma fiscalização maior neste mercado”, remata Andreia Coutinho, visto que a regulamentação existente permite grandes disparidades que não beneficiam o setor, “a administração de condomínios movimenta valores avultados, mas ainda é o parente pobre do imobiliário”, acrescenta André Facote. Sobre o futuro, os dois jovens pretendem levar ainda mais longe o nome da QuorumGest, num trabalho assente na inovação, transparência e profissionalismo “queremos continuar no bom caminho, porque queremos marcar a diferença pela inovação. A gestão de condomínios é uma área que necessita ser modernizada. A médio prazo pretendemos ainda abrir uma loja em Lisboa, para terminar com alguma resistência de possíveis clientes desta zona”, conclui Andreia Coutinho.


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“A nossa base é a honestidade” maxidominios A entrevistada Isabel Gaspar dedica-se à administração de condomínios desde 2002, nas regiões de Alenquer, Carregado, Vila Franca de Xira e Sacavém. A transparência e honestidade estão na base do seu trabalho. Hoje é a gerente da Maxidominios, a qual apresenta um serviço de excelência e qualidade.

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missão da empresa passa por assegurar que a “tranquilidade está ao alcance de todos”. A gestão de condomínios surge na sucessão “de um negócio de trabalho temporário. Exerço esta atividade desde 1991, acontece que, em 2001, surgiu a hipótese de uma empresa de condomínios e arrancámos em 2002. Entrei no

honestidade, lealdade e competência garantindo um serviço de qualidade. Responsável por cerca de 85 condomínios, a Maxidominios é também o exemplo de sucesso de liderança no feminino, numa empresa com 40 colaboradores, 34 são mulheres, incluindo a gerente. “Hoje em dia, é fundamental ter uma empresa a gerir o condomínio, porque as pessoas querem chegar a casa

mercado com condomínios na zona do Carregado e Azambuja e alargámos até Mafra, em 2005, ficámos também com a zona do Cartaxo. Hoje trabalhamos nas zonas de Alenquer, Carregado, Azambuja, Vila Franca de Xira e Sacavém”, explica Isabel Gaspar, gerente da Maxidominios. Os serviços prestados englobam a gestão e a manutenção dos espaços comuns de prédios constituídos em propriedade horizontal. Na Maxidominios a administração contabilística, as comunicações obrigatórias e a representação do condomínio estão asseguradas. No que diz respeito à parte da manutenção, a empresa trabalha em parceria com empresas especializadas em manutenção eléctrica, elevadores, limpeza e vigilância. O apoio jurídico também é garantido. A empresa posiciona-se no mercado como “não tendo a solução mágica que resolva todos os problemas, mas pretende colocar a experiência e contactos profissionais ao serviço dos clientes com o intuito de atenuar as dificuldades apresentadas”, explica a entrevistada. A Maxidominios apresenta uma equipa de profissionais que se pautam por princípios de grande

e ver que tudo está a funcionar. Esta atividade necessita de uma regulamentação urgente. Há muito que se fala disso, mas a ideia ainda não saiu do papel. Qualquer pessoa hoje em dia pode exercer esta atividade aproveitando o vazio legislativo que a tutela permite que qualquer curioso sem formação ou conhecimento exerça a gestão de condomínio”, revela Isabel Gaspar, gerente da Maxidominios. Questionada sobre o que diferencia a empresa, a interlocutora explica que “não tenho fidelização com nenhum cliente, o meu elo de ligação com o condomínio é a confiança mútua. Já tive situações de condomínios que foram mas voltaram. Por vezes, enfrento algumas discordâncias, mas sou transparente e honesta”. A mensagem que deixa a todos os empresários e empreendedores é que “nunca deixem de acreditar naquilo que são capazes, trabalhando com base nisso mesmo”, salienta a entrevistada, acrescentando que “a gestão de condomínios é como um filho” pois é um projeto ao qual me dedico todos os dias há mais de 20 anos.

isabel gaspar Administradora

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A Insígnia da inovação insígnia publicidade Com sede em Vila Nova de Gaia, a empresa está presente em todo o país, oferecendo soluções de publicidade exterior que passam pela decoração, artes gráficas, outdoors, sinalética e mupis. Um trabalho assente na inovação que está a marcar a diferença no panorama publicitário nacional.

saibam desempenhar um pouco todas as funções, isto porque, se algum trabalhador se ausentar um colega pode assumir a sua função”, explica o entrevistado. A estabilização da empresa, num mercado tão exigente, contou com o apoio dos clientes, uma vez que não existiu nenhum financiamento externo, a sustentabilidade veio com a qualidade do trabalho e a “colaboração de fornecedores, apostando nos clientes da Insígnia. Embora tenhamos experiência de mercado, a empresa continua empenhada em ganhar e manter a confiança do mercado. A dada altura, decidimos investir em novos equipamentos que aumentaram a nossa capacidade de resposta e a qualidade dos serviços. O investimento, na ordem dos 400 mil euros, nas vertentes da serralharia, pintura, máquinas de impressão de pequenos e grandes formatos, corte e laminadoras, permitiram abranger novas áreas e maior capacidade de resposta. O cliente pede-nos um serviço e estamos apenas dependentes de nós para o executar”, esclarece o interlocutor.

cláudio queirós Administrador

A

experiência de mais de 20 anos no ramo publicitário resultou no surgimento da Insígnia. “Para uma empresa que foi criada

sucesso da Insígnia reside num crescimento à medida das possibilidades, “nos primeiros dois anos foi a fase de arranque, de explorar” relembra, “como já vinha do

a partir do zero está a afirmar-se bem no mercado nacional. A Insígnia começou há quatro anos e, inicialmente, dedicou-se a 100 por cento à publicidade exterior, ou seja, exploração e fabricação de suportes publicitários que dessem sustentabilidade ao crescimento da empresa e possibilidade de expandir o seu leque de oferta”, revela Cláudio Queirós, da Insígnia. A entrada numa área onde existe forte concorrência não demoveu os fundadores da empresa. Inicialmente, “foi fundamental encontrar as sinergias certas, de clientes e fornecedores, que apostaram na Insígnia, tivémos de ter uma atitude diferente daquilo que é o tradicional, na publicidade. Primeiro, tentámos aliar um espírito de confiança, rigor e qualidade, fornecendo sempre um acompanhamento personalizado, indo ao encontro das expectativas do cliente”, afirma Cláudio Queirós. O

ramo, todas aquelas lacunas de que tinha conhecimento foram logo colmatadas. Começámos com meia dúzia de suportes publicitários, depois passámos a ter 50, fomos aumentando progressivamente para 100 e 200. Neste momento, quatro anos depois, temos quase 500 pontos publicitários, espalhados por todo o país. Somos uma empresa sólida e sustentável”, sublinha Cláudio Queirós, da Insígnia. Mas a expansão também se deve “a uma aposta forte na inovação, através do recrutamento de colaboradores especializados. Nos últimos dois anos, passámos de dois elementos para 13. São profissionais que também já estão na área há alguns anos, com experiência, qualidade e capacidade de resposta. Outra vertente importante, é a formação que é contínua e constante. Damos formação interna e externa, de forma a que todos os funcionários

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Futuro A Insígnia “criou um negócio sólido e sustentável. Atingimos todos os objetivos que traçámos para os primeiros anos da empresa e assim temos equipamentos para uma produção própria, reunindo todos elementos que sustentam essa mesma produção, temos colaboradores capazes, de confiança e empenhados, o que nos traz notoriedade. É isto o segredo da Insígnia”, esclarece o entrevistado. Olhando agora em frente, há novas metas traçadas para os próximos tempos “o próximo passo é a internacionalização, o Brasil é um dos mercados onde a Insígnia quer chegar, mas primeiro, é preciso perceber o mercado e ter alguém de confiança que possa colaborar a partir de lá. Duplicar os espaços que temos em terreno nacional, sobretudo na zona centro e sul, é outra meta que queremos alcançar”, conclui Cláudio Queirós, sublinhando que a “Insígnia é sólida e coerente, procurando, acima de tudo satisfazer as necessidades dos clientes”.


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A importância do ensino profissional Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) A Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP) tem por missão coordenar e execução das políticas de educação e formação profissional de jovens e adultos e assegurar o desenvolvimento e a gestão do sistema de reconhecimento, validação e certificação de competências. Conversamos com Gonçalo Xufre, presidente do Conselho Diretivo da ANQEP.

O ensino profissional tem registado, nos últimos anos, uma grande evolução. Que avaliação faz do panorama atual do ensino profissional em Portugal? O ensino profissional está hoje tão presente nas escolas quanto os tradicionais cursos científico-humanísticos. Praticamente todas as escolas secundárias da rede pública oferecem cursos profissionais, o que significa que os jovens podem optar por um leque muito alargado de formações (mais de 100). Entendido como qualquer modalidade de dupla certificação, este ensino representa já cerca de 48% dos alunos matriculados no secundário. Estes dados revelam a consciência social que se começa a ter da relevância desta formação para o desenvolvimento social e económico do país e, consequentemente, para a sua sustentabilidade. Além disso, este ensino começa a ser encarado como uma opção com mais vantagens para os próprios jovens, designadamente no que se refere a uma transição melhor-sucedida para o mercado de trabalho. Considera que o estigma relativo ao ensino profissional tem vindo a ser desmistificado? O ensino profissional passou a ser uma primeira opção de muitos alunos, isso revela uma mudança de paradigma e de mentalidades? Sim, em parte por influência da crise económica que veio despertar a necessidade de se efetuarem escolhas com maior potencial de empregabilidade. E, neste aspeto, indubitavelmente, os cursos profissionais preparam os jovens para o exercício de uma profissão, atingido o 12º ano, o que já não sucede com os cursos apenas orientados para o prosseguimento de estudos. Quais as vantagens competitivas do ensino profissional? Uma das vantagens mais evidentes reside no nível de qualificação que proporcionam (nível 4), ou seja, um nível acima ao dos cursos científico-humanísticos. Mas, mais relevante, é a preparação dos jovens com conhecimentos e competências associados ao efetivo exercício profissional. De destacar ainda a proximidade destes cursos ao tecido empresarial, designadamente por via da formação em contexto de trabalho que, em regra, facilita a integração dos jovens na vida ativa e o aprofundar de competências hoje muito valorizadas (as chamadas soft skills - tais como o trabalho em equipa, a pró-atividade, o empreendedorismo) e determinantes para a manutenção dos postos de trabalho.

gonçalo xufre Presidente do Conselho Diretivo

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O ensino profissional tem como argumento a expectativa de empregabilidade, ao mesmo tempo que não invalida um eventual ingresso no ensino superior. É pertinente falarmos também em vantagens no que respeita a esse mesmo ingresso? Muito embora estes cursos não estejam vocacionados para o acesso ao ensino


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superior, na verdade muitos jovens expressam ter tido vantagens competitivas também nesta vertente, devido às competências técnicas e práticas adquiridas. A prática, muitas vezes, proporciona ensinamentos até mais consolidados do que os saberes meramente académicos. Além disso, o ensino profissional desenvolve não só competências mas também atitudes e confere maturidade (por via dos projetos que os jovens desenvolvem), o que acaba por ser vantajoso também para o prosseguimento de estudos. Haverá outros casos em que os alunos encaram a possibilidade de criarem o próprio emprego. Em que medida é que esta tipologia de ensino propicia a aquisição de ferramentas para o empreendedorismo? Para finalizarem os cursos, os jovens do ensino profissional têm de realizar uma prova de aptidão profissional que consiste na criação e defesa de um projeto perante um júri (com elementos de empresas, de parceiros sociais, etc.). Assim, desde muito cedo, estes jovens vêem-se confrontados com a necessidade de responder a desafios, criando projetos muitas vezes inovadores. Alguns acabam por ser apoiados financeiramente por empresas. Em muitas escolas, os jovens são também incitados a responder a concursos e a ideias de projetos lançados por empresas, focando-se no empreendedorismo. Outros aspeto potenciador do empreendedorismo relaciona-se com o facto de estes cursos integraram momentos de formação prática em contexto real de trabalho.

Acredita que o ensino profissional será um dos mais valiosos instrumentos de qualificação nos próximos anos? Porquê? Por via das mudanças que estão a ocorrer na Europa, o valor da qualificação está cada vez mais relacionado com os resultados de aprendizagem, ou seja, com aquilo que os jovens são capazes de demonstrar e de fazer quanto terminam um percurso formativo. Estes resultados são expressos em conhecimentos, aptidões e atitudes e é isso que começa a ser valorizado pelas empresas, por corresponder ao que procuram. E, nesta matéria, não há dúvidas que o ensino profissional, pela matriz curricular que tem e pela sua natureza, apresenta vantagens competitivas. Um dos objetivos da ANQEP é fazer de 2016 o ano do ensino profissional. Que estratégias serão implementadas para alcançar tal desiderato? A promoção e valorização do ensino profissional tem sido uma aposta da ANQEP desde a sua génese. Nos últimos anos, apostámos sobretudo em evidenciar o carácter prático e dinâmico do ensino profissional e em captar as empresas para esta causa. Em 2016, pretendemos reforçar este temática, não só com a criação de novos instrumentos que auxiliem os profissionais de orientação a demonstrar a relevância destes cursos mas também com a generalização de mecanismos que deverão realçar a sua qualidade, por via da adoção de um sistema de garantia da qualidade e do redesenho dos currículos, aproximando-os ainda mais das necessidades evidenciadas pelas empresas.

Em concreto, pretendemos criar condições para a implementação em Portugal do Sistema Europeu de Créditos do Ensino e Formação Profissionais (absolutamente determinante para a mobilidade dos estudantes e dos trabalhadores no espaço europeu) e para uma progressiva aproximação destas formações, no presente, às necessidades de qualificação requeridas pelos empregos de amanhã. Que outros objetivos e projetos estão nos horizontes da ANQEP? A ANQEP espera criar novos instrumentos de apoio à atividade dos Centros para a Qualificação e o Ensino Profissional, nomeadamente no que concerne à qualificação de adultos que não dispõem das competências consideradas básicas para o ingresso nos percursos de qualificações disponíveis no atual Sistema Nacional de Qualificações e à integração de adultos portadores de deficiências e incapacidades. Até ao momento, apenas existe um referencial de competências-chave para o reconhecimento de competências, para estes públicos, até ao ensino básico. Pretendemos alargá-lo ao ensino secundário, hoje considerado o patamar mínimo de qualificação requerido para uma cidadania ativa. Além disso, pretendemos ainda lançar as condições para que as empresas possam, no âmbito da sua formação contínua, recorrer mais à validação das competências obtidas de modo formal e não formal.

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“UM SERVIÇO IMOBILIÁRIO DE EXCELÊNCIA” Dom Senhorio Uma empresa que marca a diferença no mercado pelo profissionalismo, os imóveis únicos e exclusivos e o atendimento personalizado que oferece aos seus clientes. Estamos a falar da Dom Senhorio, uma empresa que se destaca no setor imobiliário, sobretudo, pela seriedade e a eficiência do serviço que presta. A administradora e fundadora da empresa, Rosalva Fonseca fala –nos com entusiamo e esboça um rasgado sorriso de satisfação sobre o inicio da sua atividade no setor “Eu era uma menina, tinha 20 anos quando comecei a trabalhar nesta área , sempre com muito empenho e responsabilidade, prezando pela qualidade do serviço desenvolvido”. Depois de obter uma vasta experiência ao longo de quase 30 anos Rosalva Fonseca decidiu criar, em 2011, a Dom Senhorio, Sociedade de Mediação que logo se tornou uma empresa de referência.

rosalva fonseca Administradora

A

Dom Senhorio oferece serviços de angariação, venda e arrendamento​de imóveis por todo o país, garantidos por profissionais experientes e conhecedores do mercado imobiliário a nível nacional. A seleção dos imóveis é feita segundo requisitos de qualidade e excelência, nomeadamente na localização. “Temos vontade de servir sempre bem os nossos clientes e para isso adotamos uma posição de rigor e proximidade com eles”, afirma Rosalva Fonseca, administradora da

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empresa. O atendimento personalizado é a característica que mais diferencia a Dom Senhorio das outras empresas do setor, “procuramos o imóvel conforme a vontade do cliente, ou seja, o cliente diz-nos o​ que procura e realizamos uma vasta pesquisa que preencha as suas n​ecessidades”, acrescenta Rosalva. Outra particularidade desta empresa é a exclusividade de negociação de alguns imóveis especiais “temos imóveis exclusivos​ , com características únicas que não são divulgados, nem publicitados. Por vezes o proprietário não deseja notoriedade na venda, assim fazemos um trabalho discreto que atende a necessidade do cliente”, afirma a administradora, acrescentando ainda que possuem uma carteira de clientes muito ativa. Ao longo dos anos, o trabalho da empresa tem resultado em parcerias muito importantes. “Temos clientes que estão connosco há mais de 20 anos”. O que pode ser explicado pelo atendimento que não termina com a concretização do negócio “O acompanhamento não se esgota com a angariação e a promoção da venda ou arrendamento, nem na realização da escritura da propriedade.. O cliente tem sempre o nosso apoio”, conclui Rosalva Fonseca. A Dom Senhorio é uma empresa moderna que faz uso das novas tecnologias para conseguir melhores resultados naquilo que executa. Um dos objetivos da empresa é possibilitar que o cliente encontre a casa

dos seus sonhos ou o lugar ideal para desenvolver seus projetos. “O sucesso da nossa empresa se explica pelo atendimento que se ocupa realmente em dá respostas positivas ao cliente, há muito empenho e muita seriedade em oferecer um serviço e produto de qualidade para aqueles que nos procuram”, acrescenta Rosalva Fonseca. Sediada em Lisboa, a empresa também está presente na Espanha. No site da Dom Senhorio é possível encontrar imóveis de várias tipologias, localizados, nomeadamente em Portugal e em Espanha para comprar ou arrendar. “Começamos a trabalhar o mercado espanhol. Em Espanha, trabalhamos sobretudo com os imóveis especiais, ou seja, num mercado que não passa pela publicidade, portanto são direcionados a clientes específicos”, afirma Rosalva Fonseca. A administradora ressalva ainda que há nesses últimos anos um crescimento bastante acentuado de negócios efetuados com os estrangeiros “Há um interesse muito grande dos angolanos, dos franceses e dos brasileiros. Os clientes brasileiros são muito exigentes, estão sempre a procura do que há de melhor e daquilo que é mais requintado em nível de imóveis”, coloca Rosalva Fonseca.


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LIDER MUNDIAL NO FORNECIMENTO DE TECNOLOGIA E SERVIÇO bosch car service Em crescente expansão a marca Bosch é sinónimo de qualidade e de credibilidade no mercado, com cerca de 360 subsidiárias distribuídas por diferentes países, prevê contratar em Portugal cerca de mil colaboradores, até o final de 2018. essa estratégia, tanto em Portugal como no mundo. Exemplificando com o caso português, a empresa tem investido em inovação em parceria com universidades locais, de forma a expandir os serviços que presta ao resto do Grupo e também atrair mais projetos para produção no país. Neste sentido, prevê-se a contratação de cerca de mil colaboradores até ao final de 2018 e um plano de investimento direto de 50 milhões de euros até ao final do próximo ano (2016). Em que vertentes do ramo automóvel podemos encontrar a Bosch? A Bosch é uma marca reconhecida internacionalmente como sinónimo de qualidade, inovação e seriedade. A área da tecnologia automóvel é a que mais se destaca dentro do Grupo, correspondendo a 62 por cento do volume de vendas. Neste setor, a Bosch atua em duas frentes. Por um lado, no desenvolvimento de tecnologia A Bosch é uma marca provida de níveis de notoriedade reconhecida por todos, sendo associada de imediato à qualidade e inovação, não só no nosso país, mas em todos os países que está presente. E em que áreas? A Bosch é líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços. Em 2014, tínhamos mais de 290 mil colaboradores, o que permitiu gerar uma faturação próxima dos 50 mil milhões de euros. O Grupo é constituído pela Robert Bosch GmbH e cerca de 360 subsidiárias e empresas regionais, localizadas em 50 países. Se se alargar essa rede aos representantes de vendas e serviços, então a Bosch está presente em cerca de 150 países. A estrutura da propriedade da empresa garante a autonomia empresarial necessária para assegurar o seu futuro. Operacionalmente, o Grupo desenvolve a sua atividade em quatro áreas: Soluções de Mobilidade, Tecnologia Industrial, Bens de Consumo, e Tecnologia de Energia e de Edifícios. A permanente preocupação com a excelência e a aposta na inovação para melhorar a qualidade de vida das pessoas são a base do negócio da Bosch. O lema “Tecnologia para a Vida” é o vetor que sustenta

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAÇÃO E INTERNACIONALIZAÇÃO e no fabrico de componentes e sistemas que equipam as viaturas nas linhas de montagem dos construtores de automóveis. Por outro lado, estamos presentes no aftermarket. Neste contexto, a colaboração da Bosch estende-se a todo o mercado de reparação e manutenção automóvel multimarca. Para além de uma vasta gama de peças de substituição, comercializamos equipamentos de diagnóstico e comprovação para oficinas auto, às quais também proporcionamos formação técnica e um abrangente leque de serviços. Esta abrangência singular permite à Bosch manter a maior rede de oficinas do mundo, a rede de oficinas Bosch Car Service. Uma marca internacional que há mais de 90 anos, lidera o mercado da reparação e manutenção automóvel, também, em Portugal. Atualmente, a marca Bosch Car Service está presente em 150 países com mais de 16.500 oficinas associadas. Todos os anos, 50 milhões de carros são assistidos na rede Bosch Car Service, o que equivale a três veículos a cada dois segundos. No nosso país, para além de uma forte presença no aftermarket, a Bosch tem projetos ligados ao ramo automóvel na unidade em Braga, em particular os projetos de multimédia como sistemas de instrumentação e infotainment livremente programáveis, os sistemas com tecnologia dual view e os Head-Up-Displays, com foco na segurança e no conforto do condutor e nas necessidades de conectividade do mercado tecnológico.

Em Portugal, as oficinas Bosch Car Service prestam serviços de assistência automóvel para todas as marcas? Existem mais de 140 oficinas Bosch Car Service distribuídas por todo o país. Dada a cobertura ímpar por todo o território nacional é fácil encontrar uma oficina Bosch Car Service por perto. Estas oficinas prestam serviços de manutenção e reparação, dos mais simples aos mais complexos, em automóveis de todas as marcas, modelos e idades, sempre com garantia. A Bosch Car Service conta com uma carteira de clientes vasta e diversificada, constituída tanto por clientes particulares como por empresas com frotas de dimensões muito variáveis, aos quais garantem mobilidade, segurança, conforto, comodidade e, também, competitividade de preço. Que factores deverá ter o condutor em conta ao escolher uma oficina multimarca e porquê escolher a Bosch Car Service? Os automóveis querem-se nas estradas, e não nas oficinas. E o que os automobilistas querem, sobretudo, é utilizar os seus automóveis para satisfazer a sua necessidade de mobilidade sem sobressaltos, com o máximo de segurança, conforto e prazer. Para que isso aconteça, devem poder contar com uma oficina de confiança que lhes proporcione aconselhamento

profissional e um serviço de manutenção adequado para as suas viaturas. Um automóvel que se mantenha nas devidas condições de manutenção não precisa de ir muitas vezes à oficina, prevenindo-se assim o risco de avarias. As oficinas Bosch Car Service correspondem totalmente aos requisitos dos automobilistas de hoje. São oficinas de confiança, que trabalham com transparência num local, horário e preço acessível, oferecendo ao cliente garantia em todos os serviços que possam necessitar, desde a manutenção e reparação, passando pela mudança de óleo e filtro, a substituição de uma bateria, ou o diagnóstico e reparação de uma avaria eletrónica. Tudo, com um serviço após venda a nível nacional. Para além dos mais de 140 pontos de localização das oficinas Bosch Car Service, a rede dispõe de um website www.boschcarservice.pt onde, entre outras informações, é possível consultar qual a oficina mais próxima. Disponibiliza também um número de contacto grátis dedicado aos clientes da rede, que é o 800 50 40 30 e que presta todas as informações úteis tais como, localizações, serviços disponíveis, agendamento centralizado, campanhas em vigor, orçamentos prévios para uma diversidade de operações sem que o cliente tenha de deslocar-se à oficina, com total comodidade e transparência.

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a alternativa aos combustíveis fósseis appb A propósito da importância do biodiesel nos dias de hoje, pelo seu indiscutível papel no contexto das energias renováveis, conversamos com Jaime Braga, secretário-geral da Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis sobre o papel e importância da mesma na sua promoção. Paralelamente, a APPB tem como objetivo a criação de uma fileira para a produção de biocombustíveis, desde a sua produção agrícola ao consumo final. O biodiesel e as suas apetências são ainda desconhecidas do público? O biodiesel não consta do vocabulário dos consumidores portugueses, que apenas conhecem o gasóleo. Na realidade, poucos sabem que, quando utilizam o produto denominado gasóleo, estão a consumir biodiesel que foi nele incorporado por força da lei. As matérias-primas

jaime braga Secretário Geral

Para quem não conhece a Associação, como identificaria a mesma e qual a sua principal missão em Portugal? A APPB – Associação Portuguesa de Produtores de Biocombustíveis foi constituída em Abril de 2009, tendo sido fundada pelos principais produtores de biodiesel: Iberol; Fábrica Torrejana; Prio Biocombustíveis; Biovegetal e Sovena. O biodiesel tem um indiscutível papel a desempenhar no contexto das energias renováveis, especialmente no setor dos transportes rodoviários, apresentando-se como uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, vindo a assumir um papel de destaque na defesa da sustentabilidade e na redução da dependência das importações de energia na União Europeia. Nesse sentido, a União Europeia alterou a norma do Gasóleo (EN 590) de forma a permitir incorporações até 7 por cento de biodiesel no gasóleo. Porque toda a legislação do setor está em mudança e existe um total desconhecimento por parte do grande público sobre a realidade do biodiesel, foi sentida a necessidade de congregar esforços entre os interessados para que se possa fazer face aos destinos de um setor claramente indispensável. De que forma conseguem levar a cabo a mesma? A APPB, como associação empresarial reconhecida no seu papel de representante do setor, tem assento no Conselho Nacional dos Combustíveis, e tem sido o interlocutor do Governo e dos órgãos competentes da Administração Pública para a defesa da utilização de biocombustíveis nos transportes e outros fins energéticos.

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que estão na base da produção de biodiesel são de origem agrícola e o seu cultivo, em Portugal poderia gerar um número considerável de empregos, reduzindo a fatura energética nacional. Estamos convencidos de que tal desinteresse desapareceria se parte dessas matérias-primas fossem de produção nacional. Qual o seu papel nas energias renováveis e qual a sua aplicabilidade no dia a dia dos portugueses? Como foi mencionado, o biodiesel é fabricado a partir de óleos e gorduras que são, sobretudo, de origem agrícola. O biodiesel é, também, um destinatário privilegiado para o escoamento de subprodutos e de resíduos, dos quais se destacam as gorduras de origem animal impróprias para a alimentação, os óleos alimentares usados ou fora da especificação e, até, óleos e gorduras recuperados de águas residuais. O biodiesel, pela sua escala de consumo, e uma vez que é, de longe, o principal biocombustível, tem um papel incontornável no grupo

consumido. Por outro lado, talvez porque a produção de biodiesel já atingiu a maturidade e se constitui como a forma mais competitiva de redução da utilização de combustíveis fósseis, a sua promoção já não consta dos planos oficiais e o tema já não é o mais sugestivo para os meios de comunicação social que, esses sim, chegam ao público. Por outro lado, as prioridades atuais de combate às alterações climáticas, estão a provocar a promoção da mobilidade elétrica que, pese os seus méritos e potencial futuro, ainda tem que percorrer muito caminho para a sua competitividade e para de constituir como alternativa no transporte profissional ou, até, no particular. No seu entender, o que ainda é necessário alterar? A procura da sustentabilidade na produção da energia necessária à atividade humana não pode estar sujeita a modas ou preconceitos. O mundo necessita de energia em quantidades crescentes e todas as possibilidades para a sua obtenção sem esgotar as reservas de origem fóssil são necessárias e devem ser consideradas na exata medida da sua disponibilidade e do impacto ambiental e económico que delas resultem. Os biocombustíveis e, sobretudo, o biodiesel, têm um papel indispensável no cabaz energético, porque são uma das principais fontes renováveis de energia e numa quantidade para a qual não se vislumbra substituto a médio prazo. Neste sentido, é necessário que o enquadramento dos biocombustíveis, aos níveis europeu e nacional, reconheça o seu papel, clarificando o seu estatuto de

das energias renováveis em Portugal. Portugal tem metas muito ambiciosas para as energias renováveis, 3 1por cento em 2020 e 40 por cento em 2030, e os biocombustíveis poderão significar um décimo desses valores. Concretamente, já hoje Portugal apresenta uma quota de renováveis no total da energia consumida de cerca de 28,5 por cento, sendo que sem os biocombustíveis, essa quota não excederia os 26 por cento.

energia renovável e sustentável.

Na sua opinião, porque é que o biodiesel é ainda subvalorizado ? O biodiesel é hoje subvalorizado pelo público e, até, por muitos decisores públicos e do setor económico, porque vive “à sombra” do gasóleo, uma vez que é esta, e apenas esta, a denominação do produto que é

Por onde passa o futuro da APPB? O sucesso da concretização dos projetos e o bom senso que se espera por parte das instâncias europeias e da legislação nacional no enquadramento do setor dos biocombustíveis serão as chaves do futuro desta Associação.

E projectos futuros, o que nos pode revelar? A APPB está neste momento a trabalhar em dois projetos: • a promoção da imagem do setor • o estímulo da produção agrícola nacional sustentável das matérias-primas de que necessita para o fabrico do biodiesel.


Revista Business Portugal | Dezembro '15