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REVISTA BUSINESS PORTUGAL TEMA

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REVISTA BUSINESS PORTUGAL EDITORIAL

Editorial

FICHA TÉCNICA Diretor

Excelência Nacional

Fernando Silva

EDITORA

Por Diana Ferreira

Diana Ferreira (diana.ferreira@revistabusinessportugal.pt)

REDAÇÃO Diana Sanches Márcia Cardoso Kathleen Araújo Sara Gomes Rita Burmester Sílvia Martins (redacao@revistabusinessportugal.pt)

PROJETO GRÁFICO, PAGINAÇÃO E DESIGN Tiago Rodrigues

SECRETARIADO Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt)

GESTÃO DE COMUNICAÇÃO

Sempre que o nosso país é reconhecido, somos invadidos pela sensação de orgulho, de vaidade, de brio e honra num país que, apesar dos momentos menos bons, tem-nos dado bastantes alegrias nas mais diversas temáticas. É o exemplo das nossas empresas PME Excelência. Estas são empresas que obtiveram os melhores desempenhos económico-financeiros e de gestão e que o IAPMEI decide premiar nos vários sectores de actividade. Como já é hábito da sua revista, trazemos às nossas páginas o que de melhor o nosso país tem, pelo que nesta edição damos destaque às nossas PME Excelência de 2014. De norte a sul do país, fizemos questão de lhe dar a conhecer estes bons exemplos de gestão e crescimento económico que tanto orgulham e ajudam o país a crescer. Mas também de sabores se faz este país à beira mar plantado, sabores reconhecidos além-fronteiras. Na edição de Março da Revista Business Portugal poderá ficar a conhecer alguns dos sabores mais característicos da época e escolher o local que mais lhe apraz para uma boa garfada. Como não poderia deixar de ser, a inovação também já faz parte do nosso ADN e figura nesta edição. Estas são algumas das razões pelas quais não pode perder mais uma edição da sua Revista Business Portugal. Contamos consigo? Diana Ferreira não segue o novo acordo ortográfico

Cátia Fernandes Fernando Lopes Filipe Amorim Isabel Brandão José Machado José Alberto Luís Branco Luís Silva Manuel Fernando Paulo Padilha

alguns destaques da edição de março

EDIÇÃO, REDAÇÃO E PUBLICIDADE

06 - município de arouca

14- cadimarte

Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15 6ºandar sala 6.1/6.2 4400-134 - Mafamude (geral@revistabusinessportugal.pt)

CONTACTOS Tlf: 223 754 806 (Geral)

INOVAR PARA CRESCER

Tlf: 224 109 098 (Redação)

A REVISTA BUSINESS PORTUGAL NAS REDES SOCIAS

PME EXCELÊNCIA

DISTRIBUIÇÃO Gratuita no Jornal i - Dec. Regulamentar 8/99-9/6 Artº 12º nº. ID

18 - Sivac 22 - AC Toldes 24 - ADS 28 - TopCer 32 - Grutas de Mira de Aire 36 - Grau Invisível

42 - Carmim 46 - Sapec Agro Business 48 - Município de Figueira de Castelo Rodrigo 44 - Município de Sever do Vouga 52 - Município de Vila Nova de Cerveira

REGIÃO DO OESTE

54 - Transwhite 56 - Vejoeste 60 - Colchões Bom Repouso

Depósito Legal: 374969/14 Edição de março

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arouca está na moda

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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rouca é um dos 19 concelhos do distrito de Aveiro e assume-se como uma terra de história e tradições. O atual concelho é composto por 16 freguesias e resultou de uma evolução que se processou ao longo de vários séculos. Todavia, a história de Arouca só ganha destaque a partir da fundação e posterior crescimento do seu Mosteiro e, sobretudo, após o ingresso, na sua comunidade de religiosas, de D. Mafalda, filha do nosso segundo rei, D. Sancho I. A história de Arouca não pode, por isso, dissociar-se da história do seu Mosteiro. Foi à sua sombra e à sua volta que, durante muitos séculos, grande parte do povo arouquense viveu, trabalhou, rezou e gozou alguns dos seus poucos tempos livres. Para além do Mosteiro, este concelho nortenho possui um extenso património arquitetónico religioso, de que se destaca a Capela da Misericórdia, o antigo hospital e o calvário. Como grande parte da região norte de Portugal, Arouca tem apostado de forma veemente no turismo e na atração de visitantes para o concelho, que contribuem decisivamente para a alavancagem da economia local. Assim sendo, quem visita a região pode usufruir de uma paisagem de cortar a respiração, onde a serra da Freita, a Frecha de Mizarela, as Pedras Parideiras e as aldeias tradicionais são apenas algumas das atrações. Ao nível gastronómico os visitantes podem degustar a deliciosa carne da raça arouquesa caraterizada pelo sabor distintivo e terminar a refeição ao sabor da doçaria conventual. Sempre em constante crescimento, Arouca inaugurou no passado dia 18 de fevereiro o Radar Meteorológico de Arouca, num evento que contou com a presença do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva e com a Ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas. Este é um equipamento único em Portugal, que utiliza tecnologia de ponta para a previsão meteorológica. Caros leitores, é indiscutível, Arouca está na moda!.

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arouca

inauguração do radar metereológico e visita à casa das pedras parideiras na serra da freita


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“Continuar a projetar Arouca” município de arouca A propósito da recente inauguração do Radar Meteorológico de Arouca, na qual esteve presente o Presidente da República, a Revista Business Portugal esteve à conversa com José Artur Neves, presidente da Câmara Municipal, onde ficou bem claro que Arouca é muito mais do que futebol e turismo. É exemplo de um município em exponencial, com uma industrialização exemplar a muitos dos seus concelhos limítrofes. “Arouca está na moda”, refere o edil.

Aníbal cavaco silva Presidente da República

josé artur neves Presidente

O

novo equipamento do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) ergue-se no Pico da Gralheira, na Serra da Freita, a 1.100 metros de altitude, e está apetrechado com tecnologia de polarização dupla, que lhe permitirá um desempenho superior aos dos restantes radares da rede nacional, instalados em Loulé e Coruche. A exploração operacional do novo radar terá início ainda no primeiro trimestre deste ano e será controlada remotamente, a partir da sede do IPMA em Lisboa, pelo que a estrutura dispensará presença humana nessa tarefa, exceto em contexto de manutenção do sistema. Após negociações com o IPMA, a Câmara Municipal de Arouca conseguiu que o projeto integrasse um varandim panorâmico no 10º andar do edifício de 47 metros,

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inauguração do radar metereológico de arouca

piso esse onde se esperam visitas regulares de grupos turísticos e do público escolar. De acordo com José Artur Neves, “esta infraestrutura vai prestar um grande serviço à Proteção Civil mas também ao turismo de Arouca, já que, em dias de céu limpo, o seu varandim tem vista sobre este território todo e chega a verse Coimbra e a Serra da Estrela”, destacou. “Num território como o nosso, em que o turismo não é de massas e envolve, sobretudo natureza (82 por cento do território arouquense é floresta) é preciso criar recursos que ajudem a manter os visitantes por cá mais tempo”, acrescentou. Para além das pedras parideiras, das trilobites e das atividades radicais no rio Paiva, o radar traz um novo ponto de interesse à oferta turística do concelho.

Aproveitando esta sinergia, está previsto para o local um núcleo museológico alusivo à meteorologia. Sérgio Barbosa, gestor do projeto do IPMA, elucidou os presentes na inauguração que a tecnologia utilizada possibilitará um melhor serviço de ‘nowcasting’, ou seja, a emissão de diagnósticos meteorológicos mais imediatos, para uma maior qualidade e antecedência dos avisos de tempo severo e maior segurança das populações perante catástrofes naturais. O Presidente da República esteve presente na inauguração da mais moderna unidade da rede do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Durante a sua visita à torre, o Presidente da República observou a unidade técnica do novo equipamento, cujo funcionamento lhe foi explicado, e teve ainda a


REVISTA BUSINESS PORTUGAL AROUCA ESTÁ NA MODA oportunidade de observar a vista proporcionado pelo varandim envidraçado para a observação de 360 graus e a uma distância de muitas dezenas de quilómetros. “A partir de hoje, ao lado do seu património geológico único, Arouca passa a ter também um lugar no panorama da tecnologia deste país”, afirmou Aníbal Cavaco Silva na sua intervenção. O Presidente da República enalteceu aquele que é “o maior e mais importante investimento feito na área da observação atmosférica pelo IPMA, que tem tecnologia de ponta, na medida em que permite produzir previsões na vertical e também na horizontal e, dessa forma, produzir previsões mais rápidas e com maior rigor, ficando assim o IPMA em condições de prestar melhores serviços em domínios da maior importância para os cidadãos, como seja a Proteção Civil, o apoio ao tráfego aéreo ou mesmo à proteção ambiental”. A visita de Aníbal Cavaco Silva a Arouca começou com uma passagem pela Casa das Pedras Parideiras, “sob um exemplo de gestão sustentável, que é um contributo importante para preservar e projetar, dar a conhecer melhor com o centro de interpretação este tesouro geológico de Arouca e do país”. O Presidente da República afirmou ainda na sua intervenção que “este é um passo importante na combinação de um património geológico com o avanço tecnológico da observação da atmosfera”. Durante a cerimónia foi oficializado o protocolo que permite que o radar meteorológico possa também servir de pólo de atração turístico, na medida em que permite visitas ao décimo andar para uma observação de uma amplitude rara no nosso país.

Industrialização do concelho Arouca conta atualmente com seis parques empresariais, sendo que dois deles estão localizados no centro de Arouca, e os restantes estrategicamente situados junto às áreas limítrofes dos concelhos vizinhos, nomeadamente Oliveira de Azeméis, S. João da Madeira, Santa Maria da Feira e Vale de Cambra. “Estes municípios são historicamente industriais e nós estávamos aqui um pouco esquecidos, pois não tínhamos tradição industrial, regíamo-nos quase que exclusivamente da agricultura e serviços”. Hoje, Arouca tem empresas líderes de mercado em diversas áreas. São exemplo os componentes de plásticos para a indústria automóvel, assim como préfabricados de betão, “chegando a serem competitivas com indústrias semelhantes em outros mercados”. O presidente da Câmara Municipal de Arouca diz ser visível a evolução das indústrias e dos empresários no concelho. “Há um dinamismo industrial muito grande, que tem vindo a ser consolidado há uns anos a esta parte. Felizmente temos tido empresários a investir no território”, refere o edil de Arouca. Estes seis parques industriais albergam cerca duas mil empresas, sendo que 149 se dedicam à fileira da madeira, algo que é facilmente justificado pelo território arouquense: 82 por cento deste é floresta. “Aqui produzem-se, se não todas, quase todas as paletes de madeira usadas no país e também no estrangeiro. São também exemplo as caixas de madeira utilizadas nos vinhos e também as típicas caixas de madeira para

radar metereológico de arouca com varanda panorâmica para a serra da freita

a fruta. Já só uma ínfima parte é fruto da celulose, o que não acontecia há uns anos atrás, estas empresas não traziam nenhum valor acrescentado à indústria da madeira”. José Artur Neves frisa que as empresas arouquenses faturaram mais de 350 milhões de euros no passado ano de 2014, “um número bastante substancial para um concelho como o nosso”. Questionado sobre o futuro do concelho, José Artur Neves não hesita que o mesmo passa por “continuar a projetar Arouca. Já conseguimos colocar o concelho no mapa, já conseguimos que os portugueses, em geral, conheçam Arouca e venham até cá para comprovarem aquilo que de melhor temos para lhes oferecer”. A par 14 caminhos pedestres da Serra da Freita, todos eles homologados pela federação de Montanhismo, vai ser inaugurado ainda este ano os passadiços do rio Paiva, numa extensão de oito quilómetros ao longo das escarpas do rio, “que é simplesmente o rio com as melhores águas bravas em Portugal e na Europa, pelo que é também o mais procurado para as atividades

radicais de desporto aventura, associado aos barcos de borracha e aos caiaques”. Vai ser possível percorrer o rio a pé, acompanhando quem desce o rio de barco e podendo vislumbrar a paisagem que, até à data, só podia apreciar quem se dedicava a estes desportos, diznos o presidente.

A gastronomia “Quem vem a Arouca, vem para cá ficar, não somos um local de passagem”, afirma o nosso interlocutor. E são muitos os motivos que trazem tantos visitantes e viajantes. O seu património geológico é uma forte componente de um turismo em constante crescimento. Mas também o é a gastronomia. É de referir que neste tempo de crise, nenhum estabelecimento hoteleiro e de restauração em Arouca encerrou portas. “A carne arouquesa, de uma qualidade superior, traz muitos até aos nossos restaurantes. Mas os nossos doces conventuais também são do mais apetecível”, refere o edil. São exemplo as morcelas doces, o pão-de-ló de Arouca, os melindres e as cavacas, mas também as castanhas e os charutos

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doces e uma das mais recentes criações dos doceiros arouquenses, as pedras parideiras… comestíveis. As regueifas doce e de canela completam este leque de doçaria única, de comer e chorar por mais. Fica a sugestão de visitarem Arouca aquando da Recriação Histórica do Mosteiro ou do certame mais antigo do concelho, a Festa das Colheitas.

Arouca Geopark Antes de mais, é importante elucidar sobre no que consiste um geoparque. Este é um território com limites bem definidos que possui um notável património geológico aliado a toda uma estratégia de desenvolvimento sustentável sob os propósitos da geoconservação, educação para o desenvolvimento sustentável e ainda o turismo. Neste espaço limitado são fomentadas a construção de várias infraestruturas que promovam estes princípios, assim como o desenvolvimento de novos produtos locais e serviços, o encorajamento do artesanato e do crescimento económico local. O Arouca Geopark é reconhecido pelo seu excecional património geológico de relevância internacional, com destaque para as Trilobites gigantes de Canelas, para as Pedras Parideiras da Castanheira e ainda para os Icofósseis do Vale do Paiva. O singular e valioso património geológico cobrindo um total de 41 geossítios, constitui a base do projeto Geopark Arouca, aliados a uma estratégia de desenvolvimento territorial que assegura a sua proteção, dinamização e uso. Em simultâneo, associam-se outros importantes valores como os arqueológicos, ecológicos, históricos, desportivos, culturais e ainda a promoção da etnografia, artesanato e gastronomia da região, tendo em vista a atração de um turismo baseado nos valores da natureza e cultura. O Arouca Geopark é membro da Rede Europeia e Global de Geoparks, sob os auspícios da UNESCO.

frecha da mizarela Maior queda de água da Península Ibérica

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Casa das Pedras Parideiras Este é um fenómeno de granitização único no país e raríssimo em todo o mundo. Trata-se de um afloramento granítico que tem incrustados nódulos envolvidos por uma capa de biotite em forma de biconvexo os quais, por efeito da erosão, se soltam da pedra-mãe, daí a designação de parideiras. As pedras parideiras encontram-se na Serra da Freita, nas imediações do lugar da Castanheira. Por ser um fenómeno tão único, as pedras parideiras têm, desde novembro de 2012, uma casa própria, a Casa das Pedras Parideiras – Centro de Interpretação, propriedade do Arouca Geopark. Esta unidade surge da recuperação de uma casa bastante antiga, já em desuso, nas proximidades do afloramento principal destas muito afamadas pedras. Este espaço pretende contribuir para a conservação, compreensão e valorização deste património geológico único no mundo, assim como promover a visita turística e educativa deste espaço, que se integra num conjunto total de 41 geossítios classificados pelo Arouca Geopark. Nos últimos dois anos, estes ‘nascimentos’ invulgares receberam 60 mil visitantes portugueses e estrangeiros, especialmente dos distritos de Aveiro, Porto e Braga. Cerca de 10 por cento do total veio do estrangeiro, maioritariamente de França, Brasil e Espanha.

Centro de Investigação e Museu das Trilobites Gigantes O Centro de Investigação e Interpretação Geológica de Canelas é uma instituição que se tem dedicado à recolha, inventariado, preservação, valorização e divulgação das maiores trilobites do mundo. O Museu das Trilobites Gigantes foi inaugurado em 2006, mas alberga os melhores achados fósseis recolhidos desde os anos 90 nas louseiras de Canelas durante o processo de extração e transformação da ardósia. Uma visita a esta ‘Rota do Paleozoico’ permite-lhe percorrer 300 milhões de história do nosso planeta.


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Museu de Arte Sacra O Mosteiro de Santa Maria, mais conhecido como mosteiro de Arouca, alberga o Museu de Arte Sacra do concelho, um espaço considerado monumento nacional, e está sob a responsabilidade do Ministério da Cultura. Com a morte da última freira aqui enclausurada em 1886, institui-se neste espaço a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda para preservar o culto e evitar maiores delapidações do que restava das riquezas do convento, tendo fundado em 1933 o Museu de Arte Sacra. Este ocupa grande parte do edifício do Mosteiro de Arouca e é considerado um dos melhores museus particulares do seu género, em toda a Península Ibérica, no qual, para além dos múltiplos objetos de culto, paramentos, peças de imobiliário e manuscritos litúrgicos, se podem encontrar peças raríssimas de escultura, pintura, tapeçarias e ourivesaria.

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UNIÃO, RESPEITO E AMBIÇÃO CFM construções A CFM – Carlos Fernandes Mendes e Filhos, Lda, é uma empresa que reúne dentro de portas uma sociedade invulgar, uma vez que é constituída por 16 elementos da mesma família – 15 irmãos e a mãe.

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982 foi o ano em que a CFM – Construções formalizou sociedade, estando sempre ligada ao setor da construção e obras públicas. Com a evolução dos tempos e das constantes exigências do mercado, a empresa foi-se modernizando e deu fruto a um conjunto de empresas que operam em todos os setores da construção. “Temos um gabinete de projeto onde trabalha um arquiteto e três engenheiros que se responsabilizam por todo o tipo de obras” salienta o empresário. Nos últimos anos, uma vez que a área imobiliária passou por algumas adversidades no panorama nacional, José Mendes diz que a solução encontrada foi virar a agulha para outro sentido, focandose essencialmente para as obras públicas, das quais se podem destacar: o lar para a AICIA (Associação para a Integração de Crianças Inadaptadas de Arouca), o lar de Alvarenga, o Polo escolar de Rossas, o edifício industrial Rua Mestre de Avis S.J. Madeira, a junta de freguesia de Arouca, entre outras. Assim, dentro da panóplia de serviços que atualmente a empresa presta podem-se enumerar: a construção de edifícios residenciais e comerciais, a conservação e recuperação de edifícios, a construção de edifícios escolares, edifícios de apoio social e cuidados de saúde, moradias/habitações unifamiliares, pavilhões industriais, remodelações/adaptações, obras de urbanização, loteamentos, terraplanagens, entre muitos outros.

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Paralelamente a estas atividades, a CFM – Construções apostou ainda na implementação de três lojas onde é feita a comercialização de todo o tipo de materiais destinados ao setor.

Abertura do 3º posto de abastecimento Em 2008, o grupo CFM enveredou pelo campo da energia, dando origem à CFM Energy. Nesse mesmo ano, abriu o primeiro posto de abastecimento de combustível em Arouca e anos mais tarde, em 2012, um segundo posto em Carregosa – Oliveira de Azeméis. Recentemente, no passado dia 4 de fevereiro, foi inaugurado um terceiro posto de abastecimento na Avenida Vasco da Gama, em Vila Nova de Gaia “sendo este o mais marcante devido ao local, uma vez que uma das vantagens é a possibilidade de tirar partido da grande movimentação de viaturas que passam por cá, que são entre 15 a 20 mil” explica José Mendes. Nas palavras de José Mendes, a mais-valia deste investimento da CFM Energy, é apresentar preços muito competitivos em relação aos restantes postos. Para além disso, o empresário realça que o local é estrategicamente propício para o alargamento das instalações e a abertura de novos serviços num futuro próximo. Questionado sobre qual o peso deste 3º posto inaugurado, José Mendes conta que “é sem dúvida um passo muito grande no desenvolvimento da empresa

e de bastante relevância para o setor da energia”, adiantando que o seu grande trunfo estará sempre na imposição da eficácia e competitividade. Quem cortou a fita de inauguração foi Idalina Brandão, uma das sócias e mãe dos restantes 15 sócios, e na sua ótica este é um evento muito importante que, de igual forma, lhe dá imenso orgulho “porque já é o 3º posto que abrimos e estou confiante que teremos muito sucesso” justifica.

Respeitar sempre compromissos Relativamente à gestão cimentada, o nosso interlocutor distingue a sua forma de atuação: “sabemos respeitar muito bem os compromissos que temos para com os nossos parceiros, e essa tem sido a nossa postura para o desenvolvimento de toda a atividade que temos levado a cabo ao longo destes anos”. Neste seguimento, a CFM – Construções trabalha sempre em sintonia com a CFM – Energy, e isso tornase crucial, uma vez que permite um crescimento com maior dinâmica e sustentabilidade. Ainda dentro da CFM - Construções, existe a Granifreita -Transformação de Granitos e Mármores Lda, uma empresa localizada em Arouca que dá apoio e complementa o setor construtivo.


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Mais uma vez assistimos a um evento que em muito nos orgulha no panorama nacional: a distinção das nossas PME’s Excelência. Foi no passado dia 26 de janeiro de 2015, no Europarque, em Santa Maria da Feira, que o IAPMEI, juntamente com o Turismo de Portugal, premiou as consagradas 1845 pequenas e médias empresas - consideradas as melhores das melhores. E desta vez conseguimos chegar ainda mais longe em relação ao ano anterior, uma vez que registamos um crescimento de mais de 67 por cento. Sobre este feito, Paulo Portas, viceprimeiro-ministro, não poupou nos elogios e afirmou que este é um sinal de confiança, reforçando a ideia de que “se o Estado aprender com as empresas o princípio muito simples de que perder tempo é perder dinheiro, contribuirá para um país economicamente mais saudável”. Na plateia, podíamos observar a presença de cerca de 2.000 representantes das empresas distinguidas, que figuravam o perfil de ‘exemplo a seguir’, não só pela exposição dos excelentes resultados obtidos, mas acima de tudo, pelo esforço de sacrifício, pela vontade de inovar, pela aposta em mercados externos e, finalmente, pela filosofia imposta de fazerem sempre mais e melhor. Desta forma a cerimónia serviu, mais uma vez, para reconhecer os cérebros que são vitais para o motor da economia nacional. Para Miguel Cruz, presidente do IAPMEI, este aumento significativo é um “sinal claro de mérito e resiliência das empresas, dado que os critérios exigentes do ano anterior foram todos eles mantidos”. O ministro da Economia, Pires de Lima, também se fez ouvir, elogiando o trabalho desenvolvido pelas PME Excelência, apontando-o como um contributo para a “verdadeira diferença”. Importante será ainda referir que as empresas premiadas exportam mais de 25 por cento do seu volume de negócios e estão distribuídas por vários distritos, com especial enfoque para Porto, Lisboa, Aveiro e Braga – distritos que concentram mais de 60 por cento das distinções.


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Uma referência na construção civil cadimarte LDA A Cadimarte é uma empresa portuguesa de raiz familiar, com sede em Cadima – Coimbra e com uma filial em Lisboa. Celebra, este ano, 25 anos de experiência na área da construção civil e conta com centenas de obras públicas e privadas no seu currículo.

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undada a 17 de janeiro de 1990 por José Alberto Pessoa a Cadimarte conta com uma equipa de excelente qualidade, preparação e conhecimento do setor. “A empresa orienta-se no sentido de constituir uma empresa de referência nacional, no seu setor de atividade”, afirma José Alberto Pessoa, administrador da Cadimarte. Competitiva e dinâmica apresenta em todo o mercado nacional, serviços com elevados níveis de qualidade, sendo por isso uma empresa certificada desde 2011, segundo o referencial NPEN ISO 9001:2008 e ainda, pela certificação NPEN ISO 9001:2014. José Alberto Pessoa iniciou a sua atividade profissional no setor em 1986 dando formação sobre construção no centro de emprego, após a formação ter terminado criou a sua empresa em 1990 – Cadimarte – Construções, Lda, especialista na área de reconstrução e restauração. Inicialmente, enquanto esperava pelo alvará de obras públicas e privadas foi realizando algumas obras para o centro de emprego: “realizava obras públicas para o centro de formação, porque até aos cinco mil contos não era necessário o alvará de obras públicas”, explica o administrador. Após ter recebido o alvará começou a conquistar novos clientes no mercado. Atualmente, no seu currículo já soma centenas de obras públicas e privadas e, preferencialmente, mantém como seus clientes o Ministério da Defesa Nacional, o Ministério da Administração Interna, o IEFP, a REFER, o IASFA, a ARSC e a Santa Casa da Misericórdia, em todos os domínios da sua atividade, para além de várias reabilitações em monumentos nacionais e de cerca de três dezenas de edifícios comerciais para o grupo ‘Os Mosqueteiros’ - Intermaché. Tem como missão a satisfação das expetativas e exigências dos seus clientes, obtendo a sua fidelização e o contentamento dos seus colaboradores, motivando-os profissional e socialmente. “A nossa maior preocupação é servir bem o cliente em termos de qualidade, porque temos a garantia de que se prestarmos um serviço competente temos um cliente para toda a vida. Para além da qualidade no trabalho,

Marize e josé pessoa Administradores

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tentamos sempre fazer parte da solução e nunca do problema. Para as obras públicas somos obrigados a apresentar dez por cento de uma garantia bancária durante cinco anos, até hoje, nenhuma garantia bancária me foi acionada para reparar alguma anomalia”, sublinha o administrador. Tendo como lema ‘fazer bem à primeira’, a Cadimarte orienta-se em três vertentes: clientes, colaboradores e melhoria contínua. É objetivo da Cadimarte realizar obras cumprindo inteiramente as Leis e Regulamentos em vigor para o setor e acima de tudo, garantir um serviço de excelência cumprindo prazos e assegurar a qualidade dos materiais para com os clientes. Distinguida como sinónimo de qualidade, a Cadimarte orgulha-se da excelente relação com os seus clientes e fornecedores e privilegia os seus contactos de proximidade com “humildade, cordialidade e seriedade, quer no decorrer da obra, quer nos prazos que decorrem até à receção definitiva”. Como forma de garantir solidez e a saúde financeira da empresa apostam na sustentabilidade no mercado, transmitindo confiança aos seus clientes, fornecedores e colaboradores. “A Cadimarte privilegia uma relação duradoura com fornecedores e subempreiteiros, como garantia de integração, partilha e empenho de todos os intervenientes, com salvaguarda da lealdade, transparência, profissionalismo, inovação e satisfação no serviço prestado ao cliente”, garante o administrador. Uma empresa, essencialmente, vocacionada para o mercado nacional a Cadimarte está presente em vários pontos do país. “Temos uma equipa competente e especializada nas várias áreas de atividade. Todos os meus encarregados têm formação e a maior parte deles tem CAP três, de maneira a conseguirem ler um projeto e verem as suas possíveis falhas para podermos informar, atempadamente, o cliente no caso de existir alguma anomalia. Porque temos como máxima lidar em todos os nossos projetos de uma forma frontal, leal e sincera para conquistarmos e mantermos a confiança do cliente”, esclarece José Alberto Pessoa. Apesar de ter iniciado o seu negócio com apenas cinco colaboradores, atualmente já conta com 83

futura sede da empresa

uma das obras da cadimarte

colaboradores. A responsabilidade partilhada é desenvolvida como forma de aumentar, permanentemente, a sua credibilidade, visibilidade e imagem perante o mercado e a concorrência. Apesar de estarem inseridos num mercado competitivo, José Alberto Pessoa, afirma que “é difícil competirem comigo no mercado, porque tenho uma equipa bem formada e especializada, trabalho com materiais de qualidade, e ainda, tenho a possibilidade de assumir preços competitivos com os nossos clientes”.

obras, sejam elas públicas ou privadas, tais como remodelações e reconstruções, o que implica mudança de telhados, remodelações interiores, fachadas exteriores e acima de tudo, adaptam as instalações às novas tendências do mercado e às novas exigências do cliente. Mas o administrador confessa que as que lhe deram ‘maior gozo’ de realizar foram, principalmente, as maiores – reconstruções em monumentos nacionais e para o exército.

Serviços que presta

“Não está fácil para as empresas de construção civil, mas quem conseguiu sobreviver no mercado, até aos

Ao longo destes 25 anos já realizaram centenas de

Visão de mercado

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Perfil de José Alberto Pessoa O nosso interlocutor iniciou a sua carreira na construção, aos 16 anos, trabalhando como Servente da Construção Civil. Entre 1980 a 1981, cumpriu o serviço Militar no Regimento de Comandos na Amadora, tendo-lhe sido atribuído um Louvor. Em paralelo, com a sua atividade profissional entre 1982- 1994 exerceu funções de Árbitro de Futebol do Distrito de Coimbra ao abrigo da Associação de Futebol de Coimbra. De 1984 a 1985 frequentou e concluiu o 2º Ano do curso complementar do Liceu. Entre 1986 a 1988 desempenhou funções de Pedreiro de Construção Civil, em França, e geriu a construção de vivendas unifamiliares. Entre 1988 a 1990 foi monitor e Formador de aulas de formação (Teóricas e Práticas) no ramo da construção civil no Instituto de Emprego e Formação Profissional (I.E.F.P.). Já em 1990, fundou a empresa Cadimarte – Construções, Lda. – Construção Civil e Obras Públicas. De 1990 a 2015 exerce funções de Gerente da empresa Cadimarte – Construções, Lda., tendo gerido a maior parte das obras. Paralelamente, entre 1995 a 2001 exerceu funções de Presidente da Direção da União Recreativa de Cadima, associação de cultura, recreio e desporto. Foi candidato eleito Presidente da Junta de Freguesia de Cadima, entre 2001 a 2013, onde exerceu plenas funções durante os respetivos mandatos. Em 2006 obteve o CAP de Técnico de Obra (Condutor de Obra) Nível III, certificado N.º COP 428436/2007 DC. Em 2007, frequentou e obteve os respetivos certificados de Frequência de Formação Profissional, nos cursos de Gestão de um Processo de Compras e de Saúde Higiene e Segurança no Trabalho. E em, 2010 concluiu o Programa Avançado de Gestão para a Construção na Faculdade de Ciências Económicas Empresariais da Universidade Católica Portuguesa de Lisboa. dias de hoje, vão conseguir singrar. O importante é ter conhecimento e experiência no mercado, para assim conseguir sobreviver neste setor. Não podemos ter só teoria, temos que ter também a parte prática e é isso que os meus colaboradores conseguem oferecer ao mercado – segurança, qualidade e respeito pelo ambiente. O meu pessoal veste a camisola, porque quanto melhor a empresa estiver, melhor estamos, e aqui, a regra é vestir a camisola, só contrato pessoas que gostam do que fazem e que apostam em melhorar continuadamente. Esta área é muito complicada, porque um pequeno descuido pode ser a morte do artista e por isso, temos que servir o nosso cliente da melhor forma. E com todo o nosso profissionalismo temos tido a felicidade de gostarem do nosso trabalho e de passarem a palavra, que a meu ver é a melhor publicidade”, comenta o administrador.

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Distinção PME Excelência 2014 “Este prémio tem bastante significado no panorama económico nacional e principalmente no setor da construção civil, tendo em conta a recente recessão económica que se tem vindo a sentir e principalmente, no nosso setor de atividade, o da construção civil. Dedicamos este prémio a todos os nossos clientes, trabalhadores, colaboradores, fornecedores e parceiros, por termos alcançado em conjunto este prestigiante estatuto que serve de estímulo para outras empresas, no sentido de perseguirem a qualidade e a excelência, fatores decisivos na disputa da competitividade”.

2015 Fiel a todas as orientações referenciadas a Cadimarte tem vivido um constante e sólido desenvolvimento, assinalável na última década, que a habilitam com uma capacidade empresarial reconhecida e certificadamente

forte e com um retorno muito gratificante enquanto pólo de formação e de realização, pessoal e coletiva. Dando expressão ao seu potencial humano e técnico para o ano 2015 ambicionam subir a faturação, obter um crescimento sustentado e apostar no futuro com a concretização das novas instalações da sede e ainda, implementar novas tecnologias de informação. Tencionam também, ser novamente PME Excelência, pois representa para a empresa o afinco de todo o trabalho que o administrador, família e os restantes colaboradores realizaram durante o ano. “Continuaremos a consolidar as raízes do futuro reforçando a postura de modernidade, inovação e de ambição responsável, orgulhosos de um passado que nos fortalece a determinação e certeza na superação das exigências e desafios que nos esperam”, conclui.


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pme excelência

PME EXCELÊNCIA INOVAÇÃO EM PORTUGAL 2014

cerimónia de entrega dos prémios de mérito

cordeiro campos

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topcer

sivac

Alísios II


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As melhores PME nacionais Um novo futuro competitivo para Portugal

grutas mira de aire

Abraão silvério e rego

cadimarte

a.s.d.

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Vinho nacional com tecnologia de vanguarda sivac Ao longo da história, a atividade vinícola em Portugal tem tido um papel relevante tanto para o desenvolvimento regional, como para a transmissão de cultura entre gerações. E dado o crescente reconhecimento da sua qualidade a Revista Business Portugal foi conhecer a SIVAC, uma empresa de vinhos PME Excelência sediada em Aveiras de Cima - Azambuja.

luís caetano Presidente do Conselho de Administração

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uma entrevista com Luís Caetano, presidente do conselho de administração da empresa, ficamos a perceber a qualidade e a tradição do vinho ali produzido. Desde a sua fundação, em 1973, a empresa tem

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espelhado um crescimento contínuo, tendo chegado a um momento em que se tornou vital a mudança de instalações, fruto não só do aumento das vendas, mas também da abertura de portas ao mercado externo. Hoje em dia, o sucesso deve-se em muito aos investimentos feitos nas mais modernas tecnologias produtivas que elevam a SIVAC a um patamar de excelência, tanto a nível nacional como a nível internacional. A par desse fator, a empresa privilegia de um relacionamento próximo com alguns países nos quais se destacam a Alemanha, França, Bélgica, Luxemburgo, Holanda, Suíça, entre outros. Relativamente ao espaço produtivo, a empresa possui uma unidade de vinificação (transformação de uva em vinho) extremamente modernizada e a adega tem atualmente a capacidade total (uva tinta e branca) de perto de 8 milhões de quilos. Deste modo, importa realçar que o foco da SIVAC é a produção dos tão conhecidos vinhos de mesa, em que o preço-qualidade é o elemento diferenciador “temos uma qualidade acima da média dentro dos vinhos de mesa e apresentamos um preço bastante acessível para os consumidores” salienta o administrador. Para além disso, Luís Caetano não deixa de referir que os mesmos vinhos produzidos na SIVAC nada têm a ver com a qualidade final de outras adegas “nós conseguimos fermentar as uvas à temperatura que queremos, temos um controlo muito eficaz e isso é outra das nossas mais-valias, conseguimos garantir que um vinho vinificado na nossa adega não saia com acidez porque temos fermentações a baixa temperatura” justifica. Neste sentido, completa realçando que aquilo que distingue a SIVAC é a capacidade de adaptação da tecnologia ao método tradicional da produção de vinho.

Posto isto, a aposta em novas técnicas e equipamentos tem sido aquilo que mantem e coloca esta empresa, mais uma vez, na excelência no seu setor de atividade. Atualmente o mercado nacional continua a ser o “predileto”, no entanto a empresa reúne uma série de parceiros nacionais que canalizam o vinho para outros países. Assim, hoje em dia, as marcas da SIVAC são exportadas para França, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Guiné, Moçambique, entre outros. No universo de marcas, há uma que lidera o mercado – o vinho “Capataz”. Questionado sobre as principais características deste vinho, o nosso entrevistado realça que é típico da região, com uma maturação de 13 graus, este é o vinho que representa toda a região de Aveiras de Cima, possuindo um aroma característico e uma qualidade por muitos apreciada. Assim, oriundo das suas melhores castas, o Capataz apresenta-se em perfeito equilíbrio de corpo e suavidade, tornando-se agradável ao paladar. Para além deste, dentro dos vinhos de mesa podem-se destacar o Curriola, o Sousete, o Brejeiro, o Entrepontes, o Dom Bago e o Regulo. Já nos regionais salienta-se o Canto da Vinha e para quem aprecia um vinho licoroso, o Condestável. Ao domínio de Luís Caetano, visionário e perfeito conhecedor da área vinícola, a SIVAC tem mais um projeto de investimento a desenvolver, que tem como objetivo modernizar e aumentar a capacidade para adaptar ao aumento da exportação. “Vamos dotar a parte do armazém com uma área confinada à área da exportação, de forma a criar melhores condições e maior organização” conclui o administrador.


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A excelência de uma PME Excelência corte recto No dia 21 de junho de 2015 assinala-se o início do verão. Para a Construções Corte Recto, Lda. empresa de construção civil do norte do país, esse dia simboliza algo maior: dez anos desde a fundação da empresa. Dez anos de crescimento, de projetos desafiantes, obstáculos superados e metas a serem cumpridas.

fernando luís gonçalves Administrador

sonhos. Constatando uma lacuna existente no mercado nacional da construção civil, o empresário resolveu apostar na técnica de tijolo face à vista, decorrente do conhecimento que adquiriu no Canadá, país de grande tradição neste tipo de trabalhos. Foi assim que em 2005, a empresa abriu as portas para a execução de subempreitadas, tendo-se conceituado, com o decorrer dos anos, como empreiteiro geral em obras públicas e privadas, que são atualmente o seu maior volume de negócios (cerca de 90 por cento). Um passo que exigiu um forte investimento através do reforço de equipamentos e do próprio corpo técnico. E é esse corpo técnico uma das maiores preocupações da Construções Corte Recto. O bem-estar e motivação dos funcionários é prioridade no seio da empresa. Uma equipa jovem, com 33 funcionários diretos, todos com experiência e formação nas respetivas áreas de atuação. A própria escolha das instalações da empresa foi uma decisão de grupo com vista ao bem-estar de cada um, dos seus convidados e dos clientes. Em vista está a construção da nova sede da empresa que aglomerará

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o início deste ano, já por si especial, a Construções Corte Recto foi distinguida com o estatuto de PME Excelência, um reconhecimento do trabalho e rigor desta empresa que teve como início da sua atividade, o assentamento de tijolo face à vista. Trata-se de uma técnica que exige uma aplicação muito cuidadosa e profissionais especializados para a executarem. Normalmente aplicado em exteriores, a sua utilização em interiores também está presente em várias obras. A cor natural e agradável dos tijolos, bastante versátil e duradoura permite criar ambientes muito diversos e aprazíveis, fatores que têm conquistado cada vez mais clientes. Reflexo desse crescente interesse por parte dos consumidores é a carteira de clientes cada vez mais vasta da Construções Corte Recto. Mas para que melhor se compreenda o galardão de PME Excelência que lhe foi atribuído é necessário remontar a 2005 quando Fernando Luís Gonçalves, sócio gerente, deu o primeiro passo rumo à concretização dos seus

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Construção de Lar de Idosos em Valbom S.Pedro

escritórios e estaleiro. Igualmente importantes são obviamente os clientes, que para a Construções Corte Recto não são apenas para uma vez, mas para tantas outras vezes e ainda funcionam como imagem do trabalho da empresa. Na Construções Corte Recto o principal objetivo é a satisfação completa do cliente e enquanto este não se sentir satisfeito o trabalho não está terminado. É portanto, uma empresa que se congratula com um sorriso final: “A chave só é entregue quando há satisfação do cliente.” Quem o garante é Fernando Luís Gonçalves. Este cuidado começa desde logo na elaboração dos orçamentos que são efetuados de uma forma muito rigorosa, evitando as disparidades que muitas vezes surgem no antes e depois da execução das obras. Segue-se um trabalho feito por uma equipa de profissionais especializados que procuram corresponder às expectativas de cada cliente. Graças a esta forma de estar, a empresa conta com um extenso e variado portfólio: obras públicas e privadas, de reabilitação e remodelação, engenharia, entre outros.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA 2014 Construção do Centro Interpretativo das Misericórdias de Vila do Conde

As obras executadas pela Construções Corte Recto, na sua grande maioria, podem ser vistas no Grande Porto e Minho, mas os horizontes estão a expandir-se. Brevemente, iniciarão um projeto na capital do país e já se estuda a internacionalização da empresa, sendo o primeiro destino, o Canadá. O futuro afigura-se bastante promissor, com metas muito bem delineadas: continuação do trabalho em território nacional, a internacionalização da mesma, e uma nova sede para empresa. Mas o presente também merece ser apreciado, 2015 começou com o reconhecimento da empresa como PME Excelência, com um grande volume de negócios e assinala a primeira década de existência. A equipa reconhece que o segredo do negócio está na visão jovem que Fernando Luís Gonçalves tem sobre o mesmo. Por enquanto, reconhecida como PME Excelência mas, acreditam, com muitos outros reconhecimentos por vir e os olhos, esses, estão postos no futuro.

Principais serviços Empreiteiro geral Construção Civil Construção de Edifícios e Espaços Comerciais Construção de Pavilhões.Obras Públicas Construção de Edifícios Cnstrução de Pavilhões Reabilitação Conservação de Edifícios e Espaços Comerciais Recuperação de Edifícios e Espaços Comerciais Obras Públicas Recuperação de Edifícios Subempreitada Execução de todo o tipo de alvenaria Execução de Alvenarias de Tijolo Cerâmico/Bloco Execução de Rebocos Tradicionais Execução de Rebocos Projetados Execução de Estuques Projetados (Seral) Execução de Sistema de Isolamento Térmico Execução de Fachadas Ventiladas (Granito, cerâmicas) Aplicação de todos os tipos de Cerâmicas e Cantarias.

Construção dos Balneários do Campo de Rugby de Arcos de Valdevez (em curso)

Reabilitação da fortaleza da nossa senhora da conceição (em curso)

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Aposta centrada na inovação, qualidade e perfeição ac toldes Na Póvoa de Varzim encontramos uma das empresas PME Líder portuguesas. A AC Toldes – Indústria e Comércio de Capotas é uma empresa familiar criada por Amaro Castro, que conta com mais de 40 anos de experiência na produção de todo o tipo de toldes, tendo total conhecimento em lonas de camiões e reboques. A Revista Business Portugal conversou com Amaro Castro onde este fez um balanço dos 15 anos da sua empresa. Um marco importante ocorreu a dia 28 de fevereiro, com a inauguração das novas instalações da AC Toldes.

amaro castro e aires pereira Sócio-Gerente e Presidente do Município da Póvoa de Varzim

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sta empresa familiar com sede no Parque Industrial de Laúndos, na Póvoa de Varzim foi distinguida pelo seu desempenho, como PME Líder, no âmbito do programa ‘Fincresce’, e agora PME Excelência. Amaro Castro criou esta empresa em nome próprio depois de adquirir experiência ao longo de cerca de 40 anos em projetos da mesma área de negócio. “Sentimos que esta foi uma aposta acertada da nossa parte, não só pelo reconhecimento enquanto ‘PME Líder’, mas também pela expansão que temos alcançado”, refere o nosso interlocutor. O crescente desenvolvimento da AC Toldes nos últimos anos, assim como as suas perspetivas de estabilidade social, fizeram com que Amaro Castro e a sua equipa se tornassem especialistas no mercado internacional. Atualmente, já é possível encontrar os seus produtos em diversos continentes, nomeadamente Europa, América

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do Sul e África. “Temos clientes em França, Espanha, Itália, Suiça, Brasil, Angola, Cabo Verde e estamos agora a prepararmo-nos para entrarmos no mercado moçambicano”, diz-nos o administrador. Um marco importante ocorre a dia 28 de fevereiro, com a inauguração das novas instalações da AC Toldes.

Inovação e desenvolvimento “Na expectativa de evoluir no futuro, a nossa aposta passa sempre pela inovação, qualidade e perfeição em todos os nossos trabalhos, tendo como principal objetivo a realização de todo o tipo de toldes, de modo a podermos servir todos os nossos clientes”, refere Amaro Castro quando questionado sobre o que difere a AC Toldes das restantes empresas existentes no mercado. Além disso, quem procura a empresa pode contar com um serviço ‘chave na mão’, uma vez que o nosso interlocutor e a sua equipa são capazes de

adaptar os seus produtos às necessidades específicas de cada um. “Como sabemos que todos os projetos são diferentes, temos como política adaptar o nosso trabalho às necessidades específicas de cada cliente”, explica, acrescentando que “qualquer que seja o pedido dos nossos clientes, queremos merecer a sua preferência, pelo que trabalhamos todos os dias para satisfazer as suas necessidades”.

Os produtos e serviços As soluções disponibilizadas pela empresa da Póvoa de Varzim são bastante variadas, passando por produtos para semi-reboques, carrinhas e camiões como tetos, cortinas de esticadores, cortinas de taipais e capotas. A AC Toldes é ainda capaz de proceder à pintura de publicidade em tela nos mais diversos tipos de trabalho, nomeadamente laterais, tetos e oleados. Para as áreas de indústria e comércio, a empresa


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disponibiliza toldes para stands e estruturas metálicas, além de divisórios e portões em tela PVC . Já no que respeita à agricultura, Amaro Castro e a sua equipa executam todo o tipo de etares a um preço competitivo, com montagem de norte a sul do país e ilhas, além de cisternas, toldes para estruturas e fossas de chorume e água. Aqui, encontra ainda coberturas para piscinas. No que diz respeito aos serviços, a AC Toldes está também apta para fazer reparação, montagem dos produtos comercializados e pintura.

O futuro Questionado sobre o futuro, Amaro Castro faz questão de referir primeiramente o presente e a importância daqueles que consigo trabalham. “Penso que é importante agradecer aos meus funcionários a sua dedicação e acreditarem na empresa e no seu produto”. O futuro está intrinsecamente ligado à inauguração das novas instalações. “Temos melhores instalações para receber de melhor forma os nossos clientes e podermos evoluir e apresentar-lhes novos produtos a cada dia”, finaliza.

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Referência nacional aSD S.A. Este é o exemplo de uma empresa que acompanha as necessidades do mercado e se adapta às mesmas. A ASD surgiu há 38 anos, pelas mãos de Armando Silva Dias, pai de Carlos Dias, atual diretor geral desta empresa de Águeda. Inicialmente, a ASD dedicava-se à produção de acessórios para motorizadas e hoje em dia é das maiores fabricantes de produtos para banho em acrílico sanitário. Pelo seu empenho e dedicação, Carlos Dias e a sua equipa foram galardoados com o troféu de PME Excelência.

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oi pela proximidade geográfica com a conhecida empresa Famel que a ASD iniciou a sua atividade com a produção de artigos em poliéster reforçado destinados à indústria das duas rodas. O fabrico de artigos para a construção civil foi ganhando espaço na empresa até que, no final da década de 80, a ASD centraliza a sua atividade nos sanitários, aquando de um desafio lançado por um cliente: produzir bases de chuveiro para caravanas. É, então, nessa altura que a empresa de Águeda inicia a produção de modelos exclusivos de banheiras e bases de duche em acrílico. “Fomos desafiados por um cliente a criar algo que não fazia-mos, decidimos arriscar e desafiar-nos a nós mesmos, tentando aprofundar um pouco mais esta área e descobrimos que podíamos fazer esse género de trabalho de uma forma bastante profissional e

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recorrendo também a outras matérias-primas que não a fibra de vidro, o único material que tínhamos usado até então”, conta-nos Carlos Dias, acrescentando que “foi aí que se deu a fase de transição para esta área de negócio na qual nos inserimos atualmente”. Decidindo sempre ir mais longe e melhorar os seus produtos, em 1996 a empresa de Armando da Silva Dias celebra uma parceria com a austríaca Koller, a maior produtora e distribuidora de componentes de hidromassagem do mundo, parceria essa que dura até aos dias de hoje. “Com sede na Áustria e delegações nos EUA, Espanha, Emirados Árabes Unidos, Holanda, Malta e República Checa, esta foi uma parceria que não sabíamos, na altura, se iria vingar. Mas a verdade é que, felizmente e em boa hora, resultou e estamos muito satisfeitos por estarmos associados aquela que é

considerada a maior produtora mundial de equipamento de hidromassagem”, confessa o diretor geral à nossa revista. A ASD conta com uma empresa em Angola com capital 100 por cento nacional onde, segundo o nosso interlocutor, “os negócios estão a correr muito bem”. A empresa chegou ao mercado angolano há sete anos atrás e é já uma aposta ganha. Um outro dado importante que comprova a qualidade dos produtos da marca ASD passa pela adoção da sua designação por parte de uma empresa europeia. “Uma das empresas com quem trabalhamos optou por usar o nosso nome, comercializando exclusivamente os nossos produtos”, explica Carlos Dias. Atualmente é possível encontrar produtos ASD em Portugal, Espanha, França, Suíça, Angola e Argélia.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL PME EXCELÊNCIA 2014 O ano de 1998 é também um ano de viragem. Em resultado das mudanças nas políticas de mercado, a ASD optou por centralizar todos os esforços e knowhow adquiridos até à data na produção exclusiva de bases de duche, banheiras simples e com hidromassagem, cabines e colunas. “Desde então, temos feito consideráveis investimentos, o que nos tem permitido a constante modernização tecnológica no processo de fabrico, assim como a melhoria das condições de trabalho dos nossos colaborados e a adoção de tecnologia adequada à proteção do meio ambiente”, elucida. Em resposta às solicitações dos profissionais do sector da zona Algarvia, a ASD reforçou a sua posição no mercado nacional com a abertura de um armazém/ show room na Guia-Albufeira. “Como dispomos de uma exposição preparada para o efeito, este espaço pode ser visitado também pelo consumidor final, que poderá ver, esclarecer as suas dúvidas e pedir aconselhamento sobre os diversos produtos, apesar de não comercializarmos diretamente com estes clientes. Mas escolhido o produto, o cliente é encaminhado para uma das lojas nossas parceiras onde este poderá ser adquirido”, explica o diretor geral.

O presente e o futuro Já com uma posição de destaque no mercado de artigos sanitários, a ASD reforça o seu papel no presente, sem descurar o futuro. A otimização dos seus recursos humanos, fazendo-se acompanhar de uma excelente equipa de colaboradores que possuem os mais

aprofundados conhecimentos e práticas que permitem atuar com responsabilidade, competência e criatividade é um ponto que faz parte da agenda diária desta empresa, ponto esse reforçado e comprovado com a atribuição do prémio PME Excelência. “É quase como que o culminar de um ano de trabalho reconhecido com um prémio merecido”, confessa Carlos Dias quando questionado sobre a importância da atribuição deste

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prémio. “Sinto que este prémio, não só para nós mas para todas as empresas que com ele são distinguidas, funciona como um cartão de visita ao mercado nacional e internacional e é, além disso, o reconhecimento do esforço, qualidade e também sucesso das empresas nacionais”, finaliza.

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Na base de um crescimento sustentado Abraão silvério & rego Depois de cerca de 15 anos no mercado sob outra designação, é em 2001 que a Abraão Silvério & Rego aposta numa nova era, tendo como horizonte um crescimento sustentado. Sob a alçada de Silvério Rego, esta empresa do norte de Portugal, Barcelos, tornou a ser agraciada com o galardão de PME Excelência, uma prova deste crescimento em que têm investido.

marco e silvério rego Administradores

A

excelência do seu trabalho, fruto de mais de 30 anos de experiência, assim como o constante acompanhamento das alterações do mercado, aliados à preocupação pela sustentabilidade ambiental e social e o empenho na correspondência das expectativas a que se propõem têm tornado esta uma empresa reconhecida na sua área de atividade. Silvério Rego afirma que que “é um orgulho sentir e saber que a nossa empresa é reconhecida e já ganhou o seu espaço e território numa área tão competitiva como é a da construção civil”. Esta empresa de Barcelos labora não só em Portugal, mas também no mercado externo, possuindo mais de 100 funcionários no seu quadro de pessoal. A competência da sua equipa é um fator fulcral para o sucesso da Abraão Silvério & Rêgo, pelo que há uma aposta contínua na formação destes profissionais. O administrador revela que “a excelência do nosso trabalho, a competência dos nossos colaboradores e a qualidade da nossa execução são motivos de orgulho

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para um mercado que reconhece à nossa empresa o lugar de destaque que hoje ocupa”.

Trabalhos de precisão Questionados sobre os trabalhos para os quais estão mais vocacionados, Silvério Rêgo refere que “no nosso país, desenvolvemos atividades básicas na construção civil, desde a execução de alguns tipos de estruturas de betão armado, todo o tipo de alvenarias, revestimentos iniciais de reboco, projetado e tradicional, bem como a execução de revestimentos finais, em que possuímos especialização, como os revestimentos cerâmicos e os revestimentos pétreos (naturais/artificiais). Para além destes trabalhos, temos desenvolvido a nossa aposta na recuperação de edifícios, tendo participado na recuperação de importantes estruturas no norte do país, como hospitais, escolas e hóteis”. Já no estrangeiro, os trabalhos mais comuns passam “para além dos revestimentos, possuímos equipas para a execução de estruturas de betão armado, tanto para edifícios como estruturas especiais, obras de infraestruturas de

saneamento e arranjos exteriores”. A completar este leque há a “execução de alvenarias e praticamente todos os trabalhos de construção civil”. Uma área de trabalho que começa a ganhar espaço na Abraão Silvério & Rêgo é a reabilitação urbana. “Estamos sempre atentos às necessidades do mercado e tentamos acompanhar o mesmo. Atualmente, a reabilitação urbana é uma prática muito necessária a muitas cidades nacionais e europeias, pelo que não podemos descurar a mesma e, por isso mesmo, já integra o nosso leque de serviços e serviços”, elucidanos o administrador.

Mercados explorados Com mais de 30 anos de experiência na construção civil, a conquista de alguns mercados externos, estrategicamente selecionados, foram sempre uma das ambições de Silvério Rêgo e da sua equipa. “Desde cedo, felizmente, conseguimos singrar no mercado externo. Já executamos diversas obras em Espanha, França e Angola. Estamos a tentar conseguir


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Principais serviços

alcançar novos mercados”, refere o administrador. Obras públicas e privadas preenchem o protfólio internacional desta empresa de Barcelos. “Em Espanha destacamos a construção de várias obras de estruturas, infraestruturas, de infraestruturas de urbanização e regadio, e urbanizações, bem como trabalhos de arranjos exteriores e de edificação”, diz-nos Silvério Rêgo. Já em França, o nosso interlocutor dá maior destaque à execução de moradias e pequenos edifícios de habitação, desde as fundações aos acabamentos, e a recuperação de edifícios em zonas urbanas. Por sua vez, o mercado angolano têm realizado a construção de trabalhos específicos, e de qualidade, executando trabalhos de acabamento, em edifícios residenciais de luxo em hotéis de referência, numa das áreas mais

prestigiadas da cidade de Luanda. “Foram de uma envergadura diferente e desafiante”, refere.

Futuro promissor Sobre o futuro da empresa, numa altura em que a construção civil sofre de alguma instabilidade, Silvério Rêgo afirma, sem medo, que o futuro da sua empresa passa por dar continuidade ao seu crescimento anual, desenvolver e inovar, de modo a continuar a internacionalização da sua empresa nos mercados emergentes. “Queremos ainda perpetuar continuamente o nosso lema e filosofia, acentuando o conceito de satisfação dos nossos clientes, materializado por um serviço global de qualidade que nos permite oferecer soluções mais adequadas às necessidades dos clientes”.

* Colocação de cerâmicos em pavimentos e paredes * Colocação de pedra natural com colagem direta à superfície * Colocação de pedra natural por grampeamento * Assentamento de tijolo cerâmico, barro cozido, refratário, vidro e outros * Assentamento de bloco de betão, térmico, acústico e outros * Assentamento de tijoleira cerâmica e mosaicos hidráulicos * Assentamento de cantarias (soleiras, contra-soleiras, chapim, peitoris, ombreiras, etc) * Assentamento de degraus em pedra natural Execução de estruturas de betão armado * Execução de infraestruturas de abastecimento de água, de águas pluviais, saneamento * Execução de trabalhos de urbanização (assentamento de guias de granito e de betão pré-fabricado, assentamento de lajetas, de paralelo, cubo de granito ou pré-fabricado, execução de bases de pavimento, execução de caixas de visita e sumidouros, etc).

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CERÂMICA DE EXCELÊNCIA topcer Especializada e reconhecida internacionalmente no fabrico de pavimentos e revestimentos porcelânicos, a TOPCER estabeleceu, desde o seu surgimento, uma estratégia assente na diferenciação.

carlos miguel Administrador

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o comando do administrador Carlos Miguel a empresa, com sede em Oiã, direcionou-se para dois nichos de mercado que atualmente domina: o da área técnica - especificada via arquitetos e baseada em formatos únicos, com uma grande variedade de peças de acabamentos; e outra de composições e faixas vitorianas - trabalhada via designers e cuja gama é a mais completa no mercado mundial. Sobre as características do produto, o administrador da TOPCER esclarece que as peças são todas homogéneas, mas salienta que trabalha com uma cerâmica diferente da tradicional - um tipo de material que não é vidrado, com características técnicas próximas do granito, razão porque em alguns mercados este material é conhecido por granito porcelânico. Com uma excelente visão sobre o mercado onde atua, o administrador da TOPCER fez a sua primeira aposta na diferenciação no que toca a formatos, decidindo

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enveredar pelo estilo clássico e requintado. Assim, sem perder tempo a TOPCER especializou-se em formatos que não eram muito usuais no mercado, nomeadamente o 10x10, 7,5x15 e o 15x15, disponibilizados em 30 cores, e com uma grande variedade de superfícies antiderrapantes, completado por uma coleção de peças de acabamento de remate que hoje são a “maior coleção mundial de peças de acabamento” destaca o empresário, uma vez que para além das aplicações tradicionais a coleção possibilita todo o tipo de remates e soluções. Mais tarde, a empresa especializou-se também em tipos de superfícies diferentes e mais exigentes, destinadas a aeroportos, piscinas, balneários, cozinhas industriais, entre outros. Segundo o empresário a aposta foi “sobretudo numa gama técnica complementada por todas as peças especiais, criando um nicho de mercado específico de material mais prático”, e daí começaramse a tornar extremamente fortes principalmente no Norte

da Europa. Como já referido, para além da tecnicidade, a TOPCER investiu fortemente nos desenhos vitorianos. O processo de fabrico destes desenhos baseia-se na combinação de peças homogéneas de diferentes cores e formatos, montadas em rede em módulos que repetidos formam um design específico. Inicialmente este material foi popularizado pela Inglaterra, no tempo da rainha Vitória e era destinado a palácios, palacetes igrejas, hoje considerado uma fonte infinita de inspiração. Os desenhos eram feitos no local com aplicação peça a peça por ladrilhadores especializados, hoje em dia cada vez mais raros e com custos elevados. Com o sistema introduzido pela TOPCER em que as composições são fornecidas em módulos, passou a ser possível o assentamento por qualquer ladrilhador a preços mais acessíveis, e a sua utilização passou também a ser popular em espaços institucionais, escolas, hotéis, restaurantes e bares, e também em


áreas privadas. Neste momento a coleção de designs vitorianos e faixas da TOPCER ultrapassa as 100 decorações. Questionado sobre o tipo de material que fabrica, o empresário refere que é eterno, “não sofre estragos, é resistente e mesmo que o pavimento tivesse algum desgaste a cor e superfície manter-se-iam inalteráveis”. Neste âmbito, a mais-valia da empresa é o valor acrescentado que dá às peças “nós desenvolvemos uma gama infinita com os mesmos componentes mas com uma mistura de cores que em algumas composições dão um aspeto tridimensional ao pavimento” revela o administrador da TOPCER. Assim, como obras mais emblemáticas da cerâmica TOPCER pode destacar-se por exemplo, a pavimentação de hotéis e áreas temáticas da Disney em Paris, Hong-Kong e Xangai.

Reconhecimento Internacional Atualmente a TOPCER é reconhecida internacionalmente no seu setor como uma marca de prestigio, não só pela qualidade dos produtos únicos que fabrica, mas também pelos serviços prestados a arquitetos, designers e a clientes. A quota de exportação é de 97% para cerca de 50 países, sendo os principais mercados os de elevado poder de compra sobretudo no Norte da Europa, tais como Escandinávia (Finlândia e Suécia), Reino Unido, Irlanda, Bélgica e, nos últimos anos alguns países do Leste como Estónia, Letónia e Lituânia e em particular a Rússia, que representa 20% das vendas totais da empresa. Deste modo, em termos internacionais a TOPCER, como o próprio nome indica, é o top da cerâmica “fazemos materiais muito específicos e conseguimo-nos diferenciar no setor, não só pelos desenhos vitorianos mas também na parte técnica, exemplo disso é hoje sermos os fornecedores de materiais para navios, inclusive de cruzeiro, e para a maioria dos complexos desportivos e de lazer especialmente na Finlândia e Reino Unido, e para piscinas municipais na Alemanha, em concorrência com os fabricantes locais, tradicionalmente fornecedores das piscinas olímpicas, o que demonstra a nossa qualidade” realça Carlos Miguel. Deste modo, e uma vez que a internacionalização continua a ser a sua grande aposta, a empresa está agora empenhada em consolidar uma relação com o mercado Russo, visto que na ótica do administrador da TOPCER é um mercado com potencial e em crescimento. Daqui em diante, o empresário conclui, afirmando que a TOPCER continuará a inovar, apresentando novos produtos nos nichos de mercado onde durante muitos anos se especializou, “de forma a manter e reforçar a nossa liderança na fabricação de produtos de elevado valor acrescentado”.


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Qualidade e empenho na confeção de malha malhas do carregal Existem 1845 empresas portuguesas que são as “melhores das melhores”, mais 67por cento das que existiam no ano passado. O IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação atribuiu o estatuto de PME Excelência a 1845 organizações e a Fábrica de Malhas do Carregal foi uma das organizações distinguidas no distrito de Braga. A empresa distingue-se pelo trabalho realizado com empenho, dedicação ao cliente e saber-fazer, que já em anos anteriores lhe valeram a distinção de PME Líder.

carlos da silva e luís silva Administradores

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undada em 1988, por Carlos Alberto Correia da Silva, com um cariz essencialmente familiar, num local que se destinava a ser uma garagem mas com o passar dos anos, a empresa foi crescendo. Passado uma década, o filho da família Silva, Luís Silva, tomou as rédeas da empresa de uma forma mais profissional mudando inclusive de instalações, para a rua Nova do Corujo, em Vila Boa, Barcelos, onde se localizam atualmente. “De 1988 a 1998 a empresa funcionou essencialmente de trabalhos subcontratados de outros malheiros, depois começou a crescer, de uma forma mais sustentada com clientes próprios e dando um passo de cada vez”, refere o atual administrador da

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empresa, Luís Silva. Relativamente à gama de produtos produzidos pela empresa, a Fábrica de Malhas do Carregal dedica-se na sua essência á produção de malha em cru, natural ou sintética, ficando a fase de acabamento essencialmente a cargo dos seus clientes. Quando é solicitado também fazem todo o processo de acabamento, ficando as malhas já prontas para entrar em confeção. “Este processo tem início com a importação da matéria prima, o fio, que na sua maioria é adquirido no mercado internacional, salvo algumas exceções. Fazemos a produção das malhas conforme as solicitações dos clientes, fazendo eles próprios o acabamento

ou deixando o mesmo a nosso cargo” salienta o administrador. No que respeita aos clientes da empresa, são na sua maioria clientes nacionais, sendo a exportação ainda residual. Localizada numa região caraterizada por uma indústria têxtil forte e de renome, a Fábrica de Malhas do Carregal à semelhança da restante indústria do Minho enfrentou dias difíceis com a crise económica dos últimos anos, todavia, nos últimos meses tem-se verificado uma recuperação significativa. A comproválo está a laboração desta empresa, que funciona num regime de 24 horas por dia, dividas por três turnos para rentabilizar o trabalho e satisfazer todas as necessidades


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dos clientes. “Atualmente, a empresa conta com 18 funcionários, dado que esta é uma atividade bastante mecanizada” adianta Luís Silva.

PME Excelência 2014 Relativamente, à distinção atribuída pelo IAPMEI na cerimónia do passado dia 26 de janeiro, em que Luís Silva fez questão de marcar presença, o administrador salienta que “este prémio foi encarado com muita alegria e satisfação, dado que, é um reconhecimento pelo bom trabalho de toda a equipa”. “Reuni com todo o pessoal para partilhar este galardão com eles, para os motivar e para que percebam que o trabalho deles é meritório e reconhecido, sendo que, à sempre margem para melhorar” refere o administrador. O IAPMEI atribui o galardão de PME excelência com o objetivo de dar notoriedade e otimizar condições de financiamento e de reforço competitivo ao segmento das PME Líder, o que no caso da Fábrica de Malhas do Carregal traz para um futuro próximo não só a notoriedade como novos desafios. “O primeiro desafio passa por manter- mos esta distinção, e porque não chegarmos mais longe: tentar novos mercados, novas clientes e assim encontrar novas oportunidades de negócio nesta área, que é altamente competitiva”

adianta Luís Silva. Questionado sobre os fatores que levam a Fábrica de Malhas do Carregal a tornar-se uma referência no setor, o administrador não hesita na resposta: “a dedicação e a qualidade dos nossos produtos são os maiores trunfos da empresa, aliados naturalmente, ao cumprimento escrupuloso dos nossos compromissos e encomendas”. Há 28 anos no mercado, em que a empresa ultrapassou períodos mais conturbados, como aconteceu no ano de 2012, e outros, como atualmente, em que os ventos são favoráveis, a Fábrica de Malhas do Carregal reúnem todas as condições para crescer: localização geográfica favorável, rapidez, eficiência, satisfação do cliente e volatilidade do setor são as mais-valias desta empresa, que dispõem ainda de uma grande margem para crescer. Em jeito de mensagem final, Luís Silva refere que “a Fábrica de Malhas do Carregal procura criar soluções eficazes para os seus clientes, numa lógica de crescimento sustentado”. A seleção das PME Excelência é feita anualmente a partir do universo das PME Líder, criando um instrumento de visibilidade acrescida para o grupo de empresas que em cada ano de destacam pelos melhores resultados.

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As maiores grutas de Portugal grutas de mira de aire A apenas 15 quilómetros de Fátima a 110 da capital do país, encontramos as Grutas de Mira de Aire, uma autêntica catedral subterrânea que permite aos seus visitantes uma fantástica e mística viagem pelas entranhas da Serra d’Aire e apreciar algumas formações únicas. A Revista Business Portugal conversou com Carlos Alberto Jorge, administrador desta beleza natural que recebeu o prémio de PME Excelência pela quinta vez consecutiva.

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Foram consideradas, em 2010, uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal e há quem as designe da ‘Capital do Mundo Subterrâneo Português’. As Grutas de Mira de Aire são as maiores grutas turísticas de Portugal. A sua extensão atinge os 11 quilómetros, mas apenas 600 metros podem ser visitados turisticamente. Inauguradas em 1974, até à data já receberam mais de seis milhões de visitantes. Carlos Alberto Jorge, administrador da empresa designada de Grutas de Mira de Aire, explica que este projeto turístico tem na sua âncora as visitas turísticas às grutas. “No entanto, houve a necessidade de aumentar a oferta, no fundo de criar um empreendimento turístico completo, com estadia, restauração e lazer”. Uma curiosidade que merece referência: é possível jantar dentro da gruta, uma vez que a mesma dispõe de uma sala capaz de albergar 150 pessoas. E porque esta é uma empresa em constante evolução, a procura de novos atrativos é contínua. Por isso mesmo, já está em fase de conclusão um espaço onde será ilustrado o ciclo do pão. “Este ciclo será um complemento a quem vem visitar as grutas, que ficará também a conhecer como era feito, antigamente, o pão aqui na região”, esclarece. Está também planeada a criação de um complemento informativo, onde constará toda a informação relativa às grutas, nomeadamente o que é uma gruta, como se forma a mesma, “uma transmissão sucinta de conhecimentos, que permitirá aos nossos visitantes usufruírem de uma vista mais pormenorizada, uma vez que já saberão o que é aquilo que estão a ver”, explica. E outros projetos continuam a ser pensados por Carlos Alberto Jorge e a sua equipa, numa tentativa contínua de fazer crescer as Grutas de Mira de Aire, atraindo cada vez mais visitantes, curiosos e estudiosos àquelas que são as maiores grutas de Portugal.

carlos alberto jorge Administrador

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As Casas da Gruta

O Parque Aquático

As Grutas de Mira de Aire contam com 11 unidades de alojamento, em formato de bungalow, denominadas de ‘Casas da Gruta’. Estes espaços turísticos e de férias estão devidamente equipados para que possa usufruir de uma estadia descansada. Este empreendimento situa-se junto à saída da gruta, num local calmo e repousante, ideal para umas férias relaxantes.

Numa vertente mais recreativa, de lazer e animação, quem vai às grutas nos meses mais quentes do ano, entre junho e setembro, pode aproveitar e refrescar-se no Parque Aquático ‘Aquagruta’, existente à saída das grutas. Este espaço conta com uma piscina, aqualândia infantil, três escorregas de água, ‘tobogans’, solário, bar, esplanada e outros espaços de lazer. Quem aqui dá um mergulho, fá-lo tendo a Serra de Aire como pano de fundo.

Sabores Únicos O Restaurante Grutas de Mira de Aire traz sabores únicos a quem por aqui passa para provar e ficar a conhecer a gastronomia regional. Qualquer apreciador da cozinha tradicional portuguesa, mas também aquele que não dispensa um bom prato mais elaborado e moderno, encontra neste espaço o ‘casamento perfeito’ que satisfaz os paladares mais exigentes. Aos sabores, aliam-se a arquitetura e a decoração, além da paisagem natural e impar, que criam no seu conjunto um ambiente tranquilo… e que abre o apetite.

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Têxtil português com qualidade de excelência cordeiro campos Desta vez damos a conhecer um exemplo que comprova que o têxtil português está de novo a singrar e a mostrar o seu valor no tecido empresarial. Apresentamos a Cordeiro Campos & Cª Lda, uma empresa Barcelense, situada em Roriz, de cariz familiar que se dedica à exportação de artigos de malha e representa marcas de renome internacional.

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osé Santos (sócio-gerente), Mário Campos (sócio-gerente) e Laurinda Campos (gestora da qualidade) foram os nossos entrevistados que explicaram a essência do seu trabalho no setor têxtil, bem como, os aspetos que os tornou numa empresa de excelência. Para além dos referidos, há mais duas sócias-gerentes da empresa: Carolina Campos e Anabela Carvalho Campos. A Cordeiro Campos & Cª Lda foi fundada em março de 1982. Começou por trabalhar a feitio e definia-se como uma pequena empresa. José Santos relembra que inicialmente foi bastante difícil recrutar pessoas para trabalhar na produção, uma vez que a maior parte não tinha experiência no ramo. Mas com esforço e persistência, os administradores deram estrutura à empresa, começando a obter um crescimento significativo. O que, por conseguinte, os levou “a trabalhar com empresas de maior dimensão com renome nacional, onde a qualidade era uma exigência” revela José Santos. Aí foi indispensável valorizar ainda mais a qualidade de serviço. Nesse período, a aposta em novas instalações foi algo determinante, assim como, a aposta num cliente estrangeiro. O arranque foi complicado, mas como diz o velho ditado ‘devagar se vai ao longe’ e foi o caso. Hoje em dia a exportação é uma constante na Cordeiro Campos & Cª Lda que já trabalha com Bélgica, Dinamarca, Finlândia, França, Holanda, China, Inglaterra, Suécia e EUA,

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josé santos, laurinda campos e mário campos Sócio-Gerente, Gestora de Qualidade e Sócio-Gerente

representando marcas de prestígio mundial. Sobre este facto, Mário Campos realça: “O nosso melhor cartãode-visita é a satisfação do nosso cliente e é assim que temos conseguido entrar em novos mercados, tendo em conta o cumprimento de prazos e a qualidade dos artigos”.

Espírito de União Uma empresa de cariz familiar, onde os próprios administradores servem de exemplo à restante equipa – é esta filosofia que os responsáveis seguem à risca. Assim, com uma equipa de 130 colaboradores, José Santos não consegue deixar de lado o orgulho que sente “temos muita sorte com os colaboradores que reunimos e só através do empenho e dedicação deles é que conseguimos ter o sucesso que se tem vindo a refletir” afirmando que a excelência da empresa deve-se ao trabalho de todos. No entanto, o administrador salienta que atualmente um dos grandes desafios do setor é a falta de profissionais qualificados para trabalhar no ramo têxtil, especialmente, costureiras “não há pessoas para trabalhar em costura, fala-se em formação mas nada especifico para a têxtil e nós hoje em dia precisamos de recursos” destaca.

Estratégias de atuação Uma das estratégias para obter êxito passa por criar boas condições de trabalho. Nesse sentido, José

Santos revela que têm feito um grande investimento a nível de tecnologia e equipamentos que os ajudam a assumir qualidade. E Laurinda Campos não deixa de ressalvar que a inovação é também um elemento que a empresa preza “foi isso que nos permitiu ultrapassar as dificuldades do setor” acrescentando que “aliado a isso uma das coisas que fez com que tivéssemos sempre clientes fieis, foi dar resposta a todo o tipo de encomendas”. E os resultados estão à vista, de 2007 a 2010 a Cordeiro Campos & Cª Lda foi PME Líder e desde 2011 a 2014 que se tornou PME Excelência. Neste momento ainda numa fase de conclusão das obras de ampliação da empresa, os nossos entrevistados revelam que este é um projeto que requer um grande investimento quer em área produtiva, quer em equipamento. Posto isto, a gerência pretende consolidar o mercado já conquistado e trabalhar em prol da satisfação máxima dos seus clientes.


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Excelência na construção de barragens grau invisível A Grau Invisível foi fundada em 2009 por uma equipa de profissionais já com uma bagagem de experiência na área da construção civil e obras públicas. Ao domínio de Carlos Couto, um jovem empresário com visão de mercado e de Engenheiro Rui Filipe a empresa é hoje uma PME Excelência e tem traçado um trabalho exemplar no seu setor.

carlos couto Administrador

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pesar de ter nascido num período em que a conjuntura económica não era a mais favorável e de, inclusive, estar inserida num ramo de atividade fortemente afetado, a Grau Invisível contrariou todo o panorama que se vivia e espelhou o seu percurso de forma sempre ascendente. Carlos Couto decidiu seguir convictamente as pegadas do seu pai e tirar partido dos seus valiosos ensinamentos. No entanto, não deixa de admitir que o arranque da empresa “foi um risco, a maior parte das pessoas não acreditava que o projeto tinha pernas para andar, mas com a boa vontade de todos e com a contenção de custos que desde logo implementamos, conseguimos seguir em frente e concretizar os objetivos a que nos propusemos atingir”, explica.

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Embora preste serviços nas diversas áreas da construção civil e obras públicas, o administrador conta que a empresa se vocacionou para uma área específica: a construção de barragens. Nesse contexto, explica que o tipo de trabalho executado nesta área não é muito diferente dos outros serviços de construção mas, em contrapartida, requer uma gestão de custos muito mais controlada “porque falamos de valores muito elevados com margens muito pequenas”, esclarece o nosso interlocutor. Os principais clientes incidem ainda hoje no mercado nacional. “Inicialmente assistimos à emigração de várias empresas de construção por não terem condições para continuar cá, mas nós achamos por bem apostar no mercado nacional porque alguém tinha que cá

ficar”, revela Carlos Couto, acrescentando que dada a qualidade dos serviços e à estratégia adotada, direcionando o foco para a área das barragens, foi possível ganhar competitividade em relação às restantes empresas.

Estratégias de crescimento Questionado sobre quais os valores de uma empresa de sucesso, o administrador salienta: “Nós apostamos sobretudo numa equipa séria, sem vícios, essencialmente jovens com vontade de trabalhar”, reforçando que a experiência não é um requisito obrigatório, uma vez que a formação é dada dentro de portas. Neste momento a empresa já conta com um total de 150 colaboradores. Das várias obras realizadas pela Grau Invisível, Carlos


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Couto identificou as mais importantes. A primeira, que é sempre a mais marcante, foi a barragem de Picote - uma barragem que faz parte do aproveitamento hidroelétrico de Picote, localizado perto da povoação de Picote, concelho de Miranda do Douro e distrito de Bragança. Atualmente, a maior obra é a da barragem da Venda Nova que se situa entre o concelho de Montalegre (distrito de Vila Real) e Vieira do Minho (distrito de Braga), sendo uma barragem em arco-gravidade e com 97 metros de altura. Seguidamente a empresa executou as barragens de Salamonde, Ermida, Paradela “posso dizer que felizmente estivemos em quase todas”, destaca o empresário. A seriedade profissional é um elemento que o nosso entrevistado distingue como essencial para quem luta pelo sucesso, afirmando que ao nível de gestão não perdoam falhas éticas em obras, o que permite garantir sempre a máxima qualidade, e “para além disso somos extremamente competitivos no mercado”, reforça. O mercado externo, apesar de ter pouca expressão, não é esquecido. A Grau Invisível realiza obras de edificação em França, Alemanha, “e estamos neste momento a concorrer para obras na Bélgica”, conta o administrador. Deste modo, a empresa está a dar os primeiros passos na internacionalização e, segundo Carlos Couto, os mercados não são escolhidos ao acaso, sendo feita uma pesquisa prévia sobre cada qual, de forma a perceber as suas potencialidades.

Neste momento a empresa tem mais de 40 viaturas e está dotada de instalações modernas. Em termos futuros, o objetivo da Grau Invisível é manter o foco na construção de barragens. Sobre a internacionalização, Carlos Couto revela que é para

continuar a apostar nas obras essencialmente nas alemãs e francesas “a nível nacional acredito que conseguiremos manter o nosso patamar, mas a nível internacional vamos fazer esforços para crescer durante este ano”, frisa o administrador.

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Com os seus Clientes em qualquer lugar CBS - creative building solutions, sa Fundada em 2010, a CBS - Creative Building Solutions é uma empresa dedicada ao design, construção e montagem de stands e espaços expositivos, prestando um serviço completo em toda a fileira de valor deste setor de atividade. das quais chegam a passar mais de um mês seguido fora do país, em trabalhos em diversos parques de exposições, espalhados por esse mundo fora”, afiança Raquel Lopes.

Confiança, disponibilidade e garantia

Raquel Lopes Diretora Geral

A empresa funciona, desde novembro de 2012, num espaço de 30 mil metros quadrados, dos quais cerca de 10 mil são de área coberta, repartida pelas áreas de projeto, construção e armazenagem de stands. A CBS agrega no seu corpo acionista os proprietários da antiga Construtora da Ferraria, a que se juntaram os principais quadros daquela empresa, que liderou este sector de atividade até 2008. “De uma empresa com 12 trabalhadores e um volume de faturação de 1.3 milhões de euros em 2012, vamos terminar 2014 com uma faturação a rondar os 4.5 milhões de euros e um quadro com cerca de setenta trabalhadores permanentes”, adianta a diretora geral, Raquel Lopes. “Foram dois anos de forte crescimento da empresa, fruto da estratégia delineada pela nova administração, com elevados investimentos em recursos materiais e capacidade de gestão, suportada numa aposta clara na qualidade das pessoas que estão no projeto”, refere a diretora geral. Num setor com características muito específicas, com variados fatores que condicionam o resultado final, são fundamentais pessoas conhecedoras da atividade, como é o caso de Raquel Lopes, que conta já no currículo com mais de uma década de experiência no setor. São esses colaboradores, altamente especializados e motivados, que dão suporte à confiança dos clientes,

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que impulsionaram o espetacular crescimento da empresa, à qual regressaram muitos dos anteriores clientes da Construtora da Ferraria. “Garantir o sucesso dos nossos clientes constitui um desafio permanente para as pessoas da CBS, algumas

Baseando a sua filosofia de trabalho em três eixos bem delineados - Confiança, Disponibilidade e Garantia a CBS é já uma das empresas de referência do setor. “Contamos com o know-how e a credibilidade de uma equipa especializada em promover grandes marcas nas maiores feiras e eventos nacionais e internacionais” afirma Raquel Lopes. “Garantimos ainda a execução e implementação do projeto em qualquer parte do mundo, on-time, desenvolvendo soluções perfeitamente adaptadas às necessidades de cada cliente e com elevados padrões de qualidade” adianta a diretora geral. Para além dos típicos stands em feiras, a CBS é contratada para a realização de showrooms, museus, exposições e eventos internacionais. A intervenção na produção e instalação de diversas componentes do Museu do Futebol Clube do Porto ou instalação de áreas de patrocinadores da final da Liga dos Campeões em maio passado, no Estádio da Luz, em Lisboa, são dois exemplos recentes. Sendo uma empresa vocacionada e dimensionada para


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apoio a participações em feiras internacionais, a CBS tem uma grande tradição no setor do calçado, marcando presença em diversas feiras internacionais. O setor têxtil, a indústria farmacêutica, o setor agroalimentar e os vinhos e a indústria metalomecânica são apenas algumas áreas de atuação da CBS, amplamente instalada num mundo que se define como global. “A empresa tem uma forte presença no mercado internacional, com clientes de países como África do Sul, Moçambique, México, Colômbia, Brasil, Dubai, Itália e Alemanha, entre outros” refere Raquel Lopes. Para a diretora geral “o facto de os clientes poderem tomar contato prévio com o stand que vão ter na feira, assistindo à sua pré-montagem nas instalações da CBS, constitui uma garantia adicional de que o trabalho contratado é produzido de acordo com as especificações definidas”. O futuro da CBS, que é já uma empresa de renome tanto a nível nacional como internacional neste setor – é a única empresa portuguesa que faz parte da prestigiada Federação Internacional de Empresas de Serviços para Feiras e Exposições ( IFES ), passa por continuar a trilhar o caminho traçado, com a segurança que o conhecimento e a dimensão adequada permitem sustentar. “Vamos continuar a trabalhar e a fazer bem, como temos feito até aqui; não nos interessa exponenciar a faturação, mas sim aprimorar os nossos serviços por forma a servir cada vez melhor os nosso clientes e reforçar a relação de confiança que com eles estabelecemos” conclui.

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inovar para crescer

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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orque a inovação é cada vez mais uma arma fortíssima no panorama nacional, nesta edição expomos algumas entidades que se fizerem valer pela sua capacidade criativa e empreendedora. A forte aposta no turismo rural, na beleza dos espaços paisagísticos, na divulgação e valorização dos vinhos portugueses – dada a elevada qualidade dos mesmos - na criação de valor na área da saúde – nomeadamente no “cartão de saúde municipal” que traz vantagens financeiras, no destaque sobre pratos típicos de cada região – caso da lampreia – que atraem gentes de todo o lado e, essencialmente, na valorização dos recursos nacionais que em muito nos orgulha, são os ingredientes essenciais que levam o nosso país a estar um passo à frente. Deste modo, inovar para crescer é a filosofia daqueles que têm delineado um percurso promissor, potenciando as suas ideias e transformando-as em algo inovador, algo de concreto que possa ajudar a empresa a ir mais longe e, por conseguinte, que dignifica o nome de Portugal.

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A NOBREZA DOS VINHOS NA MAIOR ADEGA DO ALENTEJO carmim Este é um ano com um sabor especial para a região de Reguengos de Monsaraz, no Alentejo, uma vez que foi eleita a cidade Europeia do Vinho 2015 pela RECEVIN – Rede Europeia de Cidades do Vinho, que integra cidades de países como a Alemanha, Áustria, Eslovénia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália e Portugal, conhecidas pela qualidade da sua produção de vinho.

miguel feijão Presidente

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ucedendo a Jerez de La Frontera, em Espanha, Reguengos de Monsaraz brilhou no campo europeu e subiu ao pódio, sendo uma região vincada pela tradição vitivinícola que sempre pautou uma posição de extrema importância não só nos hábitos gastronómicos da população, mas também na questão económica da própria região. O que significa que o Alentejo, mais concretamente a cidade de Reguengos de Monsaraz, vai estar nas bocas do mundo durante o ano de 2015. Dado o prestígio e reconhecimento desta região portuguesa, a Revista Business Portugal não podia deixar de visitar uma das principais adegas do Alentejo, a CARMIM – Cooperativa Agrícola de Reguengos de Monsaraz.

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Para se perceber inteiramente este fenómeno, falamos com o engenheiro Miguel Feijão, presidente da CARMIM, que nos começa por explicar um pouco da sua história. A CARMIM foi criada em 1971 fruto da vontade de 60 viticultores, visto que, dada a difícil situação económica da época, os produtores sentiram necessidade de se agrupar “e daí para a frente foi sempre a crescer” salienta Miguel Feijão. Sendo esta fundação um apoio fundamental para todos os produtores associados, porque permitiu que os mesmos ganhassem escala. 44 anos depois, a qualidade dos vinhos CARMIM passou a ser sinónimo de excelência. Os vinhos da CARMIM já foram distinguidos com mais de 300 prémios em vários concursos nacionais e internacionais. A qualidade da matéria-prima, oriunda

de uma região de denominação de origem, é uma das mais-valias desta Cooperativa. A par do capital humano e de um complexo agroindustrial de 80.000m2 dotado da mais alta tecnologia. Existe uma capacidade de recepção de um milhão e 500 mil quilos de uva por dia, engarrafamento de 24 mil garrafas por hora e armazenamento até 32 milhões de litros, o que transforma a CARMIM na maior adega do Alentejo e numa das maiores do país. Hoje em dia, a Carmim possui uma das tecnologias mais avançadas da Península Ibérica, ao nível da produção e engarrafamento de vinhos, sendo uma adega de excelência em Portugal. Relativamente aos clientes, a adega direcionou-se fortemente para o mercado nacional e inicialmente


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apostou em dois países importantes: França e Suíça.

Vinhos para todos os gostos Em termos de tradição histórica, o presidente da CARMIM revela que o Alentejo sempre teve castas bem definidas “que tentamos ainda hoje preservar, no entanto, depois de algum tempo no mercado tivemos capacidade para adaptar outras tipologias que os clientes iam pedindo” explica Miguel Feijão. Deste modo, atualmente a CARMIM preocupa-se em associar às castas tradicionais outras que hoje em dia são mais recentes, como é o caso do vinho Syrah, o Alicante ou o Alvarinho, castas que não eram típicas/clássicas mas que são bastante apreciadas por parte dos clientes. Dentro da vasta oferta - que são cerca de 40 referências - a adega vai desde dos brancos aos tintos, dos jovens aos reservas, passando pelos licorosos, rosé ou espumantes. A CARMIM também produz aguardente e azeites de reconhecida qualidade. Das referências bem conhecidas do grande público podem-se destacar: Terras D’El Rei, Reguengos DOC, Monsaraz DOC, Reguengos Reserva e Garrafeira dos Sócios. O vinho Monsaraz tinto passou, aliás, a estar incluído na oferta a bordo dos aviões da TAP e nos lounges e salas VIP dos aeroportos nacionais. Para além destes, a CARMIM tem um vinho que é considerado um ícone chamado ‘Garrafeira de Sócios’, um vinho tinto produzido com as tradicionais castas do Alentejo, este vinho apresenta uma boa estrutura em boca, cor rubi, com um aroma complexo de especiarias, passas, coco torrada e baunilha, é encorpado, com taninos suaves e um final muito longo. Neste sentido, o presidente da CARMIM não deixa de realçar que “a proliferação das marcas prende-se com o tipo e perfil do mercado que têm”. Assim, no que concerne às castas brancas pode-se identificar: Gouveio, Síria, Alvarinho, Rabo de Ovelha, Diagalves, entre outros. Já nos tintos: Trincadeira, Aragonez; Castelão, Moreto, Alicante Bouschet, Syrah, Touriga Nacional, entre outros. Outra das referências da CARMIM que oferece uma relação qualidade-preço excelente é o Reguengo Reserva. Posto isto pode-se afirmar que desta terra de reis, saem todos os anos néctares dignos de imperadores e a CARMIM distingue-se não só pela alta qualidade, mas também por ter a maior capacidade de receção do país, “em que temos oito tegões de receção simultâneos ( 4 na Adega Nova (vinhos VQPRD´s) e 4 na Adega Velha (vinhos regionais)), que podem estar a descarregar simultaneamente 8 cargas que nos permite diferenciar os canais para onde as uvas irão ser alocadas, se é para reserva, regionais ou DOC”, conta Miguel Feijão, afirmando que este método permite fazer uma triagem rigorosa logo no processo de descarga.

Receita para o sucesso Com cerca de 300 prémios nacionais e internacionais que conferem o título de referência no setor vinícola, o sucesso da CARMIM deve-se ao facto de nunca ter adulterado, nem as castas nem a capacidade que os seus viticultores têm de saber produzi-las. Outro aspeto

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que Miguel Feijão ressalva é nunca ter descurado da ‘disciplina’ imposta nos associados “para que ao longo do ano estes tratem as suas vinhas de forma acautelada, aplicando os fitofármacos de uma forma sustentável e orientando-se na condução das suas podas” explica, revelando que isso tem sido a postura da direção para evitar desvios/falhas na capacidade e qualidade que a CARMIM tem conseguido obter nos últimos anos. Resultado do estrondoso e crescente êxito no mercado, deve-se ao facto da produção dos vinhos de 2013 que se vendiam ao longo do ano já está totalmente esgotada. Hoje em dia, 20 por cento da produção é absorvida pela exportação – sendo que o mercado mais forte é a Polonia, seguindo-se por E.U.A, Brasil, Angola e França. Neste sentido, os vinhos ‘Reguengos’ e ‘Monsaraz’ continuam a ser as duas referências de vinhos mais procuradas pelos clientes estrangeiros. Sobre o rótulo de ‘Capital Europeia do Vinho 2015’ Miguel Feijão revela otimismo em relação ao ano corrente “acredito que com esta classificação teremos uma intensa procura e movimentação e isso só nos ajuda a crescer e dignificar o nosso nome além-fronteiras”. Para além de dominar o universo do vinho, a CARMIM também produz azeite “desde o início da empresa que adquirimos e instalamos um lagar clássico, com um design absoluto de um lagar antigo, que com o decorrer dos anos e das novas tecnologias fomos modernizando” afirma Miguel Feijão. Atualmente, o administrador revela que ainda é necessário reestruturar o lagar, aproveitando para realizar alguns investimentos no espaço “não é que a quantidade de produção seja avultada, mas temos uma qualidade tão elevada que não podemos deixar de preserva-la“. Neste contexto evidencia-se o Monsaraz Azeite Virgem Extra, um azeite com sabor amendoado típico da azeitona galega, sendo delicado e de qualidade superior, com um aroma suave e fresco a amêndoa, característica própria da variedade ‘Galega’ em ótimo estado de maturação.

Tecnologia na área vitivinícola Além de ser a maior adega alentejana, pode-se dizer que a CARMIM é das adegas mais bem equipadas. Nas palavras do presidente Miguel Feijão, a empresa tem aproveitado ao máximo os programas de apoio do quadro comunitário a fim de realizar investimentos, nomeadamente na renovação das adegas, estando de momento ultimar mais apoios tecnológicos para as mesmas. Já no lagar, o nosso interlocutor adianta que haverá alterações ‘mais profundas’ nomeadamente na capacidade de armazenagem e na forma de armazenar. Neste momento a CARMIM tem capacidade para 24 mil garrafas/h de enchimento.

Previsões para 2015 Para os próximos tempos, Miguel Feijão fala em projetos para melhorar pormenores, no sentido de “arrumar na casa” a nível financeiro, logístico, comercial “há que ajustar estratégias e este ano será a consolidação da nossa estratégia no mercado nacional, tentando que

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já no primeiro ano do quadro comunitário façamos as nossas renovações tecnológicas e a nossa capacidade no lagar para acompanharmos as exigências do mercado” revela. A par disso, a CARMIM vai dar um passo para além das certificações que reúne, irá seguir um plano de sustentabilidade, proposto pela CVR Alentejo, que visa distinguir um desempenho a nível de produção ambiental, já exigido por muitos players internacionais como garantia de qualidade e higiene alimentar “um plano que é fundamentalmente uma defesa do ambiente” esclarece Miguel Feijão. Em forma de conclusão, o presidente da Carmim faz

questão de mencionar que a empresa está ao lado dos outros parceiros de negócios e participará em todas as ações que visem defender o ambiente, a produção e a qualidade. “Queremos e vamos estar unidos ao setor vinícola, no sentido de fazer com que os vinhos portugueses estejam cada vez mais presentes nos mercados internacionais” conclui.


REVISTA BUSINESS PORTUGAL INOVAÇÃO EM PORTUGAL

Grupo COM O PORTFOLIO MAIS DIVERSIFICADO PARA A VINHA sapec agro business Líder incontestado do mercado fitofarmacêutico nacional e terceiro no ranking ibérico, o Grupo Sapec Agro Business assume a sua vocação de charneira na proteção da vinha. Manuel Duarte, diretor técnico do Grupo, explica como se chegou a este patamar de excelência. Como se traduz essa aposta em termos concretos? Possuímos, como referi atrás, uma vasta e completa gama de produtos para proteção da cultura da vinha: fungicidas, herbicidas e inseticidas. Cada um destes segmentos tem também várias alternativas de produtos com formas diversas de atuação. Somos, de facto, uma referência ao nível das soluções para os problemas fitossanitários da vinha. O investimento nesta área é contínuo e, num futuro próximo, vamos ter mais soluções que vão complementar o portfolio atualmente existente. Que tipo de inovação está a ser realizada nesta área? A Sapec Agro Business é uma empresa de genéricos diferenciados. Nesta área, temos desenvolvido misturas inovadoras e sinérgicas que estão em fase de registo e que contamos apresentar ao mercado muito em breve, nos próximos dois anos. Trata-se, mais concretamente, de cinco fungicidas dirigidos especificamente à vinha. Estamos também a trabalhar na área dos herbicidas, mas estas inovações deverão estar no mercado um pouco mais tarde.

manuel duarte Diretor Técnico

Que significado tem o mercado da vinha para a Sapec Agro Business? Posso-lhe dizer sem margem para dúvidas somos um dos grupos europeus com o portfolio mais alargado e diferenciado para resolver os principais problemas da vinha. A proteção da vinha é – e foi sempre – uma prioridade clara do Grupo. Isto justifica-se porque estamos baseados em Portugal e os nossos mercados prioritários têm sido os do Sul da Europa, onde a vinha tem um peso muito mais preponderante do que nos países do centro e do norte da Europa. Desde quando trabalham este mercado? Trabalhamos a vinha desde sempre. Nos anos 60, quando o negócio ainda se baseava na distribuição de terceiros, a vinha já era um mercado prioritário. Nos anos 90, quando nos tornámos numa empresa de genéricos diferenciados, independente e internacional, reforçamos a aposta nesse segmento.

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Pode explicar melhor o conceito de “genéricos diferenciados”? Onde entra a inovação quando falamos de genéricos? A Sapec Agro Business inova a partir de moléculas que já caíram no domínio público, que já não têm proteção de patente. A inovação surge por duas vias: através de formulações diferentes, em que a mesma molécula é apresentada em formulações com melhores características; ou através da combinação de diferentes moléculas com características complementares num só produto. A Sapec aposta nestes dois tipos de inovação, com especial incidência no segundo caso. Quais são as vantagens da opção estratégica pelos genéricos diferenciados? Temos enormes vantagens. Nós não temos restrições na utilização de quaisquer moléculas, desde que estejam já no domínio público, o que acontece à maioria das moléculas. Podemos estudar combinações muito alargadas, procurando sinergias e melhores características. Ao contrário, as empresas com investigação de base estão, por definição, mais limitadas às moléculas que elas próprias criam. Nós não temos essa limitação. Eu diria que, em certo sentido, podemos ir mais longe do que as empresas com investigação de

base. Quais são as principais questões que se colocam em termos de segurança na utilização de fitofármacos e que resposta lhes dá o Grupo Sapec? A questão pode colocar-se em várias perspetivas, e talvez aqui interesse apenas abordar as que dizem respeito ao impacto de resíduos no vinho e nos consumidores. O que a Sapec Agro Business garante é que os seus produtos de proteção de culturas, uma vez aplicados de acordo com as recomendações, não afetam a qualidade do vinho, por um lado, nem a saúde dos consumidores, por outro. De facto, todos os dossiers que submetemos às autoridades regulamentares comprovam laboratorialmente que os produtos não têm impacto no vinho produzido, de nenhuma forma. Relativamente à saúde dos consumidores, os mesmos dossiers têm que conter a avaliação de resíduos (em que há valores legais de referência), e essa avaliação contém invariavelmente níveis de resíduos muito abaixo dos valores de referência, ou seja, níveis de segurança muito elevados. Qual é o fator diferenciador da Sapec Agro Business que faz com que os produtores prefiram os vossos produtos? A questão pode colocar-se em várias perspetivas, e talvez aqui interesse apenas abordar Por um lado, possuímos a solução para a esmagadora maioria dos problemas que a vinha pode ter; por outro lado temos de facto uma grande preocupação com a qualidade e o serviço ao cliente. Penso que é a aposta contínua da Sapec AgroBusiness em criar valor para os seus clientes e parceiros que está na origem da nossa liderança. Qual é a sua visão para o setor da vitivinicultura em Portugal? O caminho que tem vindo a ser trilhado pela vitivinicultura no nosso país tem sido o caminho certo: esforço na qualidade dos produtos e na promoção em mercados internacionais. Só isso nos fará ganhar a dimensão e a projeção que os nossos vinhos merecem. Vamos no caminho certo mas falta ainda muito caminho para percorrer, para nos batermos com os melhores. Enquanto parceiros deste negócio, é isso que desejamos para os nossos produtores.


Helena Figueiredo Chefe de Serviço

“O risco associado ao uso dos nossos produtos em matéria de resíduos é praticamente nulo” Um caso prático da segurança de fitofarmacêuticos na produção de vinhos Que tipos de ensaios realizam para comprovar a segurança dos produtos destinados à vinha? Para demonstrar o uso seguro de produtos fitofarmacêuticos são feitos ensaios de resíduos, com uma fase de campo com a aplicação destes produtos de acordo com as recomendações, e uma fase analítica com determinação do resíduo nas uvas à colheita. Dando o exemplo dos produtos à base de penconazol (um fungicida que comercializamos com dois produtos, Douro e Pencol), o Laboratório de Resíduos da Sapec investiu na otimização do método de análise para garantir limites de quantificação e de deteção muito abaixo dos legislados. As novas capacidades analíticas desenvolvidas permitiram de forma inequívoca, garantir que o uso do penconazol na vinha é seguro. Em concreto, que tipos de ensaios foram realizados? Foram efetuados oito ensaios de resíduos seguindo as boas práticas experimentais e boas práticas de laborátorio (GEP e GLP). Relativamente às análises de resíduos, foi utilizado um método de análise com um limite de quantificação particularmente baixo (0,003 mg/kg) igual ao conseguido pelo método do TTB (Tax and Trade Bureau – Organismo responsável, nos EUA, pelo controlo de importações de bebidas alcoólicas). E os resultados, quais foram, em concreto? Os resultados obtidos nos ensaios de resíduos efetuados pelo Grupo Sapec e a aplicação do Fator de Transferência (do resíduo da uva para o vinho) de 12,5% permitiram concluir que os resíduos no vinho são inferiores a 0,0008 mg/kg com um intervalo de segurança de 45 dias e inferiores a 0,0006 mg/kg com um intervalo de segurança de 60 dias. Quais são os limites de resíduos legalmente exigidos na Europa? O limite máximo de resíduo estabelecido para o penconazol em uvas na União Europeia é de 0,2 mg/kg, e o valor que estamos a falar como resultado da utilização dos produtos do Grupo Sapec é muitíssimo inferior. Ou seja, o risco associado ao uso dos nossos produtos em matéria de resíduos é praticamente nulo. Que tipo de certificações possuem os laboratórios da Sapec Agro Business? O Laboratório de Resíduos, a Unidade de Ensaios de Resíduos, o Laboratório FísicoQuímico e o Laboratóro de Microbiologia tem certificação GLP (Good laboratorial Practices). O Laboratório de Controlo da Qualidade é acreditado pela ISO 17025.

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CARTÃO DE SAÚDE MUNICIPAL, UMA INOVAÇÃO NA SAÚDE município de figueira de castelo rodrigo No passado dia 26 de fevereiro, no salão nobre da Câmara Municipal de Figueira Castelo Rodrigo foi apresentado pelo Presidente da Câmara, Paulo Langrouva, e por Feliciano Martins, Presidente da Assembleia Municipal, em conferência de imprensa, o lançamento oficial de um concurso internacional para aquisição de serviços de seguro de saúde sob a designação “Cartão de Saúde Municipal”.

paulo langrouva e feliciano martins Presidente da Câmara e Presidente da Assembleia

1.500 utentes sem médico de família No dia 10 de outubro de 2014 foi divulgada a intenção do executivo municipal lançar o seguro de saúde municipal “Figueira Saudável”, com o objetivo de vir a satisfazer as necessidades de saúde dos seus munícipes. À data existiam, no concelho, cerca de 1.500 utentes privados de assistência por médico de família, numero que tem vindo a aumentar, sendo manifestamente notória uma carência significativa no domínio da saúde, para a qual se impõe encontrar uma solução urgente. O município teve a ousadia de assumir essa responsabilidade e considerou criar um seguro de saúde municipal e pela sua via colmatar as necessidades dos munícipes garantindo-lhes acesso à saúde, almejando assim cuidar das pessoas. Este seguro de saúde municipal, ainda em fase de implantação, irá ter diversos benefícios, permitindo

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gratuitamente aos munícipes o acesso a consultas de clínica geral, a consultas de especialidade e a meios de diagnóstico complementares, sem que haja lugar a qualquer tipo de pagamento por parte dos munícipes, nomeadamente de taxas moderadoras.

Parecer de Eduardo Paz Ferreira Nos municípios do interior do país, como é o de Figueira Castelo Rodrigo, tudo se torna mais difícil de conseguir. E uma das maiores dificuldades é exatamente o acesso à saúde. A qualidade de vida das populações e o desenvolvimento do território não será possível estando a saúde inacessível aos cidadãos e este direito não se encontrava assegurado neste concelho. O SNS Serviço Nacional de Saúde, ao longo dos anos, nunca conseguiu dar-lhe uma resposta eficaz. Foi então, neste contexto, que surgiu a necessidade de se criar uma

alternativa e se idealizou o seguro municipal de saúde. À partida surgiram vários obstáculos, tratava-se de uma verdadeira inovação, nunca tal possibilidade teria sido estudada, sobretudo do ponto de vista jurídico, sendo certo que os municípios têm atribuições nesta área, tal atuação não poderia colidir ou incompatibilizar-se com o SNS, devendo-se ainda garantir a observância dos princípios constitucionalmente consagrados, como é o caso do princípio da igualdade, pelo que foi solicitado um estudo ao professor catedrático Eduardo Paz Ferreira, altamente credenciado nestas matérias, cujo parecer foi totalmente positivo, destacando o caráter inovador deste seguro de saúde municipal em contexto nacional, o seu enquadramento perfeito no conjunto amplo e diversificado das possíveis iniciativas das autarquias locais em prol da proteção da saúde das populações e o facto de, em termos de competências e atribuições do


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município, não entrar em conflito com o SNS, tratandose, pelo contrário, de uma complementaridade a este sistema. Emitido o parecer, manifestamente favorável, pelo professor Eduardo Paz Ferreira, avançou-se para a fase seguinte, a proposta do programa, elaborada com bastante minuciosidade.

Questão técnica Certos da questão jurídica que esta inovação envolvia, havia a questão técnica a ultrapassar, desde logo porque as companhias de seguros não se encontravam preparadas para um produto destes, por isso era necessário garantir que, aquando da abertura do concurso público, surgissem concorrentes. O preço base do concurso é de 300 mil euros, um valor financeiro não muito elevado, quando se trata de um produto que permitirá aos utentes todas as garantias de acesso gratuito. Realizado o estudo veio a concluir pela possibilidade da existência de concorrentes.

Critérios de adjudicação As propostas apresentadas pelos concorrentes, serão analisadas segundo os critérios de preço e qualidade, sendo o preço base de 300 mil euros. Quanto à qualidade, ela obedecerá aos seguintes parâmetros: a) localização da rede médica, com limite máximo de 160 km; b) periodicidade de transportes, com o mínimo de um transporte por semana; c) número de consultas a prestar, no mínimo de 3 mil; d) número de análises e radiologia convencional, também um mínimo de 3 mil; e) finalmente, o número de outros exames de imagiologia, com o mínimo de 300.

Este município está de parabéns Figueira de Castelo Rodrigo cumpre um dever, promovendo aos seus habitantes o direito à saúde. É, no entanto, evidente que os problemas não acabam. É evidente que a execução do contrato ainda demorará algum tempo. É o preço a pagar por se ser pioneiro e inovador, pois não há, nesta matéria, precedentes nem exemplos a seguir. Figueira de Castelo Rodrigo é o primeiro exemplo, um exemplo a seguir por outros. Se não se verificarem perturbações no percurso do procedimento, a execução deste contrato percorrerá o seu caminho e será uma referência para todo o País. O concurso decorrerá durante os 47 dias seguintes à publicação no jornal oficial das comunidades, período em que os concorrentes poderão apresentar as suas propostas. Em Maio, poder-se-á conhecer o resultado do concurso, e a partir daí iniciará a execução do contrato, possibilitando finalmente aos munícipes, o acesso efetivo à saúde através do seguro de saúde municipal. A população de Figueira de Castelo Rodrigo poderá ter a certeza, que terá, acesso à saúde, aumentando assim a sua qualidade de vida. A saúde não é só um bem básico e fundamental do cidadão, mas encerra em si, um fator de atração e fixação das populações, potenciador do desenvolvimento do concelho e um contributo determinante para inverter o ciclo de despovoamento em curso.

Devido à carência no ramo da saúde que se faz sentir no Concelho, o Município de Figueira de Castelo Rodrigo apresentou no passado mês de Outubro, o Seguro de Saúde Municipal, “Figueira Saudável”. Esta iniciativa inovadora e pioneira, que procura zelar pelos interesses e bem-estar geral dos Munícipes, não tem como objetivo substituir o Sistema Nacional de Saúde, mas sim, exercer uma função de complementaridade. Na conferência de imprensa realizada no Salão Nobre da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo em 26 de Fevereiro de 2014, o senhor Presidente Dr. Paulo Langrouva juntamente com o Dr. Feliciano Martins, Presidente da Assembleia Municipal, não só anunciaram o lançamento oficial do concurso internacional, bem como esclareceram os presentes acerca do funcionamento e áreas de atuação deste mesmo Seguro de Saúde Municipal. Em traços gerais, este seguro estará ao dispor de todos os Munícipes sem qualquer custo, sendo que as consultas agendadas serão realizadas no prazo máximo de sete dias, numa das redes clínicas que diste no máximo 160 km da sede do Concelho. Por outro lado, de referir que este Seguro de Saúde Municipal, não contempla internamentos nem cirurgias. Espera-se com esta medida, ajudar o concelho a ter acesso a mais e melhores cuidados de saúde. Assim, estamos a “cuidar das pessoas”.

Figueira de Castelo Rodrigo é uma vila portuguesa bem do interior do país, pertencente ao distrito da Guarda. É sede de um município com uns 6.200 habitantes, subdividido em dez freguesias. É limitado pelos municípios de Freixo de Espada à Cinta, Almeida, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa, e ainda por Espanha. O seu atual Presidente da Câmara é o Dr. Paulo Langrouva e o Presidente da Assembleia Municipal, o Dr. Feliciano Martins.

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UM DESTINO PARA QUEM BUSCA SENSAÇÕES ÚNICAS município de sever do vouga No distrito de Aveiro, existe um território pintado de contrastes, fruto da simbiose entre o litoral e o interior, constituído pela diversidade da natureza e da obra humana. Falamos de Sever de Vouga.

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ara darmos a conhecer os segredos e atrações da região, ninguém melhor do que António Coutinho, presidente da câmara municipal de Sever de Vouga, para contar a essência da mesma. Assim, o presidente começa por caracterizar o concelho como um território montanhoso, de muita natureza, de rios e quedas de água que convidam à aventura, aliado também a uma gastronomia de sabores inesquecíveis. Geograficamente, descreve uma posição privilegiada uma vez o que o concelho se situa a relativamente perto de Coimbra, Porto, Aveiro e Viseu. Além disso, Sever de Vouga tem cerca de 130km de mancha florestal, conferindo-lhe a particularidade de ser um concelho verde com um cenário inigualável. Desta feita, a natureza, a tranquilidade, a luminosidade, a gastronomia e a cultura são alguns dos ingredientes que fazem deste território um fruto apetecido para os mais curiosos. Aliado a essas valências, a sua história e as suas gentes contribuem, de igual forma, para um interessante cartão-de-visita. As atividades tradicionais, especialmente as ligadas ao mirtilo representam a própria génese do concelho e são um marco importante para quem está de visita. “Mas temos outros interesses que suscitam a vinda de turistas que são, por exemplo, a parte monumental e arqueológica, uma vez que somos um concelho muito marcado por vestígios de outras civilizações antigas” salienta o presidente. Para quem busca sensações únicas, António Coutinho refere que este é o destino ideal, sendo um território singular e também um espaço de desenvolvimento económico, que investe nas energias renováveis, na inovação e no conhecimento.

Atrações turísticas

antónio coutinho Presidente

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Geograficamente pelas águas e pelos rios, o concelho de Sever de Vouga é alvo de várias explorações. Uma delas incide no desporto de natureza, onde se integra atividades e desportos aquáticos como canoagem, e outras atividades radicais como rappel, slide, escalada, BTT’s, todo o terreno, entre muitos outros. Do ponto de vista histórico, António Coutinho destaca os vários monumentos e estações arqueológicas que confirmam a passagem de povos pré-

históricos, em que se pode encontrar vestígios de arte rupestre gravados em pedras ao ar livre. Relativamente ao turismo religioso, o presidente adianta que, atualmente, o executivo está concentrado num projeto que visa ultimar uma fase dos caminhos de Santiago “de forma a concebermos um percurso com condições interessantes para os romeiros” afirma. Deste modo, não só o turismo religioso mas também a arte sacra ocupam um lugar de relevo, tendo esta última a sua expressividade nas igrejas do concelho, o exemplo mais concreto é o da igreja Matriz de Talhadas com formas e estilos barrocos. A par disso, há um conjunto de 11 percursos pedonais que permitem aos visitantes observar não só os monumentos da história, mas também acederem a paisagens naturais, como atravessamento de rios e cascatas que permitem uma aventura de contacto com a natureza. Outra das grandes atrações do concelho é a Ecopista, projeto realizado pela Câmara Municipal que valorizou a linha desativada do Vale do Vouga e transformou numa ecopista com cerca de 12km. Ao nível paisagístico António Coutinho realça a Cascata da Cabreia, que tem cerca de 25 metros, e dispõe de uma envolvente “lindíssima”.

Festa da lampreia e da vitela A gastronomia é sem dúvida um dos pontos mais fortes do concelho de Sever do Vouga, que atrai todos os anos muitas pessoas provenientes de todos os lados. Nesse sentido, há dois produtos-estrela que são valorizados através de uma festa, nomeadamente a lampreia e a vitela. E se a lampreia é iguaria rara que faz com que os seus apreciadores recorram aos restaurantes da beira-rio, já a vitela assada com arroz no forno é o prato gastronómico mais procurado em toda a restauração local. Desta forma, o presidente da câmara anuncia a festa da Lampreia e da Vitela integrada na rota nacional da lampreia que se realiza todos os anos durante o mês de março, estando este ano agendado de 14 a 22 de março.


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Convocando sabores de quatro restaurantes especializados nos pratos típicos, a festa pretende divulgar os produtos e dinamizar também a própria restauração. É, assim, num ambiente de festa que Sever do Vouga o convida a saborear a sua gastronomia local nomeadamente, o “arroz de lampreia”, a “lampreia à bordalesa” e a “vitela assada com arroz do forno”, associando a estes prazeres gastronómicos outras experiências, como partir em descoberta da natureza e do património histórico do território. Esta divulgação serve também para criar impacto turístico que, por via da gastronomia, presenteia uma panóplia de atividades e espaços de alojamento local que os turistas poderão usufruir “hoje temos cerca de 30 espaços de alojamento ao dispor” sublinha o presidente.

Feira do mirtilo Considerada a maior feira nacional dedicada ao Mirtilo, a Feira do Mirtilo, que decorre na última semana de junho, pretende oferecer quatro dias de puro prazer aos amantes do fruto, sendo também uma oportunidade de experimentar a versatilidade culinária do mesmo. Sobre o sucesso desta feira, que arrasta milhares pessoas todos os anos, António Coutinho revela que se deve ao facto do mirtilo ser uma novidade de interesse “o mirtilo tem sido alvo de novos projetos para pequenos agricultores e tem tido também incentivos para jovens empreendedores” justifica. Neste evento, encontra-se de tudo. Desde a exposição do fruto, por parte de agricultores e empresas, até subprodutos do mesmo: compotas, licores, gelados, chás, biscoitos. Os visitantes podem também participar na rota do mirtilo, assistindo a palestras e workshops de culinária e pastelaria, e também a vários espetáculos.

Projetos para enaltecer o concelho Sobre os projetos que se avizinham, António Coutinho revela que o executivo da Câmara Municipal já a

trabalhar em muitos projetos, muitos deles direcionados para o quadro comunitário 2020. Um dos projetos turísticos que o presidente desvenda é o da recuperação das Minas do Braçal dimensionado para várias vertentes, desde a atividade física ao conhecimento do interior das minas, até à parte museológica “um projeto ainda por implementar mas que gostaríamos muito de ver concretizado” desabafa. Para além desse, o presidente comunica outros projetos ligados à área do mirtilo e aos pequenos frutos, que pretende promover e divulgar a cultura dos mesmos bem como, fortalecer a sua comercialização “temos um campo experimental de várias espécies e queremos associar mais alguma coisa a isso, pensamos num projeto que se traduz num parque temático que funcione como mais uma atração ao concelho”. Na divulgação dos projetos, António Coutinho destaca um dos mais importantes para a dinâmica da economia do concelho - aquilo a que chama de «vias para a competitividade» “e é por aí que nós vamos, vamos construir uma via que permita o acesso direto à A25” diz o nosso entrevistado. Esta via irá trazer vantagens principalmente para a dinâmica empresarial, melhorando os acessos para a exportação de produtos que o presidente considera vital para o desenvolvimento das empresas e para a melhoria da competitividade e da internacionalização.

Convite do Presidente Após todas as atrações turísticas que foram mencionadas, António Coutinho faz questão de convidar todas a pessoas a visitar Sever do Vouga para descobrirem a beleza da terra. “Vale a pena ser visitada durante todo o ano, mas fazia um apelo mais direto para esta época em que vamos ter de 14 a 22 de março a festa da lampreia e da vitela para quem aprecia boa comida, portanto, venham a Sever do Vouga e de preferência venham agora” conclui.

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A Harmonia com a Arte, Gastronomia e Qualidade Ambiental município de vila nova de cerveira Vila Nova de Cerveira, banhada pelo rio Minho, é conhecida pela sua beleza natural ímpar. Todos os dias esta vila é visitada por inúmeros turistas. Com o arranque da VI edição “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” a afluência turística é ainda em maior escala.

fernando nogueira Presidente

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Presidente da Câmara, Fernando Nogueira, recebeu a Revista Business Portugal no sentido de dar a conhecer o que de melhor tem esta vila para oferecer e contar o que o famoso prato de excelência, a lampreia, tem de tão particular. Cozinhada e apreciada de diversas formas, conta o nosso interlocutor, que as mais clássicas formas de servir este ciclóstomo são com arroz e à forma bordalesa. “É preciso aprender a gostar de lampreia. E as novas especialidades que escolas profissionais e os chefes de cozinha estão a lançar, são sempre bemvindos. Permite assim atrair mais gente, principalmente os jovens que têm outros gostos e outros hábitos. Depois de degustar estas iguarias tenho a certeza que

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vão atrás da lampreia logo de seguida. Juntando à lampreia o vinho da nossa região, é feita a combinação perfeita!” A iniciativa “Lampreia do Rio Minho – Um Prato de Excelência” aposta na promoção deste prato. Este ano, durante os meses de fevereiro a março todos os habitantes e visitantes estão convidados a visitar os restaurantes de Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Valença e Vila Nova de Cerveira onde a lampreia é a rainha das mesas. “A aposta da lampreia surge porque faz parte das nossas tradições ancestrais, é um prato sazonal, com ciclo anual de cerca de 3 meses. E ainda hoje é fonte de rendimento para os nossos pescadores porque complementa muito a economia destas famílias. Para além disso, fomenta a hotelaria e a restauração, dando maior visibilidade a Vila Nova de Cerveira. Pretendemos que neste evento exista uma grande hospitalidade e que os preços sejam acessíveis.” Para além da gastronomia, a aposta no turismo desta região é fundamental. Fernando Nogueira conta-nos então quais são as grandes potencialidades deste município. “Somos conhecidos como a Vila das Artes. Temos este ano a XVIII Bienal de Arte de Cerveira. Este evento propulsor de cultura e criatividade, ao longo das últimas três décadas, tem sido um ponto de encontro de artistas portugueses e estrangeiros, oferecendo espaço e condições excecionais para a disseminação das artes plásticas e não só. Além disso, temos vários complementos e ofertas para os diversos gostos do

público que nos possa visitar. Temos o nosso centro histórico e monumentos de grande interesse patrimonial. É uma grande riqueza nossa e, por isso mesmo, é a nossa aposta. Acresce, também, a diversidade que o Minho oferece. A proximidade com o país vizinho, Espanha, também abre porta aos visitantes uma vez que é uma grande mais-valia em minutos poder estar a conhecer outro território. ” Afirma Fernando Nogueira. Para o futuro, e com um balanço bastante positivo, o presidente da câmara diz que o que projeto principal é o castelo de Vila Nova de Cerveira. “Trata-se de um monumento classificado mandado construir por D. Dinis em 1317, mas que foi deixado ao abandono com o encerramento da Pousada D. Dinis em 2009! É nosso grande objetivo reabilitá-lo como símbolo do património histórico e cultural dos cerveirenses, interrompendo a sua progressiva degradação. É imperioso dar vida ao nosso castelo e ao centro da nossa vila”. Com intuito de melhorar e promover a qualidade ambiental, continuam as construções da Ecopista - Caminho do Rio que vai unir dois concelhos - Vila Nova de Cerveira a Valença. 13 km´s acompanhados pelo rio com uma paisagem única. A piscina municipal é outro investimento decidido e que para o presidente é essencial, uma vez que infraestruturas como estas são procuradas e frequentadas por bastantes públicos das mais diversas proveniências.


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região do oeste

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egião Oeste, onde a diversidade é uma marca. Com uma população de 362.523 habitantes, compreende 12 concelhos: Alcobaça, Alenquer, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Caldas da Rainha, Lourinhã, Nazaré, Óbidos, Peniche, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras. Com um potencial financeiro, comercial, histórico, gastronómico e educacional a região oeste representa uma viagem pelos caminhos da nossa identidade. Com temperaturas amenas ao longo de todo o ano, este destino oferece oportunidades fabulosas onde o prático do urbano se funde com um rural pitoresco. Com diversidade cultural e paisagística, o centro proporciona uma quantidade infinita de cenários de pura beleza. A sua extensão e configuração, proporcionam momentos de lazer onde pode encontrar paisagens e horizontes sempre diferentes. O centro de Portugal tem ainda, a capacidade de oferecer um conceito de serviço integral e personalizado, fruto do dinamismo empresarial, que se destaca pela flexibilidade e capacidade de satisfazer as necessidades de qualquer visitante.

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TRANSWHITE... a nossa frota, a sua mercadoria... “uma parceria de valor!” transwhite Fundada em 2004, a TransWhite assume-se como uma empresa jovem e irreverente tanto em termos de existência, como de mentalidade e modo de atuação no mercado dos transportes. Em entrevista à Revista Business Portugal Manuela Sábio, administradora da empresa descreveu o estado do setor e relatou alguns dos desafios para o futuro.

Como é que nasceu a TransWhite e qual foi a sua evolução ao longo destes 10 anos? Esta empresa sediada nas Caldas da Rainha nasceu da vontade do seu fundador josé mota , de fazer mais e melhor, usando o seu know-how e larga experiência nesta área. A estrutura inicial da empresa foi-se modificando ao longo destes 10 anos de atividade com o objetivo de se tornar uma empresa mais forte e consolidada, para poder ir de encontro às necessidades do mercado. Relativamente à evolução da empresa, esta foi muito rápida, dado que atualmente já chegamos às 50 viaturas. O grupo TransWhite é constituído por duas empresas, uma que atua na área dos transportes e uma outra, a LogiQueen, voltada para o mercado da logística. A LogiQueen nasceu em 2008, dado que os nossos clientes deixaram de pedir um camião completo e passaram a requisitar apenas algumas paletes. Assim sendo, sentimos a necessidade de aliar a logística e assim conseguir trazer no mesmo camião vários clientes, numa lógica de mais clientes e menos quantidade. Foi também a partir desta altura que a empresa começou a crescer mais rapidamente, sendo que, os últimos 4 anos foram os mais significativos em termos de crescimentos para a TransWhite. Quais são os serviços que a empresa oferece? Atualmente, a TransWhite dispõe de uma frota de 50 viaturas recentes e em conformidade com as normas europeias, num total de 130 trabalhadores. Desta forma oferecemos aos nossos clientes os seguintes serviços: reboques frigoríficos com 2 motoristas, com bi-temperatura e plataforma elevatória;

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reboques frigoríficos com ADR e plataforma elevatória; reboques lona com ADR; megatrailers com ADR; roadtrain com ADR; carrinha com plataforma elevatória; carrinha frigorifica com plataforma elevatória. Todos os nossos reboques lona têm capacidade elevatória até aos 3 metros de altura interior e possuem equipamento de ADR e segurança e borrachas antiderrapantes. Camiões disponíveis diariamente de maneira a satisfazer todas as necessidades dos nossos clientes. Como é que define os vossos clientes e o mercado em que atuam? Os nossos clientes são bastante diversificados, tanto temos grandes clientes a nível internacional, como temos clientes mais pequenos, nomeadamente clientes nacionais. A TransWhite concentra-se essencialmente em transportes de temperatura controlada (cargas completas e grupagem) de frutas/vegetais, flores/ plantas e bens alimentares, dispondo de transportes diários. Operamos maioritariamente na Holanda, Bélgica, fronteira holandesa da Alemanha,Inglaterra, Portugal e Espanha. Dispomos de uma frota moderna operada por motoristas altamente qualificados assistidos pelos mais modernos sistemas de Track & Tracing e GPS. Todo o planeamento é efetuado por profissionais com uma vasta experiência no ramo logístico e dos transportes, oferecendo aos nossos clientes uma garantia de que a sua mercadoria está em boas mãos. Como é que está o setor dos transportes? Penso que é um dos setores que ainda está a recuperar

desta crise económica que o país atravessa. Obviamente que fomos bastante afetados, nomeadamente, com o aumento dos combustíveis e a introdução de novas portagens, mas fomos gerindo a empresa de uma forma muito criteriosa, porque só adquiríamos as viaturas à medida que íamos tendo trabalho. No entanto, podemos dizer que nunca tivemos falta de trabalho, ou diminuição dos clientes. Quais são os aspetos que fazem da TransWhite uma referência no setor? Atualmente, dispomos de uma frota de viaturas moderna e recente, com uma imagem apelativa e alegre, o que confere uma grande homogeneidade a toda a frota. A aposta na imagem aliada a um serviço rápido, eficiente e eficaz, dado que temos sempre 2 motoristas em cada viatura são as nossas mais-valias. Para lhe dar um exemplo, a nível nacional nós temos motoristas que fazem a recolha da mercadoria em diversos pontos do país, que posteriormente é entregue a um outro motorista que realiza o transporte internacional, permitindo uma maior rapidez no serviço e entrega de mercadorias. Projetos para o futuro? O futuro da TransWhite passa por continuar a apostar na diferenciação e criar valor acrescentado. Relativamente aos projetos para o futuro, 2015 será um marco na história desta empresa, dado que, terá inicio a construção das novas instalações, maiores e com parque para o estacionamento das viaturas, que tem previsão de conclusão no início de 2016.


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Hortícolas com distinção vegoeste & vegigreen A Vegoeste & Vegigreen, empresa de hortícolas com oito hectares de estufas, comercializa especialmente tomates e courgettes, apostando sempre na qualidade dos produtos como base principal do seu trabalho. Empenhando-se essencialmente na exportação para Espanha, a empresa apresenta resultados positivos sendo PME Líder’14.A Revista Business Portugal foi conhecer a exploração agrícolade Afonso Miranda e Carla Susana Miranda proprietários da empresa há 12 anos.

carla miranda e afonso miranda Proprietários

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oi um investimento avultado mas hoje em dia os proprietários orgulham-se de ser autosuficientes com liquidez e com tudo pago. Em 2007 perceberam que era necessário dar o ‘pulo’ e apostar na exportação. “Aquilo que eu trabalho, é para os meus fornecedores receberem todos a tempo e horas. Desde o início da minha atividade, nunca atrasei um pagamento a ninguém. Trabalho para ter um nível de vida com qualidade e pagar aos meus trabalhadores acima da média, mas eles também têm que fazer por isso”,afirma Afonso Miranda. De momento,e sem querer alargar o seu leque de clientes, têm sempre o seu produto vendido e fazem comércio com clientes fixos, como são exemplo o grupo Sonae e duas empresas em Espanha, sendo estas líder de preço no país vizinho. Para Afonso Miranda,realizar um trabalho diferente é fundamental para o sucesso. Investir e centralizar não no volume de produtos mas na qualidade. “Eu podia aumentar mais, podia, mas optei por não o fazer”, esclarece. Mais de metade da percentagem de tomates produzidos é exportada para a Espanha, enquanto os courgettes são principalmente comercializadas para Portugal.

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Para os tomates existe um diferencial relativamente às courgettes que através das adequadas técnicas, inovação e conhecimento, permite apurar a qualidade do tomate. Em alguns sectores de plantação quando são colhidas as courgettes, em final de maio, são plantados os tomates que vão assegurar a produção nos meses de verão e garantir a continuidade do produto existindo assim uma rentabilidade do espaço e do terreno. Com 24 empregados fixos na época de maior trabalho, reduzindo estes para metade na altura do inverno, todos eles são efetivos e com formação. Afonso Miranda reconhece que a equipa em quem confia é fundamental para o sucesso e para trabalhar com qualidade.“Opto por funcionários fixos, pois trata-se de um trabalho muito específico com produtos frescos de qualidade. As pessoas já têm formação e são sempre as mesmas, normalmente não são contratadas novas pessoas. Há 20 anos uma pessoa que não tinha formação nem sabia ler, trabalhava na agricultura. Hoje, com as tecnologias de que dispomos é tudo controlado ao milímetro. Os próprios trabalhadores da estufa têm que ter uma formação muito própria”. Afonso Miranda conta que a sua aposta na tecnologia é

fundamental e importante para este setor. “Neste ramo de horticultura protegida estamos ao nível dos países mais avançados. Temos a tecnologia ao nível mais alto que existe na Europa e no mundo. Esta tecnologia permite controlar tanto o clima (temperatura, humidade,) como a fertilização das plantas. As pessoas que estão fora do ramo não fazem ideia de tudo o que é preciso para ter o máximo de rentabilidade. É preciso ter bastante conhecimento para trabalhar com a tecnologia de modo a conseguirmos aproveitá-la em prol de uma melhor produção quer em quantidade quer em qualidade”,afirma Afonso Miranda. Relativamente à economia do concelho, Afonso Miranda tem uma ideia bastante positiva.“É considerada uma zona rica, aqui a crise chegou mais tarde. Hoje está cá também, mas é um concelho que tem crescido muito. No nosso setor, por exemplo, grande percentagem das melhores empresas estão neste concelho (vinho, hortícolas, pomares). É um ramo que está em grande crescimento”,diz Afonso Miranda. Para o futuro, o proprietário pretende continuar o bom e eficiente trabalho que tem feito ao longo dos anos. Manter a rentabilidade e a satisfação dos clientes.


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Aprender ao ritmo das letras ritmo das letras Situado em Torres Vedras desde 2011, o centro de atividades educativas, Ritmo das Letras, mudou no passado mês de fevereiro para novas instalações onde as crianças podem encontrar mais salas e mais atividades.

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eguindo sempre o lema “queremos o melhor para o seu filho” a gerente Ana de Bastos, garante que acompanhar, reforçar o desenvolvimento pessoal e académico, ensinar e apoiar os pais na tarefa de formação complementar nos tempos livres das crianças são as principais regras. Decidiu apostar nesta vertente porque na sua opinião era uma área com algumas fraquezas “Comecei a ver a realidade torriense em que os ATL´S tinham acabado e não havia nenhum sítio onde as crianças iam depois da escola para poderem além de fazer os trabalhos de casa, serem acompanhados no estudo e poder desenvolver outro tipo de atividades como as expressões plásticas e as atividades desportivas.” O apoio deste centro abrange o primeiro, segundo e terceiro ciclo e explicações para estes níveis mais para o secundário. No Ritmo das Letras pode-se encontrar atividades sempre viradas para a temática da escola, onde se fazem jogos para trabalhar todas as unidades curriculares e também a sessão de leitura para eles não perderem o ritmo de ler. Todos os dias as crianças são acompanhadas nos trabalhos de casa e é feita uma revisão da matéria que foi lecionada nas aulas. Para Ana de Bastos este método permite uma boa preparação para os testes e assim combater a preocupação em

rever a matéria rapidamente na véspera. “Preparamos para os testes, como fazer perguntas, e tirar dúvidas. Infelizmente há muitos pais que só recorrem aos nos serviços no terceiro período para ver se realmente conseguimos fazer passar de ano as crianças. Só que aí temos que dar mil por cento nem é trezentos.” Cada jovem é único, por isso é proporcionado programas à medida das necessidades de cada aluno. “Tentamos arranjar estratégias para que eles se interessem e motivem para conseguirem resultados na escola.” Toda a equipa esta apta para o apoio e o acompanhamento escolar para todas as disciplinas, preparando fichas, resumos da matéria para completar também a escola. Neste momento o plano do centro tem sido só a partir das três vezes por semana para que seja feito um trabalho eficaz com as crianças. “Menos não conseguimos fazer um trabalho contínuo, bem feito e aprofundado. Normalmente as crianças são acompanhadas a partir dos três, quarto ou até todos os dias da semana. Mas para quem não quiser há possibilidade de vir só uma ou duas vezes para uma explicação que não tinha ficado tão clara na escola.” Para quem não tiver possibilidade de ir buscar os educandos à escola, o Ritmo das Letras vai às escolas tanto as de Torres Vedras como também do concelho,

para ir buscar os alunos e levá-los ou para o centro ou para outros tipos de atividades extra curriculares como o futebol, piscina, ou até mesmo para o trabalho dos pais ou para casa. Mas não só de estudo se fala no Ritmo das Letras, este centro, como está aberto todo o ano, nas férias, têm também as “férias divertidas”, que durante as férias escolares as crianças usufruem de um leque variado de atividades “Temos uma programação de atividades diferentes. Vamos à praia e piscina todas as semanas. Estas férias são rotativas para que não se fartarem. A hora do estudo também está presente para que não seja quebrado o ritmo.”

Kidsitting e Babysitting Para aquelas crianças quem têm cinco, seis anos e aí para cima, já não querem ter um babysitter, o kidssitting é o ideal. Acaba por ser igual mas com atividades programas para crianças mais velhas. Para quando os pais querem jantar fora, ir ao cinema, fazer compras ou qualque outra tarefa, é proporcionado um serviço de qualidade e garantido o adequado acompanhamento das crianças por técnicos habilitado. Seja por algumas horas ou por partes do dia, estão de braços abertos para receber a criança dos 3 meses aos 10 anos.

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Futuro sobre quatro rodas Simões & Filhos Simões & Filhos, Lda é uma empresa portuguesa familiar especializada no aluguer de máquinas para agricultura. Com instalações no Concelho de Coruche e Torres Vedras a empresa leva a cabo todo o processo de preparação de solos, adubação, colheita e transporte. “Uma empresa forte e competitiva, com um nível de elevada qualidade e com excelentes resultados nos trabalhos realizados”.

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undada por António Simões, a empresa presta o serviço de aluguer de máquinas e assegura todos os serviços que estejam relacionados com a agricultura, desde a preparação de solos, sementeiras, adubações, colheitas e transporte. “Criei este negócio a partir do zero em 1971, fui conquistando alguns clientes e em 1998 abri, juntamente com os meus filhos, a empresa Simões & Filhos, desde aí temos crescido bastante”, conta António Simões, administrador. “Normalmente, temos um custo por hectare ou por hora e asseguramos todo o serviço, o normal é o cliente contactar-nos para fazer uma sementeira, que pode ser de arroz, milho ou de qualquer outro produto. A nossa equipa prepara a terra, semeia e durante o verão vamos fazendo as curas a nível de adubações, mais tarde fazemos a colheita e o respetivo transporte. A manutenção da cultura pertence ao cliente, mas tudo que esteja relacionado com trabalhos agrícolas e com equipamento de agricultura, nós asseguramos”, refere António Simões. Além da sede, a empresa tem ainda um armazém, em Couço, com cerca de 800 metros quadrados onde têm a maior parte da maquinaria e onde incidem a maior

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parte dos clientes. “De momento, estamos mais direcionados para os cereais, e podemos afirmar que a nossa capacidade de serviço está repleta, não podemos assumir mais compromissos, de maneira a podermos fazer um serviço com qualidade”. Com uma equipa qualificada de 13 colaboradores a empresa dá cartas no mercado. “Os nossos colaboradores são bastante polivalentes, conseguem operar qualquer máquina e isso é uma mais valia”, refere Patrícia Simões. Uma empresa, principalmente, vocacionada para a zona agrícola do Ribatejo e Alentejo, mas com capacidade de realizar uma cobertura a nível nacional. “Se se justificar a deslocação do equipamento para um serviço em qualquer zona do país, não temos qualquer problema em garantir esse serviço”. Apesar de ser um setor primário e de se encontrar com algumas dificuldades, a empresa todos os anos tem adquirido novos equipamentos, de maneira a ter “um parque de máquinas competitivo e moderno, para assim fazer face às necessidades dos clientes”.

PME Líder´ 2014 Quando questionados sobre o que prémio PME Líder representa para a empresa afirmam que “tem o poder de acrescer valor, mas não é nada que vá alterar a nossa postura no mercado. É óbvio que ficamos satisfeitos por ter esta distinção e fazemos de tudo para ter estas e para ter outras, pois o nosso objetivo principal é trabalhar de forma a manter a imagem que temos no mercado perante os clientes e os nossos fornecedores”, afirma Patrícia Simões.

Projetos Futuros O futuro passa por tentar consolidar os clientes já existentes e estar sempre adaptado à realidade do mercado, “adquirir equipamentos para acompanhar as tendências do setor e as necessidades do cliente”, afirma António Simões, administrador. E ainda, criar alternativas para suprimir os “tempos mortos”. “Existiam meses do ano em que estávamos parados e então, criou-se alternativas para poder eliminar esses tempos mortos”, conclui a administradora.


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“ Um ambiente familiar” fundação lar s.francisco A Fundação Lar de S. Francisco assume-se como uma instituição particular de solidariedade social, criada em 1976 pela Fraternidade da Ordem Franciscana Secular de Varatojo (ou Ordem Terceira Franciscana) em colaboração com os padres franciscanos do Convento de Varatojo.

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ocalizada em Torres Vedras esta organização visa diminuir as problemáticas da pobreza e da exclusão social, nomeadamente, ao nível da terceira idade, proporcionando um conjunto de valências que vão de encontro às necessidades dos seus clientes. Volvidos cinco anos após a sua fundação, a instituição cria duas respostas sociais direcionadas agora para a área de Infância. Desta forma nasce em 1981 o Centro Infantil da Sagrada Família. Este centro surge com a missão de desenvolver um projeto com qualidade e que satisfaça e auxilie diariamente as crianças na sua formação cívica, moral, religiosa e cultural e o seu núcleo familiar na gestão do seu diaa-dia. “Assim sendo, constituímos uma resposta social estando ao serviço da comunidade na área, dos idosos, da infância e em diversos apoios comunitários” refere Francisco Maria Feliciano, atual presidente da direção da Fundação Lar de São Francisco.

Terceira idade No que respeita à terceira idade, a Fundação Lar de S. Francisco tem ao dispor dos seus clientes três respostas sociais: Estrutura Residencial para Pessoas Idosas; Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário, apoiando um total de 108 clientes.

“As Respostas sociais têm como finalidade desenvolver atividades de apoio social a pessoas idosas, fornecimento de alimentação, cuidados de saúde, higiene e conforto, fomentando o convívio e proporcionando a animação social e ocupação dos tempos livres dos clientes” revela o presidente da instituição. Os clientes que beneficiam dos serviços de apoio domiciliário têm ao seu dispor uma equipa de profissionais que presta cuidados individualizados e personalizados no domicílio, a idosos, adultos ou famílias que por motivo de doença ou incapacidade não podem assegurar, temporária ou permanentemente a satisfação das suas necessidades básicas ou atividades quotidianas. Assim sendo, os serviços prestados são cuidados de higiene e conforto pessoal; alimentação; higiene habitacional; tratamento de roupa; apoio na prestação de cuidados básicos de saúde, supervisionados pela equipa de cuidados continuados; atividades de animação e apoio psicossocial.

Centro Infantil da Sagrada Família Espaço de afetos Relativamente à área da infância a Fundação Lar de São Francisco presta apoio a 22 crianças em regime de creche e 48 crianças em regime de pré-escolar.

“Esta valência procura proporcionar o bem-estar e desenvolvimento integral das crianças num clima de segurança afetiva e física, durante as horas que passam afastadas do seu meio familiar” salienta Francisco Feliciano. Desta forma visam colaborar estreitamente com a família numa partilha de cuidados e responsabilidades em todo o processo evolutivo das crianças, ao mesmo tempo que proporcionam contacto e interação com a comunidade em que a creche está inserida. Com uma equipa multidisciplinar de 88 colaboradores, a Fundação Lar de São Francisco assume um papel de relevo em termos da criação de postos de trabalho na região oeste e concelhos limítrofes de Torres Vedras, contribuindo de forma decisiva para a economia social da região. Após candidatura ao projeto de investimento social por meio de doação de software, a Fundação Lar de São Francisco foi premiada pela Microsoft em janeiro de 2013. “Este donativo em muito contribuiu para a atualização do nosso software, criando assim, uma maior qualidade na prestação de serviços que esta instituição que apoia crianças e idosos” finaliza o presidente da direção.

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Repouso com qualidade superior colchões bom repouso A empresa Colchões Bom Repouso - Cooperativa Operária de Fabrico de Colchões, CRL, localiza-se na região Oeste de Portugal, a cinco quilómetros de Torres Vedras e assume-se como uma empresa de referência no setor da produção de colchões e seus derivados. Em entrevista à Revista Business Portugal, Maria Manuel Franco, atual administradora da empresa e filha dos fundadores falou do início da atividade e dos desafios que enfrentam diariamente. como também por outros clientes.

maria manuel franco Administradora

Como é que surgiu a empresa Colchões Bom Repouso - Cooperativa Operária de Fabrico de Colchões, CRL? O fabrico de colchões em Runa, distrito de Lisboa já existe há mais de 50 anos, não com a forma jurídica atual, todavia, desde o início que se constituíram como uma empresa com um cariz essencialmente familiar. Atualmente, vamos já na terceira geração de colchoeiros. Esta atividade começou com os colchões de palha de milho, centeio, lã, sumaúma e aparas de cortiça. Os colchões eram basteados à mão e ponteados à francesa, depois ocorreu uma evolução e começou a aparecer a espuma de poliuretano, mais tarde ainda, apareceram os colchões de molas e a empresa foi evoluindo consoante as necessidades do mercado. A Colchões Bom Repouso foi uma das empresas pioneiras no fabrico e comercialização de colchões de molas, sendo que, os primeiros modelos de colchões de molas, até estas eram fabricados manualmente. Procuramos estar sempre a par de todas as inovações que aparecem tanto no mercado nacional, como ao nível europeu, e penso que essa é uma das principais razões para nós existirmos passados todos estes anos. Com o 25 de abril e por uma questão de ideologia política, os sócios fundadores tornaram a empresa uma cooperativa, mantendo a propriedade do edifício da fábrica e tudo o resto era dos cooperantes. A partir de 1990, é fundada uma nova firma, Bomflex Sociedade Industrial de Fabrico de Colchões, S.A., com capitais da Colchões Bom Repouso que equipada com tecnologia de ponta, fabrica os colchões de molas que hoje são comercializados não só pela ‘empresa-mãe’

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Quais foram as principais mudanças registadas ao longo destas cinco décadas? Sendo esta uma empresa essencialmente familiar, em que existe um laço afetivo entre a maioria dos 32 trabalhadores e cooperativistas, sempre esteve presente a necessidade de uma inovação e atualização constante. Esse fato é bem visível ao nível das matérias-primas em que nós privilegiamos a produção nacional, isto é, procuramos estar a par das novidades que vão aparecendo nas feiras internacionais e depois procuramos sempre fornecedores nacionais, sendo que, atualmente apenas temos um fornecedor internacional, ao nível do latex, que é uma matéria-prima que não se produz em Portugal. Nos últimos anos com as mudanças registadas na economia nacional diminuímos a venda dos nossos produtos para o mercado da construção civil, mas, para compensar aumentamos o nosso volume de vendas no mercado hospitalar e no mercado geriátrico. Quais são os principais mercados dos Colchões Bom Repouso? Vendemos no mercado nacional, essencialmente para toda a zona centro e sul do país, incluindo o interior do Alentejo e todo o Algarve. Ao nível internacional comercializamos os nossos produtos para quase todos os países de língua oficial portuguesa, assim como, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau. A par destes mercados surgiu também a necessidade de procurarmos novos mercados, nomeadamente: Espanha, França e Inglaterra. Quais são os produtos que têm à disposição dos clientes? Neste momento fabricamos todos os modelos de colchões que existem no mercado, isto é colchões de molas, colchões de latex, colchões de soja, colchões de espuma, almofadas, bases para colchões, summiers e temos também uma grande capacidade de transformar a espuma de poliuretano em variados artigos, quer seja

ao nível de elementos decorativos, estofos, ou outros. Na espuma adquirimos os blocos em bruto e trabalhamos as medidas e os formatos exigidos pelos nossos clientes, sendo reconhecidos como o maior transformador de espuma a nível nacional. Existe uma preocupação ambiental na Colchões Bom Repouso? Procuramos estar sempre atentos aos problemas do meio ambiente, embora não sejamos uma empresa poluidora, aderimos à Sociedade Ponto Verde e possuímos uma linha de fabrico de aglomerado de espuma de poliuretano, que recicla os pedaços resultantes dos cortes das espumas. Ou seja, não existe desperdício de materiais na nossa empresa. Quais são os fatores que destingem os produtos desta empresa? Graças à qualidade do serviço que presta, a Colchões Bom Repouso consegui alcançar um leque muito vasto e diversificado de clientes, que encontram aqui soluções para os seus problemas comerciais. Isto deve-se ao facto de fabricarmos e comercializarmos uma gama muito variada de produtos, para além disso possuímos uma capacidade técnica e humana para solucionar eventuais encomendas especiais que possam não estar dentro dos padrões normais de fabrico, e todos os funcionários são bastantes polivalentes. A rapidez no serviço de entregas é outro fator positivo, atualmente, dispomos de uma frota de 10 veículos que faz uma distribuição diária na grande Lisboa. Sendo uma empresa do tipo familiar, tem crescido conforme as solicitações do mercado e está atenta às exigências dos seus clientes. Congratula-se por fabricar e comercializar produtos em que o binómio qualidade/ preço está sempre na primeira linha. Projetos para o futuro? O futuro passa por aumentar o volume de vendas, sendo que atualmente somos uma média empresa, distinguida como PME Líder que fatura cerca de 3 milhões de euros anualmente. A par disso, perspetivam-se novos investimentos, nomeadamente além-fronteiras, bem como a expansão para novos mercados.


viana do castelo

REVISTA BUSINESS PORTUGAL

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iana do Castelo, uma cidade acariciada por quem lá vive e acarinhada por quem visita, é este mês de março dada a conhecer pela Revista Business Portugal. Um município com 38 045 habitantes, pertence ao distrito de Viana do Castelo, na Região Norte e é banhada pelo rio lima. Pode-se dizer que quem visita Viana do Castelo fica encantando não só pelas paisagens deslumbrantes que a cidade presenteia como também pela calorosa e amável população. As ruas e ruelas do centro histórico, umas das mais belas e conservadas do país, chamam a atenção, quer pelas belas fachadas armoriadas, quer pelos painéis de azulejos preciosos. É nesta zona de Portugal que podemos conhecer o monte de Santa Luzia, com vista panorâmica, pode-se visitar e subir o monte em funicular; a Igreja da Srª d’Agonia (cuja Romaria se celebra no feriado municipal do dia 20 de agosto); o Navio-hospital Gil Eannes , construído em Viana do Castelo, em 1955, que apoiou, durante décadas, a frota bacalhoeira portuguesa que atuava nos bancos da Terra Nova e Gronelândia; o Museu do Traje que desde 2004 dá a conhecer a riqueza etnográfica dos tradicionais trajes vianenses; o Museu de Artes Decorativas, instalado numa distinta mansão senhorial do século XVIII, possui uma das mais importantes e valiosas colecções de faiança antiga portuguesa dos séc. XVII a XIX, possui pintura, desenho e peças de arte sacra. Destaca-se a bela coleção de mobiliário indo-português do século XVIII, azulejaria portuguesa e hispano-árabe. Nesta edição damos a conhecer o hotel Rali Viana que se situa na zona nobre da cidade, um hotel caraterizado pela alma vintage mesclada com apontamentos arquitetónicos da construção inicial, o hotel jardim situado no centro histórico de Viana do Castelo que ocupa uma propriedade considerada património cultural, e a ourivesaria Venâncio, fundada em 1872, uma ourivesaria de prestígio situada no centro histórico da cidade, é o comércio familiar mais antigo de Viana do Castelo. Uma cidade com mar, rio e montanha faz com que todos os anos milhares de turistas a visitem, até porque… “Quem gosta vem, quem ama fica!”

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“Viva. Descanse. Repita.” hotel rali viana O Hotel Rali Viana goza de uma localização privilegiada na zona nobre de Viana do Castelo. Trata-se de um ponto de partida estratégico e privilegiado para todos aqueles que se queiram lançar rumo à descoberta dos três sentidos da cidade. A arquitetura inovadora, envolvida na beleza natural dos verdes campos e nas quase imaculadas praias douradas oferecem ao visitante uma experiência única, perdurável no tempo e também na memória. questões pendentes dos seus negócios”. O Hotel Rali conta com 39 quartos divididos entre standard, suite junior, quartos triplos, duplo prestige e familiar, “uma oferta variada que garante resposta a todas e quaisquer necessidades que os nossos hóspedes apresentem”. O balanço desta aposta tem sido positivo e perspetiva um crescimento sustentado, correspondente às expectativas desta equipa.

Unidades hoteleiras

cecília albíno e jorge sousa Diretora de Marketing e Gerente

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ecentemente remodelado, o Hotel Rali procurou captar esta envolvência de sentidos na sua nova imagem. “Procuramos trazer uma alma vintage, mesclada com apontamentos arquitetónicos da construção inicial”, referem Jorge Sousa e Cecília Albino, gerente e diretora de marketing da unidade hoteleira, respetivamente. “Da construção inicial destacamos os murais do artista plástico vianense, Álvaro Rocha, murais esses que são considerados património cultural da cidade”. No seu conjunto, o Hotel Rali aparece hoje com um ar mais jovial, moderno e cosmopolita. Questionados sobre o porquê desta aposta, Jorge Sousa refere que, com esta remodelação, o Hotel Rali reforça o seu posicionamento numa cidade da qual também já é parte integrante da sua história. “Esta era uma unidade que tinha apenas a oferta de

alojamento com pequeno-almoço e esta intervenção profunda pretendeu também ampliar o leque de ofertas de serviços ao dispor dos nossos clientes. Apostámos com força numa nova área de lazer, onde os clientes têm agora à sua disposição uma piscina aquecida, sauna, jacuzzi, banho turco e ainda um ginásio, com zona de massagens e estética”, explica Jorge Sousa. Mas este novo rosto trouxe ainda a reabertura do restaurante, “que é também uma mais-valia para o hotel e para os nossos clientes”, completa. Para além do restaurante, o Hotel Rali dispõe ainda de um lounge e de um gin bar, “dois espaços destinados não apenas a refeições, mas que permitem aos nossos clientes conviver e passar algum tempo de qualidade com os seus amigos e familiares. No caso de uma relação profissional, é o espaço ideal para se reunirem com os seus clientes ou fornecedores para resolverem as

Também com o Hotel Viana Sol a seu cargo, o grupo tem estado presente em várias feiras internacionais de turismo para a sua promoção, assim como interação com várias agências de turismo. “Queremos dar a conhecer, não só os nossos hotéis, mas Viana do Castelo a turistas estrangeiros. O principal turista que a cidade recebe é o português, seguindo-se o espanhol, e gostaríamos de inverter essa tendência”, refere Cecília Albino. “Temos tentado atrair o mercado belga, alemão e holandês, entre outros”. Uma outra aposta passa pelos packs de oferta e campanhas sazonais, onde são incluídos num só pacote diversos serviços como restaurante, spa e estadia. “O segredo passa por nos adaptarmos ao que procuram os nossos clientes e corresponder às suas expectativas”, diz.

Turismo em Viana do Castelo Considerada por muitos como a ‘Meca da Arquitetura’, Viana do Castelo tem sido um destino escolhido por turistas e visitantes com especial interesse nesta temática, que junta nomes de referência, como são exemplo Siza Vieira, Fernando Távora e Souto Moura, em construções de destaque na cidade, nomeadamente a Biblioteca Municipal, a Praça da Liberdade ou o Pavilhão Desportivo, o que lhe confere uma presença de peso nos roteiros arquitetónicos a nível nacional e internacional.

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Negócio tradicional de família ourivesaria venâncio sousa A ourivesaria Venâncio Sousa é o negócio familiar mais antigo de Viana do Castelo. Com 143 anos de história e prestes a inaugurar um novo projeto a Revista Business Portugal foi conhecer este comércio.

vítor coutinho Administrador

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naugurada em 1872 pelos trisavós de Vítor Coutinho, atual proprietário, esta ourivesaria já conta com seis gerações passando o testemunho sempre de filho para filho, e é pretendido continuar com esta linha por bastantes anos. Vítor Coutinho, que está na ourivesaria desde 1980, conta com a presença habitual dos seus dois filhos, Gustavo e Frederica Coutinho que já seguem as pisadas familiares. Agraciados pela Câmara Municipal de Viana do Castelo como instituição de mérito pelos serviços prestados, Vítor Coutinho afirma que os seus grandes inspiradores e mestres foram os seus avós. “Este prémio é um orgulho, é uma homenagem aos meus antepassados. A minha avó conhecida como “Dona Mimi” era falada e acarinhada por toda a gente. Era uma excelente pessoa, uma santa. É uma grande responsabilidade para mim e para os meus filhos manter o nível da casa. E espero que continuem até serem velhinhos.” Depois do assalto à ourivesaria em Fevereiro de 1993, com os pais de Vítor Coutinho na chefia, tudo o que tinham foi roubado, e a partir daí tiveram que começar tudo de novo e iniciar uma nova etapa. “Ainda hoje estamos na luta. Tem sido complicado. Mas Deus é grande e vamos andando para à frente.” Para Vítor Coutinho tudo se consegue através de uma mente a atitude positiva. “Com saúde era altura de arregaçar

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as mangas e avançar. Chamamos os fornecedores, e tentámos ultrapassar as nossas dificuldades. Furtaram tudo dos nossos clientes e na altura compramos o necessário para lhes restituir tudo o que lhes foi roubado.” Vítor Coutinho afirma que assim como o seu negócio é familiar e passa de pais para filhos, os clientes desta casa também passam de geração em geração. “Os clientes desta ourivesaria, passam de família para família. Os emigrantes também são parte importante do negócio e vêm já de famílias que também por aqui passam todos os anos nas férias.” Para o proprietário o comércio em Viana do Castelo tanto neste setor como nos outros, é sazonal. “Tem períodos bons como por exemplo, no verão com as festas da Nossa Senhora D´Agonia, na altura da Páscoa e no Natal. Existe também períodos mais fracos, mas com a atual conjuntura económica e política, todo o país está mal na generalidade. Há sempre um decréscimo global mas vamos conseguindo equilibrar.” Afirma Vítor Coutinho.

Novo Projeto Com ideia de utilizar e dar vida aos andares superiores da ourivesaria, onde era a casa dos pais de Vítor Coutinho antigamente, surgiu então, a ideia por parte de uma prima abrir um hostel nos pisos dois e três e um

restaurante no piso um. “O prédio estava parado e de momento está em fase de projeto para ser adaptado a essas funções. Acho uma boa ideia dar continuidade ao prédio porque achava um desperdício estar desocupado. E vai ser ótimo porque a minha prima é uma cozinheira de excelência. É interessante ter nesta mesma geração familiar, um ourives e uma cozinheira. É um projeto familiar curioso pois vão-se acompanhando e ajudando um ao outro mas cada um no seu canto. Já que no rés do chão, do prédio funciona o bar “República” explorado por um amigo, sendo um sucesso na cidade e tendo também feito parte como cenário do filme “Aristides Sousa Mendes.” Diz Vítor Coutinho. Planeado inaugurar antes do verão, com a ajuda do arquiteto, Coutinho Ramos, também familiar, das autoridades camarárias, o prédio é e será um ponto de referência, no centro da cidade. Para Vítor Coutinho é importante apoiar e fomentar estas situações de negócio para dar vida e economia a Viana do Castelo. “Eu acho Viana do Castelo uma cidade fantástica. Dar andamento a coisas que existam e outras que estão a nascer é importante. Dar possibilidade de trabalhar a pessoas jovens e dinâmicas de criar as suas ideias, são eles que são o coração da cidade e podem torná-la melhor ainda.”


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Um jardim cheio de cor em pleno centro histórico hotel jardim Situado em pleno centro histórico da cidade de Viana do Castelo, o Hotel Jardim ocupa uma propriedade classificada de património cultural e oferece várias vistas pitorescas. Aqui, os visitantes e turistas podem desfrutar de uma decoração bastante confortável nos quartos, onde as vistas diferenciam entre a paisagem do Rio Lima, o centro da cidade de Viana ou o monte de Santa Luzia. Rui Sousa é o gerente desta casa e falou à Revista Business Portugal sobre o seu passado, presente e futuro.

rui sousa Administrador

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ropriedade de uma família portuguesa emigrada no Brasil, o Hotel Jardim, em Viana do Castelo abriu portas, nos anos 80, com a classificação de residencial. “Esta família teve, desde sempre, uma ligação com Viana e quando surgiu a oportunidade de adquirirem este edifício, não pensaram duas vezes em torna-lo numa residencial”, começa por nos explicar o gerente da unidade hoteleira. Com o conceito de família bastante enraizado, um dos aspetos fundamentais e distintivos desta casa passa pelo seu cariz familiar. “Não estamos nem queremos estar ligados a uma rede de hotéis, queremos manter este lado familiar que nos distingue das restantes unidades hoteleiras da região. Não queremos ser o ‘hotel standard’, mas sim o hotel familiar”, refere o nosso interlocutor. Primam por um atendimento personalizado e por uma proximidade com o cliente, uma estratégia que têm sentido ser uma mais valia para a conquista de novos clientes. Aqui, os turistas e visitantes da cidade de Viana de Castelo podem encontrar quartos que combinam características clássicas com todas as comodidades,

como são exemplo as televisões modernas, com canais via satélite, além de sofá, mesa de trabalho e casas de banho. Alguns quartos possuem varandas privativas, decoradas com trabalhos em ferro. E têm neste momento um quarto totalmente acessível, adequado a visitantes com mobilidade reduzida. A unidade hoteleira conta ainda com receção 24 horas, ar condicionado, sistema wireless em todo o hotel, lavandaria externa, e parceria com parque de estacionamento próximo do hotel também este vigiado 24H. Para uma refeição típica da região, “os nossos funcionários podem recomendar restaurantes de renome no centro da cidade de Viana do Castelo”, completa o nosso interlocutor.

Um lado romântico “Curiosamente, grande parte dos nossos clientes são casais, que procuram aqui prolongar o lado romântico da cidade de Viana do Castelo”, constata o gerente desta unidade hoteleira. Com uma faixa etária entre os 40 e os 85 anos, o cliente do Hotel Jardim quer conhecer a cidade, a sua cultura, história e tradição.

“Este nosso lado familiar também propicia este tipo de cliente que, no fundo, é o que mais se coaduna com a nossa casa”, refere.

O turismo “Viana do Castelo é uma cidade sazonal, mais sazonal do que aquilo que esperávamos. É uma cidade muito ligada à religião e às festas religiosas, e é nessas alturas que recebemos a maior parte dos nossos turistas. Entre abril e outubro são os nossos melhores meses, temos, regra geral, a casa cheia”, diz Rui Sousa. O auge dá-se em agosto, aquando das Festas da Nossa Senhora da Agonia. “Estamos a falar de pessoas de todo o mundo que vêm para esta festa. Recebemos alemães, franceses, ingleses, nórdicos, brasileiros, entre outros”. O gerente desta casa refere ainda que a ligação ao Douro e a sua recente promoção tem sido também bastante vantajosa e aumentado o número de visitantes à cidade e, consequentemente, de clientes. “Este desenvolvimento do Porto/Douro para a região do minho tornou-se um fator de descoberta para os turistas, que vão ouvindo falar e querem também conhecer este lado de Portugal”.

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Sofisticação para todos ayeme Projetos de mobiliário ousado e contemporâneo, como resultado de uma visão vanguardista sobre o mercado. A Ayeme nasce no norte do país, espalha-se por entre as fronteiras, e mostra Portugal para o resto do mundo. Com um espírito empreendedor, onde a relação com o cliente é a sua maior ferramenta, a empresa é uma referência nacional de qualidade e bom gosto.

Augusto Moreira abraça agora outro projeto, com o mesmo conceito e inovar e personalizar. A Trancar produz portas blindadas diferenciadas e únicas, e mais uma vez, o design leva a cara do cliente.

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oje uma cozinha não é mais uma cozinha (...) é um projeto personalizado, onde o cunho pessoal faz toda a diferença. É assim que Augusto Moreira inicia a entrevista. O proprietário está à frente da Ayeme há 20 anos, e para ele “satisfazer o cliente” é a missão. A empresa é referência no mercado de mobiliário para cozinhas, e um exemplo de sucesso. Cresceu em meio à crise financeira, expandiu horizontes e chegou mais longe. Em altura de crise, abriu um imponente showroom, passou a cobrir todo o país, e chegou até aos mercados internacionais. Hoje faz trabalhos para França e Angola, tendo aberto uma filial da empresa em Moçambique.

O conceito A Ayeme trabalha na vanguarda do setor. Sempre em crescimento ao longo dos 20 anos, consolidou a sua imagem de marca e soube renascer e se redefinir quando o mercado pediu. “O mercado mudou muito, e nós estamos sempre acompanhando e percebendo as suas necessidades; hoje tudo é personalizado, e é este

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O nome Ayeme é uma alusão ao inglês I am, e mostra a importância do olhar único e individualizado que cada cliente pode trazer para o seu projeto. o ponto que define a diferença”, afirma Augusto Moreira. O cliente Ayeme não se reduz a grupos etários ou classes sociais. Ele tem espírito jovem, moderno e dinâmico. É um cliente que sonha, constrói e inova. Que busca por mais, e que valoriza tecnologia e funcionalidade. A Ayeme é uma marca de design contemporâneo e atual, que consegue ainda desenvolver um trabalho mais tradicional. A rusticidade entra em contato com o minimalismo, e os contrastes resultam num ambiente inovador. Criatividade, qualidade e competência, com um mesmo objetivo: oferecer um produto final muito específico, cuidado e personalizado. “É o cunho pessoal do cliente que faz o projeto, e é desta característica que depende o sucesso da empresa”, afirma o empresário.

O processo A visão da Ayeme é dar todas as ferramentas ao cliente, para que ele possa transformar e criar os seus espaços. O processo passa pela troca de ideias e pela definição do conceito, com o acompanhamento pessoal do cliente

em cada etapa. É elaborado um projeto em 3D, onde o cliente pode sentir o espaço de forma diferenciada, e não apenas num contexto gráfico. Nesta fase, o cliente define o que quer: matéria prima, eletrodomésticos, tecnologias. Com um layout aprovado, segue-se a fase de orçamento, e com o aval do cliente, são iniciadas as obras. “Somos tão personalizados, que somos capazes de aceitar alterações de última hora”, surpreende Augusto. Para ele, dar um papel participativo ao dono do espaço, é garantidamente a receita de sucesso que marca a satisfação final.

Personalizar não é luxo, é para todos Com um segmento muito alargado de produtos, a mensagem a passar é: “a sofisticação é para todos”. Há inúmeras formas de criar um espaço individualizado e pessoal, com as muitas ferramentas oferecidas. “Tentamos fazer com que o trabalho não fique pesado, em termos financeiros, para os nossos clientes”, conclui Augusto Moreira.


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Revista Business Portugal | Março '15