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Anuário 2019

LUSOSMILE

A ESPALHAR SORRISOS PARA A VIDA Renato Silva, CEO

Fotografia: Ricardo Junqueira

ESPECIAL Wiñk


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ÍNDICE

EDITORIAL

Anuário 2019

Adeus 2019, bem-vindo 2020!

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PODER LOCAL

63 JUNTA DE FREGUESIA DOS OLIVAIS

06

TEMA DE

68

CAPA

REGIÃO NORTE

06 LUSOSMILE A espalhar sorrisos para a vida

70 CONFEITARIA MOURA 127 anos de doces ancestrais

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78 ARQUITETO JOAQUM SANTANA “A arquitetura tem de ser, acima de tudo, funcional”

WIÑK 22 WIÑK Beleza feminina

29

WHITESTAR 32 WHITESTAR PROPERTIES A estrela da Arrow Global

99

REGIÃO SUL 126 SPRINGVILLAS O luxo aqui tão perto

Como é hábito tem nas suas mãos o tradicional anuário Revista Business Portugal. Pretendemos, com esta edição premium, reunir os nossos parceiros que, mais uma vez, ombreiam com a nossa vontade insaciável de lhe dar a conhecer o crescimento e evolução do tecido empresarial português e dos organismos públicos que vão gerindo a cada dia os destinos do nosso país . Os nossos parceiros fizeram questão de celebrar connosco a transição deste ano , numa parceria que tem resultado em mais -valias para ambas as partes . O ano de 2019 foi sinónimo de mutações, de crescimento, de evolução económica e de projeção do nome Portugal pelo mundo fora. Acompanhámos as diversas galas de entregas de prémios, a expansão de grupos nacionais e a instalação de novos players internacionais no nosso “Jardim da Europa à beira-mar plantado”. Queremos continuar a trazer, mensalmente, o que de melhor se concretiza no nosso país e queremos contar consigo, caro leitor, durante o ano de 2020 e vindouros. Votos de um Feliz Natal e um ano de 2020 repleto de sucessos, na nossa companhia. Fernando R. Silva Diretor

FICHA TÉCNICA Editor/Propriedade: Guidetarget, Lda | Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4, 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 NIPC: 509 457 045 Conselho de Administração: Fernando Silva Participações sociais Fernando Silva (+5%) Diretor: Fernando Silva Direção Editorial: Ana Miguel Lopes (ana.lopes@revistabusinessportugal.pt) Direção Gráfica: Ana Costa (ana.costa@revistabusinessportugal.pt) Corpo Redatorial: Laura Azevedo, Sara Oliveira, Diana Correia, Raquel Caldas, Beatriz Quintal Secretariado: Paula Assunção (paula@revistabusinessportugal.pt) Dep. Comercial: Fernando Lopes, José Luís Basto, José Machado, Luís Pinto, Luís Silva, Vera Pinho (geral@revistabusinessportugal.pt) Sede da redação: Rua Engº Adelino Amaro da Costa nº15, 9ºandar, sala 9.4, 4400-134 – Mafamude / +351 223 754 806 Distribuição: Gratuita com o jornal Público / Dec. regulamentar 8-99/9-6 artigo 12 N.ID Depósito Legal: 374969/14 Nº Registo ERC 126515 Impressão: YellowMaster | Avenida João Azevedo Coutinho nº643, 2755-101 Parede Estatuto Editorial: Disponível em www.revistabusinessportugal.pt/estatuto-editorial Periodicidade: Mensal anuário 2019

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LUSOSMILE

A ESPALHAR SORRISOS PARA A VIDA Renato Sousa da Silva começou por traçar o rumo da LusoSmile Medicina Dentária, abrindo a primeira unidade no coração das Caldas da Rainha. Num momento em que o projeto dá um novo passo com a abertura de uma nova clínica, em Almada, a Revista Business Portugal esteve à conversa com o CEO.

A

LusoSmile tem crescido de forma sustentada tendo aberto, este ano, mais clínicas. O que o tem movido para continuar a crescer? Quando decidi criar o grupo era impossível prever o sucesso e a velocidade de crescimento que iria ter, logo a vontade de retribuir vem naturalmente e um pequeno gesto acaba por se multiplicar. Quando se planta cuidado, colhe-se gratidão, por isso, vamos abrindo mais unidades, conforme as necessidades que formos identificando. A aposta na política de proximidade que imprimimos em todas as nossas unidades torna lógico que estas sejam implantadas fora dos grandes centros urbanos, porque queremos chegar às cidades que ainda não usufruem desta qualidade de serviço”. Mais recentemente a LusoSmile abriu uma nova clínica dentária em Almada. Porquê a escolha desta cidade e quais as suas potencialidades? Sou natural de Lisboa e senti que o meu caminho passava por esta região, por voltar às raízes. Comecei o grupo nas Caldas da Rainha e segui para o norte, para Felgueiras, regresso a Tomar e surge a oportunidade de inaugurar a clínica de Vila Real. Este ano, finalmente, regressei a casa e inaugurei a LusoSmile Almada. A estratégia passa por abrir clínicas em locais que não têm ofertas deste serviço, com a qualidade e profissionalismo que só o grupo LusoSmile oferece. Almada é a nova Lisboa e eu reconheço claramente esse facto. Apesar da proximidade com Lisboa, as pessoas agem e reagem de forma totalmente diferente: abrem os braços aos empreendedores que apostam na margem sul, respondem de forma positiva e com procura crescente desde o primeiro dia em que abrimos as portas. São pessoas mais recetivas, reconhecem a nossa qualidade e paixão por fazer o bem a quem, muitas vezes, não teria a possibilidade de o fazer noutras circunstâncias. A LusoSmile cresce a par com a paixão pelo que fazemos. Nenhum grupo 6 | Revista Business Portugal anuário 2019


cresce de forma sustentada sem ser refém da banca ou de Investidores financeiros. É para mim um orgulho a forma como a LusoSmile tem crescido e quis que a cidade de Almada fizesse parte deste universo. Considera que o sucesso da clínica e das suas equipas passam por uma boa liderança? Em relação à liderança acredito basta reconhecer os profissionais que sempre estiveram ao seu lado e cresceram e integram a LusoSmile Medicina Dentária. Os colaboradores do grupo LusoSmile sabem que trabalham numa empresa que os respeita, que lhes dá asas para crescer, valorizando-os o que, consequentemente, os faz querer continuar a pertencer à família LusoSmile Medicina Dentária. A qualidade e paixão sentida no serviço da LusoSmile é o vosso principal diferencial? Sou apaixonado por pessoas e entendo que só se pode fazer um bom trabalho quando tratamos os pacientes como se fossem da nossa família. Esta forma de estar passa a confiança e o conforto que as pessoas necessitam para regressar. Esta é a paixão da LusoSmile. Naturalmente, o conceito da LusoSmile Medicina Dentária baseia-se no paciente. Com a ajuda dos parceiros que disponibilizámos, permitimos que famílias inteiras possam aceder a tratamentos e produtos com uma maior qualidade e com uma menor taxa de esforço financeiro mensal. A experiência clínica diária e o contacto próximo com os pacientes permitiu-me ter uma noção mais consciente do trabalho que desenvolvemos. É com orgulho que recebemos a gratidão e o reconhecimento que os pacientes têm demonstrado pela LusoSmile Medicina Dentária, uma vez que temos uma equipa médica competente e profissional, sem esquecer a empatia pelo paciente. Nas nossas clínicas, o paciente é acompanhado por uma equipa de médicos, onde cada um deles exerce tratamentos especializados nas diferentes áreas da Medicina Dentária. No universo das clínicas de saúde oral nacionais, o nosso grupo distingue-se pelo ADN que o caracteriza tais como: a qualidade de serviço, a qualidade dos materiais utilizados, bem como a formação e profissionalismo das equipas médicas e não médicas. O debate em conselho clínico sobre cada caso faz das nossas clínicas um conceito único, em que o objetivo passa por proporcionar um tratamento dentário individualizado adaptado a cada paciente. É extremamente importante referir que a cooperação e o diálogo constante entre o corpo clinico e os profissionais dos laboratórios é essencial para garantir uma elevada qualidade do tratamento final e satisfação do paciente. Tendo em conta a forma como se quer posicionar no mercado, considera que terá um caminho difícil pela frente? O sucesso da Lusosmile foi surpreendente. Depois de termos conseguido ser reconhecidos tão rapidamente pelas populações, pela competência e serviço prestado, surgiram barreiras inesperadas no nosso caminho. É importante referir que estas dificuldades inesperadas só serviram para nos motivar cada vez mais na nossa missão de continuar a democratizar a saúde oral e a promover a nossa paixão . Como refere Nelson Mandela numa das suas cartas à esposa: “As dificuldades destroem alguns homens mas fazem outros. Nenhum machado é suficientemente afiado para cortar a alma de um pecador que continua a tentar, armado com a esperança de que no fim se levantará”.

CLÍNICAS

Almada

Caldas da Rainha

Felgueiras

Tomar

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LUSOSMILE

Hoje em dia há uma maior preocupação com a saúde oral, em Portugal? A saúde oral em Portugal foi desde sempre negligenciada, não sendo uma prioridade para muitas famílias. Hoje em dia existe uma maior consciencialização da população, o que permite que as pessoas estejam cada vez mais atentas e informadas. Isto resulta numa maior prevenção e procura de acompanhamento por parte de médicos dentistas. A consequência desta mudança faz com que o espaço para um maior numero de profissionais e de competidores neste mercado cresça naturalmente. Para o Renato, as parcerias são fundamentais para o sucesso da LusoSmile. Qual o segredo para manter os melhores do seu lado? Todas as pessoas com quem trabalho são importantes para o meu equilíbrio e faço questão de levar comigo aqueles com quem me identifico: gosto de pessoas apaixonadas, que se sentem bem em fazer o bem aos outros e que amam o que fazem. Para mim, trabalhar sem chama não faz sentido e todos os meus parceiros me apoiaram nesta ideia de iniciar um projeto com base na paixão pelo paciente e na democratização da saúde oral. Quero que a LusoSmile Medicina Dentária seja composta de pessoas apaixonadas, porque sem os parceiros, sem os colaboradores e sem os pacientes não sou nada. Assim, a LusoSmile, em conjunto com os seus parceiros, permite proporcionar condições únicas para que os tratamentos sejam acessíveis a todas pessoas. Para 2020, podemos esperar que a LusoSmile continue a crescer e a espalhar sorrisos? Quero continuar a “criar laços com as cidades onde nos instalamos e a conquistar as pessoas com a nossa simpatia, qualidade e rigor. Pretendo que a LusoSmile Medicina Dentária cresça com sustentabilidade, com uma imagem uniformizada e dando passos certos à nossa medida, sem depender de entidades financeiras externas. O objetivo para o próximo ano passa por crescer e o céu é o limite!

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LUSOSMILE

QUAIS AS RAZÕES DE SEREM PARCEIROS DA LUSOSMILE E QUAL A IMPORTÂNCIA NO DESENVOLVIMENTO DA SUA ORGANIZAÇÃO? LUSO IMPLANTE LAB: JOÃO HENRIQUES “Nós acreditamos que sem a nossa parceria com o grupo LusoSmile nunca teria sido possível atingir os objetivos a que nos propusemos e Colaborar faz parte do ADN da nossa organização pois é uma boa forma de trabalho e é uma grande mais-valia trabalhar com quem nos complementa e até porque cooperar obriga a trabalhar no mesmo sentido aliando e partilhando as suas valências. Eu associei me a este grupo pois, já trabalho com o Renato há uns anos e conheço os seus valores tanto de pessoa como de profissional, é apaixonado por aquilo que faz e o resultado do sucesso espelha isso mesmo. O Dr. José Almeida é também um médico dentista com quem tenho o prazer de trabalhar há já um par de anos e o meu sucesso e crescimento deve se também a eles bem como a outros médicos dentistas Dr. Gonçalo Macedo, Dr.ª Vanessa Silva, Dr.ª João Mendes, Dr.ª Cristina Medalho... Esta parceria com a LusoSmile teve uma grande importância no desenvolvimento da nossa organização, fez nos crescer e fortificar o nosso laboratório Diagonal dos Sorrisos, investimos nos melhores materiais e equipamentos e fazemos formações regulares pois para acompanhar a evolução dos materiais, temos de reciclar as nossas técnicas e métodos de trabalho. Fruto disto são inúmeros sucessos de casos de reabilitação oral e neste momento trabalhamos com clínicas de norte a sul do país. O foco do nosso laboratório Diagonal dos Sorrisos vai continuar a ser evoluir e a apostar no melhor serviço prestado aos nossos clientes.”

ASSISPROTECH: PEDRO GUERRA Constituída em 2003, AssisProTech, sempre viu os seu clientes, como verdadeiros parceiros, dada a natureza dos serviços que prestamos temos uma relação próxima a cada estrutura, a cada pessoa que integra cada organização. Claro está que ao longo destes dezasseis anos, muitos clientes trabalharam connosco, maioria destes ainda continua a preferir os nossos serviços, pois sabem que na AssisProTech, cada membro da equipa partilha da filosofia que nos diferencia dos demais. Filosofia essa onde os princípios e os valores, o profissionalismo e a dedicação são intrínsecos à nossa forma de estar a cada dia. Sendo o nosso core-business, a Instalação, gestão e administração de redes informáticas, colaboramos ativamente desde o primeiro momento com os nossos clientes, da arquitetura à implementação de toda a estrutura de IT, dispondo de um departamento de Helpdesk para suporte e resolução dos pedidos que nos são feitos pelos utilizadores das muitas empresas nossas clientes.

Enquanto parceiros Microsoft, assim como da Fujitsu, disponibilizamos soluções e equipamentos à medida das necessidades de cada organização, pois cada uma tem as suas especificidades e como tal, uma solução personalizada a cada uma delas. A Lusosmile, tem um lugar especial junto da nossa empresa, não porque represente apenas um potencial de crescimento financeiro, mas porque identificamos presente a mesma matriz, os mesmos princípios e valores, com que nos identificamos, onde a logica empresarial não se encontra de costas voltadas para as pessoas, porque na Lusosmile, Urbanidade não é apenas uma palavra, é um valor basilar, que não se encontra numa narrativa mas sim na ação. Por estes motivos, para todos nossos colaboradores, gerir as redes de todas as clinicas espalhadas pelos vários concelhos de Norte a Sul, assim como da sede é algo que fazem com todo o gosto, carinho e dedicação. Por fim, uma palavra de apreço e agradecimento ao Dr. Renato Sousa da Silva, que em momentos mais delicados para a nossa empresa, nos apoiou, mostrado que é uma pessoa fiável e confiável.

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LUSOSMILE

FERNANDO BRANDÃO MENDES A nossa actividade profissional coincide com o pretendido pela LusoSmile, ou seja, criar espaços habilitados à excelência, para promover satisfação com o trabalho que fazemos. No caso, construímos espaços à medida do que nos foi solicitado, pensados ao pormenor, com um acompanhamento diário e flexibilidade para que o resultado alcançado seja sempre o melhor. Fizemo-lo em sítios com características distintas, devo dizer que tem sido um gosto trabalhar com a LusoSmile, ser parte desta equipa que promove a saúde oral e que faz bem às pessoas. Garantimos profissionalismo, capacidade de adaptação, tudo isto assente numa enorme base de confiança e respeito mútuo pelo trabalho de cada entidade, que se criou. Conseguimos definir bem os prazos de execução, a comunicação tem sido sempre a melhor, penso que deixamos uma boa marca do nosso trabalho. Evoluímos sempre em conjunto, quando se trabalha bem. É bom poder trabalhar com profissionais desta natureza, aos quais desejo o maior sucesso e um trabalho em prol da saúde das pessoas.

ÚTILMÉDICA SERVICE, LDA: GONÇALO MAROUÇO A parceria com a Lusosmile permitiu demonstrar perante o mercado a nossa capacidade de resposta em serviço técnico perante um Grupo com varias unidades a nível nacional. Permitiu a evolução e a adaptação de toda a estrutura técnica a um conjunto de novas exigências e necessidades. A Utilmédica é uma empresa de referência na área de serviço técnico personalizado e venda de equipamentos, distingue-se por realizar, após uma primeira visita de diagnóstico à clinica, uma proposta de parceria através de um Taylor Made eficaz, acompanhado de um orçamento gratuito que visa conquistar uma relação de parceria duradoura. A proposta de parceria é focada em dois pilares base, a rentabilidade financeira da clinica e o serviço de qualidade prestado, através de uma proximidade ao parceiro permanente. O serviço de assistência oferece a mais valia de ter equipamentos e peças de backup gratuitas para o parceiro nunca parar de trabalhar e oferecer o melhor serviço aos seus pacientes.

HOUSE SHINE: SÉRGIO RODRIGUES A House Shine Loures constituída em 2018 na área da limpeza profissional e industrial, sempre teve um crescimento sustentado em valores basilares como o profissionalismo, a confiança e a qualidade de serviço. A Houseshine como líder do sector em Portugal está associada às melhores empresas do território nacional, a relação com a LusoSmile Medicina Dentaria é baseada nesse preceito e na partilha de valores como a integridade, respeito e lealdade. Como tal esperamos que esta simbiose dure por muitos e muitos anos associado a um crescimento empresarial, mas sem nunca esquecer o que é mais importante as pessoas. “Sozinhos vamos mais rápido, mas juntos vamos mais longe”.

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LUSOSMILE

CLARA ROQUE – CONTABILIDADE, LDA

ELISABETE HENRIQUES

Poderia enumerar N razões desta parceira com o Grupo LUSOSMILE, no entanto quero salientar a que mais me move! A CONFIANÇA! Confiança nas pessoas, confiança no negócio, confiança nos valores. Como na maioria das organizações, a sua missão, visão e valores são factores preponderantes e seus alicerces. A visão de negócio, a missão que elevam diariamente e os valores são sem dúvida, o que nos fazem acreditar que as parcerias são o “caminho” certo para os sucessos das organizações. Ser parceiro do Grupo LUSOSMILE é para além de um privilégio, uma certeza de sucesso e harmonia nos negócios. Para a nossa organização, esta parceria permite potenciar e ampliar o nosso negócio. Embora o escritório principal seja em Caldas da Rainha, também em Lisboa possuímos um pequeno espaço de trabalho. O Sucesso de cada Organização depende do que investimos nela, cito uma frase do “O Pequeno Príncipe” foi escrito por Antoine de Saint-Exupéry. Foi o tempo que dedicastes à tua rosa que fez tua rosa tão importante. No nosso caso específico, esta parceria tem uma importância muito relevante, quer para a nossa carteira de clientes quer para os nossos desafios profissionais. Trabalhamos desde 2012, acreditamos nos valores, nas pessoas, na missão, no negócio! Acreditamos no Grupo Lusosmile!

“Tudo começa com a confiança, quando esta existe tudo flui naturalmente, e eu além de confiar, acredito plenamente no projecto luso smile. O trabalho do técnico de prótese depende sempre do bom trabalho do médico dentista, e esse é um ponto inquestionável, trabalhamos com os melhores. Nesta parceria é notório o trabalho de equipa e é o que nos permite chegar á excelência e perfeição, esse é o nosso objetivo. Quando os médicos são interessados, preocupados e bons profissionais tudo fica mais fácil para o laboratório. Sinto um grande desenvolvimento pessoal e crescimento técnico desde que estou com o grupo, mas também tenho aprendido muito a nível organizacional, pelo trabalho de equipa e pela ajuda que a gestão do grupo me dá. Abriam-me portas que nunca pensei que poderiam ser abertas e por isso sou sempre grata.”

LUSOBIONIC IBERIA: MIGUEL ANTUNES FERNANDES “A resposta a esta questão prende-se em dois pilares indispensáveis e intransponíveis que ambas as empresas partilham como core values. Tanto a Lusosmile como a Lusobionic vincam muito claramente que o foco diário é a criação de valor junto dos nossos clientes e pacientes ( no caso da Lusosmile). Quando o foco é comum e a visão é partilhada a relação torna-se muito mais fácil pois há uma compreensão de ambas as partes inerentes ao dia a dia. Apesar de a Lusobionic trabalhar um produto e a Lusosmile trabalhar um serviço o objectivo é o mesmo, foco total no cliente/paciente e garantir que o investimento feito por estes traduz-se no melhor produto/serviço que existe no mercado. O segundo pilar é a relação de respeito, transparência e exigência com que ambas as entidades olham para a relação e é este segundo que garante a estabilidade da relação no medio longo prazo. Focando concretamente na segunda parte da questão, a Lusosmile teve e continuar a ter um papel considerável no desenvolvimento da Lusobionic e no seu posicionamento de mercado. O facto de termos um parceiro com o volume de trabalho que a Lusosmile tem garante-nos logo à partida estabilidade. Logo, o grupo de trabalho da Lusosmile, especificamente os cirurgiões que são nomes de referencia no mercado nacional e o facto de serem utilizadores dos produtos da Lusobionic faz com que nos posicione no mercado de forma distinta que é onde queremos estar. Continuaremos a fazer o nosso melhor para acrescentar o máximo valor possível no dia a dia da LusoSmile. Um especial abraço ao Renato Silva pela oportunidade de sermos parceiros.”

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INTELLICARE

MANTENHA A PROXIMIDADE

A

distância é um dos grandes problemas a colmatar nas tarefas do cuidador. Todos conhecemos, por vivência própria ou pelos que nos são mais chegados, situações em que foi necessário providenciar um cuidado mais próximo. Seja por doença crónica, acidente ou porque simplesmente pretendemos que continue junto da comunidade onde sempre viveu. Nestes cenários, procuramos que o cuidar possa ser feito no conforto de casa, tendo como objetivo dar mais anos à vida. Apostar no ageing in place e na prevenção é algo que a sociedade deve procurar continuamente, para além da resposta a situações agudas/ emergência. Foi com este propósito que nasceu a Intellicare: apoiar o envelhecimento ativo e saudável, proporcionando maior segurança e bem-estar à população sénior, e tranquilidade aos cuidadores através de soluções integradas de monitorização à distância nas áreas da Saúde e Bem-Estar. A Intellicare desenvolveu soluções de forma a criar ambientes de vida assistidos, usando a monitorização remota de parâmetros biomédicos, soluções de acompanhamento com deteção de queda e pedido de auxílio, e aferição de rotinas diárias. É assim possível auxiliar as tarefas de cuidar através do uso das TIC, permitindo maior proximidade mesmo que à distância.

GameAAL: Uma boa prática para as residências do futuro A plataforma GameAAL, adaptável a cada utilizador, consiste num conjunto flexível de componentes integrados que combina sensores de ambiente e biomédicos, e jogos de estimulação cognitiva e de divulgação cultural com uma dinâmica de pontuação envolvente. É um projeto inovador e completo no contexto da vida assistida, vencedor do concurso de Boas Práticas de Envelhecimento

Ativo e Saudável na Região Centro. A componente de sensores de ambiente passa por distribuir, estrategicamente e de forma não intrusiva, tomadas elétricas inteligentes que transmitem informação sobre o desempenho das rotinas diárias do sénior. Ligar uma tomada ao candeeiro da mesa-de-cabeceira permite aferir a rotina do sono, enquanto que a confeção do pequeno-almoço pode ser confirmada pelo uso da torradeira. Os sensores biomédicos (peso corporal, pressão arterial ou glicemia), complementados com questionários de saúde, permitem recolher medições e inferir indicadores da condição de saúde, bem como identificar, de forma preventiva, a agudização das condições crónicas pré-existentes. Através desta plataforma, os seniores têm ao dispor conteúdos que promovem a literacia em saúde e ainda jogos de estimulação cognitiva, para exercitarem as capacidades tipicamente mais afetadas pelo envelhecimento. O compromisso com o treino cognitivo é garantido pelo desenho de um plano de jogos à medida das preferências do sénior, que é posteriormente adaptado, de forma automática e inteligente, em função do desempenho e das necessidades especificas. É pela deteção de mudanças, associadas ao padrão das tarefas do dia-a-dia, e desvios, relativamente ao desempenho nos treinos cognitivos, que a componente de inteligência artificial consegue inferir desvios comportamentais ou problemas emocionais, permitindo uma atuação precoce do cuidador. Com entrada no mercado em 2020, o GameAAL, uma parceria entre a Intellicare e o CIBIT (Universidade de Coimbra), irá promover e motivar comportamentos e hábitos de vida saudáveis, aliando proximidade e reais necessidades dos séniores. O GameAAL é cofinanciado pelo Portugal 2020 no âmbito do Sistema de Incentivos à I&DT. O investimento é de 541 mil euros, correspondendo a um incentivo FEDER de 386 mil euros. .

Morada: Ladeira da Paula, nº6 – Murteira, 3040-574 Antanhol – Coimbra Telefone: 239 791 408 | E-Mail: info@intellicare.pt | www.intellicare.pt

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ISEC

A SIMBIOSE PERFEITA ENTRE O ENSINO E O MUNDO EMPRESARIAL Em altura de balanço de final de ano, a Revista Business Portugal considera importante ter como parceiro um estabelecimento de ensino, que lidera pelo exemplo e prepara da melhor forma os profissionais de amanhã. Por isso mesmo, fomos ao encontro do Professor Doutor Mário Velindro, Presidente do ISEC – Instituto Superior de Engenharia de Coimbra que, por vivermos na era da tecnologia digital e de mudança constante e profunda, defende que o futuro do ensino passa por preparar os alunos no próprio mundo empresarial.

Q

uais são os maiores desafios de liderar uma instituição de ensino? É o facto de termos de estar atentos àquilo que se passa no mercado. Os nossos cursos são acreditados, cada unidade curricular tem os seus conteúdos programáticos e temos que os ajustar às necessidades do mercado de trabalho, o que nem sempre é fácil. Hoje, com a inteligência artificial, a realidade aumentada e todos os avanços tecnológicos temos que acompanhar constantemente a mudança, caso contrário, não formamos alunos com competências para exercer a profissão. Esse é um dos problemas que se coloca e, portanto, o desafio para quem está à frente destas instituições é conhecer o mercado, estar nas empresas e ver a realidade, perceber que problemas existem, no sentido de ajudar a responder a essas dificuldades.

A engenharia está na moda e tem evoluído de forma fantástica. Como é que o ISEC tem acompanhado esta evolução? Sim, de facto, a engenharia está na moda devido à evolução que a tecnologia está a imprimir. Têm-se dado saltos enormes. A velocidade de transmissão de dados vai aumentar, por exemplo, e este facto vai permitir alterações muito significativas nos processos produtivos. Em parceria com a Critical Software, temos um espaço criativo – o FIKALAB – e já foram apresentados alguns projetos, um dos quais um robô, com todos os componentes fabricados aqui no ISEC, através de impressão 3D. Essa tecnologia vai depois passar para a grande escala. Os tempos são de mudança e é necessário acompanhar quase diariamente estas alterações. Todo este avanço tecnológico obriga a uma reformulação dos métodos de liderança das instituições e pessoas… Claro que sim. A liderança, neste caso, passa por motivar todos os intervenientes na instituição, alunos, docentes e não docentes. Dentro das nossas possibilidades, também temos aumentado os parceiros externos, para que as nossas ações também possam ser conhecidas no exterior. Por outro lado, a escola deve conhecer aquilo que se faz no exterior. A liderança tem de passar por aí. Tirando certos conceitos que não mudam e que têm de ser lecionados na escola, como a Física ou a Matemática, tudo quanto seja tecnologia tem que passar a ser feita no terreno. A tendência vai ser essa, passar muitas horas no exterior. Por isso, estamos a trabalhar no sentido de promover parcerias e estágios, para que os alunos, no contacto com esses espaços, vejam a realidade e se inteirem dos problemas que se colocam.

“Mais do que formar engenheiros, queremos formar grandes seres humanos.”

O ISEC é conhecido pela sua elevada taxa de empregabilidade. Isso deve-se a essa vossa aposta na proximidade com as empresas? Não é essa aproximação que nos faz ter uma taxa de empregabilidade elevada, mas sim o nível de informação que é dada aos alunos que lhes permite, mal terminem o curso, que sejam recrutados com êxito nas empresas. Falando do ensino em geral, a maioria dos cursos tem, neste momento, uma empregabilidade média na ordem dos 70/75 por cento, não vai mais além. No caso do ISEC, verifica-se uma empregabilidade muito próxima dos 100 por cento no curso de Engenharia Informática, porque temos um sistema que permite aos alunos estagiarem nas empresas e, de uma forma geral, permanecem lá. Naturalmente que os engenheiros mecânicos, eletrotécnicos, biomédicos, estão todos a trabalhar na sua área, mas nem todos conseguem arranjar emprego de imediato, que é o que acontece de um modo geral. Ao nível da Engenharia Mecânica, os alunos até se dão ao luxo de decidir onde é que vão trabalhar e escolher as áreas e muitas vezes enveredaram por atividades à margem do curso, o que reforça a necessidade de fortalecermos as competências transversais.

Concorda que os próprios professores têm de ter uma grande criatividade e estar em constante inovação? Têm e isso é uma questão que é transversal a todas as instituições. Claro que, um professor que esteja perto de se aposentar, vai ter uma motivação diferente, mas os mais novos vão ter, naturalmente, anuário 2019 Revista Business Portugal | 13


ISEC

Professor Doutor Mário Velindro, Presidente do ISEC

outra postura. Temos de aproveitar o saber dos professores mais experientes nas áreas teóricas, organizacionais e rentabilizar a presença deles; e a energia e motivação dos mais novos para serem o motor, uma vez que são o futuro da instituição. Hoje, fala-se muito de investigação e de presença em congressos e conferências. É bom que estes eventos surjam de uma forma profissional e muito séria, exatamente para as pessoas possam trocar experiências, ideias e trazerem novos projetos para a escola. Esse é um dos objetivos da internacionalização, sendo que o Governo também continua a sugerir que as instituições se internacionalizem, exatamente porque hoje, como sabem, o conhecimento é global e as pessoas têm de trabalhar em parceria.

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De que forma têm investido em novos projetos e eventos? Somos uma instituição bastante dinâmica e envolvemos tanto os docentes, não-docentes, como alunos. Envolvemo-nos num projeto global do Politécnico de Coimbra e já somos uma eco-escola. Na receção aos novos alunos, os caloiros do ISEC recolheram este ano cerca de 2.500 kg de produtos hortícolas para o Banco Alimentar e, nos passados dias cinco e seis de dezembro, organizaram uma recolha de bens para animais. No âmbito da parceria com a coletividade penafidelense, e através do nosso Laboratório de Biomecânica Aplicada, vários grupos de alunos produziram uma prótese para o ciclista Manuel Ferreira (o atleta não tem uma das mãos), algo de extrema importância para a continuidade da sua carreira desportiva e, ainda na área do desporto, está a ser desenvolvida uma prancha de surf, construída com materiais ecológicos e reciclados, que previne erros de postura corporal e de falta de equilíbrio dos praticantes. Estamos a trabalhar no sentido de ter uma unidade extracurricular, que garanta um suplemento ao diploma, ou seja, o aluno que vá a X eventos fica com X créditos, que pode associar ao seu diploma. Tentamos ainda estar cada vez mais ligados ao tecido empresarial, proporcionando ofertas formativas paralelas, juntamente com empresas. Demos recentemente início à primeira edição do Curso de Preparação para Examinação Autoproposta, em parceria com a Sevenair Academy, com o objetivo de qualificar os alunos como Técnicos de Manutenção de Aeronaves categoria B1.1. Estamos também, em conjunto com a Câmara Municipal de Coimbra, a trabalhar num projeto ligado às smart cities. No passado mês de outubro, decorreu ainda a celebração do Protocolo


ISEC

PROGRAMA DE 2020 22 janeiro ’20

4ª feira 15h00

Joana Lobo Antunes; António Granado; Zita Martins COLÓQUIO COMUNICAR CIÊNCIA

Excelência XXI Ciclo de Conferências 19 fevereiro ’20

4ª feira 15h00

Prof. Doutor António Cunha ENGENHARIA E INOVAÇÃO NO CONTEXTO DA TRANSFORMAÇÃO DIGITAL

18 março ’20

4ª feira 15h00

Prof. Doutor Nuno Cardeal PENSAMENTO ESTRATÉGICO - CIÊNCIA OU ARTE?

22 abril ’20

4ª feira 15h00

Dra. Marília Queiroz COMUNICAR COM IMPACTO

de Colaboração com a PRIO.E – Mobility Solutions, Lda., na área da mobilidade elétrica, sendo objetivo incrementar a capacidade de formação e investigação do ISEC na área dos veículos elétricos e das redes elétricas inteligentes. Temos um projeto ligado à Economia Circular, que envolve o departamento de Engenharia Eletrotécnica. Através da União de Freguesias de Santo António dos Olivais, procedemos há recolha de equipamentos, essencialmente objetos de utilização doméstica, que vêm para o ISEC, onde são reparados e depois voltam à procedência, para fazerem distribuição junto de famílias mais carenciadas. Isto promove um dos R’s da economia circular, que é reutilizar. Lançamos ainda este ano um conjunto de seis conferências temáticas, intituladas de “Excelência XXI”, que têm continuidade para o ano. A última sessão do ano, que teve lugar no passado dia 6 de dezembro, foi sobre negócios internacionais, permitindo aos alunos terem uma ideia do que é um negócio internacional e quais as dificuldades e diferenças entre os diversos países. Vamos continuar a trazer ao ISEC especialistas para dar uma visão global, uma vez que os engenheiros também têm um papel decisivo na

concretização da globalização. O caminho vai continuar a passar pelo contributo para o desenvolvimento e inovação? A ideia de uma escola de ensino superior é precisamente promover o desenvolvimento e tem sido esse o nosso foco. Queremos evoluir sempre no sentido da inovação e no sentido de divulgarmos o que se faz. Pretendemos continuar a trazer à escola pessoas que possam ensinar e dialogar com os alunos. A escola tem de ser um organismo vivo, atrativo, onde os alunos sintam, efetivamente, que a escola é a sua casa. Pode-se dizer que o êxito dos futuros engenheiros passa pelo ISEC? Sim, o êxito dos engenheiros e o êxito das empresas. A nossa responsabilidade é formar jovens mais competentes e integrados e, como tal, queremos dar o nosso máximo, para que os nossos alunos cheguem preparados ao mercado de trabalho. Essa é uma mais-valia que podemos proporcionar às empresas.

CONTACTOS: Rua Pedro Nunes - Quinta da Nora 3030-199 COIMBRA Telefone: +351 239 790 200 E-mail: info@isec.pt www.isec.pt

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BUILDEMANT

“NÃO SOMOS APENAS MAIS UMA EMPRESA DE CONSTRUÇÃO” A Buildemant – BM Construção e Manutenção – está no mercado desde 2016, prestando serviços que vão desde a construção, manutenção, soluções técnicas para laboratórios e marketing. A equipa da Revista Business Portugal rumou até Carnaxide, onde esteve reunida com Gonçalo Neves (CEO) e Miguel Carvalheiro (Comercial). Em entrevista, o CEO, revelou-nos o segredo para o sucesso alcançado, que passa muito por apresentar um projeto inovador no mercado.

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estacam-se no mercado por apresentarem um vasto leque de serviços. Podemos afirmar que a Buildemant não é apenas mais uma empresa de construção? Definitivamente, não somos apenas mais uma empresa de construção. A génese da empresa é construção e manutenção, mas hoje temos já vários outros serviços disponíveis como as soluções técnicas para laboratórios e marketing. Curiosamente, a área das soluções técnicas para empresas surgiu com a entrada do Miguel Carvalheiro na empresa. O Miguel, antes de entrar neste projeto, tinha trabalhado neste segmento e na altura, após uma conversa, chegamos à conclusão de que no mercado faltava uma empresa que conseguisse realizar projetos chave na mão. Grande parte das empresas que existem, das que temos conhecimento, não têm um serviço completo, como o que apresentamos, e que consiga abranger estes dois segmentos. Aproveitamos o conhecimento que tínhamos das duas áreas e tornamo-nos na única empresa capaz de

Equipa Buildemant 16 | Revista Business Portugal anuário 2019

construir um laboratório de raiz. Como o Miguel é uma pessoa bastante polivalente acabou por ser ‘desviado’ daquele que era o seu propósito. No entanto, com a entrada de novas pessoas no projeto, acredito que os lugares de cada um irão ficar cada vez mais definidos e o Miguel irá, muito em breve, poder dedicar-se exclusivamente a esta área específica. No que diz respeito ao marketing, esta é uma vertente que está direcionada especificamente para um cliente da banca, para quem fazemos os letreiros luminosos e a alteração de imagem, e em que trabalhamos em parceria com uma empresa, a Formula P. Esta é uma área que exige a posse de alguns equipamentos específicos, que não detemos, por isso, trabalhamos em parceria com esta empresa, que nos garante a excelência do produto final. Acredito que, num mercado cada vez mais competitivo e exigente, as parcerias assumem uma grande importância. Com os parceiros adequados conseguimos prestar um melhor serviço e todos ficam a ganhar.


BUILDEMANT crescem com ela. Atualmente, temos seis colaboradores, mas pretendemos aumentar no futuro. A verdade é que na Buildemant todos são importantes. As empresas são feitas de pessoas e se trabalharem diariamente e se esforçarem, a estrutura empresarial da qual fazem parte será um sucesso. A Buildemant é exemplo disso.

“Acredito que se as pessoas se sentirem responsáveis pelo trabalho que desenvolvem vão elaborar as suas tarefas com um cuidado muito maior. Muito importante é também a aposta numa chefia baseada na transparência. Ser transparente com os nossos colaboradores é fundamental” Inovação é palavra de ordem numa empresa que alia serviços completamente distintos, mas que se complementam? Sim. Julgo que em Portugal não existe outra empresa que una estes dois serviços. De facto, é esta nossa polivalência que permite aos nossos clientes ter um serviço chave na mão sem recorrer a diversas empresas, é uma grande mais-valia. Não nos podemos esquecer que tem sido um imenso desafio, sobretudo a área das soluções técnicas para laboratórios que se defronta com duas grandes empresas concorrentes, em Portugal. No entanto, os desafios agradam-me e por isso não podia estar mais satisfeito. O sucesso de uma empresa também depende de uma boa liderança? Sim, claro. Eu tento ser um bom líder e acredito que a boa liderança também passa por transmitir responsabilidade aos nossos colaboradores. Temos que dar o exemplo, mas também temos que transmitir responsabilidade. Acredito que se as pessoas se sentirem responsáveis pelo trabalho que desenvolvem vão elaborar as suas tarefas com um cuidado muito maior. Muito importante é também a aposta numa chefia baseada na transparência. Ser transparente com os nossos colaboradores é fundamental e, por isso, não escondemos informação. Com o fecho do ano, em maio, fizemos uma reunião com todos e foi-lhes apresentado o relatório final de contas, ou seja, todas as pessoas sabiam em que situação estava a empresa. Isto motiva-os e fá-los sentir que fazem parte da empresa. Se eles acreditarem no projeto, nós conseguimos construir o nosso caminho. Eles sabem que se a empresa crescer, consequentemente, eles

Que balanço faz do último ano? O balanço não podia ser mais positivo. O objetivo a que nos tínhamos proposto, em termos de faturação, para este ano já foi alcançado, sendo que acreditamos que ainda podemos ultrapassar esse valor em cerca de 10 por cento. 2019 fica marcado pela realização de investimentos na empresa, nomeadamente pela mudança de escritórios e pela aquisição de uma carrinha maior, que nos permitiu dar um outro tipo de resposta aos nossos clientes. Foi também um ano em que recebemos um novo colaborador e em que aumentámos a nossa equipa de construção. Felizmente, o negócio tem corrido bem e este foi um ano bastante positivo para a Buildemant. A verdade é que não nos tem faltado trabalho, sendo que temos registado maior procura, sobretudo nas áreas de construção e manutenção, que continuam a ser o nosso core business. Para além disso, iniciámos conversações com uma empresa alemã de mobiliário, para podermos adquirir algumas das suas peças de mobiliário específicas. É uma empresa alemã com grande expressão, que fatura cerca de 60 milhões de euros anuais, mas que nunca colocou uma peça de mobiliário cá. A concorrência de duas empresas portuguesas tem dificultado a entrada da marca no mercado português, mas estamos com esperança de que, muito em breve, possamos ter algumas peças específicas de mobiliário para laboratórios no nosso showroom, para mostrar aos nossos clientes. Com um novo ano prestes a iniciar, chega o momento de definir os objetivos a alcançar no futuro. O que podemos espera da Buildemant para 2020? Acredito que 2020 será um ano recheado de muito trabalho, uma vez que já temos vários projetos em vista. Para 2019, tínhamos delineado o meio milhão de euros de faturação como objetivo, que foi atingido, sendo que para 2020 esperamos ter um crescimento na ordem dos 60 por cento. 2020 será também o ano em que vamos aumentar o nosso engagement nas nossas redes sociais, nomeadamente no nosso site. Pretendemos torná-lo mais dinâmico e numa forte ferramenta de divulgação da área de soluções técnicas para laboratórios. Procuraremos continuar a liderar pelo exemplo, a inovar e a trazer sempre uma lufada de ar fresco à nossa área e aos nossos clientes. CONTACTOS: Telef: 926 622 723 Email: geral@buildemant.pt

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TEAM TONY

“CRIAR CLIENTES PARA A VIDA” Tony Silva é o rosto por trás da Team Tony, que integra a Re/max Expo. Com 20 anos de experiência no mercado imobiliário, Tony Silva não tem dúvidas de que uma equipa faz a diferença junto do cliente e por isso, aposta hoje na construção de uma equipa de profissionais onde o rigor e transparência são palavras-chave. Em entrevista à Revista Business Portugal, o Tony revelou-nos o segredo para o êxito alcançado e partilhou os pilares em que assenta uma imobiliária de sucesso.

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equipa é um elemento primordial para o sucesso do projeto. Neste momento, a Team Tony está numa fase de reestruturação. Quais são os requisitos para pertencer à Team Tony? Continuamos a avançar com a renovação da equipa Team Tony. Acreditamos que quantas mais pessoas preparadas tivermos no terreno, melhor servimos os nossos clientes e mais produzimos. Isto será bom para todos e, consequentemente, mais resultados teremos. Os nossos agentes têm de estar na rua a falar com pessoas, a fazerem prospeção para cumprirem com o objetivo principal que é angariar clientes, vendedores e compradores. Somos uma equipa e as pessoas têm de colaborar para os resultados coletivos. Nós podemos indicar o caminho e treinar as pessoas para o seguirem, mas não os obrigo a nada. Numa equipa, para sermos líderes, temos de acolher as pessoas e tentar ensiná-las da melhor forma possível. Se querem ter sucesso, nós estamos cá para indicar esse caminho. Neste momento, na Re/max temos cerca de dez mil agentes imobiliários ao nível nacional. Para quem ouve é um número interessante, mas exige uma preparação constante de todos os agentes e brokers. Considero elemento chave que as pessoas tenham vontade e que acreditem nelas próprias. Para quem nunca trabalhou neste setor, queremos ensinar o caminho a percorrer, e esse caminho passa por muitas etapas, nomeadamente ir para a rua falar com pessoas. Isto é um negócio de pessoas. Temos de saber falar com elas, acolhê-las e perceber as necessidades de cada cliente. Esta equipa está baseada nisso, em criar confiança e empatia com o nosso cliente. Se houver essa confiança, os clientes voltam. É por isso que o meu lema é, e sempre foi: ‘Criar clientes para a vida’. A área imobiliária não é uma ciência, mas é necessário termos disciplina, uma forma correta de agir e sermos éticos e transparentes. Em relação aos agentes, estamos focados em formar e acompanha-los até ganharem as suas próprias ferramentas de trabalho. Em relação à equipa somos muito rigorosos nos nossos princípios. Prefiro ter uma equipa mais pequena, mas competente, profissional e bem instruída. 18 | Revista Business Portugal anuário 2019


TEAM TONY Rigor e transparência são duas palavras chave nesta atividade? Sem dúvida. Hoje em dia, a Re/max é o que é porque há rigor. Há um grande trabalho que foi desenvolvido pelos donos da marca em Portugal, primeiros donos de lojas, e pelos primeiros agentes, onde eu me enquadro. Esta empresa é uma máquina bem oleada. Não só a Re/max Internacional que criou esta empresa como modelo a seguir, mas também a Re/max Portugal com a sua excelente Liderança, e também por fim o nosso próprio Expogrupo, que está no grande palco europeu e também mundial, porque nós evoluímos durante vários anos com uma eficácia enorme que nos orgulha. O nosso modelo começou nos EUA, veio para Portugal através dos nossos “masters” Manuel Alvarez e Beatriz Rubio e as suas equipas, porque este trabalho tem de ser feito em equipa. Eles obviamente são excelentes líderes, porque sabem que sozinhos também não conseguiam. É em conjunto que se movem mundos e por isso, esta empresa hoje em dia está com uma força cada vez mais acentuada. A ética e transparência são valores que a nossa empresa não abdica. A empresa já tinha valores criados e nós só fomos acrescentando. Estes valores são valores próprios meus e por isso identificou-me com ela.

ouvir dez vezes ‘não’ para depois ouvir um ‘sim’. O ‘não’ está garantido, já o ‘sim’ está garantido se trabalharmos para ele. Devemos seguir o caminho até o ‘sim’ chegar. As pessoas têm muito a ideia de que esta é uma atividade muito lucrativa, e a verdade é que sim se trabalharmos para isso. Não nos podemos esquecer que quanto mais vendermos, mais ganhamos e só ganhamos se vendemos. Aqui não há ordenados. Os resultados alcançados são a principal motivação para o agente imobiliário querer fazer mais e melhor. A verdade é que quando o trabalho é reconhecido no mercado as pessoas vêm ao nosso encontro, que é o que acontece hoje em dia comigo. É esse tipo conhecimento que quero transmitir aos meus agentes, para que possam chegar a um patamar em que sejam completamente autónomos. Um patamar em que não tenham de andar à procura de clientes, mas que sejam os clientes que os procurem pela sua qualidade e profissionalismo.

A Re/Max Expo tem sido desde 2013 a melhor agência da Europa, fruto do trabalho contínuo e rigoroso da sua equipa comercial, brokers e staff. O ExpoGroup, ao qual a Re/Max Expo pertence, é também ele Líder Europeu!

A paixão equivale a 80 por cento do sucesso? Sim, sem dúvida. As pessoas não se podem levantar de manhã e pensar: ‘Que chatice, tenho que ir trabalhar’. Não podem ter esse tipo de postura. Todos os dias levanto-me com uma enorme vontade de vir trabalhar, porque sou apaixonado e amo o que faço. Acredito que, gostarmos do que fazemos e assumir essa atitude é meio caminho andado para atingir o sucesso. Todos os dias temos obstáculos na vida, mas se amarmos o que fazemos e se tivermos uma postura e mentalidade forte estamos no caminho certo para ultrapassar todas barreiras.

Equipas motivadas tendem a produzir mais e a ter maior desempenho. De que forma motiva a sua equipa a superar-se dia após dia? Através dos resultados. Um agente imobiliário normalmente vai

De acordo com o que projetou no início, de quantos elementos precisaria para ter uma equipa coesa? Não são precisos muitos, cinco a dez pessoas no máximo, sendo que pode crescer caso tenhamos Brokers-Empreendedores que queiram trabalhar neste nosso novo modelo. Eu sou o que nós na Re/max chamamos um agente puro, que paga um fee mensal para trabalhar, ou seja, recebo uma comissão mais alta mas também tenho outro tipo de encargos. O meu modelo é manter a equipa Pura e crescer através de uma equipa Broker-Empreendedor dentro da minha empresa. O que podemos esperar para o próximo ano? Quais são as perspetivas para 2020? Em 2020 a Team Tony vai alavancar a equipa e ter mais manpower, mas para a angariar precisamos de transmitir os nossos valores à equipa. Vamos aumentar a equipa com mais quatro ou cinco agentes, não alterando a forma como trabalhamos, apostando no rigor e na qualidade do recrutamento. Queremos ter agentes a trabalhar connosco que acreditem no nosso projeto, não só da Re/ Max, mas da Team Tony, onde o objetivo é resultados máximos!

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ARTIGO DE OPINIÃO

O FUTURO COM IGUALDADE

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m 2019 a CITE - Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego completou 40 anos de atividade. Criada em setembro de 1979, pela denominada “Lei da Igualdade”, a sua missão continua atual. O carácter tripartido e equilátero do órgão colegial, em que é igual o número de votos distribuídos por representantes do Estado e dos parceiros sociais, mantém-se um modelo inovador e garante a independência das deliberações. Como mecanismo nacional que prossegue a igualdade e a não discriminação entre homens e mulheres no mercado de trabalho e colabora na aplicação das disposições legais sobre esta matéria, a proteção na parentalidade e a conciliação da atividade profissional com a vida familiar, a CITE desenvolve atividade ao serviço dos trabalhadores e das trabalhadoras, das entidades empregadoras e da igualdade. Ao longo do tempo, a Comissão tem sido promotora e parceira de projetos que fomentam estudo e análise de boas práticas e estimulam o diálogo social com as empresas. A título exemplificativo, alguns dos mais recentes. O projeto-piloto De Igual para Igual nas Profissões, com o objetivo de consciencializar estudantes dos 6.º e 7.º anos do Ensino Básico para a desconstrução dos preconceitos e dos estereótipos de género nas profissões; o projeto Equality Platform and Standards, para construção de plataforma para monitorização da implementação das políticas públicas no âmbito da Agenda para a Igualdade no Mercado de Trabalho e produção do Documento de Referência Português para um Sistema de Gestão de Igualdade Salarial, e o projeto Parents@work, ao abrigo do programa Rights, Equality and Citizenship da União Europeia, visando o envolvimento de entidades empregadoras na conciliação vida profissional/vida familiar através da aprendizagem

mútua entre organismos de igualdade são novos desafios para os anos seguintes. Em paralelo, coordenar o iGen-Fórum Organizações para a Igualdade, que integra 68 organizações nacionais e multinacionais dos vários setores de atividade, que continuará a crescer, é um mais um desafio da CITE porquanto o objetivo comum é o de reforçar e evidenciar a cultura organizacional de responsabilidade social das organizações membros que incorporam nas estratégias e modelos de gestão o princípio da igualdade e não discriminação entre mulheres e homens no mercado de trabalho. Ainda como stakeholder no projeto Women on Boards - Mulheres nos Órgãos de Gestão das Empresas - Uma Abordagem Integrada, compete à CITE participar na definição de recomendações, soluções e estratégias para promover e consolidar a igualdade de género nas empresas e na sociedade portuguesa. As atribuições da CITE perpassam também pela formação e sensibilização de públicos-alvo no âmbito da sua missão. Por isso, tem dinamizado o Ciclo de Laboratórios de Igualdade entre Mulheres e Homens no Trabalho e no Emprego, que visa tratar a dimensão da igualdade no mercado de trabalho, combater a segregação nas profissões e eliminar a discriminação, bem como capacitar pessoas para a operacionalização de políticas e práticas organizacionais facilitando conhecimento e instrumentos promotores do desenvolvimento de competências em cada organização ou empresa. Acredito ser um dever de toda a sociedade encarar a igualdade como essencial à dignidade de cada ser humano. Como referiu Joss Whedon, a igualdade entre homens e mulheres é uma necessidade tão fundamental como é a força da gravidade.

JOANA GÍRIA Presidente da CITE - Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego • • • •

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Licenciou-se em Direito em 1991, fez estágio para ingresso na Ordem dos Advogados e, em 1993, iniciou atividade profissional como advogada, com predominância nas áreas do Direito do Trabalho e do Direito Comercial. De 1995 a dezembro de 2012, exerceu a sua atividade profissional na área jurídica da CITE. Em janeiro de 2015, por despacho do Ministro da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, foi designada, em comissão de serviço, pelo período de 5 anos, para o cargo de presidente da CITE. É casada e mãe de uma filha e de um filho.


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WIÑK

"O NOSSO FOCO SÃO OS SERVIÇOS DIRECIONADOS PARA AS PESTANAS E SOBRANCELHAS" Filipa Muñoz de Oliveira, CEO

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WIÑK

OLHAR EMPREENDEDOR Nesta edição da Revista Business Portugal, damos a conhecer Filipa Muñoz de Oliveira, mentora da marca portuguesa, pioneira no método de threading (depilação com fio). A Wiñk pretende dar a todas as mulheres a possibilidade de terem um olhar mais marcante, adaptado às suas feições. Criativa desde tenra idade, a empreendedora conta-nos que a Wiñk acabou por surgir de uma necessidade própria, assim como o HairBar, a mais recente marca lançada, que promete revolucionar o mundo dos cabelos.

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m que momento decide arriscar e introduzir este método inovador em Portugal? Apesar de ter cursado Gestão na Universidade Católica, a área de Marketing sempre me interessou bastante. Quando terminei o curso, trabalhei na Jerónimo Martins, uma ótima escola, tendo depois uma passagem de dois anos na área de marketing do antigo Feira Nova. Depois de casar, acompanhei o meu marido, que entrou na Columbia Business School, em Nova Iorque. Nesse período, tirei alguns cursos, entre os quais em Marketing Digital e Espanhol, tendo tido mais tarde a oportunidade de entrar no Client Advisory Department da Christie’s, uma das maiores leiloeiras do mundo. Quando o meu marido terminou o MBA, recebeu uma proposta para ir trabalhar para Londres e lá fomos nós em mais uma aventura. Em Londres trabalhei na BSkyB, onde comecei por ser assistente de marketing, tendo alcançado a posição de chefia, após algum tempo no projeto. Foi durante a nossa passagem por Londres que conheci o método de threading. A verdade é que esta técnica me prendeu o olhar desde o primeiro segundo, fiquei horas a ver duas senhoras indianas a fazer aquilo. Quando experimentei, fiquei apaixonada pelo resultado final e nunca mais fiz as minhas sobrancelhas de outra maneira. Entretanto, o meu marido recebeu uma proposta de emprego em Portugal. Sabía-

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WIÑK

“As pessoas ficaram curiosas com o que tínhamos para oferecer e começaram a querer experimentar. Nesse dia pensei: ‘Isto vai correr bem, isto vai funcionar’” - Filipa Muñoz de Oliveira mos que era uma boa altura para regressarmos ao nosso país, mas apesar do meu marido ter emprego garantido, o meu futuro profissional estava incerto. Foi então que um dia, enquanto estava a fazer as sobrancelhas, dei por mim a pensar: ‘Onde é que vou arranjar assim as sobrancelhas?’ e, naquele momento, juntei um mais um e pensei: ‘Vou levar isto para Lisboa’. Quando revelei as minhas intenções as pessoas diziam que eu era louca, mas a verdade é que toda a gente que experimentava este método de depilação gostava. Após algumas pesquisas, percebi que em Portugal não havia este tipo de mercado e o grande desafio que tinha pela frente. Mas como estava tão certa que era um método com grande aceitação, só precisava fazer com que experimentassem pela primeira vez. Foi então que, ainda a viver em Londres, pedi uma reunião nas Amoreiras, local onde considerei que o tipo de público se encaixava no modelo do negócio. Estava perante um enorme desafio: mostrar as mais-valias deste negócio para o espaço. Apresentei o método threading e o seu diferencial: uma técnica muito mais saudável, muito mais higiénica e que faz muito melhor à pele. Uma tendência que iria chegar à Europa. A verdade é que eles não tinham nada a perder ao aceitarem a minha proposta e assim foi, aceitaram. O grande desafio que se seguiu foi encontrar pessoas que conhecessem a técnica e falassem português, para darem formação às colaboradoras. Quando finalmente encontrei uma mulher, indiana, que preenchia os requisitos fui buscar jovens a escolas de estética e colocamos mãos-à-obra, em fevereiro de 2007. O mercado português, e sobretudo as mulheres portuguesas, acolheram bem esta técnica de depilação inovadora? No início, as pessoas ficaram um pouco surpreendidas porque não conheciam a técnica. Tivemos de andar a convidar pessoas a experimentar o que tínhamos para oferecer. Fomos ter com uma senhora e convidamo-la a experimentar, ela sentou-se numa das nossas cadeiras, às 12h30, e até hoje nunca mais parámos. As pessoas ficaram curiosas com o que tínhamos para oferecer e começaram a querer experimentar. Nesse dia pensei: ‘Isto vai correr bem, isto vai funcionar’. E a pouco e pouco fomos conquistando o mercado. A verdade é que a maioria das pessoas estava insatisfeita com o tipo de serviço existente, porque as esteticistas não estão focadas nisto e utilizam técnicas mais tradicionais, como a pinça e cera, que são piores para a pele e, normalmente, são mais dolorosas. O certo é que desde

aquele dia as coisas foram sempre crescendo, organicamente. A Wiñk é hoje especialista em serviços de pestanas e sobrancelhas. Quais os serviços que têm para oferecer a quem vos procura? Hoje, já realizamos todo o tipo de depilação facial, recorrendo a este método. No entanto, o nosso foco são os serviços direcionados para as pestanas e sobrancelhas. No que diz respeito às pestanas, realizamos extensão de pestanas, pestanas express, lifting de pestanas, permanentes e tinturas. Em sobrancelhas também temos um vasto leque de serviços, que vão desde a depilação, henna, tintura e permanente, dermopigmentação, ou seja, temos todo o tipo de serviços. Mais recentemente, apostamos na venda de produtos. Esta aposta surgiu em resposta às inúmeras solicitações de clientes, que chegavam até nós em busca dos mais variados produtos. Como à altura não tínhamos esses produtos para venda, acabávamos por indicar às nossas clientes outros estabelecimentos. Foi então que percebemos que poderíamos aproveitar também este mercado e que a venda de produtos poderia ser uma mais-valia para a Wiñk. Fomos começando pouco a pouco e fomos criando uma gama de produtos dedicados apenas às sobrancelhas. Hoje em dia, já temos uma gama diversificada de produtos de grande qualidade, todos produzidos na Europa, inclusive alguns em Portugal. Com um percurso marcado por um crescimento orgânico e sustentável foram abrindo vários outros espaços dentro e fora do país. Atualmente, qual é a dimensão da Wiñk? Fomos crescendo de forma muito sustentada, introduzindo gradualmente novos serviços que vieram colmatar as necessidades dos nossos clientes. Tornou-se importante avançar para a abertura de lojas que nos permitissem ter outro tipo de serviços, que os quiosques não permitiam, e que, acima de tudo, dessem aos clientes maior privacidade. A abertura de

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WIÑK lojas foi um sucesso e hoje já contamos com 35 em todo o país, sendo que, brevemente, iremos abrir a 16ª loja no Brasil, mais especificamente no Rio de Janeiro. Curiosamente, o Rio foi uma surpresa boa. Quando lá chegámos a concorrência era imensa, no entanto, uma marca como a nossa, com esta qualidade e a fazer linha do princípio ao fim, não existia. Conseguimos, de forma sólida e gradual, entrar no mercado e ir conquistando terreno. Sinto-me muito orgulhosa por ter conseguido alcançar esta posição naquele mercado tão específico e continuar em força. Atualmente, também estamos em Espanha, que sempre foi um mercado onde queríamos entrar. Há dois anos, recebi um convite do responsável do El Corte Inglés da Galiza para abrir um espaço no El Corte Inglés de Vigo, o que me pareceu uma ótima ideia porque, para uma marca estrangeira, dá um selo de qualidade. Decidimos arriscar e fomos para Vigo, muito posicionados em sobrancelhas, que era o que funcionava aqui e que funcionou durante estes anos todos, mas em Espanha as mulheres gostam mais de pestanas e estavam menos preocupadas com sobrancelhas. Perante este diferencial, tivemos de nos reposicionar. Para além disso, as pessoas acharam caro o nosso serviço e tivemos que baixar o valor e ao fim de dois anos parece que, finalmente, estamos a crescer. Mais recentemente, o El Corte Inglés apresentou-me uma proposta para Madrid, mas queriam que colocássemos o serviço de unhas. Uma proposta que inicialmente recusei, por desvirtuar o nosso conceito. A verdade é que a ideia acabou por me convencer e muito em breve iremos abrir um espaço em Getafe – Madrid, com esse novo serviço, feito em parceria com a Nails4Us. Apostou recentemente na criação de uma nova marca. Fale-nos um pouco deste novo projeto, que promete revo-

lucionar o mercado. Lancei um novo negócio no Centro Comercial Colombo, que tem apenas como foco penteados. O HairBar, curiosamente, é outra marca que surgiu de uma necessidade minha. Este novo projeto vai ser outra batalha, porque mais uma vez vou ter de criar necessidade nas pessoas. O HairBar foca-se nos serviços de lavar e secar o cabelo e pretende ser uma solução para todas as pessoas que não querem perder horas em filas nos cabeleireiros, à espera de algo tão simples. Espero que as pessoas visitem a nossa lindíssima loja e aproveitem este serviço tão simples, mas que ao mesmo tempo pode revolucionar a vida de qualquer mulher. Para garantir um serviço de excelência trabalhamos com marcas de elevada qualidade, sem que o preço seja elevado. Aliás, o nosso serviço destaca-se também por ter uma ótima relação qualidade-preço: 14,90€ por pentear e lavar. Podemos, portanto, afirmar que o futuro da Filipa e das suas marcas vai sempre passar pela criatividade e inovação? Certamente. Não sou o tipo de pessoa que deseja inventar algo surpreendente e sem precedentes. Prefiro coisas mais simples e que surgem naturalmente, mas que sejam uma mais-valia para os seus utilizadores. Nunca estive presa à ideia: ‘Tenho que criar algo que não existe’. A verdade é que o sucesso por vezes está em reinventar. Agarrar uma ideia e trabalhá-la de forma mais criativa, diferente e inovadora. Eu não sou cabeleireira, não sou esteticista, mas sou consumidora e foi nessa ótica que criei estes dois negócios. Às vezes é importante vermos pela ótica do consumidor e perceber quais são as suas necessidades atuais. É importante não estagnar, pensar em serviços novos, mas mais importante do que isso é perceber o que o mercado e os consumidores precisam e

LOJAS WIÑK

Amoreiras

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Cascais


WIÑK dar resposta às suas necessidades. É esta ótica, assente nas necessidades do consumidor, que faz de si uma boa líder? Eu tento, sobretudo, liderar pelo exemplo. Digo muitas vezes às minhas gerentes de loja que se querem uma equipa flexível, elas têm que ser flexíveis. Se querem que a sua equipa tenha o melhor atendimento, elas têm que ter o melhor atendimento. A nossa equipa faz o que nós, líderes, fazemos. Portanto, tudo o que começa em mim, passa para a supervisão e depois para as gerentes de loja e depois para as equipas. É importantíssimo transmitir estes valores às nossas gerentes de loja, porque são elas que lideram as diversas equipas que temos, são elas que são responsáveis pela loja e pelo serviço prestado dentro dela. Por isso, tento transmitir às gerentes de loja este conceito e procuramos que elas vejam aquele espaço como um mini negócio delas. Procuramos que sejam boas ‘professoras’, porque um bom líder tem de saber ensinar a sua equipa a ser melhor.

os clientes. A Wiñk cresceu porque nós não nos limitamos a prestar o serviço. São todos os cuidados que temos, que vão desde o conforto, ao atendimento e à apresentação dos nossos espaços e das nossas colaboradoras que fazem a diferença. Sendo uma mulher empreendedora, que mensagem gostaria de deixar a todas as mulheres que pretendem arriscar e criar o seu próprio negócio? Nem toda a gente tem perfil para ser empreendedor. Por vezes, as pessoas têm boas ideias, mas têm medo de arriscar e não são boas a executar. Há sempre risco, não há negócio nenhum sem risco. Se estivermos a ver tudo ao pormenor antes de criar o negócio, porque não queremos correr riscos, nunca vamos sair do lugar. Há sempre coisas a melhorar e se estivermos à espera que tudo esteja perfeito para finalmente nos lançarmos no mercado, nunca o vamos conseguir. Temos que nos lançar, sem medos. Há uma parte muito difícil, que é conjugar a nossa vida profissional com a vida familiar, porque ser empreendedor dá muito trabalho e exige muito sacrifício, mas não nos podemos esquecer que não há sucesso sem sacrifício pessoal. É fundamental encontramos o nosso equilíbrio, arriscar e executar. Vejam onde está o vosso fator diferenciador, tem sempre que haver algo que vos diferencie dos restantes projetos. Se considerarem que existem falhas na parte de execução, peçam ajuda. Mas arrisquem e sejam fiéis àquilo que projetaram. Há muitas pessoas que vos vão chamar de loucas, mas se não experimentarmos nunca iremos saber.

“Nós temos uma regra de ouro que é tão importante quanto simples: ‘Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti’, por isso, somos muito exigentes na forma como as nossas funcionárias tratam os clientes” - Filipa Muñoz de Oliveira

É este, também, um dos vossos diferenciais? Sim, sem dúvida. Nós oferecemos uma experiência, não prestamos apenas um serviço. As nossas lojas oferecem conforto, as nossas funcionárias são extremamente profissionais, porque somos muito exigentes e apostamos em formações de qualidade. Acredito que criamos uma experiência inconsciente. A pessoa vai à nossa loja, sente-se bem e nem percebe bem porquê. Nós temos uma regra de ouro que é tão importante quanto simples: ‘Faz aos outros o que gostarias que fizessem a ti’, por isso, somos muito exigentes na forma como as nossas funcionárias tratam

Colombo

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ARTIGO DE OPINIÃO

LIDERAR A RESPOSTA AOS DESAFIOS DO FUTURO Olhando para ano que vai começar, deparamo-nos com perspetivas adversas, que escapam, em grande medida, ao nosso controlo e nos impelem a procurar nas nossas próprias forças uma resposta mais positiva, que nos faça encontrar um rumo promissor para o nosso país. Num contexto em que a elevada incerteza relacionada com as tensões comerciais não diminui (todos os dias somos confrontados com mais ameaças), o mundo e, em especial, a Europa parecem ter entrado num período prolongado de crescimento reduzido. É neste enquadramento que temos de enfrentar os grandes desafios de fundo que se colocam à economia e, de um modo geral, à sociedade. Vencê-los é condição indispensável para atingir os objetivos da prosperidade e crescimento a que aspiramos.

Destacaria, a este nível: • O desafio da inovação e da transformação digital e tecnológica, que exige mais investimento, profissionais qualificados e lideranças empresariais que saibam definir estratégias e conduzir as mudanças daí decorrentes. • O desafio da demografia, cujas tendências terão um impacto profundo na economia e no mercado de trabalho, para além das suas repercussões na sustentabilidade dos sistemas de saúde e de segurança social. • O desafio dos mercados globais, sujeitos às ameaças da onda de protecionismo que hoje vivemos, mas onde as empresas se habituaram, contra ventos e marés, a explorar oportunidades para crescer. • O desafio do endividamento, do Estado e das empresas, onde encontramos um forte constrangimento ao investimento. • O desafio ambiental e da exploração racional dos recursos, para o qual a sociedade está cada vez mais desperta e que só poderá ser vencido com as empresas. Todos estes desafios estão profundamente relacionados com a produtividade das empresas, seja oferecendo oportunidades que, se corretamente exploradas potenciarão a sua evolução, seja como condição para que sejam enfrentados com sucesso. Será, pois, através da aposta nas empresas que poderemos abrir perspetivas para um futuro mais próspero para Portugal. A resposta está nas empresas, individualmente, mas também coletivamente, através do associativismo. Nos tempos mais exigentes que atravessamos, os desafios que se colocam às empresas refletem-se necessariamente no movimento associativo empresarial. Tanto os desafios de um mundo em mudança acelerada, como os que são específicos da sociedade portuguesa, tornam mais urgente a necessidade de nos reinventarmos, procurando uma nova proposta de valor, um conjunto de soluções que prepare as associações para enfrentar o futuro com sucesso. Só assim o associativismo poderá manter-se como o farol de navegação das empresas. É este o objetivo que, enquanto líder da CIP, me continuará a nortear, ao serviço das empresas. ANTÓNIO SARAIVA, PRESIDENTE

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VI Gala Portugal - China anuário 2019 Revista Business Portugal | 29


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DIT BUSINESS AWARDS Os DIT Business Awards são um evento anual, organizado pelo Department for International Trade (DIT) em Portugal. Uma iniciativa que tem como objetivo reconhecer publicamente o esforço das empresas portuguesas que investiram no Reino Unido no último ano, assim como o sucesso das empresas britânicas em Portugal. No último ano, a equipa de investimento do DIT em Lisboa apoiou até à meta final 13 projetos, que resultaram no estabelecimento de empresas portuguesas no Reino Unido e/ou na expansão das suas operações neste mercado, o que equivale a um plano de investimento global de cerca de 1.4 mil milhões de euros e 696 novos postos de trabalho. Relativamente às empresas portuguesas, a categoria International Expansion premiou a A4F, a Blueworks, a Constructel, a Infraspeak, e a TrueWind. Por outro lado, a S24 Group foi premiada na categoria Investment Growth, enquanto que a EDP Group foi distinguida na categoria Significant Investor. Nesta edição foram ainda distinguidas 14 empresas britânicas a operar em Portugal, pautadas pelo sucesso e pelo contributo para a agenda de crescimento económico do governo britânico. Neste âmbito foram premiadas a AstraZeneca, a Babcock International Group, a Bonhams, a Coates Global, a Ebury, a EY, a Leonardo Helicopters, a Metaswitch, a Paysafe Group, e a Seven Technologies Group na categoria Export Growth. Premiando o investimento direto, a Whitestar, a Blip (Grupo Paddy Power Betfair), a Round Hill Capital e a Savannah Resources e receberam o prémio de Overseas Direct Investment. A novidade desta edição foi a categoria de Institutional Partner, na qual foi reconhecida a excelente colaboração desenvolvida com um parceiro estratégico, com o objetivo de promover as relações bilaterais entre Portugal e o Reino Unido. Esta categoria distinguiu a idD Portugal, Plataforma das Indústrias de Defesa Nacionais. A cerimónia de entrega dos DIT Business Awards contou com a presença do Comissário para o Comércio na Europa, Andrew Mitchell, que entregou os prémios em conjunto com o Embaixador Britânico em Portugal, Christopher Sainty.

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The DIT Business Awards is an annual event organized by the Department for International Trade (DIT) in Portugal. An initiative that aims to publicly acknowledge the efforts of Portuguese companies that invested in the United Kingdom last year, as well as the success of British companies in Portugal. Last year, DIT’s Lisbon investment team supported 13 projects to the final target, which resulted in the establishment of Portuguese companies in the United Kingdom and/or the expansion of their operations in this market, which is equivalent to a global investment plan of 1.4 billion euros and 696 new jobs. According to the portuguese companies, the International Expansion category awarded A4F, Blueworks, Constructel, Infraspeak, and TrueWind. On the other hand, S24 Group was awarded in the Investment Growth category, while EDP Group was awarded in the Significant Investor category. In this edition, 14 British companies operating in Portugal were also distinguished, based on their success and contribution to the British government’s economic growth agenda. AstraZeneca, Babcock International Group, Bonhams, Coates Global, Ebury, EY, Leonardo Helicopters, Metaswitch, Paysafe Group and Seven Technologies Group were awarded in the Export Growth category. Awarding direct investment, Whitestar, Paddy Power Betfair Group (Blip), Round Hill Capital and Savannah Resources received the Overseas Direct Investment award. The novelty of this edition was the Institutional Partner category, which recognized the excellent collaboration developed with a strategic partner, with the aim of promoting bilateral relations between Portugal and the United Kingdom. This category distinguished idD Portugal, Platform of National Defense Industries. The DIT Business Awards ceremony was attended by European Trade Commissioner Andrew Mitchell, who presented the awards with the British Ambassador in Portugal, Christopher Sainty.


VI GALA PORTUGAL - CHINA ‘Belt & Road’ e o Novo Ciclo das Relações Bilaterais

‘Belt & Road’ and the new cycle of bilateral relations

A 6º Gala Portugal-China subordinada ao tema” ‘Belt & Road’ e o Novo Ciclo das Relações Bilaterais” aconteceu no dia treze de novembro no Casino do Estoril. O evento contou com vários convidados, assim como com o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, a Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Teresa Ribeiro, os Embaixadores da República Popular da China em Lisboa, Cai Run, e de Portugal em Pequim, José Augusto Duarte e inúmeros empresários, instituições e associações ligadas à relação entre os dois países. Os Prémios de Mérito Empresarial foram entregues durante o jantar de gala. Prémios esses que pretenderam distinguir empresas, entidades ou personalidades que mais se destacaram nas relações bilaterais, durante o ano de 2019. Este ano, o Prémio de Comércio Externo foi entregue à Agrupalto. Foram ainda premiadas a COFCO International e a Elastron com o prémio investimento na China e em Portugal, respetivamente. Diane Villax foi distinguida pelo seu trabalho e dedicação na Hovione com o prémio carreira. O prémio personalidade do ano foi entregue ao Embaixador português em Pequim, José Augusto Duarte. A Gala Portugal-China está cada vez mais enraizada no contexto bilateral e é uma referência para todos os que dinamizam este universo.

The 6th Portugal-China Gala according to the theme ‘Belt & Road’ and the New Cycle of Bilateral Relations’ took place on November 13th at the Casino do Estoril. The event was attended by several guests, such as the Minister of Infrastructure and Housing, Pedro Nuno Santos, the Secretary of State for Foreign Affairs and Cooperation, Teresa Ribeiro, the Ambassador of the People’s Republic of China in Lisbon, Cai Run, and Portugal in Beijing, Jose Augusto Duarte and numerous businessmen, institutions and associations related to the relationship between the two countries. The Corporate Merit Awards were presented during the gala dinner. These awards aim to distinguish companies, entities or personalities that stood out in bilateral relations during 2019. This year, Agrupalto received The Foreign Trade Award. COFCO International and Elastron were awarded the investment prize in China and Portugal, respectively.Diane Villax was distinguished for her work and dedication at Hovione with the career award. The personality of the year award was presented to the Portuguese Ambassador in Beijing, José Augusto Duarte. The Portugal-China Gala is increasingly rooted in the bilateral context and is already a reference for all the people that dynamize this universe.


WHITESTAR ASSET SOLUTIONS

A EMPRESA FELIZ QUE GERE 8 MIL MILHÕES EM ATIVOS THE HAPPY COMPANY THAT MANAGES 8 THOUSAND MILLION IN ASSETS Fundada em 2007, a Whitestar Asset Solutions, Founded in 2007, Whitestar Asset Solutions, detida pela Arrow Global, é a referência em owned by Arrow Global, is the Portugal reference Portugal na recuperação e gestão de carteiras de on the recovery and management of credit and crédito e imobiliário, pautada por uma cultura de real estate portfolios, based on a work culture trabalho dirigida para a performance. A Revista directed by performance. The Business Portugal Business Portugal esteve à conversa com Isabel Magazine spoke with Isabel Teixeira, Servicing Teixeira, Servicing Director da empresa. Director of the company.

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hitestar Asset Solutions – A “One Stop Shop” na gestão de carteiras de crédito e imobiliário. A Whitestar Asset Solutions é o maior Servicer em Portugal que, desde 2015, pertence ao acionista britânico Arrow Gobal Group. Têm sob gestão 8 mil milhões de euros em ativos – crédito malparado e imóveis. Possuem dois escritórios em Portugal, em Oeiras e no Porto, e cerca de 600 colaboradores. Garantem uma oferta de serviços relacionados, tais como consultoria, gestão imobiliária, titularização e estruturação, business analytics, entre outros. Em conversa, Isabel Teixeira explica qual é o core business da empresa, “fazemos a recuperação de crédito, privilegiando sempre a vertente amigável, não só por uma questão social, mas também por uma questão de custos. A vertente judicial para além de ser mais cara também é mais agressiva”. A Whitestar Asset Solutions acompanha o processo do início ao fim, “desde o momento em que um crédito é posto à venda até ao momento em que é convertido em dinheiro e depositado na conta”, sempre seguido por equipas internas especializadas. Consideram o investimento da empresa britânica, Arrow Global, bastante importante, “não apenas ao nível da injeção de capital, como da cultura de tratamento do cliente-devedor, somos provavelmente o único Servicer que tem um projeto estruturado de Customer Journey”, em que “o nosso objetivo é fazer dinheiro, mas não a qualquer custo, temos um projeto que pressupõe o cuidado com os clientes vulneráveis, tentamos ao máximo ter acordos de pagamento que sejam sustentáveis”, conclui.

hitestar Asset Solutions – “One Stop Shop” on the management of credit and real estate portfolios Whitestar Asset Solutions is the largest Servicer in Portugal which, since 2015, belongs to the UK shareholder Arrow Gobal Group. They have 8 billion euros in assets under management - bad loans and real estate. They have two offices in Portugal, Oeiras and Porto, and around 600 employees. They guarantee a range of related services, such as consulting, real estate management, securitization and structuring, business analytics, among others. In conversation, Isabel Teixeira explains what is the core business of the company, “we do credit recovery, always privileging the friendly aspect, not only for social reasons, but also for costs. The judicial aspect, besides being more expensive, is also more aggressive”. Whitestar Asset Solutions follows the process from the beginning to the end, “from the moment a credit is offered for sale to the time that it is converted into cash and deposited in the account”, always followed by specialized in-house teams. They consider the investment of the British company, Arrow Global, very important, “not only in terms of capital injection, but also in the culture of customer-debtor treatment, we are probably the only Servicer that has a structured Customer Journey project”, where “Our goal is to make money, but not at any cost, we have a project that assumes care for vulnerable customers, we try our best to have payment agreements that are sustainable”, concludes.

Equipa especializada e orientada para soluções Tailor Made

Specialized team focused on Tailor Made solutions

Pautados por uma equipa multidisciplinar, desde “advogados, gestores, avaliadores, economistas, entre outras funções”, praticamente não recorrem a outsourcing, destacam-se pelo serviço in-house, o que faz com que o mesmo seja especial e especializado. A maior Servicer de Portugal tenta segmentar ao máximo o

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Guided by a multidisciplinary team, from “lawyers, managers, appraisers, economists, among other functions”, almost no outsourcing occurs, the company stands out for the internal service, that makes it special and specialized. A larger Portugal Service tries to segment the service to the maximum, “not only to ensure special management for the inves-


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serviço, “não só para assegurarmos uma gestão especial para o investidor, mas também um tratamento especializado do próprio cliente” adaptando a solução que encontram para o devedor. Neste processo, muitas vezes ficam com os imóveis, “seja via processo judicial, seja porque damos a possibilidade ao devedor de entregá-los”. Têm ainda o segmento de Real Estate, em que, em parceria com cerca de 400 agências imobiliárias a nível nacional, procuram oferecer uma solução tailor made para o cliente investidor, “em sítios onde as grandes agências não são as mais convenientes, vamos à procura da pequena imobiliária”, remata a entrevistada.

Uma cultura de trabalho focada no lado humano Na Whitestar Asset Solutions “há uma cultura de trabalho, mas há sobretudo uma cultura de meta”. O trabalho por si só não é a chave do sucesso. Na empresa, baseiam-se no Programa “Lean” – cujo objetivo é atingir a máxima eficiência, “os colaboradores são convidados a sugerirem formas do seu trabalho ser mais produtivo, de modo a eliminarem desperdício, por exemplo, suprimindo certas tarefas que podem ser automatizadas e escolhendo fazer outras com valor acrescentado”. Consideram-se uma empresa feliz, resiliente, onde o elevado nível de performance faz parte do ADN. Todos os colaboradores são orientados para a sua função, sabendo qual é a meta que têm que atingir, focando-se na superação individual e, por sua vez, nos desafios em equipa, “portanto, no final, todos ganham”, reitera.

tor, but also for the client’s own specialized treatment”, adapting a solution for the debtor. In this process, they often keep the properties, “either through judicial process, or because we have the possibility to return them”. The company also has the real estate segment, in which, in partnership with about 400 real estate agencies nationwide, they try to offer a tailor made solution for the investor client, “in places where large agencies are no longer convenient, we contact small real estate”, shoots the interviewee.

A work culture focused on the human side In Whitestar Asset Solutions company “there is a work culture, but above all, there is a goal culture”. Work by itself is not the key to success. In the company, we are based on the “Lean” Program - which aims to achieve maximum efficiency, “employees are asked to suggest ways in which their work will be more productive, so as to eliminate waste, for example, by suppressing certain tasks that may be automated and choosing to make others with added value”. They consider themselves a happy and resilient company, where high performance is a part of the ADN. All the employees are oriented towards their role, knowing what goal they need to achieve, focusing on overcoming themselves and, in turn, on team challenges, “so in the end, everyone wins,” she reiterates.

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WHITESTAR ASSET SOLUTIONS

A Whitestar Asset Solutions foi eleita “Overseas Direct Investment” pelo Department for International Trade em Portugal. A empresa diz que este é o quarto prémio que recebe em 2019 e que “não banalizam prémios”, é “muito importante” serem reconhecidos pelo trabalho além-fronteiras que têm feito

Inovação – da educação à literacia financeira A Whitestar Asset Solutions , em conjunto com a Junior Achievement Portugal, tem desenvolvido ações de voluntariado em literacia financeira. Recentemente, realizaram um Innovation Challenge com cerca de cem jovens, dos 15 aos 19 anos, “em conjunto com 25 mentores, organizaram-se em grupos para encontrar a melhor solução de chegar ao nosso devedor. Avaliamos as melhores ideias e, inclusive, vamos ter algumas em consideração, porque são uma visão outside the box para o negócio”. Acrescentam ainda, “nós prevenimos o sobre-endividamento, daí a literacia financeira ser tão importante, uma das principais causas é a falta da mesma, daí querermos seguir a missão da Arrow Global – Building Better Financial Futures” – isto é, construindo melhores futuros financeiros para todos.

Vencedores do prémio “Overseas Direct Investment” nos DIT Business Awards A Whitestar Asset Solutions foi eleita “Overseas Direct Investment” pelo Department for International Trade em Portugal. A empresa diz que este é o quarto prémio que recebe em 2019 e que “não banalizam prémios”, é “muito importante” serem reconhecidos pelo trabalho além-fronteiras que têm feito. Neste contexto, destacam, mais uma vez, o papel da acionista única Arrow Global, “o nosso acionista a 100 por cento”, orgulhando-se por “integrar um grupo que tem mais de 2.500 colaboradores, presente em 5 geografias e cotado na bolsa de Londres”. Apresentam-se no mercado como “a estrela do grupo Arrow” e destacam o investimento que um dos principais grupos económicos europeus faz na empresa, “todas as regras que o acionista tem que cumprir no Reino Unido, são adaptadas e cumpridas pela nossa empresa cá”.

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Innovation – from education to financial literacy Whitestar Asset Solutions, in conjunction with Junior Achievement Portugal, has been developing volunteer actions dedicated to financial literacy. They recently held an Innovation Challenge with about 100 young people aged 15-19, “together with 25 mentors, they were organized into groups to find the best solution to reach our debtor. We evaluate the best ideas and even consider some, because they are an outside the box vision for the business”. Isabel Teixeira add, “We prevent debt distress, so financial literacy is really important, considering that one of the main causes is the lack of debt, so we want to follow Arrow Global’s mission - Building Better Financial Futures”.

“Overseas Direct Investment” Award Winners at DIT Business Awards Whitestar Asset Solutions received the “Overseas Direct Investment” award by the Department for International Trade in Portugal. The Servicing Director says that this is the fourth award they received in 2019 and that “they do not trivialize awards”, it is “very important” to be recognized for their cross-border work. In this context, Isabel Teixeira, once again, highlights the role of their single shareholder Arrow Global, “our 100 per cent shareholder”, being proud to “integrate a group of more than 2.500 employees, present in 5 geographies and listed on the London Stock Exchange”. Presenting themselves on the market as “the star of the Arrow group” and highlighting the investment that one of the leading European economic groups makes in the company, “all the rules that the shareholder has to comply with in the UK are adapted and followed by our company here”.


WHITESTAR ASSET SOLUTIONS

Whitestar Asset Solutions received the “Overseas Direct Investment” award by the Department for International Trade in Portugal. The Servicing Director says that this is the fourth award they received in 2019 and that “they do not trivialize awards”, it is “very important” to be recognized for their cross-border work Quinta da Fonte, R. Quinta da Quintã n.ºs 6 e 6 A 2770-203 Paço De Arcos Portugal Telef: +351 211 596 000 Fax: +351 213 845 409 Email: properties@whitestar.pt www.whitestar.pt

O futuro Para Isabel Teixeira, o balanço dos últimos anos não podia ser mais positivo. Em 2018, viram-se “positivamente obrigados” pelos devedores a pedir o livro de elogios, pelo tratamento de qualidade. Todos os meses recebem também cartas e emails de agradecimento pela forma como geriram os processos dos clientes. O objetivo é o de continuar a crescer ao nível dos negócios, sempre sustentados na política de eficiência que já têm instituída. Avizinha-se um futuro favorável, “temos um pipeline de carteiras bastante significativo, portanto o objetivo é o de agarrar os negócios”. Por fim, gostava de desmitificar a imagem negativa que existe dos NPL (Non-performing Loans), remata: “Nós somos necessários”. A Whitestar Asset Solutions defende que haja uma regulamentação que permita separar empresas que se pautam por boas condutas, como é o caso, daquelas que não seguem esse tipo de regras.

The future According to Isabel Teixeira, the balance of recent years could not be more positive. In 2018 they were “positively obliged” by debtors to ask for the compliment book for the quality treatment. Every month they receive letters and emails of thanks, considering how they managed the customer processes. The goal is to continue to grow at the business level, always supported by the efficiency policy they have already instituted in the company. A favorable future is ahead, “we have a very significant portfolio pipeline, so the goal is to ‘grab’ the business”. Finally, she would like to demystify the negative image that exists of the NPL (Non-performing Loans), concluding: “we are necessary”. Whitestar Asset Solutions argues that must exist a regulation to separate companies that are guided by good conducts, as is the case, from those that don’t follow that rules.

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AGRUPALTO

TRABALHAR PARA O SUCESSO DA AGRUPALTO WORK FOR AGRUPALTO’S SUCCESS Em entrevista à Revista Business Portugal, Nuno Correia, Presidente da Agrupalto, abordou as preocupações com a sustentabilidade, apresentou as mais-valias das relações bilaterais entre Portugal-China e desvendou alguns projetos para 2020.

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In an interview with Business Portugal Magazine, Nuno Correia, President of Agrupalto, talk about sustainability concerns, presented the added value of bilateral relations between Portugal-China and unveiled some projects for 2020.

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presente a Agrupalto. A Agrupalto é a maior organização de produtores agropecuários, que se dedica exclusivamente à produção de suínos. A Agrupalto cresceu de forma sustentada, ganhou o seu espaço no setor agropecuário e é hoje uma referência nacional, quer em termos comerciais, quer em índices produtivos, que nos dá a competitividade necessária para estar nos mercados internacionais.

ntroduce Agrupalto. Agrupalto is the largest organization of agricultural producers, which is exclusively dedicated to the production of pigs. Agrupalto has grown sustainably, gained it’s place in the agricultural sector and is today a national reference, both in terms of trade and production indexes, which give it the necessary competitiveness to be in international markets.

Estão presentes no mercado internacional, qual o país que mais se destaca? Sem dúvida que a China é o país que mais se destaca na nossa estratégia comercial mas, nos próximos quatro anos queremos consolidar a nossa presença neste país. Já estamos a exportar há quase um ano e temos tido um feedback muito positivo por parte dos clientes chineses, o que nos dá a confiança para continuarmos a investir e acreditar cada vez mais neste negócio.

Are you present in the international market, which are the countries that stand out? China, without doubt, is the country that stands out most in our trade strategy, but over the next four years we want to consolidate our presence in this country. We have been exporting for almost a year now and we have had a very positive feedback from Chinese customers, which give us the confidence to continue investing and increasingly believing in this business.

Quais são as vossas preocupações a nível ecológico? Desde há uns anos que apostamos fortemente na tecnologia. Fomos pioneiros, a nível mundial, na implementação da zootecnia de precisão em suínos, com a ferramenta FarmControl. Assim conseguimos monitorizar, em tempo real, todos os nossos gastos energéticos e de água, conseguindo assim, otimizar todas as unidades diminuindo a nossa pegada ecológica. Todos os nossos efluentes orgânicos são utilizados para valorização agrícola, contribuindo assim para a diminuição da utilização de adubos químicos na agricultura.

What are your ecological concerns? We have been investing heavily in technology for years. We have pioneered the implementation of precision pig breeding worldwide with the farmcontrol tools. This way we can monitor all our energy and water costs in real time, optimizing all our units by reducing our ecological footprint. All our organic effluents are used for agricultural valorization, contributing to the reduction of the use of chemical fertilizers in agriculture.

São um dos maiores exportadores de carne de porco para a China, como conseguem garantir a quantidade de fornecimento necessária? Comercializamos 1.500.000 suínos por ano e estamos agora numa fase adiantada na construção daquela que será a maior e mais moderna unidade de abate em Portugal. Ficará pronta no primeiro semestre de 2020, garantindo assim o abate da totalidade da nossa produção. Em termos ambientais, o projeto foi também desenvolvido para ser uma referência, apostando na economia circular com a reutilização dos recursos naturais utilizados. 36 | Revista Business Portugal anuário 2019

Agrupalto is one of the largest exporters of pork to China, how can you guarantee the necessary supply? We sell 1,500,000 pigs a year and are now at an advanced stage in the construction of what will be the largest and most modern slaughtering unit in Portugal. It will be ready in the first half of 2020, ensuring the slaughter of all our production. Considering environmental terms, the project was also developed to be a reference, focusing on the circular economy with the reuse of the natural resources used.


AGRUPALTO Na VI Gala Portugal-China, onde receberam o prémio de mérito empresarial na categoria de comércio externo, Qual é a mais-valia de serem distinguidos nesse campo? A China é um hoje um parceiro estratégico de Portugal, com uma balança comercial desfavorável ao nosso país e é essencial aproveitar este mercado. Depois de atingir a dimensão necessária para podermos estar neste mercado, iniciámos um trabalho de quatro anos, em busca dos parceiros certos. Estabelecemos relações de confiança com empresas chinesas fundamentais para atingirmos a nossa posição ao nível das exportações para este país. No que respeita ao prémio que recebemos em novembro, tendo sido a nossa empresa a primeira a exportar carne de porco para a China em janeiro deste ano, penso que este prémio é merecido. É o reconhecimento do trabalho de uma grande equipa, que nos deixa muito orgulhosos e com motivação para continuarmos a trabalhar para sermos cada vez melhores em tudo o que fazemos.

At the VI Gala Portugal-China, where your company received the business merit award in the foreign trade category, what is the added value of being distinguished in this field? China is a strategic partner of Portugal, with a trade balance unfavorable to our country and it is essential to take advantage of this market. After reaching the size needed to be in this market, we began a four-year work in search of the right partners. We have established trusting relationships with key Chinese companies to achieve our export position in this country. Taking into consideration the award we received in November, and considering our company was the first to export pork to China in January this year, I think this award is well deserved. It is the recognition of the work of a great team that makes us very proud and motivated to continue working, to be better and better at everything we do.

Com 2019 a terminar, que balanço faz da atividade da Agrupalto e qual a sua perspetiva para 2020? Foi um ano fantástico, com a aposta nos mercados internacionais, conseguimos crescer pela força destes e reafirmamos a nossa liderança no mercado nacional. O ano 2020 vai ser um ano de consolidação desta estratégia, com a inauguração da nossa unidade de abate em Reguengos de Monsaraz. Não posso terminar sem agradecer a confiança de todos os nossos associados, que confiam nesta administração as suas explorações e a venda dos seus animais, acreditando e apoiando todos os nossos projetos.

With 2019 ending, what is your assessment of Agrupalto’s activity and what is your outlook for 2020? It was a fantastic year, with the focus on international markets, we managed to grow by our strength and reaffirmed our leadership in the domestic market. 2020 will be a year of consolidation of this strategy, with the inauguration of our slaughtering unit in Reguengos de Monsaraz. I can’t finish without thanking the trust of all our associates, who trust in this administration, their farms and the sale of their animals, believing and supporting all our projects. Nuno Correia, presidente

Av. Nações Unidas 99, 2135-213 Samora Corrreia Telef: 263 650 282 anuário 2019 Revista Business Portugal | 37


MULHERES LÍDERES - CEPSA PORTUGUESA

VICE-PRESIDENTE DA CEPSA PORTUGUESA NA 5ª GRANDE CONFERÊNCIA DE LIDERANÇA FEMININA

Ruth Breitenfeld, vice-presidente da Cepsa Portuguesa

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ais do que portuguesa, a Ruth é uma cidadã do mundo, certo? Sim, eu nasci em Angola, a minha mãe é meia espanhola, meia portuguesa e o meu pai é alemão. Vivi em Angola, na Namíbia, no Brasil e agora vivo entre Portugal e Espanha, num vai e vem de avião. Para além de tudo isto, os meus pais acharam que era pouca a diversidade, por isso arranjaram-me uns padrinhos gregos. Chegou ao mundo Cepsa já num cargo de liderança. Na BP também já tinha um cargo de liderança? Eu era uma senior legal advisor, era a número dois na assessoria jurídica. Passo para a Cepsa como número um nessa tarefa. Sentiu que a Cepsa tem mais abertura à ascensão feminina dentro da empresa? Ou foi algo que evoluiu? Na Cepsa já encontrei mulheres em departamentos com cargos de responsabilidade. Não sei se é uma questão de abertura ou não, a Cepsa foi buscar-me não por eu ser mulher, mas pelas características profissionais que tinha e pelo meu conhecimento do mercado. Em termos de abertura, eu nunca senti que a empresa estivesse fechada ou que isso fosse um critério para ir buscar alguém ao mercado. O critério era o de encontrar a pessoa com o perfil mais adequado para

Ruth Breitenfeld foi uma das oradoras na conferência que se realizou no passado mês de outubro no Fórum Lisboa. Como exemplo de carreira e profissionalismo, no feminino, a Revista Business Portugal aproveitou o momento para entrevistar a mulher por detrás da empresária.

aquilo que a empresa queria fazer naquele momento. Enquanto vice-presidente da Cepsa Portuguesa, qual foi o seu maior desafio? O desafio são sempre as pessoas. Isto soa a chavão, mas não é, porque realmente as pessoas são mundos próprios, cada um com as suas características. É um facto que as empresas, e a nossa empresa em particular, têm assumido já há uns anos, e agora mais claramente do que nunca, que esse mundo tem de se refletir na nossa realidade. Para mim, o maior desafio é continuar a ter a capacidade de criar pontes e de construir pontes entre realidades diferentes e nós temos realidades diferentes em Portugal, temos realidades diferentes em Espanha, nós somos absolutamente integrados em termos de matriz. Portanto, temos de ter a capacidade de encontrar os pontos de encontro e de desconstruir o que nos pode separar. Como é que reagiu a este convite para participar na 5ª Grande Conferência de Liderança Feminina? Eu reajo sempre muito bem aos convites, porque acho que é sempre uma oportunidade para debater estes assuntos, para desmistificar, nomeadamente, a história da liderança ser feminina ou masculina ou, simplesmente, boa. Eu acho que é muito importante nós, na voragem que são os nossos dias, pararmos para pensar nestas

questões. A organização estruturada destes eventos permite-nos exatamente isso: parar para pensar. Saímos com novas ideias, com novas questões, com novas certezas e acho que nós estamos noutro ponto: ou evoluímos de uma maneira ou de outra. O que é que pode dizer às mulheres que estão agora a começar em cargos de liderança? Posso dizer para não terem medo de assumir os desafios. Principalmente, que estejam alerta e saibam perceber onde estão os desafios, que tenham claro, na sua cabeça, que desafios querem aceitar por si mesmas, que não tenham complexos de culpa. Se nós não pusermos na nossa mochila pedras, nem sentimentos de culpa ou de medo, tudo corre bem. Qual foi a mensagem que deixou na conferência? A que acabei de passar agora, mas talvez também um desafio que eu acho muito importante. No fundo, cada um de nós faz a diferença. Eu faço a diferença naquilo que faço no dia a dia e gostava que cada pessoa ficasse com vontade de praticar uma ação por dia que permisse substituir estes preconceitos que temos na nossa sociedade e criar mais um elemento positivo na diversidade e na inclusão dos princípios que devem ser aqueles que nos fazem evoluir.

Caro leitor, veja a entrevista completa no nosso site: www.revistabusinessportugal.pt 38 | Revista Business Portugal anuário 2019


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SAVILLS

160 ANOS DE CRESCIMENTO NA ÁREA IMOBILIÁRIA Em conversa com Joana Rodrigues, diretora do Departamento de Arquitetura da Savills Portugal, a Revista Business Portugal foi conhecer melhor a empresa que se orgulha de colocar sempre o cliente em primeiro lugar. Com 160 anos de história, o ano de 2019 foi de grandes sucessos e de uma taxa de fidelização impressionante e Joana só espera que o sucesso se mantenha em 2020.

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undada em 1855 no Reino Unido, a Savills conta com uma história que vem sendo escrita há mais de 160 anos. Atualmente a Savills conta com centenas de escritórios espalhados pela América, Europa, Ásia, África, Pacífico e Médio Oriente. Em que momento Portugal se afigura uma boa aposta para a marca britânica? Queremos estar presentes no maior número possível de países no mundo, para assegurar os serviços aos nossos clientes internacionais. Portugal e Espanha não foram exceção e há apenas dois anos a Savills adquiriu a Aguirre Newman, maior empresa ibérica em serviços imobiliários, sendo assim um passo relevante na sua expansão global. A Savills orgulha-se de abranger o mercado imobiliário 360°, ajudando indivíduos, empresas e instituições a tomar as melhores decisões na compra de um imóvel. Quais os serviços que a Savills tem disponíveis ao mercado? Disponibilizamos todos os serviços da esfera do imobiliário,

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sejam eles de caráter transacionável ou não transacionável: Agência, Investimento, Property/ Asset/ Facility Management, Consultoria, Avaliações, Research e Arquitetura. Com um vasto leque de serviços, alguns deles especializados, a Savills tem disponíveis serviços imobiliários para setores diversos? A Savills dispõe de todos os serviços já mencionados em todos os setores: retalho, escritórios, residencial, hotelaria, indústria e outros que estão numa fase de crescimento no mercado português como é o caso de Student Accomodation, Co-living e Senior-living. A arquitetura é uma peça essencial para a Savills, que aposta num conceito diferenciado, que abrange mais serviços. De que forma a marca se diferencia nesse sentido? A nossa maior aposta está dirigida para a dedicação e atenção às pretensões do nosso cliente, sem impor as nossas ideias, de modo a procurar sempre a melhor solução final. Temos uma equipa mul-


SAVILLS

tifacetada e que se organiza de forma a apoiar os clientes desde a fase de estudo de viabilidade, consultoria técnica, até a um projeto chave na mão. Mais recentemente criámos a área de consultoria em sustentabilidade e bem-estar que nos permite acompanhar as exigências a nível internacional e ajudar os clientes a evoluir nesta importante matéria, de forma consistente. O mercado imobiliário português tem registado, nos últimos anos, um forte crescimento. Portugal continua a ter um mercado competitivo, equilibrado e apetecível para investir? Portugal vai continuar a ser um mercado competitivo, desde que garantiremos melhores condições às empresas e investidores comparativamente a outros países da Europa, no entanto é extremamente importante estarmos atentos e falo naturalmente também de incentivos criados pelo Governo e entidades estatais. No que está ao nosso alcance é fundamental agirmos com total transparência e providenciar informação credível, para que as empresas e investidores continuem a acreditar no nosso mercado. A acrescentar que a oferta de produto é sempre o que dita essa dinâmica e neste momento já nos é exigida maior criatividade para encontrar oportunidades de investimento. Com mais de 160 anos de história a Savills é hoje um dos maiores agentes imobiliários do mundo. Qual a fórmula por trás do sucesso alcançado? A fórmula por trás do sucesso é colocarmos o cliente sempre em primeiro plano e apostarmos num acompanhamento totalmente

personalizado. Isto tudo só se consegue com equipas e parceiros que procuram sempre a excelência, por isso investimos no talento, pessoas que queiram aprender continuamente, crescer profissionalmente e fazer mais e melhor. Com um novo ano à porta chega a altura de fazer o balanço de 2019 e de perspetivar os objetivos a atingir em 2020. Como avalia o último ano da Savills e o que podemos esperar para o futuro? 2019 foi um ano de grandes sucessos e crescimento em todas as áreas de negócio, não houve qualquer abrandamento durante todo o ano, o que é inédito especialmente para as áreas transacionáveis. Continuamos com uma taxa de fidelização de quase 100 por cento, o que também demonstra a confiança depositada na nossa equipa. Espera-se que o ano de 2020 seja ainda melhor e com novos projetos desafiantes e dos mais relevantes no mercado imobiliário. E porque o sucesso apenas é possível graças a toda a equipa e clientes, que mensagem gostaria de deixar a todos os que fazem da Savills uma marca de referência? Gostaria de agradecer todo o empenho e dedicação da nossa equipa, que nos permitiu uma capacidade de resposta excelente, de forma a corresponder às expectativas e exigências dos nossos clientes. Agradecer também aos nossos clientes que são o drive do nosso crescimento e exigência, renovando o nosso compromisso de um continuado serviço de elevada qualidade. anuário 2019 Revista Business Portugal | 41


MAXPAY

MAXPAY – A SUA EMPRESA DE CONFIANÇA PARA TRANSFERÊNCIAS DE DINHEIRO!

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MaxPay em Portugal é uma empresa especializada no mercado de câmbios e de transferências de dinheiro, tendo iniciado a sua atividade em 2014. Consideramos importante marcar a diferença, e a MaxPay prima pela exigência como desenvolve a actividade, pela segurança, agilidade e transparência. A MaxPay conta com profissionais altamente qualificados e sempre disponíveis, prontos a encontrar soluções eficazes que satisfaçam as necessidades dos seus clientes de forma transparente e segura. A filosofia desta empresa é conquistar novos clientes, mas acima de tudo, fidelizar os atuais, por isso todos os dias lutamos rumo a esse objetivo. Esta tem sido uma empresa em franca ascensão, por ter um serviço de excelência; destaca-se o facto de fazer envios para vários países, nomeadamente para o Brasil, Angola, Cabo Verde, EUA, Ucrânia, Emirados, Reino Unido, Índia, Paquistão, Bangladesh, Filipinas, Vietname, entre outros. Uma das grandes vantajens deste serviço é que, para a maior parte dos destinos, o dinheiro chega entre 15 e 60 minutos. Podemos destacar o serviço de transferencias de dinheiro do Brasil para Portugal, através de uma aplicação – “Cloudbreak”,

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que permite enviar o dinheiro rapidamente e com custos muito baixos; o dinheiro é alocado na conta indicada no dispositivo – “CloudBreak” e, após o adequado tratamento, fica disponivel para levantamento nos balcões da MaxPay. A Maxpay tem uma rede de balcões de norte a sul do País, havendo uma maior concentração no distrito de Lisboa. No entanto, caso não seja possível ao cliente dirigir-se a um dos balcões MaxPay, após a abertura da sua ficha de cliente, poderá solicitar o envio de dinheiro, utilizando uma das contas MaxPay e, desta forma, utilizar o serviço de Tele-Envio, através da linha gratuita 800 200 770. Todos os dados facultados à MaxPay servirão apenas para o uso desta, respeitando a legislação em vigor, por isso, a MaxPay, tem o dever de identificar os clientes, assim como garantir a confidencialidade dos dados dos mesmos. Para quem quiser viajar ou apenas tenha moeda estrangeira, poderá ir a um dos balcões MaxPay e fazer a troca da moeda, sempre com a certeza de obter dos melhores preços de mercado, sem ter de pagar qualquer taxa adicional. Para mais informações consulte o site: www.maxpay.com.pt


LG

COMPROMISSO ECOLÓGICO E EFICIÊNCIA LOGÍSTICA São conhecidos no mercado pelo desempenho de excelência dos produtos que disponibilizam, em acréscimo à qualidade consistente a que habituaram os clientes. Focam-se na inovação constante e no compromisso ecológico dos materiais que utilizam, tendo em conta o eco design. Em entrevista, Rui Moita, Human Resources Director, e Hugo Jorge, Marketing Director, explicaram-nos mais sobre a dinâmica da empresa e sobre os objetivos para o ano que se avizinha.

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que distingue a LG para com o público/clientes e quanto à dinâmica interna da empresa? A LG conquistou um lugar de confiança entre os clientes portugueses, o que se deve, sobretudo, à talentosa equipa de recursos humanos que todos os dias se empenha no desenvolvimento da empresa. Este ano vencemos o Prémio Great Place to Work na categoria de menos 100 colaboradores graças a uma política de boas práticas junto dos colaboradores, estimulando a conciliação entre trabalho e família, uma vez que valorizamos verdadeiramente o bem-estar de cada um. Por outro lado, não podemos deixar de ressalvar os esforços da LG em torno da criação de um sistema de gestão e de um portefólio que assegurem um ambiente melhor. Uma das nossas maiores inovações neste âmbito surge na produção dos equipamentos eletrónicos, com uma forte política de eco design que pressupõe um processo de montagem dos televisores que permite a reciclagem de grande parte dos seus componentes. Também o desenvolvimento das embalagens é avaliado tendo em conta o cumprimento de 22 pontos-chave, tais como a redução do volume e peso e a otimização da eficiência logística. Em complemento, foram introduzidas diretrizes para o design de embalagens verdes para televisores, smartphones, computadores, frigoríficos, máquinas de lavar e aspiradores. Estas ações, em conjunto com outras também muito ambiciosas, têm como meta atingir a neutralidade carbónica das nossas operações a nivel global até 2030. Além disso, a LG tem vindo a desafiar a sociedade a repensar a sua atitude perante o lixo eletrónico. Para o efeito, organizámos em maio o e-Waste Summit, o primeiro encontro de análise do panorama português de gestão dos Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos. Este momento de debate surgiu da união entre a LG Electronics Portugal e a ERP Portugal para consciencializar os portugueses para algumas das principais ameaças ambientais. Paralelamente, somos parceiros noutros projetos que vêm alertar para a causa: Geração Depositrão, que conta com o envolvimento de mais de 900 entidades, 420 mil alunos e cerca de 40 mil pro-

fessores, e a Campanha “Reciclar é um Festival”, que pretendia promover a recolha de eletrodomésticos usados ou danificados, de qualquer marca, na compra de um produto LG. Com o ano de 2019 a terminar, que balanço faz da atividade da LG Portugal e apresente a sua perspetiva/objetivo para 2020? A LG Portugal tem tido um dos desempenhos mais positivos e consistentes do continente europeu. Cimentámos a liderança na área dos televisores, posição que mantemos e consolidámos há três anos, e conquistámos o topo da tabela nas máquinas de lavar roupa. Surgimos também em primeiro lugar nos frigoríficos de maior valor, em especial nos Side by Side. Também as áreas de Sinalética Digital e de Soluções de Ar Condicionado registaram aumentos relevantes. São desempenhos como estes que sustentam o crescimento constante da faturação na ordem dos dois dígitos da LG Portugal, mesmo em períodos em que, a nível mundial, não se registou uma performance tão positiva. Desta forma, as nossas expectativas para 2020 são elevadas e estamos confiantes de que vamos conseguir manter, e até aumentar em alguns casos, este nível de crescimento. Sendo o anuário, da Revista Business Portugal, uma edição especial de fim de ano, solicito que deixe uma mensagem propícia à época para os seus colaboradores e clientes. Não podemos deixar de agradecer aos nossos colaboradores todo o seu empenho, reiterando o nosso compromisso com a criação de um ambiente cada vez mais equilibrado e eficiente, em harmonia com a esfera familiar. Também uma palavra de apreço aos nossos parceiros de negócio que mais uma vez confiaram na inovação e diferenciação dos produtos LG, bem como no suporte que dia a dia fazemos questão que seja o mais eficiente possível, no apoio aos seus negócios. Por outro lado, deixamos a garantia de que continuaremos a apostar na construção e contribuição para um mundo melhor, através de boas práticas de sustentabilidade.

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ENTRE EM 2020 COM UMA FESTA MEMORÁVEL Aproveite o novo ano para explorar a região! ARRÁBIDA PASSEIOS PEDESTRES

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PODER LOCAL Uma das maiores vantagens do poder local é a proximidade com as pessoas. A existência de competências exercidas localmente garantem uma maior eficácia na resolução de certas problemáticas e, por outro lado, ajuda a aproximar as populações quer através da festividade, quer através de assuntos comuns benéficos para a comunidade em geral. Em Portugal, existem duas formas de poder local: os municípios (a forma mais característica e antiga de administração local no nosso país) e as freguesias. Estas autarquias constituem-se como pessoas coletivas territoriais dotadas de órgãos representativos. Além da proximidade com conterrâneos, os autarcas têm o potencial de inovar, experimentar e concretizar localmente. Os setores a ter mais em conta nas localidades são a mobilidade, os serviços, como na área da saúde, os espaços públicos e equipamentos coletivos e as pessoas devido, por exemplo, ao envelhecimento populacional. Nesta edição da Revista Business Portugal pode ficar a conhecer como estas instâncias atuam, que medidas implementam para promover a sua região e as suas “joias”, a forma como lidam com o turismo e como apoiam a população local.

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XXII FEIRA GASTRONÓMICA DO PORCO A Feira Gastronómica do Porco de Boticas acontece na vila barrosã desde 1998, no segundo fim de semana do mês de janeiro, oferecendo aos milhares de visitantes uma vasta oferta de produtos endógenos, experiências gastronómicas únicas e atividades culturais. As mais de duas décadas de experiência tornaram a Feira Gastronómica do Porco num certame de renome nacional e internacional, principalmente do outro lado da fronteira, pela proximidade geográfica com Espanha.

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m 2020, ano em que se assinala a 22ª edição do e pecuária que, em consonância uma com a outra, dão origem evento, todos aqueles que pretendam apreciar, ada alguns dos melhores produtos agropecuários da região, é um quirir e deliciar-se com o que de melhor há e se dos fatores que contribui para o sucesso da feira. faz no Concelho de Boticas e na região do Barroso Entre o vasto leque de produtos com origem em Boticas são brindados com mais um dia de feira. temos o fumeiro, os enchidos e o presunto, Assim, entre os dias 9 e 12 de janeiro, elementos diferenciadores deste territóA Feira Gastronómica do Porco o Pavilhão Multiusos de Boticas é local rio, classificado como Património Agrícola é a oportunidade perfeita para de paragem obrigatória. Mundial. meia centena de produtores A Feira do Porco, evento organizado O segredo da qualidade daquilo que é escoarem o resultado de um ano pelo Município de Boticas em conjunto vendido e consumido ao longo de todo o com a empresa intermunicipal EHATB – de trabalho árduo, mas ao mesmo evento deve-se, em primeiro lugar, à forma tempo profícuo. Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto como os produtos são confecionados, noTâmega e Barroso, tem vindo a conquistar meadamente através de métodos e técnicas um lugar de destaque entre os certames gastronómicos realizados artesanais e, em segundo lugar, ao rigoroso controlo de qualidade no norte do país e na região do Alto Tâmega em particular, pelo a que são submetidos. caráter impulsionador e dinamizador que assume. Estes fatores conjugados são garantia de produtos de exceO incentivo ao investimento em atividades como a agricultura lência, com caraterísticas únicas e sabores inconfundíveis.

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CM BOTICAS - FEIRA GASTRONÓMICA DO PORCO

O certame conta com mais de três dezenas de stands de venda de outros produtos alimentares e artesanato.

CONTACTOS: Município de Boticas, Praça do Município 5460-304 Boticas Telefone Geral: 276410200 | Email: municipio@cm-boticas.pt www.cm-boticas.pt

A Feira Gastronómica do Porco é a oportunidade perfeita para meia centena de produtores escoarem o resultado de um ano de trabalho árduo, mas ao mesmo tempo profícuo, tornando-se um rendimento extra importante para a maioria das famílias que se dedicam ao setor agropecuário e, consequentemente, à produção de fumeiro e enchidos. Os mais de 70 mil visitantes que anualmente visitam o certame têm à sua disposição mais de 40 toneladas de fumeiro, o que se traduz num volume de negócios de meio milhão de euros. Além da comercialização de produtos, a Feira do Porco é também conhecida pela componente gastronómica e pelas tasquinhas tradicionais que fazem as delícias dos amantes da boa comida. Mais uma vez, os restaurantes apresentam alguns dos melhores pratos típicos desta região, confecionados à base de carne de porco e enchidos e acompanhados por bons vinhos regionais, entre os quais o conhecido “Vinho dos Mortos”. Para que a experiência gastronómica seja absolutamente enriquecedora pode ainda saborear, na zona exterior do pavilhão, outro tipo de iguarias e petiscos locais, com especial destaque para o hambúrguer no pão feito com carne de vitela barrosã, outro produto de excelência e detentor do selo de Denominação de Origem Protegida (DOP).

À semelhança das edições anteriores, o certame conta com mais de três dezenas de stands de venda de outros produtos alimentares e artesanato. Porém, a Feira do Porco não se restringe apenas à componente gastronómica e de comercialização de produtos. Durante quatro dias, todos aqueles que visitarem o certame podem desfrutar de vários momentos de animação, com atuações de grupos musicais e ranchos folclóricos da região. No lado exterior do pavilhão mantém-se a tradicional “Feira à Moda Antiga”, um espaço reservado e dedicado às artes e ofícios de antigamente. O “chegódromo” é outro local de paragem obrigatória, principalmente para os milhares de aficionados das “Chegas de Bois”, uma da tradição secular que vai perdurando no tempo e ainda está bastante enraizada entre as gentes do Barroso. O programa televisivo da TVI, “Somos Portugal”, volta a fazer as honras da casa e, pelo oitavo ano consecutivo, a dedicar a emissão de domingo à Feira Gastronómica do Porco. A transmissão do programa é feita, em direto, a partir do Largo da Nossa Senhora da Livração, o que permite aos muitos botiquenses espalhados pelos quatro cantos do mundo amenizarem as saudades da sua terra, revendo familiares e amigos.

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JUNTA DE FREGUESIA DE PAREDES

UM ESPÓLIO DE NATUREZA E CULTURA Artur Silva assume desde 2017 a presidência da Junta de Freguesia de Paredes e foi com ele que estivemos à conversa para conhecer um pouco melhor este território do norte de Portugal. Em entrevista à Revista Business Portugal, Artur Silva desvendou alguns dos tesouros escondidos no concelho e revelou os principais projetos em vista para a freguesia.

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Artur Silva, Presidente

CONVÍVIO • MISTICISMO • AVENTURA • CULTURA 13 DEZEMBRO 2019 • 21H Email: sextafeira13.paredes@gmail.com Tel: 255 781 220

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ssume desde 2017 a presidência da Junta de Freguesia de Paredes. Quais os principais projetos em vista para este mandato? A freguesia de Paredes resultou da agregação de sete freguesias, sendo por isso uma freguesia bastante heterogénea em termos de comunidade. Apesar de ser já uma freguesia bastante desenvolvida, existem ainda alguns constrangimentos, que pretendemos solucionar o quanto antes, sobretudo no que diz respeito aos arruamentos, principalmente nas freguesias da periferia, a às estruturas básicas de água e saneamento, que ainda não existem em grande parte da freguesia. Acredito no nosso potencial e estamos agora a trabalhar no desenvolvimento de algumas infraestruturas que irão, certamente, alterar por completo a freguesia de Paredes. Exemplo disso é a piscina ao ar livre, que pretendemos construir no Parque da Cidade, a recuperação do Estádio das Laranjeiras, e ainda a recuperação do pavilhão gimnodesportivo que é, na minha visão, uma peça fundamental para toda a freguesia uma vez que, permitirá recuperar o gosto e a paixão pelo desporto. Para além disso, foi também já feito um levantamento da cidade, para que no futuro possamos construir algumas rotundas para facilitar a fluidez do trânsito. Já solucionámos um ponto crítico de acidentes, no entanto ainda existem algumas situações que merecem especial atenção e estamos a trabalhar nesse sentido.

Galega”, que conta com ofertas aos participantes, como um copo em grés, personalizado, e uma gola de malha.

A freguesia de Paredes caracteriza-se pela forte componente cultural. Quais os principais eventos realizados ao longo do ano? Na freguesia de Paredes temos dado especial atenção à cultura e, por isso, temos procurado implementar uma série de atividades culturais. Exemplo disso são as Caminhadas Noturnas, que temos procurado introduzir, e que se realizam todas as sextas-feiras 13. Este é um evento que pretende promover a atividade física, com uma caminhada e convívio, mas, do mesmo modo, celebrar o misticismo criado em torno da sexta-feira 13. A caminhada decorre pelas belas serras de Paredes e os participantes poderão vivenciar experiências, divertidamente, aterradoras, sempre com uma componente cultural forte. No final, temos uma deliciosa “Queimada

Com o final de 2019 à porta que balanço faz deste último ano e o que podemos esperar no futuro da freguesia de Paredes? Este foi um ano de muito trabalho. Nesta junta de freguesia, como em quase todas, o orçamento é muito pequeno, o que não permite projetar grandes obras, por isso, este foi um ano marcado sobretudo por pequenas intervenções, mas de grande importância para os nossos habitantes. Para o futuro pretendemos concluir algumas das grandes obras que temos projetadas e para isso contamos com a ajuda da Câmara Municipal de Paredes, que, graças ao seu apoio incondicional nos tem permitido alcançar alguns dos nossos objetivos. Espero que o novo ano nos traga a concretização de vários projetos e que smarcado pelo desenvolvimento do concelho.

O turismo está em crescimento por todo o país e a freguesia de Paredes não é exceção. O que é que o concelho de Paredes tem para oferecer a quem a visita? Temos o Mosteiro de Cête, que é um mosteiro de referência, o Mosteiro de Vilela, a ponte romana de Castelões de Cepeda, ou ainda a igreja de Louredo, que é, também ela, uma referência. Para além disso, temos também as paisagens naturais como é exemplo a Senhora do Salto, em Aguiar de Sousa, ou a Torre de Alcoforados, em Lordelo. Há uma série de pontos de interesse turístico que são necessários explorar, promover e dinamizar. Paredes está agora integrado no Parque das Serras do Porto, o que irá ser um contributo para o desenvolvimento do turismo de natureza no concelho. É também no sentido de promover potencialidade da nossa beleza natural que estão a ser criados percursos pedestres, que permitirão a todos os que nos visitam conhecer alguns locais de grande beleza. Na freguesia de Paredes destaco a Ponte Romana de Cepeda como um dos maiores exilibris, a Casa da Cultura, também conhecida por Palácio da Granja, o edifício da Junta que é classificado e tem um pelourinho de muito interesse turístico. Temos ainda igrejas, capelas e amplas quintas com palacetes.


ES R ร‡O H O A OS O VIN D AL E D T I A P CA VINH DA

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ARADAS COM PASSADO, FREGUESIA DE FUTURO Catarina Barreto, presidente da Junta de Freguesia de Aradas, concelho de Aveiro, falou-nos sobre os novos tempos da autarquia.

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omo pode apresentar a freguesia de Aradas aos nossos leitores? É uma freguesia com muita história. O nosso lema não vem do acaso: “Aradas com passado, Freguesia de Futuro”. Os achados arqueológicos encontrados na zona do Castro, Verdemilho, dão conta que este lugar já seria habitado pelo 3.º milénio antes de Cristo, um dos mais antigos povoamentos de Aveiro. Assinalamos o marco da história mais recente, os 183 anos da integração da freguesia no concelho Aveiro, pois Aradas era sede de concelho ao dia 6 de novembro de 1836. Nos últimos anos temos conhecido um desenvolvimento notável, reconhecido de resto pela população, aliás, algo facilmente percetível. Este momento de fulgor e desenvolvimento, assenta sobretudo em três grandes pilares: localização estratégica, investimento público e investimento privado. Estes eixos possibilitaram a afirmação de uma Aradas mais urbana, possuidora de uma localização estratégica que permitiu à cidade de Aveiro crescer. A cidade não pode crescer para as salinas. Replicar os polders holandeses não me parece solução, e existe em Aradas a possibilidade de um crescimento mais ordenado, potenciador de um processo de urbanização e rurbanização, e menos de suburbanização. O crescimento da universidade de Aveiro para a nossa freguesia não surge por acaso, sendo uma aposta geradora de ainda maior agregação e continuum urbano. Esta localização estratégica tem, obviamente, captado investimento privado para a freguesia, como é o caso do forte investimento na ampliação do Centro Comercial (o maior do concelho), na instalação de grandes grupos económicos, potenciadores do desenvolvimento do comércio local, tornando a autarquia mais apelativa. Aliado a estes dois factores de sucesso, e reforçando o investimento público assertivo, a qualidade de vida dos nossos fregueses aumentou substancialmente, concretamente em áreas essenciais como a sáude, a educação e as redes viárias. Impõe-se ainda frisar que com a revisão do PDM, recentemente aprovado, Aradas passou a englobar a malha urbana da Cidade, galgando finalmente a Ex-N109, atual Avenida Europa, que funcionou durante anos como barreira de desenvolvimento da freguesia bem como da própria cidade. A mudança não é meramente semântica, e estamos a preparar todo um vasto leque de equipamentos inerentes à afirmação de uma verdadeira avenida. Não é um trabalho fácil, requer tempo, mas é para se fazer. O que a motivou a candidatar-se? A pergunta é clássica, e a resposta também a poderia ser, não obstante, arrisco dizer na esteira do ex Primeiro Ministro sueco Olof Palme, um grande defensor da social democracia escandinava, que “a política é em primeiro lugar querer”. Por 52 | Revista Business Portugal anuário 2019

outro lado, sou advogada de profissão, e nela me revejo no sentido em que todos os cidadãos têm todos os mesmos direitos e deveres, que todos merecem defesa. Os valores humanistas, cimentados na partilha e inculcados pelos meus pais, e do querer o melhor para uma comunidade que me viu crescer, caldearam a minha candidatura. Assim, apresentei-me em Julho de 2017 como candidata a Presidente da Junta de Freguesia de Aradas, ainda que o meu percurso político tenha tido início anteriormente, pois já tinha integrado dois executivos como secretária. Em suma, entendi, em consciência, que se impunha fazer mais

Catarina Barreto, Presidente

e melhor por Aradas, e que a minha candidatura reuniria a Fortiori, as melhores condições para o fazer, quer por conhecer bem a história da freguesia, e, permitam-me a presunção, pelo domínio que tinha dos problemas que ainda urgiam resolver. Só assim se honra o passado e se perspetiva o futuro, e a verdade é que temos tido muita obra na freguesia nestes dois anos. Realço, pela importância para a população, a requalificação do nosso Centro de Saúde, a obra em curso de remodelação e ampliação do nosso principal centro escolar, investimento que ascende a quase meio milhão de euros, e a reabilitação de uma


JUNTA DE FREGUESIA DE ARADAS das principais artérias da freguesia - obra prometida há mais de 17 anos e que nunca passava de promessa – a instalação do Espaço Cidadão na Sede da Junta, o reforço das respostas sociais, entre tantas outras conquistas…Considero que a grande vantagem de conhecer bem a Junta, foi saber exatamente o que a Freguesia necessitava e qual o ponto de situação de todos os dossiês, por forma a agilizar o andamento de todos os processos. E depois, sendo a primeira mulher, e a mais jovem presidente a liderar os destinos da Freguesia, posso dizer que este mandato já tem o meu cunho. Qual a principal preocupação que tem atualmente? A nossa primeira preocupação quando tomámos posse, foi a reorganização dos serviços da autarquia, tanto dos serviços administrativos, como dos serviços externos. A reorganização dos serviços administrativos coincidiu com a implementação do espaço cidadão. Além disso, foi entendimento do Executivo que a Junta deveria ser mais aberta e mais próxima da comunidade, tendo necessariamente de adaptar os serviços a esta nova dinâmica. Quanto à reorganização dos serviços externos, passou sobretudo por um reforço do profissionalismo na forma como o serviço é prestado, designadamente no fardamento de todos os funcionários, no controle diário de tarefas, no aumento da formação, entre outras medidas, que permitiram uma maior rentabilização dos recursos. Isto em termos de preocupação interna, porque em termos de investimento, consideramos essencial para a Freguesia, a Saúde, a Educação e a Rede Viária, Atualmente, ainda existem inúmeros arruamentos a necessitar de intervenção, cerca de 22, com obra já prevista. Sim, porque o trabalho não é só meu, só é possível com o apoio claro e inequívoco de uma equipa mais vasta, e que inclui, naturalmente, o Executivo camarário liderado pelo Sr. Presidente da Câmara de Aveiro, Engenheiro Ribau Esteves.

Projetos Aradas + Uma das coisas que criámos e que temos um especial orgulho foram os Projetos Aradas +. Os Projetos Aradas + englobam uma série de respostas sociais, e que pretendem fomentar uma Aradas mais dinâmica, mais desenvolvida e sobretudo mais próxima, criando mais Comunidade! O conhecimento profundo da realidade da freguesia, possibilitou-nos perceber que urgia criar respostas sociais para a população sénior, respostas essas inexistentes. Assim, através do estabelecimento de protocolos com a universidade e empresas locais, conseguimos proporcionar gratuitamente aos nossos fregueses aulas de ginástica, fisioterapia, inglês e mandarim, promovendo não só o estímulo físico ou intelectual, mas sobretudo o espírito de equipa e o reforço de laços. Os Projetos Aradas + apresentam ainda uma vertente de apoio às pessoas mais necessitadas, como seja o Aradas + Solidária, com a atribuição do Cabaz de Natal, a comparticipação nos medicamentos às famílias necessitadas e o transporte social. Atingindo o seu expoente máximo, no Festival ARADAS +.

Quais são os principais eventos realizados em Aradas? Os principais eventos hoje realizados são diferentes dos que se realizavam no passado. Como sabia que não existiam laços fortes entre as Associações da Freguesia, uma das primeiras medidas foi convocar uma reunião geral com todas elas, lançando o repto para que juntos pudessemos materializar o Festival ARADAS +. E porque a união faz a força, quis o destino que nos uníssemos à Paróquia São Pedro de Aradas, tendo ocorrido em 2018 o Primeiro Festival. Atualmente já preparamos a terceira edição, onde esperamos congregar com o esforço de todos, ainda mais visitantes, indo além da nossa freguesia. Os custos são elevados, e um certame deste jaez só é possivel com a ajuda de todos os intervenientes que anualmente emprestam o seu altruísmo pelo trabalho realizado pro bono publico, e fazem acontecer a festa, um exemplo de como se pode fazer comunidade. Sendo o expoente máximo da nossa vida em Comunidade, comemorado junto com o São Pedro, o nosso Padroeiro, e que estranhamente era o único Santo da Freguesia que não tinha festa, e que acaba agora por ter a maior Festa, o FESTIVAL ARADAS +. Além disso, assinalamos sempre de forma significativa o Dia da Freguesia, que ocorre a 6 de Novembro, com momentos de democracia, de cultura, de culto e de Homenagem, reconhecendo as Personalidades e /ou Instituições que marcaram a História ou fazem o presente da autarquia. Paralelamente, organizamos eventos pontuais nos lares da freguesia, o Natal nas Escolas ou o Dia da Mulher, onde reconhecemos simbolicamente o trabalho e valor de todos aqueles que se encontram nos nossos lares, e que transportam consigo histórias de luta, de amor e de trabalho. Qual o convite que quer deixar aos nossos leitores? O convite é singelo: visitem Aradas, conheçam a nossa história, falem com as nossas gentes, vivam as nossas tradições, ainda tão vincadas, aliadas às notas de modernidade e sobretudo ponderem sempre Aradas como uma aposta segura para viver, trabalhar ou passear!

CONTACTOS: Largo Acácio Rosa - Verdemilho, Aradas, 3810-604 Aveiro Tel: 234 426 751 | 914 909 155 | Email geral@jf-aradas.pt | www.jf-aradas.pt

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JUNTA DE FREGUESIA DE PAÇO DE SOUSA

UMA TERRA COM HISTÓRIA Paço de Sousa foi elevada a vila há 28 anos, no dia 20 de junho de 1991. A localidade, do concelho de Penafiel, é das que tem maior número de habitantes. Adelino Teixeira de Sousa é o presidente da Junta de Freguesia que deu a conhecer, nesta entrevista, o que de melhor há para visitar na região.

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presente-nos a freguesia de Paço de Sousa. Paço de Sousa é uma vila acolhedora e distingue-se pela sua ruralidade. Tem cerca de 3200 eleitores e 4000 habitantes. É marcada, essencialmente, pelo comércio, agricultura, pecuária e serviços, dos quais se destacam a piscina municipal, o centro de saúde, o quartel dos bombeiros, o posto de correios, o espaço cidadão, o posto da GNR e um Lar e Centro de Dia vocacionado para a população sénior. A vila dispõe ainda de dois jardins-de-infância, duas escolas primárias e uma escola de segundo e terceiro ciclo. Estamos localizados perto da estação de comboio (Linha do Douro) e da A4, o que nos coloca de transporte público ou particular a cerca de meia hora do Porto.

D.Egas Moniz

Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa

O Moinho do Moleiro 54 | Revista Business Portugal anuário 2019

No que diz respeito às festividades, património histórico e gastronomia, o que destaca na região? No dia 20 de junho, festejamos o aniversário de elevação a vila e mantivemos as habituais comemorações oficiais. Sendo que, este ano conseguimos com a colaboração de uma associação local iniciar um evento com música, entretenimento e gastronomia, intitulado “Festa do Egas”. Com esta designação pretende-se também homenagear uma figura histórica das nossa terras e do nosso país. Falamos de Dom Egas Moniz, aio de D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal. Em julho decorre também um festival internacional de rancho, organizado pelo Centro Cultural e Rancho Folclórico de Paço de Sousa. As festividades religiosas também estão presentes e, entre elas, destacam-se as Festas em Honra de São Lourenço, a 10 de agosto, e em Honra da Nossa Senhora de Lurdes, a 15 de agosto. Há muito património histórico para visitar, mas o ex-libris é o Mosteiro do Salvador de Paço de Sousa, classificado em 1910 como património nacional, que integra a Rota do Românico e onde se encontra o túmulo de Egas Moniz. A Casa e Quinta da Companhia merece também destaque na nossa história. Classificada como monumento de interesse público, a Quinta da Companhia deve a sua designação à Companhia de Jesus, original possuidora desta propriedade, e está intimamente associada à história do Mosteiro de São Salvador de Paço de Sousa. Com uma história mais recente temos a Obra da Rua e a Casa do Gaiato. Aqui o património é sobretudo humano. Fundada pelo Padre Américo Monteiro de Aguiar, a Obra do Padre Américo continua a dedicar-se aos mais desfavorecidos da sociedade. A obra de rapazes, para rapazes, pelos rapazes, deu, a Paço de Sousa, homens que se integraram na comunidade e nas associações locais, com contributos preciosos para o desenvolvimento da localidade. O Património dos Pobres, também existente na nossa vila, e popularmente conhecido como casas dos pobres, consiste em pequenas e humildes casas, que ainda hoje albergam os mais necessitados. A nível gastronómico, não podemos afirmar a existência na vila de um prato típico. A gastronomia insere-se, sobretudo, na gastronomia típica entre Douro e Minho. Por cá é possível saborear dos mais diversos caldos, assim como os rojões, a vitela, o lombo e até um bom cozido à portuguesa ou uma massa à lavrador. O bacalhau está também muito presente nas ementas. Podemos ainda sugerir um daqueles lanches ajantarados à beira rio, à beira do nosso Rio Sousa, com broa de milho, com presunto, com moelas


JUNTA DE FREGUESIA DE PAÇO DE SOUSA e tantas outras iguarias. E claro, acompanhado de um bom Vinho Verde. Restaurantes como o Moleiro (situado junto ao rio), Vila do Paço, Eles e Elas, Churrasqueira Egas Moniz e Flor da Reta são algumas das referências.

do. A obra vai iniciar-se no próximo ano e deverá estar concluída em 2021. Por outro lado, iremos continuar com o melhoramento das estradas, visto que temos muitas ainda em terra batida e outras em calçada antiga.

De que forma divulgam a vila e que projetos têm desenvolvido para a promoção do turismo? Somos a parte de um grande todo. Fazemos parte do Município de Penafiel que, por sua vez, faz parte da Comunidade Intermunicipal Tâmega e Sousa. O nosso território está também integrado no Turismo do Porto e Norte. Estas instituições têm feito o seu trabalho e estamos gratos por isso. Por exemplo, a Rota do Românico é de extrema importância para nós, porque dessa Rota faz parte o nosso Mosteiro. A criação de alojamentos na vila era uma preocupação sendo que, atualmente, já temos algumas de que são exemplos a Casa do Passal e o Solar Egas Moniz.

Que balanço faz do trabalho realizado pela Junta de Freguesia em 2019? As obras que fazemos não têm grande visibilidade, nem são de grande envergadura. Para essas contamos com a Câmara Municipal de Penafiel que é o maior parceiro da Junta de Freguesia. A nossa ação, como disse, nem sempre tem grande visibilidade, mas faz a diferença. São pequenas obras importantes para as necessidades dos nossos habitantes. É um trabalho de proximidade com a população. Para os mais idosos temos atividades como o movisénior (ginástica), terapia de reiki para todas as idades e aulas de karaté. A escola de música da Banda Musical de Paço de Sousa também utiliza as nossas instalações para ensaios. Tudo isto é feito em parceria com as mais diversas associações de Paço de Sousa que são fundamentais para a dinâmica da vila.

O que o motivou a candidatar-se ao papel de presidente da Junta de Freguesia? O que me motivou e o que mais me motiva é cumprir com as promessas que foram feitas na campanha, como é o caso do pavilhão gimnodesportivo, o parque de lazer e o parque infantil. São valências de que ainda não dispomos e que são importantes para a população. Para o parque de lazer já se começou a aquisição de terreno e o projeto para o pavilhão gimnodesportivo já está concluíAdelino Teixeira de Sousa, Presidente

Mensagem de natal para os nossos leitores e para a população À população de Paço de Sousa, desejo que se sintam em casa, que desfrutem dos prazeres de estar no campo e que tenham um Feliz Natal e um próspero Ano Novo, com muita saúde e harmonia. Aos leitores desta revista, reitero os mesmos votos, fazendo-lhes um convite para que venham descobrir ou redescobrir esta vila com história. JF PAÇO DE SOUSA Avenida Egas Moniz, 1305, 4560-385 Paço de Sousa Telefone: 255 752 711 Email: mail@jf-pacodesousa.pt www.jf-pacodesousa.pt

PERSONALIDADES QUE MARCARAM PAÇO DE SOUSA: Já falamos de duas, Egas Moniz e o Padre Américo, que marcaram indubitavelmente a Vila de Paço de Sousa. Nos nossos dias, e em áreas diferentes das referidas anteriormente, Alberto Santos é provavelmente o nome a que mais depressa se faz a ligação a Paço de Sousa. Natural de Paço de Sousa, tornou-se presidente da Câmara Municipal de Penafiel em 2001, cargo que exerceu até 2013. Em 2008 surpreendeu-nos ao revelar a sua veia de escritor publicando “A Escrava de Córdoba”, o seu primeiro romance histórico. Exerce advocacia e é o atual Presidente da Assembleia Municipal de Penafiel. Tornou-se uma das referências da vila pela sua carreira enquanto político e escritor.

Paisagem da Ponte Românica

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JUNTA DE FREGUESIA DA EJA

EJA, UM PARAÍSO PLANTADO ENTRE RIOS Com apenas 21 anos, Isabel Guedes foi eleita presidente da Junta de Freguesia de EJA. Hoje, com 23, a presidente regese por premissas de trabalho e dedicação direcionadas a uma freguesia pautada por paisagens naturais indescritíveis e um crescendo de dinâmicas sociais e culturais. Em conversa com a Revista Business Portugal, a “filha da terra” contou-nos os motivos da candidatura, os objetivos e projetos futuros para a freguesia do concelho de Penafiel.

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que a motivou ao cargo de presidente de Junta da Freguesia de EJA? A minha motivação deve-se ao facto de o meu pai ter sido presidente de junta durante 12 anos. Cresci a ouvir política e sobre todos os assuntos ligados à freguesia. O meu pai não queria que assumisse este cargo, pretendia que eu estudasse e que depois pensasse nesta possibilidade. Em 2013, foi criado um movimento independente e, em 2017, fui eleita através desse movimento - o MIME - Movimento Independente Mais EJA. Falei com várias pessoas para avaliarem a possibilidade de eu me candidatar, consequentemente reuni-as e dei a notícia em casa que iria avançar com a candidatura. Naquela altura tinha terminado a licenciatura em Psicologia, optei por continuar, integrando-me no mestrado em Neuropsicologia e Psicologia de Saúde. Dei prioridade aos estudos e consegui conciliar. Na contagem dos votos, das últimas autárquicas, o meu pai era ainda presidente da junta, quando comunicou os resultados da minha candidatura. Ganhei com maioria absoluta. O bichinho está cá dentro. Adoro isto. Tem corrido muito bem, mas dá muito trabalho, até por ser uma freguesia pequena e com recursos limitados. Temos de fazer uma gestão ao milímetro e já temos obras planeadas para os próximos dois anos. De que forma caracteriza a sua Freguesia? A Freguesia de EJA tem várias lacunas, nomeadamente nas artérias, ou seja, ainda temos ruas em terra batida. Uma das principais medidas é acabar com essas lacunas. Nestes dois anos, beneficiamos de duas artérias, uma na zona de Entre-os-Rios e outra em EJA. Temos mais alguns problemas que 56 | Revista Business Portugal anuário 2019


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“A família é um pilar fundamental, temos que a ter do nosso lado para que tudo funcione”

queremos ver solucionados e ainda a questão da população idosa. Não temos respostas para eles, pois não temos nenhum centro de dia, apenas nas freguesias vizinhas.

É objetivo criar um centro de dia? Criar um centro de dia seria complicado. É possível criar algo de menor dimensão, como é o caso de um centro de convívio. Podem estar acompanhados por alguém, com atividades. Estamos a trabalhar nesse sentido para colmatar essa falha. Uma vez que não temos respostas, temos criado algumas atividades dedicadas aos mais idosos. No Natal, por exemplo, temos o almoço para os seniores, de forma gratuita, onde se pretende recriar a ceia de natal. E dispõem de outras atividades a pensar em toda a população? Fazemos o dia da criança, ou seja, tentamos comemorar os dias mais especiais. Nesta época natalícia e conjuntamente com o convívio para os seniores, realizamos também a festa de Natal para as crianças. Juntamos avós e netos. Como não temos alunos a frequentar a escola primária, estamos a explorar a antiga escola, instalações cedidas pela câmara municipal e, com a ajuda de voluntários, temos tentando melhorar as condições do espaço, nomeadamente da cantina e das salas de aulas. Que desenvolvimentos estão a ser feitos no que diz respeito ao turismo? Em Entre-os-Rios temos tentado criar algumas estruturas para atrair mais visitantes, pois é uma zona turística. O setor privado tem investido ali, por ser uma zona bastante atrativa. Foi realizado, durante três anos consecutivos, o campeonato europeu de motonáutica. O turismo é uma aposta, principalmente na zona ribeirinha. Vamos entrar na época da lampreia, uma iguaria muito procurada. O Festival da Lampreia, realizado durante um fim-de-semana, conta com a participação de quatro restaurantes e é um espaço onde as pessoas podem degustar a lampreia por apenas dez euros. Relativamente ao turismo religioso, temos

Endereço: R. das Alminhas n. 148, 4575-211 Telefone: 255 614 709

na quinta e na sexta-feira santa as celebrações religiosas das “Endoenças”, celebrações que se fazem há mais de 300 anos, a particularidade é que temos 50 mil tigelinhas a iluminar as margens do rio Douro e do rio Tâmega. “Filha da terra”, nasceu e cresceu aqui. De que modo é que essa proximidade facilita o trabalho que tem feito na freguesia? O contacto com a população e o facto das pessoas já me conhecerem é uma mais-valia. Como estou na Junta existe uma maior empatia com a população e tento chegar a todas as gerações. Apesar de não haver as respostas necessárias na freguesia, tentamos chegar a todas as pessoas através de várias atividades que disponibilizamos, como é o caso dos cursos de formação profissional, essencialmente para desempregados, cursos ministrados na sede da Junta de Freguesia, desde o início do mandato. Que conselhos daria a novos presidentes de juntas de freguesia para enfrentarem desafios como a Isabel o fez até à data? Encontrei desafios logo no início, em plena campanha. Devemos ter persistência, não desistir no primeiro obstáculo e acreditar naquilo que queremos e, acima de tudo, não tentarmos ser o que não somos. Neste caso, acreditei que iria correr bem. Atualmente, o que pretendemos é que Freguesia de EJA possa acolher todos aqueles que a quiserem visitar de uma forma assídua, para verem a nossa gastronomia, cultura, paisagens e identidade histórica que nos singulariza bastante. anuário 2019 Revista Business Portugal | 57


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“MELHOR MUNICÍPIO PARA VIVER” A Revista Business Portugal visitou Figueira de Castelo Rodrigo e, em conversa com o seu presidente, Paulo Langrouva, descobriu todos os sucessos que o ano de 2019 reservou ao concelho, destacando-se o Prémio “Melhor Município para Viver”. Para 2020, o autarca garante que há muitos projetos para concluir.

Barragem Stª Maria de Aguiar

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ue balanço faz do ano que está agora a terminar? Considero que o ano de 2019 foi um ano extremamente exigente e desafiante para o executivo municipal, tendo em conta as obras estruturantes que transitaram de 2018 e cuja obrigatoriedade de conclusão se impunha pelos compromissos assumidos no âmbito dos financiamentos comunitários, nomeadamente, o Centro de Interpretação da Batalha de Castelo Rodrigo, o Centro de Interpretativo Judaico, a requalificação da Torre de Almofala e a Rua Dr. Artur Seixas. Estas obras representam um volume de investimento próximo dos dois milhões de euros que representa mais de um milhão e 200 mil euros de financiamento comunitário. Também, submeteu este executivo um projeto ao PNRegadios2020, designado “Aproveitamento Hidroagrícola de Figueira de Castelo Rodrigo”, conforme compromisso assumido com os nossos eleitores e que representará um investimento de 15 milhões de euros para um período de três anos. Reputamos de primordial importância este projeto para o desenvolvimento e melhoramento da agricultura do concelho. Terminámos o ano com “chave de ouro”, com a distinção, atribuída pelo INTEC – Instituto de Tecnologia Comportamental, do Município de Figueira de Castelo Rodrigo como “Melhor Município para Viver”, na área económica. O Município participou com as iniciativas “Figueira Circular” e “Drinkable Rivers – Rios Potáveis”, inseridas no âmbito do projeto da Plataforma de Ciência Aberta. Este prémio é o reconhecimento de uma iniciativa que se iniciou há, sensivelmente, dois anos e meio, liderada pelo Professor Pedro Russo e uma equipa altamente qualificada que, em articulação com o Município, tem desenvolvido um projeto inovador que promove a ciência cidadã, isto é, aproximar a ciência da comunidade local e da educação. Estamos, pois, naturalmente orgulhosos com o prémio e determinados a continuar com as boas práticas no município.

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Centro Interpretativo da Batalha da Salgadela www.cm-fcr.pt Largo Dr Vilhena nº1, Figueira Castelo Rodrigo 6440-100 Telefone: 271 319 000 E-mail: cm-fcr@cm-fcr.pt


FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

No início deste ano, chegaram a acordo com o Ministério do Ambiente para reclassificar a Barragem de Santa Maria de Aguiar para fins múltiplos. Já se fizeram sentir efeitos deste acordo no setor agrícola? Sim. Elaborámos uma candidatura no âmbito do PNRegadios2020, designada “Aproveitamento Hidroagrícola de Figueira de Castelo Rodrigo”, cuja água será proveniente desta infraestrutura, a Barragem de Santa Maria de Aguiar, e que abrangerá uma área de 950 hectares. Aquando da aprovação da referida candidatura, os efeitos desta reclassificação serão exponenciais para os agricultores do Concelho e para todos os munícipes. A agricultura continua a ser a base da dinâmica empresarial do concelho. Como classifica o ano de 2019 em termos do desenvolvimento rural? A Câmara tem conseguido manter o apoio aos agricultores? O Município de Figueira de Castelo Rodrigo manteve, em 2019, o apoio aos agricultores no âmbito do Regulamento Municipal de Apoio ao Setor Agrícola e ao Empreendedorismo «Figueira + Verde» e «Empreende + Figueira», tendo, neste ano, concedido o montante superior a 100 mil euros, o que evidencia um elevado volume de investimento no sector agrícola, concretamente, investimentos superiores a 200 mil euros, uma vez que os apoios concedidos se concretizam em percentagens dos valores investidos. Entrega de Prémios

Estando nós em época festiva, quer deixar o convite aos nossos leitores para visitarem a Figueira de Castelo Rodrigo? As “portas” do Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo encontram-se sempre abertas para quem nos queira visitar, não só nesta época mais festiva como durante todo o ano. No que respeita, concretamente, a esta época, além do património edificado e natural que vislumbra aos olhos de quem nos visita, temos uma programação natalícia diversificada, desde sessões de cinema dirigidas especialmente aos mais novos, teatro, com a estreia de “Bichos a partir de Miguel Torga – Parte 2”, teatro musical “A Estrela do Mar”, um Concerto de Natal com a Orquestra Sem Fronteiras e a edição de 2019 da Magia do Natal, um evento que, anualmente, satisfaz as delícias de miúdos e graúdos. Quais as perspetivas para 2020? Considero que 2020 será um ano extremamente desafiante porquanto estão em curso, como referido acima, vários projetos que pretendemos concluir no decurso do ano. Além de outras, temos em curso iniciativas como o “FAMI - Fundo para o Asilo, a Migração e a Integração”, “O 1º Direito – Programa de Apoio ao Acesso à Habitação”, a implementação do “Balcão da Inclusão” que se enquadram na estratégia deste executivo no que respeita ao projeto “Estou no Radar”, enquanto iniciativa de acompanhamento e bem-estar aos nossos munícipes.

Paulo Langrouva, Presidente

Para finalizar, convidamo-lo a deixar uma mensagem de Natal e Ano Novo aos nossos leitores… Aos leitores, em especial aos figueirenses residentes, emigrantes, seus familiares e a todos os amigos de Figueira de Castelo Rodrigo, endereço os votos de um Santo Natal e de um Ano Novo carregado de prosperidade e esperança.

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QUALIDADE DE VIDA E NATUREZA DE MÃOS DADAS A União das Freguesias de Campo e Sobrado apresenta duas das mais belas localidades do concelho de Valongo. Foi através de uma conversa com a Revista Business Portugal que o Presidente, Alfredo Sousa, falou de temáticas assentes na preocupação ambiental, atividades dinamizadoras e os projetos preparados para o futuro.

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presente a União das Freguesias de Campo e Sobrado aos nossos leitores. A Freguesia de Campo e Sobrado é uma União de Freguesias, que junta a Vila de Campo e a Vila de Sobrado. Campo tem cerca de 11 mil habitantes e Sobrado cerca de sete mil, perfazendo um total de 18 mil pessoas. Campo é uma Vila mais urbana e Sobrado tem uma maior incidência rural. Em Campo não existe um centro urbano bem definido. Ao longo dos últimos anos, junto ao edifício sede da junta de Freguesia, temos vindo a construir o que pretendemos que seja o Centro Cívico de Campo, atualmente cerca de 60 por cento já concluído. Consiste num espaço multifunções, destinado para a realização da feira semanal e as mais variadas festas e eventos para a Freguesia. Todo este espaço será adicionado à Quinta do Passal, tornando-o num único parque no centro da Vila de Campo, com uma área aproximada de 12 hectares. Estou encantado por este projeto, por não ser um “centro” de betão, mas sim marcado pela natureza, com o rio a serpenteá-lo. O objetivo da Junta de Freguesia para estas duas Vilas é conseguir maior qualidade de vida para as pessoas. Sobrado desenvolveu-se a longo da Estrada Nacional 209, tendo um centro bem definido, o Largo do Passal – Campelo. Temos dois espaços destinados a parques de lazer, o Parque de Lazer da Lomba, neste momento já em construção e o Parque de Lazer da Gandra que, no início do próximo ano, a Junta de Freguesia, com meios 60 | Revista Business Portugal anuário 2019

próprios, irá construir. Existem muitas outras questões a resolver junto da nossa população. Procuramos ter um contacto muito direto com a população. Todos conhecem o Presidente pelo nome, não tendo necessidade de fazer marcações para falar e expor as suas preocupações e necessidades. Criamos uma estrutura, quer de logística quer de trabalho, que permite ter uma maior capacidade interventiva em situações que vão acontecendo. Em conjunto, a nossa equipa desenvolve e executa um trabalho muito meritório, visando sempre satisfazer as necessidades mais prementes das pessoas. Para estes trabalhos e investimentos, a Junta de Freguesia direciona, aproximadamente, um terço do seu orçamento anual. Que atividades organizam para dinamizar as duas localidades? Ao longo do ano, a Junta de Freguesia organiza e desenvolve diversas atividades, em diferentes áreas, muitas delas em parcerias com as Coletividades e Associações locais. No âmbito cultural, salientamos a Semana das Associações, o Sobrado é Festa, as Comemorações do 25 de Abril, assim como o apoio, económico e logístico, às diversas Associações e Coletividades da Freguesia para a ajuda na realização das suas atividades cultuais e desportivas. No âmbito desportivo, realçamos o Projeto de Basquete da Junta de Freguesia, com cerca de 90 atleta nos diversos escalões. Este projeto foi um projeto piloto e, ao longo destes 10 anos, tem vindo a crescer de ano para ano. Destacamos ainda o Passeio de


UNIÃO DAS FREGUESIAS DE CAMPO E SOBRADO Cicloturismo, as provas de Atletismo e Caminhada pela Liberdade, inseridas nas Comemorações do 25 de abril, assim como o apoio prestado à formação do Clube Desportivo de Sobrado e Sporting Clube de Campo, entre outros. Por fim, não podemos deixar de ressalvar atividades como as Comemorações do Dia Mundial da Criança, o projeto “Verão Sorridente e o Passeio anual para todos os reformados e pensionistas da Freguesia. Para além das atividades mencionadas, não podemos de recordar as nossas festividades religiosas, nomeadamente, as Festas em Honra de Nossa Senhora da Encarnação, em Campo e o São João de Sobrado. Qual a importância do turismo para a região? Quer Campo quer Sobrado apresentam condições ótimas para o desenvolvimento do turismo, desde logo porque temos um Rio que atravessa e liga as duas Vilas de Campo e de Sobrado. Temos as serras designadas como Serras do Porto, com grandes potencialidades para o desenvolvimento e prática de atividades de natureza, como trail’s, caminhadas, etc. Temos ainda condições para o desenvolvimento do enoturismo, onde se tem vindo a destacar a Quinta das Arcas, uma das grandes impulsionadoras nesta área, com a sua produção de vinho verde e produção de queijos. Relevo ainda dois pontos turísticos importantes, as minas de extração de ouro do tempo dos Romanos e as minas de extração de ardósia. Em Campo, temos a única mina a céu aberto, ainda em atividade, do país. O meio ambiente é cada vez uma preocupação maior para a sociedade. Que trabalho têm vindo a fazer neste campo? Temos uma forte preocupação ambiental, quer na limpeza do Rio Ferreira, quer na luta que estamos a travar, em termos públicos, contra o aterro que está instalado em Sobrado. Esta temática é essencial, pois tem vindo a afetar a qualidade de vida das nossas populações. Gostava que a questão ambiental fosse mais resguardada e mais acautelada. É importante crescer, mas crescer bem. Construção atrás de construção não traz, por si só, qualidade de vida nem desenvolvimento. Queremos crescer de forma harmoniosa e, por isso, muito do esforço desta Junta de Freguesia tem sido direcionado para a construção de espaços públicos que potenciem a qualidade de vida e crescimento ambientalmente sustentável.

da Freguesia. Em Campo, continuaremos a trabalhar para concluir o Centro Cívico, restando apenas a compra dos dois últimos terrenos. Está neste momento em projeto, a construção de um passadiço ao longo do Rio Ferreira, entre a Ponte 25 de abril e a Ponte dos Arcos, uma ponte histórica da Vila de Campo. Necessitamos de construir, urgentemente, uma capela mortuária e concluir a última fase da requalificar o piso do Cemitério de Luriz. Em Sobrado, aguardamos a conclusão do Parque de Lazer da Lomba, iremos iniciar a construção do Parque de Lazer da Gandra, continuar com a requalificação do Cemitério Paroquial, com novo piso, novas sepulturas e construção de ossários, bem como iniciar diversos alargamentos de ruas, já protocolados com a Câmara Municipal e proprietários. Nesta época natalícia, desejo a toda a população um Santo Natal e um novo Ano pleno de esperança para o futuro.

Telef: 224 110 471 Email: campo@jf-campoesobrado.pt jf-campoesobrado.pt

Alfredo Sousa, presidente

Que balanço faz de 2019? O balanço é muito positivo. Estamos a trabalhar intensamente e temos vindo a conseguir atingir os objetivos que nos propusemos. Temo vindo a concluir e a implementar projetos importantes para o desenvolvimento desta comunidade, tais como; a Casa das Associações, a Casa das Artes, o Estádio de Campo, o Centro Cívico, a requalificação dos Cemitérios da Freguesia, a aquisição de terrenos para o Parque da Lomba e o Parque da Gandra, entre outros. Que projetos estão delineados para o futuro de Campo e Sobrado? Em termos de projetos futuros, considero muito importante que as pessoas tenham uma atitude positiva. Estamos motivados para concluir os projetos em curso e desenvolver outros que venhamos a considerar importantes para o desenvolvimento anuário 2019 Revista Business Portugal | 61


FREGUESIA DE CASTELO MELHOR

CASTELO MELHOR: O TESOURO ESCONDIDO DE FOZ CÔA A freguesia de Castelo Melhor e a aldeia anexa de Orgal são pequenos tesouros escondidos no concelho de Vila Nova de Foz Côa. José Paulo, presidente da junta, esteve à conversa com a Revista Business Portugal e descreveu-nos os seus encantos e as mais-valias conquistadas ao longo do ano de 2019. José Paulo, presidente

CONTACTOS: Largo da Escola, 5150-116, Castelo Melhor Telefone: 279 713 116 Email: jfcastelomelhor@sapo.pt Nossa Senhora dos Remédios em Orgal

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onta a história que a freguesia tem o nome de Castelo Melhor porque a povoação queria construir um castelo melhor do que o que existia em Calábria, uma pequena aldeia de Almendra. A verdade é que foi construída uma proteção de guerra à qual foi atribuído o título de castelo e, até hoje, é o Castelo Melhor que Portugal já teve. José Paulo brinca com a situação dizendo que “Portugal pode ter um castelo bom, outro muito bom, mas melhor, só o nosso”. A zona está, como a maioria das aldeias do interior do país, a perder povoação. Em Castelo Melhor vivem cerca de 80 pessoas, em Orgal cerca de 70 e quase não existe juventude. Há muita coisa para ver, no entanto. As quintas repletas de vinhas, oliveiras e amendoeiras emolduram a região. São elas que atraem milhares de visitantes pelas suas paisagens, ora verdes pelas vinhas no seu pleno, ora em tons rosados pelas amendoeiras em flor. “Em meados de fevereiro e março, daqui até Foz Côa, há muitos autocarros 62 | Revista Business Portugal anuário 2019

Arcanjo São Gabriel em Castelo Melhor

parados, pessoas apeadas a tirar fotografias e algumas a cometer o “pecado” de cortar raminhos de flores, ora, sem flores não há amêndoas”, contou o presidente. Além das paisagens, as pinturas rupestres levam muitos visitantes a Castelo Melhor. “Durante o dia, agora, está mais brando, mas à noite há mais gente, dizem que é quando é mais bonito e se vê melhor”, explicou José Paulo, que ainda elogiou o trabalho dos guias que tornam a experiência dos visitantes ainda melhor. Recentemente, a região celebrou o Magusto, uma tradição que foi José Paulo que implementou e que faz questão de manter. A esta junta-se a viagem anual, que este ano foi até Guimarães e que mobiliza um autocarro de pessoas de Orgal, e outro autocarro de Castelo Melhor. O autocarro grátis destas localidades, duas vezes por mês, para a feira de Foz Côa também se tem mostrado um sucesso em crescimento e uma oportunidade para esta população, um pouco mais distanciada, poupar algum dinheiro nas deslocações à cidade, seja para umas pequenas compras na feira, ou mesmo apenas para um passeio.

O balanço de 2019 em Castelo Melhor As novidades de 2019 são ainda mais esplêndidas, “este ano trouxe atividade física à freguesia”, refere. Desde setembro que existem aulas de ginástica gratuitas para seniores com mais de 65 anos, duas vezes por semana. Mas há três obras que se salientam neste ano que se encontra perto do fim e que são grande motivo de orgulho para o presidente: a ampliação do cemitério de Castelo Melhor e a construção de dois nichos, um em cada uma das localidades, ambos benzidos pelo Padre António Espinha da Cruz Monteiro. A 18 de agosto foi benzido o nicho da Nossa Senhora dos Remédios, em Orgal e, já mais recentemente, a 2 de novembro, foi benzido o nicho de Arcanjo São Gabriel e o cemitério em Castelo Melhor. Com o Natal a chegar, o presidente José Paulo e todos os membros da Junta de Freguesia de Castelo Melhor e Orgal desejam a todos um Santo Natal, junto das famílias e amigos, uma boa passagem de ano e o desejo de que 2020 seja repleto de saúde e felicidade.


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JUNTA FREGUESIA DOS OLIVAIS

“SOU UMA PRESIDENTE FELIZ” Freguesia jardim, é assim que é conhecida a Freguesia dos Olivais, pertencente à cidade de Lisboa. Rute Lima, presidente da junta, contou à Revista Business Portugal o porquê de ser uma eterna apaixonada pelos Olivais, pelas pessoas e, principalmente, pela possibilidade de lhes dar a oportunidade de serem felizes à moda antiga.

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Freguesia dos Olivais, em Lisboa, é considerada por Rute Lima, presidente da Junta de Freguesia há seis anos, a mais bem conseguida do ponto de vista urbanístico, tendo em conta a forma como foi planeada e construída, com avenidas amplas, grandes espaços verdes, propícia a boa vizinhança e convívio entre as pessoas. “Apesar de ser uma freguesia muito grande, acaba por ser familiar e as pessoas conhecem-se umas às outras” explica. Recordando os seus tempos de infância – quando todos se conheciam pelo

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primeiro nome - Rute Lima garante que a Freguesia dos Olivais, embora tenha mudado ao longo das décadas, ainda é encarada pelos seus habitantes como um sítio onde a relação interpessoal é primordial. Há questões que não se podem deixar descurar com o passar do tempo e, assim sendo, a Freguesia dos Olivais que se encontra nos dias de hoje, é um sítio cheio de vida. “Tem inúmeros equipamentos urbanos e sociais, tem muitas escolas, associações desportivas e culturais. Nos Olivais, as associações continuam


JUNTA FREGUESIA DOS OLIVAIS vivas e continuam a acolher os cidadãos para momentos de lazer e de convívio, seja para jogar às cartas, beber um café, assistirem a jogos desportivos ou atividades culturais. No fundo, vivemos num pequeno paraíso”, garante a entrevistada. Prioridades a serem concretizadas Galardoados duas vezes com o Rótulo Europeu de Responsabilidade Social, Rute Lima trouxe uma série de mais-valias que (re) puseram os Olivais no início da lista das melhores freguesias de Lisboa. Com alguns sonhos por concretizar e gerindo o território da forma que considera ser adequada, tendo em conta as características da própria Freguesia, a sua maior vontade era transformar projetos educativos numa perspetiva de conferir às crianças nas escolas, uma ação pedagógica que tocasse nas áreas sociais, nomeadamente, e com maior preocupação, nas áreas da sustentabilidade, da cidadania ativa e da preocupação com o “outro”: “queríamos transformar a cabeça dos miúdos no que diz respeito às questões que agora estão muito em voga. Começámos a trabalhar tudo isso num momento muito primário do nosso primeiro mandato e assim ajustámos, em conjunto com as escolas, o nosso plano educativo/pedagógico ao projeto que continha as nossas principais intenções”, explica. Por inerência da Delegação de Competências da Câmara Municipal de Lisboa, as áreas educativas foram, desde sempre, prestadas com maior atenção porque a entrevistada tem a convicção de que estão

a trabalhar as pessoas do amanhã para questões da atualidade que são determinantes no seu futuro, enquanto adultos, fios condutores e multiplicadores dos valores dos e ideias humanistas, com especial enfoque para as questões do “ser” e do “estar” em sociedade. Os seniores obviamente, não foram esquecidos. Considerada uma freguesia envelhecida, as atividades direcionadas para esta faixa etária são também muito importantes: “Conferimos uma componente intergeracional a quase todas as atividades da terceira idade”. Acrescenta ainda que “é comum ver as nossas crianças das escolas a fazerem atividades com os nossos seniores, porque as pessoas de mais idade têm de ter noção e sentir de que são úteis na sociedade e que, o seu conhecimento, a sua experiência de vida e a sua sabedoria são inalienáveis, um pilar que nos faz imensa falta, tanto a nós que ainda estamos no ativo como aos mais novos que ficam deliciados quando ouvem as histórias e as experiências de vida dos mais velhos”. Sabe-se que, nos Olivais, o convívio e a relação direta entre todas as faixas etárias são muito valorizadas. O combate ao isolamento, à exclusão social, violência de género, doméstica e outras formas de discriminação são também uma preocupação exponencial, daí que a Junta de Freguesia dos Olivais aprovou já há algum tempo o seu Plano Local de Igualdade e Não Descriminação, que é transversal a todas as áreas de ação no território.

Rute Lima, presidente anuário 2019 Revista Business Portugal | 65


JUNTA FREGUESIA DOS OLIVAIS Preocupação na manutenção do espaço público Do ponto de vista do ambiente urbano, a higiene urbana e a manutenção dos verdes e espaço público são também três das máximas preocupações da autarca. Empiricamente aceite, a Freguesia dos Olivais, é uma freguesia florida e, basta fazer uma visita para nos apercebemos disso. A Presidente da Junta afirma que “se focam essencialmente em manter a beleza natural e esse é um grande desafio tendo em conta a dimensão da freguesia e das áreas que há a tratar”. Tendo em conta as questões ambientais e a obrigação universal que todos temos em fazer a necessária poupança da água, torna-se imperativo uma gestão adequada da água para efeitos de rega. A água é um bem precioso, vale mais que ouro e há opções ambientais, bem como decisões que devem ser tomadas: “Ainda na semana passada andámos a plantar centenas de Hibiscos – plantas que não necessitam de uma grande necessidade de rega e que estão floridos independentemente da temperatura ambiente – pela freguesia toda. Manter a beleza natural de um território com oito quilómetros quadrados de verde, entre prados de sequeiro, relvados e arvoredo de forma equilibrada e sustentável ao ambiente, preservando-o, obriga-nos a ser criativos e encontrar soluções que confiram beleza aos espaços mas que sejam sustentáveis. Todos, enquanto cidadãos comuns, temos uma responsabilidade acrescida sobre estas matérias que são do interesse da humanidade. Esta responsabilidade multiplica-se quando exercemos funções públicas. Temos de dar o exemplo, mostrar as vantagens e desvantagens de certas políticas e adotar uma posição firme de sensibilização junto dos mais novos. “Não existe planeta B e as pessoas acima de tudo”, afirma Rute Lima. Com olho no futuro Todos os projetos que fizeram até hoje são garantidamente para continuar: atividades de natureza social que passam pelo desporto ao ar livre e pelas caminhadas noturnas. “Olivais by night” é um exemplo de um projeto que convida as pessoas a juntarem-se à noite, criando elos de ligação entre as pessoas. A entrevistada clarifica: “É um projeto transversal a muitas áreas: desporto, saúde, intervenção social e é ainda uma parceria que a Junta de Freguesia tem com os próprios cidadãos”. Para o próximo ano, contam abrir uma Loja do Cidadão e ainda a reabertura do Centro Clínico com todas as valências que já tinha anteriormente, do ponto de vista da medicina alternativa. O investimento não fica por aqui: “temos também pensados in-

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vestimentos nos espaços públicos, por exemplo a nossa biblioteca, que faz parte da rede de bibliotecas de Lisboa, que está sediada no Palácio do Contador-Mor, onde Eça escreveu os Maias – uma grande referência”, explica. Rute Lima garante que, nesta Freguesia, as pessoas têm maior qualidade de vida: “Aqui respira-se. Aqui, as crianças brincam na rua e nós temos de continuar a alavancar isso. As novas tecnologias prendem-nos e vivemos momentos muito conturbados no que diz respeito às relações interpessoais. Nós tentamos contrariar isso”. De facto, um dos maiores lemas dos Olivais é que nada se perca no tempo. Como quando os miúdos jogavam à bola e andam de bicicleta. O fenómeno das redes sociais e da fácil comunicação está a inverter de forma perversa os valores da sociedade. Defende que , “aos nossos olhos, constatamos diariamente que a excessiva liberdade digital revela, de forma viral e fulminante, o lado mais sombrio da mente humana e que as redes sociais se transformaram em ambientes humanos virtuais tristes e agressivos, despudorados, desrespeitadores dos direitos “do outro”, ambientes em que meras opiniões contrárias transformam “o outro” em opositor ou até inimigo. Um retrocesso civilizacional perigosíssimo nos processos democráticos e nas conquistas ao nível dos direitos sociais e humanos. É preciso inverter. É urgente decidirmos para onde queremos ir. É preciso saber e aprender a utilizar as redes sociais como um motor civilizacional de informação, convívio e prazer. Nunca o contrário! O toque da humanidade, a palavra dirigida pessoalmente requerem ambientes adequados e na Freguesia dos Olivais esses ambientes são fortalecidos. Não somos máquinas, somos pessoas que se falam, que se olham nos olhos, que se tocam e a sociedade digital está a despersonalizar o Homem. Rute Lima deseja que o toque nunca se perca. Mensagem de Natal a todos os fregueses A mensagem de Natal este ano é igual à de todos os outros anos e de todos os dias. Que todos os cidadãos dos Olivais e de Lisboa tenham umas Festas Felizes e um próspero Ano de 2020. Que todos tenham presente em si e alimentem a cada dia o espírito da tolerância, da compreensão, da solidariedade e do respeito pelo outro, pois só assim poderemos em conjunto contribuir para um mundo melhor. Por último, que os desejos de todos se concretizem, transformando a vida de cada um num mundo de grande felicidade.


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REGIÃO NORTE Nesta última edição de 2019 da Revista Business Portugal a região Norte está em evidência. Sobejamente conhecida pela sua beleza natural, a região norte de Portugal é presenteada com paisagens fascinantes e imaculadas, onde o verde das vinhas e dos socalcos sobressai. À sua beleza paisagística junta-se a beleza arquitetónica, cujos castelos e vilas medievais nos transportam para épocas longínquas. De destacar também a gastronomia, uma das melhores do país, onde os produtos da terra são os anfitriões. À melhor gastronomia juntam-se os vinhos de excelência com provas dadas dentro e fora do país. No entanto, desengane-se quem pensa que a região Norte se esgota por aqui. Com cerca de 3,6 milhões de habitantes, a região Norte assegura cerca de perto de 39 por cento das exportações nacionais, representando simultaneamente cerca de 29 por cento do PIB economia nacional. Fique a conhecer nesta edição algumas das empresas que têm contribuído positivamente na divulgação e promoção desta região portuguesa, que vive, cada vez mais, de portas abertas para o mundo e de olhos postos no futuro.

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CONFEITARIA MOURA XXX

127 ANOS DE DOCES ANCESTRAIS Há 127 anos que a Pastelaria e Confeitaria Moura se afirma como doçaria de excelência na zona norte. Os Jesuítas são os reis da casa, ou melhor dizendo, das casas, uma vez que abriu recentemente o quarto espaço da marca, na renovada praça de alimentação do NorteShopping.

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Pastelaria e Confeitaria Moura é um ícone da doçaria do Norte. Apesar de produzir uma enorme variedade de iguarias de receita ancestral, são os Jesuítas os reis da casa. A eles juntam-se doces como limonetes, éclairs e pivetes que também fazem maravilhas ao paladar. Foi em 1892 que abriu a primeira loja, em Santo Tirso. 127 anos depois, a receita artesanal está ainda “fechada a sete chaves” e mantém-se na mesma família há quatro gerações, sendo que há já uma quinta “de mãos na massa”. E porque a qualidade é uma das principais atenções da Pastelaria e Confeitaria Moura, à autenticidade do fabrico agrega-se uma seleção criteriosa da matéria-prima e um ritmo bem controlado do tempo de produção, para que desde o início ao fim deste processo, tudo esteja perfeitamente alinhado. A casa é conhecida por não guardar qualquer produto nos congeladores, a prática na Moura é vender e esgotar tudo o que nesse dia se fabricou. Todos os bolos e doces são feitos artesanalmente e por encomenda, o que dá uma variedade enorme de formas e tamanhos, adaptáveis a quase todos os desejos dos clientes. A isto agrega-se a enorme seleção de bolos para ocasiões especiais, sejam casamentos, aniversários, ou até mesmo datas festivas, como por exemplo a que se aproxima, o Natal.

4 casas de sucesso A primeira casa nasceu, então, há 127 anos, em Santo Tirso, e manteve, ao longo do tempo, o requinte e a produção própria característica da casa Moura. A expansão deste mundo de doçarias acabou por acontecer com a abertura do primeiro quiosque de vendas e promoção da marca. Foi num dos mais característicos mercados do Porto, o Mercado do Bom Sucesso, em 2012, que então se criou este importante ponto de venda e local ideal levantar as encomendas. Se com este segundo local, as pessoas deixaram de ter de se deslocar à casa-mãe, em Santo Tirso, para comer as iguarias, e porque o crescimento foi sendo cada vez mais notório, a empresa centenária apostou numa loja no centro do Porto, entre a Câmara Municipal do Porto e a Praça de D. João I. Aqui introduziram-se algumas novidades, em termos de opções para pequeno-almoço e almoço, mas sem perder toda a oferta de iguarias de receita ancestral. Foi também nesta loja que as doçarias se abriram a um público cada vez mais internacional, até porque se trata de uma das zonas mais turísticas do Porto. Por último, mas, obviamente, não menos importante, a Pastelaria e Confeitaria Moura chegou, em agosto do presente ano, a uma grande superfície comercial: o NorteShopping. Na nova e ampliada praça da alimentação do centro comercial, abriu um quiosque Moura, para que as iguarias centenárias possam chegar, diariamente, a cada vez mais pessoas, desde os mais jovens aos, tais como a Moura, mais experientes e tradicionais.

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Rua Sousa Trepa 56, 4780-554 Santo Tirso Facebook: /ConfeitariaMoura www.confeitariamoura.pt


CONFEITARIA MOURA XXX LOJA BOM SUCESSO

LOJA NORTE SHOPPING

LOJA SANTO TIRSO

LOJA BAIXA PORTO

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Arquiteto Pedro Magalhães Rua Dr. José António P.P. Machado, 213, 1º Andar - Sala 3, 4750-309 Barcelos Tlm.: +351 968 031 273 | Tlf.: +351 253 818 301 | Email: arq.pedromagalhaes@gmail.com www.facebook.com/arq.pedromagalhaes 72 | Revista Business Portugal anuário 2019


ARQUITETO PEDRO MAGALHÃES

O PAPEL DA REABILITAÇÃO URBANA Pedro Magalhães é um experiente arquiteto com gabinete próprio, sediado em Barcelos, que se dedica à execução de estudos e projetos de arquitetura, urbanismos e design, na área dos serviços técnicos. Nesta edição da Revista Business Portugal, o próprio fala-nos da importância da reabilitação urbana.

D

epois de se licenciar em Arquitetura, Pedro Magalhães, avançou com o seu próprio projeto, em 1994, levando-o a ser, ao dia de hoje, dono de uma vasta experiência no mundo da arquitetura. Experiência, essa, que partilha com a equipa de profissionais que fazem parte do seu gabinete, assegurando respostas nas áreas de arquitetura, planeamento, design e consultoria. O percurso do atelier tem sido marcado por obras diversificadas, em vertentes como equipamento social, habitação unifamiliar e multifamiliar, equipamentos industriais, espaços comerciais e de restauração. Para além de diversas unidades industriais de referência, destacam-se algumas obras em Barcelos, tais como o Quartel dos Bombeiros Voluntários de Barcelinhos, o Lar de Idosos de S. Veríssimo, o Centro de Investigação e Desenvolvimento em Jogos Digitais, a Biblioteca e a Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA). Com um mercado cada vez mais exigente, é importante não descurar a criatividade, conforto, estética e sustentabilidade, fatores que têm contribuído para o sucesso do atelier que, inclusive, já marca presença internacional, com parcerias no Brasil, França e Canadá.

Reabilitar as cidades À imagem de várias cidades portuguesas, o desenvolvimento de Barcelos tem sido marcado pela sua expansão para a periferia, levando à procura de zonas de ampliação que permitem a construção de edifícios e infraestruturas que melhor se ajustem às exigências do modo de vida atual, em detrimento dos centros históricos, condenados ao abandono e consequente degradação, perda da população residente e redução da atividade económica e dos serviços. São as zonas de maior concentração de bens patrimoniais que precisam de ser recapacitadas e é certo que a reabilitação urbana tem assumido o papel de motor de desenvolvimento, ainda que de forma subtil, facto que também se reflete em Barcelos. Fruto de políticas públicas, ninguém fica indiferente a esta nova tendência de reabilitação urbana, associada ao desenvolvimento e ao aumento da atividade turística, mas também a fatores de índole fiscal favoráveis ao investimento no mercado imobiliário. A reabilitação urbana tem um papel preponderante na sustentabilidade e vitalidade dos centros urbanos, que têm perdido a sua essência, que vai com as suas gentes. Por um lado, promovendo a renovação e melhoramento das infraestruturas existentes. Por outro, promovendo medidas de eficiência energética e conforto, com o objetivo de melhorar as condições de uso e modo de vida das populações. anuário 2019 Revista Business Portugal | 73


- UM PARCEIRO DE CONFIANÇA NA SUA CIDADE -

RE/MAX LATINA BOAVISTA

LIGAÇÃO, GRATIDÃO2003E NEGÓCIO Abertura da Agência de Mafra (RE/MAX Latina)

Ligação, gratidão e negócio são os três pilares que sustentam o projeto que lhe damos a conhecer nesta edição da Revista Business Portugal. Para melhor compreender o projeto, que abriu portas em 2017, estivemos à conversa com Paulo Duarte, Broker da RE/MAX Latina Boavista, que em2005 entrevista nos Abertura da Agência de Lisboa (Latina II) revelou que “a confiança com os clientes” é um dos segredos para o sucesso de um negócio que é cada vez mais “de pessoas para pessoas”.

Uma aposta na formação que marca pela diferença Com uma Academia de formação própria em Lisboa, criada com o intuito de melhor preparar os profissionais para prestar um serviço de excelência aos clientes, é na forte aposta na formação da equipa que RE/MAX Latina Boavista encontra um dos principais elementos diferenciadores do grupo no mercado imobiliário português: “A aposta na formação é o principal. Quando os nossos consultores chegam ao Grupo fazem uma formação inicial certificada. A primeira coisa que fazemos é explicar o que é ser consultor imobiliário e a responsabilidade que é ter a angariação de um cliente, assim como a responsabilidade de ‘agarrar’ naquele imóvel e assumir o compromisso”. 74 | Revista Business Portugal anuário 2019

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Volume de Negócios (€)

retemos os melhores profissionais de Norte a Sul do país.

Nº de Consultores

Enquanto líder de um projeto que “vive de pessoas”, Paulo Duarte reconhece a importância de uma equipa unida e coesa, frisando que a RE/MAX Latina Boavista é uma família, onde não há hierarquia: “Eu sou colega deles, não há divisão. Somos uma equipa, uma família”. É na simbiose perfeita entre a chefia e o resto da equipa, hoje composta por cerca de 70 consultores imobiliários, que o projeto alicerça o seu crescimento constante e sustentado, tendo registado, no último ano, um forte crescimento. É também à qualidade da formação prestada a todos os consultores do projeto que Paulo Duarte reconhece parte da responsabilidade para o sucesso alcançado ao longo dos anos: “A formação é de extrema importância e, felizmente, temos uma máquina muito bem montada em termos de formação. É normal que os consultores cometam erros no início do seu percurso, eu também os cometi no início do meu. É aí que a formação assume especial importância. Todos os nossos consultores recebem formações de grande qualidade para que possam atingir os seus objetivos e contribuir eficazmente para o sucesso do nosso projeto”.

Para um serviço incólume e capaz de satisfazer as necessidades dos clientes, na RE/MAX Latina Boavista, a aposta na formação acontece desde o primeiro dia. Para se ter completa noção de como são “as regras da casa”, os consultores têm uma formação inicial de comsendo agências posteriormente de Colares (RE/MAX cincoFusão dias, “integrados no gestor de integraLatina Prisma), Cascais (RE/MAX Latina ção, que o irá acompanhar durante um ano. Terminado o primeiro Consulting) e Vila Nova de Gaia (RE/MAX Latina Business). Abertura da Agência do ano no Porto projeto, os consultores agora com maior experiência, au(RE/MAX Latina Boavista) tonomia para dinamizar o negócio e fazer as suas escolhas: qual o tipo de mercado que querem trabalhar, o tipo de cliente e fazer a sua própria adaptação”. De forma a manter a proximidade e a motivar a sua equipa, o nosso entrevistado chega mesmo a desafiar os seus consultores a irem Abertura da Agência de Vila do Conde a formações especializadas: “Temos de perceber processos jurídicos, (RE/MAX Latina Litoral) da parte financeira e até de decoração. Temos de ser capazes de explicar aosSomos nossos clientes importância de apresentar o Grupo mais antigoa da rede RE/MAX em Portugal. Desde 2003 uma casa construímos um percurso singular no sector imobiliário, com um limpa, arrumada e que transmita ao possível comprador a mesma volume de negócios ímpar e a maior taxa de crescimento e retenção de consultores mundo. Recrutamos, formamos e ninguém sensação que tem aoimobiliários chegarema todo umohotel: a sensação de que

0 20 03 20 04 20 05 20 06 20 07 20 08 20 09 20 10 20 11 20 12 20 13 20 14 20 15 20 16 20 17 20 18

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om um percurso profissional recheado de aventuras, Paulo Duarte iniciou o seu percurso no ramo imobiliário em 2005 na primeira loja do Grupo RE/MAX Latina em Mafra, tendo, posteriormente, a oportunidade de ir para o Brasil, onde conheceu o mercado como Diretor Comercial na REMAX e começou a dar formação imobiliária em Pernambuco e Paraíba. Mais tarde, regressou a Portugal e decidiu estabilizar no Porto, sendo hoje Broker da RE/ MAX Latina Boavista. É na ligação com consultores e clientes que Paulo Duarte encontra a chave para o sucesso do projeto que abraça, desde 2017: “O sucesso chega quando a própria equipa consegue realizar os seus sonhos. E é assim mesmo que trabalhamos: em equipa. O meu negócio é o negócio deles, sendo que cada um tem a sua especificidade. É a parte de que mais gosto, a ligação com as pessoas. Na RE/MAX Latina a parte humana é muito forte”.

Nº de Consultores

Volume de Negócios (€)

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Evolução do volume de negócios do Grupo RE/MAX Latina 2003-2018 O Grupo RE/MAX Latina é uma rede de ligação entre as pessoas e as suas cidades. Somos guiados pela vontade comum de ajudar os outros, pela aposta na excelência, no método, no


RE/MAX LATINA BOAVISTA esteve lá antes de nós. São estes pequenos detalhes que fazem toda a diferença e nós queremos marcar pela diferença”. “Somos a forma mais simples de ajudar as pessoas” É com o objetivo de “ajudar o cliente” bem definido que Paulo Duarte e restante equipa fazem da RE/MAX Latina Boavista uma referência no mercado imobiliário português. Para isso, apostam num serviço completo e de qualidade, capaz satisfazer as necessidades de quem os procura: “Apostamos, por exemplo, na produção de fotos profissionais dos imóveis e na realização de visitas virtuais. São apostas que fazemos e que pretendemos manter, porque acreditamos que estamos aqui para ajudar os nossos clientes a alcançar o seu objetivo. Mais do que uma agência imobiliária, somos a forma mais simples de ajudar as pessoas”. Um serviço de excelência que se reflete nos números alcançados ao longo dos anos. Só em 2018 a RE/MAX Latina Boavista alcançou as 420 angariações, sendo que este ano o número já foi largamente ultrapassado, contando já com o marco de 600 angariações.

imóvel”. Paulo Duarte reconhece ainda que a cultura habitacional tem sofrido evolução ao longo dos anos. Hoje em dia, os jovens estão mais ligados ao mundo e, por isso, em constante mudança. O arrendamento tem-se afigurado para a grande maioria a melhor solução: “Se tiverem oportunidade de ir para cidades mais desenvolvidas, os jovens vão sem hesitar. Por exemplo o Porto, com as oportunidades que têm surgido, é uma cidade muito apetecível para os jovens que, na grande maioria optam inicialmente pelo arrendamento”. Por outro lado, Paulo Duarte explica que “os casais também começam a definir outras prioridades pessoais. Para a grande maioria dos casais, em primeiro lugar está a realização profissional e apenas depois surge a realização pessoal, nomeadamente a construção de uma família”. É com o sentimento de dever cumprido que Paulo Duarte encerra o ano de 2019. Para o futuro o desejo é simples: continuar a prestar um serviço de excelência a todos os seus clientes. Para isso, espera continuar a contar com a lealdade, empenho e profissionalismo de toda a equipa, que tem feito da RE/MAX Latina Boavista um exemplo de sucesso em todo o país. O Grupo RE/MAX Latina é uma rede de ligação entre as pessoas e as suas cidades. Somos um conjunto de agências imobiliárias de excelência, com um volume de negócios ímpar e a maior taxa de retenção de consultores em todo o mundo. Estando presentes em Mafra, Lisboa, Cascais, Colares, Amadora, Ericeira, Gaia. Paulo Duarte, Broker

Uma parceria de confiança com as cidades Confiança é também palavra de ordem num projeto que prima pelo acompanhamento prestado ao cliente nas várias fases do processo: “Na RE/ MAX Latina prezamos muito o feedback ao cliente. Eu posso ser o melhor consultor do mundo, mas se as pessoas não confiarem em mim, isso não vale de nada. A parte mais difícil para um consultor imobiliário passa pelas pessoas se identificarem e perceberem o que é que nós fazemos e qual a nossa missão nesta profissão. Aqui, na RE/MAX Latina Boavista, primamos pela confiança e mostramos a todos os nossos clientes que estamos ali para os ajudar a atingir o seu objetivo. O cliente tem de sentir que tem uma pessoa que o vai ajudar. O nosso trabalho é arranjar uma solução, mas mais do que vender uma casa, a imobiliária permite realizar sonhos”, explica Paulo Duarte, acrescentando ainda que é muito importante entender as motivações dos clientes sabendo sempre que, na sua maioria, o processo seja sempre mais emocional do que racional. Mercado em evolução Sendo o mercado imobiliário feito pelas pessoas que compram, Paulo Duarte explica que se há mais procura do que oferta, há um aumento de valor e as pessoas não têm essas noções, “porque não fazem um estudo comparativo de mercado e não entendem quais são os concorrentes que podem combater com certo imóvel. O meu trabalho enquanto consultor imobiliário é tentar perceber se com as minhas competências, qualidades, parcerias e colegas, consigo ajudar a vender ou a comprar um

RE/MAX - Latina Boavista | Cedofeita, Sto Ildefonso, Sé, Miragaia, S Nicolau Telef: +351 227 664 350 Candidaturas: boavista.grupolatina.pt Apresentação: https://grupolatina.pt/intro/ Evolução: https://grupolatina.pt/wp-content/uploads/2019/12/GL2018.pdf Cidades do Futuro: https://cidadesdofuturo.com/ Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=M_wrV7wSaOQ

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CASA DO BOLINHOL / CONFEITARIA KIBOM

A VERDADEIRA TRADIÇÃO

Em plena época natalícia, propícia a doçarias, falamos da Casa do Bolinhol/ Confeitaria Kibom, que fabrica, comercializa e distribui produtos de confeitaria tradicional. Fátima Ferreira Salgado, que assumiu o negócio familiar, dá a conhecer, através da Revista Business Portugal, a origem desta casa e a verdadeira história do Bolinhol, ex-líbris de Vizela e vencedor das 7 Maravilhas Doces de Portugal.

É

no seio da família Ferreira que Portugal vê nascer uma das suas maravilhas: O Bolinhol – pão de ló coberto de Vizela. Foi Joaquina P. Ferreira da Silva (1874-1922) quem criou este doce que, como forma de o proteger para as festas e romarias que frequentava, decidiu envolvê-lo em linhol, um tecido de algodão semelhante ao linho. Nasceu o Bolinhol de Vizela, em formato retangular, primorosamente coberto com calda de açúcar, de tamanho inferior ao pão de ló tradicional. Mais tarde, a filha de Joaquina – Albina – e o seu marido – Joaquim –, transportaram a iguaria para a Casa do Pão de Ló Delícia, que inauguraram em 1922. Maria da Conceição da Silva Ferreira, filha mais velha do casal e mãe de Fátima Ferreira Salgado, aprendeu a sua profissão no seio da família e, enquanto emigrante no Brasil, percebeu que o seu futuro estaria, inexoravelmente, ligado ao fabrico de doçaria, devido ao sucesso que sentiu ao divulgar o sabor do

Bolinhol pelo Rio de Janeiro. Quem provava o bolo regional de Vizela não conseguia esconder o agrado e as palavras “qui bom” seguiam-se a cada dentada. Passados alguns anos do seu regresso a Portugal e 100 anos após o nascimento da autora do Bolinhol, Maria da Conceição inaugura a Confeitaria Kibom, em 1974. A origem da pastelaria sempre teve uma raiz profunda no seu produto principal, cuja receita tem vindo a ser passada de geração em geração, estando agora a cargo de Fátima Ferreira Salgado. Dos cinco filhos de Maria da Conceição foi Fátima quem assumiu o negócio, mantendo, até hoje, o objetivo de divulgar o Bolinhol, bem como outras receitas familiares. Movida pelo seu espírito escutista do “sempre alerta”, que representa o esforço, determinação, os sacrifícios vários, mas também o prazer de bem servir, promete continuar a defender religiosamente a história da família, o respeito pelo bem fazer tradicional e o manter a qualidade inquestionável da marca Kibom.

Fátima Ferreira Salgado

Uma Maravilha de Portugal: Pão de Ló de Vizela - Kibom O Bolinhol de Vizela continua a surpreender. Fiel aos sabores de origem e cuidadosamente confecionado com os melhores ingredientes, é um cartão de visita da região. Quem o saboreia na Casa do Bolinhol/ Confeitaria Kibom não fica indiferente e, prova disso, são os vários prémios já ganhos, como o primeiro lugar no Concurso Nacional de Gastronomia de 2002, na categoria de sobremesas, ou a mais recente distinção nas 7 Maravilhas Doces de Portugal. Mas, para esclarecer qualquer dúvida e adoçar o palato, o melhor mesmo é rumar até ao número 431 da Rua Dr. Abílio Torres e comer para crer. Relaxe, desfrute e confira também a veracidade histórica desta casa, fielmente documentada: “Bisavó Joaquina”, Albina e Joaquim, Maria da Conceição… Mais de 100 anos de fidelidade aos sabores de tradição, revividos em pleno, nos dias de hoje, por Fátima Ferreira Salgado.

R. Dr. Abílio Torres 431, 4815-552 Vizela | Telf. / Fax: 253 587 527 Email: kibom@casadobolinhol.pt | Facebook: casadobolinholkibom 76 | Revista Business Portugal anuário 2019


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anuรกrio 2019 Revista Business Portugal | 77


ARQUITETO JOAQUIM SANTANA

“A ARQUITETURA TEM DE SER, ACIMA DE TUDO, FUNCIONAL”

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Com uma trajetória marcada por diversas passagens pelo estrangeiro, Joaquim Santana é hoje uma referência na arquitetura nacional. A Revista Business Portugal esteve à conversa com o arquiteto que em entrevista recordou os primórdios do seu percurso profissional e perspetivou o novo ano.

e na infância disséssemos ao nosso entrevistado que iria seguir o caminho da arquitetura, provavelmente não iria acreditar. Nascido em Lisboa, em 1966, e filho do bicampeão europeu, Joaquim Santana, jogador profissional de futebol do Benfica, surpreendeu ao enveredar pelo caminho da arte, seguindo a carreira de arquiteto. Doutorado em Arte e Arquitetura, Joaquim Santana conta com um percurso profissional marcado por várias passagens pelo estrangeiro. Angola, Barcelona e Inglaterra foram alguns dos destinos por onde passou o nosso entrevistado. No entanto, foi no Porto que o arquiteto assume ter adquirido “o conhecimento e bases de trabalho”, que se revelaram essenciais para o percurso profissional que vem construindo: “Depois da minha passagem por Barcelona, em 1995, onde desempenhei funções de formador em archicad e modelação 3D, na empresa Nadal Marcé Arquitectes, regressei a Portugal e voltei a integrar o gabinete Paula Santos | Arquite-

Modulação 3D (Marcolino Relojoeiro)

Projeto - Cabeleireiro 78 | Revista Business Portugal anuário 2019

tura, onde permaneci durante 21 anos”. Foi também na cidade Invicta que Joaquim Santana se fixou há cerca de um ano. A aposta passará pela criação de um gabinete de arquitetura moldado à sua imagem, onde a “arquitetura pura” estará em evidência.

Arquitetura à imagem do cliente Com um vasto leque de projetos desenvolvidos, é pela projeção de habitações que Joaquim Santana sente um carinho especial, mas também onde encontra um dos principais desafios: “Um cliente para uma habitação é um cliente muito próprio. Existe um diálogo extensivo com o cliente para perceção da sua vivência e necessidade”. O meu trabalho é perceber isso e de que forma, através do meu conhecimento, posso desenvolver um projeto que vá ao encontro das suas necessidades. O pior que podemos ouvir de um cliente é que o arquiteto não desenvolveu o projeto a pensar nas suas necessidades. É preciso ter muito cuidado com isto, porque o projeto tem que ser à semelhança do cliente, nunca à semelhança do arquiteto”. Uma arquitetura à imagem do cliente e que seja, acima de tudo, funcional. É este o mote que define o traço arquitetónico de Joaquim Santana, que confessa ser um arquiteto “com espírito e sentido do tempo presente” e preferir a funcionalidade à estética. Funcionalidade “na organização de conseguirem ser vividos, onde cada projeto tem solução particular”. Porém, tem de ser funcional, mas “sempre com um conceito que está intrínseco ao projeto”. Assim, é na proximidade e no “saber ouvir o cliente”, que Joaquim Santana encontra o seu principal diferencial e o motivo pelo qual diariamente é solicitado para a realização dos mais variados projetos. Uma forma de estar que tem dado frutos e que tem fidelizado grande parte dos clientes: “Os trabalhos têm chegado até mim pelo ‘passa a palavra’. Acredito que tem muito a ver com a postura que temos na vida e é esta postura que pretendo manter no futuro”.

CONTACTOS: Telef: 915 018 513 | Email: sjjota@gmail.com


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MWS

TRABALHO DE QUALIDADE E ENGENHARIA DE VANGUARDA Transformar dificuldades em oportunidades e desafios em projetos exequíveis e economicamente viáveis é o mote que melhor define a empresa que lhe damos a conhecer nesta edição. No mercado desde 2015, a MWS – Master Welding Solutions surgiu pelas mãos de Pax Rocha e David Cavaleiro, sócios-gerentes, e foi com eles que estivemos à conversa para melhor compreender a génese do projeto e o mercado em que se insere.

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MWS – Master Welding Solutions surgiu em 2015. O que vos levou a arriscar e a criar esta empresa e quais os serviços que tem para oferecer ao mercado? Podemos dizer que surgiu de uma necessidade que sentimos no setor. Ambos trabalhávamos numa das grandes multinacionais portuguesas do setor da metalomecânica que, como muitas outras, recorria a muitos subempreiteiros. Foi nesse contacto que tínhamos com subempreiteiros que conseguimos perceber de perto todas as dificuldades que enfrentavam no exercício da sua atividade, fruto da falta de apoio, quer no que diz respeito a certificações, a documentação, ou até a formação. Foi nesse sentido que surgiu a MWS, em 2015. A MWS é uma empresa com três áreas de atividade: A MWS – Engineering, dedicada a duas grandes atividades core – projeto e soldadura. A atividade de projeto onde nos dedicamos à engenharia de processo e ao cálculo estrutural de estruturas metálicas, onde presentemente estamos ligados a projetos da indústria química, setor das pescas e agropecuária (onde colaboramos em parceria com uma empresa bastante reconhecida neste setor). A atividade de soldadura é onde damos atenção às necessidades da área da metalomecânica, seja pela consultoria prestada nas atividades de construção, qualidade e soldadura ou pela qualificação de processos – acompanhamento e elaboração de procedimentos de soldadura - e de pessoal ligado à atividade de soldadura – qualificação

Pax Rocha e David Cavaleiro, sócios-gerentes

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de soldadores. Prestamos assessoria técnica como coordenadores de soldadura, através de regimes de avença, em indústrias mais pequenas que não têm a capacidade de integrar um coordenador de soldadura interno. Temos também a MWS - Inspections, dedicada aos serviços relacionados com inspeção. Trabalhamos com clientes internacionais, que fabricam em Portugal mediante um caderno de encargos e para as quais prestamos serviços de inspeção técnica, sendo que somos responsáveis por atestar o cumprimento do produto em função de especificações destes Nesta vertente temos também a área dos ensaios não destrutivos, onde realizamos diversos tipos de ensaios, dos quais ensaios de líquidos penetrantes, partículas magnéticas e ultrassons. Através de uma empresa parceira podemos ainda realizar ensaios de radiografia. Por último temos a MWS – Training que, apesar de não ser uma atividade core para nós, tem especial relevância, uma vez que está diretamente relacionada com tudo o resto. Na MWS - Training, formamos soldadores abrangendo todos os níveis de prática desde o iniciante, até ao avançado. Formamos também técnicos, por exemplo, em simbologia de soldadora, que é uma área cada vez mais importante, sendo que ensinamos a fazer a leitura e interpretação de especificações. Somos certificados pela DGERT e neste âmbito promovemos também ações de formação por catálogo ou à medida, nas áreas de Segurança e Higiene no Trabalho e Desenvolvimento Pessoal. Como exemplo das ações promovidas no decorrer deste

Projeto de Processo Unidade Química


MWS ano temos: Liderança e Gestão de Equipas; Segurança em Espaços Confinados ou Segurança na Movimentação de Pontes Rolantes. Esta política e a vossa certificação na área comportamental é reflexo da importância dada às dinâmicas de trabalho? Sim. É muito importante que as pessoas saibam trabalhar em conjunto e nesse sentido temos muita formação. Só para terem uma noção, cada colaborador nosso, este ano, teve em média 80 horas de formação. Valores muito acima do que é geralmente requerido. Sempre tivemos a filosofia de que a nossa equipa deve estar bem capacitada de conhecimentos e de competências que se tornam uma grande mais-valia, tendo em conta que somos uma empresa de prestação de serviços e onde o know how é fundamental para que possamos realizar um trabalho abrangente, de qualidade e que leva à fidelização dos nossos clientes. É fácil fidelizar clientes nesta atividade? Para a MWS tem sido fácil fidelizar o cliente, principalmente pela qualidade dos serviços que prestamos. Nunca nos guiámos pela filosofia do mais barato, sabemos que temos valor e é esse mesmo valor que tentámos transmitir aos nossos clientes, acabando por fidelizá-los. A nossa empresa é relativamente recente, e temos clientes que estão connosco desde o início e que continuam a trabalhar com a nossa empresa todos os anos. Atualmente operam sobretudo no centro e norte do país. Pretendem entrar no mercado internacional? A internacionalização é algo que pretendemos alavancar, sobretudo porque já temos alguma internacionalização no que diz respeito a inspeções técnicas, uma vez que são tudo projetos internacionais, sendo que trabalhamos através de uma agência em Espanha. Já temos também projetos em Angola, no espaço de engenharia, sendo que o nosso primeiro projeto de engenharia foi para lá, na área das pescas. Neste momento, temos uma série de projetos ligados às pescas, que em breve irão avançar. A verdade é que queremos a internacionalização, mas primeiro pretendemos consolidar o mercado nacional. Acreditamos que a nossa presença no mercado nacional está a ser conseguida, sendo que atualmente atuamos sobretudo no norte e no centro de Portugal. A MWS pretende tornar-se um centro de referência global nas áreas da metalomecânica e energia. De que forma se diferenciam no mercado? A personalização do serviço é sem dúvida um dos nossos diferenciais. A MWS pretende conquistar um lugar de referência na Península Ibérica em soluções técnicas de soldadura e consolidar a presença no mercado nacional, para isso temos de nos demarcar da concorrência pela qualidade do serviço prestado. Penso que tem sido esta atitude e este atendimento personalizado que nos tem permitido fidelizar clientes e destacar no mercado. Outra vantagem que temos é a proximidade com o cliente. Ao contrário da grande maioria das empresas, que estão centradas nas zonas do Porto e Lisboa, a MWS destaca-se por ser próxima dos seus clientes e esta proximidade é sem dúvida uma mais-valia para todos. No fundo, pretendemos dar um serviço próximo e adequado às necessidades dos nossos clientes. São esses os nossos valores e os que mantemos integralmente. Não menos importante é a nossa formação e também aí pro-

curamos ser diferenciadores. Nesse sentido, trouxemos para Portugal uma tecnologia completamente inovadora, os simuladores de realidade virtual aumentada, criados pela empresa espanhola Seabery, sendo que somos representantes da marca em Portugal. Esta é uma tecnologia mais prática, barata, eficaz e rentável, que embora não substitua a prática do trabalho real, se tem revelado uma mais-valia para ensinar e corrigir posturas.

Formação de Soldadura – Módulo de Realidade Virtual

Tanques de Armazenamento Químico

Evento Vougapark

Vougapark – Parque Tecnológico e de Inovação do Vouga Lugar da Estação 3740-070 Paradela Sever do Vouga – Portugal Telf: (+351) 234 597 294 Telm: (+351) 910 718 462 / (+351) 916 299 745 Email: geral@mws-group.pt www.mws-group.pt

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WE MAKE IT MAGIC Situada em Mangualde, a Quinta do Cisne carateriza-se pelo seu espaço acolhedor e requintado, pelo seu serviço e atenção personalizada, oferecendo produtos de qualidade totalmente adaptados ao gosto de cada cliente específico. Nesta edição da Revista Business Portugal damos-lhe a conhecer este espaço, que promete tornar o seu evento um momento único.

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com a missão de desenvolver eventos únicos, com uma excecional relação qualidade/preço e sempre à medida do cliente, que a Quinta do Cisne se posiciona no mercado. Com uma equipa de profissionais com uma vasta experiência na realização e organização de eventos, a Quinta do Cisne destaca-se por oferecer um serviço exclusivo, eficaz e personalizado a todos os seus clientes. Aqui, é dada especial atenção os pormenores e envolvência, tornando o seu evento único e perfeito. Com um espaço acolhedor e requintado, onde o glamour está em evidência, a Quinta do Cisne afigura-se o local ideal para a realização do seu evento. Com capacidade para receber os mais variados eventos, desde batizados, aniversários, festas temáticas, bailes de finalistas, eventos empresariais, casamentos e até festas de Natal, na Quinta do Cisne cada evento é único e especial. O profissionalismo, espelhado na satisfação do cliente, o atendimento eficaz e de qualidade e o serviço diferente e personalizado são apenas algumas das razões para escolher este espaço, que promete tornar o seu evento único e inesquecível.

Um espaço premiado Com provas dadas de qualidade na organização e gestão de eventos, a Quinta do Cisne recebeu novamente, à semelhança de 2018, um Wedding Awards 2019, o prémio mais prestigioso dos casamentos, para a categoria espaços. O prémio, atribuído pelo site Casamentos.pt, que avalia a excelência no serviço oferecido pelas empresas do setor nupcial do nosso país, assume-se como uma referência no setor nupcial e um selo de garantia para os casais na hora de escolherem os fornecedores para o seu casamento. Este galardão, que só os melhores fornecedores do setor podem orgulhar-se de ter, entrega-se baseando-se exclusivamente nas opiniões e avaliações dos casais que contrataram os seus serviços para organizar o seu grande dia em 2018. Com um trabalho que consideram totalmente diferenciado do habitual, a Quinta do Cisne pretende continuar a prestar um serviço de qualidade e continuar a surpreender todos os que a visitam. Como vê motivos não faltam para escolher a Quinta do Cisne para a realização do seu evento e torná-lo, ainda mais, mágico.

Rua Do Fontelo N.3, Gandufe, Espinho, 3530-062 Mangualde | Telefone: 232 613 065

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“UM CLIENTE, UM AMIGO” É O LEMA DA ESFERA MÓVEL Sediada em Viseu, a Esfera Móvel surge há seis anos pelas mãos de José Pais. A Revista Business Portugal conversou com o proprietário, para ficar a conhecer o trabalho por detrás da empresa, que se dedica à venda de mobiliário de cozinhas por medida.

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om mais 20 anos de experiência na área, José Pais iniciou este projeto há seis anos, quando decidiu começar a trabalhar por conta própria e criar o próprio negócio. “A falta de espaço físico, no início da atividade, deu origem ao nome Esfera Móvel”, explica o nosso entrevistado. Com presença de Norte a Sul do país, a Esfera Móvel tem a vertente móvel, de mobiliário feito por medida sendo, na sua grande maioria mobiliário de cozinha. Hoje, com loja física, já comercializa outro tipo de mobiliário e decoração.

Com parcerias externas, a Esfera Móvel angaria o cliente e desenvolve todo o processo até à venda. “As cozinhas são a vertente principal do volume de faturação. São projetos feitos à medida de cada cliente e acredito que esse é um dos fatores que leva à sua total satisfação. Hoje posso dizer que os meus clientes são também amigos e é bom sentir a confiança que as pessoas depositam em mim”, refere, orgulhoso. Para o futuro, o principal objetivo é o de continuar a dignificar o nome da empresa, apostando na qualidade e no serviço personalizado junto do cliente.

Avenida António Lopes Pereira, Quinta do Viso, Lote 2 R/C Esq. Loja 0 Email: esfera.movel@hotmail.com | Telef: 232 395 925 ou 918 761 998 | www.esferamovel.com 84 | Revista Business Portugal anuário 2019


A Vertical Line lda é uma empresa especializada na impermeabilização de fachadas de edifícios, por método de acesso por cordas sendo dos métodos mais seguros e vantajosos. Dispensa uso de andaime e possíveis licenças. Os técnicos são especializados e alguns com mais de 20 anos de experiência e com certificação de trabalhos em altura. A empresa, mediante estudo prévio de fachadas, soluciona os problemas de infiltrações, humidades, recorrendo a produtos certificados e homologados. Vertical Line é uma empresa de sucesso no combate às humidades e aplicadora oficial de um dos maiores grupos de revestimentos de fachadas de edifícios a nível mundial.

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SERVIÇOS DE QUALIDADE E PROXIMIDADE

Exemplo de box de tratamento

Fundada com a importante missão de realizar Fisioterapia Avançada e de qualidade na Serra da Estrela, a Advantageffect, acabou por se tornar numa referência nessa área de atividade. André Haug, CEO, garante a qualidade dos tratamentos, promove o crescimento da Advantageffect rumo ao sucesso.

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m que altura decide criar a Advantageffect? A Advantageffect – Centros de Fisioterapia Avançada foi fundada no dia 15 de outubro de 2013, por dois Fisioterapeutas que, por resiliência de não abandonar as suas raízes da Zona Centro, arriscaram em abrir o seu próprio negócio na Prestação de Cuidados de Saúde diretamente relacionados com Cuidados de Fisioterapia de proximidade, disponibilizando assim, à população da Serra da Estrela, um tratamento de qualidade de modo rápido, garantindo uma eficaz e qualitativa resolução de problemas em tempo útil no campo da Reabilitação Física, a um preço acessível a todos. Sendo a Serra da Estrela, uma zona de baixa densidade populacional, foi um objetivo, por parte da Advantageffect, tentar trazer até uma zona francamente envelhecida do país o melhor tipo de Cuidados de Saúde no âmbito da Reabilitação visando sempre maximizar a qualidade de vida de todos os seus utentes. 86 | Revista Business Portugal anuário 2019

Explane a importância deste tipo de serviços na zona e realidade onde estão inseridos (Gouveia, Seia e Mangualde). O Grupo Advantageffect possui presentemente três Centros de Fisioterapia Avançada com especificidades algo diferentes, sendo que o primeiro Centro de Fisioterapia Avançada a surgir foi o de Gouveia. Este Centro presta serviços mais direcionados a geriatria e tratamento de dor, visto Gouveia ser o concelho mais envelhecido do país. O Centro de Fisioterapia Avançada de Seia surgiu em 2014 e, apresenta-se mais apto a reabilitação motora, neurológica e trauma-ortopédica, possuindo nas suas instalações um Ginásio de Reabilitação dividido em várias salas com objetivos de tratamento de múltiplas patologias. O Centro de Fisioterapia Avançada de Mangualde, inaugurado no presente ano de 2019, pretende ser uma clínica mais dirigida a Cuidados de Fisioterapia relacionados habitualmente com lesões associadas ao trabalho, visto Mangualde ser um concelho amplamente desenvolvido em atividade fabril. Atendendo a grande massa migratória de estrangeiros que estão a convergir para se fixarem na Serra da Estrela existe um “gap” linguístico entre os Serviços de Saúde e os utentes estrangeiros.


ADVANTAGEFFECT Na Advantageffect a barreira linguística comum não existe, sendo que os Técnicos são fluentes em Inglês, Francês, Alemão e Espanhol. Apresente os serviços disponibilizados e as suas características, referindo quem são os profissionais que compõem a equipa. A Advantageffect é uma empresa registada e certificada para a Prestação de Cuidados de Saúde Privada com uma equipa de profissionais devidamente formada e qualificada para poder servir a população nos mais diversos Problemas de Saúde. O Serviço de Fisioterapia Avançada é integralmente feito por fisioterapeutas especialistas, com grau académico de formação universitária e posterior formação académica superior especializando ainda mais cada um dos seus Fisioterapeutas em áreas distintas de serviços garantindo assim uma ampla capacidade de resposta de modo multidisciplinar. As áreas de intervenção de Fisioterapia dos Centros Advantageffect passam por Neurologia, Trauma-ortopedia, Pediatria, Geriatria, Cardiorrespiratória, Reabilitação Desportiva de atletas, Acupuntura músculoesquelética e Mesoterapia, Reumatologia aplicada a Fisioterapia, Reabilitação pré e pós operatória, Reabilitação de integração no trabalho pós lesão, Reabilitação ginecológica e obstetrícia, e diversas Terapias Manuais Integrativas e Manipulativas. De modo a garantir uma ampla disponibilidade de Serviço esta empresa tem Serviço de Urgência de Fisioterapia. A Advantageffect possui ainda um Serviço de Fisioterapia Domiciliária e realiza Apoio Institucional em Lares, Empresas e outros semelhantes com o apoio de veículos devidamente equipados para esse fim. Apresenta também uma ampla gama de parcerias com seguradoras, associações e instituições. Para além do Serviço de Fisioterapia Avançada a Advantageffect possui Serviço Médico de Medicina Física e Reabilitação. Quais são, no vosso entender, os principais desafios impostos ao setor da saúde atualmente? No ponto de vista da empresa o principal desafio passa por educar as pessoas a recorrerem a Serviços de Saúde Legais e devidamente Qualificados. Infelizmente, ainda é muito presente, em larga escala, derivado à idade nobre da população contigua, a ideia do “endireita”. Além desta epidemia existem também um sem número de locais que operam sem registos da ERS (Entidade Reguladora

Equipa Advantageffect

da Saúde), sem horários de funcionamento e mais grave que isso sem Profissionais Creditados de Saúde. A empresa encontra-se neste momento muito satisfeita com a criação da Ordem dos Fisioterapeutas e aprovação do respetivo estatuto, visto ainda existir nesta zona, do território nacional, muitos sítios que praticam “Fisioterapia” sem Fisioterapeutas. Existe uma grande expectativa de mudança com a criação da Ordem dos Fisioterapeutas e talvez assim, as pessoas se tornem mais atentas e criticas em relação àquilo que é verdadeiramente Fisioterapia. Por onde passa o futuro da Advantageffect? Ponderam a abertura de novos centros? Tendo a Advantageffect inaugurado um novo Centro de Fisioterapia Avançada em Mangualde este ano, os projetos para o próximo ano passam por consolidação estrutural da empresa. Em 2020, é expetável uma segunda evolução tecnológica com vista à criação de um Serviço de Hidroterapia que irá amplamente melhorar a Qualidade dos Tratamentos, nomeadamente no que toca à intervenção em Reumatologia. Relativamente à abertura de novos Centros faz parte dos planos evolutivos a criação de mais dois Centros de Fisioterapia Avançada, no entanto não existe qualquer data prevista e estes apenas serão construídos se existir uma certeza absoluta de que a qualidade de Fisioterapia que atualmente se pratica não se deteriora pois não existe objetivo de mais, mas sim de melhor.

Fisioterapia só com Fisioterapeutas

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Exemplo de sala de tratamentos

Ginásio de reabilitação

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FOLHETA: ALCUNHA E CRIAÇÃO

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omo é que surgiu o Bolos do Folheta? Em 2013, fui para o Canadá e passado dois anos decidi regressar. Nessa altura ofereceram-me trabalho em casas tradicionais mas eu senti que não era isso que eu queria para mim. Tentei implementar algumas ideias que não foram bem aceites porque não era esse o conceito. Imediatamente, senti a necessidade de sair e começar a fazer em casa. Lembro-me que no Natal de 2015 - daí surgir a marca nesse mesmo ano - a minha prenda para os meus amigos serem os bolos. Depois começaram a recomendar-me, comecei a colocar umas fotografias nas redes sociais até chegar ao ponto em que já não tinha condições em casa para continuar o projeto. Foi nesse momento que pensei em abrir uma loja. Concretizou-se no final de 2016, fomos crescendo aos poucos e espero que seja possível crescer mais. Porquê Bolos do Folheta? Quando comecei a fazer os bolos andava a pensar no nome que deveria dar ao meu conceito, para o associar à minha marca. Em conversa com o meu grupo de amigos eles começaram a chamar-me de folheta por eu ser magro e eu questionei-me se folheta seria um bom nome. Todos acharam graça à questão, mas a verdade é que fica no ouvido e as pessoas, hoje em dia, é por esse nome que me conhecem. 88 | Revista Business Portugal anuário 2019

Tiago Ferreira, pasteleiro por paixão e vocação, iniciou um projeto (delicioso) no ano de 2015, em Póvoa de Varzim. Bolos do Folheta é o nome da pastelaria que se foca na imaginação das suas criações, na qualidade dos ingredientes e principalmente em satisfazer os seus clientes com todo o chocolate envolvido.

Como é que caracteriza os seus bolos? Diria que são diferentes do convencional. Muito à base dos chocolates. Temos os bolos da moda que são os kinders, os raffaellos, as nutellas... mas também temos os bolos tradicionais como o doce de ovos sendo que é tudo feito por nós. Temos o cuidado de fazer produtos ao nível tradicional e de alta qualidade. O segredo e a diferença é usarmos produtos de grande qualidade tradicional e ainda conseguirmos inovar. A junção das duas é o que dá a qualidade final. De que forma conseguem acompanhar as tendências? Nós estamos sempre atentos às redes sociais a nível nacional e internacional, tentamos estar sempre a par da evolução da pastelaria. Sabemos que no verão cai sempre bem um gelado e por isso já incluímos gelados artesanais feitos por nós. Para o inverno já começamos a fazer uns testes mais na parte da chocolataria e desta maneira vamos tentando sempre acompanhar e estar um passo à frente. Depois fazemos várias brincadeiras, por exemplo, à sexta-feira fazemos sempre cheesecakes, tarteletes de vários sabores entre outras coisas.


BOLOS DO FOLHETA Nesta época de Natal fazem bolos alusivos à ocasião? Costumam ter pedidos especiais? Fazemos os bolos tradicionais como o Pão de Ló e o bolo-rei mas tentamos sempre ter algumas novidades. No ano passado fizemos tronco de ferrero e de raffaello e também lançamos alguns Cheesecakes. Este ano já lançamos o Bolo-Rei de nutella e o Bolo-Rei de maçã e canela sendo que até ao Natal ainda lançaremos mais surpresas. Em que é que foi pensada a decoração do espaço? Quando pensei em abrir o Bolos do Folheta, além de querer que os bolos fossem diferentes, queria um espaço diferente. Queria um espaço em que as pessoas se sentissem bem e confortáveis. Pode-se dizer que está uma decoração vintage. Como o meu avô era antiquário de profissão, sempre vendeu móveis antigos e restaurava-os. A maior parte das coisas que estão cá, eu já as tinha. Tudo o que aqui está foi ideia minha, entretanto também já sofreu algumas alterações. O meu pai ajudou-me porque ele tem uma empresa de construção o que acabou por facilitar. Neste momento o Bolos do Folheta tem uma equipa de quantas pessoas? Abriu com 3 pessoas e hoje em dia tenho uma equipa estável de 12. Já não sou só eu a confecionar embora me dê um gosto enorme continuar a fazê-lo. Aposto na formação da minha equipa e por isso neste momento estou a oferecer formação de barista. Tudo pelo bem da equipa, das suas carreiras, mas sobretudo para o bem da casa. Agora que o ano está a acabar, pode-se dizer que 2019 foi positivo? Sim, muito positivo. Desde que abrimos tem sido sempre a crescer. Os objetivos impostos por nós foram alcançados, temos tido muito trabalho e esperamos dar conta do recado. Não sei o que é Natal há algum tempo porque tenho sempre muito trabalho, mas é sinal de que estamos a atingir os patamares desejados por mim desde sempre. Existem projetos futuros? Há sempre a ambição presente de abrir outros espaços iguais ao original, sempre por baixo do meu olho, com os mesmos produtos e com a mesma decoração. Para mim não faz sentido se for de outra forma. Quer deixar uma mensagem de Natal para os clientes e leitores? Quero acima de tudo dizer – e desejar - que quero continuar a ter os mesmos clientes e que juntos continuemos a crescer. Agradecer-lhes principalmente porque o meu sucesso é todo graças a eles. Dessa forma, desejo a todos um Feliz Natal. Rua 27 de Fevereiro, Praceta da Lagoa 19, Póvoa de Varzim Email: bolosfolheta@gmail.com Facebook: /bolosdofolheta Telefone: 252178551 | Telemóvel: 913660538

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AS BÔLAS DE LAMEGO CHEGAM AO PORTO Pastelaria da Sé foi o primeiro nome e aquele que abriu portas à famosa Casa das Bôlas. Lamego foi a sua primeira casa, mais tarde voou até ao Porto. Hoje conta com três lojas, no total, sendo que a perspetiva é que, no próximo ano, o número aumente. A Revista Business Portugal esteve à conversa com Guilhermina Pereira, uma das três irmãs que viu o negócio crescer.

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início da Casa das Bôlas Tudo teve início no dia 18 de maio de 1966, quando o seu pai, com a ajuda e apoio da sua mãe, decidiu abrir por conta própria e fazer um verdadeiro milagre pasteleiro. Guilhermina acrescenta que existe uma história que faz todo o sentido contar e que tem muito que ver com o espírito da família. “Os meus pais só souberam trabalhar a vida toda, começaram do zero e fizeram o que puderam. O primeiro dinheiro que entrou na loja, foi oferecido pela minha mãe à Capela do Santíssimo da Sé Catedral de Lamego e, a partir daí, o movimento do negócio aumentou significativamente”. O pai com uma capacidade enorme de trabalho e a mãe com uma vontade imensa de arriscar, convenceram-se de que seria uma boa ideia começarem a fazer algumas especialidades: a famosa bôla recheada. Uma massa baixinha, folhadinha e deliciosa. Passado 40 anos, de enorme sucesso, eles diziam que apenas esperavam que as três irmãs se formassem e, assim, terminariam a sua jornada 90 | Revista Business Portugal anuário 2019

na pastelaria. Embora fosse um plano conciso, Guilhermina e as suas irmãs decidiram que seria uma pena se uma casa daquelas fechasse. Dessa forma, deixaram as suas áreas de formação e assumiram o comando do negócio. Com o exemplo de dedicação, que sempre existiu em casa, conseguiram levar as suas bôlas até às bocas dos portuenses. “O Porto é a nossa cidade do coração porque as três estudámos aqui e, por isso, não havia outro local que fizesse mais sentido do que abrir uma nova casa nesta cidade”. Até à data, e já com mais de 50 anos de casa aberta, existem três Casas das Bôlas: duas em Lamego e uma no Porto.

As autênticas e originais bôlas Em Trás-os-Montes, a bôla é conhecida e confecionada por todos. A fama da Bôla de Lamego surge a partir do momento em que começou a ser comercializada pelo pai de Guilhermina. “Essa é diferente de todas”, afirma. Tem características como o facto de ser baixa, folhadinha e de se desfazer na boca. Voltando o


CASA DAS BÔLAS - BÔLAS DE LAMEGO tempo atrás, os ingredientes eram escolhidos conforme aqueles que davam para conservar, como o presunto. “Lembro-me de muitas vezes os meus pais irem à segunda-feira – o dia de folga – às aldeias comprar presuntos caseiros, que eram salgados e por isso demolhados nas águas do rio”. Para além do presunto, também se adicionava à lista carne de vinha de alhos, bacalhau, sardinha, entre outros. Hoje em dia, a que tem mais saída é a Bôla da Casa, que é a que leva presunto e fiambre. Optam por colocar fiambre para não ficar tão salgada e as pessoas apreciam a combinação. Outra combinação que resulta muito bem é uma fatia de bôla acompanhada por uma taça de espumante. Guilhermina garante que é “uma combinação incrível”.

Manter o bom nome de Lamego até ao Porto Sabemos que a reputação em Lamego é a melhor, mas tivemos curiosidade em perceber se houve algum segredo para que na casa do Porto fosse de igual forma. “Somos pessoas presentes e fomos muito bem recebidos. Por acaso não tinha ideia da comunidade de lamecenses que há no Porto, o que ajudou muito”, Contou Guilhermina Pereira. Pode-se dizer que o verdadeiro segredo é o de manter a receita e aspeto visual em todas as lojas, “é igual comprar uma Bôla de Lamego lá ou no Porto”, afirma.

intervalo”. Colocando tudo isto na balança garante que, no fim, fica o sentimento de positivismo. Já com os olhos em 2020, soubemos que existem projetos como mudar novamente de instalações até porque o dia-a-dia assim o exige. “A partir do momento em que abrimos no Porto, não temos mãos a medir no fabrico em Lamego, o espaço já se tornou muito pequeno, temos que aumentar a área de fabrico. Caso seja concretizado será um espaço grande que lhes concederá maior capacidade de produção, mas não fica por aqui. “Todos os dias nos telefonam de Lisboa, Braga e outras localidades, porque querem perceber o conceito da nossa loja, se é um franchising ou se poderá vir a sê-lo. Temos de ponderar todas as situações”. Gostam de se deixar levar pela intuição e pelo coração – o que tem resultado – e, por isso, não tencionam fazer planos concretos.

Uma mensagem de Natal apetitosa Como não poderia deixar de ser, aquilo que Guilhermina mais deseja para todos é que tenham muita saúde até porque, se realmente a tiverem, poderão deslocar-se até à Casa das Bôlas para comer um docinho ou um salgado e apreciar de um momento garantidamente delicioso.

Balanço de 2019 e projetos futuros O ano que está a terminar foi exigente. Depararam-se com obstáculos que foram sucessivamente superados. “Agora ou subimos ou descemos... Não somos uma empresa pequena, mas também não somos uma grande empresa. Estamos nesse

CONTACTOS: Avenida da Boavista nº577 | 4100-127 Porto (Em frente à Casa da Música) Email: geral@pastelariadase.pt Facebook: Casa das Bôlas

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JOALHARIA D’EL REI

António Araújo, proprietário

A ARQUITETURA NA JOALHARIA A Joalharia D’el Rei, situada no distrito de Viseu, é uma marca própria que abriu portas em agosto deste ano e já se diferencia pelo serviço único e personalizado. António Araújo, proprietário da Joalharia D’el Rei, explicou o conceito do negócio em entrevista à Revista Business Portugal.

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assada a experiência de ter uma joalharia de venda ao público, António Araújo acabou por aceitar trabalhos para lojistas, produzindo peças a serviço, mas cedo percebeu que não era esse o caminho que queria seguir. É nessa altura que decide avançar com uma marca própria, com peças únicas e exclusivas, da sua autoria, desenvolvendo, desta forma, um serviço diferenciado. A ideia de criar as peças de autor advém do gosto pelos trabalhos manuais que o proprietário da Joalharia D’el Rei sempre teve e da crescente criatividade que o acompanha diariamente. Na joalharia é trabalhado, essencialmente, o ouro e pedras preciosas como diamante, rubi, esmeralda, safira, citrino, água marinha e, ocasionalmente, outras pedras. No entanto, para alcançar mais público, vão sendo criadas peças em prata, utilizando pedras nano em substituição das pedras preciosas. António Araújo refere que a Joalharia D’el Rei obteve “uma aceitação muito boa em relação ao tipo de atividade e de oferta nos serviços, principalmente com a elaboração de projetos”. Na Joalharia D’el Rei cada pessoa pode personalizar a sua jóia. Parte-se de uma ideia, conceito ou ima-

gem do cliente e este acompanha todo o processo, desde a elaboração, passando pela escolha dos materiais, até às cores. Além disso, as peças de autor de António Araújo podem ser modificadas se esse for o desejo do cliente. A relação com o cliente é “fundamental”. O proprietário da joalharia convida-os a sentarem-se e conversarem com ele na tentativa de perceber os gostos e características de cada um, de modo a conseguir a peça perfeita. O público-alvo é diferenciado, uma vez que a essência da joalharia não se cinge a uma pessoa ou local. “O meu conceito é único e original, mas como trabalho para clientes com conceitos, estética e objetivos diferentes, o meu desafio passa por compreender o que me é solicitado e apresentar uma peça que corresponda às expectativas de cada pessoa que me procura”, acrescenta António Araújo. Os objetivos para o ano de 2020 são os de “recuperar o investimento e afirmar a marca”. A mensagem que o proprietário da Joalharia D’el Rei quer passar é o de que a casa “está aberta para todos os que procuram profissionalismo, qualidade de materiais e originalidade em cada peça”.

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Evolução da peça original - Imagens projeto

D’el

marca

Joalharia D’El Rei jdelrei62@gmail.com +351 919111633 92 | Revista Business Portugal anuário 2019

quinta d’el rei, 259, r/c 3500-642 Viseu


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XXX RELAÇÕES BILATERAIS PORTUGAL CABO VERDE

EMBAIXADOR DA REPÚBLICA DE CABO VERDE

Entrevista a Eurico Correia Monteiro, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Cabo Verde em Portugal.

É o representante da Embaixada da República de Cabo Verde em Portugal, tendo assumido as suas funções em janeiro de 2017. Como têm sido estes dois anos em Portugal? Estudei em Portugal na Universidade Clássica de Lisboa, Faculdade de Direito, de 1979 a 1984. Depois disso já visitei Portugal uma dúzia de vezes, pelo que já tinha uma ideia muito precisa do país. Os cabo-verdianos, em geral, gostam de Portugal. Reconhecemo-nos em muita coisa e partilhamos vastos interesses e sentimentos, com particular realce para o desporto e mais concretamente o futebol. Por isso são muito boas as impressões que tenho do país, tanto do ponto da sua geografia física, como também das instituições e da população. Sinto-me bem, perfeitamente integrado no geral e neste mundo mais específico da diplomacia. Descreva as relações entre Cabo Verde e Portugal. São muito boas. Eu dizia ainda, no sábado passado, num encontro com a Comunidade cabo-verdiana, em Sintra, presidido pelo Presidente da República, Dr. Jorge Carlos Fonseca, e com a presença do Presidente da Câmara Basílio Horta. São tão boas que é uma tarefa muito ingrata conseguir melhorá-las. E é muito vasta, abrange quase todas as áreas e com um envelope financeiro, num programa (PEC 2017-2021) de 4 anos, superior a 120 milhões de euros. Formação, saúde, infraestruturas, administração pública, justiça, finanças, agricultura, ambiente, cultura, mar, turismo, emigração, investigação, etc. São muitos os protocolos firmados entre os dois Estados. Só na última cimeira entre os dois Chefes de Governo, e que teve lugar em Lisboa em abril deste ano, foram assinados 12 protocolos de cooperação. Em relação ao investimento empresarial, o que tem de melhor Portugal a oferecer a Cabo Verde e vice-versa? Tem muito, por várias razões, pela proximidade, pela amizade entre os povos, pela

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afinidade cultural e pela língua. Um fator importante para o investimento, para além da dimensão do mercado e dos custos, é a confiança. Um empresário português conhece, tem a obrigação de conhecer melhor Cabo Verde do que qualquer outro, pela história. E tem razões para confiar. Cabo Verde também sabe que, de uma forma geral, pode confiar nos investidores portugueses. E se existirem problemas, o que sempre pode ocorrer, a resolução de contencioso está facilitada por uma certa convergência normativa, procedimental e institucional, e pela amizade e proximidade. Áreas com o turismo, novas tecnologias, energia, economia azul e serviços de uma forma geral, têm grandes potencialidades e Portugal tem registado nesses setores avanços muito significativos. Mesmo analisando a questão sob a perspetiva do mercado em sentido estrito, é preciso notar que Cabo Verde já tem um fluxo turística de quase 800 mil turistas por ano, com necessidades de consumo bem identificadas, que também fazemos parte da CEDEAO que é o mercado comum da costa ocidental africana, com perto de 400 milhões de pessoas, num território com mais de 5 milhões de quilómetros quadrados. Para além do acordo que temos com os USA para exportação de uma grande quantidade de produtos no quadro do AGOA (The African Growth and Opportunity Act) No dia 6 de julho inauguraram o Centro Cultural de Cabo Verde, em Lisboa. O que significa para a Embaixada a comemoração deste momento? Muito. Trata-se da maior comunidade cabo-verdiana na Europa e a segunda no mundo, só suplantada em termos numéricos pelos Estados Unidos da América. E para Cabo Verde a cultura ocupa uma posição muito especial, sabe? Um país pequeno com cerca de 1 milhão de pessoas, entre residentes e emigrantes, só se afirma no mundo se for portador de uma identidade cultural muito forte. Não nos diluímos no mundo, apesar de nele nos integrarmos perfeitamen-

Eurico Correia Monteiro, Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República de Cabo Verde em Portugal

te, por que temos uma forte identidade cultural, história de séculos, língua materna, tradições, religião, música, dança e costumes muito vincados. Somos fulas, portugueses, mandingas, judeus, balanta e ingleses, um pouco americano também, somos tudo isso e nada disso, por isso somos outra coisa, única. No cruzamento entre continentes resultou um cruzamento de raças e de culturas, por isso somos ponte, espaço aberto e horizonte, adaptamo-nos com facilidade. O Centro Cultural de Cabo Verde deve responder a isso, ser um espaço de oportunidades para a afirmação e projeção do país na sua riqueza cultural, mas espaço aberto para a interculturalidade, para o diálogo sistemático com outras manifestações culturais contemporâneas, sem esquecer a história, mas atuando em segmentos que demonstrem qualidade, técnica, sofisticação, para lá da cultura popular, sem diminuir a sua importância. Portugal está bem situado para esse papel do CCCV, pela geografia, mas também pela história e pela sua dinâmica cultural.


BANCO INTERNACIONAL DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE (BISTP)

UM DESAFIO AO INVESTIMENTO E INSTALAÇÃO DE EMPRESAS PORTUGUESAS NUM MERCADO COM POTENCIAL O Banco Internacional de S. Tomé e Príncipe (BISTP), fundado em 1993, é um Banco Comercial e de Investimento, com uma oferta universal de produtos e serviços financeiros. Líder do mercado em todas as frentes, o BISTP tem como um dos seus principais Ativos a sua estrutura acionista, a qual é composta pelo Estado de São Tomé e Príncipe (48%), a Caixa Geral de Depósitos/CGD (27%) e o Banco Angolano de Investimentos/BAI (25%). A visão partilhada do acionista Estado sobre a economia e as prioridades do País, permite orientar as nossas ações, e, o know-how técnico dos acionistas privados transmitido ao banco, tem sido um activo de grande valor. A nossa missão consiste em contribuir de modo imperativo para o desenvolvimento económico e social de São Tomé e Príncipe, apostando nas seguintes iniciativas: investindo em inovação tecnológica e disponibilizando produtos financeiros capazes de gerar valor aos clientes; fomentando a atividade produtiva de bens e serviços transacionáveis orientados para a exportação e/ou para substituição de importações; apoiando o empreendedorismo; procurando soluções financeiras ajustadas a particulares em diferentes fases da sua vida e às empresas em geral. Tendo em conta a nossa missão, procuramos levar o Banco e os serviços financeiros cada vez mais perto da população de norte a sul. Por este motivo somos o único Banco, dos cinco a operar neste mercado, que está presente em todos os distritos do País com agências e/ou áreas automáticas. Temos vindo a usar cada vez mais a inovação tecnológica para manter a nossa ambição de expansão/cobertura territorial e além-fronteiras em conformidade com o nosso slogan “o BISTP vai mais longe, o BISTP está mais perto”. Assim, a banca eletrónica (internet banking – BISTP Kuá Non e a extensa rede de serviços de pagamento automático), tem sido o canal privilegiado nesta estratégia. O elevado grau de confiança conquistado junto de todos os Stakeholders deve-se a solidez, liquidez, rendibilidade, rigor e profissionalismo, demonstrados ao longo dos anos. Com uma quota de mercado superior a 60% em todos os Produtos e Serviços, tentamos nos adaptar às diversas mutações, procurando estar na linha da frente do que o mercado tem oferecido de melhor ao nível de soluções financeiras, de forma a consolidar a posição de líder em todos os domínios. É neste espírito que procuramos que os nossos produtos e serviços sirvam a todos aqueles que pretendem realizar negócios em S. Tomé e Príncipe ou com empresas/ agentes económicos no exterior. A forte relação do mercado de S. Tomé e Príncipe com o mercado europeu, em particular Portugal, leva-nos a ter uma relação também mais intensa com os bancos portugueses, em especial com a nossa accionista CGD. Devido a essa maior relação comercial com Portugal, tem-se vindo a criar pontes com os Bancos em Portugal para atrair todos os interessados a investir em São Tomé e Príncipe. Em vários casos, os nossos clientes são também clientes da CGD, o que tende a gerar boas sinergias e maior agilidade no atendimento das necessidades financeiras dos mesmos. Tem havido um número crescente de investimentos portugueses em S. Tomé e Príncipe, também um número importante de emigrantes (pessoas singulares) que escolheram este país para residir e trabalhar. Constata-se que os investimentos portugueses têm sido na sua grande maioria em restauração e turismo. Porém, o país oferece muitas mais oportunidades. Há importantes investimentos no domínio do turismo, de capital sul-africano, no domínio de transformação e produção 96 | Revista Business Portugal anuário 2019

de óleo de palma, de capital belga/luxemburguês, e no domínio de transformação de cacau biológico e produção de chocolate de alta qualidade, de capital português/francês. Estes exemplos de investimentos evidenciam um despertar de interesse para um país que, apesar de pequeno em dimensão, apresenta boas condições para instalação de empresas, decorrente da sua estabilidade política, paz social, uma população jovem e instruída, um custo de mão-de-obra muito competitivo, em comparação com outros países africanos, e, um grande mercado potencial situado nos países da África Central. De facto, os investimentos acima mencionados procuram tirar o melhor partido das condições de estabilidade ímpar e da competitividade de S. Tomé e Príncipe no continente africano, da sua privilegiada posição geoestratégica, literalmente no centro do mundo, a duas horas de voo de um conjunto de países ricos em recursos naturais, situados na costa africana e que representam um mercado de cerca 300 milhões de consumidores. Além dessas vantagens existem outras, como o Código de Investimento que concede incentivos fiscais que visam criar melhor ambiente para a instalação de empresas, a Convenção sobre Dupla Tributação entre São Tomé e Príncipe e Portugal, entre outros. Por isso, julgamos que seria uma boa oportunidade para os empresários portugueses - que, relativamente a outros investidores, já partem com vantagens da língua comum e laços históricos - equacionarem com toda a segurança, a possibilidade de investirem neste país com tanto potencial. E nós, BISTP - Motor de desenvolvimento económico e social de São Tomé e Príncipe, no âmbito da nossa missão e, em especial pelo relacionamento com os nossos acionistas, CGD e BAI, estamos preparados para apoiar todos os nossos clientes que desejam estabelecer relações comerciais em todos os cantos do Mundo, procurando sempre criar valor acrescentado às atividades dos mesmos.


AMES&CD

EMPODERAMENTO NO FEMININO A Revista Business Portugal esteve à conversa com a Dra. Eunice Mascarenhas Monteiro, uma mulher multifacetada nos negócios e nas causas sociais e empresariais, que está focada no empoderamento feminino, nomeadamente, na CPLP.

É

Presidente da Associação de Empresárias de Cabo Verde, Vice-Presidente da Federação das Mulheres Empresárias e Empreendedoras da CPLP (FME CE-CPLP), Vice-Presidente da Câmara de Turismo, Embaixadora WEB, Embaixadora Urbana da ONU Habit e foi, este ano, galardoada com o More Women Award. Além disso, está sempre disposta a apoiar causas sociais, como a campanha que abraçou com a Primeira-Dama de Cabo Verde para ajudar os desalojados do tufão na Beira, atividades para prevenção do cancro da mama, é madrinha de jovens estudantes com pouco recursos, entre outros. Como consegue conciliar tudo? Quando se escreve tudo isto, parece muita coisa, mas quando se faz as coisas com amor, tudo parece pequeno. Sou mãe e esposa, logo, tenho um acumular de tarefas de “gestora do lar”. Sou, naturalmente, uma pessoa insatisfeita. Acho que posso fazer sempre um pouco mais, cobro muito de mim, tentando ocupar o meu tempo sempre na criação de valor, produzindo algo novo e útil. A minha grande paixão, preocupação e orgulho é criar postos de trabalho, dando oportunidades aos jovens e às pessoas no geral, para transformarem as suas vidas. Saí da Administração Pública porque acreditava e acredito que, desta forma, ajudava o país a criar riqueza e diminuir a pobreza. Tudo o resto surgiu naturalmente, por força das circunstâncias. Em que se baseia o trabalho da FME-CPLP e até que ponto o seu trabalho influenciou o empoderamento feminino. A FME CE-CPLP foi criada a 29 de

julho de 2016 e visa o desenvolvimento e a cooperação empresarial dentro da CPLP, comunidade que abrange cerca de 255 milhões de cidadãos lusófonos, nove países de quatro continentes, estando os seus Estados-Membros inseridos em cinco Comunidades Económicas Regionais. O objetivo prioritário é a melhoria do ambiente de negócios no espaço da CPLP, desde a identificação e resolução dos principais entraves, ao levantamento das oportunidades existentes e ao incentivo para a abertura a novos mercados. A Federação nasce da necessidade de valorizar o contributo das mulheres no espaço da CPLP. É um agregador das mulheres dos países de língua oficial portuguesa e tem como foco gerar negócio. A FME CE-CPLP, apesar de recente, tem levado a cabo várias atividades e assinado alguns protocolos relevantes para os seus objetivos. Escusado será dizer que todos os eventos que realizamos visam contribuir para inspirar e dotar mais mulheres de ferramentas necessárias para a sua atividade empresarial, gerar mais relacionamentos entre as mesmas e com outras personalidades femininas e masculinas do mundo empresarial. Paralelamente, é também presidente da Associação de Mulheres Empresárias de Cabo Verde & Diáspora, qual o impacto social que esta teve no país? Antes do mais, gostaria de salientar que o meu core business é ser empresária da área do Turismo (restauração/hotelaria) e, como qualquer empresária/empreendedora, estou sempre atenta às novas oportunidades.

Dra. Eunice Mascarenhas Monteiro, Vice-Presidente da FME-CPLP

Presidente da AMES&CD

De momento, estou à procura de parceiros estratégicos para abraçar o desafio de construir um hotel de maior porte na Capital do país. Apesar do receio que este desafio me traz, penso que será o meu modesto contributo para que possam começar a aparecer mulheres como CEO de grandes empresas no país. É este o salto que o meu país precisa de começar a dar. E é esta a visão que tentamos levar dentro da Associação que presidimos. Fazer com que as mulheres comecem a dar o salto, sem medo, porque são possuidoras de capacidade intelectual e mérito para o efeito, é só ver as estatísticas nos países da CPLP sobre mulheres na área empresarial. Particularmente, em Cabo Verde só na ilha de Santiago, segundo o estudo sobre o Perfil das Mulheres Empresárias 44 por cento de mulheres detêm o tecido empresarial de Santiago, sendo que destes, 77por cento das suas atividades se concentram no comércio e apenas seis por cento estão no sector industrial. Por isso, é urgente mudar este figurino de coisas. Queremos mulheres a investirem nas áreas industriais, de turismo, agro-negócio, transporte e, obviamente, nas TICs. A AMES&CD tem tido um grande impacto na sociedade empresarial! Pois, temos sido chamadas a ter um papel interventivo na economia nacional. Nesta perspetiva, a nível local a AMES vem cumprindo a sua missão, constituindo ainda um grande desafio o alargamento do nosso raio de ação à Diáspora, com a mesma eficácia. anuário 2019 Revista Business Portugal | 97


GRANT THORNTON & ASSOCIADOS – SROC, LDA.

UMA PORTA ABERTA PARA A AUDITORIA NOS PALOP’S A Grant Thornton & Associados – SROC, Lda tem um papel importante na auditoria em Portugal e uma nova abertura para este modelo de negócio nos PALOP’s, que, Carlos Lisboa Nunes, Managing Partner, considera estar em pleno crescimento.

C

omo nasceu a Grant Thornton & Associados SROC, Lda? A Grant Thornton & Associados, SROC, Lda tem a sua origem na Sociedade de Revisores Oficiais de Contas Vitor Franco e Lisboa Nunes, Lda que iniciou a sua atividade em 1989. Passados dez anos, a sociedade foi admitida na rede da Grant Thornton Internacional e passou a denominar-se como atualmente. É um grande orgulho termos comemorado, em 2019, os nossos 30 anos de existência. Aquilo que começou como um projeto de empreendedorismo de duas pessoas, tornou-se numa empresa sólida. Hoje, somos um grupo de cerca de 60 pessoas e temos escritórios em Lisboa, Porto e Funchal.

dificuldades de acesso às divisas, entre outros. No presente momento, pensamos que se poderá investir em Angola, embora a crise atual seja profunda, mas, no médio prazo, será ultrapassada e, seguramente, com dividendos para quem assume agora os riscos. Igualmente, poder-se-á investir, quer em Cabo Verde, quer em Moçambique.

Qual a importância de estarem presentes em São Tomé e Príncipe? O mercado de auditoria em São Tomé e Príncipe é bastante reduzido. No entanto, recentemente, começámos a exercer a nossa atividade neste país, mas à medida que o país se desenvolve, mais será necessária a atividade de consultoria e auditoria. Devemos ter em atenção que o orçamento de São Tomé e Príncipe é, quase na totalidade, suportado por instituições internacionais. Claro que Quais os serviços que disponibilizam e qual a mais-valia que estas ajudas internacionais são normalmente auditadas a pedido dos representam para o cliente? doadores/financiadores, pelo que, certamente, a Grant Thornton Desenvolvemos a atividade de auditoria, em Portugal e nos SROC estará cada vez mais presente em São Tomé e Príncipe. PALOP’s. Somos uma mais valia para os clientes porque temos equipas proactivas lideradas por profissionais que atuam numa Que projetos e objetivos têm definidos para o futuro da lógica de proximidade, utilizam a experiência para compreenderem Grant Thornton? as necessidades dos clientes e apresentam soluções adequadas e O futuro passa por muito trabalho, num setor de atividade personalizadas a cada caso. onde é cada vez mais difícil trabalhar, em virtude das condições do mercado e das exigências de padrões de qualidade elevada, Considera que é “o momento” de investir nos PALOPs? devidamente supervisionada. Ainda assim, com o atual grupo de Pensamos que em todos os momentos se pode investir nos PA- trabalho que temos, só podemos estar otimistas e expectantes em LOPs. No entanto, deveremos ter muita atenção aos riscos que se relação a novos mercados e novos desafios. Devemos congratularcorre e aos fatores como: se vão existir eleições a curto prazo, se -nos com o facto dos PALOPs, em geral, estarem a criar órgãos de existe alguma tranquilidade no país, se o ambiente de negócios está supervisão financeira, o que vai obrigar as empresas a serem mais a melhorar, se há incentivos aos investidores estrangeiros, se haverá fiscalizadas e auditadas. Logo, mais atividade futura para a Grant possibilidade futura de transferência de dividendos, se existem muitas Thornton SROC.

Telefone: 21 412 35 20 www.grantthornton.pt 98 | Revista Business Portugal anuário 2019


REGIÃO SUL Na definição cardial localiza-se a Sul, mas no que diz respeito ao clima faz parte do mediterrâneo. Engloba as mais belas paisagens, desde extensas planícies com terra fértil e plantações diversas, a praias de areia fina que fascinam quem as visita – falamos da região sul de Portugal. O recorte da zona costeira a Sul é o chamariz de quem por lá passa (e que acaba sempre por voltar), sejam de nacionalidade portuguesa ou estrangeira. Destacam-se as praias com falésias e grutas, que convidam os turistas a uma deslocação a bordo de pequenas embarcações para uma visita repleta de belezas naturais, entre mar e sol. O Sul é ainda sinónimo de uma qualidade de vida acrescida, associada à segurança dos locais, bons sistemas de saúde, trânsito residual e com locais aprazíveis para viver um envelhecimento ativo. As gentes do Sul recebem todos os que por lá passam de forma calorosa, a combinar com o local onde se inserem. No Sul, dedicam-se e aprimoram os setores que, cada vez mais, se evidenciam na região, nomeadamente o turismo.

anuário 2019 Revista Business Portugal | 99


RESTAURANTE SABORES

CONTACTOS: Avenida dos Negreiros, 2975107 Quinta do Conde Telef: 961 376 060 Facebook: Sabores da quinta

RESTAURANTE SABORES – O REI DAS ESPETADAS É na Quinta do Conde que podemos encontrar as mais famosas espetadas de Setúbal. Nelson Matos, dono e gerente do Restaurante Sabores, explica à Revista Business Portugal o segredo para o sucesso do seu espaço.

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isse que começou com os seus pais, como é que surgiu a ideia da abertura de um restaurante, mais ligado às espetadas? Começou há dois anos. Já tínhamos um restaurante com carta tradicional, mas tivemos um problema com a falta de mão de obra especializada, que não nos permitia manter um negócio que servisse 150 diárias. Assim, acabámos por apostar em algo que não se via muito em restaurantes: as espetadas. E, atualmente, o feedback dos clientes é muito bom. Tem noção de que numa região em que o peixe marca a tendência, na carne são vocês que a marcam? Possivelmente ao nível de espetadas e da quantidade de pessoas, sim. Num domingo temos uma média de 250 a 300 pessoas. Não

100 | Revista Business Portugal anuário 2019

competimos com preço, mas sim com qualidade, ou seja, queremos diferenciar-nos pela qualidade do que é servido, dando assim razões para que as pessoas voltem. No fundo, queremos que as pessoas se rendam. Se pudesse nomear o “Top 3” das suas espetadas, quais seriam? Escolheria a espetada de lombo de vaca, a de porco preto e a de lulas. Estas são as que mais saem e as que mais são procuradas. Porquê? Porque nós temos os lombos de vaca noutro prato que confecionamos aqui, mas como queremos passar a ser só um restaurante conhecido pelas espetadas, vamos ensinando o cliente a mudar para o prato em que somos realmente bons.


XXX

anuรกrio 2019 Revista Business Portugal | 101


JPS GROUP

PREÇOS COMPETITIVOS SEM DESCURAR A QUALIDADE O ano de 2019 foi soberbo para o JPS Group. João Sousa, CEO da empresa, contou à Revista Business Portugal como o facto de usarem margens menores de lucro os torna mais competitivos e chamou a atenção para o facto de que as compras de imóveis em fase de planta são benéficas e que a sociedade está a começar a entendê-lo.

João Sousa, CEO

Green Valley

A

presente os conceitos inovadores que tornam a JPS Group única no mercado imobiliário. Posicionamo-nos como uma empresa multidisciplinar com conceitos inovadores. Selecionamos e desenvolvemos os melhores negócios, sozinhos, em regime de parceria ou para terceiros, e concebemos os projetos desde o business plan à respetiva construção e comercialização. O nosso foco é o cliente, e nesse sentido fazemos uma profunda análise financeira sempre que olhamos para um projeto novo, pensando sempre num preço final competitivo. Qual é o segredo para conseguirem alcançar valores competitivos, sem descurar a elevada qualidade do produto final? Beneficiamos de um conjunto de fatores, de opções certas de gestão, e de muito trabalho por parte de toda uma equipa. Colocamos os imóveis à venda com margens baixas de lucro, não fazendo qualquer tipo de especulação de preços. Com mais de 200.000 m2

Royal Evolutee Villas & Apartments 102 | Revista Business Portugal anuário 2019


JPS GROUP

The Village

Sky SkyCity City

Sea View Residence

Dream Living

de construção, e com construtora própria, beneficiamos de preços mais competitivos de uma forma em geral, e acabamos por fazer refletir essa margem no preço final. Existe uma maximização de recursos, sendo que fazendo todo o processo in house, como tal, conseguimos tornar-nos muito mais competitivos sem descurar a qualidade. Considera a forma de promoção dos vossos serviços e produtos distintiva? Damos uma grande importância ao Marketing, pelo que temos uma equipa a trabalhar diariamente na divulgação de informação, quer seja na promoção dos nossos produtos, quer seja na divulgação de estados de obra, produtos externos entre outros. Recebemos cerca de mil contactos novos de clientes por mês. Depois como complemento temos uma equipa comercial que diariamente dá resposta a cada uma das pessoas que nos contacta. Mediante a sua experiência, considera que o cliente atual está mais exigente e informado? Que medidas adotou para acompanhar as necessidades de cada pessoa? Sim, estando o cliente atual mais bem informado, também entende as vantagens de comprar em planta, sabe que quanto mais cedo entrar no projeto maior será o retorno, sabe entender a diferença na qualidade que apresentamos, sabe que os nossos preços são realmente competitivos. Brevemente, apresente o balanço que faz do ano de 2019. Foi um ano fantástico. Todos os nossos produtos destacaram-se pela inovação de conceitos e tiveram uma excelente recetividade. Fechámos as vendas do SkyCity, lançámos e fechámos as vendas do SeaView Residence. Estamos a finalizar a comercialização do Dream Living e as do Village. Lançámos o Green Valley Oeiras Residence, do qual já temos cerca de 60 por cento de vendas concluídas referentes à primeira fase, e o Lapa River.

Lapa River

Av. Almirante Gago Coutinho, Nº 126, Lisboa Telef: +351 218 371 025 Email: secretariado@jpsgroup.pt Facebook: /empresajpsgroup www.jpsgroup.pt

Quais as perspetivas para 2020? Vamos comercializar cerca de 600 novas unidades, e vamos entrar em processo de construção de cerca de 400 moradias e apartamentos. Este novo projeto chama-se Royal Evolutee Villas & Apartments, fica a cerca de 40 minutos de Lisboa e vai ser um projeto fantástico, inserido num resort de luxo de cinco estrelas, com golfe, lagoas, e vista mar. Vai ser um produto de topo com preços muito atrativos. anuário 2019 Revista Business Portugal | 103


XXX NUTRINOVA - NUTRIÇÃO ANIMAL, SA.

“SOLUÇÕES INOVADORAS EM NUTRIÇÃO ANIMAL”

Sediada na Zona Industrial de Vilar de Besteiros, no concelho de Tondela, a Nutrinova - Nutrição Animal, SA. foi fundada em 2011 tendo iniciado a atividade comercial em 2012. A Revista Business Portugal foi conhecer os desafios por trás da empresa, bem como todo o crescimento sustentável e constante.

A

Nutrinova surge no mercado como um projeto independente no setor da produção animal. Para garantir as soluções inovadores, dia após dia, colaboram com um grupo de técnicos com Know-how e experiência em nutrição, sanidade animal e maneio de explorações. Especializada em nutrição animal, a Nutrinova tem como core business

104 | Revista Business Portugal anuário 2019

a produção e a comercialização de pré-misturas e de alimentos complementares para animais (aves, suínos, ruminantes e equídeos), investigação, desenvolvimento nutricional e prestação de serviços relacionados com a nutrição e o bem-estar animal. A Nutrinova também comercializa leites de substituição, blocos minerais, adsorventes de micotoxinas, higienizantes, aditivos, entre outros. A empresa dispõe de um laboratório dotado com equipamento tecnológico avançado, capaz de corresponder às necessidades de controlo analítico de clientes e fornecedores. Este serviço de apoio tem por base o controlo analítico de matérias-primas e de alimentos para animais, a avaliação do estado sanitário das explorações, o estudo de processos de maneio e gestão e serviços de formulação. O laboratório da Nutrinova está acreditado pela norma NP EN ISO/IEC 17025: 2005. Com uma gama de serviços alargados, a Nutrinova conquistou uma posição sólida no mercado português e tem como parceiros empresas de referência em várias áreas de produção. Por outro lado, a exportação de produtos e tecnologia faz parte da dinâmica empresarial. De olhos postos no futuro, a Nutrinova acompanha diariamente todo o desenvolvimento do setor animal, estando consciente dos desafios que lhe são propostos. Garantir a satisfação de todos os clientes com rigor e qualidade (de acordo com as normas internacionais e requisitos legais) é a principal missão da empresa, sempre aliada aos produtos e soluções inovadoras para o mundo animal.

Instalações Zona Industrial Vilar de Besteiros Lote 10 · 3465-192 Vilar de Besteiros Tel. +351 232 853 072 Email: nutrinova@nutrinova.pt

www.nutrinova.pt


Localizada numa reserva natural, a Herdade de Monteverde é um condomínio privado exclusivo com 102 hectares. A sua localização privilegiada permite uma combinação única de proximidade das mais belas praias portuguesas (7 km) e da cidade de Lisboa (18 km), com excelentes acessos rodoviários, ferroviários e fluviais. Neste condomínio com segurança 24 horas por dia, encontrará moradias isoladas, moradias em banda e apartamentos com vistas para o Pinhal, o Golfe, Jardins e o Lago. A Herdade Monteverde oferece uma vasta gama de equipamentos de lazer e desporto, que compreende um Parque Central com Lago, Parque Infantil, Piscinas, Health Club, Clube de Ténis e Padel, Circuito de Manutenção, Zona Comercial, Hotel, Club House e um Campo de Golfe de 18 buracos. Imerso na natureza e caracterizado por uma privacidade total, o condomínio proporciona aos seus residentes um ambiente de paz e tranquilidade e faz da Herdade Monteverde.

Um Lugar Único para se Viver. Um Estilo de Vida Inteligente e Saudável.

PROMOTOR

COMERCIALIZAÇÃO Herdade Monteverde | Estr. Nacional N378, Km 6 Seixal, Portugal | GPS 38o 35’ 37’’N 9o 6’ 30’’W Tel: 212 124 347 | 213 555 555 | info@monteverde.pt www.monteverde.pt

T +351 213 555 555

real estate AMI 649 SOCIEDADE DE MEDIAÇÃO IMOBILIÁRIA, LDA.

W silfiducia.pt F

silfiducia@facebook.com


RESTAURANTE HARMONIA

SENTE-SE À MESA E SINTA-SE EM HARMONIA Foi no centro de Lisboa que a Revista Business Portugal se sentou à mesa com Marco Costa (Chef de Cozinha e Sócio-gerente), no restaurante que nos deu a conhecer: o Harmonia. O novo projeto, que alia a cozinha tradicional portuguesa a inovação, sempre com o melhor vinho a acompanhar, teve início a 11 de fevereiro deste ano, contando ainda com o cunho do também Sócio-gerente e responsável pela seleção e preparação dos alimentos, Domingos Valente. Em entrevista, descobrimos que a dupla de sucesso tem mais cartas na manga e promete não ficar por aqui.

Q

uem passa pelo número três da Rua Actor Isidoro não fica indiferente à montra do Harmonia e feliz é quem ali entra. Já se imaginou no confortante interior de uma pipa de vinho? Agora imagine ainda ser recebido por um Hostess alegre, que é apenas o reflexo do restante staff desta casa: aqui mora boa disposição da primeira à última garfada. E, spoiler alert: todas as garfadas que aqui levar à boca, vão deixá-lo com um sorriso de satisfação inigualável. Mas, por detrás deste recente espaço, há toda uma história: O Harmonia começa no Harmonia da Beira, restaurante que os pais de Marco Costa mantiveram aberto durante 33 anos e onde Domingos Valente começou a trabalhar, aos 13 anos. Em 2009 fecharam portas e mais tarde, em 2011 e já com Marco e Domingos no comando, nasce o Zé do Cozido que, como fazia bastante furor, começou a ser pequeno para tanta gente. Devido à elevada procura e falta de capacidade de resposta, os dois sócios decidiram abrir o Harmonia, com um conceito diferente dos formatos anteriores, mas mantendo o ambiente familiar e comida tradicional, tendo havido um melhoramento na apresentação dos pratos e do próprio espaço, que passou também a ter mais capacidade. Marco Costa garante que “faltava um espaço assim em Lisboa. Um local com comida tipicamente portuguesa, onde a relação qualidade/preço fosse equilibrada”.

Hora de sentar à mesa…

Domingos Valente, responsável pela seleção e preparação dos alimentos Marco Costa, chef de cozinha 106 | Revista Business Portugal anuário 2019

Mesmo que tenha algum tempo de espera pela frente, não se aflija. Para além de poder contar com o simpático staff para que os minutos passem mais depressa, tem uma vasta carta de cocktails, que lhe permite usufruir de uma bela bebida no bar, enquanto admira o trabalho que se passa na cozinha e todo o ambiente harmonioso do restaurante. Toda a decoração é composta por elementos do mundo do vinho e o mais ínfimo pormenor vão-lhe prender o olhar,


XXX desde as garrafas de vinho em prateleiras de madeira, os ramos de videira ou mesmo as rolhas na parede. Depois de ser amavelmente conduzido até à sua mesa, pode começar a sua refeição com presunto pata negra cortado na hora ou com tábuas de queijos e enchidos. Como prato principal, tem várias opções, desde o arroz de lavagante, a espetada de garoupa com gambas ou espetada de polvo com gambas, podendo ainda saborear um suculento bife Harmonia. Todos os produtos aqui servidos são de extrema qualidade, mas as carnes maturadas dão um brilho especial à carta. Com câmaras de maturação próprias, disponibilizam rib-eye, entrecôte, da vazia e tomahawk. Mas aqui também pode encontrar uma série de pratos do dia, como a feijoada de choco, dobradinha e mão de vaca com grão. Claro que o tão procurado cozido à portuguesa do Zé do Cozido foi um prato transportado para a carta do Harmonia, podendo degustar esta iguaria todas as quintas-feiras. E, como o nosso entrevistado defende que “a melhor ligação que podemos ter é entre o vinho e a comida”, para acompanhar a sua refeição tem uma vasta carta de vinhos de extrema qualidade, com referências de norte a sul do país e ainda uma marca própria: o vinho Harmonia, da região do Alentejo. E para que a sua experiência seja elevada, pode contar com a ajuda de um Escanção: “Todos me chamavam de louco por querer este serviço no restaurante, mas a verdade é que Portugal tem bons vinhos e tem de haver quem saiba explicar e esclarecer as pessoas e saiba trabalhar o vinho”, refere Marco Costa. No Harmonia todos os clientes são bem-vindos, sendo o espaço idealizado para que todos se sintam bem. Com capacidade para 130 pessoas, toda a equipa espera pela sua reserva, mas não deixe que a sua visita se fique por aqui, porque há novidades! Foi o Zé do Cozido que despoletou o sucesso do Harmonia e, por isso, Marco Costa e Domingos Valente, estiveram envolvidos na reabertura do restaurante, no passado dia 16 de dezembro: “Foi aquele pequeno espaço que nos deu a oportunidade de hoje estar aqui e agora alguém quis investir em nós para o abrir de novo, isso só pode querer dizer que estamos a fazer as coisas da forma certa”, revela Marco. Com um novo conceito, nova carta, nova decoração, novos investidores… Um Zé do Cozido com quase tudo novo, menos o cozido e a simpatia. Não deixe de visitar estes dois espaços e de ter a oportunidade de ter uma experiência gastronómica harmoniosa, até porque a promessa para 2020 é de continuar a crescer. CONTACTOS: Rua Actor Isidoro, 3 1900-014 Lisboa Telefone: 21 849 60 48 Facebook: /harmoniarrestaurante Instagram: /restaurante_harmonia

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PASTELARIA FIDALGO’S

DOÇARIA REUNIDA À MESA COM TRADIÇÃO Com uma grande experiência na pastelaria, Amândio Campos pôs as mãos na massa e abriu uma das casas mais emblemáticas na Moita: a Pastelaria Fidalgo’s. Marcada pela forte tradição das iguarias, o proprietário pretende manter a qualidade e o fabrico artesanal e, em entrevista à Revista Business Portugal, desvendou alguns projetos para 2020.

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Pastelaria Fidalgo’s é hoje uma referência da doçaria tradicional na Moita. Fale-nos um pouco deste espaço que abriu portas em 1976. Isto tudo começou em 1976 com a abertura de um outro espaço, que ainda hoje existe, chamado Pastelaria Madrugada. Estive nesse espaço cerca de 20 anos e foi também nele que comecei a aprimorar tudo o que já tinha aprendido. Comecei a trabalhar como pasteleiro ainda muito novo, com apenas 15 anos, mas foi na Pastelaria Madrugada que adquiri maior conhecimento e experiência. A Pastelaria Madrugada foi, na altura, a primeira pastelaria a surgir na Moita. Naquela época foi uma grande novidade, uma vez que na terra não existia nada do género, sendo que depois, posteriormente, foram abrindo vários outros espaços. Ao fim de 20 anos de negócio decidi vender o espaço. No entanto, e sem eu esperar, muitas pessoas vieram ter comigo e pediam para que ficasse na Moita. Como também gostava disto, acabei por ceder e vim para este espaço onde estamos agora – a Pastelaria Fidalgo’s. O nome ‘Fidalgo’s’ deve-se à senhora que cá estava anteriormente e foi uma denominação que optei por manter. A Pastelaria Fidalgo’s destaca-se pelo fabrico próprio que respeita o fiel sabor da tradição. Quais são os doces especialidade que a Pastelaria Fidalgo’s tem para apresentar aos clientes? A especialidade típica da Moita é a ferradura e, por isso mesmo, acabamos por designar este espaço como “Pastelaria Fidalgo’s – A Casa das Ferraduras”. As nossas ferraduras são as originais e seguem à risca a receita das primeiras confecionadas na Moita e que foram confecionadas, exatamente, por mim. Os claudinos são também uma das nossas especialidades. É um bolo que só se vende aqui, em minha casa e na Costa da Caparica, precisamente onde aprendi a confecioná-los. Embora sejam mais conhecidos por serem da Costa da Caparica, a verdade é que eu já os confeciono há 43 anos. Sem dúvida que as ferraduras e os claudinos são os dois grandes ex-líbris da Pastelaria Fidalgo’s, embora continuemos a apostar nos doces tradicionais, como os éclair’s. Toda a pastelaria que faço segue a receita tradicional e todos os nossos bolos são fabricados da mesma forma que eram quando comecei a trabalhar na área há 50 anos. É claro que com novas máquinas e novas tecnologias, tive de adaptar o fabrico às novas realidades. Antigamente trabalhávamos com fornos a lenha e agora trabalhamos com fornos elétricos, o que faz com que as receitas tenham que ser alvo de uma determinada adaptação. No entanto, utilizamos sempre as mesmas matérias primas: a farinha, o açúcar, os ovos. Aqui, é tudo feito de raiz e por isso é que continuamos a confecionar a verdadeira pastelaria tradicional. A par disso, para manter o mesmo sabor e qualidade ao longo dos anos, aposto nos mesmos fornecedores ao longo das décadas, sendo que alguns deles trabalham connosco há mais 30 anos. Nesta época do Natal, temos os tradicionais bolo rei e bolo rainha, bem como outras deliciosas novidades, nomeadamente a pirâmide de profiteroles, as tradicionais tortas, os troncos de Natal, ou seja, tudo o que diz respeito à tradição natalícia. A Pastelaria Fidalgo’s é também reconhecida pela 108 | Revista Business Portugal anuário 2019


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Morada: Largo do Trabalho Rural, 3,3, 2860-415 Moita Telefone: 212 89 7730

Amândio Campos

sua participação em diversos concursos nacionais. Qual tem sido o feedback desta experiência? Temos participado em diversos concursos e o feedback tem sido bastante positivo. Já estivemos em Santarém, no Festival de Gastronomia, e também já participamos em vários concursos de bolo rei e de bolos de natal, uns em Santarém e outros em Coimbra. No entanto, o que me deu maior visibilidade foi o concurso do pastel de nata, que se realiza em Lisboa e no qual, em 2018, alcancei o segundo lugar. Este tipos de iniciativas têm contribuído para aumentar a visibilidade da Pastelaria e, sem dúvida, que são uma mais-valia para nós, pelo que pretendemos continuar a participar. A ferradura é um dos doces tradicionais certificado pelo “Portugal Sou Eu”. Qual mais-valia de estar presente neste programa? Para além da ferradura, também temos certificados o pastel de nata e o claudino. A ferradura é um bolo feito de massa brioche e recheado com doce de ovos; o claudino tem massa folhada, com duas partes unidas com creme de pasteleiro. Toda a confeção é completamente caseira e tentamos que seja o mais artesanal possível. No total são três bolos certificados, embora tenhamos a possibilidade de certificar até dez. Necessitei de certificar estes produtos para participar em concursos e realçar os produtos nacionais, uma vez que é essa a finalidade do “Portugal Sou Eu”. Este programa prima por isso, pela alargada oferta nacional, como é o caso dos nossos bolos. Tirando o açúcar, toda a matéria prima é de origem portuguesa, o que nos deu uma percentagem bastante agradável para podermos certificar com o selo “Portugal Sou Eu”. A pastelaria Fidalgo’s tem um espaço acolhedor e com pormenores que caracterizam a região. Para os nossos leitores que não conhecem, como descreve este espaço? A nossa decoração caracteriza-se, essencialmente, pelo tradicional. Optamos por uma decoração recheada de elementos que traduzem a tradição da terra e da própria vila, situada junto ao rio. Nas paredes temos azulejos que simbolizam os salineiros, os cavaleiros e uma das grandes personalidades: Bocage. Há quem diga que a equipa faz a diferença numa casa. Que outros aspetos diferenciadores são a imagem de marca da pastelaria? Em relação à equipa considero que é especial e, neste momento, somos cinco. Os colaboradores têm de ser dinâmicos, simpáticos e estar sempre a

pensar no cliente. Outros pontos diferenciadores são a pastelaria tradicional, o fabrico próprio, a qualidade e o atendimento. 2019 está a terminar. Qual o balanço que faz deste ano e quais as perspetivas para 2020? O ano de 2019 foi muito bom, muito agradável. Foi um ano que deu seguimento ao sucesso de 2018, sendo que continuamos a crescer. As perspetivas para 2020 são também de crescimento, à semelhança dos outros anos. Temos crescido sempre nos últimos três anos, o que faz com que tenhamos já prevista a abertura de um novo espaço, muito próximo deste, que irá reunir condições para receber mais clientes e, consequente, mais trabalho. Com a abertura do novo espaço, que ficará localizado muito próximo deste, iremos introduzir algo que está muito em voga: os produtos gourmet, mas pretendemos continuar a ser uma referência na pastelaria tradicional. anuário 2019 Revista Business Portugal | 109


YILPORT

GESTÃO PORTUÁRIA EM CRESCIMENTO A Yilport dedica-se à gestão portuária e caracteriza-se pela sua ampla cobertura da fachada Atlântica. Com forte ação em Espanha e Portugal, onde operam oito terminais, a empresa orgulha-se do crescimento. Em conversa com a Revista Business Portugal, o Diretor-Geral da Yilport Iberia, Richard Mitchell, falou da consolidação para o ano de 2020, que espera ver aliada ao lançamento de novos projetos.

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ara os leitores que não conhecem, comece por explicar quem é a Yilport, como se organiza e que serviços

prestam. A Yilport faz parte de um grupo internacional com sede na Turquia, o Grupo Yildirim, e é a holding dedicada à gestão portuária. Através das suas unidades de negócio, opera a movimentação (carga e descarga) de mercadorias nacionais e internacionais que chegam ou partem de cada terminal por via marítima. Está presente em Portugal desde 2016 e conta, neste momento, com mais de 350 trabalhadores, além de mais de 200 colaboradores via empresas de Trabalho Portuário.

Richard Mitchell, Director Geral da Yilport Iberia

Telef: +351 210 935 000 Rua Fradesso da Silveira 8- 2A 1300-069 Lisboa www.yilport.com 110 | Revista Business Portugal anuário 2019

Neste momento, em que portos do país prestam serviços? Está nos vossos horizontes marcarem presença noutros? Além dos dois terminais que gerimos em Espanha (Ferrol e Huelva), em Portugal a Yilport opera em Leixões, Aveiro, Figueira da Foz, Lisboa (através de dois terminais, Liscont e Sotagus) e Setúbal. A ambição do grupo é crescer orgânica e inorganicamente pelo que estão sempre em perspetiva outros cenários, não apenas em novas geografias, mas também nos países em que já temos uma presença forte, como é o caso de Portugal.

cobertura da fachada Atlântica e que oferece serviços de acordo com os padrões de qualidade internacionais, não apenas para carga contentorizada mas também para carga a granel e carga de projeto, com operações eficientes e flexíveis que podem servir quer os requisitos dos grandes operadores internacionais do Shipping quer dos operadores de nicho que pedem outro tipo de valências, o que nos diferencia e posiciona como líderes na movimentação de carga gateway.

Assumem-se como o maior e mais eficiente terminal de contentores de import-export da fachada atlântica ibérica. É isto que vos diferencia? Sem dúvida. A Yilport tem neste momento uma rede de terminais com ampla

O que podemos esperar da Yilport para 2020? Em Portugal, 2020 será um ano de consolidação dos serviços face a investimentos em curso, não apenas ao nível do equipamento e das estruturas, mas também ao nível das pessoas, mas esperamos também que seja um ano de lançamento de novos e audaciosos projetos que justifiquem o nosso título de “operador portuário em mais rápido crescimento”. Como o nosso Presidente e CEO, o Sr. Robert Yuksel Yildirim, já teve oportunidade de dizer: “estamos em Portugal para ficar e para crescer apoiando o crescimento da economia portuguesa”. Queremos investir e modernizar os terminais em que operamos para dar mais e melhor serviço aos nossos clientes e aos importadores e exportadores.

Sotagus

Liscont

Setubal

Leixões

De que forma explicam que o vosso serviço do terminal é completo? Embora o core da nossa atividade sejam os serviços portuários, temos já, e estamos em processo de desenvolver mais ainda, serviços complementares como sejam o armazenamento, a reparação de equipamento/contentores, o transporte (por via terrestre/ferroviária ou fluvial) ou mesmo a logística integrada.


AMORLUX

25 ANOS A CRESCER

Vítor Guisado, proprietário

Nesta edição da Revista Business Portugal, damos a conhecer o caso da Amorlux, empresa do setor de instalações especiais, sediada na Aldeia de Paio Pires, no concelho do Seixal. O empreendimento, que hoje emprega dezenas de pessoas, surgiu pela mão de Vítor Guisado e tem registado um crescimento notável, sendo 2019 o melhor ano de sempre desta empresa.

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oi em 1994 que a Amorlux iniciou o seu percurso, através do experiente técnico de energia, Vítor Guisado. Passados 25 anos da abertura e, já com uma vasta e reconhecida experiência no setor das instalações especiais, em particular no segmento das instalações elétricas, a empresa viu 2019 como o melhor ano de sempre da sua história. Com um sucesso cobiçável, a Amorlux tem crescido de forma sustentada em todos os aspetos, tendo havido a necessidade de ir aumentando a equipa, que já conta com 30 colaboradores, a fim de conseguir dar resposta à procura de que é alvo. A maior parte dos negócios estão no setor da hotelaria, construção nova e remodelação, estando o mercado atual assente na construção civil associada ao turismo e a novos residentes de vários países. Em 2018, ano em que a Amorlux passou a contar com a certificação da Autoridade Nacional de Proteção Civil, foi distinguida com o prémio de PME Excelência, prova da qualidade do serviço prestado, prezando a qualidade na execução, o cumprimento de prazos, contas certas e estabilidade de quadros de pessoal. A Amorlux é ainda certificada, há 15 anos, com o Sistema de Gestão da Qualidade ISO 9001:2015.

Serviço polivalente A atividade da Amorlux compreende o desenvolvimento, engenharia, instalação e assistência técnica de instalações especiais em empreendimentos habitacionais, escritórios, unidades industriais, unidades hoteleiras e infraestruturas públicas. São, assim, cinco áreas específicas de atuação: segurança, eletricidade, redes estruturadas, energias alternativas e gestão técnica. Na área de segurança, a Amorlux dedica-se ao desenvolvimento de sistemas de controlo de acessos, deteção de incêndio de gás e monóxido de carbono, com os quais se promove o bom funcionamento das instalações de uma empresa. Na vertente de eletricidade, a empresa fabrica e instala quadros elétricos e, ainda

concebe, desenvolve e implementa instalações elétricas de baixa tensão em condomínios, escritórios e unidades industriais. Nas redes estruturadas, a Amorlux é qualificada e está perfeitamente equipada para fazer instalações e certificação de redes estruturadas de computadores, de qualquer dimensão e para todos os fins. Já nas energias renováveis, a empresa foi pioneira na certificação: “Junto das entidades competentes, uma instalação de microgeração ao abrigo do Decreto-Lei nº 363/2007”, refere Vítor Guisado. Na gestão técnica, faz implementação de sistemas de controlo específicos para aplicações de climatização, iluminação, racionalização de energia, otimizando os consumos e a vida interna dos edifícios, sendo especialistas nesta área.

O sucesso passa por estar atento aos mercados e tendências Segundo o mentor do projeto, é importante estar atento aos mercados e ir adaptando o negócio às novas tendências. A Amorlux começou no setor terciário (Gestão Técnica Centralizada), que estava em grande expansão na altura, tendo-se direcionado mais tarde para os condomínios de luxo. Em 2001, a empresa acaba por enveredar também pela renovação na hotelaria e, a partir de 2008, alargaram o trabalho às energias renováveis e certificaram a primeira microgeração, com ligação à rede em Portugal, tendo, até 2010, instalado e certificado cerca de 300 operações. Mas, apesar do sucesso alcançado, o caminho não tem sido fácil. Vítor Guisado refere que este mercado tem menos expressão, devido à mudança na lei e nos incentivos desde 2011, com a intervenção da troika em Portugal. Perante as dificuldades, o que fez prevalecer a Amorlux foi a capacidade de inovação e adaptação a novas realidades. Para 2020, a expectativa é continuar a cimentar a posição da Amorlux nos setores da hotelaria, condomínios de luxo e infraestruturas em loteamentos novos.

CONTACTOS: Rua Quinta das Rosas, nº17 Quinta da Galega, 2840-131 Aldeia de Paio Pires Telef: 212 267 600 (01 a 08) | Email: geral@amorlux.pt

www.amortlux.pt

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CERVEJARIA DON PEDRO GUEDES I

NOVO CONCEITO NO DON PEDRO GUEDES I O sucesso do serviço de buffet do Don Pedro Guedes I é inquestionável, mas a família queria alargar os horizontes e dar aos seus clientes mais opção de escolha, foi assim que nasceu o Restaurante e Cervejaria Don Pedro Guedes I. A poucos quilómetros da casa-mãe, Elizabete e Pedro Guedes abriram um novo negócio onde os clientes podem ser servidos à mesa, escolher da carta e deliciarem-se com carne e peixe, maioritariamente, grelhados.

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oi em 2011 que Pedro Guedes e Elizabete abriram o primeiro restaurante em Terrugem, na cidade de Sintra. O conceito de buffet de qualidade e com uma enorme variedade foi um sucesso e durante muito tempo foi esse modelo de cada um poder optar por aquilo que queria comer ou poder experimentar vários pratos ao qual o casal se dedicou. No entanto, há já muito tempo que Pedro e Elizabete tinham a ideia de abrir um novo espaço e com um novo conceito. A ideia do casal era abrir este segundo negócio perto do local onde tinham o primeiro, e foi isso que se verificou, uma vez que o Restaurante e Cervejaria Don Pedro Guedes I abriu no dia 20 de novembro a poucos quilómetros daquele que oferece, ainda hoje, um serviço excecional de buffet. “Queríamos que a nossa clientela pudesse escolher o serviço pretendido: o buffet ou à carta”. O que diferencia, sobretudo, este novo restaurante da casa-mãe é o serviço à carta e atendimento à mesa, uma vez que a qualidade de excelência se mantém. As principais iguarias deste novo local centram-se, sobretudo, no peixe e carne na grelha a carvão, à moda antiga. 112 | Revista Business Portugal anuário 2019


CERVEJARIA DON PEDRO GUEDES I

Pedro e Elizabete, gerentes

Estrada Nacional 247, Km 65.9, 2705-841 Terrugem www.restaurantedonpedro1.pt

Uma família, duas casas A família agora vai-se dividindo entre os dois restaurantes e a logística é visivelmente maior e mais complicada, no entanto, garantem que Pedro Guedes tem sido, como sempre, um bom guia nesta situação. “Ele é muito apaixonado pelo que faz, tem mil ideias e é um empreendedor. Orienta-nos e faz questão de receber e saudar, pessoalmente, os nossos clientes”, contou Elizabete. A gerente não esconde que tanto ela como o marido gostam de estar presentes em ambos os locais e que estão nos dois com grande frequência, algo que a curta distância entre eles facilita. “Até agora conseguimos conciliar tudo muito bem, a verdade é que com carinho, tudo se faz”, disse. Elizabete também não se esquece de agradecer a ajuda dos colaboradores e de a classificar como essencial para que ambos os negócios sigam, com sucesso, em frente.

Sucesso crescente Apesar do negócio estar aberto apenas há cerca de um mês, os gerentes da casa garantem que a resposta tem sido “muito positiva”, tanto por parte dos clientes habituais e que já frequentavam Don Pedro Guedes I no buffet, quer por parte de novos clientes que agora escolhem este tipo de serviço pela

sua especificidade de serviço à mesa e pela variedade de pratos, à carta, que podem escolher. Sendo este projeto ainda muito recente, para o futuro, o casal empreendedor espera apenas aperfeiçoar o trabalho desenvolvido até ao momento, até porque consideram que, neste trabalho, a aprendizagem é diária e exige uma capacidade de adaptação também ela diária. No final, ter o melhor serviço e a satisfação do cliente são os pontos essenciais da equipa Don Pedro Guedes I. Apesar de tudo, ainda é de frisar que ambos os restaurantes Don Pedro Guedes I, e todo o empenho que a família Guedes nele coloca, é uma fornada de emprego, com a criação de diversos postos de trabalho que ajudam, não só a economia local do seu concelho. Mensagem de Natal E porque se trata da nossa edição de final de ano, Elizabete e Pedro Guedes não deixaram passar em branco as datas festivas que se aproximam. Primeiro agradeceram a todos os amigos e clientes que os têm acompanhado ao longe destes anos, referindo que são eles a “verdadeira inspiração” do casal. “A todos os clientes e amigos, um Natal repleto de paz e harmonia e, para um novo ano, que se aproxima, repleto de realizações, esperança e que a alegria não falte. À nossa equipa, a equipa Don Pedro Guedes I, um obrigado repleto de carinho”, terminou. anuário 2019 Revista Business Portugal | 113


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BLUECOAST LIVE OR INVEST

FAZER A DIFERENÇA NO SETOR IMOBILIÁRIO A BLUECOAST Live or Invest tem cerca de um ano de atividade, mas já marca o panorama imobiliário de Setúbal. À conversa com Ricardo Vicente, Diretor, percebemos que a ideia é marcar a diferença no setor imobiliário ajudando as pessoas a alcançarem a melhor opção, seja na vertente “to live” ou “to invest”. O crescimento é tão notório que 2020 trará três novas lojas: no Porto, em Lisboa e no Algarve.

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aça-nos uma pequena contextualização do vosso trabalho. Trabalhamos no mercado imobiliário, mas tentamos não ser mais uma imobiliária. Procuramos uma abordagem mais holística tendo o cliente como ponto central do nosso negócio. Numa abordagem próxima do Design Thinking procuramos encontrar, e até mesmo criar, soluções adequadas para os nossos clientes. Começámos a perceber que o mercado imobiliário já se encontra saturado de imobiliárias convencionais e que, estas não se adequam às necessidades dos tempos de hoje nem acrescentam valor. Casas, para venda, toda a gente pode ter, no entanto tentamos ir além e adequar a oferta à procura ao criar um verdadeiro serviço de consultoria imobiliária onde o nosso cliente pode encontrar soluções para viver ou investir que vão desde o diagnóstico de investimento, à mediação e à gestão de projetos, equipas de reabilitação e construção de raiz e de design de interiores. Possuímos ainda departamentos de arquitectura e construção e apoio jurídico para licenciamentos e outras questões legais. Porquê o nome BlueCoast? Devido à costa azul de que Setúbal faz parte. Setúbal é uma das cidades que mais cresceu nos últimos três anos e que só recentemente tem surgido em destaque nacional e internacional. É uma região cheia de potencial, ofuscada pela proximidade à capital mas que, devido a isso, continua como um paraíso intocado pela prospecção massiva imobiliária com uma qualidade de vida invejável e uma envolvente natural das mais belas do mundo. Á medida que crescemos, levamos connosco o nome que é um tributo ao local onde a empresa surgiu. Quais os mercados que mais procuram a vossa empresa? O novo escritório tem três meses, ainda não está terminado, não tem publicidade, no entanto, não param de chegar ao nosso espaço…e não é só o cliente português. É o italiano, o inglês, o francês, o belga, o russo, o chinês e o brasileiro. São mais exigentes e procuram soluções que não encontram com facilidade ou com a qualidade de serviço que esperam. A nossa equipa fala fluentemente mais que

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Ricardo Vicente, Diretor


BLUECOAST LIVE OR INVEST uma língua estrangeira e, apesar do nosso estado embrionário, obtemos bons resultados, clientes satisfeitos e notoriedade lá fora. O vosso trabalho centra-se aqui em Setúbal ou têm alargado os horizontes? Apesar de Setúbal ser no nosso ponto de partida trabalhamos a nível nacional e internacional. Está previsto para o próximo ano abrirmos um escritório como este, de apoio ao cliente, na zona do Porto, Cascais e Algarve...e não vamos ficar por aqui. Porquê esses sítios? Primeiro porque sentimos que lá podemos oferecer algo diferente. Segundo, porque o tipo de cliente que nos procura, procura essas zonas...Cascais porque é Cascais, a Riviera Portuguesa muito procurada pelo cliente estrangeiro com capital financeiro e temos ali produto para oferecer. O Porto pelas suas caraterísticas muito específicas, do ambiente de metrópole, é uma cidade histórica linda e um dos grandes centros de negócio do país. O Algarve, bem, porque é o Algarve no fundo, com as suas praias, clima e beleza natural mas também para termos um apoio ao cliente mais próximo para quem procura investimentos na região. Procuramos sempre ver e ir mais além e, para isso, também procuramos consultores que se entusiasmem com este novo projeto e queiram fazer parte da nossa equipa. Qual o modelo de trabalho da Bluecoast? Procuramos, desde o contato inicial com o cliente prestar um serviço personalizado de consultoria imobiliária e um assessment do seu perfil e do que procura: seja para viver (“to live”) ou investir (“to invest”). Esse primeiro passo é fundamental para como conduzimos o nosso negócio e conseguimos obter a melhor oferta possível para o que o cliente procura. Trabalhamos com todo o tipo de clientes e budgets. Comprar uma casa é o maior investimento da vida de algumas pessoas: para viver, criar família ou até mesmo deixar para os seus descendentes, é uma das coisas mais importantes, isto é um cliente “to live”. E procuramos que esse investimento seja o que o cliente procura para a sua casa de sonho. Grande parte do nosso negócio é o cliente “to live”. Um cliente que procura qualidade de vida seja em apartamento, moradia inserida em ambiente urbano ou uma quinta, em projeto chave-na-mão ou com pequenas remodelações, algo que podemos também fornecer nos nossos serviços. Depois temos o cliente “to invest”, que procura no mercado imobiliário uma forma de capitalizar investimentos ou realizar projectos de forma rentável. Esse cliente encontra connosco o serviço completo de apoio ao investimento e criação de plano de negócios, procura, mediação e gestão de ativos imobiliários, realização de projeto de remodelação ou construção, e

Endereço: Av. Mariano de Carvalho 33 1 Esq, 2900668 Setúbal Telefone: +351 211502148 Telemóvel: +351 937526555 Email: geral@bluecoast.pt www.bluecoast.pt

caso deseje, decoração e até apoio em termos de licenciamento e outras questões jurídicas. Outro elemento diferenciador, a implementar em 2020, na nossa forma de trabalhar é o facto de aliarmos a nossa visão client-centered a novas tecnologias emergentes no mercado imobiliário. Prestes a completar um ano, e também porque estamos a trabalhar o nosso anuário. Que balanço fazem deste 2019? Muito positivo. Pouco a pouco conseguimos conquistar a confiança de construtores e investidores aqui em Setúbal, temos projetos diferenciadores, com o cunho único BlueCoast Live or Invest, que vão ser lançados, no início do próximo ano. Um vai chamar-se Palmela Eigth e trata-se de um projeto muito atual e diferenciador. Um conceito de habitação que concilia o conforto moderno com as preocupações ecológicas e de melhor qualidade de vida para a família do século XXI. Oito pequenas quintas, inseridas numa herdade, em que o cliente vai ter hipótese de ter uma boa casa com jardim, piscina e um pomar onde pode ter produção própria. E, se não tiver tempo, haverá alguém no condomínio que tratará disso. Não há nada como chegar a casa e ter uma cesta de fruta biológica que saiu do pomar, ou de legumes que lá foram plantados. A outra oferta é de moradias com construção de qualidade, mas já dentro da cidade.

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IMOZITA

“MAIS DO QUE UM IMÓVEL, A SUA CASA” Teresa Fernandes começou no ramo da remodelação e mais tarde da construção, mas depressa percebeu que a sua verdadeira paixão passava pela venda de imóveis e pelo contacto direto com os clientes. A Ericeira abriu portas à Imozita em 2003 e, passado 16 anos o crescimento tem sido exponencial.

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Imozita abriu em 2003, na Ericeira, pelas mãos de Teresa Fernandes – uma eterna apaixonada pela arte de fazer negócio. Negócio esse que passa pela Mediação Imobiliária, nomeadamente pela angariação, venda e arrendamento dos mais diversos imóveis. A entrevistada, com uma vasta experiência na área, desde 1989, contou-nos como tudo começou: “Eu comecei por experimentar para ver se gostava. Na altura não havia muitas mediadoras, aliás, só havia duas na zona da Ericeira”. Apologista, desde sempre, de ter a porta aberta da sua loja, acrescenta: “quando comecei era obrigatório ter uma porta aberta, diretamente para a rua. Hoje em dia, abrem-se empresas online”. Apesar de vivermos numa época em que a internet reina, Teresa Fernandes considera que tal não colide com a sua maneira de agir porque, “embora uma pessoa só compre, na sua maioria, casa uma vez na vida, se a experiência na Imozita for boa, há uma geração a seguir que poderá, eventualmente, precisar de mim”, afirma. Um dos fatores que a mais diferencia é a consideração pelo contacto direto e o facto de não o dispensar. “É o que credibiliza a Imozita enquanto prestadora de serviços” acrescenta.

Vantagens e fragilidades Atualmente, pode-se considerar que a internet é essencial a todas as profissões. Teresa Fernandes, garante que, ainda assim, tenta atrair sempre os clientes para verem os imóveis “in loco”, até porque, “nem sempre as fotografias mostram o real cenário do imóvel”. Considerando o facto de, segundo a entrevistada, o cliente estar mais exigente e consciente das suas necessidades, o papel do mediador é fulcral: “Às vezes são as pequenas coisas que podem trazer grandes problemas. Há muita informação disponível, mas pouco consolidada de maneira a que as pessoas possam ter noção do que é relevante”. Por outro lado, o verdadeiro sentimento de gratidão é o que resulta de um trabalho preocupado e pormenorizado: “Quando as pessoas me procuram para as ajudar em determinadas questões acerca de um imóvel, eu vejo esse mesmo imóvel como se fosse meu. Tento sempre ver o lado do proprietário ou do comprador. É um processo emocional e gratificante”, garante.

Os clientes Tendo em conta que a Ericeira é – e cada vez mais – uma vila turística, com um clima sem igual, a maioria dos clientes que ali afluem são portugueses, com idade média e alta, e que

retomam ou reiniciam a sua vida num sítio em que o sossego e o brilho especial do mar não deixam ninguém indiferente: “Desde que a A21 abriu, houve muitas famílias portuguesas a vir e a dar vida a este sítio fabuloso”. Como não poderia deixar de ser, até porque Portugal continua a ser um destino turístico diversificado de eleição, procurado cada vez mais por estrangeiros tanto para visitar como para residir, “Existem muitos investidores para comprar, construir e arrendar”. França, Suécia, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Estados Unidos e Brasil, são muitos dos exemplos que Teresa Fernandes nomeou que todos os dias, seja verão ou inverno, passam por ali, em busca da nossa genuinidade.

Perspetivas para 2020 Teresa Fernandes tem uma atitude positiva e não consegue de maneira nenhuma olhar para um futuro que não seja risonho: “Eu acredito que 2020 será a concretização de 2019. Eu sei que vai ser um ano excelente”. Sabemos que, alguns dos aspetos que permitem alcançar o sucesso são a competência, o trabalho, a determinação e a dedicação. Desta forma, sabemos também que, a Imozita terá – ainda mais – um futuro incrivelmente promissor. Aproveitando ainda a ocasião, a nossa entrevistada, deseja a todos Boas Festas.

Teresa Fernandes

Av. São Sebastião, n.º 14, Loja C Fórum São Sebastião 2655-210 Ericeira Portugal Telef:(+351) 261 866 980 Telem: (+351) 919 322 060

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MARQUES, LDA.

MAIS QUE UM CONCESSIONÁRIO, UMA FAMÍLIA Foi em Santarém que a Revista Business Portugal descobriu a Marques, Lda., Concessionário Oficial Mercedes-Benz, que já conta com quase 64 anos de história. Em entrevista, o engenheiro e CEO Bernardo Leal de Oliveira, revela como é que o negócio familiar envolve, de forma harmoniosa, todos os colaboradores e como é que isso se reflete num serviço imbatível.

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Marques Lda. é um negócio familiar que começou com o bisavô do nosso entrevistado, sendo o concessionário mais antigo do país e dos mais antigos da Europa. Foi aqui que o engenheiro Bernardo Leal de Oliveira nasceu e, aliando a paixão pelo mundo automóvel com o sentimento de compromisso, decidiu seguir o caminho começado pelos seus antepassados, até porque, segundo o mesmo, nem fazia sentido ser de outra forma. Mas, mesmo quem não partilha o laço de sangue, faz parte desta família: “Eu não tenho empregados, eu tenho responsabilidades. A responsabilidade que tenho não é só perante um funcionário, mas sim perante a sua família. Eu conheço-os a todos e às respetivas famílias e é isso que me faz e que me move em, todos os dias, ir à luta”, refere o nosso entrevistado. O ambiente que se faz sentir na Marques Lda. é, de facto, pe-

Bernardo Leal de Oliveira, Engenheiro e CEO

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culiar. Não há distância entre a chefia e os restantes colaboradores: “Eles sabem perfeitamente que podem contar comigo para aquilo que quiserem, independentemente de ser uma situação de trabalho ou pessoal. A minha porta está sempre aberta e eles sabem disso, da mesma forma que eu sei que posso contar com eles para o que for preciso”, refere o CEO, que acrescenta que, quando chegam novos colaboradores à empresa, se cria logo empatia: “Eu gosto imenso de conversar com eles, gosto de os conhecer. Quando chegam e são inseridos na comunidade, sentem que nunca tiveram uma experiência de ambiente de trabalho semelhante”. As pessoas sentem-se bem na Marques Lda., acabando por executar as suas tarefas com gosto e com a preocupação permanente em manter sempre o brio profissional.

Evolução da Mercedes Segundo Bernardo Leal de Oliveira, existiu uma evolução transversal ao mercado automóvel e às marcas todas na generalidade, mas a Mercedes deu um salto bastante mais significativo. E isto deveu-se à sua adaptabilidade ao mercado: “Porque deixou de ser aquele carro que só era destinado e associado a determinado estrato social. Pegando no exemplo dos Classe A, o preço que se pratica hoje em dia era impensável, há uns anos esse valor, era o valor da entrada de um carro. Agora, conseguiu-se um produto extraordinário, de qualidade excecional, esteticamente fantástico e a um preço mais baixo e portanto muito mais acessível, o que permitiu a conquista de novos clientes”. Temos dois tipos de clientes, muito distintos: “Temos o cliente de vendas, que vem comprar um automóvel novo ou seminovo, e o cliente que visita a oficina, ou seja uma pós-venda, cujos sentimentos e emoções são bastante diferentes. O primeiro cliente vem com a ilusão, emoção e desejoso de pegar, sentir e tocar no carro, tirar partido destas novas tecnologias, independentemente do valor que desembolsou. Muitas das vezes é um realizar de um sonho, antes distante e agora tornado possível. O segundo, da oficina, manifesta emocionalmente um comportamento diferente do primeiro, uma vez que traz o carro já com X quilómetros, paga pelo serviço prestado e sai exatamente com o mesmo carro. Em termos de emoção é completamente diferente e, obviamente, todos os clientes têm de ter toda a atenção devida. As pessoas visitam-nos, porque têm confiança e sentem-se confortáveis com os nossos serviços e com os nossos profissionais”, explica o entrevistado.


XXX Com as evidentes mudanças no mercado e a introdução de novos modelos por parte da marca, estes novos clientes trouxeram um novo desafio para os profissionais do meio, que tiveram de se adaptar: “Quando digo novos clientes, refiro-me às duas situações em que podemos aplicar o termo ‘novo’ – novo na marca e novo de idade”. Este novo cliente é mais desafiante, precisamente porque é o tipo de cliente que está a concretizar um sonho e ambiciona o melhor: “O típico cliente Mercedes já conhece a marca, mas o outro, que não tinha o Mercedes nos horizontes, vê agora essa possibilidade e tem uma expectativa extremamente mais elevada. Isso trouxe-nos, a nós, concessionários, e à própria marca, um desafio muito grande”.

É fundamental ter capacidade de adaptação Para sobreviver no mercado, é fundamental ter capacidade de adaptação: “Ou reagimos em tempo, ou perdemos o comboio, porque, hoje em dia, o comboio passa, e passa muito depressa”. Para isso, a formação constante e permanente é também fundamental. “É um desafio tremendo porque estamos em plena e constante mudança, quase diária, e nós temos de ter obrigatoriamente essa capacidade de adaptação”. Para o ano que se avizinha, Bernardo Leal de Oliveira, tem perspetivas muito positivas, tendo como ambição fazer sempre melhor. Com a consciência de que é fundamental ter uma noção muito real do mercado e sabendo que é extremamente importante manter sempre a diferença, o CEO da Marques Lda. remata a entrevista com a seguinte afirmação: “O que conquista o cliente é a diferença, a atenção ao detalhe e irmos ao encontro com as suas expectativas. É fundamental tomarmos uma especial atenção aos pormenores, porque é no pormenor que está a diferença e é o pormenor que faz a diferença”.

Veículos novos: 243305920 Veículos usados: 243305920 Serviço: 243305920 Peças: 243305920 Email: vendas@marques.lda.pt www.marques.mercedes-benz.pt anuário 2019 Revista Business Portugal | 121


POMBAL AZUL

A SUA LOJA DE PRODUTOS PARA ANIMAIS NA ERICEIRA Com portas abertas ao público desde 2001, o Pombal Azul – Produtos para Animais diferencia-se pelo seu conceito – onde o principal objetivo é contribuir para o bem-estar, para a qualidade de vida e para a felicidade dos animais de estimação. Para melhor compreender o passado, presente e futuro do projeto, a Revista Business Portugal esteve à conversa com João Piedade que, em entrevista, nos deu a conhecer os meandros do negócio que gere.

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Pombal Azul abriu portas ao público em 2001, sendo hoje uma referência no ramo de produtos para animais. Em que momento decide abraçar este projeto e qual tem sido o balanço? O Pombal Azul remonta os inícios dos anos 90. O projeto teve início com o ex-sócio do meu pai, sendo que em 2001 o meu pai entrou para a sociedade, nascendo efetivamente o Pombal Azul – Produtos para Animais. O negócio foi crescendo de forma consolidada e, mais tarde, o projeto dá um grande salto com a construção do edifício onde nos encontramos sediados, atualmente. A minha chegada é bem mais recente, sendo que integrei a empresa em 2015. A verdade é que desde 2001, muito do meu tempo era passado a trabalhar na empresa e, por isso, já detinha o know-how do negócio. Na altura, estava a realizar um estágio num banco de investimentos e no dia em que ia assinar o contrato de trabalho, acabei por não o fazer. O certo é que passados três dias já aqui estava a trabalhar. Não me arrependo da escolha que fiz, este é um trabalho muito gratificante. Desde então temos crescido bastante e o balanço não podia ser mais positivo. É claro que o Pombal Azul, tal como todas as empresas, foi-se adaptando às novas realidades do mercado. Inicialmente o nosso foco eram as aves, hoje em dia, os cães e os gatos são os principais animais com que trabalhamos. O Pombal Azul tem como principal objetivo contribuir para o bem-estar e qualidade de vida dos animais de estimação, para isso conta com uma ampla loja e ainda um consultório veterinário, que serve de complemento à nossa atividade principal. Apostamos ainda em serviços como banhos e tosquias e é também por aí que nos procuramos diferenciar no mercado. Quais são os artigos que têm disponíveis em loja? Na nossa loja, os clientes podem encontrar uma grande variedade de produtos, que vão desde os acessórios até às rações. Temos como principal preocupação satisfazer os nossos clientes da melhor forma e, por isso, optamos por uma variada gama de acessórios, que vão desde casotas, material de transporte a produtos de higiene. No que diz respeito às rações, procuramos acompanhar as tendências do mercado e, um dos exemplos disso é o facto de já termos disponíveis, em loja, rações glúten free ou ainda rações de origem vegetal. Para além disso, preocupamo-nos em ter uma vasta oferta de gaiolas e aquários, assim como todo o tipo de acessórios que são úteis aos roedores e aos peixes. 122 | Revista Business Portugal anuário 2019


CONTACTOS: Rua do Joinal, 41, 2655-200 Ericeira Telefone: 261 864 951 Facebook: /pombalazuleri

A questão da proteção animal está na ordem do dia. Considera que a sociedade está mais informada e sensibilizada para a questão animal? Sim, sem dúvida. A humanização dos animais é, cada vez mais, uma realidade, prova disso é que hoje os animais já têm personalidade jurídica. Todos estes aspetos são resultado de uma evolução dos tempos e da alteração da relação que a sociedade tem com os animais. Acredito que as mentalidades começam a evoluir o que é bastante positivo. Prova disso mesmo são os inúmeros alojamentos que já estão recetivos a animais, algo que há alguns anos não acontecia. No que diz respeito à informação, acredito que a internet tem tido um papel preponderante na informação animal, embora por vezes esteja repleta de informações, muitas vezes ruidosas e pouco esclarecedoras. Grande parte das pessoas ainda continua a recorrer à nossa loja no momento de se aconselhar sobre os mais diversos assuntos em relação ao seu animal. Por isso, acredito que apesar dos meios online serem uma ótima ferramenta na busca de informação, não substituem o conhecimento dos profissionais da área, daí não os vermos como um ‘concorrente’. No Pombal Azul vamos conseguindo acompanhar as principais tendências e conquistando o nosso mercado, muito devido à qualidade dos serviços que prestamos de forma contínua. Sente que a mudança de mentalidade tem contribuindo para um surgimento, cada vez mais numeroso, de associações ligadas à proteção da causa animal? Sim. Na região temos assistido ao aparecimento de diversas associações ligadas a esta causa. Acredito que este crescimento se deva

ao sentimento de querer ajudar e contribuir para o bem-estar dos animais, que, por razões diversas, não têm um lar nem condições de vida dignas. Este crescimento não se deve apenas à mudança de mentalidades – embora seja uma das principais razões – a meu ver, hoje em dia, as pessoas já têm um sentido de responsabilidade bastante maior relativamente ao compromisso que é adotar um animal. Isso deve-se também à alteração da lei de compra e venda e de acedência a animais. Esta alteração da lei, que aconteceu há cerca de dois anos, foi sobretudo administrativa, porque a parte do bem-estar animal manteve-se. Na nossa loja chegamos a ter animais tanto para venda como para adoção, no entanto nos dias de hoje quer por causa das legislações em vigor, quer por razões meramente estratégicas optamos por não o fazer. Não tendo animais para adoção acabamos por ter uma relação mais estreita com as associações aqui próximas e sempre que somos solicitados temos todo o gosto em ajudar com o que necessitam. Com a chegada de um novo ano é o momento de fazer o balanço de 2019, perspetivando o futuro do negócio. O que podemos esperar da Pombal Azul para o próximo ano? O ano de 2019 foi bastante positivo. À semelhança dos últimos anos, registámos um crescimento notório em termos de negócio. Foi, sem dúvida, um ano muito bom. Perspetivando o futuro, queremos manter a qualidade e acompanhar as tendências do mercado, que estão sempre em mutação. No fundo, pretendemos seguir o caminho do bem servir, associado à qualidade que nos distingue desde 2001. anuário 2019 Revista Business Portugal | 123


ECOLEVA - GESTÃO DE RESÍDUOS, LDA.

ECOLEVA - GESTÃO DE RESÍDUOS: COMPROMETIDA EM ANDAR DE MÃOS DADAS COM O AMBIENTE Fundada em 2017, a Ecoleva - Gestão de Resíduos, Lda assume como principal compromisso contribuir para a proteção do meio ambiente. Alexandre Mota e Luís Rocha, fundadores e sóciosgerentes, estiveram à conversa com a Revista Business Portugal e em entrevista revelaram dois dos grandes desafios abraçados recentemente.

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ideia de avançar com a Ecoleva surgiu quando os atuais sócios faziam uma viagem de negócios, ligada a outra atividade. Segundo Alexandre Mota, “a Ecoleva era uma ideia que já tinha há alguns anos, mas nunca tive ninguém para a desenvolver”, até conhecer Luís Rocha. Numa conversa, que surgiu naturalmente, falaram na possibilidade de fundarem uma empresa juntos e, no dia 22 de agosto de 2017, assim o fizeram. Apesar de terem um capital reduzido, decidiram avançar, tendo começado por trabalhar nas insolvências – uma das principais atividades até à data, a par das desmatações e limpezas de terrenos. Hoje, a Ecoleva tem uma panóplia de serviços: efetuam demolições, fazem gestão de resíduos, falências, arrombamento de portas e troca de fechaduras, terraplanagens, plantação de floresta,

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urbanizações, construção civil, compra e venda de imóveis e compra e venda de veículos automóveis e sucata. Com sede e armazém no Montijo, a empresa arrancou bem no mercado, tendo até superado as expectativas, contando com um elevado volume de negócio e de clientes de referência. Começaram apenas os dois sócios, do zero, hoje são uma equipa de 18 profissionais e, em pouco tempo, tornaram-se numa empresa de referência, procurada para prestar os mais diversos serviços. Qualidade do serviço é o segredo do sucesso Apesar de recente no mercado, a Ecoleva é já uma referência. Alexandre Rocha não tem dúvida de que a disponibilidade e competência da equipa são o segredo para o crescimento alcançado em


ECOLEVA - GESTÃO DE RESÍDUOS, LDA.

Luís Rocha e Alexandre Mota, fundadores e sócios-gerentes

apenas dois anos: “Somos uma referência pelo nosso trabalho, pela forma séria com que trabalhamos com os nossos clientes e pela rapidez com que efetuamos todo o serviço. Estamos disponíveis 24 horas por dia e isso é algo que nos distingue no mercado. Sem dúvida que o nosso cartão de visita é a nossa prestação de serviços e essa forma de estar já se tornou uma referência para as pessoas”. A par da prontidão, rapidez e qualidade de serviço, o trabalho em equipa assume também especial importância para o sucesso do projeto. Alexandre Mota e Luís Rocha complementam-se: o primeiro é responsável pela parte administrativa da empresa e o segundo é responsável pelo trabalho no terreno. Envolvidos de corpo e alma no projeto são hoje os dois pilares da Ecoleva: “A forma como nos dedicamos ao projeto faz toda a diferença perante o cliente. Nós estamos aqui para servir os nossos clientes da melhor forma possível. Muitas vezes, acabamos as obras antes do prazo, o que fideliza os nossos clientes e atrai a contratação de novos serviços. Esforçamo-nos para que o resultado alcançado seja sempre o melhor”. Parceria com Ministério da Justiça é a grande novidade Com diversos projetos já desenvolvidos com municípios e particulares, 2018 trouxe para a empresa um novo e gigantesco desafio. O grande destaque vai para a parceria estabelecida com o Ministério da Justiça, criada com o intuito de “fazer a guarda de viaturas de luxo, de obras de arte, entre outros materiais apreendidos. O acordo estabelecido com o Ministério da Justiça prevê também que trabalhemos com vários fundos de investimento e para vários administradores de insolvência”, esclarecem.

Sónia Rocha, administrativa

Foi no âmbito da parceria estabelecida com o Ministério da Justiça que a Ecoleva realizou o desmantelamento do mais recente navio, o Wood. Um desafio abraçado de alma e coração pela empresa montijense: “O Wood era um barco que vinha do Brasil onde foi detetado que haviam estupefacientes a bordo. Como já estava em águas portuguesas, foi rebocado para cá. Neste caso, a Ecoleva prestou todo o serviço, desde a retirada do barco afundado, remoção do mesmo e desmantelamento. Foi um projeto muito desafiante porque a Ecoleva realizou todo o processo sozinha”. Um futuro recheado de grandes projetos Para o futuro Alexandre Mota e Luís Rocha esperam seguir o caminho da continuidade, mantendo a qualidade, prontidão e rapidez do serviço prestado: “O nosso foco é dar continuidade a este projeto, que começamos com muito esforço. A Ecoleva começou do zero, mas cresceu muito rapidamente. Superou todas as nossas expectativas e isso foi fruto de muito trabalho e de muita dedicação de toda a equipa e é esse o caminho que queremos continuar a seguir no próximo ano”. No entanto, desengane-se quem pensa que a empresa irá abrandar. Para 2020 estão já previstos dois grandes projetos que certamente ficarão na história da empresa. “Para 2020 temos previstos dois grandes projetos. O primeiro será o desmantelamento de um avião, em Faro. Temos também previsto o desmantelamento de um barco-navio no Algarve, no entanto o desmantelamento do avião será o grande projeto do próximo ano. Uma empresa de gestão de resíduos que faz o desmantelamento de um avião, é uma empresa que já tem que ter uma grande capacidade de resposta e de trabalho. A exposição que este tipo de trabalho traz à empresa supera qualquer promoção. Mostra que a Ecoleva, não só tem capacidade de resposta, como reúne também todas as condições de segurança e credibilidade”.

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O LUXO AQUI TÃO PERTO Foi na Villa Penina Gardens, situada em Alvor, Portimão, que a Revista Business Portugal esteve à conversa com os empresários Miguel e João Silva, os responsáveis por dar forma a esta empresa algarvia de sucesso. Num projeto claramente familiar, a SpringVillas alia a beleza da região mais a sul do país à localização de villas de sonho, com qualidades ímpares e serviços de excelência, que prometem proporcionar-lhe umas férias de luxo inesquecíveis e inigualáveis.

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oão e Miguel Silva são irmãos e os mentores da empresa SpringVillas, que nasceu em 2012 da vontade de rentabilizar economicamente um imóvel para alojamento para férias situado no Algarve. A empresa conta assim com um conjunto de moradias de luxo espalhadas pela região Sul do país, nomeadamente em Alvor, Portimão, Silves, Vilamoura, Senhora da Rocha, Carvoeiro, Praia da Galé, Albufeira e Estoi, tornando-se a escolha perfeita para quem procura praia, campo, serra ou cidade. “Naquela altura, eu e o meu irmão ainda nos encontrávamos a trabalhar na Deloitte em Lisboa, enquanto geríamos o negócio à distância, pois ainda o encarávamos como uma experiência. Porém, e, como o primeiro ano de atividade correu muito bem e estávamos um pouco desgastados com o stress da vida em Lisboa, começámos a encarar a empresa de forma diferente. Um ano depois arrendamos a nossa primeira casa, e a partir desse momento dedicámo-nos de forma exclusiva à gestão da SpringVillas”, recorda Miguel Silva. Numa altura em que certas plataformas de promoção do alojamento local como o Airbnb não tinham a projeção que têm hoje, 126 | Revista Business Portugal anuário 2019

e em plena crise económica, a Spring conseguiu vingar no mercado das férias de luxo, apostando num conceito diferenciador. “Quisemos erigir um negócio resiliente em épocas de crise, posicionando-o num segmento diferente, com produtos e serviços de excelência vocacionados para o público médio-alto. Atualmente, contamos com um portfolio de 18 imóveis de tipologia variável, próprios e de terceiros, que vão desde as moradias V3 a V8. No que se refere a imóveis de terceiros, privilegiamos imóveis com contratos a médio/ longo prazo, onde procuramos oferecer a sua rentabilização acima da média para o proprietário, e onde nos seja possível garantir a adequada manutenção e qualidade, bem como a constante aposta na inovação e melhoramentos, o que acaba por valorizar ainda mais os imóveis”, refere João Silva, e acrescenta: “Cada casa é uma unidade de negócio independente, logo a sustentabilidade e a estabilidade do negócio são as palavras-chave na nossa política de crescimento e de investimento junto dos proprietários. Neste momento e em concreto, estamos focados em moradias de tipologia igual ou superior a V5, mais versáteis, que permitem acomodar grupos de pequena, média e grande dimensão”.


SPRINGVILLAS

O luxo a cada passo O conceito SpringVillas que acolhe maioritariamente famílias e grupos de amigos de nacionalidade inglesa, alemã, francesa, holandesa e americana é reconhecido por disponibilizar um conjunto de serviços que lhes permite diferenciar no mercado. “A nossa ideia é criar algo que ainda não está a ser explorado no mercado. Por outras palavras, o conceito de private hotel, em que o cliente contrata a moradia com todas as comodidades e serviços que pode encontrar num hotel, mas de uma forma completamente feita à medida”, explica Miguel Silva. Na SpringVillas irá descobrir que as férias de sonho são sinónimo de tempo bem passado entre família e amigos no interior de moradias privadas e únicas, com todas as comodidades, tais como piscinas interiores e exteriores aquecidas, jacúzis aquecidos, ginásios, campos de ténis e de minigolfe, salas de cinema, salas de jogos, entre outros. “Nós fazemos a gestão integral das moradias em todos os domínios e respetivas vendas, tratamos da receção dos clientes e procuramos perceber as suas necessidades. Durante a estadia podemos proporcionar serviços como chefe de cozinha, massagens, limpeza, babysitting, compras, rent-a-car, ou até mesmo, transfers”, salienta João Silva. Ser um produto de qualidade acima da média e a diferenciação no mercado são as principais mais-valias da SpringVillas, que promove a excelência e o bem-estar dos seus clientes.

Ginásio

En-Suite

Desafios do turismo Durante a conversa com os empresários analisámos ainda outras temáticas, como a questão da sazonalidade da atividade turística no Algarve, do Brexit e da falta de mão de obra qualificada. “Atualmente o principal entrave ao crescimento e investimento por parte das empresas, de uma forma geral no Algarve é a falta de mão de obra qualificada, competente e de confiança”, sublinha Miguel Silva e continua: “Penso que isso se deve sobretudo à educação, ou seja, à falta de atratividade dos polos universitários nesta região, que levam a que os estudantes procurem outro tipo de oportunidades e se fixem nas grandes cidades, como Lisboa e Porto”. Por outro lado, a falta de retenção de pessoas passa claramente pela falta de densidade e diversidade do tecido económico no Algarve, que acaba por se traduzir numa economia sazonal, em que a maior parte das pessoas trabalha apenas no turismo. “Acabamos por ter poucas oportunidades em diferentes áreas de progressão na carreira e isso é um entrave ao crescimento económico da região”, atenta João Silva. No que se refere à Sprin-

Cinema

Campo de Ténis

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SPRINGVILLAS

João Silva

gVillas os empresários procuram contornar a sazonalidade com a implementação de comodidades apropriadas nas moradias para a época de Inverno e com a possibilidade de realização de eventos corporate de dimensão e características ajustadas às moradias, no entanto, essa época é também utilizada para manutenções e obras de melhoramento nos empreendimentos. “Contudo, essa mesma sazonalidade tem vindo a modificar-se e, nos dias de hoje, acaba por se sentir, no geral, de uma forma menos intensa, sem prejuízo de se verificarem períodos de muito baixa atividade no setor, como são por exemplo as primeiras três semanas de janeiro, entre outros”, completa o empresário. Sendo a região Sul do país, um destino por excelência para os turistas britânicos, impunha-se falar sobre a questão do Brexit. “Na nossa opinião enquanto existir um clima de instabilidade, iremos sentir uma maior resistência do público britânico devido a essa incerteza. Isso traduz-se sobretudo no adiamento das reservas, que não é usual por parte dos turistas britânicos. No entanto, pensamos que a médio/longo prazo essa questão não se irá colocar e o nosso país irá encontrar os caminhos certos para mantermos esta cota importante para o turismo nacional”, realça João Silva.

Perspetivas de futuro

Miguel Silva

128 | Revista Business Portugal anuário 2019

No que ao futuro diz respeito, Miguel Silva refere que os próximos anos poderão ser de alguma incerteza, devido ao facto de se avizinhar uma recessão em moldes diferentes dos que já assistimos, na medida em que as taxas de juro são já negativas na Europa, pelo que pouco se poderá fazer para estimular a economia pelo lado das políticas monetárias. Do ponto de vista do turismo sente-se igualmente um esfriar da tendência portuguesa como destino de férias em detrimento de países novamente emergentes no norte de África. Apesar das adversidades a curto prazo, João e Miguel Silva pretendem continuar a proporcionar um conceito de férias de luxo, onde a qualidade e a excelência são as palavras de ordem na SpringVillas.


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DIRETORA CLÍNICA Dra. Mª Matilde Vieira

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Ecocardiograma

Cranio-Ortopantomografria

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Radiologia Geral Digital • Radiologia • Dentária Digital • Mamografia Digital • Ecotomografia • Densitometria Óssea 130 | Revista Business Portugal anuário 2019


TC ABD 2 TC ABD

Torax Pulmonar

Mamografia Bilateral

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Ecocardiografia Doppler • Análises Clínicas • Electrocardiogramas (ECG) • TAC • Ecografia Obstétrica • Ortopedia Infantil anuário 2019 Revista Business Portugal | 131


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