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EDITORIAL

por Marcelo Marques

NESTA EDIÇÃO CAPA

VERÃO, CASA DE PRAIA E 8 ANOS NO AR

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Alimentos Orgânicos

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Moda Praia

Imagina só: Copa do Mundo e ano eleitoral. Dá para fazer alguma coisa? Quase impossível né? Mas para quem tem amigos, nada é impossível. Então, resolvemos comemorar 8 anos de Programa Bacana no ar, na TV RBA, um sucesso inquestionável, graças aos telespectadores, parceiros e anunciantes. Aí resolvemos fazer uma edição especial da Revista Bacana para comemorar os 8 anos de programa de TV. Mas e a festa, como fazer? Simples, juntamos tudo e fizemos uma coisa só, na Casa de Praia. E a Casa de Praia, que ano passado foi bem legal, esse ano resolvemos ampliar. Simples e bacana. Marzão, solão... Que tal uma edição de verão? Como quem está na chuva é pra se molhar, lá se foi nossa equipe começar a fazer esta edição sob o signo do sol. Duas edições? - É. Mais trabalho. Mas alguém deu uma idéia de fazer duas revistas menores, já que elas são especiais de comemoração ao aniversário do programa e do verão. E é isso que chega as suas mãos agora. Duas revistas, em formatos diferenciados, uma completando a outra, para a gente comemorar o nosso ‘niver’ e o verão que chega. É como eu disse no começo do texto, época difícil, mas com os amigos tudo dá. E se tem uma coisa que a turma do Bacana soube fazer neste tempo de estrada são amigos. A eles dedicamos essa edição, ou essas. Aos amigos, que com incentivo, observações e sorrisos nos ajudam a ver a vida como ela realmente é. Colorida e ensolarada, como esse verão.

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Bacana é ter cultura

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Diretor Marcelo Marques • Editora Elane Magno Reportagens Fernando Araújo • Fotógrafos Lucas Queiroz e Netto Costa • Foto da Capa Fábio Pina Produção Gerusa Braga • Projeto Gráfico e Editoração André Fortes • Design Gráfico Thiago Benayon • Revisão Vanessa Alcântara • Comercial Romana Ribeiro, Agenor Santos, Mara Pinheiro e Fabiola Rodrigues • Suporte Comercial Letícia Padilha • Impressão Halley S.A. Gráfica e Editora Artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus realizadores, não importando no ponto de vista desta publicação.

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Jovens Independentes r emça a l n eu

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106 Bacana Comércio de Publicações e Vídeos LTDA CNPJ: 06.120.594/0001-50 Av. Almirante Wandenkolk, 245 - Altos Fone: (91) 3088-0031 • Fax: (91) 3242-2442 www.programabacana.com.br


La vem o Sol, la vem o Sol, eu ja sei.

Brilha entao!

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Fotos por Alle Peixoto


Não seria diferente nestas terras, com um litoral tão privilegiado que parece feito sob medida para passarela desta ousada invenção...

Pois bem, eles estão aqui, em suas versões mais contemporâneas. Biquínis, maiôs e sungas em bolinhas, com estampas que remetem peles de bichos, listrados, com aplicações de fivelas, em camurça...

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Sonho de consumo para elas, objeto de fetiche para eles. Ao longo de seis décadas, o biquíni vem povoando o imaginário mundial, despertando as mais diversas fantasias, provocando inusitadas reações...


...florais, com bojos em diferentes formas, neon, e em lycras, que podem ser perfeitamente usadas pelo casal. Isso mesmo, você e seu amor podem usar a mesma estampa na hora de ir à praia ou ao clube.

Curiosidade - Foi nos anos 50 que o biquíni desembarcou oficialmente nas praias brasileiras, mais precisamente no Rio de Janeiro. Naquela época, ninguém poderia imaginar que o layout e a criatividade dessa peça fossem evoluir tanto, nem mesmo Brigitte Bardot, que popularizou de vez a peça no país.

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Viva o verão e a sensualidade que ele traz.

Modelos: Natasha de Paula, Junior Duarte, Amanda Almeida, Miguel Gualberto, Fernanda Almeida, Nag Nazary, Camila Almeida e Paula Diocesano. Texto e Produção: Fernando Araújo Peças: Água Brasil - Óculos: Chilli Beans


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o alto da pick-up, ele observa a multidão em ritmo frenético com a música que ele mesmo escolheu. Na pista, o rapaz delirando, a gatinha suando, o casal envolvido, o clima é intenso e ele, o DJ, é o dono da noite. Viagens pelo mundo, festas glamourosas, grana, carinho do público, um mundo perfeito contempla a vida desse DJ. Mas será mesmo que é possível chegar lá?


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ho Fi

O fato é que ser um DJ hoje é algo tão desejado no Brasil como ser jogador de futebol. O que antes já foi um trabalho marginalizado, virou ‘cool’, legal, e muitos hoje já consideram o DJ como um músico. Para Paulinho Fidalgo, DJ há mais de vinte anos, este modismo engana uma parcela do público que acaba achando que qualquer um pode ser DJ, e garante que este papelão pega mal apenas para quem o faz, e que tal fenômeno não desvaloriza a profissão. “Quando eu comecei a minha carreira, o DJ não era o centro das atenções numa festa, muito menos era moda. Muitas vezes, eu tocava atrás de uma parede ou dentro de uma cabine fechada ou ao lado da cozinha. O público nem me via. Hoje em dia, o DJ ganhou evidência e os profissionais que se destacam acabam ficando conhecidos, mas isso nunca foi uma meta para mim, minha meta sempre foi fazer meu trabalho bem feito. Ser conhecido ou reconhecido é uma feliz consequência”, disse o DJ que começou sua carreira aos onze anos

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de idade e por isso foi homenageado com o nome de “Paulinho”, pois era o mais novo entre os que começaram na mesma época que ele. Outro veterano, DJ Fábio Yamada, também conversou com nossa reportagem. No ramo desde abril de 1983, ele considera esta moda muito delicada. “O DJ hoje é um cara de destaque, e esta mídia é sedutora. Obviamente que hoje também é muito mais fácil ser DJ. Computadores, batidas eletrônicas e muito sucesso enlatado facilita, mas não acredito que isso desvalorize a carreira, quanto a pegar mal só pega se o cara não souber nada de pista”, comentou. A respeito de dicas para quem deseja seguir em frente como DJ ele, que começou a carreira admirando nomes consagrados como Tarrika, Alberto Pinheiro, Janjo e Dom Floriano, foi enfático: “Em primeiro lugar todos que vem para este meio decem entender que quem manda é o público. Não interessa se você gosta ou não de certa música. Se é ela que bomba, é

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bio

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ela que você tem de tocar. Outra coisa importante é se valorizar. Não deixe que digam qual o seu valor. Quanto vale o seu trabalho é determinado por você. Por último, divirta-se fazendo isso. Nada mais prazeroso do que fazer o que gosta e receber isto de volta da pista de dança com muita energia! No mais Hit The dancefloor DJ”, finalizou. Bruno Gagliasso, Jesus Luz, André Marques e uma série de celebridades instantâneas do “BBB” são alvos de comentários por assumirem pick-ups em ‘boites’ badaladas do Brasil e até do mundo. Polêmicas a parte, nosso entrevistado, Paulinho, deu seu parecer sobre cursos para quem deseja ser um(a) DJ: “Eu entendo que os cursos podem ensinar a processo de mixagens e produções de músicas, a ligar equipamentos e todos os aparatos técnicos, mas não ensinam a ser um DJ. O ‘feeling’ de pista não se aprende, isso nasce com a pessoa. E mais, gostaria que as pessoas que querem ser DJ realmente se dedicassem, tocassem com sentimento, respeitando o público que paga ingresso para ouvir um bom ‘set’. Que entendam que ser DJ é muito mais do que profissão, pois nós somos realizadores de sonhos”, enfatizou.

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Polêmicas à parte, nosso entrevistado, Paulinho, deu seu parecer sobre cursos para quem deseja ser um(a) DJ: “Eu entendo que os cursos podem ensinar a processo de mixagens e produções de músicas, a ligar equipamentos e todos os aparatos técnicos, mas não ensinam a ser um DJ. O ‘feeling’ de pista não se aprende, isso nasce com a pessoa. E mais, gostaria que as pessoas que querem ser DJ realmente se dedicassem, tocassem

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com sentimento, respeitando o público que paga ingresso para ouvir um bom ‘set’. Que entendam que ser DJ é muito mais do que profissão, pois nós somos realizadores de sonhos”, enfatizou. O público dançante agradece a todos que fazem das noites porções quentes de pura adrenalina, nas pistas. Bruno

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Dicas básicas para futuros DJs:

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• Se você for tocar com CD, tome cuidado com a qualidade das músicas baixadas na web.

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• Evite tocar apenas o que você gosta, toque também o que a galera quer ouvir. • Frequente festas e clubes, converse com os “promoters”, monte uma rede de contatos. • Não tenha vergonha de tocar para os amigos, eles serão sempre seu primeiro público.


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Juliana e Débora Bacellar

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onversamos com alguns gêmeos para saber da facilidade e das dificuldades de se ter uma “cópia”, e mais, saber da cumplicidade entre eles. Ela existe mesmo? As estudantes de medicina Débora e Juliana Bacellar (18), nasceram com uma diferença de aproximadamente um minuto e constroem toda uma história de alegria e cumplicidade que as une. “Achamos o fato de sermos gêmeas muito legal, as pessoas querem te conhecer, te perguntar um monte de coisas sobre ser gêmeo, e também elas nunca te esquecem”, comenta Juliana. Tão iguais e, ao mesmo tempo, tão diferentes. “Ser chamado de cópias e tratadas como ‘iguais’ incomoda, mas tudo tem o lado positivo e sermos gêmeas nos torna muito próximas.

Além de irmãs somos muito amigas, frequentamos os mesmos lugares, sempre somos da mesma turma e série no colégio e agora, mais recente, na universidade, temos os mesmos amigos ... sempre tenho em quem confiar, mesmo que seja um local novo com pessoas desconhecidas etc”, revela Débora. “O ponto negativo é que os nossos pais não entendem que um dia cada uma de nós vai seguir sua própria vida, então, tudo que uma faz a outra tem que fazer. Uma vez, eu ia viajar com uns amigos e a minha irmã ia ficar em Belém. Quando pedi para os meus pais para viajar, eles disseram que eu só ia se a minha irmã fosse junto. Eu tive que me desdobrar feito louca para arranjar carona e um lugar na casa para ela ir, só assim eu pude ir também. No final das contas deu tudo certo e a gente se

“Ser chamado de cópias e tratadas como ‘iguais’ incomoda, mas tudo tem o lado positivo e sermos gêmeas nos torna muito próximas, além de irmãs muito amigas” Júlia e Débora.


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Sissy e Suelly Mendes

divertiu bastante juntas”, finaliza Juliana. Outra dupla feminina, e também univitelina, é formada por Sissy e Suelly Mendes (42), ambas odontólogas. Sissy tem filhos gêmeos (Rafael e Gabriel de 13 anos) e Suelly também teve gravidez de gêmeos, mas apenas um bebe evoluiu, Raíssa, de 2 anos. A dupla de dentistas nasceu de parto normal e 15 minutos separaram uma da outra no momento do nascimento. A afinidade entre elas fez com que as escolhas quase sempre sejam as mesmas.

“Escolhemos a profissão de dentistas só que com especialidades diferentes. Sissy é ortodontista e eu Odontopediatra, acho que o DNA sendo igual as habilidades acabam sendo semelhantes, assim as escolhas tendem a ser parecidas. Mesmo estando em casas separadas, acabamos escolhendo roupas praticamente idênticas e, quando vemos, estamos iguais”, comenta com bom humor Suelly. Não poderíamos deixar de perguntar à Sissy sobre como é ser mãe de filhos gêmeos: “Apesar do desgaste, a alegria de poder dar um pouco de sua experiência de vida como gêmeo aos seus filhos te faz ficar realizada. Passar para eles, da mesma forma que fomos perfeitamente criadas, compartilhando e tentando dar o melhor de si para uma pessoa igual a você, usufruindo de uma completa e verdadeira sensação de plenitude de vida e ser parte, não coadjuvante, mas atuando também como ator principal na vida dela, tendo uma imensa satisfação de ter alguém ao seu lado que pode somar com você em todos os sentidos, no trabalho, na vida e, principalmente, espiritualmente”, falou emocionada. A irmã também deixou seu depoimento não menos emocionante. “Ser gêmeo é a maior benção que um ser humano pode ter! A cumplicidade, a amizade e o amor vão além de tudo. Vem prescrito por Deus, que você terá em sua vida um anjo da guarda, ao seu lado, desde dentro da barriga da mãe”, disse Suelly.

“Escolhemos a profissão de dentistas só que com especialidades diferentes. Sissy é ortodontista e eu odontopediatra, acho que o DNA sendo igual as habilidades acabam sendo semelhantes.” Sissy e Suelly.


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Cumplicidade sem perder a identidade A cumplicidade entre gêmeos é um privilégio, mas pode distanciálos do convívio social. Por esta razão, cabe a pais e educadores incentivar o desenvolvimento autônomo, sem prejudicar a intensa ligação afetiva dessas crianças. O chamado “efeito dupla” sempre interessou psicólogos, que reconhecem no vínculo de irmãos nascidos da mesma gestação uma relação diferente da existente entre não gêmeos. O tipo de identificação que existe entre dois indivíduos que compartilharam simultaneamente o mesmo útero vai além das questões biológicas. O convívio no ventre materno pode ter importantes implicações nessa fase, anterior ao nascimento. Na vida real, os gêmeos, por mais diferentes que sejam (inclusive por serem de sexos diferentes), possuem um tipo de união e cumplicidade que dificilmente se vê entre os irmãos comuns. Eles costumam ter os mesmos interesses. Coincidência ou não, há relatos de gêmeos monozigóticos que, mesmo distantes e sem saber nada da vida um do outro, casam-se na Ana Cláudia e Ana Carla

mesma época e tendem a escolher um tipo parecido de cônjuge. No caso dos irmãos Ana Carolina e Antônio Carlos, o fato de serem de sexos e profissões diferentes também não os impede de serem absolutamente ligados um ao outro. “Somos absolutamente cúmplices um do outro e isso nos ajuda a enfrentar as dificuldades e a troca de experiências. Mesmo sendo diferentes fisicamente, quem nos conhece nos julga iguais pois somos extrovertidos e brincalhões”, comenta Ana. “Nossa história é meio diferente, somos gêmeos bivitelinos e nossas irmãs mais novas gêmeas univitelinas. A nossa mãe só poderia ter filhos gêmeos, sempre aumentaria um em cada gravidez. Começou com nós dois, depois vieram trigêmeas, mas ela perdeu um, que era de outra placenta, e ficaram as minhas duas irmãs univitelinas” contou o advogado de 27 anos, Antônio. Iguais, diferentes, todos com uma coisa em comum: o amor, facilmente percebido, que os liga. Ana Carolina e Antônio Carlos


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Bendito o fruto...

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úsicos, poetas, filósofos, dentistas, o padeiro da esquina... uma outra infinidade de homens tenta, diariamente, compreender o sexo feminino. A tarefa não é das mais fáceis! Imagine quem tem, em casa, várias mulheres para conviver. Edmundo Parente, engenheiro agrônomo, de 72 anos, começa a entrevista de forma enfática: “Já nem sei mais se saberia lidar com homens dentro de casa”. Em sua vida, elas somam cinco filhas, 3 netas e 2 ex-mulheres. Segundo ele, o segredo está no respeito, sobretudo no momento

de entender suas peculiaridades. Atualmente, residem com ele: Maíra (29), Tainá (28) e Dauana (20). As outras filhas, Eneida (38) e Renata (36) e suas netas: Isis (15), Pietra (1) e Bianca (1 mês), frequentam constantemente sua casa. Além disso, mantém ótimo relacionamento com suas ex-mulheres Graça e Adriana. Estar entre muitas mulheres faz com que os homens entendam mais o universo feminino, suas sensibilidades, desejos e, segundo Edmundo, não há grandes dificuldades nessa relação: “Sou muito satisfeito por estar entre


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Tainá, Maíra, Bianca, Daua na, Adriana, Parente, Graç Edmundo a, Renata, Pie tra e Isis.

“Quem não sabe aceitar as pequenas falhas das mulheres não aproveitará suas grandes virtudes”, Khalil Gibran .

minhas filhas e netas. Nunca tive nenhum problema ou dificuldade em me relacionar com elas. Se há alguma dificuldade eu diria que seria a espera quando elas se arrumam para algum evento (risos) e um outro seriam os gastos, que com elas são bem altos”. Mas como toda relação, ambos os lados precisam ceder e ter

cumplicidade. “Sou bem quisto pelas minhas mulheres, principalmente por nunca ter sido um homem machista. Sempre ajudei nas tarefas domésticas, as incentivei (filhas e ex-mulheres) a crescer profissionalmente, a sair para se divertir e a não depender de homem”, entregou o segredo do sucesso o engenheiro. “As mulheres são mais sensíveis que os homens, que são brutos, duros, até por questões genéticas. Seria uma grande lição se os homens pudessem imitar esta suavidade que é ser mulher. Como o mundo seria muito melhor se nós, homens, pudéssemos nos aproximar do modo de ser mulher”, finalizou. Nosso último entrevistado, o também engenheiro José Emidio Zandonadi, de 62 anos, diz que sua relação com tantas mulheres dentro de casa o tornou mais humano. Além de sua esposa, Edna, convivem com ele 4 filhas


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Em pé: Joana Claudia, Juliana Maísa, Elaine Patrícia, Nívea Paula e Alessandra. Sentados: Geovana, Edn a e José Emídio.

“As mulheres não foram feitas para a fuga. Quando correm é porque desejam ser perseguidas”, Jean-Jacques Rousseau.

biológicas: Nívea Paula, Elaine Patrícia, Juliana Maisa e Joana Claudia. Uma filha adotiva de 15 anos, Alessandra, e Geovana, filha de Elaine Patrícia. Uma dádiva de Deus, assim define Emidio a relação com suas mulheres. “O homem no convívio com as mulheres se torna mais humano, amoroso, simples e sincero. Só tenho a ganhar com essa convivência”, contou o engenheiro que também aproveita a ocasião para fazer uma brincadeira. “No cotidiano, algumas expressões

ou atitudes nos levam a considerar o homem melhor ou superior às mulheres, mas isso se resolve com boas risadas e brincadeiras. Mas apesar das diferenças, o que sempre digo é que: mulher ao volante, perigo constante. Mas são apenas brincadeiras”, fala entre risos. Difíceis, carinhosas, espaçosas, companheiras. Entender pode não ser fácil, mas quem disse que a felicidade chega sem esforços?

“Aquele que conheceu apenas a sua mulher, e a amou, sabe mais de mulheres do que aquele que conheceu mil”, Leon Tolstoi .


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ara quem gosta de velocidade ou simplesmente quer passar o tempo de maneira diferente, pode ir a um kartódromo. A adrenalina da corrida com a diversão entre amigos pode ser curtida durante a semana ou, mais tranquilamente, aos sábados e domingos, nos espaços que chamam a atenção pela união do lazer com o esporte. Hoje, Belém tem esta opção de entretenimento, com pista coberta (Kart indoor), é o espaço Fórmula Kart, que além da pista de kart, oferece paintbol (esporte que usa marcadores de ar-comprimido que atiram bolinhas

de tinta biodegradável), parque infantil, jogos, lanchonete... A pista indoor tem 575m de circuito,z construída com o objetivo de simular as grandes disputas, como se você estivesse em um verdadeiro campeonato. “Nós temos uma sala de aula (briffing), onde o piloto é instruído através de um vídeo didático sobre como deve pilotar e até mesmo para que entenda as regras da corrida”, explica o empresário Lucas Ceccato, do Kartódromo Formula Kart. Segundo ele, pessoas de todos os sexos podem


projetado para a diversão e para servir como um hobby. Geralmente, o kart é a porta de entrada para os jovens que gostam da velocidade e que querem seguir carreira no esporte. Em geral, o piloto de Fórmula 1 começa sua carreira no kart. A exemplo disso Ayrton Senna, Rubens Barrichello, Nelsinho Piquet e Felipe Massa. “Se treinar pelo menos duas

Ayrton Senna e Rubens Barrichello

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praticar. A única exceção fica por conta dos que possuem menos de 1,40 de altura. A idade mínima para começar no Kart é de 6 anos. A partir daí, o corredor é separado por categoria, conforme a idade. Para praticar o esporte, é preciso ter roupas e acessórios especiais de proteção, como macacão, luvas e capacete. O veículo do Kart é simples, tem quatro rodas e um motor, que tanto pode ser de dois ou quatro tempos. O carro do Kart tem peso que varia de 70 a 150 quilos dependendo do modelo que escolher. São carros simples e sem quase nenhum conforto, já que foi desenhado e


49 vezes por semana durante sete meses, pode-se pensar em ser um campeão de kart nos campeonatos grandes que existem Brasil a fora”, garante Lucas.

Valores

15 Minutos R$35,00 20 Minutos R$ 40,00 30 Minutos R$ 50,00

FÓRMULA KART - Av. Transmangueirão nº 115-B (2º portão, ao lado do Detran) Contatos: (91) 3232-2033/82640033.

* Em todas estas opções os 10 primeiros minutos são dedicados à aula teórica

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Lucas Ceccato


do Araújo

por Fernan

a z e l e b a m U a t n o p s e d e paraens do para o mun

a, “Faço corrid stética, academia, e ueta e aula de etiq ita leitura postura, mu nter para me ma ..)” atualizada (.

A

bela paraense Kamilla Salgado é a atual Miss Pará Mundo e por esta razão mereceu a nossa capa especial de verão. Afinal, tamanha beleza e simpatia merecem primeira página. O Miss Mundo Brasil é o concurso de Miss Brasil que escolhe uma representante brasileira para o Miss Mundo, hoje, o principal evento de beleza internacional, com 110 países participantes e uma audiência calculada em 2 bilhões de telespectadores. A próxima edição do Miss Mundo vai acontecer em Angra dos Reis (RJ), na primeira semana de agosto deste ano (do dia 1º ao dia 08).

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“Fui convidada pela direção do concurso para representar o Estado do Pará ainda em janeiro de 2010 e, desde então, estou me preparando como nunca para realizar meu sonho e trazer esse título para o Pará! Concorrer com mais de quarenta lindas representantes será um grande desafio, pois além das 27 unidades da federação, diversas ilhas serão representadas no concurso, com o intuito de divulgar projetos ambientais nelas desenvolvidos”, contou Kamilla que recentemente completou 23 anos e faz MBA em Gestão Empresarial. “Tenho me preparado para concursos de beleza desde 2008


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mas, neste ano, com a seriedade do concurso Miss Mundo Brasil, essa dedicação aumentou consideravelmente. Faço corrida, academia, estética, aula de etiqueta e postura, muita leitura para me manter atualizada, aulas de conversação em inglês, aula de passarela e muito mais”. Tamanha dedicação requer incentivo, que não tem faltado à modelo. “Agradeço ao Hangar Centro de Convenções da Amazônia - que custeou a minha inscrição para o concurso; Ana Unger Academia; clínica de estética Bete Rodrigues; ao fotógrafo Fábio Pina; à coreógrafa Aline Dias e à Felícia Maia”, revelou a determinada Kamilla. A beleza de Kamilla Salgado poderá ser vista nas praias de Salinas, onde a modelo passará seus finais de semana de julho. Na bagagem, muitos biquínis, óculos e um filtro solar, indispensável segundo ela. A receita do corpo torneado exibido por ela nestas páginas? “Muita malhação, uma alimentação equilibrada, aplicação de carbox e corrida”. Fotos: Fábio Pina www.fabiopinafotografia.blogspot.com


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Vinhos Argentinos

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om o quinto lugar no ranking dos maiores produtores de vinhos do mundo, e com um consumo médio aproximado por habitante de 28 litros por ano ( já foi bem maior no passado), a Argentina já é considerada, há alguns anos, e muito justamente, um produtor de vinhos finos de respeito. Na década de 80, ensaiou sua mudança na mentalidade de produção de vinhos populares, em larga escala, que na época saciavam quase que exclusivamente o mercado local, para concentrar-se em vinhos finos de qualidade, voltados para exportação, prontos para competir com outras grandes regiões produtoras de vinhos do mundo.

Mendoza Mais importante província de vitivinicultura da Argentina, correspondendo a 70% da produção de vinhos do pais, com aproximadamente 140 mil hectares plantados, a província de Mendoza possui 18 departamentos em uma área de 148.827 km2. Desde 2006 faz parte das “Grandes Capitais de Vinho”(GWC) e é o maior produtor mundial da uva Malbec. A cidade de Mendoza é limpa, arborizada, com muitos parques, bares, restaurantes e com um comércio relativamente expressivo. Saindo do Brasil, vôos através de Buenos Aires ou pelo Chile, via Santiago ( é só atravessar os andes).

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por Rodrigo Aguilera


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Clima

O clima é semidesértico na maior parte de seu território, com uma temperatura media anual de 18˚C(Min. O˚/Max. 30˚), o que proporciona uma boa amplitude térmica, com dias com bastante sol e noites frescas, o ideal para a viticultura. Chove muito pouco, aproximadamente 250mm por ano. A região possui solos pobres, do tipo aluvional ou argiloso, dependendo da região.

As uvas Sem sombra de dúvidas, o Malbec é a máxima expressão do terroir mendocino. Originaria de Cahors na França, adaptou-se perfeitamente ao clima de Mendoza, produzindo vinhos aromáticos, geralmene incorpados e intensos em sabores. Além dos vinhos varietais (feitos somente com Malbec), encontram-se excelentes cortes com Cabernet Sauvigon para dar-lhe estrutura. Porém nem só de Malbec vive Mendoza. Produz-se ótimos vinhos tintos com Tempranillo, Syrah, Cabernet Sauvigon e Bonarda. No departamento de vinhos brancos, temos deliciosos Chardonnay, Viogner, Sémillon e é claro

Torrontés – apesar de que na região de Cafayate em Salta, temos os melhores expoentes.

Culinária Carne na Argentina é coisa séria e Mendoza não foge da preferência nacional, com seus cortes de carnes saborosos e marmorizados como: Ojo de Bife, Assado de tira, Lomo e etc. Tudo regado com um bom chimichurri (uma espécie de vinagrete com alho, orégano, pimenta vermelha e outras especiarias) e acompanhado de batatas ou salada – diferente do Brasil, come-se pouco arroz na Argentina. De entrada, sempre as deliciosas empandas, que podem ser de carne, cebolas, queijo e etc. Nas sobremesas, encontramos as tradicionais, a base de doce de leite como os típicos alfajores, até outras mais sofisticadas e não menos saborosas. No geral come-se muito bem em Mendoza, a cidade possui restaurantes de primeira categoria, com preços atrativos para os brasileiros, pelo câmbio que nos favorece. Procure reservar com pelo menos um dia de antecedência para evitar transtornos. Alguns restaurantes tem cardápio tipo menu degustação onde paga-se um valor para experimentar diversos pratos, harmonizados com diferentes vinhos.


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Visitando Vinícolas Enoturismo em Mendoza é um fenômeno relativamente recente. As vinícolas começaram a entender, que receber visitantes em suas bodegas é uma grande oportunidade de divulgar seus rótulos, fidelizar e aproximar cada vez mais seus clientes, através de degustações, restaurantes próprios, lojas e etc. Algumas oferecem até cursos de culinária, passeios de balão, charrete ou qualquer outra coisa para diferenciarse das outras. Agende sua visita com antecedência, principalmente em meses próximos à vindima(colheita), pois nesta época todos estão muito ocupados elaborando seus vinhos. Geralmente as vinícolas tem horários de visitas pré-determinados durante todo o dia. Fique atento, pois algumas não abrem aos sábados e domingos. A maioria oferece opções variadas de degustação, desde os vinhos mais simples até os mais tops. Outras já não cobram caso você compre algum vinho. Cuidado com vinícolas que promovem visitas com mais de

10 pessoas ao mesmo tempo, pois geralmente são tours bem superficiais e com degustações dos vinhos mais simples. Há opções de visitas individuais ou para grupos menores, e acho que esta é a melhor maneira de conhecer com mais detalhes todo o processo de elaboração dos vinhos. Procure agendar visitas por regiões e sempre calcule seu tempo com alguma folga de uma visita para outra, pois é comum errar o caminho e perder tempo.

Circulando em Mendoza Mendoza é bem sinalizada, taxis e remis (espécie de motorista que pode cobrar por hora) podem ser uma boa opção se você for passar pouco tempo ou for visitar poucas vinícolas. Se você vai passar mais de três dias ou for para regiões mais distantes como o Valle de Uco, sugiro alugar um carro e de preferência com GPS. Todas as grandes empresas de aluguel como Hertz e Localiza tem escritórios em Mendoza. A maioria das vinícolas ficam no caminho da rota nacional 7 (Luján de


60 Cuyo) ou da RN 40 (Valle de Uco), e as mais conhecidas, possuem sinalização nas estradas. Outro detalhe importante é que tanto na cidade quanto nas rodovias, deve-se sempre andar com as luzes dos faróis acesas, dia e noite.

Onde ficar Mendoza possui diversas opções de hotéis, de todos os tipos e para todos os bolsos. Há opções de pousadas dentro de algumas vinícolas. Sugiro ficar no centro da cidade caso você pretenda visitar as vinícolas durante o dia e depois aproveitar a vida noturna nos melhores bares e restaurantes da cidade.

Comprando vinhos É difícil voltar de Mendoza sem ao menos comprar uma garrafa. Os preços são convidativos e em algumas lojas como a Winery é possível ter o tax free. A grande maioria das vinícolas vendem seus rótulos, com a possibilidade de comprar algumas linhas exclusivas e de produção limitada que não encontram-se fora. Como não é permitido trazer garrafas de vinho não mão dentro do avião, deve-se despachar os vinhos na mala ou em caixas com formas de isopor, próprias para acomodar garrafas, que vocês podem encontrar nas lojas de vinhos e em algumas vinícolas, nas opções de 6 e 12 garrafas, por aproximadamente $50,00 (pesos argentinos) e $100,00 respectivamente.


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9 anos de Cia Athlética Belém

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o mês de Abril, a Companhia Athletica Unidade Belém completou 9 anos de atuação no mercado Paraense. Para comemorar o aniversário, a academia preparou uma programação especial para alunos, parceiros e colaboradores. Aulas com música ao vivo, sorteio de brindes, premiações, brincadeiras e uma super festa com convidados badalados fizeram parte dessa comemoração. O auge da programação foi uma festa em uma das melhores boites da Cidade, com a participação especialíssima de Natália Casassola (BBB8), o ator e Dj Daniel Erthal e cerca de 700 convidados. O evento trouxe uma proposta inédita para Belém, com o slogan “Quem não malhar vai dançar”, a academia foi, literalmente, para dentro da boite. Em meio à música, luzes e convidados, alguns equipamentos de musculação e ginástica fizeram a decoração do evento.

Além disso, a Cia também comemorou os grandes lançamentos, como o novo complexo direcionado às crianças e à melhor idade, além da nova área de lutas com Ringue Oficial. Tudo isso faz com que a Cia Athletica entre na disputa por ser a maior academia em área construída da América Latina com 9.000m2. Também foi lançada a implantação do Programa Prevenção e do sistema informatizado e exclusivo da Cia Athletica, o GPA. Com tudo isso, não fica difícil entender o motivo pelo qual esta é considerada uma das melhores redes de academias do Brasil.


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Julho é um mês propenso para que os roubos, furtos e pequenos acidentes aconteçam e, por esta razão, neste período de férias os cuidados com casas e apartamentos precisam ser redobrados. Viaje com segurança e proteja seu lar. É importante adotar um conjunto de medidas para diminuir as chances de assalto. Cuidados como desligar água e gás e combinar com alguém de confiança para limpar a frente da casa são básicos. Evitar “espalhar” a notícia e a duração da viagem também ajuda, fale só com quem for de sua total confiança. No caso de moradores de apartamentos, existem ainda outras medidas específicas. Alertas que parecem bobagens, mas que funcionam na hora de despistar os ladrões, são:

Avisar aos vizinhos do lado sobre a viagem. Peça que um parente visite sua casa, evitando assim demonstrar que por ali não tem passado ninguém.

Deixar sua garagem livre para que um vizinho fique usando.

A chave do apartamento não deve ficar na portaria e sim com algum vizinho. E caso alguém vá trabalhar no local, tem que se identificar na portaria.

Se a viagem for se prolongar, antes pense em não deixar dinheiro e joias valiosas em casa. É mais prudente usar cofres de bancos.

Deixar pelo menos uma luz fraca ligada na parte de trás da casa.

Simples, não é? Medidas fáceis de serem tomadas que podem garantir o sossego que você precisa durante os dias de descanso.

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A vez da equitação

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pesar de não ser muito difundida em Belém, a equitação é um esporte que vem ganhando cada vez mais adeptos e envolvendo as mais diferentes faixas etárias na “mangueirosa”. Resolvemos, então, reunir informações e mostrar a você este esporte cheio de estilo.


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A prova disso é o êxito que o Parque de Exposições do Entroncamento vem obtendo com a sua escola de equitação, modalidade esportiva que atende crianças a partir de quatro anos de idade, jovens e adultos, desenvolvendo competências e habilidades que estão na base da aprendizagem de uma forma mais lúdica e prazerosa, refletindo no desempenho das atividades diárias. “É importante as pessoas entenderem a diferença entre hipismo e equitação. O primeiro são provas de saltos, enquanto o segundo é a prática da cavalgada, cujo objetivo é trabalhar o indivíduo como um todo, isto é, na sua forma biopsicossocial, empregando o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais, além do aspecto esportivo e de lazer, é claro”, explica o professor Alberto Viana, da escola de equitação do Parque de Exposições do Entroncamento. A escola de equitação atende com hora marcada, cada aula tem duração de uma hora e a frequência semanal fica a critério de cada aluno. As aulas podem ser individuais ou em grupos de, no máximo, três pessoas, garantindo assim atender as especificidades de cada aluno, de todas as idades. A escola também oferece equoterapia, tida como uma das mais eficazes formas de tratamento para os mais diversos casos físicos, psicológicos e emocionais. O que proporciona, acima de tudo, qualidade de vida.

Conhecendo um pouco sobre equoterapia A prática de equitação não tem restrições, tanto é que os portadores de deficiência ou de necessidades especiais podem praticar o esporte através da equoterapia, que é o uso do cavalo como recurso terapêutico para o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas. Na equoterapia, o cavalo é utilizado como um meio de se alcançar os objetivos terapêuticos, exigindo do ser humano a participação do corpo inteiro, de todos os músculos e de todas as articulações. A equoterapia é indicada no tratamento dos mais diversos tipos de comprometimentos motores, como paralisia cerebral; problemas neurológicos; ortopédicos; posturais; comprometimentos mentais, como a Síndrome de Down; comprometimentos sociais, tais como: distúrbios de comportamento, autismo, esquizofrenia, psicoses; comprometimentos emocionais; deficiência visual; deficiência


Alberto Viana tação essor de equi

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Prof

auditiva, problemas escolares, tais como distúrbio de atenção, percepção, fala, linguagem, hiperatividade; e no tratamento de pessoas “saudáveis” que tenham problemas de posturas, insônia e stress.

Cavalo precisa ser bem tratado Respeitar o animal garante o sucesso do seu treino. Rações especiais, banhos de sol, hora de descanso e alimentação à base do bom e velho capim, segundo nosso entrevistado Alberto, são fatores básicos que garantem saúde ao animal e, consequentemente, sucesso na prática do seu esporte. “Cavalo precisa ser tratado como cavalo, antes de ser tratado como atleta. Isso garante que o animal esteja preparado para ser usado nas nossas aulas. Não submeter a situações de stress garante sua saúde. Assim como nós acordamos

indispostos por noite mal dormida, o animal também, e o treinador tem que ter esta sensibilidade para perceber isso”, salientou Alberto. Cavalgar dói? Segundo informações do professor, isso é apenas um mito criado por pessoas que montam de ano do ano. Bom, a prática do esporte ameniza este incomodo. Isso mesmo. Você, por exemplo, que pratica esporte e quando, por algum motivo, se ausenta dele não sente dores no corpo quando retoma as atividades? Pois então. Quem monta a cavalo uma vez por ano provavelmente vai sentir incômodos e sofrer de possíveis “assaduras”.

Atente para algumas medidas de segurança 1°: Se você vai montar pela primeira vez ou está iniciando em alguma escola, a primeira medida de segurança a ser tomada é estar acompanhado(a) de um instrutor e de um estagiário. Eles vão lhe auxiliar neste primeiro contato com o esporte. 2°: Dependendo do estágio de aprendizado e do nível de intimidade com o esporte, o aluno precisa ter um capacete. 3°: Verifique se os cavalos da escola são castrados. Eles têm melhor condicionamento físico e são mais dóceis e pacatos devido à falta de hormônio por conta da ausência do saco escrotal. 4°: Verificar com a administração da escola o controle de saúde dos cavalos.


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Um paraense à frente da OAB

Por: Fernanda Ladeia

Ophir Cavalcante Júnior

menino nascido em Belém, no dia 25 de janeiro de 1961, com o sonho comum de ser jogador de futebol não sabia o que a vida lhe guardara: ele seria craque sim, mas não no esporte! Ele seria craque, da melhor seleção de advogados do Brasil. Uma vida de estudos e dedicação treinou Ophir Cavalcante Júnior. Alfabetizado pela professora Porangá Jucá, estudou na escola Santa Emília e no Colégio Moderno. Depois, foi para o NPI concluir o ginásio e o científico, onde despertou, pela primeira vez, seu interesse pela advocacia. Decidiu fazer faculdade de Direito na UFPa, onde também fez mestrado em Direito do Trabalho. Aprovado em concurso público, tornou-se advogado do Banpará e foi consultor geral da Câmara Municipal de Belém. Na OAB do Pará, foi conselheiro, vice-presidente e presidiu a entidade. Também atuou como diretortesoureiro do Conselho Federal da OAB e, atualmente, além de ser procurador do Estado do Pará e professor da UFPa, também é presidente da OAB nacional. De todos os cargos exercidos, não tem um melhor ou pior. “Até os aborrecimentos, as incompreensões e as ofensas nos engrandecem”, acredita Ophir. Embora tenha seguido o mesmo caminho de seu pai pela dedicação e amor à OAB, chegou à posição que se encontra hoje por méritos próprios e pela ajuda que acredita receber ao ler o evangelho todos os dias, ao sair de casa, e pedir a proteção de Deus ao retornar. Ophir Cavalcante Júnior afirma que não busca o sucesso: “Busco ajudar as pessoas e a sociedade”. diz ele, mostrando que fazendo o que se ama é mais fácil chegar ao topo. A seguir, leia a entrevista feita com Ophir Cavalcante Júnior pela Revista Bacana:

Bacana - Quando lhe despertou o interesse pelo exercício do Direito? No segundo ano do científico fizemos um júri simulado. Eu defendi as prostitutas e, por incrível que pareça, elas foram condenadas. Isso me fez despertar para como a Justiça pode ser injusta. Daí em diante, tive a convicção de que meu caminho era o Direito, justamente para lutar contra as injustiças. B - Quem é seu ídolo? Pessoal e profissionalmente é meu pai, em quem sempre procurei me espelhar por sua retidão de caráter e de conduta. B - O que é justiça, para o senhor? É dar a cada um o que é seu. É não deixar que pessoas inocentes sejam punidas ou privadas de sua liberdade. É defender os direitos dos cidadãos contra as ilegalidades perpetradas pelo Estado. B - Qual a gratificação por ocupar o cargo de Presidente nacional da OAB? Somente a de dormir no fim do dia com a sensação de dever cumprido. O cargo é voluntário e sem remuneração. A OAB só paga o aluguel de um apartamento em Brasília e as minhas despesas de deslocamento/ alimentação quando estou a serviço da advocacia fora de Brasília. B - Apenas duas pessoas do Norte ocuparam essa cadeira: o senhor e seu pai. Qual o orgulho disso? Pode ter certeza que durante os 80 anos de existência da Ordem é uma vitória muito grande por tudo que a OAB representa para o país. Devo esse cargo aos advogados do meu estado, que sempre me privilegiaram com a sua confiança, seja quando fui presidente da OAB-Pa por dois mandatos, seja quando me elegeram Conselheiro Federal por duas vezes, sendo que na segunda com a perspectiva - depois concretizada - de ser presidente da OAB nacional. B - Como está sendo a sua recepção em Brasília, já que foi com o propósito de colocar a casa em ordem?

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ENTREVISTA


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O meu compromisso é com a advocacia e com a sociedade. Quando se investe contra feudos de corrupção é normal que venham reações, mas não temo porque tenho ao meu lado um exército de 700 mil advogados e um número expressivo de cidadãos que buscam um país mais justo e fraterno. B - O que o senhor espera do Brasil, no qual vemos hoje um cenário de miséria e corrupção? Espero muito. Apesar das grandes desigualdades sociais, ele é formado por pessoas maravilhosas, competentes, que amam o seu país e já estão fazendo dele uma das nações mais respeitadas do mundo. Não serão os corruptos que vão deter a força e a vontade do povo. Eles serão atropelados pela ética e pelas forças das instituições. Ninguém é maior que Deus e nem que a lei. Chega de impunidade! B - Sendo presidente nacional da OAB, como ficam os casos que seu escritório de advocacia assume? Os colegas de escritório, compreendendo a importância do cargo que passei a ocupar, me liberaram das atividades diárias. Continuo discutindo algumas questões importantes, mas

devo reconhecer que se não fosse esse desprendimento deles eu não teria condições de assumir o cargo. A eles, sobretudo ao meu sócio irmão Thales Pereira, meu mais profundo agradecimento. B - Quais os seus próximos passos ocupando a cadeira de presidente nacional da OAB? Cumprir as metas de trabalho a que me propus quando me candidatei: profissionalizar a gestão da Ordem em todo o país; lutar pela melhora dos cursos jurídicos; lutar contra a corrupção e impunidade; defender as prerrogativas dos advogados como forma de que a nossa profissão continue sendo um espelho à sociedade por sua autonomia e independência; lutar pela efetivação dos direitos constitucionais, sobretudo contra o Estado que, muitas vezes, não compreende que a lógica constitucional hoje é de defesa da dignidade do homem e não do fortalecimento do Estado em detrimento das pessoas. B - Como se deve combater a corrupção? Que armas se deve usar? A arma é a lei e o fortalecimento do Judiciário para que ele cumpra, de forma rápida, o seu papel e puna aqueles que fazem do público uma extensão dos seus interesses privados. B - O que espera para a futura geração de advogados? Uma melhor qualificação, oportunidades de trabalho e ética na profissão. A credibilidade e a respeitabilidade da advocacia estão ligadas intimamente a esses três requisitos. B - O que o senhor prefere: ocupar a cadeira de presidente nacional da OAB ou advogar? As duas coisas me fascinam. Agora estou me dedicando quase que totalmente à primeira, mas em determinadas situações não resisto e peço para conduzir um processo, fazer uma audiência ou uma sustentação oral.


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vontade de ser livre, não depender de ajuda financeira e, principalmente, de não ter ninguém para obedecer e dar satisfações é o que move grande parte da juventude trabalhadora a querer sair de casa em busca do seu próprio “cantinho”.


Victor Neto

r de Empresas

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Administrado

Cada um da sua maneira mostra seu exemplo de como chegar a este objetivo. O administrador Victor Neto saiu de casa aos 28 anos. Independência que já dura um ano. Uma verdadeira batalha para vencer o desafio da responsabilidade e tentar se manter sozinho, dia após dia. Apesar disso, o jovem afirma que a vida real vai além da teoria e nos disse que nem sempre as coisas são como pensamos: “Antes de tomar a decisão de sair de casa, tentei imaginar todas as situações possíveis de acontecer e como me comportaria. De fato, nos primeiros meses, como tudo era novidade, a disposição de fazer o novo era radiante. Limpar o apartamento era algo que fazia todos os

dias, cozinhar idem, mas da mesma forma que o tempo ia passando, a paciência e a disposição diminuíam, proporcionalmente”, comenta Victor.

Saí de casa, me vi sozinho, e agora? “Ainda me lembro da primeira vez que me dei conta de que morar sozinho tem seus contras. Sabe aquele dia em que acordamos e o que mais queremos é chegar na cozinha e ter a mesa pronta pra tomar aquele café da manhã? Pois é, a ficha caiu. O café não estava pronto, o suco ainda não estava na geladeira, o pão não havia sido comprado. Perdi até a fome”, comenta Victor.


ranco Ewerton B Inglês (UFPA) d r fesso e

s T

A advogada Thelma Reis, 27 anos, resolveu sair do interior do Estado e deixar a vida boa ao lado dos pais em busca de um futuro melhor. Pensou em um futuro promissor, educação de qualidade e colocou os pés na estrada logo aos 16 anos, quando resolveu sair de Abaetetuba e vir morar em Belém com sua irmã mais velha. Estudou, formou-se como advogada, profissão que sempre sonhou e hoje mora só há três anos. “A vida é cheia de dificuldades, mas eu persisti naquilo e acreditei. A dor da separação do convívio com meus pais, irmãs, do lar, com certeza, foi o maior obstáculo, mas com o tempo a gente aprende a conviver sem a presença diária deles. Quando bate aquela saudade, aperto no coração e até mesmo a solidão, corro e peço colo”, confessa a advogada. Estar na posição de filho(a) e sair em busca da independência parece ser mais fácil do que se nos colocarmos no lugar de pai ou mãe. Perguntamos a Thelma Reis como ela reagiria se futuramente um filho seu fizesse a mesma opção que ela. “Tudo iria depender da situação. Se meu filho estivesse em busca de um futuro melhor e já pudesse se sustentar, eu apoiaria. Tento colocar na cabeça que os

filhos a gente não cria pra gente e sim para o mundo”, finalizou. Em alguns casos, a busca pela própria vida se dá a partir de um planejamento, muitas vezes pautado na realidade da familia em que o jovem está inserido. Veja o caso de Ewerton Branco, 27, hoje professor de inglês da Universidade Federal do Pará (UFPA). “Entrei para a universidade e comecei a trabalhar, mas só quando eu me formei tive condições de começar a realizar o que eu queria, por começar a ganhar mais. Tracei metas para conquistar meus objetivos, já que meus pais não teriam condições de me dar uma casa de presente como acontece pra algumas pessoas que têm mais sorte”.

Ad hel vo ma ga R da ei

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Pro


Mayana Oliveira

Psicóloga

agradecido aos meus pais, pois sem eles eu não teria chegado até aqui. Minha independência não significou abandonar minha família”.

A idade certa De acordo com a psicóloga Mayana Oliveira, a idade cronológica nem sempre é sinal de amadurecimento, e para sair de casa não basta ter só idade e sim segurança e amadurecimento. “A necessidade por esta independência está na busca em adquirir maior liberdade, mudanças de condições econômicas, ou mesmo alcançar um status social mais elevado. A saída de casa vem se apresentar como uma conquista simbólica da autonomia, revelando o quanto a mulher e o homem estão buscando construir e enfrentar novas perspectivas em relação à vida”, comenta a psicóloga. Mas que espécie de pais e mães serão estes jovens independentes no futuro? Mayanna responde: “Nossa maneira de pensar, sentir e agir, construídos no decorrer de nossa existência, reflete diretamente no modelo de pais que projetamos ser, pautado no modelo de educação e nas referências que nos serviram de base para a formação de nosso ideal família. Logo, nossa maneira de sermos pais futuros vem da influência da nossa criação e não só do fato de ter saído de casa cedo ou tarde, é um conjunto”. Histórias de superação e coragem, relatos diferentes, que se esbarram e se assemelham pela busca do colo familiar nos momentos mais difíceis. Sair de casa não significa abandono da família e sair “numa boa” com a família é sempre a melhor opção na hora da volta, caso algo não saia como você planejou.

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Ewerton foi além e se planejou inclusive para fugir do terrível aluguel. “Tive conhecimento de uns apartamentos que seriam construídos num lugar que eu gostei. Fiz a compra quando o apartamento ainda estava na planta. Só havia um terreno baldio onde hoje é minha casa. Levou um ano e meio pra que ficasse pronta e foram inúmeras as vezes em que eu passava ansioso pela frente da obra pra ver como estava ficando. Eu pude acompanhar cada parede sendo levantada”, recorda. No caso do professor, sua saída de casa não foi traumática, brusca, porque a cada passo os pais iam se acostumando com a ideia de que, em breve, o rapaz estaria distante. Aliás, Ewerton teve outras experiências morando só, até que se concretizasse seu sonho da casa própria. “Passei num concurso pra trabalhar fora da cidade, então, tive que montar casa lá também”. O professor finaliza: “Estou plenamente satisfeito de, na minha idade, ter conquistado várias coisas, e


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Respeito a você e ao meio ambiente

Alimentos Orgânicos

Por Fernando Araújo

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abe aquele papo de que o frango cresceu rápido, ou que as leguminosas ganharam cores e tamanhos duvidosos? Você já ouviu falar em rodas de amigos que o sabor de uma galinha caipira é diferente do sabor do frango congelado vendido no supermercado? Não é mentira. Estas mudanças no volume do alimento ou alteração de sabor têm a ver com o uso dos agrotóxicos ou hormônios, que alteram a suas propriedades a fim de que eles cheguem de forma mais rápida ao consumidor, alterando com isso sua qualidade nutritiva.

Quer dar uma trégua ao seu organismo? Fique de olho nos “orgânicos”. Alimentos orgânicos são aqueles que utilizam, em todos os seus

processos de produção, técnicas que respeitam o meio ambiente e visam à qualidade do alimento. O que isso significa? Que não há uso de agrotóxicos nem qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar algum dano a sua saúde.

Entendendo o processo Para que você possa ter uma ideia de como isso funciona, no que diz respeito à produção de carnes e ovos, saiba que os animais são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes. Segundo pesquisas, estes produtos podem provocar doenças nos seres humanos, quando consumidos por muito tempo. Logo, as carnes e ovos orgânicos são muito mais saudáveis. Apenas para quem lê, mas ainda não vive isso no dia-a-dia, fazer


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PÓLOS DE PRODUÇÃO ORGÂNICA

uso dos alimentos orgânicos pode parecer um pequeno benefício, mas a longo prazo seu organismo vai agradecer. Se existem desvantagens? Sim, afinal nada é perfeito. Mas a única é que são mais caros do que os convencionais, pois são produzidos em menor escala e os custos de produção também são maiores. Nada que não tenha retorno positivo, afinal, os orgânicos evitam problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas. Além disso, preservam a qualidade da água, a fertilidade do solo, a vida dos animais e são mais nutritivos. Os alimentos orgânicos do Pará são produzidos de forma descentralizada em várias regiões e microregiões e seu foco principal de se dá no nordeste paraense. Os pólos de produção orgânica no Pará são Capitão Poço, Irituia, Bragança, Santa Bárbara, Marituba, Santo Antônio do Tauá e Baixo Acará, existindo produção orgânica até mesmo dentro de Belém: Mosqueiro, Cotijuba e Cumbú. No Estado, a produção é feita, em sua maioria, por pequenos produtores rurais. O que significa que 99% da produção é feita através da Algumas vantagens para quem faz uso dos orgânicos • Os alimentos são mais saudáveis, pois são livres de agrotóxicos, hormônios e outros produtos químicos. São mais saborosos • Sua produção respeita o meio ambiente, evitando a contaminação de solo, água e vegetação • A produção usa sistemas de responsabilidade social, principalmente na valorização da mão-de-obra

Capitão Poço

Santo Antônio do Tauá

Bragança

Acará

Santa Bárbara

Belém, Icoaraci, Marituba,

Irituia

Ananindeua, Mosqueiro...

agricultura familiar. Sendo assim, esta produção não gera empregos diretos, e sim participação autônoma e familiar na produção. “Isso não significa um ponto negativo e sim um ponto positivo, visto que a produção orgânica de nosso Estado se dá de forma descentralizada, trazendo, assim, cada vez mais pequenos produtores para a cultura orgânica, ao invés do crescimento de grandes propriedade que poderiam empregar produtores e gerar mais desigualdade social no meio rural. É válido ressaltar que a comercialização desses produtos é feita de forma direta, produtor-consumidor, quebrando assim todo o ciclo desigual da agricultura convencional”, salientou Fernando Normando Paraense, presidente da Associação de Produtores Orgânicos do Estado do Pará.


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Basicamente, você precisa saber que os orgânicos custam até o dobro dos alimentos normais, mas a nossa dica é que, caso você possa bancar este custo, releve e ganhe em dobro na saúde.

Alimentos convencionais: Utilizam fertilizantes químicos para promover o crescimento das plantas. Utilizam inseticidas para reduzir pestes e doenças. Utilizam herbicidas químicos para controlar ervas-daninhas. Administram antibióticos, hormônios de crescimento e medicamentos aos animais para evitar doenças e promover o crescimento. Alimentos Orgânicos: Utilizam fertilizantes naturais, como o adubo, para enriquecer o solo e promover o crescimento das plantas. Utilizam insetos e pássaros, ou armadilhas, promovendo uma redução na incidência de pestes e doenças. Fazem rodízio de plantações ou utilizam limpeza manual para o controle das ervas-daninhas. Oferecem alimentos orgânicos e acesso a áreas livres para os animais. Empregam medidas preventivas - como pasto rotativo, dieta balanceada e higiene para ajudar a minimizar a incidência de doenças.

Interessado? Além de alguns supermercados, os alimentos orgânicos podem ser encontrados na feira do produto orgânico de nossa capital, que funciona de 15 em 15 dias, uma vez na praça Batista Campos, e outra vez na praça Brasil.


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Por Fernando Araújo

Lá vem o bloco da paquera...

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urante as férias, sol, praia e muita paquera...Umas duradouras, outras nem tanto, mas cada uma delas cheia de significado e boas lembranças. Vanessa da Mata já cantava “...Só ficaram as lembranças...as marcas de um momento nosso...eterno sentimento e um pedaço de mim...” e nós, da Revista Bacana, resolvemos contar a vocês histórias de quem já viveu um amor de verão.

O paraense Leandro Valente, publicitário de 25 anos, mora no Rio de Janeiro há dois anos e lá viveu um amor de verão, em um final de ano. Ele, o irmão e o primo seguiam um bloquinho de carnaval, quando caiu uma chuva e os três resolveram se abrigar em um “bar restaurante” para continuar bebendo. Foi lá que ele conheceu uma mulher loira, branca que, segundo ele, mais parecia uma boneca.


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“Ela estava acompanhada de um homem, mas sem estar de mãos dadas. (...) chamei o garçom e pedi uma caneta e um papel, coloquei meu telefone e e-mail. Logo após ter terminado de escrever, o rapaz, que até então não sabia se era namorado, amigo ou irmão, se levantou e foi ao banheiro. Foi quando me dirigi até a mesa deles, pedi pra conhecê-la, peguei o celular e entreguei o papel. Voltei rápido pra mesa”, contou empolgado. Depois de dois dias, Leandro ligou para a jovem, mas ela já estava em São Paulo. As conversas seguiram por msn e por telefone. “Foi então que me contou que o cara que a acompanhava no restaurante era apenas amigo. Vi o caminho liberado e fomos nos falando todos os dias e tentando marcar de nos encontrar, só que ela não acreditava que eu iria atrás dela em outra cidade”, recorda. Dias depois, superando as expectativas da moça, ele seguiu para Sampa. “Saí do trabalho e fui direto para o terminal. Quando ela me ligou, à noite, já estava dentro do ônibus e falei que estava indo. Fui visitar minha irmã, resolvi umas coisas e de lá liguei para marcamos algo. Saímos de noite com meus irmãos e depois fui para uma boite com ela e suas amigas. Curtimos a festa... e só um beijinho de amigo. No outro dia, marcamos de nos encontrar. Fiquei dois dias fora da casa de minha irmã e todos preocupados comigo, só voltei para pegar minhas coisas pra retornar pro Rio. Depois de toda essa aventura, pensávamos que namoraríamos, já que foi tudo intenso e muito maneiro. As ligações permaneceram, só que o destino não contribuía mais”.

Leandro Valente

Reviver esta aventura? Quem sabe, segundo ele. “Talvez, se nós nos encontrássemos em qualquer lugar, estando os dois solteiros, acho que ficaríamos novamente”, finalizou o aventureiro.

Na praia, de bobeira... O ano foi 1999. Ana Elisa estava em Salinas, curtindo seus dias de férias das aulas e do trabalho quando avistou um rapaz caminhando em sua direção. Coincidentemente, ele era amigo dos amigos dela, o que facilitou e muito na hora da aproximação do casal.


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Ana Elisa

O amor estava ao lado

Flávia Sousa

Um apartamento colado no outro, porta a porta e seu amor de verão ali, a alguns metros de você. Difícil imaginar? Foi o que aconteceu com a empresária Flávia Sousa, que conheceu seu “amor de verão” por conta do tio dele que era vizinho dela no apartamento de praia. Mas o destino tratou de dar um empurrãozinho um tanto engraçado (que por pouco não foi trágico). “Costumava passar a noite na frente do prédio, no Maçarico, e por lá passavam blocos e trio elétrico. Os moradores costumavam assistir e, nessa noite, fui com uma amiga. Tentei subir no muro e desequilibrei. Quando eu ia cair ele me segurou. Foi um susto. Até que veio o filho do meu vizinho e nos apresentou”, contou Flávia entre risadas.

Passado o susto, os jovens resolveram aceitar o destino e aproveitaram o restante da noite para um bate papo. “Acabamos marcando para irmos juntos para o segundo dia do bloco. Foi muito bom, rimos, dançamos e acabamos nos beijando”, lembra Flávia, admitindo que as férias programadas para duas semanas alongaram-se para um mês, por conta do romance. Afinal, na época, Flávia era universitária e sabia que a distância entre eles (o jovem estudava medicina em Goiânia) atrapalharia qualquer compromisso sério posterior. Reatar este romance? “O tempo nos afastou, mudei de endereço e ele conseguiu fazer residência médica em Teresina. Acabamos perdendo o contato e como já passou muito tempo hoje seria impossível reatar qualquer romance”. Se para uns os amores de verão são trágicos e deixam mágoas, com a empresária o saldo foi positivo. “Recordo com muito carinho do que aconteceu e afirmo com toda certeza que foi o melhor verão de minha vida até hoje”, finalizou.

por meios virtuais (não que ele seja o meio que e eu mais goste, mas os nossos tempos nos levaram a isso). Foi no verão que acabamos concretizando esta virtualidade”, comentou Paulo. Depois dos “ficas” eles se afastaram naturalmente por conta da rotina, mas nada que possa ter apagado o ocorrido, segundo o advogado de forma bastante positiva: “Nos vemos com uma certa freqüência, mas não rola nada além de um grande bate papo e muitas risadas. Ela fez parte da minha vida, da minha história... por que não dizer que ainda faz? Mulher que eu respeito, admiro e a quem desejo toda a felicidade e sucesso”, finalizou o advogado. Um amor de verão, coisa de momento (às vezes), que balança o coração (sempre)!

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“Descobrimos que tínhamos muita afinidade, mas procuramos não criar nenhum tipo de expectativa. Ele era lindo. Uma pessoa maravilhosa, agradável e divertido”. Se em alguns casos as “paqueras” de verão só rolam nas praias e morrem por ali, no caso da Ana houve um estreitamento: “Conheci algumas pessoas da sua família e amigos também. Até parecia que já nos conhecíamos há anos pelo modo como tudo aconteceu. Terminados as férias, ainda ficamos nos encontrando por umas duas semanas, daí ele teve que voltar para São Paulo”. Sobre as recordações, afirmou a contadora: “só guardo boas recordações deste meu amor de verão”.

O verão terminou. A admiração, não! O advogado Paulo Victor Squires, 24 anos viajou com um grupo de amigos para o interior do Estado e por lá ficou cinco dias isolados da civilização, somente acompanhado de praia deserta, igarapé, o som dos animais da mata e uma pessoa especial. “A paquera começou pouco antes do verão, quando nos conhecemos através de amigos em comum. Logo iniciamos conversas Paulo Victor Squires


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por André Fortes

Curiodidade: o iPad custará em torno de R$ 2mil quando vier ao Brasil.

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A partir dessa edição, traremos esta coluna, apresentando novidades e lançamentos do mundo tecnológico. Seguem os três que logo estarão no Brasil a sua disposição.

iPad

é um dispositivo em formato tablet produzido pela Apple Inc. Anunciado em 27 de janeiro de 2010, o iPad foi apresentado como um dispositivo situado a meio caminho entre um notebook e um smartphone. O dispositivo utiliza o mesmo sistema operacional do iPhone. As especificações técnicas incluem redes sem fio Wi-Fi 802.11n e Bluetooth 2.1, tela touch de 9,7 polegadas, acelerômetro e bússola. O chip foi identificado pela Apple Em março deste ano, a concorrente de peso da Intel, AMD, anuncia o lançamento do processador de seis núcleos, o

Phenom 1090T II X6 (3.2 GHz).

O equipamento chegará no segundo trimestre deste ano ao mercado, e o melhor, terá preço médio de R$ 300,00, praticamente a metade do processador i7 da Intel. Uma grande sacada de mercado, oferecer potência a bom preço.

como A4, de 1 GHz. Seu peso é de 680 gramas e sua espessura é de 1,27 cm. Bateria para 10 horas de vídeo e 1 mês de standby. Possui versões com espaços de 16Gb (o que permite com que você possa armazenar aproximadamente 3 mil músicas em mp3) a 64 GB. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil, porém os interessados podem adquirir através de sites especializados.

O All-in-One (tudo em um), computadores que ocupam menos espaço, deixando o ambiente mais atraente, são a sensação no momento para os apaixonados por compactabilidade. Inaugurados inicialmente pela Apple, os Allin-One já podem ser adquiridos por diversas empresas, a exemplo da Lenovo (foto acima), que terá dois modelos novos Full-HD para esse ano.


106 Paris, Orlando, Salvador, Turquia, Rio de Janeiro, Fernando de Noronha...o que não faltam são belos roteiros no momento de fazer uma viagem. Seja qual for o motivo, viajar proporciona crescimento pessoal e gera boas lembranças. E como viajar é bacana... trouxemos gente que viu e viveu bons momentos para contar um pouco de suas viagens inesquecíveis.


Andréa Reis

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Distribuidora Tupperware PA/AP

Através de seu trabalho frente à Tupperware, Andréa já teve oportunidade de conhecer várias partes do mundo , vários países, nas Américas do sul, central, do norte, Europa e, recentemente, a África. Especialmente fez um tour pelo Sul da África, visitando dois lugares: Sun City e Cape Town. “Em Sun City me hospedei no The Palace of The Lost City Hotel. O único seis estrelas do mundo, com uma floresta tropical, com cascatas e lagos, uma arquitetura impressionante e decoração exótica com motivos africanos. O hotel é um verdadeiro palácio, com grandiosas piscinas e uma linda praia artificial com ondas”. Em Cape Town, hospedou-se no hotel Table Bay. “Fizemos um tour

até a Cape Península, passando por vila de pescadores. À beira da estrada, encontrei muitos macacos soltos pelo acostamento, criações de avestruz, até chegar ao famoso cabo da Boa Esperança, onde pude avistar, a mais de 1600 metros de altura (subi por um bondinho) , a praia do Pinguins (Boulders Beach), e o encontro dos oceanos Atlântico e Índico. Uma paisagem deslumbrante”, contou Andréa. “Conheci também, o Estádio GREEN POINT. E lá fui aos restaurantes: Black Marlin, 221 Waterfront, e o próprio hotel, com o mais completo café da manhã que já vivenciei em diversos outros que estive”. “A minha maior emoção: o safári no Pilanesberg National Park. Zebras, leões, leopardos, elefantes... todos bem de pertinho, pura natureza e o pôr do sol estonteante!”. Durante a noite, Andréa continuou no safári e jantou no Boma Dinner – privativo,

Sun City


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Uma comida especi al que degustou: Carne de avestruz.

Exemplo de prato com carne de avestruz é Ossobuco de Avestruz à Pasárgada.

Uma recordação qu e você trouxe da viagem: Tapetes de peles de animais (são comercializados livremente até dent ro da área de embarq ue do aeroporto).

Fábio Santos

Gerente Comercial da Microdata.

“Posso viajar para onde for, mas no final sempre volto a uma cidade que sou apaixonado, que é Fortaleza. Adoro aquela cidade, que tem de tudo, de aventura ao sossego. Por lá, gosto de ir aos interiores e curtir as praias distantes, como Cumbuco, Canoa Quebrada, Morro Branco e, principalmente, Lagoinha que é lindo!

Nada como acordar e, ao abrir a janela, ver aquela imagem linda da litorânea, com aquele mar azul, o calçadão, as pessoas se exercitando, aquele sol e céu, que encantam qualquer um. Ir para a praia, curtir uma barraca, ouvir e rir com os repentistas, fazer uma massagem, ficar pegando aquele vento e ouvindo o barulho do mar. Quer algo mais relaxante? Fora a infraestrutura para turistas, que não deixa nada a desejar. De noite, ir num bom restaurante, ver um show de humor, dar uma volta no Dragão do Mar, na orla de Iracema e nos bares temáticos. Quero comprar um apartamento lá”, contou Fábio. Melhor passeio que você fez em Fortaleza: Lagoinha. Segundo Fábio, lugar fundamental para ir. “Praia linda e o

passeio ´3 em 1´, onde você sai de “pau de arara” e o guia vai contando as particularidades do Ceará, conta piadas, faz todos cantarem... até chegar no lago das almecegas, onde tem um ponto de apoio e uma água deliciosamente gelada e cristalina, no meio das dunas. Depois chega o barco que faz um passeio entre as dunas, com imagens lindas até chegar na outra extremidade, onde os bugres já aguardam. De bugre, é possível subir algumas dunas, ir a locais maravilhosos para ter uma vista privilegiada da praia e tirar muitas fotos. No final, voltar para o ponto de apoio e almoçar. Mas sabe o que é melhor mesmo? No final de tudo isso, alugar um quadricíclo e refazer o caminho do seu jeito e a sua vontade (com ou sem emoção)”, descreveu.

Uma comida especi al que degustou: Carne de sol , acompanhada com paçoca e baião de dois Recordação que tro uxe da viagem: Alguns quadros, comprados na orla de Iracema e que enfei tam minha casa . Sempr e que olho, bate uma saud ade da terra do sol .

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mesas, tudo ao ar livre, com uma fogueira e dança africana. “Você se sente isolada, realmente no meio da selva.... muito especial”.


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S

em ânimo para dar andamento em seus projetos de vida? Saiba que isso agora pode ter fim, e o segredinho está na técnica do Coaching. Conversei com Samantha Freitas (35), profissional da área, que nos explicou um pouco sobre como dar aquele “up” na autoestima e ir à luta. Para quem não sabe, o coaching é uma ferramenta que existe para melhorar qualquer aspecto da vida pessoal ou profissional. Uma espécie de acompanhamento para que você possa melhorar a performance humana. Em poucas palavras, o trabalho real do coaching é fazer com que o cliente atinja uma meta, um objetivo.


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Mas atenção, coaching em nada tem a ver com a terapia ou com a psicologia, que trabalham o passado tentando entender possíveis traumas do presente. O coaching precisa mapear seu passado apenas para selar o que ficou para trás. Nesta técnica, o presente é o principal foco com prospecção para o futuro que se deseja. Outro ponto diferente de outras ciências é que o processo tem começo, meio e fim, utilizado como um gerador de novas perspectivas. Acontece da seguinte forma: você procura o profissional de coaching, ele traça um plano de ação onde estarão enumeradas as suas prioridades e, em até 12 sessões, você poderá estar preparado para ir à luta. Donas de casa, médicos, empresários, adolescentes, profissionais liberais, todas as pessoas e de todas as idades estão aptas a fazerem o coaching. Quem nunca teve baixa estima? Quem nunca passou por algum fato na vida que tenha abalado aquela alegria e força de viver? “O coaching lhe assegura autoconhecimento, autocontrole e autoestima elevada. Ajuda a descobrir seus valores como ser humano, quais são seus limites, o que você ganha e


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cada coisa...seja na saúde física, mental, no relacionamento a dois, profissional...”, salienta Samantha. Em ano eleitoral, os políticos têm procurado muito a técnica do coaching. Segundo a profissional, “eles têm ido atrás da técnica do coaching porque querem ter facilidade de falar em público, para encarar multidões e manter um sorriso forte, uma expressão que convença”, entrega. Para ela, a técnica tem ajudado também crianças que não mantêm bons relacionamentos com seus pais, adultos que não se reconhecem bons educadores, mulheres que sofreram traumas na vida pessoal, homens que não são felizes com seus trabalhos.“ Nós temos que perceber que muitas das frustrações humanas são geradas a partir de uma sabotagem, seja oriunda do marido, esposa, amigos e/ou pessoas próximas. O grande motivo de existência do coaching é que a pessoa tenha foco e que tenha ações permanentes para atingir um objetivo. A felicidade é o que buscamos com o coaching”, finaliza. E então leitor, cabisbaixo? Sem foco? Na dúvida do que priorizar na sua vida para ser feliz plenamente? Buscando qualidade de vida? O coaching está aí no mercado (ganhando muitos adeptos) para te ajudar a correr atrás disso. Fica a dica.

Samantha Freitas

Segundo a técnica do coaching, estes são os benefícios dos adeptos: • Desenvolvimento da autoestima e autoconfiança • Acesso a sabedoria interna • Recursos internos potencializados e aplicados • Mudanças de crenças, eliminação de limitações e bloqueios • Congruência interna (pensar, sentir, agir) • Melhorias no relacionamento • Planejamento pessoal e profissional • Visão e conquista de seus objetivos de vida • Equilíbrio • Realização, sucesso, prosperidade Samantha Freitas

Email: sam@amazon.com.br

Cel: (91) 9144-6311


No verão não dispensamos uma ida à praia. Mas, para o passeio não se tornar um pesadelo, é preciso tomar alguns cuidados.

Dra. Gilmara Silva Nutricionista

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número de alimentos irregulares que são vendidos nas praias é enorme, e muitos desses podem levar os consumidores ao hospital. Nessas horas, as pessoas optam pela praticidade na alimentação, ingerindo petiscos na praia. Porém, devem ter muita precaução para evitar que problemas de saúde comprometam o lazer. Vale lembrar que alimentos de origem duvidosa podem causar problemas graves, como, por exemplo, infecção intestinal e gastrenterite.

Esteja atento • Priorize os picolés de frutas embalados ao invés dos sorvetes, em geral, são menos calóricos e sua manipulação é menor evitando, desta forma, a contaminação. • Quando às bebidas, recomenda-se que optem por água mineral, água de côco, mates e guaranás naturais industrializados, nada de consumir bebidas vendidas em galões que você não conhece a procedência da água, não sabe se ela é filtrada ou não. • Cuidado com o sanduíche natural caseiro que, normalmente, leva maionese e produtos industrializados,

como atum ou patê, que facilmente se deterioram com o calor. • Quando for escolher um lugar para fazer uma refeição, verifique se o local é confiável, está limpo, organizado, se os funcionários trabalham de forma higiênica. Aqui vão umas dicas para ajudá-lo a seguir uma alimentação mais saudável: • Diminua a quantidade de gordura utilizada em suas receitas. Substitua o leite integral, por exemplo, pelo desnatado, carnes fritas ou empanadas por grelhados; • Evite o excesso de sal, pois ele causa retenção de líquidos. Procure outras formas de intensificar o sabor de suas refeições, abuse de temperos e ervas; • Inclua mais verduras de cores variadas e frutas em suas refeições; • Introdução em sua alimentação pães, cereais, arroz, e biscoitos integrais, assim como a ração humana, pois estes alimentos são ricos em fibras, e por proporcionarem um lento esvaziamento gástrico, promovem a sensação de saciedade; • Não vá para a praia com fome, faça o desjejum mesmo que você acorde mais tarde, assim você resistirá mais às guloseimas e ao calor.


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Por Fernando Araújo

Q

uem nunca pensou em poder estar melhor aparentemente que atire a primeira pedra, aliás há quem se dedique a isso dia e noite. Diante desta realidade, a Revista Bacana traz nas próximas linhas, a palavra de especialistas que explicam o motivo desta necessidade, estatísticas que comprovam este desejo de perfeição e histórias de dedicação, renúncia e sacrifício em busca da beleza desejada. Não condenamos o desejo de ter o corpo enxuto de Gisele Bündchen, tão pouco que é exagero querer alcançar o abdomem do Gianecchini. Vamos apenas discutir até que ponto esta busca pode ser saudável. Para que você tenha uma ideia, o Brasil registrou 1.252 operações

estéticas por dia, entre setembro de 2007 e agosto de 2008. Os dados são da pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP/ www.cirurgiaplastica.org.br). O levantamento revela também que, pela primeira vez, os implantes de silicone (96 mil) ultrapassaram as lipoaspirações (91 mil), até então a preferida dos brasileiros. As mulheres foram as que mais procuraram os procedimentos estéticos: 402 mil, contra 55 mil homens. Para fazer um comparativo, em todo o ano passado, foram feitos 116.821 procedimentos cardiovasculares no País, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.


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Vaidade que ultrapassa gerações Veja o caso de Natasha Rodrigues, 23 anos, estudante de Direito. “Desde criancinha, minha mãe sempre gostou que eu andasse arrumada mesmo em casa, cabelos sempre ‘penteadérrimos’ e um ‘batonzinho’ pra criar uma pequena vaidade na criança (eu). Confesso que na minha adolescência eu não me liguei tanto nisso, mas logo quando entrei na faculdade, com 17 anos, vi que era necessário me arrumar, afinal de contas, a primeira impressão é a que fica. Você conhece alguém que goste de passar uma má impressão?”, devolveu a estudante. A busca por uma imagem “apresentável” fez com que Natasha fosse além das simples produções em looks. Sem disposição para academias, e comodista confessa, ela assume: “É mais fácil entrar na faca. Já fiz algumas cirurgias plásticas e quero fazer outras. Ao contrário de muitas mulheres, eu não vejo problema nenhum em falar das mexidinhas que já dei no meu corpo. Considero que nenhuma foi desnecessária, mas uma delas, a prótese de silicone mamária, que coloquei aos 17 anos, poderia ter esperado mais 1 ano. Porque logo depois engravidei da Nina, minha filha de 4 anos de idade. E

hoje vejo a real necessidade de trocar a prótese”. “Também sou viciada em maquiagem. Esta influência veio de minha mãe e minhas tias que são ‘peruérrimas’. Esta loucura por maquiagem já passei inclusive a minha filha, que já tem sua maleta de maquiagem com blush, sombras e muito gloss. Eu propago esta vaidade as minhas amigas. Gosto de vê-las lindas, adoro dar dicas e prepará-las pra night. Sou do tipo que não posso ver alguma coisinha diferente sobre maquiagem que fico sem R$1, mas compro”, finalizou entre sorrisos.

Imagem moldada Quem nunca desejou o corpo da ex-dançarina Carla Perez, construído pelo bisturi e divulgado sem problemas por ela. Quanto custa em média, ser uma Carla Perez? Consultamos cirurgiões plásticos e, para quem quiser fazer exatamente tudo o que a apresentadora de TV fez, veja: Cirurgia plástica no nariz: R$ 5.000 Tratamento de pele: R$ 3.600 Prótese nos seios (220 ml): R$ 7.000 Tratamento de gordura e celulite: R$ 6.000 Lipoaspiração: R$ 7.000

De forma natural... Mas há quem nunca tenha feito cirurgias plásticas e opte pelos métodos naturais para atingir o corpo desejado. Cristina Barros, administradora da Academia Corpore Fit, afirma que uma parte do público busca sim estética (público mais jovem), mas há alunos que buscam qualidade de vida. “Procuro atrair todos os tipos de públicos, faixas etárias e satisfazer os mais diferentes objetivos, mas certos períodos do ano evidenciam sim uma busca nítida pela estética. Por exemplo, nos meses de maio e junho, que é quando a academia fica lotada, uma evidência de que as pessoas estão vindo pensando em preparar o corpo para o verão, para as praias no período de julho. Isso também acontece de setembro a dezembro, quando elas se preparam também para as festas de final de ano. Momento em que vão encontrar parentes, amigos e turistas”, conclui a administradora.

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Natasha Rodrigues e sua filha Nina

Refletindo sobre a beleza... Consultamos a psicóloga Karla Lobato. Segundo ela, esta inquietação pela busca do belo começa quando o indivíduo percebe o outro como diferente e passa a admirá-lo. “A busca pela melhor aparência se dá por inúmeros fatores, entre eles, pela mídia que influencia essa obsessão, pois dissemina a ideia do que é aceito e do que não é. Um bom exemplo são as celebridades que recorrem à busca constante pela melhor aparência e propagam formas e métodos para alcançar a sonhada perfeição. Citaria também a maior valorização da opinião alheia em detrimento da sua, aí vem a cobrança dos amigos, namorados, colegas de trabalho... além do medo de

Em suas horas vagas, Cristina Barros, administradora da academia Corpore Fit, atende como Personal Trainer.


envelhecer, a possibilidade de utilizar determinado recurso como alternativa de mudança radical e, assim, a resolução de um problema imediato”, enumera a psicóloga. “O exagero pode trazer sérias consequências físicas e psíquicas, entre as quais destaco as mutilações, sequelas neurológicas e o comprometimento da tão famosa autoestima. Em uma breve avaliação psicológica, de um modo geral, falamos de pessoas extremamente perfeccionistas, com

grave comprometimento da autocrítica, e imediatistas. Por isso, recorrem à resolução rápida aos seus objetivos e exageram sem se darem conta que exageram. A família, os amigos, bons profissionais têm por obrigação sinalizar quando isso ocorre”, finaliza Karla. Então, pense, reavalie suas prioridades e seja feliz! Só não esqueça que a beleza interior vem de dentro e, se a beleza externa conquista num primeiro momento, é a interior que apaixona para o resto da vida.

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Dra. karla Lobato

As avaliações devem ser periódicas e sucessivas, permitindo uma comparação para que possamos acompanhar o progresso do avaliado com precisão, sabendo se houve evolução positiva ou negativa. Dessa forma, é possível reciclar o programa de treinamento e estabelecer novas metas.

O prof. Eiji Jr. chama a atenção para a realização da avaliação física antes da prática de qualquer exercício.


Bacana é ter cultura Uma canção, um bom livro, aquele filme que marcou sua vida... Coisas que dão novo significado aos nossos dias e ampliam nossa visão de mundo. Convidamos pessoas, de diferentes profissões e idades, para dividir conosco algumas experiências. Confira:

Leitura com Apoena Augusto – Gerente de Marketing do grupo Visão.

O livro é uma viagem fascinante aos bastidores do Reino Encantado, pois captura a essência de uma das culturas mais centradas no cliente, em todo o mundo. Mas o melhor de tudo é que ele nos obriga a investigar a própria empresa e, consequentemente, nosso comportamento diante do mundo dos negócios através de uma linguagem simples, objetiva e bem humorada. Ouvindo uma canção com Euna Borges Ferreira Analista de Sistemas na Rede Sysdata. Várias músicas marcaram e marcam a minha relação com meu marido, mas tem uma que marcou uma reconciliação nossa.

Em 2004, estava com uma amiga que se chama Ivana e ela me perguntou: “Amiga, você já escutou a nova música da Adriana Calcanhotto?”. Prontamente escutei a música e percebi que ela era a minha cara e a de meu marido. O nome dela é “Fico Assim Sem Você” e desde então quando escuto lembro o quanto ele é importante pra mim e que a minha vida não tem sentido quando ele não está por perto. Trecho: “Avião sem asa, fogueira sem brasa, Sou eu assim sem você, Futebol sem bola, Piu-Piu sem Frajola, Sou eu assim sem você...”

Assistindo a um filme com Roberto Rodrigues – Diretor do Hotel & Spa Martan

Os Sete Crimes Capitais, Filme de Drama, com Direção de David Fincher, tendo como principais atores Morgan Freeman, Brad Pitt, Daniel Zacapa, Gwyneth Paltrow e John Cassini.

No papel do Detetive Somerset (Morgan Freeman), a apenas uma semana de sua aposentadoria, é destacado para tentar desvendar um serial killer, que comete seu assassinatos seguindo a ordem dos sete pecados capitais: avareza, preguiça, vaidade, gula, cólera, cobiça e a luxúria. Portanto, para cada pecado capital, o assassino comete um crime, diretamente relacionado a cada pecado capital. O filme é instigante e extremamente dinâmico, pois leva o espectador à ânsia de tentar descobrir o autor dos crimes, no desenvolver do filme. Seven concorreu ao Oscar de melhor edição e está na lista oficial dos 100 melhores filmes do século XX. Mesmo já com um certo tempo de “rodado”, para os bons amantes de filmes de suspense/drama, é peça única que não pode deixar de ser assistida, pois ele é garantia de atenção total ao filme, desde o início até o fim. O filme em si foge das mesmices de outros roteiros, leva o espectador a raciocinar e acompanhar a todos os instantes a uma dinâmica extremamente interessante.

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Livro: Nos bastidores da Disney Os segredos do sucesso da mais poderosa empresa de diversões do mundo. Autor: Tom Connellan Editora: Futura Preço: R$ 38,60


Merenda Escolar/ Escola Amílcar Tocantins

zona rural, quatro escolas têm a lousa: José Dimax, Pedro Resende Bastos, Comunitária do Uraim e Expedito Bragança. A educação especial também está incluída no processo de inclusão digital. Paragominas já possui cinco salas de recursos Multifuncionais a até o final de 2010, serão 12 salas para atender os alunos que requerem cuidados especiais.

Não existem fronteiras para a educação A Secretaria Municipal de Educação possui um mix de programas e serviços que fazem do ensino de Paragominas um dos melhores do estado e do Brasil. O aluno que quer estudar encontra nas escolas municipais condições reais e humanas para seguir em frente e recebe todo o incentivo, até mesmo aquele que por muitos motivos não tiveram chances de estudar durante a infância e recuperam o tempo perdido na Educação de Jovens e Adultos – EJA. Esses também são beneficiados. Além de consumirem a merenda que é fornecida aos pequenos pela manhã/tarde, ainda têm o direito de realizar consultas oftalmológicas, cirurgias de catarata e óculos de graça para quem têm problemas de vista. Para receber o benefício, basta freqüentar as aulas. Além disso, a prefeitura dá um desconto de 50% no IPTU e o material didático. O resultado: em cinco anos, foram alfabetizados mais de 7 mil alunos. “Nós acreditamos que se faz uma sociedade mais justa com a educação igualitária e que dá condições para as

pessoas estudarem. Nosso programa de erradicação do analfabetismo é tão forte que, a cada ano, o número de matriculados diminui. Isso significa que o número de analfabetos está também diminuindo. Já temos dificuldades de encontrar pessoas que não saibam ler e escrever. Para nós, isso é mais que uma vitória. É uma garantia de dias melhores para a nossa população”, afirma o prefeito. Para chegar às escolas, os alunos que moram longe vão de transporte escolar, seja em ônibus, vans, carros pequenos ou barcos. Até bicicleta já foi doada pela Secretaria de Educação para aquele aluno que não tem como chegar à escola. Por isso, o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki recentemente foi homenageado pelo Ministério Público do Trabalho com uma comenda, pelo excelente resultado que vem obtendo no combate ao trabalho infantil. O MPT escolheu o município para desenvolver o projeto “MPT na Escola”, que utiliza ferramentas pedagógicas junto às crianças de três escolas municipais, com temáticas que visam o combate da prática de trabalho. O trabalho deu tão certo que o MPT já estuda estender o projeto à outras escolas e levar a experiência à Brasília. Quem visita Paragominas, não vê crianças nas esquinas pedindo esmolas ou se prostituindo. Prova de um trabalho sério à frente da Secretaria de Assistência Social. Mas, bem, isso é outra história.

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eis vezes campeã da merenda escolar, projetos pioneiros no processo ensino-aprendizagem, salas de aula com lousas interativas são realidades de um dos municípios que mais crescem no Pará. O empreendedorismo não é qualidade apenas do setor privado brasileiro. Ver oportunidade onde muitos enxergam problemas é a marca da administração municipal de Paragominas, no nordeste paraense. E para que essas “possibilidades” apareçam, não é só a economia que é alavancada com projetos economicamente sustentáveis, mas programas sociais que devolvem ao povo o direito de sonhar. E realizar. Em Paragominas, a Secretaria Municipal de Educação contabiliza 33 escolas na zona urbana, 55 na zona rural e 11 em área indígena. E todas com a mesma qualidade de ensino e infraestrutura. Flávia Lima de Souza é mãe de sete crianças e uma delas, o pequeno José Fernando, de apenas sete anos, cursa a 2ª série na escola Cinthia de Lira Moura, no bairro Nagibão, distante do centro de Paragominas mais de 12 km. Ela conta que o filho não falta nem um dia de aula. “Meu filho é muito feliz estudando aqui, pois na escola ele tem boa educação e alimentação de qualidade”, afirma a mãe. E alimentação é algo levado muito a sério pela atual administração. Não é à toa que o município já ganhou seis vezes o prêmio “Gestor Eficiente da Merenda Escolar”, que conferiu à Paragominas o título de melhor merenda do Brasil. O prefeito Adnan Demachki gosta de dizer que nas escolas não se dá merenda, se

dá almoço ou janta. “Nós oferecemos alimentos saudáveis aos nossos alunos, não só uma merenda. Levamos em consideração o fator nutricional, por isso que no prato das crianças, tem folhagens, leguminosas, carnes e frutas”, explica. E, ele ainda não está satisfeito. Este ano, entra no cardápio escolar, frango caipira e sucos de frutas, feitos através das polpas produzidas pelos pequenos produtores da região. O segredo para uma educação de qualidade é o investimento em infraestrutura e conhecimento para os professores. Todos os 800 professores de rede municipal de Paragominas possuem nível superior completo e 1/3 tem pósgraduação. Atualização pedagógica, por meio de cursos de reciclagem de conhecimento é uma constante para a Secretaria de Educação. E, também por apostar em inovações de todos os tipos, mais uma vez, Paragominas é pioneira: é a única cidade em todo o estado a ter as modernas lousas interativas. Mas, para que serve a lousa interativa? Muitos podem se perguntar. Na era da modernidade, a lousa dá ao aluno a oportunidade de navegar pelo mundo e aportar em portos de oportunidades, como empregos melhores e a infinidade de conhecimento que a rede proporciona a quem sabe usá-la. Em sala de aula, o professor pode abordar um tema e pedir a ajuda da internet para conhecer mais dele ou mesmo, realizar trabalhos com os alunos, tudo isso sem sair da sala de aula, proporcionando uma interatividade que só o meio digital pode dar. A lousa está presente em todas as escolas municipais que possuem laboratório de informática e, experimentalmente, em todas as salas de aula da Escola de Ensino Fundamental Sônia Terzella, no bairro Promissão 2. Na

Merenda Escolar/ Escola Amílcar Tocantins

Paragominas: uma revolução na educação pública do Pará


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Por Fernando Araújo

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uita gente por aí tem perfis no Orkut, Twitter, Facebook, Sonico, MySpace (esqueci algum outro conhecido?) e gasta horas por dia postando e lendo o que amigos, conhecidos e desconhecidos escrevem. Quem sente que as redes sociais têm ocupado cada vez mais o seu tempo pode ter razão. Em um estudo realizado pelo Retrevo, site de vendas focado nos consumidores de eletrônicos, 48% dos entrevistados afirmaram que atualizam o Facebook ou o Twitter assim que acordam ou antes de dormir. Na faixa etária até 25 anos,

19% atualizam as redes sociais caso acordem de noite, e 11% dos usuários acima dos 25 anos garantiram que fazem o mesmo. Além disso, grande parte dos entrevistados afirmou não se importar ao ser interrompido com mensagens eletrônicas, mesmo em uma refeição ou até durante o sexo, conforme informações do site Ars Technica. Exageros à parte, consultamos duas pessoas que dão um tom bem diferente a isso tudo. E olha que legal. Para quem pensa que só o universo jovem está imerso nas redes sociais, veja.


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Luiz Costa

Produtor cultural e radialista, Luiz Costa, o Luizão, de 56 anos, usa as redes para divulgar com rapidez e eficiência os eventos que realiza e dos quais faz parte. “Comecei com Orkut e Facebook, mas agora estou também no Twitter e My Space. Não tenho preferência. Todos me dão a possibilidade de me comunicar com amigos no mundo inteiro, me atualizar com notícias bombásticas que a imprensa não tem coragem de colocar em seus veículos de comunicação”, disse Luizão, que trabalha com eventos há 30 anos e encontrou nas redes uma nova forma de divulgação e de obter feedback de seus clientes. Gente de talento também precisou se comunicar para fazer valer suas produções. É o caso de Roseane Ferreira, de 47 anos. Administradora e

Facebook do Luiz: luizguilhermecostac@gmail.com “operária” das letras (como ela mesma se denomina), aderiu ao Facebook, Myspace, Orkut, Sônico, Twitter e etc, a fim de divulgar suas produções literárias. “Navego no ambiente da Internet em sites de relacionamento e LíteroPoéticos, visando a divulgar os meus escritos, poesias, contos e crônicas. No geral, publico em páginas de Poesia Virtual”, comentou Roseane, que considera as redes uma forma ‘poderosa’ de alcançar um grande público. “Escrever para mim não é um hobby, é uma necessidade e na Internet encontrei uma forma de expor meus trabalhos. A Rede é infinita e acessa o mundo todo, o que me possibilita ser

lida e visitada por pessoas dos diversos continentes, das mais variadas regiões e isto, de uma forma muito simples, concede visibilidade ao que faço extraprofissionalmente”, comentou. “Ainda não tenho um retorno como gostaria, mas já começo a colher alguns pequenos frutos disto. Uma divulgação leva a outra e o rol de leitores se amplia absurdamente. Recebo e-mails, comentários de pessoas do mundo inteiro. A proposta de publicação irrecusável ainda não veio, mas sinto que se aproxima a hora de colocar no papel tudo que está espalhado pelo universo da virtualidade literária”, finalizou a administradora, que aproveitou para deixar alguns dos endereços onde estão expostos seus trabalhos: • No Twitter: http://twitter.com/ Roseanezinha. • blog: anezinha-oessencialinvisvela osolhos.blogspot.com/ • Recanto das Letras: http://recantodas letras.uol.com.br/autores/anezinha.

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Roseane Ferreira

Escrever é como febre “Sinto ardendo, desejosa da palavra como se a boca secasse. Inquieta em aflição, por pouco um delírio. Escrever é como febre que dá no corpo, que dá na alma, ardendo o pensamento. E tal como febre, alivia com o pôr pra fora as ideias, sara com o remédio da escrita, quanto mais fluem ideias, mais perto da normalidade. Mais perto da sanidade. Insana Sanidade”, Roseane Ferreira.


“Na verdade já possuí uma conta no Orkut. Entretanto, percebi que estava perdendo muito tempo com isso e resolvi excluir.”

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Adriana Bandeira

Um peixe fora da “Rede” Na contramão desta realidade temos Adriana Bandeira, de apenas 28 anos, que não é usuária das redes sociais. “Na verdade, já possuí uma conta no Orkut. Entretanto, percebi que estava perdendo muito tempo com isso e resolvi excluir. (...) Estava começando a ficar presa dentro do meu próprio notebook. Não conseguia ficar cinco minutos sem atualizar o Orkut, pra saber se alguém tinha postado algum recado. Isso tudo começou a atrapalhar no meu trabalho, porque dispersava muito minha concentração. O meu trabalho exige concentração para elaborar minhas peças e, às vezes, quando percebia, estava lá vendo meu Orkut e cheia de trabalho para terminar”. Apesar de ter se “excluído” deste mundo, Adriana Bandeira reconhece que as redes sociais têm lá suas vantagens

se bem administradas. “Não posso negar que atualmente é muito difícil você encontrar alguém que não possua Orkut, Twitter, Blog... Talvez isso faça com que, muitas vezes, eu me sinta excluída, pelo fato de não poder compartilhar algumas coisas. Um exemplo: se você quiser sair com amigos, não precisa mais ligar pra cada um confirmando. Basta você enviar um recado pelo Twitter, por exemplo, e aí todos ficam sabendo”, comentou a jovem advogada. “Estes tipos de redes sociais são uma ferramenta de acesso incrível, mas acredito que qualquer pessoa consegue viver sem as mesmas. Apesar da agilidade com que as informações se propagam, essas mesmas informações podem ser repassadas de outra forma como telefone, jornais e até mesmo em revistas, como essa”, finalizou. Redes sociais, usar ou não, eis a questão! Eis uma boa sugestão para seu próximo post!


e u q eu m o C oupa r ou? v

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Com que roupa sair? Convidamos duas pessoas que sabem bem driblar esta dificuldade e que saem cheias de estilo por aí para cumprir suas agendas. Confira:

Joy Colares, no diaa-dia do trabalho, usa roupas sociais. Para o passeio, faz a opção por camisas polos, jeans e tenis.

Karen Macedo, prefere roupas leves e de cores claras para ir ao clube. Para um jantar, aposta no pretinho básico.


Bacana Bom de Garfo Com Ronaldo Sartori

Polenta Recheada (porção p/6 pessoas)

Ingredientes: • 3 xícaras de amido de milho • 300g de carne moída • Cebola, alho, pimenta e sal a gosto • Extrato de tomate • Queijo ralado.

• Para 3 xícaras de amido de milho, despeje na panela 5 xícaras de água. Movimente bem, em fogo baixo, para que não fique embolado. • Em outra panela, junte a cebola picada, alho e pimenta a gosto e frite com azeite. Despeje a carne moída e cozinhe junto com o extrato de tomate. • Em um refratário (recipiente de vidro), despeje uma camada do amido de milho, já cozido, e outra de picadinho e no topo adicione o queijo ralado. Sugestão: o prato pode ser acompanhado de vinho tinto.

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Modo de preparo:


PELE 142

QUE

FALA E

las são um charme e já se tornaram algo comum entre todos. Significativas e para vida toda, as tatuagens carregam significados e uma importância enorme para quem faz esta opção. Convidamos algumas pessoas a contar o porquê de suas tattoos e o que as motivou nesta decisão.


Ana Carolina Proença – Jornalista. “Sempre encarei as minhas tattoos como acessórios permanentes e jamais me arrependi de ter feito alguma. Gosto de motivos bem femininos e hoje nem sei quantas tattoos eu tenho espalhadas pelo corpo. Todas em lugares bem visíveis. Tenho horror àquelas tattoos em partes íntimas, as considero um terror de cafonice. Dentre as tantas, possuo três especiais. 1 - Um conjunto de três estrelas, sendo que duas representam as minhas duas meninas, e a terceira, é a Estrela de David, um símbolo judaico, um dos mais fortes do mundo em termos de proteção. Como morei algum tempo em

Israel, a estrela, assim como as meninas, irão me acompanhar pelo resto da vida. Afinal, nada acontece por acaso.

Luiz Carlos Júnior – Empresário. “Todas as minhas tatuagens têm fortes significados pessoais. Por exemplo, tatuei o rosto da minha mãe em um braço e o rosto do meu pai no outro. Desta forma, eu teria comigo para sempre as duas pessoas mais importantes da minha vida, as duas únicas pessoas que me amam incondicionalmente e com quem eu realmente sempre poderei contar. O que para muitas pessoas pode parecer uma bonita homenagem, para mim é mais que isso, é principalmente um gesto de gratidão e reconhecimento. Pois acompanhei as

inúmeras lutas e renúncias que ambos tiveram que enfrentar para nunca nos faltar nada. Devo tudo que sou a eles. Mesmo tendo feito minha primeira tatuagem aos 18 anos, nunca fui adepto da tatuagem por empolgação, ou seja, tatuagens sem significado. Acho que isso é uma coisa séria e definitiva, para ser tratada como modismo. Acredito que a tatuagem deva expressar a personalidade da pessoa”.

“Minha tatuagem é autoexplicativa. É uma frase que tenho nas costas que diz: “Livrai-me de todo o mal... amém”. Fiz para me proteger das pessoas invejosas logo quando saí do BBB. Eu sempre quis uma frase bíblica e, na ocasião, essa foi perfeita. Escolhi nas costas porque é dessa maneira que as pessoas falam mal de você, nunca de frente, e é também quando dou a oportunidade de desejar, a quem tem inveja, que Deus proteja essa pessoa de todo o mal também no momento em que ela lê a frase e faz esta reflexão”.

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Thaís Macêdo – Psicóloga.


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Ângela Carlos – Intérprete. “Uma de minhas tatoos tem a ver com minha carreira. Elas formam um conjunto de quatro estrelas. Surgiu através da frase “agora sou uma estrela” da minha inspiração Elis Regina, uma intérprete que chamo de ´emoção´. Guardei esta mensagem e tatuei a 1° estrela no ombro e as demais foram surgindo de acordo com a evolução da minha carreira”.

Breno Valle – Publicitário. “Uma de minhas tatuagens é no pé. Uma homenagem feita a minha avó, que foi quem praticamente me criou, uma espécie de segunda mãe. Sempre tive vontade de fazer uma tatuagem no pé, mas nunca chegava

a um desenho que me agradasse, foi aí que pensei no nome dela, que além de ser bem diferente (Clermens), seria uma forma de homenageá-la. Foi muito engraçado quando cheguei em casa e disse: “Vó, tenho uma surpresa pra te mostrar” daí mostrei o pé com o nome dela tatuado. Ela disse: “Mas meu filho, por que no pé? Meu nome no pé, eu hein”. O silêncio se estendeu na sala e rapidamente tive uma luz e respondi: “É porque a senhora é a base de tudo vó, por isso escolhí os pés pra representar esse alicerce” (risos). Pra mim, homenagem tem que ser quando a pessoa tá viva e por isso a razão de ter feito com minha avó viva. Tenho 5 tattoos no total, mas esta, sem dúvida, é a que mais gosto”.


BacanaEntrevista

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É possível , legalmente, a mudança de prenome após a alteração do sexo? Não. A legislação não permite a mudança do prenome (que se costuma chamar de nome), salvo em hipóteses de erro material no assento de nascimento, ou seja, se o nome que constar na certidão de nascimento divergir do nome verdadeiro. A legislação é omissa em hipóteses de alteração de sexo. Porém, os artigos 4º e 5º da LICC-Lei de Introdução ao Código Civil, possibilitam ao julgador decidir com fundamento em princípios gerais de direito, de forma a garantir os fins sociais da lei e as exigências do bem comum.

Qual seu posicionamento sobre este tema?

Já me posicionei favorável à mudança do prenome quando analisei o primeiro caso que chegou ao Tribunal de Justiça do Estado do Pará. A pessoa nasceu com características genitais de homem, mas se considerava mulher. Fez tratamento

endocrinológico e psicológico e, após cirurgia, mudou de sexo. Assim, não houve outra saída senão deferir o pedido de alteração do prenome e determinar a redesignação de sexo no registro para constar “feminino”, consignando-se, ainda, que o motivo da mudança não fosse averbado no registro civil, tudo com base no princípio da dignidade humana.

Juiz Leonam Gondim da Cruz Júnior.

No Pará, estes casos vêm sendo interpretados de que forma?

Com muita parcimônia. Veja, no caso analisado por mim, a ilustrada Juíza que prolatou a sentença contra a mudança do prenome argumentou que a Constituição Federal protege a família como base da sociedade, formada pela união entre homem e mulher (casamento ou união estável). Também defendeu a impossibilidade de união homoafetiva, e, assim, não seria segura a alteração no registro civil, eis que poderia ocasionar erro em terceiro e prejuízos em situações específicas, como o caso de licença maternidade, serviço militar e aposentadoria.

Como fica este nome registro? Tem de ficar claro que houve alteração do sexo?

Entendo que, para evitar erro ou constrangimento, não deve constar nenhuma observação no registro sobre a alteração de gênero, pois, do contrário, será afetada a dignidade, a privacidade e a liberdade da pessoa, que passará por desconforto espiritual, temendo quando tiver que apresentar sua documentação.

No caso das cirurgias, para mudança de sexo, é possível também além de alterar o prenome, alterar o sexo descrito nos documentos? Sim, o gênero deve corresponder ao prenome. O objetivo é não expor a

pessoa. Portanto, não pode haver contradição entre o prenome e o gênero (sexo).

Qual caminho percorrido por quem quer mudar o registro?

A pessoa deve necessariamente ser submetida a tratamento adequado a fim de comprovar o desvio de comportamento sexual, ou seja, que tem convicção de pertencer ao sexo oposto. Assim, com a prova técnica, deve buscar o Poder Judiciário, ressaltando-se que cada caso é um caso.

Quais os parâmetros analisados pela justiça para permitir tais alterações?

Acho que o ponto nodal é o comportamento. Segundo pesquisa, o transtorno de identidade de gênero é originado nas esferas cerebrais, em fases iniciais de gestação, como consequência de um bombeamento hormonal que imprime ao encéfalo características anatômicas e funcionais do gênero oposto.

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Há mudança de nome com a alteração de sexo?

ara nos ajudar a entender os meios legais para que uma pessoa possa ter seu nome modificado após passar por uma cirurgia de mudança de sexo, convidamos o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Pará, Leonam Gondim da Cruz Júnior. O magistrado, chegou ao Judiciário através do Quinto Constitucional, em vaga pertencente à Ordem dos Advogados do Brasil, Seção do Pará. Antes, exerceu por 18 anos a advocacia, foi conselheiro e membro do Tribunal de Ética da OABPA, além de ser especialista em Direito Agrário e pós-graduado em Direito Civil e do Consumidor. Recentemente, Leonam Cruz Júnior foi relator em um processo histórico no TJE-PA que permitiu, pela primeira vez no estado, a mudança de nome de um cidadão que passou por uma cirurgia de mudança de sexo.


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Por Fernando Araújo

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uem nunca deu uma segurada no orçamento porque estava reservando aquela graninha especial para curt ir dias de férias? Com eles não foi diferente, só que o destino da suas economi as e do tempo que iriam dispor para aquele lazer ficou para depois.


Vívia Ferreira

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Investindo em outros sonhos 1.400 reais. Este era o valor que a jovem tinha reservado para curtir suas férias. Quantia dada de entrada no imóvel financiado pelo plano do Governo Federal “Minha casa, minha vida”. Segundo ela, um passo importante em sua vida: “Não foi tão fácil abrir mão das minhas férias. Elas sempre significaram pra mim viajar, sair da rotina, mas esta oportunidade eu precisava agarrar

agora. Procurei pensar no sonho que estava realizando e hoje peço a Deus que continue me abençoando, me dando saúde para poder trabalhar e para pagar o financiamento que fiz. Estou muito feliz com esta escolha”, finalizou Vívia, que hoje mora na companhia da mãe e de seus dois irmãos mais jovens.

Tempo de investir nos estudos Quem também precisou fazer uma difícil renúncia foi a Tássia Ferreira, 26 anos, nutricionista paraense que hoje reside em São Paulo. Longe da família e dos amigos ela dedica seu tempo aos estudos na Universidade Federal de São Paulo - UNIFESP, aonde é mestranda do Departamento de Medicina Preventiva, lotada no Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva. Com tamanha responsabilidade e com agenda lotada de

compromissos tudo que ela mais deseja é ter tempo livre para voltar a Belém para rever a mãe e também a Macapá, onde estão outros familiares. Porém matar a saudade ficará para depois. Ansiosa por dias de férias para o reencontro com os entes queridos, ela precisou investir seu precioso tempo em outra coisa que não a volta a sua cidade. Decisão difícil segundo ela: “Decidi dispor do tempo que teria para viajar para concluir minha tese de mestrado. Nessa fase, a dedicação e a concentração são imprescindíveis, é preciso foco. Tenho até o fim de agosto, começo de setembro, para a defesa. Espero que, no fim de julho, a tese já esteja sendo enviada para a banca avaliadora. É uma fase em que, como tudo na vida, precisa ser concluída. É hora de dedicação para que tudo termine bem. Tenho um objetivo firme, traçado. Pretendo acabar o mestrado agora e já entrar no doutorado”, finalizou a determinada mestranda que pretende seguir carreira como docente.

Reorganizar a casa e apostar na qualidade O Fonoaudiólogo Fabrício Peixoto, 30 anos, diretor administrativo do Centro de Pós-Graduação da Escola Superior da Amazônia (Esamaz), normalmente aproveita o mês de julho para viajar e esfriar a cabeça do correcorre de seu dia-dia, mas este ano vai fazer diferente. “Percebi que o mês de julho é uma boa oportunidade para colocar a

Fabrício Peixoto

casa em ordem, ajustar o que tenho pra colocar no lugar. Defini, então, que neste período, eu e minha equipe do trabalho vamos nos reunir, como uma forma de intensificar o trabalho, já que o volume de atividades, corriqueiras do cotidiano, terá um fluxo menor, obviamente. Ou seja, como seremos menos demandados pelos nossos alunos, vamos priorizar os demais projetos. Vamos fazer análises e levantamentos desse primeiro semestre de atividades. Trabalhamos com um público exigente, por isso, precisamos estar sempre em busca de melhorar o atendimento e o nosso padrão de ensino”. Não é comum encontrar quem abdique de férias para organizar o trabalho, mas Fabrício entende bem a sua escolha: “Amo que o faço e, sendo assim, o trabalho se torna prazeroso e divertido. É muito gratificante ver uma turma nossa iniciar, ver os alunos elogiando os cursos, os professores e a nossa instituição”, finalizou otimista. E se você também não vai tirar férias, por qualquer razão que seja, não sofra. Considere este período como um investimento em um futuro melhor.

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A educadora Vívia Ferreira, 29 anos, adora o litoral carioca e já programava aquela visita ao Cristo Redentor até que uma tia chegou em sua casa com vários panfletos do Feirão da Caixa. “Eu já pensava em ter meu próprio cantinho e com as propostas tentadoras do feirão acabei decidindo comprar meu apartamento. Consultei uma amiga que já havia adquirido o mesmo imóvel, vi as possibilidades e fechei o negócio”, comentou Vívia que estará com as chaves do seu apartamento, em 2012.



Revista Bacana 8 de Verão