RevistaBAB - Ano 3 - 11ª Edição

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Nossa Capa

Viviane Rocha

Por: Inácio Rocha

Expediente Revista e Site BAB www.bairroantoniobezerra.com.br CNPJ: 12.711.394/0001-75 Jornalísta Responsável: Inácio Rocha Diagramação: Viviane Rocha Digitação: Victória Rocha (85)

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HISTÓRIA RETROSPECTIVA Por Valentim Santos, Professor, Historiador e Sociólogo

AS ESCOLAS NO

BAIRRO ANTÔNIO BEZERRA Os primórdios da educação em nossa comunidade.

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Educação no bairro de Antônio Bezerra hoje está composta de três escolas estaduais, sendo uma de tempo integral; duas escolas municipais; uma Faculdade, além de várias escolas particulares de pequeno e médio porte. Na década de 60 existia apenas o Grupo Escolar Antônio Bezerra e o Ginásio São Francisco do saudoso Prof. Teixeira, referência em educação particular na cidade de Fortaleza.

A primeira escola de Antônio Bezerra funcionou no sitio São José do Muritipicu pertencente a Antônio Bezerra de Meneses, localizado na Avenida Mister Hull. Ali foi plantada a semente educacional no bairro. Localizada ao lado da casa, onde por muitos anos funcionou uma escola mantida por sua filha; Maria José Bezerra de Meneses, conhecida como “D. Zezinha”, primeira professora do bairro. A escola funcionava em uma sala com várias janelas, existia uma porta que dava acesso ao restante da casa. Bancos escolares, quadro negro, estantes de madeira repletas de papel e livros e uma mesa formava a primeira escola do barro vermelho. Nessa época era comum, as jovens que concluíram o 4º Normal

colocarem uma escolinha em suas residências, para ensinar as primeiras letras às crianças residentes no bairro. Existiam várias escolinhas espalhadas pelo nosso bairro. Duas foram referência na educação da maioria das crianças moradoras no Antigo Barro Vermelho. Educandário Santa Helena, localizado na Rua Hugo Victor, que pertencia a Professora Helena Araújo Batista, foi uma escola frequentada por muitos filhos das principais famílias de Antônio Bezerra, entre elas destacamos: Família Pinheiro, Edmundo, Batista, Araújo Maia, Maranhão, entre outras. Elza de Araújo Maia, uma das professoras do Educandário relembra com saudade da importância da escolinha da “Tia Helena” na formação inicial das crianças. “era uma casa que foi transformada em escola, com várias salas de aulas, biblioteca e secretaria, formando o Educandário”. Ivo Barbosa Pinheiro, que foi um dos alunos da escola recorda: “do quadro negro na parede onde escrevi as primeiras letras e números, com giz branco. Não só eu como todos meus irmãos foram alunos da escola da tia Helena”. Pedro Wilson de Araújo Maia destaca a importância cívica e religiosa, dos desfiles de 7 de setembro, da festa da pascoa e natal. “Lá não existia a palmatoria tão temida por alunos de outras escolas, existia mais respeito com os professores”. A escola foi muito importante para a formação dos alunos que terminavam o 5º ano primário e ingressavam na seleção para o 1º ano Ginasial em outra escola. Na década de 70 D. Helena passou o Educandário

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para professora Albaniza, hoje diretora de instituição educacional situada no mesmo local. Outra escola existente na mesma época, localizada na mesma rua, era a Escola Educacional de Antônio Bezerra, fundada em Fevereiro de 1968, mas conhecida como escola da D. Maria Augusta. Funcionava na residência da professora na área externa da casa. Existiam várias salas com bancos, cadeiras, mesas e vários quadros negros na parede ambientando a escola. Ensinava alfabetização e do 1º ao 5º ano primário. Existia um curso de datilografia com oito máquinas de escrever disponíveis para os alunos. Funcionava nos dois turnos, sempre lotada de alunos em busca de aprender.

Hoje quando passo em frente a uma residência e vejo um cartaz escrito “Reforço Escolar” lembro-me das escolinhas de antigamente existentes no bairro." Existia o curso de Admissão onde os alunos do 5º ano preparavam-se para a seleção Ginasial no Grupo Escolar de Antônio Bezerra ou Ginásio São Francisco, até o Colégio 7 de Setembro, todos com boa aprovação. Na Escola Educacional de Antônio Bezerra, estudei por dois anos ate ingressar no Ginásio São Francisco. Hoje, ao passar em frente da casa da saudosa e inesquecível D. Maria Augusta, lembro-me dos momentos que passei na escola, onde aprendi a ler, escrever e datilografar. BairroAntonioBezerra.Com.Br


Existiram outras pequenas escolas no bairro, todas tiveram um papel importante na formação inicial dos seus alunos, que aprenderam as primeiras letras na cartilha de ABC e contas na Tabuada. Destaco a escola da D. Isolda localizada na Rua Anário Braga; Instituto Rio Branco da Professora Ivanda, localizado na Avenida Mister Hull, esquina com a Rua Frota Pessoa, onde estudei o jardim da infância. Existia a escola da Professora Dolores localizada na rua Dr. João Guilherme com Rua Anário Braga, onde estudaram os filhos do Sr. Gerôncio Bezerra. Não podemos esquecer o saudoso Instituto Pollyana da Professora Amazonina, localizado na Rua Padre Perdigão Sampaio, 889, hoje, Colégio Essencial. Além de outras pequenas escolas existentes no

Antônio Bezerra. Hoje quando passo em frente a uma residência e vejo um cartaz escrito “Reforço Escolar” lembro-me das escolinhas de antigamente existentes no bairro. Passados vários anos, muita coisa mudou. As escolinhas das tias já não existem mais. Os ex-alunos cresceram, muitos concluíram o

nível superior, tornaram-se pais de famílias, e seus filhos estudam em colégios de grandes portes, utilizando as modernas tecnologias usadas na educação. Mais ficaram boas recordações dos que passaram pelas escolinhas das tias, Helena, Maria Augusta, Isolda entre outras.


SOCIEDADE TECNOLOGIA Por Vanessa Pinto Mestranda em Educação e Prof.ª Graduada em Letras, Português e Espanhol - UFC

REALIDADE VIRTUAL

NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA Utopia ou uma realidade possível?

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ano é 2018. Os alunos vão à escola e ao entrar na sala de aula são convidados a fazer uma aula de campo. Entusiasmados, colocam os óculos VR e embarcam numa viagem tridimensional pela maior floresta tropical do mundo, onde têm experiências individuais e formam o conhecimento por meio de sua própria percepção e entendimento. Essa situação, por mais distante que nos pareça, já é realidade em escolas e universidades de outros países. A Realidade Virtual promete trazer um novo entusiasmo à educação, possibilitando aos alunos o aprendizado de conteúdos por meio da imersão e interação num mundo tridimensional. Porém, no que toca ao Brasil, a realidade escolar é outra, o que me leva a enxergar essa inovação como um sonho distante. O fato é que a escola brasileira enfrenta dificuldades de educar no contexto atual. O professor tem dificuldade de ensinar, o aluno não tem interesse de estar na sala de aula. Talvez porque as tecnologias mudaram muito a forma de como se aprende e a escola não acompanhou o ritmo da evolução tecnológica, vendo-a, por muito tempo, como inimiga e não como parceira no processo de ensino-aprendizagem. Por isso, a disparidade temporal entre aluno e escola. É como se ao entrar na escola o aluno estivesse entrando numa máquina do tempo, transportando-lhe para um passado distante. Se levarmos em conta que a escola nasceu juntamente com a prisão e que até hoje guarda semelhanças com esta que vai desde a estrutura arquitetônica, com seus

muros e grades, filas, refeitório até o seu caráter disciplinador, como pensar que esse modelo terá algo de sedutor para o aluno que hoje tem acesso a todo o tipo de informação? Salvo algumas instituições voltadas para uma população privilegiada, a realidade que prevalece, principalmente em escolas públicas, é de alunos do século 21 e escola do século 19. Em geral, elas não têm estrutura, tampouco equipamentos de multimídia. Quando muito, têm um único datashow para uso coletivo de todos os professores e que ainda assim é utilizado apenas substituindo a lousa, na qual a velha pedagogia de transmissão de conteúdos e memorização ganha um novo rosto. Diante disso, penso que sejam urgentes mudanças estruturais na nossa educação, e que isso seja objetivo da nação, pois enquanto as políticas educacionais forem políticas de governos transitórios e não uma polí-

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tica de Estado, a educação seguirá rumo ao fracasso. Dar à educação nacional o lugar que ela merece é o primeiro passo para que um dia uma sala de aula que propicie ao aluno uma imersão e interação nos conteúdos escolares, tornando-os verdadeiramente protagonistas e formando seu conhecimento a partir de experiências próprias não seja uma utopia, mas uma realidade possível a todos.

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GESTÃO ESCOLAR EXPERIÊNCIAS Por Marta Áurea Ximenes Vieira Professora de Lingua Portuguesa e Gestora da EEMTI Antônio Bezerra

A ORGANIZAÇÃO DA ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL Estratégia para uma melhoria do nível de ensino.

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isando concretizar a meta do Plano Nacional de Educação que é “oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% dos(as) alunos(as) da Educação Básica”, o plano de governo intitulado “Os sete Cearás” na área da educação apresenta como um de seus objetivos assegurar a todo cidadão uma sólida formação educacional básica e fundamental inclusiva e de qualidade, institucionalizando a escola em tempo integral e modernizando a gestão educacional.

São definidas como dimensões pedagógicas: a) a pesquisa como princípio pedagógico e o trabalho como princípio educativo; b) a desmassificação do ensino; c) itinerários formativos diversifica- disciplinas da base comum, diversidos. ficada e opcional.

A ampliação da jornada escolar, necessariamente converge na discussão do papel da família, professores e funcionários, ou seja, de todos os envolvidos no processo educativo. Deve-se ter ciência que não basta simplesmente aumentar o tempo escolar, o estudante necessita além disso, de processos de aprenSão dimensões fundantes da dizagem mais significativos, que prática educativa destas escolas: favoreçam o desenvolvimento de 1. A escola deve ser concebida aspectos subjetivos e sociais. Partindo desse princípio cada como uma Comunidade de Aprenaluno tem cinco tempos eletivos dizagem; 2. A Aprendizagem Cooperativa por semana que visam diversificar o deve ser o método pedagógico es- currículo e oportunizar a construção do itinerário formativo de acordo truturante; 3. O Protagonismo Estudantil é com seus interesses e projeto de um princípio imperativo para qual- vida no decorrer do ensino médio, sendo ofertadas 45 horas/aulas sequer proposta de ensino médio. manais e nove tempos diários com

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Fonte: Seduc-ce

Sabemos que ainda há um grande caminho a ser percorrido para que a escola de tempo integral esteja realmente adaptada a essa nova modalidade de ensino. Entre os principais problemas destacamos: a adequação ideal da infraestrutura dos ambientes pedagógicos, área de convivência e formação com toda comunidade escolar. Acredito que as escolas de tempo integral sejam a grande oportunidade para melhorar os índices das avaliações externas, bem como alcançar a aprendizagem significativa do ponto de vista intelectual e da formação do cidadão obtendo-se desta forma resultados satisfatórios, garantindo o pleno desenvolvimento das crianças e adolescentes.

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SOCIEDADE EDUCAÇÃO

O DESAFIO DA

Por Alex Machado Advogado

EDUCAÇÃO

As problemáticas do ciclo educativo no Brasil.

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educação é o processo fundamental para o desenvolvimento do indivíduo e sua inclusão em grupos sociais, assim como, a sua respectiva convivência em sociedade. O início do ciclo educativo advém do núcleo familiar e da possibilidade de inserção do indivíduo em seu grupo (comunicação, comportamento, dogmas e valores). Para que este possa se desenvolver em sociedade além de seu grupo familiar, ingressar em um mercado de trabalho e obter autonomia financeira, lhe é ofertada a educação escolar (educação básica, ensino fundamental, médio, educação jovens e adultos, ensino superior e técnico). A Constituição Pátria expressamente inclui a educação como direito social. Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição. Em estudo elaborado pelo Banco Mundial, entre os desafios mais importantes para a próxima década, estão a qualidade do ensino secundário, a eficiência do gasto público, a qualidade dos professores e a educação infantil. Sem dúvida, esses são pontos essenciais. A atenção do Brasil com a educação é muito recente. É preciso, além de ampliar os investimentos, direcioná-los e acompanhar sua utilização. Certamente, os desafios não acabam por aí, pois, erradicar o analfabetismo não tende a ser apenas o objetivo primordial da educação

escolar, mas sim, direcionar os jovens para melhor formação humana e respectiva inclusão deste em sociedade. Atualmente, a educação está enfrentando diversas problemáticas, posto que a mesma não consegue acompanhar a rápida modernização humana, assim como,

A educação é o processo fundamental para o desenvolvimento do indivíduo...” as tendências e novos dogmas, à exemplo dos impostos pela mídia, como também a inversão de valores sociais, o que por sua vez, torna um trabalho árduo conquistar os objetivos educacionais para formação do cidadão. As salas de aulas e a figura que deveria ser de máximo respeito como a do professor, entram em estado de competição com os smarthphones e as redes virtuais que estão ao alcance dos jovens, que substituem a informação obtida em sala de aula por sabotadores de entretenimento virtual de rápida informação, que muitas vezes não corresponde com o aspecto real. Todavia, a tecnologia não é o grande vilão, mas sim a utilização desta em momento inadequado para formação do ser, o que antes eram conversas paralelas, hoje ocorrem por aplicativos, abrangendo um gigantesco universo a ser compreendido e trabalhado. Além disso, o ensino brasileiro sofre em qualidade de serviço digno à população, seja pela quantidade deficiente de professores, como também, pela qualidade intelectual

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destes doutrinadores, além das inúmeras adversidades enfrentadas em salas de aula e outras problemáticas, como a inversão dos valores. Certamente, a inversão de valores se dá quando os responsáveis pelo menor se ausentam de suas obrigações, deixando a encargo de terceiros a educação das crianças ou suprindo suas ausências com equipamentos eletrônicos, TV por assinatura e a intervenção de leis e mais leis descabidas em respeito de como cada pai e mãe devem educar seus filhos. Claro, existem leis eficientes e necessárias como no código de defesa da criança e adolescente, essas devem assegurar os direitos de cada um deles. Retomando o aspecto educacional, em outros tempos o professor era lei máxima na escola, hoje por conta de várias leis e proibições se tornou inadequado chamar atenção de um aluno, pois, pais vorazes por justiça atacam os profissionais que ajudam e ensinam seus filhos. Estes “responsáveis” que sabotam suas próprias responsabilidades, a exemplo de vigiar as lições e aprendizado em casa, comparecerem aos eventos escolares e participar de reuniões, culpam injustamente os profissionais da educação pela ausência de desempenho das crianças/adolescentes. Notoriamente, os desafios educacionais tornam-se ainda mais complexos, seja pelas oportunidades negativas expostas aos jovens ou pela própria negligência familiar. Cabe as entidades educadoras, públicas ou privadas reinventarem-se para que o direito à educação prospere. O futuro da nação encontra-se nas mãos da juventude. BairroAntonioBezerra.Com.Br


GENTE DA GENTE COLEÇÕES

O Colecionador Só na KTGORIA

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uero iniciar esse artigo com uma pergunta: Você coleciona algo? Fazer coleção de qualquer tipo de objeto, é classificado como um hobby. Uma coleção se forma quando juntamos coisas semelhantes em uma grande quantidade, ocupando bastante espaço em nossa casa. Quem coleciona sente um prazer enorme a cada peça que ganha ou adquire. Embora que seja uma peçinha das mais sem graças, ela será muito importante no conjunto. Aqui no Bairro Antônio Bezerra conhecemos uma pessoa assim, com "mania" de colecionar. O comerciante Reginaldo Oliveira, conhecido como KT, possui um grande acervo de bonecos, os quais são expostos em seu estabelecimento, que vem cada vez mais aumentando e chamando a atenção de seus amigos e clientes.

Por Viviane Rocha Tecnóloga em Processos Gerenciais

"Toda a coleção começou a mais ou menos 5 anos atrás como uma brincadeira. Ganhei 3 bonecos do filme do shrek de presente do meu sobrinho Guilherme, junto com a caixa expositora e resolvi deixar eles expostos. Depois disso fui tomando gosto, comprando mais bonecos e a coleção foi ganhando forma. Com o passar do tempo, a proporção foi aumentando e passou a chamar a atenção dos clientes. Todo mundo que chega gasta um tempinho observando. Vários clientes também já me presentearam com bonecos, agregando mais ainda a coleção. Hoje são mais de 600 bonecos, de várias coleções, tipos e épocas e a intenção é que esse número continue crescendo" disse KT.

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Colecionar vira mania de verdade! Você pode até estar sem condições financeiras, mas, não resiste a comprar mais uma peça para seu acervo. Existem outros benefícios que o ato de colecionar traz ao colecionador, dentre eles estão: o desenvolvimento do senso de classificação, organização, facilidade de interagir e socializar com as pessoas principalmente outros colecionadores, de negociar, como também, o aumento da cultura trazida por cada objeto inserido na coleção. E assim cresce também no coração do pequeno Guilherme, que semanalmente ajuda o colecionador a fazer uma limpeza minuciosa na grandiosa coleção, o sentimento de disciplina e organização.

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Por Leonardo Nóbrega

CAPA A TRAJETÓRIA DE UMA VIDA

Professor

Educar, governar e psicanalisar são profissões impossíveis, mas, realizar o impossível não é uma característica do humano?"

EDUCAÇÃO...

A TRAJETÓRIA DE UMA VIDA Educar é...inserir a criança no mundo adulto.

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ou professor há mais de trinta anos. Desses, doze foram ocupando apenas funções técnicas em uma grande escola particular de Fortaleza. Ao retornar à sala de aula depois desse hiato encontrei crianças e adolescentes bem diferentes daqueles que conheci outrora. Não discutirei aqui se essas mudanças de comportamento dos alunos foram para melhor ou para pior, até porque esses são conceitos vagos e subjetivos, mas me proponho a pensar, ainda que de forma superficial, como em um espaço escasso de tempo se alterou substancialmente a posição juvenil frente à educação, às figuras de autoridade e às exigências colocadas pela cultura e civilização. Há uma angústia pairando pelos corredores e pelas salas dos profes-

sores de nossas escolas, apelidada, corriqueiramente de “fracasso escolar”, fenômeno que pode ser interpretado de inúmeras maneiras e que já encheu muitas páginas de muitos livros. Nós vamos caminhar por trilhas já abertas que vêem o “fracasso escolar” como um sintoma social. Entendemos que esse não é um fracasso do escolar, porém, ele aponta incoerências do estilo de educação instituído pela Modernidade. Modelo que impõe emergência, massifica e padroniza, que propõe gozar sempre. Modernidade onde o sofrimento e a tristeza estão banidos: A ninguém deve (ou pode) faltar nada. Ora, educar, no sentido mais amplo do termo, é introduzir o sujeito na civilização ou, dito de outra forma, inserir a criança no mundo adulto o que se inicia com a socialização

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proporcionada pela Educação Infantil e vai avançando até o Ensino Fundamental quando se espera que o indivíduo já esteja pronto para decidir, mesmo que de forma capenga, o seu destino, o que deverá ser consolidado ao final do Ensino Médio com o ingresso em uma instituição de ensino superior que irá preparar nossos rebentos para uma vida profissional plena de competência e felicidade, o que sabemos nem sempre ocorre. Porque não é possível ao humano fazer parte da cultura e da civilização (e até mesmo se fazer sujeito) sem abdicar de alguns (ou muitos) prazeres. Como então os educadores – família e professores – podem atender a essa exigência, estando, eles próprios, inseridos nesse discurso do não-faltar-nada? Do gozo total e irrestrito? Não poBairroAntonioBezerra.Com.Br


dem! Aos adultos cabe compreender (e aceitar) que, além de não ser possível fazer com que nada falte à criança, pois para todos nós haverá sempre algo mais a desejar, os miúdos nunca conseguirão preencher o que nos falta, não realizarão o nosso ideal. Profecias como: “ele vai ser tudo o que eu não fui” ou “ele vai ter tudo o que eu não pude ter” não costumam cumprir-se, porém, geram uma “dívida” impagável para o sujeito que, além de se haver com os seus conflitos, passará a precisar dar conta dos conflitos das gerações ancestrais. O professor sente-se então, diante desse quadro, sozinho e confuso. Sozinho por não encontrar sustentação na escola, na família e, em última instância, na sociedade para cumprir sua missão, qual seja, educar; e confuso por não se reconhecer mais nesse lugar de “guia” para a cultura e civilização, de detentor de um saber que lhe conferia autoridade, respeito e empatia, indispensáveis para realizar sua tarefa. E aí ele se pergunta: “O que querem agora de mim”?

A escola assumiu há muito tempo (aliás foi criada para isso) várias das funções parentais. Os professores tinham então status, digamos assim, de “pais postiços” com as características da função, inclusive a aplicação de castigos físicos a exemplos dos pais “reais” e que era prática comum àquela época. Hoje as escolas (professores) e a maior parte das famílias não adotam e não admitem mais essa postura (ainda bem), mas continuam, em tese, exercendo um papel fundamental na construção desses sujeitos, e os professores, por lidarem diária e diretamente com os alunos, têm uma porção significativa dessa responsabilidade. Aqui surge um paradoxo: diferente do pai antigo que emprestava o seu poder ao professor e aceitava que esse, junto com ele, o exercesse, o pai da Modernidade abre mão da sua função usando para isso alegativas inconsistentes como: “Não cobro muito por passar pouco tempo com ele; ou o meu cansaço ao fim do dia é tamanho que acabo permitindo tudo” e, por outro lado, desau-

toriza a escola e o professor quando esses, de dentro da confusão da qual falamos antes, esboçam algum movimento em direção a instituírem “bordas” que balizem a criança e o adolescente, os levando a ocupar o seu lugar na civilização. O pai da Modernidade não faz e não permite que seja feito, exatamente por estar “atravessado” pela ideia de que o filho deverá ser mais do que ele foi e que para isso a ele não pode faltar nada. O seu gozo tem de ser pleno. E se não conseguirmos mais educar? Inserir a criança no mundo adulto lhe transferindo um mínimo da cultura milenar que a humanidade acumulou? Pô-lo na civilização? Fazer, como nos diz Freud, que o Princípio de Realidade se sobreponha ao Princípio de Prazer? Que tipo de sociedade podemos esperar para as próximas gerações? É de Freud também a máxima de que: Educar, governar e psicanalisar são profissões impossíveis, mas, realizar o impossível não é uma característica do humano? Então, educadores, nos armemos de amor e coragem e vamos à luta.


DESTAQUE GENTE DA GENTE Por: Inácio Rocha

Jornalista

LÚCIO DE FREITAS

PROFESSOR E EDUCADOR

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ascido em Paracuru...Caçula de uma família com 5 filhos. Em 1958, o seu pai, comerciante, veio para Fortaleza, chegando na rua Periguari de Medeiros, no bairro Antônio Bezerra, com toda sua família trazendo-o ainda bebê . O primeiro intuito de seus pais era o de trazer os filhos para estudar na capital e para isso montaram uma mercearia no local. Sua história começa com o pai no comércio em Fortaleza e voltando de vez em quando para Paracuru a fim de cuidar de um sítio de sua propriedade, pois, também trabalhava na agricultura. Algum tempo depois ele, o pai, arrendou esse sítio e veio definitivamente para For-

taleza para cuidar de seu comércio com todo o apoio de sua esposa e onde os filhos já estavam estudando. Passou o tempo, os filhos mais velhos foram arranjando emprego e os mais novos iam ajudar na mercearia, cada um com sua tarefa definida. Combinando com os estudos, estudavam pela manhã e a tarde davam a sua contribuição no comércio. Estudou no Patronato da Sagrada Família onde realizou todo o primário. “Na época o ensino pela manhã era particular e quem me ensinavam eram as freiras, das quais lembro de todos os nomes: Do 1º ano a Irmã Suzana, 2º ano a irmã Cristina, 3º ano a irmã Elizabeth e do 4º ano a irmã Vicência.” disse Lúcio, relembrando com carinho daquela época. Fez o exame de admissão no colégio São Francisco, onde os melhores alunos ganhavam uma bolsa, conseguiu e estudou nesse colégio particular durante dois anos indo estudar no Hermínio Barroso (ginasial), Liceu do Ceará (científico) onde através de uma amiga, quando estava no 3º ano, ingressou como monitor de um projeto do MEC (Projeto Minerva) uma espécie de supletivo do 1º grau onde deu aulas durante 4 anos. Nesse ínterim terminou o científico em 1973 e preparou-se para o vestibular enquanto dava aula no projeto a noite. Fez um cursinho preparatório de pré-vestibular durante 6 meses, também com bolsa de estudos e em 1974, na primeira vez que prestou o vestibular, passou para o curso de Letras na UFC. “Depois que o projeto Minerva foi encerrado, eu já tinha aprendido a gostar de ensinar...eu não imaginava que seria essa a carreira que eu iria abraçar, mas esse projeto me cativou muito.” Conta Lúcio. Assim resolveu, em sociedade com um amigo, criar um curso supletivo particular com muita dificuldade. Quando o sócio resolveu sair, continuou no curso ainda por algum tempo. Então começou a ensinar em algumas escolas de Fortaleza e durante muito tempo trabalhou em uma só escola da nossa comunidade. Em paralelo a tudo isso, seu projeto de ter sua própria escola não saia da sua cabeça. “Inclusive, como sou professor de português, eu adotava uma gramática cujo nome era Gramática Essencial e esse nome ficou muito forte na minha cabeça. Eu sempre imaginava que um dia teria a minha escola e ela iria se chamar Colégio Essencial.” Em 2004 o seu sonho começou a se realizar. Como tinha certo conhecimento e era também conhecido em Antônio Bezerra, decidiu que sua escola seria nesse

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bairro. Procurou um espaço e encontrou no antigo Colégio Pollyana da professora Amazonina, a qual relata ter uma gratidão eterna, que lhe abriu as portas do prédio que estava praticamente abandonado e daí começou a nascer o seu grande projeto. Foi realizada um reforma no local para que o novo colégio começasse a funcionar em 2005. “Com as bênçãos Divinas, algumas pessoas juntaram-se ao meu projeto, então começou a nascer o Colégio Essencial propriamente dito. Em 27 de novembro de 2004, dia de Nossa Senhora das Graças, recebemos a autorização do conselho pra funcionar. Tudo em tempo recorde!” Em 2005 o colégio já oferecia da educação infantil até o nono ano. As pessoas diziam que ele era muito audacioso, porém, a resposta que sempre ouviam era que não tinha mais tempo a perder. Eis que a comunidade atendeu ao chamado e no primeiro dia de aula, já tinha 268 alunos matriculados e a equipe de professores toda montada. O crescimento foi e está sendo constante durante todos esses anos. Hoje a escola já oferece até o Ensino Médio. As coisas foram acontecendo. A escola foi tomando outra cara na parte estrutural. Cinco anos depois adquiriu o prédio em definitivo. No âmbito pessoal, devido a um problema sério de saúde, sua esposa faleceu. Mas deixou uma semente

muito boa: Um espírito de perseverança. Até hoje sua presença é sentida na escola. Enfim, nesses 13 anos de colégio, tiveram muitas dificuldades, mas, as alegrias que a educação dá, compensa tudo. Suas duas filhas, Luciana e Lílian, já trabalham também na área, tendo seu genro Valmir Filho como gestor financeiro da instituição de ensino. Hoje o Colégio Essencial é uma escola familiar, com todos os auxiliares envolvidos e oferecendo uma educação de Excelência. “E o sonho continua...agora em 2017 inauguramos mais dois espaços, sendo um deles fora do Antônio Bezerra, no bairro Jóquei Clube...Provando que quem trabalha com seriedade, com honestidade, Deus ajuda!” Essa é a história do Professor Lúcio de Freitas, educador, e de sua obra.


COMPORTAMENTO PLÁGIO Por: Elaine Silva Professora

CTRL+C/CTRL+V Sua utilização na vida escolar.

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m dos maiores desafios de um educador é, sem dúvidas, o processo de avaliação da aprendizagem do aluno. Todas as formas de aquisição do conhecimento devem ser relevantes e consideradas. No entanto, como saber se, de fato, o aluno aprendeu? Uma ferramenta bastante aplicada é o trabalho escolar, que incentiva a pesquisa, a interpretação e a produção de textos críticos/expositivos. Porém, como em outras ferramentas, facilmente nos deparamos com uma séria problemática, que é o tão conhecido e utilizado plágio intelectual, ou seja, a cópia de informações apresentadas por outra pessoa, tomando para si total autoria. Tendo a internet como a principal fonte de pesquisa, o aluno se vê diante de um infinito mundo de infor-

mações e, conscientemente ou não, acaba não se empenhando devidamente, tendo, como resultado final, um texto parcial ou totalmente copiado. Com isso, além de perder a chance de tentar ler, analisar e interpretar vários textos, para, enfim, utilizar-se do próprio senso crítico e elaborar o seu texto, ele ainda corre o risco de obter uma nota não satisfatória ou ter o trabalho anulado, além de poder obter outras formas de penalidades disciplinares. Diante dessa realidade, será que podemos responsabilizar apenas o aluno? Será que ele se utiliza dos mecanismos de copiar e colar, simplesmente, por querer? Será que ele tem total consciência do que está praticando? Essa realidade atinge vários segmentos da educação e, não, a culpa não deve ser atribuída apenas ao aluno. Cabe ao educador, mesmo diante de tantos afazeres e responsabilidades, tentar orientá-lo da melhor e mais eficaz forma possível. Sabemos que, na prática, isso é muito complicado, já que o mesmo, muitas vezes, não dispõe de tempo para uma assistência individual e apropriada. Além disso, é importante corrigir devidamente cada trabalho, pois, assim, terá fundamentos para repassar ao aluno informações positivas e negativas. Caso o aluno não obtenha boas instruções do educador e, além disso, constatar que todo o seu trabalho não foi analisado de forma coerente, por que teria o interesse em elaborar um texto original, que requer mais disponibilidade intelectual e tempo? Conclui-se que cabe ao aluno, ter um maior interesse e disponibilidade em querer aprender e aproveitar cada oportunidade de aprendizagem, fazendo o uso do seu direito à orientação pedagógica. O aluno deve, o quanto antes, começar a produzir os seus próprios textos, tornando-se, assim, altamente capacitado e apto a discorrer coerentemente sobre diversos assuntos, sem necessitar se apoderar do conhecimento alheio e despertar-se ao seu mundo intelectual, buscando, cada vez mais, superar desafios e aprimorar-se de uma forma geral.

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AUTOS LUBRIFICAÇÃO

Fonte:WEB

Troca de Óleo

Profissionais treinados e qualificados para seu carro.

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squeceu de trocar o óleo do carro. Tem problema? Tem sim e muito. O óleo do carro é como o sangue que circula em nossas veias. Não conseguimos viver sem sangue. E quando perdemos muito sangue, desmaiamos, perdemos a consciência. É assim com a falta de óleo, ou óleo muito baixo no motor do carro. O nível deve ser sempre conferido e de tempos em tempos trocado. E ainda observar sempre o tipo de óleo que pode ser colocado no motor do seu carro. Nem sempre o óleo que vai no motor do carro do seu vizinho serve para o do seu carro. A lubrificação correta é fundamental para a vida útil do motor e deve fazer parte da rotina de manutenção do veículo. A função básica do óleo é que, com sua viscosidade, se evite atrito entre as peças do motor, impedindo que se desgastem ou até travem o motor. Por essa razão, a troca deve ser feita regularmente, pois o óleo vai aos poucos perdendo sua viscosidade e aderência. Verifique o manual do fabricante, se atente ao modelo e quantidade indicados, assim como a periodicidade de troca, por período ou por quilometragem rodada. Além do óleo, devemos ficar atentos ao filtro de óleo. A função do filtro de óleo, é eliminar partículas de metal que são geradas pela fricção das peças dos motores. O contato das peças do motor, como os pistões, podem gerar impurezas muito nocivas ao bom funcionamento do motor. Aí entra a importância do filtro de óleo. Antes aconselhava-se a troca do filtro a cada duas ou três trocas de óleo, mas hoje, as principais montadoras indicam a troca sempre junto com a troca de óleo. E realmente é o mais indicado, pois as novas tecnologias aplicadas aos motores geram

mais atrito e calor, gerando maior quantidade de impurezas. E observe também onde realizar a troca de óleo e filtro. Procure locais indicados por amigos ou com profissionais treinados e qualificados, pois, hoje o carro é considerado também um membro da família e como tal devemos cuidar, com todo o carinho e atenção que ele necessita.

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HISTÓRICO INSTITUTO DOS CEGOS

INSTITUTO DOS CEGOS Educação Inclusiva para jovens e adultos especiais.

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E.E.F. Instituto dos Cegos, é uma Escola Estadual criada pelo Decreto Lei nº 11493 de 17/10/1975, autorizada e recredenciada através do Parecer do Conselho de Educação nº 0737/2017 com validade até 31/12 /2019. A escola oferece os níveis de ensino: Educação Infantil (III a V) Ensino Fundamental, Educação de Jovens e adultos Especial (EJA I: Surdocegueira, Deficiências Múltiplas, Reabilitação Braille) funcionando nos turnos manhã e tarde. Em 1994, a Escola foi desmembrada da SAC (Sociedade de Assis-tência aos Cegos), transferida na época para a Rua Ildefonso Albano, 674 Meireles, passando a se chamar Escola de 1º Grau Instituto dos Cegos, autorizada a funcionar pelo Decreto 11.493 de 17/10/1975 sob a direção da profa. Rosa Maria Góes Sampaio. Em 2001, foi transferida para o atual endereço - Rua Dr. João Guilherme, 373 – Antônio Bezerra e se

encontra sob a direção da profa. Marilene Alves Rocha. Situada em uma área de risco, sofre sérios problemas sociais. Atende alunos de diversos bairros e área metropolitana de Fortaleza. Seus alunos pertencem a classe economicamente baixa e enfrentam sérios problemas, entre eles, a falta de acessibilidade arquitetônica, metodológica instrumental, comunicacional etc. Apesar dessas dificuldades, nossa instituição é bastante procurada e respeitada, tem credibilidade. Preparamos nossos alunos para a inclusão social, através da participação de atividades pedagógicas diversificadas e específicas às necessidades de cada aluno, criando possibilidades de superação afim de torná-lo capaz de conviver com autonomia. Adotamos um currículo que contempla disciplinas obrigatórias do Núcleo Comum. Todos os professores são graduados e possuem habilitação específica na área de deficiência visual.

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NOSSA MISSÃO: Assegurar um ensino de qualidade, garantindo o acesso, permanência e sucesso dos aluno(a)s com Necessidades Educativas especiais, formando cidadãos e cidadãs crítico(a) s, participativo(a)s, contribuindo assim para sua inclusão na sociedade. NOSSA VISÃO: Ser uma escola de referencia estadual, pela qualidade de ensino que ministramos, pela forma que atendemos nossos alunos e familiares, e pela competência, união e responsabilidade da equipe escolar. NOSSOS VALORES: - Respeito às pessoas, ética, qualidade, criatividade, participação. NÚCLEO GESTOR: - Diretora: Marilene Alves Rocha - Coord. Escolar: Sâmia Maria Benício Araujo Quinderé - Coord. Financeira: Luzanira Romão Medeiros - Secretária: Maria Selma G. de Alencar.

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EMPREENDEDORISMO DETERMINAÇÃO

Edilardo Fabião

Uma história empreendedora

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lá leitores da revista BAB, vou relatar em poucas linhas parte da minha história. Aos dez anos de idade na escola em que estudava, aproveitava o recreio para vender adesivos e chocolates. Comprei um mini game e ao

invés de emprestar para meus amigos, o alugava. Pouco tempo depois, no horário do recreio, eu era dono de dez mini games alugados. Com apenas 13 anos de idade ia às feiras comprar, trocar e vender mercadorias, produtos esses novos e usados. Vendia garrafinhas em frente ao campo, na esquina de casa e clipes coloridos, sensação da época. Com carcaças de bicicletas, aros e pneus, montei um carrinho de geladeira para levar todo o meu material de trabalho que não era mais tão pouco e em meio a esse tempo aconteciam algumas festas na cidade e lá comercializava bebidas, canetas,

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enfim... No ano de 1998 comecei a vender cachorro quente nas festas da casa do engenho, espetinho na esquina da casa da minha mãe, etc... Porem em seguida passei a vender CD’S e óculos nas praias e graças a Deus deu certo, aos 19 anos já tinha a minha casa própria. Na época havia uma barbearia bem próximo ao Bradesco e o dono, o famoso Pedro De Lara, iria se aposentar e ofereceu-me para que comprasse o ponto, não pensei duas vezes, vendi o carro, a moto e o comprei. Estou trabalhando nele há onze anos, conquistei alguns bens materiais: casas, carros...enfim sustento meus filhos, não sou rico, mas tenho uma boa qualidade de vida, sou um homem realizado, graças a Deus; Vale ressaltar que sempre trabalhei com honestidade, princípios e ética.

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FlashBack BAB

Assembléia de Deus Conjunto de Senhoras Vale de Hermon.

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s senhoras da Assembléia de Deus - Ministério Templo Central Antônio Bezerra 2 realizaram um culto em comemoração ao 19º aniversário do conjunto Vale de Hermon. O culto festivo contou com a presença de várias igrejas irmãs e teve como ponto marcante uma oração de agradecimento a Deus por tão nobre missão de evangelização de todos que fazem parte da igreja. A igreja está localizada na Rua: Rui Monte, 645, Antônio Bezerra.

Vidraçaria

“Oh, quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união... É como o orvalho de Hermon, que desce sobre os montes de Sião, porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para todos”. Salmo 133: 1,3

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SOCIEDADE RECONCILIAÇÃO

Fonte: Site: BAB

Academia

Núcleo de Mediação Comunitária

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núcleo de Mediação tem como missão, tentar minimizar conflitos, tais como: brigas de vizinhos, casos de pensão alimentícia, calúnia, injúria entre outros. Transformando assim, essa área em um ambiente o mais pacífico possível. Quais tipos de conflitos podem ser solucionados no Núcleo de Mediação Comunitária? - Ameaça; - Calúnia; - Cobrança de Dívida; - Conflito de Apropriação;

- Conflito de Herança; - Conflito de Imóvel; - Conflito de Locação; - Conflito do Consumidor; - Conflito Escolar; - Conflito Familiar; - Conflito Societário; - Conflito Trabalhista; - Conflito de Vizinhos; - Difamação; - Injúria; - Pensão Alimentícia; - Poluição Sonora; - Reconhecimento de Paternidade; - Partilha Amigável de Bens;

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- Constrangimento; - Separação Consensual; - Regulamentação de Visita; Dentre outros conflitos. Supervisor(a): Tatiana Brígido Localização: Rua Tomaz Rodrigues, S/N – Antônio Bezerra (Praça Joaquim Nogueira) Fortaleza-CE. Fone:(85) 3235-5427. Horário de Funcionamento: De segunda a sexta-feira de 8:00 às 12:00 e de 13:00 às 17:00

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GENTE GATA BAB

Danely Marczuk Idade:13 anos Altura: 1,66m Sonho: Trabalhar como atriz Inspiração: Mãe Música: Back in black- AC/DC Qualidade: Sincera Livro: A princesa pop star Formação acadêmica: Estudante Plano para o futuro: Me formar em direito e artes cênicas. Instagram: @danymarczuck13

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PSICOPEDAGOGIA ALUNOS ESPECIAIS Por Georgiane Mendes Castro Psicopedagoga

SUPERDOTADOS Aprendendo seus caminhos.

Faltam recursos na maioria das escolas para o desenvolvimento cognitivo e social dessas crianças.”

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endo em vista que de 3% a 5% da população brasileira desenvolve características de altas habilidades/superdotação, é necessário a capacitação de nossos educadores nessa área. Segundo as Diretrizes Nacionais da Educação Especial para a Educação Básica são considerados educandos com altas habilidades/ superdotação aqueles que apresentam grande facilidade de aprendizagem que os levem a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes (Brasil, 2001, art. 5º, III). Esta definição ressalta duas características marcantes da superdotação, que são a rapidez de aprendizagem e a facilidade com que estes indivíduos se engajam em sua área de interesse. O superdotado talentoso com altas habilidades é aquele indivíduo que, comparado com os seus pares, apresenta uma habilidade significante superior em alguma área do conhecimento, podendo se destacar em uma ou mais áreas.

No entanto muitas dessas inteligências são perdidas e má estimuladas por falta de conhecimento e habilidade dos professores. Faltam recursos na maioria das escolas para o desenvolvimento cognitivo e social dessas crianças. Avançamos muito com a lei de alunos especiais no que diz respeito aos transtornos de aprendizagem; dislexias, TDAH, autismo entre outros, mas há poucas políticas educativas para esse trabalho. A superdotação criativo-produtiva dificilmente pode ser mensurada nos processos formais de avaliação, visto que suas características enfatizam o pensamento divergente, o elevado nível de criatividade e a capacidade de produção independente, quando em contato com seu centro de interesse. Por não ser na maioria das vezes identificada na escola, visto que os interesses e habilidades raramente estão contempladas no currículo escolar. Geralmente avesso à rotina e aos métodos tradicionais de aprendizagem, o desempenho acadêmico, em sua maioria, encontra-se aquém das expectativas de pais e educadores e, frequentemente os alunos desse grupo apresentam-se desmotivados, dispersos e pouco

compreendidos em seu ambiente socioeducacional, são confundidos normalmente com alunos indisciplinados, rebeldes e com transtornos de aprendizagens.

Cabe cada vez mais a responsabilidade para o psicopedagogo institucional ou psicólogo escolar inserir a importância desse trabalho na formação continuada de professores, assim como também um olhar significativo em sala de aula para a identificação desses alunos e o apoio a família / escola e quando necessário um encaminhamento para um trabalho de estimulação extra-escolar. Com essa perspectiva podemos melhorar a capacidade de desempenho no grupo escolar como um todo, contribuindo para a formação de grandes pesquisadores e profissionais.

Funerária

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Bronzeamento

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SAÚDE ESPORTE Por: Fabiana Ricarte

Educadora Física CREF: 6323

O CRESCIMENTO

DA PRÁTICA DA CORRIDA ! A importância da Orientação Profissional.

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tualmente, a busca por uma atividade física, em específico na modalidade de corrida, cresce cada vez mais. Visando a melhoria da saúde, performance ou lazer, tornou-se a prática mais procurada, tendo em vista o seu baixo custo, o fácil acesso e outros fatores que acabaram popularizando e tornando a corrida bem aceita. Apresentando essas características de fácil acesso, a corrida é muitas vezes interpretada de forma errada, muito dos seus praticantes não sabem os benefícios de uma prática regular e os malefícios de não obter uma orientação de um Educador Físico. Um dos maiores problemas da falta de orientação são as lesões, comuns em qualquer prática esportiva, mas que podem ser minimizadas quando bem planejadas, treinadas e orientadas. A grande dificuldade hoje, não está em começar algo e sim, em manter a atividade física, assim como em todos os esportes. A prática da corrida pode vir a lesionar por vários fatores, com isso a modalidade torna-se muitas vezes como um fator nada positivo

aos olhos de não praticantes. Transmitindo a ideia de que o esporte em prática ocasionou lesões, mas não é definido o porquê e como ocorreu o fato em causa, que muitas vezes é ocasionado pela falta de conhecimentos posturais, respiratórios, coordenativos, motores e exercícios que ajudem na biomecânica da corrida, estrutura física e mental. Diante disso é importante que os praticantes busquem orientações, mesmo que a corrida seja um movimento natural. Correr ou caminhar, como em qualquer treinamento físico exige uma série de adaptações fisiológicas - dormir cedo, alimentar - se bem, hidratação, etc. A prática pode ser apenas de bem estar, porém existem fatores para que se desenvolva do início até o final do percurso escolhido, na atividade física em questão: alongamento para ajudar no estiramento da fibra muscular, aquecimento para elevar a temperatura corporal, respeitar li-

mites e tratamentos caso obtenham alguma patologia, pois pode acentuar, ou mesmo desencadear uma lesão irreversível. Com isso devo atentar aos praticantes amadores e sem instruções que sempre busquem orientações com profissionais qualificados com a modalidade citada e em qualquer atividade física. Dessa maneira evita-se lesões futuras, crônicas e intensas que farão com que o praticante afaste-se da modalidade e até mesmo desenvolva uma antipatia pelo esporte em dominância. A prática esportiva é maravilhosa, ajuda no bem estar, físico e mental, superações, salva vidas, mas nunca deixe de buscar uma ajuda profissional, dessa maneira sempre estará seguro para alcançar as metas pessoais.

...os malefícios de não obter uma orientação de um Educador Físico.”

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PRAÇAS BIOGRAFIA Por Valentim Santos Historiador

Praça Prof.: Serrano Bezerra 1 - Bairro: Antônio Bezerra. 2 - Localização: Av. Mister Hull, ruas Rui Monte e Martins Neto. 3 - Histórico da criação: Lei 252/ 20/04/1951, publicada no D.O.E. 5121/09/05/51. Gestão do prefeito Dr. Paulo Cabral de Araújo. OBSERVAÇAO: É a praça da Igreja Matriz, Jesus, Maria e José do bairro e por esta razão é conhecida popularmente por “Praça da Matriz”. 4–Dados biográficos do titular: Randolfo Serrano Bezerra de Menezes nasceu no dia 4 de dezembro de 1889. Por ter nascido na Serra de Maranguape foi apelidado de Serrano, nome pelo qual era conhecido por todos. Pediu e conseguiu juridicamente incorporar ao seu

nome o apelido. Era filho de Antônio Bezerra (escritor e abolicionista) e de D. Joana Bezerra de Menezes (Noca). Além de professor, Serrano Bezerra exerceu o cargo de Prefeito de Parangaba, de 1923 a 1929, quando aquele atual distrito de Fortaleza era Vila. Homem muito dedicado aos livros, falava corretamente o inglês e o francês. Dono de uma simplicidade invulgar, nunca chegou a formar-se, mas a sua vasta cultura colocava-o entre as maiores figuras das letras de nossa terra. Profundamente religioso, fundou Conferências Vicentinas em Quixadá, Jaguaretama, Parangaba e Antônio Bezerra. Colaborou com

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vários jornais de Fortaleza, especialmente no antigo Correio do Ceará, tendo como tema principal de seus escritos a educação e a cultura. Casou-se em Quixeramobim (1913) com D. Carolina de Castro Bezerra, de cujo consórcio tiveram cinco filhos: Francisco de Assis, casado com Joana Cordeiro Bezerra (Cordeirinha) e Maria, casada com Acióli Bezerra. Durante os seis anos de enfermidade, nunca deixou de ensinar aqueles que iam a sua casa em busca do saber, ministrando-lhes o Português, a Geografia, a História, as Ciências Naturais, etc. Faleceu de câncer, em Fortaleza, no dia 21 de setembro de 1959.

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MEMÓRIA SOLIDARIEDADE Por Onacélio Barbosa Santos Pedagogo e Psicopedagogo

IR. MARIA MONTENEGRO

Uma educadora de muita fé e dedicação.

Nos 2 últimos anos de vida numa cadeira de rodas consciente e atenta a todos os exercícios espirituais da sua comunidade, transformou-se numa pessoa sorridente; que sorria a cada estímulo que nós fazíamos ou dizíamos a ponto de demorar a conter-se num sorriso prolongado, para ela tudo era uma festa, tudo era muito engraçado. Quem a conheceu, bem sabe que era uma pessoa séria de uma alegria silenciosa, controlada, Realizava seus muitos compromissos dentro do horário preestabelecido, nunca atrasou suas atividades; a pontualidade era sua marca.

I

rmã Maria foi sempre uma filha da caridade, apaixonada por Jesus Cristo e sua missão, a qual exerceu com muita dedicação: na educação, num percurso mais prolongado de 21 anos no patronato da Sagrada Família onde finalizou sua missão terrena, na formação dos seminaristas e no noviciado de sua congregação, na catequese paroquial por onde passou, na orientação do ensino religioso junto a secretaria de educação do estado do Ceará. Sempre ela dizia para nós seus alunos no seminário provincial de Fortaleza que "se queres ser sacerdote e sacerdotisa deverá se apaixonar por Jesus, se enamorar com Jesus, se doar a Jesus, se entregar de corpo e alma a Jesus". Ainda dizia "Vocês devem amar Jesus, tem que amar Jesus, só amar Jesus". Colaborou com muito amor e eficiência nos trabalhos da arquidiocese de Fortaleza, enfim, serviu aos pobres, o qual tinha uma preocupação de ajudá-los nas suas necessidades mais urgentes.

Procurou vivenciar o carisma dos seus fundadores: São Vicente de Paulo e Santa Luísa de Marillac, na igreja a qual por ela seu amor era visível e o mesmo será destacado no livro "O Colégio da Imaculada Conceição nas Ondas do tempo." Seu corpo foi velado na igreja matriz de Antônio Bezerra. Quem Foi Irmã Maria Montenegro? Irmã Maria Lúcia Souza Montenegro nasceu no dia 04 de dezembro de 1923 na cidade de QuixadáCeará, terra de Rachel de Queiroz. Filha de Plutarco de Moura Montenegro e Maria Stella de Sousa Montenegro. Em 1941 com 17 anos pediu aos pais para entrar na congregação das Filhas da Caridade. Entrou para a companhia das Filhas da Caridade no dia 24 de maio de 1943. Foi enviada em missão no dia 14 de junho de 1944, para o colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza.

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- 1955 - Diretora do Instituto N.S. Auxiliadora, em Cametá-Pará; - 1962 - Trabalhou no patronato de Maceió-Alagoas; - 1965 - Colégio da Medalha Milagrosa, em Salvador-Bahia; - 1969 - Colégio da Imaculada Conceição, em Fortaleza; - 1976 - Favela da Muriçoca em Fortaleza; - 1977 - Comunidade João XXIII, no Pirambu - Fortaleza; - 1987 - Patronato da Sagrada Família em Fortaleza no Antônio Bezerra; - junho de 2008 - Comunidade do lar da Medalha Milagrosa, em Fortaleza (Casa Provincial - na Avenida Desembargador Moreira na Aldeota).

Informática

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SAÚDE FIQUE ALERTA Por: Ana Karoline Alves Costa e José Robson de Sousa - Biomédicos

O CÂNCER E A

COMPLEXIDADE DAS CÉLULAS

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ão é novidade para todos nós a presença de diversas moléstias, principalmente o câncer, que nas suas mais diversas formas estão presentes em nosso meio acometendo muitas pessoas. Para entendermos o câncer é preciso que entendamos a menor unidade morfofisiológica de um ser vivo, a célula. Ela se agrupa dando origem aos tecidos, que compõem os órgãos e por este motivo todo o corpo é composto por células, que são sintetizadas e diferenciadas para que possam assumir uma função distinta, indispensável ao funcionamento corporal. A síntese, especialização e envelhecimento celular correspondem às respectivas fases vitais de um ser humano, nascimento, crescimento, envelhecimento e morte. O envelhecimento celular promove disfunção, fazendo com que as células velhas e defeituosas sejam induzidas a um processo de morte celular programada, chamada de apoptose, substituindo-as por células jovens, da mesma forma acontece quando há uma lesão celular irreparável. O envelhecimento celular está relacionado com o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, provenientes no seu mecanismo de ação ou erros irreparáveis no DNA, adquiridos durante as várias multiplicações realizadas em todas as fases vitais que permitem o surgimento do câncer. O câncer é caracterizado pelo crescimento desordenado do número de células que adentram os tecidos e órgãos e em muitos casos percorrem a corrente sanguínea, indo acometer outros órgãos (metástase). Os cânceres ou neoplasias diferenciam-se de acordo com o seu tecido de origem, carcinomas, quando é iniciado em tecidos epiteliais, sarcomas, quando se trata de tecidos

conjuntivos como ossos, músculos e cartilagens e outros tipos variantes. Os canceres benignos são tumores de progressão lenta e se encontram localizados em um tecido, não ultrapassando a membrana de sustentação das células (membrana basal), não se disseminando pelo sangue e nem acometendo outros tecidos, já os malignos são o oposto, levando o paciente à morte. A remoção do tumor é a medida mais eficaz para os benignos, possibilitando ao paciente um período refratário, ou seja, em algum momento de sua vida pode vir a desenvolver novamente este tumor, por este motivo não se usa o termo “cura”, já

O câncer é um problema de saúde pública em decorrência de seus números alarmantes.” os malignos além da remoção tumoral o indivíduo passa por quimioterapia, para conter o crescimento tumoral, que na maioria das vezes não são eficazes e mesmo assim o paciente morre, por causa do estado avançado da doença. O câncer é um problema de saúde pública em decorrência de seus números alarmantes. As estimativas para os próximos anos no Brasil são de 596.070, 49% em mulheres e 51% em homens, com maior incidência para os canceres de pele não melonoma, mama, colorretal, colo do útero, pulmão, próstata e estômago. A nível mundial a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que no ano de 2030 sejam esperados 27 milhões de casos, 17 milhões de mortes e 75 milhões de pessoas vivas anualmente, que irão ocorrer em países subdesenvolvidos. Os tipos de câncer mais recorrentes no mundo correspondem a seguinte

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ordem: pulmão, mama, intestino e próstata, Com base no gênero, os casos mais evidentes nos homens são: pulmão, próstata, intestino, estômago e fígado, já nas mulheres os de mama, intestino, pulmão, colo do útero e estômago. Os Pesquisadores vêm trabalhando de forma árdua em uma missão muito difícil, na busca de um tratamento mais eficaz e cura do câncer, mas a progressão silenciosa e o mecanismo de ação da atividade tumoral ainda são barreiras a serem vencidas. A prevenção é o meio mais eficaz no combate ao câncer. Se cuidar vai além do que uma simples precisão, é uma necessidade urgente, envolvendo alimentação regrada, não exposição a fatores predisponentes e visitas ao médico, principalmente aqueles que possuem casos de câncer familiar.

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SOCIEDADE CONSCIENTIZAÇÃO Por Rev.Fábio Edson Igreja Manancial da Graça

O RESPEITO AOS IDOSOS É BÍBLICO!

Precisamos retribuir o cuidado que eles tiveram conosco.

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eus sabe a importância que o idoso tem. A Bíblia alimenta e estimula o respeito pelos mais velhos. Uma das leis dadas a Israel por intermédio de Moisés diz: “Fiquem de pé na presença das pessoas idosas e as tratem com todo o respeito” (Lv 19.32, BLH). Paulo, sem dúvida, tinha isso em mente quando instruiu a Timóteo: “Não repreendas asperamente ao homem idoso, mas exorta-o como se ele fosse seu pai” (1 Tm 5.1, NVI). Infelizmente as pessoas estão tão doentes em si mesmas que descartam essas instruções e pior, tudo isso começa no próprio lar. O destrato com aquele que está com o peso da idade o levando a agir como criança e precisando do amor e cuidado da mesma maneira

Festas

Ar-Condicionado

que uma criança necessita, é grande. Isso me lembra de uma palavra, a INGRATIDÃO e dureza de coração. Quando éramos crianças eles cuidavam de nós, doaram suas vidas, investiram muita atenção e hoje quando estão precisando disso não há a retribuição. Tantos casos em que famílias ficam dispensando o cuidar deles, fugindo, e se possível os excluindo dos cuidados e amor. O descartável é fato. Como esperar dias melhores com seres humanos tão endurecidos, ausência de amor genuíno e gratidão? Somos uma sociedade com muito falso moralismo em todos os aspectos. Falam de amor, mas nem sabem o que é isso na prática, querem ver? Parafraseando o Apóstolo Paulo posso dizer que:

Quem ama não desiste, não para nos obstáculos. Quem ama inclui o outro no seu projeto de vida, jamais o excluí. Quem ama não maltrata, não anula o outro. Quem ama não procura seus próprios interesses. Quem ama não se alegra com a injustiça, honra compromissos. Quem ama tudo sofre, tudo crer. A velhice é um tempo de sabedoria , veja o que diz a bíblia no livro de Jó 12.12 “Com os idosos está a sabedoria, e na abundância de dias, o entendimento. A sabedoria pelos dias vividos. " Que Deus nos ajude, sabemos que não é tarefa fácil, a velhice realmente é algo difícil, mas a gente precisa retribuir o cuidado que tiveram conosco e o amor é a arma mais forte.

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