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Ano 5 Número 20 2010

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ESPECIAL BIODIVERSIDADE

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E xpediente

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08 Unesco inicia Ano Mundial da Biodiversidade

12 O que é Biodiversidade ? 16 Comércio do pau-rosa será monitorado 30 Preservação da harpia vira livro Toda a imponência e exuberância da harpia, uma das maiores e mais belas aves de rapina do mundo, está imortalizada, com a publicação, pelaVale, de um livro que traz fotos inéditas sobre essa espécie tão importante para a biodiversidade brasileira. A obra foi lançada no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, registra o trabalho de um grupo de pesquisadores que, durante oito meses,monitoroudoisninhosdaave...

34 O Global Sustainable

Bioenergy Project (GSB)

40 A humanidade não pode salvar o planeta 42 A Terra pede socorro!

O Homem pede socorro!

44 Espécies exóticas invasoras - IAS As espécies exóticas invasoras (IAS) são espécies cuja introdução e / ou propagação fora dos seus habitats naturais ameaçam a diversidade biológica. Embora apenas uma pequena porcentagem de organismos transportada para novos ambientes se torna invasoras, seus impactos negativos pode ser extensivo e substancial...

50 A resistência da Floresta amazônica à seca

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PUBLICAÇÃO Período (abril/maio) Editora Círios SS LTDA ISSN 1677-7158 CNPJ 03.890.275/0001-36 Rua Timbiras, 1572-A Fone: (91) 3083-0973 Fone/Fax: (91) 3223-0799 Cel: (91) 9985-7000 www.revistaamazonia.com.br E-mail: amazonia@revistaamazonia.com.br CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil DIRETOR Rodrigo Barbosa Hühn PRODUTOR E EDITOR Ronaldo Gilberto Hühn COMERCIAL Alberto Rocha, Rodrigo B. Hühn ARTICULISTAS/COLABORADORES Arquivo CBD; Camillo Martins Vianna; Célio Pezza; Cesar B. Fechine; Denis Aragão; João Luis dos Santos Moreira; José Humberto Chaves; Guilherme A. V. Dias; Marcelo Serafim ; Paulo Rocha FOTOGRAFIAS Arquivo CBD; Arquivo GSB; Arquivo NASA / Goddard Space Flight Center; Arquivo Sipam; Blue Planet Flun; Elza Fiuza/ABr; Erica Ramalho/GIFE; Frederico Y. Ushara; João Marcos Rosa; Leonardo Prado; Luiz Machado; ; Maria S. Fresy; Michael Bartolos/ Academia of Sciences Califórnia e Peter Grigeby EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Editora Círios SS LTDA DESKTOP Mequias Pinheiro NOSSA CAPA Harpia, na Floresta Nacional de Carajá Foto de João Marcos Rosa

A Nasa – agência espacial americana, encomendou um estudo à universidade de Boston, nos Estados Unidos, que concluiu: a Floresta Amazônica é bem mais resistenteàsecadoqueindicavamestudosanteriores.

64 Fórum Internacional de Sustentabilidade busca alternativas sustentáveis

68 Belas intenções versus realidade 69 A conclusão das Eclusas de Tucuruí

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74 Turismo Rural uma conquista real para

o desenvolvimento econômico do Brasil

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76 As melhores fotos de natureza 78 Botânicos identificam novas espécies

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Amazônia discutirá Plano de Ação Regional para a Biodiversidade Fotos: Sergio Amaral/OTCA

os dias 6 e 7 de maio, os vice-ministros de Meio Ambiente dos Países Membros da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), se reúnem em Lima, Peru, para discutir o Plano de Ação Regional para a Biodiversidade, elaborado entre 2006 e 2009 no âmbito doProgramaOTCA/BID. Os Países Membros da OTCA pretendem aprovar uma série de medidas capazes de frear o desmatamento, a perda da biodiversidade, a contaminação das águas, a deterioração dos povos indígenas e valores culturais, e a degradaçãodaqualidadedomeioambiente. Neste sentido, o Plano de Ação para a Biodiversidade

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Embaixador Manuel Picasso, Secretário-Geral da OTCA

surge como mecanismo para fortalecer as parcerias entre os governos e assim facilitar a implementação de programaseprojetosregionaisdirigidosaconservaçãoe aousosustentáveldabiodiversidade. De acordo com o embaixador Manuel Picasso, Secretário-Geral da organização, “a OTCA iniciou um processo de reflexão e diálogo com os oito Países Parte tendo em conta o seu relançamento, a configuração de um novo e moderno papel, e as oportunidades e desafiosqueseapresentam”.

Biodiversidade Em janeiro deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU), lançou em Paris o “Ano Internacional da Biodiversidade”que vai marcar 2010 com uma série de eventos em todo o mundo em defesa das riquezas naturais. Cerca de 17 mil espécies de plantas e animais estão ameaçadosdeextinçãoemtodooplaneta. O Brasil está em primeiro no ranking da biodiversidade e o atual governo assumiu o compromisso de proteger em unidades de conservação, 30% da Amazônia e 10% dos demais biomas (Mata Atlântica, Cerrado, Pantanal, CaatingaePampas). A bacia Amazônica é uma das áreas que mais sofreu 06| REVISTA AMAZÔNIA

mudanças no seu ecossistema terrestre nas últimas décadas, de acordocomaAvaliaçãode Ecossistemas do Milênio, finalizadaem2003. O desmatamento e a expansão da agricultura, aliados à extração ilegal de madeira, incêndios A região representa 15% do florestais, construção de processo global de fotossíntese infra-estrutura, tráfico ilegal de espécies silvestres, mineração e biodiversidade. desconhecimento do valor da biodiversidade, Neste sentido, deve identificar ações para reduzir e constituem-se nos principais desafios a serem monitorar o desmatamento, bem como implementar enfrentadospelospaísesamazônicos. medidas urgentes para assegurar a preservação e Com o propósito de atacar esses problemas, o Plano de conservação da biodiversidade, incluindo mecanismos Ação Regional para a Biodiversidade Amazônica que apóiem e atraiam financiamento para as ações de compreende a execução de diversas ações entre 2011 e conservaçãoeproteçãodasflorestas. 2015, nas áreas de ciência e tecnologia, controle do A Amazônia em números tráfico de fauna e flora silvestres, áreas protegidas, e biocomérciosustentável. A Amazônia Continental representa 6% da superfície do “Este processo teve início com as decisões adotadas em planeta e ocupa mais de 40% do território sulManaus pelos presidentes e seguirá este ano com outros americano com cerca de 7,4 milhões de km2, onde se eventos e reuniões de caráter político e técnico, com o concentram 1/5 da água doce e 1/3 das florestas do objetivo de revisarmos os temas pendentes, identificar mundo. A região representa 15% do processo global de prioridades, atualizar o Plano de Trabalho adotado em fotossíntese. 2004 e conformar a nova Agenda Estratégica de Seus rios despejam 20% da água doce do planeta nos Cooperação Amazônica com um horizonte de ações de oceanos e a Amazônia possui mais de três milhões de curto,médioelongoprazo”,afirmouPicasso. km2deflorestascontínuas. A Amazônia brasileira compreende 3.581 Km2, o que Antecedentes equivale a 42,07% do país. O Brasil é detentor de 60% da Os compromissos dos países amazônicos com a BaciaAmazônica. biodiversidade regional começaram a ser definidos com Não por acaso, suas riquezas sempre estimularam a o Convênio sobre a Diversidade Biológica, adotado na cobiçainternacional. Cúpula do Rio de Janeiro, em 1992, e na Estratégia Em julho de 1978, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Regional de Biodiversidade para os Países do Trópico Guiana, Peru, Suriname e Venezuela, assinaram o Andino,de2002. Tratado de Cooperação Amazônica (TCA) com o Ainda em 2002, o Grupo de Países Megadiversos Afins, propósito de assegurar a soberania e impulsionar o foi instituído como mecanismo de consulta e desenvolvimento sustentável dos respectivos territórios cooperação para promover interesses e prioridades amazônicos. relacionadas à conservação e o uso sustentável da Dezessete anos depois, em 1995, nasce a Organização diversidadebiológica. do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que teve O principal objetivo deste mecanismo está no sua Secretaria Permanente estabelecida em Brasília em desenvolvimento de projetos estratégicos e acordos dezembrode2002. bilaterais, regionais e internacionais, de fortalecimento dacooperaçãoSul-Sul. Também o Plano Estratégico 2004-2012, da OTCA, defende a necessidade de se formular e adotar uma EstratégiaRegionalAmazônicadeBiodiversidade. De acordo com a Declaração de Manaus, a Agenda Estratégica de Cooperação Amazônica deve estar orientada para os princípios de redução das assimetrias No Ver-o-Pêso, os perfumes, a magia e as ervas típicas regionais, alternativas econômicas complementares, e da Amazônia aproveitamento sustentável e racional da

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Unesco inicia Ano Mundial da Biodiversidade 2010 Ano Internacional da Biodiversidade

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A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) iniciou em sua sede em Paris, assistido por especialistas e representantes políticos, o Ano Mundial da Biodiversidade, no qual quer fixar objetivos para reduzir a degradação do mundo animal e vegetal

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Preservação da biodiversidade: um desafio vital Conter a erosão sem precedentes, da biodiversidade e de sensibilização para a necessidade de mudar o nosso comportamento são prioridades urgentes. Esta foi à conclusão unânime dos participantes na solenidade de início do Ano Mundial da Biodiversidade, o evento organizado pelas Nações Unidas para a Educação, a CiênciaeaCultura(UNESCO),emParis. A Diretora Geral da UNESCO, Irina Bokova, declarou em uma mensagem de vídeo na abertura do encontro que, "Nós não devemosserdesencorajadospelosresultados" da ONU sobre Mudança Climática em Copenhague em dezembro passado. Em vez disso, ela disse, evocando a

Ainda na audiência pública sobre os povos tradicionais 100

destruição de habitats naturais e da perda acelerada da biodiversidade, "Temos de mudar as tendências atuais. O futuro que escolhemos para o nosso planeta está em nossas mãos. "Davidson Hepburn, presidente da Conferência Geral da UNESCO, sublinhou que, "Estamos testemunhando a perda dos serviços muito sobre quais os sistemas de subsistência dependem", no caso de muitas populações, particularmente as dos pequenos Estados insulares. "As sociedades devem esforçar-se para uma utilização mais sustentável dos recursos naturais e para uma redução na perda de habitat e as alterações climáticas, incluindo as dimensões sociais e culturais. Isto irá permitir-nos a preservar os serviços de quedepende-osserviçosdebiodiversidade." Os participantes do evento, que foi patrocinado pela UNESCO, com o apoio do Museu Nacional Francês de História Natural, incluídos Ahmed Djoghlaf, secretário executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB); Jochen Flasbarth, Presidente da Mesa da Conferência das Partes (COP 9) da Convenção sobre Diversidade Biológica; Monique Barbut, CEO e presidente da Biodiversidade Global (GEF) e Angel Cropper, director executivo adjunto da Organização das Nações UnidasparaoAmbiente(PNUA). Durante a reunião, Ahmed Djoghlaf, observou que o mundo tinha "não cumpriu a meta aprovada pelos 110 chefes de Estado e de Governo para reduzirsubstancialmenteataxadeperda de biodiversidade até 2010", e advertiu que a biodiversidade está sendo perdida

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em uma taxa "sem precedentes ". Ele ressaltou que os mais de 100 relatórios nacionais apresentados pelas Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica confirmou que continuamos a perder biodiversidade a umataxa"semprecedentes". «Issonãoquerdizerquenãotemhavidoalgunssucessos parciais ou regionais", disse ele. "Precisamos identificar esses êxitos importantes e construir sobre eles como se prepararopróximoplanoestratégicodaCDB." Estes sucessos serão detalhados na Global Biodiversity Outlook 3, que será publicado pela CBD em maio. Eles incluem uma desaceleração do desmatamento na Amazônia brasileira por 74%, uma redução de 45% na taxaanualdeperdasdemangue,eumaumentode26% naproporçãodeÁreasImportantesparaasAves.Maisde 12% das áreas terrestres estão agora sob alguma forma deproteção. O relatório vai identificar caminhos para resultados ainda mais otimistas que, com a ajuda de uma ação urgente e concertada, poderia evitar as conseqüências mais perigosas da perda de biodiversidade. Conduzido pela Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), em parceria com a UNESCO, o Ano Internacional

tem como objetivos principais a sensibilização sobre a necessidade de proteger a vida na Terra e fazer a ponte entre a ciência e os decisores políticos sobre esta questão. Durante o Ano Internacional da Biodiversidade, os governos nacionais tentarão chegar a acordo sobre uma nova meta de biodiversidade, a ser decidida na CimeiradebiodiversidadeNagoya,emoutubro. Ao longo do ano serão celebrados outros atos similares ao de hoje, os maiores em Madri,Trondheim (Noruega), NovaYork (EUA), Dar es Salaam (Tanzânia) e finalmente no Japão, onde ocorrerá o maior dos encontros, em Nagóia de 11 a 29 de outubro, assim como o dia de encerramento,emKanazawaemdezembro. Em entrevista coletiva na sede da organização, Ahmed Djoghlaf, secretário-executivo da Convenção sobre a Diversidade Biológica das Nações Unidas, reivindicou a importância de obter acordos entre a comunidade científica e os Governos e de se conseguir o "compromisso" dos diferentes Executivos para alcançar objetivostantoglobaiscomonacionaiseregionais. Djoghlaf destacou que todo o mundo deve ter uma "mudança de atitude" para preservar a biodiversidade paraasgeraçõesfuturas.

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Ano Internacional da Biodiversidade

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Numa tentativa de travar a perda sem precedentes de espécies devido à atividade humana do mundo, a uma taxa de alguns especialistas colocam a 1.000 vezes a progressão natural, as Nações Unidas está marcando 2010 como o Ano Internacional da Biodiversidade, com uma série de eventos destacando a papel fundamental no fenômeno desempenha na manutenção do sistema de suporte de vida no Planeta Terra. "Os seres humanos fazem parte da rica diversidade da natureza e tem o poder de proteger ou destruí-la", o Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), que é organizado pelo Programa Ambiental da ONU (Unep), disse em síntese principal mensagem do Ano , com seu foco na sensibilização para gerar pressão pública para a ação por fabricantes do mundo decisão. "Biodiversidade, a variedade de vida na Terra, é essencial para a manutenção das redes e dos sistemas vivos que nos fornecem todos com saúde, riqueza, comida, combustível e serviços vitais nossas vidas dependem.

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O que é

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2010 Ano Internacional da Biodiversidade

biodiver sidade? A

Ilustrações de Michael Bartolos, sobre Biodiversidade, na Academy of Sciences California

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biodiversidade é um conceito amplo que engloba a variabilidade de organismos vivos de todas as fontes, a diversidade e o equilíbrio dos ecossistemas sustentados por essa va r i a b i l i d a d e, b e m co m o a diversidade genética de organismos vivos de uma geraçãoparaaseguinte. ATerra é o lar de um número estimado de 30 milhões de espécies, cerca de 1,75 milhões dos quais foram identificados. "A diversidade da espécie" é o termo usado para descrever essa riqueza de espécies variadas. Recifesdenossoplanetasãotambémcaracterizadospor várias componentes ambientais, incluindo as florestas (naturais, artificiais e campos), pântanos, rios e coral. Todososseresvivosexibemadiversidadedeorganismos e os resultados da sua adaptação às variadas condições ambientais, através de quatro bilhões de anos de evolução. Outro aspecto da biodiversidade é "a diversidade dos ecossistemas", ou a existência de diversascondiçõesambientais. Organismos que apresentam características diferentes como uma resistência à seca, calor, ou a doença - são mais capazes de se adaptar a uma ampla das condições ambientais. Isso é demonstrado pelas variações nas características ou comportamento que são evidentes entre os organismos individuais, mesmo da mesma espécie, em diferentes habitats. Estas diferenças entre os organismos da mesma espécie - um fenômeno conhecido como "diversidade genética" - representam outro aspecto importante da biodiversidade, embora tendaaseresquecida. As numerosas espécies de organismos vivos criaram uma teia da vida através de diversos ecossistemas que

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suporta o ambiente global e, por conseguinte, nossas próprias vidas. O mundo dos diversos organismos vivos, criados pela natureza, é genericamentereferidocomo"biodiversidade". Biodiversidade também se refere ao dinamismo da evolução e da extinção. A conservação da biodiversidade não é assegurada pela manutenção da diversidade de organismos vivos que existe em um determinado ponto no tempo, mas permitindo a evolução e a extinção a ocorrer no relacionamento entre os organismos vivos (como competição e simbiose)nomundonatural. As atividades humanas devem ser exercidas em harmonia com a natureza para que os organismos vivos inerentes a diferentes condições ambientais podem sobreviver e ajudaramanterecossistemassaudáveis.

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As Bênçãos da Biodiversidade A Humanidade goza de muitos benefícios da biodiversidade, particularmente nas áreas de abastecimento de alimentos, produtos florestais, vestuário, remédios, oxigênio (produzida pelas plantas através da fotossíntese), e água limpa (purificada por microorganismos). É importante ter em mente que a biodiversidade é uma parte integrante da nossavidadiária. A Avaliação Ecossistêmica do Milênio foi lançada em 2001 por iniciativa da Organização das Nações Unidas. No âmbito deste projeto, as funções derivadas de ecossistemas que são indispensáveis para o bem-estar da humanidade (serviços de ecossistema) são classificadas em quatro grandes categorias.

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Provisionamento de serviços

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Serviços culturais Para enriquecer os aspectos culturais e espirituais de nossas vidas. Estes ecossistemas locais ofertam recreação,valorestéticoesatisfaçãoespiritual. Assim, os ecossistemas têm de apoiar todos os aspectos das nossas vidas, uma vez que a unidade de energia e ciclos de materiais contribui para a cultura regional, bem comoasnossasnecessidadesespirituais.

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O Estado da Biodiversidade Hoje,muitasespéciesdefaunaemtodoomundoestãoà beira da extinção. De fato, 8.462 espécies de animais e 8.466 espécies de plantas estão na Lista Vermelha de Espécies ameaçadas 2008, compilada pela União Internacional para a Conservação da Natureza – IUCN. No Japão, são 3.155 espécies da ListaVermelha 2006/07 de animais selvagens ameaçados emitidos pelo MinistériodoAmbiente,doJapão. Alguns especialistas dizem que estamos vivendo na sexta extinção em massa após o quinto evento desta naturezaqueafetaramosdinossauros.Naverdade,cerca de 40.000 espécies se extinguem a cada ano, o que excede em muito o ritmo da perda que podem ser largamente atribuído às atividades humanas, tais como o desenvolvimento do ambiente natural, sobreexploração e importação de espécies exóticas invasoras. Como parte do ecossistema global, os seres humanos devemviveremharmoniacomoutrosorganismosvivos, no entanto, somos a espécie que predominantemente afeta outros organismos vivos, e empurrando-os à beira daextinção. Poderíamos pensar que este ritmo de perda da espécie não importa, desde que os organismos que se extinguem são irrelevantes para nossas vidas. É importante lembrar, no entanto, que todos os organismos vivos, no contexto de um ecossistema e

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Para satisfazer as necessidades básicas da sociedade humana (incluindo os alimentos, fibras, produtos florestaisemedicinais)sãoderivadosdosecossistemas.

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Serviços de Apoio Para lançar as bases para outras categorias de serviços dos ecossistemas. Estes incluem ciclo da água e nutrientes, bem como a formação do solo e preservação. Estes se destinam a formar e manter um ambiente no qual os organismos vivos (incluindo os seres humanos) edoshabitatspodemsobreviver. 14| REVISTA AMAZÔNIA

Regulamentação dos serviços Para atenuar os efeitos adversos da poluição, alterações climáticas, e infestações de insetos, bem como os impactos de tais efeitos adversos sobre a sociedade humana.

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A extinção de qualquer espécie, podem ter impacto na nossa vida de uma maneira inesperada

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No Japão, a primeira Estratégia Nacional para a Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica foi aprovada em uma reunião de Ministros em Outubro de 1995, mais recentemente, a terceira Estratégia Nacional foi aprovado em uma reunião de MinistrosemNovembrode2007. Além disso, a respeito da Convenção sobre Diversidade Biológica, o Protocolo de Cartagena foi adotado como um acordo suplementar à Convenção. Ela estabelece procedimentos para o transporte, manuseio e uso de organismos vivos modificados que tem o potencial de afetarnegativamenteabiodiversidade.

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O que é COP 10?

extinção de qualquer espécie, podem ter impacto na nossavidadeumamaneirainesperada.

Visão geral da Convenção sobre Diversidade Biológica Porque a Convenção de Ramsar e Washington foi destinada para a conservação de regiões específicas e espécies, e não a biodiversidade por si só, a Convenção sobre Diversidade Biológica foi proposta como uma novelaeumquadroglobal. A convenção foi adotada em 22 de maio de 1992, e foi aberta à assinatura na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento ( "A Cimeira da Terra"), realizada no Rio de Janeiro, Brasil, em junho 3-14, 1992. Ela entrou em vigor em 29 de dezembro de 1993. No final de Fevereiro de 2009, 191 países e regiões quesetornampartescontratantes. O Japão também passou a fazer parte da convenção em maiode1993.

Três objetivos da Convenção: 1. Conservaçãodadiversidadebiológica; 2. Utilizaçãosustentáveldosseuscomponentese 3. Partilha justa e equitativa dos benefícios decorrentes dautilizaçãodosrecursosgenéticos. A convenção exige que as partes contratantes programem medidas que visem à conservação e

utilização sustentável de acordo com suas respectivas capacidades. A Convenção também reconhece a soberania dos respectivos países sobre seus recursos naturais e exige a repartição justa e eqüitativa dos benefícios entre os países que são predominantemente provedores de recursos genéticos e os países que são predominantemente os receptores dos recursos genéticos. Artigo 6 º da Convenção obriga as partes contratantes "desenvolver estratégias, planos ou programas para a conservação e utilização sustentável da diversidade biológica".

COP - ou "Conferência das Partes" - refere-se a uma reunião com as partes contratantes de uma convenção internacional. Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica reunir a cada dois anos para determinar vários quadros internacionais para a conservação da diversidade biológica. É uma das mais prestigiadas conferências internacionaisnodomíniodoambiente. O encontro bienal é acompanhado por um MOP (Conferência das Partes), que reuniu as Partes Contratantes do Protocolo de Cartagena sobre Biossegurança, um acordo complementar à Convenção sobreaDiversidadeBiológica. A 10 ª Reunião da Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP 10) e a 5 ª Reunião da Conferência das Partes servindo como reunião das Partes do Protocolo de Cartagena (MOP-5) será realizada em Nagoya, Aichi, em 2010 – ano que marca o Ano Internacional da Biodiversidade. Esse é também o prazo para a Biodiversidade 2010 aprovada na COP 6 (realizada em Haia, Holanda) em 2002, que obriga as partescontratantes"reduzirsignificativamenteataxade perda de diversidade biológica até 2010." Assim, a COP 10 será um marco importante para a Convenção sobre DiversidadeBiológica. As Conferências das Partes anteriores: COP 1 de novembro de 1994 Nassau, Bahamas COP 2 de novembro de 1995 Jacarta, na Indonésia COP 3 de novembro de 1996 Buenos Aires, Argentina COP 4 de maio de 1998 Bratislava, Eslováquia COP 5 de maio de 2000 Nairobi, Quénia COP 6 de abril de 2002 Haia, Holanda COP 7/MOP 1 de fevereiro de 2004 Kuala Lumpur, Malásia MOP 2 de maio de 2005 Montreal, Canadá COP 8/MOP 3 de março de 2006 Curitiba, Brasil COP 9/MOP 4 de maio de 2008 Bonn, Alemanha

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Comércio do pau-rosa será monitorado

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Proposta brasileira de inclusão do pau rosa, em lista de produtos controlados foi aceita por unanimidade em Doha s 175 membros da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e da Flora Silvestres (Cites, na sigla em inglês), reuniram-se recentemente em Doha, no Catar, na COP-15 da Cites, para negociar novas medidas de proteção à biodiversidade. OobjetivomaiordoBrasilnaCOP-15daCiteseraaprovar a inclusão do Pau-rosa (Aniba rosaeodora) no Anexo II. Utilizada para a extração de óleo essencial para a

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produtores clandestinos. "O maior problema do pauprodução de perfumes finos, a árvore do Pau-rosa foi rosa é a exploração ilegal", diz. "Quem quiser trabalhar explorada durante décadas na região amazônica. comoplantio,dentrodalei,serábeneficiado." Atualmente, é encontrada quase que exclusivamente no Um levantamento feito pelo Ibama, segundo ele, Estado do Amazonas.Trata-se de uma árvore de grande revelou que o volume exportado de óleo de pau-rosa porte, podendo atingir até 30 metros de altura por 2 entre 2003 e 2008 foi 500% maior do que o volume que metrosdediâmetro. havia sido autorizado pelo instituto. "Acho que o futuro A proposta do Brasil foi analisada pelas delegações dos da indústria é mesmo o plantio, com produção de óleo países presentes em Doha e foi aprovada por dasfolhasegalhos",opinatambémSampaio,doInpa. unanimidade. A inclusão do Pau-rosa nos Anexos da Por ser um produto de difícil obtenção - e, portanto, caro Cites significa que todos os países signatários da -, a essência do pau-rosa é usada principalmente pela Convenção ajudarão o Brasil no combate ao comércio indústria de perfumes finos. O linalol sintético continua ilegal desta espécie. No entanto, a negociação para a no mercado, mas compará-lo ao óleo do pau-rosa, aprovação da proposta brasileira exigiu uma discussão segundo Barata, "é como comparar o som de uma técnica profunda. Alguns países, sobretudo da União rabecaaodeumaorquestrasinfônica". Européia, receiam que a identificação do óleo essencial da espécie seja dificultada, devido às Wijnstekers, secretário-geral semelhanças com o óleo essencial de Willem apresenta cópias de material de outras espécies. Para evitar problemas treinamento para a CITES de implementação do controle por parte dos países, foi proposta pela União Européia um projeto de decisão que foi imediatamente aceito pelo Brasil e contou, ainda, com o apoio do Comitê de Flora da Cites. "Foi uma votação unânime", disse Chaves, que faz parte da delegação brasileira em Doha. Chaves, do Ibama, aposta que a inclusão na Cites fortalecerá a indústria certificada, diminuindo a concorrência com

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Durante a reunião da CITES, em Doha, no Catar, para negociar novas medidas de proteção à biodiversidade

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Além da proposta brasileira, o Brasil participou ativamente das negociações de diversas outras espécies, adotando sempre uma postura coerente com o status da espécie em questão e apoiando as propostas de inclusão de espécies cujas propostas foram bem fundamentadas.Osprincipaisdestaquesemrelaçãoàspropostasdeespéciesforam:

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Thiago Bosch e Renato Leonardi ocupando a bancada destinada à delegação brasileira

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Bulnesiasarmientoi Essa espécie foi proposta pela Argentina, sendo que a mesma possui uma restrita ocorrência no Brasil. O Brasil apoiou a proposta, uma vez que não há registros de comercialização internacional desta espécie no país e a proposta argentina estava muito bemfundamentada.EstapropostatevetratamentosemelhanteaodoPau-rosa. Tubarões O Brasil apoiou todas as propostas relativas aos tubarões, especialmente o grupo dos tubarões martelo. No entanto, todas as propostas foram rejeitadas. Notou-se uma resistência muito grande dos países asiáticos, liderados pelo Japão, para a inclusão de recursos pesqueiros na Cites. A proposta da União Européia para inclusão do tubarão LamnanasusfoiaprovadanoComitêI,masfoireabertaederrubadanoPlenário. Atum-azul Na análise da proposta de Mônaco, de inclusão do atum-azul no Anexo I observou-se uma discussão muito polarizada. Não houve espaço para uma construção de meio termo, que era o que o Brasil esperava. A UniãoEuropéia propõs algo neste sentido, estabelendo um prazo para a entrada do atum no Anexo I condicionada aos resultados a serem apresentados pela ICCAT no final do ano. Sugeriu, também, a criação de um grupo de trabalho para buscar outras propostas intermediárias. Estas iniciativas foram amplamente rejeitadas. Com isso a proposta de Mônaco foi a votação e perdeu por maioria absoluta. O Brasil se absteve em relação ao voto, pois apostava em algo intermediário para que ICCAT e CITES pudessem trabalhar juntas pela conservação da espécie. Outros temas administrativos foram objeto de atenção da delegação brasileira e aqueles maisimportantessãorelatadosabaixo:

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José Humberto Chaves Diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama

Ano Internacional da Biodiversidade O mundo está cheio de coisas mágicas pacientemente esperando que os nossos olhos para crescer mais nítidas e melhor O Ano Internacional da Biodiversidade tem como missão alertar para o contínuo empobrecimento do Planeta, numa altura em que os cientistas estimam que 34 mil espécies de plantas e 5200 de animais estão em risco de extinção. Em 2008, a Assembleia-geral da ONU convidou todos os países membros a criar comitês nacionais, integrando representantes de entidades locais, para celebrar o Ano Internacional da Biodiversidade. A ONU está marcando o Ano Internacional da Biodiversidade organizando duas conferências.

Uma delas, a Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), no âmbito da qual foi publicada a lista vermelha das espécies ameaçadas cuja comercialização é proibida, realizada de 13 a 25 de Março, em Doha, Qatar. O outro evento é a 10.ª conferência da Convenção sobre Diversidade Biológica que será em Nagoya, Japão, de 18 a 29 de Outubro. Os cientistas estimam que a sexta extinção em massa das espécies já está a decorrer. A última conhecida refere-se ao desaparecimento dos dinossauros e aconteceu há 65 milhões de anos.

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Pau-rosa é uma planta de porte arbóreo da família Lauraceae. É uma árvore de grande porte, podendo atingir 30m de altura e 2m de diâmetro. O tronco apresenta um formato reto e ramificado no ápice, formando uma copa pequena. Sua casca tem coloração pardo– amarelada ou pardoavermelhada, que se desprende em grandes placas. As folhas são coriáceas, simples, alternas, ovais com inserção em um dos pólos, elípticas ou obovadolanceoladas (mais largas no meio ou na base tendendo a uma forma em lança), com 6-25cm de comprimento e 2,5-10cm de largura. Suas margens são recurvadas ou planas, com face superior sem tricomas (pêlos) e verde-escura e a face inferior com tricomas e de coloração amarelo pálida. As flores são amarelo-ferruginosas, hermafroditas e diminutas, dispostas em panículas subterminais. Suas pétalas e sépalas, as quais são idênticas, se organizam em dois conjuntos. Os estames, em número de nove, estão distribuídos em três conjuntos com três estames cada. Já o ovário é

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central, o qual está inserido acima do eixo de inserção das pétalas e apresenta um óvulo. Reproduz-se através de fecundação cruzada, garantida pela ocorrência de dicogamia sincronizada, ou seja, o amadurecimento dos órgãos reprodutores, masculino e feminino, ocorre em momentos distintos. O fruto é uma baga de coloração violáceoescura, elipsóide ou subglobosa, com 2-3cm de comprimento e 1,5-2cm de diâmetro. Possui casca fina e polpa carnosa de coloração amareloesverdeada. Está inserido em uma cúpula espessa de 1cm de comprimento. Contém 1 semente ovóide, com 2,6cm de comprimento e 1,5cm de diâmetro. Destaca-se na produção de óleo essencial de aroma agradável, rico em linalol e muito utilizado na indústria de perfumaria como fixador. O óleo é obtido a partir de qualquer parte da planta, porém a madeira tem sido sua fonte principal. Diferenças no rendimento, nas propriedades físico-químicas e no aroma foram encontradas em função da parte da planta utilizada e das variações entre as espécies. O óleo das folhas possui aroma adocicado e o da madeira apresenta aroma semelhante à lavanda.

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A amostra da madeira de pau-rosa – Aniba rosaeodora

Doc. Com-I-02 – Cedrela odorata, Dalbergia retusa, Dalbergia granadillo y Dalbergia stevensonii O Brasil informou na Conferência que já solicitou a inclusão da Cedrela odorata no Anexo III. A inclusão do Cedro-rosa no Anexo III também é uma excelente estratégia para a proteção da espécie. O Ibama está desenvolvendo alguns projetos para estudar esta espécie para tomar uma decisão em relação à sua

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Delegação Brasileira: da esquerda para a direita, José Humberto Chaves - Diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas do Ibama; Thiago Bosch - analista Ambiental do Ibama; Roberta Lima - Ministério das Relações Exteriores; Renato Leonardi - Ministério das Relações Exteriores; Henrique Anatole Ramos - Analista Ambiental do Ibama e Rui Vasconcellos - Conselheiro do Ministério das Relações Exteriores

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situação no futuro. É possível que os dados subsidiem umapropostadeinclusãonoAnexoII. Doc.Com-I-14–Mogno O Brasil apoiou a continuação do Grupo de Trabalho do mogno, que foi ampliado para GT do mogno e outras espécies madeireiras neotropicais. Inicialmente as espécies a serem trabalhadas pelo Grupo de Trabalho são Cedrela odorata, Dalbergia retusa, Dalbelgia granadillo and Dalbergia stevensonii. Destas, somente Cedrelaodorata(cedro-rosa)ocorrenoBrasil. Houve mudanças na composição do Grupo com a entrada de dois especialistas de instituições de pesquisa em manejo florestal na Amazônia e dois especialistas também em manejo na região de duas organizações não-governamentais. A presidência do Grupo se dará em até 30 dias a partir da análise de currículos enviados à Presidência do Comitê de Flora. Nos bastidores o Brasil tem sido convidado a participar do comando do Grupo de Trabalho por causa dos avanços que o país teve ao longodosúltimosanos. Docs.30–Concessãodelicençaseletrônicas A experiência brasileira no desenvolvimento de um sistema para concessão de licenças eletrônicas foi fundamental para o apoio ao documento. Na COP-15 vários países da região procuraram nossa delegação para conhecer o sistema do IBAMA. O Secretariado Cites tentará apoiar ações na região para que o Brasil possa difundir a tecnologia. De parte do IBAMA, assumiu-se o compromisso de avaliar o“Toolkit”disponibilizado pela Secretaria e implementar as mudanças necessárias para adaptaçãoaosistema. Piperivora Selenidera é um importante consumidor de frutas e agente de dispersão do Pau-rosa – Aniba rosaeodora Ducke

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Uma das árvores da Amazônia mais ameaçadas de extinção, por ser de grande valia da indústria de perfumaria. Durante muito tempo foi a base do "Chanel nº 5", perfume francês que atingiu grande popularidade quando a atriz e símbolo sexual Marilyn Monroe declarou que dormia "coberta apenas pelo Chanel nº 5"

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A COP 10 em Aichi-Nagoya Em Aichi-Nagoya, Natureza e Biodiversidade abundante

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Através dos anos, o povo desta região tem tratado o cenário natural como sagrado e vivem em harmonia com ela. Esse contato próximo com a natureza deu origem a uma miríade de artes e artesanato tradicionais exigentes.

ara garantir o sucesso da10 ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica – COP 10, que irá ocorrer no próximo outubro, na cidade de Aichi-Nagoya, no Japão, foi criado o Comitê de Promoção da CDB/COP-10. A Comissão co Comitê vai apoiar as regras da conferência, a promoção da conservação e uso sustentável da biodiversidade, e facilitar o desenvolvimento de umaregiãoemharmoniacomanatureza. O Comitê é presidido por Masaaki Kanda, governador de Aichi,Takashi Kawamura,o vicepresidente é presidente da Câmara de Nagoya. Além de Kunihiko Okada, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Nagoya, e Fumio Kawaguchi, Presidente do Comitê EconômicoChubuFederação. A COP-10 oferece uma oportunidade para uma variedade de organizações considerarem a relaçãoentreahumanidadeeanatureza. Por um lado, o povo de Aichi-Nagoya desenvolveu um relacionamento próximo com a natureza ao longo de gerações. Por outro lado Aichi-Nagoya é uma das mais densas regiões industriais do Japão. Os visitantes poderão ver em primeira mão que uma indústria próspera e rica pode coexistir com a biodiversidade. As lições que serão aprendidas em Nagoya, serão inestimável para os países que estão A natureza é exuberante atualmente a atravessar um desenvolvimento na componente integral das religiões e tradições locais econômicoeindustrialrápido.

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A natureza abundante nesta região pode ser atribuída a muitos córregos e rios que atravessam a região central. O rio Kiso Shounai e Três Rios estão entre os maiores a atravessar a planície Noubi. Eles são complementados pelos muitos córregos e rios que correm desde as montanhasdeprofundidadenaregiãodeMikawa.Perto está o Ise região da baía onde a terra não é tão fértil, mas os abundantes recursos aquáticos dos rios e da Baía de

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Ise, tudo contribui para uma rica biodiversidade. Na secção traseira mais desta região encontra-se nas montanhas Chubu, cuja natureza é exuberante na componente integral das religiões e tradições locais. Estas montanhas dão lugar a área da baía de Ise que os canais de escoamento de água no mar. Esta é uma área comdiversosecossistemas.

Experiências

As bênçãos da natureza e MONOZUKURI Aichi-Nagoya tem orgulho de ser líder do Japão na produção industrial em termos de valor agregado.

Muitosdosprincipaisfabricantesdomundoencontramse aqui a criação de produtos em uma ampla gama de áreas, incluindo o automotivo, aeroespacial, robótica, cerâmica e história de fabricação de equipamentos industriais. A MONOZUKURI ou a "arte de fabricação", pode ser rastreada até ao produção de sal cerca de 1.200 anos atrás. É importante lembrar que todos os campos tradicionais desta região foram inspirados pelo desejo de viver em harmonia com o meio ambiente natural e umrespeitoinatoparaovalordosrecursosnaturais. CoexistênciadeTrabalho O crescimento econômico que teve lugar a partir da década de 1950 a 1970 causou problemas ambientais como poluição do ar e da água em todo o Japão. Esta experiência trouxe grandes mudanças em Aichi-Nagoya e voltou-nos o caminho da convivência com a natureza. Ao compreender a relação entre o homem e a natureza e reorientação,fomoscapazesdeconstruirumasociedade sustentável, que coexiste com o seu ambiente circundante. Nós agora queremos desenvolver a nossa relaçãocomanaturezaaindamais.

Monozukuri Museum

A Expo 2005 Aichi Japão, provocou um amplo debate sobre as prioridades aparentemente opostas de preservar um dos ecossistemas e o desejo de desenvolver a terra. Após muita discussão, uma forma de satisfazer ambas as prioridades foi encontrada. A solução inovadora demonstrou que o desenvolvimento econômicoerespeitoànaturezasãoasprioridadesnãoo contrário, e isso se tornou o tema central da Expo. Além disso, a participação ativa dos cidadãos nas questões ambientais criou 30.000 voluntários, 30 organizações não-governamentais e grupos cívicos 235, participantes. Muitas dessas atividadesvoluntáriasestãoindoaindaforteeos consideramosvaliosopatrimônioregional. Em um tempo de desenvolvimento econômico causou uma redução em muitos dos nossos preciosos ecossistemas. Agora é a hora de encontrar formas ainda melhores de viver em harmonia com eles. Embora possamos ver mais desafios no nosso futuro, Aichi-Nagoya tem experiência na mudança de métodos convencionais de desenvolvimento de métodos que são mais sustentáveis. Nós sentimos que essasexperiênciasnospermitemserummodelo para outros países e regiões. Agradecemos a oportunidade da COP 10 para mostrar o que temosfeitoeusaroeventopararevitalizaraação local para enfrentar os muitos desafios que colocamànossafrente.

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Através dos anos, o povo desta região tem tratado o cenário natural como sagrado e vivem em harmonia com ela Capazes de construir uma sociedade sustentável, que coexiste com o seu ambiente circundante

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Nagoya: Conferência da Biodiversidade – COP 10

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Logotipo e slogan para a COP-10 a ser realizada em Nagoya, Japão, 18-29 outubro 2010 ecentemente foi feito o lançamento do logotipo e o slogan da COP10 - décima reunião da Conferência das Partes (COP 10) da Convenção sobre a Diversidade Biológica, que será realizada em Nagoya, Aichi, Japão, em outubro de2010. O Japão marcou assim o primeiro ano em contagem regressiva para o início da COP 10, onde foi lançado juntamente o Ano Internacional da Biodiversidade (IYB) seus logotipo e slogan pelo Ministério do Meio Ambiente,emTóquio. Sr. Sakihito Ozawa, ministro do Ambiente, Governo do Japão e Mr. Issei Tajima, Senior, Vice-Ministro do Meio Ambiente participou de uma conferência de imprensa juntamente com o Dr. Ahmed Djoghlaf, Secretário Executivo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). "Minha esperança é que este logotipo e slogan, irá transmitir a mensagem de que a COP 10 discutirá medidas necessárias para garantir a existência de longo prazo de toda a vida naTerra, incluindo a humanidade, e é portanto, uma reunião crucial para todos os cidadãos globais",declarouoministroSakihitoOzawa. "A inauguração do logotipo para o Nagoya Biodiversidade Cimeira, histórica, demonstra mais uma vez a excepcional liderança e o compromisso do povo e do Governo do Japão para ajudar a comunidade Internacional em aceitar o desafio sem precedentes de deter a perda de biodiversidade, que está sendo agravado pelas alterações climáticas. Recomendo o Japão, seu povo e seu Governo para a sua excelente liderança", declarou o Secretário Executivo da CDB AhmedDjoghlaf. AlogodaCOP10,sobaformadeorigami,retrataanossa

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vida em harmonia com a natureza, organizando flora e da fauna em uma forma circular com um adulto e uma criança no centro. O adulto e a criança representam nosso compromisso de proteger a nossa biodiversidade, muito preciosa para a próxima geração. Origami, é a arte japonesa de dobradura de papel – é um reflexo da culturajaponesaedasabedoria. O slogan para a COP 10 "A vida em harmonia, para o futuro" corresponde ao espírito do logotipo e articula a necessidade de convivência entre humanos e a biodiversidade para o bem das gerações futuras. O logotipo do Ano Internacional da Biodiversidade compreende uma série de elementos simbólicos, iconográfico representando o alcance abrangente da biodiversidade. Pelas representações entrelaçamento de flora e fauna com figuras humanas, o logotipo demonstra como a biodiversidade é a vida e como nós, seres humanos são sempre parte e, e não separados, a partirdabiodiversidadequenosrodeia. O slogan “Biodiversidade é vida”,“A biodiversidade é a nossa vida”, destaca o papel crucial que desempenha na biodiversidadeapoiandotodaavidanaTerra,incluindoa nossa. "A logomarca e o slogan para o Ano Internacional da Biodiversidade vão ser poderosas ferramentas de comunicação para acelerar as atividades de sensibilização para a biodiversidade e nós gostaríamos de fazer pleno uso delas. O Japão vai desenvolver a iniciativa satoyama, a fim de demonstrar como a biodiversidade suporta a subsistência das pessoas", afirmouojaponêsVice-MinistrodaMeioAmbiente,Issei Tajima. A Assembléia Geral da ONU declarou 2010 o Ano Internacional da Biodiversidade. O ano irá fornecer um fórum para um maior compromisso com o público sobre a importância da biodiversidade e dos diferentes serviços do ecossistema que contribuem para o bemestar humano. Durante IYB - Ano Internacional da Biodiversidade, os Chefes de Estado e de Governo se reunirão em Assembléia Geral da ONU, em setembro de 2010 para tomar medidas e se preparar para outubro de

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Mr. Sakihito Ozawa, Minister of the Environment, Government of Japan

2010 na Nagoya Biodiversidade cimeira, onde os governos irão definir metas e medidas necessárias para enfrentaraperdadebiodiversidade. Ao notar que a decisão de acolher a COP 10 foi tomada pelo Governo do Japão ao nível do gabinete, o Sr. Djoghlaf disse: "Este foi um caso excepcional na história da Convenção, e o fato de que a decisão do Governo foi tomadatrêsanosantes,foinotável." Confrontados com a perda de biodiversidade continua, estima-se ser tão alto quanto 1.000 vezes a taxa natural, como resultado das atividades humanas, e deverá aumentar ainda mais como resultado dos impactos das alterações climáticas, o IYB – Ano Internacional da Biodiversidade e a Nagoya Biodiversidade Cimeira será uma verdadeira oportunidade para o mundo de reorientar os seus esforços na conscientização sobre a importância da biodiversidade e dos muitos serviços do ecossistema que fornece para o nosso bem-estar e para tomar as medidas necessárias para preservá-lo para as geraçõesfuturas.

Milhões de plantas e animais compartilham a terra com a gente – desde pequena formiga de vários milímetros a baleia gigante de comprimento do corpo de algumas dezenas de metros, a partir de musgos e hepáticas imperceptíveis para plantas com flores coloridas. Ainda assim, a biodiversidade global tem sido ameaçada pela urbanização, a poluição e a destruição do habitat. " Mapa Global da Biodiversidade " é a primeira versão tradicional chinês autorizado pela Conservation International. Ele mostra a distribuição das espécies endêmicas preciosas ao redor do mundo e contém ilustração rica, com fotografias e dados

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Nós podemos! 8 jeitos de mudar o Mundo

Objetivos do Milênio a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade 1- Erradicar a extrema pobreza e a fome 2- Atingir o ensino básico universal 3- Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres 4- Reduzir a mortalidade infantil 5- Melhorar a saúde materna 6- Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças 7- Garantir a sustentabilidade 8- Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento

s "8 Metas" serão os parâmetros para que cada brasileiro faça algo na sua comunidade, no seu espaço de atuação e de vivência, doandose um pouco mais num projeto nacional de solidariedade e ajudando a transformar a sociedade em que vive e melhorar a qualidade de vida desuaregião. Qualéoseujeito? É só procurar uma escola, um posto de saúde, uma ONG, que você vai saber qual é o seu jeito, em que área você podeajudar.

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Acredite, o melhor é que você pode participar aí, no seu bairro,ondevocêvive. Juntos - governos, empresas, organizações sociais e cidadãos como você – nós podemos mudar a nossa rua, a nossa comunidade, o nosso país. Eu posso, você pode, nóspodemosmudaromundo. Participe,discuta,faça!

1-Erradicar a extrema pobreza e a fome Um bilhão e duzentos milhões de pessoas sobrevivem com menos do que o equivalente a $ 1,00 (PPC paridade do poder de compra, que elimina a diferença de preços entre os países) por dia. Mas tal situação já começouamudarempelomenos43países,cujospovos somam 60% da população mundial. Nesses lugares há avanços rumo à meta de, até 2015, reduzir pela metade o número de pessoas que ganham quase nada e que por falta de emprego e de renda - não consomem e passamfome. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. REVISTA AMAZÔNIA |23

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Estímulo à agricultura familiar e comunitária de subsistência; Combate à fome em regiões metropolitanas e rurais, através de iniciativas de voluntariado, distribuição e capacitação de mão de obra naelaboraçãodealimentosbásicos;Programasdeapoio à merenda escolar; Apoio a programas de educação, capacitação e inclusão digital de crianças e jovens para futura inserção no mercado de trabalho; Programas de redução do analfabetismo funcional, familiar e da comunidade de interferência; Apoio à geração alternativa de renda, através de estruturação de cooperativas e aproveitamento da produção em suas atividades e suporte na comercialização de excedente; Implementação de políticas de diversidade, com inclusão de minorias étnicas, portadores de deficiência, outrosgruposdiscriminados,etc...

2-Atingir o ensino básico universal Cento e treze milhões de crianças estão fora da escola no mundo. Mas há exemplos viáveis de que é possível diminuir o problema - como na Índia, que se comprometeu a ter 95% das crianças freqüentando a escola. A partir da matrícula dessas crianças ainda poderá levar algum tempo para aumentar o número de

infecciosas, a medicamentos específicos; Programas educacionais, em comunidades carentes, de esclarecimento sobre higiene pessoal e sanitária, aleitamento materno e nutrição infantil.

5.Melhorar a saúde materna

fundamental (entre outros) para capacitar as mulheres a ocuparem papéis cada vez mais ativos tanto no mundo econômico quanto na atividade política em seus países. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. Implantação de programas de capacitação e melhoria na qualificação das mulheres; Criação de oportunidades de inserção da mão-de-obra feminina, em atividades alternativas consideradas masculinas; Incluir a valorização do trabalho da mulher em programas de diversidade; Valorização de ações comunitárias que envolvam o trabalho feminino, apoiando iniciativas que promovam o cooperativismo e a auto-sustentação.

4. Reduzir a mortalidade infantil

alunos que completam o ciclo básico, mas o resultado serão adultos alfabetizados e capazes de contribuir para a sociedade como cidadãos e profissionais. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. Apoio a programas de criação de oportunidades e estímulo no acesso ao ensino fundamental, ou melhoria da qualidade; Envolvimento direto/indireto em ações de prevenção e erradicação do trabalho infantil, tanto em regiões metropolitanas, como rurais; Contribuição para a melhoria dos equipamentos das escolas básicas e fornecimento de material didático e de leitura; Programas de reciclagem e capacitação de professores do ensino fundamental; programas de implantação de projetos educacionais complementares, com envolvimento familiar, visando estimular a permanênciadoalunonaescola;

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3- Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres

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Dois terços dos analfabetos do mundo são mulheres, e 80% dos refugiados são mulheres e crianças. Superar as disparidades gritantes entre meninos e meninas no acesso à escolarização formal será um alicerce 24| REVISTA AMAZÔNIA

Todos os anos 11 milhões de bebês morrem de causas diversas. É um número escandaloso, mas que vem caindo desde 1980, quando as mortes somavam 15 milhões.Os indicadores de mortalidade infantil falam por si, mas o caminho para se atingir o objetivo dependerá de muitos e variados meios, recursos, políticaseprogramas-dirigidosnãosóàscriançasmasa suas famílias e comunidades também. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores Apoio a programas de acesso à água potável para populações carentes, principal causador das doenças infecciosas infantis; Promoção de campanhas de conscientização no combate a Aids, visando a prevenção de crianças portadoras do vírus; Suporte a programas de acesso, das crianças portadoras do HIV e outras doenças

Nos países pobres e em desenvolvimento, as carências no campo da saúde reprodutiva levam a que a cada 48 partos uma mãe morra. A redução dramática da mortalidade materna é um objetivo que não será alcançado a não ser no contexto da promoção integral da saúde das mulheres em idade reprodutiva. A presença de pessoal qualificado na hora do parto será, portanto, o reflexo do desenvolvimento de sistemas integradosdesaúdepública.

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Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. Apoio a iniciativas comunitárias de atendimento à gestante (pré e pós-parto) e melhoria da saúde materna, fixas e ambulantes; Programas de apoio à saúde da mulher, facilitando acesso a informações sobre planejamento familiar, DST, prevenção do câncer de mama, gestação de risco, nutrição da mulher e do bebê;

6. Combater o HIV/Aids, a malária e outras doenças Em grandes regiões do mundo, epidemias mortais vêm destruindogeraçõesecerceandoqualquerpossibilidade de desenvolvimento. Ao mesmo tempo, a experiência de países como o Brasil, Senegal, Tailândia e Uganda vem mostrando que podemos deter a expansão do HIV. Seja no caso da Aids, seja no caso de outras doenças, como a tuberculose e a malária, que ameaçam acima de tudo as populações mais pobres e vulneráveis, parar sua expansão e depois reduzir sua incidência dependerá fundamentalmente do acesso da população à informação, aos meios de prevenção e aos meios de tratamento, sem descuidar da criação de condições ambientais e nutritivas que estanquem os ciclos de reproduçãodasdoenças. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. Programas de mobilização e informação no combate à Aids e outras doenças epidêmicas como malária, tuberculose, dengue, febre amarela (nas empresas e comunidade), tanto nos grandes centros quanto no interior do país; Programas que facilitem o acesso aos

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medicamentos necessários aos portadores de HIV e à prevenção (vacinas) das demais doenças; Programas de doações e distribuição de remédios às populações de risco e baixa renda; Programas de prevenção na disseminação de informação sobre saúde sexual e reprodutiva para jovens e adultos, através de ações de voluntariado.

7.Garantir a sustentabilidade ambiental Um bilhão de pessoas ainda não têm acesso a água potável. Ao longo dos anos 90, no entanto, quase o mesmo número de pessoas ganhou acesso à água bem como ao saneamento básico. A água e o saneamento são dois fatores ambientais chaves para a qualidade da vida humana. Ambos fazem parte de um amplo leque de recursos naturais que compõem o nosso meio ambiente - florestas, fontes energéticas, o ar e a biodiversidade - e de cuja proteção dependeu nós e muitas outras criaturas neste planeta. Os indicadores

identificados para esta meta são justamente "indicativos" da adoção de atitudes sérias na esfera pública. Sem a adoção de políticas e programas ambientais, nada se conserva em grande escala, assim como sem a posse segura de suas terras e habitações, poucos se dedicarão à conquista de condições mais limpas e sadias para seu próprio entorno. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. Apoio a iniciativas na implementação de práticas ambientais sustentáveis e responsáveis, através da conscientização e disseminação das informações nas escolas, comunidades, empresas; Programas de mobilização coletiva para estímulo à reciclagem e reutilização de materiais; Ações de Voluntariado na

comunidade com vistas à educação e sensibilização da população, com interferência direta nas associações e órgão representativos, escolas, parques, reservas, etc.; Suporte a projetos de pesquisa e formação na área ambiental; Promoção de concursos internos ou locais que estimulem o debate e a conscientização individual sobre o meio ambiente e a importância da colaboração de cada um; Desenvolvimento de programas parceiros no tratamento de resíduos procurando reverter o resultado em benefício de comunidades carentes; Promoção de "econegócios" (negócios sustentáveis), que preservam gerando ocupação e renda e melhorando a qualidade de vida das populações.

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8. Estabelecer uma Parceria Mundial para o Desenvolvimento Muitos países pobres gastam mais com os juros de suas dívidas do que para superar seus problemas sociais. Já se abrem perspectivas, no entanto, para a redução da dívida externa de muitos Países Pobres Muito Endividados (PPME). Os objetivos levantados para atingir esta meta levam em conta uma série de fatores estruturais que limitam o potencial para o desenvolvimento - em qualquer sentido que seja - da imensa maioria dos países do sul do planeta. Entre os indicadores escolhidos estão a ajuda oficial para a capacitaçãodosprofissionaisquepensarãoenegociarão as novas formas para conquistar acesso a mercados e a tecnologias abrindo o sistema comercial e financeiro não apenas para grandes países e empresas, mas para a

ABRARJ – Associação Brasileira de Revistas e Jornais Assembleia Geral Extraordinária Pelo presente edital ficam convocados todos associados da ABRARJ – Associação Brasileira de Revistas e Jornais, quites e em pleno gozo de seus direitos, a participarem da Assembléia Geral Extraordinária, de acordo com o Estatuto desta entidade, a ser realizada no dia 15 de maio de 2010, às 8h em primeira chamada e às 9h em segunda chamada, na sede da ABRARJ – na rua 7 de abril 345, Centro, São Paulo - SP, a fim de deliberarem sobre as seguintes matérias da Ordem do Dia: a) Alteração do Estatuto; b) Avaliação das Contas da Diretoria; c) Eleição de Superintendente, Diretoria Executiva, Conselho Fiscal, Conselho Regional e Conselho de Ética; d) Outros assuntos.

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Walter Estevam Junior Jornal ABC Repórter – SCS/SP

Antonio Oliveira Jornal da Região – Itirapina/SP

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concorrência verdadeiramente livre de todos. Exemplos de possíveis ações empresariais e associativas com o poder público, ONGs, grupos representativos locaisefornecedores. Programas de apoio à formação e capacitação técnica profissional dos jovens menos favorecidos, visando sua inclusão no mercado de trabalho, que podem ser desenvolvidos nas empresas, associações e comunidade; Mobilização de voluntários para criarem situações de aprendizagem e gestão em suas áreas de formação; Apoio a programas de geração de novas oportunidades de absorção e recrutamento de jovens naspequenasemédiasempresas;Apoioaprogramasde parceiras para a inclusão digital da população menos favorecida; Programas de formação e disseminação das novas tecnologias, em especial, da informação, que promovam também a inclusão de portadores de

deficiência; Doações de equipamentos novos ou usados a escolas, bibliotecas, instituições voltadas ao atendimento a menores e jovens carentes; Estímulo a

programas que contemplem o empreendedorismo e auto-sustentação; Ações que promovam ia inserção das comunidades carentes na cadeia produtiva, através de financiamento direto de suas atividades, com a disponibilização alternativa da política de microcrédito. A Declaração do Milênio foi aprovada pelas Nações Unidasemsetembrode2000.OBrasil,emconjuntocom os países-membros da ONU, assinou o pacto e estabeleceu um compromisso compartilhado com a sustentabilidadedoPlaneta. Os Objetivos do Milênio são um conjunto de 8 macroobjetivos, a serem atingidos pelos países até o ano de 2015, por meio de ações concretas dos governos e da sociedade. São a agenda do Planeta, a agenda da Humanidade. É a agendadoBrasil.Aagendadecadaumdenós.

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Ipea e ONU apresentam relatório dos Objetivos do Milênio Ainda neste mês de abril começam os ciclos de seminários estaduais para a divulgação dos dados nos 26 Estados e no Distrito Federal

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Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou recentemente o quarto relatório dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em parceria com a Organização das Nações Unidas (ONU). A abertura foi feita pela representante da ONU MariePierre Poirier, e o relatório foi apresentado pelo diretor de Estudos e Políticas SociaisdoIpea,JorgeAbrahão.Odocumentocontoucomacolaboraçãodemais de 20 ministérios, supervisão da Casa Civil, e coordenação do Ipea, da Secretaria-Geral da Presidência da República e do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Os seminários regionais serão feitos nos estados e no DistritoFederalemparceriacomosnúcleosdeacompanhamentodosODM. Poirier disse que os ODM são uma prioridade para a ONU e que diversos países têm alcançado as metas estabelecidas. "A agenda dos Objetivos do Milênio se tornou a agenda de muitos países. As metas do milênio precisam se tornar metas de Estado", disse a representante da ONU. Poirier afirmou ainda que os objetivos mais difíceis de serem alcançados pelos países têm sido o da redução da mortalidade materna e a redução da população sem acesso permanente e sustentávelaáguapotáveleesgotamentosanitário. O Brasil alcançou metas como a redução da população urbana sem acesso a água, porém, em relação à população rural, os níveis de cobertura ainda são muito deficitários. As metas de redução da pobreza extrema e da fome já foram alcançadas e superadas pelo Brasil, que criou metas próprias, mais ousadas do que as da ONU, para esse objetivo específico. "Grande parte do cumprimento das metas é resultante de políticas públicas do Brasil, que não foram criadas por acaso, tais como políticas sociais e econômicas que, por meio da estabilidade, favoreceram os pobres. Os programas de transferência de renda foram fundamentaisnocombateàfomeeàpobrezaextrema",disseJorgeAbrahão. O diretor enfatizou que embora os objetivos da ONU e do Brasil tenham sido

alcançados em relação à fome e à pobreza extrema, persistem disparidades regionais que precisam ser combatidas. "Precisamos de ações concretas das políticaspúblicasparaasuperaçãodasdiferençasregionais",destacouAbrahão. Em relação à educação, alguns objetivos como a redução da razão na inclusão de meninos/meninas no ensino fundamental foi alcançada, porém é preciso elevar o nível do ensino público. "O Brasil propôs uma meta mais ousada para a inclusão na educação para todos, mas ainda há uma deficiência no processo escolar,ondeasfalhassãomuitas",afirmouodiretordoIpea. OsObjetivosdeDesenvolvimentodoMilênioforamestabelecidosem2000pela Organização das Nações Unidas e foram assinado por 189 países, entre eles o Brasil, com o compromisso de lutar contra a pobreza, a fome, a desigualdade de gênero, o vírus da Aids, degradação ambiental, entre outros. O quarto relatório dos ODM traz a avaliação de 18 metas monitoradas por 48 indicadores propostospelaONUe60assumidosvoluntariamentepeloBrasil. Marie-Pierre Poirier, representante da ONU

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O último eldorado brasileiro

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o final do ano de 2009, o presidente Lula escolheu a região Norte do Brasil como a mais estratégica e importante para a sociedade nacional e diretamente ligada ao futuro da sobrevivência da humanidade. Exagero do nossopresidente?OpresidenteLulaestácomarazão! A região Norte representa quase a metade do território e dáabrigoa23milhõesdebrasileirasebrasileiros. É na região Norte onde está a maior bacia hidrográfica doplanetaeamaiorflorestatropical. Por diversas razões, que não serão ditas neste artigo, infelizmente, é também a região Norte a de menor desenvolvimento do Brasil e, ao mesmo tempo, a de maiorpotencialnageraçãoderiquezas. Terra dos mistérios, dos valentes, dos desbravadores, da gente bonita, forte e hospitaleira. Seria a terra dos condenados e derrotados também? Condenados a serem subjugados pela força da natureza, derrotados pela ganância dos forasteiros? Definitivamente não serão o destino do povodaregiãoNortenemaderrota,nem asubjugação. ONortetambéméaterradosresistentes, dos teimosos e generosos. Resistentes à força da natureza, teimosos em permanecer vigilantes e guardando os segredos e as riquezas da terra para, no futuro,deformagenerosa,redistribuí-las paraasoutrasregiõesdoBrasil.

É assim que eu vejo a terra e o povo do Norte. As duas grandes forças - terra e gente -tendo como aliadas a natureza. Falta ao povo do Sudeste enxergar, valorizar e ser solidário já com o povo do Norte. Não a solidariedade da doação de esmolas, pois este povo se recusa a recebêlas, mas sim o ato de trabalharem juntos para crescer conjuntamente. O atual governo federal reconhece o valor do povo e da região. O PAC é um exemplo desse reconhecimento que, agora, é ampliado com a chegada e o apoio modesto que poderá fornecer o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), fundação pública federal vinculada à Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. O Ipea há 45 anos contribui nos campos do planejamento, da formulação e avaliação das políticas

públicas e na produção e disseminação de conhecimento técnico nos mais variados temas, desde a macroeconomia ao meio ambiente. Essas serão as contribuições, para o instante presente, que pretendemos fornecer em estreita parceria com os governos dos estados e municípios, os institutos de pesquisa locais, as universidades e a sociedade civil organizada. Devem-se somar os esforços e os conhecimentos para multiplicar e bem aproveitar as riquezas naturais e humanas da região Norte. O objetivo do governo federal e do Ipea é contribuir com a elevação da qualidade de vida do povo desta região, no nível que ele merece viver. Équestãodejustiça. É a nossa primeira tarefa nesta caminhada. Sem gerar o bem-estar e elevar a qualidade de vida das sociedades dos estados - Acre, Amapá, Amazonas, Rondônia, Roraima, Pará e Tocantins -, não poderemos darosegundopassodajornada. Nesta jornada, o povo do Norte, que tem a sabedoria e a generosidade suficientes e já demonstradas ao longo da história, saberá dividir os avanços conquistados com as outras regiões do Brasil. E até mesmo com a comunidade internacional, que num futuro não distante dependerá muito da terra e do povo do Norte do Brasil. Tratemos da construção do mundo novo a partir da região Norte do País. Uma responsabilidade de todos osbrasileiroseparaobemdahumanidade! (*) Coordenador do escritório Ipea da região Norte

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vivo o gavião-real, maior águia brasileira

O resultado de tamanho esforço registradas em 144 páginas com belas imagens nunca antes registradas

Preservação da harpia vira livro T

Fotos João Marcos Rosa e Leonardo Prado

oda a imponência e exuberância da harpia, uma das maiores e mais belas aves de rapina do mundo, está imortalizada, com a publicação, pela Vale, de um livro que traz fotos inéditas sobre essa espécie tão importante para a biodiversidade brasileira. A obra foi lançada no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília, registra o trabalho de um grupo de pesquisadores que, durante oito meses, monitorou dois ninhos da ave, também conhecida como gavião-real, encontrados no início de 2009 na Floresta Nacional de Carajás, um paraíso de 400 milhectaresdematatropicalprimária,emParauapebas, sudestedoPará.

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As fotos são de João Marcos Rosa e os textos de Frederico Martins, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) responsável pela Floresta Nacional de Carajás, Tânia Sanaiotti, pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e Roberto Azeredo, pesquisador e Presidente da Sociedade de Pesquisa do Manejo e da Reprodução da Fauna Silvestre (CRAX Brasil). ICMBio e Inpa são instituições parceiras da Vale no Projeto de Conservação do Gavião-real, que, desde 2008, realiza uma série de ações para ajudar a manter viva a espécie, atualmente na lista da Convenção sobre o Comércio Internacionaldas Espéciesda Fauna e da Flora Selvagens

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AmeaçadasdeExtinção(Cites). Para captar as imagens que ilustram a obra, o fotógrafo João Marcos Rosa teve que passar dias inteiros com seu equipamentoemumaplataformaconstruídasobreuma castanheira, a 35 metros do solo. Para isso, tinha a assistência de um escalador profissional, que utilizava cordas para possibilitar sua chegada e permanência no topo da árvore. Durante esse período, o fotógrafo precisava ficar camuflado, para que a mãe não percebesse que estava sendo observada e, consequentemente,ameaçada. O resultado de tamanho esforço registradas em 144 páginas com belas imagens nunca antes registradas, como a fêmea levando a caça para o ninho e os filhotes aprendendo a levantar voo. O livro mostra também a presença do gavião-real em outras partes do Brasil e na Venezuela, e alerta o leitor sobre como a ação humana pode contribuir tanto para a conservação quanto para a extinção da espécie. "Espero que ao conhecer melhor

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essa ave que já habitou todo o continente e que agora corre risco de extinção, o leitor seja sensibilizado também para a importância de se preservar outras animais que também pedem socorro", diz o fotógrafo JoãoMarcosRosa,autordolivro. Os três mil exemplares impressos serão enviados para os clientes daVale, divulgando para o mundo todo um dos mais ricos exemplares da fauna brasileira, além de servir como exemplo de como as empresas podem assumir sua responsabilidade com o meio ambiente. "O compromisso com a sustentabilidade é um dos principais focos da Vale. Somos uma das empresas brasileiras que mais colabora com a preservação da biodiversidade do Brasil, integrando nossas atividades operacionais com a busca contínua pela conservação e recuperação dos ecossistemas das áreas onde atuamos", diz o diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, no prefáciodolivro.

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Biólogos e pesquisadores medem a envergadura das asas de um Gavião-Real (Harpia harpyja)

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Trabalho em parceria O Programa de Conservação do Gavião-real nasceu com a descoberta do primeiro ninho, no início do ano passado, na Floresta de Carajás. A Vale garantiu os recursos necessários para as pesquisas e produção do livro, o ICMBio deu o apoio para a Flona se tornar um importante núcleo de estudo da espécie, e o Inpa coordenou as atividades de pesquisa. Os dois ninhos, descobertos no início de 2009, abrigam um filhote de sete e outro de nove meses, idades completadas em janeiro. Construídos a mais de 30 metros de altura - em galhos densos de castanheiras, árvores que figuram entre as maiores da Amazônia - os ninhos medem 1,90m de comprimento por 2m de largura e 0,90m de profundidade; aproximadamente o tamanho de uma mesadejantarcomseislugares. Monitorar os dois filhotes não foi um trabalho fácil. Os pesquisadores tiveram que passar dias inteiros no solo, com uma luneta, observando o comportamento dos animais, anotando o que eles caçam e trazem para os filhotes. Também foram coletadas penas caídas do ninho, importantes ferramentas para a realização de análise genética. "O monitoramento é importante para conseguirmos informações que nos permitam desenvolver tecnologias para ajudar na preservação desse animal", explica Frederico Martins. A descoberta foi motivo de comemoração, já que o crescimento da populaçãoémuitobaixo(umfilhoteacadatrêsanos).

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Deputado Cassio Tanaguchi, Senador Eduardo Azeredo e José Carlos Martins, diretor executivo de Ferrosos da Vale

Tania Sanaiotti, pesquisadora do INPA, senador Eduardo Azeredo, deputado Cassio Tanaguchi, José Carlos Martins, diretor executivo de Ferrosos da Vale, e Frederico Drummond, chefe da Floresta Nacional do Carajás José Carlos Martins, senador Eduardo Azeredo, deputado Cassio Tanaguchi, Frederico Drummond e Tania Sanaiotti, pesquisadora do INPA

José Carlos Martins, diretor executivo de Ferrosos da Vale, Gabriela Garcia, embaixadora da República do Panamá e Volodymyr Lakomoz, embaixador da Ucrânia

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Harpia alimentando seu filhote

Mãe e filhote de Gavião-Real (Harpia harpyja) encontrados na Floresta Nacional de Carajás, no Pará

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6º Congresso GIFE sobre Investimento Social Privado Fotos Érica Ramalho/ GIFE

om o tema Visões para 2020, o evento apresentou quais serão os rumos a serem seguidospelosetorpelapróximadécada. “É justamente a partir dessa composição de visões – e muitas vezes de sua oposição – que é possível construirmos um olhar compartilhado. Um olhar que seja ao mesmo tempo positivo em relação ao futuro e não condescendente frente aos desafios que se apresentam pela frente”, afirmou Denise Aguiar, presidente do Conselho de Governança do GIFE - Grupo deInstitutos,FundaçõeseEmpresas. Ainda na abertura, Fernando Rossetti, secretário-geral do GIFE, comentou os primeiros registros da quinta edição do Censo da entidade sobre investimento social privado (ISP) no Brasil, no último biênio (2007 – 2009) e ressalta que ainda em 2010 o setor prevê investir mais de R$ 2 milhões no país, registrando crescimento de 6,23% sobre 2009. O Censo indicou também que Educação ainda permanece como o principal setor que recebeu mais recursos no período. O estudo teve a parceria do IBOPE Inteligência/ Instituto Paulo MontenegroedoInstitutoItaúCultural. A relação entre o investimento social privado e a crise

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“O terceiro setor triplicou de tamanho e as empresas cada vez mais tem alinhado seus interesses corporativos comasaçõessociais,oquemostraquetivemosnaépoca da reorganização de ambientes, que favorecem o crescimentodasociedadecivil”,afirmouRossetti. “Um dos desafios do terceiro setor é nacionalizar os investimentos, fazendo com que os Investimentos Denise Aguiar, presidente do Conselho de Governança do GIFE

Sociais Privados não permaneçam apenas nos locais e regiões em que são geradas as riquezas. Precisamos pensar como fazer isso”, ressaltou o secretário-geral do GIFE. A Rede GIFE – por reunir alguns dos maiores investidores do país – compõe um grupo que responde por cerca de 20% do total investido na área social pelo setor privado, de acordo com dados da pesquisa Ação SocialdasEmpresas,doIPEA.

Biojóias foram distribuídas durante o Congresso

Antonia Marcia de Sousa Santos, que é cadeirante, ganha a vida como artesã, após ter participado de um curso de biojoais no projeto Estação Conhecimento da Vale

financeira, deflagrada no final de 2008, sofreu pouco impacto. No ano passado os investimentos tiveram uma redução de 6% em relação ao ano anterior. Porém, vale ressaltar que 45% dos investimentos originalmente planejados,representandoamaioria,permaneceramno ano passado, 29% teve uma ligeira redução e 18% teve umasignificativaredução. Stand da Vale no 6º Congresso GIFE

Seiscentas peças, entre colares e brincos, feitas a partir de sementes da Amazônia, foram distribuídas a lideranças nacionais e internacionais durante o 6º Congresso do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife) sobre Investimento Social Privado, no Hotel Sofitel, em Copacabana, no Rio de Janeiro. As biojoias foram confeccionadas por artesãs do município deTucumã (PA), a partir um projeto da FundaçãoVale. O diretor-presidente da Fundação Vale, Silvio Vaz, e a diretora da Diagonal Urbana, Kátia Mello, também participaram do Congresso debatendo com um grupo de convidados os desafios do desenvolvimento territorialsustentável.

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A distribuição das biojóias possibilitou que os participantes do evento conhecessem, na prática, um exemplo de como as empresas podem promover o desenvolvimento de forma sustentável, valorizando as riquezas naturais e as culturais locais. "Além de gerar renda para as mulheres de Tucumã, a atividade eleva a autoestima, já que o trabalho delas foi mostrado para pessoas de vários lugares do Brasil e do mundo". A Fundação Vale está ajudando a cooperativa a encontrar parceiros na iniciativa privada para a comercialização das biojoias no mercado nacional e internacional. A experiência de produzir biojóias surgiu a partir de um curso de qualificação profissional promovido pela Estação Conhecimento de Tucumã, núcleo de desenvolvimento social e econômico, numa iniciativa da Fundação Vale, em parceria com o setor público e sociedade civil. Na fabricação das biojóias, as artesãs utilizam sementes da flora amazônica, como o açaí, morototó, jupati, paxiuba, caraná e jarina.

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Estação Conhecimento As Estações Conhecimento são Núcleos de Desenvolvimento Humano e Econômico idealizados pela Fundação Vale que seguem o modelo rural ou urbano. Seu objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade de vida e o desenvolvimento integrado e sustentável das comunidades. Os núcleos são organizações da sociedade civil de interesse público (OSCIPs), viabilizadas por meio de parcerias locais com o poder público e entidades da sociedade civil organizada. As Estações Conhecimento têm como público prioritário crianças e jovens. A intenção é promover ações integradas, de longo prazo, que contribuam para o desenvolvimento integral da pessoa, a fim de possibilitar que os jovens tenham autonomia e condições de conquistar seus sonhos. Nos núcleos, os participantes são estimulados em práticas esportivas (natação, atletismo, judô e futebol), em atividades culturais, no convívio social e no empreendedorismo.

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Atelier de Biojoias na Estação Conhecimento de Tucumã

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O Global Sustainable Bioenergy Project (GSB) Tendo em vista viabilizar, no futuro, a produção de bioenergia sustentável em larga escala –definindo estratégias para implementação de políticas públicas –, o projeto GSB é composto, em sua primeira fase, por uma série de cinco convenções internacionais. Cada uma tem o objetivo de fornecer uma plataforma para oportunidades, desafios e preocupações regionais e transnacionais relacionados à bioenergia.

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Em Delft, na Holanda primeira reunião ocorreu em fevereiro na cidade de Delftn e teve as seguintes conclusões: Pelo menos 20% das necessidades energéticas da Europa podem ser atendidas por uma agricultura sustentável da bioenergia sem comprometer a segurança alimentar e segurança. Questõesdasustentabilidade,comoousoda água e manutenção da biodiversidade pode ser respeitado. Na verdade, a bioenergia pode até reforçar a segurança alimentar. Estas foram as conclusões da primeira Convenção Europeia sobre Desenvolvimento Sustentável de Bioenergia, que foi realizada pelo Centro Kluyver em Delft, Holanda. Mais de 70 intervenientes europeusembioenergia,aprovouaResoluçãoEuropeia. Durante a Convenção, cientistas, pesquisadores e representantes de um amplo espectro de áreas relacionadas com a energia em todo o mundo discutiram as opções identificadas, as visões e as necessidades para os próximos 50 anos. Eles deliberaram se que a biomassa pode e deve desempenhar um papel substancial na produção de energiaeseissopodeserfeitodeformasustentável,sem comprometerasegurançaalimentar.

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Biocombustíveis podem ser uma parte do futuro sustentável de energia do mundo

Estabelecer uma melhor comunicação e participação de um vasto leque de agentes também foram identificadas como importantes metas do projeto GSB. Mitigação das alterações climáticas e a segurança alimentar são vistos pelo público como a definição de questões do nosso tempo. Para a maioria, não está claro como podemos atingir esses dois ao mesmo tempo, produzir quantidades significativas de produção de bioenergia. Cidadãos e outros interessados precisam estar mais envolvidas neste debate para criar uma forma mutuamenteapoiadaseaceitesparaafrente. Em Stellenbosch, na África do Sul

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A segunda reunião do Global Sustainable Bioenergy Project (GSB), foi realizada na África do Sul, de 17 a 19 de março, resultou na publicação de uma resolução, onde

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os especialistas presentes na reunião destacam o potencial do continente africano para a produção em bioenergia. O documento destaca a necessidade de se desenvolver urgentemente “uma visão para a bioenergia na África” que leve em conta os desafios do continente, tais como pobreza, segurança alimentar, desenvolvimento econômico, saúde e segurança energética. “À medida que o mundo considera caminhos para o futurosustentáveleopapeldabionergianessecontexto, a África apresenta recursos importantes e quer ser um parceiroativonesseprocesso,mas,paraisso,serápreciso garantir que o desenvolvimento da bioenergia seja implementado de modo a responder a necessidades humanas críticas. Um mundo sustentável exige uma Áfricasustentável”,destacouaresolução.

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Em São Paulo – Brasil Foi na sede da FAPESP, a terceira etapa – The Latin American Convention of The Global Sustainable Bioenergy Project (GSB), e reuniu alguns dos principais especialistas no mundo em bioenergia, unido forças para superar uma série de obstáculos relacionados à produçãosustentáveldeenergiadebiomassa. Durante o evento, o presidente do comitê diretor do

Projeto GSB, Lee Lynd, professor de biologia do Dartmouth College (Estados Unidos), destacou os rápidos avanços conseguidos pela iniciativa, oficialmenteiniciadaemjunhode2009. “Há um ano, todo esse processo era apenas uma ideia. Mas o projeto cresceu e a cada semana temos um círculo maior de participantes. Já nas duas primeiras convenções tivemos indicações de uma possível respostafavorávelàquestãoquecolocamoscomoponto de partida para o projeto: se é fisicamente possível chegar ao uso de bioenergia em escala global, suprindo ao mesmo tempo as necessidades alimentares e ambientaisdoplaneta”,disse. “A certeza que temos é que as tendências atuais de consumo de energia não são sustentáveis. A manutenção desses padrões é mais uma fantasia do que uma perspectiva real. Por isso, o primeiro passo para o projeto GSB é tentar mostrar o que é possível, sempre com foco no que é desejável. Sem isso não conseguiremos o apoio dos responsáveis pelas políticas públicas”,disse. Segundo Lynd, os estudos realizados até o momento deixam claro que a cana-de-açúcar – cuja produção para bioenergia é dominada pelo Brasil– éo melhordos insumos de primeira geração disponíveis para uso em biocombustíveis. “A cana-de-açúcar é também claramente competitiva em termos econômicos. O custo do insumo não seria uma limitação. Já o custo da terra configura uma questão importante. Será necessário cultivar variedades com uma composição otimizada para a fotossíntese”, afirmou. André Corrêa do Lago, ministro do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores

Lee Lynd, do Dartmouth College, E.U.A., iniciador do projeto GSB disse: "A transição sustentável dos recursos é o desafio do nosso tempo. Já tivemos duas transições anteriores importante na história da humanidade: a primeira ia de uma sociedade de caça e coleta para uma s o c i e d a d e a g r í co l a p ré industrial. A segunda foi passando de uma sociedade agrícola pré-industrial para uma sociedade pré-industrial sustentável, que é onde estamos agora. Precisamos submeter-se à terceira transição – para uma sociedade sustentável agrícola e, se não conseguirmos, será uma grande tragédia para a humanidade. Segundo Lee Lynd,, “o Brasil é um lugar lógico para iniciar a aplicação comercial de etanol celulósico”, porque, além de bons cientistas, dispõe de boas terras, bom clima, muita biomassa e uma indústria competente.

As discussões, segundo Lynd, começam a indicar que há realmente viabilidade física para a produção global de bioenergia sustentável. Com o uso da biomassa, existe até mesmo a possibilidade de se chegar a um ciclo neutro para o carbono. Mas os especialistas ainda não conseguiramumconsensoquandosetratadediscutirse a adoção da bioenergia como matriz principal é desejável.

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cada um entenda os pontos de vista dos outros e para que, assim, possamos avançar. É um debate de importância crucial para o Brasil e para o mundo. Essa convenção latino-americana foi organizada para que possamos estabelecer uma linguagem comum sobre a bioenergia, que vai nos permitir uma discussão no cenáriomundial.” Nathanael Greene, diretor de Políticas Energéticas do

A cana-de-açúcar é o melhor dos insumos de primeira geração disponíveis para uso em biocombustíveis

Construir uma visão de futuro Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP e membro do comitê de organização do GSB, o projeto está organizando uma discussão mundial sobre aspectos importantes relativos ao uso de biocombustíveis e bioenergia. Isso está sendo feito na forma de um desafio: será possível substituir 25% da gasolina do mundo por biocombustíveis, preservando o meioambiente,semtrazerprejuízosàsociedade? “ “É preciso que haja essa discussão mundial, para que

Conselho de Defesa dos Recursos Naturais, disse que o Projeto GSB se caracteriza por um olhar diferenciado: no lugardefocarnassoluçõesmaisprováveis,ogrupotenta imaginar as respostas mais desejáveis. “Em vez de conformar nossas perspectivas à realidade atual, temos quepensaremconstruirumavisãodefuturo”,afirmou. Glaucia Mendes de Souza, uma das coordenadoras do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), afirmou que a sustentabilidade, por ser um problema extremamente complexo, requer o trabalho conjunto de cientistas de diferentes áreas de pesquisa.“O Brasil é um REVISTA AMAZÔNIA |35

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Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP

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Rodolfo Quintero Ramírez, professorinvestigador do Departamento de Processos e Tecnologia da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM) Para José Goldemberg, do IEE-USP, veículos deverão comandar as mudanças rumo a fontes renováveis de energia

exemplo para a indústria de produção de biocombustíveis. Mas temos percebido que há um problema de percepção pública em relação ao que estamos fazendo no país. É importante que se saiba o que estamos pesquisando e como nossa indústria está operando. Essa experiência deve ser mostrada, ao mesmo tempo em que também devemos aprender com as experiências dos outros países. Com essa união poderemos chegar a uma matriz energética mais sustentável”,afirmou. Segundo André Corrêa do Lago, ministro do Departamento de Energia do Ministério das Relações Exteriores, a posição da política externa do país em relação aos biocombustíveis está relacionada à Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, a partir da qual o conceito de sustentabilidade foi mundialmenteaceito. “O problema é que esse conceito sofreu certos desequilíbrios em anos recentes. A Convenção do Projeto GSB é muito importante para restabelecer esse equilíbrio. O Brasil tem defendido, no âmbito internacional, esse legado de 1992, que trata a questão da sustentabilidade em seus aspectos ambientais e sociais, mas também econômicos. Do ponto de vista dos países em desenvolvimento, é fundamental que a dimensão econômica não seja esquecida”, afirmou. Para o físico Goldemberg, ex-reitor da USP e ex-ministro da Educação, as pesquisas voltadas ao aprimoramento de veículos automotores deverão comandar as mudanças das matrizes energéticas de outros setores rumo à utilização de fontes renováveis. A afirmação foi feita na palestra “Como os biocombustíveis podem ajudar o mundo a cumprir as metas de redução de emissõesdegasesdeefeitoestufa?”,nasededaFAPESP. Goldemberg destacou ainda que petróleo, gás natural e carvão – combustíveis emissores de gases de efeito estufa – respondem por cerca de 80% da energia consumida no planeta. “Cada ser humano consome o equivalentea1,5toneladadecarvãoporano”,disse. Segundo ele, para substituir esses combustíveis é fundamental saber em que áreas são empregados atualmente. “A destinação da energia mundial está basicamente dividida entre três setores: transportes, indústria e edifícios. E cada uma delas responde por cercadeumterçodoconsumo”,disse. Por meio de gráficos sobre o aumento de emissões de gases estufa em vários lugares, Goldemberg mostrou que os países em desenvolvimento têm aumentado a sua participação. Isso se deve, segundo ele, à industrializaçãoaceleradadepaísescomoÍndiaeChina.

25%debiocombustíveisemtodoomundo. “Acredito ser mesmo possível atingir essa marca com um esforço científico que aumente a produtividade dos insumos utilizados para fazer o biocombustível. É necessário, no entanto, que nos afastemos das culturas empregadas na alimentação. Entre os biocombustíveis, o etanol é a melhor opção, mas o etanol feito de milho não é, definitivamente, uma boa resposta para o problema”,disse. Segundo Quintero, há um consenso geral em relação à capacidade dos biocombustíveis para contribuir com a segurança energética, com a mitigação das mudanças climáticasecomodesenvolvimentosocialerural. “Na minha opinião, o foco deve ser o etanol, que hoje corresponde a 77% da produção de biocombustíveis. Essa produção é liderada pelos Estados Unidos e pelo Brasil, que, juntos, dominam 81% dos biocombustíveis e 91% do etanol. No entanto, precisamos observar que a porcentagem de redução de gases de efeito estufa obtida com o etanol de cana-de-açúcar é expressivamente maior do que a obtida com o etanol de milho”,disse. Quintero acrescentou que o desenvolvimento

Biocombustíveis: uso da terra em questão

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Poderá se tornar realidade a substituição de 25% da gasolina utilizada no planeta por biocombustíveis, satisfazendo boa parte da demanda energética no futuro. Para Rodolfo Quintero Ramírez, professor-investigador do Departamento de Processos e Tecnologia da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), um grandenúmerodeestudos,levandoemcontadiferentes cenários, indica que é possível realizar a substituição de

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Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes da Esalq-USP 36| REVISTA AMAZÔNIA

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Os biocombustíveis podem ser uma parte do futuro sustentável de energia do mundo, especialmente se a agricultura de bioenergia seja desenvolvida em terras agrícolas abandonadas ou degradadas. Usando estas terras para culturas energéticas, em vez de conversão de terras agrícolas existentes ou desmatamento novo, evita a concorrência com a produção de alimentos e conserva o armazenamento de carbono das florestas necessárias para atenuar a mudança climática. Bioenergia sustentável é susceptível de satisfazer a mais de 10% da demanda nas economias intensivo de energia. Mas, para alguns países em desenvolvimento, nomeadamente na África subsaariana, o potencial existe para suprir muitas vezes as suas necessidades atuais de energia sem comprometer o abastecimento de alimentos ou destruir florestas.

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tecnológico terá um papel crucial no futuro dos biocombustíveis. “A tecnologia tem muito potencial nesse campo. Se a segunda geração de biocombustíveis entrar em cena nos próximos anos, o cenário será consideravelmente alterado. Há grande progresso nesse

sendo responsável atualmente por 629 mil postos de trabalho, o que equivale a mais de um quinto da mão de obra empregada na agricultura do país e mesmo com a mecanização da lavoura, o número de postos de trabalho aumentou no período de 1981 a 2008, especialmente por conta da expansão do setor a fim de abastecer o mercado de combustíveis. Atualmente, cerca de metade da produção agrícola é mecanizada enquantoorestantepermanececomtécnicasmanuais. O aumento da mecanização levará a perdas de postos de trabalho, segundo cálculos da pesquisa. Mesmo assim, o aumento da produção de etanol deve suplantar essas perdas, gerando 170 mil postos de trabalho nos próximos anos, o que equivaleria a um aumento de R$ 236milhõesnaeconomia. O encerramento do GSB, na Fapesp

A cana-de-açúcar é a cultura que mais emprega no Brasil

sentido. O número de patentes relacionadas a biocombustíveis cresceu de 147, em 2002, para 1.045 em 2007. Já existem mais de 60 plantas piloto para testes com etanol celulósico em países como Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Alemanha, Dinamarca,SuéciaeJapão”,destacou.

Encerrada a terceira Convenção Latino-Americana do projeto Global Sustainable Bioenergy (GSB) destacou, entre outras conclusões, que a produção de bioenergia na América Latina é especialmente eficaz em termos de sustentabilidade e tem grande potencial de expansão sem implicar no comprometimento da segurança alimentar,domeioambienteoudabiodiversidade. Na sessão de encerramento, os organizadores

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manifestaram que o continente latino-americano provou ter potencial para assumir um importante papel no fornecimento de biocombustíveis para a crescente demanda local e global. A produção de etanol no Brasil e de biodiesel na Argentina foram apontadas como experiências bem-sucedidas de uso da bioenergia para umdesenvolvimentosustentável. Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da FAPESP, disse que a convenção realizada no Brasil obteve sucesso ao levar à comunidade científica internacional envolvida com o Projeto GSB a visão dos brasileiros e latino-americanos sobre as grandes oportunidades que os biocombustíveis podem representar. Disse ainda: “O Brasil tem uma posição muito especial – tanto no grupo envolvido com o Projeto GSB como no mundo – no debate internacional sobre biocombustíveis, já que é o único país que realizou a substituição em larga escala da gasolina por biocombustíveis. Por outro lado, o GSB cria uma caixa de ressonância para as ideias brasileiras nessa área. Segundo o presidente do comitê diretor do projeto GSB, Lee Lynd, professor de biologia do Dartmouth College (Estados Unidos), “O Brasil representa metade da bioenergia produzida na América Latina e o mais impressionante é que o país ainda tem muito a crescer nesse setor. Mas talvez fosse melhor que alguns de seus

Expansão da indústria sucroalcooleira para produção de etanol pode gerar 170 mil postos de trabalho, apontam especialistas

O etanol vai render mais empregos

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O aumento da produção do etanol em 15% para atender a demanda pelo combustível deverá gerar cerca de 170 mil postos de trabalho em toda a cadeia produtiva. A outra boa notícia é que a qualificação desses postos de trabalhotambémtemaumentado. Segundo Márcia Azanha Ferraz Dias de Moraes, professora da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP) , a cana-de-açúcar é a cultura que mais emprega no Brasil,

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vizinhos também mantivessem a produção de biocombustíveis para trocar produtos e tecnologias”, afirmou. Segundo ele, o país tem um papel de liderança na pesquisa, na produção e na implementação de sistemas de bioenergia. “O uso de bioenergia no Brasil e nos Estados Unidos não têm paralelo no mundo. Mas os Estados Unidos são mais defensivos ao analisar mecanismosdesustentabilidade”,disseLynd.

Conclusões Segundo os organizadores, o evento em São Paulo foi particularmente enriquecedor para os participantes de outros continentes. Por meio das apresentações, feitas por cientistas respeitados na área, o público presente teve a oportunidade de obter um “raio X do estado da ciência sobre os biocombustíveis no Brasil”, apontou BritoCruz. “Membros do comitê organizador do GSB, que são cientistas muito importantes no contexto dos biocombustíveis, manifestaram que aprenderam muito sobre a maneira como o Brasil tem lidado com a questão da bioenergia. Em especial, destacaram a importância e a positividade da sustentabilidade como elemento realmente estratégico do desenvolvimento dos biocombustíveis. Fato que não é comum no mundo dos biocombustíveis, por exemplo, nos Estados Unidos”, disse. Lynd ressaltou que as reuniões do Projeto GSB estão formando rapidamente uma integração entre os cientistas envolvidos no esforço internacional pela produçãodebioenergiaemlargaescala. “Há pouco tempo, todo esse projeto era apenas a menina dos olhos de algumas pessoas. Esse círculo crescente de pessoas vai sendo expandido a cada

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A produção de bioenergia na América Latina é eficaz em termos de sustentabilidade e tem grande potencial de expansão, de acordo com conclusões de convenção do projeto Global Sustainable Bioenergy (GSB), realizado na FAPESP

coordenadores do Programa FAPESP de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), e diretor científico do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), explicou:“HámuitomaisdadossobreohemisférioNorte do que sobre o hemisfério Sul. O Brasil produz cerca de 50% do etanol mundial e não tem dados precisos sobre quanto dióxido de carbono essa cadeia produtiva produz. Nós temos apenas estimativas”, afirmou Buckeridge. Enfatizou ainda:“Se utilizarmos plantas da Amazônia para produzir biocombustível, não precisaremos levar a cana-de-açúcar até lá e ainda vamos ajudar no desenvolvimento econômico e social local”. A convenção destacou também a agricultura de precisão, que pode ter um papel importante na redução da área plantada por meio da melhoria na fisiologia das plantas,porexemplo.

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encontro e isso é extremamente gratificante. Não somos uma maioria, em nenhum aspecto, mas as principais mudanças no mundo surgem de um pequeno grupo de pessoas”,disse. Para Brito Cruz, a reunião contribuiu para responder ao principal desafio proposto pelo GSB: confirmar a hipótese de que é possível substituir 25% do petróleo utilizado no setor de transportes por biocombustíveis, sem comprometer a produção de alimentos e os habitatsnaturais.

Dados e análises Marcos Buckeridge, professor do Departamento de Botânica do Instituto de Biociências (IB) da USP, um dos

Global Sustainable Bioenergy Project (GSB) será desenvolvido em três etapas: A primeira é essa com as três convenções acima citadas, já realizadas, e mais duas últimas convenções internacionais – na Universidade Tecnológica da Malásia, na cidade de Skudai, em junho, e na Universidade de Minneapolis, Estados Unidos, em setembro. Na segunda etapa os pesquisadores irão re s p o n d e r à s e g u i n te q u e st ã o : s e rá fisicamente possível atender a demanda mundial por mobilidade e geração de eletricidade a partir de fontes vegetais enquanto a sociedade global também tem necessidades como a alimentação humana, a preservação da natureza e a manutenção da qualidade ambiental? A terceira etapa do projeto irá analisar a

Marcos Buckeridge, da USP

implementação de questões técnicas, sociais, econômicas, políticas e éticas com o objetivo de desenvolver estratégias para uma transição para uma sociedade sustentável responsável. A iniciativa é liderada por uma comissão de três pessoas: Nathanael Greene, do Natural Resources Defense Council, Tom Richard, da Universidade Estadual da Pensilvânia, e Lee Lynd, da Thayer School of Engineering, Dartmouth College e Mascoma Corporation. As reuniões serão supervisionadas ainda por uma co m i s s ã o o rg a n i z a d o ra co m a m p l a representação de acadêmicos, advogados ambientais e instituições de pesquisa de todo o mundo. Ao final haverá uma Resolução Comum mundial que irá incorporar as resoluções de todas as 5 convenções internacionais, para formar um final acordado global.

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A humanidade não pode salvar o planeta Para James Lovelock, puxamos um gatilho ao iniciar aquecimento, mas não sabemos qual será o desfecho udar os hábitos para tentar salvar o planetaé"umabobagem",naopiniãode um dos mais conceituados especialistas em meio ambiente no mundo, o britânico James Lovelock, para quem aTerra, se for salva, serásalvaporelamesma. "Tentar salvar o planeta é bobagem, porque não podemos fazer isso. Se for salva, a Terra vai se salvar sozinha, que é o que sempre fez. A coisa mais sensível a se fazer é aproveitar a vida enquanto podemos", afirmou Lovelockementrevistarecente. O cientista de 90 anos é autor da Teoria de Gaia, que considera o planeta como um superorganismo, no qual todas as reações químicas, físicas e biológicas estão interligadas e não podem ser analisadas separadamente. Considerado um dos "mentores" do movimento ambientalista em todo o mundo a partir dos anos 1970, Lovelock é também autor de ideias polêmicas como a defesa do uso da energia nuclear como forma de restringir as emissões de carbono na atmosfera e combaterasmudançasclimáticas.

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De acordo com a teoria Gaia, nosso planeta possui a capacidade de auto-sustentação, ou seja é capaz de gerar, manter e alterar suas condições ambientais

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Gatilho Para Lovelock, a humanidade não "decidiu aquecer o mundo deliberadamente", mas "puxou o gatilho", O mundo não muda seu clima convenientemente de acordo com os modelos de previsões

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inadvertidamente, ao desenvolver sua civilização da maneiracomoconhecemoshoje. "Com isso, colocamos as coisas em movimento", diz ele, acrescentando que as reações que ocorrem na Terra em consequência do aquecimento, entre elas a liberação de gases como dióxido de carbono e metano, são mais poderosas para produzir ainda mais aquecimento do queasprópriasaçõeshumanas. Segundo ele, no entanto, o comportamento do clima é mais imprevisível do que pensamos e não segue necessariamente os modelos de previsão formulados peloscientistas. "O mundo não muda seu clima convenientemente de acordo com os modelos de previsões. Ele muda em saltos, como vemos. Não houve aumento das temperaturas em nenhum momento neste século. E tivemos agora um dos invernos mais frios em muito tempoemtodoohemisférionorte",dizLovelock.

bom porque custa muito dinheiro para manter, mas essa motivação é provavelmente mais sensata do que a de tentarsalvaroplaneta,queéumabobagem",diz. Para Lovelock, a busca por formas de energia renováveis é"umamisturadeideologiaenegócios",massem"uma boaengenhariapráticaportrás".

A teoria de Gaia Segundo James Ephraim Lovelock, pesquisador independente e ambientalista que vive na Cornualha

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Energias renováveis

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O cientista britânico afirmou ainda não ver sentido na busca de alguns hábitos de consumo diferentes ou no desenvolvimentodeenergiasrenováveiscomoformade conterasmudançasclimáticas. "Comprar um carro que consome muita gasolina não é

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A Terra sendo uma coisa viva, pode ter saúde ou ficar doente

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James Ephraim Lovelock, ao fundo Gaia, a Deusa grega suprema da Terra

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Ainda na audiência pública sobre os povos tradicionais

(oeste da Inglaterra), nascido em 26 de julho de 1919 a teoria de Gaia supõe uma Terra viva, sistema autoregulador e autoorganizador, constituído de c o m p o n e n t e s f í s i c o s, químicos e biológico, impelido pela luz do Sol, no qual o clima e a composição

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humana, mantém-se estática pelo tempo A teoria Gaia foi criada em 1969 pelo investigador suficiente para se constatar e britânico James E. Lovelock, com o nome de hipótese secompreendersuabeleza. Em Gaia permanece ativo o de resposta da Terra, e foi renomeada pela sugestão de mundo caótico que seu colega, William Golding, como Hipótese de Gaia, antecedeu a vida; a em referência a Deusa grega suprema da Terra, Gaia. informalidade da associação de seus ecossistemas, e das espécies que a constituem, promove a sua longevidade e a sua força. A vida e o meio química se mantêm em ambiente interagem num processo evolutivo indivisível equilíbrio homeostático e único, não se separam (ou seja, não é apenas o por longos períodos, até organismo que se adapta ao meio ambiente). Gaia está uma contradição interna ou viva, é o maior organismo vivo do sistema solar, força exterior provocar um participa do Universo, e cada ser humano faz parte dela; abalo que leva a uma nova mas já chegou a sua meia-idade e não apresenta a situação estável. Gaia mesma robustez de eras anteriores: está sensível às começa onde as rochas da perturbações humanas e busca um novo ponto de crosta terrestre encontram equilíbrio. o magma no interior da O calor do Sol tem aumentando progressivamente e a Terra e vai até os limites da auto-regulação de que depende a vida pode estar atmosfera; está sempre a ameaçada, principalmente com os agravos causados mudar, porém, no breve pelos seres humanos. Gaia deve ser vista como uma espaço de uma vida nova forma de encarar a Terra, a humanidade e seu Gaia deve ser vista relacionamento com as outras espécies vivas. Do ponto como uma nova forma de vista mitológico e histórico, a teoria de Gaia resgata de encarar a Terra, a umvalordetempospassados,emqueacreditaremuma humanidade e seu TerravivaenumCosmosvivoeraamesmacoisa. relacionamento com as

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élio Pezza 100

A Terra pede socorro! O Homem pede socorro! Grandes terremotos na China... Ciclones em Mianmar... Furacões no Caribe... Tsunamis na Ásia, incêndios na Austrália, Califórnia... Falta d'água na Austrália... Inundações na China, Alemanha, Coréia, Peru, Espanha, Paquistão, Brasil... ssas são mensagens de catástrofes naturais que diariamente nos chegam das mais variadas partes do mundo, e de tal forma já incorporadas ao nosso dia a dia, que não nos causammaistantoespanto. Existe até o “Dia Internacional para Redução de Catástrofes Naturais”, criado pela ONU em 1989 e que é semprecomemoradonasegundaquartafeiradomêsde

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Governadora Ana Júlia Carepa no 2º Congresso das Populações Extrativistas

Outubro! Apesar disto, segundo relatórios da própria ONU e CruzVermelha Internacional, nos últimos 10 anos o número de catástrofes naturais aumentou em 60% e o número de mortes passou de 600 mil para 1 milhão e 300 mil pessoas! Só o Tsunami na Ásia matou 230 mil pessoas e os recentes ciclones em Mianmar na Ásia e terremotos na China mataram mais de 150 mil pessoas. Esses números são catalogados como catástrofes naturaisetendemaaumentaracadamês. Apesar da seriedade da situação, a Terra continua também a receber diariamente as notícias sobre a contínuadevastaçãodaflorestaamazônica,vazamentos de óleo nos mares, derretimentos das grandes geleiras, buracos na camada de ozônio, poluição dos ares e águas, aquecimento global e esgotamento dos recursos naturais. A pergunta é: Como mudar este quadro? O que fazer para deter esta onda destrutiva? Em primeiro lugar, temosqueentendereescutar!

ATerrapedesocorro! A desvalorização do ser humano, o aumento das drogas, o efeito devastador do desequilíbrio ecológico, a perda da dignidade, a inversão dos valores sociais, o aumento da massa humana sem rumo, a fome, as desigualdades sociais, os preconceitos, as guerras, o terrorismo, a globalização da miséria, o medo, a incerteza do futuro, tudo isto cria uma névoa espessa de energia negativa em volta de nosso mundo. É a aura doente do planeta como conseqüência de milhões de auras humanas doentias. Tudo está ligado! A degradação do ser humano e a do planeta estão intimamente unidos e da mesma forma as soluçõesparaoproblema.

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ATerrapedesocorro! A Terra está sendo saqueada e ela é a nossa casa! Nos separamos da Natureza e o antigo impulso de viver dentrodela,cedeuespaçoaoimpulsodeconquistá-la.O progresso materialista e tecnológico sem cuidados e

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muitas vezes sem ética e moral tem um preço alto. Nietzche já dizia que voltar à Natureza não significa ir para trás e sim para a frente! O caminho é recuperar a nossa própria natureza, praticar pequenos gestos de boa vontade, amor e fraternidade e limparmos a energia podreparadaaonossoredor.

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ATerrapedesocorro! ─ Ajuda-me, diz ela, a dissipar essa nuvem escura que está ofuscando a luz, exaurindo minhas forças acabando comminhavida!Nãoentendemqueaminhamorteéde vocês? É a mãe pedindo para que seus filhos escutem seu apelo. A seu modo, ela está gritando aos quatro ventos, mas o Homem está tão desequilibrado que perdeu a capacidade de ouvir. Ele vê a tragédia, mas não ouve o pedidodesocorrodentrodaprópriatragédia.

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Tudo é energia, tudo é uma simples equação de ação e reação. Trate bem que será bem tratado! Destrua e será destruído! Ame e será amado! Plantar e colher! Esta regra vale para qualquer situação, desde uma simples equação de física elementar ou convivência pessoal até uma relação Homem-Homem ouHomem-Terra.Darereceber!Étãosimples!Darcoisas boaserecebercoisasboas!Daródio,destruiçãoereceber ódio e destruição! É uma regra válida para tudo e para todos!Vale para o microcosmo e para o macrocosmo da mesmaforma.Éumaleicósmica!NãoadiantaoHomem querer mudá-la ou fazer emendas como uma constituição qualquer, que possa ser adaptada a favor de quem quer que seja. É uma lei simples, mas de uma força descomunal. Temos o livre arbítrio de segui-la ou não.Nósdecidimosonossofuturo.

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Ouça os pedidos de socorro e faça sua parte

ATerrapedesocorro!OHomempedesocorro! Qualquer pessoa que escutar este pedido será capaz de atrair uma série de pequenos eventos que podem modificar o mundo ao seu redor! Tudo é energia e sua presença é sentida em qualquer local do mundo. Faça bom uso de sua energia, pratique o amor incondicional, aquele que não faz distinções ou preferências. Respeite a simesmoetudoaoseuredor.

ATerrapedesocorro!OHomempedesocorro! Nós temos um compromisso conosco e com as futuras gerações. Vamos praticar pequenas mudanças e melhorias. Vamos dar atenção aos que estão à nossa volta e estar atentos às oportunidades diárias ao nosso lado. Vamos, enfim, atender ao apelo que está no ar e com esses pequenos gestos constantes, cumprir com nossa missão. Um sorriso, uma palavra amiga, um saco plástico a menos no lixo, uma árvore a mais preservada, uma pessoa a menos sem fome, enfim, são milhares de coisas simples ao nosso alcance. Não existe uma medida grandiosaeisolada. Melhorar o Homem trará como resultado direto amelhoriadoplaneta.Ésóenergia! Comece a mudar você mesmo! Comece a mudar poucas pessoas ao seu redor. Estas mudarão outras e logo esta energia benéfica se espalhará e fará diferença. Atitude é tudo. Esta é a única saída. Não existe uma forma de termos uma Terra sadia com o ser humano doente. Isto não é religião, não é misticismo, não é baboseira nem crendice. É real. É científico. É energia. É física aplicada. É averdadeiraciênciaquedeixamosparatrás. Temos o poder ao nosso alcance e a chance de reverter o desastre ainda está em nossas mãos. Cada um de nós comece já esta mudança, pois o tempo está acabando. A hora é agora. Ouça os pedidos de socorro e faça sua parte.Pensenissoenãotransfiraaculpaparaninguém.

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*Escritor, nasceu em 1950 na cidade de Araraquara SP. Formado em química superior e administração de empresas, é executivo em indústria de alta tecnologia do ramo metalúrgico em Caxias do Sul

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A hora é agora. Ouça os pedidos de socorro e faça sua parte

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Espécies exóticas invasoras – IAS Uma das principais causas diretas da

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perda de biodiversidade no planeta

Esporos de ferrugem semelhante a Phakopsora pachyrhizi foram monitorados semanalmente para detecção precoce de esporos de ferrugem que se deslocam no ar por correntes de vento

s espécies exóticas invasoras (IAS) são espécies cuja introdução e / ou propagação fora dos seus habitats naturais ameaçam a diversidade biológica. Embora apenas uma p e q u e n a p o rc e n t a g e m d e organismos transportada para novos ambientes se torna invasoras, seus impactos negativossobreosalimentossegurança,vegetal,animal esaúdehumanaedodesenvolvimentoeconômicopode serextensivoesubstancial. O problema das espécies exóticas invasoras continua a crescer, essencialmente devido ao comércio mundial, dos transportes e viagens, incluindo turismo, com um custo enorme para a saúde humana/animal e sócio econômicas/ecológicas do bem-estar do mundo. Os

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prejuízos anuais ambientais causados pela introdução de pragas agrícolas nos Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, África do África, Índia e Brasil têm sido calculado em mais de 100 bilhões de dólares. Um estudo mostrou que a estimativa global poderia ser de 1,4 trilhão de dólares, o que representa 5%doPTBmundial. Relevantes para cada tipo de ecossistema, a questão de espécies exóticas invasoras é fundamental para a realização dos três objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica: -aconservaçãodadiversidadebiológica, -oseuusosustentável,e, - a partilha justa e equitativa dos benefícios

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decorrentesdautilizaçãoderecursosgenéticos. Como estamos no Ano Internacional da Biodiversidade, em pleno Biodiversity Target, neste 2010, ainda são necessárias medidas urgentes para enfrentar a ameaça de espéciesexóticasinvasoras. Como todas as empresas, independentemente do tamanho, setor e localização, em última análise, dependem da biodiversidade, eles podem ter um importante papel direto e impacto indireto sobre a biodiversidade, pois eles possuem conhecimentos da biodiversidade,recursostécnicosehabilidadesgerenciais. Por sua vez, como as empresas geram a biodiversidade é, cada vez mais, considerada relevanteparasuaslinhasdefundo. É nossa esperança que o Dia Internacional para a Diversidade Biológica, constitua-se uma oportunidade para que as empresas considerem práticas saudáveis de negócios a fim de reduzir o impacto dessas invasoras na agricultura, silvicultura, pescas, saúde humana e sobre a biodiversidade selvagem, que é freqüentemente uma base de sustentodepessoasnospaísesemdesenvolvimento.

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Negócios com práticas saudáveis contribuem para prevenir Espécies Exóticas Invasoras As espécies exóticas invasoras são espécies não-nativas de plantas, animais ou microorganismos,cujaintroduçãoemumnovoecossistemaameaçaabiodiversidadee

IAS

O aumento das viagens, comércio e turismo associados com a globalização e a expansão da população humana ter fáceis movimentos intencionais e não intencionais de espécies naturais além de barreiras biogeográficas, e muitos deles tornar espécies exóticas invasoras. As espécies exóticas invasoras — IAS, são considerada uma das principais causas diretas da perda de biodiversidade no planeta. É claro que o IAS pode produzir danos ambientais e econômicas substanciais, e os efeitos negativos são agravados pelas mudanças climáticas, poluição, perda de habitat e perturbação induzida pelo homem Aumentar a dominação por poucas espécies invasoras aumenta a homogeneização global da biodiversidade, reduzindo diversidade local. As IAS podem alterar a estrutura comunitária e composição de espécies de ecossistemas nativos diretamente por fora espécies nativas competindo por recursos. IAS também pode ter importantes efeitos indiretos através de alterações na ciclagem de nutrientes, a função do ecossistema e das relações ecológicas entre as espécies nativas. IAS também pode fazer efeitos em cascata com outros organismos, quando uma espécie afeta outra através de espécies intermédias, um inimigo comum singular ou um recurso compartilhado. Essas reações em cadeia podem ser difíceis de identificar e prever. Além disso, os efeitos de agregação de múltiplas espécies invasoras podem ter um impacto grande e complexo em um ecossistema. O ponto biológico chave é que o organismo tenha estabelecido e dispersado, ou tem o potencial para tal, e causa ou pode causar danos aos interesses humanos e aos sistemas naturais. É o capacidade de invasão de uma espécie que causa problemas, não o fato dela ser exótica. Espécies exóticas que não se tornam invasoras podem não ser uma séria ameaça, porém, elas devem ser monitoradas caso comecem a dispersar como a maioria das espécies invasoras são exóticas, este termo 'espécie exótica invasora' é amplamente usado, apesar de que o termo mais

sucinto 'espécie invasora' seja algumas vezes preferido. Há muitas versões da definição. A Convenção de Diversidade Biológica estipula que 'cada Parte Contratada deve, na medida do possível e quando apropriado, previnir a introdução, controlar ou erradicar aquelas espécies exóticas que ameacem ecossistemas, hábitats ou espécies' (Artigo 8 (h)). Uma definição mais sucinta de 'espécie exótica invasora' proposta pelos Princípios Guias da CDB é 'uma espécie cuja introdução e/ou dispersão ameace a diversidade biológica'. IUCN – A União Mundial de Conservação define uma espécie exótica invasora como uma espécie exótica que se torna estabelecida em ecossistemas ou hábitats naturais ou semi-naturais, é um agente de mudança, e ameaça a diversidade biológica nativa (IUCN 2000). Estas definições não se referem explicitamente aos impactos sócio-econômicos e culturais de espécies exóticas invasoras, mas são claramente abrangente o suficiente para incluir estes danos. Definições adotadas em estruturas legais nacionais devem preferencialmente ser mais específicas. Outros termos comumente usados em instrumentos legais e técnicos para espécies que geram danos incluem espécies nocivas, espécies perturbantes, pragas e ervas daninhas. Estes são termos comumente usados para organismos que tem impactos adversos no primeiro setor de economia (ex. Agricultura, silvicultura ou pesca) ou que afetam seres humanos de alguma forma. No entanto, elas não são necessariamente exóticas. Algumas espécies nativas também podem se tornar invasoras, sob condições ambientais alteradas. Por exemplo, a taboa (Typha sp.) tornou-se invasora em muitos corpos d'água na África como resultado de aumento de nutrientes (eutrofização), alterações no regime hídrico e mudanças causadas por plantas aquáticas exóticas invasoras como o aguapé (Eichhornia crassipes) e salvinia (Salvinia molesta).

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O que os tomadores de decisão precisam saber sobre espécies invasoras

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Estruturas Legais e Institucionais para Espécies Exóticas Invasoras Para legisladores, o ponto a ser enfatizado é que não há meio seguro de prever quais espécies irão se tornar invasoras, onde e porque. Esta é uma área de prioridade para biólogos de invasões com muitos trabalhos internacionais em andamento. Tal incerteza tem implicações legais porque princípios, abordagens e procedimentos específicos são necessários para avaliar riscos como um apoio na tomada de decisão. Taxa ou tipos de organismos que podem se tornar invasoras são animais (vertebrados e invertebrados), plantas e microorganismos – incluindo aqueles em vida-livre bem como aqueles que causam doenças em plantas, animais e pessoas, desde que sejam 'novos' em um ecossistema ou área em particular1. Porém, o desenvolvimento atual do potencial invasor dependerá de condições favoráveis no novo ecossistema ou área para o organismo em questão bem como suas características próprias. Espécies tropicais são improváveis de se tornarem invasoras em zonas temperadas e espécies florestais são improvaveis que se tornem invasoras em regiões de campo.

Alguns tipos comuns de organismos invasores incluem: Microorganismos – alga microscópica que se prolifera em novas áreas, protozoários em vida-livre que podem se tornar invasores em novos ecossistemas, patógenos de plantas e animais (e humanos) como vírus, bactérias, fungos; patógenos tanto de animais quanto de plantas; Plantas – tanto plantas vasculares e avasculares (marinha, de água-doce e terrestres) incluindo musgos, hepáticas e pteridófitas; Invertebrados – espécies exóticas de diversos filos, incluindo grupos marinhos como águas-vivasdepente (Ctenophora); moluscos terrestres e aquáticos; artrópodos incluindo crustáceos marinhos e de água doce, aranhas, insetos e vetores de doenças; Vertebrados – peixes (normalmente intencional) introduzido em novos corpos de água tornaram-se invasores tanto em ambiente marinho quanto em ambiente de água doce; anfíbios (ex. o notário sapocururu – Bufo marinus); répteis; aves; mamíferos de pequeno e grande porte.

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coloca importantes desafios para a segurança alimentar, saúde humana, comércio, transportes, turismo e outros setores econômicos. Essas espécies podem rapidamente degradar seriamente os habitats naturais, competindo com espécies nativas, alterando genes por meio de hibridação, mudando a composição de espécies, e ecossistema, alterando processos como a ciclagem de nutrientes. As espécies invasoras são reconhecidas como uma das maiores ameaças ao meio ambiente e econômico do bemestardonossoPlaneta. Uma das principais fontes de espécies exóticas invasoras é o aumento do comércio internacional. Com a profunda crise financeira global, muitos governos nacionais estão a tomando medidas para estimular suas economias. Estas medidas, muitas vezes envolvem o

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potencialmente desenfreado para desastres ambientais e maior perda econômica. Algumas vezes, isto é feito intencionalmente, outras vezes completamente sem querer. Por exemplo, animal de estimação, aquário, aquicultura e comércio de horticultura são vias fundamentais relacionadas à introdução de espécies intencionais. As vias principais são intencionais navios de transporte — tanto na parte externa do casco do navio ou dentro da água de lastro do navio — e de passageiros porviagemdeavião,trem,naviooumesmoapé. Intencionalmente ou não, o risco de introdução ou propagação de espécies invasivas podem ser atenuados secadaempresaadotarpráticasmelhor.

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Coleta de Caramujo Africano

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Como as empresas podem agir para impedir invasivas espécies exóticas?

Lantana camara, an invasive plant on Easter Island Chile

desenvolvimento de produtos industriais e de infraestrutura de transporte, que pode aumentar ainda mais introdução de espécies invasoras, assim, o cenário é

Enquanto a maioria das empresas não ter percebido o impactonegativoqueasespéciesexóticasinvasorastêm sobre a economia, há inúmeros exemplos de empresas que sofrem destas invasões. Um estudo sugere que, em 2009, na região do Grande Lago dos Estados Unidos, as perdas econômicas anuais devido a espécies invasoras introduzida pelo transporte equivaleram a US $ 200 milhões de dólares por invasões, diminuindo a capacidade do ecossistema natural para apoiar a pesca, a água (por exemplo, para beber), vida selvagem. No Havaí, uma nova lei impõe um imposto de 50 cêntimos em cada mil quilos de mercadorias transportadas através de carga aérea para impedir as espécies invasoras. Como resultado, a mercadoria via transporte marítimo de carga aérea tem-se tomada mais cara, aumentandoassimocustoparaasempresaslocais. No final, as empresas não podem evitar a crescente perda econômica provocada por espécies exóticas invasoras, mas eles podem desempenhar um papel

Caracóis Gigantes Africano são altamente invasivos e causam danos às culturas alimentares importantes e outros recursos agrícolas e naturais. Esses caramujos também podem representar um risco para a saúde humana involuntariamente ou não

essencial na resolução dos desafios de combater estes estrangeiros, especialmente nas indústrias associadas com a introdução, a promoção e a observação de espécies invasoras, como o comércio e turismo.

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Exemplos de causas econômicas diretas e indiretas de invasão (De Emerton e Howard 2008) Forças e condições que determinam comércio, produção e práticas e preferências de consumo, como: 1. Expansão de viagens domésticas e internacionais e comércio de turismo 2. Alta dependência da economia em agricultura, silvicultura, pesca e turismo 3. Integração de mercado, expansão e globalização 4. Subsídio de espécies introduzidas 5. Incentivo a comércio e investimentos a atividades econômicas que utilizam ou dependem de espécies introduzidas 6. Preferência do consumidor por espécies introduzidas 7. Alto lucro e demanda de mercado para produtos que são baseados em espécies introduzidas, ou que utilizamnas como insumo 8. Baixo lucro e demanda de mercado para produtos baseados em espécies não introduzidas, ou que utilizamnas como insumo 9. Penalidades e multas inadequadas contra o transporte ilegal de espécies introduzidas. Forças e condições que determinam práticas e preferências de uso de solo e recursos, como:  Alta dependência da economia na agricultura, silvicultura, pesca e turismo  Incentivo econômico e fiscal estimulando uso de solo e recursos que levam a reduzir a diversidade genética, aumentar o uso de agrotóxicos, perda de biodiversidade, degradação de ecossistemas, conversão e fragmentação  Regimes de direitos institucionais e de propriedade que desestimulam ação

 Falta de financiamento e orçamento para programas de controle Introdução de espécies para fins comerciais, como:  Peixes e moluscos para aquacultura e maricultura  Novas (=exóticas) espécies para pesca esportiva  Sementes e culturas agrícolas  Animais para carne, lã e pele  Plantas para alimentação  Plantas para bio-combustível

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Introdução de espécies para fins de controle, como:  Insetos, ácaros e fungos para controle biológico  Plantas exóticas de crescimento rápido para restauração de paisagem Introdução de espécies para fins estéticos e de estilo de vida, como:  Animais de estimação exóticos  Plantas ornamentais exóticas e modificadas  Novos (= exóticos) peixes de aquário Introduções não-intencionais ou acidentais via outra atividade econômica, como:  Animais, plantas e espécies aquáticas contaminadas  Plantas e animais que vêm “de carona” em cargas, pacotes e bagagens  Água de lastro  Desfazer-se de resíduos, plantas, peixes ou animais de estimação indesejados

Espécies exóticas que não se tornam invasoras podem não ser uma séria ameaça

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A fruta dragão do Vietnam, que se tornou a sobremesa favorita recentemente, estava sendo exportada com praga. O governo japonês fez embargo de 10 anos no setor das frutas dragão vietnamita, até solução do problema 48| REVISTA AMAZÔNIA

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Empresas podemterumaatitudepositivaparaenfrentar a espécie invasora encarando-a como outro fator em seus esforços de sustentabilidade. Empresas e grupos de conservação devem procurar oportunidades de participação. As empresas poderiam estar envolvidas em atividades destinadas a sensibilizar o público e melhorar as políticas ou regulamentos governamentais na prevençãodeespéciesexóticasinvasoras. Por exemplo, uma empresa de turismo local em Lijiang,

China, arranjou um meio-dia de viagem de campo para os estudantes do acampamento de verão para identificar as espécies invasoras e seus efeitos nocivos em um lago interior de lá. Os funcionários do departamento florestal local foram convidados a uma viagem de ônibus para ensinar aos alunos o que eles próprios tinham aprendido com uma formação anterior organizado pela The Nature Conservancy, uma ONG internacional. Participantes incluem representantes de empresas,

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Plantas exóticas de crescimento rápido para restauração de paisagem

Intencionalmente ou não, o risco de introdução ou propagação de espécies invasivas podem ser atenuados

universidades, governos e ONGs que trabalham para desenvolver e implementar estratégias baseadas no mercado para promover melhores práticas de gestão, comunicação e marketing de abordagens para sensibilizar a opinião pública, e estratégias legislativas para melhorar políticas públicas. Uma conquista recente é a criação de um website liderado pela The Nature Conservancy para prevenir ou reduzir a disseminação de pragas. Além disso, como parte dos esforços de prevenção, um grupo de trabalho, incluindo indústrias, universidades e grupos sem fins lucrativos, negociaram um conjunto de consenso e recomendações para o Animal Plant Health Inspection Service do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sobre uma regulamentação para minimizaroriscoadicionaldeintroduçõesdepragas.

a conferência da

TERRA

Fórum Internacional do Meio Ambiente O seu encontro com a natureza já tem data marcada. Olinda, 26 a 29 de maio de 2010.

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www.conferenciadaterra.com

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A resistência da Floresta amazônica à seca

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Pesquisa científica apoiada pela NASA detona a do IPCC sobre a floresta amazônica

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A

Nasa – agência espacial americana, encomendou um estudo à universidade de Boston, nos Estados Unidos, que concluiu: a Floresta Amazônica é bem mais resistente à secadoqueindicavamestudosanteriores. Na pesquisa, publicada recentemente pela revista especializada Geophysical Research Letters, cientistas analisaram dados obtidos por satélites MODIS da NASA, para medir a intensidade do verde (cobertura vegetal) daFlorestaAmazônicaaolongodaúltimadécada. "Não encontramos grandes diferenças nos níveis de verdedessasflorestasentreanosdesecaeanosnormais, o que indica que essas florestas são muito mais tolerantes às secas do que se acreditava anteriormente", disse Arindam Samanta, o pesquisador da universidade deBostonquecoordenouoestudo. O último relatório do Painel Intergovernamental para Mudança Climática (IPCC, na sigla em inglês) de 2007 concluiu, a partir dos estudos disponíveis até 2006, que até40%daAmazôniapoderiaserperdidoparasecas.

O painel cita um estudo de Rowell e Moore, de 2000, que havia sido encomendado pela organização ambientalista WWF. Recentemente, o IPCC foi alvo de duras críticas por ter se apoiado nesta pesquisa, que não citava as fontes originaisdaprevisãodereduçãodafloresta. "Até 40% das florestas amazônicas poderiam reagir drasticamenteaatéumaligeirareduçãonaprecipitação; isso significa que a vegetação tropical, a hidrologia e o sistema climático da América do Sul poderia mudar muito rapidamente para outro estado estável, sem necessariamente produzir mudanças graduais entre as situações futura e atual (Rowell e Moore, 2000)", consta do4ºrelatóriodoIPCC. Em entrevista recente, Carlos Nobre, também pertencentetantoaoInpequantoaoIPCC,defendeuque o órgão ambiental da ONU deve adotar um sistema de errata contínua, como o utilizado pelos jornais e revistas, em que os erros encontrados são apresentados e corrigidos imediatamente, sem precisar esperar até a "Nós não encontramos grandes diferenças no nível de verdor dessas florestas entre a seca e nos anos sem seca, o que sugere que essas florestas podem ser mais tolerantes a seca do que se pensava anteriormente", disse Arindam Samanta.

elaboraçãodeumnovorelatório. O estudo doWWF também foi duramente criticado pelo cientista brasileiro José Marengo, do Instituto Nacional dePesquisasEspaciais(Inpe). "Os novos cálculos são muito mais confiáveis e corretos", disseMarengoemrecenteentrevista. Um outro estudo, publicado na revista Science em 2007, afirmouqueasflorestastropicaissebeneficiamdesecas, porque são expostas a mais luz solar durante as épocas semnuvensdaseca. O novo estudo também contraria esta conclusão, concluindoqueelaé"falha"e"irreprodutível". "Esse novo estudo traz alguma clareza à nossa embaçada compreensão de como essas florestas, com suas ricas fontes de biodiversidade, se comportariam no futuro diante da dupla ameaça do desmatamento e da mudança do clima", afirmou outro co-autor de Boston, o professorRangaMyneni. No ano passado, outro estudo realizado por cientistas britânicos também sugeriu que a Floresta Amazônica poderia ser menos vulnerável a uma seca grave em consequênciadoaquecimentoglobaldoquesepensava anteriormente. Porém os cientistas advertem que a rápida degradação da floresta tropical em função das mudanças climáticas provocadas pela ação humana permanece uma "possibilidadedistinta"nesteséculo. Nessa pesquisa, os cientistas pela primeira vez compararam simulações de dezenove Modelos ClimáticosGlobaiscomobservaçõesempíricas.

“The sensitivity of Amazon rainforests to dry-season droughts is still poorly understood, with reports of enhanced tree mortality and forest fires on one hand, and excessive forest greening on the other. Here, we report that the previous results of large-scale greening of the Amazon, obtained from an earlier version of satellitederived vegetation greenness data - Collection 4 (C4) Enhanced Vegetation Index (EVI), are irreproducible, with both this earlier version as well as the improved, current version (C5), owing to inclusion of atmosphere-corrupted data in those results. We find no evidence of large-scale Prof. Ranga B. Myneni, co-autor greening of intact Amazon forests during the 2005 drought approximately 11%–12% of these drought-stricken forests display greening, while, 28%–29% show browning or nochange, and for the rest, the data are not of sufficient quality Arindam Samanta, autor principal do estudo da Universidade de Boston to characterize any changes. These changes are also not unique - approximately similar changes are observed in non-drought years as well. Changes in surface solar irradiance are contrary to the speculation in the previously published report of enhanced sunlight availability during the 2005 drought. There was no co-relation between drought severity and greenness changes, which is contrary to the idea of drought-induced greening. Thus, we conclude that Amazon forests did not green-up during the 2005 drought”.

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A Amazônia abrange a maior parte América do Sul tropical a leste da Cordilheira dos Andes. A região inclui principalmente floresta, da mais densa vegetação da Terra. Este mapa mostra a densidade média de florestas na América do Sul. A cor Bege indicar áreas de vegetação escassa, enquanto áreas escuras de verde representam a vegetação densa. Mapas de vegetação de satélite da NASA revelaram que a Amazônia é mais verde na estação seca do que a estação chuvosa, desafiando a sabedoria convencional. (Mapa de Robert Simmon, baseado em dados da Universidade do Arizona Terrestrial Biophysics and Remote Sensing Lab). REVISTA AMAZÔNIA |51

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Abaixo o documento na integra:

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Amazon Forests Green-Up During 2005 Drought Saleska, Didan, Huete and da Rocha Science, Volume 318, Page 613, 2007

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Std. Anom = (Q3_2005_data minus baseline_Q3_average) divided by (baseline_Q3_std_dev) Baseline period 2005 to 2006 excluding 2005

“Drought intensity peaked during dry seasononset (July to September), primarily in southwest and central Amazônia” “The observations of intact forest canopy “greenness” in the affection areas, however, are dominated by a significant increase not a decline...”

We argue that

SDHR07

Amazon Forests Did Not Green-Up During 2005 Drought 100

WHY IS ALL THIS IMPORTANT?

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- Drought sensitivity of these forests unknown - Example: Phillips et al. (2009) report these forests changing from a sink to a source in 2005 - The forests hold a lot of carbon (100 billion tons of C) - If they should dry out due to climate change, that will release a lot of carbon to the atmosphere (before we have a chance to cut them down and release the same carbon to the atmosphere)

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Amazon Forests Did Not Green-Up During 2005 Drought

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(accepted for publication in GRL) ranga.myneni@gmail.com

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A. Samanta, S. Ganguly, H. Hashimoto, S. Devadiga, E. Vermote, Y. Knyazikhin, R. Nemani and R. Myneni

Question-01 Are the results published in SDHR07 reproducible with Terra MODIS C5 EVI data?

C5: Irreproducibility Collection 5 EVI Standardized Anomalies

Collection 4 (SDHR07)

窶「 窶「

Identical analysis, only difference is the collection In the drought-impacted area, intact forests show in C5 37.0% Less Greening, 57.6% More Browning, 13.5% More No-Change

Answer: SDHR07 Results Are Irreproducible with C5 EVI

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Question-02

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Are the results published in SDHR07 reproducible with the available Terra MODIS C4 EVI data?

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• C4 data have been decommissioned and deleted • SDHR07 gave us 2000-2005 C4 EVI • Data for 2006 not available • C4 quality flags not available

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EVI Standardized Anomalies

C4: Irreproducibility

C4 EVI 2000-2006 (SDHR07) C4 Ranks?

• •

C4 EVI 2000-2005 C5 Quality Flags

Identical analysis, except for the noted differences In the drought-impacted area, intact forests show 36.0 % Less Greening, 65.1 % More Browning, 11.6 % More No-Change

Answer: SDHR07 Results Are Irreproducible with available C4 EVI data

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Question-03

Did SDHR07 effectively screen for cloud and aerosol contaminated EVI?

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C4: Pixel Screening-01

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C4 EVI 2000-2006 (SDHR07) C4 Ranks?

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C4 EVI 2000-2005 No Screening

In the drought-impacted area, intact forests show negligible differences SDHR07 claim to have screened for cloud and aerosol corrupted pixels What is going on?

C4: Pixel Screening-02

C4 EVI 2000-2005 C5 Quality Flags

C4 EVI 2000-2005 No Screening

SDHR07 rank screening effective • • •

C4 EVI 2000-2006 (SDHR07) C4 Ranks?

C4 QA flags unlike C5 QA flags C4 QA flags useless No need to even screen

SDHR07 rank screening ineffective • •

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C4 QA flags like C5 QA flags SDHR07 thought (& still think?) they screened, but in fact did not

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Answer: Need C4 EVI and QA Flags SDHR07 should tell us what is “rank screening”

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Irreproducibility: Summary

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• SDHR07 results are irreproducible with C5 EVI • SDHR07 results are irreproducible with available C4 EVI data • Need C4 EVI and QA Flags to ascertain if SDHR07 screened effectively for cloud and aerosol contaminated EVI data

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Question-04 How extensive was Amazon-greening during 2005 drought?

Objective Counting-01 Intact Forest Area Within the Drought = Green+Brown+Blue+White = 2.2 mil km2

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(1) Green: Forests showing greening = 12.4% (2) Brown: Forests showing browning = 5.6% (3) Blue: Forests showing no-changes = 21.8% (4) White: Forests for which valid EVI data is lacking = 60.2% Based on C5 EVI data for 2000 to 2006 (42 values per pixel) Std. Anom = (Q3_2005_data minus baseline_Q3_average) divided by (baseline_Q3_std_dev)

• Less than 13% of the forest area impacted by the drought shows greening • More than 60% of the forest area within the drought region lacks valid EVI data

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Answer: The conclusion “Amazon forests green-up during 2005 drought” is not warranted.

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Subjective Counting-01

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Our Numbers

SDHR07

• 24-31% of the forest area shows greening • 69-76% of the forest area shows browning or no changes • Based on C5 EVI data for 2000 to 2006

Answer: No large-scale greening of Amazon forests during 2005 drought

Subjective Counting-02 1

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(1) Green: Forests showing greening = 60.3% (2) Brown: Forests showing browning = 39.6% Intact Forest Area Within the Drought Exhibiting Greening or Browning = Green+Brown

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Based on C5 EVI data for 2000 to 2006

• One can manipulate the fractions, but the area of greening will not change!

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Green-up Summary

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• No large-scale greening of Amazon forests during 2005 drought • SDHR07 are counting their chickens wrong

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Myth-01

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Year 2005 changes (more greening than browning) are unique because of drought

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Year 2005 Changes Unique?

Year

2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008

Greening (%)

Browning (%)

No Change (%)

Val id Pixels (%)

5.19 5.15 5.08 8.05 7.56 10.80 4.95 4.76 3.10

6.13 5.68 6.05 4.12 6.72 3.89 3.86 6.43 6.57

23.75 24.24 23.95 22.90 20.80 18.98 26.27 23.88 25.40

35.09 35.09 35.09 35.09 35.09 33.68 35.09 35.09 35.09

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Saleska et al. (2009 ) Response to our Comment

Similar changes are seen in non-drought years (2003 and 2004,for example)

Myth-02 Dry season drought in 2005 = fewer clouds = more sunshine = forests green-up because they are not water-limited as they have deep roots etc.

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SDHR07 write “Increased greenness is inconsistent with expectation if trees are limited by water but follows from increased availability of sunlight (due to decreased cloudiness) when water is not limiting …”

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More Sunshine?

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• CERES Data (2000-2005) • Surface SW radiation declined over 35% of forest area • Surface PAR declined over 47.5% of forest area • Diffuse PAR declined over 78.5% of forest area

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There is no evidence of enhanced surface sunlight levels during the drought of 2005

Myth-03

If the forests greened-up in Q3 of 2005, what happened to all those leaves?

Missing Leaves

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Average leaf age in sunlit canopies: 1.6 to 2.5 years

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(Reich et al., Leaf demography and phenology in Amazonian rain forest: A census of 40 000 leaves of 23 tree species, Ecological monographs vol. 74, no1, pp. 3-23, 2004)

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Myth-04

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Aerosols were not important

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Dry season = biomass burning season in the Amazon

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MODIS C5 AOT

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SDHR07

SDHR07

MODIS C5 AOT Forests within the drought region were under a perpetual haze (AOT > 0.5)

Daily AOT

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From about DOY 216 (2005), forests within the drought region were under a perpetual haze (AOT > 0.5), with the exception of a few days

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MODIS AOT

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Anomalous AOT

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2006 AOT

Bevan et al., JGR, doi:10.1029/2008JD011112, 2009 2005-2006

During 2005 the annual cumulative number of hot pixels in Amazonia increased 33% in relation to the 1999-2005 mean (Aragao et al., doi:10.1029/2006GL028946, 2007).

Koren, Remer and Longo, GRL, doi:10.1029/2007GL031530, 2007

Exceptionally high AOT in 2005 due to drought and biomass burning

C5 High Aerosol QA Flags

Saleska et al. response to our comment: “In other words, high aerosols were, for the most part, not in the drought area we analyzed, and therefore could not have much affected the outcome of our analysis.”

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QA Flags Indicate High Aerosol Amount in the Drought Area

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EVI Differences

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• C4 Corrupt pixel EVI values high • SDHR07 greening is an artifact of including atmosphere-contaminated pixels in their analysis (knowingly or unknowingly).

Screen Aerosols & Clouds

SDHR07

If screened for clouds and aerosols using C5 quality flags,

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• both C4 and C5 yield similar patterns • these patterns do not resemble SDHR07 • these patterns do not show greening

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even following the flawed method of SDHR07.

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Conclusion

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SDHR07 Amazon Forests Did Not Green-Up During 2005 Drought

Amazon forests did not green-up during the 2005 drought, assinado por: Arindam Samanta-Department of Geography and Environment, Boston University, Boston, Massachusetts, USA; Sangram Ganguly-BAERI, NASA Ames Research Center, Moffett Field, California, USA; Hirofumi Hashimoto- Department of Science and Environmental Policy, California State University, Monterey Bay, Seaside, California, USA; Sadashiva Devadiga-Sigma Space Corporation, at NASA Goddard Space Flight Center, Greenbelt, Maryland, USA; Eric Vermote-Department of Geography, University of Maryland, College Park, Maryland, USA; Yuri KnyazikhinDepartment of Geography and Environment, Boston University, Boston, Massachusetts, USA-Ramakrishna R. Nemani-Biospheric Science Branch, NASA Ames Research Center, Moffett Field, California, USA e Ranga B. Myneni-Department of Geography and Environment, Boston University, Boston, Massachusetts, USA

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Fórum Internacional de Sustentabilidade busca alternativas sustentáveis para a Amazônia Fotos Elza Fiúza/Abr e Frederico Y. Uehara

mpresários, cientistas, ambientalistas, artistas e políticos se reuniram em Manaus para buscar um acordo que viabilize ações que permitam a preservação e o desenvolvimento econômico da região amazônica, no Fórum Internacional de Sustentabilidade, evento promovido pela Seminars, em uma iniciativa do LIDE – Grupo de LíderesEmpresariais. O cientista Thomas Lovejoy, um dos mais respeitados especialistas em biodiversidade e presidente do Centro Heinz de Ciências, Economia e Meio Ambiente, foi um dos palestrantes do Fórum Internacional de Sustentabilidade e defendeu, um "esforço planetário" para restaurar os ecossistemas do mundo, em particular osdaflorestaamazônica. Lovejoy, que já foi vice-presidente doWWF nos Estados Unidos, alertou para a possibilidade de algumas regiões da floresta amazônica, dentro e fora do Brasil, desaparecerem em alguns anos por causa das intervenções humanas. Ele chamou especial atenção para as regiões Leste e Sul da floresta, que atualmente são as mais afetadas pelas intervenções humanas. Ele alertou também para a questão do desmatamento parcial, ou seja, derrubada de fragmentos relativamente isolados da floresta. Segundo Lovejoy, há impacto na

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O fórum é o local adequado para que todos apresentem seus pontos de vistas e sugestões

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Cameron e Jecinaldo Saterê, secretário para Assuntos Indígenas do Amazonas

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biodiversidade. "Uma área de um quilômetro quadrado perde metade das espécies de pássaros em 15 anos que vivemsobodosseldafloresta." ASuframaeomodeloZFM Durante o primeiro dia do Fórum Internacional de Sustentabilidade, o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM) foi destacado como principal responsável pelos

98% de floresta preservada no Estado do Amazonas e reconhecido como modelo de sucesso para o desenvolvimento sustentável da Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia e as Áreas de Livre ComérciodeMacapáeSantana). Segundo a superintendente da Zona Franca de Manaus – kk SUFRAMA, Flávia Skrobot Barbosa Grosso, as

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O presidente Lula e Belo Monte “Tem muitas ONGs vindas de vários cantos do mundo alugando barco para ir para Belém a fim de poder tentar evitar que nós façamos a hidrelétrica”. “Ninguém tem mais preocupação de cuidar da Amazônia e dos nossos índios do que nós. Não precisa, quem já destruiu o deles, vir aqui dar palpite no nosso”, completou. O presidente defendeu mais agilidade na construção de Belo Monte e afirmou que no novo projeto da hidrelétrica o lago ocupará apenas um terço do espaço do projeto original. “Obviamente que o projeto que foi feito, foi modificado. O lago é um terço daquilo que estava previsto anteriormente. Exatamente porque a gente possa dar todas as garantias ambientais”. NR. A revista Amazônia lhe apoia integralmente, presidente.

empresas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), além de criarem postos de trabalho e investirem na formação de capital intelectual, contribuem para que apopulaçãonãobusquenaflorestameiodesustento. Na ocasião, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) defendeu uma reforma tributária com diferenciais para produtos sustentáveis. O governador Eduardo Braga ressaltou o crescimento de produtos regionais, frutos da política de desenvolvimento econômico, como, por exemplo, a borracha cujo o processo de produção resultou na vinda de uma empresa de pneus que deverá comprar matéria prima das plantações naturais já existentes.

Programa para ensinar Sustentabilidade às crianças da Amazônia O ambientalista francês Jean-Michel Cousteau, filho do oceanógrafo Jacques Cousteau planeja implantar um programa educacional para os alunos da região da Amazônia que os ensine a preservar os ecossistemas da floresta. Para Jean-Michel Cousteau, a questão ambiental deve

ser tratada como um negócio. “Tudo se resume a entender melhor como trabalha a natureza. É importante ver como hoje muitos dos tomadores de decisão em todo o mundo discutem os impactos ambientais de seus projetos. Não é apenas questão de salvarárvores,masdepreservaraHumanidade”,disse. Na mesma linha, Anthony Anderson, especialista do Programa de Conservação da organização nãogovernamental WWF Brasil, propôs aos empresários que invistam em bolsas de estudos que promovam pesquisa e desenvolvimento de serviços ambientais na Amazônia.

Aloizio Mercadante O senador Aloizio Mercadante, que também participou do debate, afirmou que parte das lideranças ruralistas no Congresso acha que as barreiras ambientalistas querem inibir competitividade da agropecuária brasileira.“Talvez eles tenham razão. Mas a resposta não é retroceder nas questões ambientais, mas combinar uma agricultura moderna com medidas que fortaleçam sustentabilidade. O retrocesso ambiental pode ser um

tironopé”,disseosenador. “A disputa da floresta é essencialmente econômica. Temos muitas fragilidades. A floresta tem um valor estratégico, um custo de oportunidade imediato não compete com a soja ou pecuária. Se não resolvermos esta equação, não adianta punir e fiscalizar. A história temmostradoquenãovamosmanterafloresta.” Mercadante também defendeu uma“reforma tributária verde”,comadesoneraçãodeprodutosambientalmente saudáveis e a punição dos que tiverem maior impacto ambiental. “Também temos que oferecer mais crédito para quem investe em projetos sustentáveis, com taxas diferenciadas”,acrescentouosenador. Além disso, o parlamentar petista defendeu a criação de um organismo internacional que trate do enfrentamento do aquecimento global. “Se criamos o Fundo Monetário Internacional após a Segunda Guerra Mundial, por que não uma agência global para o meio ambiente?”,questionouMercadante. No entanto, Mercadante se disse cético com relação ao financiamento de outros países. “Com os déficits acumulados pós-crise e o esforço fiscal que eles estão fazendo, não creio que estaria na pauta o financiamento de novas idéias. Mas a criação de um fundo internacional, que reunisse 1% do valor das

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Cameron qual uma pitonisa também falou bobagens sobre a Amazônia

Eduardo Braga e Al Gore

Opinião de Péricles Miranda Belo Monte e a Amazônia Por Mauro Santayana, em JB Online

....No caso de Belo Monte há a insuportável e insolente manifestação de estrangeiros, com suas espúrias organizações não governamentais, ou não. Metendo-se onde não é de sua alçada, o diretor de cinema James Cameron participou de protesto contra a construção da usina. Mais lamentável que a sua presença no protesto é a cumplicidade de brasileiros que não só toleraram essa petulante intromissão em assuntos nossos, como a aplaudiram. Essa complacência se exerce também com brasileiros que aceitam associar-se a estrangeiros, a fim de que eles adquiram terras naquela região. Já são centenas de milhares de hectares alienados. É expediente estratégico de domínio, para o qual não estamos dando atenção. NR. A revista Amazônia assina embaixo

“Acredito na sinceridade do Sr. James Cameron. Não concordo, porém com sua opinião contra a usina Belo Monde no Pará, ela representa energia renovável, sem poluição onde quer que seja seu uso. O que não podemos nem devemos é ver o nosso Brasil em futuros apagões, trazendo desempregos e insegurança institucional”.

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a favor (de uma continuação). Nunca gostei tanto de um filme.”

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Al gore elogia liderança do Brasil em questões ligadas à sustentabilidade

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A Secretária de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Nádia Ferreira, executora da política ambiental do Amazonas participou do debate sobre Estratégias de conservação na Amazônia e conseqüências do desmatamento para o país

importações, poderia nos gerar algo em torno de US$ 100 bilhões por ano, com impacto zero no comércio internacional.”

James Cameron compara Navi's aos índios brasileiros A principal estrela do Fórum Internacional de Sustentabilidade de Manaus, o cineasta James Cameron, foi aplaudido de pé em um auditório lotado por empresários, ambientalistas, autoridades e outros participantes do evento que discute a importância da preservação da floresta amazônica. Com um discurso contundente e crítico em relação à destruição dos recursos naturais do planeta, Cameron criticou a geração de energia a partir de combustíveis fósseis, previu grandes tragédias e falou várias vezes sobre a situação dospovosindígenasdoBrasil. Cameron comparou as populações indígenas da Amazônia aos Navi's, personagens da superprodução “Avatar”, que no filme precisam combater invasores que querem exterminá-los para explorar o mineral de seu planeta. Cameron disse que muitas pessoas em todo o mundo ainda estão em processo de negação, e que“Avatar”foi feito para gerar um efeito emocional que entre em contato com as pessoas que ainda se recusam a aceitar a ameaçaambientalquepairasobreoplaneta. Cameron também defendeu a ideia de que o Brasil seja remunerado por manter a floresta amazônica intacta.“O Brasil não tem que pagar sozinho se os outros países estão poluindo e se beneficiando da floresta daqui”, afirmou.

No final de sua apresentação, Cameron foi cumprimentado por Jecinaldo Saterê, índio saterê mawe, que é secretário de Estado do Amazonas para AssuntosIndígenas. Perguntado sobre a possibilidade de filmar a continuação de “Avatar” na Amazônia, o diretor James Cameron disse que não entraria com uma equipe de filmagemnaflorestatropical. “Fizemos o (primeiro) filme em computação gráfica. Filmamos numa sala vazia”, explicou. Ele disse ainda que já considerou misturar imagens reais com animação, mas querejeitouaidéiaporquenãoquercausardanoàmata. QuestionadosobreoqueachadeCameronfilmar“Avatar 2” na Amazônia, Gore brincou: “Por favor!” O ex-vicepresidentedosEUAemendou:“Ondequerquefilme,sou

Oex-vice-presidentedosEstadosUnidoseprêmioNobelda Paz, Al Gore, destacou a liderança do Brasil nas questões relacionadasàsustentabilidadeemtodoomundo. “Estive em Copenhagen em dezembro e fiquei impressionado com a liderança do Brasil. O País tem uma voz de grande poder, não apenas pela Amazônia, mas porque ofereceu liderança em tantas outras questões relacionadas à sustentabilidade”, destacou Al Gore, referindo-se à participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no evento. O Brasil apresentou propostas de redução de emissão de gases de efeito estufa em valores entre35%e40%. Para o ex-vice-presidente americano, a criação de um fundo mundial que financie projetos de preservação em paísesquetêmflorestassobcustódiaéoutropontocentral daquestão.“Nãohámaiscontrovérsiassobreesteassunto, trata-se de um ponto chave para tentar minimizar os impactosdasalteraçõesclimáticas”,afirmou. “A Amazônia é um tesouro imenso que pertence ao Brasil, guardado e protegido. O valor dos recursos genéticos e da biodiversidade contida na floresta é impar, e só agora está sendo reconhecido pelas

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James Cameron, diretor de Avatar, descartou filmar uma sequência do filme Avatar na Amazônia brasileira, como queria o governador do Amazonas, Eduardo Braga. Mas Cameron ficou de estudar uma produção no Brasil, talvez um documentário. Braga se encontrou com o cineasta no Fórum Internacional de Sustentabilidade, que acontece em Manaus, e falou com ele sobre essa possibilidade. Mas James Cameron esclareceu que praticamente todas as cenas do filme foram gravadas em estúdio.

Mercadante também defendeu uma reforma tributária verde

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Diretor de "Avatar" previu grandes tragédias e falou várias vezes sobre a situação dos povos indígenas do Brasil

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companhias de biotecnologia, pelos cientistas e por indústrias de toda a natureza”, afirmou Al Gore, durante sua apresentação. “Vender uma floresta pelo valor da madeira é como vender um computador pelo preço do silício. O valor real da Amazônia está em toda a informação que ela contém. A cura de diversas doenças estánafloresta.” O líder americano destacou que a questão da Amazônia e das mudanças climáticas envolve necessariamente uma “civilização global com propósito único”, ou seja, uma agenda comum sem que haja separação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento. Al Gore elogiou os trabalhos de preservação que vem sendo feitos em parceria com as comunidades locais.“O Brasil descobriuumafórmulabemsucedidaquedeveservirde exemplo nos debates sobre como combinar desenvolvimentocomsustentabilidade.” Mesmo assim, para Al Gore a resposta mais completa para deter o aquecimento global está na assinatura do Acordo de Copenhagen, quando diversos países irão se comprometer a reduzir a emissão de gases tóxicos na atmosfera. “O Brasil está agindo. Empresas de todo o mundo estão se adiantando ao tema. Mas ainda assim está longe de ser o suficiente. A cada 24 horas ainda estamos colocando 90 milhões de toneladas de gases tóxicos na atmosfera, responsáveis pelo aquecimento global. Desse total, 30 milhões de toneladas vão para os O governador do Amazonas, Eduardo Braga, disse que a destruição ambiental é a junção de fatores: aquecimento global, má conservação e ampliação das áreas destruídas

oceanos, que por causa disso estão se tornando mais ácidos. Essa descarga tóxica já está interrompendo o processo das criaturas marítimas de retirar o carbonato decálciodaáguaeparafazerconchas”,explicou. No caso da Amazônia, Al Gore defendeu parcerias que tragam maior benefício para o povo que vive na região. “Não acredito que haja mais o temor de que o interesse mundial na Amazônia seja uma ameaça de invasão ou de posse. É claro que temos que respeitar a história de insultos, abusos e temores herdada do passado. Mas hoje a preservação requer debates e conhecimentos compartilhados. É preciso um acordo global não só para preservaraAmazônia,masasoutrasflorestasdoplaneta.”

Para que as empresas consigam de fato entrar no processo de produção com menos impacto ambiental, Al Gore destacou que é preciso deixar de lado os pensamentos de curto prazo, que exigem resultados imediatos.“A forma como projetamos um investimento tem que mudar. É preciso formular políticas para o longo prazo e considerar em todas as decisões a questão da emissão de gás carbônico e outros poluentes na atmosfera. Não é possível mais decidir sem considerar isso”,avaliouolíder.

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James Cameron e sua esposa Suzy Amis às margens do Amazonas

O Término O Fórum Internacional de Sustentabilidade encerrou-se em Manaus, e produziu a “Carta do Amazonas – Apresentação do manifesto pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia”, documento que conclui as atividades e firma as próximas ações em relação às questõesambientais. “Hoje, a floresta Amazônica está sob ameaça de atividades predatórias que visam o lucro imediato, sem preocupação com o impacto que causam. Declaramos tal situação ser insustentável e intolerável, e nos comprometemos como cidadãos, líderes, homens e mulheres conscientes, a defender a integridade dos ecossistemas amazônicos”, diz um dos trechos do documento, impresso em papel com mais um menos um metro de comprimento e assinado pelos participantesdoFórum. “Estamos encerrando o evento com a sensação de dever cumprido e certos de que outros Fóruns como esse acontecerão nos próximos anos”, frisou o governador do Amazonas. Anthony Anderson, diretor geral do WWF Brasil

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Belas intenções versus realidade inguém é, nem poderia ser, contra a salvação do planeta, a preservação da floresta, a conservação da biodiversidade e o respeito às comunidades tradicionais que dependem da natureza para sobreviver. Qualquer pessoa com um mínimo de bom senso sabe que políticas ambientais desastrosas do passado produzem efeitos nefastos hoje, e que somente uma sincera disposição em garantir a sustentabilidade pode evitar que, no futuro, problemas maioresacabemsurgindo. Por isso, quando vemos um cineasta americano e vários ambientalistas brasileiros se empenharem na contestação a uma obra de infraestrutura como o complexo hidrelétrico Belo Monte, no Rio Xingu, tendemos a concordar com eles. Ora, eles querem que deixemos as árvores em pé e os índios em paz! Estão certíssimos,nãoestão? Infelizmente, a resposta é não. Um redondo e taxativo não. Pois o fato é que o mundo não para de evoluir, as necessidades humanas não deixam de crescer e é impossível conquistar níveis mínimos de bem-estar sem que haja energia elétrica para colocar em funcionamento as indústrias, os hospitais, os eletrodomésticos, os computadores. E ainda não surgiu uma opção de energia limpa, renovável e segura como a hidrelétrica. A parte brasileira de Belo Monte é maior que a de Itaipu, e sua potência instalada será de 11 mil megawatts. Trata-se de um potencial imenso, essencial para alimentar o crescimento do País nos próximos anos. Se renunciarmos à energia hidrelétrica, recorreremos a quê? Às termoelétricas, que lançam quantidades absurdas de CO2 na atmosfera – justamente deste gás, que é o grande vilão das alterações climáticas que também mobilizam ecologistas do mundo inteiro? Ao enriquecimento de urânio para a geração de energia

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O complexo hidrelétrico Belo Monte, no Rio Xingu

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nuclear? Isso faria ativistas do Greenpeace se deitarem em frente às obras das usinas para protestarem contra a construção! Ou dependeríamos das fontes eólicas, solaresedebiomassa,quecustamcaroeaindaestãoem fasededesenvolvimento? No caso de Belo Monte, não se trata de subordinar o elemento humano ou o equilíbrio natural a interesses econômicos. Trata-se, antes, de fazer uma opção pelo coletivo. Do ponto de vista ético, escolhe-se preservar o direitodasgeraçõespresentesefuturasadesfrutaremde um nível de desenvolvimento econômico e social como jamais tivemos antes. E esse alto grau de desenvolvimentorequerenergia.Simplesassim! É óbvio, porém, que há necessidade de adequar as obras

às peculiaridades do ecossistema no qual ela será inserida. Impactos serão inevitáveis, mas seu resultado não precisa ser devastador. Aliás, convém ressaltar que o documentodeconcessãodelicençaparaaobra,emitido pelo IBAMA, estabelece 40 condicionantes que terão de sercumpridas. Para mitigar os impactos ambientais e sociais da obra – provocados não somente pela construção em si, mas também pela chegada do contingente de trabalhadores –, a licença prevê investimentos de R$ 1,5 bilhão, destinados a contrapartidas e compensações ambientais. Entre as condições que terão de ser cumpridas, incluem-se construção de escolas e postos de saúde na região da usina e a execução de obras de saneamento básico em municípios próximos à área da barragem. Ou seja, serão oferecidas melhorias efetivas paraaspopulaçõeslocais.OIbamatambémdeterminou queanavegabilidadedoRioXingusejamantidadurante todo o tempo de construção e operação da usina, e exigiu, dos futuros empreendedores, um plano de conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres do entorno. Todos esses cuidados demonstram que há responsabilidadeecompromissoemassegurarqueBelo Monte seja um empreendimento sustentável. A realização da obra pode não ser o final feliz que James Cameron colocaria em um de seus filmes, mas certamente ela será essencial para que nós, brasileiros davidareal,tenhamosumfuturomelhor.

(*) CEO da BDO Auditores Independentes.

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Do ponto de vista ético, escolhe-se preservar o direito das gerações presentes e futuras a desfrutarem de um nível de desenvolvimento econômico e social como jamais tivemos antes

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A conclusão das Eclusas de Tucuruí vai alavancar a economia do norte do País

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Foto: DNIT

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recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O corredor tem como objetivo sustentar exatamente a expansão da produção agrícola brasileira, melhorando o escoamento interno e a exportação. São necessários mais investimentos em instalações e equipamentos e a mudançadamatrizdetransportes. A completa implantação de projetos que criem o Corredor Centro-Norte aumentará a capacidade e a verticalização da produção e áreas degradadas poderão ser incorporadas ao processo produtivo sem necessidade de novos desmatamentos. No governo Lula, estão sendo feitos investimentos estruturantes para o Corredor, como no caso da Ferrovia Norte Sul e agora nas Eclusas de Tucuruí. É o nosso governo comprometido com o desenvolvimento de nosso País e comageraçãoderendaparanossopovo.

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Eclusa de Tucuruí

importância do projeto que prevê a conclusão das Eclusas de Tucuruí vai muito além da geração de eletricidade e da abertura de uma hidrovia para proporcionar uma eficiente malha de transportes para uma grande parte da Região Amazônica, aí incluídos os países vizinhos. Embora tais fatores por si próprios o justifiquem, trata-se de um empreendimento com potencial para se converter em um elemento de definição de um novo padrão de desenvolvimento para toda a Amazônia, que supere as visões estreitas prevalecentes sobre a região, a de mantê-la semiintocável e relativamente livre de atividades econômicas modernas ou, por outro lado, como uma área de produção de mercadorias (commodities) e insumos para exportação, sejam minerais, soja, madeira ou mesmo a geração de excedentes de eletricidade para o Centro-SuldoPaís. Assim, se for bem conduzido, implementado e, principalmente, complementado, o Projeto poderá se constituir no núcleo de um processo de modernização e desenvolvimento socioeconômico baseado na industrialização da região, o qual proporcione uma diversificação das atividades econômicas e a consequente e necessária elevação dos níveis de vida de umapopulaçãosuperiora20milhõesdepessoas. Embora a visão de uma Amazônia Industrial possa parecer estranha a muitos, principalmente devido à hegemonia adquirida nas últimas décadas pelo discurso radical do ambientalismo nas discussões e políticas de

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desenvolvimento, não é crível imaginar que o Brasil possa vir a tornar-se uma sociedade moderna, progressista e justa sem uma incorporação plena de todas as suas regiões ao processo de desenvolvimento nacional, com a indispensável redução das desigualdadesentreelas. A Conclusão da Ferrovia Norte Sul e das Eclusas de Tucuruí, ampliação do Complexo Portuário do Itaqui (MA) e do Porto de Vila do Conde (PA), e o completo asfaltamento da BR 163. Essas são algumas obras que vão mudar a realidade do povo que vive na Amazônia. Todas essa obras estão sendo desenvolvidas com

Ferrovia Norte-Sul

(*) Coordenador da bancada da Região Amazônia

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Todas essa obras estão sendo desenvolvidas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) REVISTA AMAZÔNIA |69

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NASA lança novo satélite meteorológico O GOES-P vai permitir fazer previsões e emitir alertas sobre possíveis catástrofes meteorológicas NASA lançou recentemente o mais recente satélite meteorológico de alta tecnologia, criadoparafornecerprevisõesclimatológicas e observar o desenvolvimento de tempestades.. O GOES-P (Geostationary Operational Environmental Satellite-P) foi lançado na Flórida pelo foguete Delta IV que levou o satélite até sua órbita, a cerca de 35.406 km da superfície terrestre. A partir do espaço, o GOES-P coletará e enviará àTerra dados que serão utilizados por cientistas para controlar o clima, realizar previsões e emitir advertências sobre incidentes meteorológicos, sobreasuperfíciedaTerra. O primeiro satélite GOES foi lançado em 1975. GOES-P é o último em uma recente geração de satélites meteorológicosamericanos. «O GOES-P está a caminho de uma missão de dez anos, para manter um olhar atento sobre o Mundo», afirmou a NASA. O satélite vai recolher e enviar dados para a Terra, de maneira a que os cientistas possam fazer previsões e

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avisos sobre incidentes meteorológicos. Também vai detectar temperatura do oceano e da terra, monitorizar otemponoespaçoedarapoiodebuscasesalvamento. Os satélites GOES são «a espinal medula das previsões

meteorológicas, acompanhando a rápida evolução das condições atmosféricas que geram furacões, tornados, cheias e outros desastres», declarou Steve Kirkner, programadordossatélitesnaNASA.

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Infraestrutura para o desenvolvimento sustentável da Amazônia

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As questões que envolvem as temáticas sobre Amazônia se confundem com o conceito de desenvolvimento sustentável, a preocupação com a questão ambiental conduz a Amazônia para o foco dos debates envolvendo este tema. Tento nesse espaço fazer uma reflexão sobre o desenvolvimento sustentável e a sua aplicação nos municípios da região amazônica brasileira.

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conceito de desenvolvimento sustentável ganha força à medida que os resultados gerados pelo desenvolvimento oriundo da revolução industrial se apresentam de formas catastróficas. Impulsionados por previsões que mostram que a manutenção da idéia de desenvolvimento a qualquer custo acarreta perdas irreparáveis na manutenção da vida humana (como os apresentados pelo relatório“Limites de Crescimento”emitido pelo Clube de Roma, que alertava para os níveis do crescimento do consumo mundial, fato que poderia levar a humanidade a um colapso caso o crescimento populacional não fosse contido) é que governantes buscam soluções para que possa permitir o desenvolvimento de forma a garantir tambémamanutençãodavidahumananoplaneta. Na Amazônia brasileira, o processo de desenvolvimento e ocupação se deu através de forte interferência do Governo Federal iniciado com o Programa de Integração Nacional, com estímulo a assentar os camponeses oriundos dos excedentes populacionais do Nordeste, no entanto o fracasso de projetos infraestruturais inacabados e propostas de Faleiro comemora os bons frutos para as populações ações sociais planejadas de forma errônea, coloca em tradicionais na Amazônia risco a eficácia de tal iniciativa, trazendo como reflexo a concentração populacional em locais onde as condições infraestruturais são precárias, gerando com isso baixo índice de desenvolvimento nos municípios (IDM)daregião. Ainda referente ao desenvolvimento dos municípios da região, entre os dados apresentados pelo Instituto BrasileirodeGeografiaeEstatística(IBGE)informaque em 2007 e 2008 a região amazônica apresentava 31% de sua população vivendo em cortiços, 41% em favelas e 58% em situação irregular ou clandestina. Outro ponto que apresenta preocupaçãoéoreferenteaotransportenaregião.Osistemarodoviárioseapresentade forma precária, a infraestrutura de portos não é suficiente para garantir um bom uso do transporte fluvial. No campo da saúde, a existência de endemias típicas da região se agrava por falta de investimentos na área, e a questão fundiária gera conflitos que culminaram com a morte de Chico Mendes no Acre e mais recente da Irmã Dorothy Stang,noPará. Contudo a região amazônica apresenta a maior biodiversidade do planeta, que se utilizada de forma sustentável e pode gerar divisas que impulsionem um desenvolvimento com respeito à natureza. Como exemplo, tem a cultura do açaí e da castanha-do-pará que ganham o mercado no mundo todo e que, no entanto, não chegam a ter uma escala industrial que gere um desenvolvimento real às localidades onde são cultivados. Faz-se necessário neste contexto incentivos na área tecnológica para que se possa agregar valores aos produtos regionais necessários ao estímulo do desenvolvimentosustentável. Na atualidade, são vários os mecanismos que nos proporcionam esse tipo de desenvolvimento,ondedestacamosaagroecologia,osmecanismosdedesenvolvimento limpo,osincentivosàpráticadepreservaçãoatravésdascompensaçõesambientaiscomo são colocadas no princípio da REDD (Redução de Emissões para o Desmatamento e Degradação),quenadamaiséquecriarvaloreseconômicosparaaflorestaempé,oupara o desmatamento evitado, ou ainda através da prática do mercado de carbono que consiste na venda dos créditos gerados pela prevenção da emissão de CO2 ou por sua absorção na atmosfera. Para que possamos ter uma ideia da proporção da aplicação destes mecanismos, só a implantação do sistema de REDD pode gerar de 20 a 40 bilhões dedólaresporano,segundodadosdopesquisadoritalianoAndréaCattaneo,docentrode pesquisasnorte-americanoWoodsHole. No contexto do cenário apresentado, iniciativas como a do estado do Amazonas com o Projeto de Redução de Emissões de Gases do Efeito Estufa Provenientes do

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Desmatamento (RED) na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Juma, e a iniciativadoGovernodoParácomoProjetode1BilhãodeÁrvoresPlantadas,estimulam a produção sustentável e tentam mudar a cultura econômica local proveniente da exploração dos bens da floresta. No âmbito do governo Federal é lançado em 2008 pelo Ministério do Meio Ambiente o Programa Amazônia Sustentável que se organiza em torno de cinco grandes eixos temáticos: produção sustentável com inovação e competitividade; gestão ambiental e ordenamento territorial; inclusão social e cidadania; infra-estrutura para o desenvolvimento e novo padrão de financiamento, busca dotar a região de uma maior competitividade no que diz respeito aos produtos da floresta, incentivando a produção sustentável e combatendo o desmatamento e as queimadas na região. Seguindo as diretrizes deste programa temos a implementação do Macrozoneamento Econômico e Ecológico da Amazônia Legal que é um marco no planejamento territorial. Outra proposta que vem sendo implementada no sentido de financiaraçõesdeestímuloàproduçãosustentáveléo Fundo Amazônia, que busca através da proposta de compensação pela preservação florestal arrecadar recursos para financiar ações desse porte no âmbito regional. Só o governo da Noruega se propôs a doar cercadeUS$1bilhãoaofundoaté2015. Diante de tal importância que a Amazônia vem ganhando no cenário mundial, foi criada em 1997 na Câmara dos Deputados a“Comissão da Amazônia”, da qual hoje tenho a honra de presidir, que em caráter permanente passou a deliberar sobre os questões relevantes ao tema. A partir deste marco, a Comissão vem ganhando cada vez mais importância sendo incorporado aos debates assuntos relevantes à integração nacional e ao desenvolvimento regional, passando a ser denominada de “Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional” (CAINDR). Esta comissão busca soluções que atendam as necessidades locais, valorizando e respeitando o patrimônio cultural e ambiental local. Entre as principais ações desta comissão tem-se a proposta dos“Simpósios Amazônia”que entre outros feitos, trouxe para o parlamento o debate sobre a sustentabilidade da Amazônia o que resultou em uma importante contribuição ao“Plano Amazônia Sustentável”. Atualmente a comissão se preocupa em propor ações concretas que viabilizem o desenvolvimento econômico, com mitigação do desmatamento,valorizandoeconomicamenteaflorestaempé. O desenvolvimento da região amazônica ainda hoje é um grande desafio para os gestores públicos. Os modelos implementados no passado acarretam efeitos nos dias atuais e questões sociais e ambientais precisam ser reparados para que o eixo do desenvolvimento econômico não seja priorizado em detrimento dos demais. Propostas de compensação econômica pela preservação florestal, projetos de créditos de carbono, iniciativasagroecológicas,sãoalgumasaçõesquedevemserestimuladasnaregiãopara que a experiência de desenvolvimento adquirido pelos municípios locais tenham o viés da sustentabilidade. Para que isto ocorra faz-se necessário um esforço conjunto do poder público, organizações não governamentais e população em geral, para que propostas locais ganhem a viabilidade necessária para gerar o desenvolvimento sustentávelesperadonaAmazônia.

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(*) Deputado federal pelo PSB do Amazonas e recentemente assumiu a presidência da Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional (CAINDR)

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Turismo, um próspero negócio

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Em Alter-do-Chão, Turismo, um próspero negócio

ivulgado nos primeiros dias de março, o resultado da atividade turística no Brasil no ano passado, revela que o segmento é um próspero negócio, mesmo diante de eventuais dificuldades econômicas e crises, muitas vezes, é fato, reforçada pela mídia, sempre afeita a carregar nas tintas quando analisa a realidade. Foram 106 mil novos empregos formais criados em 2009, um crescimento em torno de 5% ao ano e que deve se repetir em 2010. O setor recepciona hoje um total de 2,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada. A hotelaria continua a responder pela maior parte dos novos postos de trabalho. As informações apontam para dias mais promissores quando tratam do mercado para o turismo de eventos e negócios, feiras, viagens, cruzeiros marítimos, e apesar da alta carga tributária, umaqueixageneralizada,comoéadaescassezdemãode-obraqualificada. O turismo figura no quinto lugar na pauta de exportações brasileiras e é o primeiro item na balança comercial no segmento de prestação de serviço, indica a 6ª Pesquisa Anual da Conjuntura Econômica doTurismo realizada pela Fundação GetúlioVargas por encomenda do Ministério do Turismo. Mais uma vez o potencial do turismo se apresenta como atividade pulverizada na criação de empregos, distribuição de rendas,

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arrecadaçãodeimpostosegeraçãodedivisas. O Brasil registrou no ano passado um recorde de embarques domésticos, com 56 milhões de passageiros nacionais, número impulsionado segundo os analistas pela melhoria no poder aquisitivo das classes C e D, na oferta de financiamentos e melhores preços, conseqüência do aumento da demanda. Entre os anos de 2003 e 2009 o governo investiu R$ 135 milhões na qualificação e capacitação de recursos humanos. Considero essa uma providência de fundamental importância, porque o crescimento do fluxo de turismo passanecessariamentepelaprofissionalização. A pesquisa aponta, porém, que o Brasil continua na marca dos cinco milhões de turistas estrangeiros que recebe a cada ano. Em 2009 eles gastaram aqui US$6 bilhões. Na prática, porém, isso reforça uma situação incômoda, mas que nos persegue há mais de uma década: malgrado os investimentos na promoção e divulgação do destino Brasil no exterior essa política ainda frustra as expectativas. Por essa razão, no meu entender, romper a barreira dos cinco milhões de visitantes estrangeiros é um dos grandes desafios profissionaisqueenfrentaremosnospróximosanos. Afavordessameta,comtodacerteza,teremosaCopado Mundo, os Jogos Olímpicos e os Jogos Militares, eventos que trarão milhares de estrangeiros ao Brasil. O

importante, porém, é que esses eventos sirvam para despertarentreosquevirãoointeresseporumBrasilrico em belezas naturais e diversidade a ponto de quererem voltaroupermanecermaistempoparaconhecermelhor nosso farto leque de opções turísticas. Para isso, contudo, a palavra mágica é dedicação e planejamento, que moveram e movem os grandes projetos no segmentoturismo,sustentadoaprofissionalismo. Luiz Barretto, Ministro do Turismo

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(*) Economista, presidente da Confederação Brasileira de Convention Visitors Bureaux

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Turismo Rural uma conquista real para o desenvolvimento Econômico do Brasil “A trás da porta tem a rua?”. Foi com essa expressão de surpresa que meu filho de três anos me indagou quando mudamos de um prédio para uma casa no interior do Estado. Ele estava acostumado a morar num condomínio e viver suas emoções de criança através da tela da tevê e dos jogos dos computadores. Seu universo, que se restringia àquele local e à escola, passou a ser muito maior quando ele percebeu que atrás da porta tem a rua e tudo de surpreendente que ela tem a oferecer. É da mesma maneira que enxergo a porta que se abre para um Brasil ainda desconhecido - o Brasil Rural. Todos falam das praias e da potência das metrópoles brasileiras. Essas despertam a atenção de turistas e pessoas do mundo todo por sua beleza comprovada, mas representam apenas 30% do nosso território. Portanto, temos inexplorados cerca de 70% que são áreas

eminentemente rurais e nunca exploradas pelo turismo. Masissovaimudar. Aqui não falo somente dos hotéis fazenda. Falo de um novo momento que o Brasil Rural merece ter a partir do reconhecimento, em 2009, da CNTUR – Confederação NacionaldeTurismoRural,comoentidadepatronal.Nela está inserida, entre outras, a Diretoria Nacional de Turismo Rural, da qual sou o responsável. Nessa diretoria o grande desafio é mostrar ao proprietário rural que ele pode ser muito mais do que um produtor agrícola que vende sua produção para grandes redes de supermercados ou pequenos varejos. Ele pode compartilhar esse espaço e conhecimento que tem, ao receber visitantes em sua fazenda, sítio ou criadouro, para permitir às pessoas um retorno ao contato com as coisas da terra, que são tão surpreendentes como as belezas de nossa orla marítima e tão magníficas quanto

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as nossas metrópoles. Porém, não há preparo ou sequer idéia do que se possa fazer para que esse segmento rural também seja economicamente ativo enquanto espaço de turismo e lazer. Para isso, já temos algumas metas a seremalcançadasacurto,médioelongoprazo. A primeira delas é disseminar que toda a propriedade rural tem um potencial turístico que deve ser explorado e poderá fazer parte do projeto dessa Diretoria, o qual começa pela qualificação do empresário desse setor. O Brasil inteiro precisa se capacitar. O Senado Federal está para aprovar os“Ss”da CNTur, que culminará na criação

O Turismo Rural deve ter como proposta o retorno à vida campezina

No Floresta Amazônica Hotel, partícipes desse espaço real

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MATRIZ: ANANINDEUA-PA

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VAMOS + LONGE POR VOCÊ !

BR 316 - KM 5, S/N - ANEXO AO POSTO UBN EXPRESS ÁGUAS LINDAS - CEP: 67020-000 FONE: (91) 3321-5200

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GUARULHOS-SP FONE: (11) 3203-1745

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do SENATUR - Serviço Nacional de Aprendizagem no Turismo. Mas enquanto isso não acontece, já estamos disponibilizando o primeiro Centro de Qualificação e Gestão do Turismo Rural do País. Esse projeto contará com o apoio de várias universidades para que haja possibilidade de um maior volume de interessados se capacitarem para trabalhar como empreendedor do TurismoRural. Veja o caso da Vitivinicultura do Estado de São Paulo. O vinho é o ganha pão de muitos pequenos, médios e grandes produtores que, no passado, não tinham uma infra-estrutura adequada, mas vêm investindo no receptivo do turismo, pois perceberam o valor agregado em seu negócio. Com apoio do SPVinho e de diversas entidades do Governo do Estado, estão conseguindo revitalizar o segmento. Mas há muito ainda por fazer como, por exemplo, o desenvolvimento do circuito enogastronômico, envolvendo não só o vinho mas também seus derivados, a culinária local e a rede hoteleira. OTurismo Rural deve ter como proposta o retorno à vida campezina, permitir as pessoas visitar a plantação, andar por ela, ver como se colhe, como se planta, conhecer o sistema de controle de pragas e tudo que compõe o universo rural, só conhecido por quem trabalha com isso, mas que pode e deve ser explorado enquantoturismorural. Há algumas exigências para que a propriedade possa ser considerada como pólo de turismo rural. A primeira

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O Brasil é rico. Tem uma biodiversidade tremenda

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delas:queoturismonãosejaconsideradocomofontede renda complementar, mas como outro negócio, que merece atenção, infra-estrutura adequada e profissionalismo; obedecer às normas ecológicas, pois ninguém quer visitar uma propriedade degradada, ou que degrade o seu entorno; a propriedade deve estar baseada nos conceitos de agricultura sustentável; a proposta sócio-econômica deve ser“porteira pra dentro e porteira pra fora”, afinal, um empreendido dá certo quando o seu entorno cresce com ele. Outro ponto de fundamental importância está na defesa da cultura

Temos inexplorados cerca de 70% que são áreas eminentemente rurais e nunca exploradas pelo turismo. Mas isso vai mudar

local, o estilo de vida, a gastronomia, a música, as danças e o folclore, patrimônio do qual devemos nos orgulharepermitirqueoturistaconheçaeparticipe. É bom esclarecer que aqui não estamos falando de turismo ecológico, turismo de lazer ou turismo de aventura. Todos esses tipos de turismo poderão ser explorados dentro do conceito deTurismo Rural, que é a possibilidade dos proprietários de terras, aqueles que criam peixes, gado, rãs, coelhos, e outros, abrirem suas portas para receber as pessoas, gerando emprego e renda. A partir do reconhecimento da CNTur, os segmentos do comércio, indústria, agricultura e serviços, dividirão sua importância com o segmento de turismo, agora sim reconhecido como um segmento econômicocomsuasparticularidadeseimportância. O Brasil é rico. Tem uma biodiversidade tremenda. Portanto, é absolutamente injusto engrandecer a orla brasileira apenas. É injusto que os nossos jovens só conheçam através da televisão, de sua sala com o ar condicionado ligado, a beleza da vida rural ou o esplendor de nossas florestas. Para não sermos mais expectadores de imagens, desta realidade virtual e parcial, mas sim partícipes desse espaço real, é que precisamos abrir as porteiras. Dentro de cada porteira tem um Brasil fantástico para ser conhecido e valorizado.

(*) Diretor Nacional de Turismo Rural – CNTUR

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Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year 2009

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As melhores fotos de natureza

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inalistas amadores e profissionais de um concurso de fotografias retratando a vida selvagem têm suas obras expostas no Museu de HistóriaNaturaldeLondres. A exposição contem os melhores trabalhos do prêmio Veolia Environment WildlifePhotographeroftheYear2009. A mostra fica em cartaz em Londres até abril do ano que vem, quando as fotos seguem em um roteiroitinerante. Ao todo, 95 fotografias receberão prêmios de finalistas e menções honrosas. Os vencedores foram anunciados dois dias antes da abertura daexposição. A competição do Museu da História Natural e da revista BBC Wildlife, que ocorre pelo 46º ano consecutivo, recebeu mais de 43 mil inscrições

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"Bebê de Borneo" é finalista na categoria Retratos de Animais. Para o fotógrafo, a imagem mostra uma incrível semelhança entre o filhote de orangotango - com menos de dois meses de idade - e bebês humanos. Foi tirada em um parque nacional na Indonésia. Foto: Brian Matthews

Tigre sendo acompanhado pelo olhar de turistas em Ranthambore Park, é finalista na categoria que mostra a integração entre homens e animais. Para o fotógrafo, o tigre parecia estar sendo perseguido por "paparazzi". Foto: Andy Rouse

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“Alimento” Semi-finalista na categoria: Comportamento animal - Aves

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Semi-finalista na categoria Plantas

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"Conversa de Bolhas". Foto: Paul Nicklen "Morte Íntima", finalista na faixa etária de 11 a 14 anos, foi tirada no momento exato em que a cobra dava o bote em uma lagartixa. Foto: Miles Kenzo Kooren defotógrafosde94países. Oprêmioédivididoem17categoriasehátambém uma premiação para dois vencedores gerais – um adultoeoutroparajovensdeaté17anos. Por causa do número crescente de visitantes curiosos para ver os trabalhos da premiação, neste ano o museu vai expor as fotografias em umadesuasmaioresgalerias.

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"Pesca na Água", na categoria Comportamento de Mamíferos, mostra um urso pescando em plena ação. Foto: Eric Lefranc

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Botânicos identificam novas espécies s biólogos e botânicos do jardim botânico de Londres, o Kew Gardens, anunciaram ter descoberto mais de 290 novas espécies de plantas e fungos no ano de 2009, ano do aniversáriode250anos,doKewGardens Floresta com árvores gigantes, explodindo vagens e muitos fungos estão entre os cerca de 300 espécies novas descobertas por cientistas do Royal Botanic Gardens, Enquanto que as descobertas foram feitas em locais exóticos de todo o mundo, um perito encontraram uma nova espécie umadasestufaspróprioKewGarden,emLondres Entre as novas espécies, há orquídeas, árvores, fungos minúsculos e até uma novaespéciedemaracujádaAmazônia. As espécies classificadas pelos botânicos do Kew Gardens se somam às cerca de2.000novasespéciesvegetaisdescobertaseclassificadasacadaano. As novas espécies vêm de vários países e sua classificação resulta da colaboraçãoentreaequipedoKewGardensebiólogosebotânicoslocais. “Essas novas descobertas destacam o fato de que há muito do mundo das plantas a ser descoberto e documentado. Sem saber o que existe e onde ocorre, não temos nenhuma base científica para uma conservação efetiva”, disseStephenHopper,diretordoKewGardens. “É vital que essas áreas da ciência botânica sejam adequadamente financiadaseapoiadas.” O Kew Gardens, o jardim botânico de Londres, fundado em 1713, é uma das mais tradicionais e competentes instituições de pesquisa botânica do mundo. Quase um terço das plantas e novas espécies de fungos descobertas estão emperigodeextinção.

O Berlinia korupensis, uma das espécies catalogadas pelos pesquisadores

Variegata Isoglossa, descoberta no aniversário de 250 anos, do Kew Gardens

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Maracuja-do-mato Gymnosiphon: Less

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Stephen Hopper, diretor do Royal Botanic Gardens, Kew

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As descobertas incluem uma que pode curar o câncer é um"inhamedaÁfricadoSul. Considerado pelos habitantes locais como um medicamento para o cancro, a planta tem tubérculos irregulardemadeira. A menor espécie descobertas são de fungos que são menosdeummilímetrodeespessura. Duas espécies de plantas floridas com menos de 4 cms de altura, que levam a sua energia a partir de fungos no subsolo,emvezdosol,tambémforamidentificados. Segundo os pesquisadores, o trabalho de descobrir e documentar as espécies de plantas do mundo é vital em uma época de mudanças climáticas ea perda de biodiversidade. O professor Stephen Hopper, diretor do Royal Botanic Gardens,Kew,disse:"Estasnovasdescobertasdestacam ofatodequehámuitodomundodasplantas,aindaaser descobertoedocumentado. "Sem saber o que está lá fora, e quando isso ocorre, não temos nenhuma base científica para a conservação eficaz". Entre os mais impressionantes das novas descobertas são três altas árvores da floresta identificado por Xander van der Burgt, e colegas no parque nacional de Korup nosCamarões. Talbotiella velutina e Lecomtedoxa plumosa atingir tanto mais de 100 pés para o dossel da floresta, mas korupensis Berlinia tops estes em mais de 135 pés de altura. Apesar do seu tamanho, o Berlinia criticamente ameaçadas de extinção é um membro da família da ervilha, cuja casca explode quando maduro, levando as sementesbalisticamentelongedaárvore. No entanto, a descoberta mais surpreendente deste ano foi feita pelo Dr. Iain Darbyshire como ele tomou um almoço, passeio pela princesa do jardim do Conservatório de Gales. Lá encontrou Isoglossa variagata, uma planta nativa da África Oriental e Austral Áfricatropical. DrAaronDavis,umbotânicoeespecialistaemcafé,disse que a descoberta de novas espécies selvagens de café este ano teve o total encontrado nos últimos dez anos a quase30.

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Ainda na audiência pública sobre os povos tradicionais

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O Mapa das novas descobertas

Com a maioria de café comercial – a segunda commodity mais negociada no mundo depois do petróleo – que vem de um punhado de plantas, a variedade genética é muito limitado e as plantas são suscetíveisapragas,doençasemudançasclimáticas. "Conservar a diversidade genética dentro deste gênero tem implicações para a sustentabilidade, principalmente as plantações de café são muito sensíveisàmudançaclimática",disseele.

Palmeiras como esta, parecida com o nosso açai, de 25 metros de altura, descoberta em Papua Nova Guiné

Botânicos do Kew Gardens também descobriram sete novas espécies de café, a maioria nativa de Madagasca

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A leguminosa 'Tabaroa catingicola' foi encontrada no sopé da cadeia de montanhas Rio de Contas, na Bahia

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A luta da SOPREN pela Biodiversidade da Amazônia (I)

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Plantio de açaí na várzea

ma das principais características da Amazônia Brasileira é a sua biodiversidade e, essepatrimônio,quersejarelativoàfloraouà fauna, é ainda praticamente desconhecido sendo levado com freqüência como contrabando para diversos países e estudados sem retorno para o Brasil. Vale ressaltar que com razoável periodicidade pesquisadores do Museu Paraense Emílio Goeldi e do Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (INPA), identificamespéciesnovas. Um dos grandes obstáculos para os estudiosos da região é a falta de apoio e estímulo, pois a contribuição do governo federal é irrisória, tendo em vista que a região

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norte não alcança nem 2% do total de verba investida empesquisacientíficanoBrasil. Recentemente a diretora do Instituto Evandro Chagas, Elizabeth Santos, e a ex-diretora do Museu Paraense, Ima Vieira, denunciaram em reunião realizada em Brasília com a Comissão de Deputados Federais e transmitida pela rede de televisão da Câmara Federal que bolsistas de outros estados da União vêm atuar na região por curto período de tempo, levando na volta ao local de origem, o conhecimento adquirido que é repassadoparamultinacionaisestrangeiras. Com a finalidade de lutar contra esses verdadeiros saqueadores,foicriadaemfevereirode1968,emBelém,

Orientação para lavradores, Colônia Nova, Abaetetuba

porumgrupodeestudiosos,aSociedadedePreservação aos Recursos Naturais e Culturais da Amazônia (SOPREN), que desde então vem atuando de maneira abrangente e diversificada em toda Amazônia Clássica, composta pela Amazônia Oriental (Pará e Amapá) e a Ocidental(Amazonas,Rondônia,RoraimaeAcre). Em todos os estados foram criadas diretorias que coordenam atividades relacionadas aos problemas da defesa da região. Passo firme foi dado com a criação das Semanas Amazônicas que foram realizadas atendendo as peculiaridades de cada unidade federativa com apoio de instituições ligadas à educação, saúde, agricultura, meio ambiente, cultura, patrimônio ambiental, entre outras. Através dessas semanas foram discutidos temas, como : Semana de Preservação da Andiroba no exterritório federal do Amapá, Semana de Preservação do Buriti no ex-território federal de Roraima, Semana de Preservação do Pau Rosa no estado do amazonas, Semana de Preservação da Castanheira no estado do Acre, Semana de Preservação da Seringueira no exterritóriofederaldeRondônia. Com abrangência em todos os estados e territórios foram promovidas as Semanas da Flora, da Fauna, da Tartaruga,daFaunaAquática,doSoloedaÁgua. Em caráter permanente, visando impedir o extermínio de espécies, como por exemplo, o açaizeiro que sofreu grande impacto em função da exportação do palmito, para dentro e fora do país. Os integrantes da SOPREN trabalharam junto aos ribeirinhos, orientando e alertando que a devastação poderia acabar com a fonte maiordasobrevivência:ovinhodoaçaí. A SOPREN estimulou em várias localidades da região a criação de bosques comunitários através do

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aproveitamento de áreas de capoeira para o plantio de espéciesvegetaiscomriscodeextinção. É interessante ressaltar que a construção da hidrelétrica de Tucuruí e a instalação das fábricas da Albras e Alunorte no Pará, ensejaram diminuição acentuada de homens moradores próximos a esses enclaves econômicos, passando a mulher a ficar responsável pela condução de diferentes atividades desenvolvidas na família e na comunidade, como artesanato, corte e costura, criação de pequenos animais, cultivos de roçados, produção de pães dando oportunidade à instalação de pequenas padarias que passaram a atenderprincipalmenteàpopulaçãolocal. Em parceria com Secretaria de Estado de Agricultura, durante oito anos, foi executado o Projeto Poupança Verde que tinha como base os municípios de Abaetetuba,Terra Alta e Itupiranga, visando à produção de mudas e sementes de essências florestais e fruteiras para distribuição a agricultores rurais dessas regiões. Anualmente eram distribuídas 200.000 mudas em Abaetetuba, 50.000 mudas emTerraAltaeItupiranga. As sementes eram adquiridas no alto Moju, região das ilhas de Abaetetuba e no centro de produção de sementes da SOPREN localizado no município de Santa Maria do Pará. As sementes de mognos eram provenientes de Brasiléia (Acre), Pimenta Bueno (Rondônia) e dos municípios paraenses de Belterra e Fordlândia. Buscando a diversificação de espécies, foram produzidas mudas de : açaí, andiroba, copaíba, pupunha, cupuaçu, manga, bacuri, acerola, maracujá, goiaba, taperebá, pau mulato, cedro vermelho, bacaba, freijó, marupá, macacauba, fava arara, acapu, jarana, paricá, pau d'arco, samaumeira,entreoutras. Nas bases da SAGRI de Abaetetuba eTerra Alta foram formados pequenos bosques de essências florestais selecionadas para produção e distribuição de sementes e mudas. A preservação da floresta, dos cursos

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Mudas e sementes de essências florestais e fruteiras para distribuição a agricultores rurais dessas regiões

d'água, do solo e da água com a finalidade de manter a sobrevivência do homem, da fauna e da flora constituem a base das atividades da SOPREN e seus integrantes, procurando despertar o interesse e a participação da comunidade como um todo. Através de palestras, cursos, treinamentos a grupos organizados, na tentativa de frear a brutal agressão ambiental, cultural e humana, resultante de projetos elaborados, que buscam tão somente o interesse e a exploração econômica de nossas riquezas, com isso, dando continuidade ao histórico processo de verdadeiro saque dos bens naturais, deixando para os amazônidas apenas problemas e dificuldades. (*) SOBRAMES/SOPREN

Distribuição de mudas no Km-14 Abaetetuba

A espera das mudas no Furo Maracapucu, região das Ilhas, Baixo Tocantins

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A Mãe Terra

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conceito de Grande Mãe surgiu por volta de 7000 a.C., no Neolítico, mas traços desse culto já estão presentes no Paleolítico. Trata-se de uma figura religiosa, uma divindade feminina a quem se atribui a gênese de todas as coisas vivas: plantas, animais, homens. O culto certamente se originou em comunidades sedentárias que viviam da agricultura, em harmonia com os ciclos daNaturezaedaLua,símbolotipicamentefeminino". "Deméter é a deusa das colheitas e ícone de um instinto materno que não tem sossego. É mãe de Perséfone, cujo pai é seu irmão Zeus. Segundo a mitologia grega, certo dia, enquanto colhe flores, Perséfone é raptada por Hades (deus dos mortos e dos subterrâneos), que se apaixonara por ela. O rapto acontece graças à cumplicidade de Zeus. Ao perceber o desaparecimento da filha, Deméter a procura em vão durante nove dias e novenoites.Aoalvorecerdodécimodia,porsugestãode Hecate, Deméter pede a Hélios, o Sol, que lhe revele a identidadedoresponsável. "Louca de raiva pela traição, a deusa abandona o Olimpo e, por vingança, decide impedir que a Terra dê seus frutos, para que a raça humana seja extinta na escassez. Na tentativa de aliviar a própria dor, Deméter vaga pelo mundo, surda às lamúrias dos humanos que já não tem oquecomer.Assumeosemblantedeumamulheridosa, ocultando seu aspecto esplendoroso, e encontra abrigo numacasa,ondesetornaama-de-leitedofilhodoreide Ática. Apega-se logo ao bebê que alimenta com a divina ambrosia para torná-lo imortal. O amor pelo menino finalmente alivia a sua dor, até que a rainha a descobre e

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a obriga a revelar sua natureza divina. Lançada de volta a seu desespero, Deméter refugia-se no monte Calícoro, sem se importar com as súplicas dos mortais dizimados pelacarestia. "Zeus então intima Hades a devolver a filha da deusa, e o final feliz parece estar prestes a acontecer, mas, antes disso,HadesfazPerséfonecomerumasementederomâ, o que a obrigará a voltar periodicamente a ele.Tamanha é a alegria da mãe que, no momento em que abraça a filha, a Terra volta a ser fértil, e os frutos recomeçam a amudurecer. Mas há um preço a pagar: nos meses em que Perséfone voltar ao marido, sobre a Terra reinarão frioepenúria.Nascemooutonoeoinverno. "Deméter é, portanto, a Terra-Mãe, o símbolo da mãe que ama a prole acima de tudo. Deusa das terras cultivadas, ela rege a abundância das colheitas. Representa o instinto materno que se realiza na gravidez e no alimento físico e psicológico. A mulher Deméter realiza-se plenamente nessa tarefa, mas corre o risco de se deprimir caso sua necessidade de se alimentar seja recusada." Esse senso de maternidade não se limita ao aspecto biológico, mas pode se expressar na adoção de profissões que implicam dedicação aos outros. Deméter é nutriz, mãe perseverante ao procurar o bem-estar dos filhos, generosa. Uma deusa profundamente ligada a suas origens, que dão um significado adicional à sua essência: com efeito, ela é filha de Rea e neta de Gaia, a MãeTerraoriginal,daqualderivatodaformadevida".

Deméter Na Grécia antiga, Deméter era responsável por todas as formas de reprodução da vida, mas principalmente da vida vegetal, o que lhe rendeu o título de "Senhora das Plantas", "A Verde", "A que atrai o fruto" e "A que estabelece as estações". As pessoas a honravam ao usar guirlandas de flores enquanto marchavam pelas ruas, geralmente descalças. Acreditava-se que pisar na terra descalço aumentava a comunicação entre os humanos e a Deusa. Para os gregos, Deméter era a criadora do tempo e a responsável por sua medição em todas as formas. Seus sacerdotes eram conhecidos como Filhos da Lua. Deméter era a protetora das mulheres e uma divindade do casamento, maternidade, amor materno e fidelidade. Ela regia as colheitas, o milho, o arado, iniciações, renovação, renascimento, vegetação, frutificação, agricultura, civilização, lei, filosofia da magia, expansão, alta magia e o solo.

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