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Revista

Pará+ ABRIL 2016

BELÉM-PARÁ

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ISSN 16776968

EDIÇÃO 170

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N E S TA E D I Ç ÃO EDIÇÃO 170 - ABRIL/2016

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Incentivo à leitura: o papel dos pais e das escolas

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Banco da Amazônia disponibiliza R$ 1,5 bilhão para investimentos no Pará em 2016

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IV Seminário de Águas e Florestas

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Polos de aquicultura incrementam produção de pescado no Pará

PUBLICAÇÃO

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Pará luta contra o trabalho escravo

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Laboratório de Inteligência da UFPA ganha reconhecimento por todo Brasil

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5 dicas para o profissional liberal expandir seu negócio

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Planos do brasileiro para a velhice

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ana Gershenfeld, Anete Costa Ferreira, Celso Freire, Diogo Sales, Eduardo Shinyashiki Luena Barros, Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos, Patricia Barreto, Ricardo Souza, Welton Silva; FOTOGRAFIAS: Adriano Magalhães/Comus Prefeitura, Arlison Castro, Advaldo Nobre/Seduc, Alessandra Serrão - NID/Comus, Antonio Silva,Claudio Santos, Cristino Martins, Eliseu Dias,Eunice Pinto, Rodolfo Oliveira, Sidney Oliveira, Thiago, Wagner Almeida/Ascom Sejudh, Arquivo Pessoal, Ascom OMS, Ascom Semas, Ascom Ufpa, Celso Freire, Divulgação; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

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Envelhecimento Ativo

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Paraense corre para as Olimpíadas

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Nazaré Pereira volta às origens

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Projeto monitora impacto do manejo florestal em animais da Flona do Tapajós

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URA AQUICULT CRAVO POLOS DE BALHO ES A R T O A R T N O C Á R A P Vista de cima do Farol de Belém, onde é possível se apreciar o Rio Guamá, o centro histórico de Belém e o Mangal das Garças, cuja biodiversidade e beleza atraem turistas de todo o mundo. Foto de Carlos Sodré/Arquivo Ag. Pará

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Faça seu destino, pois somos frutos das nossas escolhas Nesta Edição (170).indd 4

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Incentivo à leitura: o papel dos pais e das escolas Texto Patrícia Barreto*

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último ranking do PISA (Programme for International Student Assessment), principal avaliador internacional da qualidade de ensino das nações, indicou queda na Educação Básica brasileira. Entre as competências avaliadas, a leitura foi a que teve pior resultado em comparação à avaliação anterior, pois com dois pontos a menos na área, o Brasil somou 410 pontos, ficando 86 abaixo da média da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), inferior a países como Chile e Tailândia. De acordo com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), estima-se que até o final deste ano serão gastos centenas de milhões de reais no Ensino Fundamental – Anos Iniciais, na tentativa de melhorar a qualidade de ensino e, consequentemente, de subir alguns degraus no PISA. Ainda que o investimento venha aumentado a cada ano, as barreiras que impedem a obtenção de um bom desempenho dos jovens na leitura são também culturais e afetam todo o sistema educacional, como é o caso da perda do hábito de ler para as crianças.

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Escola em projeto de incentivo à leitura

Uma pesquisa feita em 2012 pela Fundação Itaú Social demonstrou que, apesar de considerarem importante, apenas 37% dos brasileiros leem histórias ou livros para os pequenos. Ler para um filho ou para um irmão mais novo, por exemplo, é uma necessidade clara para os adultos, mas eles não conseguem se dedicar a essa prática, seja pela rotina de vida acelerada ou por outras questões pessoais. Nesse sentido, entra o papel das instituições de ensino, que devem se preparar para apoiar a família nesse processo, principalmente durante a Primeira Infância. O período que vai do nascimento até o início da educação formal é a época que a criança tem mais capacidade de aprender, pois o fato de estar construindo a sua identidade e sua estrutura intelectual e sócio afetiva à medida em que vai descobrindo o mundo, faz com

que o cérebro absorva mais conteúdo. Caso a leitura não seja apresentada nesse intervalo, os riscos da criança se distanciar dos livros são grandes, até mesmo por conta da distração oriunda do uso cada vez mais precoce da internet para fins recreativos. Levando isso em consideração, até mesmo as creches precisam desenvolver atividades de leitura, mesmo que seja para uma turma de berçário. Para que tenhamos cidadãos leitores, quanto mais cedo instigarmos nossas crianças ao universo literário, melhor. Logicamente, os pais devem ficar atentos e procurar estimular seus filhos à leitura, contando histórias e aguçando o desejo pela literatura. Porém, como educadores, devemos adequar o papel escolar para a realidade familiar de hoje. (*) Assessora de pedagogia do Sistema de Ensino SER

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Pará luta contra o trabalho escravo

Ministério Público Federal e diversos órgãos buscam soluções e apostam nas crianças

Arte educadores vão às ruas

Texto Celso Freire* Fotos Adriano Magalhães/Comus Prefeitura, Advaldo Nobre/Seduc, Wagner Almeida / Ascom Sejudh

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comum ver dentro do transporte coletivo, crianças e adolescentes vendendo balas e outras guloseimas. Quem está acostumado a comprar desses meninos deverá repensar sobre suas atitudes. Uma campanha do Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) e Sindicato das Empresas de Transporte de Belém (Setransbel), busca conscientizar usuários de ônibus e rodoviários de que essa prática de comércio ilegal, que prejudica o desenvolvimento infantojuvenil, só será erradicada se toda a sociedade se unir. A procuradora do MPT, Rejane Alves, faz um alerta: “Todos nós temos que assegurar à criança o direito de vida, saúde, lazer e estudo. Se fecharmos os olhos para essa situação a criança será vítima da opressão, violência e negligência. E a responsabilidade de evitar isso é nossa, de toda a sociedade”. Segundo ela, quando uma pessoa compra um serviço ou um produto de uma criança, contribuímos para que ela permaneça nesse estado de vulnerabilidade e sujeita a todo tipo de violência física, moral e, em alguns casos, ate sexual. Na prática, a campanha se dá com cartazes afixados em todos os ônibus do sistema público de transporte de Belém, para lembrar a todos de que ao comprar um produto de uma criança estará colaborando com o “roubo” da infância. Um trabalho educativo também foi feito pela equipe de arte educação da Semob, dentro dos coletivos. E a ação foi estendida para as garagens, onde o diálogo é direto com os rodoviários. A Semob visita cada empresa para conversar com os operadores, motoristas e cobradores, e tentar engajá-los à causa. “Além disso, nossos arte educadores conversam com a população diretamente nos ônibus e

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nos pontos de parada para que evitem comprar, principalmente do menor de idade. Temos que mudar esta realidade”, pontuou Gilberto Barbosa, diretor geral da Semob. A supervisora de segurança patrimonial Norma Aragão já foi abordada por integrantes da campanha e aprovou a iniciativa. “A criança tem que brincar. Eu não compro nada de criança e tenho consciência de que isso é fazer a minha parte”, admitiu. O autônomo Evandro Silva estava em um dos ônibus abordados durante a ação também gostou da campanha. “Muitas vezes essas crianças se encontram nessa situação não por necessidade, mas porque são vítimas de exploradores que querem um jeito de conseguir dinheiro fácil”, afirmou. A procuradora Rejane Alves disse ainda que a campanha é apenas o começo de um esforço que terão outros desdobramentos. “Esta ação não é o fim, mas o início de um trabalho. Vamos atuar junto aos rodoviários para conscientizá-los e provocar os conselhos tutelares para atuar nos pontos mapeados pelo Setransbel, como locais onde mais existe o embarque de crianças e adolescentes nos ônibus, como, por exemplo, a avenida Almirante Barroso”, concluiu Rejane.

Trabalho infantil

Dados do Ministério Público do Trabalho apontam que, entre os anos de 2013 e 2014, houve um aumento de 13% no número de crianças que exercem alguma atividade de trabalho. Neste contexto, o técnico de segurança e educação para o trânsito da Semob, Manoel Pinheiro, alerta para a importância

de que o trabalho infantil não seja tratado como algo cotidiano. “Nós devemos estar sempre alerta para esta situação. Sempre que presenciarmos uma criança ou adolescente realizando comércio nos ônibus ou cruzamentos da cidade, devemos ligar para os Direitos Humanos, pelo número 100, e denunciar”, frisou.

Projeto vai contemplar escolas públicas estaduais

O Governo do Pará não quer ficar de fora desse combate ao trabalho infantil. O governador do estado Simão Jatene assinou o Termo de Cooperação Técnica com a Organização Não Governamental Repórter Brasil para a implantação do projeto “Escravo, nem pensar!” em 630 escolas de 68 municípios. A meta é alcançar com o projeto, até o próximo ano, 70% dos alunos matriculados na rede estadual pública de ensino, o equivalente a mais de 360 mil alunos. O compromisso foi firmado por meio das secretarias de Estado de Educação (Seduc) e de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh). No Pará, além das duas secretarias, o projeto tem o apoio da Justiça do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, da Associação dos Magistrawww.paramais.com.br

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O secretário Michel Durans assinou o documento para implantação do projeto

Natália Suzuki, coordenadora do projeto “Escravo, nem pensar!

A secretária de Estado de Educação, Ana Claudia Hage durante implantação do projeto “Escravo, nem pensar!” em 630 escolas de 68 municípios do Estado

dos da Justiça do Trabalho (Amatra) e das secretarias municipais de Educação. A iniciativa pretende alcançar uma mobilização de efeito dominó. Primeiro, a equipe da ONG Repórter Brasil, coordenada pelo jornalista Leonardo Sakamoto, capacitará agentes multiplicadores (gestores), que posteriormente devem repassar os conhecimentos a professores e monitores. Na sala de aula, os professores incluirão o trabalho escravo contemporâneo no conteúdo programático das disciplinas que já integram a grade curricular. O secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos Michel Durans ratifica as palavras do jornalista Sakamoto. Ele ressalta que o objetivo é fazer com que os alunos, a partir do contato com o tema em sala de aula, levem o conhecimento para suas casas, para suas comunidades. “Assim, além de conscientizar os alunos e deixá-los atentos em relação ao tema, também vamos disseminar a discussão em ambientes além da sala de aula”, explica ele. O Pará é um estado estratégico, pois é o 1º do Brasil em número de trabalhadores resgatados de situação análoga à escravidão. Para se ter uma ideia da gravidade, 12 mil trabalhadores foram resgatados no es-

tado de situação análoga à escravidão, nos últimos 15 anos, como revelou a jornalista e cientista social Natália Suzuki, coordenadora do projeto.

Assinatura

Durante a assinatura do Termo de Cooperação Técnica, a representante da ONG Só Direitos, Angélica Gonçalves, destacou a importância do projeto “Escravo, nem pensar!”: “O trabalho escravo tem um ciclo que não se fecha: o trabalhador é resgatado da exploração e, sem perspectiva de trabalho digno e sem ter como se manter, volta à situação desumana de trabalho. Esse projeto tem a nobre missão de ajudar na quebra desse ciclo”, ressalta. O juiz Pedro Tourinho Tupinambá, que também participou na cerimônia de assinatura, diz que “muita gente acredita que trabalho escravo não existe mais. Se a gente continuar encarando o trabalho escravo como a gente encontra nos livros de história, realmente não vai existir. Mas o trabalho escravo contemporâneo existe, e, infelizmente, está mais perto do que a gente imagina”.

O juiz Pedro Tupinambá destacou as novas formas do trabalho escravo

Ferramenta Segundo a secretária de Estado de Educação, Ana Cláudia Hage, o Termo de Cooperação Técnica é uma ferramenta para discussões que podem gerar resultados positivos. “O trabalho escravo contemporâneo será abordado em sala de aula como um tema transversal, que permeará todas as disciplinas da grade curricular de ensino. Mais do que formar o aluno, nós queremos

O que diz a lei >> O crime de redução a condição análoga à de escravo está inserido no artigo 149 do Código Penal. A pena estabelecida é a de reclusão, de dois a oito anos, e multa. A condenação é aumentada pela metade se o crime for cometido contra criança ou adolescente; por motivo de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem. A violência cometida pelos infratores também pode contribuir para uma punição mais severa. Já nos crimes de frustração de direitos trabalhistas e de aliciamento de trabalhadores de um local para outro do território nacional, previstos nos artigos 203 e 207, respectivamente, a pena amplia de um sexto a um terço se a vítima for menor de 18 anos, idosa, gestante, indígena ou portadora de deficiência física ou mental. Os indivíduos aliciados são submetidos a condições degradantes e, em muitos casos, são obrigados a contrair dívidas com o infrator, que nunca se pagam. Documentos pessoais e de trabalho são apreendidos e não é realizado o recolhimento dos direitos trabalhistas. Fonte: Comissão de Combate ao Trabalho Forçado da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA)

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Campanha invade os ônibus

formar o cidadão. Em um futuro próximo, eu tenho certeza que os resultados desse projeto serão extremamente satisfatórios”, afirma a secretária. A coordenadora de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Trabalho Escravo da Sejudh, Leila Silva, ressalta que essa parceria entre o governo estadual e a ONG, estava sendo articulada desde o ano passado, e agora “é o momento ideal para que o projeto seja colocado em prática”. Segundo ela, enquanto política pública, “é muito importante essa ampliação das discussões sobre trabalho escravo. Esperamos alcançar crianças, adolescentes e jovens para que, a partir deles, a gente possa conscientizar a sociedade sobre o tema”.

Engajamento

Nádia Ernesto é gestora da Unidade Seduc na Escola (USE) 15, que engloba 18 instituições de ensino de Ananindeua, município da Região Metropolitana de Belém, e participa da primeira fase de capacitação do projeto. Cheia de planos para trabalhar o tema nas escolas, Nádia considera que a iniciativa será apenas o início “para uma mobilização ainda maior, que vai contar com a escola e a comunidade”. A educadora também relata que “há casos de alunos que eram condicionados ao trabalho desde muito cedo e deixavam de frequentar as aulas. Para piorar, a situação do trabalho era degradante”.

Pará no topo da escravidão

O estado do Pará apresenta o maior número de ações penais e investigações relacionadas ao crime de redução à condição análoga à de escravo em todo o Brasil. Foram 705 casos registrados. Logo abaixo, aparecem São Paulo (628) e Minas Gerais (516). Os dados constam de levantamento feito pela Câmara Criminal do MPF e divulgado no fim de janeiro deste ano. Porém, mais dois casos recentes no interior do estado do Pará entraram para as estatísticas. No início do mês de março, o Grupo Móvel

de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Previdência Social libertou 26 trabalhadores em condição análoga à escravidão em São Félix do Xingu, sudoeste do Pará. A ação foi resultado de uma operação realizada em duas fazendas da região: Guaporé e Chocolate. Na Fazenda Guaporé, que executa atividade de criação de bovinos para corte, havia 12 trabalhadores sem anotação na carteira de trabalho e com salários atrasados. Eles também não tinham água potável, local adequado para preparo e consumo de alimentos e instalações sanitárias. O grupo, aliciado em Vila Rica, no Mato Grosso, e Tucumã, no Pará, dormia em barracas de lona e usava o mato como banheiro. Na Fazenda Chocolate, foram resgatados 14 trabalhadores encontrados em atividades de roçada e aplicação de veneno. Eles dormiam em barracas de lona, sem proteção contra chuva ou animais peçonhentos e sem equipamentos de proteção individual obrigatórios. Eles também não tinham local adequado para alimentação, água potável e banheiros. A todos os 26 trabalhadores foram entregues guias de encaminhamento do Seguro-Desemprego e expedidas carteiras de trabalho. Estudantes previnem trabalho infantil em Belém

Estatísticas Nos anos de 2014 e 2015, foram investigados 20 casos de trabalho análogo ao escravo no Estado do Pará, o que resultou no resgate de 118 pessoas. De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, o Pará é um dos estados que lideram as estatísticas, ao lado de Tocantins (onde foram registrados 25 casos, com 176 resgates), Minas Gerais (com 17 casos e 164 resgates) e São Paulo (com 16 casos 217 resgates). As regiões Norte e Nordeste, juntas, são responsáveis por 57% dos casos de trabalho análogo a do escravo identificados em 2014/2015. O presidente da Comissão de Combate ao Trabalho Forçado da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA), Giussepp Mendes, observa que a produção paraense é concentrada, principalmente, no meio rural. Por isso, no Estado, esse tipo de crime é mais comum na economia extrativista e de agronegócios. ‘A Superintendência Regional do Trabalho não consegue cobrir o Estado inteiro, para autuar, fiscalizar, cobrar’, ressalta. A questão da trafegabilidade no Estado é outro problema, pela dificuldade de acesso às áreas onde essas pessoas trabalham em situação degradante. Devido a essas condições, a maioria dos casos registrados no Estado foram descobertos e combatidos durante grandes ações com a articulação de vários órgãos. Em todo País, as principais atividades que se beneficiaram da prática do trabalho análogo ao escravo em 2015 foram: construção civil (243 resgatados), pecuária (133) e o extrativismo vegetal (114).

Fiscalizações permanentes

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O Grupo Móvel é composto por auditores do Ministério do Trabalho e Previdência Sowww.paramais.com.br

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cial, procuradores do Trabalho e defensores públicos, além de agentes da Polícia Federal que fiscalizam denúncias de uso de mão de obra análoga a de escravo no país. No ano passado o grupo retirou 1.010 trabalhadores de situação irregular em 257 propriedades fiscalizadas, com pagamentos de R$ 3,1 milhões em indenizações pelos empregadores flagrados. De acordo com o balanço do Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS), em 2015 foram realizadas dez operações, as quais inspecionaram 28 estabelecimentos em todo o Estado. No ano passado, as atuações no Pará lavraram 340 autos de infração, sendo que 150 deles para os empregadores que submeteram trabalhadores a condições análogas às de escravo. Estes empregadores foram multados, o que gerou um montante de R$ 150.714,34 em indenizações pagas aos empregados e que consistem na quitação das verbas trabalhistas a que tem direito no momento da rescisão, incluindo eventualmente parcelas que eram sonegadas ou não pagas. Segundo o procurador da República no Pará Ubiratan Cazetta, processos que envolvem trabalho escravo têm prioridade. “Ele está no nível máximo de atenção. Ele (processo) chega no gabinete e tem que ser analisado. Se for necessário complementar algum tipo de prova, é remetido à Polícia. Mas, na maior parte das vezes, com as informações e fotos contidas no relatório de fiscalização, já é possível entrar com a ação. Isso é um diferencial em relação ao passado. O trabalho escravo pode se reproduzir em qualquer lugar onde haja pessoas pobres, sem oportunidade de emprego e sem qualificação”. Para Ubiratan Cazetta, apesar de

Cerimônia realizada no Ministério Público deu início à campanha Empresas de ônibus integram o projeto contra o trabalho infantil

o trabalho escravo ter caráter de combate criminal, ele também precisa ser discutido na sociedade com olhar voltado para políticas públicas. O MPF é o único órgão autorizado pela Constituição e por leis específicas para pro-

cessar criminalmente os acusados de trabalho escravo. Sendo a escravidão um crime federal em qualquer de suas formas, a ação penal proposta pela instituição deve ser julgada apenas pela Justiça Federal, aumentando as chances de punição dos acusados.

Condições análogas à escravidão

- No Pará, a maioria das pessoas que vivem nessas condições é atraída de outros Estados pelos chamados ‘gatos’, homens que fazem a captação dessa mão de obra, prometendo aos trabalhadores bastante dinheiro em troca do serviço. - Os custos com transportes são todos cobrados do trabalhador, assim como a alimentação. - Ambiente degradante, sem o mínimo de estrutura e higiene - Jornadas de trabalho extenuante devem ser combatidas. Fonte: Comissão de Combate ao Trabalho Forçado da Ordem dos Advogados do Brasil - Seção Pará (OAB/PA)

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Durante a assinatura do protocolo no Palácio do Governo

Banco da Amazônia

disponibiliza R$ 1,5 bilhão para investimentos no Pará em 2016

O governo deve promover ações coordenadas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social Fotos Antonio Silva / Ag. Pará

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governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), e o Banco da Amazônia assinaram um protocolo de intenções para alinhar ações de fomento no Pará. O banco vai disponibilizar R$ 1,5 bilhão em recursos para serem aplicados em diversos setores da economia que estejam alinhados ao plano de desenvolvimento articulado pelo governo estadual. No protocolo de intenções, assinado neste mês de março, as instituições se comprometem promover ações coordenadas, integradas e cooperadas para impulsionar o desenvolvimento econômico e social do estado do Pará, alinhando resultados prospectados 10

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ao Plano de Recursos do FNO (Fundo Constitucional de Financiamento do Norte) e ao Plano de Aplicação de Recursos Financeiros do Estado, em 2016. A ideia é a de que haja um trabalho conjunto visando à estruturação e o fortalecimento dos aglomerados econômicos, arranjos produtivos locais e as cadeias produtivas do Estado, para criar iniciativas que reduzam as desigualdades locais. A parceria também objetiva a promoção da cultura do empreendedorismo consciente, estimulando e apoiando a adoção de melhores práticas produtivas sustentáveis, por meio de negócios que gerem a distribuição de renda, criem oportunidades de trabalho e emprego e promovam a inclusão social. Segundo o governador Simão Jatene, a iniciativa de aplicar recursos de forma articulada é uma ferramenta importante para alcançar melhores resultados no desenvolvimento do estado. “O investimento por si só já traria algum retorno, mas se ele é feito de forma integrada ele gera resultados adicionais que terminam potencializando o investimento inicial e é exatamente isso que a gente quer”, ressalta. Ainda segundo o governador, esse protocolo pretende criar sinergia para que os investimentos se façam de forma mais orgâni-

Banco da Amazônia disponibiliza R$ 1,5 bilhão para investimentos no Pará em 2016.indd 10

Presidente do banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo ressaltou que banco tem a identidade muito ligada ao Pará, que é o estado com maior volume de crédito aplicado pela instituição financeira

ca e integrada. “Quanto mais o investimento estiver articulado entre os vários atores, melhor resultado ele traz para a sociedade”, reiterou Jatene, que acredita que a única forma de se enfrentar a pobreza e a desigualdade é através de investimento. O presidente do Banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo, ressaltou que o banco tem a identidade muito ligada ao Pará, que é o estado com maior volume de crédito aplicado pela instituição financeira. “Temos 43 agências e mais de 71% do crédito de fomento da região, além de mais de R$

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1,4 bilhão aplicado exclusivamente na agricultura familiar, que é o nosso maior desafio de fortalecimento da cadeia produtiva”, avaliou Melo. O presidente do Banco da Amazônia parabenizou a prospecção feita pelo Estado para o desenvolvimento econômico da região nos próximos 15 anos, o Plano Pará 2030, e disse que ele será a bússola para os trabalhos desenvolvidos pela instituição financeira. “É uma iniciativa extremamente importante para que você pense o estado a longo prazo. Que ele não seja apenas um plano de governo, mas um plano de Estado”, reiterou Marivaldo Melo. O recurso disponibilizado pelo Banco da Amazônia é para ser aplicado no Pará ainda este ano. Do total de investimentos, R$ 1 bilhão é proveniente do FNO e R$ 507 milhões da carteira comercial do banco. Dos recursos do FNO, R$ 287,6 milhões vão para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), R$ 200,7 milhões para as micro e pequenas empresas e empreendedores individuais, e R$ 79 milhões para o Programa de Agricultura de Baixo Carbono que foi lançado em 2015 e é destinado a projetos agropecuários e florestais para redução da emissão de gases de efeito estufa na região.

Termo aditivo

Governo do Pará e Banco da Amazônia também assinaram o termo aditivo que prorroga, por mais um ano, a vigência do termo de cooperação técnica que dinamiza o acesso a recursos direcionados para investimentos em projetos turísticos nas rotas turísticas implementadas no Pará através da Secretaria Estadual de Turismo (Setur). Ainda foi assinado um convênio com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para a execução de um programa de assistência técnica aos empreendimentos financiados com os recursos do FNO e outros empreendimentos operacionalizados pelo próprio banco no Pará.

Governador Simão Jatene e o presidente do banco da Amazônia, Marivaldo Gonçalves Melo durante assinatura

O Governo contribuirá por meio de investimentos no agronegócio, para promover a inserção da produção familiar nos mercados, bem como os setores industriais e de serviços, a partir da expansão de atividades de maior demanda de mão de obra. Dentro desse processo, a intenção é promover ainda mais a geração de emprego e renda, assim como garantir e disponibilizar os serviços de assistência técnica e extensão rural do Estado, além de oferecer recursos financeiros para melhorar a expansão da infraestrutura econômica básica em áreas prioritárias.

Investimentos

Nos últimos cinco anos, o Banco da Amazônia aplicou no Estado do Pará R$ 6,4 bilhões em créditos de fomento, com destaque para R$ 1,3 bilhão destinados à

Regiões

Segundo o Plano de Aplicação de Recursos Financeiros 2016, há investimentos previstos para todas as mesorregiões do Estado. No Baixo Amazonas, por exemplo, na microrregião de Santarém, os esforços serão para o desenvolvimento da piscicultura e da cadeira produtiva da mandioca. No Marajó, em Soure, haverá investimentos na cadeia de frutas regionais, como o açaí, na aquicultura, bubalinocultura de corte e leite e ovino-caprinocultura. Já na mesorregião Sudeste, os recursos serão destinados na microrregião de Marabá para potencializar o reflorestamento, a pecuária de corte e o setor de mineração.

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agricultura familiar, R$ 1,5 bilhão para as atividades agropecuárias, R$ 244,5 milhões para atividades florestais, R$ 1,8 bilhão para o desenvolvimento do comércio e do setor de serviços e R$ 916,4 milhões em apoio às micro e pequenas empresas e microempreendedores individuais. Ao longo desse período, a instituição tem participado de grandes projetos no Estado, como a construção do aeroporto de Santarém, a construção das eclusas de Tucuruí, o terminal hidroviário de Monte Alegre, o

Banco da Amazônia disponibiliza R$ 1,5 bilhão para investimentos no Pará em 2016.indd 11

Superintendente regional do Banco da Amazônia, Luiz Euclides Barros, durante assinatura do protocolo de intenções para alinhar ações de fomento no Pará

porto de Vila do Conde, em Barcarena, e a construção e pavimentação de trechos da BR-163. Os recursos do Banco da Amazônia trazem benefícios socioeconômicos para o Estado do Pará. Considerando apenas o valor contratado em 2015, estima-se um impacto de R$ 7,09 bilhões sobre tudo que foi gerado de riqueza no Estado, ou seja, no valor bruto da produção (VBP). Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB) estadual, espera-se um impacto de R$ 4,59 bilhões. Os tributos gerados a partir das operações realizadas chegariam a R$ 948 milhões, além da geração de mais de 184 mil empregos e R$ 1,06 bilhão em salários. Segundo dados do Banco Central, a participação do Banco da Amazônia no crédito de fomento, no Pará, é de 71 %, e as 43 agências da instituição representam 12,18% de toda a rede de agências do Estado. O atendimento do banco cobre 100% dos municípios. Os recursos investidos serviram para potencializar as atividades realizadas por microempreendedores individuais, além de mini, micros, pequenas, médias e grandes empresas locais. Pará+

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Participaram do evento estudantes, profissionais, pesquisadores e especialistas

IV Seminário de Águas e Florestas

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Seminário debate gestão e preservação de recursos naturais no Pará Texto Naiana Gaby Ferraz Monteiro Santos Fotos ASCOM SEMAS

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ebater a importância da preservação das florestas e dos recursos hídricos do Pará foi o objetivo do IV Seminário de Águas e Florestas, no auditório da Universidade da Amazônia (Unama), em evento realizado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas), em parceria com o Instituto de Desenvolvimen-

to Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio) e a Unama. Voltado para estudantes, profissionais, pesquisadores e especialistas que atuam ou têm interesse na área ambiental, e à população em geral, o Seminário homenageou o Dia Mundial das Florestas e Dia Mundial da Água, datas comemoradas em março. A programação de abertura contou com a participação de representantes da Universidade Federal do Pará (UFPA), do Instituto Federal

“Aos nossos sindicatos filiados, parceiros e colaboradores, um Feliz Dia das Mães.”

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do Pará (IFPA), da Faculdade Maurício de Nassau e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), teve ciclo de palestras, mesas-redondas e debate. Participaram a diretora de Recursos Hídricos da Semas, Luciene Chaves, o diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-bio, Crisomar Lobato, e a vice-reitora da Unama, Betânia Fidalgo. Na ocasião, a vice-reitora ressaltou o compromisso da Universidade em contribuir com a discussão da sustentabilida-

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de, preservação do meio ambiente e práticas de educação ambiental, por meio dos cursos de pós-graduação e pesquisas de extensão. Crisomar Lobato enfatizou a importância da integração do governo com instituições de ensino e pesquisa na realização de eventos como o Seminário, a fim de discutir a preservação dos recursos naturais e a gestão das unidades de conservação, que garantem a evolução natural de todas as espécies. Os desafios para a gestão participativa de recursos hídricos também foram abordados, com destaque para a importância de conservar rios e florestas em seus estados naturais, e ainda conscientizar a sociedade para a importância da sustentabilidade para todo o planeta. Os participantes conheceram as ações, estruturas e projetos que estão sendo desenvolvidos pelo governo do Estado na gestão do meio ambiente, e os benefícios socioambientais resultantes da conservação dos recursos naturais e da prática da educação ambiental.

Problemas e avanços

Saulo Prado, técnico da Diretoria de Meteorologia e Hidrologia da Semas, participou da mesa-redonda “A sustentabilidade dos recursos hídricos e florestais no Pará”,

Crisomar Lobato, diretor de Gestão da Biodiversidade do Ideflor-bio, discutiu sobre a gestão das Unidades de Conservação e sua interface com a sustentabilidade

abordado problemas ambientais existentes, com ênfase na canalização de rios e degradação das bacias hidrográficas. Ele também explicou o sistema de monitoramento e fiscalização do desmatamento, as políticas públicas estaduais para o setor, o Programa de Regularização Ambiental de Propriedades Rurais e o Fórum Paraense de Mudanças Climáticas. Cíntia Soares, do Ideflor-bio, apresentou dados positivos sobre a proteção e preservação das unidades de conservação. “Atualmente, 60% do Estado são compostos de áreas legalmente protegidas. Temos cerca de 20 milhões de hectares de áreas de conservação estaduais. Além disso, há a estima-

tiva de geração de 1.000 empregos diretos em áreas de concessão florestal e unidades processadoras de madeira”, informou. O pesquisador do Inpe, Marcos Adami, debateu a preservação das florestas e recursos hídricos, e apresentou estatística positiva sobre a recuperação das áreas degradadas no Estado. “Cerca de 20% da Amazônia brasileira já enfrentam o problema do desmatamento. Dados de 2012, no entanto, revelam que cerca de 60% dessa área já estão sendo regeneradas através de vegetações secundárias”, disse Marcos Adami. Além das palestras e mesas-redondas, o evento teve a exposição de trabalhos de alunos e pesquisadores de universidades do Estado. O professor Igor Charles, da Unama, apresentou um projeto de estudantes do curso de Geologia da instituição, em parceria com a UFPA, denominado “Maré Solidária”, cujo objetivo é levar educação ambiental a comunidades tradicionais. Atualmente, o projeto é executado no município de São João da Ponta, no nordeste paraense. A programação do IV Seminário de Águas e Florestas teve ainda os minicursos Água, Recursos Hídricos e Sustentabilidade, Avaliação da Água e Hidrologia Básica, com conteúdo teóricos e práticos. (*) Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade

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Polos de aquicultura incrementam produção de pescado no Pará Fotos Cláudio Santos, Rodolfo Oliveira / Ag. Pará

Espécies como pintados, tambaquis, tambatingas e pirarucus se desenvolvem em tanques de produção e chegam ao peso ideal em poucos meses

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s polos de aquicultura que se espalham no Estado contam com o apoio das gestões municipais e do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap), Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará) e Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Só no município de Paragominas é aguardado o faturamento de mais de R$ 2,5 milhões na produção de peixe em cativeiro em 2015. Segundo estudo contratado pelo município, houve um crescimento de mais de 70% nos lucros do negócio desde 2013. “Sem dúvida Paragominas é um dos nossos polos de piscicultura mais promissores do Estado”, afirma o secretário Hildegardo Nunes, Sedap. Para que este e outros polos de criação possam se desenvolver, fortalecendo as economias de suas regiões e criando opções sustentáveis para a criação e comercialização de peixes, a Sedap tem investido em capacitações para pescadores e aquicultores em todo o Estado. Em julho de 2015 a secretaria fez uma capacitação em Concórdia do Pará, nordeste do Estado, para produtores rurais que já atuam na piscicultura e àqueles que pretendem entrar na atividade. Assim como ocorre em outros municípios, a Sedap trabalha com técnicos das prefeituras para que eles possam se tornar pro-

pagadores deste conhecimento nas regiões vizinhas. “Em Paragominas temos uma associação de piscicultores relativamente organizados, inclusive com recursos financeiros próprios. Hoje eles estão produzindo muito mais do que produziam no início, porque aliaram a vontade que eles tinham com os empreendimentos implantados com as técnicas demonstradas por nós. Fizemos isso em Tailândia, Goianésia do Pará e Novo Repartimento”, explica o diretor do Departamento de Pesca e Aquicultura da Sedap, Ediano Sandes.

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No caso da pesca tradicional, as capacitações são voltadas principalmente para a conservação e qualidade do pescado vendido, seja para o cliente direto ou para um atravessador. “Na verdade, o que a gente ensina aos pescadores são técnicas de conservação e manipulação do pescado a bordo para evitar o desperdício, higienização, agregação de valor ao pescado, tratamento de salga, como fazer a defumação e é exatamente aí que o trabalho da organização social para locais como o Marajó e a região de Bragança entra para agregar valor”, diz o diretor. 49 ANOS 1964-2010

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Além dos cursos, também em 2015, como parte do programa Pacto pela Produção e Emprego, foi publicado o Decreto n° 1.390, de 3 de setembro de 2015, estabelecendo uma série de benefícios fiscais para o setor de aquicultura no Pará. O Pará se tornou o primeiro Estado brasileiro a ter um capítulo específico para a atividade aquícola dentro do Regulamento de ICMS (RICMS-PA). Insumos, maquinários e até mesmo a ração terão o custo reduzido, impactando positivamente nos custos da produção do pescado.

Cadeia

Bem perto do centro de Paragominas, seguindo uma das várias vicinais da região, o empresário Amilton Caliman gerencia há quatro anos um dos empreendimentos de piscicultura do município. Em seus tanques, espécies como pintados, tambaquis, tambacus, tambatingas e pirarucus se desenvolvem chegando ao peso ideal em poucos meses. “Paragominas é um município que vem se destacando em tudo. O boi, a madeira, o grão e agora a piscicultura, que é um dos futuros do Pará e do país. Este é um alimento barato, que produz rápido e com um custo mais baixo”, diz Amilton, que também é presidente da Associação Paragominense de Aquicultura (APA). Com dois anos de criação, a APA já tem 42 integrantes.

Tanques em Paragominas para criação em cativeiro de pirarucu, tambaqui, pintado e jatuarana

Os empreendimentos estão ficando cada vez mais organizados e focados na qualidade técnica para a produção de um pescado cada vez melhor. A média de produção é de um quilo e meio de peixe a cada metro quadrado nos tanques. Levando em consideração o tempo médio de 45 a 60 dias para o desenvolvimento dos alevinos em peixes prontos para o consumo, a piscicultura tem um grande potencial de produção de proteína animal em áreas menores diminuindo o impacto ambiental em relação a outros tipos de culturas, além de possibilitar a recu-

peração da fauna natural dos rios da região. Em uma das áreas da propriedade, à beira do tanque, um trator arremessa a ração por toda a borda da área para alimentar os peixes da espécie “pintado” de maneira igual. O método ajuda os animais a atingir peso semelhante, evitando desproporções no tanque. Os peixes de bigode longo e fino se amontoam de boca aberta fora d’água mostrando a fartura de produção em um único tanque. Segundo o criador, um dos tanques pode render de 30 a 40 toneladas de pintado após sete meses de engorda.

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Só no mercado local, Paragominas consome cerca de oito toneladas de peixe por semana. Em 2015 a produção chegou a 380 toneladas de pescado. Apesar da grande demanda e da produção crescente, o município ainda não tem uma unidade de beneficiamento para a filetagem e exportação do pescado, que precisa ser vendido e transportado por empresas atravessadoras até as indústrias.

Mercados

Até pouco tempo, a preferência local era o sabor dos peixes de água salgada, além dos tradicionais pescada amarela, dourada e filhote. Agora, aos poucos, a população vai conhecendo o sabor e as possibilidades dos peixes cultivados na região. Socorro Ferreira tem uma casa de caldos em Paragominas. Este ano ela resolveu participar de um curso oferecido pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com a APA para preparar pratos que usem principalmente o tambaqui e o pirarucu. As receitas foram ficando cada vez mais conhecidas e o empreendimento cresceu. Para completar, o cunhado, Walney Rocha, é um pequeno aquicultor que fornece os peixes que se transformam nas disputadas receitas, como as costelas de tambaqui e os quibes de pirarucu. “O curso abriu muitas possibilidades e agora o restaurante está crescendo ainda mais. Acho que a piscicultura está ajudando muito a nossa região, e a gente percebe que em alguns lugares as pessoas estão substituindo a criação de boi por peixe, que é algo mais barato. Com um terreno pequeno você consegue começar uma criação, e o que faltava é o que está acontecendo agora: o incentivo do governo, prefeitura e da APA ao pequeno produtor para começar a fazer os seus tanques”, diz Socorro. Para a gestão municipal, a aquicultura é um negócio recente, que, no entanto, já está gerando resultados significativos e faz parte dos projetos de crescimento não apenas na produção, mas também em toda a cadeia do pescado. “Este é um mercado que está se

Quando um produto como esse sai rotulado, identificado e certificado pela Adepará, tem-se um produto de qualidade para o consumidor Para que os polos de criação possam se desenvolver, a Sedap tem investido em capacitações para pescadores e aquicultores em todo o Estado

desenvolvendo agora, mas com um grande potencial, por isso a gestão municipal e o Governo do Estado investem para que estes produtores tenham a estrutura e o conhecimento necessário para não apenas produzir o pescado, mas para que possamos também beneficiar este peixe aqui”, explica o prefeito de Paragominas, Paulo Tocantins. A gestão municipal e as demais associaÁGUA

ções ligadas à produção rural já colaboraram para a implantação das duas primeiras indústrias de ração para piscicultura, que usa os próprios grãos da região. “Em breve trabalharemos juntos a APA e demais grupos para implantação da primeira indústria de beneficiamento deste pescado, criando toda uma cadeia de produção dentro do próprio município”, diz o prefeito.

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Para o prefeito de Paragominas, o mercado da produção de peixe está em franca expansão Com dois anos de atividade, a Outeiro Pescados é uma empresa de beneficiamento de várias espécies de peixe, alguns muito populares como o tambaqui e outros que precisam de um processo especializado, como é o caso do pirarucu

Francisco Bastos, da Outeiro Pescados, destaca a importância de beneficiar corretamente o peixe

Beneficiamento Ao sair do tanque o peixe precisa ser conservado e armazenado corretamente nas devidas condições exigidas pelo Ministério da Agricultura, que no Pará são fiscalizadas pela Agência de Defesa Agropecuária (Adepara). Um exemplo de indústria de beneficiamento pode ser encontrado no distrito de Outeiro, em Belém. Com dois anos de atividade, a Outeiro Pescados é uma empresa de beneficiamento de várias espécies, alguns muito populares, como o tambaqui e outros que precisam de um processo especializado, como é o caso do pirarucu. Dentro da indústria, funcionários uniformizados e ambientes completamente higie-

nizados. Todo o pescado é tratado, evitando qualquer contaminação, variações de temperatura desnecessárias ou outra ação que interfira na qualidade da carne beneficiada. A seleção do peixe começa na hora da compra com o fornecedor e termina na análise da última bandeja que será armazenada em locais refrigerados ou encaminhados para os caminhões frigoríficos da própria indústria. “Temos um médico veterinário fiscal da Adepará e outro que é funcionário da indústria. Ele é o responsável técnico do controle de qualidade. A gente preza pela segurança alimentar, pois é essencial ter uma empre-

sa registrada para colocar todo o controle, desde a recepção do pescado até o processamento, o descarte, armazenagem e expedição. Não é fácil manter uma empresa, mesmo pequena, totalmente legalizada, mas compensa pela qualidade do produto que oferecemos quando comparada a outros produtos que estão na informalidade”, diz o dono da indústria, Francisco Bastos. “Quando um produto como esse sai rotulado, identificado e certificado pela Adepará, tem-se um produto de qualidade para o consumidor. Significa que houve uma análise deste produto desde a seleção do pescado até a venda, com garantia sanitária, preservando a população de qualquer alteração ou problema de saúde, como infecções alimentares e infecções intestinais”, explica o diretor de Inspeção e Defesa Animal da Adepará, Jefferson Oliveira.

Com dois anos de atividade, a Outeiro Pescados é uma empresa de beneficiamento de várias espécies de peixe, entre eles o tambaqui

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Laboratório de Inteligência da UFPA ganha reconhecimento por todo Brasil Pesquisadores são convidados para realizarem palestras e mostrarem os resultados no campo da computação Fotos Ascom Ufpa

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Laboratório de Inteligência Computacional e Pesquisa Operacional, (Linc) da Universidade Federal do Pará desenvolveu no final do ano passado, um game chamado ChromosNautics, que tem o objetivo de auxiliar no diagnóstico de discromatopsia, popularmente chamada de daltonismo, deficiência visual predominante em cerca de 8% da população mundial, que pode ser caracterizada pela confusão para identificar diferentes frequências do espectro de cores. O jogo tem a proposta de aplicar elementos lúdicos empregados em games para tornar o diagnóstico de daltonismo menos dependente dos testes tradicionais. Esse é apenas um dos muitos projetos idealizados pelo Linc, que é associado à Faculdade de Engenharia da Computação e Telecomunicações (FCT) do Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA). Os trabalhos variam entre diversas áreas, como telecomunicações, agroindústria, energia, saúde e segurança Laboratórios de Pesquisa. O Linc tem como objetivo gerar soluções e avanços, motivados pelos problemas e aplicações do “mundo real”, na pesquisa e implementação de modelos matemáticos, estatísticos e de inteligência computacional para a geração de conhecimento. Essas descobertas sempre são compartilhadas em eventos dentro e fora do estado ou até mesmo do país. Recentemente, o Linc participou de um evento em Manaus, no Amazonas. Os professores Antônio Jacob, Fábio Lobato e Márcia Fontes tiveram a oportunidade apresentar suas descobertas e pesquisas. Segundo o professor Antônio Jacob Jr, o Linc conta com uma equipe de

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cinco pesquisadores doutores, cinco doutorandos, três mestrandos e 10 graduandos. Ainda mantém parcerias com instituições públicas e privadas, tais como: CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), SEDECT (Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ciência e Tecnologia), FAPESPA (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará), Companhia Vale do Rio Doce, Eletronorte, Grupo Rede Energia.

Atuação

O Laboratório atua em duas principais áreas. A primeira é investigar novos modelos, bem como aprimoramentos, para sistemas e algoritmos, nas áreas de matemática, otimização e inteligência computacional. A segunda área é prover logística para o meio público e profissional, através do desenvolvimento de sistemas e metodologias para suporte à decisão, permitindo, particularmente, identificar padrões, realizar predições e inferir cenários e comportamentos para análise e diagnóstico. Seguindo suas áreas de atuação e know -how especializado, o grupo de pesquisa do Linc realiza consultoria e desenvolvimento de sistemas nas seguintes linhas: Sistemas de Suporte à Decisão; Mineração de Dados; Inteligência de Negócios (Business Intelligence); Gestão do conhecimento e Controle inteligente; Otimização e logística para planejamento, monitoramento e manutenção.

Outros laboratórios

LCT - O Laboratório de Computação e Telecomunicações (LCT) é um Laboratório

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Laboratório de Inteligência da UFPA ganha reconhecimento por todo Brasil.indd 18

Projetos de alta tecnologia são criados no Linc

Game criado com a proposta de aplicar elementos lúdicos

associado à Faculdade de Engenharia da Computação e Telecomunicações (FCT) do Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA) e ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia – Comunicações sem Fio (INCT-CSF). O LCT tem por objetivo exercer atividades de ensino e pesquisa em graduação e pós-graduação, desenvolver projetos e prestar serviços nas áreas relacionadas com aplicações em telecomunicações, e conta com a cooperação de vários parceiros nacionais e internacionais. LEA - O Laboratório de Eletromagnetismo Aplicado (LEA) é um Laboratório associado à FCT e à Faculdade de Engenharia Elétrica (FEE) do Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O LEA tem por objetivo exercer atividades de ensino e pesquisa em graduação e pós-graduação, desenvolver projetos e prestar serviços nas áreas relacionadas com aplicações em telecomunicações, e conta com a cooperação de vários parceiros nacionais e internacionais. LPRAD - O Laboratório de Planejamento de Redes de Alto Desempenho (LPRAD) é um laboratório associado à FCT do Instituto de Tecnologia (ITEC) da Universidade Federal do Pará (UFPA). O LPRAD se constitui no primeiro laboratório de última geração em tecnologias de redes de telecomunicação da região amazônica. Exerce atividades relacionadas com as diversas tecnologias de redes (cabeadas e sem fio) sob uma ótica de planejamento visando otimizar ser desempenho. Através da utilização de ferramentas de modelagem e simulação é possível modelar uma rede de forma completa com todos os equipamentos. Através de simulação, é possível identificar problemas que podem estar ocorrendo com essas redes (queda de conexões, lentidão, gargalos, etc), situações de uso inadequado e propor estratégias de melhorias para as mesmas. www.paramais.com.br

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Ser profissional liberal é uma opção que proporciona diversas vantagens...

5 dicas para o profissional liberal expandir seu negócio Texto Diogo Sales* Fotos Divulgação

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er profissional liberal é uma opção que proporciona diversas vantagens, tais como: flexibilidade de horário e poder de gerenciamento de agenda, maior possibilidade de escolha de clientes e alinhar os trabalhos às necessidades de ganhos. Fato é que muitos advogados, engenheiros, consultores e profissionais de TI têm optado por esse caminho Em contrapartida, existem as dificuldades relacionadas a essa opção, principalmente na parte administrativa, por esse tipo de profissional ser especializado no seu ramo de atuação, não possuindo geralmente capacitação em áreas como formação de preços, custos, fluxo de caixa e gerenciamento. Mais como se aprimorar dentro dessa realidade. Veja algumas orientações sobre o tema:

tivos, como atendimento, telefonia, condomínio e manutenção. Nesses casos o aluguel de um espaço de coworking pode sem o caminho inicial, pois geralmente, pagando um único valor se terá todo o suporte necessário nesse campo e, mesmo com o crescimento do negócio, essa alternativa terá benefícios, por manter um investimento fixo e baixo mensal e focando apenas em seu core business.

Reduza custos

Um grande erro que observo são profissionais que, logo que iniciam na carreira, já fazem pesados investimentos com aluguel, montagem de escritório, dentre outros; esse é um erro. Nessa hora, o caminho deve ser buscar espaços que possibilitem o melhor atendimento, mas que eliminem os custos altos administra20

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Profissionalize o atendimento

Conquiste uma carteira de clientes

A conquista de cliente é um passo fundamental, mas como fazer isso? Hoje existem muitos caminhos, podendo desenvolver ações publicitárias e de marketing online. Nessa área sempre se deve ter em mente qual o retorno que as estão proporcionando, vejo muitos profissionais liberais gastando muito dinheiro em ações que não atingem o seu público. Um dos caminhos mais certeiros que vejo para quem está iniciando um projeto é o network, ou seja, buscar conhecer pessoas e parceiros que possam impulsionar os negócios. Por isso, é importante estar no espaço certo e não se isolar em um quartinho esperando o cliente chegar. Nesta hora é preciso ser visto, para fazer negócios.

Busque capacitação administrativa

Como dito, grande maioria dos profissionais esbarra na falta de capacitação administrativa, assim, o melhor caminho é a capacitação. Hoje, com o advento da internet, há a possibilidade de ter acesso fácil às informações, assim, abuse desse meio. Todavia, também é fundamental que o profissional procure por cursos, palestras e treinamentos presenciais sobre o tema. A troca de vivência e um aprendizado personalizado com certeza fará toda diferença nessa hora, lembrando que, por mais que hajam padrões administrativos, cada caso deve ser tratado isoladamente.

Conquistar um cliente é um longo caminho, mas, por incrível que pareça, vejo muitos profissionais liberais que após essa conquista conseguem jogar tudo fora por causa de um mal atendimento, por isso, não se esqueça que seu chefe é seu cliente, e ofereça para ele o seu melhor. Se não tiver verba para uma atendente, busque um escritório de coworking, onde as recepcionistas fazem essa função para os contratantes, podendo até personalizar o atendimento e anotar os recados. Lembrando que não se deve deixar o cliente esperando, as respostas devem sempre ser muito rápidas e faça reuniões constantes.

Busque aprimoramento profissional

Já falamos da área administrativa, mas, para muitos profissionais liberais existe o erro comum da soberba, isto é, acreditar que já domina como ninguém sua área de atuação e que não necessita de atualizações. Vivemos um momento no qual o conhecimento se desenvolve muito rapidamente, conceitos de um ano atrás já podem estar totalmente desatualizados, assim, por mais que confie no seu tino profissional, esteja sempre atento e troque experiência com parceiros do mesmo ramo ou de área análogas, isso com certeza trará grandes resultados para o negócio. (*) Diretor de Negócios da Gowork e especialista em empreendedorismo.

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Viajar e desfrutar a vida ao lado de um amor são as informações inédita que fazem parte de uma pesquisa nacional realizada pelo Instituto Qualibest

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iajando bastante e com o coração bem resolvido. É assim que os brasileiros esperam chegar à terceira idade, como revela um recorte inédito da pesquisa “Como os brasileiros encaram o envelhecimento”, realizada pelo Instituto Qualibest, a pedido da Pfizer. Foram ouvidas 989 pessoas, em todas as regiões do País, com idade 22

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entre 18 e 61 anos ou mais, contemplando capitais, interior e regiões metropolitanas. O trabalho faz parte da campanha “Envelhecer sem vergonha – qualidade de vida não tem idade”, uma iniciativa lançada pela farmacêutica em 2015, com o objetivo de estimular um novo olhar sobre a maturidade. Durante o levantamento, o instituto solicitou que os entrevistados apontassem três fotografias que representassem como eles imaginavam chegar à terceira idade. As imagens mais votadas foram aquelas associadas a um relacionamento estável e a viagens, como mostra a tabela abaixo. Outras projeções para a velhice apontadas pelos entrevistados sugerem alegria, prática de exercícios físicos e proximidade com a família e os netos.

Vivendo em família e netos

A pesquisa mostrou, em outro recorte também inédito, que a maioria dos entrevistados acredita que irá envelhecer com saúde (75%), próxima dos familiares (70%), com tempo para realizar seus sonhos (67%) e estabilidade financeira (66%).

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Viagem 50% Com um relacionamento estável Com alegria 36% Mantendo-se ativos e praticando exercícios físicos 33% Vivendo em família e netos 31%

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Campanha

A campanha “Envelhecer Sem Vergonha – qualidade de vida não tem idade” faz parte de uma iniciativa global da Pfizer lançada em 2012, nos Estados Unidos. Intitulada Get Old, ela reuniu especialistas e diversas organizações para compartilhar diferentes abordagens sobre o envelhecimento, incluindo mudanças no estilo de vida, com o objetivo de ajudar as pessoas em seu processo de amadurecimento. No Brasil, que passa por um acelerado processo de envelhecimento, a iniciativa recebeu uma identidade diferente, alinhada com o espírito irreverente e criativo do brasileiro. Ao longo de 2015, a campanha nacional contou com intervenções presenciais e ações digitais, como um portal, uma fanpage e vídeos, sempre com o objetivo de incentivar

O Brasil passa por um acelerado processo de envelhecimento

>> Segundo o presidente da Pfizer Brasil, Victor Mezei, outro objetivo da iniciativa é estimular a adoção de hábitos saudáveis desde a infância, para que seja possível aproveitar cada fase da vida com plenitude. “O envelhecimento deve ser encarado como uma conquista da sociedade, porque é resultado dos avanços na prevenção e no tratamento das doenças e do desenvolvimento econômico. O desafio, agora, é conscientizar cada um a assumir um papel ativo para preservar sua saúde ao longo dos anos”, complementa Mezei. O envelhecimento deve ser encarado como uma conquista da sociedade

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uma reflexão positiva sobre a maturidade, mostrando como as diferentes gerações enxergam e planejam o envelhecimento. Em outubro, a campanha promoveu uma intervenção na Avenida Paulista, na qual um ator idoso interagiu com os paulistanos para questionar os estereótipos ligados à terceira idade. No mês seguinte, a Pfizer convocou os paulistanos para um grande piquenique no Parque do Ibirapuera, reunindo centenas de pessoas de todas as gerações para celebrar a vida. Shows, karaokê, contação de histórias e um workshop de ginástica funcional animaram o evento.

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Envelhecimento Ativo Envelhecimento ativo garante independência para terceira-idade

Se quisermos que o envelhecimento seja uma experiência positiva, uma vida mais longa deve ser acompanhada de oportunidades contínuas de saúde, participação e segurança. A Organização Mundial da Saúde adotou o termo “envelhecimento ativo” para expressar o processo de conquista dessa visão

Permite que as pessoas percebam o seu potencial para o bem-estar físico, social e mental ao longo do curso da vida, e que essas pessoas participem da sociedade de acordo com suas necessidades, desejos e capacidades; ao mesmo tempo, propicia proteção, segurança e cuidados adequados, quando necessários. A palavra “ativo” refere-se à participação contínua nas questões sociais, econômicas, culturais, espirituais e civis, e não somente à capacidade de estar fisicamente ativo ou de fazer parte da força de trabalho. As pessoas mais velhas que se aposentam e aquelas que apresentam alguma doença ou vivem com alguma necessidade especial podem Pessoas com 60 anos ou mais está crescendo mais rapidamente que a de qualquer outra faixa etária

continuar a contribuir ativamente para seus familiares, companheiros, comunidades e países. O objetivo do envelhecimento ativo é aumentar a expectativa de uma vida saudável e a qualidade de vida para todas as pessoas que estão envelhecendo, inclusive as que são frágeis, fisicamente incapacitadas e que requerem cuidados. O termo “saúde” refere-se ao bem-estar físico, mental e social, como definido pela Organização Mundial da Saúde. Por isso, em um projeto de envelhecimento ativo, as políticas e programas que promovem saúde mental e relações sociais são tão importantes quanto aquelas que melhoram as condições físicas de saúde. Manter a autonomia e independência durante o processo de envelhecimento é uma meta fundamental para indivíduos e governantes. Além disto, o envelhecimento ocorre dentro de um contexto que envolve outras pessoas – amigos, colegas de trabalho, vizinhos e membros da família. Esta é a razão pela qual interdependência e solidariedade entre gerações (uma via de mão-dupla, com indivíduos jovens e velhos, onde se dá e se

O que é “envelhecimento ativo”? Envelhecimento ativo é o processo de otimização das oportunidades de saúde, participação e segurança, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida à medida que as pessoas ficam mais velhas. O envelhecimento ativo aplica-se tanto a indivíduos quanto a grupos populacionais. 24

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recebe) são princípios relevantes para o envelhecimento ativo. A criança de ontem é o adulto de hoje e o avô ou avó de amanhã. A qualidade de vida que as pessoas terão quando avós depende não só dos riscos e oportunidades que experimentarem durante a vida, mas também da maneira como as gerações posteriores irão oferecer ajuda e apoio mútuos, quando necessário. * Trechos do livro Envelhecimento ativo: uma política de saúde, publicado pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

Medidas que devem ser tomadas para que os idosos se mantenham ativos

>> Em todo o mundo, a proporção de pessoas com 60 anos ou mais está crescendo mais rapidamente que a de qualquer outra faixa etária. Em 2025, existirá um total de aproximadamente 2 bilhões de pessoas com mais de 60 anos, sendo 80% nos países em desenvolvimento. Este rápido processo de envelhecimento populacional nos traz muitos desafios. Um dos maiores é permitir que essa fase possa ser vivida como uma experiência positiva. Há várias medidas que devem ser tomadas para que os idosos se mantenham ativos, a primeira é a mudança de paradigma, ou seja, valorizar o idoso vê-lo como um indivíduo que pode e deve ter participação ativa na sociedade e criar condições para que seja protagonista de sua própria vida e que ele próprio também se veja assim. Outras iniciativas incluem oferecer ambientes seguros e apropriados às condições físicas do idoso e que permitam maior mobilidade nos espaços de convivência, ampliar a oferta de serviços de saúde que possam prevenir ou reduzir as limitações causadas por doenças crônicas, oferecer atividades educativas, culturais de lazer e trabalho, para que o idoso tenha oportunidades de manter-se ativo. Ampliar a oferta de médicos geriatras nos serviços e de profissionais de saúde (enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, assistentes sociais, neuropsicólogos, educadores físicos, etc) e especialistas em gerontologia, que possam atender as demandas específicas dessa população e que contribuam para o tão almejado e necessário envelhecimento ativo. Com a implementação ampla destas medidas, a OMS acredita que seja sim possível uma maior satisfação dentro da faixa etária conhecida como “melhor idade”, mas que a maioria dos idosos não concorda, pelo menos atualmente.

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Paraense corre para as Olimpíadas Danilo Pimentel treina em Portugal para tentar garantir medalha para o Brasil

Danilo Pimentel treina visando as Olimpíadas

Fotos Arquivo pessoal e divulgação

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ais uma aposta para as Olimpíadas Rio 2016 é o belenense Danilo Pimentel, 30 anos, que faz parte da Seleção Brasileira de Triatlo. Ele mora há seis anos em Campinas, interior de São Paulo, mas voltou para Portugal, onde treina para as Olimpíadas. Hoje, Danilo possui a 3ª posição no Ranking Brasileiro e 79ª vaga olímpica dos jogos do Rio 2016. Danilo afirmou que os 30 anos são a idade auge no triátlon, quando os maiores vencedores ganharam as olimpíadas. “Nas próximas olimpíadas, vou ter 30 anos. Estou treinando e me esforçando muito para isso”, contou. Representar o Brasil, para mim, é um grande prazer. Estar entre os melhores do país e defendendo a pátria com certeza é a realização de um sonho. Demonstro que todo o trabalho está gerando efeito. O plano é continuar assim, pois espero estar representando o Brasil nas próximas olimpíadas”, finalizou. A mãe de Danilo, a advogada Maura Pimentel, conta que o filho abriu mão de muita coisa para se dedicar ao esporte, até mesmo da faculdade de Direito, mas recebeu o apoio da família. Ela conta que foi uma de-

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Danilo Pimentel, 30 anos, faz parte da Seleção Brasileira de Triatlo.

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Paraense Danilo Pimentel, chegou em 3º com (2h0m29s), em João Pessoa

cisão difícil na época, “mas demos o nosso apoio porque é isso que ele ama fazer. Hoje meu filho está feliz na área que escolheu e tem trazido orgulho para todos nós. Acredito que a trajetória dele no triatlo vai entrar para a história, não somente do Pará, mas do nosso Brasil”, aposta. Danilo já conquistou os títulos de campeão sub 23 sul-americano em La Paz, Argentina, em 2009, e o vice geral. Foi também campeão da Copa Pan-Americana 2006, em Vina Del Mar, e vice-campeão da Copa Pan-Americana de Playas, no Equador, em 2009. O ano de 2015 não foi o esperado para Danilo. Ele afirmou que houve provas em que ficou feliz, como a WTS Edmonton e algumas outras. Porém, em nível de condicionamento, ele se sentiu forte. “Foi uma temporada que consegui treinar totalmente sem problemas de saúde ou acidentes. Tive grandes ganhos e experiências com outros atletas, aprendi a confiar mais em mim e a perceber o que posso fazer e ter plena consciência disso”, avaliou. Danilo conta que já se sente cobrado por representar a seleção. “Mas considero como positiva, gosto de representar meu país e poder lutar com os atletas de outros países dando o melhor de mim”, disse. Agora é treinar e manter o foco.

Campeão da Copa Brasil de Sprint Triathlon de 2011 Danilo Pimentel é embaixador do projeto do Autismo da FABEL Faculdade de Belém

Principais conquistas na carreira: -Campeão sul-americano sub-23 (09) -Bicampeão brasileiro sub-23 (06 e 08) -Campeão da copa pan-americana (06) -Campeão (sprint) brasileiro (11) -Vice-campeão brasileiro (12) -5º colocado na etapa de Huatulco da Copa do Mundo (13) -Em 2012 ganhou medalha de bronze na -Copa Pan-Americana e em 2014 -Conquistou a terceira colocação na -Continental Cup Agadir (Marrocos) e Challeng Brasil.

Danilo é atleta da seleção Brasileira e sargento da Aeronáutica

Linda Mina

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Nazaré Pereira volta às origens

Nazaré participou do show Terruá Pará, no palco do Teatro das Artes, no Shopping Eldorado, em Pinheiros

Cantora esteve em Belém para inspirar carreira Fotos Alessandra Serrão - NID/Comus, Celso Freire, Divulgação, Eliseu Dias, Eunice Pinto, Sidney Oliveira/Ag.Pará

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cantora Nazaré Pereira esteve em Belém para matar as saudades da família e dos amigos. Ficou por dois meses ao lado da mãe Maria Pereira, de 96 anos. Aproveitou até para fazer shows na capital paraense. Apresentou-se ao lado de diversos cantores da terra. Mas agora, é hora de voltar para a França, onde Nazaré Pereira vive há 35 anos. A cantora nascida no Acre e paraense de coração, diz que a carreira segue sempre em frente. “Tem os altos e baixos. Mas, estamos sempre cantando as músicas da nossa terra”, disse Nazaré, que fez praticamente toda sua carreira em Paris. Apesar de falar fluentemente a língua francesa, ela só canta em www.paramais.com.br

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As letras das suas canções falam da terra de origem, descrevendo a floresta, a vida e as lendas, do Xapuri do Amazonas, a sua aldeia; Boi do Amazonas, a lenda falando do Boi, a figura mitológica dos povos Indígenas da Amazônia; Riacho do Navio, descrevendo a vida de um pequeno rio que virá a ser um grande rio, o Rio São Francisco que se joga no mar; Ilhas de Marajó, as ilhas da foz do rio Amazonas. Nazaré canta também músicas de grandes autores do Nordeste do Brasil, como Luiz Gonzaga, João do Vale, Waldemar Enrique e também é autora de numerosas canções, como Xapuri do Amazonas, um clássico da sua cidade, Belém.

Onde tudo começou

O pai de Nazaré Pereira era seringueiro, um apanhador de borracha que depois ter procurado sorte no Sul e no Nordeste, decidiu mudar-se para o coração do Brasil, a Floresta Amazônica. Foi lá que conheceu a mãe de Nazaré, dona Maria, uma índia nascida no Norte do estado do Pará, na beira do Rio Jari. Eles se estabeleceram definitiNo Terruá Pará, Portal da Amazônia

vamente em Xapuri, um vilarejo no estado do Acre, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia e o Peru. Foi no seringal de Iracema que Maria de Nazaré Pereira nasceu, dia 10 de dezembro. Nazaré veio para Belém aos 7 anos. Passa a infância em Icoaraci, distrito de Belém, trabalhando desde a idade de 10 anos para conseguir ir a escola, coisa que sempre desejou. Durante esse período, Nazaré descobriu seu talento artístico que a deixaria famosa. Mudou-se assim para o Rio de Janeiro a fim de frequentar o Conservatório Nacional de Teatro, UNIRIO, onde se formaria após 4 anos como atriz, e depois mais 3 anos como diretora de teatro. A carreira de Nazaré começou então como atriz. Em 1969 participou com sucesso do concurso teatral da rede de televisão Tupi e ganhou uma viagem para a tanto desejada Europa. De Portugal foi para o festival de Nancy na França onde conheceu Jack Lang, o futuro ministro da cultura na França. Participou também de um master no “Centre Universitaire International de Formation et de Recherche Dramatique”, dirigido pelo próprio Lang.

A cantora Nazaré Pereira durante apresentação no A cantora Nazaré Pereira durante Festival Cultura de apresentação no Festival Cultura de Verão, no Píer das Verão, no Píer das Onze Janelas

português. “Canto muita música das regiões Norte e Nordeste do Brasil”, disse. Apesar disso, Nazaré não gosta de rótulos musicais. “A música do Norte nos oferece a imagem e a melodia de uma vida simples, um Brasil ainda puro e verdadeiro não modificado por influências do progresso”, disse.

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No Círio Cultural de Icoaraci, na Vila Sorriso, Nazaré Pereira, a atração principal

Em 1971 voltou para o Brasil, criando um curso de teatro no Rio e no ano seguinte, 1972, representou o Brasil no primeiro “Festival do teatro Sul-Americano” em Quito, Equador. Voltou para a Europa em 1973 e participou do “Festival de Música Brasileira”, no teatro Ranelagh e no famoso teatro Olympia em Paris. Foi convidada em 1974 também no “Festival de Tabarka” em Tunísia. Em 1975 foi nomeada professora de dança brasileira no “Centre Americaine de Paris”. Resolveu assim estabelecer-se definitivamente naquela cidade. No ano seguinte se exibiu na Nazaré no lançamento do álbum “Souvenir Quatro”, no Teatro Margarida Schivasappa

primeira parte do espetáculo de Jorge Ben no Palais des Esporte, e em seguida ao sucesso tido com o mesmo, aproximou-se da música cantada, funda o seu próprio grupo “Sambahia” com Celinho Barros e Alain Delpuech, com os quais fez numerosos shows na França e até em outros países.

Discos

Em 1978 Nazaré gravou seu primeiro disco, o 45 compacto “O Cheiro da Carolina” e “O Povo ta Lá “ com um inesperado sucesso, saindo assim o primeiro LP, “Nazaré “. No ano seguinte, em abril, saiu seu segundo LP, “Amazônia”, no qual Nazaré fez reviver o baião, uma dança da região Nordestina do País. Este disco ganhou também o prêmio da capa mais bela do ano na França. 1980 foi um ano marcante: lança o terceiro LP, “Natureza” um disco de protesto contra a instalação de uma central nuclear dos Estados Unidos na beira do Rio Jari. A canção “Amarelinha, la Marelle”, cantada em português e em francês, é um dos sucessos

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daquele verão. No dia 27 de outubro de 1981, o show que ela fez no teatro Olympia foi um triunfo. Gravado durante o evento, saiu o álbum duplo “Nazaré Pereira a l’ Olympia” . Em novembro do 1981, aconteceu o lançamento de mais um LP, “Boite a Soleil” (Caixa de Sol no Brasil), seguido de uma temporada de shows. Em 1982 Nazaré Pereira participou de vários festivais e fez também de uma turnês nas Bahamas. Em 1983, novo 45 single “Zum Zum “ e duas séries de shows no teatro Forum des Halles, em Paris. Em 1984, Nazaré partiu para o Brasil. Durante seis meses procurou inspirações e descobriu novas canções para o seu repertorio. Em 1985, a coletânea “Seus Plus Belles Chansons” foi lançada, pouco antes de uma tournée em Montreal. Também naquele ano saiu o single “Garota de Copacabana” em forma de compacto e de maxi single 45 rpm. Em 1986-87: Nazaré faz shows em toda a França, incluindo o celebre Montreux Jazz Festival e naquele mesmo ano o 45 single “Mimile” é lançado. Nazaré recebeu o Diploma de Cavaleiro das Artes e das Letras. Em 1988, a cantora enfrentou uma nova aventura: uma primeira turnê no Brasil, junto com o lançamento do LP “Ver-o-Pêso”, gravado em homenagem ao carimbó. De volta à França saíram duas coletâneas da BMG. Nos anos 1991 e 1992 dedicou-se à preparação do LP “Thaina Kan”, que contém entre outras belas canções,”Coleur Café”, uma versão da canção de Serge Gainsbourg. Em 1994, lançou seu penúltimo disco, “Brasileira Tout Simplement” e no ano 2000 o último disco, “Carolina”, um conjunto de suas músicas revisitadas, algumas do penúltimo CD e outras inéditas. O último CD, Brazil-Forró, gravado em 2001 em Fortaleza, é um CD bem trabalhado, inteiramente dedicado à música do Nordeste do Brasil. Algumas canções de Nazaré Pereira tiveram participações em algumas coletâneas como “Beleza Tropical” de David Byrne ou “Brasileiro”, “World Playground” e “Latinas, Women of South America” da casa discográfica Putumayo.

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Artibeus palnirostris, uma das espécies estudadas

Projeto monitora impacto do manejo florestal em animais da Flona do Tapajós Texto Luena Barros * Fotos Arlison Castro

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esde 2007, a Cooperativa Mista da Flona do Tapajós (Coomflona) realiza o manejo florestal na Floresta Nacional do Tapajós, retirando de forma cuidadosa espécies madeireiras para a comercialização no mercado. Apesar do baixo impacto na vegetação, essas pequenas alterações influenciam a vida dos animais que vivem na área. Uma pesquisa, do Grupo de Estudos de Vertebrados Terrestres da Universidade Federal do Oeste do Pará (Gevete/Ufopa), busca avaliar os efeitos dessas interferências em grupos de répteis, anfíbios, aves e morcegos da Flona. O professor Edson Lopes, do Instituto de Biodiversidade e Florestas (Ibef), explica que, dentro do ecossistema, a relação entre fauna e flora é indissociável. Se há alguma perturbação em um dos elementos, pode ocorrer um efeito em cascata. “Alguns bichos são muito adaptados a utilizar áreas com sub-bosque mais aberto, que são típicas de floresta preservada. Quando se forwww.paramais.com.br

mam clareiras, cria-se um ambiente mais parecido com os estágios iniciais do desenvolvimento da floresta e assim, diminui-se o habitat para esses grupos. Muitas vezes, as populações de árvores são controladas por animais, que atuam, por exemplo, como predadores ou dispersores destas plantas. Então, se esses animais são perdidos, algumas árvores podem se tornar muito abundantes, em detrimento de espécies de maior interesse para o homem”, comenta o professor. Para detectar as mudanças que ocorreram, os pesquisadores realizaram amostragem antes do corte das árvores, em 2014. A segunda fase de coleta deve ser finalizada este ano para comparar com os dados anteriores. De acordo com o coordenador do projeto, professor Rodrigo Fadini, do Ibef: “Grande parte dos trabalhos sobre o efeito de manejo florestal de impacto reduzido sobre a fauna são realizados depois do impacto. Com a parceria com a Cooperativa, foi possível saber onde ele ocorreria para que pudéssemos fazer a amostragem antes, o que é um grande avanço para este tipo de pesquisa”.

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Morcegos O mestrando Arlison Castro, do Programa de Pós-Graduação em Recursos Naturais da Amazônia (PPGRNA), pesquisa a comunidade de morcegos que vivem na área manejada. Ele encontrou 36 espécies, um número que está de acordo com o padrão estimado para o local. Os dados mostraram que não houve mudanças significativas em termos de abundância e riqueza de espécies, porém, algumas responderam de forma diferente entre os anos de amostragem. A pesquisa na comunidade houve um sutil aumento na abundância de espécies generalistas nas duas áreas. “Espécies generalistas, tal como Carollia spp., são exímias dispersoras de sementes de plantas pioneiras. É comum que após a atividade de manejo a floração e a frutificação dessas plantas aumentem naquele local e, consequentemente, aumente a abundância de algumas espécies de morcegos que consomem frutos”, explica Castro. Além disso, houve uma mudança de morcegos frugívoros dominantes. Na amosPará+

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a variação temporal na disponibilidade de frutos possa ter influenciado negativamente na abundância de Artibeus e, consequentemente, na dominância de Carollia spp.”, destaca Castro. De acordo com Fadini, que também é orientador da pesquisa, esse cenário pode ser provisório: “Provavelmente, daqui a alguns anos, quando houver novas espécies de plantas se regenerando, modificações na comunidade de morcegos sejam notadas, como o aumento das espécies frugívoras e decréscimo das insetívoras”. Outro ponto que ele coloca é que o impacto do manejo realizado na Flona é baixo para que ocorra alteração no grupo de morcegos que estão sendo capturados (Phyllostomidae), que são extremamente versáteis: “É provável que os morcegos não sejam bons grupos para monitoramento de impactos tão pequenos como esse. Outros grupos mais sensíveis podem ser interessantes para o monitoramento, como primatas de grande porte e outros grupos de animais com maiores exigências ambientais, por exemplo, especialistas de hábitat”.

Monitoramento permanente

Floresta Nacional do Tapajós

tragem de 2014, duas espécies, Artibeus lituratus e Artibeus planirostris, eram mais abundantes. No entanto, em 2015, ambas as espécies diminuíram em abundância, ao passo que a Carollia spp. aumentou nas áreas de controle e manejada. O corte não influenciou negativamente na conservação da

Antecipe suas encomendas

assembleia de morcegos. “Uma observação pessoal que eu fiz no local é que na amostragem de 2014 havia a disponibilidade de frutos do gênero Ficus spp., bastante consumidos pelos Artibeus [lituratus e planirostris]. Já na de 2015, não vimos atividade dessa planta frutificando. Então, assumimos que

(*) Comunicação/Ufopa

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Segundo os pesquisadores, a ideia é tornar o projeto uma ação permanente de monitoramento, de modo a fornecer dados anuais que possam subsidiar melhorias no manejo sustentável feito pela Coomflona, uma vez que os animais estão diretamente relacionados com a própria regeneração da floresta. Além disso, há a intenção de ampliar o foco das pesquisas, associando novos especialistas que ingressarem na Universidade, investigando outros grupos de animais e processos ecológicos. “Quando temos um número grande de trabalhos desse tipo, conseguimos gerar políticas para melhorar as condições de se fazer o manejo. A Ufopa, enquanto universidade, tem esse dever”, afirma Lopes.

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Com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver

Faça seu destino, pois somos frutos das nossas escolhas Texto Eduardo Shinyashiki*

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eja no contexto profissional ou pessoal, cada momento vivido é o resultado das nossas decisões. Isso significa que a vida é definida pela possibilidade que temos de escolher. Às vezes são escolhas simples como o que comer, vestir, assistir na televisão, que podem ser até seleções automáticas. Outras, no entanto, são difíceis e complexas de serem feitas, como selecionar uma faculdade, uma profissão, um caminho, um relacionamento, e por aí vai. Agora eu pergunto: por que quando precisamos fazer escolhas mais “importantes”, nos sentimos com dificuldades, bloqueados e incapazes de optar uma direção, criando dúvidas sobre qual caminho seguir e nos levando a protelar as decisões até criar um problema? Ainda: por qual motivo existem pessoas que têm mais facilidade para decidir do que outras?

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Para responder a isso, precisamos refletir sobre quais são os fatores que influenciam as escolhas. Nesse sentido, podemos focar em cinco circunstâncias: - A definição clara do objetivo e das motivações e os porquês se quer algo em específico; - A percepção do contexto e cenários onde nos encontramos; - A clareza das opções disponíveis no contexto e suas consequências; - As pessoas envolvidas; - Os fatores emocionais. Entre todos esses pontos, o emocional é o principal, pois dependendo de como estamos nos sentindo, direcionamos as próprias escolhas. Como nos ensina o neurocientista Antônio Damásio, o processo de escolha é longe de ser uma análise racional, pois faz referimento a experiências passadas, que deixaram um caminho emocional na pessoa, muitas vezes inconsciente, evocando emoções e sentimentos que influenciam a

tomada de decisão. No momento de fazer uma escolha, tendemos a ficar com medo, a procrastinar, a deixar para outros esse desafio ou encarregar ao destino ou à sorte essa responsabilidade. Quanto mais acreditamos que não temos influência sobre os acontecimentos da vida - ou como reagir a eles -, que o destino nos sufoca e a sorte, os outros e as circunstâncias externas são culpadas pelo que está acontecendo conosco, damos menos valor às nossas capacidades, e a autoestima diminui. Por isso precisamos estar mais atentos às nossas emoções e mais conscientes de que fazer opções implica em assumir a responsabilidade das mesmas, as consequências e também os riscos presentes nela. Decidir se aprende decidindo, parafraseando a frase de Drummond. Este é o processo de amadurecimento. Portanto, a conscientização de quanto as escolhas criam a nossa realidade, de quanPará+

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to essa mesma realidade é consequência dos comportamentos e ações, de como os sucessos ou fracassos dependem de fatores internos e de como enfrentamos a vida e nos preparamos para sermos sujeito e não objeto dentro desse contexto, mais assumimos o domínio de para onde estamos levando a nossa vida e o nosso talento, conscientes de que nos tornaremos frutos das nossas escolhas. Quando reconhecemos a nossa responsabilidade sobre os resultados de nossa história, conquistamos, ao mesmo tempo, mais autoconfiança e um conceito mais elevado

A vida é definida pela possibilidade que temos de escolher

de autoeficácia, que permite nos posicionar e enfrentar as variáveis cotidianas com maior segurança e tomar decisões, mesmo que complicadas, com mais serenidade e coerência. Podemos parar de olhar para fora, como se somente as coisas importantes da vida estivessem no exterior. Olhe para si mesmo com amor e aceitação. Aprenda a se respeitar e a se valorizar diante dos outros, especialmente daqueles que você ama, sem se sentir diminuído. Deixe o passado no passado e renove o compromisso com aquilo

O processo de escolha é longe de ser uma análise racional, pois faz referimento a experiências passadas

que deseja. Lembre-se que, com nossas escolhas, determinamos que realidade iremos viver. Então, o que mais podemos querer? Escolha e vá fundo para realizar cada uma delas. (*) Palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos, colabora periodicamente com artigos para revistas e jornais. Autor dos livros: Viva como Você Quer Viver, A Vida é Um Milagre e Transforme seus Sonhos em Vida - Editora Gente

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