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Revista

Pará+ ABRIL 2013

BELÉM-PARÁ

WWW.PARAMAIS.COM.BR

ISSN 16776968

EDIÇÃO 134

Editora Círios

R$ 8,00

O AUTOMOBILISMO PARAENSE CASA FORA DO EIXO TCE REALIZA PROGRAMA DE INTERIORIZAÇÃO EM MARABÁ CAPA.indd 1

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Revista

N E S TA E D I Ç Ã O EDIÇÃO 134 - ABRIL/2013

Governo investe em redes de pesquisa sustentável

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TCE realiza Programa de Interiorização em Marabá

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Meio ambiente é o melhor negócio

PUBLICAÇÃO

10 Coretos de praças são marco do luxo art noveau no Pará

19 Campeonato paraense de kart dá arrancada...

Editora Círios SS Ltda CNPJ: 03.890.275/0001-36 Inscrição (Estadual): 15.220.848-8 Rua Timbiras, 1572A - Batista Campos Fone: (91) 3083-0973 Fax: (91) 3223-0799 EDITORA CÍRIOS ISSN: 1677-6968 CEP: 66033-800 Belém-Pará-Brasil www.paramais.com.br revista@paramais.com.br

ÍNDICE DIRETOR e PRODUTOR: Rodrigo Hühn; EDITOR: Ronaldo Gilberto Hühn; COMERCIAL: Alberto Rocha, Augusto Ribeiro, Rodrigo Silva, Rodrigo Hühn; DISTRIBUIÇÃO: Dirigida, Bancas de Revista; REDAÇÃO: Ronaldo G. Hühn; COLABORADORES*: Ana Claudina Santos, Antonio Luiz Rios, Alexandre Prates, Camillo Martins Vianna, Christian Barbosa, Dinna Santos, Eduardo Shinyashiki, Silvio Domanti, Simone Campos e Walter Chile; FOTOGRAFIAS: Arquivo FPA, Arquivo/Ag. Pará; Arquivo TEM, Beta Solheiro; Marcelo Martins, Ricardo Cardoso, Rodrigo Lima, Rosivan W. Duarte e Walter Coimbra; DESKTOP: Mequias Pinheiro; EDITORAÇÃO GRÁFICA: Editora Círios * Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.

C A PA Tradição e preservação no prato

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Santa Zita padroeira das empregadas domésticas

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Trajetória de sucesso - Manoel Barros - Eletromóveis

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Círio Editora

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ABRIL 2013

EDIÇÃO 134

O petróleo é nosso?

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Programa Jovem Aprendiz

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A nova dimensão dos livros e das escolas

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Tecnologia ajuda a preservar línguas indígenas

RAENSE BILISMO PA O AUTOMO SA FORA DO EIXO CA A DE PROGRAM TCE REALIZAÇÃO EM MARABÁ A INTERIORIZ

32 Fora do eixo, mas no caminho certo

Editora Círios, a única Editora do Norte associada a Associação Nacional de Editores de Revistas

Você ama o seu trabalho? FAVOR POR

Música pode ser mais eficaz do que remédios A Reinvenção do Profissional – Uma evolução inevitável Dieta rica em antioxidantes pode melhorar fertilidade do homem

Fauna amazônica infernal: alguns aspectos

Nesta Edição (134).indd 4

João Victor Martins, Nº 98, o grande vencedor do campeonato paraense de Kart, na prova, categoria Novatos A. Foto de Antonio Brilhante

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Portal Amazônia

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Governo investe em redes de pesquisa sustentável Texto Simone Campos*

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governo do Estado vai investir cerca de R$ 3 milhões para o desenvolvimento de ciência, tecnologia e inovação, com foco na sustentabilidade. O recurso está previsto em quatro editais de redes de pesquisa, destinados às demandas e soluções dos entraves das cadeias produtivas do açaí, cacau, software e fitoterápicos, lançados recentemente pela Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa. O lançamento dos faz parte das ações previstas no Programa Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Sustentável e que integram o Plano Plurianual 2012/ 2015 do governo do Estado. A parceria entre a Fundação Amazônia Paraense de Amparo à Pesquisa e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) atua diretamente no programa, com o estabelecimento de redes de pesquisas cooperativas, inter e intrainstitucionais, que vão proporcionar o desenvolvimento de meios propícios à consolidação dessas cadeias produtivas, definidas como estratégicas. O apoio à criação das quatro redes de pesquisas terá um investimento global de R$ 2,9 milhões e parte dos seguintes editais: 1/ 2013 - Rede de Pesquisa em Plantas Medicinais e Fitoterápicos; 2/ 2013 - Rede de Pesquisa em Fruticultura Tropical: Açaí;

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Para pesquisa em Plantas Medicinais e Fitoterápicos…

3/ 2013 - Rede de Pesquisa em Software; e 4/ 2013 - Rede de Pesquisa em Fruticultura Tropical: Cacau. O incentivo do Governo do Pará à formação e operação de redes deve-se a duas características marcantes: a otimização de recursos e a rapidez na criação e disseminação do conhecimento, por meio da união e coparticipação de competências e responsabilidades, fundamental para o desenvolvimento científico e tecnológico de áreas estratégicas do conhecimento, especialmente aquelas prioritárias para setores porvindouros.

Cada rede, além da consolidação das cadeias produtivas, dará ganhos específicos às áreas. As Redes de Pesquisa em Plantas Medicinais e Fitoterápicos e Pesquisa de Software proporcionarão a criação de polos específicos aos campos. Já as Redes em Fruticultura tropical do Açaí e do Cacau contribuirão na criação do Programa de Fruticultura Tropical, elevando o padrão da produção e da segurança sanitária para o consumo, promovendo melhor competitividade de mercado. (*) Fundação Amazônia Paraense

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TCE realiza Programa de Interiorização em Marabá

Evento reúne mais de 500 participantes em dois dias de capacitação Fotos Rodrigo Lima

Mesa Oficial na Abertura do Evento

Mesa oficial – autoridades presentes >> Compuseram a mesa oficial da abertura do encontro, o presidente do TCE, conselheiro Cipriano Sabino; o conselheiro André Dias (corregedor do tribunal e coordenador do evento); João Salame, prefeito municipal de Marabá e representante da FAMEP; o conselheiro Luis Cunha (vice-presidente TCE-PA); conselheira Lourdes Lima; o Procurador Geral do MPCE, Antônio Maria Cavalcante; a presidente da Câmara Municipal de Marabá, Julia Rosa; o Juiz da Comarca de Marabá, Marcelo Simão Santos; o prefeito de Itupiranga, Benjamim Tasca, representando o presidente da AMAT, Sancler Ferreira; o Tenente Coronel Marcus Norat, Comandante do 5 Agrupamento de Bombeiro Militar; Major José Eduardo Pimentel, representando o Ten. Cel. Luís Cleber Barbosa, Comandante do 4 Batalhão; Anilton Vieira, Delegado do Conselho Regional de Contabilidade do Pará, neste ato representando o presidente do CRC-PA, Eloi Prata e Mauro de Souza, vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Marabá.

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esde 2011 o Tribunal de Contas do Estado do Pará (TCE-PA) realiza o Programa de Interiorização Conversando com o Controle Interno e Jurisdicionados. Idealizado com o objetivo de capacitar, orientar e dirimir dúvidas, ao invés de somente punir quem recebe recursos públicos estaduais, o programa já capacitou mais de mil e quinhentos participantes. Nos últimos dias, cerca de 550 participantes, divididos em gestores e servidores públicos, dirigentes de instituições do terceiro setor, profissionais liberais e estudan tes universitários, estiveram no encontro que compõe o calendário de eventos do TCE paraense. De acordo com o presidente do tribunal, conselheiro Cipriano Sabino, bem como para o seu idealizador, conselheiro Nelson Chaves, e o atual corregedor da corte, conselheiro André Dias, que coordenou esta terceira edição, se de um lado o TCE-PA já é reconhecido entre os seus congêneres país afora como um tribunal que dá o exemplo na competência pedagógica dos seus jurisdicionados, do outro, os resultados já aparecem na hora das prestações de contas. Além de Cipriano Sabino e André Dias, os conselheiros Luis Cunha (vice-presidente) e Lourdes Lima também estiveram em Marabá. Os conselheiros Nelson Chaves e Ivan Cunha não puderam comparecer a esta ediwww.paramais.com.br

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Conselheiros e Auditores do TCE-PA, prefeito de Marabá João Salame e vereadores em frente à Câmara Municipal de Marabá

ção. “O TCE é o representante da sociedade. ossa finalidade é oferecer a ustiça social. Isso vai acontecer sempre que tivermos a ajuda de todos vocês. E com esse evento, queremos retribuir a confiança de cada um , disse o coordenador André Dias na abertura do programa aos mais de quinhentos participantes. O coordenador desta edição acrescentou que, basicamente, existem dois tipos de falhas na hora das prestações de contas: aquela movida pelo dolo ou má fé, e outra causada pela falta de conhecimento. No primeiro caso, de acordo com o conselheiro, “o tribunal exige a devolução dos recursos tal qual previsto na legislação – o pagamento do valor corrigido, a aplicação de multas e a inelegibilidade do responsável e a responsabilização através de ações de improbidade administrativa . No outro aspecto, onde não há dolo ou

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Captação de recursos: programação incluiu novidades >> Nos dois dias da sua realização, o Programa de Interiorização da corte estadual contemplou alguns dos temas considerados prioritários na execução e na prestação de contas da utilização do erário estadual conveniado. Todavia, nesta edição, a organização se preocupou com outros aspectos caros aos gestores: a captação de recursos junto à Caixa Econômica Federal (CEF) e ao Fundo de Desenvolvimento Econômico do Estado. Essas palestras aconteceram pela primeira vez, o que demonstra a preocupação permanente da Corte em todas as etapas da utilização do recurso. Para proferi-las foram convidados o superintendente de negócios da CEF, Floriano Kruly Neto e o economista Alberto Tobias, diretor do Fundo de Desenvolvimento Econômico do Estado da SEPOF. Durante o evento

Conselheiros do TCE-PA com o prefeito João Salame

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má fé, André ias afirma que a falta de orientação fundamenta a realização de eventos como o Programa de Interiorização. “Este jurisdicionado, que ainda desconhece todas as suas obrigações, faz com que o tribunal se desloque pelos quatro cantos do estado para capacitá-lo, instruí-lo e ouvi-lo, de modo que falhas anteriormente apresentadas se am evitadas e sanadas , assegurou. Existe ainda o grupo de interessados formado por profissionais liberais e es tudantes. Cabendo ao primeiro grupo a responsabilidade por atuar na defesa ou mesmo denunciar os maus gestores. No seu pronunciamento, o presidente do TCE, Cipriano Sabino chamou atenção para dois tipos de perdas com a má utilização dos re-

Presidente do TCE-PA Cons. Cipriano Sabino fala aos participantes

Nesta edição, 38 municípios contemplados >> Após as realizações do Programa de Interiorização em Bragança (2011) e Santarém (2012), nesta edição o encontro reuniu representantes de 38 municípios localizados nas regiões do sul e sudeste paraense. “É muito importante a vinda do TCE para Marabá. O Município precisava de evento desse gênero, para orientar e capacitar os gestores, com objetivo de errarem menos na utilização dos recursos públicos. O Tribunal merece parabéns por esta ação. O evento já é um sucesso”, disse o prefeito João Salame.

cursos públicos. “A esses desperdícios costumo dividi-los em dois grupos: aqueles formados pelas perdas financeiras, causados pela má fé, e as perdas econômicas, que dizem respeito ao serviço que deixou de ser executado, seja na área de saúde, onde um hospital ou posto de saúde não foi entregue; seja na área de educação, onde ainda nos deparamos com escolas inacabadas, ou, ainda, na área de infraestrutura, na qual encontramos estradas em péssimas condições de trafegabilidade e segurança. Essas questões nos motivam a realizar encontros como esses que proporcionamos aos nossos urisdicionados , afirmou.

Coordenador do Programa de Interiorização Marabá Cons André Dias dá boas vindas aos participantes

Descerramento da placa comemorativa ao evento

Presidente da CMM, vereadora Júlia Rosa fala no encerramento do evento

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Conselheiros visitam Câmara Municipal de Marabá

Presidente do TCE-PA Cons. Cipriano Sabino e o prefeito de Marabá João Salame

TCE vai inaugurar representações municipais “Estamos aqui em Marabá cumprindo nosso papel constitucional. Esperamos que vocês tirem o melhor deste encontro. Vamos implantar aqui em Marabá uma sede do TCE, para que os urisdicionados fiquem mais pró imos da nossa corte de contas , falou o presidente. O próximo passo do Programa de Interiorização do TCE será chegar ao arquipélago do Marajó. “Vamos realizá-lo em Breves, um município que logisticamente atende a maioria dos municípios mara oaras , adiantou o presidente Cipriano Sabino.

>> Em visita ao Memorial Político da Câmara Municipal no dia 11 de abril, os conselheiros do TCE-PA, Cipriano Sabino (presidente), Luis Cunha (vice-presidente), André Dias (corregedor) e Lourdes Lima, firmaram compromisso com os vereadores e o município de Marabá, fixando a placa alusiva ao marco regulatório da implantação da representação do tribunal no município. Também participaram do encontro, os auditores do TCE, Odilon Teixeira, Julival Rocha e Milene Dias, e o procurador geral de contas, Antônio Maria Cavalcante. “O processo está em andamento; estamos avaliando algumas áreas para implantação da sede do tribunal, em Marabá. A interiorização do TCE aproxima o órgão dos jurisdicionados que estão no interior do Estado, levando a orientação necessária para que haja melhoria na aplicação dos recursos públicos estaduais”, frisou o presidente. A presidente da Câmara, vereadora Júlia Rosa, frisou que Marabá ganha, e muito, com essa iniciativa. “Com a presença do tribunal aqui na cidade, teremos mais respaldo e conhecimento para nos orientar”, afirmou Júlia. Além do marco para a subsede, os vereadores ainda apresentaram à comitiva do Tribunal de Contas do Estado o moderno prédio do Poder Legislativo Municipal e toda a estrutura oferecida para o exercício de seus mandatos.

O Casarão de Eventos em Marabá, ficou lotado durante os dias do evento

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Coreto de planta circular, imitando o estilo grecoromano, totalmente em alvenaria

Coretos É de praças são marco do luxo art noveau no Pará

Fotos Marcelo Martins

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Coretos de praças são marco do luxo art noveau no Pará.indd 10

impossível andar por Belém e não se impressionar com o Mercado Ver-o-Peso, o Theatro da Paz ou a Estação das Docas. A beleza de suas praças, amplamente conhecida, constitui um traço diferencial que a cidade conservou e preservou em suas diversas fases de expansão. Mas estes não são os únicos símbolos da capital paraense. Os coretos das praças também fazem parte do patrimônio histórico e simbólico da cidade. Mas para compreender a singularidade destas construções na cidade de Belém, é preciso voltar no tempo. Amparados na rique a gerada pela economia da borracha entre o fim do século XIX e o início do século XX,os governos municipais trouxeram para a cidade parte da cultura urbanística e paisagística dos maiores centros europeus.Foi a época da chamada “arquitetura metalúrgica”, que era utilizada das mais diversas formas construtivas e decorativas . Durante quase catorze anos da gestão do intendente Antônio Lemos, em 1900, o embelezamento urbanístico transformou Belém — outrora a longínqua capital do norte do Brasil — numa cidade bela, iluminada, pavimentada A implantação de coretos foi resultado do processo de urbanização da cidade entre os séculos XIX e XX, quando a capital paraense ganharia muitas praças e seria radicalmente embelezada. A iniciativa de criar jardins, praças, coretos, quiosques e chafarizes seguiu o modelo europeu imposto na época. É muito importante que as pessoas possam conhecer essa parte de nossa história, porque só assim poderão amar e preservar elementos importantes da cidade”, avalia a engenheira Elizabeth Soares. Ela é autora do livro Largos, Coretos e Praças www.paramais.com.br

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Pavilhão Harmônico 1º de Dezembro

Pavilhão de Música Euterpe

de Belém. A obra faz parte da coleção Roteiros do Patrim nio, financiada pelo programa Monumenta. Além de descrever com riqueza de detalhes as características arquitetônicas dos coretos e praças, a autora também faz a contextualização histórica desses monumentos.

da localização, da atenção do poder público com manutenção e restauração, bem como dos cuidados da população que os frequenta, muitos coretos estão fechados ou em completo abandono. Uns continuaram nobres, outros foram relegados. “Infelizmente, não existem políticas e pro etos de preservação específicos para os coretos. Existem prédios e áreas da cidade tombadas pelo patrimônio público. Se os coretos estão dentro dessa área, já são considerados protegidos. Mas na prática isso não acontece , afirma a Eli abeth. ão temos, no Brasil, uma política de manutenção constante das construções históricas. O mais comum é licitar uma restauração só depois de estar bem deteriorado ou esquecido”, avalia.

Pavilhão de Música Santa Helena Magno

Arquitetura

O coreto é um dos simbolismos românticos do período, como local de apresentações de bandas musicais, de encontros de namorados e de brincadeiras de crianças. Também chamados de pavilhões harmônicos ou pavilhões de música, os coretos tradicionais de Belém, tem estilo art nouveau . A maioria dos coretos de Belém foi construída com ferro fundido. A utilização deste material e do vidro, muito usados no período. Isso contribuiu para que os coretos fossem mantidos em bom estado até hoje. Mais do que elementos de decoração das praças, a idéia era de esses espaços fossem frequentados e valorizados pela população. Para atrair as famílias, os coretos eram usados para a apresentação de bandas de músicas estaduais e municipais. “Me entristece ver

os coretos sem nenhuma atividade artística. São espaços lindos, mas não há nenhuma preocupação dos gestores públicos em criar essas atividades e interagir com o público. E é isso que garante a preservação- o uso contínuo”, argumenta Elizabeth Soares. Atualmente, é possível perceber a diferença de uso e cuidado que muitas praças receberam ao longo dos anos. Dependendo

Beleza e riqueza nas praças

s coretos são edificações de estrutura de ferro sobre base de alvenaria, geralmente com planta octogonal e piso em ladrilho hidráulico. Possuem colunas duplas, guardacorpos trabalhados e coberturas em chapas de ferro com lanternas no estilo oriental.

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Coreto da Praça Batista Campos

Hoje apenas quatro locais de Belém possuem coretos: a Praça General Magalhães, o Parque da Residência, a Praça da República e a Praça Batista Campos.

Os Coretos do Largo de Nazaré

o total, eram quatro coretos, um em cada canto do argo da Igre a de ossa Senhora de a aré,atual Praça Santuário. Hoje, estes espaços não existem mais.

Em primeiro plano o coreto da Vesta e nas laterais os coretos menores. No Blog da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UFPA

O Coreto da Praça General Magalhães

O Coreto da Praça General Magalhães

A praça é originada do aterramento feito para a construção do porto de Belém no início do século XX. O coreto é o maior atrativo do lugar. Fabricado na Inglaterra no início do século XX, segue a arquitetura de estrutura em ferro com pilares duplos trabalhados de forma artística, gradis rebuscados no entorno e entre as colunas. Assentado sobre alvenaria com piso elevado, tem pavimento de ladrilhos hidráulicos e cobertura em chapas trabalhadas de metal. O forro é estruturado e tabuado com madeira da região. A cor verde predomina na sua pintura,chamando atenção o detalhe do alto relevo oval no limite superior dos pilares. O acesso é uma escada de cinco degraus. Possui ainda um porão baixo, iluminado e ventilado por anelas fi as em forma de escotilhas. localização: Avenida Marechal Hermes com Rua General Magalhães, ao lado do porto de Belém.Bairro: Reduto.

Os Coretos da Praça da República Coreto da Praça Batista Campos

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Resultado do grande embelezamento promovido pelos intendentes desde o fim do século I , a maior e mais importante praça da cidade tem instalados dois coretos em ferro, de planta octogonal, pré-fabricados e importados da Europa. São o Pavilhão de Música Santa Helena Magno e Pavilhão de Música Euterpe. O Pavilhão de Música Santa Helena Magno apresenta estilo art nouveau mais refinado,com telhas em folhas metálicas e com chapas decoradas com motivos aplicados. Os pilares são individuais, porém

envolvidos por ferragem decorativa desde o gradil do piso até os arabescos superiores em arcos. os intervalos entre as colunas, há uma espécie de brasão decorativo. O piso em ladrilhos hidráulicos mantém desenhos geométricos em marrom sobre fundo branco e uma escada de dez degraus. O Pavilhão Euterpe foi fabricado em Orleans, na França, pela empresa Guillot Pelletier, tendo sido montado na praça em 1896. Mais simples que o Santa Helena Magno, segue o padrão clássico do coretos da época,com pilares duplos, gradil em ferro rebuscado, cobertura em chapas de metal. a parte interna sofreu um rebaixamento durante a montagem para permitir um porão de dois metros de altura.O piso também é de ladrilhos hidráulicos decorados. A praça tem ainda um terceiro coreto de planta circular, construído na própria cidade, que imita o estilo greco-romano, totalmente em alvenaria. Localização: entre as avenidas Presidente Vargas e Assis deVasconcelos. Bairro: Campina.

Os Coretos da Praça Batista Campos

Durante o planejamento urbano e paisagístico realizado pelo intendente Antônio Lemos, a praça Batista Campos era considerada a mais bela praça de Belém. Foram implantados cinco coretos, todos pré-fabricados em ferro e importados da Alemanha. O maior, instalado no centro da praça, foi denominado de Pavilhão Harmônico 1º de Dezembro. Os menores foram montados em posições assimétricas,formando o paisagismo bucólico e romântico do lugar.A composição estética do Pavilhão 1º de Dezembro é de uma estrutura em ferro com pilares duplos trabalhados, assentados em alvenaria elevado a um metro do solo. Sua planta possui doze lados e os gradis, www.paramais.com.br

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superiores e inferiores, são compostos por desenhos em arabescos. As águas de chuvas são escoadas através de gárgulas metálicas em formato de cisne existentes nas pontas do polígono da cobertura. Seu telhado em chapas de ferro desenhadas possui ainda um destacado lanternim e um mastro metálico.Uma escada de seis degraus permite acesso a seu piso em alvenaria, revestido de ladrilhos hidráulicos decorados. a parte inferior, um porão lhe serve de depósito. Os quatro outros coretos são: dois pequenos com planta em forma de polígono de 12 lados, dois de médio tamanho, sendo um em formato octogonal e outro com formato hexadecágono (16 lados). Mais simples, esses coretos são também de significativa bele a. O detalhe que os une à mesma época e ao local de fabricação é o tipo de adorno metálico em forma de flor e istente na linha dos pilares, uma característica do estilo art nouveau. Localização: limitada pela Avenida Serzedêlo Correa, pela Travessa Padre Eutíquio e pelas ruasTamoios e Mundurucus.Bairro: Batista Campos.

O Coreto do Parque da Residência

Totalmente restaurado em1998 e com estrutura pré-fabricada em ferro e vidros

O Coreto do Parque da Residência

coloridos de origem belga, o coreto denominado Pavilhão Frederico Rhossard, numa homenagem ao jornalista e poeta paraense, foi originalmente instalado na Praça da República, e trasladado na década de 1950 para o jardim lateral da residência dos governadores. Importado da Europa no início do século XX, sua planta não segue a tradicional forma octogonal dos pavilhões situados em outras praças da capital, sendo de formato diferente — quadrangular —lembrando um pavilhão de caça europeu. Apesar de o acesso a

seu interior ser feito por uma pequena escada. A cobertura bulbosa em chapas de ferro pintadas de preto tem curvas e descontinuidades interessantes. É um dos pontos turísticos mais apreciados pelos visitantes do Parque da Residência, antiga residência dos governadores do Pará entre as décadas de 1930 e de 1980. Ao lado direito do antigo palacete residencial, está a atual sede da Secretaria Estadual de Cultura. Localização: Avenida Magalhães Barata,830 – Sede da Secretaria Estadual de Cultura. airro a aré.

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Meio ambiente é o melhor negócio

Práticas sustentáveis ganham espaço entre as empresas brasileiras, que assim conseguem se diferenciar entre concorrentes, reforçar sua marca no mercado e agregar valor aos produtos, ampliando lucros. Afinal, adotar práticas sustentáveis é uma forma de atender às exigências de clientes cada vez mais preocupados com o tema. No grupo Y. Yamada, uma das mais importantes redes de supermercados do Pará, a chamada “consciência ecológica” já faz parte da rotina de funcionários e clientes. Mudas de ipê amarelo, cedro, jatobá,

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Meio ambiente é o melhor negócio.indd 14

Preservar o meio ambiente é da nossa natureza

Desde 1962, com a aquisição da Fazenda Tauaú, o Grupo Y.Yamada realiza diversas ações em prol do meio ambiente. Compromisso que hoje se destaca com a implantação de lojas sustentáveis - de 2004 até hoje já são 10 novas unidades com este formato, e o projeto Pense Verde, que já distribuiu 20.000 mudas de espécies amazônicas para os clientes Amigos da Natureza e que agora passa para sua terceira fase, com a distribuição de mais 10.000 novas árvores.

PENSE

VERDE

Alguns resultados de ações socioambientais realizadas pela Yamada:

40

milhões de m2 de Floresta Amazônica

preservada nas Fazendas Yamada.

44,4

milhões de Kw/h

economizados, suficientes para abastecer 296 mil casas por 30 dias.*

153,7

milhões de litros d’água

economizados, que poderiam abastecer mais de 8.500 casas por 30 dias.*

1.227

toneladas de CO2

deixaram de ser emitidas na natureza através das ações socioambientais.*

*Dados de janeiro de 2004 a maio de 2012

Rede de supermercados pensa verde

No lançamento da campanha ‘Pense Verde’, mas de 10 mil vasos foram distribuídos

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uso consciente dos recursos naturais é muito vantajoso para a grande maioria das empresas. Se forem sustentáveis, essas empresas ganham uma boa imagem com seus consumidores. Por vários motivos, as empresas que praticam o desenvolvimento sustentável têm a tendência de crescer evolutivamente. O primeiro motivo é a própria propaganda que está sendo cada vez mais aceita pelo público geral. A segunda razão se refere aos investimentos em longo prazo, principalmente nos setores que necessitam de recursos do meio ambiente, considerados não renováveis: as empresas que trocam as tecnologias que degradam a natureza por outras mais sustentáveis percebem geralmente um bom lucro. Isto porque a mesma se torna mais independente dos preços impostos pelo mercado externo. A sustentabilidade econômica visa tanto o crescimento, ou melhor, a evolução, da empresa ou da indústria, quanto os princípios éticos sobre as questões ambientais. É muito comum que haja interferências políticas sobre o assunto. Entretanto os órgãos políticos têm muito cuidado antes de fazer uma lei sustentável, pois o prejuízo das empresas e industriais poderia atrapalhar toda a economia (aumentando a inflação, por exemplo). O desenvolvimento sustentável se interliga diretamente às áreas da economia e da ecologia sustentáveis, entretanto em longo prazo também interferem na social, mudando a qualidade de vida da população geral.

mogno e noni. A rede de supermercados do grupo Y. Yamada distribui estas plantas típicas da flora ama nica aos consumidores que compram produtos com o selo verde da loja em valor acima de R$ 20. No dia do lançamento da campanha ‘Pense Verde’, mas de 10 mil vasos foram distribuídos. Os consumidores podem retirar a muda dos supermercados Yamada Plaza, na avenida José Malcher, a do shopping center Pátio Belém, avenida Pedro Miranda e ainda na lojas do bairro da Cabanagem II, Telégrafo, Cidade Nova, em Anindeua e também no

município de Castanhal. O assessor de marketing do grupo Y. Yamada, André Leite, explica que a ação iniciada no Dia do Meio Ambiente será permanente e deve se estender a todos os supermercados da empresa. ‘A intenção é incentivar a população a contribuir com o meio ambiente ao plantar as árvores’, destacou. O cliente é envolvido no Projeto Pense Verde através da Campanha Pense Verde, na compra de produtos verdes, cuja produção envolve o princípio dos 3R’s (Reduzir, Reutilizar, Reciclar). Ganha uma muda de árvore de espécie amazônica e compromete-se plantá la na nature a, sendo certificado como um Amigo da Natureza. ‘O interessante é que inauguramos um painel para que a pessoa escreva onde vai plantar a árvore. Muitas delas vão levar para cidades do interior. Podemos afirmar, então, que a campanha se estende por todo o Pará’, disse André. Nos dois anos de campanha, o Grupo Yamada já distribuiu através de seus clientes cerca de 60.000 mudas em todo o Estado do Pará e a expectativa é que até dezembro de 2013 alcance a marca de 100.000 mudas. utra ação que beneficia o meio ambiente é o recolhimento de garrafas pet consumidas nos supermercados da rede. Para isso, conta com a parceria com a empresa CocaCola. As garrafas serão destinadas para a reciclagem. ‘Além disso, recolhemos pilhas e baterias de celular usadas e fazemos a coleta seletiva de lixo, na qual 200 toneladas de www.paramais.com.br

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PENSE

VERDE

resíduos sólidos por mês são encaminhadas para cooperativas de catadores’, ressaltou o assessor de marketing da Yamada. O Projeto Pense Verde do Grupo YYamada fundamenta-se no princípio dos 3R’s da sustentabilidade: Reduzir, Reutiliizar e Reciclar, é composto por diversas ações que visam a preservação do meio ambiente desde os operacional das lojas até o envolvimento do cliente com esta responsabilidade. 00000

Novas ações

Na rede de supermercados, outras ações socioambientais foram abarcadas. As lojas mais recentes e novas obras seguem todos os critérios de responsabilidade ambiental, e as demais estão sendo adequadas operacionalmente para atender aos mesmos. O uso de alta tecnologia de ar condicionado e frio alimentar, iluminação especial de alto desempenho e aproveitamento da luz natural (com o uso de cobertura translúcida em alguns pontos das novas lojas) são algumas das ações de redução adotadas, e foram responsáveis pela economia de 13,5 milhões kwh, volume correspondente ao consumo de 83.000 casas populares em um mês. Outra medida é o reaproveitamento de águas pluviais com o uso de cisternas. Em 2012, o grupo Yamada reaproveitou 45 mil m3 de água da chuva, volume equivalente ao consumo de 2.500 casas populares em 1 mês. A coleta Seletiva de resíduos e encaminhamento para reciclagem de materiais sólidos também rendeu bons resultados. No ano passado, 2 mil toneladas de papel, 124 toneladas de plástico e 42 toneladas de metais foram destinados para a reciclagem,

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ção não-governamental WWF. Por isso, participar de campanhas públicas de preservação da natureza é uma forma de demonstrar o comprometimento da marca com a preocupação ambiental. Em Belém, a Lei Municipal nº 8.862/2011, que entrou em vigor em agosto de 2012, proíbe o uso das sacolas plásticas tradicioNo grupo Y. Yamada, a nais. Na prática, a iniciativa não retira as chamada “consciência sacolas das ruas, apenas substitui por outra ecológica” já faz parte da rotina de funcionários e que contém, em sua composição química, clientes um aditivo que acelera a decomposição. Ou seja, as sacolas tradicionais deverão ser além da madeira, destinada para uso em substituídas por sacolas fabricadas com macaldeiras. terial oxi-biodegradável ou biodegradável. O Grupo Yamada mantém preservada em Antes da lei, a medida já era adotada pelos suas fazendas cerca de 40 milhões de m2 de 44 supermercados associados a Aspas no floresta tropical nativa com árvores cente Pará. nárias, com sua importante biodiversidade No âmbito Estadual, há uma lei que tame áreas de preservação permanente devida- bém determina a substituição de sacolas mente protegida. plásticas tradicionais pelas oxi-biodegradáveis. Segundo a norma, o prazo Cópia do certificado que para a adequação de comércios os clientes ganham junto paraenses é gradativa, devendo com as mudas ser completa em cinco anos após sua publicação, em 2011. A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) aponta que, no Brasil, apenas em 2010, foram distribuídas 14,9 bilhões de sacolas plásticas pelos supermercados. Em um ano, estima-se que 1 trilhão de sacolas plásticas sejam produzidas e consumidas no mundo. Em março de 2011, a Abras assinou um acordo com o Ministério do Meio Ambiente com a meta de reduzir em 40% a distribuição de sacolas plásticas, entre 2011 e 2015. “Todo este volume de ações ambientais Todas as lojas do Grupo Yamada já utilideixaram de emitir em 2012, 425 toneladas zam sacolas plásticas oxi-biodegradáveis, de gás carbônico na natureza, o que equiva- que não deixam resíduos tóxicos na natule ao volume de absorção por cerca de 7.000 reza, além de estimular o uso de sacolas de árvores”, calcula Rachel Horiguchi, da co- uso permanente. “Foram distribuídas em municação do grupo. nossas lojas, cerca de 100.000 sacolas retornáveis entre nossos Clientes Gente Boa*, o que significa apro imadamente ,5 milhões de sacolas plásticas a menos no meio ambiente , afirma Rachel origuchi. A população mundial consome anualUm aspecto que importante é que a utimente mais de 500 bilhões de sacolas plás- li ação de sacolas alternativas é financei ticas. Somente 1% delas tem como destino ramente sustentável. A venda das sacolas a reciclagem, pois é muito mais barato pro- ecológicas e a redução no uso de sacolas duzir novas sacolas do que reutilizá- las. plásticas dão receita suficiente para pagar Sacolas plásticas são, em grande parte, os custos e investir em novas iniciativas. despejadas no oceano – uma atitude que Além disso, a empresa vem tendo um gajá comprometeu 200 espécies de vida ma- nho de imagem significativo como empresa rinha, segundo relatório anual da organiza- que respeita o meio ambiente.

Sacolas ecológicas

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O petróleo é nosso?

A

nova lei que regula a distribuição dos tributos do petróleo, sancionada pela presidente Dilma Rousseff aumenta a fatia dos recursos arrecadados destinados a estados e municípios onde não há produção. Os novos percentuais valem somente para blocos (áreas de exploração no mar) a serem leiloados da camada pré-sal. Mas a expectativa sobre quem vai receber esse dinheiro é tão grande quanto as reservas de petróleo no fundo do mar. A discussão sobre o assunto não encerrou com a aprovação da lei. A ministra do Supremo Tribunal Federal(STF) Carmen Lúcia concedeu medida cautelar provisória para suspender a nova redistribuição dos royalties do petróleo. A decisão do STF impede uma distribuição mais igualitária dos tributos arrecadados entre produtores e não produtores de petróleo tanto de blocos já em operação no Pré- Sal quanto para futuras áreas de produção que ainda serão licitadas. Com isso, volta a valer a antiga divisão, com maior benefício aos produtores, até que o plenário do Supremo decida sobre o tema. A ministra argumenta que a Constituição garante o royalty como compensação ao produtor e diz que uma nova lei não pode ferir o direito adquirido dos produtores. Ela afirma ainda que não se pode beneficiar um estado pre udicando outro. enfraquecimento dos direitos de algumas entidades federadas não fortalece a federação; compromete-a em seu todo. E se uma vez se desobedece a Constituição em nome de uma necessidade, outra poderá ser a inobservância em nome de outra. Até o dia em que não haverá mais Constituição”, afirmou na sentença. A decisão foi tomada a partir de ação protocolada pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Foram protocoladas ainda ações do Espírito Santo, da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e de São Paulo.

Entenda o que são os royalties do petróleo

Royalties são tributos pagos mensalmente ao governo federal pelas empresas que extraem petróleo, como compensação por danos ambientais causados pela atividade. Hoje, os royalties perfazem 10% do valor do petróleo produzido; nos blocos do pré-sal, os royalties serão de 15%. Além de aumentar essa alíquota, a nova lei muda sua distribuição entre União, estados e municípios. Haverá mudança também na distribuição da participação especial, outro tributo pago como reparação incidente sobre grandes campos, como da camada pré-sal. A lei sancionada preserva os percentuais de royalties e participação especial destinados a estados e municípios produtores de blocos em operação, com contratos em vigor, celebrados sob o regime de concessão. Os novos percentuais valerão em blocos que serão explorados a partir de 2013, sob o regime de partilha. No regime de concessão, o óleo retirado pertence à empresa que o extrai e a União recebe taxas e royalties referentes a essa extração. Já no sistema de partilha, vence a licitação a empresa que ofertar a maior parcela de óleo para a União, sendo garantido por lei que a Petrobras participe da operação em todos os blocos. A lei inclui um período de transição, durante o qual os percentuais serão alterados gradativamente, ano a ano, até 2020, a partir de quando as fatias serão definitivas. Além disso, metade dos rendimentos e aplicações financeiras de-

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rivadas do Fundo Social, será investido na educação. Para isso, foi criado o Fundo Social, uma espécie de poupança pública alimentada por bônus de assinatura (valor arrecadado na licitação de blocos), royalties da União em blocos do pré-sal, royalties e participação especial da União em outros blocos não licitados do Pré-sal , além da receita da União pela venda do petróleo e do gás extraído. Os recursos oriundos do petróleo a serem investidos em educação deverão ser

aplicados junto ao que a Constituição já prevê atualmente. Hoje, a União deve aplicar no mínimo 18% de sua receita em educação; estados e municípios devem investir, cada um, ao menos 25%. Redistribuição- A nova proposta de redistribuição dos tributos do petróleo – royalties e participação especial – entre União, estados e municípios, vai aumentar o repasse de dinheiro para estados e municípios não produtores e diminuir a parcela destinada aos estados e municípios onde há extração.

Veja como fica a divisão dos Royalties: Valores que União, Estados e Municípios recebem das empresas pela exploração do petróleo

7% 1,75% 8,75%

100% 90% 80%

7% 1,75% 8,75%

26,25%

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26,25%

21%

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15%

26,25%

40% 30%

30%

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27%

3%

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50%

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2% 4%

20%

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2012

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Blocos atuais (contratos em vigor)

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Blocos novos (que serão licitados)

União

Estados produtores

Municípios produtores

Municípios afetados

Estados não produtores

Municípios não produtores

Participação especial - Tributo pago pelas empresas pela exploração de grandes campos de petróleo. O maior volume virá da exploração dos campos recém descobertos da camada Pré-Sal. 100%

10,00% 10,00%

90%

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10%

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70%

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2012

2013 Em diante

Blocos atuais (contratos em vigor) União

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Municípios produtores

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Blocos novos (que serão licitados) Estados não produtores

Municípios não produtores

Indústria paraense defende a divisão igualitária A Fiepa tem acompanhado a discussão dos royalties do petróleo e segundo o presidente da entidade, José Conrado Santos, é totalmente favorável a distribuição igualitária dos ro alties do petróleo. ão podemos beneficiar uns poucos estados, sendo que o petróleo será explorado em área que é da União. Não seria justo com os demais entes da federação , afirma Conrado. Ele lembra que o Estado do Pará já vem sendo duraPará+

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José Fernando Gomes, presidente do Simineral

Como fica o gasto em educação 25% das receitas + dinheiro do 25% das receitas + petróleo dinheiro do petróleo

25% das receitas

25%

25% das receitas 18% das receitas + dinheiro do petróleo

20%

18% das receitas

15% 10% 5% Como fica?

0% Município

Como é? Estado

100%

José Conrado Presidente da FIEPA

dos royalties dos demais blocos em futuros contratos (sistema de concessão)

+

DINHEIRO DO PETRÓLEO

= 50% dos rendimentos do fundo social do Pré-Sal (Sistema de partilha)

mente penali ado pela nião. Fundo de Compensação, que deveria ser repassado ao Pará, por conta da desoneração do ICMS introduzida pela Lei Kandir, nunca chegou aos cofres estaduais. Dados do Tribunal de Contas do Estado (TCE), indicam que já perdemos mais de R$ 21 bilhões. Não é mais possível que a balança penda somente para o lado da União, sendo cada vez mais desfavorável ao desenvolvimento sócio-econômico do Pará. Queremos o repasse do Fundo de Compensação e a divisão igualitária dos royalties”, argumenta. José Conrado ressalta que os recursos dos ro alties do petróleo vão beneficiar diretamente os cofres estaduais e municipais. as, se forem bem aplicados, poderão dar condições para que tenhamos um ambiente mais favorável a geração de negócios. O Pará 18

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União

não pode, por exemplo, continuar mero exportador de matéria prima e ser impedido de verticalizá-la por conta de um conjunto de pedras que atrapalham a navegabilidade da hidrovia do Tocantins. Nosso estado tem seu desenvolvimento comprometido pelas péssimas condições logísticas. Precisamos de mais recursos para aplicar em obras estruturantes e que nos possibilite escoar a produção com custos mais competitivos. Vejo que só alcançaremos o desenvolvimento com obras de melhoria logística e a verticalização de nossos produtos, em especial aqueles da cadeia mineral”, avalia.

Economia paraense já é atrelada aos royalties

Enquanto se discute como vai ser a divisão dos royalties do petróleo, o Pará já convive há muito com a compensação financei-

ra pela exploração mineral (CFEM). O Pará já tem nos royalties uma fonte importante de recursos. A atividade mineral tem grande relevância para a economia local. Junto com os recursos diretos desta atividade, ela tem um poder dinamizador altíssimo, beneficiando e movimentando outros segmentos da cadeia produtiva. No entanto, vejo que só alcançaremos o desenvolvimento socioeconômico com a verticalização de nossas riquezas. É bandeira da federação apoiar e incentivar ações e projetos que instalem aqui mesmo, em solo paraense, toda a linha produtiva, trabalhando desde a exploração dos recursos até mesmo o seu beneficiamento e e portação , conclui Conrado. Segundo dados do Anuário Mineral, lançado pelo Sindicato das Indústrias da Mineração- Simineral, 18 municípios recebem religiosamente todos os meses dinheiro dos ro alties. s municípios á contam com esse recurso e cabe às empresas mineradoras cumprirem a lei”, explica o presidente do Simineral, José Fernando Gomes. Segundo ele, a mineração é responsável por 89% das exportações paraenses. São mais de U$ 13 bilhões. Municípios mineradores, por exemplo, dependem dos recursos dos royalties. No Pará, o município que mais recebe royalties é Parauapebas. Em 2012, bateu recorde em arrecadação de CFEM. Foram R$ 427 milhões até o último dia do ano. É um poder de fogo financeiro equivalente ao de Nova Lima, Itabira e Mariana juntos, os três maiores arrecadadores de CFEM em Minas Gerais e, historicamente, no país. A receita de Parauapebas em 2011 foi de R$ 978 milhões, 88% a mais que no ano anterior, 2010, quando o município fechou com R$ 519 milhões no orçamento. O que a prefeitura recebe de royalties corresponde a 90% da arrecadação do município. Tanto dinheiro se reflete na qualidade de vida da população. Segundo a ONU, o Índice de Desenvolvimento Humano medido em Parauapebas foi de 0,74% no ano passado. Maior do que a média de todos os outros municípios paraenses, de 0,72%. Apesar do indicador positivo, ainda há muito que melhorar. Cabe população faer uma fiscali ação eficiente da aplicação desses recursos e cobrar do gestor municipal”, avalia José Fernando Gomes. www.paramais.com.br

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Campeonato paraense de kart dá arrancada para a

Mais de 30 pilotos na primeira etapa

valorização do automobilismo

N

o país do futebol, nem só de bola rolando na grama vive o esporte. Outra paixão começou a ganhar o público: o automobilismo. Mas o gosto pelo esporte ultrapassou as arquibancadas e os chamados kartódromos, ou pistas de kart, conquistaram seu espaço. Afinal, o que há de comum entre o bicampeão mundial de F-1 Émerson Fittipaldi, os tricampeões mundiais Nelson Piquet e Ayrton Senna e os pilotos José Carlos Pace - que dá seu nome ao autódromo de Interlagos , Wilson Fittipaldi Júnior, Rubens Barrichello e Felipe Massa? Todos esses brasileiros, como inúmeros outros competidores de esportes a motor no País e no Exterior, começaram no kart. O kart é uma modalidade do automobilismo composto por carros menores. Muitas

Alexandre Amaral um dos favoritos ao título de 2013

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vezes são pilotados como um hobby, sem necessariamente ser profissional. artismo é reconhecido como a porta de entrada para outras formas de automobilismo, geralmente mais caras e mais complexas. Os carros pesam de 70 a 150 quilos e podem chegar até 80 km/h. As corridas geralmente ocorrem entre grupos de amigos. assim no Pará. A pai ão pelo esporte começou lá pelos idos dos anos 90, quando as corridas de kart indoor eram febre no país e estimulava as primeiras competições. O último campeonato em Belém aconteceu em 2001, mas o alto custo inviabili ou a prática. Até 2011, quando o campeonato paraense renasceu. Tecnologias novas, motores mais baratos e a paixão pelo automobilismo, é claro, colocaram os karts de volta na pista. Naquele ano, apenas 10 pilotos participaram. Pará+

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Estava para iníciar a primeira bateria do campeonato deste ano, em Castanhal Durante a primeira bateria do campeonato paraense de Kart 2013

Em 2012, o número dobrou e este ano, o campeonato paraense tem 30 pilotos inscritos nas categorias Graduados (pilotos mais experientes), Novatos A (que competiu em 2012) e Novatos B ( pilotos que participam da corrida pela primeira vez). A expectativa dos organizadores do 3º Campeonato Paraense de kart, iniciado no dia sete de abril, em Castanhal é reunir um público de 2 mil pessoas. O campeonato tema chancela da Federação Paraense de Automobilisto e recebe tratamento de corrida de Fórmula 1. “A estrutura tem bombeiros fiscali ando a segurança das provas, e atendimento médico de plantão. Qualquer problema e a prova é interrompida”, garante Alexandre Amaral, piloto e um dos organizadores da competição.

História Como surgiu o kart? Muita gente não sabe. A história não deixa de ser pitoresca, curiosa até. Tudo começou em 1955, em um bairro de classe média, em uma cidadezinha dos Estados Unidos. Cenário amplamente conhecido dos brasileiros através dos filmes: ruas tranquilas, casas térreas, sem cerca, grandes jardins gramados. Dois vizinhos começaram a competir com seus aparadores de grama. Cada um deles saia correndo para ver se chegava primeiro a um determinado lugar. Passado algum tempo essa competição chamou a atenção da vizinhança. A moda pegou e, meses após, boa parte dos moradores competia com os tais cortadores. Alguém resolveu aperfeiçoar o aparelho. Todos o seguiram. E o que se via, então, era um grande grupo de pessoas correndo, todos sentados em seus aparadores. Um dos maiores fabricantes do cortador de grama se interessou pela ideia e resolveu lançar um veículo pequeno – para uma pessoa sentada, quase rente ao solo – equipado com o mesmo motor do cortador. Assim nasceu o veículo da categoria “k”, o kart. O norte-americano Art Ingels é internacionalmente conhecido como o pai do kart. Ele construiu o primeiro kartódromo no sul da Califórnia em 1956. O desporto rapidamente se espalhou para outros países e atualmente é muito praticado na Europa. No Brasil, o kart surgiu em 1957. Atualmente, a corrida de maior destaque do kart nacional é o Campeonato Brasileiro.

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R

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Dirigentes da Fepauto www.paramais.com.br

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Robertinho Saraiva, Oswaldo Ferreira e Lula Martins, com seus troféus entregue pelo Maringá

Parece pouco? Mas representa um crescimento significativo do esporte no Pará. estado possui apenas uma pista, em Castanhal. Todo fim de semana tem gente lá, os pilotos orientam as pessoas, até emprestam os carros para dar uma volta. Também mantemos um mecânico permanente para dar assistência”, destaca Alexandre. “É uma forma de incentivar e facilitar o acesso ao esporte, e também formar mão de obra, principalmente mec nicos especiali ados nesse tipo de máquina”, conclui. Outro incentivo importante é a Lei Tó Teixeira, que possibilita o patrocínio de empresas para pilotos, árbitros, bandeirinhas e equipes de kart. O esporte é visto por muitas pessoas apenas como diversão, mas reúne gerações de apaixonados pela adrenalina das corridas. O kart também sofre com a falta de patrocínio e a maioria dos pilotos corre por paixão usando seus próprios recursos. Entre os kartistas paraenses, correm desde pilotos experientes até crianças. “O pilo-

to mais novo tem 16 anos e o mais antigo á está com 0 anos. As crianças ainda não participam de competições, mas á tem o modelo kart cadete, para crianças a partir de seis anos de idade”, enumera Alexandre. Embora apenas homens participem do campeonato, Alexandre Amaram garante que não é um clube do olinha. Já tivemos mulheres competindo, mas elas decidiram parar para fazer outras coisas”. s praticantes do esporte no Pará o faem por pra er, não há um trabalho de profissionali ação dos pilotos. Até porque todos tem suas profissões e não se interessam em seguir carreira no automobilismo”, explica Alexandre. O piloto paraense que teve mais destaque foi Marquinhos Gueiros. Mas poucos chegam a participar das provas no campeonato brasileiro, apesar do campeonato paraense fa er parte do calendário nacional. Este ano, serão oito provas realizadas até novembro. Uma corrida por mês para decidir quem será o campeão paraense. prê-

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mio maior é a valorização do esporte. “Esperamos que essa retomada do campeonato depois de 10 anos de interrupção marque isso. Para começar a criar uma nova geração de pilotos que aprendam a correr desde crianças, e aí sim, quem sabe formar pilotos competitivos profissionais , avalia Ale andre Amaral.

Calendário de provas - Campeonato Paraense de Kart

Todas as provas serão no kartódromo de Castanhal. 05 de maio 02 de junho 03 de agosto 14 de setembro 19 de outubro 16 de novembro

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Tartaruga da Amazônia (Podocnemis expansa) é o maior quelônio (cágado) de água doce da América do Sul

Tradição e preservação no prato

A

culinária brasileira é bastante diversificada e oferece pratos que refletem o meio ambiente e a cultura das regiões de onde se originam, absorvendo influ ências dos in meros imigrantes estabeleci dos no rasil. esde os tempos da col nia, a tartaruga sempre foi uma das iguarias mais disputadas em banquetes. essas ocasiões, eram servidos in meros pratos que tinham o delicioso e simpático quel nio como pro tagonista. entre as receitas, havia sarapatel fei to com o sangue e os mi dos da tartaruga , peito assado, picadinho, sopa, guisado, e até uma farofinha bem brasileira. e animal ameaçado de e tinção no pas sado, a tartaruga da Ama nia passou a sig nificar uma e celente oportunidade de ne gócio. Esta e plosão de consumo de carnes e óticas ou especiais também está presente nos cardápios de restaurantes em todo o rasil e não se trata de um modismo, mas sim o resgate da culinária tradicional no orte do País e uma realidade que chegou para ficar. interesse por novos sabores possibi

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litou a criação em cativeiro de diversas es pécies, até então só possível abatê las por intermédio de caça, ação proibida no rasil, su eita multa e implicações penais, salvo em casos de e trema necessidade ou desde que autori ada pelo órgão ambiental com petente, no caso de animais silvestres, o Ibama. Agora, criadouros legali ados, com es toques prontos para o abate, começam a se abrir para um mercado antes visto com desconfiança. s primeiros criadouros de tartaruga surgiram no início da década de 90, seguem normas técnicas e passam por inspeções de rotina. animal leva o lacre do Ibama e o certificado do proprietário. s animais criados em cativeiro possuem um controle específico sobre o mane o das es pécies para a liberação da carne para o con sumo, além de um rígido controle sobre a área de permanência do animal. uem foge das regras se arrisca a sair do mercado.

As regras para quem cria

o e, infeli mente, a cultura e a tradição ama nica de preparar deliciosas iguarias

com a tartaruga á não é mais a mesma. A caça no rasil foi proibida em 19 e houve campanha de órgãos p blicos para sua con servação na nature a. Após quase 0 anos de proibição, a carne ficou de fora até dos cardápios do orte do país. Para reintrodu i la, foi preciso superar um conflito cultural , á que as tartarugas são consideradas animais domésticos. Em 1992 houve liberação de criatórios e somente em 199 que a comerciali ação foi regulari ada, mas ainda é burocrática. processo é rigoroso, mas é importante para a preservação ambiental, por que é um ani mal que não está sendo retirado do habitat natural. uem come carne de caça financia essa atividade e o tráfico de animais , desta ca élio Saldanha, chefe do n cleo de fisca li ação de fauna do Ibama. élio alerta que a fiscali ação também é para a segurança de quem consome, porque tem a certe a de que a manipulação da car ne é bem feita. Como forma de preservar espécies e re du ir a caça ilegal, os criatórios de animais selvagens devem seguir as regulamentações do Ibama, que, além de fiscali ar, determina condições de criação, mane o e reprodução dos animais. Restaurantes e vare o devem trabalhar somente com produtores regis trados no órgão. Todas as orientações estão www.paramais.com.br

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disponíveis no site do Ibama (http //servi cos.ibama.gov.br/inde .php/autori acoes e licencas/empreendimentos de fauna sil vestre sisfauna) As tartarugas da ama nia, as maiores, e os traca ás são as duas nicas espécies, entre as 1 e istentes em água doce, libe radas pelo Ibama para criação em cativeiro e comerciali ação. Enquanto a tartaruga da ama nia pode ultrapassar 1 metro de comprimento e pesar até 5 quilos, o traca á costuma medir 0 a 5 cms de di metro e não mais que quilos quando adulto. o Pará, segundo o Ibama, não e iste nenhum criadouro de tartarugas para comerciali a ção autori ado. avia apenas um, fechado em 200 porque não conseguiu licença de operação da Secretaria Estadual de eio Ambiente , lembra élio. mais pró imo em atividade fica em anaus.

Conquista de espaço

Ao rodar pelos restaurantes de elém, nota se o quanto é difícil encontrar pratos com carne de tartaruga no cardápio. as, evidentemente, para os amantes da gastro nomia, uma viagem Ama nia não se com pleta antes de provar dessa iguaria tão bem falada. Segundo os feli ardos que á prova ram da carne de tartaruga, ela é delicada, saborosa e requer pouco tempero. Em elém, o restaurante ivina Comida é o nico com permissão do Ibama e alia a tradição cultural da região novidade ao ofertar aos clientes pratos feitos com tar taruga. E lá se vão 10 anos servindo uma carne diferente, com sabor mais suave, ou uma te tura mais macia e perfumada, pre parada com os melhores ingredientes, em receitas elaboradas com carinho e tradição. E istia uma demanda de pessoas do ai o Ama onas que moravam em elém , lembra o empresário Ricardo Cardoso. Casado com a chef de co inha do restaurante, ionete Cardoso, que também é da região, ele lem bra que no começo telefonava para os clien tes avisando quando tinha tartaruga. o e, somos referência para as pessoas daqui e de

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Pitiús e tartarugas, fazem parte do trabalho de manejo e conservação realizado pelo Programa Quelônios da Amazônia, desenvolvido com a participação voluntária de comunidades rurais de Juruti

fora , di Ricardo. A tradição é respeitada até para criar re ceitas diferentes. s pratos mais procura dos são típicos, como o pa icá, o sarapatel e a farofa, mas buscamos inovar seguindo a linha tradicional. Para isso, usamos o tucupi, o amb , a castanha do Pará. São ingredien

tes regionais que vamos variando sem fugir do tradicional, a partir do gosto dos clien tes, que dão sempre idéias e sugestões para o cardápio , garante ionete. ustamente a tradição que atraiu J nior Ferrari. ascido em ri iminá, ele cresceu saboreando tartaruga em casa. á nove

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anos, quando entrou na política, veio mo rar em elém e mata a saudade de casa no restaurante. ão tem coisa melhor nesse mundo, a culinária paraense é maravilhosa e principalmente, um bom prato de tartaru ga. Adoro pa icá e sarapatel , garante Ferra ri. Ele é cliente do restaurante desde a inau guração e nunca perde os festivais.

No restaurante Divina Comida, a carne exótica de tartaruga faz parte do cardápio a La carte diário

Festival de carnes exóticas

o restaurante ivina Comida, a carne e ótica de tartaruga fa parte do cardápio a a carte diário, mas em um final de semana por ano, ganha status de estrela com a reali ação do Festival da Tartaruga. Esta foi a for ma de apresentar essas carnes aos clientes. o começo, o festival acontecia a cada três meses, era difícil por causa da logística de tra er as tartarugas de fora do Estado. as essa estratégia consolidou o p blico , e plica ionete. Agora fa emos o festival em outubro, quando a cidade tem um flu o maior de turistas . Entre os freq entadores do ivina Co mida, 0 são fãs de tartaruga. Em média,

Pa icá

Ingredientes: - 500 ml de vísceras da tartaruga - 1 colher de chá de alho - 1 cebola média picada - 1 colher de sopa de chicória - 50 ml de azeite - Sal a gosto

Modo de preparo: Pique as vísceras em cubos pequenos. Coloque em uma panela junto com os temperos e cozinhe até a carne amolecer bem. Sirva acompanhado de arroz branco e farofa.

servimos quatro pratos de tartaruga por dia, são quase 0 por mês. as no festival, servimos quase 00 pratos em apenas dois dias , calcula Ricardo. empresário á estu da incluir outros tipos de carnes e óticas no cardápio.

Farofa de tartaruga

Ingredientes: 1 casco de tartaruga 1 cebola média picada 1 maço de salsinha picado 3 folhas de alfavaca picadas 1 pimenta de cheiro amassada 1/2 kg de farinha d’água 2 colheres de sopa de azeite de oliva 5 azeitonas verdes 4 ovos de tartaruga cozidos

Modo de preparo: Lave bem o casco de tartaruga com água, sal e suco de limão. Leve para assar na brasa, com cuidado para não queimar. Vá raspando com uma colher a carne e a gordura presas no casco. Quanto estiver bem frito, coloque a cebola, o cheiro-verde, a alfavaca e a pimenta-de-cheiro diluidos em água.Vá juntando a farinha-d´água aos poucos, mexendo sempre. Por último, acrescente o azeite e mexa. A farofa deve ficar bem úmida. Decore com as azeitonas e rodelas de ovos cozidos

Receitas ma tartaruga de 12 g rende em média g de carne. E istem muitas formas de se preparar a carne da tartaruga. A chefe de co inha ionete Cardoso, ensina pratos tra dicionais.

Guisado

Sarapatel de tartaruga

Ingredientes: - 300 gr de carne de tartaruga com a pele - 300 ml de sangue da tartaruga - 1 colher de chá de alho picado -1 cebola média picada - 1 colher de sopa de chicória picada - 1 colher de sopa de alfavaca picada - 50 ml de azeite - 1 colher de sopa de farinha d´água - Sal a gosto

Modo de preparo: Cozinhe a carne da tartaruga até ficar macia. Em separado, misture o sangue com a farinha e depois misture à carne com os temperos. Ferva até engrossar. Sirva com arroz branco. 24

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Santa Zita padroeira das empregadas domésticas Em comemoração ao Dia Nacional das Empregadas Domésticas

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ia 27 de abril, é comemorado o dia de Santa Zita, a padroeira das empregadas domésticas. Zita nasceu na Itália e exerceu a profissão de empregada doméstica por quarenta e oito anos. Em 1696 ela foi canonizada pela Igreja Católica e proclamada padroeira das empregadas domésticas. Ela não está entre os santos mais conhecidos dos brasileiros e pouca gente sabe que é graças a essa santa que 27 de abril passou a ser o Dia Nacional das Empregadas Domésticas. A comemoração acontece no dia em que ela morreu, ainda no século XIII, na Itália. Desde menina, Santa Zita trabalhou como empregada. Teve uma vida marcada pelas virtudes, a compai ão e a dedicação aos mais necessitados, fama que a tornou padroeira das empregadas domésticas.

História

Santa ita era filha de camponeses. Aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família. Perguntava-se sempre a si mesma: “Isto agrada ao Senhor?” Ou: “Isto O desagrada?” Foi lhe confiado o encargo de distribuir esmolas a cada sexta-feira. E dava também do seu pouco, da sua co-

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mida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que Santa Zita um dia foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas no seu avental o que era alimento se converteu em flores. Por 60 anos Santa Zita foi doméstica. Na hora da morte tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Morreu no dia 27 de abril de 1278. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Oração da Santa Zita

Deus, nosso Pai, em Santa Zita quisestes nos mostrar que as diferenças sociais, os preconceitos e as discriminações, sejam de que tipo forem, devem ser superados. Quisestes nos mostrar, que no vosso Reino de Amor, de Justiça, é maior aquele que serve, pois o próprio Jesus, vosso Filho, despojou-se de si mesmo em favor dos homens e fez de seu povo um povo de servidores. Senhor, por intermédio de Santa Zita, sede o Advogado de suas justas reivindicações das empregadas

A vida de Santa Zita foi uma obra de dedicação total aos pobres e doentes que durou até sua morte

domésticas, das faxineiras, das lavadeiras, passadeiras, arrumadeiras; sede o Defensor de suas causas, o Conselheiro em seus momentos difíceis, a ra ão de sua alegria e esperança. Saibam lutar pelos seus direitos e pelo respeito de sua dignidade como mulher e como criatura feita à imagem e à semelhança de Deus.

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TRAJETÓRIA DE SUCESSO Empresário Manoel Barros

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anoel Barros é um exemplo de empresário que soube aproveitar as oportunidades. Mais do que isso, ele soube criar suas próprias oportunidades. Nascido em Inhangapi, passou a infância em Castanhal. Aos 15 anos, mudou para Bragança, onde morou até a juventude. Aos 25 anos, foi para Capanema, onde abriu a primeira loja. O fundador do grupo Eletromóveis tem hoje três lojas (dois magazines no interior- Castanhal e Capanema, e uma loja de móveis em Belém). Casado com Mirtis arros e pai de três filhos arlos, anoelle e Marlan, ele lembra das primeiras experiências como comerciante até iniciar sua carreira como empreendedor. No seu escritório dentro da loja, o empresário falou sobre sua vocação empresarial e revelou que desde jovem sentiu que precisaria trabalhar muito para alcançar seus objetivos. Pará+: Como foram suas primeiras experiências profissionais? MB - Para ser sincero, comecei a trabalhar ainda criança, com 9 anos, eu vendia tapioca no centro comercial de Castanhal. Depois, trabalhei como pei eiro, em oficina e até na produção de malva e juta. Mas foi em Bragança que minha família teve um armarinho, que comecei no ramo comercial. Ali, adquiri a experiência para ingressar como empreendedor no ramo de móveis , e nisso já se vão 35 anos.

Pará+: Qual a lição que ficou de assumir tanta responsabilidade ainda na infância? MB - Acho que começar a trabalhar cedo é um treino para a vida e é muito importante. Aprendi a ter disciplina, responsabilidade e principalmente, ter um direcionamento com metas desde cedo. Lá em casa, éramos sete irmãos e todos buscamos bem novos ainda ajudar em casa. Assim, quando abri meu primeiro negócio, já tinha noção do que eu queria.

Manoel Barros Eletromóveis 26

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Pará+: Como foi o começo como empreendedor? MB - Lembro bem da primeira loja. Era um espaço alugado bem pequeno, coisa de 60 metros quadrado, e começamos a vender móveis regionais, de madeira. Além de mim, tinha só dois funcionários, um para vendas e outro para montagem. Com o tempo, fomos crescendo, comprávamos eletrodomésticos em Belém mesmo para vender na loja. Foi assim até comprarmos um ponto comercial próprio. Pará+: Comparando com hoje, o Sr. www.paramais.com.br

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Manoel Barros e esposa recebendo o Prêmio ORM/ ACP 2010

Pará+: A máxima “o cliente sempre tem razão” ainda é válida? Acredito que sim. difícil uma pessoa voltar à loja para reclamar de uma besteira, discutir sem razão. Eu acredito no meu cliente e faço o possível para atender ao que ele realmente precisa, para ficar satisfeito.

Consegue quantificar o crescimento? MB - Hoje temos a matriz de Capanema, com três mil metros quadrados; a loja de Castanhal, com quatro mil metros quadrados, são dois magazines com diversos departamentos. E ainda temos a loja de Belém, voltada só para venda de móveis e decoração. Dos dois funcionários do começo, passamos para 350 colaboradores atualmente. Pará+: Quais foram as dificuldades iniciais? MB - Ah, acredito que a estrutura oferecida pelo setor público não acompanha o setor privado. Um exemplo é a falta de estacionamento na rua, se a empresa não tiver um espaço próprio, o cliente não tem como deixar o carro e entrar na loja. Outro aspecto que também é muito sério é o problema tributário, que sempre foi uma dificuldade. As mudanças que nós esperamos não acontecem. as, as dificuldades do começo se equiparam às de hoje para ser empreendedor. A dificuldade vem da falta de conhecimento. importante é ter um direcionamento, saber o que vai fazer, conhecer o ramo de atuação e aprender a gostar do que faz, para trabalhar com prazer.

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eles, damos autonomia para desenvolverem o trabalho, procuramos treinar, qualificar e ter uma boa relação com eles, isso é muito importante porque o funcionário é a nossa ligação, nosso elo com o cliente. E isso é verdade, tanto que muitos exfuncionários são nossos amigos até hoje. Alguns ex gerentes são proprietários de seus próprios negócios e continuam nossos amigos. Pará+: E com o cliente, como fazer para conquistar e manter? MB - É um conjunto de atitudes que deixa nosso cliente satisfeito. Sou muito preocupado com o pós- venda, nunca vamos deixar um cliente na mão, mesmo que tenhamos que assumir alguma falha do fornecedor.

Manoel Barros e parte de sua equipe, tri campeões do Prêmio ORM/ACP

Pará+: Hoje a concorrência é muito forte. Como é possível ter um diferencial? MB - Nós não temos concorrentes, temos parceiros, porque desde o início buscamos trabalhar com respeito a todos, cumprindo nossos compromissos. Então, isso vale também para nossos fornecedores, muitos trabalham conosco há muitos anos. A relação com os funcionários também é próxima, sempre tive um bom convívio com

Pará+: Quais são as características que formam um empreendedor de sucesso? MB - Acredito que é essa combinação do saber e gostar, tem que trabalhar muito, porque ninguém começa feito. É preciso subir um degrau de cada vez, não pode dar passos largos demais e assumir compromissos além da sua capacidade. Tem que aprender, saber o que está fazendo, o que você quer atingir e gostar disso. Além disso, nunca gastar mais do que tem. Pará+: Qual o conselho para quem está começando e quer se tornar um empreendedor? MB - Acredito que a responsabilidade, junto com a humildade e a honestidade são os pilares para uma estrada longa. No mais, aprender sempre e gostar do que faz.

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Programa Jovem Aprendiz Qualificar jovens para investir no futuro

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reparar os jovens para o mercado de trabalho é obrigação das empresas. É lei! Desde 2005, com a implantação do programa pelo Governo Federal, através da lei 10.097/2000, que determina a contratação de jovens aprendizes por empresas, que tem o papel de agir como qualificadoras de mão de obra. O programa Jovem Aprendiz é feito para que aumente o número de jovens no mercaAlex da Silva, de 24 anos, jovem aprendiz da Imerys

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do de trabalho. Eles não trabalham período integral para que não atrapalhe os estudos. Dependendo da empresa o jovem trabalha com carteira assinada ou então por tempo de contrato. O Jovem Aprendiz é a oportunidade que muitos jovens têm de conseguir espaço no mercado de trabalho com o primeiro emprego. Voltados para jovens de 14 a 24 anos que completaram no mínimo a 6.ª série do ensino fundamental, os cursos profissionalizantes de Aprendizagem Industrial são ofertados nas Unidades do SENAI/PA. As empresas oferecem as vagas de acordo com a proporção de funcionários estipulada pela lei. Mas os empregadores podem fazer o recrutamento e indicação dos candidatos a aprendizes. Normalmente, os jovens escolhidos são filhos de funcionários ou atendidos em programas sociais da empresa. Eles são encaminhados para o Senai, que monta as turmas nos diversos cursos de acordo com a necessidade das empresas.

A contratação de jovens aprendizes por empresas, tem o papel de agir como qualificadoras de mão de obra

São cursos na área administrativa, manutenção, mecânica, eletricidade e operacional. Se houver poucas indicações, o próprio Senai realiza o processo seletivo para preencher as vagas restantes nos cursos. A seleção é aberta para a comunidade e bem disputada. Afinal, as chances de conseguir um emprego depois do período como jovem aprendiz é bem grande. www.paramais.com.br

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Este ano, 1.919 estudantes estão matriculados nos cursos oferecidos em 12 unidades- escola do Senai em todo o Pará. “Em nível regional, temos aqui no Pará um dos mais altos índices de empregabilidade do Programa Jovem Aprendiz. Quase que 100% dos alunos são absorvidos pelo mercado de trabalho, o que ressalta a competência e o nível de excelência dos cursos do Senai. s profissionais que fa em os nossos cursos tem lugar de destaque no mercado , afirmou o diretor regional do Senai Pa, Gerson Peres. De acordo com Gerson Peres, além de contribuir para reduzir a alta demanda das empresas por mão de obra qualificada, o Programa Jovem Aprendiz também tem em sua concepção uma vertente social que dá aos adolescentes a oportunidade de seguirem carreira profissional, trilhando o rumo do desenvolvimento pessoal, sem decair para situações de vulnerabilidade social.

Indústria investe no futuro >> A Imerys, empresa de beneficiamento de caulim localizada em Barcarena e em Ipixuna, é uma das que abriram suas portas para a qualificação de futuros profissionais. Em parceria com o Serviço Nacional da Indústria (SENAI), a empresa possui, hoje, 18 jovens com idade entre 15 e 18 anos participando dos cursos de Assistente Administrativo e Mecânico de Manutenção Industrial. Após a conclusão dos cursos,os jovens participarão de estágio supervisionado na empresa. “A grande vantagem na contratação de aprendizes é a possibilidade de formar profissionais dentro da cultura da corporação”,explica Ângela Neves, Analista de Recursos Humanos da Imerys. Para selecionar os jovens aprendizes, a empresa desenvolveu uma prova de conhecimentos gerais, avaliação psicológica, dinâmica de grupo, avaliação médica e entrevistas. “Cada fase é eliminatória. Neste momento, a empresa exerce um papel social, pois em alguns casos estes jovens e suas famílias passam a ter uma qualidade de vida melhor, após o jovem ingressar no programa”, conclui Ângela. É o caso do eletricista Alex da Silva, de 24 anos, que ingressou na Imerys como jovem aprendiz e, hoje, compõe o quadro de funcionários da empresa. “Eu fiz o curso na área administrativa e, em 2010, consegui ser contratado para o setor de Planejamento”, explica. Durante o programa, Alex fez um estágio de seis meses na empresa, o que facilitou no momento da contratação. “É a oportunidade que a empresa dá para crescermos profissionalmente, um incentivo para fazermos o melhor”, concluiu Alex.

A Lei do Aprendiz determina que: >> Jovem aprendiz - É considerado jovem aprendiz aquele contratado diretamente pelo empregador ou por intermédio de entidades sem fins lucrativos; que tenha entre 14 e 24 anos; esteja matriculado e freqüentando a escola, caso não tenha concluído o ensino fundamental e esteja inscrito em curso ou programa de aprendizagem desenvolvido por instituições de aprendizagem. Direitos do jovem aprendiz

Benefícios para a empresa

Contratar um Jovem Aprendiz traz, dentre tantos benefícios, a qualificação técnico profissional dentro da sua própria empresa, com tributos bem mais baixos. O FGTS tem alíquota reduzida para 2%; a remuneração do Aprendiz é calculada com referência no valor da hora do salário mínimo, porém o empregador pode estipular qualquer outro valor de salário, acima do estipulado pela lei; a carga horária pode ser de 6 ou 8 horas diárias. As empresas de pequeno porte e as micro empresas não são obrigadas a contratar o Jovem Aprendiz, mas um grande número de empresários os empregam porque além de reconhecerem a sua capacidade, reconhecem a importância social desta contratação. Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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A duração da jornada do jovem aprendiz deverá ser de, no máximo, seis horas diárias, podendo se estender até oito horas diárias para os aprendizes que já tenham concluído o Ensino Fundamental, se nelas forem computadas as horas destinadas à aprendizagem teórica. Os jovens contemplados permanecem um período no local de trabalho e outro em capacitação. Por essa jornada, ele recebe o salário mínimo/ hora. O jovem aprendiz tem direito a todos os benefícios trabalhistas e previdenciários compatíveis com o contrato de aprendizagem. Quem deve participar Estabelecimentos de qualquer natureza, com exceção das microempresas e das empresas de pequeno porte, são obrigados a contratar como aprendizes entre 5% e 15% do total de trabalhadores do estabelecimento e matriculá-los nos serviços nacionais de aprendizagem ou nas escolas técnicas ou, ainda, em entidades sem fins lucrativos voltadas à educação profissional. Como aderir Para cumprir a lei e contratar jovens aprendizes, o empresário deve se dirigir a qualquer Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou entrar em contato com a Coordenação-Geral de Preparação e Intermediação de Mão-de-Obra Juvenil do Ministério do Trabalho e Emprego, pelo telefone (61) 3317-6553. Aprendizagem A ação denominada Aprendizagem é uma das modalidades do Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE) e contempla duas funções. A primeira é a fiscalização do cumprimento das cotas que devem ser obedecidas de acordo com a Lei 10.097, de 2000. Essa ação é de responsabilidade dos auditores fiscais do trabalho, coordenados pela SIT. Pará+

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Estamos diante de uma nova e irreversível dimensão do livro

A nova dimensão

dos livros e das escolas Texto Antonio Luiz Rios*

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harmoniosa convivência do livro impresso, cada vez mais bonito e lúdico, com o e-book é uma nova realidade do mercado editorial, tornando infrutífera a discussão sobre o risco de extinção do primeiro. As editoras, mais do que nunca, tornam-se provedoras de conteúdos e espa-

C a d e r n o s L á p is C a n e ta s M o c h ila s L iv r o s e tc ...

ço de produção criativa, no qual interagem autores, ilustradores, tradutores, capistas, designers gráficos, revisores e, agora, os profissionais de TI especiali ados na elaboração de edições digitais. Eletrônicos ou impressos, não há livros de qualidade, em todos os gêneros, inclusive os didáticos, sem boas ideias, criatividade e, principalmente, ótimos conteúdos. Considerada essa premissa, o advento do e-book,

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ao invés de limitante do livro convencional, agrega valor e acrescenta novas experiências. Cria possibilidades instigantes e permite pensar em maior interatividade e na exploração de todo o potencial das plataformas multimídias. Para as novas gerações, sem dúvida, os formatos digitais são muito atrativos e certamente contribuirão para ampliar o número de leitores, um objetivo do mercado a serviço do País, pois somente

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As possibilidades são infinitas, contribuindo para o estímulo à leitura

a democratização do conhecimento permitirá a permanente ascensão socioeconômica da população. Alguns números referendam esses movimentos propiciados pela tecnologia. Nos Estados Unidos, mais de 10% do mercado são cobertos por livros digitais, significando faturamento de um bilhão de dólares. Isso equivale a cerca de 20% das receitas das editoras norte-americanas. No Reino Unido, aproximadamente 8% das vendas do mercado editorial são referentes ao e-book. Os dados são de 2010. Com a internet, a informação foi democratizada e a criação estimulada. Esse avanço tem refle os na produção de livros.

O Google calcula que, antes da Web, havia 130 milhões de títulos disponíveis. Depois de seu advento, o número aumentou para 676 milhões. Surgiram novos leitores e autores como resultado das novas possibilidades abertas pelos computadores, tablets e a rede mundial. Tudo isso conspira a favor do livro. Cabe às editoras disponibilizarem ao público versões de qualidade dos livros impressos e dos digitais. As avançadas tecnologias da ind stria gráfica e da eletr nica, respectivamente, possibilitam que se atenda às duas vertentes com elevada qualidade. Para editoras como a nossa, com forte atuação no âmbito do público infantojuvenil, o e-book é ainda mais relevante como mídia para a expansão da leitura. Para essa nova geração de leitores, é muito simples baixar conteúdos da internet por meio de computadores, ou via Apple Store ou Google Play para tablets e celulares. A convergência de mídias, uma realidade já concretizada, também permite ampliar as possibilidades do livro convencional: com o uso da câmera fotográfica do tablet ou do smartfone apontada para as páginas impressas, é possível ver imagens animadas em 3D. As possibilidades são infinitas, contribuindo para o estímulo à leitura. No caso dos livros didáticos, por exemplo, esses recursos são fantásticos, conferindo vida aos elementos da biologia, a personagens da

O advento do e-book, ao invés de limitante do livro convencional, agrega valor e acrescenta novas experiências

história e aos fenômenos da natureza, com utilização possível em casa, nas salas de aula e nas bibliotecas. Escolas particulares já estão utilizando os tablets para professores e alunos, agregando aos conteúdos todas as possibilidades de interatividade, pesquisa e informação em tempo real. A adoção do e-book também nas escolas públicas, a partir de 2015, conforme anunciou o governo, é um passo importante para a sua disseminação e também para o avanço da qualidade do ensino no País. Estamos diante de uma nova e irreversível dimensão do livro. Compete-nos, como editores, prospectá la com a má ima eficácia, para multiplicar a base de leitores no Brasil. (*) Economista, é o diretorsuperintendente da Editora FTD.

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Fora do eixo, mas no caminho certo

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o centro de Belém, está localizada a sede de um grupo que tem o objetivo de trabalhar de forma diferente com música e cultura na Amazônia e no Brasil. A primeira visita à Casa Fora do Eixo Amazônia surpreende. O antigo galpão de uma empresa de combustíveis hoje transpira cultura pelas paredes. Há arte por todo lado, painéis, colagens, frases de impacto até nos degraus da escada. Mas, vamos falar um pouco mais da casa. O andar de baixo é um salão amplo, onde sempre há alguma atividade interessante acontecendo. Apresentações de m sica, desfiles de moda, sessões de fotos... www.paramais.com.br

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Na Casa Fora do Eixo Amazônia

só escolher e participar. No andar de cima, os quartos entregam o clima de república. Meio bagunçados, são apenas dormitórios para as pessoas que moram na casa. Contraste com a organização espartana das salas da frente onde funcionam as áreas de trabalho. as se é fácil descrever a casa fisica mente, mais complicado é explicar o que de fato acontece por ali. A Casa Fora do Eixo Amazônia reúne pessoas de diferentes pontos do Brasil, concentrados em trabalhar a cadeia produtiva e criativa da música na cidade, além de debater comunicação colaborativa, sustentabilidade e novas políticas públicas de cultura. Mas o número de moradores é flutuante, depende das atividades e interesses de cada dia. “Somos sete gestores com moradia fi a. s outros fa em parte da rede, mas estão de passagem”, explica Caio Mota, um dos gestores da Casa Fora do Eixo Ama nia. A gente não tem uma ficha de fi liação e coisas desse tipo. Nossa lógica é a da adesão livre e consciente, um processo de identificação de comuns , avalia. A Casa foi inaugurada em janeiro, mas na verdade, é uma das ramificações do Circuito Fora do Eixo, uma rede nacional com pontos espalhados pelo Brasil e América Latina. A iniciativa surgiu em 2005 por produtores culturais de estados brasileiros fora do eixo Rio-São Paulo. No começo, foca-

A rede Casa Fora do Eixo atua em quatro frentes de mediação:

va no intercâmbio solidário de atrações musicais e conhecimento sobre produção de eventos, mas cresceu para abranger outras formas de expressão como o audiovisual, o teatro e as artes visuais, ainda que a música ainda tenha uma maior participação na rede. Agora, tanto no espaço físico das sedes, quanto no espaço virtual, é um território de aglutinação de pessoas, iniciativas, interesses e expressões culturais. Uma das atividades mais importantes é hospedar as pessoas que passam pela cidade, proporcionando a elas vivências e imersões. Todos os dias, pessoas da cena cultural de todo o país passam pela casa, a fim de conhecer o seu funcionamento e interagir com outros agen-

Articulação - busca trabalhar a provocação do “partido fora do eixo”, fazer as pessoas se envolverem nas políticas sociais. É a sociedade discutindo a própria sociedade em processos muito mais qualificados. É o partido da cultura, onde outras redes, outras instituições se mobilizam em questões abrangentes para todos e como a cultura pode ser inserida nesse contexto. Formação livre - universidade livre fora do eixo, que é a reposição das metodologias desenvolvidas. Não é ligada a formação acadêmica, mas é tão importante quanto. Todas as pessoas tem processos de formação livre, por suas vivências. Não é um enfrentamento à universidade tradicional, mas é uma maneira de mostrar que há outras formas de conhecimento que precisam ser trabalhadas em diálogo com a academia. Sustentabilidade - Banco fora do eixo, fogem dos conceitos de capitalismo. Dá mais destaque à questão econômica. Se as pessoas são <<

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tes culturais. Assim, mais pessoas podem conhecer as atrações da cidade e se cria uma relação mais calorosa, cotidiana, estimulando a vivência coletiva e uma relação mais orgânica entre as pessoas. Além das imersões, vivências e residência, o Fora do Eixo promove eventos culturais como o Domingo na Casa, quando o coletivo abre a sua sede ao público e expande uma infinidade de ações pelos espaços na cidade. Vale até ocupar ruas para fazer shows e gravações. Um desses projetos coletivos é o Grito Rock, realizado no início do ano em todo o Brasil, simultaneamente em 300 cidades, em 0 países. um pro eto rede. As pessoas se inscrevem para desenvolver seus projetos, mas a Casa Fora do Eixo não faz a

o principal ativo e precisam de estímulo, que nem sempre é um investimento financeiro. Remete ao banco das culturas, que é repositório de toas as metodologias, conheciments que reunimos e não tem como o financeiro quantificar. Temos o caixa coletivo, que garante a sustentabilidade a isso tudo. Comunicação - É uma das frentes mais importantes para unir todos os pontos trabalhados pela rede. Todas as ferramentas ficam disponíveis nas redes sociais e no mundo digital são potencializadas e compartilhadas por todos.

captação dos recursos. O que facilitamos é a articulação de todos esses produtores no Brasil todo, geramos intercâmbios e troca de experiências. À casa, coube a gestão de todas as ações em uma programação só, em vários pontos da cidade. Foram 3 dias de atividades. Uma delas foi o show da Gaby Amarantos na João Alfredo, que serviu de No dia a dia

Nenhum dos integrantes que trabalham diretamente no Fora do Eixo tem salário

pré-produção para o DVD dela”, conta Caio. Mas quem pensa que a rede Casa fora do eixo se restringe à fazer cultura, independente de ter estrutura ou condição financeira, se engana. A ideia era se tornar uma rede nacional de coletivos para potencializar as ações de milhares de pessoas que tentavam, em seus quintais, produzir e viver de arte.

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Todas as pessoas tem processos de formação livre, por suas vivências

Até mesmo conquistar poder político e de mobilização social. “Entendemos a rede como um circuito cultural que desenvolve ações e projetos em música, artes visuais, arte cênica, audiovisual, linguagens da comunicação...E o entendimento da rede também como movimento social, porque essa construção dentro da cultura os projetos não são apenas entretenimento, mas também tecnologia social que dão não apenas acesso a cultura, mas como também podem contribuir para a melhoria da qualidade de vida”, explica Caio. isso mesmo. uma rede integrada de trabalhos, com pontos espalhados pelo Brasil que gostam de produzir eventos culturais, debater comunicação colaborativa, pensar sustentabilidade, pensar políticas públicas da cultura. Para o publico, esse trabalho chega de uma maneira muito difusa, seja com ações e projetos culturais, seja com as ações como movimento social. “A gente busca estar inseridos nas discussões sobre Domingo na Casa Fora do Eixo Amazônia com ALIADOS MC’s e convidados

Uma das frentes mais importantes para unir todos os pontos trabalhados pela rede

políticas públicas, interagir com outros grupos e na casa, estamos abertos a qualquer proposta que surgir e que a gente possa buscar parcerias”, destaca Caio Mota. “Nem sempre a sociedade vai saber que a gente participou disso, ver o nosso nome lá, mas o importante disso é o resultado, alcançar uma mudança positiva a partir de um trabalho coletivo”, conclui. Diferente? Alternativo? Pode ser. Mas, principalmente, tem se mostrado uma experiência de compartilhamento e aprimoramento de tecnologias livres de se produzir cultura. O Fora do Eixo se tornou uma central que conecta coletivos. No circuito que montaram, através de casas noturnas, selos e festivais parceiros, realizam e promovem incontáveis atividades, uma produção constante e efervescente.

Quem paga a conta?

Nenhum dos integrantes que trabalham diretamente no Fora do Eixo tem salário. Foi criado o “Banco Fora do Eixo” e todos tem acesso ao dinheiro e podem utilizá-lo livremente para suas despesas pessoais. Tudo que precisam fa er é discriminar e ustificar o gasto. Em resumo: se você entra e trabalha para o Fora do Eixo, você tem todas suas despesas pagas. E esse tipo de remuneração é pelo país nos coletivos ligados ao circuito.

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A medida são o bom-senso e a dedicação de cada um. “Se eu quiser eu posso ir à loja e comprar um Nike, mas depois eu vou ter que contar por que eu preciso de um tênis mais caro. Quando uma das casas no Brasil precisa, as outras também colaboram”, argumenta Caio Mota. “Mas isso só é possível graças a um forte conceito de organicidade e de confiança entre as pessoas”. Isso explica por que a maioria por ali se veste de maneira bem modesta, mas utiliza equipamentos como iphones e computadores de qualidade. com esse eito de pensar e de viver que a rede Fora do Eixo cresceu, embalada com a facilidade do acesso à informação trazida pela internet. Os integrantes postam fotos da festa, divulgam os shows que vão acontecer nos próximos dias pelo país, atualizam blogs, respondem e mails... digitalmente, na rede, que o Fora do Eixo cria seu público, seu mercado, sua realidade. A união de artistas independentes longe dos grandes centros resultou na criação de uma rede de coletivos para organizar e produzir cultura. Eles criaram o Circuito Fora do Eixo. Hoje, a rede se tornou uma poderosa organização capaz de realizar mais de 5 mil shows ao ano, em mais de cem cidades. Mais do que viver de arte, eles descobriram o caminho das pedras para mobilizar, conquistar poder político e social, e mudar o que querem para serem felizes.

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Tecnologia ajuda a preservar línguas indígenas Pesquisa apresenta soluções para manter vivas línguas indígenas do Brasil

Pedra de Roseta é o primeiro exemplo na história escrita do homem em três línguas diferentes.

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Ritual de dança dos índios Tembé na tribo Cajueiro

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m pedaço de pedra com um texto gravado com hieróglifos do Egito antigo, a Pedra de Roseta é o primeiro exemplo na história escrita do homem em três línguas diferentes. Sua inscrição registra um decreto promulgado em 196 a.C., na cidade de ênfis, em nome do rei Ptolomeu V, registrado em três parágrafos com o mesmo texto: o superior está na forma hieroglífica do egípcio antigo, o trecho do meio em demótico, variante escrita do egípcio tardio, e o inferior em grego antigo. Encontrada no delta do rio Nilo em 1799, foi fundamental para a compreensão moderna dos hieróglifos egípcios, como o primeiro texto bilíngue a ser recuperado na história moderna. Até hoje, é uma das peças mais visitadas pelo público no Museu Britânico, em Londres, onde está exposta desde 1802. Das técnicas rudimentares de gravação em pedra para a tecnologia do mundo atual, o estudo de línguas tem sido importante para registrar e preservar culturas. O Museu Paraense Emilio Goeldi e Universidade Federal do Pará, através do Programa de PósGraduação em Letras, mantêm o Language Preservation 2.0, um novo projeto que aplica pesquisa em mídias sociais no desafio de gravação, transcrição e tradução de línguas do mundo. O pesquisador Steven Bird, da Universidade de Melbourne, Australia, é o responsável pelo trabalho que investiga as diversas possibilidades de uso de tecnologias e troca de informações na Internet e nas redes Sociais. Para isso, são utilizadas novas tecnologias de gravação em dispositivos móveis www.paramais.com.br

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Aprendendo a utilizar o Iphone com o aplicativo para gravar os relatos deles mesmos na língua nativa.

net Archive. No futuro, será possível usar esses dados para decifrar gravações recémdescobertas de línguas há muito esquecidas. O uso da tecnologia despertou interesse dos mais ovens, mas ainda não o suficiente para garantir a sobrevivência da língua. Por isso, todo o acervo de gravações está disponível também em computadores na aldeia e no futuro poderá ser usado para resgatar o aprendizado. Linguístas terão matéria prima coletada com método científico para desenvolver gramáticas, dicionários e material didático. Emídio Tembé, que é professor na aldeia, acompanha o trabalho e vai utilizar os registros de imagem e áudio, transcrições e traduções como material de apoio na alfabetização dos curumins, na sua própria língua.

Torre de Babel como aparelhos de celular, que ajudam as comunidades remanescentes a garantir que suas línguas podem ser ouvidas, compreendidas e aprendidas pelas gerações futuras. É o método mais barato e mais adequado para arquivamento de centenas de horas de linguagem falada. A experiência já foi feita em aplicativo em comunidades indígenas remotas de Papua Nova Guiné e agora também no Brasil. Na Amazônia, pesquisadores do Museu Goeldi já fazem o trabalho de preservação e investigação de línguas ameaçadas dentre populações indígenas. Numa parceria entre Steven Bird e o Dr. Denny Moore, da Coordenação de Ciências umanas do useu, fi eram testes de campo na região utilizando as ferramentas da iniciativa de presevação de línguas, coordenado pelo australiano. A primeira experiência está sendo feita na aldeia Cajueiro, próximo ao município de Paragominas, com índios da etnia Tembé. Em toda a tribo, cerca de 150 índios ainda falam a língua nativa. Os mais jovens já es-

queceram. A preocupação dos pesquisadores é que, em 50 anos, a língua esteja morta e desapareça, sem nenhum indivíduo que saiba falar. É aí que entra o trabalho de resgate. Os pesquisadores levaram 12 aparelhos de celular para a aldeia . Eles usam o Aikuma, aplicativo Android gratuito, para gravar e traduzir literatura oral. Nesses celulares, os índios contam histórias, relatam a rotina na aldeia e até canções, tudo na língua nativa. As gravações são compartilhadas entre eles graças à internet. É assim que os índios podem ouvir as gravações e interagir, acrescentando mais informações, comentando e traduzindo o que foi gravado. O telefone grava o que os índios dizem e alinha com o som original. Com isso, o significado também é preservado. Um banco de dados resultante das gravações alinhadas com traduções constituirá áudio digital denominado Rosetta Stone. Ele será abrigado na Language Commons, uma coleção multimídia, que faz parte do Inter-

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Seis mil línguas em todo o mundo. Só nas Américas, são mil línguas, sendo 238 povos e cerca de 160 línguas no Brasil. Muito pouco se comparado à época do descobrimento, quando o Brasil tinha mais de 1200 línguas faladas em todo o território. As línguas estão sob perigo crítico quando os falantes são idosos

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Nesses celulares, os índios contam histórias, relatam a rotina na aldeia e até canções, tudo na língua nativa

Atualmente, cerca de 43% das línguas faladas estão ameaçadas e devem se tornar extintas nos próximos 100 anos. Um prejuízo inestimável para a humanidade, que perde não apenas riqueza cultural, mas também importante conhecimento ancestral embutido em especial nas línguas indígenas, porque o declínio da diversidade lingüística implica na redução de formas específicas de pensamento e expressão, uma vez que a língua é uma parte central da cultura e da identidade étnica. A ESC classifica as línguas indígenas brasileiras a partir do grau de Transmissão Intergeracional, ou seja, transmissão para as novas gerações. Os critérios mostram que as línguas são vulneráveis, quando a maioria das crianças fala a língua, mas isso se restringe a certos ambientes como a casa. As línguas estão ameaçadas quando as crianças não aprendem a língua como primeira língua em casa, e estão sob perigo severo quando a língua é falada pelos avós e pelas gerações mais velhas e, embora a geração dos pais entenda a língua, não a usa com as crianças. As línguas estão sob perigo crítico quando os falantes são idosos e falam a língua com

Pesquisador Steven Bird com índio Tembé

pouca freqüência e apenas parcialmente. No Brasil, o maior caso é de língua vulnerável (97 casos), ou seja, quando a maioria das crianças fala a língua, mas isso se restringe a certos ambientes. Logo depois vem a língua em perigo crítico (45 casos), quando apenas é falada por idosos. Com isso, o Brasil está entre os países com maior número de línguas ameaçadas. Os países que apresentam maior perigo de desaparecimento de suas línguas indígenas são Estados Unidos, Brasil e Índia.

Como as línguas morrem?

Para ocorrer a morte de uma língua, são necessários vários fatores como a perda po-

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pulacional, poucos falantes remanescentes, pressões sociais, políticas, econômicas, línguas vistas como inferiores, línguas consideradas como um empecilho para ascensão social, falta de programas educacionais e a não valorização das línguas indígenas. Porém, o fator mais grave para a morte de uma língua é a ruptura de transmissão entre gerações. Quando as crianças de uma determinada etnia não falam mais a sua língua, ela está destinada à morte. Para revitalizar uma língua já considerada morta, o processo é mais difícil. preciso fazer uma documentação do que foi deixado, procurar material que exista para que possa ser adequadamente armazenado e, futuramente, usado por projetos de revitalização. A documentação e o arquivamento de aspectos lingüísticos e culturais permitem salvaguardar o conhecimento das etnias documentadas, possibilitando a disponibilização deste material para as futuras gerações. A documentação consiste em coleta de arquivos em áudio e vídeo, tanto de aspectos culturais, como festas, músicas e narrativas tradicionais como também de documentação especificamente ling ística lista de palavras, gêneros variados de textos e conversas. Para isso, o Museu Goeldi, financiado pelo Ministério da Justiça, por meio do seu Conselho Federal Gestor do Fundo de Direitos Difusos (CFDD), e pelo CNPq, implementou entre 2009-2011, no setor de lingüística da Coordenação de Ciências Humanas (CCH), o Centro de Documentação Permanente de Línguas e Culturas Indígenas da Amazônia. O acervo conta com mais de mais de 1,2 mil mídias que guardam registros de 78 línguas indígenas. Esse acervo inclui desde material gravado em equipamentos já defasados como fitas cassetes transferidos para um computador mais seguro para preservar com mais segurança e salvaguardar o patrimônio lingüístico e cultural até os materiais gravados atualmente em mídias já digitais.

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Você ama o seu trabalho? Texto Christian Barbosa*

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ão é muito raro encontramos pessoas que estão infeli es profissionalmente, que reclamam do acúmulo de tarefas, da rotina do dia a dia e dos companheiros de equipe. Geralmente, eles estão frustrados com seu trabalho, suas aspirações, o caminho que a carreira tomou e assim por diante. Infeli mente, isso ocorre porque vivemos um momento no qual muita gente abdicou do “sonho” para viver “o que deu . E não estou falando de ganhos financeiros aqui, é algo maior que isso. Como ser feli de verdade, se a maior parte do seu tempo útil é aplicado em algo que você não gosta ou perdeu o pra er uitos vão lotar o dia de coisas circunstanciais e ficarão sem tempo para nada, ou se a, vão passar o dia reali ando tarefas que podem ser importantes para os outros, mas que não agregarão nada para eles. Isso resulta em uma perda de energia e de vida. Como consequência, surgem uma série de problemas como o estresse, falta de energia, desmotivação, ausência de nimo para os relacionamentos e o descuido com a própria saúde Também e istem aqueles que serão e celentes profissionais, mas com a sensação de que falta algo. que quero di er é que isso pode acontecer a qualquer momento, pelos simples fato de que a vida é tão din mica e estamos sempre abertos a descobrir novos rumos. O ponto é se temos a coragem de viver por eles. A vida é curta demais para gas-

Muitos ficarão sem tempo para nada Pessoas que reclamam da rotina do dia a dia…

Também existem aqueles que serão excelentes profissionais, mas com a sensação de que falta algo

tarmos tempo com as coisas que não estão de acordo com nossos propósitos. Recentemente, fi uma reunião que com toda a equipe do Neotriad e apresentei nosso plano 2013 com base nos insights. No final da reunião, inspirado no modelo de gestão da loja virtual Zappos, ofereci um bom bônus em dinheiro, para quem quisesse sair da empresa. Falei que se alguém não estivesse de acordo com os valores apresentados, quem não estivesse afim pelo simples fato de ter perdido o pra er pela nossa missão, que não teria problema nenhum em nos deixar. Se trabalhamos para ajudar pessoas a viverem seu tempo com sabedoria, precisamos dar o e emplo e isso poderia significar sair do time. Ninguém nos deixou, muito pelo contrário, sinto que o nível de comprometimento triplicou. Fica aqui uma refle ão será que você não precisa dar um bônus para viver o seu propósito? Dinheiro, sem dúvida, é importante, ajuda muito, pode até comprar bons momentos de felicidade, mas não compra sua verdadeira reali ação. Talve menos, faça mais, entende? Será que não está na hora de entrar no time das pessoas que estão reali adas e usando seu tempo com mais sabedoria? Viver pelo propósito? A vida é curta demais para fa er dela um rascunho, por isso ela permite que o original tenha diversos erros e acertos, mas só você que pode fa er isso. Será que não está na hora de entrar no time das pessoas que estão realizadas e usando seu tempo com mais sabedoria?

(*) Maior especialista no Brasil em administração de tempo e produtividade, é CEO da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo. Ministra treinamentos e palestras para as maiores empresas do país e da Fortune 100. Autor dos livros A Tríade do Tempo; Você, Dona do Seu Tempo; e Estou em Reunião; e co-autor do Mais Tempo, Mais Dinheiro. Sua mais nova obra: Equilíbrio e resultado – Por que as pessoas não fazem o que deveriam fazer? www.paramais.com.br

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Música pode ser mais eficaz do que remédios A pesquisa aponta que certas músicas podem elevar a produção de imunoglobulina A e de glóbulos brancos, responsáveis por atacar invasores Cientistas descobriram que ouvir ou até mesmo tocar música pode reduzir os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e elevar os níveis de oxitocina, relacionado ao bem-estar

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e acordo com uma nova análi se de 00 trabalhos científicos publicados, o velho ditado que a m sica é o remédio pode ser literalmente verdade. Psi cólogos canadenses da niversidade c ill mostraram que os benefícios neuroquími cos da m sica pode estimular o sistema imunológico do corpo, redu ir a ansiedade e a udar a regular o humor. Chegou a hora, di em os pesquisadores, para os médicos e terapeutas para começar a levar a m sica muito mais a sério. A revisão, foi motivada pelo crescente n mero de estudos que abordam as inter venções de m sica baseadas em evidências (ao contrário de musicoterapia, que é outra coisa). Antes desta revisão, ninguém tinha realmente tido tempo para olhar para o que todas as evidências estavam sugerindo. 40

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Na verdade, a música é frequentemente utili ada para fins de auto medicação, mui tos de nós ouvimos a m sica como uma for ma de acalmar nos ou dar nos um impulso. E fa emos isso com tanta freq ência se não mais do que com café ou álcool. Além disso, como ona isa Chanda e aniel evitin apontam em sua revisão, a m sica é utili ada em algumas situações clí nicas, para promover a sa de e bem estar, incluindo a gestão da dor, rela amento, psi coterapia e crescimento pessoal. que mui tos desses esforços são dirigidos pelo senso anintuitive que a m sica fa . Chanda e evitin têm mostrado que há uma abund ncia de estudos que associam a m sica para processos neuroquímicos es pecíficos. Em sua análise, que entrevistou mais de 00 trabalhos, eles olharam para os padrões da evidência científica que susten

ta a alegação de que a m sica pode afetar a química do cérebro de uma forma positiva. Eles conseguiram isolar quatro áreas onde a m sica pode a udar Recompensa, motivação e pra er (para a udar com dist rbios alimentares, como um e emplo) Estresse e e citação (para a udar a re du ir a ansiedade) Imunidade (para fortalecer o sistema imunológico do corpo e slow down declínio relacionado com a idade) Aflição Social (para au iliar na constru ção da confiança e relações sociais) s investigadores ligados nestas áreas primárias com quatro sistemas neuro quí micas A dopamina e opióides Cortisol (e horm nios relacionados) A serotonina (e horm nios relaciona dos) A ocitocina Por e emplo, os pesquisadores desco briram 15 estudos em que o cortisol, um horm nio do estresse, caiu depois de ouvir m sica rela ante. Estudos têm mostrado que cantar em grupo pode liberar o itocina, que pode a u dar a fomentar sentimentos de cone ão so cial. E incrivelmente, um estudo mostrou que

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POR QUE A MÚSICA TRANQUILIZA Córtex auditivo

Complexo amigdalóide

Hipotálamo

Hipófise Hormônio ACTH

Consumo de glicose pelos músculos

Inibição de secreção do hormônio ACTH

Cortisol

Liberação de glicose pelo figado

Glandula supra-renal

os pacientes que ouviam m sica antes da cirurgia tinham níveis mais bai os de ansie dade do que as pessoas que tomaram me dicamentos anti ansiedade como alium e

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Inibição do complexo amigdalóide

>> Em uma pessoa estressada, o complexo amigdalóide é ativado. Ele estimula o hipotálamo, que ativa a hipófise, que, por sua vez, secreta o hormônio ACTH, levado às glândulas supra-renais. Estas liberam o cortisol (em azul), aumentando a liberação de glicose pelo figado que ficará disponível para os músculos. Quando o cortisol atinge o cérebro, o indivíduo está em estado de alerta. Passado o stress, uma música tranquila ativa o córtex auditivo, reduzindo a atividade do complexo amigdalóide e inibindo toda a cadeia de reações. O cortisol pára de ser liberado.

sem o custo e efeitos colaterais. s cientis tas especulam que a m sica pode estimular a liberação de peptídeos opióides endóge nos no cérebro.

A m sica está entre as escolhas de estilo de vida que podem redu ir o estresse, pro teger contra a doença, e controlar a dor. Em termos de pró imos passos, Chanda e evitin esperam ver a m sica usada em qualquer n mero de ambientes médicos e de sa de, incluindo a sua utili ação como um agente calmante antes da cirurgia, ou mesmo durante os procedimentos, como o trabalho dental. A promessa de tratamentos baseados em m sica é que eles são não invasivo, tem efeitos colaterais mínimos ou não, são bara tos, conveniente e completamente natural , escrevem os autores. Contraste com a ansie dade pré operatória que redu indo as ben odia epinas, os quais são conhecidos por indu ir um n mero de efeitos secundários indese áveis, incluindo a amnésia, agitação e hiperatividade. Eles também esperam ver mais pesquisas ligando os benefícios terapêuticos da m si ca para reações neuroquímicas no cérebro. Além disso, os pesquisadores notaram que mais lenta a m sica e melodias tendem a ser mais rela ante do que mais rápido e que o controle do paciente sobre o tipo de m sica é fundamental para o sucesso (qua se ninguém voluntariamente escolhe a m sica ew Age nestes conte tos, é por isso que os médicos nunca devem impor suas tendências sobre os seus pacientes).

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A Reinvenção do Profissional Uma evolução inevitável

“O pro�issional do futuro será mais livre e empreendedor. Em um mundo de transformações, a eterna insatisfação e desejo de voar sempre mais alto serão atributos cruciais para prosperar em um mercado de grandes oportunidades.” Texto Alexandre Prates*

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á algum tempo uma rotina tem feito parte do meu cotidiano: entrevistar grandes líderes do mundo corporativo. Embora, chamar isso de rotina é um insulto, afinal a cada entrevista, conceitos incríveis são apresentados por estes empreendedores que destacam-se em suas áreas de atuação. Mas o que torna esses empreendedores profissionais diferenciados A sua capacidade de entrar em ação

seu foco e disciplina A sua perseverança em buscar novos resultados u simples mente a ousadia de sonhar e acreditar A maioria das pessoas que procura o nosso instituto para desenvolver-se pelo processo de coaching, inicialmente, apresenta algumas necessidades:

- encontrar um propósito de vida que valha a pena; - decidir acertadamente o seu futuro profissional - tirar as suas ideias do papel e fazer acontecer;

- ter foco e disciplina para concretizar os seus projetos; - encontrar respostas que facilitem a tomada de decisão.

Veja que interessante. As necessidades apresentadas pela maioria das pessoas, naturalmente foram ultrapassadas pelos empreendedores. Um empreendedor sabe exatamente o que quer e tem uma capacidade incrível para fazer acontecer.

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e, principalmente, visão de longo prazo, enxergar oportunidades onde ninguém mais enxerga. Empreendedorismo é uma revolução interna que desencadeia comportamentos produtivos e como consequência, resultados e traordinários. m profissional, independente da área em que atua, pode e deve ser um profissional empreendedor. Portanto, se eu pudesse resumir em uma única frase o conceito da reinvenção do profissional, eu diria assumir a responsabilidade por sua vida e carreira. A partir disso, todo o restante se faz presente. Antes disso, teremos muito espaço para desculpas e motivos, aparentemente, reais para não alcançarmos a tão desejada realização profissional.

O profissional do futuro será mais livre e empreendedor

Esses comportamentos intrínsecos dos empreendedores são sinais fantásticos de uma competência desejada para qualquer ser humano: são líderes de si mesmos e assumiram, de fato, a responsabilidade por sua vida e carreira. m profissional empreendedor encontra dentro de si os verdadeiros motivos para fazer acontecer! No estudo nacional que conduzi sobre as competências do profissional do futuro, que originou o livro “A Reinvenção do Profissional Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro (Editora ovo Século), um dado mostra uma forte tendência sobre os desafios dos profissionais para os novos tempos: 97% dos entrevistados (grandes líderes, empresários, especialistas de mercado e jovens empresários de 15 estados brasileiros) citaram diversas competências relacionadas ao empreendedorismo como uma capacidade decisiva para que o profissional possa prosperar no mundo corporativo do futuro. Capacidade que eu denominei como Inteligência Empreendedora. conceito de empreendedorismo deve ser desmistificado, pois empreender não é sinônimo de abrir uma empresa, conceito equivocadamente divulgado du-

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rante tanto tempo. Empreender deve ser encarado como uma competência, um conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que nos proporcionam grandes resultados em qualquer área da vida. Visto desta forma, empreender é sinônimo de foco, disciplina, paixão pelo que se faz

(*) Fundador do ICA - Instituto de Coaching Aplicado. Autor do livro “A Reinvenção do Profissional - Tendências Comportamentais do Profissional do Futuro” - Editora Novo Século. Palestrante em grandes eventos nacionais e internacionais. Coach, especialista em liderança, desenvolvimento humano e execução de estratégias organizacionais.

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PESQUISA

Dieta rica em antioxidantes pode melhorar fertilidade do homem Uma baixa ingestão de frutas, legumes e verduras pode levar à baixa capacidade reprodutiva do homem, segundo estudo realizado na Espanha

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ientistas das Universidades de Múrcia e de Alicante concluíram que a presença dos chamados antioxidantes nestes alimentos melhoram a qualidade do sêmen, afetando positivamente os parâmetros de concentração de espermatozóides, e ainda sua morfologia e sua mobilidade. Ao mesmo tempo, uma dieta à base de alimentos mais gordurosos pode produzir um efeito negativo na fertilidade masculina. “Um estudo anterior nosso mostrou que homens que comem muita carne e laticínios gordurosos têm uma qualidade de sêmen inferior à dos que consomem mais frutas, legumes e laticínios desnatados”, explicou Jaime Mendiola, da Universidade de Múrcia e principal autor da pesquisa, publicada na revista especializada Fertility and Sterility, da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva.

Suplementos

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Para o atual estudo, os cientistas analisaram 61 voluntários - 30 deles com problemas reprodutivos e os demais como grupo de controle. “Observamos que nos casais com problemas de fertilidade que chegavam à clínica, os homens com melhor qualidade seminal consumiam mais verduras e frutas portanto mais vitaminas, ácido fólico e fibras, e menos proteínas e gorduras - do que os homens com baixa qualidade do sêmen , afirmou andiola. O pesquisador admitiu, no entanto, que sua equipe ainda não chegou a uma conclusão sobre se seria suficiente para um homem com problemas de fertilidade ingerir suplementos vitamínicos, em vez de aumentar o consumo de legumes e frutas. “Vamos realizar um estudo nos Estados Unidos, onde

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da fecundidade masculina vêm caindo nas últimas décadas. Uma pesquisa realizada com homens europeus entre 2001 e 2008, pelo Instituto Valenciano de Infertilidade, os portugueses ocuparam o primeiro lugar da lista de qualidade do sêmen e sua capacidade de conceber um feto, seguido dos espanhóis. Nos países do norte da Europa, como na Escandinávia, cerca de 40% dos jovens apresentam uma qualidade de sêmen inferior à recomendável para ser fértil. “Os especialistas dinamarqueses estão estudando o assunto porque esses números são preocupantes”, explicou Mandiola. “Os hábitos de vida podem estar muito relacionados com a qualidade do esperma e com os parâmetros da fertilidade em humanos.” O pesquisador lembra ainda que a comunidade médica tem feito um esforço para aconselhar mulheres grávidas a evitarem a exposição a agentes tóxicos, que poderiam afetar a fertilidade do bebê na idade adulta.

o consumo de suplementos é muito comum, para avaliarmos este aspecto”, disse Mandiola. Os antioxidantes são um dos grandes chamarizes das indústrias de cosméticos e suplementos alimentares, que alegam que essas substâncias têm a propriedade de combater os chamados radicais livres, moléculas de oxigênio altamente reativas que circulam pelo organismo e provocariam o envelhecimento celular.

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Picada de abelha contra as rugas

Veneno de abelha contra as rugas

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remes feitos a partir do veneno do inseto funcionam como uma espécie de botox natural, combatendo as linhas de expressão. Mas, atenção: alérgicos não podem usá-los Há quem não veja beleza nenhuma no ditado de que cada ruga é uma história para contar. O não conformismo faz com que muitas declarem guerra às tais marcas de expressão. O mercado disponibiliza inúmeras armas para essa luta, na qual vale tudo: substâncias sintéticas ou naturais, de uso tópico ou injetável. Quem diria que as abelhas, com o veneno que soltam, seriam também uma aliada nessa batalha? De acordo com a farmacêutica Marisa Protta, responsável por um dos dois laboratórios brasileiros que manipulam um creme à base do veneno da abelha, essa proteína aumenta a circulação sanguínea e, assim, es-

timula a produção de colágeno e elastina. Ao passarmos o creme no rosto, o organismo é enganado, levado a entender que houve uma picada, e começa a irrigar a região com sangue. Dessa forma, as rugas de expressão são suavizadas, graças à proteína que representa cerca de 60% do veneno, a melitina. “O efeito é muito parecido com o da toxina botulínica (botox). Dá uma paralisada nas expressões”, explica Marisa. Ela também alerta para a característica anti inflamató ria da melitina, o que é bom para espinhas. Em muitos países, a substância é usada até para amenizar as dores nas articulações causadas pelo reumatismo. No Brasil, esse uso ainda é proibido, mas Marisa não descarta essa ação em espinhas faciais. Dermatologistas ainda falam com ressalvas sobre a eficiência do produto, por não o conhecerem profundamente. O médico José Ferraro acredita que o efeito do creme

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Abelha solta o veneno após a picada

possa ser passageiro, resultado apenas do inchaço causado pelo veneno. “Da mesma forma que a região que leva uma ferroada incha, o rosto incha também e diminui rugas e sulcos”, explica. Cyntia Santos da Silva, farmacêutica de outro laboratório que produz cremes com veneno de abelha, conta que diversas outras subst ncias que também beneficiam a pele

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são adicionadas à composição desses cremes — algumas delas também originadas da abelha. Entre elas, a vitamina E, de ação antioxidante, o própolis e o pólen. O produto à base de abelha é fabricado dentro e fora do Brasil. Segundo o jornal Daily Mail, a versão neozelandesa do cosmético é usada até pela ex-spice girl Victoria Beckham e pela princesa Kate Middleton. Alérgicos a abelhas não devem usá-lo.

Mito ou verdade?

Veneno caro

No Brasil, o preço do grama de veneno varia de R$ 50 a R$ 110. Na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia, os valores chegam a dobrar. A cada 30g de creme, há cerca 50mg de veneno, quantidade média suficiente para bons resultados e que varia, dependendo do laboratório em que é fabricado o produto. O valor alto é explicado pela quantida-

Todo cuidado é pouco. Não faça esperiência caseira, pois você pode se ferrar, literalmente...

Outras substâncias que também beneficiam a pele são adicionadas à composição desses cremes, algumas delas também originadas da abelha. Entre elas, a vitamina E, de ação antioxidante, o própolis e o pólen

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Estética Corporal Facial

>> Apesar do sucesso estrondoso fora do País, os cremes feitos com o veneno de abelha não agradaram os especialistas daqui. Para Valcinir Bedin, médico dermatologista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre e doutor em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), não é a falta de circulação sanguínea nem o seu estímulo que faz o corpo produzir mais colágeno e, consequentemente, eliminar as rugas do rosto. “Essa substância provoca, na verdade, um inchaço, causado pelo aumento da circulação sanguínea no local. Só que isso é temporário e passageiro. Algumas horas depois do efeito do medicamento, tudo volta ao normal. Para fazer a ruga desaparecer, seria necessário criar um novo colágeno no local ou paralisar o músculo que a forma”, diz.

de necessária de abelhas para que se extraia 1g de veneno: de 10 mil a 15 mil insetos. “É uma forma de os apicultores aproveitarem ao máximo as abelhas que criam e terem ainda mais rendimento, já que se trata de uma substância cara, extraída facilmente”, explica o apicultor Ciro Protta. A extração do venenos também é uma forma prática de controlar, semanalmente, a quantidade de abelhas, uma vez que a produção de veneno está diretamente relacionada à população da colmeia. Para extrair o veneno, uma placa de vidro, que dá leves choques, é colocada na entrada do ninho. Ao se sentir ameaçada, a abelha tenta ferroar a placa e solta o veneno. Como é de vidro, ela não prende o ferrão e não morre, como aconteceria se picasse uma pessoa.

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Fauna amazônica infernal:

alguns aspectos

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s animais predadores que atuam na região amazônica recebem pela população local o nome de praga. Maurício Grabois, chefe da guerrilha do Araguaia e componente do PC do B, dá conta que a fauna amazônica, denominada por ele de “infernal”, obrigava os guerrilheiros a mudar os acampamentos de tempo em tempo. Vejamos alguns desses animais: Potó: O potó cai quando chega a praga das chuvas nos rios e igarapés da Amazônia. Nas embarcações iluminadas e sem sanefas a boca da noite, sua ferroada provoca queimadura de até terceiro grau. Rabo azedo: também considerado praga na chegada da chuva. Piolho de cobra: Chamado no Tocantins de centopeia. Saúvatáia: em Belterra causa ferroada dolorida e pode ser consumida com farinha, sal e limão. Formiga de fogo: encontradiça principalmente nos roçados, ferroa quando pisada. Taxi-preto: ferroa principalmente nas residências, costuma cair das árvores.

Taxí-vermelho: também ferroa nas residências e cai das árvores. Saúva vermelha: encontradiça nos roçados e dá uma ferrada dolorosa. Ijogó (bijogó): mutuca que ataca cavalo e cavaleiro na contra-costa marajoara. Cupim: estão em grande quantidade e qualidades na Amazônia, arrasam com qualquer tipo de madeira. No

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que escaparam do acidente forram atacados por tapurús, os quais foram retirados cirurgicamente em um hospital de Brasília. Gaivota: ataca quem vai mexer o ninho de seus filhos nas praias do rio Guaporé.

Xingu eles acabaram com uma quantidade expressiva da floresta a partir de ninhos instalados no alto de árvores adultas. Jabuti ou muçuã: quando morde o dedo do sujeito ele só larga quando o macaco guariba urra na mata.

Tanajura: saúva adulta de cor vermelha e de bunda grande. Muito usada como acepipes para os naturalistas.

Carapanãs, muriçocas ou mosquitos: várias espécie que existem na região, incomodam dia e noite. Pararama (lagarta do seringal): lagarta que causa uma espécie de reumatismo e atinge as articulações das

Arraia: presente nas praias de rios, igarapés e até de oceanos. Sua ferrada pode doer por até 24h. Cupim: que ataca o lavrado de Roraima, moram na mesma casa que o vagalume.

mãos dos seringueiros, principalmente. As vezes é preciso retirá-la com faca. Caturra: tem da amarela e da preta. Pode atacar dia e noite. lagarta que come resto de comida, carne de animais silvestres e até a carne humana, como foi o caso de uma avião que despencou sobre uma capoeira. Os passageiros

Formigas coríadeiras: cortam folhas e atacam humanos. Dão saltos. Formiga preta grande: como foi o caso que ocorreu em Abaetetuba, que atacava as árvores das praças e ruas, e seria resultado, dizendo respeito sofrido pelo padre, sendo considerado portando causado pelo pecado www.paramais.com.br

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dos moradores em relação ao religioso. Aranha caranguejeira: encontrada principalmente nas capoeiras, pode ser confundida com outras espécies. Uritinga: encontrado nas praias de agua salgada, seu ferrão é dolorido e algumas vezes só é retirado com o auxílio de anestesia e instrumento cortante. Abelhinha da contra - costa marajoara e tocantina: incomoda os vaqueiros e o cavalo. Cupim da cabeça grande: perto de Belém ataca as madeiras. Papa areia: peixe pequeno de ferrada dolorida. É encontrado nas praias, Formiga pretinha: que só ataca o açúcar e não ferra. Abelha aruá: que fica zunindo nos ouvidos, pode grudar na cabeça da pessoa e toma conta da casa do cupim. Barata branca da guelra do peixe: sobrevive dentro d’água. Gavião coré: para se alimentar pode atacar outras aves no voo e no solo. Caba de telha: vive no beirai das casas e sua ferrada é dolorosa. Tracuá: fica em pau oco e gruda na pele. Jacaré: predador de fome insaciável, com a água grande cíclica da Amazônia, ele vai para o espaço urbano, como aconteceu recentemente em Taciateus, Santa Maria do Pará.

Tatu caba: a ferroada dói, ela é encontrada nas copeiras e beiras de florestas. Doença do fogo nos açaizais: chamada de praga do açaí. Sanguessuga: da preta e da vermelha ataca nos campos alagados de aninga e canarana. Tec-tec (bizorinho): quando se assanha faz tec-tec e gruda na pele. Sucuriju (sucuri): grande ofídio que oferece perigo para animais e ao próprio homem. Ela pode consumi-los

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inteiramente depois de quebrar-lhes os ossos. Caravela: ataca na água salgada provocando espécie de queimadura que incomoda bastante. Água viva: pode causar intoxicação e deixar o sujeito debilitado e com náuseas. Candiru: pequeno peixe de água doce que pode penetrar pela genitália tanto do homem, quanto da mulher e fazer estrago na pessoa. Onça: quando urra a noite nas proximidades das residências assusta os moradores. Com a derrubada das

florestas ela está procurando alimento no espaço urbano. Sapo: o imaginário dá conta que quando o sapo urina no olho da pessoa ela consequentemente fica cega. Possui uma secreção que teria efeito alucinógeno. Tapiaí: lembra a tucandeira. É preta e de ferroada dolorosa. Para passar a dor só olhando para o céu. Barbeiro: de aparecimento recente está fazendo estrago nos açaizais, indicado como principal transmissor da doença de chagas.

Taóca ou itaóca: formiga grande que fica só na mata e só anda em linha reta. Surucucu pretinha: ofídio que vive no meio das folhas e só pica na volta. Escorpião: existe nó tapajós e outros lugares da re-

gião, sua ferrada pode ser letal. Morcego: ave de hábito noturno que pode transmitir a raiva. Quase sempre são frugívoros. Rato: roedor que atua principalmente nas residências e lojas de comércio. Além das doenças que pode transmitir. Baque do puraqué: costuma derrubar sementes de açaí e bacaba para sua alimentação, além do choque que dá nos ribeirinhos. Guaxinim: na beira d’água costuma fazer estrago mordendo os pescadores. Mosca doméstica: encontrada com muita facilidade em todo interior da região e mesmo na área urbana. Carapanã souvela: picador bastante conhecido, principalmente no Arari, na fazenda Santa Águida. Barata: atua principalmente nas residências ou onde tiver alimento para ela. Carapanã: existe de várias espécies, sendo que alguns deles são nocivos ao homem, como o falciparum (anofilis) transmissor da malária. Gigante africano: caracol transmissor de doenças, trazido da África e está se alastrando pela Amazônia. Carataí: peixe pequeno de água doce. Muito presente

no baixo Tocantins. Sua ferrada é muito dolorida. Ele não procura o homem para ferrar, mas se o sujeito pisa no ferrão dele tem que ser muito macho para aguentar a dor. Pium: é uma praga que tem uma ferrada muito dolorosa, ataca principalmente em cachoeiras. Gafanhoto: praga que ataca os roçados e pode ocorrer em grande quantidade. Centopeia ou piolho de cobra: pode chegar até 15 cm de comprimento e causar lesão na pele. Homem: animal predador de primeira qualidade. Presente em todos os cantos da Amazônia, principalmente os vindos de outras paragens. Pode arrasar com a fauna, flora e minerais em tempo recorde. Não resta dúvida que os autores apenas descrevem os animais silvestres com os quais tiveram experiência em suas andanças pela região, o próprio Maurício Grabois incluiu no Araguaia o carrapato. Pará+

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Vencendo desafios e construindo o futuro Todos nós podemos ter um alto desempenho na nossa vida

Texto Eduardo Shinyashiki*

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cada dia novos desafios se apresentam a todos os indivíduos. ependendo da atividade e ercida, podem surgir in meras dificuldades. Por isso, é preciso sempre estar preparado para atitudes que e i am um alto grau de superação, tornando a pressão um forte aliado na hora da tomada de decisão. Para alcançar os ob etivos é preciso agir com foco, atenção e autoconfiança, gerando motivação, sempre em busca de resultados duradouros e alicerçados em um foco comum entre os interessados, o que pode ser alcançado a partir do momento em que novos paradigmas são estabelecidos por meio de uma boa comunicação interpessoal, verbal e não verbal, por e emplo. Todos nós podemos ter um alto desempenho na nossa vida, conseguir um estado interno motivado, nos manter focados nos ob etivos e obter um equilíbrio que contribui para ultrapassar os limites das impossibilidades individuais. esse sentido, algumas refle ões merecem destaque As pessoas com alto rendimento reconhecem e trabalham para atingir equilíbrio entre os aspectos físico, mental, emocional e espiritual do ser humano, como um recurso essencial para criar uma vida pessoal e profissional de sucesso. Alinhar as intenções com as ações, as emoções com os comportamentos, reconhecendo o elemento espiritual presente em cada um de nós, leva sabedoria da alma, reali ação dos resultados e prosperidade Aqueles que buscam tal equilíbrio sa-

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bem alcançar um estado interno no qual se chega a uma concentração intensa e automática, criando uma sensação interna de confiança e motivação. Por meio da concentração, meditação e autorrefle ão, pode se atingir um nível de autoconsciência que possibilita controlar e direcionar os pensamentos;

ência real quando precisar daquela ação e desempenho. Estão mais preparados porque “aqueceram” os circuitos neurais do cérebro e criaram uma mentalidade vencedora; Concentrados no presente, estão constantemente aprendendo com o passado e tendo a visão do futuro. Seguem focados naquilo que está a seu alcance, como a sua preparação, formação, treinamento e conhecimento dos concorrentes; As pessoas focadas em vencer desafios cultivam as qualidades de tenacidade, persistência, determinação e trabalham em prol de um ob etivo comum, e pandindo a capacidade de superar os obstáculos e de não sucumbir s dificuldades. ão bastam os dons naturais, os talentos e potenciais, se não forem aperfeiçoados, direcionados e colocados a serviço de uma meta Elas observam também as características de cada integrante da própria equipe para melhor trabalhar em grupo, cooperar e conseguir o melhor resultado. Todos nós podemos criar voluntariamente estes estados internos, transformar atitudes, treinar novas formas de pensar e sentir, inovar a nossa maneira de agir, fortalecer uma mentalidade vencedora, mesmo nas atividades cotidianas. Podemos utili ar e colocar em prática todo o nosso imensurável potencial, redirecionar o nosso foco, as nossas escolhas e abrir a mente e o coração para as ricas possibilidades que a vida oferece.

As pessoas com alto rendimento reconhecem e trabalham para atingir equilíbrio entre os aspectos físico, mental, emocional e espiritual do ser humano…

s focados em reali ar reconhecem o poder da atenção. sam a concentração como instrumento para direcionar a mente nos ob etivos e intentos importantes naquele momento, sem se distrair e agir de forma improdutiva uitos utili am a e ercitação mental para treinar internamente uma atitude, comportamento ou performance. Educam a mente a imaginar e visuali ar como eles querem ser e agir para fortalecer a e peri-

Por meio da concentração… possibilitar controlar e direcionar os pensamentos

(*) Palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das Competências de Liderança e Preparação de Equipes. Presidente da Sociedade Cre Ser Treinamentos

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CONST RU IR O F UT URO. UMA TAREFA DE TODOS. O Governo e a sociedade começaram a vencer juntos um dos maiores desafios do nosso Estado: melhorar a qualidade da nossa educação. Uma tarefa que não é de uma pessoa, mas de todas as pessoas, que não é só um projeto de Governo, mas uma ação de Estado. Essa ação tem nome: Pacto pela Educação do Pará. Ele representa o esforço integrado de todos aqueles que desejam construir uma boa escola, e nasce com metas bem claras: aumentar em 30% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de todos os níveis: Ensino

Fundamental I e II e Ensino Médio, fazendo do Pará, nos próximos cinco anos, referência nacional na transformação da qualidade da educação básica. Neste Pacto todos estão convocados: escolas, prefeituras, pais, professores, alunos, igrejas, entidades, classe política, artistas, jornalistas, empresas, ONGs, organismos internacionais, voluntários, cada um fazendo a sua parte e levantando a bandeira de uma educação de qualidade. Venha você também. Pacto pela Educação do Pará. Construir o futuro é uma tarefa de todos.

METAS DO PACTO Melhoria do desempenho do aluno  Aumentar a carga horária de Língua Portuguesa e Matemática para mais de 90 mil alunos da rede estadual com déficit nessas disciplinas;  Ampliar o tempo de permanência dos alunos na escola:  14 Escolas de Tempo Integral;  Mais duas horas de atividades complementares com o Programa Mais Educação em 400 escolas

estaduais, além das escolas municipais que aderiram ao projeto;

 500 escolas estaduais de Ensino Médio com o Projeto Ensino Médio Inovador/ Jovem de Futuro Melhoria da Infraestrutura

 construção de 50 novas escolas ao longo de 5 anos, ampliando em 70 mil o número de matrículas  200 ampliações e reformas em unidades escolares Construção de 250 quadras esportivas Melhoria da Gestão  Processo de capacitação contínua dos profissionais da Educação, ofertado pela Escola de Governo do Estado. Previsão de 5.500 professores e gestores escolares do Estado com a possibilidade de participação de profis sionais dos Municípios

GRIFFO

 Implantação do Sistema Paraense de Avaliação da Educação, de avaliação anual, em toda Rede Estadual e, por adesão, para todos os Municípios.

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