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Gente da Gente Ano 06 Ed.02 Abr Mai Jun de 2016

DESTAQUE

Falcão Na música, na interpretação, no desenho ou na arquitetura: o talento carregado de bom humor

As mulheres e suas histórias na Porto Freire

GIRO

Buenos Aires tem um ‘quê’ de Paris


// EDITORIAL

Editorial Expediente Estilo é uma publicação da Porto Freire Engenharia PRESIDENTE

Jorge Wilson Porto Freire DIRETORA TÉCNICA

Roberta Catrib DIRETOR ADMINISTRATIVO FINANCEIRO

Felipe Arruda COORDENADORA DE MARKETING

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Estilo traz um bate papo com o irreverente Falcão. Arquiteto, cantor, humorista e apresentador são algumas das funções deste cearense que, há mais de duas décadas, conquistou o país com o seu jeito extravagante de se vestir e o seu humor inteligente e escrachado. Ele conta sobre o programa Leiruate e novos projetos. Conhecer Buenos Aires ficou mais fácil. Um voo semanal direto leva você à bela capital argentina em apenas cinco horas. Saiba por que, de tão famosa, Buenos Aires já foi chamada, por chefes de Estado, como o ex-presidente francês, Jacques Chirac, de capital do Brasil. O talento feminino em destaque. Conheça as mulheres que conquistaram o seu espaço na Porto Freire e contam sobre a sua realização no campo profissional e pessoal.

Valdenisia Souza REDAÇÃO

R&B Comunicação JORNALISTA RESPONSÁVEL

Rozanne Quezado

Os food trucks, que viraram febre em Fortaleza, ganharam um espaço fixo. Quiosques gastronômicos, aliados a uma boa programação cultural, formam o programa Imprensa Food Square, atraindo público de todas as idades e tribos.

PRODUÇÃO E REVISÃO

Rozanne Quezado Lucílio Lessa Valdenisia Souza FOTOS

Jarbas Oliveira e banco de imagens PROJETO GRÁFICO

Raphael Lira DIREÇÃO DE ARTE E DIAGRAMAÇÃO

Promosell Comunicação Fale conosco (85) 3299 6600 gestaomkt@portofreire.com.br

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Revista Estilo Porto Freire

O sonho da casa própria deixou de ser apenas a compra do apartamento. Agora, quem busca um imóvel para viver quer também qualidade de vida que pode ser traduzida em três palavras: segurança, lazer e conforto. É o que oferecem os chamados condomínios clube. Democratizando a informação, a Porto Freire promove debates sobre temas de interesse da empresa com as suas diversas equipes, resultando em otimização dos seus processos. Estreando, a sessão Estilo Indica destaca o premiado livro “Toda luz que não podemos ver”. Imperdível. Boa leitura!!


SUMÁRIO

Sumário 04|

Destaque Falcão O humor inteligente e extravagante

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10| Gente da Gente

Giro

Mulheres e suas décadas de histórias na Porto Freire

Conheça Buenos Aires, a cidade mais europeia da América Latina

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28| À Mesa

Imprensa Food Square reúne gastronomia e eventos culturais

Tijolo por Tijolo Gestão Participativa democratiza a informação na Porto Freire

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// Destaque

FalcĂŁo se prepara para entrar em cena

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“ A NOSSA MATÉRIA PRIMA É A FULERAGE” Marcondes Falcão Maia, o Falcão, é o que se pode chamar de uma mistura tipicamente cearense. Respeitoso, com aquele jeito de falar calmo e cara de quem está observando tudo, parece o amigo que chega pela primeira vez a sua casa pedindo licença para entrar. Mas, basta o primeiro estímulo para vir a irreverência e o deboche moleque certeiro de quem brinca com a consciência das palavras e das intenções. Conversamos com Falcão pouco antes da gravação do programa Leruaite, na TV Diário, no qual entrevista com muito humor personalidades cearenses. Ele falou sobre parcerias e projetos. “O cara que tem humor e a condição da melodia na mão, tem que passar algum ensinamento para o povo”.

Por Lucílio Lessa Fotos Jarbas Oliveira

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// Destaque

O programa Leiruate é transmitido pela TV Diário

Revista Estilo\\ Como surgiu a ideia de criar o Leruaite? Falcão\\ É uma coisa que vem de longe. A ideia sempre foi fazer um talk show - um programa de entrevistas. Começamos a ajeitar umas ideias e encher de fulerage pelo meio. Porque a nossa matéria prima é a fulerage, né? Então, começou disso. Primeiro, com um convite lá da TVC [TV Ceará], através do governador Cid Gomes e do Guto Benevides [então presidente da emissora], e, logo depois, passamos para a TV Diário, porque a TV Diário tem a cara – mais ainda – da nossa molecagem. RE\\ O seu trabalho mistura escracho e uma pegada política forte. Como definiria o humor que você faz? Falcão\\ Eu gosto de falar muito do político e do social, mas não da política em si, do que está ocorrendo, porque é uma coisa que passa. Na velocidade em que as coisas estão acontecendo, se eu fizer uma música hoje sobre impeachment (da presidente Dilma Rousseff), daqui a uma semana é arriscado nem ter mais impeachment. Então, a música vai morrer. Agora, de fazer da política em geral e mais da política do cidadão, sem falar em partido nem em candidato, é uma coisa didática. O cara que tem humor e a condição da melodia na mão tem que passar algum ensinamento para o povo. Então, é no intuito de ensinar alguma coisa, de dar diretrizes para os meus ouvintes, que a gente sempre bota uma pitada de política e social. Até na questão religiosa também. Tem muita música que fala em religião, para poder dar esse toque.

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“A gente fala muito em chifre, em viadagem. Aqui, acolá, têm uns ‘cabra’ que se tocam.” RE\\ Você já teve problema com alguma música que fez no passado? Falcão\\ De censura, não, porque a gente já começou quando não existia mais censura no Brasil. Mas a censura localizada, de chegar em algumas rádios ou emissoras de TV e não poder tocar certas músicas... As emissoras que são mais católicas ou evangélicas, aí não deixam tocar certas músicas. Ou, então, certos segmentos da sociedade que se sentem um pouco magoados – a gente fala muito em chifre, em viadagem. Aqui, acolá, têm uns ‘cabra’ que se tocam. Mas, no geral, não há muita rejeição. Aconteceu, umas duas vezes, de chegar numa cidade do interior e o prefeito achar que “ah, fala muito em negócio de veado, palavrão... é melhor maneirar”. Ou, então, chega alguém da igreja e diz: “certas músicas aí não são boas de tocar porque o vigário não gosta” É uma censura velada.


A vestimenta extravagante ĂŠ parte do humor escrachado de FalcĂŁo

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// Destaque

Falcão figura entre os mais importantes humoristas do país

RE\\ Você falou em parcerias. Seus parceiros são de uma vida toda ou você vai mudando de acordo com o projeto? Falcão\\ Eu tenho poucos parceiros. Na verdade, o parceiro mais constante mesmo é o Tarcísio Matos. Desde quando a gente se conheceu, ainda garotos, começou a fazer música. Tenho alguns parceiros esporádicos. Na verdade, o que acontece é que alguns caras que são fãs, às vezes, mandam umas músicas para mim. Eu acho legal e dou um penteado na música e acabo virando parceiro do cara, mas não é uma parceria tão constante como é a minha com o Tarcísio. Já tive outros parceiros. Fiz algumas coisas com o Robertinho de Recife, com o Nando Cordel, lá no Pernambuco, mas é uma coisa mais esporádica. RE\\ Como começou essa parceria com o Tarcísio Matos? Falcão\\ Eu conheci o Tarcísio no colégio. A gente estudava no Júlia Jorge e aquele pessoal da Parquelândia era uma turma grande, todo mundo fazendo música. Havia vários músicos lá. Então, a gente se reunia, e foram nasceram essas parcerias. Passávamos o dia quase todo fazendo música, tocando violão, aprendendo alguma coisa. O Tarcísio foi uma empatia maior porque a gente tinha um pensamento pareci-

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Banda “Tô nem vendo”, formada por deficientes visuais


do, a molecagem. Essa história da parceria é muito interessante. Tem pessoas que você tem a vontade de fazer a parceria, mas não tem a química. Com o Tarcísio, não, desde pequenos já começamos a fazer muita música.

ator dos filmes dele e estou gostando. Acho que é uma coisa que tem futuro. Quem sabe a gente não ganha o Oscar?

RE\\ Você é arquiteto, humorista, cantor, escritor, ator e apresentador. Como você define o Falcão hoje?

Falcão\\ Eu não sei direito o que ele vai seguir. Ele está na música, mas não na música de humor. Ele faz um Punk Rock e também faz arquitetura. Eu não pretendo influenciar em nada e acho que ele tem que fazer o que der na cabeça dele mesmo.

Falcão\\ Sempre fui uma pessoa muito universal. Essa história de lidar com vários tipos de arte, com a música, com o desenho, com a arquitetura, sempre foi uma coisa muito minha mesmo. É coisa da minha personalidade. Tem que ser por aí porque, principalmente nos tempos em que a gente vive, de alta abertura, de internet, de todo tipo de mídia, você tem que estar focado em várias mídias. A história do ator, por exemplo, eu nem me considero direito. Foi mais porque o diretor Halder (Gomes – diretor do filme Cine Holliúdy) viu que eu tinha um potencial para representar o que ele queria. Então, acabei entrando como

RE\\ Por falar em futuro, você tem um filho, o Pedro, ele já está entrando no mundo artístico? Vai seguir os seus passos ou a pegada dele é outra?

Leiruate já virou bloco do pré-carnaval de Fortaleza e deverá gerar um disco com músicas carnavalescas

Falcão\\ Quais são seus novos projetos? Você está pensando em um novo CD? Falcão\\ Já tenho nove CDs gravados e estamos pensando no décimo para esse ano ainda. Um CD de música no mesmo estilo que sempre fiz. Música autoral, minha, em parceria com o Tarcísio Matos e outros parceiros. Tem também um projeto de um disco de carnaval, porque nós lançamos o bloco Leruaite nesse ano. No próximo ano, o bloco deve crescer mais um pouco. Então, eu queria lançar umas músicas nossas mesmo, para que o carnaval cearense tivesse uma cara da nossa molecagem também. Vamos fazer umas dez músicas de carnaval para, quando chegar o pré-carnaval, a gente fazer o desfile do bloco Leruaite com a maioria de músicas autorais possíveis que já estejam conhecidas dos foliões.

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// Gente da Gente

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Lado a lado A trajetória de mulheres que construíram carreiras e uma história de sucesso na porto freire engenharia nas últimas décadas.

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// Gente da Gente

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vi aqueles caminhões passando com um monte de areia. Me perguntava o que seria construído ali, um lugar onde tudo era mato. Hoje, posso dizer que vi o Parque del Sol nascer”, conta.

Para contar a trajetória de mulheres que estão há um par de anos trabalhando na Porto Freire Engenharia, vamos começar pela coordenadora de contabilidade Aline Carvalho de Sousa, há 16 anos na construtora. A sua história com a Porto Freire começou quando ela ainda era uma garotinha. “Na adolescência, passeava por aqui de bicicleta. Foi quando

Como um roteiro prévio montado, anos depois Aline ingressou na Porto Freire, como estagiária de contabilidade. No quadro da composição da sua trajetória profissional, a construtora foi e continua sendo a sua maior referência. “Foi meu primeiro emprego, comecei como estagiária. Praticamente criei minha filha na Porto Freire, pois quando cheguei ela tinha um aninho. Os desafios eram muitos, pois eu era muito tímida”, diz Aline.

m que pesem os desafios, construir uma história de trabalho é gratificante. Sobretudo, quando se reconhece que esse processo foi determinante para as realizações pessoais. Mais ainda, quando tais histórias se confundem com as de outras pessoas que, de tão presentes, passam a fazer parte da família.

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“Praticamente criei minha filha na Porto Freire” - Aline

O alicerce feminino da Porto Freire DE 15 DIAS A 15 ANOS As palavras de Aline ecoam no discurso da analista financeira Zélia Maria de Almeida. Contratada para cobrir a ausência de um profissional que iria ficar 15 dias fora empresa, ela está completando 15 anos de trabalho na Porto Freire.

REFERÊNCIA Aline considera que as oportunidades de treinamentos na área profissional e pessoal pelas quais passou na construtora foram determinantes para que ela quebrasse barreiras. Questionada sobre qual teria sido o seu maior desafio, ela lembra que, quando ainda era estagiária, foi incumbida de realizar uma tarefa que à época parecia quase impossível para ela. “Um dia, a minha supervisora chegou e me disse: ‘olha, você vai ter que fechar essa conta’. Parecia impossível. Mas, fui atrás, quebrei tanto a cabeça que sonhei com a resposta e consegui resolver o problema”, diz, acrescentando que atribui a conquista ao fato de a construtora acreditar no potencial de cada um. “Às vezes, são as pequenas coisas que fazem a gente evoluir. Você não percebe no momento, mas lá na frente vai entender que aquilo foi bom para você”, afirma.

“Eu morava nas proximidades, andava por aqui e queria comprar um apartamento. Vim ver o local e, quando cheguei, era um matagal imenso. Achei que não iriam construir. Dois ou três anos depois, saí da empresa em que trabalhava e fui para a Porto Freire. Foi quando começou tudo isso aqui: o Parque del Sol”, lembra. Assim como com Aline, as inseguranças e desafios também fizeram parte do início do processo de Zélia como funcionária da construtora, mas ela também contou com o apoio necessário para seguir em frente. “Quando cheguei, em 2001, ainda não tinha feito faculdade e recebi o incentivo da empresa e de outros colegas. Tive muito apoio. A construtora cobrava e eu me determinava a fazer. Foi uma conquista muito grande”, conta, realizada.

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DESCOBRINDO O SI MESMO Conhecer a si mesmo e ao próprio potencial foi uma conquista em que a Porto Freire teve participação fundamental para a gerente financeira Sâmia Magalhães de Freitas, 16 anos de construtora. “Foi uma evolução gradativa que me permitiu, de certa forma, ir me conhecendo. Tenho muito a aprender ainda, mas procuro, obviamente, fazer isso. Vibramos com cada sucesso da empresa. Para mim, o mais interessante é que existem coisas que você promove que não geram no outro, necessariamente, o entendimento do quanto aquilo foi difícil. Mas me satisfaz pensar que tal coisa deu certo, que eu pensei muito para aquilo dar certo”, diz. Como Aline e Zélia, Sâmia passou por várias etapas da vida na construtora. Histórias vividas e compartilhadas na Porto Freire. “Entrei como estagiária. Me formei, casei, tive minhas duas filhas trabalhando aqui. Então, é muito tempo de casa e isso me permitiu compartilhar muitas coisas da minha vida com pessoas que hoje também fazem parte da minha história. Aqui, acima da amizade, existe uma confiança muito grande um no outro. Pode vir o que vier, vamos estar juntos para todos conseguirem”, pondera. Perguntada sobre o que significa estar há tanto tempo trabalhando no mesmo local, Sâmia é categórica. “É um atestado de que as coisas estão bem. De que está sendo bom para mim e para a Porto Freire. Não acho um sucesso porque a gente ainda tem muito a realizar, a aprender. Mas, sem dúvidas, é uma ótima relação. O mais interessante é ser tudo de coração. Como disse, vibramos com o sucesso e o bem estar da empresa, pois é o resultado da gente. É o nosso trabalho que está aqui”, afirma.

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Elas destacam o clima familiar da Porto Freire

HISTÓRIAS SE CONFUNDEM As histórias das personagens dessa matéria se confundem, afinal, são mulheres que construíram uma trajetória e, de quebra, a si mesmas durante tantos anos. “Sempre achei a Porto Freire uma empresa muito família, no sentido de que as amizades perduram. Muitos foram os momentos. Alguns natais, muitos encontros. E eu tenho na memória tudo isso que passou”, relata a assessora jurídica Isabel Cristina Sales de Ávila Lopes, há 17 anos na empresa. Para além da relação de companheirismo com os colegas, Isabel ressalta a relação próxima que boa parte dos funcionários acaba tendo com os clientes. “Tem cliente que, no início, não havia sequer casado e, agora, já formou família. Acompanhar as mudanças na vida deles é algo curioso. Tem muita coisa boa nesse sentido. A gente saber que fez parte do sonho, da evolução, da história deles. Às vezes, precisamos atuar também como se fôssemos psicólogos, porque temos que entender o problema de cada cliente. E quando o vemos realizar o seu sonho, é como se aquilo coroasse o nosso trabalho. Ficamos felizes com a felicidade dele”, diz Isabel.


AMIZADE: MARCA DA PORTO FREIRE Todas essas passagens também foram acompanhadas de perto pela contadora Maria Zoneide Firmino Sales, que está há mais tempo na Porto Freire: 21 anos. “É muito importante ver a alegria das pessoas ao serem reconhecidas. Me sinto, em parte, participando desse processo. Foram muitas reuniões, bate papo no horário de almoço. A alegria estarmos ali, conversando e compartilhando momentos. Como todas falaram, a Porto Freire é uma família. O ambiente da empresa proporciona essa aproximação. A amizade é a marca registrada aqui”, relata. Para Zoneide, o engrandecimento profissional é extremante importante, mas, como faz questão de frisar, é o lado pessoal que a faz vibrar. “Sempre fui uma pessoa agitada, de não saber ouvir. Eu era estritamente profissional. Mas não adianta o conhecimento se você não houver o outro lado, o pessoal, a questão da relação. Demorei bastante até absorver isso, porque achava que deveria estar concentrada no trabalho. A Porto Freire me fez mudar, me fez ver que vale a pena estar bem com as pessoas. Tudo isso aqui não é só trabalho, mas um ambiente de amizade e de colaboração. Com certeza, ainda vamos ter muita história para contar”, conclui.

A partir do alto e da esquerda para a direita: Isabel, Sâmia, Zoneide, Zélia e Aline.

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// Bem viver

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Lar, doce lar

OS ‘CONDOMÍNIOS CLUBE’ ESTÃO MUDANDO A PAISAGEM DAS CIDADES BRASILEIRAS. OCUPANDO GRANDES ESPAÇOS, ALIAM TORRES RESIDENCIAIS COM ÁREAS DE CONVIVÊNCIA QUE SEDUZEM MORADORES PELA VARIADA OFERTA DE SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS DE LAZER QUE PODEM SER UTILIZADOS COM SEGURANÇA, CONFORTO E ECONOMIA. E TUDO ISSO, SEM PRECISAR SAIR DE CASA.

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//SEGURANÇA E AGILIDADE

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o invés de ir ao restaurante, que tal usar o espaço gourmet do seu condomínio e preparar um belo jantar para a família ou convidar alguns amigos para mostrar seus dotes culinários? Falta disposição e tempo para pegar o carro e ir à academia? Agora, basta usar o elevador e encontrará no espaço fitness do seu prédio os equipamentos necessários para entrar em forma. Seu filho gosta de tocar instrumentos musicais? Saiba que já não será preciso sacrificar o ouvido da família e dos vizinhos porque o garage band do condomínio é o local ideal para ele exercitar todo o seu talento. Estas são apenas algumas vantagens que os moradores têm à sua disposição ao optar pelos chamados “condomínios clube” - uma nova tendência do mercado imobiliário que virou febre ao apostar na oferta de amplas áreas de convivência com uma grande variedade de itens de lazer que pretendem proporcionar mais qualidade de vida aos condôminos. Funcionando como extensão da casa, as áreas comuns destes condomínios são dotadas de infraestrutura de entretenimento para crianças e adultos, com equipamentos que vão além dos tradicionais piscinas, salão de festas e quadra poliesportiva. Os itens incluem desde brinquedoteca, garage band, espaço gourmet, academia, salão de jogos, sauna até espaço exclusivo para pets.

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Cada vez mais, os condomínios investem nas áreas de lazer para oferecer segurança e entretenimento aos moradores.

A comodidade de poder desfrutar de tantas opções de lazer sem precisar sair de casa está associada a um dos itens mais importante dos empreendimentos multifuncionais: a segurança. A violência crescente nas grandes cidades tem enclausurado as pessoas em suas casas, privando-as de aproveitar os espaços urbanos destinados ao entretenimento ou outras atividades, como a prática de esportes. Os modernos sistemas de segurança destes condomínios dão às famílias que ali vivem a oportunidade de realizar diversas atividades de lazer com plena liberdade e bem-estar. “O conceito de residência com utilidades de um clube tornou-se viável em empreendimentos das mais variadas faixas sociais em virtude da segurança que o mesmo oferece ao morador: serviços de lazer resguardados pelo condomínio”, afirma o arquiteto Francisco Hissa, do escritório Nasser Hissa, responsável pelo projeto do último lançamento da Porto Freire, o Villa Gaudí, que oferece diversos itens de lazer e entretenimento para todos os perfis de clientes.


Reunir a família ou os amigos para mostrar os seus dotes culinários

//BENEFÍCIOS Os serviços de lazer ofertados pelo condomínio evitam que o morador precise se deslocar pela cidade, tendo que enfrentar o trânsito cada vez mais congestionado, em busca de espaços de entretenimento. Os equipamentos são pensados para promover bem-estar e diversão a todas as faixas etárias.

A área gourmet é uma das mais procuradas pelos condôminos que querem receber amigos com boa proposta gastronômica.

Ao se mudar, há um ano e meio, para um condomínio clube, a médica Nair Montenegro diz que já sente os efeitos positivos da decisão. “Trabalho em locais diferentes e tenho que me deslocar muito durante a semana. O estresse de enfrentar o trânsito caótico fazia com que não tivesse tempo e disposição para encarar engarrafamentos outra vez para ir à academia, por exemplo. Agora, chego em casa, troco de roupa e vou, com a minha filha, malhar no fitness do condomínio ou fazemos uma caminhada na pista de cooper, e aproveitamos para colocar a conversa em dia. O corpo está mais firme e a alma mais leve”, afirma.

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Para a garotada, por exemplo, há muitas opções para curtir nas horas livres: salões de jogos tradicionais e jogos virtuais, decorados e com modernos videogames, e o desejo de consumo dos jovens artistas: ‘garage band’, que será entregue equipado, com isolamento acústico, iluminação, caixas acústicas, palco para ensaiar e para as apresentações, poltronas e pufes.

//PARA TODAS AS IDADES A beleza e a harmonia do trabalho do talentoso arquiteto espanhol Antoni Gaudí inspirou o projeto do novo empreendimento da Porto Freire. O Villa Gaudí traz um leque de equipamentos de lazer voltados para crianças, jovens, adultos e idosos. Até os animais de estimação terão seu espaço, o pet play. Em uma área de mais de 10.000 m2, o morador encontrará o espaço ideal para atender a sua necessidade de descanso ou diversão. São áreas destinadas ao encontro, ao lazer, à festa, que podem ser desfrutados com toda a família ou entre amigos. “Estas áreas, além de propiciar lazer para quem mora no local, têm como finalidade induzir maior sociabilidade entre os residentes”, observa o arquiteto Francisco Hissa.

Áreas destinadas à crianças, como a brinquedoteca, e aos pets, são grandes atrativos dos condomínios clube.

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Além dos ambientes de lazer nas áreas comuns do térreo e primeiro pavimento, no terraço das duas torres, os moradores do Villa Gaudí poderão usufruir do Sky Celebration, um lounge com churrasqueira, forno de pizza e uma privilegiada vista da cidade. Uma excelente opção para receber os amigos, com toda a estrutura gourmet e dois amplos salões de festas. De olho na sustentabilidade, o empreendimento terá uma estação de recarga para carro elétrico. O Villa Gaudí será erguido no Parque del Sol e terá duas torres com 99 apartamentos, cada uma, de 86m² e 60m². Ao cliente será ofertada a possibilidade de escolher, na planta, entre os três modelos de apartamentos: Family, Gourmet e Celebration.

Além de trazer muitas opções de lazer, o Villa Gaudí inova com a oferta de estação de recarga para carro elétrico.


O Villa Gaudí oferece amplas áreas de lazer

Do terraço do Villa Gaudí, o Sky Celebration oferece além de boa estrutura gourmet, uma bela vista do Parque del Sol.

//O PIONEIRISMO DO PARQUE DEL SOL Lá pelos idos de 1998, quando ainda não se discutia a necessidade de espaços verdes e opções de lazer para as residências verticais, a Porto Freire lançou o Parque del Sol. Um projeto ousado de bairro planejado, com cerca de 200 mil m2 - equivalente a 15 quarteirões -, com boa estrutura de lazer e imensas áreas arborizadas que permitiam aos moradores o contato direto com a natureza, dentro da cidade. Com o sucesso dos primeiros condomínios erguidos, a incorporadora lançou projetos mais ousados no local, tanto do ponto de vista arquitetônico e de engenharia, quanto da oferta de equipamentos de lazer, conquistando outras fatias de consumidores ávidos por viver com mais qualidade de vida, notadamente das classes B e AB. O exemplo do Parque del Sol passou a ser seguido pelo mercado imobiliário que saiu em busca de áreas de grande extensão para oferecer espaço compatíveis com as necessidades de bem-estar exigidas pelos clientes que tinham o empreendimento da Porto Freire como referência.

O garage band do Villa Gaudí irá permitir que os jovens exerçam seus talentos sem perturbar a vizinhança.

Hoje, com 13 condomínios, incluindo os que ainda estão sendo construídos, com apartamentos de 60m² a 140m², o Parque del Sol se consolidou como bairro planejado, com uma infraestrutura de serviços que oferece desde centro comercial, fitness center, playground, quadras de tênis, vôlei e futebol society, pista de cooper até áreas para piquenique.

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// Giro

Casa Rosada, sede do governo federal

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A Paris da

América do

Sul

Por Rozanne Quezado Fotos Roberto Lefkovics e Bia Medeiros

Com voos diretos ligando Fortaleza a Buenos Aires não há mais desculpas para deixar de incluir no seu roteiro de viagem a bela capital argentina. Considerada a mais europeia das cidades latino-americanas, Buenos Aires é acolhedora e festeira. Com várias opções culturais e uma vida noturna agitada, é um convite à diversão. Como bem definiu o escritor inglês James Bryce: “Buenos Aires é algo entre Paris e Nova York. Tem o agito econômico e o luxo do primeiro, a alegria e o prazer da boa vida do outro”.

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// Giro

Bonecos acenam do balcão para os turistas. Abaixo: Cabildo, sede do primeiro governo argentino

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tango de Carlos Gardel, os descamisados de Evita Perón e o futebol fantástico de Maradona. Os três ídolos argentinos estão representados em todo recanto de Buenos Aires. No colorido bairro La Boca, por exemplo, eles estão lá, juntos, em estátuas de tamanho natural, acenando de um balcão para moradores e turistas. Agora, um quarto ídolo veio juntar-se ao trio: o Papa Francisco. Primeiro jesuíta a ocupar o posto mais alto da Igreja Católica, o ex-cardeal argentino Bergoglio, com gestos de humildade e um discurso que vem arejando os salões do Vaticano e o seu velho conservadorismo, ganha, cada vez mais, admiração, não apenas dos seus conterrâneos, mas de todos os católicos e até seguidores de outras religiões. Fotos do papa se espalham pela cidade. Mas, Buenos Aires é mais que os seus ídolos. A bela cidade portenha ostenta uma arquitetura riquíssima, com influência europeia, principalmente francesa, o que lhe rendeu o apelido de ‘Paris da América do Sul’. Os monumentos e os prédios imponentes são, sobretudo, da época áurea, quando, no final do século XIX e início do XX, a Argentina figurava entre os países mais ricos do mundo. A vida cultural da cidade é outro ponto de atração. Para se ter uma ideia, Buenos Aires abriga o maior número de teatros do mundo. O mais ostentoso deles, o Teatro Colón, está na lista dos cinco melhores do planeta. Algumas peças de teatro são apresentadas até de madrugada. Há restaurantes, bares, pubs e boates, principalmente nos bairros turísticos da cidade, com entretenimentos e cardápios para os mais diversos públicos.

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PLAZA DE MAYO A mais importante praça da cidade é uma espécie de epicentro da política argentina. O seu nome é referência à Revolução de Maio de 1810, que iniciou o processo de independência das colônias da América do Sul. O local, que abrigou nos anos 70 as mães que protestavam e exibiam fotos dos seus filhos desaparecidos durante o governo militar, é, ainda hoje, cenário das manifestações populares ocorridas no país. A praça é cercada por importantes ícones institucionais: a Casa Rosada, sede da Presidência da República; a Catedral Metropolitana, com seu intrigante estilo neoclássico e aparência de templo grego; o onipotente prédio do Banco de la Nación Argentina; e o estilo colonial de Cabildo, do século XVIII, que sediou o primeiro governo do país e hoje abriga o Museu Histórico Nacional.


Com suas casas coloridas e danças no meio da rua, Caminito é o local preferido dos turistas

O COLORIDO DE LA BOCA O bairro é um local histórico-turístico. Lá está Caminito, rua imortalizada na música homônima cantada por Carlos Gardel, um lugar diferente de tudo que se vê na cidade. Com suas casas coloridas, é uma espécie de museu e exposição artística a céu aberto. Turistas passeiam entre os pontos de venda de artesanatos e os dançarinos de tango que convidam a tirar fotos com eles por alguns pesos argentinos. Aliás, nos restaurantes, com mesas ao ar livre, a gastronomia variada ganha mais sabor com os shows dos bailarinos tangueiros. Para os amantes do futebol, a melhor atração do bairro: o La Bombonera, estádio do Boca Juniors, de onde Maradona saiu para virar a paixão nacional. É possível fazer um tour pelas arquibancadas, vestiários, campo e visitar o Museu da Paixão Boquense.

O Palácio das Águas, em Recoleta, é um dos mais belos edifícios de Buenos Aires.

A ELEGÂNCIA DE RECOLETA O bairro mais elegante de Buenos Aires abriga um grande número de atrativos turísticos de grande valor cultural: Museu Nacional de Belas Artes, Biblioteca Nacional, Centro Cultural Recoleta, Basílica Nossa Senhora de Pilar, Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, Palais de Glace e Cemitério de Recoleta, onde se encontra o túmulo de Evita Perón. Uma visita imperdível: o Café La Biela, o mais famoso do bairro. Frequentado por grandes nomes do cinema, como Francis Coppola, do automobilismo e da política, é o típico café portenho e símbolo de toda uma geração de intelectuais e protagonistas da arte pop dos anos 60 e 70. Seu interior é todo decorado com peças de carro, já que seus fundadores eram apaixonados por automobilismo.

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// Giro

Buenos Aires éa cidade mais visitada da América do Sul

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O Teatro Colón está entre os cinco maiores do mundo

BUENOS AIRES BUS

ARTE E NATUREZA

Para quem quer explorar a cidade de forma rápida, uma boa dica é o “Buenos Aires Bus”. O ônibus percorre os principais bairros e pontos turísticos de Buenos Aires, como: Rua Florida, Congresso Nacional, Porto Madero, Planetário, Jardim Zoológico, Recoleta, San Telmo, Caminito, Plaza de Mayo e a Avenida 9 de Julio, com o seu Obelisco, emblema da cidade.

Amantes das artes não dispensam uma visita – que pode ser guiada – por um dos teatros líricos mais importantes do mundo por seu tamanho, acústica, trajetória e arquitetura: o Teatro Colón, de 1908. Por lá passaram os maiores cantores e companhias de ópera do mundo. Para chegar ao suntuoso auditório, com capacidade para 2.487 pessoas sentadas e mil em pé, percorre-se largos corredores cercados de obras de arte.

O trajeto é longo, mas há diversas paradas ao longo da rota e é permitido ao passageiro descer no ponto turístico e permanecer o tempo que quiser, podendo pegar outro ônibus da companhia, que passa a cada 20 minutos, usando o mesmo ingresso. Os áudio-guias são disponíveis em diversos idiomas.

Além da arte, Buenos Aires aposta no verde. Um exemplo é o Parque Três de Fevereiro, conhecido como Bosques de Palermo, com 25 hectares de área verde, em plena cidade. Integrando o complexo, estão instalados no parque e arredores: Jardim Botânico, Rosedal, Planetário Galileu Galilei, Museu Eduardo Sívori e Zoológico de Buenos Aires.

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O Planetário e a Floraris são duas atrações do Bosques de Palermo


A Feira de San Telmo atrai diversos turistas e vende de discos a chapéus

FEIRA DE SAN TELMO Ali nasceu Buenos Aires. O bairro já foi habitado pela alta sociedade até que uma epidemia da febre amarela levou as famílias aristocráticas a abandonar o local. Os belos casarões foram ocupados por imigrantes europeus que passaram a chegar em grande número. Para tentar salvar o patrimônio arquitetônico e histórico do local que estava sendo substituído por edificações modernas, o arquiteto José Maria Peña, fundador do Museu da Cidade, criou a Feira de Antiguidades de San Pedro Telmo, em 1970. Com o passar dos anos, o pequeno polo de antiquários pitorescos começou a atrair turistas e hoje é maior atração do bairro aos domingos. Além da praça, a feira se estende pelas ruas do entorno, com vendas de artesanatos, souvernirs, livros, pinturas e confecções.

NOS PASSOS DE GARDEL Em Buenos Aires é possível sentir a força do tango. De dança marginal, nascida nos prostíbulos suburbanos da cidade, ganhou status cultural e se transformou na linguagem da alma argentina. Como gênero musical, ultrapassou as fronteiras do país na voz de Carlos Gardel, a partir dos anos 20, chegou ao ápice na década de 1940 e ganhou reconhecimento internacional com o estilo contemporâneo de Astor Piazzolla, nos anos 60 e 70. Hoje, o tango é reverenciado nas tradicionais milongas, onde todas as noites se pode dançar ou apreciar os bailarinos em antigos salões, e nas produções hollywoodianas, como o famoso Señor Tango.

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Comumente itinerante, os food trucks agora possuem um espaço fixo em Fortaleza, o Imprensa Food Square, uma espécie de praça de alimentação que combina gastronomia com programação cultural gratuita.

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eunir a família para uma programação gratuita, diferenciada e com um cardápio diversificado, é uma boa pedida. Por conta disso, uma novidade vem se tornando point de jovens e famílias em Fortaleza: o Imprensa Food Square. Um espaço gastronômico, situado nas imediações das principais emissoras de TV, e que reúne, semanalmente, os mais conceituados food trucks da capital cearense, com a melhor qualidade das “comidas de rua”. A diversidade de opções na área da gastronomia e a intensa programação cultural atraem um público de mais de 1000 pessoas de quinta-feira a domingo. Tudo isso, em um cenário com ares de quermesse moderna, o que deixa o local ainda mais convidativo. No palco, se apresentam bandas de pop rock, covers, como o do U2 e Beatles, além de cantores com repertórios diversos. Sem cobrança de couvert. Há ainda o espaço de dança, com aulas gratuitas de ritmos. Mas, é a programação infantil que deixa as famílias mais encantadas, pois o grupo Pakaraka, famoso na cidade por suas apresentações teatrais realistas, traz o mundo da Disney e seus personagens para o palco. São dezenas de peças infantis gratuitas. À frente do Imprensa Food Square está o administrador e publicitário Pedro Netto. Ele conta que as ideias não param e pretende criar um espaço, em breve, para os animais. “Procuramos fazer desse espaço a casa dos food trucks. Além disso, temos como foco a programação cultural. A ideia vem dando certo. Desde a abertura, há alguns meses, as pessoas vêm aderindo cada vez mais. Sentimos que o público só aumenta. Fomos os primeiros em Fortaleza a trazer esse conceito de espaço para food trucks fixos”, diz Pedro.

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Praça de alimentação com cardápio variado reúne fortalezenses e turistas


ATRATIVOS DO CARDÁPIO O ticket médio no Imprensa Food Square gira em torno de R$ 30 por pessoa, entre comida, bebida e sobremesa. São 14 operações gastronômicas, que vendem desde massas, sanduiches a sorvetes. Há muitas novidades nos cardápios. Uma delas pode ser provada na hamburgueria Donadel Food Truck, do chef Lucas Donadel, que iniciou no mercado com a oferta de molhos diferenciados para depois entrar na venda de hamburquer artesanal. “Fazia o molho sob encomenda. Fiz uns testes e criei um cardápio. Em 2014, vendemos nosso primeiro sanduiche. Tudo é caseiro e feito diariamente. Fazemos o pão, os molhos, o hamburguer. Nunca congelamos”, conta Lucas, que afirma usar carnes nobres nos produtos, sem que nada seja industrializado. Do cardápio, a novidade é o Junkee Burger, com pão de brioche, casca amanteigada e batata frita no meio do sanduiche, “crocantes e macias por dentro”. O hamburquer custa R$ 21,00. A Doulé, que trabalha com churros especiais, tem como diferencial a diversidade de recheios. “São 10 recheios diferentes. Faço cinco por dia, para ir variando. O que sempre fica fixo é o doce de leite e o brigadeiro, mas temos leite ninho, farinha láctea, cappuccino, café, morango, maracujá, ovo maltine, entre outros”, diz a proprietária Vanessa Gomes Cavalcante. As receitas levam ainda os chamados ‘tótens’, que podem ser M&Ms ou diferentes tipos de chocolate. A maior pedida é o Espanhol, com doce de leite e nutella. A caixinha vem com cinco deles, acompanhada de um copo de molho quente de chocolate ou de doce de leite, e custa R$ 12. Há 18 anos à frente do Boteco Original, Augusto Mesquita comemora o que seria a marca registrada do seu negócio: a coxinha. Tradicionalmente com recheio de frango, a coxinha do Boteco virou febre quando passou a ser servida com carne de caranguejo. “Foi uma inovação. Colocamos a carne com a patinha do caranguejo. Essa combinação surpreendeu. Não imaginávamos que ia fazer um efeito tão bom. Há 18 anos fazemos a mesma coxinha e ela continua sendo um grande atrativo”, diz. Custando R$ 10,00 a unidade, a coxinha de caranguejo é o item mais procurado no quiosque do Boteco no Imprensa.

Shows musicais e petiscos são atrativos do evento que reúne público diversificado

CAMINHÃO DE ALIMENTOS O “Food Truck” (em tradução livre: caminhão de comida) nasceu nos Estados Unidos, por volta de 1860, e se tornou popular em todo o país. Naquela época, no Texas, o pecuarista Charles Goodnight adaptou um caminhão do Exército para levar refeições aos vaqueiros que viajavam pela região levando o gado. Com o passar dos anos, os caminhões de alimentos chegaram às áreas urbanas e este tipo de negócio virou febre no país. Alternativas para servir alimentos de forma itinerante foram sendo desenvolvidas e conquistando novos clientes e novos países. Carrinhos de churros, pipoca e cachorro quente, operados por ambulantes em regiões de grande movimento de pessoas são hoje parte da paisagem urbana.

Embora o comércio ambulante de comida de rua não seja um conceito novo, a modalidade “Food Truck”, como é conhecida atualmente, traz uma série de inovações para este mercado.

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Jogando

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Contrariando uma prática comum no mundo empresarial, a de que cabe apenas à diretoria as decisões e o entendimento macro dos processos, a Porto Freire inicia projeto que traz as equipes para o centro das discussões, em uma proposta de democratização da informação para otimizar os processos.

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á quem diga que existem reservas para a democratização da informação dentro de uma empresa. Seja pela necessidade de sigilo ou simplesmente pela política de estender apenas à diretoria detalhes da administração, é possível que informações importantes para o bom entendimento dos processos acabem não chegando a áreas essenciais, causando ruídos de comunicação, desconforto e até prejuízo nas operações. Quem está habituado a essa perspectiva pode se surpreender com um programa iniciado este ano na Porto Freire Engenharia, o Gestão Participativa, que consiste em trazer para o protagonismo das discussões, não só os diretores, mas profissionais de diversas áreas da construtora, a fim de desenvolver novas ideias e projetos para otimizar as ações de cada departamento. “A proposta é dar maior envolvimento e utilizar melhor o senso crítico do grupo de apoio à gestão, os analistas, até porque eles não são apenas executores de tarefas. Vimos que a maioria desses funcionários estava presa em atividades de rotina, trabalhos burocráticos. Então, resolvemos envolvê-los mais no processo da organização como um todo, fazer com que eles trouxessem o conhecimento da formação deles para agregar mais valor a todo esse contexto do momento do país e da empresa”, destaca o coordenador de Desenvolvimento Humano, Felipe Teixeira.

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O PAPEL DE CADA UM Segundo Teixeira, a ideia é discutir o papel de cada um na empresa, ou seja, oportunizar um entendimento ideal do que ele (o analista) faz na organização e o que se espera dele. A partir disso, os analistas irão propor, com base nas especificidades de cada setor, ações para contribuir na organização como um todo, utilizando as informações para a criação de iniciativas que irão impactar em toda a empresa. “Tendo os analistas esse conhecimento mais claro do que acontece na organização, a informação chega mais correta às equipes, as pessoas ficam sabendo, realmente, os fatos como eles são. Isso traz um comprometimento de todos. As pessoas conhecem o processo, sabem o que está ocorrendo e percebem que têm que se esforçar mais, colaborar mais e dar um retorno maior”, resume o coordenador.

Representantes de diferentes setores da Porto Freire fazem parte do programa Gestão Participativa


O Gestão Participativa traz para o protagonismo das discussões profissionais de diversas áreas.

Equipe se reúne para discutir estratégias de atuação da empresa

DINÂMICA DAS ATIVIDADES Participam do projeto Gestão Participativa 17 pessoas de praticamente todos os setores da Porto Freire. É o caso do analista José Edilson de Lima Pinto. “Em toda a minha vida profissional em outras empresas, nunca havia participado de uma situação nesse nível. Para mim, foi uma surpresa. Na maioria das reuniões, em todas as empresas em que eu trabalhei, só ‘enchia-se linguiça’. Ninguém tinha um assunto, um foco que começa e termina. As reuniões serviam para marcar uma nova reunião para tratar assuntos que não poderia ser adiados. Aqui é diferente”, destaca. As atividades do Gestão Participativa ocorrem em encontros mensais. Até o momento, houve dois. Ressalte-se que não se trata simplesmente de transmissão de conhecimento, quando uma pessoa dá uma palestra e vai embora. Mas um debate participativo. Quem explica melhor a dinâmica é o coordenador Felipe Teixeira. “No primeiro encontro, tratamos da situação do País e criamos um debate, um momento de discussão por meio de texto e vídeo. Colocamos em questão esse conceito de crise para ver como eles estavam percebendo esse cenário, de uma forma neutra, sem questões políticas”, explica.

ENCONTRO COM A DIRETORIA O segundo encontro, conforme Felipe, ocorreu com a diretoria, que passou para os analistas o contexto da empresa, em uma visão de passado, presente e futuro, informando as ações e antecipando processos. “Foi bem interessante, houve uma satisfação muito grande das pessoas. Tudo muito claro, muito participativo. Agora, vamos ter o terceiro encontro, quando discutiremos as ações da gerência, para que eles as contextualizem dentro das suas áreas de atuação”, diz. As intervenções a partir das conclusões dos analistas e da diretoria ocorrerão no próximo semestre. A expectativa dos resultados de todo esse processo é positiva para a equipe, sobretudo pela confiança dos funcionários na construtora. “Quando cheguei aqui, o que mais me chamou a atenção foi a autonomia. Autonomia com responsabilidade. Eu sei o que eu posso fazer e até onde ir. Isso é muito importante e tem que continuar sendo transmitido”, conclui a analista Ariadna Maria Moreira.

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Luz entre

sombras //SAIBA MAIS Finalista do National Book Awards 2014 Vencedor do prêmio Pulitzer 2015

Fenômeno de público nos Estados Unidos e eleito o melhor livro do ano, o romance “Toda Luz Que Não Podemos Ver” possui o encanto de uma obra de arte. A doçura dos personagens, sobrevivendo em meio a uma Europa devastada pela II Guerra Mundial, conquistou milhares de leitores e deu ao seu autor, Anthony Doerr, o mais prestigiado prêmio da literatura americana, o Pulitzer.

Preço médio: R$ 30,00

U

ma menina cega, um garoto órfão, dois países e uma guerra. Com esses ingredientes, o escritor americano Anthony Doerr criou uma história comovente, cheia de imaginação e leveza, retratada em um tempo de crueldade e sombras. Ambientada na França e na Alemanha, a trama acontece em meio aos horrores da II Guerra Mundial. Em mais de 500 páginas, a narrativa se move entre o presente e o passado, revelando a vida dos personagens antes e durante a guerra e a capacidade de sobreviver à barbárie com uma simplicidade quase poética. Maria-Laure é uma garota francesa cega, que vive em Paris com seu pai. Todos os dias ela o acompanha até o Museu de História Natural, onde ele trabalha como chaveiro. Quando Paris é ocupada pelos nazistas, eles fogem, numa penosa viagem que os leva à cidade de Saint-Malo, para a casa de um velho e exótico tio, colecionador de rádios. O pai de Marie-Laure leva consigo a mais preciosa e perigosa joia do museu. Werner Pfenning vive com a sua irmã mais nova em um orfanato na cidadezinha alemã Zollverein, que tem como principal atividade a exploração de minas. Um dia, ele encontra um rádio quebrado, consegue fazê-lo funcionar e passa a ouvir todas as noites, com a sua irmã, um programa francês para crianças. A habilidade para consertar rádios o leva à escola militar da Juventude Hitleriana. Durante a guerra, a sua missão é acompanhar o exército alemão pela Europa em busca de rádios transmissores clandestinos usados pelos rebeldes nos países ocupados pelo Terceiro Reich. Ele chega a Saint-Malo nos momentos finais da guerra, quando os Aliados bombardeiam a cidade no combate para libertar a França do domínio alemão. Através da transmissão de um rádio, a sua vida se cruza com a de Marie-Laure.

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//SOBRE O ROMANCE

“Impressionante e inspirador” Entertainment Weekly

“Grandioso” The Guardian

“O melhor livro do ano” The New York Times

“Uma reflexão sobre o destino, o livre arbítrio e o modo como, em tempo de guerra, as pequenas escolhas podem ter grandes consequências” The New Yorker

“Realidade e ficção histórica misturam-se - transmissões de rádio secretas, um diamante amaldiçoado, as dúvidas mais profundas de um soldado - num livro convincente e, ao mesmo tempo, doce e amargo” People

“Deslumbrante e, apesar de tudo, otimista. O imprescindível relato de Doerr é uma homenagem à capacidade de resistência dos nossos sonhos, que nos levam à luz através da noite mais escura” Washington Post

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Revista Estilo - Junho 2016  

Falcão. Na música, na interpretação, no desenho ou na arquitetura: o talento carregado de bom humor.

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