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Energia sem limites 窶「 junho | julho 2012

EDP

NA FLORESTA AMAZテ年ICA On People

Conheテァa o trabalho de Helinho na UHE Peixe Angical

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Os compromissos de Ana Veiga na EDP Bandeirante


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Energia sem limites • junho | julho 2012

Construir uma usina é um desafio que envolve questões de EDP

NA FLORESTA AMAZÔNICA On People

Conheça o trabalho de Helinho na UHE Peixe Angical

On Target

Os compromissos de Ana Veiga na EDP Bandeirante

logística, soluções técnicas, ambientais e sociais. Também é um dos exemplos mais fascinantes do que a engenharia é capaz de fazer. Nesta edição, conheça a Usina Hidrelétrica Santo Antônio do Jari, uma das grandes referências das melhores práticas de engenharia, meio ambiente e sustentabilidade.

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EDP na Floresta Amazônica

Donostia, San Sebastián, é o local apresentado pela colaboradora Coro Martínez Romero.

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A UHE Santo Antônio do Jari teve suas obras iniciadas em agosto de 2011, no rio Jari, no coração da floresta amazônica, entre os estados do Pará e Amapá. Hoje, cerca de 80 colaboradores, têm a meta de, até 2015, colocar a usina em funcionamento e adicionar mais 373,4 MW ao portfólio de geração da EDP.

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online 24 horas com Tânia Provete

Dicas para seu dia-a-dia: segurança de informação.

16|17 onpeople Conheça Felipe Neyre de Siqueira, Development Associate da EDP Renováveis, e Fernando de Abreu Silva, assistente técnico de Meio Ambiente da Enerpeixe.

Com 23 anos de EDP Escelsa, Tânia Provete, analista técnica de Projeto e Construção, consegue conciliar com sucesso os papéis de mulher, mãe, esposa, profissional, atriz e atleta. Com sorriso no rosto e bem disposta, Tânia relata que ter disciplina é fundamental para viver com energia e realizar os desejos e os sonhos.

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ontarget Os compromissos de Ana Veiga Uma das metas da EDP Bandeirante é prestar serviço e atendimento com qualidade e eficiência aos clientes. E a Gestão Operacional de Faturamento tem a responsabilidade de monitorar todas as faturas enviadas para as residências, comércios e indústrias. À frente de duas grandes ações que visam diminuir o índice de faturas não entregues, está Ana Veiga, analista comercial.

22|25 ontrack As notícias do mundo EDP em destaque.

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onchange A mudança de Eroaldo Cesar de Sousa O profissional, que há 30 anos atua na EDP, aceitou no início de 2012 um novo desafio: liderar na EDP Escelsa o processo de compras e contratação de empresas prestadoras de serviços para o Grupo. “Sou prático e aceitei a oportunidade sem receios”, confessa Eroaldo, que mudou de São Paulo para a capital capixaba.

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Donostia SAN SEBASTIÁN

Conheça melhor os locais onde o Grupo EDP está presente

CORO MARTÍNEZ ROMERO

Coro Romero trabalha na Naturgas Energía há 18 anos. É gestora comercial do Departamento de Desenvolvimento do Negócio B2C, e o seu escritório, em Txurruka, está situado junto à Praça de Gipuzkoa e à Assembleia. No verão, desloca-se para o trabalho de bicicleta, aproveitando uma fantástica ciclovia (bidegorri) do seu bairro ao centro da cidade, ao longo da praia La Concha. Além de ouvir música e ler – sobretudo no verão –, é uma apaixonada pelo esqui. É uma frequentadora assídua de aulas de aeróbica e de tonificação e, recentemente, começou a correr.

I MPRESCINDÍVEL 1. Praça de Gipuzkoa 2. Monte Urgull 3. Peine del Viento 4. Praia de La Concha

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CON H ECER Todas as manhãs, quando se dirige ao escritório, passa pela Praça de Gipuzkoa, um espaço muito verde e cheio de encanto, com um pequeno lago onde nadam patos e cisnes. A praia de Ondarreta é como se fosse sua. É para onde vai no verão. Como está afastada do centro é mais tranquila, apesar de ser ventosa. Fica na zona antiga, depois de passar pela praia de La Concha e o Palácio Miramar. A vista encanta-a, especialmente a do Monte Urgull. Poderia ficar ali horas a contemplando o panorama. Na maré baixa, pode atravessar até La Concha, porque é apenas separada por um istmo, que se chama o Pico del Loro. “Na realidade não se chama assim, mas todo o mundo o conhece por esse nome”, ressalva Coro. As crianças adoram ir ao Pico del Loro para apanhar caranguejos, “mas quando a maré começa a encher torna-se perigoso”. Muito perto da Praia de Ondarreta está o Peine del Viento. Adora passear por ali não só pelas

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Donostia - San Sebastián* é uma cidade espanhola situada na costa do Golfo da Biscaia, a 20 quilômetros da fronteira com a França. É a capital da província de Gipuzkoa – Guipúzcoa* na comunidade autônoma do País Basco. A população do município é de 186.122 habitantes e a sua área metropolitana alcança uma população de 436.500 pessoas. *Em euskara e em castelhano

DA D O S G EO G R Á FI C O S: PAÍS: ESPANHA Nº HABITANTES: 436.500

AQUARIUM mostra um esqueleto de baleia e vários tubarões

EDP NO PAÍS BASCO Colaboradores: 308

SABOREAR

vistas deslumbrantes, mas também porque é um lugar muito peculiar. Com as figuras de ferro ancoradas na beira das rochas olhando para o mar… até as pedrinhas são diferentes. Há alguns furos no chão de onde sai espuma do mar quando a maré está forte, com um ruído que é incrível. “E atenção: se não andarmos com cuidado podemos cair”. Além disso, como é uma zona onde as ondas saltam, o espetáculo é garantido. Depois, nada melhor que entrar na Branka para tomar um café, petiscar umas lulas ou comer uma torrada. Para ela, o plano ideal é ir à praia, passear até o Peine del Vento e terminar no terraço da Branka. Urgull é um pequeno monte entre o rio Uruema e o porto. A seus pés encontramos a parte antiga. Depois da subida há uma escultura de um grande Cristo (como o do Rio de Janeiro) e um pequeno museu onde se conta a história de Donostia. É um lugar magnífico para contemplar as vistas da cidade. Para Coro, subir ao Monte Urgull é obrigatório em cada verão. Normalmente, vai com os seus filhos e ali, entre os canhões, as ruínas do castelo e a vista, as crianças imaginam batalhas e formas de se defenderem. “É um passeio muito relaxante, entre árvores que deixam ver, de vez em quando, o mar e os telhados”. Chegando lá a cima, encontramos a cidade aos nossos pés. Ao descer, em volta do porto, veem-se tainhas comendo pão e, entretanto, as crianças aproveitam para tomar um sorvete. “Caso seja hora de almoçar ou jantar, aproveitamos para ir à Mejillonera. As lulas e as batatas bravas são famosos”. Falando em peixe, vale a pena ir até o Aquarium, junto ao porto, que mostra uma grande variedade de espécies marinhas.

Não se pode visitar Donostia sem provar os seus pintxos (petiscos e entradas) e dar uma volta pela parte antiga da cidade. A rua Fermín Calbetón reúne a maioria dos bares de pintxos: o Txalupa, o bodegón Alejandro, a Izkiña, entre outros. De toda a parte antiga, um bar muito conhecido é o Paco Bueno, na rua Mayor, que tem uns lagostins empanados imperdíveis! Na Rua 31 de agosto, também se come muito bem na Casa Gandarias e no A Fuego Negro, que é outro conceito de bar de pintxos, mais moderno que os anteriores. Fora da parte antiga, outro lugar recomendável é o Kazkazuri, que não é o típico restaurante de gastronomia basca, é mais moderno e oferece menus vegetarianos. Para almoçar, durante o fim de semana está sempre lotado. Além da boa comida, tem umas grandes janelas de onde se vê o mar. Coro é uma grande aficionada de saladas e, mesmo ao lado do escritório, tem o Bideluze, “que faz umas saladas incríveis”. Para pratos mais típicos, gosta do Txoko, da rua Mari, “que tem uma óptima relação preço qualidade”.

Bonde Igeldo

Ponte del Kursaal e o Teatro Victoria Eugenia

Um passeio obrigatório é subir a Igueldo, se possível através do teleférico. É um trem de cremalheira que nos leva até o parque de atrações. “É como fazer uma viagem pelo passado”. O trajeto dura 10 ou 15 minutos. O parque, em si, não é comparável ao Port Aventura ou a esse estilo de parques, “mas as crianças divertem-se bastante, e alguns adultos também”. onbrasil 5

A vista é deslumbrante: “Veem-se todos os montes próximos: Peñas de Aya, Larhun, Jaizkibel e muitos mais”. Também há um San Sebastián senhorial, com o Kursaal como bandeira da modernidade, a Catedral do Bom Pastor, o Palácio Miramar, o Teatro Victoria Eugenia e os hotéis María Cristina (*****), Londres e Inglaterra (****) como edifícios simbólicos.


oncover Usina Hidrel茅trica Santo Ant么nio do Jari

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EDP

NA FLORESTA AMAZÔNICA Desde que chegou ao Brasil, em 1996, a EDP vem aumentando a sua presença na área de geração de energia. Já são 1.828 megawatts (MW) de capacidade instalada e a previsão é de alcançar 2.625 MW em 2015.

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ocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Ceará, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Rio Grande do Norte. Estes são os estados onde, por meio das águas de seus rios ou da força dos ventos e, no caso da usina Pecém (Ceará), do porto que recebe o carvão, a empresa leva o desenvolvimento ao país, sempre respeitando o meio ambiente e as comunidades envolvidas. Construir uma usina hidrelétrica é um desafio que envolve questões de logística, soluções técnicas, ambientais e sociais. Também é um dos exemplos mais fascinantes do que a engenharia é capaz de fazer. Quem já visitou uma usina hidrelétrica do Grupo EDP deve entender o cenário: equipamentos gigantescos, sendo difícil de imaginar como chegaram aos locais mais distantes e inacessíveis no Brasil; cálculos precisos, a influência do clima, estudos, testes e mais testes, a segurança, etc. Mesmo para quem nunca esteve em uma, os elementos marcantes são o concreto, a turbina e o gerador, justamente por suas grandes proporções. E essa dimensão também é destaque porque no comando de fazê-las funcionar temos pessoas igualmente grandiosas e comprometidas. A Usina Hidrelétrica (UHE) Santo Antônio do Jari teve suas obras iniciadas em agosto de 2011, no rio Jari, no coração da floresta amazônica, entre os estados do Pará e Amapá. Hoje, cerca de 80 colaboradores, alguns em São Paulo, outros diretamente na obra ou ainda aqueles que dividem a rotina entre São Paulo e a região Norte, tem a meta de, até 2015, colocar a usina em funcionamento e adicionar mais 373,4 MW ao portfólio de geração da EDP, suficiente para abastecer uma cidade com cerca de 3 milhões de habitantes (6 vezes a cidade de Macapá). “Pela primeira vez, a EDP está construindo uma hidrelétrica totalmente atrelada às suas habilidades e, por isso, está levando todos os

seus profissionais para essa experiência. A grande representatividade desse projeto será para as pessoas, que no futuro poderão dizer: nós fizemos a usina de Jari sozinhos”, afirma Luiz Otavio Assis Henriques, vicepresidente de Geração e Comercialização. Somente atrelada às suas habilidades, a EDP desenhou o projeto e agora gerencia e planeja as etapas, assumindo o papel de fiscalizar e acompanhar o empreendimento em todas as suas áreas, como ambiental, técnica, administrativa e financeira. Normalmente, a função técnica é executada com a ajuda de terceiros, que é a chamada engenharia do proprietário. Guido Carrera, gestor executivo de Construção, tem a responsabilidade de gerenciar o projeto e conta, para além da vasta experiência no setor, com a metodologia do guia PMBOK do PMI (Instituto de Gerenciamento de Projetos – tradução em português). Segundo Guido, ao assumir 100% da obra, a EDP montou uma equipe multidisciplinar, com engenheiros, geólogos, cartógrafos e técnicos focados no perfeito gerenciamento das etapas de construção. “O principal objetivo é administrar o progresso do empreendimento e por meio dos pilares qualidade, custo e prazo, garantir o atendimento ao plano de negócio. E a Geração estará ainda mais experiente e capaz de assumir novos desafios, com conhecimentos técnicos consolidados em campo e com a aplicação de modernas técnicas de gestão em fiscalização de grandes obras”, afirma. Para André Pereira, diretor de Engenharia e Construção, e também responsável pela área ambiental da UHE Jari, o projeto será uma oportunidade para consolidar o conhecimento adquirido em outras obras do Grupo EDP, com o diferencial de ser o primeiro na floresta amazônica. “Queremos que Jari seja uma referência das melhores práticas de engenharia, meio ambiente e sustentabilidade.”

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m junho, quando essa matéria estava sendo escrita, as obras de Santo Antônio do Jari já estavam bastante avançadas, com a conclusão da 1ª etapa de desvio do rio (ensecadeiras da margem direita), escavações em rocha no circuito de geração (local onde serão instaladas as estruturas de concreto, as 3 turbinas e geradores, chamado de casa de força), e início da construção da subestação, que conectará a energia elétrica gerada na usina ao Sistema Interligado Nacional (SIN) e depois aos consumidores finais. Atualmente, está em curso a concretagem do circuito hidráulico, que envolve a casa de força e a tomada d’água, responsável por fazer as pás da turbina girarem, além da concretagem da área que hoje tem a função de guardar os materiais para a montagem da usina, mas que após essa fase, será o local de manutenção da obra. Em agosto está previsto o início da construção da ensecadeira da margem esquerda do rio e, para 2013 e 2014, a conclusão das estruturas principais, o enchimento do reservatório e os testes das máquinas. Apesar da construção da usina ter um cronograma de fases e ações, elas não acontecem todas sequencialmente, mas

também de forma simultânea, como por exemplo, enquanto é feito o desvio do rio da margem esquerda (ensecadeira), a subestação também está sendo construída, entre outras situações que ocorrem no canteiro de obras. “Devido às características do empreendimento, diversas atividades acontecem ao mesmo tempo. A cada fase, equipes da EDP nas mais diversas áreas, acompanham a execução dos projetos, os serviços de construção civil, a fabricação e a montagem dos equipamentos que serão utilizados na UHE, afirma Horácio Sverzut Junior, consultor de planejamento. Para que todas essas etapas avancem dentro do prazo, a equipe de São Paulo exerce um papel fundamental. Marcelo Gravina, coordenador de Engenharia e Construção, explica que muito trabalho é feito anteriormente a execução no canteiro de obras. “Para que uma concretagem aconteça, 5 empresas são envolvidas, mais de 40 profissionais, diversas reuniões e são dedicados meses de planejamento”, conta. MODELO EM ESCALA REDUZIDA A cerca de 2.500 quilômetros da obra, na Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica da Universidade de São Paulo

Mais perto da comunidade Inaugurada em dezembro de 2011, a Central de Atendimento, localizada na cidade de Laranjal do Jari, no Estado do Amapá, conta com profissionais que estão à disposição para atender ao público. Além disso, pelo telefone 0800 601 2858 (ligação gratuita) a população esclarece dúvidas sobre o empreendimento, capacitações profissionalizantes, etc. Entre agosto e maio, a central recebeu mais de 700 ligações, sendo que os cursos de capacitação, seguido por emprego, foram os assuntos mais procurados pelas pessoas. Além disso, também são realizados diálogos com a comunidade, por meio de reuniões e atendimentos presenciais, entrega de um informativo com as notícias da obra e até um programa de rádio transmitido nas emissoras da região. Dessa forma, mantém-se uma relação aberta e transparente com a comunidade. 8 onbrasil

(USP), é feita a simulação de cada etapa da construção, um trabalho que, tecnicamente, leva o nome de modelo em escala reduzida. Com foco nas condições hidráulicas do empreendimento, o modelo utiliza uma escala de 1 para 80, ou seja, o que se vê no laboratório da USP foi diminuído 80 vezes em relação ao tamanho real, em Jari. José Carlos de Melo Bernardino, mestre em engenharia civil e coordenador do projeto na universidade, explica que, esse é o primeiro modelo reduzido onde o rio corre entre a vegetação, galhos e troncos de árvores. “Como não é possível reproduzir a mata, utilizamos pedras, que nos ajudam a medir de que maneira isso interfere na velocidade da água”, conta. Feito com cimento, brita e areia, reproduz as condições reais do fluxo de água do rio, o controle de vazão e o nível da água, antecipando o trabalho que será feito na usina. “Com os ensaios que realizamos, garantimos a segurança, diminuímos os impactos ambientais e reduzimos os custos de produção, já que é possível saber a quantidade exata de material que será necessário e prever a sua localização”, diz Bernardino. Ainda mais distante da floresta amazônica, atravessando o Atlântico, chegamos a


cidade de Grenoble, oeste da França, fronteira com a Suíça. É nessa região que o modelo reduzido da turbina foi testado, em novembro de 2011. Assim como acontece na USP, a proposta foi reproduzir a turbina que transformará a energia das águas do rio Jari em energia mecânica e posteriormente em energia elétrica. Com 38 centímetros de diâmetro (a turbina real tem 7 metros e 80 centímetros e pesa 800 toneladas), e as 5 pás em bronze, passou pelo crivo da equipe de engenheiros da EDP para atestar que o modelo é a melhor opção para Jari. “Como uma grande quantidade de água que passará pela turbina (560 metros cúbicos por segundo), a nossa preocupação era garantir que o material suportaria a vazão da água por 30 e 40 anos, levando em consideração que a turbina e o gerador representam 50% dos custos de equipamentos da obra”, conta Lino Ossami Yassuda, consultor. “Temos que tomar todos os cuidados para que os equipamentos não apresentem problemas no futuro”. “O desafio da Engenharia é garantir à equipe de Construção as ferramentas para realização segura e completa dos aspectos técnicos e financeiros do projeto, administrando ao mesmo tempo os custos e prazos previstos. Fazemos isso com a atuação de profissionais extremante motivados e com vasta experiência na implantação de hidrelétricas, que em conjunto aos novos talentos da equipe, garantirão o sucesso dessa empreitada e o desenvolvimento de todo o time”, ressalta Luis Claudio Valerio, gestor executivo de Engenharia. NO CANTEIRO DE OBRAS Com mais de 40 anos de experiência na construção de usinas hidrelétricas pelo Brasil afora e em outras duas usinas do Grupo EDP, Peixe Angical e Lajeado, no Estado do Tocantins, Ananias Gonçalves, gestor operacional de Construção da

CAPACIDADE INSTALADA 373,4 MW

“Nossa equipe está muito motivada e engajada com o projeto. As principais características das pessoas

Nível do Reservatório 30 m

envolvidas são competência, comprometimento, esforço e dedicação – André Pereira

Área do Reservatório 31,7 Km2 Início da construção Agosto/2011 Início da Operação Janeiro/2015 Vertedouro Borda Livre Turbinas (casa de força principal) 3 unidades Vazão do Vertedouro 9.593 m³/s Linha de Transmissão 22 Km Empreiteiro civil CESBE Fornecedores eletromecânicos Areva Koblitz e Alstom

UHE Jari, coordena uma equipe com cerca de 15 profissionais, entre engenheiros, topógrafos e técnicos de fiscalização. O dia no canteiro de obras começa cedo, por volta das 7h, se estende até o pôr do sol, e a função de Ananias e sua equipe é a de engenharia do proprietário, ou seja, fiscalizar e acompanhar o trabalho feito pelas empreiteiras. Dentro da rotina, estão percursos realizados por toda a obra, mais de uma vez por dia, para garantir que tudo está caminhando conforme programado e dentro das normas estabelecidas para o empreendimento. Um serviço de concretagem, por exemplo, exige que um geólogo acompanhe a fundação onbrasil 9

e que um topógrafo analise se o local e a dimensão estão corretos. “A fiscalização da qualidade e o registro do dia a dia da construção são importantes no futuro da UHE. Por isso, precisamos garantir que Jari seja construída dentro do programado e com base nas melhores práticas definidas para o projeto”, afirma Ananias. A cada dia várias tarefas são cumpridas, sempre de olho no prazo, é claro. Porém, para o gestor o desafio é a questão logística. “Jari é uma obra de grande dimensão, está na região Norte, num local com acesso muito difícil. Toda a infraestrutura necessária chega por meio de rios, pois não há estradas até aqui.”


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Por isso, os 38 programas ambientais em implantação, divididos entre Meio Físico, Meio Biótico e Meio Socioeconômico, tem como objetivo mitigar e compensar os impactos provocados pela construção do empreendimento. MEIO FÍSICO Este grupo de programas irá monitorar o lençol freático, os níveis d’água superficiais e subterrâneos, a quantidade e qualidade dos sedimentos, os parâmetros climáticos, entre outros.

Monitoramento de sedimentos.

MEIO AMBIENTE Como acontece em todas as regiões onde a EDP está presente, a preocupação com o meio ambiente e o compromisso com as comunidades do entorno das obras também faz parte da realidade da UHE Santo Antônio do Jari. Para Eduardo Santarelli, gestor executivo de Meio Ambiente, o trabalho desenvolvido junto às comunidades, a qualidade de vida e a segurança no canteiro de obras e o canal de comunicação aberto e transparente com as pessoas são fundamentais para tornar Jari um marco de sustentabilidade na região.

MEIO BIÓTICO O foco aqui é acompanhar como a obra interfere na fauna e na flora da região. Com esse monitoramento, pretendese registrar a ocorrência, a riqueza, a abundância e a diversidade das espécies existentes. Dentre os programas do Meio Biótico, está o de Compensação Ambiental, em que 0,5% do valor total do empreendimento será repassado para a Estação Ecológica do Jari e para o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. MEIO SOCIOECONÔMICO São programas sociais que visam compensar e mitigar os impactos provocados pelas obras, com reforço aos serviços públicos de educação, saúde, segurança pública, além de cursos de capacitação da mão de obra local. Cerca de 300 pessoas já se beneficiaram dos cursos promovidos pela EDP.

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ORIGENS Antes do início das obras foram realizados estudos de prospecção arqueológica que detectaram a presença de vestígios de agrupamento populacional ancestral no canteiro. Estes vestígios foram resgatados e estão sendo objeto de estudos por especialistas e deverão retornar à região do empreendimento para exposição ao público. COMUNIDADES DO ENTORNO As três comunidades, localizadas na área diretamente afetada pela obra, recebem atenção especial: Vila São Francisco do Iratapuru, Vila Santo Antônio da Cachoeira e Vila Padaria. Na Vila São Francisco do Iratapuru, as 34 moradias existentes serão relocadas para a nova vila que será construída pela EDP e contará com o envolvimento da comunidade para definição do projeto. Essa nova vila terá um sistema de captação, tratamento e distribuição de água, coleta e tratamento de esgotos, quadra poliesportiva, escola e área de lazer próxima ao futuro reservatório. Na Vila Santo Antônio da Cachoeira, a EDP realizará a reforma do trapiche


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(armazém), da igreja, do posto de saúde e do sistema de captação de água. Já na Vila Padaria está prevista a reforma do sistema de captação de água e a doação de materiais hidráulicos para as moradias. O destaque dessas iniciativas é a parceria com a Fundação EDP, sediada em Portugal, que fará o acompanhamento técnico do projeto de instalação de painéis solares para fornecimento de energia elétrica a todas as moradias das três vilas. Esse projeto permitirá que as famílias usufruam de um fornecimento contínuo de energia e substituam os atuais geradores a diesel, que hoje fornecem apenas 3 horas de energia por dia. SEGURANÇA DO TRABALHO Um dos valores da EDP é a segurança no trabalho. Em Jari esse compromisso é garantido por uma equipe de 24 pessoas, entre engenheiros, técnicos, enfermeiros, médico do trabalho e auxiliares. No auge da obra, esperam-se 1.400 trabalhadores e por isso o tema

1. Monitoramento de aspectos socieconômicos. 2. Sítio arqueológico. 3. Vila São Francisco do Iratapuru. 4. Vila Padaria. 5. Vila Santo Antônio da Cachoeira.

segurança é trabalhado de forma abrangente. Entre as ações realizadas estão a supervisão dos canteiros de obra, utilização de EPIs (equipamentos de proteção individual), relatórios diários, reuniões semanais para falar sobre fiscalização e cuidados com a saúde, com foco em doenças, animais peçonhentos, clima e alimentação. “Todos que visitam onbrasil 11

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a usina ou os novos profissionais participam de um treinamento sobre os perigos do local e as medidas preventivas para evitar qualquer problema. Também nos preocupamos com o aspecto psicológico dos trabalhadores e realizamos ações em parceria com o RH”, afirma Stella Maris, diretora Administrativa e Financeira.


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LOCALIZAÇÃO UHE SANTO ANTÔNIO DO JARI

VOCÊ SABIA?

•U  HE Santo Antônio do Jari está

localizada a 150 km da foz do rio, e foi projetada acima da Vila de Santo Antônio , preservando a vila e a queda principal da cachoeira de santo Antônio: um patrimônio natural da região.

•O  reservatório formado pela usina

será do tipo fio d’água, e formará um lago de 31,7 km², uma das melhores médias nacionais na relação entre a área alagada e a potência instalada.

• A s obras civis (tomada d’água e casa

SÃO TRÊS OS MUNICÍPIOS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DO EMPREENDIMENTO

de força, vertedouro, barragem do leito do rio) demandarão 300.000m³ de concreto. Isto equivale a quase 4 estádios do Maracanã. Cerca de dez mil toneladas de aço serão utilizados, o que daria para construir uma estrutura igual à Torre Eiffel, em Paris.

•O  nome do projeto é uma referência à

Cachoeira de Santo Antônio localizada a jusante (rio abaixo) do local onde está sendo construída a barragem.

•N  o auge das obras, a UHE Santo

Antônio do Jari deverá gerar cerca de 1.400 empregos diretos, sendo a maioria recrutada na região. Se o seu celular tem câmera digital e possui leitor de QR code, aponte o aparelho para a imagem.

CONECTE-SE! Assista aos vídeos produzidos pela EDP On em: http://bit.ly/EDPnoJari Distrito de Monte Dourado - Almeirim (Pará)

Vitória do Jari (Amapá)

Laranjal do Jari (Amapá) 12 onbrasil


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Dicas para a j u d á - l o n o s e u d i a - a - d i a

Segurança de Informação. A Informação representa, hoje, um dos ativos mais valiosos dentro do Grupo e, por esse motivo, deve ser uma prioridade de todos. Incorpore, desde já, as seguintes dicas no seu dia-a-dia.

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NÃO PARTILHE A SUA SENHA Não dê a sua senha a ninguém, torne-a difícil de decifrar e altere-a regularmente.

BLOQUEIE A SUA SESSÃO DE TRABALHO Sempre que se ausentar do seu local ou posto de trabalho, bloqueie ou desligue o computador.

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NÃO DEIXE DOCUMENTOS NA IMPRESSORA OU FAX Sempre que imprimir um documento oficial garanta que vai buscá-lo imediatamente na impressora.

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NÃO DEIXE DOCUMENTOS IMPORTANTES EM CIMA DA SUA MESA DE TRABALHO Ao final do dia, ou mesmo à hora do almoço, retire os documentos confidenciais de cima da sua mesa de trabalho.

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NÃO JOGUE DOCUMENTOS CONFIDENCIAIS NO CESTO DE LIXO Em vez de jogá-los no cesto de lixo, coloque-os na máquina trituradora de papel.

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TRANSPORTE INFORMAÇÃO DE FORMA SEGURA Quando levar documentos importantes para fora da empresa, e utilizar transportes públicos, garanta que estão inseridos dentro de uma pasta.

GUARDE A INFORMAÇÃO NA REDE Garanta que todos os documentos importantes da empresa são guardados em shares de rede e nunca no computador local.

NÃO IMPRIMA DOCUMENTOS CONFIDENCIAIS Evite impressões sempre que possível. Tudo o que não se imprime é informação que não fica acessível a terceiros.

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online 24 horas na v i d a d e . . .

24 horas

Com 23 anos de EDP Escelsa, Tânia Provete, analista técnica de Projeto e Construção, viveu as mudanças e as transformações do setor elétrico. “Lembro-me de quando entrei na empresa e os projetos eram desenhados em pranchetas com nanquim e as listas de materiais eram datilografadas. Hoje os sistemas são automatizados e ágeis.” Diversos projetos de construção e ampliação de subestações do estado capixaba estão em seu trabalho. Destacam-se aqui a construção da subestação de Bento Ferreira e Goiabeiras, em Vitória, e a ampliação da subestação de Bom Jesus, no sul do estado. Tânia procura levar a vida intensamente e concilia diversas atividades antes e depois do trabalho. Inicia sua rotina cercada pela família, o marido Sérgio Provete e os filhos Fernando, de 21 anos, e Lucas, de 19 anos. Viajar e acampar são os hobbies prediletos da família, que coleciona visitas a lugares como Pico da Bandeira (ES) e Chapada Diamantina (BA). A colaboradora formou-se em Técnico em Eletrotécnica, e em graduou-se em Artes pela Universidade Federal do Espírito Santo. Há mais de 1 ano, Tânia mergulhou no mundo do teatro, e toda semana faz aulas de interpretação. “A arte está presente em minha vida desde jovem e aproveito cada momento, cada ensaio, para crescer e me desenvolver.”

Tânia Provete Analista Técnica de Projeto e Construção, EDP Escelsa

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Mulher, mãe, esposa, profissional, atriz e atleta. Com sorriso no rosto e bem disposta, Tânia relata que ter disciplina é fundamental para viver com energia e realizar os desejos e os sonhos.

0 6h3 0

09h 0 0

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Em família

Foco no trabalho

Reunião de equipe

O café da manhã começa cedo na família e se tornou um momento sagrado. Como todo bom mineiro, o marido não dispensa o queijo entre sucos e pães.

Tânia se concentra para analisar os projetos e procura por soluções para novas construções de subestações.

Junto com colaboradores da área de planejamento, verifica as viabilidades dos projetos, além de orientar os melhores métodos para o desenvolvimento na execução do trabalho.

12 h 0 0

16h 0 0

19h 0 0

Caminhada até o restaurante

Análise em campo

Arte e vida

Com o colega Paulo César Santa Clara, da área de projetos de rede, Tânia aproveita a hora do almoço para colocar o papo em dia.

Visita as subestações para coleta e verificação de dados. Equipamentos de segurança são obrigatórios.

Disciplina e atenção no ensaio da peça “Lição de Botânica”, de Machado de Assis.

20h00

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Exercícios

Um jogo em família

Antes de voltar para casa, Tânia ainda passa uma hora na academia. É com exercícios que ganha disposição e condicionamento físico para enfrentar a rotina puxada.

Para descontrair e dar boas risadas, a família tem o hábito de fazer diversas atividades em conjunto e adora receber amigos em casa. O jogo “Imagem em Ação” é um passatempo frequente.

Fechando a noite

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Antes de descansar, ainda assiste um pouco de TV. Documentários da National Geographic são os favoritos.


onpeople Queremos conhecê-los melhor

ocê sabia que quando o assunto é energia eólica, o Brasil é um dos maiores produtores da América Latina? Isso acontece porque os ventos sopram com maior velocidade - duas vezes superior à média mundial, e com maior persistência. E é nesse cenário que a EDP Renováveis, a terceira maior empresa de energia eólica do mundo, investe no país com uma equipe de profissionais qualificados. Dentre eles, Felipe Neyre de Siqueira, 31 anos, nascido em Natal, no Rio Grande do Norte, que chegou à EDPR há 1 ano e 8 meses, mudou-se para São Paulo, e é responsável por identificar e monitorar futuras áreas no Brasil para o desenvolvimento e a construção de parques eólicos. “Sei que faço parte de uma grande empresa do setor de energia limpa com grande potencial para investir e crescer no país.” Felipe, que cursa faculdade de Gestão de Tecnologia da Informação, atua no setor de energia eólica desde 2004, onde trabalhou na construção e no comissionamento de um parque eólico no RN. Hoje, divide suas atividades entre estudos eólicos e viagens por diversos estados para prospecção de futuros empreendimentos, visitas técnicas, além de coordenar equipes de empreiteiros parceiros da empresa. E é logo na primeira fase de um projeto que Felipe entra em ação. Tem como sua responsabilidade a instalação de torres anemométricas, com altura de 100 metros, instaladas 2 anos antes da possível construção de um parque para emitir via sistema relatórios sobre as condições do clima, pressão, temperatura, ventos, entre outros dados técnicos. “O estudo contínuo do clima é fundamental antes de se iniciar a definição do parque e do layout dos aerogeradores. Atualmente, a EDPR possui 18 torres instaladas em 4 estados, em uma área de 90 mil hectares com objetivo de estudar possíveis novos empreendimentos.” Na EDPR, Felipe atua diretamente com outras áreas da empresa, em especial Meio Ambiente, Técnica e de Análises de Contratos. Um recente trabalho é o projeto de quatro parques eólicos no Rio Grande do Norte, o Baixa do Feijão I, II, III e IV, que terá capacidade instalada de 120MW e começará a vender energia a partir de 2016. Viagens frequentes para a região estão na agenda. Amante dos livros de tecnologia, Felipe aproveita o tempo livre para se dedicar aos estudos. Aos finais de semana gosta de conferir as novidades no cinema. Saudade sente mesmo da qualidade de vida, da tranquilidade e das praias de Natal. “Estou em uma fase feliz de minha vida. Vejo na EDPR grandes possibilidades de crescimento profissional e pessoal. Acredito que a energia eólica, muito em breve, estará mais presente no potencial energético brasileiro e se tornará uma fonte necessária e complementar às outras energias.”

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FELIPE NEYRE DE SIQUEIRA DEVELOPMENT ASSOCIATE DA EDP RENOVÁVEIS

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O esforço, a dedicação e o fazer diferente levam-nos mais longe como Grupo. Em cada edição destacamos alguns dos nossos colaboradores que fazem parte da excelência que cultivamos no universo EDP.

FERNANDO DE ABREU SILVA (HELINHO) ASSISTENTE TÉCNICO DE MEIO AMBIENTE DA ENERPEIXE

“GOSTO DA NATUREZA, DOS ANIMAIS E DE ESTAR EM CONTATO COM AS PESSOAS”

ernando de Abreu Silva, o “Helinho”, é aquele tipo de pessoa com a qual se pode passar horas agradáveis de conversa, não apenas por seu modo gentil e animado ao falar, mas também por seu profundo conhecimento e experiência de vida. Natural de Tocantínia, município localizado a 75 km de Palmas, capital do estado do Tocantins, o assistente técnico de Meio Ambiente da Enerpeixe, há 15 anos no Grupo EDP, trabalha em ações ligadas à preservação do meio ambiente, nas áreas biótica (fauna), do meio físico (solo, rocha, água e ar), resgate de peixes e diálogos com as comunidades no entorno da Usina de Peixe Angical, atividades pelas quais é apaixonado, “gosto da natureza, dos animais e de estar em campo em contato com as pessoas”, afirma. Responsável pelo acompanhamento das empresas que prestam serviços de consultoria ambiental para a Enerpeixe, seu dia a dia exige constante atenção ao que acontece nos diversos ecossistemas que circundam a usina,

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como por exemplo, o acompanhamento da desova das espécies de tartarugas que sobem a bacia do Rio Amazonas, a catalogação e o monitoramento dos botos que povoam a região e os estudos de adaptação das araras azuis ao empreendimento. “Verificamos o comportamento desses animais, se há alguma atividade predatória por parte das comunidades locais, a população respectiva de cada espécie, entre outras análises”, explica entusiasmado. Os dados obtidos, todos checados atentamente, são enviados para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e para os órgãos de fiscalização. Profundo conhecedor da região, também atua no projeto “escada de peixe”, tipo de corredeira artificial que estimula os cardumes a transporem a barragem da usina; e lidera uma equipe de aproximadamente 20 pessoas no processo de “resgate de peixes”. “O maior resgate que fizemos foi de aproximadamente 9 toneladas de diferentes espécies típicas da região.

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Isso me dá alegria, pois estamos preservando a vida desses animais”, comenta. Para ele, a forma de atuação responsável pela qual a empresa exerce suas atividades lhe motiva e reflete o cuidado com as questões ambientais em ações efetivas. Os anos de experiência e a vivência em campo fazem de Fernando uma pessoa cheia de histórias e curiosidades para contar: já capturou cascavéis e outros animais selvagens nos arredores da usina, foi convidado aos 17 anos para trabalhar nas obras da UHE Lajeado, devido à sua intimidade com a região e tornou-se um profissional requisitado em assuntos ligados ao meio ambiente. Numa conversa, não pode faltar uma das suas curiosidades mais peculiares - o porquê de seu “segundo nome”: “Atendo por Helinho desde a infância, pois este era o nome de meu pai!” Aos 33 anos, mora na tranquila cidade de Peixe, com sua esposa Almirani Dias e com os filhos Leonan e Davi. Para o futuro tem planos de dar o melhor para a família e como diz “pretende conquistar mais”.


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Ana Veiga Vejo a EDP como uma empresa reconhecida no mercado pela sua inovação, excelência no atendimento e sustentabilidade.

ANA VEIGA, analista comercial da EDP Bandeirante

•M  onitorar o índice de refaturamento de contas • Medir a qualidade da entrega da fatura

Uma das metas da EDP Bandeirante é prestar serviço e atendimento com qualidade e eficiência aos clientes. E a Gestão Operacional de Faturamento tem a responsabilidade de monitorar todas as faturas enviadas para as residências, comércios e indústrias. À frente de duas grandes ações que visam diminuir o índice de faturas não entregues, está Ana Veiga, analista comercial da EDP Bandeirante, 30 anos, que atua em São José dos Campos. Formada em administração de empresas, a colaboradora começou sua carreira na EDP há 5 anos na área da Gestão Operacional de Arrecadação. A primeira meta de Ana é a de analisar, mensalmente, a qualidade do faturamento da concessionária, um índice que mede as reclamações de clientes que querem rever o valor da conta via canais de atendimento como por meio de agências e call center. Além de meta da colaboradora, esse é um índice da Abradee (Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica). “Em 2011 este índice teve uma redução

de 13% comparado com 2010 e até o final deste ano queremos chegar a 22%.” Para ter sucesso na ação, Ana participa da implantação de coletores de leitura mais eficientes e com tecnologia de ponta que possuem maior autonomia de bateria, não necessitando levar bateria reserva; maior resistência à chuva e queda, e é compatível com o TAD (Transmissão Automática de Dados), utilizado para coleta de leitura via rádio frequência em lugares com impedimentos de acesso ao centro de medição. Ao mesmo tempo, a colaboradora acompanhará a criação de um sistema para gerenciamento das leituras realizadas pela Gestão da Receita com apoio da área de Tecnologia da Informação. Cerca de 280 novos coletores já foram comprados pela empresa e passam pela fase de desenvolvimento de software de leitura, com previsão de iniciar o projeto piloto no 2º semestre de 2012. A segunda meta já está na fase piloto e deve entrar no dia a dia na empresa no início do 2º semestre. O índice de efetividade de entrega de faturas é um 18 onbrasil

indicador criado pela EDP Bandeirante com a função de medir a qualidade do recebimento, ou seja, avaliar se os clientes recebem nos prazos corretos para evitar possíveis reclamações. Assim como a primeira meta, os cálculos são realizados a cada 10.000 clientes. “Clientes de Guarulhos e São José dos Campos foram os primeiros a receber as visitas dos entregadores com leitores de códigos de barra impressos nas contas e documentos. Ao todo, 85 equipamentos foram comprados para serem utilizados pelos terceiros. A ação começou com avisos de interrupções”. Além de registrar e monitorar via código de barra, o novo equipamento possibilita acompanhar as equipes em campo por coordenadas via GPS. Outra ação para melhorar a qualidade do trabalho é intensificar as ações na logística. Para isso, Ana auxilia na reformulação do processo onde pretende deixar algumas equipes em campo focadas apenas na entrega das contas, o que irá otimizar o tempo e a qualidade do serviço prestado.


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onchange Ter coragem para mudar

EROALDO CESAR DE SOUSA 44 anos –> Especialista em Compras da EDP Escelsa

área de Suprimentos da EDP, responsável pela aquisição, monitoramento e manutenção dos estoques de materiais, bem como da contratação de produtos e serviços necessários aos diversos departamentos da empresa está passando por mudanças. As gerências, antes situadas em cada localidade, hoje estão centralizadas e os processos relacionados às atividades da área estão divididos de acordo com a demanda de cada região. Neste contexto, estão inseridos dois colaboradores que aceitaram o convite de mudar de São Paulo para o Espírito Santo e cada um, em suas respectivas responsabilidades, devem contribuir com o sucesso desta nova etapa. Eroaldo Cesar de Sousa, especialista em Compras,

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foram poucas, Eroaldo também foi promovido, de comprador sênior a especialista. Hoje lidera uma equipe de seis profissionais, viabiliza as estratégias de negociação entre a EDP e os fornecedores, direciona a operacionalização dos processos de contratações e mantém constante diálogo com as áreas de negócio da empresa e com a diretoria da distribuidora. “Como não temos a presença física dos gestores, que estão em São Paulo, é necessário assumir certas responsabilidades e saber como agir em casos de decisões urgentes”, explica. Economista formado há 22 anos, pós-graduado em Comércio Exterior e com MBA em Gestão de Negócios pela Fundação Getulio Vargas, é um amante dos

“Ter sempre a esperança que tudo vai mudar para melhor” COM 30 ANOS DE CARREIRA, EROALDO INICIA UMA NOVA ETAPA: MUDAR DE SÃO PAULO PARA O ESPÍRITO SANTO PARA TRABALHAR COMO ESPECIALISTA NA ÁREA DE SUPRIMENTOS E LIDERAR O PROCESSO DE COMPRAS E CONTRATAÇÃO DE PRESTADORAS DE SERVIÇOS PARA O GRUPO EDP. é um desses colaboradores que embarcaram para a capital capixaba. “Sempre esperamos que coisas boas virão, a esperança te leva a ser otimista. É uma forma de pensar que faz bem pra gente”, assim Eroaldo vê as oportunidades que aparecem e define seu modo de levar a vida. O profissional, que há 30 anos atua na EDP, aceitou no início de 2012 um novo desafio: liderar na EDP Escelsa o processo de compras e contratação de empresas prestadoras de serviços para o grupo. “O convite surgiu logo nos primeiros dias do ano, por parte de Sandra Gobayashi, gestora executiva de Negociação e Compras. Duas semanas depois, já estava com a mudança pronta. Sou prático e aceitei a oportunidade sem receios”. As novidades que vieram com o novo ano não 20 onbrasil

números e fala com satisfação de sua carreira. “Entrei no setor elétrico quando tinha 15 anos para trabalhar como office boy e passei por vários cargos. Fui auxiliar administrativo, técnico em administração, analista e comprador”. Eroaldo também atuou por alguns meses no Tocantins, nas instalações da Investco; em Jari, auxiliou na organização da área de suprimentos da futura UHE Santo Antônio do Jari, localizada na divisa dos estados do Pará e Amapá, e em Lisboa, Portugal, onde esteve por três meses. “O legal disso tudo é conhecer as diferentes culturas e descobrir que afinal trabalhamos todos de forma parecida”. Sobre o futuro, prefere pensar em um dia de cada vez: “Meu plano é continuar bem, ser agradecido pelo que tenho e ter a esperança que tudo sempre vai mudar para melhor.”


Morando em Vitória, no bairro de Camburi, acrescenta horas de lazer ao seu dia a dia, ao pedalar pela orla da praia. Aos fins de semana o programa fica por conta dos passeios, cinemas e restaurantes da região, “Vitória tem uma boa infraestrutura e diversas opções de lazer”.

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ontrack Os acontecimentos do mundo EDP

EDP PARTICIPA DO RIO+20 E RIO+SOCIAL Evento paralelo à Rio+20 (Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável), o Rio+Social discutiu o impacto da tecnologia e das mídias sociais na sustentabilidade. Dentre os temas escolhidos para ser debatido por diversos líderes globais, energia estava na pauta, além de cidades, empregos, alimentos, água, mulheres, saúde, oceanos e desastres, que são os 7 temas do Rio+20. Ana Maria Fernandes, presidente da EDP no Brasil, participou do painel Melhorando vidas com energia limpa e microcrédito, onde dividiu a discussão com Muhamma Yunus, eleito Prêmio Nobel da Paz em 2006 por ter criado o banco Grameen, em Bangladesh, que oferece microcrédito às pessoas mais desfavorecidas. O bate-papo teve a mediação de Luciano Huck, apresentador da Rede Globo e presidente do Instituto Criar. “O mundo inteiro tem incorporado essa ideia de pensar a energia para além do fazer negócio, respeitando o meio ambiente, as pessoas, alterando a forma de ver as coisas. Fazendo um link com o tema do evento, acesso à energia é acesso à informação”, disse Ana Maria Fernandes.

“Nós temos que usar o dinheiro para ajudar as pessoas e cada empresa pode ser responsável por um problema que existe no mundo. Quando criei o banco Grameen não fiz nenhuma estratégia, simplesmente agi. Pensei: por que não posso emprestar dinheiro para as pessoas? Uma empresa pequena pode resolver muitos problemas que existem no mundo. Na verdade, até mesmo os indivíduos podem fazer isso”, afirmou Muhamma Yunus. Luís Faria, diretor de energia para o desenvolvimento da Fundação EDP em Portugal, apresentou os projetos de acesso à energia em comunidades não urbanas de regiões como Quênia, Timor Leste, Angola, etc. Além disso, a Fundação EDP promoveu o Rio+20 Live Connected Lisboa que ligou, por videoconferência, o Pavilhão de Portugal no Parque dos Atletas, no Rio de Janeiro, ao Museu da Eletricidade, em Lisboa. Personalidades dos mais diversos setores discutiram sobre os 7 temas do Rio+20.

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EDP ESCELSA CONTRIBUI COM PATRIMÔNIO HISTÓRICO A EDP Escelsa cedeu em comodato para a Prefeitura de Vila Velha, no Espírito Santo, o antigo e charmoso bonde que circulava na Grande Vitória nas primeiras décadas do século passado. Principal meio de transporte da época, o bonde foi fabricado nos Estados Unidos e era operado pela Companhia Central Brasileira de Força Elétrica (CCBFE), uma das empresas precursoras da distribuidora.

De um total de 25 bondes que existiam nas cidades de Vila Velha e Vitória, apenas um restou e ficava na sede da EDP Escelsa, em Carapina, na Serra. O meio de transporte que contribuiu com o crescimento urbano da região ficará exposto na Casa da Memória, na Prainha, um dos pontos de referência do patrimônio histórico capixaba. Visite: Casa da Memória: Rua Luciano das Neves com Beira Mar, Prainha, Vila Velha/ ES.

DESAFIO DO BEM 2012 19 equipes participam da iniciativa que levará boa energia e solidariedade para comunidades próximas aos negócios do Grupo EDP nos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Em sua 2ª edição, o Desafio do Bem, ação do Instituto EDP em parceria com o Conciliar, soma cerca de 160 colaboradores que realizarão projetos de melhorias sociais, visuais

ou educacionais em ONGs ou escolas apoiadas pelo Instituto. Cada equipe receberá até R$ 2 mil para o planejamento e a realização das atividades junto às organizações. Os trabalhos serão votados por meio de vídeos disponibilizados na Intranet. As organizações apoiadas pelas três equipes finalistas receberão R$ 5 mil (primeiro lugar), R$ 3 mil (segundo lugar) e R$ 2 mil (terceiro lugar).

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Melhorias no atendimento aos Grandes Clientes e ao Poder Público Atendimento diferenciado com foco nas necessidades específicas dos Grandes Clientes, Poder Público e Clientes Estratégicos (categorias que envolvem empresas, órgãos dos governos Federal, Estadual e Municipal e clientes especiais que são atendidos pela EDP); e na melhoria contínua dos processos internos

formam a base do projeto Segmentação do Poder Público e Grandes Clientes, desenvolvido pela Diretoria Comercial da EDP Bandeirante em parceria com a área de Marca e Comunicação e com a equipe de Desenvolvimento Estratégico e Organizacional. Já em fase de implantação, o projeto prevê dentre outros resultados:

• Melhoria da avaliação, pelo cliente, da qualidade de serviços prestados e do índice de confiança na marca; • Redução do valor de inadimplência, das perdas e de eventuais custos com reclamações; • Retenção de Clientes Livres na Comercializadora da EDP no Brasil.

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MEDIDORES INTELIGENTES

Foram instalados na cidade de Aparecida, no interior de São Paulo. O número registra simbolicamente mais uma etapa cumprida do InovCity, projeto que substituirá todos os medidores de baixa tensão do município e que o dotará com uma rede inteligente de energia. O consumo de energia elétrica será medido com mais exatidão, evitando prejuízos aos consumidores e à empresa. Em fase posterior, será possível realizar o faturamento, corte e religa à distância, e os clientes terão a possibilidade de acompanhar o consumo em suas residências por meio de dispositivos de home control. Também foram doadas 17 scooters e 2 bicicletas elétricas e instalados 5 pontos de recarga para abastecimento de veículos movidos à eletricidade.

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Este é o número das prioridades do Planejamento Estratégico definidos pela Unidade de Distribuição com foco no crescimento da empresa no período que compreende os anos de 2012 a 2015, são eles:

1. Segurança, segurança, segurança; 2. Satisfazer os clientes com qualidade, eficiência e inovação; 3. Desenvolver pessoas e reforçar a motivação da equipe; 4. Otimizar a gestão de ativos; 5. Prevenir contingências e gerir riscos de forma sistêmica; 6. Tornar-se referência em eficiência; 7. Maximizar receitas da energia distribuída e de outros serviços; 8. Otimizar a gestão de fornecedores; 9. Promover inovação com foco na eficiência e no cliente e 10. Consolidar os modelos de excelência e de sustentabilidade. 24 onbrasil


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FESTIVAL DO MINUTO INSCRIÇÕES ABERTAS

EDP - CAMPEÃ DE INOVAÇÃO Levantamento elaborado pela Revista Amanhã, publicação especializada em comunicação empresarial do Sul do Brasil, apontou a EDP por meio das atividades da EDP Renováveis, detentora do Parque Eólico de Cenaeel, em Santa Catarina, entre as 50 companhias mais inovadoras da região Sul na 8ª edição do prêmio “Campeãs de Inovação”. Para entrar para o seleto grupo, as 500 maiores empresas listadas no ranking elaborado pela revista responderam a um questionário que avaliou seis

dimensões da inovação: Estrutura e Cultura Organizacional; Ações; Foco no Esforço da Inovação; Criatividade e Desenvolvimento Inicial; Tratamento e Orientação à Inovação; Atitude; e Resultados da Inovação na Organização. Para a classificação foi aplicada a metodologia Innovation Index (Índice de Inovação) criada por Edward de Bono, consultor americano, considerado um dos maiores especialistas mundiais em criatividade e inovação.

Considerado o maior festival de vídeos da América Latina, O “Festival do Minuto” patrocinado pela Enerpeixe (UHE Peixe Angical) e Investco (UHE Lajeado) em parceria com o Instituto EDP, por meio do Edital EDP Cultura e Esporte 2011, abre inscrições até o dia 27 de outubro para o concurso “Minuto na Escola”, projeto destinado a alunos e professores da rede estadual de ensino do Tocantins. A participação consta na elaboração de um vídeo criativo ou animação com duração de até 1 minuto. O tema é livre. Para se inscrever, os alunos do Ensino Fundamental devem realizar um cadastro e enviar seus vídeos pelo site www.minuteen.com.br. As inscrições para os alunos do Ensino Médio e professores acontecem pelo site www.festivaldominuto.com.br. Os vencedores ganharão um laptop (um para cada categoria). Acesse e divulgue!

+ AGÊNCIA VIRTUAL

11 novos serviços podem ser acessados pelos clientes da EDP Bandeirante e da EDP Escelsa por meio da Agência Virtual, ferramenta prática e moderna, na qual os principais serviços das distribuidoras estão à distância de um clique: pagamento online, consulta de solicitações, relato de falta de energia, protocolopor e-mail, estão entre as novidades. Além disso, a Agência Virtual está disponível em aparelhos móveis, e totens (estações de atendimento automáticas instaladas nas lojas). Acesse www.edpbandeirante.com.br ou www.edpescelsa.com.br e confira a lista completa de serviços.

Mais interatividade Está no ar o site “Boa Energia nas Escolas” - projeto educacional das distribuidoras da EDP que tem como objetivo promover a capacitação dos educadores da rede pública, para que possam ensinar aos seus alunos como usar de forma segura e eficiente a energia elétrica. Por meio do site, crianças e adultos podem acompanhar o passo a passo das ações realizadas pelo Caminhão da Boa Energia, uma carreta itinerante que leva onbrasil 25

para alunos de escolas públicas do ES e SP um modo divertido de aprender sobre eficiência energética e inovação; também podem acessar informações e jogos interativos, além de um gibi e uma cartilha que aborda de forma lúdica e educativa os temas relacionados à eletricidade, geração de energia, eficiência e segurança. Confira! www.boaenergia.com.br


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Floresta Amazônica

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