7Partilhas nº34 - dezembro

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Pensamento Computacional de Portugal e do Mundo.

A atividade consistiu na resolução de pequenos problemas que, de uma forma lúdica, estimulam o pensamento e o raciocínio uma vez que são tarefas baseadas nos problemas com que os programadores se deparam frequentemente.

Trata-se de uma iniciativa internacional para promover e introduzir a informática e o pensamento computacional para estudantes de todas as idades. Foi desenhado para motivar estudantes de todo o mundo, sem necessidade de experiência prévia. É organizado em mais de 50 países e no ano passado participaram mais de 3 milhões de estudantes de todo o mundo! Parabéns a todos pela excelente participação!

A Professora de TIC, Cristina Lopes

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A Terra Treme

A Terra Treme é um exercício nacional de sensibilização para o risco sísmico e é promovido, anualmente, pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em colaboração com diversas entidades públicas e privadas.

Este ano, realizou se no dia 9 de novembro de 2022, pelas 11h09.

O exercício consistiu em executar 3 gestos: baixar, proteger e aguardar:

BAIXAR sobre os joelhos, uma posição que evita a queda durante o sismo;

PROTEGER a cabeça e o pescoço com os braços e as mãos, procurando abrigo, se possível, sob uma mesa resistente e segurar-se firmemente a ela;

- AGUARDAR até que a terra pare de tremer.

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Salienta se a forma responsável como os alunos envolvidos realizaram o exercício Alunos do 1.ºciclo Alunos do 2.ºciclo Alunos do 3.ºciclo

A Adjunta da Diretora Professora Sofia Milheiro
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Clube Scratch em Azeitão

(PADDE)

Acordamos cedinho e às 8 da manhã todas as sextas lá vamos nós programar, aprender e partilhar as nossas ideias, projetos e dúvidas. Trabalhamos online porque é difícil conciliar presencialmente espaços e tempos entre as turmas que participam (neste momento, dez alunos das turmas A e a B do sexto ano). Este ano há mais alunos iniciantes e tem sido bonito ver os veteranos no papel de professores, apoiando e ajudando no esclarecimento de dúvidas. Todos são “donos” da sessão e a todo o momento podem partilhar o seu trabalho, esclarecer dúvidas, ou sugerir temas. Este ano já descobrimos com o Manuel uma ferramenta interessante para remover fundos de certas imagens que pretendemos usar, depois da Leonor ter mostrado como isso é feito com os recursos do Scratch. Já produzimos histórias, animações, pequenos testes a partir de tutoriais e vários projetos sobre as potências (ainda no âmbito do cenário de aprendizagem “À descoberta”). Fazemos regularmente alguns vídeos de explicações, que deixamos na nossa equipa do Teams, para podermos rever aprendizagens em qualquer momento. A professora de TIC partilhou umas cartas com tutoriais muito úteis que podem consultar AQUI. O Clube tem uma página no “site” do Scratch e é lá que vamos partilhando projetos já concluídos. Ainda não partilhámos muitos, mas são muitos os projetos em desenvolvimento. Há muitos alunos em fase de iniciação e só partilhamos trabalhos quando achamos que está tudo devidamente corrigido, mesmo que os projetos sejam muito simples. Quem lá chega, mesmo só para experimentar, gosta e fica. Essa é a melhor apreciação que podemos ter do nosso clube. Um espaço que já conta com alguns anos de realização na nossa escola e continua a ser procurado. Alguns alunos gostariam de participar, mas os seus horários pessoais e familiares não o permitem. Foi assim que surgiu a ideia dos membros honorários que programam e interagem com os outros alunos, sem poder comparecer nas sessões online.

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Alguns dos trabalhos em desenvolvimento:

E o que é o Scratch?

O trabalho continuado de investigação e aperfeiçoamento das linguagens e ambientes de programação para jovens (LOGO, nos anos 80), desenvolvido no Massachusetts Institute of Technology (MIT), produziu a ferramenta Scratch ‐ um ambiente gráfico de programação inovador, divulgado publicamente apenas em Maio de 2007, que permite trabalhar cooperativamente e utiliza media diversificados. O Scratch - https://scratch.mit.edu/ (cujo slogan é: «imagina, programa, partilha») foi concebido e desenvolvido como resposta ao problema do crescente distanciamento entre a evolução tecnológica no mundo e a fluência tecnológica dos cidadãos, e pensado, igualmente, para promover um contexto construcionista propício ao desenvolvimento da fluência tecnológica nos jovens, desde muito cedo, e das competências transversais ditas «para o século XXI», nomeadamente a resolução de problemas. Os seus autores pensam que poderá, ainda, permitir avançar na compreensão da eficácia e inovação do uso das tecnologias nos processos de aprendizagem em diferentes domínios, disciplinas e contextos, de forma mais específica na educação matemática formal e informal, trabalhada de forma transversal a outros temas (pela própria natureza do ambiente), incentivar a criação e invenção (para que os jovens não sejam apenas meros consumidores de tecnologia) e estimular a aprendizagem cooperativa e a interdisciplinaridade. Experimentem! Na página Eduscratch podem encontrar muitos vídeos de apoio e outras informações.

A Professora do Clube de Scratch, Teresa Marques

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Metodologias ativas

de aprendizagem:

a educação na era digital

No âmbito da iniciativa dos encontros CFOS (Centro de Formação Ordem de Santiago), decorreu no dia 29 novembro, entre as 14h30 e as 18h30, no Agrupamento de Escolas Lima de Freitas, em Setúbal, uma ACD (Ação de Curta Duração) subordinada ao tema: “Metodologias ativas de aprendizagem: a educação na era digital”.

Esta ação não só permitiu a apresentação de metodologias ativas em salas paralelas, bem como a troca de impressões sobre as oportunidades e as dificuldades em implementar metodologias ativas com o apoio do digital.

Para além das salas paralelas, assistimos a duas comunicações sobre temas centrais para a transição digital:“Estratégias pedagógicas inovadoras com tecnologias digitais”, apresentado pela Professora Sílvia Couvaneiro;“Aprendizagem e Transição Digital em Educação”, apresentado pelo Professor João Filipe de Matos.

O coordenador da equipa de Transição Digital|PADDE, professor Luís Ornelas, esteve presente para apresentar as salas de estudo virtuais (disponíveis na plataforma Teams para os alunos do 2.º e 3.º ciclos).

As docentes Gisélia Piteira e Sofia Milheiro também estiveram presentes no encontro.

A Adjunta da Diretora, Professora Sofia Milheiro
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Perceção

Como resposta ao convite do professor Paulo Bonito, dirigido aos encarregados de educação do 5ºF, para participarem na atividade “Dois minutos da vossa atenção”, estive com os alunos do 5ºF para abordar o tema da perceção. Como é que vemos as coisas à nossa volta e porquê?

A perceção é um conjunto de processos pelos quais reconhecemos, organizamos e entendemos as sensações recebidas dos estímulos do nosso meio envolvente. Nesta conversa, o objetivo era o de apresentar uma pequena parte relativa à perceção visual.

Com as primeiras imagens escolhidas a ideia era a de mostrar que por vezes temos dificuldade em ver o que existe (figura 1), mas noutras situações percebemos coisas que não existem (figura 2). Tudo depende dos indícios que temos ou não para interpretar a imagem.

Na figura 1 só temos manchas brancas e manhas pretas, falta nos mais indícios (plano de findo, linhas que unam a figura, entre outros) para conseguirmos perceber a figura. Para facilitar um bocadinho, fica a dica: Será que consegues encontrar um cão dálmata?

Figura 1

Figura 2

Também é verdade que por vezes há imagens que têm indícios claros que nos permitem perceber visualmente a figura, mas não nos permite compreendê-las, uma vez que se trata de figuras impossíveis (figura 3 e 4).

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Na figura 3 dá a ideia de que as escadas estão a descer, mas por mais que se desça, vamos sempre parar ao mesmo sítio. Na figura 4 conseguimos perceber muito bem que se trata de um elefante, no entanto ele tem 5 patas. O truque é conjugar várias características logicas, que o nosso cérebro interpreta como válidas, mas que conjugadas tornam a imagem impossível.

Figura 3

Figura 4

Outras imagens também nos oferecem a possibilidade de ver duas coisas distintas, ainda que não ao mesmo tempo, tudo depende de que parte da imagem vamos considerar como fundo e qual a parte que vamos considerar como objeto. É o caso da figura 5, se considerares o branco como fundo, poderás ver uma árvore, folhas a cair e pássaros a voar. Mas se por outro lado, assumires que o preto é que é o fundo, poderás descobrir a cabeça de um gorila, de uma leoa e dois peixes a saltar na água.

Figura 5

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Esta última experiência permite nos perceber que o fundo/meio envolvente, influencia a forma de como vemos os objetos. Por vezes, o fundo condiciona a noção do tamanho dos objetos (figura 6), outras vezes interfere na perceção de cor e tonalidades dos objetos (figura 7). Na figura 6, a linhas de fundo dão a noção de profundidade e que as figuras humanas vão ficando cada vez maiores, mas será que ficam ou será que a noção de profundidade nos está a iludir? Podes agarrar numa régua e medir tu mesmo para poderes verificar. Na figura 7, a graduação de cores dá a noção de que a linha central começa num azul mais claro e acaba num azul mais escuro. Mas será a linha que muda ou será a relação da cor da linha com a cor de fudo que condiciona a nossa perceção? Para tentares perceber, tenta tapar o fundo com duas folhas brancas e assim conseguires ver a linha central sozinha.

Figura 6

Figura 7

Neste último exercício, a ideia é conseguirmos identificar os números que se encontram dentro dos círculos. Neste caso, há mais fatores, para além dos fatores gestálticos, que estão envolvidos na capacidade de perceção. Para além da noção de qual é o fundo, de juntar os pontos da mesma cor pela proximidade, nós temos de ter a capacidade para distinguir as cores. Essa capacidade vem de umas células que temos nos olhos, responsáveis por essa tarefa. Se houver algum comprometimento nessas células, teremos muita dificuldade em distinguir as cores e desta forma não iremos ver números dentro dos círculos. (figura 8).

Figura 8

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Há muitos fatores que nos levam a ter uma perceção diferente das coisas que nos envolvem, tais como: pontos de vista diferentes; aprendizagens diferentes; emoções diferentes; constrangimentos e limitações físicas, entre muitos outros. É importante estarmos disponíveis para explicar o que mós estamos a ver e a sentir, bem como é igualmente importante estarmos verdadeiramente disponíveis para ouvir o outro quando nos tenta explicar o seu ponto de vista. Desta forma poderemos evitar muitos pontos de discórdia, em qua ambos os lados poderão ter razão, mas com pontos de vista diferentes.

Figura 9

Desafio final: Constrói tu mesmo uma ilusão de ótica para fazer em casa com os pais e amigos. Observa as seguintes imagens:

Figura 10

Figura 11

Na figura 10, tudo leva a crer que o pedaço de papel (A) é mais comprido do que o (B). Mas se inverteres as posições, já é o (B) que parece bem maior do que o (A) (figura 11). Na verdade, eles são exatamente do mesmo tamanho. Para perceberes como isto funciona e aprenderes a fazer tu mesmo, vai a https:// www.youtube.com/watch?v=Ep8wyJ9CSmE , um site brasileiro que pertence a TEC Tecnologias e Experiências Criativas. Espero que te divirtas!

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Fui buscar o suporte teórico para falar deste tema ao livro Psicologia Cognitiva, de Robert J. Sterbetg, Artmed Editora.

Ficam aqui alguns momentos com a turma do 5ºF

A Encarregada de Educação da Aluna Catarina Gavela, do 5ºF Luísa Gil

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O Texto Publicitário

No âmbito da realização de um trabalho de grupo, proposto a turmas do 7.º ano, subordinado ao tema do texto publicitário, surgiram alguns trabalhos interessantes e criativos, que revelaram, também, as aprendizagens adquiridas sobre o conteúdo abordado.

O propósito do trabalho era a produção de uma publicidade institucional. A cada turma, entretanto, foram atribuídos objetivos ligeiramente distintos.

Os dois trabalhos selecionados refletem, por isso, uma diferença temática. Um dos trabalhos promove a leitura, o outro promove a escrita.

A seleção procura destacar os trabalhos que combinaram, de forma mais harmoniosa, o slogan, o texto argumentativo e a imagem, obedecendo ao objetivo pretendido.

O Professor de Português, Paulo Moreira
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Academia de Líderes Ubuntu

Começamos por recordar alguns conceitos desta Academia. A palavra “UBUNTU” é uma combinação de dois termos: “Ntu”, que significa pessoa e “Ubu”, que significa tornar se.

O objetivo é levar ao desenvolvimento de cinco competências chave, centrais do desenvolvimento humano: tornar se pessoa. A primeira etapa foca se nas competências pessoais [Autoconhecimento, Autoconfiança e Resiliência] e reforça competências sociais e relacionais [Empatia e Serviço].

A Academia de Líderes Ubuntu é um projeto de educação não-formal orientado para a capacitação de jovens com elevado potencial de liderança, provenientes de meios desafiantes ou que neles queiram trabalhar.

Pretende se acompanhar, facilitar, enriquecer e consolidar o desenvolvimento de cada participante enquanto líder ao serviço da comunidade, promovendo competências humanas e técnicas relevantes para o seu percurso de vida.

In https://www.academialideresubuntu.org/pt/

No passado ano letivo, o Agrupamento de Escolas de Azeitão aderiu a esta iniciativa e, nesse sentido, uma equipa de seis professores foi contactada para o implementar. Os professores vieram a receber formação específica para serem formadores da Academia. Concluída a formação, levaram a cabo duas Semanas Ubuntu e dinamizaram atividades no Clube Ubuntu. No total, houve cerca de 60 alunos que passaram pela experiência.

Começado mais um ano letivo, a equipa foi renovada com a inclusão de dois outros professores.

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Relativamente à preparação de atividades, os passos dados foram os seguintes:

participação no acolhimento ao pessoal docente e não docente, bem como aos alunos de 5º ano;

comemoração de datas especiais;

divulgação do Clube Ubuntu;

durante o mês de outubro e no início de novembro, os alunos dos 8º e 9º anos de escolaridade e respetivos encarregados de educação foram contactados, por intermédio dos diretores de turma;

os alunos receberam a visita dos colegas membros da Academia de Líderes Ubuntu, que deram testemunho da sua experiência. Os respetivos encarregados de educação foram convidados para uma sessão de esclarecimento, em formato online, com os professores da equipa Ubuntu de Azeitão.

Feita a seleção dos participantes na terceira Semana Ubuntu, foi necessário proceder a determinados preparativos, que passaram por:

reuniões entre os membros da equipa;

contactos regulares com a direção do agrupamento;

informações aos encarregados de educação;

informações aos conselhos de turma;

aquisição/cópias do material necessário;

seleção do local;

contactos com os convidados que viriam a dar o seu testemunho.

Estava, assim, tudo a postos para a terceira edição da Semana Ubuntu, a decorrer na Sociedade Perpétua Azeitonense, entre os dias 21 e 25 de novembro de 2022. Voltaram a ser cinco dias cheios de significado, com dinâmicas que pretenderam levar os alunos a conhecerem se melhor (a si mesmos e aos colegas), com aprendizagens que, esperamos, os acompanhem para a vida.

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Quanto aos convidados que vieram a dar o seu testemunho, contámos com a presença de:

Sónia Paulo pessoa da terra, ligada à Educação pela via profissional e que atualmente se encontra a desempenhar funções de presidente da Junta de Freguesia de Azeitão. A sua comparência veio ao encontro da Construção de Pontes, um dos temas da semana;

 Ricardo Almeida antigo aluno, também ele pessoa da terra. Dadas as suas características físicas, que dificultam o uso da mão esquerda, o seu percurso tem sido pautado pela Superação de Obstáculos (igualmente um dos temas da semana), que o levou a alcançar vários dos seus sonhos, entre eles, as danças de salão.

Acreditamos na importância de ajudar os jovens a gerir as suas emoções, estabelecendo com eles uma relação de empatia, para que possam ser membros responsáveis da comunidade escolar e da comunidade alargada em que vivem, com uma noção acentuada da ética do cuidado, para consigo próprios e para os que os rodeiam; um contributo na construção de cidadãos resilientes, solidários, que sirvam de referência para os seus pares e estejam munidos de ferramentas que lhes permitam tomar decisões de modo consciente.

Finda a Semana Ubuntu, os participantes foram convidados a fazer um balanço e a dar, também eles, o seu testemunho. Assim sendo, numa escala de 0 a 10, os alunos fizeram uma avaliação qualitativa, com os seguintes valores: dinâmicas e reflexões 9,04; avaliação global da semana 9,19; utilidade da formação Ubuntu para a vida pessoal 9,42.

Deixamos ainda alguns exemplos que os estudantes sublinharam:

“Conheci me melhor. Consegui perceber que a vida nem sempre é boa, mas que conseguimos sempre ultrapassar. Basta acreditarmos e querermos.”;

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"Não devo julgar os outros pelo que vejo. Devo estar aberta a conhecê los antes, ter mais empatia, ser mais cuidadosa com o que digo e não desistir logo no primeiro obstáculo.”;

“O que eu consegui retirar desta semana foi que todos nós somos iguais, não importa a cor ou raça. Aprendi a respeitar os outros, a confiar, a nunca desistir, a seguir o nosso sonho e que nunca estamos sozinhos, não importa a situação.”;

“Esta foi a melhor formação que já fiz. Estou grata pela oportunidade.”;

“A minha experiência foi incrível. Criei pontes lindas, superei obstáculos que para mim pareciam impossíveis e, em 5 dias, sinto me uma versão melhor. Fiz amigos bonitos. OBRIGADA.”;

“Tive uma experiência inesquecível. Valeu cada dia e cada atividade. Agora, olho para tudo de uma maneira diferente e melhor.”

https://academia-de-lideres-ubuntu-de-azeitao.webnode.pt/
A Equipa Ubuntu no Agrupamento de Escolas de Azeitão Professores Ana Galrinho, António Ruivo, Carmo Franco, Célia Soares, Cristina Galamba e Elisabete Guerreiro
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Plano de Ação Para o Desenvolvimento Digital da Escola 2022-2023 - PADDE

O Plano de Ação para o Desenvolvimento Digital da Escola (PADDE) de 2021-2022 assumiu se como um projeto de promoção das competências digitais dos docentes, bem como um investimento no bem-estar social, emocional e digital dos alunos, incentivando o envolvimento de toda a comunidade educativa. Nesse sentido, após a monitorização/avaliação das ações e a reflexão sobre os pontos fortes e os aspetos a melhorar, relativamente ao 1.º ano da sua implementação, foi reformulado/atualizado e aprovado, em reunião do Conselho Pedagógico, o PADDE para o ano letivo de 2022 2023. Sendo um documento dinâmico, acreditamos que as ações propostas surgem como uma oportunidade para concretizar os seguintes objetivos gerais:

a capacitação dos docentes na utilização das tecnologias digitais; - a criação de sistemas de comunicação que contribuam para a melhoria da avaliação pedagógica; - o desenvolvimento das competências digitais dos alunos; o envolvimento da comunidade educativa nesta e para esta mudança; - a combinação de aprendizagens e comunicações: presencial, à distância e híbrida; - os recursos tecnológicos; o trabalho colaborativo; as práticas pedagógicas e de avaliação apoiadas no uso da tecnologia; a recuperação, consolidação e aquisição das aprendizagens essenciais; o desenvolvimento das competências descritas no Perfil do Aluno à Saída da Escolaridade Obrigatória.

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No PADDE para este ano letivo, foram definidas 11 novas ações, num total de 37, distribuídas pelas três dimensões (clique para consultar o PADDE 2022 2023).

Dimensões Número de ações

Tecnológica e Digital 6

Pedagógica 25 Organizacional 6 Total 37

No sentido de partilhar, discutir, refletir e definir estratégias de concretização do PADDE, organizar o trabalho a realizar pela Equipa de Transição Digital (ETD) e promover o trabalho colaborativo entre a ETD, as coordenações intermédias e os professores dos diferentes departamentos, foi realizada, no início do ano letivo, uma reunião com os seguintes intervenientes: ETD, a Coordenadora da Estratégia de Educação para Cidadania, o Coordenador do Observatório de Qualidade, as Coordenadoras das Equipas Educativas do Agrupamento, a Coordenadora da Biblioteca Escolar e um elemento da Direção.

No dia 7 de outubro, recebemos na nossa escola dois representantes de duas entidades parceiras, que estão a colaborar com o nosso agrupamento no processo de elaboração, concretização e avaliação do nosso PADDE, nomeadamente, a embaixadora PADDE, Eduarda Ferreira, do Centro de Formação de Professores Ordem de Santiago, que faz o Acompanhamento e Monitorização dos Planos de Ação para o Desenvolvimento Digital das Escolas, e o professor João Grácio, representante do Centro de Competência TIC, da Escola Superior de Educação de Setúbal (CCTIC-ESE/IPS), que têm estado disponíveis para nos apoiar na formação contínua de docentes no âmbito dos Manuais Escolares Digitais, Linguagem de Programação Scratch, Cidadania Digital, Robótica Educativa e Pensamento Computacional.

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Por último, é de salientar que o Plano de Ação de Desenvolvimento Digital da Escola só poderá ser verdadeiramente assumido por todos se for amplamente partilhado, discutido, refletido e divulgado pelos membros da comunidade educativa. É necessário que o PADDE seja adotado como algo identitário do Agrupamento e que na sua implementação toda a comunidade educativa esteja envolvida.

O Coordenador da Equipa de Transição Digital (ETD)

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Manuais Digitais – 6º ano

Entrámos numa nova realidade onde queremos preservar o planeta, onde podemos plantar um futuro melhor para nós e para os nossos filhos, por isso, para diminuir o uso de tanto papel e o peso nas malas, as turmas do 6º ano tiveram o privilégio de iniciar a utilização dos manuais digitais.

Começámos por ter uma reunião de formação com uma das editoras onde estiveram presentes: a subdiretora do agrupamento, professora Gisélia Piteira; o coordenador dos manuais digitais, o professor Carlos Teixeira; pais e encarregados de educação e alguns alunos do 6º ano. Nessa reunião, foram esclarecidas dúvidas e houve uma explicação sobre o uso dos manuais.

Este tema, a utilização dos manuais digitais, fez parte do primeiro cenário de aprendizagem para todas as turmas do 6º ano. Houve mesmo muito trabalho… com as credenciais que as editoras nos deram, demos início ao trabalho.

Aprendemos que podemos utilizar os manuais descarregados, sem ser necessário usar a net e esse processo não foi fácil. Contámos com a ajuda dos nossos pais e dos nossos professores e essa colaboração foi muito importante para conseguirmos desfrutar desta experiência.

Ao longo destes meses conseguimos identificar muitas vantagens e algumas desvantagens, claro. Nas aulas de Português apresentamos as nossas opiniões e sei que nas outras turmas também estão a fazer o mesmo. Na próxima edição do 7Partilhas iremos apresentá-las.

A Aluna do 6ºE, Isabel de Oliveiros
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