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Soja ganha espaço na cultura do milho

A importância das castrações de cães e gatos

Minas Gerais é o maior estado produtor de leite

Boas práticas agrícolas na produção de alface


EDITORIAL

SUMÁRIO

O CAFÉ NOSSO

DE CADA DIA

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sta é a primeira edição da Revista Ideia Rural que chega a São Sebastião do Paraíso e região. Queremos informar e agregar valor à vocação da nossa economia que é o agronegócio. Em nossa reportagem de Capa, você acompanhará a “História do Café Arábica” e a importância da commoditie para o Brasil e para Minas Gerais, responsável por 50% da produção nacional. No Mundo Pet, acompanhe as novidades que giram em torno dos animais de estimação e as dicas da Médica Veterinária, Danielle Ávila. Queremos trazer histórias interessantes no casamento dos negócios versus agronegócios, conte conosco para mostrar o melhor de sua empresa e os produtos que você oferece ao seu consumidor no Espaço do Empreendedor. Como uma maneira de valorizar o café e a pecuária, que são os setores produtivos que alavancam a nossa economia, todos os meses os leitores vão acompanhar os tratos culturais de cada época do ano, bem como o manejo do gado. A Ideia Rural traz ainda artigos com especialistas do Mundo Agro: o Engenheiro Agrônomo da Via Verde, Daniel Cesário e o Médico Veterinário da Fazenda Bela Vista de Passos, fornecedora para a empresa Danone de Poços de Caldas, e Mestrando pela UFMG, Matheus Balduíno. Nossa revista abordará também os cuidados com as hortaliças, seu manejo e as dicas para aumentar o consumo dos produtos orgânicos, colhidos fresquinhos de sua horta. Enfim, o intuito é fazer com que a Ideia Rural torne-se fonte de informação do meio rural, valorizem o jeito simples de viver do homem do campo e os produtos vindos da terra. É com imensa alegria que o nosso sonho produziu frutos graças a você, nosso leitor, aos parceiros do comércio e da agroindústria, e ao empenho da nossa equipe. Boa leitura! REGIANE ANTUNES

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A importância das castrações de cães e gatos

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CAPA: A história do café arábica

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CAFÉ: lavoura nova precisa de cuidados

07 Prática comum na

soja ganha espaço na cultura do milho

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Minas Gerais é o maior estado produtor de leite

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Gestão da produção e produtividade na pecuária leiteira

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HORTALIÇAS: Boas práticas agrícolas na produção de alface

Editora-Chefe

EXPEDIENTE A Revista IDEIARURAL não tem responsabilidade editorial pelos conceitos emitidos nos artigos assinados e informes publicitários. Esta é uma publicação mensal e dirigida com distribuição gratuita em São Sebastião do Paraíso. JORNALISTA RESPONSÁVEL

Regiane Antunes - MTB/SP 35.127 DIAGRAMAÇÃO E ARTE FINAL

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revistaideiarural@gmail.com REVISTA IDEIA RURAL - JAN/2019

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MUNDO PET

DANIELLE ÁVILA SILVA • Médica Veterinária • CRMV –MG 15645

A importância da castrações de cães e gatos A castração é um procedimento cirúrgico feito em animais domésticos para impedir que eles se reproduzam sem controle. Além disso, a castração traz inúmeros benefícios para saúde do animal. Se você adotou recentemente um animal de estimação ou está pensando a respeito, uma das questões mais importantes a ser pensada é a da castração. A castração pode ser feita no macho e na fêmea (BIONDO,2007). CONFIRA NOSSA LISTA COM OS 10 PRINCIPAIS MOTIVOS PARA CASTRAR SEU ANIMAL DE ESTIMAÇÃO

Seu animal de estimação vai viver uma vida mais longa e saudável. A castração na fêmea ajuda a prevenir infecções uterinas e câncer de mama, o que é fatal em cerca de 50% dos cães e 90% dos gatos. Castrando seu animal de estimação antes de seu primeiro cio oferece a melhor proteção contra essas doenças. A castração oferece grandes benefícios para a saúde do seu macho, além de evitar ninhadas indesejadas, castrar seu companheiro pet evita o câncer de testículo. Sua fêmea castrada não entrará no cio. Embora os ciclos possam variar, no caso dos gatos, as fêmeas costumam entrar no cio quatro a cinco dias a cada três semanas durante a época de reprodução. Na expectativa de chamar a atenção dos companheiros, elas vão miar e urinar com mais frequência – às vezes em toda a casa!

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Seu cão macho não vai querer andar longe de casa. O Macho tentará fazer qualquer coisa para encontrar sua companheira, isso inclui até mesmo cavar sob a cerca e escapar de casa. Uma vez que ele é livre para transitar pela cidade, o risco de atropelamentos e brigas com outros animais podem ocorrer. Seu macho castrado terá um comportamento muito melhor. Os gatos e cães castrados concentram sua atenção em suas famílias humanas. Por outro lado, cães e gatos, não, selecionados podem marcar seu território pulverizando urina em toda a casa. Muitos problemas de agressão podem ser evitados com uma castração precoce. A castração NÃO fará seu animal engordar acima do normal. Não use essa velha desculpa! A falta de exercício e alimentação desregrada causará ao seu animal de estimação o ganho de muitos quilos extras mesmo sem castrar. Seu animal de estimação permanecerá em forma, desde que continue a executar exercícios regu-

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lares e ter uma monitoração dos alimentos fornecidos. Os animais dispersos representam um problema real em muitas partes do país. Eles podem se alimentar de outras vidas, causar acidentes de carro, danificar a fauna local e assustar crianças. A castração tem um grande papel na redução do número de animais nas ruas. Deixar seu animal de estimação produzir filhos que você não tem intenção de manter não é uma boa lição para seus filhos, especialmente quando tantos animais indesejados acabam nas ruas. Há toneladas de livros e vídeos disponíveis para ensinar seus filhos sobre o nascimento de forma mais responsável. A castração ajuda a combater a superpopulação de animais de estimação. Todos os anos, milhões de gatos e cachorros de todas as idades e raças são eutanasiados ou sofrem como o abandono. REFERÊNCIAS: Aumento da população de cães no mundo ameaça saúde pública. Jornal Correio do Brasil, 3 set. 2003. Disponível em: Acesso em: 10 outubro. 2018. BIONDO, A. W. et al. Carrocinha não resolve. Revista Conselho Regional de Medicina Veterinária - Paraná, n. 25, p. 20-21, out./dez. 2007.


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ESPAÇO DO EMPREENDEDOR >>

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CAPA >>

A HISTÓRIA DO

CAFÉ ARÁBICA TEXTO: REGIANE ANTUNES

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo; Minas Gerais concentra 50% da produção nacional do grão

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xistem diferentes espécies de Coffea, a planta do café, arbusto de folha perene pertencente à família botânica das Rubiáceas. A qualidade mais apreciada, o Arabica, representa 59% da produção mundial de café. Tem origem nas regiões montanhosas da Etiópia, é sensível ao calor e à umidade, cresce em alturas superiores a 900 metros e chega a alcançar de 2m a 2,5m. Quanto maior a altura, melhor é a qualidade organoléptica do grão torrado. O fruto se apresenta através de variedades e linhagens da cor amarela. Cada período de chuva dá início a uma nova floração. É por isso é possível encontrar, na planta, flores, frutos verdes e frutos maduros, passas e secos, o que exige uma colheita muito cuidadosa.

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A CHEGADA DO CAFÉ NO BRASIL As condições climáticas do Brasil foram favoráveis e logo o cultivo do café se espalhou para outros Estados. A mata da Tijuca no Rio de Janeiro foi o ponto de partida para grandes plantações, que se estenderam para Angra dos Reis (RJ), Paraty (RS) chegando a São Paulo pela cidade de Ubatuba. Não demorou muito para os cafezais ocuparem o Vale do Paraíba, depois Campinas (SP), a região de Ribeirão Preto (SP), estendendo-se para os Estados de Minas Gerais e Paraná. Em 1830, o grão já era principal produto das exportações brasileiras. O café impulsionou o desenvolvimento econômico do Brasil, em especial, o Estado de São Paulo, que construiu novas ferrovias, a Sorocabana e a Mogiana, para transportar a mercadoria para o Porto de Santos.

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A pujança da cafeicultura do centro-sul do Brasil foi abalada por uma geada em 1870, que acarretou graves prejuízos. Quase 60 anos mais tarde, em 1929, a cafeicultura sofreu um novo abalo. A quebra da Bolsa de Nova York obrigou o governo federal a queimar milhões de sacas de café para evitar uma crise ainda maior. O episódio marcou o fim do auge do ciclo do café, que foi de 1800 a 1929. Depois disso, as lavouras cafeeiras se restabeleceram em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Paraná e hoje estão presentes em 15 Estados do Brasil. O café não é mais o principal produto de exportação do Brasil, mas é uma das commodities de maior destaque nas vendas externas dentro do segmento do agronegócio.


O PAÍS É O MAIOR PRODUTOR E EXPORTADOR DO MUNDO O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo e cultiva duas espécies de café: Coffea Arabica e Coffea Canephora. O primeiro é o café arábica, demandado em blends de alta qualidade, o segundo é o café robusta, também conhecido como conilon no Brasil e utilizado na indústria de café solúvel. Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o parque cafeeiro nacional é estimado em 2,25 milhões de hectares e compreende um universo de cerca de 290 mil produtores, a maioria pequenos, que estão espalhados por aproximadamente 1.900 municípios. No ano passado, o Brasil colheu 42,3 milhões de sacas de 60 quilos e registrou um recorde de exportações de 36,80 milhões de sacas – crescimento de 1,3% em

comparação ao ano anterior. A produção de café arábica foi de 32,05 milhões de sacas e a de café conilon totalizou de 11,19 milhões de sacas. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produtividade média por hectare é de 22,49 sacas. As lavouras cafeeiras estão presentes em 15 Estados brasileiros: Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo. Características de solo, altitude, amplitude térmica e clima são determinantes para a qualidade da bebida na xícara, por isso é comum ouvir que existe diversos Brasis dentro do Brasil. Minas Gerais concentra 50% da produção nacional do grão e possui as seguintes regiões produtoras: Cerrado Mineiro, Mantiqueira de Minas, Sul de Minas, Chapada de Minas, Matas das Minas, Cerrados de Minas.

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FIQUE ATENTO >>

LAVOURA NOVA DE CAFÉ

PRECISA DE CUIDADOS

A continuidade do desenvolvimento da lavoura depende de tratos culturais recomendados por especialistas

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lavoura de café recém-implantada demanda uma série de cuidados, que, embora simples e de fácil execução, são indispensáveis para promover a continuidade do desenvolvimento, devendo ser realizados em tempo hábil. Dentre os tratos culturais recomendados, destacam-se desbrotas, manejo do mato, manejo de pragas e doenças e manutenção das estradas, carreadores, cordões e caixas de retenção.

e manter uma arquitetura ideal ao cafeeiro. O cafeeiro arábica é via de regra monocaule; entretanto fatores adversos, como o estresse hídrico, inclinação da haste principal, desfolha excessiva por pragas e doenças, corte da gema apical (“capação”) por formigas e grilos, provocam a emissão desordenada de brotações, que, sem intervenção, trazem as consequências indesejadas do envassouramento. As desbrotas devem ser feitas quando for necessário, o mais cedo possível, pois sua exeDESBROTAS cução tardia pode causar alterações na arquiTem por finalidades eliminar os ramos tetura da planta e injúrias no caule. ortotrópicos indesejáveis (“ramos ladrões”) FONTE: EMBRAPA Café

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TÍTULO DA MATÉRIA TÍTULO DA MATÉRIA TÍTULO DA MATÉRIA Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit, sed quia non numquam eius modi tempora incidunt ut labore et dolore.


Prática comum na soja ganha espaço na cultura do milho

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milho é o grão mais produzido no mundo além de ser o material mais utilizado para ensilagem. O nitrogênio (N) é o nutriente que mais limita a produção dessa cultura, sendo componentes de aminoácidos, proteínas, enzimas, pigmentos da clorofila, dentre outras inúmeras funções na planta. As fontes desse nutriente se resume principalmente o solo, com a decomposição da matéria orgânica, a fixação através de descargas elétricas, os fertilizantes nitrogenados e a fixação biológica. As adubações químicas com o nitrogênio podem chegar em alguns casos na casa de 40 % do custo de produção da cultura. Aliado a isso, sabemos que as percas de N por

lixiviação (lavagem no perfil do solo) e transformação em formas gasosas podem alcançar 50 %, dependendo da fonte do elemento utilizado na adubação. Essa grande importância do N para a cultura impulsionou nos últimos anos os estudos sobre o potencial de algumas bactérias realizarem a fixação desse elemento no solo e disponibilizando para as plantas, assim como já é de praxe na cultura da soja. Para o milho, destaca-se nos trabalhos atuais, principalmente bactérias do gênero Azospirillum. Esses organismos, quando associadas às raízes das plantas podem contribuir com a nutrição do milho, disponibilizando o N abundantemente encontrado no ar atmos-

AGRICULTURA

DANIEL CESÁRIO • 00000000000 • 0000000000

férico, reduzindo-o e transformando em amônia. Outro ponto benéfico dessa associação deve ao fato de serem produtoras de fitohormônios que estimulam maior crescimento radicular favorecendo assim a absorção de água e minerais, maior tolerância a estresses como salinidade e seca, resultando em uma planta mais vigorosa e produtiva. Por se tratar de um organismo vivo, deve-se ficar atento a alguns pontos com a inoculação. Armazenar o produto na sombra, em local fresco e arejado (evitar ultrapassar 30ºC), homogeneizar bem as sementes tratadas durante o plantio, inocular no momento do plantio, verificar o prazo de validade e sempre evitar a exposição ao sol. Em se tratando de custos, é importante salientar que a inoculação não ultrapassa R$20,00 o hectare tratado. Você também pode aumentar a produtividade da sua lavoura e economizar na adubação! Entre em contato conosco para saber maiores detalhes dessa prática que cresce a cada dia. Fontes: HUNGRIA, M.; CAMPO, R.J.; SOUZA, E.M.S.; PEDROSA, F.O. Inoculation with selected strains of Azospirillum brasilense and A. lipoferum improves yields of maize and wheat in Brazil. PlantSoil, v.331, n.1-2, p.413-425, 2010. DOI: 10.1007/s11104-009-0262-0. HUNGRIA, M. Inoculação com Azospirillum brasilense: inovação em rendimento a baixo custo. Londrina: EMBRAPA SOJA, 2011. 37p. (EMBRAPA SOJA. Documentos, 325).

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PECUÁRIA>>

TEXTO TEXTO

MINAS GERAIS É O MAIOR ESTADO

PRODUTOR DE LEITE

Liderando o ranking nacional, Minas Gerais responde por um quarto do leite total no país. No entanto, vive tempos de estagnação, enquanto os estados do Sul avançam

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esde há muito, Minas Gerais é o principal estado produtor de leite no Brasil. Respondeu em 2017 por 8,9 bilhões de litros, ou seja, 25,5% de um volume total do país de 34,9 bilhões de litros. Sua produção tem como base um rebanho de 5,8 milhões de vacas, 223 mil produtores e 771 laticínios espalhados por diferentes regiões. São propriedades e estabelecimentos de todos os tamanhos, que sustentam a atividade leiteira com a marca da diversidade. “Este cenário faz a organização do setor se tornar um desafio”, cita Eduardo de Carvalho Pena, presidente da Comissão Técnica de Pecuária de Leite da Faemg-Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas. Sua afirmação leva também em conta a informalidade na produção e no processamento do leite. O volume que não passa por fiscalização é também o maior do país, um terço do total,

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chegando a 2,4 bilhões de litros, boa parte destinada à produção de queijos. Sobre a produção formal, estimada no ano passado em 5,900 bilhões de litros, estatísticas apontam queda continuada nos últimos quatro anos. Na opinião de Pena, a retração deu-se por reflexos da crise financeira que passa o país, a falta de incentivo para novos investimentos, o alto custo de produção e a própria economia, que continua patinando sem sinalizar melhoras no consumo interno. “Nós não somos um país exportador. Quando se aumenta o volume de captação, automaticamente vem uma queda nos valores praticados. Essa relação de fatores faz com que tenhamos de conviver com uma gangorra de preços”, conta o dirigente, explicando que tal quadro afeta inclusive a produtividade leiteira no estado. FONTE: Anuário do Leite Embrapa - 2018.

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TÍTULO DA MATÉRIA TÍTULO DA MATÉRIA TÍTULO DA MATÉRIA Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Neque porro quisquam est, qui dolorem ipsum quia dolor sit amet, consectetur, adipisci velit, sed quia non numquam eius modi tempora incidunt ut labore et dolore.


MATHEUS BALDUÍNO • 00000000000 • 0000000000

GESTÃO DA PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE

NA PECUÁRIA LEITEIRA

monitoramento da produção de leite e suas variações é base para o planejamento e a tomada de decisões. Uma simples ficha de controle, onde são anotadas a produção diária e a quantidade de vacas ordenhadas, pode ser importante fonte de informações. Para um levantamento preciso, é necessário saber a produção total da propriedade. Assim, devem-se somar ao leite vendido a quantidade fornecida aos bezerros, o leite destinado aos funcionários e o leite que porventura venha a ser descartado. Com a ajuda das informações que são preenchidas na ficha de coleta, na coluna “Observação”, é possível identificar em quais momentos houve queda de produção e quais os motivos evidentes para justificar as quedas. O lançamento desses dados em planilhas eletrônicas, como o Excel, gera gráficos que ajudam na visualização e no entendimento das informações obtidas. No exemplo abaixo, foram identificadas as diversas causas de variação na produção leiteira. A linha vermelha variante representa a média de leite produzida por animal ao longo do período de 1º de dezembro até o começo de maio. A linha vermelha contínua mostra a meta estipulada para a produtividade. Deve-se olhar no eixo da direita para ver seus valores de produtividade, expressos em litro. As barras pretas indicam a produção diária no mesmo período, enquanto a linha preta representa a meta de produção. Para ver os valores de produção diária total, observe o eixo à esquerda. Existem algumas causas sobre as quais não é possível atuar para evitar as quedas de produção, tais como as vacinações. Porém, existem situações passíveis de interferência, nas quais se pode prevenir o problema. Um exemplo, ilustrado no gráfico acima, foi a quebra do vagão. Nesse caso, a fazenda ficou sem o vagão operando por falta de uma peça que não era encontrada na região. O prejuízo na produção de leite cobriria o valor dessa peça algumas vezes. Assim, tê-la no estoque é a opção ideal. Pode parecer, para alguém de outras áreas, que estimular os produtores a fazerem estas anotações é algo dispensável, já que a maioria deve realizar estas anotações. Porém, não é o que se vê nas propriedades na região. Fazer estas anotações é gerenciar cerca de 90% das receitas provenientes da atividade leiteira. Se você não faz gestão, comece pelo mais fácil e mais importante. Acompanhe sua produção.

PECUÁRIA

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FIGURA 1. FICHA DE ACOMPANHAMENTO DA PRODUÇÃO

FIGURA 2. GRÁFICO DA PRODUÇÃO E PRODUTIVIDADE RECENTES

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HORTALIÇAS >>

BOAS PRÁTICAS AGRÍCOLAS NA

PRODUÇÃO DE ALFACE

A alface crespa é a preferida e a mais consumida pelo brasileiro

A

s alfaces comercializadas no Brasil podem ser em classificadas em seis grupos de acordo com o tipo de folha (FILGUEIRA, 2003): alface repolhudamanteiga; alface repolhuda-crespa (americana); solta lisa; solta crespa; mimosa e romana. A alface preferida e mais consumida no Brasil é a alface crespa da variedade Verônica, representando cerca de 70% do mercado. O ciclo de produção da alface é curto (45 a 60 dias) o que permite que sua produção seja realizada durante o ano inteiro, e com rápido retorno de capital.

SEGURANÇA ALIMENTAR

Alimento seguro é aquele que não apresenta risco à saúde do consumidor, ou seja, àquele que não oferece nenhum perigo químico, físico ou microbiológico. O uso incorreto de agrotóxicos põe em perigo, principalmente, o trabalhador rural, além do consumidor final. Deste modo recomenda-se avaliar os principais itens para a escolha do terreno: • Verificar o local que será cultivado quanto ao tipo de cultura, uso de produtos químicos, criação de animais; • Verificar as cercanias como, por exemplo, locais de tratamento de esgoto; • Deve evitar usar região onde ocorrem enchentes para que não haja contaminação do solo; • Evitar o acesso de animais ao local de produção. FONTE: Embrapa Hortaliças

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