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Aรงores parques Naturais


ÍNDICE BEM-VINDO AOS PARQUES NATURAIS DOS AÇORES // 4

Código de Conduta e Boas Práticas do Parque Natural // 6

PARQUE NATURAL DAS FLORES // 8

Centros Ambientais // 12 Trilhos Pedestres // 14 Zonas de Contemplação e Miradouros // 18 Mapa // 20

PARQUE NATURAL DO CORVO // 22

Centros Ambientais // 26 Trilhos Pedestres // 28 Zonas de Contemplação e Miradouros // 30 Mapa // 32

PARQUE NATURAL DO FAIAL // 34

Centros Ambientais // 38 Trilhos Pedestres // 44 Circuitos // 48 Trilho BTT // 49 Zonas de Contemplação e Miradouros // 50 Mapa // 52

PARQUE NATURAL DO PICO // 54

Centros Ambientais // 58 Trilhos Pedestres // 62 Zonas de Contemplação e Miradouros // 70 Mapa // 72

Parques Naturais dos Açores

LEGENDA DOS SÍMBOLOS

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Bilheteira

Casa de banho

Parque de estacionamento

Loja

Casa de banho

Exposição permanente

Cafetaria

Auditório

Degustação de vinhos

Multibanco

Projeção de filme

Registo obrigatório


PARQUE NATURAL DE SÃO JORGE // 74

Centros Ambientais // 78 Trilhos Pedestres // 80 Fajãs de São Jorge // 84 Zonas de Contemplação e Miradouros // 86 Mapa // 88

PARQUE NATURAL DA GRACIOSA // 90

Centros Ambientais // 94 Trilhos Pedestres // 96 Zonas de Contemplação e Miradouros // 98 Mapa // 100

PARQUE NATURAL DA TERCEIRA // 102

Centros Ambientais // 106 Circuitos // 108 Trilhos Pedestres // 110 Zonas de Contemplação e Miradouros // 114 Mapa // 118

PARQUE NATURAL DE SÃO MIGUEL // 120

Centros Ambientais // 124 Trilhos Pedestres // 128 Zonas de Contemplação e Miradouros // 136 Mapa // 140

PARQUE NATURAL DE SANTA MARIA // 142

Centros Ambientais // 146 Trilhos Pedestres // 148 Circuitos // 150 Zonas de Contemplação e Miradouros // 152 Mapa // 154

Visita guiada

Guião de visita autónoma

Roupa impermeável Chapéu

Quiosque multimédia

Água Calçado adequado a caminhada

Parques Naturais dos Açores

Protetor solar Área infantil

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Não-me-esqueças (Myosotis azorica) //©NRodrigues

O arquipélago dos Açores constitui o extremo mais

origem morfológica, localização remota, relativa

ocidental da Europa, sensivelmente a um terço

juventude e a forte influência da corrente do Golfo,

do caminho entre a costa ocidental da continente

conferem-lhe uma grande variedade de geopaisagens,

europeu (1 600km) e a costa oriental do América

derivadas dos diferentes tipos de vulcanismo e da

do Norte (3 900km). Composto por nove ilhas,

posterior dinâmica de diversos agentes modeladores.

divididas em três grupos distintos: o grupo ocidental

Assim sendo, foram identificados no arquipélago,

(Flores e Corvo), o grupo central (Faial, Pico,

121 geossítios que integram o Geoparque Açores.

São Jorge, Graciosa e Terceira) e o grupo oriental (São Miguel e Santa Maria). Com fisiografia e dimensões

A vegetação natural dos Açores contém uma das últimas

diferentes, totalizam uma área de aproximadamente

e mais velhas florestas virgens da Europa: a floresta

2 333km2 e uma extensão de cerca de 600km.

húmida laurifólia, ou como é vulgarmente conhecida, laurissilva. A geodiversidade e a biodiversidade estão

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zona

geológica

extremamente

complexa

estreitamente ligadas às distintas condições ecológicas

apresenta características únicas em termos de

desta zona. De facto, no arquipélago foram reportadas

geo-dinâmica terrestre, o que atribui às ilhas

958 espécies de flora superior (vascular), das quais

açorianas um carácter ativo, nomeadamente no que

cerca de 75 são endémicas, isto é, que não se encontram

se refere ao vulcanismo e à sismicidade. Os Açores

de forma espontânea em mais nenhum sítio do mundo.

são a parte emersa de uma elevação com raiz

A introdução de espécies que se tornaram invasoras

submarina, formada pela acumulação de depósitos

ao longo dos anos e a sobre-exploração de algumas

vulcânicos assentes sobre o fundo oceânico. A sua

autóctones, consequência do povoamento, prejudicaram

Balea heydeni maltzan //©PauloHSilva/siaram

Parques Naturais dos Açores

Esta


Tritão-de-crista (Triturus cristatus) //©PauloHSilva/siaram

Percevejo (Dicranocephalus agilis) //©PauloHSilva/siaram

uma parte desta biodiversidade. No entanto, muito

vivo do passado, mesclado à presença humana e

deste precioso tesouro natural chegou até os nossos dias,

ao desenvolvimento e, apesar de integrarem um só

reflexo da beleza exuberante d’outros tempos.

arquipélago, têm especificidades que as tornam únicas. A sua bio e geodiversidade são elementos da nossa

É igualmente assinalável a riqueza faunística dos Açores.

identidade, herança que exige uma gestão cuidada,

No que se refere aos invertebrados, os artrópodes

permanente e sustentável para que nada se perca e que

(insetos, aranhas, ácaros, crustáceos, centípedes

seja um legado usufruível pelas gerações futuras.

e milípedes) constituem o grupo com maior diversidade e são abundantes nos habitats nativos. Num total de

Assim, para preservar tão precioso mundo natural,

2 298 espécies e subespécies, 266 são exclusivas destas

foram criados, através de decretos legislativos

ilhas. Das 70 espécies de vertebrados terrestres, 38

regionais, os Parques Naturais dos Açores, constituindo

são aves nidificantes, das quais podemos destacar

a Unidade de Gestão das Áreas Protegidas. Esta

o

palumbus

estrutura integra todas as áreas classificadas e permite

azorica) e o milhafre (Buteo buteo rothschildi), visto

a gestão do território, orientada para a conservação da

como um símbolo do arquipélago. Os mamíferos

diversidade bem como para a utilização sustentável

apresentam uma baixa diversidade de espécies,

dos recursos naturais, de forma a potenciar o turismo

contudo,

e o bem-estar das populações.

pombo-torcaz-dos-Açores

importa

salientar

(Columba

a

única

endémica:

o morcego-dos-Açores (Nyctalus azoreum). Seja bem-vindo aos Parques Naturais dos Açores.

Spergularia azorica//©PauloHSilva/siaram

Arquipélago dos Açores

As nove ilhas são verdadeiramente um exemplar


CÓDIGO DE CONDUTA E BOAS PRÁTICAS DO PARQUE NATURAL A importância dos valores naturais, paisagísticos e culturais inerentes ao território das áreas protegidas Erva-caniça (Holcus rigidus) //©PauloHSilva/siaram

e a crescente procura destes locais para atividades de lazer em contacto direto com a natureza e com as culturas locais fazem com que estes espaços se constituam como novos destinos turísticos. Ao visitar o Parque Natural tenha em atenção um conjunto de normas de conduta essenciais não só para a sua segurança, mas também para a conservação e desenvolvimento sustentável das áreas protegidas, permitindo que todos possam usufruir do património natural.

COLABORE NA PRESERVAÇÃO DAS ÁREAS PROTEGIDAS › Respeite os modos de vida e tradições locais; › Respeite a propriedade privada; feche cancelas caso surjam durante os percursos; › Os percursos deverão ser utilizados por pequenos grupos. O excesso de visitantes pode causar a erosão dos mesmos e a destruição da vegetação; › Não faça ruídos que perturbem a paz do local; usufrua dos sons da natureza; ›

Principalmente

durante

os

períodos

de

acasalamento e nidificação, observe a fauna à distância, com binóculos ou outro equipamento ótico apropriado; › Não faça lume, opte pela utilização de lanternas e tenha roupa adequada para se aquecer; › Não apanhe plantas nem recolha amostras geológicas. Permita que os outros visitantes também possam contemplar a riqueza dos diferentes locais. Tire apenas fotografias pois funcionam como memória dos bons

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Paisagem Ilha Terceira //©PauloHSilva/siaram

Parques Naturais dos Açores

momentos passados e registam a beleza da paisagem; › Não abandone os resíduos que produzir. Guardeos e transporte-os até um local onde exista serviço de recolha. Como diz a velha máxima “Não deixe mais que pegadas, não leve mais do que memórias e fotografias”; › Sempre que detecte alguma irregularidade ambiental, contacte as autoridades locais.


PARA SUA SEGURANÇA › Nunca realize um trilho pedestre sozinho. Comunique a uma pessoa da sua confiança o percurso que realizará, assim como, quando o pretende fazer; › Siga apenas pelos trilhos sinalizados e não utilize atalhos. Respeite a sinalização; › Não se aproxime do gado doméstico. Embora manso, não gosta da aproximação de estranhos, principalmente às suas crias; › Respeite as regras de circulação. Quando dois Levada //©PauloHSilva/siaram

grupos se cruzam numa subida tem prioridade o grupo que sobe; › Mantenha uma marcha estável. Não se apresse nem se atrase. Se se sentir demasiado cansado alerte os restantes elementos do grupo. Se realizar um percurso guiado, nunca ultrapasse o guia. Não pratique atos que coloquem em risco a sua segurança

SE ESTIVER PERDIDO

e a de outros pedestrianistas;

› Mantenha a calma, o pânico é o seu maior inimigo.

› Certifique-se de que possui o equipamento

Não corra freneticamente à procura do trilho nem

adequado. Sugerimos que leve consigo calçado

caminhe aleatoriamente. A primeira coisa que as

e roupa confortável e uma mochila que permita

equipas de salvamento fazem é posicionarem-se no

distribuir o peso, a qual deverá conter água,

local onde foi visto pela última vez;

mantimentos, saco para o lixo, protetor solar,

› Utilize o telemóvel para avisar as autoridades

mapa da área protegida, bússola, apito, casaco

competentes. Se este não funcionar grite por socorro

impermeável e contactos das autoridades locais.

ou assobie para assinalar a sua localização. Repita o chamamento em diferentes direções ou utilize o apito; › Nunca abandone o trilho. Se estiver fora dele, e na eventualidade de estar a caminhar sozinho, aconselha-se que tente descobrir um caminho de regresso ao trilho; › Use a bússola ou mapa para chegar a um local onde possa ser encontrado mais facilmente. Caso não possua uma bússola mas tenha noção de qual a posição e Oeste. Nalguns locais a casca das árvores poderá estar mais húmida do lado virado a Norte (observe várias espécies a fim de detetar um padrão); › Se ficar de noite e estiver ferido, exausto, ou se o tempo estiver mau, conserve as suas energias e proteja-se do frio. Nesse caso, uma fogueira poderá ser fundamental, pois, para além do calor que irá proporcionar, será uma ajuda às equipas de salvamento.

Parques Naturais dos Açores

Conchelo-do-mato (Scabiosa nitens) //©PauloHSilva/siaram

movimento aparente do sol, descubra a direção Este –

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Flores parque Natural


Poço das Patas //©PauloHSilva/siaram

A ilha das Flores é a quarta mais antiga dos Açores, com aproximadamente 2,16 milhões de anos. Bem como a vizinha ilha do Corvo, está separada do resto do arquipélago pela dorsal Médio-Atlântica, sendo assim, menos suscetível à atividade sísmica. O Parque Natural das Flores é constituído por 3 Reservas Naturais, 1 Monumento Natural, 3 Áreas Protegidas para a Gestão de Habitats ou Espécies, 1 Área de Paisagem Protegida e 1 Área Protegida de Gestão de Recursos. Engloba ainda diversas áreas classificadas (Rede Natura 2000 e Geossítios do Geoparque Açores) e em 2009, recebeu a designação de Reserva da Biosfera por decisão do Conselho Coordenador Internacional do Programa “O Homem e a Biosfera” (MaB – Man and Biosphere) da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Estão Peixe-porco (Balistes capriscus) // ©JGoçalves/Image DOP

disponíveis aos seus habitantes e visitantes, o Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão e 4 percursos pedestres que se desenvolvem em várias áreas protegidas. A ilha conta com 6 geossítios de assinalável geodiversidade: Caldeiras Negra, Comprida, Seca e Branca; Caldeiras Rasa e Funda das Lajes; Fajã Grande e Fajãzinha; Pico da Sé; Ponta da Rocha Alta e Fajã Lopo Vaz e Rocha dos Bordões. O Parque apresenta aspetos notáveis, como as maiores e mais bem conservadas turfeiras arborizadas do Atlântico Norte e uma das plantas mais raras do mundo, a Veronica dabneyi, que foi dada como extinta durante sete décadas e, atualmente, só é conhecida em estado selvagem nas ilhas do grupo ocidental. Foram compiladas 547 espécies de plantas vasculares para as Flores, das quais 41 são endémicas do arquipélago. No que se refere à sua fauna terrestre, importa salientar quatro espécies endémicas da ilha: Tarphius wollastoni (Coleoptera), Agyneta depigmentata (Aranae), Cixius azofloresi (Hemiptera) e Cheiracanthium floresense (Aranea). As áreas mais importantes para a conservação dos artrópodes terrestres encontram-se dentro dos limites do

AT

Lagoa da Lomba //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural das Flores

Parque Natural.


Parque Natural das Flores

Borboleta-branca (Pieris brassicae azorensis) //©PBorges

AT

Poço da Alagoínha //©PauloHSilva/siaram

Hera (Hedera azorica) //©PauloHSilva/siaram


CENTROS AMBIENTAIS CENTRO DE INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL DO BOQUEIRÃO O Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão (CIAB) foi concebido nos tanques onde se armazenava o óleo da baleia, que era derretido na Fábrica da Baleia do Boqueirão. É um espaço dedicado à promoção e ao conhecimento dos locais com mais interesse ambiental da ilha das Flores, dando algum destaque aos ambientes marinhos. Aqui é possível conhecer desde as aves, residentes e migratórias passando pelos seres que vivem na zona entre-marés e coluna de água, até aos cetáceos e fontes hidrotermais. É um local privilegiado para a divulgação do conhecimento científico, na perspetiva que pode enriquecer as vivências daqueles que o visitam.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 10h30 | 14h30 | 16h00 sáb: 14h30 | 16h00 01 jun a 30 set: 10h30 | 15h00 | 16h30 Duração da visita: 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 20

LOCALIZAÇÃO

Rua do Boqueirão, 2-A 9970 - 390 Santa Cruz das Flores GPS: 39°27’46,2”N ; 31°07’46,5”O

CONTATOS

Tlf: 292 542 447 - Email: pnflores.boqueirao@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete completo: 2,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 4€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,25€ Sénior (+ 65 anos): 1,25€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2€

COMO CHEGAR

Parque Natural das Flores

Saindo do aeroporto, vire à esquerda e prossiga pela estrada regional até encontrar um entroncamento. Vire à direita e siga em frente até encontrar a Fábrica da Baleia do Boqueirão. Entre no portão principal da fábrica, vire à esquerda e desça a rampa, em direção ao porto do Boqueirão. Sensivelmente a meio da rampa encontrará a porta de entrada no Centro.

AT

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Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras


AT

Parque Natural das Flores

Imagens do interior CIAB //ŠPauloHSilva/siaram


TRILHOS PEDESTRES POÇO DO BACALHAU

Poço //©PauloHSilva/siaram

Este trilho inicia-se junto ao Miradouro das Lagoas e termina no Poço do Bacalhau, na Ponta da Fajã. Poderá apreciar uma grande diversidade biológica e geológica, que caracteriza o Parque Natural das Flores. Neste passeio, percorremos alguns dos antigos cones vulcânicos e maars responsáveis pela formação da ilha. Ao longo do itinerário, encontram-se em termos de fauna diversas espécies da floresta laurissilva, das quais destacamos o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), o louro-da-terra (Laurus azorica), o azevinho (Ilex perado azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o bracel-do-mato (Festuca francoi), a urze (Erica azorica), o sanguinho (Frangula azorica), o folhado (Viburnum treleasei) e o trovisco-macho (Euphorbia stygiana). A avifauna possível de observar consiste, essencialmente, em espécies residentes como é o caso do canário-da-terra (Serinus canarius). Destacam-se alguns endemismos subespecíficos dos Açores: a estrelinha (Regulus regulus inermis), a toutinegra (Sylvia atricapilla gularis), o melro-preto (Turdus merula azorensis), o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti) e a lavandeira (Motacilla cinerea patriceae). O percurso situa-se na Reserva Natural do Morro Alto e Pico da Sé e na Área de Paisagem Protegida da Zona Central e Costa Oeste.

Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) // ©PauloHSilva/siaram

[PR3FLO]

Azevinho (Ilex azorica) //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DAS LAGOAS

Parque Natural das Flores

GPS Início: Miradouro das Lagoas (39º26’395’’N ; 31º11’73,6’’O) Fim: Poço do Bacalhau (39º22’50,9’’N ; 31º15’36,1’’O)

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Como chegar Partindo de Santa Cruz ou das Lajes, percorra a estrada do interior da ilha até encontrar o desvio para o Miradouro das Lagoas. Equipamento recomendado

Trovisco-macho (Euphorbia stygiana) // ©PauloHSilva/siaram

Extensão 7 km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 637m | Alt. Mín. 22m


LAJEDO

FAJÃ GRANDE

Este trilho inicia-se na freguesia do Lajedo, passa pelas freguesias do Mosteiro e da Fajãzinha e termina na Fajã Grande. O trilho acompanha os desníveis dos declives vulcânicos existentes entre as várias freguesias. Encontrará diversas espécies de flora da floresta laurissilva, das quais destacamos o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), o louro (Laurus azorica), o azevinho (Ilex perado azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o bracel-do-mato (Festuca francoi), a urze (Erica azorica), o sanguinho (Frangula azorica), o folhado (Viburnum treleasei) e o pau-branco (Picconia azorica). Da avifauna, destacam-se as espécies residentes, como o canário-da-terra (Serinus canarius). Encontram-se, também, endemismos subespecíficos dos Açores como: a estrelinha (Regulus regulus inermis), a toutinegra (Sylvia atricapilla gularis), o melro-preto (Turdus merula azorensis), o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti) e a lavandeira (Motacilla cinerea patriceae). O percurso atravessa a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa Sul e Sudoeste e passa ao largo do Monumento Natural da Rocha dos Bordões.

Fajã Grande //©PauloHSilva/siaram

Tentilhão (Fringilla coelebs moreletti) //©JMelo

Uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) //©PauloHSilva/siaram

[PR2FLO]

Extensão 10km Dificuldade Média Duração 3h30 Alt. Máx. 293m | Alt. Mín. 23m

Como chegar Partindo da Igreja da Nossa Senhora dos Milagres, no Lajedo, vire à direita junto ao Império do Espírito Santo e suba até chegar ao miradouro, onde encontrará assinalado o início do percurso. Equipamento recomendado

Parque Natural das Flores

Folhado (Viburnum treleasei) //©PauloHSilva/siaram

GPS Início: Lajedo (39º23’54,6’’N ; 31º14’92,3’’O) Fim: Fajã Grande (39º27’23,3’’N ; 31º15’73,8’’O)

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FAJÃ LOPO VAZ

[PR4FLO]

Fajã Lopo Vaz //PNFlores

Este percurso começa e termina junto ao Miradouro da Fajã Lopo Vaz, e situa-se na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa Sul e Sudoeste. Progride por um percurso que alterna entre terra batida, calçada e degraus em pedra. Durante a caminhada poderá observar pequenas quedas de água, onde encontrará agriões (Nasturtium officinale). As principais espécies faunísticas possíveis de observar são essencialmente aves dos Açores, como o melro-preto (Turdus merula azorensis) e o tentilhão (Fringilla coelebes moreletti). Ao longo do trilho poderá deparar-se com belos exemplares de flora endémica como a urze (Erica azorica), a faia-da-terra (Morella faya), o pau-branco (Picconia azorica), o bracel-da-rocha (Festuca petraea) e a vidália (Azorina vidalii). Encontrará espécies introduzidas, como é o caso da cana-roca (Hedychium gardnerianum), do incenso (Pittosporum undulatum) e da hortense (Hydrandea macrophylla). Um aspeto revelador da ação antropogénica neste local é o seu microclima, reputado como o mais quente das Flores. De facto, produzem-se aqui as maiores bananas (Musa sp.) da ilha, para além de figos (Ficus sp.), uvas (Vitis sp.) e araçás (Psidium littorale). No final, poderá aproveitar a oportunidade e tomar um banho refrescante.

Extensão 4km Dificuldade Média Duração 2h Alt. Máx. 220m | Alt. Mín. 2,5m

Parque Natural das Flores

Como chegar Chegado à freguesia das Lajes dirija-se até ao Miradouro da Fajã Lopo Vaz.

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Equipamento recomendado

Vidalia (Azorina vidalii) //©PauloHSilva/siaram

GPS Início: Miradouro da Fajã Lopo Vaz (39º22’50,5’’N ; 31º11’73,6’’O) Fim: Miradouro da Fajã Lopo Vaz (39º22’50,9’’N ; 31º12’41,3’’O)


Tem início em Ponta Delgada, passa pela Ponta da Fajã e termina na Fajã Grande. Ao longo do trilho destacam-se troços de piso de pedra antiga e pastagens delimitadas por muros de pedra. Poderá observar a ilha do Corvo, o Ilhéu Maria Vaz e o Ilhéu do Monchique. Durante o percurso, encontrará exemplares de flora endémica dos quais se destacam o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), a urze (Erica azorica), o azevinho (Ilex perado azorica), o bracel-da-rocha (Festuca petraea), o sanguinho (Frangula azorica), o pau-branco (Picconia azorica) e a faia-da-terra (Morella faya). A avifauna local é caracterizada por formas endémicas dos Açores. De entre os passeriformes, destacam-se o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti), o canário-da-terra (Serinus canaria) e o melro-preto (Turdus merula azorensis). Também poderá encontrar espécies migratórias que nidificam na ilha como é o caso do cagarro (Calonectris diomedea borealis) e dos garajaus (Sterna ssp.). O percurso atravessa a Área Protegida para Gestão de Habitats ou Espécies da Costa Nordeste e a Área de Paisagem Protegida da Zona Central e Costa Oeste.

Extensão 12km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 382m | Alt. Mín. 5m GPS Início: Ponta Delgada (39º31’13,8’’N ; 31º12’55,8’’O) Fim: Fajã Grande (39º28’36,5’’N ; 31º55’37,0’’O) Como chegar Siga em direção à freguesia de Ponta Delgada. Prossiga pela estrada em direção ao Farol do Albernaz. Entre no desvio (caminho de betão que sobe uma colina um pouco antes do farol). Avançando cerca de 1,5km, entrará no início do trilho. Equipamento recomendado

Fajã Grande //©PauloHSilva/siaram

[PR1FLO]

Parque Natural das Flores

FAJÃ GRANDE

Fajã Grande //©PauloHSilva/siaram

PONTA DELGADA

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MIRADOURO DA ROCHA DOS BORDÕES

MIRADOURO DA LAGOA BRANCA Localizado na subida para o ponto mais alto da ilha (Morro Alto), este miradouro tem uma vista privilegiada sobre a Lagoa Branca. Esta lagoa encontra-se coberta por uma espessa cobertura de musgão (Sphagnum sp.) que funciona como regulador do fluxo hídrico. Este local é ainda muito importante para observação de aves migratórias. GPS: 39º26’54,79’’N ; 31º13’16,48’’O

Rocha dos Bordões //©PauloHSilva/siaram

Daqui é possível observar a Rocha dos Bordões, evidenciando as vertentes abruptas de prismas basálticos que lhe conferem singularidade e invulgar beleza. Os afloramentos são sobretudo de natureza traquibasáltica resultantes da solidificação do basalto em altas colunas verticais do tipo disjunção prismática. GPS: 39º24’35,71’’N ; 31º14’41,93’’O

Localizado numa das encostas da Paisagem Protegida da Zona Central e Costa Oeste. Deste local é possível contemplar as numerosas quedas de água que correm arriba abaixo, provenientes de um afluente da Ribeira do Ferreiro e outras nascentes que abastecem o Poço das Patas. Aqui poderá observar uma das plantas mais raras dos Açores, a Veronica dabneyi. GPS: 39º25’32,23’’N ; 31º14’17,83’’O

Lagoa Branca //©PauloHSilva/siaram

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS

MIRADOURO CRAVEIRO LOPES

MIRADOURO DO POÇO (POÇO DAS PATAS) O miradouro do Poço situa-se na área classificada como Área de Paisagem Protegida da Zona Central e Costa Oeste. Tem uma vista privilegiada sobre a lagoa. Deste local poderá contemplar as numerosas quedas de água que correm arriba abaixo, provenientes de um afluente da Ribeira do Ferreiro e outras nascentes. A água da lagoa prossegue pela Ribeira do Ferreiro. Este é um local de extrema beleza natural, um sítio quase intacto onde o sossego impera. GPS: 39º26’11,06’’N ; 31º14’19,71’’O

MIRADOURO DO MORRO ALTO Daqui observa-se toda a ilha, do seu ponto mais alto, com 911m de altitude, sendo o aparelho vulcânico designado pela Testa da Igreja. Tem-se excelente vista para o Pico da Sé. GPS: 39º27’18,90’’N ; 31º13’59,17’’O

MIRADOURO LAGOA COMPRIDA Pode desfrutar de uma vista sobre a Lagoa Comprida, que tem uma profundidade de cerca de 18m. GPS: 39º26’16,92’’N ; 31º13’21,79’’O

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O Poço do Bacalhau situa-se na área classificada como Área de Paisagem Protegida da Zona Central e Costa Oeste. Este poço apresenta-se como uma cascata dotada de uma queda de água, localizada na Ribeira das Casas e que se precipita por cerca de 90m de altura, depositando-se num poço natural rodeado de vegetação endémica e introduzida. As águas que abastecem o manancial desta cascata são originárias das nascentes que brotam nas zonas de maior altitude da ilha, e fazem a captação da humidade nas densas camadas de nuvens que se acumulam sobre a floresta laurissilva e sobre a extensa área de musgão (Sphagnum sp). Esta extensa camada de Sphagnum sp. funciona como reguladora e distribuidora da quantidade de água recebida, de forma lenta e regular. GPS: 39º27’31,14’’N ; 31º15’19,57’’O

Lagoa Comprida // ©PauloHSilva/siaram

Parque Natural das Flores

POÇO DO BACALHAU


MIRADOURO DA LAGOA NEGRA

Lagoa Negra //©PauloHSilva/siaram

Oferece uma vista sobre a Lagoa Negra, que tem uma profundidade de cerca de 108m e a Lagoa Comprida, que atinge os 18m de profundidade. GPS: 39º26’56,08’’N ; 31º13’26,07’’O

MIRADOURO DA LAGOA SECA Daqui é possível contemplar a lagoa da Caldeira Seca, que possui uma profundidade máxima de cerca de 16m e é alimentada por uma nascente proveniente do Pico dos Sete Pés. A vegetação envolvente é sobretudo endémica, típica das florestas laurissilva, destacando-se o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), o sanguinho (Frangula azorica), o louro-da-terra (Laurus azorica), o azevinho (Ilex perado azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o folhado (Viburnum treleasei) e o trovisco-macho (Euphorbia stygiana). GPS: 39º26’43,24’’N ; 31º13’05,19’’O

MIRADOURO DAS LAGOAS NEGRA E COMPRIDA

MIRADOURO DAS LAGOAS FUNDA E RASA Deste local, tem uma excelente vista sobre a Caldeira da Lagoa Funda, que possui cerca de 108m de profundidade, contém uma queda de água e margens bastante altas, onde se encontra uma grande variedade de plantas endémicas dos Açores. Nesta caldeira também é possível observar algumas das espécies de avifauna residentes na ilha. GPS: 39º24’25,77’’N ; 31º13’25,83’’O

Lagoa Seca //©PauloHSilva/siaram

Admire o silêncio da arrebatadora paisagem, capaz de cortar a respiração. Deste local é possível observar um testemunho atual de um episódio da história geológica do arquipélago, representando a mais recente atividade vulcânica do Grupo Ocidental. Constituem, cada uma delas, uma cratera de explosão tipo maars, associada a erupções freatomagmáticas e correspondem a formas de relevo encaixadas, apresentando vertentes rochosas íngremes e um fundo plano, preenchido por lagoas. GPS: 39º26’24,61’’N ; 31º13’25,45’’O

MIRADOURO DO PICO DA SÉ Deste local é possível observar o importante relevo traquítico designado pelo Pico da Sé, formando um imponente aparelho vulcânico que se encaixa entre dois profundos vales de erosão, cavados pelas ribeiras da Badanela e da Fazenda. GPS: 39º28’28,16’’N ; 31º12’03,67’’O

MIRADOURO DO ILHÉU MARIA VAZ Este ilhéu constitui uma Reserva Natural, sendo também conhecido por Ilhéu da Gadelha. É o maior ilhéu da ilha (9,79ha) e é particularmente revestido por vegetação e muito frequentado por aves marinhas das quais se destaca em maior quantidade, a gaivota (Laurus michahellis atlantis). GPS: 39º30’55,91’’N ; 31º13’54,56’’O

Este miradouro situa-se na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa Nordeste. Deste local é possível contemplar os ilhéus da Alagoa, formações geológicas importantes para a nidificação de algumas aves, nomeadamente dos garajaus (Sterna spp.). GPS: 39º28’28,82’’N ; 31º08’56,03’’O

Parque Natural das Flores

Lagoa Funda //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DA ALAGOA

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Paisagem da Ilha das Flores // ©PauloHSilva/siaram

ZONA BALNEAR FAROL PORTO DE PESCA PARQUE FLORESTAL PARQUE DE CAMPISMO HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE AEROPORTO/AERÓDROMO VILA/CIDADE FREGUESIAS VÉRTICE GEODÉSICO (mt) ESTRADAS PRINCIPAIS ÁREA TERRESTRE DO PARQUE ÁREA MARINHA DO PARQUE CENTROS AMBIENTAIS 1.Centro de Interpretação Ambiental do Boqueirão

Parque Natural das Flores

TRILHOS PEDESTRES Ponta Delgada - Fajã Grande - Poço do Bacalhau

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Lajido - Fajã Grande

Fajã Lopo Vaz

Miradouro das Lagoas

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Miradouro da Rocha dos Bordões 2. Miradouro do Poço 3. Poço do Bacalhau 4. Miradouro Craveiro Lopes 5. Miradouro da Lagoa Branca 6. Miradouro do Morro Alto 7. Miradouro da Lagoa Comprida 8. Miradouro da Lagoa Negra 9. Miradouro das Lagoas Negra e Comprida 10. Miradouro das Lagoas Funda e Rasa 11. Miradouro da Lagoa Seca 12. Miradouro do Pico da Sé 13. Miradouro do Ilhéu Maria Vaz 14. Miradouro da Alagoa


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Parque Natural das Flores


Corvo parque Natural


Vila do Corvo //©PauloHSilva/siaram

Em 2007, a mais pequena ilha do arquipélago passa a integrar

geodiversidade: o Caldeirão, a Fajã Lávica de Vila do Corvo e a

a Rede Mundial de Reservas da Biosfera, um reconhecimento

Ponta do Marco. Aqui existem 2 Áreas Protegidas que englobam

internacional que reflete os seus valores ecológicos, geológicos,

grande parte do seu território, incluindo uma percentagem das

ambientais e culturais únicos. Com exceção da extremidade sul,

falésias costeiras e o Caldeirão.

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é rodeado por arribas que chegam a atingir, na costa ocidental,

O Parque Natural do Corvo é reconhecido pela sua significativa

os 700m de altitude. Estas, as mais elevadas dos Açores, abrigam

riqueza natural, possuidor de uma paisagem singular e de

largas baías com alguns recifes e ilhéus, onde ocorre a passagem

excecional beleza, destacando-se pelo vasto conjunto de

de cetáceos e tartarugas. A ilha é, por natureza, um laboratório

espécies com relevância europeia, sendo considerado um local

mundial, quer pelas suas características geológicas, quer pela sua

privilegiado para a observação de aves. Os habitats costeiros e

biodiversidade única, contando com 3 geossítios de assinalável

marinhos integram uma grande variedade de avifauna e flora.

Cascatas //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural do Corvo

onde escoadas lávicas geraram uma plataforma rochosa, o Corvo


endémicas da ilha: a cigarinha-das-árvores (Cixius azofloresi),

turfeiras do país. Os visitantes poderão contemplar o Caldeirão

que se pode encontrar na Área Protegida para a Gestão de

(e as suas lagoas), que proporciona um habitat de descanso e de

Habitats ou Espécies da Costa e Caldeirão do Corvo e a borboleta-

alimentação a diversas aves migradoras acidentais americanas e

castanha (Hipparchia azorina), espécie em risco de extinção que

europeias, os recifes do Boqueirão e da Areia, as grutas marinhas

só existe no grupo ocidental. Das espécies de avifauna existentes,

da Fajã da Madeira e a enseada do Porto Novo.

destacam-se o cagarro (Calonectris diomedea borealis), o

Papinha (Erithacus rubecula) //©WMedeiros

Caldeirão //©PauloHSilva/siaram

As zonas altas e húmidas conservam as maiores e mais antigas

garajau-comum (Sterna dougallii) e o pombo-torcaz-dos-Açores A ilha conta com 59 espécies endémicas de flora vascular e

(Columba palumbus azorica).

alberga, por quilómetro quadrado, a maior quantidade de espécies endémicas de plantas vasculares do arquipélago. No

Caldeirão //©PauloHSilva/siaram

Sanguinho (Frangula azorica) //©PauloHSilva/siaram

que se refere à fauna terrestre, importam salientar duas espécies


CENTROS AMBIENTAIS SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS Por marcação

Duração da visita: 30 a 45 minutos Número máximo de pessoas por visita: 30

Parque Natural do Corvo

O Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo (CIACC), inaugurado em 2007, é composto por dois edifícios, onde foram instaladas duas valências complementares – uma de sensibilização ambiental e outra para eventos de cariz cultural. O edifício destinado à fruição cultural dispõe de um espaço para galeria de exposições de carácter polivalente, enquanto o outro imóvel está destinado à zona ambiental e a todas as atividades inerentes. Neste espaço poderá assistir a um briefing e visualizar um pequeno filme sobre a Reserva da Biosfera. São ainda facultadas informações sobre o Centro de Recuperação de Aves Selvagens, trilhos interpretativos e atividades agendadas para o Parque Natural, nas quais poderá ter interesse em participar. Aqui poderá igualmente adquirir souvenirs. O Centro localiza-se na Canada do Graciosa, a cerca de 100m do centro da Vila.

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LOCALIZAÇÃO

Canada do Graciosa s/n, 9980-031 Corvo GPS: 39º40’26,339”N ; 31º6’42,779”O

CONTATOS

Tlf: 292 596 051 - Email: pncorvo.centroambiental@azores.gov.pt

PREÇOS

Entrada gratuita

COMO CHEGAR

Os visitantes devem dirigir-se ao núcleo histórico da Vila. Aí chegados, devem deslocar-se para a “Casa do Espírito Santo”, que se localiza no Largo do Outeiro. De frente para este edifício, seguem para a esquerda, sobem a Rua do Outeiro, por cerca de 30m. No cimo deparam com uma “canada” à esquerda (localmente conhecida como Canada do Graciosa) e avistam uma placa de centro, contígua aos edifícios que integram o Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo (CIACC). 1 Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras.

Imagens do CIACC //©PauloHSilva/siaram

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL E CULTURAL DO CORVO


COMO CHEGAR

Siga a estrada para o Caldeirão e no primeiro entroncamento à direita, entre no Largo do Maranhão. Aí encontra umas escadas à esquerda que o conduzem até ao Centro.

O edifício onde se encontra o Centro de Reabilitação de Aves Selvagens do Corvo (CERAS) foi recuperado pelo Governo Regional dos Açores em 2010 através de obras de restauro e requalificação. Tem como principais objetivos a recuperação de aves selvagens feridas ou debilitadas, e a sensibilização ambiental da população acerca do papel fundamental da biodiversidade. Para obter mais informações e visitar o CERAS, dirija-se ao Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo. Com a criação deste Centro, a Região Autónoma dos Açores passou a dispor de uma estrutura pioneira no arquipélago, que compreende as condições necessárias ao tratamento das aves, assim como um espaço exterior, onde se realiza a transição entre o cativeiro e a liberdade. Com marcação prévia poderá efetuar uma visita guiada às instalações do Centro, podendo eventualmente observar as espécies que naquela ocasião se encontrem em recuperação.

Parque Natural do Corvo

CONTATOS

Tlf: (+351) 292 596 051 - Email: parque.natural.corvo@azores.gov.pt

CENTRO DE REABILITAÇÃO DE AVES SELVAGENS DO CORVO (CERAS)

Cagarro (Calonectris diomedea borealis) //©PauloHSilva/siaram

Cagarro (Calonectris diomedea borealis) //©PauloHSilva/siaram

LOCALIZAÇÃO

Largo do Maranhão GPS: 39º40’40,698’’N ; 31º06’7,059’’O

CASA DE APOIO

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TRILHOS PEDESTRES CARA DO ÍNDIO

[PR1COR]

Cara do Índio //©RenéeRita

Este percurso inicia-se junto à Cova Vermelha e termina junto à praia da Vila. O percurso segue por antigas “canadas” ladeadas por muros de pedra e vai em direção à costa. Ao chegar junto da falésia, vire à direita para um desvio onde poderá observar o que parece ser a cara de um índio esculpida na rocha. Em seguida, volte pelo mesmo caminho, continuando sempre junto à arriba. Seguindo a sinalética, encontrará, um pouco à frente, uma antiga canada por onde deve seguir, descendo sempre até à Vila. Encontrará pelo caminho antigos abrigos, interessantes formações geológicas, líquenes de grandes dimensões a provar a pureza dos ares açorianos e também belos cedros-do-mato (Juniperus brevifolia) que proliferam em diversos locais. Após chegar à Vila, continue a caminhar pela parte antiga da única localidade da ilha, passando pelo porto e junto à costa até chegar à zona balnear, localmente conhecida por Praia da Areia. Para além de poder apreciar a maior concentração de vidálias (Azorina vidalii), esta zona em baixa altitude é um local de excelência para a observação da avifauna local e, com alguma sorte, poderá encontrar alguma espécie menos comum vinda do continente americano. Depois desta caminhada, nada melhor do que um bem merecido mergulho, na praia situada no final do percurso.

Extensão 3,9km Dificuldade Média Duração 2h Alt. Máx. 387m | Alt. Mín. 13m GPS Início: Cova Vermelha (39°41’05,79’’N ; 31°06’39,83’’O) Fim: Praia (39°40’20,43’’N ; 31°07’16,01’’O)

Parque Natural do Corvo

Como chegar Siga a estrada para o Caldeirão até ao Zimbral, no primeiro cruzamento vire à esquerda para as Pias da Canada, daí siga em direção aos “Lagos” e daqui suba até à “Cova Vermelha”, onde se localiza a entrada para o trilho.

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Equipamento recomendado


VOLTA DO CALDEIRÃO

[PR2COR]

Lagoas do Caldeirão //©PauloHSilva/siaram

Este percurso começa e termina junto ao miradouro do Caldeirão. Comece por descer à caldeira, através de um atalho bem definido. Quando chegar a uma pedra de grandes dimensões vire à direita, em direção à lagoa, seguindo atentamente a sinalética. Contorne a lagoa no sentido oposto dos ponteiros do relógio e volte a subir pelo mesmo caminho que desceu. Olhando para o interior da cratera do vulcão poderá apreciar a beleza ímpar das lagoas, com pequenas ilhas, que a tradição associa à representação do arquipélago dos Açores. Graças à sua importância como zona húmida, o Caldeirão do Corvo foi classificado em 2008, como sítio RAMSAR. A existência de algumas ribeiras obriga-o a afastar-se algumas vezes da margem da lagoa e é importante prestar atenção às marcas de sinalização, principalmente em dias de nevoeiro, que são frequentes na zona. Durante a caminhada pode observar e/ou escutar as narcejas (Gallinago gallinago). No interior do Caldeirão é onde existe a maior concentração desta espécie. Outras aves que nidificam no Caldeirão são o pato-real (Anas platyrhynchos) e o garajau-comum (Sterna hirundo). Já perto do fim do percurso, encontrará à sua direita uma zona pantanosa. Continue sempre até encontrar novamente a pedra por onde passou no final da descida até ao Caldeirão. Aqui, vire à direita e suba até ao ponto de início pelo mesmo caminho por onde desceu.

Extensão 4,8km Dificuldade Média Duração 2h30 Alt. Máx. 558m | Alt. Mín. 401m

Como chegar Para se dirigir ao início do trilho, siga a estrada para o Caldeirão (cerca de 8km) até ao Miradouro do Caldeirão. Aqui chegado, desça até à Caldeira. Siga as indicações que aparecem ao longo do percurso. Pode deslocar-se a pé ou em viatura ligeira até ao Miradouro. Equipamento recomendado

Parque Natural do Corvo

Lagoas do Caldeirão //©PauloHSilva/siaram

GPS Início: Miradouro do Caldeirão (39°42’29,91N ; 31°05’54,52’’O) Fim: Miradouro do Caldeirão (39°42’29,91N ; 31°05’54,52’’O)

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ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS MIRADOURO DOS MOINHOS

Deste ponto é possível observar a Vila. Em frente, avista-se a zona antiga que se debruça sobre o Cais do Porto da Casa e à direita, os típicos moinhos de vento do Corvo. Toda esta área se estende pela Fajã Lávica da Vila do Corvo. O local dispõe de uma placa de miradouro, com algumas fotografias que facilitam a localização de sítios de interesse para o visitante. GPS: 39°40’29,98’’N ; 31°06’31,77’’O

MIRADOURO DO CALDEIRÃO Local sobranceiro à caldeira, que proporciona uma vista magnífica sobre toda a área envolvente ao Caldeirão, ex-libris do Corvo. A sua criação surge com a construção da estrada para o Caldeirão, em meados dos anos 90. GPS: 39°42’29,91’’N ; 31°05’54,52’’O

Moinho //©PauloHSilva/siaram

Daqui é possível observar todo o canal que separa as ilhas do Corvo e das Flores e ainda admirar a silhueta da ilha das Flores que repousa sobre o Atlântico. Aqui encontra um conjunto de três moinhos que se mantém em funcionamento, embora já não sejam utilizados para o fim que foram construídos. Os moinhos de vento do Corvo são diferentes dos das restantes ilhas, sendo mais parecidos com aqueles deixados pelos Árabes no continente português. A sua época de construção remonta aos séculos XIX e XX. Este conjunto está classificado como interesse público. GPS: 39°40’13,02’’N ; 31°06’50,33’’O

MIRADOURO DO PORTÃO

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Localizado na encosta sobranceira ao Porto da Casa, este miradouro tem à sua frente o cais comercial e à direita a zona da vigia. Local de contemplação e sítio de eleição para os mais velhos que aqui passam longos períodos do dia em amenas cavaqueiras. Daqui avista-se toda a baía do Cais do Porto da Casa, onde chegam e partem as embarcações do Corvo. GPS: 39°40’19,60’’N ; 31°06’40,26’’O

Caldeirão //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural do Corvo

MIRADOURO DA CANADA DA ROCHA


Frulho (Puffinus assimilis baroli) //©PauloHSilva/siaram

Em 2009, no âmbito do projeto “Ilhas Santuário para as Aves Marinhas”, foi constituída a Reserva Biológica do Corvo, que se localiza na zona do Topo. A sua criação foi um passo importante na caminhada da conservação da flora e fauna do Corvo. Esta área também serve para testar diferentes teorias sobre as aves marinhas, incluindo a sua suscetibilidade à presença de predadores como gatos e ratos. Este santuário é fundamental, não só para o cagarro, como também para o painho, o estapagado e o frulho, aves com grande importância na história das Flores e do Corvo. Esta área para além do seu importante papel científico, disponibiliza aos visitantes um circuito interpretativo, que os leva aos pontos de maior valor paisagístico.

Paínho-da-Madeira (Oceanodroma castro) //©PauloHSilva/siaram

Paínho-da-Madeira (Oceanodroma castro) //©PauloHSilva/siaram

Frulho (Puffinus assimilis baroli) //©PauloHSilva/siaram

RESERVA BIOLÓGICA DO CORVO


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Parque Natural do Corvo


Paisagem da Ilha do Corvo //©PauloHSilva/siaram

ZONA BALNEAR FAROL PORTO DE PESCA PARQUE FLORESTAL PARQUE DE CAMPISMO HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE AEROPORTO/AERÓDROMO VILA/CIDADE FREGUESIAS VÉRTICE GEODÉSICO (mt) ESTRADAS PRINCIPAIS ÁREA TERRESTRE DO PARQUE ÁREA MARINHA DO PARQUE CENTROS AMBIENTAIS 1. Centro de Interpretação Ambiental e Cultural do Corvo 2. Centro de Recuperação de Aves Selvagens do Corvo TRILHOS PEDESTRES Cara do Índio Volta do Caldeirão ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Miradouro do Portão 2. Miradouro da Canada da Rocha 3. Miradouro dos Moinhos 4. Miradouro do Caldeirão

Representação em pormenor da Área Marinha do Parque Natural do Corvo


faial parque Natural


Parque Natural do Faial

Jamanta (Manta birostris) //©FCardigos

36 Verónica (Veronica dabneyi) //©PauloHSilva/siaram

//©PauloHSilva/siaram

Península do Capelo //©JoséGarcia


A diversidade do Parque Natural do Faial é alvo de admiração e fascínio dos seus visitantes. Considerado pela Comissão Europeia um Destino Europeu de Excelência (EDEN), o Parque Natural está repleto de paisagens arrebatadoras, aves e plantas únicas e formações geológicas emblemáticas, tudo rodeado por um magnífico mar azul, puro e vivo.

deste magnífico património natural e a preservação da herança cultural de uma longa história de convivência entre o homem e a natureza, assentes num desenvolvimento sustentável e duradouro. De forma a proporcionar uma visita de qualidade aos seus visitantes, o Parque Natural dispõem de quatro centros ambientais (o Centro de Interpretação do Vulcão dos

Plutonia brumalis //©PauloHSilva/siaram

Criado em 2008, é missão do Parque Natural a conservação

Capelinhos, o Jardim Botânico do Faial, o Aquário do Porto Pim - Estação de Peixes Vivos, a Casa dos Dabney) e uma casa de apoio (Casa do Cantoneiro), além de nove trilhos e dois circuitos pedestres e um circuito BTT. Existe ainda uma vasta oferta de atividades e produtos disponibilizados pelos parceiros do Parque. A biodiversidade do Faial está bem patente nas 855 espécies de plantas vasculares que aqui podemos encontrar, 57 das quais são endémicas, ou seja, que só existem nos Açores. habitats preciosos - a eles estão associadas espécies de fauna e flora únicas no mundo tais como aves, morcegos, artrópodes, etc. O mar do Faial é um extraordinário mosaico de cores, sombras, cheiros, sons, silêncios e emoções, e é emblemático nas formas de vida que suporta, como os cetáceos, as aves marinhas, os tubarões e todos os seus habitantes. O Faial conta ainda com seis geossítios de assinalável

Vulcão dos Capelinhos //©PauloHSilva/siaram

Os ecossistemas, nomeadamente a floresta laurissilva, são

geodiversidade: Caldeira, Graben de Pedro Miguel, Monte da Guia, Morro de Castelo Branco, Península do Capelo e Vulcão dos Capelinhos-Costado da Nau. Todos e cada um destes elementos são boas razões para se

Charcos de Pedro Miguel //©PauloHSilva/siaram

demorar e deixar apaixonar. Aventure-se e disfrute!


CENTROS AMBIENTAIS CASA DOS DABNEY A família Dabney instalou-se na ilha do Faial em 1806, quando John Bass Dabney foi nomeado Cônsul Geral dos Estados Unidos nos Açores pelo Presidente Jefferson. Três membros da família Dabney (John, Charles e Samuel) exerceram sucessivamente este cargo ao longo de um século. Em 1854, Charles William Dabney adquiriu uma casa de veraneio, edificada na paisagem única do Monte da Guia e incluída num complexo residencial composto por uma casa com cisterna, cais e abrigo para dois botes, um miradouro, uma pequena área de vinhas que se estende pela encosta em direção à baía de Porto Pim e uma adega, onde atualmente está patente uma exposição que retrata o percurso de três gerações desta família no Faial, uma herança cultural, histórica e científica ainda hoje visível e reconhecida na ilha. Os Dabney foram, durante o século XIX, os principais empresários dos Açores.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 10h30 | 15h00 sáb: 15h00 01 jun a 30 set: 10h30 | 15h00 Duração da visita: 30 minutos Número máximo de pessoas por visita: 20

LOCALIZAÇÃO

Monte da Guia, 9900-124 Horta GPS: 38°31’23,166”N ; 28°37’39,597”O

CONTATOS

Tlf: 292 240 685 - Email: pnfaial.casadosdabney@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Complexo Monte da Guia (Casa dos Dabney & Aquário do Porto Pim): 3,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 6€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,75€ Sénior (+ 65 anos): 1,75€ Cartão-Jovem; Inter-Jovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2,80€

Parque Natural do Faial

COMO CHEGAR

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Localizada a 700m do centro da cidade da Horta. Desloque-se para Sul, em direção à Praia de Porto Pim. Ao chegar ao pé do Hotel do Canal vire à sua esquerda seguindo a sinalização de estrada em direção ao Monte da Guia. 1

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras


Interior da Casa dos Dabney //©PauloHSilva/siaram Interior da Casa dos Dabney //©PauloHSilva/siaram

AQUÁRIO DO PORTO PIM // ESTAÇÃO DE PEIXES VIVOS Num edifício carregado de história - desde a seca do bacalhau passando pela primeira fábrica de extração de óleo de baleia - nasce o Aquário do Porto Pim - Estação de Peixes Vivos. Esta estação inclui um aquário com as espécies costeiras mais comuns dos Açores, dois conjuntos de três tanques, um tanque central, uma exposição sobre o Parque Marinho dos Açores e um filme sobre o mar profundo da plataforma continental contígua ao arquipélago. O principal objetivo deste centro é a promoção do conhecimento sobre a biodiversidade do mar dos Açores, sendo a educação e sensibilização ambientais e a recuperação de animais marinhos sensíves as principais missões que o Parque Natural do Faial efetua nesta unidade.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h001 sáb: 14h00 - 17h001 encerrado: dom | seg | feriados2 | ter carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro ter a dom: 10h00 - 17h001 encerrado: seg

Aquário do Porto Pim //©PauloHSilva/siaram

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 11h00 | 14h00 | 15h30 sáb: 15h30 01 jun a 30 set: 11h00 | 14h00 | 15h30 Duração da visita: 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 10

LOCALIZAÇÃO

Monte da Guia, 9900-124 Horta GPS: 38º31’21,76’’N ; 28º37’46,275’’O

CONTATOS

Tlf: 292 207 382 - Email: pnfaial.aquarioportopim@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Complexo Monte da Guia (Casa dos Dabney & Aquário do Porto Pim): 3,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 6€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,75€ Sénior (+ 65 anos): 1,75€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2,80€

Localizado a 700m do centro da cidade da Horta. Desloque-se para Sul, em direção à Praia de Porto Pim. Ao chegar ao pé do Hotel do Canal vire à sua esquerda seguindo a sinalização de estrada em direção ao Monte da Guia. 1 Última 2

entrada 30 minutos antes do encerramento.

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h00, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

Parque Natural do Faial

Raia (Raja clavata) //©PauloHSilva/siaram

COMO CHEGAR

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JARDIM BOTÂNICO DO FAIAL O Jardim Botânico do Faial encanta os seus visitantes desde 1986, sendo um local de beleza ímpar e de visita obrigatória. Com um pólo central nos Flamengos e um pólo de altitude em Pedro Miguel, a sua missão está ligada à conservação e estudo da flora natural dos Açores, à divulgação científica e à educação ambiental. Ao visitar este Jardim poderá conhecer as mais raras plantas dos Açores, as culturas agrícolas históricas, um belíssimo orquidário, uma coleção de plantas medicinais e aromáticas, assim como, as principais plantas invasoras. As obras de requalificação deste Jardim receberam uma menção honrosa nos prémios de Turismo de Portugal.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 10h30 | 14h30 sáb: 14h30 01 jun a 30 set: 10h30 | 14h30 Duração da visita: 60 a 90 minutos Número máximo de pessoas por visita: 25

LOCALIZAÇÃO

Rua de S. Lourenço, Flamengos 9900 - 401 Horta GPS: 38º33’3,178’’N ; 28º38’26,064’’O

CONTATOS

Tlf: 292 948 140 - Email: pnfaial.jardimbotanico@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete completo: 3,50€ Bilhete Família (2 adultos com filhos até 17 anos): 6€ Bilhete Único Faial: - Adulto: 15€ - Júnior (13 a 17 anos): 7,50€ - Sénior (+ 65 anos): 7,50€ - Cartão-Jovem; Inter-Jovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 12€ - Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 25€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,75€ Sénior (+ 65 anos): 1,75€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2,80€

Parque Natural do Faial

COMO CHEGAR

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Localizado a 2,5km do centro da cidade da Horta, na freguesia dos Flamengos, junto à Quinta de São Lourenço. Pode deslocar-se ao jardim de carro, de bicicleta ou mesmo a pé. 1

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

Não-me-esqueças (Myosotis azorica) //©PauloHSilva/siaram

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez


Orquídea //siaram.azores.gov.pt

Jardins //©PauloHSilva/siaram

Erva-do-capitão (Sanicula azorica) //©PauloHSilva/siaram

Orquídea //©PauloHSilva/siaram

Líquens //©PauloHSilva/siaram

Orquidário //©PauloHSilva/siaram


CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DO VULCÃO DOS CAPELINHOS O Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos (CIVC) tem carácter informativo, didático e científico. O edifício encontra-se soterrado, permitindo ao visitante desfrutar desta recente paisagem vulcânica provocada pela erupção de 1957/58. O Centro dispõe de um conjunto de exposições com enfoque na erupção do Vulcão dos Capelinhos e a formação do arquipélago dos Açores, mas também os principais tipos de atividade vulcânica no mundo e a história dos faróis açorianos. Existem ainda um auditório e uma exposição temporária de amostras geológicas. Esta viagem termina com uma subida ao farol, onde é possível desfrutar desta fantástica paisagem a partir de uma plateia singular. O CIVC foi nomeado para melhor museu da Europa no ano 2012.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de 0utubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h001 sáb | dom | feriados: 14h00 - 17h301 encerrado: seg | 1 jan | ter Carnaval | dom Páscoa | 24, 25 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h001

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai ter a sex: 11h00 | 15h00 sáb | dom | feriados: 14h30 | 16h00 01 jun a 30 set 11h00 | 13h00 | 15h00 | 16h30 Duração da visita: 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 30

LOCALIZAÇÃO

Farol dos Capelinhos, Capelo 9900 Horta GPS: 38º35’48,791’’N ; 28º49’36,169’’O

CONTATOS

Tlf: 292 200 470 - Email: pnfaial.vulcaodoscapelinhos@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Completo: 10€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 17€ Exposição Interpretativa: 6€ Exposição Temporária: 3€ Filme Estereoscópico: 3€ Subida ao Farol: 1€ Bilhete Único Faial: - Adulto: 15€ - Júnior (13 a 17 anos): 7,50€ - Sénior (+ 65 anos): 7,50€ - Cartão-Jovem; Inter-Jovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 12€ - Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 25€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 5€ Sénior (+ 65 anos): 5€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 8€

COMO CHEGAR

Da cidade da Horta até ao Centro de Interpretação são cerca de 25Km, uma viagem que dura aproximadamente 30 min. Poderá alugar um carro nas agências de Renta-Car existentes na cidade ou alugar um serviço de táxi. Se vier diretamente do aeroporto da Horta, tem de percorrer cerca de 18Km numa viagem aproximada de 15min. Também aqui poderá recorrer ao aluguer de automóvel ou de táxi. Última entrada 30 minutos antes do encerramento do Centro.

Interior do Centro //©PauloHSilva/siaram

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Foyer do CIVC //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural do Faial

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Farol do Vulcão dos Capelinhos //©PauloHSilva/siaram

CASA DE APOIO CASA DO CANTONEIRO A Casa do Cantoneiro é uma casa recuperada, que antigamente tinha a finalidade de funcionar como armazém de material de construção de estradas e limpeza das bermas das mesmas. Por vezes, servia também de casa de abrigo para os trabalhadores durante tempestades inesperadas. Agora serve como casa de apoio à interpretação da Caldeira do Faial, uma vez que nela se encontram uma descrição de vários aspetos relacionados com flora, fauna e geologia, e ainda uma maqueta com os vários trilhos e miradouros pertencentes ao Parque Natural. SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de julho a 31 de agosto seg a sáb: 10h00 - 18h00 encerrado: dom

LOCALIZAÇÃO

Casa do Cantoneiro Interior da Caldeira //©NRodrigues //©PauloHSilva/siaram

Estrada da Caldeira s/n, 9900 Horta GPS: 38º34’17,114’’N ; 28º41’36,287’’O

CONTATOS

Tlf: 292 207 382 - Email: parque.natural.faial@azores.gov.pt

PREÇOS

Entrada Gratuita

COMO CHEGAR

Seguindo a Estrada Regional em direção à Reserva Natural da Caldeira do Faial, encontra esta casa de apoio ao visitante do seu lado direito (de quem vai a subir), a cerca de 3km desta área de contemplação.


CAMINHOS VELHOS [PR7FAI]

Percorre caminhos antigos, existentes desde tempos imemoriais, utilizado pelos habitantes da zona nordeste da ilha do Faial para o transporte de gado, madeiras e mercadorias, que eram comercializados na cidade da Horta. O início do trilho é feito junto do Porto da Boca da Ribeira, na Ribeirinha, onde afloram as rochas mais antigas da ilha, com cerca de 800 000 anos, terminando na Reserva Natural da Caldeira.

FAIAL COSTA A COSTA

[GR1FAI]

Parque Natural do Faial

Da união do trilho do “Caminho Velho” com o trilho dos “10 Vulcões”, resulta esta Grande Rota, que percorre a ilha do Faial na sua maior extensão. Este trilho transporta-nos para a idade da formação da ilha, passando por cones vulcânicos, crateras, furnas e algares - locais misteriosos e característicos das belas paisagens vulcânicas açorianas. Com os seus 35km este trilho começa à cota perto do oceano Atlântico, junto ao Porto da Boca da Ribeira, freguesia da Ribeirinha, e termina na cota 0, junto ao Porto do Comprido situado na circundante paisagem do Vulcão dos Capelinhos. Sobe até aos 1 000m, por caminhos de outros tempos, passando pela Caldeira do Faial.

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Extensão 16km Dificuldade Média Duração 6h Alt. Máx. 897m | Alt. Mín. 0m GPS Início: Porto da Boca da Ribeira - Ribeirinha (38°35’30,417”N ; 28°36’3,695”O) Fim: Miradouro da Caldeira (38º35’12,263”N ; 28°42’6,49”O) Como chegar Começa no Porto da Boca da Ribeira, Ribeirinha a 10km da cidade da Horta terminando na Reserva Natural da Caldeira. Pode deslocar-se até a este ponto, de carro ou de bicicleta. Equipamento recomendado

Extensão 35km Dificuldade Difícil Duração 12h Alt. Máx. 1041m | Alt. Mín. 0m GPS Início: Porto da Boca da Ribeira - Ribeirinha (38°35’30,417”N ; 28°36’3,695”O) Fim: Porto do Comprido (38º35’30,965’’N ; 28º49’43,667’’O) Como chegar Começa junto ao Porto da Boca da Ribeira, Ribeirinha, a 10km da cidade da Horta, terminando junto ao Porto Comprido, situado na circundante paisagem do Vulcão dos Capelinhos. Pode deslocar-se até a este ponto, de carro ou de bicicleta. Equipamento recomendado

Vista para o CIVC e para o Farol dos Capelinhos //©PauloHSilva/siaram

TRILHOS PEDESTRES


PERÍMETRO DA CALDEIRA [PRC4FAI]

[PR3FAI]

“A maior obra de engenharia dos Açores”, assim qualificada aquando da sua inauguração em 1964, levando sete anos a ser planeada e quatro a ser construída. A Levada, canal com 10km de extensão (podendo percorrer apenas 8km), implantado a 680m de altitude, tinha como principal função a produção de energia hidroelétrica na central minihídrica do Varadouro.

Trilho Perímetro da Caldeira //©JMelo

Caminho da Levada //©PauloHSilva/siaram

Caminho da Levada //©NRodrigues

Localizada na parte central da ilha do Faial, a Caldeira apresenta um diâmetro de cerca de 2km e uma profundidade média de 400m, revelando uma exuberante vegetação de laurissilva. No fundo, encontra-se um cone que em muito se assemelha à forma da ilha do Faial. A formação da Caldeira resultou de um processo de várias fases de abatimento do cone vulcânico, iniciando-se há cerca de 550 mil anos, tendo o último evento ocorrido há cerca de 1 200 anos.

LEVADA

GPS Início: Miradouro da Caldeira (38°33’54,694”N ; 28°42’19,19”O) Fim: Miradouro da Caldeira (38°33’54,694”N ; 28°42’19,19”O) Como chegar A Caldeira do Faial localiza-se no centro da ilha a 16 km da cidade da Horta. Pode deslocar-se até lá de carro ou de bicicleta. Equipamento recomendado

Extensão 8km Dificuldade Baixa Duração 3h30 Alt. Máx. 752m | Alt. Mín. 648m GPS Início: Canada Larga - Cedros (38º35’,155”N ; 28º42’,622”O) Fim: Reservatório de Água (38°33’58,954”N ; 28°44’40,628”O) Como chegar Ao deslocar-se da cidade da Horta para a freguesia dos Cedros, encontra ao km 24 sinalização orientadora. Seguindo esse caminho pela estrada de bagacina, chegará à Levada. Pode deslocar-se até a este ponto de carro ou de bicicleta. Equipamento recomendado

Parque Natural do Faial

Extensão 6,7km Dificuldade Média Duração 3h30 Alt. Máx. 1037m | Alt. Mín. 856m

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RUMO AO MORRO DE CASTELO BRANCO

Vista do complexo vulcânico do Capelo //©JoséGarcia

[PRC5FAI]

CAPELINHOS

Morro do Castelo Branco //©PauloHSilva/siaram

CAPELO

Pequena rota circular, com ponto de início e fim na Lombega, freguesia de Castelo Branco. O principal objetivo deste percurso é a contemplação do Morro de Castelo Branco, um promontório de traquito, classificado como Reserva Natural. Neste troço poderá desfrutar da tranquilidade para observar algumas aves marinhas como cagarros (Calonectris diomedea borealis) e garajaus (Sterna dougallii ontagu, Sterna hirundo linnaeus).

[PRC1FAI]

Percorre alguns dos antigos cones vulcânicos responsáveis pela formação da península do Capelo, bem visíveis no alinhamento Caldeira – Capelinhos, Complexo Vulcânico do Capelo. Perto do início, é possível desfrutar da paisagem oferecida sobre o Cabeço do Fogo (a Este), o vulcão central da Caldeira e ainda o Morro de Castelo Branco. A Norte, distinguem-se as áreas do Norte Pequeno, Fajã e Praia do Norte.

Extensão 4km Dificuldade Baixa Duração 2h Alt. Máx. 488m | Alt. Mín. 253m

Extensão 4km Dificuldade Fácil Duração 1h30m Alt. Máx. 197m | Alt. Mín. 40m

GPS Início: Cabeço Verde (38°35’36,974’’N ; 28°48’10,11’’O) Fim: Cabeço Verde (38°35’36,974’’N ; 28°48’10,11’’O)

GPS Início: Lombega (38°32’7,349”N ; 28°44’33,722”O) Fim: Lombega (38°32’7,349”N ; 28°44’33,722”O)

Como chegar Ao deslocar-se da cidade da Horta para a ponta Oeste da ilha, em direção ao vulcão dos Capelinhos, chegando ao km 20 da Estrada Regional, vire à direita. Alguns metros à frente, à sua esquerda, encontra as indicações do trilho. Pode deslocar-se até a este ponto de carro ou de bicicleta.

Como chegar Começa e termina na Lombega, freguesia de Castelo Branco. Deslocando-se da cidade da Horta em direção a Oeste pela Estrada Regional irá encontrar informação de estrada a indicar o trilho localizado a 10km da cidade. Equipamento recomendado

Equipamento recomendado

10 VULCÕES

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Alinhamento do complexo vulcânico do Capelo //©NRodrigues

Parque Natural do Faial

[PR6FAI]

Este percurso associa três segmentos de trilhos existentes no Faial: a Caldeira, a Levada e o Capelo-Capelinhos. Tem início na Caldeira e percorre os 10 vulcões principais existentes no alinhamento fissural do Capelo. A biodiversidade e a geodiversidade são uma constante neste percurso, destacando-se as paisagens arrebatadoras da península do Capelo. Tem um desnível aproximado de 1 000 metros, permitindo descobrir grande parte da flora e fauna endémicas dos Açores.


Fajã da Praia do Norte // ©PauloHSilva/siaram

Pequena rota circular. O trilho desce à fajã da Praia do Norte, uma fajã com génese mista, que se iniciou com acumulação de detritos provenientes das altas arribas que a ladeiam e, por fim, impondo-se ao mar através de uma magnífica escoada proveniente da erupção histórica do vulcão do Cabeço do Fogo. Esta escoada encerra verdadeiros tesouros naturais, encraves de rochas arrancadas do interior da Terra e que a erosão expôs aos nossos olhos, os chamados xenólitos olivínicos.

DESCIDA À CALDEIRA (TRILHO ACOMPANHADO)

O trilho começa e termina no Miradouro da Caldeira. Desce até ao fundo de uma das mais espetaculares e maiores caldeiras vulcânicas do arquipélago, onde se pode encontrar, em perfeito estado de conservação, a vegetação natural dos Açores.

Vista do interior da Caldeira //©NRodrigues

[PRC2FAI]

Extensão 1,5km Dificuldade Difícil Duração 3h30 Alt. Máx. 908m | Alt. Mín. 574m GPS Início: Miradouro da Caldeira (38°33’54,855”N ; 28°42’19,443”O) Fim: Miradouro da Caldeira (38°33’54,855”N ; 28°42’19,443”O) Como chegar Começa junto ao túnel da Reserva Natural da Caldeira a 16Km da cidade da Horta, terminando no mesmo ponto. Pode deslocar-se até a este ponto de carro ou de bicicleta. Equipamento recomendado

Extensão 5,5km Dificuldade Média Duração 2h30m Alt. Máx. 282m | Alt. Mín. 17m

ENTRE MONTES

GPS Início: Rua da Arramada (38°36’21,971”N ; 28°45’8,669”O) Fim: Rua da Arramada (38°36’21,971”N ; 28°45’8,669”O)

O trilho começa e termina junto à antiga fábrica da baleia de Porto Pim. O trajeto desenrola-se entre dois dos vulcões responsáveis pela formação da Plataforma da Horta com 11 mil anos de idade.

Vista da Baía de Porto Pim //©PauloHSilva/siaram

Como chegar Começa e termina na Rua da Arramada. Desloque-se da cidade da Horta para Oeste pela Estrada Regional. Siga a sinalização de estrada em direção à Fajã.

[PRC8FAI]

Equipamento recomendado

Extensão 20km Dificuldade Difícil Duração 6h Alt. Máx. 1041m | Alt. Mín. 0m GPS Início: Miradouro da Caldeira (38°33’54,694”N ; 28°42’19,19”O) Fim: Porto do Comprido (38º35’30,965’’N ; 28º49’43,667’’O) Como chegar Começa no Miradouro da Caldeira do Faial localizado a 16km da cidade da Horta, terminando no Porto do Comprido. Pode deslocar-se até a este ponto de carro ou de bicicleta. Equipamento recomendado

Extensão 3,3km Dificuldade Fácil Duração 1h30 Alt. Máx. 85m | Alt. Mín. 1m Como chegar A partir do Jardim da Praça do Infante (extremidade sul da Avenida Marginal), frente à Marina da Horta, desloque-se para sul, pelo caminho de calçada, em direção à Praia de Porto Pim. Após passar o Hotel Canal à sua direita, no entroncamento vire à esquerda e percorra cerca de 600 m, até chegar ao parque de estacionamento à esquerda da fábrica da baleia. Equipamento recomendado

Parque Natural do Faial

ROCHA DA FAJÃ

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CIRCUITOS CIRCUITO INTERPRETATIVO ROTEIRO DOS DABNEY

Circuito do Monte da Guia //©PauloHSilva/siaram

O Circuito dos Dabney transporta-nos para um dos períodos de maior prosperidade económica do Faial. A família Dabney, que viveu nesta ilha de 1806 a 1894, transformou o tecido arquitetónico, cultural, comercial e social da cidade da Horta. O Circuito inicia-se na Casa dos Dabney, no Monte da Guia.

Extensão 6km Dificuldade Fácil Duração 4h Alt. Máx. 250m | Alt. Mín. 6m

Parque Natural do Faial

Como chegar A partir do Jardim da Praça do Infante (extremidade sul da Avenida Marginal), frente à Marina da Horta, desloque-se para sul, pelo caminho de calçada, em direção à Praia de Porto Pim. Após passar o Hotel Canal à sua direita, no entroncamento vire à esquerda e percorra cerca de 600 m até chegar ao parque de estacionamento. Vire à direita, em direção à praia e siga pelo caminho contíguo à mesma. Encontrará a Casa dos Dabney à sua esquerda.

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Equipamento recomendado


TRILHO BTT PARQUE FLORESTAL DO CAPELO

Interior da Casa dos Dabney //©PauloHSilva/siaram

O circuito resulta da recuperação de um antigo trilho pedestre, bem como de parte de um caminho de terra que em tempos foi utilizado por agricultores da ilha. O trilho de BTT desenvolve-se integralmente no Parque Florestal do Capelo, espaço onde podem ser observadas várias espécies naturais dos Açores, nomeadamente associadas ao habitat laurissilva costeira, como é o caso da faia (Myrica faya), do louro (Laurus azorica), da urze (Erica azorica), do tamujo (Myrsine retusa) ou mesmo do pau-branco (Picconia azorica).

CAMINHO DE BALEEIROS

//LOliveira

O circuito Caminho de Baleeiros retrata um passado cheio de significado e importância para as gentes destas ilhas. Uma homenagem aos destemidos pescadores da baleia que na altura desafiavam todas as perspetivas numa atividade que ia para além da puramente comercial. De cada vez que partiam para a faina, a população e famílias amontoavam-se em cima do cais para um adeus que poderia muito bem ser o último. As verdadeiras lutas pela sobrevivência que se seguiam entre estes gigantes e os frágeis baleeiros nos seus barcos de “boca aberta” deram origem a muitas lendas perpetuadas até aos nossos dias, fruto da bravura destes homens. Ao longo deste percurso poderá sentir o significado da alma baleeira e da forte ligação que existia entre estes homens, o mar e as suas criaturas mitológicas.

GPS Início: Parque de Estacionamento do CIVC (38°34’52,275”N ; 28°49’17,978”O) Fim: CIVC (38°34’53,712”N ; 28°49’29,575”O)

Costado da Nau //©JMelo

Como chegar Da cidade da Horta siga em direção a Oeste pela estrada regional até encontrar a indicação para o vulcão dos Capelinhos, na freguesia do Capelo, a cerca de 25km. Equipamento recomendado

Extensão 2,1km Dificuldade Média Duração 1h Alt. Máx. 253m | Alt. Mín. 223m GPS Início: 38°33’47,336”N ; 28°46’23,297”O Fim: 38°33’47,336”N ; 28°46’23,297”O Como chegar Ao deslocar-se da cidade da Horta para a zona Oeste da ilha, chegando ao Parque Florestal do Capelo, chegará ao inicio deste circuito. Equipamento recomendado

Parque Natural do Faial

Extensão 4,1km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 170m | Alt. Mín. 5m

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MIRADOURO DA LIRA

Nesta área está a proceder-se à recuperação de habitats e espécies características da laurissilva húmida e super-húmida, funcionando como uma microreserva da flora açoriana. Para além do importante papel científico, esta zona possui também um elevado valor paisagístico, visitável por todos os interessados. GPS: 38°34’58,332”N ; 28°39’18,857”O

Vista do miradouro da Lira //©NRodrigues

MIRADOURO DE NOSSA SENHORA DA GUIA

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Vista do miradouro de Nossa Senhora da Guia //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural do Faial

Deste ponto, é possível observar a cidade da Horta, a Paisagem Protegida do Monte da Guia e o Graben de Pedro Miguel (superfície que resulta do abatimento do solo entre falhas com movimento oposto). GPS: 38°31’16,252”N ; 28°37’41,782”O

Charcos de Pedro Miguel //©PauloHSilva/siaram

Este miradouro do século XIX está inserido na Paisagem Protegida do Monte da Guia, na encosta virada para a cidade da Horta, e deve o seu nome à sua curiosa forma. GPS: 38°31’19,97”N ; 28°37’41,732”O

CHARCOS DE PEDRO MIGUEL Localizam-se no sopé sul da Lomba Grande, na freguesia de Pedro Miguel. A relevância destes charcos prende-se com a biodiversidade local, tanto em termos de fauna, como de flora, bem típicas das zonas húmidas, sendo um excelente local para a observação de aves. GPS: 38°35’23,598”N ; 28°38’39,647”O

MIRADOURO DO CABOUCO Daqui é possível observar o Graben de Pedro Miguel que é o melhor exemplo deste tipo de formação no arquipélago e ainda as freguesias de Pedro Miguel e da Ribeirinha, a Cidade da Horta, o Monte da Guia, as ilhas do Pico, São Jorge e Graciosa. GPS: 38°34’59,83”N ; 28°42’6,246”O

Vista do miradouro do Cabouco //©NRodrigues

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS

JARDIM BOTÂNICO DE PEDRO MIGUEL


MORRO DE CASTELO BRANCO

O miradouro mais emblemático da ilha do Faial. Paisagem capaz de cortar a respiração e que constitui um dos mais preciosos redutos da flora natural do arquipélago, onde pode observar toda a exuberância da laurissilva húmida. GPS: 38°34’50,568”N ; 28°42’27,567”O

Trata-se de uma formação geológica magnífica e de extrema importância para a nidificação de algumas aves, nomeadamente do cagarro (Calonectris diomedea borealis), do frulho (Pufinus baroli) e do garajau-comum (Sterna hirundo). GPS: 38°31’28,199”N ; 28°44’56,437”O

Caldeira do Faial //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DA CALDEIRA DO FAIAL

MIRADOURO DA RIBEIRA DAS CABRAS

Vista para o Morro de Castelo Branco //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DA PONTA FURADA Esta autêntica língua de lava forma uma ponta de basalto que avança sobre o mar. Daqui pode-se observar grande parte do Monte da Guia e da sua paisagem protegida. GPS: 38°31’24,712”N ; 28°39’31,384”O

Parque Natural do Faial

Vista do miradouro da Ribeira das Cabras //PNFaial

Neste miradouro pode-se observar o alinhamento do Complexo Vulcânico do Capelo, bem como o Mistério do Cabeço do Fogo. GPS: 38°36’29,231”N ; 28°45’4,007”O

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Vista para o Vulcão dos Capelinhos //©PauloHSilva/siaram

ZONA BALNEAR FAROL PORTO DE PESCA PARQUE FLORESTAL PARQUE DE CAMPISMO HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE AEROPORTO/AERÓDROMO VILA/CIDADE FREGUESIAS VÉRTICE GEODÉSICO (mt) ESTRADAS PRINCIPAIS ÁREA TERRESTRE DO PARQUE ÁREA MARINHA DO PARQUE CENTROS AMBIENTAIS 1. Casa dos Dabney 2. Aquário do Porto Pim - Estação de Peixes Vivos 3. Jardim Botânico do Faial 4. Centro de Interpretação do Vulcão dos Capelinhos 5. Casa do Cantoneiro

Parque Natural do Faial

TRILHOS PEDESTRES Caminho Velho Faial Costa a Costa Perímetro da Caldeira Descida da Caldeira Capelo - Capelinhos Morro de Castelo Branco 10 Vulcões Rocha da Fajã Circuito do Monte da Guia Circuito dos Baleeiros Circuito BTT

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Levada

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Miradouro da Lira; 2. Miradouro de Nossa Senhora da Guia; 3. Jardim Botânico de Pedro Miguel/Charcos de Pedro Miguel; 4. Miradouro do Cabouco; 5. Miradouro da Caldeira; 6. Miradouro da Ribeira das Cabras; 7. Morro de Castelo Branco; 8. Miradouro da Ponta Furada


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Parque Natural do Faial


Pico parque Natural


Vila das Lajes //©PauloHSilva/siaram

A

ilha do Pico é a mais jovem do arquipélago, com

Arriba fóssil de Santo António - São Roque, a Fajã lávica das

aproximadamente 300 000 anos, tendo-se edificado ao longo de

Lajes do Pico, a Gruta das Torres, os Ilhéus da Madalena, o

inúmeras erupções vulcânicas que se estendem até à atualidade.

Lajido de Santa Luzia, a Montanha do Pico, o Planalto da Achada

Na sua paisagem destacam-se como principais estruturas, o

e a Ponta da Ilha.

vulcão em escudo do Topo, que deu início à formação da ilha, o Estratovulcão da Montanha do Pico (o ponto mais alto de

O Parque Natural do Pico é o maior Parque Natural dos Açores,

Portugal e um dos maiores vulcões ativos do Oceano Atlântico,

compreendendo 22 áreas protegidas, num território que abrange

com 2 351m de altitude, que se ergue 3 500m a partir do fundo

cerca de 156km² - correspondentes a 35% da superfície terrestre

do mar) e a cordilheira central, formada por um alinhamento de

da ilha - e 79km² de área de proteção marinha. É constituído por

cerca de 200 vulcões de orientação predominante ONO-ESE.

4 Reservas Naturais, 1 Monumento Natural, 8 Áreas Protegidas

56

Na ilha ocorreram quatro erupções históricas, que originaram

Protegida e 3 Áreas Protegidas de Gestão de Recursos. Engloba

o “mistério da Prainha”, entre 1562 e 1564 (a erupção histórica

ainda diversas áreas classificadas, com particular destaque para

de maior duração nos Açores), o “mistério de Santa Luzia” e o

a Paisagem da Cultura da Vinha do Pico, classificada em 2004

“mistério de São João” em 1718, e o “mistério da Silveira”, em

como Património Mundial da UNESCO, as áreas da Rede Natura

1720. Dada a sua importante geodiversidade, existem na ilha

2000, da convenção RAMSAR e os Geossítios do Geoparque

8 Geossítios prioritários que integram o Geoparque Açores: a

Açores. Estão disponíveis aos seus visitantes, 3 Centros

Paisagem da Ilha do Pico //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural do Pico

para a Gestão de Habitats ou Espécies, 6 Áreas de Paisagem


Uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) //©PauloHSilva/siaram

Paisagem da Ilha do Pico //©PauloHSilva/siaram

Ambientais, com valências e produtos diferenciados, bem como

A paisagem do Parque Natural é extremamente diversificada,

6 percursos pedestres que se desenvolvem na Área de Paisagem

formada por habitats/formações autóctones em bom estado

Protegida da Cultura da Vinha e da Zona Central e na Reserva

de conservação e com populações da maioria das espécies

Natural do Mistério da Prainha.

e subespécies de flora que ocorrem nos Açores (620 e 280 espécies e subespécies de plantas vasculares e de briófitos,

O Parque tem vindo a receber um conjunto de prémios, dado a

respetivamente). Existem 65 espécies e subespécies de

sua singularidade. Em 2010, a Paisagem Vulcânica da ilha do

flora endémicas dos Açores (61 plantas vasculares e 4

Pico foi vencedora do concurso 7 Maravilhas do Portugal, na

briófitos), destacando-se pela sua singularidade a subespécie

categoria Grandes Relevos, que inclui, entre outras estruturas:

Silene uniflora Roth ssp. cratericola (Franco) que ocorre

a Montanha do Pico, a gruta das Torres, os “lajidos”, os cones

unicamente na montanha do Pico. Existem ainda, insectos

vulcânicos e as crateras do planalto central. Em 2010, o

cavernícolas endémicos da ilha, dos quais se destacam três

Parque foi finalista como Destino Nacional do Prémio EDEN.

espécies de escaravelhos, do género Trechus, que ocorrem em

O trilho pedestre da Criação Velha foi considerado um dos oito

simultâneo na Gruta dos Montanheiros.

melhores trilhos do mundo, pela revista inglesa BootsnAll e a BBC Travel referenciou o Pico como uma das cinco melhores

Vista aérea //©PauloHSilva/siaram

Ginja-do-mato (Prunus azorica) //©PauloHSilva/siaram

ilhas secretas do mundo.


CENTROS AMBIENTAIS CASA DA MONTANHA A Casa da Montanha é um ponto de paragem obrigatório na Montanha do Pico. A sua principal função é o registo e controlo das subidas, efetuadas através de um pedido de autorização feito pelos visitantes, de acordo com o regulamento em vigor. Situada no limite máximo onde a estrada nos leva de carro, ela oferece informações sobre a geologia, biologia, história, clima e enquadramento legal da Reserva Natural da Montanha do Pico, quer em painéis informativos, quer em formato de filme, que pode ser visualizado no auditório da casa. A Casa da Montanha é complementada por um bar com vista panorâmica, onde poderá degustar alguns produtos da gastronomia local enquanto recupera do esforço dispendido na subida ou simplesmente escutar a quietude da Natureza e apreciar a magnífica paisagem que abarca toda a costa oeste do Pico e a ilha do Faial.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

16 de outubro a 30 de abril todos os dias: 08h00 - 18h00 1 a 31 de maio e 1 a 15 outubro seg a qui: 08h00 - 20h00 08h00 sex - 20h00 dom: sem interrupção 1 de junho a 30 de setembro todos as dias: 24h

LOCALIZAÇÃO

Caminho Florestal 9, 9950 Madalena GPS: 38º28’13,89”N ; 28º25’35,33”O

CONTATOS

Tlf: 967 303 519 - Email: pnpico.casadamontanha@azores.gov.pt

PREÇOS

Taxa de subida à Montanha C/ empresas de animação turística: 2,50€ Subida autónoma: 10€

COMO CHEGAR

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Imagens da Casa da Montanha //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural do Pico

A casa de apoio à Montanha do Pico, fica situada no sopé da montanha, a 1100m de altitude. Dirija-se ao interior da ilha, seguindo a direção da Madalena e encontrará a estrada de acesso devidamente sinalizada.


Imagens do Centro de Visitantes da Gruta das Torres //©PauloHSilva/siaram

A Gruta das Torres é o maior tubo lávico de Portugal, com uma extensão de 5 150m, fazendo parte da formação dos Lajidos - Gruta das Torres, inserida no Complexo Vulcânico da Montanha. Estima-se que se terá formado há cerca de 1 500 anos durante uma erupção com origem no Cabeço Bravo. O percurso de visitação é absolutamente pioneiro em Portugal, seguindo uma cavidade que permite a preservação quase total da gruta. Desde 2005, a Gruta das Torres já foi visitada por milhares de pessoas e é um exemplo de visitação, preservação e educação do património natural da ilha do Pico e do arquipélago dos Açores. A visita tem início no Centro de Visitantes, onde é feita uma pequena explicação pelo guia, antes de seguir o percurso ao interior da gruta, ao longo de uma extensão de 450m e com a duração aproximada de 1h. Durante este percurso os visitantes experienciam uma visita singular, em formato de expedição, onde lhes é fornecido o equipamento necessário para conhecer a gruta no seu estado natural e onde poderão observar vários tipos de lavas, bem como diversas formações geológicas, das quais podemos destacar diferentes tipos de estalactites e estalagmites lávicas, bancadas laterais, lava balls, paredes estriadas e lavas encordoadas.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 10h30 | 12h00 | 14h00 | 15h30 sáb: 14h30 | 16h00 01 jun a 30 set: 10h30 | 12h00 | 13h30 | 15h00 | 16h30 Realizam-se de acordo com os critérios de segurança. Todas as visitas são guiadas. Aconselha-se marcação prévia. Duração da visita: 60 a 90 minutos Número máximo de pessoas por visita: 15

LOCALIZAÇÃO

Caminho da Gruta das Torres, Criação Velha, 9950 Madalena GPS: 38º29’39,51”N ; 28º30’08,63”O

CONTATOS

Tlf: 924 403 921 - Email: pnpico.grutadastorres@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Completo: 7€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 13€

DESCONTOS

Crianças (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 3,50€ Sénior (+ 65 anos): 3,50€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em parceria: 5,50€

COMO CHEGAR

A Gruta das Torres localiza-se na freguesia da Criação Velha, concelho da Madalena, a 5km desta vila, levando cerca de 10min de automóvel até ao Centro. Siga em direcção à freguesia da Criação Velha e encontrará a respetiva sinalização. 1

Abre nos feriados: sexta-feira Santa; 25 de abril e 1 de maio > 14h00-17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

Parque Natural do Pico

CENTRO DE VISITANTES DA GRUTA DAS TORRES

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CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA PAISAGEM DA CULTURA DA VINHA DA ILHA DO PICO O Centro encontra-se num edifício de características solarengas, situado num dos núcleos mais peculiares da Paisagem Protegida da Cultura da Vinha – Lajido de Santa Luzia. Neste espaço o visitante poderá assistir a um pequeno filme sobre a Paisagem da Cultura da Vinha e recolher informações sobre os valores que a compõem. A ida ao Centro possibilita ainda uma visita guiada aos “currais” de vinha e de figueira, ao interior de um armazém e de um alambique tradicionais, ainda em funcionamento, bem como um percurso ao núcleo do Lajido que permite compreender como o edifício está intimamente associado à cultura da vinha e da figueira. Durante o trajeto, destaca-se ainda a visita aos campos de lava, localmente designados por “lajidos”, onde podemos percorrer os caminhos que a lava trilhou no passado, tendo deixado gravado nas rochas, micro relevos de rara beleza, onde se instalaram posteriormente diversas espécies de flora endémica. Este Centro foi inaugurado a 29 de Junho de 2010, tendo já sido nomeado para um prémio nacional da especialidade. Para além das especificidades desta área classificada, o Centro disponibiliza ainda informações genéricas sobre todas as áreas do Parque Natural.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb | dom: 14h00 - 17h30 encerrado: seg | feriados1 | ter Carnaval | dom Páscoa | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS Por marcação

Duração da visita: 30 a 45 minutos Número máximo de pessoas por visita: 20

LOCALIZAÇÃO

Rua do Lajido de Santa Luzia, 9940-108 São Roque do Pico GPS: 38º33’24,66”N ; 28º25’40,15”O

CONTATOS

Tlf: 292 207 375 - Email: pnpico.culturadavinha@azores.gov.pt

PREÇOS

- Visita ao Centro de Interpretação (inclui degustação de 1 vinho licoroso): 2€ - Bilhete Família (inclui visita ao centro para 2 adultos com crianças até 17 anos + degustação de 2 vinhos): 3 € - Conhecer o Coração do Lajido (inclui visita ao centro + degustação de 1 vinho licoroso + visita guiada ao Lajido de Santa Luzia): - Bilhete Completo: 7€ - Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 10€ - Aromas e Sabores dos Vinhos Brancos (degustação de 4 vinhos brancos)2: 7€ - Aromas e Sabores na Diversidade dos Vinhos (degustação de 4 vinhos: 1 branco, 1 tinto, 1 rosé e 1 licoroso)2: 7€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 aos 17 anos): 50% - Visita ao centro: 1€ - Conhecer o Coração do Lajido: 3,50€ Sénior (> 65 anos): 50% - Visita ao centro: 1,50€ - Conhecer o Coração do Lajido: 3,50€ - Aromas e Sabores: 6€ Cartão-Jovem; Inter-Jovem; Cartão de Estudante; Cartões em parceria: - Visita ao centro: 1,80€ - Conhecer o Coração do Lajido: 5,60€ - Aromas e Sabores: 6,50€

COMO CHEGAR

O Centro localiza-se no núcleo do Lajido de Santa Luzia, junto à costa, freguesia de Santa Luzia, concelho de São Roque do Pico. Fica situado sensivelmente a 11km das vilas de São Roque do Pico e da Madalena. O acesso a partir da Madalena poderá ser feito por duas vias, a Estrada Regional e/ou a estrada junto à costa, bastando depois seguir a sinalização rodoviária com a designação “Lajido”. Enquanto que o acesso a partir de São Roque do Pico, é feito pela Estrada Regional, seguindo a sinalização com a indicação “Lajido”. Do aeroporto ao centro da cidade são 5min.

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// ©PauloHSilva/siaram

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Parque Natural do Pico

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com segundas-feiras


CASA DE APOIO CENTRO DE REABILITAÇÃO DE AVES SELVAGENS DO PICO (CERAS

Imagens do CERAS da Ilha do Pico//©PauloHSilva/siaram

O Centro de Reabilitação de Aves Selvagens do Pico (CERAS) tem como principal objetivo a recuperação de aves selvagens feridas ou debilitadas de modo a devolvê-las à natureza em segurança. O Centro funciona também como ponto de divulgação e sensibilização ambiental da população, alertando para as boas práticas de manuseamento de animais feridos e dando a conhecer a aves da Região bem como as que passam pelo arquipélago. Com marcação prévia poderá efetuar uma visita guiada às instalações do Centro, podendo eventualmente observar as espécies que naquela ocasião se encontrem em recuperação.

LOCALIZAÇÃO

Parque Florestal de Santa Luzia, Estrada Regional, s/n, Santa Luzia 9940 - 128 São Roque GPS: 38º32’31,00’’N ; 28º25’42,66’’O

CONTATOS

Tlf: (+351) 292 644 278 - Email: parque.natural.pico@azores.gov.pt

Partindo da Câmara Municipal da Madalena e contornando o edifício pela direita, percorra cerca de 150m até chegar a uma rotunda na qual deve sair na terceira saída. Siga mais 100m até a um cruzamento na qual deve virar à direita, percorra 500m até a uma rotunda e siga em frente na terceira saída pela Estrada Regional Madalena – São Roque. Prossiga pela estrada por 8km até à sinalização freguesia Santa Luzia e a 400m à direita encontra-se o CERAS, na Reserva Florestal de Santa Luzia.

Parque Natural do Pico

Adega //©PauloHSilva/siaram

COMO CHEGAR

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VINHAS DA CRIAÇÃO VELHA

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Parque Natural do Pico

O percurso tem início junto ao poço de maré no Porto do Calhau, freguesia da Candelária. Este trilho foi distinguido pela revista BootsnAll, em 2010, como sendo um dos 8 trilhos mais singulares do mundo pela diversidade paisagística e cultural que providencia. Trata-se de um trilho que se desenvolve totalmente em paisagem cultural, classificada pela UNESCO como Património Mundial, onde a paisagem rendilhada por muros de pedra negra, áspera e chão de lajido contrasta com o verde viçoso das videiras. Este percurso é riquíssimo em elementos associados à cultura da vinha, como os rolapipas, as relheiras, as casas de abrigo, as adegas e os poços de maré. Na sua parte final, junto a uma antiga casa senhorial, denominada de “Solar dos Salemas”, poderá fazer um pausa, ao som do mar e das aves marinhas, enquanto observa os Ilhéus da Madalena, restos de um vulcão submarino, ex libris da região.

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GPS Início: Porto do Calhau (38º48’50,348”N ; 28º53’89,239”O) Fim: Solar dos Salemas (38º31’16,15”N ; 28º32’15,75”O) Como chegar Seguir pela Estrada Regional em direção ao Monte (Freguesia da Candelária). Próximo do km 97, seguir a indicação “Porto do Calhau”. Inicia-se junto ao poço de maré no Porto do Calhau, freguesia Candelária, concelho da Madalena. Equipamento recomendado

Vinhas da Criação Velha //©PauloHSilva/siaram

TRILHOS PEDESTRES

Extensão 8km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 45m | Alt. Mín. 3m


Paisagem de Santa Luzia //siaram.azores.gov.pt Pormenores de formações basálticas //©PauloHSilva/siaram

Poço típico //©PauloHSilva/siaram Pormenores de formações basálticas //©PauloHSilva/siaram

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O percurso inicia-se na freguesia de Santa Luzia junto à Estrada Regional, desce em direção ao mar atravessando a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha, onde poderá trilhar alguns caminhos centenários outrora utilizados pelos picarotos. Em alguns troços destes antigos caminhos, ainda é possível observar as imponentes marcas gravadas no basalto pelos carros de bois, as “relheiras”, cujo pavimento é a própria rocha natural com pequenas lajes de pedra ladeado por muros altos de alvenaria de pedra seca. Mais a Sul, a partir da igreja de Santa Luzia, o trilho passa a ser circular, entrando num caminho de terra batida que vem desembocar numa canada antiga ladeada por muros de pedra e vegetação densa, que nos traz de volta à referida igreja.

Extensão 10,5km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 330m | Alt. Mín. 3m GPS Início: Santa Luzia (38º54’16,068”N ; 28º41’65,760”O) Fim: Igreja Santa Luzia (38º32’46,58”N ; 28º24’161”O) Como chegar O percurso inicia-se na freguesia de Santa Luzia, concelho de São Roque do Pico, junto à estrada regional (km 10). Equipamento recomendado Parque Natural do Pico

CAMINHOS DE SANTA LUZIA

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Extensão 8,7km Dificuldade Fácil Duração 2h30 Alt. Máx. 180m | Alt. Mín. 3m GPS Início: Vigia da Baleia em Sant’Ana (38º54’51,880”N ; 28º36’47,120”O) Fim: Centro de Interpretação da PCVIP (38º55’69,94”N ; 28º42’78,11”O) Como chegar Seguir em direcão à localidade de Sant’Ana, freguesia de Santo António e aí encontrará a sinalização do trilho.

Parque Natural do Pico

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Formações lávicas //©PauloHSilva/siaram

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Este percurso tem início na vigia da baleia no lugar de Sant’Ana, freguesia de Santo António. É um percurso que atravessa uma localidade rural, junto à costa e em área classificada pela UNESCO como Património Mundial. Percorre os núcleos costeiros de Sant’Ana, Cabrito, Arcos e Lajido, constituídos por adegas, armazéns, ermidas, alambiques, poços de maré, existindo ainda algumas casas senhoriais. Ao longo deste percurso, predominam os campos de lava onde poderão ser observadas diversas formações, como lava encordoada e tumuli. É também marcado por uma extensa malha de muros de pedra, que formam “currais” destinados à cultura da vinha (rectangulares e quadrangulares) e da figueira (semicirculares). No final, recomenda-se a visita ao Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha do Pico, no Lajido de Santa Luzia.

Equipamento recomendado

Formações lávicas //©PauloHSilva/siaram

LAJIDO

Formações lávicas //©PauloHSilva/siaram

SANT’ANA


Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea patriciae) //©WMedeiros

LAGOA DO CAPITÃO [PR13PIC]

Extensão 9,2km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 770m | Alt. Mín. 20m GPS Início: Lagoa do Capitão (38º48’18,210”N ; 28º31”94,170”O) Fim: Convento de São Pedro de Alcântara (38º31’24,50”N ; 28º19’6,36”O) Como chegar Seguir em direção ao Centro da ilha pela Estrada Longitudinal. Junto ao km 21 seguir a indicação da Lagoa do Capitão. Equipamento recomendado

Parque Natural do Pico

Lagoa do Capitão //©PauloHSilva/siaram

Erva-do-capitão (Sanicula azorica) //©PauloHSilva/siaram

O percurso tem início no planalto central do Pico, na Lagoa do Capitão. Ao longo deste percurso é possível observar habitats de várias espécies de flora endémica, muitas delas com estatuto de proteção, destacando-se: o conchelo-do-mato (Platanthera micrantha), a margarida (Bellis azorica) e a erva-do-capitão (Sanicula azorica). Trata-se de um percurso muito interessante, onde para além de se vislumbrar magníficas paisagens, é possivel escutar o canto ou mesmo observar espécies como o canário-da-terra (Serinus canaria), o melro-preto (Turdus merula azorensis), o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti), a estrelinha (Regulus regulus), a toutinegra (Sylvia atricapilla atlantias) e a lavandeira (Motacilla cinerea patriciae).

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Caminho dos Burros //©

CAMINHO DOS BURROS: VERTENTE NORTE

Parque Natural do Pico

[PR2PIC]

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O trilho inicia-se na zona do planalto central. Desenvolve-se numa antiga via de comunicação que servia de ligação entre as populações da costa Norte e costa Sul da ilha. Atravessa a Reserva Natural do Mistério da Prainha, terminando na Baía de Canas. Ao longo deste percurso observam-se paisagens naturais deslumbrantes, recheadas de habitats e espécies de flora e de fauna endémicos e raros com interesse comunitário, destacando-se o trovisco-macho (Euphorbia stygiana), o sanguinho (Frangula azorica), a urze (Erica azorica), a uva-da-serra (Vaccynium cylindraceum), o azevinho (Ilex azorica), o espigo-de-cedro (Arceuthobium azoricum) e o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia). É uma paisagem fortemente marcada por escoadas lávicas emitidas pelos “Cabeços do Mistério” na erupção histórica de 1562-64 (a mais longa erupção histórica dos Açores), onde se destacam estruturas típicas do vulcanismo efusivo.

Extensão 12km Dificuldade Média Duração 3h20 Alt. Máx. 830m | Alt. Mín. 3m GPS Início: Caminho das Lagoas (38º46’23,200”N ; 28º27’63,840”O) Fim: Baía de Canas (38º29’22,15”N ; 28º14’9,54”O) Como chegar Siga na Estrada Transversal e encontrará o entrocamento do caminho das lagoas. Siga-o e encontrará a respectiva sinalização a cerca de 2 400m. Equipamento recomendado


Ponta da ilha //©PauloHSilva/siaram

PONTA DA ILHA

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O percurso tem o seu início no pPorto do Calhau, freguesia da Piedade. É feito na sua grande maioria em caminhos antigos junto à costa, que eram utilizados por pescadores. Atravessa a área da Paisagem Protegida da Cultura da Vinha, terminando no farol, situado no lugar da Manhenha. Num troço deste percurso existe uma zona de nidificação de garajaus (Sterna hirunda e Sterna dougallii), razão pela qual, entre maio e julho, deverá ser efectuado o percurso alternativo que se encontra devidamente assinalado no local. Na parte terminal do percurso, e antes de chegar à Baia da Manhenha, avistará o farol da Ponta da Ilha e, na sua proximidade, um dos mais ricos habitats costeiros no que respeita à diversidade de espécies de flora endémica, a sua maioria com estatuto de proteção, destacando-se o Lotus azoricus e a não-me-esqueças (Myosotis maritima).

Extensão 10km Dificuldade Difícil Duração 3h Alt. Máx. 38m | Alt. Mín. 3m GPS Início: Porto do Calhau (38º43’92,166”N ; 28º05’61,282”O) Fim: Farol da Manhenha (38º24’45,55”N ; 28º15’0,96”O) Como chegar Seguir em direção à freguesia da Piedade, concelho das Lajes do Pico, seguindo o caminho à frente da igreja da Nossa Senhora da Piedade, em direção ao Calhau.

Garajau-comum (Sterna hirundo) //©PauloHSilva/siaram

Não-me-esqueças (Myosotis maritima) //©PauloHSilva/siaram

Garajau-rosado (Sterna dougallii ) //©PauloHSilva/siaram

Equipamento recomendado


MONTANHA DO PICO ACESSO CONDICIONADO

A Montanha do Pico constitui o ponto mais alto de Portugal, com 2 351m de altitude. Atualmente classificada como Reserva Natural, trata-se de uma das mais antigas áreas protegidas de Portugal, criada em 1972, como Reserva Integral. Embora não seja uma escalada técnica, é de grau de dificuldade elevado. Ao longo do percurso é possível observar habitats naturais com raros endemismos, sendo a Montanha do Pico o único local dos Açores que comporta habitats alpinos e sub-alpinos sujeitos a depósitos de neve prolongados e diversas formações geológicas de grande importância, entre as quais, depósitos piroclásticos, lava toes, algares e túneis lávicos, hornitos, driblet-cones, plagioclase em roseta e lavas em tripa. Aos 2 050m de altitude encontra-se uma cratera fóssil e, no cume, uma cratera-poço, o cone lávico do Piquinho e uma fissura eruptiva. Realça-se ainda a presença do bremim-da-montanha (Silene uniflora ssp. cratericola), uma sub-espécie endémica que só existe na cratera da Montanha do Pico. Acresce ainda, uma visão esplendorosa oferecida ao longo da subida e que atinge o seu êxtase no cimo da montanha. De acordo com o Regulamento de Acesso à Montanha do Pico, os visitantes poderão realizar este percurso de duas formas: autónoma ou através de um serviço prestado por empresas de atividades turísticas. Para obter autorização de subida à montanha, deverá dirigir-se à Casa da Montanha (consultar horário do centro); à sede do Parque Natural do Pico, situada na rua do Lajido, Santa Luzia, ou a qualquer momento, através do preenchimento de formulário no portal do Governo Regional (www.azores.gov.pt).

Extensão 7,6km (3,8km desde a base até o cume) Dificuldade Difícil Duração 7h Alt. Máx. 2351m | Alt. Mín. 1 230m GPS Início: Casa da Montanha (38º28’13,89”N ; 28º25’35,33”O) Fim: Casa da Montanha (38º28’13,89”N ; 28º25’35,33”O) Como chegar Seguir em direção ao centro da ilha pela Estrada Longitudinal. Entre o km 12 e 13 seguir a indicação da Reserva Natural da Montanha do Pico até à Casa da Montanha.

Parque Natural do Pico

Montanha do Pico //©PauloHSilva/siaram

Equipamento recomendado

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Vista do miradouro do Pico da Urze // PNPico

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS MOINHO DO FRADE É o miradouro de excelência do Lajido da Criação Velha. Oferece uma vista panorâmica para o rendilhado dos “currais” da Paisagem da Cultura da Vinha, classificada pela UNESCO como Património Mundial. Esta magnífica paisagem, de características ímpares marcada pela negridão das pedras de basalto é sempre bela. De inverno, pode sentir-se a ressalga do mar; nos dias de tempestade e de verão é possível contemplar a paisagem salpicada pelo verde das folhas das videiras. Deste local, ainda se pode observar o canal Pico – Faial e a Montanha do Pico. GPS: 38º51’42,35”N ; 28º53’40,85”O

LAGOA DO CAPITÃO Nesta lagoa, com acesso a partir da Estrada Longitudinal e a partir do cabeço dos Piquinhos obtém-se uma vista panorâmica da vila de São Roque do Pico, da encosta norte da ilha, da Montanha do Pico, muitas vezes espelhada nas águas calmas da lagoa, e do canal Pico – São Jorge. GPS: 38º48’68,18”N ; 28º31’83,21”O

MIRADOURO DO CORRE ÁGUA

Parque Natural do Pico

MIRADOURO DO PICO DA URZE

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Localizado a 899m de altitude, no coração da ilha do Pico, é um verdadeiro miradouro natural, que presenteia os seus visitantes com uma visão grandiosa de 360º sobre quase toda a ilha. Daqui, aprecia-se a Montanha do Pico, o planalto central, o Mistério da Prainha, o Vulcão do Topo e um rendilhado de pastagens seminaturais com mosaicos de vegetação que servem de abrigo para o gado que lá pastoreia. Podemos ainda observar, na zona central deste vulcão, a sua cratera, que se encontra revestida com diversas espécies de flora endémica. GPS: 38º45’36,15”N ; 28º35’03,20”O

Vista do miradouro do Corre Água // PNPico

Moinho do Frade // PNPico

Localiza-se na encosta norte na Estrada Transversal (liga São Roque a Lajes do Pico). Deste miradouro, com uma vista deslubrante, observa-se a vila de São Roque, o Mistério da Prainha, o canal Pico - São Jorge e ainda parte da Montanha do Pico. GPS: 38º48’22,48”N ; 28º29’0,883”O

MIRADOURO DE SÃO MIGUEL ARCANJO Situa-se na Estrada Regional, no lugar de São Miguel Arcanjo, freguesia de São Roque. Daqui, observa-se uma vista panorâmica da costa noroeste da ilha, compreendendo a vila, o cais comercial e a baía de São Roque. GPS: 38º50’30,87”N ; 28º28’56,12”O


MIRADOURO DA RESERVA FLORESTAL DE RECREIO DA PRAINHA

MIRADOURO DA MEIA ENCOSTA

Vista do miradouro da Meia Encosta // PNPico

Situa-se no caminho denominado de “Meia Encosta”, que se desenvolve do planalto central em direção à freguesia da Prainha, na encosta norte da ilha. Deste miradouro contempla-se uma paisagem extensa de grande beleza, que abrange as freguesias Santo Amaro e Prainha até à ilha de São Jorge. GPS: 38º44’55,21”N ; 28º19’88,89”O

Vista do miradouro do Alto dos Cedros // PNPico

Miradouro da Reserva Florestal de Recreio da Prainha // PNPico

Situado na Reserva Florestal de Recreio da Prainha, transmite uma vista ampla que se estende sobre o mar abrangendo Baía de Canas, Ponta do Mistério até à ilha de São Jorge. Daqui é possível observar a Paisagem Protegida da Cultura da Vinha “Ponta do Mistério”, com os seus currais de vinha escondidos sob a densa vegetação. Este espaço acolhe a maior colónia de gaivotas da ilha do Pico e é também uma zona de nidificação do cagarro ( Calonectris diomedea borealis). GPS: 38º49’10,81”N ; 28º24’83,63”O

MIRADOURO DO ALTO DOS CEDROS Localizado na freguesia da Ribeirinha, num antigo caminho de acesso a zonas de vinha, situadas em falésia, este miradouro está integrado num trilho pedestre da responsabilidade do município das Lajes do Pico, oferecendo uma vista panorâmica muito peculiar para diversas fajãs lávicas existentes nesta costa Norte da ilha. GPS: 38º44’68,89”N ; 28º10’56,33”O

MIRADOURO DO CABEÇO DA HERA Situado no Cabeço de Hera, próximo do Parque Matos Souto, na freguesia da Piedade, trata-se de um local previlegiado para observar a paisagem da parte oriental da ilha. Neste local é possível observar algumas das áreas que integram a Rede Natura 2000 da Ponta da Ilha e que fazem parte do Parque Natural do Pico, a formação rochosa do castelete da Piedade, o canal Pico – São Jorge, parte da freguesia da Piedade e com condições meteorológicas favoráveis, a ilha Terceira. GPS: 38º41’88,46”N ; 28º05’04,86”O

MIRADOURO DO ARRIFE Situa-se junto à Estrada Regional, na Ponta do Arrife, freguesia das Ribeiras. Oferece uma vista bastante ampla da costa Sul da ilha, entre as freguesias de Ribeiras e Calheta de Nesquim, bem como a Norte, o vulcão do Topo, o vulcão mais antigo da ilha. GPS: 38º38’91,31”N ; 28º22’18,42”O

Parque Natural do Pico

Localiza-se na zona nordeste da ilha, na freguesia da Ribeirinha, no ponto mais alto da falésia, a 415m de altitude. Oferece aos visitantes uma vista panorâmica para ilha de São Jorge e para o canal Pico – São Jorge. Com condições meteorológicas favoráveis, é possível observar a ilha Terceira, a Nordeste da ilha de São Jorge e a montanha da ilha do Pico, a Oeste deste miradouro. GPS: 38º44’52,93”N ; 28º11’90,16”O

Vista do miradouro do Arrife // PNPico

MIRADOURO DA TERRA ALTA

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Parque Natural do Pico


FAROL

FREGUESIAS

PORTO DE PESCA

VÉRTICE GEODÉSICO (mt)

PARQUE FLORESTAL

ESTRADAS PRINCIPAIS

PARQUE DE CAMPISMO

ÁREA TERRESTRE DO PARQUE

HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE

ÁREA MARINHA DO PARQUE

AEROPORTO/AERÓDROMO

CENTROS AMBIENTAIS 1. Casa da Montanha 2. Centro de Visitantes da Gruta das Torres 3. Centro de Interpretação da Paisagem da Cultura da Vinha da Ilha do Pico TRILHOS PEDESTRES Vinhas da Criação Velha Caminhos de Santa Luzia Santana - Lajido Lagoa do Capitão Caminho dos Burros: Vertente Norte Ponta da Ilha Montanha do Pico ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Ponta do Pico 2. Moínho do Frade 3. Miradouro do Pico da Urze 4. Lagoa do Capitão 5. Miradouro do Corre Água 6. Miradouro de São Miguel Arcanjo 7. Miradouro da Reserva Florestal de Recreio da Prainha 8. Miradouro da Meia Encosta 9. Miradouro da Terra Alta 10. Miradouro do Alto dos Cedros 11. Miradouro do Cabeço da Hera 12. Miradouro do Arrife

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Vista para a Montanha do Pico //©PauloHSilva/siaram

VILA/CIDADE

Parque Natural do Pico

ZONA BALNEAR


SĂŁo Jorge parque Natural


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Parque Natural de São Jorge

Briófitos //©PauloHSilva/siaram

Briófitos //©PauloHSilva/siaram


Fajã dos Cubres //©PauloHSilva/siaram

alongada da ilha com inúmeros picos alinhados. Ao contrário das restantes ilhas açorianas, a singularidade da sua orla costeira é atribuída às peculiares fajãs. O Parque Natural de São Jorge foi criado em 2011, para proteger

//©PauloHSilva/siaram

São Jorge resultou da atividade vulcânica fissural, daí a forma

o legado natural da ilha, compreendendo cerca de 15% do seu território total. Estas áreas encontram-se classificadas segundo Trilho para a Fajã do Mero //©PauloHSilva/siaram

quatro categorias da IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza) e integram pontos importantes de interpretação e contemplação. O Parque apresenta grandes potencialidades como impulsor de promoção do destino São Jorge. Assim, para além dos aspetos de conservação da natureza, tem por objetivo a promoção da excelência em matéria de turismo, nomeadamente com a criação de atrativos, condições de visitação e contemplação das áreas de maior interesse para o ecoturismo e turismo rural, com destaque para as fajãs e trilhos pedestres. Foram classificados 8 geossítios na ilha, estando 6 inseridos na área do Parque Natural: Cordilheira Vulcânica Central; Morro de Velas e Morro de Lemos; Fajã dos da Urzelina; e Ponta e Ilhéu do Topo. A biodiversidade e geodiversidade de São Jorge são um património único em todo o mundo. Cerca de 54 espécies endémicas dos Açores encontram-se distribuídas ao longo da ilha,

//©PauloHSilva/siaram

Cubres e da Caldeira do Santo Cristo; Ponta dos Rosais; Mistério

como as comunidades de cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), de urze (Erica azorica) e de louro-da-terra (Laurus azorica). No que se refere aos artrópodes que aqui se encontram, pode-se destacar as seguintes espécies endémicas: cigarrinha-das-árvores (Cixius endémicos; aranha (Cheiracanthium jorgeense), que se encontra associada à copa do louro-da-terra (Laurus azorica) e do azevinho (Ilex perado azorica); e o carocho-cavernícola (Trechus jorgensis).

Myosotella myosotis //©PauloHSilva/siaram

Percevejo (Megamelodes quadrimaculatus) //©PauloHSilva/siaram

//©PauloHSilva/siaram

azopifajo azojo), comum na copa das várias árvores e arbustos


CENTROS AMBIENTAIS CASA DO PARQUE DE SÃO JORGE A Casa do Parque de São Jorge foi implementada pelo Parque Natural com o objetivo de promover as diferentes valências da ilha. Na receção/loja pode adquirir diversas lembranças e visualizar um vídeo promocional do Parque. Na sua sala principal vai encontrar a exposição permanente referente ao Parque: “Tesouros do Parque”, composta por um mapa da ilha com a identificação das suas diferentes áreas classificadas pela IUCN, fotografias referentes a cada uma e a localização dos três trilhos classificados pertencentes ao Parque Natural. Encontrará também um espaço infantil equipado com jogos didáticos relativos aos Açores e à educação ambiental. Dispostos pela sala estão painéis informativos sobre a geologia, a biodiversidade e património da ilha, o Parque Natural e a génese do Ecomuseu da Ilha de São Jorge. Dê uma atenção especial à mancha gráfica e barra final dos painéis, encontrando aí alusões aos diferentes motivos utilizados nas colchas tradicionais tecidas em São Jorge. Pode ainda complementar o seu conhecimento olhando para o “tronco” que contém plantas endémicas identificadas. Poderá também desfrutar da área multimédia que lhe fornece informações sobre as zonas RAMSAR e sons da natureza. No seguimento, encontra uma exposição de fotografias a preto e branco das Áreas Protegidas da ilha de São Jorge da autoria de Paulo Henrique Silva. Termine a sua visita no auditório, visualizando o documentário. Pontualmente, teremos disponíveis exposições temporárias e workshops. SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS Por marcação

Duração da visita: 45 a 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 12

LOCALIZAÇÃO

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Interior da Casa do Parque de São Jorge //PNSãoJorge

Parque Natural de São Jorge

Estrada Regional - Norte Grande, 9800-132 Velas GPS: 38º40’12,853’’N ; 28º03’34,502’’O

CONTATOS

Tlf: 295 417 018 / 295 403 860 - Email: pnsjorge.casadoparque@azores.gov.pt

PREÇOS

Entrada gratuita

COMO CHEGAR

De qualquer veículo motorizado ou a pé, no inicio da descida para a Fajã do Ouvidor no Norte Grande. Fica a 17km da Vila de Velas.

¹Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se estes dias coincidem com domingos ou segundas-feiras.


CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA FAJÃ DA CALDEIRA DE SANTO CRISTO O Centro de Interpretação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo foi concebido de modo a disponibilizar ferramentas que permitam ao visitante conhecer a história geológica, biológica e humana das fajãs de São Jorge e, em especial, das Fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres. O Centro resulta da reconstrução de uma antiga habitação e a respetiva casa de apoio, mantendo a fachada original tradicional. O edifício principal é composto pelo rés-do-chão, onde se encontra a área de receção, e no primeiro piso, a sala de exposição. Na área de receção poderá adquirir o bilhete de acesso ao espaço de exposição, bem como comprar recordações relacionadas com o património natural, pesquisar informação técnica no quiosque multimédia, desfrutar de uma área de descanso, ou ver o espaço onde se recria um antigo forno, decorado com réplicas de utensílios e com uma pequena descrição. Na sala de exposição, o visitante faz uma viagem no tempo, desde a formação das fajãs até aos dias de hoje, passando por diversas áreas. Neste espaço poderá visualizar diversos documentários relativos à Fajã da Caldeira de Santo Cristo ou outros de carácter etnográfico. Outra forma de percorrer o Parque Natural e compreender a estreita relação entre a geodiversidade e a biodiversidade da ilha, é conjugar a visita ao Centro à visita de trilhos e miradouros, observando a rica paisagem. SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 30 de novembro e 01 de abril a 31 de maio sáb | dom: 10h00 - 12h00 | 13h00 - 16h00 encerrado: seg a sex | feriados | dom Páscoa 01 de dezembro a 31 de março sáb: 10h00 - 12h00 | 13h00 - 16h00 encerrado: dom a sex | feriados | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro qua a dom | feriados: 10h00 - 12h00 | 13h00 - 16h00 encerrado: seg | ter

VISITAS GUIADAS Por marcação

LOCALIZAÇÃO

Caldeira de Santo Cristo, 9850 Calheta GPS: 38º37’26,644’’N ; 27º55’48,266’’O

CONTATOS

Tlf: 295 403 860 - Email: pnsjorge.fajasantocristo@azores.gov.pt

PREÇOS2

Bilhete Completo: 2,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 4€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,25€ Sénior (+ 65 anos): 1,25€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2€

COMO CHEGAR

A pé, a partir do trilho Serra do Topo ou pela Fajã dos Cubres.

Parque Natural de São Jorge

Interior do Centro de Interpretação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo //©PauloHSilva/siaram

Duração da visita: 45 a 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 15

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TRILHOS PEDESTRES PICO DO PEDRO

PICO DA ESPERANÇA

FAJÃ DO OUVIDOR

[PR4SJO]

O percurso pedestre inicia-se na base do Pico do Pedro, num caminho de terra batida. Durante o percurso poderá observar uma grande diversidade de flora, como a malfurada (Hypericum foliosum), a tolpis (Tolpis azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), o sanguinho (Frangula azorica) ou o azevinho (Ilex perado). A cerca de 5km do ponto inicial irá encontrar o Pico do Carvão, que apresenta uma cratera no seu interior, e a seguir o Morro Pelado, onde, caso se faça acompanhar por um guia especializado, poderá conhecer as grutas do Algar do Montoso. Continuando o trilho é possível observar o ponto mais alto da ilha, com 1 053 metros, o Pico da Esperança. Neste local poderá fazer um desvio e subir o pico onde, em dias de pouca nebulosidade, é possível observar as ilhas vizinhas do lado Norte (Graciosa e Terceira) e do lado Sul (Pico e Faial) e a cordilheira vulcânica central, classificada pelo Geoparque Açores como um dos geossítios de São Jorge. Se optar por contornar a cratera poderá observar a sua lagoa, sendo necessário algum cuidado devido ao piso acidentado. Continuando a descida irá passar por grandes manchas de cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) e de urze (Erica azorica), bem como por uma grande diversidade de fauna e flora. Prosseguindo a descida chega à freguesia do Norte Grande onde pode visitar a Casa do Parque e Ecomuseu da Ilha de São Jorge. Continue a descida até ao miradouro da Fajã do Ouvidor, onde vai poder observar a bonita vista panorâmica da Fajã, uma das maiores da ilha, de formação lávica e com habitantes permanentes. O trilho termina ao chegar à Fajã do Ouvidor, onde poderá relaxar e banhar-se nas maravilhosas poças de água cristalina.

Extensão 17km Dificuldade Média Duração 4h Alt. Máx. 1013m | Alt. Mín. 50m GPS Início: Pico do Pedro (38º40’05,816’’N ; 28º07’05,268’’O) Fim: Fajã do Ouvidor (38º40’34,280’’N ; 28º03’11,062’’O) Como chegar Inicia-se na Estrada Transversal entre a Urzelina e Santo António. É possível ir até ao ponto inicial de veículo motorizado ou a pé.

Parque Natural de São Jorge

Equipamento recomendado

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NORTE PEQUENO [PR6SJO]

Azevinho (Ilex azorica) //©PauloHSilva/siaram

Pico da Esperança //PNSãoJorge

O percurso pedestre circular do Norte Pequeno inicia-se junto à Fábrica de Laticínios, seguindo por um caminho secundário à Estrada Regional. Durante o percurso, poderá observar uma grande diversidade de flora, como as margaridas (Bellis azorica), a criptoméria (Criptomeria japonica), a uva-daserra (Vaccinium cylindraceum), a vidália (Azorina vidalii) ou o azevinho (Ilex perado azorica). Na descida encontra um miradouro, onde poderá avistar algumas das fajãs do Norte: Mero, Penedia e Pontas, assim como as ilhas vizinhas Graciosa e Terceira. Durante toda a descida, é frequente observar diversos cursos de água, que propiciam o desenvolvimento da cultura do inhame, tubérculo que supria a falta do pão e é hoje considerado um produto de gastronomia tradicional. Também poderá visualizar diversos fios que eram utilizados para transportar, da encosta, lenha e alimento para os animais. Na Fajã do Mero pode observar diferentes culturas e arquitetura tradicional, para depois seguir o percurso em direção à Fajã da Penedia. Antes de lá chegar, vai atravessar uma ribeira, por vezes seca no Verão. Na Fajã da Penedia poderá passear e contemplar a paisagem, culturas, casas tradicionais e pontos de interesse patrimonial, como o chafariz e a Ermida de Santa Filomena. O percurso segue pelo centro da freguesia, onde poderá visualizar a realidade do meio rural presente nesta freguesia, através da observação de diferentes culturas e trabalhos, terminando junto ao ponto inicial.

n

Extensão 11km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 480m | Alt. Mín. 0m GPS Início: Fábrica de Laticínios do Norte Pequeno (38º38’45,869’’N ; 28º00’21,163’’O) Fim: Fábrica de Laticínios do Norte Pequeno (38º38’45,869’’N ; 28º00’21,163’’O) Como chegar Inicia-se junto à Fábrica de Laticinios do Norte Pequeno. É possível ir até ao ponto inicial de veículo motorizado ou a pé.

Parque Natural de São Jorge

Margaridas (Bellis azorica) //©PauloHSilva/siaram

Norte Pequeno //PNSãoJorge

Equipamento recomendado

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SERRA DO TOPO [PR1SJO]

FAJÃ DA CALDEIRA DE SANTO CRISTO

O início do trilho localiza-se na zona nordeste do Parque Eólico da Serra do Topo. No início da descida existe um miradouro onde pode parar e vislumbrar a paisagem, que tem como pano de fundo a inclinada encosta e, na maioria das vezes, a ilha Graciosa. Ao longo do percurso poderá encontrar diversas espécies de aves como o tentilhão (Fringilla coelebs moreletti), a estrelinha (Regulus regulus), o melro-preto (Turdus merula azorensis) ou o milhafre (Buteo buteo rothschildi). Quanto à flora, são inúmeros os exemplares de feto-pente (Blechnum spicant), malfurada (Hipericum foliosum), tolpis (Tolpis azorica), uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum), urze (Erica azorica), cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), sanguinho (Frangula azorica) e pau-branco (Picconia azorica). Na descida irá passar por uma furna, local que servia de abrigo para os trabalhadores das terras próximas contra as intempéries, e por uma vibrante cascata. A Fajã da Caldeira do Santo Cristo é um local místico, com interesse cultural e paisagístico, onde pode desfrutar de um perfeito descanso. Aqui poderá visitar o Centro de Interpretação da Fajã da Caldeira do Santo Cristo, onde encontra diversa informação relativa à própria fajã, tal como a sua biodiversidade e vivências. Para complementar o conhecimento adquirido, passeie pela fajã e observe ao seu redor. Conseguirá observar espécies de fauna marinha como o garajau-comum (Sterna hirundo), o garajau-rosado (Sterna dougalli) e, por vezes, é possível observar espécies migratórias como o maçarico-galelo (Numenius phaeopus), a garça-real (Ardea cinerea) e a garça-branca-pequena (Egretta garzetta). Na lagoa pode encontrar as famosas amêijoas (Ruditapes decussatus) consideradas um aprazível prato da gastronomia local. Após gozar da luxuriante paisagem, siga o trilho até à Fajã dos Tijolos, onde poderá encontrar um poço de maré (usado para retirar a água trazida pelas marés altas). Continue o trilho até à Fajã do Belo, cujo nome foi atribuído devido ao seu dono, Diogo Nunes Belo, uma pessoa ilustre do século XVII. O trilho termina na Fajã dos Cubres, onde poderá desfrutar da lagoa ali existente e observar algumas espécies de aves marinhas e migratórias, bem como a flora envolvente. O nome desta fajã, Cubres, deve-se à presença da flor cubres (Solidago sempervirens) que se encontra facilmente neste local.

Extensão 10km Dificuldade Média Duração 2h30 Alt. Máx. 690m | Alt. Mín. 45m GPS Início: Serra do Topo (38º35’51,192’’N ; 27º55’37,157’’O) Fim: Fajã dos Cubres (38º38’24,243’’N ; 27º57’47,998’’O) Como chegar Inicia-se junto ao Parque Eólico da Serra do Topo. É possível ir até ao ponto inicial de veículo motorizado ou a pé.

Parque Natural de São Jorge

Equipamento recomendado

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FAJÃ DOS CUBRES


Tentilhão (Fringilla coelebs moreletti) //©PauloHSilva/siaram

Vista para Fajã dos Cubres //©PauloHSilva/siaram

Amêijoa (Ruditapes decussatus) //©PauloHSilva/siaram

Erva-leiteira (Euphorbia azorica) //©PauloHSilva/siaram

Charcos na Fajã dos Cubres //©PauloHSilva/siaram

Cascata na Fajã da Caldeira de Santo Cristo //©PauloHSilva/siaram


FAJÃS DE SÃO JORGE

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Casas típicas das fajãs //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural de São Jorge

As fajãs podem ser detríticas ou de talude, como é o caso das Fajãs dos Cubres e da Caldeira de Santo Cristo, ou lávicas como a Fajã do Ouvidor. As fajãs detríticas ou de talude resultam da ocorrência de movimentos de massa provenientes das altas encostas, enquanto que as fajãs lávicas resultam de uma escoada lávica que avança sobre o mar, espraiando-se na base da arriba. O número de fajãs existentes não está consensualmente contabilizado, contudo é possível identificar inúmeras ao longo da costa jorgense, sendo a sua maioria na costa Norte, onde as suas falésias são mais íngremes. Os sistemas lagunares presentes em cada uma destas fajãs constituem exemplos únicos no arquipélago e na região biogeográfica da Macaronésia. Possuem grande importância ecológica e interesse de conservação devido à diversidade biológica e à existência de habitats protegidos. A ocupação humana nas fajãs impôs-se desde o início do povoamento, principalmente nas fajãs de maior dimensão da costa Sul, devido ao facto destas zonas oferecerem solos extremamente férteis e possuírem condições climáticas favoráveis para a permanência humana e para o cultivo de árvores frutíferas e produtos hortículas, como a vinha, o inhame ou o milho.

As fajãs correspondem a plataforma de albergar construções e culturas. A terramotos, ora por escoadas lávicas


Serra de São Jorge //©PauloHSilva/siaram

as litorais, existentes na base das imponentes arribas e são suscetíveis A sua origem deriva, ora do desabamento das arribas, provocado por s.

Abaixo, encontra uma listagem das fajãs de São Jorge, categorizadas pelas freguesias onde se encontram: ROSAIS: Fajã Mata Sete, Fajã Fernando Afonso, Fajã do Pedregalo, Fajã Amaro da Cunha, Fajã da Erida, Fajã Maria Pereira, Fajã do Boi, Fajã de João Dias, Fajã do Centeio, Fajã do Valado, Fajã das Feteiras VELAS: Fajã de Entre Poios, Fajã Pelada, Fajã Cerrado das Silvas, Fajã da Choupana, Fajã do Lemos. MANADAS: Fajã das Almas, Fajã do Negro SANTO AMARO: Fajã do Canto, Fajã Vereda Vermelha, Fajã de Vasco Martins, Fajã Rasa, Fajã de Manuel Teixeira, Fajã das Fajanetas, Fajã da Ponta Furada, Fajã da Queimada NORTE GRANDE: Fajã Rasa, Fajã do Caminho do Meio, Fajã da Ponta Nova, Fajã de Além, Fajã da Fajãnzinha, Fajã do Ouvidor, Fajã Isabel Pereira, Fajã da Ribeira da Areia, Fajã Chã NORTE PEQUENO: Fajã dos Azevinhos, Fajã do Mero, Fajã da Abelheira, Fajã das Funduras, Fajã da Penedia, Fajã das Pontas, Fajã da Neca, Fajã da Betesga RIBEIRA SECA: Fajã dos Cubres, Fajã do Belo, Fajã dos Tijolos, Fajã de Santo Cristo, Fajã da Caldeira de Cima, Fajã Redonda, Fajã Sanguinhal, Fajã de Entre Ribeiras, Fajã de Além, Fajã do Ginjal, Fajã das Barreiras, Fajã do Cavalete, Fajã dos Bodes, Fajã da Fonte do Nicalau, Fajã dos Vimes, Fajã da Fragueira

SANTO ANTÃO: Fajã do Castelhano, Fajã do Salto Verde, Fajã do Norte das Fajãs, Fajã da Ribeira Funda, Fajã do Norte Estreito, Fajã do Nortezinho, Fajã do Labaçal, Fajã ou Rocha da Coqueira, Fajã do Cruzal, Fajã do Cardoso, Fajã da Saramagueira, Fajã de São João TOPO: Fajã dos Cubres, Fajã das Cubas ou Baleia, Fajã da Fajãzinha Parque Natural de São Jorge

Casas típicas das fajãs //©PauloHSilva/siaram

CALHETA: Fajã Grande

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ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS MIRADOURO DA VIGIA DA BALEIA

MIRADOURO PARA A BAÍA DE ENTRE MORROS Neste ponto é possível visualizar a formação geológica do Morro de Lemos e do Morro Grande, local também de extrema importância para a nidificação de algumas aves, nomeadamente do cagarro (Calonectris diomedea borealis). GPS: 38°41’317”N ; 28°12’823”O

Vista do miradouro para a Baía de Entre Morros //PNSãoJorge

Deste miradouro, é possível contemplar toda a Área Protegida, o Farol de Rosais, bem como as ilhas Graciosa, Faial e Pico. GPS: 38°45’08,2”N ; 28°18’31,6”O

Vista do miradouro da Vigia da Baleia //PNSãoJorge

MIRADOURO DAS VELAS Este miradouro está localizado sobre a íngreme falésia da costa das Velas e em confrontação com a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa das Velas. Esta zona é de extrema importância, pois muitas espécies de aves marinhas nidificam nas altas encostas, como o cagarro (Calonectris diomedea borealis) e o garajau-comum (Sterna hirundo). Relativamente à flora, é possível visualizar daqui exemplares de faia-da-terra (Morella faya), de urze (Erica azorica) e de pau-branco (Picconia azorica). GPS: 38°40’849”N ; 28°11’843”O

MIRADOURO FERNANDO AFONSO

Parque Natural de São Jorge

MIRADOURO DO PICO DA VELHA

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Daqui é possível observar toda a costa da Área Protegida para a Gestão de Recursos de Entre Morros. GPS: 38°43’848”N ; 28°15’758”O

Vista do Miradouro das Velas //PNSãoJorge

A partir deste miradouro é possível admirar a costa Noroeste, a ingreme falésia, sua fauna e flora. GPS: 38º44’26,72”N ; 28º15’49,77”O


Vista do miradouro da Queimada //PNSãoJorge

Este miradouro insere-se na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa das Velas e apresenta uma maravilhosa vista sobre a Vila de Velas e a sua íngreme encosta. GPS: 38°40’381”N ; 28°11’672”O

MIRADOURO DO PICO DA ESPERANÇA O Pico da Esperança é o ponto mais alto da ilha, com cerca de 1 053m, e localiza-se na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Pico da Esperança e Planalto Central. Deste miradouro é possível observar, com condições meteorológicas favoráveis, o alinhamento de cones vulcânicos, bem como as quatro ilhas vizinhas: a Norte, Terceira e Graciosa; a Sul, Pico e Faial. Este local é um habitat privilegiado para a fauna, como a narceja-comum (Gallinago galinago gallinago), e para a flora endémica, tal como a Tolpis azorica, a malfurada (Hyperium foliosum) e a cabaceira (Pericallis malviflora). GPS: 38°38’36,6”N ; 28°04’36,6”O

MIRADOURO DA FAJÃ DAS ALMAS É um miradouro de excelência para vislumbrar a Fajã das Almas e a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da mesma. Nesta área encontram-se exemplares de avifauna marinha, como é o caso do garajau-rosado (Sterna dougallii), e do cagarro (Calonectris diomedea borealis), e de flora, como a urze (Erica azorica) e a faia-da-terra (Morella faya). GPS: 38°37’074”N ; 28°04’922”O

Vista do miradouro Fajã das Almas //PNSãoJorge

MIRADOURO DA QUEIMADA

MIRADOUROS DA FAJÃ DOS CUBRES Na descida para a Fajã dos Cubres, fajã que se insere na Área de Paisagem Protegida das Fajãs do Norte, encontramse dois miradouros. Um no início da encosta, onde é possível contemplar as Fajãs dos Cubres, da Caldeira de Santo Cristo e do Belo, e um segundo miradouro a meio da encosta, de onde é possível observar toda a área da Fajã dos Cubres. GPS: 38°38’845”N ; 27°59’291”O / 38°38’507”N ; 27°58’541”O

MIRADOURO DA PONTINHA DO TOPO

Parque Natural de São Jorge

Vista do miradouro do Topo //PNSãoJorge

Vista do miradouro do Pico da Esperança //PNSãoJorge

Este miradouro insere-se na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa do Topo e localiza-se na Pontinha do Topo. É possível contemplar a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Ilhéu do Topo e a Área Protegida de Gestão de Recursos da Costa Nordeste. É uma área que apresenta uma grande diversidade de aves marinhas como o garajau-comum (Sterna hirundo) e o cagarro (Calonectris diomedea borealis). Quanto à flora, encontram-se exemplares de bracel-da-rocha (Festuca petraea). GPS: 38°32’887”N ; 27°45’172”O

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Parque Natural de São Jorge


FAROL

FREGUESIAS

PORTO DE PESCA

VÉRTICE GEODÉSICO (mt)

PARQUE FLORESTAL

ESTRADAS PRINCIPAIS

PARQUE DE CAMPISMO

ÁREA TERRESTRE DO PARQUE

HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE

ÁREA MARINHA DO PARQUE

AEROPORTO/AERÓDROMO

CENTROS AMBIENTAIS 1. Casa do Parque de São Jorge 2. Centro de Interpretação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo TRILHOS PEDESTRES Pico do Pedro - Pico da Esperança - Fajã do Ouvidor Norte Pequeno Serra do Topo - Fajã da Caldeira de Santo Cristo - Fajã dos Cubres ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Miradouro da Vigia da Baleira 2. Miradouro Fernando Afonso 3. Miradouro do Pico da Velha 4. Miradouro para a Baía de Entre Morros 5. Miradouro das Velas 6. Miradouro da Queimada 7. Miradouro do Pico da Esperança 8. Miradouro da Fajã das Almas 9. Miradouro da Fajã dos Cubres 10. Miradouro do Topo

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Vista da Ilha de São Jorge //©PauloHSilva/siaram

VILA/CIDADE

Parque Natural de São Jorge

ZONA BALNEAR


Graciosa parque Natural


Parque Natural da Graciosa

Paínho-de-Monteiro (Oceanodroma monteiroi)//©PauloHSilva/siaram

Paisagem de vinhas //©PauloHSilva/siaram

92 Formação rochosa //©PauloHSilva/siaram

Vila de Santa Cruz da Graciosa //©PauloHSilva/siaram

Vidália (Azorina vidalii) //©PauloHSilva/siaram


do grupo central, se evidenciou pelo seu suave e baixo relevo. Por essa razão, é igualmente a que denota a menor pluviosidade do arquipélago. Os valores paisagísticos, geológicos, ambientais e culturais da Graciosa são singulares, como por exemplo, a furna do Enxofre, que ostenta a maior cúpula vulcânica da Europa,

Furna d’Água //©PauloHSilva/siaram

Desde sempre, a mais pequena e setentrional das cinco ilhas

e o ilhéu da Praia, onde nidifica a mais importante e diversificada colónia de aves marinhas dos Açores. Esses méritos fizeram que, em 2007, a ilha passasse a integrar a Rede Mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO e que, em 2008, fosse criado o Parque Natural da Graciosa. Para atingir os propósitos dos Parques Naturais dos Açores, foi construído, no interior da caldeira, o Centro de Visitantes da Furna do Enxofre e recuperada, no ilhéu da Praia, uma casa onde permanecem cientistas e investigadores que visitam o ilhéu para estudar a sua rica fauna. Aqui, existem os seguintes locais de interesse geológicogeossítios: Caldeira e Furna do Enxofre; Caldeirinha de Pêro Ponta da Restinga e Ilhéu de Baixo; Porto Afonso e Redondo; Baía da Vitória; Santa Cruz da Graciosa; Erupção do Pico Timão; Arribas da Serra Branca e Baía do Filipe. A flora da ilha e dos seus ilhéus é representada por 437 plantas vasculares (endémicas e exóticas), das quais 34 são espécies endémicas do arquipélago. No conjunto das espécies marinhas, nomeadamente nas aves, surge aquela que dá reconhecimento internacional devido à sua raridade e recente descoberta para a ciência, a única espécie

“Burra de Milho” //©PauloHSilva/siaram

Botelho; Ponta da Barca e Ilhéu da Baleia; Ponta do Carapacho,

de ave marinha endémica da Graciosa e que só nidifica nos seus

Orquídea-dos-Açores (Platanthera micrantha) //©PauloHSilva/siaram

ilhéus, o painho-de-Monteiro (Oceanodroma monteiroi).


CENTROS AMBIENTAIS CENTRO DE VISITANTES DA FURNA DO ENXOFRE

Parque Natural da Graciosa

Localizado no Monumento Natural da Caldeira da Graciosa, o Centro de Visitantes da Furna do Enxofre (CVFE) é o núcleo da Reserva da Biosfera e do Parque Natural da Graciosa, funcionando também como porta de entrada para a Furna desde o dia 5 de abril de 2010. Constituído por dois pisos, é um edifício que salvaguarda a qualidade ambiental, o estrito respeito pelos valores da geodiversidade e da biodiversidade e o equilíbrio paisagístico e estético. No piso inferior, enterrado na plataforma, encontrará uma área de exposição e, no piso superior, a área de receção, a entrada para a Furna e a área reservada para a divulgação, sensibilização e observação da paisagem. Para uma melhor compreensão dos processos vulcânicos que deram origem à ilha e, em particular, à Furna do Enxofre e à Caldeira, no CVFE existem vários painéis informativos e monitores onde se projetam os valores de CO2 verificados no interior da Furna, além de imagens e filmes alusivos aos valores naturais e culturais da Graciosa.

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SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de junho a 30 de setembro todos dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS2

01 out a 31 mai: ter a sex: 10h30 | 14h30 | 15h30 sáb: 14h30 | 15h30 01 jun a 30 set: 11h30 | 15h00 | 16h30 Realizadas de acordo com os critérios de segurança. Duração da visita: 40 a 60 minutos. Número máximo de pessoas por visita: 30

LOCALIZAÇÃO

Caldeira da Graciosa, 9980 Santa Cruz da Graciosa GPS: 39º01’29,95’’N ; 27º58’16,30’’O

CONTATOS

Tlf: 295 714 009 - Email: pngraciosa.furnadoenxofre@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Completo: 3,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 6€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,75€ Sénior (+ 65 anos): 1,75€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2,80€

COMO CHEGAR

A partir da Vila de Santa Cruz da Graciosa, se optar pelo uso do automóvel ou bicicleta, deverá seguir para Guadalupe, até às Pedras Brancas, onde deverá ir na direção da Caldeira. Pode também chegar ao centro através do uso dos transportes públicos (táxis ou autocarros). A praça de táxis situa-se na Praça Fontes Pereira de Melo, no centro da vila, e a central dos autocarros situa-se na Rua da Boavista (se tomar esta opção terá de percorrer a pé parte do trilho Volta à Caldeira-Furna do Enxofre, numa distância aproximada de 2km). 1

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras 2 Realizam-se de acordo com os critérios de segurança

Parque Natural da Graciosa

Centro de Visitantes da Furna do Enxofre //©PauloHSilva/siaram

01 de outubro a 31 maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez

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Parque Natural da Graciosa


TRILHOS PEDESTRES VOLTA À CALDEIRA [PRC2GRA]

FURNA DO ENXOFRE

Este trilho começa e termina junto à Canada das Furnas (estrada de acesso à Caldeira e Furna do Enxofre). Comece por subir até ao túnel que dá acesso à Furna do Enxofre. Após visitar o Centro (onde existe apoio e informações específicas), deve voltar ao trilho pelo mesmo caminho e virar à esquerda, de acordo com a sinalização. Cerca de 150m depois, encontrará à sua direita uma furna/tubo lávico visitável, conhecida por Furna do Abel. Continuando a subir, irá encontrar o entroncamento com a estrada que circunda toda a caldeira da Graciosa. Seguindo pela esquerda, a 150m, encontrará uma escadaria em madeira que dá acesso à Furna da Maria Encantada, onde pode entrar e observar as diversas formações geológicas existentes. Nesse local existe também um miradouro, onde tem uma belíssima vista da Caldeira. A seguir, o trilho continua circundando a Caldeira. Durante o percurso poderá desfrutar de uma vista panorâmica sobre quase toda a costa Sul da ilha Graciosa e as restantes ilhas do grupo central.

Extensão 10,8km Dificuldade Fácil Duração 3h30 Alt. Máx. 303m | Alt. Mín. 65m

Como chegar A partir da Vila de Santa Cruz da Graciosa, se optar pelo uso do automóvel, deverá seguir para Guadalupe, até às Pedras Brancas, onde deverá ir na direção da Caldeira até encontrar o início do trilho. Pode também chegar ao início do trilho através do uso dos transportes públicos (táxis ou autocarros). A praça de táxis situa-se na Praça Fontes Pereira de Melo, no centro da vila, e a central dos autocarros situa-se na Rua da Boavista. Equipamento recomendado

Parque Natural da Graciosa

Imagens do interior da Furna do Enxofre //©PauloHSilva/siaram

GPS Início: Canada das Furnas (39º02’08,85’’N ; 27º59’13,81’’O) Fim: Canada das Furnas (39º02’08,85’’N ; 27º59’13,81’’O)

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ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS FAROL DA PONTA DA BARCA Formações geológicas //©PauloHSilva/siaram

Situado na costa noroeste da Graciosa, com mais de 80 anos, o farol da Ponta da Barca possui a torre mais alta entre todos os faróis existentes no arquipélago dos Açores, coabitando com o denominado ilhéu da Baleia e uma inúmera avifauna marinha. GPS: 39º05’36,56’’N ; 28º02’57’’O

MIRADOURO DO FAROL DO CARAPACHO

Ilhéu de Baixo //©PauloHSilva/siaram

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Ilhéu da Baleia //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural da Graciosa

Localizado na Ponta da Restinga, junto ao farol do Carapacho. A partir deste miradouro é possível desfrutar de uma arrebatadora paisagem da costa Sul da ilha e observar o ilhéu de Baixo, o lugar do Carapacho com as suas termas, e as restantes ilhas do grupo central. GPS: 39º00’51,39’’N ; 27º57’18,18’’O


MIRADOURO DA CALDEIRINHA DE PÊRO BOTELHO

Guadalupe //©PauloHSilva/siaram

Daqui é possível observar, a Noroeste, o relevo suave polvilhado de cones de escórias da freguesia de Guadalupe e, ao longe, a freguesia de Santa Cruz com a sua vila histórica de casario branco. A Sudeste, consegue-se distinguir os três maciços vulcânicos que integram a zona mais montanhosa da ilha, designadamente, a Serra das Fontes, a Serra Dormida e a Caldeira da Graciosa. GPS: 39º02’22,27”N ; 28º01’50,80”O

FURNA DA MARIA ENCANTADA

MIRADOURO DO TRILHO DA CALDEIRA Localizado na estrada que circunda a Caldeira da Graciosa, pertencente ao trilho Volta à Caldeira - Furna do Enxofre. Este miradouro oferece uma vista privilegiada para a freguesia da Luz e o maciço vulcânico constituído pelas serras Dormida e Branca, de onde se destacam o Pico Timão e a escarpa costeira da Ponta Branca, respetivamente. É igualmente possível observar as ilhas de São Jorge e Faial e a Montanha do Pico. GPS: 39º01’37,34”N ; 27º58’56,50”O

Parque Natural da Graciosa

Interior da Caldeira da Graciosa //©PauloHSilva/siaram

Luz //©PauloHSilva/siaram

Acessível através do trilho Volta à Caldeira - Furna do Enxofre. É a partir da furna da Maria Encantada que se consegue observar condignamente todo o interior da Caldeira da Graciosa. GPS: 39º01’46,78”N ; 27º58’50,60”O

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Parque Natural da Graciosa


Vista para o Ilhéu da Baleia //©PauloHSilva/siaram

ZONA BALNEAR FAROL PORTO DE PESCA PARQUE FLORESTAL PARQUE DE CAMPISMO HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE AEROPORTO/AERÓDROMO VILA/CIDADE FREGUESIAS VÉRTICE GEODÉSICO (mt) ESTRADAS PRINCIPAIS ÁREA TERRESTRE DO PARQUE ÁREA MARINHA DO PARQUE CENTROS AMBIENTAIS 1.Centro de Visitantes da Furna do Enxofre

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Farol da Ponta da Barca 2. Miradouro do Farol do Carapacho 3. Miradouro da Caldeirinha de Pêro Botelho 4. Furna da Maria Encantada 5. Miradouro do Trilho da Caldeira

Parque Natural da Graciosa

TRILHOS PEDESTRES Volta à Caldeira - Furna do Enxofre

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TERCEIRA parque Natural


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Parque Natural da Terceira

//ŠPauloHSilva/siaram


uma grande diversidade de estilos eruptivos, a Terceira distingue-se

das

dos

elementos

seus

restantes

ilhas

pela

vulcânicos,

notável onde

se

variedade destaca

a abundância de lavas de natureza traquítica. A ilha conta com 7 geossítios de assinalável geodiversidade: Algar do Carvão;

Canário-da-terra (Serinus canaria) //©WMedeiros

Com uma história eruptiva muito complexa, apresentando

Algar do Carvão //©PauloHSilva/siaram

Caldeira de Guilherme Moniz; Caldeira da Serra de Santa Bárbara e Mistérios Negros; Furnas do Enxofre; Monte Brasil; Pico Alto, Biscoito Rachado e Biscoito da Ferraria; Ponta da Serreta e escoadas traquíticas. A ilha Terceira, a par da ilha do Pico, apresenta ainda hoje, o maior conjunto de áreas de vegetação natural com fraca ou nenhuma intervenção humana, como é exemplo a Caldeira da Serra do Parque Natural da Terceira. Estão designadas para a ilha Terceira 674 plantas vasculares, das quais 58 são endémicas dos Açores. A diversidade de briófitos é muito elevada, apresentando a ilha Terceira o maior número de espécies conhecidas nos Açores, 363, das quais 5 são endémicas. No que se refere aos artrópodes, podemos assinalar o carocho (Trechus terrabravensis) e o escaravelho (Cedrorum azoricus) como exemplos de espécies que ocupam unicamente sítios bem

Caldeira Guilherme Moniz //©PauloHSilva/siaram

de Santa Bárbara, classificada como Reserva Natural Integral

preservados da floresta natural da Terceira. Das aves terrestres que residem e nidificam anualmente nos Açores, na Terceira sobressaem algumas espécies e subespécies o conhecido milhafre ou queimado (Buteo buteo rothschildi), o

pombo-torcaz-dos-Açores

(Columba

palumbus

azorica)

e diversos passeriformes como a estrelinha (Regulus regulus), a

alvéola

(Motacilla

cinerea

patriciae),

o

tentilhão

(Fringilla coelebs moreletti), o melro-preto (Turdus merula

azorensis), o estorninho (Sturnus vulgaris granti), a toutinegra (Sylvia atricapilla gularis, sin. S. a. atlantis) e o canário-da-terra (Serinus canaria). A linha de costa da ilha e ilhéus adjacentes constituem importantes habitats para algumas espécies de aves marinhas de entre

Aranha-creche (Pisaura acoreensis) //©PauloHSilva/siaram

Cagarro (Calonectris diomedea borealis) //©PauloHSilva/siaram

endémicas com elevado interesse ecológico e social, como

as mais importantes da Europa, que todos os anos se deslocam aos Açores para nidificar ou descansar. Destas destacam-se o cagarro (Calonectris diomedea borealis), o garajau-comum (Sterna hirundo) e o garajau-rosado (Sterna dougallii), que se

Paisagem //©PauloHSilva/siaram

Paisagens //©PauloHSilva/siaram

encontram regularmente na ilha Terceira.


CENTROS AMBIENTAIS CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA SERRA DE SANTA BÁRBARA O Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara (CISSB) surge enquadrado na rede de centros ambientais dos Parques Naturais dos Açores. Está integrado no Parque Natural da Terceira, tendo sido construído com o objetivo de dar apoio à visitação do mesmo. Está dotado de uma exposição sobre o Parque Natural da Terceira e de um loja que dispõe de produtos relacionados com a temática ambiental.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 11h00 |13h00 |15h00 sáb: 15h00 01 out a 31 mai: 11h00 | 13h00 | 15h00 | 17h00 Duração da visita: 30 a 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 10

LOCALIZAÇÃO

Estrada Regional ER5, 2.ª (“Estrada das Doze”) 9700 Santa Bárbara GPS: 38°42’45,24”N ; 27°19’32,03”O

CONTATOS

Tlf: 295 403 800 / 924 403 957 - Email: pnterceira.cisantabarbara@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Completo: 2,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 4€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júniores (13 a 17 anos): 1,25€ Sénior (+ 65 anos): 1,25€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante; Cartões em Parceria: 2€

COMO CHEGAR

O Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara localiza-se no interior da ilha Terceira a 16 km por estrada do centro de Angra do Heroísmo e a cerca de 3,5 km do centro da freguesia de Santa Bárbara, na base da vertente sul da Serra de Santa Bárbara, junto à estrada regional ER5, 2.ª (“Estrada das Doze”). Nesta estrada, próximo da subida à serra encontrará a sinalética de acesso ao Centro. 1

Parque Natural da Terceira

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

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A Loja do Parque encontra-se instalada em pleno Centro Histórico da cidade de Angra do Heroísmo, constituindo um ponto privilegiado para obtenção de informação sobre os Parques Naturais dos Açores, e mais especificamente sobre o Parque Natural da Terceira e o seu valioso património. Para além de ser um ponto de venda onde o visitante poderá adquirir alguns produtos relacionados com a temática ambiental e bilhetes para visita ao Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara, este espaço pretende ser também, um espaço de divulgação de conhecimento e promoção turística.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio seg a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 09h30 - 13h00 encerrado: dom | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

LOCALIZAÇÃO

Rua do Galo, nº 112 9700-091 Angra do Heroísmo GPS: 38°39’21,42”N ; 27°12’57,85”O

CONTATOS

Tlf: 295 403 800 - Email: pnterceira.lojadoparque@azores.gov.pt

PREÇOS

Entrada Gratuita

COMO CHEGAR

Dirija-se ao centro da cidade de Angra do Heroísmo e siga para Praça Velha. De frente para a Câmara Municipal, prossiga pela direita, subindo pela Rua do Galo até encontrar a Loja do Parque à esquerda. 1

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 9h30 - 13h00, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

Parque Natural da Terceira

Imagens do CISSB //©PauloHSilva/siaram

LOJA DO PARQUE DE ANGRA DO HEROÍSMO

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Sphagnum //©PauloHSilva/siaram

CIRCUITOS

CIRCUITO DE VISITAÇÃO DAS FURNAS DO ENXOFRE O circuito de visitação das Furnas do Enxofre foi desenhado com o objetivo de disciplinar a utilização deste monumento natural, permitindo por um lado, o acesso em segurança de todos os visitantes, e por outro, protegendo os respetivos habitats, mediante o uso de materiais rústicos, integrados na paisagem. O circuito pedonal atravessa a zona das fumarolas e a encosta Norte, adaptado às veredas existentes e dotado de acessos facilitados. Um conjunto de painéis informativos vêm ainda apoiar a interpretação dos elementos naturais presentes.

Extensão 570m Dificuldade Fácil Duração 40min GPS Início: 38°43’44,81”N ; 27°13’50,78”O Fim: 38°43’44,81”N ; 27°13’50,78”O Como chegar O Circuito de Visitação das Furnas do Enxofre situa-se sensivelmente no meio da ilha, a norte da cidade de Angra do Heroísmo, distando desta cerca de 12km por estrada.

Parque Natural da Terceira

Equipamento recomendado

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Sphagnum //©PauloHSilva/siaram

Imagens das Furnas do Enxofre //©PauloHSilva/siaram

Circuito de Visitação das Furnas do Enxofre //©FCorreia


Lagoinha //©PauloHSilva/siaram

TRILHOS PEDESTRES

SERRETA LAGOÍNHA

[PRC3TER]

Este percurso atravessa a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Planalto Central e Costa Noroeste e a Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros. Ao longo do caminho, poderá observar uma vegetação muito variada, que inclui exemplares de flora endémica como a urze ou vassoura ( Erica azorica), o pau-branco ( Picconia azorica) e a faia ( Morella faya ), mas também algumas infestantes como o incenso ( Pittosporum undulatum ) e a acácia (Acacia sp.). A cerca de metade deste percurso encontra-se a Lagoínha, uma pequena lagoa rodeada por um bosque de cedros. Outro ponto de destaque no final desta caminhada é a Ribeira do Além, em vale encaixado e profundo, com os seus taludes repletos de vegetação natural.

Extensão 7km Dificuldade Média Duração 2h30 Alt. Máx. 784m | Alt. Mín. 203m GPS Início: Canada da Fonte (38°45’23,35”N ; 27°21’19,90”O) Fim: Canada da Fonte (38°45’23,35”N ; 27°21’19,90”O) Como chegar O acesso ao trilho pedestre Serreta-Lagoínha faz-se pela Canada da Fonte a partir da estrada regional ER1, 1.ª, na freguesia da Serreta, e tem o seu início num caminho agrícola asfaltado junto à placa de identificação do trilho. Situa-se a cerca de 21 km, por estrada, do centro de Angra do Heroísmo.

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Parque Natural da Terceira

Equipamento recomendado


//©PauloHSilva/siaram

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[PRC1TER]

Integrado na Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros, este percurso inicia-se e termina no local onde está situada a Gruta do Natal, junto à Lagoa do Negro. Ao longo do caminho é possível observar diversa vegetação endémica como o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), a uvada-serra (Vaccinium cylindraceum), o louro-da-terra (Laurus sp.), o folhado (Viburnum tinus), o azevinho (Ilex perado azorica), entre outros. Outro grande atrativo são os “Mistérios Negros”, que dão o nome ao percurso e que consistem em domos traquíticos formados por acumulações de lavas recentes que ainda não se encontram totalmente providos de vegetação. Próximo do final da caminhada encontra-se à direita o Pico Gaspar, cuja subida permite a observação da sua cratera rica em endemismos.

Extensão 5km Dificuldade Difícil Duração 2h30 Alt. Máx. 649m | Alt. Mín. 516m GPS Início: Lagoa do Negro (38°44’14,10”N ; 27°16’9,72”O) Fim: Lagoa do Negro (38°44’14,10”N ; 27°16’9,72”O) Como chegar O trilho pedestre dos Mistérios Negros situa-se no interior da ilha Terceira, junto da lagoa do Negro e da Gruta do Natal. O acesso pode ser efetuado pela estrada regional ER3, 1.ª até se encontrar o entrocamento com o Caminho Florestal 24 devendo-se seguir por este. Situa-se a cerca de 12 km, por estrada, do centro de Angra do Heroísmo.

Parque Natural da Terceira

Equipamento recomendado

Lagoa do Negro //©PauloHSilva/siaram

Pau-branco (Picconia azorica) //©PauloHSilva/siaram

//©PauloHSilva/siaram

MISTÉRIOS NEGROS

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[PR2TER]

Integrado na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa das Quatro Ribeiras, este percurso desenvolve-se ao longo da costa Norte da Terceira, entre a Agualva e as Quatro Ribeiras, com início na canada da Alagoa junto da Estrada Regional. Como ponto de destaque temos a Alagoa da Fajãzinha, que constitui um dos melhores exemplos de uma fajã de preenchimento dos Açores. Ao longo do percurso, encontram-se matos macaronésicos costeiros, onde é possível ver os raros exemplares de cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) de baixa altitude. No topo da falésia, encontra-se um miradouro em pedra, de onde se pode avistar a Alagoa da Fajãzinha e a Ponta da Alagoa. Ao longo das baías destacam-se extensas áreas de arribas com fenómenos de disjunção prismática do basalto. Nos meses de verão observa-se o garajau-comum (Sterna hirundo) e, durante todo o ano, o pombo-da-rocha (Columba livia) e o pombo-torcaz-dos-Açores (Columba palumbus azorica).

[PRC8TER]

O percurso pedestre das Relheiras de São Brás encontra-se parcialmente inserido na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Biscoito das Fontinhas. A caminhada tem o seu início e fim no parque de merendas de São Brás. Seguindo o caminho sinalizado, é possível observar logo de início, o basalto recortado pelos rodados dos carros de tração animal, que no passado transportaram por este troço a lenha para abastecer as populações. O fundamento específico de classificação deste trilho como Área Protegida é a presença de uma mancha florestal localizada no complexo vulcânico mais antigo da ilha, apresentando um grande número de espécies endémicas de artrópodes, como por exemplo o escaravelhodos-fungos (Tarphius azoricus) e a cigarrinha-das-árvores (Cixius azoterceirae). Ao longo do percurso é possível observar algumas das espécies de flora endémica e nativa dos Açores, como a urze (Erica azorica), o louro-da-terra (Laurus azorica) ou a faia-da-terra (Morella faya).

Escaravelho-dos-fungos (Tarphius azoricus) //©PauloAVBorges

Garajau-comum (Sterna hirundo) //©PauloHSilva/siaram

BAÍAS DA AGUALVA

RELHEIRAS DE SÃO BRÁS

Extensão 4km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 124m | Alt. Mín. 0m

Relheiras //©HerbertoAlves

GPS Início: Canada da Alagoa (38°47’11,75”N ; 27°11’29,15”O) Fim: Canada dos Baleeiros (38°47’30,34”N ; 27°12’12,77”O) Como chegar O trilho pedestre Baías da Agualva inicia-se na Canada da Alagoa (freguesia da Agualva) no entroncamento com a estrada regional ER1, 1.ª. Desenvolve-se ao longo da costa Norte da ilha Terceira entre a Agualva e as Quatro Ribeiras. Situa-se a cerca de 24 km, por estrada, do centro de Angra do Heroísmo.

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Cedro-do-mato (Juniperus brevifolia) //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural da Terceira

Equipamento recomendado

Extensão 5km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 276m | Alt. Mín. 190m GPS Início: Parque de Merendas de São Brás (38°44’47,98”N ; 27°7’49,29”O) Fim: Canada dos Baleeiros (38°44’47,98”N ; 27°7’49,29”O) Como chegar O trilho pedestre Relheiras de São Brás inicia-se junto do Parque de Merendas de São Brás (freguesia de São Brás). Situa-se a cerca de 17 km, por estrada, do centro de Angra do Heroísmo. Equipamento recomendado


ROCHA DO CHAMBRE Este trilho encontra-se maioritariamente inserido na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Planalto Central e Costa Noroeste, fazendo ainda uma incursão na Reserva Natural do Biscoito da Ferraria e do Pico Alto. São cerca de 9km de caminhada em ambientes diversos, onde terá oportunidade de contemplar a imponente paisagem sobre a Reserva Natural do cimo da Rocha do Chambre. O trilho começa e termina numa canada de terra batida na zona da Malha Grande, na interceção com a Estrada Regional 3-1, na descida que nos leva ao centro da freguesia dos Biscoitos. Segue-se por um troço ladeado por exemplares de flora nativa, de que são exemplo o cedro-do-mato (Juniperus brevifolia), a urze (Erica azorica) e o tamujo (Myrsine africana). Mais adiante encontrará uma bifurcação, deverá seguir pela esquerda. Chegando a um entroncamento, siga pela direita, irá caminhar em mata de criptoméria (Cryptomeria japonica), acompanhando um curso de água torrencial, onde a avifauna se pode evidenciar através de exemplares de melro-preto (Turdus merula azorensis), estrelinha-de-poupa (Regulus regulus inermis) e tentilhão (Fringilla coelebs moreletti).

Extensão 9,3km Dificuldade Média Duração 2h30 Alt. Máx. 704m | Alt. Mín. 485m GPS Início: Malha Grande - Biscoitos (38°44’54,61”N ; 27°15’47,56”O) Fim: Malha Grande - Biscoitos (38°44’54,61”N ; 27°15’47,56”O) Como chegar O trilho tem o seu início numa canada de terra batida na zona da Malha Grande, na interceção com a Estrada Regional 3-1, na descida que nos leva ao centro da freguesia dos Biscoitos. Situa-se a cerca de 13km, por estrada, do centro de Angra do Heroísmo. Equipamento recomendado

VINHAS DOS BISCOITOS Este trilho percorre a área de Paisagem Protegida das Vinhas dos Biscoitos. Tem o seu início e fim no cruzamento da Estrada Regional nº1-1ª com a Rua Longa, Freguesia de Biscoitos. Desde o século XVI que se produz o vinho Verdelho nesta zona, vinho de características particulares e diferenciadas, resultante da adaptação da videira a condições difíceis, nomeadamente o clima húmido, a proximidade ao mar e o solo rochoso de basalto. Da necessidade de adaptação a estas circunstâncias resultou uma paisagem muito característica onde predominam as curraletas de vinha, com as quais o percurso permite contacto direto. Caso se encontrem abertas, pode visitar três adegas com processos de produção de vinho distintos. A rica história dos Biscoitos deixou ainda outras marcas na paisagem, que poderá observar nas áreas de vinha envolventes. São exemplos os torreões, o Forte do Porto (S. Pedro), Forte da Rua Longa e Baía do Rolo, a Praça de Touros e vestígios da atividade baleeira.

Extensão 7,5km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 276m | Alt. Mín. 190m GPS Início: Cruzamento da Estrada Regional (38°47’45,12”N ; 27°14’49,30”O) Fim: Cruzamento da Estrada Regional (38°47’45,12”N ; 27°14’49,30”O Como chegar O trilho pedestre Vinhas dos Biscoitos inicia-se junto do Chafariz e lavadouro público, no cruzamento da E.R. nº1-1ª com a Rua Longa (freguesia dos Biscoitos). Situa-se a cerca de 19 km, por estrada, do centro de Angra do Heroísmo. Equipamento recomendado


Gado bravo //©PauloHSilva/siaram

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS PONTA DAS CONTENDAS

Parque Natural da Terceira

PLANALTO CENTRAL

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Na freguesia do Posto Santo, na Estrada Regional n.º 3-1º, na zona dos Três Cantos, encontra-se a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Planalto Central e Costa Noroeste. Com cerca de 3 933ha, esta área apresenta uma grande diversidade de ecossistemas, habitats e espécies com interesse para a conservação da natureza, que se estendem desde o nível do mar, a Oeste, até à zona central da ilha. Aqui, no planalto central, pode observar-se uma paisagem humanizada, com atividades agro-pecuárias e de criação de gado bravo, que alterna com zonas húmidas. GPS: 38°43’6,79”N ; 27°14’54,18”O

CALDEIRA GUILHERME MONIZ

Caldeira Guilherme Moniz //©PauloHSilva/siaram

Na Estrada Regional n.º 5-2ª, e sobre a fronteira das freguesias de Porto Judeu e Posto Santo pode-se observar a Área Protegida para a Gestão de Recursos da Caldeira de Guilherme Moniz. Com 1216ha e altitude entre os 300m e os 650m, esta Área Protegida integra uma grande caldeira de colapso com 15km de perímetro. Pode-se apreciar a coexistência da paisagem natural, caracterizada pela presença dos afloramentos rochosos, dos matos naturais e das zonas húmidas, com a paisagem humanizada, onde o gado bravo criado, como Touro de Lide, tem na Caldeira de Guilherme Moniz o seu expoente máximo. GPS: 38°42’51,20”N ; 27°12’48,74”O

TERRA BRAVA No caminho Florestal do Algar do Carvão (CF31) – Agualva, no cruzamento com o acesso às Lagoínhas do Pico do Boi, pode-se observar a Reserva Natural da Terra Brava e Criação das Lagoas. Nesta área, com zonas de relevo caótico, que limitou a ação antrópica, encontram-se comunidades vegetais naturais em estado quase puro. As aves também são facilmente observáveis. GPS: 38°44’16,85”N ; 27°11’54,12”O

Reserva Natural da Terra Brava //©PauloHSilva/siaram

Pormenor da paisagem da Ponta das Contendas //©PauloHSilva/siaram

Na freguesia de São Sebastião, da Estrada Municipal 509, pode-se observar a conhecida e bonita Baía da Mina ou Baía das Mós, ladeada pela Ponta das Contendas. Os ilhéus aí presentes albergam uma das maiores colónias de garajau-rosado (Sterna dougallii) dos Açores, espécie de ave marinha migratória europeia ameaçada. Na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Ponta das Contendas pode-se ainda observar alguns exemplares de espécies da flora endémica dos Açores e da Macaronésia. GPS: 38°38’52,54”N ; 27°4’46,03”O


PICO ALTO

Pormenor da paisagem do Pico Alto //©PauloHSilva/siaram

No caminho florestal do Algar do Carvão (CF31) – Agualva, é possível contemplar o Pico Alto, com 808m de altitude, inserido na Reserva Natural do Biscoito da Ferraria e Pico Alto. As comunidades vegetais naturais desta Reserva ocupam áreas extensas e são maioritariamente endémicas dos Açores, em que dominam as florestas, as turfeiras e os matos de montanha. As espécies faunísticas mais frequentemente aqui observadas são aves onde se destacam subespécies endémicas, como o milhafre (Buteo buteo rothschildi). GPS: 38°44’57,42”N ; 27°12’6,16”O

COSTA DAS QUATRO RIBEIRAS

Paisagem //©PauloHSilva/siaram

Costa das Quatro Ribeiras //©PauloHSilva/siaram

Do parque de estacionamento da zona balnear da freguesia de Quatro Ribeiras e na Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Costa das Quatro Ribeiras poderá observar aquela costa que é uma ótima representante da complexidade das costas açorianas, onde se verifica a presença de diversos habitats naturais protegidos associados a elevada biodiversidade. GPS: 38°47’30,58”N ; 27°13’29,29”O


VINHAS DOS BISCOITOS Do “Miradouro da Santinha”, que fica sobranceiro à Estrada Regional nº1-1ª, no cruzamento com a Rua Longa, na freguesia dos Biscoitos, poderá contemplar a exuberante paisagem humanizada tradicional das Vinhas dos Biscoitos que se distingue pelo seu elevado valor estético, cultural e produtivo. Área costeira com terrenos compartimentados por curraletas, que consistem em pequenas parcelas delimitadas por muros de pedra, destinadas ao cultivo da vinha. GPS: 38°47’45,41”N ; 27°14’47,98”O

LAGOA DO NEGRO - MISTÉRIOS NEGROS

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Lagoa do Negro //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural da Terceira

Junto da Lagoa do Negro, é possível contemplar os domos traquíticos, em forma de cúpula, resultantes da erupção histórica de 1761. Estes domos, denominados Mistérios Negros, possuem uma cobertura vegetal ainda muito incipiente que denota a sua extrema juventude. Para esta pequena lagoa estão referenciadas cerca de 150 espécies de aves. Poderá ainda optar por fazer o trilho pedestre dos Mistérios Negros e/ou visitar a Gruta do Natal, também inseridos na Reserva Natural da Serra de Santa Bárbara e dos Mistérios Negros. GPS: 38°44’17,22”N ; 27°16’4,56”O


Serra de Santa Bárbara //©PauloHSilva/siaram

Do cimo da Serra de Santa Bárbara e em plena Reserva Natural, poderá apreciar uma boa parte do Parque Natural da Terceira, assim como a paisagem natural pristina da florestade-nuvens dos Açores, uma das formações vegetais mais raras e valiosas, dominada pelo endemismo açoriano cedrodo-mato (Juniperus brevifolia). Esta Reserva Natural ocupa 1 863,40ha do maciço da Serra de Santa Bárbara e integra o ponto mais alto da ilha, situado a 1 021m de altitude. Poderá também contemplar uma boa parte da ilha, assim como avistar outras ilhas do grupo central. GPS: 38°43’49,21”N ; 27°19’22,43”O

PONTA DA SERRETA

Parque Natural da Terceira

Localizada no extremo ocidental da ilha, na envolvência do farol da Serreta em Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies do Planalto Central e Costa Noroeste, encontra a Ponta da Serreta com 600m de comprimento e 400m de largura. Neste local poderá visualizar o processo de colonização de campos de lava por matos costeiros de urze (Erica azorica). A ave marinha mais abundante nos Açores, o cagarro (Calonectris diomedea borealis) encontra nestas falésias o habitat ideal para se reproduzir. Contemple o oceano onde poderá avistar a ilha Graciosa. GPS: 38°46’1,35”N ; 27°22’28,54”O

Ponta da Serreta //©HerbertoAlves

Paisagem de vinhas //©PauloHSilva/siaram

SERRA DE SANTA BÁRBARA

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ZONA BALNEAR FAROL PORTO DE PESCA PARQUE FLORESTAL PARQUE DE CAMPISMO HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE AEROPORTO/AERÓDROMO VILA/CIDADE FREGUESIAS VÉRTICE GEODÉSICO (mt) ESTRADAS PRINCIPAIS ÁREA TERRESTRE DO PARQUE ÁREA MARINHA DO PARQUE CENTROS AMBIENTAIS 1. Centro de Interpretação da Serra de Santa Bárbara 2. Loja do Parque de Angra do Heroísmo TRILHOS PEDESTRES Serreta - Lagoínha Mistérios Negros Baías da Agualva Relheiras de São Brás Rocha do Chambre Vinhas dos Biscoitos

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Lagoa Funda //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural da Terceira

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Ponta das Contendas 2. Planalto Central 3. Caldeira Guilherme Moniz 4. Terra Brava 5. Pico Alto 6. Costa das Quatro Ribeiras 7. Vinhas dos Biscoitos 8. Lagoa do Negro - Mistérios Negros 9. Serra de Santa Bárbara 10. Ponta da Serreta


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Parque Natural da Terceira


SĂŁo Miguel parque Natural


Angelica lignescens //©PauloHSilva/siaram

A formação da ilha de São Miguel, tal como hoje a conhecemos, foi um processo faseado que se iniciou há cerca de 4 milhões de anos, com o surgimento do complexo vulcânico do Nordeste, e que terminou com a formação do sistema vulcânico fissural dos Picos, há aproximadamente 50 mil anos. Como consequência do seu vulcanismo explosivo, as diferentes unidades morfológicas que, no seu conjunto formam a ilha, apresentam um relevo montanhoso constituído por estratovulcões com grandes caldeiras, como por exemplo, Fogo, Sete Cidades, Furnas e Povoação. A única exceção é a unidade morfológica que se encontra entre as Sete Cidades e a Serra de Água de Pau, zona conhecida como Região dos Picos que, por apresentar escoadas lávicas basálticas, deu origem a um território de relevos pouco acentuados. Da interação entre os diferentes tipos de vulcanismo e os processos erosivos, que ainda hoje moldam a ilha, resultaram locais de elevado interesse geológico, caracterizados pelo seu valor científico, pedagógico e turístico com destaque para a caldeira do vulcão

Lagoa rasa //©PauloHSilva/siaram

do Fogo, a caldeira do vulcão das Furnas, a caldeira do vulcão das Sete Cidades, a Caldeira Velha, a Gruta do Carvão e o Ilhéu de Vila Franca do Campo. A origem vulcânica do arquipélago, a sua localização remota, juventude e a forte influência da corrente do Golfo, conferem a este local as condições para o desenvolvimento de uma biodiversidade única e um modelo interessante para estudos de biogeografia insular, ecologia e evolução. Nos Açores, a ilha de São Miguel destaca-se como a mais rica em biodiversidade, sendo possível encontrar a maioria dos 6164 taxa (espécies e subespécies) que surgem na natureza. Ao nível de raridades destaca-se o priolo (Pyrrhula murina), um dos passeriformes mais raros da Europa, que atualmente tem a sua distribuição geográfica reduzida aos concelhos de Nordeste e Povoação, e o escaravelho-cego (Thalassophilus azoricus) que

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Paisagem //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural de São Miguel

ocorre apenas na Gruta de Água de Pau.


Caldeira Velha //©PauloHSilva/siaram

Muro das Nove Janelas //©PauloHSilva/siaram

Parque Terra Nostra //©PauloHSilva/siaram


CENTROS AMBIENTAIS CENTRO DE MONITORIZAÇÃO E INVESTIGAÇÃO DAS FURNAS O Centro de Monitorização e Investigação das Furnas (CMIF) integra uma intervenção mais alargada que articula num único projeto e de forma transversal os programas e ações do Plano de Ordenamento da Bacia Hidrográfica da Lagoa das Furnas, nomeadamente a requalificação das margens. Inaugurado a 1 de julho de 2011, o CMIF funciona como observatório e centro de divulgação integrado de conhecimento assumindo, desde logo, um papel importante na tradução da linguagem científica para formas de disseminação de conhecimento, capazes de cativar os visitantes para uma melhor compreensão da natureza, assim como, para atividades lúdicas e de recuperação ecológica, numa paisagem em constante transformação. O CMIF dispõe de uma área de investigação, monitorização e desenvolvimento de projetos, da qual fazem parte uma sala de trabalho, pequenos gabinetes de apoio e laboratórios de monitorização preparados para acolher os seus convidados. Contempla também um auditório para a realização de workshops e seminários e uma ampla superfície coberta destinada à realização de exposições que, através de mecanismos interativos, ferramentas acessíveis aos utilizadores, plataformas multimédia e visitas guiadas, conduz os visitantes à descoberta do ecossistema da lagoa, bem como da flora e fauna locais. Complementarmente a este polo principal de atividades existem áreas exteriores adjacentes, nomeadamente zonas de merendas e contemplação e um amplo espaço verde com vista privilegiada sobre a lagoa, onde os visitantes podem apreciar a paisagem e desenvolver atividades de lazer.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a dom | feriados: 10h00 - 17h00 encerrado: seg | 1 jan | ter Carnaval | dom Páscoa | 24, 25 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: 11h00 | 13h30 | 15h00 01 jun a 30 set: 11h00 | 12h00 |14h00 | 15h00 | 16h30 Duração da visita: 30 minutos Número máximo de pessoas por visita: 25

LOCALIZAÇÃO

R. Lagoa das Furnas (margem sul da Lagoa) n.º 1489, 9675-090 Furnas GPS: 37º45’4,823’’N ; 25º20’15,806’’O

CONTATOS

Tlf: 296 584 436 - Email: pnsmiguel.cmif@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Centro: 3€ Bilhete Família Centro (2 adultos com crianças até 17 anos): 5€ Bilhete Mata-Jardim José do Canto: 3€ Bilhete Conjunto (CMIF e Mata-Jardim): 4,50€ Bilhete Conjunto Família (CMIF e Mata-Jardim): 7€

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 50% Sénior (+ 65 anos): 50% Cartão-jovem; InterJovem; Cartão de estudante; cartões em parceria: 20%

COMO CHEGAR

Parque Natural de São Miguel

Chegando à Lagoa das Furnas, pare no parque de estacionamento junto à margem sul ao lado da Estrada Regional, caminhe cerca de 10min na calçada, tendo a lagoa do seu lado direito.

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CENTRO DE INTERPRETAÇÃO DA CULTURA DO ANANÁS O Centro de Interpretação da Cultura do Ananás (CICA), instalado no centro histórico da freguesia de Fajã de Baixo – considerada a “capital do ananás dos Açores” – responde ao imperativo de se fixar a memória histórica desta atividade e de promover o aproveitamento turístico das suas características únicas, ancorando nesta localidade suburbana de Ponta Delgada a visita turística, não apenas à exposição permanente, mas também às plantações. Trata-se de um espaço que nos conta a história da cultura do ananás de forma atrativa, tendo como missão valorizar e divulgar os nossos valores e tradições. No espaço expositivo os visitantes poderão fazer uma “viagem” pela história do ananás, e conhecer os factos e a evolução tecnológica que levaram à obtenção do “melhor ananás do mundo”. Estão disponíveis informações relativas ao conhecimento das fases do ciclo produtivo do ananás, do tecido empresarial que caracterizou a sua economia, das personalidades históricas, da gastronomia, entre outros aspetos.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sáb: 10h00 - 17h00 encerrado: dom | seg | feriados1 | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS Por marcação.

Duração da visita: 30 minutos Número máximo de pessoas por visita: 10

LOCALIZAÇÃO

Rua Direita 124 9500-448 Fajã de Baixo GPS: 37º45’27,152’’N ; 25º38’56,91’’O

CONTATOS

Tlf: (+351) 296 383 026 - Email: pnsmiguel.centroananas@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Completo: 2,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 4€

COMO CHEGAR

A partir das Portas do Mar, na cidade de Ponta Delgada, com a marina à sua esquerda, siga norte para a Rua de São Pedro e vire à direita na Rua dos Clérigos. Continue em frente para a Rua Doutor José Bruno Tavares Carreiro e avance até à Rua Eng.º José Cordeiro (antiga Calheta). Aí vire à esquerda em direção à Av. D. João III e depois à direita em direção à Rua das Laranjeiras. Na rotunda, siga pela primeira saída e vire à esquerda em direção à Rua Direita da Fajã. No final desta rua encontrará o Centro de Interpretação da Cultura do Ananás, em frente à Igreja de N. S.ª dos Anjos.

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Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 abril e 1 maio > 10h00 - 17h00, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

Interior do Centro de Interpretação da Cultura do Ananás //©Ana Laura Vasconcelos

DESCONTOS

Criança (até 12 anos): Grátis Júnior (13 a 17 anos): 1,25€ Sénior (+ 65 anos): 1,25€ Cartão-jovem; InterJovem; Cartão de estudante; cartões em parceria: 2€ Cartão Amigo dos Parques: se é residente nos Açores, consulte as condições e adira.


LOJA DO PARQUE DA LAGOA DAS SETE CIDADES

Interior da Loja do Parque //©PauloHSilva/siaram

A Loja do Parque constitui um ponto focal para a promoção do Parque Natural de São Miguel, designadamente da Lagoa das Sete Cidades, classificada como uma das Sete Maravilhas Naturais de Portugal. Nela poderá obter diversas informações sobre as áreas protegidas que constituem o Parque Natural de São Miguel, incluindo trilhos pedestres, geologia, flora, fauna, recursos hídricos, património classificado, entre outros. Inserido no projeto de requalificação das margens da Lagoa das Sete Cidades, este espaço de apoio ao visitante pretende ser, simultaneamente, um espaço de conhecimento e promoção turística, bem como de interpretação da área envolvente, e realização de atividades pedagógicas, no âmbito do serviço educativo do Parque Natural.

SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de janeiro a 31 de dezembro todos os dias: 9h00 - 16h00 encerrado: 1 jan | ter Carnaval | dom Páscoa | 24, 25 e 31 dez

LOCALIZAÇÃO

Arruamento da Margem da Lagoa das Sete Cidades, Módulo n.º 5 9500-204 Sete Cidades - Ponta Delgada GPS: 37º51’46,40’’N ; 25º47’32,20’’O

CONTATOS

Tlf: 296 249 016 - Email: pnsmiguel.setecidades@azores.gov.pt

PREÇOS

Parque Natural de São Miguel

Entrada Gratuita

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COMO CHEGAR

Ao chegar à Freguesia das Sete Cidades pelo lado sul da ilha, continue pela Ponte dos Rêgos e siga a estrada principal por cerca de 1 km. Nesse ponto encontrará sinalização a indicar a localização da Loja do Parque (antiga Casa do Parque), situada na margem da lagoa.


CASA DE APOIO

O Centro de Reabilitação de Aves Selvagens de São Miguel (CERAS), integra a Rede de Centros de Reabilitação de Aves Selvagens dos Açores, da qual faz parte mais dois centros, um no Corvo e um no Pico. O CERAS está diretamente ligado à conservação da natureza, lidando com o resgate de aves selvagens feridas, debilitadas ou em estado de risco e promovendo a sua adequada reabilitação, tendo como objetivo final a devolução ao habitat natural. Como complemento essencial à conservação, o Centro contribui para a sensibilização ambiental, de modo a envolver a população, nomeadamente o público escolar, tendo como foco a divulgação do trabalho desenvolvido, a promoção do conhecimento acerca das aves selvagens residentes e migratórias do arquipélago, bem como dar destaque à sua importância para o equilíbrio dos ecossistemas. Visa também participar no estudo científico das populações de aves dos Açores, através do registo de dados biométricos e da recolha de material biológico, de modo a colaborar em projetos de investigação científica.

Paínho-de-Monteiro (Hydrobates monteiroi) //©PauloHSilva/siaram

Vista para a Loja do Parque da Lagoa das Sete Cidades //©PauloHSilva/siaram

CENTRO DE REABILITAÇÃO DE AVES SELVAGENS DE SÃO MIGUEL (CERAS)

9500-343 Ponta Delgada GPS: 37º44’57,857’’N ; 25º39’52,672’’O

CONTATOS

Tlf: (+351) 296 654 173 - Email: parque.natural.smiguel@azores.gov.pt

COMO CHEGAR

Partindo da rotunda de São Gonçalo, opte pela saída para a rua de São Gonçalo (sentido oeste) e siga em frente. Após passar pela Universidade dos Açores (que se situa no lado oposto da estrada) entre à direita nos Serviços de Desenvolvimento Agrário de São Miguel, dentro da Quinta de São Gonçalo e, siga em frente aproximadamente 150 m onde encontrará à direita o edifício do CERAS.

Parque Natural de São Miguel

Vista da Lagoa das Sete Cidades //©PauloHSilva/siaram

LOCALIZAÇÃO

Quinta de São Gonçalo

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TRILHOS PEDESTRES VISTA DO REI

SETE CIDADES

[PR3SMI]

Uma das melhores formas de usufrui de trilhos pedestres, desde o litora possível contemplar as múltiplas lag

Este trilho tem início no miradouro da Vista do Rei, assim conhecido pelo facto de ali terem estado, a 6 de julho de 1901, o Rei D. Carlos e a Rainha D. Amélia. O trilho é feito por um caminho de terra batida que contorna, pela vertente Oeste, a cumeeira das Sete Cidades. Ao longo deste percurso podemos observar amplas vistas onde se destacam, no interior da cratera, as lagoas Verde e Azul, a freguesia das Sete Cidades, a Caldeira Seca e a Caldeira do Alferes, bem como a costa Nor-Noroeste da ilha de São Miguel, com destaque para as freguesias dos Ginetes, Várzea e Mosteiros, com os seus quatro ilhéus. Este trilho termina no centro da freguesia das Sete Cidades.

Extensão 6km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 560m | Alt. Mín. 265m GPS Início: Miradouro da Vista do Rei (37°50’22,57”N ; 25°47’45,67”O) Fim: Cerrado da Ladeira (37°51’58,03”N ; 25°47’40,32”O) Como chegar Siga pela Estrada Regional em direção à zona das Feteiras. Aí faça o desvio para as Sete Cidades e continue até encontrar o miradouro da Vista do Rei onde poderá estacionar o seu carro.

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Malfurada (Hypericum foliosum) //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural de São Miguel

Equipamento recomendado


Sete Cidades //©PauloGarcia

ir do Parque Natural de São Miguel é a pé, percorrendo uma variedade al até ao cume dos grandes vulcões onde, em algumas situações, é goas que fazem parte da paisagem.

SETE CIDADES [PR4SMI]

O trilho tem início junto ao “Muro das Nove Janelas”, um aqueduto de pedra antigamente destinado ao abastecimento de água dos fontanários públicos da cidade de Ponta Delgada. Após passagem por uma mata de criptomérias (Cryptomeria japonica) e uma subida íngreme de cimento, chegará ao cume do Pico da Cruz, onde é possível observar amplas panorâmicas sobre a costa Norte e Sul da ilha de São Miguel, em primeiro plano, e ao fundo, a Serra de Água de Pau. A partir deste ponto o percurso segue a linha da cumeeira da Lagoa Azul, onde podemos apreciar várias panorâmicas da Lagoa das Sete Cidades e de Santiago. Ao longo deste trajeto é possível observar várias espécies de flora endémica, como o azevinho (Ilex perado azorica), a urze (Erica azorica), a angélica (Angelica lignescens), a malfurada (Hypericum foliosum) e o patalugo-maior (Leontodon filii). O trilho termina no centro da freguesia das Sete Cidades.

Extensão 11km Dificuldade Fácil Duração 3h Alt. Máx. 800m | Alt. Mín. 265m GPS Início: Próximo do “Muro das Nove Janelas” (37°50’03,44”N ; 25°45’08,09”O) Fim: Cerrado da Ladeira (37°51’58,03”N ; 25°47’40,32”O) Como chegar Siga pela Estrada Regional que passa pela Relva, e faça o desvio em direção às Sete Cidades. Irá passar pela Lagoa do Carvão, que é visível da estrada, e de imediato pela entrada que dá acesso à Lagoa das Empadadas. Continue até encontrar o antigo aqueduto em pedra denominado por “Muro das Nove Janelas”. Encontrará um pequeno largo onde poderá estacionar o seu carro. Equipamento recomendado

Parque Natural de São Miguel

MATA DO CANÁRIO

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SERRA DEVASSA

Alfacinha (Lactuca watsoniana) //©PauloHSilva/siaram

Este percurso tem início e término junto ao Parque Florestal da Mata do Canário, onde se localiza a lagoa com o mesmo nome. Nas imediações da Lagoa do Canário podemos encontrar algumas plantas endémicas dos Açores, como a malfurada (Hypericum foliosum), a alfacinha (Lactuca watsoniana), o patalugo-maior (Leontodon filli) e a angélica (Angelica lignescens). O percurso faz-se por um caminho de terra batida, que atravessa toda a Serra Devassa (zona montanhosa que se desenvolve para o Sudeste da caldeira do vulcão das Sete Cidades), onde se pode conhecer, para além da referida Lagoa do Canário, a Lagoa do Pau-Pique, ladeada pelas ruínas de um antigo aqueduto de pedra, conhecido por “Muro das Nove Janelas”, as lagoas das Éguas Norte e Sul e ainda a Lagoa Rasa. Contornando a Lagoa Rasa deverá prosseguir o caminho de volta que o levará novamente à Lagoa do Canário.

Lagoa Rasa //©PauloHSilva/siaram

[PRC5SMI]

Parque Natural de São Miguel

GPS Início: Próximo do Parque Florestal da Mata do Canário (37°50’5,04”N ; 25°45’30,85”O) Fim: Próximo do Parque Florestal da Mata do Canário (37°50’5,04”N ; 25°45’30,85”O)

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Como chegar Siga pela Estrada Regional que passa pela Relva, e faça o desvio em direção às Sete Cidades. Continue até encontrar o sinal a indicar a Lagoa do Canário. Encontrará aí um pequeno largo onde poderá estacionar o seu carro. Equipamento recomendado

Lagoa das Éguas Norte //©PauloHSilva/siaram

Extensão 4,2km Dificuldade Fácil Duração 2h Alt. Máx. 864m | Alt. Mín. 765m


LAGOA DO FOGO

[PRC2SMI]

Este trilho tem início a cerca de 1km do lugar da Praia, por um caminho de terra batida que atravessa uma zona de pastagens. Ao chegar a um tanque de água deverá tomar o caminho à direita por entre uma área florestal. Aqui poderá encontrar as ruínas de uma fábrica de desfibração da espadana (Phormium tenax), cujas folhas eram utilizadas em cordoaria e na confeção de tecidos grosseiros. Ao chegar à nova bifurcação deverá tomar, novamente, o caminho à direita, onde poderá apreciar vastas panorâmicas sobre Água d’Alto, Vila Franca e o seu ilhéu. Cerca de 500m depois chegará a um canal de derivação, que acompanha o trilho até a uma pequena barragem. Esta zona corresponde a um vale profundamente encaixado, onde para além da barragem, poderá encontrar algumas captações de água. A parte final do percurso segue ao longo da Ribeira da Praia até às margens da Lagoa do Fogo.

Extensão 12km Dificuldade Média Duração 4h Alt. Máx. 581m | Alt. Mín. 201m GPS Início: Lugar da Praia (37°50’03,44”N ; 25°45’08,09”O) Fim: Margens da Lagoa do Fogo (37°45’38,34”N ; 25°28’50,87”O) Como chegar Siga pela Estrada Regional que passa pela praia de Agua d’Alto e mais à frente encontrará um parque de estacionamento. Poderá deixar aí o seu carro, ou em alternativa, estaciona-lo no início do trilho seguindo pelo caminho de cimento que se encontra nas proximidades. Equipamento recomendado

Lagoa do Fogo //©PauloHSilva/siaram

PRAIA


VILA FRANCA DO CAMPO

[PR32SMI]

Este trilho tem início no Monte Escuro, um cone de escórias com 890m de altitude, caracterizado pela cor negra do basalto e bagacinas e pelas suas encostas de forte inclinação topográfica. O trilho faz-se por um caminho de terra batida, que ladeia o Monte Escuro e sobe em direção ao Pico da Vela. Contornando-o pela direita, poderá desfrutar de uma das mais belas vistas sobre a Lagoa do Fogo. Desça pelo caminho à direita em direção ao Pico da Cruz (706m), tendo como pano de fundo Vila Franca do Campo e o seu ilhéu. Após atravessar uma zona de pastagens e de matas de criptomérias, chegará à Ermida de Nossa Senhora da Paz, uma construção do séc. XVI erigida pela população vila-franquense em honra à Virgem Maria. O trilho prossegue pelo caminho de calçada, que o conduzirá ao centro de Vila Franca do Campo, por entre campos de cultivo com muros altos e alguns edifícios seculares.

Extensão 4,8km Dificuldade Média Duração 2h30 Alt. Máx. 563m | Alt. Mín. 395m

Parque Natural de São Miguel

GPS Início: Monte Escuro (37°47’05,92”N ; 25°26’21,03”O) Fim: Praça da República em Vila Franca do Campo (37°42’54,00”N ; 25°26’09,12”O)

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Como chegar Após passar por Vila Franca do Campo siga a estrada regional até encontrar o sinal que indica o desvio para a Lagoa do Congro. Continue até encontrar o desvio para o Monte Escuro. Ao seguir por essa estrada encontrará a placa de início de trilho, onde poderá estacionar o seu carro. Equipamento recomendado

Ninho de Cagarro //©PauloHSilva/siaram Uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) //©PauloHSilva/siaram

Ilhéu de Vila Franca do Campo //©PauloHSilva/siaram

MONTE ESCURO


PICO DO FERRO CALDEIRA DA [PR22SMI] LAGOA DAS FURNAS

Folhado (Viburnum treleasei) //©PauloHSilva/siaram

Caldeira da Lagoa das Furnas //©PauloHSilva/siaram

O percurso inicia-se no miradouro do Pico do Ferro. O começo do trilho, com piso alcatroado, localiza-se no sentido oposto ao miradouro. Mais à frente, existe um desvio à direita para um atalho de pé posto por onde se deve seguir. Neste trilho é possível encontrar uma grande variedade de plantas endémicas, tais como o folhado (Viburnum treleasei), o louro-da-terra (Laurus azorica), a uva-da-serra (Vaccinium cylindraceum) e a urze (Erica azorica). É um trilho indicado para a observação de aves, pois observa-se com facilidade o milhafre (Buteo buteo rothschildi), a estrelinha (Regulus regulus azoricus) e também o único mamífero endémico dos Açores, o morcego-dos-açores (Nyctalus azoreum). No final do atalho de pé posto, deverá voltar à sua direita para contemplar as caldeiras da Lagoa das Furnas, uma das áreas de vulcanismo secundário mais importantes dos Açores, e a magnífica Lagoa das Furnas, onde termina o trilho.

GPS Início: Miradouro do Pico do Ferro (37°46’18,44”N ; 25°20’02,99”O) Fim: Margens da Lagoa das Furnas (37°46’04,09”N ; 25°19’54,26”O) Como chegar Ao chegar à Achada das Furnas, siga a estrada até encontrar o sinal que indica o miradouro do Pico do Ferro, onde poderá estacionar o seu carro. Equipamento recomendado

Parque Natural de São Miguel

Vista do Trlho Monte Escuro - Vila Franca do Campo //©PauloGarcia

Extensão 2km Dificuldade Média Duração 45min Alt. Máx. 509m | Alt. Mín. 280m

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Furnas //©PauloGarcia

Azevinho (Ilex azorica) //©PauloHSilva/siaram

O trilho inicia-se e termina junto ao Parque Terra Nostra. Datando do séc. XVIII, é o mais importante parque botânico da ilha de São Miguel e um dos maiores jardins dos Açores. Passando pelo interior da localidade, cortando pela zona do Sanguinhal, chega-se à zona das Caldeiras da Lagoa das Furnas, área de vulcanismo secundário, com os campos fumarólicos mais significativos dos Açores. Nesta zona pode-se contemplar toda a beleza da Lagoa das Furnas. O percurso segue pela margem da lagoa, por um caminho de terra batida. As margens da Lagoa das Furnas constituem um local de repouso para aves migratórias, entre elas a garça-real (Ardea cinerea) e o garajaucomum (Sterna hirundo). O percurso continua em direção à Ermida de Nossa Senhora das Vitórias, construída com o intuito de sepultar o casal José do Canto e Maria Guilhermina do Canto. Continua-se o percurso pela Estrada Regional até à entrada para a Lagoa Seca. Nesta área aplanada é possível contemplar o Pico do Gaspar, um domo traquítico formado na erupção histórica de 1444, e vários depósitos vulcânicos de pedra-pomes. O trilho continua em direção Lombo dos Milhos seguindo posteriormente em direção ao centro da freguesia das Furnas, onde termina o trilho.

Salsa-burra (Daucus carota) //©PauloHSilva/siaram

[PRC6SMI]

//©PauloHSilva/siaram

FURNAS

Extensão 9,2km Dificuldade Fácil Duração 2h50 Alt. Máx. 373m | Alt. Mín. 283m

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Como chegar Ao chegar às Furnas estacione no parque de estacionamento que se encontra próximo do Parque Terra Nostra. O trilho tem início nesse local. Equipamento recomendado //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural de São Miguel

GPS Início: Próximo do Parque Terra Nostra (37°46’23,45”N ; 25°18’57,89”O) Fim: Próximo do Parque Terra Nostra (37°46’23,45”N ; 25°18’57,89”O)


[PR7SMI]

O percurso inicia-se na zona do Bardinho, na freguesia da Algarvia, por um caminho que atravessa uma mata de criptoméria (Cryptomeria japonica). Após passar a mata a vegetação torna-se rasteira, maioritariamente constituída por gramíneas, que dão o nome ao Planalto dos Graminhais. Continuando o percurso, ao chegar a uma bifurcação deverá voltar à esquerda, em direção ao Pico da Vara, o ponto mais alto da ilha de São Miguel, onde em dias de bom tempo poderá avistar toda a Serra da Tronqueira e o concelho da Povoação. Com alguma sorte, durante o percurso poderá avistar o priôlo (Pyrrhula murina), ave terrestre rara, endémica da ilha de São Miguel e única nos Açores.

Extensão 3,5km Dificuldade Difícil Duração 5h Alt. Máx. 1105m | Alt. Mín. 680m GPS Início: Zona do Bardinho (37°48’58,01”N ; 25°13’54,23”O) Fim: Pico da Vara (37°48’34,31”N ; 25°12’40,13”O) Como chegar Para chegar aqui aconselhamos que alugue um carro ou um táxi. Ao chegar à Algarvia, escolha na rotunda a saída que o levará em direção ao Pico da Vara. Siga pelo caminho de terra até se deparar com uma bifurcação. O trilho tem início nesse local e poderá estacionar o seu carro na berma da estrada. Equipamento recomendado

Parque Natural de São Miguel

PICO DA VARA

Pico da Vara //©PauloGarcia

ALGARVIA

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ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS MIRADOURO DA ILHA DE SABRINA Localizado no topo da falésia, junto ao Pico das Camarinhas.Deste local poderá usufruir de uma excelente panorâmica do Monumento Natural do Pico das Camarinhas - Ponta da Ferraria, onde conseguirá observar diversas estruturas geológicas, com destaque para um cone de escórias, uma fajã lávica, uma arriba fóssil, uma pseudocratera, um domo traquítico localizado a montante, e nascentes termais. É possível avistar ainda, o Spa Termal da Ferraria, que concilia o conceito tradicional de termas, com fins terapêuticos e medicinais, a uma vertente mais moderna de saúde pela água e técnicas de fisioterapia, com tratamentos diferenciados e serviços exclusivos. GPS: 37°51’28,00”N ; 25°51’02,56”O

MIRADOURO DO ESCALVADO

MIRADOURO DO CERRADO DAS FREIRAS Próximo da Estrada Regional, deste miradouro desfruta-se de uma excelente panorâmica sobre a Lagoa das Sete Cidades e em particular sobre a península da Lagoa Azul. GPS: 37°51’14,25’’N ; 25°46’34,56’’O

MIRADOURO DA LAGOA DE SANTIAGO Localizado junto do miradouro do Cerrado das Freiras, este espaço permite vislumbrar a beleza da Lagoa de Santiago, assim como toda a zona envolvente ocupada, principalmente, por plantações de criptoméria (Cryptomeria japonica). Apesar de esta espécie ser dominante, ainda se podem encontrar muitos elementos da vegetação natural tais como a faia-da-terra (Morella faya) e o louro-da-terra (Laurus azorica), entre outros. GPS: 37°51’5,87”N ; 25°46’38,89”O

Vista do miradouro da Lagoa de Santiago //©PauloGarcia

No topo da falésia da Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Ponta do Escalvado situa-se o miradouro com o mesmo nome. Deste local é possível usufruir de uma magnífica panorâmica da fajã lávica dos Mosteiros e dos quatro ilhéus, assim como da Ponta da Ferraria. A pequena construção existente no miradouro é uma vigia, em tempos utilizada na caça à baleia. GPS: 37°52’16,7”N ; 25°50’29,5”O

MIRADOURO DA VISTA DO REI Assim conhecido pelo facto de ali terem estado o Rei D. Carlos e a rainha D. Amélia no ano de 1901, situa-se na cumeeira das Sete Cidades, a Sul da Lagoa Verde, de onde se observa uma panorâmica de toda a depressão vulcânica que constitui a caldeira das Sete Cidades onde se destacam, no interior da cratera, as lagoas Verde e Azul, a freguesia das Sete Cidades, a Caldeira Seca e a Caldeira do Alferes (um cone de pedrapomes que, por vezes, apresenta no seu interior um pequeno lagoeiro). GPS: 37°50’21,4”N ; 25°47’41,5”O

MIRADOURO DA LOMBA DO VASCO

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Miradouro da Lomba //©PauloGarcia

Parque Natural de São Miguel

Deste miradouro poderá usufruir de uma excelente panorâmica de toda a caldeira das Sete Cidades. Em primeiro plano podemos observar a Lagoa Azul, de maiores dimensões, do outro lado e separada pela ponte dos Regos, encontra-se a Lagoa Verde. Na margem ocidental da Lagoa Azul, podemos observar a freguesia das Sete Cidades e na margem oriental desta podemos observar a Península e o Cerrado das Freiras. GPS: 37°52’48,6’’N ; 25°46’36,0’’O

MIRADOURO DA GROTA DO INFERNO Este miradouro está localizado na Mata de Recreio da Lagoa do Canário, nas imediações da lagoa com o mesmo nome, do qual se podem apreciar amplas panorâmicas sob as lagoas Azul, Rasa e de Santiago. GPS: 37°50’32,74”N ; 25°45’38,99”O

MIRADOURO DAS FETEIRAS Também conhecido por miradouro da Vigia da Baleia, pelo facto de em tempos ter sido um posto de vigia à passagem de cetáceos, utilizado na caça da baleia, é possível a partir deste ponto observar-se uma larga extensão da costa Sul da ilha. GPS: 37°47’18,46”N ; 25°46’17,14”O


Deste local é possível observar amplas panorâmicas sob a costa Norte e Sul da ilha e ao fundo o maciço vulcânico de Água de Pau. Este miradouro encontra-se inserido na Mata de Recreio da Lagoa das Empadadas, que corresponde a uma mata ajardinada, onde poderá ficar a conhecer a Lagoa, circundada por azáleas (Rhododendron spp.). GPS: 37°49’35.97”N ; 25°44’48.43”O

Miradouro do Pico do Carvão //©PauloGarcia

Vista da Lagoa das Empadadas //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DO PICO DO PAUL

MIRADOURO DO MORRO DAS CAPELAS O miradouro oferece um panorama sobre toda a Área Protegida de Gestão de Recursos do Porto das Capelas - Ponta das Calhetas. O seu litoral inclui formas geológicas muito interessantes como por exemplo, o Morro das Capelas, um cone de tufos formado por uma erupção submarina, escoadas lávicas com disjunções colunares. GPS: 37°50’26,88”N ; 25°41’6,51”O

MIRADOURO DA PEDRA NEGRA Deste local é possível observar-se uma grande parte da costa Norte da ilha, bem como a Área Protegida de Gestão de Recursos do Porto das Capelas - Ponta das Calhetas. GPS: 37°50’8,09”N ; 25°40’21,17”O

MIRADOURO DA PONTA DO CINTRÃO

MIRADOURO DO PICO DO CARVÃO Daqui é possível usufruir de uma vasta visão sobre os cones vulcânicos que se estendem desde o concelho de Ponta Delgada ao concelho da Ribeira Grande, tendo sempre como pano de fundo várias lagoas. Encontra-se ainda nas suas imediações o Pico do Boi, o Pico das Éguas e o Pico do Carvão. GPS: 37°49’28,15”N ; 25°44’11,50”O

MIRADOURO DE SANTA IRIA Neste local consegue-se uma ampla vista sobre a costa Norte da ilha de São Miguel. Ao longe consegue avistar-se a Ponta do Cintrão e a Ponta Formosa, assim como as ruínas do antigo balneário da Ladeira da Velha, zona onde antigamente era efetuado o aproveitamento de uma nascente termal, cuja água era utilizada com fins terapêuticos. Foi nesta mesma zona que se travou o combate da Ladeira da Velha em 1831, no contexto da Guerra Civil Portuguesa. GPS: 37°49’25,93’’N ; 25°27’44,59’’O

MIRADOURO DA BELA VISTA Localizado na encosta norte do vulcão do Fogo, este miradouro permite observar amplas panorâmicas sobre grande parte da costa Norte desde a Ribeira Grande até ao maciço vulcânico das Sete Cidades, onde se destaca em primeiro plano a cidade da Ribeira Grande e a oeste a Área Protegida de Gestão de Recursos do Porto das Capelas - Ponta das Calhetas. GPS: 37°46’41,04’’N ; 25°29’44,39’’O

Parque Natural de São Miguel

Vista da Lagoa das Éguas Norte //©PauloHSilva/siaram

Aqui, contempla-se uma grande extensão da costa escarpada da Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Ponta do Cintrão. É uma zona importante de nidificação do cagarro (Calonectris diomedea borealis), e do pintainho (Puffinus assimilis). É possível observá-los ou ouví-los durante o verão. GPS: 37°50’35,90”N ; 25°29’24,70”O

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MIRADOURO DA LAGOA DO FOGO Ao longo da Estrada Regional existem vários miradouros que permitem usufruir de diferentes panorâmicas para a caldeira do Vulcão do Fogo, onde domina no seu interior, a Lagoa do Fogo, rodeada por encostas muito íngremes e recortadas, cobertas de mato natural, com flora endémica abundante e diversificada. GPS: 37°46’9,74”N ; 25°29’18,92”O

No cume da cratera do Monte Santo existem dois miradouros de acesso unicamente pedonal, de onde é possível vislumbrar a Vila de Água de Pau e uma parte da Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Serra de Água de Pau. Pode ainda observar-se a costa recortada com as suas baías pouco profundas. GPS: 37°43’4,29”N ; 25°30’39,16”O

MIRADOURO DO CERCO Localizado na fajã lávica da Ponta da Galera, obtém-se deste miradouro uma vista panorâmica sobre o mar. Pode usufruir-se de belas poças naturais rodeadas de calhau rolado. É possível nesta zona observar uma grande colónia de garajausrosados (Sterna dougallii) e garajaus-comuns (Sterna hirundo). GPS: 37°42’2955”N ; 25°30’38,73”O Garajau-rosado (Sterna dougallii) //©PauloHSilva/siaram

Vista do miradouro Subida do Fogo //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DO MONTE SANTO

Parque Natural de São Miguel

MIRADOURO DA BARROSA

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Localizado próximo da Estrada Regional, deste miradouro desfruta-se de uma excelente panorâmica sobre a Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Serra de Água de Pau, bem como de parte da Reserva Natural da Lagoa do Fogo e costa Norte de São Miguel. GPS: 37°45’49,79”N ; 25°29’43,19”O

É possível admirar alguns habitats naturais existentes na Zona Especial de Conservação (ZEC) da Caloura - Ponta da Galera, nomeadamente grutas submarinas de grande valor científico. Deste miradouro obtêmse a maior e melhor vista sobre a fajã da Caloura podendo-se usufruir ainda de uma vista sobre o ilhéu de Vila Franca do Campo. GPS: 37°42’53,22”N ; 25°29’40,39”O Vista do miradouro do Pisão //©NunoLoura

Vista do miradouro da Barrosa //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DO PISÃO

MIRADOURO DO ALDEAMENTO Em frente ao aldeamento do ilhéu de Vila Franca do Campo, situa-se um miradouro que permite observar amplas panorâmicas sobre o mesmo, que por causa dos seus valores geológicos, biológicos, histórico-culturais, paisagísticos e, em particular, a importância na preservação das espécies e habitats encontra-se classificado como Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies. GPS: 37°42’47,77’’N ; 25°26’30,85’’O


Localizado na Algarvia, este local permite contemplar a maior elevação da ilha de São Miguel, o Pico da Vara, com uma riqueza botânica e paisagística elevada. Aqui encontra um aprazível parque de merendas com uma interessante vista sobre o mar e a encosta. GPS: 37°51’12,03’’N ; 25°13’29,03’’O

MIRADOURO DA TRONQUEIRA Localizado na Reserva Natural do Pico da Vara, este local permite uma imponente vista da Serra da Tronqueira, do Pico da Vara e do Pico Verde. Em torno do miradouro encontra-se a mais importante mancha de floresta laurissilva existente na ilha. GPS: 37°47’47,09’’N ; 25°11’5,24’’O

Miradouro da Tronqueira //©PauloGarcia

Vista do miradouro Nossa Senhora da Paz //©NunoLoura

O miradouro da Nossa Senhora da Paz, localizado junto à ermida com o mesmo nome, oferece amplas panorâmicas sobre Vila Franca do Campo, tendo como pano de fundo o seu ilhéu, “o mais formoso que há nas ilhas” (in “Gaspar Frutuoso, Saudades da Terra”). GPS: 37°43’40,47’’N ; 25°25’53,31’’O

MIRADOURO DO DESPE-TE QUE SUAS

MIRADOURO DO PICO DO FERRO

Vista do Miradouro do Pico do Ferro //©PauloGarcia

Localizado no cimo do Pico de Ferro, poderá observar grande parte da Área de Paisagem Protegida das Furnas, destacando-se a Lagoa das Furnas com as suas fumarolas e caldeiras, bem como a pitoresca freguesia das Furnas. GPS: 37°46’18,11’’N ; 25°20’3,27’’O

MIRADOURO DO SALTO DO CAVALO

Miradouro do Salto do Cavalo //©PauloGarcia

Situado na Salga, daqui poderá vislumbrar o exuberante Vale das Furnas bem como as costas Norte e Sul da ilha. Em torno do miradouro pode-se observar algumas espécies endémicas pertencentes à floresta laurissilva. GPS: 37°47’14,53’’N 25°17’1,32’’O

MIRADOURO DO PICO DOS BODES Este miradouro oferece uma vista panorâmica sobre a vertente Sul da Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies da Tronqueira - Planalto dos Graminhais bem como, sobre a costa Sul da ilha com destaque para a Vila da Povoação. GPS: 37°44’50,03’’N ; 25°13’10,86’’O

MIRADOURO DA PONTA DA MADRUGADA Situado na Pedreira, possui uma deslumbrante vista para o mar e para a Serra da Tronqueira, Graminhais. É um ótimo local para ver o nascer do sol, pois está situado na costa Este da ilha. GPS: 37°47’23,10”N ; 25°8’46,48”O

MIRADOURO DA PONTA DO SOSSEGO Localizado na Pedreira, daqui é possível observar a Ponta da Marquesa e tem ainda uma vista panorâmica sobre a Área Protegida de Gestão de Recursos da Costa Este. GPS: 37°47’58,94”N ; 25° 8’44,11”O

MIRADOURO DA VISTA DO BARCO Localizado na Pedreira, daqui avista-se o Farol da Ponta do Arnel, o primeiro a ser implantado no Arquipélago dos Açores, e o Porto de Pescas da Vila do Nordeste. Tem ainda uma vista panorâmica sobre a Área Protegida de Gestão de Recursos da Costa Este. GPS: 37°49’10,19”N ; 25° 8’22,76”O

Parque Natural de São Miguel

MIRADOURO DA NOSSA SENHORA DA PAZ

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Parque Natural de SĂŁo Miguel


VILA/CIDADE

FAROL

FREGUESIAS

PORTO DE PESCA

VÉRTICE GEODÉSICO (mt)

PARQUE FLORESTAL

ESTRADAS PRINCIPAIS

PARQUE DE CAMPISMO

ÁREA TERRESTRE DO PARQUE

HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE

ÁREA MARINHA DO PARQUE

AEROPORTO/AERÓDROMO

CENTROS AMBIENTAIS 1. Centro de Monitorização e Investigação das Furnas 2. Loja do Parque da Lagoa das Sete Cidades TRILHOS PEDESTRES Vista do Rei - Sete Cidades Mata do Canário - Sete Cidades Serra Devassa Praia - Lagoa do Fogo Monte Escuro - Vila Franca do Campo Pico do Ferro - Caldeira da Lagoa das Furnas Furnas Algarvia - Pico da Vara Povoação - Pico da Vara ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Miradouro da Ilha de Sabrina 2. Miradouro do Escalvado 3. Miradouro da Vista do Rei 4. Miradouro da Lomba do Vasco 5. Miradouro do Cerrado das Freiras 6. Miradouro da Lagoa de Santiago 7. Miradouro da Grota do Inferno 8. Miradouro das Feteiras 9. Miradouro do Pico do Paul 10. Miradouro do Pico do Carvão 11. Miradouro do Morro das Capelas 12. Miradouro da Pedra Negra 13. Miradouro da Ponta do Cintrão 14. Miradouro de Santa Iria 15. Miradouro da Bela Vista 16. Miradouro da Subida do Fogo 17. Miradouro da Barrosa 18. Miradouro do Monte Santo 19. Miradouro do Cerco 20. Miradouro do Pisão 21. Miradouro do Aldeamento 22. Miradouro da Nossa Senhora da Paz 23. Miradouro do Pico do Ferro 24. Miradouro do Salto do Cavalo 25. Miradouro do Despe-te Que Suas 26. Miradouro da Tronqueira 27. Miradouro do Pico dos Bodes 28. Miradouro da Ponta da Madrugada 29. Miradouro da Ponta do Sossego 30. Miradouro da Vista dos Barcos

Paisagem da Ilha de São Miguel //©PauloHSilva/siaram

ZONA BALNEAR


SAnta M


aria parque Natural


Parque Natural de Santa Maria

Fósseis //©PauloHSilva/siaram

// ©

144 Barreiro da Faneca //©PauloHSilva/siaram

Fósseis //©PauloHSilva/siaram

Maia //©PauloHSilva/siaram


Santa Maria é marcada por características raras e distintas, apresentando as formações geológicas mais antigas do arquipélago, com oito unidades responsáveis pelo seu aparecimento.

Estas

unidades

vulcano-estratigráficas

correspondem a diferentes fases vulcânicas, sendo a primeira atividade submarina, que se iniciou provavelmente durante o período de emergência da ilha. Os restantes períodos de formação de cariz submarino e subaéreo são alternados por formações sedimentares correspondentes a períodos de acalmia vulcânica, à qual se encontram associados muitos sedimentos marinhos fossilíferos.

Farol da Maia //©PauloHSilva/siaram

a Formação dos Cabrestantes, caracterizada por uma

A génese da ilha permitiu que ela fosse guardiã de verdadeiros tesouros da herança da formação do arquipélago dos Açores. Com jazidas datadas do Miocénico – início do Pliocénico – 7 a 5 Milhões de anos – e do Plistocénico – 130 000 a 117 000 anos, é possível testemunhar fósseis marinhos, como bivalves, búzios (gastrópodes), ouriços-do-mar ou até mesmo dentes de tubarão, associados a sedimentos alternados por formações vulcânicas. Esta paleodiversidade torna Santa Maria única nos Açores. A ilha de Santa Maria conta com 15 geossítios: o Barreiro da Faneca, a Pedreira do Campo, o Poço da Pedreira, a Ponta do Castelo, a Ribeira do Maloás, a Baía da Cré, a Baía de São Lourenço, a Baía do Raposo, a Baía do Tagarete e Ponta do Norte, a Baía dos Cabrestantes, o Barreiro da Malbusca, a Cascata do Aveiro, o Figueiral, o Porto de Vila do Porto e a Praia Formosa e Prainha, sendo os cinco primeiros

O Parque Natural de Santa Maria é uma mescla de história

// ©

considerados geossítios prioritários.

natural, de tradições e costumes, de aromas e cores. Efetivamente, as áreas que o compõem caraterizam-se por elementos tão singulares que vão desde a paleontologia à geologia, da flora à fauna, da paisagem ao património cultural. No total, o Parque Natural é constituído por 13 áreas protegidas, que se encontram contempladas em 5 diferentes categorias. Das 647 espécies de plantas vasculares que se encontram na ilha, 36 são endémicas do arquipélago. No que se refere à fauna terrestre, em particular aos artrópodes, importa salientar que atualmente são conhecidas oito espécies de escaravelhos (Tharphius) endémicos dos Açores, sendo três endémicas de Santa Maria: Tarphius rufonodulosus, Tarphius pomboi Protegida de Gestão de Habitats ou Espécies do Pico Alto, uma das zonas dos Açores com maior diversidade única.

Ilhéu da Vila //©PauloHSilva/siaram

e Tarphius serranoi. As duas últimas estão restritas à Área


CENTROS AMBIENTAIS

CENTRO DE INTERPRETAÇÃO AMBIENTAL DALBERTO POMBO // CASA DOS FÓSSEIS

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Imagens do Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural de Santa Maria

No coração da artéria principal de Vila do Porto, na zona histórica, encontra-se o Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo. Inaugurado a 21 de Agosto de 2009, o Centro foi fruto da reconstrução de um imóvel no início da zona histórica. O edifício é um misto de soalho de carvalho americano, com madres de troncos de árvores ramificados, em sincronia com a arquitetura moderna do auditório e das zonas de acesso. Este centro alberga o espólio do Naturalista Dalberto Pombo, pioneiro no estudo da diversidade geológica e biológica da ilha de Santa Maria e tem como principal objetivo promover o conhecimento do património natural da ilha de uma forma dinâmica e interativa, com carácter educativo e científico.

No Centro, o visitante terá a oportunidade de estabelecer contato direto com borboletas e insetos dos Açores e do mundo, aves migratórias com rotas pela ilha, assim como conhecer o valioso património geológico que em Santa Maria pode ser observado: os fósseis marinhos. Através do percurso pelo Centro, constatará o contributo de Dalberto Pombo para o conhecimento e promoção da biodiversidade e geodiversidade da ilha de Santa Maria, assim como para o estudo internacional da rota da tartaruga-boba (Caretta caretta). A visita finaliza com a visualização de documentários no Auditório do Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo: “Formação Geológica dos Açores”, “Santa Maria: Império dos Fósseis”, da autoria de José Serra; “Tesouros Fósseis da Ilha amarela” da autoria de Luís Pereira e “À Descoberta de Santa Maria” da autoria de Pedro Carvalho.


SERVIÇOS

HORÁRIOS

01 de outubro a 31 de maio ter a sex: 10h00 - 17h00 sáb: 14h00 - 17h30 encerrado: dom | seg | feriados1 | 1 jan | ter Carnaval | 24 e 31 dez 01 de junho a 30 de setembro todos os dias: 10h00 - 18h00

VISITAS GUIADAS

01 out a 31 mai: ter a sex: 11h00 | 14h30 | 16h00 sáb: 14h30 | 16h00 01 jun a 30 set: 10h30 | 12h00 | 15h00 | 16h30 Duração da visita: 45 a 60 minutos Número máximo de pessoas por visita: 15

LOCALIZAÇÃO

Rua Dr. Teófilo Braga, Nº 10/12/14, 9580-535 Vila do Porto GPS: 36º57’4,06’’N ; 25º8’38,05’’O

CONTATOS

Tlf: 296 206 798 - Email: pnstmaria.dalbertopombo@azores.gov.pt

PREÇOS

Bilhete Completo: 2,50€ Bilhete Família (2 adultos com crianças até 17 anos): 4€

DESCONTOS:

Criança (até 12 anos): Grátis Juniores (13 a 17 anos): 1,75€ Sénior (+ 65 anos): 1,25€ Cartão-Jovem; InterJovem; Cartão de Estudante e Cartões em Parceria: 2€

COMO CHEGAR

Localizado na artéria principal de Vila do Porto, o Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo localiza-se a cerca de 180m do Largo Nossa Senhora da Conceição (Câmara Municipal de Vila do Porto). 1

Parque Natural de Santa Maria

Abre nos feriados: sexta-feira Santa, 25 de abril e 1 de maio > 14h00 - 17h30, exceto se coincidem com domingos ou segundas-feiras

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COSTA NORTE

[PR1SMA]

PICO ALTO [PR2SMA]

ANJOS

O trilho do Pico Alto - Anjos, inicia-se na estrada florestal do Pico Alto. Este percurso mostra-lhe sobretudo a enorme riqueza da flora natural, com a particularidade de nele constar exemplares da floresta laurissilva. Realça-se os endemismos faunísticos de artrópodes e moluscos existentes na Área Protegida de Gestão de Habitats ou Espécies do Pico Alto, sendo assim considerado um hotspot de biodiversidade. Se estiver atento, poderá igualmente observar e escutar diversas aves, muitas delas subespécies endémicas do arquipélago açoriano. Caso deseje poderá igualmente percorrer este trilho em BTT.

Extensão 6,5km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 205m | Alt. Mín. 5m

Parque Natural de Santa Maria

GPS Início: Lugar das Feteiras (36°59’47,524”N ; 25°6’31,589”O) Fim: Baía dos Anjos (37°0’17,698”N ; 25°9’13,755”O)

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Como chegar Prosseguir pela Estrada Regional em direção ao sitio das Bananeiras, lugar das Feteiras de Baixo, Freguesia de São Pedro. Equipamento recomendado

//©PauloHSilva/siaram

Barreiro da Faneca //©PauloHSilva/siaram

Durante este percurso, que se inica no lugar das Feteiras de Baixo, na freguesia de São Pedro, poderá contemplar a riqueza geológica da Baía do Raposo e do Barreiro da Faneca, ambos considerados sítios de elevado interesse geológico. Poderá igualmente vislumbrar a paleodiversidade de Santa Maria através da observação da jazida fossilífera da Baía da Cré. Para terminar mergulhe nas águas cristalinas da Baía dos Anjos, local onde termina o percurso pedestre.

Pico Alto //©PauloBorges

Barreiro da Faneca //©PauloHSilva/siaram

TRILHOS PEDESTRES

Extensão 14km Dificuldade Média Duração 4h Alt. Máx. 587m | Alt. Mín. 5m GPS Início: Estrada Florestal do Pico Alto (36°58’12,96”N ; 25°5’0,547”O) Fim: Baía dos Anjos (37°0’12,184”N ; 25°9’31,323”O) Como chegar Prosseguir pela Estrada Regional em direção à entrada de acesso ao Pico Alto. Equipamento recomendado


[PR4SMA]

[PR5SMA]

O trilho inicia-se no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo (CIADP), seguindo-se para o Monumento Natural da Pedreira do Campo, Figueiral e Prainha, percurso este que permitirá ao visitante um contacto direto com a história geológica da ilha, nomeadamente através da visualização de rochas vulcânicas submarinas e conglomerados fossilíferos. No fim do passeio, aproveite para relaxar na Praia Formosa, uma praia de areia fina e clara, onde o azul límpido do mar contrasta com o verde envolvente.

Maia //©PNSantaMaria

No trilho Santo Espírito - Maia, que se inicia no centro da freguesia de Santo Espírito, está patente a tradição mariense do cultivo de vinhas em socalcos em pedra basáltica. Poderá ainda deslumbrar-se com a cascata do Aveiro, com cerca de 80m de altura, uma das mais altas do país. O percurso termina na Ponta do Castelo, local de antiga atividade baleeira e sítio de interesse geológico prioritário.

COSTA DO SUL

Costa Sul //©PNSantaMaria

MAIA

Extensão 6,8km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 317m | Alt. Mín. 5m

Extensão 8,5km Dificuldade Média Duração 3h Alt. Máx. 107m | Alt. Mín. 0m

GPS Início: Centro da Freguesia de Santo Espírito (36°57’17,871”N ; 25°2’31,57”O) Fim: Ponta do Castelo (36°55’40,293”N ; 25°1’4,018”O)

GPS Início: CIADP (36°57’0,352”N ; 25°8’39,721”O) Fim: Praia Formosa (36°57’2,31”N ; 25°6’6,056”O)

Como chegar Prosseguir pela Estrada Regional em direção ao centro da Freguesia de Santo Espirito.

Como chegar Inicio do trilho no Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo, no centro da Vila do Porto, Rua Teófilo Braga n.º 10/14.

Equipamento recomendado

Equipamento recomendado

Parque Natural de Santa Maria

SANTO ESPÍRITO

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CIRCUITOS CIRCUITO INTERPRETATIVO DA PEDREIRA DO CAMPO

Circuito Interpretativo da Pedreira do Campo //PNSantaMaria

O Circuito Interpretativo da Pedreira do Campo consiste num passadiço de arquitetura singular ao longo do qual o visitante poderá usufruir de informação selecionada sobre o património geológico e paleontológico presente no local. A Pedreira do Campo classificada como Monumento Natural Regional é uma antiga frente de exploração de inertes, com cerca de 260m, talhada em escoadas lávicas, basálticas, submarinas (lavas em almofada ou pillow lavas), únicas no contexto regional. Aqui a presença de conteúdo fóssil marinho, abundante e diversificado numa altitude de 180 metros evidencia parte da história geológica da ilha e da regressão marinha, ocorrida há cerca de 5 milhões de anos.

Extensão 160m Dificuldade Fácil Duração 30min

Parque Natural de Santa Maria

GPS 36°56’46,743”N ; 25°8’11,945”O

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Como chegar Seguir pela Estrada Municipal de Valverde, entrando à direita pelo caminho do Facho, em direção ao lugar do Brasil, ou em alternativa percorrendo o percurso pedestre da Costa Sul (PR5SMA). Equipamento recomendado


Fรณsseis //PNSantaMaria

Circuito Interpretativo da Pedreira do Campo //PNSantaMaria


Miradouro da Macela //©Parque Natural de Santa Maria

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS MIRADOURO DO PICO ALTO

Miradouro do Pico Alto //©Parque Natural de Santa Maria

Com cerca de 587m de altitude, o Pico Alto é o ponto mais alto de Santa Maria e o local ideal para se ter um panorama de excelência sobre toda a ilha. Para além do Pico Alto (Área Protegida para a Gestão de Habitats ou Espécies), o miradouro constitui um local ideal para observação de endemismos florísticos e faunísticos. Ao subir ao seu topo, perceberá facilmente os contrastes existentes entre a metade ocidental e a metade oriental da ilha. A parte ocidental é mais baixa, plana e de cor amarelo-acastanhada, enquanto que a metade oriental é mais húmida e arborizada, com terras altas cobertas de verde. GPS: 36°58’56,12”N ; 25°5’27,19”O

MIRADOURO DO ESPIGÃO

MIRADOURO DA MACELA Localizado no cimo da Baía da Praia Formosa, este miradouro permite que os visitantes vislumbrem uma paisagem única talhada pela intensa ação erosiva marinha. A Praia Formosa, caracterizada pelos seus depósitos de areia clara constitui uma das zonas balneares mais apreciadas da ilha. GPS: 35°57’13,56”N ; 25°6’12,47”O

MIRADOURO DA VIGIA DA BALEIA Deste miradouro, situado na costa Sudeste da ilha, aprecia-se de forma privilegiada a Ponta do Castelo, uma das geopaisagens mais importantes da ilha, que se distingue pela beleza da sua faixa costeira, onde predominam diversas espécies de flora endémica. A Ponta do Castelo foi outrora local de atividade baleeira, constituindo este miradouro uma das antigas “vigias” da caça à baleia. GPS: 36°55’49,34”N ; 25°1’08,11”O

Miradouro da Vigia da Baleia //©Parque Natural de Santa Maria

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Miradouro do Espigão //©RitaCâmara

Parque Natural de Santa Maria

Deste miradouro é possível observar uma das mais apreciadas paisagens da ilha: a Baía de São Lourenço, uma baía bem recortada e semicircular, onde os socalcos de vinha estão dispostos em anfiteatro natural. O miradouro permite igualmente contemplar o Ilhéu do Romeiro, um local de nidificação para muitas aves marinhas. O miradouro possui no seu centro um local com sombra e mesas que permite que os visitantes disfrutem de um momento de lazer. GPS: 36°58’56,11”N ; 25°2’53,37”O


MIRADOURO DA PEDRA RIJA

Ilhéu da Vila //©PauloHSilva/siaram

Na berma da Estrada Regional que conduz à freguesia de Santa Bárbara, encontra-se o miradouro da Pedra Rija. Após subir um lanço de escadas em basalto, é possível contemplar a freguesia de Santa Bárbara, muitas vezes apelidada de “Freguesia Presépio” dada a dispersão das suas habitações e as características arquitetónicas fiéis aos traços típicos trazidos pelos povoadores. GPS: 36°58’32,67”N ; 25°4’33,65”O

MIRADOURO DOS PICOS

Graraju-comum (Sterna dougallii) //©PauloHSilva/siaram

Este miradouro, situado na Estrada Regional que dá acesso ao Pico Alto, oferece uma vista privilegiada sobre a freguesia que serve de sede ao concelho, Vila do Porto, e a toda a área Sudoeste da ilha. Poderá ainda observar, à distância, a Reserva Natural do Ilhéu da Vila, o Pico do Facho e o Monumento Natural da Pedreira do Campo. GPS: 36°58’21,05”N ; 25°5’19,30”O

OBSERVAÇÃO DE AVES ÁREA ENVOLVENTE AO AEROPORTO A área envolvente ao aeroporto compreende toda a costa Oeste da ilha de Santa Maria, entre a Ponta do Malmerendo e a Baía dos Cabrestantes. Nesta área tão vasta, de solo argiloso e pouco povoado por vegetação arbórea, para além da pista do aeroporto (que se encontra interdita), as áreas de maior destaque para a ocorrência e observação de aves são o Farol da Ponta do Malmerendo (como miradouro ao Ilhéu da Vila), Ribeira Seca, sul do aeroporto, Oeste do aeroporto, Lagoa do Ginjal, Abegoaria Grande e Cova do Areão. Todos os pontos mencionados têm acesso de carro, exigindo curtas caminhadas. GPS: 36°56’34,39”N ; 25°9’36,16”O (Ponta do Malmerendo) 36°58’40,46”N ; 25°9’43,09”O (Lagoa do Ginjal) 36°58’54,90”N ; 25°10’36,08”O (Abegoaria Grande) 36°57’26,97”N ; 25°10’09,37”O (Campo Pequeno)

RIBEIRA DE SÃO FRANCISCO A Foz da Ribeira de São Francisco, vulgarmente denominada “Calhau da Roupa”, localiza-se na costa Sul da ilha de Santa Maria, na periferia da Vila do Porto, nas imediações da zona portuária. Sendo a porta de entrada para muitos turistas que visitam a “Ilha do Sol”, também o é para algumas aves migradoras que encontram a ribeira e a marina para repousar e procurar alimento. GPS: 36°56’46,15”N ; 25°8’43,45”O

ANJOS (PRAIA DOS LOBOS) Junto à costa, maioritariamente constituída de calhau rolado, desde a Ponta dos Frades à Ponta da Restinga, para além do contato direto com o mar, poderá observar aves que regularmente ocorrem nesta zona, como inúmeras aves marinhas, garças, limícolas, passeriformes e falcões nas encostas mais elevadas. GPS: 37°00’19,99”N ; 25°9’53,73”O Praia de Lobos //©Parque Natural de Santa Maria

Este pequeno miradouro na berma da Estrada Regional que acede à Baía da Maia, permite a contemplação da Área de Paisagem Protegida da Baía da Maia. Aqui pode-se observar o resultado do trabalho conjunto entre a natureza e a mão humana: os quartéis de vinhas em socalcos, onde ainda se cultiva com primor a uva-de-cheiro. Os baixios da Maia oferecem também agradáveis tonalidades de azul. GPS: 36°56’09,86”N ; 25°1’14,28”O

Ninho de garajaus //©PauloHSilva/siaram

MIRADOURO DA TIA RAULINHA


ZONA BALNEAR FAROL PORTO DE PESCA PARQUE FLORESTAL PARQUE DE CAMPISMO HOSPITAL/CENTRO DE SAÚDE AEROPORTO/AERÓDROMO VILA/CIDADE FREGUESIAS VÉRTICE GEODÉSICO (mt) ESTRADAS PRINCIPAIS ÁREA TERRESTRE DO PARQUE ÁREA MARINHA DO PARQUE CENTROS AMBIENTAIS 1. Centro de Interpretação Ambiental Dalberto Pombo TRILHOS PEDESTRES Costa Norte Pico Alto - Anjos Espírito - Maia Costa do Sul

Santo

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Fósseis //©PauloHSilva/siaram

Parque Natural de Santa Maria

ZONAS DE CONTEMPLAÇÃO E MIRADOUROS 1. Miradouro do Pico Alto 2. Miradouro do Espigão 3. Miradouro Macela 4. Miradouro da Vigia da Baleia 5. Miradouro da Tia Raulinha 6. Miradouro da Pedra Rija 7. Miradouro dos Picos


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Parque Natural de Santa Maria


Informações detalhadas sobre a geodiversidade e a biodiversidade das ilhas estão disponíveis nos Guias dos Parques Naturais, com destaque para o Guia de Campo, que permite a fácil identificação da fauna e flora características do arquipélago. Para mais informações gerais e atividades: parquesnaturais.azores.gov.pt, nossa rede social Facebook ou portal.sraa.azores.gov.pt. Poderá também visualizar e descarregar fotos e conteúdos multimédia em: siaram.azores.gov.pt e consultar imagens marinhas em www.horta.uac.pt/imagdop.

LEGENDA DE AUTORES DA CAPA E SEPARADORES (DE CIMA PARA BAIXO, DA ESQUERDA PARA A DIREITA) CAPA: 1. Caldeirão do Corvo //©PauloHSilva/siaram; 2. Porto do Comprido, Faial //©PauloHSilva/siaram; 3. Rocha dos Bordões, Flores //©PauloHSilva/siaram; 4. Caldeira da Graciosa //©PauloHSilva/siaram; 5. Montanha do Pico //©PauloHSilva/siaram; 6. Barreiro d Faneca, Santa Maria //©PauloHSilva/siaram; 7. Caldeira da Fajã de Santo Cristo, São Jorge //©PauloHSilva/siaram; 8. Lagoas das Sete Cidades, São Miguel //©PauloHSilva/siaram; 9. Paisagem, Terceira //©PauloHSilva/siaram. FLORES: 1. Angélica (Angelica lignescens) //©PauloHSilva/siaram; 2. Rocha dos Bordões //©PauloHSilva/siaram; 3. Lagoas Negra e Comprida //©PauloHSilva/siaram; 4. //©PauloHSilva/siaram; 5. Napaeus delibutus //©PauloHSilva/siaram; 6. //©PauloHSilva/siaram; 7. Trachurus picturatus //©FCardigos/ImagDOP; 8. Cubres (Solidago sempervirens) //©PauloHSilva/siaram; 9. Costa da ilha //©PauloHSilva/siaram. CORVO: 1. Mero (Epinephelus marginatus)//©FCardigos/ImagDOP; 2. Caldeirão //©PauloHSilva/siaram; 3. Paisagem do Corvo //©PauloHSilva/siaram; 4. Paisagem do Corvo com a ilha das Flores ao fundo//©PauloHSilva/siaram; 5. Moinho típico //©; 6. Vila do Corvo //©PauloHSilva/siaram; 7. Huperzia dentata //©PauloHSilva/siaram; 8. Vila do Corvo //©PauloHSilva/siaram ; 9. Verónica (Veronica dabneyi) //©PauloHSilva/siaram; 10. Não-me-esqueças (Myosotis maritima) //©PauloHSilva/siaram; 11. Paisagem do Corvo //©PauloHSilva/siaram; 12. Paisagem do Corvo //©PauloHSilva/siaram; 13. Caldeirão //©PauloHSilva/siaram. FAIAL: 1. Charcos de Pedro Miguel //©JoséGarcia ; 2. Vulcão dos Capelinhos //©PauloHSilva/siaram; 3. Tubarão azul (Prionace glauca) //©MarcoAurélio/ImagDRAM; 4. Vista panorâmica da cidade, Monte da Guia, com as ilhas do Pico e de São Jorge ao fundo //©PauloHSilva/siaram; 5. Rapa (Calluna vulgaris) //©PauloHSilva/siaram; 6. Caldeira //©JoséGarcia; 7. Caminho da levada //©PauloHSilva/siaram. PICO: 1. Vila da Madalena //©PauloHSilva/siaram; 2. Casa típica dos Açores //©PauloHSilva/siaram; 3. Vila das Lajes //©PauloHSilva/siaram; 4. Bremim (Silene uniflora) //©PauloHSilva/siaram; 5. Lajidos //©PauloHSilva/siaram; 6. Farol de São Mateus //©PauloHSilva/siaram; 7. Vinhas //©PauloHSilva/siaram; 8. Barcos de pesca tradicionais //©PauloHSilva/siaram; 9. Cacholote (Physeter macrocephalus) //©JFontes; 10. Montanha do Pico //©PauloHSilva/ siaram. SÃO JORGE: 1. Paisagem //©PauloHSilva/siaram; 2. Serra do Topo //©PauloHSilva/siaram; 3. Barcos típicos //©PauloHSilva/siaram; 4. Encharéus (Pseudocaranx dentex) //©MarcoAurélio/ImagDRAM; 5. //©PauloHSilva/siaram; 6. Casa antiga //©PauloHSilva/siaram; 7. Melro-preto (Turdus merula azorensis) //©PauloHSilva/siaram; 8. Paisagem //©PauloHSilva/siaram. GRACIOSA: 1. Caboz-das-cracas (Parablennius incognitus) //©MarcoAurélio/ImagDRAM; 2. Cristais de Enxofre //©PauloHSilva/siaram; 3. Moinho típico //©PauloHSilva/siaram; 4. Furna do Enxofre //©PauloHSilva/siaram; 5. Escaravelho-das-flores (Anaspis proteus) //©PauloHSilva/siaram; 6. Furna da Maria Encantada //PNGraciosa; 7. Carapacho //©PauloHSilva/siaram; 8. Paisagem //©PauloHSilva/siaram; 9. Ilhéu da Praia //©PauloHSilva/siaram. TERCEIRA: 1. Caldeira Guilherme Moniz //©PauloHSilva/siaram; 2. Furnas do Enxofre //©PauloHSilva/siaram; 3. Algar do Carvão //©PauloHSilva/siaram; 4. Angra do Heroísmo //©PauloHSilva/siaram; 5. Ilhéu das Cabras //©PauloHSilva/siaram; 6. Rapa (Calluna vulgaris) //©PauloHSilva/siaram; 7. Thalassoma pavo //©FCardigos; 8. Lagoa da Serra de Santa Bárbara //©PauloHSilva/siaram; 9. Touro-bravo //©PauloHSilva/siaram. SÃO MIGUEL: 1. Paisagem //©PauloHSilva/siaram; 2. Moreia-víbora (Enchelycore anatina) //©MarcoAurélio/ImagDRAM; 3. Ilhéu de Vila Franca //©PauloHSilva/siaram; 4. Lagoas das Sete Cidades //©PauloHSilva/siaram; 5. Parque Terra Nostra //©PauloHSilva/siaram; 6. Aqueduto do Algar do Carvão //©PauloHSilva/siaram; 7. Gruta do Carvão //©PauloHSilva/siaram; 8. Lagoa Rasa //©PauloHSilva/siaram; 9. Queiró (Daboecia azorica) //©PauloHSilva/ siaram; 10. Lagoas das Sete Cidades //©PauloHSilva/siaram. SANTA MARIA: 1. Farol do Ilhéu das Formigas //©PauloHSilva/siaram; 2. Ribeira do Engenho //©PauloHSilva/siaram; 3. Pedra-que-pica //©PauloHSilva/siaram; 4. Costa de Santa Maria //©PauloHSilva/siaram; 5. Líquen //©PauloHSilva/siaram; 6. Spergularia azorica //©PauloHSilva/siaram; 7. Fósseis //©PauloHSilva/siaram; 8. Farol do Ilhéu das Formigas // ©PauloHSilva/siaram; 9. Paisagem //©PauloHSilva/siaram; 10. Paisagem //©PauloHSilva/siaram; 11. Tartaruga-boba (Caretta caretta) //©JFontes/ImagDOP. CONTRA-CAPA: 1. Angra do Heroísmo //©PauloHSilva/siaram; 2. Baía da Cidade da Horta //©PauloHSilva/siaram; 3. Lagoa Negra e Lagoa Comprida //©PauloHSilva/siaram; 4. Paisagem da Ferraria //©PauloHSilva/siaram; 5. Vinha do Pico //©PauloHSilva/siaram; 6. Farol dos Ilhéus das Formigas //©PauloHSilva/siaram; 7. Fajãs de São Jorge //©PauloHSilva/siaram; 8. Paisagem da Graciosa //©PauloHSilva/siaram; 9. Vila do Corvo //©PauloHSilva/siaram.


CONTACTOS PARQUE NATURAL DAS FLORES

Serviço de Ambiente das Flores Rua João Augusto Silveira 9960-440 Lajes das Flores 292 207 390 parque.natural.flores@azores.gov.pt

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PARQUE NATURAL DE SANTA MARIA

Serviço de Ambiente de Santa Maria Rua Dr. Teófilo Braga nº 10/12/14 9580-535 Vila do Porto 296 206 790 parque.natural.stmaria@azores.gov.pt


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