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Edição nº 1.389 - Ano 27 | 11 a 17 de setembro de 2019 | R$ 11,00 | www.panrotas.com.br

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PRESIDENTE

José Guillermo Condomí Alcorta

ÍNDICE

nº 1.389 | 11 a 17 de setembro de 2019 | www.panrotas.com.br

CHIEF EXECUTIVE OFFICER (CEO) José Guilherme Condomí Alcorta (guilherme@panrotas.com.br)

DIRETORA DE MARKETING E EVENTOS Heloisa Prass

CHIEF TECHNOLOGY OFFICER (CTO) Ricardo Jun Iti Tsugawa

REDAÇÃO (redacao@panrotas.com.br)

EDITOR-CHEFE E CHIEF COMMUNICATION OFFICER: Artur Luiz Andrade

(artur@panrotas.com.br) Coordenador de Redação: Rodrigo Vieira (rodrigo@panrotas.com.br) Coordenador Web: Danilo Alves (danilo@panrotas.com.br) Pancorp/Viagens Corporativas: Beatrice Teizen Conteúdo para marcas: Thelma Lavagnoli e Beatriz Contelli (estagiária) Reportagem: Filip Calixto, Larissa Faria, Marcel Buono, Marcos Martins, Isabella Tagliapietra (estagiária-SP) e Thalita Almeida (estagiária-RJ) Fotógrafos: Emerson de Souza (São Paulo) e Marluce Balbino (Rio de Janeiro) MARKETING Analista: Erica Venturim (erica@panrotas.com.br) CRIAÇÃO Aline Monteiro (aline@panrotas.com.br) Fernanda Souza (fernanda@panrotas.com.br) Pedro Moreno (pedro@panrotas.com.br) COMERCIAL Gerente: Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) João Felipe Santana (joaosantana@panrotas.com.br) Renato Sousa (rsousa@panrotas.com.br) Rene Amorim (rene@panrotas.com.br) Sônia Fonseca (sonia@panrotas.com.br) Big Data: Igor Vianna (igorvianna@panrotas.com.br) Jéssica Andrade (jessica@panrotas.com.br) Assistentes: Ítalo Henrique (italo@panrotas.com.br) Rafaela Aragão (rafaela@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1.761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasília: Flavio Trombieri (flavio@panrotas.com.br) Tel: (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (simone@panrotas.com.br) Tel: (21) 2529-2415/98873-2415 Estados Unidos: Helene Chalvire (helene@panrotas.com.br) ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Referência Gráfica (São Paulo/SP)

SEÇÕES 06 Editorial Ação e reação

08 Check-in

PVT e Ancoradouro firmam parceria

12 Infográfico

Turismo acima de todos os setores

23 Coluna Abav Expo Os bastidores da feira

37 Memória Guerra Tarifária

38 LGBTravel

Conferência da Diversidade em São Paulo

42 Follow

Agaxtur nas redes sociais

14 Latam de volta ao jogo CEO e diretor detalham estratégia e investimentos futuros

20 Avianca Holdings

CEO explica reestruturação da empresa colombiana

26 Cruzeiros

Clia Brasil volta a mostrar otimismo

28 Polônia

Famtur da Schultz levou 17 agentes de viagens ao país da fé

Quer ler a revista PANROTAS pelo celular? Manda um WhatsApp pra gente (11 95609-1507) ou use o QR Code ao lado. Media Partner

Associações

Parceria Estratégica

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Editorial

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AÇÃO E REAÇÃO

s leis de um país e as regras que constam de contratos comerciais devem ser cumpridas e não há discussão sobre isso. Em um País acostumado com impunidade, jeitinhos, propinas, ultrapassagens pelo acostamento e furadas de fila, temos de incentivar mais transparência, clareza e objetividade nas relações de compra e venda, de investimentos, de participação societária... no ambiente jurídico geral do Brasil, de nossa sociedade. Em uma compra qualquer o consumidor tem direitos e deveres, assim como o fornecedor, o intermediário, e outros que estejam envolvidos na operação, entrega e produção do produto ou prestação do serviço. A aviação brasileira, mais recentemente, e com o argumento de que precisa equiparar as regras daqui às internacionais (e não é esse o tema desse editorial, por isso, deixemos essa afirmação como está, sem maiores análises ou críticas), vem realizando mudanças e conseguindo avanços importantes nos últimos anos. Mudanças no contrato com o passageiro (com regras mais claras, os tais direitos e deveres), mudanças na percepção dos governos estaduais (quem imaginaria São Paulo reduzindo o ICMS sobre o querosene de aviação?), mudanças nas concessões de aeroportos, mudanças na legislação (por exemplo, os 100% de capital estrangeiro nas nacionais), entre outras novidades em produtos, procedimentos, tecnologia, colocando o Brasil, segundo o pleito das aéreas, mais alinhado às práticas no mundo. A aviação brasileira obteve ganhos, sim, e ainda tem algumas lutas a serem perseguidas (o custo do combustível, as responsabilidades em cada etapa da viagem, chegar a mais cidades, alcançar 200 milhões de passageiros/ano). Evoluir é algo em movimento, sempre. Para parte dos passageiros e para alguns governantes, especialmente na esfera federal, ficou a imagem de que só o lado de lá ganhou. Da cobrança de bagagem às tarifas altas para se voar dentro do Brasil (por diversos motivos que também não são tema desse texto, mas temos de citar a saída da Avianca Brasil do mercado), o cliente fecha a cara em alguns momentos, especialmente quando é tratado da forma equivocada, errada ou injusta (segundo seus julgamentos – mas ele não tem sempre razão? Ou não?). O próprio lançamento da cobrança de bagagem já pode entrar na lista de maiores erros estratégicos da indústria. Não a cobrança em si, mas a forma como foi feita, levando dúvidas ao consumidor e à cadeia produtiva de Viagens e Turismo e

mais estresse ao ato de viajar de avião. Um mea culpa que alguns membros da indústria de aviação já fizeram, outros não. Afinal, a resolução 400 não tratava só da cobrança de bagagem e a divisão por tarifas já oferecia benefícios diferentes para passageiros...diferentes. Para alguns viajantes, a companhia aérea passar a cobrar por itens que antes estavam na tarifa pode sim significar mais transparência e adequação a padrões internacionais. Mas também uma situação que o torna também mais exigente no cumprimento dos contratos por parte das aéreas. Isso, mais o mau humor que o estresse da viagem e um mau atendimento podem causar, têm levado muitos clientes a pedirem ressarcimento na justiça. Seja por bagagem extraviada, seja por itens não cumpridos, seja por situações em que há muitos culpados, mas apenas um interlocutor a ser interpelado, seja por funcionários insatisfeitos ou mal treinados. E isso se dá também em outros mercados (nos Estados Unidos, por exemplo, a questão da segurança já causou cenas estapafúrdias, inusitadas e outras necessárias, na relação tripulantes-passageiros). Aqui entra outra peculiaridade brasileira, que tem desafiado a indústria e também o judiciário. O famoso dano moral. E ainda o suposto prejuízo que só pode ser estimado e não calculado exatamente. Tem crescido bastante o número de processos (teoricamente pequenos, mas muitas vezes o valor pago pelo bilhete) contra as empresas aéreas, no que pode ser visto como uma espécie de revide às novas regras e exigências, mas também como má fé, oportunidade de aproveitadores e até uma cobrança justa por serviços não ou mal prestados. Como é uma situação relativamente nova, a régua de ajuste ainda não chegou. Assim como o próprio País, novo em sua fase democrática, também vamos precisar nos adaptar e achar o meio termo, o equilíbrio para essas e outras situações (como a responsabilidade solidária, por exemplo). Papel das aéreas, de suas associações, das entidades do trade, dos governantes e também dos consumidores. Educar para que o ambiente seja bom para ambos os lados e propício para o crescimento do Turismo, da Aviação e do País, já que o modal aéreo, e aqui não há discussão, é essencial e vital para o desenvolvimento da nação e seu futuro. Novas regras e mudanças de contrato sempre existirão, pois estamos sempre evoluindo e mudando, mas essas mudanças precisam ser negociadas, colocadas de forma adequada, entendidas por todos. Quando o entendimento vem, vem também a média ponderada que estamos buscando. No mais, rumo aos 200 milhões. n

Artur Luiz Andrade Editor-chefe e Chief Communication Officer da PANROTAS artur@panrotas.com.br 6 6.indd 6

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Check-in

Mercado

+Lidas da semana Portal PANROTAS 1 O que esperar da aviação nos próximos meses - Parte 1

2 Reestruturação da Avianca tem venda de aviões e suspensão de rotas

3 Aviação nos próximos meses Parte 2: as aéreas low cost

4 Avianca terá "tarifas de low cost" e mais assentos nos A320

Especial Aviação

5 Especial Aviação (Parte 3):

bagagem grátis é boa para quem?

6 CVC Corp realiza "encontro do

O que esperar da aviação nos próximos meses? E em relação às low costs, que estão chegando em peso no País? Afinal, bagagem grátis é boa para quem? Tecnologia e companhias aéreas brasileiras, como está essa relação? Para encerrar os questionamentos, e a sustentabilidade no setor? Em um especial em cinco capítulos, o Portal PANROTAS aborda profundamente todos esses assuntos. Nesse link, você acessa a primeira parte e, dele, será direcionada às demais: http://bit.ly/especial_aviação n

pastel" com aéreas; veja fotos

7 Ancoradouro e PVT explicam

gestão compartilhada de vendas

8 Tudo o que você precisa saber sobre o novo Epcot está aqui

9 Três dicas para o agente entender e trabalhar com NDC

10 Nelson de Oliveira deixa CWT e assume Alitalia no Brasil

Fonte: Portal PANROTAS

Juliana Springer Mesanelli e Pedro Davoli Neto, da Universal Orlando Resort, entre Jorge Souza, Giovanna Paulineli e Roberto Sanches, da Orinter

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Orinter, nova operadora select Universal

A Orinter Tour & Travel agora é operadora select da Universal Orlando Resort. Na posição de Official Partner, a empresa passa a ter contrato direto com o fornecedor e pode oferecer melhores condições tarifárias, maior agilidade no atendimento, entre outras vantagens. O anúncio já foi feito, mas será oficializado junto aos parceiros em 10 de outubro. Na data será realizado o Conexão Orinter, evento dedicado aos produtos de Estados Unidos para mais de 250 agentes de viagens do País. O objetivo do encontro, segundo o diretor da operadora, Roberto Sanches, é "conectar” os profissionais convidados com os fornecedores e destinos norte-americanos. Segundo o executivo, o formato é diferente de tudo o que a operadora já fez no mercado. “Com o Conexão Orinter vamos lançar uma nova maneira de capacitar os nossos parceiros agentes de viagens. Além das palestras institucionais, também teremos técnicas de vendas de produtos e destinos, tutoriais de como vender melhor e muito mais”, afirma ele. De acordo com Sanches, para se tornar uma operadora select, a empresa é submetida a uma criteriosa análise. “Nós precisamos mostrar que temos que estar aptos a não apenas distribuir o produto, mas também agregar valor a ele. É preciso aumentar a produção”, disse. Com o Brand USA como patrocinador máster, o Conexão Orinter dedicado aos Estados Unidos já conta com 20 parceiros confirmados. A Orinter é conhecida por ter uma equipe de especialistas em seu time. Dentro da equipe de Estados Unidos, coordenada por Giovanna Paulinelli, há um grupo dedicado exclusivamente aos produtos da Universal. n

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Consolidadoras

Juarez Cintra Neto, do Grupo Ancoradouro, e Cristiano Ratton, da PVT Consolidadora

Aliança estratégica

O Grupo Ancoradouro, de Campinas (SP), e o Grupo Picchioni, de Belo Horizonte, fecharam uma parceria entre as suas consolidadoras, a Ancoradouro e a PVT. As empresas passam a realizar uma gestão de vendas compartilhada nos mercados de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco, e a parte administrativa fica por conta da Ancoradouro. “A parte administrativa e de gestão passa a ser Ancoradouro, utilizando a marca PVT by Ancoradouro nesses mercados, em um primeiro momento. Depois a logomarca será modificada com o tempo. Foi algo muito bem desenhado e construído. Os dois grupos têm focos muito parecidos e essa aliança vai agregar ao que a PVT já realizava”, explica o presidente do Grupo Ancoradouro, Juarez Cintra Neto. “É importante ressaltar que não há uma sobreposição de clientes, pois as bases de Belo Horizonte e Governador Valadares, em Minas Gerais, além de Salvador e Recife são mercados novos para a Ancoradouro. É algo estratégico para que possamos ter uma atuação em território nacional e o impacto será positivo nestes mercados.” Para o diretor da PVT Consolidadora, Cristiano Ratton, a mudança é benéfica e as operações

são complementares. “Ao longo de quatro anos tivemos uma convivência grande e muito boa com Juarez Filho e Juarez Neto. Já éramos sócios no E-Fácil Plus, junto com a BRT, do Paraná, e a Wooba. Durante as reuniões mensais, avaliávamos o negócio e notamos uma afinidade administrativa e operacional, além da filosofia similar, pois são duas empresas familiares. Com isso, observamos a oportunidade de ter uma musculatura mais forte e capacidade maior de investimento em tecnologia.” “A Ancoradouro também possui uma gama de produtos maior que a nossa e iremos oferecê-los. A nossa missão é ser uma alternativa em relação a outras consolidadoras. Queremos crescer com rentabilidade e vimos que poderíamos ter um retorno maior juntos.” O negócio da consolidação no Grupo Picchioni foi de R$ R$ 248 milhões no ano passado (outros R$ 292 milhões vieram das operações de câmbio do grupo, que tem negócios fora do Turismo também). Já o Grupo Ancoradouro movimentou R$ 825 milhões em 2018, incluindo consolidação e a operadora Mondiale. A meta do grupo de Campinas é bater a marca de R$ 1 bilhão este ano. n

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Corporativo

+Lidas Corporativo 1 De Brasília ao Multiplus, 4

mudanças da Latam para o viajante corporativo

2 NCL fala sobre atrativos para Mice de seus navios; fotos

3 Latam colocará o A350 entre Gonzalo Romero (Air Europa), Fabio Ribeiro (Panasonic), Oscar Bonis (Turespaña), Grace Kelly (Queensberry) e José Ignacio de Oca (Globalia)

Viagens (inesquecíveis) de incentivo

Em tempos de corte de custos e budget menor, as empresas seguem investindo em incentivo. Para contornar o problema de orçamento mais enxuto, as companhias aéreas, em parceria com as agências, buscam alternativas que unam a melhor experiência para o premiado com o melhor custo benefício. Como alcançar isso foi um dos temas de um encontro realizado pela Air Europa em São Paulo, com profissionais da área de Mice. Viagens educacionais, com cursos e visitas técnicas, é uma das grandes tendências. “Existem vários destinos que conseguem gerar um conteúdo de forma que o viajante volte com uma experiência positiva e consiga reconectar quando chegar em casa. Para nós,

como organização, é muito importante que essa vivência faça sentido não só no trabalho dele, mas na vida como um todo”, afirmou o gerente geral de Marketing da Panasonic, Fabio Ribeiro. Com as expectativas altas, o colaborador deseja ser impactado da forma mais individual e personalizada possível. “Os premiados esperam ser tratados como reis. Batalharam muito para chegar até ali, por isso precisa ser algo memorável para a vida deles e viagens de incentivo possuem um recall de oito a 12 anos. Eles esperam a melhor viagem da vida deles, experiências priceless, que o dinheiro deles não poderia pagar. Por isso tem de ser inesquecível”, finaliza a gerente geral de Viagens e Eventos da Queensberry, Grace Kelly.n

São Paulo e Lisboa a partir de fevereiro

4 Delta estreia novo cardápio em voos entre EUA e Brasil

5 Conheça os indicados ao Prêmio Parceiro de Valor Abracorp

6 Air Europa discute

importância da gestão de viagens; fotos

7 Japan Airlines tem novas amenidades na classe executiva

8 Navios da NCL oferecem toda flexibilidade para Mice

9 Abroad discute desafios de viagens corporativas em Bogotá

10 Korean Air troca

guichês de check-in por autoatendimento

Fonte: PANCORP

Gervásio Tanabe, presidente executivo De diretor executivo a presidente executivo. Gervásio Tanabe tem um novo cargo na Abracorp. Suas funções serão basicamente as mesmas, mas a partir de agora Tanabe deve frequentar Brasília por mais tempo e principalmente com maior intensidade. Tanabe é o encarregado de aprovar e sugerir pautas pertinentes à principal associação de agências de viagens corporativas do Brasil junto ao Congresso, visando à desburocratização do setor e à facilitação do ambiente de negócios das associadas e, de quebra, de toda cadeia produtiva do Turismo. A promoção do executivo, segundo o presidente do Conselho da Abracorp, Carlos Prado, está alinhada com a boa gestão de governança corporativa prevista pelas práticas do IBGC. Está de acordo também com o momento vivido pelo Turismo no âmbito político e da administração pública. 10 8 a 10.indd 10

Gervásio Tanabe, presidente executivo da Abracorp, e Carlos Prado, presidente do Conselho

“O governo federal está lançando um olhar especial ao Turismo, está vendo que o setor já é peça fundamental na economia do País, e pode ser ainda mais. É hora de aproveitar esse momento e que fique claro que o Tanabe não estará junto ao Congresso para pedir gentilezas, e sim para realizar. Levantar medidas incisivas e que nos favoreçam.” n

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Infográfico

Turismo cresce como ninguém Agricultura, mineração, saúde, automotivo, varejo, serviços financeiros, bancos e construção. Nenhum setor da economia foi páreo para a nossa indústria em 2018 em âmbito global. O estudo Benchkmarking, do World Travel & Tourism Council (WTTC) em parceria com a American Express, abrange 26 países e dez regiões do mundo e mostra que:

O TURISMO FOI O SETOR DE CRESCIMENTO MAIS VELOZ DO MUNDO EM 2018, EXPANDINDO 3,9%, À FRENTE DA PRODUÇÃO AUTOMOTIVA (3,7%) E DA SAÚDE (3,3%), E A UMA TAXA SUPERIOR À DA ECONOMIA GLOBAL PELO OITAVO ANO CONSECUTIVO.

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US$ 2,8 trilhões

foi a contribuição direta do Turismo ao PIB global

US$ 8,8 trilhões

, considerando os impactos indiretos e induzidos

319 milhões

de empregos diretos, indiretos e induzidos representaram o Turismo em 2018, o que excede os impactos das indústrias de serviços financeiros, saúde, bancos, automotiva e de mineração

10,4% é o quanto esse valor

representa no PIB mundial

1,7 vez maior do que mineração,

1,5 vez maior

do que serviços financeiros e automotivo e

1,4 vez maior do que agricultura

44 milhões

de empregos é a contribuição de Turismo nas Américas, o sexto maior setor em termos de contribuição para o PIB e geração de empregos

9,7%

Responde por de todos os empregos nas regiões, mais do que o dobro dos serviços financeiros Fonte: WTTC

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Aviação Artur Luiz Andrade

4 PILARES, 1 OBJETIVO Os famosos números da Abracorp, que reúne 30 das maiores TMCs do País, assombram a Latam Airlines desde o ano passado, quando a Azul ficava na frente em alguns quesitos, enquanto a Gol liderava as vendas para essas agências com folga. Este ano, Gol em primeiro, Azul em segundo e Latam em terceiro, tanto em vendas quanto em número de passageiros. O diretor de Vendas Indiretas e Marketing da Latam, Igor Miranda, tem a resposta na ponta da língua: a empresa está satisfeita com os resultados. “Hoje já somos muito eficientes no corporativo, pois temos um market-share superior à nossa oferta para esse segmento, mas concordo que a Tam tinha uma imagem mais forte e reconhecida nesse segmento, e estamos fazendo mudanças e investimentos para sermos a melhor opção para o viajante a negócios.”

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Igor Miranda, diretor de Vendas Indiretas e Marketing da Latam

Ousado? Talvez não para uma empresa que, como ele mesmo apontou, já foi referência na indústria e nesse segmento. O tapete vermelho, serviço de bordo farto e tarifas com tudo incluso fazem parte de um passado recente da aviação — e que não volta mais. Porém, o passageiro corporativo e especialmente os com as mais altas categorias do programa de fidelidade da empresa, ou da aliança Oneworld, estão, na mão oposta, cada vez mais exigentes. E reconhecer esses clientes é obrigação de todo fornecedor, o que não era exatamente o que se via quando o comissário da Latam passava com uma garrafa de água na mão oferecendo a “cortesia” a bordo... Miranda e Jerome Cadier sabem disso e atacaram, nos últimos meses, em quatro pilares, com investimentos de mais de R$ 1 bilhão: Novos

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Jerome Cadier, CEO da Latam Airlines Brasil

Produtos, Fidelidade, Eficiência Operacional e Malha Aérea. Muitas das novidades já estão implementadas, outras têm cronograma de cerca de um ano e ainda há os segredos que serão lançados em breve, ainda este ano. LIDERANDO EM PONTUALIDADE O CEO da Latam reconhece que a aviação brasileira tem ótimos índices de pontualidade e regularidade (realização dos voos planejados), mas não esconde o orgulho de ter “roubado” da concorrente Gol o posto de mais pontual do País (e muitas vezes do mundo) em 311 dias do último ano. “Tivemos um 2017 e um começo de 2018 realmente complicado, devido ainda ao processo de fusão e à troca de plataforma tecnológica, mas todo o grupo já está com operação impecável e o Brasil é ainda melhor em pontualidade que o grupo”, comenta Cadier.

“É muito gratificante ter essa liderança, pois há situações que não dependem só de nós. É uma equação que envolve aeroporto, ter um itinerário bem estruturado, relacionamento com o setor de ground handling, processos ágeis de check-in e embarque, alinhamento de tripulantes...”, analisa. Com os voos saindo no horário, a Latam viu que era hora de acertar alguns procedimentos no atendimento aos passageiros, no check-in e no embarque, para reconhecer o viajante corporativo e os mais fieis à companhia. Com a cobrança da bagagem despachada, muitos clientes passaram a levar mais volumes a bordo, causando certa confusão nos embarques das aéreas e na hora de acomodar tudo nos compartimentos. Esses e outros momentos passaram a gerar mais estresse e acabavam “igualando” os passageiros.

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O que fez a Latam desde então? Veja a seguir algumas mudanças já em vigor.

1 – O embarque por grupos pas-

sou a ser mais rigoroso na checagem pelos funcionários e mais segmentado. “No Grupo 1, os passageiros com os tiers mais altos na (fidelidade à) companhia estarão sozinhos. Nunca será uma fila com mais de seis, sete passageiros. No Grupo 2, as categorias seguintes e por aí vai. Isso facilita o embarque de todos e garante que realmente os passageiros com cartão de fidelidade mais altos entrem primeiro”, explica.

2 – Quando o embarque é via posição remota, algo muito comum em Congonhas, em São Paulo, os passageiros do Grupo 1 ganharam transporte exclusivo. Uma van ou ônibus leva esse grupo, sozinho, até a aeronave.

3 – Também em Congonhas já foi implantado o sistema para priorizar a chegada da bagagem dos clientes top na esteira de desembarque. “Deu certo em Guarulhos e Congonhas e agora vamos levar a todo o Brasil”, diz Miranda. 4 – Também em Congonhas, a Latam

voltou a ter uma posição exclusiva de check-in para os clientes premium.

NOVOS HORÁRIOS NOS HUBS Pontualidade é importante para o passageiro a negócios, mas é fundamental que os voos cheguem e partam em horários adequados a esses clientes. A Latam resolveu, então, passar sua malha em revista, adequando onde podia os horários aos viajantes corporativos. A primeira mudança foi em Brasília. Segundo Igor Miranda, o hub na capital federal foi pensado para ligar o País, como distribuição de voos. E com isso, alguns horários que seriam nobres para o viajante corporativo acabavam negligenciados. Desde 5 de agosto, olhando para o corporativo, a Latam diminuiu o banco de conexões em Brasília de quatro para três e assim passou a oferecer mais horários para o passageiro corporativo que vem do Sudeste, Norte ou Nordeste. O mesmo tem ocorrido em Guarulhos, onde o corporativo internacional conecta na chegada de outros

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países da América Latina ou nos voos de longo curso. Em GRU e no Santos Dumont, a Latam lançou ainda novos voos com viés corporativo, nos slots herdados da Avianca Brasil. “Guarulhos tem um fluxo corporativo importante para o Nordeste e 95% de todo o internacional a negócios, por isso é uma de nossas prioridades e, vale lembrar, o principal hub do grupo na América Latina”, continua Miranda. Outro aeroporto que deve ter mudanças de malha e horários Latam é Fortaleza. Os ajustes, segundo Jerome Cadier, serão feitos até outubro. “Seremos a melhor opção para o passageiro corporativo”, garante. Igor Miranda diz que as mudanças não prejudicam os outros clientes, que continuam com a quantidade de voos, mas em horários diferentes. E Brasília continua sendo conectada a todo o País.n

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FIDELIDADE E PRODUTOS O Multiplus repaginado, com novo nome (ainda mantido em sigilo, mas nos voos da companhia, as comissárias já se referem ao Multiplus como Latam Fidelidade) e agora dentro da Latam (com investimento de R$ 300 milhões) será um dos trunfos para o viajante corporativo e demais passageiros da companhia, garantem Igor Miranda e Jerome Cadier. “Temos o melhor programa de fidelidade e agora vamos comunicar isso bem ao mercado, com uma campanha, e com o programa ficando dentro da Latam (antes era uma empresa independente)”, afirma Miranda. “O programa de fidelidade estará alinhado com os interesses da companhia aérea. Trocar pontos por uma lavadora não me ajuda, os pontos têm que circular na aérea”, explica Jerome Cadier. Segundo ele, os sistemas já estão conectados e nas próximas semanas, depois de alguns ajustes, o novo programa será lançado, mostrando todos os benefícios para o cliente. Quanto aos produtos, na edição passada da Revista PANROTAS mostramos as novas cabines do Boeing 777 (são dez no Brasil a serem retro-

Nova executiva dá acesso de corredor a todos os passageiros

Primeiro 777 retrofitado foi entregue no final de agosto

fitados). Também haverá a reforma de 80 Airbus 320 e 321 (para o doméstico), os 767 dos mercados de língua hispânica e os 787. “Teremos a melhor cabine de executiva no internacional e no doméstico virão novidades que não posso adiantar ainda”, disse Miranda. Já o A350, avião mais recente da frota da Latam, segue com sua configuração atual (2-2-2 na executiva), inclusive sendo colocado em mais rotas, como Lisboa, a partir de fevereiro. “Quem voar de 777 ou A350 não verá diferença, não irá reclamar, por isso mantivemos os A350 na configuração atual, são aviões muito novos”, explica Cadier. Até a semana passada, a Latam já havia retrofitado dois Boeing 767, um 777, sete A320 no Brasil e um na América Latina. De acordo com Miranda, o NPS (avaliação do consumidor) nos voos domésticos com as novas aeronaves aumentou 50%. Ele também promete mais agilidade nas entregas, como na parte de tecnologia, onde a Latam sofreu com troca de plataforma e também com o fato de atuar em vários países como empresa doméstica. “Agora criamos duas equipes para digital, uma para melhorias e outra para inovações. Vamos lançar uma nova plataforma tecnológica que vai aumentar a velocidade de plug in. Hoje, vale lembrar, que qualquer produto é multiplicado por oito, dez, pois atuamos em seis mercados domésticos, temos inúmeros meios de pagamento, algo único no mundo. Mas essa estrutura vai trazer agilidade, sim. Aguardem muitas novidades. É uma nova empresa e estamos confiantes nos resultados”, finaliza. n

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Entrevista

Igor Miranda: “Hoje no corporativo temos market-share superior à nossa oferta para esse segmento, mas concordo que a Tam tinha imagem mais forte e reconhecida para os viajantes de trabalho”

REVISTA PANROTAS — Essas mudanças de procedimentos e serviços para o corporativo chegam em meio a investimentos pesados da empresa. É uma tentativa de apagar a imagem de que a Latam estava adotando práticas e se tornando quase uma low cost? IGOR MIRANDA — Nunca fomos ou quisemos ser uma low cost. Sempre defendemos uma estrutura de custo competitiva. Todas as reavaliações que estamos fazendo, como no Mercado Latam, que está suspenso, é visando à proposta de valor para o cliente. É o que fizemos no embarque, priorizando os passageiros de Platinum para cima, que realmente embarcam primeiro e não veem mais uma fila enorme de clientes no grupo premium. A mesma filosofia será levada em conta no relançamento do serviço de bordo e em outras mudanças e novidades que virão.

RP — O trade tem reagido a essas mudanças? MIRANDA — O trade conhece bem a indústria de aviação e tem tido uma nova perspectiva da Latam. O anúncio dos JB (joint business agreement) com a American Airlines, a Iberia e a British Airways, o volume de investimento que estamos fazendo, e todas as novidades fazem com que nossos parceiros nos enxerguem de uma nova forma. É uma nova Latam e vem muito mais coisa por aí.

RP — Como foi o ano em vendas, especialmente depois da saída da Avianca Brasil do mercado e do aumento de tarifas no doméstico? MIRANDA — Está sendo um ano excelente em vendas, como não via há cinco anos. As margens estão muito boas, mas é claro que a saída da Avianca ajudou um pouco. Mas mesmo assim o movimento de vendas está bom e no internacional, desde junho, conseguimos equilibrar as tarifas, que estavam muito baixas para a Europa devido ao aumento de oferta.

RP — O voo de Las Vegas vai voltar? MIRANDA — Ainda está em análise. Fizemos duas altas temporadas com sucesso, mas não há nada definido para uma terceira. Estamos vendo.

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RP — Você disse que as tarifas internacionais estão mais equilibradas, mas novos players anunciaram que virão ao Brasil... Há novo desequilíbrio à vista? MIRANDA — É sempre preocupante quando vemos um aumento de oferta, mas a Latam vai preservar as rotas onde tem tradição, por isso estamos investindo mais nelas, como em Lisboa, que tem respondido bem e vai ganhar o A350 a partir de fevereiro.

RP — Quanto o segmento de viagens corporativas representa nas vendas da Latam? MIRANDA — Cerca de 60%. RP — E a venda indireta? MIRANDA — Em número de passageiros, cerca de 50%. Em vendas, entre 55% e 60%. n

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Aviação Danilo Alves – Bogotá (Colômbia)

Anko Van der Werff, e o CFO da Avianca Holdings

A REESTRUTURAÇÃO DA AVIANCA Com o objetivo de colocar um ponto final em especulações envolvendo a Avianca Holdings e de detalhar claramente como está desenhada a reestruturação do conglomerado colombiano; que inclui o empréstimo de US$ 50 milhões concedidos pela Kingsland, o presidente da empresa, Anko Van der Werff, e o CFO da companhia, Adrian Neuhauser, reuniram jornalistas do mundo inteiro na semana passada para um bate-papo descontraído, realizado em um dos prédios administrativos da aérea, em Bogotá. A Revista PANROTAS foi um dos três veículos do Brasil convidados para o evento e a única mídia especializada do País. O holandês aproveitou a oportunidade para falar sobre a parceria com as agências de viagens, a relação com a extinta Ocean Air (que usava a marca Avianca Brasil) e da possibilidade de a companhia abrir novos destinos, agora que já conta com uma equipe comercial dedicada ao mercado brasileiro.

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REVISTA PANROTAS — A Avianca está quebrada? ANKO VAN DER WERFF – Não, a Avianca não está quebrada. Estamos reestruturando a companhia, que completará 100 anos em dezembro, para um futuro ainda mais longevo. A empresa passa por um processo de reinvenção do que pretende ser daqui a 100 anos. RP – Você viu o vídeo? O que achou? WERFF – Quanto ao vídeo que circulou, o que aconteceu é que o executivo escolheu as palavras erradas em um momento informal, e alguém se aproveitou disso para viralizar e espalhar esse conteúdo. Não estamos, não pensamos em estar e não queremos pensar em qualquer processo de quebra ou recuperação judicial. RP – Como está a Avianca hoje? WERFF – Estamos em um momento delicado de renegociação de dívidas, mas estamos nos saindo muito bem. O ambiente que encontramos junto aos nossos credores é positivo e favorável. Posso assegurar que estamos dentro da normalidade das nossas operações. ADRIAN NEUHAUSER – Esse processo de reestruturação leva mais tempo, mas está sendo executado. Chegamos aqui e o cenário, acreditem, era muito pior. RP – O que é e o que será feito no programa Avianca 2021? WERFF – Avianca 2021 é o nosso plano de reestruturação, que tem como principal objetivo melhorar e otimizar as operações da companhia. Ele foi montado com base em cinco pilares: rede de rotas, frota, operação, desinvestimentos e fortalecimento da situação financeira da aérea. Cancelamos 25 rotas e redistribuímos nossa capacidade em cidades como Barcelona, Buenos Aires e Santiago. Estamos otimizando nossa frota e, com isso, devolvemos ou vendemos 39 aviões. A expectativa é encerrar o ano com 158 aeronaves em operação.

RP – E como está caminhando o acordo com United e Copa? WERFF – Estamos avançando na implantação de um Joint Business Agreement (JBA) com as duas empresas. Juntas, seremos uma fortaleza. Um acordo como esse é muito mais eficaz e rentável do que fazer qualquer operação sozinha. A United se beneficiará da malha aérea da Avianca na Colômbia e a gente ganhará conectando nossos clientes aos destinos norte-americanos em que a United está presente, por exemplo. RP – A marca Avianca pode desaparecer? WERFF – Não. Se o medo é o desaparecimento da marca, eu posso garantir a vocês que isso não vai acontecer. Seguiremos operando com nossas cores e bandeira. RP – A Avianca Brasil deixou de operar no mercado brasileiro e a Avianca Argentina desapareceu na sequência. Como vocês estão lidando com isso? WERFF – O que aconteceu com a Ocean Air não tem nada a ver com a gente. A Ocean Air (Avianca Brasil) e a Avian (Avianca Argentina) nunca fizeram e nunca farão parte da Avianca Holdings. O que elas tinham é um contrato de licenciamento e uso de marca. Apenas isso, nada além disso. RP – Mas é inevitável não ligar a Avianca Brasil à Avianca. A marca é a mesma, a pintura dos aviões era igual e até a equipe comercial, de uns anos pra cá, era a mesma para as duas empresas. Como se desvencilhar agora? WERFF – Entendemos que a marca está desgastada nestes mercados, e principalmente no Brasil, onde a operação era maior. Estamos trabalhando em parceria com o trade e com as agências de viagens, fazendo visitas constantes e mostrando o quão diferentes somos da Ocean Air. Neste sentido, firmamos contratos de codeshare com a Azul e Gol. São duas excelentes

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empresas e bastante reconhecidas no mercado brasileiro. RP – Com esses acordos, temos mais ou menos chances de novos voos e destinos no Brasil? WERFF – Não há nada firmado até o momento, mas creio que no futuro há grandes oportunidades de crescer em frequências e em destinos no Brasil, um mercado tão importante para nós. RP – Com a nova legislação, há possibilidade de a Avianca criar sua própria subsidiária no Brasil, assim como já tem no Peru, por exemplo? WERFF – Não, não temos isso em nossos planos. RP – A Avianca prepara um lançamento de tarifas mais baixas, a exemplo das praticadas pelas low cost. É uma mudança nos negócios da empresa ou apenas mais um produto? WERFF – Teremos famílias de tarifas com preços mais baixos, mas jamais seremos uma low service. Este é um modelo que funciona muito bem nos Estados Unidos, na Europa, no Oriente e também na Améri-

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ca Latina. Esta iniciativa nos deixará mais competitivos e atraentes para o mercado. O passageiro poderá escolher se quer viajar com ou sem bagagem, com mais ou menos espaço e com muitas outras opções de produtos que temos e que lançaremos para deixar o serviço ainda mais completo. RP – Esta medida é uma resposta ao rápido crescimento das low cost na América do Sul? WERFF – Nós amamos a concorrência e a concorrência nos ama. O mercado de aviação cresce em todo o mundo. Mesmo com uma tarifa mais baixa, isto não quer dizer que a Avianca se tornará uma companhia aérea low cost. Afinal, a empresa conta com uma base muito grande clientes fiéis e frequentes, que já estão acostumados e aceitam os produtos oferecidos por ela. Só no Lifemiles, o programa de fidelidade da Avianca, são mais de nove milhões de pessoas cadastradas. O que estamos fazendo é a diversificação do produto.n A PANROTAS viajou a convite da Avianca Holdings.

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COLUNA 25 A 27 DE SETEMBRO EXPO CENTER NORTE – SÃO PAULO

OS BASTIDORES DA ABAV EXPO 2019 Inclusão e sustentabilidade são duas das palavras de ordem da 47ª Abav Expo Internacional de Turismo e 52º Encontro Comercial Braztoa, a maior e mais completa feira de negócios do setor de Viagens e Turismo da América Latina. Para tanto, o evento contará com uma equipe de 47 voluntários bilingues prontos para ajudar todos os visitantes e expositores. Outra iniciativa foi inserir este ano na ficha de inscrição um item em que o participante pode indicar se é portador de alguma deficiência. De posse dessa informação, a organização entra em contato direto com a pessoa para identificar cada necessidade, como carrinho elétrico para locomoção pelos pavilhões da feira para garantir que ela tenha a melhor experiência possível em todas as áreas do evento. Já entre os contratados, a feira contará com o trabalho de membros do Instituto PAE (Programa do Atendente Eficiente) na Vila do Saber. Durante toda a programação, seis portadores de Síndrome de Down ficarão responsáveis pela recepção do público. Outra iniciativa da organização que muitos desconhecem é a abertura da feira durante o período da montagem para que grupos de estudantes da área de eventos possam acompanhar de perto o trabalho prévio e conhecer os bastidores da feira, o que tem contribuído para a qualificação de centenas de jovens nos últimos anos. A cada edição são organizadas duas visitas guiadas, de uma hora e meia de duração, para grupos de no máximo 20 estudantes por vez. No quesito sustentabilidade, a Abav Expo recebe mais uma vez o Selo Sou Resíduo Zero, que visa a gestão inteligente de todos os seus resíduos provenientes da montagem, realização e desmontagem. O objetivo da campanha é reduzir e desviar a maior quantidade possível de materiais do aterro sanitário e incorporá-los novamente na cadeia produtiva. A estimativa para este ano é de que sejam reciclados 40 toneladas de materiais, classificados em pelo menos 12 tipologias. Para os organizadores, a boa gestão de resíduos, entretanto, não depende apenas do momento de separação dos materiais. Com o objetivo de sempre melhorar os resultados alcançados, a campanha vai engajar também os expositores, montadoras, equipe de limpeza e visitantes. A Abav Expo 2019 se realiza de 25 a 27 de setembro, no Expo Center Norte (SP). As inscrições para profissionais do setor estão abertas, são gratuitas, e podem ser feitas pelo site www.abavexpo.com.br.

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Cruzeiros Filip Calixto - Brasília

Marco Ferraz, presidente da Clia Brasil

BONS VENTOS VINDOS DO MAR Setor que na última temporada injetou mais de R$ 2 bilhões na economia brasileira, os cruzeiros parecem experimentar alguns dos bons ventos da retomada nas finanças nacionais. De acordo com números mensurados pela Clia Brasil (Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos), em parceria com a FGV (Fundação Getúlio Vargas), durante a temporada 2018/2019 – que compreende o período entre a segunda quinzena de novembro e a primeira quinzena de maio deste ano – os navios que operaram na costa do Brasil embarcaram mais de 462 mil turistas. O montante representa a terceira temporada seguida com aumento e serve como prenúncio de números ainda melhores para a próxima estação, quando o total de navios operando pelo litoral brasileiro passa de sete para oito. O presidente da Clia Brasil, Marco Ferraz, traduz em dados mais diretos a boa

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perspectiva avistada no horizonte. De acordo com o gestor, a expectativa é superar os 495 mil cruzeiristas atendidos na próxima temporada. Caso a projeção se confirme, os indicativos voltam a se aproximar da casa dos 500 mil, patamar alcançado pela última vez em 2015/2016. A melhora, contudo, mesmo que ocorra, está ainda longe do pico de demanda, atingido em 2010-2011, quando 20 navios percorreram o litoral brasileiro e transportaram 800 mil turistas. No panorama atual das águas nacionais, para a temporada 2019/2020, as embarcações com itinerários confirmados são da MSC (Seaview, Sinfonia, Fantasia, Música e Poesia), da Costa (Pacífica e Fascinosa) e da Pullmantur (Soberano). Esses equipamentos, reunidos, oferecem 531.121 leitos, e vão passar por 144 roteiros com 575 escalas. A discrepância dos números e do cenário em um período de menos de uma década,

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segundo Ferraz, pode ser justificada por duas razões principais: a recessão econômica pela qual o País passou e o encarecimento das operações por aqui, por conta de fatores como impostos, taxas e inflação. Esses dois motivos, para ele, levaram os navios para águas com mercados mais aquecidos e estrutura pronta para expansão. São os casos de China, Austrália e Emirados Árabes, que, ano após ano, aumentam os números de cruzeiristas e se veem com oferta mais diversificada de armadoras. De acordo com o presidente da Clia, que aprofundou o assunto durante a terceira edição do Fórum Clia Brasil, realizado no final de agosto, em Brasília, os custos de operação no Brasil são consideravelmente mais elevados que o verificado em outros países. “Esse é o segundo período de alta e a tendência é continuar crescendo nos próximos anos. A grande questão é que, ao lado dos dados positivos, existe a constatação de que os números poderiam ser bem melhores, com avanços e ajustes na regulação, infraestrutura e desenvolvimento de novos destinos”, pondera. No detalhe de como o segmento impacta na economia nacional, o levantamento da FGV mostra dados relativos ao comportamento dos cruzeiristas. Conforme aponta o estudo, o tíquete médio por passageiro de cruzeiro foi de R$ 2.929, e o tempo médio da viagem foi de 5,5 dias. Já o impacto econômico médio gerado por cada cruzeirista nas cidades de escala foi de R$ 581,35. Vale lembrar que quase metade (48%) dos viajantes que fizeram cruzeiros na última temporada não são marinheiros de primeira viagem, ou seja, repetem o modal para fazer Turismo. Mais um índice que aponta a importância do setor diz respeito à empregabilidade. Na temporada 2018/2019 foram gerados quase 32 mil postos de trabalho na economia brasileira, 15,3% a mais que no período anterior. Do total de empregos criados pelo segmento, mais de dois mil foram

de tripulantes dos navios e outros 29 mil correspondem à geração indireta de postos de trabalho. APOIO DO MINISTÉRIO Fazendo questão de se colocar como um entusiasta do segmento, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, participou do evento da Clia para assumir um compromisso com a organização, afinal, uma das principais demandas do setor de cruzeiros no País, a desburocratização, depende de sua assinatura e/ou empenho. Em seu discurso, o político mineiro antecipou que há um projeto, organizado em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para construir, pelo menos, 15 novos portos no País. “Serão novos portos para receber turistas especificamente. Portos modernos com shoppings, hotéis e lojas. Tudo que possa oferecer uma condição melhor para receber quem se dispuser a visitar o Brasil. Isso é um compromisso do ministério com o setor”, reforçou Antônio.n A PANROTAS viajou a convite da Clia

Ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio discursa no evento

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Destinos

POLÔNI A FÉ QUE Larissa Faria - Polônia

REERGUEU UM PAÍS

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: NIA

Se a Polônia não costuma estar entre primeiras opções de destinos que os brasileiros visitam na Europa, é bom ficar atento: isso pode mudar em breve. O país está trabalhando em atrativos que têm de tudo para agradar os turistas do Brasil: bom câmbio, gastronomia, segurança, cultura e compras são alguns dos atributos principais. O período de maio a outubro, entre a primavera e o verão, é o de temperatura mais agradável, com dias de sol e pouca chuva. Para explorar todo esse potencial, a Schultz realizou um famtur com 17 agentes de viagens, que foram acompanhados pela diretora geral da operadora, Ana Maria Santana. Os profissionais de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul viajaram entre 7 e 14 de agosto pelas cidades de Varsóvia, Breslávia e Cracóvia. “Queremos em breve formatar um produto incluindo as três cidades e uma viagem de trem rápida, pois é um transporte que o brasileiro adora na Europa”, comentou Ana. O roteiro foi montado em parceria com o Turismo da Polônia, representado por Dorota Zadrozna, do departamento de Estratégia e Marketing do órgão.

A Catedral de São João Batista, na Breslávia, às margens do rio Oder

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CÂMBIO UM PARA UM O câmbio faz todo o embarque valer a pena: a Polônia utiliza o zloty polonês como moeda em vez do euro. Cada real brasileiro equivale a pouco mais de um zloty, o que torna o Turismo no país extremamente favorável. O baixo custo de vida no Leste Europeu, comparado aos outros países do continente, também faz a diferença. “Temos serviços de alto nível, mas com preços acessíveis. Além disso, nossos aeroportos, ferrovias e hotéis têm estrutura moderna”, afirma Dorota. Encontrar a moeda no Brasil não é uma tarefa simples, por isso, o mais comum é levar euros para trocar na Polônia. Mesmo com as duas conversões, ainda vale a pena sair às compras: diferentemente dos Estados Unidos, os shoppings e lojas de grandes marcas ficam localizados no centro de cidades como Varsóvia e Cracóvia. “Os preços não assustam e a gastronomia é muito boa, pois não é condimentada em excesso para o paladar do brasileiro”, pontua Ana. Entre os pratos mais apreciados no país, estão sopas quentes e frias, carne suína, vitela e massas, como o recheado pierogi, similar a um ravioli. Outra questão que em geral poderia preocupar o passageiro antes do embarque é o idioma. Nas grandes cidades do país, grande parte da população fala inglês ou espanhol, o que facilita a comunicação. Nas três cidades visitadas com a Schultz, havia guias de Turismo que falavam

português. “Acreditamos que os agentes que conhecem os destinos vendem mais e melhor. Por isso, continuaremos nosso trabalho de divulgação da Polônia, com mais famturs e capacitações”, planeja Ana. TURISMO HISTÓRICO Além do câmbio, a história de superação do país encanta quem o visita. A Polônia, que já pertenceu à Alemanha e ao Império Austro-Húngaro, transformou as marcas tristes que estas nações deixaram em seu passado, como o nazismo, em ensinamentos para o futuro. Sua capital é um exemplo disto: Varsóvia teve 85% de seu território destruído após a Segunda Guerra Mundial. Hoje, andar pela cidade, porém, não significa caminhar por um cenário de devastação. O país está cada vez mais provando sua capacidade de se reinventar, como no Castelo Real de Varsóvia. Construído no século 13, o espaço foi a residência de reis e rainhas poloneses até 1795. Após esse período, tornou-se um museu sobre a monarquia, até ser bombardeado pelos nazistas em 1939. Poloneses apoiadores do espaço cultural, então, reuniram-se para reconstruí-lo respeitando suas características originais. Em 1984, o castelo foi reaberto e recebe turistas até hoje, provando como o respeito de um povo por sua cultura pode ser mais forte do que a guerra. Não por acaso é a fênix o símbolo da cidade, representando a habilidade em renascer das cinzas.

Vista do terraço do Hotel Bristol, em Varsóvia

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O centro financeiro de Varsóvia visto do hotel Hilton expõe a modernização da cidade

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TURISMO RELIGIOSO Pensando em histórias como essa, é impossível não refletir sobre a religiosidade fervorosa dos poloneses. Afinal, foi necessária muita fé para reerguer todo o país e tornar a Polônia um território moderno. Segundo o Anuário Pontifício 2018, a incidência de católicos na Polônia supera 90% da população, sendo também um dos cinco países recordistas em número de batismos na Europa. Ana Maria conta que o perfil do brasileiro que viaja para a Polônia é de pessoas de 40 anos ou mais, em geral idosos, que buscam pelo Turismo religioso. Certamente, um dos grandes impulsionadores desta devoção foi o papa polonês João Paulo 2 o, canonizado em 2014. Em sua cidade natal, Wadowice, — a cerca de 50 quilômetros da Cracóvia — é possível conhecer a igreja que o pontífice frequentava quando criança e a casa em que viveu até a adolescência, hoje transformada no Museu Casa Natal do Padre-Santo João Paulo 2 o. Em 2016, a 31ª Jornada Mundial da Juventude reuniu 2,5 milhões de pessoas na Polônia. Fora da Europa, o Brasil foi o país com o maior número de inscritos: mais de dez mil viajaram para o evento religioso, segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Um dos locais mais visitados pelos fiéis foi o Santuário da Divina Misericórdia, na Cracóvia, que já recebeu missas do papa Francisco, além de Bento 16 e João Paulo 2o. A estrutura vai além do templo de oração: uma sala para eventos comporta 110 pessoas e o hotel anexo recebe até 90 peregrinos — o Dom Duszpasterski possui 46 quartos, com diária para duas pessoas a partir de 62 euros na alta temporada. Há, ainda, um mirante de 77 metros de altura com vista para o convento onde vivem 100 freiras. A pouco mais de dois quilômetros da basílica, está o Santuário Santo João Paulo 2 o, construído com dez capelas em homenagem ao papa polonês. Ali, estão guardados objetos que contam a história do sacerdote, como a batina que usava em 13 de maio de 1981, quando foi baleado em um atentado no Vaticano. “O Turismo religioso é um grande produto polonês por causa do papa, que amava Cracóvia. Temos diversos santuários muito antigos e reconhecidos por sua importância histórica”, conta Dorota. Todos os agentes embarcaram de volta ao Brasil pensando na volta ao país. Se Ana e Dorota dependerem da vontade deles para divulgar o destino, certamente cumprirão seu objetivo. A satisfação com a viagem foi unânime. A PANROTAS viajou a convite da Schultz e Turismo da Polônia. 32 28 a 34.indd 32

GUIAS FLUENTE EM PORTUGUÊS Se para quem tem um pouco de inglês e espanhol a vida é mais fácil na Polônia, quem não fala também tem suas opções. Para explicar detalhadamente o significado de cada lugar do roteiro, principalmente em grandes grupos, a contratação de um guia que fala português pode ser essencial. No famtur da Schultz, os 17 agentes de viagens brasileiros foram acompanhados por um profissional em cada cidade. Recomendamos. Em Varsóvia: Agniezka Didénko aguia@wp.eu Cracóvia: Monika Dziegiel mkrzynowek@gmx.de Breslávia: Maciej Wronecki info@viadrinatours.com 

Homenagem ao papa João Paulo 2o na basílica da Virgem Maria, em sua cidade natal, Wadowice

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O altar do mosteiro de Jasna Góra, no Santuário Nossa Senhora de Czestochowa, a padroeira da Polônia

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A VOZ DOS AGENTES “Os amantes de gastronomia podem comer e beber bem no país. Gostei muito da visita ao Museu da Vodca polonesa, em Varsóvia, que promove degustações da bebida.” Liliane Mendes, da Costa Mundi Viagens

“O país é muito organizado, seguro, receptivo e com câmbio favorável. É uma opção de destino para quem ainda conhece o Leste Europeu, região que evoluiu muito nos últimos anos.” Mônica Ramirez, da Racional Turismo

“Reservar um hotel bem localizado é uma boa dica, pois as cidades são planas, o que torna as caminhadas uma delícia. Preste atenção também ao horário do aéreo em relação ao fusohorário, pois não há voos diretos do Brasil.” Danelise Sartori, da Dane Viagens e Turismo

“Os poloneses recebem as pessoas muito bem e têm uma culinária maravilhosa. Entre os nichos que podem ser explorados, estão o religioso, esportivo e gastronômico.” Marcelo Leite, da Autêntica Viagens

“Indico a Polônia para qualquer perfil de passageiro, pois o país atende bem famílias e viajantes de negócios, por exemplo. Como uma experiência surpreendente, valer a pena conhecer a Mina de Sal Wieliczka.” Bruno Cubas, da Unique Travel & Tours

“Para quem já conhece outros países da Europa, é uma opção nova e surpreendente. A boa gastronomia e a alegria do povo com certeza podem atrair os viajantes para a Polônia.” Ronaldo Francelino, da Artmak Travel

“Vale a pena levar o seu passageiro para as três cidades, pois cada uma tem sua peculiaridade. O Museu Polin, por exemplo, é maravilhoso na forma de contar a história dos judeus.” Adriana Lavinas, da BomTempo Turismo

“Os poloneses são um povo alegre e super receptivo, disposto a ajudar e receber bem. O perfil para uma viagem deste tipo são casais, famílias e grupos, que podem aproveitar as diversas atividades culturais.” Eduarda Cano, da Inova Travel

“Há muitas surpresas para oferecer neste país organizado, seguro e que conserva seu patrimônio, especialmente o religioso e cultural. Os descendentes poloneses no Brasil, especialmente da região dos Vales, no Rio Grande do Sul, vão adorar.” Jacira Assmann, da Cirass Receptivo

“A viagem foi uma vivência incrível que quero passar aos meus passageiros. A fé do país e os locais que homenageiam o papa polonês João Paulo 2 o são um apelo para grupos religiosos.” Natalia Lambert, da J Farago Turismo 34 28 a 34.indd 34

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Famtur Schultz na Polônia

A guia Agniezka Didénko e Dorota Zadrozna, do Turismo da Polônia

Adriana Lavinas e Wilson de Maio, da BomTempo Turismo

Ana Maria Santana, da Schultz, Eduarda Cano, da Inova Travel, Mônica Ramirez, da Racional Turismo, Karine Vieira, da Schultz, e Natalia Lambert, da J Farago Turismo

Ana Maria Santana, da Schultz

Anna Kubicz, da agência de concertos Presto

Danelise Sartori e Deisy Dubena, da Dane Viagens e Turismo

Danelise Sartori, da Dane Viagens e Turismo, Ana Maria Santana, da Schultz, Karine Vieira, da Schultz, Deisy Dubena, da Dane Viagens e Turismo, e Oseas Nogueira, da Schultz

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Famtur Schultz na Polônia

Deisy Dubena e Danelise Sartori, da Dane Viagens e Turismo, Ronaldo Francelino, da Artmak Travel, e Liliane Mendes, da Costa Mundi Viagens

Lukasz Sewiollo e Olaf Zelazny, do Hotel Hilton Varsóvia

Marcelo Leite, da Autêntica Viagens, e Bruno Cubas, da Unique Travel & Tours

Natalia Kaczmarek, do Hotel Bristol Varsóvia

O grupo na praça do Mercado da Cidade Velha de Varsóvia

O restaurante Skansen Smaków, em Cracóvia, marcou a despedida dos agentes de viagens

Os agentes de viagens em frente ao Museu Polin, em Varsóvia

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Memória

Danilo Alves

A (ANTIGA) GUERRA TARIFÁRIA AÉREA

No último dia 29, a ponte aérea Rio-SP ganhou uma nova companhia aérea. A Azul, depois de 11 anos de sua estreia no mercado brasileiro, finalmente conseguiu entrar na rota mais movimentada (e disputada) do País, No dia em que estreou, o presidente da aérea, John Rodgerson, prometeu mais concorrência e tarifas mais agressivas nos voos que ligam os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Mas a combinação guerra tarifária e ponte aérea é mais antiga do que a gente imagina. Em março de 1998, o Jornal PANROTAS repercutia a tarifa de R$ 119 lançada pela Tam. A decisão, que levou a companhia registrar um aumento de 15% nas vendas, também

causou um movimento no pool de concorrentes, formado por Varig, Vasp e Transbrasil, que baixaram suas tarifas para R$ 115. Junto com o anúncio da queda de preços, a Tam divulgava naquela mesma época o aumento das frequências entre Rio de Janeiro e São Paulo, chegando a 23 voos diários entre as duas capitais. Para atender o crescimento da malha, a Tam celebrava a assinatura de um contrato de compra de 38 aeronaves A319 e A320. De acordo com o vice-presidente da Tam na época, Luiz Eduardo Falco, a queda nos preços estava diretamente relacionada ao crescimento da produtividade. “Se o mesmo acontecer em outras rotas, estas também terão tarifas mais baixas”, explicava o executivo.

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LGBTravel

Marcos Martins

CONFERÊNCIA ENGAJADA

Trade participa de evento sobre diversidade

Como fortalecer a diversidade no Turismo, mercado de trabalho e cultura? Esses foram os eixos centrais da terceira edição da Conferência Internacional da Diversidade e Turismo LGBT, promovida pela Câmara de Comércio e Turismo LGBT do Brasil, entre os dias 25 e 28 de agosto na Praça das Artes, em São Paulo. A Espanha foi o destino internacional convidado e São Paulo representou o território nacional, tendo a PANROTAS como media partner. O número de participantes foi de 176 na abertura, 289 no dia do Turismo, 183 no dia de empresas e 178 no último dia, dedicado à cultura. “É uma alegria imensa saber que há dois anos e meio fazíamos uma conferência bem pequena e chegamos agora a um palácio”, comemora o presidente da Câmara LGBT, Ricardo Gomes.

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Time da Câmara LGBT: Darlan Schmidt, Denise Prado, Átila Paixão, Ricardo Gomes, Robson Bertolino, Fernando Foratto, Gabriel Rajão e André Raynaud

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Este setor bilionário ainda carece de atenção, principalmente no Brasil, mas autoridades políticas já começaram a abrir os olhos. Se falta apoio do governo federal, uma alternativa tem sido unir força com Estados e municípios. São Paulo e Bahia fazem parte desse grupo, com esforços para melhorar não apenas a lista de atividades e lazer, mas também o acolhimento. Para homenagear a conferência, vários pontos turísticos da capital paulista foram iluminados com as cores do arco-íris, incluindo o Viaduto do Chá e a Ponte Estaiada. “O Turismo LGBT é uma oportunidade de negócio e vamos incentivá-lo ao máximo”, promete o secretário executivo de Turismo do Estado de São Paulo, Marcelo Costa. “Temos números impressionantes com a parada, que é mundialmente reconhecida, além da vida noturna, mas queremos ampliar toda nossa oferta no Turismo LGBT. O primeiro passo é fazer a lição de casa e já discutimos 176 propostas de ações em workshops que fizemos com o setor de Turismo, e o segmento LGBT apareceu em várias delas. Nunca ficaremos alheios a opiniões diferentes”, pontua o secretário adjunto de Turismo da Prefeitura de São Paulo, Alcides Fagotti. “O turista LGBT nos interessa muito e trabalharemos juntos. É essa mistura que faz do Brasil um povo tão diferenciado”, comenta o secretário de Turismo da Bahia, Fausto Franco. RETORNO GARANTIDO Ao contrário da ideia limitada de que o Turismo LGBTQ tem apenas “fins sexuais”, a Argentina mostra que investir nos direitos humanos e respeito gera resultados. O destino recebe por ano 490 mil turistas da comunidade, que gastam US$ 500 milhões. Além desses números, o país transformou Buenos Aires na cidade gay-friendly número um da América Latina.

Tablado Flamenco durante abertura da conferência

“Dos turistas que visitam a Argentina, 70% vão a Buenos Aires e esse número cresceu 4,2% em 2018. Também no ano passado tivemos 60 propriedades livres de discriminação treinadas”, explica o gerente operacional de Mercados Internacionais da Entidade de Turismo de Buenos Aires, Fernando Amer. Outro case de sucesso é a Espanha. Quase 10% dos turistas que chegam ao país são membros da comunidade LGBTQ. “Em 2018 tivemos 82,6 milhões de turistas internacionais. Considerando apenas os viajantes LGBTs, recebemos sete milhões de pessoas, um número muito importante”, revela o diretor do Escritório de Turismo da Embaixada da Espanha no Brasil, Juan Morales.

Juan Morales e Clara Irigoyen, do Turismo da Espanha, o embaixador Fernando Garcia Casas e o cônsul adjunto da Espanha, Guillaume Monfort

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Rosa Bada e Mateo Asensio, do Turismo de Barcelona

Esses números positivos também são um reflexo da mente aberta da população. Segundo pesquisa do Instituto Pew Research, 88% da população da Espanha é gay-friendly, sendo que o país foi o quarto do mundo a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. “Os setores público e privado devem trabalhar lado a lado, senão será impossível ter destinos amigáveis. Temos muitas formas de caminhar para frente e as instituições devem assumir para si os direitos como parte inerente e um pedaço das suas identidades”, sugere a chefe de Cooperação Institucional do Turismo de Barcelona, Rosa Bada.

QUEBRANDO O TABU Engana-se quem acha que o segmento LGBTQ engloba apenas viagens de lazer e programação de eventos. Um nicho secundário que cresce cada vez mais é o de casamentos, à medida em que mais países legalizam a união homoafetiva. No entanto, como as empresas do Turismo podem vender esse produto? Não há muito segredo: antes de tudo, é preciso que as agências divulguem essa opção de viagem, deixando de lado o preconceito ou o medo de ser rotulada. “Ainda sentimos que as agências têm receio de trabalhar com o público LGBT, pois vendem, mas não promovem. No nosso caso, por exemplo, as agências não costumam pedir o material focado no segmento LGBT que criamos”, reflete a diretora de Vendas da RCD Hotels no Brasil, que inclui a marca Hard Rock All Inclusive, Carla Cecchele. Ao vender a experiência completa de casamento, é preciso ter em mente que a logística é a mesma de qualquer outro evento do tipo. “Não enxergo o casamento gay como diferente, pois a alegria e o amor são os mesmos. A gente preza pela qualidade do serviço com todos os parceiros, incluindo fotógrafos, videomakers, maquiadores, e a preparação é feita de acordo com a necessidade do casal”, explica a fundadora da Aonde Casar, Simone Tostes, que atua no planejamento de Destination Wedding. n

Simone Tostes, da Aonde Casar, Carla Cecchele, da RCD Hotels/Hard Rock, e Átila Paixão, da Câmara LGBT e agência Paixão em Viajar

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Conferência Internacional da Diversidade e Turismo LGBT

Fernando Magrin, Mauro Marques, Luca Scarpelli, Donna Rose, Keuri Gianetti e Gabriel Gandolphi, da American Airlines

Gisele Abrahão e Aline Paschoal (GVA) apresentaram guias de Mônaco, Noruega e Seychelles

Rafael Fermín, da FME LGBT, Felipe Cárdenas, da Câmara LGBT da Colômbia, Clovis Casemiro, da IGLTA, Patricio Vega e Alex Sanchez, da Câmara LGBT do Chile

Anderson Salvá (Air France-KLM), André Raynaud (Câmara LGBT), Marcelo Michieletto (MH Tour), Cristiane Vento (Rail Europe) e Nicola Beshara (Passaggio)

Fausto Franco, do Turismo da Bahia, Marcelo Costa, da Secretaria de Turismo do Estado de SP, Ricardo Gomes, da Câmara LGBT, e Alcides Fagotti, da Secretaria Municipal de Turismo de SP

Denise Prado e André Raynaud (Câmara LGBT) nas laterais de Antonietta Varlese (Accor), Jurandy Regina (Floris Suite Hotel & Spa Curaçao) e Juan Juliá (Axel Hotels)

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AGAXTUR Thelma Lavagnoli

Há mais de 60 anos no mercado, a Agaxtur trabalha com dois targets. Para o B2B funciona como operadora; já nas agências, franqueadas e lojas de shopping foca no atendimento aos clientes finais. Seu portfólio de produtos é amplo e diversificado, de cruzeiros a benefícios que apenas uma operadora select Disney pode oferecer. Nas redes sociais adota postura B2C para apresentar tudo isso pelo Facebook e Instagram, com fotos aspiracionais e vídeos. Um ponto a melhorar é pensar em mais conteúdos exclusivos para cada perfil.

Mais posts com interações como este seriam bem-vindos no Facebook.

Ao postar fotos chamativas e expressões como “reserve”, desperta a curiosidade do público final como aconteceu neste post do cruzeiro da Disney.

Reconhecida pela consultoria de cruzeiros, fez este post sobre o tema com o botão “obter cotação”, que leva direto para seu site. Exemplo do approach B2C.

@agaxtur Instagram: 27,5 mil seguidores Facebook: 243.416 curtidas 42 42.indd 42

Nos stories, tem destaque para cada segmento: cruzeiros, experiências, romance entre outros. Assim, os usuários cheguem direto ao que interessa.

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Igor Miranda explica como a empresa se prepara para oferecer uma nova experiência ao viajante corporativo e demais clientes que ainda têm a...

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