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Edição especial

JORNAL PANROTAS Ano 23 - NO 1.209 16 a 22 de março de 2016

TENDÊNCIAS DO TURISMO

Ranking anual dos maiores distribuidores de viagens do Brasil Os projetos e estratégias das empresas líderes do turismo brasileiro


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

ÍNDICE Páginas 12 a 18

Como os destinos se posicionam em meio à crise brasileira Páginas 20 a 25

CVC inaugura atendimento 24 por 7 para lojas e agências multimarcas Páginas 34 a 44

Páginas 28 a 32

Conselho de empresários da CNC define estratégias para o ano

As novidades e sinergias de Gol, Delta e Air France-KLM Páginas 46 a 50

As tendências na distribuição hoteleira Páginas 59 a 64

As novidades tecnológicas da PANROTAS, incluindo uma reformulada Blogosfera Páginas 66

Artigo: Intercâmbio para todos Páginas 70 a 75

Convenção Schultz reúne agentes de viagens em navio Páginas 81 a 87

Tap e BTL revelam interesses de Portugal em relação ao Brasil Páginas 90 a 98

Conheça algumas das startups da indústria de Viagens e Turismo

Páginas 99 a 105

As maiores vendedoras de bilhetes aéreos do País Páginas 106 a 111

Presidente da Tam explica cancelamentos e como a empresa dribla a crise


04 Editorial

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

> Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Contando com a crise Ela está entre nós. E não há de nos deixar tão cedo. Não é exclusividade nossa, já que crises econômicas afetam, em maior ou menor escala, nações de todo o planeta. O que importa é a postura em relação a ela. Pode-se jogar a toalha, fechar os olhos, queimar reservas, aproveitar as ofertas, investir em produtividade, capacitar a equipe e os distribuidores e mapear oportunidades, encolher, ousar e apostar em expansão... Ações que precisam ser pensadas e tomadas. Algo que o empresariado da indústria de Viagens e Turismo vem fazendo a despeito das perspectivas econômicas passadas pelo governo, que parece paralisado por uma crise política aguda. Não podemos parar, a despeito de eleições, olimpíada, zika ou crise. Podemos ser parados. Mas há ferramentas contra isso. Também não podemos ficar paralisados. E há remédios

à disposição contra essa doença. Muitos deles vamos ver nas próximas páginas, no palco do Fórum PANROTAS e em diversas notícias que o Portal PANROTAS trará esta semana. Uma semana de discussões, debates, muita observação, análises, inspiração. Mas nada de apatia, nada de indiferença, pois elas geram a paralisia que queremos evitar. Já vimos outras crises antes? Sem dúvidas, mas o País e o mundo eram diferentes. As pessoas e suas relações também. O novo mundo, mais conectado, responsivo e integrado, é também mais desafiador e, às vezes, angustiante. E saber lidar com tanta liberdade é um dos segredos do sucesso. Escolher. Optar. Boa leitura. Um ótimo Fórum PANROTAS a todos.

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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN S

QUE A T S DE >

DO PORTAL

PANROTAS

3 a 9 de março

1

Tam corta 19 novos voos internacionais; veja quais – em 9/3

TOP 10

TOP 5

Aviação 1 Tam corta 19 novos voos

Gente 1 Ex-MMT assume

internacionais; veja quais – em 9/3

gerência de Lazer no Grupo Águia – em 9/3

2 Gol voa com tripulação formada apenas por mulheres – em 8/3 3

Com Tap, Azul oferece viagens ilimitadas a preço fixo – em 3/3

4

2

Emirates adia início da operação mais longa do mundo – em 4/3

3

5 Tam adesiva Airbus para celebrar Olimpíada; veja – em 3/3

4

6 Como a Turkish chegou ao título de “melhor da Europa” – em 8/3

Dubai terá o maior parque de diversões do mundo – em 7/3 Alípio e equipe são recebidos com festa na CVC; fotos – em 7/3 Gol voa com tripulação formada apenas por mulheres – em 8/3

5 Cinco ilhas que você pode alugar no Airbnb – em 4/3

7

Aérea leva novo avião do Star Wars em voos internacionais – em 8/3

8

6

Congonhas modifica acesso ao setor de embarque – em 7/3

7

9 Anac autoriza empréstimo de 120 mi de euros à Tap – em 7/3

Tam Viagens, CVC e Air China contratam; confira vagas – em 3/3 Valter Patriani (CVC) indica destinos em alta para 2016 – em 9/3

8

Costão do Santinho será “fechado” pela Forma em 2016 – em 9/3

9 Ricardo Amorim: “Nem os 6% deveriam ser cobrados” – em 3/3 10 Aroldo Schultz busca na Justiça alíquota zero – em 4/3

11 Conheça 15 hotéis inusitados espalhados pelo mundo – em 4/3

12 Visto eletrônico para Canadá não tem data para começar – em 7/3

13 As piores tendências em viagens de todos os tempos – em 4/3

14 Em meio à crise, Pullmantur fecha escritório no Brasil – em 9/3

15 MSC premia seus maiores vendedores em 2015; fotos – em 7/3

2

Veja os promovidos e contratados da semana no Turismo – em 4/3

3 Jean Saraiva assume diretoria na Abercrombie & Kent – em 7/3 4

Ex-Tam Viagens, Deco Borges é contratado pela MMT – em 3/3

5 Costa tem novo diretor de Vendas para Am. do Sul – em 3/3

10 Empresa promete enviar turistas ao espaço em 2020 – em 7/3

TOP 10 Destinos 1 Dubai terá o maior parque de diversões do mundo – em 7/3 2 Cinco ilhas que você pode alugar no Airbnb – em 4/3 3 Valter Patriani (CVC) indica destinos em alta para 2016 – em 9/3 4 Conheça 15 hotéis inusitados espalhados pelo mundo – em 4/3 5 Visto eletrônico para Canadá não tem data para começar – em 7/3 6 As piores tendências em viagens de todos os tempos – em 4/3 7 Miami e Los Angeles têm nova profissional no Brasil – em 8/3 8 Antes e depois das cidades mais famosas do mundo; veja – em 4/3 9 Alugue um quarto em NY só pra assistir Netflix – em 4/3 10 12 dicas essenciais para quem viaja sozinho – em 4/3


08 Hotelaria

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>> Rafael Faustino

Mudanças na GJP

O ANO DE 2016 É CHEIO DE NOVIDADES PARA A GJP HOTELS & RESORTS. DEPOIS

de inaugurar, no último mês, seu primeiro hotel dual branded em Minas Gerais – o Linx & Prodigy Hotel, que combina serviços três e quatro estrelas ao lado do aeroporto de Confins – a companhia de Guilherme Paulus prepara mais três aberturas até dezembro, para fechar o ano com 22 propriedades. Minas Gerais ganhará mais um Linx em breve, em Juiz de Fora. E outros dois Prodigy serão abertos em Gramado (RS) e Brasília (DF), em julho e outubro, respectivamente. Esses hotéis terão modelo corporativo tradicional e não seguirão o modelo junto a aeroportos, que a GJP implementou recentemente não só em Confins, mas também no Galeão e no Santos Dumont, no Rio de Janeiro. E também não terão o conceito dois em um, mas isso não significa que a empresa tenha abandonado a ideia. “Podemos combinar duas bandeiras em outros aeroportos, ou mesmo no meio de algumas cidades. Até em um hotel de lazer você pode ter um prédio com três estrelas, um com quatro e um com cinco”, afirmou Paulus. “O que nós queremos é facilitar a vida do usuário hote-

Jan von Bahr, novo diretor de Operações da GJP, com Andre Lameiro e Reginaldo Olivi

leiro”, resumiu. A ideia é diversificar os modelos de negócios, gerando inclusive hotéis que combinam estilos. Em 2017, a GJP deverá ter o “Linx Oba”, um hotel para “executivos mais despojados”, focando na nova geração de homens de negócios que vem entrando no setor. Esse empreendimento ficará em Santa Maria (RS), polo universitário da região. Já nos hotéis de lazer, ocorrerá em breve a abertura de 120 apartamentos no Marupiara, em Porto de Galinhas (PE). “É praticamente um novo hotel. Até julho abriremos um novo parque aquático no hotel, interligado com a piscina antiga, que continua aberta”, comentou o presidente da GJP.

NOVOS EXECUTIVOS Os novos hotéis são apenas uma parte das mudanças que ocorrem na GJP neste ano. No quadro de executivos, a saída do antigo diretor de Operações, Alberto Grau, gerou uma leva de promoções e contratações. Jan von Bahr, gerente geral do Sheraton da Bahia – também da GJP – foi alçado ao cargo que era de Grau, ainda que vá manter as operações no hotel baiano. E, para ajudá-lo, dois novos consultores chegaram à companhia: André Lameiro e Reginaldo Olivi, ambos com passagens recentes pela BHG, passaram a atuar nas áreas de Vendas e Expansão/Novos Negócios, respectivamente, desde o início de março.

“Alberto é um executivo que fazia cinco atividades. Tive de pegar o trabalho dele e dividir em três. Tenho certeza que são pessoas muito boas e competentes que seguirão com o bom trabalho”, apostou o comandante da GJP. Von Bahr está há quatro anos no grupo e deverá passar metade do mês em Salvador, ainda cuidando do Sheraton, e o restante do período visitando outras propriedades. Parte dos dias do novo diretor serão passados na nova sede da GJP – mais uma novidade da empresa – em Santo André. A companhia trouxe de Porto Alegre boa parte de sua estrutura, e deixou lá apenas os departamentos de Reservas, Recursos Humanos e Marketing.p


09 Seguro viagem

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Rafael Faustino

8 mil agentes treinados

A GTA NÃO SE ABALOU COM A CRISE ECONÔMICA. APESAR DE – COMO

praticamente todos – ser obrigada a encarar resultados mais modestos no ano passado, a companhia de assistência em viagens ainda conseguiu se manter em crescimento. Para continuar ganhando novas fatias de mercado mesmo em situações adversas como a atual, a GTA aposta na capacitação dos agentes de viagens, projetando seis mil treinamentos até o fim deste ano. Rio de Janeiro e São Paulo deverão ser as praças priorizadas pela companhia, segundo o presidente Celso Guelfi, que falou ao Jornal PANROTAS.

JORNAL PANROTAS — Qual o balanço de 2015? CELSO GUELFI — No ano passado fechamos dentro da expectativa, embora tenha sido um ano ruim. Conseguimos cumprir as metas e fechar com crescimento de 6,5%, muito em função da alta do dólar, que aumenta o tíquete médio. Se considerar o número de passageiros, ficamos estáveis. Naqueles pacotes que já não vinham sendo fechados em função da crise, como a

Disney, também tivemos desistências, então caiu um pouco. No caso da Europa foi um pouco melhor, aquela estada de 15 dias caiu para sete ou oito, mas se manteve vendida. E as viagens para estudos continuaram como estavam. Já no corporativo, também tivemos uma queda.

JP — Que estratégia irão utilizar neste ano? GUELFI — Estamos em um ano de espera pela retomada de crescimento, o que vamos fazer é aproveitar para qualificar melhor nosso pessoal. Treinar melhor nossos profissionais e as agências, preparando-os para a retomada. Durante este ano esperamos qualificar oito mil agentes de viagens. Vamos também elaborar planos melhores, podendo aumentar a cobertura e, às vezes, até diminuir valores. Hoje, somente 35% de quem viaja usa assistência. Então há 65% que não utilizam e precisamos buscar, por isso o treinamento do pessoal é importantíssimo. JP — Haverá foco em promoções? E para o corporativo?

Celso Guelfi, presidente da GTA

GUELFI — Nesse momento de dificuldades, é importante oferecer condições para o passageiro viajar gastando menos. E durante o ano vamos buscar mais isso, fazendo promoções para baixar os custos. Encerramos agora uma campanha em que um passageiro compra o seguro e outro ganha de graça. Ou, em viagens de grupo, o segundo e o tercei-

ro passageiros têm 50% de desconto, o quarto, 80%, e o quinto não paga. Vamos continuar apostando em ações desse tipo para as viagens de lazer. Já para o corporativo, estamos montando planos mais robustos, que ainda não estão prontos e por isso não posso revelar. Mas vamos continuar investindo feiras e eventos, que são essenciais.p


12 Destinos

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>> Henrique Santiago

Acreditar no Brasil EM 2015, QUALQUER CONVERSA INFORMAL OU MAIS FORMAL ENTRE OS PROFISSIONAIS do Turismo brasileiro terminava na seguinte frase: “e a crise, hein?!”. O ano já se encaminha para o fim do primeiro trimestre e, salvas raras exceções, o mercado discute que viveremos um reflexo dos 12 meses passados. Palavras como “cortes”, “dólar alto” e “fechamento” são repetidas na fala da indústria. Com a queda do poder de consumo para o Exterior, as agências de promoção e representação de destinos internacionais precisam ser cada vez mais criativas na promoção dos seus atrativos turísticos. De acordo com o diretor para as Américas da Atout France, Jean Philippe

Riviera Maya, paraíso natural do México

Perol, houve uma queda acentuada de 9% em chegadas de turistas do Brasil na França em 2015. Os mais de 600 mil brasileiros que conheceram Paris aproveitaram para integrar cidades vizinhas ao roteiro, como Marselha e Bordeaux para customizar não só a experiência, mas

Diana Pomar, diretora da CPTM no Brasil

para economizar. Claro que o atentado terrorista na capital francesa em novembro passado amedrontou viajantes de todo mundo e Perol sente que o Brasil provavelmente irá começar a reagir a partir de setembro deste ano. ”Nós tínhamos uma visão de receber 1,5 milhão de brasileiros até 2020. Agora esperamos que isso aconteça somente em 2025”, declarou. Quem também sentiu essa baixa em chegada de brasileiros foi o México. Com cerca de cinco mil viajantes a menos em relação a 2014 – foram 304,2 mil turistas – o Conselho de Promoção Turística do México (CPTM), dirigido no Brasil por Diana Pomar, sente que o momento de recuperação é favorável devido à

redução de 33% do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) para remessas ao Exterior (a nova alíquota é de 6,38%, a mesma aplicada nos cartões de crédito). O trabalho próximo a operadoras e novas agências de viagens interessadas no destino já foi potencializado no início de março. E, mesmo com o real desvalorizado em relação ao dólar americano, o México permanece como um atrativo. “A moeda brasileira equivale a 4,5 pesos mexicanos, o que potencializa sua viagem com mais experiências, tais como visitas a zonas arqueológicas Maia e Asteca, conhecer a história por meio de museus e desfrutar as melhores praias do Caribe”, disse ela.


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Universal Orlando, nos Estados Unidos

SEM DORES

Por outro lado, o destino mais adorado do brasileiro nos Estados Unidos, Orlando, passa por cima de qualquer notícia pessimista. Ao ir contra a projeção da US

Travel Association de que o crescimento do Brasil será modesto nos próximos dois anos, o presidente executivo do Visit Orlando, George Aguel, sente que a inauguração de atrações neste Divulgação

ano, como atividades e hotéis na Disney e Universal, vão acelerar a chegada de turistas. “Ainda que reconhecemos os desafios econômicos que o País enfrenta, continuamos a ver brasileiros por toda Orlando, em parques, shoppings e restaurantes”, declarou. “Com discussões de entrada no Visa Waiver Program, sentimos que um resultado positivo poderia levar a um aumento considerável nas chegadas (de brasileiros) aos Estados Unidos”, complementou o executivo.

DO OUTRO LADO George Aguel, diretor executivo do Visit Orlando

Nesta mesma linha de investimentos, mas 12 mil quilômetros distante, a Nova Zelândia acredita no

potencial de países emergentes. O Brasil, claro, está inserido nessa. Sem voo direto, mas com saídas de Santiago e, mais recentemente, Buenos Aires, a gerente geral do Turismo do país o Brasil, Karem Basulto, aposta que o aumento de viajantes é apenas uma questão de tempo. A ida para o país pode também beneficiar o Chile, pois devido à distância, todos recomendam uma parada estratégica em Santiago. “O turista brasileiro que viaja para a Nova Zelândia costuma ter experiência prévia de viagem. Geralmente são pessoas que já estiveram em outros destinos internacionais, como Estados Unidos e Europa, e procuram algo novo e empolgante”, destacou. > Continua na pág. 16


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A capital do Chile, Santiago, que mistura modernidade com a beleza natural dos Andes

VIZINHO

Localizado privilegiadamente a três horas de avião, o Chile vivenciou uma constante alta com a chegada de brasileiros até meados de agosto passado. Já nestes dois primeiros meses de 2016, houve uma queda expressiva de

21,9%, em comparação com o mesmo período anterior. A subsecretária de Turismo Javiera Montes destaca que o dólar alto beneficiou a chegada de estrangeiros ao mercado chileno, mas sente o receio de viajar do vizinho sul-americano. Divulgação

Com cerca de R$ 60 milhões para investir na promoção internacional, o Chile busca mostrar ao mundo a experiência de conhecer a neve por meio do esqui, natureza com os parques nacionais, esportes e crescer destinos novos, como Chiloé. “Esperamos que a situação econômica do Brasil melhore e que os brasileiros sigam viajando. Os maiores destinos são os arredores de Santiago, Valparaíso e Vinhedos, e os centros de inverno.”

NOVO NA ÁREA

Javiera Montes, subsecretária de Turismo do Chile

Há um mês como representante de Abu Dhabi, a TM Latin America trouxe ao seu portfólio uma oportunidade de vender

um destino de luxo que, ao contrário do que pensam, é acessível, como garante o diretor da empresa, Victor Manjarres. No primeiro ano de trabalhos, os esforços estarão voltados na apresentação do mercado a agências e operadoras de viagens. “A melhor forma de promover o destino é informando o turista e mostrando todas as opções de lazer, esportes, cultura e negócios para o brasileiro. Há, por exemplo, produtos importantes, como os cruzeiros saindo de Abu Dhabi e fazendo um percurso pelo Golfo Árabe com múltiplas opções diferenciadas, oferecendo ao passageiro experiências únicas”, esclareceu Manjarres.p > Continua na pág. 18


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E O B R A SIL ?

A praia de Boa Viagem, cartão postal do Recife

SE ALGUNS LADOS PERDEM, OUTROS GANHAM. O EXTERIOR ENXERGA QUE

o País necessita investir em segurança, acima de tudo, para não perder mais visitantes. O Rio de Janeiro, que teve a final da Copa do Mundo como chamariz para atrair novos visitantes, tem nos Jogos Olímpicos a oportunidade de unir o real barato com o interesse em esportes para poder equilibrar o share de 35% de estrangeiros e 65% brasileiros. Segundo o presidente da Riotur, Antonio Pedro, obras como o Museu do Amanhã, o aquário Aqua Rio e a revitalização da Praça Mauá são trunfos. E mais aberturas virão.

“A cidade evoluiu muito em termos de mobilidade e infraestrutura de seu parque hoteleiro. Aprendemos muito e tivemos a oportunidade de testar diversos formatos durante outros grandes eventos que sediamos nos últimos anos, tais como Rio+20 e Jornada Mundial da Juventude. Temos plena confiança na funcionalidade da estrutura que vamos oferecer ao turista que vier à cidade neste período”, acredita ele. Para aproveitar o dólar e euro, Pernambuco viabiliza a exposição além do Recife. Com o lançamento da campanha “Descubra Pernambuco”, a Empetur também quer trazer para

mais perto os viajantes dos Estados vizinhos que viajaram para o Exterior. A presidente da empresa, Ana Vilaça, explica que apresentar o interior, litoral e a diversidade cultural poderá aumentar o fluxo de chegadas inter-

nacionais, principalmente da Argentina e de Portugal. Outros mercados potenciais a serem “desbravados” são Chile, Colômbia e Estados Unidos. “Vamos revelar o desconhecido e surpreender o turista”, resumiu. p

Ana Paula Vilaça assumiu a Empetur há menos de um ano


20 Operadoras

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>> Renê Castro

24 por 7

O Centro de Controle e Operações da CVC, em Santo André

QUALIDADE NO ATENDIMENTO. ESSA É A PALAVRA DE ORDEM NO CENTRO DE CONTROLE

Ricardo Pinheiro, diretor de Operações da CVC

e Operações (CCO) da CVC, em Santo André, no ABC paulista, hoje responsável por transformar em viagens as vendas feitas nas 1.004 lojas da operadora e nas agências multimarcas espalhadas pelo País. Para se ter uma ideia, são cerca de 210 mil execuções de serviços por mês, gerado-

ras de 56 mil ligações de clientes no mesmo período. Para atender toda essa demanda, exatos 178 profissionais aplicam processos de monitoramento de reservas para garantir que o consumidor não tenha imprevistos durante o momento que, muitas vezes, pode ser o mais importante de sua vida. A grande novidade do setor é a implementação do atendimento ao viajante > Continua na pág. 22


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Parte da equipe de atendimento ao viajante 24 horas: Juan Cortez, Camilla Marchi, Thiago Almeida e Rafaela Jimenez

(cliente das lojas e das agências multimarcas) com assistência 24 horas, informalmente chamado de 24 por 7. A partir de agora, os passageiros da operadora terão suporte ininterrupto por meio dos telefones 3003-2977 (ligação local) ou o 0800, ainda em implementação (Brasil e Exterior). Em fevereiro, ainda em período de testes, o serviço recebeu 1,1 mil ocorrências, com uma taxa de 10% considerada pela empresa como “problemas reais”. Os dados são do comandante da área (e todo o CCO), Ricardo

Pinheiro. Na companhia desde 2014, o profissional tem como meta otimizar a performance dos pacotes e incrementar o relacionamento com o consumidor. “O 24 por 7 foi criado para prestar assistência completa, em parceria com nossos receptivos espalhados pelo Brasil (38) e o mundo (64). Fazemos tudo o que está ao nosso alcance, basicamente”, resumiu Pinheiro, contando inúmeros casos registrados antes mesmo da criação do novo serviço. São acidentes em viagens, fenômenos naturais que alteram a programação e até mesmo situações ex-

tremas, como terremotos, atentados, furacões e até óbito no destino. “Nossa equipe é especializada na prevenção, o que, na prática, significa que estamos ligados em tudo o que está acontecendo no mundo em tempo real. Utilizamos ferramentas tecnológicas de altíssimo nível, capazes de prever situações complicadas para o nosso passageiro. Temos como lembrança mais recente o terremoto ocorrido no Nepal, no ano passado. Montamos um comitê de crise e não descansamos até retirarmos todos os passageiros da região. Foi uma operação comple-

xa e delicada, mas tivemos 100% de eficiência”, conta ele, ressaltando que o atendimento deve ser personalizado para cada situação. “Historicamente foram as próprias lojas da CVC as responsáveis por esse atendimento emergencial, e esse não é o modelo ideal. Queremos que os agentes de viagens estejam focados somente em vendas. No CCO, qualquer solicitação tem de apresentar uma solução em até duas horas pela equipe. Caso isso não ocorra, eu mesmo assumo o caso”, admitiu o diretor. O índice de resolução efetiva das reclamações em até > Continua na pág. 24


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Ricardo Pinheiro comanda o CCO, que conta com 178 profissionais

24 horas está em 96,3%. Já o Reclame Aqui, plataforma on-line que conecta empresas com consumidores insatisfeitos, estabeleceu a nota 6,73 à CVC (o índice tem medição de zero a dez), melhor resultado histórico da operadora. Outro dado importante: o tempo de resposta caiu de 21 para seis dias, com 80% dos casos resolvidos.

FUTURO

Com o audacioso plano de crescimento de lojas revelado pelo presidente da CVC, Luiz Eduardo Falco, o CCO se prepara para in-

cluir no monitoramento as vendas geradas por mais 100 unidades/ano. A expectativa de Ricardo Pinheiro, porém, não é aumentar a equipe. “Pelo contrário. Vamos trabalhar para cada vez mais otimizar processos e, com isso, reduzir o número de ocorrências operacionais. O cenário perfeito para nós é receber cada vez menos ligações, e que essas chamadas sejam cada vez referentes a situações que não estavam sob o controle da CVC. Esse é o propósito. O nosso cliente tem de viajar e curtir. Nos-

so trabalho é garantir isso em todos os embarques e desembarques, pré e pós-viagens”. Outra novidade que começa a ser implementada são os supervisores de Atendimento in loco, contratados para monitorar a qualidade dos serviços prestados por hotéis e resorts, restaurantes, empresas de transporte e parques de diversão, entre outros. Já estão atuando fora do Brasil profissionais em Cancun, Punta Cana, Orlando, Londres, Portugal, Nova York, Buenos Aires, Las Vegas

e, em breve, em Santiago, Cartagena e outras dez cidades ainda não reveladas. No Brasil, esse modelo de atendimento já existe em 20 destinos, incluindo os campeões de vendas Porto Seguro, Natal e Fortaleza. “A prestação de serviço da CVC crescerá muito em 2016, muito por conta das implementações feitas pelo CCO. É uma tranquilidade para todos os lados, já que o agente de viagens se preocupa apenas em vender e o consumidor apenas em aproveitar a viagem”, encerrou Falco.p


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REFORÇOS DE PESO INVESTIMENTOS TAMBÉM NO SEGMENTO WEB. COM A AQUISIÇÃO DA SUBMARINO Viagens, a CVC enxergou a possibilidade de entrar de vez na disputa pelo internauta que está em busca de viagens. Para isso, tirou Alípio Camanzano da direção Brasil da Decolar.com para comandar a Submarino e também o Portal da CVC. O dirigente, por sua vez, trouxe os principais braços da OTA para a operadora. São eles: Samantha Hebling (gerência de Produtos), Herbert Camilo (Vendas) e Marcio Santos (TI). “A Samantha é a pessoa que trará as tarifas diferenciadas. Trata-se de uma especialista em negociação para o canal on-line; o Herbert é um profissional capaz de estabelecer todas as regras para a comercialização segura em ambiente web. Ele possui grande experiência na parte jurídica e poderá nos ajudar a formatar os produtos da maneira correta. Já o Marcio fica responsável por todas as questões tecnológicas. É um profundo conhecedor das políticas dos GDS e atuará também no desenvolvimento dos nossos portais. Vamos ganhar muita qualidade com todos eles”, justificou Camanzano.

Alípio Camanzano, novo comandante do on-line da CVC e Submarino Viagens, com Luiz Eduardo Falco, presidente da operadora, e Valter Patriani, vice-presidente de Vendas e Marketing

Entusiasmado, o vice-presidente de Vendas e Marketing da CVC, Valter Patriani, acredita que os contratados são a continuidade da empresa, hoje com 43 anos. “A Submarino Viagens vai crescer muito a partir de agora e o Portal da CVC ganhará força com esta equipe. Vamos atingir um novo nível tecnológico e as lojas vão aproveitar muito isso”, afirmou ele, seguido do presidente Luiz Eduardo Falco. “Vamos continuar crescendo no on-line de forma rentável e sem perder a qualidade. O Alípio e a sua equipe serão muito úteis neste projeto. Daremos ao

consumidor a possibilidade de escolher onde ele quer comprar a viagem, e isso é o mais importante. O web não vai roubar mercado das lojas. Estamos projetando uma relação de vendas de 85% para o off-line e 15% on-line.” Por falar em off-line, Gustavo Hahn é o novo rosto da equipe de Vendas dos Circuitos Europeus, também conhecidos como “Séries Sonhos e Conquistas”. O acordo entre o executivo e a operadora nasceu a partir de sua empresa, que triangulou o acordo com a Special Tours. Hahn atuará ao lado do setor de Produtos Internacionais da CVC,

liderado por Fabio Mader, e em parceria com a diretoria de Vendas, comandada por Emerson Belan. Na área de Produtos, o executivo também terá o apoio de Marcelo Patelli (gerente sênior de Produtos para Europa, Circuitos e Exóticos) e de Felipe Dias (gerente de Produtos para Europa). Em sua primeira passagem pela CVC, Gustavo Hahn foi um dos responsáveis por montar roteiros pela Europa ao lado do atual vice-presidente de Vendas e Marketing, Valter Patriani. O ano era 2008 e, na época, a CVC operava em parceria com a Europamundo.p


28 Política

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>> Diego Verticchio

Luta pelo Turismo COMPOSTO POR 24 ENTIDADES REPRESENTATIVAS DO SEGMENTO EMPRESARIAL e pela representação do Turismo junto às Federações do Comércio nos Estados (Fecomércios), o Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur) da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) está trabalhando a todo vapor neste início de 2016. No próximo dia 22, a entidade dá início à série de reuniões regulares ao longo do ano. Uma das prioridades é o fortalecimento das ações regionais de Turismo, por meio do apoio e incremento aos conselhos e câmaras empresariais de Turismo nas Federações do Comércio dos Estados. Na avaliação do presidente do Cetur da CNC, Alexandre Sampaio, a união de diferentes entidades representativas do Turismo nos conselhos e nas câmaras empresariais cria uma interlocução qualificada, com capacidade de encaminhar pleitos e debater problemas setoriais. Com o apoio das Fecomércios, a CNC fortalece as demandas do trade turístico local, e promove uma atuação mais próxima nas questões de interesse nacional.

Eraldo Alves da Cruz e Alexandre Sampaio

“É uma vantagem ter uma estrutura do porte de uma Fecomércio abrigando a representação empresarial do Turismo, dando condições de realizar um trabalho mais eficiente em prol das demandas da categoria”, acredita o presidente do Cetur, Alexandre Sampaio, que também preside a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA). Já o diretor executivo da entidade, Eraldo Alves da Cruz, lembra que o conselho da CNC atua como facilitador e pede que empresas e entidades do setor “usem” mais o poder das

Fecomércios. “Hoje as Federações de Comércio têm uma entrada muito boa nos setores públicos e privados e as empresas e entidades do setor precisam fazer uso desta boa relação”, explica Alves da Cruz. Ele lembra ainda que as federações estaduais irão reverberar regionalmente todas as ações de âmbito nacional. Para este ano, o Cetur da CNC segue com seu trabalho de acompanhar os projetos de lei de interesse do setor e encaminhar junto aos parlamentares as demandas do Turismo, destacando, segundo Sampaio,

a importância econômica e social do setor. “Essa ação pode ser reproduzida pelas Câmaras e pelos Conselhos Empresarias de Turismo nos Estados, de maneira que gere um compromisso dos parlamentares estaduais com o Turismo e aumente a compreensão deles acerca das demandas e especificidades dessa indústria”, defende Sampaio. Entre os principais pleitos do setor tramitando nas Casas Legislativas, o Cetur da CNC destaca a importância de buscar soluções para a insegurança jurídica deriva> Continua na pág. 30


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da da legislação trabalhista, que impede o aumento da competitividade e a diminuição do custo da produção no setor. “Por isso a terceirização para serviços especializados, o contrato de curtíssima duração e o trabalho intermitente são temas prioritários para minimizar esses gargalos trabalhistas”, destaca Sampaio.

CASSINOS

Além deste pleito, o conselho da CNC acompanha com olhos atentos a regulamentação do jogo e a possível volta dos cassinos ao Brasil. Na avaliação da entidade, a liberação dos cassinos é vista pelo segmento de Turismo como um meio possível de desenvolvimento cultural e geração de riquezas nas regiões, além de ser uma oportunidade para colaborar para o País sair da crise, e

30 a retomada do desenvolvimento econômico. “Temos a possibilidade de criar mais de 400 mil postos de trabalho formal e uma efetiva possibilidade de atrair investimentos nacionais e internacionais. Esses são apenas alguns exemplos dos inúmeros benefícios oriundos da regulamentação dessa atividade. Mas é fundamental que os impostos gerem um fundo destinado ao Turismo, ligado à Embratur, para que possa ser reinvestido e trazer cada vez mais turistas ao Brasil”, diz Sampaio. A proposta do PLS 186/2014 permite o funcionamento de cassinos e bingos, além de legalizar jogos eletrônicos e o jogo do bicho, e aguarda o prazo de apresentação de recurso para ser votada pelo Plenário. Representantes do Turismo defendem a regulamentação como for-

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ma de fomentar a atividade e de gerar emprego e renda. O projeto de lei que tramita no Senado, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), traz a definição dos tipos de jogos que podem ser explorados, os critérios para autorização e regras para distribuição de prêmios e arrecadação de tributos, que seriam destinados à seguridade social. O relator, senador Blairo Maggi (PR-MT), apresentou um substitutivo que restringe a autorização para exploração dos jogos às pessoas jurídicas que comprovem regularidade fiscal. Segundo o autor do projeto, o Brasil deixa de arrecadar em torno de R$ 15 bilhões anuais por causa da falta de regulamentação dos jogos. “É no mínimo incoerente dar um tratamento diferenciado ao jogo do bicho e, ao mesmo tempo, permitir e regu-

lamentar as modalidades de loteria federal hoje existentes”, afirmou o senador Ciro Nogueira.

GORJETAS

Outro assunto em pauta diz respeito às tradicionais gorjetas. A entidade, que acompanha o assunto desde 2010 quando foi levado à tona, entende que o ideal seria haver um consenso em relação à taxa de serviço (gorjeta). “Trabalhamos para sensibilizar os parlamentares para uma norma que equilibre interesses empresariais e laborais. A aprovação dos projetos relativos a estes assuntos certamente trará bons frutos para o nosso setor, uma vez que acabará com inseguranças jurídicas históricas que impedem o setor de crescer mais”, defende Sampaio.p

J O G O S P E LO M U N D O • Na América do Sul, apenas Brasil, Cuba, Guiana, Guiana Francesa e Bolívia proíbem os jogos/cassinos. • Segundo dados do “Instituto Jogo Legal”, entre os 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), 75,5% têm o jogo legalizado e regulado pelo Poder Político Central – o Brasil está entre os 24,5% que não legalizaram esta atividade. • Já entre os 156 países que compõem a Organização Mundial do Turismo, 71,1% têm o jogo legalizado; e entre os 28,8% (45 países) que não legalizaram a atividade, 75% são islâmicos. • Entre os 34 países que formam a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento ou Econômico (OCDE), chamados de grupo dos países ricos ou desenvolvidos, apenas a Islândia não permite jogos em seu território.

• Já na perspectiva do G20 (grupo de países a que o Brasil pertence) 93% das nações têm os jogos legalizados, apenas 6,9% ou três países não permitem: Brasil, Arábia Saudita e Indonésia, estes dois últimos por motivos religiosos.

BENEFÍCIOS DA REGULAMENTAÇÃO: • 400 mil novos postos de trabalho e renda; • Arrecadação suplementar de R$ 300 milhões em taxas e impostos; • Possibilidade de atrair investimentos, nacionais e internacionais; • Incremento de mais de 200% em seu potencial turístico das cidades.p > Continua na pág. 32


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DIREITOS AUTORAIS

ENTIDADE COM 70 ANOS DE ATUAÇÃO EM PROL DE DIVERSOS SE-

tores, a CNC tem assento na Comissão Permanente para o Aperfeiçoamento da Gestão Coletiva (CPAGC), criada para debater e aprimorar questões referentes aos direitos autorais no Brasil e indicou a Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), que tem Alexandre Sampaio como presidente, para representá-la. A Federação luta para dar fim à cobrança de direitos autorais pela execução de rádio e TV nos quartos de hotéis, que são considerados espaços de frequência

individual – e não coletiva – pela Lei Geral do Turismo, inexistindo “execução pública” que possibilite ao Ecad cobrar e arrecadar direitos autorais. Na prática, essa conquista significa que o Turismo, representado pela federação, tem o mesmo peso de decisão nas discussões que outras entidades e órgãos do governo. “Passaremos a falar de igual para igual. Esse é um grande passo para o avanço do debate sobre a cobrança de direitos autorais pela exibição audiovisual nos quartos de hotéis”, afirma Sampaio. No papel, a FBHA luta para acabar com a cobrança de

Alexandre Sampaio

direitos autorais pela execução de rádio e TV por hóspedes nos quartos de hotéis. “Reconhecemos a cobrança em relação a áreas de uso coletivo, como o

lobby, mas não podemos aceitar pagar os direitos autorais em unidades individuais, porque isso fere a própria lei”, destacou Sampaio.p

Associação Brasileira de Turismo Rural ll 13. ALAGEV – Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas ll 14. ANR – Associação Nacional de Bares e Restaurantes ll 15. ANTTUR – Associação Nacional dos Transportadores de Turismo e Fretamento ll 16. BITO – Associação Brasileira de Turismo Receptivo Internacional ll 17. BRAZTOA – Associação Brasileira das Operadoras de Turismo ll 18. CLIA ABREMAR – Associação Brasileira de

Cruzeiros Marítimos ll 19. CBC&VB – Confederação Brasileira de Convention & Visitors Bureaux ll 20. FOHB – Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil ll 21. ABR – Associação Brasileira de Resorts ll 22. SEBRAE NACIONAL – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas ll 23. SINDEPAT – Sistema Integrado de Parques Temáticos e Atrações Turísticas do Brasil ll 24. UBRAFE – União Brasileira dos Promotores de Feiras

BANCODEDADOS CONSELHO EMPRESARIAL DE TURISMO E HOSPITALIDADE (CETUR) DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC): ll 1. ABAV – Associação Brasileira de Agências de Viagem ll 2. ABEAR – Associação Brasileira de Empresas Aéreas ll 3. ABEOC Brasil – Associação Brasileira de Empresas de Eventos ll 4. ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e ll 5. ABIH NACIONAL – Associação Brasileira da Indústria de Hotéis

ll 6. ABLA – Associação

Brasileira das Locadoras de Automóveis ll 7. ABOTTC – Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais ll 8. ABRACCEF – Associação Brasileira de Centros de Convenções e Feiras ll 9. ABRACORP – Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas ll 10. ABRASEL NACIONAL – Associação Brasileira de Bares e Restaurantes ll 11. ABRASTUR – Associação Brasileira de Turismo Social ll 12. ABRATURR –

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34 Aviação

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>> Rafael Faustino

Gol da inovação

Eduardo Bernardes, vice-presidente de Vendas e Marketing da Gol

LÍDER EM VOLUME DE VOOS ENTRE AS AÉREAS BRASILEIRAS, COM MAIS DE 270 MIL VIAGENS REALIZADAS em 2015, a Gol chega aos 15 anos apostando na modernização de seus produtos e serviços. Neste ano, será lançado o serviço de wi-fi a bordo dos aviões da companhia, que será a primeira a alcançar tal inovação em todo o continente sul e centro-americano. A novidade, que funcionará por sinal direcionado via satélite, permitirá também o acesso a canais de televisão ao vivo e incluirá programação via streaming no siste-

ma de entretenimento a bordo. Filmes, desenhos, séries e jogos, conteúdo pay-per-view, músicas e mapa de voo estarão disponíveis e poderão ser acessados pelo dispositivo móvel do próprio cliente, que pode ser um celular, tablet ou notebook. A Gol espera que, após o lançamento da primeira aeronave com essa tecnologia ainda em 2016, em menos de três anos toda sua frota tenha o sistema disponível aos clientes. “O lançamento desse serviço reflete o pioneirismo da Gol, que foi também a primeira aérea brasileira autorizada pela Agência Nacional de Aviação

Civil (Anac) a ampliar o uso de equipamentos eletrônicos durante o voo em modo avião”, diz o vice-presidente de Vendas e Marketing, Eduardo Bernardes. O wi-fi a bordo se juntará a outras inovações recentes, como o lançamento do primeiro serviço de geolocalização para passageiros entre as aéreas brasileiras. Disponível nas lojas virtuais App Store e Google Play, o aplicativo da Gol permite aos clientes antecipar ou postergar voos diretamente pelo celular, além de disponibilizar informações sobre o tempo previsto para locomoção até o aeroporto. Com

o sucesso da iniciativa, que acaba de completar um ano, a companhia registrou aproximadamente 710 mil downloads realizados.

APP DA EQUIPE Além dos passageiros atendidos, as inovações tecnológicas da companhia beneficiam ainda sua equipe de colaboradores. O aplicativo Colaborador Mobile reúne ferramentas importantes para esses profissionais, muitos dos quais estão sempre em trânsito. Consulta de escalas e tripulação designada para os voos, > Continua na pág. 36


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solicitação de folgas, acesso a demonstrativos de pagamentos e notícias da empresa são algumas das possibilidades que o software traz aos funcionários. Todas essas criações somam-se aos investimentos constantes na tecnologia básica de atendimento aos clientes, com sites responsivos que são adaptados para smartphones e tablets, além de funcionalidades específicas para atender os portadores de deficiências. E sem esquecer também da melhoria constante da estrutura

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A MAIS PONTUAL

da Gol nos aeroportos, com totens de autoatendimento, que agilizam o processo do check-in e a compra de passagens, e o serviço de baga-

gem expressa, que integra as operações de check-in, pesagem e despacho das malas em uma única etapa, diretamente na esteira.

Os motivos da Gol para comemorar vão além de suas inovações tecnológicas. A aérea pode celebrar também por chegar e sair sempre no horário e ser reconhecida por isso. A Gol foi a companhia mais pontual do Brasil no ano passado, segundo dados da HST Voos, com 94,4% das viagens domésticas saindo no horário previsto. Foram, ao todo, mais de 270 mil viagens realizadas em 2015.p

PARCEIRAS GOL A GOL LINHAS AÉREAS TAMBÉM COMEMORA OS ACORDOS DE COMPARTILHAMENTO DE VOOS QUE PERMITEM LEVAR OS

passageiros brasileiros mais longe. Além da parceria com a Air France-KLM, outra iniciativa semelhante com a norte-americana Delta Air Lines já completa quatro anos de história (e cinco na parceria estratégica). Nesse caso, foram mais de 500 mil passageiros já transportados pelas duas companhias, em compartilhamento de voos e interline. Passageiros brasileiros possuem, graças a essa aliança, a chance de voar para múltiplos destinos atendidos pela Delta, em mais de 4.005 voos regulares.

A Gol é também a aérea com o maior número de passageiros transportados no País, líder nos segmentos de lazer e corporativo. A empresa dispõe de um grupo exclusivo para atendimento de clientes corporativos e outro focado apenas nas agências corporativas, focados em reforçar cada vez mais esse cenário.

NOVA ROTA

Entre as viagens realizadas pela Gol, a mais recente novidade é a rota Recife-Buenos Aires, que estreará no próximo dia 26. O serviço será operado aos sábados com partida na capital pernambucana, com o retorno ocorrendo no dia seguinte. As passagens para o novo

trecho já podem ser adquiridas pelos canais de venda da companhia. Além de Recife, a malha da Gol no Nordeste se estende por Fortaleza, Salvador, Natal e Maceió. Outras operações diretas que saem do Brasil para a capital argentina são feitas a partir de Brasília, Florianópolis, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo. A com-

panhia oferece, ao todo, 76 frequências semanais para Buenos Aires, Córdoba, Rosário e Mendoza. A Gol justifica o investimento massivo na Argentina por estar entre os preferidos do brasileiro na América Latina, enquanto nossos vizinhos, maiores emissores internacional do Brasil, têm alto interesse no mercado do lado de cá.p > Continua na pág. 38


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NOVAS SALAS VIPS NESTE PRIMEIRO SEMESTRE SERÃO INAUGURADAS DUAS NOVAS SALAS

vips da Gol no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Uma nova sala no embarque internacional e outra no doméstico, ambas no Terminal 2 (antigos 1 e 2). O projeto arquitetônico, se-

gundo a Gol, foi inspirado no conceito de brasilidade, ressaltando cultura, buscando aliar a praticidade ao conforto na composição de ambientes modernos. Os espaços foram concebidos para atender à necessidade dos mais variados tipos de clientes.

“As mudanças fazem parte da estratégia da companhia em melhor atender nossos clientes. Somos hoje a aérea com maior número de passageiros transportados no País, líder em pontualidade, e também a primeira em vendas no mercado corporativo. As salas terão

todas as facilidades para os clientes, incluindo passageiros viajando de primeira ou classe executiva das nossas parceiras estratégicas Delta Air Lines, Air France e KLM”, ressalta Paulo Miranda, diretor de Produtos e Experiência do Cliente da Gol.p

MAIS PRÓXIMA DOS BRASILEIROS A AIR FRANCE-KLM COMEMORA NESTE MÊS DOIS ANOS DE ALIANÇA COM A BRASILEIRA Gol Linhas Aéreas, que permitiu à companhia francesa acessar em maior quantidade os viajantes brasileiros. Durante esse período, a parceria permitiu às companhias alcançarem novos mercados, expandindo as conexões entre o Brasil e a Europa, atendendo mais de 300 mil passageiros por meio de voos compartilhados. Com mais de 215 mil voos realizados em conjunto nestes dois anos, os trechos contemplados pela aliança têm a combinação de aeronaves Gol nas cidades brasileiras e da Air France e da KLM, nas internacionais. “A parceria oferece 42 voos semanais entre os aeroportos Schiphol, em Amsterdam, e Charles de Gaulle, em

Paris, e os principais hubs da companhia brasileira, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, atendendo brasileiros de outras localidades por meio dessas conexões”, lembra o diretor geral da Air France/KLM para a América do Sul, Hugues Heddebault. Holanda, Itália, Portugal, Reino Unido, Suíça e Turquia são outros países acessíveis por meio dos voos compartilhados.

Entre as vantagens que a parceria traz aos passageiros estão a realização de apenas um check-in nos voos compartilhados e um único despacho de bagagem, facilitando o trâmite no aeroporto. Além disso, a franquia de peso é a mesma durante toda a viagem, e o viajante pode levar duas malas de até 32 quilos cada, mesmo nos trechos nacionais com conexão. Há também a integração dos

programas de milhagem Smiles e Flying Blue. Além da parceria, a Air France/KLM destaca que vem trazendo melhorias aos passageiros brasileiros nas rotas atendidas no País. Recentemente, todos os assentos na rota São Paulo-Paris foram renovados, e os voos para Amsterdã com saída do Rio de Janeiro e São Paulo passaram a ter uma nova classe executiva nas aeronaves B772.p


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>> Artur Luiz Andrade

Delta + corporativa COM VOOS DE SÃO PAULO PARA ORLANDO, ATLANTA, DETROIT E NOVA YORK, E DO RIO

Luciano Macagno, diretor da Delta Air Lines no Brasil

de Janeiro para Atlanta, a Delta Air Lines está focada nos serviços para o mercado de viajantes corporativos este ano. Uma das novidades é o Delta Edge, programa que coloca os passageiros com contratos corporativos fechados com a empresa americana como prioridade máxima no sistema da aérea, mais que qualquer categoria de fidelidade. Ou seja, o sistema já identifica aquele cliente como prioritário em pedidos, na resolução de problemas, reserva de assentos, entre outros benefícios. Segundo o diretor da Delta Air Lines no Brasil, Luciano Macagno, a aérea tem cerca de 500 contratos corporativos no País e eles serão inseridos no sistema ainda este ano. O piloto do programa já está funcionando, com duas empresas. “O clien-

te ou a empresa não pagam nada mais por esse serviço. É nossa forma de reconhecer a importância de quem nos escolheu como fornecedor da viagem de seus executivos”, continua Macagno.

MICE EM ORLANDO Ainda na seara das viagens corporativas, a Delta se uniu a parceiros em Orlando, na Flórida, para divulgar o segmento Mice no destino. “Ao fechar uma viagem de incentivos ou um evento com a gente em Orlando, o cliente ou a empresa já recebem um pacote de benefícios exclusivos. Ou seja, não precisará negociar com cada fornecedor alguns itens especiais, como eventos nos parques, refeições, presença de personagens, upgrades, check-in exclusivo...”, explica Macagno. Os parceiros da Delta na formatação desse pacote Mice são a Universal Orlando, Walt Disney World,


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Danillo Barbizan, Gloria Cuarezma, Luciano Macagno, Monica Afonso e Luiz Teixeira

Sea World, Legoland e o Visit Orlando, o CVB do destino. “Temos um pacote de benefícios exclusivo, reforçando nossa posição de desenvolvimento do destino Orlando como um todo, do lazer aos eventos, dos incentivos aos nichos”, disse o diretor da Delta. De acordo com ele, a Delta também mostra aos clientes que vai além do transporte aéreo, pensando nos objetivos da viagem dos passageiros e os ajudando com o que for possível. “É uma forma também de fazermos algo com nossa assinatura, desde a saída em São Paulo até o retorno”,

disse o diretor de Vendas, Luiz Henrique Teixeira. “Nenhuma outra companhia tem isso”, garante Teixeira. O voo da Delta de São Paulo para Orlando foi inaugurado em dezembro e se tornou diário em fevereiro. É operado com um 767-300 (os de São Paulo e Rio para Atlanta agora voam com o A330-300). “Vale destacar que também vendemos muito Miami nessa ligação, e também outras conexões, já que temos uma espécie de mini-hub em Orlando. Quem voa com a gente para Orlando também passa mais rapidamen-

Luciano Macagno, Claudia Lobo, do Visit Orlando, e Luiz Teixeira

te pela Imigração, já que quando chegamos não há outros voos coincidentes. E a conexão para Miami é imediata”, explica Luiz Teixeira. Quem preferir pode ainda contratar, em qual-

quer voo Delta, o serviço vip, que sai por US$ 250 e inclui atendimento na porta do avião, fila expressa na Imigração e auxílio em todo o desembarque.p > Continua na pág. 44


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CINCO ANOS DE PARCERIA COM GOL A DELTA E A GOL ESTÃO CELEBRANDO CINCO ANOS DE PARCERIA E CADA VEZ MAIS sinergias entre as duas companhias. Em algumas grandes contas, executivos das duas empresas já fazem visitas conjuntas. “Agora que todos já sabem da nossa parceria, nosso foco em mostrar os benefícios. Para nós da indústria pode parecer corriqueiro, mas o cliente às vezes não sabe dos voos em codeshare, dos benefícios da integração entre os programas de milhagem, do reconhecimento das categorias desses programas nas duas companhias, o check-in único nos destinos brasileiros e americanos, entre outros”, explica Luciano Macagno, diretor da Delta.

Luciano Macagno

A parceria inclui voos em codeshare para 25 cidades no Brasil e 20 nos Estados Unidos. “Isso representa 99% da demanda entre os dois países, mostrando uma cobertura bem abrangente, que está sempre sendo ampliada e melhorada”.

Ainda neste semestre, a Gol deve inaugurar, no Terminal 2 do Aeroporto de Guarulhos (antigos 1 e 2) suas novas salas vip (doméstica e internacional), a serem compartilhadas com os parceiros Delta, Air France-KLM, entre outros. A internacional será uma

sala mais espaçosa que a atual (e localizada na frente de onde está a do Smiles hoje), com novo visual e mais serviços. “Como a entrada para o Terminal 2 será bem no meio, entre os antigos 1 e 2, será muito mais fácil o acesso ao embarque e às conexões. Por isso não fomos para o Terminal 3, para ficarmos mais perto da Gol e darmos essa facilidade aos nossos passageiros, que teriam de andar um longo caminho do 3, que é apenas internacional, até o embarque doméstico. Como continuamos no 2, o tempo gasto por nosso cliente será bem menor. E a nova sala vip trará ainda mais conforto a todos”, lembrou Teixeira.p

CUBA CADA VEZ MAIS PRÓXIMA SE A NOTÍCIA DA RETOMADA DE RELAÇÕES DIPLOMÁTICAS ENTRE ESTADOS

Unidos e Cuba, revelada ainda em 2014, representa um histórico avanço político, o restabelecimento de um serviço aéreo regular envolvendo os dois países é uma grande oportunidade para os atores do Turismo aproveitarem. A Delta Air

Lines já solicitou ao governo norte-americano autorização para oferecer voos diretos para Cuba a partir de quatro cidades: Atlanta, Nova York-JFK, Miami e Orlando. A Delta pretende oferecer os voos de Atlanta e JFK com o Boeing 757200, e Miami e Orlando com o Boeing 737-800. “Este é um momento his-

tórico para a Delta, pois buscamos oferecer acesso inigualável entre os Estados Unidos e Cuba”, comemora o vice-presidente sênior de Planejamento de Rede e Programação da Delta, Bob Cortelyou. Já o vice-presidente da companhia para a América Latina e o Caribe, Nicolas Ferri,

lembrou que não são apenas os norte-americanos que terão a chance de visitar Cuba em breve. “Esperamos fornecer acesso dos Estados Unidos e de todo o mundo para a ilha”, disse. A aprovação das rotas solicitadas é esperada para até o meio deste ano. p (Rafael Faustino)


46 Hotelaria

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>> Hugo Okada

Distribuição hoteleira

QUAIS AS TENDÊNCIAS DA DISTRIBUIÇÃO E VENDA DE HOSPEDAGEM NO BRASIL E NO

mundo? Como a hotelaria se adapta, evolui ou resiste às mudanças? Quais seus maiores desafios? O que quer o novo cliente dos hotéis, que se misturam aos antigos e também às novas plataformas de distribuição e às opções de hospedagem alternativa? São temas em debate no Fórum PANROTAS 2016 (quem não comparecer ao evento, confere a cobertura na próxima edição do Jornal PANROTAS e nas notícias e blogs do Portal PANROTAS) e que também abordamos nesta reportagem com alguns especialistas do setor. “Acredito que hoje existe uma tendência dos hotéis buscarem o equilíbrio entre seus canais de distribuição. O grande desafio é maximizar o canal que ofereça o melhor retorno sobre o investimento. E isto não é uma tarefa simples, pois esse retorno pode variar dependendo de fatores bastante dispersos”, explicou o diretor do HRS Group,

Alexandre Pereira de Oliveira. “O canal direto garante aos hotéis que sua marca e valores cheguem ao cliente sem filtros – isso é muito importante. Mas não é possível prescindir dos canais indiretos, on-line e off-line. Existe também a crescente – e irreversível – necessidade de estar presente com força nos aplicativos”, complementou o diretor. Para Oliveira, os números apurados por meio de pesquisas da HRS atestam a sua aposta nos aplicativos como principal tendência para os próximos anos. “Temos dados que mostram que cerca de 16% das reservas corporativas feitas para o mesmo dia ou para o dia seguinte já são feitas em aplicativos. Do total de reservas on-line em 2015, 13% já foram feitas através de apps, e projetamos que essa proporção chegará a 20% em três anos. Então, acredito que o canal mobile, via aplicativos, cada vez mais especializados (lazer, corporativo, last-minute, barganhas, tarifas de ocasião etc...), seja o de maior tendência de crescimento nos próximos anos”.

Alexandre Pereira de Oliveira, do HRS Group

OUTRAS FACILIDADES Além de uma boa cama e um bom chuveiro, os consumidores da nova geração, seja de lazer ou de negócios (tomadores de decisão), também buscam

canais diversificados, com opções e facilidades que não os façam navegar por múltiplas telas para obterem aquilo que procuram. Mas será que isso diminui a importância das agências e operadoras neste processo? > Continua na pág. 48


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leiro, Luís Ferrinho. “No mercado corporativo, a tendência é mais ou menos a mesma. Vivemos na era da velocidade e as empresas querem cada vez mais agilizar a gestão das viagens corporativas, diminuindo seus custos e apostando em meios que facilitem essa tarefa. A utilização de self-booking tools veio para ficar e vai evoluir rapidamente, contudo presentemente e, apesar de se utilizarem essas tecnologias (OBTs/ SBTs), mais de 80% das reservas de hotel feitas pelas grandes empresas ainda são em modo off-line. Daqui a dois anos, os números serão completamente diferentes. Nos mercados mais maduros, como os Estados Unidos, mais de 70% das reservas já são feitas on-line. As TMCs nacionais que não se adaptarem e não derem respostas rapidamente aos seus clientes vão passar grandes dificuldades”, complementou.

Luís Ferrinho, da Omnibees

“Se você me pergunta sobre o mercado de lazer, é notório que está cada vez mais on-line. Todos os anos aumenta o número de reservas através de dispositivos móveis, por exemplo, e a tendência é crescer mais ainda. A meu ver os meios tradicionalmente off-line estão atentos e se tornando online também. As grandes

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operadoras e agências já estão neste percurso faz vários anos, e não irão abrandar. Contudo, a realidade é que sempre vão existir pessoas que preferem o atendimento personalizado, seja por telefone ou cara a cara no balcão da agência”, declarou o CEO da Omnibees, empresa especialista em distribuição e marketing hote-

TECNOLOGIA X PARCERIAS Para Ferrinho, a tecnologia deve estar aliada às parcerias “que ajudam a responder às crescentes exigências e tendências de mercado”. Segundo o CEO da Omnibees, “o mercado, cada vez mais competitivo, exige que o hotel diversifique

a sua distribuição, mas que isso não signifique um aumento dos custos. Em termos de soluções tecnológicas, simples motores de reservas ou gestores de canais básicos já não respondem às necessidades dos hoteleiros. O segredo está, por um lado, na abrangência de canais e flexibilidade de gestão dos mesmos que as soluções tecnológicas oferecem, e por outro, na forma como a ferramenta de distribuição responde de forma integrada com outras ferramentas de análise de negócio, para que, com base nessa análise, se criem estratégias de distribuição eficientes e mais rentáveis. Integrações com PMS, sistemas de revenue management, rate shoppers, mídias sociais, entre muitas outras ferramentas, são hoje uma necessidade, não uma opção”. “O CRS Omnibees está presente em diversos mercados e cada um deles tem as suas especificidades. Contudo, acredito que existam padrões globais que são seguidos. É indiscutível que existe um crescimento das OTAs, mas isto não quer dizer que o mercado tradicional das operadoras e agências esteja a diminuir. Existe é mais mercado, mais hotéis, mais viajantes, mais canais de distribuição, e as reservas crescem mais > Continua na pág. 50


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Luís Ferrinho, da Omnibees

rapidamente nas OTAs devido à grande capacidade de investimento que estas tem em tecnologia. O certo é que muitos hotéis começam também a investir em tecnologia para captar os clientes diariamente, utilizando estratégias de promoção e fidelidade”, complementou Ferrinho.

SOLUÇÕES

“Se formos analisar a oferta de gestores de canais deparamo-nos com diversas soluções: simples distribuidores de preços e disponibilidade, sem recepção de reservas ou inventário real e relatórios; soluções que são versão white label de outras tecnologias; e soluções que utilizam sistema de switch de terceiros

Alexandre Pereira, do HRS Group

para distribuir. Verificamos ainda a existência de muitos canais com integração que não é feita por tecnologias recentes”, exemplifica o empresário da Omnibees. Na opinião do diretor da HRS Group, Alexandre Pereira, “existem duas grandes tendências. Uma é a especialização. De outro lado, os generalistas. Algumas empresas investirão em plataformas multi-conteúdo, com uma ambição que chega ao door-to-door. Uma plataforma que oferece aéreo, hospedagem, mobilidade terrestre, entretenimento, entre outros. Outras investirão na especialização ou verticalização, aprofundando sua proposta de valor em um segmen-

to específico — preços de ocasião para viajantes de lazer em hotéis butique, por exemplo”. De acordo com Oliveira, “as pessoas convivem com aplicativos e websites em suas vidas diariamente, e quando estão trabalhando naturalmente esperam sistemas que tenham funcionalidade, conteúdo e acessibilidade no mesmo nível que experimentam em suas vidas de pessoa física. É o que chamamos de consumerização. Isso é um desafio aos gestores, que são expostos a usuários cada vez mais exigentes, bem informados e capazes de buscar – e encontrar – opções viáveis e interessantes para suas necessidades”.

DISPUTA

Uma das grandes tendências no mundo quando o assunto é hospedagem são as novas modalidades oferecidas, como os hostels e a Airbnb. Tema de diversas discussões e comparações com o modelo tradicional, as hospedagens alternativas crescem no Brasil, sem, no entanto, “substituir consistentemente a hospedagem tradicional – em particular no segmento corporativo”, segundo a HRS. “Aplicativos e websites dedicados a este segmento levaram este setor a outro patamar. A medida que as pessoas experimentem este tipo de serviço – e sintam que valeu a pena – isso será cada vez mais uma opção real à hospedagem em hotéis tradicionais. No entanto, > Continua na pág. 52


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preocupações com a infraestrutura, aspectos jurídicos e trabalhistas, são levados em conta, e o setor de hospedagem alternativa precisa encontrar as respostas corretas para estas preocupa-

ções”, observou Oliveira. Na opinião do CEO da Omnibees, Luís Ferrinho, “cada meio de hospedagem deve ter a inteligência de se posicionar nos canais de distribuição que lhe foram

mais convenientes, ou seja, que vão trazer mais receita. Nós acabamos por estar ao lado dos hoteleiros, pedindo principalmente que sejam criadas as regras e a regulamentação necessária, tudo a

bem do consumidor. Quando isso for feito, e na minha opinião não poderá demorar, acho que os meios de hospedagem alternativos não irão ser tão competitivos quanto se imagina”.p

A VISÃO DO HOTELEIRO PARA O DIRETOR DE VENDAS DA ACCOR HOTELS PARA O BRASIL, PAULO FRIAS (FOTO), A DIVERSIDADE DE

canais e o progresso constante da tecnologia está promovendo “uma ruptura nas relações tradicionais de distribuição hoteleira”. “Este assunto tem se desenvolvido bastante nos últimos anos, e cada vez mais se busca oferecer maiores facilidades aos clientes e hóspedes. Hoje podemos falar que boa parte do mercado é omnichannel (usa canais múltiplos), ou seja, as empresas têm diversificado suas atuações e conseguem oferecer soluções para diversos segmentos de mercado, sejam eles o corporativo, lazer etc. Outra tendência que começa a ser percebida no Brasil é o open booking, quando a empresa trabalha com outras formas de avaliação das viagens dos hóspedes, ao invés de utilizar suas políticas de viagens,

permitindo assim que o colaborador escolha o melhor canal para a sua reserva”, observou. Frias acredita ainda que, com tantas opções de canais, os clientes mudaram seus perfis de busca e de compra dos serviços hoteleiros. Segundo o executi-

vo, “hoje todos têm acesso a muito mais informações que no passado e conhecem exatamente os itens que devem ser comparados no momento da compra. A Accor disponibiliza suas tarifas em todos estes canais e sempre respeita um preceito chave: paridade tarifária.

Enquanto o cliente corporativo está normalmente atrelado a uma política de viagens com suas particularidades e parametrizações em self booking tools ou on-line booking tools via suas agências de viagens, o cliente de lazer é mais perspicaz na busca pela melhor opção, flutuando assim, em todos os canais”. “E pensando em uma visão ainda mais integrada, recentemente a Accor adquiriu dois aplicativos voltados para o aluguel de casas, o Squarebreak e o Oasis Collection, que tem como finalidade promover o aluguel de casas de luxo com atendimento de um hotel de luxo – é um novo passo para a hospitalidade no mundo, e quem sabe em breve, no Brasil”, finalizou, mostrando que não apenas o mundo mudou, como está em constante e acelerada transformação.p


54 Loc a doras d e veí cu l o s

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>> Rafael Faustino

Rumo à Olimpíada QUANDO A TOCHA OLÍMPICA COMEÇAR O SEU PASSEIO POR TODO O BRASIL NA contagem regressiva para o início dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, em maio deste ano, todo um aparato logístico e de segurança será necessário para acompanhar o trajeto. E serão 165 carros da Localiza, locadora oficial do evento que ocorre em agosto, que acompanharão a tocha até a Cidade Maravilhosa. Para atender ao evento e à exposição que ele trará, a Localiza vem fazendo investimentos em diversas áreas. A empresa comprou mais de 40 mil novos veículos para sua frota no ano passado, investindo mais de R$ 1,5 bilhão. Um dos grandes lançamentos é o Localiza Prime, nova frota de veículos de luxo para clientes corporativos. Os modelos Volvo S60 Kinetic e BMW 320i GT são os primeiros veículos premium da nova frota e já estão disponíveis para locação nas

Paulo Henrique Pires, diretor de Vendas da Localiza

principais capitais do País. “Na contramão do mercado, estamos investindo em novas soluções e produtos que irão transformar a experiência dos clientes da empresa. Só no último ano foram gastos R$ 10 milhões em melhorias de produtos e novas tecnologias”, ressalta o diretor de Vendas da Localiza, Paulo Henrique Pires. A ideia do executivo é “mudar o panorama de aluguel de carros no Brasil”.

NOS AEROPORTOS A empresa também anunciou o lançamento de 35 totens de autoatendimento, já disponíveis em 15 aeroportos do País e em algumas agências. O Localiza Express, como foi chamado, agiliza o atendimento, possibilitando a abertura do contrato e oferecendo uma série de funcionalidades, como o escaneamento da carteira de habilitação. Outra solução tecnológica é o Localiza app, novo aplicativo mobile que permite ao

cliente customizar preferências de carros, acompanhar o trajeto da van usada no transfer e fazer a pré-abertura do contrato usando o Check-in Express e o “Cheguei”, que permite ao cliente informar a Localiza sobre a chegada à agência para agilizar a retirada do carro. Na devolução, o Mobile Check-Out possibilita o encerramento do contrato ainda no pátio, simplificando a devolução do veículo.p


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

2015 SEM CRISE A LOCALIZA TEVE UM ÓTIMO ANO DE 2015, A JULGAR PELOS RESULTADOS DIVULGADOS

recentemente. A empresa alcançou lucro líquido de R$ 402,4 milhões no ano, e de R$ 105,9 milhões apenas no quarto trimestre. Reportou, também, uma alta de 5,5% nas diá-

rias de aluguel de carros no quarto trimestre de 2015, sobre os três últimos meses do ano anterior, e um crescimento de 6,4% em todo o ano de 2015 no atendimento corporativo. Em 2015, foram abertas 18 novas agências da Localiza no Brasil e outras seis em países da América do Sul em que opera. Um crescimento comemorado pelo CEO da em-

presa, Eugênio Mattar, que permite à locadora se resguardar para o caso de aprofundamento da crise econômica. “A companhia procurou se capitalizar nos últimos anos aproveitando os bons resultados e pagando dividendos mínimos. Também adequamos o caixa e o perfil de dívida para passar os próximos anos sem grandes captações em momento possivelmente mais adverso de crédito e custos”, explicou o diretor financeiro da Localiza, Roberto Mendes.


56 Eventos

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>> Rafael Faustino

Novas metas COM UM CRESCIMENTO DE 25% EM SEU FAT U R A M E N T O E M 2015, A R1 SOLUÇÕES Audiovisuais, especializada na realização gráfica de eventos corporativos, comemorou o que foi considerado um bom ano para a empresa. A companhia realizou mais de dez mil eventos no Brasil, além de ter estabelecido novas parcerias que trarão ganhos futuros. Entre os acordos firmados em 2015, destaque para a chegada da R1 aos hotéis Blue Tree Alphaville, Pullman Ibirapuera e Pullman Guarulhos, além do Pestana Curitiba. O bom desempenho permitiu sonhar com voos ainda mais altos em 2016: chegar a parcerias com 50 hotéis. Atualmente, a R1 possui postos de atendimento em 25. Para isso, o objetivo é continuar a expansão dos negócios em regiões estratégicas do País, como Nordeste e Sul (hoje a R1 possui filiais nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco). “Vamos continuar inovando e nos aprimorando no que melhor fazemos: oferecer um serviço diferenciado, com foco no que há de melhor em tecnologia,

Sócio-diretor da R1, Raffaele Cecere, espera chegar a 50 hotéis parceiros da R1 neste ano

áudio, vídeo e cenografia”, ressalta o sócio-diretor da R1, Raffaele Cecere. Hoje, 70% dos eventos dos hotéis parceiros da R1 possuem a presença da empresa. A intenção, segundo Cecere, é fazer esse número ficar ainda maior em 2016.

CENOGRAFIA RENOVADA A principal novidade que a R1 traz para o ano está na cenografia: o tecido tensionado impresso, que permite maior variação nos projetos gráficos, possibilitando o uso de qualquer tipo de tecido. “Com este material podemos trabalhar com

projetos de todos os tamanhos, dos menores até os mais complexos, e geramos menos custos com equipe e transporte”, explica Cecere. Com o novo método, a R1 poderá atender de forma mais ágil pedidos de tecido adesivo, para envelopamento de paredes sem danos ao local, carpete de forração, banners, flâmulas e balcões, além de tótens, painéis e capas para cadeira e toalhas de mesa. Tudo com alta definição de impressão, liberdade de tamanhos e formas e maior facilidade na montagem e desmontagem das estruturas, em relação ao método antigo de estrutu-

ras modulares metálicas. Seja nos hotéis onde está presente ou na matriz, localizada em São Paulo, a empresa fornece equipamentos e infraestrutura audiovisual para eventos corporativos e sociais, incluindo serviços de sinalização digital, cenografia e ambientação. Alguns hotéis-referência em que a R1 está presente são: Almenat, Blue Tree Premium Faria Lima, The Capital, Dona Carolina, Intercity Nações Unidas, Mabu Hotéis & Resorts, Paradise Golf & Lake Resort, Transamérica São Paulo e Royal Palm Plaza.p


57 Pa rques te mát ico s

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>> Rafael Faustino

Expansão à vista MAIOR PARQUE TEMÁTICO DO PAÍS, O BETO CARRERO WORLD SE PREPARA PARA VIVER um processo de modernização. A parceria estabelecida há quatro anos com o estúdio Dreamworks trará três novas áreas para o local em breve: espaços dedicados às animações Kung Fu Panda, Como Treinar seu Dragão e Shrek estarão no centro de diversões localizado em Penha (SC) em um futuro próximo. As novas atrações se juntarão a outras já existentes patrocinadas pela Dreamworks, como a dedicada aos personagens de Madagascar. “A direção do parque entendeu que era necessário modernizá-lo, e junto com a Dreamworks desenvolvemos esta parceria. A construção será toda nossa, mas a confecção do projeto será feita em parceria com a Dream-

works”, afirma o diretor comercial do parque, Edilson Doubrawa. As novidades estarão em espaços que já pertencem ao parque, substituindo atrações e decorações mais antigas. O investimento, que ainda não teve o montante total definido, se somará aos mais de R$ 20 milhões que o Beto Carrero World aplicou na área temática de Madagascar. A área será dedicada a famílias inteiras, priorizando a convivência em vez dos brinquedos mais radicais. “É uma tendência. O Beto sempre sonhou em um parque para família. Teremos novos brinquedos, mas nada muito radical, sem novas montanhas-russas”, explica Doubrawa. Ainda não há data estabelecida para a inauguração dos novos espaços, mas as obras deverão começar no ano que vem.

Animais de Madagascar em breve ganharão companhia de personagens de outras animações no Beto Carrero

CAMPEÃO NA INTERNET No ano passado, o BCW foi o parque brasileiro mais bem avaliado no Tripadvisor, ocupando a nona posição entre os concorrentes de todo o mundo. Ficou na frente de parques como o Disney’s Animal Kingdom e o Busch Gardens, nos Estados Unidos, entre outros mundialmente conhecidos. Outra aclamação veio do

Facebook: segundo a retrospectiva da rede social em 2015, o Beto Carrero World ficou em primeiro lugar entre os locais mais comentados em conteúdo gerado pelos próprios usuários. Superou locais como o Cristo Redentor e o Parque do Ibirapuera, que tinha o primeiro lugar no ranking do ano anterior.p


58 Te c n o l o g i a

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>> Rafael Faustino

Gestão para TMCs DURANTE O FÓRUM PANROTAS TENDÊNCIAS DO TURISMO 2016, O RESERVE, FORNECEDOR DE SISTEMAS de gestão, lança a nova versão do Reserve Expense & Travel (RET), sua plataforma tecnológica para gestão de despesas corporativas. O novo RET 2.0 amplia o escopo de serviços das TMCs, acrescentando a gestão de despesas corporativas aos tradicionais serviços de gestão de viagens e produção de eventos. O novo sistema permite que o cliente da TMC solicite adiantamentos de despesas a partir de aplicativos mobile, utilizando smartphones e tablets, além de oferecer um site responsivo para todas as plataformas. Ao tirar uma foto de um comprovante de despesa, o usuário do RET 2.0 gera um plano que será automaticamente integrado ao ERP da empresa, permitindo conciliação de cartões de crédito e armazenamento digital dos recibos, comprovantes e notas fiscais. Para chegar a essas melhorias, uma equipe de 15 profissionais do Reserve Lab desenvolveu a nova ferramenta por um ano completo, desde a análise do negócio até os testes finais. Para o presidente do Re-

O RET 2.0, do Reserve, traz interfaces intuitivas para desktop e também smartphones

serve, Luís Vabo, ao inserir a gestão de despesas nos serviços possibilitados pelo do RET, as oportunidades de negócio para as TMCs oferecerem aos seus clientes são multiplicadas. “A consultoria em gestão de despesas dobra o volume de serviços da agência para um cliente corporativo, e permite às TMCs crescerem dentro da sua própria carteira de clientes”, destaca. Com isso, o Reserve espera atender à alta demanda dos clientes corporativos por serviços que forneçam respostas rápidas. “O cliente corporativo tem pressa.

Ele quer prestar contas de suas despesas de forma prática, rápida e objetiva, sem burocracia nem perda de tempo”, aponta o diretor de Negócios Corporativos do Reserve, Sidney Filho.

DISPONÍVEL O RET 2.0 já está pronto e à disposição do mercado, tendo sido licenciado para as primeiras empresas ainda no final de 2015. O Reserve já desenvolveu integrações da ferramenta com os sistemas de gestão da Totvs e com o SAP, para uma base de clientes que inclui gigantes como Suzano Papel

e Celulose, Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Dpaschoal, Andrade Gutierrez, CR Almeida e Petros, entre outros. Também são clientes desta nova tecnologia a Globo.com, o Senac, a Arpex, a Partage e, mais recentemente, a Dataprev, empresa ligada ao Ministério do Planejamento. As agências de viagens licenciadas pelo Reserve são credenciadas na nova plataforma e poderão operar o novo sistema diretamente com seus clientes, ampliando as oportunidades de negócios em um ano especialmente desafiador para o mercado de Turismo.p


59 Te c n o l o g i a

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Renê Castro

A nova blogosfera SEIS ANOS APÓS O SEU LANÇAMENTO, A BLOGOSFERA PANROTAS decidiu dar mais um passo à frente e proporcionar ao leitor uma nova experiência web. Para isso, reforma completa: novos autores, layout modernizado, ampliação de temas e uma série de implementações tecnológicas para melhorar a interatividade com os internautas.

“Os blogs PANROTAS sempre foram um canal de sucesso dentro do nosso portal, mas decidimos torná-los mais interativos e agradáveis de ler. Também trouxemos blogueiros de fora, mudamos os temas de outros e mantivemos alguns poucos intactos, como o Sem Reserva, que eu escrevo”, diz o editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade. “A

mudança nos blogs segue um novo posicionamento do Portal PANROTAS, com maior interação via redes sociais, novas seções (como a de ofertas e a de profissionais da indústria), áreas mais segmentadas e outras novidades que virão por aí. Chegamos a uma média de 16 mil visitantes únicos por dia e a curva é ascendente. Os blogs, com sua indepen-

dência, criatividade e personalidade ajudarão e se beneficiarão bastante desse novo momento”, continua ele. Algumas novidades merecem destaque, como os blogs colaborativos, como os de agentes de viagens, e os com participação do meio acadêmico. Confira a seguir os novos Blogs PANROTAS. > Continua na pág. 60


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Blog: APRENDENDO TURISMO

Blog: B2B TECH

Blog: CHECK-IN

Autor: Luís Vabo (Reserve)

Autor: colaborativo Perfil: as experiências de quem escolheu o Turismo para seguir carreira

Perfil: tudo sobre ferramentas e modelos de negócios baseados em tecnologias para o ambiente de viagens corporativas

Autor: Gabriela Otto (Go Associados e HSMai Brasil)

Acesse: blog.panrotas.com.br/ aprendendo-turismo

Acesse: blog.panrotas.com.br/ b2btech

Acesse: blog.panrotas.com.br/ check-in

Blog: DIRETO DE ORLANDO

Blog: DIRETO DE PARIS

Blog: DIRETO DO RIO

Autor: Claudia Menezes (Pegasus Transportation)

Autor: Silvia Helena (Inn Paris/ Holatour)

Autor: Carla Lencastre (jornalista)

Perfil: dicas, roteiros e curiosidades sobre um dos maiores destinos do mundo

Perfil: os highlights da cidade mais iluminada do planeta

Perfil: a Cidade Maravilhosa vista por uma blogueira que ama viajar pelo quintal de casa

Acesse: blog.panrotas.com.br/ direto-de-orlando

Acesse: blog.panrotas.com.br/ direto-de-paris

Perfil: a cartilha perfeita para o seu hotel tornar-se o queridinho dos turistas

Acesse: blog.panrotas.com.br/ direto-do-rio

Blog: DISTRIBUINDO HOTÉIS

Blog: ENSINANDO TURISMO

Blog: ESPAÇO ABAV

Autor: Gustavo Syllos (Costa do Sauípe)

Autor: professores da USP

Autor: Edmar Bull (Abav Nacional)

Perfil: as melhores práticas para ter o conteúdo do seu hotel sempre em destaque Acesse: blog.panrotas.com.br/ distribuindohoteis

Perfil: entre na sala de aula desses professores que entendem tudo de Turismo Acesse: blog.panrotas.com.br/ ensinando-turismo

Perfil: tudo o que acontece na maior representante brasileira dos agentes de viagens Acesse: blog.panrotas.com.br/ espacoabav


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Blog: ESPAÇO ABRACORP

Blog: ESPAÇO DO AGENTE

Blog: ESTAGIANDO

Autor: Rubens Schwartzmann (Abracorp)

Autor: colaborativo

Autor: colaborativo

Perfil: opinião, polêmica, reivindicações e o lado B de quem vive de vender viagens

Perfil: a visão de quem está entrando agora para o mercado

Perfil: por dentro da maior associação de agências de viagens corporativas do Brasil Acesse: blog.panrotas.com.br/ espacoabracorp

Acesse: blog.panrotas.com.br/ espacodoagente

Acesse: blog.panrotas.com.br/ estagiando

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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Blog: GESTOR DE VIAGENS

Blog: GROW 2 LIVE

Blog: INTEGRAÇÃO

Autor: Fernão Loureiro (Philips)

Autor: Sabrina Bull (blogueira e Copastur)

Autor: Cassio Oliveira (Air Tkt)

Perfil: dicas de especialista para ajudar no dia a dia de gestão de viagens corporativas Acesse: blog.panrotas.com.br/ gestordeviagens

Perfil: o olhar apurado de uma blogueira que fez das viagens sua grande paixão Acesse: blog.panrotas.com.br/ Grow2Live

Perfil: análise e notícias sobre o universo das consolidadoras de Turismo Acesse: blog.panrotas.com.br/ integracao

Blog: LEVANTANDO VOO

Blog: LUXO E VIAGENS

Blog: MANTENDO FOCO

Autor: Daisy Cangussu (Wapiya Consultoria)

Autor: Claudia Matarazzo (especialista em etiqueta e comportamento)

Autor: Thiago Cuencas (Viagens & Cia)

Perfil: o lado humano da aviação no Brasil e no mundo Acesse: blog.panrotas.com.br/ levantandovoo

Perfil: o que fazer (e o que não fazer) quando estiver longe de casa Acesse: blog.panrotas.com.br/ luxoeviagens

Perfil: o blogueiro que vai te manter vidrado no seu negócio Acesse: blog.panrotas.com.br/ mantendofoco

Blog: MINUTO DO AGENTE

Blog: MKT DESTINOS

Blog: PANROTAS EM VIAGEM

Autor: Júlio Verna Neto (Qualitas Travel)

Autor: Jeanine Pires (consultora, Pires & Associados)

Autor: colaborativo

Perfil: videoteca dedicada exclusivamente aos agentes de viagens

Perfil: cases e estudos sobre promoção de destinos

Perfil: as mais curiosas e divertidas aventuras dos repórteres PANROTAS

Acesse: blog.panrotas.com.br/ mktdestinos

Acesse: blog.panrotas.com.br/ panrotasemviagem

Acesse: blog.panrotas.com.br/ minutodoagente


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Blog: PREVENINDO

Blog: SEM RESERVA

Blog: TRAVEL TECH

Autor: Marcelo Oliveira (CMO Advogados e consultor jurídico da Abav e Aviesp)

Autor: Artur Luiz Andrade (PANROTAS)

Autor: Maurici Júnior (Comschool)

Perfil: os bastidores da indústria revelados por quem dedica a vida investigando o Turismo

Perfil: palavras de um expert e aficionado em tecnologia para viagens

Acesse: blog.panrotas.com.br/ semreserva

Acesse: blog.panrotas.com.br/ traveltech

Perfil: discussões quentes sobre direitos e deveres das empresas que trabalham com viagens Acesse: blog.panrotas.com.br/ prevenindo

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Blog: UPGRADE

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Blog: VIAGENS CORPORATIVAS

Autor: Alexandre Camargo (Assist Card)

Blog: VIAGENS & MICE

Autor: Eduardo Murad (Alagev)

Autor: Viviânne Martins (Academia de Viagens Corporativas)

Perfil: conheça os atalhos e macetes para conquistar o cliente e concretizar vendas

Perfil: insights precisos para encontrar saídas para os problemas do setor

Perfil: manual completo para agradar gregos e troianos em viagens pra lá de especiais

Acesse: blog.panrotas.com.br/ upgrade

Acesse: blog.panrotas.com.br/ viagenscorporativas

Acesse: blog.panrotas.com.br/ viagensemice

O QUE VEM POR AÍ O PORTAL PANROTAS SEGUE EM RITMO FORTE RUMO A UM novo momento tecnológico. “Maior site especializado na indústria, o espaço virtual administra mais de 2,5 milhões de pageviews/mês com conteúdo de qualidade e cada vez mais interatividade com o internauta,” diz o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, um incentivador de tecnologia e informação nos 42 anos de PANROTAS. Para as próximas semanas estão previstas novas ferramentas, começando por um novo administrador de notícias. Invisível aos leitores, o sistema tem importância vital para a performance dos jornalistas e agilidade na publicação de notícias. Com a nova versão, pode-se esperar também um novo

formato para as notícias da casa, mas isso preferimos que você, leitor, identifique nos próximos acessos. O que vem por aí também são as subhomes PANROTAS, um dos projetos on-line mais audaciosos da editora e que promete desenvolver o relacionamento do portal com os internautas que estão fora do eixo Rio-São Paulo. Com as subhomes chegam também as novas versões das seções que estão fazendo cada vez mais sucesso, como Destinos, Promoções e Originais. Não perca o fôlego, pois ainda tem mais: o Fórum PANROTAS foi a data escolhida para lançar também o serviço de download das principais publicações da empresa. Chamada informalmente de Banca Di-

gital, a área é gratuita e basta apenas ter cadastro no portal para acessar livremente. “O Portal PANROTAS está caminhando para um outro nível colaborativo e social. Estamos mais engajados, estimulando a troca de ideias por comentários e redes sociais, como o Facebook, que hoje possui cerca de 30 mil usuários e um

nível de participação acima da média. Nossos investimentos em mobile também estão dando ótimos resultados. Estamos muito animados com os próximos projetos para a comunidade PANROTAS e seus fãs, amigos e amantes da indústria de Viagens e Turismo”, afirmou o diretor de Tecnologia da PANROTAS, Ricardo Tsugawa.


65 Hotelaria

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Rodrigo Vieira

Missão Olimpíada DE OLHO NA OLIMPÍADA, A MARRIOTT INTERnational garante que suas quatro unidades cariocas estarão prontas nos próximos meses e, antes do início do evento esportivo, os hóspedes já poderão desfrutar de um Courtyard, um Residence Inn, e duas unidades AC. O Global Sales Mission 2016 da rede passou pelo Brasil na semana passada e anunciou essa e outras novidades para os principais parceiros de São Paulo, Rio de Janeiro. Além das aberturas, a marca promoveu, por meio de sua

VP de Vendas Globais para Caribe e América Latina, Laura Santoni, e diretora de Vendas Internacionais para o Brasil, Bruna Duarte, a ferramenta Meetings Imagined, lançada no ano passado aos players do Mice. As executivas também comemoram o “desempenho surpreendente” tido pela Marriott no Brasil em 2015. Segundo Laura, o Brasil cresceu 2% em emissão de hóspedes para unidades Marriott no Exterior em comparação com 2014, o que é um “resultado surpreenden-

Laura Santoni e Bruna Duarte, da Marriott International

te” em tempos de crise. Ela o atribui à força do mercado brasileiro e à redução das tarifas por parte das companhias aéreas. Em contrapartida, o crescimento de grupos e o Mice não foi tão

satisfatório. “O que nos ajudou nessa ascensão foram as vendas individuais, pois os grupos foram menores e menos volumosos e as viagens de incentivo também caíram.”p


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A

g rti

o

Há 20 anos atuando no setor de turismo educacional, recebo com frequência ligações de amigos que querem oferecer aos seus filhos uma experiência de intercâmbio no Exterior. “Quero que meu filho ganhe independência, aprenda um idioma, aprenda a se virar”, dizem eles. Muitos dos meus amigos, hoje pais, tiveram experiências similares na sua juventude e se esforçam para garantir as mesmas oportunidades para seus filhos, na certeza de que este investimento amplia o repertório de recursos que um jovem precisa para construir sua autonomia. Isso, nós todos sabemos e encaramos como uma etapa “normal”. Mas, o que pouca gente sabe, é que está se consolidando no Brasil uma nova tendência: a dos avós que querem (e podem) usufruir destas mesmas experiências internacionais, só que com mais tempo, mais maturidade e muito mais abertura para viver uma cultura diferente. Os avós de hoje já experimentaram várias formas de viagens: a dois, para curtir uma segunda lua de mel; com as crianças, na praia, montanha ou nos parques; com a família, a bordo de um navio ou em viagens estilo circui-

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Intercâmbio para todos to pela Europa. E o que eles vêm descobrindo agora é um novo jeito de viajar. É uma evolução do turismo de experiências, que expande suas fronteiras de idade e acolhe migrantes temporários que, com tempo e muito mais disposição e saúde do que há 50 anos, podem aproveitar sua maturidade para se tornarem os mais jovens “globetrotters”! O grande atrativo para esta nova faixa etária, que antes era apenas uma parcela adormecida dos consumidores, é a oportunidade de aproveitar o destino e aprender ou aperfeiçoar o estudo de idiomas, vivendo e convivendo com moradores locais e estudantes do mundo todo. O ganho é para todos: avós que antes olhavam seus netos embarcarem para uma experiência até então impensável, agora já dão conselhos com muito mais propriedade para seus filhos que ficam com o coração partido ao verem suas eternas crianças embarcarem... Quem diria! Hoje, a melhor idade já é um dos segmentos que mais rapidamente cresce no turismo educacional, setor que movimenta mais de R$ 2 bilhões por ano ao transportar prioritariamente jovens com

Santuza Bicalho

diretora de Cursos no Exterior da CVC

idade entre 16 e 25 anos, segundo a Belta. Só no Brasil, a indústria embarca 300 mil estudantes por ano e, com a expansão do mercado para o público da melhor idade, os ganhos para o setor de viagens e para o bem-estar da família são extremamente positivos. E isto se dá de maneira já conhecida, mas que vem se modernizando com a evolução da economia compartilhada. Neste tipo de viagem, vale até mesmo alugar um quarto na casa de um morador local para vivenciar os costumes e hábitos regionais. Sim, estou falando das mitológicas casas de família, erradamente nomeadas

como tais, pois nada mais são do que uma gigantesca tendência da economia compartilhada, como Uber, Airbnb, Dog Hero, entre outros. Não é incrível que o mundo de hoje, que já nos conecta tão bem por meio de tecnologias, abra janelas de oportunidades para um universo ainda maior de viajantes que estão bem melhor aparelhados para viver o diferente? Bem, passados 20 anos, hoje afirmo que ouvi muitos e muitos avós dizerem para os netos no portão de embarque “ah... Se na minha época eu tivesse tido esta oportunidade...”. Sim, agora você tem e agora você pode!p


67 Aviação

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Rodrigo Vieira

Ponte aérea O BASQUETE BRASILEIRO GANHOU UMA GRANDE ALIADA EM 2016. A Avianca Brasil assinou, na semana passada, um contrato de patrocínio com a Liga Nacional de Basquete (LNB) para patrocinar o Novo Basquete Brasil (NBB), campeonato masculino de basquete. O acordo prevê o transporte do staff, arbitragem e 15 equipes, oriundas de seis Estados: Bahia, Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

Em contrapartida, a marca da companhia aérea estará estampada durante todos os jogos do campeonato. “Queremos nos integrar à sociedade, por meio do apoio a instituições que estejam alinhadas com nossos valores corporativos”, explicou Tarcísio Gargioni, VP da Avianca. O acordo prevê a presença da marca da Avianca Brasil durante os jogos do campeonato e ações comerciais em parceria com a liga. Para o vice-presidente da Liga Nacional de Basquete, João Fernando Rossi, além

João Fernando Rossi, da Liga Nacional de Basquete, com José Efromovich e Tarcísio Gargioni, da Avianca Brasil

do espaço entre as poltronas, a Avianca Brasil se diferencia de suas concorrentes também em outros quesitos. “A pontualidade, plane-

jamento, atendimento e entretenimento a bordo foram outros fatores decisivos que nos levaram a assinar esse contrato."p


68 Hotelaria

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Diego Verticchio

Uma nova era UMA DAS MAIORES ADMINISTRADORAS HOTELEIRAS DO MUNDO, A BEST WESTERN está completando em 2016 seus 70 anos. E para comemorar, está apresentando uma série de novidades, como novos nome e marca. Desde janeiro deste ano que o grupo passa a atender pela alcunha de Best Western Hotels & Resorts, apresentando ainda uma nova logomarca, padronizada nas cores azul e branco. Mais do que mudar nome e marca, as novidades trazem modernidade ao grupo, que conta com mais de quatro mil unidades espalhadas pelo mundo, sendo a metade nos Estados Unidos, onde fica sua sede. De reboque, as novidades trouxeram um novo slogan: “It is a New Dawn”, algo como “uma nova era”. “Há cerca de 30 anos éramos uma rede que estava dando início ao seu processo de internacionalização. Hoje estamos presentes em mais de 100 países, em todos os continentes, fato que nos forçou a fazer esta modernização”, explicou o CEO e presidente da Best Western, David Kong, justificando o novo slogan que

acompanha as principais ações do grupo. Segundo a vice-presidente sênior de Vendas e Marketing, Dorothy Dowling, uma série de pesquisas com consumidores e proprietários de hotéis foi feita até chegar à marca ideal. Junto com novo nome, a Best Western está lançando a marca Glo, voltada para hóspedes midscale que buscam hotéis-butique. Esta é a sétima bandeira da Best Western, que já conta com as categorias Best Western, Best Western Plus, Best Western Premier, Best Western Plus Executive Residence, Vib e BW Premier Collection (que traz hotéis independentes de luxo). A primeira propriedade com a nova marca ficará em Goshen, Indiana, e irá substituir um hotel já existente. Segundo explicou David Kong, a marca Glo foi criada para suprir a carência que há neste segmento. “Identificamos que hóspedes midscale buscam cada vez mais melhores opções a um custo menor. Esta marca de hotel oferece exatamente isso, empreendimentos confortáveis, modernos e com preços acessíveis”, explicou.

David Kong, CEO e presidente da Best Western

Todas essas novidades já podem ser sentidas a partir deste ano, principalmente nos Estados Unidos, onde está concentrada a maioria dos empreendimentos. Kong disse que cerca de mil novas placas serão instaladas em propriedades norte-americanas até maio. O programa deverá ser concluído até o final

de 2017. A Best Western já reservou US$ 60 milhões para ajudar os proprietários a financiar a mudança da sinalização. “Espero que estas novas placas ajudem a mudar a percepção da Best Western das pessoas, porque elas vão nos posicionar como uma marca contemporânea e relevante,” concluiu Kong.


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

FOCO NA AMÉRICA DO SUL

Um olho da Best Western Hotels & Resorts está apontado para o Brasil e o outro para América do Sul, região que tem sido vista como grande aliada na expansão da rede. Até 2020 o grupo prevê inaugurar 30 novos hotéis no País. O Rio de Janeiro será responsável por sete novas aberturas ainda este ano. Em comum, todos estão sendo construídos em parceria com a Hotelaria Brasil. Os novos hotéis ficarão na Barra da Tijuca (uma unidade construída dentro

Novas marcas da rede hoteleira

de um complexo com shopping e restaurante), Arpoador, Copacabana (com duas unidades, sendo uma na categoria Plus e outra na categoria Core), Niterói (Core), Cabo Frio (Core) e Duque de Caxias (Core). Ao final de 2020, a previsão é chegar a 45 unidades no País. Atualmente, 16 hotéis estão sendo operados

no Brasil, sendo dois em Minas Gerais, quatro no Rio de Janeiro, três em Pernambuco e uma unidade no Paraná, Paraíba, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, São Paulo, Acre e Bahia. Já na América Latina a rede está presente na Argentina, Chile, Colômbia, Panamá, Peru e Uruguai.

“O Brasil é o principal foco na América do Sul, mas olhamos com muita atenção para Chile e Colômbia. Nossa equipe de desenvolvimento também está de olho na Argentina, onde só temos uma unidade, em Bariloche”, afirmou o diretor de Vendas para América Latina da Best Western, Matt Teixeira.p


70 Eventos

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

>> Diego Verticchio

Pelotão preparado

TEMPO DE CRISE? DEPENDE DO PONTO DE VISTA. ONDE MUITOS VEEM PROBLEMAS, outros veem oportunidade. A frase clichê não tem autor, mas foi repetida algumas vezes por Aroldo Schultz, presidente do Grupo Schultz, na 10ª Convenção de Vendas da empresa, realizada a bordo do Sovereign, navio da Pullmantur,

entre 3 e 6 de março. Ao todo, a Schultz levou 600 profissionais a bordo, entre eles cerca de 540 agentes de viagens de 147 cidades de todos os Estados. Os profissionais pagaram para estar no evento, motivo pelo qual deixou o presidente da Schultz esperançoso em relação ao momento econômico do País.

“Em tempos de IRRF, real desvalorizado e empresas fechando, contar com a presença de 540 profissionais nos faz crer que ainda há muitos agentes de viagens sérios e lutando para sobreviver neste difícil momento”, afirmou na abertura do evento. “Tivemos adesão acima das expectativas, principalmente porque não era um evento de

turismo. O foco foi total em trabalho, troca de informações, capacitação técnica e lançamento de produtos. Os agentes pagaram para participar, o que mostrou o quanto estão comprometidos”, complementou. Realizada no Broadway Theater, a convenção também serviu para apresentar aos agentes de viagens as ações realizadas pela


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Schultz para, segundo palavras do próprio Aroldo, sair da crise – em 2015 a empresa fechou com 20% de crescimento nas vendas em relação a 2014. “Revimos despesas administrativas, renegociamos maior margem com fornecedores, fechamos filiais que geravam baixo rendimento, estamos diminuindo nossa participação em feiras e eventos e tivemos que reduzir nossos colaboradores e comissões”, enumerou o presidente.

NOVA ESTRUTURA Entre as baixas está a saída do diretor de Vendas do Grupo Schultz, Gustavo Hahn, principal ausência na convenção. “Além de um ótimo profissional, Gustavo é um amigo e não foi fácil tomar essa decisão. Ele assumiu a direção de Vendas quando me mudei para Portugal, mas agora estou ficando mais tempo no Brasil, atuando mais na linha de frente com os agentes de viagens, e como tivemos que reduzir custo, tomamos essa decisão”, afirmou. Com a mudança, Aroldo passa a ser o diretor de Vendas do Grupo Schultz e acumulará a função junto ao cargo de presidente. A convenção também serviu para apresentar aos agentes de viagens o novo gerente de Produtos Na-

Família Schultz com Laura, a filha, Cirlene, a irmã, Aroldo, o anfitrião, Andrea, a esposa, e Luiza, a filha mais nova

cional. Com passagem pela CVC, Wood Garcia assume o desafio. O novo executivo fica baseado em Belo Horizonte, onde o grupo mantém um escritório. “Há tempos buscávamos uma pessoa com a característica do Wood e estamos confiantes. Ele conhece bem o mercado, tem experiência e muita garra. Com ele cresceremos no nacional”, destacou Aroldo Schultz.

O QUE VEM AÍ Para 2016, além de investir no turismo nacional buscando “driblar” o dólar alto e o imposto de 6,38% sobre remessas ao Exterior, a empresa aposta no on-line. Para isso entrou no ar o novo site da Schultz

As agentes de viagens Ana Paula Iser, Erika Cipolla e Yara Ferreira

(www.schultz.com.br), que traz informações sobre pacotes, hotéis, veículos, passeios, ingressos, passagens aéreas, cursos no Exterior, vistos consulares, Vital Card e uma página dedicada a cruzeiros, que está em fase de inserção de produtos, já que cada companhia marítima tem sua política de distribuição. Para ele, o novo site

está “muito melhor” mas ainda longe do ideal. “Tecnologia muda diariamente. Este modelo que estamos trazendo é muito bom, mas ainda não está 100%. Só vamos chegar ao formato ideal dentro de alguns meses e quando chegarmos, teremos que fazer novas adaptações porque a tecnologia não para”, brincou. > Continua na pág. 72


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Entre as novidades, uma seção dedicada a pacotes, no qual o agente de viagens poderá optar por produtos estáticos ou dinâmicos. O site traz ainda um campo de busca mais refinado, inteligente - sistema será parecido com do Google, separado por vírgulas e símbolos. O site pode ser acessado pelo público final, que poderá montar seu próprio pacote. O passageiro tem também acesso também a valores, no entanto, a conclusão da compra só será possível quando o usuário escolher sua agência de viagens. Caso ele não tenha uma empresa ou profissional cadastrados, poderá escolher a empresa mais próxima ou que mais lhe agrada. Outra novidade da Schultz na convenção foi a Página do Agente. Trata-se de um perfil que todo agente Schultz pode ter, além do site da sua empresa, para

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Aroldo Schultz e Wood Garcia (primeiro à esquerda, sentado), com equipe do Beto Carrero

fazer a apresentação pessoal, colocar fotos, vídeos e características que o diferenciem dos concorrentes. Todo profissional da área que trabalha com a Schultz já tem esta página disponível. Aroldo também destacou a Personal Online Travel Agency (P.O.T.A.). É uma possibilidade da agência

de viagens, seja ela física ou on-line, de associar seu site à plataforma da Schultz e oferecer aos clientes facilidade na hora do orçamento, compra e pagamento por meio digital, mas sem descartar o atendimento personalizado. Entre as vantagens, as agências contam com e-mail

marketing personalizado, disparo de e-mails, pacotes exclusivos e conteúdos de viagens. Atualmente o serviço de P.O.T.A é gratuito, mas passará a ser cobrado ainda este semestre – haverá uma taxa de adesão aos novos usuários e uma mensalidade para todos cadastrados.p

CAMPEÕES DE VENDAS ALÉM DE MARCAR OS 30 ANOS DO GRUPO SCHULTZ, A 10ª CONVENÇÃO TAMBÉM REVELOU QUEM FORAM OS DEZ

maiores vendedores da empresa em 2015, ano em que a operadora cresceu 20% na comercialização de produtos. Embora a sede da empresa seja em 1 - Dale Turismo (Campinas-SP) 2 - Ozilda Drabeski Agência de Turismo (Paraná) 3 - Stanfer Viagens e Turismo (Santos-SP) 4 - GNC Vip Tour (São Paulo)

Curitiba, a maior concentração de vendas está em São Paulo. E foi do interior que saiu o maior vendedor: Dale Turismo, de Campinas. Veja abaixo quem foram as dez maiores agências:

5 - Voe Agencia de Viagens (Campo Grande) 6 - Valle & Ribeiro Agência de Viagens (Santos-SP) 7 - Denny Agência de Viagens (Indaiatuba-SP)

8 - Mont Blanc Tour (Piracicaba-SP) 9 - Lopestur Viagens e Turismo (Rio de Janeiro) 10 - Talentus Turismo Eventos e Comunicação (Ipatinga-MG)p


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Entrevista

“O grande empresário é um idiota” MINUTOS APÓS O FINAL DA 10ª CONVENÇÃO SCHULTZ, O PRESIDENTE DO GRUPO, Aroldo Schultz, conversou com a reportagem do Jornal PANROTAS. Nesta entrevista ele falou sobre o governo federal, a quem afirmou ser contra os empresários. Falou também dos planos para este ano, nova estrutura organizacional e do IRRF, imposto que acredita estar sendo

cobrado de forma errada. Schultz fez mea culpa, mas acusou as entidades, afirmando que elas deixaram o imposto chegar aonde chegou. Morando há pouco mais de um ano em Portugal, Aroldo também acusou seus concorrentes (operadores locais) de estarem fazendo uma aposta, afirmando que sua empresa não aguentaria dois anos e que fecharia as portas.

JORNAL PANROTAS — O senhor bateu muito na tecla da crise, de ser um ano difícil, mas mesmo assim a Schultz cresceu 20% em 2015, em comparação com 2014. O que esperar este ano? AROLDO SCHULTZ — Em 2015 tivemos meses que crescemos 85%, 90%. A partir de agosto, no entanto, começou a cair muito. Em dezembro deu uma queda ainda mais brusca,

fechamos no negativo, em comparação com 2014. No final, nosso crescimento foi de 19,5% no ano. Em janeiro, depois que aquele imposto horrível acabou com as viagens, as vendas começaram a entrar. Assim mesmo fechamos 17% negativo e, em fevereiro, tivemos 3% de redução, comparando com ano passado. No entanto, tivemos uma vantagem. > Continua na pág. 74


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meu Nacional que vende para o Brasil. A minha equipe Incoming vai muito bem. Eu vendo muito na América Latina. O Wood Garcia tem garra, coração muito bom, sabe de Nacional e está entendendo a empresa. Acho que vai dar certo. Estou apostando muito nele. Eu também estou contratando uma pessoa de uma grande empresa especializada em resorts e que vai focar em resorts.

Nós reduzimos o gasto da empresa e meu prejuízo não foi tão alto. E o fato de termos reduzido este gasto é total consciência empresarial. Tem horas de investir, horas de reduzir. Para este ano não consigo prever muito, já que estou no negativo, mas sinto o Turismo ativo e a participação em massa dos agentes na convenção demonstra isso. Se o governo não fizer nada, se ele deixar a gente trabalhar, nós vamos crescer.

JP — Como enxerga o fim da isenção do imposto sobre remessas ao Exterior? SCHULTZ — Primeiro de tudo: este imposto é ilegal. No meu ponto de vista, se é um imposto de renda, está totalmente irregular porque viajar não é renda, é despesa. O governo está se apropriando indevidamente de um resultado de um outro país. Isto é inconstitucional, não é correto. É vergonhoso. Eu, que estou morando fora, vejo os empresários compararem o Brasil com Venezuela, Bolívia, Cuba. E eu digo que não é assim, mas eles rebatem dizendo que as atitudes que estamos tomando são horríveis. O governo lamentavelmente não faz nada. Nosso governo é contra os empresários. Qualquer empresário que cresça, ele não gosta. Na verdade, ele gosta do microempresário, quanto menor, melhor. Nota-se os impostos que pagamos. Por isso estou reduzindo minha empresa

Danielly Aguiar, da Empetur, recebe homenagem de Aroldo Schultz pela parceria no evento

ao máximo que posso para me tornar um empresário pequeno. O grande empresário é um idiota e eu quero deixar de ser idiota.

JP— Muito se fala em “vitória” a redução dos 25% para 6,38%. O senhor encara como uma vitória? SCHULTZ — Os 6% não são vitória. É um retrocesso. É melhor que 25%, mas segue sendo retrocesso. Não tem cabimento e vou entrar na Justiça. E não só eu. Eu tenho certeza que quando tiver embasado muitos empresários, agentes de viagens e passageiros farão o mesmo. Este imposto, repito, não é correto. O Governo Federal tem, no meu ponto de vista, milhares de impostos, milhares de coisas para fazer e duvido que ele esteja preocupado com um imposto relacionado

ao Turismo. Não acho que o governo queira prejudicar o Turismo, eu acho que foi um descaso na nossa classe que deixou a isenção cair. Ou quando se deu conta já era final de ano, já era tarde. Não posso afirmar, mas acredito que os maiores responsáveis por esse imposto foram as entidades do Turismo, que não são unidas e não estavam acompanhando um caso tão sério. Não culpo presidente ou diretor e sim as entidades e aí tem uma mea culpa já que faço parte das entidades.

JP — O foco da Schultz são as viagens nacionais este ano? SCHULTZ — Não. O Nacional sempre foi importante, mas nós nunca acertamos nossa equipe. Eu tenho essa falha. Não consigo acertar

JP — Como está sendo a experiência em Portugal? SCHULTZ — A Schultz é uma empresa que tenta não fazer mal a ninguém, que respeita a concorrência, mas nós gostamos de trabalhar. Em um ano já lançamos roteiros que nossa concorrência local não faz. Criamos três roteiros, todos com small groups. Este conceito é novo em Portugal e a estrutura política nos recebeu muito bem. No entanto, os operadores locais não viram com bons olhos e existe uma aposta entre operadores de Portugal, entre eles empresas que operam no Brasil, que nós vamos fechar em dois anos. Que eu não vou aguentar Portugal. Estou há um ano e estou vendendo com a Europamundo até na Califórnia. Estou vendendo Portugal para brasileiros e para todos os países da América, Estados Unidos e Ásia com a Europamundo.p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Grupo Schultz


F1l0 aC osn vh e s enção

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S ch u l t z

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1 Paola Belon, da Avis 2 Renata Di Bernardo, executiva da Tap responsável pela conta da Schultz no Brasil 3 As agentes cariocas Virginia Gomes, Simone Murad, Maria Helena Francisco e Jiane de Sousa 4 Karen Matiazzo, Daniele Cristofoleti e Bruna Reis 5 Leonel Reyes e Carla Cecchele, diretores para América Latina e Brasil, respectivamente, da Hard Rock Hotel All Inclusive Collection6 Karina Fonseca e Luiza Perussolo, agentes de viagens de Curitiba 7 Wood Garcia, gerente de Produtos Nacional, e Alexandre Gracia, gerente de Marketing 8 Os agentes Benedito Pereira e Francisco Varella 9 Arnaldo Valenhes Junior, da Gol, com Gisele Basso, supervisora Operacional de Aéreo 10 Janaina Araujo e Giselle Makinde, representantes do Turismo de Curaçao 4

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Qual é o futuro da indústria de viagens? Esta poderia ser a pergunta de US$ 1 milhão. Talvez possa valer muito mais do que isso, uma vez que esta se tornou uma grande incógnita em nossa indústria. Antever o futuro e usá-lo a favor de seus negócios é um desafio que está na mesa dos tomadores de decisão neste momento. Willian Gibson disse em 1999: “o futuro já chegou. Só não está uniformemente distribuído.” Será? Fato é que a indústria de viagens brasileira se tornou um grande ecossistema misto de tecnologia e viagens. A realidade agora é outra. Ao mesmo tempo em que temos de continuar a ser experts em destinos, voos, hotéis e toda a infraestrutura que serve os viajantes, também temos de conhecer profundamente conexões XML, GDS, CRS, APIs, leilões de palavras-chave, testes AB, cartões de crédito virtuais, páginas responsivas e uma infinidade de tecnologias que se tornaram o alicerce desta indústria. A realidade é que há grandes empresas de tecnologia que vendem viagens, e não mais agências de viagens em seu sentido restrito. Estas em-

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Olhar de um fuTurista presas poderiam muito bem vender outros produtos em sua estrutura, dada a complexidade e sofisticação de suas plataformas. Em um paralelo, e guardadas as proporções, a Zappos é uma empresa de atendimento ao cliente que, por acaso, vende sapatos e roupas; alguns grandes players de Turismo são verdadeiras estruturas de e-commerce que por um acaso vendem viagens. E quem poderia imaginar esta realidade há cinco ou dez anos? A verdade que alguns teimam em não enxergar é que estamos em uma fase de transição e de grandes mudanças, em que a própria tecnologia facilita a entrada de novos players, assim como a concepção e entrega de modelos inovadores que trabalham de maneira complementar às tecnologias já existentes. Um exemplo é a chamada cultura API ou economia API, que já é realidade em outros mercados há bastante tempo. A forma com a qual empresas interagem entre si e entregam valor aos clientes foi drasticamente facilitada pela adoção de APIs. Para se ter uma ideia, já são mais de 14 mil APIs abertas registradas e outras centenas de milhares de APIs

Alexandre Cordeiro

Gerente de Marketing do Sabre para América Latina

restritas. E há uma infinidade de empresas que disponibilizam suas APIs para servir a indústria de viagens, como Uber, Google, Sabre, Tripadvisor, entre outras. Assim como os fornecedores de APIs o fizeram, hackathons, startups, hubs de empreendedorismo e inovação começam a enxergar potencial na indústria de viagens e uma possibilidade real de contribuição e colaboração. E bons modelos saíram do papel para o mercado e

atendem os mais diversos segmentos e nichos como o turismo rodoviário, seguros de viagens, transporte e logística, locação de jatos particulares entre outros. Ao mesmo tempo que ainda se discute comissionamento, relevância de eventos e temas tradicionais da indústria, de outro lado há uma agenda distinta neste ecossistema inovador, que está focada no futuro, em modelos que entregam valor aos players e, principalmente,


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aos clientes. E talvez seja este seja um dos caminhos para de fato criar uma melhor experiência ao viajante. Será que as filas de check-in não podem ser substituídas por biometria? Como utilizar a tecnologia para otimizar a experiência no aeroporto, repleta de chateações? Em outubro de 2015, as buscas Google em dispositivos mobile ultrapassaram as realizadas nos desktops. Mobile é sem dúvida algo pouco explorado na indústria. Enfim, basta pensar de maneira aberta e com foco nos problemas que enfrentamos diariamente, seja como profissionais da indústria ou como viajantes.

E como resultado direto desta nova realidade que abraça o Turismo, teremos pela primeira vez um espaço dedicado às startups de viagens no palco do Fórum PANROTAS. O potencial de inovação deste

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segmento deve ser considerado por todos, na medida em que pode contribuir para a construção de um ecossistema capaz de entregar melhores resultados aos diferentes atores da indústria.

Ampliar os temas das discussões e inserir a tecnologia disruptiva em seu melhor sentido na agenda do Turismo se faz necessário. Em uma estrutura pensada para isso, é preciso remapear e planejar os próximos passos da indústria no que tange a modelos que entreguem valor à cadeia e ultimamente aos clientes na outra ponta, empoderados pelo acesso à informação e tecnologia. Como queremos que a indústria se pareça daqui cinco ou dez anos? Certamente, queremos evoluir e seremos responsáveis por isso.p


78 Hotelaria

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>> Hugo Okada, Porto Seguro (BA)

Resort de charme

O LA TORRE RESORT, LOCALIZADO NA PRAIA DO MUTÁ, EM PORTO SEGURO, NA BAHIA, iniciou em 2015, quando completou dez anos de existência, um processo de re-

posicionamento no mercado como resort de charme. Segundo o diretor geral do empreendimento, Luigi Rotunno, as mudanças impactaram positivamente na experiência dos hóspedes.

“Mudou o clima, o ambiente, a forma dos hóspedes circularem e apreciarem o resort. Cada canto oferece particularidades bem definidas e todos têm a liberdade de escolher onde

sentem-se mais à vontade. A qualidade do La Torre definitivamente aumentou”, explicou o diretor. “Lidar com os sonhos das pessoas é uma atividade complexa, que requer muito es-


79 forço, dedicação e cuidado. Quando pensamos no conceito all-inclusive, temos de oferecer o melhor, não adianta ser all-inclusive se o atendimento e os serviços de alimentos e bebidas não forem os melhores”, complementou. Hoje, o La Torre Resort tem 270 apartamentos divididos em cinco categorias: standard, luxo, superior, family, master e vila. Possui ainda o bloco Topázio, construído em junho de 2013 e que hospedou, nos seus 60 apartamentos, a delegação da Suíça, composta por atletas, familiares, médicos e executivos. “Hospedar uma seleção foi uma grande alegria. Nunca esqueceremos do quanto vibramos e comemoramos ao ver que o La Torre figurava na lista das acomodações das seleções da Copa”, relembrou Rotunno. O La Torre investiu alto na diversificação das experiência oferecidas aos hóspedes, promovendo desde dezembro último, um passeio diário de escuna com direito a mergulho para a contemplação de peixes e corais. A atividade conta com a presença de monitores que acompanham os mergulhadores durante todo o percurso. O resort também fornece serviço de snacks e bebidas a bordo, além de trajes de neoprene e equipamentos como snorkels e máscaras. De acordo com Rotunno, as saídas são garantidas até o

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O diretor geral do La Torre Resort, Luigi Rotunno

mês de abril. O passeio de escuna tem duração de quatro horas, com partidas às 9h e retorno às 13h no Clube de Praia do La Torre. Os tíquetes podem ser adquiridos no Guest Service, espaço dedicado a atender as solicitações de hóspedes durante a sua estada, e de agentes de viagens que buscam atendimentos diferenciados para ocasiões, como lua de mel, aniversários, bodas e reservas para o restaurante A La Carte.

OUTRAS NOVIDADES O complexo também fechou parceria com as principais marcas de roupas e acessórios para a abertura de uma butique, que, segundo a supervisora de Marketing, Bruna Eugênia, chamou a atenção não apenas dos hóspedes, mas também das pessoas que vivem nos arredores do resort. “Re-

cebemos muitos elogios com a abertura da butique. Trabalhamos ali com marcas renomadas, difíceis de encontrar em outras lojas da região, o que fez crescer o interesse até mesmo de quem não está hospedado no hotel”, destacou Bruna. A oferta de alimentos e bebidas também foi renovada com a abertura do já citado Clube de Praia do La Torre, com serviço de drinques e petiscos na Praia do Mutá, além de churrasqueiras, mesas e espreguiçadeiras para os hóspedes. O espaço oferece ainda para as crianças, picolés de sabores variados, sucos, refrigerantes e água de coco, tudo all-inclusive. No restaurante principal, além do café da manhã e do almoço, os hóspedes contam com serviço de sanduíches e pizzas durante todo o dia, das 11h da manhã às 23h, quando começa o atendimento do room service, disponível até as 7h. No restaurante

principal, o espumante é liberado em todas as refeições. Outro destaque fica por conta do restaurante A La Carte, inaugurado em agosto do ano passado, com menu assinado pelos chefs Gi Del Santi e Léo Assimus em ambiente requintado, próprio para momentos mais intimistas. O atendimento no A La Carte é realizado mediante reserva, que pode ser feita no Guest Service. “Temos muitos projetos de expansão e contamos com as armas necessárias para que esses aconteçam. Nossa dúvida é definir se vamos ampliar o La Torre ou construir outro resort autônomo. Acredito que logo teremos a resposta”, disse Rotunno. “Este ano temos uma perspectiva de crescimento de 16%. É uma meta alta, mas os números estão acompanhando positivamente neste primeiro trimestre”, finalizou o diretor.p


80 Consolidadoras

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>> Danilo Alves

Qualidade consolidada

NEGOCIAR TARIFAS EXCLUSIVAS E AGREGAR VALORES AO SERVIÇO DO SEU MAIOR

cliente, o agente de viagens, continuará sendo a meta número um da Esferatur para os próximos meses. A gerente da consolidadora em São Paulo, Juliana Abrantes, adiantou ao Jornal PANROTAS que esses valores estão atrelados a uma série de inovações que serão apresentadas em breve pela empresa. Ainda para esse semestre, por exemplo, está previsto o lançamento de uma ferramenta de grupos, eventos e incentivos. “Será uma plataforma completa de gestão. Nela, será possível fazer uma cotação, inserir centro de custo, cuidar de toda a administração e mapear todo o evento. O organizador poderá ainda obter relatórios e confirmações, tudo bastante detalhado”, adiantou a executiva. A novidade deverá ser inserida dentro do Esferaplus, o portal da Esferatur. “Percebemos o aumento nesse tipo de demanda e estamos trabalhando para, mais uma vez, inovar no mercado de Turismo”, garantiu.

Carlos Vazquez, vice-presidente da Esferatur

Além de prometer o lançamento de um aplicativo, repleto de recursos e facilidades, Juliana destaca novas funcionalidades no Esferaplus, que conta hoje com mais de 19 mil usuários cadastrados. “Estamos sempre pensando em melhorias para nossos clientes. Vamos melhorar sistema, tornando-o ainda mais moderno, e disponibilizar reservas de hotéis e carros dentro do nosso portal”, revelou. O cenário econômico do País não assusta a empresa. De acordo com Juliana, nenhum colaborador

Juliana Abrantes, gerente da consolidadora

foi desligado por causa da crise. Pelo contrário, a Esferatur está contratando os bons profissionais que estão em busca de oportunidades no Turismo. “É nesse momento que estamos encontrando pessoas muito bem capacitadas disponíveis no mercado. E com elas estamos reinventando o nosso negócio, mas sem esquecer o nosso foco principal: o agente de viagens”, explica a gerente. Em recente entrevista ao Portal PANROTAS, para falar da nova equipe em Porto Alegre, o vice-presidente da

Esferatur, Carlos Vazquez, afirmou que a consolidadora tem uma característica única na indústria de Viagens e Turismo e no segmento de consolidação: seus sócios são pessoas que vivem o dia a dia em cada uma de suas especialidades. “Por isso, somos a melhor prestadora de serviços do setor e vamos reforçar e disseminar nosso DNA, com objetivo de prestar o melhor serviço, com transparência e parceria com os agentes. Contem conosco”, disse.p


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>> Alex Souza, especial para o Jornal PANROTAS

Ações e apostas AINDA QUE O BRASIL VIVA UM MOMENTO DESFAVORÁVEL COMO POUCOS OUTROS NA história, a Tap segue trabalhando forte para fomentar o intercâmbio de viajantes entre o País e a Europa. Obviamente,

ajustes precisam ser feitos e a companhia teve de diminuir de 77 para 66 a quantidade de frequências semanais para as cidades brasileiras. Por outro lado, é de impressionar a quantidade de ações apoiadas ou organizadas pela aérea

com o objetivo de continuar desenvolvendo o fluxo de passageiros — ainda mais neste novo momento da Tap, que tem o brasileiro David Neeleman (sim, ele nasceu no Brasil) entre seus investidores. Na semana passada, por

exemplo, a companhia foi uma das principais responsáveis pelo sucesso do programa de hosted buyers focados em Brasil na BTL, a feira de turismo de Lisboa, que colocou fornecedores nacionais em contato com compradores > Continua na pág. 82


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Maria Carmem Serrana, da Tap, e Michael Nagy, do Rio CVB

europeus e asiáticos. Também na última semana, o Rio CVB anunciou parceria com a aérea para a realização de rodadas de negócios entre 47 associados à entidade e 300 operadores europeus, selecionados pela empresa portuguesa e oriundos de 26 cidades da Europa. Os encontros ocorrerão em maio, em paralelo ao Rock in Rio Lisboa. De acordo com Michael Nagy, do Rio CVB, os 125 primeiros compradores europeus chegarão na manhã de 19 de maio levados pela Tap e, à noite, assistirão ao show do lendário Bruce Springsteen em área vip do Rock in Rio. No dia seguinte (20) participarão do workshop com os profissionais brasileiros. Também no dia 20 chegam os demais 125

compradores, que desfrutarão do show do Queen – os encontros com os associados do Rio CVB ocorrerão no dia 21. “É um trabalho inédito, com a parceira correta. Todos que virão são tomadores de decisão em suas empresas”, ressalta Nagy, acrescentando que mais associados poderão aderir à ação, caso manifestem interesse. Assistente de Administração da Tap, Maria Carmen Serrano complementou dizendo que a participação da aérea no projeto é coerente com o forte trabalho realizado pela empresa nos últimos tempos no sentido de estimular as viagens entre Brasil e Europa, principalmente de europeus de diversas nacionalidade para o Brasil, via Lisboa.

DESAFIOS

Recentemente, o presidente da Tap, o brasileiro Fernando Pinto, afirmou à imprensa portuguesa que o principal desafio da companhia e dele próprio neste momento, em termos estruturais, é ajustar a transição no pós-privatização. Segundo ele, a ideia da empresa é prosseguir na estratégia vitoriosa de reforçar o hub de Lisboa e abrir novos grandes mercados, tendo em vista a crise vivida em seus três principais países internacionais: Venezuela, Brasil e Angola. Uma aposta é o competitivo mercado dos Estados Unidos, para o qual a companhia anunciou operações a Boston, com início em 11 de junho, e Nova York, em 1º de julho. A empresa pretende, tam-

bém, fazer uso de aviões de longo curso (A321) para a abertura de mercados de “potencial médio”. Com a aquisição parcial da Tap pelo consórcio Gateway, encabeçado por David Neeleman e Humberto Pedrosa, Fernando Pinto deve permanecer à frente da Tap por ao menos dois anos, encerrando um ciclo iniciado em 2000. Antes disso, em dezembro, o vice-presidente executivo da empresa, Luiz da Gama Mor, levado por Pinto também há 16 anos, se despedirá da companhia. O gaúcho, no entanto, passará os meses seguintes ainda colaborando com a aérea, para então se aposentar, voltar para o Rio de Janeiro e se dedicar à função de avô.p


83 Eventos

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>> Alex Souza, de Lisboa, especial para o Jornal PANROTAS

Zika e euro: pesos e medidas Divulgação

Imagem geral da feira, com destaque para o estande do Brasil

O DEPOIMENTO COERCITIVO DO EX-PRESIDENTE LULA OCORREU NA SEXTA-FEIRA (4), O TERCEIRO E ÚLTIMO DIA DE TRADE DA BTL, a feira de turismo de Lisboa, e trouxe um novo assunto “principal” aos profissionais que passavam pelo estande do Brasil, comandado pela Embratur. Até então, nos dias anteriores, eram basicamente

dois os temas que monopolizavam as conversas: zika e força do euro frente ao real, um desestímulo e um grande estímulo a viagens de estrangeiros ao Brasil, respectivamente. Quanto ao primeiro, a reportagem ouviu informações heterogêneas, com profissionais aflitos, outros mais tranquilos e otimistas. Um deles, que preferiu não se identificar, revelou que o

hotel para qual trabalha, no Nordeste, vem sofrendo bastante com cancelamentos oriundos do mercado europeu sob a justificativa do zika. De acordo com ele, o trade português não teria recebido um comunicado oficial do governo brasileiro, ao contrário do que, ainda segundo este profissional, já teriam feito os governos de países como Colômbia, Equador

e Costa Rica. O raciocínio é o de que, com informações oficiais sob a real dimensão do zika no Brasil, incluindo as ações de combate ao aedes aegypti, as agências portuguesas poderiam melhor informar os clientes finais, fortemente impactados pelas imagens veiculadas na mídia daqui, que mostram, por exemplo, o exército na rua > Continua na pág. 84


< Continuação da pág. 83

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Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, e o amigo Luiz da Gama Mór, vicepresidente executivo da Tap, que foi essencial para a participação destacada do Brasil no programa de hosted buyers da feira

“combatendo” o mosquito e bebês com microcefalia. A preocupação maior deste profissional é a proximidade da Páscoa, um dos períodos de alta nas viagens internacionais dos portugueses. “Na Páscoa há um período longo de descanso, então eles viajam. E para que as vendas nesse período se concretizem, é necessário que o esclarecimento [sobre o zika] ocorra agora”, destacou. “Teve uma agente que me disse que nem uma imagem de guerra impacta tanto quanto a de uma criança com microcefalia”, prosseguiu.

OUTRO LADO A Embratur, por sua vez, afirma que distribuiu, sim, um comunicado ao trade internacional, contendo orientações da Organi-

zação Mundial de Saúde (OMS) e sugerindo que apenas mulheres grávidas repensem uma possível viagem ao Brasil. “A gente crê que o período mais crítico ocorre agora, por conta das chuvas. Ele termina em março e vamos chegar bem para a Olimpíada”, avaliou o gerente de Mercados Internacionais da Embratur, Bruno Giovanni dos Reis, que ao lado do presidente do instituto, Vinícius Lummertz, foi o anfitrião do estande do Brasil na BTL. Diretor de Marketing e Vendas do Pratagy Beach, em Alagoas, Sérgio Paraíso passou alguns dias em Portugal para visitar dez operadoras e 70 agências de cinco cidades. Ele confirmou que alguns dos profissionais visitados receberam o comunicado da Embratur e está animado com a possibilidade de re-

ceber muitos portugueses durante a Páscoa. “Nós fechamos um charter com a Exótico Viagens e a Solférias, que vão levar 350 passageiros entre 19 e 26 de março e 26 de março e 3 de abril”, disse.

CONTRA O ZIKA Diante da apreensão dos estrangeiros e da falta de informação sobre o zika vírus por parte de muitos deles, torna-se extremamente necessário o papel de agentes e operadores de viagens na orientação e esclarecimento sobre o real problema no Brasil. Tanto em termos educativos quanto, como consequência, para não perderem vendas ou para terem diminuídos os prejuízos com eventuais cancelamentos. E parte dos profissionais

já tem argumentos prontos, na ponta da língua. O gerente da Embratur, Bruno Reis, mencionou o término do período das chuvas, em março, que em tese dificulta a reprodução do aedes. As executivas Marjorie Mynssen e Agnieszka Adamowicz, da Planeta Brasil Incoming, receptivo do Grupo Águia, lembram que diversos eventos importantes têm ocorrido neste início de ano no Brasil sem que o zika surgisse como fator inibidor. “Houve o Rio Open de Tênis e o Rafael Nadal não cancelou a participação dele. Também houve os shows dos Rollings Stones em diferentes cidades”, mencionou Marjorie, lembrando também dos milhões de foliões que estiveram nas ruas para curtir o carnaval sem qualquer receio.


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FORÇA DO EURO Se em uma ponta o zika traz a preocupação de se viajar ao Brasil, na outra a força do euro é um grande estímulo, capaz, inclusive, de melhorar a imagem de País caro criada nos últimos anos junto aos turistas estrangeiros. No caso específico de Portugal, também favorece o fato de o consumidor estar tendo um poder de compra maior nos últimos tempos. Diretor do departamento On-line da Abreu, uma das maiores operadoras portuguesas, Diogo Julião brinca ao dizer que, na verdade,

Bruno dos Reis, gerente de Mercados Internacionais da Embratur > Continua na pág. 86


< Continuação da pág. 85

“Portugal nunca sai da crise”. “O português se habituou [a estar em crise], mas a economia se recuperou e nós percebemos que o ato de comprar viagens, que no último ano não vinha ocorrendo, agora voltou”, explica. De acordo com ele, o Brasil acabou perdendo espaço para o Caribe na preferência dos portugueses, mas agora, com a força do euro, a concorrência volta a ser favorável aos destinos brasileiros. “A Copa e a Olimpíada não representam muito. O que favorece mesmo é a desvalorização do real”, salienta. A força do euro também foi crucial para que a Bahiatursa e a operadora portuguesa Sonhando batessem o martelo para a realização de nove voos charteres à Bahia, entre julho e setembro, que deverão levar até 2,5 mil portugueses ao Estado. Segundo a gerente de Reservas da Sonhando, Ana Tomás, a possibilidade de implementação desse projeto vinha sendo estudada há muito tempo, mas só agora, por conta do câmbio favorável aos europeus, ele pode ser confirmado. Os pacotes, de sete dias, têm preços a partir de 998 euros, foram lançados na BTL e serão fortemente divulgados também em abril, no Mundo Abreu 2016, um grande evento voltado ao consumidor final português.p

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B A L A NÇO REALIZADA AO LONGO DE CINCO DIAS (2 A 6 DE MARÇO), OS TRÊS PRIMEIROS VOLTADOS EXCLUSIVAMENTE AO TRADE,

a BTL divulgou público de 75,4 mil visitantes, dos quais 36,1 mil profissionais e 39,3 mil consumidores. A evolução do evento em relação a anos anteriores foi visível, com estandes grandes e extremamente bem concebidos, corredores pulsantes, conversas focadas em cada mesa e mais relatos positivos do que negativos. Pelo lado do Brasil, um dos grandes destaques foi a implementação, pelo segundo ano consecutivo, de um programa de hosted buyers exclusivo a fornecedores brasileiros: o sistema da feira apresentava aos compradores internacionais convidados uma relação apenas com suppliers do Brasil, com os quais eles poderiam agendar reuniões. O programa foi possível graças à parceria da BTL com a Embratur e, principalmente, com a Tap. A reportagem ouviu de fornecedores brasileiros

Fátima Vila Maior, diretora da BTL

que um dos pontos mais positivos do programa foi que não apenas compradores portugueses manifestaram interesse em agendarem reuniões, mas também buyers oriundos de diversos outros mercados europeus, até mesmo da Ásia. Pegou bem. Diretora da feira, Fátima Vila Maior afirma, no entanto, que para 2016 espera uma gama ainda maior de fornecedores brasileiros, principalmente do Nordeste, bem como uma celeridade maior da Embratur no repasse de informações sobre os participantes à organização da feira, de modo que o sistema pelo qual as reuniões antecipadas são agendas possa estar munido, o quanto antes, de toda a oferta do Brasil. Na visão dela, também garantiu uma excelente visibilidade o Brasil o fato de o País ter sido classificado como “convidado”. “Muitos negócios foram feitos e com certeza o Brasil registrará incremento na presença de portugueses”, avalia.p


Flashes

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BTL 2016

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2 1 Cecília Avelino, da PBTur 2 Daniel Jacarandá e Valéria Gordilho, da Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas 3 Rosa Helena Volk, secretária de Turismo de Gramado 4 Thayse Cortez, do Turismo de Fernando de Noronha, e Camila Câmara, da Empetur 5 Guillermo Alcorta, da PANROTAS, e Maria Helena Santana, do Tivoli Praia do Forte 6 João Roberto Sabino e Antonio Azevedo, ambos da Abav, com Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS 7 João de Araújo, do Turismo de Manaus 8 Lucila Abreu, da Movida Rent a Car 9 Sérgio Paraíso, do Pratagy Beach Resort 10 Sérgio Prade e Marta Rossi, do Festival de Turismo de Gramado (Festuris) e Guillermo Alcorta, da PANROTAS 11 Yani Barbier, da Amazon Star Turismo

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88 Cruzeiros marítimos

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>> Henrique Santiago

Por mares mais calmos QUAL É A MELHOR FORMA DE AGRADECER SEUS PRINCIPAIS VENDEDORES? RECONHECENDO-OS, é claro. A MSC Cruzeiros chegou à décima edição do Top MSC e homenageou 44 agências de viagens, operadoras e OTAs de todo Brasil que se destacaram em 2015. Mas para este ano, a armadora italiana tem mais motivos para trabalhar do que comemorar. Na próxima temporada de cruzeiros, o Brasil perderá os navios Armonia e Lirica para Cuba e China e terá redução de 40% em oferta de cabines no turismo doméstico. Apenas o Preziosa e o Musica estarão na costa nacional, além do Orchestra, na Argentina. Com os números da temporada 2015/16 praticamente fechados, a MSC totaliza 286,5 mil cruzeiristas na América do Sul, com mais de 70% do Brasil. “Temos que comemorar este número e por trazer cinco navios em tempos de crise”, salientou o diretor comercial e de Marketing da empresa, Adrian

Adrian Ursilli, da MSC

Ursilli, a bordo do Magnifica. Para vender cabines foi necessário, porém, entrar de cabeça no mundo das promoções. A ideia de vender com o dólar congelado a R$ 2,99 é o trunfo da companhia. Ação essa que, aliás, tem validade por tempo indeterminado. “Não prevíamos que a crise ia ser tão aguda. O dólar congelado pode acabar

em um mês ou daqui a seis meses”, constatou, complementando que a campanha tem sido um verdadeiro sucesso. Mas com este cenário, o executivo alerta que a menor oferta que está por vir não é atraente para o tíquete médio com as vendas agressivas a R$ 2,99. É preciso recuperar o preço. Mesmo com a falta de incentivo fiscal para operar no

Brasil, Adrian antecipou que a MSC irá acrescentar um terceiro navio já na temporada 2017/18: o Magnífica. A embarcação pode transportar 2,5 mil passageiros por viagem. Mas o cenário, com crise ou não, poderia ser diferente. “Nós temos feito nossa lição de casa no Turismo de propor um ambiente favorável. Realizamos treina-


89 mentos e preparamos a cadeia para trazer o turista nacional e internacional”, afirmou, após criticar a falta de apoio dos governos e órgãos competentes. “O País infelizmente perde em custo e na falta de serviços de alto padrão”, completou Ursilli. Após inaugurar os dois ambiciosos navios do futuro, Seaside e Meraviglia, em 2017, a MSC não descarta aproveitar a possível retomada da economia brasileira e trazer os cruzeiros para a costa brasileira após navegarem nos Estados Unidos e no Mediterrâneo ocidental. E Ursilli, claro, quer mais. “Quem trouxe 12 navios para o Brasil pode trazer mais”, finalizou.

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Adrian Ursilli, da MSC, e a apresentadora da ocasião, Flavia Cavalcanti

Roberto Fusaro, da MSC, com a profissional da Tam Viagens

O grupo de agentes de viagens do Nordeste: Lobotur Viagens, Clube Turismo e Casablanca Turismo

Os profissionais que mais venderam MSC em 2015 na categoria top premium


90 Te c n o l o g i a

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>> Rodrigo Vieira

Embrionárias Foto: Bernardo Rabello

Márcio Brito, coordenador nacional de Startups do Sebrae

EM UM MUNDO EM QUE TECNOLOGIA E CONECTIVIDADE SÃO AS PALAVRAS-CHAVE EM praticamente todas camadas de mercado, as startups surgem como o atalho mais ágil para cabeças criativas encontrarem seu lugar ao sol e serem um case de sucesso. Ao menos é o que acham os empreendedores atrás de investidores e de viabilidade para seus ne-

gócios. É na viabilidade comercial, aliás, que muitos sonhos e ideias brilhantes acabam. Mas sem tentar, ninguém consegue resultados, certo? Há cada vez mais grupos de pessoas, em geral jovens, trabalhando em cima de soluções simples, com as quais se pode fazer dinheiro (ao menos é o que acham). Será que alguma delas vai nos fazer exclamar: “como não

pensamos nisso antes?” O Turismo é um dos setores que mais viabilizam a oportunidade de criação de startups, pela grande abertura de segmentos: aviação, destinos, hospedagem, locadoras de veículos, mice, viagem em grupos, alimentação, serviços compartilhados, B2B, B2C... Poucas atividades econômicas se comparam com a nossa na dimensão do leque a

ser explorado. Por ser um paraíso das possibilidades, há uma enxurrada de startups em busca de uma fatia do Turismo. De acordo com o coordenador nacional de Startups do Sebrae, Márcio Brito, o setor de Viagens e Turismo divide com o de Saúde e de Beleza o patamar de segmento com maior criação dessas empresas tecnológicas, cujo principal objeti-


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vo é atrair investidores de grande porte. “Criadores e investidores de startups buscam cadeias com maior complexidade de operação, pois assim encontram mais espaço. Tanto Turismo quanto Saúde têm vários fragmentos carentes de soluções fáceis em suas diversas mazelas, e resolver de maneira simples problemas que são aparentemente difíceis é o norte de uma startup, geralmente feito por meio de tecnologia”, explica Brito. “Jovens no espírito, essas empresas costumam resolver as coisas de maneira colaborativa e criativa. É aquela típica história de

‘poxa, como não tinha pensado nisso antes?’, porém, com uma engrenagem complexa por trás, e é aí que vem o fator investimento.” A procura cada vez maior de investidores por startups de Turismo também tem relação com o comportamento do brasileiro. O consumidor no Brasil quer tudo mais rapidamente, e sua ansiedade por viajar não é diferente. Além disso, pesquisar os itens da próxima viagem é sonhar a cada clique, a cada hotel analisado, a cada consulta às datas para comprar passagens. Isso, é claro, sem contar que o brasileiro está cada vez mais antenado

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quando o assunto é compra e pesquisa on-line. De acordo com estudo da Emarketer, o País encerrou 2014 na sexta colocação mundial entre os que mais têm smartphones, com quase 40 milhões de aparelhos. O mesmo instituto estima que 41,1 milhões de consumidores brasileiros comprarão pelo menos um item de e-commerce este ano, 10,1% a mais do que em 2015. “No Turismo, além do consumidor exigir as coisas mais rapidamente, ele aprecia pesquisar, pois é uma maneira dele mentalizar sua viagem. Quanto mais as startups facili-

tam esse processo, mais o usuário se identifica com a plataforma. Simplificar layout e a navegabilidade dessas plataformas ajuda muito o produto cair nas graças do turista em potencial”, sugere o coordenador do Sebrae. “Em suma, startups de viagens nascem para resolver problemas das pessoas, de maneira canalizada e normalmente bem específica, enquanto agências de viagens nascem para resolver problemas tanto das pessoas quanto de seus negócios, isto é, estrutura física, pessoal, enfim, problemas de empresas.” > Continua na pág. 92


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ROUBANDO CLIENTES Portanto, a guerra mais repercutida na última década no setor, de agências on-line contra tradicionais, ganhará outros combatentes de peso, as startups, lutando por uma causa diferente, certo? Errado. Pelo menos na análise do especialista do Sebrae, as startups apenas intermedeiam e não apresentam grandes rupturas nessa batalha, salvo raras exceções. “Creio que nessa luta um player depende do outro. As startups avançarão conforme o crescimento das OTAs e, por outro lado, é cada vez mais claro que as agências físicas dependem da segmentação para sobreviver”,

avalia Márcio Brito. “Para quem quer apenas uma passagem e um quarto de hotel, as OTAs são a melhor opção, viagens com propósitos específicos e uma consultoria aprofundada devem ser procuradas em agências convencionais, enquanto as startups usam de sua complexa engrenagem tecnológica para facilitar com coisas pontuais, na maioria das vezes intermediando outras empresas. Basta ver a quantidade de apps que têm parceria com as OTAs.” Como exemplo, o coordenador cita startups que começaram a trabalhar milhagem aéreas. “Tem startups que compram e vendem milhas, plataformas que negociam essa pontuação para seus passageiros – de quem

essas empresas estariam roubando cliente? De ninguém. Pelo contrário, estão facilitando o ato de viajar, o que aquece o setor.” Muitas vezes as startups encontram notoriedade em espaços ociosos, como os aplicativos de reserva de quartos de hotel por hora ou de ferramentas de reserva last minute, o que é outro argumento para mostrar que são players complementares. “Mais um bom exemplo é a mineira Sympla, que começou como startup, mas hoje já uma grande empresa. O conceito é fácil: venda on-line de ingressos e gestão de eventos em uma só plataforma. Algo simples, mas que muitas empresas têm dificuldade de realizar.”

Ademais, as startups beneficiam o consumidor de outra maneira, na opinião de Brito. Segundo ele, desde que a Airbnb começou a incomodar a hotelaria, há uma tendência clara que o setor afetado melhore. “Os grandes hotéis não querem ficar para trás. Eles devem achar os principais pontos fracos que os fazem perder para a hospedagem colaborativa e melhorar, criar maneiras de preencher o vazio”, compara. “Assim como os táxis devem melhorar serviço e infraestrutura nas praças em que o Uber é autorizado. Quem sai ganhando é o consumidor.”

PARCERIA

As startups com maior chance de seguirem adiante no Turismo são as que contam com colaboração do usuário, ou avaliações baseadas na experiência própria, segundo Márcio Brito. “Essas ferramentas ganham cada vez mais força, pois muitas vezes o consumidor sai de sua cidade para viver sonhos, para viver uma experiência inesquecível, e o peso da colaboração é enorme nesse sentido. Poucas coisas melhores do que o ‘boca a boca’ para um potencial turista. A essência de ser orgânico, exponencial é algo fundamental aqui”, aponta. Segundo ele, não há a menor chance das startups de Turismo saírem de moda em um futuro próximo no País. Apesar de crescente, o cam-


93 po ocupado por essa categoria ainda é mínimo perto do que pode atingir mais para frente. “Nosso usuário ainda repercute pouco, usa pouco essas ferramentas, comparado com o que será lá na frente e o que já é realidade no Exterior”, afirma, mencionando também a forte tendência do uso de mobile pela geração Y. “Conforme o tempo for passando, as possibilidades de sucesso das startups aumentam consideravelmente, pois essa cultura ainda vai se consolidar.” Para ele, apresentar no Brasil uma startup que resolve problema no Turismo chama atenção não só pela quantidade de pessoas que utilizarão quanto o espaço para crescer

ainda. Hospedagem, passagens aéreas e gastronomia são suas principais apostas, mas turismo de aventura, experiências e startups que ajudem com consultoria também podem ser destaques.

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“Por mais que digam que é complicado abrir uma startup no Brasil, esse tipo de negócio segue sendo mais fácil do que abrir uma empresa tradicional, em que é preciso ter estrutura física. Claro que há a parte burocrática,

de tributos, mas isso é um problema para todo mundo. Quem tem uma ideia que ajude as pessoas tem espaço no mundo das startups, e aí novamente reforço o amplo leque do Turismo.”p > Continua na pág. 94


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STARTUPS QUE ESTARÃO NO FÓRUM PANROTAS

AMIGO VIAJANTE – Tiago Marinho Rede social que busca promover o encontro de pessoas com o mesmo destino em pauta, mas com dificuldade de arranjar companhia para a viagem. Hotel Urbano e Decolar. com já são parceiras da rede.

DUBBI (SP) – CEO Caio Martins A proposta do Dubbi é tirar dúvidas específicas do viajante, de forma personalizada, de acordo com suas preferências. A intenção é dar um toque humano nas dicas e oferecer informações que agentes de viagens e grandes veículos muitas vezes não conseguem. O canal utilizado é uma rede social colaborativa. Por meio desta tecnologia, o aplicativo encontra os viajantes mais aptos para responder determi-

nados anseios do viajante. O Dubbi garante que seu algoritmo reconhece os detalhes da pergunta e notifica os viajantes da comunidade que possuem o mesmo perfil de viagem, de forma a garantir dicas personalizadas. As respostas vão sendo avaliadas, e as mais positivas ficam em destaque. A monetização é por intermediação de produtos e serviços de viagens para leads qualificados, pois segundo a empresa, 75% de seus usuários compram de acordo com as dúvidas tiradas na rede.

EVNTS (SP) – Alexandre Rodrigues A startup é mais uma de olho no mercado bilionário de eventos no Brasil. A proposta da ferramenta é funcionar como uma agência on-line, mas especializada em eventos. Com cerca de um ano, a Evnts busca atrair o público com boas tarifas em

comparação com as OTAs concorrentes, garantindo para o público do evento descontos superiores a 20% nas tarifas de hotéis. Além disso, visa oferecer facilidades como comparação dos hotéis por preços, distância, vantagens do local do, etc. A plataforma também está disponível para os organizadores de eventos.

HOTELQUANDO (RJ) – Max Campos Viajantes corporativos têm necessidades muito distintas em cada novo embarque. Muitas vezes um profissional precisa de um lugar para tomar banho, descansar rapidamente, sentar para escrever um e-mail com calma ou comer algo e se preparar para uma reunião. Para estes fins, reservar a diária toda de um hotel pode acabar sendo um exagero, um desperdício difícil para prestar contas mais adiante. Pensando nisso, o Hotelquando

surge como a primeira plataforma brasileira de reservas on-line em que o usuário pode reservar um quarto ou uma sala de reunião de hotel por horas (e por um preço mais justo). O Hotelquando é uma plataforma gratuita para as empresas, com login e senha para cada funcionário realizar self-booking. Para as agências corporativas, o Hotelquando garante um sistema customizado e gratuito e ainda comissiona por reserva.

LIVRIT (RJ) – Francisco Viniegra Pensado para pessoas com algum tipo de limitação física, o aplicativo tem como foco democratizar a acessibilidade e a mobilidade nas cidades, mas também funciona como ferramenta de denúncia. A plataforma dispõe de um mapa de calçadas das zonas urbanas, com foco em três carac-


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terísticas principais: largura, inclinação e rugosidade da pavimentação, além da existência ou não de rampas de travessias e barreiras. Estabelecimentos comerciais como lojas, restaurantes e hotéis também passarão por avaliação. O Livrit também propõe consultoria para os estabelecimentos baseado nos dez itens apresentados no app. Os aprovados ganham o selo da empresa.

MENU FOR TOURIST (RJ) – Melina Guelman Que tal sair de casa sabendo quanto vai custar seu jantar, e sabendo exatamente o que comer? O Menu for Tourist é uma plataforma web e mobile que reúne cardápios de restaurantes traduzidos em até oito idiomas, para despertar interesse não só dos locais, mas dos turistas estrangeiros. A aplicação oferece cardápio detalhado com preços, descrição e até foto dos pratos principais. Além disso, por meio de geolocalizador, o Menu for Tourist aponta exatamente no mapa onde o

turista vai tirar a fome da miséria.

OPERA2 – Eder Geovani Sambo O aplicativo propõe facilitar o processo de check-in em hotéis, principalmente para hóspedes frequentes. O usuário cadastra seus dados na Ficha Nacional de Registro de Hóspedes, que ficarão salvos no app e poderão ser utilizados a cada check-in. A ideia é haver uma integração de dados entre app e hotel, para que o estabelecimento receba os dados do cliente e proceda sua acomodação, evitando a inscrição física. Outra intenção do Opera2 é ser integrado ao Ministério do Turismo para que sejam monitorados os dados e as estatísticas de ocupação no Brasil.

PETROOMIE – Monique Almeida Pets são sempre um assunto delicado para turistas amantes de seus

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bichinhos. O Petroomie surge, então, como uma espécie de Airbnb dos animais de estimação. Trata-se de um site em que os donos de cães e gatos encontram outros amantes de animais com as portas abertas para oferecer hospedagem ou serviço de pet sitting por determinado período. O site garante que não há canis e maltrato aos animais. O modelo de negócio proposto é de retirada de 15% de taxa de serviço para o site por reserva. O Petroomie já tem mais de quatro mil usuários em 20 Estados brasileiros e as avaliações são 100% positivas, de acordo com seus administradores.

QUANTO CUSTA VIAJAR – Fábio Yamahira O maior empecilho para grande parte das pessoas alcançarem o sonho de viajar é o bolso. O Quanto Custa Viajar calcula o orçamento necessário para realizar a viagem com base no perfil do viajante. Por meio da ferramenta, o usuário indica o destino desejado, quantas diárias e o perfil: mochileiro,

econômico ou conforto. O site também encaminha o usuário para as OTAs com as tarifas que indica. Nos últimos seis meses foram 117 mil visitantes.

RAZOOM – Aloisio Moraes Razoom é uma plataforma B2B feita para auxiliar operadores de viagens com o gerenciamento de seus negócios e na conquista de novos clientes pelo on-line. O site reúne informações dos melhores produtos, passeios e atividades e os disponibiliza on-line para reserva com confirmação imediata. Em outras palavras, a empresa agrega e realiza reservas de passeios com o layout do parceiro, ou seja, em modelo white label. Decolar.com, Expedia, Activities Bank, Amadeus e outros canais são parceiros do Razoom.

RDCAR – Francisco Medeiros > Continua na pág. 96


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A RDCar está incubada na Euro IT, empresa de tecnologia para o setor de locadoras de veículos. Trata-se de uma startup dedicada à interligação de locadoras de veículos com operadores e agências de viagens, por meio de um motor centralizador de reserva de veículos. Desenvolvido com padrão de OTA, o sistema é gratuito para agentes e operadores, permitindo que coloquem em seus sites, ou utilizem internamente, como ferramenta de busca para oferecer aos passageiros.

SAFEGUARD – Fellipe Chagas As consolidadoras aéreas podem ter no Safeguard um grande aliado no combate a uma de suas maiores preocupações, as fraudes nas reservas de bilhete. A plataforma foi feita para evitar essas atividades criminais em emissões de passagens aéreas. O método utilizado é a análise de riscos baseada em inteligência artificial e eliminação da utilização indevida de logins.

Todo emissor pode ter um token chaveiro ou app para emitir um bilhete, o que assegura, garante a empresa, que quem faz a emissão é realmente dono da conta em questão. Por ser uma tecnologia utilizada por bancos, a empresa garante que a curva de aprendizado é mínima. A plataforma funciona com qualquer tipo de dispositivo. Cerca de 12 mil tokens já foram distribuídos pela Safeguard. Flytour, Gapnet, Esferatur, Confiança e Grupo ITS. Em parceria com a Air Tkt, o Safeguard também criou uma base de compartilhamento de informações sobre fraudadores, uma espécie de lista negra de cartões e IPs.

TRACKAGE – Victor Hugo Moreira Bagagens podem representar um problemão para viajantes. Para ajudar os viajantes com esse tipo de pesadelo, foi criado o Trackage, uma solução de monitoramento de malas, por meio da qual o usuário recebe todas as informações sobre a

bagagem em tempo real. Em uma eventual violação, o trackage envia notificação ao passageiro. Em caso de extravio, o cliente sabe exatamente onde está sua mala, auxiliando as companhias aéreas na devolução. Porto Seguro e a aceleradora Plug & Play são parceiros da startup.

TRAVEL ANALYTICS – André Wilson Quando e onde realizar seu evento? Depende, certo? Número de participantes, períodos, custo por visitante e por infraestrutura... O Travel Analytics é praticamente um Google Analytics segmentado para o setor. Com base em uma lista ou sistema de RSVP, a plataforma qualifica as origens dos participantes, cria uma matriz de destinos com menor valor para os próximos seis meses e apresenta um dashboard com os principais indicadores de custos de eventos. A criação de um ambiente para análise de todo o comportamento futuro de viagens; sensores para análise em tempo real de

melhor compra; e ser de fato um “Google Analytics do Turismo” são os próximos passos da startup.

WORLDPACKERS – Riq Lima O Worldpackers é uma plataforma on-line que conecta viajante e hospedagem para trocar habilidades por estada. O visitante conhece o mundo negociando sua força de trabalho e recebe um quarto ou uma cama e café da manhã. O anfitrião interessado cria o perfil com informações de lugar e anuncia suas oportunidades de voluntariado, depois convida viajantes a aplicarem ou recebem aplicações. Alinhando as expectativas e data da viagem, a mesma é confirmada. Há diversos tipos de trabalhos disponíveis em troca de estada. Grande parte deles é encarar trabalhos de staff, já que a Worldpackers conta com mais de 700 hostels em sua rede, espalhados por mais de 90 países. Isso significa que, para conhecer um destino, o usuário pode passar horas como barman, garçom, guia, recepcionista etc.p


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OUTRAS STARTUPS PARA FICAR DE OLHO AGÊNCIA OFICIAL.NET OTA focada especificamente no segmento de Feiras e Eventos, com intuito de divulgar e oferecer aos participantes as melhores tarifas para o evento desejado. BAND TRIPPER Band Tripper é uma plataforma criada para ajudar músicos espalhados pelo mundo a se encontrarem e marcarem intercâmbios musicais. Na startup os músicos podem colaborar hospedagem, expor seus trabalhos e conhecer novos destinos.

BEM SÃO PAULO O Portal Bem São Paulo nasceu com a proposta de levar estrangeiros e brasileiros para tours não convencionais na capital paulista, isto é, de maneira mais humanizada e aprofundada.

BRASIL BY BUS Um dos principais desafios

do agente de viagens moderno, aquele que não mais depende exclusivamente da comissão das companhias aéreas, é buscar oportunidades que garantam fontes variadas de receita. Passagens de ônibus são uma oportunidade enorme de monetizar algo que o cliente faria sozinho. CONCIERGE TOUR O aplicativo procura manter viva a relação entre agente de viagens e cliente desde o primeiro contato do consumidor

até seu retorno da viagem, não sendo somente um meio de comunicação via mensagem instantânea de texto, mas também através de uma plataforma que organize melhor documentos e detalhes da viagem. DESCOBRI! A plataforma de roteiros de experiência para São Paulo propõe a divulgação de novas oportunidades de atrativos que existem na cidade. > Continua na pág. 98


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DESCUBRA O MUNDO A Descubra o Mundo garante ser a maior agência on-line de intercâmbio no País. A proposta é oferecer aos seus viajantes uma forma inovadora de pesquisar, comparar e comprar mais de quatro mil viagens com propósito educacional no Exterior. DESVIANTES Plataforma para reserva on-line de viagens na natureza com foco no Brasil. No momento ganha 110 mil visitas por mês e conta com mais de 280 produtos cadastrados de mais de 50 parceiros.

GUIA VIAJAR MELHOR Divulga destinos e atrações ao redor do mundo, informando diariamente seus leitores com indicações de viagens, lazer e cultura. Mais de 250 mil pessoas leem o site todos os meses. LOCAUZ Propõe busca rápida e eficiente de serviços, como faxineiro, jardineiro, massagista, academia, oficina mecânica, entre outros. Basta colocar a cidade e o serviço desejado com opções por preço, distância e avaliação dos clientes.

MAX MILHAS O portal Max Milhas é um marketplace cujo propósito é de conectar pessoas que queiram vender suas milhas com aquelas que querem viajar economizando. PRA CEGO VER A Startup é um audioguia de cidades que propõe funcionar por meio de geolocalização, gravações e fone de ouvido. Ao se conectar com ele, o turista cego deverá ter acesso a informações locais detalhadas que ajudam a conhecer e sentir as cidades e seus pontos turísticos, além de indicar locais acessíveis cadastrados no sistema.

SAVING TICKETS O projeto visa aumentar o faturamento de TMCs, self booking tools e GDSs com a reemissão dos bilhetes aéreos que se encontram em aberto junto às companhias aéreas de forma automática, e, consequentemente, gerar uma economia para as empresas nos bilhetes não utilizados.

SELLEAD O Sellead é um sistema de gerenciamento administrativo e financeiro para agências de viagens, intercâmbio e escolas, que visa simplificar a venda de cursos no Exterior durante todas as etapas da venda. TOUR DO CONHECIMENTO Visa promover viagens com a troca de conhecimento entre os visitantes/ turistas e os anfitriões dos destinos visitados. A proposta é, além de oferecer turismo de imersão, que o visitante compartilhe algum conhecimento que tenha interesse, desde habilidade profissional a hobbies. TOURBINA VIAGENS OTA com a proposta de personalizar viagens, e tem em seu layout e navegabilidade um de seus maiores trunfos. A startup visa escapar dos problemas mais encontrados nas agências on-line do Brasil, como apresentação de múltiplas ofertas por página, buscas confusas, design deficitário, navegação pouco intuitiva e processos de pagamento complexos. TRAVEL SHOPPER Um marketplace que oferece comercialização on-line de pacotes turísticos aliado ao conforto de poder contar com uma agência de viagens local para dar todo o suporte pós-venda. É a possibilidade de comprar on-li-

ne, mas com suporte local. A startup afirma que está em negociação com as principais operadoras do Brasil. TRIP4U VIAGENS A startup nasce com a proposta de não vender o melhor preço, mas sim o valor agregado. Nada de massificação, e sim personalização. A Trip4u trabalha para entender o perfil do seu cliente e indicar a ele uma experiência de viagem “inesquecível”. TURISMO DE EXPERIÊNCIA A startup tem a proposta de ser uma aliada do agente de viagens convencional contra o “domínio” das OTAs. O trabalho é focado principalmente em agências com nichos segmentados. VIRAMA Site site que propõe “compras coletivas” para baratear o custo da viagem. Nele, o cliente informa para onde gostaria de ir, quanto tempo ficar, roteiros que deseja traçar, entre outras preferências.

VOLL Startup de gestão de táxi corporativo que está integrada com as principais plataformas de solicitação de táxi. p


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>> Artur Luiz Andrade

Cortina de fumaça OS NÚMEROS SÃO EXPRESSIVOS, MAS NÃO TEM ILUSÃO: A INDÚStria de Viagens e Turismo brasileira passa por uma considerável crise, talvez a maior de sua história, com prejuízos bilionários das empresas aéreas nacionais, margens reduzidas, tarifas baixas nunca antes vistas, corte de oferta, dispensa de 10% a 15% da força de trabalho (em todos os setores), fechamentos e aumentos de dívidas... Atingimos o fundo do poço? Há alguns oásis de recuperação ou mesmo de bons resultados? O que vem por aí? São perguntas que permearão os debates e apresentações do Fórum PANROTAS 2016 e que traremos na próxima edição do Jornal PANROTAS. Por ora, fiquemos com os números e estimativas de 2015, o ano em que as tarifas aéreas, especialmente internacionais, atingiram patamares mínimos, mas compensados, de certa forma, pelo câmbio favorável à moeda americana. Se em 2014, a média era de US$ 1 para R$ 2,34; em 2015, também na média,

foi de US$ 1 para R$ 3,33. Em 2014, a indústria vendeu cerca de US$ 5,8 bilhões em bilhetes aéreos internacionais (incluindo venda direta e indireta) e estimados R$ 21,4 bilhões no doméstico. No ano passado, o internacional fechou em US$ 4,54 bilhões e o doméstico em R$ 26,9 bilhões. Com o câmbio de R$ 3,33, os resultados finais (cerca de R$ 42 bilhões) apontam para uma indústria maior. A tal da cortina de fumaça. Dados dos relatórios Smash,

que contabilizam as vendas via BSP (exceção de parte da Tam, Gol, British e Iberia) mostram que a indústria caiu 34% em dólares (a variação de câmbio foi de 42%), 12% em quantidade de bilhetes e 25% na tarifa média. Ou seja, um mar de vermelhidão em todos os índices (apenas o câmbio subiu). Os demais números vêm das estimativas de especialistas, que, cientes dos faturamentos dos grandes players, fazem cálculos aproximados para saber o tamanho da in-

dústria. A guerra de tarifas, no doméstico e no internacional, a lenta recuperação (se é que houve), nas viagens corporativas, e o corte de oferta para acompanhar a demanda hesitante (mesmo a de lazer) deram a tônica do ano. Segundo dados da Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear), 2015 contabilizou 94,3 milhões de passageiros aéreos (e aqui vale destacar que a entidade conta cada > Continua na pág. 100


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trecho voado como um passageiro, ou seja, não são todos CPFs diferentes e são contadas as conexões), um crescimento de 0,4% sobre 2014. A marca dos 100 milhões ficou para trás. A oferta cresceu 0,8%, a demanda 0,7% e a ocupação 0,1 ponto percentual. Mas 2016 já começou com dados mais realistas: 1,9% menos passageiros em janeiro, 4% de queda na demanda e 1,9 ponto no aproveitamento. Mais um ano se passou e, dos distribuidores, apenas a CVC tem resultados abertos na bolsa. Para que comparemos todos de forma mais equânime, listaremos os rankings de maiores produtores usando apenas os dados de venda via BSP disponíveis nos relatórios Smash. A CVC é o maior grupo de distribuição de produtos e serviços turísticos, com mais de R$ 5 bilhões em vendas na operadora, R$ 2,9 bilhões da Rextur

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Advance (da qual detém 51%) e aproximados R$ 500 milhões da Submarino Viagens. Essas duas últimas foram incorporadas ao Grupo CVC no ano passado e passam a ter seus números abertos. Em um mercado em crise, com diversas empresas buscando capital e parcerias, a CVC deve anunciar mais aquisições (ainda não está de forma forte no segmento de grandes TMCs, por exemplo), mas também vai encontrar as dificuldades de sempre: empresas com passivos grandes e donos querendo receber mais do que a CVC está disposta a desembolsar. Em alguns casos a disposição é gastar zero. Ou seja, assumir sem pagar um centavo.

diadas somaram US$ 3,04 bilhões (ou R$ 10 bilhões, no câmbio médio de R$ 3,33), contra US$ 4,58 bilhões (ou R$ 10,66 bilhões, ao câmbio de R$ 2,34) em 2014. Ou seja, a queda de 34% ou US$ 1,6 bilhão em dólares foi maior que os menos de 10% ou R$ 660 milhões em reais, devido ao câmbio. O número de tíquetes aéreos internacionais caiu 11,52% e a tarifa média despencou de US$ 925 para US$ 693. Por canal, as vendas são lideradas mais uma vez pelas consolidadoras, com US$ 1,46 bilhão e queda de 11,55% em bilhetes. Em 2014, o setor havia vendido incríveis US$ 2,27 bilhões no mesmo Smash. O setor corporativo (grandes e médias TMCs que emitem diretamente com as aéreas, não passando por consolidadores) totalizou US$ 664,8 milhões (contra US$ 881 milhões

PRODUÇÃO AÉREA: INTER Levando em conta os dados do Smash, as vendas internacionais interme-

em 2014), com queda de bilhete menor que a média de mercado, 7,11%. As OTAs conseguiram vender 2,7% mais bilhetes (870 mil no total), chegando a US$ 368 milhões, contra US$ 532 milhões no ano anterior. As operadoras tiveram a maior queda da indústria em número de bilhetes vendidos (28,38%) e somaram US$ 321 milhões, quase a metade dos cerca de US$ 600 milhões de 2014. As agências de viagens também tiveram queda de bilhetes maior que a média de mercado (15,71%) e totalizaram vendas de US$ 185,4 milhões (contra US$ 305 milhões em 2014). O segmento Mice vendeu US$ 7,6 milhões e teve queda de 25% em bilhetes. A tarifa média da indústria, de US$ 693, foi 25% menor que a do ano anterior e as maiores quedas estiveram nas OTAs (32%) e agências (28%).p Tarifa Tarifa Média Média 2015 2014

Ranking

Canal

Venda 2015

TKT 2015

TKT 2014

% VAR. TKT

%MS TKT 15

% MS TKT 14

1

Consolidador

1.463.086.786

2.014.363

2.277.404

-11,55%

45,92%

45,93%

726

980

-25,86%

2

Corporativo

664.812.910

581.549

626.047

-7,11%

13,26%

12,63%

1.143

1.399

-18,26%

3

OTA

368.062.563

870.059

847.221

2,7%

19,83%

17,09%

423

628

-32,63%

4

Operador

321.918.372

607.378

848.040

-28,38%

13,85%

17,1%

530

694

-23,67%

5

Agência

185.420.068

254.621

302.090

-15,71%

5,8%

6,09%

728

1.018

-28,46%

6

Estudante

28.265.265

41.291

43.053

-4,09%

0,94%

0,87%

685

807

-15,18%

7

Mice

7.661.972

9.716

12.953

-24,99%

0,22%

0,26%

789

1.114

-29,22%

8

(vazio)

1.275.192

7.974

1.304

511,50%

0,18%

0,03%

160

623

-74,35%

4.958.112

-11,52%

100%

100%

693

925

-25,05%

TOTAL

3.040.503.128 4.386.951

%Tarifa Média

Fonte: relatório Smash/bilhetes aéreos internacionais (não tem venda direta, Gol, BA e IB)

> Continua na pág. 102


102

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Fonte: Abear

AS MAIORES 1 (CONSOLIDADORA)

2

US$ 356,6 MILHÕES/R$ 1,18 BILHÃO

Parte do Grupo CVC, a consolidadora é a única atualmente com números públicos na bolsa: vendeu R$ 2,9 bilhões em 2015 (contra R$ 3,2 bilhões no ano anterior). Esse número ajuda a ver qual foi a produção doméstica da empresa, lembrando que os números do Smash são apenas de venda de bilhetes internacionais pela intermediação. Não entram a venda direta, nem a produção de Gol, Iberia e British Airways. A Rextur Advance é presidida por Marcelo Sanovicz, sócio que responde a um conselho com membros da RA e da CVC. No ano passado, inseriu a venda de hotelaria no portal Reserva Fácil e este ano espera lançar a venda de locadoras de veículos para agentes de viagens. Usar maior sinergia com o Grupo CVC também é um dos trunfos.

(CONSOLIDADORA)

US$ 266,6 MILHÕES/ R$ 887,8 MILHÕES

Segundo maior emissor individual do País, a Esferatur concentra-se unicamente na consolidação aérea. Os dados da operadora, ainda pequena no mercado, e de hotelaria, que está lançando nas próximas semanas, não entram nessa estatística. A empresa cresceu com a fusão com outros players, como a Mix Tour, de Campinas, comprou empresas menores e deve se movimentar mais este ano, como resposta aos novos grupos que se formam.

3

(OTA)

US$ 254 MILHÕES/ R$ 838,2 MILHÕES

Maior OTA da América Latina, onde atua como Despegar.com, perdeu seus principais executivos em 2016 para a CVC e a Submarino Viagens. Os números mostram que é uma força de vendas indiscutível, mas como seus resultados não são públicos, não se consegue estimar as vendas totais e a rentabilidade.


103

4

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US$ 161 MILHÕES/ R$ 531,3 MILHÕES

(CONSOLIDADORA) Parte do segundo maior conglomerado de distribuição de produtos turísticos do País, atrás apenas da CVC (e disputando a vice-liderança com a Decolar.com), a consolidadora Flytour no ano passado anunciou reformulação, com a contratação de um CEO (Emerson Camilo) mas já em dezembro o grupo iniciou fusão com o Grupo Gapnet, iniciada em janeiro deste ano. Há muita expectativa em relação ao que vem por aí.

5

6

(CONSOLIDADORA)

US$ 136 MILHÕES/ R$ 448,8 MILHÕES

Parte de um grupo que tem operadora, empresas no Exterior e até rede de agências, a companhia também está em fase de adaptação com a Flytour. A princípio, a intenção dos proprietários é manter as marcas intactas, mas os grupos de trabalho ainda estão no início das sinergias e decisões. O mercado aguarda o que acontecerá em 2016.

7

US$ 135,8 MILHÕES/ R$ 448,1 MILHÕES

Com 1.004 lojas e cerca de 20% das vendas vindas de agências independentes, a CVC agora investe também no segmento on-line. No ano passado finalizou a compra da Submarino Viagens e da Rextur Advance. Em seu segmento, é disparada a maior produtora aérea, com cerca de dez vezes mais vendas que a segunda colocada, segundo o relatório Smash. Seu faturamento em 2015 foi de R$ 5,2 bilhões.

8 AMEX BUSINESS TRAVEL (TMC)

US$ 108,2 MILHÕES/ R$ 357 MILHÕES

Braço corporativo do Grupo Flytour, tem uma de suas fortalezas na parceria com a marca American Express.

9 US$ 101 MILHÕES/ R$ 333,3 MILHÕES

(TMC)

Aquisições e lançamentos de empresas independentes, como operadora, agência de incentivos e consolidadora, fazem parte da estratégia da TMC que se associou à gigante japonesa.

(OPERADORA)

(TMC)

US$ 104,7 MILHÕES/ R$ 345,5 MILHÕES

Maior rede de agências corporativas do mundo, a empresa se reestruturou em 2015. A briga pela primeira posição no Brasil é grande com a Flytour e a Alatur JTB.

10

(CONSOLIDADORA)

US$ 75,9 MILHÕES/ R$ 250,5 MILHÕES

A consolidadora do Interior de São Paulo é a novidade no Top 10 deste ano, ocupando a vaga que, em 2014, foi da Submarino Viagens. O que mostra a força da consolidação aérea e dessa região do País. Fonte: relatório Smash/bilhetes aéreos internacionais (não tem venda direta, Gol, BA e IB)

> Continua na pág. 104


104

< Continuação da pág. 103

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CONSOLIDADORAS

OTAs

1

Rextur Advance

US$ 356,6 milhões

1

Decolar.com

US$ 254 milhões

2

Esferatur

US$ 266,6 milhões

2

Submarino Viagens

US$ 49,2 milhões

3

Flytour

US$ 161 milhões

3

Viajanet

US$ 27,5 milhões

4

Gapnet

US$ 136,2 milhões

4

Tour House/Expedia

US$ 26,2 milhões

5

Ancoradouro

US$ 75,9 milhões

5

Best Day

US$ 5,1 milhões

6

Skyteam

US$ 72,6 milhões

6

Hotel Urbano

US$ 3,5 milhões

7

Sakura

US$ 55,9 milhões

7

Atrapalo

US$ 1,4 milhão

8

High Light

US$ 55,5 milhões

9

Picchioni

US$ 37 milhões

10

Confiança

US$ 35,2 milhões

Fonte: relatório Smash/bilhetes aéreos internacionais (não tem venda direta, Gol, BA e IB) Obs.: algumas OTAs podem usar outros parceiros para a emissão aérea; a Viajanet pulou da quarta para a terceira posição; a Submarino Viagens perdeu mais da metade das vendas em dólares

Fonte: relatório Smash/bilhetes aéreos internacionais (não tem venda direta, Gol, BA e IB) OBS.: O destaque foi o crescimento da Sakura, que pulou da décima posição para a sétima no ano passado

TMCs

OPERADORAS

1

Flytour Amex Business Travel

US$ 108,2 milhões

1

CVC

US$ 135,9 milhões

2

CWT

US$ 104,8 milhões

2

Abreutur

US$ 14,4 milhões

3

Alatur JTB

US$ 101 milhões

3

Princess Travel

US$ 9,7 milhões

4

Maringá

US$ 43,6 milhões

4

MMTGapnet

US$ 9,5 milhões

5

Transpac

US$ 33,5 milhões

5

Flytour Viagens

US$ 8,6 milhões

6

BCD Travel

US$ 32,6 milhões

6

Teresa Perez

US$ 7,5 milhões

7

Kontik

US$ 31,7 milhões

7

Queensberry

US$ 7,5 milhões

8

Copastur

US$ 23,6 milhões

8

Agaxtur

US$ 7,3 milhões

9

BBTur

US$ 13,7 milhões

9

Nascimento

US$ 7,2 milhões

10

Tunibra

US$ 12,8 milhões

10

Orinter

US$ 5,3 milhões

Fonte: relatório Smash/bilhetes aéreos internacionais (não tem venda direta, Gol, BA e IB) OBS.: Em 2014, a CWT liderou e Avipam e Tour House estavam no Top 10. A Transpac é vista como consolidadora para alguns fornecedores

Fonte: relatório Smash/bilhetes aéreos internacionais (não tem venda direta, Gol, BA e IB) OBS.: O Top 10 do ano anterior era formado por CVC, Nascimento, MMTGapnet, Flytour Viagens, Abreutur, Mondiale, Princess Travel, Queensberry, Agaxtur e ADV. A Nascimento pediu recuperação judicial em maio, a ADV fechou as portas no final do ano e com isso houve crescimento de nomes como Teresa Perez e Princess Travel


106 Entrevista

>

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Artur Luiz Andrade

Buscando soluções “NÃO PODEMOS FICAR PRESOS À CRISE, SEM BUSCAR SOLUÇÕES. O PAÍS SÓ VAI SAIR DA CRISE QUANDO O BRASILEIRO QUISER SAIR”. É com esse pensamento, de arregaçar as mangas, tomar as medidas necessárias e olhar para a frente acima de tudo, que a presidente da Tam, Cláudia Sender, toca a maior companhia aérea da América Latina, parte do Grupo Latam. Além dos desafios econômicos e do setor em que atua (um dos mais onerados com impostos e taxas do País, segundo ela), este ano a aérea inicia uma de suas maiores empreitadas: a padronização de atendimento, imagem e produtos das sete companhias do grupo por meio da marca Latam, escolhida no ano passado para substituir os nomes Tam (no Brasil e Paraguai) e Lan (presente no Chile, Argentina, Colômbia, Equador e Peru). A data tentativa de lançamento dessa nova fase do projeto Latam é em maio e o ano ainda vai contar com a chegada de mais seis A350, foco no mercado corporativo e novidades tecnológicas. Claudia Sender recebeu a reportagem do Jornal PANROTAS na sede da companhia aérea, em São Paulo, e falou ainda das alianças com American Airlines, Iberia e British Airways, dos custos da aviação no País e das mudanças na malha da Latam, por conta da crise brasileira.


107 JORNAL PANROTAS — Como é fazer parte do Conselho da presidente Dilma Rousseff? CLAUDIA SENDER — É um privilégio poder ter essa interlocução com o governo. A presidente pediu ajuda e contribuição dos empresários neste momento e isso é importante. Espero que possamos levar alternativas à crise, achar caminhos. O Brasil tem muito espaço para crescer. E só sairemos da crise quando o brasileiro quiser sair, não ficando preso ao problema, e sim buscando soluções. Os ajustes são importantes, estamos vivendo por muito tempo o ciclo do alto imposto, há um problema econômico e de demanda, no caso da aviação também de competitividade, mas acho que há um pessimismo maior do que (a situação) merece. JP — A MP que aumenta para 49% o limite de capital estrangeiro votante nas aéreas nacionais ajuda nesse momento? CLAUDIA — Ajuda, considero positivo, mas não resolve os problemas estruturais da aviação, de rentabilidade e produtividade, afetadas pela super oneração. Temos o segundo combustível mais caro do mundo, as tarifas de áreas não reguladas pelo governo nos aeroportos concessionados aumentaram até 300%... O aporte de capital pode ajudar a sustentar a operação por um tempo, mas os in-

vestidores precisam de retorno. Nós, na Latam, estamos satisfeitos com nossa situação acionária.

JP — A crise pegou as vendas da Tam mais no corporativo ou o lazer também já mostra sinais de desaceleração? CLAUDIA — No geral, houve queda de demanda, corte de oferta, redução de preços. A primeira demanda a cair foi a corporativa, mas mesmo o viajante a lazer hoje pensa duas vezes antes de viajar. Ele vê amigos desempregados, o otimismo cai. Os números ainda estão acima de 2015, mas deve haver uma redução de passageiros este ano. Nem as promoções ajudarão se a situação econômica não mudar. JP — O internacional sofre mais? CLAUDIA — Em termos de guerra de preços, existe

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

tanto no doméstico quanto no internacional. O brasileiro sempre teve o número 900 para viajar para Miami, que quando entrei na Tam significa R$ 1,5 mil (US$ 900). Hoje a referência são R$ 900. As promoções estão muito agressivas, muitas vezes o preço é menor do que se pagava em 2015, e o custo do bilhete não é mais um impeditivo para viajar para o Exterior. Os gastos lá fora, sim, são o principal problema agora.

JP — A Tam consegue compensar essa queda no internacional com sua rede Latam? CLAUDIA — Sim, tiramos proveito de nosso hub em Guarulhos, por exemplo, trazendo passageiros de toda a América do Sul. Essa é uma das fortalezas do grupo, que tem no Brasil metade de sua movimentação. Nesse momento também estamos

focados em cuidar dos passageiros para que voltem sempre, a fidelização é uma arma nesse período. Para isso modernizamos nosso produto doméstico, trocamos o tecido dos assentos, lançamos o entretenimento a bordo sem fio e estamos sempre atualizando nossas ferramentas, seja mobile ou nosso portal. Apostamos em uma conexão maior da tripulação com o passageiro. A informação em tempo real é uma das prioridades, estamos brigando pela integração de toda a empresa e pela transparência, para que o passageiro saiba tudo o que ocorre em todas as etapas da viagem e tenha opções em qualquer contingência. Estamos mais pró-ativos.

JP — E o produto internacional? CLAUDIA — Os assentos totalmente flat já estão em > Continua na pág. 108


< Continuação da pág. 107

toda a frota de longo curso, menos nos A330, que deixam de ser operados em junho, receberemos mais seis A350, que irão voar para Miami, Madri e Orlando. Vamos começar a voar para a África do Sul em agosto e, nesse caso, nossa capilaridade na América do Sul será nosso diferencial mais uma vez.

JP — Ainda no internacional, por que a companhia decidiu investir em joint-ventures com a American Airlines, a British Airways e a Iberia? CLAUDIA — É algo comum no mundo (este tipo de acordo) e passa pelo amadurecimento da região. A joint-venture será melhor para as companhias envolvidas e para os passageiros. Não há risco de aumento de tarifas, pois a Latam não está sozinha em nenhuma rota internacional que opera, ou seja, há concorrência. Ainda para o cliente, haverá mais opções de horários, no lugar de uma concentração de voos na mesma faixa do dia. Um exemplo que estudamos foi na rota Filadélfia-Londres. Antes da joint-venture, os voos estavam concentrados em um período de três horas. Quando duas empresas se uniram, isso foi ampliado para 18 horas. Em todas as regiões onde há joint-venture, há aumento de oferta. JP — Qual a previsão para essas joint-venture serem

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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

AJUSTES DA MALHA AÉREA

INTER N A CION A L D A TA M » Em dezembro de 2015, a Tam começou a voar entre Brasília e Punta Cana » No início de 2016, cancelou a rota Belo Horizonte-Miami » Em fevereiro de 2016, a Tam passou a operar voos diretos entre São Paulo e Bogotá » A partir de 4 de abril, será cancelada a rota Manaus-Miami » A partir de 10 de abril, será reduzido de sete para cinco o número de frequências semanais entre o Galeão e Nova York » A partir de maio, o voo Guarulhos-Orlando será reduzido de 11 para sete frequências semanais » A partir de 22 de maio, será reduzido de sete para cinco o número de frequências semanais

aprovadas pelas autoridades e saírem do papel? CLAUDIA — Em 12 meses isso deve ocorrer, lembrando que os acordos são diferentes para cada país onde há uma empresa Latam. JP — E como a chegada da nova marca mudará o atendimento e a cultura da brasileira Tam, por exemplo? CLAUDIA — Em maio deveremos apresentar como ficarão as aeronaves, uniformes e toda comunica-

entre o Galeão e Miami »A partir de 5 de junho, será cancelada a rota Brasília-Orlando » A partir de 6 de junho, será reduzido de seis para cinco o número de frequências semanais na rota Brasília-Miami » A partir de 7 de junho, será reduzido de dois para um o número de frequências semanais na rota Fortaleza-Miami » Apenas entre 18 de junho e 30 de setembro (alta temporada), a em-

presa irá operar diariamente a rota Guarulhos-Barcelona » A partir de 2 de julho, será cancelada a rota Guarulhos-Cancun » A partir de 22 de agosto, será reduzido de 14 para 12 o número de frequências semanais na rota Guarulhos-Miami » A Tam aguarda a aprovação das autoridades para operar a rota entre São Paulo e Johannesburgo (África do Sul), prevista para agosto.p

ção. O principal foco será na cultura e no atendimento da companhia. Como cuidamos do passageiro e toda a interação humana. Queremos consolidador a bordo das 350 aeronaves da Latam essa cultura dos latinos, que são reconhecidos por serem calorosos, resilientes, alegres e sonhadores. Pegaremos o que nos une como fio condutor. O ser humano vai ser nosso diferencial.

Olimpíada 2016? CLAUDIA — Esperamos realmente que não seja uma oportunidade perdida para o Brasil mostrar ao mundo não apenas seu êxito operacional, mas como recebe bem o estrangeiro. Somos transportadora oficial da tocha olímpica, que sairá de Atenas, irá para Genebra e depois Brasília, iniciando seu tour pelo País, incluindo alguns trechos aéreos. É mais uma oportunidade do Brasil se inserir no mercado mundial.p

JP — Como a Tam vê as oportunidades abertas pela


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

AUTOATENDIMENTO

CR ES CE EM A D E S Ã O Em 2016, quase 60% dos clientes da Tam estão utilizando alguma modalidade de autoatendimento na hora de realizar o seu check-in, e quase 40% deles optam pelos canais digitais da companhia (web check-in ou check-in mobile) para realizar essa operação. A maioria dos clientes (62%) é composta por passageiros

que possuem bagagens. Pelo aplicativo da Tam e da Lan o passageiro pode realizar check-in mobile, comprar passagens, entre outras operações. Ele pode ser baixado em 102 países e já soma mais de 1,7 milhão de downloads nas plataformas Android e iOS. Em média, são mais de 19 mil usuários

ativos por dia. Já o aplicativo de entretenimento está disponível em mais de 45 países e já soma quase 700 mil downloads (Android e iOS). Uma vez instalado, não será necessário baixar novamente o aplicativo. Além disso, a companhia recomenda que os passageiros mantenham seus

aparelhos equipados com fones de ouvido compatíveis e baterias carregadas. A empresa ainda não tem previsão de instalar o wi-fi a bordo, mas, segundo a presidente da companhia, Claudia Sender, a atual plataforma já permite que o serviço seja acoplado. “Estamos avaliando as opções de mercado”. > Continua na pág. 110


110

< Continuação da pág. 109

16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

CONCESSÕES TRAZEM AUMENTO DE TARIFAS Locação de áreas operacionais

Média

350

195%

R$/m²

300 250 200

369,87 IPCA - 12,13%

150

IGP-M - 13,57%

125,36

120

181% 97,90

100

INCC - 15,05%

80 60 40 20

Variação acumulada 2012 - 2014 (a)

128%

126%

26,80

11,76 Check-in

12,14

27,47

Área de despacho

Antes das concessões

132%

196% 28,14

12,14 Escritório administrativo

37,22

34,80

PIB - 3,52%

12,58 Loja de vendas de passagens (BVRI)

Sala Vip

Operacional

Após as concessões

Em média os valores cobrados por áreas operacionais aumentaram 181% após as concessões, com destaque para as lojas de vendas de passagens (BVRI), cujo o aumento médio foi de 196% • Todas as áreas apresentaram aumentos significativamente superiores aos principais índices de preços. Fonte: Abear

APÓS AS PRIMEIRAS CONCESSÕES DE AEROPORTOS BRASILEIROS, ALGO COMEmorado pela indústria de Viagens e Turismo, especialmente pela melhoria em instalações e serviços, as empresas aéreas que operam no País perceberam aumentos consideráveis em tarifas não reguladas pelo governo. Segundo a Abear, as associadas passaram reportar variações em algumas tarifas que não estavam reguladas den-

tro dos novos contratos. “Em alguns casos, foram acréscimos bastante sensíveis”, diz a entidade, por meio de sua assessoria de imprensa. Em novembro de 2014, a Abear preparou um estudo e o entregou à Anac, para que a agência apurasse a pertinência dos reajustes e uma possível abusividade por parte dos novos concessionários. Segundo a Abear, em fevereiro de 2015, a Anac se manifestou com uma avaliação técnica

do estudo e apontou que aprofundaria a apuração com dados colhidos junto aos operadores aeroportuários, já que o levantamento apresentado tinha como fonte apenas tarifas reportadas e compiladas pelas associadas. O setor desde então aguarda um novo posicionamento da Anac. Confira abaixo nos gráficos alguns pontos revelados pelo estudo. Em entrevista ao Jornal PANROTAS, a presidente da Tam, Claudia Sender,

chegou a revelar que a inflação de algumas taxas não reguladas, como salas vips, espaço de check-in e pipeline de combustível, chegou a 300% pós-concessão. Alguns especialistas apontam como causa o modelo de concessão, que privilegia o fee a ser pago ao governo. Como vence quem paga mais, os concessionários aumentam as taxas não reguladas de empresas aéreas e dos espaços comerciais dos aeroportos.


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

Locação de áreas de carga e manutenção

Variação acumulada 2012 - 2014 (a) 614%

35 30

519%

IPCA - 12,13%

R$/m²

363%

20 152%

15

5

Média

27,02

25

10

33,28

311%

216% 12,97

19,20

IGP-M - 13,57%

14,44 INCC - 15,05%

8,31 5,14

4,57

2,02 Estacionamento de equipamentos Antes das concessões

Escritório de manutenção

Área de carga não edificada

4,37 Área de carga edificada

4,66

4,15

PIB - 3,52%

Área de despacho de Carga e manutenção carga pelos clientes

Após as concessões

No que diz respeito às áreas de carga e manutenção, identificamos aumentos significativos em todas as áreas analisadas, que representaram aumento médio de 363% após as concessões. • A área que apresentou o maior aumento foi a área destinada ao despacho de carga pelos clientes, com aumento médio de 614%; • Em seguida, podemos destacar o aumento sofrido pelas áreas de carga edificadas, que registraram um aumento médio de 519%. Nota: (a) fevereiro de 2012 até fevereiro 2014, exceto PIB, acumulado de 2012 e 2013.

Fonte: Abear


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

SurFACE

VAI E VEM Após três anos de MMTGapnet, Alexandre Mesquita (foto) foi contratado pelo Grupo Águia. O executivo assume a gerência comercial de Lazer das operadoras Interplanet e Planeta Brasil para o internacional e nacional. E Gustavo Hahn retorna à CVC, em parceria com a Special Tours após passagem pela Schultz. Com 11 anos de casa, o profissional vem para reforçar e liderar as vendas da série de circuitos europeus da operadora, conhecida por produtos como as séries “Sonhos” e “Conquistas”.

Renato Costa, da Forma Turismo, entre Luana Vingi e Doli Migliorini, do Costão do Santinho

NOVO RESORT FORMA Conhecida nacionalmente pela especialização em produtos aos estudantes, a Forma Turismo anunciou uma parceria com o Costão do Santinho Resort, localizado em Florianópolis. Por meio desta ação o empreendimento estará disponível com exclusividade aos clientes em diferentes períodos deste ano. A venda do produto “Adventure Club” terá enfoque nos estudantes de 14 e 15 anos das classes C e D oriundos, principalmente, do Rio Grande do Sul, Paraná e de Santa Catarina. “Nossa expectativa é de superar dez mil embarques para o destino em 2017”, adianta o sócio-diretor da operadora, Renato Costa.

Emerson Belan e Gustavo Hahn, da CVC, com Alejandro Lavin e Carlos Florido, da Special Tours

PARADA

Alexandre Zachello e José Maruilson, da Pullmantur

A crise na indústria de cruzeiros no Brasil fez mais uma vítima. A equipe da Pullmantur, liderada por Alejandro Páez (diretor para América Latina), Alexandre Zachello (gerente geral para o País) e José “Maru” Maruilson (supervisor de Marketing) revelou ao Jornal PANROTAS que o escritório do Brasil será fechado em 31 de março deste ano. A promoção será feita por uma agência representante internacional e as vendas exclusivas por uma “grande operadora”, como adiantou Páez. A operação será um fretamento a bordo do Sovereign na temporada 2016/17. Os nomes das empresas devem ser revelados nas próximas semanas.


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

PELOS 49% Mais presença estrangeira, mais benefícios para a aviação brasileira. O presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, afirma que a assinatura da Medida Provisória 714, que permite a participação de 49% de capital de empresas internacionais, pode mudar o “cenário duríssimo” que a indústria vivenciou em 2015. “Ela é benéfica para o Brasil porque cria um ambiente melhor para uma atividade vital para a nação; para os consumidores, porque faz uma aviação mais acessível para a população; e para todos os segmentos do Turismo”, afirmou ele.

Eduardo Sanovicz, presidente da Abear

O melhor aeroporto do Brasil é o de Curitiba. A Secretaria de Aviação Civil (SAC) organizou a segunda edição do Prêmio Aeroportos + Brasil. O terminal Afonso Pensa se destacou entre os 15 que são responsáveis pela movimentação de mais de 80% de passageiros no País. O local da capital paranaense também se destacou nas categorias “restituição de bagagem mais eficiente”, “aeroporto mais cordial”, e “raio-x mais eficiente”. Pela primeira vez, as companhias aéreas também foram avaliadas pelos mais de 50 mil usuários. Azul e Gol venceram, respectivamente, por “check-in mais rápido” e “restituição de bagagem mais eficiente”.

Foto: divulgação/Infraero

MELHOR DOS MELHORES

Afonso Pena lidera preferência dos passageiros

Ponto a ponto Chama-se 55 Destinos a nova operadora lançada pela Alatur JTB e dirigida por Roberto Sanovicz, ex-ADV. Crise fez a Gol diminuir número de voos para Fernando de Noronha (PE). De 16, agora são 14 frequências semanais.

> Continua na pág. 114


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16 a 22 de março de 2016 JORNAL PANROTAS

JOGOS DE AZAR Tema espinhoso na política nacional, a regulamentação do jogo do bicho, de bingos e cassinos foi aprovada pela Comissão Especial do Desenvolvimento Nacional. O projeto de lei 186/2014 do senador Ciro Nogueira (PP-PI) se baseia na arrecadação de R$ 15 bilhões nos cofres públicos. Com a inserção de duas emendas, o PL propõe “estender a idoneidade para todos os sócios da pessoa jurídica que detenha direitos para exploração de jogos de azar”. Outra colocação proíbe que “detentores de mandatos eletivos explorem os jogos de azar” para segundos, como cônjuges, companheiros e parentes de primeiro grau. A procuradoria-geral da república se posiciona contra a aprovação da medida, pontuando que esta indústria vive, por exemplo, de clandestinidade, crimes de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal.

MUDANDO AS REGRAS A Anac aprovou a abertura de audiências públicas para discussão da proposta de revisão de algumas regras das Condições Gerais de Transporte (CGT). As principais medidas na minuta de normas das CGT foram divididas em antes, durante e depois do voo. Na proposta da Anac, o passageiro poderá desistir da compra da passagem (100% de reembolso) até 24h depois de concretizada, desde que o bilhete tenha sido adquirido com antecedência mínima de sete dias da data do voo. Outra mudança está relacionada à franquia de bagagem de mão, que aumentaria de cinco para dez quilos, desde que observados limites da aeronave e de volume. Entre as mudanças durante o voo, há a isenção do direito de assistência material (comunicação, alimentação e acomodação) em casos de força maior imprevisível (como mau tempo que leve ao fechamento do aeroporto). Já o novo prazo para reembolso seria de sete dias a partir da data de solicitação do passageiro.

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Ranking anual dos maiores distribuidores de viagens do Brasil Os projetos e estratégias das empresas líderes do turismo brasileiro

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