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A Pague Menos, ciente de seu papel primordial na organização e promoção deste Concurso Literário, isenta-se da responsabilidade referente a casos de plágio ou afronta ao direito autoral. As poesias desta coletânea estão expostas com seus textos integrais. Este evento cultural tem como interesse maior o incentivo à leitura e à escrita. Ele representa o desejo

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da Pague Menos de envolver todos os cidadãos brasileiros na proposta de bem-estar individual, social e cultural, contemplada pelo tema “Onde está o seu sonho?”. Com isso, a Pague Menos agradece a todos pela participação neste Concurso e deseja sucesso aos autores presentes nesta coletânea.

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Sonho. No dicionário, o conjunto de pensamentos, imagens, ideias e fantasias que se experimenta ao dormir. Para a Pague Menos, o maior poder que o ser humano tem. A força para mudar o mundo, transformar realidades e fazer nascer as mais belas criações. É isso que nos motiva, nos leva a buscar sempre mais. O sonho da Pague Menos é cuidar dos brasileiros. 4

Olhar no olho, sentir o sorriso. Fazer parte da sua vida, conhecer cada história escrita. Por isso, a Pague Menos pergunta para você: onde está o seu sonho? Onde você guarda aquele sonho impossível? Qual é o tamanho dos seus anseios? As respostas revelaram grandes escritores desse Brasil. Em um concurso que promove a cultura em busca de talentos que não têm medo de criar, acreditar e crescer. São os 100 sonhadores que souberam realizar e dar vida às palavras escritas no coração do brasileiro.

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Deusmar Queirós

Fundador e Presidente do Conselho de Administração do Grupo Pague Menos

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Existe uma velha frase que, quando leio as páginas da vida, percebo o quanto ela ainda é atual: você é do tamanho dos seus sonhos. Digo isso não só pela minha própria vida. Mas também pelas tantas pessoas inspiradoras que começaram pequenas e, por terem grandes sonhos, nunca desistiram. Histórias como a de Rachel de Queiroz. Nordestina de Fortaleza, mulher em um campo dominado pelos homens, ganhou o Brasil e o mundo com seus poemas, livros e histórias, tornando-se uma das maiores autoras do país. De uma família pobre, Machado de Assis mal estudou e nunca frequentou universidade. Hoje, não há um brasileiro que não conheça esse glorioso escritor. Aos sete anos de idade, Augusto dos Anjos escrevia os primeiros versos, e viria a se tornar um grande tecelão de poemas. Sim, é preciso acreditar. Acreditar no tamanho do seu desejo para crescer e conquistá-lo. Muitos hoje lutam pelo seu sonho. Por isso o 6o Concurso Literário Pague Menos é tão inspirador. Ele mostra o tamanho da nossa cultura e os talentos que escrevem sua história todos os dias nas páginas desse país. Esse belo tema lembra, inclusive a mim, que não devemos nunca achar que nossos anseios são grandes demais. Vamos juntos explorar esse campo sem limites, sem bordas ou muros: o terreno infinito dos sonhos de cada brasileiro.

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Todo dia para mim é um desafio. Metas, prazos, crescimento. Mas o que há por trás disso tudo, considero ser o mais importante. Antes de cada objetivo a se atingir, existe algo que nos move até ele. Um sonho. E é aí que tudo começa. Com um desejo, algo que se almeja alcançar, mesmo sem saber como. Toda conquista, pequena ou grande, tem na sua base uma grande vontade. É ela que nos move. Seja seu sonho o mais simples, seja quase impossível - porque, sim, todo sonho é possível -, realizálo não depende de onde você nasceu ou das ferramentas que você tem. Mas da sua garra para fazê-lo se tornar verdade. É no sonhar que o trabalho apenas começa. O tema desse ano, ouso dizer, é um dos mais inspiradores de todos os Concursos Literários que já fizemos. Meu desejo é que os sonhos de cada escritor dessas páginas sejam a força para realizar suas grandes conquistas e revelar esses grandes talentos espalhados pelo Brasil.

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Mário Queirós

Diretor-Presidente das Farmácias Pague Menos

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Ao perguntarmos para os autores de todo o Brasil “Onde está o seu sonho?”, esta não é apenas uma questão de realizá-lo ou não. Mas uma provocação, um desafio. Queremos instigar cada brasileiro a buscar o que pertence a eles e a mais ninguém. Quando passamos por momentos difíceis, de perda, frustração e derrota, o que nos mantém firmes é saber que nada pode tirar nossos sonhos. Nada é capaz de ruir as esperanças de quem acredita. E acreditar é crescer. Por isso, devemos manter sempre acesa a chama dos nossos maiores desejos. Eles nos farão ir além, superar perdas e derrotas para alçar o voo que o coração merece. Sei que, lendo as páginas deste livro, estou unido a milhares de brasileiros, homens e mulheres de todo o país que lutam pelos seus sonhos, todos os dias. Na certeza de que, para concretizá-los, é preciso ter força, acreditar e realizar, sempre.

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Ubiranilson Alves

Vice-Presidente das Farmácias Pague Menos

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Comissão Técnica de Seleção 8

José Luís Lira. Escritor, advogado e jornalista. É formado em Direito, com mestrado, doutorado e pós-doutorado nessa mesma área. Professor concursado do Curso de Direito da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA); escreve semanalmente coluna no jornal Correio da Semana, de Sobral, com temas variados. Autor de 21 livros. Participou do processo de reconstrução facial de Santa Maria Madalena, Santa Paulina, de São Valentim e de São Vicente de Paulo (em finalização) e pertence à Nobre e Pontifícia Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém, ordem nascida muitos séculos antes das cruzadas, no grau de Cavaleiro. Fundou diversas entidades culturais, entre as quais a Academia Cearense de Cultura.

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Márcia Sucupira Viana Barreto, advogada, mestre em Políticas Públicas, especialista em processo. Membro fundador da Academia Cearense de Cultura, cadeira 33, patrona Natércia Campos. Vice-Presidente da Comissão de Direitos Culturais da OAB-CE. Membro titular do Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Histórico e Cultural de Fortaleza (COMPHIC). Escritora com os seguintes livros publicados: DOC R., O I Sistema de Cultura do Município de Fortaleza, Tessituras e A Princesinha Prendada. Matusahila Santiago. Escritora, advogada e jornalista. É formada em Direito, Letras, História e Administração. Escreve coluna semanal sobre etiqueta social no jornal O Estado. Foi uma das primeiras cerimonialistas profissionais do Ceará, tendo realizado curso no Rio de Janeiro, na Sociedade Civil de Intercâmbio Literário e Artístico (SOCILA), dirigiu o Cerimonial da Assembleia Legislativa do Estado do Ceará e preside a Academia de Letras Feminina da Casa de Juvenal Galeno (ALA). Escreve crônicas, poemas e sobre assuntos históricos e culturais. Fundou a Academia Fortalezense de Letras, a Academia Brasileira de Hagiologia e a Academia Cearense de Cultura, da qual é presidente.

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Palavra da Comissão Técnica de Seleção A Academia Cearense de Cultura foi fundada em setembro do ano de 2016 por Matusahila de Sousa Santiago e José Luís Lira e compõe-se de 40 Acadêmicos Fundadores, bem como de Acadêmicos Honorários nacionais e estrangeiros. A cada cadeira corresponde um patrono cearense ou radicado no Ceará (falecido) com destaque nas letras e nas artes. A ACECULT tem como principais finalidades congregar intelectuais e profissionais das diversas áreas da cultura do Estado do Ceará, contribuindo para o desenvolvimento das artes e das ciências fortalecendo o estudo,

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a pesquisa e as artes em geral. Para a ACECULT, seus confrades e confreiras, é uma tarefa nobre participar na condição de comissão técnica do 6o Concurso Literário Pague Menos, concurso este de expressão nacional, que já se consolida com expectativa no calendário cultural do País. Neste ano, a seleção envolveu mais de 2.000 poesias, oriundas dos mais diversos cantos desse Brasil, e teve como tema “Onde está o seu sonho?”, propício tema, por sinal, visto que a ACECULT, segundo sua fundadora Matusahila Santiago, foi a realização de um

sonho de Machado de Assis, que, quando da criação da Academia Brasileira de Letras, expressou o desejo de também criar uma Academia voltada para a cultura. E assim vamos sonhando juntos o ideal de construir uma nação onde a arte e a cultura estejam em cada canto desse País.

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Matusahila de Sousa Santiago José Luís Lira Fundadores da ACECULT

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Sumário

08. Comissão Técnica de Seleção 09. Palavra da Comissão Técnica de Seleção

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14. 15. 16. 17. 18. 19. 20. 21. 22. 23.

Poesias do 1o ao 10o lugar Eduardo Fabrízio Seganfredo - Sonho de Menino Marlene Pereira Gil Filha - Sonho sertanejo Carmen Sílvia Lima e Silva - Quimera Thais Araújo Siebra - Sonhos Magaly da Rocha Miná - No Banquinho da Praça Daniele Ferrando Delasena - Onde está o seu sonho? Roseli Silva de Queiroz Lima - Onde está o seu Sonho? Múcio de Lima Góis - Colhendo Sonhos Jober Pascoal Souza Brito - A Casa de Minha Alma Midiã Sabrina de Lira - Sonhos feitos de sonhos

26. 27. 28. 29. 30. 31. 32. 33. 34. 35.

Menção Honrosa Adson Santana Souza da Silveira - Castelo de Sonhos Alessandra Zini - A valsa do sonho Aluízio Matias dos Santos - O Sonho de Uma Vida Sem Fim Andreia Alessandra Martins Malinoski - Existo, logo sonho Angela Reale - A busca Antônia Miranda Paiva Torres - Sonhos Antônio Rafael de Queiroz Lima - O perfume da rosa Aparecido Salvador Junior - Caixinha de sapatos Bárbara Silva Viacava - Onde está o seu sonho? Bruna Bernardo Ribeiro - O despertar dos meus sonhos

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36. 37. 38. 39. 40. 41. 42. 43. 44. 45. 47. 48. 49. 50. 51. 52. 53. 54. 55. 56. 57. 58. 59. 60. 61. 62. 63. 64. 65. 66. 68. 69. 70.

Bruna Bezerra Damasceno Santos - Sonho com sabor de pitomba Bruno da Silva Rocha - El Fuego Camila Pinto da Costa Fernandes - Aqui Carlos Carvalho Cavalheiro - Alquimia garimpeira Cefas de Carvalho Silva - Meu Sonho Chayane Gomes Marques - Somnium Cicero Chaves Lemos Junior - Entre o Tudo e o Nada Clara Lucia Obelenis - À Porta do Tempo Cleane da Silva - Luma de arco Cristiane Vieira de Farias - Galáxia de sonhos Dayanna Gomes Marques Leal - Caminho – Sonhar o sonho Diêgo Fernandes de Melo - Alhures Edison Oliveira Gil Filho - Gazal dos Sonhos Edite Rocha Capelo - Lirismo da Natureza Elisabete Correia de Amorim - O sonho sonhador Emanuela Rufino de Lima Melo - Sonhe em Ser Canção e Serás Samba! Fábio Luís Vasques Silva - Isone Fernanda Alves de Araujo - Crepúsculo Fernando Kirst - Sonhos Pescados Frederico Rocha de Oliveira Raimundo - Em que reside o sonho d’um poeta Gerson Augusto Gastaldi - Um Sonho na Bolha de Sabão Guilherme Ferreira Aniceto - Sonho menino Hanne Gabrielle Alves de Castro Costa - Casa de Campo Haristom Willy Ferreira Monção - Sonho lúcido Hayra Celeste Barreto Rocha - Valsa Onírica Helena Makiesse Cruz da Silva - Em busca do sonho Iasch Frazão Ferreira - Girasonhos e violetras Ingryd Tatiana Silva de Lira - Bússola Jaciara de Oliveira Aquino - Meu sonho João Luis de Jesus Lima - Da altura à partitura Joaquim Alfredo Guimarães Garcia - Profissão José Airton Nascimento Diógenes Baquit - Semente José de Arimatéia Guimarães da Nóbrega - Sonho de um recomeço

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Sumário 71. 72. 73. 74. 75. 76. 77. 78. 79. 80. 81. 82. 83. 84. 85. 86. 87. 89. 90. 91. 92. 93.

José Sampaio de Medeiros Neto - Outro Planeta José Valdir Gomes Beserra - Devaneios Joseph Paz Oliveira - Onde Está Meu Sonho? Juliana Rocha de Aquino - Where is your dream? Kátia Guimarães Martins - Escolhas Kátia Rosário Aguiar Quaresma - Garimpador de sonhos Lawson Wendel de Sousa Reis - Papel manchado de tinta Leandro Campos da Silva - Ainda não sei onde ele está Lucas Pessôa Ferreira Marinho - Minha felicidade Lucio Roberto Panza da Silva - Sonho possível? Luiz Eduardo de Carvalho - O Paradeiro do Sonho Marcelo Mucke Alves - Sonho Brasileiro Márcio Dison da Silva - Sândalo Sonho Mardenia Maria de Sousa Magalhães - Que eu logo crie minhas asas Maria Amélia Neves Gonçalves - Sonhos acordados Maria Elza Fernandes Melo Reis - Sonho meu Maria Monda - Feche a gaveta Mariza Angela Donizate Campos - Onde estão os meus sonhos Maurício Fonseca dos Santos - Sonho Bom Midiam Talita Laureano - Onde os sonhos habitam Narcélio Lima de Assis - Onde está o seu Sonho? Natasha Fernanda Ferreira Rocha - Um sonho andrógino que toma sorvete de menta aos domingos 94. Neli Scheila Gomes Ramos - Em mim... 95. Péricles Ricardo P. Junior - O Meu Sonho! 96. Perpétua Conceição da Cunha Amorim - Asas de espelho

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97. 98. 99. 100. 101. 102. 103. 104. 105. 106. 107. 108. 110. 111. 112. 113. 114. 115. 116. 117. 118. 119.

Rafaela Bonizioli - Onde estão meus sonhos? Rafaela Nogueira de Barros - Sonho sertanejo Raimundo Costa Lira Filho - Meu Surreal Raphaella Ribeiro Damaceno - Pró-Cura Regina Januario - Meu Sonho, Minha Inspiração Renato Melo Ribeiro - Dons de fada Ricardo Jorge Pocinho e Silva - Minhas mãos ficam repletas de sonhos Robson Martins da Silveira - Receita de Sonhos Caseiros Saulo Ribeiro Caselli - Que Simples! Sérgio Corrêa Miranda Filho - Meu sonho Silas Cezar Santana dos Santos - Íntimos Sonhos Sílvia Gabriela Brito Barbosa - A flutuar Solange Firmino de Souza - Sonho de Ulisses Thaiane Moreira Pinto - Onde está? Tiago Martins Koeler - Sonho imorredouro Valéria Cristina Resende Amaral - Viajante Vania Cristina Silveira Gomes - Sonhos Vinicius Emidio - Sangue Viviane de Melo Bezerra - Sonho de um Poema Wandel Rayan Sousa Costa - Escondido em mim Yago Tadeu Borges de Souza - Caixa de oxigênio Zelito Nunes Magalhães - Onde está o seu sonho?

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Sonho de Menino 1o Lugar

Um dia sonhei com grandes castelos De altas torres e riquezas mil Abarrotado dos tesouros mais belos E adornado como nunca se viu.

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Sonhei com posses, com poder, com opulência Com ter mais do que conseguiria contar Com viver uma vida de aparência Ganhando mais do que é possível gastar. Iludido nesses valores mesquinhos Desperdicei preciosos momentos, Colecionei inúmeros desalentos E me perdi em todos os caminhos.

Deixei meus pensamentos ao léu E a alma livre pra encontrar meu sonho. Despertei sob as estrelas do céu E acordei como um menino risonho. Sonhei com a suprema ventura De um mundo sem guerra e sem dor Onde cada doença tem cura E todo coração tem amor. Eduardo Fabrízio Seganfredo Porto Alegre-RS

Como é fácil sonhar em vão! Quando afinal vamos aprender Que o ter é mera ilusão, Pois na vida o que vale é ser.

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Sonho sertanejo 2o Lugar

Sentado na terra seca Já sem sonhos pra plantar Olha o prato vazio Sem almoço nem jantar Nessa vida tão sofrida Nem um prato de comida Conseguia imaginar

São José olha por ele! Dá-lhe forças pra lutar Mande o pão de cada dia Para a fome aliviar Traga chuva pro sertão E aqueça o coração Para o sonho germinar

Não tem planta, nem raiz Na terra que Deus lhe deu Os sonhos viraram pó A esperança se perdeu Quem dera viesse a vida Numa chuva merecida Pro povo que ali cresceu

Marlene Pereira Gil Filha Itararé-SP

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Sertanejo então levanta Faz a prece a São José Por mais que falte comida Que nunca lhe falte a fé Este é o sonho do sertão: A água que molha o chão E a força que o põe de pé

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Quimera 3o Lugar

No sorriso do filho que está vindo Nos meus olhos alcançando meus bisnetos Na felicidade como um decreto No fim da falsidade.

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Numa xícara de café quente No abraço que faz o tempo parar Comer chocolate sem engordar Nos amigos de verdade. Na comida da vovó No balanço da minha rede No fim do medo, da fome e da sede Num país com dignidade.

Na cura de todos os males No fim do preconceito Na vitória do respeito Em políticos de boa vontade. Em fazer parte do infinito, No valor do ser e do durante E em poder ver doravante Homens com humanidade. Carmen Sílvia Lima e Silva Fortaleza-CE

Nas famílias unidas No céu com horário de visita Em tomar banho de bica Em dormir até mais tarde.

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Sonhos

4o Lugar

E aqueles sonhos de criança, de magia pura, sonhos impossíveis, eram uma bela ventura. Éramos príncipes, princesas super-heróis, donos da natureza.

Os meus sonhos já estiveram no espaço, nas órbitas de Marte, no fundo do mar ou fazendo arte... E hoje eles estão nos caminhos da alfabetização. Meu sonho é educar, nossa futura geração.

E o tempo foi passando, fomos crescendo, e aqueles tais sonhos fomos esquecendo. Guardando-os na gaveta da escrivaninha do coração, no mais fundo ambiente, para dar lugar aos novos sonhos baseados na razão.

Thais Araújo Siebra Sobral-CE

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No Banquinho da Praça 5o Lugar

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Um sonho sonhado foi, na penumbra de uma noite, no frio do banquinho da praça debaixo do fino cobertor.

O sonho fez sorrir uma alma entristecida. Esticou a velha pele de um rosto esquecido.

Tinha sorrisos e calor, abraços e amor, comida de prato cheio num espaço acolhedor.

Alegrou o sentimento, esquentou o coração, animou o pensamento de sua superação.

Conversas bem felizes com a filha que já casou, o netinho bem pequeno que aprendeu a dizer “vovô”.

O sonhado sonho, como a noite, se findou, naquele banquinho da praça debaixo do fino cobertor.

Alegria por toda parte, muitas vozes e risadas, aquela valsa tocando baixinho, duas mãos bem abraçadas.

Magaly da Rocha Miná Campina Grande-PB

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Onde estรก o seu sonho? 6o Lugar

Quando eu era apenas uma possibilidade, meu sonho estava em nascer Quando nasci, meu sonho era aprender a falar, Quando falei, meu sonho era andar, Quando andei, meu sonho estava em crescer, Quando cresci, meu sonho estava em juntar dinheiro, Quando juntei dinheiro, meu sonho estava em ter uma boa velhice, Quando envelheci, meu sonho estava na vontade de reviver tudo de novo.

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Daniele Ferrando Delasena Natal-RN

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Onde está o seu Sonho? 7o Lugar

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O meu sonho está... Na história de cada ator. Está em cada detalhe escrito na alma com tinta cor de amor. Posso ele descrever numa bela e doce canção, que faz vocalizar feliz o coração de quem vive a padecer. Encontro o meu sonho no abraço, no sorriso, no entusiasmo de quem não sabe o que é isso. Porquanto, na oportunidade o meu sonho avistei. No sucesso pra ele acenei, na prosperidade o cumprimentei. Literalmente na vitória o segurei. Porque o meu sonho está em ver olhos sorrir e corações não chorar. Roseli Silva de Queiroz Lima Santa Cruz do Capibaribe-PE

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Colhendo Sonhos

8o Lugar

Plantei um pé de sonho no fundo do meu quintal. choveu, fez sol, caiu até temporal. na primavera o danado floreou, foi tanto sonho bom que eu vi brotando de um jeito tal, hoje eu já nem durmo e me sobram sonhos no quintal.

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Múcio de Lima Góis Maceió-AL

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A Casa de Minha Alma 9o Lugar

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Faz uma falta esta casa. Não esta casa em que moram os livros e a correspondência de luz, de água e telefone.

Nesta casa, em que falha o reboco, restam vivas as marcas do candeeiro e outras visagens sobre a cumeeira.

A casa em que moram os sonhos, as muriçocas e o mosquiteiro, a radiola e a agulha arranhada, o cheiro materno de cigarro e a voz de meu pai, embargando histórias de lavandeiras e tanajuras.

Qualquer dia ainda volto a embalar esse berço de lembranças vadias...

Nesta casa, em que moram avós, bisavós e outras tantas sombras.

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Qualquer dia ainda sacudo as pétalas amarelecidas sobre a toalha da mesa...

Jober Pascoal Souza Brito Salvador-BA

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Sonhos feitos de sonhos 10o Lugar

Perdido naquela gaveta velha Entre livros de mistério Ficou nas vidas passadas? Passou por muitas estradas

Somos feitos de memórias Somos nós que fazemos a história Um mundo de sonhos Sonhos para tudo melhorar.

Morreu consigo sozinho Enquanto observou o passarinho Tomou um café, respirou fundo Lembranças de um olhar profundo

Midiã Sabrina de Lira Caruaru-PE 23

Quando ficares bem velhinho Eis de se perguntar Onde meu sonho foi parar? Parará tudo e se lembrará? Lembrar de abrir os olhos Respirar fundo no profundo E não se cansar de lutar Somos feitos de sonhos E eles vamos realizar.

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Castelo de Sonhos Uma luz tão menina avultava sorte relutante No casebre em ruína, Lúgubre, Luzia sina, Um sonho vaga-lume habitante.

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E, de tão diminuto seu leito, Encolheu-se numa fresta-retina, Velejou o que viu rio-vontade acima Aportou atalho atado no peito Na saída do labirinto, recinto de um minotauro autoestima. E o pingo-ponteiro da goteira Nem adiantava o tempo perdido, Cada gota passageira Era sombra de um sacrifício vencido.

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No alto de uma escada escarpada, No canto secreto do quarto Perto do fim da caminhada, De fato, aponta recôndito, A calda do sucesso a ti inato. Se o sonho mora numa tapera, Num lugar ao sol amarelo O impossível é superável quimera, Encontrando perdido elo. Sim, no caminho estão as pedras À espera da construção do seu castelo. Adson Santana Souza da Silveira Salvador-BA

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A valsa do sonho Salta no espaço sideral meu sonho a sós com o sol, eclipsado

costura estrelas do avesso como vestidos de baile e sai para dançar, sozinho, a infinita valsa

em sua vigília tênue, notívaga, ao redor dos astros, colide com cometas na contramão, intrépido

já de manhã, ao retornar, pousa no meu travesseiro

tateia objetos não identificados e deixa-os para trás como miudezas de que se pode prescindir

Alessandra Zini São Paulo-SP

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e traz consigo, na sola dos seus pés, a maciez lunar

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O Sonho de Uma Vida Sem Fim Até quando o sonho precisa ser eterno? Vejo a minha sorte quando começa a manhã A correria abraça jornadas errantes Luta, luto, leito de vida, passos abruptos...

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Muitos devaneios estão no caminho Mas o acorde intenso da palavra Projeta uma música de encantamento Versos, toques e sons barulhentos E logo uma paz intacta estará por vir. E a alma segue entre os rumores urbanos Vendavais de risos, sílabas dissonantes E no final da tarde as ruas se acalmam. Nesse momento de vibrante alento Um sonho viajante, digno de euforia Me incendeia e lança a luz de um outro dia, Revoada para uma nova canção... Aluízio Matias dos Santos Natal-RN

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Existo, logo sonho Amar perdoar recomeรงar existir sentir refletir ser ter saber...

Tentar deixar transformar sonhar realizar...

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Tentei, perdoei existi, transformei sonhei, realizei... Andreia Alessandra Martins Malinoski Curitiba-PR

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A busca

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Meu sonho nasceu de um olhar Ao pôr do sol na beira do rio, Sentada numa pedra fria Esperei o amor encontrar. Andei léguas depois E nenhum braço a me abraçar. Chorei, sofri, escorreguei nas lágrimas Que derramei e me perguntei: Onde está meu sonho? Agora não sei. Pode ter se perdido na mata ou foi levado pelo rio. Eu não desisto da busca Minha índole não é assim. Sou guerreira por natureza, Briguenta, birrenta até o fim. Vou encontrar, eu sei, O sonho que procurei Na beira do rio. Quando fecho os olhos Ele aparece numa nuvem azul Pairando acima de mim. Será um anjo meu sonho?

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Ou um homem assim, De braços compridos, sorriso largo, Cabelos curtos e olhar sutil? Ou será meu sonho apenas um sonho dentro de mim? Quando penso em desistir Ou meus planos parar, Lembro que a vida não é assim Tão fácil de administrar. E a cada passo que dou Meu coração dispara feito flecha no ar A me dizer: não esmoreça da ideia De o seu sonho encontrar. Angela Reale Encantado-RS

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Sonhos

Sonhos Meu sonho está num sótão Seria uma alegria Fazê-lo como na casa da minha avó E era só. Meu sonho já foi um dia Uma toalha só minha Não tinha. Eu queria para ir à missa Um sapato, um vestido Comprido.

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Chegará o dia em que Seu sonho se voltará Unicamente para a saúde. Ajude-a. Sonho se transforma Realiza um O outro surge De repente, pra gente. Antônia Miranda Paiva Torres Fortaleza-CE

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O perfume da rosa

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Já sonhei que eu mudaria o mundo Se me dessem essa oportunidade, Mas, no verso, eu tenho a liberdade De mudá-lo no estalo de um segundo.

Eu guardei os meus sonhos numa rosa Que emana o perfume da verdade E que afasta de si toda a maldade Para dar-me uma essência valorosa.

Já sonhei que eu caía em precipício E depois acordei com uma agonia, Pois meu sonho é subir com alegria Como o brilho dos fogos de artifício.

Não se vê nessa rosa o desengano, Nem tampouco a raiva e o desamor, Tem a Deus como único protetor E a raiz vem de um solo puritano.

Aprendi que os sonhos são reais Quando são acrescidos de esperança E por isso eu sonho em ser criança Para ser a esperança dos meus pais.

Antônio Rafael de Queiroz Lima Catolé do Rocha-PB

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Caixinha de sapatos Guardo meus sonhos mais íntimos em uma caixinha de sapatos, um amontoado de recortes, retratos e pretensões pequeninas. Os fatos cotidianos tendem a me entristecer brevemente, as aspirações ficam de lado por um instante, repousar na ideia de uma utopia parece ideal, fugir da realidade, volta e meia, nos faz mais sensatos. Na minha caixinha de sapatos não há espaço para o mal coloco nela de tudo um pouco, desde um devaneio louco até uma paixão entorpecente, o que importa mesmo é deixar que os sonhos cresçam, em meio à quimera da vida uma alucinação é reconfortante. Adormeço de forma sublime, à espera de um novo mundo, o vislumbre de um segundo, um sorriso de aspiração. Mas meus sonhos não ficam apenas naquela caixinha, de tempos em tempos faço vivas aquelas ilusões, desperto para uma vida sem devaneios e respiro, não é insensatez, é a fantasia do sonhar por completo. Pego um recorte e faço dele minha bússola, preencho uma existência vazia com um fim, um objetivo claro e de pura alegria. Passo alguns momentos maquinando, até encontrar,

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descubro o caminho tortuoso do coração, chego ao cume da montanha ainda sonhando, vejo o horizonte trêmulo, os olhos úmidos indicam o sucesso, permaneço firme durante o retorno, quando chego em casa abro a caixinha de sapatos, pego outro recorte, tomo um novo rumo. Aparecido Salvador Junior Araçatuba-SP

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Onde está o seu sonho?

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A menina que faz faculdade vai ser engenheira, mas vai chorar em silêncio dentro da banheira

Morremos todos os dias Que abandonamos os nossos sonhos E pequenos – e importantíssimos – fragmentos nossos São deixados de lado

O senhor que acreditou no concurso e na estabilidade mal sabia ele que não vinha junto a tal da felicidade

Sonhos que teriam mudado a vida Sonhos que... Ainda é tempo Onde mora o seu sonho?

Em qual esquina o deixamos? Em qual conversa o perdemos? Quando foi que o esquecemos? O sonho.

Bárbara Silva Viacava Novo Hamburgo-RS

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O despertar dos meus sonhos Meu sonho já esteve em futilidades Queria estar sempre bem arrumada E só ligava pra vaidade Mas era coisa da idade Já esteve tão alto Que sonhava com o primeiro lugar Dormia e acordava pensando Que um dia iria conquistar Coloquei os pés no chão Mas não deixei de sonhar A diferença é que ultimamente Eu faço por onde realizar Hoje sonho despertar o que é bom Ser admirada por minhas atitudes E que ao escrever meus versos Nunca me falte inspiração Sonho com a felicidade Sem pensar em perfeição Entendi que as melhores coisas Nem sempre estão em minhas mãos

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Bruna Bernardo Ribeiro São Gonçalo-RJ

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Sonho com sa bor de pitom ba

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Tem um pé de pitomba no meu caminho. Passo por ele todos os dias, Comendo pressa e engolindo a vida. E ele ali, a mover sua folhagem Para dançar com o vento a melodia do sopro. Acanhado, não deixou sua fruta cair sobre os meus cabelos, Para se fazer notar nos dias comuns. Tão sensato, que, numa tarde de chuva, Sorriu para mim. Foi rápido. Uma gota desceu escorregando em uma folha E se abrigou em minha têmpora direita, Não mais seca. Despertei! Ele deve saber que adoro pitombas E conhecer minha sede de amor. Exuberante, a pitombeira me deixou passar Na languidez do cotidiano. Diante de uma rechonchuda como ela, não se passa direto É vida que se dá no pé! Uma dança sem par que embala as lembranças de menina Luz verdejante que a mãe natureza sabe bem exibir E o homem ignora. A rotação equívoca, entre a árvore e o carro, Pode sacudir os sonhos para longe. Se vão assim, Como os dias sem notar as raízes e os frutos. Quando se atina, pode ser tarde,

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Ou a vida nos come ou comemos pitomba. Porque ali, onde não se vê Cabe uma pitombeira, um abraço e o mar Lá, moram os devaneios e as flores. Eis o pomar dos sonhos, Alimentando os passarinhos, Enfeitando as ruas, Pedindo bênção à terra Dando à fome um casco duro que, Quando quebra, Lambuza a alma. Bruna Bezerra Damasceno Santos Fortaleza-CE

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El Fuego

Dançando no meio da escuridão, Acordado com um bilhão de estrelas insones, Sem fôlego no meio de tanto “ão”, na carona da velocidade da luz, nos fones ligação interurbana com os céus; e de penetra o próprio deus; com olhos curiosos, tantos outros santos, querendo se sentir vivos tantos contratos quebrados; cidades cinzas e grilhões esquecidos; Entremeios, tudo e nada enamorados. Nessa confusão da vida, Procurando aquilo, aquilo Dia e noite, a única saída: ... para continuar vivendo sob a luz solar dos sonhos, achá-los na profundidade d’alma... nas curvas dos destinos e dos universos.

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E se por um dia esqueço, o limbo visita-me; toma-me todos os sonhos. E é só quando perco todas essas linhas e o fôlego, imerso no fogo mesmo, eu mesmo: meu templo, no meio da loucura; apenas aí, sou humano, absorto demais para sequer lembrar do medo, só aí, é que sei onde realmente moram todos esses sonhos. [não essas meras fantasias oníricas, historinhas da carochinha...]

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Bruno da Silva Rocha Itabaiana-SE

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Aqui

Numa luz que reluz Bem no alto do Farol no Fim do Mundo, Lá está o meu sonho Nos ínfimos grãos de sal D’um imenso Deserto todo em branco, Lá está meu sonho

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Na última ilha das ilhas Bem escondidas nos confins do Oceano, Lá está meu sonho Lá está o meu sonho E eu, aqui. Camila Pinto da Costa Fernandes Governador Valadares-MG

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Alquimia garimpeira Buscando a preciosidade Entre as pedras tão comuns Separando do cascalho Aquilo que pode brilhar Com a intensidade de uma estrela Pés lavados pela água do riacho Sonhos levados pela correnteza Somos todos levados e lavados Pelas correntezas da vida Enquanto fazemos escolhas, Do feijão, dos seixos e dos caminhos, Buscamos a vida, a fortuna e o sentido. Enquanto as mãos procuram pela riqueza, Na escolha imprevidente e na contramão De todas as possibilidades estatísticas, O coração procura pelo sonho perdido (Sonho e riqueza, uma mútua metáfora) De todos os olhos comuns que me olham Separei aqueles que provocam a alquimia Fazendo arder em chamas o meu coração Transmutando aquilo que é ignóbil Em ouro dos mais recônditos desejos oníricos.

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Carlos Carvalho Cavalheiro Sorocaba-SP

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Meu Sonho Entre nuvens de algodão e nos sete mares em que velejo viaja meu sonho; esperança e desejo envolto em carretéis de ilusão

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E no espelho onde me vejo persigo a sombra, a imagem, a luz comigo um salmo, um pranto e uma cruz e meus olhos nus, vermelhos; Agora, a partida, a viagem... E o mundo em minha mão! À margem do meu sono, o despertar que antevejo! Uma ideia que seduz e a vida, essa canção a me lembrar nesta estação; Seja primavera, verão, inverno, outono... Que o que me espera - meu sonho - está bem ali onde o deixei naquela caixa sem razão, sem lei que se chama coração. Cefas de Carvalho Silva Parnamirim-RN

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Somnium

Onde estão os meus sonhos se por eles procuro? Há um espaço no corpo onde eles poderiam estar? Se há, ainda não o achei, porque os meus sonhos estão a navegar. Os meus sonhos são melodias que o pensamento costuma compor. Se à noite quebram o silêncio do sono, pela manhã encasulam-se na alma. Eles são um fluxo de energia que faz a vida ter desejos e sentido. Se eles são desejos que pulsam fortes, então, na alma estão. Se são presságios de felicidade, isso me leva a ir procurá-los na emoção.

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A emoção precede o sentimento. Este nasce no coração; aquela no pensamento. Logo, os meus sonhos podem estar entre o pensamento e o coração. Ai, mas este caminho é tão complexo, que não sei nem por onde começar a trilhar. Então, prefiro dizer que meus sonhos estão em toda parte de mim! Chayane Gomes Marques Paracuru-CE

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Entre o Tudo e o Nada

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O meu sonho está voando Muito além do horizonte Através do espaço do tempo Indo cada vez mais longe Penetrando o próprio íntimo Diluindo a ilusão O meu sonho voa livre Por toda a imensidão De instantes eternizados Que trago no coração

O meu sonho é feito, parte Das memórias de ainda agora Misturado com as lembranças Que trago da minha história Moldado pela vontade De voar sempre mais longe Cada vez ir mais distante Indo para quando e onde Vida e sonho se misturam Somam, multiplicam e somem

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Deixando somente as marcas Para provar o que passou Os sonhos moldam o mundo Como o sonhador sonhou Criando a realidade Que antes foi imaginada O meu sonho está em tudo E ao mesmo tempo em nada Oscilando entre a verdade E a ilusão velada O destino é um lugar Onde o sonho é uma estrada Cicero Chaves Lemos Junior Caetés-PE

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À Porta do Tempo Meu sonho bate à porta do Tempo. Esse que, sempre de mudança, Hora rápido, hora lento, Reduz vidas a lembranças. Sonho recuar no Tempo para onde desejo. Reencontrar o amor, o riso, a felicidade Rever a juventude e seus gracejos, Hoje história, ontem vívida realidade. Parar. Recuar. Revisitar aqueles momentos Cuja essência impregna a memória. Reviver os que, embora fragmentos, São pontos imensos na trajetória. Suspensos sem presente ou futuro, São instantes de deslumbramento Onde me prendo, me seguro,

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Mas que se dissolvem no firmamento Do Tempo. Agora prisioneiros no passado, Fora do alcance da vista e das mãos, Amados instantes são emoldurados Na memória, relembrados na solidão. Viajar no Tempo é o meu sonho. Reacender a chama apagada Pelo gotejar de segundos tristonhos, Abrigar minha alma molhada Sob o teto de momentos risonhos.

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Clara Lucia Obelenis São Paulo-SP

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Luma de arco

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Garoa dos sangrentos e líricos sonhos Que dos repentes da vida povoam o minúsculo céu Tu és o espanto suave da emoção Dos sonhos ditos meus, dos eufóricos risos meus Luma de arco, embebedada de sonhos, tu és minha Onde andas tu, sonhos meus? Andam unidos com a metafísica de meu espírito, Andas tu, sonho, agarrado em minh’alma Sonhos meus, que ditosos me impulsionam Formados de cândidos a luzir meu peito, Vós estais aqui, n’alma erguida de euforia e satisfação Ditosa e majestosa a sensação do alastre de ti, meus lírios dos sonhos Cambaleiam suaves de tuas afeições, sonhos meus estão aqui, em mim... Brisa minha expande a emoção canária dos cânticos Ela está em mim, no profundo ventre, A pura e no devaneio do amor, Sonhos, sonhos estão em mim! Cleane da Silva de Lima Buriti dos Lopes-PI

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Galáxia de sonhos De um lápis colorido pelos devaneios Fiz uma onírica viagem pelas constelações Mesmo com arregalada visão, flutuei A névoa me mostrou a trilha dos sonhos e o centro da vida se expandiu, fantasiei

Com a evaporação do pranto alheio A refeição mais próspera de bocas solitárias Esquinas formadas por humildes pisadas O beijo nítido das cores, línguas e raças O aquecimento nu dos congelados peitos Asfaltos nutridos pela sonoridade de maravilhas

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Do vestígio cósmico pela utopia Vi o universo das fabulosas diversidades Amores ricos em átomos, abundante paz Sem hostilidade, apenas a euforia das almas A quimera das borboletas me trouxe fascínio Enxergar as meias de um espírito exausto Tranquilidade de capturar objetivos na Lua E transformar o coração em uma galáxia de sonhos. Cristiane Vieira de Farias São Paulo-SP

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Caminho – Sonhar o sonho Nas estradas percorridas, na vida vivida, tudo o que se sonhou e que se sonha.

Meus sonhos me levam além, onde ele está eu vou também. O caminho sou eu quem faço, traço um laço, embaraço.

Nos caminhos vivenciados, por completo ter amado tudo o que se sonhou e sonha.

O sonho está em todo lugar! O caminho é aceitar, que sonhar liberta a alma! Sonhe!

O que escolher? O destino obedecer... ou eu mesma o escrever? Sonho!

Dayanna Gomes Marques Leal Macaé-RJ

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O caminho sou eu quem faço, traço laço, embaraço. Corro pelas ruas, falo com a chuva. Minha alma é dos errantes, mas acerto sempre avante que a vida não se acaba, pois sonhar conforta a alma. Sonha!

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Alhures

Crepusculava. Mas a vida amanhecia. Enquanto sonhava, sua história se reconstruía em glória, em gozo, em gáudio. Enquanto sonhava, aprendia que realidade é ser feliz sem utopias... Acordado, pois, fazia de cada passo um prelúdio da existência sonhada. Onde estava seu sonho? – pensava. Alhures! No horizonte onde o coração reside. 48

Diêgo Fernandes de Melo Taguatinga-DF

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Gazal dos Sonhos Antes que o riso padeça, eu vou desentupir a cabeça,

meter um blues nas ideias, até que a obsessão adormeça eu não quero que o óbice assole o sono antes que ele apareça, eu quero um devaneio perfeito e que o meu cérebro enobreça,

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eu quero do porvir a certeza, e que o meu sonho aconteça, e quero que seja propício, concreto e me fortaleça, que me desperte com glória, esteja tangível e me favoreça! Edison Oliveira Gil Filho Sorocaba-SP

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Lirismo da Natureza

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O meu sonho está aqui Cor-de-rosa, poesia Borboletas, aqui e ali Colorindo a fantasia! No Brasil, no sul de Minas Cambuquira, meu amor Tão pequena, essa menina, Brilha ouro em sua mina! Na pureza da inocência Meditar está na essência. O céu negro, estrelado, Faz transporte pra outro lado. “- Lirismo da Natureza!” Têm vigor de plenitude Suas árvores frondosas. Passaradas à miúde Partituras tão fogosas!

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Os tucanos coloridos Com sons roucos emitidos Vão fazendo seus acertos “Quebra Nozes”, nos concertos! Água viva vai brotando... A saúde abençoando, Essas fontes dadivosas, Chegam a ser milagrosas! O meu sonho está aqui Dentro desta natureza Tem roseira aqui e ali, Perfumando, essa beleza! Edite Rocha Capelo Santos-SP

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O sonho sonhador Meu sonho não tem morada Põe todo dia o pé na estrada E me carrega sem perguntar, Se estou pronto pra viajar.

Meu sonho vê o futuro Nele tenho lugar seguro Um alvo a acertar Com ele não vou falhar.

Quando fala, pinta cores É borracha em minhas dores Sabe canções de ninar Para minha alma acalentar.

Um mundo está por nascer Meu sonho sabe tecer Lindas histórias sem fim. Meu sonho está em você E vagueia dentro de mim.

Afaga-me em seu ninho Onde sou só passarinho Esperando pra conquistar O imenso céu em meu voar. É vento sob minhas asas, É teto de minha casa, É chuva para plantar, É corredeira a me levar.

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É viajante sem parada Sonhador em noite estrelada, Que anseia realizar, pois meu sonho, Meus caros, meu sonho sabe sonhar. Elisabete Correia de Amorim São Paulo-SP

Submerge minhas agonias Trás à tona minhas alegrias O passado me faz superar Põe meu presente a festejar.

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Sonhe em Ser Canção e Serás Sam ba!

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Deixe inundar a alma de luz, Os lábios de sorrisos sinceros... Deseje ser mágica, Magia, Encanto... Deseje ser samba; Bossa nova, Ser um festival de canções! Seja dia, Que seja noite, Mas seja intenso. Deseje; Que aconteça E permaneça... Ao amanhecer floresça!

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Persistir nas cores até preencher Espaços vazios. Deseje, antes de sonhar, deseje! O sonho está à porta ao lado Deixe-o florir Só assim ele estará dentro de ti. Guarde os sonhos num embrulho de desejos E saberás onde os encontrar. Emanuela Rufino de Lima Melo Recife-PE

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Isone

Anarquista libertário, Aprisionou o sonho, Multicolorido, Numa tela de zinco, Vincada.

E do Velho Mundo, Desconstruído, Descortinou milhares de rostos: Rotos, surdos, assépticos, Que não existem mais.

Ao observador apressado restava, Diante do espanto da descoberta, Coberta pela poeira das máquinas, Uma realidade fracionada.

E escreveu nos escombros, Do que era sonho, perdido, Letras do sangue vitimado, Promessa, quebrada, Aos que ainda não nasceram.

Mas quis o destino que, Num céu azul de outono, O sol iluminasse a parede e, Em arco reflexo, Impressionasse as retinas do poeta.

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Fábio Luís Vasques Silva Rio de Janeiro-RJ

Assim, Subtraído pelo sono, Perdeu-se da identidade, Amalgamando-se, misturado, Em argila molhada, Ao coletivo inconsciente, Para voar um voo solo, Metálico...

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Crepúsculo

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Da rede da varanda Eu observava, O desenho Que a sombra do crepúsculo formava. Não estava só, A natureza era bela companheira, E ali fiquei Por uma tarde inteira. O sonho estava ali, Na singela sacada, Tinha traços perfeitos. Estaria sonhando acordada? Fernanda Alves de Araujo Londrina-PR

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Sonhos Pescados Na dobra da onda que sacode a praia trazendo avalanche de água e de sal; ali pesco o sonho de vida sereia, castelo na areia, o mar meu quintal.

Desperto, acordado, vigiando ou sonado, atraio os dormires à vida vivida e tenho então sempre um sonho pescado andando ao meu lado: união dividida.

Na sombra forjada do olho cerrado chamando a visita do Lorde Morfeus; ali teço sonhos de vida sonhada, à qual pago nada, e crio outros eus.

Fernando Kirst Caxias do Sul-RS

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Em que reside o sonho d’um poeta

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Num raio tépido e gentil de Sol nascente, enquanto a loa singela da corruíra, saudando a vida ou a liberdade – talvez ambas – com sabiás e bem-te-vis tão mais gorjeia No aroma luminar, que do orvalho, como exale e lhe desperte, a vaporar, num bom dia sussurrante – e bem-amado – qual um sopro a mais de vida – e mais vivaz No conchego salutar de um chinelo que não lhe aperte o pé e nem lhe exalte a alma, que no vagido e no sorrir – d’uma criança – encontra a paz e o que possa exaltar Na imagem espelhar que lhe sorri com os dentes todos da alegria sem vaidades; sem as cáries daninhas – outrossim – do medo e d’ambição que nos corrói No palpitar d’um peito que se ufana e, porém, não se enfatua e ensoberbece: Humildemente orgulhoso – plenificado – com esta bem-aventurança singular

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Na dignidade sem salamaleques do ofício honroso e do honrado lar: u’a vida sóbria e intensa – bem vivida – onde em cada dia a vida se replena Neste anelo, tão contrário e tão mais certo, de já não ambicionar nada de nada, senão apenas se doar, – e tão-somente –, e, em se doando, mais se preencher Em cantar, enfim, apenas sua felícia, e não mais – jamais – chilrear lamentos Quisera mais lhe valesse – a sua pena – a este céu, ninho e alpiste que lhe basta... Mas ele, inda rouxinol em canto solo, diz-me que, malgrado anseios e suspiros, seu sonho jaz no fundo – expectante – da carunchosa caixa de Pandora... Frederico Rocha de Oliveira Raimundo São Gonçalo-RJ

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Um Sonho na Bolha de Sa bão No vitral da minha janela uma sedutora bolha de sabão pairava viva e fascinante, semelhante uma estrela, revelava na fulgente aparição seu brilho: um diamante.

Num rompante do desejo eu almejei libertá-la do balão; soprei-o, vivaz e risonho, para romper seu lampejo dourado e extraí-la da prisão, mas foi tão só: um sonho.

Infiltrei meus olhos nela como viajante da imaginação, divisei na sutil paisagem uma fulgurante donzela, pérola alvadia com irradiação de luzes: plena miragem.

Eis que a bolha estourou esvanecendo da minha visão a radiosa figura que mirei; somente o seu vulto ficou a bailar em minha feliz ilusão quando: do sonho acordei.

Neste relumbre de auréola, de belos matizes à percepção, sua imagem jazia brilhante tal qual uma leda aquarela; era uma bailarina no coração da bolha: a dançar galante.

Compreendi então o real sentido dessa fúlgida alegoria; a bolha foi toda felicidade perdida; a bailarina jovial foi apenas uma breve fantasia, e o sonho: uma saudade.

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Gerson Augusto Gastaldi São Paulo-SP

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Sonho menino

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Meu sonho, desde menino, é ser aquele menino mesmo quando adulto. Meu sonho é uma criança, um guri risonho que só tinha no bolso furado um punhado de sonho... Foi-se derramando, enquanto eu brincava neste grande quintal. Meu sonho hoje guardo num pote de cristal. E é secreto, como uma rosa que nunca desabrochará. Guilherme Ferreira Aniceto Itajubá-MG

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Casa de Campo - Na minha casa de campo; Mora o meu sossego; O meu sonho; E o meu aconchego. - Bem rústica e graciosa; Nela facilmente a gente se acomoda; E dentro da varanda espaçosa; A alegria no balanço não incomoda. - O jardim cheio de jasmim; Atrai uma orquestra de passarinhos; Que vêm cantar para esta beleza; No altar da natureza. - Neste ambiente romântico; A felicidade, a paz; E a harmonia é a riqueza; Da minha família.

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Hanne Gabrielle Alves de Castro Costa Contagem-MG

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Sonho lúcido

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No mundo. Perplexo e mudo. Onde os viventes fazem de tudo. Aqui estou a sonhar. Com o meu futuro. E o de todos quantos. Nos quatro cantos. Eu imaginar. No meu mundo. A vida será bela. A criação será singela. E com beleza sem igual. Entretanto, acordo. Entre tantas coisas. A realidade vejo. Percebo que o que almejo. É a vida real. Tão bonita quanto um sonho. Que se sonha desperto.

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Como naqueles tantos. Em que você acha que está vivendo. E que toma consciência, de que aquilo não é real. Sonho lúcido. Faço da vida, uma vida. Em que tomo consciência, de que isto é um sonho. Onde posso realizar, o que quiser. Um sonho real e nobre. Neste mundo maravilhoso. Onde até mesmo as rimas de uma poesia. São falhas em descrever, tamanha perfeição. Neste mundo, onde viver, é sonhar. Haristom Willy Ferreira Monção Campo Grande-MS

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Valsa onírica

O céu deitou-se no horizonte A lua banhou as ruas de pedra Os prédios de fumaça, o ar de asfalto, Meus pés descalços, minhas mãos incertas. Dormir não mais adianta, na mente luzes acesas Corpo imprudente, 17 anos. Alma latente de incertezas. Se Morfeu se faz ausente, rompo o abrigo do certo Vou buscar meu sonho na selva de concreto E lá estão, mil e um rostos ébrios à luz dos faróis como se do céu fossem espelhos Homens perdidos, estrelas caídas. Gêmeos de má sorte, eterizados em desejos. Sigo assistindo ao espetáculo e palavras já soam como de outro século É como se Shakespeare orquestrasse a noite e a mim reservasse “figurante eterno” A pergunta incessante ainda guia meus passos na urgência de saber, de encontrar

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o que mantém o não dormir suportável E sigo a procurar. Procuro e reviro e acho que talvez o lugar esteja errado Gotas de chuva me beijam os lábios, a noite a me presentear Sento em um café, uma caneta qualquer, um guardanapo... e o céu há muito já deitou-se no horizonte quando minhas palavras no papel finalmente dançam e rodopiam e descansam e eu respiro, aliviado. Sonho e poesia vivem lado a lado.

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Hayra Celeste Barreto Rocha Fortaleza-CE

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Embusca do sonho

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Sonho guardado, Sonho perdido, Sonho achado, Sonho escondido. Sonho guardado, No bolso. Guardado na mente, Guardado com a gente. Esperando ser achado, Esperando ser sonhado, Esperando ser realizado, Por alguĂŠm que queira sonhar.

Helena Makiesse Cruz da Silva Imperatriz-MA

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Girasonhos e violetras Me vê um girassol embrulhado no sonho! Pedi embrulhado, mas, não foi pra levar. Foi pelo mero prazer de desembrulhar E ver o meu anseio transformar Armas e artimanhas em girassóis. Girasonhos!?... O meu desejo se desprendeu de mim, Foi ao fogo guerreiro Afogar a má-fé no fogareiro Pirilampo no pilão noturno a socar Dentre campos, folhagens e pranto, A traição não merece nenhum cocar. Mudar o que aí está não é moda vã. Isso é van(guarda) mutante, muiraquitã. Depois de grande descobri O bicho-papão existe! Ele aprisiona o futuro Em contas bancárias e em malas.

O amanhecer teceu a escondida rede Com a qual embalam a esperança. No Cruzeiro do Sul ao Norte, desejo verde. Reclamam de mala cheia e mão vazia de calos. Mas, o maracá da mudança soará com abalo. Lobos nefastos tentam acuar o meu sonho, Por este ter se recusado a pousar Fora do despertar. Como se demonstrasse Com quantos delírios, Se (dez)faz a realidade.

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Iasch Frazão Ferreira Paço do Lumiar-MA

Porém, a minha aspiração e a de outros tantos, Não cabem naquela mala. Escrevi girasonhos e violetras Que se debandaram por aquela porteira Sem cercas ao redor dela.

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Bússola

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Não deixe passos ao acaso O controle à mercê da sorte Incerteza só traz atraso Onde está seu norte?

Continuo tentando compreender Os horizontes casuais A perdição que faz enlouquecer Para que deixou o cais?

Um alicerce na esperança Será capaz de lhe guiar Não desdenhe confiança O que faz seu coração acelerar?

Avisto uma terra de futuro Nos versos que componho E você? Permanecerá no escuro? Onde está o seu sonho?

É seu desejo clamando Levante-se e vá buscar Pois os dias estão passando Como espera alcançar?

Ingryd Tatiana Silva de Lira Congonhal-MG

São tantos barcos à deriva Nautas que não sabem navegar Partem para uma rota inconclusiva Por que se lançou ao mar?

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Meu sonho

Meu sonho? Está após a próxima vírgula No próximo dobrar de esquina Num encontro inesperado Numa notícia feliz No sorriso sincero Meu sonho... É ver a paz reinar e o amor imperar É ter amigos e sonhar É poder enxergar no olhar de outro, outro sonho É servir de colo e aconchego Pra alguém que está pra chegar Meu sonho. Casa bagunçada Riso de criança Ficar descabelada Dormir bem cansada... e feliz, muito feliz.

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Jaciara de Oliveira Aquino Recife-PE

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Da altura à partitura

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Saltitava Contagiava no calor Ela era popcorn Em seu fone tocava Korn Também tocava Kiss Em estado de Nirvana Quis ser popstar Assim decidiu voltar Para tocar com os astros Deixou de ser astronauta Onde era falta fez som Já não era vácuo o que se fez boom E no vinco da sua guitarra Feito cigarra agora desliga o silêncio Mita no palco, sem gravidade Está no alto, sem mocidade Está no auge dos seus 36 E dessa vez será feliz Pelo menos ao que suponho Este é seu lugar Lugar onde está o seu sonho João Luis de Jesus Lima Salvador-BA

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Profissão Fabrico poemas de árvores do silêncio Nas quais moram pássaros Que eu sempre quis ser.

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Um dia meu tio solapou-me o sonho: E poeta é lá profissão? Que remédio havia, Se eu adivinhava riscos Onde havia o Nada? Profissão: desvairador de poemas. Sou amanhador de alvoreceres, Singular domador de paráfrases, Observador de voos dos pirilampos. Hoje acordo os desvãos das manhãs, Escrevo estreitezas de mim, Anuncio caminhos do nunca mais. Joaquim Alfredo Guimarães Garcia Ananindeua-PA

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Semente [Meu sonho está naquilo Que eu não vivi]

[Meu sonho está naquilo Que eu não idealizei]

Naquilo embutido no caminhar do aprendiz. Na palavra-semente à espera de florescer. Na voz silenciada do que ainda será verbo.

Na gota de orvalho entre a queda e a permanência. Naquilo que é possibilidade entre tantas apostas descontínuas. Na incerteza do próximo dia e no instante do detalhe despercebido.

[Meu sonho está naquilo Que eu não sei dizer]

[Meu sonho mora bem aí nessa inconstância de ser o que ainda não se é].

Naquilo que ainda é passado antes de ser presente. Naquilo que já é memória antes de ser experiência. Naquilo que matura antes mesmo da fecundação.

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José Airton Nascimento Diógenes Baquit Fortaleza-CE

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Sonho de um recomeço Nos confins da imensa esperança Eu guardei minha fé na humanidade Junto a ela o meu sonho de criança Que por fim levarei pra eternidade. Rabisquei o meu sonho em poesia Pra que a vida recite frente ao medo No escuro da noite, ou do dia Onde o mal sobrevive em segredo, 70

Não guardei pra poder sonhar sozinho Eu guardei pra que um dia, do seu ninho Voe de encontro à infinita liberdade, O meu sonho; é pra o mundo um recomeço, Onde o amor e a paz que não tem preço Sopre a vida entre os ventos da igualdade José de Arimatéia Guimarães da Nóbrega Teixeira-PB

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Outro Planeta Não sei se em sonhos ou devaneios, Em apelos ou sussurros, Em versos, sonetos ou lampejos, Em lágrimas, tormentos ou muros... Somente sei que o que passou, Será eterno em minhas memórias.

O pleno e abundante amor, Que interessa mais.

E neste sonho, tal qual a poesia, Guio-me pros teus braços, Em um sublime instante, Como o meu desejo de te encontrar. E, envolto na alegria de te ver, Tenho apenas um motivo...

Este Outro Planeta de lembranças, De poesia, de poeta e de sonhos. Faz-me crer no amanhã. De vaga-lumes, noites chuvosas e orvalho. Do cheiro do café e das soltas madrugadas, Do cafuné e do sorriso de mãe, Da loucura serena trancada em seus olhos. Do conforto do lar ao cheiro da infância, A comida da avó. Da meia feita de tricô. Da peteca de pena. Da bola de pano ou de papel... Do carrossel resistente de um pobre parque... E do sorriso mais sincero.

Apenas uma razão para amar.

Mil razões para sonhar.

Nestas oníricas viagens, Não há enfermo, nem dor. Não há sorumbático, Posto que não há desgosto. Somente o efêmero eternizado Em afagos e sinceros sorrisos. E belas paisagens... E o acalanto do amor.

E enquanto respiro, transpiro e acredito. E piro na utopia do melhor futuro. Assim, suporto o prazer e a dor de viver. Lembro assim, Do sonho onde não existe muro. Somente felicidade em abundância, Na percepção da imensidão do infinito. E da noite...

Apenas a lembrança do seu olhar.

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Noites plácidas sob o luar. Envolto no encontro de mim mesmo, Perco-me no frio taciturno de minha solidão. E neste vazio, só mesmo a esperança Que preenche o destino a esmo... A complacência do imaginar. Como o nascer da lua, Ou o sol que abraça o mar em cada aurora, Ou o sorriso da mais tenra criança, Ou a divindade da existência, Ou o universo que cabe em um beijo... Minha esperança é também a tua.

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Será somente no dia em que a rua, Fosse nossa, seria então de brilhantes, Linda, infinita e bela Como a lua Como em todos os sonhos. E o mais belo sonhar... José Sampaio de Medeiros Neto Aracaju-SE

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Devaneios Todas as portas abertas, Pessoas a se abraçar, Com a visão reta e certa... O meu sonho aí está!

Domínio da verdade, Com pão para todo lar, Meu ar de amor e bondade... O meu sonho aí está! 72

Em um cenário de luz, Com as flores a brotar, Abençoados por Jesus... O meu sonho aí está! Quando o amor florescer, E a justiça prosperar, Sem ter ninguém a gemer... O meu sonho aí está! José Valdir Gomes Beserra Pacajus-CE

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Onde Está Meu Sonho? Onde está meu sonho? Na nostalgia lúdica do passado Onde o acaso era apenas um conto Renovado em cada pião girado E destoado dum ofício enfadonho Mas por onde ele tem andado? Nos amores incertos do futuro Confuso, líquido, como o alto-mar Onde as ondas avançam no escuro E abalam o farol do verbo amar Será possível ainda sonhar? Talvez ele esteja só escondido No presente suave da simplicidade Cego à covardia do desiludido Perdido no meio de tanta vaidade

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Joseph Paz Oliveira Timon-MA

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Where is your dream? Antes mesmo de nascer, acredito que sonhava, Sonhava em um dia ver a voz que tanto me falava.

Ao chegar neste mundo, os meus sonhos variaram. Na infância, por exemplo, tudo era encantado. Eu sonhava em ser princesa, doutora e bailarina. No meu sonho de menina, no futuro, estava minha alegria.

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A adolescência então chegou. E os meus sonhos alternaram, Independência era sonho, nesta fase indecifrável. Não queria ser cobrada, e sim poder fazer tudo o que quisesse. Amigos, namoro, dinheiro: são os sonhos de quem cresce. E o tempo foi passando. Lembro bem que muitos me diziam: o tempo passa rápido, ligeiro e apressado. Para eu ter cuidado com o que era desejado.

Já não sei o que fazer com desejos tão malucos, os sonhos que hoje tenho, me parecem absurdos. Hoje em dia os meus sonhos, se tornaram utopia, pois não posso mais ser aquela singela, pequena menina. Tantos sonhos eu sonhei. E muitos, já não existem mais. O que eu gostaria de fazer era poder voltar atrás. Hoje sonho com o passado, com situações que não vivi, com pessoas que se foram, e que já não estão mais aqui. Sonhos meus, onde estão? Sempre dentro de ti, dentro do seu coração. Dream, sueño, sogne, somnium, sonhos: chame como quiser, só não perca a oportunidade de concretizá-los no instante em que puder. Juliana Rocha de Aquino Belo Horizonte-MG

A fase adulta então chegou, e os meus sonhos transformaram. Nesta fase turbulenta, tudo fica complicado. Trabalho, profissão, relacionamento: ora sonho, ora contratempo. Já não tenho os mesmos sonhos, e a cada dia surgem outros. Dos meus sonhos do passado, poucos deram resultados.

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Escolhas

Onde está o seu sonho? Nas escolhas diárias, Nas tentativas frustradas, De vencer as batalhas, De encontrar a estrada, De uma vida mais livre, Ou de percorrer o caminho, Que te leve a um destino, Que traga a realização de um objetivo E que te guie, Para tornar real Aquele desejo escondido De um sonho vivido. Na estrada da vida, O tempo não para, Feliz é aquele Que trata como realidade A felicidade sonhada.

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Kátia Guimarães Martins Ouro Preto-MG

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Garimpador de sonhos

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Sorrateiramente garimpei um papel Num balcão Moça bonita, bem amistosa Liberta a palavra E eu, num flerte, joguei um arpão Então me vi com a veemência De Castro Alves Com os sonhos dantescos Naveguei em suas eloquentes palavras Preguei meu sonho No negreiro navio Ancorei à beira da praia E ao sentir a brisa, Rimei negro com índio e branco Nus, vestidos e de saia E não mais que de repente O breve soluço de uma ilusão Desponta a tímida lua Numa roda de samba de rua Trazendo esperança à nação Meus sonhos, Ah! Meus sonhos Estão na liberdade de expressão. Kátia Rosário Aguiar Quaresma Vitória da Conquista-BA

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Papel manchado de tinta O café frio me lembra que é tarde da noite e minhas mãos estremecem ao segurar a caneta que transforma tinta em letras, em versos e poemas. E os dias de desistir: eu de meus sonhos Rezei e chorei sobre meus papéis e tintas, e implorei que fizessem singela poesia para acalmar minha fome. E meus livros não lidos saltitam sobre as estantes da minha mente, rio e choro descontente, lendo as histórias que poucos querem ouvir. E minhas contas atrasadas me avisam, e recibos não pagos gritam e se rasgam e enlouquecem sobre a mesa de cabeceira, me pedem que desista e não insista nesse sonho preso em um pedaço de papel. Eu que pouco tenho, mas tenho muito em um papel manchado de tinta. E por isso não desgrudo, não tiro pé, não saio desse mundo de fantasia e alegria, que vivo, e que sonho, e que faz de mim homem feliz, por saber que não tenho tudo, mas posso criar meu mundo em um pedaço de papel.

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E invejo todos os campeões em minha estante que foram lidos e relidos e admirados como ídolos, como deuses literários, criadores de mundos fantásticos que um dia habitei. Então mesmo que no frio e na fome eu sonhe e insista em criar um lugar onde qualquer pessoa possa a paz encontrar. Saberei então que valeu a pena sonhar.

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Lawson Wendel de Sousa Reis Tutóia-MA

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Ainda não sei onde ele está

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Sonhei em ter uma namorada, Sonhei em ter uma família, Sonhei em ter uma filha, Sonhei em ser rico, Sonhei em ser famoso, Sonhei em ter status, Sonhei em ter um carro, Sonhei em viajar, Viajei pela mente, Às vezes esqueci da realidade, Só sonhei e não lembrei de realizá-los, Logo ficou só na vontade, Ficando decepcionado, Tive que esquecer a vaidade, Sonhei com vontade, Descobrir que o importante é ser essência, Deixar as coisas fluírem, Determinação, garra e coragem, Só assim os sonhos podem ser realizados, Nada é fácil, Assim sigo procurando meu grande sonho, Ser feliz, ser feliz em plenitude, ser feliz constantemente, Esse sonho eu não sei se consigo conquistá-lo, Encontro ele e sempre foge de mim. Leandro Campos da Silva Salvador-BA

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Minha felicidade Mais perto do que imagino Na fazenda, no riacho, no quarto ao lado Na brisa do cavalgar No perfume das margaridas Onde quer que eu esteja Nunca saberei ao certo Nas noites de devaneios Nas páginas de um velho diário Na minha vida imperfeita Nas memórias de uma criança feliz

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Nas botas sujas de barro Nas pegadas de um menino Nas cobertas cheirando a capim Nas lembranças de dias felizes Lucas Pessôa Ferreira Marinho Fortaleza-CE

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Sonho possível? Meu sonho é uma antiga vitrola Daquelas dos tempos de glória Ao som do Mestre Cartola Com sua poesia que chora Confio na certeza da alvorada Com a renovação da esperança Boto fé no trabalho da moçada E na disposição da criança 80

As cotias se exaltam nos parques Borboletas dedilham uma aquarela O cessar de todos os ataques Um tempo sem morte e sem guerra Assim, os canhões disparam flores Novo olhar, espécie nova Cerram-se as cortinas de dores Os povos se unem em verso e prosa. Lucio Roberto Panza da Silva Rio de Janeiro-RJ

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O Paradeiro do Sonho O endereço de meu sonho?

Fica na esquina dos anseios com a rua das lembranças, bem no ponto onde ponho todos os meus devaneios no mesmo prato da balança a desequilibrar as chances a favor dos meus desejos, neste jogo de realizações jogado desde muito antes de qualquer tipo de começo apontar enigmáticas direções. Habita em mim o sonho, desde sempre até depois, pois de meu ser não é feito; antes, eu dele me componho naquilo que o destino me propôs: o insubstancial concreto eleito para o piso de meu caminho na estrada traçada antes de mim; trilha inequívoca do meu vir a ser a seguir em mistério e desalinho para bem depois do meu fim e dos sonhos que nela eu puder ter.

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Meu sonho habita o conhecimento, a salvação, a liberdade e o amor. Reside neste mundo e cria outros, mesmo sem o consentimento das criaturas e de seu criador sempre a sonhá-los antes de prontos. Mora meu sonho no convite à viagem, no regresso à infância de novo a brincar; no retorno da magia e da esperança, no reencontro da paciência e da coragem, no remanso das marés do rio e do mar, nos recantos que queremos por herança. Em uma oração, emoção ou lágrima; no acaso ou no resultado do cálculo; nas chances da mente aflita silenciar; ou no paraíso, envolto em pura sinestesia... Assinalo enfim seu endereço na página após com o destino retraçar o trato tácito para o meu sonho sempre morar com alegria no transitório lar onde também habita a poesia!

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Luiz Eduardo de Carvalho São Paulo-SP

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Sonho Brasileiro Estando eu crescido, logo penso: “É preciso ter uma graduação!” Porém, dentre as opções qual é o consenso? Achei, no Direito, contemplação. Hoje trabalho, mas desiludido: Bem, o direito alheio, defender, E ver o próprio tão desmerecido. Só me restou tentar sobreviver... 82

Viver em um país em plena crise Põe em desconforto a noss’esperança Enquanto o juiz pondera a balança Meu sonho, portanto, tal qual se visse: justiça à pátria, que ainda é criança, Formar família em paz e segurança! Marcelo Mucke Alves Campo Grande-MS

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Sândalo Sonho A ganância, seu alfanje Ceifa vidas como feno A avareza, seu machado Calcina presentes em passado. A tristeza, sua faca amolada Molda retalhos de felicidade. Um desejo tão simples O sonho de voltar a andar... Que não sejam jamais Da natureza do homem Violência e morte banais. Mesmo os selvagens ancestrais Até por sobrevivência Nunca para subserviência Protegiam aos seus iguais.

Ananias de Jesus em Santana Imaculado. Passageiros da Agonia Voando Delfins da forma mais pura Dar nome à doença, não à cura. De setenta e um, o destino salvou sete A prova viva, como os seis, Desceu a escadaria do céu Um novo anjo Gabriel A semente da catarse.

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Quis um poema que pudesse emitir pensamentos sândalos Ideias para impedir o ocaso do sol Acender estrelas e a pureza do Índio que matamos em nós. Márcio Dison da Silva Florianópolis-SC

Um desejo tão simples O sonho de andar Aos olhos sonhosos É mais suave o caminhar. Pontes para dois Guilhermes Sínteses em Caramelo e Cocada Tempero de Paixão com Canela

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Que eu logo crie minhas asas

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Em breve serei uma linda borboleta Então, que eu logo crie minhas asas Pois meu ovo eclodiu nesta casa Sim, nesta terra brasileira

Com a crise estão é passando fome E essa desigualdade social Faz todo mundo é roubar e tal Gerou um ciclo vicioso sem nome

Eu preciso apenas de boas folhas Pra garantir minha alimentação Pro ser humano aqui não tá bom não Precisam avaliar as escolhas

Pela fase da pupa vou passar Eu temo por muitos dos predadores Pois eles me fazem viver horrores Como o brasileiro inseguro está

Dizem que por aqui assola uma tal praga Velha praga chamada corrupção Tomara que isso não me afete não Por causa dela todo mundo paga

Anseio estar metamorfoseada Voar pra longe desses dissabores E saborear o néctar das flores Serei plenamente realizada

Não tem investimento na saúde O atendimento precário dá morte Nos direitos trabalhistas tem cortes Educa-se de um jeito que apenas ilude

Manifesto empatia a meus conterrâneos Que também vivam uma metamorfose Persistir desse modo não se pode Submetam-se a princípios soberanos.

Eu aqui na minha fase de lagarta Estou fazendo muitas mudanças Só quero é folhas em abundância Mas parece que daqui nada se farta

Mardenia Maria de Sousa Magalhães Caucaia-CE

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Sonhos acordados Sou andante de léguas de esperanças Vidente de muitos fatos Com sonhos nascidos Em sonhos acordados. Meu sonho está posto em terras inférteis Que mãos calejadas impõem a fartura, Ele pode ser visto Nas cidades dos invisíveis Que se desesperam sem amparo, Meu sonho de hoje, de outrora também Está posto no desejo de ser feliz Com o irmão feliz ao meu lado Ombro a ombro, com orgulho De acordar, trabalhar e viver Sem nunca ser desconsiderado! Meu sonho está posto Nas andanças dos mutilados A romper cercas, muros, balas E sobreviver com esperança De lançar os olhos para o menino, Abençoar e garantir Que seu sonho nunca será metralhado. Meu sonho alcança o ar, Os mares, as matas e os animais Vislumbra um planeta melhor Uma Casa comum

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Que protege, alimenta e respeita Sem preconceito com as diferenças Todos os povos formando Uma única nação. Ah, meu sonho... Não custa caro, Nem ouro nem prata, É barato e de grande valor Meu sonho chama-se amor! Eis meu sonho, De uma vida feliz Se todos estiverem em paz Saciados de justiça De amor e esperança Dos bons sentimentos Que a humanidade é capaz!

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Maria Amélia Neves Gonçalves Macaé-RJ

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Sonho meu

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Meus sonhos Ah, meus sonhos! São amores espontâneos Caminhos embaralhados Barulho de chuva no telhado Flores que cultivei Pessoas que sempre amei Filhos gerados em meu ventre Dias que me deixam contente Meus sonhos Ah, meus sonhos! Têm cheiro de mar e de terra Têm a liberdade dos pássaros Estão nos dias que se fazem noite E nas noites que se fazem madrugada Frias e estreladas

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Também têm cheiro de mato Enraizados em algum lugar do passado Nos meus medos Nas viagens fantasiosas Nas manhãs esperançosas Num olhar meigo Nos meus mais doces segredos Num abraço que ficou marcado Meus sonhos são histórias reais Estão em mim Mesmo quando estou em outro mundo. Maria Elza Fernandes Melo Reis Capanema-PA

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Feche a gaveta Feche a gaveta, está fugindo um sonho, não sei qual deles, nem de saber me importo. Mesmo que fosse um triste pesadelo, por que perdê-lo? Por que despedi-lo? Parece não, mas cada sonho serve pra tirar folga quando a vida abafa, asas da alma pra viajar de longe, nenhum limite,

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até que você me acorde. Enquanto o mundo rápido se mexe, as trevas falham onde a fantasia florece. Feche a gaveta, esqueça a realidade, não existe sombra, se é um sonho de verdade. Maria Monda Belo Horizonte-MG

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Onde estão os meus sonhos Nos rastros deixados por caminhos que percorri Ficaram meus sonhos um a um presos no passado Espera minha alma só mais uma vez voltar a sonhar Trazendo de volta todos os momentos felizes que vivi.

Ó sonho meu não se esvai como fumaça levada pelo vento Não vê que ainda respiro esperando que torne realidade Em lucidez sinto tantos desejos pulsando em meu peito Perdoe-me por deixá-lo derreter como orvalho ao relento.

Não importam os anos em que a vida siga seus passos O vento sempre levará para longe suas aspirações Por mais que tente descobrir o segredo da felicidade Não encontrará respostas, sendo traída pelo fracasso.

Onde andarão os meus sonhos, quem dera saber agora Escorreram pelos dedos ficando aprisionados no passado Sigo em frente, talvez no caminho tenha chance de encontrá-los Quem sabe possa criar novos sonhos e assim continuar sonhando.

Grito aos quatros cantos da terra esperando por notícias Pudera alguém responder onde escondera meus sonhos? Juro que até ontem me guiavam, fazendo parte de mim Será que desistiram de serem meus, virando-me as costas?

Mariza Angela Donizate Campos São Paulo-SP

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Minha essência humana obriga a não deixar de sonhar Ainda que o peso da idade não siga os passos do coração Pois que é o homem sem o prazer de novas conquistas Morrerá o espírito, como peixe fora d´água para de respirar.

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Sonho Bom

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Em um sonho visionário Eu vislumbrei com alegria O fim da desigualdade Do ódio e da hipocrisia Vi toda a humanidade Envolvida com ações de cidadania Vi o fim da intolerância Do preconceito e do racismo Vi triunfar a confiança A gentileza e o humanismo Avistei o fim do fanatismo Do roubo e da corrupção Vi imigrantes e refugiados Livres de perseguição Presenciei o fim da fome Da crise e do desemprego Do crack, essa droga infame

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Que provoca desassossego Vi o fim da inveja e do apego Do suicídio e da depressão Da frustração e do medo Da pobreza e da solidão Por fim, vi com grande satisfação A extinção da violência E o aumento de consciência Da nossa população Maurício Fonseca dos Santos Recife-PE

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Onde os sonhos ha bitam Vezes por horas e horas a fio Insisto, para não cair no vazio O alarme soa, mas o grito não Reergo-me, pois nada é em vão

E no meio do caminho, existe o sonhar Que pratico no trajeto trabalho-faculdade Que é o motor para despistar as dificuldades E que me sussurra para não cansar de tentar

O relógio para, a mente dispara Mas ainda é cedo, e é só o começo O cliente xinga, e é só mais um dia O chefe cobra, e o dinheiro não sobra

E percebo que apesar de sonhar ser singular Existe uma pluralidade de sonhos em mim Habitando o meu universo particular E regando e colorindo o meu jardim...

Mas a vida não é só desengano A gente planeja e ela muda os planos Ficamos perdidos, em meio a um oceano Talvez seja melhor, melhor que pensamos

Midiam Talita Laureano Jundiaí-SP

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Onde está o seu Sonho? Sonho, e de sonhar todo o impossível Daquilo que eu nunca alcancei, Muitos passam, olham-me aflitos, Apiedados pelo que não sei. Pobres deles! Passo mais risonho Sob o céu que aqui imaginei. Gritam eles: onde está seu sonho? E eu lhes aponto a estrela que fitei. 92

Narcélio Lima de Assis Caucaia-CE

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Um sonho andrógino que toma sorvete de menta aos domingos O meu sonho está onde o meu grito não alcança O meu sonho está onde a visão louca e precipitada de cartomantes e videntes não pode chegar. O meu sonho tem vida longa e vive no quintal de casa tem o cheiro de flor de caju e aconchego de colo de mãe quando o corpo de repente apanha. O meu sonho não cabe na forma de bolo no forno, não cabe na portinhola do meu peito, e nem no meu jeito selvagem de ser gente. O meu sonho me olha de fora, andrógino e verticalmente imortal e eu me vejo ao seu lado.

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E também vejo pela janela do quarto, pessoas e pessoas atravessarem as ruas, e em cada rosto, corpo, ombro largo para o mundo, vejo grandes famílias de sonhos que se reúnem todos os domingos sem falta no parque e na praça. Pessoas-sonhos e suas mini-revoluções promissoras tomando sorvete de menta.

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Natasha Fernanda Ferreira Rocha Conselheiro Mairinck-PR

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Em mim...

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Os sonhos habitam miraculosamente em mim Numa imensidão sem fim... Sonho que sou a inspiração De um mundo melhor Onde sonhar não seja uma ilusão Onde seja explorada a imaginação Para tornar o mundo mais irmão Onde as pessoas vistam-se de utopia Não como uma mera fantasia Mas como um encantamento Imprescindível neste momento De devaneio de pensamento Nefelibata, aluada, idealista? Talvez... Mas prefiro a quimera do Era uma vez... Desejar muito é imaturo? Só para aqueles que se acomodaram Em seu porto seguro. Neli Scheila Gomes Ramos São José de Ribamar-MA

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O Meu Sonho! O meu sonho está aqui, Na palma da minha mão, Hei de realizá-lo Com fé em Deus e oração! Já fui muito descrente, Já duvidei da vida, dos sonhos, do amanhã... Mas se um novo dia nasce insistentemente É pra trazer oportunidades perdidas pra vida da gente; Meu sonho está aqui, Na palma da minha mão, Se eu sonhei é porque Posso realizá-lo, Independente dos contras, Independente dos Nãos!

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Péricles Ricardo P. Junior São Paulo-SP

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Asas de espelho

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Meu avô era barbeiro E na sua barbearia havia um espelho Com poderes paralelos Que aumentava e diminuía Na medida em que eu crescia Nele cabia todas as montanhas azuis Do mundo que eu sonhava Longe das penúrias frequentes Dos pecados escondidos De todos os castigos penitentes Nesse espelho eu me via Lambuzada de manga madura Cara suja de alegria Mãos cheias de estrelas Apanhadas no pomar No alto das laranjeiras Enquanto a lua dormia Cheia de versos e cantos Nova em rebeldia Nas facetas espelhadas Para não sofrer escondia Os sonhos mais eloquentes Que só eu, menina, sabia Sabia mais que sonhava

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Sonhava mais que sabia E nas rodilhas do tempo Naquele espelho eu vivia Malabaristas das horas Ensinou-me a ser gente grande Com asas espelhadas e coração gigante. Assim, sendo passarinho Fiz de espelho o meu ninho Na sala, no quarto, no jardim E neles hoje me vejo Cara suja de alegria Num mar de sorrisos novos Com ondas de energia Onde estão os meus sonhos? É fácil! Respondo já... Escondem-se no espelho da sala Fixos no meu olhar Estão nos risos dos netos Soltos ao contemplarem Minhas asas acolhedoras Que os permitem sonhar. Perpétua Conceição da Cunha Amorim Franca-SP

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Onde estão meus sonhos? Meu sonho está No ar, a voar. No mar, a navegar. Meu sonho está em todo lugar. Eu sonho com tudo E o que puder imaginar, Por incrível que pareça, Não está só na cabeça. Ele sai de todos os lugares, China, Canadá, Rússia, Coreia, Tudo vem na ideia, O fato de imaginar, É o que faz sonhar! Meu sonho está No ar, a voar. No mar, a navegar. Meu sonho está em todo lugar!

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Rafaela Bonizioli São Gabriel da Palha-ES

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Sonho sertanejo

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Tenho vários sonhos Mas o que sonho mais na vida É viver nestas terras Onde posso ter guarida Sonho viver na caatinga Viver nesta cultura Onde corro atrás dos bodes Ou viver de agricultura Sonho ver a asa branca Voar por cima das serras Sonho ver a chuva cair E molhar as nossas terras Sonho ver o umbuzeiro Florir e dar produção Sonho ver a feira livre Quero ver o verdurão Sonho ver o comércio cheio De frutas e de feijão

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Sonho viver do comércio E ver o negócio prosperando Quero ver minha farmácia Cheia de clientes comprando Vivo uma vida honesta No interior do sertão Vivo da profissão de agricultor E amo o meu torrão Moro num pequeno lugar Correndo atrás de meu alazão Rafaela Nogueira de Barros Belém do São Francisco-PE

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Meu Surreal I Mas eu só tenho o próximo instante Ou o próximo gole de café Por isso é que me arrisco a ir a pé À esquina que está ali adiante

II É preciso sonho, para que não se perca A doce harmonia entre o amor e a dor Para que se transforme poesia em flor Pra que a dor em nosso peito adormeça

Mas o meu sonho sempre esteve aqui Entrelaçado entre alegria e dor Sufocando, assim, o mais íntimo amor Da plateia que dorme, a me assistir

Os nossos sonhos vão sempre se renovando A esperança é o combustível deles Os que desistem? – Eu sofro também por eles Vou pela estrada, passo a passo, caminhando

Sonho em cores: as mais deslumbrantes Imagino cenas: as exuberantes Voo bem mais alto: pertinho do céu

Chego mais perto, vejo escombros, flores mortas Vejo outros olhos pelas frestas das tais portas Olhares tristes, mas a me observar

Sinto uma mágica em minha janela Eu sou o herói da princesa mais bela Tudo existe em meu sonho, escrito no papel

E nessa troca de olhares espantados Vem-me a esperança de deixar mais um legado “Qualquer um pode o seu sonho realizar!”

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Raimundo Costa Lira Filho Presidente Médici-MA

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Pró-Cura

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Sou feita de expectativas E algumas vezes ilusões É que só de ouvir a palavra sonho Já transbordo desejo de mudança Alguns morreram no meio do caminho Descalcei alguns sonhos para vestir esperança E nisso me contraponho Pressuponho Disponho De lágrimas E lástimas O sonho Que berra e estremece Querendo ser ouvido E sentido Do lado oco Do eco

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Eu grito: Onde está o meu sonho? Ouço o som aflito Eu juro que já fui na padaria Perguntei a dona Maria E ela suspirava e dizia Há muito tempo não vejo um sonho em plena luz do dia Sigo procurando para realizar Nessa poesia Que brota Desejo inquietante Delirante Que transforma em alegria Em conseguir sonhar Raphaella Ribeiro Damaceno Divinópolis-MG

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Meu Sonho, Minha Inspiração Para iniciar a poesia Gostaria de me apresentar Sou Regina Januario E sobre meu sonho vou falar

Distante não quer dizer impossível A vida pode nos surpreender Pois a esperança sempre se renova A cada lindo amanhecer

Sou de família pobre Contra isso busquei estudar Encontrei nas páginas dos livros Uma forma de meu sonho realizar

Esse é meu sonho material Porém agradeço todo dia Mesmo com os obstáculos diários Faço da vida uma acrobacia

Orgulho-me de minha origem Mas sou uma inquietação Busco através de um sonho Melhorar de condição

Moramos numa casa pequena Muitas coisas estão a faltar Minha mãe me inspira A melhoria buscar

De forma mais específica De meu sonho vou falar Sonho com uma casa nova Para minha família morar

Não com palavras Pois disso ela não fala Mas com o bom exemplo Que tenho dentro de casa

Por conta da falta de condições Meu sonho está distante Quero propor a minha família Uma vida confortante

Despeço-me do leitor Com alegria no coração E parabenizo os organizadores Por essa grande interação.

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Regina Januario Gomes Araripe-CE

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Dons de fada

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Uma fadinha Com sua varinha de condão Voa na chuva Em noite escura e solidão E rodopia Bem lentamente, cai no chão Enfraquecida Eu a recolho em minha mão E já cansada Diz-me: que bom que estou contigo, Teus olhos bons Vão proteger-me dos perigos Estou perdida Não acho a porta encantada Envelhecida, Fraquejam até os dons de fada E de repente Mexe a varinha de condão E anuncia: Os teus sonhos, onde estão? Querido amigo Vou conceder-te três pedidos Agradecida Pelo prazer de estar contigo Serenamente Eu comecei a imaginar

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Dos dons que existem Qual o melhor de carregar Será talvez Como um Balzac, escrever Ou se é melhor Jogando bola, só vencer Seria bom Cantar com voz de passarinho E sem jamais Incomodar qualquer vizinho Ou bem melhor Das mágoas sempre esquecer Ser quem se é E todo dia agradecer Sinceramente Eu já havia percebido Que o dom maior Deus já me havia concedido Uma criança Eterna em minha poesia; Cabeça branca Que é um jardim de fantasias. Renato Melo Ribeiro São Paulo-SP

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Minhas mãos ficam repletas de sonhos … no contorno intermitente da memória, pelo início das primaveras em flor, habitam esperanças e mares quando o rumorejar das ondas abranda. Como pássaros migratórios pousando em galhos dispersos, minhas mãos ficam repletas de sonhos [nossos] quando teus dedos se entrelaçam nos meus, completando a miríade de pedaços, antes, incompletos. … Esperanças, dirás, no momento exato, enquanto rododáctilas completam seu ciclo de curvatura plena, única virtuosa, mas, mais além deste horizonte, que se mistura com o azul-celeste onde todas as cousas do mundo reunidas

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renovam universos, habita o quebranto da magnólia sobrevivo à cegueira coletiva. … As novas imagens, nada transportam de novo, apenas dançam ao derredor. Afinal, o sonho comanda a vida, exalta-a.

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Ricardo Jorge Pocinho e Silva Maranguape-CE

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Receita de Sonhos Caseiros

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Pego um pedaço de papel E reservo um lápis com borracha Junto minha imaginação a granel Sem pagamento de taxa.

Por isso prefiro sonhos caseiros: Enquanto almejo sonhos libertos, Escrevo meus caminhos brasileiros Com grandes sonhos (d)espertos.

Acrescento esperança e criatividade Num caldeirão de ideias febris Misturo com muita força de vontade Até formar poções gentis.

(E me sirvo à vontade). Robson Martins da Silveira Rio Pardo-RS

Enquanto uns sonhos crescem, Outros foram pra devolução. Quantos sonhos acontecem Fora das panelas de pressão? E se apago um sonho no sono Onde está o sonho que me cabe? Vagueia quem sabe sem dono Mas volta depois com outra face.

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Que Simples!

Casinha no mato perto de um riacho Com frutas no cacho e vaquinha no pasto Crianças brincando no grande gramado. Essas coisas pequenas que a vida nos dá É lá com certeza que o meu sonho está. Um ótimo dia com minha família, café, almoço e jantar. À noite no alpendre histórias contar, do avô escutar o passado. Lembrar. Essas coisas pequenas que a vida nos dá É lá com certeza que o meu sonho está. Encontrar os amigos para confraternizar Domingo na missa com a mãe rezar Agradecer pela saúde que o Bom Deus nos dá Pela coragem e alegria de todo dia ir trabalhar Sabendo que em casa quando chegar A esposa e filhos vão abraçar. Essas coisas pequenas que a vida nos dá É lá com certeza que o meu sonho está. No fim da jornada só quero a certeza Que andei no bom caminho, na simplicidade, Que amei como sabia tudo que de simples há Pois, são essas coisas pequenas que a vida nos dá. É lá com toda certeza que o meu sonho está.

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Saulo Ribeiro Caselli Crato-CE

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Meu sonho

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Este sonho circundado de muros, entre outros muros e outros sonhos distanciados da realidade, não é o meu sonho. Meu sonho não é este sonho feito de desesperanças incapazes de mudar a paisagem feia lá de fora. Este sonho escondido em si mesmo não é o meu.

Meu sonho está na garupa do vento e onde penso em ir: neste exato momento meu sonho está aqui. Sérgio Corrêa Miranda Filho Nova Friburgo-RJ

Meu sonho está na claridade do dia que vem dar cor aos móveis da casa adormecidos na sombra. Meu sonho está em qualquer peito onde encontro abrigo e no aconchego quente de qualquer abraço. Meu sonho está em toda parte e dentro de mim.

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Íntimos Sonhos

Deita no meu colo morno, Finge brincar, Sai por entre mangueiras A correr mirando o infinito Chega ao entardecer, pede cama Está aqui, acolá, longe, perto, some entre os dedos Povoa mil cabeças Navega rios, desbrava oceanos Mil vezes - te desejo, mil vezes - te espero Temo em realizar-te E não me canso em transformá-lo Tem forma, cor e cheiro (a cor que eu quero é óbvio) Eu preciso deles (quem não precisa? Só os tolos não precisam deles) Um por um Vou contando em meus pensamentos São cheios de formas e luzes Eu anseio, um dia Realizá-los Na espreita das horas infindáveis São meus sonhos que vislumbram Uma vida cheia de planos e atos São meus sonhos, em alguns instantes eles dormem

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Noutros despertam (alegres! Vivos!) Dentro de mim, e do outro Dentro do peito e fora dele Onde estão? Para onde vão? Como são? Pergunto, eu pobre sonhador, onde estão meus sonhos? Tão por aí, cismando em contar as horas que se foram e virão. Silas Cezar Santana dos Santos Aparecida de Goiânia-GO 107

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A flutuar

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Caminhando pela areia, na beira da praia refleti: Onde está o meu sonho? Sem resposta, esperei a noite chegar E com o brilho da lua voltei a pensar: Na correria dessa cidade, vejo um pescador em alto-mar Não sabe ele que bem lá no fundo, os peixes imaginam como seria o lado de cá Foi então que veio uma leve brisa e assim acordei, Pois estava a sonhar. Sílvia Gabriela Brito Barbosa Salvador-BA

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Sonho de Ulisses

No raso, peixes regressam à tona, enquanto me demoro com o destino imposto. Aceito o chamado. De partida, vou à própria sorte, sem norte, lançar-me no mar. Logo invento um barco, que sai no ritmo das marés.

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Quero a paisagem sem relâmpago, gestos e passos sem âncora. Transbordo-me no esquecimento e caminho rumo ao desconhecido. Ondas vão e vêm. Cruzo caminhos agitados, entre idas e vindas. Perambulo sem bússola; sigo os cortejos dos ventos fustigantes. Peregrino nas tempestades, ancoro aqui e ali. Há em cada sereia um tanto de porto, um tanto de naufrágio… mas aprendo a fugir do (en)canto delas, nas praias bravas que se desdobram e engolem navios. Circe liberta meu deserto e o põe ao relento do oásis. Cilada. Calipso me oferece exílio em ilha intacta.

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Ali me quedo, cativo, e relaxo, como um sábado de outono. Também armadilha. É quase passado quando retorno à tona. Não quero ir ao sabor do vento, adquiro um astrolábio e enfrento os desafios do mundo, nos poentes, de norte a sul. Já é tempo de partir. Zeus protege minha fuga. Quero durar até o dia de morrer. Por ora, é preciso estar atento ao tempo, que tudo devora, como a solidão que me corrói. Náufrago, revejo jornadas que me perderam e tudo o que ganhei em queda livre no abismo: riscos e rugas. Na escuridão, a luz frágil flui: sol dourado que sobrevém ao sono. Quando eu acordar, após o interminável caminho, estarei em casa com minha amada Penélope. Solange Firmino de Souza Rio de Janeiro-RJ

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Onde está?

Na esquina da sua lembrança Encoberto pela rotina, Tal qual um passo de dança Que não findou a bailarina. No passado obscuro, inacabado, Ou no futuro distante e desconhecido Talvez sufocado Pelo ego envaidecido. Perdida no espaço-tempo Aquela certeza de conquista Que partiu como poeira no vento E perdeu-se de vista. Ele está lá, não se engane Apenas camuflado, Aguardando a ousadia de outrora, que julgam tão infame, Anseia ser realizado. Onde está? No eterno vir a ser, Na dúvida constante É possível de ser visto Mesmo em partes ofuscado e distante. Está no verso não escrito, Na declaração abortada, No desejo de um grito Da canção inacabada. No desejo de adequação A uma sociedade esnobe,

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E a cada prestação Tua alma fica mais pobre. O sonho, onde está? Onde será encontrado? Está lá, onde o deixou, permanece enorme Esperando ser acordado, Ou é você que ainda dorme? Thaiane Moreira Pinto Belo Horizonte-MG 111

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Sonho imorredouro

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Busco-te como outrora E quiçá na presente hora Logro te encontrar Em terreno tão fecundo Desprovido do obscuro Oh, meu sonho! Onde está?

No sepulcro da semente Em que jaz vida latente Pronta a germinar Promovendo ao mundo inteiro Sadio e provido celeiro Para o ser alimentar.

Procuro-te, incansável Nas fronteiras do insondável Nos limites de todo o ser E entre a ânsia e a agonia Aposso-me da melancolia De jamais te conhecer.

Nas partículas que se fundem Nas estrelas que sucumbem Difundindo elementos Que são os novos grãos Sucedido o turbilhão Geram outros nascimentos.

Mas no pulsar de minhas fibras Suave, qual terna lira Liberto me entreguei A tecer os pensamentos Ao sabor dos sentimentos E assim te encontrei.

Meu sonho está na imortalidade Que transcende a realidade Do que os olhos podem ver Pois além deste firmamento Não há espaço e nem tempo Só um ditoso amanhecer.

Na lagarta encasulada Que após longa madrugada Ressurge em pleno vigor Em alegre borboleta Transparecendo sutileza Repleta em fulgor.

Tiago Martins Koeler Brasília-DF

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Viajante Ele está bem aqui Meu viajante infindo Viaja dentro de mim Onde é sempre bem-vindo. Encontra-se em seu lar Na gruta da alma, presente. Onde o verbo “sonhar” É livre e permanente. Ele está em sonhar mais Permeia em cada instante, Cada instante é o que faz Do meu sonho um viajante. Na vida de um condutor Na profícua forma de voar Quanto mais alto ele for Mais longe eu vou chegar.

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Valéria Cristina Resende Amaral Belo Horizonte-MG

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Sonhos

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Meus sonhos estão aqui, estão ali, estão em toda parte No meu passado frugal de criança inocente No presente inconstante de lutas, perdas e vitórias de mulher valente temerosa. No meu futuro incerto esperançoso Estão na lembrança de felicidade tristeza e superação Na esperança ingênua da certeza convicta Na fé perene em Deus, em mim, no amanhã. Na família eterna... Meus sonhos estão num mundo diferente, utópico. Numa humanidade humana e sincera que ama seus semelhantes Que divide e compartilha... Estão na capacidade de se refazer e ressurgir das cinzas e recomeçar Continuamente a todo instante sempre e sempre... Vania Cristina Silveira Gomes São Luís-MA

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Sangue Meu sonho, Está em meu DNA Em meu coração. O mais puro sentimento personificado. Amor, fé, esperança. Está em meu Corpo, alma e... No meu Sangue. Vinicius Emidio São Paulo-SP

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Sonho de um Poema

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Um dia me perguntaram assim mesmo de supetão com pouco tempo de preparo disseram-me essa maldição

um dia muito triste eu andava chorando cachoeiras sem meu sonho e um pássaro que ali passava cortou o ar e pousou no meu ombro

onde está o seu sonho? e eu fui como louca procurar onde está o seu sonho? ficava em minha cabeça a rodar

esse pássaro de cores tão bonitas de se olhar cantou nos meus ouvidos um segredo um segredo tão secreto que não posso contar pois nem mesmo sei se entendi direito

procurei por detrás dos montes por baixo de todas as pedras olhava através dos cantos e colava os ouvidos na terra

eu achava que sonhos tinham que caber seja na bolsa, na carteira ou na palma da mão mas num sonho tudo cabe, não há o que sofrer palavra amiga, poesia pura, imaginação

mergulhei no mais profundo oceano aquele que a alma desvela levantei os lençóis das ondas mas o sonho não se cobria delas

sim, o meu sonhar é tão grande! ah, o meu sonho é tão comprido! muito mais do que verbo de largueza de infinito

procurei e procurei e procurei e as nuvens contavam suas histórias mas nessa vida eu nunca encontrei esse sonho que já parecia memória

é eternizar num poema escrito como o pássaro em sua canção como este poema tão sucinto o que de único tem o ser humano: a criação. Viviane de Melo Bezerra São Paulo-SP

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Escondido em mim Dos mais intrigantes devaneios Eis que sou um receptáculo Que se enche de prazerosos anseios Transformando minha vida em espetáculo.

Então, sonho maravilhoso, Não permaneces distante escondido, Estás dentro da alma do aventuroso Esperando para seres colhido!

Camuflam-se os oníricos desejos Para que a saga seja a nossa existência De procurar nos quatro mundos os ensejos Que a nossa alma busca por excelência.

E a busca árdua para a realização do que almejo Traz à jornada um fim, Mostrando-me que todo o sonho que desejo Sempre morou dentro de mim.

E perde-se o tempo fluente Em busca da felicidade almejada, A qual poderia estar em longínquo continente Se não fizesse de nosso corpo sua morada.

Wandel Rayan Sousa Costa Abaetetuba-PA

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Caixa de oxigênio

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Abro caixa: Que contraste! A vida toma cor Do trigo e do lábio sinto o profundo sabor Fecho a caixa: Que desastre! A luta perde o valor A névoa que respiro é triste e incolor.

A pior derrota da vida não é não realizar seus sonhos Mas não lutar por eles É uma covardia negar oxigênio... Negar vida a si mesmo.

Onde está seu sonho? Numa caixinha velha chamada tempo Fiz um origami do meu sonho e o deixei em seu asilo Bordando amargura e insucessos do momento Aprendi que somos fruto, e dos sonhos somos filhos.

Abro caixa: Que contraste! A vida toma cor Do trigo e dos lábios sinto o profundo sabor Fecho a caixa: Que desastre! A luta perde o valor A névoa que respiro é triste e incolor.

E que o tempo é um senhor bipolar Que senta bem na sua frente e sorri Injetando ansiedade nas suas “felicidades” Brindando as direções de sonhar, viver e existir.

Yago Tadeu Borges de Souza Eldorado-SP

Você fica confuso sobre o cimento molhado Com medo dele secar e você nunca mais sair E na chuva de sonhos não realizados Umedece a tampa de sua caixa, e te faz refletir. Onde moram seus sonhos... Senão no próprio oxigênio que você respira E que você insiste em guardar em uma caixa velha Sendo sufocados pelos anos que consomem sua vida.

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Onde está o seu sonho? - Onde está o seu sonho? - perguntaria. Nas águas de um rio caudaloso Ou na voz do vento que principia Com seu sibilar tão harmonioso?.

- Onde está o seu sonho? Na serrania Onde reina a paz com a passarada A contemplar em doce harmonia O romper de mais uma alvorada?

- Onde está o seu sonho? Nas coisas puras Que evoluem a humanidade Ou no chão que traz as semeaduras Enriquecendo com docilidade?

- Onde está o seu sonho? Que os céus Inundem com suas nuvens de ouro Que seja ele guiado por Deus Como puro e sacrossanto tesouro.

- Onde está o seu sonho? Na verdade No Templo, onde impera a doçura, A fé, a esperança, a caridade O ato de acatar com brandura?

Onde está o seu sonho? Qual orvalho Gotas sublimes que caem da flor Ou da folha que desprega do galho E ao sopro do vento vai sem calor.

- Onde está o seu sonho? No viver Ou no transe transcendental da morte Quando não haverá mais o sofrer E então sorrirás da tua sorte?

Zelito Nunes Magalhães Fortaleza-CE

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- Onde está o seu sonho? Onde está? No abraço terno do teu irmão Que nunca, jamais o esquecerá No recôndito de teu coração?

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Em uma viagem rumo ao desconhecido? Nos braços de um conhecido abraço? Ou desenhado em um céu azul, cheio de possibilidades? O sonho da Pague Menos está no brasileiro. É levar mais amor para o coração de cada um. Estar cada vez mais perto, olhando no olho, sentindo o sorriso. Muitos desses sonhos nós já realizamos. Crescemos para abraçar o país, enchemos o Brasil de carinho e cuidado. Cruzamos rio, serra, floresta e sertão para estar ao seu lado. Porque, para nós, nenhum poder é maior do que o sonho. Ele nos motiva, nos leva a sermos mais. Realizar e acreditar. Farmácias Pague Menos. Amor pra cuidar de você.

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6º Concurso Literário Farmácias Pague Menos  

Onde está seu sonho?

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Onde está seu sonho?

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