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A Pague Menos, ciente de seu papel primordial na organização e promoção deste Concurso Literário, isenta-se da responsabilidade referente a casos de plágio ou afronta ao direito autoral. As poesias desta coletânea estão expostas com seus textos integrais. Cada uma delas é apresentada aqui da mesma forma como foi enviada para a Comissão de Seleção do Concurso Literário. Este evento cultural tem como interesse maior o incentivo à leitura e à escrita. Ele representa o desejo da Pague Menos de envolver todos os cidadãos brasileiros na proposta de bem-estar individual, social e cultural, contemplada pelo tema “Amor. Viva esse espetáculo”. Com isso, a Pague Menos agradece a todos pela participação neste Concurso e deseja sucesso aos autores presentes nesta coletânea.

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Amor. Viva esse espetáculo. Fazer parte do dia a dia dos brasileiros e levar qualidade de vida aos quatro cantos do Brasil. Há 33 anos, isso era apenas o sonho de um homem de grandes ideias. Hoje, depois de um longo caminho trilhado com muito carinho, dedicação, garra e, principalmente, amor, o que era sonho transformou-se na única rede de farmácias presente em todo o território nacional. Uma marca que, além de cuidar da saúde dos brasileiros, está sempre ao lado deles, apoiando seu talento. Um talento que você poderá conferir nas páginas a seguir. O 3o Concurso Literário Pague Menos apresenta, para todo o Brasil, os 100 novos escritores que, com muito brilhantismo, definiram o amor como o maior de todos os espetáculos. Boa leitura e prepare-se para sentir seu coração bater mais forte.

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A palavra consolida o ser que ama. O amor nos faz humanos, e a palavra é o que nos une. Eu até proponho uma paráfrase à célebre máxima de Descartes. Eu diria “Amo, logo existo”. Fomos feitos para amar. A nós mesmos, ao próximo, à vida, à natureza. Mas, no princípio, faltava algo. Faltava uma espécie de ponte que fizesse com que todo o amor que transbordava em cada ser humano pudesse ser transportado para os outros ao seu redor. Isso é a palavra. Não há desafeto que resista a um pedido de perdão. Não há solidão que permaneça quando se ouve um “Eu te amo”. É o “verbo que se faz carne” todos os dias. Comunicar, primordialmente, é amar. E o amor contagia. É como uma chuva inadiável que desce da montanha levando para longe toda a sujeira. Por isso, na comunicação da Pague Menos, o amor sempre está presente. Para cuidar bem das pessoas, é preciso, primeiro, amá-las. Esta coletânea é, antes de tudo, um convite ao amor. Deleite-se na palavra e perceba que, em cada poema-oração, o amor fala de uma forma diferente, mas com o objetivo de sempre: nos mostrar que ele é o maior de todos os espetáculos. Viva.

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O amor sempre inspirou histórias magníficas. Textos que emocionam, aquecem o coração e transformam a vida de quem os lê. Foi isso que nos fez escolher esse sentimento como tema principal do 3o Concurso Literário Pague Menos. E, observando toda a repercussão desta edição, chegamos a conclusão que nossa escolha tocou o coração dos artistas do nosso Brasil. Foram milhares de poesias, de todos os estados do nosso país. Palavras que me emocionaram e versos que mostraram a grandiosidade do espetáculo que é o amor. Nas páginas a seguir, eu te convido a se emocionar com o talento dos 100 escritores selecionados para compor a coletânea do 3o Concurso Literário Pague Menos. Parabéns aos verdadeiros poetas que, com belas palavras, definiram o Amor como o maior de todos os espetáculos. E a você, amigo leitor, eu deixo o meu agradecimento por nos incentivar a continuarmos descobrindo os talentos do nosso país. Boa leitura e um abraço a todos.

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Comissão de Seleção

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Seleção Técnica

Fátima Souza É Mestra em Literatura Brasileira pela UFC. Foi docente de diversas escolas e faculdades em Fortaleza durante 10 anos e atuou como educadora em ambientes não formais de ensino. Organiza eventos literários e leituras públicas de poesia. Foi Supervisora de Literatura da Secretaria de Cultura de Fortaleza - SECULTFOR, onde desenvolveu trabalhos voltados às políticas públicas para o Livro, a Leitura e a Literatura. Atualmente, é Diretora de Núcleos do Instituto CUCA com trabalho em gestão e políticas públicas para a Juventude. Uma das suas paixões é investigar o diálogo das Literaturas de Língua Portuguesa com outras áreas artísticas.

Membro do Conselho Municipal de Políticas Públicas do Patrimônio da Cidade de Fortaleza e Vice-Presidente da Comissão de Direitos Culturais da OAB-CE. Sarah Diva da Silva Ipiranga Professora Adjunta de Literatura Comparada da UECE; Coordenadora de Área – Literatura – do Curso de Letras da UECE; Doutora em Educação Brasileira pela UFC; Autora do livro “O sol na palavra; a literatura cearense sob o signo solar”; Pesquisadora (CNPq): Literatura e Infância.

Marcia Sucupira Advogada e professora do ensino superior em Direito; Mestra em políticas públicas; Especialista em processo lato sensu; Coordenadora do Curso de Direito Fanor DeVry (2007 – 2012); Procuradora Jurídica da Fundação de Cultura de Fortaleza (2005 – 2007); Integrante do Grupo Teatral Comédia Cearense (1989 – 1994); Autora dos livros: DOC R (2006), I Sistema de Cultura do Município de Fortaleza (2009) e TESSITURAS, em contos, poesias e crônicas (2010). Atualmente, é pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas em Direitos Culturais da Universidade de Fortaleza – Unifor.

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Palavra da Comissão Técnica de Seleção

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A Comissão Técnica de Seleção do 3o Concurso Literário Pague Menos – Poesia – foi composta por três mulheres com reconhecida atuação no campo da arte e da cultura da cidade de Fortaleza, o que permitiu um olhar mais ampliado e terno sobre as poesias apresentadas. Mais de 2.000 mil poesias, oriundas de todos os estados do País, foram lidas e apreciadas com acuidade e dedicação pela respectiva comissão, que, neste concurso, elegeu a temática “Amor. Viva esse espetáculo”. Os poemas foram avaliados a partir de critérios textuais, a saber: relação com o tema, criatividade, organização coerente com o gênero poesia e capacidade de uso inteligente e coeso do código de linguagem. Tendo o Amor como o tema central, a seleção privilegiou obras com diferentes abordagens e que contemplassem as mais diversas manifestações desse amor: o amor familiar, o amor à natureza, o amor companheiro, o amor a Deus e muitos outros. Ao final do trabalho, um belíssimo painel da poética nacional se descortinou, sendo muito importante salientar também o caráter de formação de novos poetas e espaços de literatura abertos pelo respectivo concurso, que prestigia autores anônimos e incentiva o povo brasileiro a se apossar de sua língua e, através dela, exprimir seus mais nobres sentimentos.

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Sumário

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Comissão de Seleção Palavra da Comissão Técnica de Seleção

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Poesias do 1º ao 10º lugar Antonia Hosana de Souza - Amor Arretado Nédia Sales de Jesus - Sob a lona Edweine Loureiro da Silva - Culpado e Cupido Adelitta Monteiro Nunes - Irremediável Alessandra Rozetti - Romance de cordel Jailton Silva Matos - Para se Colher Amor Marco Aurélio Alves Faleiro Filho - Receita para um amor platônico Daniele Volpato da Silva - Abram as cortinas... Claudius Vinicius Souza Oliveira - Que espetáculo é o amor Wellyna Gonçalves Jucá - Amor! Um espetáculo!

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Menção Honrosa Alberio Santana de Aragão - Oficina de arte Alessandra Dossena - Palco do Amor Alessandro B. de Moura - Amor, Viva esse espetáculo Alex Sandro Neris Simões - Azulejar Alexandre Carvalho Pitta - A Partitura de Orfeu (ou Tocarei todas as canções) Alice Afonso Gomes Martins - Amor. Viva esse espetáculo Amanda Gabriela Gomes de Lima - As cores, os beijos e os cheiros Amélia Veloso de Morais - Do fim ao início Ana Lúcia Arantes Diniz - Viver o Amor André Luiz Soares - Amor - esse espetáculo vivo Andressa Camila Rodrigues de Lima - O destemor do amar Angelo Pessoa Martins - Labirinto de ravinas

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Antonio Carlos Arruda - Espetáculo do amor Aparecida Gianello dos Santos - Ah, o amor!... Caio Eduardo Kim - Amor. Viva esse espetáculo Camila Araújo Lins Pereira - Quando você voltar Celia Fernandes de Oliveira - O amor Charlene França - Ao amor Danilo Lovisi Ferreira da Silva - Não é você (que faz falta) Denir Morais Ferraz - Declaração de amor eterno Dillys de Oliveira Costa - Amor, viva esse espetáculo pela biblioteca Douglas Mateus Mello - Unicidados n’um Bem-Comum Edgar Jesus Figueira Borges - Declaração Elias da Costa Farias - O espetáculo do paraíso Élica Daiana Ferreira Carvalho - Mil e uma vidas Elton Silva de Lima - Proscênio Evandro da Silva Lobo - Um olhar Fabrício de Oliveira Santana - E o todo era apenas uma parte de nós Flávia Fernanda Carvalho Motta - Teatro da vida Francisca Laylla Pereira de Sousa Lima - Amor e suas estações Francisco Paulo Viana de Vasconcellos - Verdadeiro amor Gilberto de Jesus Campos Filho - Amor, verbo da vida Gilberto Pinto da Motta - Teamorosa Gilza Maria da Silva - Viva esse espetáculo Hilda Maria Vieira Lacerda - Caminhos do Amor Iaci Gomes Ponte - Quis fazer de ti poema Igor de Kássius Toledo Almeida Braga - Um amor que porfia é pura magia Ítalo Vieira Cirili - Se Você Soubesse Ivanilton Mecenas dos Santos - O amor é Jair Marins - A cor do coração

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Sumário

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Jhunya Francine de Melo Rocha - O que é amor João Paulo Melo Fernandes - Espera Jonas Pessoa do Nascimento - Cantiga Josenildo Maria de Lima - Viva com amor Josyallen Tavares - Velho corpo, recente lembrança Laís Freitas Cruz - O Baile de Eros Larissa Lopes Lima - A descoberta do amor Leonardo Ignácio Silva Thurow - Convir Lídia Varela Sendim - Amor, vivendo sem ensaios Luciano José Aquino de Azevedo - Leveza Luiz Alberto Rodrigues Pucú - Amor. Viva esse espetáculo Luiz Gilberto de Barros - Quando o amor transforma em poesia Marcia David de Oliveira - Amor cura Márcia Helena Silva - Foi por amor... Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira - Amor, O Espetáculo da Vida! Maria Cristina Bastos Lanziani - Amor eterno amor Maria das Dores Almeida de Souza - Amor. Viva esse espetáculo Maria Luiza Rosa Caramuru - Amor. Viva esse espetáculo Marielle Diniz Nascimento - Amor destemido Marinês Pinsson Panozzo - Amor e ausência Matheus Costa de Oliveira - Seta de Cupido Mauro Bartolomeu - Amor. Viva esse espetáculo Mirian da Conceição Silva - Essencial Moacir Ribeiro da Silva - Delirium Amoris Murilo Forchetti Matheus - O amor então

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Nara Fabrício de Oliveira - Saber ou Ser Nathalya Katharinne Rodrigues Costa - António Neuda Batista Mendes França - Linguagens do amor Niter Cesar Alves Vantil - Fluida Patrícia Moreira Herksedek - Amor de Arco-íris Patricia Oliveira Vera - (Des)encontros Paulo Frontin Pio dos Santos - Que és, amor? Perpétua Conceição da Cunha - Dançando na chuva Rafael Luiz Zen - Poema simples para amar depressa Rafael Marinho dos Anjos - Vertente de sentimentos Reginaldo Costa de Albuquerque - Roda-gigante Roberta Sâmya Matos Coelho - Amor. Viva esse espetáculo Roberto Weber de Menezes Milla - Soneto à parte amada Rosa Maria Bueno Matos - O Ciclo do Amor Rui Werneck de Capistrano - Eu canto Sabrina Areias Teixeira - Doses de amor Samelly Xavier da Cruz - O maior espetáculo! Samila Cavalcante Lages - Menina Sergio da Silva Santos - Vontade Sylvia Odinei Cesco da Silva - O Misterioso Espetáculo do Amor Tânia Maria Souto Said - Cântico de Amor Thalles Chaves Costa - Eros Thays Costa - A vida que eu queria Valéria Costa Pinho - Voo além Vanessa Nathalia Amorim da Silva - O Amor não tem sexo

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Amor Arretado 1o lugar

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Existe um troço mais encabulado Do que falar de amor arretado E deixar o ser acabrunhado?

Êta sentimentozinho teimoso! Deixa o cabra dengoso, Encantado e manhoso!

O amor chega quietinho, Invade o coração de mansinho E se aboleta num cantinho!

É um estado de encantamento Que envolve sentimento Solução pra todo lamento.

Veja que vexada situação: Cupido flechou o coração. É um carrossel de emoção!

E se o fogo do amor acabar O cabra fica pronto pra recomeçar, Pois a vida é um eterno encontrar!

Quando penso no sujeito, Dá um negócio no peito E já vi que não tem jeito!

Antonia Hosana de Souza Caucaia - CE

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Sob a lona 2o lugar

Papai faz malabares com os pãezinhos Enquanto, solenemente, nos anuncia: “Hoje teremos, no almoço, bonança E uma nobre visita nos fará companhia!” Intrigada, mamãe tropeça nas alpercatas E, desviando-se dos molambos, cambaleia. O “menorzinho” tamborila numa lata velha, Enquanto o outro dá cambalhotas na areia. A pequena plateia acomoda-se em caixotes. Farta de expectativa, a barriga silencia. O arrebatamento contagia toda a trupe, Pois, finalmente, é chegado o meio-dia. Neste humilde lar improvisado, Hoje tem espetáculo, sim, senhor! Sob os remendos da lona desbotada, O grande protagonista se chama amor.

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Nédia Sales de Jesus Conceição do Almeida - BA

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Culpado e Cupido 3o lugar

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No Dia da Anunciação, Os anjos, em comunhão, Cantam hinos em Louvor. E, ao ver o Céu em festa, Sai o cupido com as flechas, Disposto a espalhar o Amor. Mas o anjo brincalhão, Para inovar na missão, Dispara setas sem norte. E, gerando confusão, Faz reinar a Afeição Onde só havia Morte. Atingindo o objetivo, Regressa, então, o cupido Para enfrentar o Juízo. Deus, porém, ao ver o querubim, Somente sorri, dizendo-lhe, enfim: – Fizeste o que esperavam de Mim... Edweine Loureiro da Silva Manaus - AM

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Irremediável 4o lugar

Se o eterno viajante que desembarca no espírito Fizer de tua existência uma fixa morada Conforma-te com o fato e veja a luz ofuscante, A alegria incessante por este ser inspirada. Melhor não perderes tempo lacrando tuas janelas, As frestas do pensamento, olhos, ouvidos ou lábios, Pois quando bate à porta um hóspede inesperado Não aceita em resposta um anfitrião resguardado. Portanto não te preparas, não existe o que fazer... Logo mais tu te deparas com algo a enternecer Trazendo tal alegria que pareces renascer Tu verás a cada dia a tristeza perecer.

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Somos humilde pousada do viajante aqui dito Fomos feitos só pra vê-lo habitar dentro de nós E quando ele vem chegando de que vale dizer não? Alarguemos ao amor as portas do coração. Adelitta Monteiro Nunes Fortaleza - CE

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Romance de cordel 5o lugar

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Permita-me fazer de você, algo bonito que eu possa esconder. Como fazem as crianças com as borboletas de quintal, guardar-te numa concha, feita de mãos e esconder-te como um tesouro, como a forma mais pura do ouro só pra eu cansar de olhar. Deixa eu te manter guardado, nessa concha ou num fundo de armário, em qualquer canto de luz fraca onde haja música, pra gente dançar. Que haja também um céu estrelado, um abraço demorado e um pedacinho de papel, vou escrever sobre você no meu romance de cordel. Alessandra Rozetti Uberlândia - MG

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Para se Colher Amor 6o lugar

Breve e rápida é a vida que passa tão curta que ao menor desatento ligeira se esvai como fumaça como brisa de suave momento. Na pouca hora de vida que temos que muita vez se torna em minutos há que se atentar a que plantemos a árvore que dê os melhores frutos. Não há que abrigar ao coração mágoa, rancor ou mesmo vingança. Esses dão frutos de escravidão e um dia lhe trazem a sua cobrança. Se for ódio que nós abriguemos o preço a pagar pode ser alto. Bem melhor é que se pague menos que se evite qualquer sobressalto. Ame o próximo, ame o trabalho que fazes com a tua própria mão. E até no teu cabelo grisalho ame a esposa que honrou tua união. Então cultive esta árvore rara cuja sombra livra a alma da dor que possui flores de cor tão clara e fruto de delicado sabor.

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E nutra bem sua árvore querida de afeto por pai, mãe ou irmão de muito carinho por tua amiga ou da mais bela e intensa paixão. Se você ainda não foi contemplado com esta febre de se extasiar saberás quão bom é ser amado se te esforçares primeiro a amar. E não perca teu tempo precioso labutando por outra lavoura ou por outro fruto mais custoso que não te traz a paz duradoura. Feliz o coração que é habitáculo desta árvore tão nobre e florida e que fez do amor, esse espetáculo a obra primária de sua vida!

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Jailton Silva Matos Monte Mor - SP

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Receita para um amor platônico 7o lugar

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Ingredientes

Modo de servir

São dez mãos cheias dum amor qualquer; Várias colheres de rubor nas faces; Pétalas pra bem-me-quer mal-me-quer E um bom coração, onde tudo isso asse.

Tire do forno com muito cuidado E depois deixe esfriando na janela. Brinque com as pétalas, se entediado, Olhando a foto velha e amarela.

Um frasco de algum aroma de flores; Um laço pra que enfeites a lembrança; A cabeça pronta pras várias dores E uns versos, gordos de tanta esperança.

Quando já frio, sirva em dois fundos pratos. Monte-os com zelo, e encante outro alguém. Se ainda não encantar, encare os fatos: Tens amor platônico por teu bem.

Modo de preparo

É uma receita simples e infalível, Com cheiro de flores e um belo laço. Mas pode dar dor de barriga terrível, Num amante sozinho e sem seu abraço.

Pegue todo amor que tens, ainda cru, Corte em fatias e salpique o rubor. Unte com versos o coração nu E espere até que haja liga e vigor.

Marco Aurélio Alves Faleiro Filho Goiânia - GO

Ponha açúcar, pra fazer cobertura; Não muito, senão qualquer um enjoa. E quando o forno estiver na quentura Deixe lá dentro, por horas à toa.

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Abram as cortinas... 8o lugar

O espetáculo vai começar No choro do rebento. No sincero silêncio da retina, melhor dialogo não há. No estalo do beijo. No aconchego da pele. Que medo que dá se ele não chegar. Aquele que acalma. Enobrece as mais pobres almas. Nos transforma em farrapos. De lindos desejos enfeita uma alma. Convida a dançar, com ou sem par. Nos ensina que na vida, nada faz sentido sem alguém para amar. Coração perde o ritmo, tudo muda de cor. Ele te oferece o mundo Respeite por favor, o louco amor! Respire, mas deixe que falte o ar. Suspiros ele vai querer lhe arrancar. Mas saiba, sem ele não há nada além do respirar. Para esse espetáculo ingressos encontrarão. Na primeira fila todos desejarão estar.

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Em cada coração, almas em festa aprenderão. O espetáculo vai começar. Na vida do início ao fim, em cada ato... Basta nele prestar atenção. Escute com o coração. O amor vai te emocionar!! Daniele Volpato da Silva Balneário Camboriú - SC

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Que espetáculo é o amor 9o lugar

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Cada qual vê o que deseja, A natureza a cena Como tela de cinema, Olhares são abrigados Pessoas unidas Solitários e namorados. No horizonte o arco-íris Pura contemplação, Exuberância de cores Estimulando sentimentos Multiplicando amizades Afastando dores. Não temendo preconceito Muito menos zombaria, Desejo do bem Latente alegria Seja noite, seja dia. Família, sociedade, Universo de amizade Indefinidas sensações Reflexos de paixões Hora frio, hora calor E viva.... Que espetáculo é o amor. Claudius Vinicius Souza Oliveira Palmas - TO

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Amor! Um espetáculo! 10o lugar

Acordar e sentir a aurora, Contemplar a família com um “Bom Dia”, Seguir para labutar sem demora, Saudar os colegas com alegria, Trabalhar sem atinar a hora, Entardecer com amigos em harmonia. São amores reais de uma rotina; Até que em meio ao crepúsculo, Surge uma leve neblina, Escorrendo meio sem cálculo, Aparece uma enamorada sina, Medo de viver é seu único obstáculo. Porque não tem prazo de validade, Não existe tempo de duração, Não escolhe idade, Nem palco para demonstração, Apenas se pinta de vaidade, E se apresenta em meio ao coração.

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Fascina alma e mente, Mas não precisa consultar oráculo, Pois quando é verdadeiro você sente, Então, sofrer não é mais obstáculo, Pois é simplesmente... Amor! Um espetáculo! Wellyna Gonçalves Jucá Quixadá - CE

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Oficina de arte

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Tinta verde, tinta rosa, cor cereja, cor de flor. Com o brilho dos teus olhos canto ao mundo o meu amor.

A paixão nunca esquecida com pedacinho de pão enche minha vida de alegria com estes versos de emoção.

No chão cinza enternecido de folhinhas de algodão declaro a ti o meu amor, nestes versos sem razão.

O cavalete é uma estrela, O painel é a constelação. Seu amor é autorretrato: um quadro de inspiração.

O pincel é de esperança, O lápis é cor de mel, Seu amor é a tela azul Que envolve todo o meu céu.

Tinta azul, tinta amarela, Cor de neve, cor sabor. Pinte o quadro “A minha vida” de arco-íris do amor.

Minha vida é tua vida, Teu carinho é meu sustento, O teu sorriso alimenta Meu coração. Que acalento!

Alberio Santana de Aragão Aracaju - SE

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Palco do Amor Viva e reviva o amor Em toda a sua realeza Transborde sua beleza E sonhe seu esplendor No desânimo ou cansaço Doe carinho sem medida Seja saudade na partida Sem tristeza ou embaraço Acalente na enfermidade E sorria com o sucesso Dê a mão no retrocesso Viva o amor de verdade! Atue e aposte com fé Seja do amor o palco Para no fim do espetáculo Ser aplaudido de pé!

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Alessandra Dossena Curitiba - PR

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Amor, Viva esse espetáculo

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Cai feito gota de chuva, Mas em poucos segundos suplanta todo mar. É luz austera da vida O canto vívido da esperança, Que os passarinhos alegremente se põem a cantar, Gozo pleno de uma paz infinda. Sua fragrância excede a essência dos mais puros nardos. Os deuses da Grécia antiga se ardiam em ciúmes, Por ser ele, louro, negro, ilibado; De todos, maleável emprego. Não se podemos medi-lo Pela extensão territorial do universo; A Ele foi presenteado o paraíso dos deleites, O céu de todos os versos, A boca vermelha de todos os beijos... O domínio de longe e de perto; Cada detalhe em seus ricos enfeites. E ainda que morra o prelúdio dos dias e das noites, Dos jardins e campos, murchem a última flor; E os mares se esvaziem... Nada mais exista na terra e no espaço. Ainda assim, invicto prevalecerá o amor. Alessandro B. de Moura Rio Branco - AC

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Azulejar o sol azul do céu do teu olhar, que brilha em mim e me acalenta a alma, reluz prazer, candura, paz e calma e me alimenta em seu azulejar. que a luz do azul do mesmo azul do mar, raio do espelho espectro do meu eu, desperte em mim em face do que é teu e calmamente venha alucinar. volto-me inteiro à tua adoração, preso que estou ao laço azulejante, tatibitate assim nesta canção - mero deslumbramento desejante. que o sol azul do céu do teu olhar encontre em mim razão de iluminar.

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Alex Sandro Neris Simões Salvador - BA

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A Partitura de Orfeu (ou Tocarei todas as canções) Tocarei todas as canções que peças, mesmo que, silente, te desfaças. Mesmo que, no descalço do amar, o chão chacoalhe seixos da lonjura.

Tocarei todas as canções que peças, mesmo mistério sendo o acorde de teu peito, ecoado na harmonia de tímidos olhos.

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Tocarei todas as canções que peças, mesmo que a mim nada peças; teu silêncio – prenhe da maior ária – alvora o universo que orquestra meu frágil canto.

Tocarei todas as canções que peças – as que não pedires, as que sonhares – quando, em coro, valsas saírem do teu sorriso, do teu gesto a reger o suave som da ternura. Tocarei, sim, todas as canções que peças mesmo que, num mudo Um-dia, não mais careças que eu me dedilhe na (ilegível) partitura de teu (en)cantar. Alexandre Carvalho Pitta Salvador - BA

Tocarei todas as canções que peças, mesmo que as estrelas eu toque, rompendo o vácuo, tal trágico maestro a romper a infinda fenda da surda súplica.

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Amor. Viva Esse Espetáculo Faça pacto de amor contigo Sendo uno com a natureza Nas delícias do amor, no amor Que nunca se esgota ou extenua Saúde o alvorecer com alegria Cante e encante com a luz do dia E tenha serenas visões ao adormecer Faça da vida um espetáculo Sem limites para a felicidade Ame-se e abra seu coração à vida E oferte seu amor aos outros O amor é zelo e cuidado Enternecimento diante de alguém O amor não manda recados Vai à fonte e leva o que tem Por isso, pague menos insucessos Devido a rancores e desamores

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Curta a magia da vida Fazendo exercícios físicos E ginástica mental Para a cabeça, pensar no bem Para todo o corpo Fazer só o bem... Amor. Viva esse espetáculo! Alice Afonso Gomes Martins São Luís de Montes Belos - GO

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As cores, os beijos e os cheiros

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Reparo nas cores do mundo, Nos cheiros, nos beijos, Que intensos eles são. E até mesmo quando a vida desanda, O peito aperta E sufoca a respiração... Eu reparo Que o amor vem da lágrima O riso, do suspiro, E o contentamento renasce sempre No amanhã. Se não sei definir a mistura De dor e de cura Latente no coração... Estou certa, hoje mais do que nunca, De que a vida, Seja rasa ou profunda, Uma hora é serena, Noutra, abre-me o chão. De que adianta, amigo, Chorar pelos cantos Sem sentir A lágrima descendo, A emoção corroendo E a doçura, aos poucos, acalmar? Quando o amor está em toda parte

Até nessa miséria Que também deveria nos emocionar. Eu rogo pelas cores vibrantes, Pelos cheiros e beijos, Pois intensos eles são. Esses gestos para mim representam Que a nossa maior esperança Não persiste em vão. Já me basta Sentir com verdade, Viver com vontade E não desesperar. Pois o amor que sentimos Por outra pessoa Se fere, também perdoa, Numa alegria que encanta A quem souber reparar. Amanda Gabriela Gomes de Lima Maceió - AL

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Do fim ao início Amou desesperada e enormemente como quem dorme em dormentes sem medos, nem culpas sem planos ou desculpas Amou sincera e simplesmente como quem sonha somente sem limites, nem horizontes sem redes ou pontes Amou plena e vivamente como quem planta semente sem chuvas, nem benefícios sem renúncias ou sacrifícios Amou do fim até o início.

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Amélia Veloso de Morais Olinda - PE

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Viver o Amor

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Viver o amor É viver os dias sem morrer por dentro, É andar e subir sendas sem agonia, É amar sem esperar, não se ensoberbecendo, É viver e dar esperança com a mais pura alegria. Viver o amor É respirar com o coração do outro, É sentir as carências de amor no mundo, Daquele que em seus olhos se vê clamando, Gritando o amor num clamor profundo. Viver o amor É viver a primavera sem renunciar suas fascinantes flores, É exibir o arco-íris com suas magníficas cores, É ser chama intensa que ilumina e guia, Trazendo vida a quem dela não faz poesia. Viver sem amor?

Ah! Que loucura estranha me diz o mundo. Mas vivê-lo é certo, é uma perda fecunda Que brota na Terra e num grande espetáculo Nos traz seus bons frutos, alimenta e inunda. Ana Lúcia Arantes Diniz Ituiutaba - MG

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Amor - esse espetáculo vivo

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Vi raiar a luz, amanhecer um dia lindo, em que o amor era bem-vindo tanto quanto o sol. Vi surgir o brilho nascido do mais puro íntimo, que sendo nosso grande instinto era a luz maior.

Sob o céu azul... o que era chão se fez florido, a paz aniquilou conflitos e o mundo, enfim, ficou muito melhor. Como por encanto, deu-se a harmonia no planeta, gerando a raça mais completa:

Vi se encherem as praças de abraços e sorrisos, com todos nós enternecidos, querendo ser bons. De repente, então, aconteceu o impossível, éramos, sim, grandes amigos dando-nos as mãos.

simplesmente humanos... viciados em amor. André Luis Soares Guarapari - ES

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O destemor do amar

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Dentre todas as liberdades que tens almejado su’alma. Estaria em obstáculo o desacreditar de ti. Amar é sentir-se. E sobre todas as coisas é amar a si. E quando a outro estás amando É que se obtém a autovida É o encontrar-se em outrem. Poderás correr ao redor do mundo. Poderás colher todas as flores sem que elas acabem. Criarás novos bosques Para que sua felicidade se instale. E assim, Notarás que não há esquerda nem direita. Que não há preto nem branco. Nem mesmo alegria e dor. Sentir a pureza de uma certeza. A ousadia do apreciar. Tão límpidos são os pensamentos de quem ama. De quem apenas descobriu a cura dos colapsos da vida. Em meio a tantos dilemas. Paradigmas adotados, E cotidianos formatados. Está um alguém Que além do sólido da vida Tens um lado líquido e carente Que além da carne regrada

Há um espírito insaciável Sedento de amor. Fonte dos que ainda acreditam Que viver é muito bom. Fonte dos que não desistem E vão em busca de outro tom. Fonte dos que buscam a verdade E vivem o eterno. Mesmo que incerto. O amor destila todos os puros prazeres sintetizados. Medo e coragem humana. Força e fraqueza. A audácia de cuidar de outra alma. Que substitui todas tuas vontades. Não há metáforas para o amor. Viva-se. Viva o amor. Andressa Camila Rodrigues de Lima Teresina - PI

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Labirinto de ravinas Meu amor é um querer de tempestades enxurrada de anseio: à sua infatigável procura leito de aleluia

Meus desejos escorrem em várias direções pela cegueira enganados numa única cobiça de chegar e fazer-te morada Meu amor é o conforto do encontro rios que se fundem lágrimas de par paz de aliança

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Angelo Pessoa Martins Cordeiro - RJ

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Espetáculo do Amor

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Não tenha medo de obstáculo, Viva de forma incontida. Fazer do amor um espetáculo É o que dá sentido à vida. Multiplique esta energia, Dê leveza à realidade, Implante na vida harmonia, Use bem a liberdade. Seja bálsamo aonde for, Torne-se instrumento de amor, Ame, e não viva só por viver. Amar nunca é demais Siga semeando a paz Deixe sua luz florescer. Antonio Carlos Arruda Fortaleza - CE

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Ah, o amor!... O amor é feito chuva, tem a força da tormenta, mas é leve como uma luva ao louco que o experimenta.

O amor é sol que não se põe, é história que não finda. Ao amor nada se opõe, ainda que morras... Ainda...

É lua que não míngua, é junco que floresce; e é no silêncio da língua, que o grande amor acontece.

Aparecida Gianello dos Santos Martinópolis - SP

O amor também é fogo que queima sem piedade! Sofrer é peça do jogo... Ao que aperta a saudade.

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Ah, quão sutil é o amor! – amor falado não voga – Enquanto um é fulgor, o outro apenas afoga.

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Amor. Viva esse espetáculo Senhoras e senhores, apresento a vocês o maior dos amores no mais claro português. Era uma vez... Uma cegonha que voou o mais alto que podia E como a flor mais linda do arranjo, A mais bela rima que o artista cria, presenteou-me com um anjo. Toquem os sinos e os clarins, o banjo... Dó ré mi fá, as primeiras notinhas. Be-a-bá, gugu-dadá, as primeiras palavrinhas. Quem não fez careta para as papinhas? Chuva enrolada no bolinho, maçã caramelizada com amor, coco ralado com beijinho, um ateliê de carinho e sabor. Respeitável espectador...

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É uma simples história da mais pura emoção, não se guarda na memória, leva-se no coração. Amor de mãe e filho, sentimento de irmão. Caio Eduardo Kim Curitiba - PR

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Quando você voltar

Quando você voltar serei olhos atentos para te ver abrindo a porta Serei mãos acolhedoras para abrigar o cansaço do teu olhar Serei lábios satisfeitos dizendo que nada mais importa Serei coração batendo vigorosamente e almejando lhe abraçar Quando você voltar serei as palavras ainda não ditas de amor Serei a canção mais romântica a embalar teu sublime sono Serei raios de sol a projetar teus contornos com esplendor Serei corpo e alma insaciáveis afastando-se do abandono

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Quando você voltar serei ouvidos abertos para receber tua voz Serei sorrisos sinceros e minha respiração mais ofegante Serei as lembranças mais afortunadas que guardei de nós Serei tua prosa mais demorada, porém a mais apaixonante Quando você voltar serei os acordes da nossa bela canção Serei as estrelas do céu que passam os dias a te iluminar Serei a ardente saudade extrapolando minha nobre emoção Serei teu amor, tua vida, quando um dia você voltar. Camila Araújo Lins Pereira João Pessoa - PB

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O amor

O amor é um sentimento Que de repente a gente sente E depois desse momento É magia simplesmente... Pois é como uma mistura Perfeita e homogênea Já não existe mais censura Pois uniu-se à alma gêmea. Cada dia se passa a viver Feliz e em cumplicidade Pois pra quem ama, até o sofrer Caminha próximo à felicidade; Pequenos gestos de carinho Vão aumentando o coração Que vai crescendo aos pouquinhos Para abrigar tanta emoção! Nem se precisa fazer esforço Para tentar agradar também Pois o sorriso que brilha no rosto Expressa o amor que se tem... Meu coração não se enganou Quando cruzou com seu olhar Pois naquele momento começou A graça eterna de te amar. Nos momentos difíceis da vida Nunca se esqueça meu amor

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Que és pessoa muito querida Por onde quer que você for. Se em pensamento se passa A vaga ideia de te perder Tudo pra mim perde a graça E aos poucos começo a morrer; Meu amor tenha sempre certeza Que por mim és muito amado Viva sempre em Realeza Meu Eterno Príncipe Encantado! Celia Fernandes de Oliveira Uberlândia - MG 43

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Ao amor

Beije a alma nua, que é tua, Chegue e fique, perfume acabado, Na rua. Se és meu e se sou tua, Ver teu pranto, cantado É feitiço, luz da lua. Dor que punge, desejada, Som da vida, repetida. Dracma procurada, Nula, veia rompida.

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E sem ti, angústia improvável, Não há letra nem canto, Desprovido Sem ti, amor desassossegado, Não há vida no vínculo rompido. Charlene França Rio de Janeiro - RJ

Em todas as línguas, te encontras, E quatro vezes envenena, sentencia. Sopra abaixo, suga, desmonta, Nota de melancolia.

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Não é você (que faz falta) I

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é o molho de chaves estridente rebatendo na maçaneta

é a marca do seu pé molhado pra fora do tapete no banheiro

II é o barulho das panelas na madrugada

IV é o azeite escorrendo das fechaduras que você passou pra destrancar o nosso nós

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Danilo Lovisi Ferreira da Silva Juiz de Fora - MG

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Declaração de amor eterno

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O canto do pássaro é tua voz no horizonte, O vento banhado pelo sol é tua alma sublime; As cores matizadas daquela flor inspiram-me a versejar, Os traços faciais que em mim não se inibem. A terra maciça de meu chão é tua pele, A argila moreno-rara dos anjos escultores, Com suas mãos divinas, entalham teu rosto lindo, Ao som dos pingos de chuva que caem sobre as flores. As folhas novas que nascem nas copas das árvores, Com suas cores verde-claras, É a tua calma, que me incide a declarar; O meu amor, que se deleita em minhas pálpebras. O cheiro agradável que me envolve por debaixo das árvores, De frutas multicores, que se unem à íris do arco do céu, É o afago de tua harmonia e canto, Em um abraço que desbrava a vida com um véu. As borboletas aventureiras enchem o contorno de teus passos, Que não vão ao encontro de um caminho infinito, Minha felicidade mistura-se aos teus sonhos atentos, Na imensidão do alçar do voo das tuas pegadas que persigo.

O toque natural no manancial doce, São tuas mãos com o perfume do murici que sinto, E tu sentes minha alma trêmula, Meus olhos floridos na aquarela que inspiro. Tua imagem torna minha paz alegre, Feliz e meus sonhos amáveis, quando passas, Suave e meigo na tua partida, Pressente o momento de minha chegada. Denir Morais Ferraz Paulo Afonso - BA

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Amor, viva esse espetáculo pela biblioteca Ah! Que visão sublime de estante Amontoada de livros ao intento Dando-se a todo erudito momento De forma aberta e brilhante Ah! Que clima suave de estudante Em pesquisa assídua de conhecimento Cada um a seu peculiar contentamento Tornando-se do livro um amante Tu és o coração singelo da sabedoria Paraíso limiar da euforia Nossa sagrada e popular dialética Tu és o “point” da leitura e alegria Espaço cultural de teoria Nossa tradicional e imortal biblioteca

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Dillys de Oliveira Costa Bayeux - PB

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Unicidados n’um Bem-Comum

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Amor. Viva este espetáculo Como se d’último te fosse, A um mel seu restar doce, Polvo tendo um só tentáculo...! Amor. Viver-te Amor retundo E por ti morrer não meço, És-me a ira sem o tédio, O beijo sem estar junto...! Ó Amor que a tudo torna capaz: És do gosto o saboroso, Do sacrifício o espinhoso, Da minha vida o ademais...! Louvar-te bendizendo sem fins Conclamo a regalia que dia um quis...! Douglas Mateus Mello Fraiburgo - SC

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Declaração Gosto de teu gosto Desse teu gostar Do cheiro adoçado Que teu jeito tem. Desse sorriso Surgindo na noite Bravo ou zen.

Gosto por gostar De forma natural Irresponsável, improvável Escondido, sinceramente. Sem esperar muito Tendo alegremente Maluquices ao meio-dia. Gosto dessa alegria Da satisfação do ser Disso que inventamos Madrugada amanhecer. É gostar por gostar Sem muita ambição Vivendo tudo agora Nosso alegre furacão Vivendo em teu gosto Por ser puro sentir Sem ligar para o perigo E o medo do castigo.

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E quando chegas covarde Estranhando o sentimento E sua repentina existência Libidinoso te convido A trocar razão por demência. Desenho na nuvem pendente Um convite para o mundo Virar palco iluminado e Deixar de ser obstáculo: “Vem comigo, vamos sonhar Sermos dois virando um. Vem comigo e de uma vez Amor, viva esse espetáculo”.

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Aí você sorri, me abraça O nosso cheiro se mistura E todo receio vai embora Tudo vira felicidade pura. Edgar Jesus Figueira Borges Boa Vista - RR

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O espetáculo do paraíso

Vivamos, quem sabe, assim! O espetáculo que imagino haver em mim! Falo e vivo: da vida nada se leva! Nem mesmo os sentimentos de Adão por Eva! Que de tanto amor e impulsos acabaram por, do paraíso, serem expulsos! É que Eva, segundo as escrituras, Achou melhor amar o mundo Do que trancar-se num sentimento profundo de egoísmo e agruras.

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Não quero dizer sobre o poder De conquistar pela mera conquista Mas quero falar que aqui é o lugar De fazer-se feliz e amar Tanto o amigo Quanto o inimigo. Isto sim é o amor O espetáculo em cheiro, tato, sabor, gustação e cor. Elias da Costa Farias Macapá - AP

Persuadindo Adão, em segundos, Ao invés de fazê-lo em dois “eus”: Num, para a si próprios satisfazê-los, Noutro, para mostrar a Deus A necessidade de explodir Em espetáculo de ver, pegar e ouvir Coisas grandes e duras Que, apesar de eventuais agruras, Fazem quaisquer inexperiências ficar maduras.

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Mil e uma vidas

Eu viajei nos teus sonhos, Observei-lhe, Esperei até que mil e uma vidas se passassem, Mergulhei nos oceanos do tempo, Estive à sua espera pela eternidade. Naveguei por dias até que minha mente voltasse A ancorar na tua. Imaginando como seria, A minha volta para tua alma. Eu serei uma batalha inesperada, Estarei em teus pensamentos... Até que se completem mil E Uma Vidas.

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Élica Daiana Ferreira Carvalho Vilhena - RO

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Proscênio

No teatro das nossas vidas Tantos roteiros mal-encenados Tantas cenas mal-dirigidas Histórias mal-digeridas Personagens encarcerados Fazemos de nossa lida Um vagar de teatro em teatro Devagar divagamos em busca de uma peça Que nada peça nem impeça O deleite do espetáculo

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Ajeitamos o figurino Fazemos tantos arremates Por fim lembramos que o improviso É que constitui a essência dessa arte Drama que faz rir, comédia que faz chorar Atuando e dialogando com emoção e fervor Desponta a requisitada apresentação Senhoras e senhores: o amor! Elton Silva de Lima Palmeira dos Índios - AL

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Um olhar

Naquele dia de todos os dias, avesso às mais intensas agonias, ouvidos, olhos e todos os sentidos nem imaginavam o que havia ocorrido. Só depois vieram os avisos. Mas, não havia mais jeito, nem motivo para enganar o desejo de correr qualquer perigo. Estava decretada a saga elementar da paixão, amor em destempero diante do mais imprevisível dos medos.

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E assim, um olhar apenas um olhar pode detonar o mais sutil dos folguedos e abrir as páginas do mais febril dos enredos. Evandro da Silva Lobo Manaus - AM

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E o todo era apenas uma parte de nós

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E se abriu a cortina do teatro lunar, Desenhando lacrimosa voz Pelos tempos de antes. E lembrou nosso abraço num tantra veloz, Como o entrelaçar dos cipós Na árvore dos amantes. Quem vive de cultivar segredos, Pode lhe correr pelos dedos O amor que seria para sempre. Se no colo do sol a lua se deita, Amor é vida de uma só colheita, O amor, sim, é presente. E surgiu da estrada do meu olhar A saudade de estarmos a sós E um sem fim de mirantes. E o todo era apenas uma parte de nós, Tanto mar desaguando na foz De um par de diamantes. Fabrício de Oliveira Santana Uberlândia - MG

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Teatro da vida

Abrem-se as cortinas, Na plateia, o sol, único espectador. Ele, o galã, ela, a heroína; Protagonistas de uma linda história de amor. Ato um Estou apaixonado! Estou louca por você! Quero ser seu namorado. Nunca quero te perder. Ato dois Eu te amo! Eu também. Amiga, amante, é por você que eu chamo. Só quero você e mais ninguém!

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Ato três Quer casar comigo? É o que mais quero. Serei sempre seu ombro amigo. Não tenho dúvida do quanto é sincero. Na saúde e na doença, Na riqueza e na pobreza. Os protagonistas agradecem as presenças, Nunca se viu espetáculo de tamanha beleza. Flávia Fernanda Carvalho Motta Belo Horizonte - MG

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Amor e suas estações

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Eu preciso do amor de primavera O amor de outono só é bom quando há liberdade Eu preciso do amor de primavera Meu palco está vazio e inóspito Necessito do amor de primavera O calor do amor de verão já não mata minha fome Necessito do invejado e orgulhoso amor de primavera O amor de verão não traz o calor frenético Desejo o amor de primavera que engana O amor de inverno é fraco por sua solidariedade abstrata Desejo o amor de primavera pela sua soberba O amor de inverno já saiu de cartaz Busco aquele amor que voa pelo outono Busco aquele amor que descansa no verão Busco aquele amor que adormece no inverno Busco aquele amor que se esconde na estação Se encontrares o meu amor por aí Não diga a ele onde estou Avise-me, eu irei até ele Pois eu só o deixarei ir novamente Quando a cortina fechar. Francisca Laylla Pereira de Sousa Lima Palmas - TO

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Verdadeiro amor

Caminhamos lado a lado, fomos feitos um para o outro Está escrito no livro do saber Você nasceu pra mim e eu nasci pra você Ternura constante no contato de dois amantes Que não se desgrudam e nem se preocupam com o que pode acontecer A intimidade é mútua e o amor é verdadeiro Canto pra você e você me conta algo natural Usando palavras desordenadas que combinam com o nosso romance Vivemos juntos, toda noite e todo dia A intimidade transpõe as portas da afinidade Formando conjunto onde há o êxtase frenético Sou realista e verdadeiro, não sou herético Continuo amando você e sei que sou correspondido Minhas declarações estão inseridas na conjugação do verbo amar Vivemos na intimidade, você de lá e eu de cá A cumplicidade transformada em amor intransponível Uso minha inteligência, procuro não perder o prumo e nem o rumo Dedico a você meu verso e minha prosa Sou o amante dos amantes, operador do desejo, não

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sou adepto da hipocrisia Não resisto aos seus encantos Não hesito ao declarar nossa cumplicidade Amor exuberante: A frase prometida, nós dois, de bem com a vida É irresistível, inigualável e indescritível Vou juntar prazer e harmonia Você e eu, eu e você Somos cúmplices primeiros, cônjuges verdadeiros Eu poeta e você poesia. Francisco Paulo Viana de Vasconcellos Capanema - PA 57

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Amor, verbo da vida

E se te amar fosse pouco Então, quiçá um dia, te compraria uma porção da lua Para então em eternos laços E nos teus braços Te prometer o sol. Amar, esse verbo incansável De eterna procura, de coerência e loucura Cândido sofrimento na sabedoria do viver O amor é a vida intransigente do sobreviver Teatro, novela, cinema do real cotidiano Na batalha inebriada do perder e vencer. Amor, verbo divino do viver!!! 58

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Gilberto de Jesus Campos Filho São Luís - MA

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Teamorosa

Deixo aqui minhas fotografias/ imagens/ Deixo ali/ o meu baú/ minha náusea/ Meu circo de espantos/ a longa noite/ Insônia/ trejeitos/ miragens/ e/ simulacros. Deixo meu detector de mágoas/ Meu mar predileto/ de margens abstratas/ Minha ideia de esconderijo/ Tudo o que resultou/ no roubo de imagens/ e/ palavras... Deixo as velhas da lagoa/ tangendo frases/ Falando para as tocas/ de bruxas e druidas/ Gemendo ladainhas/ para o farto pasto de deus/ Deixo/ feito cobra/ a casca do impossível/ Perfis/ carcaças/ enjoo/ Deixo tudo/ e/ algo mais/ E mesmo assim/ me acompanho sempre/ do além de mim, Quem se afasta/ é apenas o outro/ A semelhança/ o duplo/ o quando/ Não sou eu/ cumpro apenas o trajeto/ sem asas/ Nem anjo/ nem demônio/ Sigo homem/ feito fato/ espanto/ Às vezes/ amar/ é pisar/ Em pássaros amanhecidos.

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Gilberto Pinto da Motta Chapecó - SC

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Viva esse espetáculo

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Sou fruto dele, Das lágrimas derramadas, Dos sorrisos inesperados, Das loucuras sem fim... Sou fruto da felicidade, Da cumplicidade, do carinho Da fidelidade e da confiança. Sou fruto da esperança, da união. Sou fruto dos sonhos, do desejo. Sou o resultado de uma química perfeita, Inexplicável, assim como você também é. Juntos, eu você e todos nesse mundo Somos frutos do amor; Que brota em nossos corações Quando menos se espera, Quando menos se deseja, Quando menos se importa. Um espetáculo que nasce naturalmente, Como um pôr do sol num dia de verão. Deixe-se envolver, Viva esse espetáculo. Gilza Maria da Silva Campo Grande - MS

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Caminhos do Amor

Caminhas no caminho do amor, A poesia o guiará, Leva papel e caneta, Teu pensamento também, Deixe-o descansar um segundo, Depois de ter andado léguas, Versejando rimas, letras, sons... Caminhas na trilha do amor A poesia trançará teus passos Leva na bagagem pó rosado Pra enfeitar tua face pálida, Na hora que lhe faltar o fôlego. O amor será o bálsamo curador... Semeia-o em abundância... Caminhas na calçada... Leva o teu olhar sereno Senta à beira da muralha Marca o caminho, Com tuas pegadas... Levando o amor em teus braços...

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Canta a ciranda do amor, Canta a ciranda do amor, O caminho da poesia é marcado Pelos passos do poeta... O caminho do amor é marcado pelo teu coração, Caminhas no caminho... Trazendo consigo leveza, O amor é assim... Hilda Maria Vieira Lacerda Maceió - AL 61

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Quis fazer de ti poema Eu queria te transformar em poema ou poesia, Porque era assim que tinha que ser; Queria rimar todas as palavras, E que os versos seguissem todas as tuas linhas, No formato perfeito que elas têm pra mim. Depois pensei melhor, e quis fazer de ti um texto em prosa, Assim eu teria liberdade para te esparramar em todas as linhas e espaços possíveis, O teu cheiro, tuas cores. Achei então que viraria infinito, e quis te fazer crônica, Assim seria mais curtinho, mais objetivo, Só que perderia o lirismo... E eu não poderia te descrever nas tuas maravilhas e defeitos. Tentei até fazer de ti um tweet, Mas passei do limite e precisei te apagar até caber; Aí doeu demais, e eu não suportei te resumir. Então fiz de ti todos os gêneros, mas apenas para mim; Não ousei te dividir. No meu egoísmo, guardei tuas linhas; Tuas letras; Teus olhos;

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Teus dedos; Todos nas minhas ânsias de escrita. E eu só queria te traduzir, te concretizar, Não das formas que fizemos mil vezes; Mas de modo palpável, que me console se eu te perder. Percebi então que você se escreve em mim sem precisar de ajuda... E quem sabe? Vai que assim é melhor mesmo, afinal. Iaci Gomes Ponte Belém - PA 63

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Um amor que porfia é pura magia Dentre colinas. Ali está a casa que venera o pôr do sol e abriga duas pérolas inquietas. A ostra que se abre é janela.

Corantes purpúreos para roto avental, teu singelo espírito se acolhe. Alfaces de molho, repolho, pupilas, me pertence tua tez sob vinagre.

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O que um dia o vento tocou se resguarda em jazidas intactas. Coberta por ave-marias hei de saber te encantar. Igor de Kássius Toledo Almeida Braga Paraisópolis - MG

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Se Você Soubesse Hoje acordei contente, sonhei com você e tudo estava perfeito isso não sai da minha mente. Fico nervoso perto de você com seus olhos marcantes meu mundo para, minha boca seca me sinto um iniciante. De que me importa te ver todos os dias se eu quero é ter sua companhia de que isso me vale se o que eu quero mesmo é ler teu corpo em Braille. Quando chego perto de você meu pensamentos secam digo coisas insanas e sem sentido só para ver em teus lábios um sorriso amigo.

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Sabe, me dá vontade de gritar sem engano aos quatros ventos que eu te amo mas tudo isso fica contido. Às vezes fico pensando comigo o que aconteceria se você soubesse de tudo isso. Ítalo Vieira Cirilo Nossa Senhora do Socorro - SE

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O amor é

O amor é remédio às vezes reumatismo tempero da felicidade temperamental por instantes tenaz a sua vítima É um sonho que nunca tem fim paciente e sonhador veneração e magnífico

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Surdo cego e mudo sangue que corre nas veias tudo que sente e não se ver semente que nasce no deserto é um espetáculo sem fim e pra sempre será eterno. Ivanilton Mecenas dos Santos Nossa Senhora do Socorro - SE

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A cor do coração

Vasculhando na memória as recordações Encontrei escondido sobre a capa da dor Um coração no emaranhamento do passado Empoeirado pelo tempo perdeu sua cor Procuro recuperá-lo com cores preferidas Pintei-o de azul, mas continuou sem vida. Tento o amarelo ouso-lhe ainda mais palidez Experimento-lhe o verde e sinto-o suicida Faço então uso do branco vibrando-lhe paz. Porém ele continua de serenidade mexida Banho-lhe de lilás mas não o satisfaz Encho-me de paixão por esse coração esquecido No tempo sua ambição de tornar-se querido Deixo então irrigar o amor que o torna rubro No ritmar das batidas tão fortes tão sentidas. O vermelho devolveu-lhe a vida, Descobri a cor do coração.

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Jair Marins Recife - PE

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O que é amor

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Coração apertado Estômago embrulhado Cérebro embaralhado Parabéns! O amor está ao seu lado. Amor de pai, amor de mãe Amor de namorado Amor. Viva esse espetáculo! Não há outra razão para amar, senão amar Ame o amor, espalhe o amor Respire o amor, viva o amor Ame mesmo não sabendo amar Ame seu inimigo Só assim o vencerá E ele aprenderá a amar contigo. Amor de duas pessoas Quando é grande demais Transborda e forma uma outra pessoa Assim uma família se faz.

Só se sabe o que é o amor Quando não se tiver definição E sim um nome no coração A pergunta certa não é: o que é amor? E sim: que nome tem o seu amor? Ame as pessoas, ame os animais Amor nunca é demais Símbolo do amor, é a Pague Menos Que ama sem ter por quê E se perguntarem o nome do amor da Pague Menos A resposta sempre será Você! Jhunya Francine de Melo Rocha Aracaju - SE

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Espera

Esse amor que é deveras vigoroso; Que me toma de uma forma diferente; Tem no ar esse som tão mavioso; Que encanta e emociona tanta gente. Se o teu beijo é a prova verdadeira, Desse amor uma prova contundente; Tem na pele esse fruto da videira, Que embriaga como vinho excelente; Oh, juízo! Oh, razão! Onde estás? Por que diz que já não suporta mais, Se de tudo és ainda uma aprendiz? Guarda bem a medida com teu prumo; E espera da paixão um novo rumo, Com o frêmito do amor que tanto quis.

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João Paulo Melo Fernandes Fortaleza - CE

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Cantiga

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Minha alma, sobre coisas dispersas, lotada de felicidades, Realizo o sonho de, antes da morte, ver-me em tua real presença, Rir, agora, é extasiar um sentimento novo que nasce em mim. Irradio em leque arrebatadores o desejo de te meditar em sonhos E abro o coração como uma gruta frente à maré cheia. Meu amar-te é uma catedral sem princípio e fim, Vejo no teu sorriso uma praga que me excita Assim, sonho em estender-te os braços para apalpar-te o corpo. Meu coração, agora, pulsa e me tira dos prados ócios de vida, Tua face me excita e me enche de esperanças. No peito, o coração parece doido, estranha a própria alma, Caminho no eco de uma voz feminil a me animar, Sou amado e amo não só em sonhos e o perfume dos crisântemos Invade o leito nas noites em que te espero embebido do néctar do amor. Agora quero dar-te toda a luz dos candelabros, Assim me aflijo e me enfermo como um preso no cárcere, Minha alma vibra irradiante frente aos lampiões amarelos, Exibindo-se como se fosse uma figura saída do vitral. Ao imaginar-te, fico feito estátua de mãos cruzadas sobre

os peitos, Ganho forças e levanto voos em minha irradiante alegria, Uno meu corpo ao teu já sob o sol do meio-dia E, de repente, vejo-me gozando uma alegria que não finda Contagiado dentro da nudez dos próprios pensamentos. E abraçados entre candangos e falsos burocratas, Opomo-nos à luxúria dos anúncios de sexologia. Umedecidos no sabor melífluo de nossos desejos mais íntimos, Caminhamos sobre a atenção daqueles que nos fitam Ante a pulsação mais forte de meu coração a oferecer-se a ti. Jonas Pessoa do Nascimento Santa Maria - DF

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Viva com amor

A vida é repleta de surpresas Morando em nosso humilde ser Ou vagando pelo espaço acesas Raiando em cada amanhecer Vivi as ilusões num mundo a fenecer. Imaginei ser o último segundo Vendo tudo em mim se desfazer. Aí apareceu em minh’alma um mundo Estranho, doce, frágil e fecundo, Simplesmente intenso qual tempestade Tão forte que embebeu profundo E assim passei a aceitar a novidade. E agora estou aqui apaixonado Sei que esta força nomeada amor Permite que um ser sinta com ardor Este espetáculo tão iluminado, Tão intenso sublime e rebuscado. A força do amor une o universo Como as palavras em um verso Unindo as diferenças para somar Levando o mundo a se transformar. Olhando o sofrimento ao inverso.

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Josenildo Maria de Lima Campina Grande - PB

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Velho corpo, recente lembrança

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Oh, Pai de todos os corpos Oh, meu deleito de prantos, Minha doce paixão coagulada Minha exaustão inacabada. Oh, noites de primavera Voltar aos gracejos seus, quem dera, Abraçar-te ao meu corpo nu Correr ao mais infinito sul, Desbravar a espada, que em teu peito crava Como que sem querer, não disse-se nada. De repente te encontro em uma esquina qualquer Te peço para entrar, ofereço-te uma xícara de café Olho em teus olhos, E as folhas se espalham em minha frente A Mente roda novamente A boca cede o que a tua mente pede, O Coração pulsa, e a dor no peito já nem se mede...

As cores na tela da vida agora são preto e branco O meu corpo já não me responde As minhas palavras lentamente, se escondem Por entre ruas e avenidas No qual nunca mais se ouviu chamar o seu nome.

Josyallenn Tavares Teotônio Vilela - AL

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O Baile de Eros

Há no toque qualquer mistério, qualquer temor antigo, qualquer magia oculta. Há nos olhos qualquer brilho, qualquer espartana coragem, qualquer querer que aguça. Nos poros não se sabe ao certo, não se distingue se ânsia ou se aviso celeste para ter cautela. Em ouriços os pelos denotam -expõem, denigrem, encabulamda linguagem física a expressão mais bela. Irrisórias as vãs tentativas -incauto argumentode dissimular.

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Se no peito, gritando mais alto, coração arredio, te obriga a amar. Nos gestos, nos olhos, no corpo, a alma, sapeca, -qual moleque maroto de Jorge, capitã de algum lugarfazendo do mundo plateia, de ti picadeiro e do outro um samba enredo, nesse lindo espetáculo se põe a dançar. Laís Freitas Cruz Itabuna - BA

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A descoberta do amor

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Se quiser ser feliz, compre logo seu ingresso, E reserve seu lugar Porque já foi impresso, Já está em cartaz, que o amor vai estrelar.

O menino desesperado, Procurando solução Não percebera que sua vida havia mudado, Que agora sentia o coração.

Que coisa estranha é essa, Que as pessoas chamam de amor? Que coisa é essa que chega depressa, Que não escolhe dinheiro, raça ou cor?

Cura não havia, muito menos tratamento Aos poucos o menino compreendia Que para acabar com seu tormento O jeito era se declarar naquele dia.

O amor bate como uma ventania, Abrindo a janela do coração Assim como gripe, resfriado, pneumonia, Chega logo de supetão.

Muito mais que sentir o coração, Agora ele vivia Vivia a emoção De amar todo dia.

O sujeito diz ter calafrios, quer saber o que fazer Que coisa é essa, doutor? O médico hesita um instante, pensando o que dizer Menino, menino, você sofre de males do amor.

Amar é um espetáculo, Que a vida vai narrar E nem mesmo o oráculo Sabe como vai terminar.

Doutor, doutor, o que eu faço? Sinto muito, de amor eu não entendo, não Mas não deixe seu coração virar um pedaço, Não deixe o amor se tornar uma ilusão.

Larissa Lopes Lima Lagoa Santa - MG

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Convir

Entre todos os anseios, o teu coração contém A mais bela e frágil semente. Uma planta cuja dor se faz refém De todo o amor que você sente. O que vale é o dia presente, Se me magoastes ontem, hoje estou risonho. Posicionado de novo a tua frente Para juntos desfrutarmos de nosso sonho. Ante a sinceridade, ela se comove. Meio a verdade, seremos um só. Unidos em um paraíso onde não mais chove, As nuvens do incerto reduzidas a pó.

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A nascente de um rio que perpetua, Às margens de seu afluente Farei da minha emoção a tua, Até que chegue o sol poente. Leonardo Ignácio Silva Thurow Porto Alegre - RS

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Amor, vivendo sem ensaios

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O Amor não se comprova Como exige a ciência. Não existe aquela prova Que resulta da experiência

O amor não ensoberbece A quem ama ou é amado. Como não se estabelece Para quem é enviado.

Sem ensaios e sem drama O amor chega não se decora, Não obriga a quem ama Ficar se quer ir embora.

Dos muitos dons que se alcança Que nos fazem um vencedor, Tem a fé, tem a esperança, E o maior ainda é amor.

Se o amor não é dever, O que mais ele seria? Para o corpo, um prazer. Para a alma, uma alegria.

Lidia Varela Sendin Piracicaba - SP

O amor espera sempre, Não tem prazo pra acabar. Tem espaço suficiente, Pra se ter e pra se dar.

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Leveza

A ti, flores, todas em favores da névoa clara que sopra e insiste em afastar a mesmice do que hoje em dia é só um construir de corpos, escultura fria. A ti, amores, todos em louvores para o céu azul distante que reflete a cada instante teu esforço em me dizer que sem ti nada seria, mas sem mim, tudo impossível.

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A ti, os meus temores, carcomidos, velhos tenores, cuja voz e ressonância se dissiparam com o tempo no volátil alvorecer de tua tez e consciência, soprados com a leveza de quem tem a vida toda aberta, claramente. Luciano José Aquino de Azevedo Campo dos Goytacazes - RJ 77

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Amor. Viva esse espetáculo Se o amanhecer Tombar no teu cercado Dá-lhe pitangas Flores E uma caneta Sem ponto-final. Ensina a forma Simples do abraço Que segure o mar Para uma escrita Lá onde a ladeira Espera o dia

E a madrugada De clave-em-clave Deixará veredas Para o sol seguir E despontar em sete notas Como aurora. Luiz Alberto Rodrigues Pucú Niterói - RJ

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Quando o amor transforma a dor em poesia Nenhum poema flui de mim, eu o convido, Ele se esquiva, enquanto o tempo, inflexível Provoca a lágrima da dor, mas eu revido Com minha vida e meu amor irredutível. Piso uma pedra, o palavrão é inevitável, É razoável, após xingar, pedir perdão, Mas toda dor provoca a ação inadiável Que fatalmente alimenta o palavrão. A inspiração, por precaução, se intimida, A dor revida à inércia ocasional Que silencia a solidão, mas faz a vida Reassumir sua intenção mais passional.

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Nenhuma dor dessas que eu tenha é bem-vinda, Sofrer ainda é prova testemunhal De que a vida pode ser muito mais linda Se a rebeldia de viver derrota o mal. A ideia paira sobre o tempo irrefutável De ser feliz, criando a cor da fantasia E o meu amor, por ser sublime e admirável Transforma a dor do desamor em poesia. Luiz Gilberto de Barros Rio de Janeiro - RJ

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Amor cura

O que é feito com amor, feito vidro, transparece. O que é feito com amor, feito espelho, reflete. E a gente não esquece, a gente agradece. Pois amor cura, amolece a pedra dura. Ilumina toda e qualquer noite escura. E é espetáculo do inverso da loucura. Pois amor é projeto sem fim. É alegria do nada. O sim ao sim.

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Pois amor é conforto, enfim. Magia sem fada. Pó de pirlimpimpim. Marcia David de Oliveira Mogi das Cruzes - SP

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Foi por amor...

Que vi o mundo parar por um instante... E acreditei que tudo podia... Que ouvi de novo um canto silente. E o deixei preencher minh’alma vazia! Foi por amor... Que desafiei a razão sem pensar. E escrevi num sonho mil histórias. Que abri os braços pra te abrigar. E me dei sem medo às memórias! Foi por amor... Que arranquei de mim a solidão! E quebrei os liames da razão. Que fiz do choro uma canção. E alforriei de vez meu coração! Foi por amor... Que acordei com vontade de cantar. E descobri a razão de existir... Que me dei tantas vezes sem pensar. E encontrei o sentido de sentir! Que seria de nós seres mortais, não fosse o amor?

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O amor não carece de direção, nem do outro pra subsistir. O amor não se rende a desejos momentâneos, nem se prende ao tempo. Ele emana simplesmente, salta aos olhos, escapa dos poros. Uma vez alojado no peito irriga o teu ser. O amor nos faz ver por lentes coloridas... Ainda que tenha sido você a pintar o arco-íris! Márcia Helena Silva Jaciara - MT 81

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Amor, O Espetáculo da Vida! Amor ágape, sem igual, incondicional... És o supremo sentimento que significa A manifestação do amor divinal; Amor, o espetáculo da vida!

Felizes são os que atuam nesse espetáculo sagrado No qual o amor jamais é limitado pelas circunstâncias. Esse é o amor que, por Jesus Cristo, nos foi deixado E que nos torna puros como as singelas crianças. Esse amor é o que vence todas as guerras, Esse amor é o mensageiro da paz, Esse é o amor pelo qual o planeta espera E pelo qual as pessoas se humanizam mais e mais.

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Entre pais e filhos, entre amigos e irmãos, Entre cada ser humano, em cada obra da Criação Esse amor é o elo perfeito, é a divina harmonia, É o valor universal que nos traz paz, justiça e alegria. O amor se multiplica ao ser partilhado; O amor à misericórdia de Deus anuncia; Que possamos compartilhá-lo com quem vive ao nosso lado. Amor, O Espetáculo da Vida! Maria Cleide da Silva Cardoso Pereira Castanhal - PA

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Amor eterno amor Amor palavra doce e calma, Que nasce no coração, Brota no fundo da alma, E nos enche de emoção! Amemo-nos mutuamente, Pois somos todos irmãos Quem ama é paciente, E sabe pedir perdão!

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Leve a vida num sorriso, Quem ama não tem tristeza, Sonhe com o paraíso, Respeitando a natureza. Ame o seu irmão, Sem peso e sem medida. Foi Jesus quem nos deixou, Essa lei por toda a vida. Maria Cristina Bastos Lanziani Campo Grande - MS

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Amor. Viva esse espetáculo Onde o céu se faz cenário, Vejo o mar banhar a lua, O meu palco é imaginário, Sou um poeta de rua. Descortino os horizontes, Pinto sonhos em telas invisíveis, Meus poemas navegantes, Velejam mares impossíveis. Casais passeiam de mãos dadas, O anoitecer é belo e enluarado, E os velhinhos nas calçadas, Lembram histórias do passado. O céu inteiro anunciou, Que pra amar não há medida, Pequenos gestos de amor, Engrandecem a nossa vida. Vou regar a mãe natureza, Colher sementes de alegria, Onde eu encontrar tristeza, Plantarei mais poesia. Chovem gotas de esperança, O arco-íris esconde um tesouro, Um lúdico sonho de criança, Em busca do pote de ouro. Voarei em um tapete mágico,

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Em lendas da minha infância, O meu mundo é tão fantástico, Viajo além dessa distância. O amor sempre me inspirou, Não existe o inalcançável, Meu olhar é um sonhador, Um romântico incurável. Eu versejo a emoção, Deixo meu coração falar, Parei de ouvir a razão, Não há limites para amar. Vou correr de pés descalços, Jogar meus versos ao vento, Já ouço calorosos aplausos, Minha plateia é o tempo. Fui aplaudida com fervor, Virei a estrela do palco, E proclamei com louvor: “Amor. Viva esse espetáculo!”

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Maria Das Dores Almeida de Souza Fortaleza - CE

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Amor. Viva esse espetáculo

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Amor é essência Em doses de paciência Vivência, em horas certas É homeopaticamente. Amor é cheiro, é gosto Doce, amargo Mas sendo bom É permanente. Amor é fecundar Brotar, romper entranhas Saudar a vida num grito É parir mais um vivente. Amor é tratar Medicar, remediar Com carinho também se cura É milagre transcendente. Amor é fazer pela vida tudo Mas aceitar a vida que vai Do pó ao pó É nascer, morrer, divinamente. Amor é coisa além da gente. Maria Luiza Rosa Caramuru Belo Horizonte - MG

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Amor destemido

Chega de repente, tão ardente que engana a mente da gente, Acalenta e faz esquecer a dor; Envolvente, surpreende... Como não se render aos prazeres do amor? Sentimento que parece um ímã, se transforma em palavra E rima com a felicidade que desatina Da vida de quem estima Dessa dádiva divina. Nessa explosão de cores, sem medo de te expores, Entre luzes e singela beleza, quase não há aspereza; E então quando se ganha flores, que surpresa! Ele chega em Vermelho veludo, Valente e destemido, querendo ser acolhido, Mulher, abaixe esse escudo! Daí coloque seu melhor vestido e se deixe levar pelas asas do perigo. Amor existe é pra ser vivido!

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Marielle Diniz Nascimento Itumbiara - GO

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Amor e ausência Só quem tem um amor n’alma É que pode dizer Quando o gume da saudade Inquieta, começa a doer. Parece que quanto mais sente Mais aumenta a distância As noites não findam Trapaceiam em ânsias. Mas quando os meus olhos No calor da estação, em janeiro Voltarem a contemplar os teus Saberei, estarás comigo por inteiro. 88

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Marinês Pinsson Panozzo Chapecó - SC

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Seta de Cupido Oh! Sinto no peito o ardor! Sinto a alma sobressaltada Como chama imaculada Incapaz de se recompor

O coração retoca a dor Aviva a alma chamuscada Faz minha vida ganhar cor Guia-me a feliz encruzada Sinto o desabrochar da flor Não hei de apreciar assim nada Beijo-a. A alma flama em louvor Que belo golpe de Cupido! Foi sua seta que criou o amor Fez o rijo laço esculpido

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Matheus Costa de Oliveira São José dos Campos - SP

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Amor. Viva esse espetáculo Quero toda a tua história, Não só melhores momentos; Toda a tua alquimia, Cada um dos elementos; Toda a tua matemática, Não apenas teus problemas; Tua análise sintática, Não somente teus fonemas… Quero toda a tua língua, Não só o teu alfabeto; Toda a tua geografia E teu lugar mais secreto. 90

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Mauro Bartolomeu Batatais - SP

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Essencial

Serei vivo, permanecerei vivo... Enquanto este tambor Não parar de bater Serei vivo, permanecerei vivo... Enquanto as cortinas da vida Estiverem abertas A minha sensibilidade de Luta, esperança e sonho Serei vivo, permanecerei vivo... Enquanto este sentimento Tão sublime e espetacular! Me preencher em todos os seus tons Vermelho, verde, cinza... Amor sublime amor! Neste momento qual é sua real cor?

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Mirian da Conceição Silva Porto Nacional - TO

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Delirium Amoris

Por vezes se veste de cartas ridículas feitas da pena imagética de Fernandos e Pessoas Ainda ontem a vi na fumaça cinza e nostálgica dos cigarros de Noel Rosa Quando sagrada costuma deleitar-se nas epístolas de Corinto na lira afetuosa dos hinos de Salomão Quando profana aboleta-se no brilho-carmim das prostitutas na orquestra de sons e sussurros dos corpos

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Quando vívida acomoda-se no sopro fecundo sobre o barro no silêncio do ventre feminino Quando mortífera desfere adagas em Shakespeare, Montecchio e Capuleto no suplício mântrico de Inês de Castro Por onde semeia as suas begônias? Onde enxuga as suas lágrimas? De onde tira força para mover pedras maciças de sepulcros? Amor, lépido amor, responda-me! Moacir Ribeiro da Silva Natal - RN

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O amor então então o amor é arte parte de um grande escopo o suspirar de um sopro o despertar de um palco

em vão o amar se parte não interage sem um certo esforço o bocejar do sono o deslumbrar do mágico então o inesperado descortina-se um novo ato de um

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belo encontro o revelar de um conto o gargalhar do palhaço embora o resultado imagina-se tão complicado em um mero enrosco o delirar de um ponto o dedilhar de um clássico

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o amor, então de fato é a surpresa de um circo a emoção de um show lágrimas e risos de um teatro amar, então, é viver um eterno espetáculo Murilo Forchetti Matheus Monte Mor - SP

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Saber ou Ser Amar eternamente Belo e inocente saber Sabor inesperado Do ilustre amanhecer

Sentimento doce e frágil Como uma estrela a brilhar Luz que ilumina o caminho Para o mais belo luar.

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Amar, amar, o amor Como um imenso e iluminado teatro A mais bela fala, o precioso dom És Amor! Viva esse espetáculo! Nara Fabrício de Oliveira Emaús - RN

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António

Alentejo, desejo, molejo. Um lampejo lusitano. A distância cruel de vinte e cinco graus E alguns meridianos. Tenho inveja dos fados Que ao sair dos teus lábios Roubam a tua atenção. Não esqueça a morada Sei que em tua jornada Voltarás ao meu chão. O teu sorriso singelo Desconstruiu o castelo E eu então entendi. Despirei o meu corpo Se quiser, minha alma E entregarei para ti. Ao som da viola portuguesa Perguntarei o que deseja Beja, beija, seja Meu, agora e aqui. Volta, fadista! Volta! Mostra-me o que sabes fazer.

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Dedilha o meu corpo, Afina o meu som. Numa escala simétrica, Quero regozijar em teu dom. E ao momento do toque, Em posição de vanguarda Antes que eu, aos santos evoque Esperarei tua entrada. Dança, fadista! Dança! Dança com teu quadril junto ao meu. Enterra assim o meu nome Glorifica o merecido apogeu, Sacia tua fome! O gozo não foi apenas teu. E ao abrir dos olhos A realidade me espera De outra atmosfera acordo, Era só uma música.

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Nathalya Katharinne Rodrigues Costa Recife - PE

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Linguagens do amor Semear sonhos. Cultivar fantasias. Sem pedir licença... Descobrir segredos com ternura e simpatia. Adentrar pensamentos... Sem portar a chave ou acionar a campainha. Sentir sensações. Sorrir ao vento. Apagar dúvidas com a borracha do tempo. Invadir corações. Conquistar com sutileza. Provocar emoções. Afugentar a tristeza.

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Abraçar a lua. Chorar ao violão. Transformar noites em eterna canção! Perder-se no tempo e o no espaço. Fazer da vida um eterno espetáculo... Linguagens do amor. Minúcias da paixão. Modos de amar em cada coração! Neuda Batista Mendes França Barro Alto - GO

Deletar a saudade. Destruir a solidão. Libertar o pensamento. Esquecer a razão. Eternizar a lembrança. Dialogar com retratos. Confiar no destino. Ignorar os fatos. Escrever juras em cada estrela do céu. Declamar poesia... Fazer serenata... Tocar a brisa. Vagar a léu.

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Fluida

Beijo. Beijo que arde em total silêncio. Astuto, sedento beijo. Flagrante silêncio. É nu o suor da minha alma em tua boca Nesse momento de glória, mulher. E até que se rasgue o véu do infinito Na dança louca que se perde entre nós - a sós, Serás para sempre meu último desejo. E tua pele o meu fim. Niter Cesar Alves Vantil Vila Velha - ES

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Amor de Arco-íris

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Sou um arco-íris Abro os olhos Vejo meu mundo perfeito Cheio de cor Que grande espetáculo É o amor Num desabrochar Uma linda flor Uma brisa leve Uma terna afeição Uma mãe tem seu bebê E no seu olhar alegria Satisfação Crianças brincam na chuva Esperando me ver Esperando o sol Sentir seu calor Ver o campo florir Ficar feliz Fazer um amigo sorrir Na minha paz Um lindo casal Abraços apertados O beijo sela Uma vida bela Um amor sem igual

Pelas minhas cores viajo Em meu coração levo um recado Ser feliz é o mais importante Almejo na vida Gestos marcantes Cores vibrantes Ser seu contentamento Viver o amor Aparecer a cada momento Patrícia Moreira Herksedek Boa Vista - RR

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(Des)encontros

“Meus olhos te encontram no compasso do meu corpo. Beijos que parecem os últimos e os primeiros. O meio de um fim que me envolve... Deixa-me calada, espera-se tudo e nada. Mãos que se entrelaçam na pele de um tão quão a do outro. Caminhos em que sorrisos são traçados aos poucos. Quanto então já não sabemos quem somos... O nosso cheiro se mistura em um só. Mãos, braços, pernas, e bocas se tornam únicos. O Meu corpo, o seu... O nosso enfim. Em movimentos que acabam e ainda continuam... ...Dentro de mim.” Patricia Oliveira Vera Palmas - TO

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Que és, amor?

Que és, amor? Zéfiro que nos prega trotes pueris, Que nos desfralda, rindo, as distraídas velas, E faz singrarem ao mar as caravelas Do coração de quem procura ser feliz.

Que és, amor? Aquarela que nos chega como espetáculo, Pelo qual se amansa a mais terrível fera Que nos translada sutilmente à primavera, Estação de rama e flor, borboleta e prado.

Que és, amor? Se brando, envolve-nos em quimeras, Mas agigantando-se para vendaval Arrasta à casa de Neptuno a nau Quando o desprezo nossa alma vitupera.

Que és, amor? Quis eu dizer-te por humildes versos, Mas como o saberei se não conhecê-lo? Teu sorriso me basta para, então, vivê-lo... Para crê-lo, um beijo... para tê-lo, um gesto.

Que és, amor? Mandrágora de todos os amantes, Fortalece a virtude dos desejos Que a saciá-lo colhi, em vão, mil beijos, Pois dele mais senti animação constante.

Paulo Frontin Pio dos Santos Dom Eliseu - PA

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Que és, amor? Lume de Piro que incendeia a noite Febre terçã, entorpecente da razão, Se nos embriaga na chama da paixão Queima-nos suas labaredas com açoites.

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Dançando na chuva

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Chegamos juntas. A chuva e eu A chuva mais atrevida Desenhava a minha silhueta desprevenida Dentro de mim uma claridade azul Pairando sobre o silêncio. Tirei a máscara encharcada Deixei à mostra a mulher de pedra bruta Vinda das nascentes, cheia de encanto Pés descalços e alma desnuda Que ao seu lado transmuta Dança na chuva e rodopia Faz malabares no seu abraço Pelos seus beijos, gracejos. Chegamos juntas – a chuva e eu A chuva, simplesmente porque choveu Eu fiz presente a sua ausência muda

Em cada momento vivenciado Nas luzes que se apagam sempre Quando termina o espetáculo E nas cortinas que se fecham no final de cada ato. Do amor espetáculo, restou a chuva e eu Sem palco, luzes ou tempestade Sem o feliz para sempre Como sempre. Perpétua Conceição da Cunha Franca - SP

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Poema simples pra amar depressa traz canteiro e pimenta, contribuo com casa e magenta, e o resto se inventa. Rafael Luiz Zen Brusque - SC

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Vertente de sentimentos

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Quando a mente se abre para o íntimo E a utopia mais parece terrena, Como uma bela aventura amena, E cada dia se passa como último.

Pois no frio da solidão nasce o lamento De quando falta sente do calor de seu fogo E o coração bombeia vida para o corpo todo, Assim, no frio, a pele transpira sentimento.

O ego cede, dando lugar à fraternidade, E o cuidado que era seu não mais importa, Pois há alguém que agora o conforta Pelo amor, que é cuidar de verdade.

Sentimento que a face toda inunda, Quando a lembrança recria algum momento, Que na presença do outro se faz o tempo Capaz de perdoar a dor mais profunda.

Porque é o amor que tudo comanda, É ele o senhor de todas as emoções, Compositor das mais belas canções E o adubo da mais frondosa planta.

Rafael Marinho dos Anjos Aracati - CE

É algo que de tão grande enche a mente, Capaz de ofuscar o brilho de todo o ouro E fazer parar a busca de qualquer tesouro, Pois a maior riqueza está no que se sente. Porque no outro se encontra a maior fortuna, Assim surge o desejo de ver a toda hora, Para alimentar o amor, que o peito revigora, Antes que a distância o consuma.

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Roda-gigante

No céu, botões de fogos coloridos espocam pelos campos do luar... Entre as sombras um bando de cupidos dispara flechas dando voltas no ar. E na roda-gigante o alto a galgar, lembramos o parquinho em tempos idos, com a vitrola em banal cantarolar, embalando os casais enternecidos. Move o brinquedo uma emoção serena... Par e par sobem corações amantes... Com o passado e o porvir na mesma cena, gira a roda o infinito de nós dois: a mocidade a extravasar nosso antes, a velhice a espelhar nosso depois...

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Reginaldo Costa de Albuquerque Campo Grande - MS

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Amor. Viva esse espetáculo Amar é arte É pintura interna, fotografia familiar. Amar é uma sessão de filmes. É conjunto de palavras em um caderno. É liberdade de expressar. É leitura de acordes. Clique certo pra registrar. É badalo em ritmo lento. Amar antes de tudo é ousar. Roberta Sâmya Matos Coelho Caucaia - CE 106

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Soneto à parte amada E serei todo em ti fidelidade, Ao tempo que de agrado nos convoca, Amarmos mais que a vida, mais que as horas, Que passadas, trarão bela saudade. Pois te amo e tu carregas minha parte, Dessa alma que de gêmea já te implora, Não deixes esperando, ela chora, Da certeza que via felicidade. Vem, pois é chama de mágico instante, Que de momento faz-se cortejada, Como fonte febril de mais constante. E se te digo, minha parte aguarda, É da esperança que não tão distante, Eu possa me juntar à parte amada.

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Roberto Weber de Menezes Milla Manaus - AM

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O Ciclo do Amor

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O amor que a mãe sente por essa criança de repente que em susto apareceu tornou-se tão grande quanto o seu ventre cresceu. E agora mais amada meio assustada vem do seu lado abre os olhos em rosto esfumado: é espetáculo de amor é fino retrato é vida em flor. E o tempo que não perdoa como um relógio quebrado girando à toa vê estrelas no palco desta vida enquanto a semente querida estreia no amor toda vestida de flores brancas e cheirosas – rosas de despedida.

A mãe que cultivou essa vida com lágrimas de amor despede-se de sua flor para torná-la crescida. O susto da descoberta que teima em aparecer não impede essa flor de viver novo espetáculo que acerta e que a mãe aceita em dor: – Minha flor querida no palco de nossa vida a estrela é o amor! Rosa Maria Bueno Matos Monte Mor - SP

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Eu canto

Eu canto porque o amor existe eu canto porque o amor insiste eu canto porque o amor não é semente amar o pressentido não faz sentido amar agora é preciso porque o futuro é sempre indeciso eu canto porque o amor existe eu canto porque o amor resiste eu canto porque o amor é urgente amar o perdido não faz sentido é preciso amar como se o ontem não houvesse existido

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Rui Werneck de Capistrano Curitiba - PR

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Doses de amor Amor, o elixir da vida, Motor do coração. O sentimento sem medida. Remédio sem contraindicação. Vibrante, Infalível, Viciante, Agradável…

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Abuse de suas doses! Mais amor, mais vida! O efeito é imediato. Recomenda-se uso diário. Sabrina Areias Teixeira Cataguases - MG

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O maior espetáculo!

Os palcos são feitos de sentimentos E o diretor-geral chama-se o Tempo ‘Venham, venham todos assistir à nova atração’ – Grita o menino de recados, com os olhos arregalados Ao divulgar o espetáculo: O surgimento de uma paixão Também fazem parte desse encantado teatro O nascimento do filho, registrado no porta-retrato, A amizade verdadeira aplaudida com um abraço O artista principal, nunca para Se pinta de vermelho, se veste de renda Ele cambalhota, desafia, pula e tenta Fazer da vida sua maior inspiração Ele se chama Amor e se enfeita de mil fantasias Podemos encontrá-lo no espelho Ou na lembrança de uma melodia E quando a cortina se fecha E pensamos que só nos restou o cansaço Eis que tudo recomeça e o artista anuncia: Eu sou o Amor e venço qualquer obstáculo Minha plateia são seus corações, então Venham comigo, viver meu grandioso espetáculo!

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Samelly Xavier da Cruz Campina Grande - PB

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Menina

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Menina que ainda não vi Sois aquela que mais amo Tão ansiosa espero por ti Por teu nascimento clamo

Meu ventre abandonarás Mas jamais a meu coração Em meus braços dormirás Enquanto entoo uma canção

Como é difícil o esperar Quando estás tão perto Em minha mente a girar As dúvidas do que é certo

E meus olhos a te mirar Nublados de felicidade Sei que eu hei de chorar Ainda seremos uma unidade

Tenho medo minha menina Pois não sei o como será Cuidar de ti tão pequenina A vida que de mim sairá

Samila Cavalcante Lages Macapá - AP

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Vontade

Tenho grã vontade de dizer que “te amo”, Mas na confusão deste meu louco mundo Pode não ser momento oportuno E pode ser apenas grande engano. O que sinto é, porém, mais que confuso, É estranho, traiçoeiro e doloroso; É também incrivelmente prazeroso – É o real mundo meu, no qual mergulho. Há saudade e alegria mutuamente; Há felicidade e dor em todo instante; Há vontade de fugir e aprisionar-me; Há vontade de sumir-me de repente; Há vontade de amar-te num rompante; Há vontade de em ti pra sempre atar-me.

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Sergio da Silva Santos Rio Branco - AC

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O Misterioso Espetáculo do Amor

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Proteção segura Que me cura, Me salva e me mantém viva, Grávida de sonhos, alma entumecida De grãos, de brotos e sementes: -Mulher frutificada de repente Em princípio ativo de um Sol crescente, Sintoma associado à cheia lua.... -Eis a magistral fórmula de ser tua: Sou mais que gente, Adubada terra parideira Renascida em seiva fitossaneante, Talvez molécula colorideira Que me redime de toda e qualquer dor. - Seja Bem-Vindo em minha Vida: Ó misterioso espetáculo do Amor... Sylvia Odinei Cesco da Silva Campo Grande - MS

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Cântico de Amor Peço licença aos céticos Para acreditar nesse amor Que esse amor ainda está em uso Malgrado tantos abusos Impingidos ao coração Que esse amor é meio piegas Meio démodé Pode até se dizer Mas que coisa encantada! É como brinquedo novo Na mão da criançada

Peço licença aos puritanos Para despir esse amor Meio pecador que não se confessa E não deseja nenhuma penitência Nem clemência Esse amor sem mandamentos nem leis Sem artigos, sem permissão Sem registro de união Mas que já se embrenhou em meu ventre E se confundiu com meu cheiro E me tatuou o corpo inteiro

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Peço licença aos insípidos Para provar desse amor Que tem gosto de néctar sagrado E de fruto maduro roubado Que é puro deleite Que é mais que o pão ou o leite Alimento que se degusta Feito café bem quentinho Depois de um banho de chuva Peço licença ao mundo Para viver esse amor Tânia Maria Souto Said Teresina - PI

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Eros

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Vestes longas anáguas clarividentes Visto que o mundo lhe serve de palco Usando apenas uma flecha e arco Para arrumar-te mais um pretendente Assim ele vai voando sem parar À procura de novos horizontes Em moças e em rapazes trepidantes Sua missão é sempre a mesma, flechar Talvez a moça distraída ainda não sabe Uma flecha certeira ainda cabe No seu triste e donzelo coração Um rapaz igualmente puritano De origem humilde e clã cigano Transformando em uma só canção Thalles Chaves Costa Mossoró - RN

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A vida que eu queria Brevíssimos instantes. Respirar delirante. Vontade de gritar.

Vivê-lo todos os dias, Seria ganhar na loteria, E a vida, assim, validar.

Olhos fixos, ávidos em falar, Noutras ocasiões, se desviam. Mãos suadas, na coxia, Para um dia achar lugar.

Pudesse surgir, tal qual poesia, Ou promessa do sol de nascer, No despertar de cada dia.

Inquietação no peito. Fuga que pede arrego. Impossível controlar. Como se desviar, Se, de mansinho, se arruma. Corre livre feito duna, Mas raízes quer fincar.

Thays Costa Niterói - RJ

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Todos, ou quase, à procura. Nele estaria a cura, Da raça humana a clamar.

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Voo além

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Voei entre arco-íris Em florestas acaloradas me atirei Sentia a brisa bater levemente em minha face Abandonando o seu doce aroma Como oferenda ao meu encanto Voei sobre rios de águas claras Voos rasantes me banhavam a alma Fui hóspede da natureza em dias de tempestade Acampei em ninhos afáveis Em minhas viagens, a cada parada, deixava um ser admirado Agradeci a liberdade de existir Fui cúmplice do amor Quando em dias de serenata O meu canto se misturava ao canto do ser apaixonado Num dia sereno, Ao me despedir do sol À espera do encontro da lua com as estrelas Fiéis companheiras desde o meu existir Senti um perfume brotar por trás da

árvore que me sustinha Num solo fértil, a terra arada parecia abençoada Um novo cenário se abriu aos meus olhos Uma paz adentrou o meu ser Como um pássaro rendido Curvei-me àquela imagem Em estado de graça, Vesti-me de ternura Agradeci a Deus por cada voo E cortei as minhas asas para viver o meu AMOR. Valéria Costa Pinho Feira de Santana - BA

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O Amor não tem sexo Um a um, se vão meus pensamentos Me foge a razão, esvai-se o siso Distante assim do outrora meu juízo Imerso em sonhos teus, deslumbramento Acordo em riso, prossigo em devaneios Meus olhos buscam em vão as formas tuas Adoro em ti a imagem que insinuas Negando em mim vontades que entremeio Terno delírio, calma desesperança Eis do que vivo, e eis tudo o que não quero Rota paixão, que não sem dor reitero Outro martírio, o espírito então se lança Sabe o que há de vir, espera que aconteça Aos braços teus, sem medo algum, Luana

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Vanessa Nathalia Amorim da Silva São Luís - MA

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Farmácias Pague Menos. Saúde para ganhar o mundo. É o amor pelas pessoas que faz a gente ser grande. E que transformou o sonho de levar saúde em realidade. É esse amor que move as mais de 16 mil pessoas que fazem a única rede de farmácias com mais de 600 lojas em todo o Brasil. Seja em Fortaleza, São Paulo ou em Manacapuru, no meio da Floresta Amazônica, a Pague Menos está presente. É esse amor que inspira a criação de soluções inovadoras para um mundo que se transforma cada vez mais depressa. E a gente não vai parar. O sonho não vai ter fim. Porque onde tiver um brasileiro, a gente vai estar por perto.

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Profile for Pague Menos

3º Concurso Literário Farmácias Pague Menos  

Amor. Viva esse espetáculo.

3º Concurso Literário Farmácias Pague Menos  

Amor. Viva esse espetáculo.

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