Issuu on Google+

• • • • • • ent

Nesta edição:

definições atuação especificidades mercado profissionais empresas oe d is

cus

são

t

b a lh

s

tra

d e s i g n g r á f i c o

i

o1 º

revista do design gráfico do grupo 2 2010_2

v

açã

e

tu gru rma d po 2: o des des ig ig n n 2 0 grá 10_ f ic o 2 ( c a • in r lo s t r o d u , fe rna ção a nda o , jé d e s ig s s ic n • a, p a b u n id lo e a d e v it o I • r) apr es

r a


turma do design 2010_2 • introdução ao design unidade I • apresentação 1º trabalho e discussão grupo 2: design gráfico (carlos, fernanda, jéssica, pablo e vitor)

editorial Desde o inicio da vida, o homem procura por formas de representar visualmente suas ideias e facilitar o entendimento das mesmas. Por muito tempo desenhos foram feitos mesmo sem as pessoas terem consciência de que estão fazendo design gráfico. Pinturas em cavernas pré-históricas, colunas em Roma e manuscritos da idade Média já apresentavam alguns aspectos do design gráfico. Na transição do século XIX para o século XX, com toda a industrialização do período, o design gráfico passou a ter maior importância devido às necessidades criadas pelo capitalismo emergente. Em 1922, o termo design gráfico foi criado referindo-se as atividades de indivíduos que trazem ordem estrutural e forma à comunicação impressa, a partir dessa definição formal, o design gráfico cresceu e é encontrado em vários momentos da história humana. O mercado de trabalho para o designer gráfico se torna cada vez maior, devido a grande variedade de áreas em que ele pode trabalhar. O design gráfico está presente diretamente em nosso cotidiano com basicamente a função de nos passar uma mensagem ou facilitar a sua compreensão visualmente, seja ela por meio de placas de trânsito, anúncios, panfletos, outdoors, dentre outros trabalhos que o designer pode desenvolver. Bibliografia: http://en.wikipedia.org/wiki/Graphic_design (Acesso em agosto 2010) http://pt.wikipedia.org/wiki/Hist%C3%B3ria_do_design_gr%C3%A1fico (Acesso em agosto 2010) http://pt.wikipedia.org/wiki/Design_gr%C3%A1fico (Acesso em agosto 2010) http://www.infoescola.com/profissoes/designer-grafico/ (Acesso em agosto 2010) http://www2.uol.com.br/aprendiz/n_revistas/revista_profissoes/agosto00/artes/designg/index.htm (Acesso em agosto 2010) Design – John Heskett

06 07 10 16 22 28

definição

área de atuação especificidades

mercado profissionais

empresas


de desenho, mas não só. O Designer Gráfico tem como principal moeda de troca a habilidade para aliar a sua capa-

Entendamos o Design Gráfico como uma forma de comunicar visualmente um conceito, uma idéia, através de técnicas formais. Podemos ainda considerá-lo como um meio de estruturar e dar forma à comunicação impressa[1], em que, no geral, se trabalha o relacionamento entre ‘imagem’ e texto.

Wikipedia

definição

“É o ponto de interseção entre a arte e a comunicação.” Eliana Formiga - Diretora e Professora da ESPM-RJ

issão a prof gner m u e se d desi área Trata- cabo pelo a sua a e a d d n a e lev est ios os me o que gráfic aos divers icação, o un nte, de açã os de com etame r c n s s o impre do, mais c ções: a an result uintes aplic g e nas s os na onceit tária; c e d lici ção • Cria icação pub tiva n u r o p a com de cor a d i t n u • Ide em (o ding); (Bran de embalag ); gn • Desi ging Design a k ; c l Pa ão); itoria alizaç gn ed • Desi tica (ou Sin lé • Sina afia; gr o p i • T

cultura visual, social e psicológica. Não é apenas um mero executante, mas sim um condutor criativo que tem em vista um objetivo comunicacional. O estudo do design gráfico sempre esteve ligado à outras áreas do conhecimento como a psicologia, teoria da arte, comunicação, ciência da cognição, en-

6

tre muitas outras. No entanto o design gráfico possui um conhecimento próprio que se desenvolveu através da sua história, mas tem se tornado mais evidente nos últimos anos. O designer gráfico pode trabalhar em diversos setores, criando marca, logotipo e embalagem; em agências de publicidade, fazer

cidade técnica à crítica e ao repertório conceitual, sendo fornecedor de matéria-prima intelectual, baseada numa

área de atuação

Um designer gráfico é, convenientemente, um conhecedor e utilizador das mais variadas técnicas e ferramentas

programação visual de folhetos, anúncios, formulários, sinalização aérea e de rua; trabalhar com animação, gerando vinheta para TV e cinema; em empresas de design; na parte de editoração, criação capas de livros, jornais e revistas, além de produzir audiovisuais, home pages (web design), CD-ROMs.

7


as

espe cifi cida des

Os nichos e braços do design gráfico são muitos. Essa afirmação é tão certa como a versatilidade do próprio ser humano em se adaptar a diversos meios e situações, pois de fato o mesmo acontece com o leque de especialidades que constituem este grande tronco do design: o “design gráfico”.

10

O profissional do design que sempre se encantou com as milhares de possibilidade que a imaginação, uma folha de papel e um lápis podem oferecer, certamente encontrará no design gráfico, também, muitas possibilidade de criar peças gráficas que transmitam algum tipo de sensação e provocação nos usuários, clientes, frequeses, leitores, observadores, internautas e espectadores do mundo da comunicação. Ou seja, o campo para o designer gráfico é vasto e ele pode explorar diversas es- aplicado à estampa pecificidade da atividade, ria. O design gráfico tais como: pode transformar uma coleção de moda atra - design de super fície: é a vés das construções relação existente entre a gráficas na estampa moda e o design gráfico ria, assim como os

desenhos estampados constituem um vasto campo para apro priações simbólicas coletivas dentro da construção das subje tividades.

-ilustradores: estes podem ser ainda, os mais românticos para criar ilustraçoes suves que possibilitam transmitir sensações aos observadores, é uma espécie de

arte com crítica, comunicação, conceito e reflexão. -diretores de arte: atuantes na área da publicidade, talvez este seja o campo onde o designer

será mais exigido pelo mercado por tudo que aprendeu sobre design. -comunicação visual: orientar, informar e dialogar através de signos visuais é a tarefa dos

11


designer que solucionam problemas de comunicação em locais de muito acesso e contingente. -editores ou diagramadores: são designers que criam projetos gráficos capazes de sintetizar a personalidade de uma revista, jornal ou periódico qualquer que a função de fidelizar o leitor pelos atributos da peça gráfica, dando força ao cíclo de relacionamento entre os anunciantes, o veículo e o leitor. -criadores de marcas: existem indivíduos que preferem usar o design somente para criar marcas ou identidades visuais, e muito se deve à metodologia absorvida na faculdade. É um produto que se paga muito bem, pois é um processo

12

de muita pesquisa, método cuidadoso e muito repertório para encontrar o conceito que se encaixa com o perfil do cliente e com seu público. -criadores de tipos ou fontes: são designer que se apai xonam pelas várias per sonal idades e estilos de fonte s que nunca mais conseguem largar esta relação. Sempre buscan do a originalidade os proje tos especiais, ge ralmente, nem mesmo os clientes percebem que precisam oferecer um estilo ainda mais customizado e já não tem como encontrar essa solução. Pois é neste momento que a criação de uma nova família de fontes irá satisfazer o seu público, pra lá, de exigente.

-designers do meio musical: em geral, estes profissionais também possuem um pé no meio musical. E por já possuir um repertório do mundo musical, conseguem criar com maior facilidade, projetos de todas os estilos da música, e criam, desde marcas até o projeto do show, campanhas de divulgação e toda necessidade singular das produções musicais. -capistas de livros: os profissionais que conseguem conceitos fantásticos, através de uma capa de livro, tabém são bem valorizados no mercado. É um braço do design gráfico muito procurado pelas editoras. Podemos conferir esse potencial em qualquer livraria.

13


mercado

“Indubitavelmente estamos inseridos num mercado crescente, que é impulsionado por empresas de pequeno e médio porte, neste sentido, o designer esta diante de um amplo universo de possibilidades de trabalho”. Leonardo Nunes

Atualmente o design gráfico é muito requisitado, pois estamos em plena era da informação e o visual de um jornal ou revista é um dos fatores que fazem os leitores se manterem fiéis à publicação. Além de peças publicitárias, onde o design é muito importante para conquistar novos clientes. Senso estético apurado e domínio das ferramentas de trabalho são pré-requisitos do designer gráfi“Desenho industrial, co. Como poucas pessoas no comunicação visual, mercado são programação visual, projeto realmente quagráfico, desenho gráfico (...) lificadas, quem São tantos os designativos para prova seu talena profissão que volta e meia to normalmente surge novamente à questão de se destaca e é valorizado. se encontrar um nome único Não faltam capaz de sintetizar e traduzir o opções de trabaque fazemos. E isso não é nada lho para quem fácil...” se especializa em design gráfico. Empresas de (Strunck – Viver de design). produção gráfica, editoras, estúdios fotográficos e estúdios de webdesign são os destinos mais comuns de quem se dedica ao design gráfico. Apesar disso, há alguns problemas relacionados ao mercado do design gráfico no Brasil. A começar pela falta de regulamentação da profissão,que é reconhecida pelo Ministério do Trabalho mas não conta com um

16

órgão semelhante ao CREA ou à OAB. Como consequência,ter um diploma em curso superior de design gráfico não é obrigatório para trabalhar na área. Um diploma, nesta área, ajuda muito, mas não é, ainda, determinante e que vai valorizar o profissional, mas principalmente um portfólio atraente,com identidade própria e uma ótima bagagem acadêmica. Mesmo com os problemas do mercado brasileiro de design gráfico, o mercado é bastante promissor e só tende a melhorar, considerando a evolução dos meios de comunicação com os quais o design gráfico está diretamente envolvido. De acordo com a Revista DG (Design Gráfico, nº 87) existem problemas no mercado de trabalho e um dos problemas no mercado de design é a falta de discernimento dos clientes sobre o nível dos designers que estão contratando. O cliente quer pagar para uma empresa de grande estrutura que tem custos operacionais altos o mesmo preço que pagaria para um designer que trabalha em casa ou com uma pequena estrutura. Os designers reclamam também de insistência dos clientes e trabalhar com concorrência não remunerada. Apesar disso, eles consideram que os clientes estão amadurecendo e percebendo a importância do design, só falta pagarem o preço justo.

17


opinião Para o mercado crescer e aparecer alguns dos designers sugerem o fechamento das escolas de design, embora a maioria acredite que os bons designers sobreviverão mesmo com o aumento da concorrência. Os próprios designers reconhecem também que é precisam trabalhar mais para que os clientes valorizem o design e paguem preços justos. Ana Luisa Escorel, designer com projeção internacional, forte atuação no meio acadêmico e com diversas matérias publicadas em diversos veículos, como Folha de São Paulo, autora do livro “Efeito Multiplicador do Design”, apresenta sempre uma visão crítica sobre o design. Segundo ela, é comum que o campo do design seja invadido por outras áreas, como o marketing, por exemplo. Isto ocorre porque um projeto de design nunca está em uma “linha reta que conduz o profissional do conceito à fabricação.” O interesse financeiro, comprometido com as vendas, em muitos casos é a direção do trabalho, deixando-se de atender as “necessidades específicas a serem abordadas por meio das metodologias de projeto, próprias do design”. A criação acaba por atender ao gosto do cliente; dificilmente a decisão será definida por quem vai consumi-la, ou com base na visão do consumidor, que é geralmente de onde nasceu o trabalho e de onde se busca os conceitos. Outra dificuldade é que as questões culturais no Brasil também regem o posicionamento do design, em comparação a Europa, América do

18

Norte e Japão. O marketing também é trabalhado estrategicamente, mas a diferença é que seu domínio é muito mais limitado. Isso favorece a atuação do design. Na Europa, folhetos de materiais promocionais que promovem por exemplo, eventos ligados a dança, shows culturais, campanhas educativas, não podem ser explorados comercialmente como é feito no Brasil; empresas não podem aplicar seus logotipos ligando o evento a sua marca, com o objetivo de promoção comercial. Este tipo de evento é tratado como cultural e toda a criação é definida com este conceito, sem a necessidade de fiscalizações, pois a cultura é respeitada. Oportunidades O ensino da graduação em design gráfico interage com o mercado de trabalho, tornando-se o principal responsável pela dependência entre eles. Neste cenário, atuando como principal responsável pela formação profissional, à universidade precisa saber o que o mercado necessita, e, ao mesmo tempo, o mercado precisa estar informado sobre o que a instituição de ensino oferece. Desta feita, o desenvolvimento de um irá refletir de forma significativa no outro, fazendo com que eles possam evoluir progressivamente. Não obstante a discussão, percebemos que é necessária uma mudança no processo metodológico aplicada na maioria das instituições de ensino superior, de certo, o embasamento teórico inerente à parte conceitual prepara melhor os alunos para o campo profissional. Corroborando com o ex-

posto, Cadaval (2004) comenta: Acredito que os cursos superiores de design devam preparar o profissional na parte conceitual, informativa e histórica. E não dar ênfase a treinamento em software, mesmo porque esse é o tipo de coisa que muda a cada dia. Nesse sentido, acho que as escolas devam sim, oferecer uma formação mais generalista, mais básica e deixar aberta a possibilidade de atuação deste profissional em diversas áreas, aliás, penso que as boas escolas já fazem isso. (CADAVAL, 2004, p.45). Hoje, o profissional de design gráfico não é privilégio das grandes organizações empresariais. Indubitavelmente ele é um elemento indissociável absorvido também pelas micro e pequenas empresas. De forma inquestionável, percebe-se a mudança de cultura do empresariado. Hoje, ele conhece a importância do design nas organizações, e, visualiza o designer gráfico como um profissional chave para criação e consolidação da imagem positiva de sua empresa. Assim, quando o design é utilizado através de um processo metodológico, e, baseados em critérios, estabelece uma adequada comunicação da empresa com seu público e a sociedade, proporcionando grandes benefícios. Leonardo Nunes É Mestre em Ciências Socias pela UFRN, Pós Graduado em Marketing Empresarial Pessoal e Político e Bacharel em Design pela Universidade Tiradentes. Atualmente é Professor Adjunto I da Universidade Tiradentes e membro do NDE - Núcleo Docente Estruturante do curso de Design Gráfico. Sua área de conhecimento é: Comunicação, com ênfase em Gestão do Design Gráfico, Marketing e Imagem Digital.

VISÃO DO PROFISSIONAL DE DESIGN COM RELAÇÃO AO MERCADO DE TRABALHO

As questões abaixo têm a finalidade de apresentar a visão do PROFISSIONAL DE DESIGN com relação ao mercado de trabalho (clientes, empresários, empresas) como está a relação de negócios. - O que é design? é, essencialmente, a combinação de técnica e talento, a serviço da funcionalidade, da produção a custos exeqüíveis e da estética. - Quem é o profissional de design? arquitetos, profissionais de belas artes,engenheiros, autodidatas dotados aguçado senso estético, enfim, pessoas que com pendor e dom para desenho e projeto, desenvolvam estes talentos mediante uma formação técnica e metodológica adequada. - Onde você procura o profissional de design? No caso de nossa empresa em faculdades ( FAAP – Belas Artes) e no mercado. - Na sua empresa, em que

situação você entende que precisa de um trabalho que tenha relação com o design? Porquê? Sempre , porque nossa atividade é a de conceber e/ ou desenvolver peças para nossos clientes que tenham os atributos da imagem do produto a ser percebida pelo consumidor final, do tipo de ponto de venda onde o produto é exposto e com a linguagem de comunicação do cliente. - O design contribui para o desenvolvimento da sua empresa? Como? No nosso caso, quando fazemos um projeto que reúne os atributos acima mencionados de forma plena, ganhamos a confiança do cliente e expandimos os nossos negócios.

- Como você define sua relação com os profissionais deste mercado e como deveria ser? Interagimos com agencias de criação geralmente dando suporte à viabilidade construtiva da criação do cliente. A relação com os profissionais deste mercado é de cooperação.

o “podemos rever , vamos melhorar” que prolonga desnecessariamente o tempo de maturação de um projeto. - De que forma a gestão do design pode contribuir com a sua empresa? Sempre pela otimização dos recursos de dos prazos.

- O que é gestão do design? A meu ver, seria a aplicação de metodologias de sistematização com procedimentos de modo a otimizar os recursos, disponibilidade de soluções já experimentadas, n controlar e man da Selig Lt bert ojetos melhorar is: o a R o s r e s pes seP ilipp Dado : Ph Display prazos, : e r i a Nom esa: Sel o direto empresa res par minimizar r o ci Emp : Só dade da exposit o i revisões , Carg de ativ ução de o d Ram o e pro a evitando-se riaçã vend c e to d pon

- Como está o mercado de trabalho atualmente?

para prospecção de novos projetos?

É um mercado agitado e ainda há muita confusão em relação à necessidade da profissão. Algumas empresas confundem design com marketing e comunicação. E muitos novos profissionais são lançados no mercado, com pouca ou nenhuma experiência.

Contatos de indicação – o “boca-a-boca” funciona bem nessa área. - Como é a relação do profissional de design com os donos das empresas? Como deveria ser?

É uma boa relação. Mas alguns paradigmas - Quem são e onde estão precisam ser quebrados, as pessoas de contato principalmente em relação que você tem ao “gosto-não gosto”. Dad os p Nem sempre o que o dono Nom essoa is Emp e: A : da empresa quer é o que l e r Carg esa: ZA xandre deve ser feito. Ram o: D W Com Suguim ir unic o oto E a análise dos Com de at etor a ção unic ivida &D de ação esig trabalhos é muita n & D da emp esig resa n subjetiva, na maio: ria das vezes. Mas

um designer com bons argumentos e intenções consegue resolver essas questões. - Como o design pode contribuir para o desenvolvimento de uma empresa? Basicamente reduzindo custos e criando valor agregado ao diferenciar uma marca no meio de um oceano de concorrentes. - O que é gestão do design? Dentro da estrutura das empresas trata-se do gerenciamento do desenvolvimento de projetos. Na nossa realidade brasileira,

gerir o design significa torná-lo possível. - Como vem se posicionando o design no mercado? Qual a sua visão de futuro? As empresas já descobriram que uma “cara” diferente ajudar a vender mais produtos e serviços. Mas o design é um pouco mais do que isso e precisa “corroer” os alicerces da empresa, onde deve se infiltrar. Posso dizer que o design para uma empresa é como o estilo para um indivíduo. E estilo é a individualização do signo.

19


O profissional em design gráfico desenvolve idéias e mensagens, utilizando conceitos do processo técnico e muita criatividade, tendo por objetivo fazer chegar ao público informações de forma organizada, rápida e de fácil memorização.

Profissionais

Os designs gráficos interpretam graficamente uma ideia ou um conjunto de informações, sendo que hoje em dia existe uma maior percepção da importância deste profissional para movimentar vendas e tornar uma marca de empresa conhecida em um mundo em que a imagem é um instrumento de comunicação. Os 10 Designers Gráficos Famosos 1. Raymond Loewy – é reconhecido como um dos melhores designers industriais do século XX. Foi Loewy que criou o famoso logotipo da Shell de 1971, que é usado até hoje. Ele também foi o criador dos logotipos antigos da British Petroleum (logo Shield) e Exxon.

O designer gráfico é responsável pela identidade visual da marca, o designer é quem faz o logotipo da marca, é quem tem a função de mostrar o que a marca quer transmitir para o público. Muitos logotipos famosos de marcas importantes foram feitos por designers gráficos que tiveram a habilidade e a criatividade de construir uma verdadeira identificação visual da marca.

22

2. Gerard Huerta – é um designer gráfico com um dos portfólios mais versáteis. Não são muitos os designers gráficos que tem a habilidade de aplicar seus conhecimentos de design em áreas tão diferentes como Gerard faz. Seus designs de logos corporativos famosos incluem Swiss Army Brands, Eternity da Calvin Klein, MSG Network, CBS Records Masterworks, The Atlantic Monthly e PC Magazine. 3. Wally Olins – é reconhecido como um dos mais experientes designers gráficos do mundo da identidade corporativa. Wally foi nomeado para o Prince Philip Designers Prize em 1999 e recebeu a medalha de bicentenário da Royal Society of Arts por seus incansáveis esforços na indústria de design. 4. Chermayeff & Geismar – Ivan Chermayeff e Tom Geismar foram dois estudantes de Yale em meados dos anos 50. Eles são os criadores de vários logotipos de marcas famosas e identidades corporativas. Algumas das suas obras mais prestigiadas são para grandes corporações como a Mobil, Time Warner, Viacom, e a Xerox. 5. Herb Lubalin – foi um famoso designer gráfico dos EUA. Seus mais famosos designs de logo são da Marriage criado em 1965 e o logo Families criado em 1980. 6. Walter Landor – foi um designer gráfico alemão nascido em Munique. Landor ficou mais popular com seu criativo design de logo para a Fedex. A utilização da seta entre a letra “e” e “x” no logo da FedEx é considerada brilhante. Fazendo com que o logo da FedEx seja considerado um dos melhores logos do mundo.

23


7. Sagi Haviv – é um famoso designer gráfico, entre seus vários projetos de identidade corporativa estão os designs de logo para os Parques Nacionais do porto de Nova York, Rádio Free Europe, Library of Congress, e da famosa marca de moda Armani Exchange. 8. Alan Fletcher – foi um designer gráfico britânico. The Daily Telegraph o descreveu como “o designer gráfico mais conceituado da sua geração, e provavelmente um dos mais prolíficos”. Um de seus trabalhos corporativos mais famosos são o logo para a Reuters de 1965, composto de 84 pontos. O logo “V&A” para o Museu Victoria and Albert, feito em 1989 e o logo “IoD” para o Institute of Director, que ainda estão em uso nos dias de hoje. 9. Paul Rand – foi um designer gráfico americano. Ele é famoso por seus logos corporativos, como o logo da ABC, a IBM e da UPS. 10. Saul Bass – foi um renomado designer gráfico do século XX. Ele era bem conhecido para a concepção de títulos de filmes. Seu designs de logos corporativos incluem identidades de marca muito bem sucedidas como a Bell Telephone System Communications, United Airlines, AT&T, Minolta e Warner.

Os nossos caras

Aqui, mostramos alguns dos designer gráficos famosos que atuam no mercado brasileiro, com reconhecimento internacional.

Embora seja natural da Alemanha, foi na Áustria, terra natal de sua mãe, onde viveu a partir dos 2 anos de idade que Hans Donner, formado em Graphic Design na prestigiosa Escola de Design de Viena, de 1965 a 1970, se transformaria no designer que alguns anos mais tarde iria sacudir os pilares da linguagem áudio-visual. Apenas dois anos depois de formado, ao mudar-se para o Brasil, foi contratado para formular a identidade visual da Rede Globo e criou a lendária esfera tridimensional - considerada hoje uma das marcas mais valiosas do Brasil. Na década de 80 revolucionou a linguagem televisiva, ao inaugurar a era tridimensional na tela, estabelecendo um padrão visual para vinhetas e animações que se tornaria a referência mundial na área, tendo sido copiado por emissoras nos quatro continentes. A frente do departamento de Videographics, da Rede Globo, por ele fundado, há mais de três décadas cuida do look-on-air da quarta maior emissora do mundo. Seu trabalho vanguardista na tevê acabou lhe valendo um enorme prestígio internacional. Exposições dos seus trabalhos foram levadas a Paris, Londres, Roma, Milão e Nova Iorque e Singapura. Esta fama lhe valeu alguns convites importantes, entre os quais o do presidente do Centro Georges Pompidou, o famoso Beaubourg, que confiou ao seu talento a criação da marca comemorativa dos dez anos da instituição.

Hans Donner

Dedicou-se em sua fase inicial sobretudo a projetos editoriais para clientes como os jornais Le Monde e Libération, a revista L’Expansion e as editoras Hachette e Gallimard e projetos de exposição para o Centre George Pompidou, IBBY/UNESCO, o Thêatre de Sartrouville e a Klartext Verlag editora da revista Kultur Revolution, parceria iniciada em 1982 que perdura até hoje. O Rico Lins +Studio atuou por um periodo breve em Londres, nos anos 1985-86, desenvolvendo projetos para a WEA International, Free Jazz Festival e City Limits e de 1987 a 1995 em New York para CBS Records, MTV Networks, Time Warner, Newsweek, The New York Times, Random House, MIT Press e The NY Public Theater. Rico Lins

24

Sediado em S. Paulo desde 1995, Rico Lins formalizou o coletivo em território nacional através da RLS Comunicação, que vem desde então atuando em três vertentes: comunicação, cultura e educação, atendendo ao mercado e à iniciativa privada e propondo projetos culturais/educacionais tais como exposições, seminários, palestras e oficinas.

25


Empresas

O Segredo do sucesso Os modelos da comunicação visual - logotipos e propagandas Não existe uma receita LOGOTIPOS Logotipo é a repreou fórmula exata para sentação gráfica de uma marca e com ele a criação de logos além do nome, devem e propagandas de ser apresentados os conceitos, princípios e sucesso, mas existem objetivos a serem seguidos, formando uma conselhos que podem identidade visual afim ajudar a planejar de ser reconhecida em qualquer meio que apa- uma estratégia que reça. funcione. Existem formatações que comprometem a qualidade de um logotipo: caos tipográfico usar fontes de várias famílias e tipos diferente, recomenda-se no máximo duas; - muito complexo ou muito abstrato - muita ou pouca informação pode causar confusão para quem vê o logo; - abusar de cores e efeitos especiais; utilização de imagens clichês; copiar designs já mostrados anteriormente; colocar muitos conceitos e não apresentar nenhum claramente. Para criar um signo visual o designer gráfico deve conhecer os interesses da empresa e aplicá-los de forma conjunta e coerente na representação gráfica. Um bom design facilita a compreensão sobre as vantagens e benefícios oferecidos, transmite credibilidade, confiança e respeito pelos consumidores criando uma fidelidade e será o rosto da empresa no mercado.

AMERICAN A GRANDE POTÊNCIA EM FORD

28

29


COCA-COLA Seu logotipo é simples, escrito em 1886 por Frank Robinson – contador da Jacob’s Pharmacy onde o xarope de noz-de-cola misturado à água gasosa era comercializado inicialmente por US$0,05 o copo. Em 1891 John Pemberton, inventor da Coca-Cola e dono da botica, vende a empresa para Asa Griggs Candler, por aproximadamente US$ 2.300,00, que decide dar visibilidade ao produto, investindo no design e na propaganda, mas mantem o nome e a forma como era escrito - com a caligrafia de Robinson. Em 1894 a Coca-Cola é colocada em garrafas de vidro comuns, alavancando o sucesso do produto, que agora podia ser

30

levado a qualquer lugar. Só em 1916 a embalagem toma a forma atual, a garrafa contour, sugerida por um soprador de vidro com a intenção de que fosse reconhecida até no escuro, posteriormente a garrafa foi apelidada de Mae West, famosa atriz de cinema, conhecida na época por sua sensualidade. Desde o início há grande investimento em publi-

cidade criativa e bem feita que, no começo, vendia um modo de vida (“american way of life”) que muitos americanos não tinham: casais felizes, mães despreocupadas dirigindo carros conversíveis e pessoas de todas as idades bebendo Coca-Cola. Posteriormente os anúncios tomaram uma linha mais de alegria que de mudança social, lançando posters coloridos e chamativos e o slogan “Viva o lado Coca-Cola da vida”. Os comerciais televisivos tem tomado uma forma digital, com explosão de cores, músicas e um sentimento de alegria contagiante. Mas as propagandas de natal, se tornaram um clássico e são mantidas no mesmo formato até hoje: Papai Noel e ursos polares tomando Coca-Cola. O logotipo e o sabor, imutáveis ao longo do tempo; e a garrafa e as propagandas inovadoras consagraram o que hoje é a companhia com a marca mais valiosa. A Coca-Colca Company assume atualmente a fabricação de refrigerantes de vários sabores: limão, laranja, uva, maçã e o original de noz-de-cola.

MARLBORO Com nome inspirado na rua da primeira loja de cigarros de enrolar de Phillip Morris, a Great Marlborough Street, em Londres, a Marlboro é a marca de cigarros mais conhecida e mais vendida no mundo. Em 1924 o slogan “Mild as May” (“Suave como maio”, época da primevera no hemisfério norte) revelara que o cigarro tinha como público alvo as mulheres. Durante a Segunda Guerra Mundial a Marlboro ficou fora do mercado, dando espaço para a emergência de outras três marcas: Lucky Strike, Camel e Chesterfield. Na década de 1950 as revistas Reader’s Digest publicaram textos associando o cigarro ao câncer de pulmão e à outros tipos de doenças, forçando a Phillip Morris Co. e outras marca a produzir cigarros com filtro. Por volta de 1960 a publicidade dos cigarros Marlboro ganharam espaço, associando a marca a um país fictício onde estaria todo o sabor, vendendo, também, um estilo de vida. A frase “Venha para onde está o sabor. Venha para o país Marlboro” era associada a imagem dos Marlboro men: cowboys que passavam a idéia de liberdade. Sendo estes os grandes responsáveis pelo sucesso da marca. Muitas vezes também foram usadas imagens de bebês pe-

dindo aos seus pais para não pararem de fumar os cigarros da marca, e como resposta recebiam: “Sim, você nunca sente que fumou demais... -É o milagre de Marlboro”. Tendo sentido apelativo e politicamente incorreto. Atualmente são 20 variedades dos sabores do cigarro Marlboro, cada um representado por uma cor no maço, ou box, e também as exclusivas de alguns países, como no Brasil o Marlboro Blue (médio) contendo 8mg de alcatrão, 0.8mg de nicotina e 9mg de monóxido de carbono. Após a morte do fundador Philip Morris, de câncer, a sua mulher Margaret e o seu irmão Leopold tomaram conta do negócio e passaram a fazer, também, campanha anti-tabagismo. Em janeiro de 2003 a Philip Morris International mudou de nome para Altria Group Inc. para dissociar a imagem da marca ao tabaco.

31


32

tecnologia da prensa móvel, onde os tipos móveis, agora reutilizáveis - diferente dos tipos chineses - eram arranjados formando palavras e frases que seriam impressas. Na Baixa Idade Média, as folhas escritas com notícias comerciais e econômicas eram vendidas pelo preço de uma gazeta, moeda veneziana, de onde surgiu o nome de muitos jornais publicados na Idade Moderna e na Idade Contemporânea. No Brasil os jornais só vão surgir em 1808, pois anteriormente a Coroa Portuguesa proibia a instalação de tipografias na colônia, e os primeiros serão o Correio Braziliense, editado e impresso em Londres pelo exilado Hipólito da Costa; e a Gazeta do Rio de Janeiro, publicação oficial editada pela Imprensa Régia instalada no Rio de Ja-

neiro com a transferência da Corte portuguesa. A princípio era caligrafia, com os traços de quem a fazia, depois os tipos móveis, e então o modificação dos mesmo. Assim como no design gráfico em geral, o objetivo principal da tipografia é dar ordem estrutural e forma à comunicação impressa. Por analogia, tipografia também passou a ser um modo de se referir à gráfica que usa uma prensa de tipos móveis. Na maioria dos casos, uma composição tipográfica deve ser especialmente legível e visualmente envolvente, sem desconsiderar o contexto em que é lido e os objetivos da sua publicação. Em trabalhos de vanguarda os objetivos formais extrapolam a funcionalidade do texto, portanto questões como legibilidade, nesses casos, podem acabar

sendo relativas. No uso da tipografia o interesse visual é realizado através da escolha adequada de fontes, layout, sensibilidade para o tom e a relação entre texto e os ele-

mentos gráficos na página. Por muito tempo, o trabalho com a tipografia, como atividade projetual e industrial gráfica, era limitado aos tipógrafos, mas com o advento da computação gráfica a tipografia ficou disponível para designers em geral e leigos. Hoje qualquer um pode escolher uma fonte e compor em um processador de texto. Mas essa democratização tem um preço, pois a falta de conhecimento e formação adequada criou

uma proliferação de textos mal diagramados e fontes tipográficas mal desenhadas. Talvez os melhores exemplos O primeiro jornal desse fenôa se manter com meno posrenda publicitária sam ser enfoi o Pennsylvania contrados Gazette, de na internet. Benjamin O conheciFranklin, surgido mento adeem 1729. quado do uso da tipografia é essencial aos designers que trabalham com diagramação, ou seja, na relação de texto e imagem. Logo a tipografia é um dos pilares do design gráfico e uma matéria necessária aos cursos de design. Para o designer que se especializa nessa área, a tipografia costuma se revelar um dos aspectos mais complexos e sofisticados.

CURIOSIDADE

Tipografia No início , em Roma, as notícias eram esculpidas em cera, argila e pedra; depois, na China, eram manuscritas e lá mesmo passaram a ser tipografadas, dando origem a jornais e revistas na forma que conhecemos hoje. No século XV, Gutemberg desenvolve a

33



revista Projeto Unidade I spread