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julho/agosto DE 2012

#87

nova

FISIO Editorial|

Nesta edição entrevistamos a gatíssima Ivy Liberato que foi a vencedora da “Dança dos Famosos” e nos contou um pouco sobre a fisioterapia em sua carreira. Temos a coluna inaugural do Dr. Milton Beltrão que falará sobre a badalada fisioterapia dermatofuncional. Ainda as colunas internacionais da Dra. Jullyana Souza direto da Espanha e do Dr. André Luiz da Alemanha (por falar nisso, se você tem vontade de trabalhar como fisioterapeuta na Alemanha, não deixe de ler na pág 16). E como sempre nosso classificado, a agenda de eventos, o melhor do Facebook com a Tininha e muito mais. Boa leitura!

Oston de Lacerda Mendes Fisioterapeuta - Editor

Índice|

Leia nesta edição.

06 Cartas e Frases. 08 Entrevista com a empresária e dançarina Ivy Liberato. 12 Coluna do Dr. José da Rocha. 14 Coluna da Dra. Jullyana Almeida de Sousa. 16 Coluna do Dr. André Mendonça 18 Coluna do Dr. Milton Beltrão. 20 Coluna do Dr. Geraldo Barbosa 21 Caderno Especial de Pilates. 30. Exercícios Resistidos: Influência de dois tempos de execução. 34 Pilates: As diferentes respostas adaptativas ao exercício entre homens e mulheres. 40 Classifisio. 42 Agenda de eventos. 44 Tininha. 46 FisioPerfil.

Artigos desta edição|

Os artigos são publicados em nosso site.

01 - Fortalecimento do assoalho pélvico através da dança do ventre - Aline Manta da Silva; Ana Paula Leme 02 - Método Pilates - Uma opção de tratamento para algias em gestantes: Relatos de experiência - DORNELLES, L. K; VAUCHER, D. S. 03 - Procedimentos técnicos para o êxito na recuperação do paciente após ressecção pulmonar: Uma revisão de literatura - Patrícia Cristina Andrade; Giovana Pagliari Flores; Jéssica De Fátima Moreira Uscello; Maria da Graça Baldo Deloroso. 04 - Laser diodo 1.450 nm no tratamento da acne vulgar: uma revisão bibliográfica - Polyana Cortizo Debiagi; Flávia Fernanda de Oliveira Assunção 05 - Funcionalidade de pacientes com Doença de Parkinson após programa de hidroterapia: Um estudo de caso - Ering Júnior Barros Coelho; Renata Pereira Duarte; Thamara Fernanda Bastos Freitas 06 - Oxigenoterapia domiciliar em adulto - Michelle Trigo de Moraes; Eliane de Faveri Franqui Barbeiro; Thathiane Cristina da Silva 07 - Efeito terapêutico da dança do ventre em mulheres com queixas sugestivas de dismenorréia primária - Mayara Sonaly Lima Nascimento 08 - Avaliação e comparação da elasticidade do tronco com aplicação do teste de schober em indivíduos desempregados sedentários e trabalhadores sedentários e ativos - Monique Fátima de Carvalho Lima

Equipe|

Veja quem faz a revista que você esta lendo.

EDITORES CHEFE: Dr. OSTON MENDES oston@novafisio.com.br & LUCIENE LOPES luciene@novafisio.com.br SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES nina@novafisio.com.br

EDITOR CIENTÍFICO: Dr. RODRIGO PERFEITO ENDEREÇO DA REDAÇÃO: R. JOSÉ LINHARES, 134 LEBLON - RIO DE JANEIRO - RJ CEP: 22430-220 TEL: (21) 4042-6107 CEL: (21) 8577-9908 revista@novafisio.com.br

ASSINAR E ANUNCIAR: Você pode assinar a revista através de nosso site e receber em casa com todo conforto. www.novafisio.com.br Se você deseja divulgar algum produto ou serviço para fisioterapeutas, esta é a revista ideal. Temos anúncios de vários tamanhos e valores e certamente um deles irá te atender. Além disso, nossos anunciantes são divulgados em nosso site e mídias eletrônicas assim como em envios de e-mails marketing. Ligue ou escreva e comece a se divulgar ainda hoje! NovaFisio.com.br • 5


Cartas|

Mande sua carta também e publicaremos aqui na próxima edição.

Divulgação da Profissão No início do ano li uma matéria do Dr. José da Rocha na Revista NovaFisio sobre o Movimento Brasileiro Para a Salvação da Fisioterapia (MOBRASAFI) e esse artigo e as palavras do Dr. José me chamaram atenção, pois apesar dos avanços que a profissão alcançou, ainda não foram suficientes. Vemos movimentos em prol de um salário digno, mas não é somente um salário que faz do fisioterapeuta ser um bom profissional. Não há uma divulgação da profissão como há nos cursos de Engenharia ou Medicina. E isso faz com que os universitários desanimem em continuar, pois fica aquela sensação de que a profissão não tem destaque e nem valor, e também, por encontrar nos bancos das faculdades uma realidade totalmente diferente do que se pensava. Quando entramos numa faculdade, no curso de fisioterapia, percebemos a profundidade da profissão e sua digna importância para a saúde do ser humano. E com isso, vem a responsabilidade que fica em nossas mãos. Quando iniciei o curso, o coordenador da instituição onde estudo, tentou ser o mais aberto possível para mostrar a realidade da profissão, não somente o lado crítico, mas também seus valores e vantagens. E isso fez com que metade da turma animasse em continuar e buscar cada vez mais ser um bom e diferenciado profissional, mas também teve os que desistiram, pois viram que a fisioterapia não se restringe as coisas que ouvimos e vemos por aí. Essa é a divulgação que precisamos fazer. Mostrar não só para os futuros profissionais em fisioterapia, mas também, a pessoas comuns o que realmente a fisioterapia faz. Até onde a fisioterapia pode ir. Mostrar suas diversas áreas de atuação e o quanto isso pode ser gratificante na vida de um profissional. Camila Veríssimo Estudante do 2º período de Fisioterapia do Instituto Superior de Ensino do CENSA, em Campos dos Goytacazes - RJ. Twitter: @milaverissimoo Facebook: milaverissimo Camila Veríssimo <milaverissimoo@hotmail.com>

Frases|Mande a sua frase: revista@novafisio.com.br “Dias ruins são necessários para que os dias bons possam valer a pena” [Dra. Patricia de Paula Gonçalves patfisio@hotmail.com]

“O homem se torna velho muito rápido e sábio muito tarde, quando não há mais tempo!” [Dra. Sylvia Helena Ferreira da Cunha Henriques]

E você? Mande a sua frase com uma foto para: revista@novafisio.com.br e publicaremos na próxima edição. 6 • NovaFisio.com.br


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Entrevista com|

Ivy

Liberato

Por: Oston Mendes Fotos: Sallorenzo & Dantas

I

vonete Liberato, 29 anos, foi dançarina do Domingão do Faustão por 10 anos e vencedora da 3° edição da Dança dos Famosos (ao lado de Robson Caetano). No mesmo ano, estampou a capa da revista Sexy, uma das primeiras com a temática de dança para revistas de nu artístico. Atualmente, compõe o balé fixo do programa Zorra Total, humorístico da TV Globo, onde também atua como atriz. Recentemente inaugurou um Centro de Estética chamado Corpo&Movimento, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. O espaço é destinado a conciliar tratamentos estéticos e fisioterápicos com reeducação alimentar e exercícios. Ivonete (ou Ivy para os mais chegados) sabe bem sobre o assunto, pois além de cuidar de sua própria estética, ela é formada em Dança, Educação Física e cursou três períodos de Fisioterapia, também já foi paciente quando teve uma entorse na véspera da final da Dança dos Famosos e por isso hoje está aqui, na Revista NovaFisio, para nos contar um pouco sobre esta experiência.

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Bom Ivonete, acho que a primeira pergunta que você deve receber a cada entrevista é, “você é parente do Gugu?” Ah! Não, eu não sou parente do Gugu (risos). Você é carioca? Sim, sou carioca, mas digo que na verdade sou “Parioca” porque minha família toda é paraibana e eu nasci aqui no Rio. Além deste novo projeto de tocar uma clínica de estética, você continua com a dança? Sim, faço parte do balé fixo do programa “Zorra Total” e estou gravando duas vezes por semana. Também sou atriz e faço diversas participações no “Metrô Zorra Brasil”, com Lady Kate, Valéria e Janete e outros personagens fixos. Então continua com a dança? Claro e além das gravações, ensaiamos de uma a duas vezes por semana e ainda quero produzir no ano que vem um musical com ênfase na dança, para o teatro. É um sonho antigo. E no lado empresarial? Como empresária, pretendo aumentar o Centro de Estética. Quero ampliar o Corpo&Movimento, trazer mais tratamentos que cuidem não só da beleza, mas do bem-estar do cliente. Tenho viajado bastante para Europa e Estados Unidos e conhecendo clínicas de estéticas, spas, produtos, métodos e tratamentos. Estou determinada a ensinar a manter a saúde e o peso não só com nossos tratamentos, mas com a conscientização de que sem determinação e disciplina, não há milagres! Corpo saudável, tem que estar em movimento. Como é sua clínica? Aqui nós temos uma fisioterapeuta que eu confio muito e que eu já conhecia antes de abrir o Corpo&Movimento, que é a Dra. Renata Reis. Aqui ela é a responsável pelas atividades com nossos pacientes com Pilates, Shiatsu, Reike, Acupuntura e minhas amigas quando se lesionam já vem direto pra cá. Quando você teve a entorse e fez o tratamento na final da Dança dos Famosos, foi com ela? Sim, foi com ela e com o Dr. Fabricio Escudine. Eles trabalhavam na Globo e fiz o tratamento todo lá dentro. A TV Globo tem um departamento de fisioterapia lá dentro? Sim, tem um posto médico de clínica geral e conta com fisioterapeuta para atender os funcionários. Como foi sua lesão e como começou a fisioterapia? Foi no domingo, no programa mesmo, dançando. Quando eu saí de lá, eu não conseguia nem andar e o fisioterapeuta me aconselhou a tratar o mais rápido possível, para não só melhorar como não agravar a lesão. Começamos a fisioterapia lá mesmo e na mesma semana.

Você acreditou que ficaria boa em uma semana? Na hora eu não acreditei que iria melhorar a ponto de participar da final, no domingo seguinte, pois com o pé daquele tamanho, inchado, roxo, sem conseguir pisar, você não acredita que vai melhorar em uma semana. Mas mesmo assim você foi? Claro. Como é meu emprego, teria que me tratar de qualquer forma e sem poder prolongar demais não só o tempo lesionada, como também o tempo de cura. Mas eu não esperava participar da final. Mas ele dizia “você vai conseguir” e aí a cada dia eu já sentia a melhora, então fui me animando e depois de seis dias consegui pisar e não sentir a dor de antes. Você acha que as pessoas também, às vezes, não acreditam na Fisioterapia? Antes as pessoas não acreditavam muito em Fisioterapia, mas hoje elas veem na televisão atletas e jogadores que se machucam e em tempo recorde, já voltam às suas atividades. Muitas modelos e atrizes também se tratam para evitar lesões e dores. Isso é o mérito da Fisioterapia e de ações como a da sua própria revista, que em entrevistas como esta mostra para todos nós, leigos, casos de sucesso. Eu sou prova disso. E no meu caso, eu não só fiquei boa, mas voltei ao programa recuperada e ganhei o concurso. Foi impressionante. Eles já tinham até preparado outra bailarina-professora no meu lugar, mas eu já tinha tudo ensaiado e com a fisioterapia eu voltei e junto com o Robson Caetano, nós ganhamos! Aliás o Robson também me ajudou e apoiou, por ser um atleta ele viu a evolução e também acreditou que conseguiríamos. A Fisioterapia foi importante pra você? A fisioterapia foi mais que importante na minha vida, sem ela eu não teria conseguido vencer a Dança dos Famosos no Domingão e também ficar 10 anos dançando e fazendo o trabalho de alto impacto todos os dias nas aulas de dança. Eu tive várias lesões e já havia feito fisioterapia antes. Na correria e estresse que vivemos hoje, vejo a importância de todos procurarem fazer alguma Fisioterapia, procurar um especialista e começar a se tratar antes de sentir dores, ter lesões que possam se agravar e necessitar de tratamentos mais intensos e com remédios. Fisioterapia faz bem ao corpo e a saúde. Não vivo mais sem me cuidar. NovaFisio.com.br • 9


Entrevista|Ivy Liberato Então, pelo que entendi, você já tinha se tratado antes? Eu tenho hérnia de disco entre a L5 S1, frouxidão ligamentar por conta dos alongamentos da dança e então fazia e ainda faço fisioterapia. O próprio tornozelo esquerdo eu já tinha torcido mais de seis vezes, mas nunca com tanta intensidade como nesta última. Eu ainda faço fisioterapia todos os dias, mas agora é mais pela hérnia de disco e pelo meu bem-estar. Como foi o seu tratamento na época da Dança dos Famosos, o que foi usado? Me lembro da Dra. Adriana usar Acupuntura, Shiatsu, Spiral Tape, macumba...mentira! (risos) ..Eu fiz tudo que realmente poderia fazer e fiz todos os dias. Com isso foi diminuindo o edema e no final de uma semana eu já estava pronta e no domingo seguinte eu me apresentei e nós ganhamos. Então eu digo, que bom que existe a “santa fisioterapia”. Você usou Spiral Tape? Sim, eu dancei a final com ele. Me deu mais segurança porque eu não tinha muita firmeza. Que recado você tem aos fisioterapeutas que estão lendo a sua entrevista agora? Que nunca desistam do paciente. Os fisioterapeutas devem buscar alternativas que se adéquem a cada paciente, suas necessidades e dificuldades. Afinal, cada pessoa tem um condicionamento físico. Mas sei também que isso depende muito do esforço e da força de vontade de cada paciente. Muitas vezes, como dançarina e professora de Educação Física, vejo que com um determinado paciente ou aluno há problemas de continuar o tratamento por parte dele. Daí lembro das alternativas, da forma de fazer com que aquele paciente não sofra, mas veja que está se tratando e que, muitas vezes, isso depende mais dele do que do profissional fisioterapeuta. E também explicar a todos, mostrar, cada vez mais que a fisioterapia está aí para aumentar nossa qualidade de vida.

que você faz para manter pele e corpo em forma. Malho três dias na semana na BodyTech. Alterno musculação e aeróbico, faço transport, corrida e adoro treinar na praia também. Na Corpo & Movimento, faço Pilates e Shiatsu, afinal a maioria das bailarinas sofre com dores musculares, de coluna e não sou exceção. Esses exercícios melhoram minha postura e reequilibram o corpo. Também faço aulas de dança duas vezes por semana e os ensaios das coreografias do Zorra Total e uma vez por semana massagem relaxante. Não sou adepta de dietas restritivas demais, acho que deve haver um equilibrio e escolha de alimentação saudável. O rosto, confio totalmente a minha dermatologista, Dra Rosana Gonçalves, que cuida da minha pele com cremes e hidratantes oil-free e faço com ela aplicação de Botox leve, nas linhas mais profundas de expressão, duas vezes por ano. É maravilhoso para manter o ar leve e jovem. No Corpo & Movimento faço uma vez por mês limpeza de pele e alternando os meses, peeling químico. Ivy, obrigado pela entrevista e sucesso aos projetos! Obrigada a vocês da NovaFisio, que se propõe a levar este assunto tão sério a todos, de forma simples e direta e mostrar que se cuidar com Fisioterapia é essencial para termos qualidade de vida e saúde em dia.

Ivy, adorei a entrevista e acho que você explicou bem a importância da fisioterapia na sua vida, mas você quer falar mais um pouco do seu espaço? A pessoa que vier aqui, pode até te ter como uma consultora? Isso, a ideia é exatamente essa e como eu disse, eu sou formada em Educação Física, então meus conselhos vão além de apenas estética. Aqui no Corpo&Movimento, além de termos profissionais bem preparados e qualificados, fazemos os mais modernos tratamentos estéticos e fisioterápicos como Manthus, Carboxiterapia, Endermologia Drenagem Linfática, Massagem Modeladora, Limpeza de Pele, Peeling de Diamante e também Massagem Relaxante Muscular, Pilates Solo e Bola, Shiatsu e Reike. Então as interessadas podem ligar pra cá que você está pronta para dar todas as dicas de beleza e saúde? Sim, podem me procurar. E com certeza, nossos esteticistas e fisioterapeutas também se tornarão os melhores amigos durante o tratamento. É importante a confiança e o relacionamento com o paciente quando se trata, não só de Fisioterapia, mas de estética, beleza e qualquer tipo de cuidado com saúde e aparência. Falando nisso, conte para nós alguns tratamentos de estética

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PARA AS INTERESSADAS NA CLÍNICA: CENTRO DE ESTÉTICA CORPO&MOVIMENTO Centro Empresarial Vision Office Av. Abelardo Bueno, 3500. Salas 613/614 – Barra da Tijuca / RJ Tel.: (21) 2421-1437 / (21) 9491-1888 Horário de atendimento: De 9h às 20h, de seg. a sex.


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É

Meu trabalho é importante, sou médico.

comum encontrarmos esse adesivo em automóveis no Rio de Janeiro. Presunção? Prepotência? Soberba? Orgulho? Consciência da relevância da escolha feita? Superioridade? Tudo isso ou nada disso? Uma coisa é certa; se não gostarmos de nós mesmos e se não amarmos aquilo que fazemos ou a carreira que escolhemos é sinal de insatisfação, fracasso, infelicidade e não realização. Será que acontece isso com os fisioterapeutas e a opção pela fisioterapia? O nosso trabalho é importante, ou gostaríamos de ser médicos e, como não foi possível, nos acomodamos como fisioterapeutas? E, se pensamos assim, será que acreditamos naquilo que fazemos ou o que importa é ter um diploma da área da saúde e depois, quem sabe, consigamos seguir medicina? Essas questões colocadas parecem absurdas, mas não são. Trago para a nossa reflexão uma avaliação real do nosso trabalho. Desde que a fisioterapia começou a se firmar como especialidade individual, não complementar como gostam de colocar alguns, muitos profissionais optaram por seguir posteriormente medicina e, infelizmente, o fazem até hoje. Durante os anos 90 houve uma redução dessa tendência; os anos 2000 reaqueceram esse comportamento, só que não apenas a busca pela medicina, mas também, por enfermagem, educação física, farmácia, nutrição entre outras. Por que? Se o objetivo era tornar-se médico, para que buscar enfermagem, educação física, farmácia? Puramente questão de mercado. Por serem profissões que estão em maior evidência, com maiores opções de vagas de trabalho e com sinais de maior estabilidade, passa a exercer uma atração maior. Será que se tornarão bons profissionais, levando em conta apenas esse aspecto? Estabilidade todo mundo busca, bom salário todos querem, mas competência e qualidade sem amor pelo que se faz ou pelo que se escolhe não garantem um profissional feliz mais adiante. Há exceções, surpresas e contrapontos, mas há muito o que se refletir. São muitos pontos a se ponderar e complexidades bastante variáveis para que possamos julgar esse ou aquele colega a respeito da opção de cada um. O que nos importa é discutirmos com quem está no barco, lutando para resistir a todas as tempestades e não soçobrar. Volta e meia encontro com ex-alunos e ex-colegas que migraram para outras carreiras; sinceramente, dou a maior força. A mim interessa que tenhamos colegas dispostos a arregaçar as mangas e unir esforços para que a fisioterapia e o fisioterapeuta sejam colocados no patamar que merecem. Isso é impossível com colegas totalmente infelizes, descontentes e desanimados com a carreira escolhida. Espero que realmente se realizem com a nova escolha. Aí surgem colocações, tais como: agora que a procura diminuiu pelos cursos de fisioterapia e muitos se transferiram, só vão ficar os bons. Será? Ou então: a busca por cursos de fisioterapia está tão baixa que só alunos de mau padrão estão na graduação. Será? Temos duas situações opostas, mas nenhuma delas definitiva. Na verdade, o problema do bom ou mau padrão não está localizado nas salas de aula da graduação. É um problema crônico e que vem de muito longe. A educação no Brasil caminha a passos lentos demais e a conseqüência está sendo mostrada em várias carreiras de tradição bem mais estruturada, como medicina, direito, engenharia, odontologia entre outras. Com a fisioterapia não está sendo diferente. O nosso sistema educacional a partir da década de 1970, permitiu o crescimento do ensino privado, não mantendo a qualidade do ensino público e os investimentos necessários para que continuasse a ser competitivo e um direito básico de qualquer cidadão, principalmente, os mais carentes economicamente. Resultado: os alunos de maior posse estudam em colégios particulares de bom padrão (com raríssimas e honrosas exceções públicas) e ingressa nas universidades públicas (instituições que mantiveram a grife, mas, nem sempre a qualidade); os alunos carentes estudam em escolas públicas (de mau padrão em grande parte) e ingressam em universidades particulares (uma grande parte sem condições de funcionamento mínimo de bom atendimento ao corpo discente e docente – fábricas de diplomas, comércio puro) com o agravante de necessitarem trabalhar para pagar a mensalidade e, muitas vezes, sem condições de acompanhar as aulas decentemente em função das necessidades laborais e familiares. É uma realidade perversa, mas claramente percebida se pararmos um minuto para refletir. Muitos outros aspectos estão embutidos nessa discussão, mas seria necessário um livro e não chegaríamos a um denominador comum. Em relação à fisioterapia no estado do Rio de Janeiro temos um fato que colabora para o que citei acima. Existe apenas uma instituição federal, nenhuma estadual ou municipal. Todas as outras são instituições privadas e que, em sua maioria, não oferece um bom curso de graduação e de pós-graduação. Com a proliferação desenfreada de faculdades, não há corpo docente qualificado para atender a demanda de uma formação de qualidade mínima necessária para gerar um bom fisioterapeuta. O que estamos vendo por aí é assustador. A fisioterapia, entretanto, resiste, supera e mostra ao que veio quando bem conduzida. Por que a nossa profissão é tão apaixonante? A ação primária vem crescendo, trabalhos de pesquisa despontam com maior qualidade metodológica, os níveis dos congressos melhorando em todos os sentidos, mas é na ação secundária junto à equipe multiprofissional de assistência que mostramos realmente nossa relevância. Os trabalhos de recuperação plena de atletas de várias categorias e modalidades, voltando a competir a partir da nossa ação; o desmame difícil do ventilador, sendo possível com a nossa efetiva atuação; pacientes traumatizados crânio-encefálicos sendo reabilitados plenamente; pacientes obstrutivos crônicos obtendo independência qualitativa a partir da reabilitação pulmonar; grandes queimados voltando à funcionalidade plena com ótima recuperação tegumentar e quase ou sem seqüelas; cardiopatas obtendo novas perspectivas de qualidade de vida; amputados cada vez mais independentes funcionalmente, assim como lesados medulares, pós AVEs; recém-natos e prematuros apresentando respostas rápidas e eficazes com a nossa ação; recuperações de fraturas, artroplastias parciais e totais de quadril e muitos outros exemplos que poderia citar que demonstram a relevância fantástica da nossa profissão. Entretanto, há que se ressaltar que nada disso seria possível sem a participação das outras categorias profissionais. A medicina, a enfermagem, a fonoaudiologia, a nutrição, a terapia ocupacional, a psicologia são categorias parceiras de forma direta. Não há uma boa recuperação de uma artroplastia se não houve uma boa cirurgia, um bom acompanhamento da enfermagem, da nutrição. Não adianta uma boa cirurgia, se não há um bom processo de reabilitação. Somos interdependentes, não há o que discutir em relação a isso; não há porque ter atrito e luta por espaço. Nosso campo de atuação é claro e não interfere no de qualquer outro profissional da saúde; a cinesioterapia é o nosso diferencial, sim. Mesmo com posicionamentos contrários, a fisioterapia é necessidade nacional, o fisioterapeuta é um profissional de extrema importância. O slogan do Crefito2 – nossas mãos em sua vida – é perfeito e muito feliz, resumindo de forma simples e objetiva a nossa proposta. O que falta para que isso seja reconhecido pelas autoridades, governos, instituições, seguradoras, instituições de ensino superior e outras esferas? Conhecimento, orgulho, postura, atitude, ética e coragem para se expor e dizer orgulhosamente que é fisioterapeuta. Afinal O MEU TRABALHO É MUITO IMPORTANTE, SOU FISIOTERAPEUTA Até a próxima, e não se esqueçam do MOBRASAFI, pois a luta precisa começar.

Dr. José da Rocha E-mail: ze.rocha@oi.com.br 12 • NovaFisio.com.br


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Dicas para estudar fisioterapia na Espanha

T

enho recebido alguns e-mails nos últimos meses, com perguntas sobre como e o que fazer para estudar Fisioterapia na Espanha. Por esse motivo, nessas próximas publicações vou explicar os pontos mais importantes desse processo; descrevendo um passo-a-passo, com dicas de bolsas de estudo, cursos e universidades mais renomados. Para começar essa longa jornada, você deverá possuir um nível intermediário de espanhol. Em algumas universidades é exigido um certificado oficial que comprove seu domínio no idioma. Na Espanha, o Instituto Cervantes é membro da ALTE (Association of Language Testers in Europe), responsável pela resolução da DELE (Diploma de Español como Lengua Extranjera). Se você necessita melhorar seu espanhol e não sabe onde estudar, esse site (http://eee. cervantes.es/es/index.asp) poderá ser muito útil, nele serão encontradas informações sobre os cursos oficiais nas localidades/cidades que você desejar estudar, com todos os tipos de curso (espanhol de negócios, cursos intensivos, preparação DELE, cursos on-line, etc). Em seguida, o próximo passo será decidir e definir que tipo de estudo você pretende realizar (intercâmbio, cursos específicos, especializações, pós-graduação, mestrado, doutorado, PHD, etc). Se sua escolha for por fazer um intercâmbio, busque primeiro informações no Núcleo de Apoio ao Aluno Intercambista de sua universidade, para conhecer os tipos de convênios pertencentes a ela. Se em sua instituição não existir uma pessoa responsável a tratar desse tipo de tramite, não se desespere! Procure alguém que possa ajudá-lo, pode ser um professor ou coordenador do seu curso ou até mesmo de outros cursos (Direito e Relações Internacionais, sempre são os mais competentes para solucionar este tipo de evento). Saiba que não é tão difícil entrar em contato com universidades estrangeiras para fazer intercâmbios entre seus alunos, mas somente funcionários habilitados pela universidade poderão ajudar você nesse tipo de intercâmbio. No caso de preferir solucionar tudo sozinho, existe uma outra opção. Primeiro, escolha a universidade que você almeja estudar e entre em contato diretamente com a Gestão Acadêmica da mesma, informando-se sobre os papeis necessários para fazer a matrícula e as taxas que deverá pagar. A responsabilidade de todos os tramites e burocracias serão de sua obrigação e nem sempre as horas aulas realizadas no exterior serão convalidadas na sua volta ao Brasil. Por isso, tome muito cuidado antes de viajar, procure na secretaria do seu curso informações de horas aulas e assinaturas que você necessitará realizar nesse período que estudará em outra universidade. Além disso, não são todas as universidades que aceitam estudantes nesse tipo de intercâmbio, normalmente sempre há um “câmbio/troca” de alunos entre as instituições, e esse é o maior motivo de muitas não o aceitarem, por este método. Mesmo com toda burocracia lhes garanto: Fazer um intercâmbio ainda é a maneira mais fácil e segura de viajar para estudar no exterior, além de ser a melhor. Particularmente foi assim que viajei pela primeira vez a estudo, e recomendo a todos. Aconselho àquelas pessoas que apresentam dúvidas relacionadas a assuntos consulares, que entrem no site: www. espanhafacil.com, aí vocês encontrarão informações sobre visto para estudantes, seguro saúde, cursos de espanhol, hospedagem e muitas outras informações importantes. Além desse site, se você está decidido mesmo em viajar, poderá buscar maiores informações no consulado de sua cidade por e-mail ou pessoalmente. E para finalizar esta primeira publicação sobre dicas para estudar Fisioterapia na Espanha, vou enumerar as melhores universidades de Fisioterapia do país, por ordem de qualificação: 1. 2. 3. 4. 5. 6.

Universidad Universidad Universidad Universidad Universidad Universidad

de A Coruña (www.udc.es) de Alcalá de Henares (www.uah.es) de Sevilla (www.us.es) de Castilla- La Mancha (www.uclm.es) Complutense de Madrid (www.ucm.es) CEU de San Pablo (www.uspceu.es)

Les deseo un maravilloso més. ¡Hasta pronto!

Dra. Jullyana Almeida de Sousa Reside atualmente na cidade de Madri na Espanha E-mail: jullyanafisioterapeuta@gmail.com 14 • NovaFisio.com.br


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Make it in Germany

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ós precisamos de você!!! Nós precisamos da sua experiência e de sua motivação!!! Nós convidamos você: Médico ou profissional de saúde a conhecer, viver e trabalhar na Alemanha.

Venha iniciar uma nova vida e planejar o seu futuro na Alemanha!!! Um futuro próspero e seguro para você e toda sua família. Dr. Philipp Rösler, Ministro do desenvolvimento e tecnologia e Dra. Ursula Von Der Leyen, ministra do trabalho. Queridas leitoras, queridos leitores, é com este caloroso convite que inicio a coluna desta edição. A partir de agora a Alemanha está recrutando mão de obra qualificada para ocupar diversos postos de trabalho das mais variadas áreas. Através do portal www.make-it-in-germany o governo alemão pretende recrutar milhares de profissionais qualificados, entre eles muitos para área de saúde. Profissionais que estejam dispostos a viver e trabalhar na Alemanha são o alvo desta campanha. Ao contrário do resto da UE, que não sai das notícias devido a crise e aos protestos contra as medidas de austeridade, a Alemanha experimenta um desenvolvimento social e um crescimento econômico só vistos na época anterior à queda do muro de Berlin. Porém agora os alemães se deparam com um outro problema talvez até pior que a crise da dívida pública: A falta de mão de obra qualificada que ocupe os postos de trabalho oferecidos pelo país. O governo da Alemanha alega que a economia possui um déficit de mais de 5.000.000 de postos de trabalho qualificado, que até o ano de 2020 precisam ser ocupados, sob pena da economia já abrandar no ano de 2015 chegando a parar no ano de 2020, caso estes postos não sejam preenchidos. Esta é a Chance que você esperava!!! Seja você que está insatisfeito com o “estado da fisioterapia” no Brasil, ou você que simplesmente quer tentar iniciar uma nova vida, conhecer uma nova língua e uma nova cultura. Visite o Portal (versão em Alemão e Inglês) e descubra uma das muitas oportunidades de emprego. Pois só para a área de saúde são mais de 1.000.000 vagas. Agora que já mostrei o “caminho das pedras” só depende de vocês. Eu estou aqui para responder perguntas ou esclarecer dúvidas. Para que você querida leitora, querido leitor, não tenha problemas e possa elaborar uma candidatura coesa e forte. O mercado de trabalho alemão está a sua espera e sobre este mercado falamos na próxima edição ok?. Espero vocês e até a próxima.

Dr. André Luiz de Mendonça Fisioterapeuta. Mestrando em Motricidade Humana pela Universidade de Porto. Reside atualmente na cidade Alemã de Mainz contato:andremendonca@hotmail.de 16 • NovaFisio.com.br


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Aspectos atuais da fisioterapia dermato-funcional

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isiotera na atualidade, existe uma constante busca por um corpo perfeito, no qual os efeitos cronológicos do envelhecimento e um corpo esbelto, propagado na mídia devem ser e mantidos a qualquer preço. Dentro deste contexto a Fisioterapia Dermato-Funcional teve um crescimento exponencial nos últimos anos. Os profissionais especializados nesta área, através dos seus recursos terapêuticos podem proporcionar ao paciente não só a melhora dos aspectos estéticos quanto à da autoestima e bem-estar. Não devemos esquecer que, a especialidade de Dermato-Funcional tem uma ampla atuação na área da reabilitação dermatológica, que no qual é pouco propagada; como atuação em pacientes queimados, dermatites, vitiligo, elefantíase, linfedemas, pré e pós-operatório, enxertia, pós-necrose de retalhos, deiscência de suturas, cicatrização de úlceras, verrugas, seqüelas de acne, psoríases, foliculite, síndrome acrocianótica entre outros aspectos. Desta forma, temos uma visão que a especialidade não tem só objetivo estético e sim na prevenção, promoção e recuperação do sistema tegumentar, tendo como resultado a recuperação funcional. Devemos lembrar que, a atual Dermato-Funcional ou antigamente conhecida como Fisioterapia Estética passou por momento críticos. Os primeiros relatos de fisioterapeuta atuando na área de estética são da década de 70, já as primeiras publicações científicas surgiram, somente na década de 90. Nesta época nós éramos discriminados até pela própria classe, não tínhamos o reconhecimento dos Conselhos Federais, Regionais e a produção científica de âmbito nacional e internacional era escassa. Hoje temos certeza que este cenário mudou radicalmente, temos o reconhecimento internacional e pelos conselhos de classe, o tal “preconceito” propagado entre os nossos colegas caiu por terra, onde visualizamos o aumento da demanda de serviços e profissionais especializados na área, além de eventos científicos (congresso, encontros, simpósio e cursos de extensão universitária). Crescemos muito e esta é uma área que ainda tem muito por crescer, do ponto de vista científico. Devemos cada vez mais, praticarmos uma Dermato-Funcional baseada em evidências, independentemente de interesses pessoais ou de grupos, mas visando a saúde da população. Sabemos que precisamos continuar mudando, e estas mudanças significam incomodar, provocar e colocar em confronto argumentos que proporcione um melhor respaldo no ato profissional do especialista em Dermato-Funcional, de acordo com os avanços tecnológicos. Devemos entender que, Dermato-Funcional já faz parte da realidade da Fisioterapia, encarando do ponto de vista social, devidamente estabelecida, e conseqüentemente, tem responsabilidade importante a cumprir no âmbito da saúde brasileira. Deve ser salientado que a especialidade não veio com finalidade de substituir outro profissional, ao contrario, vem acrescentar e preencher lacunas (que é por sua competência) e ocupar o lugar dentro de uma equipe interdisciplinar que assiste a estética da sociedade e que objetiva acima de tudo a Saúde Humana, vistos nos mais amplos sentidos. Espero que esta coluna torne-se um canal de discussão e informação dos principais temas atuais da DermatoFuncional. Estamos abertos para estarmos solucionando eventuais dúvidas pertinentes a especialidades. Segue abaixo o meu e-mail para eventuais dúvidas ou sugestões para próximas edições:

Dr. Milton Beltrão Jr Esp. Fisioterapia Dermato-Funcional – FMU-SP Bacharel Fisioterapia – Centro Universitário São Camilo-SP Sócio e Diretor Clínico – Beltrão Esthetic – SP Docente – Projeta Cursos Profissionalizantes – SP Docente – Universidade Gama Filho, Qualifica, Grupo Posture, Physio Studio, Consultor Técnico – Onodera Brasil. Palestrantes dos seguintes temas Aprimoramento no Tratamento de Estrias e Rugas, Pré e Pós-Operatório em Cirurgia Plástica, Carboxiterapia, Peeling Químico e Físico, Radiofreqüência, Ultracavitação e Laser - Diodo e Luz Intensa Pulsada; Tel. (11) 5528-0727 / 6990-0057 www.beltraoesthetic.com.br E-mail: fisiobeltrao@yahoo.com.br 18 • NovaFisio.com.br


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Uma justa homenagem

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ui testemunha de muitas histórias, entre elas a da fundação do Centro de Reabilitação em que trabalhei e, hoje tem o nome de um Fisioterapeuta. Antes de ser assim denominado passou por outras designações; foi “ Centrinho “ para a equipe do Centro de Reabilitação Profissional do INSS - CRP/INSS, foi Centro de Reabilitação, Clínica de Medicina Física, Unidade de Medicina Física e Centro de Reabilitação da Prefeitura da Cidade do Recife- PCR . Teve inicio quando a clientela do CRP/ NSS, localizado na Avenida Guararapes, uma das principais do Recife, aumentou consideravelmente o número de casos sem indicação para os Programas de Reabilitação Profissional. Estávamos no fim da década de 60 do século passado. Na procura por um local que acomodasse tal clientela, descobriu-se um espaço na Rua 7 de Setembro, muito amplo, com saída para a Rua do Riachuelo, Bairro da Boa Vista, onde funcionara um departamento de uma antiga Caixa de Aposentadorias e Pensões. O projeto da nova unidade coube ao Fisioterapeuta Antonio Rubem Mendes, mineiro formado pela USP (São Paulo) e radicado em Recife. Por coincidência, ele foi o fundador da Associação Pernambucana de Fisioterapeutas - APERFISIO. Mas isso já é outra hitória. O novo serviço da Rua 7 de setembro funcionou por muito tempo sob a tutela do INSS, sendo depois incorporado ao INAMPS. Com o advento do SUS passou para o controle da Secretaria Estadual de Saúde e finalmente com a municipalização do sistema, tornou-se unidade de saúde da Capital, sob a denominação de Centro de Reabilitação da Prefeitura da Cidade do Recife. Nesse contexto, um ex-estagiário, egresso do Curso de Fisioterapia da UFPE assume o cargo de Fisioterapeuta na nova unidade. Era o início de uma longa história de dedicação ao serviço público. Antonio Nogueira de Amorim, passou no mesmo local de trabalho, até o fim da sua vida, por todos os cargos possíveis: foi Fisioterapeuta, Chefe de Unidade, Coordenador e Diretor. ficou conhecido por todos como o “ Doutor Nogueira”. Ficar conhecido por todos significa a clientela do serviço, os colegas de trabalho e a vizinhança da Rua 7 de Setembro, desde o prédio das Lojas Americanas até a esquina da Faculdade de Direito do Recife, passando pela LIVRO 7, que foi para muitos , “ a maior livraria do Brasil” . Por sinal a Rua 7 de Setembro é uma rua atípica, eté bem pouco tempo foi conhecida como “ a de maior concentração de poetas e boêmios por metro quadrado do Recife” e, também de políticos. Lá, ao sair certo dia do serviço para o almoço, encontrei o Deputado Federal Thales Ramalho que se dirigia para a LIVRO 7 com Ulisses Guimarães, ao qual me apresentou , “ dizendo que eu era um dos defensores dos direitos das pessoas com deficiência “ . Pura bondade do Dr. Thales. Desculpem, estou fugindo do assunto. Voltemos ao Doutor Nogueira. Para melhor atender a clientela, já que era o Diretor, Antonio Nogueira fez faculdade de Direito, tornouse Bacharel; entretanto, permaneceu simples e atencioso. Um Diretor sem pose de Diretor, o qual depois do expediente compartilhava uma cerveja com os amigos. Trabalhou no Centro até que o coração de repente o afastou deste mundo. No seu sepultamento reuní os colegas e os familiares e falei o que pensava naquele momento: “o Centro de Reabilitação deverá receber o nome do companheiro Nogueira “. E assim foi : contato com um amigo Vereador para a apresentação da proposta que havia elaborado, tramitação na Câmara Municipal e, finalmente a assinatura da Lei pelo então Prefeito da Cidade do Recife João Paulo de Lima e Silva. O centro de reabilitação passou a denominar-se oficialmete: “ CENTRO DE REABILITAÇÃO FISIOTERAPEUTA ANTONIO NOGUEIRA DE AMORIM”. Aí está o que deveriamos todos saber sobre uma justa homenagem.

Dr. Geraldo Barbosa E-mail: geraldobarbosa43@yahoo.com.br Blog14-F http://geraldobarbosa43.blogspot.com 20 • NovaFisio.com.br

Texto publicado originariamente no livro Herdeiros de Esculápio – História e organização profissional da Fisioterapia – Recife 2009


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Artigo|Palavras chave: Treinamento resistido; velocidade; contração isotônica, composição corporal, força.

Exercícios Resistidos: Influência de dois tempos de execução Por

| Rodrigo Elias dos Santos; Luis Claudio Paolinetti Bossi

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presente estudo objetivou uma análise de um treinamento de força com diferentes tempos de execução de exercícios resistidos para membros inferiores na composição corporal e força. Oito voluntários com idade variando entre 20 e 35 anos, fisicamente ativos com experiência prévia no treinamento resistido foram selecionados e divididos em dois grupos: Grupo Lento 4”(excêntrica)x 2”(concêntrica) e Grupo Rápido 2”(excêntrica)x 2”(concêntrica). Os dois grupos foram submetidos a avaliações de dobras cutâneas, perimetria e teste de 1RM pré e pós treinamento. O protocolo de treinamento para ambos os grupos consistiu em um treinamento três vezes por semana, sendo quatro séries de sete repetições e a cada duas semanas aumentava-se uma repetição, com 75% da carga máxima. Os exercícios realizados foram: agachamento livre, leg press 45°, extensora, flexora, mantendose essa ordem. Todos os voluntários realizaram três sessões de familiarização com intuito de utilizar o metrônomo para fazer a temporização da velocidade de execução. Após oito semanas verificou-se um aumento de massa magra, diminuição de massa gorda e aumento de força máxima nos dois grupos, porém o trabalho excêntrico em 4 segundos foi superior quando comparado a uma velocidade mais rápida, devido aos resultados obtidos na redução da massa gorda, no aumento de massa magra corporal e força máxima, mostrando a importância de se periodizar um treinamento baseado em objetivos diferentes. Introdução Atualmente em diversos países os exercícios físicos realizados na musculação vêm sendo muito pesquisados e discutidos por estudiosos que atribuem grande importância à realização da prática de musculação que hoje é embasada cientificamente tanto em aspectos fisiológicos como metodológicos (FERREIRA, et al. 2008). Para Guedes Júnior e Rocha (2008) o treinamento de força pode ser considerado uma metodologia de treinamento que tem como principal objetivo o desenvolvimento de uma capacidade física denominada força. Durante os últimos vinte anos o treinamento resistido vem ganhando 30 • NovaFisio.com.br

popularidade e adeptos, pois, inúmeros são os benefícios associados a sua prática entre eles: redução de riscos de doenças crônico-degenerativas, melhora da atividade da vida diária, tratamento não medicamentoso de várias doenças, melhoria da qualidade de vida e da saúde. Os resultados obtidos com o treinamento físico são influenciados tanto por estímulos mecânicos como metabólicos. Estudos sugerem que os ganhos de força e massa muscular estão diretamente ligados as alterações metabólicas ocorridas no músculo esquelético, em função de estímulos mecânicos diretamente influenciados pela quantidade de peso levantado durante o treinamento (GENTIL, et al. 2006). Mas, muitas vezes as variáveis de um treinamento de musculação como intervalo entre as séries e exercícios, assim como a velocidade de execução dos exercícios não são levadas em consideração pelos professores de musculação, comprometendo todo o processo de treinamento, pois se sabe que estas variáveis são tão importantes quanto à carga (peso) utilizada para o exercício. Com isso o profissional de Educação Física que lida com indivíduos que visam saúde ou atletas que buscam aprimoramentos é de extrema importância regular fatores ligados ao treinamento para então, interferir em algumas respostas durante um treinamento físico e na sua recuperação. Nesse sentido, o profissional de Educação Física poderá prescrever treinos que maximizem tais respostas de acordo com o objetivo do cliente (FERREIRA, et. al 2008). Treinamento de Força Um método bastante eficaz utilizado atualmente para manter ou até mesmo melhorar a força e a saúde, é o treinamento de força, seus benefícios são comprovados tanto em atletas como em pessoas que buscam a reabilitação ou condicionamento físico. Portanto a chave do sucesso para o alcance dos objetivos traçados com o treinamento de força se resume em uma elaboração apropriada de um programa de treinamento de força (SCHAEFER e RIES, 2010). O sucesso de um treinamento de força está associado a princípios básicos que dão suporte aos métodos utilizados no

treinamento de força. Devem-se levar em consideração dois princípios gerais: A Especificidade e a Sobrecarga Progressiva (KFOURI, 2005). A especificidade é um princípio muito complexo, mas, importante para se obter sucesso dentro de um treinamento. Como o corpo humano adapta-se às mais diversas atividades, os exercícios específicos do treinamento levam a modificações fisiológicas e anatômicas que são relacionadas ao tipo de treinamento. Deste modo a intensidade deve ser controlada para produzir adaptações adequadas, pois um processo de recuperação fisiológica ineficiente leva a exaustão, causando destreinamento (BOMPA, 2002). O princípio da sobrecarga visa um aumento progressivo na carga de trabalho, para haver uma melhora na aptidão física. A sobrecarga pode ser administrada através de variáveis como o volume e a intensidade. Quando o volume é aumentado se ganha em quantidade, ou seja, em um treinamento de força o número de exercícios, séries e repetições são responsáveis por um aumento no volume. Um aumento na intensidade refere-se à qualidade, ou seja, a intensidade se torna qualitativa, quando se tem um aumento do peso dentro de um programa de treinamento de força (MONTEIRO, 2006). Algumas variáveis são fundamentais para se obter êxito na elaboração de um treino, são elas: seleção e ordem dos exercícios, tempo de recuperação entre séries e sessões, intensidade, volume da carga, freqüência de treino e o número de séries e repetições (SCHAEFER e RIES, 2010). De acordo com Vieira e Souza (2005) os exercícios multi-articulares (que utilizam mais de uma articulação), que geralmente envolvem os músculos maiores devem ser trabalhados inicialmente, pelo fato dos mesmos demandarem mais massa muscular e conseqüentemente vascularizarem mais músculos em função do maior número de fibras musculares recrutadas, preservando os músculos e também as articulações do corpo, evitando o risco de lesão. O volume do treinamento é caracterizado como uma medida da quantidade total do trabalho realizado em um período de treinamento. Atualmente existe uma relação direta entre o volume e a hipertrofia muscular, pois em um


treinamento de força a importância de se trabalhar grandes volumes, tem favorecido a diminuição da porcentagem de gordura corporal, bem como o aumento da massa muscular magra (FLECK e KRAEMER, 1999). A intensidade pode variar em função do objetivo que se queira atingir com o treinamento. No caso do treinamento de força geralmente é utilizado cargas altas com baixas repetições, produzindo um esforço máximo durante os exercícios, fazendo com que a intensidade do treinamento esteja sempre elevada (GHORAYEB e BARROS, 1999). Para Balsamo e Simão (2007) a freqüência de treino pode depender de outros fatores como o nível de condicionamento e números de grupos musculares a serem treinados por sessão. Geralmente três vezes por semana os benefícios de um treinamento resistido são maiores do que em indivíduos que treinam uma ou duas vezes por semana. Mas, nada impeça que o treinamento seja desenvolvido uma ou duas vezes por semana, embora os maiores resultados se obtenham acima de duas vezes por semana. Outro fator muito importante dentro do programa de treinamento é a recuperação entre séries de um exercício dentro do treinamento. Se o objetivo for ganho de força muscular deve respeitar períodos longos de descanso geralmente três minutos, se o objetivo for exercícios de alta intensidade sustentada por vários segundos, o descanso entre as séries devem ser menor do que um minuto e se o objetivo for de endurance, o tempo de descanso entre as séries são curtos, em média menos de trinta segundos. A recuperação entre as sessões de treino de um determinado grupo muscular é de um dia, período de descanso menor pode causar dor muscular residual, comprometendo o desempenho físico (FLECK e KRAEMER, 1999). No treinamento de força, geralmente é utilizado de três ou mais séries por exercício, e as repetições variam de oito a doze repetições por série podendo melhorar níveis de força e hipertrofia muscular. Na busca de otimização de um treinamento resistido é preciso levar em consideração a duração do treino, pois os programas de séries simples se traduzem em um programa de treinamento melhorado, evitando períodos estendidos entre as sessões, que resultaria em um destreinamento (BALSAMO e SIMÃO, 2007). Tipos de fibras musculares McArdle et al. (2003) as fibras musculares que compõem o sistema músculo esquelético não possuem somente um grupo homogêneo com propriedades metabólicas e contráteis semelhantes. Quanto ao método da terminologia e dos critérios para classificação do músculo esquelético, foram adotadas

para identificação as características contráteis e metabólicas dos tipos de fibras musculares. Conforme Wilmore e Costill (2001) existem no corpo humano dois tipos principais de fibras musculares, as fibras de contração lenta, que são vermelhas e do tipo I, e fibras de contração rápida, que são brancas e do tipo II. As fibras de contração rápida podem ser classificadas em outros tipos como, IIa, IIb (IIx), e IIc. Para Bossi (2008) as fibras do tipo IIa, usam como fonte de energia os sistemas energéticos glicolítico e oxidativo, com alto limiar de excitação. As fibras rápidas do tipo IIb (IIx) também são fibras de alto limiar de excitação, e usam os sistemas energéticos ATP-CP e glicolíse anaeróbia. As fibras do tipo IIc, são fibras adaptativas, ou seja, elas são caracterizadas em função do estímulo dado. Assim como as fibras de contração rápida, as fibras do tipo I também possuem outra subdivisão formada pelo tipo I e Ic, a diferença entre esses dois grupos é que a fibras tipo I não se hipertrofiam, e as fibras do tipo Ic, se hipertrofiam, só que em uma escala menor. As características das fibras lentas estão intimamente ligadas ao alto número de mitocôndrias, altos níveis de metabolismo oxidativo, uma velocidade de encurtamento mais lento, alta resistência a fadiga e altos níveis de mioglobina (MCARDLE et al., 2003). As fibras de contração rápida exibem características de geração rápida de energia e alto poder de transmissão eletroquímica dos potenciais de ação, possuem um retículo sarcoplasmático eficiente, capaz de liberar e captar o cálcio com mais velocidade, dando condições às fibras de se contraírem de forma acelerada e vigorosa, isso se explica pelo suporte dado as fibras pelos sistemas ATPCP e glicolítico. Por serem fibras rápidas que são mais utilizadas em eventos de resistência mais curtos e intensidade mais elevada, essas fibras fatigam mais rápido e tem uma resistência bastante limitada (MCARDLE et al., 2003) Adaptação das fibras musculares ao treinamento Os exercícios físicos praticados durante vários dias, semanas ou meses, provocam adaptações fisiológicas e bioquímicas nas fibras musculares, melhorando o rendimento físico. Estas adaptações acontecem pelo fato da musculatura ser extremamente plástica, ou seja, é passível de mudanças em suas características funcionais, morfológicas e metabólicas (AMADIO e BARBANTI, 2000). Ambos os tipos de fibras musculares submetidas ao treinamento podem ter suas características alteradas. As fibras musculares de contrações rápidas B - CRb (IIx) submetidas a ação do treinamento

orientado de resistência podem adquirir características de contrações rápidas A - CRa, conseguinte, as fibras CRa transformam-se em fibras contração lenta - CL. No treinamento de força acontece ao contrário, ou seja, as fibras CL adquirem características de CRa e, conseguinte, as fibras CRa passam a CRb (IIx) (PLATONOV, 2008). De acordo com Amadio e Barbanti (2000) as adaptações sofridas pelas fibras musculares diante dos variados tipos de treinamento, seriam causadas pela influência das ações nas miofibrilas induzidas pelo treinamento de força, causando nessa estrutura o efeito da hipertrofia, em resposta a sobrecarga imposta ao músculo através de contrações musculares. Outra causa seria as ações nas mitocôndrias, induzidas pelo treinamento de resistência, obrigando o músculo esquelético a persistir por longos períodos uma alta taxa de oxidação. Embora os dois tipos de fibras musculares possam hipertrofiar isso não ocorre no mesmo grau e em condições de recrutamento diferentes. As fibras do tipo II na maioria das vezes são solicitadas em exercícios que contém movimentos rápidos e potentes ou até mesmo em contrações isométricas de alta intensidade. Por outro lado as fibras do tipo I são exigidas em exercícios de longa duração como a corrida, podendo neste caso sofrer um leve grau de hipertrofia. Embora o treinamento de força resulte em um aumento da secção transversa do músculo de todos os tipos de fibras, a maioria dos estudos comprovam que as fibras musculares de contração rápida se hipertrofiam mais, quando comparadas as fibras musculares do tipo I (BACURAL et al., 2005). EXERCÍCIOS Agachamento Para Oliveira e Gentil (2009) o agachamento é um exercício para membros inferiores bastante utilizado no treinamento de força, pois ele envolve um elevado número de músculos e articulações. Sua execução favorece o fortalecimento da musculatura da coxa, do quadril e outros músculos envolvidos na execução do movimento. Nas atividades diárias utilizamos freqüentemente seu movimento, pois, sentar e levantar de uma cadeira é uma tarefa funcional, que pode ser estimulada com o exercício de agachamento. No exercício de agachamento o praticante deve afastar os membros inferiores, um pouco mais que a largura dos ombros, posicionar-se em baixo da barra, apoiando a mesma na porção superior do trapézio, com uma pegada das mãos mais afastada que o ombro, em seguida distanciar-se do suporte e iniciar a descida até formar um ângulo de 90° nas articulações dos joelhos. Retornar, então, estendendo o quadril, os joelhos e os tornozelos, até ficar com o NovaFisio.com.br • 31


Artigo|Palavras chave: Treinamento resistido; velocidade; contração isotônica, composição corporal, força. corpo ereto, sem pausa, realizar o mesmo movimento (UCHIDA, 2004). Os músculos exigidos no exercício de agachamento, que fazem a extensão do quadril são adutor magno parte longa, piriforme, semitendíneo, semimembranáceo, bíceps femoral cabeça longa, glúteo máximo e médio, a extensão do joelho é feita pelo músculo quadríceps (BOSSI, 2008). Leg press 45° O movimento a ser executado no leg press 45° começa com o praticante instalado no aparelho, com as costas bem apoiada no encosto, os pés com um afastamento médio, inspirar, desbloquear a trava de segurança e flexionar os joelhos ao máximo de modo a levá-los ao nível das costelas da caixa torácica. Retornar à posição inicial, expirando no final do movimento (DELAVIER, 2000). O músculo quadríceps é quem faz a ação primária, ou seja, o músculo responsável pelo movimento. Com ajuda dos secundários que são: glúteos, músculos posteriores da coxa e adutores (EVANS, 2007). Para Maldonado et al. (2008) no exercício de leg press 45° ao posicionar os pés juntos na parte inferior da base do aparelho, o trabalho de flexão do joelho é maior, em conseqüência disso, a ação da musculatura do quadríceps será mais intensa, comparada a ação dos demais músculos que participam do movimento. Mas, se os pés forem posicionados próximos a parte superior da base do aparelho, a ação será maior na musculatura do glúteo máximo e posteriores da coxa, em função de uma acentuada flexão do quadril. Se a ênfase do treinamento no exercício de leg press 45° for aos músculos adutores, os pés devem ficar afastados a uma largura superior à dos ombros. Cadeira Extensora De acordo com Mussi et al. (2002) possivelmente a cadeira extensora, é um tipo de aparelho que mais isola a musculatura do quadríceps. Este tipo de exercício também é bastante indicado para iniciantes, cuja forma de execução geralmente é feita unilateralmente. A maior resistência e força muscular desenvolvida no movimento ocorrem na flexão entre 45° e 50°. Quando os pés estão voltados para fora o trabalho maior recai sobre os músculos vasto medial, vasto intermédio e o reto femoral, e se a posição dos pés for feita para o lado de dentro, o trabalho muscular é mais intenso sobre o vasto lateral e intermédio. Para realizar o exercício o executante deve sentar-se no aparelho e colocar os pés em baixo dos rolos, e estender as pernas, 32 • NovaFisio.com.br

conseguinte deve abaixar as pernas até a posição inicial, com os joelhos dobrados em 90°. A musculatura exigida nesse movimento é o quadríceps que realiza a extensão da perna (EVANS, 2007). Mesa Flexora O exercício de flexão de joelhos, pode ser feito na cadeira flexora na posição sentada, ou pode ser realizado na mesa flexora na posição deitada. O ajuste do suporte do membro inferior deve ter uma aproximação à articulação do tornozelo, para que a execução seja realizada de forma correta. Podem ser feitas variações com o posicionamento do tornozelo, a origem de inserção dos gastrocnêmios se aproximam quando o tornozelo está em flexão plantar e na dorso flexão as origens se afastam. Como os gastrocnêmios atuam na flexão de joelhos, podemos ter alterações em sua participação quando utilizamos uma dessas variações. A execução consiste em flexionar a perna em um ângulo de 80°, retornando em seguida à posição inicial. A respiração deve ser feita com a expiração no ato da flexão e a inspiração no momento do retorno da flexão. Os músculos trabalhados na flexão de joelhos são semimembranáceo, semitendíneo, bíceps femural, gastrocnêmio, poplíteo, grácil e sartório (MARCHETTI et al., 2007). OBJETIVOS O presente artigo tem como tema Exercícios Resistidos: Influência de dois tempos de execução. Objetivo geral O presente artigo objetivou uma análise de um treinamento de força com diferentes tempos de execução de exercícios resistidos para membros inferiores na composição corporal e força. Objetivos específicos • Analisar o aumento do nível de força. • Identificar qual tempo de execução é mais eficiente para a prescrição de diferentes treinamentos. • Analisar as diferenças na composição corporal. MÉTODO Voluntários A pesquisa foi realizada na Academia Star Fitness na cidade de Poços de Caldas – MG, 8 (oito) voluntários saudáveis participaram do estudo após receberem uma explicação verbal detalhada sobre os procedimentos do estudo e assinarem um termo escrito de consentimento. Durante o período experimental, todos os sujeitos restringiram suas atividades físicas sistemáticas àquelas prescritas

neste estudo. A pesquisa foi realizada três vezes por semana, sendo: segunda, quarta e sexta-feira, com duração de 8 (oito) semanas, nos períodos noturno e diurno. Idade e sexo Todos os participantes da pesquisa eram do sexo masculino, com idade variando de 20 a 35 anos, sendo que a média de idade dos participantes foi de 25 anos e a mediana foi de 23 anos com uma amplitude de 15 anos. Todos os participantes eram fisicamente ativos e tinham experiência prévia no treinamento contra-resistência. Materiais A pesquisa contou com a utilização de aparelhos de musculação da marca Physicus tais como: extensora, flexora e leg press 45°. Foi utilizado anilhas (pesos) e barra reta da marca Profitness, além de um metrônomo (que é um aparelho que tem como função regular o andamento do ritmo) produzido pela empresa M & M - Systeme, um aparelho celular da marca LG com mp3, para emissão de sinal sonoro, um adipômetro da marca Body Caliper , para mensurar o tecido adiposo “gordura”, uma balança da marca Geom utilizada para fazer a pesagem e uma fita métrica da marca Sanny, para medir a circunferência dos pesquisados. Os resultados encontrados na pesquisa foram interpretados pelo Programa BodyMove, que é um software de avaliação física, capaz de comparar dados da composição corporal inicial e final do treinamento, mostrando o peso magro e peso gordo de cada um dos pesquisados, levando em consideração a antropometria, perimetria, peso corporal, estatura e idade. Procedimentos O treinamento teve 8 (oito) semanas de duração, três vezes/semana como já mencionado, com exercícios para membros inferiores compostos por: agachamento livre, leg press 45°, extensora, flexora, mantendo-se essa ordem. Os 8 (oito) voluntários foram divididos em dois grupos: Um grupo com 4 (quatro) voluntários realizaram os exercícios com um tempo de execução na fase excêntrica de 4”(segundos) e concêntrica 2”(segundos) este grupo foi caracterizado como lento 4”x 2” (GL). O segundo grupo também com 4 (quatro) voluntários realizaram os exercícios com o tempo de execução na fase excêntrica 2”(segundos) e concêntrica também 2”(segundos) ficando caracterizado como grupo rápido 2”x2” (GR). Os voluntários foram submetidos à


mensuração de dobras cutâneas (abdome, coxa e perna), perimetria (abdome, quadril, coxa e perna) e teste de 1RM para estabelecer a carga máxima, sendo que o teste foi realizado em velocidade livre. Todos os voluntários realizaram três sessões de familiarização com intuito de utilizar o metrônomo para fazer a temporização da velocidade de execução, apurando assim, o sentido cinestésico, com o intuito de evitar erros durante os exercícios propostos no estudo. Como a velocidade foi marcada por batimentos eletrônicos o exercício completo do GR 2”X2” utilizou quatro batimentos eletrônicos para o movimento completo de cada um dos exercícios, sendo 2 bips para a fase excêntrica e 2 bips para a fase concêntrica, enquanto o GL 4”X2” utilizou seis batimentos eletrônicos para o movimento completo de cada um dos exercícios, sendo 4 bips para a fase excêntrica e 2 bips para a fase concêntrica. Os exercícios foram realizados inicialmente com 4 (quatro) séries de 7 (sete) repetições e a cada duas semanas aumentava-se 1 (uma) repetição, ou seja, na 8ª (oitava) semana os sujeitos estavam realizando 4 (quatro) séries de 10 (dez) repetições com 75% da carga máxima. Todos os participantes da pesquisa foram submetidos a uma avaliação inicial e final do treinamento, a fim de coletar os resultados e conseqüentemente discutilos. RESULTADOS De acordo com os dados da pesquisa podese analisar que os indivíduos do Grupo Lento (GL) 4”X2” tiveram uma média de ganho de massa magra de 2,53% e uma média de diminuição de massa gorda em 9,04%, além de uma média de ganho na carga máxima de 69,63%. Como mostra a tabela (tabela 1): Já os indivíduos do Grupo Rápido (GR) 2”X2” tiveram uma média de ganho de massa magra de 2,93%, e uma média de diminuição de massa gorda de 1,78%, além de uma média de ganho na carga máxima de 38,77%. Como mostra a tabela (tabela 2): A tabela 3 mostra uma comparação em porcentagem entre o grupo rápido (GR) 2”X2” e o grupo lento (GL) 4”X2”, no que se refere a massa magra, gorda e carga máxima. DISCUSSÕES Considerando os estudos que investigaram o treinamento com velocidades diferentes e a necessidade de melhor compreender e prescrever programas de exercícios resistidos, o objetivo deste estudo foi investigar a influência do treinamento com exercícios para membros inferiores utilizando diferentes velocidades de execução na composição corporal e força. Os resultados encontrados no presente

estudo mostraram ganhos de massa muscular similares nos dois grupos lento (4”X2”) e rápido (2”X2”). Conforme mostra a tabela 3 o grupo lento (4”X2”) teve um aumento de 2,53% de massa magra, enquanto o grupo rápido (2”X2”) teve um aumento de 2,93% de massa magra, mostrando que o trabalho excêntrico em 2 segundos foi superior ao trabalho excêntrico em 4 segundos no que se refere a ganho de massa muscular. O aumento da força máxima obtido nesta pesquisa mostrou-se válido nas duas velocidades de execução, na qual o grupo rápido (2”X2”), obteve um aumento de 38,77%, enquanto o grupo lento (4”X2”), teve uma média de aumento na força máxima em 69,63%, como mostra a tabela 1, porém obteve-se um aumento superior da força máxima no grupo lento (4”X2”). Estes dados sugerem que a utilização de menor velocidade de contração implica no desenvolvimento de maiores níveis de força máxima. Analisando a massa gorda dos indivíduos pesquisados, podemos perceber que o grupo que realizou os exercícios com uma velocidade de execução mais lenta (4”X2”) teve uma diminuição média de massa gorda em 9,04%, conforme mostra a tabela 1. O grupo rápido (2”X2”), obteve uma diminuição de massa gorda em 1,78%, mas, quando comparado ao grupo rápido (4”X2”) nota-se uma diferença na diminuição de massa gorda de 7,26% maior no grupo lento (4”X2”), indicando que a execução do trabalho excêntrico em 4 segundos obteve resultados mais

expressivos na diminuição da massa gorda. CONSIDERAÇÕES FINAIS Sabendo da necessidade de conhecer e controlar de forma eficiente todas as variáveis que envolvem o treinamento resistido, o objetivo deste estudo foi verificar a influência da velocidade de execução de exercícios resistidos para membros inferiores na composição corporal e força máxima. A prescrição de exercícios resistidos com utilização de diferentes velocidades mostrou ter a sua validade, no sentido de se estabelecer padrões, acerca de qual a melhor velocidade no treinamento resistido objetivando ganhos em força máxima e modificação da composição corporal. Conclui-se que para este grupo analisado no presente estudo o treinamento resistido para membros inferiores utilizando os trabalhos excêntricos em 4 segundos e em 2 segundos promoveram mudanças no nível de força máxima e composição corporal, porém o trabalho excêntrico em 4 segundos foi superior quando comparado a uma velocidade mais rápida, devido aos resultados obtidos na redução da massa gorda, no aumento de massa magra corporal e força máxima, mostrando a importância de se periodizar um treinamento baseado em objetivos diferentes. REFERÊNCIAS As referências bibliográficas deste artigo se encontram em nosso site. www. novafisio.com.br NovaFisio.com.br • 33


Artigo|Palavras chave: Pilates; mulher; treinamento contra resistência.

Pilates: As diferentes respostas adaptativas ao exercício entre homens e mulheres Por

| Rodrigo Silva Perfeito

Resumo Trata-se de um estudo que visa não especificamente dialogar sobre os ocorridos do método ao longo dos anos, mas sim, da preocupação e necessidade que o instrutor ou professor necessita possuir no momento de criação do programa de treinamento. Uma dessas apreensões são as diferentes respostas adaptativas ao exercício entre homens e mulheres. A metodologia utilizada para confecção do estudo foi a revisão de literatura de artigos e livros nacionais e internacionais. Em considerações finais, é sugestivo relatar que existem importantes diferenças anatômicas e fisiológicas entre os sexos, que trarão melhor rendimento em variáveis do treinamento específicas para um e não ao outro, sendo obrigação do professor entender e manipular a atividade de forma consciente, evitando perda de rendimento e lesões. Introdução O presente artigo não estudará a história do método Pilates® ou seus princípios especificamente. Trata-se de uma pesquisa que se preocupa em apontar a necessidade de programas de treinamento com base na especificidade biológica. Assim, a temática aqui abordada será as principais diferenças entre o sexo masculino e feminino, resultando em exercícios totalmente diferentes entre os sujeitos de mesmo sexo e mais intensamente, de sexos diferentes. Para tanto, iremos refletir sobre a inserção da mulher ao treinamento contra resistência e ao Pilates®, o que é o método Pilates®, as diferenças biológicas entre o homem e a mulher e algumas sugestões para o treinamento de Pilates® pelo sexo feminino. Iniciaremos, ainda na introdução, esboçando a conceituação de atividade física e como ocorreu a iniciação ao treinamento das mulheres. O assunto apresentado é considerado de grande relevância para sociedade que visa a aptidão física relacionada à saúde por meio do Pilates®. Serve de suporte para orientar as mulheres atletas e toda sua equipe, assim como as mulheres não atletas. A aptidão física é definida pelo American College of Sports Medicine (ACSM) como: “É a capacidade de executar níveis moderados a vigorosos de atividade física sem fadiga excessiva e a capacidade de manter essa habilidade por toda a vida” (AMERICAN COLLEGE OF SPORTS MEDICINE, 2007). 34 • NovaFisio.com.br

Ao longo da história, mulheres que praticavam esforços físicos intensos por meio de um treinamento ou por uma atividade cotidiana, sempre apresentaram peculiaridades, fossem elas adquiridas por meio de movimentos da vida diária, dos esportes de alto rendimento ou por atividades de manutenção da saúde. Com o passar dos anos, essa relação vêm se modificando. Entretanto, mesmo diante de tantos estudos sobre o tema, muitas questões ainda se apresentam com obscuridade para a maioria dos indivíduos quando retratamos a mulher e atividade física vigorosa (OLIVEIRA et al., 2008). Durante muito tempo se acreditou que ao “sexo frágil” deveriam restringirse apenas os esforços voltados para atividades domésticas mais leves e que muitas modalidades de treino deveriam ser exclusivamente masculinas. Até mesmo ao se tratar da atividade física relacionada à saúde do sexo feminino, alguns aspectos eram vistos de forma distorcida, como, por exemplo, a proibição ou não recomendação de alguns tipos de treinamento e exercícios – musculação, esportes de alta intensidade, lutas, entre outros – para as mulheres. Tais contestações iam, e ainda vão, muito além do simples desconhecimento ou ignorância sobre o assunto, passando muitas vezes pelo preconceito e desrespeito às mulheres por criação simbólica de um imaginário social distorcido pelo estigma (PERFEITO, 2011). Atualmente, se sabe que o exercício físico pode proporcionar, para ambos os sexos, diversos benefícios, como a melhora da aptidão física, conscientização corporal e percepção individual, e que as mulheres podem atingir rendimentos em termos relativos – devido às diferenças biológicas – tão elevados quanto seus congêneres do sexo masculino (McARDLE et al., 2001). A partir do apresentado, o objetivo do estudo é analisar como certas particularidades referentes ao sexo feminino se revelam diante da atividade. Além de averiguar se de fato tais características podem interferir de sobremaneira na orientação do treinamento do Pilates® para esse público, seja relacionado ao condicionamento físico, tratamento ou prevenção de lesões, ou ainda, ao rendimento esportivo. Tal pesquisa justifica-se, por se tratar de um tema estudado abundantemente pelo autor, sendo de seu contentamento a continuidade das reflexões já publicadas

e por possuir fácil construção do estudo da arte devido ao acúmulo de trabalhos salvos em biblioteca pessoal ao longo dos anos. É relevante, pois resultará numa publicação com enfoque ainda pouco discutido quando nos referimos ao universo do método Pilates®, decorrendo em mais uma possibilidade de fonte científica, além de sugerir e revelar estudos importantes para a melhora da qualidade na prática de atividade física por meio do método apontado, auxiliando na saúde, melhor rendimento e menor risco de lesões da população praticante. Diante disto, o presente trabalho almeja fazer uma revisão bibliográfica, na tentativa de abordar as principais informações que permeiam este campo de estudo. Peneirando assim um assunto de grandes mitos e contradições, que geram dúvidas. O método Pilates® Foi criado pelo alemão Joseph Pilates, nascido em 1880 e falecido em 1967 (CHANG, 2000; MELO et al., 2011). Sua prática iniciou em 1920 sustentado pela contrologia, conceituada como o controle de modo consciente das musculaturas envolvidas em cada exercício. É utilizada no auxílio do domínio da força e equilíbrio do corpo (PILATES, 2000). No princípio, o público alvo, em grande maioria, era tido por bailarinos e atletas. Nos últimos tempos, se tornou uma categoria de treino muito utilizada em academias de musculação e em clínicas de reabilitação. Somente nos Estados Unidos existem mais de 5 milhões de praticantes (CHANG, 2000). Além do controle ou contrologia, existem outros princípios utilizados no método: concentração, respiração completa, propriocepção corporal global, precisão, fluidez e power house (FISART, 2011). Pode ser conceituado como um método de treinamento contra resistência, sistematizado, que utiliza de resistências elásticas por meio de elásticos e molas, da força da gravidade, normal e peso por exercícios sem auxilio de aparelhos e com resistência plástica por intermédio de halteres, barras e caneleiras, entre outros. Possui princípios que o diferenciam e caracterizam o método, como a respiração e o power house. Sendo assim, possui características próprias, se distinguindo dos outros tipos de treinamento, que vistos em primeira instância, muito se assemelham (FISART, 2011).


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Artigo|Palavras chave: Pilates; Mulher; treinamento contra resistência. Diferenças biológicas entre o homem e a mulher Em termos introdutórios, os homens, geralmente, são mais altos e hipertrofiam mais rápido que as mulheres. Além da característica citada, existem outras, que fazem parte da seleção natural resultante da competição milenar entre os machos pela posse das fêmeas – procedendo em corpos cada vez mais preparados para a sobrevivência na sociedade e autosustentação perante os perigos da vida – sempre interessados em se acasalar com as fêmeas mais bonitas e sendo capazes de proteger seus filhotes advindos desse relacionamento (VARELA, 2005). Além da especificidade dos corpos advinda da subsistência, durante as últimas 5 décadas, neurocientistas explanaram informações que afirmam diferenças fundamentais entre os dois gêneros. Esse afastamento de características entre os sexos vai além da aparência física. Está presente também na conformidade cerebral e na maneira que o cérebro atua. Apesar de individualidades biológicas que atingem diferentemente o cérebro de cada gênero, o masculino, devido à maior quantidade de massa branca, que tem o objetivo de criar pontes de comunicação entre as diferentes partes do encéfalo, e entre o encéfalo e a medula espinhal, é cerca de 9% maior em relação ao feminino, uma vez que a quantidade de massa cinzenta, que, é responsável por grande parte das funções cognitivas superiores, é semelhante em ambos os sexos. Estudos neurofisiológicos no corpo caloso – estrutura que estabelece a conexão entre os hemisférios cerebrais direito e esquerdo – mostram indícios e apontam que tal estrutura é mais desenvolvida nas mulheres (VARELA, idem). Diferente dos achados de Varela (2005) (9%), dessa vez, os estudos mostram que o cérebro masculino é cerca de 10% maior que o feminino. No entanto, o feminino tem maior número de conexões nervosas. Além de outras diferenças, como: o hipotálamo é maior em cérebros masculinos; ocorre menor síntese de serotonina nas mulheres, provocando maior sensação de bem estar e felicidade no homem; o cérebro masculino é voltado para a compreensão, enquanto o da mulher é programado para a empatia; os homens têm maior habilidade para tarefas com cálculos, já as mulheres para aqueles que exigem habilidades com a fala (BUCHALLA, 2004). Como visto acima, em relação às sinapses, os neurônios das mulheres apresentam maiores ligações. Porém, quando analisados em termos quantitativos, os homens possuem entre 10 milhões a 20 milhões de neurônios a mais. Estes neurônios se encontram mais densamente na região central do cérebro. Porém, nenhum estudo científico obteve êxito 36 • NovaFisio.com.br

em questionar se um sexo tem maior poder cognitivo, ou melhor, possibilidade de aprendizagem em relação ao outro (VARELA, 2005). Existem diferenças quantitativas entre o homem e a mulher. Essa heterogeneidade ocorre diante do tamanho do corpo, composição corporal e hormônios, como a presença de maior quantidade de testosterona no homem e de estrogênio na mulher. Quando o assunto é desempenho muscular, as diferenças hormonais são responsáveis por discrepâncias. O homem, por secretar maior quantidade de testosterona, tem maior potencialidade anabólica, acentuando a deposição de proteína nos músculos. Assim, apresenta cerca de 40% a mais de capacidade de hipertrofia em relação às mulheres, refletindo numa melhor produção de força. A mulher secreta em grande quantidade o estrogênio, causando, da mesma forma, algumas diferenças no desempenho. Tal hormônio aumenta a deposição de gordura em alguns tecidos, como nas mamas e quadris. Assim, a mulher que não é atleta possui cerca de 27% de gordura a mais na composição corporal em comparação ao homem não atleta. Portanto, em exercícios que necessitam de queima dos grandes estoques de gordura para produzir energia, sugerese que a mulher leve alguma vantagem. Já naqueles que dependem de força corporal, como exercícios de potência, os homens levam vantagem (CORDEIRO, 2011). Além de a mulher possuir maior quantidade de gordura corporal, as mesmas tendem a ter uma regulação de temperatura menos eficiente, o que traz prejuízos em ambientes quentes ou exercícios com aumento significativo do metabolismo. Já em exercícios no frio, a mulher consegue suportar melhor a baixa temperatura devido ao isolamento feito pelo tecido de gordura, o que pode trazer um rendimento melhor. Entretanto, a mulher leva desvantagem em locais quentes, devido a menor quantidade de glândulas sudoríparas, perdendo em termorregulação pela evaporação do suor (MCARDLE et al., 2011). As diferenças entre o homem e a mulher ocorrem desde o nascimento e se intensificam após o processo de desenvolvimento, crescimento e maturação (MALINA et al., 2009). Em estudo sobre a idade maturacional do indivíduo, foi demonstrado que, com maior intensidade, na puberdade as características sexuais secundárias caracterizam com melhor clareza as diferenças estruturais nos corpos dos adolescentes do sexo masculino e feminino (TANNER, 1978). O estado de maturação é denominado como um conjunto de adaptações fisiológicas que permitem

que um indivíduo seja capaz de realizar ações que antes não poderia fazer, como por exemplo, ter força suficiente para vencer a resistência do elástico em um exercício do Pilates®, chutar a bola ao gol numa grande distância, além de questões biológicas, como possuir pêlos ou ainda se reproduzir. Tal progressão é influenciada pela genética e por fatores ambientais (MALINA et al., 2009). O homem e a mulher não se diferenciam somente diante das características sexuais primárias ou secundárias, mas também pelas estruturas anatômicas, fisiológicas e constitucionais, como os gêneros (MACHADO e DEVIDE, 2007). Apesar dos músculos de ambos os sexos possuírem a mesma estrutura e responderem ao treinamento da mesma forma (FLECK & KRAEMER, 1999), homens apresentam maior força em membros superiores do que as mulheres. Essa variação ocorre devido às diferenças de massa muscular total e a distribuição da mesma entre os sexos. O comprimento do corpo também se diferencia, sendo, no homem, geralmente maior. Essa diferença modifica o deslocamento do centro de gravidade, sendo mais baixo na mulher, o que influencia negativamente no rendimento em algumas modalidades de exercícios, como nas corridas de velocidade ou ainda nas que necessitam de saltos constantes, por exemplo, as que utilizam a pliometria. Além disso, a mulher possui maior flexibilidade devido à maior frouxidão ligamentar – referência da articulação sacroilíaca – que, por sua vez, é influenciada pela questão hormonal diferenciada em relação ao homem (HAMIL & KNUTZEN, 1999). Apesar dos fatores biológicos apontarem melhores resultados em alguns exercícios para o sexo masculino e em outros para o feminino, somente relatos através da fisiologia não são suficientes para explicar plenamente a suposta superioridade de um sexo em relação ao outro. Devide (2005) relata que, por cada gênero possuir individualidades biológicas e culturais inerentes a cada sexo, as repostas durante e após qualquer exercício físico sofrem distintos alcances socioculturais, inseridos de forma diferenciada e característica em cada atividade física desempenhada. Farinatti (1995) aponta que tais facilitações no desempenho motor podem ser influenciadas pelas diferenças das atividades do cotidiano cultural brasileiro, como o varrer e cozinhar, exercido pela mulher; e o futebol, ou outro esporte, que é praticado pelo homem. Apesar dos diferentes estilos de vida de um indivíduo para o outro, vale ressaltar, que as atividades sociais e psicológicas também influenciam no desempenho entre o homem e a mulher.


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Artigo|Palavras chave: Pilates; Mulher; treinamento contra resistência. Treinamento de Pilates® para mulheres e algumas sugestões Os estudos aqui apontados, não foram realizados diretamente com o intuito de mencionar o método Pilates®, mas sim, os exercícios físicos de uma maneira geral. Deste modo, os escritos foram adaptados pelo autor. O Pilates® ou qualquer exercício físico adequado é reconhecido como uma forma eficiente de aliviar o stress emocional, melhorar a autoestima, a composição sanguínea, reduzir a pressão arterial, a gordura visceral, estimular a absorção de cálcio pelos ossos, aumentar a massa muscular, irrigar as cartilagens articulares. Em termos funcionais a atividade física regular por meio do método Pilates® aumenta a força e a resistência muscular, melhora a flexibilidade, a capacidade cardiorrespiratória e permite assim, maior autonomia motora, desde que trabalhados sistematicamente para tais objetivos (SANTOS, 2011). A prática regular de exercícios físicos pode auxiliar na prevenção de doenças e influenciar positivamente a saúde da população, independente de sexo ou idade (FERRAZ & MACHADO, 2008). A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos trinta minutos de exercícios físico por dia, na maioria dos dias, os quais podem ser feitos de forma contínua ou acumulada (OMS, 2000). Um programa de exercício físico tem como objetivo melhorar as condições físicas, promover a saúde e garantir a segurança durante a realização do treinamento (ACSM, 2007). Antes de iniciar um treinamento físico no Pilates®, a pessoa deve fazer uma avaliação médica para mensurar as condições de saúde atuais. Além das preocupações médicas, é importante fazer algumas avaliações, tais como: medir o percentual de gordura corporal; medir a distribuição da gordura corporal, com ênfase na relação cintura/quadril, já que essa pode ser um indicativo para o risco de doenças cardiovaculares; medir os níveis de ferritina e hemoglobina, já que estes podem mostrar a carência de ferro e quadros de anemia que comprometem o rendimento das mulheres durante o treinamento (LEITÃO et al., 2000). Como sugestões de treinamento no Pilates®, temos uma pesquisa que testou o treinamento em circuito com exercícios aeróbicos, resistidos e alongamentos, com mulheres sedentárias com idade entre 30 e 56 anos, durante 12 semanas, com a frequência de três vezes por semana e a duração de 60 minutos por sessão de treinamento. O treino consistia em: 10 minutos de atividade aeróbica, 42 minutos de circuito com exercícios de resistência muscular para membro superior, membro inferior e tronco, alternados com exercício 38 • NovaFisio.com.br

aeróbio e 5 minutos de alongamento/ relaxamento/alongamento, de forma passiva e ativa e com auxílio de técnicas de respiração. Após as semanas de treinamento descritas, o mesmo constatou a ocorrência da melhora média de cinco repetições na resistência muscular localizada e de 4,1 cm na flexibilidade. Assim, pode-se inferir que o treinamento três vezes por semana - mesmo sabendo que quanto mais dias de treino, mais fácil é a sistematização e o alcançar do rendimento - durante 60 minutos é de grande valia para impetrar os resultados esperados, e que as adaptações adquiridas influência na aptidão física geral e na capacidade funcional das mulheres positivamente e que além dos benefícios na resistência muscular e na flexibilidade, houve uma pequena redução no percentual de gordura corporal (SANTOS, 2011). Em outro trabalho, foi analisado o efeito de um programa de treinamento físico, que pode ser feito no Pilates®, de 12 semanas em mulheres entre 20 e 30 anos, com base nas recomendações mínimas de esforço do American College of Sports Medicine. O treinamento consistia em 30 minutos de exercício em esteira em intensidade de 60% da frequência cardíaca de reserva controlada por frequêncimetro, seguido de um exercício para cada grupo muscular (tronco, MMSS e MMII). Todos os exercício eram realizados três vezes na semana sendo aplicado 3 séries de 15 repetições cada, a intensidade foi calculada por subjeção de esforço e conclusão adequada dos movimentos realizados, tendo como exceção o reto abdominal o qual era realizado 3 séries de 30 repetições sem acrescento de carga. A flexibilidade era aplicada três vezes por semana, sendo realizada em posições estáticas por um período de 15 segundo em cada posição (LOPES e RIBEIRO, 2010). Os resultados mostram que ocorreu uma redução de 7,24% no percentual de gordura e esta redução segundo Lopes e Ribeiro (2010) deve ser atribuída principalmente ao aumento do gasto calórico provocado pelo exercício físico, ao qual diminuiu a massa gorda e aumentou a massa magra, ou seja, diminuiu o percentual de gordura corporal e aumentou o percentual de massa muscular, através do treinamento. Se tratando da flexibilidade, o resultado do estudo mostrou um aumento de 13,2% na flexibilidade. Já em relação a resistência muscular localizada, ocorreu um aumento de 13,8%. O VO2máx apresentou um aumento de 9,5%. Esse resultado mostrou-se menor porque o treinamento aeróbio possui a característica de ser relativamente mais lento as suas adaptações quando comparados com as demais valências. O estudo mostrou que mesmo em um período curto de 12 semanas, a possibilidade de aumentar

a resistência muscular, a flexibilidade e o VO2máx, juntamente com a redução do % de gordura é possível. O que pode minimizar a possibilidade de desistência de um programa de treinamento devido à falta de bons resultados (LOPES e RIBEIRO, 2010). Em seu estudo, Silva e Aguiar (2003) realizaram o treinamento com mulheres inseridas no mercado trabalho e praticantes de atividade física semelhante ao Pilates®, com faixa etária de 18 a 46 anos. A frequência semanal do treinamento foi de cinco vezes, com a duração de 40 minutos de treinamento aeróbio e 40 minutos de treinamento contra resistência. O aeróbio foi estipulado no sistema de treinamento intervalado, devendo ser atingido 90% da frequência cardíaca máxima, estipulada pela equação de JONES. Já o treinamento contra resistência foi realizado após o Teste de 1RM e esses tiveram suas cargas de trabalhos estimadas em 75% de sua carga máxima, onde deveriam ser realizados movimentos entre 8 a 12 repetições. A análise estatística do trabalho foi alcançada através do programa estatístico “Teste T for Students” para amostras dependentes, juntamente com a obtenção das médias e desvio padrões dos dados obtidos no teste inicial e final do trabalho em questão. O índice de significância adotado foi p = 0,05. Os testes estatísticos mostraram que o trabalho apresentou um índice de significância ideal de acordo com o “Teste T for Students”. Entretanto, o autor relatou precisamente qual era os valores iniciais e quais forma os valores após o treinamento. Após o sucinto passeio pelas presentes informações, podemos verificar que o treinamento do Pilates® para mulheres deve obedecer as individualidades biológicas quanto ao sexo e idade, sendo respeitado o princípio da individualidade antropométrica, anatômica e biológica. Foi possível averiguar, que mesmo não sendo o ideal, um treinamento com frequência semanal de 3 dias, também pode alcançar os objetivos pré determinados, desde que o treinamento obedeça a sistematização adequada. É importante destacar que estes estudos foram escolhidos por cederem informações importantes, mas que nem toda a sistematização de treinamento é acordada pelo autor deste trabalho. Metodologia Trata-se de uma revisão de literatura acerca do tema abordado, apoiando-se em autores renomados para desenvolver e discutir como ocorre o treinamento para mulheres. Como não foram encontrados artigos relevantes que tratam especificamente sobre Pilates® para mulheres, os textos em linhas gerais foram adaptados para abordar a temática. Para coleta dos dados literários e concretização


do estudo da arte, foi realizada busca nas bases de dados Scielo, Medline e Pubmed, além de consulta de periódicos pelo sistema Qualis da Caps e em livros. As palavras chave utilizadas foram: fisiologia da mulher, Pilates e treinamento contra resistência e suas respectivas traduções por buscas na língua inglesa. Após investigação, foram selecionados os artigos pertinentes e descartados os demais, contando com um total de 23 referências. Considerações finais Embora as mulheres tenham enfrentado grandes dificuldades no decorrer da história para conquistar seu lugar no âmbito esportivo e no treinamento contra resistência de alta intensidade, foram alcançados grandes progressos que proporcionaram uma mudança de paradigma onde as mulheres passaram de simples espectadoras para o posto de grandes praticantes em diversas modalidades de treino, como no Pilates®, por exemplo. Estas mudanças criaram uma condição que permite atualmente o surgimento de atletas mulheres que possuem uma grande influência e sucesso na esfera esportiva, seja pela sua aproximação de resultados ou pela maior representatividade que a imagem da mulher atleta vem ganhando perante a sociedade. Apesar de existirem determinadas diferenças entre homens e mulheres no aspecto físico, como o tamanho do coração e a forma do quadril, não se deve atribuir superioridade ou inferioridade a um sexo em relação a outro. Essas alterações são características biológicas específicas que sempre irão existir. Além disso, muitas delas são influenciadas por aspectos e costumes sócioculturais, que embora ainda se façam presente, parecem estar se modificando com as transformações das representações sociais em relação aos gêneros que vem ocorrendo com o passar dos anos. Refletindo nos dados que mostram serem as mulheres, comparados aos homens, as maiores praticantes do método Pilates®. O sexo feminino desfruta de determinadas particularidades, como a fase da menopausa, a amenorréia diante da interrupção da menstruação em atividades extremas, que devem ser levadas em consideração pelos professores ou instrutores de Pilates® no momento da elaboração de um programa de treinamento em busca do rendimento ou mesmo na prática de atividades físicas apenas em com intuito de se obter uma aptidão física favorável à saúde ou tratamento de lesão. Tais cuidados são especialmente relevantes quando se trata de mulheres que praticam exercício físico intenso devido ao perigo de se obter um ou mais espectros da chamada tríade da mulher atleta – que não atinge somente a mulher atleta –, e no período pré puberal para que o crescimento e a maturação dos diversos sistemas corporais ocorram de maneira satisfatória e complicações futuras sejam evitadas. Apesar do crescimento das investigações que estudam a participação da mulher nos esportes, pouco se sabe sobre os transtornos físicos e psicológicos relacionados com o exercício por meio do método Pilates® e que acabam afetando a rotina de vida. Faltam informações para identificar e evitar as transformações físicas e fisiológicas indesejáveis, atribuídas a métodos de treinamento que não diferenciam as mulheres dos homens. Assim, uma limitação do estudo é a dificuldade em encontrar literaturas específicas, revelando a sugestão de novos achados que tragam dados próprios da prática do Pilates®. Apesar de não ser um estudo específico, acreditamos que o presente artigo possa contribuir para com os professores de Pilates® diante das dificuldades que encontramos no dia a dia de nossa conduta profissional. Vale ressaltar mais uma vez, que necessitamos de mais estudos específicos nessa e em temáticas semelhantes. Referências bibliográficas: As referências bibliográficas deste artigo se encontram em nosso site. www.novafisio.com.br NovaFisio.com.br • 39


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DIA CURSO CIDADE- UF AGOSTO 20 à 24 Reequilibrio Postural: Conceito Zanin Curitiba – PR 20 à 26 Curso Intensivo de Formação em Microfisioterapia Londrina – PR 23 à 28 Pilates na Conduta Cinesioterapêutica Porto Velho – RO 24 Curso de RPG/ILSEF – Reeducação Postural Global São Paulo – SP 24 Reabilitação do Acidente Vascular Encefálico Marília – SP 24 Curso de RPG/ILSEF – Reeducação Postural Global Três Lagoas – MS 24 à 26 Curso de Formação no Método Godoy de Drenagem Linfática Belo Horizonte – MG 25 Curso de Osteopatia Campinas – SP 25 à 28 Pilates Internacional – Valéria Figueiredo Cursos Uberlândia – MG 29 à 31 II Simpósio de Atualização em Fisiologia do Sistema Nervoso Uruguaiana – RS 30 Microfisioterapia II Curitiba – PR 31 Curso de Nutricosméticos e Cosmetologia Avançada (In e Out) Curitiba – PR 31 Curso de Pilates-Solo, Bola e Acessórios Marília – SP 31 Conceito McConnell / Bandagem Funcional – Valéria Figueiredo Belo Horizonte – MG SETEMBRO 01 Curso de Peelings Químicos COM PRÁTICA Curitiba – PR 01 e 02 Cirurgia Plástica: Complicações, Avaliação e Tratamento Curitiba – PR 01 e 02 Curso: Confecção de Óteses de Menbros Inferiores – AFO Niterói – RJ 01 e 02 Pré e Pós Operatório de Cirurgia Plástica – Mód. 2 Curitiba – PR 01 à 03 Conceito Dicke (Massoterapia) – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 01 à 09 Plataforma Vibratória e Pilates Functional Training Rio de Janeiro – RJ 04 à 07 Conceito McConnell / Bandagem Funcional – Valéria Figueiredo São Paulo – SP 08 à 11 Conceito McConnell / Bandagem Funcional – Valéria Figueiredo Porto Alegre – RS 12 à 22 45º Curso – Pilates sob a Ótica das Cadeias Musculares Rio de Janeiro – RJ 13 Fomação em Pilates Passo Fundo – RS 13 e 14 Como Realizar a Inclusão do Trab. c/ def. no Mercado de Trabalho Curitiba – PR 13 à 15 Pilates Rehab – PhysicalMind Institute/DeMarkondes Pilates S.J. dos Campos–SP 13 à 15 Cosmetologia e Aromaterapia Aplicada ã Estética Facial e Corporal Curitiba – PR 13 à 16 Curso Internacional do Conceito Maitland – Mód. II Salvador – BA 13 à 16 Curso de Formação em Microfisioterapia Fortaleza – CE 13 à 16 Curso de Formação em Microfisioterapia São Paulo – SP 15 e 16 Introdução à Terapia CranioSacral Sorocaba – SP 15 e 22 Curso: Drenagem Linfática p/ Fisioterapeutas Niterói – RJ 16 à 18 Técnicas de Ausculta de Barral Rio de Janeiro – RJ 17 à 21 Reequilibrio Postural: Conceito Zanin Curitiba – PR 20 à 23 Manipulação Visceral 2 Rio de Janeiro – RJ 20 à 23 Cirurgia Plástica: Complicações, Avaliação e Tratamento Maringá – PR 21 à 23 Pós Graduação: Terapia Manual e Postural – Saúde Integral Fortaleza – CE 21 à 23 Pós Graduação: Terapia Manual e Postural – Saúde Integral Salvador – BA 21 à 24 Pilates Internacional – Valéria Figueiredo Cursos Bauru – SP 22 Reaçöes Posturais normais e alteradas na Paralisia Cerebral São Paulo – SP 22 e 30 Curso: Fisioterapia Uroginecológica Niterói – RJ 28 e 29 Fisioterapia Manipulativa: das armadilhas às soluções Curitiba – PR 29 e 30 Curso: Manipulação e Mobilização Articular Niterói – RJ OUTUBRO 04 à 06 Cirurgia Plástica: fisioterapia no pré e nos pós operatório Curitiba – PR 04 à 06 Bad Ragaz – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 06 e 07 Curso: Manipulação e Mobilização Articular Niterói – RJ 06 à 08 Conceito Halliwick – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 08 à 10 Hidro nas Algias – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 11 à 14 Watsu – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 19 e 20 Avaliçao FisioterapeuticaCardio-Respiratoria: atuaçao clínica Curitiba – PR 19 e 20 II Mostra Científica da Faculdade de Almenara – ALFA - Vale do Jequitinhonha–MG 25 e 26 Movimento Combinado – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 27 Atenção e Controle Postural: Compreendendo a Formação Reticular Sao Paulo – SP 27 e 28 Introdução à Terapia CranioSacral Teresópolis – RJ 29 e 30 Osteopatia – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 29 Curso de Formação em Mat Pilates do Brasil- CECC Cursos Recife – PE 29 Curso de Formação em Pilates com Acessórios Recife – PE

CONTATO (41) 3078-8815 (43) 3375-4701 (21) 2565-7690 / 0800 282 0624 (14) 3432-1375 (14) 3432-1375 (14) 3432-1375 (31) 3264-4864 (19) 3342-8278 0800 400 7008 (55) 9661-2454 (41) 3078-8815 (41) 3072-0663 (14) 3432-1375 / 0800 773 6333 0800 400 7008 (41)3072-0663 (41) 3225-1844 (21) 2109-2626 R: 245 ou 239 (41) 3225-1844 0800 400 7008 (21) 3528-6404 0800 400 7008 0800 400 7008 (21) 2268-6997 / 2208-2877 (51) 3594-8118/ 8434-0744 (41) 3078-8815 (12) 3942-5772 / (41) 3568-1918 (41) 3078-8815 (71) 3271-0151 / 9987-8071 (43) 3375-4701 (43) 3375-4701 (21) 8860-1234 (21) 2109-2626 R: 245 ou 239 (21) 8884-4321 (41) 3078-8815 (21) 8884-4321 (44) 3262-0529 / 3026-4059 (43) 3375-4701 (43) 3375-4701 0800 400 7008 (11) 2376-2071 (21) 2109-2626 R: 245 ou 239 (41) 3078-8815 (21) 2109-2626 R: 245 ou 239 (41) 3078-8815 0800 400 7008 (21) 2109-2626 R: 245 ou 239 0800 400 7008 0800 400 7008 0800 400 7008 (41) 3078-8815 (33) 37212-733 0800 400 7008 (11) 2376-2071 (21) 8860-1234 0800 400 7008 (81) 3093-4048 (81) 3093-4048

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www.cecc.com.br cursos@cecc.com.br — 29 de Outubro à 07 de Novembro Curso de Formação em Pilates Clássico do Brasil – CECC Cursos Recife – PE (81) 3093-4048 www.cecc.com.br cursos@cecc.com.br — 31 de Outubro à 04 de Novembro Kabat Vallejo – Valéria Figueiredo Cursos São Paulo – SP 0800 400 7008 www.vfcursos.com.br atendimento@vfcursos.com.br NOVEMBRO 01 de Novembro Curso de Avaliação Postural com Software Recife – PE (81) 3093-4048 www.cecc.com.br cursos@cecc.com.br — 09 e 10 de Novembro DIVULGUE SEU CURSO GRATUITAMENTE NO SITE WWW.NOVAFISIO.COM.BR E VEJA TAMBÉM NOSSA AGENDA COMPLETA

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Tininha | Humor - passa-tempo - game - novidades - música - cinema - moda - TV - DVD Olá pessoal, segue mais uma remessa fresquinha de coisas legais que peguei no Facebook. E se você tem alguma coisa legal por lá, mande que publicarei aqui junto com os outros. Agora divirtam-se! Espero que gostem e até a próxima. Ah! Dá uma passadinha na nossa fanpage e manda um curtir pra gente. Aproveita e veja as fotos do Cruzeiro da Fisioterapia que estão lá. Show de bola!

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FRASES E SIGNIFICADOS Às vezes repetimos frases que ouvimos de nossos pais e avós sem pensar direito de onde vieram e nem seu real significados. Às vezes as frases não fazem o menor sentido, mas mesmo assim todos repetem. Então vejamos algumas frases comumente faladas e sua real origem. Batatinha quando nasce esparrama pelo chão Na verdade é: Batatinha quando nasce espalha a rama pelo chão (Simples assim) Quem tem boca vai a Roma Na verdade é: Quem tem boca vaia Roma (Na época Roma e os romanos faziam muitas atrocidades e mereciam umas vaias) Cor de burro quando foge Na verdade é: Corro de burro quando foge (Se um burro fugir perto de você, corra!) Quem não tem cão caça com gato Na verdade é: Quem não tem cão caça como um gato (Caça com mais malandragem e menos força) Parece que tem bicho carpinteiro Na verdade é: Parece que tem bicho no corpo inteiro (Crianças que não ficam quietas) Cuspido e escarrado Na verdade é: Esculpido e encarnado ( Muito parecido) E você, sabe de mais alguma? Mande pra mim.

PROMOÇÃO E PRA MOCINHA

ÓRTESE E PRÓTESE

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FisioPerfil Com Sylvia Henriques sylvia@iafortopedia.com.br

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ogo após me formar, fui fisioterapeuta no CECOM da UNICAMP, onde atuei junto ao Grupo de Coluna e montei o Grupo de Gestantes. Após 4 anos iniciei minhas atividades como fisioterapeuta responsável do Instituto Affonso Ferreira. Paralelo, fiz Mestrado e Doutorado na UNICAMP. Visitei o Istituto Ortopédico Toscano em Firenze, Itália; Reabilitation Center of Pacific em Honolulu, Haway, EUA; e Universidade Complutense de Madrid, Espanha. Fui docente e coordenadora pedagógica da UNIP - Campinas. Montei, coordenei e fui professora no curso de especialização em Fisioterapia Traumato-Ortopédica Funcional do Instituto Affonso Ferreira, com aval do COFFITO. Hoje coordeno o Centro de Reabilitação do Instituto Affonso Ferreira em Campinas - SP. Ainda pretendo fazer muito pela Fisioterapia. Sylvia Helena Ferreira da Cunha Henriques.

Qual ano e em qual faculdade que se formou? Eu me formei na Pontifícia Universidade Católica de Campinas-SP em 1987. Qual foi a melhor coisa que fez na vida? Depois da minha famíWlia, foi ter escolhido a profissão de Fisioterapia. Qual foi a pior coisa que fez na vida? Puxa, não consigo pensar em pior coisa na fisioterapia. Deve ter tido, mas graças a Deus nem me lembro!

Qual sua maior virtude? Difícil falar de nossas virtudes. Mas acredito que seja meu empenho em fazer nossa profissão mais conhecida e mais reconhecida. Qual seu pior defeito? Achar que sou capaz de tudo. Muitas vezes me sinto cansada com isso... Se pudesse mudar algo, o que seria? Aproveitaria mais a vida!

Qual objeto de desejo? A vida nos impulsiona a querer sempre mais. Mas no momento não tenho nenhum objeto de desejo. Qual seu maior sonho? Hoje gostaria muito de ter condições de fazer um Pós-Doutorado no Canadá. Qual seu maior pesadelo? Ver minha familia triste! Quero sempre todos felizes...

Qual maior mentira já contou? Não costumo mentir...

Que talento mais gostaria de ter? Tocar piano! Acho lindo! Já estudei, mas ainda falta muito...

Qual fato foi o mais cômico? Não encontrar por quase 2hs o local onde havia estacionado o carro em Roma...

Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que? Administradora, talvez!

O que você odeia na profissão? Os fisioterapeutas se utilizarem de técnicas mirabolantes, sem comprovação científica, que acreditam ser a solução para tudo.

Qual seu maior arrependimento? Costumo não me arrepender, mas talvez de algumas vezes ter ofendido sem querer alguém.

E qual profissão jamais queria ter? Qualquer uma que tivesse que enganar pessoas.

Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? A dedicação aos pacientes e o interesse pela ciência.

Qual dica daria aos colegas? Não se deixar enganar por falsas técnicas, buscando sempre o conhecimento científico a vida toda.

Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam? Não nos profissionais que me cercam, mas no geral a deslealdade aos colegas e à profissão.

Qual sua aquisição mais recente? Não sou boa compradora. Compro pouco, mas com qualidade! Troquei todos os equipamentos da minha clínica após mais de 15 anos usando os mesmos.

O que você mais gosta na profissão? A profissão em si é maravilhosa. A oportunidade de conhecer pessoas, de poder ajudá-las, melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Tudo é fantástico!

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Diga um desafio? Buscar sempre mais! Um livro? Todos! Adoro ler! Quer fazer alguma divulgação? Meu site:

www.iafortopedia.com.br.

Lá profissionais da área e pacientes encontram informações sobre Ortopedia.


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Edição 87