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FISIO Editorial| Olá pessoal, em tempo, desejo a todos um feliz 2012 e que estejamos juntos por todo o ano. Esta é nossa primeira edição de 2012 e temos novidades gráficas e editoriais entre outras. Uma das novidades é que a partir de agora a revista poderá ser comprada avulsa e não mais somente por assinatura como antes. Estamos recrutando alunos e estabelecimentos que queiram revender a revista e já na próxima edição poremos aqui uma relação completa dos lugares onde você poderá comprar suas próximas edições e manter-se informado das novidades no mundo da fisioterapia no Brasil e no exterior. Agora deixarei vocês para que possam ler sua nova edição e verem as novidades. Abraços a todos. Oston de Lacerda Mendes Fisioterapeuta - Editor

Índice|

Leia nesta edição.

06 Cartas. 08 Entrevista com a treinadora Georgette Vidor. 12 Coluna do Dr. José da Rocha. 13 Frases. 14 Coluna do Dr. André Luiz de Mendonça. 16 Coluna do Dr. Luis Guilherme. 18 Coluna do Dr. Geraldo Barbosa. 20 Coluna da Dra. Jullyana Almeida de Sousa. 21 Caderno Especial de Pilates. 30 Fisioterapia Uroginecológica. 34 Sugestão para inserção de softwares durante a avaliação dos alunos de estúdios de Pilates. 42 Agenda de eventos. 44 Tininha. 45 Classifisio. 46 FisioPerfil com o Dr.

Desta edição.

Agradecemos a Leiliani Alonso, Fabricio Lopes Conduta, João Pedro e Maria das Graças, pelos comentários em nosso site. Katia Barata e Clara do IQV - Instituto Qualidade de Vida de São Paulo pela recpção em Santos. Josiane Sarraff, Andréa Gripp, Jessica Maier pelo contato imediato no site. A todos os anunciantes que renovaram seus contratos para 2012 (isso é muito importante). Aos novos anunciantes em especial Deivison, Sheila, Bruno e Sérgio da MetaCorpus, sejam muito bem vindos. E a você leitor sem o qual toda nossa equipe e nossos anunciantes estariam publicando pro nada. Obrigado!

Equipe|

Veja quem faz a revista que você esta lendo.

EDITORES: OSTON MENDES oston@novafisio.com.br & LUCIENE LOPES luciene@novafisio.com.br SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES nina@novafisio.com.br

ENDEREÇO DA REDAÇÃO: R. JOSÉ LINHARES, 134 LEBLON - RIO DE JANEIRO - RJ CEP: 22430-220 TEL: (21) 4042-6107 CEL: (21) 8577-9908 Skype: ostonmendes revista@novafisio.com.br WWW.NOVAFISIO.COM.BR

ASSINAR E ANUNCIAR: Você pode assinar a revista através de nosso site ou comprar um exemplar avulso em um dos pontos de venda. Se você deseja divulgar algum produto ou serviço para fisioterapeutas, nós temos anúncios nesta revista, anúncios em nosso site ou mídias sociais (twitter e facebook) envios de mailling e ainda serviços gráficos desde cartões de visitas, panfletos de todos os tamanhos, adesivos e até plotter gigante. Entre em contato e enviaremos mostruário e valores.

JANEIRO / FEVEREIRO DE 2012

Agradecimentos|

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Rodrigo Perfeito.


Cartas|

Escreva sua carta também, mande para revista@novafisio.com.br e publicaremos na próxima edição.

Puxão de orelha A respeito do curso de Limpeza de pele profunda (Rejuvenescimento, Acne e Manchas) tenho a dizer que é lamentável este curso de vocês colegas... estamos a cada dia brigando para sermos legitimados como profissão e possuirmos procedimentos científicos próprios dos quais não podem ser compartilhados e vocês lançam curso no qual profissionais de estética e acadêmicos desta graduação podem se inscrever? Mais uma vez reitero a falta de coerência e a massificação de “cursos de espertalização” que tem como finalidade única o benefício financeiro de pequenos grupos, sem estarem preocupados com a ética profissional e moral de sua profissão. Fica aqui a minha crítica construtiva para que possam repensar estas atitudes que denigrem e em nada agrega à profissão. Att, Cleber Luis Bombardelli - Msc em envelhecimento Humano, docente e FISIOTERAPEUTA ACIMA DE TUDO! O salário do Fisioterapeuta Amo demais nossa profissão e fico muito triste ao vê-la tão desvalorizada perante a sociedade… É fato que isto se deve a muitos fisioterapeutas que não gostam do que fazem e/ou são insatisfeitos por causa de seus salários; daí não fazem o tratamento fisioterápico e sim dão uma “benzidinha”, pois fazem quantidade e não qualidade. Então ouvimos muitas pessoas dizerem que fisioterapia não resolve nada, que fizeram tantas sessões e ficaram na mesma… Há tb muitas pessoas que sabem o quanto é importante um tratamento fisioterápico “de verdade”, mas acha muito caro o serviço que na maioria das vezes o valor é até irrisório perante o benefício… Desta forma, tenho procurado fazer o meu melhor e mostrar que fisioterapia resolve sim e é tudo de bom! PARABÉNS A TODOS OS COLEGAS QUE SÃO FISIOTERAPEUTAS DE VERDADE!!! Leiliani Alonso - leilianialonso@yahoo.com.br O plano S: Plano de negócios do profissional da saúde O titulo deste artigo não é mais que uma provocação, se referindo à necessidade de sempre termos um plano A, mas também uma segunda opção ou plano B por se o primeiro der errado e porque não, se possível termos também um Plano C ou até um Plano D. Segundo falam os estudiosos do Planejamento Estratégico uma empresa deve estar sempre preparada no mínimo para três cenários: positivo, negativo e neutro e um bom Plano de Negócios uma vez finalizado deve conter análises que permitam que a empresa se desenvolva nesses três cenários. O Plano de Negócios está, cada vez mais, tornando-se um instrumento de gestão que o profissional da saúde pode utilizar visando o sucesso de seu empreendimento. Por essa razão, é necessário que se entenda o que é um Plano de Negócios, o que escrever nele e como utilizá-lo. Mas o que é o Plano de Negócios? O plano de negócios é uma ferramenta do Planejamento Estratégico que se formata na forma de um documento usado para descrever um negócio, seja este um consultório, clínica ou qualquer outro serviço de saúde. Não existe uma estrutura rígida e específica para se escrever um Plano de Negócios, porém, qualquer Plano de Negócios deve proporcionar um entendimento completo do negócio (consultório, clínica, hospital ou serviço de saúde), de forma clara e lógica, que permita a qualquer leitor entender como sua empresa é organizada, seus objetivos, seus produtos e serviços, seu mercado, sua estratégia de marketing e sua situação financeira. As seções ou partes que compõem um Plano de Negócios geralmente são padronizadas e cada uma delas tem um propósito. Essas partes são: Capa, Sumário, Sumário Executivo, Descrição da Empresa, Produtos e Serviços, Análise de Mercado, Plano de Marketing, Planos Financeiros e Anexos. Para se chegar ao formato final geralmente são feitas muitas alterações e versões. Alias todo Plano de Negócios muda uma vez que começa a ser colocado em prática. Não é um documento estático e se um reflexo da rápida e mutante realidade do mercado no qual a instituição de saúde está inserida. Mas por que escrever um Plano de Negócios de seu consultório, clínica ou serviço de saúde? Escrever um plano de negócios é necessário. O objetivo principal do mesmo é poder organizar as informações sobre seu serviço na saúde, com vistas a poder mostrá-lo para possíveis sócios, parceiros, investidores ou fornecedores, conseguindo assim maior apoio dos mesmos e até da sua equipe para sua operação e garantindo um crescimento sustentável de seu serviço. Felipe Chibás Ortiz é consultor, psicólogo pela Universidade de Havana, Cuba, mestre e doutor pela USP em temas de Comunicação Organizacional, Relações Públicas e Marketing, especialista em Marketing Direto pela Universidade Alcalá de Henares, Espanha. Palestrante em diversos congressos nacionais e internacionais. É autor de onze livros publicados em Cuba, Brasil, Espanha, Canadá e México e sócio-diretor da Perfectu Gerenciamento Empresarial, empresa de consultoria que integra o grupo multinacional espanhol de Consultoria e Formação Empresarial Global Estratégias, presente em 15 países de quatro continentes. Preside o comitê organizador do I Fórum de Dentistas e Profissionais da Saúde Empreendedores. Claudia Firmino de Freitas é cirurgiã dentista pela Universidade Metodista, gestora e consultora odontológica com ampla experiência no mercado. Formada nos cursos de Ortodontia, Reabilitação oral, Estética odontológica, Periodontia. Tem atuado também como Professora Assistente de cursos na USP e na Universidade Metodista. Integra o projeto Envelhecer sorrindo pela Universidade São Paulo, programa direcionado ao atendimento na área de Odontogeriatria. É também especialista em Direção de Departamentos de Atendimento e Fidelização do cliente pela Universidade Politécnica de Madrid, de Espanha, e sócia-diretora da Perfectu Gerenciamento Empresarial. Preside o comitê organizador do I Fórum de Dentistas e Profissionais da Saúde Empreendedores. 6 • NovaFisio.com.br


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Foto: Arquivo pessoal

Entrevista|Treinadora Georgette Vidor

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Georgette Vidor

Q

Por|C. Eduardo Júnior

uando o assunto é Ginástica Artística, com certeza este esporte não seria o que é hoje sem a participação de Georgette Vidor Mello. Carioca e com licenciatura em Educação Física pela UFRJ, desde os quinze anos, trabalha como professora de Ginástica Artística (Ginástica Olímpica) e possui um currículo invejável repleto de conquistas. Vitórias tanto em clubes em que atuou, quanto pela seleção brasileira. Conquistou mais de 50 títulos, estaduais, nacionais e internacionais como: Amistosos, Copas do Mundo, Jogos Panamericanos e Olímpicos. Em maio de 1997, um acidente com o ônibus em que viajava com sua equipe de ginástica a deixou paraplégica e também afastou outras atletas da seleção nacional de Ginástica Artística. Grandes conquistas pelo C.R. Flamengo ocorreram sob sua direção, mesmo após o acidente. Atualmente, Georgette é consultora técnica do Projeto “Esporte Para Todos”, promovido pela ONG Qualivida e também atua como supervisora geral de Ginástica Artística. Desde 2011, ela também está à frente da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência (SMPD), órgão da Prefeitura do RJ, que tem por finalidade promover socialmente as pessoas com deficiência. Mais do que uma referência no esporte, Georgette é um exemplo.

O que te fez ingressar no esporte? Você teve atletas na família? - Comecei por iniciativa própria mesmo. Não tenho nenhuma referência na família que me levasse a ser uma atleta. Mas segundo minha mãe, quando eu era criança costumava pegar minhas bonecas e fazer movimentos com elas. A dança é um caminho obrigatório para quem pretende fazer Ginástica Artística? - Acho que para as mulheres sim. Para ser uma treinadora sem dúvida alguma. O que é mais difícil, julgar ou treinar atletas? - Treinar atletas. Para julgar você precisa ser um especialista e conhecedor das regras do código de pontuação. Mas o treinamento tem muito mais, além de todo o conhecimento existe a parte psicológica, toda a parte de relacionamento com aquele atleta, do envolvimento com a família. Existem muitas outras coisas que fazem com que o treinamento seja muito difícil. Você se considera uma treinadora linha dura? - Sou uma treinadora muito linha dura. Muitos acham que para um atleta atingir a perfeição basta uma carga de treinamentos intensivos e cuidados com a saúde. A didática também é importante? - É importante. Na realidade existem teorias dizendo que o atleta que não possui o QI muito desenvolvido pode se tornar um superatleta, que a inteligência não está atrelada ao bom desenvolvimento. Eu acho que não. No meu entendimento, se a pessoa trabalha o raciocínio, vai à escola, ela acaba tendo facilidade dentro do treinamento. Durante as viagens, sempre levei minhas atletas para conhecer

a parte cultural dos locais visitados. Sempre estipulei que minhas atletas estudassem. E 99% delas se formaram cada uma em diferentes carreiras. Acho isso extremamente importante, até porque a vida não é somente o esporte. O atleta de alto rendimento tem que doar 90% da sua vida para o esporte, mas existem os outros 10% que vão seguir para o resto da vida. É muito difícil o atleta ter amizade fora do seu grupo. Ele tem uma vida completamente anormal. É um jovem que não pode sair toda hora, não tem as férias que os amigos têm etc. O atleta é uma pessoa com características diferenciadas. Mas também se ele não vive a escola e outras coisas acaba se tornando uma pessoa completamente limitada. Por isso acho muito importante a questão educacional. Existe a possibilidade de adquirir material específico no Brasil? - Existe. Já tem uma produção boa de material de ginástica em nosso país, mas ele ainda não é homologado pela Federação Internacional de Ginástica. O treinador precisa ter sido um ótimo competidor para se tornar um bom educador? - De jeito nenhum. Na realidade, eu como atleta não tive passado nenhum. Nem todo treinador é um educador. Nem todo treinador tem a consciência de que aquelas pessoas (atletas) estão se desenvolvendo muito próximo deles. No mundo existem exemplos de excelentes treinadores que nunca fizeram ginástica. O que o Brasil teria que mudar para se tornar um país de ponta na ginástica? - O Brasil precisa mudar em tudo para se tornar uma potência olímpica. Diferente

do que acontece na Europa, a cada governo muda-se tudo. No exterior, a cada novo governo se aprimora, não se muda, aqui não. As políticas públicas aqui são muito pontuais, isso é a coisa mais errada que fazemos. No caso da ginástica, é ainda mais complicado, pois é um esporte que deve ter ginásio fixo. Outros esportes não, vôlei, handebol e basquete, podem utilizar o mesmo espaço. Com a ginástica é diferente. Tem que ter uma aparelhagem e ginásio próprio. Isso onera bastante. Temos no Brasil aparelhos equivalentes aos que existem nos países de primeiro mundo? - Quase. Estamos perto. Como você vê atualmente a questão das aulas de ginásticas nas escolas públicas. É como antes, piorou ou melhorou? - Não tem absolutamente nada. Tivemos uma conversa com uma pessoa ligada à Secretaria Municipal de Educação do RJ responsável pela Educação Física e estão comprando uns kits de ginástica para praticamente todas as escolas. A partir deste momento, com a compra desses equipamentos efetuada, teremos a possibilidade de capacitar os professores para a área de ginástica. Isso é uma motivação que veio de mim. Eles entendem a importância que a ginástica tem nesse primeiro momento. A própria Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência está com uma parceria onde nossos alunos com deficiência têm acesso à Ginástica Artística no Complexo Esportivo da Rocinha. Também estamos comprando muito material esportivo, não só de Ginástica Artística, mas também da rítmica. Entendemos que é um trabalho que pode melhorar a qualidade de vida, o desenvolvimento NovaFisio.com.br • 9


Entrevista|Leia nossos colunistas também no site www.novafisio.com.br anos. Foi quase um treinamento. Depois fui diminuindo e sinto que me faz muita falta. Gostaria de ter mais tempo para poder, pelo menos, fazer uma hora. Mas não tenho feito como deveria. Que tipo de tratamento foi feito? - Primeiro criei um treinamento para mim, por isso não tive atrofia. Na realidade, junto com meu fisioterapeuta eu criei uma maneira de me treinar, me desenvolver mais e me manter o mais saudável possível. E fiz todos os treinamentos que existem aqui. Tudo que existe de mais moderno aqui e nos Estados Unidos. Posso dizer que eu sei tudo o que se tem para reabilitar uma pessoa paraplégica com as minhas características. Desde o princípio básico até as coisas mais avançadas. Tudo o que se fala sobre fisioterapia eu fiz.

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Desde o princíp io básico a té as co isa mais ava nçadas. T s udo o que se fa l a s ob re fisiotera pia eu fi z.

Muitos consideram a fisioterapia um tratamento lento e monótono. Você concorda com isso? - Eu acho que tem a ver sim. Mas depende muito do profissional que está à frente do tratamento. O profissional faz toda a diferença. Dependendo do profissional isso passa a não existir. O problema é que o fisioterapeuta tem aquela característica de ser calmo e lento. Então, quando isso é somado a uma falta de capacidade aí ... mas não é a grande maioria. Eu tive a felicidade de ter excelentes fisioterapeutas. O que mais te incomodava nas sessões de fisioterapia? - Em uma clínica que passei os horários não cumpridos, a conversa durante o trabalho e a falta de comprometimento com o resultado. Sou uma pessoa de execução, tudo meu é rápido e para ontem. Mas eu mudei muitas coisas dentro da clínica.

Fiz as pessoas mudarem o ritmo. Eu chegava antes das sessões, se o horário fosse 8h, eu 8h01 já estava cobrando. Atualmente que tipo de atividade física você faz? - Faço estímulo elétrico para manter a musculatura e também faço uma bicicleta ergométrica no braço. Mas eu devia estar fazendo muito mais, queria ter mais tempo para isso. Que mensagem você deixaria para os fisioterapeutas, profissionais que dedicam seu tempo para recuperar pessoas lesionadas? - Acho que eles são imprescindíveis. São nossos psicólogos também. São pessoas que fazem depois de um acidente como o meu, resgatar a sua autoestima. São nossos companheiros e amigos. São pessoas importantíssimas. Acabei de vir da classificação olímpica das meninas e os fisioterapeutas cuidam delas para nós puxarmos muito no treinamento... Nós, treinadores, estragamos e eles consertam. Os fisioterapeutas passam a ser a válvula de escape das atletas. Também é para eles que as atletas dizem as coisas que elas não tem coragem de dizer para os treinadores. Então eles são muito mais do que profissionais de reabilitação. São verdadeiros amigos e parceiros. Sem eles os atletas não existem e as pessoas com deficiência tão pouco. Uma frase que você carrega como importante para sua vida? - Sou uma pessoa que não tenho ídolos, gosto das pessoas, mas tenho essa coisa de ser fã. Eu acho que é “superação”, não é uma frase, mas é uma palavra importante. E outra é que: “O tempo ameniza qualquer dor”. Para mim são estas duas coisas.

Foto: Eliane Carvalho

motor e cognitivo, dos nossos adolescentes e crianças com deficiência. Como estimular um atleta a manter sua dieta, o empenho nos treinamentos, seu preparo físico, mesmo quando ele ainda é uma criança ou adolescente? - Tem que amar o esporte. Idolatrar o que faz e amar com toda a força do seu coração. Sem isso é impossível. Ele pode ser um praticante esportivo, nem todo mundo tem que ser atleta. Pode praticar a ginástica para cuidar da saúde ou por entretenimento, mas quando se fala em treinamento e alto rendimento, isso é para poucos. Quais são as grandes promessas da ginástica brasileira? E quais os principais atletas que passaram pelas suas mãos? - Pelas minhas mãos passaram a Luisa Parente, Soraya Carvalho, Daniele Hypólito e Jade Barbosa. Essas são uma das quatro das 52 que coloquei na seleção. Nesse momento, estamos numa entressafra. Final da carreira destes atletas e preparando um grupo novo. Quanto às promessas, se eu dissesse agora o nome de uma ou duas eu daria muita bola para estas meninas. Elas ainda precisam trabalhar bastante, pois são muito jovens e o caminho é longo. Mas temos uma três ou quatro que vão se revelar grandes ginastas. Quais os principais avanços que você conseguiu para o esporte através da vida pública? - Criamos a ONG Qualivida, que não foi a vida pública que me deu, mas me abriu portas em relação aos municípios, pois não conhecia o Estado do Rio de Janeiro, vim a conhecer depois que me tornei Deputada. Fiz um trabalho de massificação que proporciona às crianças de escolas públicas destes locais, sem acesso ao esporte, a prática esportiva, principalmente da ginástica. Então, depois de 10 anos de criação da ONG Qualivida conseguimos montar centros de treinamento, conseguimos ser campeões brasileiros e, sobretudo dar oportunidade às crianças de escolas públicas, sem ou com deficiência, a praticar a ginástica. Entramos em nove municípios e temos cerca de 2.200 pessoas, de 4 a 17 anos, praticando gratuitamente ginástica, sobretudo com uma excelente qualidade. Este é o diferencial do Projeto Qualivida, a qualidade do serviço prestado. Que diagnóstico você recebeu após o acidente sofrido em 1997? - Paraplégica. Com lesão total da região torácica 6, 7 e 8. Durante quanto tempo você fez fisioterapia? - Pelo menos intensamente durante uns 7


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Aos estudantes de fisioterapia

É

especialmente com vocês, acadêmicos, que quero trazer alguns pontos relevantes para nossa reflexão. Me preocupa muito os rumos que a fisioterapia tomou nos últimos dez anos. É notório o esvaziamento das salas de aula da graduação, pós-graduação e cursos de extensão e especialização. É fato que a qualidade da formação atual dos fisioterapeutas está muito aquém do que se deseja. Na verdade, é um conjunto de fatores de alta complexidade e que não podem nem devem ser avaliados e estudados de forma individual. A abordagem deve ser conjunta, pois todos os pontos levantados pela nossa categoria estão interrelacionados e as soluções não vão ocorrer de maneira pontual. Por outro lado, a fisioterapia vive um momento de crescimento, é mais conhecida pelo grande público; está presente em quase todas as novelas globais; se faz presente na grande maioria dos hospitais privados e, mesmo nos públicos, ainda que o quantitativo seja pequeno de forma proporcional, há movimentos por novos concursos e com maior número de vagas nos diversos setores da saúde pública. Por que esse paradoxo? Por que a fisioterapia não decola? Não é respeitada como deveria e não é citada com a relevância que merece? Primeiro ponto de extrema importância: várias categorias de profissionais não fisioterapeutas atuam como tal; profissionais esses sem formação adequada e direcionada e que estão, de forma maquiada, realizando procedimentos que caberiam ao fisioterapeuta. É uma competição desleal, anti-ética e perigosa, pois está colocando os pacientes em risco. Não há como fiscalizar, pois não pertencem ao nosso Conselho, não há denúncias nem ação policial possível. Outro ponto de bastante gravidade: fisioterapeutas incompetentes, com formação questionável, e que, por conta disso, aceitam qualquer salário e se submetem a situações vexatórias que não condizem com a nossa reputação e qualidade. Fatores como os citados e muitos outros associados denigrem nossa categoria, passando ao grande público a imagem do fisioterapeuta que liga e desliga aparelho, atende mal, sem qualidade, sem consciência, sem comprometimento, sem amor pelo que faz; tudo aquilo que fazemos sem amor torna-se mal feito. Imagine isso aplicado ao ser humano sob nossa responsabilidade, um desastre. Por isso, me dirijo a você estudante, seja do início ou do final do curso. Tenho plena consciência de que muitos de vocês se matriculam no curso sem saber ao certo o que é fisioterapia; outros, tiveram parentes ou amigos que foram pacientes e, em função da recuperação obtida, estimulou a procura pelo curso. Muitas vezes, você foi o paciente e agora está tentando fazer pelos outros o que fizeram por você. Há também os casos de pessoas que gostariam de cursar medicina, odontologia, enfermagem e começam pela fisioterapia para depois migrarem para outra profissão. Mas há também, embora em número bem menor, aqueles que entraram no curso com plena consciência do que estão fazendo e que objetivos pretendem alcançar. Esses são os profissionais que vão dar certo de qualquer modo e que podem ajudar a criar esse mecanismo de comprometimento com a nossa luta junto aos demais colegas. Temos profissionais brilhantes, tanto antigos como mais recentes, realizando trabalhos belíssimos, sendo respeitados pelas demais categorias da saúde, que muitas vezes valorizam mais a fisioterapia do que o próprio fisioterapeuta. Esses colegas estão abrindo novos caminhos para aqueles que se dispuserem a lutar conosco, a perceber a escolha fantástica que fizeram, porque a fisioterapia é muito mais do que se pode imaginar. É fundamental que vocês saibam que muitas vezes, o processo reabilitacional fica por conta basicamente do fisioterapeuta; em outros casos é necessário o intercâmbio permanente com outros profissionais da saúde. Tudo o que é ensinado na graduação é importante, não há disciplina de recheio ou para completar matriz curricular. O curso voltou a dez períodos porque o saber da fisioterapia vem aumentando a cada dia e de forma embasada, evidenciada cientificamente. Não dá para saber tudo, mas é fundamental que o fisioterapeuta saia da graduação com a visão de reabilitador, humanista, crítico e generalista; é necessário o aprofundamento em tudo; não desmereçam essa ou aquela disciplina, pois tudo é importante e ela pode fazer falta mais adiante. Não se posicionem como donos da verdade. O médico é um grande parceiro, quando percebe que o seu trabalho é sério e sua postura e atitude são decentes e coerentes. A troca com a enfermagem, nutrição, psicologia, fonoaudiologia, educação física, serviço social é fundamental para o sucesso de cada um de vocês. Se posicionar com ética e determinação, estudar profundamente como uma cultura e não para passar de um período para outro, conhecer a fundo nossa deontologia e participar politicamente dos movimentos da nossa profissão, assim como conhecer as instituições que nos regem e apoiam (crefito, sinfito, abenfisio, associações, sociedades e outras de igual relevância) é fundamental para que saibamos utilizar conhecimento, competência, postura, atitude, leis, políticas de saúde públicas ou privadas como mecanismos intrincados e que só vão resultar em uma categoria forte, digna, autônoma, unida e ética. Vocês são a nossa esperança, pois é de vocês que depende o futuro da fisioterapia, essa especialidade maravilhosa da qual a sociedade brasileira necessita mais a cada dia. Pensem nisso com muito carinho e sinceridade. Analisem se é isso que realmente querem, não tenham medo dos pessimistas que profetizam negativamente colocando que o mercado está saturado, que o curso é fraco, que o profissional ganha mal e outras baboseiras que estamos acostumados a escutar. Essa é a fala do medo, da incompetência, do pessimismo e da insegurança de quem teme perder aquele marasmo a que se acostumou, enquanto a fisioterapia afunda e os pacientes são cada vez mais colocados em plano secundário. Temos muito a fazer pela saúde do nosso país: primária, secundária e terciária. Precisamos da consciência e do orgulho de ser fisioterapeuta; olhar para trás e ver quantas coisas boas realizou, quantas pessoas ajudou a recuperar, quantos novos amigos fizemos e quanto poderemos ainda fazer pelo nosso próximo, pois o mais importante é servir, servir com ética, dedicação, seriedade, respeito, compaixão, misericórdia e sobretudo, AMOR. Façam contato, vamos discutir sobre tudo isso, vamos espalhar o debate por todo o Brasil, vamos trazer mais e mais estudantes a participar do movimento nacional pelo resgate da fisioterapia digna e acessível a todos, sem exceção. Até a próxima

Dr. José da Rocha E-mail: ze.rocha@oi.com.br 12 • NovaFisio.com.br


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Da laranja ao sexo mecânico

O

lá minhas queridas leitoras e meus queridos leitores. Antes de tudo, desejo a todos vocês um feliz ano novo, cheio de saúde, sucesso e paz. Nesta edição, tenho um assunto bem quente para vocês: Sexo, realmente uma necessidade? (por favor não perguntem aos participantes do BBB pois eles com certeza vão responder : - “até dormindo”-)

Sexo é o tema desta edição, mas para situar melhor o contexto do tema precisamos desembarcar na bela Amsterdã (Amsterdam). Capital da Holanda ou Nederland, como eles querem ser chamados. O termo Holanda é erroneamente utilizado por nós estrangeiros para se referir a este pequeno país. Na verdade a Holanda consiste na união das antigas sete províncias da parte centro oeste dos países baixos, desta forma a denominação Holanda deixa de fora mais da metade do território atual da república. O nome ficou famoso e é utilizado até hoje quase como sinónimo de Nederland porque na antiguidade foi nesta área que mais se desenvolveu o comércio e a cultura. Amsterdã, que já era capital da antiga Holanda, é cortada por diversos rios e canais e por isso é conhecida como a Veneza do norte. A cidade possui 219 km², 4 Universidades, pouco menos de 800.000 Habitantes e goza do Status de capital apesar de não sediar nenhuma entidade governamental importante. A importância da cidade é puramente financeira e econômica, uma vez que todos os órgãos governamentais estão situados em Haya. Vale salientar que em Amsterdam funcionou a primeira bolsa de valores do mundo. Sobre os nossos amigos Holandeses sabemos que são apaixonados por bicicletas e que a seleção deles joga com uma camisa laranja bem berrante, apesar do laranja não passar nem perto da bandeira (daí o termo laranja mecânica). A explicação é simples: a camisa é laranja em homenagem a família real chamada ORANGE (laranja). Em Pernambuco na ilha de Itamaracá existe o Fort Orange também por causa da família real holandesa. Os holandeses, ou melhor neerlandeses, são muito liberais e totalmente “pra frentex”. Em Amsterdã por exemplo se pode portar determinadas quantidades de entorpecentes “recreativos” sem problemas com as autoridades locais. Fumar um “baseado” bebendo um cafezinho ou um chá em Pubs apropriados é a coisa mais natural do mundo. Lá o casamento homossexual é permitido, a eutanásia praticada e a prostituição reconhecida oficialmente como profissão com direito a seguro desemprego e aposentadoria. Existe até uma determinada zona da cidade, a zona da luz vermelha, onde o “erotismo” é completamente liberado e se pode até escolher uma mulher pela vitrine. Mas a novidade e polêmica agora é nos hospitais. Eles querem que os pacientes com longa internação nos hospitais locais recebam além dos cuidados convencionais um tratamento voltado para a função sexual. Motivados pelo conceito de que o ser humano precisa ter suas necessidades satisfeitas, dentre elas a necessidade sexual, vigora desde 2009 projetos de estimulação sexual. Para isso serão treinadas as... (adivinhem!), uma vez que o pessoal de “cuidados” se negou a realizar “tal tratamento”, com o intuito de proporcionar aos pacientes períodos mais curtos ou de nenhuma abstinência sexual, implicando os benefícios de todos os efeitos fisiológicos pós sexo: Aumento da sensação de relaxamento, alívio da dor, liberação de serotonina entre outros neurotransmissores; a estimulação é feita geralmente sob a forma de masturbação. Nos casos de casais o(a) parceiro(a) é instruído(a) a adotar o “determinado procedimento”. Os debates na imprensa são “calorosos” e são muitos os prós e os contras deste tipo de abordagem. Os conceitos de ética e moralidade se confrontam aqui na busca do bem estar do paciente. Se por um lado o corpo de saúde luta pelo bem estar dos internos a qualquer custo, a sociedade por outro lado parece não gostar de imediato desta novidade. Vários projetos já foram taxados na imprensa local de imorais e sem sentido. A verdade é que poderíamos argumentar aqui mais duzentas páginas, muitas a favor e muitas contra, e mesmo assim não chegaríamos a um consenso. Por isso prezadas leitoras, prezados leitores, convido-os à debater no site da Revista. Mostrem a sua opinião, quem é a favor? Quem é contra? Existe a possibilidade de montar algo parecido em terras tupiniquins? Ou já existe algo em andamento e é pouco divulgado? Mostrem a sua voz…

Dr. André Luiz de Mendonça Fisioterapeuta. Mestrando em Motricidade Humana pela Universidade de Porto. Reside atualmente na cidade Alemã de Mainz contato:andremendonca@hotmail.de 14 • NovaFisio.com.br


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Feliz 2012

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ão, diversas vezes não, não uso da razão à hora de cantar...!” Já dizia Osvaldo Montenegro. Chegou 2012 e muita coisa mudou, muito se aprendeu em 2011 e cada vez mais damos valor a liberdade de pensamento e de ação. É claro que focar no conjunto é importante, mas o conjunto também tem que ser criticado para evoluir, do contrário fica errando em círculos por anos a fio. Mas tudo passa, tudo muda ... um dia! 2012 com novos contratos, novas perspectivas, novas dúvidas, erros novos, acertos novos, novos amigos, novas propostas e tudo novamente acontecendo! Tenho encontrado muita gente por onde tenho andado, e olha que tenho andado! Tenho recebido muito boas notícias sobre a Fisioterapia. Tenho escutado posturas novas, conceitos mais alinhados com a realidade. Nossos colegas estão melhorando tecnicamente, mas também filosoficamente...oba, enfim começamos, finalmente, a mudar na raiz! Sim, digo raiz porque o pensamento de um Parizzoto sempre foi diferente. O mesmo posso dizer de um Baumgarth, de um Petroni, de um Torrieri, enfim, esse pessoal, que com tantos outros não citados aqui, construíram a base da Fisioterapia Brasileira. É muito bom ver um garoto, ou uma garota (isso dito por um senhor professor de 52 anos) pensando corretamente, sentindo-se forte como fisioterapeuta, sentindo-se feliz e alegre de ter encontrado nessa profissão espaço para suas realizações. Vibro muito quando vejo um colega resistindo às tentações de mudar de profissão para poder fazer concurso público. Não que considere errado, mas tem muita gente mudando somente porque não consegue espaço no mercado, seja pela formação ruim, seja pela pouca dedicação, porque aqueles que tiveram uma boa base e se dedicaram estão no mercado fazendo bonito! Não discordo do desejo de querer aprender e misturar conhecimentos, e nem poderia, visto que a Fisioterapia do Trabalho começou na minha vida por esse viés, considerando que comecei minha vida como eletrotécnico, depois fiz a Fisioterapia, meu doutorado é em Engenharia de Produção e concluí um MBA em Gestão de RH, ou seja, vamos ser ecléticos! Entretanto, uma coisa tá ligada na outra e fortalece a Fisioterapia, pois trás novos campos de atuação, novos olhares, etc, etc. Assim vejo vários colegas fazendo também com a mecatrônica, a cosmetologia, a informática e por aí vai, todo muito buscando o novo e criando novos recursos de intervenção em Fisioterapia. Muito bom, gosto do novo, da mudança, da diferença, do outro olhar! É um exercício gostoso, que nos deixa atentos e cada vez mais serenos diante dos novos desafios, tão necessários ao nosso crescimento em todos os níveis da vida. QUE VENHA 2012! SUCESSO E SAÚDE A TODOS! Forte abraço ao amigos Reginaldo Bonnati, Denise Flávio, Fátima Bussinger e demais membros da diretoria da AFB pelo excelente trabalho que estão realizando; aos amigos da ABRAFIT, Arquimedes, Ferro e demais colegas – 2012 Congresso Internacional de Fisioterapia do Trabalho no Rio de Janeiro; ao Tadeu Madeira pela coragem na investida, estamos juntos, e aos demais corajosos que embarcaram – sem raça nada é construído. Aos meus alunos queridos – minha aposta é em vocês também. Ao pessoal da GESTO, obrigado pela parceria. Ao meu amigo Leandro Azeredo e todo o pessoal – estamos juntos na AFERJ. Ao Douglas, um grande ergonomista do Rio de Janeiro – esse é o Cara!

Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão. Paulo Freire Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas. Friedrich Nietzsche

Prof. Luís Guilherme Barbosa (ABERGO e ABRAFIT) Fisioterapeuta do Trabalho, Ergonomista, Professor Universitário, Diretor da GESTO-Ergonomia e Saúde no Trabalho Ltda 16 • NovaFisio.com.br

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Considerações a propósito do código de ética profissional de fisioterapia

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Código de Ética Profissional de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional entrou em vigor no dia 22 de setembro de 1978, data de sua publicação no Diário Oficial da União de Nº 182, cumprindo deliberação do egrégio Conselho Federal dessas duas categorias profissionais, no exercício da competência a que alude o inciso XI do Artigo 5º, da Lei nº 6.316, de 17 de dezembro de 1975, lei esta que criou o COFFITO (Conselho Federal de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional) e os CREFITOs (Conselhos Regionais de Fisioterapia e de Terapia Ocupacional). Dessa forma, o Estado Brasileiro outorgou ao Sistema COFFITO/CREFITO, a condição de órgão regulador ético e social. Na medida em que foi instituído tal código, ficou determinado o funcionamento do sistema como Tribunal de Ética Profissional. Fisioterapia e Terapia Ocupacional são profissões distintas, unidas pelo processo histórico desde a promulgação do Decreto-Lei Nº 938, de 13/10/69, porém aqui só abordaremos o que se refere a Fisioterapia e ao Fisioterapeuta. Pode parecer aos leitores, muito seca e formal esta introdução, o que de certo modo é compreensível, pois retrata o teor burocrático de uma resolução, do jeito como são impostas regras que deverão ser seguidas. Numa conjuntura cuja constatação é de uma profunda crise ética, é lícito que toda a categoria profissional pense e questione. Quem teria autoridade suficiente para mostrar o caminho do que é ainda bom ou mau? Na busca de ajuda a filosofia se apresenta como fonte primordial. É pela razão que a maioria dos filósofos de todos os tempos fundamentaram a ética. Cabendo entender, por conseguinte, que ÉTICA, independentemente de estar contida em um código – objeto dessas considerações – é, antes de tudo, responsabilidade, ou seja, um ato que o indivíduo pratica voluntária e conscientemente. E por esse ato ele responde. Vicente Masip no seu livro Ética, Caráter e Personalidade (E P U São Paulo – 2002) reconhece explicitamente: “A ética considera o comportamento humano do ângulo puramente racional”. Emmanuel Lévinas, um dos mais importantes filósofos do século XX, dedicou-se em sua obra a discutir questões relativas à ética. São suas as duas definições em seguida expostas. A primeira delas inverte o que usualmente é afirmado: “A ética é a Filosofia primeira, a Metafísica. Tudo mais na Filosofia é um ramo seu, e não ao contrário”. A segunda definição tem uma perspectiva antropocêntrica: “Estar em face do outro conduz o eu à responsabilidade. Responsabilidade que não permite esquiva possível e que possibilita a humanidade do homem”. Essa linha de pensamento se coaduna com os conceitos emitidos por Rudolf Steiner. No livro O Método Cognitivo de Goethe, ele afirma: “É no próprio homem que deve ser buscado o ponto de vista do seu agir”. Para os filósofos estoicos e para Kant, a ética deontológica propugna a prática do bem pelo bem. Ora, sendo a deontologia, por sua vez, entendida como um tratado de deveres, um Código de Ética é uma norma coerciva ou uma força que emana da sabedoria do Estado, impondo o respeito à norma legal, ou seja, à lei. Logo, um código de Ética tem para os profissionais por ele abrangido, força de lei, e não poderia ser de outra forma. Estabelecidos sumariamente os fundamentos filosóficos da ética do humano e de um código que preceitua seus ditames na esfera profissional, porque o assunto é demasiadamente amplo para este ensaio, podemos iniciar a análise e considerações sobre a matéria em epígrafe, destacando única e exclusivamente o que se refere a Fisioterapia e ao Fisioterapeuta, como já foi dito anteriormente. No capítulo I estão elencadas as responsabilidades fundamentais do profissional diante do ser humano, objeto de sua ação e atenção. A primeira delas, aparentemente simples, o remete a todas as possibilidades de assistência à saúde do homem, e para evitar conflito de gênero, também da mulher. O profissional participa, no sentido de ter parte em algo, em alguma coisa, ou seja, respondendo pelo que faz; na promoção, tratamento ou recuperação da saúde das pessoas. O Artigo 3º alerta para que o erro cometido durante a atuação profissional, não diminui a responsabilidade de quem o cometeu, mesmo quando esse erro é cometido na coletividade de uma instituição ou de uma equipe. Há que se considerar, portanto, que um erro cometido, dependendo da sua extensão pode ser um “mal irreversível”, e como tal, pelo próprio princípio da responsabilidade não pode ficar impune. Sobre esse tema vejamos o que Cesare Becaria, criminologista italiano do século XVIII, diz em seu livro Sobre os Delitos e as Penas: “As pessoas individualmente ou como grupo, são responsáveis pelos males que provocam”. A leitura desse livro influenciou fortemente o Prefeito de New York – USA Rudy Giuliane, levando-o a incluir na área de segurança da cidade, o projeto Tolerância Zero. Para evitar ou minimizar a ocorrência de erro, visto que Fisioterapeutas são humanos, e, portanto, passíveis de cometê-los, o Artigo 4º preconiza: “O Fisioterapeuta avalia sua competência e somente aceita atribuição ou assume um encargo, quando capaz de desempenho seguro para o cliente”. Nesse caso, exclusivamente após um profundo discernimento, o profissional chegará a conclusão de que é apto para executar com segurança um tratamento. Isto significa a prática da alteridade, ou seja, pensar primeiro no outro, ou ainda, praticar atos que não prejudiquem o outro.. Alteridade, segundo o já citado filósofo Lévinas, é: “A defesa do alter (outro) na sua infinita transcendência”; (Continua na próxima edição)

“Age de tal modo que o motivo que te levou a agir possa tornar-se lei universal” Immanuel Kant Dr. Geraldo Barbosa E-mail: geraldobarbosa43@yahoo.com.br Blog14-F http://geraldobarbosa43.blogspot.com 18 • NovaFisio.com.br


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Hola hermanos fisioterapeutas

e chamo Jullyana Almeida de Sousa, sou Fisioterapeuta formada na Associação Caruaruense de Ensino Superior, e neste exato momento estou realizando um Mestrado de Fisioterapia Manual na cidade de Madri – Espanha. Foi com muita alegria que aceitei o convite do Dr. Oston Mendes para me tornar colunista da Revista NOVAFISIO. O ato de informar, produzir cultura, promover valores e conceitos tais como o espírito de trabalhar em equipe para divulgar e valorizar a nossa profissão, é algo honroso e de grande valor. Poder fazer parte desta equipe, é um privilégio para mim! De minha parte, sinto-me profundamente honrada em contribuir para com a FISIOTERAPIA no Brasil. E para começar nesta minha primeira participação na revista, gostaria de fazê-los refletir a seguinte frase. Por que dizer que sou Osteopata, Quiroprata ou Acupunturista, quando na verdade sou: FISIOTERAPEUTA? Às vezes me pergunto por que pessoas graduadas em FISIOTERAPIA, após realizar um curso de Osteopatia, Quiropraxia, Acupuntura, etc modificam o modo de se apresentar. É muito comum (tanto aqui na Espanha como no Brasil) em congressos, divulgações de cursos e até mesmo entre colegas, encontrar Fisioterapeutas que se identificam como, por exemplo, “Dr. João Osteopata”. Seria uma dessas profissões mais completa e importante que a Fisioterapia? Vejamos... - A Osteopatia ou medicina osteopática: é uma disciplina científica baseada na teoria de que muitas das doenças são decorrentes de perdas da integridade estrutural do indivíduo. Para prevenir ou corrigir transtornos funcionais, o osteopata realiza atos de manipulação e mobilização não instrumental, diretos e indiretos, não forçados e de acordo com as indicações de cada paciente. A osteopatia ainda pode ser divida em três: osteopatia estrutural, visceral e cranial. - A Quiropraxia: é uma profissão da saúde que lida com o diagnóstico, tratamento e prevenção de desordens do sistema neuromúsculo-esquelético e dos efeitos destas desordens na saúde em geral. Há uma ênfase em técnicas manuais, incluindo o ajuste e/ ou a manipulação articular com um enfoque particular nas subluxações. A quiropraxia defende que o corpo faz um esforço inato para manter sua organização, e que a subluxação vertebral é uma forma grave de interferência diante desse esforço. As subluxações vertebrais são corrigidas com ajustes específicos, que podem ser realizados com as mãos ou com instrumentos especialmente desenhados para tal fim. - A Acupuntura: é um ramo da Medicina Tradicional Chinesa e um método de tratamento considerado complementar, de acordo com a nova terminologia da OMS - Organização Mundial da Saúde. A acupuntura consiste na aplicação de agulhas, em pontos definidos do corpo, chamados de “Pontos de Acupuntura”, para obter efeito terapêutico em diversas condições. Os pontos e meridianos também podem ser estimulados por outros tipos de técnicas: Acupressão (com os dedos) caracterizando distintas variantes da técnica de massagem chinesa (tui na, shiatsu, do-in); stiper e ventosa. Existe também, o método de estimulação por laser e corrente elétrica, mas este ainda está em estudos. - A Fisioterapia: pode ser definida como uma ciência aplicada à prevenção e tratamento da saúde por meio de recursos físicos. O profissional desta área, está capacitado a avaliar, prescrever tratamentos, dar diagnósticos cinético-funcional, prognósticos e alta fisioterapêutica, além de prevenir e tratar os distúrbios cinético-funcionais (da biomecânica e funcionalidade humana) decorrentes de alterações de órgãos e sistemas humanos. A Fisioterapia também estuda os efeitos benéficos dos recursos físicos sobre o organismo humano, como as irradiações e correntes eletromagnéticas, o ultrassom, entre outros recursos. É a área de atuação do profissional formado em um curso superior de Fisioterapia, com duração de 5 anos no Brasil e de 4 anos na Espanha. Para sua aplicação, é necessário o conhecimento das estruturas e funções do corpo humano. Além disto, a complexidade da profissão reside na necessidade do entendimento global do ser humano, por meio de anatomia, biomecânica, cinesiologia, genética, citologia, fisiologia, embriologia, biofísica, bioquímica, histologia, farmacologia, imunologia, além de ética, filosofia, psicologia, antropologia, etc. Apesar de ser uma profissão com vasta área de atuação, as especialidades da Fisioterapia reconhecidas pelo Coffito são: • Acupuntura (Resolução Coffito nº 60, 97 e 219) • Cardiorrespiratória (Resolução Coffito nº 188) • Neuro Funcional (Resolução Coffito nº 189) • Quiropraxia e Osteopatia (Resolução Coffito nº 220) • Traumato-Ortopédica Funcional (Resolução Coffito nº 260) • Esportiva (Resolução Coffito nº 337) • Fisioterapia do Trabalho (Resolução Coffito nº 351) • Dermato-funcional (Resolução Coffito nº 362) • Saúde Coletiva (Resolução Coffito nº 363) • Onco-funcional (Resolução Coffito nº 364) • Urogineco-funcional (Resolução Coffito nº 365) • Saúde da Mulher (Resolução Coffito nº 372) Concluímos então, que se levarmos em conta que Osteopatia, Quiropraxia e Acupuntura são subáreas da Fisioterapia, então o mais correto neste caso seria dizer: “EU SOU FISIOTERAPEUTA ESPECIALIZADA EM OSTEOPATIA”, ou seja, além de todo conhecimento e áreas de atuação que se pode trabalhar como fisioterapeuta, você acrescenta pontos com uma especialização em osteopatia. Sendo mais uma técnica que você poderá abordar nos tratamentos de seus pacientes. Adaptando suas técnicas ao paciente e nunca o paciente a sua técnica.

Dra. Jullyana Almeida de Sousa E-mail: jullyanafisioterapeuta@gmail.com 20 • NovaFisio.com.br


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Artigo|Incontinência urinária, fisioterapia, biofeedback

Fisioterapia Uroginecológica

Foto: CLínica Salutaire

Um tratamento eficaz contra a incontinência urinária e que melhora o desempenho sexual feminino

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lgumas mulheres acreditam que a incontinência urinária faz parte do processo natural de envelhecimento. Mas um trabalho apresentado na Sociedade Americana de Urologia recentemente, mostrou que 55% de mulheres com menos de 60 anos apresentam Incontinência Urinária de Esforço. Só nos Estados Unidos, mais de 33 milhões de pessoas possuem algum tipo de disfunção miccional e no Brasil o assunto é muito discutido em congressos de urologia, ginecologia e geriatria. Segundo especialistas, um dos principais tratamentos contra disfunções urinárias é a fisioterapia uroginecológica (ou pélvica), que está ganhando cada vez mais espaço entre profissionais e pacientes, por se tratar de uma opção eficaz e indolor.. De acordo com Mônica Lopes, fisioterapeuta especializada em uroginecologia e diretora da Clínica Salutaire, a fisioterapia pélvica é indicada tanto para mulheres quanto para homens. - Nas mulheres esse tipo de fisioterapia específica é indicada principalmente contra incontinências relacionadas com esforço, como tosse, espirro, riso e exercícios. E contra as urge-incontinências, 30 • NovaFisio.com.br

quando o desejo de urinar é tão forte que o indivíduo chega a correr até o banheiro podendo haver perda urinária no meio do caminho. Nos homens a fisioterapia é muito eficaz para aqueles que apresentam incontinência urinária após a retirada da próstata - destaca Mônica. Mônica lembra que a fisioterapia pélvica é indicada também no tratamento de disfunções sexuais e para melhorar o desempenho sexual feminino. - Conseguimos também ótimos resultados no tratamento de problemas como vaginismo e a flacidez da musculatura perineal. As pacientes conseguem melhorar muito a relação sexual - afirma a fisioterapeuta. S e g u n d o e la , e qu ipa me n t os como biofeedback e estimulador neuromuscular são utilizados para maximizar o tratamento, que é indolor e feito diretamente sobre os músculos perineais. O períneo é um conjunto de músculos que se estende no homem do saco escrotal até o ânus e na mulher do clitóris até a vagina e que possuem as funções de sustentação das vísceras, de controle da micção e da evacuação. Além de serem importantes para uma vida sexual saudável, no caso feminino.

A Revista NovaFisio conversou com a fisioterapeuta Mônica Lopes que esclareceu algumas dúvidas referentes à ingestão de água, a incontinência urinária e o tratamento com a fisioterapia uroginecológica. Como funciona o biofeedback e o estimulador neuromuscular? Existem exercícios sem a utilização de aparelhos na fisioterapia uroginecológica? - A fisioterapia uroginecológica é subsidiada por alguns equipamentos e dispositivos que auxiliam nos exercícios de contração e/ou relaxamento dos músculos do assoalho pélvico. Dentre eles estão: os cones vaginais, a eletroestimulação e o biofeedback. Os cones ou pesos vaginais são dispositivos intravaginais com intuito de realizar a propriocepção e fortalecimento dos MAP (músculos do assoalho pélvico). No mercado nacional, encontramos um conjunto de cinco cones variando de 20 a 70g. A eficácia do uso dos cones vaginais tem relação íntima com seu supervisionamento e correto aprendizado, permitindo que a paciente seja apta a realizá-lo e até podendo ser indicado como um exercício domiciliar, embora


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Artigo|Incontinência urinária, fisioterapia, biofeedback equipamento, levando em consideração que 30% das mulheres não sabem contrair corretamente seu períneo e podem ser utilizado, segundo (Bertotto, 2009), para uptraining (atividade progressiva do músculo fraco), downtraining (diminuição da atividade de um músculo tenso), para reeducação neuromuscular (facilitando a ação dos músculos desejados e impedindo a utilização de músculos antagonistas) e para o relaxamento dos MAP. Além desse cabedal de equipamentos, o fisioterapeuta especializado pode contar com a terapia manual que além de ser importante para avaliação do tônus e grau de contratilidade, também auxilia nos exercícios sem e contra resistência. A terapia manual é considerada por muitos o carro chefe da uroginecologia, mas será difícil defini-la como terapêutica exclusiva em casos de diminuição acentuada do grau de contratilidade. Qual o tempo ideal e número de sessões para o tratamento? - O número de sessões vai depender de alguns fatores da anamnese e do exame físico. O status da IU e dos MAP, o número e tipo de proteções, a frequência urinária, as situações de perda, os achados urodinâmicos e do diário miccional, as condições e posições que levam a IU entre outros. Tudo isso será importante para traçar as condutas terapêuticas e mudanças comportamentais. O tempo total de uma sessão é de 40 a 60 minutos, porém os exercícios devem respeitar a avaliação AFA e PERFECT modificada para não ocorrer fadiga. Exercícios físicos em excesso podem provocar incontinência urinária? - A prática de exercícios físicos possui inúmeros e conhecidos benefícios à saúde como a prevenção de doenças cardiovasculares, do infarto e até o

Foto: Divulgação

atualmente alguns autores desaconselhem devido à possibilidade de excessos por parte da paciente podendo gerar fadiga muscular. Assim como os cones vaginais, a eletroestimulação neuromuscular (EENM) possui grau de recomendação B pela Associação Europeia de Urologia (EAU) para tratamento da IUE (incontinência urinária de esforço), IUM ((incontinência urinária mista) e IUU (incontinência urinária de urgência). De acordo com Bo K., 1998 e Amaro JL et al., 2003 a EENM promove treino de força e resistência dos MAP, contribuindo para hipertrofia e aumentando o número de unidades motoras ativadas. Isto será importante para a compressão da uretra, aumentando a pressão de fechamento uretral e prevenindo a perda urinária durante os aumentos súbitos de pressão intra-abdominal (tosse, espirro, etc). Já para os pacientes portadores de bexiga hiperativa, a EENM irá ativar as vias aferentes do n. pudendo levando a inibição das contrações vesicais através da inibição dos nervos pélvicos (parassimpático) e estimulação dos nervos hipogástricos (simpáticos). Ainda para o tratamento da bexiga hiperativa há a estimulação do nervo tibial posterior considerada efetiva, porém pouco elucidada quanto sua duração, alcançando nível de evidência 3-4 no Guideline da EAU 2010. O Biofeedback constitui-se de um aparelho que capta a atividade elétrica do assoalho pélvico e a torna perceptível ao paciente, sejam através de gráficos, esquemas ou até mimetizando jogos com personagens. Deste modo, reforçam a propriocepção e incentivam os pacientes a obterem consciência da contração perineal, podendo ainda lapidá-la quando sendo monitorado o uso da musculatura acessória. É um importante

O biofeedback da Laborie também é eletroestimulador no mesmo aparelho. Telas que o fisioterapeuta pode utilizar, como se fosse um vídeo game. É lúdico e o paciente nem sente que está fazendo o exercício perineal. Parece uma brincadeira, porém gera para o fisioterapeuta gráficos e percentuais de contração perineal máxima, média, mínima que fica armazenado no equipamento para serem comparados e verificar a evolução do paciente. No mesmo equipamento tem a eletroestimulação. Pode-se realizá-la sozinha ou alterando com o biofeedback. 32 • NovaFisio.com.br

incremento da função imunológica. Por outro lado, exercícios quando mal feitos ou realizados de forma extenuante, podem provocar lesões ou constituírem como fator de risco de patologias como a incontinência urinária, definida pela International Continence Society como qualquer perda involuntária de urina. Isto ocorre como consequência da fraqueza e/ ou hipotonia dos músculos perineais, por vezes desconhecidos ou negligenciados por técnicos ou atletas. Alguns esportes possuem mais riscos que outros e dentro deste contexto, as atletas de elite estão mais expostas a IU. Em 2011, Jacome C. et al realizaram um estudo da prevalência da IU entre 106 atletas do sexo feminino nas modalidades de basquete, futebol e atletismo e encontraram prevalência de 41,5%. Em 2010, um estudo com 623 atletas femininas entre 18 e 56 anos revelou 30% de prevalência para IU e uma correlação com as atividades de alto impacto.. A incontinência urinária de esforço (IUE) é a de maior ocorrência devido ao fenômeno de hiperpressão intra-abdominal inerente a algumas atividades desportivas em detrimento a capacidade esfincteriana do períneo. Segundo Nygard et al, 1994 as modalidades esportivas que mais se associam a presença de IU são: ginástica, basquete, tênis e corrida. Em 2010 Rivalta et al em um estudo preliminar realizaram a reabilitação perineal em três atletas de volley, nulíparas e com queixa de IU. A reabilitação contou com a utilização da eletroestimulação, dos exercícios pélvicos, dos cones vaginais e do biofeedback. Ao final do programa nenhuma atleta se queixou de IU. Apesar de animador, este é só o início de uma área que necessita de muitos trabalhos e onde a fisioterapia uroginecológica poderá conquistar ótimos resultados melhorando muito a qualidade de vida de pessoas que, a priori, praticam exercícios com este fim. Sempre ouvimos que o alto consumo de água faz bem para a saúde. Isso terá alguma influência positiva ou negativa com relação à incontinência urinária? - O aconselhamento em relação ao consumo de água é de 2 litros por dia. E quem fornecerá informações preciosas em relação à influência da ingesta de líquidos na perda urinária ou na frequência será o diário miccional. Este instrumento de avaliação será imprescindível no tratamento das incontinências, para implementação da terapia comportamental e para reavaliação do caso. A partir do resultado do diário miccional, o fisioterapeuta poderá limitar a ingesta (nos casos de bexiga hiperativa) e até suprimir alguns líquidos ricos em cafeína ou as frutas cítricas.


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Revisão de literatura|Informática; Avaliação funcional; Método Pilates.

Sugestão para inserção de softwares durante a avaliação dos alunos de estúdios de Pilates

Por

| Tadeu Wergnaude Soares, Rodrigo Silva Perfeito

E

sse estudo tem por objetivo sugerir a aplicação de softwares como ferramenta auxiliadora da avaliação em alunos que portam diferentes necessidades físicas matriculados em estúdios de Pilates. Diversos estudos abordados durante este texto, demonstram que a avaliação computadorizada agiliza e facilita o armazenamento e análise dos dados avaliativos. Assim, dinamizará o complexo trabalho de estudo e adequação de exercícios do instrutor de Pilates diante da individualidade biológica que cada aluno porta. Para tanto, esse artigo utilizará de revisão de literatura pertinente à utilização dos softwares em locais que realizem atividades contra resistência semelhantes ao método Pilates, já que inexistem estudos com tal tema e talvez, sua prática, até o momento, seja nula. Introdução No Brasil, o método Pilates se tornou uma das modalidades que mais cresce e movimenta o mercado da saúde, desportivo e da estética. Diversos nomes de visibilidade social passaram a praticá-lo e consequentemente, expor sua satisfação por resultados completos e em curto prazo de tempo. Porém, o crescimento de estudos científicos não acompanhou o aumento do status do método. Alguns poucos instrutores praticantes escrevem textos sobre seus benefícios e sua apaixonante essência através dos princípios filosóficos descritos por Joseph Pilates, seu inventor. No entanto, quando pensamos em ciência, precisamos de comprovações científicas que atestem o resultado e não apenas informações que correlacionem possíveis efeitos ou possibilidades. Nesse montante, o método Pilates, no Brasil, deixa a desejar, já que uma busca no banco de dados do Cielo (pode ser acessado em: http://www. scielo.br) através da palavra “Pilates” nos explana o surpreendente resultado de apenas 5 artigos científicos. Nesses estudos, verificamos que a avaliação no método se resume apenas em averiguar níveis de flexibilidade do tronco, quadril e, em menor proporção, outras partes do corpo. Com isso, é reminiscente pensar que a avaliação que antecede a elaboração do programa de treinamento e aquela que ocorre em momento posterior 34 • NovaFisio.com.br

para diagnosticar a conduta, apresente falhas. Sugerimos a implementação de outros muitos tipos de avaliação, como: antropométrica, análise da dor, força, flexibilidade, velocidade, tensão corporal, anamnese, inspeção física. Essas são apenas algumas possibilidades diante dos diversos protocolos e testes que deverão ser aplicados de acordo com o perfil do praticante e suas necessidades. No entanto, a evolução do método Pilates para avaliações mais completas deve ocorrer de maneira sistematizada, utilizando protocolos e estatísticas de análise dos dados adequados para o perfil do estúdio. Ocorrendo o contrário, estaremos diante de dados mais completos que os atuais, entretanto, não tão fidedignos.

O Método Pilates se tornou uma das modalidades que mais cresce e movimenta o mercado da saúde, desportivo e da estética... ...Porém, o crescimento de estudos científicos não acompanhou o aumento do status do método.

É justamente nesse momento de complexidade que devemos utilizar o auxilio da tecnologia, empregando a informática através de softwares de avaliação, auxiliando o professor, instrutor ou terapeuta na difícil tarefa de adequar o programa de treinamento aos dados coletados e necessidades biológicas do

aluno ou paciente. Dessa maneira, ao decorrer desse artigo, iremos conceituar e refletir sobre ideias que podem se tornar inovação, no sentido de obter resultados ainda melhores, nos estúdios de Pilates. A avaliação física Existem diversos tipos de avaliações específicas, como: antropométrica, anamnese, funcional, de dor, de arco de movimento, força, flexibilidade, velocidade. Como entendemos que todas detêm o objetivo em comum, que é o de avaliar o corpo e suas capacidades fisiológicas, anatômicas e biomecânicas, utilizaremos o termo Avaliação Física para descrever os processos da avaliação como um geral, independente de seu tipo. Para tanto, iniciaremos nossa explanação científica abordando conhecimentos de uma das avaliações mais utilizadas: a avaliação denominada antropométrica. A antropometria é a ciência que estuda e avalia o tamanho, peso e as proporções do corpo humano, através de medidas de rápida e fácil realização, não necessitando de equipamentos sofisticados e de alto custo financeiro (CARVALHO, 2009; FERNANDES FILHO, 2003). No método Pilates, a variável mais mensurada atualmente é a flexibilidade (KOLYNIAK et al., 2004). As avaliações físicas são testes antropométricos, funcionais e ergométricos que identificam o estado atual de condicionamento físico, muscular e cardiorrespiratório do avaliado (FERNANDES FILHO, 2003). Segundo o autor: A avaliação física é um processo pelo qual, utilizando-se medidas, pode-se, subjetiva e objetivamente, exprimir e comparar critérios. É uma forma utilizada para traçar o perfil físico do aluno a fim de preparar o programa adequado às suas condições e limitações, além de identificar contra indicações, podendo-se evitar com isso possíveis incidentes (FERNANDES FILHO, 2003, p.33). A realização da avaliação funcional serve ainda para avaliar o nível de condicionamento físico atual do aluno, determinar objetivos, coletar dados para a elaboração do programa, identificar


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Revisão de literatura|Informática; Avaliação funcional; Método Pilates. possíveis limitações, entre outros. Desta forma, tem a capacidade de auxiliar na determinação dos exercícios mais adequados e verificar, posteriormente, o quanto o sistema de trabalho utilizado foi eficiente. Segundo Domingues Filho (2002): A avaliação da aptidão física serve para classificar o cliente conforme o seu condicionamento físico atual e deve levar em conta os custos, os riscos, o tempo e a praticidade dos testes. Assim, esta tem como objetivo aprimorar as formas e a segurança das atividades físicas e comparar a evolução e o progresso do cliente (DOMINGUES FILHO, 2002, p.45). Assim, é necessário que, na realização de uma avaliação sejam executados testes compatíveis com os objetivos propostos pelo cliente e cientificamente válidos para garantir a reprodutividade dos resultados. Dada a importância das estimativas precedendo o trabalho de treinamento, a elaboração e execução da bateria de testes deve ser muito cuidadosa. A avaliação deve ser feita em cada qualidade física que será posteriormente desenvolvida no programa de treinamento. Conforme citado por Fernandes Filho (2003, p.34), “é preciso traçar o perfil físico do aluno a fim de preparar o programa adequado às condições do aluno, respeitando seus limites e suas deficiências”. Delgado (2004) complementa: As medidas antropométricas devem ser feitas de forma correta, seguindo uma metodologia definida, a fim de que os resultados estejam claramente entendidos e possam apresentar informações valiosas para a predição e a estimação dos vários componentes corporais de indivíduos nas fases de crescimento, desenvolvimento e envelhecimento (DELGADO, 2004, p.38). Assim, quanto maior o número de informações que o professor coletar de seu aluno através das diversas avaliações, mais personalizado será o programa de treinamento no método Pilates ou em qualquer outra modalidade de treinamento contra resistência. Em posse dos dados, os exercícios podem ser prescritos de acordo com as individualidades biológicas, possibilitando o alcançar do objetivo com segurança e eficiência. A importância de uma avaliação bem planejada É muito comum observarmos em diversos centros de avaliação, certo descaso, por 36 • NovaFisio.com.br

parte do avaliador, diante de suas rotinas. Para Artioli (2005): Os problemas são muitos, mas os mais importantes são: imprecisão na coleta das medidas; equívocos na seleção dos testes, protocolos e fórmulas de cálculo; erros na interpretação dos resultados; e, utilização inadequada dos dados obtidos (ARTIOLI, 2005, p.01). Para que a avaliação seja a mais completa possível é necessário analisar diversas variáveis: antropométricas; composição corporal; análise postural; avaliações metabólicas e neuromusculares; avaliações nutricionais, psicológicas e sociais. Estas duas últimas são essenciais para que um programa de treinamento tenha pleno sucesso, já que nos cedem prerrogativas quanto aos hábitos e à personalidade da pessoa. Como afirma Pinheiro (2000): A falta de orientação especializada e adequada aos objetivos e limitações de cada pessoa acaba por conduzi-las à prática de exercícios sem nenhum tipo de avaliação, pondo em risco a saúde, principalmente, daqueles que apresentam fatores de risco cardiovasculares. Isso faz da avaliação física um componente indispensável para a elaboração de um correto e eficiente programa de exercícios (PINHEIRO, 2000, p.5). Comumente, a pouca importância atribuída pelo aluno à avaliação revela-se na precariedade de salas e equipamentos: salas pequenas, barulhentas, abafadas e desconfortáveis podem resultar em alterações nas suas respostas fisiológicas que certamente interferirão em seu bem estar e nos resultados da avaliação. Além disso, sem uma abordagem série e reveladora do professor, o aluno iniciante acusa certo temor, já que a mensuração é um dos modos de autoavaliação corporal. Considerar medidas altas em um teste de gordura corporal total ou ainda, verificar desvios posturais, geralmente, já são suficientes para afastar os alunos da avaliação. De acordo com Artioli (2005, p.1), “uma avaliação imprecisa poderá comprometer a eficácia do treinamento ou dificultar a avaliação de seu progresso”. Assim, a avaliação inicial é fundamental para averiguar as condições do praticante de Pilates, assim como, suas necessidades, potencialidades e limitações. Somente com base nesses resultados, poderemos planejar um programa de exercícios sério e realmente efetivo.

Segundo Pinheiro (2000): Uma avaliação bem feita é aquela em que se utiliza critérios e protocolos bem selecionados, fornecendo dados quantitativos e qualitativos que indique, através de análises e comparações, a real situação em que se encontra o avaliado. Além disso, as avaliações devem ser periódicas e sucessivas, permitindo uma comparação para que possamos acompanhar o progresso do avaliado com precisão, sabendo se houve evolução positiva ou negativa. Dessa forma, é possível reciclar o programa de treinamento e estabelecer novas metas (PINHEIRO, 2000, p.6). Destituídos da avaliação, torna-se impossível definir objetivos, metas e traçar estratégias. De maneira semelhante, as reavaliações periódicas são imprescindíveis para que seja possível verificar se o treino prescrito está sendo efetivo e se os objetivos estão sendo alcançados. Assim, tem-se uma base concreta para que eventuais mudanças no treino sejam realizadas. Baseado em Norton e Olds (2005): É de suma importância que as qualidades físicas sejam diagnosticadas, analisadas, classificadas e orientadas individualmente. É com este intuito que o trabalho em boas academias no nosso dia a dia oferecem testes que possam nos dizer o percentual de gordura e massa magra (músculos), capacidade cardiorrespiratória, flexibilidade, grau de força, análise nutricional e comprometimentos físicos dos alunos individualmente, além da questão emocional e psicológica do aluno (NORTON & OLDS, 2005, p.57). Sabe-se que a avaliação deve ser um instrumento cuidadosamente planejado e executado. Os cuidados devem envolver desde a escolha do espaço, até os equipamentos (boa qualidade, equipamentos testados e manutenção correta) e o treinamento dos avaliadores (devem saber realizar as medidas, inspecionar o corpo do aluno, realizar diversos testes e por último, diante dos resultados, interpretá-los e explicá-los aos alunos). Portanto, em relação à importância de uma avaliação planejada, conforme afirmado por Artioli (2005, p.2) “vale a pena investir mais na avaliação para que ela possa melhorar a qualidade dos serviços prestados pelos profissionais de Educação Física e Fisioterapeutas, garantindo maior satisfação aos alunos e retorno financeiro”.


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Revisão de literatura|Informática; Avaliação funcional; Método Pilates. O uso da informática na avaliação Hoje, as avaliações computadorizadas presentes nas academias de musculação, ou seja, aquelas que utilizam o auxílio do computador, têm se mostrado uma ótima ferramenta de apoio científico, assim como, de informação, marketing e de benefícios diretos aos alunos, familiares e escola. A sugestão de tal artigo, é que o mesmo processo seja empregado nos estúdios de Pilates, seja por parte do professor de Educação Física, Fisioterapeuta, ou de outros profissionais que utilizem o método. Já não se pode negar a presença da informática auxiliando profissionais em academias. A utilização do computador torna mais simples a realização de cálculos complexos, com grande velocidade e precisão, se tornando um excelente gerenciador de multitarefas. Segundo Delgado (2004): A informática tem se mostrado uma ferramenta de grande utilidade e importância, sendo um instrumento agilizador na execução de tarefas, em diversas áreas de produção. Isto tem sido possível graças à capacidade de registrar e processar grande volume de informações de forma ordenada, através do seu elemento fundamental, o computador (DELGADO, 2004, p.18). Com a melhora da intervenção profissional através dos computadores e a facilitação de sua acessibilidade, é tendencioso que em poucos anos, os estúdios de Pilates também façam uso deste instrumento que tem agilizado o cotidiano de diversos segmentos profissionais. Ainda de acordo com Delgado (idem): A utilização de computadores na avaliação de alunos e atletas tem permitido significativo aumento na precisão e rapidez, para obtenção das informações relevantes não só para tomada de decisões, como também para emissão de relatórios contendo prescrição de exercícios (DELGADO, idem, p.19). Na avaliação computadorizada, após coleta e análise dos dados, o sistema emite um laudo. Tal documento assessora as ponderações do profissional atuante, complementando a orientação quanto aos procedimentos a serem adotados em busca de um melhor estilo de vida. Para tanto, com este propósito, vem surgindo diversos aplicativos (softwares) dedicados à atividade física, que em dado momento, ainda não estão sendo 38 • NovaFisio.com.br

utilizados de forma relevante nos estúdios de Pilates, diferentemente, das academias de musculação e estúdios de personal training. Ao comentar sobre os softwares, Delgado (ibidem) afirma que: Os programas de computadores nada mais são do que algoritmos (uma sequência finita de passos que levam a execução de uma tarefa). Possuem um poder de criação ilimitado, desde jogos, editores de texto, sistemas empresariais até sistemas operacionais e que são interpretados e executados por uma máquina, no caso um computador (DELGADO, ibdem, p.01). Por isso, para um sistema ser válido e fidedigno deve incluir, além de uma anamnese direcionada à prática de exercício, uma série de protocolos, testes e medidas relacionadas à elaboração dos programas de condicionamento físico ou tratamento e prevenção de lesões. É valioso ressaltar que, alguns profissionais detêm certo medo diante da inserção dos computadores complementando as avaliações, como relatam Almeida e Marcelo (1990) citados por Souza (2002): A substituição do professor pelo computador está intimamente relacionada com a substituição do professor pela máquina. O computador usado como meio facilitador não torna dispensável o professor, e sim o liberta de tarefas rotineiras e cansativas, dando mais tempo para a aplicação dos cálculos e assim o aprofundamento de seus resultados. Assim, o professor jamais será substituído pela máquina, pelo simples fato desta ser programada e o professor não (ALMEIDA E MARCELO, 1990 citados por SOUZA, 2002, p.6). Assim, sabemos que os computadores podem desempenhar um papel importante na avaliação geral, pois são facilitadores na análise dos dados coletados. Porém, nunca substituirão os conhecimentos advindos da reflexão humana. A respeito desse assunto, Tritschler (2003) afirma que: [...] muitos programas comerciais convertem dobras cutâneas e/ou outras medidas antropométricas em estimativas de porcentagem de gordura corporal e apresentam recomendações de exercícios baseadas nessas estimativas. Na maioria dos casos, esses programas incluem a avaliação da composição corporal como uma parte da avaliação abrangente da aptidão (TRITSCHLER, 2003, p.266).

Sabemos que a tecnologia está transformando rapidamente o mundo em que vivemos, independente das áreas de atuação no mercado de trabalho. Em alguns casos, a informática fornece uma sofisticação que ultrapassa as necessidades atuais. Assim, alguns softwares de avaliação, podem ser considerados precursores das novidades do mercado. Baseado na utilização de softwares, Delgado (2004) relata que: [...] um software de avaliação física deve proporcionar uma série de vantagens tais como: maior controle da integridade e redundância dos dados; facilidade de constante atualização dos dados; compartilhamento de valores obtidos durante o processo de avaliação entre os diferentes usuários finais; garantia de segurança de dados; maior precisão nos processos quantitativos; padronização dos laudos emitidos; eliminação de manuscritos; melhor visualização dos dados; acompanhamento estatístico comparando-se avaliações anteriores; e possibilidades múltiplas de avaliar a tendência de populações em estudo (DELGADO, 2004, p.2). A definição de informática aplicada à avaliação pode ser entendida como um sistema cujo objetivo é obtenção de informações, tratamento específico e armazenamento de dados, produzindo relatórios relacionados à avaliação da conformidade e aptidão física. Assim, Delgado (idem) afirma ainda que: Entende-se dados como itens elementares de informação que, tomados isoladamente, não transmitem nenhum conhecimento, ou seja, não possuem significado intrínseco, no entanto, através do tratamento específico, essas informações passam a ter um significado funcional (DELGADO, idem, p.2). Para Nunes et al (2005, p.2) “os sistemas de informações e outras ferramentas de gerenciamento vêm se mostrando importantes na avaliação física, o que pode ser traduzido como uma melhoria na qualidade de vida de clientes”. A utilização da informática na área da saúde e do esporte intensificou-se após a difusão do uso dos microcomputadores e avanço tecnológico nos últimos anos. Ainda de acordo com Nunes et al (idem) é dito que: A informática é descrita como sendo o campo científico que diz respeito


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Revisão de literatura|Informática; Avaliação funcional; Método Pilates. ao armazenamento, recuperação, interpretação e uso de informações, dados e conhecimentos para a solução de problemas e a tomada de decisão, tanto na prática quanto na pesquisa na área da saúde e do esporte (NUNES et al., idem, p.2). Ainformação é obtida através da compilação de dados, logo, a determinação de quais dados são necessários para obtermos uma determinada informação é o primeiro e um dos mais importantes passos para elaboração de um sistema de dados. Em relação às vantagens da utilização dos sistemas informatizados quando comparado aos métodos tradicionais de avaliação, Nunes et al. (ibidem) esclarece que: Uma vez coletados os dados, os sistemas informatizados são capazes de realizar os cálculos e as tabulações necessárias antes mesmo de armazená-los, o que pode facilitar muito o trabalho quando comparado a sistemas não informatizados. Estes sistemas permitem ainda a recuperação integral de cada registro no banco de dados e auxiliam na análise e formatação de um grande número de dados simultaneamente, tornandoos mais fáceis de serem entendidos e interpretados. Outros recursos disponíveis são a classificação dos registros em grupos, a criação e aplicação de filtros e a pesquisa no banco de dados por vários campos. Sem dúvida, a transformação dos dados armazenados em informações é extremamente facilitada com os sistemas informatizados (NUNES, ibidem, p.3). A informática ganhou definitivamente o seu espaço nos setores da saúde e desportivo. O crescente número de profissionais que se utilizam da tecnologia nos diversos tipos de avaliação pode ser considerado a maior prova de sua eficácia. Assim, a destacamos, unida a outras tecnologias, como um dos fatores responsáveis pelo crescente índice positivo no alcançar dos resultados. Dados que antes pareciam impossíveis de se controlar, atualmente, são totalmente viáveis através do uso de softwares especialmente desenvolvidos. Por isso, destacamos também a necessidade de implementação de um sistema mais tecnológico nas avaliações do Pilates. Para Costa (2001, p.1), “a facilidade de operação dos equipamentos de informática, permite que as pessoas não acostumadas a operar computadores possam também alcançar excelentes resultados”. Desta forma, a informática é extremamente útil para agilizar a análise dos dados na 40 • NovaFisio.com.br

área do esporte, condicionamento físico, estética ou terapia, assim como também para as áreas administrativas, entre outros. Ainda de acordo com Costa (idem): Todo profissional que tem utilizado a tecnologia informatizada é categórico: para que o programa dê certo é preciso aliar o conhecimento do usuário com o do programador. Assim, para o bom funcionamento de todo este método de trabalho é preciso que os profissionais tenham suas ferramentas de trabalho sempre em ordem, ou seja, o computador munido de programas atualizados (COSTA, idem, p.2). Fernandez et al. (2005), indaga sobre a utilização dos softwares: Os softwares demonstram possibilidade de serem utilizados com sucesso na mensuração de medidas antropométricas, podendo ser adotado em protocolos de avaliação física, possibilitando a análise da aptidão física [...], além de proporcionar ao próprio cliente, a visualização do seu estado e assim acompanhar sua evolução física (FERNANDEZ et al., 2005, p.2). Um dos grandes desafios para o desenvolvimento e maior aceitação dos testes e protocolos de avaliação dos resultados, é o de considerar a diversidade de características físicas de cada indivíduo. É indiscutível que a informática aplicada à avaliação é um componente imprescindível para um bom planejamento da atividade, constituído por componentes que devem ser utilizados para orientar a tomada de decisão em relação à prescrição da atividade física ou tratamento, de modo rápido e eficaz. Através de uma simples busca pela internet, encontramos um verdadeiro arsenal de softwares específicos para musculação, personal trainer, avaliação física, composição corporal, treinamento desportivo, flexibilidade, nutrição, terapias e controle administrativo de estabelecimentos. Existem assim, inúmeras possibilidades, tanto à venda como gratuitos, com a finalidade de realizar a avaliação e prescrição do programa de exercícios, que envolvem cálculos e emissão de laudos com tabelas e gráficos comparativos. Considerações finais Sabemos que antes da elaboração e execução de qualquer programa de exercícios, independente do objetivo, é imprescindível que exista uma avaliação

para determinar as intensidades, cargas, repetições, intervalo entre os exercícios ou séries, intensidade ou tipo de alongamento, tipo de tratamento, entre outros. Em outras palavras, a avaliação irá nos apontar quais os procedimentos que são indicados e quais são contra indicados para alcançar o objetivo proposto. Além disso, num momento posterior, a avaliação pode ser utilizada como um parâmetro que mensurará o grau de eficiência do programa, nos possibilitando o julgamento do processo para que o mesmo seja modificado ou mantido. Por mais que saibamos da importância da avaliação, Pinheiro (2000) diz que a mesma precisa ser sistematizada, ou seja, os avaliadores precisam utilizar critérios e protocolos que estejam em harmonia com o proposto. Pata tanto, o uso de softwares está se tornando constante nas academias de musculação, facilitando e agilizando o complexo tratamento das informações coletadas de cada aluno. No método Pilates, o uso da tecnologia para avaliação não acompanha o mesmo ritmo. No mercado atual, encontramos, geralmente, apenas 3 tipos de avaliação - sem o uso da informática - sendo empregadas: teste de flexibilidade, anamnese e inspeção física e funcional. Talvez, somente essas avaliações ateiem no método, pois são de mais fácil aplicação e rapidez, não necessitando de tanto dispêndio de tempo. Porém, quando pensamos em estética, lesões ou condicionamento físico, é imprescindível que ocorram também outros tipos de avaliação, como a antropométrica. Consequentemente, avaliações mais completas carecerão do difícil momento de análise e aplicação de protocolos, além de procedimentos estatísticos e matemáticos de altíssima complexidade. Dessa forma, sugerimos a implementação de novas avaliações no método Pilates, como já vem sendo empregado nas academias de musculação, e a conseguinte utilização de softwares para auxiliar e dinamizar o processo de análise dos dados, tornando os resultados do método os mais próximos do rendimento máximo. Finalizando o artigo, convidamos outros pesquisadores a estudar conosco o processo de implementação da tecnologia na avaliação dos alunos participantes do método Pilates, vide que não foi encontrado qualquer artigo sobre o tema na língua portuguesa. Acreditamos ainda, que inexistam, mesmo em outras línguas, artigos que preconizem a utilização de softwares para a avaliação no Pilates.


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DIA CURSO CIDADE- UF CONTATO MARÇO 01 Aprimoramento em Osteopatia Aplicada à Coluna Vertebral Marília – SP (14) 3432-1375 01 à 03 Vl Encontro Internacional de Fisioterapia Dermato-Funcional Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 01 à 03 Eletrotermofoterapia na Ortopedia Curitiba – PR (41) 3078-8815 02 Inicio da Formação Completa em PILATES São Paulo – SP 0800 773 6026 Ramal: 4309 02 e 03 Acupuntura Dry Needling Fernandópolis – SP (51) 3065-6520 02 à 04 Curso de Isostretching: Isometria Muscular e Postural Belo Horizonte- MG (31) 3286-0984 02 à 11 Pilates: Uma visão atual na área da saúde São Paulo – SP 0800 282 6051 03 e 04 Introdução à Terapia CranioSacral Porto Alegre – RS (21) 8860-1234 04 e 05 Curso Internacional: Innovations In Pilates Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 08 Pós Graduação em Osteopatia-EOM Rio de Janeiro – RJ (19) 3241-2761 08 Capacitação Profissional Prática para Técnica de Limpeza de Pele Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 09 Curso de Depilação com Laser Light Sheer Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 09 e 10 Gestão da Emoçao e do Stress Curitiba – PR (41) 3078-8815 09 e 10 Hernia de Disco e Disfunção Vertebral: como eu trato Curitiba – PR (41) 3078-8815 09 à 11 IsoStretching Rio de Janeiro – RJ 0800 7242 800 09 à 11 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Pelotas – RS 0800 644 5565 09 à 11 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Montes Claros – MG 0800 644 5565 09 à 11 Curso de Atualização de Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto Belo Horizonte – MG (31) 3286-0984 09 à 11 Curso de Atualização de Fisioterapia em Terapia Intensiva Adulto Belo Horizonte – MG (31) 3286-0984 09 à 25 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Montes Claros – MG 0800 6445 565 09 à 25 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Rio de Janeiro – RJ 0800 6445 565 10 Pós Graduação Lato Sensu em Fisioterapia Aquática – UNICID! São Paulo – SP (11) 2178-1212 / 9621-5475 10 e 11 Introdução à Terapia CranioSacral Curitiba – PR (21) 8860-1234 10 e 11 Fisioterapia em Terapia Intensiva Novo Hamburgo – RS (51) 3065-6520 10 e 11 Pilates com Bolas Novo Hamburgo – RS (51) 3065-6520 10 e 11 Quiropraxia na Coluna Vertebral Londrina – PR (51) 3065-6520 10 e 11 Curso de Pilates Studio São Caetano do Sul–SP (11) 2376-8280 15 à 18 Terapias minimamente invasivas em Dermatofuncional Caxias do Sul – RS (51) 3065-6520 15 à 18 Avançado em Cosmetologia e Trat.Faciais em Dermatofuncional Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 16 e 17 Workshop Bolas e Rolos – DeMarkondes Pilates São José dos Campos–SP (12) 3942-5772 16 e 17 Fisioterapia Corpo e Mente Curitiba – PR (41) 3078-8815 16 à 18 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Pelotas – RS 0800 644 5565 16 à 18 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Montes Claros – MG 0800 6445-565 16 à 18 IsoStretching Porto Alegre – RS 0800 724 2800 17 e 18 Introdução à Terapia CranioSacral Uberlândia – MG (21) 8860-1234 17 e 18 Fisioterapia em Uroginecologia Novo Hamburgo – RS (51) 3065-6520 17 e 18 Bandagens Funcionais: Conceitos e Aplicações Porto Alegre – RS (51) 3065-6520 17 e 18 Curso de Pilates Studio São Caetano do Sul – SP (11) 2376-8280 19 Pós Graduação em Osteopatia-EOM Campinas – SP (19) 3241-2761 21 à 24 Fisioterapia Desportiva: atletas de fim de semana, amadores e… Curitiba – PR (41) 3078-8815 22 e 23 Capacitação Empreendedora do Fisioterapeuta Dermato-Funcional Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 23 e 24 Acupuntura na Obesidade Curitiba – PR (41) 3078-8815 23 e 24 Curso de Gameterapia: “Além da Wiireabilitação” Belo Horizonte – MG (31) 3286-0984 23 à 25 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Montes Claros – MG 0800 6445-565 23 à 25 Crochetagem Mio-Aponeurótica (CMA) Fernandópolis – SP (51) 3065-6520 23 à 25 Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Pelotas – RS 0800 644 5565 23 à 25 16º Curso de Aprimoramento em Fisioterapia Dermato-Funcional Belo Horizonte – MG (31) 3264-4864 23 à 25 Curso de Estabilização Segmentar Lombo Pélvica e Cervical Belo Horizonte – MG (31) 3286-0984 24 e 25 Curso de Acupuntura Estética São Paulo – SP (11) 5083-6970 / 6464-0089 24 e 25 Curso de Pilates Studio São Caetano do Sul – SP (11) 2376-8280 24 Pilates da ABBR: aparelhos, solo e bola Rio de Janeiro – RJ (21) 3528-6405 29 à 31 de Março e 01 de Abril Osteopatia na Coluna Vertebral e Pelve Bento Gonçalves – RS (51) 3065-6520 30 Curso Teórico e Prático de Ventilação Mecânica Básica Porto Alegre – RS (51) 3065-6520 30 e 31 Manthus e Carboxiterapia Curitiba – PR (41) 3078-8815 30 de Março à 08 de Abril Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário Brasília - DF 0800 6445- 565 31 de Março e 01 de Abril Introdução à Terapia CranioSacral Florianópolis – SC (21) 8860-1234 31 de Março e 01 de Abril Teórico e Prático de Ventilação Mecânica Avançada Porto Alegre – RS (51) 3065-6520 31 de Março e 01 de Abril Shiatsu – Terapia Manual Oriental Novo Hamburgo – RS (51) 3065-6520 31 de Março e 01 de Abril Bandagens Funcionais: Conceitos e Aplicações São Paulo – SP (51) 3065-6520 DIVULGUE SEU CURSO GRATUITAMENTE NO SITE WWW.NOVAFISIO.COM.BR E VEJA TAMBÉM NOSSA AGENDA COMPLETA 42 • NovaFisio.com.br


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DIA CURSO MARÇO 31 de Março e 01 de Abril Técnicas Osteopáticas de Liberação Miofascial ABRIL 06 à 08 Pilates Evolution – bola e faixa elástica 12 à 15 Reabilitação e Treinamento através do Método Pilates – Mód. I 13 e 14 Bandagens Funcionais: aspectos fisiologicos e práticos na Ortoped 13 e 14 Curso de Prova da Função Pulmonar Completa – Espirometria 13 à 15 Pilates Matwork – PhysicalMind Institute/DeMarkondes Pilates 13 à 15 Curso de Formação em Pilates – METACORPUS – Módulo I 14 Paralisia Cerebral: intervenção fonoaudiológica e fisioterápica 14 e 15 Introdução à Terapia CranioSacral 19 Pós Graduação em Osteopatia-EOM 20 e 21 Os Olhos e seus Efeitos sobre a Postura 20 à 22 Pilates Evolution – bola e faixa elástica 20 à 22 Curso de Formação em Pilates – METACORPUS – Módulo II 20 à 22 Curso de Maitland: Avaliação, Coluna e Exercícios 21 e 22 Introdução à Terapia CranioSacral 26 Pós Graduação em Osteopatia-EOM 26 Pós Graduação em Osteopatia-EOM 27 ShareCare – Terapia CranioSacral 27 e 28 VII Congresso Internacional de RPG 27 e 28 Acupuntura nos transtornos da Ansiedade 27 e 28 Eletroterapia Avançada: AbordagensTerapêuticas Corporais e Facias 27 à 29 Curso de Formação no Método Godoy de Drenagem Linfática 27 à 13 de Maio Pilates Original – Fase I – Básico e Intermediário 28 e 29 Curso de Kinesiotape Neuro Muscular

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FisioPerfil Com Rodrigo Silva Perfeito

rodrigosper@yahoo.com.br Qual ano e em qual faculdade que se formou? No ano de 2009 me graduei em Educação Física pela UERJ e no ano seguinte em Fisioterapia pela FRASCE aqui no Rio de Janeiro - RJ O que faz na fisioterapia? Atualmente, trabalho com atendimentos particulares em domicílio, Pilates no estúdio do Instituto Fisart, atuo como docente em empresas e congressos que operam com cursos em Fisioterapia e sou pesquisador científico do periódico NovaFisio. Pretendo no futuro, adentrar com maior força nas pesquisas científicas relacionadas à reabilitação através do Pilates. Qual foi a melhor coisa que fez na vida? A melhor coisa que fiz, sem dúvida alguma, foi abrir minha empresa (Instituto Fisart) e iniciar a docência de cursos relacionados a área da saúde. Hoje, tenho a possibilidade de discutir a Fisioterapia e mostrar que a mesma vale muito a pena, independente de quanto ganhamos. Abri mão de empregos muito mais rentáveis pela possibilidade de estar junto a meus amigos e alunos discutindo a Fisioterapia de um modo geral. Como isso me deixa feliz! Qual foi a pior coisa que fez na vida? Até agora, Deus foi muito bom comigo e vem me abençoando de uma maneira tão majestosa, que não tenho nada o que reclamar. Devo minha vida as minhas duas profissões e felizmente não tenho nada de pior a relatar... O que você mais gosta na profissão? O carinho que os pacientes demonstram por você. Lembro até hoje: um dos meus primeiros pacientes me abraçou e falou que eu era uma das coisas mais importantes na vida dele. Foi inevitável, as lágrimas fugiram dos meus olhos. Esse amor, esse reconhecimento, não tem preço! O que você odeia na profissão? Odeio os profissionais que inventam ou promovem erros dos amigos de profissão para um falso crescimento no mercado. Nem tudo está errado sem que saibamos os objetivos. Os médicos, mesmo quando um amigo está errado, se unem. Por isso, são valorizados e por isso também são melhores do que nós. Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? A humildade, sem dúvida! Estou envolvido, através da pesquisa cientifica, com 46 • NovaFisio.com.br

verdadeiros “monstros” do conhecimento. Fico extremamente honrado de estar ao lado de pessoas que incontestavelmente são melhores do que eu em quase tudo e me tratam de igual para igual. Para não citar todos, devo ressaltar os amigos: Rafael Mattos, Jeferson Retondar e Gustavo Casimiro. Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam? Qualidades foram feitas para se admirar e não para se detestar. Aprendo muito com todos esses profissionais e amigos. Agradeço a cada um que de alguma forma me ajuda. Sem o auxilio de suas qualidades, não seria nem metade do pouco que sou hoje. Qual sua maior virtude? Minha maior virtude é achar que o mundo acaba amanhã. Isso me faz querer ter mais e o mais rápido possível. Me obriga a estudar, e estudar me faz perceber o quanto preciso de ajuda e de melhorar, e quando preciso de ajuda, percebo que tenho muitos amigos, e descubro que minha maior virtude, na verdade, é ter a sorte de ter tantos amigos... Qual seu pior defeito? Meu pior defeito talvez seja tentar ajudar todo mundo ao mesmo tempo. Estou começando a perceber que isso não dá certo sempre. Se pudesse mudar algo, o que seria? Mudaria o mercado dos planos de saúde. Por que não dizer, a máfia dos planos de saúde. Somos ótimos profissionais e devemos receber na mesma altura. Fico triste em ver tantos consultórios e clínicas fechando por falta de condições financeiras de manter o estabelecimento devido ao baixo retorno dos planos de saúde. Qual maior mentira já contou? Não sou muito de mentir. De vez em quando, omito algumas viagens de minha mãe, eterna coruja, para não preocupála. Fora isso, não minto. Essa é uma característica do ser humano que pouco me agrada. Qual fato foi mais inusitado em sua carreira? Com certeza foi ter como aluno num de meus cursos um de meus professores de graduação de imensurável conhecimento. Como pode ele ser meu aluno? Quanta responsabilidade... Qual fato foi o mais cômico? Essa lembro até hoje. Época de faculdade,

todos no bar apreciando um chope após a aula, e o amigo “A” relata que gostou de uma menina sentada em uma das mesas. O amigo “B”, tentando ajudá-lo, foi tentar convencê-la dos atributos do amigo “A”. Depois de uns 15 minutos de conversa, o amigo “B” se aproxima de nós e diz que ela não queria conversar, pois nosso amigo era “água com açúcar”. Todos se olharam e perguntam: água com açúcar? O amigo “B” responde: só no desespero! Risadas por pelo menos uns 30 minutos. Sensacional... Qual seu maior arrependimento? Até hoje não me arrependi de nada. Alguns tropeços aqui, outros ali... mas sempre os encaro como ensinamentos. Qual dica daria aos colegas? Acredite, persista e arrisque. Muitos têm medo de investir e perder tudo. Caso aconteça, pensem que foi um curso um pouco mais caro, mas que lhe ensinou questões não só para carreira, mas para a vida. O dinheiro não é tudo e se recupera. Arrisque! Qual objeto de desejo? Meu desejo maior é me tornar docente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, mas para isso, preciso de no mínimo um doutorado. No futuro, tenho fé que irei conquistar esse sonho. Qual sua aquisição mais recente? A publicação de meu livro sobre Bullying. Não é a minha conquista mais recente, mas é com certeza uma das que mais me deixou feliz. Quando trabalhamos tanto em um projeto e conseguimos um resultado final condizente com o esforço, é muito gratificante.


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Edição 84  
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