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ISSN 1678-0817 NovaFisio.com.br • 1


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FISIO Editorial|

DESDE 1996

Pois é pessoal, 2011 está chegando ao fim, mas nossos desafios não. A Revista NovaFisio nunca pára. Há sempre algo que nossos leitores querem ou precisam saber sobre a fisioterapia. Por isso estamos desde já projetando novidades para a revista em 2012, aguardem! Aproveito para dar boas vindas ao colega Dr. Rodrigo Silva Perfeito que em 2012 irá cuidar da parte científica da NovaFisio, mandem seus artigos! Também gostaría de agradecer aos autores que enviaram seus trabalhos, aos nossos colunistas, revisores e os membros da comissão que dedicam parte de seu tempo livre para garantir que você receba as informações que podem ajudá-lo na sua prática do dia-a-dia. Sem eles, a NovaFisio não seria o que é. E um agradecimento muito especial aos empresários que prestigiam e anunciam seus produtos em nossas páginas. Graças a eles, tudo isso é possível. Obrigado! Em 2012 estaremos juntos novamente e como disse, com muitas novidades. Até lá! A todos desejo boas festas, bom descanso e um maravilhoso 2012! Oston de Lacerda Mendes Fisioterapeuta - Editor

Índice|

06 Cartas. 08 Lançamentos Literatura. 10 Entrevista com a atriz Bruna Pietronave. 12 Coluna do Dr. André Luiz de Mendonça. 13 Frases. 14 Coluna do Dr. Geraldo Barbosa. 16 Coluna do Dr. Rodrigo Queiroz. 18 A Utilização do Método Pilates no Pós Operatório de Cirurgia Bariátrica. 26 Exercícios Pliométricos para Membros Inferiores Aplicados Através de Circuitos em Pacientes do Gênero Feminino com Idades Cronológicas Entre 40 e 70 Anos. 30 O Mito da Estabilização Segmentar. 32 Classifisio. 34 Agenda de eventos. 36 Tininha. 38 FisioPerfil com o grande Dr. Vinícius Mendonça.

Equipe|

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EDITORES: OSTON MENDES oston@novafisio.com.br & LUCIENE LOPES luciene@novafisio.com.br SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES nina@novafisio.com.br

REDAÇÃO: ENDEREÇO: R. JOSÉ LINHARES, 134 LEBLON - RIO DE JANEIRO - RJ CEP: 22430-220 TEL: (21) 4042-6107 CEL: (21) 8577-9908 Skype: ostonmendes revista@novafisio.com.br

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Cartas|Escreva sua carta também. Escreva para: revista@novafisio.com.br Criatividade: Nova ferramenta dos fisioterapeutas Criar faz bem. Da prazer, bem estar e nos faz ser melhores conosco e com os outros. Isso torna-se cada vez mais nítido se pensamos no Wellness, tendência mundial que fala sobre a importância da saúde preventiva, apoiada por entidades tão importantes como a OMS (Organização Mundial da Saúde) e a UNESCO. No universo de trabalho dos fisioterapeutas, que abrange desde as clínicas, hospitais, academias, centros esportivos e casas dos pacientes ou clientes, mente e corpo tendem a se unir e nada melhor para fomentar este processo que a manutenção de um clima de criatividade. Ter este tipo de vinculo criativo com os clientes, pacientes ou alunos por parte do fisioterapeuta é fundamental. Com todo a criatividade continua sendo para alguns um processo misterioso, resultando de inesperados insigths. Mas não é bem isso, segundo mostram as pesquisas. Ter um ambiente criativo é crucial para a competitividade, para sempre se ter um diferencial ou um algo a mais que não tenha a concorrência, ter um clima emocional agradável e conseguir construir novas opções atraentes para os clientes e pacientes. Às vezes uma sessão de fisioterapia não está dando certo apenas pelo nome com o qual foi lançada, mas se temos um clima positivo e de renovação, pode se dar a volta por cima, se os clientes e pacientes se sentem a vontade para falar e propor mudanças no rumo do que está sendo feito pelo fisioterapeuta. É a criatividade que impulsiona aos profissionais de sucesso pelo mundo, não apenas no âmbito da fisioterapia, mas também em outros setores. Para se ter um clima criativo alguns especialistas apontam o para o design dos locais de trabalho, enquanto outros citam os esquemas de incentivo para os profissionais que trabalham nesses locais e demais colaboradores. Outros destacam que desde o recrutamento da equipe que trabalhará como fisioterapeutas e outros colaboradores de apoio, deve se prestar especial atenção no potencial criativo dos candidatos e não apenas no currículo técnico, com o fim de se ter desde o começo os melhores profissionais que desejem construir esse ambiente mais descontraído e confortável. Mas por cima de tudo deve-se promover a inspiração no ambiente de trabalho. 6 • NovaFisio.com.br

O clima organizacional positivo num ambiente inovador faz bem ao cliente/ paciente, ao fisioterapeuta e também aos lideres que comandam o serviço. Por isso a seguir algumas dicas para criar e manter um ambiente não apenas sadio, senão criativo, inovador e de constantes mudanças positivas. 1. Desvincular o resultado corporal da sessão ou tratamento como algo imediato: O fato do tratamento não ter vínculo imediato com o resultado, permite um trabalho de elaboração e aprimoramento a mais longo prazo, abrindo espaço para o uso de outros instrumentos não tão objetivos. 2. Ter espaços e sessões diferenciadas para segmentos específicos, como crianças especiais, idosos, mulheres, etc. 3. Quando as condições o permitam convidar atletas ou ex-atletas para falarem sobre suas experiências criativas no esporte, o que eles fizeram diferente dos outros na sua carreira e os fez trunfar, etc. 4. Arte e esporte: ter sessões nas quais se misturem o esporte e as artes, especialmente as artes cênicas (dança, balé, teatro, etc. ). 5. Dinâmica de grupo: usar também as técnicas de dinâmica de grupo, criadas pela psicologia durante alguns sessões e tratamentos. 6. Comemore: Quando um colaborador da clínica ou serviço traga uma idéia nova que deu certo não apenas reconheça, senão também comemore, reúna o time e faça uma mini-festa, abra uma garrafa de champanha, etc. 7. Faça como a Disney: Quando possível promova sessões e tratamentos (sobre todo para as crianças e adolescentes) onde se usem fantasias, músicas de filmes dessa entidade, etc. 8. Técnicas de criatividade: Usar algumas técnicas de criatividade para potencializar os resultados durante alguns tratamentos ou nas reuniões da equipe para procurar soluções para os problemas que enfrentam. 9. Esporte e estética: ter um salão dentro do local de trabalho para que as mulheres se arrumem após tratamento. Este pode ser um diferencial interessante. 10. Abrir espaço (reuniões marcadas presenciais ou no site ou blog do profissional da fisioterapia, etc.) para escutar aos clientes/pacientes quando façam propostas sobre como fazer os tratamentos.

Nota: Para mais informação ou texto didático na integra contatar nossas atendentes Perfectu . FELIPE CHIBÁS ORTIZ é consultor, psicólogo pela Universidade de Havana, Cuba, mestre e doutor pela USP em temas de Comunicação Organizacional, Relações Públicas e Marketing, especialista em Marketing Direto pela UniversidadeAlcalá de Henares, Espanha. Palestrante em diversos congressos nacionais e internacionais. É autor de onze livros publicados em Cuba, Brasil, Espanha, Canadá e México e sócio-diretor da Perfectu Gerenciamento Empresarial, empresa de consultoria que integra o grupo multinacional espanhol de Consultoria e Formação Empresarial Global Estratégias, presente em 15 países de quatro continentes. Preside o comitê organizador do I Fórum de Dentistas e Profissionais da Saúde Empreendedores. CLAUDIA FIRMINO DE FREITAS é cirurgiã dentista pela Universidade Metodista, gestora e consultora odontológica com ampla experiência no mercado. Formada nos cursos de Ortodontia, Reabilitação oral, Estética odontológica, Periodontia. Tem atuado também como Professora Assistente de cursos na USP e na Universidade Metodista. Integra o projeto Envelhecer sorrindo pela Universidade São Paulo, programa direcionado ao atendimento na área de Odontogeriatria. É também especialista em Direção de Departamentos de Atendimento e Fidelização do cliente pela Universidade Politécnica de Madrid, de Espanha, e sócia-diretora da Perfectu Gerenciamento Empresarial. Preside o comitê organizador do I Fórum de Dentistas e Profissionais da Saúde Empreendedores. Por Prof. Dr. Felipe Chibás e Dra. Claudia Firmino, consultores e diretores da Perfectu www.perfectuead.com.br

Escreva sua carta também sobre qualquer assunto ligado a fisioterapia. Teremos o maior prazer em publicá-la Escreva para: revista@novafisio.com.br


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Cartas|Escreva sua carta também. Escreva para: revista@novafisio.com.br LITERATURA LANÇAMENTOS FISIOTERAPIA NA PRÁTICA ESPORTIVA William E. Prentice Uma Abordagem Baseada em Competências 14ª Edição Este livro amplamente ilustrado e atualizado oferece ao leitor os fundamentos clínicos e científicos da fisioterapia e da medicina esportiva, apresentando desde fundamentos gerais até conceitos específicos relativos a prevenção, avaliação, controle e reabilitação de lesões.

PARTE I - Gerenciamento de riscos Capítulo 1. Técnicas de condicionamento Capítulo 2. Nutrição e suplementos Capítulo 3. Considerações ambientais Capítulo 4. Equipamento de proteção Capítulo 5. Bandagem funcional PARTE II - Patologia da lesão esportiva Capítulo 6. Mecanismos e características do trauma musculoesquelético e nervoso PARTE III - Habilidades administrativas Capítulo 8. Intervenção psicossocial nas lesões e doenças esportivas Capítulo 9. Procedimentos e atendimento de emergência no campo Capítulo 10. Avaliação da lesão fora do campo Capítulo 11. Doenças infecciosas, patógenos de transmissão sanguínea e precauções universais Capítulo 12. Uso de modalidades terapêuticas Capítulo 13. Utilização do exercício terapêutico na reabilitação Capítulo 14. Farmacologia, fármacos e esportes PARTE IV - Condições musculoesqueléticas Capítulo 15. O pé Capítulo 16. O tornozelo e a perna Capítulo 17. O joelho e as estruturas relacionadas Capítulo 18. Coxa, quadril, virilha e pelve Capítulo 19. Complexo do ombro Capítulo 20. O cotovelo Capítulo 21. Antebraço, punho, mão e dedos Capítulo 22. A coluna vertebral PARTE V - Condições clínicas gerais Capítulo 23. Cabeça, face, olhos, orelhas, nariz e garganta Capítulo 24. Tórax e abdome Capítulo 25. Distúrbios da pele Capítulo 26. Outras condições médicas gerais Apêndice A. Endereços de organizações profissionais de medicina esportiva Apêndice B. Relação de artigos sobre medicina esportiva O livro apresenta tratamentos para lesões comuns em atletas competidores, algo inovador na literatura. Além disso, a obra abrange alterações sistêmicas do atleta, o que não consta em livros de ortopedia.

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PERÍCIA JUDICIAL PARA FISIOTERAPEUTAS Dr José Ronaldo Veronesi Junior - Perícia Técnica CinesiológicaFuncional Assistências Técnicas Judiciais Modelos e Legislações Além do nexo de causalidade o Fisioterapeuta Perito Judicial do trabalho também terá as seguintes funções: de avaliar e quantificar a capacidade funcional residual para o trabalho do periciado e a terceira e última função seria verificar o cumprimento ou não das Normas Regulamentadoras do Trabalho pela empresa. Dentro da área Civil, Federal e outras formas o Fisioterapeuta Perito trabalhará nas condições acidentárias, onde analisará a capacidade funcional residual que o acidente causou ao periciado. Trago nesta nova edição, além de uma revisão ampliada e corrigida, um capítulo sobre linguagem jurídica para Fisioterapeutas dentro do trabalho pericial, importante para entendermos o processo judicial e o que os juízes precisam. Um capítulo sobre o Fisioterapeuta como Assistente técnico Judicial e um capítulo com as jurisprudências favoráveis ao Fisioterapeuta no Brasil. BASES BIOMECÂNICAS DO MOVEMENTO HUMANO 3A EDIÇÃO Joseph Hamill E Kathleen M. Knutzen Este livro destina-se não apenas a estudiosos e profissionais da biomecânica, mas também àqueles das áreas de educação física, esporte, fisioterapia, ortopedia e a todos os que atuam em campos que envolvem o movimento humano e que buscam uma ferramenta valiosa que os auxiliem. Já em sua 3a edição, esta obra continua sendo uma referência imprescindível para o estudo da biomecânica. Com uma abordagem abrangente, integra anatomia básica, física, cálculo e fisiologia, permitindo ao leitor compreender e aplicar os fundamentos da biomecânica de uma maneira global e efetiva. Em seus 11 capítulos e 4 apêndices, esta 3a edição traz novidades: • Novos tópicos sobre atividade física e formação óssea. • Exemplos atualizados nos campos de esportes. • Questões para revisão que auxiliam na fixação do conteúdo.

Você encontra estes e outros lançamentos na Livraria Andreoli Fone 11 3679-7744 www.livrariaandreoli.com.br


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Entrevista de capa|

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BRUNA PIETRONAVE Por| Eduardo Tavares Foto| João Pedro Sampaio


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epois de dar à luz à filha Pietra, a atriz carioca Bruna Pietronave renovou contrato com a Rede Record onde participa atualmente do Programa “Show do Tom”. No programa, ela deu vida à personagem Bruna Surtadinha no quadro “O Curral”, uma sátira ao reality show “A Fazenda”. Na emissora, em 2010, interpretou a personagem Bruna Maria, na novela “Poder Paralelo”. Em 2008, na TV Globo, Bruna atuou no “Zorra Total” e fez duas participações no seriado “Guerra e Paz”. Na Globo, também participou de “Malhação”, “Beleza Pura”, “Paraíso Tropical”, “Pé na Jaca”, “A Lua me disse”, “Senhora do Destino” e “A Grande Família”, entre outras atrações. Atuou nas minisséries “Dona Flor e seus dois maridos”, “A Casa das Sete Mulheres” e “JK”. No cinema, esteve nos filmes “Pequeno Dicionário Amoroso”, “A Cartomante”, “Didi, um Cupido Trapalhão” e “Gatão de Meia Idade”. Formada em jornalismo, Bruna Pietronave também já trabalhou como apresentadora em programas de vendas na TV e fez diversos comerciais. Ela revelou que tem projetos para o futuro, como apresentar um programa que fale de saúde, alimentação e cuidados com a beleza. A atriz conversou com NovaFisio e revelou um pouco da sua vida e como se recuperou de uma lesão no joelho. Bruna, para começar, que mensagem você deixaria para os fisioterapeutas que estão lendo esta entrevista? Esses profissionais merecem todo nosso respeito e admiração. Têm um trabalho muito importante, que nos ajuda tanto. E ainda queria ressaltar que é super importante a presença desses profissionais dentro das academias. O que você faz para manter a forma? Faço musculação e spinning de duas a três vezes por semana com o personal Rogério Lapa. Também faço drenagem turbinada duas vezes por semana, que faz com que o meu útero volte mais rápido para o lugar devido à gravidez. Cuida da alimentação? Quem cuida da minha alimentação é o nutrólogo Doutor Constantino. Eu procuro sempre durante a semana comer grelhados, legumes, folhas, frutas e, no final de semana, incluo os doces que amo, principalmente o chocolate. Também não como frituras, não bebo refrigerante, nada alcoólico e também não fumo. Que lesão você teve no joelho? Qual o diagnóstico? Eu fazia musculação sem orientação. Fazia exercícios para membros inferiores e sentia dor. Lesionei o joelho após o término de uma aula de ginástica localizada. Após a avaliação foi diagnosticado uma condromalácia patelar grau II. Que tipo de tratamento você fez? Fiz tratamento com um fisioterapeuta que utilizou técnicas de Mulligan, Crochetagem, Kinesiotape. Você conseguiu a recuperação esperada? Estou 100% recuperada. A lesão te impediu de cumprir algum compromisso profissional ou praticar atividade física? Não. Assim que senti a dor, procurei ajuda profissional. Quanto à atividade física, fiz apenas algumas mudanças. Você faz atualmente algum trabalho preventivo para evitar novas lesões? Agora, malho com orientação profissional. Então malho corretamente.

Algo te incomodava nas sessões de fisioterapia? Ter que fazer exercícios limitados. Onde você estudou para se tornar atriz? Primeiro fiz o Curso Tablado e depois outros cursos livres com os diretores Ajax Camacho e Ignácio Coqueiro. Que compromissos profissionais você acumula no momento? Atualmente estou no programa do Tom Cavalcante na Rede Record. O que te levou a seguir a carreira artística? Sofri influência do meu pai. Ele é argentino e ator de teatro lá na Argentina. Desde criança fazia apresentações em casa. Eu ia ao teatro ver peças infantis... Minha família da Argentina também é composta por jornalistas. Eu achava o máximo quando a minha prima saía para fazer matérias. Isso me incentivou muito. Qual você considera o seu trabalho mais importante? Todos os trabalhos que fiz foram importantes, mas atualmente, no Tom Cavalcante, é o que mais aprendo, pois tenho a oportunidade de fazer personagens diversos e o programa tem muita improvisação. Posso criar muitas coisas em cena. Você faria novamente tudo que fez na vida? Com certeza faria tudo novamente. Não me arrependo de nada do que fiz. Existe muita competição e inveja no meio artístico? O meio artístico é realmente muito competitivo como qualquer outro. O problema está na vaidade. Com que gostaria de contracenar e ainda não teve esta oportunidade? Existem muitos artistas que eu adoraria contracenar, mas o Tom Cavalcante eu já era muito fã. Contracenando com ele, hoje em dia, fiquei mais fã. Você já viveu alguma situação desagradável de assédio no meio artístico? Nunca vivi nenhuma situação desagradável, graças a Deus. O que você planeja para sua carreira?

Antigamente, eu fazia muitos planos para tudo. Hoje, eu percebi que com o passar do tempo as nossas prioridades e planos também mudam. Então, eu vivo mais e planejo menos.

PING PONG Signo? Áries Cor? Preta Uma cidade? Rio de Janeiro Noite ou dia? Noite Serra ou praia? Serra Um prato? Massas Uma mania? Chocolate O q ue t oca n o seu I pod? M ú si c a s animadas Um point do Rio de Janeiro? Restaurante Balada Mix, onde me encontro todo domingo com casais de amigos Atividade física preferida? Musculação Um defeito? Impaciência Uma qualidade? Sinceridade Um refúgio? Minha cama A pessoa mais importante da sua vida? Minha família Um ídolo? Meus pais Um ator? Os atores que eu sou apaixonada são o Wagner Moura e o Lázaro Ramos Uma atriz? Não tenho como eleger uma, pois são muitas. Um filme? “O desconhecido”. Assisti há pouco tempo e amei. Um livro? No momento, todos relacionados a bebês. Durante a gestação, eu li “O que esperar quando se está esperando” e adorei. Bem interessante. Maior emoção? Nascimento da minha filha Decepção? Traição de amizade Um arrependimento? No momento, não lembro de nenhum Um sonho não realizado? Conhecer o mundo todo. Aos pouquinhos eu vou realizando O que te tira o sono? Não viajar. Uma frase? “No final, tudo dá certo. Se não deu, é porque não chegou ao fim” NovaFisio.com.br • 11


Colunas | Coluna do Dr. André Luiz de Mendonça - Leia todas as outras no site. Crise!!! União ou desintegração.

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m minha terra dizem que “onde dinheiro for e não trouxer é por que foi pouco”. Será? Será que o dinheiro tem mesmo este poder? Vejamos como após a crise muitos paradigmas estão mudando, será que pelo peso do dinheiro? Em tempos de crise vemos coisas interessantíssimas na mídia, coisas que até “beiram” ao extravagante: Os americanos falam em suspender a necessidade de visto para brasucas que queiram viajar para os estates…Os Portugueses de uma hora para outra adoram o Brasil e querem firmar cada vez mais acordos que segundo eles são “estratégicos”… Sabiam que o fluxo migratório de europeus que vão para o Brasil mais que triplicou depois da crise? Será que só agora descobriram nossas belas praias e o nosso povo hospitaleiro? Ou será que existe uma razão implícita para este interesse tão repentino? Enquanto isto a Europa explode em convulsão social e revoltas causadas pelas medidas de austeridade para compensar a falta deste “tal de dinheiro” nos caixas do estado. Interessante não? E a nossa profissão desde quando está em crise? Governos cortam na saúde, nas aposentadorias, nos programas sociais etc… e nós? O que podemos fazer para tirar esta linda Profissão desta crise tão sombria que à assola já há alguns anos? Altas taxas de desemprego como na Espanha, baixos salários como na Itália, pessimismo e falta de perspectiva de crescimento como em Portugal… é amigos para mim que estou neste lado do mundo é impossível não fazer esta analogia. Se a Fisioterapia fosse um lugar, com certeza que hoje seria a Europa. Se temos problemas semelhantes, por que não buscar saídas semelhantes? Protestar, fazer greves, (fazer acontecer) como dizem já é um bom início. Por que com a crise na Fisioterapia ocorre a mesma coisa que ocorre em países em crise: fuga para uma região, neste caso profissão, que proporcione melhores possibilidades de vida. Para que isto não ocorra temos que fazer como eles os europeus. Nós fisioterapeutas precisamos nos rearranjar… de uma estrutura política jurássica e ineficiente para uma estrutura política vibrante e eficiente. De um comportamento apático e conformista para uma atitude interativa e inovadora. Sob pena de como eles, estamos a presenciar o colapso de nossa tão amada Fisioterapia, assim como eles presenciam o colapso do velho continente. Precisamos nos qualificar mas pra isso falta dinheiro, Pós, Mestrado e Doutorado são caros e aqui estamos nós de novo como os europeus num ciclo: precisamos ser competitivos e investir… mas nos falta o dinheiro pra investir e se qualificar pra sermos competitivos. Sendo assim o que nos resta? O que fazer para quebrar o círculo? Mudar. Fazer diferente, protestar, mudar leis… mudar dirigentes, mudar pensamentos, inovar e fazer tudo que for preciso para melhorar o status da Profissão. Depois assim como os europeus, nos resta esperar o cair do sol e ver os resultados trazidos pelo novo dia. Que este novo ano traga o vento das mudanças… e que o mundo não acabe. Claro!!! Feliz Natal e um ano novo cheio de prosperidade!!! São os meus votos e de todos que fazem a Revista NovaFisio.

Frohe Weihnachten und einen guten Rutsch ins Neue Jahr!!!!!

Dr. André Luiz de Mendonça Fisioterapeuta. Mestrando em Motricidade Humana pela Universidade de Porto. Reside atualmente na cidade Alemã de Mainz contato:andremendonca@hotmail.de 12 • NovaFisio.com.br

Até a próxima edição.


Frases|As melhores do ano. “Devemos fortalecer nossa vida com muitas amizades. Amar e ser amado é a maior felicidade da nossa existência”. [Fabiana Schunk]

“Fisioterapia e o cidadão, caminhando juntos na busca de um só objetivo: Independência”.

[Francisco Sávio Borges, acadêmico da Universidade Federal do Piauí]

“O segredo de ir em frente é começar”. [Polly Oliveira]

E você? Mande a sua frase com uma foto para: revista@novafisio.com.br e publicaremos na próxima edição

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Colunas | Coluna do Dr. Geraldo Barbosa - Leia todas as outras no site. Organização da classe profissional dos Fisioterapeutas no Brasil (Parte final)

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movimento sindical brasileiro vem atravessando grande turbulência com a proposta da reforma. Os trabalhadores aceitam mudanças na estrutura sindical, desde que tais mudanças não desmontem o que foi construído ao longo dos anos. No embate, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva – sindicalista histórico – assinou no dia 8 de maio de 2006, duas Medidas Provisórias, uma para legalizar a situação das centrais sindicais na representação dos trabalhadores, com poderes para celebrar acordos coletivos nacionais. A outra medida criando o Conselho Nacional de Relações do Trabalho - CNRT. As centrais, não estando integradas a estrutura sindical, ficaram de fora da partilha de recursos anualmente obtidos com o Imposto Sindical, o que somente dois anos depois veio a ocorrer. Até então, as centrais não tinham amparo legal para negociar em nome dos trabalhadores. A criação da CNRT, na prática transformou o Fórum Nacional do Trabalho - FNT em um colegiado permanente e tripartite, composto de governo, patrões e empregados. Coincidentemente, no dia 31 de março de 2008, ano em que a CUT completou seu vigésimo quinto aniversário, o presidente Lula sancionou o Projeto de Lei Nº 1990/07, reconhecendo as centrais sindicais como legítimas representantes dos trabalhadores. O que era medida provisória virou lei. Assim a CUT e as demais centrais saíram da condição jurídica de ONG e passaram a contar com 10% da arrecadação da contribuição sindical. Os conselhos Antiga aspiração da classe era a criação de um órgão federal que atuasse como regulador ético e social da profissão, cujo advento foi fruto da persistência e do trabalho desenvolvido pela Associação Brasileira de Fisioterapeutas, coadjuvada pelas associações e lideranças estaduais, cujas gestões nesse sentido foram adotadas logo após a promulgação do Decreto-Lei Nº 938/69. Vinculados inicialmente ao Ministério do Trabalho e hoje enquadrados como autarquias especiais, o Conselho Federal e respectivos Regionais formam, em conjunto, a repartição pública da classe e estão incumbidos de expedir a carteira de identidade profissional e de fiscalizar o exercício da profissão em todo o território nacional, conforme estabelece a Lei Nº 6.316, de 17 de dezembro de 1975. Os CREFITOs, como são conhecidos os Conselhos Regionais possuem atribuições de tribunais de ética em nível circunscrito, estando subdivididos dentro de suas respectivas jurisdições em delegações e representações, as quais dão o necessário apoio às ações fiscalizadoras. Diferentemente das associações e dos sindicatos, onde a participação dos profissionais é espontânea, a vinculação ao CREFITO da região onde está situado o local de trabalho do Fisioterapeuta, é obrigatória, e somente ela habilita ao exercício da profissão. Obrigatório também, é o pagamento das anuidades e emolumentos estabelecidos pelo Conselho Federal, tornando-se o devedor, infrator passível de cominações legais, transferidas para os herdeiros, no caso de morte do inscrito, se a dívida ou débito constar na relação da Dívida Ativa da União. O conceito de dívida é muito antigo e remete a relação credor/devedor para as primitivas formas da compra, da venda, do comércio enfim; aperfeiçoado pela legislação romana das Doze Tábuas, fazendo parte do direito das obrigações, atravessou séculos, permanecendo até agora. O diferencial do papel do sistema autárquico federal COFFITO/CREFITO em comparação com as outras entidades componentes da classe, consiste em manter a privatividade do exercício profissional, assegurada pela legislação pertinente e confirmada pelo Acórdão do Supremo Tribunal Federal, publicado no Diário Oficial da União de 24 de agosto de 1983. A academia Poderá finalmente, com o objetivo de difundir a filosofia da profissão, compor a estrutura organizacional da categoria a Academia Brasileira de Fisioterapia, cuja ideia de fundação foi difundida em 1978, nos informes de uma das reuniões plenárias no Conselho Federal em Brasília. Participaram desse momento histórico do lançamento de uma ideia, a diretoria do COFFITO e respectivos conselheiros, além dos presidentes dos CREFITOs existentes na época. Tal ideia, entretanto, não encontrou ainda campo fértil para sua implantação. Uma ideia não morre e um dia se tornará realidade. Por outro lado, em 2004, no Recife, promoveram-se reuniões com a pretensão de fundação da Academia Pernambucana de Fisioterapia. Dessas reuniões surgiram as propostas de estatuto social e de regimento interno, gerando-se um impasse quando das discussões sobre quem poderia participar como ”acadêmico” detentor de uma das vinte e cinco “cadeiras” disponíveis. O autor da ideia de fundação da entidade defendia a participação de um grupo eclético, reunindo os vários saberes da categoria, sem vinculação obrigatória com a carreira universitária, incluindo gestores públicos do SUS, clínicos professores, consultores e outros, fossem jovens ou sessentões. Não obteve êxito. Veladamente o debate convergiu para elitização do conhecimento universitário, discriminando inclusive os mais jovens. É oportuno neste ponto mostrar como exemplo o que escreveu Alessandra El Far, no livro A Encenação da Imortalidade – FGV Editora: “Do total de membros da Academia Brasileira de Letras, em sua fundação 70% eram formadas em Medicina, Direito ou Engenharia, mas 17,5% sequer tinham entrado num curso superior. As idades variavam de 25 a 80 anos, com uma concentração na faixa etária de 36 a 46 anos. Poucos, porém, viviam do ofício de escrever, conciliando a literatura com o serviço público, a diplomacia, o jornalismo ou a cátedra.” A classe continua sem academia, brasileira ou estadual. Enquanto isso, os Fisioterapeutas, como foi dito no início, enfrentam certa inquietação com a questão classista, situação plenamente justificável, ressaltando-se que, a apreensão afeta principalmente os mais novos componentes da corporação os quais ressentem-se, além disso, de não ter parte nos órgãos existentes e da criação de novos organismos que permitam um crescimento em todos os sentidos, com maior ênfase na discussão e elaboração de políticas públicas para o setor, no econômico, científico-cultural e social. A categoria, no todo, necessita de entidades fortes e realmente representativas dos seus interesses e do interesse social aos seus cuidados. Espera-se que a coleção de fatos e dados aqui ofertados cumpra sua destinação.

Dr. Geraldo Barbosa E-mail: geraldobarbosa43@yahoo.com.br Blog14-F http://geraldobarbosa43.blogspot.com 14 • NovaFisio.com.br

Adquira o livro Herdeiros de Esculápio – História e organização profissional da Fisioterapia, pelo e-mail. geraldobarbosa43@yahoo.com.br


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os últimos anos houve um avanço muito importante dentro da fisioterapia em terapia intensiva, entretanto muito dos métodos utilizados ainda carece de comprovação científica. Assim, resolvi realizar um paralelo temporal entre duas importantes revisões críticas da atuação da fisioterapia em U.T.I a nível mundial, bem como apontar os novos direcionamentos propostos pela Task Force on Physiotherapy de 2008. Percebe-se, que houve uma firmação do profissional fisioterapeuta dentro desta área tão restrita (UTI), antes visto apenas pelo manejo ventilatório do paciente, atualmente, o enfoque é outro, e mais importância vem sendo dada a mobilização precoce do paciente no leito, mesmo em ventilação mecânica. Oito anos depois da Fisioterapeuta australiana K. Stiller (1) demonstrar, com um perfil critico, que apesar de compor a equipe multidisciplinar em terapia intensiva, a Fisioterapia não possuía comprovação científica de suas técnicas, a Task Force on Physiotherapy em acordo com European Respiratory Society e a European Society of Intensive Care Medicine, divulgou ainda no ano passado, uma análise sobre a nossa prática em terapia intensiva na atualidade. Oito anos depois, e o que mudou? Não mudou muito, isso é certo, embora hoje existe uma firmação da presença do fisioterapeuta na unidade de terapia intensiva, os níveis de evidência ainda em sua grande maioria são C e D, ou seja, faltam estudos controlados e randomizados que embasem a nossa prática clínica. Sensivelmente, nesses oito anos, a visão dos efeitos deletérios da imobilidade no leito ganharam evidência, e estão sendo mais discutidos, sendo que nesta última revisão ganhou um espaço notável (2), e os aspectos referentes a mobilização precoce do paciente no leito que está sob ventilação mecânica deixou de ser um capítulo tímido e avança no sentido de ser o principal papel do fisioterapeuta em UTI. Ainda existe uma necessidade urgente de novos estudos que devem ser realizados para justificar o papel da fisioterapia na UTI, e quatro grandes áreas foram apontadas (2): imobilidade no leito; terapia de higiene brônquica; terapia de expansão pulmonar e desmame ventilatório. Parece existir, agora, uma outra grande diferença em termos de raciocínio: -Estabelecimento mais preciso do diagnóstico Fisioterapêutico. -Priorizar e definir as metas e parâmetros de tratamentos -Substituição do uso de técnicas individuais por uma associação destas, envolvendo sobretudo os aspectos gravitacionais. -Utilização de instrumentos validados de desempenho funcional -Abordagem diferente para as diferentes condições clínicas ao invés de abordagens padronizadas. -Necessidade de padronizar o processo de decisão clínica, bem como definir o perfil profissional dos fisioterapeutas na UTI. Novas discussões que foram implementadas: -Assegurar educação e informação ao paciente (nível D). -Massagem como uma intervenção para ansiedade e promoção do sono (nível C). -Terapêutica do toque em todos os tratamentos que fornecer (nível D). Atenção especial: -Distúrbios e complicações neuromusculares e musculosquelética, sendo a prevenção essencial. -Aspectos emocionais e problemas de comunicação dos pacientes internados. Problemas que foram identificados como alvos terapêuticos para fisioterapia: -Fraqueza muscular -Rigidez articular -Retenção de secreções das vias aéreas -Atelectasias -Evitar a intubação e o fracasso do desmame Como conclusão, percebe-se nesses oito anos, mais enfaticamente que outrora, que a fisioterapia pode melhorar os resultados e reduzir os riscos associados aos cuidados intensivos, bem como minimizar os custos, quando bem realizada. A falta de revisões sistemáticas para apoiar ou rejeitar fisioterapia foi reconhecido pela Task Force (2), uma vez que a maior parte das recomendações foram nível C e D. No entanto, segundo os autores, a prática em saúde baseada em evidências na UTI não é restrito as revisões e metaanálises, outras formas, incluindo peritos e provas fisiológicas, são igualmente válidas no termos de fornecer uma base para a prática e identificar áreas onde ainda é necessária maiores investigações.

Dr. Rodrigo Queiroz Fisioterapeuta Especialista em Terapia Intensiva Professor da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia - UESB Autor do blog Mobilidade Funcional (www.mobilidadefuncional.blogspot.com) E-mail: rofisio@gmail.com 16 • NovaFisio.com.br

REFERÊNCIAS 1. Stiller K. Physiotherapy in intensive care: towards an evidence-based practice. Chest. 2000;118(6):1801-13. 2. Gosselink R, Bott J, Johnson M, Dean E, Nava S, Norrenberg M, Schönhofer B, Stiller K, Leur H, Vincent J. Physiotherapy for adult patients with critical illness: recommendations of the European Respiratory Society and European Society of Intensive Care Medicine Task Force on Physiotherapy for Critically Ill Patients. Intensive Care Med. 2008; 34 (7); 1188-1199.


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| Pilates, Cirurgia Bariátrica, Emagrecimento.

A Utilização do Método Pilates no Pós Operatório de Cirurgia Bariátrica. Por

| Quartarolo, I;Leal, A.A; Barcelos, Jr Yasunaga; Serafini, G.

Resumo Cirurgia Bariátrica tem sido uma clínica terapêutica no tratamento das síndromes metabólicas e .da obesidade mórbida, sendo a decisão cirúrgica é feita por uma análise multiprofissional. Apesar dos benefícios proporcionados por esta cirurgia, os obesos ainda encontram dificuldades com a manutenção da massa corporal e com o surgimento de inúmeras complicações de ordem metabólica após a cirurgia, sendo necessária a mudança de hábitos de vida e a prática regular de atividade física. Fundamentado em sete princípios: concentração, contrologia, powerhouse, respiração, equilíbrio, poucas repetições e ritmo, o método de exercícios físicos, conhecido como, Pilates, desenvolve a força muscular e a define, melhorando a postura, o equilíbrio, a flexibilidade, a capacidade respiratória e circulatória de baixo impacto articular, além de promover o equilíbrio entre o corpo e a mente. Este estudo de caso apresenta a utilização deste método a partir do quarto dia da cirurgia citada, com uma abordagem clínica e fisioterapêutica de uma paciente operada até completar doze meses de procedimento cirúrgico. Com a prática do Método Pilates, os resultados obtidos foram o emagrecimento de 40kg, com redução de 36 cm de circunferência abdominal e o ganho de 20% de massa magra em doze meses de pós operatório. Verificamos, dessa forma, que o programa de reabilitação pós-operatório de cirurgia bariátrica, através do método Pilates, para a paciente representou um emagrecimento com ganho de massa magra, fundamental para a manutenção do tônus da musculatura estabilizadora do sistema musculoesquelético, assim como a redução da flacidez. Em suma, o programa contribuiu tanto para o aperfeiçoamento estético corporal quanto para a reabilitação, pois trouxe também ao paciente satisfação mental e física, melhorou sua autoestima e introduziu o habito da prática da atividade física regular, importante para a manutenção do peso e prevenção dos desequilíbrios musculoesqueléticos.

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Introdução A obesidade é definida como excesso de tecido adiposo no organismo. A Organização Mundial da Saúde – OMS (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 1997) O.M.S. classifica como obeso o indivíduo que possui I.M.C.( ÍNDICE DE MASSA CORPORAL) superior a 30 Kg/m2. Esta condição apresenta níveis crescentes e tornouse um problema de saúde pública. Para indivíduos que possuem I.M.C. maior que 40Kg/m2 ou superior a 35Kg/m2 associado a co-morbidades, e que já realizaram o tratamento convencional por cinco anos ou mais, sem resultados significativos, indicase a intervenção cirúrgica.[1] A Cirurgia Bariátrica tem sido uma terapêutica clínica no tratamento das síndromes metabólicas as quais constituem um fator de risco cardiovascular, sendo caracterizadas pela associação de hipertensão arterial sistêmica, obesidade abdominal, tolerância à glicose prejudicada, hipertrigliceridemia e baixas concentrações sanguíneas de HDL - colesterol, além dos estados prótrombótico e pró-inflamatório observados. Além disso a alimentação adequada, associada à outras modificações no estilo de vida, tais como prática regular de atividade física e abandono do tabagismo contribuem para um melhor controle da doença, prevenindo suas complicações e aumentando a qualidade de vida.[2] A decisão cirúrgica é feita por uma análise multiprofissional do caso em questão. Dentre os profissionais que podem sugerir a cirurgia, podemos citar: nutricionista, psicólogo, cardiologista, fisioterapeuta, pneumologista, anestesista, endocrinologista e, por fim, o cirurgião. [3] Apesar dos benefícios proporcionados pela cirurgia bariátrica, os obesos mórbidos ainda encontram dificuldades com a manutenção da massa corporal e com o surgimento de inúmeras complicações de ordem metabólica após a cirurgia. Reconhecidamente, a prática regular de atividade física ou exercício físico tem se apresentado como um importante componente, não só para o controle do peso, mas também para redução de outros fatores de risco. [4] O ganho do peso após alguns anos de cirurgia é reconhecido por inúmeros fatores, como

desequilíbrios emocionais, distúrbio da ansiedade e timidez, sendo na maioria das vezes, fatores estes que afastam o obeso da prática da atividade física, e que poderiam ser controlados por meio de acompanhamento psicológico. [5] A orientação específica e um programa de atividade física personalizado podem incentivar o paciente operado a mudar um hábito, introduzindo a atividade física na rotina, sendo o método Pilates uma boa opção nesta mudança, como veremos mais adiante. O indivíduo obeso apresenta uma distorção da imagem corporal (DIC) a qual pode ser definida como a preocupação exacerbada com o excesso de peso, freqüentemente causando a exclusão de qualquer outra característica pessoal, além de superestimar seu tamanho. Com a cirurgia, a perda de peso é rápida e causa uma nova alteração na imagem corporal, o que pode levar a distúrbios emocionais. [6] Além da distorção da imagem corporal, a perda de peso rápida leva a alteração do centro de gravidade, modifica a postura, desenvolvendo um desequilíbrio no controle neuromuscular, estático e dinâmico da coluna vertebral, podendo desencadear em instabilidade vertebral assim como em dor lombar. [7] O método Pilates foi desenvolvido por Joseph H. Pilates no início da década de 1920. Foram desenvolvidos exercícios no solo com a proposta de condicionamento físico, e em aparelhos com o intuito facilitar a movimentação e tratamentos de feridos durante a I Guerra Mundial. Os aparelhos desenvolvidos como Reformer, Cadilac, Step Chair, Ladder Barril usam molas como resistências. [8] As molas foram retiradas dos colchões e penduradas nos leitos criando resistências diferentes aos exercícios com a finalidade de facilitar ou dificultar os movimentos. A utilização das molas teve por objetivo ajudar os pacientes acamados a recuperar o tônus muscular de forma mais rápida. [9] Joseph H. Pilates fundamentou seu método em princípios que buscam o equilíbrio entre o corpo a mente e o espírito. [8][9] É um método composto por diversos exercícios e com aspectos filosóficos, como concentração, centro de força,


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| Pilates, Cirurgia Bariátrica, Emagrecimento.

equilíbrio, respiração, movimento fluido, ritmo e contrologia, sendo este último fundamental para o desenvolvimento da coordenação motora; e a harmonia entre o corpo e a mente.[9] A prática do método Pilates é reconhecida quando executada com seus princípios explicados a seguir: • Concentração consiste na prática do Pilates que ajuda a desenvolver o foco, realizando os movimentos, ao mesmo tempo em que, conscientiza cada estrutura do corpo que está sendo movimentada, pois o, foco auxilia no desenvolvimento da consciência corporal. [8-10] • Centro de força ou Powerhouse: é uma região compreendida de um ombro a outro e de uma crista ilíaca a outra, formando uma área como uma caixa, tridimensional, ou seja, anterior, lateral e posterior. Joseph Pilates acreditava que todos os movimentos devem ser originados a partir do centro de força de forma que se possa uma melhor estabilidade da coluna e prevenir as disfunções lombopélvicas. [8,11,12] A prática dos exercícios ativando o powerhouse facilita a ativação do transverso abdominal e oblíquo interno, que o transverso abdominal é um importante músculo estabilizador da coluna lombar. Dessa forma, esta é uma região importante para o tratamento e a prevenção de dores lombares, agudas ou crônicas. [13] • Movimento Fluido: é o ritmo dos movimentos executados durante a prática do Pilates. Este ritmo deve ser próximo ao fisiológico, nem rápido e nem devagar de forma harmônica e natural. [1-4] • Respiração: é a forma como devemos inspirar e expirar profundamente e completamente, sendo o momento da força máxima do exercício o tempo expiratório. [10] • Contrologia: representa em seu aspecto filosófico o perfeito equilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito, equilíbrio este alcançado com a prática do exercício de forma que revigore a mente e eleve o espírito. [8,10,14] • Repetição: muito bem umas das premissas do método, que o importante não é a quantidade de movimento, mas sim a qualidade que é realizada, sendo assim proposto no máximo de 10 repetições de cada movimento. [8-10] • Equilíbrio e Simetria ou Alinhamento: este princípio é importante para desenvolver o corpo de uma forma uniforme, e equilibrada e focando os exercícios de maneira que ative a musculatura recrutada durante o movimento de forma correta. [8-10] O método Pilates tem sido uma opção para o tratamento de diversas patologias, por ser um método extremamente 20 • NovaFisio.com.br

proprioceptivo, promover uma melhora na coordenação motora, flexibilidades e originar a melhora do equilíbrio dinâmico em adultos saudáveis e facilitar a ativação do músculo transverso abdominal, sendo este um músculo importante para o tratamento e prevenção da dor lombar. O equipamento mais utilizado do Método Pilates é o Reformer, por apresentar diversos ajustes, resistências, e possibilitar os exercícios pliométricos.[17] O método tem sido usado em diversos programas de reabilitação por desenvolver uma melhora no equilíbrio, propriocepção, flexibilidade e coordenação motora.[12] O objetivo deste estudo de caso é relatar como o método Pilates foi utilizado no programa de reabilitação do pós-operatório de cirurgia bariátrica, verificar se houve emagrecimento com ganho de massa magra e inserir o pratica do método Pilates na rotina da paciente, tornar da atividade física regular e melhor a qualidade de vida do individuo operado. Material e Método O estudo foi realizado na parceria do Instituto João Alípio de Cirurgia Bariátrica, com o centro de Pilates Contemporâneo, na Cidade de Vila Velha- E-S. Paciente devidamente diagnosticada por uma equipe multidisciplinar, com obesidade mórbida IMC 41%, foi indicada para cirurgia bariátrica e submetida à avaliação antes da cirurgia. A avaliação física foi acompanhada com peso por meio de uma balança digital, bioimpedância elétrica da marca Bioelectrical Body Composition Analyser, modelo quantum II, real sytems e circunferências da cintura e do quadril. A mesma avaliação foi realizada após seis e doze meses de cirurgia. O método Pilates foi realizado no pós operatório imediato, do quarto dia ao vigésimo dia, diariamente, a partir do primeiro mês até o décimo segundo mês após a cirurgia, três vezes por semana, com aulas que duravam 1(uma) hora. Foi realizada avaliação específica do método Pilates Contemporâneo para a elaboração da conduta para a paciente em questão, tornando a conduta no Pilates personalizada. Caso Clínico Paciente do sexo feminino, com 30 anos de idade, e IMC 41% era praticante de atividade física leve, como caminhada, e queixava-se de dor lombar. Foi submetida à cirurgia bariátrica no dia 20 de maio de 2010, e obteve alta hospitalar no dia 22 de maio, com quadro clínico estável, apresentando ainda dor lombar e déficit na capacidade respiratória devido ao procedimento cirúrgico. Foi encaminhada para o setor de Fisioterapia onde realizou uma avaliação física e funcional especifica

do método Pilates, com os dados obtidos desta avaliação foi elaborado o programa de tratamento com o método Pilates. O objetivo inicial do tratamento foi melhorar a capacidade respiratória e liberar o diafragma, iniciar o trabalho do controle motor dos músculos estabilizadores da coluna lombar transverso abdominal e multífido, e trabalhar a mobilidade articular global sem carga. No primeiro mês de tratamento, a paciente relatou melhora dos sintomas. Sendo assim, foi iniciada no Pilates uma nova conduta para fortalecer do powerhouse, alongar as cadeias musculares, re-educação postural e melhora da capacidade respiratória. A paciente manteve-se assintomática da coluna lombar, queixando-se de uma diminuição do equilíbrio, relatando ter alterado o senso de espaço e consciência corporal. Sendo assim, foram progressivamente intensificados os trabalhos de re-educação postural, fortalecimento e alongamento das cadeias musculares e powerhouse. A atividade aeróbica e Pilates foram intensificadas e mantidas, três vezes por semana. Com isso paciente manteve o emagrecimento, com ajuste postural adequado, sem dores articulares ou alterações biomecânicas significativas, com aumento do trofismo e tônus muscular e ganho de massa magra e melhora da dor lombar. Protocolo Pilates Após a realização da cirurgia bariátrica cuidados imediatos são necessários para evitar as restrições pulmonares, o fator de risco da síndrome coronariana aguda e trombose. Pacientes submetidos a esta cirurgia apresentam uma redução da função pulmonar que também é observado em outras cirurgias do andar superior do abdômen.[17,18] O protocolo desenvolvido tem como o objetivo proporcionar um programa de reabilitação acelerada, com início a partir do quarto dia de cirurgia, com objetivos de: melhorar a capacidade e função pulmonar, melhorar o trofismo dos músculos importantes para a estabilidade da coluna vertebral e promover a mobilidade articular da coluna, objetivos estes importante para evitar as complicações provenientes do pos operatório imediato. A partir do primeiro mês ate o sexto mês, os objetivos anteriores foram mantidos sendo incluído o equilíbrio, fortalecimento das cadeias musculares e o fortalecimento do powerhouse. Do sexto ate o décimo segundo mês foi intensificado o trabalho de fortalecimento muscular global, melhorar da capacidade cardiovascular e mantidos os objetivos anteriores. Segue o protocolo no quadro a seguir:


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| Pilates, Cirurgia Bariátrica, Emagrecimento. Figura 1 Serie do Cavalo: tem como principais objetivos a melhora da capacidade respiratória, fortalecimento da cadeia anterior profunda e mobilidade articular de membros superiores. Antes

Resultados Os resultados foram obtidos com a análise antropométrica, com circunferências, abdominal e quadril, peso, número do manequim e bioimpedância. A paciente antes da cirurgia apresentava peso de 105,20kg, I.M.C de 41%, percentual de gordura de 47%, massa magra 53%, medida da cintura 118 cm, medida do quadril 133 cm e manequim 55. Após o sexto mês de cirurgia com o tratamento realizado no Pilates a paciente passou a apresentar peso de 68,30kg, I.M.C de 27%, percentual de gordura de 29%, massa magra de 71%, medida da cintura 84com, medida do quadril 103cm e manequim 44. Ao término do décimo segundo mês a paciente passou a apresentar peso de 65, 4 kg, I.M.C 26%, percentual de gordura de 27%, massa magra de 73%, medida da cintura 82cm, medida do quadril 105cm e manequim 40. Os resultados descritos acima estão especificados nas seguintes planilhas:

Depois

Resultados da Bioimpedância

Resultados Antropométricos e Bioimpedância

Resultados e comparações do Pilates: os exercícios a seguir mostram os comparativos de movimentos realizados no pós operatório imediato e após doze meses. 22 • NovaFisio.com.br

Figura 2 Serie do cavalo com rotação de tronco: tem como principais objetivos a melhora da capacidade respiratória, fortalecimento do cadeia muscular anterior profunda e cadeias cruzadas e mobilidade articular e fortalecimento de membros superiores. Fotos na próxima página...


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| Pilates, Cirurgia Bariátrica, Emagrecimento.

Antes

Depois

Figura 3 Breathing: tem como objetivos a melhora da capacidade respiratória, fortalecimento de membros superiores, cadeia muscular anterior e posterior. Antes

Depois

Figura 4 Serie da sereia: tem objetivos de alongar e fortalecer as cadeias musculares laterais e melhorar a mobilidade articular da coluna para a latero-flexão. Antes

Depois

Discussão O método Pilates é muito eficaz no ganho de força e flexibilidade do powerhouse, que é conhecido como a casa de força, a região da caixa torácica, área importante para a manutenção da postura a e prevenção das disfunções lombo-pélvicas. [11]. Observamos que essa região do powerhouse mudou quando analisamos a circunferência da cintura e quadril: A circunferência da cintura pré-operatório era de 118 cm. Após seis meses da cintura passou a ter 84 centímetros o que representa uma diminuição de 34 centímetros e após doze meses passou para 82 cm totalizando uma diminuição de 36 cm. A circunferência do quadril pré-operatório era de 133 cm. Após seis meses passou a ser 107 cm e em doze meses 105 cm. Durante o período do tratamento a paciente foi do manequim 55 para o manequim 40. 24 • NovaFisio.com.br

A circunferência da cintura abdominal acima de 88 cm em mulheres indica um risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. [18] Os resultados obtidos diminuíram significativamente a região do powerhouse, isso excluiu a paciente do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A O.M.S classifica a obesidade de acordo com o Índice de Massa Corporal (IMC), e esse é definido pelo peso em quilograma (Kg) dividido pela estatura em metros quadrados. Sendo assim, considera-se obesidade quando o IMC encontra-se igual ou superior a 30kg/m².[6] Analisamos que o IMC da paciente inicialmente era de 41% sendo classificada no grau de obesidade mórbida , tendo diminuído após seis meses para 27% e doze meses para 26%, ou seja em seis meses de pós operatório já foram suficientes para se encontrar fora do grupo de risco de doenças metabólicas. O percentual de gordura que no primeiro momento era de 47% após seis meses passou para 29% e em doze meses para 27%, o que representa o emagrecimento. O índice de massa magra apresentou um crescimento de 20% durante doze meses, o que representa um emagrecimento com ganho de massa magra, importante para o combate da flacidez, e perda de massa muscular importante para a estabilidade musculoesquelética. A paciente apresentou uma melhora da capacidade para a realização os movimentos propostos, melhorando a postura, forca muscular e aptidão para a pratica da atividade física. Conclusão Verificamos que o programa de reabilitação pós-operatório imediato de cirurgia bariátrica, por meio do método Pilates, para esta paciente, representou um emagrecimento com ganho de massa magra, fundamental para a manutenção do tônus da musculatura estabilizadora do sistema musculoesquelético. Diminuição da circunferência abdominal que exclui a paciente do risco de doenças cardiovasculares, melhora da capacidade respiratória, assim como a redução da flacidez, o que contribuiu para melhora da estética corporal, reduzindo a indicação de cirurgia plástica reparadora, alem da melhora da imagem corporal. A prática da atividade física regular foi inserida na rotina da paciente sendo esta necessária para a manutenção do peso. Os resultados da cirurgia são mantidos com mudanças de hábitos, o que garante o sucesso da cirurgia bariátrica mantendo a paciente com emagrecimento e vida saudável.


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| Pliometria, Membros Inferiores, Fisioterapia.

Exercícios Pliométricos para Membros Inferiores Aplicados Através de Circuitos em Pacientes do Gênero Feminino com Idades Cronológicas Entre 40 e 70 Anos Por

| Rodrigo Silva Perfeito

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al estudo tem como objetivo investigar a resposta temporal, resistência à fadiga e ação telemétrica diante de exercícios pliométricos para membros inferiores aplicados através de circuitos numa amostra de 10 (dez) indivíduos, do gênero feminino, com idades cronológicas entre 40 (quarenta) e 70 (setenta) anos, matriculados em uma clínica de fisioterapia situada na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Na primeira etapa do estudo, os exercícios pliométricos foram aplicados 2 (duas) vezes na semana, durante 30 (trinta) dias, e em seguida, ocorram as coletas de dados referentes aos exercícios, que incidiram no primeiro e último dias. Numa segunda etapa do estudo, ocorreu a analise dos dados coletados, presenciando-se ao final dos 30 dias de treino: a diminuição do tempo gasto para se realizar o circuito, maior precisão dos movimentos, não esbarrando nos obstáculos, aumento da prontidão durante os treinos e diminuição da Freqüência Cardíaca (FC) póstreinamento. O somatório de todas as mensurações apontadas sugere a melhora do condicionamento físico e da lesão, determinando assim, a possibilidade de encaminhamento do paciente para outro profissional da saúde, o professor de Educação Física. Introdução Segundo Delazeri et al. (2008) a pliometria é um conjunto de exercícios que visa o alongamento da musculatura seguida de uma contração concêntrica rápida. Durante esse alongamento e encurtamento, a musculatura acumula energia que posteriormente será utilizada para realizar o movimento na fase concêntrica da contração muscular. Para Rossi e Brandalize (2007), pliometria é uma manobra utilizada para aumentar a potência muscular dos atletas e muito importante para prevenção e reabilitação em lesões. Através dos exercícios pliométricos, é possível a ativação do ciclo 26 • NovaFisio.com.br

de contração da musculatura excêntricoconcêntrico, provocando assim, uma potencialização da biomecânica do movimento, de sua ação elástica e de sua ação reflexa. Em seus estudos, sugerem que o treino pliométrico melhora a ação motora do movimento de 25% a 45%. Dessa forma, acelera a recuperação dos pacientes submetidos ao tratamento através desta ferramenta. Isto ocorre devido à fonte energética fornecida pelo armazenamento e recuperação da energia elástica inseridos no ciclo de contração excêntrico-concêntrico, fazendo com que o movimento seja feito de forma potencializada e mais econômica no que diz respeito ao gasto energético. De acordo com estudos de Lopez et al. (2009), quatro semanas de treino são suficientes para ganhos significativos no desempenho dos próprios exercícios pliométricos e em movimentos do dia a dia, principalmente nos de saltos e marcha. Essa informação explica o rápido condicionamento físico conseguido em pouco tempo de treino por atletas e pacientes que aderem essa modalidade de treino ou tratamento. Já Bittencourt et al. (2009) diz que bastaram sete dias de treinamento com exercícios pliométricos em jovens atletas de vôlei, para que os mesmos melhorassem seu desempenho no esporte e diminuíssem o quadro de lesões em joelho durante a temporada do campeonato de vôlei, agindo assim, como uma ferramenta de prevenção de lesões por esforços repetitivos. Embasado pelo referencial teórico contido nesse trabalho, foi realizado um estudo de caso objetivando analisar os possíveis efeitos dos exercícios pliométricos de forma descritiva, qualitativa e quantitativa. Tais exercícios foram aplicados em 10 (dez) pacientes, proporcionando a analise do movimento e de algumas variáveis. As atividades foram realizadas em modelo de circuito para membros inferiores durante 30 (trinta) dias, duas vezes na semana, procurando investigar se esse

tempo era suficiente para melhorar o condicionamento físico, o equilíbrio, o estado de prontidão durante e após os exercícios, a relação temporal gastas na realização dos movimentos e a qualidade motora. Existem pouquíssimas literaturas brasileiras que falam dos exercícios pliométricos como ferramenta de tratamento ou prevenção. Dessa forma, esse trabalho tem sua realização viável, devido ao pequeno índice de estudos que relatam os efeitos dos exercícios pliométricos como tratamento ao grande número de lesões que acometem os membros inferiores, principalmente em indivíduos do gênero feminino e após o período de menopausa. Período esse que segundo Paiva et al. (2003), a mulher sofre diversas alterações hormonais, como baixa do estrogênio e progesterona e aumento significativo de lesões, como as quedas seguidas de fratura devido a osteoporose. A aplicação dos exercícios, segundo o referencial teórico utilizado e resultados coletados em pesquisa de campo, influencia diretamente na diminuição do tempo de tratamento, ajudando a proporcionar um melhor estilo de vida para o paciente. No futuro isto refletirá em melhores Atividades de Vida Diárias (AVD´s) e um paciente reinserido na sociedade de forma mais qualitativa e em menor tempo de tratamento. Materiais e Método Foram selecionados, de forma aleatória, 10 (dez) pacientes do gênero feminino, com idades cronológicas compreendidas entre 40 (quarenta) e 70 (sessenta) anos, matriculados numa clínica de fisioterapia situada na zona norte da cidade do Rio de Janeiro, que necessariamente deveriam ser sedentários. Após seleção dos indivíduos, estes foram submetidos ao treinamento e tratamento através dos exercícios pliométricos em circuito para Membros Inferiores por 30 dias, 2 (duas) vezes na semana, a fim de


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| Pliometria, Membros Inferiores, Fisioterapia.

verificar seu grau de evolução. Abaixo, temos uma representação dos exercícios: Circuito de Exercícios: 1 – Cinco agachamentos com auxílio do espaldar; 2 – Sentar no banco, desamarrar os dois cadarços, amarrá-los e se levantar; 3 – Realizar corrida em linha reta de 10 metros; 4 – Realizar corrida em ziguezague por 5 metros com auxílio de cones; 5 – Realizar 5 saltos seguidos de agachamentos; Obs: os exercícios foram realizados sem intervalos de uma estação para a outra. Os mesmos foram executados por todos os 10 (dez) pacientes, antes, durante e após a temporada de treino. Foi preconizada a proximidade da perfeição dos exercícios, mesmo que em velocidade próxima a total do paciente.

- Espaldar; - Banco de madeira; - Cones de plástico; O procedimento de coleta de dados comparativo entre o primeiro e último dias de treinamento nos possibilita ter em mãos dados que caracterizam a melhora, de uma forma geral, do paciente. Resultados Através da análise e comparação dos dados colhidos antes e após o treinamento dos exercícios pliométricos de Membros Inferiores contidos em circuito, ocorreram os seguintes fatos: 100% dos participantes diminuíram o tempo gasto ao realizar os circuitos, evidenciando a melhora temporal diante dos exercícios; 40% dos participantes mantiveram a qualidade da precisão dos movimentos, enquanto 60% melhoraram neste aspecto; 30% dos participantes mantiveram a qualidade da prontidão antes, durante e após os exercícios, enquanto 70% melhoraram esta característica; 90% dos participantes diminuíram a Freqüência Cardíaca pós circuito, enquanto 10% aumentaram; 30% dos participantes mantiveram sua nota geral qualitativa e quantitativa em relação aos exercícios pliométricos, enquanto 70% melhoraram sua nota; A seguir, os resultados representados através de gráficos:

No primeiro dia de exercícios, após realização do circuito, ocorreu a mensuração das seguintes variáveis: o tempo de execução, ou seja, a relação temporal gasta na realização dos exercícios, a precisão dos movimentos, sua prontidão, a Freqüência cardíaca (FC) e, de uma forma geral, o seu grau de capacidade de evolução. Este mesmo procedimento ocorreu após realização dos exercícios do último dia de treinamento. Deste modo, foram obtidas informações que detalharam todo processo de evolução do paciente, comparados o primeiro dia de exercícios com o último. Para coleta de tais medidas, foram utilizados os seguintes mecanismos: Tempo total do circuito: verificado através de cronômetro de relógio monitor cardíaco da marca Polar Ft2. Precisão dos movimentos realizados no circuito: verificado através da inspeção. Prontidão antes, durante e após o circuito: verificado através da inspeção. Freqüência cardíaca: medido logo após a realização de todo o circuito através de relógio monitor cardíaco da marca Polar Ft2. Por último, foi atribuída uma nota geral de acordo com o desempenho do paciente durante o circuito.

GRÁFICO DO TEMPO DE EXECUÇÃO

Tempo gasto ao realizar o circuito: 100% diminuíram seu tempo de execução. GRÁFICO DA PRECISÃO DOS MOVIMENTOS

Foram utilizados para o auxílio dos exercícios os seguintes instrumentos e equipamentos: - Relógio monitor cardíaco da marca Polar Ft2;

Qualidade de precisão dos movimentos: 60% melhoraram sua conduta motora. NovaFisio.com.br • 27


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| Pliometria, Membros Inferiores, Fisioterapia.

GRÁFICO DA PRONTIDÃO NOS MOVIMENTOS

Qualidade da prontidão antes, durante e após os exercícios: 70% melhoraram esta característica.

GRÁFICO DA FREQUENCIA CARDÍACA (FC)

90% dos participantes diminuíram a Freqüência Cardíaca pós circuito.

GRÁFICO DA NOTA QUALITATIVA E QUANTITATIVA DO EXERCÍCIO

70% dos participantes melhoraram sua nota geral qualitativa e quantitativa em relação aos exercícios pliométricos. 28 • NovaFisio.com.br

Discussão e Sugestões Diante da análise e reflexão dos dados contidos nos resultados, é perceptível que uma grande parcela dos pacientes diminuiu seu tempo de execução durante o circuito de exercícios pliométricos para Membros Inferiores, o que sugere a melhora geral de todas as variáveis destacadas. Essa evolução concebe também um melhor estado de condicionamento físico, fato importantíssimo para um melhor estilo de vida em sociedade. Assim como o tempo de execução, houve bons resultados em relação à prontidão tanto aos comandos quanto a explicação antes, durante e após os exercícios. Isto ocorre, pois quanto mais treinado é o movimento ou ação, maior facilidade cognitiva de entender o movimento e seus comandos devido ao engrama motor já estabelecido. Sendo assim, em paralelo às atividades sociais, o risco de acidentes durante as AVD´s quando ocorre o treinamento, diminui consideravelmente. A Freqüência Cardíaca (FC) após o período de treinamento também diminuiu. Isto pode ser considerado um indicativo para melhora do condicionamento físico e principalmente cardíaco. Doenças cardíacas estão intimamente ligadas ao sedentarismo, problemas cardíacos pré instalados e ao fraco condicionamento físico, que neste caso, foi apurado pela mensuração da FC. Portando tais dados, é possível concluir que os exercícios pliométricos aplicados através de circuito em indivíduos do gênero feminino, com idades cronológicas compreendidas entre quarenta e setenta anos, com trinta dias de treinamento e freqüência semanal de dois dias, são benéficos tanto para a prevenção de doenças cardíacas, melhora da performance em AVD´s, melhora da auto-estima e, principalmente, funciona como uma relevante ferramenta para a aceleração da transição do estado lesivo para o não lesivo de um paciente. Existem escassos estudos científicos brasileiros que descrevem os exercícios pliométricos como uma ferramenta de tratamento ou prevenção de lesões. Os poucos encontrados se resumem a relatar a melhora do condicionamento físico ou características semelhantes. Dessa maneira, há a necessidade de explorar e pesquisar sobre os benefícios dos exercícios pliométricos como ferramenta de tratamento para lesões. Diante disto, sugerimos a confecção de novos estudos ainda mais aprofundados com relação aos benefícios que a pliometria pode trazer aos pacientes portadores de diversas patologias ou desconformidades.


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Artigo

| Estabilização segmentar, transverso do abdômen, dor lombar

O Mito Da Estabilização Segmentar Por

| Leonardo Machado - leonardomachado@metodobusquet.com.br Prof. da Formação Busquet no Brasil, França, Espanha e Portugal

N

as últimas décadas o conceito de estabilização segmentar vem ganhando a atenção de inúmeros fisioterapeutas, educadores físicos, médicos e pesquisadores. O papel de diversos músculos, como o transverso do abdômen, multífido, dentre outros, na prevenção e tratamento da dor lombar aparecem de maneira surpreendentemente indispensáveis. Algumas presunções em relação ao tema são baseadas nos seguintes argumentos: - Certos músculos são mais importantes na estabilização da coluna, dentre eles o transverso do abdômen; - Músculos abdominais fracos levam à dores lombares; - O reforço dos músculos abdominais e do tronco pode reduzir as dores na coluna; - Existe um único grupo de músculos (CORE), trabalhando independente dos outros músculos do tronco; - Existe uma relação entre estabilidade e dor lombar. Antes de se fazer uma analise mais crítica sobre os levantamentos já feitos, proponho ainda outras reflexões como: - Qual seria o principal elemento causal na geração da dor lombar? - Qual seria a principal função e vocação do músculo transverso do abdômen? - Por que o transverso seria o 1o músculo a atuar na “estabilidade” da coluna? Ao entrar numa discussão mais direta sobre o tema, torna-se importante a contextualização histórica do tema. Em 1989, Bergmark publicou um modelo mecânico de análise da coluna lombar no qual dividia os músculos do tronco em dois grupos: global e estabilizadores locais. De uma forma geral os músculos pluriarticulares seriam os globais e os monoarticulares, como o multifido, seriam os locais. Em seguida, Panjabi (1992) publicou um modelo conceitual de 3 componentes inter-relacionados: o passivo (elementos estruturais da coluna), o ativo (músculos e tendões) e o neural (sistema nervoso central e periférico). Uma perda ou disfunção de uma estrutura passiva, acarretaria o aumento da atividade dos dois outros sistemas. Cresswell e colaboradores realizaram uma série de 30 • NovaFisio.com.br

estudos na sequencia sobre o efeito da função muscular e aumento da pressão intra-abdominal. Como conclusão dos seus trabalhos, eles viram que havia uma antecipação da atividade do transverso à ação dos eretores da coluna e assim a presunção dessa musculatura na estabilidade do tronco em atividades com carga. Hodges reforçou estes mesmos achados de pré-ativação em movimentos da periferia do corpo. Este último autor ainda acrescentou um padrão de atividade anormal em pacientes com dor lombar, indicando assim um objetivo na conduta terapêutica. Alguns trabalhos de Richard e Jull parecem reforçar a importância destes exercícios no tratamento da dor lombar. Embora a idéia e a base apresentadas sejam extraordinárias, poucas são as evidências em torno de trabalhos de pesquisas através de tentativas clinicas randomizadas (RCTs) de alta qualidade. Cairns e cols realizaram um RCT multicêntrico com 97 pacientes aonde comparavam os achados do trabalho de Richard e Jull e outros tipos de tratamento. Concluíram que os exercícios de estabilização não ofereciam nenhum benefício adicional que as modalidades convencionais de fisioterapia ativa por movimentos. Quando listamos os músculos ditos como responsáveis pela estabilização segmentar, os músculos do assoalho pélvico e do diafragma tóracolombar juntam-se aos músculos transversos do abdomen e multifdos. Vemos que, na verdade, o conjunto desses três primeiros músculos envolveriam nada mais, nada menos que o conjunto dos órgãos abdomino-pelvianos (fig 1 e 2). A razão para tal fato não é a toa. A anatomia e a fisiologia sempre caminham juntas. Léopold Busquet e seu método propõem que a estática humana não pode jamais ser associada à ação

dos músculos paravertebrais. A utilização destes músculos acarretaria um dispêndio maior de energia e, de maneira lógica e coerente, a fadiga, fraqueza e fibrose dos mesmos. Tal afirmação vai ao encontro de trabalhos como o de Andersson em 1986 em que durante a manutenção ativa da postura em pé e no caminhar, os músculos do tronco são minimamente ativados. Os músculos eretores da coluna, psoas e quadrado lombar estão virtualmente em silêncio! Em alguns sujeitos não há nenhuma atividade EMG detectável nestes músculos. Outro trabalho (White e McNair, 2002) mostrou que durante a caminhada, o reto abdominal tem uma atividade média de 2% de sua contração voluntária máxima (CVM) e o oblíquo externo de apenas 5% da CVM!!! Durante a postura em pé a estabilização é alcançada por níveis muito baixos de co-contração dos flexores e extensores do tronco, valores estimados em menos de 1% CVM subindo até 3% quando um peso 32 kg é adicionado ao dorso (Cholewicki e cols, 1997). Mesmo que na concepção clássica os músculos tenha um grande valor dentro da função estática, seu papel é apenas SECUNDÁRIO. A manutenção da postura ortostática é obtida pelas pressões:

Fig. 1 Músculos ditto estabilizadores da região lombo-pélvica Fig. 2 Envolvimento do conjunto visceral abdomino-pelviano


Artigo

| Estabilização segmentar, transverso do abdômen, dor lombar

Fig. 3 - Esquema representando as compensações de um aumento no volume abdominal (congestão): Elevação do diafragma, aumento da lordose, anteversão da pelve, hipotonia da musculatura abdominal

Fig. 4 - Esquema representando as compensações de uma diminuição do volume abdominal (retração): Abaixamento do diafragma, diminuição da lordose, retroversão da pelve, hipertonia da musculatura abdominal

intratorácicas, intra-abdominal e por todas as outras pressões internas, transformando o corpo no que chamamos por manequim inflável. É necessário que ele esteja bem preenchido O nosso corpo irá então se apoiar sobre esses conjuntos pressóricos e assim ter uma estática confortável e econômica. O plano muscular dos espinhais (multifido e outros) agirão em “rajadas”, corrigindo o corpo sempre que necessário. Estes músculos serão então chamados de guardiões do equilíbrio. Na função dinâmica corporal, fica clara a ideia de que o corpo antes de se movimentar deverá ser capaz de se estabilizar. Será necessário conter e estabilizar os seus apoios intracavitários. Vemos aí a ação dos músculos transverso do abdome, diafragma e períneo. Eles agirão com o único intuito de estabilizar e/ou aumentar a pressão intra-abdominal e assim dar a estabilidade para os seus apoios antes da realização de qualquer ação. É importante lembrar que o transverso do abdomen não possui nenhum movimento articular associado à ele. A sua principal vocação é o controle da pressão da cavidade abdominal para atividades como as funções de fonação, respiração,

defecação, vômito etc. Na presença de alterações do volume das cavidades corporais (abdominopelvianas e torácicas), o nosso corpo será obrigado a se adaptar numa tentativa única de gerar conforto. Podemos apresentar dois tipos de disfunções nesta esfera: retrações e congestões. É importante lembrar que todo o conjunto visceral será ligado ao plano musculoesquelético por meio das fáscias. Nas retrações visualizaremos uma diminuição do volume de um órgão ou estrutura, haverá uma necessidade de adaptação frente à esta pressão negativa. Toda a trama muscular será utilizada na tentativa do reequilíbrio das pressões internas. Os músculos transverso do abdômen, diafragma e períneo atuarão agora não mais para uma função rítmica mas sim para uma adaptação ao conforto. Isso explicaria o atraso nas suas ações e suas eventuais fraquezas. Em relação a isso, inúmeros questionamentos, poderão ser feitos sobre o fato do transverso ser o primeiro músculo do abdômen a ser ativado em determinadas posturas. Isso não fará com que ele seja o único e nem o mais importante e sim, que ele pode ser o primeiro em uma seqüência de ativações musculares (Cresswell e cols., 1994). Em

resumo a esta questão, conclui-se que não há evidências suficientes de que a reorganização motora dos músculos do abdômen seja a causa das dores na coluna; que os exercícios de estabilização do tronco (solicitando contrações mantidas do cinturão abdominal) não são bem projetados para regularizar o tempo de atraso na ativação dos sinergistas e que não existem estudos até a data demonstrando que exercícios de estabilização irão redefinir o tempo de ativação muscular em pacientes com dores lombares crônicas. Nas congestões teremos o aumento das pressões internas. O transverso não deverá pressionar esse volume abdominal aumentado. Qualquer ação de contração neste sentido tenderá à levar um prejuízo das funções orgânicas e êxtases circulatórias locais e sistêmicas. Para finalizar, quando identificamos uma alteração na força e/ou ação do transverso e demais, o trabalho cego sobre estes sem a identificação da causa de suas disfunções é, no mínimo, um risco desnecessário às nossas ações terapêuticas. Os achados científicos em geral demonstram uma grande contradição entre os exercícios de estabilização de tronco e a evidência dos seus benefícios. As bases teóricas e a aplicação deste modelo parecem ressonar apenas na crença daqueles que prometem uma melhora, para aqueles que a buscam. Sob um ponto de vista estritamente fisiológico, biológico e cinesiológico é fácil entender porque esta proposta não pode ser considerada única em termo dos seus benefícios.

Fig. 5 Modelo de adaptações posturais frente à retrações e congestões NovaFisio.com.br • 31


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DATA CURSO NOVEMBRO 2011 24 a 29 Curso de Pilates na Conduta Cinesioterapêutica - d&d Pilates www.dedpilates.com.br / gerencia.cursos@dedpilates.com.br 25 à 27 Tratando a Hemiplegia www.abpilates.com.br / contato@abpilates.com.br 25 à 27 Curso de Eletrolise Percutânea Intratisular (EPI®) www.qualitussaude.com.br / qualitussaude@gmail.com 26 Plataforma Vibratória www.henriquecursos.com / isis@henriquecursos.com 26 Massagem com Bambus www.henriquecursos.com / isis@henriquecursos.com 30 Acupuntura Dry Needling - Valéria Figueiredo Cursos www.vfcursos.com.br / atendimento@vfcursos.com.br DEZEMBRO 2011 01 Sequencial de IsoStretching www.quarkmedical.com.br / mafalda.cursos@quarkmedical.com.br 01 à 06 Curso de Pilates na Conduta Cinesioterapêutica - d&d Pilates www.dedpilates.com.br / gerencia.cursos@dedpilates.com.br 01 à 06 Curso de Pilates na Conduta Cinesioterapêutica - d&d Pilates www.dedpilates.com.br / gerencia.cursos@dedpilates.com.br 02 Bandagem Funcional www.henriquecursos.com / isis@henriquecursos.com 02 à 04 Massagem Tay Yoga www.inspirar.com.br / bh@inspirar.com.br 02 à 04 Lesões no Esporte www.inspirar.com.br / bh@inspirar.com.br 02 à 04 IsoStretching mafalda.cursos@quarkmedical.com.br 02 à 04 Estabilização Segmentar Terapêutica www.sensomed.com.br / sensomedcursos@gmail.com 02 à 04 IsoStretching www.quarkmedical.com.br / mafalda.cursos@quarkmedical.com.br 02 à 04 Curso de Wall exercise www.taopilates.com.br / secretaria@taopilates.com.br 02 à 04 Tao Pilates-Curso de Pilates no Wall Exercise System www.taopilates.com.br / secretaria@taopilates.com.br 03 e 04 Curso Pilates no Wall Unit do Século XXI- Resistência a Ar www.taopilates.com.br / secretaria@taopilates.com.br 03 à 05 Acupuntura Dry Needling - Valéria Figueiredo Cursos www.vfcursos.com.br / atendimento@vfcursos.com.br 08 Sequencial de IsoStretching www.estimulosfisioterapia.com.br / estimulos_fisioterapiaesaude@hotmail.com 08 à 13 Curso de Pilates na Conduta Cinesioterapêutica - d&d Pilates www.dedpilates.com.br / gerencia.cursos@dedpilates.com.br 08 à 13 Curso de Pilates na Conduta Cinesioterapêutica - d&d Pilates www.dedpilates.com.br / gerencia.cursos@dedpilates.com.br 09 à 10 Prova da Função Pulmonar Completa Espirometria www.inspirar.com.br / bh@inspirar.com.br 09 à 11 IsosStretching www.estimulosfisioterapia.com.br / estimulos_fisioterapiaesaude@hotmail.com 09 à 11 Pilates Evolution - bola e faixa elástica www.abpilates.com.br / contato@abpilates.com.br 09 à 11 Curso de MAT Pilates - Solo e Bola - d&d Pilates www.dedpilates.com.br / gerencia.cursos@dedpilates.com.br 18 à 20 Tao Pilates-Curso de Pilates em Suspensão no Wall Exercice SYS www.taopilates.com.br / secretaria@taopilates.com.br JANEIRO 2012 13 à 22 Pilates Original - Mat e Aparelhos - Fase I www.abpilates.com.br / contato@abpilates.com.br 13 à 22 Pilates Básico e Intermediário www.abpilates.com.br / contato@abpilates.com.br

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Tininha | Humor - passa-tempo - game - novidades - música - cinema - moda - TV - DVD Olá pessoal, 2011 já tá indo, e 2012 promete. Como só nos veremos ano que vem, já quero deixar para todos vocês meus desejos de boas festas e um feliz 2012. E aproveito para pedir muito empenho e estudo, pois semana passada eu vi uma colega que em dúvida em que posição queria o paciente (não estudou) pediu para que ele ficasse de decúbito pra cima! Ninguém merece né?! Na hora eu caí no chão de tanto rir, mas isso não tem graça nenhuma. Imagina se a moda pega? Pessoal continue me escrevendo (revista@novafisio.com.br) contando suas histórias para eu publicar aqui e até 2012. Beijos

1. A pressa é inimiga da conexão.

Estamos na ‘Era Digital’, e por isso foi necessário rever os velhos ditados existentes e adaptá-los a nova realidade.

MANUAL PARA ENTENDER AS MULHERES (FISIOTERAPEUTAS OU NÃO) HUM = TÔ COM CIÚMES. SEI = NÃO ACREDITO EM NADA DO QUE DISSE. TÁ = PARA DE FALAR. NÃO É NADA = TÁ TUDO ERRADO, TEM ALGUMA COISA. NÃO FALA COMIGO = PEDE DESCULPAS AGORA. ESQUECE = NÃO ADIANTA, NÃO VAI

2. Amigos, amigos, senhas à parte.

ENTENDER.

3. A arquivo dado não se olha o formato.

ESTÃO VAI = NÃO VAI DE JEITO NENHUM.

4. Diga-me que chat frequentas e te direi quem és.

NA BOA = COM RAIVA.

5. Para bom provedor uma senha basta. 6. Não adianta chorar sobre arquivo deletado. 7. Em briga de namorados virtuais não se mete o mouse..

SAI DAQUI AGORA = SE SAIR MORRE. NÃO PRECISA VIR NA MINHA CASA = VEM JÁ. FAÇA O QUE QUISER = SE FIZER JÁ ERA.

8. Hacker que ladra, não morde.

NÃO = SIM.

9. Mais vale um arquivo no HD do que dois baixando.

SIM = TALVEZ.

10. Mouse sujo se limpa em casa.

TALVEZ = NÃO.

11. Melhor prevenir do que formatar. 12. Quando um não quer, dois não teclam. 13. Quem clica seus bons ares multiplica. 14. Quem com vírus infecta, com vírus será infectado. 15. Quem envia o que quer, recebe o que não quer... 16. Quem não tem banda larga, caça com modem. 17. Quem semeia e-mails, colhe spams. 18. Quem tem dedo vai a Roma.com 19. Vão-se os arquivos, ficam os pen-drives. 20. Diga-me que computador tens e direi quem és. 21. Uma impressora disse para outra: Essa folha é sua ou é impressão minha? 22. Aluno de informática não cola, da Ctrl+c Ctrl+v 23. Na informática nada se perde nada se cria. Tudo se copia... E depois se cola.

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tendências - automóvel - compras - economia - turismo - esporte

PENSE E RESPONDA!

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*Como se escreve zero em algarismos romanos??? * Por que os Flintstones comemoravam o Natal se eles viviam numa época antes de Cristo?? * Por que os filmes de batalha espaciais tem explosões tão barulhentas, se o som não se propaga no vácuo??? * Se depois do banho estamos limpos porque lavamos a toalha??? * Como é que a gente sabe que a carne de chester é de chester se nunca ninguém viu um chester??? (vc já viu um chester? ) * Por que quando aparece no computador a frase ‘Teclado Não Instalado’, o fabricante pede p/ apertar qualquer tecla??? * Se os homens são todos iguais, por que as mulheres escolhem tanto??? * Por que a palavra ‘Grande’ é menor do que a palavra Pequeno’??? * Por que ‘Separado’ se escreve tudo junto e ‘Tudo junto’ se escreve separado??? * Se o vinho é líquido, como pode existir vinho seco??? * Por que as luas dos outros planetas tem nome, mas a nossa é chamada só de lua??? * Por que quando a gente liga p/ um número errado nunca dá ocupado??? * Por que as pessoas apertam o controle remoto com mais força, quando a pilha está fraca??? * O instituto que emite os certificados de qualidade ISO 9002, tem qualidade certificada por quem??? * Quando inventaram o relógio, como sabiam que horas eram, para poder acertá-lo??? * Se a ciência consegue desvendar até os mistérios do DNA, porque ninguém descobriu ainda a fórmula da Coca-Cola??? *Como foi que a placa ‘É Proibido Pisar na Grama’ foi colocada lá???

pELEVADORq pSOBE...

No dia 11 de outubro de 2011, durante o XIX CONGRESSO BRASILEIRO DE FISIOTERAPIA na cidade de Florianópolis, ocorreram as eleições para a composição da nova diretoria da AFB para o período de 2012 a 2015. Foram eleitos Presidente Dr. Reginaldo Antolin Bonatti-SP e Vice- Presidente Dra. Denise Flávio Carvalho Botelho Lima-RJ Parabéns a todos!

pSOBE...

Foi um sucesso o XIX Congresso Brasileiro de Fisioterapia que reuniu profissionais de todo o país e teve o apoio da Revista NovaFisio. Ele foi realizado entre os dias 9 a 12 de outubro de 2011, em Florianópolis, e atualmente é o maior evento de Fisioterapia do Brasil. O tema desta edição foi “Fisioterapia: da especialidade à integralidade”.

pSOBE... Valeu a pena.

Depois que toda a fisioterapia brasileira se uniu e pressionou a Rede Globo para reparação do erro na novela, finalmente ela consertou a informação. Ficou o exemplo de união e a demonstração que se quisermos poderemos mudar muita coisa

pSOBE...

As Revistas NovaFisio e Fisioterapia Brasil agora podem ser assinadas no mesmo escritório em São Paulo. Ambas são vendidas pela Shalon Representações ma Praça Ramos de Azevedo, 206 / 1910 - Centro São Paulo-SP (11) 3361-5595 / 3361-9932

* Por que quando alguém nos pede que ajudemos a procurar um objeto perdido, temos a mania de perguntar: ‘Onde foi que você perdeu?’ * Por que tem gente que acorda os outros para perguntar se estavam dormindo??? * Se o Pato Donald não usa calças, por que ele amarra uma toalha na cintura quando sai do banho???

Participe! Você sabe de algum fato bom ou ruim na fisioterapia? Escreva-nos

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FP

Dr. Vinícius Mendonça Assunção

Sempre uma breve entrevista com quem tem uma longa história.

viniciusmendonca@cearafisio.com

Quem é, o que faz |

Especialista em Coluna Vertebral desenvolve o papel da Fisioterapia Clínica nos distúrbios neuro – músculos - esqueléticos voltados a COLUNA VERTEBRAL e é coordenador pedagógico do Instituto Cearafisio - Brasilfisio. Qual ano e em qual faculdade se formou? Me formei em 2007 na Faculdade de Ensino e Cultura do Ceará – FAECE Fortaleza – CE Qual foi a melhor coisa que fez na vida? Foi mesmo durante a Faculdade ter me engajado de cabeça nas ações da Fisioterapia e ter montado o Instituto Cearafisio - Brasilfisio, pois ele me propulsionou para desenvolver novas atividades na Fisioterapia Clínica. Qual foi a pior coisa que fez na vida? Foi não ter aproveitado mais o tempo em que passei na Faculdade para estudar mais, me aperfeiçoar o quanto antes, e não perder tempo, pois perdi tempo e tive que correr atrás, pois pra mim tempo é dinheiro. O que você mais gosta na profissão? Hoje como Fisioterapeuta Clínico, gosto de ter esse poder nas mãos de resultabilidade do processo que vai desde diagnóstico até alta do paciente e em ter a certeza que a minha profissão é totalmente viável, mais do que qual quer outra profissão da área da saúde. O que você odeia na profissão? De colegas medíocres na maioria das vezes não fazem nada para elevar o nível da FISIOTERAPIA e que ainda todo dia dar um tiro nos pés dele e dos outros colegas. Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? No meu ciclo profissional só tem gente boa, pessoas honestas que amam a Fisioterapia como eu. No meu ciclo não tem ninguém mal amado, todo mundo é bem resolvido com a profissão. Que qualidade você mais detesta nos profissionais que te cercam? Existem profissionais se submetem a atender por uma média que vai de 5,00 a 15,00 reais a esses senhores feudais que são os planos de saúde, fazendo assim esse ciclo vicioso. 38 • NovaFisio.com.br

Qual sua maior virtude? Na minha concepção a humildade é a maior virtude do ser humano e procuro ser o máximo possível. Qual seu pior defeito? Não me contento com o pouco, quero sempre mais e às vezes pago por isso. Se pudesse mudar algo, o que seria? Qual maior mentira já contou? Quando comecei na Fisioterapia Clínica, mandava a minha secretária dizer que não tinha vaga no consultório mesmo estando sem atender ninguém. Kkkkkkkkkkkkkk, Isso é marketing. Qual fato foi mais inusitado em sua carreira? Foi ser homenageado na Faculdade que me formei por serviços prestados ao curso de Fisioterapia. Qual fato foi o mais cômico? Foi durante o mestrado a minha professora ter feito a nossa turma fazer uma peça teatral e apresentar sobre a DIABETES! KKKKKKK Qual seu maior arrependimento? Não me arrependo de nada, faria tudo outra vez, já dizia o poeta. Qual dica daria aos colegas? Os nossos colegas precisam estudar mais a parte clínica da FISIOTERAPIA, precisam estar mais atentos as novidades da área, participar mais de eventos, congressos e cursos ou seja buscar se atualizar a cada dia. Qual objeto de desejo? Meu objeto de desejo hoje é ter um espaço físico meu em que possa colocar tudo que tenho dentro, pois ninguém aguenta pagar aluguel. kkkkkkkkkkkkkkk Qual sua aquisição mais recente? Foi uma maca de flexo descompressão que me poupa muito a minha parte física e um curso de Fisioterapia Neural.

Qual seu maior sonho? É que todos os Fisioterapeutas sejam reconhecidos pelo trabalho do dia a dia, pois mesmo sem nenhuma estrutura, fazem o trabalho com amor e que todos ganhem dinheiro com a profissão, pois reconhecimento sem dinheiro não vale nada. Qual seu maior pesadelo? É acabar essa vontade que tenho de superar barreiras. Que talento mais gostaria de ter? Gostaria de saber tocar um instrumento, pois adoro música. Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que? Não penso nessa hipótese, porém se não fosse Fisioterapeuta seria Jurista. E qual profissão jamais queria ter? Todas as profissões são honradas, nunca pensei nisso. Diga um desafio? Dentro de 05 anos ganhar meu primeiro milhão. Um livro? A Bíblia Sagrada. Quer fazer alguma divulgação? Sim queria fazer a divulgação dos cursos do Instituto Cearafisio-Brasilfisio no nosso site www.cearafisio.com ou www. brasilfisio.com.br e do COBRAESF – Congresso Brasileiro de Especialidades Fisioterapêuticas que será em 2013

www.cobraesf.com.br


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Edição 83