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FISIO

Editorial| Caro leitor, Você tem em mãos mais uma edição da nossa revista. Antenado você com certeza percebeu a transformação em nossa capa. Tanto no logotipo quanto no nome da revista. As alterações definidas pelo nosso corpo editorial não são para confundir, mas sim uma prova de que nossas cabeças não ficam estagnadas. Estamos sempre com um olhar para o futuro e atentos ao que acontece no mercado. Desde, 2005 mantivemos o mesmo visual, mas buscamos desta vez, voltar às origens mantendo as conquistas adquiridas. Na verdade, brindar com o que deu certo. Afinal são 13 anos de existência. As mudanças não são somente no trabalho gráfico. Estamos inserindo a Nova Fisio (isso mesmo, o novo nome da revista, como vocês entenderão lá na frente) em outras frentes de mídia eletrônica. Expandindo nossos horizontes. Em breve, teremos uma nova publicação indexada. Aguardem! Oston de Lacerda Mendes Fisioterapeuta - Editor

Índice|

05 Cartas 08 Clipping de notícias 09 Frases e coluna social 10 Coluna Luís Guilherme Barbosa 12 Entrevista com a atriz Raquel Nunes 14 Mais de uma década de transformações & informações 16 Massagem terapêutica: Relato de experiência 20 Avaliação de postura e locomoção em crianças deficientes visuais congênitas 24 Quais os reais valores de um “profissional multidisciplinar” para equipe de Saúde? 26 Efeitos de um programa de hidrocinesioterapia na anorgasmia feminina 32 Agenda de eventos 34 Classifisio 36 Tininha 38 FisioPerfil com Rogério Augusto Queiroz

Equipe| EQUIPE: EDITORES: LUCIENE LOPES & OSTON MENDES SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES REDATOR: EDUARDO TAVARES DESIGN GRÁFICO, WEB DESIGN E MIDIA DIGITAL: MARCIO AMARAL FOTÓGRAFO: RICARDO “RICK” RIBAS

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Cartas|Escreva também. revista@novafisio.com.br 07 anos de sucesso – D&D Pilates

Cirurgia plástica paga por meio de consórcio?

Novas mudanças e total credibilidade e agora com nova representação em Brasília-DF Sempre falo que caí de pára-quedas na D&D Pilates no Rio de Janeiro, pois fui morar nesta cidade com o principal objetivo de cursar minha faculdade de Ciências Contábeis, onde durante esses últimos 04 anos tive a oportunidade de estudar e ao mesmo tempo trabalhar em um ambiente totalmente profissional e acima de tudo com uma dedicação que eu nunca tinha vivenciado. A D&D Pilates é uma empresa muito conceituada no Rio de Janeiro, nos cursos ministrados, com pioneirismo, na fabricação própria de aparelhos, chegando a ser um referencial no mercado do Pilates. Conhecendo a D&D Pilates, logo que recebi o convite para ser a representante da empresa em Brasília, minha cidade natal que estou retornando agora, aceitei prontamente, por acreditar nesta empresa que tem um trabalho diferenciado em vários aspectos e totalmente voltado para especialização do Pilates com profissionais nas áreas de fisioterapia e educação física, em separado, respeitando o ato privativo das duas profissões. O projeto da D&D Pilates é ter em Brasília uma nova filial da empresa, em parceria com o Centro Corporal Femully, teremos todos os cursos que ministramos em quase todo o Brasil e Exterior, a Certificação Internacional que comprova a qualidade de nosso curso e este ano terá a sua terceira realização em nossa sede no Rio de Janeiro, Show Room de nossos equipamentos que possuem um design próprio, confeccionados com matéria-prima de primeira qualidade, e um espaço completo para atendimentos do público em geral, onde estarei na coordenação e representação geral desse novo momento da D&D, e com muito orgulho de fazer parte desta história de sucesso!!! Um grande abraço, e aguardo o contato de todos que queiram também fazer e participar do sucesso desta empresa que respira e dedica-se ao método pilates de forma diferenciada. Cordialmente, Grasiela Rodrigues.

“Se sua carta de credito dá direito a uma cirurgia no valor de R$ 20 mil, mas por uma fatalidade, você precisou ser encaminhado a UTI por uma semana. Quem se responsabiliza por esta conta?”, Por Dr. Fernando Fernandes, cirurgião plástico. “O paciente seria induzido a escolher seu médico não pela confiança e capacidade do profissional, mas pelo fato de aceitar ou não receber pelo consórcio. Por que o consórcio não troca a carta de crédito pelo valor em dinheiro para seu cliente ter a liberdade de fazer uso como quiser? E ainda, se um cliente é sorteado num consórcio logo no início do grupo, ele pode tirar o seu carro, mas se por algum motivo ele não puder mais pagar as parcelas o bem está alienado ao consórcio, como se faz no caso da cirurgia?”, essas são as indagações do cirurgião plástico da SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), Fernando Fernandes, e de muitas pessoas que pensam em adquirir uma carta de crédito. Administradoras de consórcio entraram no comércio de serviços. Isso tem causado polêmica, pois as cirurgias plásticas estão inclusas nesses benefícios. Dr. Fernandes acredita que “esse processo se interpõe na relação médico-paciente e trata a cirurgia plástica como se fosse um bem de consumo, sem levar em consideração que o “objeto” dessa relação é o ser humano”. Ainda na opinião do cirurgião, antes de poder ser usado na prática, o consórcio tem que ser melhor normatizado e tem que estar em acordo com o CFM e AMB (Associação Médica Brasileira). O CFM proibiu a participação de mediadores na relação médico paciente. O médico poderá perder o diploma, se aceitar as cartas de crédito. Outro ponto de vista contrário é o da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que não quer que essas empresas indiquem os médicos para os pacientes. As administradoras não podem garantir que as cartas de crédito sejam aceitas pelos doutores, pois elas não vendem um serviço específico e sim o valor do crédito. Elas se defendem dizendo que não terão vínculos com médicos, e que o cliente terá livre arbítrio para escolher. O Brasil, como segundo país no ranking das cirurgias plásticas, cerca de 630 mil cirurgias por ano, - fica só atrás dos EUA, tem um consumidor que está mais preocupado com o bolso e aparência e pensa na possibilidade de intervenções mais baratas e facilitadas. O número de 1200 cirurgias feitas por dia, registrado no ano passado, pode aumentar com a nova possibilidade de parcelamento. Por isso, o Dr. Fernandes ainda levanta outra questão: “se sua carta de credito dá direito a uma cirurgia no valor de R$ 20 mil, mas por uma fatalidade, você precisou ser encaminhado a UTI por uma semana. Quem se responsabiliza por esta conta?” Ele lembra que “a medicina não é uma ciência exata, complicações estão descritas e acontecem todos os dias. Por isso, é tão importante que o médico esclareça ao paciente a possibilidade delas ocorrerem, e assumam juntos esse risco, buscando se precaver das evitáveis e estar preparado da melhor forma possível para os imprevistos. Ter à disposição recursos humanos e materiais adequados, mesmo que não sejam utilizados, tem seu custo e não se pode abrir mão deles”, alerta o cirurgião. A lei que permite os consórcios nessa nova área entrou em vigor dia 6 de fevereiro, mas ainda está em ajuste e causando polêmica. A cirurgia plástica envolve riscos e todo cuidado, como exames, consultas médicas e conversas com seu cirurgião para tirar todas as dúvidas, é pouco. Renata Cintra Sintonia Comunicação Empresarial F. 11. 3542 0472 • 3542.5264 NovaFisio.com.br • 5


Cartas|Escreva também. revista@novafisio.com.br Nossas mãos em sua vida. Hospital Estadual Eduardo Rabello

Centro de Reabilitação Fisioterapêutica do Hospital Estadual Eduardo Rabello O Hospital Estadual Eduardo Rabello, localizado no bairro de senador Vasconcelos, na Zona Oeste, é uma unidade exclusiva no atendimento em Geriatria e Gerontologia, é vinculado ao Sistema Único de Saúde (Sus), e não fugindo a realidade dos hospitais do estado passa por dificuldades de pessoal, bem como infra-estrutura. Porém compensando esses fatos, em Outubro de 2008, foi nomeada uma nova chefia a equipe de Fisioterapia, trazendo a população carente da Zona Oeste, e aos idosos usuários deste serviço uma maior assistência, projetos integralistas, terapias atuais e uma visão científica entre os profissionais envolvidos com este serviço. Este Hospital tem em sua direção Geral o Dr. Marcelo Tinoco, endocrinologista renomado no estado do Rio, este depositou grande confiança na Fisioterapia da unidade, dando carta branca e apoio a todas as ações desenvolvidas para o crescimento desse setor e torna-lo referencia no atendimento ao idoso do Estado do Rio de Janeiro. “Uma das primeiras ações da nossa chefia foi buscar a visão dos pacientes em relação a Fisioterapia do Hospital Estadual Eduardo Rabello, e o primeiro papel a ser aberto foi de um idoso que não se identificou e fez um pedido desesperado para os cuidados as pessoas da 3ª Idade. Fizemos desse pedido nossa missão, e hoje todos os projetos, oficinas, atendimento nas enfermarias, no ambulatório, no Programa Pró Trabalhador, no Centro de Convivência e futuramente no atendimento em domicilio, é com a idéia de colocar as nossas mãos na vida do maior número de idosos que permitirem, trazendo assim uma m e l h o r qualidade de vida para esta parcela da população tão carente e que já fez muito pelo nosso estado e hoje só tem que colher bons frutos de bons trabalhos desenvolvidos. Estamos todos voltados com muita ousadia para transformar a Fisioterapia do Hospital Estadual Eduardo Rabello, uma referencia no estado”, afirma Dr. Alysson França “Ao aceitar esse grande desafio, tínhamos a consciência de que, apesar das dificuldades encontradas não somente neste Hospital, mas em todo o sistema de saúde, estávamos diante de uma grande oportunidade de demonstrar a importância do trabalho desta crescente e abrangente profissão: a fisioterapia. Com um olhar científico, acadêmico, de novas idéias e parcerias, além da plena confiança da Direção no trabalho até o momento desempenhado pelos nossos profissionais, buscamos, de maneira audaciosa, tornar este Hospital uma referência no atendimento ao idoso no Estado. Sabemos que é uma tarefa muito difícil e que não conseguiremos sozinhos, mas com o apoio e trabalho de uma equipe unida e especializada como a nossa, com projetos e idéias já realizados e em fase de realização bem como parcerias, poderemos alcançar este objetivo, que não será para nosso benefício, mas para o benefício da grande população idosa e crescente neste País” afirma do Dr. Fabrício Mendanha. Com o crescimento da profissão da fisioterapia, e a excelente sintonia de idéias e ações da direção do hospital com a nova chefia, 6 • NovaFisio.com.br

vemos que a promoção da saúde do paciente caminha lado a lado com uma necessidade de um profissional qualificado e atualizado, e comprometido não só com sua própria atuação, mas sim com a reabilitação deste paciente, de sua estadia na unidade ate sua alta. Com esse pensamento a nova chefia implementou muitas mudanças, buscando a nossa tríade, o paciente, o hospital e o fisioterapeuta. Hoje a Fisioterapia do HERAB atinge 100 pacientes nas enfermarias, somado a esses atendimentos realiza também uma média de 60 atendimentos no ambulatório ao dia, atende os usuários do Centro de Convivência, faz um programa para atendimento do profissional da saúde atuante nessa unidade (pró-saúde), além de projetos voltados à população desta região. Juntamente com essa atuação, a equipe de Fisioterapia realizou eventos voltados ao crescimento científico destes profissionais, e como evento maior desses, no inicio de Abril ocorreu o I Simpósio de Reabilitação Funcional do idoso, este evento contou com a parceria da Unisuam e teve a presença de 100 acadêmicos além de profissionais de todas as áreas da saúde. Este evento contou também com a cobertura da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro, que fez a publicação desse evento em seu site (www.saude.rj.gov.br). Com isso vemos que a Fisioterapia do Hospital Estadual Eduardo Rabello já é uma referencia no atendimento ao idoso no estado do Rio de Janeiro, e pela suas ações e projetos apresentados demonstrou seguir o caminho do sucesso e do juramento imposto por todos em suas formaturas. No final dessa história de sucesso quem ganha é o paciente que tiver a oportunidade de passar por esse setor do Hospital.

Lançado edital do Prêmio “Destaque em Fisioterapia e Terapia Ocupacional” A Presidente do CREFITO5/RS, lançou as regras para a distribuição do prêmio “CREFITO5/RS – DESTAQUE EM FISIOTERAPIA E TERAPIA OCUPACIONAL”. O prêmio tem por objetivo incentivar e reconhecer publicamente àqueles que na sua vida profissional, tanto no seu fazer técnico quanto na sua ação na sociedade, elevaram as profissões, divulgando-as e engrandecendo-as perante a sociedade gaúcha e brasileira. O prêmio será concedido a profissionais Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais em quatro diferentes categorias, quais são: - DESTAQUE ACADÊMICO - DESTAQUE PROFISSIONAL - DESTAQUE HISTÓRIA DA PROFISSÃO - DESTAQUE INOVAÇÃO E será concedido a cidadãos que pela sua atuação contribuíram no desenvolvimento das profissões, sendo esta categoria nominada: - DESTAQUE PARCEIRO DA FISIOTERAPIA e DA TERAPIA OCUPACIONAL A abrangência é a área de circunscrição do CREFITO5/RS, sendo, portanto alcançável por quaisquer profissionais e cidadãos, segundo critérios de cada categoria adiante discriminados. Pode ser indicado a recebê-lo o profissional que atua em atividades de direção, magistério e pesquisa em Instituições de Ensino Superior (IES) devidamente credenciadas e autorizadas e/ou reconhecidas pelo Ministério da Educação. Ao término da primeira etapa, em 15/06/2009, entre todos os indicados, serão apurados os 03 (três) mais votados em cada uma das dez categorias. O endereço de internet http://www.crefito5.org.br. O prêmio consistirá no troféu confeccionado pelo artista plástico Cláudio Ely e será entregue em outubro de 2009, em evento organizado pelo CREFITO5/RS, alusivo à comemoração do Dia do Fisioterapeuta.


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Clipping de Notícias| Projeto Saúde Escolar do CREFITO5/RS é apresentado no Jornal Hoje da rede Globo. O assunto é bem popular: As mochilas pesadíssimas que os estudantes levam para a escola. A blitz foi de surpresa, logo na chegada. Os fiscais do excesso de peso na mochila mandam todos para a balança. A equipe, formada por fisioterapeutas, explica que é preciso haver uma proporção: o peso da mochila pode representar no máximo 10% do peso total da criança. Ou seja, se o aluno está com 30kg, a bolsa não pode ter mais do que 3kg. Quando a medida está correta, eles levam cartão verde. Mas se o ponteiro sobre muito, vai o alerta. “A mochila dela tá pesando 6kg. Está pesando o dobro do que poderia”, diz Gerson Chekui, fisioterapeuta. “Acho que eu poderia tirar este estojo, botar um menor, porque esse é bem grande”, diz garota. Em meia hora, 28 alunos passaram pela balança. Dezessete ficaram dentro do ideal. Bem diferente dos primeiros testes, quando a maioria levava cartão vermelho para a casa. O resultado é parte de um trabalho que começou há dois anos na escola e vai além da pesagem das mochilas. A segunda parte da lição continua aqui, na sala de aula, quando os fisioterapeutas ensinam os estudantes a cuidar da postura. “A gente procura encaixar o bumbum mais atrás na cadeira, naquele espacinho reservado para isso”, explica a fisioterapeuta. Também é bom prestar atenção no jeito de carregar a mochila. “A altura da mochila tem que estar o máximo possível próxima da altura dos ombros.” Tanta preocupação tem motivos: “Pode dar dor na região da cervical, mais perto dos ombros e pescoço, na região da lombar, naquela linha da cintura, e o risco também de alteração postural, ou uma escoliose, a curvatura, ou uma cifose, que é a curvatura pra frente.” A mochila de rodinhas ajuda, mas deve ser puxada ao lado do corpo para evitar a rotação da coluna. E para que os alunos não precisem andar com tantos livros, a escola adotou armários nas salas de aula. A lista de materiais também está mais leve.

“Um caderno de capa dura, de espiral, de acrílico, ele pesa bem mais do que um caderno mais simples, então a escola opta, na lista, por aquele caderno mais simples”, diz Renata Selistre, coordenadora pedagógica. “Eu tirei um monte de coisas legais que eu trazia para o colégio para mostrar para minhas amigas. Eu tirei tudo isso porque eu não me preocupava com o peso, agora eu me preocupo, por causa da minha coluna”, diz Júlia Eltz, 12 anos. E outra dica, que vale para os pais: na hora de comprar a mochila, o ideal é que ela seja do tamanho das costas das crianças. Mas não são só os pequenos que sofrem. Nós mulheres somos conhecidas por levar muita coisa dentro da bolsa. E aí as dores nas costas são inevitáveis. A fisioterapeuta Marta Lorenzini fala sobre os exercícios que podem reduzir o desconforto e como usar as bolsas sem prejudicar a coluna. Assista ao vídeo. Saiba qual o peso ideal das mochilas das crianças Carga não pode ultrapassar 10% do peso da criança; o tamanho também tem de ser levado em conta, e não pode ser maior que as costas . Para assistir o vídeo, digite. http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,MUL1111004-16022,00-SAIBA+ QUAL+O+PESO+IDEAL+DAS+MOCHILAS+DAS+CRIANCAS.html Fonte: Globo.com/Jornal Hoje (06/05/2009)

Polícia prende falsa fisioterapeuta. Ela oferecia serviços estéticos, como aplicação de botox e implantação de silicone POR ARTHUR ROSA, RIO DE JANEIRO Rio - Policiais da 16ª DP (Barra) prenderam na tarde de sexta-feira uma mulher acusada de prática ilegal da profissão. Cristina Samy Costa, 32 anos, atuava em uma clínica no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste, como fisioterapeuta e oferecia serviços estéticos, como aplicação de botox e implantação de silicone, mas não possuía qualquer formação profissional. Pelo menos uma paciente sofreu uma lesão ao ser atendida por Cristina. Ela reclamou de uma inflamação no abdômen após aplicação de produto reparador. Muitos materiais hospitalares, como seringas e medicamentos, foram apreendidos. Os investigadores chegaram a Cristina através de uma denúncia feita por uma ex-funcionária da clínica Designer da Beleza, onde a acusada seria sócia. “Fomos até lá e a flagramos em atividade. 8 • NovaFisio.com.br

Ela se defendeu dizendo que cursava o 1º período do curso de Fisioterapia, mas não conseguiu nos provar sua formação. Sobre as aplicações de medicamentos, Cristina disse que já havia trabalhado com profissionais do ramo e que tinha adquirido conhecimento para tal. Ou seja, um procedimento totalmente ilegal e perigoso”, disse o delegado-adjunto Robson Nunes. Ela foi autuada por Curandeirismo e pode pegar de 6 meses a 2 anos de detenção. Por ser um crime de menor potencial ofensivo, ela poderá responder em liberdade. O delegado irá ouvir outros pacientes que passaram pela clínica para saber se houve mais algum registro de acidente. Caso seja comprovada alguma lesão grave em algum deles, a pena da acusada poderá se agravar. http://odia. terra.com. br/portal/ rio/html/ 2009/4/policia_ prende_falsa_ fisioterapeuta_ no_recreio_ 8355.html# Fonte: O Dia/Terra 25.04.09 às 08h22


Frases|Mande a sua frase. revista@novafisio.com.br “Devemos seguir, apesar do medo”.

[Dra. Angela Beatriz Varella Rio de Janeiro-RJ]

“A culpa é minha, eu coloco ela em quem eu quiser”. [Homer Simpson]

“Devo muito ao Odir, pela sua dedicação e competência, que foram fundamentais na minha recuperação”. [Eduardo da Silva - Atacante do Arsenal]

Coluna Social|II CIRNE 13 a 16 de maio de 2009 no Minascentro-BH

Veja mais fotos do II CIRNE e de outros eventos em nosso site. novafisio.com.br NovaFisio.com.br • 9


Blog |

Coluna do Prof. Luis Guilherme - Leia todos os outros no site.

Respeito não se compra, se conquista!

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lá vamos nós em direção ao novo modelo de formação de Fisioterapeutas no Brasil. É isso mesmo! Para ser Fisioterapeuta tem que estudar muito e esses cinco anos são somente a pontinha do iceberg, porque a coisa toda é muito séria! Cuidar das pessoas não significa saber operar aparelhinhos e mandar executar exercícios sistematicamente decorados em protocolo maluco que se aplica a qualquer coisa! Eu que trabalho com Fisioterapia do Trabalho e presto serviço em empresas, inclusive com ambulatório de Fisioterapia in company, fico feliz quando vejo os pacientes elogiando nosso trabalho, nossos resultados, mas também bate uma ponta de tristeza quando o paciente relata que fez Fisioterapia durante não sei quantas sessões e em vários lugares, sem solução! E a coisa toda é tão séria que passa pelo atendimento geral, ou seja, passa pelo modo de receber o cliente, pelo nível da anamnese, pela atenção que se disponibiliza á pessoa, pela visão que se tem daquele que ali se dispõe a ser cuidado! É muito errado o que esse pessoal tem aprendido nas formações que fazem! Não dá para entender como um fisioterapeuta atende três pessoas ao mesmo tempo! O quê esses Cursos estão oferecendo aos alunos? O quê esses “professores” andam ensinando por aí? Como pudemos chegar a esse ponto? Já temos fisioterapeuta que não sabem colocar a mão nas pessoas, sendo que esse é um dos nossos diferenciais na abordagem! O que esses “caras” têm na cabeça quando entram em uma sala de aula e ensinam um monte de bobagens e acreditam-se professores?! Temos que ter mais tempo para estudar sim, mas não adianta estudar com essas “toupeiras”, que ficam por aí fazendo da docência um bico! São aqueles que não conseguem lugar no mercado, mas são amiguinhos, ou puxa-sacos de algum coordenador (que também já não é lá grande coisa para precisar de asseclas), ou mesmo de algum diretor e vai para dentro de uma sala de aula “tirar onda”! São esses mesmos que afirmam em sala a dependência do fisioterapeuta pelo médico, são eles que trabalham, ou trabalharam, para médicos! Precisamos eliminar esses “caras” da sala de aula! Os coordenadores por sua vez, devem perder o medo de concorrência e dar espaço a gente competente e não ficarem escondidos por detrás da incompetência para não se sentirem ameaçados! O professor deveria ser obrigado a ter prática para ser contratado! “Ensino, pesquisa e extensão”, esse é o mote das Instituições de Ensino e não é à toa que o Ministério de Educação e Cultura impõe esse ritmo. Como permitir que uma disciplina seja ensinada por um profissional que nunca trabalhou com aquilo? Qual o compromisso primário do profissional em sala de aula: com a Instituição que o contratou; com o coordenador que deu a oportunidade, ou com a profissão que abraçou? Como dizia a Lahna, minha segunda filha, “pé tensão!” nosso compromisso primário tem que ser com a profissão que abraçamos, nosso compromisso primário é não permitir que esses jovens sejam formados erradamente e inundem o mercado com todo seu despreparo, como tem acontecido. A figura abaixo, tenta traduzir o que tenho presenciado com um grupo significativo de ex-alunos.

ATENÇÃO!!! Nossa Revista Eletrônica já está pronta! Fique ligado porque você não pode faltar. Mas faço questão de que vocês saibam: a seriedade é a marca do projeto! Um forte abraço ao meu amigo Oston Mendes por estar sempre se reinventando; aos Profs. Drs. André Luis, Anke Bergman e Júlio Guilherme pelo trabalho que estão desenvolvendo para que o XVIII Congresso Brasileiro de Fisioterapia seja um sucesso e a Dra. Denise Flávio e todos da Associação dos Fisioterapeutas do Brasil – FISIOTERAPIA 40 GRAUS – O Congresso Brasileiro em 2009 é no Rio – encontro vocês lá!!!!! ATENÇÃO: Se sua região precisa de capacitação em Ergonomia, Fisioterapia do Trabalho, Fisioterapia Ambulatorial na Empresa e Empreendedorismo, fale com a GESTO Soluções em Fisioterapia e Ergonomia (gesto@globo.com; luisbarbosa@globo.com; WWW.gestosolucoes.com.br). Mande seu e-mail. Contribua: críticas, discussões, opiniões e até elogios são bem vindos. Vale repetir a citação, novamente!

A melhor maneira de nos sentirmos ricos é DOAR.

Roberto Shinyashiki

Prof. Luís Guilherme Barbosa (ABERGO e ABRAFIT) Fisioterapeuta do Trabalho, Ergonomista, Professor Universitário, Diretor da GESTO-Ergonomia e Saúde no Trabalho Ltda. 10 • NovaFisio.com.br


Ninguém vende sem anunciar.

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|Raquel Nunes Entrevista com a atriz da série de TV A Lei e o Crime, exibida pela Rede Record. Entrevista

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epois de passar alguns meses afastada da TV devido à licença-maternidade, a atriz Raquel Nunes, de 31 anos, interpreta, desde janeiro, a sofrida Olímpia, na série A Lei e o Crime, na Rede Record. A personagem está no núcleo central da trama de Marcílio Moraes, que vai ao ar todas as segundas-feiras. Raquel começou sua carreira artística com apenas sete anos participando com seu grupo de dança em um filme de Os Trapalhões. Desde então, não parou mais. Fez diversos comerciais, até estrear na novela Lua cheia de amor, da TV Globo, em 1990. Na emissora também fez parte do elenco de Malhação, Era uma vez, A Padroeira, entre outras. Na Record desde 2005, a atriz atuou nas novelas Prova de amor, Vidas opostas, Caminhos do coração. Em entrevista à revista NovaFisio, além de contar um pouco da sua vida, a morena lembra os difíceis momentos que passou após sofrer com problemas na coluna.

Por

|Eduardo Tavares

|Léo Medeiros

Fotos

O Tratamento Diversas pessoas sofrem por problemas na coluna, dentre elas a escoliose e a lordose. A escoliose é a curvatura lateral da coluna vertebral, podendo ser estrutural ou não estrutural. A progressão da curvatura pode se acentuar muito dependendo da idade que ela surge e do aumento significativo do ângulo da curvatura durante o período de crescimento na adolescência, onde a progressão do aumento da curvatura ocorre numa velocidade maior devido à fase do estirão ou crescimento. O tratamento fisioterápico tem como base o alongamento e a respiração, sendo essencialmente trabalhado no RPG. A lordose é o aumento anormal da curva lombar levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Ela progride se a pessoa exerce atividades em pé por muito tempo e em pessoas sedentárias que apresentam uma musculatura abdominal fraca e barriga protuberante. A fisioterapia age também com alongamento, técnicas de relaxamento e reeducação de hábitos de vida diários. É de grande importância que as pessoas passem a realizar atividades físicas com frequência, pois músculos fortes, alongados e mais os benefícios que a atividade física proporciona podem atenuar quadros problemáticos na coluna e nas articulações. O tempo age cruelmente sobre as pessoas que não se cuidam, pois temos uma força gravitacional agindo sobre nós todos os dias e nossos tecidos vão envelhecendo, nossas articulações começam a sentir mais o peso corporal e o desgaste articular ósseo e muscular conforme ficamos mais velhos. Gustavo Cunha é fisioterapeuta do ginasta Diego Hypolito, fisioterapeuta da ginástica olímpica do Flamengo (2000- 2002). Contatos: Tel.: 21-78249937 Email: gucunha@yahoo.com.br

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Como surgiu a vontade de ingressar na carreira artística aos sete anos? - Na verdade, não surgiu uma vontade. Aconteceu tudo por acaso na minha vida. Fui fazer um filme de dança com Os Trapalhões, através da academia onde estudava e foram gostando de mim e me chamando para vários trabalhos. Eu não pensava em seguir carreira, era muito nova e fazia tudo me divertindo. Um dos convites, mais tarde, com 12 anos, foi para fazer uma novela na Globo, Lua cheia de amor. A partir daí, não parei mais. Todos achavam que eu tinha talento, aos poucos, fui amando a profissão. Dizem que sua carreira deslanchou depois que saiu da TV Globo e assinou com a Record. Existem outros fatores na Globo, além de representar, para que o ator possa decolar sua carreira? - O que acho que aconteceu é que fui parar na Globo ainda imatura, no momento errado. Errado para explodir, consolidar minha carreira, mas não errado para ganhar experiência, amigos... Adorei passar por lá, nada a reclamar. Mas eu era nova e não tinha a visão da realidade e da vida como tenho hoje. Acho que acabei me acomodando e não tendo aquela garra, seriedade e espírito de luta que é necessário para vencer. Quando fui para a Record, em 2005, já estava com outra cabeça, adulta, sabendo e seguindo o que queria. As oportunidades apareceram e soube aproveitar e valorizar meu trabalho. Se existe o talento, os outros valorizam também. E estou lá até agora realizando grandes e importantes trabalhos. Estou feliz demais na casa, amo fazer parte daquela família. Em Vidas opostas, você fez o papel de uma delegada. Atualmente você está no elenco de A Lei e o Crime. Você sente alguma ligação com projetos com temática policial? - Não há nenhuma ligação especial, mas confesso que gosto de abordar essa temática, real, viva, intensa, que faz o público se identificar. Acho que é um universo muito rico! E nós, atores, sentimos a realidade muito de perto, o que é gostoso e interessante. Como você se protege da violência nas ruas das grandes cidades hoje? Já passou por alguma situação de risco? - Rezo muito, peço muita proteção a Deus. Procuro evitar andar sozinha com o meu filho, Bernardo, de um ano e quatro meses, no carro. Vou dirigindo com alguém atrás com ele. E sempre evito passar por lugares de maior risco, nas horas de maior probabilidade, inclusive de madrugada. Graças a Deus, nunca passei por nenhuma situação de risco. Com a escalada da violência, o futuro dele te preocupa? - O mundo está tão difícil, muita coisa está perdida. Sei que meu maior desafio será passar para ele

noções verdadeiras de vida, de comportamento, contrastando com a realidade, que vai mostrá-lo, a todo instante, coisas opostas. Minha parte farei, esperando que ele absorva. Me preocupa muito a questão da violência sim, da qual ninguém está livre. Vou seguir sempre orando muito por ele.

O que você gosta de fazer quando não está gravando? - No meu tempo livre, curto até não poder mais meu Bernardo e meu marido. Leio meus livros, vejo meus filmes, faço meus programinhas “light” com os amigos, entre outras coisas. Qual sonho você deseja realizar profissionalmente? - Me sinto privilegiada por fazer o que amo, por ter as oportunidades que tenho, por estar participando desse trabalho tão lindo, intenso e importante na teledramaturgia, o seriado A Lei e o Crime! Devido a isso tudo, estou realizada em parte, mas não totalmente. Ainda tenho muito para aprender, fazer, conhecer, viver... Dentro disso, cabe meu sonho de interpretar personagens diferentes, de outro universo emocional, complexos, como uma vilã. Se não fosse atriz acha que teria qual profissão? - Poderia ser psicóloga. Gosto muito dos mistérios da mente humana, das relações, de entender os comportamentos e analisálos. O engraçado nisso é que me formei em Publicidade! Mas hoje, não me vejo trabalhando numa agência ou coisa parecida. Não tenho vocação. Como surgiu seu contato com a fisioterapia? Qual o tipo de problema você teve na coluna? - Tenho até hoje lordose e escoliose. Como você acredita que ele tenha surgido? - Acredito que tenha sido na formação mesmo, nenhuma causa específica. Quanto tempo e como foram as sessões de fisioterapia e como foi feito o trabalho de recuperação? - Fiz há alguns anos e foram determinantes para minha melhora. Fiz durante uns 6 meses e aprendi muita coisa, até para fazer sempre, em casa. Eram só exercícios físicos mesmo, de reeducação postural. Meus problemas melhoram ou pioram de acordo com minha postura, descobri isso lá. Você cumpriu o tratamento à risca para a recuperação? - Mais ou menos. Era nova, não tinha muita paciência, mas minha mãe ficou em cima. Faltava às vezes, mas cumpri direitinho sim. Como está a lesão hoje? - Estou bem! Muito bem! Achei que fosse sofrer durante a gravidez, com o peso e até mesmo agora, com Bernardo já grandinho, no colo, mas não tive crise nunca mais. Agradeço muito! Acredita que a fisioterapia foi importante para solucionar seu problema? - Foi fundamental! Viva a Fisioterapia! NovaFisio.com.br • 13


13 Artigo

|Túnel do tempo

Mais de uma década de transformações & informações Por|Eduardo Tavares

ANOS

Voltar às origens não significa retroceder.

Mais de uma década se passou, o ano foi 1996, quando uma publicação ainda impressa em preto e branco foi lançada no Rio de Janeiro. Naquela época, a Fisio&terapia ostentava o título de primeira Revista comercial voltada para o tema fisioterapia. Com erros e acertos, o fisioterapeuta, editor e dono da publicação, Oston de Lacerda Mendes percebia que seu sonho estava sendo realizado. Na década de noventa, as personalidades, artista, músicos e atletas ainda não desfilavam pelas capas e nas páginas da revista. Matérias com conteúdo mais acadêmico era o foco da publicação naqueles tempos. *Este ano, cantor Junior, tatuou nossa logo no braço. 14 • NovaFisio.com.br

Na verdade, é uma busca e o reconhecimento

*Logo de 1996, o primeiro da Revista. Na época. Revista Fisio&terapia

*Capa da primeira edição da Revista Fisio&terapia


*Primeira capa da “agora” Revista Nova Fisio&terapia.

*Logo de 2004, após transformações a revista passa a se chamar Nova Fisio&terapia

NOVA

- O começo foi difícil, mas tinha a certeza de que conseguiria concretizar meu sonho de criar e lançar uma revista sobre fisioterapia. Em pouco tempo, a primeira edição entrou na gráfica e percebi que não retrocederia mais na minha idéia. Mesmo com todas as dificuldades normais do início, faria tudo novamente. Tomaria todas as decisões que fizeram a revista ultrapassar 13 anos – confirma o editor, Oston Mendes.

Quase dez anos depois, em 2005, uma grande reformulação gráfica ocorreu, novos cadernos foram criados e a publicação passou a ser impressa toda colorida. Neste mesmo período, a equipe editorial entendeu a necessidade de incorporar a participação de personalidades nas edições. Atletas, artistas e músicos que tiveram em algum período da sua vida um contato com a fisioterapia. Uma mudança tão significativa, além das cores e dos personagens, que também motivou outra transformação. A revista alterou seu logotipo e o nome para Nova Fisio&terapia, comprovando assim a chegada dos novos tempos. - Achamos a alteração do nome e do logo necessários naquele momento. Hoje percebo como o nome havia ficado um pouco longo – explica o editor.

O consagrado músico Herbert Vianna, vocalista e guitarrista dos Paralamas do Sucesso, foi o estreante na capa da nova fase da edição. O velejador Lars Grael, o cantor Marcus Menna, o ator Raul Gazzola e tantas outras celebridades brindaram as edições seguintes.

*Logo atual, que resgata traços do primeiro com um toque do segundo. A revista passa a se chamar NovaFisio, descartando o “&terapia” que estava muito extenso.

do que foi concebido inicialmente e deu certo.

Passados alguns anos, mais precisamente nesta edição 68 que está agora em suas mãos, a revista experimenta uma terceira modificação, na verdade uma readaptação. - Muitos leitores achavam que com a primeira transformação ocorrida em 2005, havia surgido outra revista. O que não ocorreu. Ela sempre foi única. Buscamos agora voltar às origens, mas mantendo tudo de moderno que foi aplicado e inserido na revista ao longo destes 13 anos de saudável existência – lembra Oston Mendes. Ele se refere à retomada do logo original de 1996 e a utilização de um nome mais enxuto, NovaFisio, como já vinha sendo chamada no mercado e pelos leitores. Duas outras ações também ocorrerão a partir deste número. A inserção da NovaFisio em outras mídias (digitais) como a sua presença no Orkut, Twitter, Youtube, Myspace e Issuu.com. - Na verdade apenas oficializamos a maneira como a revista era chamada. A qualidade e o compromisso com nossos leitores continuam o mesmo. Este é o único quesito em que temos a certeza de que não vamos mudar – afirma o editor.

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|Fisioterapia. Massagem terapêutica. Massoterapia. Relaxamento. Massagem terapêutica: Relato de experiência Por|Caroline Arruda Sarturi, Greici Cristiane Lorenz, Hedionéia Maria Foletto Pivetta, Lauren Artigo

Rorato Gomes, Letícia Santos Hoffmann, Natalia Paraiba Nunes, Sabrina Cipolat

O presente artigo consiste em um relato de experiência resultante do “Projeto Massagem Terapêutica”, o qual foi desenvolvido por acadêmicas do Curso de Fisioterapia do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). O projeto teve por finalidade criar espaços para a prática profissional da massoterapia, permitindo, assim, o aperfeiçoamento das técnicas de massagem aprendidas durante o curso. As ações foram desenvolvidas junto aos professores e funcionários da instituição, uma vez por semana, durante o mês de julho de 2008, no Serviço Integrado de Saúde (SIS) da referida Instituição de Ensino. As técnicas massoterapêuticas empregadas visaram o relaxamento, alívio do estresse, combate a fadiga e diminuição da tensão muscular, tendo sido as regiões do dorso e trapézio as mais envolvidas. Através dessa atividade foi possível proporcionar aos professores e funcionários os benefícios da massagem terapêutica, assim como promover a saúde e prevenir o surgimento de agravos relacionados às atividades laborais e as atividades de vida diária. Além disso, foi possível também fazer um levantamento de informações e caracterizar os hábitos do público-alvo participante no que diz respeito à massagem. 1 INTRODUÇÃO A massagem (palavra de raiz latina - massa, que significa tocar, apertar ou amassar) é uma técnica comumente conhecida e empregada para o relaxamento, alívio do estresse, combate à fadiga e diminuição da tensão muscular (FRITZ, 2000). Contudo, apesar do senso comum, os benefícios da massagem vão muito além, ela é um recurso utilizado por vários profissionais da área da saúde, que procuram manter, melhorar ou recuperar estados de saúde de seus pacientes e, consequentemente, o bem estar e a qualidade de vida deles. Os registros mais antigos indicam que a massagem tinha papel importante no tratamento de pessoas doentes e lesionadas. Tudo indica que ela tenha começado pela prática dos habitantes das cavernas, quando estes esfregavam suas contusões, dessa forma, entendemos que “a massagem sempre foi um dos métodos mais naturais e instintivos de aliviar a dor e o desconforto” (FRITZ, 2000, p. 12). A massagem vem sendo utilizada como um recurso para a saúde até os dias de hoje. A variação da massagem utilizada pelos profissionais da área da saúde, possuindo cunho terapêutico, é a denominada massagem terapêutica. Essa técnica objetiva 16 • NovaFisio.com.br

a prevenção de diversas patologias ou simplesmente o relaxamento global do indivíduo através da manipulação dos tecidos moles do organismo. A prática da massagem terapêutica pela Fisioterapia foi licenciada nos anos de 1940. Na atualidade, na Fisioterapia preventiva e de reabilitação, a massagem é praticada como modalidade terapêutica (PRENTICE, 2004). A massagem terapêutica é uma técnica que gera diversos efeitos sobre o organismo de forma sistêmica. Conforme Cassar (2001), todos os seus efeitos são relevantes e, na verdade, estão inter-relacionados, uns com os outros e com fatores emocionais subjacentes. O simples ato de tocar, amassar, pressionar ou apertar a pele, além provocar efeitos mecânicos no organismo, pode desencadear uma série de efeitos fisiológicos e psicológicos, que são de extrema importância para alcançar os benefícios terapêuticos da massagem. m

assage m a d s a licanobr “As ma cas foram ap da uti om ca c terapê o d r aco cordas de m a região do co eada.” caso e g a s s a rm po a se A estimulação mecânica dos tecidos moles é produzida por meio de uma pressão e estiramento ritmicamente aplicados. A pressão comprime os tecidos moles, enquanto que o estiramento aplica tensão. Assim, estas duas forças geram vasodilatação nos vasos sangüíneos e linfáticos, alterando a circulação capilar, venosa, arterial e linfática (DOMENICO; WOOD, 1998). De maneira geral, os efeitos e benefícios fisiológicos desencadeados pela massoterapia compreendem: o alívio da dor, a melhora da circulação sangüínea e linfática, o aumento da nutrição dos tecidos, a remoção de substâncias tóxicas do organismo, a diminuição da pressão arterial, o aumento dos valores eritrocitários, a resolução de edemas, a facilitação na recuperação do músculo fadigado, a estimulação das funções viscerais, a eliminação de secreções pulmonares, dentre outros (DOMENICO; WOOD, 1998). Segundo o autor supracitado, os efeitos psicológicos vão desde o relaxamento físico, alívio da ansiedade e tensão (estresse), alívio da dor, estimulação da atividade física, sensação geral de bem-estar (conforto), até o estímulo sexual e fé em geral na deposição das mãos de quem apli-

ca (cura pelas mãos). Com base nos benefícios que a massagem pode proporcionar ao organismo humano de forma sistêmica e tendo em vista a importância da aplicação dessa técnica no tratamento de patologias e na reabilitação ou manutenção do estado de saúde (sendo, assim, um recurso fisioterapêutico de grande diferencial), percebeu-se o quanto é útil aprofundar os conhecimentos dessa técnica. Deve ser observado que, como a massoterapia é um recurso que necessita de habilidades técnicas específicas para a sua aplicação, torna-se fundamental a sua prática em tecidos sadios, em diferentes casos e circunstâncias de vida. Tendo em vista os aspectos mencionados, desenvolveu-se o “Projeto Massagem Terapêutica”. Tal projeto teve por finalidade criar espaços para a prática profissional da massoterapia, oferecendo massagens terapêuticas para os professores e funcionários de uma Instituição de Ensino Superior (IES). Além disso, procedeu-se uma investigação e caracterização do públicoalvo em relação aos procedimentos massoterapêuticos aplicados. Nesse sentido, esse artigo tem por objetivo socializar os resultados da ação extensionista desenvolvida dentro de uma Instituição de Ensino Superior Confessional abordando os aspectos relacionados à massagem terapêutica. 2 METODOLOGIA O projeto “Massagem Terapêutica”, aprovado pela Instituição de Ensino via Coordenação do Curso de Fisioterapia, foi direcionado aos professores e funcionários da UNIFRA, sendo realizado uma vez por semana durante o mês de julho de 2008, totalizando quatro encontros, nas dependências do Serviço Integrado de Saúde (SIS) do Curso de Fisioterapia da UNIFRA, Santa Maria/RS. Caracterizou-se como uma pesquisa-ação, pois, conforme Franco (2005) refere-se, tratou-se de uma pesquisa essencialmente intencionada à transformação participativa, na qual sujeitos e pesquisadores interagem na produção de novos conhecimentos. Dessa forma, para selecionar os participantes da atividade, o projeto foi divulgado junto aos professores, foram enviados, primeiramente, cartazes para cada uma das coordenações de cursos, para estas fixarem em seus murais. Além disso, foi feito convite verbal aos coordenadores de curso e aos professores; e foram enviados convites para os e-mails pessoais dos pro-


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fessores. Para divulgar o projeto aos funcionários, foram enviados cartazes para os setores de serviços da IES, e foram entregues convites para os responsáveis pelo setor. Além disso, a divulgação das atividades também foi feita no site oficial da Instituição de Ensino. A duração dos encontros foi estipulada em aproximadamente uma hora e para participar o interessado deveria fazer um agendamento prévio no local. Cada participante foi atendido por um acadêmico do Curso de Fisioterapia em uma sala individual. Em caso de retorno, procurou-se fazer com que o mesmo acadêmico atendesse a pessoa. Antes de cada sessão de massoterapia o participante era convidado a ler e assinar o termo de consentimento livre e esclarecido e a responder uma ficha de avaliação elaborada pelas acadêmicas responsáveis. O termo de consentimento é um documento de uso obrigatório que fornece informações essenciais a respeito do projeto. Esse documento esclarece os objetivos, justificativa, benefícios, indicações, contra-indicações, além dos direitos e deveres dos participantes e dos responsáveis pela sua execução. É apresentado em duas vias, devendo ser lido e assinado pelo partici-

pante e pelos responsáveis. Uma via pertence ao participante e a outra ao projeto, sendo apropriadamente arquivada. A ficha de avaliação é um método utilizado para coletar os principais dados do participante. Nessa ficha foram anotadas, por exemplo, as queixas principais, patologias existentes, os medicamentos utilizados, sinais vitais, dentre outras informações relevantes, procurando identificar se era indicada ou contra-indicada a prática de massagem no indivíduo. Para a prática das manobras da massagem terapêutica foi necessário o uso de alguns materiais, como: óleo de massagem, maca, cadeira de massagem, lençol, toalha, papel toalha, travesseiro, rolo de posicionamento, dentre outros materiais. O recurso sonoro, por meio de músicas ambientais e relaxantes, também foi utilizado para proporcionar um ambiente de acolhedor, de tranqüilidade, aconchego e paz. As manobras da massagem terapêuticas foram aplicadas de acordo com cada caso e com a região do corpo a ser massageada. As manobras utilizadas foram: deslizamento superficial (DS), deslizamento profundo (DP), amassamento (em “s”, rolante, reptante e malaxação), fricção e pinçamento. Os resultados da atividade e da coleta dos dados foram analisados qualitativamente

sendo apresentados de forma descritiva e discutidos com os autores da área. 3 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS Além de proporcionar os benefícios da massagem terapêutica aos participantes, a atividade também permitiu realizar a caracterização dessa população. Sendo assim, foi possível levantar dados e informações a respeito dessas pessoas, descobrir qual(is) o(s) motivo(s) que as fizeram procurar os momento de massagem, as suas queixas principais, as musculaturas mais afetadas, dentre outros. Um total de 19 pessoas participou das atividades. Destes 19 participantes, 6 (31,6%) eram funcionários e 13 (68,4%) eram professores. Os funcionários que participaram do projeto exercem atividades nos setores de serviços da Instituição como a Biblioteca, DERCA, Coperves, Serviços Gerais, Central Telefônica e Laboratório de Práticas Profissionais. Já os professores compõem o quadro funcional dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Direito, Enfermagem, Fisioterapia, Jornalismo, Psicologia e Publicidade. Todos os 6 funcionários participantes cumprem uma carga horária de trabalho de 40 horas semanais. Já, dos 13 professores, 9 têm uma carga horária de 40 horas semanais, 3 cumprem 30 horas semanais.

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|Fisioterapia. Massagem terapêutica. Massoterapia. Relaxamento.

Quanto ao gênero, houve predominância de participantes do sexo feminino, sendo que dos 19 participantes 15 (78,9%) eram mulheres e 4 (21,1%) eram homens. Com relação à faixa etária, 7 (36,8%) dos participantes encontram-se na faixa etária dos 27 aos 30 anos; 9 (47,4%) encontramse na faixa dos 31 aos 40 anos; e outros 3 (15,8%) na faixa dos 48 aos 63 anos. As queixas mais comuns relatadas durante a anamnese foram: dor de cabeça, dor na coluna vertebral, tensão no trapézio e dorso, tensão nos ombros e nas costas, dor no pescoço, dor no punho, dores no joelho e quadril, dores no braço e sobrecarga nos pés. As regiões que mais receberam a massagem terapêutica foram as do dorso e trapézio, sendo seguidas, respectivamente, das regiões do ombro, braço, antebraço, pé, coxa, perna e face. O trapézio é um músculo que cobre um vasto território e desempenha uma ampla variedade de funções no organismo. Embora seja um músculo importante da parte posterior do pescoço, também é um músculo do ombro e do dorso. Os problemas localizados no trapézio podem causar muita dor e desconforto. Para a maioria das pessoas, ele é o principal “depósito” da tensão do dia-a-dia. O trapézio é comumente envolvido em massagens porque é de fácil acesso e porque sua terapia manual proporciona um imenso alívio (CLAY; POUNDS, 2003). O motivo pelo qual os participantes procuraram a massagem terapêutica foi a obtenção de relaxamento, alívio de tensões musculares e do estresse, sendo estes efeitos relatados por 100% dos participantes. O relaxamento é um processo físico, psicológico e fisiológico. Sendo assim, técnicas adequadas de massagem podem ajudar neste acontecimento, pois elas auxiliam no relaxamento muscular. Para que ocorra o relaxamento, o paciente deve ser capaz de soltar-se, processo que requer um esforço consciente do mesmo. Um paciente que esteja significativamente ansioso e tenso (estressado) achará muito difícil, senão impossível, relaxar. À medida que a massagem promove relaxamento, também ajuda a reduzir a ansiedade e tensão. Logo, pode-se afirmar que o alívio da ansiedade e da tensão através da massagem é decorrente do relaxamento, o qual necessita de um desligamento psicológico da tensão e da ansiedade (DOMENICO; WOOD, 1998). O estresse por tempo prolongado e com repetições conduz a manifestações doentias. As primeiras perturbações são de natureza funcional, ou seja, alterações da regulação. Essas podem, após algum tempo, transformar-se em manifestações orgânicas, como por exemplo, úlceras de estômago e intestinos, ou doenças do coração (GRANDJEAN, 1998). Desse modo, através da massoterapia pode-se reduzir o estresse gerado pelas tensões do dia-a18 • NovaFisio.com.br

dia, e assim, promovendo a saúde dos que a recebem. Com base nas respostas obtidas por meio do preenchimento da ficha de avaliação constatou-se que, dos 6 funcionários, 4 não costumavam receber massagens e 2 recebiam massagens (um através do profissional fisioterapeuta e outro pelo massoterapeuta), e dos 13 professores participantes, 9 costumavam receber massagem, desses, 6 com profissionais massoterapeutas, 2 com fisioterapeutas e 1 com estudante de Fisioterapia. Estes dados vêm a reforçar a hipótese de que, atualmente, a massagem está sendo desapreciada pelos profissionais fisioterapeutas, os quais estão a favor da utilização de outros recursos que exigem menos esforço e desgaste físico, pouco tempo de aplicação, facilidade de manuseio e que podem gerar resultados mais rápidos. Dessa maneira esses resultados demonstram que os profissionais fisioterapeutas podem estar deixando de utilizar um dos recursos mais antigos da humanidade, enquanto outras categorias profissionais, que muitas vezes não estão totalmente aptas a desenvolverem as técnicas massoterapêuticas, ganham força e espaço no mercado de trabalho. Assim sendo, percebemos a relevância de que esta prática seja contemplada no curso de fisioterapia, não apenas em termos teóricos, mas também práticos, já que o futuro profissional não deve apenas aprender a técnica. Ele precisa ter conhecimento das condutas para uma resolução eficaz de determinados problemas apresentados pelos seus pacientes (REBELATTO,1999). Outro problema encontrado atualmente é que, ao escolher a massagem como forma de intervenção, os planos de saúde não a reconhecem como padronizada para algumas intervenções musculoesqueléticas e não cobrem esse tratamento. Isso quer dizer que os pacientes são submetidos à massagem apenas quando têm condições de pagar por um tratamento particular (PRENTICE, 2004). Contudo, frente a situações as quais o fisioterapeuta percebe a necessidade de tratamento por meio da massoterapia, ele poderá fazer uso das técnicas conforme os princípios éticos que regem a profissão. Com relação à utilização de tratamentos medicamentosos, 3, dos 6 funcionários, estavam fazendo uso de medicamentos analgésicos, antiinflamatório e antidepressivo e apenas 2, dos 13 professores, faziam uso de antidepressivos e analgésicos. Os demais participantes não estavam utilizando nenhum tipo de medicamento. Estar ciente às medicações utilizadas pelo paciente também é uma das preocupações dos profissionais que fazem uso da massagem. As práticas massoterapêuticas, quando associadas ao consumo de certos tipos de medicamentos, podem estimular ou inibir excessivamente alguns efeitos no corpo. Sendo assim, a massagem pode

ser usada, com freqüência, para atenuar ações medicamentosas, ou para tratar efeitos colaterais indesejáveis de medicação (FRITZ, 2000). Por meio da inspeção foi possível constatar a presença de sinais na pele como nevos e verrugas. Dos funcionários, 2 apresentavam sinais no dorso do tipo verruga, e dos professores 4 possuíam sinais do tipo verrugas e nevos. Pesquisadores comentam que, na inspeção dos tecidos, podem ser encontradas certas manchas e irregularidades cutâneas. Algumas são de natureza questionável, como verrugas irregulares ou que sangram; neste caso, é melhor evitar a massagem na área afetada. Também pode ser necessário chamar a atenção do paciente para essas alterações, para que possam buscar o tratamento apropriado. A massagem não deve ser feita em nenhuma área cutânea que apresente lacerações, devido à possibilidade de infecção, principalmente em portadores da síndrome de imunodeficiência adquirida (AIDS). A maioria dos outros tipos de mancha não constitui contra-indicações, desde que a própria massagem não cause desconforto A presença de varizes também foi detectada: 4 funcionários e 8 professores possuíam varizes, restringindo, assim, a aplicação da massagem nos membros inferiores. A massagem é uma técnica indicada como tratamento preventivo nos casos de propensão à varicosidade. Quando a varicosidade já está presente, a massagem pode ser aplicada apenas entre as veias e, portanto, sem tocar em nenhum vaso. Se os vasos estiverem duros e tortuosos, o objetivo do tratamento é estimular a circulação dos vasos colaterais (CASSAR, 2001). Além disso, alguns dos participantes apresentaram ou relataram casos de edemas localizados. Verificou-se que 3 professores e 2 funcionários costumam ter edemas nos pés, sendo que 1 desses funcionários às vezes apresenta edema nas mãos. O aparecimento de edema pode estar relacionado à posição (do corpo) na qual as pessoas costumam ficar durante a jornada de trabalho (é importante lembrar da carga horária de trabalho de cada servidor). O edema postural, caracterizado por um aumento no volume de líquido extracelular que se localiza numa posição mais baixa, por exemplo, um membro, pode estar associado à inchação ou depressibilidade (ANDRADE; CLIFFORD, 2003). A massagem auxilia nesta patologia ativando o sistema circulatório e linfático, o que irá facilitar o retorno venoso e da linfa. Por isso, este é um recurso fisioterapêutico indicado para profissionais que possuem atividade laboral prolongada em uma mesma posição corporal, como é o caso dos professores e funcionários, que permanecem grande parte do tempo em postura de sedestação ou bipedestação. 4 CONCLUSÕES A realização de massagens terapêuticas,


por meio do projeto desenvolvido, beneficiou toda a comunidade acadêmica. De forma geral, possibilitou às acadêmicas aprofundar os conhecimentos massoterapêuticos e estabelecer um ambiente profissional, onde se assumiu postura de acordo com os preceitos éticos da profissão. Também foi possível o aperfeiçoamento das habilidades inerentes ao toque terapêutico, o que permitiu uma maior experiência e desenvolvimento da segurança para a prática laboral. Para os professores e funcionários, proporcionou os benefícios mecânicos, fisiológicos e psicológicos da massagem terapêutica, assim como preveniu o surgimento de agravos relacionados às atividades laborais e às atividades de vida diárias (AVD’s), valorizando e motivando o quadro funcional da Instituição. A atuação na promoção da saúde de professores e funcionários da Instituição de Ensino Superior, através da massagem terapêutica, foi realizada por meio da diminuição das tensões e do estresse, proporcionando o relaxamento, melhorando, consequentemente, a qualidade de vida das pessoas que se submeteram ao tratamento. Contudo, a prevenção do surgimento de agravos relacionados às atividades laborais e do absenteísmo do quadro funcional somente poderão ser verificadas em longo prazo. Esses são fatores motivadores para o prosseguimento das atividades do projeto ao longo do período acadêmico.

Além disso, foi possível discutir a atual situação dos recursos massoterapêuticos no contexto da Fisioterapia e promover, junto à categoria profissional fisioterapêutica e as demais profissões da IES, a massagem como um recurso fisioterapêutico de grande eficácia e valor. Ficou evidente que a massagem é uma habilidade que necessita de um vasto conhecimento técnico-científico para a sua adequada aplicação; somente o conhecimento da técnica não é suficiente para atingir os objetivos da terapêutica. Conhecer a anatomia, a patologia e a fisiologia humana é fundamental, mas também tomar cuidado com a postura do indivíduo e a própria postura, assim como escolher a seqüência correta das manobras, graduar a pressão, manter as mãos flexíveis em respeito aos contornos anatômicos do indivíduo e abrangendo os pontos de fixação muscular, mantendo sempre o contato com a pele do paciente (habilidades que só se desenvolvem com a prática) são elementos indispensáveis à realização da massagem terapêutica com competência técnica e científica, o que traz efetividade na conduta, reconhecimento e valorização profissional no mercado de trabalho. Deste modo, os profissionais da área da Fisioterapia, que possuem um amplo conhecimento de anatomia, fisiologia e patologia, estão devidamente capacitados para desenvolver e aplicar efetivamente as técnicas massoterapêuticas.

REFERÊNCIAS ANDRADE, Carla-Krystin; CLIFFORD, Paul. Massagem: técnicas e resultados. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001. CASSAR, Mario-Paul. Manual de massagem terapêutica: um guia completo de massoterapia para o estudante e para o terapeuta. São Paulo: Manole, 2001. CLAY, James H.; Pounds, David M. Massoterapia clínica: integrando anatomia e tratamento. São Paulo: Manole, 2003. DOMENICO, Giovanni de; WOOD, Elizabeth C. Técnicas de massagem de Beard. 4. ed. São Paulo: Manole, 1998. FRANCO, Maria Amélia Santoro. Pedagogia da pesquisa-ação. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 31, n. 3, p. 483-502, set./ dez. 2005. FRITZ, Sandy. Fundamentos da massagem terapêutica. São Paulo: Manole, 2000. GRANDJEAN, Etiene. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. 4. ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. PRENTICE, William E. Modalidades terapêuticas para fisioterapeutas. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2004. REBELATTO, José Rubens; BOTOME, Sílvio Paulo. Fisioterapia no Brasil: fundamentos para uma ação preventiva e perspectivas profissionais. 2. ed. São Paulo: Manole, 1999.

Organizações de cursos no Brasil Organização de São Paulo Tel: (11) 5044-9605 / (11) 5044-0675 Fax: (11) 5531-4442 organizacao@rpgsouchard-sp.com.br Site: www.rpgsouchard-sp.com.br Brasília NPC – Núcleo Permanente de Cursos Tel: (27) 3329-8307 / (27) 8823-3390 (27) 9316-4744 E-mail: rpg.bsb@gmail.com E-mail: npcelisabeth@gmail.com Rio de Janeiro AXIS Tel: (21) 2266-4421 E-mail: organizacaorpgrio@gmail.com Site: www.rpgrio.com.br Salvador IRPOS Tel / Fax: (71) 3331-8905 (71) 3331-6272 E-mail: irpos@irpos.com.br Site: www.irpos.com.br

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|Deficiência visual, locomoção, crianças, postura Avaliação de postura e locomoção em crianças deficientes visuais congênitas Por|Sarah Souza Pontes; Nadja Maciel; Claudia Bahia Artigo

A

deficiência visual refere-se a uma circunstância na qual o indivíduo se encontra em uma situação irreversível, derivado de fatores de caráter congênitos ou adquiridos, que pode ser subdividida em dois tipos, a ausência ou redução da resposta visual, que por sua vez é denominada de cegueira, baixa visão e/ou visão subnormal respectivamente. No censo demográfico dados publicados referentes ao ano de 2000 foram cerca de 16.644.842 pessoas com deficiência visual. O indivíduo com cegueira adquirida nasce com a visão e posteriormente perde o sentido visual e permanece um registro de memória. Desta forma, informações são armazenadas para favorecer a readaptação. Crianças com cegueira congênita não possuem memória visual. O alinhamento postural adequado minimiza o gasto energético, conseqüência da redução de esforço muscular e simultaneamente protege estruturas e articulações contra traumas e sustentação de sobrecarga por tempo prolongado, consequentemente favorece o bem-estar físico, o equilíbrio harmônico, a expressão dos movimentos e qualidade de vida. A má postura vem relacionada com o mal estar e a fragilidade das estruturas musculares e articulares, consequentemente prejudica as atividades de vida diária, a independência funcional que está intimamente correlacionada com a locomoção. A locomoção com características funcionais depende da harmonia de movimentos, a qual é determinada pela postura estática e dinâmica adquirida pela criança. Existe um grupo de fatores que interferem direta ou indiretamente na qualidade de locomoção de deficientes visuais, tais como, a segurança e domínio do local, presença de fatores de riscos ambientais, a companhia ou não de um indivíduo que assuma a função de guia e a orientação oferecida pelo mesmo, às técnicas de orientação e mobilidade utilizadas e a disposição de recursos que oferecem auxílio para a locomoção. Este estudo pretende evidenciar os prejuízos que a deficiência visual pode acarretar na postura e na locomoção, bem como abordar a atuação do fisioterapeuta que busca identificar e minimizar precocemente alterações que possam comprometer o desempenho motor destas crianças. Este estudo poderá ser utilizado em Instituições providas de um serviço especializado, como forma de subsidiar na melhoria e atualização do tratamento de crianças

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deficientes visuais congênitas. Este pode ser útil também na arquitetura de projetos educativos para famílias de deficientes visuais com a finalidade de instruir quanto à importância de um tratamento fisioterapêutico, até porque a aceitação dos pais é de fundamental importância para o sucesso do trabalho com estas crianças. Nas bases de dados mais utilizadas não foi encontrado nenhum estudo com esta temática, portanto esta pesquisa tem como finalidade avaliar a postura e locomoção em crianças deficientes visuais congênitas no período escolar e a partir daí analisar a importância de uma abordagem fisioterapêutica nesta população. METODOLOGIA Esta pesquisa tem caráter qualitativo do tipo série de casos. Este estudo foi desenvolvido no Instituto dos Cegos da Bahia, no período de maio e junho de 2007. O Instituto dos Cegos da Bahia é uma ONG sem fins lucrativos que tem como objetivo a inclusão educacional e social de crianças e adolescentes deficientes visuais. Dispõem de uma equipe interdisciplinar como médicos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos e psicólogos. Na composição atual não dispõem de profissionais fisioterapeutas e por esse motivo esta pesquisa tem como meta avaliar a necessidade de uma abordagem fisioterapêutica por meio da avaliação de postura e locomoção em crianças deficientes visuais congênitas no período escolar. Foi elaborado uma ficha de identificação e um questionário. Estes foram respondidos pelos cuidadores das crianças deficientes visuais, contendo dados como nome da criança, sexo, idade, nível de escolaridade, uso da bengala, se dispõe ou já dispôs de acompanhamento de profissionais de fisioterapia, a visão do cuidador em relação às atividades desempenhadas pela criança como locomoção, postura, independência e história escolar e social. Em seguida foi realizada uma avaliação de postura e locomoção. Devido a uma criança, durante o período em que a pesquisa foi realizada, ter ficado sem comparecer ao Instituto dos Cegos por problemas de saúde a amostra foi alterada para seis crianças deficientes visuais congênitas inseridas no período escolar. A avaliação das crianças teve como critérios específicos: alterações posturais, funcionalidade da deambulação, qualidade da mesma e fadiga. A avaliação consistiu em uma análise pos-

tural estática e posteriormente dinâmica com o objetivo de observar as repercussões da postura na harmonia dos movimentos. Foram utilizados para a avaliação de postura e locomoção das crianças uma máquina fotográfica e filmadora, o programa de Avaliação Postural Computadorizada, realizada pela plataforma (denominada Fisiometer de Avaliação – Posturograma, versão 2.8), papel metro, tinta guache e régua. A amostra teve como critérios de inclusão: crianças com idade compreendida entre seis e doze anos, que freqüentassem o Instituto de Cegos da Bahia e uma escola regular concomitante e tivesse diagnóstico fechado de deficiência visual congênita. E como critério de exclusão: outras patologias associadas. A partir dos critérios propostos, foram selecionadas aleatoriamente sete crianças e fizeram parte do estudo seis devido a uma ter cursado durante a pesquisa com problemas de saúde. Desta forma assegura-se a homogeneidade da amostra escolhida. A coleta de dados por meio do questionário e avaliação postural e de locomoção foi previamente autorizada pelo comitê de ética e pelos responsáveis das crianças que compõem o estudo, através do termo de consentimento e o termo de consentimento livre e esclarecido para a utilização das imagens. RESULTADOS E DISCUSSÃO O questionário aplicado aos responsáveis das crianças deficientes visuais, foi lido por uma única pessoa e respondido em seguida pelo cuidador, os dados eram relacionados à opinião do mesmo quanto ao desempenho motor, postural e comportamento psico-social da criança. A primeira pergunta foi como seria classificada a locomoção das crianças em ambientes internos. É possível constatar através da análise de dados que locais conhecidos não são grandes barreiras no cotidiano de um deficiente visual, uma vez que as classificações da locomoção em ambientes internos por parte dos responsáveis das crianças qualificam em maior percentagem como muito boa, ou seja, mais que o satisfatório para uma independência em locais como, escolas e residências. Desta forma foi questionado aos cuidadores como seria caracterizada a locomoção em relação aos ambientes externos como ruas e repartições públicas. Na visão dos cuidadores o desempenho motor decaiu quando comparado à locomoção em


ambiente internos. Isto nos leva a analisar que locais desconhecidos ainda representam obstáculos.

Gráfico 1: Questionário aplicado aos cuidadores: visão do cuidador em relação a locomoção em ambientes internos/ externos. Salvador-BA, abril-maio, 2007. Fonte: Pesquisa de campo, 2007. Os responsáveis informaram que muitas vezes mesmo com o auxílio da bengala locais externos se tornam uma ameaça a crianças deficientes visuais, pelo receio do desconhecido. Além disso, as ruas não se encontram devidamente adaptadas para esta população, calçadas mal estruturadas, transportes públicos e sinaleiras desprovidas de adaptações. Tudo isso impõe barreiras físicas aos indivíduos com deficiência visual, acarreta dependência, ou melhor, a utilização de um guia vidente, para o auxílio de tarefas simples do cotidiano. Instabilidade e quedas podem demonstrar um sinalizador de má saúde geral ou de um declive da função. O próximo fator a ser avaliado foi à freqüência em que as quedas ocorrem, pois estas podem influenciar no

desempenho motor, psicológico e social da mesma. A maior parte representada por 85,71% dos cuidadores de crianças deficientes visuais relataram que raramente estas cursam com quedas, porém 14,29% informam que não anda por medo de cair, desta forma verifica-se a importância de uma prevenção de quedas e investigação biomecânica da causa destas. Auxílios como à bengala pode vir a prevenir grande parte os acidentes, detectando as instabilidades do terreno, obstáculos e transmitindo estas informações de maneira mais precisa para o deficiente visual evitando que este venha a cair. Uma das perguntas realizadas para os responsáveis foi relacionada à avaliação deles sobre a postura das crianças deficientes visuais. É importante a avaliação deste fator e se torna indispensável uma avaliação cautelosa devido às repercussões físicas, psíquicas e as conseqüências no desempenho motor em crianças deficientes visuais. A visão dos responsáveis em relação à postura das crianças deficientes visuais variou entre boa 42,86%, ruim 42,86% e muito ruim 14,29%, nenhum cuidador das crianças deficientes visuais congênitas no período escolar escolheu o item que caracteriza como excelente ou muito boa a postura destas, demonstrando a necessidade de uma avaliação cautelosa e criteriosa para detectar alterações de forma precoce e preventiva para não acarretar problemas a partir desses ajustes posturais ocorridos

devido à ausência do captor visual, é possível após coleta destes dados analisar a importância de um acompanhamento fisioterapêutico com enfoque postural. Foi questionado aos responsáveis como era a visão deles em relação ao desempenho escolar das crianças deficientes visuais congênitas por meio do questionário. O maior percentual foi representado por aqueles cuidadores que consideraram excelente o rendimento escolar, seguido muito bom e bom, não foram escolhidas por nenhum cuidador as alternativas: ruim ou muito ruim referente ao rendimento escolar. Os dados obtidos na avaliação da locomoção no presente estudo através da plantigrafia estão retratados na tabela um. Os dados encontrados na plantigrafia foram considerados abaixo do normal baseado no estudo de Santos e Tellechea (2005) teve como amostra dez crianças, com a faixa etária de 11 anos, onde foram analisados aspectos da marcha como o comprimento do passo, passada e a largura da base da mesma, por meio da plantigrafia, os resultados foram: passada direita 117,35cm e a passada esquerda de 116,30cm, passo esquerdo 57,75 cm e passo direito de 59,55cm. Com base nos dados é possível supor que a diminuição tanto do passo como da passada pode ser atribuído pela insegurança e a ausência da visão que acarreta redução das informações captadas do espaço. Após a avaliação da locomoção foram realizadas fotos para serem submetidas à

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avaliação postural computadorizada. Esta etapa ocorreu através da plataforma denominada fisiometer de avaliação – posturograma, versão 2.8.

Fotografia 1: Avaliação postural da criança 3, vista anterior, posterior, lateral esquerda e lateral direita. Fonte: PONTES, Sarah. Pesquisa de campo, 2007. Os resultados constatados predominantemente anteprotusão da cabeça, hiperlordose cervical, hipercifose torácica, hiperlordose lombar, ombros protraídos e anteversão pélvica. Um estudo descritivo com adolescentes com a faixa etária compreendida entre 10 a 17 anos com sub-visão ou cegueira no instituto dos cegos da Bahia, Salvador – BA teve como objetivo a avaliação postural por meio da análise observatória com a amostra de 34 adolescentes. As alterações mais encontradas foram à cabeça anteriorizada, ombros protraídos, escoliose, anteversão pélvica e pés pronados. A idade escolar é uma etapa propícia para uma avaliação mais apurada da postura e da locomoção, pois, os pré-requisitos já foram trabalhados. É possível abster ou reduzir deformidades posturais e oferecer uma marcha mais funcional que promove melhoria na qualidade de vida para essas crianças portadoras de deficiência visual. É indispensável no tratamento a interação da família e a permuta de informações com os terapeutas e que colaboram para que o tratamento seja eficaz. É função do fisioterapeuta uma avaliação criteriosa para que seja possível traçar objetivos quanto ao funcionamento muscular, articular, postura, fadiga e desenvolvimento motor, para as crianças deficientes visuais congênitas no período. É imprescindível a informação e colaboração dos familiares quanto às práticas realizadas pela equipe de saúde, já que estes geralmente passam mais tempo na companhia das crianças deficientes visuais. Desta forma, se tornam as pessoas que mais podem colaborar para os objetivos traçados e a estimulação correta. Ninguém mais indicado que o cuidador para entender o programa de intervenção realizada no serviço e na residência da própria criança. O fisioterapeuta se torna o veículo da independência, do desenvolvimento da motricidade e da orientação espacial de crianças deficientes visuais congênitas, 22 • NovaFisio.com.br

logo as mãos que incentivam os primeiros passos são as mesmas que promovem o refinamento, a fluidez e a harmonia dos movimentos para fazer dos passos iniciais uma caminhada longa, prazerosa e livre pela vida. CONCLUSÃO Com base nestes resultados torna-se inquestionável a importância de uma abordagem fisioterapêutica nesta população, visto que estas crianças deficientes visuais congênitas necessitam de melhoria da postura e locomoção com intuito de promover a independência funcional. A postura e a locomoção são aspectos estudados pela fisioterapia como ciência preventiva e reabilitadora promovendo melhoria na qualidade de vida. Porém, é notável a necessidade de novos estudos mais conclusivos em relação à postura e locomoção em crianças deficientes visuais congênitas no período escolar, de preferência pesquisas randomizadas com a amostra maior e demonstrando a importância de uma abordagem fisioterapêutica. REFERÊNCIAS ALBUQUERQUE, F; SILVA,E. Saltos altos e artralgias nos membros inferiores e coluna lombar. Fisioweb, [S.l.], [S.n.], p. 1-8, fevereiro, 2004. Disponível em: http://www.wgate. com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/reumato/saltos_artralgias.htm. Acesso em: 28 maio 2007. BRICOT, B. Postura normal e postura patológica. . In:___. Posturologia. 3. ed. São Paulo: Ícone, 2004, cap 1, p. 21-44. BRICOT, B. Postura normal e postura patológica. . In:___. Posturologia. 3. ed. São Paulo: Ícone, 2004, cap 2, p. 49-75. BRICOT, B. Postura normal e postura patológica. . In:___. Posturologia. 3. ed. São Paulo: Ícone, 2004, cap 4, p. 123-152. BRYAN, K.; WHISHAW, Q. Como vemos o mundo?. In:___. Neurociência do comportamento. 1 ed. São Paulo: Manole, 2002, cap. 8, p. 276-316. BUENO, G. Orientação e mobilidade do curso de especialização (Latu-senso) da UNICID (Universidade Cidade de São Paulo). Benjamin Constant, Rio de Janeiro, v. 7, n.20, p.7-12, dezembro, 2001. CERQUEIRA, J; FERREIRA, M. Recursos didáticos na educação especial. Benjamin Constant, Rio de Janeiro, v. 6, n.15, p.24-28, abril, 2000. COLL, C.; MARCHESI, A.; PALACIOS, J.Crescimento físico e desenvolvimento psicomotor até dois anos. In:___. Desenvolvimento psicológico e educação. 2 ed. Porto Alegre: Artmed, 2004, cap. 2, p. 55-89. CONSORT, L; SOUZA, M. O contribuição da fisioterapia na prevenção de atrasos neuropsicomotores em crianças cegas congênitas de zero a dois anos de idade. 2003. 50 f. Monografia (Bacharelado em Fisioterapia) – Universidade Católica de Goiais (UCG), Goiânia, 2003. CUNHA, M. A expressão corporal e o deficiente visual. Benjamin Constant, Rio de Janeiro, v. 10, n.28, p.8-15, agosto, 2004. DUTHIE, E; KATZ, P. Doenças do Sistema Nervoso. In: BADDOUR, R; WOLFSON, L. Geriatria Prática. 3 ed. Rio de Janeiro: Revinter, 2002.

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Artigo

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|Equipe multidisciplinar, assistência social, ética Quais os reais valores de um “profissional multidisciplinar” para equipe de Saúde? Por|Gustavo Miranda Bezerra de Menezes Artigo

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o pesquisar e encontrar o conceito de multidisciplinar segundo Aurélio: referente a, ou que abrange muitas disciplinas. Quanto à Equipe Multidisciplinar (voltada à Saúde) surge outra dúvida, pesquiso e com ajuda, defino que é um grupo de especialistas, que podem interagir para o trabalho de reabilitar ou remediar pessoas enfermas. Hoje, no Brasil, uma importante tendência para o atendimento por profissionais de Enfermaria, Psicologia, Fonoaudiologia, Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Nutricionista, Assistência Social e de Medicina (fisiatria, neurologia, ortopedia, psiquiatria, etc). Estes profissionais procuram uma interseção de conhecimentos de suas especialidades para uma ação terapêutica e clínica visando à cura ou me-lhora do quadro clínico do paciente. Encontro várias monografias, artigos, opiniões sobre a inserção de determinados profissionais na Equipe Multidisciplinar voltada à Saúde, ou seja, cada profissional defende seu espaço ou quer adquirir e provar a necessidade de se fazer presente na equipe, o que é óbvio. Certo, no entanto, somente alcançar a inserção da profissão na equipe, não deve cessar a busca de alguns para que se alcance o “real espírito coletivo” para conquista de melhores resultados para saúde do paciente e elevar a confiança entre os profissionais da equipe. Quando falo de “profissional multidisciplinar” refiro-me aquele profissional que está disposto a trabalhar para equipe multidisciplinar, a fim de somar verdadeiramente para atingir objetivos comuns a todos que acompanham um enfermo e não apenas “fazer parte da equipe”. Portanto o questionamento que faço é: a partir de qual momento da vida acadêmica ou profissional entende-se o real e verdadeiro valor do “profissional multidisciplinar”? ...abordo não mais a equipe em geral. Aponto firmemente a questão individual, “eu sou multidisciplinar”? ...ou apenas estou envolvido e não comprometido com a equipe. Tendo em vista que, para o funcionamento adequado da equipe multidisciplinar há a necessidade da somatória de aspectos profissionais individuais básicos como conhecimento (filosófico e prático), competência, eficiência, agilidade e respeito. E ainda, valores imprescindíveis como amor pela profissão, ética, coletivismo, liderança, humildade, doação, dedicação cumplicidade entre outros, estes os quais julgo de maior im24 • NovaFisio.com.br

portância em caráter harmônico para que uma equipe realmente flua e colha resultados positivos, pois, existem casos que apenas com eficiência alcançaremos a eficácia em contrapartida também se pode falhar por falta de sincronia da equipe. Somente a inteligência não é suficiente para nos dirigir ao êxito. “A razão precisa da emoção, como um planeta precisa de um sol para comportar a vida”. Nada sobre auto-ajuda e sim uma visão do que realmente pode estar faltando para que o trabalho conjunto possa se tornar uma verdadeira equipe multidisciplinar. Assim, este texto traz à luz a necessidade da reflexão individual sobre o espírito da cumplicidade entre os profissionais e acadêmicos em relação aos aspectos para tornar-se um “profissional multidisciplinar”. A grandeza do profissional não é medida somente pela eficiência arrogante existente e sim pela maneira competente como atua com os princípios que não estão escritos nos livros como: os va-lores morais essenciais, a ética. Abordo a questão acadêmica por ser aluno do Curso de Fisioterapia do sétimo período no UNINORTE (Centro Universitário do Norte – Manaus AM) e observo que na própria faculdade em sala de aula, já nos falta o espírito de união e a busca por objetivos coletivos em prol da melhoria da saúde no país. Por acreditar que dentro da Universidade traçamos o profissional que seremos fora e onde devemos aprender a respeitar cada professor (como profissional) e cada colega (como futuro profissional) independente das particularidades de cada um. Conduto é notória a presença de atitudes e sentimentos como: desavenças, desrespeitos, ofensas, ciúmes, desunião entre outros que fogem do direcionamento que deveríamos seguir e cultivar para melhoria da classe e da equipe. Por partir do pressuposto que, se não temos união dentro da própria classe profissional como poderemos atingir um ápice de convivência com as demais profissões dentro da equipe. Preparemo-nos, portanto, para esse “avanço” do conhecimento. Precisamos estar atentos e preparados! Quem está a par das reais condições da saúde no país e dentro das Instituições de Ensino, percebe profissionais e/ou acadêmicos em busca de êxito próprio. Poucos absorvem as mudanças impostas pelas transformações sociais embasadas nas alterações comportamentais, muitas vezes motivadas pelo

mercado e necessidade de sobrevivência, opta por soluções prontas que não se enquadram mais em nossa realidade profissional. E então qual o momento? O momento é agora! Os temas da hora não são “humanizar a saúde”, “ética”, “equipe” e outros que nos mostram a necessidade de refletir. Se não lograrmos atitudes diferenciadas não chegaremos ao êxito profissional. Na contramão de todos os pessimismos que possam assolar nossa contribuição multidisciplinar, deve surgir um caminho para melhoria. Não é possível e nem se deve diminuir a importância do conhecimento técnico, sei disso e não dispensaria essa qualidade em qualquer atendimento à saúde. Enfatizo apenas uma reflexão para um novo panorama profissional (já adotados por muitos), mas ainda deficitária em nossa cidade, estado, região ou ainda país. Sugiro um profissional realmente novo. Questionando a própria prática e atitudes adotadas e buscar soluções desejáveis para todos, desde a vida acadêmica. Adequando-se para a diversidade de cada profissão e profissional buscando a alta qualidade no atendimento ao paciente, julgo ser tarefa primordial para aqueles que estão ou estarão neste mercado profissional. Saber-se que amor pela profissão, bondade, nobreza de caráter, humildade, honestidade, respeito, equilíbrio, liderança, doação entre outros, são apenas prérequisitos para se ter um comportamento ético e multidisciplinar, portando, prérequisitos que devemos refletir e expandir a todos para podermos ser éticos e estar comprometido com a equipe, “mesclando sabedoria e humildade, inteligência e bom senso, e acima de tudo, continuar acreditando no enorme potencial do ser humano”. Os acadêmicos e profissionais que já desfrutam dessa visão ÓTIMO! Só expandi-la compartilhando a idéia com todos através de atitudes. Os demais que ainda não têm tal atitude, mas tem consciência da necessidade de mudança EXCELENTE! Já deu primeiro passo, é só começar. Mudanças fundamentais e necessárias para que a equipe de saúde possa oferecer um atendimento de qualidade à sociedade (principalmente aos mais necessitados) e finalmente o País conhecer um progresso justo e o mais igualitário possível na promoção da saúde, nossa tarefa sim! E para todo e qualquer profissional cidadão, sabendo-se também responsável pela sociedade.


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|Hidrocinesioterapia, anorgasmia, satisfação com a vida sexual. Efeitos de um programa de hidrocinesioterapia na anorgasmia feminina Por|Caroline Marques da Silva; Melissa Medeiros Braz Artigo

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Fisioterapia, como profissão da área da Saúde, deve possuir profissional capaz de lidar com as condições .de saúde da população. Executar um trabalho cujo objetivo maior consiste em propiciar um “estado” de condições de saúde que permita um elevado grau de conforto e segurança à população. Para isso, são necessárias promoções de saúde, manutenção de boas condições de saúde e prevenção de problemas, além da assistência curativa e reabilitadora. O fisioterapeuta tem sido um membro importante da equipe que trabalha com saúde da mulher. O papel do fisioterapeuta nesta área é o de ajudar a mulher a ajustar-se às alterações, avaliar e tratar quaisquer problemas esqueléticos e musculares, promover relaxamento efetivo, conscientização corporal, aconselhar atividade física, ensinar exercícios e dar tratamentos especializados. O fisioterapeuta que trabalha no campo de ginecologia e obstetrícia deve estar preparado para clientes que queiram debater as suas dificuldades sexuais. Como as disfunções sexuais femininas, que são causadas por muitas variáveis. São causas diretas de desarmonia e estresse nas relações e levam a uma grande angústia pessoal. A musculatura do assoalho pélvico tem grande importância na obtenção do orgasmo feminino. Os músculos fracos do assoalho pélvico são seguidos por queixas de insatisfação sexual. As causas psicológicas desempenham um grande papel na disfunção sexual feminina, porém doenças e a pílula anticoncepcional oral também reduzem a libido. A dispareunia (relação sexual difícil e dolorosa) pode inibir o estímulo sexual. (POLDEN; MANTLE, 2000) A resposta sexual é determinada pela interação dos fatores físicos, psicossociais e familiares e se compõem de três fases: desejo, excitação e orgasmo. A interrupção de uma das três fases que compõem o ciclo da resposta sexual é denominada de disfunção sexual. O orgasmo é o resultado de uma excitação sexual que, ao atingir um certo nível de tensão psicofísica, desencadeia um reflexo de alívio acompanhado por uma agradável sensação de prazer. (HALBE, 2000) A anorgasmia é caracterizada pela demora persistente em se alcançar o orgasmo ou a falta dele após uma fase de excitação sexual normal, resultando em angústia ou dificuldade interpessoal. (BEREK, ADASHI E HILLARD, 1998) A hidrocinesioterapia é um recurso que faz a união dos exercícios aquáticos com

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a terapia física. A palavra hidroterapia deriva das palavras gregas hydor (água) e therapia (cura), e cinesioterapia significa cura pelo movimento. (NORM ; HANSON, 1998) A água é um meio maravilhoso para os exercícios e oferece oportunidades estimulantes para os movimentos. Forças diferentes agem na água. Os efeitos de flutuabilidade, metacentro e das rotações fornecem campo para as técnicas especializadas. A turbulência da água pode ser apreciada de uma forma que não é possível no ar, e o peso da água significa que ela pode ser empurrada e utilizada como resistência com que cada indivíduo pode trabalhar. (CAMPION, 2000) A água proporciona um ambiente controlável para a reeducação de músculos enfraquecidos e desenvolvimento de habilidades. A hidroterapia é um recurso que oferece benefícios como: promoção do relaxamento muscular, aumento da facilidade do movimento articular, aumento da força e resistência muscular em casos de fraqueza, aumento da circulação periférica, melhora da musculatura respiratória, melhora da consciência corporal, melhora moral e autoconfiança do paciente. A água sempre foi uma poderosa inspiração para a imaginação. De acordo com ODENT (1991) a água exerce um efeito na sexualidade, é importante nas fantasias sexuais e tem poder erótico. Este trabalho teve como objetivo geral analisar os efeitos de um programa de hidrocinesioterapia elaborado para pacientes com anorgasmia feminina. Sendo assim teve como objetivos específicos: elaborar um programa de hidrocinesioterapia para pacientes com anorgasmia feminina; verificar os efeitos de um programa de hidrocinesioterapia na força muscular do períneo; comparar o grau de satisfação com a vida sexual antes e depois do tratamento. MATERIAIS E MÉTODOS Esta pesquisa foi do tipo experimental com variação do plano clássico do experimento, constituída de um grupo único sendo realizado pré-teste (T1) e pós-teste (T2). T1 e T2 foram comparados para poder verificar se o tratamento foi eficiente. O experimento foi realizado na piscina da Clínica Escola de Fisioterapia da Unisul - campus Tubarão, tendo como população mulheres anorgásmicas, nuligestas, com vida sexual ativa e parceiro único. Para a amostra foram escolhidas de forma aleatória três estudantes do curso de Fisioterapia da UNISUL, com idade entre 20 e

23 anos, da cidade de Tubarão. Com objetivo de realizar uma avaliação mais completa e minuciosa, foram utilizados os seguintes os instrumentos listados abaixo: • Ficha de avaliação utilizada na Clínica Escola de Fisioterapia, contendo os dados pessoais da paciente, anamnese, história menstrual, ginecológica e clínica, exame físico e inspeção • Escala de satisfação sexual: linha tracejada de 0 a 10, onde a paciente indicava o grau de sua satisfação sexual. • Toque bidigital com os dedos médio e indicador, utilizando luvas e vaselina para a verificação do grau de força perineal que varia de 0 a 3, onde 0 indica sem contração, 1 contração perceptível, 2 não vence resistência e 3 contração vencendo resistência. • Cones vaginais: são pequenas cápsulas de formato anatômico, constituídas de materiais resistentes e relativamente pesados, o peso dos cones variam entre 20 a 70 gramas aproximadamente. Os cones vaginais utilizados eram da marca Femtone, que era composto por um kit de cinco cones. Primeiramente foi explicado aos sujeitos da pesquisa o que iria acontecer com eles no decorrer do trabalho. Em seguida as pacientes assinou um termo de consentimento, estando ciente que participaria de uma pesquisa. Foram realizadas duas sessões por semana, com duração de 50 minutos cada, somando um total de 12 sessões. A primeira e a última sessão foram utilizadas para avaliação e reavaliação das pacientes respectivamente. As outras foram para a terapêutica na piscina. Na avaliação foi aplicada uma ficha de avaliação contendo dados da paciente, anamnese, história menstrual, ginecológica e clínica, exame físico e inspeção. Uma escala de satisfação sexual, onde a paciente dava uma “nota” de 0 a 10 para sua relação sexual. A seguir, foi realizado o toque bidigital, para verificar o grau de força muscular, sendo graduado entre 0 e 3, onde, 0- sem contração, 1- contração perceptível, 2contração, mas não vence resistência da mão, 3- contração vencendo resistência da mão. Por último, foi realizada a avaliação com os cones vaginais: um kit composto de cinco cones, onde variavam de peso, entre 20 a 70 gramas. A paciente fez um circuito de atividades, que começava com o cone 1 e ia progredindo para o 2, 3, 4 e 5, conforme terminava o circuito. O circuito constava de caminhada em círculo por dois minutos,


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passando por subida e descida de escadas e rampas por dez vezes, pular dez vezes, realizar 10 abduções de quadril com cada perna e dez contrações perineal na posição de cócoras, todos com o cone introduzido no canal vaginal. Os cones iam progredindo até a paciente deixar cair. Os exercícios realizados na piscina em dez sessões foram: caminhada por cinco minutos para aquecimento e alongamento dos membros inferiores. A paciente então realizava exercício de agachamento e no momento em que levantava, associava com contração perineal, em três séries de dez repetições. Realizava movimento de anteversão e retroversão pélvica associado à contração perineal na retroversão, três séries de dez. Exercício de movimento em círculo também associado à contração perineal e em oito com o quadril, três vezes de dez. Na posição deitada em decúbito dorsal, com ajuda de flutuadores e colar cervical, terapeuta na lateral, fazendo resistência manual no movimento de abdução do quadril bilateralmente. Com o decorrer das sessões a resistência passou de manual para resistência com caneleiras. E por fim, relaxamento muscular, onde a paciente permanece na mesma posição citada acima, e terapeuta apoiando-a pela cabeça, movimentando-a pela piscina dando estímulos verbais. Na reavaliação foi aplicada a ficha de avaliação, para comparar algumas respostas como o relacionamento afetivo e sexual com seu parceiro antes e depois tratamento. Foi feita avaliação com o toque bidigital e com os cones vaginais da mesma forma que na avaliação, para comparar o grau de força perineal no pré-teste com o pós-teste. E por fim, foi aplicada a escala de satisfação sexual para observar se as pacientes obtiveram melhora. RESULTADOS E DISCUSSÃO As pacientes 1 e 2 possuíam 20 anos de idade e a paciente 3, 23 anos de idade (21 +- 1,7). Em relação ao sentimento quanto a patologia, a paciente 1 relatou sentir tristeza e as pacientes 2 e 3 relataram sentir-se frustradas Mannocci (1995) explica que havendo em nossa cultura uma intensa valorização da experiência orgásmica, essa disfunção apresenta um grau elevado de valorização. Berman e Berman (2003) afirmam que o distúrbio orgástico causa sofrimento pessoal à mulher. Estes sentimentos em relação à patologia fazem com que algumas mulheres sintamse inferiores diante de seu parceiro, levando à motivação insuficiente pra o ato sexual. Sendo assim, elas adquirem uma insatisfação com a vida sexual. A paciente 1 e 3 têm um bom relacionamento com o parceiro no dia-a-dia, e a paciente 2 refere ter um ótimo relacionamento. 28 • NovaFisio.com.br

Halbe (2000) revela que a história de cada mulher, os motivos de escolha de tal ou qual parceiro, bem como o contexto relacional que se estabeleceu entre ambos são aspectos que interferem nas emoções que permeiam cada ato sexual e orgasmo da mulher. De acordo com Berman e Berman (2003) problemas de comunicação, raiva, falta de confiança, falta de conexão e uma falta de intimidade podem influenciar de uma maneira negativa a resposta sexual e o interesse da mulher. As pacientes 1 e 2 fazem utilização de pílula anticoncepcional e a paciente 3 faz uso de preservativo. Todas as pacientes são nuligestas. Existe evidência que alguns medicamentos causam redução da libido e da excitação e problemas orgásticos. O anticoncepcional é um medicamento que provoca estas respostas em algumas mulheres. Berman e Berman (2003) dizem que algumas mulheres que tomam pílulas com progesterona, queixam-se de uma perda da libido e de secura vaginal, resultantes das mudanças hormonais provocadas pela pílula. No pré-teste, a paciente 1 queixou-se de diminuição do desejo para a realização do ato sexual, a paciente 2 de dispareunia e a paciente 3 de anorgasmia. Berman e Berman (2003) descrevem o distúrbio do desejo sexual hipoativo como sendo uma deficiência contínua ou recorrente ou uma falta de fantasias e pensamentos sexuais, ou uma falta de interesse na atividade sexual. Este distúrbio pode ser resultado de fatores médicos (tais como medicações), de fatores emocionais (tais como depressão) ou da menopausa (natural ou cirúrgica). Halbe (2000) explica que o desejo sexual é ativado por um complexo de sistema neuronal no cérebro, que controla a emoção e, com esta, pode ser inibido ou controlado. Quando o desejo é suprimido, inibido, o indivíduo perde o interesse sexual. Segundo o autor supracitado, dispareunia é a dor durante o coito. Pode ser dividida em superficial (dor no intróito da vagina), profunda (dor com penetração profunda) e intermediária (dor no conduto médio da vagina). Mannocci (1995) diz que a dispareunia não é propriamente uma disfunção sexual, sendo apenas uma manifestação de um sintoma associado ao coito. Berman e Berman (2003) concluem que a dispareunia é a dor genital recorrente ou constante associada com o ato sexual. Pode surgir como conseqüência de problemas médicos, tais como infecções vaginais, pode ter uma base psicológica, ou refletir um problema de relacionamento ou ainda outro conflito emocional. Halbe (2000) explica que a anorgasmia é a falta do orgasmo, que nada mais é do que o resultado de uma excitação sexual

que, ao atingir um certo nível de tensão psicofísica, desencadeia um reflexo de alívio acompanhado por uma agradável sensação de prazer. Biologicamente é um ato reflexo. Mannocci (1995) diz que é comum a queixa de mulheres que embora refiram se excitar bastante, não conseguem atingir o orgasmo. Nenhuma das pacientes têm problemas respiratórios, doenças cardiovasculares, diabetes ou doenças neurológicas. Berman e Berman (2003) explicam que as doenças cardiovasculares causam redução do fluxo sanguíneo; a neuropatia diabética (distúrbio do sistema nervoso e dos vasos sanguíneos relacionado à diabetes) é que afeta a função sexual nos diabéticos. Assim como as doenças cardiovasculares, e a diabetes, doenças respiratórias e neurológicas também podem enfraquecer a musculatura e diminuir o prazer. Grau de força perineal através do toque bidigital

Gráfico 1 – Grau de força perineal através do toque bidigital pré e pós-teste. No gráfico 1, pode-se observar que todas as pacientes antes e após o tratamento atingiram o mesmo grau de força perineal. No toque bidigital observou-se ganho de força perineal, passando de grau 2 (contração mas não vence resistência da mão) para grau 3 (contração vencendo resistência da mão). Mannocci (1995) relata que os exercícios além de melhorar a tonicidade da musculatura perivaginal, aumentam a irrigação sanguínea local e a capacidade sensória vaginal, propiciando à mulher melhor captação e percepção dos estímulos vaginais, além de um melhor conhecimento e percepção sensorial por ter um autocontrole da referida musculatura. Moreno (2004) afirma que a cinesioterapia do assoalho pélvico é o único método que não possui contra-indicações e pode ser realizado individualmente ou em grupo. Luiz e Mazarini (2004) dizem que a hidroterapia facilita o desenvolvimento dos exercícios. Por causa da água, as atividades realizadas em uma sessão de hidroterapia não sobrecarregam as articulações. Grau de força perineal através dos cones vaginais Gráfico 2 – Grau da força perineal através


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dos cones vaginais pré e pós-teste.

Com o gráfico 2, observa-se que a paciente 1 e 2 obtiveram ganho de força perineal na avaliação com os cones, e a paciente 3 manteve sua força, sendo que esta já segurava o cone mais pesado na avaliação. A paciente 1 teve evolução significativa, passando do cone número 3 para o de número 5. Já a segunda paciente evoluiu do cone número 3 para o de número 4, tendo uma evolução considerável. A paciente 3 manteve o cone, sendo este o de número 5, mas não quer dizer que não obteve evolução. Berman e Berman (2003) explicam que o fortalecimento dos músculos pubococígeos ou assoalho pélvico, músculos que rodeiam o orifício da vagina, pode ajudar a intensificar a excitação e o orgasmo. Paciornik (1997) diz que grande número de mulheres com pressão vaginal baixa queixam-se de insatisfação sexual. O mau desempenho é freqüente nas com menos de 30 milímetros de mercúrio. Ainda de acordo com o mesmo autor, exercícios apropriados aumentam a pressão vaginal. Em geral, à medida que a pressão vaginal sobe, melhora o desempenho sexual, tornando-se mais raros os desajustes sexuais. Luiz e Mazarini (2004) explicam que a hidroterapia reduz a ação da força da gravidade, favorecendo a realização dos movimentos, com segurança, principalmente para pessoas com excesso de peso. Aumenta entre seis e quinze vezes a resistência aos exercícios em relação ao ar. Grau de satisfação com a vida sexual Gráfico 3 – Grau de satisfação sexual das pacientes pré e pós-teste

Com o gráfico 3 pode-se observar a evolução do grau de satisfação com a vida sexual que as pacientes obtiveram depois do tratamento fisioterapêutico. Pode-se constatar que os efeitos do tratamento foram benéficos. A paciente 1 evoluiu seu grau de satisfação com a vida sexual, que foi marcado em 30 • NovaFisio.com.br

uma linha tracejada de 0 a 10, de 5 para 8. A paciente dois evoluiu de 7 para 8,5. Já a paciente 3 obteve evolução no grau de satisfação com a vida sexual de 7 para 9. De um modo geral, as pacientes relataram que o relacionamento sexual com seus parceiros melhorou de modo significativo, sendo esta mais afetiva e amorosa. As fases de desejo e excitação tiveram importância, já que aconteceram de forma mais intensa. As pacientes 1 e 3 conseguiram atingir o orgasmo. A paciente 2 não chegou ao orgasmo mas relatou que a dispareunia reduziu. 4.5 Qualidade do relacionamento sexual No (pré-teste) e (pós-teste) 1 Bom Ótimo 2 Bom Ótimo 3 Ruim Ótimo Quadro 1: qualidade do relacionamento sexual pré e pós-teste. Fonte: pesquisa elaborada pela autora. O quadro 1 está mostrando a evolução quanto à qualidade do relacionamento sexual. No pré-teste as pacientes 1 e 2 classificaram sua relação sexual sendo boa e a paciente 3 como ruim. Mas após o tratamento fisioterapêutico todas as pacientes classificaram o seu relacionamento sexual como sendo ótimo. Para Back (2002), o tratamento da disfunção sexual é de suma importância, pois na questão da saúde propriamente dita a questão sexual desempenha uma função vital para os dois sexos, tanto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) estipula que a felicidade sexual é uma condição inseparável da questão da saúde, onde a falta de prazer pode desencadear múltiplos problemas como uma constante tensão ou mau humor, depressão, insônia, entre outros. A melhora na qualidade do relacionamento sexual é resultado de todos os fatores citados, já que as pacientes mostraram ganho no grau de força perineal, melhora no grau satisfação e melhora no relacionamento com seu parceiro. Luiz e Mazarini (2004) relatam que a hidroterapia diminui a ansiedade, sendo excelente no combate ao estresse. CONSIDERAÇÕES FINAIS A área de Ginecologia e Obstetrícia ainda é um campo pouco explorado dentro da Fisioterapia. Sendo que relacionado com as disfunções sexuais, neste caso a anorgasmia, poucos são os que conhecem as técnicas e as formas de tratamento que a Fisioterapia oferece. Com a conclusão deste trabalho, observouse a importância dos efeitos da Fisioterapia no tratamento deste tipo de patologia, pois foi possível obter resultados significativos. O protocolo de tratamento utilizado mostrou-se ser eficaz na melhora da disfunção

sexual. Foi possível constatar que as pacientes tiveram um ganho no grau de força perineal, no grau de satisfação com a vida sexual, melhora no relacionamento diário e sexual com seu parceiro e maior consciência corporal. Sendo assim, os objetivos propostos nesta pesquisa foram alcançados, o programa de hidrocinesioterapia elaborado para pacientes com anorgasmia feminina obteve sucesso principalmente no grau de força perineal e na satisfação sexual. Fica aqui sugerido, que para um próximo trabalho de pesquisa nesta área, se faça com uma amostra maior. A Fisioterapia na área de Ginecologia e Obstetrícia tem muito a evoluir, principalmente relacionada a anorgasmia feminina, já que entre 50 % e 70% das mulheres brasileiras apresentam esta patologia. REFERÊNCIAS BACK, L.R Clínica renascer vaginismo. | citado 24 ago 2002 |. Disponível em URL: http://www.mps.com.br/infoserv/renascer/vaginismo.htm. BARAM, D.A. Sexualidade e função sexual. In: BERECK, J.S. Novak: Tratado de ginecologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. cap. 11, p. 205-210. BECKER, B.E. Princípios físicos da água. In: RUOT, R.G.; MARRIS, D.M.; COLE, A.J. Reabilitação aquática. São Paulo: Manole, 2000. cap. 2, p. 17-26. BERECK, J.S. Novak: Tratado de ginecologia. 12. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1998. cap. 11, p. 205-210. BERMAN, J.; BERMAN, L. Só para mulheres. Tradução Vera Joscelyne. Rio de Janeiro: Record, 2003. CAMPION, M.R. Hidroterapia: princípios e prática. São Paulo: Manole, 2000. HALBE, H.W. Tratado de ginecologia. 3. ed. São Paulo: Roca, 2000. v. 3. HENTSCHEL, H. Etiologia orgânica e tratamento. In: HALBE, H.W. Tratado de ginecologia. 3. ed. São Paulo: Roca, 2000. v. 3, cap. 171, p. 1931. KAPLAN, H.S. A resposta sexual: desejo, excitação e orgasmo. In:______. Enciclopédia básica de educação sexual. Rio de Janeiro: Record, 1979. cap. 3, p. 71-90. KOURY, J.M. Programa de fisioterapia aquática: um guia para a reabilitação ortopédica. São Paulo: Manole, 2000. LUIZ, D.C.G.; MAZARINI, C. Terapia dentro d`água. Disponível em URL: http://www. xenicare.com.br/pc/obesidade/xenicare/ web/movimente_se/mov_terapia.asp. Acesso em 12/10/2004. MANNOCCI, J,F. Disfunções sexuais: abordagem clínica e terapêutica. 3. ed. São Paulo: Fundo editorial Byk, 1995. MONTGOMERY, M.; SURITA, R. Disfunção sexual feminina: etiologia funcional e tratamento. In: HALBE, H.W. Tratado de ginecologia. 3. ed. São Paulo: Roca, 2000. v. 3, cap. 172, p. 1942. MORENO, A. L. Fisioterapia em uroginecologia. São Paulo: Manole, 2004. NORM, A.; HANSON, B. Exercícios aquáticos terapêuticos. São Paulo: Manole, 1998. p. 1. ODENT, M. Água e sexualidade. Tradução Fátima Marques. São Paulo: Siliciano,


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Agenda|Divulgue seus evento de graça em nossa agenda. Visite o site. DESC DATA CURSO JUNHO 20 e 21 Intro à Terapia CranioSacral 22 a 26 Curso de Musculação Terapêutica 24 a 28 Conceito Maitland 25 a 28 Terapias Manuais - Drenagem Linfática - Pedras Quentes e Bambuterapia 10% 26 a 29 Terapia Manipulativa e Reprogramação Postural no Pilates 27 e 28 Introdução à Terapia CranioSacral JULHO 01 Curso de Aptidão Física para Concursos 01 a 05 Curso de Formação em Cadeias Musculares 02 a 05 Curso Internacional do Conceito Mulligan 02 a 11 Método Pilates coma avisão Australiana 03 Curso de Formação Physio Pilates - Polestar 04 e 05 Abordagem Terapeutica e Preventiva de Fibroses e Aderencia (LTF) 04 a 13 Método Pilates com a visão Autraliana 06 e 07 Cosmetologia p/ Fisioterapia Dermato Funcional 06 a 16 Intensivo de férias - Pós graduação em terapia manual e postural. 09 a 12 Aperfeiçoamento em Dermato Funcional 11 e 12 Introdução à TCS (à confirmar) 11 e 12 Consultor de Ergonomia pelo método RDM 13 a 17 Curso de Formação em Cadeias Musculares 10% 14 a 18 Podoposturologia Proprioceptiva Internacional - Escola de Total Therapy 17 e 18 Physio Pilates on Tour 17 a 19 Obstetrícia para Fisioterapeutas 18 a 19 Introdução à TCS (à confirmar) 18 a 21 Aperfeiçoamento em Dermato Corporal e Facial 20 a 29 Método Pilates com a visão Australiana 21 e 22 Pilates Saúde da Mulher 23 a 26 Terapia CranioSacral 1 (à confirmar) 23 a 26 Mobilização Neural (Neurodinâmica) 100% 24 Encontro com a criadora do Workshop Coluna Viva, Isabela Moody 24 a 26 Métodos de Avaliação Através da Anatomia Palpatória 25 Workshop Coluna Viva 25 I Simpósio Espaço Terapêutico de Teresópolis 26 a 29 Pilates Clínico Internacional 10% 27 a 31 Estabilização Dinâmica da Und Func Inferior - Joelho 27 RPG Souchard - 2ª Fase 31 Encontro com a criadora do Workshop Coluna Viva, Isabela Moody 31 Curso de Formação Physio Pilates - Polestar 31 Curso de Formação Physio Pilates - Polestar AGOSTO 01 Workshop Coluna Viva 01 a 10 Método Pilates com a visão Australiana 08 Workshop Feldenkrais 08 e 09 Introdução à TCS (à confirmar) 13 e 14 Pilates - Solo 13 a 16 Terapia CranioSacral 1 (à confirmar) 100% 14 Encontro com a criadora do Pilates p/ Crianças, Mayra Nascimento 14 Workshop Flymoon (Meia Lua) 14 Curso de Formação Physio Pilates - Polestar 14 Curso de Formação Physio Pilates - Polestar 15 Workshop Feldenkrais 15 Workshop Pilates para Crianças 15 e 16 Pilates - Bola e Theraband 15 a 22 Método Pilates com a visão Australiana 19 a 22 Pilates Clínico Internacional 19 a 25 Conceito Maitland 21 a 24 Terapias Manuais - Drenagem Linfática - Pedras Quentes e Bambuterapia 21 a 25 Reeducação Funcional do Assoalho Pélvico 22 e 23 Intro à Terapia CranioSacral 22 a 25 Terapia Manipulativa e Reprogramação Postural no Pilates

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Agenda|Divulgue seus evento de graça em nossa agenda. Visite o site. DESC DATA CURSO CIDADE UF AGOSTO 27 a 30 Terapia CranioSacral 1 (à confirmar) Sorocaba SP 100% 28 Encontro com a criadora do Workshop Coluna Viva, Isabela Moody Porto Alegre RS 28 Curso de Formação Physio Pilates Polestar Rio de Janeiro RJ 28 a 30 Conceito Bad Ragaz Londrina PR 29 Workshop Coluna Viva Porto Alegre RS 29 Workshop Flymoon (Meia Lua) São Paulo SP 30 Conceito Halliwick Londrina PR SETEMBRO 01 a 03 Hidroterapia nas Algias Londrina PR 03 a 06 Conceito McConnell Porto Alegre RS 05 a 08 Manipulação Visceral Rio de Janeiro RJ 07 a 10 Conceito McConnell São Paulo SP 04 a 08 Técnica de Watsu para Fisioterapeutas Londrina PR 11 Curso de Pilates Mat PhysioPilates - Polestar Brasília DF 11 a 14 Conceito McConnell Porto Alegre RS 11 a 14 Conceito McConnell Ribeirão Preto SP 12 a 19 Método Pilates com a visão Australiana Brasília DF 10% 17 a 20 Curso de Formação em Uroginecologia (Avaliação e Tratamento) Salvador BA 18 Curso de Formação PhysioPilates - Polestar Florianópolis SC 18 Encontro com a criadora do Pilates p/ Crianças, Mayra Nascimento Natal RN 18 a 21 Pilates Clínico Internacional Belo Horizonte MG 19 workshop Pilates para Crianças Natal RN 19 e 20 Introdução à TCS (à confirmar) Cuiabá MT 24 a 27 Terapia CranioSacral 1 Guapimirim RJ 25 Encontro com a criadora do Workshop Coluna Viva, Isabela Moody Recife PE 25 a 27 Atualização Fisioterapia Dermato-Funcional - Eletroacupuntura e Peelings Goiania GO

CONTATO www.upledgerbrasil.com 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 400 7008 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 400 7008 0800 400 7008 0800 400 7008 (21) 8884-4321 0800 400 7008 0800 400 7008 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 400 7008 0800 400 7008 (61) 3264-0344/8133-6798 (85) 3281-8270 / 3067-7072 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 0800 400 7008 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 www.upledgerbrasil.com www.upledgerbrasil.com 0800 606 8008 / (71) 3261-8000 (11) 3079-0925 / 8141-6719

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CLASSIFISIO Rafael Vicentini Cidade: Amparo Estado: SP Email: ft.vicentini@gmail.com Anuncio: Vende-se maca de RPG nova, ótimo preço. Contato: ft.vicentini@gmail.com Paulo Marcio Cidade: Rio de Janeiro Estado: RJ Email: paulo.riera@terra.com.br Anuncio: Vendo ondas curtas HTM com controle digital com funções independentes opera em modo continuo e pulsado, bivolt, pesa apenas 8kgs, semi novo, muito pouco usado. Valor 50% do valor de mercado. Paulo (21) 3281-1862 ou 8635-8815 Grasiela Rodrigues Cidade: Brasília

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camos espaço com tatame em academia de lutas na tijuca para tratamentos com pilates na bola. Disponiveis turnos da manhã e tarde. Interessados (21)3904-1368 7874-1140 Fabiana Cidade: São Paulo Estado: PS Email: fabianapeluso@ig.com.br Anuncio: Vendo livros de fisioterapia e medicina em ótimo estado e pouco uso! 1- tratamento de casos difíceis em medicina ed. Manole (50,00) 2- reabilitação: a locomoção em pacientes com lesão medular (30,00) E muitos outros Veja todos os anúncios e anuncie também no site : www.novafisio.com.br


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Tininha |

Humor - passa-tempo - tv - novidades - música - cinema - moda -

EDIÇÃO DE CARA NOVA.

SINTOMAS PROVOCADOS POR CARÊNCIA DE ALIMENTOS.

-BOM DIA, É DA RECEPÇÃO?

Como vocês perceberam a revista sofreu uma transformação nesta edição nº 68. Mudanças no nome e no logo. Acredito que sempre para melhor. Desta vez, coloco este espaço para vocês manifestarem suas opiniões sobre a retomada às origens definidas pela equipe editorial. Mande sua sugestão e opinião para meu e-mail: tininha@novafisio.com.br

Veja que interessante... Principalmente a partir de uma certa idade, temos quase todos esses sintomas, provocados pela falta dos alimentos aqui mencionados.

- Sim, em que posso lhe ajudar? - Eu gostaria de falar com alguém que me desse informações sobre um paciente. Queria saber se certa pessoa está melhor ou piorou... - Qual e o nome do paciente? - Chama-se Celso e está no quarto 302. - Um momentinho, vou transferir a ligação para o setor de enfermagem... - Bom dia, sou a enfermeira Lourdes. O que deseja? - Gostaria de saber as condições clínicas do paciente Celso do quarto 302, por favor! - Um minuto, vou localizar o médico de plantão. - Aqui é o Dr. Carlos plantonista. Em que posso ajudar? - Olá, doutor. Precisaria que alguém me informasse sobre a saúde do Celso que está internado há três semanas no quarto 302. - Ok, meu senhor, vou consultar o prontuário do paciente... Um instante só! Hummm! Aqui está: ele se alimentou bem hoje, a pressão arterial e pulso estão estáveis, responde bem à medicação prescrita e vai ser retirado do monitor cardíaco até amanhã. Continuando bem, o médico responsável assinará alta em três dias. - Ahhhh, Graças a Deus! São notícias maravilhosas! Que alegria! - Pelo seu entusiasmo, deve ser alguém muito próximo, certamente da família!? - Não, sou o próprio Celso do 302, ligando do meu celular! É que todo mundo entra e sai deste quarto e ninguém me diz nada!. Eu só queria mesmo saber como estou...

LEPTOSPIROSE - Dr. o que é leptospirose? - É uma doença que ataca os usuários de lépitópi. É transmitida pela urina do mauzi.

1. DIFICULDADE DE PERDER PESO: O QUE ESTÁ FALTANDO: Ácidos graxos essenciais e vitamina. AONDE OBTER: semente de linhaça, cenoura e salmão - além de suplementos específicos. 2. RETENÇÃO DE LÍQUIDOS: O QUE ESTÁ FALTANDO: na verdade um desequilíbrio entre o potássio, fósforo e sódio. ONDE OBTER: água de coco, azeitona, pêssego, ameixa, figo, amêndoa, nozes, acelga, coentro e os suplementos. 3. COMPULSÃO A DOCES: O QUE ESTÁ FALTANDO: cromo. ONDE OBTER: cereais integrais, nozes, centeio, banana, espinafre, cenoura+ suplementos... 4. CÃIMBRA, DOR DE CABEÇA: O QUE ESTÁ FALTANDO: potássio e magnésio ONDE OBTER: banana, cevada, milho, manga, pêssego, acerola, laranja e água. 5. DESCONFORTO INTESTINAL, GASES, INCHAÇO ABDOMINAL: O QUE ESTÁ FALTANDO: lactobacilos vivos. ONDE OBTER : coalhada, iogurte, yakult e similares.

RESPONDA 1- O que é mole, mas na mão das mulheres fica duro? 2- Onde as mulheres têm o cabelo mais enrolado? 3- O Que as mulheres tem que tem seis letras, começa com B, termina com A e não sai da cabeça dos homens? 4- O que as mulheres têm no meio das pernas? 5- O que é que a mulher casada tem mais larga que a solteira? 6- O que é redondo, tem duas letras, um furo no meio, começa com C, quem dá fica feliz e quem ganha fica mais ainda? 1- Esmalte. 2- Na África. 3- Beleza 4- O Joelho. 5- A cama. 6- CD

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6. MEMÓRIA RUIM: O QUE ESTÁ FALTANDO: acetil colina, inositol ONDE OBTER: lecitina de soja, gema de ovo + suplementos. 7. HIPOTIREOIDISMO (PROVOCA GANHO DE PESO SEM CAUSA APARENTE): O QUE ESTÁ FALTANDO: iodo ONDE OBTER: algas marinhas, cenoura, óleo, pêra, abacaxi, peixes de água salgada e sal marinho. 8.. CABELOS QUEBRADIÇOS E UNHAS FRACAS: O QUE ESTÁ FALTANDO: colágeno ONDE OBTER: peixes, ovos, carnes magras, gelatina + suplementos 9. FRAQUEZA, INDISPOSIÇÃO, MAL ESTAR: O QUE ESTÁ FALTANDO: vitaminas A, C, e E e ferro ONDE OBTER: verduras, frutas, carnes magras e suplementos. 10. COLESTEROL E TRIGLICER? DEOS ALTOS O QUE ESTÁ FALTANDO: Omega 3 e 6 ONDE OBTER: sardinha, salmão, abacate, azeite 11. DESÂNIMO, APATIA, TRISTEZA, RAIVA, INSATISFAÇÃO O QUE ESTÁ FALTANDO: Dinheiro, meu filho, dinheiro!!! ONDE OBTER: Quando eu descobrir, informarei


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1) “o problema da amazônia tem uma percussão mundial. Várias Ongs já se estalaram na floresta.” (percussão e estalos. Vai ficar animado o negócio) 2) “A amazônia é explorada de forma piedosa.” (boa) 3) “Vamos nos unir juntos de mãos dadas para salvar o planeta.” (tamo junto nessa, companheiro. Mais juntos, impossível) 4) “A floresta tá ali paradinha no lugar dela e vem o homem e créu.” (e na velocidade 5!) 5) “Tem que destruir os destruidores por que o destruimento salva a floresta.” (pra deixar bem claro o tamanho da destruição) 6) “O grande excesso de desmatamento exagerado é a causa da devastação.” (pleonasmo é a lei) 7) “Espero que o desmatamento seja instinto.” (selvagem) 8) “A floresta está cheia de animais já extintos. Tem que parar de desmatar para que os animais que estão extintos possam se reproduzirem e aumentarem seu número respirando um ar mais limpo.” (o verdadeiro milagre da vida) 9) “A emoção de poluentes atmosféricos aquece a floresta.” (também fiquei emocionado com essa) 10) “Tem empresas que contribui para a realização de árvores renováveis.” (todo mundo na vida tem que ter um filho, escrever um livro, e realizar uma árvore renovável) 11) “Animais ficam sem comida e sem dormida por causa das queimadas.” (esqueceu que também ficam sem o home theater e os dvd’s da coleção do Chaves) 12) “Precisamos de oxigênio para nossa vida eterna.” (amém) 13) “Os desmatadores cortam árvores naturais da natureza.” (e as renováveis?) 14) “A principal vítima do desmatamento é a vida ecológica.” (deve ser culpa da morte ecológica) 15) “A amazônia tem valor ambiental ilastimável.” (ignorem, por favor) 16) “Explorar sem atingir árvores sedentárias” (peguem só as que

SOBE...

Projeto Saúde Escolar do CREFITO5/ RS é apresentado no Jornal Hoje da rede Globo. Para assistir o vídeo, digite.

ENEM O tema da redação do Enem 2008 foi Aquecimento Global, e, como acontece todo ano, não faltaram preciosidades. Lá vão:

ELEVADOR

estiverem fazendo caminhadas e flexões) 17) “Os estrangeiros já demonstraram diversas fezes enteresse pela amazônia.” (o quê?) 18) “Paremos e reflitemos.” (beleza) 19) “A floresta amazônica não pode ser destruída por pessoas não autorizadas.” (onde está o Guarda Belo nessas horas?) 20) “Retirada claudestina de árvores.” (caraulio) 21) “Temos que criar leis legais contra isso.” (bacana) 22) “A camada de ozonel.” (Chris O’Zonnell?) 23) “a amazônia está sendo devastada por pessoas que não tem senso de humor.” (a solução é colocar lá o pessoal da Zorra Total pra cortar árvores) 24) “A cada hora, muitas árvores são derrubadas por mãos poluídas, sem coração” (para fabricar o papel que ele fica escrevendo asneiras) 25) “A amazônia está sofrendo um grande, enorme e profundíssimo desmatamento devastador, intenso e imperdoável.” (campeão da categoria “maior enchedor de lingüiça”) 26) “Vamos gritar não à devastação e sim à reflorestação.” (NÃO!) 27) “Uma vez que se paga uma punição xis, se ganha depois vários xises.” (gênio da matemática) 28) “A natureza está cobrando uma atitude mais energética dos governantes.” (red bull neles - dizem as árvores) 29) “O povo amazônico está sendo usado como bote expiatório.” (ótima) 30) “O aumento da temperatura na terra está cada vez mais aumentando.” (subindo!) 31) “Na floresta amazônica tem muitos animais: passarinhos, leões, ursos, etc.” (deve ser a globalização) 32) “Convivemos com a merchendagem e a politicagem.” (gzus) 33) “Na cama dos deputados foram votadas muitas leis.” (imaginem as que foram votadas no banheiro deles) 34) “Os dismatamentos é a fonte de inlegalidade e distruição da froresta amazonia.” (oh god) 35) “O que vamos deixar para nossos antecedentes?” (dicionários)

http://g1.globo.com/ jornalhoje/0,,MUL111100416022,00-SAIBA+QUAL+O+PESO+ IDEAL+DAS+MOCHILAS+DAS+CRIA NCAS.html

SOBE...

Já foram definidas as datas do IV Congresso Internacional de Fisioterapia Manual que será de 12 a 15 de Maio de 2010 em Fortaleza - CE Mais informações em: www.fisioterapiamanual.com.br

SOBE...

II CIRNE FOI SUCESSO TOTAL Com a participação de mais de 700 profissionais e estudantes, o II CIRNE confirmou que é um dos mais importantes eventos de fisioterapia de todo o Brasil.

SOBE...

Atacante brasileiro do Arsenal é grato a Odir de Souza, fisioterapeuta da Seleção Brasileira Odir de Souza recebeu uma carta enviada pelo Arsenal, de agradecimento pelo excelente trabalho desenvolvido na recuperação do atacante Tem sido assim sempre quando entra em jogo a competência do profissional de fisioterapia brasileiro. Luís Alberto Rosan, também fisioterapeuta da Seleção Brasileira, tem ao longo dos anos trabalhado na recuperação de muitos jogadores consagrados que atuam no exterior e o procuram no Brasil.

SOBE...

APROVADA A LEI QUE PODE REDUZIR EM 85% O NÚMERO DE AM-

PUTAÇÕES Projeto de Lei acaba de ser aprovado Assembléia Legislativa - 70% das amputações do SUS são realizadas em diabéticos Os 8 milhões de diabéticos brasileiros estão comemorando. A Assembléia Legislativa aprovou o Projeto de Lei de autoria da Deputada Estadual Maria Lúcia Amary (PSDB), que cria o pioneiro Programa com o objetivo de prevenir, diagnosticar e tratar os diversos tipos de lesões que os pacientes diabéticos podem apresentar nos pés, que segundo pesquisa feita pelo Hospital Universitário (USP) deverá reduzir em 85% o número de amputações. NovaFisio.com.br • 37


|Fisio Perfil

FP

Rogério Augusto Queiroz

Sempre uma breve entrevista com quem tem uma longa história

Atividades | rogerioosteopatia@hotmail.com

Ainda na graduação de fisioterapia fez sua formação em acupuntura pela SBEMO (na época aceitavam estudantes). Após se formar em fisioterapia iniciou já no ano seguinte a formação em Osteopatia e, ainda cursando osteopatia fez uma Especialização em Metodologia de Ensino pela UNICAMP. Desde 1995 começou a atender exclusivamente com acupuntura e com o pouco que conhecia de osteopatia até completar sua formação. Em 2001 assumiu a direção da Escola de Osteopatia de Madrid no Brasil e começou a ministrar aulas aqui no Brasil, Espanha, Itália e Portugal. Em 2007 fundaram a Associaçao Brasileira dos Fisioterapeutas Osteopatas (ABFO), estando no momento na presidência da mesma. Em 2007 também criaram uma editora (Saber e Saúde) que publica a revista científica “Fisioterapia Especialidades” e “Osteopatia Científica”, além de livros na área de fisioterapia. Em 2009 organizou o CIOST Congresso Internacional de Osteopatia. Atualmente além de seguir fazendo tudo o que foi comentado, busca tempo para estar com sua mulher e filhos, pois acredita que o equilíbrio é fundamental. Os novos projetos são o de expandir a osteopatia no Brasil e criar uma Faculdade de Fisioterapia que seja referência nacional e internacional na qualidade de ensino. Qual ano e em qual faculdade que se formou? Em 1993 pela PUC de Campinas-SP Qual foi a melhor coisa que fez na vida? Além de casar e ter dois filhos, a melhor coisa que já fiz foi ter feito osteopatia pela Escuela de Osteopatia de Madrid. Qual foi a pior coisa que fez na vida? Dar um passo maior que a perna, ou seja me meter a fazer coisas sem ter a estrutura necessária. Mas como dizem, é errando que se aprende. O que você mais gosta na profissão? Do sorriso do paciente quando percebe que está sem dor. O que você odeia na profissão? De profissionais que não tem comprometimento com sua própria profissão e que não têm ética. Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? A fagulha de sempre querer sa-ber mais. Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam? A petulância de achar que já sabem tudo, mas não costumo ficar perto desses. Qual sua maior virtude? Ter um interesse verdadeiro pelos pacientes. Qual seu pior defeito? Não saber aceitar quando um paciente que não melhora, fico de mau humor. Se pudesse mudar algo, o que seria? 38 • NovaFisio.com.br

A qualidade do ensino em fisioterapia no país. Qual maior mentira já contou? Não me ocorre nada agora. Qual fato foi mais inusitado em sua carreira? Começar a receber europeus em Campinas para fazer o estágio em osteopatia que montamos no Hospital Municipal Ouro Verde, para virem aprender com a gente. É um ambulatório exclusivamente de osteopatia onde os alunos da formação podem atender sob a supervisão de um osteopata experiente. Qual fato foi o mais cômico? Na primeira vez que fui dar aula de osteopatia para a Escuela de Osteopatia de Madrid, estava muito nervoso e as aulas ainda eram dadas com transparências. Num determinado momento estou olhando para a imagem projetada na parede e uma lufada de vento empurra a transparência para fora do retroprojetor e eu, no susto, tentei segurar a imagem na parede e não a transparência que estava no retroprojetor. Por fim foi ótimo pois rimos tanto que quebrou o gelo. Qual seu maior arrependimento? Não ter concluído o meu mestrado na UNICAMP, já tinha todos os créditos e só faltava escrever a tese. Na minha imaturidade da época pensava que um título não melhoraria meu atendimento aos pacientes, o que é verdade, mas o título sempre te abre novas portas. Qual dica daria aos colegas? Mantenham a paixão pela profissão e pelos

pacientes, pois isso é o que dará vontade de evoluir e melhorar como profissional e ser humano. Qual objeto de desejo? Ter uma clínica que preste de verdade um atendimento integrado de todas as áreas da saúde. Qual sua aquisição mais recente? Fiz o curso de Manipulação das Fáscias pelo método Stecco. Fantástico. Qual seu maior sonho? Ver a fisioterapia com o reconhecimento que merece. Qual seu maior pesadelo? O fisioterapeuta que acredita ser um profissional de segunda linha. Que talento mais gostaria de ter? Disciplina. Se não fosse fisioterapeuta gostaria de ser o que? Arquiteto ou escritor. E qual profissão jamais queria ter? Alguma que não me permitisse contado com o público, ou que não envolvesse a criatividade. Diga um desafio? Melhorar sempre. Quer fazer alguma divulgação? Ao invés de uma divulgação uma sugestão, quando forem fazer um curso optem pela qualidade, é isso o que vai trazer o retorno que vocês merecem.


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Edição 68