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ISSN 1678-0817

| editorial

Caro leitor, Dando prosseguimento ao nosso compromisso de sempre oferecer informação aliada a entretenimento, você tem em mãos a nova edição da Revista NovaFisio. Neste número, estaremos traçando um perfil daquele que se tornou o bombeiro mais conhecido do Brasil, José Albucacys. Após ter seu nome envolvido com uma famosa modelo e rainha de bateria, o bombeiro se tornou conhecido, mas mesmo com os holofotes apontados em sua direção, nunca deixou que sua maior paixão, a corporação, fosse abandonada. Em entrevista ele também conta como foi sua relação com a fisioterapia. Outra reportagem, a Arte da sedução, fará a cabeça das leitoras. Cada vez mais procurados, os workshops de sedução são utilizados como ferramenta para acabar com a rotina e alavancar relacionamentos. Postura corporal, dor lombar e obesidade também são assuntos abordados nesta edição. Agora é só virar a página e aproveitar!

| protocolo

Dr. Oston Mendes Fisioterapeuta e editor

05 Cartas 06 Clipping de notícias 07 Frases e Coluna Social 08 Coluna do Prof. Luis Guilherme 10 Entrevista com o bombeiro e modelo 14 A arte da sedução Albucacys 16 A Influência da postura ereta no desenvolvimento cerebral 19 Caderno de Estética 20 A importância da hidratação cutânea em voluntárias idosas na cidade de Peruíbe 23 Tratamento do Melasma Facial Dérmico com Fangoterapia de Peruíbe 26 Obesidade e dor lombar 32 Tininha 34 Agenda de eventos

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www.novafisio.com.br 4 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

| Equipe EQUIPE - VEJA QUEM FAZ A REVISTA QUE VOCÊ LÊ EDITORES: OSTON MENDES & LUCIENE LOPES SECRETÁRIA: NINA LOPES MENDES REDATOR: EDUARDO TAVARES DESIGN GRÁFICO E WEB DESIGN: MARCIO AMARAL FOTÓGRAFO: RICARDO “RICK” RIBAS CONSULTORES DO CADERNO ESTÉTICA: ANTÔNIO CARLOS TRUBIANI & VILMA NATIVIDADE COMO CONTATAR A NOVAFISIO PARA ENVIAR COMENTÁRIOS, SUGESTÕES, CRÍTICAS E INFORMAÇÕES SOBRE QUALQUER SEÇÃO OU SOBRE O SITE DA REVISTA. ENDEREÇO: R. JOSÉ LINHARES, 134 LEBLON - RIO DE JANEIRO - RJ CEP: 22430-220 TEL: (21) 3521-6783 / 2294-9385 (fax) E-MAIL: REVISTA@NOVAFISIO.COM.BR (de 2ª a 6ª das 12h às 18h) PARA FAZER SUA ASSINATURA, ENTRE NO SITE WWW.NOVAFISIO.COM.BR E PREENCHA O CADASTROM ESCOLHA UMA FORMA DE PAGAMENTO E SEJA BEM VINDO. PARA RENOVAR SUA ASSINATURA, COMUNICAR MUDANÇA DE ENDEREÇO OU TIRAR DÚVIDAS SOBRE PAGAMENTO E ENTREGA DA REVISTA revista@novafisio.com.br (21) 3521-6783 / 2294-9385 (fax) (de 2ª a 6ª das 12h às 18h) PARA ANUNCIAR NA REVISTA, NO SITE OU FAZER MAILLINGS (e-mail marketing) luciene@novafisio.com.br (21) 3521-6783 / 2294-9385 (fax) (de 2ª a 6ª das 12h às 18h) SITE NOVAFISIO Leia esta e outras edições no site, e também, um classificados, agenda de eventos atualizada diariamente, fotos, e mais de 200 artigos inéditos. www.novafisio.com.br A REVISTA NOVAFISIO NÃO SE RESPONSABILIZA POR CARTAS E ARTIGOS ASSINADOS.


Turbilhão | Cartas - Escreva também CARCI APRESENTA LINHA DE M E S A S M OTO R I Z A DA S N A HOSPITALAR 2008 Empresa exibe produtos de qualidade e confiabilidade para o setor Mesa ortostática A Carci, líder no fornecimento de produtos para fisioterapia e reabilitação física, apresentou na 15ª Feira Hospitalar – Feira Internacional de Produtos, Equipamentos, Serviços e Tecnologia para Hospitais, Laboratórios, Clínicas e Consultórios –, que aconteceu entre os dias 10 e 13 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo, sua linha de mesas motorizadas. Composta por três opções distintas: mesa de tração cervical e lombar, para RPG e ortostática, a linha oferece o que há de mais avançado no setor. “Procuramos colocar no mercado opções que contribuam não só para os profissionais, mas principalmente para o paciente”, explica o diretor da empresa, Orlando de Carvalho. Desenvolvidas em estrutura de aço e pintura eletrostática, todos os modelos apresentam sistema de inclinação e regulagem de altura motorizadas e comandadas por controle remoto. “Lançamos mão de diversas pesquisas para desenvolver produtos que proporcionam qualidade e, principalmente, confiabilidade”, ressalta o executivo. O destaque da linha é a mesa ortostática, que segundo Carvalho, é desenvolvida para atender as necessidades de unidades intensivas, como as salas de UTI. “O diferencial está em um suporte que se encaixa à mesa de atividades”, diz o diretor, que acrescenta: “Com esse modelo é possível elevar o paciente até a posição vertical”. Tal recurso, além de oferecer praticidade aos profissionais envolvidos no atendimento, também contribui para a recuperação do paciente. Principais características técnicas • Mesa de tração cervical e lombar motorizada - mentoneira - um par de suportes auxiliar e faixas de fixação - sistema de inclinação elétrico com controle remoto com fio • Mesa para RPG motorizada - tampo de madeira revestido em espuma de alta densidade e curvin - montada sobre rodízios

- sistema de regulagem de altura motorizado controlado por controle remoto com cabo - motor elétrico - apoio de cabeça regulável com orifício - acompanha haste com jogo de polias que auxiliam o levantamento - sistema de travamento rápido e prático • Mesa ortostática - montada sobre rodízios, com sistema de freios - tampo estofado com revestimento de curvim - sistema de inclinação elétrica de 0º a 90º com controle remoto de fio Sobre a Carci Pioneira na produção e exportação de equipamentos para Reabilitação Física, a Carci www. carci.com.br foi fundada em 1966 por Ivo de Carvalho. Líder no fornecimento de produtos para a área de Fisioterapia e Reabilitação Física, a empresa detém cerca de 60% do mercado brasileiro. Especialista em equipamentos de alta qualidade, a empresa conta com certificação junto ao Ministério da Saúde para sua linha de produtos fabricados e importados. A Carci fornece soluções para Eletroterapia, Termoterapia, Hidroterapia, Mecanoterapia, Avaliação Física e Mobilização. Entre as parcerias estabelecidas ao longo de sua atuação comercial estão companhias líderes mundiais, como as empresas: Biodex Medical, Enraf Nonius, NeuroCom, Axelgaard e Qualisys, que proporcionam à companhia capacidade de ampliar sua estratégia de atuação e oferecer ao mercado Brasileiro e da América Latina, o que há de melhor no mundo. Fonte: C+C Comunicação Carla Pinho ELES LÊEM E APROVAM! Roberta Foster Em visita a redação, no final do mês de junho, a atriz Roberta Foster, capa da última edição da Nova Fisio&terapia não perdeu a oportunidade de dar uma espiadinha nas reportagens da publicação. Após folhear as primeiras páginas ela confirmou, “a revista está linda”. No dia seguinte, ela também ilustrou a página da Coluna Ui, do tradicional Jornal do Brasil, em 19 de junho. Fotos: Douglas Shineidr www.novafisio.com.br • ed. 63|2008 • 5


Turbilhão | Clipping de notícias Polícia Federal Ação do Crefito-10 impede atividades de quiropraxistas Norte Americanos no Brasil. Em decorrência de denúncia recebida, o CREFITO-10 realizou ato fiscalizatório em relação a atuação de 26 Norte Americanos que realizavam supostas atividades em quiropraxia na comunidade do bairro de Forquilhinhas na cidade de São José, grande Florianópolis. Ficou constatado que tais atividades vinham ocorrendo também desde os dias 18 e 19 de junho na cidade de Criciúma e que nos dias 26 e 27 de junho os atendimentos aconteceriam na cidade de São José o que motivou a atuação fiscalizatória deste Regional. Na fiscalização verificou-se a presença de 21 acadêmicos e 05 professores de quiropraxia da Palmer Universidade da Flórida, os quais realizavam os referidos atendimentos. Constatou-se que os referidos acadêmicos não portavam documentos que lhes propiciasse atuação profissional em território brasileiro ou qualquer autorização de autoridades brasileira neste sentido. Em razão dos fatos apurados e, em atenção ao disposto no inciso III do Art. 7º da Lei 6.316/75, foi solicitado apoio da Polícia Federal a qual designou policiais para a verificação da atuação e da condição destes estrangeiros no País. No momento da abordagem policial verificou-se que os Norte Americanos também não portavam seus passaportes sendo autuados por tal situação e conduzidos em um ônibus até a Delegacia da Polícia Federal da cidade de Florianópolis, acompanhados pelos policiais federais e pelos representantes do CREFITO-10. Na Delegacia da Polícia Federal ficou constatado que os mesmos possuíam somente vistos de turista e não poderiam exercer tais atividades. Os vistos de permanência dos estrangeiros eram inicialmente para 90 (noventa) dias, período este que em decorrência destes fatos foi reduzido, sendo solicitado que todos se retirassem do país e não mais realizassem as atividades que se propunham aqui realizar. Fonte: Noticias.terra.com.br

Polícia Federal rides again PF prende 26 norte-americanos por prática ilegal de fisioterapia. Estrangeiros disseram à polícia que faziam trabalho voluntário com pessoas carentes. Segundo denúncia, atendimentos eram feitos em ginásio sem condições de higiene. A Polícia Federal (PF) prendeu 26 norte-americanos em São José, na Região Metropolitana de Florianópolis. Os estrangeiros são acusados de prática ilegal de fisioterapia. Segundo a PF, são 21 residentes de medicina e cinco professores de

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uma universidade da Flórida. Eles afirmam que estavam fazendo um trabalho voluntário de quiropraxia com pessoas carentes da região. Os estrangeiros chegaram a Santa Catarina no dia 15 de junho e voltariam para os Estados Unidos no fim de semana. O Conselho Regional de Fisioterapia, que fez a denúncia, diz que os americanos estavam fazendo os atendimentos em um ginásio onde não havia as mínimas condições de higiene. Fonte: g1.globo.com/Noticias

Fisiotrab Destaques na Fisioterapia do Trabalho de todo o Brasil participaram de Congresso em Curitiba. Renomes da Fisioterapia no Brasil passaram uma semana no Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho (Fisiotrab), que aconteceu em Curitiba, no Estação Embratel Convention Center. Entre eles (da esq. para a direita) o presidente da Abrafit (Associação Brasileira de Fisioterapia) e diretor técnico do SEFIT- Prevenção Laboral, Dr. Alison Klein, a coordenadora do 4º Fisiotrab, Dra. Lucy Mara Baú, a representante do CREFITO 8 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - PR), a fisioterapeuta Patrícia Rossafa Branco e o representante do COFFITO-DF (Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional) e o presidente do CREFITO 11, Eduardo Ravagni. O evento ocorreu nos dias 26 e 27 de junho e teve como tema “A ginástica laboral na prevenção das doenças ocupacionais”.


Turbilhão | Pesquisas A incidência de lesões no joelho do atleta de Surfe – Pesquisa em andamento No Brasil a prática do surfe vem atraindo cada vez mais adeptos. Estes atletas iniciam sem ter várias informações da preparação física adequada, resultando assim em varias lesões, principalmente na articulação do joelho pelo fato de usarem como pivô. O primeiro mecanismo ocorre tipicamente nas tentativas de manobras com cortes rápidos com o pé em contato com a base e o joelho em flexão. Este tipo de lesão freqüentemente acomete desportistas, que se submetem a uma acentuada carga em valgo e rotação externa. O valgo do joelho, combinado com a rotação tibial externa, cria um estresse significativo para o Ligamento Cruzado Anterior (LCA). O qual vem sido verificado na prática das manobras radicas do surfe, as quais forçam o pé de base (prancha). O objetivo da pesquisa foi avaliar o grau de incidência de lesões nesta articulação devido às manobras executadas. Foi realizada uma entrevista na praia do macaco em junho/2007, onde 10 surfistas, escolhidos aleatoriamente, foram submetidos a um questionário com perguntas objetivas e subjetivas que permitiu colher informações referentes aos diversos aspectos relacionados às lesões. A pesquisa demonstrou que 80% dos entrevistados sofreram lesões na articulação do joelho, destes, 50% a lesão ocorreu quando estavam praticando as manobras e 17% foram submetidos à cirurgia do Ligamento Cruzado Posterior (LCP) e Ligamento Colateral Medial (LCM). Esses dados demonstram que os surfistas avaliados relataram que ocorrem lesões articulares no joelho. Pode-se demonstrar que estas lesões limitam a pratica do desporto, por sensações dolorosas perdendo o gestual correto. Muitos autores relatam que um único mecanismo não pode enquadrar a suposta lesão ligamentar, mais um conjunto de limitações das lesões intrínsecas e extrínsecas. Com essa pequena amostra demonstra indícios que existe grande incidência de lesões no joelho do surfista devido a sobre carga exercida durante a realização das manobras radicas.

incidência desta síndrome O objetivo do presente estudo foi correlacionar o tempo de prática de natação e a jornada de treinamento com a dor no ombro. A amostra foi composta por 15 nadadores, com idade entre 15 e 22 anos (17,4;±2,13), 10 do sexo masculino e 5 do feminino dos clubes Esporte Clube Cabo Branco e CIEF, os dois em João Pessoa – PB. Os nadadores responderam a um questionário composto de 24 questões. A pesquisa demonstrou que todos os avaliados apresentaram dor no ombro e uma jornada de treinamento de mais de 04 horas por dia, 13 entrevistados afirmaram que treinam a mais de 04 anos. Foi aplicada a equação de correlação do “r” de Pearson para as variáveis dor no ombro e tempo de prática e dor no ombro e tempo de treino, obteve-se os seguintes resultados respectivamente –0,19 e 0,22. Os resultados da pesquisa levaram a conclusão que para essa amostra a dor no ombro está inversamente correlacionada com o tempo de prática do esporte e não está correlacionada com a jornada de treinamento.

Edições disponiveis no site Todas as edições mais recentes, são disponibilizadas em arquivos PDF no nosso site. www.novafisio.com.br Não deixe de visitar o site e ler as edições mais recentes na íntegra. São revistas idênticas a de papel com todos os artigos, imagens e anúncios em versão PDF para você poder ler no seu computador e o melhor de tudo, de graça. Além disso, também existem centenas de arquivos inéditos sobre fisioterapia em todas as áreas. Não perca tempo, começa agora mesmo sua pesquisa em nosso site.

Correlação da dor no ombro em atletas de natação A natação é um dos esportes mais completos que existem, hoje. A prática da natação leva a um crescente número de lesões musculares, tendinosas e ligamentares, devido aos esforços individuais dos atletas em superar seus próprios limites para promover um maior desempenho para sua equipe ou individual. Um dos mais sérios problemas que os nadadores enfrentam é a síndrome do impacto do ombro ou lesão do manguito rotador que tem causa extrínseca. Essa enfermidade é resultado de uma atividade repetitiva (micro traumatismos) ou do emprego de uma força significativa (macro traumatismo). Vale salientar que a má conformação anatômica do acrômio tende a maior

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Crônica | Coluna Prof. Luis - luisguilherme@novafisio.com.br

O Futuro Chegou Mas história precisa ser respeitada por

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Prof. Dr. Luís Guilherme Barbosa

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ois é minha gente O FUTURO CHEGOU, somos especialidade também: FISIOTERAPIA DO TRABALHO. É claro que ainda está faltando a parte burocrática para que a Resolução 351 do COFFITO entre em ação, mas nós já estamos por aí trabalhando e muito. Das áreas de atuação da Fisioterapia a Fisioterapia do Trabalho é uma das que mais cresce por uma questão de lógica: sem dinheiro nada se faz! Quando entrei para a Fisioterapia (FRASCE 1988 a 1991) eu vinha da engenharia elétrica (UGF 1996 a 1997), visto que comecei minha vida profissional como técnico de eletricidade (CEFET 1976 a 1979), na PETROBRAS. Na Fisioterapia iniciei buscando a Pediatria Aplicada, especialmente a Neo-Natal, mas como não estudei com meu amigo Dr. Farley Campos, decepcionei-me e busquei o que fazer dentro de uma empresa, juntando o útil ao agradável. Ainda me lembro do filme da WEG passado pelo, então professor de Fisioterapia Preventiva, colega Dr. Luiz Claudio Pinto, onde aparecia o Hudson Couto, com cara de garoto. Em 1992 eu cursava Docência Superior no IBMR e como eu não era docente tive que apresentar um curso de dez horas, como estágio probatório, foi o primeiro curso de Fisioterapia do Trabalho no Rio de Janeiro, e imaginem vocês o que saiu! Era tudo muito novo, hoje tudo está muito diferente. Numa palestra que fiz na aula do Prof. Luiz Claudio, como uma abertura para divulgarmos a novidade vislumbrada, um aluno sugeriu que eu estava muito louco, provavelmente teria vindo da Geni (um bar que tem na rua da entrada lateral da FRASCE), porque não tinha a menor possibilidade de um fisioterapeuta atuar dentro de uma empresa, e ergonomia nada tinha a ver com Fisioterapia. Dessa turma da FRASCE saiu o Dr. Erimilson Pereira, que foi estagiário na PETROBRAS com a Nivalda, mas deu muitas passadas na Segurança do Trabalho para conhecer ergonomia comigo, e que tem um livro publicado sobre o assunto. Em 1994, ainda na PETROBRAS, fui convidado pelo grande amigo Dr. Dierci Marcio da Cunha a auxiliar na divulgação da Ergonomia na empresa, dando aulas de biomecânica ocupacional, visto que eu conhecia muito bem as atividades desenvolvidas na empresa. Passamos a viajar o Brasil divulgando a Ergonomia, suas vantagens e seus modos de aplicação dos conceitos. Em 1995 conheci a COPPE e o grande Prof. Dr. Mario

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Vidal, que me orientou no mestrado e no doutorado. Provavelmente eu fui um dos primeiros fisioterapeutas na COPPE e tive a honra de ter a prof.a Helenice na minha banca de mestrado, vejam quanta honra, pois minha dissertação falava de Implantação do Programa de Ergonomia na PETROBRAS, um trabalho simples, mas que foi até copiado em alguns itens (ainda que eu não tenha recebido os créditos pelo feito). A Dra. Nivalda Nascimento, que trabalha até hoje no ambulatório da PETROBRAS, foi a primeira parceira em termos de Fisioterapia do Trabalho, pois fizemos alguns trabalhos no EDISE, envolvendo palestras educativas e exercícios laborais. Fomos a Salvador, no escritório da GIQUITAIA (espero que a grafia esteja correta), desenvolvemos uma semana de treinamento do pessoal, envolvendo uma vivência de ajuste de posto de trabalho. Em 1997 fiz uma palestra no Congresso de Fisioterapia, em São Paulo, com o título: Fisioterapia do Trabalho – Nasce uma especialidade, no ano seguinte a Dra. Claudia Rossi e um grupo de São Paulo fundou a ANAFIT – Associação Nacional de Fisioterapia do Trabalho. Por uma série de motivos, que não nos cabe discutir aqui, surgiu uma dissidência que deu origem a SOBRAFIT – Sociedade Brasileira de Fisioterapia do Trabalho. Finalmente, na busca da unidade foi criada a ABRAFIT – Associação Brasileira de Fisioterapia do Trabalho, congregando todos os militantes. No trabalho de divulgar a boa nova, tive oportunidade de conhecer, não me lembro bem o ano, o Dr. Wanderson Oliveira, que se inscreveu num curso que dei em Teresópolis, organizado pela Dra. Josiane Fonseca, onde trocamos muitas informações e, se procurar, ainda encontro a avaliação que o colega fez do curso. Conheci O Dr. José Henrique Alves, mais ou menos no mesmo período, sempre muito dinâmico, que na época fez um evento no Rio, que infelizmente não deu certo. As pessoas vieram surgindo, as coisas acontecendo, a Dra. Nivalda publicou o livro dela, o Dr. Erimilson publicou o seu e eu publiquei o meu. Em seguida veio a Dra. Lucy Mara Baú e depois veio o Dr. Veronese com a perícia judicial em livro. Hoje temos gente boa demais trabalhando nisso: Dr. Alison Klein, Dr. Eduardo Ferro, Dr. Arquimedes Penha, Dr. Marcio Marçal, Dra. Claudia Olay e diversos outros colegas que não teria como citar aqui por uma questão de espaço e de tempo.


Crônica | Coluna Prof. Luis - luisguilherme@novafisio.com.br Vejam como as coisas evoluem, como devemos tomar cuidado com as opiniões que emitimos. Eu conheço gente que jurava de pé, que não acreditava em extraterrestre, até que foi abduzido, ou mesmo que não acreditava em fantasmas, até que deu de cara com um parente falecido e conversou com ele. É isso. A vida é evolutiva, as coisas mudam sempre, como diz a música do Lulu: “nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia, tudo passa, tudo sempre passará”. Mas a coisa não é tão simples ou romântica como possa parecer, porque a história é contada pelos vencedores, ou por aqueles que estão à frente e muitas das vezes “esquecem” ou desconhecem detalhes importantes que ficam em segundo plano. A história, por vezes, é incompleta e esquece-se de figuras fundamentais, ou mesmo é contada de modo a parecer algo que não é exatamente, como é o caso de Dom João VI, cuja justiça está começando a ser feita somente agora. Pois então vamos lá, fazendo parte da história, independentemente de quem a conte.

Muito bom, quero deixar um abraço para a Patrícia Giselle do Centro Universitário da Bahia (FIB) pela emocionante exposição que fez, adorei, é assim que se faz. Outro abraço para a Karina Alves de Marília, muito legal você ter escrito, sua opinião é muito importante para o nosso trabalho. Um abraço final para um amigo do Nordeste, essa região que adoro, pena que não me chamam para trabalhar lá, mas Porque pede para não ser identificado. Parabéns a todo o pessoal da ABRAFIT e todos os que, de uma forma ou de outra, contribuíram e contribuem para o desenvolvimento dessa especialidade que ajudei a construir. Mandem seus comentários: elogios, críticas, temas preferidos, sugestões, etc, lembrem-se de que esta é uma coluna democrática, escrita por um cara que, antes de qualquer coisa, ama as pessoas!!! Em Outubro estaremos em Fortaleza e Teresina com nosso curso. Fique de olho que mais a frente divulgarei com mais detalhes. Valeu!

“Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar e falar quando é preciso calar.” (Provérbio Persa) Prof. Luís Guilherme Barbosa (ABERGO e ABRAFIT) Fisioterapeuta do Trabalho, Ergonomista, Professor Universitário, Diretor da GESTO-Ergonomia e Saúde no Trabalho Ltda.

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Entrevista | com o bombeiro e modelo

J

osé Albucacys Manso de Castro Júnior, 31 anos, é carioca da Tijuca e subcomandante do Corpo de Bombeiros. Ele se tornou o bombeiro mais famoso do Brasil após posar como modelo de capa do calendário Heróis do Rio, de 2003, que apresentava 12 bombeiros vestindo pouca farda. Após o trabalho fotográfico, ele se envolveu em um episódio com a modelo Luma de Oliveira, madrinha da corporação e rainha de bateria de uma escola de samba. O fato o levou a mídia, tanto que inspirou um personagem interpretado pelo ator Marcelo Farias na novela Celebridades, da TV Globo. Hoje, Albucacys não gosta de lembrar da história, que considera apenas um aprendizado de vida. Em entrevista a Nova Fisio&terapia, ainda desfilando como modelo, o bombeiro, que declara sua paixão pela corporação, diz que sua maior dificuldade é ver o sofrimento das famílias das vítimas e conta como teve contato com a fisioterapia.

V

ocê lembra de algum salvamento que marcou sua vida?

– Fiz dois salvamentos que não esquecerei jamais. Um deles em 2001, quando um andaime com dois operários teve os cabos arrebentados no 16º andar de um prédio. Os dois empregados ficaram pendurados somente pelo sinto de segurança. Desci do terraço do edifício com outro companheiro e chegamos até as vítimas. Nos prendemos aos operários e levei-os com segurança até o solo. O outro episódio ocorreu dois anos depois. Foi um grave acidente de carro com duas vítimas que estavam feridas e ficaram presas nas ferragens. O socorro foi muito dramático. Lembro que o irmão de uma das vítimas me abraçou chorando quando eu retirei o irmão. É gratificante o reconhecimento que recebemos dos familiares. Eu lembro que estava com meu uniforme cheio de sangue. Com a característica geográfica privilegiada que o Rio tem e o gosto pelo esporte, quais são os programas mais atraentes para você? – Gosto da praia, fazer minhas corridas no calçadão e na areia. Ver o por do sol do calçadão, durante um final de tarde com dias de céu limpo, é impressionante. Apreciar a imponência da Pedra da Gávea e a Prainha com sua vegetação nativa pouco alterada também é especial. Onde você costuma ir à noite? – Vou aos bares do Parque das Rosas, na Barra, onde posso encontrar os amigos para bater um papo. Não sou chegado as boates. Adoro japonês mas não dispenso massas e carnes. O Rio e especialmente a Barra da Tijuca oferecem várias opções gastronômicas. A polêmica história com a modelo Luma, em 2004, ainda faz parte de sua vida? – Foi negativo. Hoje olho para trás e vejo como 10 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

aprendi com aquela situação. Na época, me crucificaram e foi muito difícil lidar com toda aquela situação. Eu tinha vergonha e andava na rua olhando para o chão. Com o desdobramento e o vulto que o caso tomou, muitos setores da mídia queriam que a ficção se tornasse realidade. Cheguei a ser punido na corporação.

do Quartel do Corpo de Bombeiros da Barra (GBS), também é meu primo. Segui os passos de meu avô, pai e primos, sendo que meu pai também foi Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros.

Você se relacionou com muitas mulheres famosas?

- Corrida, no calçadão ou na areia, e musculação. Também gosto de vôlei e handebol.

– Respeito e admiro todas as mulheres sendo celebridades ou não. A beleza é o chamariz, mas com o tempo você começa a dar importância a outros valores.

Como foi seu contato com a fisioterapia?

Você é muito assediado nas ruas? – Acontece. Outro dia passei correndo pela orla e havia grupo de excursão só com meninas. Elas ficaram aguardando meu retorno para tirar fotografias. Sou tímido e passei com fone de ouvido, nem parei. Isso provoca reação nos homens. Alguns se sentem incomodados e passam do lado e falam umas gracinhas aguardando uma reação minha que nunca acontecerá. Não tem como eu agir diferente. Que qualidades você procura em uma mulher? – A personalidade, o olhar também tem que bater. Os olhos demonstram quem ela é. Estou solteiro e construo meu momento. Aguardo a hora certa para me casar e construir uma família maravilhosa como a minha. Meus avós ficaram juntos por 71 anos, este é o exemplo que me foi dado. Tive poucos relacionamentos, mas os que aconteceram foram longos e verdadeiros.

Qual sua atividade física hoje?

-Tive uma lesão na perna direita batendo um tiro de meta durante uma partida de futebol. Provavelmente eu estava frio na hora do chute, o que causou a contusão. Qual foi o tipo de lesão? -Foi uma contratura muscular na coxa direita. A dor foi bastante desagradável. E o tratamento que teve que se submeter? -Aí entraram as sessões de fisioterapia, ultrasom e também de drenagem linfática. Acredito que tenham sido mais de 20 sessões. Alguns lesionados acham monótonas a sessões de fisioterapia. Você cumpria à risca o tratamento? -No começo confesso que não. Após perceber que era fundamental para a recuperação comecei a cumprir o tratamento com disciplina. A partir daí minha recuperação começou a ser mais rápida. Pela minha experiência, acredito que a fisioterapia funcionou bem comigo.

Qual a prioridade da sua vida hoje?

Acha a fisioterapia um tratamento eficaz?

– O Corpo de Bombeiros. Atualmente sou subcomandante do Batalhão de Copacabana. O amor pela corporação vem de família. O comandante

-É benéfica e essencial. Se eu não tivesse feito as sessões, poderia ter me acarretado mais danos com relação a lesão que sofri. E na época da contratura, eu tinha somente 31 anos.


Entrevista |

com o bombeiro e modelo

Albucacys Manso por | Eduardo Tavares fotos | Arquivo Pessoal

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Artigo | Sedução, strip tease.

A arte da sedução contra a mesmice por | Eduardo Tavares

E

fotos | Divulgação

xistem muitos motivos pelos quais o romance pode ir por água abaixo, deixar que ele caia na rotina é um deles. Pensando nisso, algumas estabelecimentos apostam nos cursos de strip para que as mulheres alavanquem seu relacionamento. Cursos de strip tease e workshops, que ensinam a arte da sedução, estão à disposição de mulheres de qualquer idade. – A mulher que procura este tipo de curso está investindo no seu relacionamento – garante, Denise Simões, professora do curso de strip, que acontece na loja Pink Chic, localizada em um shopping da Barra. – Muitas vão para aprender a se desinibir, as casadas acreditam que é uma boa forma de acabar com a mesmice em que o casal se encontra. Também formada em teatro, Denise explica que a aula é dada em apenas um dia com duração de duas horas. Mas aquelas que enxergam na aula a única solução para a relação estagnada, estão enganadas, outros investimentos devem ser feitos. – A preocupação com a roupa de baixo e a de cima, vestir uma lingerie sensual e criar um clima no ambiente onde a dança acontecerá também é fundamental – ensina a professora. – A comida também é importante. Escolher um bom vinho, amendoim e frutas é essencial. Outra loja que também oferece cursos de sedução, é a Oversexy, que fica no shopping Città America. A sexy shop é comandada pela empresária Izabela Berg, que também apresenta produtos eróticos em um programa no canal Sexy Hot, da Net. – Nossa aula é personalizada, no máximo pode ser acompanhada por uma amiga de confiança da cliente – revela Izabela. – Focamos na necessidade individual dela. Qual o objetivo, a fantasia que quer representar ou a música que deseja dançar. Algumas mulheres têm muita vergonha e não querem se expor em grupo. Segundo a dona da Oversexy, a procura para estes cursos aumenta a cada ano. A faixa etária vai dos 20 aos 60 anos. – Já recebi em minha loja, uma avó de 60 anos, casada há 30 – recorda Izabela. – Lembro de uma aluna a qual ajudamos a preparar o local escolhido para a dança. Foi num motel da Zona Oeste do Rio. Enfeitamos o ambiente com velas e lenços. Envergonhada, a cliente chegou a vedar os olhos do marido. Ele teve a imaginação instigada com isso e depois revelou para a mulher que nunca havia tido uma relação como aquela. Pouco tempo depois, a esposa engravidou. Ela estava tentando e não conseguia. A proprietária da sexy shop avisa que, em breve, a loja estará oferecendo aulas de pole dance – dança no poste – que está bastante em evidência, desde que foi apresentada na novela Duas Caras, que a TV Globo exibiu há pouco tempo. Adriana M., 36 anos, confirma a eficiência dos cursos de sedução e não teve o menor receio da reação do parceiro. – Quando a mulher se propõe a ter este tipo de iniciativa, ela deve conhecer bem o companheiro – alerta Adriana, casada há 15 anos e mãe de 3 filhos. – Procurei o curso por curiosidade, comecei a buscar sensualidade e descobri outro universo como: acariciar o corpo do parceiro e técnicas para que ele entre no clima sensual. 14 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

Um tiro que sai pela culatra. Pode acontecer de tudo. É o que revela a psiquiatra e sexóloga, Rita Jardim, quando questionada sobre qual a reação mais comum dos homens ao se depararem com um strip tease feito pela parceira. – Ele pode cair na gargalhada ou classificar como vulgaridade. O pior é a não aceitação – confirma a sexóloga. – Para a mulher, é decepcionante quando ela investe no curso e escuta do parceiro a seguinte pergunta “você também fazia isso para os outros”? Rita Jardim explica que não é apenas a mulher que fica apreensiva no início do strip, os homens também ficam nervosos. A gargalhada é uma maneira de demonstrar tal nervosismo. – Se o casal tem bom humor a risada é bem aceita e acaba proporcionando um relaxamento, assim a coisa acontece sem problemas – explica Rita. Para ela, investigar é a palavra chave. A mulher pode trilhar pistas que podem conduzi-la a um strip tease seguro. – Deve sondar o terreno. Ver um filme de strip antes é uma forma de sentir se o companheiro irá aceitar ou recusar a dança – aconselha a psiquiatra. Rita Jardim acrescenta que o strip nada tem a ver com ter um corpo escultural. O que vale é a sensualidade da mulher. – Existem pessoas com corpo bonito que não possuem sensualidade. Os movimentos é que contam – tranqüiliza a sexóloga. – Hoje, existe uma busca incessante pela a auto-estima. Quanto aos homens, Rita esclarece que eles não procuram os cursos de sedução por se acharem muito auto-confiante. – Eles não são muito chegados ao strip masculino. Mas aqueles acima dos 30, têm mais iniciativa e até estimulam a mulher a fazer a aula. Os mais jovens, por serem menos experientes, se sentem mais inseguros e menos abertos as novas experiências – completa Rita.


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Artigo | Bipedismo, desenvolvimento cerebral, liberdade das mãos.

A Influência da postura ereta no desenvolvimento cerebral por | Ribeiro, Bruna; Cavalcanti, Daiany; Reis, Diego; Carolina, Débora; Ramos, Rafaella; Ferreira, Thauana.

R

esumo Uma das características mais distintas do ser humano é a habilidade de caminhar ereto (bipedismo – experimentado por alguns grandes macacos, porém apoiados nas mãos; deve ser considerada uma mudança muito importante, pois livrou as mãos para exploração do espaço e execução de outras tarefas, surgindo um novo modo de vida humana) e de preensão. A dextralidade manual, no primata, ocorre na posição sentada, pois adquirem maior disponibilidade corporal e autonomia postural. As elevações dos braços facilitam o desenvolvimento da segunda curva lordótica, pela ação do músculo grande dorsal que eleva as costelas, e pela tração exercida pelo músculo diafragma sobre a região toracolombar na posição inspiratória. Nos humanos, os ilíacos estão no plano elíptico, ocorrendo: dissociação da cintura escapular conseqüente liberdade das mãos e recuo das costelas acompanhando o movimento, ajudando na formação da coluna lombar. Os macacos não sentavam, pois seus ilíacos estavam no plano sagital e não tinham coluna lombar. A busca da alimentação, nos primatas, era feita pela boca por isso sua mandíbula era ampla e protusa, com caninos grandes e projetados. Nos humanos, essa busca não é feita pela boca e a mandíbula é reduzida e retraída. Assim, a dieta introduziu grandes transformações morfológicas no crânio, que produziram modificações neurobiológicas (o cérebro encontrou mais espaço e volume de expansão seguido de maior organização e complexidade), decorrente de adaptações da postura ereta e aparelho dentário. Com a retração da mandíbula, há o posicionamento do hióide, assim, a cabeça ganhou maior independência em relação ao tronco, que entram em flexão, liberando as mãos promovendo uma coordenação simétrica viso-motora. Dessa forma, as mãos participam de uma unidade de coordenação caracterizada por iniciar ou finalizar um movimento. Portanto, o resultado da motricidade não é a expansão do cérebro, mas sim a sua reestruturação. Logo, a mão cria a inteligência. Artigo Uma das características mais distintas do ser humano é a habilidade de caminhar ereto (bipedismo) e de preensão. Este tipo de locomoção é experimentado ocasionalmente por alguns grandes macacos, porem apoiados nas mãos. Analisando o esqueleto humano, pode-se verificar que a anatomia se desenvolve para isso e afetou diretamente a estrutura deste esqueleto. O bipedalismo deve ser considerado uma mudança muito importante, pois livrou as mãos para outras tarefas e provocou uma vantagem evolutiva. Com essa evolução, as mãos que possuíam dedos reduzidos e polegar relativamente grande, ficaram livres, a partir daí surgiu um modo de vida humana. A dextralidade manual no primata, só existe na posição sentada, pois assim, adquirem maior disponibilidade corporal e maior autonomia postural. Quando as mãos deixaram de ser apoio, ela pôde explorar o espaço e deu possibilidade a coluna lombar de ter a sua forma. Com isso as sucessivas elevações dos braços facilitam o desenvolvimento da segunda curva lordótica nos níveis de T11, T12, L1 e L2, pela ação do músculo grande dorsal que eleva as costelas K9, K10, K11 e K12, e pela tração exercida pelo músculo diafragma sobre a região toracolombar na posição inspiratória. 16 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

O macaco não tinha a possibilidade de sentar como o humano, pois não tinha a formação da coluna lombar. Juntamente com os seus ilíacos que estavam todo no plano sagital e não dava a possibilidade de dissociar a cintura escapular. Com a evolução foi diferenciando-se e no humano, os ilíacos estão no plano elíptico, dando a possibilidade de dissociação de cintura escapular ocorrendo assim, à liberação das mãos, onde teremos o recuo das costelas acompanhando o movimento, ajudando assim, na formatura da coluna lombar. Como nos primatas as mãos serviam como apoio, toda busca da alimentação era feito através da boca, por isso a mandíbula dos primatas era ampla e protusa, com caninos robustos e projetados. Já nos humanos, como as mãos não são mais para apoio e sim para preensão e a busca do alimento já não é feita pela boca, temos a mandíbula reduzida e retraída, apresentando aspectos evolutivos e não adaptativos, adquirindo maior funcionalidade mecânica com menor estrutura óssea, ou seja, a dieta introduziu grandes transformações morfológicas no crânio, e estas, por efeito, grandes modificações neurobiológicos, dado que o cérebro encontrou mais espaço e volume de expansão seguido posteriormente de maior organização e complexidade. Todas as aquisições cerebrais resultam efetivamente de alterações morfológicas no crânio, que decorre das adaptações da postura ereta e do aparelho dentário. Com a retração da mandíbula houve o posicionamento do hióide, possibilitando a flexão da cabeça, fazendo com que, possamos entrar em todo sistema de coordenação, sendo de grande importância para coordenação óculo-visual. Devido ao reposicionamento do hióide a cabeça ganhou uma maior independência em relação ao tronco. Onde o tronco vai entrar em flexão liberando as mãos, fazendo com que exista uma coordenação simétrica óculo-manual. Com isso, as mãos fazem parte de uma unidade de coordenação que tem característica de iniciar ou finalizar o movimento. Portanto, o resultado da motricidade não é expansão do cérebro, mas sim, a sua reestruturação. Logo, “a mão cria a inteligência”. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS - MOODY, Paul Amos. Introdução a evolução. 1. ed. Rio de janeiro: LTC, 1975. 426 p. : il - DARWIN, Charles. A origem do homem. Porto: Magalhães & Moniz, 19--. 262 p. - NESTURKH, Mikhail. A origem do homem. 2. ed. Lisboa: Ed. estampa, 1975. 3 v. : il. -- (biblioteca estampa ; 7) - RAMBO, Arthur Blasio. A origem do homem: Aspectos científicos, filosóficos, teológicos. 1. ed. Porto alegre, 1976. - MENDES, J. Caria. As origens do homem: bases anatômicas da hominização. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1985. - CRISTIANI, Léon. As origens do homem. São Paulo: Flamboyant, 1958. - NAPIER, John. A mão do homem: anatomia, função, evolução. Rio de Janeiro: Zahar, 1983 - MORGAN, Thomas Hunt. As bases científicas da evolução. São Paulo: Nacional, 1944. - FONSECA, Vitor Da. Desenvolvimento humano: Da filogênese a ontogênese da motricidade. 1. ed. Lisboa: Editorial noticias, 19--. 338 p. : il. - (coleção pedagógica ; 12)


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4

Nova

Fisio &estética

CADERNO ESPECIAL DE ESTÉTICA

Caros leitores

Nº 4 Julho/Agosto 2008

Vilma Natividade

Participe! Escreva para: vilma@novafisio.com.br

Mais uma vez estar com vocês é fascinante, preparamos um estudo inovador utilizando a natureza como nossa matéria prima. A Estância Balneária de Peruíbe, localizada no litoral Sul do Estado de São Paulo possui a maior jazida do mundo de argila crenológica, conhecida também como Lama Negra ou Fango termal, existe relatos que em Padova na Itália em meados de 1990 já se usava a Lama para tratamento de osteoartrite, dor, dermatites e outras afecções cutâneas, no Brasil alguns pesquisadores da Universidade São Paulo vem desenvolvendo estudos defendendo a eficácia do uso da Lama no tratamento artrite reumatóide e psoríase. As comprovações de sua ação terapêutica e rejuvenescedora já se encontraram em vários estudos consagrados. Espero que apreciem o caderno de estética que é feito especialmente para vocês. Aguardo a presença de vocês no Congresso Internacional em outubro acessem o site www.cimest.com.br. Abraços a todos Vilma Natividade

Foto Curso Fisioeletro Belo Horizonte www.novafisio.com.br www.novafisio.com.br •• ed. ed. 63|2008 63|2008 •• 19 19


Artigo | Pele, idoso, hidratante, semente de uva

Estética

A importância da hidratação cutânea em voluntárias idosas na cidade de Peruíbe. |

por Jeane westenberg szulman. Maria aparecida kurozawa, Prof.ªMs Vilma Natividade

A

pele do idoso apresenta-se bem atrofica e fina com isso os riscos de lesões aumentam. Objetivo deste estudo foi avaliar as condições vasculares e hidratantes das peles dos voluntários internos do Asilo em Peruíbe. Metodo As acadêmicas realizaram 2 vezes por semana a hidratação com óleo Tapirus semente de uva extraído a frio em membros inferiores e superiores. Resultados melhora na condição de hidratação e macroscopicamente na cor, espessura e trofismo. Concluímos que é fundamental a pele do idoso sempre manter-se hidratada para manter-se sempre viável.

INTRODUÇÃO Sendo o envelhecimento populacional associado aos países mais desenvolvidos, o Brasil é considerado um país de jovens. Porém, o momento atual faz com que esta afirmação não tenha mais sentido, já que as taxas de crescimento anual da população brasileira nas décadas de 50 e 60 se mantiveram altas, no entanto nos anos 70 a taxa de crescimento mostrou uma sensível redução, chegando a 2,48% ao ano, reduzindo ainda mais na década de 80, 1,93%, menor que a taxa prevista de 2,1% .¹ No começo do século a distribuição etária da população brasileira sofreu alteração, onde 44,4% dos brasileiros se encontravam na faixa etária entre 0 e 14 anos, 52,3% entre 15 e 59 anos e apenas 3,3% da população encontravase na faixa etária igual ou maior que 60 anos, e segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 1991, os brasileiros nesta faixa etária já são 7,4% da nossa população. As estimativas do IBGE é que a taxa média de crescimento anual tende a continuar caindo, a ponto de a faixa etária igual ou maior que 60 anos alcançara 8,35 da população no final deste século e 15,1% em 2025. ² Este aumento da população de idosos, ocorrido ao longo dos últimos séculos, devido à introdução de práticas preventivas tais como atividade física, alimentação saudável e os avanços médicos científicos, que aumentaram a expectativa média de vida da população ao nascer que no Brasil é de 69 anos para homens e 72 para mulheres¹, e também por causa da queda progressiva da mortalidade em todas as faixas etárias, fez surgir o interesse por este tema. O envelhecimento é processo natural que afeta todos os indivíduos e, por ser um processo 20 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

contínuo e irreversível, apresenta uma grande variável de manifestações, no envelhecimento tecidual faz-se evidente as alterações histológicas visíveis resultando em importantes implicações psicológicas para o indivíduo e crescente interesse científico.³ A pele é um órgão importante para as funções vitais e para o psiquismo do indivíduo cuja aparência tem preocupado o homem desde a antigüidade levando a práticas cosméticas que exploram a vaidade e “vendem mais esperança do que probabilidade”. Os aspectos estéticos desfavoráveis acentuam-se com o envelhecimento cujo estudo tem por isto mesmo merecido intensas investigações. 4 A aparência senil da pele, representada por rugas e flacidez, resulta de alterações a nível molecular. Modificações do colágeno, proteína fundamental do tecido conjuntivo, são responsáveis pelas evidencias anatômicas deste processo. O estudo da senilidade quanto a produção, quantidade, qualidade e disposição das fibrilas colágenas têm fornecido subsídios para a compreensão das alterações estruturais e funcionais que ocorrem durante o envelhecimento. Somente o conhecimento detalhado da fisiopatologia, pode possibilitar no futuro, o controle deste fenômeno. Várias teorias tentam explicar o envelhecimento, todavia até hoje sem sucesso definitivo. O envelhecimento se observa em todos os tecidos e órgãos em certo sincronismo, mas sem total paralelismo. 5 As alterações mais comuns da pele do idoso são discutidas aqui, bem como seu tratamento, de uma maneira muito simples e rápida. 2. O envelhecimento da pele A pele possui dois tipos de envelhecimento - intrínseco (fisiológico) e extrínseco (ou fotoenvelhecimento), existindo diferenças marcantes entre eles, que são coerentes com as alterações bioquímicas e moleculares. O envelhecimento intrínseco, ou natural, é determinado por condições genéticas, ou seja, inevitáveis, podendo ser disparado por fatores hormonais. Observa-se, desta forma, a importância dos hormônios nas várias funções da pele. No envelhecimento intrínseco, a textura-cutânea continua lisa, homogênea e suave, com atrofia da epiderme e da derme. Também é percebido menor número de manchas e rugas, se comparado ao fotoenvelhecimento. A pele envelhecida tem menor quantidade de elastina e colágeno - as fibras de colágeno tem maior desorganização e as

elásticas se transformam em massas amorfas, fenômeno conhecido como elastose. Clinicamente, o envelhecimento intrínseco é caracterizado por uma atrofia do tecido cutâneo. Ocorre fragilização da junção dermeepiderme, redução do número e tamanho das células epiteliais que podem comprometer a proteção, excreção, absorção, termoregulação, pigmentação, percepção sensorial e regulação dos processos imunológicos. Com a idade, queratinócios e fibroblastos diminuem em número e passam a ter menor capacidade de resposta aos hormônios de crescimento. Também ocorre diminuição da densidade, elasticidade e vascularização da derme, perda da gordura subcutânea, alteração da função de glândulas sebáceas, aumento da produção de radicais livres e alteração de absorção do estrato córneo. O envelhecimento extrínseco (também conhecido como fotoenvelhecimento) corresponde a mudanças ocorridas na pele devido aos nossos estilos de vida, sendo influenciado, sobretudo, pela radiação ultravioleta, seguido pelos produtos químicos, tabagismo e calor. A conseqüência desses hábitos é a elastose, pigmentação irregular, ressecamento e rugas. Com o fotoenvelhecimento, a superfície da pele torna-se áspera, com inúmeras manchas e rugas profundas. A pele fotoenvelhecida mostra alteração dos queratinocitos, diminuição no tamanho dos melanocitos, que aumentam em número e distribuem-se irregularmente. As rugas são formadas por uma combinação de muitos fatores tais como movimentos repetitivos, tabagismo, desidratação, sendo o fator mais importante a exposição solar sem proteção 3. A import��ncia da hidratação e a atuação do sistema imunológico Com o envelhecer ocorrem mudanças no organismo tais como : Na pele: - Atrofia em grau variável, com adelgaçamento difuso, secura e pregueamento (aspecto de papel de seda) - Tonalidade ligeiramente amarelada, com perda da elasticidade e do turgor Epiderme - Redução da espessura por diminuição do volume das células, podendo ocorrer redução do nº de camadas celulares do estrato espinhoso.


Artigo | Pele, idoso, hidratante, semente de uva

Derme - Perda da elasticidade (elastina fica mais “porosa”.) - Redução da espessura: atrofia - Surgimento das rugas - Redução das glândulas sudoríparas e sebáceas: pele seca e áspera, mais sujeita a infecções e mais sensível a mudanças de temperatura - Redução do tecido subcutâneo Alterações hídricas - Redução dos reflexos de sede e fome. - Redução da água corporal total. - Perda da água intracelular. - Importância deste conhecimento na administração de drogas hidro ou lipossolúveis. A hidratação por mecanismo intracelular é obtida através de princípios ativos que, em ação conjunta com os umectantes e as substâncias que garantam a qualidade da fase lipídica, vão promover a reidratação da pele proporcionando as condições necessárias para a recuperação das suas propriedades naturais. Os ativos de hidratação são veiculados de forma a se obter a máxima penetração no tecido epitelial para que atuem ainda sobre a camada basal, repondo os nutrientes necessários à saúde da célula e mantendo em equilíbrio os componentes do NMF (fator natural de hidratação). As substâncias do fator natural de hidratação (NMF) são formados naturalmente a partir da camada granular durante o processo de queratinização. Trata-se da decomposição da proteína fibrila em seus aminoácidos, que por sua vez se decompõem em

outras substâncias hidrosolúveis, tais como: Ácido pirrolidona carboxílico (PCA), uréia, acido hialurônico etc. Este grupo de substâncias associadas, formam o NMF que, solubilizado na parte aquosa do manto hidrolipídico e juntamente com a parte lipídica, promove proteção e hidratação à pele. É necessário, entretanto, que se preserve a quantidade e a qualidade desses componentes através dos princípios ativos de hidratação que atuam diretamente na camada germinativa. Existem dois métodos de se extrair o óleo carreador de matéria prima. A primeira é por pressão a frio, as sementes são espremidas por uma prensa. No processo as sementes são esmagadas, causando a drenagem do óleo para fora da prensa. O segundo método é a extração por solvente. A polpa é saturada com um solvente (usualmente hexano) que dissolve a maior parte do óleo presente na polpa. A massa resultante é então filtrada e o solvente evaporado por aquecimento. O óleo de semente de uva indicado para prevenção de estrias, pois auxilia na elasticidade dos tecidos, reduz o inchaço e o edema, restaura o colágeno e melhora a circulação periférica. Atua como excelente antioxidante. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar a melhora da hidratação e condições fisiológicas na pele de internos na Casa de Repouso Nossa Senhora Aparecida localizada na cidade de Peruíbe. METODOLOGIA Casuística Foi realizada hidratação na pele de idosos entre 60 e 80 anos, 6 voluntários internos na Casa de Repouso Nossa Senhora Aparecida localizada na cidade de Peruíbe. As acadêmicas do curso de fisioterapia do centro Universitário Monte Serrat do 7º ciclo realizaram a higienização da pele na região anterior porção medial do antebraço, retirando o produto com água, logo após foi realizada esfoliação com semente de uva para retirar as células mortas o qual também foi retirado com água, e aplicou-se o óleo de Semente de Uva(Lapirus Life) massageando a área durante 3 minutos duas vezes por semana no período de 21 dias. MÉTODOS DE AVALIAÇÃO Para estas medições utilizamos o equipamento Corneometer CM 825® (Courage & Khazaka, 1999) que funciona a uma freqüência média de 1 MHZ e possui um sensor de 0,64 cm² com eletrodos de 75 UM, sendo a medição baseada no método de capacitância. Este método teve como referência a diferença entre a constante dielétrica da água e de outras substâncias em diferentes tempos experimentais. A avaliação macroscópica foi utilizado o

aparelho de Dermatoscopia 100 x Skin Cam que foi cedido pela Indústria Castells, este equipamento observou-se a espessura e a organização das fibras elásticas. RESULTADOS Voluntário OLM MVC AMJ TRV MNC GAS

Antes 20 µ 43 µ 45 µ 32 µ 63 µ 21 µ

Estética

- Céls da camada basal e espinhosa c/ alterações do volume e forma e por vezes com disposição desordenada. - Retificação dos cones epiteliais com redução das papilas, o que diminui a coesão dermoepidérmica - Redução do ‘turnover celular”: aumento no tempo para substituição do estrato córneo e portanto aumento no tempo de reepitelização. - Perda da função de barreira por redução dos lipídios do estrato córneo, redução dos NMF e por descamação menos efetiva c/ acúmulo de corneócitos . Aspecto de pele seca, opaca e áspera. - Atrófica e descamativa - Menores traumas podem determinar ecmoses, manchas vermelhas ou púrpuras. - Machas senis: hiperpigmentadas, marrons, lisas e achatadas. - Comuns as manchas de queratose seborréica: escuras, salientes, descamativas.

Depois 75 µ 90 µ 74 µ 65 µ 80 µ 79 µ

Avaliação Corneometer os voluntários no inicio do estudo apresentavam desidratação intensa, finalizando hidratação ideal para pele nos membros.

GRAFICO-1 hidratação

Representa

a

melhora

da

DISCUSSÃO Por se tratar de um órgão externo, a pele é submetida à todos os tipos de agentes agressivos, dentre eles temos: o sol, o vento, a baixa umidade relativa do ar, etc. Estes fatores promovem a retirada da água da camada córnea, comprometendo, desta forma, a qualidade do manto hidrolipídico e conseqüentemente desidratando a pele. A hidratação da pele ocorre de duas formas distintas: 1- à superfície da pele através da retenção de água proveniente do processo de maturação celular; 2- em nível celular, com o uso de princípios ativos que vão concentrar o Fator Natural de Hidratação da Pele (NMF). O óleo de sementes de Uva Tapirus por ser extraído a frio, mantem sua ação antioxidante e hidratante, estes efeitos talvez não tivéssemos com o óleo extraído com método químico. Sugerimos que novas pesquisas comparativas sejam realizadas. Esta pesquisa exploratória apresentou resultados expressivos na hidratação da pele dos voluntários tanto na diminuição da descamação, coceira, cor e atrofia. Os voluntários referiram bem estar, melhora e muita alegria devido a atenção dada pelas acadêmicas. www.novafisio.com.br • ed. 63|2008 • 21


Artigo | Pele, idoso, hidratante, semente de uva GAS ANTES

Pele atrofica desidratada MVC

Estética

AVALIAÇÃO MACROSCÓPICA COM SKIN SCAN CASTELS................................................................................ OLM ANTES DEPOIS

ANTES

Pele hidratada sem atrofia DEPOIS

Pele desorganizada DEPOIS

Pele com desorganização das fibras elásticas AMJ ANTES

Pele organizada e carnosa DEPOIS

Pele organizada e carnosa CONCLUSÃO Concluímos que o óleo de Semente de Uva Tapirus promoveu hidratação na pele melhorando a vascularização e atrofia tegumentar. REFERÊNCIAS

Desorganização das fibras elásticas TRV

ANTES

Pele espessa e carnosa DEPOIS

Pele fina atrofica,desorganizada MNC

ANTES

Carnosa evidenciando as glândulas sebáceas DEPOIS

Pele escurecida atrofica 22 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

Pele atrofia vascularizada e clara

1. PAPALÉO NETTO, Matheus . Gerontologia: A velhice e o envelhecimento em visão globalizada. Editora Atheneu: São Paulo, 2002. 2. Censo de 1990. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 3. ACCURSIO, Célia Sampaio Costa. Alterações de Pele na Terceira Idade/ Sking Disorders in the Elderly, 2001; 58(9):646:650:652. [Medline] 3. GONÇALVES, Anatar Padilha. Envelhecimento Cutâneo: Introdução/ Sking Aging: Introduction , 1991; 66(5A):2S-3S. [Medline] 4. FARIA, José Carlos Marques de; TUMA JUNIOR, Paulo; COSTA, Marcio Paulino; QUAGLIANO, Ana Paula; FERREIRA, Marcus Castro. . Envelhecimento da pele e colágeno / Sking Aging and Collagen. 1995; 50(supl):39-43. [Medline] 5. FREITAS, Elisabete Viana de et al. Tratado de Geriatria e Gerontologia. Guanabara Koogan: Rio de janeiro, 2004. 6. PAGNANO, Paulo Múcio Guimarães. Envelhecimento da pele e conseqüências / Skin aging and ist Consequences.1990; 39(1):37-41. [Medline] 7. SUSTOVICH, Duílio Ramos. Semiologia do Idosa para o Clínico. Sarvier: São Paulo, 1999 . 8. FARIA, J.C.M. & col. Envelhecimento da Pele e Colágeno.Revista Hoapital das clínicas Faculdade de Medicina de São Paulo: vol. 39 nº 1. 37-41, jan/ fev 1990. 9. SOTO P. Rosamary; COTAPOS S., M. Luisa Pérez. Envejecimento Cutâneo y Dermatosis Geriátricas. 10. FIGUEIREDO, Marcondes. Angiologia e cirurgia vascular: guia ilustrado. Uncisal/Ecmal & Lava: Maceió; 2003. 11. KITCHEN,S & BAZIN,S.- Eletroterapia de Clayton, décima edição/ 1998 12.MANELA-AZULAY,MANDARIM-DE-LACERDA, Carlos Alberto; PERZ, M. de Andrade; FILQUIERA, Absalom Lima; CUZZI, Tullia. Vitamina C, An. Bras. Dermatol., v.78, n. 3, Rio de Janeiro, Mai./Jun.2003.


Artigo | Melasma Facial Dérmico, Fangoterapia, hiperpigmentação

|

por Rosa Maria Garcia, Maria Eloísa Novaes Monteiro e Vilma Natividade

A

fisiologia da hiperpigmentação pode estar relacionada a níveis sanguíneos elevados de estrogênio, do hormônio estimulante dos melanócitos (MSH) e possivelmente, da progesterona. As modificações da textura cutânea se devem principalmente ao aumento dos níveis de estrógenos tornando a pele tensa, frágil, com acentuação da vascularização e com maior conteúdo hídrico na derme e hipoderme, aumentando desta forma sua hidratação. As alterações pigmentares acometem até 90% das gestantes, iniciam-se precocemente e são mais proeminentes em mulheres de raça negra9,10,11. A hiperpigmentação costuma ser generalizada com acentuação das seguintes regiões: face, aréolas, genitália externa, dobras cutâneas, face interna das coxas, axilas e linha alba (linha imaginária que separa o abdômen longitudinalmente se estendendo do umbigo ao púbis e aparece geralmente no fim da gestação), também chamada de

linha nigra. Ocasionalmente, ocorrem a hiperpigmentação de efélides, nevos e cicatrizes. Este quadro tende a reduzir no pós-partomas geralmente não retorna a coloração prégestacional. Melasma gravídico São manchas castanhas, mais comuns em mulheres de raça negra, ocorrem em 75% das gestantes tendo início no segundo trimestre da gestação. Seu padrão mais comum de acometimento na gestação é o centrofacial (63%), seguindo-se o malar e o mandibular. O melasma pode ser epidérmico - sendo o mais predominante, superficial e tende a desaparecer espontaneamente em alguns casos; e dérmico - mais duradouro, profundo e resistente. A etiologia do melasma é multifatorial, constituída por fatores como: gestação, exposição solar, fatores genéticos, e raciais, hormonais, uso de anticoncepcionais orais, entre outros.

Estética

Tratamento do Melasma Facial Dérmico com Fangoterapia de Peruíbe

O melasma costuma desaparecer completamente no prazo de aproximadamente um ano após o parto mas até 30% das pacientes evoluem com alguma seqüela. A fangoterapia vem sendo utilizada como método de tratamento coadjuvante para a dor associada à artrite reumatóide e à osteoartrite (Bellometti et al., 1997a, 1998 e 2000; Galzigna et al., 1998; Elkayam et al., 1991; Sukenik et al., 1990,1992,1999). A imersão do corpo de pacientes com osteoartrite em lama termal das Termas de Abano e de Montegrotto (Pádova, Itália) a 42ºC por 20 minutos, seguida de banho em água termal a 38ºC também por 20 minutos, durante 12 dias tem mostrado uma significativa redução dos níveis séricos de importantes mediadores pró-inflamatórios como fator de necrose tumoral - (Bellometti et al., 1997b), prostaglandina E2 (PGE2), leucotrieno B4 (LTB4) (Bellometti e Galzigna, 1998) e aumento de substâncias antioxidantes no

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Artigo | Melasma Facial Dérmico, Fangoterapia, hiperpigmentação

Estética

soro (transferritina e ceruloplasmina), com conseqüente diminuição de peroxidação mediada por radicais livres (Bellometti et al., 1996). Adicionalmente, em pacientes com artrite reumatóide tem-se descrito a diminuição dos níveis séricos de óxido nítrico e da enzima mieloperoxidase (Bellometti et al., 2000, 2005). No contexto clínico das artropatias, a avaliação de índices clínicos em estudos randomizados, controlados e duplo-cegos sobre a eficácia da aplicação de compressas da lama do Mar Morto aquecida a 42ºC por 20 minutos, durante 15 dias em pacientes com artrite reumatóide e osteoartrite demonstrou uma melhora dos índices de rigidez matinal, força do aperto de mão, atividades da vida diária e autopercepção da gravidade da doença. Salienta-se que esses efeitos foram verificados em pacientes tratados apenas com lama ou lama associada ao banho sulfuroso e comparados com o grupo de pacientes submetidos apenas ao banho sulfuroso (Sukenik et al., 1990). Na dermatologia, a fangoterapia tem sido documentada ser eficiente quando aplicada sozinha ou como adjuvante para eczemas, acne, úlceras dérmicas crônicas (Argenziano et al., 2004; Carabelli et al., 1998; Ubogui et al., 1990, 1991), na psoríase (Ubogui et al., 2007; Delfino et al., 2003) e psoríase artrítica (Elkayam et al., 2000). A análise de artigos sobre a fangoterapia suscita a reflexão de alguns fatores: os protocolos apresentam a aplicação de lamas seguidas de banhos termais ou de massagens, impedindo que os efeitos benéficos descritos possam ser seguramente atribuídos à ação das lamas; os protocolos foram realizados em hotéis e não em clínicas ou hospitais; embora os protocolos incluíssem pacientes de grupo controle, há a dificuldade de se constituir um grupo placebo. Sob tais condições há de se considerar que a alteração do estilo de vida poderia ser responsável pelas melhoras observadas nas avaliações clínicas e de qualidade de vida citadas. Tal suposição é defendida também por Cherkin (1998) e Strauss-Blassche et al. (2002), que sustentam que as experiências de relaxamento, da redução da tensão emocional e do estresse diários elevam o humor, diminuem o tônus muscular e, possivelmente, a dor ou a forma como estes pacientes percebem sua dor. Estudos de efeitos locais da aplicação de calor têm demonstrado que ocorre um aumento na temperatura da pele e da articulação, com conseqüente aumento do fluxo sangüíneo (Oosterveld et. al, 1992), alteração da atividade de metaloproteinases (Castor & Yaron, 1976; Harris & McCroskery, 1974), diminuição da formação de edema e da dor em modelo experimental em cães (Schmidt et al., 1979; Sluka et al., 1999) e da dor em pacientes com artrite reumatóide (Weinberger et al., 1989). Estes trabalhos corroboraram as conclusões do grupo 24 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

de pesquisadores da Dra. Bellometti, Itália, de que os efeitos da fangoterapia sejam devidos à alta capacidade das lamas terapêuticas em reter calor e de transferi-lo vagarosamente ao organismo, ocasionando um estímulo do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e conseqüente aumento de endorfinas e cortisol. Entretanto, o grupo do Dr. Sukenik, Israel, tem levantado a hipótese de que a temperatura facilite a migração de minerais contidos nestas lamas e que estes possam ter um efeito direto sobre a inflamação articular (Sukenik et al., 1992). Lama Negra de Peruíbe A Estância Balneária de Peruíbe, localizada no litoral sul do Estado de São Paulo, possui uma jazida de argila crenológica (misturada a águas minerais), conhecida como Lama Negra, encontrada às margens do rio Preto. Desde a época dos jesuítas, os índios acreditavam nos efeitos terapêuticos desta lama e a lenda se perpetuou na Vila Peruíbe com as comunidades caiçaras. Em meados de 1970, houve um princípio de criação de termas, com base nos estudos do médico alemão Dr. Frederich Paech, (o acervo científico foi perdido) e do médico Dr Benedictus Mário Mourão (1973), a qual acabou não se realizando. A partir de 1998, a então gestão da Prefeitura Municipal de Peruíbe buscou estudos mais avançados para a comercialização e aplicações da Lama Negra e começou a divulgar que “as propriedades medicinais da Lama Negra são surpreendentes; por exemplo, doenças reumáticas, como artroses e reumatismo ciático têm sido tratados com o uso adequado da lama, além de ser utilizada também em doenças cutâneas, alergias e eczemas crônicos” (Gouvêa, P.F.M.2001, comunicado a jornal). A lama usada é obtida de uma região de mangue localizada às margens da foz do Rio Preto pela PRODEP (Progresso e Desenvolvimento de Peruíbe S.A.). A jazida possui 83 mil toneladas numa profundidade de 75 m distribuídas em 5 hectares, o que leva a cidade à maior jazida natural do mundo, transformando o município em um ponto de destaque, considerando-se o potencial turístico. Após ser filtrada é maturada em tanques no Lamário de Peruíbe com 10 a 15 cm de água marinha fresca renovada a cada 30 dias, por um período de 6 meses. Atendendo solicitação da Prefeitura Municipal, conforme proposta DIGEO/LPTR no 29 755 de 01.08.2003, o Laboratório de Petrologia e Tecnologia de Rochas, do Agrupamento de Engenharia de Rochas, da Divisão de Geologia do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo efetuou, em 2005, um estudo sobre a avaliação das características química, mineralógica e microbiológica da Lama Negra

de Peruíbe para as finalidades terapêuticas e cosméticas. Segundo este relatório a referida lama contém uma mistura da água sulfurosa e 30 minerais da origem oceânica, tais como o silício, o alumínio, o zinco e o cálcio entre outros; tem alta quantidade de substâncias orgânicas e alta capacidade térmica; não é irritante quando aplicada pura; apresenta concentração elevada de bactérias redutoras do sulfato e a ausência de bactérias patogênicas pesquisadas. Os mesmo resultados forma encontrados em estudo realizado pela ESALQ em 2007. O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos antioxidantes da Lama Negra de Peruíbe nas peles com melasmas faciais com mais de 10 anos. Casuística: O estudo foi realizado no ambulatório de dermato funcional do Centro Universitário Monte Serrat no período de março de 2008 a maio de 2008, com 4 voluntárias com idade entre 37 a 57 anos portadoras de melasmas gravídico na região malar da face com 20 anos. Após a avaliação as voluntárias preencheram o termo de consentimento. Iniciamos o procedimento realizando a higienização com Mouse esfoliante Adcos seguindo da aplicação da Lama de Peruíbe em movimentos ascendentes em toda face, ocluiu-se com plástico osmótico que permaneceu durante 20 min. 2X por semana durante 15 aplicações, retirou e finalizamos com filtro solar. Métodos de avaliação: Inspeção: localização do melasma, coloração, ausência de lesões ulcerativas e descamativas. Palpação: temperatura normal, sem presença de nodulação. Lâmpada de Wood: biótipo cutâneo, profundidade do melasma Fotometria: Protoloco Hochman Iluminação artificial, câmara digital, distancia protocolada, no inicio e no final do estudo. A tabela da página ao lado apresenta o perfil das voluntárias e resultados do estudo. Discussão As voluntárias referiram ter melhorado a extensão das manchas e a coloração, melhora da hidratação da rugosidade e flacidez cutânea. Acreditamos que o aumento de substâncias antioxidantes no soro (transferritina e ceruloplasmina), com conseqüente diminuição de peroxidação mediada por radicais livres (Bellometti et al., 1996).inibiu a produção das prostaglandinas e com isso inibi a oxidação da melanina Baseado na dermatologia, a fangoterapia tem sido documentada ser eficiente quando aplicada sozinha ou como adjuvante para eczemas, acne, úlceras dérmicas crônicas (Argen-


Artigo | Melasma Facial Dérmico, Fangoterapia, hiperpigmentação idade

profundidade

Tempo da mancha % da mancha no inicio

LJS NPAP MDS EMG

57 anos 53 anos 50 anos 37 anos

dermica dermica dermica dermica

20 anos 12 anos 15 anos 3 anos

ziano et al., 2004; Carabelli et al., 1998; Ubogui et al., 1990, 1991), na psoríase (Ubogui et al., 2007; Delfino et al., 2003) e psoríase artrítica (Elkayam et al., 2000). Com isso a fangoterapia apresentou a reorganização do colágeno melhorando assim a elasticidade da pele das voluntárias. Conclusão Concluímos que a Lama Negra de Peruíbe melhora a elasticidade cutânea, hidratação e ajuda a clarear melasmas e cloasmas. Referências 1. Argenziano G, Delfino M, Russo N. Mud and baththerapy in the acne cure. Clin Ter. 2004;155(4):121-5. 2. Bellometti S, Cecchettin M, Galzigna L.Mud pack therapy in osteoarthrosis. Changes in serum levels of chondrocyte markers. Clin. Chim. Acta. 1997a;268:101-6. 3. Bellometti S, Cecchettin M, Lalli A, Galzigna L. Mud pack treatment increases serum antioxidant defenses in osteoarthrosic patients. Biomed Pharmacother. 1996;50(1):37. 4. Bellometti S, Galzigna L. Serum levels of a prostaglandin and a leukotriene after thermal mud pack therapy. J Investig Med. 1998;46(4):140-5. 5. Bellometti S, Giannini S, Sartori L, Crepaldi G. Cytokine levels in osteoarthrosis patients undergoing mud bath therapy. Int J Clin Pharmacol Res. 1997b;17(4):149-53. 6. Bellometti S, Poletto M, Gregotti C, Richelmi P, Berte F. Mud bath therapy influences nitric oxide, myeloperoxidase and glutathione peroxidase serum levels in arthritic patients. Int J Clin Pharmacol Res 2000;20(3-4):69-80. 7. Bellometti S, Richelni P, Tassoni T, Berte F. Production of matrix met alloproteinases and their inhibitors in osteoarthritic patients undergoing mud bath therapy. Int J clin Pharmacol Res 2005;25:77-94. 8. Boniface K, Guignouard E, Pedretti N, Garcia M, Delwail A, Bernard FX, Nau F, Guillet G, Dagregorio G, Yssel H, Lecron JC, Morel F. Clin Exp Immunol. 2007 Sep 27; [Epub ahead of print] 9. Bowcock AM, Cookson WO. The genetics of psoriasis, psoriatic arthritis and atopic dermatitis. Hum Mol Genet 13 Spec No. 2004;1:R43–55 10. Britschka, ZMN, Teodoro WR, Velosa AP, de Mello SB. The efficacy of Brazilian black mud treatment in chronic experimental arthritis. Rheumatol Int. 2007; 28(1):39-45. 11. Carabelli A, De Bernardi di Valserra G, De

80% 100% 100% 80%

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Estética

Voluntária

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Artigo | Obesidade, dor lombar, atividades de vida diárias

Obesidade e dor lombar por | Caroline Scotta de Oliveira, Felipe Zabka, Daniela Marchiori Flores.

A

relação entre obesidade e dor lombar: uma revisão. Resumo: A obesidade pode ser descrita como um acúmulo excessivo de gordura e que geralmente está associada a alguma outra patologia. Por ser bastante comum no mundo de hoje, a obesidade pode ser considerada uma epidemia. Somadas a essa patologia, geralmente os pacientes apresentam queixas de dores lombares. A dor lombar crônica acomete principalmente mulheres, com idade avançada, tabagistas, com o IMC elevado, trabalhadores braçais e que fazem movimentos repetitivos no ambiente de trabalho. O objetivo desse estudo foi estabelecer a relação entre obesidade e dor lombar. O estilo de vida das sociedades modernas, cada vez mais sedentário e com dietas hipercalóricas são os fatores mais importantes para o desenvolvimento da obesidade. Para a realização do estudo foram revisados artigos recentes, nacionais e internacionais, que tivessem como tema principal essa relação e livros de edições recentes. Através dos artigos revisados é possível ver que há uma ligação entre obesidade e dor lombar, porém esse mecanismo ainda não está bem especificado e, portanto sugerem-se maiores pesquisas sobre o assunto. A obesidade nos dias de hoje. Este estudo tem como objetivo fazer uma revisão da literatura ressaltando a relação entra a obesidade e as dores provenientes da coluna lombar. Essa revisão será realizada levando em consideração artigos recentes, todos esses sendo publicados a partir do ano de 2003, e livros com edição atual. A obesidade pode ser descrita como uma patologia crônica que é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura e geralmente está associada a doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, ateroesclerose, hiperlipidemias, diabetes, incontinência urinária, artrose, patologias biliares e a alguns tipos de câncer (Rasia et al,2004). Considerada uma das maiores, senão a maior, epidemia do século XXI, a obesidade representa um problema nutricional mundial, tanto nos países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento. Sendo responsável por um alto custo na esfera da saúde pública, a obesidade, juntamente com seus fatores associados, é justificada claramente por duas variáveis: uma grande ingestão de energia e/ou uma diminuição no dispêndio de energia (Matsudo, 2006). 26 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

Pensando nas civilizações mais antigas, é possível compreender que o armazenamento de gordura corporal era extremamente necessário para a sobrevivência, haja vista a escassez de alimentos (Ferreira, 2006). O estilo de vida das sociedades modernas, cada vez mais sedentário e com dietas hipercalóricas são os fatores mais importantes para o desenvolvimento da obesidade. A revolução industrial, a era digital, os jogos eletrônicos, a falta de tempo e de espaço físico para as atividades físicas e as comodidades tecnológicas contribuem para a hipocinesia e estimulam a inatividade física, fazendo do homem um sujeito inoperante e obeso (Santos et.al., 2005). Além disso, a hipocinesia leva à comorbidades com: acidente vascular encefálico (AVE), câncer, a própria obesidade, osteoporose, diabetes, hipertensão arterial, distúrbios respiratórios e músculo-esqueléticos e doenças cardiovasculares (Santos et. al., 2005: Matsudo, 2006; Gigante et. al., 2006; Glaner, 2003; Ferreira, 2006). A presença de pais obesos, realizar as refeições de forma rápida, o estresse e a pouca atividade física estão associadas à ocorrência desta epidemia contemporânea. Por meio do índice de massa corporal (IMC), é possível comparar o estado nutricional das populações mundiais. O IMC é obtido pelo quociente do peso (em kg) pelo quadrado da estatura (em metros). O sobrepeso foi definido entre 25 a 29,9 kg/m2 e a obesidade foi considerada como IMC > 30 kg/m2 (Rasia et al, 2004). A obesidade atinge indivíduos em todos os níveis socioeconômicos, apesar de estudos mostrarem que o baixo nível de escolaridade e a baixa renda são fatores de risco determinantes para o sobrepeso e a obesidade (Monteiro et. al., 2004). Estudos revelam que a idade interfere na obesidade, ocorrendo maior ganho de peso em idades mais avançadas (Teichmann et. al., 2006; Santos et. al., 2005). Pode-se observar que a atividade física é diretamente proporcional à aptidão física e esta, por sua vez, à saúde. Assim sendo, quanto mais ativo fisicamente for o indivíduo, maior será a sua aptidão física e, por conseqüência, melhor será a sua saúde. O inverso também é verdadeiro: quanto melhor for a saúde do indivíduo, maior será a sua aptidão física e assim, mais disposta à atividade física ele será. Neste contexto, é importante relevar os fatores intrínsecos como: hereditariedade, estilo de vida, ambiente físico

e atributos pessoais (Glaner, 2003). Apesar das evidências indicarem que o estilo de vida sedentário, caracterizado pela inatividade física, e os excessos alimentares seriam as causas da obesidade, há estudos que questionam esta relação inversamente. Neste contexto, quanto maior o sobrepeso, maior será o desconforto para a realização das atividades físicas: queixas músculo esqueléticas, dispnéia, exaustão e sudorese. Estes fatores podem reduzir a motivação à prática de atividades físicas, diminuindo ainda mais a aptidão do indivíduo obeso, levando a um círculo vicioso (Matsudo, 2006). Metodologia Foram selecionados 13 (treze) artigos nas bases de dados do Scielo (www.scielo.com) e Bireme (www.bireme.br). Os descritores usados foram: obesidade, atividade física e dor lombar. Como critério de exclusão, os artigos foram selecionados de acordo com a pertinência em relação ao assunto tratado, sendo excluídos os estudos que não correlacionavam-se com obesidade, atividade física e dor lombar. Também foi relevante a data de publicação, sendo excluídos os artigos publicados anteriormente ao ano de 2003. Além dos artigos, foi consultada a obra de Hamill e Knutzen, Bases biomecânicas do movimento humano (1999). Obesidade e dor lombar A coluna lombar é composta por cinco vértebras que são maiores e tem a capacidade de suportar mais carga do que as outras vértebras. Intercalando as vértebras encontram-se os discos intervertebrais, que são compostos por anel fibroso e núcleo pulposo. A incidência de lesão na coluna é bastante comum, principalmente as que ocorrem na região lombar. Entre as patologias que acometem a coluna lombar podem-se destacar as que têm início pela lesão do disco intervertebral ou por dores musculares, que podem ser derivados da má postura (Hamill, 1999). As dores lombares, também chamadas de lombalgias são extremamente comuns, principalmente em países industrializados, onde a sua prevalência pode chegar a 70% da população. As dores lombares crônicas são aquelas que persistem por um longo período e podem levar à distúrbios em maiores graus, tais como distúrbio do sono, depressão, estresse e irritabilidade aumentada. A dor lombar crônica acomete principalmente mulheres, com idade avançada, tabagistas, com o IMC elevado, trabalhadores braçais e que fazem movimentos repetitivos no ambiente de trabalho. O ex-


cesso de carga que a estrutura ósteo-muscular tem de suportar em indivíduos obesos pode alterar o equilíbrio biomecânico do corpo aumentando o risco de dor lombar (da Silva, 2004). A obesidade pode ainda causar alterações na dinâmica respiratória, em função do tórax e do diafragma afetados pelo excesso de gordura. O esforço respiratório e o sistema de transporte de gases também podem ser comprometidos. Os músculos do abdômen podem apresentar-se hipertônicos, sobrecarregando a função diafragmática. A capacidade vital pulmonar apresenta-se inversamente proporcional ao IMC (Rasslan et. al., 2004). Nos dias de hoje, várias são os fatores de risco associados a dor lombar. Entre esses fatores é possível citar características como idade, sexo, obesidade, nível de atividade física, situação econômica, tabagismo e estresse. Em vários casos a degeneração do disco intervertebral foi uma das principais desencadeadora de dores na coluna lombar (Kwon et al, 2006). Algumas patologias, assim como a obesidade, quando associada à hipertensão e diabetes, pode influenciar na patofisiologia em doenças que afetam os tendões e ligamentos durante o processo de envelhecimento, que podem levar a dor na região lombar. Um aumento excessivo de peso pode levar à patologias como diabetes, hipertensão, acidente vascular cerebral e problemas respiratórios. Apesar disso, não há evidências claras que relacionem somente a obesidade como fator desencadeante da dor lombar. (Mirtz et al, 2005). Considerações finais Apesar de estar claro que há uma relação entre peso excessivo e dor lombar, não há como definir esse mecanismo com exatidão. Com isso é possível verificar a necessidade de maiores pesquisas para esclarecer e definir a relação entre obesidade e dores lombares. Referências: 1. Hamill J, Knutzen KM. Bases biomecânicas do movimento humano. Editora Manole. São Paulo. 1999. 2. Da Silva MC, Fassa AG, Valle NCJ. Dor lombar crônica em uma população adulta do Sul do Brasil: prevalência e fatores associados. Cad. Saúde Pública vol. 20 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2004. 3. Rasia J, Berlezi EM, Bigolin SE, Schneider RH. A relação do sobrepeso e obesidade com desconfortos musculoesqueléticos de mulheres pós-menopausa. RBCEH, Passo Fundo, v. 4, n. 1, p. 28-38, jan./jun. 2007. 4. Kwon MA, Shim WS, Kim MH, Gwak MS, Hahm TS, Kim GS, Kim CS, Choi YH, Park JH, Cho HS, Kim TH. A correlation between low back pain and associated factors. J Korean Med Sci 2006; 21: 1086-91. 5. Dunn K. M., Croft P. R. Epidemiology and natural history of low back pain. Eur Med Phys 2004; 40: 9-13. 6. Mirtz TA, Greene L. Is obesity a risk factor for low back pain? An example of using the evidence to answer a clinical question. Chiropractic & Osteopathy 7. Gigante DP, Costa JSD, Olinto MTA, Menezes AMB, Macedo S. Obesidade da população adulta de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil e associação com nível sócio-econômico. Caderno Saúde Pública, Rio de Janeiro, 22(9):1873-1879, set 2006. 8. Monteiro P, Victora C, Barros F. Fatores de risco sociais, familiares e comportamentais para obesidade em adolescentes. Ver Panam Salud, 16(4), 2004. 9. Rasslan Z, Saad Jr R, Stirbulov R, Fabbri RMA, Lima CAC. Avaliação da função pulmonar na obesidade graus I e II. J Bras Pneumol 2004: 30(6) 508-14. 10. Ferreira SRG. A obesidade como epidemia: o que pode ser feito em termos de saúde pública. Einstein, 2006; supl 1:S1-S6. 11. Teichmann L, Olinto MTA, Costa JSD, Ziegler D. Fatores de risco associados ao sobrepeso e a obesidade em mulheres de São Leopoldo, RS. Rev. bras. epidemiol. vol.9 no.3 São Paulo Sept. 2006. 12. Santos R, Nunes A, Ribeiro JC, Santos P, Duarte JAR, Mota J. Obesidade, síndrome metabólica e atividade física: estudo exploratório realizado com adultos de ambos os sexos, na Ilha de S. Miguel, Região Autônoma dos Açores, Portugal. Rev Bras Educ Fis Esp, São Paulo, v.19, n.4, p.317-28, out/dez 2005. 13. Matsudo VKR, Matsudo SMM. Atividade física no tratamento da obesidade. Einstein, 2006; supl 1: S29-S43. 14. Glaner MF. Importância da aptidão física relacionada à saúde. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano, v.5, n.2, p. 75-85, 2003. www.novafisio.com.br • ed. 63|2008 • 27


Artigo | Brincadeiras, atendimento, atividades lúdicas.

A importância do brincar durante os atendimentos fisioterapêuticos. por | Francieli Terezinha Gambeta1 Daniela Marchiori Flores2 Antonio Alberto Fernandes3

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infância é considerada um período crucial no desenvolvimento, pois é nesta fase que a criança reúne maior quantidade de informações, formando o alicerce para as suas futuras aquisições. Nesse contexto, o desenvolvimento de jogos e brincadeiras pode levar a aprendizagem e ao desenvolvimento da criança, porém as atividades devem ser planejadas de acordo com as características e limitações de cada uma. Este trabalho visa mostrar que o brinquedo pode ser visto não apenas como uma maneira de interpretar os conteúdos inconscientes, mas também como uma forma de procedimentos terapêuticos, capaz de auxiliar no tratamento fisioterapêutico de crianças. Os brinquedos e jogos são componentes essenciais no atendimento de crianças, e que se utilizados de maneira correta torna a fisioterapia eficaz. Assim, o brincar deve ser utilizado ao máximo, em todos procedimentos possíveis, considerando uma estratégia útil para incentivar a participação da criança na realização das atividades propostas na fisioterapia. INTRODUÇÃO A infância é considerada um período crucial no desenvolvimento, pois é nesta fase que a criança reúne maior quantidade de informações, formando o alicerce para as suas futuras aquisições. É neste período que devemos propiciar estímulos variados e dar reforço as aquisições psicomotoras da criança dentro de um ambiente social, rico de atitude positiva, buscando o predomínio de um clima que transmita segurança, afeto, alegria e liberdade. Assim, há necessidade da procura de um aproveitamento do maior potencial de aprendizagem da criança. Para que isso ocorra, é preciso compreender que o desenvolvimento infantil encontra-se influenciado por uma série de fatores, hereditários e ambientais, levando a um desenvolvimento motor, cognitivo e afetivo entrelaçados no decorrer do processo de desenvolvimento do sujeito (MASTROIANNI et al., 2005). Nesse contexto, o desenvolvimento de jogos e brincadeiras pode levar a aprendizagem e ao desenvolvimento da criança, porém as atividades devem ser planejadas de acordo com as características e limitações de cada criança. Para Aberastury (1992), a primeira atividade lúdica desenvolvida pela criança, por exemplo, é o brincar de ”esconder”, que é o momento em que o bebê (a partir do quarto mês de vida) começa a sentir a angústia do desprendimento. Em seu livro “A criança e seus jogos” traz outro fator importante: por meio do brinquedo a criança vai experimentando o mundo, adquirindo confiança em si por meio de suas 28 • ed.63 | jul/ago 2008 • NovaFisio

experiências; confiança em seu ambiente, e constituindo esse ambiente através de suas percepções, sua imaginação, mescladas com as experiências externas (FOGAÇA, 1996). A maior parte das crianças, possivelmente, diria que a importância do brinquedo é distrairse e para passar o tempo. Já, para os adultos, possivelmente diriam que é no brinquedo que as crianças encontram o entretenimento e não atrapalham os pais. Porém, o brincar da criança é muito importante. É a maneira pela qual a criança se desenvolve, expressa suas emoções, amplia suas relações e se socializa. Pode-se dizer que o jogo e o brinquedo são uma maneira de a criança se desenvolver (FOGAÇA, 1996). A tentativa de compreender o papel do jogo e do brinquedo na formação do sujeito tem sido palco de diversas discussões nas mais variadas áreas do conhecimento. Esta temática tem interessado a educadores, psicólogos, sociólogos, antropólogos, filósofos e historiadores, dada a sua diversidade ante as novas realidades econômicas, políticas e culturais, definidoras do mundo contemporâneo e que retratam, de certa forma, o projeto de modernidade instalado a partir do Iluminismo do século XVIII. Essas questões devem ser levadas em consideração quando se deseja realizar um estudo sobre jogo e brinquedo em qualquer cultura (VOLPATO, 2002). A presença das atividades lúdicas deve ocorrer de maneira intencional e planejada pelo fisioterapeuta durante os atendimentos caracterizando-se como uma atividade-meio, como um recurso que busca facilitar ou conduzir aos objetivos estabelecidos (FUJISAWA et al., 2006). Fujisawa (2006) destaca que os brinquedos e jogos são componentes essenciais no atendimento de crianças, e que se utilizados de maneira correta torna a fisioterapia eficaz. Também ressalta que o brincar deve ser utilizado ao máximo, em todos procedimentos possíveis, considerando uma estratégia útil para incentivar a participação da criança na realização das atividades propostas na fisioterapia. Neste sentido é importante destacar que ações ligadas ao ato de brincar tem sido abordadas por profissionais das mais diversas categorias funcionais. Mitre e Gomes em seu estudo “A promoção do brincar no contexto da hospitalização infantil como ação de saúde” destacam que o brincar era utilizado não apenas como instrumento de se chegar a criança, que alguns profissionais realizavam seus atendimentos no próprio contexto do brincar, buscando adequar suas técnicas com a atividade lúdica. Os profissionais relataram que tal ação surgiu a partir da constatação de que para se lidar com crianças seria necessária uma adequação de suas rotinas, perceberam que o brincar po-

deria ser utilizado como uma linguagem que a criança tinha domínio, permitindo sua maior participação no processo de tratamento (MITRE et al., 2004). Neste contexto, para a realização de um atendimento fisioterapêutico com crianças é importante que o profissional tenha uma atuação qualificada, não apenas abordando as técnicas fisioterapêuticas, mas levando em conta que existem fatores que realmente fariam a diferença na vida destas crianças em desenvolvimento. O fisioterapeuta que realiza atendimentos de crianças com necessidades especiais torna-se mais próximo da verdadeira realidade e das limitações do paciente, por isso a importância da utilização das atividades lúdicas, seja para alcançar seus objetivos terapêuticos ou para motivar a criança durante o atendimento. Portanto, o presente estudo visa mostrar a importância do brincar, onde o brinquedo pode ser visto não apenas como uma maneira de interpretar os conteúdos inconscientes das crianças, mas também como forma de procedimento terapêutico, capaz de auxiliar no desenvolvimento das capacidades que são encobertas pelas patologias de cada criança. METODOLOGIA Este estudo se constitui de uma pesquisa onde só foram aproveitados artigos originais. O material foi localizado nas bases de dados: Scielo, Lilacs e CAPES. Somente foram utilizado os artigos nos quais foram encontradas as palavras-chave: brincar, fisioterapia, crianças e que tivessem sido publicados durante os anos 1996 à 2007. A partir dos resultados obtidos, foram selecionados os artigos de interesse para o tema em questão, outros estudos relevantes também foram selecionados a partir das referências dos artigos encontrados. O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA Quando os bebês começam a se tornar crianças (aproximadamente na metade do segundo ano de vida) ocorrem grandes transformações do desenvolvimento que é notável não apenas em habilidades físicas e cognitivas como caminhar e falar, mas também em seu modo de expressar suas personalidades e de interagir com os outros. Assim todos os aspectos do desenvolvimento da criança como físico, cognitivo, emocional e social continuam inter-relacionados. Percebe-se, por exemplo, a medida que os músculos passam a ter controle mais consciente, as crianças podem buscar mais atendimento as suas necessidades pessoais ganhando maior senso de competência e independência. O desenvolvimento físico


é influenciado por muitos aspectos como: o crescimento e as mudanças fisiológicas, nutrição, habilidades motoras, padrões de sono, saúde, segurança, influências ambientais e conseqüentemente heranças genéticas entre outras. O ambiente do local onde vive e as influências da sociedade mais ampla podem ter grande impacto, para melhor ou pior, sobre a saúde física, psicológica e o crescimento cognitivo da criança (PAPALIA et al., 2000). Percebe-se que o desenvolvimento do indivíduo é dependente dos processos que se constituem em formas particulares de interação entre o organismo e o ambiente e operam por um período de tempo produzindo o desenvolvimento humano. Assim, a capacidade de produzir o desenvolvimento não depende apenas destes processos, esta capacidade é inferida com variações em função das características de cada pessoa, dos ambientes remotos ou imediatos e das etapas de tempo nas quais estes processos ocorrem (RIBEIRO et al., 2006). Contudo, mesmo que descrevermos padrões gerais que se aplicam a maioria das crianças, é preciso encarar cada criança como uma pessoa única. Um sujeito dotado de organismo e corpo, inteligência e desejos. Deixamos de considerar apenas o sujeito universal para iluminá-lo com suas particularidades construídas e constituídas no decorrer de sua história (MEDINA et al., 2004). O reconhecimento da importância dos primeiros anos de vida para o desenvolvimento infantil é motivo de diversos estudos. Seria de extrema importância iniciar nosso estudo destacando a

psicomotricidade definida como uma ciência que estuda a conduta motora como expressão do desenvolvimento da totalidade do homem, objetivando a descoberta do seu corpo e a sua capacidade de movimento-ação. Assim, a psicomotricidade torna-se inestimável para o desenvolvimento da criança. Portanto falhas no desenvolvimento psicomotor envolvendo a motricidade, afetividade, intelectualidade e sociabilidade são fatores predisponentes para distúrbios de aprendizagem na escolaridade (MASTROIANNI et al., 2005). Um estudo realizado com crianças que participam do Laboratório de Atividades Lúdico-Recreativas teve como propósito descrever o perfil psicomotor de crianças atendidas nesta instituição. Os resultados demonstraram que as crianças da amostra apresentaram perfil psicomotor abaixo do padrão esperado para idade cronológica em todos os aspectos avaliados, principalmente no esquema corporal e rapidez, confirmando a necessidade de intervenção a essa população. Também verificou-se que todas as crianças do estudo possuem dificuldade de aprendizagem escolar. E destacam a psicomotricidade através de técnicas lúdicas contribui para o equilíbrio e aprimoramento das funções psicomotoras, propiciando condições para que a criança se desenvolva de forma global, pois atua nos aspectos necessários ao seu bom desenvolvimento físico, motor, cognitivo, emocional e intelectual (MASTROIANNI et al, 2005). O brinquedo tem grande importância tanto para os educadores como também para os te-

rapeutas, visando alcançar seus objetivos. Seria oportuno ao educador e terapeuta participar de atividades como brincadeiras e jogos, pois poderia auxiliar a criança a entender certos processos que muitas vezes passam despercebidos por ela. Andrade ressalta em seu texto a importância dessas atividades lúdicas: Ao educador caberia introduzir uma nova concepção de jogo para além dos limites de uma manipulação estereotipada. Ele ocupa um papel que lhe permite observar, diferenciar comportamentos e intervir oportunamente. Em algumas situações é mesmo explicar, discutir, refletir com a criança, esquecendo um pouco o brinquedo ou jogo, vendo-o na globalidade da realidade individual da mesma. O brinquedo não é o objeto prioritário que deve ser salvaguardado, mas a oportunidade de aproximação da criança, oportunidade que ele possibilita e a quem serve (ANDRADE, 1984: 82). Estudos realizados em hospitais envolvendo analisar o brincar na perspectiva dos profissionais envolvidos nos traz contribuições para o campo da saúde coletiva, uma vez que influencia a construção de novos modelos de atenção à saúde da criança. Mitre & Gomes (2004) buscaram analisar o significado da promoção do brincar no espaço da hospitalização de crianças para os profissionais de saúde. Os profissionais relatam que consideram a promoção do brincar como ferramenta significativa para que se lidem com questões tais como: a integralidade da atenção; a adesão ao tratamento; o estabelecimento de canais que facilitem a comunicação

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entre criança-profissionais de saúde-acompanhantes; a manutenção dos direitos da criança e a (re)significação da doença por parte dos sujeitos. Por fim ressalta que a promoção do brincar no espaço da hospitalização infantil pode contribuir para que se (re)signifique o modelo tradicional de intervenção e cuidado de crianças hospitalizadas. Mitre & Gomes (2007) em seu estudo buscaram investigar e analisar quais os limites e possibilidades da promoção do brincar em hospitais, na perspectiva dos profissionais envolvidos nestas ações. Foram realizadas entrevistas com os profissionais envolvendo questões sobre o significado, experiência, dificuldades, facilidades, resultados e estruturação da promoção do brincar na hospitalização infantil. Foram centrado a analise nas questões sobre quais as perspectivas que os profissionais tinham para as ações que acompanhavam e que expectativas tinham sobre o desenvolvimento das mesmas. E como complementação realizaram observação de atividades lúdicas promovidas (MITRE et al., 2007). Como resultados em relação as facilidades sentidas pelos profissionais para a promoção do brincar, apontaram como principal a aceitação e reconhecimento do trabalho por parte da equipe de saúde e da própria instituição, também citaram a capacidade criativa para driblarem a pouca verba disponível devido as poucas condições e a importância de o hospital fornecer infra-estrutura para realização destas atividades lúdicas. Em relação as dificuldades encontradas pelos profissionais destacaram: pouco reconhecimento e

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desvalorização desse tipo de trabalho pelos outros profissionais, necessidade de formação e permanência da equipe e antagonismo entre a espontaneidade do brincar e o cuidado especifico decorrente de certos quadros clínicos (MITRE et al., 2007). Destacou-se também do tempo que leva para sensibilizar e capacitar um profissional para utilizar o brincar como instrumento terapêutico, apontando que a falta de um conhecimento mais aprofundado por parte do profissional sobre este tipo de intervenção pode comprometer o trabalho e que utilizar o lúdico como recurso de intervenção requer uma formação específica. Por fim ressaltam a necessidade que tal temática seja contemplada efetivamente no campo das políticas públicas, tanto assegurando o aperfeiçoamento das intervenções técnicas como promovendo a construção de conhecimentos multidisciplinares que possibilitem uma abordagem mais complexa da hospitalização infantil. Nas conclusões, destaca-se que conferir à promoção do brincar o status de instrumento terapêutico, no espaço da hospitalização infantil, pode subverter as regras e as hierarquias da instituição hospitalar (MITRE et al., 2007). FISIOTERAPIA E O BRINCAR Através dos jogos e brincadeiras compartilhamos verdadeiros momentos de alegria e proporcionamos um convívio harmônico entre todos os envolvidos com as atividades. Verificamos que o brincar é parte do ser humano integral e que além do desenvolvimento físico e intelectual, favorece o desenvolvimento dos

vínculos afetivos e sociais, fundamentais para que possamos viver em grupo (MARIUCCI, 2003). Podemos pensar que o brincar se inscreve como instrumento para se trabalhar a ordem negociada entre pacientes, equipe e instituição. Pelo fato de que a promoção do brincar proporciona à criança a oportunidade de escolhas e o acesso a uma linguagem de seu domínio fornece instrumentos, considerados pelos profissionais de saúde, facilitação no processo de trabalho para se lidar com o sofrimento (MITRE et al., 2004). A partir desse contexto, a necessidade de programas de reabilitação por tempo prolongado, incluindo a fisioterapia, tornam a criança cansada e desmotivada (BRACCIALLI E RAVAZZI, 1998). Assim, quando ocorre um tempo prolongado de acompanhamento da criança torna-se necessária a variação nas atividades desenvolvidas. Maluf (2003) destaca que o educador deve inovar e criar oportunidade para que o brincar favoreça a aprendizagem, no intuito de evitar que a pratica de ensino seja cansativa para a criança e não renovada. Logo, os diferentes tipos de jogos e brincadeiras estimulam e contextualizam os comportamentos motores desejados trabalhar. Os diferentes contextos levam a diferentes oportunidades de realização motora, implicando em seleção, adaptação e execução de ações cada vez mais variadas. Logo, a importância de haver a diversidade de jogos e brincadeiras é justificada, tanto pela necessidade de manter a criança motivada, quanto pela contextualização diferenciada dos comportamentos motores, essen-


ciais para a aprendizagem motora (FUJISAWA et al., 2006). Existe a necessidade dos profissionais da área da saúde, mais especificamente o Fisioterapeuta, perceber que a fisioterapia vai muito alem do uso de técnicas adequadas e do estudo anátomo-fisiológico do ser e considerar a dimensão do Ser Humano em vários aspectos (RIBEIRO et al., 2006). Bobath explicou o método desta maneira: “...Uma maneira nova de pensar, observar, interpretando o que o paciente pode fazer, ajustando então o que nós fazemos, em termos de técnicas; ver e sentir o que é necessário, possível para que eles, inicialmente com nossa ajuda consigam fazer. Nós não ensinamos movimentos, nós fazemos-lhes possíveis...”(BOBATH, 1989). Assim, a utilização de jogos e brincadeiras, alem de favorecer o alcance dos objetivos estabelecidos, auxilia o desenvolvimento do papel de mediador na formação do profissional fisioterapeuta (FUJISAWA et al., 2006). Fujisawa & Manzini (2006) em seu estudo que envolve a utilização das atividades lúdicas na formação acadêmica do fisioterapeuta, ressalta que faz-se necessária a discussão e a orientação sistemática na utilização da atividade lúdica e quanto ao papel do fisioterapeuta como mediador do desenvolvimento infantil, durante o estágio supervisionado. Logo, a orientação na pratica da utilização de jogos e brincadeiras, podem contribuir efetivamente como estratégia educativas e/ou terapêuticas. Seria e será, se resgatarmos esses jogos, uma prova de amor: querer passar para os representantes do futuro a nossa herança de

prazer, alegria, treino para a vida e liberdade de pensamento e criação para que eles tenham o poder de transformar o mundo tornando-se observadores críticos e com autoconfiança suficiente, para que brinquem com a vida, com a seriedade de quem caminha com objetivos e luta para conquistá-los (MARIUCCI, 2003). REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ABERASTURY, Arminda. A criança e seus jogos. (Tradução: Marializa Perestello). Porto Alegre: Artes Médicas, 1992. ANDRADE, Circe M. R. Junqueira. Vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar: o brincar na creche. IN: OLIVEIRA, Zilma de Moraes Ramos (org.). Educação infantil: muitos olhares. São Paulo: Cortez, 1984. BRACCIALLI, L.M.P.; RAVAZZI, R.M.Q. Dança: influência no desenvolvimento da criança com paralisia cerebral. Temas sobre desenvolvimento, São Paulo, v.7, n.38, p. 22-25, 1998. BOBATH, K. A deficiência motora em pacientes com paralisia cerebral. São Paulo: Manole, 1989. FOGAÇA, Scheila Mara; SCHMITZ, Egídio F. A importância do brincar como agente terapêutico. Estudos Leopoldenses, v.32, n.147, p. 19-37, 1996. FUJISAWA, Dirce Shizuko; MANZINI, Eduardo José. Formação acadêmica do fisioterapeuta: A utilização das atividades lúdicas nos atendimentos de crianças. Revista Brasileira Educação Especial, Marília, v.12, n.1, p. 65-84, 2006. MALUF, A.C..M. Brincar: prazer e aprendizado. Petrópolis: Vozes, 2003. MARIUCCI, Paloma. BRINCAR: O DIREITO QUE

TRAZ FELICIDADE - Um estudo sobre a prática de atividades lúdicas com as crianças da SERTE. Trabalho de conclusão de curso de Serviço Social, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis; 2003, 78p. MASTROIANNI, Edelvira de Castro Quintanilha; BOFI, Tânia Cristina; SAITA, Leila Suzuki; CRUZ, Marcos Leão Silva. ABCD no Lar – Aprender, brincar, crescer e desenvolver no laboratório de atividades lúdico-recreativas. Simpósio de Atividades Físicas Adaptadas, 2005. MEDINA, E.C; ANDRADE, M.S. A abordagem psicopedagógica na intervenção fisioterapêutica em crianças com encefalopatia crônica nãoprogressiva. Cadernos de Psicopedagogia, v.3, n.6, São Paulo, jun. 2004. MITRE, R. M & GOMES, R. A promoção do brincar no contexto da hospitalização infantil como ação de saúde. Revista Ciência & Saúde Coletiva, 9(1):147-154, 2004. MITRE, Rosa Maria de Araujo; GOMES, Romeu. The standpoint of healthcare practitioners on the promotion of play in hospitals. Revista Ciência & Saúde Coletiva, vol.12, n.5, Rio de Janeiro, Sept/Oct., 2007. PAPALIA, Diane E.; OLDS, Sally Wendkos. Desenvolvimento Humano. (tradução: Daniel Bueno), 7. Ed., Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 2000. RIBEIRO, Joice; MORAES, Marcus Vinicius Marques; BELTRAME, Thais Silva. Atributos pessoais de uma criança com paralisia cerebral como determinantes da ação fisioterapêutica. Fisioterapia em Movimento, Curitiba, v.19, n.2, VOLPATO, Gildo. Jogo e brinquedo: Reflexões a partir da teoria crítica. Educ. Soc., Campinas, vol. 23, n. 81, p. 217-226, dez. 2002

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Tininha | Humor - passa-tempo - tv - novidades - música - cinema - automóvel - compras Gente, já estamos na edição de julho/agosto, ou seja, já estamos no meio do ano, caramba! Recebi como sempre muitos e-mails maneiros e sempre fico confusa com tanta coisa e não poder publicar tudo. Um dia, acho que vou lançar um livro com tudo que tenho e não publiquei por falta de espaço, vai ser bem legal, “O livro da Tininha”. Nesta edição eu escolhi colocar uns e-mails com imagens no lugar das tradicionais piadas, são ilusões de óticas, bem legais. Se você tiver algum deste tipo, me mande também. Espero que gostem muito como eu gostei. Beijos a todos.

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SOBE... Com o Plenário lotado, tomou posse o novo presidente do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - Coffito e o respectivo colegiado. Dr Roberto Mattar Cepeda

SOBE... Saiu a Resolução 351 de 13 de junho de 2008, depois de anos de luta, que reconhece o especialista Fisioterapeuta do Trabalho, publicada no Diário Oficial da União em 17 de junho/08. A sua base está na Resolução 259/03, que reconhece a área de Fisioterapia do Trabalho.

DESCE... Faleceu a colega Dra. Raquel Lima Nascimento – Fisioterapeuta de Fortaleza - CE

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FisioPerfil | Sempre uma breve entrevista de quem tem uma longa história

Dra. Tatianne Teófilo Em que ano e em qual faculdade se formou? 2007 FAECE Fortaleza-CE Qual foi a melhor coisa que fez? Foi investir em meus estudos e experiências práticas durante o meu período de faculdade. Durante todo esse período investi bastante em cursos de extensão além de buscar experiências práticas, com isso, me foi aberto um leque de oportunidades no mercado de trabalho logo após me formar. O que você mais gosta na profissão? Ter a oportunidade de atuar como Fisioterapeuta do Trabalho, ver o quanto posso ser importante no processo de reabilitação e prevenção de patologias ocupacionais. Esse ramo da fisioterapia escolhido me dá a oportunidade de gerenciar uma empresa de treinamentos na área de Fisioterapia paralelamente. O que você odeia na profissão? De alguns profissionais que não valorizam a fisioterapia.

Que qualidade mais admira nos profissionais que te cercam? A busca constante da qualificação profissional, tendo como conseqüência seu engrandecimento profissional. Que qualidade mais detesta nos profissionais que te cercam? Profissionais que baixam demais seus preços em detrimento da qualidade prestada, denegrindo assim a imagem do fisioterapeuta.

Quem é | Dra. Tatianne Teófilo tatianne@qualifica.com.br

Qual sua maior virtude? Pró-Atividade Qual seu pior defeito? Tenho muitos.... Um deles é que falo demais. Se pudesse mudar algo, o que seria? Que os profissionais tivessem a consciência de que devemos sempre estar antenados às mudanças, buscando constantemente seu aprimoramento profissional, pois a busca pelo conhecimento deve ser contínua. Qual fato foi mais inusitado em sua carreira? Realizei há pouco tempo um curso pela Qualifica, empresa da qual sou gerente, e observei que uma das alunas matriculadas, que era de fora da cidade, havia faltado o início das aulas. Ao ligar para saber o porquê dessa falta, ouvi de sua tia que a aluna acabara de ganhar bebê e que ela mesma (a tia) havia realizado o parto. O pior é que ninguém da família sabia que ela estava grávida. Retornou para sua cidade com a certidão de nascimento da criança e, claro, o certificado ficará para próxima vez. Por pouco não teve seu bebê em nossa sala de aula. Qual fato foi o mais cômico? O colaborador de uma das empresas onde realizo Cinesioterapia Laboral exigir emagrecer com o programa implantado. Qual seu maior arrependimento? Não ter feito mais trabalhos científicos. Qual dica daria aos colegas? Ser otimista sempre. Qual objeto de desejo? Contribuir para que a empresa de treinamentos que trabalho, a Qualifica, ser reconhecida nacionalmente como a melhor empresa de treinamentos do país.

Tatianne é cearense de Fortaleza, Fisioterapeuta do Trabalho, atualmente é Gerente da Qualifica - Centro de Treinamentos de Profissionais da Saúde, onde organiza cursos de extensão na área de Fisioterapia no Norte e Nordeste e adora esse contato intenso que têm com seus alunos durante os cursos. Qual sua aquisição mais recente? Foi a Implantação de um programa de Cinesioterapia Laboral em uma renomada Multinacional e ter ficado lado a lado com o Prof. Albert LEDUC. Qual seu maior sonho? Que a sociedade tenha conhecimento da real necessidade das diversas áreas da fisioterapia e conseqüentemente respeite e valorize cada vez mais os fisioterapeutas. Qual seu maior pesadelo? Ver empresas concorrentes a minha lançarem, sem critério algum (com ministrantes sem conhecimento, prática clínica e especializações necessárias, material didático péssimo, estrutura física pior ainda, etc), cursos de extensão que não agregam em nada no engrandecimento profissional de quem os assiste. Que talento mais gostaria de ter? Poder prever o futuro. Um livro? O Monge e o Executivo Quer fazer alguma divulgação? www.qualifica.com.br sac.qualifica@hotmail.com tatianne@qualifica.com.br

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