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22.mar.2013

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A cidade fechada para o direito de ir e vir

11 Presenteie com artesanato

5 Aparecida Liberato faz os cálculos

A zul, amarelo e cinza: um dia difícil na vida do carteiro

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8 A fortaleza de livros baratos em Havana

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A memória resgatada de Vivita Cartier

21 Análises de Ricardo Frantz em torno da Catedral

Fotos: 11: Luciana Lain/O Caxiense | 5 e 6: Paulo Pasa/O Caxiense | 17: Alexandre Haubrich, Div./O Caxiense

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22.mar.2013 22.MAR.2013

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Paulo Pasa/O Caxiense

Rua Os 18 do Forte, 422\1, bairro Lourdes, Caxias do Sul (RS) | 95020-471 | Fone: (54) 3027-5538

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Felipe Boff Paula Sperb Diretor Administrativo

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Marcelo Aramis Editora-chefe | site

Carol De Barba

Caxias só tem morros. Até onde é plano Colocar-se no lugar do outro. Nem sempre a intenção está isenta de egoísmo. Antes de me propor a escrever uma reportagem sobre acessibilidade, nunca reparei na quantidade de lugares que fecham as portas para as deficiências. E presumi que seria capaz de passar um dia inteiro como um deles. Subestimei as dificuldades: não são só os degraus ou o morro que atrapalham a vida sobre rodas. É também a rampa inclinada fácil de subir a pé, o relevo da calçada que os pés nem sentem, o poder aprisionador de qualquer dia úmido. Na mesma semana, Lady Gaga desfilava em sua cadeira de ouro com capota de couro, mas não deve ter se arriscado na chuva. Por intermédio de Elizabeth Maria Casara, da Associação Regional dos Deficientes Físicos (A/ Rampa), consegui uma cadeira. Antes de por o plano em prática, testei. A cadeira não subia a rampa do carro ou os 8 degraus até a porta de casa, não cabia no quarto nem no banheiro. A rua era ainda pior. Devolvi a cadeira no dia seguinte, com a roda dianteira trincada e uma solda rompida no acento por fazer indevida força com as pernas – desculpe, Pé de Apoio. O passeio só ocorreu uma semana depois, com uma cadeira da mesma loja, e teve pouco mais de 800 metros. E não me senti como um cadeirante: não me desprendi da certeza de que levantaria quando a experiência terminasse. Melhor falar com quem pilota todos os dias. Conversei com Fabiana, que usa próteses e desce 24 degraus para chegar na calçada, em pleno Centro, onde a acessibilidade não é muito maior. “Eu amo a liberdade”, me disse ela. Conheci Rosecler, que faz questão de explicar

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que, apesar da hidrocefalia de quando nasceu, é capaz de aprender como qualquer um. E ensina: “Quando eu vejo alguém dizer que está cansado –’Ah, eu andei tanto hoje’ – fico pensando: como eu queria dizer isso também”. Rosecler tem que perder peso para fazer uma cirurgia que deve amenizar a atrofia das pernas. E ela volta a sonhar com o dia que andará. “E aí aleijados!”, gritou João Carlos Mariani, presidente do Centro Integrado do Portador de Deficiência Física, para a quadra de basquete onde jogam os cadeirantes do Cidef. Disse isso para me provar que o termo deficiência não incomoda ninguém ali. “(A sociedade) se importa mais em criar uma nova palavra...”, reclamou Mariani, ciente de que cadeirantes têm exigências mais importantes. E estrutura acessível talvez nem seja a principal delas. Conforme Elizabeth, o que mais falta é a acessibilidade comportamental – o fim do preconceito. Sim, eles sofrem disso também: quando alguém estaciona 5 minutinhos na vaga especial, quando negam ajuda por receio, quando um andante espera para atravessar a rua parado sobre a rampa. Josiane, que me acompanhou de cadeira, já perdeu a paciência com que a ignora. “Sempre perguntam para quem está comigo o que eu tenho, o que aconteceu... Ei, eu estou aqui! Não mexo as pernas, mas posso falar.” Uma frase no mural da A/Rampa pode resolver pelo menos o problema da acessibilidade comportamental. “Ser deficiente não é uma opção, mas é uma das possibilidades que a qualquer um de nós pode acontecer.” Marcelo Aramis, editor-chefe

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BASTIDORES A chuva e o carteiro | Numerologia acessível | O idealismo do esporte

TOP5

Os campeões de venda da Casa do Artesão

Jogo de Tapetes de crochê | de R$ 80 a R$ 125 Segundo Rosana, tudo que envolve fios (seja crochê, tricô e bordados) são campeões de vendas no local. E isso inclui guardanapos, enfeites para garrafa térmica, fogões, liquidificadores e outros. A artesã Vânia Driemeyer, que faz crochê há 35 anos, conta que um jogo tradicional de cozinha de 3 peças leva, em média, 10 dias

para ficar pronto. “Sabes que mulher tem que cuidar dos filhos, da casa...”, justifica ela. Para confeccionar o jogo, são necessários 2 rolos de barbante e mais algum outro fio para colorir as peças. Segundo Vânia, o artesão gasta em média R$ 45 nos materiais.

pintura. Apesar de que artesão acha tudo fácil, trabalho com maior facilidade. É criativo, usamos muitas cores e os desenhos, aliados aos detalhes, sempre chamam a atenção”, explica.

Bonecos de pano | R$ 15 a R$ 55 As opções de bonecos de pano na Casa do Artesão vão desde pequenos enfeites ao famoso “puxa-saco”, para armazenar sacolas plásticas. Segundo Vânia, por mais que seja o mesmo personagem, um boneco nunca fica igual ao outro. “Ou uma orelha fica maior que a outra, ou o botão do olhinho ficou um pouquinho torto. É impossível fazer igual”, conta ela. Preenchidos com espuma e finalizados com fio grosso de costura, os bonecos são fáceis de fazer. Segundo Vânia, uma manhã basta para finalizar a peça.

Bonecos de E.V.A. | de R$ 8 a R$ 30 Simpáticos, os bonecos de EVA são, na maioria, vendidos para quem procura dar uma lembrancinha para alguém. Um dos mais procurados é um casal de noivos. Na Casa do Artesão, é possível encomendar um boneco e combinar os valores e a entrega. Vânia conta que, em muitas feiras que vai pelo Estado, as artes feitas com o E.V.A não são bem aceitas. “Vai de cada lugar. Aqui em Caxias as pessoas gostam”, diz.

Pinturas de tecidos | R$ 30 a R$ 50 Para Vânia, as pintura em tecido, que pode ser aplicada em roupas ou panos de louça, é a mais versátil das técnicas na Casa do Artesão. “Gosto muito de trabalhar com

Fotos: Paulo Pasa/O Caxiense

Seja uma pintura em uma tela ou através dos pontos do crochê que formam um belo pano de prato que o trabalho de artesão é reconhecido pelo Programa Gaúcho do Artesanato (PGA), da Fundação Gaúcha do Trabalho e Ação Social (FGTAS). Em Caxias do Sul, a Casa do Artesão cadastra pessoas interessadas em mostrar a sua arte e obter renda por meio da venda dos produtos que eles mesmos fabricam. Segundo a responsável pelo PGA em Caxias, Rosana Devens, o cadastro como artesão garante uma série de benefícios, que dão maior suporte para aqueles que pretendem fazer do artesanato a única renda. Para ser um artesão de carteirinha, é necessário apresentar 3 trabalhos artísticos, com diferentes características. Após, o interessado será chamado na Casa do Artesão e confeccionará na hora, as peças que produz. Se passar pelo crivo de 6 pessoas do programa, estará apto a participar de feiras, além de comprovar renda, obter CNPJ, e vender a sua arte na Casa do Artesão. É Rosana quem indica os 5 produtos mais vendidos em Caxias.

Pinturas em telas | R$ 180 a R$ 250 Logo na entrada da Casa do Artesão, as telas são os produtos que mais chamam atenção. E também os mais caros. Pintados em tinta acrílica e verniz, os quadros variam de tema e preço conforme o artista. 22.mar.2013

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Fabiano Pergher |

Paulo Pasa/O Caxiense

A rotina entre o remetente e o destinatário por Andrei Andrade Faça chuva ou faça sol, muita chuva ou muito sol, toda manhã Fabiano Pergher pega o ônibus da Visate na rua Vereador Mario Pezzi e desce na Pinheiro Machado. O transporte leva menos de um minuto, mas ele não se incomoda, pois não precisa pagar. Mas a moleza termina aí. Até o fim da tarde, ele irá caminhar cerca de 3 quilômetros e carregar mais ou menos 30 quilos na bolsa que leva sob o braço direito. Mas para evitar a fadiga e também sérios problemas de coluna, nunca excede os 10 quilos a cada vez que sai para entregar as correspondências destinadas aos endereços centrais de Caxias do Sul. Fabiano tem 37 anos e trabalha como carteiro há 5. Quando começou na profissão, fazer entregas não era novidade. Neto do proprietário de uma antiga distribuidora de revistas da cidade, por muitos anos fez entregas para a empresa. “Tenho em casa uma foto de quando eu tinha 6 anos, entregando uns panfletos. Ali já dava pra ver que eu dava pra coisa”, brinca. O dia de Fabiano começa bem antes do primeiro envelope ser entregue. Às 7:30

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ele se apresenta no trabalho, na agência próxima à rodoviária, para organizar as correspondências que irá entregar ao longo do dia. Às 10:00, quando embarca no ônibus para começar a distribuição na rua Marquês do Herval, a correria começa. E só termina às 16:30, quando volta para o apartamento em que vive com a esposa, os dois filhos e os dois cachorros. Nesse ínterim, ele passa o dia evitando conversas prolongadas com zeladores e comerciantes; tentando ser rápido ao passar informações geográficas para os que não conhecem a cidade tão bem; ouvindo pedidos de moradores dos andares mais altos para que ele suba para entregar a correspondência e não o contrário; convencendo estes de que o melhor e mais seguro para o próprio morador é que ele desça e receba a encomenda; engatando papos rápidos com a balconista da loja de roupas femininas que serve de ponto de depósito auxiliar (local que abriga as correspondências e permite a ele não carregar todo o peso de uma vez) e, não raramente, tentando proteger a correspondência da chuva, como na manhã em que acompanhamos o seu trabalho. Bastante ágil ao deixar

cartas por baixo da porta ou nas caixas de correio, a única demora permitida é quando o recebimento da correspondência precisa ser assinado e o morador não atende a porta ou ao interfone. Neste caso, ele espera por até 3 minutos. Se ninguém aparecer, volta no dia seguinte. Antes de fazer as entregas no Centro, Fabiano cumpria itinerário no bairro Jardim América. Foi naquele bairro que viveu uma história curiosa, parecida com uma ocorrida no último dia 9, quando um falso carteiro assaltou um escritório contábil. Estava fazendo as entregas quando passou por ele um homem vestindo calça azul e camisa amarela – cores semelhantes a do seu uniforme –, que o cumprimentou, simpático. Pouco tempo depois, Fabiano começou a ver diversas viaturas da polícia passando pela rua e até um helicóptero. De repente, ouviu ao seu lado um policial comunicar, via rádio, provavelmente ao piloto do helicóptero: “Calma, esse é só o carteiro!”. “Imagina do que eu escapei”, conta, lembrando o susto que levou. Desde que passou a trabalhar no Centro, Fabiano passou a conviver com um volume maior de entregas, porém com


presas é que mandam muito em cima da hora e a gente não tem tempo hábil para entregar. Por isso que às vezes atrasa”, observa. E para os mais apressados, que odeiam esperar pela chegada de suas compras pela internet, fica a dica: depois do dia 15, os carteiros estão menos ocupados e a entrega rápida se torna mais garantida. Fabiano se diz feliz com a profissão que escolheu. Poder passar o dia na rua e não ter um chefe o dia inteiro ao seu lado são as vantagens. Basta fazer suas entregas e ninguém reclama. Além disso, o rendimento é satisfatório e suficiente para sustentar a casa. Mas nem por isso ele se acomoda. “Os Correios são uma boa porta de entrada para quem quer ser servidor público, pela estabilidade. Mas estou sempre atento aos concursos, um dia posso fazer alguma outra coisa.” Enquanto a sorte não lhe sorri novamente com uma nova nomeação em concurso, Fabiano e sua bolsa seguem garantindo a entrega mais rápida possível de qualquer coisa que se coloque em um envelope. E apesar do pedido recorrente, afirma que dinheiro, infelizmente, ele não tem pra entregar.

Paulo Pasa/O Caxiense

caminhadas e ameaças menores. Está livre até dos cachorros, que já lhe renderam uma pequena cicatriz na mão. “É aquela história. O dono diz que não morde, que só quer brincar, mas vai convencer o cachorro disso.” Fabiano conta que do primeiro dia até o dia 15 de cada mês, período que os Correios consideram “carga alta”, é quando há mais correspondências para entregar, especialmente boletos bancários. “Alguns nem me chamam de carteiro, mas sim de ‘conteiro’”, divertese. Nestes dias é mais difícil dar conta de fazer todas as entregas e às vezes é preciso fazer hora extra. Quando há correspondências demais e carteiros de menos – por motivos de férias ou de atestado –, a empresa estabelece algumas prioridades. Em primeiro lugar, o Sedex, em segundo as correspondências registradas e por último as cartas simples. Nesta última, uma subdivisão dá preferência às cobranças e manda para o fim da fila as propagandas. Mas quanto às principais reclamações recebidas pelos carteiros, que são as entregas com atraso das faturas de cartão de crédito, ele diz que a culpa não é dos Correios, muito menos dele. “As em-

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Não é feitiçaria, é Numerologia Aparecida Liberato, a numeróloga mais famosa do Brasil, foi convidada para palestrar em Caxias na última quinta-feira (21), no evento Mulher em Foco, promovido pelo Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas da Região Serrana do RS (Sescon Serra Gaúcha). Antes de vir, Aparecida deu à revista O CAXIENSE algumas explicações a respeito da Numerologia. E foi muito simpática. Não poderíamos esperar outra coisa de quem mostra 12 dentes no sorriso (conte você mesmo). Existem combinações numéricas irremediavelmente azaradas? Não existe azar ou sorte nos números. Cada um deles traz características positivas e negativas.

Aparecida Liberato |

Divulgação/O Caxiense

“Numerologia não é esoterismo. A Numerologia pode ser comprovada simplesmente transformando o nome em números e verificando que seus significados descrevem exatamente como é a pessoa.” 8

A Numerologia é mais próxima da Psicologia ou da Matemática? Os dois. Próxima à Matemática porque é um conhecimento exato. Não existe “talvez” na Numerologia. Próxima à Psicologia porque fornece informações sobre a personalidade, sobre os potenciais, as fragilidades de uma pessoa. A Numerologia vai mais além revelando o destino e o desafio de cada um, além de permitir que a assinatura e o nome de apresentação ou profissional sejam escolhidos de modo a trazer equilíbrio para a vida da pessoa. Se a Numerologia fosse mais acessível, e os pais a observassem antes de registrar os filhos, as pessoas teriam destinos melhores? Em primeiro lugar, quero dizer que a Numerologia é acessível e considero super importante recorrer a esse conhecimento para escolher bons números para o filho que vai nascer. O numerólogo nunca escolhe o nome com o qual o bebê vai ser registrado. Os pais recebem a inspiração da alma, o sopro divino. O que a Numerologia faz é escolher entre as várias opções dos pais, aquela mais equilibrada. Se há somente uma opção, é possível sugerir alguma mudança. É importante analisar se no nome há ausências ou excessos de determinado número pois isso pode, no caso do excesso, trazer as características negativas desse número. Exemplo: um excesso de número 1 pode fazer com que a pessoa tenha dificuldades para

terminar o que começa. No caso de ter ausência, por exemplo do número 4 a pessoa terá dificuldades em organizar e focar. Mudar o nome para acertar as contas com a Numerologia pode mudar o destino/sorte de alguém? Nesse caso a mudança sugerida pela Numerologia ocorre no nome que a pessoa usa para se apresentar e também no nome profissional ou artístico, assim como na assinatura. Isso não muda o destino ou as características trazidas pelos números de nascimento, mas traz novas energias necessárias para ela. O objetivo é equilibrar os números de nascimento e também trazer a energia que a pessoa necessita para viver em harmonia consigo mesma e também com sua vida em todos os âmbitos. É comum os leigos confundirem Numerologia com alguma espécie de feitiçaria? Qual o argumento para convencer que se trata de uma ciência? De jeito nenhum! Nunca soube que alguém tivesse feito essa confusão. As pessoas podem confundir com cartas, tarô, etc. Mas Numerologia não é esoterismo. A Numerologia pode ser comprovada simplesmente transformando o nome em números e verificando que seus significados descrevem exatamente como é a pessoa. Quem pensa em Aparecida Liberato pensa primeiro em “irmã do Gugu Liberato”, só depois em “numeróloga”. Essa associação ao irmão famoso a incomoda? É uma honra ser associada ao Gugu! Ele me deu a primeira e muitas oportunidades de divulgar a Numerologia, em seu programa. Sempre foi meu grande incentivador. Além do que ele é uma pessoa que eu gosto muito, meu irmão, e os irmãos são companheiros de vida! O Caxiense: devemos acrescentar ou suprimir alguma letra? O principal número de O Caxiense é o 5 que é o número que traz mudanças e que está comprometido com o progresso. Por isso é também uma energia que colabora com criatividade, entusiasmo, e está aberta a modificações, sempre pensando em melhorar. O 5 também é o número da ousadia.


Paulo Pasa/O Caxiense

Um professor de atletas

Eberle em vídeo

Ocupando uma sala no prédio da antiga Metalúrgica Eberle, a Faculdade Inovação (FAI) lança na próxima segunda (25), às 19:30, no auditório da instituição, o Projeto A Honra do Trabalho. Desenvolvido por 6 alunos do curso de pós-graduação em Gestão de Bens Culturais, o vídeo mostram relatos de ex-funcionários da metalúrgica. A produção conta com a consultoria de José Clemente Pozenato e Cleodes Piazza. Nos dias 26 e 27 de março e 2 e 3 de abril, às 19:00, o documentário será exibido na Sala de Cinema Ulysses Geremia, do Centro de Cultura Ordovás.

Oficina de redação

Professores de Língua Portuguesa e de redação, do ensino público ou privado, poderão participar do Programa de Oficinas de Vestibular da Universidade de Caxias do Sul (UCS). As oficinas são desenvolvidas para ampliar a discussão sobre a necessidade do ensino da escrita, uma vez que as redações são fundamentais em vestibulares, assim como no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 1º de abril, no site da UCS. Outras informações pelo telefone 3218-2183, com Sílvia.

O caxiense Anderson de Souza é um apaixonado pelo esporte e trabalha para que crianças e adultos possam ter cada vez mais contato com uma atividade esportiva. “A prática de esportes traz ótimos resultados para a vida das pessoas. É muito saudável”, conta ele. Formado em Educação Física, pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), Anderson trabalha como instrutor na Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), que organiza escolinhas de futsal, tênis, natação e outros esportes. “Gosto muito de ensinar, de ajudar. Poderia continuar trabalhando em escolas, mas no clube, o contato com o esporte é bem maior”, afirma ele, que já trabalhou como professor

de Educação Física em escolas particulares de Caxias. Em março deste ano, por meio de uma parceria entre a Secretaria Municipal do Esporte e Lazer (SMEL) e a AABB, Anderson e o também professor Cristiano Nunes (da Associação Caxias do Sul de Futsal) realizaram clínicas de futsal para cerca de 100 alunos, de 12 escolas caxienses, no Ginásio do Enxutão. “Montamos um circuito de atividades, em que os jovens puderam trabalhar o raciocínio, o domínio da bola, o chute e a defesa”, conta ele. O resultado foi animador. “Foi bem tranquilo, tanto para quem estava ajudando, como para eles. O futsal é um esporte bastante presente no dia dia e isso facilitou”, diz.

Para gostar de pessoas

A aula inaugural da 6ª edição da Pós-Graduação em Gestão de Empresas e Gestão Estratégica de Pessoas da Faculdade Anglo-Americano/IDEAU receberá a coordenadora Corporativa do Grupo Randon, Lenita Meneguzzi. Há mais de 20 anos na área, Lenita conversará sobre a importância de gostar de pessoas. O encontro será na terça-feira (26), às 19:30, na Sala Anglo-Americano. O evento tem entrada é franca e é aberto ao público.

CAM

PUS

Universidade de Caxias do Sul

Alfabetização e Multiletramentos. Inscrições até 25 de março. Início: 5 de abril. Educação Infantil. Inscrições até 25 de março. Início: 5 de abril. Gestão Escolar. Inscrições até 25 de março. Início: 5 de abril. Educação Especial em Deficiência Intelectual e Múltipla. Inscrições até 25 de março. Início: 5 de abril. Pedagogia Empresarial. Inscrições até 25 de março. Início: 5 de abril. Direito Tributário. Inscrições até 25 de março. Início: 5 de abril. Leitura e Produção Textual. Inscrições até 26 de março. Início: 6 de abril. Literatura Infantil e Juvenil. Inscrições até 27 de março. Início: 5 de abril. Gestão da Produção. Inscrições até 28 de março. Início: 8 de abril Fisioterapia Dermatofuncional. Inscrições até 28 de março. Início: 5 de abril. Estratégias de Marketing. Inscrições até 31 de março. Início: 5 de abril. Nutrição Clínica. Inscrições até 31 de março. Início: 12 de abril. WWW.UCS.BR. 3218-2800 | WWW.IDEAU.COM.BR. 3536-4404 | WWW.PORTALFAI.COM. 3028-7007.

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Contra o frio do inverno

Conforme o O CAXIENSE já mostrou em edições anteriores, há quem passe frio em Caxias do Sul apesar de todas doações de agasalho. O frio se deve principalmente às moradias precárias com muitas frestas, que não conseguem manter o interior das residências pobres aquecido em dias de temperatura abaixo de 0º. Além da Campanha do Agasalho, que inicia em 11 de maio e vai até 22 de junho, poderia se pensar em uma campanha que fizesse um mutirão de melhorias em casas com pouca condições para oferecer melhor qualidade de vida às famílias, muitas com bebês e crianças, no inverno.

Não é querer demais?

O vereador Kiko Girardi (PT) protocolou na terçafeira indicação ao Executivo sugerindo a criação de uma linha direta, “exclusiva e gratuita”, para atender os presidentes das Associações de Moradores de Bairro (Amobs) filiadas à União das Associações de Bairros (UAB). Uma espécie de Alô Caxias privativo. O argumento é de que o serviço se justifica pela alta demanda e desoneraria as lideranças comunitárias. A disposição do vereador, estreante na Câmara, é louvável. Mas vale lembrar que os presidentes de Amobs já têm isenção nas passagens de ônibus da Visate. Além disso, seria injusto com o cidadão que toma a iniciativa de reclamar por conta, direto no Alô Caxias.

Calculadora de impostos

Quer saber na ponta do lápis, ou melhor, na tela do celular, quanto você paga de imposto em cada produto que compra? A indigesta questão ficou mais clara com o Na Real, aplicativo para iOS (Apple) e Android lançado para marcar a campanha Quanto custa o Brasil para você?, que termina nesta sexta (22). Encomendando pelo Sindicato dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz), o app mostra a porcentagem de impostos e calcula o valor, sobre o preço informado, de diversos itens de consumo. Assim, você fica sabendo que para comprar água mineral paga 43,91% de tributos, enquanto para comprar água sanitária paga 26,05%. Tem algo errado aí, não? O programa faz as contas tomando como referência a carga tributária de São Paulo. Para acessar o site da campanha use seu smartphone ou tablet para ler o código QR abaixo.

Férias opcionais na Copa

A deputada estadual Marisa Formolo (PT) atribuiu à sua reivindicação, feita no final do ano passado ao senador Paulo Paim (PT) e à Casa Civil, a decisão de tornar o período da Copa do Mundo 2014 uma opção para as férias escolares, e não uma obrigação de suspender as aulas. O parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) foi homologado pelo ministro da área, Aloizio Mercadante, na última terça (19). A proposição de Marisa, pedindo a alteração do artigo 64 da Lei Geral da Copa, havia sido aprovada pela Comissão de Educação, Cultura, Desporto, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa. “As instituições precisam ter liberdade para adaptar seus calendários conforme as necessidades locais e a decisão do ministro foi sensível na medida em que preservou a Lei de Diretrizes e Bases”, avaliou a deputada.

Política municipal em pauta

O vereador Guila Sebben (PP), que já foi secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, irá falar sobre as diferenças entre Executivo e Legislativo durante o Almoço Jovem do Varejo, promovido pela CDL Jovem, na próxima terça-feira (26).

Trip do blues

Dos arranha-céus de Chicago às plantações de algodão do Mississippi, sempre embalados por boa música. É isso que promete o criativo pacote turístico da STB Trip & Travel, Na Rota do Blues USA, para curtir a 30ª edição do Chicago Blues Festival e ainda desbravar cidadezinhas do Meio-Oeste americano. O toque especial está no “guia” escalado para a viagem: nada menos do que Toyo Bagoso, dono do Mississippi Delta Blues Bar e organizador do MDBF, o nosso festival de blues. A partida está marcada para 4 de junho, com retorno no dia 19 do mesmo mês. Mais informações pelo fone 3028-1818 ou pelo e-mail caxias@ stb.com.br.

Impostos em discussão

A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul irá promover, no dia 22 de maio, uma reunião aberta sobre a questão dos impostos e sobre como o Rio Grande do Sul é afetado com diferentes tipos de tributos. A reunião aberta é uma iniciativa da Comissão de Desenvolvimento Econômico, presidida pelo vereador Guila Sebben (PP), e terá transmissão pela TV Câmera, no canal 16 pelo cabo.

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Paulo Pasa/O Caxiense

A ROdA E O FREIO

O direito de ir e vir é privilégio de quem pode fazê-lo com as próprias pernas por Marcelo Aramis 22.mar.2013

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Fase 1. Tem uma ponte estreita na porta da minha casa. Não há lavas de vulcão, rio de pedras ou criaturas famintas sob o meu trajeto. Mas avanço com medo como se eles estivessem à minha espera. Ando com a destreza de um bebê que se equilibra pela primeira vez, mas não tenho a mesma confiança da inexperiência com tombos. Calculo cada movimento, paro, respiro, olho o abismo a um centímetro dos meus pés. O tempo corre, perco pontos. Recuo pela décima vez. Após longas pausas para pensar em desistir do trajeto, venço o primeiro obstáculo, mas não sem ajuda alheia. Fase 2: Uso o bônus da ajuda, pego o atalho mais longo e seguro, burlo uma regra ou outra. Chego ao segundo desafio: um desfiladeiro entre o pátio e o portão (portal?). Vou confiante. A ladeira inclina meu corpo para frente e o portão garante o freio – bem melhor do que o “do chão não passa” que me oferecia o obstáculo anterior. Desta vez, dispenso o bônus. Desço rápido e meus joelhos batem forte na grade. Uma vida a menos. Nova tentativa: me prendo ao solo, no topo, e o relevo me arrasta novamente. Foram outras 5 chances. De lado, de costas, inclinado, com ajuda... Nada me põe no controle. Fim dos bônus. Fim das vidas. Restart. Continuo de onde parei. Tenho a chave do portal para a fase mais difícil, mas prefiro não arriscar mais nesse jogo. Lá fora, sim, há criaturas reais que podem me derrubar, precipícios, montanhas, areia movediça, buracos sem fim. Game over. Intransponível. Assim é a cidade para quem, por uma falha ou armadilha do jogo, foi parar em uma cadeira de rodas. Todos têm mais de uma história para contar sobre um dia em que a roda travou em um buraco, uma rampa impossível de subir, uma queda em público e lugares onde jamais conseguiram entrar sozinhos. Há 15 anos, desde que nasceu, Rosecler Emily de Almeida, que mora em uma casa simples, ilhada entre morros altos, ruas de paralelepípedos mal assentados e passeios públicos irregulares do bairro Santa Fé, vence obstáculos diariamente. Rose é um desses casos de doença que só ocorre “1 em 1 milhão”, conforme explica a mãe, a cabeleireira Rosimeri Be-

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atriz de Almeida, de 36 anos. Depois de uma gravidez tranquila, “de trabalhar até os últimos dias”, ela recebeu um diagnóstico assustador para a filha recém-nascida: hidrocefalia e mielo (mielomeningocele) – má formação da coluna. Rosimeri não sabe explicar ao certo como uma doença está associada à outra e nem como as duas impedem a filha de andar. Sabe que o dano é irreparável. “O que a gente tinha para fazer, a gente fez”, chora a mãe, ao contar o que ouviu dos médicos. “Disseram que eu ia ter problemas mentais, que ia ser um vegetal”, completa a garota que, exceto por não sentir o corpo dos joelhos para baixo, não tem nenhuma sequela. Até os 9 anos, Rose apenas engatinhava. “Arrancava tampões dos dedões, por arrastar os pés no chão e não sentir, mas ia por tudo. Sempre teve alguém que ajudasse na escola, para colocar e tirar da classe. Mas ela gostava mesmo de ficar no chão”, conta a mãe. Depois que ganhou a cadeira, a acessibilidade não se ampliou muito. Mas as coisas “vão se ajeitando aos poucos”. A casa onde Rose mora de aluguel passa por reformas, uma constante onde moram cadeirantes. Recentemente, foi construída uma rampa na porta de entrada. Íngreme demais. “Para descer, eu tenho medo de cair para trás”, explica a garota que testa uma nova cadeira, com uma roda extra na traseira para ajudar nos declives. Para quem anda com as próprias pernas, o medo parece exagerado. “Eu dizia para ela ir devagar. Peguei uma cadeira que ela não usava, sentei e expliquei como descer de ré...”, conta Rosimeri. A garota descobriu a trapaça involuntária da mãe: quando faltava o equilíbrio, a mulher esticava as pernas para frente, projetava o peso para o lado oposto da possível queda e retomava o controle. Era fácil para quem tem força nas pernas e

equilíbrio, coisa que cadeirantes não têm. “Tu sempre vai tentar te equilibrar com as pernas, não dá para controlar. Daí eu amarrei as minhas para saber como era pra ela. E caí”, ri Rosimeri. Daquela rampa que não deu certo até a rua, Rose pode ir sozinha. Após passar entre um muro e um poste, com poucos centímetros de folga, onde a cadeira desliza sozinha porque não cabem as mãos para girar as rodas, a garota está pronta para esperar o ônibus que a levará para a escola. Neste ano, ele a deixou pelo menos 15 dias esperando. Rosecler passou para o 1° ano do Ensino Médio e teve que mudar de colégio. Na Escola Municipal de Ensino Fundamental Angelina Sassi, no Santa Fé, onde estudou até a 8ª série, contava com a boa vontade de um motorista da Visate, que desviava o trajeto para pegá-la na frente de casa. “O terminal era na frente da escola. De quando ele chegava até a hora de sair, tinha uns 15 minutos de intervalo. Então ele vinha buscar”, conta Rosimeri. A Visate sabe da exceção e não condena os motoristas que quebram o protocolo para atender melhor os cadeirantes – alguns, inclusive, buscando-os dentro de casa –, mas também não incentiva nem adota o procedimento como padrão. Agora matriculada na Escola de Ensino Médio Clauri Alves Flores, no Vila Ipê, a garota tem outros problemas de acessibilidade. A linha que passa mais perto de casa – Colina do Sol –, sem que Rosecler precise subir morros para ir até a parada, a deixaria a duas quadras da escola, em um local de difícil acessibilidade (impossível se ela estiver sozinha). A outra linha disponível, UCS/São Ciro, que demoraria cerca de 40 minutos para levá-la à escola, nem sempre tem elevador. A mãe apresenta a solução: “Dar autorização para o Colina do Sol fazer duas quadras


a mais”. Outra opção seria utilizar o 206, linha especial que busca os cadeirantes na frente de casa, deixa no destino, busca novamente e devolve no portão. O serviço, que funciona mediante agendamento, atende 131 cadeirantes e tem 83 na fila de espera. Rosecler embarca no 206 duas vezes por semana, para ir à fisioterapia na Apae e ao curso de informática na Associação Regional de Deficientes Físicos (A/Rampa). Para a ir à escola diariamente, não conseguiu o benefício. “Me disseram: a gente não pode desvestir um santo para vestir outro. E pediram para eu ter paciência”, disse Rosimeri, que fez o pedido em dezembro de 2012 e ainda aguardava na segunda semana de aula da filha, em março. A cabeleireira não pede o atendimento do 206, quer que um dos 175 ônibus adaptados (51% da frota – a meta para 2014 é chegar a 100%) passe mais perto do seu portão. A Visate estuda uma alternativa. Talvez desviar a rota não seja a melhor, pelo menos no que diz respeito à compreensão dos usuários. Os motoristas ouvem reclamações pela demora – nem 5 minutos – quando param em um ponto para pegar um cadeirante.

Pelotas, ele lembra de ter freado a moto que pilotava, com um amigo na garupa, antes de encontrar a traseira de um caminhão. “Acordei na ambulância. Passei a mão nas pernas e não senti. Fiquei desesperado. Me deram um calmante e eu acordei no hospital, com todo mundo em volta”, conta Joel. Depois de uma cirurgia para reparar 4 vértebras, com 4 platinas e 6 parafusos, ele recebeu o temido diagnóstico. “Falaram que a lesão era grave e eu ia perder (os movimentos) do peito para baixo.” Joel lesionou a medula na altura da vértebra T4, na região do peito (T: torácica). “Se fosse uma acima eu perderia os braços também.” O trauma trouxe a família inteira para Caxias, onde o irmão, Vanderlei Souza de Souza, de 36 anos, já morava, para reabilitação na Universidade de Caxias do Sul. “Tive que aprender a me equilibrar, não conseguia nem parar sentado. Aprender a fazer transferência (sair e voltar para a cadeira), usar a sonda (urinária, comum entre cadeirantes), andar.” Agora Joel já tem mais força nos braços, mas ainda não se arrisca a sair sozinho no Centro. “Não tem rampas em todo lugar, tem buracos que trancam a roda, raízes de árJoel Souza, de 26 anos, ainda se acos- vores, desníveis”, enumera, já experiente tuma com a vida na cadeira de rodas. Da com tombos feios. Alguém para empurtarde nublada de 5 de agosto de 2010, em rar a cadeira para avançar obstáculos é

indispensável. “Há 4 meses, ele precisou fazer os óculos. Corremos o Centro inteiro. Só encontramos uma ótica onde ele conseguiu entrar”, conta Vanderlei. Ele explica que nem toda rampa serve para a sua finalidade principal. “Na Garibaldi, quase esquina com a Bento, tem uma farmácia com uma rampa assim (inclina a mão quase 90 graus). Nem empurrando dá para subir. Levei ele pelos degraus.” O irmão e o pai acompanhavam Joel na sua primeira visita à A/Rampa, no último dia 8, para encaminhar o cartão que garante gratuidade nos ônibus da Visate – hoje há 3.293 cadastrados, 1.747 deles com gratuidade também para o acompanhante. Joel acredita que, apesar de duradoura, sua dependência pode ser passageira. Sua lesão não foi completa, ou seja, não chegou a romper a medula, apenas torceu. Os médicos dizem que só o a fisioterapia, a força de vontade e o tempo dirão o quanto será possível recuperar dos velhos hábitos. “Ninguém disse que eu vou voltar a andar. Mas também não disseram que não”, sonha Joel, ex-guri de CTG, cuja principal saudade é de dançar. “Se eu te dissesse que me conformei, estaria mentindo. Mas faço tudo para ter uma vida melhor. De vez em quando tu te pergunta: por quê? Mas tem que superar. Senão tu acaba sendo um fardo para

Rosimeri Beatriz de Almeida e Rosecler Emily de Almeida | Paulo Pasa/O Caxiense

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ti mesmo e para tua família.” “Quantos filhos a senhora tem?”, perguntou o Dr. Henrique Ordovás Filho à mãe de Fabiana Carla Franco, de 42 anos, quando ela tinha 9 meses, acumulava complicações de um nascimento prematuro e já tinha sido “diagnosticada” por outro médico como uma criança preguiçosa e mimada porque não tinha firmeza no corpo. “É minha única filha”, respondeu a mãe. “Então, a partir de hoje, passe a contar mais 9 filhos. É paralisia infantil”, disse o médico, prevendo o trabalho que a menina daria. Com poliomielite, que atrofiou os membros inferiores, ela nunca se equilibrou sozinha. Aos 4 anos passou a usar próteses. “Eu estou bem ciente de que só vai piorar”, explica Fabiana. Por causa da má postura e de mancar, desenvolveu problemas de coluna e osteopenia, que deixa os ossos cada vez mais frágeis. Por enquanto, Fabiana se vira sozinha. Precisa da ajuda da mãe basicamente para entrar e sair do banho. Dirige, mas não frequenta muitos lugares. Gosta de ir ao shopping San Pelegrino, para onde ela liga antes e, quando chega, há uma

cadeira motorizada à sua espera; não vai ao Iguatemi pela falta do mesmo atendimento, embora tenha solicitado diversas vezes; e considera o “totalmente adaptado” Posto Cidadão, em Lourdes, o melhor lugar para um cadeirante se divertir. No futuro, a bengala que ela usa não será mais suficiente para locomoção. A cadeira de rodas ela já tem e usa em passeios mais longos. Fabiana chegou a cursar Biologia na UCS e abandonou por não conseguir fazer os trabalhos de campo. Pelas mesmas limitações, deixou o curso de Serviço Social. “A deficiência limita muito”, justifica ela, que acha que o mundo feito por quem anda é feito só para quem anda. “Cadeirante pode ir à praia? Pode. É lindo ver na TV (as praias adaptadas com cadeiras de rodas anfíbias). Mas onde é isso? Quanto custa? Deficiente que tem dinheiro vai. Quem não tem vai em qualquer praia e fica na areia chupando o dedo”, exemplifica ela, que também não vai à praia porque “lá sim é que não tem acessibilidade nenhuma”. Quanto às vagas para deficiente em estacionamentos, a oferta até está de acordo com a lei – uma para

cada 100 vagas –, mas o respeito dos motoristas deixa a desejar. Ela já reclamou disso no Detran. E, antes de dizer que ela deveria comunicar um órgão competente sempre que seu direito fosse desrespeitado, perguntaram o que ela fazia quando um andante estacionava no seu lugar. “Paro e abro a buzina”, respondeu. “Muito bem. Neste caso, a senhora estaria cometendo duas infrações: parar em fila dupla e buzinar”, foi o que ouviu por falar o que quis. O mundo perfeito que Fabiana imagina não é tão complicado assim: “Ter o direito de ir e vir, como qualquer cidadão”. E ter uma cadeira de rodas motorizada, que “significa a liberdade para qualquer cadeirante”. Foi com uma dessas, com a qual anda desde dezembro do ano passado, que Josiane Souza dos Santos, de 29 anos, me acompanhou na manhã do último dia 15 – eu pilotando uma cadeira manual. O encontro foi protelado por uma semana, enquanto eu esperava a chuva cessar: cadeirantes escorregam, inevitavelmente se molham e não raramente caem em dias chuvosos. A minha missão, que ini-

Josiane Souza dos Santos |

Fotos: Paulo Pasa/O Caxiense

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cialmente era passar um dia inteiro sobre rodas, resumiu-se a pouco mais de uma hora. A nova cadeira de Josiane exige menos esforço físico, sobe pequenos desníveis e não trava nos morros. Oferece uma liberdade restrita, mas maior do que a minha cadeira. Depois de pegar Josiane em casa e acompanhá-la até o Centro em um táxi adaptado – há dois na cidade, com agendas cheias –, uma Doblô com elevador onde o cadeirante viaja na sua própria cadeira, escolhemos a Praça Dante Alighieri como ponto de partida. “Eu acho que eles (poder público) pensam que nós vamos só para o Centro. Se tu te afastar um pouco já não encontra rampas”, disse Josiane naquele lugar que, aparentemente, tem as melhores rampas. Como já mostramos em outra matéria, poucas delas estão 100% de acordo com as normas ABNT. Mas a mesma norma que determina que uma rampa deve ter inclinação máxima de 8,33% em passeios públicos e aponta uma série de medidas difíceis de exemplificar – na prática, desenham rampas onde é possível subir com esforço aceitável – diz que desnível é toda a elevação superior a meio centímetro. Portanto, um degrau da altura de um dedo já tem mais que o dobro do tamanho suficiente para receber uma rampa. Um exagero, certo? Pois foi em um desses, em plena praça Dante, onde as rampas são mais bonitas, que minha cadeira travou pela primeira vez. Subíamos a Avenida Júlio de Castilhos pela lateral da praça. Josiane deixou eu atravessar primeiro a Rua Marquês do Herval. Desci pela rampa com aparência de nova e as rodas dianteiras travaram quando encontraram o asfalto em um desnível não muito maior do que aqueles das pedras soltas em calçadas, por exemplo. Levei os pés ao chão. Um cadeirante que repetisse o mesmo movimento, sem empinar levemente a cadeira como eles fazem nessas situações, teria caído de frente. Seguimos pela avenida enquanto Josiane apontava em cada estabelecimento comercial as dificuldades que teria para fazer compras. “De cada 10, só dois são

completamente acessíveis”, calculava a cadeirante, em uma estimativa que talvez seja otimista. Poucos não ofereciam rampas, é verdade, mas certamente elas eram feitas por quem nunca sentou em uma cadeira e tentou subi-las: íngremes, estreitas, curtas, obstruídas por cartazes, manequins, produtos. Josiane avançava acionando um botão, mas não sem desviar de pequenos obstáculos. Eu tocava as rodas da minha cadeira e fazia muito mais força no braço esquerdo, para o lado que a calçada inclinava-se – irregularidade que a ABNT contempla, eu gostaria que fosse resolvida mas os cadeirantes nem reclamam porque é o menor dos problemas. No meio da quadra, Josiane aponta uma galeria sem rampa, mas perfeitamente alinhada ao nível da calçada. Seria a entrada ideal se fosse possível sair do outro lado, na rua paralela, característica principal das galerias. Mas lá no meio tem degraus. Vamos até a esquina com a Bento Gonçalves e eu testo minha habilidade em morros, em direção à Sinimbu. Dedico o máximo da minha força aquele que nem convém chamar de morro quando estou andando a pé. Freio e paro para descansar a cada dois giros completos. Uma mulher que caminha apressada falando no celular se compadece do meu esforço físico interrompe a conversa para oferecer ajuda. Agradeço e dispenso a gentileza. Josiane encaixa a cadeira dela na traseira da minha. “Não vou te empurrar, mas te seguro se a tua cadeira voltar”, sugere ela, que a essa altura já era Josi. Fui até a metade do morro. Parei antes de um prédio em construção com o tapume ocupando boa parte da calçada, cheia de buracos por causa da obra. Indignação para a cadeirante, alívio para mim. Era hora de desistir da subida. Para descer todo santo ajuda, exceto quem pilota uma cadeira. “Agora eu não posso te ajudar em nada”, avisa a cadeirante. Deixo as rodas rasparem nas mãos para controlar a velocidade. Qualquer freada brusca derrubaria a cadeira. Estou de volta na Júlio com dor nas mãos: na pele, por esfolar nas rodas, e nos músculos, por sustentar meu

peso com os dedos. “Quando estou com a cadeira manual uso luvas. Por isso e para não estragar as unhas”, explica a jovem. “Tu conseguiria subir esse morro com a cadeira manual?”, pergunto, tentando diminuir a frustração. “Eu não. Mas os homens conseguem.” Voltamos ao ponto de partida: ela disposta a passar o dia inteiro no Centro – a média de duração da bateria da cadeira –, eu completamente sem energia. Josiane está na cadeira de rodas há 4 anos, desde que se acidentou de carro em frente aos Pavilhões da Festa da Uva, quando ia para uma festa no banco do carona. O motorista morreu na hora. Um ano depois do acidente, um homem que ajudou Josiane antes do socorro chegar foi à casa dela. Contou que ela estava presa e a porta estava amassada na região do braço, ainda motivo de dores quando ela faz esforço. Disse também que ela estava

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consciente naquela hora e chegou a falar: “Pelo amor de Deus, me ajuda!”. Ela não lembra. Acordou 10 dias depois, na UTI. Ficou 40 dias hospitalizada. “Chorei uma semana. Passei sendo carregada por bastante tempo. Parecia uma estátua”, relata. Passada a primeira fase da adaptação, Josiane teve duas internações no hospital Sarah Kubitschek, em Brasília, referência em reabilitação. Aprendeu o básico que os cadeirantes precisam, segue com a fisioterapia em Caxias, iniciou recentemente no time de basquete do Cidef (Centro Integrado do Portador de Deficiência Física) na UCS. Com lesão na medula, nas vértebras T11 e T12, na altura da cintura, Josiane não conseguia mexer as pernas, mas sentia as coxas, algo raro nesse tipo de lesão. Hoje sente inclusive os pés, embora não consiga se manter de pé por mais de 5 segundos, mesmo com as próteses que usa na fisioterapia. “Para a medicina, a chance é zero”, responde a mãe de Josiane quando pergunto à filha

se sua sensibilidade incomum é esperança de recuperação dos movimentos. Josiane acredita que sim. “No início, minha casa estava sempre cheia de gente. Depois passou a curiosidade, diminuíram muito as visitas”, conta a cadeirante. Depois minguaram também os convites para jantar, ir à casa de amigos, sair à noite. Os programas com Josiane já não são tão espontâneos. “Antes de ir para qualquer lugar, preciso ligar, saber se tem acessibilidade... Quando convidam para ir à casa de amigos, fico achando que vou atrapalhar”, conta a jovem que sempre foi humilde, mas ainda assim não se sente à vontade tendo que ser carregada nos braços – situação pela qual todo cadeirante precisa passar quando precisa fazer uma viagem em ônibus intermunicipal, por exemplo. Aquele adesivo com uma cadeira de rodas na lateral do ônibus significa basicamente que o cobrador e o motorista podem ajudar a colocar o cadeirante em um assento e que a cadeira de rodas pode ir no bagageiro. Para a jovem que gosta da noite, os passeios diurnos, às vezes na própria rua, viraram a principal diversão. Desde o início do ano, com a criação da Cordenadoria da Acessibilidade na Secretaria de Segurança Pública e Proteção Social – tão recente que não tem nem link no site da prefeitura –, os cadeirantes têm onde reclamar. Conforme a coordenado-

ra, Rosa do Carmo Fonseca, a coordenadoria ainda está se adaptando à realidade da acessibilidade em Caxias. “Estamos indo nos locais e fazendo um mapeamento (de onde falta acessibilidade)”, explica. Rosa ainda vai se reunir com outros secretários para promover ações que devem ocorrer nesta ordem: consertar rampas existentes, construí-las onde não há, conscientizar, fiscalizar. A penúltima etapa é mais importante, já que, em tese, a construção das rampas segue a mesma regra das calçadas: é responsabilidade do proprietário do imóvel. Só depois de distribuir material com informações sobre a importância da acessibilidade e regras para construção de rampas se inicia uma abordagem mais direta com a comunidade, tanto para acessos em calçadas quanto para entrada dos estabelecimentos. Tudo é a longo prazo. Em multa, alternativa que talvez agilizasse o processo, nem se fala ainda. “Não dá para chegar multando”, pondera Rosa. E completa: “É devagar que se vai longe”. Na rua, quando não encontra a rampa e está sozinha, Josiane procura outra saída – uma entrada de garagem, talvez (os acessos para carro costumam ser melhores do que os acessos para cadeirantes). No comércio, risca da sua lista os estabelecimentos inacessíveis. Mas não exige seus direitos verbalmente. “Eu fico constrangida de reclamar. Sou sempre a minoria.”

Fabiana Carla Franco |

Paulo Pasa/O Caxiense

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Feira do Livro de Havana ocorre no antigo quartel de Che Guevara | Alexandre Haubrich, Divulgação/O Caxiense

Livro como artigo de primeira necessidade Em Cuba, boa parte dos livros custa mais barato do que um pacote de bolachas por Alexandre Haubrich, de Havana

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Ônibus cujas passagens custam apenas 20 centavos de peso levam cubanos e turistas à Feira, afastada do centro da cidade | Alexandre Haubrich, Divulgação/O Caxiense A maior fortaleza espanhola construída na América, com quase 3 km², erguida entre 1763 e 1774, abriga um tesouro. Outrora ocupada como quartel de Che Guevara após a vitória na Revolução Cubana, a Fortaleza San Carlos de La Cabaña, em Havana, hoje é sede da Feira Internacional do Livro. Organizada pela Câmara Cubana do Livro, a Feira existe oficialmente desde 1982, apesar de encontros literários serem organizados pelo governo desde antes da Revolução. Nesse sentido, as origens da Feira remetem a 1937, quando o primeiro evento literário de caráter nacional foi promovido. Entre 1982 e 2000 a Feira ocorria a cada dois anos, tornandose anual a partir dali. Desde 2002 tornouse também descentralizada, ocupando também outras cidades. A relativa distância do centro de Havana não afasta a população, que tem fartura de linhas de ônibus saindo da região central em direção a La Cabaña durante o período da Feira, ao custo de 20 centavos de peso. Por isso – e pelos turistas – o complexo fica lotado. Os números relativos a 2013 ainda não foram divulgados – a Feira em Havana ocorreu de 14 a 24 de fevereiro, mas em 2012 foram 344 mil

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visitantes que compraram quase 500 mil exemplares, segundo a Câmara Cubana do Livro. Com grandes dificuldades para adquirir produtos que não são de extrema necessidade, os cubanos não enfrentam maiores problemas para ter acesso à leitura. Tendo eliminado o analfabetismo em 1961, enquanto o Brasil ainda pena com quase 13 milhões de analfabetos (8,6% da população), Cuba tem bibliotecas por todos os lados e livros que geralmente são mais baratos do que um pacote de bolachas recheadas. Com cerca de 3% de um salário mínimo um cubano pode comprar um bom livro. No Brasil, este gasto é bem maior. O livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, por exemplo, custa para os brasileiros cerca de R$ 35, pouco mais de 5% do salário mínimo. Por outro lado, um livro em Cuba fica na média de 10 pesos cubanos, enquanto o salário mínimo – variável dependendo da ocupação – gira em torno de 300 pesos, sem necessidade de pagar por Saúde, Educação e com subsídio para a cesta básica. A leitura em Cuba faz parte de uma cultura de instrução e educação continu-

“Tendo eliminado o analfabetismo em 1961, enquanto o Brasil ainda pena com quase 13 milhões de analfabetos, Cuba tem bibliotecas por todos os lados e livros que geralmente são mais baratos do que um pacote de bolachas recheadas”


ada, formal ou informal. É difícil encontrar um cubano com mais de 30 anos que não tenha alguma graduação. As emissoras de televisão transmitem programas que possibilitam, por exemplo, que se aprenda francês, inglês, e até português em poucos meses. E, ao contrário do que acontece no Brasil, muitas pessoas realmente acompanham os cursos, veiculados em horários de boa audiência. Complementando tudo isso, as bibliotecas se espalham pelo país e os livros se mantêm a preços acessíveis. A cada edição da Feira do Livro, os organizadores escolhem um país como convidado de honra e um escritor homenageado. Em 2013, Angola foi o país escolhido, e o uruguaio-cubano Daniel Chavarría o agraciado com a homenagem. Além de Chavarría, foram mais de 200 escritores de 32 países participando de apresentações de textos e debates. A forte internacionalização, aliás, é uma característica da Feira. Em 2013 foram 146 expositores de 25 países, com mais de 4 milhões de exemplares à disposição. Além das bancas de venda de livros, há outras com obras apenas expostas, para que o trabalho feito em outros países seja conhecido. Dentre estas, uma banca do Rio Grande do Sul apresentava livros

brasileiros. Na Feira do Livro de Havana, Irã, Coreia do Norte, Venezuela, Rússia, China e Vietnã democraticamente dividem espaço com EUA, França, Alemanha e Japão. Nas prateleiras, grande variedade de obras, desde livros políticos até best sellers literários. De Fidel Castro e Che Guevara até Paulo Coelho. De 12 volumes com boa parte da obra de Lenin – a um peso cada – ao Código Da Vinci, de Dan Brown. De Crime e Castigo, por 5 pesos, a 18 títulos da vida e obra do herói da independência cubana José Martí, incluindo uma nova edição do infantil A idade de ouro, um dos clássicos de Martí. As crianças, aliás, são público entusiasmado da Feira. As bancas infantis são as mais procuradas, sempre cheias. Se alguns livros chegam a 150 pesos cubanos, outros saem por um peso. Em algumas bancas, há preços que variam de acordo com o comprador, uma prática que saiu da teoria marxista, que prega “de cada um segundo suas capacidades, a cada qual segundo suas necessidades”, conforme Karl Marx. A diferença de preços onera os turistas do “primeiro mundo”, que pagam mais caro pelos livros. Um europeu, por exemplo, pode pagar 4

“Em algumas bancas, há preços que variam de acordo com o comprador, uma prática que saiu da teoria marxista, que prega “de cada um segundo suas capacidades, a cada qual segundo suas necessidades”

Feira internacional ocorreu no último fevereiro. Em 2012, 500 mil livros foram vendidos | Alexandre Haubrich, Divulgação/O Caxiense 22.mar.2013

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pesos por um livro que custaria 2 pesos a um brasileiro, turista do “terceiro mundo”. O cubano nativo pagaria apenas 1 peso pelo mesmo livro. A Câmara Cubana do Livro é a instituição responsável por quase tudo o que envolve o tema em Cuba. Ela representa as editoras do país em eventos nacionais e internacionais, e promove cursos para a capacitação de pessoal para trabalhar no processo pós-escrita de um livro: publicação, edição, comercialização e distribuição. É através desse trabalho que os livros são impressos em grandes quantidades apesar dos problemas para a compra ou produção de papel causados pelo bloqueio dos Estados Unidos. O jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista Cubano, circula com menos páginas do que já circulou e o número de assinaturas do jornal tem diminuído. Mas os livros não param de ser produzidos e vendidos a preços relativamente acessíveis. Em cada município, mesmo nos menores, há ao menos uma biblioteca pública, frequentada por toda a comunidade, em especial as crianças. As escolas que não possuem bibliotecas próprias encaminham os alunos a esses espaços, onde costuma ser farta a oferta de livros didáticos e de História Cubana. Em uma dessas bibliotecas comunitárias, em Caimito – a 40 km de Havana –, como nas livrarias que se espalham pelas cidades maiores, é possível encontrar seções dedicadas apenas a Lenin, ou a José Martí, ou a livros soviéticos. Mas também a Bíblia católica está presente em alguns desses lugares. Escritores brasileiros também fazem sucesso por lá, mas não os mais cotados em outras partes do mundo. Não é impossível deparar-se com obras de Paulo Coelho ou mesmo Jô Soares, mas é sempre provável que em qualquer livraria ou biblioteca haja algo de Darcy Ribeiro, Mário de Andrade, Gilberto Freyre e, especialmente, Paulo Freire – referência fundamental para a Educação cubana. O “homem novo” sonhado por Che Guevara é um homem culto, senhor de seu passado e de seu futuro, conhecedor de onde veio e de onde quer chegar. E constantemente aprendendo e se aprimorando. Espalhar livros pelas casas pode ser um caminho fundamental para que ideias se espalhem pelas cabeças e novas atitudes se espalhem pelas ruas. Se é verdade que ainda falta muito para que cada cubano possa se dizer o espelho do “homem novo” de Che, os livros são um estímulo para seguir tentando.

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Clássico Crime e Castigo é vendido por apenas 5 pesos |

Livrarias de Havana também oferecem livros a preços acessíveis |

Biblioteca de Caimito, a 40 km de Havana, tem estante reservada a Lenin | Fotos: Alexandre Haubrich, Div./O Caxiense


PLATEIA

29ª Sarau de Jazz no Acordes Atelier | Sebastião Salgado e a Terra | Elefante Branco no Ordovás

Vivita Cartier além do epitáfio por Andrei Andrade Um túmulo bem conservado no cemitério do distrito de Criúva abriga os restos mortais de uma jovem poetisa, enterrada há quase um século. Por saber que a tuberculose abreviaria sua vida, Vivita Cartier escreveu os versos de seu próprio epitáfio, no poema que nomeou In Pulvis (ao pó). Mesmo sem nenhum livro publicado, Vivita foi imortalizada como patrona da cadeira 11 da Academia Caxiense de Letras e da cadeira 21 da Academia Literária Feminina do Rio Grande do Sul. Este ano, Vivita Cartier dá nome ao troféu que premia os vencedores do 47° Concurso Anual Literário de Caxias do Sul. A homenagem para a poetisa, que nasceu em Porto Alegre, é um resgate da história de uma mulher frágil e trágica, mas que soube traduzir em versos a agonia de sua breve vida. Entre o nascimento de Vivita Cartier, em Porto Alegre, em 12 de abril de 1893, e sua morte em Caxias do Sul, em 21 de março de 1919, em Caxias do Sul, sua história de vida ainda guarda muitos mistérios, e por isso é envolta em mitos. Uma das lendas a seu respeito é de que ela tinha o costume de costurar de volta às árvores as folhas caídas com a chegada do outono, como forma de rejeição da morte que sabia que para ela chegaria sem demora. Acometida pela tuberculose, doença que nas primeiras décadas do século passado era conhecida como o "mal do século", e que vitimou escritores brasileiros como Álvares de Azevedo, Castro Alves e José de Alencar, além de estrangeiros como Franz Kafka, George Orwell e Emily Bronte, Vivita mudou-se da Capital para a Serra por recomendação médica, quando tinha 19 anos. O ar puro da região daria condições melhores para que ela enfrentasse a doença, que teria se agravado após ela desfilar em um carro aberto em um Carnaval de Porto Alegre. A escolha por Caxias não foi por acaso. Seu avô materno, Felix Laner, foi um dos primeiros colonizadores do município. Vivita Cartier |

Julio Calegari, Acervo do Arquivo Histórico Municipal, Divulgação/O Caxiense

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Porém, é pouco provável que ainda haja algum familiar de Vivita vivendo por aqui, pois a maior parte da família migrou para o Rio de Janeiro ainda na primeira metade do século passado. Apesar disso, o túmulo de Vivita, um dos primeiros que se pode avistar próximo à entrada do cemitério de Criúva, é mantido pela comunidade e frequentemente recebe arranjos de flores. Mesmo doente, foi em Caxias do Sul que Vivita escreveu a maior parte de seus poemas, que eram publicados na imprensa local, especialmente no jornal O Brazil. Parte de sua poesia foi reunida em um livro editado pela Biblioteca Publica Municipal em 1999, intitulado Poetas do Passado. Nestas páginas é possível perceber como o infortúnio da doença e as tristezas de amor – Vivita era apaixonada por um homem de Porto Alegre que viajou para a Europa e nuna respondeu suas cartas – eram as obras-primas para os versos que escrevia em português e em italiano (parecia reservar para este idioma os mais melancólicos). O atual ocupante da cadeira 11 da Academia Caxiense de Letras, o jornalista e escritor Marcos Fernando Kirst, prepara para o segundo semestre deste ano o início de uma pesquisa que irá resultar em uma biografia de Vivita. "Era uma excelente poeta. Sua vida curta, mas intensa, se mescla com a poesia que escreveu, que tinha uma qualidade lírica muito boa", analisa Kirst. O escritor considera de "bom gosto" a escolha pelo nome de Vivita Cartier para o troféu do concurso literário da cidade onde ela viveu seus últimos dias. "Foi uma opção muito sensível e muito justa, por resgatar um nome de quem fez cultura em Caxias do Sul no passado." Membro da comissão organizadora do concurso, o bibliotecário Cássio Felipe Immig destaca que a escolha se deu em plenárias realizadas durante a elaboração do novo regulamento do concurso e teve a aprovação unânime dos envolvidos, entre os quais estiveram membros da Academia Caxiense de Letras, escritores e pessoas envolvidas com a vida cultural de Caxias do Sul. "Por se tratar de uma poetisa do início do século, que mesmo em uma sociedade bastante machista conseguiu ter uma produção lírica, a escolha tem um significado importante. Também é importante resgatar a memória da Vivita, que não deixou livros publicados. Como muitos não a conhecem, a escolha gera curiosidade em torno do seu nome."

O Concurso

As inscrições para a 47ª edição do Concurso Anual Literário seguem até o dia 15 de abril. Este ano, a disputa ocorre em apenas duas categorias: Obra Literária (para obras já publicadas) e Contos, Crônica e Poesia (para originais inéditos). Trabalhos que já tenham concorrido em edições anteriores também são aceitos. Para os vencedores com obra literária, será concedido o troféu Vivita Cartier, um certificado e prêmio em dinheiro no valor de 240 VRMs (Valor de Referência do Município – aproximadamente R$ 5.500). Na categoria conto, crônica e poesia, os 3 vencedores terão suas obras publicadas em uma antologia. O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis em www.caxias.rs.gov.br.

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In Pulvis Inscrição para meu túmulo Aqui jazem os trágicos horrores Do decompor sinistro da matéria; Não te detenha, pois, nesta miséria Oh! Não deponha sobre a lousa flores. Segue... é vazia esta mansão funérea; Minh'alma paira além com seus fulgores, Volve-te a ela, a ela manda flores Através do pensar, com graça etérea. Vai prescrutá-la em qualquer sítio lindo! Ela é tão forte como o mar bramindo E tem a suave tepidez dos ninhos... Aspira-a, pois, nas brisas cariciantes. Desvenda-a nas estrelas cintilantes Evoca-a no cantar dos passarinhos!

Convalescente Por vontade espontânea, resolvi Passar na serra larga temporada. Dizem toque que, aqui, recuperada Hei da haver a saúde que perdi; Longe da sociedade em que vivi Onde, talvez, nem seja mais lembrada. Irei gozando mesmo desamada A solidão poética daqui. Mas...Certo dia eu tornarei altiva. À multidão que numa roda viva, Goza e sofre num mar de agitação. De paz irá, então, meu ser trajado De saúde meu corpo iluminado; De versos...um punhado em cada mão!

Sofrimentos* Eis-me doente e enfraquecida Entre os verdes campos e a simples gente Talvez este ar me devolva a vida. Porém, estou triste e sofrida. Porque me sinto só e não me vêm Senão olhares deconfiados e tristemente Me faz no coração a dor de uma ferida O ser olhada suspeitosamente. Bem queria gritar: "Não me olhem que vossos olhares a mim confundem e me fazem sofrer loucamente, E me envolvem em agonia tal Como se o ferro agudo de um punhal Entrasse no meu peito lentamente." *Tradução livre do italiano: Elton L. Boff e Mari. A. Miorelli


CINE

Bruno Mazzeo. Lúcio Mauro Filho. De Mauricio Farias

Vai que dá certo Nova aposta do cinema de humor nacional, o longa traz um elenco de nomes bem conhecidos, como Bruno Mazzeo e Lúcio Mauro Filho, além da dupla de humoristas que está fazendo sucesso no canal do Youtube Porta dos Fundos: Fábio Porchat e Gregório Duvivier. História de 5 amigos que não se deram muito bem na vida e resolvem colocar em prática um plano para mudar esse cenário: assaltar uma transportadora de valores. Estreia. GNC 14:30-16:40-19:20-21:10 CINÉPOLIS 13:15-15:15-17:30-20:00-22:20

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1:27

* Qualquer alteração nos horários e filmes em cartaz é de responsabilidade dos cinemas.

Bruce Willis, Dwayne Johnson. De Jon M. Chu

Show de Andrea Bocelli

G.I. Joe: Retaliação

O show Amor em Pontofino reúne famosas canções românticas do tenor italiano em um show gravado na cidade italiana cujo porto é conhecido como um dos mais belos do mundo. Uma orquestra de 40 pessoas acompanha Bocelli. Depois do dueto em Vivo por ella, em 2008, Sandy volta a cantar com o italiano. Dezesseis anos depois da primeira parceria, Bocelli diz que encontrou em Sandy uma artista madura e uma mulher encantadora. Eu cresci, agora sou mulher.

Bruce Willis ainda nem saiu de cartaz com Duro de Matar e já aparece novamente com ainda mais ação neste longa baseado nas aventuras dos famosos bonecos dos Comandos em Ação. Após ser atacado brutalmente, o esquadrão de elite G.I. Joe tem vários de seus integrantes mortos em combate. Agora, os poucos que sobreviveram vão contar com a ajuda do seu criador para revidar o ataque em grande estilo. Pré-estreia.

CINÉPOLIS 15:00 (apenas DOM.), 19:00 (apenas SEX. E SÁB.) 12 1:45

GNC 3D 21:40 (QUA. E QUI. apenas) CINÉPOLIS 3D 13:45-16:30 (QUI. Apenas) 19:15-22:00 (QUA. E QUI. Apenas)

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22.mar.2013

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Os Croods Uma família pré-histórica, mais do que os Flinstones, encara os desafios da vida fora da caverna de onde nunca haviam saído e depara com um mundo fantástico – como requer toda animação em 3D. No meio do caminho, o conservador patriarca da precisa aprender a conviver com um forasteiro que pensa à frente do seu tempo – a ponto de “inventar” o fogo. De Chris Sanders. 2ª semana.

Ricardo Darín , Jérémie Rénier. De Pablo Trapero

Elefante Branco O excelente ator argentino Ricardo Darín (de O Segredo dos seus olhos, Um conto chinês) interpreta um padre que luta para resolver os problemas sociais da favela onde vive, mesmo que isso implique problemas com a Igreja e o Estado. O elefante branco do título é uma grande obra estacionada há anos, que se retomada serviria como hospital e centro correcional de ajuda a viciados. Qualquer semelhança com elefantes brancos do país da Copa do Mundo não é mera coincidência. Estreia 14

SEX. (15). 19:30 - SÁB. (16) e DOM. (17). 20:00. R$ 8 e R$ 4. Ordovás

1:50

Colegas

Indomável sonhadora

Nem foi o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Gramado que mais despertou interesse sobre Colegas. A campanha #vemseanpenn, que tinha como mote um apelo para que o astro de Hollywood viesse assistir à estreia do filme no Brasil fez sucesso na internet e, semana passada, o casal que protagoniza o filme foi até Los Angeles conhecer Sean Penn (e ganhou até churrasco feito pelo ator). A trama já é conhecida: 3 portadores de síndrome de Down que partem em uma viagem em busca de seus sonhos. Ariel Goldenberg, Rita Pook. De Marcelo Galvão. 2ª semana

Mistura de drama e fantasia, o filme conta a história de um pai e sua filha de 6 anos, que vivem às margens de um rio em uma pequena comunidade da Louisiana. Quando uma forte tempestade atinge o povoado e traz de volta à vida ameaçadoras criaturas pré-históricas até então congeladas, ao mesmo tempo em que lutam para sobreviver, a menina decide ir em busca da mãe, desaparecida. Destaque absoluto para a atuação da jovem Quvenzhané Wallis, indicada ao Oscar de Melhor Atriz com apenas 9 anos. Com Wight Henry. De Benh Zeitlin. 2ª semana

GNC 17:30-19:45 CINÉPOLIS 13:30-18:30

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Duro de Matar: Um Bom Dia Para Morrer

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O Lado Bom da Vida

O durão John McClane vai até a Rússia resgatar o filho que está preso. Lá, pai e filho precisam lidar com mafiosos perigosos que querem apagar o jovem. O resultado são explosões, perseguições e tiro para tudo quanto é lado, como manda o figurino. 5ª semana GNC 21:50

CINÉPOLIS 16:00-20:45

1:36

É a 8ª semana em cartaz, mas tudo bem...o casal formado por Bradley Cooper e Jennifer Lawrence nesta comédia romântica merece. De David O. Russell.

★★★★★ GNC 19:00-21:30

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2:02

GNC 3D 13:00-15:20-17:4520:00 | 3D 22:00 | 3D 14:15-16:50-19:10-21:20 CINÉPOLIS 3D 11:45 (SÁB. E DOM.) -14:00-16:45-19:10-21:30 | 12:40-15:05-18:00-20:30

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Oz: Mágico e Poderoso Escrita originalmente em 1900 e adaptada para o cinema pela primeira vez em 1939, essa nova versão de O Mágico de Oz tem a trama ambientada um pouco antes da história mundialmente conhecida. Conta a chegada do mágico trapaceiro Oscar Diggs a Terra de Oz, onde os habitantes anseiam por um mágico que irá salvá-los de um poderoso inimigo. Com Mila Kunis e Rachel Weisz. De Sam Raimi. 3ª semana GNC 3D 13:30-16:10-18:50 | 3D 21:40 | 13:40-16:20 CINÉPOLIS 3D 13:45 e 16:30 (exc. DOM. E QUI.)-19:15 e 22:00 (exc. SEX. SÁB. QUA e QUI.) | 3D 12:30-15:30-18:15-21:00

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2:09

Tainá – A Origem Aventura com pitadas de conscientização social e ambiental que conta a história da indiazinha guerreira que parte em busca de suas origens ao mesmo tempo em que combate o desmatamento na selva amazônica. Fecha a trilogia em que os dois primeiros filmes foram vistos por mais de 1 milhão de espectadores. Com Wiranu Tembé e Nuno Leal Maia. De Rosane Svartman. 3ª semana GNC 13:50-15:40

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1:27


Bruno Trindade Ruiz, Freshlab, Divulgação/O Caxiense

MUSICA + SHOWS SEXTA-FEIRA (22) Júnior e Cézar

23:00. R$ 20 e R$ 40. Arena

Hardrockers

23:00. R$ 12. Bier Haus

Alexandre Casarin

23:30. R$ 25 a R$ 45. Bulls

Julian Duo

23:30. Gratuito. Cachaçaria Sarau

Gordini Blues Band

23:00. R$ 8 e R$ 15. Campeão Social Club

Banda T02

22:00. R$ 6 e R$ 10. Deck

DJ Ana Langone + Velho Hippie + Fullgas ( Volta às aulas DCE) 23:30. R$ 12 e R$ 6. Level

Adriano Trindade e Banda

22:30. R$ 20. Portal Bowling

Stereofonica

00:30. 2kg de alimento ou R$ 15 e R$ 12. Vagão

SÁBADO (23) Best of the 80’s & 90’s (vários DJs) 23:00. R$ 12. Bier Haus

Seresteiros do Luar

Sei, sei, sei

O ruivo mais famoso do rock brasileiro está de volta a Caxias do Sul. Dessa vez, Nando Reis e sua banda, Os Infernais, apresentam o repertório da turnê Sei, que tem como carro-chefe a música homônima que recentemente fez parte da trilha sonora da novela Lado a Lado. O show do ex-Titã também terá músicas de seu álbum mais recente – tambem intitulado Sei – e clássicos de sua autoria como Relicário, O Segundo Sol, No Recreio, entre outras. SÁB. (23). 23:30. R$ 50, R$ 80 (mezanino) e R$ 90 (camarote). All Need Master Hall

23:00. R$ 5. Cachaçaria Sarau Divulgação/O Caxiense

Acústico Tea

22:00. R$ 10 e R$ 6. Deck

Festa Level Five

23:00. R$ 15 e R$ 12. Level

Coié Lacerda e Harlem’s Club

22:30. R$ 15 e R$ 20. Mississippi

Aniversário do DJ Giiu Emer 23:00. R$ 20. Nox Versus

David & Elvis e Pura Cadência

23:00. R$ 40 e R$ 20. Place Des Sens

Festa Téki & Elas

23:00. R$ 25 e R$ 50. Pepsi Club

Backdoors Band

00:30. R$ 20 e R$ 25. Vagão

29° Sarau Jazz – especial Ella Fitzgerald e Joe Pass

20:00. Gratuito. Acordes Jazz Atelier Musical

Salada de boa música

Formada em Farroupilha, mas radicada em Caxias, a banda A Célula é um power trio composto por guitarra, baixo e bateria. O som consiste em um rock instrumental, mas com pitadas de jazz, blues, soul e funk (o do James Brown, não o do Naldo). Entre as principais influências, estão Frank Zappa, Jimi Hendrix, Miles Davis e Hermeto Pascoal. Vale a pena conferir o virtuosismo jazzístico aliado à pegada do rock ‘n’ roll. SEX. (22). 21:00. Gratuito. Zarabatana

22.mar.2013

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MUSICA + SHOWS DOMINGO (24) Pagode Junior + Gilmar Goulart e Banda

Blues e milonga

Um dos principais gaitistas da América do Sul, o chileno Gonzalo Araya – um dos destaques do Mississippi Delta Blues Festival – se apresenta no Mississippi acompanhado do guitarrista Oly Jr., de Porto Alegre, famoso por misturar blues e milonga em seus trabalhos com a banda Os Tocaios. Em 2012, a dupla apresentou o show Do Delta do Jacuí ao Deserto do Atacama, cujo repertório deve ser a base do show desta sexta. SEX. (22). 23:00. R$ 15 e R$ 20. Mississippi

21:00. R$ 20. Portal Bowling

Tira Onda e DJ Rodrigo Salvador

Divulgação/O Caxiense

17:00. R$ 8 e R$ 5. Place Des Sens

TERÇA-FEIRA (26) Maurício Santos

21:30. Gratuito. Boteco 13

QUARTA-FEIRA (27) Matinê Cast

23:00. R$ 12. Bier Haus

Marcos Petrini e Banda

21:30. R$ 5 e R$ 10. Boteco 13

Jhonatan e Carlos

21:00. Gratuito. Paiol

QUINTA-FEIRA (28) Fabrício Beck Trio

23:00. R$ 12. Bier Haus

Dinamite Joe e Puracazuah

23:30. R$ 10 e R$ 20. Boteco 13

DJ Van Storck

23:00. R$ 15 a R$ 25. Havana

Grupo Macuco

21:00. R$ 10 e R$ 15. Paiol

Mateus & Fabiano + DJ Gilson

23:00. R$ 20. Portal Bowling

Paola Delazzeri e Gabriel Lopes

Louis Amstrong no Zarabatana

No segundo semestre do ano passado, após um evento do Projeto Práticas do Saber, em que fãs de jazz se reuniram para apreciar e debater a obra do trompetista Miles Davis, os participantes criaram um grupo no Facebook para compartilhar áudios, vídeos e informações sobre o gênero musical que os unia. Daí até a organização de novos eventos para homenagear os grandes ícones do jazz não demorou muito. Neste sábado, o grupo se reúne em um evento aberto para homenagear o trompetista Louis Armstrong, talvez o maior nome da história do jazz. Para participar, leve seus discos, seu instrumento para uma canja ou somente os ouvidos.

19:00. Gratuito. Shopping Estação San Pelegrino (praça de alimentação) ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

Edital de Citação de Interessados, Ausentes, Incertos e Desconhecidos - Usucapião 1ª Vara Cível - Comarca de Caxias do Sul

Prazo: 20 (vinte) dias Natureza: Usucapião. Processo: 010/1.12.0005831-3 (CNJ:.0012420-31.2012.8.21.0010). Autor: Deoclécio Polidoro e Maria Olinda Polidoro. Objeto: declaração de domínio sobre o imóvel a seguir descrito: “um imóvel rural, situado nesta cidade, na localidade de Santa Bárbara, Ana Rech, 5º distrito deste município, sem benfeitorias, com área de 7.654,78m², medindo e confrontando: ao oeste, por 92,16m com terras de Jucelio Cesar Bolson; ao nordeste, por 99,92 com a estrada municipal nº 127, que liga Santa Bárbara a São Gotardo; ao sul, por 99,84m parte com terras de Deoclecio Polidoro e parte com terras de Jozil Terres dos Reis; e, ao leste, por 64,01m com terras de Arciones Antonio Pinto”. Prazo de 15 (quinze) dias para contestar, querendo, a contar do término do presente Edital (Art. 232, IV, CPC), sob pena de serem presumidos como verdadeiros os fatos alegados pelos autores. Caxias do Sul, 19 de março de 2013. SERVIDOR: Miriam Buchebuan Lima, Ajudante Substituta. JUIZ: Darlan Élis de Borba e Rocha.

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SÁB. (23). 20:00. Gratuito. Zarabatana ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO

Edital de Intimação

1ª Vara de Família - Comarca de Caxias do Sul

Prazo de: 30 dias. Natureza: Voluntária Outros Processo: 010/1.13.0001005-3 (CNJ:.0001971-77.2013.8.21.0010). Requerente: Fabricio Pizzamiglio e outros. Objeto: Intimação a quem possa interessar possa, visando resguardar interesses de terceiros, que as partes ingressaram com pedido de modificação do regime de bens de casamento, alterando de regime de COMUNHÃO UNIVERSAL DE BENS para SEPARAÇÃO TOTAL. Prazo de Contestação: 30 (trinta) DIAS, a contar do término do prazo deste edital. Caxias do Sul, 04 de março de 2013. SERVIDOR: Daniel Gyboski. JUIZ: José Pedro de Oliveira Eckert.


MUSICA Rock sinfônico

O rock e a música erudita tem novo encontro marcado, desta vez para comemorar os 80 anos do Sindicato dos Metalúrgicos. É a 2ª edição do Rock in Concert, parceria entre a banda Hardrockers e a Orquestra Sinfônica da Universidade de Caxias do Sul (Osucs), que apresenta um repertório dedicado aos clássicos do rock internacional, como AC/DC, Guns N’ Roses e Aerosmith, e nacional, como Skank e Legião Urbana. Quem se dispor a acordar cedo no domingo assiste ao show de graça e ainda ganha a água e a erva-mate para o chimarrão. A Hardrockers é composta por Rafael Gubert (vocal), Rodrigo Campagnolo (guitarra e vocal), Graziano Anzolin (teclado e vocal), Rafael Schmitt (baixo) e Cristiano Tedesco (bateria). A Osucs tem a regência de Manfredo Schmiedt e os arranjos são de Alexandre Ostrovski.

Divulgação/O Caxiense

DOM. (24). 10:30. Gratuito. Estacionamento da UCS TV (em caso de chuva, UCS Teatro)

Brasil/Itália

Antes de embarcar para a Itália, a cantora caxiense Daniela De Carli lança seu CD – gravado em São Paulo e finalizado pela gravadora Vertical: Mezzo Soprano. A obra, com 13 faixas – que vão desde trilhas de cinema, MPB e canções italianas – tem apoio da Lei Rouanet. Mesmo assim, a artista precisou bancar metade do valor para que a obra pudesse sair do papel. Daniela já participou de orquestras no Brasil e no Exterior. Com agenda fraca no Brasil, ela já tem 3 eventos fechados em solo italiano. TER. (19). 19:00. Galeria Municipal. Entrada franca (confirmar presença pelo telefone 3221 3697).

22.mar.2013

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CA

Divulgação/O Caxiense

Divulgação/O Caxiense

ARTE

MA RIM

Marcelo Aramis

Xilo no Chalé

A obra de arte aí de cima é o atelier de Marinês Busetti, em Desvio Blauth, Farroupilha. É neste espaço inspirador que ela vai ministrar no sábado (23), das 14:00 às 18:00, a oficina Xilo no Chalé. Com um investimento de R$ 50, os participantes – adolescentes e adultos – terão todo o material disponível (goivas, tinta, madeira papel) e ainda levarão sua obra para casa. Em 4 horas de oficina, Marinês, que é referência na arte da gravura, ensina fazer a matriz e ajuda a fazer as cópias. Inscrições pelo e-mail marinesbusetti@ hotmail.com ou pelo fone 99511138.

Leitores na web

A luta pela terra

Em abril de 1996, 19 integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram brutalmente assassinados por 155 policiais, no famoso caso conhecido como o Massacre de Eldorado dos Carajás. Com imagens deste e de outros passos do movimento pelo país, o fotógrafo Sebastião Salgado publicou em 1997 o livro Terra, que contou com a parceria do escritor português José Saramago, e que foi comercializado junto com um CD de Chico Buarque. O acervo em exposição foi cedido pelo curso de Ciências Sociais da Unisinos. Terra

SEG-SÁB. 14:00 às 22:00. Espaço Expo Design. Faculdade América Latina

Elisandra Echer de Andrade, Janine Stecanella, Maristela Deves e Rachel Machado são as convidadas do 44 º Órbita Literária, que ocorre na segunda (25), às 20:30, na Livraria Do Arco da Velha. Com o tema A Explosão dos Blogs Literários, elas vão debater a internet como meio de incentivar a leitura a partir de listas, resenhas, críticas e sorteios. Devem mostrar a receita “desligue o computador e vá ler um livro”. Não, pera.

Viagem de Marilu Uma Metáfora sobre as Diferenças

Feito com a alma

Mirian Gazola. SEG-SEX. 8:30-18:00. SÁB. 10:00-16:00. Galeria Municipal

Fernanda Horta Barbosa da Silva. SEG-SEX. 9:00-19:00. SÁB. 9:00-12:00. Farmácia do Ipam

Navi-Arte Postal

Janelas Decoradas

SEG-SEX. 8:00-22:30. Campus 8

Coleções: Lembranças e Sonhos TER. SÁB. 9:00-17:00. Museu Municipal

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Coletiva. SEG-SÁB. 10:0022:00. DOM. 14:00-20:00. Estação San Pelegrino

Something

Gabi Brochetto. SEG. 11:00-21:00. TER-SÁB. 10:00-21:00. DOM. 11:00-19:00. MartCenter Shopping

O Trompim Teatro vai levar o espetáculo Marilu, com Aline Tanaã Tavares e Fábio Cuelli, vai participar do Festival de Teatro e Circo ArteSesc. É o segundo ano consecutivo que o grupo integra a programação do festival. A história da garota que enxergava o mundo cinza, baseada no livro homônimo de Eva Furnari, com direção de Hermes Bernardi Jr., vai passar por Venâncio Aires, Lajeado e Santa Cruz do Sul, nos dias 26, 27 e 28 de março. Em maio, a peça vai para o Festival Palco Giratório Sesc, em Porto Alegre.


A

os

Ramon Munhoz, Divulgação/O Caxiense

Endere

cinemas: CINÉPOLIS. AV. RIO BRANCO,425, SÃO PELEGRINO. 3022-6700. SEG.QUA.QUI. R$ 12 (MATINE), R$ 14 (NOITE), R$ 22 (3D). TER. R$ 7, R$ 11 (3D). SEX.SÁB.DOM. R$ 16 (MATINE E NOITE), R$ 22 (3D). MEIA-ENTRADA: CRIANÇAS ATÉ 12 ANOS, IDOSOS (ACIMA DE 60) E ESTUDANTES, MEDIANTE APRESENTAÇÃO DE CARTEIRINHA. | GNC. rsc 453 - km 3,5 - Shopping Iguatemi. 3289-9292. Seg. qua. qui.: R$ 14 (inteira), R$ 11 (Movie Club) R$ 7 (meia). Ter: R$ 6,50. Sex. Sab. Dom. Fer. R$ 16 (inteira). R$ 13 (Movie Club) R$ 8 (meia). Sala 3D: R$ 22 (inteira). R$ 11 (meia) R$ 19 (Movie Club) | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panazzolo. 3901-1316. R$ 8 (inteira). R$ 4 (meia) |

TEATROS: teatro municipal. Doutor Montaury, 1333. Centro. 3221-3697 | CASA DE TEATRO. Rua Olavo Bilac, 300. São Pelegrino. 3221-3130 | galerias: campus 8. Rod. RS 122, Km 69 s/nº. 3289-9000 | ESTAÇÃO SAN PELEGRINO. Av. Rio Branco, 425. São Pelegrino. 3022-6700 | GALERIA MUNICIPAL. DR. MONTAURY, 1333, CENTRO, 3215-4301 | museu municipal. VISCONDE DE PELOTAS, 586. CENTRO. 3221-2423 | ORDOVÁS. Luiz Antunes, 312. Panaz­zolo. 3901-1316 | SESC. MOREIRA CÉSAR, 2462. pio x. 3221-5233 |

Legenda Duração

Carol De Barba Bazar

A descoladérrima loja Soho (só de entrar no recinto a gente já se sente em outro planeta) promove seu primeiro Bazaar. As peças da Garagen Korova (camisetas lindas de doer), Oramais, Andrea Mader, Bendita Augusta, In Search of Vintage e outras marcas estarão à venda com preços promocionais sexta (22) e sábado (23). A Soho fica no Largo da Estação Férrea, e abre das 10:00 às 19:00. Divulgação/O Caxiense

MÚSICA: Acordes Jazz Atelier Musical. Rua 13 de maio, 1.392. Exposição. 3419-0601 | Bier HauS. Tronca, 3.068. Rio Branco. 3221-6769 | BOTECO 13. Dr. Augusto Pestana, s/n°, Largo da Estação Férrea, São PelegrinO. 3221-4513 | bukus anexo. Rua Osmar Meletti, 275. Cinquentenário. 3215-3987 | BULLS. Dr. Augusto Pestana, 55. Estação Férrea. 3419-5201 | CACHAÇARIA SARAU. Coronel Flores, 749. Estação Férrea. 3419-4348 | Campeão Social Club. Rua Mário de Boni, 2.128/2. Sanvitto. 3419-6957 | cond. Angelo Muratore, 54. Dellazzer. 3229-5377 | Deck: Rua João Mocelin, 1498. Panazzolo. 3021.0455 | HAVANA. DR. AUGUSTO PESTANA, 145. mOINHO DA ESTAÇÃO. 3215-6619 | LEVEL CULT. CORONEL FLORES, 789. 3223-0004 | Mississippi. Coronel Flores, 810, São Pelegrino. Moinho da Estação. 3028-6149 | NOX VERSUS. Darcy Zaparoli, 111. vilaggio Iguatemi. 8401-5673 | OLIMPO MUSIC. PERIMETRAL BRUNO SEGALLA, 11655, São Leopoldo. 3213-4601 | PAIOL. FLORA MAGNABOSCO, 306. 3213-1774 | PEPSI club. Rua Guerino Sanvitto, 1412. Villaggio Iguatemi.3019-0809 | Place Des Sens. Rua 13 de maio, 1,006. Lourdes. 3025-2620 | PORTAL BOWLING. RS 453, KM 2, 4140. SHOPPING MARTCENTER. 3220-5758 | VAGÃO CLASSIC. JÚLIO DE CASTILHOS, 1343. CENTRO. 3223-0616 |

Avaliação ★ 5★

Classificação

Cinema e Teatro Dublado/Original em português Legendado Ação. Animação. Artes.Circenses. Aventura Bonecos. Comédia. Documentário. Drama Ficção.Científica. Faroeste Infantil. Fantasia. Musical. Policial. Romance. Suspense. Terror.

Telinha

Música Blues. Funk. MPB. Samba.

Coral. Eletrônica. Erudita. Folclórica Hip.hop Indie. Jazz. Metal. Pagode. Pop. Reggae. Rock. Sertanejo. Tango. Tradicionalista

Dança Clássico. Contemporânea. Dança.do.Ventre Flamenco. Jazz. Hip.hop Salão.

Dança de Rua Folclore.

Forró.

Artes Acervo. Fotografia. Pintura.

Desenho. Grafite.

Diversas Gravura.

Escultura. Instalação

O remake de uma das novelas mais surreais (realismo fantástico puro) da história da televisão brasileira, Saramandaia, vai ter figurino caxiense. Marcos França, um dos responsáveis pelos looks que serão usados na telinha, esteve no ateliê de Carla Carlin escolhendo alguns modelitos. A estreia de Saramandaia está prevista para junho, e deve contar com nomes de peso no elenco, como Vera Holtz (Dona Redonda), Matheus Nachtergaele (Encolheu) e Gabriel Braga Nunes (Professor Aristóbolo, o lobisomem). 22.mar.2013

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ARQUITETURA E DECORA O A Igreja, a estética e o Patrimônio Histórico

Não é novidade a discussão a respeito da conservação de descaracterização de prédios históricos em Caxias. Mas o artista Ricardo Frantz escreveu um artigo (para ler na íntegra, acesse o link no site de O CAXIENSE ou utilize um dispositivo mobile para localizar pelo QR Code, no final da página) chamando a atenção para dois locais específicos que, para ele, deveriam ser tombados pelo Patrimônio Histórico (não, eles não são): a Catedral e a Casa Canônica. Frantz relata que, na construção da escadaria da Catedral, na década de 40, o coro de madeira foi substituído por um de alvenaria e as telhas portuguesas por outras mais modernas. Nos anos 60, o revestimento de taipa foi trocado por um reboco comum. Ele ainda destaca a reforma do campanário, que “deturpa profundamente a autenticidade do conjunto arquitetônico.” Para ele, seria preferível uma estrutura com arquitetura contemporânea a uma imitação do original. “A Igreja se orgulha de ser uma instituição que preserva suas tradições e valores diante de um mundo em rápida transformação, mas parece que, no que diz respeito ao seu acervo histórico e artístico em Caxias do Sul, isso não passa de retórica, ou pelo menos indica que nosso clero precisa de melhor informação,” afirma. Conforme a diretora de Proteção ao Patrimônio Histórico-Cultural do município, Liliana Henrichs, Frantz é um profissional de trajetória artística respeitada, o que qualifica sua opinião. No entanto, ela defende algumas intervenções. “Acredito que a orientação cromática para pin-

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tura externa das 3 edificações (Catedral, Campanário e Bispado), realizada pelo especialista frei Celso Bordignon, foi apropriada. Quanto à reforma interna da residência oficial do bispo, foram realizadas melhorias que não retiraram características relevantes, pois se direcionaram ao conforto ambiental, especialmente o térmico, justificável em um prédio com grandes espaços destinados ao uso doméstico,” explica. Liliana salienta a importância de certas modernizações, como alterações hidráulicas e elétricas, que garantem a conservação do prédio e adequam a estrutura às necessidades atuais de informática e segurança. Além disso, revisões e ajustes nos telhados e calhas, além do conserto de infiltrações na alvenaria, foram oportunizados para garantir a integridade física das construções em questão. Quanto ao tombamento, Liliana dá esperanças a quem também não concorda com certos julgamentos estéticos dos religiosos (como as luminárias decorativas instaladas recentemente). “A sugestão pode ser debatida e ampliada. Em princípio, os bens já recebem proteção pois, como têm mais de 50 anos, qualquer intervenção, interna ou externa, deve passar por análise no âmbito da gestão pública municipal, que inclui o Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural”. Amém.


Estante

Moderninho A peça possui 12 braços em madeira e é pendurada com a ajuda de correntes de metal. Para transformar o seu humilde lar na Casa Stark (A/C fãs de Game of Thrones).

Com 5 braços em banho cromo e cúpula finalizada em fios de seda, a peça conta também com pequenos pingentes de cristais, que dão modernidade ao lustre. Sardenha | R$ 25 mil

Madelustre | R$ 18 mil

simples

Nada de muitos braços e muitas lâmpadas. Este possui apenas uma lâmpada e é ideal para ambientes pequenos. Tem acabamento em alumínio.

Fotos: Divulgação/O Caxiense

Reno Mancuso, Arquivo Família Mancuso, Div./O Caxiense

Medieval

Fina

Ideal para hotéis, clubes e teatros (ou seja, lugares amplos, onde acontecem eventos chiques e elegantes), é acabada em vidro e com detalhes em pingentes de cristal.

Yamamura | R$ 135

Boutique dos Lustres | R$ 168,5 mil

Fotos: Paulo Pasa/O Caxiense

Falando em Patrimônio...

Os membros titulares e suplentes do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc) foram empossados na última quarta (20). O órgão é responsável por assessoramento e colaboração com a prefeitura em todos os assuntos relacionados à proteção dos bens culturais, especialmente os vinculados ao patrimônio edificado, apontando os que devem ser preservados por meio do tombamento. O Conselho também tem o dever de identificar os bens que merecem tratamento diferenciado e os cuidados para analisar os pedidos de reformas e demolições em prédios com 50 anos ou mais. Para ver os nomes dos 40 membros do conselho, acesse o site de O CAXIENSE ou siga o código QR para a matéria usando um smartphone ou tablet.

Clássicos do design

Eero Saarinen, Le Corbusier, Mies van der Rohe e outros clássicos do design estão à venda no site Obra Vip (obravip.com). E tem promoção de cadeira Jacobsen (S2), poltronas Charles Eames, mesas e cadeiras Saarinen, entre outros. Para quem aprecia peças de design, vale o clic. 22.mar.2013

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Edição 172