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PLINGRAFIA: O DESPORTO NA INTEGRAÇÃO

Sexta-feira,

03 de Fevereiro de 2012

Suplemento do jornal Nova Odivelas Nº 425

// N.º

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VAMOS JOGAR XADREZ

II série Ano XII

www. j orn al .n ovaodi vel as .p t/d es porto Director: Henrique Ribeiro Coordenação: David Braga

RESULTADOS DE FUTSAL DE TODAS AS EQUIPAS DO CONCELHO ● D A PÓVOA À I R L A ND A D O N O R TE

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OS CAMINHOS DE UM TÉCNICO DE DESPORTO TORNEIO DE TRAQUINAS D O CL UBE DE DESPORTO JARDIM DA AMO REIRA PUB

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ATUALIDADE EDUCAÇÃO FÍSICA

David Braga davidbraga@simpruspress.pt

Emanuel Cunha é técnico de desporto com licenciatura na Escola Superior de Desporto de Rio Maior e está a terminar o mestrado em Direcção e Gestão Desportiva na Universidade de Évora. Pelo caminho foi à Irlanda fazer um estágio. O Desportivamente conversou com ele para saber um pouco a sua história e as perspectivas em Portugal para o exercício da sua profissão. asceu em Lisboa mas veio morar para o concelho de Odivelas, freguesia da Póvoa de Santo Adrião ainda criança. Foi nesta freguesia que fez os três ciclos do ensino básico partindo depois para a Escola Secundária de Odivelas para prosseguir os estudos. Depois de terminar o secundário «Não senti que a universidade fosse um caminho a seguir e interrompi os estudos». Um ano depois matriculou-se no Instituto

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Superior de Ciências Educativas (ISCE), na Serra da A moreira, freguesia da Ramada, no curso de professor de educação física onde completou o primeiro ano, candidatando-se á Escola Superior de Desporto de Rio Maior (ESDRM )para o curso de Treino Desportivo «Que era o que queria realmente na altura. As perspectivas de professor de educação física não eram as melhores e queria fugir um pouco desse cenário tentando uma área mais específica como o treino». Entrou nesse ano na ESDRM e foi lá que completou a licenciatura. Está agora a terminar o mestrado em Direcção e Gestão Desportiva na Universidade de Évora. Desportivamente: O que te levou a seguir Desporto? Emanuel Cunha: Não fujo muito à regra de quem vai para desporto. O gosto pelo desporto, o passado desportivo, o prazer que tiramos da prática desportiva bem como da competição e do espirito desportivo vivido neste mundo.

Fotografias: Cedidas pelo entrevistado

Da Póvoa à Irlanda do Norte, os caminhos de um técnico de desporto

D: Antes de iniciares a licenciatura tinhas outras expetativas que depois alteraste face à realidade? EC: Fazemos sempre as mais altas expetativas quando iniciamos uma licenciatura. No início parece tudo muito certo, que o caminho é aquele mas com o passar do tempo vemos que as expetativas não correspondem

á realidade. Foi o que me aconteceu, comecei com a certeza de que a ideia que tinha da licenciatura era a real, fruto da ingenuidade da idade também, e ao deparar-me com a realidade e com “mundo lá fora” tive necessidade de fazer ajustes às minhas expectativas em relação á licenciatura e também ao futuro pós licenciatura.

D: Quais foram as grandes dificuldades que encontraste enquanto frequentaste o curso? EC: A única dificuldade com que me deparei foi estar longe da família e amigos. Até então nunca tinha estado fora da minha zona de conforto e ter que viver longe do conforto


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familiar e do convívio com os amigos e namorada foi algo que não foi fácil de ultrapassar. Tive a sorte de morar com grandes amigos que ajudaram a que este primeiro impacto negativo fosse ultrapassado.

gio curricular surgiu a oportunidade de começar a trabalhar num Health Club em Alcântara. Agarrei a oportunidade desde cedo e assim que terminei a minha licenciatura fiz la o meu estagio profissional durante um ano.

D: Consideras a tua formação adequada àquilo que depois é exigido na tua vida profissional? EC: Sim sem dúvida. A formação que obtive permitiu-me encarar a vida profissional de uma forma segura e consciente dos problemas que me poderiam deparar. É verdade que duma maneira muito mais teórica, o que acaba por ser normal dado os moldes em que o curso estava estruturado. A verdade é que aprendemos muito mais no terreno quando temos que fazer em vez de pensar como se faz e nos deparamos com as situações ali a nossa frente e em que temos que actuar.

D: Há muitas saídas profissionais na tua profissão? É fácil arranjar emprego? EC: Existem bastantes. Felizmente esta área é bastante abrangente e há sempre alguém que precisa de um técnico de desporto seja para dar aulas de natação, futebol ou outro qualquer desporto. É uma área que me permite trabalhar em vários locais ao mesmo tempo e em que me posso envolver em projectos diferentes, o que acaba por trazer uma motivação extra.

D: A seguir à conclusão do curso para onde foste trabalhar? EC: Felizmente ainda não tinha terminado a licenciatura e já tinha trabalho. Durante o está-

D: Como é que aparece a hipótese de ires estagiar para a Irlanda do Norte? EC: A hipótese Irlanda do Norte aparece de uma simples procura na internet. Tinha como objectivo pessoal passar uns tempos fora de Portugal e comecei a pesquisar que programas existiam que me pudessem dar essa oportuni-

dade. Existem imensos sítios de instituições que o fazem e registei-me em alguns deles. Passado uns dias recebo um correio electrónico a informar que as candidaturas para o programa Da Vinci iriam abrir, com vagas para Bulgária, Áus-

tria e Irlanda do Norte. Concorri, fui seleccionado para uma entrevista e em menos de uma semana fui seleccionado para a Irlanda do Norte. Fiz um estágio profissional como professor de educação física na 12ª melhor escola do Reino Unido que tinha cerca de 850 alunos, com idades entre os 10 e os 18 anos (2º e 3º ciclo). Uma escola católica, pública, mas em que tudo se assemelha ás nossas escolas privadas. Excelentes condições de trabalho tanto para professores como alunos ou pessoal de apoio. No inicio não percebi bem a magnitude da escola mas com o passar do tempo percebi o porque daquela ser considerada a melhor escola da Irlanda do Norte e a 12ª melhor do Reino Unido. D: Ao dares lá aulas que diferenças é que te chamaram mais a atenção? EC: Para começar a divisão de professores. Eu só podia dar aulas aos rapazes, enquanto as raparigas tinham aulas com uma professora. Só quando a professora estava ausente é que os professores homens

asseguravam a aula. Isto prende-se essencialmente com a política de protecção de alunos. Se alguma rapariga se magoasse eu não poderia examina-la a não ser numa situação de emergência. Os alunos eram sempre reencaminhados para alguém do mesmo sexo para serem avaliados, quando alguma lesão acontecia. Enquanto lá estive tive a oportunidade de poder dar aulas de Português aos alunos mais velhos mas nunca poderia dar qualquer tipo de aula privada na escola, não era possível um professor ficar sozinho com um aluno ou aluna numa sala de aula. Outro ponto que me saltou á vista foi o facto de as aulas serem apenas de 30 minutos com a excepção de Educação Física que era um período duplo, 55 minutos. D: A formação por lá é muito diferente? EC: O sistema educativo deles é realmente diferente do nosso. Têm aquilo a que se chamam gramar schools e nongrammar schools em que basica-


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mente as gramar school” são para onde vão os miúdos mais inteligentes e para as non-grammar os menos dotados. Todo este ensino é público e está assim dividido. Mesmo quando perguntava aos meus colegas eles tinham dificuldade em explicar, tive por isso alguma dificuldade em perceber como se organizavam inicialmente. Á medida que vão passando de ano também têm que escolher disciplinas específicas que queiram usar como prova de candidatura á Universidade, um pouco a semelhança de cá, mas estas escolhas começam a acontecer mais cedo, a partir do 8º ano. Pareceu-me ser um sistema educativo bastante sólido e que lhes dá experiencias práticas desde muito cedo, o que a meu ver é uma grande maisvalia para qualquer jovem em processo de escolhas e em processo de formação. A componente cívica está bastante presente na educação escolar dado que era frequente a interacção com a comunidade.

D: O que aprendeste por lá, que tipo de experiências novas mais te marcaram na Irlanda? EC: A nível profissional tive contacto com desportos que não conhecia e outros que apenas tinha ouvido falar. Desconhecia por completo o Gaelic footbal que é bastante praticado sendo já parte da cultura. Algo que apenas se joga na Irlanda do Norte e na República da Irlanda e em alguns locais bastantes específicos no mundo, segundo me foi dito por eles. Este desporto é uma mistura de futebol com rugby em que basicamente existe um campo de futebol normal mas para alem das balizas tem também no prolongamento dos postes balizas (postes) de rugby onde podem ser marcados pontos da mesma forma que o rugby. Têm portanto duas formas de marcar, golo na baliza de futebol (3pontos) ou ponto na baliza de rugby. O jogo desenrola-se com 15 elementos de cada lado e pode ser jogado com os pés ou com as mãos com algumas regras condicionantes.

D: Agora que regressaste a Portugal planos futuros? EC: Bem, regressar não foi fácil! Ver as notícias que saiam todos os dias na imprensa não era motivador para regressar e as

perspectivas só têm vindo a ficar mais negras. Neste momento a ideia mais forte passa por voltar a sair de Portugal. Em princípio irei para Londres mas ainda é uma ideia, depende de como correrem por cá os próximos meses. Termino o mestrado em breve e a partir dai será mais fácil voltar a sair. Espero que lá fora o mestrado me possa abrir mais algumas portas que aqui parecem se fechar cada vez mais. D: Tencionas voltar para o estrangeiro? Quais as grandes dificuldades que existem em Portugal para exerceres a tua profissão? EC: Não posso dizer que existam dificuldades no exercício da profissão. Existem sim algumas condicionantes que nos fazem pensar no futuro das nossas carreiras enquanto agentes desportivos. A maioria dos agentes desportivos, que não estão ligados ao Estado, tem as suas condições contratuais á base de recibos verdes. Se por um lado isso nos permite desenvolver o nosso trabalho em vários locais e a fazer diferentes coisas como já disse,

por outro lado não nos permite ter a segurança que um contrato de trabalho oferece. Isto faz com que em alguns períodos do ano vejamos o nosso rendimento reduzido devido a férias, ou ausência de subsídios que ate agora eram obrigados por lei na maioria dos contractos de trabalho. Isto é sem dúvida um dos factores negativos que a minha área oferece, á semelhança de outras áreas. D: Consideras a formação dos técnicos do desporto em Portugal ao nível do que se faz lá por fora? EC: Não tenho dados que me permitam afirmar se estamos abaixo, ao nível, ou superiores ao que se faz la fora. Ainda não tive formações fora de Portugal que me permitissem avaliar e fazer uma real comparação. Sinto que tive grandes formadores no meu percurso académico e outros menos bons mas isso é o normal em qualquer profissão. Mas os resultados estão á vista, Portugal é cada vez mais um país que exporta técnicos que acabam por demonstrar o grande valor que temos. É tudo uma questão de oportunidade.


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FUTSAL ESCOLA DA RAMADA

ATLÉTICO CLUBE DE ODIVELAS

Derrota sob fortes criticas ao árbitro

Derrota diante do líder

equipa júnior feminina do Clube de Desporto da Escola da Ramada não foi feliz no jogo que realizou no pavilhão da sua escola diante do Carnide Clube. Segundo o Facebook do clube a vitória do Carnide não está em causa mas a arbitragem de Miguel Silva d e i x o u muito a desejar. O treinador Vítor Arsénio queixa-se do atraso do árbitro, das complicações que levantou a uma atleta por esta usar óculos e que a impediu de jogar, do prolongamento irregular da primeira parte, da marcação de uma grande penalidade e de alguns comentários menos próprios

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à sua equipa. O resultado deste jogo foi de 2-6 favorável ao Carnide Clube. Os golos obtidos pelas ramadenses foram marcados por Carla Mascarenhas e Sofia. Com esta derrota a Escola da Ramada mantem os mesmos 24 pont o s ocupando agora a sexta posição na tabela classificativa. Na próxima jornada, a 15ª, as pupilas de Vítor Arsénio defrontam novamente na condição de visitadas a sua congénere do Povoense com o jogo a ter inicio no sábado pelas 15h00.

m jogo a contar para a 18º jornada do campeonato distrital da 1ª divisão de juvenis o Atlético Clube de Odivelas recebeu no Pavilhão Escola Secundária Pedro Alexandrino, o líder Sassoeiros. A equipa da casa entrou em campo dominadora, com boa troca de bola entre os seus jogadores, mas com fraco aproveitamento na altura de rematar à baliza, e como quem não marca arrisca a sofrer, foi o que se passou aos 14, 20 e 21 minutos, com a equipa vinda de Carcavelos a aproveitar o desacerto defensivo dos odivelenses. Com o resultado negativo de 0-3 o ACO entra para a 2ª Parte, disposto a dar a volta ao resul-

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tado, mas numa perda de bola o Sassoeiros com um rápido contra ataque que logo aos 2 minutos alcança o quarto golo.

Os visitados conseguem reduzir no minuto seguinte e a partir daí ainda conseguiu criar várias

situações de não concretizadas ora por falha de eficácia dos seus jogadores ou por mérito do guarda-redes do Sassoeiros que ocupava bem a sua baliza mostrando-se intransponível. Por seu lado o Sassoeiros continuava a ser bem mais objectivo marcando aos 8 e 23. O ACO ainda reduz para 2-6, resultado final num encontro em que a equipa de Odivelas não merecia este desnível no marcador. As várias oportunidades desperdiçadas e uma tarde menos feliz dos guarda-redes do ACO ditaram este placard final. Na próxima ronda os comandados de Paulo Pinto defrontam no sábado pelas 17h45 no Pavilhão Escola Secundária do Lumiar, a equipa do Académico Clube de Ciências. PP


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FUTSAL DOZE CLUBES DO CONCELHO DE ODIVELAS

Resultados do passado fim-de-semana Mais uma vez aqui ficam os resultados de todas as equipas participantes nos campeonatos distritais de futsal organizados pela Associação de Futebol de Lisboa Atlético Clube de Odivelas

Juniores 2ª Divisão Bons Dias 1 x ACO 2 Juvenis – 1ª Divisão ACO 2 x Sassoeiros 6 Iniciados 1ª Divisão ACO 2 x Sporting 9 Infantis 1ª Divisão ACO 0 x Casal do Rato 5

Clube Atlético das Patameiras

Grupo Desportivo e Recreativo dos Bons Dias

Grupo Recreativo e Cultural Presa/Casal do Rato

Juvenis 3ª Divisão Metralhas Damaia 5 x Patameiras 5 (jogo interrompido) Iniciados 2ª Divisão Patameiras 7 x GROB 4 Infantis –2ª Divisão Patameiras 1 x SL Olivais 12 Benjamins Casal do Rato 2 x Patameiras 4

Juniores 2º Divisão Bons Dias 1 x ACO 2 Juvenis 2ª Divisão AMSAC 3 x Bons Dias 2 Iniciados 2ª Divisão Via Rara 2 x Bons Dias 9 Infantis – 1ª Divisão Bons Dias 3 x SLB 0 Benjamins Fonsecas e Calçada 1 x Bons Dias 6

Juniores 2ª Divisão Casal do Rato 3 x Quinta do Pinheiro 3 Juvenis 2ª Divisão Casal do Rato 3 x Barroense 0 Iniciados 2ª Divisão CAD 2 x Casal do Rato 4 Infantis 1ª Divisão ACO 0 x Casal do Rato 5 Benjamins Casal do Rato 2 x Patameiras 4

Clube de Desporto Jardim da Amoreira

Escola da Ramada

Iniciados 1ª Divisão A. Arroja 2 x Núcleo Sintra 12 Infantis – 2ª Divisão A Frassati 9 x A. Arroja 0 Benjamins Folga

Infantis – 2ª Divisão J Amoreira 2 x Chelas 2 Benjamins ACC 2 x J. Amoreira 8

Juniores Femininos Escola da Ramada 2 x Carnide 6

Grupo Recreativo do Olival Basto

Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube

Sociedade musical e Desportiva de Caneças

Grupo Desportivo Quinta do Pinheiro

Juvenis – 3ª Divisão Escola da Ramada 2 x Carnide 6 Iniciados – 2ª Divisão Patameiras 7 x GROB 4 Infantis – 2ª Divisão Alto Pina 2 x GROB 4 Benjamins GROB 2 x Portela 11

Iniciados – 3ª Divisão Maristas Lisboa 6 x PSAAC 1 Infantis – 2ª Divisão PSAAC 8 x Corvos XXI 0

Seniores Femininos – 2ª Divisão Caneças 2 x CAD 2

Clube Desportivo e Recreativo Os Silveirenses

Juniores – 3ª Divisão Casa Povo Arcena 7 x Silveirenses 5

Associação da Arroja

Juniores 2ªDivisão Casal do Rato 3 x Quinta do Pinheiro 3


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FUTSAL PÓVOA DE SANTO ADRIÃO ATLÉTICO CLUBE

GRUPO RECREATIVO DO OLIVAL BASTO

Vitória caseira e derrota em Lisboa Benjamins do GROB defrontaram Portela

s equipas de futsal do Póvoa de Santo Adrião Atlético Clube tiveram sortes diferentes nos jogos realizados no passado fim-desemana. Enquanto os iniciados na deslocação até Benfica para defrontar o Colégio Marista de Lisboa perdeu o seu jogo por 1-6 os infantis obtiveram uma expressiva vitória por 8-0 na recepção aos Corvos XXI. Perante uma equipa bem organizada os jovens iniciados do PSAAC foram batidos de forma exagerada para o jogo que realizaram. Na primeira parte a sorte não quis nada com os povoenses que equilibraram a partida jogando de igual para igual com os Maristas. O resultado de 2-1 ao intervalo foi revelador do equilíbrio existente. Na parte complementar e apesar de continuar a praticar um futsal de qualidade muito ra-

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zoável o PSAAC cometeu demasiados erros defensivos, alguns deles mesmo infantis o que levou a que o marcador chegasse a uns 6-1 em nada consentâneos com o que se passou dentro das quatro linhas. O golo do PSAAC foi obtido por Diogo Santos. A vitória dos Maristas foi justa num jogo bem arbitrado por Paulo Batista. Por sua vez os infantis recebendo no Pavilhão da Escola Secundária Pedro Alexandrino a equipa dos Corvos XXI venceram por 8-0 num encontro onde conseguiu manter um jogo fluído, com trocas de bola rápidas e com a preocupação de não deixar a equipa adversária partir para contra-ataques. Ao intervalo os povoenses já venciam por 3-0. A equipa forasteira com atletas muito jovens raramente conseguiu chegar à baliza dos povoenses

lutando no entanto com tudo o que tinha e sem nunca ter virado a cara à luta. Os golos do PSAAC foram marcador por Kiko (4), Pedro Marques (2), Bruno e Miranda. A arbitragem de Fábio Anjos não teve quaisquer problemas num jogo onde atletas, técnicos e dirigentes facilitaram o trabalho do juiz da partida. Na próxima jornada os infantis jogam contra o GROB na condição de visitante enquanto que os iniciados recebem o Aveiras de Cima. Ambos os jogos serão disputados no Pavilhão da Escola Secundária Pedro Alexandrino com início às 15h00. Os infantis no sábado e os iniciados no domingo.

um jogo disputado no Pavilhão da Escola Secundária Pedro Alexandrino os atletas mais jovens das equipas federadas do Grupo Recreativo do Olival Basto disputaram mais um jogo a contar para o seu campeonato distrital tendo como opositor a Associação de Moradores da Portela. Independentemente do resultado o que realmente interessou foi observar os sorrisos dos jogadores de ambas as equipas que nestas idades compreendas entre os 8 e os 10 anos querem é jogar à bola. Sentem obviamente os golos sofridos e festejam os marcados mas não

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As noticias do PSAAC têm o apoio de: Kids.com Centro de Explicações www.kids.com.pt

CAMPEONATO DISTRITAL DE JUNIORES DA 2ª DIVISÃO

Duplo confronto com equipas do concelho jornada 13 deste muito equilibrado campeonato da 2ª divisão de juniores organizado pela Associação de Futebol de Lisboa trouxe um duplo confronto com as equipas do concelho de Odivelas. Assim no Pavilhão Municipal Susana Barroso o Presa Casal do Rato recebeu o Quinta do Pinheiro não conseguindo melhor que um empate a três bolas. Com este inesperado resultado a equipa da freguesia da Pontinha que liderava o campeonato desde há várias semanas consecutivas perdeu esse estatuto para o Colégio Marista de Lisboa. No outro dérbi local o Bons Dias recebeu na Ramada o Atlético Clube de Odivelas perdendo por 1-2. Os odivelenses que alcançam assim a sua segunda vitória consecutiva continuam a progredir da tabela classificativa ocupando agora o 7º lugar a apenas um pondo do GDBD. Na próxima ronda os jogos envolvendo as 4 equipas do

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nosso município são os seguintes: Quinta do Pinheiro X Azambuja AMSAC X Presa Casal do Rato

ACO X CPCD Académico de Ciências X Bons Dias

De seguida fica a tabela classificativa:

fazem disso um drama quando as coisas não correm bem. A vitória por 2-11 da equipa forasteira justifica-se pela sua maior capacidade individual e onde já se nota algum trabalho táctico, preocupando-se em jogar a bola de forma prática e colectiva. O GROB com atletas mais inexperientes tentou sempre contrariar o jogo do Portela sem no entanto conseguir. Seja como for os miúdos do Olival Basto nunca desistiram de lutar de forma aguerrida conseguindo amiúde algumas boas jogadas. A derrota é algo natural e que deverá servir como motivação para continuar a evoluir. Certamente que esse é o espírito que a equipa técnica do GROB procura fazer passar aos seus jogadores de tenra idade. O árbitro do jogo não complicou num jogo fácil de apitar.


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ANDEBOL GINÁSIO CLUBE DE ODIVELAS

Encontros de Bambis o Sábado, 28 de janeiro, o Pavilhão Municipal de Odivelas recebeu as equipas de bambis do Ginásio Clube de Odivelas, do Ginásio do Sul e do Passos Manuel “B”/Mercês para mais um Encontro de Inverno. David Gonçalves, treinador da equipa

Minis/Bambis Encontros de Inverno GC Odivelas 25 x Ginásio Sul 32 Mercês “B” Passos Manuel 23 x GC Odivelas 14

Fotografia: GCO

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do GCO deixa-nos a crónica do mister.

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Neste fim-de-semana que foi de pausa competitiva para a maioria dos escalões, foi a vez dos nossos mais pequenos atletas entrarem em campo para, no nosso pavilhão, integrarem mais um Encontro de Inverno, juntamente com as equipas do Ginásio do Sul e do Passos Manuel “B”/ Mercês. Neste escalão que serve basicamente para os miúdos se divertirem e fazerem uma introdução à modalidade e a alguns conteúdos da mesma, os resultados não foram os melhores para as nossas cores mas tendo em conta que a nossa equipa é, na sua maioria, composta por minis de 1º ano e bambis, não foram maus tendo também em conta o nível das equipas adversárias, principalmente do Ginásio que tinha 2 jovens atletas de grande qualidade técnica, que

num campo de dimensões reduzidas, fizeram muita diferença, mas ainda assim o resultado ficou 25 - 32 a favor dos adversários. No jogo contra a equipa “B” do Passos Manuel, os nossos pequenos atletas tiveram muitas falhas ao nível da finalização e, principalmente a nível defensivo, porque ainda não conseguem estar suficientemente concentrados em tarefas defensivas, o que dificulta a defesa individual utilizada neste escalão. Apesar de os resultados não serem os melhores, pretendemos continuar a apostar na formação destes jovens atletas continuamente para garantirem o futuro da modalidade e com a crença que eles vão evoluir o suficiente. David Gonçalves

Agenda para 4 e 5 de fevereiro Iniciados Campeonato Regional da 1ª Divisão - 1ª Jornada GCO X SL Benfica “B” Domingo, 5 Fevereiro às 17h30 Pavilhão Municipal de Odivelas Juvenis Femininos Campeonato Regional 1ª Jornada GCO X S.I.M. Porto Salvo Domingo, 5 Fevereiro às 15h30 Pavilhão Municipal de Odivelas Juvenis Masculinos Campeonato Regional da 1ª Divisão - 1ª Jornada GM 1º Dezembro GCO Sábado, 4 Fevereiro às 17h30 Pavilhão Noronha Feio (Queijas)


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FUTEBOL INICIADOS

JUNIORES

CANEÇAS

Dérbi da freguesia da Pontinha

Arbitragem influencia resultado

jornada do passado fimde-semana da 1ª divisão do Campeonato Distrital de Iniciados da Associação de Futebol de Lisboa juntou duas equipas da freguesia da Pontinha, o Centro Escolar Republicano Tenente Valdez e o Clube Atlético e Cultural, num jogo bem disputado que terminou com a vitória do clube da Paiã por 5-1. Com os jogadores a praticar um futebol objetivo e à procura do

m juniores e em jogo do Campeonato da 1ª Divisão da Associação de Futebol de Lisboa, o Centro Escolar Republicano Tenente Valdez recebeu o Damaiense tendo sido vendido por uma bola de diferença num jogo que terminou com o resultado de 1-2. Jogo com algum expetativa em virtude de tudo que tinha acontecido no jogo da 1ª volta, alguma segurança, mas felizmente tudo como deve ser numa partida sem situações alheias ao Desporto. A partida começou com as equipas a estudarem-se, mas foi o Tenente Valdez a criar a primeira oportunidade. Depois de uma jogada de contra ataque o avançado foi rasteirado na grande área, o árbitro marcou a grande penalidade que o jogar do Tenente responsável pela marcação atirou ao lado da baliza. O Damaiense procurou o golo o que veio a conseguir com um belo remate de fora da área,

Jogos com equipas da SMDC

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bonito golo. Antes de as equipas recolherem às cabines para o intervalo o resultado passou para duas bola a zero com a transformação de uma penalidade que só foi vista pelo fiscal de linha do lado dos suplentes. No segundo tempo o Tenente Valdez procurou o golo, mas por falta de sorte ou de pontaria só veio a marcar no final da partida quando já estava reduzido a dez unidades. Pelo jogo praticado por ambas equipas o resultado justo seria a igualdade mas... Má arbitragem com influência no resultado. António Mota

qui deixamos os resultados dos vários jogos disputados no passado fim-de-semana com equipas da Sociedade Musical e Desportiva de Caneças. Benjamins Sacavenense 1 X Caneças 8 Encarnação e Olivais 11 X Caneças 1 Caneças “B” 7 X Vila franca do rosário 6JUNIORES E2 Caneças “C” 11 X Olivais e Moscavide 0 Infantis Futebol 7 Algés 6 X Caneças 3 Juniores D - 1ª Divisão Venda do Pinheiro 2 X Caneças 0 Juniores D - 2ª Divisão Olivais e Moscavide 0 X Caneças 1 Juniores A - 1.ª Divisão Caneças 0 X Musgueira 3 Juniores B - 1ª Divisão Caneças 0 X Benfica SAD 9 Juniores C - 2ª Divisão Caneças A 3 X Camarate 2

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Fotografia: António Mota

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Fotografia: António Mota

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golo, o Tenente foi mais eficaz porque cada vez que se aproximava da baliza adversária marcava e assim chegou ao intervalo a vencer por cinco bolas a uma. No segundo tempo o CAC alterou a esquema de jogo e apesar de não vir a marcar também não sofreu nenhum golo. Partida correta com boa arbitragem. António Mota.


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O Filme do Jogo TORNEIO DE TRAQUINAS

O Clube de Desporto do Jardim da Amoreira (CDJA) realizou no sábado um Torneio de Traquinas que decorreu no pavilhão Municipal Susana barroso, no Casal do Rato, freguesia da Pontinha, com a participação de oito equipas. Não havendo classificação final, por decisão do CDJA, deixamos aqui os resultados dos jogos realizados. Infantado 4X CDJA 0; EM Amoreira 1 X Shotokai 2; Casal do rato 0 X José Mira 1; Corvos XXI 0 X S. Brás 3; Shotokai 2 X Infantado 1; CDJA 0 X EB Amoreira 3; S. Brás 0 X José Mira 6; Casal do Rato 5 X Corvos XXI 1. O árbitro foi Nuno Chaves com um papel mais educador do que castigador tendo contribuído muito para o êxito do torneio que contou com as bancadas do pavilhão lotadas.


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VAMOS JOGAR XADREZ ESPAÇO DA RESPONSABILIDADE DA SECÇÃO DE XADREZ DO GINÁSIO CLUBE DE ODIVELAS

Os hábitos e as práticas desportivas e o lugar do xadrez xadrez, reconhecido entre nós como desporto há mais de 50 anos e integrado na então Direcção-Geral do Desporto, o actual Instituto do Desporto de Portugal, é a modalidade desportiva que tem mais livros, artigos e outras publicações editados em todo o mundo, incluindo estudos e investigações académicas pelas mais diversas e prestigiadas instituições universitárias mundiais. Mas não é, por isso, a modalidade que tem mais praticantes ou desperta mais atenção ou entusiasmo por esse mundo fora nem em Portugal. O futebol é a modalidade mais praticada com cerca de 150.000 jogadores inscritos na respectiva federação. É curioso notar que as modalidades com mais jogadores federados no nosso país são as mais praticadas nos ginásios e recreios das escolas portuguesas. O Judo ou mesmo o Ténis ou o Golfe, que tinham poucos praticantes e mal se ouviam falar até há pouco tempo em Portugal, já se encontram no Top 10 com mais jogadores federados. O Xadrez, pelo contrário, não está entre as dez mais praticadas e nunca chegou a ter 4.500 jogadores filiados na Federação Portuguesa de Xadrez (FPX). Raramente encontramos alguém que nunca tenha ouvido falar do xadrez, mesmo entre aqueles que dizem que mal conhecem as peças ou nem sequer sabem jogar, mas isso não significa que haja mais atracção pela modalidade ou intenção de a praticar. Recentemente, a revista francesa Europe Echecs apresentou um estudo de uma sondagem efectuada à população francesa para saber do seu conhecimento sobre a modalidade, as regras e os seus praticantes, no fundo, o estado geral do xadrez em França, onde a sua selecção nacional costuma ficar entre as dez primeiras nas Olimpíadas de Xadrez. Em Portugal, pelo contrário, quase nada se sabe sobre este assunto, não existindo estatísticas oficiais fidedignas, com dados que permitam uma análise cuidada e actual. A Pordata, é o único espaço, onde se podem conhecer alguns dados comparados sobre as diversas modalidades fornecidos pelo IDP que os recebeu das federações. Quem

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esteja fora da modalidade não faz a mais pequena ideia do que seja o xadrez federado, a avaliar pelos dados estatísticos oficiais, tendo de socorrer-se das informações disponibilizadas pela FPX. Existem estudos avulsos que nos permitem ter uma ideia sobre hábitos e práticas desportivas da população portuguesa, mas sobre o xadrez, muitas vezes incluído em “outras modalidades”, não é possível conhecer com precisão nem concluir coisa alguma. A avaliar pela prática desportiva federada ficamos a saber que a prática desportiva não federada é reduzida, em todo o país. Há uma saudável excepção, o Desporto Escolar, mas mesmo aqui com inúmeras dificuldades. Com hábitos nulos, a prática desportiva tem de ser reduzida. Por vezes alega-se o “carácter intelectual” do xadrez, mas, as regras do jogo, do movimento das peças de xadrez, aprendem-se numa tarde e horas depois já se pode praticar a modalidade. O esforço exigido para a prática do xadrez não é maior do que para a maioria das modalidades que se praticam no nosso país e tem duas vantagens decisivas sobre a maior parte das modalidades desportivas: pode ser praticado em qualquer local, mesmo ao ar livre e o material necessário para a sua prática não é dispendioso. Com pouco mais de € 5 é possível adquirir um tabuleiro e as 32 peças em plástico resistente e as de madeira duram uma vida. Tem, segundo alguns, ainda a vantagem de poder ser praticado na internet. Os jogos e as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento cultural, social e cognitivo das crianças e, no entanto, são as modalidades de ginásio, como o andebol, basquetebol, o voleibol ou mesmo o futesal, que exigem mais infra-estruturas e equipamentos, que a estrutura curricular do nosso sistema de ensino privilegia para aquelas funções, que ultrapassam o que deveria ser apenas uma normal, corrente e saudável prática desportiva. Uma das medidas oficiais de promoção desportiva preferidas pelo anterior secretário

de Estado do Desporto foi a distribuição pelo país fora de 100 campos de futebol sintéticos. Até Odivelas, onde não faltavam recintos para a sua prática, recebeu a oferta de

um relvado. A futebolização asfixia a promoção e o desenvolvimento das diversas modalidades desportivas, que sobrevivem nas várias colectividades e clubes com

as dificuldades que se conhecem, sem os apoios públicos que lhes deveriam estar assegurados, em especial, nas modalidades com maior dificuldade de implantação.

Diagrama nº 2 Seirawan – Karpov, Londres 1982

Com devem jogar as brancas a partir daqui?

(Solução do diagrama nº 1: 1 Dg1+; 2.Txg1 Cf2++)

Passatempo O Melhor de Lá Féria Com muita pena nossa nenhum dos 23 leitores que participaram acertou na resposta. Agora resta tentarem de novo para a próxima semana. Enviem as vossas respostas até às 24h00 de terça-feira, 7 de Fevereiro para passatempos@novaodivelas.pt.


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CARTÃO VERMELHO Nova Odivelas

03 Fevereiro 2012

Uma bola, um beco e tantos sorrisos Ontem tal como hoje uma bola seja ela feita de que material for, provoca nas crianças o que de melhor elas têm. O querer correr atrás dela, o querer agarrá-la o querer simplesmente olhar para ela e ver os ziguezagues que ela faz ao rolar pelo chão. Tudo isto a propósito de ter observado no alto do terceiro andar na casa dos meus pais que também já foi minha durante mais de trinta anos um grupo de putos com idades entre os 8 e os 10 anos, não mais do que isso. Os putos reguilas descobriram debaixo de um carro uma bola, velhota, não muito cheia mas isso pouco importou. Os miúdos, cinco, trataram logo de dar uso à sua descoberta. Engendraram de imediato planos para tirarem o melhor proveito possível da sorte que lhes sorriu. Um guardaredes, dois para cada lado e tudo pronto para

começar um jogo num beco com pouco mais de 10 metros de comprimento por 4 quatro de largura. Pouco espaço? O suficiente para iniciar mais um dérbi, daqueles que se vivem intensamente, por cada um claro. Sem mediatismos, sem polémicas, sem erros de arbitragem, mas alguma discussão. Um jogo tem de ser vivido com emoção, pois claro. Entretanto passa um vizinho. Desmancha-prazeres, pensei eu, porque logo comentou que aquela bola era de andebol e não de futebol. Qual quê! Os putos perceberam o recado apesar da tenra idade. Não se joga com o pé, então que se jogue com as mãos. Entretanto chega mais um. Porreiro pá, como diria o outro. Agora é que está mesmo bom! Três para cada equipa, bola na mão e de novo o mesmo entusiasmo. E lá estão eles, com

regras muito adaptadas, que só eles compreendem, continuam num jogo intenso, renhido cujo resultado me escapa. Muitos golos se marcam de uma e de outra equipa nas balizas improvisadas sem redes o que obriga a constantes corridas para evitar que a bola desapareça pela escadita imensa que está no fim do beco. E eu, mero espectador, olhar interessado, cá do alto do tal terceiro andar que já foi meu a recordar os tempos em que aquele beco também me abraçava enquanto jogador da bola. Vinte e três minutos depois o fim do jogo. Suor entre os jogadores, o resultado nem eles próprios sabem mas a goleada de sorrisos dos seus rostos deu para perceber que a vitória sorriu a cada um. Afinal tudo é tão fácil e como escreve António Gedeão no seu belíssimo poema Pedra Filosofal

«Eles não sabem nem sonham Que o sonho comanda a vida E que sempre que o homem sonha O mundo pula e avança Como bola colorida Entre as mãos duma criança» Que pena não haver mais becos destes espalhados pela floresta de cimento das nossas cidades cheias de carros em cima de passeios e em tudo o que tenha espaço suficiente para lá estacionar. Quarenta metros quadrados uma bola, muita vontade e imaginação é tudo o que os putos desta terra precisam para brincar. E são nestas simples brincadeiras que tanto se aprende. Sem regras impostas, sem árbitros nem ninguém a chatear. Eles resolvem os seus próprios problemas, as faltas discutem-se mas chegam sempre a acordo

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e siga à bola que é isso que importa. E quando me chamaram para ir fazer qualquer coisa percebi que aqueles vinte e três minutos a olhar para seis putos a jogar à bola naquele minúsculo beco foi o que de melhor aconteceu neste meu fim-desemana. Muito melhor do que a partida a sério entre jogadores profissionais do Sporting e do Beira Mar a que assisti e que não proporcionou nem metade das emoções que senti ao ver o grande jogo dos putos realizado no magnifico estádio do Beco do Chafariz D’el Rei na Póvoa de Santo Adrião.

David Braga

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