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A Re ista

Outubro 2014 | n.º10 | Revista Trimestral

OUVIR A SEGURANÇA NO TRABALHO Medicina no Trabalho

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Juntos fazemos a diferença

Caros leitores Nesta edição, apelamos para que se ouça a Segurança no Trabalho. Por vezes, pensamos nos serviços, como algo que nada traz de positivo às empresas, que organizam os serviços de SHST, ora nada de mais errado, pois os benefícios são inúmeros, desde logo, destaco os seguintes: Redução ou eliminação de custos com processos legais, coimas e custos relacionados com os prémios das seguradoras; Aumento da produtividade e diminuição do absentismo; Diminuição das interrupções no processo produtivo; Melhoria da imagem da empresa perante trabalhadores, fornecedores e clientes, no que se refere ao seu compromisso com a promoção da Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho; Maior atratividade para os melhores colaboradores e sequente retenção do capital humano na empresa e, por essa via maior grau de fidelização dos clientes através de um melhor serviço prestado. Como podemos ver, uma boa politica de aplicação dos serviços de SHST, gera inevitavelmente resultados, que beneficiam toda a sociedade. Um bem haja a quem torna possivel mais esta edição da A REVISTA.

Vítor Teixeira Diretor Geral

Os artigos assinados, assim como as opiniões emitidas, são da inteira responsabilidade dos seus autores, podendo ser reproduzidas, no todo ou em parte, desde que sejam mencionados o nome, número e data da publicação e o autor do texto.


Entende-se por MOVIMENTAÇÃO MANUAL DE CARGAS qualquer operação de transporte e sustentação de uma carga, por um ou mais trabalhadores, que devido às suas características ou condições ergonómicas desfavoráveis comporte riscos para os mesmos, nomeadamente na região dorso lombar. Acima de 20kg ou 30kg as cargas são consideradas muito pesadas e a movimentação manual pode originar: - Dores de costas - Rupturas musculares - Entorses - Lesões na coluna

por: Vítor Teixeira Consultor em Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho Fundador do blog medicinanotrabalho.blogspot.com vitor.shst@gmail.com


• Com a revisão da NP44113:2012, tornou-se obrigatório as empresas prestadoras do serviço de Manutenção de Extintores estarem registadas na Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC). Manutenção anual e carregamento dos extintores É obrigatório efetuar a manutenção dos extintores num intervalo de 12 meses, com tolerância de 1 mês e deve ser efetuada por entidade registada na A.N.P.C. O carregamento dos extintores deverá ser efetuado de 5 em 5 anos para agentes extintores de: • Água; • Base de Água; • Espuma e pó químico.

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Os dados de manutenção devem registar-se numa etiqueta adesiva, de fundo branco, com as dimensões indicadas na N.P. A sua colocação deverá ser lateral, permitindo uma fácil visibilidade e não impedindo a legibilidade do nome do fabricante nem de nenhuma parte do rótulo do extintor. Identificação e eventual inclusão da marca de serviço certificado da empresa de manutenção certificada. Deve dizer também Carregado em; Revisto em; Válido até.

Os discos informativos, a colocar nos círculos, devem ser do mesmo material da etiqueta e conter a informação do mês, ano e identificação da empresa.

E de 10 em 10 anos para: • Extintores de CO2. Etiqueta de Manutenção Dados de Manutenção:

por: Vítor Teixeira Consultor em Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho Fundador do blog medicinanotrabalho.blogspot.com vitor.shst@gmail.com


SOLO

por: Vítor Teixeira Consultor em Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho Fundador do blog medicinanotrabalho.blogspot.com vitor.shst@gmail.com


por: Luciana Coelho TÊcnica de Higiene e Segurança no Trabalho luciana.coelho@nortemed.pt


Esforços Repetitivos

As lesões por esforços repetitivos representam hoje em dia, uma preocupação no âmbito da saúde ocupacional. Este tipo de lesão, provoca dor e pode causar lesões nos tendões, músculos e ligamentos; afetando, principalmente as zonas do pescoço, ombros e pulsos. São lesões, causadas principalmente por atividades que exijam movimentos repetitivos, posturas incorretas e mobiliário/equipamentos de trabalho inadequados. Segundo a opinião dos Médicos do Trabalho, são variados os fatores que influenciam as lesões. Os distúrbios ocupacionais relacionadas ao trabalho, algumas vezes não chegam a ser lesões propriamente ditas, mas apenas uma fadiga muscular, por causa da repetitividade do movimento e de como é feito esse trabalho repetitivo. Entre os fatores estão atividades vibratórias, ou então de compressão de nervos, devido à postura inadequada, entre outras. Sendo assim, podemos afirmar que estamos perante uma doença com causas multifatoriais. Temos os fatores sociais que influenciam muito este tipo de patologia, como por exemplo a exigência cada vez maior da produtividade no local de trabalho. Assim, determinadas tarefas, são realizadas

de acordo com uma certa metodologia. Temos ainda as dificuldades financeiras que impossibilitam as empresas de adquirirem mobilário/equipamentos de trabalho adequados às normas de Saúde, Higiene e Segurança no Trabalho, nomeadamente com caraterísticas ergonómicas. Durante o dia de trabalho também é importante efetuar pausas ativas; por exemplo parar cinco minutos para realizar alguns exercícios, de modo a prevenir o aparecimento de lesões. As empresas que já investem (sim, porque é um investimento e não um custo) na Ginástica Laboral, verificam que o incremento desta medida, faz diminuir a ausência ao trabalho por doença, aumenta a produtividade e, reforça o espirito de equipa entre os trabalhadores. A aplicação de medidas de prevenção é uma das Obrigações da Entidade Empregadora, prevista na Lei 102/2009, alterada pela Lei 3/2014, que visa, que após a avaliação de riscos, se proceda a elaboração de um plano de prevenção /atuação, com o objetivo de slvaguardar a saúde e segurança do trabalhador exposto a este tipo de tarefas.

por: Manuela Sá Técnica Superior de Higiene e Segurança no Trabalho Diretora do Dep. Saúde Ocupacional da Nortemed m.sa@nortemed.pt


Luvas


TUBERCULOSE

por: LĂ­dia da Rocha Enfermeira enfermagem@nortemed.pt


PERGUNTAS FREQUENTES

Como classificar na ficha de aptidão o exame médico de um trabalhador já contratado e sem exame de admissão ou periódico disponível? R: Existem muitas empresas que têm nos seus quadros trabalhadores que nunca foram objecto de exame de admissão ou periódico. O exame de admissão é um tipo de exame médico muito particular que visa avaliar a conformidade entre as capacidades do trabalhador e as exigências do local de trabalho onde irá desempenhar as suas actividades, fazendo o ponto de situação de saúde ou a linha de base para as futuras avaliações comparativas. Naturalmente, este exame deverá ser feito precocemente, isto é antes do início da actividade ou nos 15 dias subsequentes. Quando não existe exame de admissão e o trabalhador já está ao serviço há um longo tempo, o que se vai fazer é um exame primeiro de uma sequência de exames periódicos. Já não se trata de um exame de base que identifica o estado de saúde e as suas eventuais inter-relações com as condições do futuro posto de trabalho. Neste caso, é um exame primeiro de uma avaliação contínua futura onde se deve recuperar a informação sobre a exposição passada e os seus efeitos na saúde. Esta necessidade de exame inicial periódico pode verificar-se em diversas situações como: a) empresas com serviços internos ou externos com ruptura na continuidade de prestação de serviços com perda ou desencaminhamento de ficheiros médicos; b) em empresas com serviços externos que tenham mudado de prestador sem transmissão dos processos clínicos. A classificação dos exames de aptidão tem que ser feita num contexto de um processo clínico de avaliação contínua do estado de saúde do trabalhador, visto que a actividade dos serviços de saúde do trabalho não se limita a ações pontuais. Na boa prática da medicina do trabalho devem ser valorizadas as diferenças técnicas, objectivos e conteúdos dos diferentes exames, nomeadamente do exame de admissão, do exame periódico/inicial e do exame periódico/sequencial. Para efeitos do preenchimento da ficha de aptidão esta informação deve constar. Esperamos que à medida que seja regularizado o exercício legal e autorizado da saúde do trabalho estas discrepâncias na boa prática médica sejam ultrapassadas, sem prejuízo da responsabilidade legal das más práticas do passado. Exame de admissão; exame periódico/inicial; exame periódico/sequencial.

por: Manuela Sá Técnica Superior de Higiene e Segurança no Trabalho Diretora do Dep. Saúde Ocupacional da Nortemed m.sa@nortemed.pt


Legionella Em que actividades, sectores e processos laborais é maior o risco de se encontrar a Legionella? Hotéis e restaurantes Edifícios comerciais Indústrias (torres de resfriamento e ar condicionado) Expedição Escolas Recintos desportivos, piscinas de natação e recreação, spas e saunas Consultórios dentários Hospitais e clínicas Locais de trabalho com (exemplos): Sistemas de água que incorporam uma torre de arrefecimento; Sistemas de água que incorporam um condensador evaporativo; Sistemas de água quente e fria; Banheiras de hidromassagem, jacuzzis e banheiras de spas; Humidificadores e sistemas de nebulização de água; Tubos de água para cadeiras de dentista; Tanques de arejamento em estações biológicas de tratamento e estações industriais de tratamento de águas residuais; Máquinas de limpeza com água a alta pressão; Outras estações e sistemas que contêm água com probabilidade de exceder 20°C de temperatura e que podem libertar vapor de água ou aerossóis. Que profissões ou profissionais comportam o maior risco de contágio com Legionella? Eis alguns exemplos: Técnicos de manutenção de aparelhos de ar condicionado ou sistemas de abastecimento de água; Dentistas; Soldadores; Trabalhadores em instalações de lavagem de viaturas; Mineiros; Profissionais de Saúde; Trabalhadores em estações industriais de tratamento de águas residuais; Profissionais da Hotelaria e restauração No fundo, qualquer actividade na qual se esteja em contacto com aerossóis que possam levar à inalação de gotículas de água. As situações laborais em que tal pode suceder são muito diversas. Daí que grande parte do esforço deva de ser despendido na aplicação de medidas preventivas.

A avaliação de risco é um elemento fundamental de qualquer actividade preventiva no domínio da Segurança e Saúde no Trabalho. A lei 102/2009, alterada pela lei 3/2014, no seu artigo 15.º, prevê esta actividade como uma Obrigação da Entidade Empregadora, sujeita a contra-ordenação muito grave, a aplicar pela Autoridade para as Condições de trabalho, nos casos de incumprimento. A Avaliação de risco nesta situação consiste, em geral, nas seguintes acções: Exame regular da qualidade da água presente nos processos industriais. Análise do estado das condutas, junções, isolamentos, etc., dos sistemas de ventilação, irrigação, arrefecimento etc. Análise do estado dos condensadores, termoacumuladores, ares condicionados, humidificadores, sistemas de água quente e fria etc. Análise do estado de tubos, mangueiras, tanques, reservatórios...Análise do risco associado às situações de contacto humano com as fontes de risco. Que medidas de prevenção, saúde e segurança devem ser implementadas? A aplicação de medidas de prevenção é uma das Obrigações da Entidade Empregadora, prevista na Lei 102/2009, alterada pela Lei 3/2014.

Como devem actuar as empresas nas quais os elementos materiais propícios ao desenvolvimento da legionella estejam presentes? Em primeiro lugar, qualquer empresa nas situações anteriormente descritas, deve proceder, no âmbito das suas políticas preventivas à AVALIAÇÃO DE RISCOS PROFISSIONAIS NO LOCAL DE TRABALHO.

por: Luciana Coelho Técnica de Higiene e Segurança no Trabalho luciana.coelho@nortemed.pt


Legionella Medidas de Segurança: Alguns exemplos de medidas que podem ser exigidos: Limpeza, desinfecção e manutenção das instalações e equipamentos contaminados. Colocar as entradas de ar novo longe de torres de arrefecimento de sistemas de condicionamento de ar; Evitar zonas de estagnação no sistema de distribuição de água quente e fria; Estabelecer protocolos de manutenção e desinfecção periódicas dos equipamentos que possam favorecer a multiplicação destas bactérias; Nos sistemas de distribuição de água, particularmente em grandes edifícios, e sobretudo nos que por razões de planeamento interno, encerram parcial ou totalmente em determinados períodos, a temperatura deve manter-se entre valores que dificultem a multiplicação destes microrganismos (água quente superior a 50ºC e água fria inferior a 20ºC); Uso de máscaras apropriadas pelos trabalhadores que lidam com estas instalações e/ou que são responsáveis pela sua manutenção. Medidas de Saúde no Trabalho: Eis algumas das medidas que têm de ser implementadas pelo médico do trabalho: Consulta, observação e vigilância dos trabalhadores que estejam em situações mais frágeis face ao estado geral de saúde; Identificação, vigilância e acompanhamento dos trabalhadores com mais predisposição para a contracção da doença; Tomada de medidas preventivas, no domínio da coordenação da sua actividade com a do Técnico de Segurança e Saúde no Trabalho. Efectuar os exames médicos adequados aos trabalhadores com sintomas que possam indiciar a presença da Legionella no seu organismo. Informação dos trabalhadores e outros agentes sobre medidas profiláticas de saúde neste domínio O que devem fazer os trabalhadores? Deveres: Neste domínio, o trabalhador deve cumprir todas as prescrições de segurança e saúde que sejam determinadas pelos Médicos do Trabalho e Técnicos de Segurança no Trabalho, com vista à prevenção da Legionella. O trabalhador pode, também, tomar medidas individuais, ao nível da sua alimentação, hábitos de saúde, etc., que possam melhorar o seu estado geral de saúde. O trabalhador deve denunciar, alertar e informar de qualquer situação que possa constituir fonte de risco. O trabalhador deve exigir que as situações reportadas sejam objecto de avaliação e tomada das medidas que se justificarem. O trabalhador deve procurar evitar, afastar-se e afastar outros de situações de risco de contágio. O trabalhador, no caso de incumprimento pela entidade empregadora, das disposições legais e convencionais aplicáveis, deve queixar-se, aconselhar-se e informar-se:

. Através do representante para a Segurança e Saúde no Trabalho . Através da Autoridade para as Condições de Trabalho . Através do Delegado de Saúde . Através dos Técnicos de Segurança no Trabalho e, o Médico do Trabalho responsáveis pelas medidas de Segurança e Saúde no Trabalho. Direitos principais: Qualquer trabalhador, neste domínio tem direito, pelo menos, a: Informação sobre os riscos profissionais existentes, em especial os ligados à Legionnella; - Ser consultado sobre possíveis situações de risco e medidas a tomar nesta situação; - Formação sobre como actuar no domínio da Segurança e Saúde no trabalho, neste caso, sobre a actuação face à Legionella; - Usufruir de serviços competentes no domínio da Segurança e Saúde no trabalho; - Usufruir de medidas de prevenção e protecção contra agentes biológicos no local de trabalho.

Fonte: http://www.cgtp.pt/seguranca-e-saude/noticias/7881-a-legionella-e-o-trabalho

por: Luciana Coelho Técnica de Higiene e Segurança no Trabalho luciana.coelho@nortemed.pt


RIR NÃO É O MELHOR REMÉDIO...

Caso tenha imagens que queira ver publicadas, envie para: shst@nortemed.pt


download:

www.napofilm.net/en


Em mem贸ria de todos os trabalhadores que morrem no exerc铆cio do seu trabalho


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SOLÁRIOS O pessoal Técnico: O pessoal técnico deve estar devidamente habilitado para o manuseamento dos aparelhos. O comprovativo da sua formação deve estar afixado em local visível.

Advertência Bronzeadores:

nos

Equipamentos

Colocar nos aparelhos um rótulo com a advertência : «As radiações ultravioletas podem afetar os olhos e a pele. Utilize sempre os óculos de proteção, bem protetores genitais para os como consumidores do sexo masculino Equipamento Bronzeador: Devem existir letreiros visíveis junto dos equipamentos bronzeadores sobre as suas características. Os

equipamentos

sujeitos anual.

a

uma

devem

contacto direto.

Não é permitido: Não é permitida qualquer referência a efeitos curativos ou benéficos para a saúde ou beleza resultantes da submissão ao bronzeamento artificial, nem alusões à ausência de riscos para a saúde das pessoas. Declaração de Consentimento: Fornecer obrigatoriamente aos consumidores consentimento, uma declaração de que apresenta um conjunto de informações deste sobre a utilização em segurança serviço, a qual deve ser assinada pelos pela de se submeterem mesmos antes primeira vez à radiações dos aparelhos de tem uma que naquele centro e UV validade de seis meses a contar da data da sua assinatura.

ser

avaliação técnica

Os limites de radiação ultravioleta devem estar afixados. Desinfeção dos materiais: Após cada sessão, submeter a um tratamento de desinfeção e esterilização os óculos de proteção e os protetores genitais, bem como as camas solares e todos os materiais com que o cliente entrou em

Ficha Individual do Cliente: para cada atualizada, Criar e manter onde individual uma ficha cliente, o conste a identificação do cliente, exposição recomendado, programa de onde se inclui o número de exposições, cada exposição, máximo de tempo distância de exposição às radiações e e a exposições entre intervalos declaração de consentimento.

por: Luciana Coelho Técnica de Higiene e Segurança no Trabalho luciana.coelho@nortemed.pt


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Revista online ed 10 outubro 2014  
Revista online ed 10 outubro 2014  

NORTEMED, Braga, Medicina no Trabalho, HACCP, Formação, HST

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