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PATRIMONIO DE GALICIA

CRUCEIROS DO CONCELLO DE RIBADAVIA

Rubén Pino Pérez María Jesús García Janeiro


CRUCEIROS DO CONCELLO  DE RIBADAVIA                             


CRUCEIROS DO CONCELLO  DE RIBADAVIA         

    Texto:  

    Debuxos:            Fotografías: 

Rubén Pino Pérez     María Jesús García Janeiro 

Andrés Pino Pérez  Rubén Pino Pérez  Alba Pino García 

          RIBADAVIA  2013 


Título orixinal:          Cruceiros do Concello de Ribadavia      1997. Inédito.  Primeira edición: 25 de setembro de 2013  Segunda edición corrixida: 28 de novembro de 2013                  Deseño de cuberta:  María Jesús García Janeiro    Imaxe da cuberta: Virxe e capitel do cruceiro II do cemiterio de Ribadavia.  Imaxe da contracuberta: Virxe e capitel do cruceiro de Santo André de Campo Redondo  (Andrés Pino)    Editor:  Rubén Pino Pérez    Autores  © Rubén Pino Pérez  © María Jesús García Janeiro    Autores dos debuxos  © Andrés Pino Pérez  © Rubén Pino Pérez    Autora das fotografías  © Alba Pino García    Revisión do texto  Xavier Senín    Esta publicación pode ser citada como:  Pino  Pérez,  R.  &  García  Janeiro,  M.J.  2013.  Cruceiros  do  concello  de  Ribadavia.  Patrimonio  de  Galicia. Ribadavia, 144 pp.    Reservados  todos  os  dereitos.  Non  se  permite  reproducir,  almacenar  en  sistemas  de  recuperación  da  información  nin  transmitir  ningunha  parte  desta  publicación,  calquera  que  sexa o medio empregado, electrónico, mecánico, fotocopia, gravación, sen o permiso previo dos  titulares dos dereitos da propiedade intelectual.    Impreso en España/Printed in Spain  Impresión: Librería Viláfer. c) Héroes de 1617, 11B  ‐ 36949  ‐ Cangas (Pontevedra).  Depósito legal: PO 584‐2013 


A nosos pais: Justo Luís, María Jesús, Juan José e Berta                                   que nos aprenderon a observar e recoñecer o patrimonio                                   como parte de nós.   


Porta Nova de Arriba. Ribadavia. 


Cruceiro de Ramirez que tʹergues solitario   Dʹos Agros nʹa espranada, antrʹas rosas dʹos campos,   O sol dʹa tarde pousa, en tí ó postreiro rayo   Coma nʹun alma triste, pousa un soño dourado.    Algun‐ha vez nʹo estio, eu o teu pé sentada  Escoito silenciosa, mentras á tarde acaba:   Baixo dʹas pedras mudas, que teu sacreto gardan   Maxino que resoa o brando son dʹun arpa,   ¡Música incomprensible que dʹoutros mundos fala!    ¡Tal de Memnon sʹoian ô amañecer nʹa estatua,   Aqueles sons divinos que as almas encantaban!      Follas Novas. En Cornes. 1880.  Rosalía de Castro 


ÍNDICE   PRÓLOGO  ..................................................................................................................................   11   INTRODUCIÓN  ........................................................................................................................   13  AGRADECEMENTOS  ..............................................................................................................   13  MATERIAL E MÉTODOS  ........................................................................................................   15  DESCRICIÓNS  .............................................................................................................   15  MEDICIÓNS  ................................................................................................................   15  ILUSTRACIÓNS  ..........................................................................................................   17  MAPAS  .........................................................................................................................   17  MORFOLOXÍA DUN CRUCEIRO  ..........................................................................................   17  ORIENTACIÓN  .........................................................................................................................   20  LOCALIZACIÓN  ......................................................................................................................   22  PROTECCIÓN  ...........................................................................................................................   23  LEXISLACIÓN  .............................................................................................................   26  DESCRICIÓN DE CRUCEIROS  PARROQUIA DE SANTA MARÍA MADANELA DE FRANCELOS  1.

CRUCEIRO DO CRUCEIRIÑO  .................................................................................   29 

2.

CRUCEIRO DO SANTO CRISTO  .............................................................................   35 

3.

CRUCEIRO DO POUSO  .............................................................................................   39 

4.

CRUCEIRO DO CRUCEIRO ......................................................................................   42 

PARROQUIA DE SAN DOMINGOS DE RIBADAVIA  5.

CRUCEIRO I DO CEMITERIO   .................................................................................   45 

6.

CRUCEIRO II DO CEMITERIO   ...............................................................................   50 

7.

CRUCEIRO DA OLIVEIRA  .......................................................................................   56 

8.

CRUCEIRO DO EVENCIO  ........................................................................................   60 

9.

CRUCEIRO DA EIRA  .................................................................................................   65 

PARROQUIA DE SAN PAIO DE VENTOSELA  10. CRUCEIRO DE SAN PAIO  ........................................................................................   68  11. CRUCEIRO DE SANTA CRISTINA  .........................................................................   71  PARROQUIA DE SAN CRISTOVO DE REGODEIGÓN  12. CRUCEIRO DAS ÁNIMAS VELLAS  .......................................................................   75     


PARROQUIA DE SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO  13. CRUCEIRO DO COTIÑO   .........................................................................................   79  14. CRUCEIRO DE SANTO ANDRÉ   .............................................................................   83  15. CRUCEIRO I DO ADRO   ...........................................................................................   92  16. CRUCEIRO II DO ADRO   ..........................................................................................   95  17. CRUCEIRO III DO ADRO   ........................................................................................   97  18. CRUCEIRO I DO CEMITERIO   ................................................................................. 100  19. CRUCEIRO II DO CEMITERIO   ............................................................................... 102  20. CRUCEIRO III DO CEMITERIO   .............................................................................. 104  21. CRUCEIRO IV DO CEMITERIO   .............................................................................. 106  22. CRUCEIRO DA CRUZ  ............................................................................................... 108  PARROQUIA DE SANTIAGO DE ESPOSENDE  23. CRUCEIRO DO BARAZAL  ....................................................................................... 112  24. CRUCEIRO DE SANTA BÁRBARA  ......................................................................... 117  PARROQUIA DE SAN PEDRO DE SANÍN  25. CRUCEIRO DA LAXA  ............................................................................................... 120  26. CRUCEIRO DAS QUINTAS  ...................................................................................... 124  CONCLUSIÓNS  CRUCEIROS E AS SÚAS DISTANCIAS ÁS IGREXAS  .......................................... 126  ORIENTACIÓNS  ......................................................................................................... 127  CONSERVACIÓN  ....................................................................................................... 129  GLOSARIO  ................................................................................................................................. 131  BIBLIOGRAFÍA  ......................................................................................................................... 133  ANEXOS  ANEXO I  ....................................................................................................................... 137  ANEXO II  ..................................................................................................................... 139                TÁBOAS  ........................................................................................................................ 140  ÍNDICES  ÍNDICE DE FIGURAS  ................................................................................................ 143       


Cruceiros do concello de Ribadavia 

      PRÓLOGO      Tanto  na  súa  contemplación  como  no  seu  estudo,  Ribadavia  é  unha  vila  que  esperta  en  nós  admiración e recoñecemento, aspectos acrecentados co paso do tempo.    Inmersa  no  Ribeiro,  comarca  que  Aubrey  F.  G.  Bell  describiu  como  ʺaccidentada  e  magnífica:  serras  graníticas  empolicadas  sobre  piñeirais,  viñas  entre  piñeiros  e  penedos  e  o  río  Avia  por  baixo...ʺ,  Ribadavia  destaca pola súa paisaxe que estende o seu outono carmesí, pola lentitude no decurso do tempo tan en  contraposición  co  ritmo  actual  do  mundo  e  pola  súa  historia  que  marcou  a  toda  a  comarca  cunha  idiosincrasia especial.    Neste  mundo  de  contrastes  é  importante  subliñar  a  inesgotable  riqueza  do  patrimonio  artístico  da  vila, reflectido a través das súas igrexas, conventos, capelas, santuarios, casas, pontes e mesmo do seu  barrio xudeu, aspectos que falan unha e outra vez da relixiosidade histórica desta terra.     Como  parte  desa  tradición  relixiosa  aparecen  os  cruceiros  en  distintas  zonas  da  vila  e  concello,  que  nos chamaron a atención polo seu valor artístico o que nos fixo reflexionar sobre a importancia da súa  catalogación, pois consideramos que é unha medida necesaria para a súa protección e conservación.    Esta obra elaborouse nos veráns de 1996 e 1997, dándoa por rematada entón. Permaneceu inédita pero  un  exemplar  tivo  a  súa  entrada  no  Museo  Etnolóxico  de  Ribadavia  en  2003,  co  número  4764,  tal  e  como se reflicte no rexistro de entrada da Biblioteca, quedando unha copia do mesmo no Museo.    Desde entón, nada orixinal se ten publicado sobre os cruceiros do concello de Ribadavia, polo que coa  publicación desta obra pretendemos contribuír a aumentar o coñecemento dunha parte do patrimonio  artístico dese concello.                                      Os autores                                                 Ribadavia, verán de 2013  

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R. Pino Pérez & M.J. García Janeiro 

  Fig. 1. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos. 

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Cruceiros do concello de Ribadavia 

INTRODUCIÓN    A riqueza artística do concello de Ribadavia xerouse no pasado do Ribeiro de Avia (GÓMEZ NIETO,  et  al.,  1996)  principalmente  polo  seu  viño  que  como  un  río  de  ouro  atravesou  a  comarca  nunha  época  de  gran  prosperidade  do  que  o  patrimonio  actual  é  vestixio  (MERUÉNDANO,  1915:  89).  Moitos  loaron  as  excelencias  do  viño  do  Ribeiro  como  Cervantes  na  obra  “El  Licenciado  Vidriera”  mencionando  expresamente o viño de Ribadavia ou Rosalía de Castro que cantaba as bondades do viño do Ribeiro  na súa obra Cantares Gallegos:    enche o xerro do canteiro,  e non enchas co da Ulla  que é tan sóo pra meter bulla  señón co aquel do Ribeiro.    Os  cruceiros,  obxecto  deste  estudo,  conforman  dentro  do  patrimonio  ribadaviense  un  conxunto  de  monumentos de grande interese, a pesar de que o número deles non é moi grande nin posúen unha  tipoloxía especial dentro da imaxinería galega (así non se observan aquí trazos específicos como por  exemplo,  os  denominados  de  capeliña,  GARCÍA  PERMUY,  1994,  nos  que  o  capitel  se  substitúe  por  unha pequena capela). Entre os debuxos de Prada Losada (1891‐1966) atopamos representados algúns  cruceiros  do  concello  de  Beade,  pero  ningún  de  Ribadavia,  de  onde  porén,  plasmou  evocadoras  panorámicas da vila.    Ribadavia  atópase  por  debaixo  da  media  de  cruceiros  por  concello  en  Galicia,  comunidade  na  que  estimamos,  en  base  a  traballos  como  os  de  ARRIBAS  ARIAS  &  BLANCO  PRADO  (1998  e  1999),  GARCÍA PATIÑO & JAR RAMOS (1998), PINO ÁLVAREZ in litt., RODRÍGUEZ PUENTES & ABAD  GALLEGO  (1990),  GRADÍN  (1996)  e  SÁNCHEZ  CORA  &  MARTÍNEZ  PLASENCIA  (1990)  entre  outros, una cifra superior aos 15.000 cruceiros.    Abordamos  a  catalogación  dos  cruceiros  de  Ribadavia  como  un  vehículo  para  a  súa  protección  facendo  fincapé,  na  liña  dos  últimos  inventarios  sobre  cruceiros,  naqueles  situados  en  lugares  públicos,  con  independencia  da  súa  titularidade,  e  daqueles  situados  en  lugares  privados  pero  que  non  sexan  de  construción  recente.  Como  excepción,  incluímos  un  cruceiro  emprazado  nunha  finca  privada, dada a súa singularidade, xa que é o único dos inventariados neste traballo que representa a  Virxe do Portal, patroa de Ribadavia.    AGRADECEMENTOS    Esta  obra  non  sería  posible  sen  o  esforzo  de  moitas  persoas,  ás  que  queremos  manifestar  a  nosa  gratitude.    Deixamos constancia do noso recoñecemento tanto pola súa colaboración no traballo de campo como  na  achega  de  documentación  a  María  Laura  García  Janeiro,  Francisco  Javier  García  Janeiro,  Camilo  Sotelo  Diéguez  e  Dolores  Sotelo  Sobrino.  É  preciso  mencionar  a  axuda  prestada  a  nivel  de  asesoramento  técnico  e  metodolóxico  por  Andrés  Pino  Pérez,  Juan  José  Pino  Pérez  e  Juan  José  Pino  Álvarez.    Non  queremos  esquecernos  do  esforzo  na  busca  de  cruceiros  levado  a  cabo  por  Alba  Pino  García,  autora tamén das fotografías deste traballo. Por último, salientamos a amabilidade e colaboración de  moitos habitantes da vila de Ribadavia e contorno, que sempre animaron o noso labor.    A todos, moitas grazas. 

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                                                                                            Fig. 2. Igrexa de Santiago. Ribadavia. 

   

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Cruceiros do concello de Ribadavia 

MATERIAL E MÉTODOS    Para  iniciar  o  traballo  de  campo  sobre  os  cruceiros  elaboramos  unha  ficha  onde  recolleriamos  a  maioría  das  variables  a  considerar  no  seu  estudo  e  descrición.  Favoreceuse,  deste  xeito,  a  busca  sistemática e a homoxeneidade dos datos (anexo I).    Apórtase na obra e, en relación a cada cruceiro, os seguintes datos:     Nome  polo  que  é  coñecido  o  cruceiro  (en  ausencia  deste  utilízase  o  do  lugar  onde  se  atopa).   Parroquia e lugar onde se empraza.   Orientación do cruceiro   Coordenadas UTM con aproximación ao metro no Datum WGS84.   Altitude en metros sobre o nivel do mar   Ano de construción (cando se coñece).   Titularidade.   Inscricións que teña.   A situación do cruceiro en relación co contorno (camiño, cruzamento, adro, monte,...).    Complétanse estes datos cunha descrición dos elementos de cada cruceiro por separado, indicando o  seu  soporte,  morfoloxía  e  estado  de  conservación.  Nos  casos  en  que  se  considere  de  interese,  engádense  observacións  non  contempladas  nos  apartados  anteriores,  principalmente  en  relación  cos  cambios  comprobados  nos  cruceiros,  tanto  na  súa  morfoloxía  como  no  seu  estado  de  conservación,  entre 1996 e 2012.    Descricións    Para  a  descrición  dos  cruceiros  seguimos  a  ARRIBAS  ARIAS,  F.  &  BLANCO  PRADO,  J.M,  (1998),  FATÁS,  G.  &  BORRÁS,  G.M,  (1999)  e  MORALES  y  MARÍN,  J.L,  (1987).  Na  toponimia  seguimos  o  Nomenclátor de Galicia para a provincia de Ourense (Decreto 332/1996, do 26 de xullo; DOG do 29 de  agosto  de  1996)  e  na  delimitación  das  parroquias  a  PRECEDO  LEDO  &  GALLEGO  PRIEGO  (2001),  TORRES LUNA & PAZO LABRADOR (1994) e FARIÑA JAMARDO (1993).    Medicións    Cada cruceiro foi medido in situ. Apórtanse as súas medidas en centímetros.    A plataforma e o pedestal pola súa accesibilidade e en xeral, pola regularidade das súas formas, non  presentan problemas para a súa medición. No caso de dúbida tomouse sempre a medida máxima nos  seus tres eixes (ancho, longo e alto).    Nos fustes mediuse a altura e o seu diámetro no caso dos cilíndricos. Naqueles con éntase (parte máis  abultada  do  fuste)  ofrécense  as  medidas  máximas  e  mínimas  do  mesmo.  Nos  casos  de  fustes  octogonais ‐tanto os propiamente ditos como os procedentes de seccións cuadrangulares cos vértices  rebaixados‐ dáse a distancia entre dous lados opostos.    Para as medidas do capitel e a cruz, normalmente inaccesibles pola súa altura, tiráronse fotografías e  inferiuse o seu tamaño nelas polos tamaños relativos de partes xa medidas. No caso do capitel danse  as medidas máximas nos tres eixes de maneira clásica. Na cruz, en cambio, dáse a anchura referida á  envergadura dos brazos, mentres que o longo refírese ao grosor da mesma.   

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R. Pino Pérez & M.J. García Janeiro 

    Fig. 3. Praza da Madalena. Ribadavia. 

         

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Cruceiros do concello de Ribadavia 

Ilustracións   De  todos  os  cruceiros  presentamos  unha  fotografía  xeral  do  seu  conxunto.  Ás  veces  mostramos  primeiros planos de detalles significativos e nalgúns casos, principalmente na iconografía, engadimos  debuxos realizados con dúas técnicas: a tinta chinesa ou mediante lapis ou carbón de debuxo.    Mapas    Para a súa localización xeográfica utilizáronse as coordenadas UTM, con aproximación ao metro dos  mapas topográficos nacionais, 1:25.000 do MOPU. Tamén se utilizaron ferramentas informáticas como  o sistema de información xeográfica de parcelas agrícolas, do Ministerio de Agricultura, Alimentación  y Medio Ambiente, dispoñible en http://sigpac.mapa.es/fega/visor/.    MORFOLOXÍA DUN CRUCEIRO    A morfoloxía dun cruceiro depende do concepto que se teña do mesmo. Actualmente, non todos os  autores empregan o mesmo criterio polo que se observa certa ambigüidade á hora de catalogalos. Así,  é  frecuente  diferenciar  dentro  do  seu  estudo,  as  cruces  e  outros  elementos  litúrxicos,  restrinxindo  deste xeito a súa definición. ARRIBAS ARIAS & BLANCO PRADO, (1998) consideran que un cruceiro  sen pedestal se converte nunha cruz, aínda que se mantén como tal se só falta a plataforma.    Para Castelao os cruceiros non son senón unha forma particular das cruces, aínda que «ningunha cruz  simpre,  de  madeira  ou  de  pedra,  por  grande  que  sexa,  merez  o  nome  de  ʺcruceiroʺ  cando  no  ten  caráiter  moimental»  (RODRÍGUEZ  CASTELAO,  1949).  Así  pois,  Castelao  deixa  o  concepto  de  cruceiro  nas  mans do seu carácter ʺmonumentalʺ, aspecto ambiguo e independente dos elementos que conforman  aquel. O propio Castelao concede ao fuste un valor esencial na construción dun cruceiro non porque  aumente o tamaño da cruz senón porque a levanta do chan.    Tendo  en  conta  os  5  elementos  xa  enumerados  en  RODRÍGUEZ  CASTELAO,  (1949)  (plataforma,  pedestal, fuste, capitel e cruz), só 8 das 32 combinacións posibles dos elementos citados, conforman un  cruceiro (Anexo II). Os elementos que sempre repiten nas combinacións con éxito son o fuste e a cruz,  que  tampouco  por  separado  son  quen  de  conformar  un  cruceiro.  Así  as  cousas,  é  o  conxunto  de  determinados elementos o que establece a súa pertenza ao grupo dos cruceiros.    En  Ribadavia,  todos  os  cruceiros  posúen  polo  menos  fuste  e  cruz  (aínda  que  non  se  conservan  en  todos eles) e a razón entre a súa altura e a lonxitude dos brazos da cruz acada valores por enriba de 3  ( = 4,25, σ = 0,57, N=26); a razón entre a altura da cruz e a súa anchura está por riba de 1 ( = 1,25, σ =  0,19). A proporción entre a altura total do cruceiro e a do fuste oscila entre 44 e 78, cunha mediana de  53,8, é dicir, máis da metade da altura do cruceiro, está representada polo fuste.    Unha pequena chave para a súa determinación podería ser:    1. Posúe fuste ....................................  2  1. Non posúe fuste ............................. Non é un cruceiro  2. Posúe cruz ...................................... Cruceiro  2. Non posúe cruz .............................  Non é un cruceiro        Neste traballo consideramos o ʺcruceiro tipoʺ como aquel que posúe os cinco elementos clásicos (Fig.  4): 

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Plataforma:  Vén  sendo  xeralmente  unha  escalinata  cuadrangular  adaptada  ao  terreo  onde  se  asenta  polo  que  en  determinados  casos  (ladeiras  e  terreos  inclinados)  poden  faltar  algúns  dos  lados  da  mesma.  Atopámolos  de  pedra,  formigón  ou  utilizando  as  laxes  de  pedra  como  tal.  Falta  nalgúns  cruceiros.    Pedestal:  Serve  de  unión  entre  o  fuste  e  a  plataforma.  En  xeral  é  máis  alto  que  os  chanzos  daquela  aínda  que  hai  excepcións.  Todos  os  observados  en  Ribadavia  son  de  pedra.  É  neste  compoñente  do  cruceiro onde normalmente aparecen referencias a súa construción.    Fuste: É un elemento importante na altura que acadan os cruceiros pois representan en xeral máis do  50%  do  total.  En  Ribadavia,  como  sucede  cos  pedestais,  son  todos  de  pedra,  maioritariamente  de  sección circular ou octogonal. A relación entre a altura e o diámetro dos fustes oscila entre o 7,9 e 15,6.  Case  ningún  posúe  iconas  agás  o  do  cemiterio  de  Santo  André  que  inclúe  unha  representación  do  pecado orixinal e os instrumentos da paixón.    SCHULZ  (1992:  42)  no  seu  percorrido  pola  Galicia  do  século  XIX,  pon  de  relevo  este  elemento  dos  cruceiros:    “Una  cosa  muy  admirable  es  que  por  toda  la  parte  occidental  de  la  provincia  de  Orense,  como  en  toda  la  de  Tuy  saben  sacar  los  paisanos  gran  partido  del  granito  para sostener sus frondosos parrales; hienden pues el granito, y sobre todo el que es  algo porfídeo en tiras tan largas y delgadas que es un asombro, he visto millares de  estacas semejantes de granito que tienen más de 5 o 6 varas de largo, un pie escaso  de  ancho  y  solo  4  o  5  pulgadas  de  grueso;  estas  estacas  graníticas  que  son  muy  generales  en  los  parrales  de  Tuy  y  Ribero  siempre  me  han  llamado  la  atención  cuando  caminaba  entre  la  hermosa  sombra  que  dan  tan  frondosas  parras  a  los  caminos  y  en  esta  parte  se  debe  celebrar  el  gusto  y  la  diligencia  industriosa  de  los  gallegos...  Además se ven hermosísimas columnas de granito en los cruzeros que adornan con  bastante  frecuencia  los  caminos  de  esta  provincia;  en  estos  cruceros  hay  columnas  labradas  de  granito  que  tienen  6  o  7  varas  de  alto  y  tan  solo  6  a  7  pulgadas  de  diámetro y  en  estas  obras  se  ve que  debe  haber  buenos  picapedreros  en  Galicia,  lo  que no se cree en mirando las casas que todas son de piedra rústica y por labrar”.    De feito, a media da  relación entre a altura e anchura do fuste nos cruceiros de Ribadavia é de 10,25,  cunha desviación típica de 2,48, acorde cos datos subministrados por Schulz.    Capitel: É a parte que encerra maior diversidade ofrecendo grandes diferenzas no tamaño, forma, ou  contido. Algúns autores dividen o capitel clásico en astrágalo, tambor e ábaco, se ben non é fácil a súa  aplicación aos capiteis dos cruceiros.    Cruz: As analizadas neste estudo son de pedra. Con iconas atopamos 8 dos 25 existentes no concello.  Dos  8  con  imaxes,  3  presentan  o  Cristo  só,  e  os  outros  5  amosan  no  reverso  a  imaxe  da  Piedade  ou  similar.    Nalgúns cruceiros atopamos, relacionados cos mesmos, mesas para a instalación de santos e cadaleitos  e para realizar as rogativas ou pregarias. Aínda que non forman parte propiamente dita do cruceiro,  en moitas ocasións o seu levantamento depende directamente daquel. 

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    Fig. 4. Morfoloxía dun cruceiro. Cruceiro de Francelos. 

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ORIENTACIÓN.   A  orientación  dos  cruceiros  ten  un  valor  significativo  xa  que  se  relaciona  a  priori  coa  función  do  mesmo. Desafortunadamente a orientación que presentan hoxe en día non é, en xeral, a mesma que a  orixinal  posto  que  se  documentan  moitos  traslados  e  xiros  dos  cruceiros  para  a  súa  adaptación  aos  novos viais, delimitacións xeográficas ou calquera outro motivo.    Por  outra  banda,  cremos  que,  en  xeral,  se  está  a  confundir  as  razóns  da  construción  e  asentamento  destes  monumentos  coa  súa  función,  cousas  ben  distintas  aínda  que  esporadicamente  poidan  coincidir. As primeiras non poden variar no tempo pero as segundas evolucionan cos novos usos que  demanda a sociedade.     No  noso  estudo,  a  orientación  do  cruceiro  establecémola  en  base  á  súa  imaxe  principal  (Xesús)  (VALLE  PÉREZ,  1974‐87)  e  en  ausencia  desta  por  aquela  imaxe  ou  lado  que  permita  unha  mellor  visión  do  mesmo.  En  todos  os  casos  por  unha  liña  imaxinaria,  perpendicular  aos  brazos  da  cruz  indicando os seus graos de desviación respecto do Norte (Fig. 5).    Deste  xeito  os  cruceiros  amosan  orientacións  de  carácter  relixioso  cando  a  súa  imaxe/cara  principal  aparece enfrontada a direccións que amosan simboloxía relixiosa (igrexas, cemiterios cristiáns, cara a  Xerusalén, etc.). Destes casos son os cruceiros do cemiterio de Ribadavia orientados contra a porta do  mesmo  no  seu  eixe  maior  ou  o  da  Oliveira,  situado  no  adro  da  igrexa  do  mesmo  nome  coa  mesma  orientación que esta.     Hai  orientacións  paisaxísticas  suxeitas  a  un  determinado  contorno,  das  que  o  exemplo  máis  característico é o cruceiro de Santa Bárbara, deliberadamente situado no cumio do monte do mesmo  nome, abarcando unha gran parte do val do Avia, en dirección Oeste, orixe da maioría das tormentas.  Este cruceiro amosa xa que logo unha clara función de ofrecemento para evitar os danos nas colleitas.    Noutros casos a orientación do cruceiro ten certo carácter social ao expoñer a súa cara principal aos  camiños,  cruces,  rúas,  etc.  polos  que  de  xeito  ordinario  transitan  as  xentes,  de  forma  que  é  precisamente  o  lugar  de  paso  o  que  mellores  perspectivas  do  cruceiro  amosa.  Algúns  cruceiros  (Francelos II, O Cruceiriño, Eira, San Paio, San Cristovo ou o desaparecido das Baroutas) poderían ser  fitos  na  paisaxe  para  optimizar  as  rutas  a  seguir  polos  fregueses  nas  actividades  relixiosas.  Converteríanse  así  en  nós  da  rede  poboacional  do  concello  e  concellos  limítrofes,  regulando  os  itinerarios  e  aumentando  a  seguridade  das  peregrinacións  ás  novenas,  procesións,  festas  e  outras  actividades litúrxicas.    Por  último,  tamén  se  constata  a  existencia  de  cruceiros  nos  que  a  súa  orientación  responde  aparentemente ao azar, sendo así cando se dispoñen de forma que se adaptan á morfoloxía do lugar  onde se emprazan. Os cruceiros do cemiterio da parroquia de Santo André de Campo Redondo son  un bo expoñente, xa que os 8 alí existentes se orientan aos catro cuadrantes. 

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        Fig. 5. Determinación da orientación dun cruceiro. Cruceiro do Pouso (Francelos). 

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LOCALIZACIÓN   Na figura 6 amosamos a situación do concello de Ribadavia na comunidade autónoma de Galicia e o  seu  asentamento  na  comarca  do  Ribeiro.  Por  último,  na  figura  7,  amósase  un  mapa  do  concello  de  Ribadavia coa localización de todos os cruceiros descritos neste estudo.                                                                      Fig. 6. Situación do concello de Ribadavia en Galicia. 

                   

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                                                  Fig. 6. Situación de Ribadavia na comarca do Ribeiro. 

    PROTECCIÓN.    Os  cruceiros  son  monumentos  incluídos  dentro  do  Patrimonio  Cultural  de  Galicia,  segundo  a  Lei  8/1995, do 30 de outubro, do patrimonio cultural de Galicia, que segue as directrices da Lei 13/1985, de  25  de  xuño,  do  Patrimonio  Histórico  Español,  que  á  súa  vez  recolle  como  sometido  ao  novo  regulamento  o  establecido  para  escudos,  emblemas,  pedras  heráldicas,  rolos  de  xustiza,  cruces  de  termo  e  demais pezas e monumentos de análoga índole, cando a súa antigüidade sexa de máis de cen anos, no Decreto  núm. 571/1963 do 14 de marzo de protección de escudos, emblemas, cruces de termo e outras pezas  similares.  Así  mesmo,  forman  parte  do  patrimonio  etnográfico  de  Galicia  como  resultado  de  actividades,  expresións culturais e coñecementos relevantes do pobo galego.  A  competencia  exclusiva  sobre  o  patrimonio  cultural  de  interese  de  Galicia  correspóndelle  á  Comunidade  Autónoma  Galega  quen  a  través  da  lei  antes  citada  8/95,  clasifica  os  bens  inmobles  de  interese cultural en:   1.

Bens declarados como aqueles que están inscritos no Rexistro de Bens de Interese Cultural. 

2.

Bens catalogados como aqueles que están incluídos no Catálogo do Patrimonio de Galicia 

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    Fig. 7. Situación dos cruceiros (*) no concello de Ribadavia. UTM 1 × 1 km. 

3.

Bens do  Inventario  xeral  do  patrimonio  cultural  de  Galicia  conformado  por  aqueles  bens  declarados  de  interese  cultural,  os  catalogados  e  aqueloutros  que  sen  estaren  incluídos  entre  os  anteriores merezan ser conservados. 

A protección de todos os bens que integran o patrimonio cultural de Galicia corresponde en primeiro  lugar  aos  propietarios,  posuidores  e  demais  titulares  de  dereitos  reais  dos  mesmos,  que  están  obrigados  a  conservalos,  coidalos  e  protexelos  debidamente  para  aseguraren  a  súa  integridade  e  evitaren a súa perda, destrución ou deterioración. Non obstante, o réxime de protección depende da  clasificación na que se inclúa o ben. 

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Aqueles declarados de interese cultural gozarán da máxima protección e tutela, e deben ser regulados  especificamente a incoación e suspensión de licencias, causas de posibles desprazamentos e obriga de  autorización da Consellería de Cultura para calquera intervención.  Os bens inmobles catalogados posúen un réxime de protección algo máis baixo, se ben a intervención  sobre  estes  precisará  a  autorización  previa  da  Consellería  de  Cultura  que  pode  suspender  de  xeito  cautelar calquera obra non autorizada.  Os bens inventariados gozan dunha protección baseada en evitar a súa desaparición, e están baixo a  responsabilidade dos concellos e da Consellería de Cultura que deberá autorizar calquera intervención  que os afecte. O artigo 30 da Resolución do 14 de maio de 1991 pola que se ordena a publicación das  normas complementarias e subsidiarias de planeamento das provincias da Coruña, Lugo, Ourense e  Pontevedra, en relación coas áreas de protección dos bens incluídos no inventario, establece para os  cruceiros  inventariados,  unha  área  de  protección  constituída  por  unha  franxa  de  50  metros  a  contar  desde o elemento ou vestixio máis exterior, na que para realizar calquera das actividades recollidas no  artigo 178 da lei do solo é preciso informe previo da Comisión Provincial do Patrimonio con carácter  vinculante.  A  Disposición  adicional  segunda  da  lei  8/95  inclúe  no  Inventario  xeral  do  patrimonio  cultural  de  Galicia  todos  aqueles  bens  recollidos  nos  catálogos  das  normas  complementarias  e  subsidiarias  de  planeamento  das  provincias  da  Coruña,  Lugo,  Ourense  e  Pontevedra  así  como  os  contidos  nos  catálogos de calquera outra figura de planeamento.  Os  cruceiros  de  Ribadavia,  non  se  atopan  incluídos  especificamente  nin  no  Rexistro  de  bens  de  interese cultural, nin no Catálogo do patrimonio de Galicia nin nas citadas normas complementarias e  subsidiarias de planeamento e nin tan sequera en inventarios artísticos como DEL CASTILLO, (1987),  polo que a súa inclusión no Inventario xeral do patrimonio cultural de Galicia é por defecto, en base  ao artigo 1.3 da lei 8/95 polo que se integran no patrimonio cultural de Galicia os bens mobles, inmobles e  inmateriais  de  interese  artístico,  histórico, arquitectónico,  paleontolóxico,  arqueolóxico,  etnográfico,  científico  e  técnico que merezan ser conservados.  De  feito,  no  último  inventario  do  patrimonio  cultural  da  provincia  de  Ourense  publicado  no  Diario  Oficial de Galicia na Resolución do 14 de maio de 1991 pola que se ordenaba a publicación das normas  complementarias e subsidiarias de planeamento das provincias galegas, non aparece ningún cruceiro  no  concello  de  Ribadavia  (castros,  conventos,  igrexas,  capelas,  santuarios,  casas  e  pontes  son  os  monumentos citados).  Polo  exposto,  cremos  de  interese  estudar  todos  os  cruceiros  galegos  e  completar  o  seu  inventario  e  catalogación  como  un  medio  para  a  súa  protección  e  evitar  así  situacións  de  espoliación,  roubos,  cambios,  desprazamentos,  substitucións  de  elementos,  ou  mesmo  a  súa  deterioración  natural.  No  concello  de  Ribadavia  constátase  o  mal  estado  no  que  se  atopan  algúns  cruceiros,  entre  os  que  destacan os estragos dos cruceiros do cemiterio da parroquia de Santo André de Campo Redondo, a  falta  de  elementos  do  cruceiro  da  parroquia  de  San  Pedro  de  Sanín,  hoxe  (2013)  desaparecido  por  completo ou a desaparición durante o século XX dun cruceiro enteiro, o das Baroutas na parroquia de  Santo André.    O  listado  orixinal  dos  cruceiros  ribadavienses  debeu  ser  máis  extenso  e  antigo  se  temos  en  conta  a  AVILA Y LA CUEVA, (1852) quen afirma que no século XVI    “...  y  en  las  inmediaciones  del  pueblo  tuvieron  ricas  posesiones  y  viñas,  y  aun  quedaron  algunos  nombres  suyos,  como  la  Cruz  de  los  Judios,  que  era  un  crucero  que  estuvo  en  el  camino que va del arrabal de la Villa para San Cristoval de Regodeygón un poco más delante  de los Ferreyros, en una peña viva que se encuentra en el suelo, antes de llegar al camino que  corta a los molinos de Maquianes,...:y otro crucero hay con el mismo nombre en el camino real 

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de Orense, cerca de las dos granjas de la Cuenga, propias del Cabildo Catedral de Santiago,  cuyas dos fincas fueron de las que poseyeron los judíos a la inmediación del pueblo”    Non se pode descartar que algún deste ou outros cruceiros se desprazaran dos seus lugares orixinais  para situarse nos emprazamentos actuais pero o máis probable é que se perdesen, máxime se temos en  conta  os  combates  e  saqueos  que  sufriu  Ribadavia  ao  longo  da  súa  historia:  saqueos  na  primeira  metade  do  século  XIV,  o  asedio  e  conquista  da  vila  polos  ingleses  a  finais  dese  mesmo  século,  a  revolución  irmandiña  (GARCÍA  JANEIRO  &  PINO  PÉREZ,  2000),  a  guerra  da  independencia  ou  a  desaparición  de  moitos  bens  eclesiásticos  co  gallo  da  exclaustración  na  desamortización  de  1837  (EIJÁN, 1920).  Noutras partes de Galicia compróbase a mesma situación como na parroquia da Ameixeira do veciño  concello de Crecente ou en varias parroquias do concello de Guitiriz (ARRIBAS ARIAS & BLANCO  PRADO,  1999),  tamén  nos  lugares  de  Coens,  Aplazadoiro  e  Serantes  do  concello  de  Laxe  e  os  de  Carreira e O Allo no concello de Zas entre outros moitos.  Segundo  o  artigo  4.1  da  lei  8/95  os  concellos  teñen  a  obriga  de  protexeren,  defenderen,  realzaren  e  daren  a  coñece‐lo  valor  cultural  dos  bens  integrantes  do  patrimonio  cultural  de  Galicia  que  radiquen  no  seu  termo  municipal que como vimos máis arriba inclúen aos cruceiros.     Lexislación  Enumeramos a continuación as normas legais máis importantes referidas á protección dos cruceiros:  Decreto  14  de  marzo  1963,  núm.  571/63  (Mº.  Educación  Nacional).  OBRAS  ARTÍSTICAS,  CIENTÍFICAS  Y  LITERARIAS.  Protección  de  escudos,  emblemas,  cruces  de  término  y  otras  piezas  similares. B.O.E. núm. 77 do 30 de marzo de 1963.  Ley 7/1985, do 2 de abril, reguladora das bases do réxime local.  Ley 16/1985, de 25 de junio, del Patrimonio Histórico Español. B.O.E. núm. 155 do 29 de xuño de 1985.  Real  Decreto  111/1986,  de  10  de  enero,  de  desarrollo  parcial  de  la  Ley  16/1985,  de  25  de  junio,  del  Patrimonio Histórico Español.  Real Decreto 1680/1991, de 15 de noviembre, por el que se desarrolla la disposición adicional novena  de  la  Ley  16/1985,  de  25  de  junio,  del  Patrimonio  Histórico  Español,  sobre  garantía  del  Estado  para  obras de interés cultural.  Resolución do 10 de xaneiro de 1990 pola que se ordena a publicación das normas complementarias e  subsidiarias de planeamento das provincias da Coruña, Lugo, Ourense e Pontevedra. D.O.G. núm. 19  do 26 de xaneiro de 1990.  Resolución  do  14  de  maio  de  1991  pola  que  se  ordena  a  publicación  das  normas  complementarias  e  subsidiarias de planeamento das provincias da Coruña, Lugo, Ourense e Pontevedra. D.O.G. núm. 134  do 15 de xullo de 1991.  Lei 8/1995, do 30 de outubro, do patrimonio cultural de Galicia. D.O.G. núm. 214 do 8 de novembro de  1995.  Lei 1/1997, de 24 de marzo, do solo de Galicia. D.O.G. núm. 59 do 26 de marzo de 1997.   

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CRUCEIRO O CRUCEIRIÑO                                                                                                                    Fig. 8.    PARROQUIA: FRANCELOS.      LUGAR: PREXIGUEIRO.      ORIENTACIÓN: 142 N   UTM: 29TNG6882379044  ALTITUDE: 140    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Nun camiño público no medio de viñedos.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  En  realidade  non  posúe  como  tal,  ten  unha  simple  rocha  que  forma  parte  do  ribazo  dunha  veiga, servindo como lindeiro respecto do camiño no que se sitúa o cruceiro.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas superiores rebaixadas mediante a unión dunha escocia e  un bocel. Na cara leste presenta un adorno formado por unha flor enmarcada nun círculo (Fig.  12).  Presenta  numerosas  cuñas  de  ferro  entre  o  pedestal  e  a  plataforma  para  calzalo  axeitadamente. Está ben conservado.    FUSTE  Granito.  De  forma  cuadrangular  os  primeiros  18  cm  para  logo  pasar  a  octogonal  irregular  mediante o rebaixe dos 4 vértices do cadrado. En bo estado agás a parte superior onde aparece  solto na unión co capitel presentando cuñas de ferro para calzalo.    CAPITEL  Granito.  Primeiro  de  sección  circular  para  logo  na  parte  superior  do  mesmo  pasar  a  cuadrangular con dous filetes. Estas unións teñen aspecto fráxil e atópanse en mal estado (Fig.  11).  CRUZ  Granito. De sección cuadrangular cos extremos lisos. No anverso aparece o Cristo crucificado  con  barba  e  pelo  longo  e  unha  coroa  de  espiñas  na  cabeza  (fig.  9,  10  e  13).  Esta  está  lixeiramente  inclinada  sobre  a  dereita.  O  pé  dereito  está  sobre  o  esquerdo.  Un  simple  pano  cingue a súa cintura. Destacan os cravos sobre as mans e os pés.  Hai  algúns  anos  rompeulle  o  brazo  esquerdo  tanto  de  Xesús  como  da  cruz  dun  disparo,  botando os anacos moito tempo ao pé do propio cruceiro. Finalmente arranxárono pero aínda  se observa a fractura.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho         49 21 34 10  Longo        48 34 65  Alto        38 172 25 90  325    

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  Fig. 8. Cruceiro do Cruceiriño. Francelos. Vista xeral posterior co río Miño ao fondo. 

       

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  Fig. 9. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos. 

     

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  Fig. 10. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos. 

     

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  Fig. 11. Capitel do cruceiro do Cruceiriño. Francelos. 

 

Fig. 12. Detalle do pedestal do cruceiro do Cruceiriño. Francelos. 

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    Fig. 13. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos. 

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CRUCEIRO DO SANTO CRISTO                                                                                                    Fig. 14, 16.    PARROQUIA: FRANCELOS.      LUGAR: PREXIGUEIRO.       ORIENTACIÓN: 165 N    UTM: 29TNG6886778978  ALTITUDE: 120    DATA DE CONSTRUCIÓN: 1848    PROPIEDADE: Privado.    SITUACIÓN  No interior dun viñedo privado, a carón dunha carreira e ao pé dun camiño.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito.  Posúe  3  chanzos  de  forma  cuadrangular.  O  primeiro  e  o  segundo  parcialmente  enterrados. O inferior non recobre o segundo na súa totalidade. A súa conservación non é boa  faltando algún anaco do mesmo.    PEDESTAL  Granito.  De  forma  cúbica  coas  arestas  superiores  rebaixadas.  Posúe  en  3  das  4  caras  laterais  inscricións enmarcadas por cadrados cos ángulos substituídos por curvas cara ao interior. A  inscrición  está  na  liña  establecida  por  RISCO,  (1979):  constan  os  nomes  das  persoas  que  mandaron facelo pola súa devoción. A lectura da lenda realízase por liñas desde a cara SO do  pedestal ata a do NE, pasando pola cara SE e resulta lexible o seguinte:    Pedestal         Cara SO         Cara SE       Cara NE    1ª liña:                L O M A N D O    A C E R D E S U  D V O C I O N      2ª liña    __  O  S   __    __ __ A N C O     M A R I A     3ª liña    __ __ A N C O     V A Z q E Z    V A Z q V E Z I     En bo estado de conservación, se ben a inscrición está a piques de perderse.    FUSTE  Granito.  Primeiro  de  sección  cuadrangular  para  de  seguido  pasar  a  octogonal  aínda  que  irregular.  Posúe  unha  inscrición  na  cara  leste  consistente  nun  A  maiúsculo  cun  círculo  incompleto  na  súa  parte  superior;  debaixo  un  D  tamén  maiúsculo  (Año  De)  e  finalmente  o  ano,  probablemente  a  data  da  súa  construción. Bo estado de conservación (Fig. 15).    CAPITEL  Granito.  Con  forma  troncopiramidal  invertida.  De  sección  cuadrangular  cos  vértices  rebaixados,  comeza  cun  filete  seguido  dun  bocel,  ámbolos  dous  cuadrangulares  cos  vértices  novamente  rebaixados.  Despois  segue  unha  sección  similar  ao  fuste  para  rematar  en  filete,  toro e dous filetes de idéntico grosor en dous niveis.         

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CRUZ Granito.  Sección  cuadrangular.  Extremos  da  mesma,  lisos.  No  anverso  figura  de  Cristo  crucificado, cabeza non inclinada, pé dereito sobre o esquerdo (Fig. 17). Visibles os cravos nas  mans coas costelas moi marcadas e un simple pano envolvendo a cintura. Pernas separadas.  Na  parte  superior  aparece  a  inscrición  INRI  moi  sobresaínte  da  cruz.  A  conservación  non  é  boa,  semella  que  lle  falta  o  nariz  e  ten  rotos  o  brazo  e  o  xeonllo  esquerdos.  No  reverso  sen  efixie.      OBSERVACIÓNS.  O actual propietario afirma que foi erixido por un ofrecemento relacionado coa curación dun  enfermo  nas  augas  medicinais  de  Prexigueiro.  A  inscrición  podería  avalar  a  devandita  explicación.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho   230  231 149    62 22 33 12  Longo    210 146    62 73  Alto  23  21 22    61 226 31 83  467                                                          Fig. 14. Cruceiro do Santo Cristo. Francelos.                                        Fig. 15. Detalle do fuste do cruceiro                                       1997.                                                                                    do Santo Cristo. Francelos. 

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  Fig. 16. Cruceiro do Santo Cristo. Francelos. Vista xeral anterior.  2012. 

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  Fig. 17. Cristo do cruceiro do Santo Cristo. Francelos. 

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CRUCEIRO DO POUSO                                                                                                                          Fig. 18.    PARROQUIA: FRANCELOS.      LUGAR: FRANCELOS.     ORIENTACIÓN: 327 N   UTM: 29TNG6935580753   ALTITUDE: 80    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado na rúa principal de Francelos rodeado de asfalto e a pouca distancia da parede dunha  casa. Non se documentan traslados do cruceiro.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non  posúe  plataforma.  O  pedestal  aséntase  directamente  sobre  laxes  de  pedra.  Na  cara  NE  apréciase un banzo de granito sobresaíndo do asfalto.    PEDESTAL  Granito.  De  forma  cúbica.  Presenta  un  suco  desde  a  base  do  fuste  ata  o  exterior  da  base.  Conservación boa (Fig. 19).    FUSTE  Granito. De sección octogonal aínda que arranca cuadrangular. En bo estado de conservación.    CAPITEL  De granito distinto ao do fuste empeza primeiro con sección octogonal (escocia, filete e bocel)  aínda que de maior anchura que o fuste para logo pasar a cuadrangular (piramidal invertido)  con 4 niveis de menor a maior (filete, bocel e 2 filetes no ábaco). Conservación boa    CRUZ  O  granito  é  igual  ao  do  capitel.  De  sección  octogonal  irregular  agás  na  súa  base  que  é  cuadrangular.  Extremos  en  forma  de  cruz  florenzada  moi  marcados  (Fig.  20).  Sen  efixies.  Rompeu  por  un  acto  vandálico  á  altura  dos  brazos,  restaurándose  con  cemento  ben  visible.  Conservación regular.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho         59 22 30 18  Longo        59 28 67  Alto        50 206 28 86  370          

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  Fig. 18. Cruceiro do Pouso. Francelos. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 19. Pedestal do cruceiro do Pouso. Francelos. 

 

  Fig. 20. Cruz do cruceiro do Pouso. Francelos. 

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CRUCEIRO DO CRUCEIRO                                                                                                                    Fig. 21.    PARROQUIA: FRANCELOS.      LUGAR: O CRUCEIRO.      ORIENTACIÓN: 147 N   UTM: 29TNG6982381254  ALTITUDE: 80    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Á  beira  da  estrada  comarcal  OR‐401,  á  altura  do  quilómetro  55  e  á  entrada  da  vila  de  Francelos. Hai poucos anos desprazouse uns 25 m ao leste debido á ampliación do camiño ao  pé do cal se situaba. Foi derrubado nalgunha ocasión.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Formada  por  3  chanzos  de  forma  cuadrangular  semienterrados  pola  recente  ampliación  e  asfaltado dunha pista. O primeiro chanzo é de cemento e os superiores de granito. Está mal  conservado e rodeado de cascallos, pedras e herbas (Fig. 23).    PEDESTAL  Granito.  Moi  baixo,  de  forma  cuadrangular.  Conservación  defectuosa.  Os  cascallos  case  o  enterran pola cara N (Fig. 23).    FUSTE  Granito.  Estriado.  A  base  do  fuste  é  cuadrangular  con  arestas  biseladas  pasando  a  forma  circular a través dun bocel. A partir de aí presenta 16 rañuras lonxitudinais que á metade do  fuste se reducen a 8 tras pasar os espazos entre rañuras de convexos a cóncavos. O estado de  conservación é bo aínda que ten certa inclinación.    CAPITEL  Granito.  De  forma  cuadrangular  e  separado  do  fuste  por  un  bocel  circular.  Unido  por  catro  filetes  ás  4  volutas  simples  rematadas  por  unha  sección  cuadrangular.  Consérvase  en  bo  estado.    CRUZ  Granito.  De  sección  cuadrangular  coas  arestas  dobremente  rebaixadas  Os  extremos  rematan  en forma de cruz florenzada. Non presenta efixies pero ten o letreiro da inscrición INRI (Fig.  22). Ben conservado.        PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho   240  215 122    45 18 23   Longo        45 81  Alto  37  19 23    7 280 27 95  488    

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  Fig. 21. O Cruceiro. Francelos. Vista xeral anterior. 

   

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  Fig. 22. Cruz do Cruceiro. Francelos. 

 

  Fig. 23. Plataforma e pedestal do Cruceiro. Francelos. 

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CRUCEIRO I DO CEMITERIO                                                                                                         Fig. 24, 25.    PARROQUIA: RIBADAVIA.      LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 282 N   UTM: 29TNG7051581795    ALTITUDE: 110    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Concello de Ribadavia.    SITUACIÓN  Situado á entrada da porta principal do cemiterio de Ribadavia. Entrambos sitúase unha mesa  de pedra na que se colocaban santos e defuntos para as rogativas e pregarias. O anverso mira  cara á porta do cemiterio mentres que o reverso ao propio cemiterio.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito.  Posúe  catro  chanzos  de  forma  cuadrangular.  As  súas  arestas  sobresaen  do  propio  chanzo.  O  inferior  presenta  moitas  fracturas  faltándolle  bastantes  anacos.  Conservación  defectuosa.    PEDESTAL  Granito.  De  forma  cúbica  coas  caras  moi  cóncavas  na  parte  media  (dous  filetes  enmarcando  unha gran escocia). En bo estado.    FUSTE  Granito.  De  sección  circular  aínda  que  comeza  cuadrangular  para,  a  través  de  dous  boceis  circulares e un formado por 14 esferas, pasar á sección circular definitiva. Esta presenta oito  volutas que envolven o fuste xirando sobre o mesmo cun único motivo floral que se repite en  cada voluta unhas 18‐20 veces. Ben conservado.    CAPITEL  Granito. De forma cuadrangular no ábaco. Na parte inferior presenta catro follas que envolven  desde os vértices todo o capitel. En bo estado.    CRUZ  Granito.  De  sección  circular  lisa  e  extremos  lisos.  No  anverso  presenta  a  Cristo  crucificado  mentres que no reverso presenta a María en actitude de pregaria apoiada sobre un resalte (Fig.  26 e 27). As efixies atópanse moi erosionadas e os detalles das mesmas estanse a perder. No  anverso, enriba do Cristo aparece o letreiro coa inscrición INRI. Aínda que non presenta danos  importantes, a erosión é evidente na pedra, quizais de baixa calidade.    OBSERVACIÓNS.  O cemiterio actual de Ribadavia data de 1855, precisamente o ano no que se clausurou o de  Santa  María  da  Oliveira  e  ata  ese  momento  único  en  Ribadavia  ao  aire  libre.  Ampliouse  posteriormente sendo reinaugurado en 1903 (EIJÁN, 1920).            

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PEDESTAL PLATAFORMA     1            2           3           4  Ancho   225  187 150  100  47 Longo  225  187 150  100  47 Alto  10  19 20  21  41      

FUSTE 15 208

CAPITEL

CRUZ

23 23 31

TOTAL

9 60  73 

423

  Fig. 24. Cruceiro I do cemiterio. Ribadavia. Vista xeral posterior.  2012. 

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  Fig. 25. Cruceiro I do cemiterio. Ribadavia. Vista xeral posterior.  1997. 

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  Fig. 26. Detalle do capitel e Virxe do cruceiro I do cemiterio. Ribadavia.  

     

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  Fig. 27. Detalle do capitel e Virxe do cruceiro I do cemiterio. Ribadavia.  

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CRUCEIRO II DO CEMITERIO                                                                                                              Fig. 28.    PARROQUIA: RIBADAVIA.      LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 283 N   UTM: 29TNG7054081785    ALTITUDE: 108     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Concello de Ribadavia.    SITUACIÓN  Situado na parte posterior do interior do cemiterio de Ribadavia.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito.  Posúe  catro  chanzos  de  forma  cuadrangular.  As  súas  arestas  sobresaen  do  propio  chanzo agás no primeiro. Precisamente este atópase semienterrado pola cara N debido a que o  cruceiro se situou nunha pendente. Algúns vértices están rotos. Mal conservado.    PEDESTAL  Granito. Posúe dúas seccións: a inferior de forma cuadrangular con bocel e filete. A superior  ten forma cúbica coas caras lisas e arestas superiores suavizadas. Unha das esquinas está rota.  Mal conservado.    FUSTE  Granito.  Estriado.  De  sección  circular  con  dous  diámetros  distintos.  Tralo  primeiro  terzo  o  fuste  perde  dous  cm  de  diámetro  dando  a  impresión  de  que  se  estreita.  Posúe  13  sucos  verticais (Fig. 29). Conservación boa.    CAPITEL  Granito. Primeiro de sección circular con tres niveis (escocia, filete e bocel) para logo cambiar  a cuadrangular. No centro de cada cara presenta unha flor e volutas nos vértices (Fig. 29). Bo  estado.    CRUZ  Granito. Ebrancada e polo tanto de sección circular. Os extremos rematan cun círculo central  ben marcado. Na cara O e na base da cruz presenta un burato, quizais para a introdución dun  soporte para unha luz ou similar. Na parte superior do anverso a inscrición INRI. No anverso  aparece o Cristo, con barba, pelo longo, coroa de espiñas, cabeza ladeada á dereita e pé dereito  sobre  o  esquerdo  (Fig.  29,  30).  Costelas  moi  marcadas.  Xeonllos  xuntos  e  pernas  separadas.  Son visibles os cravos tanto nas mans como no pé dereito. Á cintura viste un pano reducido  cunha revolta no lado esquerdo. No reverso a Dolorosa en actitude de pregaria, vestida ata os  pés apoiados na cabeza dun querubín do que se distinguen as ás e plumas do peito (Fig. 31,   32). En bo estado de conservación.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho   276  228 179  130  79 24‐26 27 11  Longo  276  228 179  129  72 ‐ 27 86  Alto  20  21 22  21  66 232 32 108  522  

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  Fig. 28. Cruceiro II do cemiterio. Ribadavia 

 

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  Fig. 29. Detalle do fuste, capitel e Cristo do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia.   

   

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  Fig. 30. Cristo do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia. 

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    Fig. 31. Dolorosa do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia. 

 

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  Fig. 32. Dolorosa do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia. 

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CRUCEIRO DA OLIVEIRA                                                                                                                      Fig. 33.     PARROQUIA: RIBADAVIA.      LUGAR: CAPELA DA OLIVEIRA.      ORIENTACIÓN:  265 N   UTM: 29TNG7055982280  ALTITUDE: 100    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado no adro da capela de Santa María da Oliveira.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas rebaixadas (Fig. 35). En mal estado.    FUSTE  Granito. A sección é poligonal de 16 caras. Comeza cunha base ampla que se vai estreitando  (Fig. 35). Ben conservado.    CAPITEL  Granito.  De  forma  cuadrangular  cos  lados  cóncavos.  Ten  2  niveis  de  follas  de  acanto  con  8  follas en cada nivel. No nivel superior as follas son soporte de molduras e flores. Aprécianse  restos de policromía. Destaca a cor vermella. En bo estado.    CRUZ  Granito.  De  sección  octogonal  e  extremos  en  forma  de  cruz  florenzada  con  restos  de  policromía. No anverso presenta a Cristo crucificado mentres que no reverso presenta a María  en  actitude  de  pregaria  apoiada  sobre  unha  media  lúa.  Cristo  ten  o  pé  dereito  sobre  o  esquerdo, a cabeza ladeada á dereita así como o pano da cintura anoado a ese lado (Fig. 34,  36).  Ten  a  inscrición  INRI.  A  Virxe,  cunha  ampla  túnica  ata  os  pés,  mira  ao  ceo.  Ben  conservada.    OBSERVACIÓNS.  MERUÉNDANO,  (1914)  cita  o  adro  da  igrexa  de  Santa  María  da  Oliveira  como  destinado  a  cemiterio ata a súa clausura en 1855, sen mencionar o cruceiro actual. Con todo, aparece citado  en RISCO, (1980) cando, ao falar da capela da Oliveira, di ʺla rodea un amplio atrio cementerio con  un crucero barroco bastante bien ejecutado en piedra granítica.ʺ    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho         58 19 52   Longo        58 72  Alto        27 226 35 94  382  

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  Fig. 33. Cruceiro da Oliveira. Ribadavia. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 34. Cristo do cruceiro da Oliveira. Ribadavia.   

  Fig. 35. Detalle do pedestal e fuste do cruceiro da Oliveira. Ribadavia. 

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Fig. 36. Cristo do cruceiro da Oliveira. Ribadavia. 

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CRUCEIRO DO EVENCIO                                                                                                                       Fig. 37.    PARROQUIA: RIBADAVIA.      LUGAR: HOSTAL EVENCIO.      ORIENTACIÓN: 310 N   UTM: 29TNG7098382960  ALTITUDE: 70    DATA DE CONSTRUCIÓN: 1995    PROPIEDADE: Privada.    SITUACIÓN  Situado no xardín do hostal Evencio. Esculpido por Delfín Vázquez Guntín.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica. Ten unha inscrición formada polo escudo do hostal e o seu nome.  En bo estado.    FUSTE  Granito.  De  sección  octogonal  irregular  aínda  que  arranca  e  remata  con  seccións  cuadrangulares. En bo estado.    CAPITEL  Granito. De sección cuadrangular e forma piramidal invertida. Comeza con 3 filetes, 1 escocia  e o ábaco formado así mesmo por un filete. En bo estado.    CRUZ  Granito.  De  sección  circular  e  extremos  lisos.  No  anverso  presenta  a  Cristo  crucificado  (Fig.  38),  co  pé  dereito  sobre  o  esquerdo,  a  cabeza  non  ladeada  e  o  pano  da  cintura  anoado  á  dereita. Pelo longo e barba. Aprécianse os cravos nas mans e nos pés. No reverso presenta a  Virxe do Portal apoiada nun resalte con Xesús nos brazos (Fig. 39, 41). Ben conservado.    OBSERVACIÓNS.  Trátase  dun  cruceiro  privado  incluído  neste  traballo  por  ser  o  único  que  ten  unha  imaxe  da  patroa de Ribadavia (Fig. 40).         PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL       1            2           3           4  Ancho         40 20 35   Longo        40 61  Alto        62 200 26 94  382        

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  Fig. 37. Cruceiro do Evencio. Ribadavia. Vista xeral. 

     

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  Fig. 38. Cristo do cruceiro do Evencio. Ribadavia. 

 

  Fig. 39. Virxe do Portal do cruceiro do Evencio. Ribadavia. 

     

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Fig. 40. Igrexa da Virxe do Portal. Ribadavia. 

 

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Fig. 41. Cruceiro do Evencio. Ribadavia. 

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CRUCEIRO DA EIRA                                                                                                                                Fig. 42.    PARROQUIA: RIBADAVIA.     LUGAR: A FRANQUEIRÁN (PRAZA DA EIRA).      ORIENTACIÓN: 286 N   UTM: 29TNG7015782571  ALTITUDE: 190     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado no fondo da praza da eira mirando o val do Avia ao seu paso por Ribadavia. Hai 30  ou 40 anos trasladouse dun coto situado por enriba da igrexa da Oliveira cando se construíu a  Nacional 120.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe.    PEDESTAL  Non posúe.    FUSTE  Granito.  De  sección  octogonal  irregular.  Emprázase  directamente  sobre  o  chan  ao  que  vai  unido mediante cemento (Fig. 44). Ben conservado.    CAPITEL  Non posúe.    CRUZ  De  granito  distinto,  máis  fino  e  máis  antigo  có  do  fuste.  De  sección  octogonal  irregular.  No  anverso presenta a inscrición INRI e no centro dos brazos un cadrado baleiro. Fáltanlle algúns  anacos (Fig. 43). A conservación é mala.    OBSERVACIÓNS.  A razón entre a altura e o ancho neste cruceiro é inferior a 3 polo que stricto sensu tería que ser  considerado  como  unha  cruz.  Mantémolo  como  cruceiro  xa  que  é  probable  que  o  desprazamento que sufriu alterase a súa composición acurtando a súa altura.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho         20 17  Longo        20 86  Alto        199 54  253              

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  Fig. 42. Cruceiro da Eira. Ribadavia. Vista xeral anterior. 

       

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  Fig. 43. Detalle da cruz do cruceiro da Eira. Ribadavia.   

  Fig. 44. Detalle do fuste do cruceiro da Eira. Ribadavia. 

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CRUCEIRO DE SAN PAIO                                                                                                                      Fig. 45.    PARROQUIA: VENTOSELA.      LUGAR: SAN PAIO.      ORIENTACIÓN: 278 N   UTM: 29TNG7248283583  ALTITUDE: 130     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  un  pouco  antes  da  entrada  do  adro  da  igrexa  de  San  Paio  nun  cruzamento  de  camiños. O asfalto oculta a plataforma.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito.  Son  visibles  dous  chanzos.  De  forma  cuadrangular,  as  unións  das  pedras  teñen  exceso de cemento. A súa conservación non é moi boa.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica, ten dous resaltes, un superior e outro inferior coas paredes rectas.  Na cara O ten unha inscrición apenas lexible. Un dos vértices superiores está roto. O resalte  inferior  tápase  en  parte  polo  cemento  utilizado  na  unión  coa  plataforma  (Fig.  47).  Conservación defectuosa.    FUSTE  Granito. De sección circular. Liso. Comeza cunha sección cuadrangular de 15 x 15 x 25 cm e  remata nun bocel circular que dá paso á sección circular do varal. Ben conservado.    CAPITEL  Granito. De forma cuadrangular cun adorno único en cada cara. Ben conservado    CRUZ  Granito.  De  sección  cuadrangular  coas  arestas  rebaixadas  por  dúas  veces.  Extremos  da  cruz  rematados  en  forma  de  cruz  florenzada.  Sen  efixies.  No  anverso  o  letreiro  para  a  inscrición  INRI aínda que esta non é visible (Fig. 46). A cruz xorde dunha pequena base apoiada sobre o  capitel de sección cuadrangular de dous filetes. Atópase algo ladeada respecto da vertical do  fuste. Conservación defectuosa.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho   161  108     51 18 27 11  Longo  161  108     48 27 64  Alto  17  23     31 240 19 94  424        

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  Fig. 45. Cruceiro de San Paio. Ventosela. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 46. Detalle da cruz do cruceiro de San Paio. Ventosela.   

  Fig. 47. Detalle do pedestal do cruceiro de San Paio. Ventosela. 

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CRUCEIRO DE SANTA CRISTINA                                                                                                       Fig. 48.    PARROQUIA: VENTOSELA.      LUGAR: SANTA CRISTINA.      ORIENTACIÓN:   305 N   UTM: 29TNG7245482666  ALTITUDE: 150    DATA DE CONSTRUCIÓN:  1998  PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Na  eira  da  praza  de  Santa  Cristina,  a  poucos  metros  da  capela.  Foi  construído  pola  Escola  Taller de Ribadavia.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito. Formada por 3 chanzos de forma cuadrangular cos rebordes superiores redondeados  e sobresaíntes, o primeiro dos cales sotérrase pola banda N por mor da inclinación do terreo.  En bo estado de conservación.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas superiores rebaixadas. As catro caras verticais amosan  un  rebaixe  central  cadrado,  cos  bordes  biselados  nos  que  non  aparece  ningunha  inscrición  (Fig. 50). Boa conservación.    FUSTE  Granito.  Xorde  do  pedestal  con  sección  cuadrangular  durante  26  cm  para  logo  rebaixar  profundamente as arestas e pasar a sección octogonal cos lados case iguais (oito cm cada un).  Remata do mesmo xeito que comeza, cunha sección cuadrangular aínda que de menor altura  (21 cm).    CAPITEL  Granito.  Trátase  dun  elemento  con  dous  boceis  cuadrangulares,  separados  por  unha  sección  similar ao fuste. O bocel superior acada os 40 cm de lado por 33 cm o inferior (Fig. 49). En bo  estado de conservación.  CRUZ  Granito.  Como  o  fuste,  arranca  cunha  sección  cuadrangular  para  logo  de  rebaixar  as  arestas  levemente,  pasar  a  unha  sección  pseudooctogonal  en  toda  a  cruz.  Non  posúe  imaxes.  Os  extremos da cruz rematan escindidos e de maior anchura que o propio brazo da cruz (Fig. 49).      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho   185  143 100    50   40 13  Longo  185  143 100    50 8 40 57  Alto  17  17 17    50 159 36 72  368        

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  Fig. 48. Cruceiro de Santa Cristina. Ventosela. Vista xeral anterior. 

   

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  Fig. 49. Detalle do capitel e cruz do cruceiro de Santa Cristina. Ventosela. 

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    Fig. 50. Detalle do pedestal do cruceiro de Santa Cristina. Ventosela. 

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CRUCEIRO DAS ÁNIMAS VELLAS                                                                                                     Fig. 51.    PARROQUIA: SAN CRISTOVO DE REGODEIGÓN    LUGAR: SAN CRISTOVO.      ORIENTACIÓN:   235 N   UTM: 29TNG7133784512  ALTITUDE: 80    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Na  praza  de  San  Cristovo,  a  poucos  metros  da  igrexa  do  mesmo  lugar.  Documéntase  un  traslado desde As Adegas, o lugar onde hoxe se sitúa o campo de fútbol.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito.  Posúe  un  só  chanzo  formado  por  cinco  grandes  pedras  unidas  entre  si  por  ferros  incrustados  (Fig.  53,  54).  A  parte  central  da  plataforma  atópase  chea  de  terra.  O  chanzo  apóiase directamente sobre a laxe de pedra orixinal que aparece unicamente no cruceiro pois  todo o seu arredor atópase asfaltado. As pedras dos chanzos presentan 18 coviñas, letras, tres  cruces e un elemento formado por unha coviña central da que saen 8 liñas, semellando un sol.  En mal estado de conservación: faltan ou están rotos algúns ferros de unión e as pedras están  rotas e movidas do seu sitio.    PEDESTAL  Granito. De sección cuadrangular coas arestas rebaixadas. Levanta escasamente 9 cm porque  atópase soterrado no xabre da parte central da plataforma. Sofre un alto grao de erosión (Fig.  54). Mal conservado.    FUSTE  Granito. Sección circular, estriado, con 16 sucos ata 121 cm de altura para a partir de aí e ata o  capitel,  pasar  a  oito  sucos.  Acumínase  cara  arriba.  En  mal  estado,  con  zonas  nas  que  falta  masa, polo grao de erosión.    CAPITEL  Granito. Comeza cun bocel de sección circular que se continúa cunha parte cilíndrica lisa para  rematar  no  ábaco  con  dous  filetes  de  sección  cuadrangular;  o  inferior  presenta  volutas  (Fig.  52). Non moi ben conservado.  CRUZ  Granito. Sen imaxes. Nace cun filete cuadrangular apoiado sobre o ábaco e logo segue cunha  sección cuadrangular coas arestas dobremente rebaixadas. Estremos da cruz adornados cunha  flor con catro pétalos (Fig. 52).    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1           2            3           4  Ancho   169      23 24 22 17  Longo  151      24 22 81  Alto  17      9 245 22 98  391  

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  Fig. 51. Cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo de Regodeigón. Vista xeral anterior. 

       

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  Fig. 52. Capitel e cruz do cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo de Regodeigón. 

       

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  Fig. 53. Plataforma e pedestal do cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo de Regodeigón. 

  Fig. 54. Detalle da plataforma e pedestal do cruceiro das Ánimas Vellas.   San Cristovo de Regodeigón. 

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CRUCEIRO DO COTIÑO                                                                                                                     Fig. 55.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: O COTIÑO.      ORIENTACIÓN: 240 N   UTM: 29TNG7333685811  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado á beira do camiño cara á igrexa parroquial de Santo André.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito. Posúe 3 chanzos de forma cuadrangular. Ao estar situado en costa, o chanzo inferior  amósase parcialmente enterrado pero aínda son visibles partes rotas do mesmo. No segundo  chanzo hai unha coviña no vértice que mira o SE. O estado de conservación non é bo.    PEDESTAL  Granito. De forma cuadrangular, semella o cuarto chanzo pola súa escasa altura e dimensións  proporcionais ás outras escalas. Sen adornos, mostra as súas caras rectas aínda que en 3 delas  se  aprecian  inscricións,  se  ben  ilexibles.  Na  parte  superior  e  en  dirección  NO  presenta  outra  coviña. Semella estar roto desde hai moito tempo. Conservación mala.    FUSTE  Granito. De sección circular, con éntase. Comeza cunha pequena sección cuadrangular que dá  paso a un bocel e de aí continúase coa sección circular, diminuíndo o seu diámetro a medida  que se vai acercando ao capitel. Está algo desviado da vertical e xunto con el o capitel e a cruz.  Conservación defectuosa.    CAPITEL  Granito. De forma esférica, dividido horizontalmente en dúas partes por un filete do que saen  costelas  cara arriba  e abaixo  de  forma inclinada (Fig.  57). Non  abundan  este tipo  de  capiteis  segundo LAREDO VERDEJO, (1993), quen os ten atopados en Santa Comba, Agolada, Verín e  Goián.  PINO  ÁLVAREZ,  (in  litt.)  tamén  cita  tres  na  parroquia  de  Corzáns  do  concello  de  Salvaterra. En bo estado.    CRUZ  Granito. De sección cuadrangular coas arestas rebaixadas por dúas veces. Extremos en forma  de cruz florenzada. Sen efixies. No anverso o letreiro para a inscrición INRI aínda que non é  visible. A cruz xorde dunha pequena base apoiada sobre o capitel de sección circular con dous  resaltes, un na parte superior e outro na inferior (Fig. 56). Conservación boa. Cómpre a poda  regular  das  árbores  que  o  arrodean,  principalmente  unha  moreira  (Morus  nigra)  que  mesmo  chega a tapar a cruz.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1            2             3          4  Ancho   245  182 119    59 22 29 15  Longo  233  182 122    59 73  Alto  12  22 18    21 201 22 84  380  

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  Fig. 55. Cruceiro do Cotiño. Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 56. Cruz do cruceiro do Cotiño. Santo André de Campo Redondo. 

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  Fig. 57. Detalle do capitel do cruceiro do Cotiño. Santo André de Campo Redondo. 

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CRUCEIRO DE SANTO ANDRÉ                                                                                                            Fig. 58.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 114 N   UTM: 29TNG7341285759  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  no  interior  do  cemiterio  da  igrexa  parroquial  de  Santo  André  de  Campo  Redondo.  Emprazado no centro do mesmo aproximadamente e moi preto dos nichos.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Cemento. Posúe un só chanzo situado a nivel do chan e entre as tumbas.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica. É de dúas pezas. Ten dous resaltes, un na parte superior con dous  niveis  e  outro  na  inferior  cun  só  nivel.  As  arestas  están  redondeadas  e  algunhas  rotas.  En  regular estado.    FUSTE  Granito. Trátase dunha peza moi complexa con dúas seccións. A primeira comeza no pedestal,  con forma cuadrangular e logo pasa a forma circular, de menor a maior diámetro para rematar  á  metade  do fuste  nun  bocel  circular que  dá  comezo  á  segunda sección,  con éntase  na  parte  inferior. Na primeira sección aparecen os instrumentos da paixón: Tenaces, martelo, escaleira,  látego  e  lanza.  Asemade  aparece  unha  man  dereita,  un  corazón  con  tres  puñais  cravados  e  unha serpe con grandes dentes que rodea case completamente o fuste e que remata enriba das  cabezas de Adán e Eva, esculpidos na cara E do varal. Tanto Adán como Eva tapan coas súas  mans  esquerdas  e  a  axuda  dunha  folla  de  vide  os  xenitais.  Ademais,  Adán,  de  pelo  longo  e  barba, leva a outra man á gorxa, mentres que Eva, tamén de pelo longo, levanta o seu brazo  dereito, estendendo os dedos índice, medio e polgar. A segunda sección non presenta efixies.  O  seu  diámetro  tamén  é  variable,  comezando  de  menos  a  máis  para  logo  irse  estreitando.  Remata nunha arandela de ferro. (Fig. 60, 63, 64, 65) En bo estado.    CAPITEL  O  granito  do  capitel  e  da  cruz  semella  distinto  ao  do  fuste.  De  forma  irregular,  comeza  con  dous boceis circulares dos que nacen dúas fileiras de follas de acanto. Na primeira fila ten oito  follas  con  dous  buratos  cada  unha.  Na  segunda  fileira  tamén  hai  oito  follas,  pero  son  máis  grandes que as da primeira, con catro buratos as dos vértices e dous as do centro. Sobre cada  unha desta follas centrais da segunda fileira apóiase a cabeza dun querubín. Nos vértices hai  unha moldura. O capitel remata nun ábaco de forma cuadrangular en dous filetes cos ángulos  rebaixados e os lados de forma cóncava (Fig. 59). En bo estado.  CRUZ  Granito. Ebrancada e de sección circular. Extremos da cruz lisos. No anverso figura de Cristo  con pelo longo, barba, coroa de espiñas, cabeza ladeada á dereita, pano con nó á cintura e pé  dereito sobre o esquerdo (Fig. 61). Son visibles os cravos nas mans e pés. Polo reverso a Virxe  con  Xesús  nos  brazos  (Fig.  62).  Viste  unha  túnica  desde  a  cabeza  ata  os  pés  que  apoian  na  cabeza dun anxo. Xesús deixa caer o brazo esquerdo (Fig. 66) . En bo estado.   

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PEDESTAL PLATAFORMA       1            2             3           4  Ancho   118      60 Longo  132      60 Alto  14      72        

FUSTE

CAPITEL

20‐25‐30

37

231

39

CRUZ

TOTAL

71  100 

456

  Fig. 58. Cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. Vista xeral posterior. 

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Cruceiros do concello de Ribadavia 

  Fig. 59. Detalle do capitel do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

                                                  Fig. 60. Detalles do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

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    Fig. 61. Cristo e capitel do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

 

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  Fig. 62. Virxe e capitel do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

 

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Fig. 63. Detalle do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

 

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Fig. 64. Detalle do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

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  Fig. 65. Detalle do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

 

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  Fig. 66. Detalle do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. 

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CRUCEIRO I DO ADRO DE SANTO ANDRÉ                                                                         Fig. 67.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 285 N   UTM: 29TNG7343085750  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado na parte N do adro da igrexa parroquial de Santo André de Campo Redondo á dereita  da  fachada  principal.  O  adro  e  o  cemiterio  mestúranse  sen  solución  de  continuidade,  e  repartidos por ese espazo hai ata 7 destes cruceiros, uns máis completos que outros pero todos  similares.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas superiores rebaixadas. En bo estado.    FUSTE  Granito. De sección octogonal. Ben conservado.    CAPITEL  Granito.  Comeza  por  un  filete  seguido  dun  bocel  que  da  paso  a  unha  sección  novamente  octogonal. O ábaco do capitel consiste nunha moldura encurvada sobre si mesma.  CRUZ  Granito.  De  sección  romboidal  aínda  que  a  base  da  cruz arranca  de  forma  cuadrangular  cos  extremos rematados en cruz florenzada (Fig. 68). Sen efixies.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1            2             3           4  Ancho         55 17 31 11  Longo        54 7 31 59  Alto        43 162 24 73  240                      

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  Fig. 67. Cruceiro I do adro de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 68. Detalle da cruz do cruceiro I do adro de Santo André de Campo Redondo. 

 

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CRUCEIRO II DO ADRO DE SANTO ANDRÉ                                                                             Fig. 69.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 298 N   UTM: 29TNG7343385755  ALTITUDE: 150    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  na  parte  S  do  adro  da  igrexa  parroquial  de  Santo  André  de  Campo  Redondo  á  esquerda da fachada principal.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas superiores rebaixadas. En bo estado.    FUSTE  Granito. De sección octogonal. Ben conservado.    CAPITEL  Granito.  Comeza  por  un  filete  seguido  dun  bocel  que  da  paso  a  unha  sección  novamente  octogonal. O ábaco do capitel consiste nunha moldura encurvada sobre si mesma (Fig. 70).  CRUZ  Granito.  De  sección  romboidal  aínda  que  a  base  da  cruz  arranca  de  forma  cuadrangular.  Faltan os brazos e a parte superior da cruz. En mal estado.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL      1            2           3           4  Ancho         52 18 31   Longo        52 7 31   Alto        51 161 24   236                          

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  Fig. 69. Cruceiro II do adro de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

 

  Fig. 70. Detalle do capitel do cruceiro II do adro de Santo André de Campo Redondo. 

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CRUCEIRO III DO ADRO DE SANTO ANDRÉ                                                                                    Fig. 71.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 28 N   UTM: 29TNG7342785746  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  no  adro  da  igrexa  parroquial  de  Santo  André  de  Campo  Redondo  á  esquerda  da  fachada principal preto dunha porta situada ao Sur daquel.     DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas superiores rebaixadas. En bo estado.    FUSTE  Granito. De sección octogonal. Ben conservado.    CAPITEL  Granito.  Comeza  por  un  filete  seguido  dun  bocel  octogonal  que  dan  paso  a  unha  sección  novamente octogonal. O ábaco do capitel consiste nunha moldura encurvada sobre si mesma  con tres relevos no centro. O capitel disponse ao contrario dos restantes do cemiterio, agás o  VI, ofrecendo a moldura cara adiante e non aos laterais (Fig. 73).  CRUZ  Granito.  De  sección  romboidal aínda que  a  base da  cruz  arranca  de  forma  cuadrangular. Os  extremos son do tipo cruz florenzada (Fig. 72). Sen efixies. Presenta una inclinación evidente  con risco de derrubamento. O seu estado de conservación é defectuoso.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1            2           3           4  Ancho         49 17 31 11  Longo        51 7 31 59  Alto        35 135 24 73  267                    

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    Fig. 71. Cruceiro III do adro de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral posterior. 

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  Fig. 72. Detalle da cruz do cruceiro III do adro de Santo André de Campo Redondo. 

  Fig. 73. Detalle do capitel do cruceiro III do adro de Santo André de Campo Redondo. 

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CRUCEIRO I DO CEMITERIO  DE SANTO ANDRÉ                                                                       Fig. 74.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 27 N   UTM: 29TNG7340385755  ALTITUDE: 150    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado no interior do cemiterio da igrexa parroquial de Santo André de Campo Redondo, ao  fondo do mesmo preto da saída Sur.     DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Non posúe pedestal. Tal vez o pedestal do cruceiro do cemiterio VII pertenza a este cruceiro.    FUSTE  Granito. De sección octogonal. En 1997 atopábase bastante desviado da súa vertical. Faltáballe  a base e o seu asentamento sobre a terra non era moi axeitado. En 2013, a base do fuste uniuse  con cemento ao zócolo do muro do cemiterio. Conservación defectuosa.    CAPITEL  En 1997, presentaba un capitel de granito, con dous filetes seguidos dun bocel octogonal que  daban paso a unha sección novamente octogonal. O ábaco do capitel consistía nunha moldura  encurvada  sobre  si  mesma  con  3  relevos  no  centro  cara  aos  laterais.  Seguía  a  inclinación  do  varal e atopábase mal conservado. Na actualidade falta o capitel.  CRUZ  Ao igual que co capitel, en 1997, a cruz era de granito, de sección romboidal aínda que a base  da  cruz  arrancaba  de  forma  cuadrangular.  Os  extremos  eran  do  tipo  cruz  florenzada,  sen  efixies. Seguía a inclinación do varal e capitel con risco de que se derrubase. Actualmente, só  se conserva o fuste, estando desaparecidos tanto o capitel como a cruz.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2           3           4  Ancho         49 18 31 11  Longo        49 8 31 59  Alto        40 165 24 73  302    

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  Fig. 74. Cruceiro I do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

 

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CRUCEIRO II DO CEMITERIO DE SANTO ANDRÉ                                                                       Fig. 75.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 208 N   UTM: 29TNG7340885771  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado no interior do cemiterio da igrexa parroquial de Santo André de Campo Redondo ao  fondo  do  mesmo  preto  do  muro  Norte.  Este  cruceiro  está  desmontado  e  só  se  conservan  no  lugar dúas pezas do conxunto.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica sen as arestas rebaixadas. En 1997 aparecía semienterrado mentres  que hoxe en día aparece ao pé do muro do cemiterio a carón do fuste. Mal conservado.    FUSTE  Granito.  De  sección  octogonal.  Actualmente  está  apoiado  sobre  o  muro  do  cemiterio  e  desencaixado do pedestal.    CAPITEL  En 1997 presentaba un capitel de granito, con dous filetes seguidos dun bocel octogonal que  daban paso a unha sección novamente octogonal. O ábaco do capitel consistía nunha moldura  encurvada sobre si mesma con 3 relevos no centro cara aos laterais. En 2013 non se conserva  este elemento.  CRUZ  En  1997  presentaba  unha  cruz  de  granito,  de  sección  romboidal  aínda  que  a  base  da  cruz  arrancaba  de  forma  cuadrangular.  Os  extremos  eran  do  tipo  cruz  florenzada  e  non  posuía  efixies. Actualmente, tampouco se conserva ese elemento do cruceiro.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1           2            3            4  Ancho         53 18 31 11  Longo        51 8 31 59  Alto        48 169 24 73  314    

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  Fig. 75. Cruceiro II do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

 

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CRUCEIRO III DO CEMITERIO DE SANTO ANDRÉ                                                                      Fig. 76.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 210 N   UTM: 29TNG7341585766  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado no interior do cemiterio da igrexa parroquial de Santo André de Campo Redondo nun  corredor do mesmo cara ao Norte.     DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas rebaixadas. En 1997 os restos da cruz e do capitel deste  cruceiro estaban tiradas arredor do pedestal. Algunhas arestas están rotas. Mal estado.    FUSTE  Granito. De sección octogonal. Ben conservado.    CAPITEL  En 1997 presentaba un capitel de granito, situado no chan ao pé do propio cruceiro. Tiña os  dous filetes típicos de sección octogonal e o bocel superior. No centro víase un cravo de ferro  para a súa unión co fuste. A sección octogonal do capitel aparecía sobre a base, mentres que o  ábaco de molduras encurvadas estaba sobre o alto do fuste pero colocado do revés. Hoxe en  día este elemento xa non se conserva.   CRUZ  En 1997 tiña unha cruz de granito, de sección romboidal aínda que a base da cruz arrancaba  de forma cuadrangular. Os extremos eran do tipo cruz florenzada. Sen efixies. A cruz estaba  no chan apoiada sobre unha lápida que á súa vez se apoia na base do cruceiro. Actualmente  tampouco se conserva este elemento.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1            2             3          4  Ancho         17   Longo        7   Alto        154                

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  Fig. 76. Cruceiro III  do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

           

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CRUCEIRO IV DO CEMITERIO DE SANTO ANDRÉ                                                                    Fig. 77.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: CEMITERIO.      ORIENTACIÓN: 298 N   UTM: 29TNG7343085746  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  no  adro  da  igrexa  parroquial  de  Santo  André  de  Campo  Redondo  á  esquerda  da  fachada principal ao lado do número II. Só se conserva a base. Aínda que o mantemos como  un cruceiro independente, puidera ser que formase parte do cruceiro número catro do mesmo  cemiterio.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica coas arestas rebaixadas. Presenta na parte superior o burato para o  encaixe do fuste e varios ocos nun dos laterais.É a única peza que se conserva do cruceiro.    FUSTE  Non se conserva.    CAPITEL    Non se conserva.    CRUZ    Non se conserva.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1             2            3          4  Ancho         51   Longo        51   Alto        50                              

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  Fig. 77. Pedestal do cruceiro IV do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. 

                 

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CRUCEIRO DA CRUZ                                                                                                                              Fig. 78.    PARROQUIA: SANTO ANDRÉ DE CAMPO REDONDO.  LUGAR: O BARRONDO.      ORIENTACIÓN: 89 N   UTM: 29TNG7345285433  ALTITUDE: 150     DATA DE CONSTRUCIÓN: 1922    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado na beira dun camiño que sobe ao lugar do Barrondo. O camiño non remata no propio  cruceiro  pero  arredor  do  mesmo,  hai  unha  cha  duns  25  m2,  onde  a  procesión  se  detiña  para  dar a volta, logo das rogativas. Algúns veciños comentáronnos que algunhas mulleres, mesmo  cun  balde  na  cabeza,  cando  ían  polo  camiño  do  Fondo  da  Vila,  axeonllábanse  ao  pasar  por  diante deste cruceiro.     DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non posúe plataforma.    PEDESTAL  Granito.  De  forma  cúbica,  cuadrangular,  coas  arestas  rebaixadas  e  case  soterrado  por  completo.    FUSTE  De  granito  e  sección  octogonal  (Fig.  79).  A  anchura  de  cada  cara  é  de  9,5  cm  e  nas  catro  orientadas ao Oeste existe unha inscrición en 8 liñas coa seguinte lenda RECUERDO DE JOSE  BERNARDEZ COLLARTE FALLECIO EN LISBOA – A 24 DE MAYO DE 1933, distribuída do  seguinte xeito:                                                       RE    CU    ER     DO                                                       DE    JO     SE     BER                                                       NA    R      DE     Z                                                       CO    LL    AR    TE                                                       FA    LLE  CIO   EN                                                       LIS   BO    A–A  24                                                       DE    MA   YO    DE                                                                19      33  Na  parroquia  de  Santo  André  son  comúns  os  apelidos  Bernárdez  e  Collarte,  aínda  que  non  atopamos un familiar directo do mencionado no cruceiro.    CAPITEL  Tamén de xeito octogonal cun rebaixe superior e inferior. Cada lado mide 12 cm e nun deles  figura o ano de construción (Fig. 80).    CRUZ  Tanto o stipes como o patibulum son de sección octogonal e de granito. As caras octogonais  miden 7 cm. O anverso leva unha nova cruz, bastante deteriorada. O reverso é liso, sen ningún  motivo. Os extremos do stipes e patibulum semellan florenzados, cunha parte central circular  lisa, adornada pola parte externa con 4 ribetes ou volutas (Fig. 81).     

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OBSERVACIÓNS. O estado de conservación actual do cruceiro é bo, aínda que presenta danos na cruz inscrita.  Porén,  o  contorno  no  que  se  sitúa  pode  supoñer  un  gran  perigo  para  a  súa  conservación  futura. Está practicamente arrodeado de Acacia dealbata, Arbutus unedo, Quercus robur e Pinus  pinaster, que ameazan a súa integridade tanto pola acción das raíces coma polas ramas batidas  polo  vento.  Polo  demais,  a  presenza  da  vexetación  engade  un  risco  importante  para  a  súa  conservación en caso de lume.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1             2           3           4  Ancho         46 22 29 18  Longo        45   Alto        ? 171 14,5 110       

  Fig. 78. Cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 79. Detalle do fuste do cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo. 

  Fig. 80. Detalle do capitel do cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo. 

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    Fig. 81. Cruz do cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo. 

   

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CRUCEIRO DO BARAZAL                                                                                                                  Fig. 82.    PARROQUIA: SANTIAGO DE ESPOSENDE.      LUGAR: O BARAZAL.     ORIENTACIÓN: 97 N   UTM: 29TNG7363886317  ALTITUDE: 210    DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado cara ao monte, a considerable distancia da capela de Esposende. A procesión ascendía  ata alí para elevar as rogativas. Actualmente atópase rodeado de Acacia dealbata, Pinus pinaster,  Ulex galli subsp. breoganii e Erica cinerea.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito. Posúe un único chanzo de forma cuadrangular. Aparece enterrado, roto e rodeado de  acacias que xorden entre as rochas da plataforma e da unión co pedestal, poñendo en perigo a  súa estabilidade. Mal conservado.    PEDESTAL  Granito. De forma cúbica pero coas arestas verticais rebaixadas dando unha sección octogonal.  Aprécianse roturas nalgúns lados e cemento para unilo co varal. Mal conservado.    FUSTE  Granito.  De  sección  circular,  liso  e  sen  ornamentos.  Deteriorado  nalgunha  zona  (Fig.  85).  Conservación regular.    CAPITEL  Granito. Comeza cunha escocia convexa de sección circular, logo vén un filete cuadrangular e  remata  con  outro  filete  de  maiores  dimensións.  Ten  forma  de  pirámide  invertida.  Amósase  algo inclinado cara ao Sur, inclinación que logo segue máis pronunciada na cruz (Fig. 83, 84).  Conservación regular.    CRUZ  Granito. De sección cuadrangular cos extremos rematados en estrelas de 6 puntas. No anverso  figura  do  Cristo  con  pelo  longo  e  barba,  cabeza  ladeada  á  dereita,  cravos  visibles  sobre  as  mans, pano á cintura anoado á esquerda, sobresaíndo na cruz, pernas separadas e pé dereito  sobre  o  esquerdo  (Fig.  83,  84).  Na  parte  superior  restos  do  letreiro  coa  inscrición  INRI.  No  reverso sen efixies. Atópase moi deteriorado pola erosión o que impide apreciar os detalles da  figura. Ten unha forte inclinación cara ao sur. Mal conservado.    OBSERVACIÓNS.  En 1997, este cruceiro xa se atopaba rodeado dun pequeno rodal de Acacia dealbata. En 2012, o  rodal  converteuse  nun  bosque  pechado de  acacias  que  ameazan  o cruceiro  de moitos  xeitos:  golpeándoo  por  cousa  do  vento,  minando  a  súa  estabilidade  e  poñéndoo  en  serio  perigo  no  caso  dun  lume.  Urxe  a  limpeza  e  aclarado  do  seu  contorno  para  minimizar  o  impacto  dos  perigos citados (Fig. 86).     

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PLATAFORMA    1            2            3            4  Ancho   104    Longo  103    Alto  8           

PEDESTAL

   

35 35 25

FUSTE 21 179

CAPITEL

CRUZ

36 37 23

TOTAL

12 74  88 

323

  Fig. 82. Cruceiro do Barazal.  Esposende. Vista xeral anterior. 

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    Fig. 83. Cristo do cruceiro do Barazal. Esposende. 

 

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  Fig. 84. Cristo do cruceiro do Barazal. Esposende. 

   

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  Fig. 85. Detalle do fuste do cruceiro do Barazal. Esposende. 

 

  Fig. 86. Aspecto do contorno do cruceiro do Barazal en 2012. Esposende.  

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CRUCEIRO DE SANTA BÁRBARA                                                                                                       Fig. 87.    PARROQUIA: SANTIAGO DE ESPOSENDE.    LUGAR: ALTO DE SANTA BÁRBARA.       ORIENTACIÓN: 280 N   UTM: 29TNG7432186483  ALTITUDE: 369     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  no  alto  do  mesmo  nome,  lonxe  de  núcleos  rurais.  Erixido  para  calma‐la  mala  climatoloxía, evita‐los raios, as treboadas e cairos fortes con pedrazo, etc. Non se atopa no seu  asentamento orixinal e amosa un aspecto sorprendente debido a que tralos numerosos actos  vandálicos na súa contra decidiuse, para protexelo, recubrilo cunha grosa capa de formigón,  da que sobresaen tan só os extremos da cruz. A poucos metros do cruceiro atópase un altar de  cemento  en  moi  malas  condicións,  supostamente  para  o  ofrecemento  das  rogativas  e  colocación dos santos.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Cemento. De forma rectangular, está parcialmente enterrada por estar situada nunha costa. De  construción moderna ten gravados os nomes de BENITO e ALFREDO.    PEDESTAL  Formigón.  De  forma  irregular,  dá  estabilidade  ao  conxunto  ao  ter  unha  maior  superficie  de  contacto coa plataforma. Consta inscrito o ano de 1935.    FUSTE  Formigón.  Trátase  da  mesma  formación  que  a  do  pedestal  pero  con  forma  de  pirámide  e  as  caras lisas. Este pseudofuste sobe polo cruceiro, ata a propia cruz onde tan só deixa sobresaír  os  extremos  da  mesma.  Está  pintado  de  branco  e  emprazado  nun  lugar  característico,  de  tal  xeito,  que  resulta  visible  a  gran  distancia  no  val  do  Avia  ao  seu  paso  por  Leiro,  Beade,  Carballeda,  Cenlle  e  Ribadavia.  En  moi  mal  estado  de  conservación.  Actualmente  (2012)  atópase rodeado de Arbutus unedo (morodo), Ulex galli (toxo) e Pinus pinaster (piñeiro) que o  ocultan desde o val.    CAPITEL    Non é posible aprecialo.    CRUZ  Granito. Non semella ter imaxes. A cruz parece ser de sección octogonal aínda que é difícil  observalo (Fig. 88). Moi mal conservado.    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1              2           3           4  Ancho   132      17  Longo  216      80  Alto  67        215  

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  Fig. 87. Cruceiro de Santa Bárbara. Esposende. Vista lateral. 

     

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  Fig. 88. Cruceiro de Santa Bárbara.  Esposende. Vista anterior. 

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CRUCEIRO DA LAXA                                                                                                                           Fig. 89.    PARROQUIA: SAN PEDRO DE SANÍN.  LUGAR: A LAXA.      ORIENTACIÓN: 76 N   UTM: 29TNG7603785104  ALTITUDE: 130     DATA DE CONSTRUCIÓN: 1891    PROPIEDADE: Pública.    SITUACIÓN  Situado  a  uns  50  m  da  igrexa  de  Sanín.  Todos  os  anos,  o  29  de  xuño,  faise  unha  procesión  desde a igrexa que pasa polo cruceiro para retornar ao punto de partida. A estrada e o asfalto  rodeaban  o  cruceiro  a  pesar  de  estar  emprazado  case  no  patio  dunha  casa.  Foi  restaurado  recentemente coa instalación dun chan de pedra    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Granito. Con 3 chanzos de forma cuadrangular. O primeiro atópase roto na parte da estrada.  As unións das rochas consolidáronse con cemento. Nunha das esquinas presenta un coio para  o afiado dos coitelos (Fig. 92). En mal estado de conservación.    PEDESTAL  Granito.  Ten  forma  cúbica  e  as  arestas  superiores  arredondeadas.  Está  situado  de  forma  excéntrica  respecto  da  plataforma.  As  unións  entre  a  base  e  a  plataforma  reforzáronse  con  cemento. Conservación boa.    FUSTE  Granito.  De  sección  circular  co  éntase  na  parte  superior  o  que  lle  dá  aparencia  fráxil.  Polo  demais, o seu estado de conservación parece bo.    CAPITEL  Granito. De sección cuadrangular. Comeza cunha escocia de voo máis alto na parte superior  seguido  dun  filete,  outra  escocia  similar  á  primeira  e  finalmente  o  ábaco  para  dar  soporte  seguro  á  cruz.  Ten  adornos  laterais  consistentes  en  molduras  sinuosas  e  descendentes  (Fig.  91). En bo estado.    CRUZ  Granito. De sección cuadrangular, con dobre rebaixe, semellando unha cruz sobreinscrita agás  nos  remates  tanto  do  estipes  como  do  patibulum.  Os  extremos  deste  último,  presentan  un  relevo de catro follas en diagonal. Non posúe efixies (Fig. 90).    PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL     1              2          3           4  Ancho   242  184 131    61 17‐19 37 12  Longo  240  183 130    61 68  Alto  15  14 16    44 250 38 97  474  

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  Fig. 89. Cruceiro da Laxa.  San Pedro de Sanín. Vista xeral anterior. 

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  Fig. 90. Cruz do cruceiro da Laxa.  San Pedro de Sanín. 

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  Fig. 91. Detalle do capitel do cruceiro da Laxa.  San Pedro de Sanín 

  Fig. 92. Detalle da plataforma do cruceiro da Laxa.  San Pedro de Sanín 

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CRUCEIRO DAS QUINTAS    PARROQUIA: SAN PEDRO DE SANÍN.  LUGAR: AS QUINTAS.    ORIENTACIÓN: 160 N   UTM: 29TNG7606085321  ALTITUDE: 140     DATA DE CONSTRUCIÓN:    PROPIEDADE: Privada.    SITUACIÓN  En 1997 situábase a poucos metros da estrada N‐120 nunha finca privada, moi abandonado no  medio  dun  bosque  de  acacias  que  facían  moi  difícil  velo,  aínda  estando  a  poucos  metros.  Faltáballe  a  cruz,  probablemente  en  poder  do  seu  dono.  Os  datos  amosados  aquí  reflicten  a  súa situación naquel ano.    DESCRICIÓN    PLATAFORMA  Non se lle aprecia a plataforma. Probablemente non teña.    PEDESTAL  Granito.  Totalmente  enterrado  e  cuberto  polas  raíces  das  acacias.  Só  escavando  pode  apreciarse  a  parte  superior  do  mesmo.  Probablemente  de  forma  cúbica  e  sección  cuadrangular; arestas redondeadas e cheo de raíces das acacias. Mal conservado.    FUSTE  Granito.  De  sección  circular.  Constitúe  unha  soa  peza  co  capitel.  Aparece  lixeiramente  inclinado cara ao Oeste. Conservación defectuosa.    CAPITEL  Granito.  É  moi  parecido  ao  capitel  do  cruceiro  da  Laxa.  De  sección  cuadrangular.  Comeza  cunha  escocia  de  voo  máis  alto  na  parte  superior  seguida  dun  filete,  outra  escocia  similar  á  primeira  e  finalmente  o  ábaco  para  dar  soporte  seguro  á  cruz.  Ten  adornos  laterais  consistentes  en  molduras  sinuosas  e  descendentes.  Labrado  dunha  peza  co  fuste  polo  que  segue a inclinación deste. En bo estado.    CRUZ  Falta.    OBSERVACIÓNS.  O  cruceiro  xa  non  se  atopa  actualmente  no  lugar  indicado.  Descoñecemos  a  onde  foi  trasladado.      PEDESTAL FUSTE CAPITEL CRUZ    PLATAFORMA  TOTAL    1              2            3          4  Ancho         64 20 35   Longo        64 27   Alto        190 36   226  

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CONCLUSIÓNS

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  Cruceiros e as súas distancias ás igrexas. Mobiliario litúrxico    A maioría dos cruceiros, tal e como se observa na gráfica da figura 93, atópanse nas inmediacións de  igrexas,  capelas  ou  similares,  cunha  distribución  nesgada  cara  ás  súas  proximidades,  en  contra  do  esperable  no  caso  de  que  aqueles  se  distribuísen  ao  azar  pola  xeografía.  A  distancia  media  dos  cruceiros de Ribadavia á capela/igrexa ou lugar de culto máis próximo é de 184 m, cunha desviación  típica  de  256.  Tendo  en  conta  a  situación  actual  das  capelas  e  igrexas  anteriores  ao  século  XIX,  a  distancia  media  dos  cruceiros,  se  se  fixese  ao  chou,  sería  de  máis  de  1000  m.  Os  cruceiros  aparecen  incluídos  no  mobiliario  litúrxico  nalgunhas  ocasións  (PINO  ÁLVAREZ,  in  litt.)  e  os  datos  obtidos  neste estudo apuntan no mesmo sentido. Ademais, e dado que a parroquia se configura na súa orixe  como a unidade básica da administración da Igrexa PRECEDO LEDO & GALLEGO PRIEGO (2001) e  a súa evolución se atopa ligada ao desenvolvemento demográfico, dáse unha relación máis ou menos  clara entre o número de cruceiros e o número daquelas (Táboa 1, Fig. 93).      Distancia á igrexa ou capela máis próxima  Cruceiro de  (metros)  O SANTO CRISTO  425  O CRUCEIRIÑO  425  O POUSO  100  O CRUCEIRO  525  I DO CEMITERIO  75  II DO CEMITERIO   85  A OLIVEIRA  10  O EVENCIO  725  A EIRA  200  SAN PAIO  30  STA. CRISTINA  15  AS ÁNIMAS VELLAS  10  O COTIÑO  100  SANTO ANDRÉ  10  I DO ADRO  2  II DO ADRO   2  III DO ADRO   4  I DO CEMITERIO   20  II DO CEMITERIO   20  III DO CEMITERIO   10  IV DO CEMITERIO   3  A CRUZ  333  O BARAZAL  300  STA. BÁRBARA  925  A LAXA   25  AS QUINTAS   200    Táboa 1. Relación de cruceiros e as súas distancias en liña recta ás igrexas ou capelas máis próximas.        126


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Núm. de cruceiros

Distancia igrexas / capelas

16 14 12 10 8 6 4 2 0 -2 -4

15

2 1

2

2 3

2 4

2 5

1 6

0 7

1 8

0 9

1 10

Metros (centenas)

  Fig. 93. Número de cruceiros en relación coa distancia ás igrexas ou capelas máis próximas.        Orientacións    Na figura 94 pódense observar as diferentes direccións nas que se orientan os cruceiros ribadavienses.    A diversidade nas orientacións depende en primeiro lugar da orografía do lugar onde son levantados  e  das  distintas  funcións  para  as  que  son  erixidos  os  cruceiros.  En  segundo  lugar  os  numerosos  desprazamentos que se documentan non garanten que se conserve a orientación orixinal e por último,  o levantamento dalgúns destes monumentos non ten en conta a orientación en absoluto, polo que en  conxunto explicaría a variedade das direccións observadas.     Malia  que  existen  orientacións  en  todos  os  cuadrantes,  a  NO  é  a  que  maior  número  de  cruceiros  contempla. Os datos amosan unha diferenza significativa entre os catro cuadrantes. Aínda que non se  coñecen  datos  que  avalen  o  predominio  dunha  dirección  determinada,  como  nos  casos  das  igrexas  románicas  (PÉREZ  VALCÁRCEL,  1998:  391),  os  datos  aportados  neste  traballo  suxiren  un  certo  predominio da orientación NO, quizais relacionado do mesmo xeito que nas igrexas románicas.                        127


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    Fig.  94.. Orientación ns dos cruceirros de Ribad davia, expresadas en graoos Norte.   

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Conservación   O  estado  no  que  se  atopan  os  cruceiros  de  Ribadavia,  en  xeral,  non  é  bo,  tanto  daqueles  que  non  reciben  atención  ningunha  como  daqueloutros  que  sufriron  algún  tipo  de  reforma.  Os  primeiros  porque se van estragando pouco a pouco co risco da súa caída e posterior desaparición. Os segundos  porque  as  accións  que  se  levan  a  cabo  para  a  súa  restauración,  en  xeral,  non  están  avaladas  por  estudos e informes previos dos técnicos competentes, sendo as máis das veces, moi agresivas e pouco  respectuosas co ben en si.    Entre  os  26  cruceiros  de  Ribadavia  hainos  desprazados  do  seu  lugar  orixinal  (O  Cruceiro,  A  Eira),  desaparecidos (As Baroutas, A cruz dos Xudeus, As Quintas), deteriorados ou rotos (Santo Cristo, San  Paio,  San  Cristovo,  O  Barazal,  Cemiterio  Ribadavia  I),  restaurados  con  formigón  (San  Paio,  A  Laxa,  Santa  Bárbara)  ou  inclinados  (O  Barazal,  O  Cotiño).  No  transcurso  da  última  década  comprobamos  como  a  vexetación  se  converteu  nun  perigo  inmediato  para  o  estado  de  conservación  dalgúns  cruceiros, como o da Cruz ou o do Barazal, onde o bosque cerrado de Acacia dealbata, dificulta a súa  visión,  mesmo  moi  preto  deles.  As  raíces  destas  leguminosas  ameazan  a  estabilidade  do  cruceiro,  afectando  ás  partes  soterradas  como  a  plataforma  ou  pedestal.  Ademais,  no  caso  dos  lumes,  a  proximidade  da  vexetación  a  calquera  punto  dos  cruceiros,  pon  en  perigo  a  integridade  global  do  mesmos.     A desaparición das funcións litúrxicas asociadas aos cruceiros, como o percorrido das procesións ata  eles en determinados días do ano, inflúe sobre o seu abandono, sendo pouco visitados e, xa que logo,  os arredores dos mesmos non se manteñen en boas condicións de limpeza.    Urxe a súa protección mediante medidas encamiñadas á prevención da deterioración ou desaparición.  Os  propietarios  deben  ser  informados  do  seu  deber  de  conservalos  axeitadamente  e  prever  as  actuacións  segundo  os  casos,  para  que  dunha  maneira  sinxela,  se  aborde  calquera  problema  relacionado  con  estes  monumentos.  Un  ʺsimpleʺ  desprazamento  dun  cruceiro  precisaría  unha  comunicación ao concello que explique as necesidades ou razóns do traslado; un escrito á Consellería  competente en materia de cultura e un informe desta sobre a forma en que se debe desprazar e como  acondicionalo posteriormente así como as autorizacións administrativas correspondentes para levalo a  efecto.           

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GLOSARIO   Ábaco:  Peza  na  que  remata  normalmente  o  capitel  e  sobre  a  que  se  apoia  a  cruz  nos  cruceiros.  Co  astrágalo e o tambor conforma o capitel clásico.  Aresta: Liña de intersección de dous planos.  Astrágalo: Bocel en forma de anel, que arrodea o fuste debaixo do tambor do capitel.  Bocel: Moldura convexa de sección semicilíndrica ou elíptica de grosor variable.  Capitel: Elemento que vai sobre o fuste e que serve de apoio á cruz, ben directamente ou a través do  ábaco. Con figura e ornamentación moi variable.  Cruz: Elemento formado por dúas liñas perpendiculares que serve de sostén ás abundantes iconas dos  cruceiros.  Cruz florenzada: Cruz na que os remates dos extremos son convexos.  Cruz ebrancada: Dise daquela formada por troncos cos nós visibles.  Éntase: Dise da parte máis avultada dunha columna ou fuste, normalmente cara ao seu centro.  Escocia: Moldura cóncava con máis voo por un extremo que polo outro.  Filete:. Moldura longa e en xeral angosta de sección cadrada.  Follas: Certo tipo de adorno a imitación das follas vexetais.  Fuste: Elemento intermedio entre o capitel e a base ou pedestal.  Iconografía: Ciencia que ten por obxecto a orixe, formación e desenvolvemento dos temas figurados e  dos atributos.  Patibulum: Elemento da cruz, transversal ao stipes.  Pedestal: Trátase dunha base con morfoloxía diversa aínda que predomina a forma de paralelepípedo  rectangular, para o sustento do fuste.  Plataforma: Elemento de acceso ao cruceiro sobre o que se asenta.  Policromía: Revestimento con cores diversas.  Querubín: Elemento con morfoloxía de cabeza de neno, ás veces con ás.  Resalte: Dise dun elemento con voo.  Stipes: Elemento vertical da cruz, que no caso dos cruceiros vai fixado ao capitel.  Tambor:  Corpo  central  do  capitel,  normalmente  o  máis  avultado  e  ás  veces  de  maior  diámetro  co  fuste.  Toro: Moldura similar ao bocel, é dicir, convexa e de sección semicilíndrica.  Volutas: Adornos en espiral, normalmente sobre as partes inferiores do capitel.     

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Cruceiros do concello de Ribadavia 

BIBLIOGRAFÍA   ARRIBAS ARIAS, F. & BLANCO PRADO, J.M.: Catálogo de cruceiros da Terra Chá. Cruceiros de Castro de  Rei  e  Outeiro  de  Rei.  Cadernos  do  Seminario  de  Sargadelos,  núm.  76,  Ediciós  do  Castro,  A  Coruña,  1998.    ARRIBAS ARIAS, F. & BLANCO PRADO, J.M.: Catálogo de cruceiros da Terra Chá. Cruceiros de Guitiriz.  Cadernos do Seminario de Sargadelos, núm. 81, Ediciós do Castro, A Coruña, 1999.    ÁVILA  Y  LA  CUEVA,  F.:  Historia  Civil  y  Eclesiástica  de  la  ciudad  de  Tuy  y  su  obispado.  1852.  Villas,  arzobispados,  parroquias,  montes,  ríos,  islas.  Edición  facsímile.  Tomo  II.  Consello  da  Cultura  Galega.  Pontevedra, 1995.    DEL CASTILLO, Á.: Inventario Monumental y Artístico de Galicia. Fundación Pedro Barrié de la Maza.  La Coruña, 1987.    EIJÁN, S.: Historia de Ribadavia y sus alrededores. Madrid, 1920.    FATÁS,  G.  &  BORRÁS,  G.M.:  Diccionario  de  términos  de  arte  y  elementos  de  arqueología,  heráldica  y  numismática. Alianza Editorial, Madrid, 1999.    FARIÑA  JAMARDO,  X.  :  Os  concellos  galegos.  Parte  especial.  Fundación  Pedro  Barrié  de  la  Maza.  A  Coruña, 1993. Tomo VIII.    GARCÍA  JANEIRO,  M.J.  &  PINO  PÉREZ,  R.  (2000):  «Os  cruceiros,  monumentos  representativos  do  medievo». O Ribadaviense na Istoria, nº 4. Ribadavia (Ourense).    GARCÍA  PATIÑO,  M.  &  JAR  RAMOS,  A.:  Cruceiros  e  petos  do  Concello  de  Cotobade.  Deputación  Provincial de Pontevedra, 1998.    GARCÍA PERMUY, C.: «Os cruceiros de capeliña na terra do Barbanza: os ʺLoretosʺ». Brigantium. Bol.  Museo Arqu. Hist. Coruña. 1993/94. Vol. 8 pp. 307‐321.    GÓMEZ  NIETO,  G.,  FUMEGA  PIÑEIRO,  F.J.  &  ÁLVAREZ  RODRÍGUEZ,  J.A.:  Galicia.  Geografía.  Hércules de Ediciones, S.A. A Coruña, 1996.    LAREDO VERDEJO, J.M.: «Os nosos cruceiros». Boreal, Xuntanza Editorial. A Coruña, 1993.    MERUÉNDANO ARIAS, L.: Origen y Vicisitudes de las antiguas cuatro parroquias de la villa de Ribadavia,  de sus dos conventos y de los hospitales de la misma. Orense, 1914.    MORALES  Y  MARÍN,  J.L.:  Diccionario  de  la  Arquitectura  española.  Exclusivas  de  Ediciones,  S.A.,  Zaragoza, 1987.    PINO ÁLVAREZ, J. J.: Misceláneas de los cruceros de Cangas. Inédito.    PÉREZ  VALCÁRCEL,  J.:  La  orientación  de  las  iglesias  románicas  del  Camino  de  Santiago.  Actas  del  Segundo Congreso Nacional de Historia de la Construcción, A Coruña, 22‐24 octubre 1998, eds. F. Bores, J.  Fernández, S. Huerta, E. Rabasa, Madrid: I. Juan de Herrera, SEdHC, U., CEHOPU, 1998.   

133


R. Pino Pérez & M.J. García Janeiro 

PRECEDO LEDO, A. & GALLEGO PRIEGO, M. (eds.) : Mapa de parroquias de Galicia. Xunta de Galicia,  2001.    RISCO, V.:  Etnografía:  cultura  espritual. En  Historia  de  Galiza  de Ramón  Otero Pedrayo. Akal  Editor.  Madrid, 1979.     RISCO,  V.:  Geografía  General  del  Reino  de  Galicia.  Provincia  de  Orense.  Ribadavia.  Carreras  y  Candi,  F.  (Director). Ediciones Gallegas, S.A. A Coruña, 1980.     RODRÍGUEZ CASTELAO, A.: As cruces de Pedra na Galiza. Akal, Madrid, 1975.    RODRÍGUEZ PUENTES, E. & ABAD GALLEGO, J.C.: Cruceiros, cruces e petos de ánimas no concello de  Vigo. Concello de Vigo, 1990.    SÁNCHEZ  CORA,  T.  &  MARTÍNEZ  PLASENCIA,  M.:  Cruceiros,  cruces  e  petos  do  concello  de  Ponte  Caldelas. Concello de Ponte Caldelas, 1990.    SCHULZ,  G.  Cuaderno  de  campo,  nº  1  (Sept.‐Nov.  1832).  J.  R.  Vidal  Romaní.  Ediciós  do  Castro,  A  Coruña. 1992.    TORRES LUNA, M.P. & PAZO LABRADOR A.J.: Parroquias y arciprestazgos de Galicia. Universidad de  Santiago de Compostela, 1994.    VALLE PÉREZ, J.C.: Cruceiros, en Gran Enciclopedia Gallega, VIII, Santiago‐Gijón, 1974‐1987.   

134


Cruceiros do concello de Ribadavia 

                                       

ANEXOS                                                        

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R. Pino Pérez & M.J. García Janeiro 

136


Cruceiros do concello de Ribadavia 

ANEXO I  CRUCEIRO DE    CONCELLO        UTM     

NÚM.  

PARROQUIA 

ORIENTACIÓN

DESCRICIÓN / CONTORNO 

LUGAR

ALTITUDE

  CONSTRUTOR    ORDE DE CONSTRUCIÓN      ESTADO DE  CONSERVACIÓN   

DATA DE  CONSTRUCIÓN  PROPIEDADE    

 

PLATAFORMA

Núm. chanzos 

  Forma xeométrica      Dimensións (cm)  Ancho      Longo       Alto        Material      Conservación      Motivos representados     

Forma xeométrica 

BASE / PEDESTAL 

Dimensións (cm) 

Material Conservación 

  Ancho      Longo       Alto               

137


R. Pino Pérez & M.JJ. García Janeiro o 

Motivos representado os  Forma xeo ométrica  Dimensión ns (cm) 

Ancho

FUSTE

Longo   Alto    Material  Conservacción  Motivos representado os 

                             

Forma xeo ométrica  Dimensión ns (cm) 

Ancho

CAPITEL

Longo   Alto    Material  Conservacción  Motivos representado os 

                         

CRUZ

Motivo do o anverso 

Motivo do o reverso 

                 

Dimensión ns (cm)  cruz 

A Alto A Ancho  

Grosor G   Material /  / Conservació ón    Nú úm. Foto

138

Dataa

Motivvo

P-V-f

Focal - Flash


Cruceiros do concello de Ribadavia 

ANEXO II  Se non falta ningún elemento.  Plataforma  Pedestal     

Fuste  

Capitel 

Cruz 

Resultado Si 

Fuste          

Capitel    

Cruz    

Resultado Si  Si  Non   Si  Non 

Fuste                    

Capitel            

Cruz            

Resultado Non  Non  Non  Non  Si  Non  Si  Non  Non  Si 

Fuste                    

Capitel              

Cruz              

Resultado Non   Non   Non   Non   Non   Non   Non   Non   Si   Non  

Fuste          

Capitel       

Cruz       

Resultado Non  Non  Non  Non  Non 

Cruz

Resultado Non 

Se falta un elemento  Plataforma  Pedestal                       

Se faltan dous elementos  Plataforma  Pedestal                                           

Se faltan tres elementos  Plataforma  Pedestal                                           

Se faltan catro elementos  Plataforma  Pedestal                       

Se faltan cinco elementos  Plataforma  Pedestal  Fuste  Capitel         () Presenza do elemento ( ) Ausencia do elemento.   Si = A combinación de elementos conforma un cruceiro.   Non = A combinación de elementos non conforma un cruceiro. 

139


Cruceiros do concello de Ribadavia 

ÍNDICE DE FIGURAS  Fig. s/n. Porta Nova de Arriba. Ribadavia  .....................................................................................................................      6  Fig. 1. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos  .....................................................................................................    12  Fig. 2. Igrexa de Santiago. Ribadavia  ...............................................................................................................................    14  Fig. 3. Praza da Madalena. Ribadavia  .............................................................................................................................    16  Fig. 4. Morfoloxía dun cruceiro. Cruceiro de Francelos  .............................................................................................    19  Fig. 5. Determinación da orientación dun cruceiro. Cruceiro do Pouso (Francelos)  ........................................    21  Fig. 6. Situación do concello de Ribadavia en Galicia e na comarca do Ribeiro  .................................................    22  Fig. 7. Situación dos cruceiros no concello de Ribadavia  ..........................................................................................    24  Fig. s/n. Cruceiro I do cemiterio de Ribadavia  .............................................................................................................    27  Fig. 8. Cruceiro do Cruceiriño. Francelos. Vista xeral posterior co río Miño ao fondo  ....................................    30  Fig. 9. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos  .....................................................................................................    31  Fig. 10. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos  ...................................................................................................    32  Fig. 11. Capitel do cruceiro do Cruceiriño. Francelos  .................................................................................................    33  Fig. 12. Detalle do pedestal do cruceiro do Cruceiriño. Francelos ..........................................................................    33  Fig. 13. Cristo do cruceiro do Cruceiriño. Francelos  ...............................................................................................    34  Fig. 14. Cruceiro do Santo Cristo. Francelos. 1997  .......................................................................................................    36  Fig. 15. Detalle do fuste do cruceiro do Santo Cristo. Francelos  .............................................................................    36  Fig. 16. Cruceiro do Santo Cristo. Francelos. Vista xeral anterior. 2012  ...............................................................    37  Fig. 17. Cristo do cruceiro do Santo Cristo. Francelos  ................................................................................................    38  Fig. 18. Cruceiro do Pouso. Francelos. Vista xeral anterior  ......................................................................................    40  Fig. 19. Pedestal do cruceiro do Pouso. Francelos  .......................................................................................................    41  Fig. 20. Cruz do cruceiro do Pouso. Francelos  ..............................................................................................................    41  Fig. 21. Cruceiro do Cruceiro. Francelos. Vista xeral anterior  .................................................................................    43  Fig. 22. Cruz do cruceiro do Cruceiro. Francelos  .........................................................................................................    44  Fig. 23. Plataforma e pedestal do cruceiro do Cruceiro. Francelos  ........................................................................    44  Fig. 24. Cruceiro I do cemiterio. Ribadavia. Vista xeral posterior. 2012  ...............................................................    46  Fig. 25. Cruceiro I do cemiterio. Ribadavia. Vista xeral posterior. 1997  ...............................................................    47  Fig. 26. Detalle do capitel e Virxe do cruceiro I do cemiterio. Ribadavia  .............................................................    48  Fig. 27. Detalle do capitel e Virxe do cruceiroI do cemiterio. Ribadavia  ..............................................................    49  Fig. 28. Cruceiro II do cemiterio. Ribadavia  ..................................................................................................................    51  Fig. 29. Detalle do fuste, capitel e Cristo do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia  ..............................................    52  Fig. 30. Cristo do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia  ................................................................................................    53  Fig. 31. Dolorosa do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia  ..........................................................................................    54  Fig. 32. Dolorosa do cruceiro II do cemiterio. Ribadavia  ..........................................................................................    55  Fig. 33. Cruceiro da Oliveira. Ribadavia. Vista xeral anterior ..................................................................................    57  Fig. 34. Cristo do cruceiro da Oliveira. Ribadavia  .......................................................................................................    58  Fig. 35. Detalle do pedestal e fuste do cruceiro da Oliveira. Ribadavia  ................................................................    58  Fig. 36. Cristo do cruceiro da Oliveira. Ribadavia  .......................................................................................................    59  Fig. 37. Cruceiro do Evencio. Ribadavia. Vista xeral  ..................................................................................................    61  Fig. 38. Cristo do cruceiro do Evencio. Ribadavia  .......................................................................................................    62  Fig. 39. Virxe do Portal do cruceiro do Evencio. Ribadavia  .....................................................................................    62  Fig. 40. Igrexa da Virxe do Portal. Ribadavia  ................................................................................................................    63  Fig. 41. Cruceiro do Evencio. Ribadavia  .........................................................................................................................    64  Fig. 42. Cruceiro da Eira. Ribadavia. Vista xeral anterior  .........................................................................................    66  Fig. 43. Detalle da cruz do cruceiro da Eira. Ribadavia  .............................................................................................    67  Fig. 44. Detalle do fuste do cruceiro da Eira. Ribadavia  ............................................................................................    67  Fig. 45. Cruceiro de San Paio. Ventosela. Vista xeral anterior  .................................................................................    69  Fig. 46. Detalle da cruz do cruceiro de San Paio. Ventosela  .....................................................................................    70  Fig. 47. Detalle do pedestal do cruceiro de San Paio. Ventosela  .............................................................................    70  143 


R. Pino Pérez& M.J. García Janeiro 

Fig. 48. Cruceiro de Santa Cristina. Ventosela. Vista xeral anterior  .......................................................................    72  Fig. 49. Detalle do capitel e cruz do cruceiro de Santa Cristina. Ventosela  .........................................................    73  Fig. 50. Detalle do pedestal do cruceiro de Santa Cristina. Ventosela  ...................................................................    74  Fig. 51. Cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo de Regodeigón. Vista xeral anterior  ................................    76  Fig. 52. Capitel e cruz do cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo de Regodeigón  ......................................    77  Fig. 53. Plataforma e pedestal do cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo de Regodeigón  .......................    78  Fig. 54. Detalle da plataforma e pedestal do cruceiro das Ánimas Vellas. San Cristovo  ................................    78  Fig. 55. Cruceiro do Cotiño. Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  .......................................    80  Fig. 56. Cruz do cruceiro do Cotiño. Santo André de Campo Redondo  ...............................................................    81  Fig. 57. Detalle do capitel do cruceiro do Cotiño. Santo André de Campo Redondo  ......................................    82  Fig. 58. Cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo. Vista xeral posterior  ..........................    84  Fig. 59. Detalle do capitel do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  ...........................    85  Fig. 60. Detalles do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  .............................    85  Fig. 61. Cristo e capitel do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  ................................    86  Fig. 62. Virxe e capitel do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  ..................................    87  Fig. 63. Detalle do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  ...............................    88  Fig. 64. Detalle do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  ...............................    89  Fig. 65. Detalle do fuste do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo  ...............................    90  Fig. 66. Detalle do cruceiro de Santo André. Santo André de Campo Redondo ................................................    91  Fig. 67. Cruceiro I do adro de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  ....................................    93  Fig. 68. Detalle da cruz do cruceiro I do adro de Santo André de Campo Redondo  ........................................    94  Fig. 69. Cruceiro II do adro de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  ..................................    95  Fig. 70. Detalle do capitel do cruceiro II do adro de Santo André de Campo Redondo  ..................................    96  Fig. 71. Cruceiro III do adro de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral posterior  ...............................    98  Fig. 72. Detalle da cruz do cruceiro III do adro de Santo André de Campo Redondo  .....................................    99  Fig. 73. Detalle do capitel do cruceiro III do adro de Santo André de Campo Redondo  ................................    99  Fig. 74. Cruceiro I do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  ...........................  101  Fig. 75. Cruceiro II do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  .........................  103  Fig. 76. Cruceiro III do cemiterio de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  ........................  105  Fig. 77. Pedestal do cruceiro IV do cemiterio de Santo André de Campo Redondo  ........................................  107  Fig. 78. Cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo. Vista xeral anterior  ......................................  109  Fig. 79. Detalle do fuste do cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo  .........................................  110  Fig. 80. Detalle do capitel do cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo  .....................................  110  Fig. 81. Cruz do cruceiro da Cruz de Santo André de Campo Redondo ..............................................................  111  Fig. 82. Cruceiro de O Barazal. Esposende. Vista xeral anterior  .............................................................................  113  Fig. 83. Cristo do cruceiro do Barazal. Esposende  .......................................................................................................  114  Fig. 84. Cristo do cruceiro do Barazal. Esposende  .......................................................................................................  115  Fig. 85. Detalle do fuste do cruceiro do Barazal. Esposende  ....................................................................................  116  Fig. 86. Aspecto do contorno do cruceiro do Barazal en 2012. Esposende  ...........................................................  116  Fig. 87. Cruceiro de Santa Bárbara. Esposende. Vista lateral  ...................................................................................  118  Fig. 88. Cruceiro de Santa Bárbara. Esposende. Vista anterior  ................................................................................  119  Fig. 89. Cruceiro da Laxa. San Pedro de Sanín. Vista xeral anterior  ......................................................................  121  Fig. 90. Cruz do cruceiro da Laxa. San Pedro de Sanín ..............................................................................................  122  Fig. 91. Detalle do capitel do cruceiro da Laxa. San Pedro de Sanín  .....................................................................  123  Fig. 92. Detalle da plataforma do cruceiro da Laxa. San Pedro de Sanín  .............................................................  123  Fig. 93. Número de cruceiros en relación coa distancia ás igrexas ou capelas máis próximas  ......................  127  Fig. 94. Orientacións dos cruceiros de Ribadavia, expresadas en graos Norte  ...................................................  128 

144


CRUCEIROS DO CONCELLO DE RIBADAVIA

26 cruceiros catalogados, 24 debuxos orixinais e 70 fotograf铆as, con descrici贸ns orixinais, medici贸ns e xeorreferenciaci贸n de cada cruceiro.

Cruceiros do Concello de Ribadavia  

Os autores do libro: "Cruceiros do Concelllo de Ribadavia" María Jesús García Janeiro e Rubén Pino Pérez, este último tamén editor, dan cons...

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